Curso de Administração

Governança Corporativa

............................7 3............................................................. .3 MODELOS DE GOVERNANÇA .....8 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..3 JUSTIFICATIVA 3 2 DESENVOLVIMENTO ....................................................... ................................................................................5 2...................................................1 EVOLUÇÃO HISTORICA..........6 3 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO .............................................................10 REFERENCIAS ...2 OBJETIVOS 3 1..................................4 2................5 2...........................................2 CONSELHO FISCAL ................................................11 .............SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 1.................................................................................... ...1 CONTEXTUALIZAÇÃO 2 1.....................................................................................2 EVOLULÇÃO HISTÓRICA NO BRASIL ............................7 3..........................1 AUDITORIA INDEPENDENTE .............. ................................................................................8 4 PRINCIPIOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA ................

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Fatores como: grande número de informações.1 Contextualização Em decorrências das várias mudanças no mercado global. visando o aumento de seus resultados. controle e gestão da empresa. A era industrial caracterizou-se pela produção e consumo em massa. Segundo Costa e Almeida (2002). transparência e responsabilidade social são valores que auxiliam na governança corporativa. “A governança corporativa sugere a sociedade empresarial uma gestão baseada em conceitos éticos de transparência. aspectos como ética. Podemos citar que um dessas ferramentas estratégicas é a incorporação da governança corporativa nos meios de produção. Dada essa questão.” Conforme os autores Costa e Almeida (2002). agilidade na troca de informações tornam o mercado cada vez mais dinâmico e a sociedade mais exigente em relação a qualidade do que consome. é necessário que seja integrado a cadeia de valor da organização por meio de elos que tragam sintonia à estratégia da organização. Com isso empresas têm utilizado várias estratégias para atrair novos consumidores e fidelizar os seus clientes. igualdade. respeito aos sócios e . grandes propagandas em vários lugares. “para que a governança corporativa agregue valor. nos remete a níveis de produção mais precisos. lojas cheias de mercadorias e um grande procura por descontos.1 INTRODUÇÃO 1. empresas tem buscado alternativas para diferenciarem seus produtos e serviços frente à concorrência. inovações na área da tecnologia. a comunicações mais direcionadas e a uma determinação de preços mais consistentes. é de grande valia que as empresas que buscam manterem-se competitivas no mercado atentem para a questão da qualidade dos serviços que prestam aos clientes. A era da informação hoje em dia. isso aliado aos valores da mesma.

1. 2007. p.2 Objetivos Este trabalho visa identificar como a governança corporativa auxilia nos resultados de empresas com atuações na bolsa de valores. . artigos e sites sobre o assunto.colaboradores em todos os níveis da estrutura societária.3 Justificativa Levantamento de informações que podem auxiliar na identificação de aspectos que fazem a governança corporativa ser um fator influenciador nos resultados das empresas. O trabalho caracteriza-se como bibliográfico e descritivo.” (CARVALHO. 1.41). tendo como base livros.

os proprietários tendem a se preocupar mais com os valores investidos e aplicados. conselho de administração. facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade. 6). “Governança Corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas. p.” (SILVA.” Outros autores define a governança corporativa como sendo uma ferramenta de controle para os sócios-proprietários. 2007. Em muitos casos pode-se verificar uma divergência entre os acionistas da empresa e os seus gestores. Segundo Junior (2005). “Governança corporativa é o sistema que assegura aos sócios proprietários o governo estratégico da empresa e a efetiva monitoração da diretoria executiva. As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em recomendações objetivas. 2014). deve ser procurado meios eficientes de monitoramento e incentivo para assegurar que a atuação do gestor esteja conforme os interesses do proprietário. Já os gestores executivos procuram mais a manutenção das operações do negócio. auditoria independente e o conselho fiscal. monitoradas e incentivadas.2 DESENVOLVIMENTO Conforme descrito no site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC. envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários. Devido a isso podem acontecer muitos desencontros entre a expectativa dos proprietários e o trabalho executado pelo gestor do negócio. instrumentos fundamentais para o exercício do controle. A relação entre a propriedade e a gestão se dá através do conselho de administração. . pois o dinheiro os pertence. diretoria e órgãos de controle. alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização. Conforme Bianchi apud Smith (2005).

o primeiro código regulatório sobre governança corporativa se deu em 1992. (IBGC. 2014). 2014). Segundo informação do site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC. Diretrizes e princípios internacionais passaram a ser considerados na adequação de leis. e logo após sua criação a GM divulga suas normas para a governança corporativa. no ano de 1994 mais da metade das 300 maiores companhias dos EUA já tinham desenvolvido seus próprios manuais de governança corporativa. diversas empresas desenvolveram seus manuais de governança corporativa e segundo pesquisa desenvolvida pela Calpers (Caliornia Public Employees Retriment Sytem). Ainda em 1999 o IBGC lança seu primeiro código das melhores práticas da governança corporativa. na atuação de órgãos regulatórios e na elaboração de recomendações. 2. Logo após a criação do código de conduta na governança corporativa. (IBGC. . ocorreu a criação do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC).2.1 Evolução Histórica A governança corporativa iniciou-se em meados dos anos 90 quando acionistas nos Estados Unidos preocuparam-se em criar mecanismos que os auxiliassem na defesa de seus interesses. Ademais. almejando alcançar protagonistas da nossa sociedade a adotar práticas mais transparentes. o Business Sector Advisory Group on Corporate Governance. responsáveis e sociais na administração das organizações. as discussões internacionais foram fortalecidas pelas iniciativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que criaram um fórum para tratar especificamente sobre o tema. 2014).2 Evolução histórica no Brasil No ano de 1995 foi criado o Instituto Brasileiro de Conselheiros de Administração (IBCA) e logo em seguida em 1999. sobre as vontades e atos executados pelas diretorias executivas nessas empresas. no que diz respeito a suas empresas e companhias.

Presença de conglomerados industriais-financieros. principalmente funcionários. Papel importante do mercado de ações na economia. Suas principais características são:     Estrutura de propriedade mais concentrada. Baixo ativismo e menor porte dos investidores institucionais.3 Modelos de governança corporativa Ainda conforma informações do site do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC. 3 CONSELHO DE ADMINISTRÇÃO . No modelo de gestão Outsider System os acionistas ficam distantes do comando das operações diárias da empresa. Foco na maximização do retorno para os acionistas. a governança corporativa pode ser divida em: Outsider System e Insider System. Ativismo e grande porte dos investidores institucionais. Suas principais características são:     Estrutura de propriedade dispersa nas grandes empresas. Reconhecimento mais explicito e sistemático de outros stakeholders não financeiros.2. Já no modelo Insider System os acionistas estão ligados diretamente nas operações diárias e no comando da empresa. 2014).

Cada um destes devem prestar contas das atividades realizadas para o executivo principal a menos que seja solicitado pelo conselho a apresentação de forma direta.1 Auditoria independente Conforme Rodrigues (2003). o conselho fiscal e o comitê de auditoria. 2005). Nesse modelo de gestão existe um gestor principal que é responsável por prestar contas ao conselho administrativo sobre as diretrizes por esses fixadas. o conselho de administração. .Definição do escopo de relacionamento a ser mantido com os proprietários. Quanto maior a empresa. . geralmente ligadas à otimização do processo de supervisão. . do prazo e do acordo de honorários. Conforme JUNIOR (2005).Definição das competências da Auditoria Independente. cabe ao Conselho de Administração a definição das diretrizes estratégicas e de algumas diretrizes específicas. . . maior o número de gestores responsáveis por áreas diferentes da empresa. (BIANCHI.Definição do escopo de relacionamento com o executivo principal e a diretoria.Definição do plano anual dos trabalhos. a auditoria independente é considerada um importante agente de governança corporativa em função da sua atribuição básica de verificar as demonstrações contábeis e emitir opinião sobre sua adequação à realidade da empresa.No modelo de gestão corporativa pode haver a existência de um conselho de administração que é eleito pelos sócios com o intuito de atender as demandas dos stakeholders e da empresa em longo prazo. Principais dispositivos: . 3.Restrições quanto à prestação concomitante de serviços de auditoria independente e consultoria.

Accontability (Prestação de Contas): é a responsabilidade da prestação de contas por parte dos que tomam as decisões do negócio. . o conselho fiscal funciona como um controle independente para os proprietários com o objetivo de zelar pelos interesses dos acionistas majoritários e minoritários. esta usada nos dados e registros contábeis sem dúvidas e relatórios entregues em prazos combinados. . o executivo principal e a diretoria.Elaboração de uma declaração anual de independência. Principais dispositivos: . a obediência. Conforme RODRIGUES (2003).Definição do escopo de relacionamento a ser mantido com os auditores independentes. .2 Conselho Fiscal O conselho fiscal é um órgão não obrigatório que tem como função fiscalizar atos da administração e também prestar contas aos sócios.Disclosure (Trânparencia): usualmente chamada de transparência.19). a governança corporativa está sustentada em quatro pilares principais e são estes: . . 3. compromisso e resguardo nas lei e regimes do país. p. o conselho de administração.Definição das competências do conselho fiscal. .Compliance (Conformidade): é a segurança.Definição do escopo de relacionamento a ser mantido com os proprietários. .Fairness (Equidade): senso de justiça e de equidade para com os acionistas minoritários contra as ações transgressoras dos gestores e acionistas majoritários. 4 Princípios de Governança Corporativa Para CARVALHO (2007): “É possível afirmar que os fundamentos da governança corporativa estão alinhados com os valores fundamentais.. Princípios como dignidade da pessoa humana e valores sociais do trabalho e da livre iniciativa são perseguidos pelos ideais das boas práticas de governança corporativa” Para LODI (2000. consagrados pela Constituição Federal de 1988.

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absorvem conceitos de equidade. gestores têm buscado maneiras de se diferenciarem das demais visando a sobrevivência no mercado. é uma forma de estímulo uma vez que este modelo de gestão visa mais transparência e segurança nas ações da empresa. tranparencia. identificar oportunidade ao seu redor para responder pronto e adequadamente a elas”. prestação de contas e conformidade. rastrear as mudanças e transformações.5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Em decorrência da grande competitividade entre as empresas. Isso traz mais credibilidade e confiabilidade ao mercado. pois esses são os pilares estabelecidos da governança corporativa. “O sucesso das organizações dependerá da sua capacidade de ler e interpretar a realidade externa. . Diante disso a governaça corporativa visa trazer meios de gestão mais precisos uma vez que busca a tomada de decisão mais correta conforme as diretrizes estabelecidas pelos gestores. onde o mais forte e estratégico prevalece. Também ressalta-se que as empresas que buscam o modelo de governaça corporativa. Com isso os administradores devem buscar formas de gerir melhor seus negócios com sustentabilidade e tomadas de decisões mais coerentes com o tipo de negócio e mercado. Para tanto é necessário atenção a fatores externos que influenciam diretamente a forma de negócio da empresa. Para investidores. Conforme CHIAVENATO (2000).

Rio de Janeiro: Elsevier. p 149188. O Governo da Empresa e o Conselho de Administração. Governança Corporativa: modismo ou necessidade da empresas. Dissertação de mestrado. Aplicação das boas práticas da Governança Corporativa na sociedade limitada. IBGC. Rio de janeiro. 2000. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Universidade de Ribeirão Preto. V.12 . 2005. A controladoria como um mecanismo interno da governança corporativa e de redução dos conflitos de interesse entre principal e agente. p.org. CARVALHO. Administração nos novos tempos.5º reimpressão SILVA.br>. 14: 23.24. Guarujá. 2007. JUNIOR. 6º ed. Creuseli de Jesus da. Universidade de Ribeirão Preto. João Bosco. Rio de Janeiro: Elsevier. 2007. Ribeirão Preto. Monografia. Acesso em: 18 novembro 2014. dez 2005. LODI. Márcia. Universidade do Rio dos Sino. Disponível em: <http:// www. . CHIAVENATO. Dissertação de mestrado. Controles internos como instrumento de governança corporativa.ibgc. Valeria Fialho de . São Leopoldo. N. 2000 . Governança Corporativa.100-102. Sebastião Bergamini.REFERENCIAS BIANCHI. Idalberto. Revista BNDES.