UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA – CCET
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA – COEQ

EMANUELLE DE ASSUNÇÃO LEITE ASSIS
JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA JUNIOR
KARINY AZEVEDO DA SILVA

FERRAMENTAS DA QUALIDADE: FLUXOGRAMA.

São Luís – MA
2016

para fins de obtenção da segunda nota parcial para aprovação. Trabalho apresentado a Prof.EMANUELLE DE ASSUNÇÃO LEITE ASSIS JOSÉ ANTONIO DE OLIVEIRA JUNIOR KARINY AZEVEDO DA SILVA FERRAMENTAS DA QUALIDADE: FLUXOGRAMA.ª Dra. docente da disciplina Controle de qualidade na indústria química (EQ). SÃO LUÍS – MA 2016 . Annamaria Doria Souza Vidotti.

Palavras-chave: Qualidade.RESUMO A abordagem sistematizada de problemas é um dos aspectos mais importantes de um programa da qualidade. Neste trabalho abordam-se conceitos sobre fluxograma. Ferramentas da qualidade. . analisar as etapas envolvidas na construção de um fluxograma de processo. O texto apresenta uma dessas ferramentas. Fluxograma. o fluxograma. denominadas ferramentas básicas da qualidade por serem de uso geral na identificação e análise de problemas. O trabalho buscou. tais como características gerais e tipos de fluxograma. também. Diversas ferramentas foram desenvolvidas para auxiliar o profissional a compreender os problemas que ocorrem em seu dia-a-dia e a encontrar soluções adequadas para os mesmos.

this study sought to examine the steps involved in building a process flowchart. the flowchart. Flowchart. In order to conclude the aim of this paper. which are called ‘the basic tools of quality’ commonly used in the identification and analysis of problems. a conclusion about flowcharts is presented. Additionally.ABSTRACT The systematic approach to problems is one of the most important aspects of quality programs. This paper presents one of those tools. such as general characteristics and types of flow charts. Keywords: Quality. . Quality tools. Furthermore. Several tools have been developed to assist a professional understanding daily problems and finding appropriate solutions to them. this work approaches concepts of flowchart.

Fluxograma vertical Figura 2 .Hidrodealquilação de Tolueno.LISTA DE FIGURAS Figura 1 . exemplo de BFD Figura 4 . exemplo de um PFD 8 9 12 13 .Processo de Produção do refrigerante.Fluxograma horizontal Figura 3 .

LISTA DE TABELAS Tabela 1 .Símbolos mais usados em um fluxograma descritivo Tabela 3 -Tipos de setas um fluxograma descritivo 7 10 11 .Simbologia de fluxogramas utilizados para processos industriais Tabela 2.

.....................................................................................................................2 Process Flow Diagram (PFD).................................3 Fluxograma parcial ou descritivo..........................................................................................................2 Fluxograma horizontal ou de coluna..................6 2 MODELOS E APLICAÇÕES DE FLUXOGRAMAS................................................................................. 3.......................................................................8 2..............................................................15 .......................................................13 4 CONCLUSÃO..........................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO......................1 Fluxograma vertical................................................. 10 3 FLUXOGRAMAS NA ENGENHARIA................................................................ 8 2...............................................................1 Fundamentação teórica....14 REFERÊNCIAS.............................Erro! Indicador não definido...1 Diagrama de blocos – Block Flow Diagram (BFD).........................9 2.............................................5 1..........................11 3....................................................................

Folha de Verificação. . aplicações. analisar e propor soluções para problemas que interferem no desempenho de processos são chamadas ferramentas da qualidade. As ferramentas da qualidade são de extrema importância para o planejamento e controle da organização. Deste modo. Neste trabalho abordar-se-ão conceitos sobre fluxograma tais como princípio do método. ponderações e etc. 1993).5 1 INTRODUÇÃO Padrões começaram a ser seguidos a partir do momento em que relações de compra e vendas tomaram inicio. O grande potencial dessas ferramentas está quando são implementadas para a identificação das causas raízes dos problemas e para a solução destes. (2005) “As características importantes do produto ou do processo devem ser definidas concretamente”. mensurar. desenvolveram-se ferramentas para a padronização dos processos e produtos. procurando-se facilitar todo o processo de fabricação do mesmo. Montgomery e Runger (2003) afirmam que essas ferramentas podem ser usadas isoladamente. Diagrama de Dispersão e Cartas de Controle. Diagrama Ishikawa (Espinha-de-Peixe). Tornou-se necessário definir especificações técnicas sobre a fabricação de produtos e projetos. de modo a auxiliar o profissional a compreender atividades do dia-a-dia mantendo um nível de qualidade contínuo (LINS. completa Mata-Lima (1999). Histograma. O conjunto de técnicas utilizadas com a finalidade de definir. Diagrama de Pareto. ou como parte de um programa estratégico de modo a aprimorar a qualidade de um processo. Podem-se destacar sete ferramentas: Fluxograma. De acordo com Carvalho et al.

de componentes de um sistema administrativo”. Oliveira (2007) afirma que fluxograma é a representação gráfica que apresenta a sequência de uma atividade de forma analítica. então. caracterizando as operações. o individuo deve familiarizar-se com as simbologias utilizadas. e o fluxograma é a melhor forma de demonstrar-se graficamente o que está acontecendo.  Facilitar a leitura e o entendimento de rotinas administrativas. De modo que se entenda o funcionamento de um fluxograma. Tabela 1 . Existem diversos modelos de fluxogramas.  Maior flexibilização e um melhor grau de analise. entre outros. o fluxograma é de fundamental importância para o estudo do funcionamento da empresa. afirma Oliveira (2002). como objetivo:  Padronizar a representação dos métodos e procedimentos administrativos e organizacionais. Tendo em vista o que fora dito. Os passos realizados. processo e destino. os responsáveis e/ou unidades organizacionais envolvidas no processo. a sequência de operações e o movimento de documentos e dados são representados por símbolos. através da informação escrita e/ou verbal. cada qual com sua determinada simbologia. possuindo vários tipos e grau de complexidade de acordo com o objetivo a que se destina.Simbologia de fluxogramas utilizados para processos industriais. o fluxograma tem.6 1.1. Fonte: Peinado e Graeml (2007). A Figura-1 abaixo representa os símbolos mais utilizados na construção de fluxogramas. descrita analiticamente em um modo sequencial de passos. Brassard (1994) explica que um processo não pode ser melhorado sem que todos compreendam o que ele representa e como funciona.  Garantir maior rapidez na descrição de métodos administrativos. “Os símbolos utilizados nos fluxogramas tem por objetivo evidenciar origem. definindo ações e agentes executores são comumente chamados de Fluxograma. Assim como o organograma é um método gráfico fundamental para o estudo da hierarquia empresarial.  Facilitar a localização e identificação de aspectos importantes das atividades visualizadas. . Fundamentação teórica A representação gráfica de atividades realizadas em um determinado processo.

suas origens e destinos conclui Ramos (2006). Deve-se ressaltar que existem vários tipos de fluxogramas. diferentes símbolos e métodos de leitura.7 Logo. o resultado final dos símbolos utilizados em um fluxograma é um mapa que permite o entendimento a respeito dos caminhos seguidos pelos dados e informações. Contudo. o individuo que possua conhecimentos básicos sobre fluxogramas consegue com um mínimo esforço ler um fluxograma. .

Fonte: Peinado e Graeml (2007). combinação. A finalidade é que se preencham linhas com descrições de cada passo. Quatro vantagens podem ser apresentadas em relação a esse tipo de fluxograma:     Formulários padronizados podem ser utilizados no preenchimento do mesmo. O que? (Quais os passos). é normalmente usado para representar uma rotina simples em uma unidade organizacional. redistribuição e simplificação dos detalhes e grupos de detalhes. o fluxograma parcial ou descritivo e o fluxograma horizontal ou de coluna. Contudo. Vertical Passos Agente 1 Agente 2 Agente 3 Descrição Agente 4 Início 1 Ação 1 N Decisão S 3 Ação 2 4 Análise 5 Transporte Arquivo permanente 7 Final 8 Figura 1. reclassificação. nos quais permitem a eliminação. Onde? (deve isso ser . Rapidez de preenchimento. dentre eles.8 2 MODELOS E APLICAÇÕES DE FLUXOGRAMAS Existem diversos modelos de fluxogramas. os principais que podem ser encontrados na literatura são: o fluxograma vertical. Esse modelo de fluxograma constitui-se por colunas verticais.Fluxograma vertical. e é de fácil preenchimento. uma vez que formulários padronizados podem ser utilizados para construi-los. no processo de uma empresa. Maior clareza de apresentação. 2.1 Fluxograma vertical Chamado também de folha de analise. é necessário que se faça perguntas do tipo: Por quê? (esse sistema é necessário). Facilidade de leitura por parte dos usuários. Este tipo de fluxograma possibilita obter melhoramentos. conforme mostra a FiguraFluxograma 2 abaixo.

Tais perguntas são equivalentes a cada passo do processo que será descrito no fluxograma. Fonte Chiavenato (2010). o fluxograma vertical é construído por meio da junção dos símbolos. a única diferença gráfica do fluxograma horizontal em relação ao fluxograma vertical é a direção do deslocamento da sequência. O fluxograma vertical pode conter no lado esquerdo da folha. que nesse caso ocorre horizontalmente. que é enfatizado pelo fluxograma vertical. reduzir divergências entre entrevistador e entrevistado e estruturar a proposição de novos sistemas. Conclui-se. que o mesmo visa facilitar descrição de rotinas e de procedimentos. descrição da rotina proposta. a análise do número de passos e as diferenças existentes.2 Fluxograma horizontal ou de coluna De acordo com Chiavenato (2010). 2. Quem? (deverá executar a tarefa).3 Fluxograma parcial ou descritivo . no lado direito da folha. símbolos da situação atual e proposta. Adicionalmente. descrição da rotina atual. Como? (está sendo executada a tarefa). em contraste com o foco na rotina. interligados em ordem sequencial com o inicio no topo do formulário. mantendo-se os mesmos símbolos e convenções do fluxograma vertical. a respeito do fluxograma vertical. Quando? (deve ser feito?). 2.9 feito). então. Figura 2. o fluxograma horizontal volta-se para a análise das pessoas. Todavia. e no centro superior.Fluxograma horizontal. na parte central.

A interligação dos símbolos com relação à ordem do processo garante o carater dinamico do fluxograma descritivo.costuma mesma rotina. O primeiro e setas dificulte a designa a página atual e o compreensão do segundo indica a página fluxograma. . enquanto a troca oral de informações é simbolizada por uma seta tracejada. SIGNIFICADO Indica qualquer operação do processo que não possua símbolo próprio. Designa o cargo ou o setor responsável pela tarefa. Fonte: Pereira (2013). Tabela 2. decisão. Indica que o documento Simboliza tomada de foi arquivado.10 Com o objetivo principal de descrever atividades detalhadamente. contudo é de uma maior complexidade. adicionando símbolos próprios de acordo com a necessidade. o fluxograma parcial ou descritivo tem um foco maior nos detalhes do processo. como descrita na Tabela 2. evitando apresentar dois números que o excesso de linhas no seu interior. Compartilha semelhanças com o fluxograma vertical. indica o início ou o fim de uma etapa.Símbolos mais usados em um fluxograma descritivo. Representa atividades de conferência de materiais ou documentos. Indica que um material foi acrescentado ao processo. Serve para ligar um Serve para ligar passo a outro dentro da páginas. para onde o fluxo segue. A circulação de documentos e a seqüência de atividades são representadas por uma seta convencional. SÍMBOLO SIGNIFICADO SÍMBOLO Terminal. A Tabela 1 fornece exemplos de alguns dos símbolos mais utilizados nesse modelo de fluxograma. Indica que um documento foi acrescentado ao processo.

 Elaboração um pouco mais complicada e detalhada que o fluxograma vertical.11 Tabela 3 . TIPO DE SETA SIGNIFICADO Circulação de documentos e seqüência de atividades Troca oral de informações Tendo em vista sua semelhança com o fluxograma vertical. Estes tem a finalidade de relatar de maneira simples e objetiva todas as etapas pertencentes ao processo. os quais representam equipamentos ou operações unitárias. Este tipo de diagrama consiste em uma série de blocos. conectados por correntes de entrada e saída. os aspectos básicos de um fluxograma descritivo são:  Descrever o curso de ações e trâmites dos documentos. assim como equipamentos utilizados na planta estudada. os fluxogramas são fundamentais para o entendimento e andamento do processo realizado. Podemos citar dois dos mais utilizados: O diagrama de blocos (BFD) e o Diagrama de Processos (PFD).  Mais utilizado para levantamentos.1 Diagrama de blocos – Block Flow Diagram (BFD) O diagrama de blocos é bastante utilizado nos cursos introdutórios do curso de Engenharia Química e em outros cursos em que se é necessário a análise de processos de produção de forma simplificada. . 3 FLUXOGRAMAS NA ENGENHARIA Na Engenharia e em muitos meios de processo. 3.Tipos de setas um fluxograma descritivo. Muito utilizado em problemas de balanço material e de energia para converter o enunciado de um problema em um diagrama de bloco. Fonte: Pereira (2013).  Mais utilizado em processos que envolvem poucas unidades organizacionais.

Fases densas devem ser orientadas em regiões mais baixas e fases pouco densas em   regiões mais altas. Um exemplo de fluxograma de processo é o Process Flow Diagram. Informações importantes devem ser apresentadas no diagrama.Processo de Produção do refrigerante. vazão composição e conversão são adicionadas ao diagrama.12 Informações tais como temperatura. como mostra a Figura 2. Como exemplo de um diagrama de blocos (BFD). Linhas de fluxo representadas por setas indicando a direção do fluxo. 3. Convenções para construção de BFDs:     As operações são representadas por blocos. tubulações. . exemplo de BFD. pressão. as linhas horizontais devem ser contínuas e as  verticais interrompidas. Em linhas de fluxo que se cruzam. executado pelos projetistas de processo.2 Process Flow Diagram (PFD) O fluxograma de processo consiste em um desenho preliminar. porém detalhes do equipamento não são incluídos. Figura 3 . Setas devem ser orientadas da esquerda pra direita sempre que possível. válvulas e instrumentos. com indicações dos seus respectivos TAG’s e características básicas. máquinas. temos abaixo o processo de produção do refrigerante. O balanço material simplificado deve ser apresentado. devendo conter os principais equipamentos de caldeiraria.

Hidrodealquilação de Tolueno.13 Esse tipo de diagrama tem como base o diagrama do tipo BFD. Contém os dados maciços de engenharia para o projeto de um processo químico. como mostra a Figura 3. Figura 4 . temos a Hidrodealquilação de Tolueno. . exemplo de um PFD. Pfds produzidos por empresas de projeto diferentes apresentam padrões diferentes Informações que devem ser apresentadas em um PFD:  Todos os equipamentos do processo identificados por um número juntamente com  uma breve descrição do equipamento Todas as correntes do processo identificadas por um número juntamente com uma   breve descrição das condições de operação do processo e composição química Todas as correntes de utilidades relacionadas ao processo Loops/Malhas de controle básicos Como exemplo de um diagrama do tipo PFD. porém com mais riquesa de detalhes e com mais informações.

bem como transparência nas comunicações. A construção deste pode levar a identificação de possíveis problemas que podem afetar a qualidade de produtos ou serviços do caso a ser estudado. .14 4 CONCLUSÃO Entender uma empresa como um conjunto de processos interligados é de fundamental importancia. é necessário que se tenha coerência nas ações. No caso da correta utilização do fluxograma. nas reorganizações de atividades existentes. Em termos de planejamento. verificamos as inúmeras vantagens para que as organizações possam ganhar tempo nas implantações de atividades. Deste modo. seja ele industrial ou não. Em outras palavras. o uso das ferramentas da qualidade vem a ajudar na organização e otimização de qualquer processo em uma indústria. rever processos para que se analise a estrutura organizacional ideal para suportá-los é igualmente importante. O Uso de fluxogramas como uma das ferramentas da qualidade tem por finalidade simplificar e mostrar de forma didática como ocorre e o que ocorre em um processo.

F. LINS.. Marly Monteiro de. Ed. Organização & Métodos: Uma Abordagem Gerencial. 2005. Djalma de Pinho Rebuças. 2007. Rio de Janeiro: Elsevier. MONTGOMERY. PEINADO. G. Ferramentas básicas da qualidade. 80 páginas. C.Barueri. R. C. Rio de Janeiro: Qualitymark. B. 17. Administração da produção: operações industriais e de serviços. 2013. São Paulo: Atlas. Curitiba : UnicenP. organização e métodos: SO&M. 2. Michael. RJ: LTC. Edson Pacheco. Florianópolis. 1993. Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado à disciplina Estagio Supervisionado — CAD 5236. Iniciação à sistemas. Qualidade: Ferramentas para uma melhoria contínua. Gestão da qualidade: teoria e casos. Rio de Janeiro. Integração entre Portal e Sistema: um estudo de caso na Communik. F. ed. J. H. CARVALHO. 1994. Estatística aplicada e probabilidade para engenheiros. CHIAVENATO. Alexandre. RUNGER. 2007. SP : Manole. Universidade da Madeira (Portugal). et. 8. 2010. ESPA. E.15 REFERÊNCIAS BRASSARD. D. 2003. Apontamentos da Disciplina de Sustentabilidade e Impactos Ambientais. 2006. RAMOS. R. ISBN 978-85-224-4890-6. OLIVEIRA. como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade Federal de Santa Catarina. Idalberto. Sistemas. Aplicação de Ferramentas da Gestão da Qualidade e Ambiente na Resolução de Problemas. al. PALADINI. A.. . Brasília. GRAEML. Faculdade . São Paulo. Ed. 2007. Análise de Estruturas e Processos Administrativos. PEREIRA. MATA-LIMA.