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A ANGUSTIA DO SERVO DO SENHOR

Este salmo é um louvor de Davi pelas súplicas respondidas.
O Salmista expressa o seu sentimento pelo seu Senhor: amor! Na condição de servo,
Deus é a sua força.
O salmista expressa no salmo 18 tudo aquilo que Deus representa para a sua vida:
Deus é rochedo, lugar forte, libertador, fortaleza, refúgio, escudo, salvação e baluarte.
A oração é expressão de confiança. Somente aqueles que confiam em Deus O
invocam. Invocá-Lo é o mesmo que adorá-Lo "Então chegou ela, e adorou-o, dizendo:
Senhor, socorre-me!" ( Mt 15:25 ).
Invocar a Deus por socorro é o mesmo que dizer: "Digna-te, SENHOR, livrar-me:
SENHOR, apressa-te em meu auxílio" ( Sl 40:13 ).
O salmista contemplou as ações dos seus inimigos: A morte, o inferno, a impiedade
andam lado a lado procurando tragar os que confiam em Deus. Todos estes elementos
provenientes do inimigo tentaram acometer a Cristo e nos acometem em nossa
caminhada até a cruz(ao propósito de Deus). Cordas, cordéis e laços tentaram
prender a Cristo, mas Ele triunfou deles na cruz.
Sl 18:4 “As cordas da morte me enredaram; as torrentes da destruição me surpreenderam.
5 A morte me amarrou com as suas cordas, e a sepultura armou a sua armadilha para me
pegar.
6 Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele
ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos.”

O salmista adorou a Deus através deste salmo quando venceu a Saul e a todos os
seus inimigos. Porém, tal composição poética é profética e apontou para a vida e os
sentimentos do Messias.
Jesus clamou ao Pai quando estavam em grande angustia, por causa da paixão da
morte.
Porém, a certeza da proteção do Pai era consolo bem presente na angustia.
Diante da opressão do inimigo sobre o ungido do Senhor, Ele revela (manifesta) a sua
ira e os homens e as nações não subsistem "...entesouras ira para ti no dia da ira e da
manifestação do juízo de Deus" ( Rm 2:5 ). Terra representa os homens e os montes
as nações.
O juízo de Deus é fogo consumidor "E o SENHOR fará ouvir a sua voz majestosa e fará
ver o abaixamento do seu braço, com indignação de ira, e labareda de fogo
consumidor, raios e dilúvio e pedras de saraiva"
(Is 30:30 ), os que sofrerão a sua ira compara-se (assemelham-se) a carvões em
brasa.
No dia da manifestação da ira de Deus contra aqueles que procuraram manietar o seu
ungido na morte, Ele descerá, e os homens impenitentes encontrarão a escuridão que
está debaixo dos seus pés "DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão
direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés" ( Sl 110:1 ), pois o
seu dia (retribuição) será de escuridão e densa trevas. Diferente de hoje, onde é
possível andar à sua luz "Nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a
base do seu trono" ( Sl 97:2 ).
O Senhor socorre o seu servo desde os céus (v. 9), conforme descrito no ( Sl 144:4 -8).

No dia da batalha, Ele estará aparelhado para a guerra (v. 10). Naquele dia Ele estará
inacessível aos homens (v. 11). Ao resplendor da sua presença será manifesto o seu
juízo sobre os homens (v. 12).
O verso 15 descreve a glória e a majestade de Deus da mesma forma que o ( Sl 104:1
-6).
Após descrever a manifestação da glória de Deus em juízo, o salmista descreve a
ação de Deus em socorrer o seu ungido (v. 16- 17). Apesar de ter sido 'surpreendido'
no dia da calamidade (agruras da cruz), todavia, Cristo foi tomado das muitas águas
(morte - caminho de todos as gentes).
Cristo foi livre por Deus quando foram soltos os laços de morte "Ao qual Deus
ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela" (
At 2:24 ).
Jesus foi conduzido a um lugar amplo. O livramento alcançado deve-se a retribuição
de Deus à justiça de Cristo.
Observe que os versículos 19 à 24 jamais poderia descrever o salmista Davi. O único
homem a quem o Senhor se agradou (prazer) foi de Cristo.
Cristo foi puro de mãos; justo em todos os seus caminhos; guardou-se da iniqüidade;
Ele é o único homem que recebeu a retribuição de Deus conforme a sua justiça. O
cristão recebe a benevolência de Deus conforme a justiça de Cristo, pois ao pecador
resta a morte.
Somente o Cristo-homem é bom, sincero e puro diante de Deus. Estas qualidades não
são próprias dos homens gerados de Adão, pois os nascidos segundo a carne não há
quem faça o bem (v. 25- 26).
Se todos os homens juntamente se desviaram e não há se quer um que faça o bem,
como Davi poderia considerar que era puro de mãos e merecedor da benignidade de
Deus conforme a sua própria bondade? ( Sl 14:3 ; Sl 51:5 ).
Este salmo (18) nem de longe trata do salmista Davi e de suas conquistas pessoais,
antes, Davi foi inspirado pelo Espírito Eterno a profetizar a cerca do Messias quando
redigiu este cântico. Deus retribuiu a Cristo segundo a pureza de suas mãos, visto
que, ele foi o único homem a não cometer pecado "O qual não cometeu pecado, nem
na sua boca se achou engano" ( 1Pe 2:22 ).
Quem livra o povo aflito? Jesus, a poderosa salvação levantada na casa de Davi ( Lc
1:68 -69) "Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado, e quebrantará o
opressor" ( Sl 72:4 ).
Jesus é o sol nascente das alturas para iluminar os que jazem nas trevas ( Lc 1:78
-79), que acende a candeia daqueles que nele confiam. Ao lado do Senhor o homem
entra em batalha e salta muralhas. Em seguida vem o motivo do salmista ter
tamanha disposição:
Porque Cristo, o caminho do Senhor é prefeito. Cristo, o verbo encarnado é aprovado
diante de Deus. Aos que em Cristo confiam alcançaram de Deus um escudo e broquel,
isto porque Jesus é o Senhor. Ele é a rocha, a pedra angular de esquina.
O salmista continua descrevendo a bondade de Deus para com Davi e a sua
descendência (semente), que é Cristo (v. 50).
O mesmo Deus que 'cingia de forças' o seu servo Davi, é o mesmo que concedeu
forças a Cristo-homem. O mesmo Deus que fez os pés de Davi ágil e que adestrou as
suas mão para a guerra (v. 33 e 34), concedeu que o descendente de Davi fosse
escudo de salvação para os que nele confiam (v. 35).
Na angustia Davi clamou (v. 6), Deus concedeu ao seu servo vitória sobre todos os
seus inimigos (v 36- 42).

Deus livrou Davi, o seu servo, e deu-lhe descanso de seus inimigos em redor, e da
mesma forma o seu Descendente (Cristo) reduzirá os seus inimigos como pó diante do
vento.
Davi não foi feito cabeça dos gentios e nem povos que ele nunca conheceram o
serviram. De quem Davi escreveu? Sabemos que Deus prometeu a seu Filho as
nações por herança ( Sl 2:8 -9). Que os gentios esperariam em Cristo "E no seu nome
os gentios esperarão" ( Mt 12:21 ).
Davi não foi constituído cabeça dos gentios, e somente reinou sobre Israel (v. 43).
A igreja é o povo que ouvindo a voz de Cristo obedeceram-no e submeteram-se ao
seu domínio.
No milênio os povos estarão destituídos de suas forças, e tremendo, vem de seus
reinos à Jerusalém para trazer as suas ofertas (v. 45).
Novamente Davi surpreende ao dizer: "O Senhor vive!" (v. 46).
Por que Davi disse que o Senhor vive, se Ele é Eterno? Aquém Davi se referiu ao dizer:
"O Senhor vive!"?
Davi fez referência Àquele que vive, mais foi morto "E ao anjo da igreja que está em
Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu" ( Ap 2:8 ).
Cristo vive! Ele é bendito eternamente. Ele é a rocha de salvação.
É o Senhor que ouviu: "Assenta-te à minha mão direita" ( Sl 110:1 ), que vingou o seu
servo Davi. Desta forma Davi propõe louvá-lo entre os gentios (v. 49).
Além de Deus conceder vitórias a Davi, Ele é benigno para com Davi e sua Semente,
que é Cristo.