FACULDADE MERIDIONAL – IMED

ESCOLA DE ARQUITETURA E URBANISMO

Jennifer Domeneghini

Albergue e Centro de Referência

Passo Fundo
2015

Jennifer Domeneghini

Albergue e Centro de Referência

Relatório do Processo Metodológico de Concepção do
Projeto Arquitetônico e Urbanístico e Estudo Preliminar do
Projeto apresentado na Escola de Arquitetura e
Urbanismo da Faculdade Meridional – IMED, como
requisito parcial para aprovação na disciplina de Trabalho
de Conclusão de Curso I, sob orientação da professora
Esp. Linessa Busato.

Passo Fundo
2015

Jennifer Domeneghini

Albergue e Centro de Referência

Banca Examinadora:
Profª. Esp. Linessa Busato – Orientadora
Profº. Me. Liliany da Silva Schramm Gattermann - Integrante

Passo Fundo
2015

iii

AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, por me iluminar em toda a minha vida.
A minha mãe Tânia e o meu pai Janes por todo o apoio durante minha trajetória na
faculdade, sem vocês eu nada seria e este trabalho não existiria, vocês são os meus
exemplos; por tudo que sempre fizeram e fazem por mim pela preocupação, pela
simplicidade, pelos ensinamentos, carinho, fundamentais na construção do meu caráter e
pelo que sou hoje.
A minha irmã Stéphane pelo conhecimento e dicas importantes que contribuíram para a
minha formação; e aos meus familiares pelo apoio.
A minha orientadora Linessa Busato, por todo o apoio, toda preocupação, todo incentivo,
todas as ideias, todo o empenho e dedicação durante as suas orientações e além delas
também; fatores que permitiram a elaboração desse trabalho; por acreditar na minha
capacidade, por entender e acreditar no tema escolhido.
Ao professor José Luiz Tolotti Filho (in memoriam) que auxiliou no início da caminhada,
com a escolha do tema do meu TCC e com seus profundos ensinamentos que serão
lembrados eternamente; pelo seu caráter exemplar e ético, pela inspiração passada em
todos os momentos. Desejo profundamente que esteja em paz e ao lado de Deus, onde
jamais será esquecido e sempre serás admirado pela pessoa que eras.
A professora Janaina Macke, pela oportunidade na pesquisa, como sua bolsista, pelo
apoio e os ensinamentos que ajudaram na construção deste trabalho; por me inspirar a dar
continuidade nos estudos após a minha formação, pela grande confiança e por se tornar um
grande exemplo na minha vida.
Ao professor Alcindo Neckel por me acolher no início da minha trajetória na pesquisa,
pelos ensinamentos e apoio, por ter me oferecido a oportunidade de ser monitora em
geoprocessamento, assim adquirindo um grande aprendizado, pela confiança e por acreditar
que posso ser capaz de realizar muitas coisas na minha futura trajetória.
Aos meus amigos no curso, pelos bons conselhos, a discussão de ideias, pelo apoio,
pela prazerosa companhia ao longo destes anos.
Aos professores pelos ensinamentos que contribuíram para a minha formação.
Ao grupo de pesquisa pela confiança e a Faculdade IMED pelo ambiente agradável
proporcionado nestes anos.
A todos que diretamente ou indiretamente fazem parte deste trabalho o meu sincero
obrigada.

Abstract In cities social inequality. atendendo legislação e normatização vigente. and more specifically the immigrants there is no guidance place for their integration into society. given current legislation and regulation. a present reality. especially the city of Passo Fundo. This project will fulfill several objectives. unfortunately. The issue of choice of socially vulnerable groups and immigrants if the municipality should not contain appropriate places for them. uma realidade presente. which meets the needs of both immigrants and residents who are in socially vulnerable. centro de referência. social vulnerability. Este projeto que cumprirá diversos objetivos propostos. reference center. e mais especificamente os imigrantes não existe um local de orientação para sua inserção na sociedade. que atenda às necessidades tanto dos imigrantes como dos moradores que se encontram em situação de vulnerabilidade social. as well as the balance between the environment to be constructed with the natural environment. assim com o intenso fluxo migratório em algumas cidades. A questão da escolha dos grupos em vulnerabilidade social e imigrantes se deve do município não conter locais adequados para eles. assim como o equilíbrio entre o ambiente a ser construído com o ambiente natural. Vários aspectos são levados em consideração à escolha do local de implantação do projeto. sendo que a região escolhida fica localizada próxima a Prefeitura Municipal de Passo Fundo e fácil acesso aos transportes (rodoviária e ponto de ônibus que atendem toda a cidade). um dos locais que os imigrantes recorrem pela facilitação da obtenção da documentação e por haver muitos conterrâneos. Considerando diferentes aspectos contracenando com o cenário o atual observou-se a necessidade do desenvolvimento de uma proposta de projeto de um Albergue e Centro de Referência na cidade citada. one of the places that immigrants turn the facilitation of obtaining the documentation and there are many countrymen. immigrants. and the selected region is located near the Municipality of Passo Fundo and easy access to transport (road and bus stop serving the entire city). Several aspects are taken into consideration the choice of project deployment location. imigrantes. Palavras-chave: albergue. .iv Resumo Nas cidades a desigualdade social. carry out their established functions. com destaque para a cidade de Passo Fundo. desempenhando as suas funções estabelecidas. Considering different aspects opposite the current scenario there was a need to develop a project proposal for a Shelter and Reference Center in the said city. Keywords: shelter. vulnerabilidade social. and with the intense migration in some cities. infelizmente.

................................................................................ 9 Figura 06 – Planta Centralizada ............. 19 Figura 19 – Adequação as questões ambientais................................................................... 14 Figura 10 – Localização da Implantação do Projeto ................. 28 Figura 34 – Esquematização do Albergue de Scheepvaart ........ 29 Figura 35 – Localização do Município ..................................................................................................................................................................................................... 8 Figura 04 – Fluxos ........................................................................................... 7 Figura 02 – Janelas em Fita..........Zoneamento ................................................................................................. 23 Figura 24 ........ 16 Figura 14 – Acessos dos Usuários e Abastecimento ..................................................................................................................... 9 Figura 05 – Acessos dos Usuários e Abastecimento ..................................................................... 20 Figura 20 – Detalhes Construtivos .......................... 22 Figura 23 ............................................. 8 Figura 03 – Zoneamento........................ 26 Figura 30 ................................................................................................................................ 23 Figura 25 ................................................................ 27 Figura 31 ............................................................................................................................ 25 Figura 28 – Imagem Interna da Circulação para as Salas ..........................Zoneamento .................................................Assimetria ........................................................................ 22 Figura 22 – Região da Implantação do Projeto .................. 30 Figura 36 – Espaços Cheios e Vazios da Região escolhida......................................................................................................... 12 Figura 08 – Vegetação presente no Entorno........ 18 Figura 13 – Disposição Linear dos Espaços .......... 15 Figura 12 .... 27 Figura 32 – Vegetação do entorno ....... 26 Figura 24 – Organização Linear e Aglomerada ..............................Acesso ........................................................................................................................................................................................................................................................... 12 Figura 09 .................................................Zoneamento ....... 19 Figura 18 – Vistas gerais ...Cortes ....Albergue de Scheepvaart ................................................................................................................................................... 17 Figura 15 – Corte .................................... 16 Figura 13 ........................Fluxograma................................... 11 Figura 07 – Albergue da Boa Vontade .............................................................................................................Vía de Evacuación – Albergue y Centro Comunitario ......................................................................................................................................................v LISTA DE FIGURAS Figura 01 – Entorno do Albergue ..............................................................................................................................................................................................................................................................................Varanda .................................................................................................... 18 Figura 17 . 15 Figura 11 – Configuração em relação ao existente ..... 24 Figura 27 – Acessos dos usuários e abastecimento .................................................................... 31 ... 20 Figura 21 ................................................................................................................... 24 Figura 26 – Fluxos do Albergue de Scheepvaart ........................ 28 Figura 33 – Iluminação Natural .......................................................................

................................................................................................................... 59 Figura 65 – Corte AA ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 60 Figura 68 – Volumetria A ............................................................................................................................................................... 38 Figura 50 – Terreno Dimensões ................................................. 37 Figura 48 – Redes de Infraestrutura ........................................................................................vi Figura 37 – Mapa de localização dos skylines das quadras em que o terreno está localizado ............................... 61 Figura 69– Volumetria B ............... 61 Figura 70 – Volumetria C .. 36 Figura 47 – Número de Pavimentos..................................................................................................................................................................................... 40 Figura 52 – Visuais para o Terreno: Vistas I....................................................... 50 Figura 56 – Diversidade de Pessoas ......................................................................................................................... 49 Figura 54 – Religião e Sensações .................................................. 32 Figura 39 – Skyline B e C ............................................................................................................................. 40 Figura 51 – Topografia do Terreno ..... 56 Figura 62 – Planta Baixa 1º Pavimento ........................................................................................................................................ 60 Figura 66– Corte BB ............. Iluminação Natural e Vegetação .............................................. 48 Figura 54 – Eixos Ordenadores ....................................................................................... 50 Figura 59 – Rua Manoel Portela ........................ 34 Figura 43 – Fluxos e Sentidos das Vias ........ 36 Figura 46 – Uso do Solo Urbano .................................................................................................................................................................................................. 55 Figura 61 – Planta Baixa Térreo .................................................................................. 32 Figura 38 – Skyline A ..... 35 Figura 45 – Usos do Solo Urbano ............................................................ 47 Figura 58 – Fluxograma do Albergue .................................................................................... 49 Figura 55 – Ventos.............................. 60 Figura 67– Fachada Principal .............. III e IV .................................................. 54 Figura 60 – Implantação ............................................... 33 Figura 42 – Hierarquia Viária ...................................................................................................... 58 Figura 64 – Planta Baixa 1º Pavimento .................. 34 Figura 44 – Pavimentação e Sinalização Viária ......................................... 62 Figura 71 – Volumetria D ...........................................................................................................................................Visuais do terreno: II ................... 33 Figura 41 – Skyline F e G ........................................................................ 37 Figura 49 – Transporte .................................................................................................................................................. 47 Figura 53 – Traçado Irregular ......................... 57 Figura 63 – Planta Baixa Térreo ................................................................................................................................ 62 ............................................................................................................. 41 Figura 57 – Fluxograma do Centro de Referência ................................................................................................................................................................................................................ 32 Figura 40 – Skyline D e E .........................................................................

......................... ............. 46 Tabela 6: Proposta 01 – Circulação linear e centralizada nas alas..... ................................................................................... 25 Tabela 4: Dimensões e mobiliários necessários do Centro de Referência divididos por setores e compartimentos ..... 52 Tabela 8: Proposta 03 – Edifícios lineares dispostos horizontalmente ................................................................... 51 Tabela 7: Proposta 02 – Edifícios lineares dispostos verticalmente................................................................................. 53 . 10 Tabela 2: Áreas verificadas no projeto.................. ........................................ .......................................................... 18 Tabela 3: Dimensões do albergue divididos por setores................................vii LISTA DE TABELAS Tabela 1: Áreas da edificação.................................................................................................................................................. ............. 45 Tabela 5: Dimensões e mobiliários necessários do Albergue divididos por setores e compartimentos......

Conclusão ................ Programa e Caráter ............................................................................................................3 1....21 2......................................................................1................2...4......................................... Moradores em Vulnerabilidade Social .................12 2.......................18 2........................................................... Objetivos Específicos.............................22 2................................................2.......... Implantação ............... Tecnologia ....2...........................................................................................2............1..................13 2....... vii 1....2...2......................... Dimensão dos Espaços ................2...........................2......2......................... Objetivos Geral ... Implantação ........................................3..............viii SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS . Ficha Técnica ..................................................1.......1...................... Estudo de Caso 03 – Albergue de Scheepvaart ........2..............................5...... Estudos de Caso ...................................4 2...............................................................................21 2..............4 2.......1..................................................................................... Forma ..............................................................1................ Programa e Caráter ..............................................2..............................6 2...............5.......................................................5 2.................2.............4 2..............14 2.........................2................7 2..............9.........................................................................13 2.................................... Ficha Técnica ................8.....................................................13 2.......................... Implantação .......................9............................................... Habitabilidade .......2........................ Delimitação do Tema ....................1............2.........................2..........................1...................2.................................................................................................... Estudo de Caso 01 – Albergue da Boa Vontade .......................2.........................................................................................2.................................8. Imigrantes ........9 2....5...........7 2.......................4........... Tecnologia .......................3......................................................11 2................2...2.......2.........4..................1..................3.........1....................................................................................................................................................................................................................8 2..........17 2.........2......7.....2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ....1.............20 2......................21 2. Justificativa e Contribuição .......6..........13 2.....................................................................................3...2......2........1..4............... Estudo de Caso 02 – Vía de Evacuación – Albergue y Centro Comunitario .................. Forma .1...............................1................................ Dimensão dos Espaços ......3.................................3...................1 1............... Função ................13 2........................... Habitabilidade .......7 2................................................................................2..2..................................................20 2................................................... v LISTA DE TABELAS ........................................................................2...........3.............................................................1........25 .......2........1................................6.....21 2... Histórico do Tema ..................23 2.................................................2.............2.................2...........3......................................................................... Conclusão .....................1 1................................1........................................................... Função ..................2...1............................2...............................................................................3 2........................................................... Função ........................................3 1............................................................................................... INTRODUÇÃO ................................13 2...... Programa e Caráter .. Serviço Social ..............1.........................................................................................................................2.........7 2.......3....3...........................7.................................................... Dimensão do Espaços .............................................................................................................................15 2...........2...................................2.......3......................2........2...... Ficha Técnica ......2...........2......

......................................4....... Pré-Dimensionamento .........................................60 5...................................2.......................29 DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE IMPLANTAÇÃO ...1.42 3..................3.........................................2........4................... Sistema Viário .......1................................................ Entorno ................................4........ Síntese da Legislação Geral e Específica do Tema .............28 2........... Entorno.................................46 ESTUDO PRELIMINAR ............................ Cortes.................................................................................................2......................26 2..1..... Skyline ...........2...................................................... Diretrizes Urbanas ............43 5..................................9..............................................3...1..1................ Contextualização regional (Região................................................... Código de Obras ...................................... Conclusão ....................1.........31 3.........................4..................................................................................... Infraestrutura Urbana........41 5... Transporte .................................................................1........... Conceito .....................................................................................5......35 3..................... Centro de Referência............................................2.......8..........................................................................................................................................................................42 5...2............................1.. Tecnologia ........................................................................................................38 3.........................................................................41 3..........2.........................................................................6.58 5............51 5....................................................... Características do Sítio ............................................................................30 3..............................41 5........... 2......................................2.......... Programa de Necessidades ........ .....................5......54 5.................42 5............. Herança Cultural ...............7.......................4.3..........2......................2...............................3.........................................43 4...............3....................1. Implantação .................................................................................4..3..... 5..........................................................................................................45 4...............................................3........................ 4.........8..................37 3...........................................................................................................60 5.......41 3.....1..1.........................30 3......................2..56 5.........................................................................................................29 2.............2..........................................38 3........................................... Zoneamento .............................5................................................................................................ Intenções ..................................55 5..............3.1..........................................................................3................................................. Fluxograma ..1..................... Plano Diretor ............................................ Sistema de Atividades .......61 .......................................................... Fachada ..50 5.42 3.........................43 4......2.......................................... Terreno......................2..............................................3................................................. Albergue ................................. Cidade e Bairro).....................................4...............1... NBR 9050 .....................7.............................................................................................................................................1...............5..... Volumetria ......................................... NBR 9077 ..............................5..........2......... Diagnóstico e Mapeamentos do Entorno do Local de Implantação ............................................42 DEFINIÇÕES DO PROGRAMA DE NECESSIDADES ..........................1...................4...........................6................42 5.....................................................................................................1.....1............30 3.........56 5................................50 5...... Funcionalidade e/ou Finalidade ..........2...........ix 3............................................................................. Clientes ....4...................................................... Habitabilidade ............................... Plantas Baixas ...................... Forma .................................................33 3.................................1..................................

.......................................................................................63 7...............64 8.............................................................74 .............................................................67 APÊNDICES ....................................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................6............... ANEXOS .................... Pranchas ......1.... CONCLUSÕES .........................1...............................................................................67 8................................................................................................................................ 9........................................................74 9............... Mapas do Diagnóstico da Implantação .........................................................

Assim segundo Alejandro Aravena (2007) “tampouco é a arquitetura uma tradução automática de uns usos a uma forma. Neste sentido. a cidade de Passo Fundo é uma das principais receptoras dessa nova parcela . digno de seres humanos e para que supram as necessidades básicas.1. INTRODUÇÃO Nas cidades há uma grande discrepância social. Conforme Jean-Nicolas-Louis Durand (1813) “para que um edifício seja conveniente é preciso que seja sólido. 1. não possuem um lugar razoável.1 1. Justificativa e Contribuição Com o intenso fluxo migratório para a região Norte do Estado do Rio Grande do Sul. situação existente para então pensar-se na concepção de futuros projetos para que estes supram as necessidades da sociedade. habitável. a existência de Albergues e Centros de Referência se fazem muito importantes para atender estas pessoas. A busca incessante para oferecer edifícios que possam contribuir para a inclusão das pessoas. uma obra sempre produz algo que não estava lá antes que ela aparecesse”. estes que muitas vezes habitam as ruas e. Se bem que a arquitetura recolhe uma realidade existente. salubre e cômodo” assim é baseado que quaisquer edifícios possuam condições mínimas para serem habitáveis por seres humanos. toda a análise da demanda do cenário atual e projetando-se para o cenário futuro. ou seja. Os imigrantes que vem em busca de uma vida melhor e precisam de um lugar temporário para a sua estabilização e que ofereça referências para melhor integração na sociedade. a demanda por novos edifícios depende da análise da realidade. As edificações de fins sociais e assistenciais tem uma função de acolhimento que ultrapassam somente os aspectos de forma e função da arquitetura. e que possam prover direitos básicos se dá como referência para o desenvolvimento deste trabalho. para aplicar os melhores conceitos em conjunto com a viabilidade para o presente município escolhido para o desenvolvimento do projeto proposto. sendo que esta afeta principalmente a parcela da população que se encontra em situação de vulnerabilidade social.

Estas pessoas vem atuando nos mais diversos setores de serviços. Considerando tais aspectos sociais. pois conforme Edwards ( 2005. muitas vezes sendo alocados em lugares inadequados. mas este não está em plenas condições para abrigar todo o contingente de pessoas que se encontram nessa situação de necessidade de auxílio para abrigo. buscando uma qualidade de vida razoável e digna. que oferece serviços de encaminhamento para a política urbana. direito fundamental para todos os seres humanos. Serão abordadas no projeto questões relevantes à sustentabilidade que vão suprir muitas das necessidades dos moradores temporários e garantir conforto ambiental. não apenas no âmbito da conservação energética. seria implantado na região em que está localizada a Prefeitura Municipal de Passo Fundo e da rodoviária. alagamentos entre outros. acarretando na dificuldade de inserção na sociedade. Há também a situação dos moradores em vulnerabilidade social na cidade. possibilitando que as pessoas tenham um lugar temporário até a solução dos problemas ocasionados. mas também da saúde e da coesão social”. Albergue é um local público que oferece abrigo às pessoas que não tem condições de pagar um . Conceituando os edifícios propostos: Centro de Referência é um local público. poderá servir como abrigo para eventuais desastres como incêndios. o funcionamento do mesmo e facilitaria o deslocamento para as pessoas. pg. estes dois pontos são essenciais para o melhor funcionamento do Albergue e Centro de Referência para Imigrantes. atualmente há um albergue municipal. além de poder desempenhar sua função de centro de referência. 162) “as edificações verdes sempre compensam. A preocupação em especial com os imigrantes se deve ao fato que a possibilidade de entrada deles é facilitada.2 da população cada vez mais presente na sociedade. pela proximidade facilitaria a fiscalização. A escolha pelo município envolve fatores como a rapidez no atendimento da delegacia local da Polícia Federal onde a documentação é obtida com maior presteza. Caso o fluxo migratório diminua ou deixe de acontecer significativamente no decorrer dos anos. maior facilidade em encontrar emprego e também por haver muitos conterrâneos no município. mas não há assistência adequada.

 Implantar princípios de sustentabilidade no Albergue e Centro de Referência para Imigrantes. pousada ou estalagem onde eram recolhidos peregrinos e viajantes.3.2.  Estudar sobre os condicionantes sociais envolvidos no desenvolvimento do projeto. 1.  Objetivos Específicos Proporcionar aos imigrantes e moradores de rua ou pessoas em vulnerabilidade social um espaço público de abrigo temporário ou até sua inserção na sociedade. Para a inserção do projeto proposto no município. visando à qualidade de conforto ambiental e acústico no recinto. Albergue significa lugar onde se recolhe alguém por caridade. que fazem ligação com todo o município.3 alojamento. . De acordo com o Dicionário Aurélio (1975). 1. para facilitar o deslocamento principalmente das pessoas que irão utilizar o centro de referência. principalmente os pobres.  Possibilitar um espaço de convivência diferenciado. 1. Objetivo Geral Desenvolver um estudo de projeto arquitetônico de um Albergue e Centro de Referência na cidade de Passo Fundo/RS que atenda às necessidades gerais dos imigrantes e dos indivíduos em vulnerabilidade social.4. utilizou-se uma área próxima à prefeitura municipal.  Analisar a viabilidade de sistemas construtivos diferenciados. onde estão disponíveis nas proximidades meios de transportes eficientes. Delimitação do Tema Justificado com a presença de pessoas em vulnerabilidade social e a vinda constantemente de imigrantes no município de Passo Fundo constatou-se a necessidade de criar um albergue com um número maior de capacidade do que o atual e um centro de referência para o encaminhamento dos imigrantes.

por meio da Secretaria Nacional da Assistência Social. que vem em busca de uma melhor qualidade de vida. e que o centro de referência seja um local acolhedor para que os imigrantes possam resolver questões assistenciais e que sintam que é um local norteador para sua inserção na sociedade. Atualmente recebendo no país pessoas principalmente refugiadas. 2. entre outros. crise econômica. o número aproximado de pessoas que moram fora de seus países de origem é igual a 195 milhões de pessoas. e sendo Passo Fundo a “coletora” desses imigrantes que depois se distribuem pela região. segundo o Ministério da Justiça. Conforme dados do relatório de Desenvolvimento Humano de 2009. os moradores de rua . ações políticas. Histórico do Tema 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. realizado em 2005 pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Dentre os principais motivos que ocasionam essa constante imigração são: mudança geográfica. melhores condições de vida. realizado pelo Programa das Nações Unidas (PNUD). os imigrantes tem um papel importante na povoação das terras. 2. Estima-se que a partir de 2010 essas migrações internacionais ocorram 60% em países em desenvolvimento. violência. guerras. busca por oportunidades e empregos. No Brasil esse processo começou em 1530 para a colonização. Imigrantes Na história do mundo.1. que equivale a 3% da população mundial.2.1.1. No município há um grande número de imigrantes oriundos de diversos países. desequilíbrios demográficos.4 No projeto a ser desenvolvido. Moradores em Vulnerabilidade Social Segundo relatório do primeiro Encontro Nacional sobre População em Situação de Rua.1. serão valorizadas diversas questões para que os usuários do albergue se sintam abrigados de forma confortável e familiar.

e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento. o serviço social nasce no Brasil. no Estado do Rio Grande do Sul. A cada ano mais indivíduos encontramse nessa situação por decorrência de diversos fatores desde desemprego. pela própria pessoa ou por seus antepassados. violência até perda de autoestima. como conhecemos hoje. teriam a absolvição dos pecados. 2. tendo em comum à vulnerabilidade social.1. sendo assim não cabia a ninguém interferir. em resposta à evolução do capitalismo. viajantes e pobres. O Decreto 7.053/09 em seu art.5 são definidos como pessoas com diferentes características e realidade. 1º. sob a influência europeia como fruto direto de vários setores particulares da burguesia fortemente respaldados pela Igreja Católica. na terceira década do século XX. informa a definição dos moradores em vulnerabilidade social: "grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema. Diante das necessidades de um órgão para os assistentes sociais. O surgimento dessa parcela de população em estado de vulnerabilidade social acontece em decorrência da exclusão social. doentes. vendendo a ideia de que ao ajudar o próximo. surgiu o Serviço Social. que acolhia crianças. doença mental. no ano de 1963. assim criando. bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória". Mais tardar no século XX. os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular. parágrafo único. Segundo Olema Palmira Pellizer. entre outros. Segundo Vieira (1978) na antiguidade acreditavam que a pobreza e as doenças eram castigo dos deuses. de forma temporária ou permanente. viúvas.3. foi criado o Conselho Regional de Assistentes . o albergue onde eles ajudam os seres humanos necessitados. Serviço Social O serviço social iniciou-se através da igreja.

O município de Passo Fundo oferta 07 serviços de média complexidade e 05 serviços de alta complexidade atinentes à assistência social.1. na cidade do Rio de Janeiro – RJ – Brasil. A edificação tem dois pavimentos e articula suas dependências através de alas e um grande pátio interno.2.6 Sociais (CRAS). Conforme Lei: “A Assistência Social. realizados para garantir o atendimento às necessidades básicas”.2. foi realizado um concurso público em 1931. que normatiza e fiscaliza todos esses processos referentes ao Serviço Social.1.2. direito do cidadão e dever do Estado. próximo ao centro.1. onde as alas e o pátio interno configuram um jogo de cheios e vazios. que provê os mínimos sociais. Ficha Técnica Nome do projeto: Albergue da Boa Vontade Arquitetos responsáveis: Affonso Eduardo Reidy – Gerson Pompeu Pinheiro Área do terreno: 2562. o Albergue Municipal Madre Teresa de Calcutá é o único albergue existente no município. que está em funcionamento desde o ano de 1946. 8742. Programa e Caráter Para a construção do Albergue da Boa Vontade. A secretaria responsável pelo Serviço Social é a Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SEMCAS).1.2. (Lei n. de 1993.00 m² Local de implantação: Rio de Janeiro – RJ – Brasil 2.2.00 m² Área construída: 556. até essas pessoas encontrarem uma habitação adequada a sua necessidade. artigo 1º ) 2. contando com auxílio médico e a alimentação adequada. Está localizado no Bairro da Saúde. Estudos de Caso 2. os vencedores foram Affonso Eduardo Reidy e Gerson Pompeu Pinheiro. possuindo um traçado bem geométrico. Estudo de Caso 01 – Albergue da Boa Vontade 2. O Albergue tem como função abrigar pessoas carentes e imigrantes. é política de Seguridade Social não contributiva. As janelas horizontais dispostas para que haja ventilação cruzada e iluminação são exigências a serem cumpridas pelo partido .

banheiros. Na obra. se insere de modo compatível na malha urbana não ortogonal (fig. pátio. além de ser pensado para o estímulo da circulação das pessoas. sendo implantado na paisagem naturalmente. a relação entre os espaços externos x internos se dá através do pátio interno e a edificação fechada para o exterior. entrada.02) . Atualmente. refeitório.7 formal e pela questão higiênica em espaços de atendimento médico e triagem. 2. ocorrendo uma ligação entre ambos. funciona como Espaço Cultural do Hospital Dia do Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro. O programa de necessidades adotado pelos arquitetos para o projeto é o necessário para o funcionamento do albergue. constituída por janelas basculantes em fita em toda a composição das fachadas (fig. dos ventos e da luz natural. 2015. incluindo as alas dos dormitórios. Implantação O albergue com data de 1931. Há espaços abertos presentes como a praça próxima do edifício.01) e no seu entorno há outras edificações históricas.2. Figura 01 – Entorno do Albergue Fonte: Google Earth.1.3. atendimento.

em que no 2º pavimento somente localizam-se a ala dos dormitórios e vazios presentes em torno desta ala direcionando para o pátio interno (fig. Adaptada pela Autora.03).4.1. Função Constata-se a separação dos setores.2. Na época da construção do albergue.8 Figura 02 – Janelas em Fita Fonte: Bamboo. 2015. não havia separação do público feminino e masculino. 2015. . 2. Figura 03 – Zoneamento Fonte: Geocities.

. se mostra a dinâmica de fluxos do albergue: Figura 04 – Fluxos Fonte: Autora. 2015. 2015.9 Na imagem abaixo. Há 3 acessos possíveis para os usuários e na lateral o acesso distinto de serviço (fig.05): Figura 05 – Acessos dos Usuários e Abastecimento Fonte: Geocities. Adaptada pela Autora.

00 Fonte: Autora.17 Sub Total do Setor 28.34 Serviço 28. 2015.1.63 Sub Total do Setor 16.54 Administrativo Administração Íntimo Sanitários Serviço 16. são mostradas as áreas da edificação: Setor Social Circulação Nome do Compartimento Área útil em m² Atendimento 109.1.17 Área Total 556.45 Sub Total do Setor 24.2.6.5. Forma 2. Trata-se de um edifício histórico em que preocupações com acessibilidade não eram muito relevantes.2.1 Organização dos Espaços A planta é organizada de forma centralizada.42 Sub Total do Setor 319. mas não possui acessibilidade universal.90 Sub Total do Setor 109. O acesso para o térreo é adequado para todos.2.6.63 Ala dos Dormitórios 339. sendo que através do pátio interno se dá a distribuição dos espaços (fig.06): . 2.1. Dimensão dos Espaços Na tabela 01.42 Sanitário 13.10 2.89 Sanitário 10.54 Sub Total do Setor 57. só há escadas para o acesso ao pavimento superior.90 Circulação 57.

6. Base Geométrica e Princípios de Composição Arquitetônica Considerando o equilíbrio da edificação. a fachada é simétrica e a planta assimétrica devido a um anexo nos fundos.11 Figura 06 – Planta Centralizada Fonte: Geocities. 2. A regularidade se dá através das janelas basculantes que criam um ritmo na composição. Adaptada pela Autora.2. a marcação de hierarquia é feita através da grande abertura e um recuo considerável até a entrada e com o nome em destaque inserido na fachada do segundo pavimento (fig.07): .2. 2015. pois não há uma grande quantidade de elementos diferenciados. O elemento arquitetônico relevante visto na obra é o beiral pronunciado.1. Quanto à compatibilidade formal o albergue apresenta simplicidade.

12 Figura 07 – Albergue da Boa Vontade Fonte: Bamboo. 2015.1. 2. inserção do pátio interno central que favorece essas questões e a vegetação presente na área aberta e no entorno (fig. Figura 08 – Vegetação presente no Entorno Fonte: Google Earth. Habitabilidade As técnicas utilizadas para tornar o edifício habitável foram ventilação cruzada. . 2015.7. iluminação natural.08).2.

13

2.2.1.8.

Tecnologia

Foi utilizado sistema convencional de alvenaria, com a inovação da laje plana
para a época da construção do edifício, remetendo a resistência e segurança. A
modulação se produziu a partir do pátio interno.

2.2.1.9.

Conclusão

A preocupação com a iluminação e ventilação natural é um ponto importante para
considerar no desenvolvimento do futuro projeto, algumas questões como a falta de
acessibilidade e a não divisão das alas por sexos é um fator que deverá ser
pensando no projeto, pois atualmente são regras a serem cumpridas.

2.2.2.

Estudo de Caso 02 – Vía de Evacuación – Albergue y Centro
Comunitario

2.2.2.1.

Ficha Técnica

Nome do projeto: Vía de Evacuación – Albergue y Centro Comunitario
Arquitetos responsáveis: Equipo 995, Universidad Finis Terrae
Área do terreno: Não informado
Área construída: 2246,45 m²
Local de implantação: Pelluhue, VII región del Maule, Chile

2.2.2.2.

Programa e Caráter

O projeto do Vía de Evacuación – Albergue y Centro Comunitario foi realizado por
estudantes em conjunto, com orientações dos professores da Universidad Finis
Terrae para o XXVI Concurso CAP: Unidad Educativa de Uso Comunitario - 2012,
ficando com o segundo lugar no concurso. O local de implantação escolhido para o
projeto é Pelluhue, município localizado na província de Cauquenes, região de
Maule, no Chile, localizada próxima do epicentro do último terremoto e tsunami
ocorridos em 2010. A preocupação para o desenvolvimento desse concurso foi a
grande ameaça de perda de equipamentos vitais e de emergência localizados na

14

zona de perigo, uma área em que foi totalmente devastada e, com o projeto, visa-se
a recuperação deste espaço (fig.09), com a criação de uma rota de fuga até então
inexistente no local. O projeto será autossustentável, solução para caso ocorra uma
emergência, um desastre, garantindo à comunidade um local indispensável para as
necessidades primárias. Quando não está servindo aos desabrigados o edifício
funciona como uma escola. O programa de necessidades é composto por pavilhões
que contém os quartos e equipamentos educativos surgidos na mesma topografia
em declive, acima gerando terraços, permitindo mais luz e ligação direta com a
natureza, nos fundos um ginásio que também poderá ser ocupado como um
albergue para futuras emergências para a acomodação de pessoas, refeitório e
cozinha, biblioteca e sala de informática, administração, sanitários, pátios
específicos para cada nível, corredores cobertos e salas de aula que podem ser
transformadas em abrigos.

Figura 09 - Vía de Evacuación – Albergue y Centro Comunitario
Fonte: Plataforma Arquitectura, 2015.

2.2.2.3.

Implantação

Implantado na comunidade de Pelluhue, no Chile. Destacando-se na malha
urbana, além de se concentrar em um ponto mais alto e distante em relação ao
restante das edificações, assim garantindo segurança para eventuais catástrofes
naturais, como ocorridas anteriormente. Ficando alinhado à praça, garantindo uma
rota de fuga para a população, o edifício fica praticamente isolado e em contato com
a natureza (fig.10):

15

Figura 10 – Localização da Implantação do Projeto
Fonte: Plataforma Arquitectura, 2015.

Na edificação, a relação entre os espaços externos x internos se dá através do
prolongamento do piso, uma via de evacuação que tem como ponto de partida a
praça, até chegar ao acesso à plataforma e posteriormente, chegando a uma área
segura, também podendo circular pela cobertura, que também é um terraço (fig.11).

Figura 11 – Configuração em relação ao existente
Fonte: Plataforma Arquitectura, 2015.

2.2.2.4.

Função

O zoneamento foi definido por setores e divididos por blocos, onde há 4 blocos
educacionais distintos pelo grau de escolaridade mas mantém-se em comum entre
eles as dimensões e programas de necessidades, variando mais o mobiliário de
acordo com a idade dos alunos. Há a quadra e, em conjunto com ela, outro bloco
mais social, com salas diversificadas e refeitório geral (fig.12):

16

Figura 12 - Zoneamento
Fonte: Plataforma Arquitectura, Adaptada pela Autora, 2015.

Na imagem abaixo os fluxos constatados:

Figura 13 - Fluxograma
Fonte: Autora, 2015.

Os acessos se dão pela rampa, único meio de se chegar até o complexo, e assim
chegando à distribuição dos fluxos (fig.14).

5. pia.17 Figura 14 – Acessos dos Usuários e Abastecimento Fonte: Plataforma Arquitectura.80 Mesas e cadeiras Quadra 788.45 Administração Bloco 1 14.90 Mesas e cadeiras Salas de Aula Bloco 3 264.2. geladeira.90 Mesas e cadeiras Sub Total do Setor 65.30 Mesas e cadeiras Administração Bloco 3 6.80 Sanitário Bloco 1 11.30 Mesas e cadeiras Sub Total do Setor 985.20 Mesas e cadeiras Administração Bloco 2 11.35 Mesas e cadeiras Sub Total do Setor Educacional Sanitários Mobiliário Existente 34. 2.2.10 Salas de Aula Bloco 1 223.55 Pias e vasos . Adaptada pela Autora. fogão industrial. Refeitório 164.55 Pias e vasos Sanitário Bloco 3 11. Setor Social Nome do Compartimento Mesas.70 Mesas e cadeiras Administração Bloco 4 32. bancos.00 Refeitório Bloco 1 Convivência Administrativo Área útil em m² 1083.60 Mesas e cadeiras Salas de Aula Bloco 4 238.30 - 96. Dimensão dos Espaços A tabela 02 corresponde às áreas verificadas no projeto. 2015.55 Pias e vasos Sanitário Bloco 2 11.00 Mesas e cadeiras Salas de Aula Bloco 2 259.

6.20 Pias e vasos Sub Total do Setor 69. mesa.1 Organização dos Espaços As plantas são organizadas de forma linear.55 Pias e vasos Sanitário 5. armários.2. .18 Sanitário Bloco 4 Serviço 11. blocos separados de acordo com os níveis de escolaridade e funções (fig.45 Serviço 42. Apresenta acessibilidade universal por meio de rampas e a própria configuração do local implantado permite esse fácil acesso (fig. geladeira 2246.2.16): Figura 13 – Disposição Linear dos Espaços Fonte: Plataforma Arquitectura.65 Área Total Fogão. 2015. Forma 2. Adaptada pela Autora.6. 2015.05 Pias e vasos Sanitário 18. 2015.65 Sub Total do Setor 42. 2.2.45 Fonte: Autora.15) Figura 15 – Corte Fonte: Plataforma Arquitectura.2. pia.

2015.2. a obra exibe simplicidade pela composição e contraste com o entorno. A regularidade se dá na distribuição dos blocos. 2015. Figura 18 – Vistas gerais Fonte: Plataforma Arquitectura. A marcação de acesso é percebida apenas por ser o único caminho possível a se chegar pela plataforma até o edifício (fig.18).17). . Quanto à compatibilidade formal. Figura 17 .2 Base Geométrica e Princípios de Composição Arquitetônica Considerando o equilíbrio da edificação.Assimetria Fonte: Plataforma Arquitectura.2. ela apresenta um balanço assimétrico (fig.19 2.6. O elemento arquitetônico de destaque é a cobertura que se transforma em terraço. ocasionando um ritmo dado pelas aberturas de cada bloco.

2. Figura 19 – Adequação as questões ambientais Fonte: Plataforma Arquitectura.7. O modelo estrutural é composto por um conjunto de armação de aço.8. 2015.2. foi elaborado por módulos. em que as salas podem ser transformadas em dormitórios (fig. iluminação natural. apoiado sobre uma parede de aço corten de retenção. 2. 2015.2. Além de que.2.20). Habitabilidade Os métodos utilizados para tornar o edifício habitável foram ventilação cruzada.19). contato direto com a vegetação existente e cobertura permeável e com vegetação (fig. remetendo uma leveza e segurança à edificação.20 2. um material com alta resistência e durabilidade. Tecnologia O sistema estrutural utilizado é de aço. essencial no design e funcionalidade do projeto. é o material base do projeto. . Figura 20 – Detalhes Construtivos Fonte: Plataforma Arquitectura. que funciona como estrutura de suporte secundária.

programáticas e contextuais. a integração entre os espaços abertos com os espaços fechados. como produto resultante. o programa é bem peculiar incluindo garagem.2. além da utilização de sistema construtivo não convencional e. A altura da edificação também não foi adotada como padrão. .3. Ficha Técnica Nome do projeto: Albergue de Scheepvaart Arquitetos responsáveis: Hub Área do terreno: Não informada Área construída: 2375.21 2. tem-se um edifício com uma identidade muito forte.9. Programa e Caráter O Albergue de Scheepvaart foi construído em 2006. A edificação faz parte de um complexo situado ao lado do canal em Winjnegembaan. que impulsiona o caráter expressivo do projeto incorporado com as áreas funcionais.3.3. Deste modo. mas um perfil distinto conforme funções e normas. Schoten.2. Ao contrário do padrão de “caixas” industriais.2. Schoten. Bélgica 2.2. no design do projeto. A lateral do albergue é caracterizada com um tratamento mais escultural. escritórios e residência do zelador. Como existiam limitações financeiras. oficinas. apresentando um caráter original e distinto (fig. Bélgica. 2. pois esses fatores influenciam na concepção. o projeto teve que ser cuidadosamente analisado.1. o projeto foi elaborado pelo escritório Hub. que mantém o caráter aberto da paisagem circundante.2. Conclusão A modulação utilizada e a ocupação dos espaços para diferentes usos é um ponto a considerar na elaboração do futuro projeto.00 m² Local de implantação: Wijnegembaan.2.21) graças a sua tipologia e materiais diferenciados. Estudo de Caso 03 – Albergue de Scheepvaart 2.

Figura 22 – Região da Implantação do Projeto Fonte: Plataforma Arquitectura. 2015.Albergue de Scheepvaart Fonte: Plataforma Arquitectura.22) em Wijnegembaan.3. Bélgica. 2015. Implantação O albergue foi implantado ao longo do canal (fig. Figura 21 . todavia destacando-se pelo formal. 2. .22 .3. ele está inserido no contexto. Schoten.2. Como não há uma malha urbana definida. estando integrado ao local e com a natureza no entorno.

Figura 24 .2. Função Com um zoneamento mais distinto e separado como se fossem dois blocos em um. administração e varandas. 2015. refeitórios.3. Adaptada pela Autora.Varanda Fonte: Plataforma Arquitectura. 2015. a relação entre os espaços externos x internos acontece com as varandas. E um anexo de serviço separado do grande bloco principal (fig. o piso que se prolonga no entorno da obra (fig.4.23).24). e “outro bloco” com dois pavimentos onde se encontram as salas.Zoneamento Fonte: Plataforma Arquitectura. . Figura 23 . que dão certa singularidade a este bloco (fig. dormitórios.23 No edifício.25). há um espaço livre podendo ser ocupado de modo diverso. 2.

Zoneamento Fonte: Plataforma Arquitectura. Os acessos dos usuários e abastecimentos são distintos.27): . Os fluxos e conexões da edificação são vistas na imagem abaixo: Figura 26 – Fluxos do Albergue de Scheepvaart Fonte: Autora. Adaptada pela Autora. 2015.24 Figura 25 . Há também um acesso separado para o bloco onde se concentram todas as atividades (fig. 2015.

85 Mesa e cadeiras Sala de Reunião 28.00 Sub Total do Setor 100.2.25 Figura 27 – Acessos dos usuários e abastecimento Fonte: Plataforma Arquitectura. Dimensão dos Espaços A tabela 03 corresponde às dimensões do albergue divididos por setores: Setor Social Nome do Compartimento Espaço Livre Refeitório Varanda Sub Total do Setor Circulação Sanitários Serviço Educacional 1300. somente o acesso para o segundo pavimento do bloco menor é realizado através de escadas (fig. cadeiras. mas não há presença de elevadores.25 Pia e vasos Sanitário 35. fogão 35.80 Pia e vasos Sanitário 16.60 Circulação 445. pia. Adaptada pela Autora.25 Mesas.30 Serviço 168. cadeiras. 2015. rampas ou monta-carga.70 Quartos 100.28).00 Fonte: Autora.35 Sub Total do Setor 445. 2015.35 Administrativo Administração Íntimo Área útil em m² - 32.05 2375.25 Pia e vasos Sub Total do Setor 68. Existem diferentes acessos. 2.75 Sub Total do Setor 168.00 Camas Sanitário 16.85 Mesa e cadeiras Sub Total do Setor 61.3.75 Sala 116.40 Mesas.65 Mesas e cadeiras 77.95 - 1420.40 Mobiliário Existente - 84.5. . armários Sala Sub Total do Setor Área Total Armários 194.

2. Adaptada pela Autora. .3. 2015.2.6.26 Figura 28 – Imagem Interna da Circulação para as Salas Fonte: Plataforma Arquitectura. 2015. Organização dos Espaços A organização dos espaços se estabelece por aglomeração no bloco que contém os mais diversos setores e o outro com configuração linear (fig.6.29).3. Forma 2.1. 2. Figura 24 – Organização Linear e Aglomerada Fonte: Plataforma Arquitectura.

2015. . Figura 31 .6. e pelos recuos (fig. Figura 30 . A regularidade apresenta-se através das fachadas com suas malhas que demostram textura pela proximidade. Elementos de arquitetura estão presentes.3.Acesso Fonte: Plataforma Arquitectura.Cortes Fonte: Plataforma Arquitectura. Quanto à compatibilidade formal. 2015. como as varandas e zenital. As marcações dos acessos são vistas pelas portas diferenciadas e maiores. a obra exibe simplicidade. ela exibe balanço assimétrico (fig. mínima utilização de elementos que a compõem.31).30).2.2. Base Geométrica e Princípios de Composição Arquitetônica Analisando o equilíbrio da edificação.27 2.

3. 2015. . iluminação natural. 2015. cobertura translúcida em partes do edifício (fig. Habitabilidade As técnicas utilizadas para tornar a edificação habitável (fig.7.33).2.32) foram ventilação cruzada. Figura 32 – Vegetação do entorno Fonte: Plataforma Arquitectura. e aproveitando toda a vegetação existente do entorno. Figura 33 – Iluminação Natural Fonte: Plataforma Arquitectura. tornando-se um lugar agradável.28 2.

2015.34). Tecnologia O sistema utilizado foi alvenaria no bloco onde se concentram as salas.2.29 2. A modulação utilizada foi feita a partir de uma malha.2. Figura 34 – Esquematização do Albergue de Scheepvaart Fonte: Plataforma Arquitectura. 2. que torna o projeto financeiramente melhor e com menos desperdícios na construção (fig.9. remetendo a uma resistência em conjunto com a leveza pelos materiais utilizados. mas mesmo assim revelando uma grande qualidade estética e funcional do albergue. .3. e aço nos demais locais.3. Assim como no estudo de caso anterior o sistema de modulação e esquematização serão uteis na concepção do projeto. Conclusão A simplificação formal é o grande diferencial do projeto.8.

O local foi escolhido pela proximidade com a rodoviária (pelo fácil acesso ao transporte intermunicipal) e com a prefeitura (órgão público que será o responsável pela manutenção do Albergue e Centro de Referência). em 2010. principalmente por estudantes e trabalhadores que se deslocam todos os dias até o município. RS. além de estar próximo ao Rio Passo Fundo.826 habitantes.000 habitantes atualmente. DIAGNÓSTICO DA ÁREA DE IMPLANTAÇÃO 3. mas estima-se em torno de 200.30 3. p. A área de implantação escolhida para o desenvolvimento do Albergue e Centro de Referência está localizada no município de Passo Fundo. localizando-se na mesma quadra do albergue existente. 3. 2015. detalhe. A importância em realizar-se o diagnóstico na região. Brasil (fig. tipo de . forma. Lynch (1960.75): As características físicas que determinam os bairros são continuidades temáticas que podem consistir numa infinita variedade de componentes: textura. então. símbolo. Diagnóstico e Mapeamentos do Entorno do Local de Implantação A área de implantação escolhida fica localizada no Bairro Petrópolis. Cidade e Bairro). Figura 35 – Localização do Município Fonte: Autora. apresentava. sendo a maior cidade do Norte do Estado.1. A base da economia é concentrada no comércio. Entorno. O município possui destaque nos setores: educacional (universitário) e saúde. muitos desses passam. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). espaço. a ser moradores de Passo Fundo. população de 184.35). Contextualização regional (Região.2.

habitantes. foram feitas montagens a partir de fotografias. topografia. observa-se a região escolhida para o projeto a ser desenvolvido. onde nota-se o contraste entre os espaços mais densos e menos densos. . usos.2. Figura 36 – Espaços Cheios e Vazios da Região escolhida Fonte: Autora. 3.1. Assim. onde estas foram transformadas em silhuetas a partir do ponto de observação do outro lado da rua para a quadra do terreno. 2015.31 construção. foi elaborado um mapa (fig. Skyline Para uma melhor compreensão da configuração da quadra em que o terreno está localizado. Na figura 36.37) para situar melhor a localização dos skylines. atividades. abrangendo um raio de em torno de 500 m a partir dos limites do terreno. estados de conservação.

32 Figura 37 – Mapa de localização dos skylines das quadras em que o terreno está localizado Fonte: Autora. Sete de Setembro: Figura 39 – Skyline B e C Fonte: Autora. o skyline B é visto a partir da Av. terreno encontra-se à esquerda: Figura 38 – Skyline A Fonte: Autora. Rua Manoel Portela. Sete de Setembro. Na figura 39. . terreno é observado à direita. 2015. 2015. 2015. skylines B e C. skyline A. e o skyline C também é observado a partir da Av. Na figura 38.

Na figura 41. são observadas as vias e suas respectivas classificações hierárquicas.2. de muitas maneiras diferentes. As vias são muito importantes. skylines F e G. o trajeto habitual vai ser uma das influências mais poderosas. sendo que para o projeto pretende-se não ultrapassar o limite de altura dos edifícios presentes na quadra. além da presença da ferrovia próxima ao local de implantação do projeto. skyline D observado a partir da Tv. A ruas do terreno são classificadas como coletora (esquina). não existindo edifícios em grande altura. 2015. não há nome da rua em que é mostrado o skyline G. Analisando os skylines são vistas as conformações das faces da quadra em que o terreno está inserido. todas. Sem dúvida. de tal modo que as principais vias de acesso são. skylines D e E. imagens de importância vital. 3.33 Na figura 40. 2015.2. pois conforme Lynch ( 1960. e o skyline F é visto a partir da Rua Manoel Portela: Figura 41 – Skyline F e G Fonte: Autora. pg. 55 ): Certas vias podem tornar-se características importantes. . Sistema Viário Na figura 42. assim como o skyline E: Figura 40 – Skyline D e E Fonte: Autora. Poder Legislativo.

Na figura 43. estes que estão localizados ao longo da Av.34 Figura 42 – Hierarquia Viária Fonte: Autora. Brasil Oeste. 2015. . e os pontos de maior conflito. são vistos os sentidos das vias. 2015. Figura 43 – Fluxos e Sentidos das Vias Fonte: Autora.

3. A diversidade de usos é o que oferece autenticidade a região. ainda que tratada com desleixo.3. a diversidade de usos.35 Na figura 44. estão destacados os tipos de pavimentações existentes. No entorno do terreno. . os usos são muitos diversificados. exibicionismo ou inovações surradas. Figura 44 – Pavimentação e Sinalização Viária Fonte: Autora. Sistema de Atividades Como podem ser observados na figura 45. sendo as sinalizações verticais as mais presentes no entorno imediato do terreno. Jacobs ( 1961. e as sinalizações viárias na região do terreno escolhido. há predominância de edificações do uso Institucional. predominantemente asfalto. 249 ) defende: Por outro lado. 2015. oferece a possibilidade decente de apresentar um conteúdo com diferenças autênticas. sem hipocrisia. Portanto. na região.2. essas diferenças podem ser visualmente interessantes e estimulantes. inclusive a prefeitura localiza-se nesta quadra. pg.

Abaixo. observa-se o percentual dos usos das edificações presentes na região.36 Figura 45 – Usos do Solo Urbano Fonte: Autora. 2015. seguidas das edificações de 2 pavimentos e 3 . serviço. 2015. uso misto (comércio + residência) e institucional. comércio. Abaixo. Nota-se que predominam edificações de 1 pavimento somando-se mais de 70%. é visto o percentual do número de pavimentos das edificações na região abrangida. na figura 46. na figura 47. Figura 46 – Uso do Solo Urbano Fonte: Autora. Sendo que as residências unifamiliares correspondem a mais de 70% do total dos usos. Os cincos usos mais vistos são: residência unifamiliar.

2015. Infraestrutura Urbana As redes de infraestrutura presentes que abrangem o terreno são: rede de água. 2015. .37 pavimentos. 5. rede de esgoto pluvial e rede de energia elétrica. Figura 47 – Número de Pavimentos Fonte: Autora. sendo que para o terreno será utilizado o sistema tradicional de fossa e filtro.2. 3. Estas redes podem ser visualizadas na figura 48: Figura 48 – Redes de Infraestrutura Fonte: Autora.4. A rede de esgoto cloacal só é existente na extensão da Avenida Brasil Oeste. e em menos número percentual há a existência de edificações de 4. 6 e 10 pavimentos.

Figura 49 – Transporte Fonte: Autora. comércios. Segundo dados da Coleurb. Terreno Para a implantação do projeto.5.38 3. que circulam por todo o município. 2015. serviços. Transporte A região é bem abastecida na questão do transporte: duas companhias de ônibus tem sede localizadas próximas ao local de implantação do projeto. Na figura 49.3. na proximidade há 18 linhas de transporte coletivo. o terreno deveria estar localizado próximo a equipamentos públicos. 3. sendo elas: Coleurb e Codepas.2. tornando fácil o deslocamento. e o principal fator para a escolha foi a . são observados os pontos de ônibus municipais e pontos de táxis próximos ao lugar do terreno escolhido para o desenvolvimento do Albergue e Centro de Referência.

Algumas vistas (fig.51). como mostrado na figura 50. o Albergue e Centro de Referência poderá contribuir na paisagem do local.52). demonstram que não há elementos relevantes que interferem para a proposta de projeto. Quanto à topografia. sendo o ponto mais alto voltado para a Rua Manoel Portela e o mais baixo voltado para Av. e o vento predominante na região é o Nordeste. com os serviços de transporte municipal e que permitisse o uso o qual será destinado.39 proximidade com a rodoviária. assim. possui desnível de 5m (fig. com variação de ângulos.09 m². N NE . em que o visual é apenas um muro. Sete de Setembro. possuindo acessos por duas vias. mostradas a partir do terreno e para o terreno. não retangular. atualmente monótona. O terreno possui área de 5271. principalmente vista da Rua Manoel Portela.

201 N Figura 51 – Topografia do Terreno Fonte: Autora. 2015.40 Figura 50 – Terreno Dimensões Fonte: Autora. I II III IV .

00 m. 2015.  Uma vaga caso a unidade de alojamento ultrapasse 50 m² de área construída. III e IV . a edificação obedecerá a um regime urbanístico próprio que vai ser definido por lei. As vagas obedeceram a dimensões mínimas de 2. o terreno está localizado na Zona de Uso Especial (ZUE).00 m (comprimento) para efeito do cálculo. Plano Diretor Segundo o Plano Diretor do município de Passo Fundo. Síntese da Legislação Geral e Específica do Tema No município de Passo Fundo. O Albergue se enquadra no Uso CS. .Visuais do terreno: II Fonte: Autora. 3.4.4. Plano Diretor e Código de Obras. nos limites do terreno. e são calculados pela fórmula R = N x 0.40 (largura) por 5. Sendo assim.41 Figura 52 – Visuais para o Terreno: Vistas I. Mas os índices adotados para o projeto serão:  TO = 60%  CA = 0. não existindo índices específicos como em outras Zonas.1. 3. serão consideradas as legislações específicas obrigatórias.8  CID= 40 m²  LM = 300 m² Serão obedecidos os seguintes recuos:  Recuo frontal mínimo de 4.  Uma vaga para ônibus de embarque/desembarque.15 + 2.20 Serviços de Alojamento Tipo I.  Recuo lateral e de fundos é considerado o afastamento da edificação da divisa do terreno. Considera-se quanto à questão de vagas de estacionamento:  Uma vaga para duas unidades de alojamento com área construída até 50 m².

depósitos. deverá ter instalações sanitárias divididas por sexo na proporção de um conjunto de vaso e lavatório para cada 5 pessoas. Especificamente sobre edificações coletivas. fachadas e seus critérios a serem considerados na elaboração do projeto. sanitários e vestiários. mobiliário. rampas e instalações sanitárias para deficientes. 3.4. área de refúgio e demais itens pertinentes ao projeto que garantam total segurança no edifício. pisos. áreas mínimas de ventilação e iluminação. escadas. saídas de emergência. acessos. divisão B-1 que se enquadra o albergue. corredores.42 3. circulação. Referente ao Código de Obras. portas.3. portas. cozinha. apresentam dimensões específicas quanto aos equipamentos. Código de Obras Foi considerado também. 3. janelas. . para a elaboração do projeto. serão consideradas as dimensões mínimas de: paredes. no caso do Albergue. dutos de ventilação. vagas para veículos.4. NBR 9050 Dispõe sobre acessibilidade a edificações. Consultada para o dimensionamento e cálculo das rampas. Consultada para o dimensionamento. espaços e equipamentos urbanos. cálculo e configuração das escadas e componentes afins. marquises. escadas e componentes afins. rampas. o Código de Obras do município de Passo Fundo. e um local para o chuveiro a cada 10 pessoas.4. Demais áreas como sanitários.4. rotas de fuga. instalações elétricas e hidráulicas (legislações específicas municipais). como demais itens pertinentes ao projeto que garantam total acessibilidade.2. Pertencente ao grupo B quanto a sua ocupação (serviços de hospedagem). lavanderias e ambulatório. refeitório. NBR 9077 Dispõe sobre saídas de emergência em edifícios.

43 4. Programa de Necessidades O programa de necessidades foi desenvolvido a partir da análise dos estudos apresentados.1. Centro de Referência  Sala de aula  Assessoria jurídica  Assistência médica básica  Sanitários  Espaço para integração  Copa  Jardim  Assistência social / encaminhamentos  Administração  Espaço para funcionários  Almoxarifado  Recepção  Estacionamento  DML  Reservatório  Assistência à cultura e desporto . DEFINIÇÕES DO PROGRAMA DE NECESSIDADES 4. das adaptações necessárias para o projeto proposto em conjunto com a demanda e as necessidades da população do município de Passo Fundo. 4.1.1.

2.44 4. Albergue  Vestiários  Cozinha (+ depósito + lavagem alimentos + câmara fria)  Refeitório  Dormitórios  Espaço de integração por ala  Espaço multiuso  Jardim  Espaço para funcionários (estar com armários)  Lavanderia coletiva  Lavanderia funcionários  Rouparia  Depósito de lixo  Gás  Reservatório  Administração  Almoxarifado  Recepção  Estacionamento  DML  Sanitários .1.

50 Almoxarifado armários 10.00 Educacional Sub Total do Setor Sala de aula Administrativo Sub Total do Setor Assistência médica básica mesa. televisão. 6 vasos 108. armários 14.00 456. mesas.00 2 pias. 2015.00 DML armários 6.00 Sanitário PNE x 2 Sanitário x 6 vaso sanitário.45 4.00 classes. A tabela 04 corresponde às dimensões e mobiliários necessários do Centro de Referência divididos por setores e compartimentos: Setor Serviço Nome do Compartimento Reservatório Mobiliário Necessário Caixa d'água mesa. balcão 15. cadeiras. pia e barras de apoio 8. Pré-Dimensionamento Com base no programa de necessidades. cadeiras.5 . cadeiras. fogão.00 Administração mesa. armários 14. mesa (32 alunos) 55.50 carro 48.00 87. geladeira 25.00 Recepção cadeiras. pia.00 55. armários 22. cadeiras.00 carro 12. balcão. cadeira.2. foram elaboradas tabelas do prédimensionamento para o Centro de Referência e para o Albergue.00 Sub Total do Setor Estacionamento Vaga normal x 4 Vaga PNE x 1 Sub Total do Setor Total Fonte: Autora. cadeiras. maca 14. 186.00 60.00 Assistência social mesa. cadeiras.00 Copa Sub Total do Setor Público Área Útil em m² 17. armários 13.00 Assistência jurídica mesa.00 Assistência à cultura e desporto mesa.00 Espaço para funcionários armários 20.00 Espaço de integração sofás. livros 55.00 68.

00 Sanitário PNE x 2 Sanitário x 4 vaso sanitário. freezer. 2015.3. fogão 10.57) e do Albergue (fig.00 1524. dois chuveiros.00 Lavanderia funcionários máquina de lavar roupa e secadora 20.00 DML armários 6.00 Sub Total do Setor Administração Sub Total do Setor Estacionamento Vaga normal x 8 Vaga PNE x 2 Sub Total do Setor Total 320.00 mesa.00 Dormitório x 40 Espaço de integração por ala x 3 camas.00 Cozinha Sub Total do Setor Público Íntimo Administrativo Área Útil em m² 40.50 Almoxarifado armários pias. armários. dois vasos.50 13. cadeiras 120. armários 400.00 Recepção cadeiras.00 Rouparia x 2 armários 24. 4. estes que visaram a melhor conformação.00 Sub Total do Setor Vestiário x 10 duas pias.00 carro 24. varais 65. 6 vasos 72.00 Lavanderia coletiva tanques. Fluxograma A partir do desenvolvimento do programa de necessidades e da análise de fluxos dos estudos de caso.46 A tabela 05 corresponde às dimensões e mobiliários necessários do Albergue divididos por setores e compartimentos: Setor Serviço Nome do Compartimento Mobiliário Necessário Reservatório Depósito de Lixo Caixa d'água 25.50 Fonte: Autora. livros 105.00 sofás.58). pia e barras de apoio 8. geladeiras. televisão. cadeiras. bancos 140.50 carro 144.00 168. armários 13. .00 Dormitório familiar x 10 camas.00 Espaço para funcionários armários 20.00 238.00 lixeiras 6. balcão 15.00 2 pias. foram elaborados os fluxogramas do Centro de Referência (fig. balcão. mesas.50 Depósito de gás botijões 6. armários 140.00 Refeitório mesas.00 Espaço multiuso x 2 depende do uso 120. setorização e acessos dos espaços.00 785.

2015. Figura 58 – Fluxograma do Albergue Fonte: Autora. 2015. .47 Figura 57 – Fluxograma do Centro de Referência Fonte: Autora.

.1. pois todos são seres humanos sem distinção. além da tentativa da integração do novo edifício com os já existentes. O traçado da região é bem irregular. que poderá ser considerado na elaboração do projeto. O caráter da região escolhida não é bem definido. funcionará no local um Albergue e um Centro de Referência. 2015. Entorno O entorno é um ponto significativo e fundamental a se considerar na concepção do projeto.2. Figura 53 – Traçado Irregular Fonte: Autora. há uma mescla de edificações (variadas tipologias) e funções.1. 5. Funcionalidade e/ou Finalidade Quanto aos usos.1.1. Intenções 5. consequentemente resultando em uma qualificação do entorno.1. sendo estes totalmente públicos e dedicados à assistência da população a ser atingida com a elaboração do projeto.1. Os eixos ordenadores serão as alas: feminina. ESTUDO PRELIMINAR 5. 5.48 5.1.1. Conceito Através das formas simples proporcionar aos usuários diferentes sensações de integração e inclusão. sendo o principal edifício que identifica esse entorno é a Prefeitura Municipal de Passo Fundo.

Herança Cultural Para atingir o objetivo de integração dessa população. que estas pessoas se sintam em um lar com aconchego. assim como o máximo aproveitamento da iluminação natural. 2015.1. sofrimento) e nem cores tão quentes (como são pessoas vulneráveis poderão não se adaptar a um local com essas cores). como pequenos espaços religiosos que remetem ao surgimento do Serviço Social. não utilizando cores frias (que irão remeter a solidão. espaços de convivência e lazer são fundamentais para a visualização de paisagens. os setores não serão separados de forma com que a pessoa se sinta excluída ou diferente. estas que devem ser escolhidas com cuidado. somente determinadas como anteriormente comentado no item de funcionalidade e/ou finalidade. 2015. Figura 54 – Religião e Sensações Fonte: Autora.49 masculina e família.1. . Figura 54 – Eixos Ordenadores Fonte: Autora. Outro ponto é a influência das cores. Como essa população está habituada a morar nas ruas. tristeza. 5. mas haverá espaços que permitam a troca da cultura entre as diferentes etnias.3. a partir da distribuição destas se estabelecerão as demais funções e a organização dos espaços.

demais pessoas que não tenham condições financeiras para um abrigo durante o período da noite.4. Clientes Os clientes (de diversas etnias. associações. ponto extremamente importante a ser considerado na elaboração do projeto. demais ONGs. assim as pessoas no local ficam em contato com a natureza. com estações bem definidas. . pessoas que sofreram com algum tipo de desastre climático ou acidental (por exemplo: incêndio).1. mas que possibilitem a entrada da radiação solar nos dias frios. O Albergue e Centro de Referência serão gerenciados por órgão público.1. Figura 55 – Ventos. 5. Figura 56 – Diversidade de Pessoas Fonte: Autora. priorizando a fachada sul para locais de serviços (localização menos favorável).1. pessoas poderão contribuir com donativos e ajuda para a inserção desse público. Características do Sítio O município segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem clima subtropical. estas que protejam a incidência da radiação solar nos dias quentes. e a utilização de massas verdes contras os raios solares das orientações Leste e Oeste. 2015. priorizando aberturas para Nordeste.5. sexos e idades) serão os moradores em vulnerabilidade social.50 5. proporcionando certo bem estar.1. 2015. imigrantes. garantir que os cômodos tenham ventilação natural. Iluminação Natural e Vegetação Fonte: Autora.

51 5. Sete de Setembro. com circulação em comum para o edifício de serviço do albergue. Zoneamento Com base no tema proposto. fluxograma. programa de necessidades. prédimensionamento. A tabela 06 corresponde à proposta 01: Proposta 01 – Circulação linear e centralizada nas alas Critérios Avaliação Funcionalidade Acessos do albergue e centro de referência voltados para Av. pois garantem uma melhor disposição solar dos dormitórios. Forma As formas dos edifícios das alas estão nessa disposição. área de implantação e conceito foram desenvolvidas 3 propostas de zoneamento para o projeto do Albergue e Centro de Referências a ser implantado no munícipio de Passo Fundo. sendo o acesso de serviço distinto. o centro de referência foi organizado em um único . mas dispostos funcionalmente adequados em consideração ao programa de necessidades proposto.2.

principalmente pela posição solar. pois foi o que uniu os melhores aspectos necessários para o desenvolvimento de um albergue e centro de referência. A tabela 07 corresponde à proposta 02: Proposta 02 – Edifícios lineares dispostos verticalmente Critérios Avaliação Funcionalidade Acessos do albergue e centro de referência bem distintos. Sistema construtivo O sistema construtivo terá que remeter ao aconchego de um lar. 2015.52 bloco. . utilizando alvenaria e demais outros materiais que se apliquem. Conclusões Este zoneamento será a base para o desenvolvimento do projeto. para que cada qual represente sua função. Fonte: Autora.

Conclusões Um zoneamento a se considerar exceto pelo fato do acesso do centro de referência ficar na Rua Manoel Portela. 2015. ficando isolado do albergue. desfavorável para a visualização das pessoas que o utilizaram. Sistema construtivo O sistema construtivo terá que remeter ao aconchego de um lar. utilizando alvenaria e demais outros materiais que se apliquem. além de não possibilitar interessante para a rua.53 Forma As formas dos edifícios das alas foram dispostas verticalmente pensando na posição solar dos dormitórios. Fonte: Autora. A tabela 08 corresponde à proposta 03: Proposta 03 – Edifícios lineares dispostos horizontalmente Critérios Avaliação nenhuma vista . o centro de referência devido à localização.

o que facilita a disposição dos dormitórios em conjunto com a circulação linear em comum entre eles. a requalificação da Rua Manoel Portela (fig. Figura 59 – Rua Manoel Portela Fonte: Autora. contribuíra também para a qualificação do entorno. assim como sua perfeita configuração em relação à posição solar. Forma As formas dos edifícios das alas estão dispostas horizontalmente. Conclusões Apesar das formas facilitarem as configurações dos espaços.59). Sistema construtivo O sistema construtivo terá que remeter ao aconchego de um lar. Diretrizes Urbanas Com base na área de abrangência.3. cumprindo as funções propostas. Fonte: Autora. 2015. sendo que as alas são o princípio norteador do projeto. utilizando alvenaria e demais outros materiais que se apliquem. a posição solar em que os dormitórios ficariam não seria adequada.54 Funcionalidade Acessos do albergue e centro de referência posicionados na Av. Sete de Setembro. 2015. 5. o centro de referência apresenta formato mais simples organizado em um único bloco. .

55 5. Implantação Todos os acessos serão realizados pela Avenida Sete de Setembro. Figura 60 – Implantação Fonte: Autora.4. 2015. .

Albergue Figura 61 – Planta Baixa Térreo Fonte: Autora. Plantas Baixas 5.1.5. .5.56 5. 2015.

. 2015.57 Figura 62 – Planta Baixa 1º Pavimento Fonte: Autora.

2015.5.58 5.2. . Centro de Referência Figura 63 – Planta Baixa Térreo Fonte: Autora.

2015.59 Figura 64 – Planta Baixa 1º Pavimento Fonte: Autora. .

7. 2015. Figura 66 – Corte BB Fonte: Autora.60 5.6. 2015. Fachada Figura 67– Fachada Principal Fonte: Autora. 2015. Cortes Figura 65 – Corte AA Fonte: Autora. 5. .

2015. Figura 69– Volumetria B Fonte: Autora. .61 5.8. 2015. Volumetria Figura 68 – Volumetria A Fonte: Autora.

Figura 71 – Volumetria D Fonte: Autora.62 Figura 70 – Volumetria C Fonte: Autora. 2015. 2015. .

Tendo em vista os aspectos observados percebe-se que no cenário atual a necessidade de se pensar também nessa parcela da população é imprescindível. Este local que possui um conjunto de fatores que o tornam propício e com fácil acesso a população. proposto em uma região que favorece a fiscalização municipal. com base principalmente nas sensações a serem transmitidas pelo ambiente para que as pessoas se sintam confortáveis. cores e formas a serem utilizadas no projeto. Também se deve pensar no equilíbrio entre as edificações e o meio ambiente. . Os edifícios que tem como foco a questão social devem priorizar desde o inicio os futuros indivíduos que utilizarão os espaços. possuindo pontos de ônibus muito próximos ao local da implantação do projeto. desde a escolha dos materiais. questões projetuais como estratégias bioclimáticas. assim como contribuir para a redução dos gastos. reiterando a questão do ser humano. O projeto acolhe as necessidades do município. confirmou-se a viabilidade da implantação do programa proposto. como o aproveitamento do vento predominante Nordeste. promover a ventilação cruzada com ações de projetos que maximizem o aproveitamento da iluminação natural. que estes estejam correlacionados para a busca de um melhor desenvolvimento social. CONCLUSÕES Após o desenvolvimento da pesquisa para o projeto de um Albergue e Centro de Referência no município de Passo Fundo/RS.63 6. pois todos são seres humanos e merecem igualdade perante a sociedade. Para a concepção do projeto.

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1. Mapa dos Cheios e Vazios .1. Mapas do Diagnóstico da Implantação 8. ANEXOS 8.1.67 8.

Mapa da Hierarquia Viária .2.68 8.1.

Mapa dos Fluxos e Sentidos das Vias .1.3.69 8.

Mapa da Pavimentação e Sinalização Viária .70 8.1.4.

5. Mapa dos Usos do Solo Urbano .71 8.1.

1.72 8.6. Mapa das Redes de Infraestrutura .

7.1.73 8. Mapa do Transporte .

APÊNDICES Pranchas.1.74 9. 9. Prancha 01 .

Prancha 02 .75 9.2.

3.76 9. Prancha 03 .

Prancha 04 .4.77 9.

78 9. Prancha 05 .5.