CHQAO

Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais

GESTÃO DE
MATERIAL E
PATRIMÔNIO

GESTÃO DA
TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO

GESTÃO DE
PESSOAS NA
ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
GESTÃO DE
QUALIDADE EM SERVIÇOS
GESTÃO ORÇAMENTÁRIA
E FINANCEIRA
FUNDAMENTOS
DO DIREITO
PÚBLICO E PRIVADO

ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA BRASILEIRA

Coordenação Didático-Pedagógica
Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa
Redação Pedagógica
Frieda Marti
Revisão
Alessandra Muylaert Archer
Projeto Gráfico
Romulo Freitas
Diagramação
Luiza Serpa
Coordenação de Conteudistas
Fernando Velôzo Gomes Pedrosa
Conteudista
Ismar Santos da Cunha
Revisão Técnica
Marcos Figueiredo
Produção
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Realização
EsIE – Escola de Instrução Especializada
Exército Brasileiro

Gestão do material e do patrimônio : apostila 1 GMP /
coordenação didático-pedagógica: Stella M. Peixoto de Azevedo Pedrosa
; redação pedagógica: Frieda Marti ; projeto gráfico: Romulo Freitas
; diagramação: Luiza Serpa ; coordenação de conteudistas: Fernando
Velôzo Gomes Pedrosa ; conteudista: Ismar Santos da Cunha ; revisor
técnico: Marcos Figueiredo ; produção: Pontifícia Universidade Católica
do Rio de Janeiro ; realização: EsIE – Escola de Instrução Especializada
[do] Exército Brasileiro. – Rio de Janeiro : PUC-Rio, CCEAD, 2014.
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais – CHQAO.
120 p. : il. (color.) ; 21 cm.
Inclui bibliografia
1. Administração pública – Brasil. 2. Administração de material
- Brasil. 3. Propriedade pública – Brasil. I. Pedrosa, Stella M. Peixoto
de Azevedo. II. Marti, Frieda. III. Cunha, Ismar Santos da. IV. Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro. Coordenação Central Educação
a Distância. V. Brasil. Exército. Escola de Instrução Especializada.
CDD: 351.81

CHQAO

Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais

Gestão de material e patrimônio
Unidade 1

ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAL

APRESENTAÇÃO

O Curso de Habilitação ao Quadro de Auxiliar de Oficiais (CHQAO),
conduzido pela Escola de Instrução Especializada (EsIE), visa habilitar os subtenentes à ocupação de cargos e ao desempenho de funções previstas para o
Quadro Auxiliar de Oficiais.
A disciplina Gestão do Material e do Patrimônio possui carga horária
total de 90 horas.
Os objetivos gerais desta disciplina são:
• Distinguir as atribuições inerentes às áreas administrativas de material e
patrimônio;
• Confeccionar a documentação referente ao controle patrimonial e de
material;
• Evidenciar a capacidade de agir atendo-se a detalhes significativos;
• Evidenciar a capacidade de desenvolver atividades de forma sistemática
e eficiente.
Nesta apostila será apresentada a Unidade Didática I – Administração
de Material, cujos objetivos, determinados pelo Planejamento de Disciplina
(PLADIS) e desenvolvido pela Seção de Ensino da Escola de Instrução Especializada do Exército Brasileiro (EsIE), estão especificados por capítulo.
Boa leitura!

conteudista
Ismar Santos da Cunha é Tenente-Coronel do Serviço de Intendência. É
bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras
(AMAN) e mestre em operações militares pela Escola de Aperfeiçoamento
de Oficiais (ESAO). Possui graduação em Direito pela Universidade Gama
Filho (UGF), pós-graduação em Comércio Exterior (Importação e Exportação)
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pós-graduação em
Processo Civil pelo Instituto de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA), pós-Graduação em Direito Público pela Pontifícia Universidade Católica de Minas
Gerais (PUC Minas), extensão em Docência do Ensino Superior pela Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC RS), possui cursos na área
do Direito Internacional e Direito Internacional dos Conflitos Armados pela
Escola Superior de Guerra (ESG) e é mestrando em Direito Ambiental pelo
Centro Universitário de Ensino de São Paulo – Unidade de Ensino Lorena
(UNISAL). Possui experiência na área de ensino superior no meio acadêmico
civil, tendo atuado como Professor de Direito, ministrando as disciplinas de
Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Civil e Direito Penal e sendo
Coordenador do Curso de Direito. Atuou na área administrativa de várias
unidades do Exército como Aprovisionador, Encarregado do Setor de Material, Encarregado do Setor Financeiro, membro de Comissão de Licitação e
Chefe do Centro de Apoio Logístico. Participou de vários congressos, seminários e palestras que permitiram complementar seus conhecimentos nas áreas
jurídica e administrativa e, atualmente, desempenha a função de Professor
de Direito da Academia Militar das Agulhas Negras.

4 Provimento de equipamentos e material de acampamento 4.3.3.2 Administração militar 2.6 Obtenção do material 4.3 Material recolhido para manutenção 58 59 3.3.3 Atos e fatos administrativos 2.2 Arreamento para salto 4.2 Sistema de Classificação por Catalogação 60 60 60 61 4.4.2.4. Generalidades. O sistema de Classificação Militar 3.3 Distribuição de material 4. cedido ou permutado por outro órgão 3.4.2 Obtenção do material 4.3.1 Arreamento de montaria para oficiais e praças 4.2.1 Levantamento das necessidades 4.4.3 Provimento de arreamento 4.2.3.3 Classificação dos materiais 3. Provimentos: armamento. Recebimento e exame de material: entrada na Unidade Administrativa e classificação 3.Índice 1.1 Material adquirido no comércio 55 55 56 57 3. Agentes da Administração 2. equipamentos e material de acampamento 4.3.1 Órgãos integrantes da cadeia logística de suprimento 4.4.2. Administração Militar.2 Obtenção de material 4. funções.2.1 Generalidades 2.3.4 Arreamento para polo 4.3.7 Distribuição do material 4.3 Distribuição do material 65 65 69 69 70 72 75 75 76 76 77 77 77 78 78 79 79 80 .5 Levantamento das necessidades 4.1 Agentes da administração 2. atribuições e responsabilidades 2. Introdução 09 2.1 Atos administrativos 2.1.3.1 Levantamento das necessidades 4.2 Provimento de armamento 4.4 Agentes da administração: funções.4 Material transferido. arreamento.2 Conferência 3.3.3 Arreamento para adestramento 4.2. atribuições e responsabilidades 11 11 12 14 14 35 35 36 36 3.2 Material distribuído pelos órgãos provedores ou de manutenção 3.2 Fatos administrativos 2. Atos e Fatos Administrativos.2.2 Cargo.1 Recebimento 3. doado.3.

3 Destinação do material descarregado 6.2 Material recolhido aos órgãos provedores 7.3 Material recolhido aos órgãos de manutenção 7.1 Sistemática de recolhimento de material 7. Inclusão em carga e registro: material permanente e demais tipos de material 5. motivos gerais.3.1. Guerra Eletrônica e Informática (NARMCEI) 11.1 Da inservibilidade 6.2 Alienação de material 7. alienação de material RAE / NARMNT 7. Recolhimento: providências. Normas Administrativas Relativas à Manutenção (NARMNT) 83 83 84 85 86 86 87 88 88 89 89 89 91 91 92 92 92 93 94 97 99 10.1.5.2 Material de emprego militar de valor histórico 6.1.3.3 Do roubo ou furto 6.3 Guia de Remessa 14.1 Material recolhido ao Almoxarifado ou outros depósitos das UA 7. Normas para o Transporte Logístico de Superfície (NOTLOG) 14.2 Termo de Exame e Averiguação de Material (TEAM) 14. Artigos controlados 6. Normas para o Controle de Equídeos no Exército Brasileiro (NORCE) 12. Eletrônica.6 Pedido de Descarga de Material 15. Bibliografia 101 103 105 107 109 109 109 110 110 111 112 115 .4 Guia de Recolhimento 14.4 Substituições 7.4 Dos outros motivos 6.1. Administração do material pertencente a uma UA 14.1 Termo de Recebimento e Exame de Material (TREM) 14.1 Documentação necessária 81 81 6. Normas para o Controle de Caninos na Força Terrestre (NORCCAN) 13.2 Da perda ou extravio 6.3 Classes de material 8.3.1. Normas Administrativas Relativas ao Suprimento (NARSUP) 9.1 Material distribuído pelos OP 6.1. Normas Administrativas relativas ao Material de Comunicações Estratégicas.2 Desrelacionamento de material 6.3 Material adquirido pela própria Unidade Administrativa (UA) 6.1.5 Pedido de Material 14. Descarga e substituição de material.1 Descarga de material 6.

o da legalidade. não se admitindo que haja uma má administração desses recursos. na [gestão] do material pertencente ao Exército. quia e na disciplina. Gestão: Significa o mesmo que administração ou gerenciamento. itens. dos pela [efetividade].a gestão do material e patrimônio deve ser realizada de acordo com o autorizado e determinado pela legislação.orienta que o bem público deve ser gerido com cuidado e honestidade. pela conjugação da [eficiência] e da [eficácia]. equipamentos. em relação aos mesmos. isto é. o da indisponibilidade. o da impessoalidade.u1 . marca das mais modernas gestões. • O princípio da legalidade . a garantia da lei e da ordem e a realização de diversas ações subsidiárias. gêneros alimentícios. de todos os seus integrantes bastante zelo no trato dos bens colocados à dis- país. sob pena de responsabilização nas esferas penal. • O princípio da moralidade . • O princípio da indisponibilidade . Para que se alcance o máximo de efetividade e. de acordo com: • O princípio da supremacia do interesse público . No tocante a esses princípios. todos os seus integrantes devem saber que. administrativa e civil. pode-se afirmar que. alienando um material que esteja afetado por sua destinação. fundamentada na hierar- Efetividade: a ênfase está nas expectativas dos envolvidos e se estas foram alcançadas. quando envolvidos em um conflito entre o interesse coletivo e o interesse individual deverá prevalecer. armazenagem. o da moralidade. que tem como missão constitucional a defesa externa do Eficiência: a ênfase está nos meios que serão utilizados para o alcance dos resultados (é fazer corretamente). utilização. desde um pedido de aquisição até a sua destinação.esses bens. desta forma.1 INTRODUÇÃO O Exército Brasileiro é uma instituição permanente. de [material] contribua para um elevado poder de combate da Força. todos os agentes da Administração devem realizar todos os atos fundamentados em regras jurídicas e nos princípios administrativos explícitos e implícitos. passando pelo recebimento. Esse grande número de atribuições sob a responsabilidade do Exército requer posição de seus órgãos. direitos e obrigações de posse de uma unidade administrativa. controle e manutenção. 9 gestão de material e patrimônio . o da Patrimônio: É o conjunto de todos os bens. distribuição. Ex: artigos. sem jamais esquecer de que todo o [patrimônio] sob a jurisdição da instituição são públicos. o interesse coletivo. a administração Material: É tudo o que se reveste de matéria. etc. dentre os quais podemos destacar o da supremacia do interesse público. publicidade e o da eficiência.os bens não podem ser disponibilizados conforme a simples vontade do administrador público. a fim de que o preparo e o emprego da Força sejam caracteriza- Eficácia: a ênfase está nos resultados a serem alcançados (é fazer a coisa certa).

10 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .denota que a administração desses bens públicos deve ser realizada com presteza. • O princípio da eficiência . a fim de fomentar o empreendedorismo em seus quadros. • O princípio da impessoalidade . realizando a gestão do conhecimento por meio da tecnologia da informação e elaborando projetos.• O princípio da publicidade .a gestão visa o bem comum e não a satisfação de interesses pessoais dos administradores.exige a transparência e a publicação dos respectivos atos administrativos para torná-los válidos e eficazes. perfeição e rendimento funcional. A Administração Militar deve realizar a gestão do material através de modernas ferramentas administrativas.

a classificação de material. as funções logísticas de [suprimento] e de manutenção.1 Generalidades A administração de material inclui inúmeras atividades que viabilizam. a administração de material no Exército é mais abrangente do que a logística de material. o exame. extravio. a armazenagem. típicas: a aceitação. a manutenção e a padronização. • Identificar as funções. programas internos de trabalho. atribuições e responsabilidade dos agentes de administração. 11 gestão de material e patrimônio .2 Generalidades. além dessas atividades. a obtenção. a distribuição e o controle. [pedidos] de material. projetos. o recolhimento. a averiguação. preenchimento de fichas modelo 18 e 20 etc. roubo. a obtenção. a inclusão de material em carga. abastecer ou suprir as Organizações Militares (OM). furto. a distribuição e o controle. englobando a determinação das necessidades. perda etc. A administração de material. com o fluxo de suprimento. A determinação das necessidades de material é obtida através do levantamento das necessidades das diversas classes de suprimento. Agentes da Administração Objetivos específicos • Distinguir a diferença entre ato e fato administrativo. material. Assim sendo. A logística preocupa-se com o [provimento] do Provimento: é o ato ou efeito de fornecer. Para realizar uma eficiente administração do material. consolidação de quadros. realizada no âmbito dos quartéis do Exército Brasileiro. o [desrelacionamento]. o controle de estoque. descritas a seguir: Desrelacionamento: é a exclusão do material de consumo dos registros contábeis da UA por motivo de distribuição ou por outros motivos como inservibilidade. que é alcançado por meio de diretrizes do Estado-Maior do Exército (EME). sendo composto de quatro atividades básicas: a determinação das necessidades. Suprimento: é a atividade logística encarregada da previsão e provisão do material. o recebimento. Administração Militar. 2. integrantes da logística militar terrestre.u1 . possui as seguintes subfunções Descarga: é o fato administrativo que retira do patrimônio de uma UA (Unidade Administrativa) determinado material permanente que a ela pertence por motivos diversos. Atos e Fatos Administrativos. a [descarga]. é importante conhecer os conceitos fundamentais das atividades básicas da logística de material. especialmente. ou seja.

a entrega propriamente dita e a aplicação final ou a alienação do suprimento.2 Administração militar A expressão administração militar pode exprimir mais de um significado. 2. A distribuição é a atividade logística. compreendendo as fases de recebimento. conforme as suas necessidades.Para outras informações sobre a promoção do ensino. Integram a distribuição. O controle é o ato de fiscalizar e acompanhar a execução de qualquer atividade de suprimento. patrimoniais. segundo normas específicas.br A obtenção de material é a atividade logística que visa a identificação das fontes de suprimento e tornar disponíveis o suprimento necessário para as OM. em razão da grande diversidade de atividades que compõe a missão das Forças Armadas e do grande número de Organizações Militares (OM) e de militares que realizam as referidas atividades. Existe uma interligação entre a logística de suprimento e a de manutenção. as tarefas de loteamento. Embora os objetos das atividades sejam distintos. catalogação e armazenagem de material.anpad. materiais. não previsto no Quadro de Dotação de Material (QDM) da OM. em ambas as atividades há a necessidade de uma adequada administração de material. inclusive com os órgãos de manutenção participando da cadeia de suprimento. A ficha modelo 18 é o documento preenchido pela UA e remetido à Região Militar (RM). O termo pode indicar o conjunto de organizações militares e de agentes públicos que realizam as atividades administrativas de gestão dos recursos humanos. A ficha modelo 20 é o documento elaborado pela RM no qual são consolidadas as informações contidas nas Fichas Modelo 18 das OM subordinadas e remetido ao Órgão de Apoio Setorial (OAS) para as providências cabíveis. militares e civis.org. incumbidos dos inúmeros encargos previstos na legislação pertinente. a logística de suprimento visa à provisão do material e a logística de manutenção visa à reparação do material. que tem como objetivo final a entrega do material necessário às OM para que possam executar as suas atividades. Exército e Aeronáutica). ou seja. consulte www. distribuídas por todo o território nacional são responsáveis pela administração do material. sendo os seus integrantes. a fim de que não se permita o desvio de propósito preestabelecido. da pesquisa e na produção do conhecimento dentro do campo das ciências administrativas. a fim de que possam cum- 12 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . orçamentários e financeiros alocados a cada uma das Forças Armadas (Marinha. o transporte. a expedição. Pedido: é a solicitação formal a um órgão da cadeia logística de materiais ou serviços. a fim de solicitar material permanente necessário. Todas as Unidades Administrativas (UA) do Exército Brasileiro.

ou semiautônomas. No âmbito da estrutura administrativa militar. No âmbito do Comando do Exército.u1 . as organizações militares que realizam atividades administrativas são denominadas UA. visite <www. composta de diversos órgãos subordinados aos Comandos da Marinha. de garantia da lei e da ordem e outras missões subsidiárias. A Administração Militar também é formada por pessoas administrativas vinculadas aos comandos militares. Ela integra a estrutura do Ministério da Defesa sob o comando supremo da Presidente da República Federativa do Brasil. Legislativo e Judiciário. sitedalogistica.prir a sua missão constitucional de defesa da pátria. fundações públicas etc. manutenção e controle dos mais diversos materiais de interesse da instituição. tais como empresas públicas. ficam vinculadas a uma UA autônoma para fins administrativos específicos. Executivo. compõe a administração direta ou indireta da União. e pela execução das atividades de suprimento. pela superintendência. Os diversos órgãos e entidades integrantes da Administração necessitam de pessoas para realizar as inúmeras atividades pertinentes. voltada para a administração de material. isto é. Essas pessoas são denominadas agentes da administração e cada um deles possui encargos específicos relativos à administração do material.br> 13 gestão de material e patrimônio . Essas entidades formam a administração indireta. atualmente. isto é. direção. ou seja. além da possibilidade de contar com a opinião de profissionais da área. escrita com iniciais maiúsculas. Em seu sentido objetivo. que podem ser autônomas. ainda existem os órgãos gestores e os provedores responsáveis. possui 654 OM e todas possuem encargos administrativos referentes ao material. do Exército e da Aeronáutica.com. podendo realizar determinadas atividades administrativas. respectivamente. incluindo artigos e trabalhos acadêmicos sobre o assunto. A Administração Militar. podem realizar integralmente todas as atividades de gestão de bens da União ou de terceiros. o termo administração militar deve ser escrito com iniciais minúsculas e traduz a própria atividade administrativa militar de gestão Para obter mais informações sobre temas e tecnologias de vanguarda na área de logística. de garantia dos poderes constitucionais. O Exército. formando a administração direta.

Os atos administrativos podem ser classificados: a) Quanto ao critério dos destinatários • Atos gerais ou normativos . Entretanto. O ato administrativo é espécie do gênero ato jurídico e visa a produção de efeitos jurídicos.3. há um entendimento comum que deve ser estudado. 2.sebrae.Consulte o site <www. com. com objetivo de melhorar a administração do seu material. de garantia dos poderes constitucionais. orçamentários e financeiros alocados a cada uma das Forças Armadas.3. Denomina-se essa manifestação de vontade “ato administrativo”. da garantia da lei e da ordem e outras missões subsidiárias. a fim de bem gerir os bens da União sob responsabilidade do EB. a fim de que possam cumprir a sua missão constitucional de defesa da pátria.São aqueles que regulam uma quantidade indeterminada de pessoas que se encontram na mesma situação jurídica.1 Classificação dos atos administrativos A classificação dos atos administrativos pode ser realizada de acordo com o entendimento de cada doutrinador. as várias espécies de atos administrativos que poderão ser realizados no âmbito das UA. a fim de que se conheça. Por 14 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . aqueles que são expedidos sem destinatários determinados. ou seja.1 Atos administrativos A Administração Militar para a consecução de seus objetivos manifesta a sua vontade por meio de seus agentes.3 Atos e fatos administrativos As diversas atividades que ocorrem nas UA voltadas para a administração do material são realizadas por meio das ações de seus agentes. O site disponibiliza importantes ferramentas de controle de estoque. não havendo uma padronização. a fim de atender ao interesse público. de uma maneira geral. dos recursos humanos.1. materiais. 2. 2. A gestão dos materiais pertencentes a uma UA é sempre realizada por meio de atos administrativos.br/momento/quero-melhorar-minha-empresa/ utilize-as-ferramentas/logistica-e-distribuicao>. a fim de melhorar a sua logística e que podem ser implementadas nas OM do EB. armazenagem e distribuição de suprimento que são utilizadas nas grandes empresas.

RAE. os atos de gestão reclamam. instruções normativas. têm destinatários individualizados. unilateralmente. Por exemplo: confecção de contrato de [compra] de material a ser assinado Compra: é a aquisição de bens. mesmo coletivamente. a vontade de particulares. cedidos voluntariamente pelo proprietário mediante pagamento de importância ajustada. soluções negociadas. Por exemplo: os atos de polícia. Nesta classificação. não dispondo o Estado da garantia da unilateralidade que caracteriza sua atuação. quer através da via judicial. as inspeções de material etc. Reclamam. os atos individuais ou concretos podem ser impugnados diretamente pelos interessados quanto à legalidade. b) Quanto ao objeto • Atos de império . a Administração não se utiliza da sua supremacia sobre os destinatários. definidos. preparando–os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente”. exoneração. tais como a apreensão de bens e o embargo de obra. sanção disciplinar. NGA etc. os chamados “atos de expediente”. aqui entendidos como “todos aqueles que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas. designação de pessoas para formar uma comissão etc. frequentemente. todos aqueles atos que a Administração. quer na via administrativa. Por exemplo: uma licença para construção.São os que se caracterizam pelo poder de coerção decorrente do poder de império (ius imperii). sobressaindo.exemplo: Decretos Regulamentares. na maioria das vezes.u1 . além daqueles já apresentados. Por exemplo: os negócios contratuais de aquisição ou alienação de bens. Não tendo a coercibilidade dos atos de império. p. soluções negociadas. São. • Atos de gestão . Neles. pratica usando de sua supremacia sobre o administrado ou servidor e lhes impõe obrigatório atendimento.São os que se preordenam para regular situações jurídicas concretas. Vale dizer. demissão. na maioria das vezes. nomeação. um decreto expropriatório. Meirelles (2002. editais. portanto. RDE. não intervindo a vontade dos administrados para sua prática. os decretos de regulamentação. Ao contrário dos atos normativos. • Atos individuais ou concretos . RISG. 145) cita. 15 gestão de material e patrimônio .São aqueles através dos quais o Poder Público atua no mesmo plano jurídico dos particulares quando se volta para a gestão da coisa pública (ius gestionis). à vista ou a prazo. não dispondo o Estado da garantia da unilateralidade que caracteriza sua atuação.

ser avaliado pelo Poder Judiciário. obviamente tomando em consideração a inafastável finalidade do ato. aqueles que o agente pratica reproduzindo os elementos que a lei previamente estabelece. não pode escolher. parte do Encarregado do Setor de Material informando o recebimento de material. Nos atos vinculados não há o mérito administrativo. a fim de buscar a satisfação do interesse público. pois a legislação já predetermina o seu teor. São aqueles resultantes de alguma escolha efetuada pela autoridade administrativa. furto. porque se limita. como e quando realizar o ato administrativo. Não havendo tal conformidade. São. licença para construir. matrícula em estabelecimento de ensino etc. respectivamente. contudo. A avaliação que se permite ao administrador fazer tem que estar em conformidade com o fim legal. não é dada liberdade de apreciação da conduta. o ato não é licitamente produzido. nesses casos. têm-se a instauração de Inquérito Policial Militar nos casos roubo. a repassar para o ato o comando estatuído em lei. A prática deste ato está vinculada à lei. o administrador não pode decidir conforme a conveniência ou de acordo com a oportunidade. esta marca presente nos atos discricionários não estampa uma liberdade absoluta de agir para o administrador. pois estará vulnerando o princípio da legalidade. portanto. expressa ou implicitamente. em tese. isto é. Ao agente.pela autoridade competente. mas apenas a averiguação de conformidade entre o ato e a lei. c) Quanto ao regramento • Atos vinculados . O mérito administrativo não pode.São os atos produzidos sem margem de escolha. busca alcançar. perda ou extravio de Material de Emprego Militar (MEM).Nestes é a própria lei que autoriza o agente a proceder a uma avaliação de conduta. parte solicitando descarga de material etc. na verdade. habilitação em licitação. • Atos discricionários . A prática deste ato está condicionada à conveniência e oportunidade. se atendidas às especificações aí fixadas. 16 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . ou seja. Isso indica que nesse tipo de ato não há qualquer subjetivismo ou valoração. ou seja. ou seja. aquele alvo que a lei. ao mérito administrativo. como o próprio nome demonstra. Como exemplo.

É o resultante da manifestação de vontade de um único órgão. mas que depende da verificação por parte do outro para se tornar exequível. os 17 gestão de material e patrimônio . após.hoje erigido à categoria de princípio administrativo. d) Critério da sua formação • Ato simples . Por exemplo: despacho de um chefe de seção. • Ato complexo . Não importa o número de pessoas que participam da formação do ato.: homologação de processo de descarga de material de uma UA pela RM. Não produzem efeitos em relação a estranhos.É o resultante da vontade única de um órgão. O essencial para considerar o ato complexo é a existência do concurso de vontades de órgãos diferentes para a formação de um ato único. o que importa é a vontade unitária que expressam para dar origem. conforme descrito no artigo 37 da Constituição da República Federativa do Brasil. unipessoal ou colegiado.Nesta categoria encontram-se os atos administrativos que alcançam os administrados.São os destinados a produzir efeitos dentro da Administração Pública. Por exemplo: a investidura de um funcionário é um ato complexo consubstanciado na nomeação feita pelo Chefe do executivo e complementado pela posse e exercício dados pelo chefe da repartição em que vai servir o nomeado.u1 . afinal.CEAM. pela aferição do Senado Federal e culmina com a nomeação. normalmente. passa. de 5 de outubro de 1988 (CRFB/88). Ex. Por exemplo: publicação em Boletim Interno (BI) nomeando uma comissão para realizar exame e averiguação de material . e) Quanto ao seu alcance • Atos internos . • Atos externos . Para exemplificar pode-se citar a ordem do Agente Diretor para que se distribua maior quantidade de material de limpeza a uma Seção da UA. decisão de uma Comissão de Licitação etc. • Ato composto . a investidura do Ministro do Superior Tribunal Militar (STM) se inicia pela escolha do Presidente da República. os contraentes e.Forma-se pela conjugação de vontades de mais de um órgão administrativo. a escolha dos integrantes de uma Comissão de Exame e Averiguação de Material (CEAM) ou a implantação de um escritório de projetos na UA etc. sobre os órgãos e agentes da administração que os expediram. em certos casos. incidindo. tendo em vista a visita de uma autoridade. ao ato colimado pela Administração.

Hierarquicamente.Venda: é uma espécie do gênero alienação. O Decreto Regulamentar conterá normas gerais e abstratas dirigidas a todos aqueles que se encontram na mesma situação. por meio do qual ocorre a título oneroso a transferência de propriedade a outro interessado. 2. próprios servidores. Quando o decreto objetiva colocar em vigor um Regulamento (ato administrativo que tem por objetivo explicar a lei. 18 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . porque se assim o fizerem. A publicidade é medida que se impõe tanto à administração direta quanto à indireta. O Decreto será individual quando surtir um efeito concreto. os decretos. ao expedir decretos regulamentares não invada as reservas da lei. serão ilegais. objetivando a correta aplicação da lei e o bem-estar social. hierarquicamente. Tais atos somente entram em vigor depois de divulgados pelo órgão oficial. dar condições de que sejam aplicados os dispositivos da lei. por exemplo. não podem contrariar a lei. ou seja. aquelas matérias que só podem ser disciplinadas por lei. de órgãos legislativos e de colegiados administrativos. está abaixo das leis. Destacamos os seguintes: • Decreto . enunciativos. Por exemplo: publicação de um edital de licitação para [venda] de material inservível.Ato administrativo normativo expedido pelas altas autoridades do Executivo. Além disto.1. como. já que.3.2 Espécies de atos administrativos Os atos administrativos podem ser agrupados da seguinte forma: normativos.Ato administrativo geral ou individual da competência exclusiva dos chefes de Poder Executivo. mas não pelo chefe do Poder Executivo. ordinatórios. negociais e punitivos. • Resolução . regulamentares ou não. dado o interesse público no seu conhecimento. eles estão abaixo da lei. a) Normativos São aqueles que determinam uma conduta aos seus destinatários. para disciplinar matéria da respectiva competência. É essencial que o Poder Executivo. a desapropriação. que só deve expedir decretos ou pelos presidentes de tribunais. que necessitem ser explicados) é denominado Decreto Regulamentar.

que prescrevem o modo de atuação dos subordinados em relação a um serviço. para prescreverem orientação aos respectivos subordinados sobre assuntos de seus Ministérios. orientando-os no que diz respeito à realização dos mesmos.Fórmula segundo a qual a administração pública expede autorização para a prática de um ato ou licença para o exercício de certa atividade ou direito dependente de policiamento administrativo. desde que inferior ao chefe do Executivo. ainda. • Aviso .Ato Administrativo pelo qual as autoridades de qualquer nível da Administração Pública.Fórmula mediante a qual os superiores transmitem ordens aos seus subordinados. • Ordem de Serviço . 19 gestão de material e patrimônio .Meio pelo qual a autoridade administrativa manifesta suas decisões em documentos de natureza administrativa. • Despacho . é denominada Portaria Ministerial. expedem orientações aos respectivos subordinados.u1 . • Ofício . • Alvará .b) Ordinatórios São os atos administrativos que visam disciplinar o funcionamento da administração pública e a conduta funcional de seus agentes. tais como requerimentos e processos.Fórmula utilizada pelos Ministros. submetidos à sua apreciação. • Circular .Determinação dirigida pelos superiores aos seus subordinados. Inquérito Técnico. Quando expedida por Ministro de Estado. Não se confunde com a publicação resumida dos editais de licitação também normalmente denominada aviso. Conselho de Justificação e Conselho de Disciplina. notadamente os Comandantes militares. inquérito policial militar. • Instrução . São os seguintes: • Portaria . com o caráter de uniformização do comportamento em casos concretos. designam servidores para o desempenho de certas funções ou.Fórmula mediante a qual os superiores expedem normas gerais de caráter interno. responsáveis por determinados serviços públicos. determinam a abertura de sindicância.Meio pelo qual os agentes públicos realizam comunicações escritas de caráter administrativo ou social.

salvo se for convertido em procedimento normativo (Parecer Normativo). • Parecer . precário.Manifestação opinativa pela qual os órgãos técnicos consultivos da Administração ou pessoas especializadas expressam o seu entendimento sobre questões de cunho técnico ou jurídico submetidas a sua apreciação. Podem ser os seguintes: • Licença .c) Enunciativos São atos administrativos em que a administração pública enuncia uma situação existente da qual tem conhecimento por meio dos seus agentes ou dos seus arquivos sobre um determinado assunto. quando. Ex: Parecer Técnico realizado em um material avariado. do interesse da administração pública e do administrado. 20 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . situações transitórias. tornando-se obrigatório a todos os órgãos subordinados à autoridade administrativa que lhe conferiu a normatividade. b. passíveis de alteração. A certidão comprova fatos permanentes.Cópia de atos ou fatos constantes em documentos em poder da Administração Pública. d) Negociais São aqueles que encerram um conteúdo tipicamente negocial. da CRFB/88. diante de todas as exigências da lei. ao ser aprovado pela autoridade competente. Segundo o Código Civil brasileiro. tem o mesmo valor do original. que pode ser cassado a qualquer momento pela administração pública. é convertido em norma de procedimento interno. Podem ser os seguintes: • Certidão .Ato administrativo vinculado. faculta ao particular o desempenho de uma atividade. o atestado. pesquisa e exploração de minerais etc. conforme o artigo 5º. em que a administração pública faculta ao particular que tenha interesse a utilização de certos bens ou o exercício de uma atividade. e de interesse particular. • Atestado . Por ter caráter opinativo não vincula a administração pública ao seu conteúdo. O fornecimento de certidões é obrigação constitucional das repartições públicas. XXXIV. Por exemplo: licença para construir uma casa. • Autorização .Ato Administrativo por meio do qual a administração pública afirma a existência ou veracidade de um fato de que tenha conhecimento por seus órgãos. Por exemplo: porte de arma. definitivo e de interesse do particular pelo qual a Administração Pública.Ato administrativo discricionário. quando autenticada.

u1 . • Visto . o que o distingue da aprovação. Por exemplo: pronunciamento do Conselho da República sobre a intervenção federal. apresentado anteriormente nesta classificação. pelo qual a autoridade competente atesta a legitimidade formal de outro ato.Ato administrativo de mero expediente. vinculado e unilateral. pelo qual a administração pública faculta ao particular. precário e de interesse público. através do qual a administração pública concorda com o ato jurídico praticado. a homologação de uma descarga de material realizada pelo Cmt RM etc. Convém salientar que nem todas as permissões podem ser outorgadas discricionariamente. se conveniente e oportuno. ou termo. de aposentadorias. Por exemplo: ato do Tribunal de Contas que aprecia as concessões iniciais.Ato administrativo discricionário. reformas ou pensões.Ato administrativo discricionário pelo qual a administração pública faculta a prática de certo ato jurídico ou concorda com o já praticado para lhe dar eficácia. Como exemplo de permissão. Por exemplo: a exigência do visto do chefe imediato para o encaminhamento de requerimento de servidor subordinado seu à apreciação de autoridade de superior instância. na verdade. por estar conforme os requisitos legais que legitimam a sua edição. No visto. Há casos em que se é necessário a abertura de procedimento licitatório. 21 gestão de material e patrimônio . • Homologação . O visto tem apenas a finalidade de conhecimento e controle. estado de defesa e estado de sítio (CRFB/88). da autorização e da homologação. realizado a posteriori. não há exame de mérito do seu conteúdo. A administração pública defere a pretensão do interessado nesses atos administrativos negociais através de um instrumento que é. • Aprovação . referente aos atos ordinatórios. outorgadas pelo Executivo. a execução de serviços do interesse da coletividade ou a utilização de um bem público nas condições por ela estabelecidas.• Permissão . a título gratuito ou oneroso. não equivale à concordância ou deferimento do conteúdo do requerimento. vinculado e de controle. um outro tipo de ato administrativo denominado alvará. a homologação de um processo licitatório realizada pelo Ordenador de Despesas.Ato administrativo unilateral. podemos citar a permissão de uso de um auditório de determinada OM por uma empresa para realização de palestras para seus funcionários.

substâncias. • Interdição de atividade . 8º Atos administrativos ordinatórios são os que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. Deve ser precedida de processo regular e do respectivo auto de interdição. • Destruição de coisas . Como ato típico de polícia administrativa.003). do Comandante do Exército. A partir do seu artigo 7º. Podem ser.e) Punitivos Aqueles que objetivam materializar uma sanção imposta pela administração pública. que esclarecerá os motivos da medida drástica tomada e identificará as coisas destruídas. 9º Atos administrativos negociais são os que visam à concretização de negócios jurídicos públicos ou à 22 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . de modo sumário. conforme as definições descritas nas Instruções Gerais (IG) para os Atos Administrativos do Exército (EB10-IG-01. objetos ou instrumentos imprestáveis. urgente. embora exija sempre o auto de apreensão e de destruição.Toda imposição pecuniária a que se sujeita o administrado como meio de compensar um dano presumido. nocivos ao consumo ou de uso proibido por lei. em regra. é. Art. sendo seu objetivo imediato explicitar a norma legal a ser observada pela Administração e pelos administrados. são definidos os atos administrativos de interesse do Exército. de 07 de dezembro de 2011.Ato pelo qual a administração pública inutiliza. 2.1.3. os seguintes: • Multa . Art. alimentos.Ato pelo qual a administração veda a alguém a prática de atos sujeitos ao seu controle ou que incidam sobre seus bens. nos seguintes termos: Art. que estabelece as “Instruções Gerais para os Atos Administrativos do Exército”.3 O Exército Brasileiro e os atos administrativos A Administração Pública Civil e a Militar estão em perfeita sintonia. aprovadas pela Portaria nº 771. dentre outros. para oportuna apreciação da legalidade dos atos. que possibilite a defesa do interessado. decorrente da prática de uma infração administrativa. visando à correta aplicação da lei. dispensando processo prévio. 7º Atos administrativos normativos são aqueles que contêm uma determinação geral.

São atos normativos de interesse do Exército. ou complementares a instruções. que são de COMPETÊNCIA EXCLUSIVA da União e do Poder Legislativo: I . a partir do artigo 11. e 23 gestão de material e patrimônio . destinado a regular determinada matéria. abstratamente previstas.u1 .INSTRUÇÃO NORMATIVA (IN) – expedida pelos secretários do Ministério da Defesa e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.PORTARIA NORMATIVA (PN) – expedida pelo Ministro de Estado da Defesa. para estabelecer instruções e procedimentos de caráter geral necessários à execução de leis. IV . destinado a prover situações gerais ou individuais. III . 10. produzindo efeitos concretos e individuais para seus destinatários e para a Administração que os expede. Apenas os atos administrativos punitivos não foram mencionados nas IG. ou emitir uma opinião sobre determinado assunto. V . decretos e regulamentos ou para estabelecer diretrizes e dispor sobre matéria de sua competência específica. sem se vincular ao seu enunciado. 11. que pode ser baixado pelo Presidente da República em caso de relevância e urgência. em virtude de competência regimental ou delegada. na lei. II . conforme abaixo descrito: Art. decretos e regulamentos. Art.atribuição de certos direitos e vantagens aos interessados. as referidas IG os especificam. Atos administrativos enunciativos são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou a atestar um fato.DECRETO – ato administrativo de competência do Presidente da República. de modo expresso ou implícito. a portarias normativas e instruções normativas. Quanto aos administrativos em espécie.MEDIDA PROVISÓRIA (MP) – ato normativo com força de lei.LEI – ato normativo emanado do Poder Legislativo. Pode-se verificar que se trata da mesma organização que usualmente se dá às espécies de atos administrativos. para disciplinar a aplicação de leis.

nas hipóteses de reserva expressa de competência normativa ou de ausência de portaria normativa ou instrução normativa. para criar obrigações e direitos recíprocos. a requerimento do interessado ou ex officio. sendo que no âmbito do Exército também há apostila para confirmação das promoções dos oficiais. 12. para que seja corrigida flagrante inexatidão material do texto original.ATESTADO – firmado por uma autoridade. justificando-a por meio de dispositivos legais e informações. III . para estabelecer procedimentos operacionais necessários à execução de leis. Art. afirmando ou negando a existência de um fato ou direito.CONVÊNIO – documento que registra o acordo firmado por entidades públicas e/ou privadas. na esfera de suas atribuições. para realização de objetivos de interesse comum dos partícipes.CONTRATO – documento que registra o acordo de vontades.PARECER – é a manifestação de um órgão técnico sobre assunto submetido à sua consideração e pode fazer parte de um processo para o qual apresenta uma solução.CERTIDÃO – descreve de maneira clara e precisa os fatos consignados em registros oficiais. II . em virtude de competência regimental ou delegada. Caso essa correção seja publicada no Diário Oficial da União. V . a sua denominação será RETIFICAÇÃO. Poderá ser definido também como INSTRUMENTO DE PARCERIA. IV . firmado livremente pelas partes. sobre algo de que tenha conhecimento. ou quando requerido. decretos e regulamentos ou para detalhar procedimentos e situações peculiares do próprio Órgão ou Unidade. e VI .ORIENTAÇÃO NORMATIVA (ON) – expedida pelo Chefe de Gabinete do Ministro da Defesa e demais Órgãos Integrantes do MD. São atos enunciativos e negociais de interesse e regulados pelo Exército: I . podendo ser utilizado suporte eletrônico (o 24 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . quando solicitada por autoridade administrativa ou judicial. desde que essa correção não venha a alterar a substância do ato já publicado. fornecida por autoridade competente.VI .APOSTILA – averbação feita abaixo de textos ou no verso de decretos e portarias pessoais.

Art. e II . São atos ordinatórios de interesse e regulados pelo Exército: I . e II . Parágrafo único. programas. fundamentado na legislação vigente. para praticarem outros atos de sua competência. e b) Despacho . e .ordinatório – quando concerne ao andamento de um processo. exarado em documento a ela dirigido ou em folha anexa ao mesmo.documento é arquivado/enviado por rede de computadores ou por meio físico de transporte de dados. 25 gestão de material e patrimônio . promoção. sempre que houver meios físicos adequados. 13. recondução. permite-se que o despacho tenha suporte semelhante. . planos.u1 . porém continua sendo um parecer). exoneração. bem como para dispor sobre a organização e o funcionamento de órgãos e serviços e.final – quando põe termo à questão.também utilizada para a concessão de prêmios e condecorações.tais são as portarias de provimento e vacância (nomeação. sem estabelecer qualquer norma geral: I . reversão. agregação.DESPACHOS: a) Despacho Decisório – proferido pelo Comandante do Exército. ainda. Caso o documento em questão seja eletrônico. passagem para a reserva remunerada. designação e outros). outros. podendo ser: .interlocutório ou parcial – quando não resolve definitivamente a questão. Portaria Pessoal é aquela que provê situações particulares de um ou alguns interessados.ato de autoridade competente. com a finalidade de proferir decisão sobre requerimento submetido a sua apreciação ou ordenar a execução de serviços. projetos e demais atividades.PORTARIA – ato ordinatório expedido pelo Comandante do Exército e outras autoridades para instituir políticas. transferência. demissão.

nas quais o Comandante da OM poderá delegar ao Comandante da Base Administrativa as funções de Ordenador de Despesas. não pode ser transferida ou prorrogada pela vontade dos interessados. configurando-se o chamado abuso de poder. forma. Caso não haja a dita delegação.4 Requisitos dos atos administrativos Requisitos são os elementos obrigatórios e essenciais. 26 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . única meta a ser atingida mediante o ato administrativo. necessários à formação do ato administrativo. b) Finalidade A finalidade do ato administrativo deve estar em consonância com a finalidade da lei. desde que haja previsão normativa. na lei ou em normas administrativas. todo ato administrativo. Tem-se como exemplo de competência o que ocorre nas OM operacionais com Bases Administrativas. originário de texto expresso contido na Constituição. finalidade. este Comandante Administrativo não terá competência para exercer as funções de Ordenador de Despesas. A competência é um requisito de ordem pública e.3. A falta de qualquer desses requisitos pode conduzir à invalidade do ato administrativo.2. para o exercício de suas funções. seja vinculado ou discricionário. a) Competência A competência é o poder atribuído a um determinado agente da Administração. que visa sempre o interesse público. Cinco são os requisitos para a formação do ato administrativo: competência. motivo e objeto. A alteração da finalidade expressa na lei ou implícita no ordenamento da Administração caracteriza desvio de poder ou desvio de finalidade. deverá estar sempre balizado pela lei e direcionado ao interesse coletivo. É o objetivo imediato do ato administrativo. Assim. portanto. Pode ser delegada ou avocada. da espécie excesso de poder. desde que as normas reguladoras da Administração permitam.1. pode ser delegada e avocada. dando ensejo à invalidação do ato. Todavia. O ato praticado por agente incompetente ou além das limitações legais é inválido.

resultará na invalidade do ato. ao agente nada mais cabe senão praticar o ato tão logo seja ela configurada. também. atos consubstanciados em ordens verbais. Geralmente. Importa salientar que enquanto no Direito Privado. e até mesmo sinais convencionais. • Motivo de fato é a própria situação de fato ocorrida no mundo empírico. Classifica-se o motivo em motivo de fato e motivo de direito. do contrário. a forma escrita é de rigor e. todos os atos podem ser praticados sem forma específica. a forma é uma exigência decorrente do princípio do devido processo legal. Se a situação de fato já está delineada na norma legal. eleita pela norma legal como ensejadora da vontade administrativa. a forma do ato administrativo é a escrita. mas ao contrário. O ato administrativo não escrito só é admitido em casos especialíssimos. levando-se em conta o tipo de situação por força da qual o ato é praticado. Atua ele como executor da lei em virtude do princípio da legalidade. Nos demais casos. no Direito Público a regra é a prática do ato administrativo dentro da forma estabelecida em lei ou regulamento. Nestes casos caracteriza-se a produção de ato administrativo vinculado por haver estrita vinculação do agente à lei. Diferente é a situação quando a lei não delineia a situação fática. de transitoriedade da manifestação de vontade administrativa. d) Motivo (ou causa) O motivo é a situação de fato ou de direito através da qual é deflagrada a manifestação de vontade da Administração. Nos processos administrativos. por exemplo. transfere ao agente a verificação de sua ocorrência atendendo a 27 gestão de material e patrimônio . que trata eminentemente do Direito Civil e do Direito Empresarial. • Motivo de direito é a situação de fato.u1 . embora existam. de irrelevância do assunto para a Administração. a saber: em casos de urgência. sem descrição na norma legal. como as determinações da polícia do Exército. em casos de urgência e sinalizações de trânsito.c) Forma A Forma é o revestimento exterior do ato. como ocorre com as instruções do superior ao inferior hierárquico.

é a justificativa do pronunciamento tomado. é obrigatória.critérios de caráter administrativo (conveniência e oportunidade). Nesse caso é o próprio agente que elege a situação fática geradora da vontade.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. O motivo de direito conduz à produção do ato administrativo vinculado. quando: I . o modo expresso e textual da situação de fato que levou o agente à manifestação de vontade. A motivação é a exposição da situação de direito e de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo. ao passo que o motivo de fato leva à produção do ato administrativo discricionário. por exemplo. dispensada apenas em casos especiais como. A quebra da confiança determina a exoneração do servidor. maior liberdade de atuação. encargos ou sanções. 99).imponham ou agravem deveres. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. sua atividade se reveste de discricionariedade.neguem. na exoneração de servidor público nomeado para cargo de confiança. VI . V . II . 2º e 3º. 28 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .º 9. Em outras palavras. incisos de I a VIII. deve justificar a existência do motivo. Neste caso. via de regra. A indicação do motivo. fundamentando-o em normas administrativas. redundando na prática de ato administrativo discricionário. 50.decorram de reexame de oficio. limitem ou afetem direitos ou interesses. embora sem afastamento dos princípios administrativos. é a “situação de fato ou de direito que gera a vontade do agente quando pratica o ato administrativo”. p. descreve os atos que devem ser obrigatoriamente motivados: Art. Segundo Carvalho Filho (2006.decidam recursos administrativos. §§1º.784/99. assim. IV . Desvinculado o agente de qualquer situação de fato prevista na lei. em seu artigo 50. Não há que se confundir motivo com motivação. permitindo. III . autor do ato administrativo. A Lei n. a motivação está implícita. Os atos administrativos deverão ser motivados.dispensem ou declarem a inexigibilidade: de processo licitatório. Isto significa que o administrador.

resguardo. informações. que. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. a compra de gêneros alimentícios. o ato deve possuir objeto lícito e moralmente aceito. neste caso. suspensão ou convalidação de ato administrativo. § 3º. § 2º. por serem emanados do Poder Público. transferência. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. A seguir serão apresentados e descritos o rol dos atributos do ato administrativo.5 Atributos dos atos administrativos Os atos administrativos. e) Objeto O Objeto é o conteúdo do ato administrativo. A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. tome-se o caso de uma licença para construção que tem por objeto permitir que o interessado possa edificar de forma legítima. Segundo Medauar (2007. VIII . trazem consigo determinados atributos. decisões ou propostas. extinção ou declaração de direitos.1. Por exemplo.VII . serão parte integrante do ato.importem anulação. 135).deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. Em outras palavras. 2. clara e congruente. o objeto é admitir o indivíduo no serviço público etc. laudos. na nomeação. § 1º. dando-lhes características próprias e condições peculiares de atuação. Na solução de vários assuntos da mesma natureza. Para ser válido. revogação. “significa o efeito prático pretendido com a edição do ato administrativo ou a modificação por ele trazida ao ordenamento jurídico”.3. propostas e relatórios oficiais. p. modificação. Como exemplo. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. consiste na aquisição. o objeto de uma multa é punir o transgressor de norma administrativa.u1 . 29 gestão de material e patrimônio . é a própria manifestação de vontade da Administração. O objeto. portanto. É o objetivo imediato do ato administrativo. A motivação deve ser explícita. distintos dos atos jurídicos privados.

os atos administrativos são considerados válidos e. nada justificaria tal submissão. Enquanto não sobrevier o pronunciamento de nulidade. Este requisito não depende de lei expressa. já que deflui da própria natureza do ato administrativo emanado de agente integrante da estrutura do Estado. que admite que o ato seja imediatamente executado e seu objeto também imediatamente alcançado. a seguir: 30 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . o que não ocorreria se a cada momento tivesse que submeter suas decisões ao crivo do Judiciário”. A autoexecutoriedade não existe em todos os atos administrativos. enquanto não declarada a ilegalidade do ato administrativo. p. Também resulta na inversão do ônus da prova em detrimento de quem alegar não ser o ato administrativo legítimo. presumivelmente estão em conformidade com a lei. Os atos praticados pelos agentes detentores de parcela do Poder Público. uma vez que assim como o Judiciário tem a seu cargo uma das funções estatais – a função jurisdicional.. Além do mais. este vai produzindo normalmente os seus efeitos e sendo considerado válido. portanto. estando presente somente nas duas categorias de atos administrativos. Assim. Conforme Carvalho Filho: (. seja no revestimento formal.. b) Autoexecutoriedade Como efeito da presunção de legitimidade. tem-se a autoexecutoriedade. independente de qualquer outorga do Judiciário. isto é. mesmo que eivado de vícios.a) Presunção de legitimidade Todo ato administrativo nasce com presunção de legitimidade em decorrência do princípio da legalidade ao qual a Administração está adstrita. pois são de interesse público. seja no seu próprio conteúdo. exigíveis. 134 e 135).) fundamento jurídico é a necessidade de salvaguardar com rapidez e eficiência o interesse público. a Administração também tem a incumbência de exercer função estatal – a função administrativa (2006. a comprovação da sua ilegalidade cabe a quem a afirme. tanto para a Administração quanto para os particulares sujeitos ou beneficiários de seus efeitos.

As medidas judiciais utilizadas são o mandado de segurança (preventivo ou repressivo) e o habeas corpus. cuja execução imediata é indispensável para a preservação do interesse público. com força impositiva própria do Poder público. a cobrança de multa ou a desapropriação. Como exemplo. pg. que os dispensam. são raras as hipóteses em que se permite ao particular executar suas próprias decisões. É o caso do fechamento de restaurante pela vigilância sanitária. tais como os enunciativos e negociais. Ressalta Carvalho Filho (2006. 31 gestão de material e patrimônio . significa que os atos administrativos são cogentes. o ato administrativo fica despido desse atributo.• Aqueles com tal atributo conferido por lei. com pedido de liminar. é admitida a execução de ofício das decisões administrativas sem intervenção do Poder Judiciário”. No direito público. pois sempre será possível a apreciação judicial. Exemplo: dispersão pela polícia de manifestação que se converte em onda de vandalismo (MAZZA. Se ocorrer o dano. Para Carvalho Filho (2006. 2012). Cite-se. • Atos praticados em situações emergenciais. Em algumas hipóteses. o que obriga a Administração a recorrer ao Judiciário. também conhecida como poder extroverso do Estado.u1 . ordinatórios ou punitivos) nascem sempre com a imperatividade. por exemplo. Ambas as atividades impõem que a Administração ajuíze a respectiva ação judicial. Vale ressaltar que a autoexecutoriedade não deixa o administrado sem proteção jurídica. porém. 107) que “no direito privado. “imperatividade. o administrado lesado poderá constituir o Poder Público na obrigação de indenizar. obrigando a eles todos quantos se encontrem em seu círculo de incidência (ainda que o objetivo a ser por ele alcançado contrarie interesses privados)”. p. e que obriga o particular ao seu fiel atendimento. independentemente de sua anuência. c) Imperatividade (ou coercibilidade) A imperatividade. têm-se a desapropriação por intermédio de decreto expropriatório. é o atributo de ato administrativo unilateral que cria para o particular uma obrigação. sob pena de se sujeitar à execução forçada pela Administração (atos autoexecutórios) ou pelo Poder Judiciário (atos não-executórios). Não está presente em todos os atos. os atos que consubstanciam um provimento ou uma ordem administrativa (atos normativos. Todavia. 106). ou coercibilidade.

desaparece seu objeto. Serão abordadas suas principais modalidades. Por exemplo: o cessionário que vem a falecer. ao término da construção de uma estrada federal. d) Caducidade A caducidade caracteriza-se quando ocorre a perda dos efeitos jurídicos de um ato em virtude de norma jurídica superveniente contrária a que respaldava a prática do ato. depois de praticado o ato. Por exemplo: uma permissão para uso de um bem público pertencente a uma UA. c) Extinção objetiva A extinção ocorre quando. como Carvalho Filho. Embora a extinção devesse ocorrer pelo cumprimento de seus efeitos. Por exemplo: a interdição de um estabelecimento que se extingue por ter se incendiado. evidentemente existem outras formas anômalas pelas quais ocorre a extinção. Di Pietro e Mazza.1. por meio de uma manifestação unilateral de vontade. em conformidade com a visão doutrinária de alguns dos principais estudiosos do tema. O cumprimento de seus efeitos pode ser exemplificado no caso do cumprimento da obrigação assumida por uma OM de Engenharia.3. e) Renúncia do interessado Em algumas circunstâncias. b) Extinção subjetiva A extinção subjetiva “ocorre com o desaparecimento do sujeito que se beneficiou do ato”.6 Extinção dos atos administrativos O ciclo vital de um ato administrativo encerra-se de diversas maneiras. que passa a ser proibida quando lei superveniente proíbe o seu uso por particulares.2. 32 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . Por exemplo: o militar que pede exoneração do cargo. a legislação pertinente admite ao particular a faculdade de extinguir a relação jurídica produzida pelo Ato Administrativo. a) Extinção natural A extinção natural é a que ocorre pelo cumprimento normal dos efeitos do ato.

não habilitado e uma anulação de inclusão de um material no patrimônio da UA. Baseia–se. diversamente da revogação que se funda em motivos de conveniência ou de oportunidade e. reconhecendo que praticou um ato contrário à lei. O pronunciamento de nulidade opera efeitos [ex tunc]. além de ocasionar prejuízos à gestão de material. g) Força maior e caso fortuito Quando o inadimplemento ocorre por fatos “insuscetíveis de previsão” ou de “consequências incalculáveis” o ato pode extinguir-se. feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário. portanto. i) Revogação Revogação é a supressão de um ato administrativo legítimo e eficaz. por não ter sido elaborado o Termo de Recebimento e exame de material. desfazendo todos os vínculos entre as partes e obrigando-as à reposição das coisas ao status quo ante. Por exemplo: um fornecimento impossibilitado de ser finalizado por profundas alterações ocorridas em decorrência de uma catástrofe natural. em razões de legitimidade ou legalidade. por ato unilateral de vontade. tem o dever de anulá-lo. h) Anulação É a declaração de invalidado de um ato administrativo ilegítimo ou ilegal. Se não o fizer.f) Rescisão por inadimplemento Nos casos em que o inadimplemento culposo pode ser imputado ao particular. O Agente Diretor não deve deixar de anular os atos ilegais tempestivamente. realizada privativamente pela Administração. 33 gestão de material e patrimônio . é privativa da Administração. pode rescindir. ou seja. por ter se tornado inconveniente e inoportuno ao interesse público. por não mais atender ao interesse público. pode o interessado pedir ao Judiciário que declare a sua invalidade. Por exemplo: contrato de prestação de serviços. sob pena de poder ser responsabilizado por sua omissão. retroagindo às origens do ato. mesmo que tenham sido por ele praticados. por meio de anulação. como regra. a Administração. culposamente não cumprido pela empresa contratada. São exemplos: uma anulação de ato que homologou a descarga de um material por ter sido identificado que o parecer técnico foi realizado por profissional Ex tunc: expressão de origem latina que significa dizer que a decisão é retroativa à origem do ato anulado.u1 . A Administração. desconsiderando tudo o que o foi realizado a partir do mesmo. por isso mesmo.

A revogação é realizada pela Administração, e somente por ela, por não mais
lhe convir sua existência.
Ex nunc: expressão de
origem latina que significa dizer que a decisão não retroage
à origem do ato anulado, só
vale a partir dali.

Produz efeitos [ex nunc], ou seja, seus efeitos operam a partir do presente,
porque desfazem atos dotados de legalidade. O ato de revogação é irretroativo, pois incide sobre ato legal que produziu efeitos válidos; assim, a revogação
não atinge efeitos já produzidos pelo ato revogado, que permanecem no mundo jurídico, cessando os efeitos deste do momento da revogação para o futuro.
Note-se que, em relação a essas duas últimas modalidades de extinção dos
atos administrativos, o poder da administração pública é mais amplo do que
o da Justiça. Sempre que verificada a necessidade de sua supressão, a Administração poderá revogá-los, por questões de oportunidade e conveniência,
ou anulá-los, por questão de ilegalidade. Em contrapartida, o Poder Judiciário
só pode anulá-los por questões de ilegalidade. Assim, a Administração controla seus atos em toda a sua plenitude, sob os aspectos da oportunidade,
conveniência, justiça, conteúdo, forma, finalidade, moralidade e legalidade,
enquanto o controle do Judiciário se restringe ao exame da legalidade, ou seja,
da conformação do ato com o ordenamento jurídico que a Administração se
subordina para sua prática.
j) Cassação
Ocorre a cassação quando atos originalmente legítimos tornam-se ilegais na
sua execução, podendo, assim, serem cassados. Por exemplo: a cassação de
patente de um produto farmacêutico por ter se mostrado lesivo ao usuário;
um alvará de licença para construir, expedido legalmente, mas cassado por ter
descumprido na execução da obra licenciada.
k) Contraposição
A edição posterior de ato administrativo esvazia o conteúdo do ato precedente, por contraposto que é. A contraposição existirá sempre que determinado
ato administrativo extinguir ato precedente, independentemente de expressa
revogação. Por exemplo: o ato de nomeação de um militar. Seu contraposto direto vem a ser o ato de exoneração desse mesmo militar. Essa situação
denota, sem sombra de dúvida, que o segundo ato, em razão de seu objeto,
esvaziou o conteúdo do primeiro.

34
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais

2.3.2 Fatos administrativos
Os efeitos jurídicos decorrentes dos atos administrativos típicos realizados
pelos integrantes de uma UA resultam em fatos administrativos que podem
ser descritos como a atividade material do órgão, ou seja, indicam tudo o
que retrata uma alteração dinâmica na Administração Militar. Por exemplo: a
compra de um material, a descarga de um MEM, a demissão de um militar etc.

Nem todo fato administrativo resulta de um ato administrativo ou de um conjunto de atos administrativos.

Há fatos administrativos que, embora também sejam voluntários, são consequências de condutas administrativas, isto é, de ações da Administração não
formalizadas por atos administrativos, como, por exemplo, uma alteração do
local de determinado depósito, e há outros que resultam de situações de ordem
natural, como os fenômenos da natureza. Podemos exemplificar, citando uma
tempestade que destelhou a reserva de material de determinada subunidade.
Sempre que se fizer referência a um fato administrativo, deve-se ter a noção
de que ocorreu um evento dinâmico da Administração causado por evento
voluntário ou natural.

2.4 Agentes da Administração: funções, atribuições
e responsabilidades
Os agentes da Administração são todos agentes públicos, militares e civis, responsáveis por quaisquer procedimentos referentes à gestão dos bens pecuniariamente mensuráveis pertencentes a uma UA.
Todos os agentes da Administração possuem atribuições específicas atinentes à
administração de material, conforme previsto no Decreto nº 98.820, de 24 de
maio de 1990 (Regulamento de Administração do Exército – RAE/R3).
Alguns integrantes das UA, mesmo não ocupando os cargos ou funções diretamente ou indiretamente ligadas às atividades administrativas, poderão ter
responsabilidades relacionadas à gestão do material.

35
gestão de material e patrimônio - u1

2.4.1 Agentes da administração
São agentes da Administração, diretamente ou indiretamente responsáveis
pela gestão do material e do patrimônio:
• Agente Diretor.
• Agentes Executores Diretos:
- Fiscal Administrativo;
- Encarregado do Setor de Contabilidade (contador);
- Encarregado do Setor de Finanças (tesoureiro);
- Encarregado do Setor de Material (almoxarife);
- Encarregado do Setor de Aprovisionamento (aprovisionador).
• Agentes executores indiretos:
- Comandante de subunidade;
- Chefe de serviços;
- Oficiais em geral;
- Oficial de dia;
- Subtenente;
- Encarregados de depósitos, de oficinas ou de material.
Qualquer pessoa física a que se tenha atribuído competência para exercer atividade administrativa de acordo com a legislação em vigor.
Os agentes da Administração, para que possam realizar suas funções, poderão
ter auxiliares, designados pelo Agente Diretor, conforme previsão do Quadro de
Cargos Previstos (QCP) da UA, sendo considerados agentes executores indiretos.
2.4.2 Cargo, funções, atribuições e responsabilidades
O artigo 3º da Lei nº 8.112/90 definiu o cargo público como “o conjunto de
atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor”.
Em uma UA, existem vários cargos previstos em QCP, tais como: comandante,
sub-comandante, fiscal administrativo, almoxarife, aprovisionador, entre outros. Cada cargo possui um rol de funções que podemos, nesse caso, denominar encargos ou atribuições.

36
Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais

por exemplo. e não existe um cargo sem encargos e responsabilidades. a previsão de que quaisquer pessoas físicas. a de agente diretor.1 Atribuições dos agentes da administração São atribuições dos agentes da administração referentes à administração de material e patrimonial: a) Agente diretor O comandante. sendo que estes não são cargos nem funções. vários encargos e responsabilidades. há. ainda. “a função pública é a atividade em si mesma”. O primeiro é gênero. quando está exercendo. A função de Agente Diretor pode ser delegada. além das descritas no rol do artigo 21 do RAE. sendo-lhes atribuídas responsabilidades. no que tange à função administrativa. ou seja. Há a função de oficial-de-dia que não está ligada especificamente a nenhum cargo.2. nas unidades comandadas ou chefiadas por Oficial General. Dentre os agentes executores de atividades administrativas. as atividades administrativas da UA.4. no exercício específico da administração patrimonial denomina-se Ordenador de Despesas (OD).Todo cargo possui funções. Existe. 514). 37 gestão de material e patrimônio . p. integralmente ou parcialmente. o segundo é uma praça. chefe ou diretor de OM. Entretanto. Por último. função é sinônimo de atribuição e corresponde às inúmeras tarefas que constituem o objeto dos serviços prestados pelos servidores públicos. sendo que. entre os agentes executores indiretos. Conforme Carvalho Filho (2006. de uma maneira geral. é denominado Agente Diretor (AD). a indicação de que todos os oficiais e subtenentes têm responsabilidades administrativas. 2. Nesse caso. essa função possui. devendo a autoridade delegante fiscalizar o trabalho do agente delegatário. a fim de verificar se a função está sendo desempenhada conforme suas ordens e a legislação vigente.u1 . que é uma das funções previstas para o cargo de Cmt OM. podem receber competência para realizar atividades administrativas. cujas espécies são os vários postos previstos na legislação castrense. também. há. há funções que não têm vinculação a quaisquer cargos.

a fim de manter a escrituração dos bens distribuídos em ordem e atualizada: • Publicação da situação patrimonial por ocasião da passagem de comando. • Conferência dos documentos elaborados pelos agentes da administração. pode-se destacar: • Supervisão de todas as atividades administrativas da UA. serviços e alienações. inquérito técnico e inquérito policial militar para apuração de responsabilidades dos gestores de material da OM. • Assinatura dos documentos relacionados à sua atividade. que o auxiliam na execução de todas as atividades administrativas da unidade. • Determinação das compras.O AD é o responsável por todos os atos e fatos administrativos da UA e desempenha as suas funções através dos agentes executores diretos e indiretos. até trinta dias da assunção do comando. • Remessa ao Escalão Superior de documentos relativos ao patrimônio da OM. chefia ou direção. • Verificação da exata situação patrimonial. • Remessa à Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército (ICFEx) de vinculação do rol dos responsáveis pela administração da OM e imediatamente as substituições de OD ao Centro de Controle Interno do Comando do Exército (CCIEx) e à ICFEx. Entre os principais encargos previstos para o AD no tocante à administração de material e patrimonial. • Manutenção dos documentos comprovatórios dos atos e fatos administrativos arquivados conforme a previsão legal. 38 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . chefia ou direção e consequente publicação do apurado. • Instauração de sindicância. • Determinação dos ressarcimentos e sanções referentes aos prejuízos causados à Fazenda Nacional. • Fiscalização da escrituração patrimonial. • Determinação do afastamento do cargo ou impedimento para o exercício da função dos responsáveis por prejuízos causados à Fazenda Nacional. • Verificação das passagens de funções.

a fim de que se evite danos e/ou prejuízos à Fazenda Nacional. Material permanente: é todo bem (artigo. ou seja. em razão de seu uso. - A publicação do movimento de entrada e de saída do [material permanente] e de consumo. - A assistência. Destina-se ao uso contínuo e deve ser incluído em carga. nas unidades possuidoras de Base Administrativa ou nas unidades não possuidoras de Base Administrativa quando.u1 .A função de OD também pode ser delegada pelo Cmt/Ch/Dir de OM. - A prestação de informação ao AD sobre quaisquer irregularidades que verificar. pelo assessoramento do agente diretor. também. - A solicitação de técnicos ou peritos para exame qualitativo de material. - A fiscalização dos registros contábeis. - A retirada de dúvidas dos demais agentes subordinados. são responsáveis pela coordenação e controle das atividades administrativas e. • Fiscal administrativo Em relação à administração patrimonial e do material. 39 gestão de material e patrimônio . b) Agentes executores diretos Os agentes executores diretos são os agentes da administração da UA que. não perde a sua identidade física nem se incorpora a outro bem. equipamento ou conjunto operacional ou administrativo) que tem durabilidade prevista superior a dois anos e que. o fiscal administrativo é responsável pelo assessoramento do agente diretor e do ordenador de despesas. do fornecimento de material às seções e subunidades. se possível. observando-se em todos os casos a compatibilidade hierárquica entre os agentes da Administração. não puder desempenhar essa função devido às complexidades e particularidades da UA. - O estudo. - O diligenciamento para que informações sobre o patrimônio sejam enviadas com presteza e perfeição aos escalões administrativos. chefiadas ou dirigidas por Oficial General. adjuntos. para apreciação do AD. auxiliados por outros militares ou servidores civis. - A orientação e supervisão do recebimento e exame de material. justificadamente e devidamente autorizado pela Secretaria de Economia e Finanças (SEF). de toda a documentação pertinente. coordenação e controle. auxiliares e outros agentes. em regra. nas unidades comandadas. cabendo-lhe: - O seu planejamento.

• Encarregado do Setor de Material O encarregado do Setor de Material é o responsável. a não contaminação do lençol freático. de 26 de setembro de 2011 (IR 50-20). conforme determinado pela ICFEx. - A orientação à descrição dos atos e fatos administrativos que devem ser publicados em Boletim Interno (BI). consulte a Portaria nº 386. dos rios e dos lagos. dos resíduos e de outros materiais cujo descarte pode causar danos ambientais. que versa sobre o Sistema de Gestão Ambiental no Âmbito do Exército Brasileiro (SIGAEB) e a Portaria nº 001-DEC. do Cmt Ex. principalmente em relação à destinação das sobras. segundo a legislação em vigor. na AMAN. - A informação ao AD. do mar. havendo a necessidade de conferir especial atenção ao destino das sobras. - O pleno conhecimento das variações patrimoniais. alienação de material e de [contratação de serviços] de reparações do material da UA. a fim de realizar apresentações sempre que solicitado. a seu cargo.- A informação e realização de pareceres sobre os assuntos de sua competência. O fiscal administrativo é o principal assessor do Cmt OM no tocante aos cuidados com o meio ambiente. O Exército Brasileiro tem se preocupado com o meio ambiente. por exemplo. cabendo-lhe. em regra. execução das atividades de aquisição. cujo destino seja o descarte. a ser pago em dinheiro. • Encarregado do Setor de Finanças O encarregado do Setor de Finanças tem a responsabilidade de informar ao fiscal administrativo. • Encarregado do Setor de Contabilidade O Setor de Contabilidade está previsto em algumas OM. como. que regulamenta o SIGAEB. elaborando várias regras para que se evitem prejuízos ao meio ambiente. uma relação de todo o material permanente e de consumo pago pela UA. sendo bastante importantes para a administração do material. bem como pela administração do material. Para se obter mais informações sobre regulamentação ambiental do Exército Brasileiro. de 09 de junho de 2008 (IG 20-10). sobre o registro dos bens patrimoniais e o estado de conservação dos materiais. ao corte de árvores e à preservação dos animais de todas as espécies. pela Contratação de serviço: é a formalização da prestação de um determinado serviço. cabendo-lhe especificamente: 40 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . tempestivamente. e o seu chefe é o agente responsável pelos registros contábeis referentes ao patrimônio. em relação à administração do material da UG o gerenciamento de projetos que visem evitar danos ao meio ambiente. dos resíduos e do material descarregado.

receber todo o material destinado ao setor e controlar os gêneros existentes nos depósitos. Os encargos de almoxarife são pertinentes aos gestores de quaisquer depósitos das UA. Atualmente. conforme determinação da ICFEx. cabendo ao aprovisionador a execução de atos permitindo que todos os integrantes do órgão tenham alimentação 41 gestão de material e patrimônio . salvo os gêneros de subsistência. no que lhes for cabíveis. estocagem e distribuição de gêneros alimentícios. - A elaboração de pedidos de aquisição de material e de prestação de serviços ao fiscal administrativo. - O acondicionamento do material a ser remetido às seções e subunidades da UA ou a outra OM. - O recebimento do material destinado à UG. - A prestação de informação a respeito da matéria-prima consumida nos serviços executados nas oficinas. alienação de material e contratação de serviços do setor. - A prestação de informações ao fiscal administrativo periodicamente. que serão recebidos pelo aprovisionador. - A distribuição de material às seções e subunidades da UA. adquirido diretamente no comércio ou fornecido pelos órgãos provedores ou de manutenção.u1 . bem como pela administração de todo o material sob sua responsabilidade.- A contabilidade do material sob a sua gestão. o movimento de entrada e de saída de material dos depósitos do almoxarifado. conforme ordem do AD ou autorização do fiscal administrativo. cresce de importância a implementação de medidas visando a segurança alimentar nas UA. • Encarregado do Setor de Aprovisionamento O encarregado do Setor de Aprovisionamento é o responsável pela aquisição de gêneros. - A manutenção atualizada de uma relação de todo o material distribuído sem responsável direto e permanente. - A identificação do material a ser distribuído pelo almoxarifado às seções e subunidades da UG. competindo-lhe o recebimento. confeccionando as respectivas guias.

são essenciais para a boa administração do material e patrimonial da UA. coordenar os registros contábeis da SU. cumulativamente com seus encargos originais. de veterinária e outras especiais. através da DAbst. informar ao Fiscal Administrativo o estado do material da SU. por ocasião da transmissão do comando da SU. bem como apresentar ao comandante substituto a relação referente à situação do material. cargo ou função. cabendo-lhe manter o arquivo da documentação. de pessoal capacitado e de modernas técnicas de gerenciamento. 42 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . determinar o correto controle do material distribuído aos seus detentores diretos. de grupos de trabalho. não permitir que o material de carga da SU seja retirado do local. informar ao escalão superior todas as iniciativas administrativas realizadas. • Chefes de serviços Os chefes de serviços são os responsáveis pela execução das atividades de saúde. receberão mais recursos para executar projetos de melhoria do serviço de aprovisionamento. através da concessão da certificação às OM que cumpram determinados requisitos. a fim de que não haja alterações por ocasião de sua passagem de cargo. são responsáveis pela gestão administrativa e patrimonial da UA. está promovendo a segurança alimentar no âmbito das UA. c) Agentes executores indiretos Os agentes executores indiretos são agentes da Administração que. proceder à fiscalização do material e da respectiva escrituração. É importante ressaltar que o COLOG. • Oficiais em geral Os oficiais em geral. preparadas e servidas através de materiais e instalações apropriados. por força da posição hierárquica. uma vez certificadas. de representação ou de outras missões relacionadas à administração. salvo se for para instrução. quando integrantes de comissões. sendo que essas unidades.saudável. a escrituração e todas as informações administrativas atualizadas. • Comandante de subunidade O comandante de subunidade é o responsável pela execução de todas as atividades administrativas desse setor. e pela administração dos respectivos setores.

• Oficial de dia
O oficial de dia é responsável, em regra, fora do horário de expediente:
- Pela segurança das dependências, nas quais possuam materiais,
de acordo com as NGA da UA;
- Pela comunicação ao subcomandante, através de parte especial,
sobre ocorrências de natureza administrativa, fazendo as ingerências imediatas, no caso de interesse da Fazenda Nacional;
- Pela saída de animais e veículos que não possuam autorização do
Fiscal Administrativo;
- Pelo recebimento de materiais, se for o caso.
É muito comum o recebimento, por exemplo, de pão, pelo oficial de dia
nas dependências do Serviço de Aprovisionamento antes do horário de
início do expediente.
• Subtenente
O subtenente é o principal auxiliar do comandante de subunidade na administração de material da SU, sendo o [detentor direto] do material incluído
no patrimônio, cabendo-lhe:
- Manter atualizadas as ordens e a legislação referentes ao material

Detentor direto: é o
agente que responde pela
guarda, manutenção e escrituração de bens patrimoniais.

distribuído às SU, a fim de que a escrituração e a contabilidade
estejam conforme as regras em vigor;
- Zelar pela distribuição de material necessário às diversas atividades da SU;
- Realizar os pedidos de material e serviços de manutenção ao Almoxarife depois da autorização do Fiscal Administrativo;
- Manter todo o material da SU em perfeitas condições de uso e de
armazenagem;
- Informar ao comandante de subunidade danos e faltas de quaisquer materiais sob a sua responsabilidade;
- Propor ao Cmt SU aquisições, [transferências], inclusões em
carga, descargas e medidas de conservação, a fim de melhorar as
condições materiais da subunidade;

Transferência: remanejamento de materiais entre
organizações militares.

- Providenciar o inventário das praças baixadas à enfermaria e o
recolhimento dos materiais a esta distribuídos;

43
gestão de material e patrimônio - u1

- Tomar providências para as reparações dos materiais;
- Receber os materiais destinados à SU, opondo sua assinatura nas
respectivas guias;
- Distribuir material, mediante recibo, às frações da SU;
- Transmitir aos sargentos e cabos instruções sobre o controle de
material;
- Prestar informações ao aprovisionador e ao oficial de dia sobre as
necessidades para alimentação do pessoal e dos animais da SU
que não possam realizar as refeições nos horários previstos, por
motivo de exercícios longe do aquartelamento ou nos casos de
manobra e de campanha;
- Assinar os vales de rações das praças arranchadas e de forrageamento dos animais;
- Assegurar que nenhum material saia da UA, salvo para instrução;
- Recolher todo o material distribuído às praças que tenham
residência na OM, logo após vinte e quatro horas de ausência
das mesmas, devendo lacrar seus armários, a fim de preservar os
objetos pessoais;
- Realizar a passagem da carga sob a sua responsabilidade direta por
ocasião de substituição, acusando todas as alterações existentes;
- Responder todas as informações solicitadas que estejam no âmbito de sua competência.
• Encarregados de depósitos, de oficinas ou de material
O encarregado de depósito, de oficina ou de material é auxiliar dos comandantes de subunidade ou chefes de seção, de acordo com o organograma
da OM, e detentor direto da carga distribuída, cabendo-lhe:
- A execução de toda a escrituração de controle;
- A guarda dos materiais estocados;
- A manutenção dos equipamentos;
- A administração de todas as atividades de seu setor.
• Qualquer pessoa física
Sempre que uma pessoa física receber a incumbência de realizar qualquer
atividade inerente à administração de material ou patrimonial, conforme a

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Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais

legislação vigente, será considerado um agente executor, passando a ser
responsabilizado por todos os atos e fatos referentes à sua função.
Além das atribuições previstas no RAE, compete, também, aos agentes da
administração da UA, de acordo com o artigo 51 do RISG:
a) Ministrar a instrução relativa aos diversos ramos de
suas especialidades, de conformidade com os programas
de instrução da unidade;
b) Dirigir o pessoal auxiliar das dependências internas a
seu cargo e orientá-lo na execução dos trabalhos a ele
distribuídos;
c) Exercer, durante o serviço, ação disciplinar sobre o pessoal das dependências que dirijam, apurando as faltas e
participando-as à autoridade a que estiverem diretamente
subordinados.

2.4.2.2 Atribuições dos auxiliares dos agentes da administração
As principais atribuições dos auxiliares dos agentes da administração são:
• Conhecer bem a legislação que prevê os encargos de seus chefes ou
comandantes, a fim de assessorá-los da melhor maneira possível;
• Cumprir as normas referentes à administração de material e patrimonial;
• Receber materiais e documentos, opondo sua assinatura, de acordo com
autorização recebida;
• Cumprir a determinação de seus comandantes ou chefes;
• Manter a escrituração e o arquivamento da documentação arrumados e
atualizados.
2.4.2.3 Passagem de cargo e função
A atividade administrativa da UG não pode sofrer solução de continuidade
quando ocorrer substituição de agentes, sendo que o agente investido em
cargo com função de chefia é o responsável pelos bens móveis e imóveis, e
recursos e valores recebidos.
Cabe ressaltar que os regulamentos existentes no âmbito do Exército descrevem os procedimentos necessários para a passagem de função. Entretanto,
como já visto, o termo mais preciso deve ser passagem de cargo e/ou de
função, já que outro militar receberá a competência para exercício do cargo

45
gestão de material e patrimônio - u1

referentes ao respectivo setor. para que seja publicada em Boletim Interno da OM e adotadas as providências por eventuais alterações. com a concordância integral ou parcial do substituído.que contém as suas respectivas funções ou uma função sem um correspondente cargo ou até uma função delegada. Os prazos para passagem de cargo e função são: • Almoxarife e encarregado de depósito (D Sup/B Sup): até 20 dias úteis. • Concluída a conferência dos lançamentos do SISCOFIS e do material. • A transmissão de responsabilidade por bens móveis (material permanente e/ou consumo) deve ser iniciada através da obtenção das informações geradas pelo Sistema de Controle Físico (SISCOFIS). sem necessidade de transmissão. seguindo-se o exame quantitativo e qualitativo do material. tesoureiro e aprovisionador: até oito dias úteis. etc. Cmt SU. • O substituto é considerado investido do cargo quando participar ao Fisc Adm ou agente diretor que assumiu as respectivas funções. pela guarda. por escrito. os bens móveis ficarão sob a responsabiliDetentor indireto: agente ou auxiliar designado em boletim interno da UA. • OD. dade de [detentor indireto]. Nesse caso. ao Fiscal Administrativo o que foi apurado. manutenção de bens patrimoniais e pela execução da escrituração. que responde perante seu chefe. Os procedimentos para passagem de cargo e função devem seguir as orientações a seguir: • Nas substituições por prazo superior a 30 dias há transmissão de carga e encargos. Gd Quartel. fiscal administrativo. como é o caso da função de ordenador de despesas. Ex: serviços gerais. sob supervisão do substituto. • A passagem de função de ordenador de despesas será efetivada através de relatórios elaborados de acordo com as instruções pertinentes ao assunto. • As substituições serão realizadas segundo as prescrições do Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (RISG/R1) e das Instruções Gerais para a Realização de Substituições Temporárias no âmbito do Comando do Exército. • Nas substituições por prazo inferior a 30 dias ou férias não há transmissão de carga. • ST Enc Mat SU: até 20 dias úteis. o substituto participará. • Demais frações: até quatro dias úteis. 46 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .

não poderão ser acumuladas entre si: • As funções de agente diretor/OD com os demais agentes executores diretos da UA. • O agente diretor poderá prorrogar o prazo de. almoxarife e aprovisionador.4 Segregação de funções e cargos Deve-se ter especial atenção com a segregação de determinados cargos e funções da UA.2. a fim de que a acumulação deles por um mesmo agente não comprometa a eficiente gestão do material. 47 gestão de material e patrimônio . 2.4. que deve tratar com cuidado o material individual que lhe é distribuído para uso ou com o material de uso coletivo que deverá realizar a manutenção. Assim. até o seu Agente Diretor. • Os cargos de tesoureiro. desde o recruta. fiscal administrativo.u1 .4. salvo com o encarregado do Setor de Pessoal. a passagem da função será realizada por uma comissão. metade do prazo original. • As funções que constam no Rol de Responsáveis (agente diretor/OD.5 Responsabilidades Todos os integrantes das UA têm o dever de zelar pelos diversos materiais existentes. no máximo. • Com acúmulo de funções cada prazo será concedido separadamente. • Se mesmo com prorrogação o prazo não for cumprido. a transmissão de material e valores deverá ser realizada por uma comissão composta de três membros.2. logo após ser o fato conhecido. 2. principal responsável pela gestão dos respectivos bens.As orientações para passagem de cargo e função são: • A contagem dos prazos será iniciada no dia útil subsequente à publicação no BI da OM. nomeada em Boletim Interno da OM. • As funções de chefe ou membro da SALC ou Seção de Compras com os demais agentes executores diretos da UA. • Nos casos de afastamento súbito de agente detentor de bens do patrimônio. encarregado de setor financeiro e encarregado do setor de pessoal).

CRFB/88. 84. administrativa e civil. sob pena de co-responsabilidade e sem embargo dos procedimentos disciplinares. conforme o artigo 5º. 48 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . concedendo-se aos acusados o contraditório e a ampla defesa.001/2012). A apuração das responsabilidades deve ser sempre realizada através do devido processo legal. caso não exerça o devido controle e nem determine que sejam sanadas as alterações que venham a ser constatadas. ou que ocorreu desfalque. pessoas não vinculadas à Administração Militar também poderão ser responsabilizadas por danos e desvios causados aos bens da União sob a responsabilidade do EB. de Processo Administrativo (Lei 9784/99) ou de Tomada de Contas Especial (TCE-Lei 8. Os procedimentos para a apuração e ressarcimento serão desenvolvidos mediante instauração de Sindicância (EB10-IG-09.Os agentes da administração. Art. no exercício das atividades administrativas referentes à gestão do material das UA.443/92 e Portaria nº 008-SEF/2003). deverão tomar imediatas providências para assegurar o respectivo ressarcimento e instaurar a tomada de contas. cumulativamente ou não. caso cometam irregularidades que causem prejuízos à Fazenda Nacional. fazendo-se as comunicações a respeito ao Tribunal de Contas. As atribuições conferidas pelo detentor direto a outro agente ou a auxiliar não o eximem de responsabilidade. desvio de bens ou outra irregularidade que resulte prejuízo para a Fazenda Pública. conforme tipificado no artigo 84 do Decreto-Lei nº 200/67. de acordo com a respectiva legislação e o previsto nestas Normas. poderão ser responsabilizados nas esferas penal. O agente diretor tem o dever de apurar as responsabilidades pelos retrocitados prejuízos e de determinar os respectivos ressarcimentos. Quando se verificar que determinada conta não foi prestada. Além dos militares. as autoridades administrativas. de Inquérito Policial Militar (IPM). LV.

decreto ou qualquer outro provimento regulamentar da função pública. através de sindicâncias. Se o agente da Administração ou um civil for considerado culpado pelo cometimento de um crime militar referente à administração do material será responsabilizado penalmente. Pode-se citar como exemplos: • O roubo de uma arma. a fim de que se possa realizar os procedimentos referentes ao respectivo ressarcimento. b) Responsabilidade administrativa A responsabilidade administrativa resulta da violação de normas internas pelo servidor sujeito a estatuto e disposições complementares estabelecidas em lei. quando cometer uma transgressão disciplinar na gestão do material. devendo remeter o referido procedimento à Justiça Militar. Nesse caso. A apuração do ilícito penal através do IPM não prevê as garantias da ampla defesa e do contraditório para o indiciado. As transgressões disciplinares e as sanções disciplinares referentes aos militares do EB estão previstas no Regulamento Disciplinar do Exército (RDE) e devem ser apuradas através do devido processo legal. conforme tipificado no Código Penal Militar (CPM). mesmo que se tenha apurado a inexistência de delito. estando sujeito às sanções previstas no CPM. • O dano causado em uma viatura. o comandante da OM deverá instaurar um Inquérito IPM para apuração dos fatos.u1 . A absolvição criminal poderá afastar as responsabilidades civil e administrativa quando ficar decidida a inexistência do fato ou a não autoria imputada ao acusado. O agente da Administração poderá ser responsabilizado administrativamente. Já a absolvição por falta de provas ou ausência de dolo não exclui a culpa administrativa e civil. sendo que o réu fará jus a esses direitos constitucionais por ocasião de sua participação no processo penal que será desenvolvido no âmbito do Poder Judiciário à luz do Código de Processo Penal Militar (CPPM). 49 gestão de material e patrimônio .a) Responsabilidade penal Havendo indícios de crime militar. em decorrência do poder disciplinar conferido à administração pública. teremos a responsabilidade administrativa disciplinar. • O furto de um computador.

6) desconto das importâncias que se refiram a quaisquer erros que deram origem a prejuízos ao Estado ou a terceiros. responsabilizado administrativamente através das seguintes sanções administrativas previstas no artigo 111. cumulativamente. do Regulamento de Administração do Exército (RAE/R3): 1) imediato afastamento do cargo. as exigências para corrigir faltas verificadas nas suas prestações de contas de recursos. de acordo com o que descreve o item nº 22. valores e outros bens. 3) desconto das importâncias pagas indevidamente.Além das punições previstas no artigo 24 do RDE. • Arresto de bens. do Anexo I do RDE: • O dano ou o extravio de um item de suprimento por negligência ou desobediência das regras ou normas de serviço. por ter cometido ações prejudiciais aos interesses da Fazenda Nacional. • A falta de zelo com o material da Fazenda Nacional.443/92: • Multa. 4) desconto das importâncias desviadas para constituírem caixas ilegais. com base em provas documentais. 5) desconto das importâncias relativas as concessões ou liberalidade feitas à conta de recursos públicos. por desídia. quando. 50 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . pelo prazo que se fizer necessário à apuração da irregularidade e normalização do serviço quando deixar de cumprir. tornar-se incompatível com a função. Havendo necessidade de instauração de uma TCE. como receita da União. revertendo ainda o saldo destas ao Estado. Pode-se citar como exemplos de transgressão disciplinar referentes à administração de material. a serem aplicadas em decorrência de irregularidades comprovadas pelo TCU. dentro de 8 (oito) dias úteis. todos que comprovadamente tenham causado prejuízos aos materiais pertencentes à União poderão ser sancionados através do seguinte rol de sanções administrativas. condescendência ou má-fé. conforme a Lei 8. por cometimento de transgressões disciplinares discriminadas no Anexo I do RDE. • Cobrança judicial da dívida. 2) suspensão imediata do cargo ou encargo. o agente da administração poderá ser.

No caso da apuração da responsabilidade por prejuízo superior ou igual a R$ 1.• Declaração de inidoneidade do particular para licitar ou contratar com a Administração. será necessária a instauração de um processo administrativo.u1 . que ofereça ao indivíduo a ampla defesa e o contraditório. a obtenção da assinatura do Termo de Reconhecimento de Dívida. mais uma vez. e a respectiva autorização para desconto em contracheque ou. durante o processo.784/99. conforme a legislação em vigor. independentemente do reconhecimento da dívida. o comprometimento de realizar a indenização de outra maneira. mediante assinatura do Termo de Reconhecimento de Dívida. mediante o devido processo legal. na impossibilidade do referido desconto. 51 gestão de material e patrimônio . deve-se obter do sindicado. • Declaração de inabilitação para o exercício de cargo ou função pública. • Inclusão no cadastro a ser enviado à Justiça Federal para figurar na lista de inelegíveis. a UA determinará.000. o reconhecimento da dívida. pois se traduz no dever do agente da administração ou de terceiro indenizar à União pelos danos causados ao material em decorrência de sua gestão. elaborado em conformidade com a Lei 9.00 (um mil reais) ter sido procedida através de IPM e não for possível o reconhecimento da dívida com a Fazenda Nacional durante o procedimento administrativo. Caso o sindicado não recolha o valor devido no prazo estipulado. • Inclusão no Cadin (Cadastro Informativo dos créditos não quitados do setor público federal). a responsabilidade civil é a mais complexa. a fim de que se possibilite ao responsável o exercício da ampla defesa e do contraditório e à Administração o direito à respectiva cobrança e. Se a apuração dos fatos for realizada por meio de sindicância e ficar provado o prejuízo à Fazenda Nacional. o desconto no contracheque do militar. c) Responsabilidade civil Dentre as três esferas de responsabilização às quais os agentes públicos ou pessoas sem vínculos com a administração estão sujeitos quando causam prejuízos ao material sob administração do EB. de sua utilização ou de quaisquer outras infrações. Esse dever de ressarcir aos cofres públicos será imputado ao infrator se ele agir com culpa ou dolo.

excepcionalmente.00.Se o valor do prejuízo causado ao erário público for inferior a R$ 1. • Nexo de causalidade entre a conduta e o resultado. O processo de TCE não deve ser instaurado nos seguintes casos: • Em substituição a procedimentos disciplinares destinados a apurar infrações administrativas. cabendo à UA detentora do material envidar todo esforço possível para o ressarcimento à União.443/92: Art. Sua instauração tem as seguintes condicionantes: • Constatação de irregularidade com dano ao erário. • Para a obtenção de ressarcimento de valores pagos indevidamente a servidores.º 187). e nem deverá ser encaminhada documentação para inscrição em Dívida Ativa da União caso haja negativa de ressarcimento. • Prejuízo causado por terceiros por descumprimento de cláusula contratual (Súmula TCU n. poderá ser instaurada uma TCE. identificar os responsáveis e quantificar o dano.000. não deverá ser instaurado processo administrativo. 8° Diante da omissão no dever de prestar contas. da não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União. da prática de qualquer ato ilegal. deverá imediatamente adotar providências com vistas à instauração da tomada de contas especial para apuração dos fatos. ainda. 52 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . • Identificação dos responsáveis. sem que se tenha obtido êxito. sob pena de responsabilidade solidária. da ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros. bens ou valores públicos.00 (um mil reais). A TCE é um processo administrativo que gera título executivo extrajudicial. 5° desta Lei. na forma prevista no inciso VII do art. ou. conforme previsto na Lei 8. em decorrência do IPM. identificação dos responsáveis e quantificação do dano. a fim de apurar os fatos. a autoridade administrativa competente. ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário. Caso se esgotem todas as medidas administrativas internas para apuração e ressarcimento do prejuízo relacionado ao material.000. • Valor do dano igual ou superior a R$ 75. através do qual se concede ao acusado a ampla defesa e o contraditório.

• A TCE permite o ressarcimento dos prejuízos causados ao erário através da cobrança judicial da dívida. que isentam as pessoas de responsabilidade em relação ao estado dos materiais. inundação. destruição ou abandono forçado pela aproximação deste. imputando-se a responsabilidade à União nos casos de: • Incêndio. comprovado em sindicância. submersão. d) Irresponsabilidade São considerados casos de força maior.443/92. parecer técnico ou inquérito.00. • Valor atualizado monetariamente menor que R$ 75. aéreos.• Após transcorridos dez anos entre a data provável de ocorrência do dano e a primeira notificação dos responsáveis pela autoridade administrativa. • Quando houver a apresentação e a aprovação da prestação de contas.u1 . • Acidente ou inutilização em serviço ou instrução. • Epidemias e moléstias contagiosas. terremoto e sinistros terrestres. • Estragos produzidos por animais daninhos. • Inutilização decorrente de operações de ações da defesa civil e defesa interna. de acordo com a Lei 8. desmoronamento. • Material contaminado por moléstia contagiosa.000. por explosão ou acontecimento imprevisível. • Saque ou destruição pelo inimigo. fluviais e marítimos. 53 gestão de material e patrimônio . tormenta. • Estragos produzidos em armas ou em qualquer outro material.

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em regra. • Classificar o material. que devem dar entrada no Setor de Aprovisionamento. podem-se exemplificar. 55 gestão de material e patrimônio . a fim de que possa proceder a sua necessária conferência e exame qualitativo. salvo quando os bens não devam ou não possam ser ali estocados ou recebidos. que devem ser recebidos pelos Pelotões de Suprimentos das Companhias Logísticas de Manutenções. ocorre no Setor de Material da OM (almoxarifado).1 Recebimento Recebimento. em sentido estrito.u1 . e dos artigos de manutenção destinados à atividade fim dos Batalhões Logísticos. Em termos práticos. As UA recebem diversos tipos de materiais para realizar as inúmeras atividades necessárias para cumprir os objetivos institucionais.3 Recebimento e exame de material: entrada na Unidade Administrativa e classificação Objetivos específicos • Discriminar os procedimentos relativos ao recebimento e exame de material. 3. quando for o caso. as exceções retrocitadas como os casos de recebimento de gêneros alimentícios. O recebimento dos materiais. entre outras. a entrega deverá ocorrer em outro local previamente designado. Neste caso. A partir do recebimento do material transfere-se a responsabilidade pela sua conservação e guarda ao órgão recebedor. é o fato administrativo através do qual o material é entregue à UA sem que haja nesse momento a sua aceitação.

quaisquer que sejam os locais de recebimento. cessão e permuta. para manutenção do material de outras OM ou para distribuição. Podem ser de consumo ou permanente. com transferência gratuita de posse temporária ou definitiva de troca de responsabilidade. entre órgãos da administração pública. doados. a fim de que seja procedida a sua aceitação e. guia de produção e guia de recolhimento. com transferência gratuita de propriedade da administração pública para os órgãos/entidades indicadas e vice-versa na forma prevista na legislação vigente. fatura e nota fiscal/fatura. diretamente ou através de uma licitação. imediatamente após o seu recebimento. doação. distribuição. transferência. por ocasião do recebimento.Em todas as situações. Os documentos necessários para o recebimento de materiais são: Cessão: modalidade de movimentação de material do acervo. guia de recebimento/recolhimento. caso seja necessário. O responsável pelo recebimento dos materiais. podem ter sido distribuídos pelos órgãos provedores. mediante a assinatura da nota fiscal. o registro de entrada do material será sempre no almoxarifado. Os materiais que dão entrada nas UA têm características distintas e origens diversas e também são destinados à consecução de inúmeros objetivos. materializando-se a quitação. um exame qualitativo dos mesmos. • Guia de remessa. em estoque interno ou de distribuição. deverá informar ao fiscal administrativo da UA a entrega. guia de fornecimento ou outro documento hábil. para a sua própria utilização. • Nota de transferência. termo de [cessão] e processo relativo à [permuta]. cedidos ou permutados por outros órgãos. produção interna. 3. através do qual uma das partes é obrigada a dar algo em troca de alguma coisa. é operação importantíssima para que seja realizada a aceitação. recolhimento.2 Conferência Doação: modalidade de movimentação de material do acervo. Permuta: é um acordo de vontades. a conferência dos materiais. que não seja em dinheiro. podem advir de uma aquisição realizada pela própria OM. deve-se sempre proceder a uma conferência rigorosa atendendo aos seguintes aspectos: 56 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . • Nota fiscal. Os materiais podem ser recebidos em decorrência de compra. Em todos esses casos. • Termo de [doação]. podem ter sido recolhidos para manutenção ou para alienação e podem ter sido transferidos. guia de fornecimento. De acordo com a origem do material.

e quanto ao peso (certo e errado). podem ser verificados e confrontados. . podem ser aceitos pelo próprio encarregado do setor de material ou por outra pessoa competente para o ato. informar ao fiscal administrativo o seu recebimento.Os materiais. que poderá ser o entregador ou outra pessoa devidamente credenciada. imediatamente.1 Material adquirido no comércio Os seguintes procedimentos devem ser seguidos em relação aos materiais adquiridos no comércio: • Antes de abrir os volumes deve-se verificar se as indicações contidas nas notas de entrega. documentando-se a ocorrência. marcas etc.u1 . • Observações: . No verso do canhoto declaram-se os motivos porque o recebimento total não foi acusado e comunicam-se as razões ao fornecedor. • Outros aspectos. • Confronto de tipos – o agente responsável pela conferência do material deve certificar-se de que o material encomendado é o que está sendo recebido. No caso de gêneros alimentícios. imediatamente. o almoxarife ou outro encarregado de depósito deverá. ao entregador. • Conferência propriamente dita. violações de embalagens ou caixas. dependendo da situação. deve-se. na falta deste. .2. .Após o recebimento e aceite do material. tais como o tipo de NF emitida. serão aceitos no Setor de Aprovisionamento. o prazo de validade da NF. abrem-se os volumes na presença do representante da empresa fornecedora. através da verificação de que o discriminado no Termo de Contrato ou na Nota de Empenho (NE) é o que está sendo entregue pelo fornecedor.Se houver constatação de falta ou defeito. em regra. o responsável pelo recebimento deverá imediatamente par- 57 gestão de material e patrimônio . comunicar esse fato ao representante da empresa ou. constantes dos volumes conferem devidamente. • Obtida a certeza de que os volumes mencionados nas notas fiscais são aqueles que estão sendo conferidos.3. quanto à quantidade (quebras e faltas). quanto à qualidade (apresentação boa ou má). endereços.Caso o material necessite de um exame qualitativo para a sua aceitação. quantidades.

Após realizada a liquidação da nota fiscal. . incluindo.2.Se o material tiver sido adquirido no comércio por outra UA. 3. esta deverá ser imediatamente remetida ao Setor Financeiro para pagamento. sendo que a Comissão deverá ser composta por três oficiais. também. em princípio. . . através do carimbo e assinatura do Encarregado do Setor de Material no verso da nota fiscal. se é nota para venda de mercadorias e se está dentro do prazo de validade e.O agente designado para aceitação do material ou a CREM nomeada para realizar a aceitação do material terá o prazo de oito dias para.2 Material distribuído pelos órgãos provedores ou de manutenção Os vários itens de suprimento são distribuídos pelos órgãos provedores ou de manutenção às UA. apresentar a parte de recebimento ou o TREM.Após a conferência. . conforme o discriminado na nota de empenho (NE). o almoxarife e o futuro detentor direto do material. sendo que. . . materiais de alto custo. respectivamente.Deve-se verificar se a nota fiscal corresponde ao objeto contatado. materiais de complexidade técnica. . como já acima descrito. para serem aceitas. devem ser acompanhadas por nota fiscal.Quando as empresas fornecedoras fazem a entrega das mercadorias. a aceitação deverá ser realizada de forma provisória. o almoxarifado/depósito deverá tempestivamente realizar o registro de inclusão do material recebido no SISCOFIS. a fim de que o almoxarife daquela unidade possa realizar a liquidação da despesa e efetivar o respectivo pagamento. a fim de que seja designado um agente para aceitá-lo ou ser nomeada uma Comissão de Recebimento e Exame de Material (CREM) para realizar a aceitação. ou seja. devem estar devidamente preenchidas. se foi emitida após a data constante da NE.Somente após realizada a aceitação das mercadorias e verificada a correção do documento fiscal deve-se realizar a liquidação da despesa.ticipar ao Fiscal Administrativo a sua entrada nos depósitos. e merecem rigor no recebimento 58 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . Ex: materiais recebidos dos órgãos provedores.

a comissão deverá enviar a guia e o TREM ao Fiscal Administrativo. devendo atentar para os seguintes aspectos: • Todos os materiais que são recolhidos para manutenção ou alienação deverão estar acompanhados das respectivas guias de recolhimento. quer sejam quantitativas ou qualitativas. no COAL nos B Log. • Os Chefes das oficinas ou depósitos receberão os materiais e efetivarão a aceitação. ou ao Chefe do Centro de Operações de Suprimento (COS). o recebimento. ou ao Chefe do Centro de Operações de Suprimento para que seja remetida aos respectivos órgãos responsáveis pela provisão para as providências cabíveis. se for o caso. por exemplo. se for o caso. • Os responsáveis pelo recolhimento. o Cmt Pel Sup/Cia Log Mnt. B Log. • Caso haja problemas no material recebido. a comissão deverá lavrar um Termo de Recebimento e Exame de Material (TREM). • Após realizar a aceitação do material com ou sem alteração.e nos procedimentos necessários à aceitação. através de colocação dos nomes de seus integrantes no verso com as respectivas assinaturas. devendo-se proceder da seguinte maneira: • Os almoxarifes e os demais encarregados de depósitos. lançando-se nele todas as alterações verificadas. recebem inúmeros materiais para realizar as necessárias manutenções e também alienações de bens inservíveis. como por exemplo. a fim de que seja nomeada uma CREM para proceder à aceitação. como. deverão passar nas seções responsáveis pela operação logística de manutenção. antes de levar o material para recebimento nas respectivas oficinas ou depósitos dos órgãos de manutenção. através de conferência e exame qualitativo. após receberem o material.u1 .3 Material recolhido para manutenção Os órgãos de manutenção. através de conferência. Parques Regionais e Arsenais de Guerra. para as orientações pertinentes.2. 59 gestão de material e patrimônio . conferência e exame qualitativo. lançando as alterações no verso da respectiva guia. ao Chefe do Centro de Apoio Logístico (COAL). deverá quitar a guia de remessa ou de fornecimento recebida. ou seja. conforme o caso. • Após a referida comissão aceitar o material. 3. deverão informar imediatamente ao Fiscal Administrativo ou. ao Chefe do Centro de Operações de Apoio Logístico.

às UA que remeteram o material. • Classe III . O Exército Brasileiro adota dois sistemas: o Sistema de Classificação Militar e o Sistema de Classificação por Catalogação. cedido ou permutado por outro órgão As UA podem receber materiais. material de acampamento. móveis. deverá ser designado um agente ou nomeada uma comissão para realizar o exame qualitativo do material. publicações e arreamento).2.Armamento e Munição (inclusive QBN). ressaltando-se o que se segue: • O material transferido.1. utensílios.3.Material de Subsistência (inclusive ração animal). a fim de viabilizar a sua eficiente administração. doado. material de expediente. O Sistema de Classificação Militar Com o objetivo de agrupar todos os itens de materiais conforme a finalidade de emprego. cedido ou permutado deverá ser acompanhado da respectiva guia ou outro documento hábil. • Classe IV . devidamente quitadas. a) Classes do suprimento • Classe I . 60 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . • Esses materiais deverão ser recebidos no Setor de Material para a respectiva aceitação (conferência). os materiais são organizados em classes. também através da transferência. equipamento. cessão ou permuta. • Classe II . material de escritório. 3.4 Material transferido. a fim de que seja recebido pela UA destinatária. doação.Combustíveis e Lubrificantes. 3.Material de Intendência (inclusive fardamento.3.Material de Construção. doado. as guias ou outros documentos hábeis deverão ser entregues. • Dependendo do tipo de material. • Após a realização do recebimento e aceitação do material. • Classe V .3 Classificação dos materiais A classificação dos materiais baseia-se em sistemas.

Material Naval. de modo a 61 gestão de material e patrimônio . • Classe VIII . serão utilizadas as abreviaturas: Sup Cl V(Armt) para o armamento e Sup Cl V(Mun) para a munição. sendo objeto de normas específicas. embora incluídos nas respectivas classes de suprimento. • No caso do Sup Cl V. aos números das classes seguirão.Material de Engenharia e de Cartografia. o seu estado de uso e conservação. • Classe IX . • Classe X .2 Sistema de Classificação por Catalogação O sistema de classificação por catalogação é baseado na classificação dos itens em grupos e classes.u1 .Material de Saúde (humana e veterinária). O termo Classe é utilizado nas atividades relativas à administração do material e pode significar que um determinado bem pertence a um universo que reúne vários itens com características comuns e com a mesma destinação. ou pode também descrever a situação na qual o material se encontra. A grande quantidade de materiais utilizados pelos vários órgãos da Administração Militar faz com que sejam enquadrados em várias classificações para permitir uma eficiente gestão. • As peças e conjuntos de reparação empregados na reparação ou recuperação de equipamentos. ou seja. • Classe VII . para melhor identificação.Materiais não incluídos nas demais classes. Observações: • Quando o material for de utilização exclusiva da Marinha. poderão constituir-se em exceções a algumas dessas prescrições. de Motomecanização e de Aviação. instalações e materiais. do Exército ou da Aeronáutica. quando se fizer necessária a distinção do tipo de artigo a que se refere. as letras M. racional e padronizada. E ou A. Guerra Eletrônica. 3. Eletrônica e Informática. A catalogação deve ser desenvolvida no sentido de ser obtida a identificação de cada item do material de forma precisa. respectivamente.Material de Comunicações. devido às suas peculiaridades.• Classe VI .3.

recuperação e administração de material das diversas classes. O sistema possui um banco de dados capaz de identificar cada item catalogado. manutenção. destinado a fornecer os dados necessários à logística de material. coordenação e controle de suprimento. inclusive no caso de transição da Estrutura Militar de Paz para a Estrutura Militar de Guerra. descrição. em todos os escalões. destinado a processar e consolidar os dados logísticos dos itens de suprimento de interesse da Força. a identificação do item de suprimento procurado. O Brasil adotou.2 Sistema de Catalogação do Exército (SICATEx) É o subsistema do SIMATEx composto de pessoal e material. A catalogação é um importantíssimo instrumento empregado pelos sistemas de gerenciamento logístico com o propósito de permitir. As OM deverão manter as informações referentes ao seu material sempre atualizadas no SIMATEx.3. particularmente visando o planejamento das atividades da Função Logística de Suprimento e evitando omissão. em última análise. O SIMATEx é. 62 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . por adesão. nomenclatura. sua localização e quantidades disponíveis em estoque. do Exército. na atividade de catalogação. 3.1 Sistema de Material do Exército (SIMATEx) É o Sistema adotado oficialmente pelo Exército Brasileiro para planejamento. no menor tempo possível.2.proporcionar uma linguagem única.3. usuários e outras informações adicionais. o sistema OTAN de catalogação. duplicidade ou dúvidas quanto às características de qualquer artigo. As instruções e normas sobre o Sistema de Catalogação do Exército regulam o assunto no âmbito do Comando do Exército. fabricantes.2. modificações. visando apoiar as atividades de preparo e emprego da Força Terrestre. 3. um sistema informatizado. inclusive de informática. componentes intercambiáveis. através do fornecimento dos seguintes dados: código. a fim de que o fluxo logístico não sofra qualquer solução de continuidade.

63 gestão de material e patrimônio . os quatro dígitos iniciais representam o código da classe do item. consulte a Unidade 3 (Aplicação nas Organizações) da apostila 3 da disciplina Gestão de Tecnologias da Informação. Os NEE. Os nove últimos dígitos também representam o número de identificação do item que é invariável. recebeu o IPC 19 para identificar os itens produzidos no país. sendo os dois primeiros o grupo que está inserida aquela classe. salvo os casos excepcionais. mesmo com 13 (treze) dígitos. a esse item. de 7 Ago 2000. bem como identificar o material e seus verdadeiros fabricantes para os planejamentos nas atividades de mobilização. Fica vedada a distribuição de itens de suprimento que não possuam o Número de Estoque do Exército (NEE) na base de dados do SICATEx. por meio do SIMATEx. Para obter mais informações sobre o SIMATEx e o SICATEx. a critério do Chefe do EME.Todos os itens de suprimento e seus respectivos fabricantes deverão ter seus dados catalogados no SICATEx. oficialmente. não têm nenhuma validade e não podem ser empregados em qualquer atividade de suprimento. mas é atribuído para um único item de suprimento dentro do país codificador. os dois seguintes representam o índice de procedência de catalogação e os sete últimos dígitos não têm significado inerente.u1 . um Número de Estoque do Exército (NEE). que não estão incluídos no Banco de Dados do SICATEx. por fazer parte do SOC na condição Tier2 (participação plena). Os NEE gerados pelo SICATEx possuem 13 (treze) dígitos e o seu princípio de formação está baseado no Sistema OTAN de Catalogação (SOC). conforme a Portaria nº 083-EME. O Brasil. ou seja. A inclusão dos dados do item de suprimento no SICATEx permitirá à OM realizar o controle físico de todo o seu material. sendo essa a única forma de se atribuir.

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É fundamental que todos os agentes executores e seus auxiliares tenham conhecimento da sistemática de aquisição.u1 . V. conforme o preconizado nas regras vigentes. Remonta: atividade logística que tem por atribuição a produção e provimento de efetivos animais. X (materiais não incluídos em outras classes).4 Provimentos: armamento. a fim de fazer chegar a todas as organizações militares o material necessário para a realização de seus objetivos. ao controle de zoonoses. armazenamento e distribuição das diversas classes de material. arreamento. • Diretoria de Abastecimento (DAbst) – É o órgão de apoio setorial (OAS) que participa da determinação das necessidades. • RAE/NARMNT. desde os órgãos de direção geral. • Estado-Maior do Exército (EME) – É o órgão de direção geral (ODG) responsável pela determinação das necessidades globais de material. até chegarem às UA para que se possam realizar todos os pedidos adequadamente e gerenciar sua utilização.1 Órgãos integrantes da cadeia logística de suprimento Fazem parte da cadeia logística de suprimentos do Exército Brasileiro os seguintes órgãos: Veterinária: atividade logística que tem por atribuição superintender as atividades relativas ao suprimento e manutenção de animais. III. de acordo com as necessidades do Exército. da obtenção de todos os itens completos e da provisão dos recursos necessários ao 65 gestão de material e patrimônio . • Comando Logístico (COLOG) . equipamentos e material de acampamento Objetivos específicos • Distinguir os órgãos provedores. II. O EB apresenta uma estrutura composta por vários órgãos com responsabilidades específicas. à inspeção de alimentos e ao suprimento e manutenção dos materiais relacionados a essas atividades no âmbito do Exército. 4. IX.É o órgão de direção setorial (ODS) responsável pela determinação das necessidades. pelas obtenções e pelas distribuições dos materiais das classes I. passando pelos órgãos provedores. [Remonta] e [Veterinária].

Anteriormente. a gestão do material Cl VII era dividida entre a extinta Diretoria de Material de Comunicações. por meio de sua Divisão Logística.serviço de manutenção dos materiais das classes I. serviços e itens de suprimento necessários ao EB e enquadra diversas unidades de apoio logístico. A responsabilidade pela gestão do material Cl VII que é adquirido através de recursos do Plano de Apoio Administrativo (PAA) permanece com a Diretoria de Gestão Orçamentária (DGO). pelas atividades de suprimento e manutenção do material da Classe VII (comunicações. III (combustível). Remonta e Veterinária. o Depósito Central de Munição e o 1º Depósito de Suprimento. também. • Diretoria de Material (DMat) – É o OAS responsável pelas aquisições e serviços necessários às atividades logísticas de suprimento e manutenção referentes aos materiais das classes III (lubrificantes). responsável. guerra eletrônica. 66 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . apenas MEM. manutenção e contratação de serviços. Eletrônica e Informática (DMCEI) e o Departamento Logístico (DLog). em missões de paz. no campo do apoio logístico. o Depósito Central de Armamento. participando de aquisições. armazenamento. V (munições e explosivos). A BaApLogEx é um órgão operacional e atua. distribuição. e pelo ciclo de vida (inclusive manutenção) dos itens gerenciados pela DAbst e pela aquisição dos seus componentes. somente MEM. e na coordenação do desembaraço alfandegário de importação e exportação de material de interesse do Exército Brasileiro. eletrônica e informática). transporte. como o Batalhão de Manutenção de Armamento. apenas Material de Emprego Militar (MEM) e IX (material motomecanizado). • Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CComGEEx) – É o OAS subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT/ODS). distribuindo e remanejando o material de sua gestão. além da coordenação e controle em nível global. X (materiais não incluídos em outras classes). V (armamento). II. • Base de Apoio Logístico do Exército (BaApLogEx) – É o grande comando de apoio logístico do COLOG incumbido de prever e prover. • Diretoria de Material de Aviação do Exército (DMAvEx) – É o OAS responsável por todo o material da classe IX (aviação) e de qualquer outro relacionado especificamente à Aviação do Exército.

• Departamento de Engenharia e Construção (DEC) – É o ODS responsável pela gestão do material Classe IV (material de construção) e VI (material de engenharia e cartografia). e pela distribuição dos materiais. São unidades de apoio regional responsáveis pelo recebimento e armazenamento do material destinado ao provimento. mantendo-o em perfeitas condições de utilização e de acordo com as normas de segurança vigentes. conforme descreve o seu artigo 4º. e coordena e controla.u1 . • Comando de Região Militar (Cmdo RM) – É o órgão de apoio regional (OAR) que participa. destinada. através da Assessoria de Gestão de Material de Engenharia (Assessoria 4). Conforme o artigo 13 das NARSUP. para distribuição aos elementos a apoiar. a nível regional. armazenagem. os OP têm as seguintes denominações e áreas de responsabilidades: I . • Batalhões de Suprimento (BSup) e Depósitos de Suprimento (DSUP) – São os órgãos provedores (OP) da estrutura logística de suprimento. aprovadas pela Portaria nº 19 – COLOG. D Mat e dos Cmdo RM. a distribuição e o nivelamento do material. à armazenagem dos níveis de estoque prescritos pelo ODS. em nível regional. As Normas Administrativas Relativas ao Armamento (NARA). XXIII: XXIII .1º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 1ª RM. em fase de implantação. de acordo com os Planos Regionais de Distribuição e ordens de fornecimento da D Abst. 67 gestão de material e patrimônio . É a instalação de suprimento tipo Batalhão ou Depósito de Suprimento (B/DSup). • Diretoria de Saúde (DS) – É o OAS subordinado ao Departamento Geral de Pessoal (DGP/ODS) responsável pela gestão do material Classe VIII (material de saúde/humana e veterinária). basicamente. definem muito bem o que seja um órgão provedor. distribuição e controle. envolvendo as atividades de recebimento. que passará suas atuais atribuições à Diretoria de Material de Engenharia (DME/OAS). de 04 de novembro de 2009.Órgão Provedor (OP) – Componente do sistema de apoio logístico que tem a seu cargo a responsabilidade da satisfação das necessidades de uma ou mais classes de material das organizações por ele apoiadas. do levantamento das necessidades e da obtenção dos materiais.

também. VII .Depósito Central de Munição. XII . DSSA para OM localizadas na área de jurisdição da 3ª RM.11º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 11ª RM.7º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 7ª RM.DCMun .9º BSup para OM localizadas na área de jurisdição da 9ª RM. a quem está ligado por canal técnico. X .10º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 10ª RM.6º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 6ª RM. 68 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . a quem está ligado por canal técnico. VI .4º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 4ª RM.12º BSup e 17ª BaLog para OM localizadas na área de jurisdição da 12ª RM. para as Cl V.II . para as Cl I.para OM localizadas na área de jurisdição da 2ª RM. XI .8º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 8ª RM.5º BSup para OM localizadas na área de jurisdição da 5ª RM. responsável pelo armazenamento de Sup Cl V (armamento e equipamento). IX .3º BSup. hipotecado à DS. como depósito regional da 1ª RM. III . responsável pelo armazenamento de Sup Cl V (munição). VIII .21º DSup para OM localizadas na área de jurisdição da 2ª RM. DSSM. como depósito regional da 1ª RM. Funciona. VII e IX. XIV .Depósito Central de Armamento. VI. II e VIII. IV .DCArmt .22º DSup . também. V . e XV . XIII . Funciona. hipotecado à DS.

• Organizações Militares (OM) – são os órgãos usuários que recebem o material das diversas classes. obtenção e distribuição do suprimento Classe V (Armt). • No Quadro de Necessidades de Recursos para Gestão Centralizada (QNRGC) e • Em Diretrizes emanadas pelo EME. 4. 69 gestão de material e patrimônio . que deve ser muito bem planejada.• Arsenais de guerra. 4. O material Classe V (Armt) é composto por vários itens considerados permanentes e de consumo. • Nos Quadros de Necessidades de Recursos para o Contrato de Objetivos Logísticos (QNRCOL). a fim de que a operacionalidade das OM possa permitir o cumprimento da missão constitucional da Força. batalhões e bases logísticas – são organizações militares de manutenção (OM Mnt) que desempenham importante papel na administração do material necessário às suas atividades logísticas.2. controlados ou não controlados. As necessidades de suprimento de material Classe V (Armt) são baseadas: • Nos Pedidos de Suprimento para Recompletamento e Manutenção. parques regionais de manutenção.u1 . tendo a responsabilidade de bem administrá-los.1 Levantamento das necessidades O levantamento das necessidades é uma atividade complexa. O provimento de armamento consiste nas atividades de levantamento das necessidades.2 Provimento de armamento O armamento é classificado como material da Classe V (Armt) e é considerado item crítico. sendo que o material permanente controlado pode ser de uso individual ou de uso coletivo. a fim de que todas as fases subsequentes possam ocorrer de maneira satisfatória.

• contratação de serviço. podendo ou não comportar ressarcimento posterior. e remetido à DMat. além das Diretrizes do EME. • [desenvolvimento].Troca: aquisição de bens e serviços cedidos. o projeto. O QNRCOL é o documento elaborado pelo Departamento de Ensino e Cultura do Exército (DECEx) e pelas RM. que verificará a sua disponibilidade para realizar a respectiva ordem para fornecimento. o arrendatário tenha opção de compra dos bens. ao final do contrato. e encaminhadas à RM. elaborará o Pedido de Suprimento para Recomple- Contribuição: tributo. a saber: dos estoques dos BSup e DSup. referentes. não devendo haver repetição de pedido de material ainda não fornecido. no mínimo. periódico ou eventual. • pedido. a partir do qual a DMat. o teste e a produção dirigidos ao atendimento de uma necessidade específica. aos pedidos emergenciais e especiais. sem ônus para o utilizador. voluntário ou compulsório. mediante o pagamento pela outra de prestações periódicas.2. • [arrendamento mercantil] (leasing). • [contribuição]. sendo que. sendo usual que. às necessidades consolidadas dos estabelecimentos de ensino e das OM Mnt 2º e 3º escalões referentes ao contrato de objetivos logísticos (COL). mediante ordem escrita e assinada por autoridade competente. 70 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . normalmente. após aprovação do Plano de Distribuição de Recursos para o Contrato de Objetivos Logísticos (PDRCOL) pelo Diretor de Material. 4. voluntariamente. sendo o pagamento. realizado posteriormente. a fim de que. mediante ressarcimento por meio de outros bens e serviços. O QNRGC é a consolidação das necessidades de recursos. compõe a reserva da DMat e do COLOG. realiza compras e adquire itens completos para [troca] direta e reposição de estoque. no estado em que se encontravam ao serem emprestados. • [Requisição]. • compra. por meio dos pedidos das OM apoiadas e de suas próprias necessidades. respectivamente. sob sua gestão. seja confeccionado o Quadro de Distribuição de Recursos para o Contrato de Objetivos Logísticos (QDRCOL). senais de Guerra.2 Obtenção de material Empréstimo: aquisição de bens cedidos. às necessidades dos Ar- Desenvolvimento: especificação. de maneira centralizada. aos projetos de manutenção do Exército. inexistindo em estoque o material. visando a um determinado fim militar. • [empréstimo]. dos itens de suprimento em excesso nas UA e do comércio (nacional ou internacional) por meio dos seguintes métodos: • doação. que deverão ser restituídos após cessadas as necessidades de sua utilização. tamento e Manutenção a ser encaminhado para a DMat. Os pedidos para recompletamento e manutenção devem ser consolidados pela OM Mnt de 2º e 3º escalões. Arrendamento mercantil (leasing): operação na qual uma das partes cede o uso de um ou mais bens. O material Cl V (Armt) pode ser obtido de três principais fontes. • transferência. pelo proprietário. voluntariamente. atende. Requisição: imposição do fornecimento de materiais ou serviços.

particularmente. As aquisições descentralizadas serão realizadas por meio de recursos orçamentários descentralizados pela DMat aos OP ou às OM. 4. em regra.666/93).2. em todos os casos.4.2.2 Recebimento do material O recebimento do suprimento Classe V (Armt) pode ser realizado pelos órgãos OP ou pelas OM e deve ser feito conforme o descrito no item 3 desta apostila e. As aquisições externas são procedidas através da Comissão do Exército Brasileiro em Washington (CEBW). e as descentralizadas são as efetuadas pelos órgãos provedores. devendo o processo de obtenção ser acompanhado pela DMat. e suas diretrizes estão descritas em Portarias do Comandante do Exército e da Secretaria de Economia e Finanças (SEF). pelas OM. devendo todas as medidas administrativas pertinentes serem tomadas pelos órgãos que receberam as respectivas provisões de créditos.2. devendo-se. Se a aquisição descentralizada ocorrer com a finalidade de reposição de nível de reserva da DMat.1 Processos de obtenção A obtenção do material Classe V (Armt) pode ser realizada de forma centralizada ou descentralizada. O COLOG é o órgão responsável pelas aquisições centralizadas.u1 . que realizará a distribuição aos OP para posterior fornecimento às OM ou. em até vinte dias. No caso de aquisições centralizadas. obedecer à lei específica que regula a matéria e às normas de Licitações e Contratos (Lei 8. sendo que. Tratando-se de recebimento oriundo de aquisições centralizadas. deve-se obedecer ao contido nas Normas Complementares para Licitações e Contratos no Âmbito do Departamento Logístico (NORLICO). excepcionalmente. ao DCArmt. OM de manutenção e. conforme previsto no RAE e no Anexo F das Normas Administrativas Relativas ao Armamento (NARA). o material adquirido será entregue pelas empresas vencedoras dos certames licitatórios. através da DMat. a OM que receber o material deverá remeter cópia do Termo ou Parte de Recebimento à DMat. os fornecedores entregarão o material diretamente às OM. caso o 71 gestão de material e patrimônio . levando-se em consideração as especificações técnicas do material determinadas pela DMat.2. em situação extraordinária.

a fim de ficar em condições de distribuir ou utilizar o suprimento. A DMat é o órgão responsável pelo controle do nível de reserva do suprimento Cl V (Armt). além do material de 1ª classe. deverá existir autorização do COLOG para a sua efetivação.2. 4.2. de acordo com as Normas Técnicas específicas em vigor.2. deve-se observar o estabelecido em Portaria do Cmt Ex.3 Distribuição de material A distribuição do armamento poderá ser realizada pelo EME. O DCArmt é o órgão central de armazenagem e distribuição do Cl V (Armt) às RM.2.2. 4. que é estocado e hipotecado nos OP. Caso o recebimento seja referente à doação de outro órgão.3 Catalogação do material Todo o material Cl V (Armt) deve ser catalogado no SIMATEX para fins de controle e gerenciamento. além das NORLICO. pela D Mat ou pelas RM. seja pelo OP ou por OM designada. As OM Mnt devem manter um estoque mínimo de peças de alta mortalidade. 4.4 Armazenagem do material Após o regular recebimento. para atender às demandas das suas respectivas OM. a fim de que se possa atender às crescentes necessidades em face da limitação de recursos. o material de 2ª classe em condições de uso. a fim de poder suprir as necessidades de manutenção de 2º escalão de suas OM apoiadas. que tem os BSup e os DSup existentes na área regional. recolhido e/ou aguardando ordem para posterior distribuição. e a DMat acompanhará o respectivo recebimento. e as RM são responsáveis pelos níveis operacional e de segurança. estocados nos OP. Só poderá ficar armazenado nos OP.material seja importado. 72 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . todos os órgãos deverão manter estocados o material Cl V (Armt) em perfeitas condições.

A DMat. O documento que inicia o processo de distribuição de itens de consumo aos OP é a Ordem de Fornecimento. 4.2 Processos de distribuição Após a expedição.2. de acordo com o manual C100-10 – Logística Militar Terrestre: 73 gestão de material e patrimônio . assim como o depósito regional da 1ª RM.3. conforme o estabelecido no Plano Diretor do Exército (PDE) e nas dotações previstas em Portarias expedidas pelo EME. não especificar a destinação do material fornecido. materiais e itens. ocorre a entrega do material.2. e/ou a Ordem de Fornecimento Regional. A RM emitirá a Ordem de Fornecimento Regional quando a Ordem de Fornecimento. cabendo aos Suprimentos: quando empregado de maneira genérica. 4. confirmando-a posteriormente em Boletim Interno do COLOG. segundo Portaria específica do EME. quando for determinado. escalões subordinados difundir as determinações da distribuição publicada. às OM. que poderá ser realizada da seguinte forma.1 Expedição de material A expedição do material Cl V (Armt) consiste na emissão das Guias de Fornecimento pelos OP e OM Mnt e a saída do respectivo material de seus depósitos. O recompletamento dos Quadros de Distribuição de Material (QDM). expedida pela D Mat. através da RM. Brigadas e Divisões de Exército.3. devendo tal fato ser consignado na Ordem de Fornecimento expedida. tem o mesmo significado que artigos.A DMat é responsável pela distribuição e controle dos itens completos da Cl V (Armt) que compõem o nível de reserva hipotecado nos OP. O Depósito Central de Armamento é o órgão responsável pela estocagem do material hipotecado. da D Mat. emitirá Ordem de Fornecimento para o início do processo de distribuição de item completo da Classe V/Armt. A distribuição dos [suprimentos] que compõem o Nível de Segurança será realizada pelas RM. A distribuição de itens completos (material permanente) inicia-se através da publicação do ato em Boletim Interno do órgão responsável. expedida pelas RM. As RM são responsáveis pela distribuição dos materiais estocados nos OP e que compõem os Níveis Operacional e de Segurança. em coordenação com a D Mat. será feito de acordo com as prioridades estabelecidas no PDE e segundo a disponibilidade dos estoques.u1 .

em operações de grande profundidade e grande duração. É empregado quando há possibilidade de interrupção das vias de transporte.(2) São os seguintes os processos de distribuição de suprimento utilizados: (a) na instalação de suprimento. (3) Distribuição na instalação de suprimento . acompanhando a OM apoiada e ocupando locais por esta propostos. A segurança do P Sup Mv é responsabilidade do escalão que apóia.Consiste em um posto de suprimento montado em viaturas. (4) Distribuição na unidade . e (c) por processos especiais. proposta pela OM apoiada. É empregado nas operações profundas em que não há segurança nas vias de transporte. de pequena duração. provavelmente. principalmente para as classes I. (5) Distribuição por processos especiais . o suprimento até a organização apoiada. com seus meios de transporte. com seus próprios meios. A segurança da Res Mv é responsabilidade do escalão apoiado. Pode ser utilizado para todas as classes de suprimento. com seus próprios meios de transporte. (b) na unidade. meios ferroviários ou embarcações fluviais. Constitui-se em 74 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . III e V. principalmente para as classes I. receber o suprimento na instalação de suprimento do escalão que apóia. Pode ser utilizado para todas as classes de suprimento. É empregado quando a organização militar não está na direção geral das operações e realiza uma operação de pequena profundidade e. (b) posto de suprimento móvel . III e V. que se desloca por lanços.É o processo em que a organização militar apoiada recebe um determinado número de viaturas ou embarcações fluviais com suprimento.É o processo em que o escalão que apóia leva.É o processo em que a organização apoiada vai.São processos organizados pelo escalão que apóia. em função de necessidades específicas das operações. (c) reserva móvel .É um comboio organizado para distribuir suprimento em determinada região. São os seguintes: (a) comboio especial .

5) isolamento de tropas amigas. podendo ser realizado pelos próprios meios do EB (orgânico) ou por empresa contratada ou por meio militar da Marinha ou da Força Aérea. • Sela reiuna. necessário às atividades de montaria. 2) operações profundas. É indicado.2. salto. O arreamento [reiuno] é classificado como Material de Intendência e tem a seguinte composição: Reiuno: fornecido pelo Estado e especialmente pelo Exército para uso dos soldados (farda. 4) interdição ou redução da capacidade de tráfego das estradas.uma forma de cerrar o apoio de suprimento para a OM apoiada. 4. principalmente. nas seguintes situações: 1) transposição de obstáculos de vulto. 75 gestão de material e patrimônio . adestramento e polo de oficiais e praças. (d) suprimento por via aérea . III e V. e 6) urgência na realização do suprimento.3. 4.1 Arreamento de montaria para oficiais e praças • Manta de pano alvadio.u1 .3 Transporte do material O COLOG é responsável pelas diretrizes referentes aos procedimentos administrativos para o transporte do material Classe V (Armt). • Chebraica da unidade.3 Provimento de arreamento Considera-se arreamento o material destinado ao encilhamento de cavalos no âmbito do Exército. botas etc. 2º e 3º RCG. 3) inexistência de uma rede de estradas adequadas para suportar a tonelagem necessária. que exijam deslocamentos longos e rápidos. É empregado para as classes I. principalmente por ação do inimigo.) 4.É o processo em que se utiliza o transporte aéreo para a realização do suprimento.3. especialmente para as duas últimas. para os 1º.

• Barrigueira. • Gamarra.3. • Peitoral. • Loros. • Estribos: em latão prateado para oficial e de metal amarelo (latão) para praça. • Estribos e • Embocadura. • Barrigueira. 4. • Embocadura. • Rédea. • Gamarra para salto. • Cabeçada tipo inglesa para bridão ou freio e bridão. • Porta espada. • Loros. • Loros. • Sela militar de salto. 4.2 Arreamento para salto • Manta de pano alvadio. • Rédea reiuna para freio e bridão. • Barrigueira. • Peitoral. • Cabeçada tipo inglesa para bridão ou freio e bridão. • Látego.• Cabeçada reiuna: freio e bridão para oficial e freio para praça. • Sela militar de salto modificada (ou sela de adestramento). 76 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .3. • Estribos em latão prateado e • Embocadura.3 Arreamento para adestramento • Manta de pano alvadio. • Rédea.

u1 .3. • Barrigueira.6 Obtenção do material Os diversos itens que compõem o arreamento podem ser obtidos de três principais fontes. • Cabeçada tipo inglesa para bridão ou freio e bridão.4 Arreamento para Polo • Manta de pano alvadio ou manta especial. • Látego. 4. • Loros. • Compra. • Contribuição. através da DAbst. • Peitoral. através do canal de comando.3. dos itens de suprimento em excesso nas UA possuidoras de equídeos e do comércio (nacional ou internacional) por meio dos seguintes métodos: • Doação. • Rédea. As OM possuidoras de cavalos devem elaborar seus pedidos do suprimento de arreamento. • Estribos e • Embocadura. em patrulhamentos e em missões de garantia da lei e da ordem. em serviços. a saber: dos estoques dos BSup e DSup. que consolidarão os pedidos para a realização de aquisições ou a descentralização de recursos aos OP ou excepcionalmente às OM. em instruções nos Estabelecimentos de Ensino.4. • Contratação de serviço. • Sela militar inglesa.3. em representações esportivas. às DAbst. 4. • Gamarra para polo. 77 gestão de material e patrimônio .5 Levantamento das necessidades As necessidades de arreamento são determinadas pelo COLOG. com o objetivo de atender às OM possuidoras de animais cavalares utilizados em cerimoniais militares.

após a expedição das Ordens de Fornecimentos elaboradas pelas respectivas RM ou pelo próprio OAS. em regra.3. • Requisição. respectivamente. a AMAN. utilização ou transformação e que. excepcionalmente.1 Processo de obtenção Material de consumo: é todo bem (item. A aquisição do [material de consumo] e permanente classificado como de arreamento é. diretamente pelas empresas vencedoras dos certames licitatórios às OM possuidoras de equinos. sendo os seguintes itens os principais integrantes da cadeia de suprimento do referido material: 78 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . os Regimentos de Cavalaria de Guarda e os Colégios Militares devem receber o arreamento de acordo com as especificações técnicas em vigor e outras normas estabelecidas pelo ODS. • Empréstimo e • Transferência. As Organizações Militares como Coudelaria de Rincão. quando utilizado. Material de Intendência. conforme tenha sido realizada a distribuição. realizada de forma centralizada pelo COLOG.3. 4. em regra. devem remeter cópia da Nota Fiscal com o recebimento provisório ou a Guia de Remessa quitada. 4.7 Distribuição do material A distribuição do arreamento é realizada. podendo ser feita pelos órgãos provedores. 4. sob controle da DAbst. a EsSA. pelo fornecedor ou pelo OP. podendo ser considerado material de consumo de duração elevada quando permanece mais de dois anos mantendo as suas características próprias.4 Provimento de equipamentos e material de acampamento Os equipamentos e material de acampamento ou campanha são classificados como de Classe II. através da DAbst. EsEqEx. Deve ser relacionado. atendendo às especificações técnicas padronizadas estabelecidas pelo Exército Brasileiro e aos princípios e regras que regem as licitações e contratos. artigo ou gênero alimentício) que se destina à aplicação. perde suas características individuais e isoladas. Após essas OM receberem o material com o respectivo aceite. pelas OM com recursos recebidos do ODS. peça. podendo ocorrer compras descentralizadas pelos OP ou.• Pedido.6.

• Equipamentos de banho e de lavanderia. • Lampiões de campanha. • Requisição. • Capacetes de fibras.• Aquecedores de barraca e de imersão. 4. através da DAbst. • Contratação de serviço. • Barracas e toldos.2 Obtenção do material Os equipamentos e material de acampamento. • Contribuição. estojos diversos.1 Levantamento das necessidades As necessidades de equipamentos e material de acampamento são determinadas pelo COLOG.4.). consolidarão as necessidades não atendidas através do preenchimento da Ficha Modelo 20. 4. podem ser obtidos de três fontes principais: dos estoques dos BSup e DSup. 79 gestão de material e patrimônio .4. As RM ao receberem as Fichas Modelos 18 e não havendo possibilidade de fornecer o material necessário. considerados permanentes ou de consumo. etc.u1 . suspensórios. • Compra. • Fogões. As OM devem realizar o pedido de material não previsto em QDM por meio do preenchimento da Ficha Modelo 18 e encaminhá-lo às respectivas RM. dos itens de suprimento em excesso nas UA e do comércio (nacional ou internacional) por meio dos seguintes métodos: • Doação. bancos e camas de campanha. através do material estocado nos OP. • Empréstimo e • Transferência. • Equipamento individual (cintos. • Pedido. mesas. levando-se em consideração o Quadro de Dotação de Material (QDM) de cada OM e os pedidos realizados pelas UA referentes aos materiais não previstos no QDM. que deverá ser remetida à DAbst para consolidação das necessidades e providências no tocante à obtenção de recursos ou de outras formas de obtenção dos materiais.

1 Processo de obtenção As aquisições de equipamentos e de material de acampamento são realizadas.3 Distribuição do material O seu fornecimento às OM ocorre. Os equipamentos e material de acampamento devem ser armazenados nos almoxarifados das UA ou distribuídos para utilização. levando-se em conta a dotação de cada unidade. podendo ser feitas pelo OP ou. com recursos recebidos do COLOG.4.2. excepcionalmente pelas OM. através dos OP. estabelece a Listagem dos Conjuntos de Material de Intendência de Campanha e as Respectivas Normas de Distribuição. para realizar o recebimento do material provisionado. 4. nos quais se incluem os materiais guardados nas reservas de materiais das subunidades das UA. em regra.4. 4. conforme as diretrizes traçadas pela DAbst. de forma centralizada. A UA. de forma descentralizada.4. A sua distribuição dá-se conforme os Planos Regionais de Distribuição e inicia-se através de uma Ordem de Fornecimento expedida pela D Abst ou RM aos OP. de 10 de agosto de 1993.2. que executarão o determinado por meio da elaboração de uma guia de fornecimento e pela entrega dos respectivos itens à UA na instalação de suprimento do órgão provedor ou transportando o material até a unidade.2 Armazenagem do material Esses materiais encontram-se estocados nos depósitos dos OP (armazéns) até que seja emitida ordem da DAbst ou das RM para distribuição. obedecendo-se às especificações técnicas exigidas e às normas de execução de licitações e contratos. em princípio. de forma automática. pelo COLOG. deverá proceder conforme o descrito no Capítulo 3 desta apostila. 80 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .4. A Portaria Nr 051 EME. através da DAbst.

• Alterações assinaladas. • Doações. • Quantidade e nomenclatura. • Permutas. 5. • Excessos. a UA deverá ter os seguintes dados para inclusão no SIMATEx: • Publicação em BI. • Cessão. A inclusão em carga de material permanente. • Origem do material – NEE (catalogação). o relacionamento do material de consumo e os consequentes registros contábeis no patrimônio das UA decorrem de: • Recebimento de material dos OP. • Preços unitários. • Transferência de material de outra UA.1 Documentação necessária Para inclusão em carga ou relacionamento. • Nr e data do termo de recebimento. • Aquisições de bens móveis e imóveis realizadas diretamente pelas mesmas. • Nr e data do documento de entrega GF/NF.u1 . • Nr do documento que autorizou a despesa (PDR). 81 gestão de material e patrimônio .5 Inclusão em carga e registro: material permanente e demais tipos de material Objetivo específico • Distinguir a documentação referente à inclusão de material em carga. • Recuperação. • Fabricação.

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o detentor direto do material tem a responsabilidade de solicitar ao Fiscal Administrativo da UA o pedido de descarga. perda ou extravio. • Distinguir a documentação relativa à descarga de material.u1 . motivos gerais. a responsabilidade pela destinação desse material. o pedido ao agente diretor para as providências cabíveis. não sendo possível sua reparação. roubo ou furto e outros motivos.6 Descarga e substituição de material. 6. Em todo o caso. O processo de descarga de material ocorre em circunstâncias específicas e está sob a orientação de normas e etapas que devem ser seguidas à risca e com atenção. que encaminhará. recuperação ou transformação. tendo como consequência. por meio dos seguintes documentos: 83 gestão de material e patrimônio . as descargas dos materiais das UA só poderão ser realizadas de acordo com as situações nas quais se encontrem. Artigos controlados Objetivos específicos • Identificar as causas de inservibilidade do material. normas e etapas. Tratando-se de material não controlado. após ter juntado o seu parecer. além da respectiva diminuição patrimonial. O processo de descarga inicia-se por meio de parte do detentor do material ou por ordem do AD.1 Descarga de material A descarga de material consiste em excluir dos registros patrimoniais e contábeis das UA os materiais permanentes das diversas classes por motivos de: inservibilidade para o fim a que se destina. A seguir serão apresentadas e listadas em detalhe essas circunstâncias.

ou outro índice que venha a substituí-lo. • For de valor atual inferior a cinco MVR (Maior Valor de Referência). deverá ser nomeada uma Comissão de Exame e Averiguação (CEAM): • Não tiver atingido o tempo mínimo de duração. • Ordem de recolhimento para manutenção de 3º ou 4º Esc. O processo de descarga deverá ser remetido para a RM para fins de homologação. os escassos no mercado interno ou externo (material crítico) e os que exigem medidas especiais para sua obtenção. • Inquérito Policial Militar (IPM). a descarga será ordenada pelo agente diretor através de despacho no verso do termo elaborado pela Comissão (TEAM) e a homologação do processo será realizada pela RM. simultaneamente. quando o material preencher. Se o material não tiver o tempo mínimo de duração.1. ocorrerá a descarga do material permanente. Nesse caso. devendo-se proceder a publicação em boletim interno da UA. devendo ser encaminhada 84 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . de Parecer Técnico. Material controlado: São os artigos de alto custo. A classificação de um artigo como controlado poderá ser temporário e obedecer à conjuntura do momento. produção. • Inquérito Técnico (a sindicância será dispensada). 6. cabe ao agente diretor a determinação da descarga. através de despacho no verso do Parecer do Fiscal Administrativo. • Parecer Técnico (PT). • Termo de Exame e Averiguação de Material (TEAM). • Não for [material controlado]. industrialização e comércio (material estratégico). Estes artigos terão sua distribuição controlada pelo Órgão Gestor responsável pelo suprimento. por essa razão. a solicitação de descarga deverá estar acompanhada. Caso a inservibilidade do material se enquadre em qualquer uma das situações a seguir. os que apresentam periculosidade no manuseio.1 Da inservibilidade Sendo considerado inservível. os altamente técnicos. além do TEAM. as relações de artigos controlados deverão ser mantidas atualizadas. • For controlado. ou outro índice que venha a substituí-lo. as condições a seguir: • For de tempo de duração indeterminado ou tiver atingido o tempo mínimo de duração previsto. No caso do material ser controlado.• Parecer elaborado pelo fiscal administrativo. • For de valor atual superior a 5 (cinco) MVR. • Sindicância.

usuários ou à União. • Por deterioração. poderão ser admissíveis nos OP. por intermédio da RM. na verificação do estado do material. As quebras são passíveis de ocorrer nos locais e/ou pelas causas descritas a seguir: • Na armazenagem. ação de animais daninhos. devidamente justificadas. deverão proceder à descarga em conformidade com o anteriormente descrito. A inservibilidade também poderá ser causada por quebras. dano. chuvas. O Agente Diretor deverá nomear uma Comissão em BI da UA. quando se tratar de material que preencha simultaneamente as condições a seguir: • For de tempo de duração indeterminado ou tiver atingido o tempo mínimo de duração previsto. inundações etc. respectivamente.). para a elaboração do TEAM..u1 . cópia da Ficha Estoque e. Nesse caso. 85 gestão de material e patrimônio . após o recebimento do TEAM. sendo que terá o prazo de oito dias. prorrogáveis por mais oito. A CEAM deverá realizar o exame e a averiguação do material que consistem. que desempenhará suas atividades durante um trimestre. se a inservibilidade advir de indícios de crime.2 Da perda ou extravio Haverá descarga por perda ou extravio. a fim de ser o prejuízo imputado aos detentores. deverá ser instaurada uma sindicância para apuração dos fatos e responsabilidades e.à DMat. a RM deve homologar a descarga sem maiores problemas. inutilização etc.1. ventos. Se as quebras forem motivadas pela ocorrência de sinistros. deverá ser instaurado um IPM. 6. segundo as condições estipuladas por cada órgão gestor. exposição prolongada à luz solar ou à umidade. se ele é susceptível ou não de reparação ou recuperação e na averiguação da causa dos estragos. conforme o caso. Laudo do Exame de Reinspeção. para fins de parecer e remessa à DAbst para a referida autorização. • No transporte. Se a causa da inservibilidade for falta de cuidado com o material. Na hipótese de ocorrerem quebras nas OM. • Por sinistros (incêndios. e a critério da autoridade nomeante. principalmente. se for o caso. se for ocaso. em princípio.

• For indicação do responsável pelo ressarcimento dos danos à União.4 Dos outros motivos A descarga do material também deverá ocorrer após haver autorização ou determinação do escalão superior. 86 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .1. que encaminhará todo o processo de descarga à DMat para parecer. com despacho sobre a necessidade de descarga do AD.1. após o parecer da D Mat. que por sua vez o remeterá à DAbst para autorização. acompanhado da solução do IPM à RM. através de parte do detentor direto ou de causa que justifique a imputação do prejuízo à União. o processo de descarga deverá ser remetido à RM para fins de homologação. desde que. seja publicada a sua solução em BI. ou outro índice que venha a substituí-lo. a solicitação de descarga deverá ser remetida à RM. a autorização da descarga deverá ser realizada pela DAbst. ocorrerá a descarga. Se o material for controlado. para que haja: • Recolhimento ao OP. Nesse caso. • Não for material controlado. 6. 6. uma vez concluído o IPM. Em regra. devendo o respectivo processo ser acompanhado de solução de sindicância ou de IPM.• For de valor atual inferior a cinco MVR (Maior Valor de Referência). Se ocorrer a perda ou extravio de material controlado. Deverá ser instaurada sindicância quando não estiver caracterizada a responsabilidade pelo ressarcimento do prejuízo que justifique sua imputação à União ou a simultaneidade das condições acima descritas. O processo de descarga de material não controlado deverá ser remetido à RM para fins de homologação.3 Do roubo ou furto Nos casos de roubo ou furto. a UA deverá solicitar a descarga remetendo o respectivo processo. que o enviará à D Mat. se for o caso.

em virtude de uso prolongado. 87 gestão de material e patrimônio . • Recuperável . Dentre esses motivos. ou seja. aparas e retalhos de oficinas e de outras procedências.quando sua manutenção e operação apresentarem relação benefício/custo desfavorável. • Desativado. de acordo com parecer de órgão técnico competente ou de comissão nomeada pelo órgão gestor do material: • Ocioso .quando sua recuperação for possível e orçar em até cinquenta por cento de seu valor de mercado. ou apresente desempenho precário. de acordo com as regras vigentes. • Alienação. quando este atende a uma ou mais das situações discriminadas a seguir.quando.u1 .aquele que apresente condições de desempenho abaixo dos padrões mínimos requeridos. • Resíduos. a fim de que seus auxiliares realizem os respectivos lançamentos contábeis no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI). Esse desrelacionamento se formalizará a partir de uma parte elaborada pelo almoxarife ou chefe de outros depósitos ao fiscal administrativo periodicamente. embora em perfeitas condições de uso não estiver sendo aproveitado por não mais atender às finalidades para as quais se destinava.• Transferência para nivelamento de estoque. desgaste prematuro ou obsoletismo. • Obsoleto . • Irrecuperável . 6. o desrelacionamento do material de consumo também poderá ocorrer quando houver distribuição dos itens de suprimento pelo almoxarifado ou outros depósitos para utilização de vários setores da UA ou para aplicação na manutenção.2 Desrelacionamento de material O desrelacionamento de MEM consiste em excluir dos registros contábeis da UG os itens e valores referentes ao material de consumo e deve seguir os mesmos procedimentos descritos para a descarga. Entretanto. podemos citar a inservibilidade do material. • Antieconômico .quando não mais puder ser utilizado para o fim a que se destina devido à perda de suas características ou em razão da inviabilidade econômica de sua recuperação.

ocorrerá quando se verificar a inconveniência ou impossibilidade de alienação. de acordo com o seu estado e decisão dos agentes diretores ou órgãos competentes. aproveitando-se as partes economicamente viáveis. devidamente publicado. Tratando-se de material controlado. Se o material não for controlado. A inutilização ou o abandono do material descarregado. que será procedida por intermédio do ODS gestor do material. a destinação do material deverá ser sugerida pela Diretoria de Abastecimento. se o material for controlado. a sua destinação deverá estar expressa na homologação realizada pela respectiva RM. fundação pública ou integrante do Poder Legislativo ou do Poder Judiciário. sendo que. alienado. O Comando do Exército é responsável pela autorização da inutilização ou do abandono do material controlado. a competência para a determinação do destino do material a ser descarregado ou desrelacionado será do órgão responsável por sua homologação ou por sua autorização. A cessão do material descarregado. salvo se o destinatário for uma autarquia. cuja causa da inservibilidade tenha sido a irrecuperabilidade. inutilizado ou abandonado.1 Material distribuído pelos OP No caso dos materiais distribuídos pelos OP. podendo ser cedido.3 Destinação do material descarregado Todo material descarregado deverá ter um destino. a autorização para a cessão deverá ser solicitada ao Comando do Exército por meio do ODS gestor do material. cuja causa da inservibilidade fez com que ele tenha sido classificado como ocioso ou recuperável. 88 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . e serão determinados pelo órgão gestor do material. que serão incorporadas ao patrimônio.3. conforme o caso. 6. Caberá ao órgão gestor responsável pelo material a autorização para a cessão.6. através de um Termo de Cessão. Para esses órgãos poderá ser utilizada a doação. poderá ser realizada a favor de outro órgão que dele necessite. mediante Termos de Inutilização ou de Justificativa de Abandono.

recuperação ou transformação. 6. ou seja. no qual seja pertinente a presença do material. o destino do material inservível deverá seguir as instruções específicas do ODS gestor.3. o destino do material. deverão ser transferidos por meio de cessão ou doação para uma OM que possua espaço cultural.666/93.3 Material adquirido pela própria UA Em regra.6. Caso o material tenha sido adquirido com recursos provenientes de destaques. deverá estar descrito no despacho do Agente Diretor que determinou a descarga.2 Material de emprego militar de valor histórico Os MEM que possam ser enquadrados como de valor histórico. convênios e termos de cooperação.3. exceto se ocorrerem fatos imprevistos que as justifiquem devido à excepcionalidade do caso concreto. nesse caso. poderá ocorrer a venda. em regra. após terem sido descarregados e havido a emissão dos respectivos pareceres sobre o valor histórico deles. não sendo possível a sua reparação. a serem emitidos pela Diretoria de Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx). deverá ser procedida através de licitação. Tratando-se de material inservível. 6. Não deverão ser solicitadas substituições de material cujo provimento seja automático. advêm de descargas realizadas e são feitas pelos respectivos órgãos mediante pedido feito pelas UA. em regra na modalidade leilão. 89 gestão de material e patrimônio .4 Substituições As substituições dos materiais fornecidos pelos OP. A venda. conforme o procedimento previsto na Lei 8.u1 . de acordo com avaliação do preço do material.

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deverá estar acompanhado da respectiva guia de recolhimento (GR) devidamente preenchida. aos órgãos provedores. 7. inservível etc. a fim de que possa ser recolhido para uma OM de manutenção. ou se foi fornecido pelos órgãos provedores ou adquirido no comércio. alienação de material RAE/NARMNT Objetivos específicos • Descrever a sistemática de recolhimento de material. excedente. 91 gestão de material e patrimônio . • Outros esclarecimentos julgados necessários. obsoleto. determinará como se processará esse recolhimento. Os Encarregados do Setor de material ou de outros depósitos. e consertado por empresas civis ou alienado. para ser recolhido. • Identificar as classes de material. deverão quitar a 2ª via da GR e devolvê-la ao pessoal que entregou os referidos bens. • Causa do recolhimento. • Data do recebimento.1 Sistemática de recolhimento de material Todo material. se está indisponível. isto é. O recolhimento dos materiais consiste na sua entrega ao Setor de Material ou a outros depósitos da UA por inúmeros motivos e para as respectivas providências. com as seguintes informações: • Quantidade e espécie de materiais. • Tempo mínimo de duração. após a conferência dos materiais e da documentação que o acompanha.7 Recolhimento: providências. A situação na qual se encontra o material e a sua origem. em duas vias.u1 .

catálogos e livros registros para as providências cabíveis. O recolhimento do material que necessitar de manutenção de 2º e 3º escalões deverá ser devidamente autorizado pela RM e a de 4º escalão pela DF. devendo ser recebidos por uma Comissão. 7. recolhimento aos órgãos provedores.1. em regra. Exame. sendo que. terá que ser acompanhado de TEAM. 7. O material classificado como sendo de 1ª ou 2ª classes poderá ser estocado no OP e redistribuído às UA. PT e IT. conserto ou trocas em empresas civis. através da coordenação entre o COLOG e o DCT.7. em regra. sindicância. a OM deverá recolher o material aos órgãos provedores.1. todo material. Avaliação e Classificação. que lavrará um Termo de Abertura. em regra. dependendo do motivo da inservibilidade. a fim de que possam seguir os destinos adequados.2 Material recolhido aos órgãos provedores Após estar devidamente autorizada. 3º e 4º escalões. seja qual for o destino que deva ter. corretamente montados. as manutenções de 3º escalão serão realizadas pelos Parques Regionais de Manutenção e a de 4º escalão pelos Arsenais de Guerra ou por OM vocacionadas. 92 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . deverão ser recolhidos aos órgãos de 2º. recolhimento aos órgãos de manutenção e alienação.3 Material recolhido aos órgãos de manutenção Os MEM inservíveis passíveis de reparação ou recuperação. As manutenções de 2º escalão cabem. limpos e acompanhados de seus manuais. e a de 4º escalão realizadas por OM vocacionadas são gerenciadas pela DMat e as manutenções de 4º escalão executadas pelos Arsenais de Guerra são gerenciadas pela Diretoria de Fabricação. aos batalhões logísticos e às OM de Engenharia e de Comunicações para os seus materiais orgânicos. Esses materiais deverão ser recebidos pelo almoxarife ou por chefes de depósitos ou por seus auxiliares.1. ou seja. precisa ser recolhido ao almoxarifado ou a outros depósitos para que todas as medidas necessárias sejam tomadas.1 Material recolhido ao almoxarifado ou outros depósitos das UA Como já descrito. As manutenções de 2º e 3º escalões.

no tocante à alienação.2 Alienação de material O termo alienação significa a maneira através da qual se transfere o domínio de um bem a terceiros. sendo necessária a preservação dessas características e cumprimento da legislação pertinente. doação e permuta e sempre após sua descarga e respectiva classificação. a cargo da D Abst. da Classe VII (Guerra Eletrônica e Informática): todos os materiais. A alienação dos materiais. salvo excepcionalmente. e todos os materiais cuja aquisição tenha seus recursos previstos no PAA. 7. O material cuja classificação seja de 3ª classe deverá ser recolhido ao órgão de manutenção para reciclagem ou aproveitamento da matéria-prima. da Classe VI (Engenharia): cartografia e fotogrametria.Determinados MEM são regidos por normas específicas e suas manutenções são realizadas de acordo com as referidas regras. a cargo da DMAvEx. poderá ocorrer por meio de venda. como nos casos dos materiais de Aviação do Exército. Não podem ser alienados os materiais de valor histórico e cultural. da Classe IV (Construção): todos os materiais. após as UA receberem a ordem de transferência do escalão superior. prejudiciais à saúde pública ou que possam revelar algum segredo militar. 93 gestão de material e patrimônio . de Veterinária. conforme determinação do órgão homologador. alienáveis somente pelos OP e alienáveis. em: inalienáveis. os materiais inservíveis que não possam ser transferidos do EB (por exemplo: fardamento) e os materiais inservíveis considerados perigosos. exceto os que são integrantes dos Sistemas de armas táticos e do SISTAC. no âmbito das UA. Os materiais classificados como inalienáveis e alienáveis somente pelos OP deverão ser imediatamente transferidos para esses órgãos. Os materiais podem ser classificados. sendo responsabilidade dos ODS a publicação e atualização das relações desses materiais e do OP a condução do processo de descarga.u1 .

bem como de materiais adquiridos pelas UA sem possibilidade de reparo ou transformação. existente sob o controle do Exército.666/93. que apesar disso não é adotado e/ou empregado em decorrência de análise e parecer do COLOG sobre sua defasagem tecnológica e cuja modernização ou aperfeiçoamento é técnica e/ou economicamente inviável. de resíduos de oficina. b) Quanto à destinação do material: • Material de aplicação – é o material de consumo que se destina a permitir o funcionamento de máquinas. de acordo com o seu estado ou destinação: a) Quanto ao estado do material: • Material de 1ª classe – é o material em bom estado e sem uso. tomadas. • Material de 2ª classe – é o material já usado. • Material desativado – é o material que deixa de ser adotado pelo EB. através de Guia de Recolhimento da União (GRU). em virtude de sua obsolescência ou defasagem tecnológica e por não atender às condicionantes operacionais e aos ROB vigentes. Tratando-se de material inservível cuja matéria-prima seja inaproveitável pelo EB. • Material de 4ª classe – é o material inservível. 7. equipamentos e aparelhos diversos (bobinas. em decorrência da 4ª Reunião Decisória conduzida pelo EME. cuja matéria-prima não oferece condições de aproveitamento pelo Exército. devendo depositar os valores auferidos em conta da gestão do Fundo do Exército. etc.3 Classes de material Os materiais pertencentes às UA podem ser das seguintes classes. conforme prescreve a Lei 8.No caso de material alienável somente pelos OP. • Material obsoleto – é o material em desuso.é o material inservível. cuja matéria-prima oferece condições de aproveitamento pelo Exército. fios. as unidades poderão realizar a venda mediante licitação. 94 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . resistências. se for o caso.). • Material de 3ª classe . o processo de alienação deverá ser devidamente autorizado pelas RM. podendo ser reutilizado após revisado e reparado.

• Material inservível – é o material que não atende às finalidades para as quais é destinado. 95 gestão de material e patrimônio .u1 . • Material hipotecado – material destinado a estabelecer um nível de segurança adequado para enfrentar situações de emergência. • Material de transformação – é o material de consumo destinado à confecção de qualquer artigo. apresenta condições de desempenho abaixo dos padrões mínimos requeridos e cuja recuperação é antieconômica.

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III (combustível).8 Normas Administrativas Relativas ao Suprimento (NARSUP) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes das NARSUP. dificultando o gerenciamento desses materiais. • Interpretar as NARSUP. passando as antigas DS e DMnt a serem denominadas. • Inspeções. responsável pelo provimento de material das classes I. Remonta e Veterinária.u1 . atual COLOG. • Administração de suprimentos. As Normas Administrativas Relativas ao Suprimento (NARSUP). responsável pela gestão dos materiais das classe III (lubrificantes). As NARSUP revogaram inúmeras Portarias e outros documentos esparsos que tratavam diferenciadamente as diversas classes de suprimento. V (Armt) e IX (motomecanizado). através da DAbst. Nas NARSUP é possível encontrar vários anexos referentes a modelos de documentos necessários à operacionalização das rotinas e quatro títulos com os seguintes capítulos: • Generalidades. do DLog. inclusive. Portaria nº 09. 97 gestão de material e patrimônio . foram elaboradas com o objetivo de padronizar os procedimentos administrativos referentes à logística do material de emprego militar sob gestão do antigo D Log. II. respectivamente. V (munições e explosivos). Com a criação do COLOG houve modificação da estrutura logística de suprimento. ocorrendo a criação da BaApLogEx. de 27 de junho de 2002. e da DMat. X (materiais não incluídos em outras classes). DAbst e DMat e.

• Disposições genéricas e específicas. no âmbito da Força. exige uma constante atualização dos seus quadros no tocante aos inúmeros documentos esparsos produzidos pelos órgãos gestores. não esquecendo que a dinâmica de modernização da administração do material. que complementam as referidas NARSUP de acordo com as especificidades dos materiais. • Vários modelos de documentos. a fim de poder gerir eficientemente os materiais por elas regulados. É fundamental que os agentes da administração e seus auxiliares tenham pleno conhecimento dessas normas. 98 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .

9 Normas Administrativas Relativas à Manutenção (NARMNT) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes das NARMNT. a utilização da tecnologia da informação. É fundamental que os agentes da administração e seus auxiliares tenham pleno conhecimento dessas normas. • Interpretar as NARMNT. • Capítulos sobre o controle da manutenção. As Normas Administrativas Relativas à Manutenção (NARMNT). para que sejam utilizados processos modernos de reparação. propriamente dita. cresce a responsabilidade de todos os responsáveis pela atividade logística de manutenção. A manutenção dos MEM é primordial para a operacionalidade do EB e. para que a logística de manutenção torne-se mais rápida. • Capítulos sobre seções de manutenção. privilegiando-se a manutenção preditiva. com o crescente investimento na produção e na aquisição de novos produtos de defesa. 99 gestão de material e patrimônio . mais perfeita e com maior rendimento. indenizações do suprimento de manutenção e disposições finais.u1 . têm a finalidade de consolidar e padronizar os atos necessários à manutenção do MEM sob gestão do COLOG. de todo material sob gestão do COLOG. a fim de poderem gerir eficientemente a manutenção dos materiais por ela regulados. antiga DMnt. de 27 de junho de 2002. As NARMNT possuem anexos e seis títulos contendo: • Capítulos sobre generalidades – contêm importantes definições necessárias ao conhecimento de todos os responsáveis pela manutenção dos MEM. Portaria nº 10. a contínua capacitação dos quadros e a elaboração de regras que dificultem a operacionalização das atividades. através da DMat. em consonância com as modernas tecnologias. • Capítulos sobre a manutenção. do DLog.

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101 gestão de material e patrimônio . As referidas normas são constituídas por anexos e sete capítulos versando sobre: generalidades. As Normas Administrativas relativas ao Material de Comunicações Estratégicas. Eletrônica. processo para aquisição de material. As NARMCEI devem ser utilizadas para o gerenciamento do material de comunicações estratégicas. • Interpretar as NARMCEI.u1 . guerra eletrônica e informática. guerra eletrônica e informática (Classe VII) sob gestão da extinta DMCEI. de 13 de fevereiro de 2002. o material de informática integrante do SISTAC e dos Sistemas de Armas Táticos. Portaria nº 005. cuja aquisição tenha seus recursos previstos no PAA.Sistema Tático de Comunicações (material para emprego operacional). eletrônica.10 Normas Administrativas relativas ao Material de Comunicações Estratégicas. eletrônica e informática (hardware). atual CComGEEx. material de comunicações estratégicas. eletrônica. Guerra Eletrônica e Informática (NARMCEI). da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI). material de informática (software) e material de guerra eletrônica (GE). manutenção. e o material. órgãos da cadeia de suprimento. Guerra Eletrônica e Informática (NARMCEI) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes das NARMCEI. foram elaboradas com a finalidade de padronizar e agilizar os procedimentos referentes à administração do material de comunicações estratégicas. salvo o material de comunicações integrante do SISTAC . Eletrônica.

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conceituações. As NORCE estão divididas em 15 capítulos que versam sobre: legislação básica. mas que também constituem patrimônio. é o órgão responsável pelo gerenciamento dos equídeos no âmbito da Força. bovinos. caprinos. Portaria nº 003. documentação e prescrições diversas. animal distribuído. EsEqEx. inclusão em Carga: conjunto de bens móveis permanentes ou de consumo sob responsabilidade de agente da administração para consecução de objetivos. anemia infecciosa equina. de 22 de abril de 2009. equino alojado.11 Normas para o Controle de Equídeos no Exército Brasileiro (NORCE) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes das NORCE. A Coudelaria de Rincão. a EsSA. Apesar de haver poucas OM que possuem animais cavalares. O termo aplica-se a animais como equinos. devendo o administrador atentar para todas as publicações que visam modificar ou complementar as NORCE. finalidade. os Regimentos de Cavalaria de Guarda e os Colégios Militares são as OM possuidoras de equinos no EB. a fim de que todos os agentes e auxiliares possam estar em condições de desempenhar as atividades administrativas per- Semoventes: termo jurídico que se aplica aos bens que não são móveis nem imóveis. é importante o pleno conhecimento das NORCE. recebimento. do COLOG. 103 gestão de material e patrimônio . [carga]. O COLOG. ovinos etc. visam a administração de equinos no âmbito do Exército. • Interpretar as NORCE. identificação do equídeo. através da DAbst. movimentação. a AMAN.u1 . inclusive pela normatização dos procedimentos pertinentes. suínos. reprodução de equídeos. tinentes à gestão desses [semoventes]. exclusão da carga. provisão. As Normas para o Controle de Equídeos no Exército Brasileiro (NORCE).

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O termo “cão de guerra”é usado para cão de emprego militar. detector ou farejador de drogas e explosivos etc. como patrulhamento. identificação do canino e provisão. atualmente sob responsabilidade do COLOG através da DAbst. versam sobre a gestão dos caninos no EB. o Exército Brasileiro possui 300 cães em suas Seções de Cães de Guerra. exclusão da carga. 105 gestão de material e patrimônio . conceituações. As Normas para o Controle de Caninos na Força Terrestre (NORCCAN). há capítulos sobre: legislação básica. cuja atividade vai. de 22 de julho de 2003. capítulos que abordam: recebimento. Atualmente. finalidade. do DLog. sendo que. e. reprodução de caninos.12 Normas para o Controle de Caninos na Força Terrestre (NORCCAN) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes das NORCCAN. As NORCCAN possuem dois títulos denominados generalidades e controle de caninos.u1 . • Interpretar as NORCCAN. raças.. até o treinamento para emprego em ações de combate. no título generalidades. movimentação. desde a função de cão policial. que devem obedecer às NORCCAN. inclusão em carga. no segundo título. policiamento de pessoal. Portaria n° 08. utilização do “cão de guerra”. a fim de bem administrar os referidos semoventes. documentação e prescrições diversas. guarda de instalações militares.

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107 gestão de material e patrimônio . a execução. sendo a Divisão de Transporte (Div Trnp) do Gabinete de Planejamento e Gestão (GPG)/COLOG responsável pela sua gestão. • Interpretar a NOT LOG. As Normas para o Transporte Logístico de Superfície (NOTLOG). o controle e a avaliação do transporte de material e de animais pertencentes à União. a orçamentação. • Responsabilidades.u1 . Portaria nº 01. bem como do pessoal empregado na atividade. o transporte logístico de superfície está atualmente a cargo do COLOG. ou seja. do DLog. o planejamento. As NOTLOG foram estruturadas em seis títulos. • Prescrições diversas. a programação. • Execução dos transportes. foram regras criadas para padronizar e agilizar a administração do transporte logístico de superfície. • Planejamento do transporte logístico de superfície. que tratam de: • Disposições preliminares.13 Normas para o Transporte Logístico de Superfície (NOTLOG) Objetivos específicos • Identificar os títulos constantes da NOT LOG. Com a transformação do DLog em COLOG e extinção da DT Mob. de 15 de abril de 2002. • Transporte logístico de superfície. • Atribuições.

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Guias de Recolhimento. devidamente nomeada pelo agente diretor e publicada em BI da UA para a realização do recebimento e exame dos materiais recebidos do escalão superior. este deverá ser incluído em carga por determinação do agente diretor. A comissão deve descrever detalhadamente a identificação do material. Termos de Exame e Averiguação de Material. No caso do material ter sido recebido do escalão superior. ou adquiridos com recursos próprios. faltas. Se não houver alterações no material recebido. através do qual são descritas todas as alterações encontradas referentes ao estado de conservação e condições de funcionamento desses materiais. detentora de conhecimento técnico. inclusive indícios de violação e os defeitos encontrados durante a realização dos testes. suas avarias. modelos de pedidos e de descarga de material. cuja finalidade é a verificação precisa do estado do material e se ele pode ser considerado 109 gestão de material e patrimônio .14 Administração do material pertencente a uma UA Objetivo específico • Distinguir Termos de Recebimento e Exame de Material.2 Termo de Exame e Averiguação de Material (TEAM) O TEAM é o documento confeccionado por uma comissão de exame e averiguação do material.1 Termo de Recebimento e Exame de Material (TREM) O TREM é o documento elaborado pela comissão de recebimento e exame de material. a 2ª via para a RM e a 3ª via deverá permanecer arquivada na UA que expediu o documento. diretamente dos órgãos provedores ou através de empresas contratadas. Guias de Recebimento. 14.u1 . a 1ª via do TREM deverá ser remetida para a DAbst. por ocasião do recebimento dos materiais. 14.

fazendo constar o preço atual do material novo. indicará a conveniência da recuperação do material e a sua destinação. 110 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . o estado geral do material. devendo retornar à OM expedidora. o valor de mercado do material usado e os custos de recuperação do material. no tocante as suas avarias. A guia de remessa é elaborada em quatro vias: • A 1ª fica com a OM de destino. a análise de custos do material examinado. ocasionando a sua descarga. através do qual. A comissão. • A 3ª via é remetida à RM. e acompanha o material.3 Guia de remessa A guia de remessa é o documento que deve ser elaborado pelas UA para que acompanhe o material quando este for circular entre OM para fins de transferência ou quando os órgãos de manutenção o restituírem às OM apoiadas ou quando os órgãos provedores o remeterem aos seus destinatários. detalhadamente. • A 4ª fica arquivada na OM expedidora. 14. nomeada pelo agente diretor em BI da UA. O Termo deverá ser elaborado quando o material inservível não tiver atingido o tempo mínimo de duração ou for de valor atual superior a cinco MVR.definitivamente inservível para os fins a que se destina. após quitada. o seu parecer.4 Guia de Recolhimento Guia de recolhimento é o documento que deverá ser confeccionado pela UA para acompanhar o material quando destinado ao órgão de manutenção ou retorna ao OP. bem como os custos de recuperação. ou outro índice que venha a substituí-lo ou for controlado. no documento. deverá descrever. ou é passível de reparação ou recuperação. informará sobre a conveniência da recuperação ou se a recuperação é antieconômica e. de maneira conclusiva. fundamentada em PT. ou seja. É importante ressaltar que a comissão deverá descrever no TEAM informações sobre o exame do material. 14. • A 2º via segue para a OM de destino.

deverá ser incluído na Ficha Modelo 18 e ser remetida à RM para providências. deverão ser adquiridos. de acordo com as suas necessidades. ou de material de consumo não existente no almoxarifado. • A 3ª é remetida pela OM expedidora à RM. ao fiscal administrativo. • A 4ª via fica arquivada na OM expedidora. havendo possibilidade de aquisição. e se for remetido ao órgão provedor. de preferência por uma Seção de Aquisições. após autorização do Ordenador de Despesas.A guia de remessa também é elaborada em quatro vias: • A 1ª via fica com a OM de destino. a fim de que seja fornecido pelo almoxarife. Tratando-se de material permanente. Os pedidos de materiais existentes nos almoxarifados deverão ser realizados por meio do SISCOFIS. Licitações e Contratos (SALC).5 Pedido de material Os pedidos de material no âmbito das UA devem ser feitos pelos interessados. conforme o modelo do ANEXO A. que dificilmente fica estocado no Setor de Material. expressa na Parte Requisitória.u1 . ao OP ou ao órgão de manutenção. em regra. ao COAL/ Blog. acompanha o material. Sendo o pedido remetido ao órgão de manutenção. deverá dar entrada no COS/OP. conforme o caso. 14. • A 2ª segue para a OM de destino. A responsabilidade pela correta especificação dos itens pedidos é das pessoas interessadas pelos respectivos suprimentos. que disponibiliza aos agentes devidamente cadastrados a existência do material e sua quantidade para fins de solicitações. através de suas respectivas seções ou subunidades. em regra. devendo retornar à OM expedidora. O material necessário à UA. Os materiais necessários às UA para manutenção de seus MEM podem ser pedidos. deverá ser pedido com a correta especificação e. 111 gestão de material e patrimônio . após quitada. este deverá ser dirigido. podendo versar sobre a necessidade de material de consumo ou de material permanente. não previsto em QDM e sem possibilidade de aquisição. os quais serão separados e distribuídos aos interessados após a aquiescência do fiscal administrativo.

RJ. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. DIEx n° 001 .00 xxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. xxx Qtde xxx xxx PREGÃO ITEM UASG xx.: Art.xxx. Obs: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.xx de xxxx de 2013 DIEx n°Resende. conforme modelo do ANEXO B.xxx.Setor Do EB: 64000. XXXXXXX XXXXXXX XXXXX – Maj Encarregado do Setor de Material do XXXXXXXXX XXXXXXX XXXXXXX XXXXX – Maj Encarregado do Setor de Material do XXXXXXXXX 112 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais .. abaixo especificado. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.Setor Resende. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 1. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.041098/2013-61 RJ.00 V.00 x. requisição 13 das IG 12-02 Assunto: do serviço Do Ref. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 13 das IG 12-02 (Port Min nº 305. TOTAL x.xxx. UNIT x. adotará as medidas administrativas cabíveis. abaixo especificado. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. DataXxxxxxxx para entrega: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.00 V. TOTAL CENTRO DE CUSTO xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.00 x. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. RJ. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 4.:________________________________________________________________________________ Cargo Em: _____/_____/_____. xxx xx. Data para entrega: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.Setor EB: Anexo A – MODELO DE PEDIDO DE MATERIAL DIEx64000.xxx. 3. abaixo especificado. Xxxxxxx – Posto 3.. 13 das IG 12-02 (Port Min nº 305. UNIT V. Ref. Solicito aquisição de:de (X)aprovar Mat Consumo ( ) Mat ( ) Serviço 2. e remetido ao fiscal administrativo da UA que. Xxxxxxx Xxxxxxxx – Posto Cargo Despacho do Almoxarife: possui material no Almx: ( ) Sim ( X ) Não Xxxxxxx Xxxxxxxx – Posto Despacho do Almoxarife: possui material no Almx: ( ) Sim ( X ) Não Obs. 13 IG 12-02 Nos termos do das contido no Art.041098/2013-61 n° 001 .00 x. de 24 maio 95). Especificação xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. xxx xx.00 V. 4. Data para entrega: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 13 das 12-02 do xxxx Sr Ordenador de IG Despesas Nos termosrequisição do contido do no Art. Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 2. Cargo 4.: Art. Justificativa: Anualmente.xxx. Especificações 1.xxx. de 24 maio 95). Solicito aquisição de: (X) Mat Consumo ( ) Mat Permanente ( ) Serviço 2.041098/2013-61 Sr de Despesas do xxxx DoOrdenador Resende.:________________________________________________________________________________ Encarregado do Setor de Material do XXXXXXXXX Em: _____/_____/_____. Especificação xxx Qtde PREGÃO ITEM UASG xx.00 x. Especificações Nos termos do contido no Art. Obs. Justificativa: Anualmente. UNIT xx. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. TOTAL xxx CENTRO DE CUSTO xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. solicito-vos 1.6 Pedido de descarga de material O pedido de descarga de material deverá ser realizado pelo seu detentor direto.00 V. Obs: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. 13 das IG 12-02 (Port Min nº 305.. 001 .00 xxx Obs: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. XXXXXXX XXXXXXX XXXXX – Maj Obs.00 xxx CENTRO DE CUSTO xxx xxx xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx. de 24 maio 95). conforme o caso.14.00 xx. 3.xx de xxxx de 2013 Assunto: requisição do serviço Sr Ordenador de Despesas do xxxx Ref. solicito-vos Assunto: serviço providências no sentido de aprovar a realização do serviço. Especificações Especificação Qtde PREGÃO ITEM UASG V. Justificativa: Anualmente.xx de xxxx de 2013 EB: 64000. Solicito aquisição de: (X) Mat Consumo ( ) Mat Permanente ( ) Serviço providências no sentido de aprovar a realização do serviço. solicito-vos providências no sentido a realização do Permanente serviço.:________________________________________________________________________________ Despacho do Almoxarife: possui material no Almx: ( ) Sim ( X ) Não Em: _____/_____/_____.: Art.

Para fins dos Art 14 e 38.DESPACHO INICIAL DO OD 1. 8º e 11 do Dec nº 3. de 21 de junho de 1993. proponho o emprego dos recursos especificados a seguir : NC: DATA: PTRES: PI: EMPENHAR PARA: ND: VALOR TOTAL: R$ SUBITEM: CNPJ: GESTÃO: Em: _____/_____/_____. 2. UASG ________________ ). Em: _____/_____/_____.913/01. XXXX XXXXX XXXX – Maj Chefe da SALC / NOME OM DESPACHO FINAL DO OD : De acordo: Sim Não Em: _____/_____/_____. Licitações e Contratos (SALC) tome as providências cabíveis. 2. Inexigibilidade: Art 25 da Lei nº 8. XXXXX XXXXX XXXXXXX – CEL Ordenador de Despesas/NOME OM PROPOSTA DO CHEFE DA SALC: 1.u1 . da lei 8.666. de acordo com as normas vigentes. Comprovada a vantagem de sua utilização: Art 7º.666/93 Inciso III Caput Inciso I Inciso II Tomada de preço Convite Pregão Eletrônico Concorrência Adesão à Ata de Registro de Preço do Pregão (SRP nº _____________. XXXXX XXXXX XXXXX – CEL ORDENADOR DE DESPESAS/NOME OM ( FIM DO ANEXO A – MODELO DE PEDIDO DE MATERIAL ) 113 gestão de material e patrimônio . O Setor de Aquisições. proponho o início do processo administrativo relativo a: Dispensa: Art 24 da Lei nº 8. Em conformidade com a legislação vigente. inciso _________ .666/93. Autorizo o início dos procedimentos licitatórios e determino a abertura do processo administrativo correspondente.

.. Arquive-se na Fisc Adm. nos termos do Art 85 do R-3 (RAE)..... para 110 volts (marca ELETROLX) Patrimônio Nr 000000.... QUARTEL EM AGULHAS QUARTEL EM AGULHAS NEGRAS NEGRAS _____ / _____ / _____ ____________ ________________ _____ / _____ / _____ FISC ADM AGENTE DIRETOR DO FISCAL ADMINISTRATIVO OBS: .01 xx x.xx x. ____ de ____ / ____ / ____ Do (Nome do Detentor Direto) (Nome da Dependência) Ao Sr Fiscal Administrativo Solicito-vos a descarga do MATERIAL CLASSE II – INTENDÊNCIA abaixo relacionado... ____.. . __________________________________ ____________________________________ 2. do Art ____.... 88 tudo do R3 (RAE)/90. ou Patrimônio Nr 000000 a 222222.. tudo do R/3 (RAE)/90. (ASSINATURA) ___________________________ Nome e posto/Grad do Detentor Direto DESPACHO: 1. ESPECIFICAÇÃO DOS ARTIGOS Dia DATA DO RECEBIMENTO Mês CC 12 – Aparelhos e Utensílios Domésticos .Todas as folhas do documento deverão conter os campos para o despacho. .. Publique-se. (ASSINATURA) ___________________________Nome e posto do Ch Dependência AMAN – FISC ADM PARECER Nº ______/FA 23 TEMPO DE QNT DURAÇÃO Unt Ano 09 VALOR R$ (aquisição SISCOFIS) Total 87 xx xx xx xx xx xx IND OBS Unitário * 01 0. Encaminhamento a essa chefia..ANEXO B – MODELO DE PEDIDO DE DESCARGA DE MATERIAL DESCARGA DE MATERIAL PERMANENTE Parte nº _____ / _____ ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS Resende...MODELO DE PEDIDO DE DESCARGA DE MATERIAL) 114 Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais . do § ____. do R3 (RAE)/90.xx xx x.. de acordo com o ____________________________________ prescrito no Art....Deverá ser confeccionada Parte de Descarga para cada gestão de material.. 88. ou ainda Patrimônio Nr 000000 a 222222.... Concordo com o parecer do Fisc Adm devendo o material. 333333 a 333339 e 444444 a 444449... 85 e Nr do § ____.. ser descarregado da Carga Geral desta Academia e ________________ de acordo com o AO SR AGENTE DIRETOR Nr ____... ........... 2.....001 . do Art.EB10-IG-01.Art 91 do ERA ( FIM DO ANEXO B .. sendo os prejuízos imputados a ______________________ de conformidade com o Nr ____ 1.. do § 1º.01 0.. 87.. . Enquadra-se no Nr _____...... em _____________________ 4.. 3.xx x... (Ou outro motivo que justifique o pedido de descarga).Ficha 021103 – NEE 721013000260 – Aspirador de pó.. do § ____... do Art... o mesmo deve ocorrer com Material NEE NP... constante desta parte.Inciso II Art 65..... RJ. e Art 115 das IG . Permanece o modelo conforme . do Art...xx (ASSINATURA) _________________________ Ch da 4ª Seção da Dependência (Se houver) VALOR LÍQUIDO CONTÁBIL O referido material tornou-se inservível para o fim a que se destina.* Preenchimento sob responsabilidade da Fiscalização Administrativa.

htm>. 2010. de 12 de janeiro de 1990. Brasília: EGGCF.gov.15 Bibliografia Referências Bibliográficas BRASIL. ______. Disponível em: <http://www. Brasília: EGGCF. de 26 de agosto de 2002. 1990.br/ccivil_03/decreto-lei/ del0200.820. ______. ______. Brasília. Brasília: EGGCF. ______. Regulamento Disciplinar do Exército (R-4). ______. ______. Constituição (1988). ______. 2002. Brasília: EGGCF. ______. Regulamento de Administração do Exército (R 3). DF. 2012. 2008. Diário Oficial da República.003). Poder Executivo. Portaria nº 083-EME. Acesso em: 03 jul 2013. Brasília: Câmara do Deputados. Dispõe sobre a organização da Administração Federal. 1969. 36ª ed. Brasília: EGGC. ______. ______.planalto. Aprova a Diretriz para a Implantação do SIMATEx. 115 gestão de material e patrimônio . Brasília: EGGCF. Constituição da República Federativa do Brasil. Decreto-Lei nº 200.u1 . Brasília: EGGCF. estabelece diretrizes para a Reforma Administrativa e dá outras providências. de 07 de agosto DE 2000.001). 1969. Decreto nº 4. Decreto nº 98. de 25 de fevereiro de 1967. Edições Câmara. ______. Brasília: EGGCF. Código Penal Militar.346. Código de Processo Penal Militar. Instruções Gerais para os Atos Administrativos do Exército (EB10-IG-01. Instruções Gerais para a Elaboração de Sindicância no Âmbito do Exército Brasileiro (EB10-IG-09. Instruções Gerais para o Sistema de Gestão Ambiental no Âmbito do Exército (IG 20-10). Exército Brasileiro. 2011. 2012. Instruções Gerais para a Destinação de Material de Emprego Militar de Valor Histórico do Comando do Exército (IG 20-15). Instruções Gerais para a Gestão de Materiais Inservíveis do Comando do Exército (IG 10-67). Brasília: EGGCF. Brasília: EGGCF. 2011. 2000.

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CCEAD – Coordenação Central de Educação a Distância Coordenação Geral Gilda Helena Bernardino de Campos Coordenação de Avaliação e Acompanhamento Gianna Oliveira Bogossian Roque Coordenação de Criação e Desenvolvimento Claudio Perpetuo Coordenação de Design Didático Sergio Botelho do Amaral Coordenação de Material Didático Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa Coordenação de Tecnologia da Informação Renato Araujo Gerente de Projetos José Ricardo Basílio Equipe CCEAD Alessandra Muylaert Archer Alexander Arturo Mera Ana Luiza Portes Angela de Araújo Souza Camila Welikson Ciléia Fiorotti Clara Ishikawa Eduardo Felipe dos Santos Pereira Eduardo Quental Frieda Marti Gabriel Bezerra Neves Gleilcelene Neri de Brito Igor de Oliveira Martins Joel dos Santos Furtado Luiza Serpa Luiz Claudio Galvão de Andrade Luiz Guilherme Roland Maria Letícia Correia Meliga Neide Gutman Romulo Freitas Ronnald Machado Simone Bernardo de Castro Tito Ricardo de Almeida Tortori Vivianne Elguezabal .

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EXÉRCITO BRASILEIRO .