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LMO DIRETOR PRESIDENTE DA DIRETORIA DE TRÂNSITO DE ....

JUNTA
ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES
AUTO DE INFRAÇÃO Nº..........
....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG n.º ..... e
do CPF n.º ....., residente e domiciliado (a) na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade .....,
Estado ....., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração
em anexo - doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ....., nº ....., Bairro .....,
Cidade ....., Estado ....., onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente
à presença de Vossa Excelência apresentar
RECURSO
à decisão exarada no Auto de Infração nº ......, GRM ....., lavrado em ......., às ....... horas,
no cruzamento da Avenida ........ com Rua ......, o que faz pelos motivos de fato e de direito
a seguir aduzidos.
DOS FATOS
Pretende a Diretoria de Trânsito a imposição e cobrança de multa por infração assim
descrita na Notificação de Infração de Trânsito:
"Art. 208. Avançar sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória :
Infração- gravíssima
Penalidade- multa.
Tal a tipificação da infração imputada".
DO DIREITO
O recorrente é proprietário do veículo marca ........, placas ......., tendo sido o mesmo objeto
de multa no dia ......, conforme consta da Notificação, por ter pretensamente avançado
sinal vermelho ou de parada.
Tal infração enseja a aplicação de multa no valor de R$ ....... e a perda de 7 pontos na
Carteira de Habilitação.
Entretanto, é sabido que a infração acima mencionada só é caracterizada quando do
animus volitivo do agente em avançar sinal vermelho ou de parada, não caracterizando a
infração o fato de o sinal ter ficado vermelho quando o condutor já havia ultrapassado a
faixa estando ao final de sua travessia.
Tal entendimento é o doutrinador Arnaldo Rizardo, in Comentários ao Código de Trânsito
Brasileiro que assim leciona :

em que se funda a ação ou a defesa". Praticadas as dilligências e perícias necessárias. violado o princípio norteador do trânsito. ou seja. A única prova existente acerca da pretensa infração é o próprio auto de infração. Se aparecer a luz amarela. que pelo horário de mencionada infração. haja vista que o tráfego neste horário não é intenso. que é composta de uma faixa ligando um lado ao outro da via e aposto antes da faixa de pedestre. O Direito Pátrio tem como nulo os atos sujeitos ao arbítrio de uma das partes. aos Estados. portanto. no meio de sua travessia. isto é. não tendo sido. ou seja. 07 :52 horas. Não é possível deter o veículo depois de tal linha." No caso em comento. bem como os moralmente legítimos. Resta. A nossa Constituição Federal. beira ao confisco e este resta proibido por nossa Constituição Federal. o princípio da confiança. é vedado à União. não havendo que se falar em infração decorrente da ultrapassagem de sinal vermelho ou de parada. expressão máxima da democracia. principalmente quando fere o princípio constitucional da garantia de ampla defesa a todos os cidadãos. assim. estando. 0 nosso Código de Processo Civil assim determina: "Art. estando a desenvolver-se a travessia.utilizar tributo com efeito de confisco". E oportuno salientar. sob pena de inulitar-se a igualdade de todos perante o direito. devidamente explanados os fundamentos da defesa. quando legisla: "Art. quando existente. a notificação deve e precisa ser declarada nula. porquanto bloqueará a circulação nos sentidos que se cruzam. 332. são hábeis para provar a verdade dos fatos. portanto. a parada do veículo deverá ocorrer na faixa de retenção (sinalização horizontal). Todos os meios legais. sem possibilidade de controle e defesa por parte dos cidadãos. . deverá seguir o motorista. viaturas escondidas e outras medidas adotadas. ainda que não especificados neste Código. já ultrapassada a faixa que liga um lado ao outro da via. não houve a iminência de perigo de dano pelo agente. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte."Quando ao semáforo vermelho. impõe a inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos. 150. já havia ultrapassado a faixa de retenção. Agentes mal pocisionados. ao Distrito Federal e aos Municípios: IV. documento emitido pela própria autoridade fiscalizadora. verifica-se que o condutor do veículo. no momento de alegada infração. qual seja. não podendo ser autuado.

Outro princípio que motiva a atividade administrativa é o princípio da motivação dos atos. DOS PEDIDOS Comprovada a inexistência da infração mencionada. razão pela qual deve restar declarada nula a imposição de penalidade. a presente notificação é nula de pleno direito. requer: . a apresentação do condutor que deveria ter sido feita na Defesa Prévia. Tais princípios norteadores de nosso Direito Administrativo e Constitucional não restaram observados quando da autuação e notificação do agente. A disposição revela importância. Tendo em vista a não apresentação de Defesa Prévia em momento oportuno e a consequente não identificação do condutor do veículo. senão. ou seja. por não atender aos requisitos legais exigidos. uma vez que a notificação foi imposta pelo próprio agente municipal no momento de alegada infração. o que invariavelmente exigia a assinatura do condutor do veículo. Os atos administrativos são regulados por princípios expostos em nossa Constituição Federal. incorrerão em nulidade.Ainda mais. Nesse caso. a fim de que em caso de indeferimento do presente. mas por interposta pessoa. dentre eles o Princípio da Publicidade. Mencionada suspensão advém do fato de que o veículo. os administrados devem ser informados dos atos. a assinatura do infrator valerá como notificação do cometimento da infração. sob pena de nulidade. uma vez que não trouxe em seu bojo assinatura do condutor. a penalidade seja imposta ao infrator da notificação. A notificação de imposição de penalidade alvo do presente recurso. está acosta ao presente recurso. com base na inexistência de provas e ausência de publicidade e motivação da infração. já que em desconformidade com os ditames de nosso ordenamento jurídico. Dessa forma. não era conduzido pelo proprietário do veículo. haja vista não ter sido desrespeitado sinal vermelho ou de parada e ainda de estar o Auto de Infração eivado de nulidade. validade nenhuma pode ser atribuída ao Auto de Infração aqui objeto uma vez que. 280. motivo que enseja a identificação do verdadeiro infrator. pois faz presumir que assiste alguma interferência ou defesa do infrator junto ao órgão a que pertence o agente de trânsito que fez a autuação. VI do CTB. nossa legislação não admite provas colhidas sem caráter contraditório e sem a participação daquele contra quem deve operar. tal requisito seria essencial. ferindo o legalmente disposto no Art. não observou todos os requisitos legais quando de sua elaboração. Não tendo sedo preenchidos os requisitos legais. os atos exarados pela Administração Pública devem ser motivados e fundamentados com base em nosso ordenamento jurídico. no momento da infração. requer-se a suspensão da presente medida até que o recurso ao JARI venha a ser decidido. No caso em epígrafe. isto é.

Pede Deferimento. [Local].. GRM . [Assinatura do Advogado] [Número de Inscrição na OAB] .. Nesses Termos.Seja a presente defesa recebida em seus efeitos legais e julgada procedente... [dia] de [mês] de [ano].. declarandose a nulidade do Auto de Infração nº ......