UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SUSTENTABILIDADE DE
ECOSSISTEMAS COSTEIROS E MARINHOS
MESTRADO EM ECOLOGIA

CARLOS ROBERTO DE ALMEIDA BASTOS

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO COMPLEXO NAVAL DO
GUANDU DO SAPÊ, RIO DE JANEIRO,RJ

SANTOS/SP
2014

CARLOS ROBERTO DE ALMEIDA BASTOS

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO COMPLEXO NAVAL DO
GUANDU DO SAPÊ, RIO DE JANEIRO, RJ

Dissertação apresentada à Universidade Santa
Cecília como parte dos requisitos para
obtenção do título de mestre no Programa de
Pós-graduação em Ecossistemas Costeiros e
Marinhos, sob orientação das Profas. Dras.
Mara Angelina Galvão Magenta e Márcia de
Fátima Inácio.

SANTOS/SP
2014

Autorizo a reprodução parcial ou total deste trabalho, por qualquer que seja o
processo, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos.

Bastos, Carlos Roberto de Almeida.
Recuperação de Áreas Degradadas no Complexo Naval do Guandu
do Sapê, Rio de Janeiro, RJ. 2014.
95 f.
Orientadores: Mara
Fátima Inácio.

Angelina

Galvão

Magenta

e

Márcia

de

Dissertação (Mestrado) -- Universidade
Santa Cecília,
Programa
de
Pós-Graduação
em
Sustentabilidade
de
Ecossistemas Costeiros e Marinhos, Santos, SP, 2014.
1. Recuperação de Áreas Degradadas. 2. Mata Atlântica. 3.
Guandu do Sapê. 4. Monitoramento Ambiental. 5. Plantio de
Mudas em Área Total. I. Magenta, Mara Angelina Galvão;
Inácio, Márcia de
Fátima. II. Restauração de Áreas
Degradadas no Complexo Naval do Guandu do Sapê, Rio de
Janeiro, RJ.

aos meus Professores e aos meus Chefes Navais.Dedico o presente trabalho a minha família. . pela paciência com minha eterna busca de saber.

Portanto. O Luiz falou que viria junto. agradeço: As Professoras Doutoras Mara Angelina Galvão Magenta e Márcia de Fátima Inácio pela atenção. O Silva Souza também. Agradeço ainda pelo privilégio do convívio. Embora a ideia inicial fosse pesca. A Doutora Maria Aparecida Ramos Lorena.Tudo começou com o Abel. surgiu a Márcia. Até a Elenice trabalha. A “Dona Meire” provê seu incansável e eterno apoio. minha mãe. O Miragaia aceita um Fuzileiro Naval entre os biólogos. no meio do caminho apareceram dois apaixonados. O Marco ganha novo ânimo. mas não veio. com uma paixão contagiante pelo saber e ensinar. incentivar a guinada da pesca para a Mata Atlântica. Marambaia ou Guandu do Sapê? O Gomes da Luz indica o caminho. Com a intervenção do João. . outra apaixonada. Ilha do Governador. amigo de longa data. Ao então coordenador do Curso de Mestrado em Ecologia Professor Doutor João Miragaia Schmiegelow pela corajosa decisão de aceitar um Oficial de Marinha no universo dos Biólogos. por ter me convencido a deixar os peixes e olhar para o nosso Projeto. Então deixamos os peixes para o mar e fomos para a Mata Atlântica. o Eduardo e o Giovani apoiam. O Ribeiro quis que eu conciliasse estudo e trabalho. Ao Professor Doutor Fábio Giordano por. Ao Mestre João Abel da Cunha por ter transformado uma conversa informal de Amigos da Marinha na decisão de voltar a estudar. do Clube de Pesca e do Saldanha. pela paciência e pelo carinho com que orientaram os estudos do presente trabalho. O Lage. Mas o Ulisses chegou junto. e a Fundação Antonio e Antonieta Cintra Gordinho pelo fundamental apoio. Ao Mestre João Carlos da Silva do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Mara e Fábio.

meu Chefe. meus auxiliares. pela amizade e incentivo. Aos Capitães-de-Mar-e-Guerra (FN) Giovanni Farias de Souza. Ao Servidor Civil da Empresa de Gerenciamento de Projetos Navais. pelo incentivo. Marco Epifamio. meu colega de Escola Naval. pelo incentivo constante e pela dedicação ao Projeto. . Rogério Ramos Lage e Claudio Eduardo Silva Dias pelo irrestrito apoio. pela excelência do saber e pela contagiante forma com que cada um transmite os conhecimentos de suas especialidades. Aos Vice-Almirantes (FN) Paulo César Stingelim Guimarães e Carlos Alfredo Vicente Leitão.Ao Almirante-de-Esquadra (FN) Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro. pelo incondicional apoio. A minha esposa Elenice que. Ao Capitão dos Portos de Santos (2012/13) Marcelo Ribeiro pelo irrestrito apoio. Aos colegas da pós-graduação pelo agradável convívio e troca de experiências e todos aqueles que. A Universidade Santa Cecília e a todos os demais professores do curso. pelo incentivo para que o convênio com a Universidade Santa Cecília se traduza em resultados efetivos. Ao Primeiro Sargento Fidelis da Silva Felippe e ao Terceiro Sargento Paulo Eduardo Ferreira Junior. foi a melhor assistente do mundo nas atividades de campo e aos meus filhos Téo e Roberto. Ao Vice-Almirante Liseo Zampronio. de uma forma ou de outra. Ao Vice-Almirante (FN) Washington Gomes da Luz Filho pelo incentivo e irrestrito apoio. pela dedicação ao Projeto e pelo apoio as atividades de campo. Sr. incentivaram ou colaboraram para elaboração do presente trabalho. Ao Capitão-de-Mar-e-Guerra (FN-RM1) Edson da Silva Souza. pela amizade. a despeito de suas restrições de saúde. apoio e incentivo.

sem essa força propulsora é impossível realizar algo de grande” Almirante Álvaro Alberto .“Se apenas com idealismo nada se consegue de prático.

Monitoramento Ambiental. Neste último desenvolvem atualmente atividades de educação socioambiental.) Glas. Mata Atlântica. Verificou-se a importância do manejo e da disponibilidade de água nas fases de implantação e pósimplantação. A continuidade do projeto e do empenho das instituições envolvidas possibilitará o desenvolvimento de pesquisas. apresentaram melhores condições iniciais de competição com o Panicum maximum Jacq..RESUMO A Marinha do Brasil e o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro vêm realizando projetos de recuperação da Mata Atlântica nos Complexos Navais da Ilha do Governador e do Guandú do Sapê. com o objetivo inicial de identificar qual a melhor técnica a ser adotada para a recuperação da mata ciliar do Rio Guandu do Sapê. Guandu do Sapê. Plantio de Mudas em Área Total. foram realizadas avaliações das áreas de plantio. Bixa orellana L. medidas de correção e estabelecimento de parâmetros adequados para avaliações futuras. .. recuperação de áreas degradadas e montagem de instalações de apoio à pesquisa. Entre abril e julho de 2014. obedecendo ao método de Plantio em Área Total. e Cecropia hololeuca Miq. As espécies Schinus terebinthifolia Raddi.. um rápido aumento da biodiversidade local e o estabelecimento de um corredor ecológico com o maciço GericinóMendanha..Mart Eugenia uniflora L. Caesalpinia ferrea C. Syagrus romanzoffiana (Cham. uma espécie invasora de presença marcante nessas áreas. destacando-se como alternativas de espécies arbóreas a serem utilizadas na fase inicial de recuperação da biodiversidade de outras áreas no local. buscando identificar o sucesso de cada uma delas. Palavras-chave: Recuperação de Áreas Degradadas. A partir de 2011 têm sido feitos plantios organizados. Foram empregadas mudas de espécies nativas de todos os grupos ecológicos de sucessão de Floresta SubMontana do Rio de Janeiro.

the rapid increase of local biodiversity and the establishment of an ecological corridor with Gericinó-Mendanha montains. In the latter both Institutions currently develop environmental education. what corrective measures could be applied and established the appropriate criteria and parameters for future evaluation.ABSTRACT The Brazilian Navy and the Research Institute Botanical Garden of Rio de Janeiro have been carrying out restoration projects in the Atlantic Forest inside the Naval Complexes of Ilha do Governador and the Guandu Sapê.according to the Área Total (total area) method of plantation – having as initial goal the identification of the best technique to be adopted in order to recover the riparian vegetation of the Guandu Sapê river. Environmental Monitoring. suggesting as alternative tree species for the initial recovery phase of biodiversity on the site.. Bixa orellana L. Keywords: Recovery of Degraded Areas. Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glas. Since 2011 they have been conducting organized plantations . In this restoration process seedlings of native species from the Atlantic Forest of Rio de Janeiro. The Schinus terebinthifolia Raddi. and Cecropia hololeuca Miq. .. Total Area methodology. Atlantic Forest. restoration projects of degraded areas and invest in the building of facilities to support research activities. species showed better initial conditions of competition with Panicum maximum Jacq. Guandu do Sapê. Caesalpinia ferrea C. of all groups of ecological succession region were used. The importance of management and availability of water in the initials deployment phases was considered high.. The continuity of the project and the commitment of the institutions involved will enable the development of more research work. Eugenia uniflora L.Mart. Between the months of April and July 2014. assessments of the planted areas were conducted in order to identify the success of each of them.

........... 29 Figura 8: Mapa do Rio de Janeiro Físico........................................... 16 Figura 3: Ilha da Marambaia e Restinga da Marambaia .................. ............... BRAVO................ 40 Figura 18: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área ALFA .............................................. .Lista de ilustrações Figura 1: Mapa de localização dos maciços do Rio de Janeiro ..... ...... 17 Figura 4: Campo de Instrução de Gericinó .......... BRAVO... 45 Figura 19: Índices de fitossanidade na área ALFA ..... 56 Figura 26: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área ECHO ...................... 59 Figura 27: Índices de fitossanidade na área ECHO ........................... 22 Figura 7: Localização Geográfica ..................... .... 39 Figura 17............... ......................................................................................................... .................. 56 Figura 25: Índices de fitossanidade na área DELTA .... .......... ......................... 62 Figura 30: Exemplo de representação de distribuição simétrica de valores no diagrama de caixa .................................... ..................................... Subáreas de Plantio ......................................................... 18 Figura 6: Extrato do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 23/08/2013 ................... ............ 32 Figura 11: Fatores Adversos Existentes na Área... ............. 49 Figura 22: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área CHARLIE .................... 17 Figura 5: Forte de Itaipu e Forte dos Andradas............... ............................................. ..... ... 53 Figura 24: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área DELTA ...................................... 49 Figura 21: Índices de fitossanidade na área BRAVO ............................................. 63 Figura 31: Distribuição dos DAB em mm na área BRAVO ................................................. 45 Figura 20: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área BRAVO....... ....................... 37 Figura 16: Vista aérea da Ilha do Governador....... 35 Figura 12.. 36 Figura 15: Laboratório de Área de Apoio ............................................................................. 29 Figura 9: Vista Panorâmica do CNGS ......... .................. 59 Figura 28: Boxplot para os DAB das áreas ALFA......................................... ............................ CHARLIE e DELTA .............................................. ........ ................ 30 Figura 10: Área de cada uma das instalações localizadas no CNGS ...... 53 Figura 23: Índices de fitossanidade na área CHARLIE ............. 62 Figura 29: Exemplo de curvas assimétricas e de curva simétrica ..........................Áreas Verdes na Ilha do Governador ..................................... Construção da Estufa ................ .................................. ................... 35 Figura 13: Construção dos Viveiros ........... 63 Figura 32: Comparação dos índices de fitossanidade das áreas ALFA....................................................... 66 ............ ..................... ............ 36 Figura 14: Preparação das Áreas de Plantio ............................... 15 Figura 2: Ilhas de Preservação .................. ............... CHARLIE e DELTA .................................

...................................... 69 Figura 38: Resultado do teste Jarque-Bera para as medidas de DAB na área BRAVO ...e DELTA e BRAVO....... 68 Figura 36: Resultado do teste Jarque-Bera para as medidas de DAB na área CHARLIE ......................... .... ..... 68 Figura 37: Resultado do teste Jarque-Bera para as medidas de DAB na área DELTA ......................................... 67 Figura 34: Comparação das faixas de diâmetro basal entre as áreas CHARLIE............................................... 71 Figura 43: Comparação das faixas de altura das áreas ALFA e CHARLIE........................................................................................................................... ...................... ......................... .....................Figura 33: Comparação dos índices de fitossanidade das áreas CHARLIE.... .......... 71 Figura 42: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis na área BRAVO ......................................................... 70 Figura 41: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis na área DELTA ....................................................................................................................................... 70 Figura 40: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis na área ALFA ....................... 72 Figura 45: Erythrina speciosa (Mulungu) seca ............................ 69 Figura 39: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis na área CHARLIE ............................. 72 Figura 44: Resultado do teste Jarque-Bera para as medidas de DAB na área ALFA .................................................................... ...................... ... ................................................ DELTA e BRAVO ...................................... ....................... 75 ...................... DELTA e BRAVO........................................ 75 Figura 46: Erythrina speciosa (Mulungu) rebrotando ..... 67 Figura 35: Comparação das faixas de altura das áreas CHARLIE..........

..... 51 Tabela 8: Espécies catalogadas na Área CHARLIE .................................................................... 60 Tabela 17: Distribuição do DAP entre as mudas na Área ECHO .................................................................................................................. 55 Tabela 12: Distribuição do DAB entre as mudas na Área DELTA .................. 60 Tabela 18: Espécies com melhor sanidade e quantidade de Indivíduos por área............. 47 Tabela 5: Espécies catalogadas na Área BRAVO ........ 58 Tabela 15: Espécies catalogadas na Área ECHO ............. 2002) (fonte: Pacto pela Restauração da Mata Atlântica)........................................... 54 Tabela 11: Espécies catalogadas na Área DELTA ........................ 57 Tabela 13: Distribuição do DAP entre as mudas na Área DELTA .. 58 Tabela 16: Distribuição do DAB entre as mudas na Área ECHO ....................... 44 Tabela 2: Distribuição do DAB entre as mudas na Área ALFA ..................... 26 Quadro 2: Principais características diferenciais dos grupos ecológicos de espécies arbóreas (adaptado de Ferreti................. 46 Tabela 4: Distribuição da altura entre as mudas na Área ALFA ................................................. 64 ....................................... 52 Tabela 9: Distribuição do DAB entre as mudas na Área CHARLIE ....... 57 Tabela 14: Distribuição da altura entre as mudas na Área DELTA .................................................. 27 Tabela 1: Espécies catalogadas na Área ALFA ................................................................................................. gráficos e quadros Quadro 1: Parâmetros e diagnósticos sugeridos para o monitoramento de reflorestamentos e de áreas de condução da regeneração natural de espécies florestais nativas .............................................. 48 Tabela 6: Distribuição do DAB entre as mudas na Área BRAVO ......... 46 Tabela 3: Distribuição do DAP entre as mudas na Área ALFA ........................... 54 Tabela 10: Distribuição do DAP entre as mudas na Área CHARLIE ......Lista de tabelas.................................... 50 Tabela 7: Distribuição da altura entre as mudas na Área BRAVO .............................................................

................. 54 4........ 61 4....................................4 ÁREA DELTA ......3 ÁREA CHARLIE .................................... RESULTADOS E DISCUSSÃO................3 SOLO E VEGETAÇÃO .................................... 73 4.........7 AÇÕES SOCIOAMBIENTAIS ......................................... MATERIAL E MÉTODOS ......................... 32 3.....................SUMÁRIO 1.............5 AÇÃO SOCIOAMBIENTAL ..........................8 AVALIAÇÕES POSTERIORES ..............................6 AVALIAÇÃO DAS ÁREAS .....................................................................................................................................................................................................................................2 CLIMA ....................................................... 38 3.....................................................................................1 ÁREA ALFA .............................................................................................. 33 3........................................................................1 LOCALIZAÇÃO.......................................... 28 3. 78 APÊNDICE I ............ 42 4...... 19 2.............................................................................. 33 3.................................................................................................................... 47 4.............. 21 2.............................................................................................................................................................6 DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO PROJETO ....... 39 3.............................4 PLANTIO EM ÁREA TOTAL ..........2 ESTUDOS ANTERIORES ............... 51 4............................................. 58 4.......... 43 4.........................................................................8 TRATAMENTO ESTATÍSTICO DOS DADOS ......................................................................RELATÓRIO FOTOGRÁFICO ...... 23 3..................1 HISTÓRICO DE OCUPAÇÃO DA ÁREA ...................................................2 ÁREA BRAVO ............ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................... CONCLUSÕES .................................................. INTRODUÇÃO: .............. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA E REFERENCIAL TEÓRICO .......... RELEVO E HIDROGRAFIA . 40 3......................................3 REFERENCIAL TEÓRICO ................... 43 4..........................7 DESCRIÇÃO DA ÁREA ................................................ 74 5.. 19 2.................................... 76 6.......... 14 2.5 ÁREA ECHO .......... 28 3.............

14 1. é necessário que seja expandido o conceito da ação do homem no meio ambiente. características singulares no que concerne a uma busca intuitiva por sustentabilidade. considerando as fontes de energia conhecidas e o próprio conhecimento científico atual. Buscar melhorias. sua atração migratória. GERENT. com suas contradições particularíssimas. com seus governos e desgovernos. 2012). em dimensões que evidenciam a incapacidade de garantir condições adequadas às gerações futuras. com as principais causas de degradação ambiental apresenta. estuda. descreve. seu crescimento desordenado. É utópico estudar a natureza sem considerar o homem e o atendimento de suas necessidades. entretanto. A Grande Rio de Janeiro. FERRAZ. Itaguaí. INTRODUÇÃO A ação humana é citada como o principal fator de degradação do meio ambiente. Nilópolis. busca e implementa soluções. muito antes que o termo fosse definido. Belford Roxo. São inegáveis os efeitos provocados pelo homem ao planeta nos últimos séculos (COSTA et al. É comum a introdução de diversos trabalhos modernos associarem a busca do homem por matérias primas e espaço urbano como o principal fator de destruição do meio ambiente. aterros. 2012. são raras as citações de outros fatores que não seja a ação humana (EMBRAPA. OLIVA JUNIOR. Itaboraí. Magé. Em relação aos impactos ao meio ambiente. . 2011). com seu Maciço da Pedra Branca se 1 O IBGE considera como Região Metropolitana do Rio de Janeiro os municípios: Rio de Janeiro. São Gonçalo. Mesquita. com seus mais de oito milhões de habitantes (IBGE. 2011. uma vez que ao mesmo tempo em que causa impacto e transformações é o único ser que observa. Entretanto. 1997). com suas favelas. com sua Baía da Guanabara. ou Região Metropolitana do Rio de Janeiro (IBGE. em apertada síntese. ou seja. Tanguá. o Rio de Janeiro se apresenta ao mundo com a exuberância da sua reflorestada Floresta da Tijuca. São João de Meriti. Duque de Caxias. 2011)1. drenagens e industrialização. Niterói. 2014. adequadas soluções e alternativas viáveis para a conservação se traduz no verdadeiro desafio da sustentabilidade. Mangaratiba e Maricá. 2014. WATANABE.. Assim.

A preservação de áreas na Grande Rio é uma dessas evidências. teria transformado seu estudo em ciência. . o hinterland da baia foi importante área agrícola (Itaguaí) voltada para o abastecimento da RMRJ. uma aproximação natural de estudiosos desses campos antagônicos. 2009): “Antes que se iniciasse o processo de expansão de residências de uso ocasional (segunda residência) na margem marítima da baia na segunda metade do século XX. Entretanto. particularmente no caso brasileiro. 2014). Os princípios que fundamentam as ciências biológicas e as ciências sociais são diametralmente opostos à ciência (ou arte2) da guerra. Outra aparente contradição é no que diz respeito às áreas destinadas às forças armadas. portanto. Tanto essa última área como o campus da Universidade Federal Rural (UFRRJ) constituem até hoje reservas de terra que restringem o avanço da 2 Há controvérsias sobre os estudos das e para as guerras constituírem uma ciência ou não. denominou o assunto como “Arte da Guerra”.rj. Figura 1: Localização dos maciços do Rio de Janeiro (fonte: educacaopublica. com sua monumental obra “Da Guerra” (Vom Kriege). compartilhando o espaço com área de treinamento militar das Forças Armadas (Santa Cruz). ao estabelecer uma ligação entre a guerra e a ciência política. com sua obra seminal. Não é de se esperar. existem muitos pontos em comum em que as ciências podem fornecer auxílio uma à outra. Entretanto.gov.1).15 estendendo até Guaratiba e com a resistência do maciço do Mendanha-Gericinó ao avanço urbano (Fig. Sun Tzu.br. O projeto de Zoneamento Ecológico Econômico reconhece que as áreas sob administração militar na região Oeste são importantes para a preservação ambiental (GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. Carl von Clausewitz.

em comparação com as encostas Sul do maciço de GericinóMendanha. muito embora estejam sujeitas a danos eventuais. principalmente em áreas de grande pressão por ocupação humana. que estão sob a responsabilidade militar. 2005) os autores concluem de forma similar: “. Esta relativa proteção se reflete no estágio sucessional.br/cgcfn/marambaia/meioambiente). como no caso da área 2 (Batalhão Tonelero). habitacional (BNH). areia e a especulação imobiliária.16 urbanização e. como desmatamentos.” Assim. a pesca..” e “seu estado de preservação se deve a sua posição geográfica e a presença de instalações militares que coíbem a caça. A restinga da Marambaia por ser área militar atua como área de proteção e assim deve permanecer.. a retirada de madeira. proporcionou o que se pode chamar “ilhas de preservação ambiental” (Fig. como tal. têm a possibilidade de maior proteção a danos diretos. com a Ilha da Marambaia (Fig. devem ser preservadas. Esta singularidade fica evidente nas encostas do maciço de Jacarepaguá e da Pedra Branca.as pressões encontradas na cidade do Rio de Janeiro são diversas. todo este patrimônio natural ocorre em regiões sob a responsabilidade das Forças Armadas..Áreas Verdes na Ilha do Governador (fonte: www.. que sofrem forte pressão por ocupação desordenada.mar.” Conclusão semelhante foi obtida por Santana (2002) em seu estudo sobre a estrutura e a florística das encostas no Município do Rio de Janeiro: “. seja de caráter social (favelas). variando com a região da cidade.. na composição de espécies e na estrutura. a administração de áreas para fins militares. Florestas localizadas em áreas militares.mil.. . como incêndios causados por queda de balões. Figura 2: Ilhas de Preservação .. e são amplificadas por características ecológicas particulares.” No livro “História Natural da Marambaia (MENEZES et al. econômica ou turística.3) e a Ilha do Governador.2).

situado entre os Bairros de Marechal Hermes. estes em Santos (Figuras 4 e 5). Outros exemplos são as áreas sob administração do Exército. Município do Rio de Janeiro.17 Figura 3: Ilha da Marambaia e Restinga da Marambaia (fonte: skyscrapercity. como o Campo de Instrução de Gericinó no Município do Rio de Janeiro e os fortes dos Andradas e de Itaipu. RJ (adaptado de: Google Maps. Chatuba. com 4. 2014).500 hectares. Magalhães Bastos.com. Parque Anchieta e Padre Miguel. Figura 4: Campo de Instrução de Gericinó. 2014) .

incluindo um nível mínimo de biodiversidade e de variabilidade na estrutura e funcionamento dos processos ecológicos. (Adaptado de: Santos satellite image by Landsat.18 Figura 5: Forte de Itaipu a esquerda e Forte dos Andradas a direita. Nesse contexto. considerando-se seus valores ecológicos. prática e arte de assistir e manejar a recuperação da integridade ecológica dos ecossistemas. Como pode ser observado na definição da Society for Ecological Restoration International (RODRIGUES et al.. desde 2009 o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) assumiu a responsabilidade técnica de um projeto de pesquisa no Complexo Naval do Guandu do Sapê (CNGS). protegendo a entrada da Baia de Santos.. que tem como base três pilares principais: responsabilidade socioambiental. que une o conceito de sustentabilidade com as necessidades sociais. restauração ecológica é a ciência. . 2009): “. como a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e. NASA) A Marinha do Brasil (MB) vem buscando há décadas parcerias para pesquisas científicas e estudos de preservação e recuperação de áreas da União sob sua responsabilidade. 3 PACTO PARA RESTAURAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA – ESALQ – USP. Os estudos atuais de restauração ecológica apontam para uma direção pragmática. com a Universidade Santa Cecília de Santos (SP). conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e recuperação ambiental.. mais recentemente. 3 econômicos e sociais” . com órgãos e instituições de reconhecida excelência em suas áreas de atuação.

2004). indústria e agricultura). embora a lei seja mais abrangente em suas definições4. a Zona Oeste da cidade permaneceu como uma fronteira agrícola (SILVA & GAMARSKI. 2. 2010). que também dá 4 A Lei 2. respeitando suas particularidades.. utilidade pública e interesse social. Os primeiros registros de ocupação. Com a saída dos jesuítas. A área de estudo localizase no sub-bairro de Campo Grande denominado de Mendanha. Com isso. posteriormente Primeiro Ministro de Portugal expulsa os padres dessa ordem de “. 5 D. assessorado pelo Marques de Pombal. o solo que não alagava foi utilizado para plantação de cana de açúcar. englobando desde a atual região de Bangu até a Baía de Sepetiba. a unanimidade dos estudos considera como “social” somente a relação do indivíduo com o meio ambiente (ocupação urbana. são de padres Jesuítas até 1759. respectivamente. José I. como a defesa.. assim como descrever os resultados parciais e o estado da arte do Projeto em desenvolvimento.651 de 2012 (Código Florestal).1 Histórico de Ocupação da Área O histórico da ocupação da área é bem documentado e remonta ao período colonial. posteriormente.19 Entretanto. quando tiveram suas terras confiscadas pela coroa portuguesa5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA E REFERÊNCIAL TEÓRICO 2. senhor de escravos e produtor de aguardente. nos Incisos VIII e IX do artigo 3º define. Enquanto o povoamento da cidade do Rio de Janeiro se estendeu para o entorno da Baía da Guanabara e.” . a região acabou fixando o termo “Boca do Sertão” que normalmente se refere a uma região de transição (CORRÊA. tendo tido destaque a fazenda do Sargento-Mor Luiz Vieira Mendanha. negligenciando outras necessidades de utilidade pública do Estado. O principal objetivo do presente estudo é verificar a adequabilidade das técnicas e métodos empregados para a implantação de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas para o referido Complexo. para a Baixada Fluminense. apresentar uma avaliação das atividades desenvolvidas. 2013). A região era conhecida como “Boca do Sertão” (SOUSA E SILVA.todos os meus reinos e domínios.

6 Um resumo do histórico de ocupação da região pode ser obtido no endereço eletrônico do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP-RIO) destinado à armazenagem e disseminação de dados.gov. Com a abolição da escravatura e a crise na agricultura. 7 TAUNAY.20 nome a importante via (Estrada do Mendanha) que liga o centro do Bairro a serra do mesmo nome (Serra do Mendanha)6. este teria constituído a primeira fazenda de café do Brasil. já voltada para um mercado mais amplo. . Posteriormente tornou-se um importante polo agrícola.rj. D. de um ambicioso projeto de citricultura voltado para a exportação. posteriormente. como consumo familiar e local. Entretanto. o que inviabilizou o projeto exportador. Outra parte da sesmaria pertencente aos jesuítas foi adquirida pelo 7º Bispo do Rio de janeiro. A propagação da cultura cafeeira.” Esse “ciclo de uso” da terra encerrou-se com a interrupção do tráfego marítimo durante os conflitos na Europa. José Joaquim Justiniano Castelo Branco e. mas só com passar dos anos ganhou fôlego. Rio de Janeiro: Departamento Nacional do Café.rio. no final dos anos 1920. destacando a tentativa da citricultura entre 1900 e 1939: “Neste relato fica patente a existência do cultivo da laranja desde os primórdios do século XX. Como relatado anteriormente. o cultivo de hortifrutigranjeiros sempre esteve presente na história de ocupação da região. conhecido como a “Capital Rural do Distrito Federal”. é tentada a implantação na região. que dependia desse modelo de emprego de mão de obra. No documento BACIAS HIDROGRÁFICAS E RIOS FLUMINENSES é apresentado um resumo oficial das obras de drenagem realizadas na região. segundo publicação do Departamento Nacional do Café 7. após alguns anos o mesmo retornou para a produção de cana de açúcar. 2001). quando administradas pelo Padre Capuchino Antonio Couto da Fonseca. projeto “PORTALGEO” (http://portalgeo. Medeiros (2009) apresenta um consistente detalhamento da atividade agrícola da região. A importância da região como área agrícola era de tal ordem que desde a ocupação pelos jesuítas diversas obras de drenagem foram executadas. 1934. Affonso d’Escragnole. [sem paginação]. sem que se saibam as razões. no princípio. destacando as realizadas entre 1935 e 1941 (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.br/bairroscariocas/).

mesmo durante os “ciclos” da cana de açúcar.. como os trabalhos de levantamentos florísticos (SANTOS et al. de comparação de recuperação de áreas degradadas (SANTANA. que persiste até os dias atuais. 2009). particularmente. Por ter sido uma área rural próxima do Rio de Janeiro que resistiu ao avanço urbano desde meados de 1700 até a década de 1980. o que 8 Zoneamento Ecológico Econômico páginas 22 e 47. entre outros. Segundo o Zoneamento Ecológico Econômico (GOVERNO DO RIO DE JANEIRO. 2009). com foco no maciço. Os estudos voltados ao meio ambiente também são em quantidades consideráveis.5% até 1980.).2 Estudos Anteriores Diversos trabalhos científicos vêm sendo conduzidos na região do entorno da área e. 2006). . 2. 2003).5 e 1. de etnobotânica (AZEVEDO et al. 2010.. do café e da citricultura. a taxa de crescimento populacional anual da região era entre 0. As características particulares de preservação da área e seu entorno foram objeto de iniciativas de criação de áreas de preservação. Roppa (2009) e Santana (2002) confirmam o uso simultâneo da terra para a horticultura desde sua ocupação no período colonial e pelo consórcio dessa atividade com a pecuária.. SOUZA E SILVA. voltado à atividade pecuária de subsistência. contornando os Maciços da Pedra Branca e de Gericinó-Mendanha8. no Maciço Gericinó-Mendanha. 2009). estudos sobre comunidades de ofídios (PONTES et al. 2002) e dinâmicas de restauração (ROPPA. passando para mais de 3% na década seguinte. Com o fim das atividades agrícolas na área do Complexo Naval do Guandu do Sapê verificou-se a expansão do capim-colonião (Panicum maximum Jaqc.21 Reforçando as conclusões de Medeiros (2009). são abundantes os trabalhos que descrevem em detalhes essa transformação (SILVA & GAMARSKI. O mesmo trabalho mostra a direção dos fluxos populacionais. 2013). abrangendo diversos campos do conhecimento.

pelo Exército Brasileiro (Campo de Instrução de Gericinó) e Marinha do Brasil (Complexo Naval do Guandu do Sapê) e a pressão por ocupação desordenada (Carobinha 9) foram fatores que levaram a criação do Parque Estadual do Mendanha (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 2013). A preservação de importantes áreas pertencentes à União abaixo da cota 100 (100 metros) devido à administração dessas.gov. Em 1993 o Município do Rio de Janeiro criou o Parque Ecológico do Mendanha. que mudou de nome para Parque Municipal do Mendanha em 2003. .rj. Em 1988. o Município de Nova Iguaçu criou na face Norte do maciço o Parque Municipal de Nova Iguaçu (Fig.22 resultou na criação. 9 Favela da Carobinha. inicialmente. Figura 6: Extrato do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro de 23/08/2013 (fonte: imprensaoficial.6).br). Ver: http://wikimapia.org/11864201/pt/Carobinha-ou-Nossa-Senhora-das-Graças. da Área de Proteção Ambiental de Gericinó/Mendanha (1988) pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. respectivamente.

independentemente se nativas ou exóticas.23 2. que pode ser diferente de sua condição original. trata-se de devolver ao local o equilíbrio dos processos ambientais ali atuantes anteriormente. (não acolhido no presente estudo) associado à ideia de que o local alterado deverá ser destinado a uma dada forma de uso do solo..).985. 2009). 2 Para os fins previstos nesta Lei. ou seja. XIV . Enquanto a primeira alcança seu objetivo com o estabelecimento de uma condição de “não degradação”. É compreensível que o objetivo pretendido pelos primeiros estudiosos preocupados com a degradação ambiental fosse alcançar a “restauração” de uma área degradada (RODRIGUES et al.. a reabilitação. entende-se por: . os trabalhos que pretendiam oferecer fórmulas de reflorestamento visavam à recuperação plena dos 10 o Art.recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada. trata-se de reaproveitar a área para outra finalidade. de acordo com projeto prévio e em condições compatíveis com a ocupação circunvizinha. Noffs et al. ou seja. XIII . a segunda objetiva a restituição de um ecossistema ao mais próximo possível de sua condição original. Em uma primeira fase. etc.restauração: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada o mais próximo possível da sua condição original.. O conceito de reflorestamento é associado ao plantio de espécies arbóreas. (2000) adota a conceituação proposta pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) segundo a qual restauração é associada à ideia de reprodução das condições exatas do local. enquanto que recuperação é associada à ideia de que o local alterado seja trabalhado de modo que as condições ambientais situem-se próximas às condições anteriores à intervenção. ou mesmo para futuro corte e aproveitamento econômico (produção de papel. tais como eram antes de serem alteradas pela intervenção. de 18 de julho de 2000 distingue recuperação de restauração quando trata de ambientes degradados10. . mobiliário.3 Referencial Teórico A Lei nº 9. Esse conceito ainda introduz uma terceira condição.

. como. 2013). responsáveis por retornar a vegetação ao mais próximo possível da sua condição anterior à degradação. Consoante com a legislação brasileira. sem preocupação com a composição florística.24 processos naturais de tal forma que determinado ambiente retornasse a condição anterior à ação humana que o modificou (MORAES et al. O Manual Técnico para Restauração de Áreas Degradadas no Rio de Janeiro (MORAES et al. Como arrasto.. a restauração. Mesmo o conceito de restauração vem evoluindo.. foi adotado o termo “recuperação” uma vez que. portanto.” No caso do Projeto “Recuperação de áreas degradadas do Complexo Naval do Guandu do Sapê”.. como a extinção local de elementos da avifauna (RODRIGUES et al. adotado quando a meta é basicamente recuperar a função da vegetação. o que inviabiliza o retorno do ambiente a condição anterior à ação de degradação e sua sustentabilidade. 2013). como a contenção de erosões (MORAES et al. 2009). os trabalhos executados procuram. dependendo do objetivo do trabalho. que é a investigação de métodos adequados para a recuperação das funções da vegetação em áreas com diferentes graus de degradação. antes de se desejar restaurar uma determinada área. A Restauração (ou Revegetação) visa ao restabelecimento dos processos naturais. serem compatíveis com a restauração plena das áreas manejadas. principalmente quando a área objeto é um fragmento ou sofre efeitos do entorno e/ou da ação degradante. se pretende um efeito desejado específico. . o controle da erosão do solo. Esta é limitada ao alcance de um “efeito desejado” específico que se pretende com uma atividade de reflorestamento. O termo mais geralmente empregado é Recuperação de Áreas Degradadas. sempre que possível. tem como meta algo maior do que o que se pretende com a “recuperação” de uma área degradada. como efeito secundário (mas não menos importante). por exemplo. 2013) editado pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro apresenta a seguinte interpretação: “Recuperação ou Restauração de Áreas Degradadas? Vários termos podem ser empregados quando se trata da recomposição de um ambiente degradado.

a riqueza e outros parâmetros. foram excluídas devido à necessidade de manejo intensivo (coroamento das covas e corte das gramíneas próximas) para evitar a competição agressiva do P. Entretanto os parâmetros de mortalidade. podendo diferir dos conceitos estabelecidos para a Mata Atlântica e que é . por exemplo. como efeito de arrasto. objetiva-se que em um futuro de médio prazo a área recuperada forme um corredor se unindo ao fragmento remanescente de Mata Atlântica encontrado no Morro do Marapicú. A decisão de o quê plantar e o quanto plantar de cada espécie. por exemplo. Os próprios autores recomendam que os valores não devam ser considerados de forma rigorosa. As avaliações da formação do sub-bosque e processos sucessionais. sendo uma referencia adequada para monitoramentos futuros.. fica comprometido devido a maturidade dos plantios. devendo ser consideradas as peculiaridades de cada área (MORAES et al. além de focar a diversidade funcional (propiciando maior probabilidade de restauração) também é condicionada à pesquisa como. Nas demais áreas. maximum. Em um contexto mais amplo. como ecossistemas de mangue ou ecossistemas de clima temperado. 2013).25 Reiterando. experimentação de espécies que melhor possibilitem o controle de invasoras exóticas agressivas. infestação de exóticas agressivas. possibilita. como a classificação das comunidades vegetais em grupos ecológicos ou estágios sucessionais deverá atender a particularidade de cada um deles. Em sistemas com baixa diversidade vegetal. o aumento da biodiversidade e a atração da avifauna. ficando para serem realizadas em fase posterior. O emprego em sua totalidade da tabela para monitoramento e avaliação de reflorestamentos de Mata Atlântica proposta pela ESALQ/USP (Quadro 1). o trabalho nas áreas de plantio estudadas que visam à pesquisa. como a Patagônia argentina. modelo de plantio e ataque por formigas foram utilizados. onde o uso do terreno deve atender a função social a que se destina (segurança nacional/defesa) o objetivo será de oferecer alternativas de menor impacto ambiental e que permitam interação com a vegetação e avifauna local.

Brancalion et al.1500 abaixo de 1200 Mortalidade 0 a 5% 5 a 10% acima de 10% Infestação gramíneas exóticas agressivas 0 a 25% 25 a 50% acima de 50% Ataque por formigas cortadeiras 0 a 5% 5 a 15% acima de 15% Sintomas de deficiência nutricional ausência Cobertura da linha após 1 ano 40 a 60% 20 a 40% abaixo de 20% Cobertura da linha após 2 anos 60 a 100% 40 a 60% abaixo de 40% Cobertura da linha após 3 anos 100% 70 a 100% abaixo de 70% Número de indivíduos. . PARÂMETRO Riqueza (número de espécies) por ha ACEITÁVEL PREOCUPANTE DEMANDA AÇÕES IMEDIATAS DE CORREÇÃO acima de 80 50 a 80 abaixo de 50 sucessional sem modelo Espécies exóticas ausência Presença Número de indivíduos.26 considerado um grande salto no desenvolvimento das técnicas de plantio para este bioma tropical. com comunidades vegetais sucedendo outras. Ao comentar as discussões sobre o alcance do equilíbrio sustentável de um sistema restaurado. 2013). com a necessária interação entre espécies. Quadro 1: Parâmetros e diagnósticos sugeridos para o monitoramento de reflorestamentos e de áreas de condução da regeneração natural de espécies florestais nativas (adaptado de MORAES et al. a curva espécies/área.ha-1 após 5 anos > 5000 50 abaixo de 2500 Riqueza da regeneração no sub-bosque. ou os índices de diversidade (Shannon tradicional) ou de similaridade entre as subáreas (Sörensen). Também não foi incluída a comparação entre as áreas em relação à cobertura de copa..(2009) chama a atenção para a falta de consenso entre os estudiosos quanto ao estabelecimento de definições quanto a nomenclatura dessas comunidades. aos 5 anos (número de espécies) por ha acima de 20 50 Modelo de plantio Presença abaixo de 10 Não se buscou uma avaliação da diversidade florística dada à forma da escolha das mudas nessa primeira fase (baseada na disponibilidade em viveiros).ha-1 > 1500 1200 . Assim não se considerou a Dominância.

1996) se diferenciam quanto às denominações e às variáveis utilizadas. (2004) ao invés de “Grupo Sussecional” para classificar as comunidades vegetais segundo suas exigências e características biológicas e propõe a classificação apresentada no Quadro 2. principalmente quanto às exigências de luz. JARDIM et al. As diversas classificações (BUDOWSKI.. Silva Santos et al. comentam que as classificações existentes tem como base a exigência de luz: “A classificação de espécies arbóreas em grupos sucessionais é comum. bordas de clareiras e clareiras pequenas Florestas secundarias e primarias. 1988. SWAINE e WHITMORE. Quadro 2: Principais características diferenciais dos grupos ecológicos de espécies arbóreas (adaptado de Ferreti. LEITÃO FILHO. CARACTERÍSTICAS PIONEIRAS SECUNDÁRIAS INICIAIS SECUNDÁRIAS TARDIAS CLIMÁXICAS CRESCIMENTO Muito rápido Rápido Medio Lento ou muito lento TOLERÂNCIA À SOMBRA Muito intolerante Intolerante Tolerante no estagio juvenil Tolerante REGENERAÇÃO Banco de sementes Banco de plântulas Banco de plântulas Banco de plântulas FRUTOS E SEMENTES Pequeno Medio Pequeno a médio sempre leve Grande e pesado 1ª REPRODUÇÃO (ANOS) Prematura (1 a 5) Prematura (5 a 10) Relativamente tardia (10 a 20) Tardia (mais de 20) TEMPO DE VIDA (ANOS) Muito curto (aprox. florestas primarias. dossel floresta e sub-bosque Florestas secundarias em estagio avançado de sucessão. 1990. (2004) ao proporem a distinção de grupos ecológicos de espécies florestais por meio de uma técnica que reduza a subjetividade das propostas dos diversos autores. 1965. ressaltando que a tentativa de classificação em grupos ecológicos pode ser considerada como uma “alternativa de ordenar a alta diversidade de espécies das florestas tropicais”.” . 1993. (2009). No entanto. LAMPRECHT. 2002) (fonte: Pacto pela Restauração da Mata Atlântica). BAZZAZ. 1979.10) Curto (10 a 25) Longo (25 a 100) Muito longo (> 20) OCORRÊNCIA Capoeiras. tais classificações se baseiam na divisão das espécies florestais entre aquelas de estádios iniciais e tardios da sucessão. dossel e subbosque Silva Santos et al.27 O termo “Grupo Ecológico” é adotado por vários autores como Brancalion et al. bordas de clareiras e clareiras pequenas. clareiras médias e grandes Florestas secundarias. bordas de matas.

2013). como a proximidade de florestas remanescentes. ou ainda Complexo Gericinó-Mendanha (Fig. favorecendo o recrutamento de outras espécies nativas no sub-bosque e desfavorecendo a ocupação do solo por gramíneas invasoras. Para os plantios em área total.7).28 As técnicas de restauração variam desde as que não requerem nenhuma intervenção direta às que têm alto grau de intervencionismo. 3.8).1 Localização. . situa-se nas coordenadas 22º50’15” Sul. Relevo e Hidrografia O Maciço Gericinó-Mendanha localiza-se no Estado do Rio de Janeiro e estende-se por três municípios (Nova Iguaçu. Entre as técnicas intervencionistas o Plantio Total. recuperar áreas do Complexo Naval do Guandu do Sapê (CNGS). Seu limite Oeste. ou Serra de Madureira. o Morro do Marapicú. O plantio total só deve ser adotado quando a vegetação nativa estiver bem degradada e existir a necessidade da introdução de mudas de espécies arbóreas. que propõem o uso simultâneo de todas as categorias sucessionais: o plantio em módulos ou em linhas (MORAES et al.. Este Complexo Naval situa-se no limite Sudoeste do conjunto de elevações denominado Serra do Mendanha. existem dois modelos básicos. ou Plantio em Área Total é a que implica o maior e o mais custoso grau de intervenção. A área a ser estudada compõe a parcela inicial de um projeto que pretende a médio e longo prazo. As técnicas não intervencionistas estão basicamente relacionadas à eliminação da fonte de degradação e dependem de características da paisagem que possam favorecer a regeneração natural da área degradada. 43º35’19” Oeste (Fig. O método consiste na introdução de espécies arbustivas e arbóreas nativas em área total. MATERIAL E MÉTODOS 3. Mesquita e Rio de Janeiro) (Fig 3). em densidade suficiente para recobrir o solo e formar uma fisionomia florestal.

limite Sudoeste do Maciço Gericinó-Mendanha (modificado de IBGE. Figura 8: Mapa do Rio de Janeiro Físico.br e ibge.br).com.gov. 2014). . A seta aponta para o Morro do Marapicú.29 Figura 7: Localização Geográfica (modificado de: mapasparacolorir.

corta a área do Complexo no sentido NoroesteLeste e deságua.400 metros da nascente. que nasce no Maciço de Gericinó-Mendanha. destacando-se o corte da Rua Santa Rita e área não edificada que se estende até o corte da antiga Rodovia Rio-São Paulo (Fig. . no Rio da Prata do Mendanha.9). 2014). estendendo-se em direção Sul até o corte da Avenida Brasil. na vertente do Pico do Mendanha/Rampa Guandú do Sapê (MOTOKI et al. Seu limite Leste é o corte da Estrada do Pedregoso (variante da Estrada do Mendanha). A área a ser estudada encontra-se na parte plana. O nome do Complexo Naval se refere ao Rio Guandú do Sapê. entre os quilômetros 43 e 45. 2008). com Morro do Marapicú à esquerda e Maciço GericinóMendanha à direita (fonte: Google Earth. sua maior parcela é plana.30 Localizado na Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro é composto por parte da encosta do Morro do Marapicú (limite Norte-Nordeste da área de estudo). no interior do Complexo. Seu limite Oeste é recortado. Embora o complexo contemple em seu relevo parte da encosta (Sul) do Morro do Marapicú e possua ondulações de cerca 60 metros de altura em sua porção Oeste-Noroeste. a cerca de 1.. Figura 9: Vista Panorâmica do CNGS.

cada uma com autonomia administrativa e comandos distintos.651 de 25 de maio de 2012 (novo Código Florestal). subordinada a Comandos de Força diferentes ou não. Como se trata de Área de Utilidade Pública. o Centro de Recrutas do Corpo de Fuzileiros Navais (Centro de Instrução Almirante Milclíades Portela CIAMPA). com cerca de 6. No caso em estudo.183 de 05 de setembro de 2005.31 O Rio da Prata do Mendanha. por ordem de antiguidade de instalação. cerca de 14 quilômetros a Leste da Área de Estudo. sendo que um deles é responsável. formado pelos Rios Guandu do Sena e Guarajuba. o Batalhão de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais (Batalhão Tonelero – BtlOpEspFuzNav)).500 metros de extensão. conforme definição do Inciso VIII do Artigo 3º da Lei Federal 12. instituída pelo Decreto Estadual 38. a Vila Naval do Guandú do Sapê (Vila Branca). atualmente ligado a este pelo Canal D. alguns dados comumente apresentados não estão disponíveis. já no bairro de Santa Cruz. tributário do Rio Guandu. a Fábrica de Munição da Marinha (Fábrica Almirante Jurandyr da Costa Muller de Campos . Entende-se por Complexo Naval uma área onde existe mais de uma Organização Militar (OM) da Marinha do Brasil. será considerado um ponto de referência aproximado do complexo para fins de localização geográfica: Latitude 22º51' Sul e Longitude 43º35' Oeste. Para efeitos didáticos. liga os principais rios que nascem na parte Sudoeste do Maciço ao Rio Guandu Mirim.FAJCMC). enquadrando-se na alínea “a” (atividades de segurança nacional). Pedro II. pela área ocupada por sua própria OM e também pela área comum a todas as outras (Fig. O Rio Guandu deságua na Baía de Sepetiba. a partir de 2011. O Complexo tem como um de seus limites (Norte) a Área de Proteção Ambiental de Gericinó-Mendanha. .10). no local estão sediadas. entre o bairro de Santa Cruz e o Município de Itaguaí. a Policlínica Naval de Campo Grande (PNCG) e.

.ac.32 Figura 10: Área de cada uma das instalações do CNGS (Foto fornecida pelo CIAMPA). O clima. A variação proposta por Köppen (1884) e modificada por Geiger (1950) pode ser vista de forma dinâmica na página do Instituto de Saúde Publica Veterinária da Universidade de Medicina Veterinária de Viena11. Vila Militar em Realengo e Seropédica fornecem dados aproximados. 11 Disponível no site: http://koeppen-geiger. 1977). os dados disponíveis para a área de estudo não podem ser obtidos com precisão.vu-wien. A classificação de Nimer é adotada pelo IBGE atualmente. é do tipo Aw ou Tropical do Brasil Central (NIMER. As duas estações mais próximas.2 Clima Com a desativação da Estação Meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia em Bangu no ano de 2004.at/. visitado em 06 de junho de 2014. 3. No presente estudo vamos considerar os dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para o Município do Rio de Janeiro. segundo a classificação de Köppen (1884).

em Seropédica. As precipitações anuais médias registradas no período de 1851 a 1990 foram de 1. 3. nas encostas do Morro do Marapicu e o prolongamento do relevo montanhoso que liga esse morro com o maciço GericinóMendanha e com a Serra de Madureira.2 º C. profundo e bem drenado. 1998): as médias históricas de temperaturas na cidade. são de 26. A cidade registrou a média anual de 124 dias de chuva. alaranjada ou amarela. de cor vermelha.3 Solo e Vegetação A vegetação dominante na área do estudo é o capim-colonião (Panicum maximum).4º C (mínima). secundária. favorecendo o recrutamento de outras espécies nativas no sub-bosque e desfavorecendo a ocupação do solo por gramíneas invasoras. 3. em uma área geográfica relativamente pequena. 2014). Latossolos são solos profundos (mais de 2. 7 º C (máxima) e 20.107 mm ao ano. apresentados por Machado da Silva (2009). com fragmentos de vegetação exótica.33 Segundo Souto Maior (1954) os três maciços cariocas eram considerados responsáveis pela existência de dois tipos distintos de clima e dois microclimas.0m de profundidade). muito porosos e fortemente intemperizados (IBGE. sendo a média anual entre 1851 e 1990 de 23. O solo é do tipo latossolo vermelho escuro.59%. . em densidade suficiente para recobrir o solo e formar uma fisionomia florestal. Santana (2002) apresenta dados do Armazém de Dados da Prefeitura do Rio de Janeiro (IPLANRIO. Esses dados são semelhantes aos da Estação Meteorológica da PESAGRORJ. registradas entre 1901 e 1990. No limite que se estende de Noroeste a Sudeste. que acrescenta a umidade relativa do ar média de 68. isolada pelo capim-colonião existe vegetação de Floresta Tropical Ombrófila.4 Plantio em Área Total O método consiste na introdução de espécies arbustivas e arbóreas nativas em área total. com os valores máximos no verão (397 mm) e os mínimos no inverno (144 mm).

Não foi considerado o fator de rapidez de crescimento entre espécies do mesmo grupo ecológico na seleção.. A seleção das espécies obedeceu ao princípio de serem nativas da região (Mata Atlântica Submontana do Estado do Rio de Janeiro).5m.34 Nas áreas atualmente manejadas aplicou-se a esta técnica em linhas. o plantio das mudas foi feito com um intervalo de 1. 2013).5m x 2. foram preservadas.5m x 1. O espaçamento entre covas nas Áreas ALFA. dada a necessidade de maior custo para a adoção desse método. necessitando a introdução de mudas de espécies arbóreas. O espaçamento adotado seguiu o previsto. A área de plantio foi subdividida em subáreas que foram denominadas como Área ALFA. exceto na Área CHARLIE. em especial a Fábrica de Munições também foi fator decisivo. objetivando a atração da avifauna. Entre as várias particularidades da área está o fato de sua administração ser de responsabilidade da Marinha do Brasil. Esta técnica foi adotada devido ao grau de degradação que encontrava a vegetação nativa. para Plantio em Área Total previsto no Manual Técnico para Restauração de Áreas Degradadas no Estado do Rio de Janeiro (MORAES et al. ÁREA Charlie. Área DELTA e Área ECHO. A Área ECHO é o plantio de enriquecimento em quincôncio. A seleção de frutíferas foi considerada. Entre os fatores que influenciaram a decisão estão à existência de uma invasora agressiva (P. evitando obstáculos muitas vezes . As facilidades oferecidas pelas Organizações Militares do Complexo. maximum) e o uso anterior do solo (cítricos. Área BRAVO. hortaliças e gado) com a retirada da vegetação original e o distanciamento dos fragmentos de vegetação nativa. entre as mudas da Área ALFA. Algumas poucas espécies existentes e desenvolvidas. utilizando simultaneamente todas as categorias sucessionais. BRAVO e DELTA foi de 2. devido à declividade e ao espaço disponível. mesmo que exóticas.5m entre as covas. Na Área CHARLIE. O modelo de distribuição de mudas adotado foi o plantio em linhas.

Figura 11: Fatores Adversos Existentes na Área: (A) P. O principal é o capim-colonião (P. 2013). maximum. da área de compostagem. dos viveiros e do minhocário obedeceu às técnicas propostas pelo JBRJ (Figs. (B) levantamento da estrutura.. A instalação da área de apoio. animais domésticos e características físicas do solo (Fig. . maximum). da estufa. (C) instalação das sementeiras. 12 a 15). (D) estufa pronta. como a existência de espécies invasoras agressivas.35 encontrados em áreas que se pretende regenerar. 11). (B) área alagada. como conflito quanto à propriedade ou sua destinação de uso (MORAES et al. A área apresenta fatores adversos encontrados comumente em áreas degradadas. (C) invasão de gado doméstico. Figura 12: Construção da Estufa: (A) marcação no terreno.

capina manual. (C) área ALFA. roça manual. . (D) área ALFA. (B) construção. abertura de covas mecânica. (D) viveiros prontos. (C) colocação das mudas. roça mecânica.36 Figura 13: construção dos viveiros: (A) marcação no terreno. Figura 14: Preparação das áreas para plantio: (A) área BRAVO. (B) área BRAVO.

. Morta. . Para as medições e marcações da mudas. número de ordem no plantio). (B) construção da cobertura.Vitalidade (Sadia.37 Figura 15: laboratório e área de apoio: (A) colocação do 1º contêiner. Fungos. .Identificação da Área e das mudas (coordenadas. (C) urbanização. Comprimento do Fuste). mês e ano do plantio. Altura no Plantio. fita métrica.Grupo Ecológico (Pioneira. . Secundária Tardia. . Doente. Qualidade do Fuste). Nome Científico e Família). lápis. Altura na Medição. Lagartas. Climácica). Largura da Copa. foram usados prancheta. Cupins. (D) início das atividades do projeto. . paquímetro.Identificação da Muda (Nome Popular.Fitossanidade (Afídeos. mês e ano da medição. modelos impressos (planilhas. borracha.Aspectos Florísticos (Formato da Copa Diâmetro na Altura da Base. Outros). A medição foi feita com base em uma planilha onde foram anotados diversos parâmetros: . Secundária Inicial. Comprimento da Copa. papel quadriculado). Diâmetro na Altura do Peito. Formigas.

Os nomes científicos obedeceram ao proposto na página The Plant List (THE PLANT LIST. régua expedita (para medições entre 3 e 4 metros). contíguo a uma das áreas do Jardim Botânico. quando foi criada a Escola Asilo Agrícola da Fazenda Normal 12. Atualmente. Moraes et al. sob a coordenação do Centro de Responsabilidade socioambiental desenvolve duas ações. com jovens em situação de risco social. 3. As medições foram realizadas por duas equipes. (2009). cada uma composta de duas pessoas.br/institucional/responsabilidade-socioambiental#sthash. Outra relacionada às questões sociais. 13 O Horto é um bairro do Rio de Janeiro. etiqueta e fio de nylon. com uma considerável quantidade de famílias de baixa renda. como os propostos por Brancalion (2012). as primeiras experiências de profissionalizar em técnicas agrícolas os órfãos de idades entre 9 e 24 anos oriundos da Santa Casa de Misericórdia. busca capacitar jovens das comunidades do Horto 13 como multiplicadores de práticas de conservação e o Programa Socioambiental e Adequação Ecológica do Complexo Naval do Guandú do Sapê. 2014). O Centro coordena dois projetos. sendo preparados para administrarem fazendas próximas. ver: http://jbrj. Uma vez no Jardim. Assim começava a atuação do Jardim Botânico no campo da formação de jardineiros profissionais dos socialmente excluídos. Na década de 1860. Para maiores informações.2cYATaTt.gov.5 Ação Socioambiental O Jardim Botânico do Rio de Janeiro desenvolve ações socioambientais desde 1860. quando foi inaugurada a escola que tinha por nome “Asilo Agrícola da Fazenda Normal”. . científicas e ambientais de inclusão e qualificação. esses jovens dedicavam-se às atividades práticas e ao aperfeiçoamento das mais modernas técnicas de plantio da época. no qual se insere o presente projeto. Os parâmetros de avaliação adotados foram adaptados a partir dos que são utilizados para projetos de reflorestamento.dpuf. 12 A instituição tem uma longa tradição nessa área.38 régua de carpinteiro. (2013) e Rodrigues et al. uma visando diretamente os órgãos do Estado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (Agenda Ambiental da Administração Pública). o primeiro denominado Recuperação da mata Ciliar do Rio dos Macacos. em abril e julho de 2014.

39 3. A transferência das atividades do convênio para a área de estudo pretende recuperar áreas do CNGS degradadas pelo corte da vegetação ciliar e plantação de Panicum maximum para atividade agropecuária. . o Complexo Naval da Ilha do Governador (CNIG). devido ao estacionamento sucessional por falta. seja em função do solo.16).br). iniciado em 2009 em outro complexo naval. Figura 16: Vista aérea da Ilha do Governador com o CNIG em primeiro plano.com. de espécies secundárias tardias e climácicas (Fig. (fonte: wikirio. principalmente.Implantar um laboratório de campo que permita estudar o desenvolvimento das espécies plantadas e identificar causas de (maior ou menor) sucesso ou fracasso. da ação de pragas.. das quais se destacam: .6 Descrição Sumária do Projeto no qual se inclui este trabalho O Projeto objeto do estudo é parte de um convênio de cooperação técnica entre a MB e o JBRJ. Para alcançar os objetivos pretendidos o projeto estabeleceu diversas metas. quando e onde se pretendeu aumentar a diversidade ecológica da vegetação. anteriores a ocupação pela Marinha e desenvolver pesquisas com ênfase em revegetação e recuperação de áreas degradadas. etc.

. Foi plantada . Foram medidas e catalogadas 441 dessas mudas. com exceção da área de enriquecimento. localiza-se na margem direita do Rio Guandu do Sapê.5m para ambos os lados. localiza-se na margem esquerda do Rio Guandu do Sapê. aumento da diversidade e redução de impactos ambientais.17). voltados para militares do Complexo. . ÁREA ALFA – Com aproximadamente 1. . 3. aonde as espécies vem sendo plantadas ao longo do período do projeto (Fig.500m².200m².Priorizar o plantio inicial em faixas marginais ao Rio Guandu do Sapê. ÁREA CHARLIE – Com aproximadamente 600m².Atuar na área socioambiental com a criação e desenvolvimento de uma mentalidade de sustentabilidade. visando reestabelecer a vegetação ciliar e criar um corredor de ligação com a Floresta Secundária do Morro do Marapicú.40 . entre 21 de setembro e 21 de dezembro de 2011.Oferecer as Organizações Militares do Complexo alternativas sustentáveis ou de menor impacto para o exercício de suas atividades. O espaçamento entre covas foi de 2. No local foram plantadas 648 mudas com espaçamento de 2. como já citado. tendo sido a primeira a ser plantada. ÁREA BRAVO – Com aproximadamente 2.Proporcionar áreas para realização de atividades de campo para pesquisas com ênfase em reflorestamento. por meio de cursos de capacitação ministrados pelo Centro de Responsabilidade Socioambiental do Rio do JBRJ e homologados pelo Serviço Nacional de Aprendizado Rural/RJ. em faixa estreita e alagadiça.5 metros (ambos os lados) entre as covas. localiza-se entre a ÁREA ALFA e o leito do Rio Guandu do Sapê. funcionários da Fábrica de Munições e familiares de militares residentes na Vila Naval do Guandu do Sapê. foi subdividida em quatro áreas menores de acordo com a data e/ou finalidade do plantio. foi plantada em um único dia (5 de junho de 2013) com um total de 1.7 Descrição da Área A área de estudo.125 mudas. Foram medidas e catalogas 250 dessas mudas.

No local foram plantadas 395 mudas com espaçamento de 1.41 entre 5 de junho e 17 de julho de 2012. a jusante do Rio Guandu do Sapê. O plantio de outras mudas continua sendo executado. ÁREA ECHO – é representada pelo enriquecimento em quincôncio entre as mudas da ÁREA ALFA. .5m para ambos os lados. Foram medidas e catalogadas 101 dessas mudas. localiza-se no prolongamento da ÁREA ALFA. Esse enriquecimento iniciou-se com o plantio de 98 mudas entre 18 de abril e 18 de maio de 2012. Foram catalogadas e medidas 89 dessas mudas. com espaçamento de 2. e de Ceiba speciosa com 45. O número de amostragem é relativamente pequeno se considerados indivíduos da mesma espécie.8 Tratamento Estatístico dos dados A quantidade e qualidade dos dados obtidos na fase de medição dos plantios exige cautela no tratamento e interpretação dos resultados estatísticos. 3. ÁREA DELTA – com aproximadamente 600m². Foi plantada entre 14 de abril e 15 de maio de 2012. A espécie com maior número total de indivíduos é Handroanthus chrysotrichus com 53 indivíduos medidos. Foram medidas e catalogadas 65 mudas dessa área. No local foram plantadas 442 mudas. É preciso considerar que quando o número de observações da amostra é pequeno. seguida de Caesalpinia ferrea com 49. a robustez dos resultados é comprometida.5m (ambos os lados) entre as covas. Figura 17: Subáreas de Plantio [adaptado de Google maps (2014)].

42

Outro fator condicionante são as características morfológicas dos indivíduos.
Na medição dos diâmetros (DAP e DAB)14 foi verificado que algumas espécies
possuíam valores médios muito superiores às demais, a partir de determinada idade
(ex.: Schinus terebinthifolia, Syagrus romanzoffiana e Ceiba speciosa), aparecendo
com maior frequência nos limites das medidas obtidas. Outras apresentam valores
médios inferiores, como Handroanthus chrysotrichus, Caesalpinia echinata e
Eugenia uniflora.
Considerando, por hipótese, que todos os indivíduos de cada uma das áreas
pertenciam a um mesmo grupo, que se denominou “plantas”, de modo a se
comparar de forma geral os diâmetros das bases, ao se realizar um tratamento para
exclusão de valores extremos (outliers15), a consequência foi a exclusão, na
comparação, da quase totalidade de determinadas espécies em determinadas área
de plantio.
Inicialmente o tratamento foi realizado com as variáveis DAB, HM, CP e LP16. O
DAB foi escolhido como parâmetro para interpretação dos dados.
Foram feitos tratamentos estatísticos por área de plantio (com exceção da área
ECHO por ser uma área de enriquecimento e de plantio continuado) e das espécies
Handroanthus chrysotrichus, Caesalpinia echinata, Schinus terebinthifolia, Pterygota
brasiliensis e Ceiba speciosa, que apresentaram maior ocorrência entre as áreas.
Após a análise de valores extremos (outliers) nas amostras obtidas das quatro
zonas de plantios, foi efetuado um teste de normalidade dos dados (Teste de
Jarque-Bera, 1980) com o emprego do software EViews 7. O teste escolhido visa
verificar a distribuição dos dados de forma normal, considerando a curva de Gauss.
A verificação da normalidade é realizada comparando a simetria da distribuição dos
valores e o formato da curva (curtose), com o esperado para uma distribuição
normal.
O teste tem como hipótese nula a distribuição normal e quando o p-valor for
menor que 5%, a normalidade é rejeitada, ou seja, a probabilidade da distribuição da
14

DAB = Diâmetro na Altura da Base; DAP = Diâmetro na Altura do Peito.
Em estatística outlier é um ponto observado que se encontra distante de outras observações.
16
HM = Altura na Medição; CP = Comprimento da Copa; LP = Largura da Copa.
15

43

amostra (dos valores submetidos ao teste) apresentar uma distribuição normal é
muito improvável.
A verificação da normalidade tem como finalidade possibilitar a aplicação de
outras ferramentas estatísticas, como aplicação de testes para comparar as diversas
áreas de plantio (tratamentos) para determinar quais, eventualmente, produziu um
resultado superior, como, por exemplo, o teste ANOVA.
Esse teste, em uma redução simplificada, é uma ferramenta que permitiria
verificar os efeitos fixos e os efeitos aleatórios em características das amostras
julgadas de interesse.
Os valores e sua distribuição correspondem à realidade medida, portanto devese ter o devido cuidado em não confundir significância estatística com significância
prática. A não normalidade da distribuição de uma determinada amostra (dados
relativos a uma determinada área de plantio) somente impede sua utilização em
determinado programa de tratamento de dados, não reduzindo sua importância para
a análise, discussão e conclusões.
Com uso do mesmo software, os dados foram submetidos a tratamento
estatístico multivariado. Com a verificação de que uma das quatro áreas não
apresentava distribuição normal, os valores de DAB e CP foram submetidos a novo
tratamento estatístico multivariado, com o uso do software PAST versão 2.16.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O Apêndice I apresenta um Relatório Fotográfico das áreas de plantio em
diversos períodos.
4.1 Área ALFA
Nessa área foram catalogadas 28 espécies (uma não identificada) de 14
famílias nessa área, conforme a Tabela 1. As espécies com maior número de
indivíduos foram Erythrina speciosa e Handroanthus chrysotrichus (15 ocorrências
cada uma), Pterygota brasiliensis, Eugenia uniflora, Cedrela fissilis (16 ocorrências
cada), Syagrus romanzoffiana (17 ocorrências), Ceiba speciosa (18 ocorrências),
Pterogyne nitens (19 ocorrências) e Caesalpinia férrea (22 ocorrências).

44

Tabela 1 – Espécies catalogadas na Área ALFA.
NOME CIENTÍFICO

NOME POPULAR

FAMÍLIA

Bixa orellana L.

Urucum

Bixaceae

Caesalpinia echinata Lam.

Pau-Brasil

Fabaceae

Caesalpinia ferrea C. Mart.

Pau-ferro

Fabaceae

Cecropia hololeuca Miq.

Embaúba

Cecropiaceae

Cedrela fissilis Vell.

Cedro

Meliaceae

Ceiba speciosa (A.St.-Hil.) Ravenna

Paineira

Malvaceae

Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart.

Ipê-verde

Bignoniaceae

Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong

Tamboril/Timburi

Fabaceae

Erythrina speciosa Andrews

Mulungu

Fabaceae

Eugenia uniflora L.

Pitanga

Myrtaceae

Guarea guidonia (L.) Sleumer

Carrapeta

Fabaceae

Gustavia augusta L.

Jeniparana/Geniparana

Lecythidaceae

Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos

Ipê-amarelo

Bignoniaceae

Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos

Ipê-roxo

Bignoniaceae

Inga edulis Mart.

Ingá-banana

Fabaceae

Inga vera Willd.

Ingá

Fabaceae

Lecythis pisonis Cambess.

Sapucaia

Lecythidaceae

Licania tomentosa (Benth.) Fritsch.

Oiti

Chrysobalanaceae

Pachira glabra Pasq.

Castanha-do-maranhão

Bombacaceae

Peltophorum dubium (Spreng.) Taub.

Canafístula

Fabaceae

Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk.

Abiu/Abil

Sapotaceae

Psidium cattleianum Afzel. ex Sabine

Araçá

Myrtaceae

Pterocarpus violaceus Vogel

Aldagro

Fabaceae

Pterogyne nitens Tul.

Amendoim-bravo

Leguminoseae

Pterygota brasiliensis Allemão

Pau-rei

Malvaceae

Schinus terebinthifolia Raddi

Aroeira-da-praia

Anacardiaceae

Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman

Gerivá/Jerivá

Arecaceae

Tabebuia rosea (Bertol.) Bertero ex DC.

Ipê-rosa

Bignoniaceae

A espécie com maior vulnerabilidade foi Erythrina speciosa (100% das mudas afetadas). Essa espécie foi computada como “morta” em diversas avaliações.8% 40% 33. Lecythis pisonis.6% 23. Secundárias Iniciais. Secundárias Tardias e Climácicas) apresentaram a distribuição representada na figura 18.45 As quantidades das mudas identificadas e seus respectivos grupos ecológicos (Pioneiras. 0. Todas com praticamente 100% das mudas saudáveis (das 22 mudas Caesalpinia ferrea plantadas apenas uma apresentou ferrugem nas folhas).8% PIONEIRAS SECUNDÁRIAS INICIAIS NÃO IDENTIFICADAS CLIMÁXICAS SECUNDÁRIAS TARDIAS Figura 18: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área ALFA O índice de fitossanidade da área é apresentado na figura 19. Eugenia uniflora. Syagrus romanzoffiana. As espécies que apresentaram maior índice de vitalidade (sem problemas fitossanitários) foram Schinus terebinthifolia. 2% 3% 27% 68% DOENTES SAUDÁVEIS CORTADAS MORTAS Figura 19: Índices de fitossanidade na área ALFA .8% 1. entretanto após tratamento químico houve rebrota de diversas mudas. Enterolobium contortisiliquum e Caesalpinia ferrea.

ou 61% das mudas medidas).1 TOTAL MEDIDO 243 Tabela 3 – Distribuição do DAP entre as mudas na área ALFA. Tabela 2 – Distribuição do DAB entre as mudas na área ALFA.. Ceiba speciosa apresenta 10 de um total de 18 indivíduos com diâmetro acima de 89 mm.3 ENTRE 41 e 50 mm 23 10. DISTRIBUIÇÃO DO DAP QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 31 12. 2013). ou 57.0 ENTRE 41 e 50 mm 14 5.1 ENTRE 21 e 40 mm 56 23. o índice de mudas perdidas encontra-se dentro do que se considera aceitável. Inga vera.8 ENTRE 51 e 180 mm 13 5. Enterolobium contortisiliquum. (19 das 31 mudas. 2 e 3) pertencem a faixa de 51 a 124 mm e corresponderam às espécies Schinus terebinthifolia. Erythrina speciosa.4%).2 SEM MEDIÇÃO* 21 8.6 ENTRE 14 e 20 mm 27 11. dentro do percentual de 5%. As menores medidas de diâmetros a altura do peito e a 30cm da base (DAP/DAB) estão na faixa de 1 e 13 mm (Tabs. As maiores medidas de diâmetro (Tabs.8 ENTRE 14 e 20 mm 21 8.6 TOTAL MEDIDO 243 . ou 2.3 SEM MEDIÇÃO* 95 39.8% (7 mortas em 250 covas visitadas ou 2. Mesmo considerando as mudas cortadas durante processos de coroamento (6 mudas em 250. DISTRIBUIÇÃO DO DAB QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 38 15. Eugenia uniflora e as diversas espécies de Ipês. Peltophorum dubium e Pouteria ramiflora e Syagrus romanzoffiana (30 das 54 mudas. considerado como aceitável segundos parâmetros e diagnósticos propostos pela ESALQ (MORAES et al.8%). 2 e 3) e corresponderam às espécies Caesalpinia ferrea.46 O índice de mudas perdidas (mortas) foi de 2.2 ENTRE 51 e 124 mm 54 22.6 ENTRE 21 e 40 mm 93 38.4%). Ceiba speciosa.

Mabea fistulifera (10 ocorrências cada).1 e 3 metros.701 e 2. Caesalpinia ferrea apresentou seis indivíduos com altura superior a 3 metros. A maior concentração (31% das medidas) está na faixa de 2. Tabela 4 – Distribuição da altura entre as mudas na área ALFA.2. 4) foram superiores a 5 metros e corresponderam à Erythrina speciosa que.700 mm 28 12 ENTRE 1. Inga vera e Ceiba speciosa (14 ocorrências cada). aparentavam estarem mortas. conforme tabela 5 abaixo.000 mm 76 31 ENTRE 3. apesar do crescimento. Schinus terebinthifolia e Caesalpinia ferrea (13 ocorrências cada).100 mm 30 12 ENTRE 2. Nessa Área as espécies com maior número de indivíduos foram Erythroxylum pulchrum. verificou-se uma diferença significativa de diâmetros entre as espécies devido as característica de morfologia. sem que significasse melhor condição fitossanitária. devido a idade do plantio. Área BRAVO Foram catalogadas 39 espécies (uma não identificada) de 23 famílias nessa área. DISTRIBUIÇÃO DA ALTURA NA MEDIÇÃO QUANTIDADE % ENTRE 190 e 1. As maiores alturas (Tab. violaceus (18 ocorrências) e Handroanthus chrysotrichus (28 .301 e 1.500 mm 46 19 SEM MEDIÇÃO 10 4 TOTAL MEDIDO 243 *Não foram consideradas as mortas 4.300 mm 26 11 ENTRE 1.000 mm 27 11 ENTRE 1.101 e 3.001 e 5.47 Nesta área. Gallesia integrifolia (15 ocorrências). Pterocarpus ocorrências). Enterolobium contortisiliquum (11 ocorrências).001 e 1.

) Vogel Sapuvá Leguminoseae Pachira glabra Pasq. Pau-ferro Fabaceae Calyptranthes concinna DC. 20): . Assacu Euphorbiaceae Inga vera Willd.) Morong Tamboril/Timburi Fabaceae Erythrina speciosa Andrews Mulungu Fabaceae Erythroxylum pulchrum A.) Radlk. Goiaba Myrtaceae Pterocarpus violaceus Vogel Aldagro Fabaceae Pterygota brasiliensis Allemão Pau Rei Malvaceae Sapindus saponaria L.) Harms Garcinia brasiliensis Mart. Cedro Meliaceae Ceiba speciosa (A.) Gabiroba Myrtaceae Cariniana legalis (Mart.-Hil. Pitanga Myrtaceae Gallesia integrifólia (Spreng.) Mattos Ipe-roxo Bignoniaceae Hura crepitans L. Blake Guapuruvu Fabaceae Swartzia langsdorffii Raddi Pacová-de-macaco Leguminoseae Swietenia macrophylla King Mogno Meliaceae Tamarindus indica L. St. Tamarino Leguminoseae Essa Área apresentou uma distribuição equilibrada nas quantidades por espécie e em relação aos respectivos grupos ecológicos de sucessão (Fig. ex DC. Genipapo/Jenipapo Rubiaceae Guarea guidonia (L) Sleumer Carrapeta Meliaceae Handroanthus albus (Cham.) Kuntze Jequitibá Lecythidaceae Cedrela fissilis Vell.) Mattos Ipê-branco Bignoniaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. Araribá-vermelho Fabaceae Cordia superba Cham.48 Tabela 5 – Espécies catalogadas na Área BRAVO. Canudo-de-pito Fabaceae Machaerium stipitatum (DC. Abiu/Abil Sapotaceae Psidium guajava L.) Fritsch. Mart.) Brenan Angico Fabaceae Bixa orellana L. –Hil. Arco-de-pipa Erythroxylaceae Eugenia candolleana DC Ameixa-da-mata Myrtaceae Eugenia uniflora L. Castanha-do-maranhão Bombacaceae Pouteria ramiflora (Mart. NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR FAMÍLIA Anadenanthera Colubrina (Vell.) Ravenna Paineira Malvaceae Centrolobium tomentosum Benth.F. Urucum Bixaceae Caesalpinia ferrea C. Guamirim Myrtaceae Campomanesia xanthocarpa (Mart.) S.St. ex DC. Oiti Chrysobalanaceae Mabea fistulifera Mart. Ingá Fabaceae Licania tomentosa (Benth.) Mattos Ipê-amarelo Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart. Sabão-e-soldado Sapindaceae Schinus terebinthifolia Raddi Aroeira Anacardiaceae Schizolobium parahyba (Vell. Pau-d’Alho Phytolaccaceae Bacupari Clusiaceae Genipa americana L. Babosa-branca Boraginaceae Enterolobium contortisiliquum (Vell.

Enterolobium contortisiliquum e Sapindus saponaria. integrifolia. As espécies que apresentaram maior vulnerabilidade foram Pouteria ramiflora. Psidium guajava. tomentosa e a E.4% 26. Ceiba speciosa. Erythroxylum pulchrum. speciosa e G.4% 43% 0. uniflora 1 muda doente em 6 plantadas cada uma).5% PIONEIRAS NÃO IDENTIFICADAS SECUNDÁRIAS INICIAIS CLIMÁXICAS SECUNDÁRIAS TARDIAS Figura 20: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área BRAVO. A distribuição em porcentagem da fitossanidade das mudas da área BRAVO pode ser observada na figura 21.7% 43. As espécies que apresentaram maior índice de vitalidade (fitossanidade) foram Schinus terebinthifolia. Caesalpinia ferrea. Pachira glabra.2% DOENTES SAUDÁVEIS CORTADAS MORTAS Figura 21: Índices de fitossanidade na área BRAVO .6% 23. Licania tomentosa e Eugenia uniflora (C. Gallesia integrifolia. Inga vera.3% 1% 28. 33. Cordia superba.49 0. apresentaram uma muda doente em 14 cada uma L.

entre as 24 maiores mudas medidas (Tab.6 ENTRE 11 e 13 mm 53 18. 23 mudas apresentaram altura na medição inferior ao tamanho das mudas por ocasião do plantio. etc. maximum).2 ENTRE 7 e 10 mm 75 25. Tabela 6 – Distribuição do DAB entre as mudas na área BRAVO. Inga vera. . A causa apontada foi o dano mecânico por ocasião do coroamento das mudas. Devido à idade do plantio só foi possível à medição do diâmetro a 30 cm da base (DAB). respectivamente. DISTRIBUIÇÃO DO DAB QUANTIDADE % ENTRE 2 e 6 mm 62 21.6% das mudas com maior diâmetro medidas). As menores medidas corresponderam às diversas espécies de Ipês que.7).1 ENTRE 14 e 20 mm 48 16.4 ENTRE 21 e 42 mm 47 16.0 SEM MEDIÇÃO 8 2.7 TOTAL MEDIDO 293 Nesse plantio. Ceiba speciosa. ou 59. principalmente as espécies Eugenia uniflora e Pouteria ramiflora. com sete e quatro mudas. A alta taxa de mortalidade foi decorrente da não execução do manejo no verão de 2013/2014 para a manutenção do plantio (ações de coroamento.6). respectivamente. gramínea exótica extremamente agressiva. somaram 18 das 62 mudas com medidas entre 2 e 6 mm. tratamento químico. Mabea fistulifera e Cordia superba (28 das 47 mudas. As espécies que apresentaram maior DAB (entre 21 e 42 mm) foram Schinus terebinthifolia. Machaerium stipitatum (cinco mudas) e Pouteria ramiflora (quatro mudas) (Tab. somando 48% do total.). Outras espécies que preponderaram foram Eugenia uniflora (seis mudas). na área do plantio.50 O percentual de mudas mortas se enquadra no caso de necessidade de ação imediata de correção. quatro e oito mudas cada. ou seja. em conjunto. o que acabou acarretando a infestação do capim-colonião (P. Entre as espécies com maior altura na medição destacam-se a Schinus terebinthifolia e o Mabea fistulifera com.

Área CHARLIE Foram catalogadas 18 espécies (uma não identificada) de 14 famílias nessa área.7 TOTAL MEDIDO 293 As espécies com melhor desenvolvimento foram observadas próximas ao corte do Rio Guandu do Sapê.5 ENTRE 1. DISTRIBUIÇÃO DA ALTURA NA MEDIÇÃO QUANTIDADE % ENTRE 125 e 500 mm 54 18. Esta área de plantio apresentou a melhor condição.2 SEM MEDIÇÃO* 8 2.001 e 1.7 ENTRE 701 e 1.000 mm 63 21.51 Tabela 7 – Distribuição da altura entre as mudas na área BRAVO. 4. . Mesmo competindo com o capim-colonião devido à dificuldade de manutenção das covas (coroamento das mudas e corte do capim invasor). A área caracteriza-se pela inclinação do terreno (talude do Rio Guandu do Sapê). pequena frente e grande profundidade.890 mm 24 8.4 ENTRE 501 e 700 mm 49 16. A maior mortalidade foi observada na parte oposta. nesse local as mudas apresentaram o melhor desenvolvimento de todas as áreas. conforme tabela 8.501 e 2. onde a infestação por Panicum maximum foi mais agressiva.3.500 mm 95 32. em direção ao Ginásio de Esportes do CIAMPA e ao fundo da área.4 ENTRE 1. com nenhuma muda morta.

) Mattos Ipê-roxo Bignoniaceae Inga vera Willd. Pau-ferro Fabaceae Cecropia hololeuca Miq.) Radlk. Cedro Meliaceae Ceiba speciosa (A. Pau-viola Verbenaceae Erythrina speciosa Andrews Mulungu Fabaceae Eugenia uniflora L. Amendoim-bravo Leguminoseae Pterygota brasiliensis Allemão Pau-rei Malvaceae Schinus terebinthifolia Raddi Aroeira-da-praia Anacardiaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Mattos Ipê-branco Bignoniaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. (oito Schinus terebinthifolia ocorrências) e (11 Pterogyne ocorrências). (sete . Abil/Abiu Sapotaceae Pterogyne nitens Tul. Urucum Bixaceae Caesalpinia ferrea C.-Hil. Sapucaia Lecythidaceae Pouteria ramiflora (Mart.) Glassman Gerivá/Jerivá Arecaceae As espécies com maior número de indivíduos foram Ceiba speciosa e Bixa orellana (12 Handroanthus ocorrências impetiginosus cada). Embaúba/Imbaúba Cecropiaceae Cedrela fissilis Vell.52 Tabela 8 – Espécies catalogadas na Área CHARLIE. NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR FAMÍLIA Bixa orellana L.) Ravenna Paineira Malvaceae Citharexyllum myrianthum Cham. A distribuição por grupo ecológico é apresentada na figura 22. nitens ocorrências).St. ex DC) Mattos Ipê-amarelo Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC. Pitanga Myrtaceae Handroanthus albus (Cham. Mart. Ingá Fabaceae Lecythis pisonis Cambess.

9% 91% DOENTES SAUDÁVEIS Figura 23: Índices de fitossanidade na área CHARLIE. ou 71% das mudas medidas).53 1% 0% 26% 31% 42% PIONEIRAS SECUNDÁRIAS INICIAIS SECUNDÁRIAS TARDIAS NÃO IDENTIFICADAS CLIMÁXICAS Figura 22: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área CHARLIE. 23). Todas as espécies apresentaram bom índice de vitalidade (nenhuma muda morta) (Fig. . As menores áreas medidas em diâmetros a altura do peito e a 30 cm da Base (DAP/DAB) corresponderam as espécie Eugenia uniflora e as diversas espécies de Ipês (17 das 24 mudas com DAB entre 3 e 30 mm.

e Handroanthus chrysotrichus e Pterygota brasiliensis (sete ocorrências cada).4 Área DELTA. Tabela 11 – Espécies catalogadas na Área DELTA. conforme tabela 11. DISTRIBUIÇÃO DO DAP QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 16 18 ENTRE 14 e 25 mm 24 27 ENTRE 26 e 37 mm 20 22 ENTRE 38 e 59 mm 15 17 ENTRE 58 e 191 mm 7 8 4. DISTRIBUIÇÃO DO DAB QUANTIDADE % ENTRE 3 e 20 mm 11 12 ENTRE 21 e 40 mm 28 31 22 25 ENTRE 60 e 90 mm 12 13 ENTRE 91 e 191 mm 16 18 SEM MEDIÇÃO 0 ENTRE 41 e 60 mm Tabela 10 – Distribuição do DAP entre as mudas na área CHARLIE. A distribuição pode ser vista nas Tabelas abaixo (Tab. Tabela 9 – Distribuição do DAB entre as mudas na área CHARLIE. e Bixa orellana (13 das 15 mudas com DAB entre 91 e 197 mm. Nessa Área as espécies com maior número de indivíduos foram Caesalpinia ferrea (dez). . Ceiba speciosa. ou 87%). Foram catalogadas 29 espécies (quatro não identificadas) de 14 famílias nessa área. Handroanthus impetiginosus (oito).9 e 10).54 As maiores medidas corresponderam às espécies Schinus terebinthifolia. Schinus terebinthifolia (nove).

Secundárias Tardias e Climácicas) apresentaram a distribuição mostrada na figura 24. Ingá Fabaceae Licania tomentosa (Benth.) Mattos Ipê Amarelo Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (Mart. Figueira Roxa Moraceae Guarea guidonia (L) Sleumer Carrapeta Meliaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. Urucum Bixaceae Caesalpinia ferrea C. Pau Ferro Fabaceae Cedrela fissilis Vell.M.55 NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR FAMÍLIA Bixa orellana L. ex DC. Secundárias Iniciais.) Mattos Ipe Roxo Bignoniaceae Inga vera Willd. Sabão de Soldado Sapindaceae Schinus terebinthifolia Raddi Aroeira da Praia Anacardiaceae Swietenia macrophylla King Mogno Meliaceae Syzygium jambos (L. Pitanga Myrtaceae Ficus tomentella (Miq. Abiu/Abil Sapotaceae Psidium guajava L.-Hil.) Morong Tamboril/Timburi Fabaceae Erythrina speciosa Andrews Mulungu Fabaceae Eugenia uniflora L.) Alston Jambo Myrtaceae Tabebuia rosea (Bertol. Cedro Meliaceae Ceiba speciosa (A. Goiaba Myrtaceae Pterogyne nitens Tul.) Ravenna Paineira Malvaceae Citharexyllum myrianthum Cham.) G. Pau Viola Verbenaceae Enterolobium contortisiliquum (Vell. . Ipê Rosa Bignoniaceae As quantidades das mudas identificadas e seus respectivos grupos ecológicos (Pioneiras. ex DC.) Radlk.St. Castanha do Maranhão Bombacaceae Pouteria ramiflora (Mart.) Miq. Oiti Chrysobalanaceae Myrciaria glazioviana (Kiaersk. Amendoim Bravo Leguminoseae Pterygota brasiliensis Allemão Pau Rei Malvaceae Sapindus saponaria L.) Bertero ex DC. Barroso ex Sobral Cabeludinha Myrtaceae Pachira glabra Pasq. Mart.) Fritsch.

as mudas sofreram competição do capimcolonião (P. .56 1% 4% 31% 28% 36% PIONEIRAS SCUNDÁRIAS INICIAIS Figura 24: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área DELTA. As espécies que apresentaram maior índice de vitalidade (fitossanidade) foram Caesalpinia ferrea.25). maximum) durante todo o verão de 2013/2014. Schinus terebinthifolia. segundos parâmetros e diagnósticos adotados que consideram até 5% como aceitável (MORAES. todas com mais de 60% das mudas saudáveis (Fig. Eugenia uniflora. As mudas de Erythrina speciosa aparentavam estar mortas. Considerando a agressividade dessa gramínea exótica. o índice pode ser considerado como aceitável. com galhos secos e quebradiços. Handroanthus chrysotrichus. As espécies que apresentaram maior vulnerabilidade foram Pterogyne nitens. Pterygota brasiliensis e Handroanthus impetiginosus. Eugenia uniflora e Myrciaria glazioviana. Apesar do índice de mudas perdidas (mortas) ter sido pouco superior ao desejado (6%). 2013). 1% 6% 24% 69% DOENTES SAUDÁVEIS CORTADAS MORTAS Figura 25: Índices de fitossanidade na área DELTA.

Pouteria ramiflora. Tabela 12 – Distribuição do DAB entre as mudas na área DELTA. DISTRIBUIÇÃO DO DAP QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 26 28 ENTRE 14 e 20 mm 20 21 ENTRE 21 e 40 mm 7 7 ENTRE 41 e 50 mm 1 1 ENTRE 51 e 180 mm 0 0 SEM MEDIÇÃO* 40 43 TOTAL MEDIDO 94 . com DABs de 52.57 As menores áreas medidas em diâmetros a altura do peito e a 30 cm da Base não apresentaram correspondência com nenhuma espécie em particular. Caesalpinia ferrea e Citharexyllum myrianthum.12 a 14). DISTRIBUIÇÃO DO DAB QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 23 24 ENTRE 14 e 20 mm 35 37 ENTRE 21 e 40 mm 18 19 ENTRE 41 e 50 mm 12 13 ENTRE 51 e 124 mm 5 5 SEM MEDIÇÃO* 1 1 TOTAL MEDIDO 94 *Não foram consideradas as mortas Tabela 13 – Distribuição do DAP entre as mudas na área DELTA. 56. As maiores medidas corresponderam à espécie Schinus terebinthifolia. A menor medida (5mm) correspondeu a 4 espécies diferentes: Eugenia uniflora. 90 e 91 mm (Tab.

Área ECHO Foram catalogadas 24 espécies (uma não identificada) de 15 famílias nessa área. Araribá Vermelho Fabaceae Citharexyllum myrianthum Cham. Pau Ferro Fabaceae Cariniana legalis (Mart.-Hil.801 e 3.) Miq. Ipê Rosa Bignoniaceae .400 mm 16 17 ENTRE 1.) Glassman Gerivá/Jerivá Arecaceae Handroanthus chrysotrichus (Mart. Embaúba Cecropiaceae Ceiba speciosa (A.5.600 mm 8 9 SEM MEDIÇÃO 1 1 TOTAL MEDIDO 94 4. Sapucaia Lecythidaceae Licania tomentosa (Benth.Blake Guapuruvu Fabaceae Swietenia macrophylla King Mogno Meliaceae Syagrus romanzoffiana (Cham.) Kuntze Jequitibá Lecythidaceae Cecropia hololeuca Miq.) Fritsch.St.800 mm 19 20 ENTRE 1.) Radlk.001 e 4. ex Sabine Araçá Myrtaceae Pterocarpus violaceus Vogel Aldagro Fabaceae Pterogyne nitens Tul. Oiti Castanha do Maranhão Canafístula Pouteria ramiflora (Mart.000 mm 24 26 ENTRE 1101 e 1. Pau Viola Verbenaceae Ficus tomentella (Miq. Tabela 15 – Espécies catalogadas na Área ECHO. NOME CIENTÍFICO NOME POPULAR FAMÍLIA Caesalpinia ferrea C. Chrysobalanaceae Peltophorum dubium (Spreng. Abiu/Abil Sapotaceae Psidium cattleianum Afzel.58 Tabela 14 – Distribuição da altura entre as mudas na área DELTA. DISTRIBUIÇÃO DA ALTURA NA MEDIÇÃO QUANTIDADE % ENTRE 110 e 1.000 mm 26 28 ENTRE 3.) Ravenna Paineira Malvaceae Centrolobium tomentosum Benth.) S. Jacarandá Bignoniaceae Lecythis pisonis Cambess.) Bertero ex DC. Amendoim Bravo Leguminoseae Pachira glabra Pasq. Bombacaceae Fabaceae Pterygota brasiliensis Allemão Pau Rei Malvaceae Schinus terebinthifolia Raddi Aroeira da Praia Anacardiaceae Schizolobium parahyba (Vell. Figueira Roxa Moraceae Jacaranda cuspidifolia Mart. Mart.401 e 1.) Taub. conforme tabela 15.F. Ex DC) Mattos Ipê Amarelo Bignoniaceae Tabebuia rosea (Bertol.

Syagrus romanzoffiana. A distribuição por grupo ecológico pode ser vista na figura 26. Handroanthus impetiginosus (oito ocorrências) e Pterogyne nitens (sete ocorrências). Caesalpinia ferrea. 2% 2% 23% 42% 31% PIONEIRAS SECUNDÁRIAS TARDIAS SECUNDÁRIAS INICIAIS CLIMÁCICAS Figura 26: Distribuição de mudas por grupos ecológicos na área ECHO. Cariniana legalis e Pterygota brasiliensis. Schinus terebinthifolia (11 ocorrências). 27). Peltophorum dubium. com praticamente todas as mudas saudáveis (fig. . Ceiba speciosa.59 Nessa Área as espécies com maior número de indivíduos foram Ceiba speciosa e Bixa orellana (12 ocorrências cada). Cecropia hololeuca. As espécies que apresentaram maior índice de vitalidade (fitossanidade) foram Schinus terebinthifolia. 2% 31% 67% DOENTES SAUDÁVEIS MORTAS Figura 27: Índices de fitossanidade e perdas na área ECHO.

A área caracteriza-se por ser um enriquecimento em uma área com existência de outras espécies nativas da Mata Atlântica em processo de desenvolvimento. Tabela 16 – Distribuição do DAB entre as mudas medidas na área ECHO .60 As espécies que apresentaram maior vulnerabilidade foram os diversos Ipês (cinco). uma vez que o plantio nessa área não foi executado durante um período específico. reduzindo a competição do capim-colonião (P. DISTRIBUIÇÃO DO DAB QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 14 22 ENTRE 14 e 25 mm 13 20 ENTRE 26 e 37 mm 7 11 ENTRE 37 e 59 mm 7 11 ENTRE 59 e 440 mm 23 35 SEM MEDIÇÃO 1 2 TOTAL MEDIDO 65 Tabela 17 – Distribuição do DAP entre as mudas medidas na área ECHO. As medidas em diâmetros a altura do peito e a 30 cm da Base (DAP/DAB) apresentaram variações muito significativas. com apenas uma muda morta. Pachira glabra e Pterogyne nitens (três cada). 16 e 17). DISTRIBUIÇÃO DO DAP QUANTIDADE % ENTRE 1 e 13 mm 8 12 ENTRE 14 e 25 mm 3 5 ENTRE 26 e 37 mm 3 5 ENTRE 38 e 59 mm 5 8 ENTRE 60 e 264 mm 12 18 SEM MEDIÇÃO 34 52 TOTAL MEDIDO 65 . mas vem sendo efetuado até os dias atuais (Tab. maximum). A área de plantio apresentou uma boa condição.

. consequentemente. redefinição de técnicas e metodologias. os condicionantes da destinação do uso da terra e os objetivos de pesquisa. .. uma das grandes dificuldades dessa prática de monitoramento sistemático refere-se à falta de consenso na literatura científica em relação aos indicadores mais adequados para a avaliação do sucesso da restauração florestal e. como se verifica no Boxplot para os DAB das áreas ALFA. objetiva a pesquisa aplicada.6 Avaliação das Áreas Como destaca Brancalion (2012) embora a avaliação e o monitoramento sejam atividades fundamentais para todo e qualquer projeto de restauração florestal o assunto não pode ser considerado como concluído. No caso do presente estudo. 2012). BRAVO.” (BELLOTTO et al.. É razoável concordar que: “. aplicáveis a qualquer situação ou região sem comprometimento da eficácia.dada a diversidade de situações e ambientes que devem ser restaurados.61 4. Essa particularidade se refletiu na qualidade dos dados coletados para fins estatísticos. CHARLIE e DELTA (Fig. 28). parece pouco provável o estabelecimento de critérios ou indicadores de uso universal. Segundo Siqueira & Mesquita (2012). Acrescentam que as iniciativas de monitoramento. são escassas e recentes. fundamentais para avaliação das práticas adotadas. Bellotto et al. o Projeto antes de pretender uma restauração. (2012) destacam que reflorestamentos visando à restauração de áreas degradadas são recentes e consideram que ainda são áreas testes em fase de avaliação. A diferença de maturidade dos plantios. Somente com o passar do tempo e a realização de outros monitoramentos e avaliações será possível confirmar o alcance (ou não) dos ganhos ecológicos. com ênfase no monitoramento sistemático das diversas técnicas e metodologias aplicadas. como já foi ressaltado. criam particularidades próprias ao Projeto firmado entre a MB e o JBRJ. dos ganhos ambientais.

CARLIE e DELTA. uma distribuição ligeiramente assimétrica positiva. Figura 29: Exemplo de curvas assimétricas e de curva simétrica. A reta vertical abaixo do fundo da caixa liga ao menor valor considerado. A figura 29 apresenta exemplos de gráficos com distribuição assimétrica positiva. Para as áreas ALFA e CHARLIE temos uma distribuição assimétrica positiva. O terceiro quartil 75% (3/4) de todos os valores observados. conforme a distribuição dos valores observados e abaixo de cada uma a respectiva representação no diagrama de caixa (BOXPLOT).62 BOXPLOT ÁREAS ALFA. Como o exemplo é de uma distribuição simétrica. Observar os valores outliers acima da reta vertical (whisker ou fio de bigode) que liga o topo da caixa ao maior valor considerado. A mediana está representada pela linha central da caixa. a mediana coincide com a média. O primeiro quartil contém 25% (1/4) dos menores valores observados. simétrica e assimétrica negativa. CHARLIE E DELTA 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 ÁREA ALFA ÁREA BRAVO ÁREA CHARLIE ÁREA DELTA Figura 28: Boxplot para os DAB das áreas ALFA. . para que se possa visualizar melhor a distribuição dos valores. BRAVO. BRAVO. Para a área BRAVO. A figura 30 apresenta a forma da divisão dos valores por quartis (Q1 e Q3) e o intervalo interquartis (IQR). Para a área DELTA temos uma distribuição praticamente simétrica.

três de Erythrina speciosa. A área ALFA possui 19 medidas consideradas outliers por apresentarem valores de DAB maiores que 86 mm (entre 89 e 180 mm). 0. dois de Pouteria ramiflora e dois de Syagrus romanzoffiana. 11 Q U A N T I D A D E S 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 1 3 6 8 10 12 15 17 19 21 23 25 28 30 32 34 36 38 41 43 45 48 50 52 54 59 62 65 68 73 78 81 86 90 102 116 124 143 162 DIÂMETROS EM mm Figura 31: Distribuição dos DAB (quantidades por medias) em mm na área BRAVO. A área BRAVO apresenta a maior quantidade de medidas de DAB abaixo de 20 mm. sendo que 24. entretanto não possui uma distribuição normal. A figura 31 apresenta a distribuição do parâmetro nesse plantio. sendo 0.3% são valores com menor ocorrência. . dois de Enterolobium contorsiliquum.35% menores que a menor medida e 0.63 Figura 30: Exemplo de representação de distribuição simétrica de valores no diagrama de caixa (BOXPLOT). 50% dos valores compõe a caixa e são os valores mais significativos.35% maiores que a maior medida). Esses últimos correspondem a 10 indivíduos de Ceiba speciosa.7% são valores desprezados (outliers. 49.65% são valores maiores. todas são espécies que apresentam morfologia similar de maior crescimento do diâmetro do caule.65% são valores menores dos que estão próximos à mediana e 24.

inviabilizando uma avaliação estatística adequada. D = área DELTA. objetivando identificar as técnicas de plantio que podem alcançar resultados satisfatórios com menor emprego de recursos e mão-de-obra. A avaliação da fitossanidade das espécies foi o principal fator considerado. Tabela 18 – Espécies com melhor sanidade e quantidade de Indivíduos por área (A = área ALFA. B = área BRAVO. como pode se observar na tabela 18. E = Enriquecimento em ALFA). com o objetivo de serem propostas soluções a serem aplicadas nas áreas do Complexo em que pretende oferecer alternativas de menor impacto ambiental. entretanto reduziu o número de amostras consideravelmente. seguidos por Eugenia uniflora (respectivamente 36 e 20 indivíduos e frequência de 80%).64 Os valores outliers não foram descartados para não comprometer as conclusões. Caesalpinia férrea e Schinus terebinthifolia apresentam maior número de indivíduos saudáveis e frequência (respectivamente 51 e 41 indivíduos e frequência de 100%). e Bixa orellana . Pau Ferro 22 13 4 10 2 96 100 100 100 100 Eugenia uniflora Pitanga 16 9 5 6 0 100 95 100 100 x Enterolobium contortisiliquum Tamboril 8 0 0 1 0 100 x x 100 x Bixa orellana Urucum 2 3 12 3 0 100 x 100 100 x De forma geral. C = área CHARLIE. A avaliação dos dados por faixa de medidas permitiu uma melhor análise dos dados. verificou-se na avaliação da fitossanidade. mesmo quando as diversas espécies com morfologia diversa e idade de plantio distinta passaram a ser consideradas como uma única espécie (plantas) dentro de cada área. Outro fator considerado foi à avaliação das espécies que melhor resposta apresentou à competição agressiva do capim-colonião. QUANTIDADES NAS ÁREAS A B C D E % SAUDÁVEL NAS ÁREAS A B C D E Schinus terebinthifolia Aroeira 3 13 11 9 5 100 100 100 89 100 Cecropia hololeuca Embaúba 1 0 1 0 2 100 x 100 x 100 Syagrus romanzoffiana Gerivá/Jerivá 17 0 1 0 2 100 x 100 x 100 Caesalpinia ferrea. Assim. as características físicas de cada uma das áreas são um fator secundário. que para algumas espécies.

A área CHARLIE também não recebeu manutenção no verão de 2013/2014. Entretanto. o índice de mudas mortas na área BRAVO foi bem superior ao da área DELTA (respectivamente 33. no total. respectivamente. não houve perda . entretanto as mudas além de apresentarem um bom crescimento. CHARLIE e ECHO (93%.6% e 6%). As áreas BRAVO e DELTA não receberam manutenção (coroamento das mudas e corte de capim) no verão de 2013/2014. como Ceiba speciosa e Handroanthus impetiginosus. tendo sido realizado frequente coroamento das mudas e corte do capimcolonião. que resultou em uma boa condição de vitalidade das mudas. apresentam. Outras espécies apresentam condições diferentes em cada área. Syagrus romanzoffiana e Cecropia hololeuca aparecem em três das cinco áreas e apresentam 100% das mudas saudáveis.65 Schinus terebinthifolia e Caesalpinia ferrea aparecem em todas as áreas e. 100% e 83% respectivamente). devido à largura (frente) do plantio da Área BRAVO – que proporcionava a mesma menor disponibilidade de água devido a maior distância do corte do Rio Guandu do Sapê. Schinus terebinthifolia e Caesalpinia ferrea se destacam por também terem apresentado um alto índice de sobrevivência na vertente Norte do Maciço GericinóMendanha (ROPPA. Faria (2012) estudando o crescimento inicial de espécies florestais em plantios mistos em Alegre (ES) verificou um percentual de sobrevivência de Caesalpinia ferrea de 89. A única muda de C. Eugenia uniflora e Bixa orellana aparecem em quatro das cinco áreas e no total apresentam 98% e 100% das mudas saudáveis. 98% e 99% de mudas saudáveis.74% após 12 meses do plantio. Ceiba speciosa apresenta um percentual alto de mudas saudáveis nas áreas BRAVO. 2009). tendo a área do plantio sido dominada pelo capim-colonião. speciosa localizada na área DELTA aparenta ter sido replantada. A área ALFA recebeu o melhor aporte de mão de obra na manutenção do plantio. mas apresenta um percentual elevado de mudas doentes na área ALFA (50%). Finalmente as nove mudas de Enterolobium contortisiliquum existente em duas das cinco áreas se apresentam saudáveis.

Em estudo sobre a regeneração de sub-bosque verificou-se que P. maximum prejudica as espécies colonizadoras. após mais de uma década de implantação. A capacidade dessa gramínea de exercer uma ação limitante. A figura 32 apresenta a comparação da fitossanidade das Áreas ALFA (recebeu manutenção adequada).. em três tratamentos distintos. 2009). o capim-colonião (P. 2012. 2009). CHARLIE e DELTA. ROPPA. principalmente as arbóreas (MANTOANI et al.66 de mudas e o percentual de vitalidade apresentou-se elevado (91% das mudas saudáveis). Em um projeto de reflorestamento na vertente Norte do Maciço GericinóMendanha constatou-se que. CHARLIE e DELTA (todas sem manutenção no verão 2013/2014). BRAVO. 2012). maximum) ocorria em todos e com um Valor de Importância maior do que as demais espécies (ROPPA.. . quase que uma “barreira física”. BRAVO. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 DOENTES ÁREA ALFA SAUDÁVEIS ÁREA BRAVO CORTADAS ÁREA CHARLIE MORTAS ÁREA DELTA Figura 32: Comparação dos índices de fitossanidade (%) das áreas ALFA. ao avanço da sucessão das comunidades representa uma “tendência inercial de degradação” (MANTOANI et al.

como pode ser visualizado nas figuras 33. 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 DOENTES SAUDÁVEIS CORTADAS C D MORTAS B Figura 33: Comparação dos índices de fitossanidade (%) entre as áreas CHARLIE. portanto muito próximos. a área basal e a altura na medição. .67 O plantio das Áreas BRAVO. respectivamente. 34 e 35. abril/maio e abril/maio). CHARLIE e DELTA foram realizados entre o outono e inverno de 2012 (respectivamente em junho/julho. DELTA e BRAVO. Entretanto apresentam resultados distintos quanto a vitalidade das mudas. 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 ENTRE 1 e 13 mm ENTRE 14 e 25 ENTRE 26 e 37 ENTRE 37 e 59 MAIOR QUE 59 SEM MEDIÇÃO mm mm mm mm C D B Figura 34: Comparação das faixas de diâmetro basal entre as áreas CHARLIE. DELTA e BRAVO.

800 mm ENTRE 1801 e 2. .454125 2 1 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 Figura 36: Resultado do teste de Jarque-Bera para as medidas de DAB na área CHARLIE.00000 3.068352 2.68 70 60 50 40 30 20 10 0 ENTRE 400 e 1.800 mm C D B Figura 35: Comparação das faixas de altura das áreas CHARLE. Skewness Kurtosis 34. como se verifica nas figuras 36 a 38.000000 15.000 mm 6. com valores de DAB maiores para a área CHARLIE e menores para a área BRAVO.15391 -0.00000 60.223813 Jarque-Bera Probability 1.578765 0.200 mm 4.501 e ENTRE 3. O tratamento estatístico dos dados também aponta para uma diferença entre as áreas.62618 35.201 e ENTRE 4. Dev.500 mm ENTRE 2. DELTA e BRAVO. 8 Series: DAB_C Sample 1 800 Observations 61 7 6 5 4 3 Mean Median Maximum Minimum Std.001 e SEM MEDIÇÃO 3.

Dev.116425 4 2 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 Figura 37: Resultado do teste de Jarque-Bera para as medidas de DAB na área DELTA.para os indivíduos das áreas ALFA. Foi realizado teste de igualdade das médias. Ceiba speciosa .para os indivíduos das áreas BRAVO. das medianas e variância entre espécies que apresentaram número de indivíduos mínimo em duas ou mais áreas: Handroanthus impetiginosus .07504 0.301015 0. 60 Series: DAB_B Sample 1 800 Observations 282 50 40 30 20 10 Mean Median Maximum Minimum Std.02381 22.69 16 Series: DAB_D Sample 1 800 Observations 84 14 12 10 8 6 Mean Median Maximum Minimum Std. Dev. .para indivíduos das áreas ALFA.000000 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 Figura 38: Resultado do teste de Jarque-Bera para as medidas de DAB na área BRAVO. BRAVO e CHARLIE.829481 1.33683 0.523558 2.00000 56. Skewness Kurtosis 23.60284 11. BRAVO.167158 Jarque-Bera Probability 75. BRAVO e DELTA. Pterygota brasiliensis .00000 2. CHARLIE e DELTA. Caesalpinia férrea .00000 3.para os indivíduos das áreas ALFA e BRAVO.123542 4.para indivíduos das áreas ALFA. CHARLIE e DELTA.000000 7. Skewness Kurtosis 12.00000 42. Schinus terebinthifolia .636118 Jarque-Bera Probability 4.000000 12.

5 45.220189 2. 5 Series: PAU_REI_A Sample 1 300 Observations 15 4 3 2 1 Mean Median Maximum Minimum Std.70 A análise dos dados aponta para melhores indicadores para as mudas da área CHARLIE.00000 43. ALFA.06760 0. Skewness Kurtosis 28. 4 Series: PAU_REI_C Sample 1 300 Observations 6 3 2 Mean Median Maximum Minimum Std.00000 13.0 37.00000 10. DELTA e BRAVO.0 32.5 40. .272897 Jarque-Bera Probability 0.50000 36.797865 0 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 Figura 40: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis da área ALFA. Dev.0 Figura 39: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis da área CHARLIE. respectivamente.5 35.648262 1 0 30.0 42. Skewness Kurtosis 36.866920 0. Dev.56450 28.056340 1.00000 54.00000 30.141241 Jarque-Bera Probability 0.156298 0. como se verifica no exemplo das figuras 39 a 42.00000 6.451633 0.

50000 10.00000 10. Skewness Kurtosis 10.5 Figura 42: de dados do Pterygota brasiliensis da área BRAVO. mesmo tendo sido plantada com mais de um semestre de diferença e em período de seca (setembro/dezembro de 2011 a área ALFA e junho/julho de 2012 a área CHARLIE). 3 Series: PAU_REI_B Sample 1 300 Observations 6 2 1 Mean Median Maximum Minimum Std.00000 5.0 12.5 10.728270 0.0 17.881114 Jarque-Bera Probability 0.00000 28. .50000 16.5 15. Dev.57143 20.923368 1 0 10 15 20 25 30 Figura 41: Tratamento de dados do Pterygota brasiliensis da área DELTA. como se pode verificar nas figuras 43 e 44.837714 0 5.826867 0.000000 3.323099 Jarque-Bera Probability 0.159454 0.202927 1.00000 6.148749 2.354156 0.71 4 Series: PAU_REI_D Sample 1 300 Observations 7 3 2 Mean Median Maximum Minimum Std.0 7. A área CHARLIE apresenta valores médios superiores aos encontrados na área ALFA. Skewness Kurtosis 18. Dev.

147980 4 2 0 0 10 20 30 40 50 60 Figura 44: Resultado do teste de Jarque-Bera para as medidas de DAB na área ALFA.0 0.0 20. Skewness Kurtosis 29.0 25. 16 Series: DAB_A Sample 1 800 Observations 187 14 12 10 8 6 Mean Median Maximum Minimum Std.500 mm 3.00000 1.0 35.000000 14.23743 0.0 15.0 5. a densidade seria de 5.200m² corresponderiam a uma densidade de 5.501 e ENTRE 3. podemos calcular a densidade de cada uma das áreas de plantio: ÁREA ALFA – 648 mudas em aproximadamente 1.0 10. a densidade passaria para 5.120 indivíduos por hectare. Considerando as áreas aproximadas de cada um dos plantios e a porcentagem de mudas vivas.894 indivíduos por hectare.200 mm 4.800 mm ENTRE 1801 e ENTRE 2.800 mm ÁREA ALFA ÁREACHARLIE Figura 43: Comparação das faixas de altura das áreas ALFA e CHARLIE (em %).000 mm 6. .0 ENTRE 190 e 1.201 e ENTRE 4.00000 62.001 e SEM MEDIÇÃO 2. Considerando o enriquecimento com as mudas computadas como sendo a Área ECHO.821362 0. Dev.400 mudas por hectare.05063 29.2%).72 40.178009 2.0 30.396930 Jarque-Bera Probability 3. Considerando o percentual de mortas e cortadas no manejo (5.

583 indivíduos por hectare (sem perdas). Santana (2002) contabilizou 109 indivíduos em 1. Em estudo realizado em uma parcela da encosta Sul do Morro do Marapicú. ÁREA DELTA – 442 mudas em aproximadamente 600m² corresponderiam a maior densidade entre as áreas: 7. Os espaçamentos entre as mudas nesse plantio já acarretam uma densidade 7% menor se comparado com a Área ALFA.500 mudas por hectare. ou seja.8%). com a participação de funcionários civis da Fábrica de Munições. a densidade seria de 6. 4.000 m². ÁREA CHARLIE – 395 mudas em aproximadamente 600m² corresponderiam a uma densidade de 6. de militares do Complexo e com familiares dos militares residentes na Vila Naval.8% (Área ALFA).73 ÁREA BRAVO – 1. portanto. Considerando o percentual de mortas e cortadas no manejo (7%).090 indivíduos por hectare. a Área ALFA pode ser considerada como na fase pós implantação (entre 1 e 3 anos do início do plantio). a densidade seria de 2.7 Ações Socioambientais A formação das primeiras turmas no projeto.367 mudas por hectare. Considerando as fases propostas por Bellotto et al. iniciou a criação de uma nova . Considerando o percentual de mortas e cortadas no manejo (33. As demais em fase de implantação (entre 1 e 12 meses do início do plantio).125 mudas em aproximadamente 2.979 indivíduos por hectare. o autor considerou a parcela estudada como indicação de evolução sucessional satisfatória. 27% (Área BRAVO). em área adjacente. chegando a uma densidade de 1. Os percentuais de espécimes secundárias tardias e clímácicas em cada uma das áreas de 24. 26% (Área CHARLIE) e 29% (Área DELTA) são próximos. ao identificado na vegetação da encosta do Morro do Marapicú com o qual se pretende o estabelecimento de um corredor ecológico.851 indivíduos por hectare.500m corresponderiam a uma densidade de 4. (2013). Com 22% de indivíduos de espécies secundárias tardias e climácicas.

possibilita um constante aprimoramento de suas ações. por ocasião das medições todos os indivíduos de Erythrina speciosa (Mulungu) visitados em abril de 2014 apresentavam-se sem folhas. 17 É responsabilidade da Autoridade Marítima a prevenção da poluição no mar e a representação do Brasil junto a Organização Marítima Mundial. ressecadas e com aparência de mortas (diversas foram consideradas como tal na Área ALFA).537/97). Após tratamento. Serão necessárias outras avaliações dos plantios para o monitoramento adequado. 4. Mesmo como atividade subsidiária as suas tarefas institucionais. a capacitação desse pessoal é uma garantia de eficiência dessas ações. . Embora a Marinha do Brasil já atue na prevenção a poluição ao meio ambiente17.45 e 46). quase a totalidade das mudas voltaram a florescer (Fig. como forma de compensação ambiental pela construção da Vila Naval é outra evidência da conscientização socioambiental reforçada pelo Projeto. Um exemplo da dinâmica da evolução. nos assuntos de prevenção de poluição no Mar (Lei Complementar 97/99 e Lei Ordinária 9. o desenvolvimento de pesquisas e os conhecimentos adquiridos em parcerias como a objeto do estudo.8 Avaliações Posteriores Os resultados discutidos representam uma condição em determinado momento específico. órgão da ONU. A formação dos alunos na área do Projeto cria um vínculo maior com as áreas de plantio e desperta o interesse em sua manutenção para a continuidade de sua expansão. principalmente (mas não exclusivamente) no mar e venha historicamente preservando as áreas sob sua administração. A decisão do plantio da Área BRAVO pelo Comando do CIAMPA em 2012.74 mentalidade quanto à importância do meio ambiente e a compatibilidade de sua manutenção com as demandas modernas.

Rebrota acentuada. formação de serrapilheira. D. Em fases posteriores poderão ser obtidos dados que permitam a avaliação da fenologia (floração e frutificação) e de outros aspectos florísticos. surgimento de oportunistas nativas. C. Rebrota leve. . Figura 46: Erythrina speciosa (Mulungu) – julho de 2014. (B) julho de 2014.75 Figura 45: Erythrina speciosa (Mulungu) seca: (A) abril de 2014.. etc. como o surgimento de espécies regenerantes. que permitam verificar a influência de fatores bióticos e abióticos na recuperação do ecossistema.

(Pitanga). tanto pelas Organizações Militares do Complexo. Eugenia uniflora L.(Urucum). principalmente no verão. Outros métodos poderão ser empregados em plantios futuros para fins de comparação. Syagrus romanzoffiana (Cham. (Gerivá/Jerivá) e Cecropia hololeuca Miq. . Bixa orellana L. As espécies Schinus terebinthifolia Raddi (Aroeira da Praia). competitividade com exóticas agressivas e média possibilidade de manejo. outros parâmetros para monitoramento deverão ser considerados. Caesalpinia ferrea C. podendo ser consideradas como alternativas para locais de exíguos atributos. a adoção dos parâmetros de fitossanidade (sobrevivência e vitalidade) se mostrou adequado.) Glas. sendo obrigatório seu controle por meio de manejo constante (coroamento das mudas e corte do capim) nos primeiros anos do plantio. (Embaúba) apresentaram melhores condições iniciais de competição com o capim-colonião (Panicum maximum Jacq. Com o crescimento dos indivíduos e continuidade do projeto de recuperação. com distribuição aleatória das espécies se mostrou adequado. com a disposição das mudas em linha. são as que mostraram melhor desenvolvimento e vitalidade. Para a avaliação de futuras áreas de plantio em fase inicial. quanto para a Marinha de um modo geral. O espaçamento de 2. Panicum maximum se mostra como uma barreira física para o reflorestamento.76 5.) e melhor desenvolvimento. CONCLUSÕES A continuidade das ações socioambientais poderá fornecer meios e alternativas para necessidades futuras de compensações ambientais. As mudas plantadas na Área CHARLIE. A metodologia de Plantio em Área Total.5m entre mudas facilita o trabalho de manutenção mecânica do plantio e permite posterior aumento da riqueza com plantio de mudas de enriquecimento em quincôncio. provavelmente devido a maior disponibilidade de água. Mart (Pau Ferro). mesmo em terreno de forte aclive e com pequeno intervalo entre as covas.

em especial a continuidade da participação da Fábrica de Munições Almirante Jurandyr da Costa Müller de Campos é fundamental para que as atividades não venham a se limitar como o reflorestamento de parte do Rio Guandu do Sapê. como da pesquisa aplicada como um todo. pela falta de manejo adequado.77 A Área BRAVO apresentou os piores índices de sobrevivência. não só da Marinha. principalmente das mudas localizadas mais afastadas do corte do rio. mas que venha a alcançar objetivos maiores em proveito de outras áreas de interesse. A continuidade do convênio da Marinha do Brasil com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. A área sofreu forte competição do capim-colonião. .

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Figura 3. Construção do forro da estufa. 83 . Figura 2. Figura 5. Estufa pronta. Marcação do terreno da estufa. Conclusão dos suportes para produção de mudas. Figura 6. Construção dos suportes de mudas da estufa.APÊNDICE I Relatório Fotográfico do Convênio Marinha do Brasil e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Figura 1. Figura 4. Construção da estrutura da estufa.

Contêineres instalados. Construção dos viveiros. Figura 9. Figura 12. Instalação do segundo contêiner. 84 . Capacitação dos jardineiros. Instalação do primeiro contêiner. Figura 10. Figura 8. Figura 11.Figura 7. Marcação dos viveiros no terreno.

Construção do galpão – solda da estrutura do telhado.Figura 13. Figura 14.colunas. Figura 17. Figura 18. Figura 15. Viveiro pronto. 85 . Construção do galpão . Instalação dos suportes para o sombrite. Construção do galpão – finalização da estrutura do telhado. Galpão pronto. Figura 16.

Almirante Jurandyr da Costa Muller de Campos.Figura 19. Vista da entrada do galpão. Apresentação do projeto aos Diretor da Fabrica de Munições Alte. Fábrica funcionários da Fábrica. 86 . Apresentação do projeto na primeira área de plantio. Figura 20. Apresentação do projeto para a Marinha e para a EMGEPRON. Identificação do Projeto. Figura 22. Apresentação do projeto ao Figura 24. Figura 23. Figura 21.

Primeira muda. Fatores que limitam a regeneração – invasão de gado doméstico. Limpeza manual (primeiro plantio).Figura 25. setembro de 2011 (área ALFA).áreas alagadas. Figura 30. Fatores que limitam a regeneração . Fatores que limitam a regeneração – Panicum maximum. Limpeza manual (primeiro plantio). 87 . Figura 26. Figura 28. com roçadeira. Figura 29. Figura 27.

Figura 31. Primeiro plantio (área ALFA).

Figura 32. Primeiro plantio (área ALFA –
vista lateral) em dezembro de 2013.

Figura 33. Primeiro plantio (área ALFA –
vista da entrada) em dezembro de 2013.

Figura 34. Enriquecimento do primeiro
plantio (área ECHO).

Figura 35. Funcionários da Fábrica, segundo Figura 36. Segundo plantio (área DELTA).
plantio (área DELTA).

88

Figura 37. Plantio dia da árvore (limpeza da
área)

Figura 38. Plantio dia da árvore (preparo do
solo)

Figura 39. Plantio dia da árvore (terceiro
plantio – área BRAVO).

Figura 40. Participação dos militares do
CNGS (terceiro plantio – área BRAVO).

Figura 41. Demonstração no dia da árvore
(terceiro plantio – área BRAVO).

Figura 42. Plantio dia da árvore – Recrutas
em formação no CIAMPA (terceiro plantio –
área BRAVO).

89

Figura 43. Vista geral das áreas de plantio e das instalações do Projeto, setembro de 2014.
Área mais próxima a direita, com gramínea verde: área DELTA; área contígua a frente em
direção a estrada com gramínea cortada e seca: área ALFA; vegetação ciliar que corta o
terreno: área CHARLIE e Rio Guandu do Sapê; área após o rio até o ginásio de esportes:
área BRAVO.

Figura 44. Medição de altura com auxílio de régua variável.

90

Lançamento de dados em planilha. 91 . Figura 46. Medição de diâmetro com uso de paquímetro.Figura 45.

Área ALFA vista da entrada. vista da entrada (parcial). novo canal para irrigação divide a área de plantio. Vista do limite das áreas ALFA e BRAVO.Figura 47. Área ALFA (parcial) vista da entrada setembro de 2014. setembro de 2014. A direita. Figura 48. Enriquecimento da área ALFA (área ECHO). Área ALFA. 92 . Figura 49. abril de 2012. Área ALFA. Figura 52. Figura 50. vista da entrada (com a área DELTA ao fundo). abril de 2012. Figura 51. setembro de 2014 . setembro de 2014.

Área ALFA. Figura 55. Área ALFA. Figura 57. limite direito. setembro de 2014. setembro de 2014. Figura 58. Figura 56. frente . vista da entrada setembro de 2014. vista da entrada.limite esquerdo. Área BRAVO.Figura 53. Área BRAVO. Área CHARLIE. setembro de 2014. Figura 54. Área BRAVO. recebendo manutenção. setembro de 2014. meio do plantio. 93 . setembro de 2014.

setembro de 2014. Área DELTA. Figura 62. julho de 2014 (ginásio de esportes do CIAMPA e área BRAVO ao fundo). centro do plantio julho de 2014. setembro de 2014. Área CHARLIE. com gramínea verde cobrindo o solo). (área ALFA ao fundo. Área DELTA. Figura 63. Figura 61. vista do fundo para frente do plantio. Área DELTA. Figura 60. vista do meio para o fundo do plantio setembro de 2014. Figura 64.Figura 59. 94 . Área CHARLIE setembro de 2014.. Área CHARLIE.

Figura 67. Área de expansão do Projeto (futura área FOXTROT). 95 . Figura 70. final do plantio. Figura 68. Área de expansão do Projeto a montante das áreas de plantio (futura área FOXTROT). Figura 66. fevereiro de 2014. Área DELTA. Figura 69. julho de 2014 . Área DELTA (limite com a área ALFA). fevereiro de 2014.Figura 65. Área DELTA. Preparação de mudas para nova área de plantio.

Preparação de mudas (Ceiba speciosa) para plantio na nova área. Figura 74. 96 . Figura 73. Figura 72. Espécie exótica pré-existente preservada e valorizada com emprego em paisagismo.Figura 71. Professor Ulisses (JBRJ) em atividade socioambiental de capacitação de mão de obra. Preparação de mudas na estufa.