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Fonte: http://proxy.furb.br/ojs/index.php/universocontabil/article/view/2309. Acesso em: 22
out. 2013.

. Organização responsável pelo periódico: FURB. n. 8.4270/ruc. ISSN 1809-3337. 2012 doi:10.2011.. 1. p. Blumenau. p. 37-52.04.2011. O tratamento econométrico dos dados foi realizado com o uso 1 Artigo recebido em 04.Revista Universo Contábil. 1.09. Asa Norte CEP: 70910-900 – Brasília/DF – Brasil E-mail: cesartiburcio@unb. e estão divididas em dois grupos: Perdedoras e Vencedoras./mar. Recomendado para publicação em 21. FURB.2011 por Ilse Maria Beuren (Editora). 374 – Nova Parnamirim CEP: 59152-210 – Parnamirim/RN – Brasil E-mail: adilson./mar. 2006 e 2007. Foram selecionados 23 Índices Econômico-Financeiros (IEF) tradicionais.. Revisado por pares em 21. As amostras do estudo correspondem a 2/3 das empresas com dados disponíveis no banco de dados da Economática nos anos de 2005. v. n. ISSN 1809-3337 Blumenau. 37-52.br Telefone: (61) 3307-2345 RESUMO Este artigo investiga se a Análise Financeira Fundamentalista (AFF) é capaz de segregar grupos de melhores e piores alternativas de investimentos a partir da previsão de variações do valor de mercado das empresas não-financeiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA).2012. jan.2011.09. comumente utilizados por analistas e pesquisadores nas avaliações de oportunidades de investimento. 2012. Revista Universo Contábil.furb. Reformulado em 18.tavares@ufrnet.07. jan. 8. v.2012103 Disponível em www.01. Prédio da FACE.br Telefone: (84) 3608-4158 César Augusto Tibúrcio Silva Doutor em Controladoria e Contabilidade pela FEA/USP Professor do Programa Multiinstitucional e Inter-Regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (UnB/UFPB/UFRN) Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro. Publicado em 31.br/universocontabil A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO1 FUNDAMENTAL FINANCIAL ANALYSIS IN PREDICTING BEST AND WORST INVESTMENT ALTERNATIVES EL ANALISIS FINANCIERO FUNDAMENTALISTA EN LA PREVISION DE MEJORES Y PEORES OPORTUNIDADES DE INVERSIÓN Adilson de Lima Tavares Doutor em Ciências Contábeis pelo Programa Multiinstitucional e Inter-regional de Pós-Graduação em Ciências Contábeis (UnB/UFPB/UFRN) Endereço: Rua Jacarandá.

Adilson de Lima Tavares. Constatou-se que um número bastante reduzido de IEF apresentou significância estatística à diferenciação entre as empresas integrantes das amostras.César Augusto Tibúrcio Silva 38 da Regra do Qui-quadrado Mínimo e da Análise Discriminante. indicando que o uso da AFF contribui para melhorar os resultados das decisões de investimentos. 1. Apesar disso. n. Conclui-se que é possível aceitar a hipótese de que a AFF é capaz de prever variações de valor da empresa./mar. Keyworks: Fundamental analysis. Índices econômico-financeiros. RESUMEN Este artículo investiga si el análisis financiero fundamentalista (AFF) es capaz de apartar grupos de mejores y peores de inversión a partir de previsión de variaciones de valor de mercado de las empresas no-financieras listada en la Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA). Además de eso. and they are divided in two groups: Losers and Winners. Se ha constatado que una cantidad bastante reducida de IEF ha presentado significado estadístico a la diferencia entre las empresas integrantes de las muestras. contribuindo para a escolha entre melhores e piores alternativas de investimentos no mercado de ações brasileiro. FURB. It was found that a very small number of FER showed statistic significance to the differentiation between the companies of the samples. Estos datos están divididos en dos grupos: perdedoras y vencedoras. commonly used by analysts and researchers in assessing investment opportunities. It is concluded that it is possible to accept the hypothesis that FFA is able to predict changes in company value. indicating that the use of FFA contributes to improve the performance of investment decisions. 37-52. ABSTRACT This paper investigates whether the Fundamental Financial Analysis (FFA) is able to segregate groups of best and worst investment alternatives from the prediction of changes in market-value of non-financial companies listed in Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA). 8. El tratamiento econométrico de los datos fue realizado con el uso de la regla Chi-cuadrado Mínimo y del Análisis Discriminante. Palabras-clave: Análisis fundamentalista. Financial-economic ratios.2006 y 2007. Palavras-chave: Análise fundamentalista. The econometric treatment of data was performed using the Minimum Chi-Square Rule and the Discriminant Analysis. Revista Universo Contábil. Valor da empresa. Company value. . Valor de la empresa. Las muestra de este estudio corresponden a un 2/3 de las empresas con datos disponibles en el banco de datos de la Economática en los años 2005. Índices económico-financieros. 23 traditional Financial-Economic Ratios (FER). 2006 and 2007. as classificações corretamente previstas nos três exercícios sociais alcançaram níveis satisfatórios. 2012. ISSN 1809-3337. contribuyendo para la elección entre las mejores y peores posibilidades de inversión en al mercado brasileño.. v. the classifications predicted correctly in the three years reached satisfactory levels. were selected. Fueron seleccionados 23 índices económico-financieros (IEF) tradicionales que suelen ser usados por analistas e investigadores en las evaluaciones de oportunidades de inversión. jan. Blumenau. las clasificaciones correctamente previstas en los tres ejercicios sociales alcanzan niveles satisfactorios. Nevertheless. indicando que el uso de la AFF contribuye para mejorar los resultados de las decisiones de inversión. contributing to the choice between better and worse investment alternatives in the Brazilian Stock Market. Se concluye que es posible aceptar la hipótesis de que la AFF es capaz de prever variaciones de valor de la empresa. p. The study samples correspond to 2/3 of the non-financial companies with available data in the Economática database in the years 2005.

o endividamento. 1986. 37-52. ASSAF NETO. O confronto entre o preço de mercado da ação e o seu valor intrínseco propicia ao analista uma visão do potencial de geração ou destruição de valor Revista Universo Contábil. A seção 6 busca responder à questão formulada nesta introdução e apresenta as considerações finais. No entanto. os níveis de atividade operacional. Blumenau. no mercado brasileiro de ações. 2007). Considerando que o mercado de ações no Brasil tem se desenvolvido de forma mais vigorosa. A segunda. FURB. Embora o processo de análise fundamentalista envolva estudos acerca das estratégias da empresa. dentre outras. buscando ancorar o investidor aos fundamentos da empresa (PENMAN. p. também denominada análise gráfica. que têm apresentado resultados favoráveis ao uso de dados fundamentalistas na seleção entre alternativas de investimentos. v. e os resultados e análises da pesquisa empírica constam na seção 5./mar. RIGO. Estados Unidos (PIOTROSKI. os analistas precisam ter disponíveis ferramentas que minimizem os riscos nas tomadas de decisões. A metodologia é apresentada de forma detalhada na seção 4. surge a seguinte questão de pesquisa: A análise financeira fundamentalista é capaz de segregar grupos de melhores e piores alternativas de investimentos a partir da previsão de variações de valor das empresas? A hipótese levantada neste estudo e de que a AFF é capaz de prever variações de valor da empresa. da força da indústria. utilizando as demonstrações contábeis como uma de suas principais fontes informativas. este estudo compõe-se de mais cinco seções. comumente na forma de índices. A análise focada nos principais fundamentos econômicos e financeiros de uma empresa adota a hipótese da existência de um valor intrínseco para cada ativo (FOSTER. há estudos em vários países. jan. Ao disponibilizar esses dados para análise. de oferta e demanda. além da análise do mercado. a rentabilidade. ao tratarem da Análise Fundamentalista e de Índices Econômico-Financeiros. NAFFI. Espera-se que o estudo possa contribuir para uma reflexão acerca da adequabilidade das metodologias atualmente utilizadas. Tais informações são utilizadas para previsão de resultados. não é uma metodologia que tem aceitação unânime entre analistas e pesquisadores quanto à sua eficácia no auxílio à tomada de decisão sobre investimentos. tem por base dados históricos relativos a preços e volumes dos ativos em períodos prévios.A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 39 1 INTRODUÇÃO A Análise Fundamentalista (AF) e a análise técnica são os dois tipos de análise comumente destacados na literatura para avaliação e escolha entre alternativas de investimento. . Brasil (LOPES. LAKONISHOK. buscam fornecer a fundamentação teórica do artigo. 1998). GALDI. 2000). da capacidade gerencial e de outras questões que afetam o valor de mercado e o potencial de crescimento de uma ação (THOMSETT. esta pesquisa concentrará esforços na análise financeira. ISSN 1809-3337. A Análise Financeira Fundamentalista (AFF). 1991). contribuindo para a escolha entre melhores e piores alternativas de investimentos no mercado de ações brasileiro. Além desta introdução. A primeira baseia-se em informações extraídas das demonstrações contábeis. 1. a partir dos quais o investidor analisará as tendências para decidir entre as alternativas de investimento.. que utiliza dados financeiros. 2003). tais como Japão (CHAN. foco principal desta pesquisa. das quais são extraídas informações sobre a liquidez. 2 ANÁLISE FUNDAMENTALISTA (AF) A AF procura identificar as causas que explicam as variações nos preços das ações (LEMES JÚNIOR. do panorama econômico e de projeções de resultados. e presumindo-se que. 8. 2002). CHEROBIM. dos dados financeiros e das projeções de resultados. por esta razão. n. 2006) e Reino Unido (CLUBB. da qualidade da contabilidade. para sumariar as performances das empresas. 2012. As seções 2 e 3. para avaliação e escolha entre alternativas de investimentos. 2007). HAMAO. a contabilidade desempenha o papel de contestadora de crenças especulativas.

/mar. BERRY. Revista Universo Contábil. O processo completo de análise fundamentalista. envolve: a) análise das estratégias de negócios – para identificar os direcionadores-chave do lucro e os riscos do negócio. 1. a premissa subjacente às estratégias de investimento baseadas na análise das demonstrações contábeis tradicionais é que os investidores sofisticados são capazes de selecionar oportunidades lucrativas pelo uso de informações históricas. p. Kothari (2001) defende que o foco principal da análise fundamentalista repousa sobre a avaliação de ativos com o objetivo de identificar títulos malprecificados. conforme Palepu. O’BRYAN. há evidências de que em 1908 a medição quantitativa por meio de IEF já havia sido adotada pelos banqueiros. Dentre os críticos estava Alexander Wall. n. o seu valor de mercado é um dado de relevante interesse do analista.Adilson de Lima Tavares. cuja medida considerava a razão entre o ativo a curto prazo e o passivo do tomador do crédito. 2000). Esse valor pode ser representado pelo produto da cotação de suas ações em bolsa numa determinada data e o número total de ações que integram o capital naquele mesmo momento (FERNÁNDEZ. Neste caso. que. e das possíveis implicações que eles venham a ter sobre a atividade da empresa sob análise. c) análise financeira – usa dados financeiros para avaliar as performances passada e atual da empresa. 37-52. 2012. procedimento esse que se tornou popular desde a publicação do livro Security Analysis. em 1934. Assevera ainda que quanto melhor for o conhecimento acerca desses aspectos. Healy e Bernard (2004). Blumenau. 2001). dado que as exigências à concessão de créditos levavam em consideração a liquidez. jan. melhor ela poderá ser avaliada. Por volta de 1913 começaram a surgir críticas à supremacia do quociente de liquidez em relação aos demais critérios de análise. REINOSO. ISSN 1809-3337.. Conforme Myer (1976). às políticas de crédito. 8. bem como sua sustentabilidade. Ele envolve o uso de informações correntes e passadas. em 1919. o que subsidiará a tomada de decisões do investidor. Esse processo de análise tem por premissa que as informações contábeis históricas têm valor preditivo (OLSON. Neste estudo. De acordo com Piotroski (2005). as informações mais relevantes nos campos setorial e macroeconômico são aquelas que se referem à concorrência. 3 ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS (IEF) A utilização de IEF no estudo da saúde econômico-financeira das empresas já ocorre há mais de um século. FURB. Estes autores estão entre os primeiros a discutir formalmente a importância de fatores fundamentais no exercício da avaliação de ações (BETTMAN. WELCH. da análise contábil e da análise financeira. . MOSSMAN. a busca da resposta à questão de pesquisa está focada na Análise Financeira Fundamentalista (AFF) através de índices. publicou um artigo intitulado Study of Credit Barometrics no Federal Reserve Bulletin. e avaliar o potencial de lucro em nível qualitativo. por Graham e Dodd. Ao optar pelo investimento em ações de determinada companhia. obtidos a partir das demonstrações contábeis e informações de mercado. a partir da análise de negócios. b) análise contábil – tem por fim avaliar o grau em que a contabilidade captura a realidade subjacente aos negócios. Na visão de Miltersteiner (2003). 2003). propiciará a obtenção do valor da empresa (KOTHARI. extraídas das demonstrações contábeis. fiscal e cambial que envolvem a entidade. 2006). infere-se que as informações acerca das situações econômicofinanceiras passadas e atuais das empresas são dotadas de grande valor e servem de inputs à análise prospectiva da rentabilidade de seus ativos.César Augusto Tibúrcio Silva 40 daquele título (QUIRIN. v. que em conjunto com dados macroeconômicos e do setor de atuação de cada empresa. SAULT. d) análise prospectiva – se constitui numa síntese da visão do analista. 2002).

e d) explorar uma regularidade empírica observada entre um índice financeiro e a estimação ou predição de uma variável de interesse (ex: o risco de um título ou a probabilidade de uma firma declarar falência). Adverte que: a) a liquidez obtida a partir de índices é uma relação estática do passado. 8. O que o analista busca com esses IEF. foram excluídas aquelas que tiveram seus registros cancelados na Bolsa de Valores de São Paulo e que ainda constavam no banco de dados. num total de 561. Dessas empresas. Lyra (2008) destaca críticas básicas aos indicadores comumente utilizados nas análises de desempenho de empresas. devido à falta de detalhamento das demonstrações contábeis. mensurabilidade. as principais motivações para a análise através de IEF são: a) realizar o controle por diferenças de tamanho na comparação entre firmas e ao longo do tempo. identificadas na revisão teórica de sua tese de doutorado. A análise por meio de IEF ainda é uma das técnicas mais largamente utilizadas. c) os índices de rentabilidade possuem itens extraídos da demonstração de resultado que não considera o custo do capital próprio. são utilizados recursos econométricos para verificar a relação existente entre IEF tradicionais e a previsão de movimentos ascendentes ou descendentes nos valores de mercado das empresas. 37-52. 1. c) provar uma teoria na qual um índice é a variável de interesse.A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 41 criticando os banqueiros que usavam apenas o índice de liquidez como base para suas tomadas de decisões e mostrando que era necessário considerar outras relações além de ativos e passivos correntes para ter um quadro completo da situação da empresa (MYER. Outro fator relevante na delimitação do período das amostras utilizadas decorre da instabilidade dos mercados financeiros de diversos países a partir de 2008. as críticas à utilização de IEF tradicionais não devem levar à substituição desses.. os indicadores utilizados devem conter os seguintes aspectos básicos: objetividade. e considerando a fase de transição do processo de convergência. Gasparetto (2004) entende que a contabilidade se constitui num importante provedor de informações à avaliação do desempenho da empresa. e que. Dados posteriores a esse período não são objeto de amostra em razão das mudanças em curso nas práticas contábeis. eles têm-se revelado importantes nessa tarefa. 4 METODOLOGIA 4. Para este estudo. embora haja críticas à utilização de indicadores tradicionais nos modelos de avaliação desenvolvidos.1 Seleção das Amostras A população neste estudo é composta de empresas não-financeiras listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA). decorrente da Crise do Subprime. compreensibilidade e comparabilidade. é medir. Ainda segundo Gasparetto (2004). b) fazer com que os dados satisfaçam melhor as premissas subjacentes às ferramentas estatísticas. decorrentes do processo de convergência das normas brasileiras às normas internacionais de Contabilidade. . 2012. como apregoam diversos autores. p. Por sua vez. ISSN 1809-3337. tais como a análise de regressão. Revista Universo Contábil. conforme Lyra (2008). financeiros ou patrimoniais e. Blumenau. foi realizado um levantamento de todas as empresas não-financeiras com sede no Brasil que constavam no banco de dados da Economática no período de 2005 a 2007. 2006 e 2007. quer sejam econômicos. v. para tanto. Conforme Foster (1986). principalmente. 1976)./mar. mas à complementação com outros indicadores. e 4) os cálculos dos índices de atividades realizados por usuários externos sofrem limitações. nos exercícios de 2005. Os IEF são obtidos. comparar e projetar desempenhos. Portanto. tais como os não-financeiros. como as informações contábeis divulgadas pelas companhias podem estar carregadas pelos efeitos da crise. a partir de relações entre valores extraídos das demonstrações contábeis. e pode não mais refletir a capacidade financeira no momento da análise. Neste estudo. FURB. jan. n. foram evitados os exercícios de 2008 a 2010. b) há incompatibilidade na comparação de alguns itens relacionados aos índices de estrutura de capital.

foi resolvida pela inserção de valores correspondentes à média aritmética das demais observações de cada grupo. As amostras selecionadas necessitaram tratamentos por falta de dados e outliers (observações atípicas). aumentos ou diminuições que não decorressem do desempenho econômico-financeiro e operacional nas atividades normais da companhia. foram levantadas as variações percentuais dos valores de mercado entre o fechamento do exercício social precedente e o fechamento de cada exercício social em análise. PL Fatos Sem Financ. tais como incorporações. Dados 561 123 212 26 2 3 2005 561 144 200 24 3 2 2006 561 156 160 31 3 8 2007 Fonte: Dados da pesquisa.Segregação das amostras anuais em subamostras de análise e teste Ano Amostra Subamostra de Análise 2005 132 80 2006 126 76 2007 136 80 Fonte: Dados da pesquisa. fusões e ações especulativas do mercado. aquelas que obtiveram menor agregação de valor (Empresas Perdedoras). embora atendessem aos demais pré-requisitos. 1. 2006 e 2007.Dados quantitativos da seleção da amostra de cada exercício social Empresas Empresas Excluídas Ano NãoRegistro Sem Vr. Subamostra de Teste 52 50 56 Revista Universo Contábil. Dispondo destas informações. 188 e 203 companhias para os exercícios de 2005. e substituídas pela média aritmética das observações de cada grupo. bem como as empresas do terceiro terço (outros 33. que apresentaram maior agregação de valor (Empresas Vencedoras). 37-52. 0. o que corresponde a 2/3 das empresas da amostra disponível nos anos 2005 a 2007 (Tabela 1). Portanto. Tabela 1 . foram excluídas do processo de seleção da amostra todas as empresas que apresentaram tal situação patrimonial. 1. resultando nos perfis apresentados na Tabela 2.58% dos dados de cada amostra) foram identificados a partir de técnicas de detecção univariada e multivariada.33% da população). 2012. Blumenau. foram verificadas ainda algumas empresas que.8% dos dados de cada amostra). 1986). na busca de uma melhor discriminação das empresas a serem classificadas. n. foi procedida a sua divisão em duas subamostras: de análise e de teste. Empresas Amostras Remanescentes 195 188 203 132 126 136 Para a totalidade das empresas que atenderam às exigências iniciais. v. respectivamente. Tabela 2 . Após a seleção e tratamento de cada amostra anual./mar. A falta de dados (em média. outro aspecto avaliado foi a possível existência de fatos extraordinários ocorridos durante o exercício social que pudessem provocar elevação ou declínio das cotações de ações de forma artificial.33% da população). p. jan. as empresas foram classificadas em ordem crescente de geração de valor. Após esse tratamento inicial. Os outliers (em média. respectivamente. FURB. tendo por referencial as variações relativas de valores de mercado. remanesceu uma população 195. Integraram a amostra de cada exercício social as empresas do primeiro terço (33.. . Por fim.Adilson de Lima Tavares. As subamostras foram selecionadas aleatoriamente utilizando a rotina Random Number Generators do SPSS®. tomando por base a medida D2 de Mahalanobis. numa proporção 60-40 entre análise e teste. ISSN 1809-3337. 8. Isto é.César Augusto Tibúrcio Silva 42 Os indicadores econômico-financeiros que têm por denominador o patrimônio líquido das empresas podem não ter uma interpretação óbvia quando estes apresentam valores negativos (FOSTER. não apresentaram quaisquer dados (ou a maioria deles) para as variáveis utilizadas no estudo. Cancelado Mercado Negativo Extraord. Para evitar informações enviesadas. A escolha dos grupos mais afastados da mediana da população visa a identificar perfis mais bem definidos das empresas integrantes de cada um deles.

n. com as suas codificações e fórmulas de cálculo. 8. + Amort. e Financ. e Financ. Patrimônio Líquido X15 Margem Operacional Lucro Operacional Receita Líq. Próprio X18 Retorno sobre o Ativo X19 Retorno sobre o Patrimônio Líquido X20 Margem Bruta X21 EBITDA por Ação X22 Lucro por Ação X23 Patrimônio Líquido por Ação AC PC AC − Estoques PC Fornecedores a pg × 360 Compras a Prazo Duplicatas a receber × 360 Vendas a Prazo Est. Exercício Nº de Ações PL Nº de Ações Fonte: Elaboração própria. e L. Nº de Ações Lucro Líq. Os IEF utilizados como variáveis independentes neste estudo. Oper.Códigos identificadores e fórmulas de cálculo dos IEF Código Índice Fórmula Disponibilidades PC X1 Liquidez Imediata X2 Liquidez Corrente X3 Liquidez Seca X4 Prazo de Pagamento Fornecedores X5 Prazo de Recebimentos X6 Prazo de Estocagem X7 Relação Capital de Terceiros/ Passivo Total X8 Relação Capital de Terceiros/ Capital Próprio X9 Dívida Financeira/Ativo Total Emprést. 37-52.. + Deprec. Total do Ativo X14 Giro do Patrimônio Líquido Receita Líq. Revista Universo Contábil. Ativo Total Lucro Líquido do Exercício Patrimônio Líquido Lucro Bruto Receita Líq. (C. Lyra (2008) e Pinto e Hein (2008). p. e Financ. Vendas X16 Margem Líquida Lucro Líq. Tabela 3 . 1. de Merc. Blumenau. FURB. ISSN 1809-3337. v. Exerc. estão relacionados na Tabela 3. foram utilizados resultados de três pesquisas: Anjos (2008). Vendas Lucro Oper./Produtos × 360 Custo Prod. Vendas X17 Grau de Alavancagem Operacional Lucro Bruto Lucro Oper. Patrimônio Líquido X11 Dívida Financeira de C. Oper. Exerc./mar. Pz ) Lucro Operacional Emprést. 2012. Receita Líq. Pz/Dívida Financeira Total X12 Lucro Operacional/Dívida Financeira X13 Giro do Ativo Receita Líq.2 Seleção dos Índices Para a seleção dos índices. jan. e Financ. . Total do Ativo X10 Dívida Financeira/Patrimônio Líquido Emprést.A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 43 4. Lucro Líq. (C. Pz ) Emprést. e Financ. Vendidos Exigível Total Passivo Total Exigível Total Patrimônio Líquido Emprést.

2006 e 2007. 8.Adilson de Lima Tavares. também denominada função discriminante. Isto é conhecido como a “regra do qui-quadrado mínimo” (ASSAF NETO. v. A função assume a seguinte forma: Z jk = a + W1 X 1k + W2 X 2 k + . Revista Universo Contábil. Besley e Osteryoung (1991) e Assaf Neto e Silva (2002) propuseram o uso da mesma metodologia para detectar probabilidade de insolvência de clientes na concessão de créditos.César Augusto Tibúrcio Silva 44 No tratamento estatístico dos dados.3. provavelmente. empresas etc. xiP e xiV são as transpostas daqueles vetores. + Wn X nk + ε jk Onde: Zjk = escore Z discriminante da função discriminante j para o objeto k. . ela não poderia ser classificada no grupo com o qual está sendo comparada. 4. 2002). em relação ao grupo das Vencedoras. Xik = variável independente i para o objeto k. Para tanto. 2012. Os cálculos dos χ2 para cada empresa foram realizados a partir da aplicação das seguintes Equações: χ iP2 = xiP' ST−1 xiP + ln S PD . Neste estudo.. FURB. SILVA.) nos grupos definidos a priori (HAIR et al. buscou-se associar a cada empresa todos os índices de desempenho econômico-financeiro definidos acima. xiP ' e xiV ' são os vetores linhas dos desvios das variáveis da empresa i da subamostra de teste em relação aos valores médios das variáveis dos grupos Empresas Perdedoras e Empresas Vencedoras da subamostra de análise. Às mesmas subamostras de análise e teste foi aplicada a Análise Discriminante. ao passo que valores maiores para o χ2 significam que o perfil da empresa analisada desvia da média do grupo e./mar.3. jan.1 Regra do Qui-Quadrado Mínimo Por esse método. Blumenau. e ε jk = termo de erro estocástico. foram calculados dois valores de χ2 para cada empresa integrante da amostra: um em relação ao grupo das Empresas Perdedoras.3 Aplicação da Regra do Qui-Quadrado Mínimo e da Análise Discriminante 4. n. a = intercepto. valores menores do qui-quadrado χ2 sugerem que a empresa em análise aproxima-se mais de um grupo. buscou-se antever se os valores das empresas terão aumento ou diminuição de valor a partir do estudo de seus fundamentos (expressos nos IEF oriundos de suas demonstrações contábeis).. Wi = peso discriminante para a variável independente i. a fim de dar mais robustez aos resultados alcançados no primeiro tratamento estatístico. e outro em relação ao grupo das Empresas Vencedoras. em relação ao grupo das Perdedoras. para a empresa i. Posteriormente.. que combina duas ou mais variáveis independentes que melhor discriminarão entre os objetos (pessoas.2 Análise Discriminante A Análise Discriminante determina uma variável estatística discriminante. A regra do qui-quadrado mínimo foi apresentada por Tatsuoka (1971) como uma metodologia que tem a propriedade de minimizar a probabilidade de erros de classificação quando uma determinada população apresenta distribuição normal multivariada com matrizes de dispersão iguais. 4. e ln S PD e ln SVD os logaritmos naturais das determinantes das matrizes de dispersão para Perdedoras e Vencedoras. p. para a empresa i. 2009). 1. e χ iV2 = xiV ' ST−1 xiV + ln SVD . ISSN 1809-3337. A metodologia será considerada eficaz para este estudo se o nível de similaridade entre a classificação prévia e aquela encontrada a partir do cálculo do χ2 for estatisticamente significativo.. 37-52. Onde: ST−1 é a inversa da estimativa da matriz de variância-covariância das variáveis da população. O modelo é testado nos três exercícios sociais: 2005.

ou seja.2% 60. Venc. .2 Resultados da Regra do Qui-quadrado Mínimo No Painel A da Tabela 4 são apresentadas as classificações decorrentes da aplicação desta metodologia (Resultado do Teste) e as classificações efetivas (Resultado Real).9% Painel B – Uso das variáveis com maior poder discriminante Exercícios 2005 2006 2007 Resultado do Teste Resultado do Teste Resultado do Teste Perd.. Total Perd. Destaca-se como de suma importância. Venc.1 Testes dos Pressupostos da Regra do Qui-quadrado Mínimo e Análise Discriminante Os resultados dos testes estatísticos dos pressupostos da Regra do Qui-quadrado Mínimo e da Análise Discriminante para os dados das amostras foram satisfatórios.7% Fonte: Dados da pesquisa. p. contruibuindo para que os qui-quadrados calculados em relação a Perdedoras e Vencedoras tenham diferenças muito pequenas e aumente a probabilidade de erro de classificação. n.A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 45 A questão de pesquisa deste estudo requer a segregação dos componentes da amostra em dois grupos.. Venc. Ausência de multicolinearidade e Homogeneidade das matrizes de variâncias-covariâncias. foram utilizadas todas as variáveis do estudo após a exclusão daquelas que apresentaram alta multicolinearidade (X15 em 2006 e X2.0% 67. Nestes primeiros cálculos. ISSN 1809-3337. Pode-se observar que o nível de acertos é menor no ano de 2006 – exatamente o exercício social que não apresenta homogeneidade entre as matrizes de dispersão dos grupos. 2007): Normalidade multivariada. cuja finalidade é avaliar a similaridade das matrizes de dispersão das variáveis independentes entre os grupos (HAIR et al.2% 54.. verificadas ao final de cada exercício social. 2009. jan. Ausência de outliers. Total 16 10 26 18 7 25 19 9 28 Perdedoras 5 21 26 13 12 25 9 19 28 Vencedoras 21 31 52 31 19 50 28 28 56 Total Níveis de Acertos 71. 2012. uma classificação exaustiva e dicotômica entre Empresas Perdedoras e Empresas Vencedoras a partir da análise das variáveis independentes (IEF) extraídas dos demonstrativos contábeis das empresas no exercício social anterior. Total Perd. 5. Vale ressaltar que as empresas apresentam variáveis com características muito parecidas entre os grupos. Linearidade. 37-52. o pressuposto da homogeneidade das matrizes de variâncias-covariâncias não foi atendido.000) para rejeitar tal hipótese. dado que houve significância suficiente (Sig. Total Perd./mar. Foi utilizado o teste Box’s M. os níveis de acertos foram sensivelmente melhores. 2009). Portanto. a fim de que possa ser conferida robustez aos resultados obtidos (HAIR et al. Revista Universo Contábil. MÁRIO. X14 e X15 em 2007). v. FURB. 1. Blumenau. a atenção aos seguintes pressupostos.0% 60. Para os demais anos. Venc. para o tratamento estatístico com o uso da análise discriminante. 5 RESULTADOS E ANÁLISES 5. entende-se que a aplicação da análise discriminante simples constitui um tratamento estatístico adequado à solução do problema de pesquisa. 8. Destacase apenas que. para a amostra do ano 2006. Total 19 7 26 22 3 25 20 8 28 Perdedoras 8 18 26 20 5 25 14 14 28 Vencedoras 27 25 52 42 8 50 34 22 56 Total Níveis de Acertos 71. Total Perd. Venc. 0. Real Real Tabela 4 – Matriz de Classificação pela Regra do Qui-quadrado Mínimo Painel A – Uso de todas as variáveis Exercícios 2005 2006 2007 Resultado do Teste Resultado do Teste Resultado do Teste Perd. Venc.

2191 22.0005 0.4967 2.2006 0.9583 19.0545 2.7203 -0. n.7593 0.9206 0.3675 -0.3386 -0.0058 Kepler Weber Karsten Quattor Petr Petroflex Celul Irani Met Duque Cedro Hoteis Othon Petroq Uniao Gol Mangels Indl Renar Alfa Consorc Santistextil CEG Alfa Holding Dohler CPFL Energia Eletropaulo Cemig Mendes Jr Embratel Part Itautec Ideiasnet Ipiranga Dis Trafo Ampla Energ Cemar Leco Elektro 33.7133 0.6287 -0.0018 0.8842 16.844 0.2449 21.0026 0.4880 18.7485 -1.6019 -0.232 -0.5626 0.6461 0.197 -0.0011 0.4704 0.0008 0.4796 -0.6442 16.0005 0.4528 19.0352 1.659 -0.6137 -0.0008 0.1378 2.2482 Vale R Doce Light S/A Metisa CEB Fibam Trevisa Lix da Cunha Magnesita Rede Energia Quattor Petr Iguacu Cafe Met Duque Renar Encorpar Eleva Brasmotor Cia Hering Karsten Mendes Jr Drogasil Tec Blumenau Sam Industr Tecnosolo 1.6570 18.2372 16.0026 0.6149 19.1303 0.0868 2.4704 -1.0001 0.0799 -0.0539 0.1537 0.8501 -1.018 0.8386 16.4803 1.374 -0.2593 0.6843 18.0006 0. ISSN 1809-3337.8925 -0.0226 0.0177 0.5909 2.0008 0.9999 -0.9721 0.0008 Cemat Sabesp Weg Ger Paranap Saraiva Livr Eucatex Acos Vill Caraiba Met Pettenati Localiza Duratex Forjas Taurus Elekeiroz Rede Energia Ienergia Botucatu Tex Melhor SP 16.2157 2.9814 18.1009 -1.0020 0.6799 19.5786 -0.0000 0.7018 -0.2366 20.3903 0.0058 0.0177 0.9659 18.8283 18.6177 1.6376 1.7961 18.1829 0.0582 18.7360 16.0048 0.4857 -0.3148 -0.0986 -0.0022 0.0002 0.6695 -1.0835 0.3254 1.5785 4.3942 -0.8290 3.4493 16. utilizando apenas as variáveis que apresentaram maior poder discriminante entre os grupos do estudo.2220 2.8329 0.1036 1. 37-52.8436 0.8333 18.2250 20.8434 16. Blumenau.7775 19.0003 0.6983 -0. .0000 0.0515 0.0147 0.3376 19.5550 15.2266 30.0065 0.César Augusto Tibúrcio Silva 46 Os resultados encontrados no Painel B da Tabela 4 decorrem de novos cálculos dos χ e χ P2 (Tabela 5) para cada empresa.9981 -0.4143 -0.0101 1.2125 1.1928 -0.7595 -0.0209 0.5794 0.0845 -0.024 0.4686 1.5234 0.4796 0.3135 0.0027 0.3549 -0.4268 0.7095 18.0008 0.6597 -0.6639 Vencedoras Fonte: Dados da pesquisa.2135 6.6107 -0.9546 0.0940 2.0008 0.6989 1.7475 16.0000 0.2737 1.0016 0.1324 2.8176 0.4233 18.0095 0.2171 0.9211 20.334 0.4190 0.0000 0.0770 0.2510 1.0001 0.4869 0.2593 -1.7370 0.9048 18.0405 0.4051 18. jan.8724 -0.0032 0.0223 0.0077 0.2238 0.0190 0.0064 0.9392 0.7663 18.4623 0.9490 19.0000 0.2739 -0.5741 1. v.4959 16.1599 -0.1732 0.3018 -0.2172 15.7324 -0.5474 1.6321 2.6287 -0.8805 18.0703 1.8204 2.6181 0.0086 0.0012 0.0848 1.8787 15.1009 0.9649 1.8523 3.1908 17.9440 16.2573 -1.6994 0.4921 -1.0422 1.0003 0. Data Hld Plascar Part Sao Carlos Ger Paranap Cemig Cia Hering AES Tiete Coelba Petrobras Itausa Celpe CPFL Energia Marisol Rio Gde Ener Tim Part S/A Alpargatas J B Duarte Bahema Rossi Resid 0.9149 17.6319 2.8969 1.6907 -0.0487 0.1354 -0.2065 -0.2427 19.0073 3.2037 2.3502 18.5637 1.0482 0.4176 -0.0982 0.5104 -0.7983 18.3781 16.6827 -0.9525 17.0086 0.0574 -0.1809 -0.8103 2.0272 0.7959 1.1376 0. 8.4978 -0.3951 0.7060 19.5716 0.6246 0.8140 1.4696 16.4324 -0.5481 15.7682 -0.3929 -0.1104 0.4034 -0. Para a seleção das variáveis significativas foi utilizada a estatística Wilk’s Lambda e o Revista Universo Contábil.2364 2.3559 17.0086 0.6142 2.0005 0.0911 19.4088 0.0325 0.3669 3.7086 -0.0159 0.0209 0.8770 16.0000 0.4558 18.8752 19.1755 -0.0008 0.0095 0.011 -0.0601 0.1618 0.Adilson de Lima Tavares.8447 21.1953 16.9393 4.0000 0.6618 18.2685 -1.6822 1.7962 -0.0345 0.5233 18.8327 0.0182 0.6314 0.9687 16.6503 -1.0000 0.0046 Perdedoras 18.7390 18.3795 0.4989 -0.6611 1.934 -0.7342 0.458 0.0033 0.2593 -0. Datasul Medial Saude Embratel Part Pet Manguinh CEG Sanepar Vivo Rio Gde Ener Wlm Ind Com Sultepa Celpa Sabesp Alpargatas Petroflex Lojas Renner AES Tiete Springer Mont Aranha 0.2597 -0.7570 1.6529 -0./mar.3983 18.0027 0.0067 0.0297 0.3599 -0.0011 0.0192 0.4829 1.0108 0.5418 2. 2012.0547 0.0760 15.7612 19.5875 0.9843 -0.0065 0.0013 0.3001 0.8416 18.0134 0.0672 1.5851 2.0574 0.0664 0.5155 19.7637 0.2335 15.1267 -0.0134 0.2156 0.9788 -0.6817 16.4526 0.6697 1.0055 0.2946 -0.0032 0.0649 1.0872 Ferbasa Trafo Am Inox Br 1.7761 15.6692 0.3083 1.2065 -0.4248 -0.0020 -0.0046 -1.1355 17.9981 -0.8158 0.1524 -0.0035 0.5896 1.6151 1.5978 0.7863 -0.0145 0.7595 16.047 0.5851 Bradespar M G Poliest Fibam 18.7313 0.0016 0.0794 18.0012 0.3822 -0.8309 1.6814 -0.4208 0.5499 16.2593 -0.8902 17.0046 -0.7392 18.3804 34.7472 15.3649 -0.0021 0.0008 0.8577 0.736 0.2137 0.0046 0.1537 0. FURB.2157 0.3945 1.1808 21.1559 -1.6988 4.0106 0.9978 23.7679 0.0003 0.7970 15.3943 1.5978 18.9546 0.0046 0.0032 0.3415 -0.0317 0.5499 -0.0005 0.0006 0.6924 18.0008 0.9148 1.0306 2.8091 18.5409 1.6034 0.1913 3.0429 0.5754 0.3366 1.0003 0.117 -0.9033 -0.1524 -0.0008 0.9816 -0.0056 0.8704 -0.0013 0.0471 16.0005 0.1022 0.0000 0.8123 0. 2 V Tabela 5 – Qui-quadrados e Z discriminante para matrizes de variâncias-covariâncias das variáveis significantes 2005 2006 2007 2 2 2 2 Empresas χP χV Zi Empresas χP χV Zi Empresas χ2P χ2V Zi Ienergia Dixie Toga Braskem Brasmotor VCP Pronor GPC Part Ferbasa Pettenati Sultepa Klabin S/A Whirlpool Mangels Indl Mundial Copesul Lix da Cunha Joao Fortes Tecel S Jose Drogasil Ripasa Millennium Light S/A Pet Manguinh Acos Vill Brasil T Par Fosfertil Ipiranga Pet CEG Vale R Doce Perdigao S/A ALL Amer Lat D F Vasconc Bradespar Telef.5244 18.1337 0.0221 Santanense OHL Brasil Gol Marisol Gradiente Dasa Sao Carlos Metal Leve Cedro Abnote Cemar CCR Rod.5658 16.4095 0.2593 1.0016 0.9837 20.7669 19.0005 0.8435 29.0675 -0.7281 0.3774 1.5281 1.4641 18.6579 0.7722 1.8862 0.2829 0.4915 2.0065 0.0032 0.0064 0.3430 0.0016 0.6676 0.3716 0.6040 1.0065 0.5714 1.. p. 1.2939 15.0239 20.0254 24.0000 0.2801 16.3147 0.8101 -0.3333 0.0190 0.1736 0.0482 -0.2577 1.0032 0.1715 -1.0048 0.8240 0.9758 0.2272 18.4294 2.

Na Tabela 7 são apresentadas as variáveis que melhor discriminam as empresas entre os grupos de Perdedoras e Vencedoras. Revista Universo Contábil. a priori. acredita-se ser interessante considerá-lo válido.31 0.05 = 3. .A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 47 teste F-ANOVA. 2009). 1.5% Todas as variáveis 71.31 2. 37-52.84 Todas as variáveis 9. não têm influência significativa sobre o percentual total de acertos. Por sua vez. pelo menos. quando utilizadas apenas as variáveis de maior poder discriminatório. 8. Como estas estatísticas testam a hipótese de igualdade entre as médias dos grupos. respectivamente. podendo-se inferir que as demais variáveis. ou seja. v. n. Blumenau. quando comparada com o modelo de chances..5% (50% x 1. Outra medida de significância da razão de sucesso da matriz de classificações é a validação prática. Hair et al. entretanto. (2009) sugerem que a previsão de classificação seja.2% 54. ISSN 1809-3337. um quarto maior do que a obtida por chances. É possível verificar que foram selecionadas as mesmas variáveis utilizadas na avaliação pela Regra do Qui-quadrado Mínimo. Vale ressaltar. foram utilizadas as variáveis que apresentaram significância estatística menor que 0. Entretanto. é possível verificar que o nível de acertos em 2005 é igual àquele do Painel A. é a estatística Q de Press (HAIR et al.0% Variáveis de Maior Poder Discriminante 71. as classificações a partir de qui-quadrados calculados com todas as variáveis no exercício de 2006.0% Fonte: Dados da pesquisa 2007 7. de forma que a estatística de 2006 pode tornar-se significante. X5 e X10 em 2006 e X11 e X17 em 2007. Este mesmo entendimento é aplicável ao Q de Press para as classificações do ano de 2007. que este teste é sensível ao tamanho da amostra (HAIR et al. 2009).. O teste estatístico do poder discriminatório da matriz de classificação. o nível de acertos deve ser igual ou superior a 62. Um ponto interessante nesta fase do estudo é a análise da precisão de classificação demonstrada na matriz. Analisando os resultados do Painel B. as classificações dos exercícios de 2005 e 2007 apresentam significância prática. quando utilizadas apenas as variáveis de maior poder discriminante. p.3 Resultados da Análise Discriminante A estimação da função discriminante foi realizada pelo método stepwise.32 Validação Prática: Igual ou maior que 62.25).57 67.7% Pelos resultados da estatística Q de Press.9% 60. através da comparação de seus resultados com algum padrão. 2012./mar. além de X20. jan. Neste caso. Quando a regra do qui-quadrado mínimo utiliza todas as variáveis. apenas 2005 teria significância prática. que rejeitam a hipótese principal.2% 60. não seriam consideradas estatisticamente melhores do que o critério de chances. FURB. como o percentual de acertos nas classificações de 2007 não difere muito daquele sugerido por Hair et al. Os testes resultaram significantes nas variáveis X20 em 2005. Nos anos de 2006 e 2007.00 Variáveis de Maior Poder Discriminante 9. mesmo permanecendo com o mesmo percentual de acertos.14 2. se o número de empresas da subamostra de teste for aumentado. a situação não difere muito. correspondem a 90% daquele obtido com 22 e 20 variáveis.05.. com apenas duas variáveis cada um. Tabela 6 – Testes de Poder Discriminatório da Matriz de Classificação Exercícios 2005 2006 Validação Teórica (Q de Press): χ2 crítico a 0. constantes na Tabela 6. (2009). 5. uma vez que os níveis de acertos alcançados nesses exercícios.

698 + 0.Adilson de Lima Tavares. 2006 e 2007 podem ser apresentadas.631 X10 Constante Coeficientes não padronizados Fonte: Dados da pesquisa ./mar. para a classificação final de cada caso em um dos grupos do estudo.896 gl1 gl2 gl3 1 1 2 1 2 1 1 1 1 1 78 74 74 78 78 Estatística 5. A Tabela 9 mostra que as funções discriminantes estimadas nos três exercícios Revista Universo Contábil. após a estimação da função discriminante. Considerando-se que as subamostras de teste apresentam números iguais de empresas em cada grupo. Tabela 8 – Coeficientes das funções discriminantes canônicas 2005 2006 Função Função X20 5. isto é.356 4.020 . n.085 X 17 + ε k A partir das funções discriminantes são calculados os escores Z discriminantes de cada empresa (vide Tabela 5).002 .698 X11 X17 Constante . ISSN 1809-3337. as funções discriminantes para uma determinada empresa k. além daquelas diferenças já explicadas pelas variáveis na função discriminante. v.872 Utilizando as informações da Tabela 8.014 A primeira variável selecionada em cada exercício social para inclusão na função discriminante é aquela que.947 . com as seguintes disposições: Z k = − 1.024 X 11 − 0. FURB. . o ponto de corte resultará num escore crítico ZEC = 0. jan. p.839 . 2012.040 .024 -. Entretanto. em forma matricial.004 X 10 + ε k Z k = − 0.936 . respectivamente. 1.631 + 5.377 9.872 + 0. . nos exercícios sociais de 2005..004 -1.492 Exact F gl1 1 1 2 1 2 gl2 78 74 73 78 77 Sig. 2005 .004 . 8. dentro da subamostra de análise.277 X 20 + ε k Z k = − 1.César Augusto Tibúrcio Silva 48 Tabela 7 – Variáveis inseridas na função discriminante Wilks' Lambda Exerc Passos Inseridas Estatística 1 X20 1 X5 2006 2 X10 1 X11 2007 2 X17 Fonte: Dados da pesquisa – SPSS. A inclusão das demais variáveis ocorre desde que forneçam discriminação adicional estatisticamente significante entre os grupos. que servirá para sinalizar a qual grupo pertence a empresa sob análise. os quantitativos de erros e acertos decorrentes da comparação entre o Zi de cada empresa e o escore crítico ZEC. é necessário definir o ponto de corte (cut-off point) ou escore crítico ZEC. 37-52. Os resultados para os Casos Selecionados (Originais e Validação Cruzada) correspondem às classificações das empresas da subamostra de análise.020 X 5 + 0.053 6. Na Tabela 8 encontram-se os coeficientes das variáveis inseridas nas funções discriminantes e os valores das constantes obtidos a partir dos dados da subamostra de análise.SPSS 2007 Função .277 X5 Constante -1.085 -. Se Zi < ZEC → classificação no Grupo de Empresas Perdedoras Se Zi > ZEC → classificação no Grupo de Empresas Vencedoras Na Tabela 9 são apresentados. Blumenau.988 4. o mesmo grupo de empresas é utilizado para a classificação.023 . apresenta maior poder discriminante (menor valor para Wilks’ Lambda e maior valor para F-ANOVA).891 .

.0 40. quando comparado à probabilidade de classificação ao acaso.0 65. um resultado mais adequado deve ser buscado pelo uso de uma metodologia que dispense tal premissa...2% Originais.0 100.5%.7% As classificações dos Casos Não Selecionados (Originais)..0 76. Venc.5% Originais.0 100.0 100.. como neste estudo..0 100.63...0 65..0 Casos selecionados Originais.5 27.0 20 8 28 14 14 28 71..0 24.0 50.0 100..65. 2012.0 Total 40 40 100...... n... Venc. jan....5% Níveis de Acertos Casos não selecionados Casos não selecionados Originais.Ven 14 26 40 c.. Blumenau.65. em 2006. 2005 e 2007.0 16...5 42.0 100..5 29 11 17 22 72. em 2007.0 100.8% Validação Cruz. a razão Dívida Financeira de Curto Prazo/Dívida Financeira Total e o Grau de Alavancagem Operacional.. cuja expectativa seria de 50%.0 c. Esse resultado denota.. Perd 24 16 40 Cruzada .8 69. Ven 35.. % Perd 60.. Esse fato sinaliza que as médias dos índices das empresas não-financeiras do mercado de ações brasileiro.0 84. .8 13. Os níveis de acertos nas classificações das empresas das subamostras de testes variam de 54% a 71. 1.. 6 CONCLUSÕES Uma das primeiras constatações na aplicação das metodologias foi a de que um número bastante reduzido de índices apresentou significância estatística à diferenciação entre as empresas integrantes das amostras: em 2005.SPSS 2007 Grupos Previstos Perd. Originais Conta Perd 24 16 40 33 5 38 . ISSN 1809-3337... Venc..../mar.0% Fonte: Dados da pesquisa .71.. Ven 8 18 26 19 6 25 c.5 27..6 100. que o uso das funções contribui para a melhoria no processo de discriminação entre grupos..0 100..0 86. 8.. pois o fato de tratar-se de um grupo de empresas não utilizado para a estimação da função discriminante..8% Casos não selecionados Originais.2 100.9 100...... Perd.0 Validação Cruz. por outro lado. a análise conjunta de empresas dos mais diversos setores.54.. v. requer a inserção Revista Universo Contábil. % Perd 60.2 100.0 Ven 30. 29 11 17 23 72.0 50. apresentam perfis bastante semelhantes. Não Selec Casos Selecionados Tabela 9 – Matriz de classificação resultante da Análise Discriminante Exercícios 2005 2006 Grupos Grupos Grupos Total Total Reais Previstos Previstos Perd.60. 37-52.7 100. ao avaliar os escores Zi das empresas das subamostras de análise. aquela premissa foi atendida e os níveis de acertos são um pouco mais expressivos.0 ...0 c.A ANÁLISE FINANCEIRA FUNDAMENTALISTA NA PREVISÃO DE MELHORES E PIORES ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO 49 proporcionam níveis de acertos de classificações iguais ou superiores a 62.Ven 35.0 40.......3 44. mas o resultado para este ano deve ser desconsiderado. em ambos os grupos. minimiza a probabilidade de um viés ascendente na precisão preditiva da função.2%.. e....0 55.. Casos selecionados Casos selecionados Originais. o índice Margem Bruta. Nos demais exercícios..... % Perd 73. Portanto. Ven 14 26 40 21 17 38 c.. tal como o Logit..0 40 40 100.0 .1 26..5 57.4 28.5 45. 62.. O menor nível de sucesso ocorre no ano de 2006..62.....0 55..0 100... Como se trata de uma premissa-chave da análise discriminante... em princípio. p. pois a premissa da homogeneidade das matrizes de variânciascovariâncias não é atendida nesse exercício social. conferindo validade externa à função discriminante. Essas classificações podem ser consideradas de maior interesse para o estudo... são realizadas a partir da subamostra de teste. FURB.0 Validação Conta c. Originais Conta Perd 19 7 26 21 4 25 . o Prazo de Recebimento e a razão Dívida Financeira/Patrimônio Líquido.

2007. São Paulo: Atlas. Dec. n.899879. Acesso em: 12 jun. delimitando a pesquisa à análise financeira por meio de índices econômico-financeiros. Destaca-se que não foram consideradas variáveis exógenas. Greenwich: JAI Press.cfm?abstract_id=899879>. papers.1111/j. foi aplicada a Análise Discriminante às amostras da pesquisa. 3. Disponível em: <http://papers.doi. Laura. Journal of Business Finance & Accounting.00662. C. SRINIVASAN. Dissertação (Mestrado em Ciências Contábeis) Universidade de Brasília. tais como o PIB. NAFFI. considerando os resultados deste estudo. SAULT.2307/2328571. São Paulo: Atlas. 46. REINOSO. Brasília. 5. BETTMAN. Stephen J. LAKONISHOK. 37-52. HAMAO. e podem despertar acadêmicos e preparadores de demonstrações contábeis para a importância da aplicação de métodos econométricos nas análises das empresas. Os resultados da pesquisa contribuem para reflexões acerca das potencialidades das informações contábeis às escolhas entre alterantivas de investimentos. WELCH. Fundamental and technical analysis: substitutes or compliments? 2006. ISSN 1809-3337. Shareholder value creators and shareholder value destroyers in USA.. Jerome S. v.doi. Determining trade credit default probabilities using the minimum chi-square rule..doi. César Augusto Tibúrcio. concluise que é possível aceitar a hipótese de que a AFF é capaz de prever variações de valor da empresa. Josef.ssrn./mar. ed. ao analisar a capacidade preditiva dos índices econômico-financeiros denominados tradicionais.org/10. 2007. Louis K. Jenni L. n. BESLEY.2006.. Young. http://dx. O fato de não haver homogeneidade das variâncias entre os grupos de Perdedoras e Vencedoras pode ter influenciado no percentual de acertos pouco relevante no exercício de 2006. 2009. CHAN. a fim de identificar aquelas consideradas relevantes ao estudo em cada exercício social. A utilidade das demonstrações contábeis para a tomada de decisão sob a ótica dos analistas de investimentos e profissionais de relações com investidores – RI. Vera Marleide Loureiro dos. contribuindo para a escolha entre melhores e piores alternativas de investimentos no mercado de ações brasileiro.com/sol3/ Acesso em: 1 nov. 2012.org/10. The Journal of Finance.Adilson de Lima Tavares.org/10. 2002. 8. REFERÊNCIAS ANJOS. 3. Pablo. p. . quando comparado às escolhas ao acaso. Disponível em: <http://papers. taxa de juros de mercado. Emma L. Revista Universo Contábil. OSTERYOUNG. SILVA. Scott. . Fundamentals and stock returns in Japan.. Blumenau. 34. v.. Mounir. obtendo-se os mesmos resultados alcançados pela metodologia da Regra do Qui-quadrado Mínimo. Apesar de apresentar um reduzido número de variáveis estatisticamente significantes. Advances in working capital management. 2008./Mar. 132. Alexandre. 2008. Para conferir mais robustez aos achados. p.ssrn. jan. os resultados da aplicação da Regra do Qui-quadrado Mínimo mostrou percentuais relevantes de acertos nas previsões de classificações em dois exercícios sociais (2005 e 2007). indicando que o uso dessa metodologia contribui para melhorar os resultados das decisões de investimentos. 1991. Jan. 111 f. Finanças corporativas e valor.César Augusto Tibúrcio Silva 50 de um número substancial de variáveis. v. Alexandre.. 2008. 2. 1739-1764.. The Usefulness of Book-to-Market and ROE Expectations for Explaining UK Stock Returns. Colin.cfm?abstract_id=298218>. Administração do capital de giro. ASSAF NETO. http://dx. http://dx. Year 2001.1468-5957. ASSAF NETO. Yasushi.2139/ssrn. CLUBB. Venkat. p. taxa de câmbio. (2002). In: KIM. 1991.x FERNÁNDEZ. pp. 173-195. 1. FURB. Portanto.com/sol3/ papers. n. ed.

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