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PRF – ATUALIDADES – Professor Márcio Vasconcelos

Organização do espaço econômico regional

Região Centro-Oeste

Ocupando 1.604.852,3 Km2, a região Centro-Oeste equivale a 18,86% do território brasileiro.


Compreende os estados de Goiás (GO), Mato Grosso do Sul (MS), Mato Grosso (MT) e o Distrito
Federal (DF).
Com terrenos antigos e aplainados pela erosão, seu relevo caracteriza-se pelo predomínio do
Planalto Central, onde estão os denominados Chapadões. A depressão do Pantanal Mato-grossense ou
Planície Pantaneira, cortada pelo Rio Paraguai, cujas cheias a inundam, fica no oeste do Mato Grosso
do Sul e sudoeste do Mato Grosso. O clima da região é predominantemente tropical semi-úmido com
chuvas de verão, contando com vegetação de cerrados, nos planaltos, e bastante complexa no
pantanal.
A região tem como áreas agrícolas mais desenvolvidas a Região de Campo Grande e Dourados,
com a produção de soja, milho, amendoim e trigo, e a Região de Anápolis e Goiânia, onde a presença
de solo fértil viabilizou o desenvolvimento da agricultura. Sendo assim, a modernização no campo,
com o uso intenso de tecnologia, tornou-se característica marcante na produção local de grãos que é
direcionada para o mercado internacional.
Outro ponto importante a ser analisado no processo de produção agrícola da região são os altos
custos dos serviços de transporte de escoamento da produção, que acabam comprometendo a
competitividade dos produtos agropecuários, sobretudo do Mato Grosso, considerado hoje um dos
maiores produtores de grãos do Brasil.
O caráter agropastoril é importante na análise da economia regional, tanto em valor como em
área ocupada. A pecuária é predominantemente extensiva e de corte, estando disseminada por toda a
região. Os gados Gir e Zebu estão nas áreas do cerrado, do pantanal, no centro-leste, no sudeste de
Goiás e no Mato Grosso do Sul.
A região Centro-Oeste tem como principais centros industriais Goiânia, Brasília, Anápolis,
Corumbá e Campo Grande. Entretanto, sua produção é insuficiente para o abastecimento do mercado
interno regional, o que caracteriza a região como importadora de produtos industrializados e
exportadora de produtos agrícolas. O processo de produção industrial restringe-se à produção de bens
de consumo, sobretudo os não-duráveis.
Em Corumbá são explorados o ferro e o manganês do Maciço de Urucum, que representa
grande potencial, porém pouco explorado. A produção de manganês é pequena e visa,
preferencialmente, ao mercado externo (Argentina e Paraguai), cujo alcance é facilitado pelo
transporte fluvial através do Rio Paraguai e do porto de Corumbá. O estado do Mato Grosso do Sul é
rico, também, em calcita ótica, enquanto Mato Grosso tem relevante produção de estanho e ouro.
Outros minerais, tais como cristal da rocha (Cristalina-GO); estanho (Aripuanã-MT); amianto (Uruçu e
Pontalina-GO); calcário (DF); níquel (Niquelândia-GO) e ouro de aluvião nos vales dos rios Guaporé,
Arinos, Cuiabá e Teles Pires (MT), também são encontrados na região.
A região, que é uma das maiores, é simultaneamente uma das menos povoadas do país,
servindo de pólo de atração para imigrantes, agilizando o avanço das fronteiras agrícolas no MT e MS.
Basicamente, todo o transporte é realizado por rodovias federais (163/070/282), sendo estas as
principais vias de escoamento de produção. Atualmente existem grandes eixos rodoviários que
cortam a região, integrando Sul e Sudeste à Amazônia.
O Governo Federal, juntamente com empresários envolvidos no crescimento da produção do
setor agropecuário, tem dado ênfase especial na ampliação da capacidade de transporte para
proporcionar economia no preço e facilitar o escoamento da produção para o exterior e estados da
federação, visando, com isso, a maior competitividade da produção agrícola da região no mercado
internacional.

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PRF – ATUALIDADES – Professor Márcio Vasconcelos

Região Norte

Com um percentual de 45,25% do território nacional, a região Norte é constituída pelos


estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Rondônia, Acre, Roraima e Amapá. Abriga a maior extensão
de floresta tropical úmida do planeta, sendo esta a maior reserva biológica de água doce da Terra. O
clima predominante na região é o quente e úmido, as chuvas são abundantes e as médias térmicas
anuais são elevadas.
A riqueza dos ecossistemas florestais tem como característica a presença de solos ácidos e
intemperizados de baixa fertilidade; cerca de 70% de seu território é pobre. Solos ricos e dotados de
nutrientes restringem-se às planícies aluviais, periodicamente inundadas pelo rio Amazonas.
Justifica-se assim o predomínio do extrativismo vegetal, da pequena lavoura comercial e de
subsistência e da pecuária primitiva.
Os rios da região compõem parte da Bacia Amazônica e da Bacia do Tocantins. São, em sua
maioria, navegáveis na maior parte de seus cursos e em boa parte do ano.
A capacidade hidrelétrica da região, reflexo da conjugação dos fatores volume das águas e
relevo, encontra um elevado índice de potencial energético. Apesar do potencial hidrelétrico, a região
Norte utiliza usinas termelétricas como meios de fornecimento de energia elétrica. São usinas de
pequeno porte que empregam óleo diesel como combustível e fornecem 12% das necessidades de
energia regional.
A região apresenta um relevo em que sobressaem o Planalto das Guianas, a Planície e Terras
Baixas Amazônicas e parte do Planalto Central. O Planalto das Guianas concentra, na área da Serra do
Navio, intensas reservas de manganês. Na Serra dos Carajás, são abundantes as reservas de ferro,
manganês, alumínio, cobre, níquel, estanho e ouro. Hoje o Projeto Carajás, da Companhia Vale do Rio
Doce (CVRD), explora e exporta os minerais desta região.
Os maiores problemas da região são os danos causados pelos desmatamentos que agridem o
ecossistema e refletem os resultados da indústria madeireira, da expansão agrícola e da pecuária.
Atualmente, a região contém as fronteiras agrícolas mais recentes do país, para onde se
deslocaram posseiros e produtores de grãos em fluxos migratórios originados das regiões Sul e
Centro-Oeste.

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