COMPRAS

GOVERNAMENTAIS
Como fornecer para a Administração Pública
e Reduzir os Riscos

Módulo 2

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Compras
Governamentais
MÓDULO 2

Módulo 2
a MPE na Licitação Pública –
Conhecer as Leis para Controlar os Riscos
INTRODUÇÃO
No Módulo 2, você perceberá como a MPE, conhecendo as leis, poderá controlar os
riscos na licitação pública.

Módulo 2 – MPE na Licitação Pública – Conhecer as Leis para Controlar os Riscos
• Introdução
• Unidade 1 - Análise de Risco para Participar de uma Licitação
• Unidade 2 – Capítulo V da Lei Geral nº 123/2006
• Unidade 3 – Os avanços da Lei Complementar 147/2014 nas Compras Públicas
• Encerramento

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Competências
• Conhecer o capítulo V da Lei nº 123/2006 que explicita os benefícios da MPE
na licitação pública.
• Predispor-se a se autoconhecer para controlar os riscos de participar de uma
licitação pública.
• Aplicar a análise de risco do seu negócio para participar com segurança de
uma licitação pública.

Vamos iniciar o módulo compreendendo a nova realidade das licitações.
Procedimentos licitatórios
Os procedimentos licitatórios são ritos operacionais que podem ser descritos em
forma de lei, decreto, portaria ou qualquer regulamento específico que disciplinarão
como o órgão comprador realizará o seu processo de compra.
Esses procedimentos podem variar entre a União, estados, Distrito Federal, municípios,
empresas públicas, sociedades de economias mistas, autarquias, empresas do sistema
S, etc.
Regras gerais da União
Cabe à União elaborar regras gerais sobre o tema. Essas regras serão disciplinadas
nos aspectos específicos por cada ente da federação.

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por ventura. Tais linhas serão uma base segura de conhecimento para que as MPEs possam se adaptar a procedimentos específicos que. venham a existir em um determinado órgão. Linhas mestras das MPEs nas licitações de órgãos públicos brasileiros Deste modo. 4 Compras Governamentais MÓDULO 2 .Procedimentos Licitatórios seguidos por entes da Federação Neste módulo. serão delineadas as linhas mestras que as MPEs poderão seguir para atuarem na grande maioria das licitações dos órgãos públicos brasileiros. serão apresentados os componentes fundamentais dos procedimentos licitatórios que serão seguidos por todos os entes da Federação relativos ao tratamento das MPEs.

depois. que estamos reunidos. pois. somente assim. Já temos as informações do edital do pregão eletrônico. Precisamos participar desta licitação conhecendo e tendo segurança sobre os riscos. para. Sr.UNIDADE 1 Análise de Risco para Participar de uma Licitação – Sr. Agora. Você sabia que o código da UASG é o número de identificação do órgão no Portal de Compras Governamentais do Governo Federal e o item que devemos nos acostumar a ter em mãos para realizarmos as buscas no sistema? – Bem lembrado. a participação nas licitações abrirá um novo canal de negócios. porque vamos ler este edital do pregão eletrônico juntos. para aquisição de material de escritório. Francisco! O senhor precisa de ajuda? – Sim. utilizando o menu de download de editais. então vamos calcular o valor da nossa proposta comercial a partir dos nossos preços de venda.000. Francisco. todos ajudarem a preencher o formulário de análise de risco. no valor de R$ 80.00. 5 Compras Governamentais MÓDULO 2 . mas primeiro chame toda a equipe. vamos ler com calma o edital do pregão eletrônico. o que está fazendo? – Baixei o edital de um pregão eletrônico pelo Portal de Compras Governamentais do Governo Federal.

. as regras. as punições cabíveis etc. Devemos marcar apenas uma das três alternativas correspondentes. família. pessoas envolvidas na produção e entrega dos produtos. as multas. Os preços para cada item são estes: É fundamental compreender o objetivo da licitação.Vejamos. avaliar os valores.. é importante que seja preenchido com sua equipe de trabalho. Para obter êxito. respondendo às dez questões do formulário que os analistas nos indicaram.. faremos juntos a análise de risco da participação da nossa papelaria nesta licitação por pregão eletrônico. Ele deve ser feito por edital ou por processo de fornecimento. Este formulário é muito útil para a MPE que deseja participar de uma licitação sem risco. pois são vários os fatores que determinam os graus de riscos de participação das MPEs em uma licitação pública. os prazos. funcionários. 6 Compras Governamentais MÓDULO 2 . Agora. ou seja. sócios.

bem como seus respectivos editais. Depois interpretaremos o resultado. sem riscos. também deverão ser registrados o número do edital. contrato e punições cabíveis. Veja que. Uma observação importante para você: só podemos preencher um formulário para cada edital de licitação em que planejamos participar. Além disso. regras. Estas informações possibilitarão organizar todos os formulários de análises. prazos. preenchendo o formulário com a opinião de consenso do grupo. 7 Compras Governamentais MÓDULO 2 . multas. deverá ser registrada a data. que servirá para que tenhamos bem claro até quando poderemos decidir se iremos ou não participar da licitação. no cabeçalho. A análise deve ser feita por nós. Sempre nos reunindo com nossos sócios. o valor e o nome dos componentes da nossa equipe. Isto permitirá o nosso envolvimento e comprometimento na busca de fornecer para a Administração Pública.– Os analistas me explicaram o seguinte: a análise de risco não pode ser feita de modo abstrato. com suposições. as pessoas envolvidas direta ou indiretamente no fornecimento dos produtos ou serviços para a Administração Pública. mas precisa ser feita com base em um edital concreto com valores. Ela funcionará como “data limite”. nossa família ou com as pessoas responsáveis pela produção e entrega dos produtos ou serviços. ou seja.

Se não houver consenso entre nós ou se. seca ou alagamento e perdesse toda a sua produção em um determinado mês. disponibilidade de matéria prima etc. mesmo tendo realizado todos os levantamentos e pesquisas necessários para respondermos o item. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 1) Conseguiremos fornecer o material/serviço no prazo? Refletiremos sobre a capacidade de produção e entrega dos produtos.. quando estivermos efetuando a avaliação. ainda não nos sentirmos seguros quanto à resposta. Vamos analisar a pergunta “Conseguiremos entregar o material ou serviço no prazo?”. ainda sim. como sazonalidade. Caso ela tivesse um imprevisto de geada. responderemos “SIM”. marcaremos “NÃO SEI”. Se tivermos absoluta certeza que não atenderemos. ela teria condições de suprir esses recursos e honrar a entrega? Como seria o mesmo fato e o mesmo valor com os três itens que o Sr. Apenas uma dessas três alternativas deverá ser marcada para todos os dez itens do questionário. possuem prazos curtos de entrega do material ou serviço. perguntamos: teremos condições de suprir essas restrições com nosso próprio recurso para atendermos ao pedido caso sejamos declarados vencedores? – Para entender esta pergunta. pois muitos editais tratam exatamente dos produtos e serviços que as MPEs trabalham. responderemos “NÃO”. nos sentirmos 100% confortáveis com a nossa capacidade de atendermos o que está sendo questionado. no entanto. ao lermos a pergunta. Francisco está se propondo a atender? Vocês se lembram dos valores? 8 Compras Governamentais MÓDULO 2 . safra. vamos pensar em um exemplo real: imagine uma MPE que fornecesse alface para a prefeitura. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 2) Ao analisarmos algumas variáveis que não dependem de nós.Se.

em que prazo. – Imagine o fato de que. E não se esqueça de que a autoanálise está baseada em um edital de licitação na qual queremos muito concorrer! FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 3) Os custos de transporte. o senhor entendeu bem o que teremos de entregar? Pergunto isto porque é um equívoco muito comum o fornecedor não entender exatamente. Zito! Estas reflexões são fundamentais. mesmo assim. ou todos. com uma possível ampliação do nosso canal de negócios. Porém. ainda que vinda de um imprevisto e. pois muitas vezes podemos praticar um determinado preço para a venda de nossos produtos porque possuímos mão de obra ociosa. Francisco.000. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO 4) Será que nós entendemos exatamente o que teremos de entregar. honrar a entrega e não comprometer a produção e a nossa empresa? Nossa! Se fosse só um produto ou dois.00. ultimamente como não estamos vendendo.– Vamos pensar em um problema financeiro. – Muito bem pensado. se a empresa é do Rio Grande do Sul e participa de uma licitação no Acre. Zito! Além disto. mão de obra. – Sr. ou seja. muitas vezes. mais entregas apenas ocupariam a minha mão de obra que já está disponível. estou sem nada para fazer. em qual local e com que nível de qualidade? Teremos condições de substituir algum produto. E é frequente as pessoas desconsiderarem estes custos. impostos. será preciso contratar mais pessoas para dar conta da entrega. também temos que incluir na validação os custos de transporte. Teremos condições de suportar uma perda de R$ 80. – Tem razão. se eles não forem aceitos pelo comprador? 9 Compras Governamentais MÓDULO 2 SIM NÃO NÃO SEI . o custo da entrega não poderá ser algo desprezível. mas esse valor do papel A4 está muito alto. embalagem e outros indiretos de qualquer natureza estão inclusos no preço que pretendemos praticar? – Temos que verificar quais são os nossos custos diretos e indiretos. Então.

acaba descobrindo que o item a ser entregue é outro. entendi sim. uma vez formalizado o contrato. – A definição do preço mínimo deverá ser a nossa linha de corte no momento da participação do pregão. – Estas observações do Zito e do Sr. este preço deve ser definido em grupo. – Sr. pois. Entendeu? – Sim. ele apresenta uma proposta de preços pensando que terá de entregar um produto e. estava descrito no edital. mesmo que a papelaria tenha prejuízo na venda. Por ser esse o seu principal negócio e por possuir matéria-prima suficiente. inclusive. Acredito que a papelaria deverá desistir do negócio se o valor da licitação ultrapassar o preço mínimo definido no momento da análise de risco. quero enfatizar que baixar o valor além do preço mínimo acarreta um risco muito alto para nós. no momento da entrega da mercadoria. Resultado: todo produto foi perdido. ele deverá ser substituído. No entanto. Francisco. não é mesmo? – Sim. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 5) Qual o nosso preço mínimo para esta oferta? O preço mínimo cobre todos os custos? (Nunca reduza o valor da oferta abaixo do preço mínimo dedicido em conjunto).. ao se sagrar vencedor. Pois normalmente ela não nos permite ler com calma os detalhes e as especificações do edital.Assim. imagine uma MPE fornecedora de uniformes. Ela já fornecia os uniformes para a prefeitura. Por isso. descobriu que a cor da Administração mudou e que. caso o produto não esteja dentro das especificações pedidas no edital. O erro cometido foi o mau hábito de achar que já havia ganhado e não teve o cuidado de verificar EXATAMENTE o que deveria entregar. 10 Compras Governamentais MÓDULO 2 . porque nós poderemos incorrer em sanções e multas pela não entrega da mercadoria dentro do que foi especificado. – Ufa. está correto! Aliás. Zito! Bem lembrado. Francisco são importantes! Por exemplo. baixou os preços para que fosse novamente vencedora. Que bom! Fico preocupado porque. você tem toda a razão em ficar preocupado com esta questão.. os produtos deverão ser entregues. pois este erro geralmente ocorre devido a uma prática muito comum: a pressa. devendo conter todos os custos e a margem de lucro considerada segura para o processo.

FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 6) Conseguiremos sobreviver se ocorrer atraso no pagamento? E se este atraso for maior do que seis meses? –Lembrando que a transformação do fornecimento para a Administração Pública como um novo canal de negócios pressupõe a manutenção de todas as atuais atividades. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 7) Conseguiremos nos comprometer com essa entrega sem prejudicar o dia a dia da Organização/Empresa/ Produção? – Ressalto também que devemos calcular se o fornecimento exigirá gastos com contratação de mais mão de obra ou qualquer outro. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO SIM NÃO NÃO SEI 8) Podemos fazer a entrega sem comprometer a matériaprima dos outros pedidos? Acredito que isso diz mais respeito ao controle do estoque e da obtenção de matériasprimas.00 e. Francisco avaliar nossa capacidade de produção para. nossa sobrevivência. então.00. Ela serve justamente para evitar que ocorra um esvaziamento da capacidade produtiva. como foi o caso da outra licitação. tomar a melhor decisão. inclusive. ou seja. FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO DE RISCO 9) Conhecemos claramente quais são os passos para receber o dinheiro? (O Órgão para o qual pretendemos fornecer está pagando em dia? Se não está. como ocorreu antes com a papelaria. provavelmente conseguiria sobreviver a um atraso de seis meses de pagamento. atrasa quanto tempo? Alguns dias? Meses?) 11 Compras Governamentais MÓDULO 2 SIM NÃO NÃO SEI . comprometendo. se ao concorrer. não é possível permitir que uma venda comprometa o andamento de todo o nosso negócio.– Ao participar de um processo de aquisição em que o valor máximo é de R$ 8. Cabe ao Sr.000. Trata-se de um risco que poderá nos levar a ter prejuízo. apresentar apenas a proposta em um único item no valor de R$ 200.

Acrescento ainda que o pagamento também atrasa porque o processo de liquidação das despesas (ou seja. são sugeridas ações que devem ser tomadas pela MPE. saberemos efetivamente identificar o grau de risco a partir do preenchimento deste formulário. Isso fará com que. • MÉDIO – se forem marcadas de 7 a 8 vezes a alternativa “sim”. 12 Compras Governamentais MÓDULO 2 . Agora. etc. E também esclareço que às vezes as Administrações Públicas atrasam os pagamentos por problemas internos. Conhecer a realidade sobre o pagamento das compras permite nos prepararmos para efetivamente obter êxito no fornecimento para a Administração Pública. ALTO RISCO: O que fazer? 1. • BAIXO – caso selecione “sim” 9 ou 10 vezes.Agora podemos perfeitamente aprender os passos para receber o pagamento. a participação será julgada de baixo risco. Não participar da licitação ou do processo de aquisição. a verificação da regularidade de todos os passos que precisam ser cumpridos para autorizar o pagamento) é demorado e envolve a validação de diferentes órgãos. falta de disponibilidade de serviço de tramitação interna. estejamos mais aptos a cumprir os procedimentos exigidos. Mediante essa margem de perigo. O que definirá o risco é a quantidade de respostas marcadas como ”SIM”: • ALTO – caso marque seis vezes a opção “sim”. nas operações futuras. a sua participação na licitação será considerada de alto risco. Por exemplo: necessidade de envio de nota fiscal. de natureza burocrática. Calculando o Risco Veja agora como calcular os riscos para participar de uma licitação pública. o risco da participação será tido como mediano.

em grupo. 3. Participar de diferentes licitações e de processos com valores mais baixos (Cotações Eletrônicas). a MPE poderá. Repetir o processo para tornar a compra governamental uma fonte recorrente de lucro. 3. 2. Prever alternativas. Decidir.2. identificar se deverá seguir no edital ou tomar medidas adicionais para diminuir o risco de sua participação no processo licitatório. ofertando apenas em itens da licitação. garantindo reserva financeira. Procurar aprender. estoque e preparo para atrasos de pagamentos. Participar da licitação. ganhando processos de valores baixos ou concorrendo em itens. Nesta análise. com segurança. MÉDIO RISCO: O que fazer? 1. e progressivamente partir para licitações de valores maiores ou com gestão de contratos. com baixo risco. 3. BAIXO RISCO: O que fazer? 1. Procurar processo de valores mais baixos ou com condições objetivas em que sua oferta possa ser mais competitiva. 2. 13 Compras Governamentais MÓDULO 2 . se o risco vale a pena. Tentar concorrer apenas em itens da licitação e não no processo como um todo.

– Notem que as perguntas do formulário são as mesmas. Após analisarmos os riscos. Zito! Participar das licitações públicas é uma atividade das empresas que 14 Compras Governamentais MÓDULO 2 . – Verifiquem que após o nosso preenchimento dos formulários de avaliação de risco. mas alerto que. o nosso risco é baixo. – Com este pedido de Cotação Eletrônica. vamos ler o resumo do processo por Dispensa que será feito por Cotação Eletrônica. há os de nossa responsabilidade como fornecedora. Mas nós precisamos fazer uma nova análise de risco para efetivamente fazer a proposta. além destes fatores. veremos se vale a pena participarmos dessa oportunidade.Cotação Eletrônica (Dispensa por limite de valor) – Agora. precisamos estar com a nossa situação fiscal regular. – Entendi. utilizando o processo de Dispensa por Limite de Valor. Para estarmos aptos a recebermos nosso pagamento. – Concordo com você. pretendo apresentar propostas e lances para apenas um item: papel A4 no valor de R$ 200.00 (duzentos reais). notamos que se apresentarmos proposta e lances para apenas um item do Pedido de Cotação Eletrônica. só mudamos agora.

recebendo os recursos com uma margem de lucro. mas. E esta planilha é um instrumento eficaz de análise criada pelos analistas para nos auxiliar sobre a melhor decisão. após isso. a finalidade da análise de risco é possibilitar que nós possamos efetivamente nos preparar para fornecermos com êxito para a Administração Pública. – Concordo. o volume de produto e o grau de responsabilidade envolvido. Só mudamos o tipo de licitação. Por isso. O nosso objetivo final. como fornecedores. não é sermos declarados vencedores. distrital ou municipal realize os pagamentos. 15 Compras Governamentais MÓDULO 2 . – Vocês percebem alguma mudança entre esta análise e a anterior? – Notem que as perguntas do formulário são as mesmas.possuem condições efetivas para manter todos os impostos em dia. o resultado poderia ter sido outro. realizarmos a entrega dos produtos e serviços. é importante analisarmos várias oportunidades e editais antes de decidir por participar de algum deles. estadual. Esta é uma condição para que qualquer ente federal. pois se antes de participarmos do primeiro processo de licitação tivéssemos realizado a análise de risco. Por isto. sim.

O próximo passo é tratar profunda e detalhadamente o Capítulo V – do Acesso aos Mercados – da Lei nº 123/2006. ENCERRAMENTO Muito bem! Você finalizou a Unidade 1 . 16 Compras Governamentais MÓDULO 2 .Agora você sabe que o risco é determinado em grande parte pelo objeto da licitação e pela capacidade da MPE em atendê-lo sem comprometer o funcionamento do dia a dia da empresa.Análise de Risco para Participar de uma Licitação. que trata dos benefícios da MPE na licitação pública.

estudaremos detalhadamente os procedimentos indispensáveis para fornecer com êxito para a Administração Pública. os crimes e as penas.UNIDADE 2 Capítulo V da Lei Geral nº 123/2006 A partir de agora. trataremos dos aspectos dos procedimentos de licitação aplicáveis às MPEs. Legislação da Licitação Pública Lei de Licitações: Lei nº 8. válidos para todos os processos de licitação executados no território nacional. • Disciplina os procedimentos de celebração e execução dos contratos. Tomada de Preços e Convite. • Apresenta as sanções. 17 Compras Governamentais MÓDULO 2 .666/1993 • Cria as modalidades de Concorrência. • Estipula as condições de Dispensa e Inexigibilidade de Licitação. Nesta primeira etapa.

• Permite negociação para valores mais baixos. • Funciona como um leilão reverso. • Prazo adicional para regularização fiscal. • Procedimentos de compra para bens e serviços comuns. 18 Compras Governamentais MÓDULO 2 . Capítulo V – Do Acesso aos Mercados A Lei nº 123/2006 (Capitulo V) estabelece: • Benefícios exclusivos para as MPEs participarem das licitações. Lei das MPEs: Lei Geral nº 123/2006.Lei do Pregão: Lei nº 10. • Procedimentos licitatórios diferenciados ou exclusivos. • Vantagens em caso de empate. Beneficiários do Capítulo V: • MPE – Micro e pequenas empresas.520/2002 • Cria as modalidades Pregão Presidencial ou Eletrônico.

• Artigos 44 e 45 – critérios para empate ficto. • Agricultor Familiar. Com os avanços introduzidos em 2014. chamaremos de MPE os beneficiários. além das MPEs e do MEI. também serão inseridos os agricultores familiares e os produtores rurais pessoa física. Para fins do curso. Benefícios da Lei Complementar nº 123/2006: • Artigos 42 e 43 – tratam da regularidade fiscal. • Produtor Rural Pessoa Física.00. podemos considerar todos os beneficiários do Capítulo V. nesta sigla. • Artigos 46 e 47 – criam benefícios específicos: Inciso I – licitação exclusiva até R$ 80. mas. 19 Compras Governamentais MÓDULO 2 .• MEI – Microempreendedor Individual. a Lei Complementar nº 123/2006 ampliou o universo dos atores que terão direito aos benefícios previstos no capítulo cinco.000. • Artigo 46 – cédula de crédito microempresarial. A partir de agora.

simplificado e favorecido às MPEs.Inciso II – subcontratação e pagamento direto. 20 Compras Governamentais MÓDULO 2 Também terá direito ao empate ficto caso sua oferta esteja até . Muitos se tornaram obrigatórios. os beneficiários terão direito a 5 dias úteis. ela é recomendada para que se alcance o objetivo de garantir a promoção do desenvolvimento nacional sustentável por meio do tratamento diferenciado. obtenção da certidão negativa ou da certidão positiva com efeito de negativa caso tenha parcelado o pagamento. mais simples de serem aplicados e passam a falar imediatamente na União. nos três poderes de cada ente federado. eles tiveram uma ampliação nos próprios benefícios. Também podemos observar que além da ampliação dos beneficiários. Mesmo não sendo obrigatória. Para a regularização fiscal tardia. para quitação da dívida. Distrito Federal e municípios. prorrogáveis por mais 5. estados. A Lei nº 123 (Sobre a aplicação dos Artigos) A aplicação dos benefícios será obrigatória na maioria dos casos com exceção para a subcontratação de obras e serviços. Artigo 49 – apresenta quando os benefícios específicos dos artigos 47 e 48 não devem ser aplicados. Inciso III – 25% em lotes exclusivos.

. • Apresentar as certidões negativas ou positivas com efeito de negativas. para regularizar a documentação: • Pagar ou parcelar o débito. Nas licitações de bens de natureza divisível. deverá ser feita a criação de um lote exclusivo para as MPEs. prorrogável por mais 5. a critério da Administração Pública. mais do que isso. mesmo ela não sendo obrigatória. é recomendável que ocorra a subcontratação de MPE. A novidade é que os percentuais poderão ser maiores que 30% e poderá continuar ocorrendo o pagamento direto para as MPEs. 21 Compras Governamentais MÓDULO 2 Se a MPE se compromete e não regulariza. no caso de Pregão.. Para as obras e serviços de engenharia. . Todas as compras de até 80 mil reais deverão ser feitas exclusivamente para os beneficiários e. eles deverão ser destinados exclusivamente. A MPE terá até 5 dias úteis.10% acima de uma feita por uma grande empresa na maioria das modalidades de licitação ou quando estiver 5% acima. em Pregões ou licitações em que existam vários itens ou lotes de até R$ 80 mil. Prazos e Documentação (§ 1º do artigo 43 da Lei nº 123/2006).

22 Compras Governamentais MÓDULO 2 . • No Pregão. que garante ao fornecedor. Artigo 45 (Lei nº 123/2006) • Estabelece o procedimento para o desempate. se a MPE apresenta proposta: • Igual ou até 10% superior à proposta mais bem classificada (§ 1º). sujeitando-o às penalidades legalmente estabelecidas...” Artigo 44 (Lei nº 123/2006) Estabelece novo critério para caracterizar o empate.666/1993): “(.perde o direito de ser contratada e sofrerá sanções conforme justifica o artigo 81 (Lei nº 8.. após 30 dias do não pagamento.. Cédula Crédito Microempresarial (CCM) (artigo 46 da Lei nº 123/2006) Cria uma Cédula de Crédito Microempresarial (CCM). • A MPE mais bem classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame (inciso I).. descontar esta cédula no banco. de até 5% superior ao melhor preço (§ 2º).) caracteriza o descumprimento total da obrigação assumida.

000. de acordo com o artigo 46. o tema ainda não foi regulamentado pelo Poder Executivo Federal.00. A aplicabilidade do artigo. Tratamento diferenciado para a MPE (Artigo 47 da Lei nº 123/2006) 23 As Compras Governamentais MÓDULO 2 MPEs deverão receber tratamento diferenciado e simplificado . realizaria a operação e receberia R$ 995. Este artigo prevê a criação de uma nota de crédito microempresarial para recepção dos valores atrasados. A nota de crédito microempresarial seguiria as taxas estipuladas no mercado.O artigo 46 foi um dos principais instrumentos jurídicos criados para garantir o fluxo de caixa positivo para as MPEs e evitar os riscos financeiros decorrentes do atraso nos pagamentos.00 seriam a taxa cobrada pelo banco para a realização dessa operação. utilizando a seguinte situação hipotética: Se uma MPE participa de uma licitação pública e não recebe no período de 30 dias. esta MPE. O banco ficaria com o direito de cobrar o valor devido da Administração Pública. iria ao banco. caso já tivesse sido regulamentado. No entanto. se a MPE tivesse de receber R$ 1. poderia procurar um banco credenciado para realizar a operação financeira e trocaria a nota de crédito com um determinado desconto.00. pois as MPEs já trabalham de forma parecida com a antecipação de valores pagos com cartões de crédito ou com cheques pré-datados. Os R$ 5. Essa operação seria muito eficaz. Como exemplo.

47. Com isso. 47 desta Lei Complementar. objetivando a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional. Art. o benefício passa a valer automaticamente em todos os entes da federação. municipal ou regulamento específico de cada órgão mais favorável à microempresa e empresa de pequeno porte. No que diz respeito às compras públicas. 48. aplica-se a legislação federal. a legislação destrava a burocracia para a aplicação plena e irrestrita por todos os órgãos compradores. Para o cumprimento do disposto no Art. a Administração Pública: 24 I – deverá realizar processo licitatório destinado exclusivamente à participação de microempresas e empresas de pequeno porte nos itens de contratação. estadual e municipal. Considerando que foi retirada a necessidade de regulamentação do item. enquanto não sobrevier legislação estadual. autárquica e fundacional. Nas contratações públicas da administração direta e indireta.00 (oitenta mil reais). cujo valor seja de até R$ 80. Artigo 47. Parágrafo Único.para promover o desenvolvimento econômico social no âmbito municipal e regional. Compras Governamentais MÓDULO 2 . federal. Art. DEVERÁ ser concedido tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte. a ampliação da eficiência das políticas públicas e o incentivo à inovação tecnológica.000.

Caso a licitação seja vencida por uma MPE ou um conjunto de MPE. exigir dos licitantes a subcontratação de microempresa ou empresa de pequeno porte. em certames para aquisição de bens de natureza divisível. Este mecanismo reduz o valor a ser licitado. as MPEs poderão concorrer com as grandes empresas nos 75% das compras. a partir de 2014. em licitações nas quais os itens sejam até 80 mil reais. reduzindo também os riscos da MPE. aumenta sua participação ao criar também um nicho de mercado específico para a sua área de atuação. A cota se tornou obrigatória para bens divisíveis o que ampliará a participação das MPEs. todos deverão ser exclusivos para MPE. mas as grandes não poderão concorrer com as MPEs nos 25% que lhes cabem. até o limite de 10% do melhor preço válido. se tornam obrigatórias para todos os compradores públicos. Assim.) Esse benefício de cotas permite a ampliação da participação das MPEs em licitações de natureza divisível. cota de até 25% do objeto para contratação de microempresas e empresas de pequeno porte. os itens de contratação ganham destaque. III – deverá estabelecer. Licitações por itens são frequentes em pregões. salvo no caso das restrições do artigo 49. estabelecer a prioridade de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte sediadas local ou regionalmente. Para esses casos. deverá ser utilizada a subcontratação de MPE. § 3º Os benefícios referidos no caput deste artigo poderão. exclusivas para MPE. (Não é permitida a realização de obras ou a contratação de serviços com cotas de 25%. Esse parágrafo abre um marco histórico no uso do poder de compras 25 Compras Governamentais MÓDULO 2 .As licitações até 80 mil. não se permite a subcontratação para bens. justificadamente. ela não precisará subcontratar. Assim. O limite de 30% como limite máximo de subcontratação foi retirado e. em relação aos processos licitatórios destinados à aquisição de obras e serviços. II – poderá. A subcontratação terá o procedimento simplificado para permitir a ampla participação das MPEs trazendo a responsabilidade para a grande empresa vencedora da licitação. Além disso.

Com isso. Inciso I Se não estiverem expressos no edital de licitação. as compras sejam feitas pelo valor de até 10% acima do melhor preço válido para a promoção do desenvolvimento local ou regional. Artigo 49 da Lei nº 123/2006 O Artigo 49 apresenta os casos em que não são aplicados os benefícios específicos escritos nos artigos 47 e 48. Orienta a que.governamentais para a promoção do desenvolvimento. Um deles é a não apresentação clara do procedimento no edital de licitação. Não se aplica os benefícios dos artigos 47 (exclusividade na licitação) e 48 (subcontratação) da Lei nº 123/2006. (Inciso I do artigo 49 da Lei nº 123/2006) 26 Compras Governamentais MÓDULO 1 . justificadamente. A aplicação desse benefício deverá estar descrita no instrumento convocatório para simplificar a sua aplicação. o princípio do incentivo ao desenvolvimento local/regional passa a se sobrepor à obtenção apenas do menor preço.

24 da mesma lei.Inciso II Se não houver um mínimo de três fornecedores competitivos enquadrados como MPE e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no edital. as dispensas de licitação por limite de valor deverão ser adquiridas diretamente das MPEs. de forma exclusiva. 27 Compras Governamentais MÓDULO 2 . A partir de agora. de 21 de junho de 1993. nas quais a compra deverá ser feita preferencialmente de microempresas e empresas de pequeno porte.666. nos termos dos artigos 24 e 25 da Lei nº 8. aplicando-se o disposto no inciso I do art. 48. (Inciso II do artigo 49 da Lei nº 123/2006) Inciso III Quando não for vantajoso para a Administração Pública representar algum tipo de prejuízo (inciso III do artigo 49 da Lei nº 123/2006). Inciso IV Se a licitação for dispensável ou inexigível. excetuando-se as dispensas tratadas pelos incisos I e II do art.

inclusive com exercícios práticos sobre como é realizada a parte de análise de risco. pensando efetivamente em seu negócio e. para saber sobre os direitos da MPE numa licitação pública. tendo como suporte a Lei nº 8.666/1993.Veja algumas dicas para as MPEs! Dica 1: Pratique o exercício da Análise de Risco. serão tratadas mais a fundo as modalidades específicas de licitação. bem como apresentados os principais casos de dispensa e inexigibilidade de licitação.520/2002 e a Lei nº 123/2006. a partir do próximo módulo. identifique os pontos que necessita aprimorar para decidir participar de uma licitação. como: Convite. 28 Compras Governamentais MÓDULO 2 . a partir da análise. O trabalho realizado até aqui despertou o seu interesse em conhecer mais sobre licitação? Então. Dica 2: Estude a Lei nº 10. Concorrência e Pregão (presencial e eletrônico). Tomada de Preços.

No entanto. Existem duas naturezas de benefícios diferentes: uma associada à mudança da tramitação do processo e outra com preferências que permitem uma reserva de mercado ou que estão associados com o preço que é ofertado. Não mudam os custos diretos associados à compra. todas as contratações de pequeno vulto . Assim. Dispensa de Valor 29 Compras Governamentais MÓDULO 2 Começaremos a analisar as preferências que geram uma reserva de mercado. o qual não corresponde ao impacto financeiro direto em relação à compra. poderá ocorrer mudança no tempo de finalização de cada licitação para permitir que as MPEs participem. Regularidade Fiscal Tardia Essa é a primeira natureza de benefício processual.UNIDADE 3 Os avanços da Lei Complementar 147/2014 nas Compras Públicas Apresentaremos agora o panorama geral dos benefícios existentes na legislação de compras governamentais do Brasil. Ela simplesmente altera o rito de tramitação do processo de licitação para permitir a participação das MPEs de maneira simplificada.

666/1993 e no seu parágrafo primeiro deverão ser feitas preferencialmente de MPEs.000. então deverá ocorrer a divisão do item em dois. Os valores de zero a 80 mil deverão ser exclusivos de MPEs pelo que já foi explicado.descritas nos incisos I e II do artigo 24 da Lei nº 8. as compras para bens e serviços de até R$ 8. mas a natureza do item for divisível. Assim. 30 Compras Governamentais MÓDULO 2 . no qual um deles corresponderá uma cota exclusiva de até 25% do total a ser adquirido e nela não será permitida a participação de grandes empresas. Se o valor superar 80 mil reais. 80 Mil Correspondem às contratações previstas no Inciso I do Artigo 48 da Lei Complementar nº 123/2006.00 para obras ou também o dobro destes valores.000.00 ou de R$ 15. Essa mudança permitirá que em um mesmo edital tenhamos a aplicação de mais do que um tipo de benefício. Todos os itens de licitações que não ultrapassarem esse valor deverão ser adquiridos de MPEs. Cota de 25% Corresponde ao benefício de cota exclusiva para MPEs até o limite de 25% previsto no inciso III do artigo 48 da Lei Complementar nº 123/2006.

746/2012. A contratação sustentável não é exclusiva para MPEs. no entanto. Um será o empate ficto e o outro a margem de preferência. Existirá uma reserva de mercado para a aquisição preferencial de produtos sustentáveis no âmbito da administração pública. Subcontratação Corresponde ao benefício previsto no inciso II do Artigo 48 da Lei Complementar nº 123/2006 que será aplicado nas licitações de obras e nos serviços de natureza divisível.Esses três benefícios são obrigatórios. Há dois benefícios que serão aplicados de acordo com o preço ofertado. Sustentabilidade Foi incorporada como um critério de diferenciação no qual as empresas que atenderem a critérios objetivos de sustentabilidades terão um segmento privilegiado. apenas o direito da empresa beneficiada cobrir . 31 Compras Governamentais MÓDULO 2 O Empate ficto não autoriza o pagamento de valor superior nos itens licitados e. A sustentabilidade está prevista no artigo 3° da Lei nº 8.666/1993 e no Decreto Federal nº 7. sim. estas serão beneficiadas se possuírem produtos e serviços sustentáveis para atuarem nesse segmento.

Ele ocorre nas licitações com MPEs quando a vencedora for uma grande empresa e também ocorre no caso das contratações de TI de acordo com o Decreto nº 7. 32 Compras Governamentais MÓDULO 2 . Esse será o cenário jurídico sob o qual serão tratados todos os benefícios relativos às MPEs.174/2010.a proposta da vencedora. As margens podem ser em relação ao produto estrangeiro ou associadas à prioridade de contratação para MPEs locais e regionais. O preço do produto ofertado somado aos critérios objetivos da margem é que definem se as empresas poderão fazer uso das margens. A margem de preferência autoriza a contratação por um valor superior de produtos. Estão destacados em vermelho os benefícios que se aplicam às MPEs.

• Item 4: A nota de crédito microempresarial ainda não foi regulamentada. médio ou baixo risco. poderá ampliar o valor das licitações que participa e poderá passar a trabalhar com licitações que exijam a gestão de contratos. • Item 1: Há várias leis que determinam os ritos e procedimentos de licitação pública.Revisão Análise de Risco 1) Realizar uma análise de risco é a forma mais simples de evitar que a MPE tenha prejuízos. 3) A MPE deve participar apenas de editais de pequeno ou médio risco. Tão logo isso aconteça. (Empate ficto. Lei nº 10. distritais e municipais pagos em dia) para evitar atraso nos pagamentos. Se ela conseguir ser lucrativa com os processos de pequeno valor. será sanado um grande problema de fluxo de caixa para as MPEs que participem de licitação pública. As principais são: Lei nº 8. Todos os demais benefícios devem sempre ser aplicados a favor das MPEs. 2) Há ações claras que devem ser tomadas pela MPE quando se depararem com um edital de alto. portanto. • Item 2: O empate ficto com valores até 10% acima da melhor proposta válida (e 5% para o caso de pregão) e a questão dos cinco dias para a apresentação dos documentos que comprovem a regularidade fiscal das MPEs. correspondem a conteúdo jurídico autoaplicável e são determinações válidas para todas as modalidades de licitação realizadas no Brasil. 33 Compras Governamentais MÓDULO 2 .520/2002 e Lei Complementar nº 123/2006. regularização fiscal tardia. • Item 3: Apenas subcontratação não é obrigatória. ter todos os tributos federais. 4) A MPE que pretende fornecer para a Administração Pública como um novo canal de negócios precisa manter em dia a regularidade fiscal (ou seja. prorrogáveis por mais cinco dias. compras exclusivas até 80 mil por item e cota de 25% para bens de natureza divisível). não poderá ser utilizada.666/1993. estaduais. Essas ações estão descritas na planilha de análise de riscos.

• Item 6: A questão do tratamento simplificado e favorecido para as MPEs está descrito em lei e existe como uma política de Estado para ampliar o desenvolvimento local e regional.• Item 5: Há casos previstos para a não aplicação dos benefícios que não são autoaplicáveis. Caberá à Administração Pública decidir sobre a aplicação ou não desses benefícios. 34 Compras Governamentais MÓDULO 2 .

35 Compras Governamentais MÓDULO 2 . A MPE na Licitação Pública – Conhecer as Leis para Controlar os Riscos.MÓDULO 2 Parabéns! Você concluiu o Módulo 2.ENCERRAMENTO .