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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2016

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ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº924

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Mãe Nitinha e o advérbio revelador
Por Ricardo Oliveira de Freitas em 18/04/2005 na edição 325
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A imprensa brasileira noticiou com destaque o tamanho da comitiva presidencial no funeral do
papa João Paulo II. A atenção recaía sobre o expressivo número de lideranças políticas e
religiosas. No campo religioso, destacava-se, ainda, o fato de aquela ser uma comitiva ecumênica,
plural, diversa (tanto como a comitiva política, com seus muitos [multi] partidarismos). Porém,
sobressaía em quase todos os textos (tanto nos meios de comunicação impressos como
audiovisuais) o advérbio ‘até’ referente ao convite e à participação da ialorixá Areonilthes da
Conceição Chagas, iyá (mãe) Nitinha d’Oxum, uma das mais respeitadas sacerdotisas do terreiro
Ilê Iyá Nassô, mais conhecido como Casa-Branca do Engenho Velho, em Salvador, na Bahia, e
legalmente reconhecido como o mais antigo terreiro de candomblé ainda hoje existente e de que
se tem notícia no Brasil.
Não por coincidência, Iyá Nitinha é também uma das mais antigas iniciadas na religião dos orixás
no Brasil, que congrega todas as formas religiosas de matrizes africanas aqui praticadas, que
hoje, segundo dados do IBGE do Censo Demográfico 1991-2000, congrega cerca de 0,3 % da
população brasileira. Os números, mesmo que insignificantes, não podem menosprezar o fato de
que boa parte de integrantes de terreiros classificam-se de católicos. Mãe Menininha do Gantois,
a mais famosa ialorixá (mãe-de-santo) no Brasil, era um bom exemplo. A própria iyá Nitinha é de
tradicional irmandade negro-católica.
Mas os números não devem, sobretudo, desconsiderar a importância que essas religiões tiveram
como instrumento de resistência à opressão entre grupos desprivilegiados e excluídos do
processo civilizatório brasileiro. No Brasil escravocrata serviu como território etológico,
parafraseando Félix Guattari, para o reagrupamento de ex-escravizados, restituindo casa (de
santo) e família (de santo) aos que nada tinham.
Pobres e não-brancos
No Brasil contemporâneo, tem servido como espaço sociabilizador das minorias desprivilegiadas,
no mais das vezes estigmatizadas por recortes de sexualidade, gênero, classe, raça e, não por
acaso, religião – claro que não desconsideramos a participação, hoje, de um bom número de
integrantes das mais diversas etnias e origens socioeconômicas, que faz, segundo o mesmo
Guattari, o candomblé ser visto como um autêntico laboratório da pós-modernidade. Somente o
entendimento do que tais recortes significam para a perpetuação de ações discriminatórias e, por
extensão, excludentes, pode justificar a utilização pela mídia do advérbio ‘até’ atribuído à
participação da digníssima ialorixá nos textos sobre a viagem da comitiva presidencial.
Pois, se o povo-do-santo (os adeptos das religiões de matrizes africanas no Brasil) se reconhece
nos ditames da igreja católica (e isso não está relacionado, apenas, à idéia do sincretismo como
dissimulador do proibitivo da prática religiosa, mas, propriamente, à devoção pura e simples
pelos santos, altares e igrejas católicas), se traços herdados dessas religiões são o que hoje
melhor determinam o panorama cultural brasileiro (e que rende excelentes divisas para a
indústria turística), se na tal comitiva seguiam, ainda, dois bispos, um rabino, um pastor e um

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corrigindo. Ou. no momento em que desrespeitam a diversidade etnorracial e religiosa brasileira. são as religiões de matrizes africanas as que poderiam ser tidas como as mais ‘brasileiras’. iyá Nitinha não cabia na foto. que. como lembra um jornal de São Paulo. curiosa? As questões que poderia. sobretudo. Preferiria nem pensar que pudesse ter ocorrido por forças superiores (e. para o mundo. são quase brancos. gordinha. mas abaixo da foto da comitiva dentro do avião. filha da ‘terra da preguiça’. arcebispos Aviz. É isso! Iyá Nitinha é nordestina e. já no terreiro na Bahia. na mesma página. que pregam a aceitação das orientações sexuais. que pregam a celebração da vida (o corpo. trabalhadoras e mantenedoras das famílias brasileiras (sejam mães. assim como um melhor entendimento sobre os trâmites de classificações de identidades de gênero (gênero e sexualidade das divindades são transpostos para situações da vida cotidiana dos terreiros. políticas de destituição de auto-estima etc. lembrando que o atual governo brasileiro pratica o que papa João Paulo II pregou: a harmonia e convívio entre as diferenças.). são muitos séculos de invisibilização. Por isso. mas. mesmo que tivesse sido provocado por um engarrafamento ou coisa que o valesse. via de regra. descubro: uma funcionária de certa companhia aérea. por que o advérbio ‘até’ foi creditado apenas à presença da ialorixá? Afinal. desfazendo as malas. Ou alguém ainda duvida que Iemanjá é a divindade mais cultuada no Brasil e o saci-pererê é a entidade das florestas mais misteriosa e. Acreditava que. Dona Nitinha é iyá. Maurício Moscardi Grillo. Uma concessão É preciso que o Brasil se acostume a ver iyás Nitinha entre rabinos Sobel. torço para que o emprego pela imprensa de tais retóricas manipulatórias (que poderíamos traduzir como feitiço) acabe virando contra seus oradores e emissores (feiticeiros). incisiva presença de mecanismos de invisibilidade. Por isso. distanciadas dos parâmetros de civilidade ditados por uma visão embranquecida e eurocêntrica. aqui. com os líderes religiosos que junto com a comitiva presidencial viajaram. o filme do diretor Oliver Stone sobre o autor do mais badalado vazamento de segredos norte-americanos vai para as telas de cinemas em meados de setembro. ausência de infra-estrutura para melhoria da qualidade-de-vida. mãe. negra. o prazer e o gozo)… que esse advérbio ‘até’ teve que recair? O perigo é que a utilização de tais mecanismos manipulatórios acaba elaborando campos associativos fechados. considerando que constituem a essência do imaginário popular brasileiro. para parte da população brasileira. Vocês ainda têm dúvida? Não por coincidência. quer seja relacionada objetivamente aos termos religiosos. baixa. em jornal carioca. perdeu o vôo. quem é representante religioso. Saiba mais Mais vistos 1 2 3 4 5 Temer tira a grande imprensa do vermelho Nada é o que Parece De Dilma a Marcela. responsável pelo blog que leva o seu nome. mães. pouco caso fez ao ouvir da própria iyá Nitinha que ela precisava chegar a Brasília para integrar a comitiva presidencial. babás etc. e é justamente sobre uma representante de religiões que pregam a diversidade (tais religiões são representações da África continental no Brasil e. com trajes rituais de deslumbrante riqueza. Hoje. mesmo sendo essa uma sociedade patriarcal. Saiba mais Mulheres jornalistas lançam portal Catarinas Textos recomendados O Catarinas é o primeiro portal de noticias online sobre a situação da mulher no Brasil. em importantes instrumentos para a fundamentação de ações discriminatórias. mesmo que seguidas da fala do ministro das Relações Exteriores. usam luto preto em vestes estritamente tradicionais. que poderia ter viabilizado a ida da ialorixá. vemos a imagem de iyá Nitinha. direcionam-se. assim. Instrumentos da discriminação Dessa forma. como lembra um comentarista de outro jornal carioca. foi motivo de chacota para a descontração do tenso vôo da comitiva.Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito xeque.Observatório da Imprensa . ainda assim. Depois de analisar a foto publicada. o mítico impregnado no corpo do fiel).Mãe Nitinha e o advérbio revelador . Indesculpável! Mas. não-branca. não há nenhum estranhamento nisso – as iyás Nitinhas são nossas avós. ainda assim sabia que tais forças estavam presentes: não-acesso à boa prestação de serviços. são constituídas pelas mais diversas formas de culto e expressões religiosas). Afinal. Saiba mais Delegado insiste na censura a blog jornalístico Textos recomendados O repórter independente Marcelo Auler. bispos Scherer e xeques Saleh.com. segundo a visão ocidental. É necessário que a mídia http://observatoriodaimprensa. por isso. Mal podemos dizer quem é representante político. suscitar para a escolha do termo. nos Estados Unidos. Afinal. que. para o fato de que essas são religiões de maioria empobrecida. pastores Rolf. para os descendentes de africanos no Brasil. em luto branco (a cor do luto nas religiões afro-brasileiras) e. vide a internacionalização dessas religiões). São todos homens. só há um lugar para a mulher: o de primeira-dama O “jornalismo lento” como alternativa à “montanha russa” noticiosa É matar ou morrer Page 2 of 6 . Celso Amorim. que geram processos cognitivos estritamente vedados. que pregam o acolhimento das diferenças (já é sabido que são religiões para todos. constituindo-se. Mas. não por acaso. voltou a ser alvo de uma ação judicial movida pelo delegado da Polícia Federal. vizinhas. Ora bolas. retorna à questão racial. quer seja relacionada subjetivamente aos termos de raça. lendo as matérias sobre as causas para a perda do vôo.br/caderno-da-cidadania/mae-nitinha-e-o-adverbio-revelador/ 10/20/16 9:20 PM Filme de Oliver Stone sobre Snowden estreia em setembro Textos recomendados Depois de muitas peripécias técnicas e politicas. do número de enfartos sofridos por pessoas que abandonaram ou não iniciaram tratamentos a base de estatinas para controlar o colesterol no sangue. ele emenda: como boa baiana. como já disse. compreensível. dá para imaginar por que. não por acaso. Saiba mais Jornais abandonam acesso pago por 6 razões Textos recomendados Uma pesquisa divulgada pelo American Press Institute mostrou porque a maioria dos jornais que optaram pelo acesso pago já o abandonaram de forma provisória ou definitiva Saiba mais As notícias podem infartar? Textos recomendados A imprensa foi responsabilizada pelo aumento. por isso. aqui não falo da ordem do divino). concentra maioria negra no país. Motivo de chacota Não sei o motivo da perda do embarque da ialorixá iyá Nitinha. como bem lembra a imprensa. acabam desembocando num mesmo e sabido lugar: racismo – o que. Iyá Nitinha é oposto disso tudo: mulher.

nas poucas opções de lazer e entretenimento (massacradas pelas ofertas propostas pela indústria cultural e de consumo) etc. Soa como uma satisfação. tão massacrados por remotas políticas excludentes e suas conseqüências. que. provocada pela falta de explicação para questões complexas. um esclarecimento acobertado pela característica de diversidade dada a essa viagem. E fica claro que a presença da ialorixá iyá Nitinha. 10/20/16 9:20 PM Observatório da Imprensa 20 anos OI no Twitter Tweets por ​@observatorio ObservatórioImprensa @observatorio Observatório da Imprensa prorroga campanha de crowdfunding.gl/vPyct0 41m ObservatórioImprensa Incorporar ****** Ver no Twitter Apertem os cintos: estamos entrando na era da Professor. tão invisibilizados das produções em mídia e. são [in]visibilizados pelos mesmos e velhos mecanismos ideológicos. goo. iyá Nitinha representaria. nos reservam a estigmatização.com. até então.Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito brasileira não mais continue reproduzindo isso que considero mais terrível que a própria invisibilização: a visibilização excludente. selvagem’ junto a nossa plural.Mãe Nitinha e o advérbio revelador . quando in[ex]cluídos. não por acaso. Saiba mais Tweetar Porque Bob Dylan não merece o prêmio Aos doadores.Observatório da Imprensa . representaria todos nós. telespectadores e internautas. nosso muito obrigado http://observatoriodaimprensa. doutor em Comunicação e Cultura Tweetar 0 Código Aberto comentários VER TODOS OS ARTIGOS Todos os comentários Artigos recomendados Coruja: o primeiro cronista de Porto Alegre O “jornalismo lento” e a “montanha russa” noticiosa Carlos Castilho O chamado “jornalismo lento” pode ser uma solução Nova lista doadores editorial capaz de reduzir a angustia informativa de leitores. Por isso. sobretudo. que encontramos nas nossas relações de fé o conforto para as nossas mazelas e a cura para as nossas aflições. bárbaro. os descendentes de africanos no Brasil. que faz aparecer. excluídos dos grandes acontecimentos de cunho internacional. dos quais o Brasil oficialmente participa – mas que. porém homogênea comitiva presidencial. por tantos séculos. brasileiros. tem sido considerado ‘primitivo. ouvintes. mas única e exclusivamente à concessão para a participação do que. quando referida pelos meios de comunicação. que. não podem ser buscadas nos caros medicamentos. no deficiente serviço público de saúde. a repulsa e o preconceito. A utilização do advérbio ‘até’ parece significar a permissão para a presença de um outro (diferente) entre iguais hegemônicos e homogêneos (mais uma vez a questão racial teima em se apresentar). mas que estereotipa.br/caderno-da-cidadania/mae-nitinha-e-o-adverbio-revelador/ 2 Canais OI OI no Facebook Page 3 of 6 . mais que representar as religiões de matrizes africanas no Brasil. à diversidade. clicheriza. não diz respeito ao reconhecimento da diferença. Iyá Nitinha. preconceitua… estigmatiza. no mais das vezes.

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