Distinguir ética moral de norma moral

Ética
(reflexão filosófica)
“Como devemos
agir?”

Esclarece
Fundamenta

- É aprendida;
- Expressa-se a partir do interior
do individuo;
- Estudo teórico desses
comportamentos e dos diversos
códigos morais;
- Estudo e análise dos problemas
morais proporcionando princípios e
critérios para os justificar;
- É uma reflexão filosófica, logo
puramente racional, sobre a moral,
procurando justifica-la e
fundamentá-la.

Moral
(vivência
quotidiana)
“O que devo
fazer?”
- Precisa de ser imposta;
- É externa ao individuo;
- Comportamentos específicos no
interior de uma sociedade ou
grupo;
- Conjunto de normas ou valores
seguidos por um grupo ou que
vigoram numa sociedade, que
indica o que se deve ou não fazer;
- Tem caráter prático.

as suas intenções. Kant considera 3 tipos de ações: as ações contrárias ao dever (ações imorais. uma intenção só é pura se derivar da boa vontade.: não matar porque é . e as ações realizadas por puro respeito pelo dever (ações que cumprem as regras ou normas morais e que ocorrem por total respeito pela lei moral. isto é.  A perspetiva de Kant está relacionada com uma ética deontológica.  Para esclarecer esta noção de «agir por dever». A boa vontade é a única que pode ser considerada boa em si mesma. No entanto. Uma boa vontade é a que age por dever. É um ser ético porque tem capacidade de refletir sobre essas normas e regras morais e decidir se são ou não eticamente corretas o O que é uma ação moralmente correta?  O problema da fundamentação da moral consiste em saber o que é uma ação moralmente correta. em virtude do valor intrínseco que atribuí a essas ações. O Homem é um ser moral porque está inserido numa determinada sociedade. que lhe impõe regras e normas às quais deve obedecer e que o guiam nas suas ações. ou seja. mas que ocorrem por interesse ou vantagem pessoal. autónomo. Segundo Kant.  Para Kant. Esta opõe-se à vontade útil.: matar). A boa vontade é aquela que quer praticar boas ações. Só mediante uma intenção pura a ação se torna legitima. aquela cujas decisões só valem com meio para atingir um determinado fim. as ações conforme o dever movidas por inclinações sensíveis (ações que cumprem as regras ou normas morais. com dignidade e abertura de escolher aderir ou não às normas morais instituídas. livre. que não cumprem as regras ou normas morais. a ética teleológica defende que o valor dos atos morais se determina pela consideração dos seus resultados. este enquanto pessoa é um ser singular. devemos começar por procurar no sujeito moral as razões que o movem na sua ação. ex.: não matar por ter medo de ser preso). para encontrar a razão de ser do nosso agir e responder ao problema da fundamentação da moral. fins ou consequências. ex.  Para esta questão existem duas teorias: a teoria ética deontológica e a teoria ética teleológica. o que faz de si um ser ético. se uma ação é boa porque as suas consequências são boas ou se uma ação é boa por ser realizada de acordo com o que se considera que deve ser feito. ex. Ora. A ética deontológica defende que o valor dos atos morais se determina pela intenção do sujeito. o único motivo que pode dar origem a uma ação moralmente válida é o sentimento puro de respeito pelo dever. ou por qualquer outro sentimento. responsável.

 Os filósofos utilitaristas têm consciência de que quando se age em busca da felicidade a ação realizada pode não conseguir realizar esse objetivo. daí esta ética ser considerada uma ética hipotética.meu dever não o fazer). e a fórmula da humanidade “Age de tal forma que trates a humanidade. faz y”. mas a forma a que devem obedecer as nossas ações. Nesta perspetiva. mas sim um dever que parte do interior.  Este «agir por dever» não significa obediência a um conjunto de normais e leis que a sociedade impõe ao individuo. Desta forma o imperativo categórico é diferente do imperativo hipotético. sem impor condições. torna-se necessário recorrer ao critério da utilidade. sempre simultaneamente como um fim.  Esta ética é também considerada hedonista. tanto na tua pessoa como na pessoa de outro. mas antes encontrar a forma segundo a qual todo e qualquer ser racional deve agir. uma vez que a moralidade da ação está relacionada com a felicidade.  As duas formulações do imperativo categórico a que Kant dá mais importância são a fórmula da lei universal “Age unicamente de acordo com a máxima que te faça simultaneamente desejar a sua transformação em lei universal”. isto porque uma ação só é considerada moral se as suas consequências forem úteis. O imperativo categórico não nos diz o que fazer em situações concretas. Não se trata de definir o que para cada sujeito está correto fazer em cada caso particular. utilitarista e consequencialista. podemos afirmar que esta é uma ética material. Só estas últimas são consideradas ações morais para Kant. daí o utilitarismo ser considerada uma ética consequencialista. uma vez que possuí conteúdo.  A perspetiva ética de Stuart Mill está relacionada com uma ética teleológica. que indicam ao Homem como deve agir moralmente. A decisão de agir deve considerar a utilidade das consequências da . Assim. Trata-se portanto de uma lei moral que orienta a nossa ação. apenas se considera o resultado das ações e não o valor das ações em si mesmo. no sentido de produzir a maior felicidade possível ao maior número de pessoas. Para garantir que a ação conduza efetivamente à maior felicidade possível para todos. O imperativo categórico é um mandamento que nos indica universalmente a forma como devemos agir. a felicidade e o critério de utilidade “Age de maneira a proporcionar a máxima felicidade para o maior número de pessoas”. e nunca simplesmente com um meio”. da vontade do individuo. A essa fórmula Kant chamou de imperativo categórico. Este ordena que o agente pratique uma ação para atingir determinado fim “Se quer x.

seria moralmente correto.  . causando assim maior felicidade ao maior nº de pessoas. Só assim. As críticas que alguns autores fazem ao utilitarismo estão relacionadas com o conceito de felicidade defendido por esta teoria.  Contudo. esta teoria apresenta algumas objeções. será possível garantir que as ações produzam o maior grau de felicidade. defende Stuart Mill. desde que isso aumentasse o prazer global.: se pudesse demonstrar que enforcar publicamente teria o efeito benéfico de reduzir os crimes violentos. Se a felicidade é um estado de espirito a alcançar. ex.ação. segundo esta teoria. um utilitarista diria esta ação uma ação moral. como por exemplo o ecstasy. misturar no abastecimento de água uma droga.  Outra crítica consiste no facto desta teoria poder considerar ações morais muitas ações que habitualmente são consideradas imorais.