CENTRO DE ENGENHARIAS – CAMPUS ITAMAR

FRANCO

ASFALTO BORACHA
PAVIMENTAÇÃO

Alunos: Felippe Silva Leite
Luiz Fernando M. Braz
Kelcem Barbosa
Profa: Cristiane Arantes
Pavimentação
Data da entrega: 20/10/2016

explica Paulo Rosa. resolvendo um grande problema ecológico. quanto maior o teor de borracha aplicado . .5% pelo método industrial ou até 20% pelo sistema "in situ field blend". pode ser utilizado em qualquer rodovia com as mesmas condições da aplicação do asfalto convencional. especialmente no quesito durabilidade. O material é caracterizado por mistura descontínua com ligante asfáltico modificado por borracha triturada de pneus e compactado a quente. o uso de borracha moída de pneus no asfalto melhora em muito as propriedades e o desempenho do revestimento asfáltico. Além disso. "Em geral.Juiz de Fora 2016 ASFALTO DE BORRACHA O QUE É? É a adição do pó extraído de pneus usados ao ligante asfáltico utilizada para pavimentação de estradas. Além de ser uma forma nobre de dar destino aos pneus inservíveis.mais eficiente o pavimento. engenheiro-assessor de projetos especiais da Ecovias. Segundo especialistas. o pavimento de asfalto-borracha é cerca de 40% mais resistente do que o asfalto convencional".

SMA (Stone . Com a mistura do pó de borracha (que se assemelha a uma farinha preta). mais grosso. tais como revestimentos drenantes. o ligante asfáltico fica mais viscoso. A última etapa é adicionar pedra ao ligante e aplicar na estrada. o asfalto-ecológico precisa de 170º ou até 180º. e precisa de uma temperatura maior para ficar líquido e se tornar trabalhável. alta elasticidade e resistência ao envelhecimento. ONDE APLICAR? É recomendado para aplicações que requeiram do ligante asfáltico um desempenho superior. dependendo da quantidade de pó de borracha adicionado a ele. Enquanto o asfalto convencional exige calor de 60º ou 70º. No final.COMO APLICAR? O Asfalto-borracha é aplicado por equipamentos convencionais de pavimentação e pode ser utilizado em qualquer rodovia com as mesmas condições da aplicação do asfalto convencional. nem se vê a borracha dissolvida.

5 em. ou como árido (concreto de asfalto modificado com borracha). A capacidade volumétrica de reutilização em pavimento asfáltico supera a existência de pneus usados. que suprimem as vibrações e a contaminação por ruídos. Entre 1975 e 1981. Esses colchões são colocados entre o concreto e os dormentes. As camadas seladoras de borracha asfáltica utilizam cerca de 1000 pneus por quilômetro selado de estrada com duas pistas. reduzem o nível de ruído de contato pneumático/estrada. ou camada seladora do asfalto (borracha asfáltica). . camadas anti-reflexão de trincas e outras. oferecem um maior potencial de aderência.Mastic Asphalt). impedem o acúmulo de água e sua projeção nos para-brisas dos veículos.500 e 7. maior duração dos pneus. melhorando as condições óticas. A borracha procedente dos pneus usados pode ser utilizada como parte do material ligante. empregaram-se em torno de 70. Além disso. A borracha triturada foi utilizada largamente no Japão para elaborar colchões de ferrovia. os pavimentos modificados com borracha. O sistema que emprega borracha como árido utiliza entre 4.500 pneus por quilômetro de estrada com duas pistas repavimentada com uma camada de 7. camadas intermediárias de absorção de tensões. e mais ainda se são do tipo drenante.000 toneladas de borracha triturada para colocar uma tira de colchoamento de 131 km nas vias de ferrovia.

nas planilhas orçamentárias e no cronograma físico-financeiro. citado anteriormente. a aplicação do asfalto borracha possui vantagens com relação ao asfalto convencional: • Maior viscosidade . ideal ou máxima do produto final. Esse laudo precisa ser elaborado por um responsável técnico com experiência na área (um engenheiro civil ou técnico em pavimentação) e deve trazer todas as características da composição do produto no memorial descritivo. VANTAGENS Além do seu valor ecológico. a justificativa para a escolha do material pode ser obtida em laudos técnicos que demonstrem que o custo vai se reverter no futuro em uma durabilidade maior. nos projetos básico e/ou executivo. tipos de materiais que poderão ser usados. espessuras. É preciso citar padrões mínimos. composição mínima.Devido ao custo desse tipo de pavimento ser maior.

• Maior elasticidade • Menos sensível a variações extremas de temperaturas • Maior resistência à luz solar (raios UV) • Maior resistência à intempéries • Envelhecimento mais lento • Retarda a reflexão de trinca • Diminui em aproximadamente cinco (5) decibéis o nível de ruído provocado pelo trafego. e. DESVANTAGENS • Desembolso um pouco maior na aquisição do Ecoflex. • Maiores temperaturas de usinagem e compactação que à mistura com ligante convencional. minimizando assim o risco de acidentes. (ausência de agregado médio) • Maior adesividade aos agregados • Maior poder impermeabilizante • Maior atrito entre o pneu e o pavimento. EXEMPLOS DE SUCESSO: ECOVIAS . • Controle tecnológico mais apurado. • Permite utilizar traços abertos e descontínuos.

na serra da via Anchieta (km 40 ao 55) e em outros pontos. Hoje. o asfalto-ecológico está presente na região do planalto das rodovias Imigrantes (km 12 ao 40) e Anchieta (km 10 ao 40). do km 270 ao 248. como na marginal da Anchieta. a Ecovias possui sua própria usina de asfalto. o asfalto-borracha foi usado no recapeamento do trecho de baixada da Imigrantes (km 55 ao 70) e está sendo aplicado na rodovia Cônego Domênico Rangoni. capaz de fabricar tanto CAP quanto asfalto-borracha. depois que técnicos da empresa foram enviados à Califórnia e ao Arizona para aprender mais sobre o assunto. Para garantir a qualidade do material e agilizar o processo. Veja minientrevista com Paulo Rosa. e em parte da Interligação Planalto. em Cubatão.Ecovias possui usina própria de asfalto para fabricação de CAP e asfalto-borracha O asfalto-borracha começou a ser usado pelo Grupo EcoRodovias em caráter de teste em 2002. . Em 2011. engenheiro assessor de projetos especiais da Ecovias.

A intenção foi justamente apostar em um material que fosse mais resistente e exigisse menos intervenções para manutenção. a rodovia Cônego Domênico Rangoni e a rodovia SP 248. toda a extensão da Padre Manoel da Nóbrega sob a concessão da Ecovias (km 270 ao km 292). Sabemos que. A empresa pretende usar mais dessa tecnologia no futuro? Nos próximos anos. quanto menos interdições precisarmos fazer para manter as rodovias em boas condições. serão recapeadas com asfalto-borracha as rodovias Anchieta. do km 55 ao 65.Por que a EcoRodovias adotou o asfalto-borracha? O primeiro trecho a receber o material foi a serra da Anchieta. Uma faixa de rolamento de 1 km de asfalto borracha utiliza cerca de 600 pneus que seriam descartados na natureza. UNIVIAS . Em que casos o investimento no asfalto-borracha se justifica? Mesmo o asfalto-borracha sendo mais caro que o convencional. é ecologicamente correto por colaborar com a diminuição de resíduos prejudiciais ao meio ambiente. local por onde trafega a grande maioria dos veículos de carga que se dirigem ao Porto de Santos. melhor para o usuário. A questão ambiental é um fator que impulsionou a concessionária a investir no asfalto-borracha.

que ajudou com a tecnologia e a metodologia. a equipe procurou quem estivesse disposto a participar da experiência: as empresas Microsul (para triturar os pneus transformando-os em pó de borracha). e o Univias continua usando".6% na vida útil dos pavimentos com asfalto-ecológico. "O risco na ocasião era relativamente alto. em relação à pavimentação convencional A primeira tentativa do consórcio Univias com o asfaltoborracha aconteceu em agosto de 2001. Como ainda não havia fornecedores de asfalto-borracha. afirma Ruwer. Se desse errado teria que sair arrancando tudo".Univias tem registrado acréscimo de 46. a Greca Asfaltos (para fabricar o material) e o Laboratório de Pavimentação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). DER-RJ .6% superior à do asfalto convencional. que esteve à frente dos trabalhos. "Outras concessionárias e órgãos públicos começaram a usar essa técnica. em um trecho de cerca de 900 m na BR-116. A iniciativa foi positiva e os profissionais envolvidos na obra começaram a apresentar o resultado em congressos e eventos. De acordo com a empresa. pois se tratava de uma rodovia importante. o asfalto-borracha produzido pelo consórcio tem uma vida útil 46. lembra o engenheiro Paulo Ruwer. entre os municípios gaúchos de Guaíba e Camaquã.

responsável pela execução da empreitada. rodovia que liga Cachoeiras de Macacu a Guapimirim. Porém. tecnologia que aditiva in loco 20% de pó de pneu reciclado à massa asfáltica. foi especificada em 2011 como objeto de licitação para a restauração da RJ-122. "Pelo modelo convencional. Segundo Lincoln Aguiar. a diferença entre o asfalto modificado industrialmente com adição de borracha e aquele produzido localmente é o teor de borracha aplicado. só é possível adicionar 5% de pó de borracha. para produzir o pavimento com a tecnologia "in situ field blend" é preciso que a usina de asfalto esteja próxima ao trecho da obra. conseguimos aplicar até 20%.Usina de asfalto-borracha "in situ field blend" que atende às obras de restauração da RJ-122 O Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro foi o primeiro do País a contratar uma obra de pavimentação com asfalto-borracha "in situ field blend". já pela aplicação in loco. garantindo melhor aderência dos veículos à pista e níveis de ruído expressivamente menores às estradas. que promete aumentar em 60% a durabilidade da pavimentação. quando aplicada em grande volume. de modo a evitar a vulcanização da borracha que. A tecnologia. o que produz um revestimento com altíssimo índice de coeficiente de atrito. diretor-superintendente da construtora Colares Linhares. O sistema também prescinde . ocorre quatro horas após ela ser misturada com o asfalto quente.

mas consideramos a técnica promissora. foram utilizados cerca de 430 mil pneus reciclados. CONCLUSÃO Seu uso está crescendo. Somente nos 35 km de estrada da RJ-122. Os custos de investimento para esse tipo de asfalto ainda são altos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: . de equipe especializada e de um rígido controle tecnológico. menor ruído e menor manutenção além de contribuir para a conservação do meio ambiente retirando grande parcela de poluição que seria descartada na natureza através do reuso de pneus velhos. apesar da quantidade e quilometragem de estrada com esse tipo de asfalto ainda ser pequena. já que deve proporcionar maior durabilidade.de infraestrutura específica. O desempenho desse asfalto ao longo dos anos vai mostrar o diferencial e a viabilidade da técnica e vai concretizar ou não a idéia.

sinicesp.pini.pdf http://www.gov.htm http://www.aspx .scielo.pr.http://www.pdf http://infraestruturaurbana.br/pdf/inov/v3n3/a08v3n3.br/arquivos/File/2010/artigos_t eses/2010/Biologia/monografias/2asfalto.com.br/materias/2013/bt08a.br/wps/portal/portalconteudo/produtos/asfalticos/a utoborracha/ http://inovacao.educadores.org.br/solucoes-tecnicas/11/asfaltoborracha-a-adicao-de-po-de-borracha-extraido-de-245173-1.br.com.diaadia.