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RECURSO DE MULTA - CINTO DE SEGURANÇA

Ao Ilmo. Senhor Presidente da JARI do município de Itaquaquecetuba.
Eu, Alexandre Guimarães, portador do RG n° 28293238-0 SSP/SP, CPF
n° 272800338-65, CNH n°01334299436, residente à Estrada de Santa Isabel,
3520, na cidade de Itaquaquecetuba, São Paulo, venho respeitosamente
perante a Vossa Senhoria, baseado na Lei n° 9.503 de 23/09/97, interpor
recurso contra aplicação de penalidade pela suposta infração de trânsito.
Art. 167 do CTB, ou seja, Deixar o condutor de usar o cinto
segurança, lavrada no AIT n° T490851744, expedida em 23/10/2014, referente
ao veículo de marca/modelo VW Saveiro 1.6 CE, de espécie/tipo
Carga/Caminhonete, de propriedade de Michele Baltar Guimarães.
Primeiramente, observe-se o dispositivo do CTB abaixo transcrito:
Art. 281. A autoridade de trânsito, na esfera da competência
estabelecida neste código e dentro de sua circunscrição, julgará a consistência
do auto de infração e aplicará a penalidade cabível.
Parágrafo único. O auto de infração será arquivado e seu registro
julgado insubsistente se considerado inconsistente ou irregular.
Art. 167. Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de segurança,
conforme previsto no art. 65:
 Infração - grave;
 Penalidade - multa;
A medida administrativa do art. 167, da Lei Federal n.º 9.503/97, CTB, é
clara, precisa e concisa quando determina a retenção do veículo até a
colocação do cinto de segurança.
Posto isso, o Agente de Fiscalização foi arbitrário na autuação, não
parando o condutor para efetuar a referida autuação, pois como poderia o
agente de trânsito constatar de forma precisa que o condutor ou o passageiro
estava sem o cinto de segurança, sendo que o veículo não foi parado, não foi
assinado nenhum Auto de Infração, e somente foi tomado conhecimento do
fato quando do recebimento da Notificação.
A lei determina a retenção do veículo, cabe ao Agente Fiscalizador
simplesmente seguir tal determinação.
A abordagem do condutor, que só se pode realizar com a retenção do
veículo, é necessária não só para que o agente de trânsito exercite o seu papel
de conscientizar o motorista sobre a importância da utilização do cinto, como
também para se confirmar a irregularidade.
Posto que uma série de fatores poderiam levar o agente de trânsito ao
equivoco. Como exemplos desses fatores, cita-se, eventual reflexo do vidro, a
velocidade do veículo, a posição do batente da porta, a posição do banco, o
tipo e cor do vestuário, etc. Não há como negar que tais condições, poderiam
levar o agente de trânsito a autuar erroneamente o condutor.
Assim, se a norma estabelece que o veículo deve permanecer retido até
que o infrator coloque o cinto de segurança, não pode o agente de trânsito

que proceda o cancelamento da Notificação e Multa. Solicito o encaminhamento deste recurso ao órgão julgador. com objetivo de serem apreciados os fundamentos invocados. e diante do exposto. solicito a este Respeitável Órgão de Trânsito. respeitando o Princípio da Legalidade. Sem mais. ______________________ ALEXANDRE GUIMARÃES . pois o legislador não conferiu a oportunidade de escolha ao agente da administração publica. para fins de direito. espero que o Poder Público cumpra a determinação da Lei. arquivando-as.simplesmente ignorar o texto legal. me coloco à disposição para esclarecimentos complementares que se fizerem necessários. No aguardo do deferimento.

11 de Novembro de 2014 .Itaquaquecetuba.