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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Escola de Ciências da Vida e do Ambiente
Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde
Licenciatura em Reabilitação Psicomotora – 3º ano
Unidade Curricular de Programas de Intervenção Psicomotora II
Ano Letivo 2013/14

DIFICULDADE INTELECTUAL E
DESENVOLVIMENTAL

Docente: Professora Carla Afonso
Discentes: Ana Moura n.º 51608
Cecília Gabriel n.º 51294
Daniela Andrade n.º 50618
José Carlos Gomes n.º 52170
Ricardo Guedes n.º 21863
Verónica Silvério n.º 51712

Índice ÍNDICE ____________________________________________________________________________________ 2 INTRODUÇÃO ______________________________________________________________________________ 3 DIFICULDADE INTELECTUAL E DESENVOLVIMENTAL _______________________________________________ 4 METODOLOGIA _____________________________________________________________________________ 6 ALIMENTAÇÃO E DIFICULDADE INTELECTUAL E DESENVOLVIMENTAL _________________________________ 6 DIFICULDADE INTELECTUAL E DESENVOLVIMENTAL E A PSICOMOTRICIDADE __________________________ 7 CONCLUSÃO ______________________________________________________________________________ 11 BIBLIOGRAFIA _____________________________________________________________________________ 12 2 .

Passando estas por momentos de relaxação. A Psicomotricista Sofia trabalha na APPACDM (Matosinhos) com uma população bastante diversa dentro do tema escolhido. orientação a invisuais. 3 . entre outros aspetos. e ainda a Dançoterapia. a realização de um convite a um profissional de saúde que pudesse falar sobre um tema escolhido por nós enquanto grupo.Introdução Foi-nos pedido. como forma de enquadramento à parte prática. Irá falar-nos também da importância da alimentação equilibrada nesta população. realizaremos também o trabalho teórico que se segue. o mesmo foi Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental. Deste modo. em contexto de sala e ginásio. Irá abordar na sua partilha connosco as práticas que atualmente desenvolve: a Psicomotricidade no Meio Aquático. Iremos então contar com a presença da Psicomotricista Sofia Vilar dia 8 de Abril de 2014. No nosso caso. no Complexo Desportivo de Trás-os-Montes e Alto-Douro. no âmbito da unidade curricular Programas de Intervenção Psicomotora II.

aprendizagem.AAMR ‘’por limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo. pelo menos. 2006 citado por Custodio 2011). estudos revelam que a dificuldade intelectual leve pode ser parcialmente causada por condições ambientais medíocres. com especial evolução nas últimas décadas (Santos & Santos. lesões neurológicas associadas. alteração do tónus muscular e um atraso no desenvolvimento psicomotor. Segundo Shadeck e Oliveira (2013) a pessoa com dificuldade intelectual apresenta limitações em duas ou mais das seguintes áreas: comunicação. E. sendo também aos 18 anos que a legislação portuguesa considera que os indivíduos atingiram a idade adulta (Albertine. Inicialmente traduzida apenas por um baixo quociente de inteligência (QI) associado à dificuldade em aprender (Carrilho. No entanto. tanto a definição como a terminologia da DID têm sofrido grandes alterações ao longo dos tempos. autossuficiência. 2009 citado por Custodio 2011). podem apresentar alterações morfológicas. a DID é atualmente definida pela American Association of Mental Retardation . pelo que muitos psicólogos e educadores creem que a mudança e a melhoria no ambiente social possam evitar a dificuldade intelectual ou. Segundo Pires (2012) as causas da dificuldade intelectual moderada e grave são geralmente atribuídas a diversas lesões neurológicas e metabólicas. 2007 citado por Custodio 2011). os seus efeitos mais graves. segundo Pires (2012) as três grandes áreas que devemos ter em conta são a linguagem. apresentam dificuldade na articulação de algumas palavras. originando-se antes dos 18 anos de idade” (Luckasson et al 2002. É por esta altura que muitos autores consideram que o indivíduo atingiu a plena maturidade anatómica. trabalho. tais como: pés rasos e desvios na coluna. p. psicológica e sexual. De acordo com Silva (1991) citado por Pires (2012) a nível motor. em casos mais graves podemos mesmo observar uma total ausência de linguagem. Tracey & Baume. sociais e conceituais. independência. segurança. Segundo Fonseca (1995) citado por 4 . tornando-se difícil manter um diálogo. 150 citado por Shadeck e Oliveira 2013). sociabilização. lazer. a afetiva e social. A nível da linguagem. como expresso nas habilidades práticas. saúde.Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental Segundo Custodio (2011). No entanto. a motora. A intervenção precoce poderá igualmente contribuir para a sua prevenção.

mas sim consigo própria. incapacidade de generalizar e abstrair. Não se preocupa tanto com o conhecimento das coisas. As limitações expressivas prejudicam ou impedem mesmo a sua comunicação com o meio ambiente que o cerca. atenção reduzida. e ainda as dificuldades de integração e imaturidade do ponto de vista dos gostos e interesses.Pires (2012). a população com DID pode ainda apresentar baixa resistência à frustração. uma vez que é pela motricidade que a criança descobre o mundo dos objetos. articulação de forma atípica entre os conteúdos dos seus conhecimentos normais relacionais e as atividades de um processo desestruturado. a pessoa com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental. o comportamento de grupo perturbado. de auto-estimulação ou auto-mutiladores. incapacidade de autocrítica. corporais e motoras. A nível afetivo e social. detalhados e concretos. condutas estereotipadas. Essa falta de motivação em relação ao mundo exterior traz consigo uma influência negativa para o desenvolvimento motor. atraso e precariedade das aquisições cognitivas. requerendo assuntos simples. Algumas crianças com DID são passivas. dificuldades a nível da linguagem. construção de uma função cognitiva insuficiente. hábitos de estudo insuficientes. a DID caracteriza-se por: inadaptação emocional e social. apresenta menos interesse pelas coisas que a rodeiam. Segundo Santos & Morato (2002) citado por Martins (2013). a falta de atenção. que resultam de limitações cognitivo. o mundo dos outros e o seu próprio mundo.percetivas (dificuldades em organizar a multiplicidade de estímulos). 5 . vocabulário reduzido. Podem ainda ser vulneráveis à exploração pelos outros (abusos sexuais e físicos) ou à negação dos seus direitos e oportunidades. a falta de imaginação e iniciativa. De um modo geral. desorganizada e desadequada. iniciativa limitada. segundo a perspetiva construtivista. reação lenta. A falta de comunicação pode predispor a condutas disruptivas e agressivas que substituem a comunicação verbal. ausência de originalidade. outras podem ser agressivas e impulsivas. tais como a instabilidade emocional. As alterações da perceção e do uso do próprio corpo são fatores que dificultam o desempenho adequado da pessoa com deficiência. calmas e dependentes. apatia e medo da novidade. podem surgir alterações comportamentais.

. na medida em que o excesso de peso exerce uma grande influência na mobilidade. após escolher o tema Psicomotricidade e Deficiência Intelectual e Desenvolvimental contactámos a psicomotricista Ana Sofia Vilar por esta ter já experiencia de intervenção com esta população. controlo postural. Alimentação e Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental Segundo Bento (2008) a dificuldade intelectual e desenvolvimental está associada a distúrbios alimentares que se caracterizam pelo consumo compulsivo de alimentos. procedemos ao pedido de autorização formal à APPACDM para que fosse possível dispensar o seu trabalho no dia da apresentação. A nutricionista defende. Por vezes. estando ainda próxima da nossa comunidade estudantil. que é fundamental que estes indivíduos tenham uma alimentação saudável. sendo não só estes excessos associados à alimentação mas também a fatores hormonais. aos alunos de Reabilitação Psicomotora da nossa universidade. como também por ter realizado parte do seu percurso académico na nossa universidade. com uma revisão bibliográfica do tema. em que por norma são ricos em gordura e açúcar. bem como disponibilizar as filmagens. apetite excessivo e desequilíbrios na sensação de apetite. A alimentação constitui uma importante relação com a psicomotricidade. para que possam controlar o seu apetite e o seu peso. erradamente acontece também serem dadas grandes quantidades dos alimentos favoritos a utentes com esta patologia. .Uma apresentação. Após o contacto com a psicomotricista. assim o seu estado de saúde e a qualidade de vida dos indivíduos com dificuldade intelectual e desenvolvimental. sob a forma de tertúlia. melhorando.Um suporte escrito. e apresentam um pobre valor nutricional.Metodologia Na realização do presente trabalho. ainda. Estes distúrbios estão associados a excessos de peso e obesidade. A constituição do trabalho é então composta por: .Uma filmagem de intervenção psicomotora com esta população na APPACDM. bem como nas 6 .

ser promovida a prática de atividade física. sociais e financeiras limitam a participação nas atividades físicas de pessoas com dificuldade intelectual e desenvolvimental. desta forma.restantes reações motoras do indivíduo.5 litro de água por dia torna-se crucial para a melhoria da alimentação e da saúde do individuo. fazer refeições regulares (pelo menos 6 por dia). sendo importante notar também. Estudos realizados por Rimmer e Yamaki (2006). contribuindo para melhorar a saúde e o risco de doenças. variando os alimentos. A falta de hábitos alimentares saudáveis bem como de uma prática de atividade física regular. o risco de obesidade e de complicações secundárias. não podem consumir determinados alimentos. são fatores comuns e associados à obesidade na população. devendo assim. havendo a participação de vitaminas. que portadores de determinadas patologias. consumindo-os nas proporções e quantidades corretas. assim como exigir maior participação nas rotinas diárias. constituído por pão. o comportamento sedentário diminui. ainda. minerais e fibras nesta refeição. tendo como referência a obra de Wallon. citados por Sousa (2009) destacam que adultos. com DID. leite e fruta. se a atividade física aumentar. O autor defende ainda que é essencial a integração de indivíduos com DID em grupos ativos e saudáveis. entende-se o corpo como um instrumento de ação sobre o mundo e como um 7 . que seja tomado diariamente o pequenoalmoço. com menor supervisão. Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental e a Psicomotricidade Segundo Fonseca (1976) a Terapia Psicomotora tem uma perspetiva diferente dos métodos tradicionais pois. É então essencial seguir as regras para uma alimentação equilibrada. É importante. indo de encontro aos diversos grupos presentes na Roda dos Alimentos. Sousa (2009) defende que as barreiras ambientais. principalmente entre pessoas com DID. Diminuindo. No entanto. consumir sopa antes das refeições e beber pelo menos de 1. físicas. não permanecendo mais de 3 horas e meia sem comer. como por exemplo de autismo. residentes em residências comunitárias têm uma taxa mais elevada de obesidade comparativamente a outros em residências mais supervisionadas.

.integrar o movimento.determinar sinergias. e . . 1976). . . . mas sim "uma nova aproximação dos problemas da motricidade perturbada" auxiliando o individuo nas suas ações de adaptação à vida (Fonseca. Assim. transmissão. . 1976). proporções. Para isto a Terapia Psicomotora age sobre as funções mentais perturbadas por intermédio do corpo. .aperfeiçoar a relação e a comunicação (Fonseca. A Terapia Psicomotora não pretende a "correção de atitudes corporais viciadas. execução e controlo de movimento.facilitar as reações adaptativas. . a Terapia Psicomotora. não é uma "ginástica corretiva" ou uma "rítmica especializada".verificar a integração da noção do corpo. .melhorar a representação do movimento.permitir a realização motora consciente. representação e relacionamento visando uma organização mental cada vez mais acrescida (Fonseca. entendendo o indivíduo na sua globalidade e tentando melhorar as capacidades de atenção. Assim o técnico 8 . 1976).valorizar o aspeto simbólico e expressivo do movimento. 1976).melhorar a atividade nervosa.instrumento de relação com o outro. Um primeiro aspeto a referir aponta a necessidade de o técnico que intervém com esta população ter sempre em conta a faixa etária da mesma. . permanências e causalidades. . ao mesmo tempo que constitui uma educação do pensamento pelo ato motor" (Fonseca.aumentar a disponibilidade.destruir sincinésias e paratonias.reconhecer as direções.inibir as pulsões motoras. .afirmar a lateralidade. Ela constitui-se como uma "educação do ato motor pelo pensamento. Podemos apontar os seguintes objetivos em Terapia Psicomotora nas DID: -melhorar a atividade mental que preside a elaboração. as relações objetais. . nem uma terapia exterior pseudo-funcional da marcha ou da preensão".

que no meio aquático conseguem trabalhar em três dimensões ao mesmo tempo otimizando as suas capacidades motoras. de uma forma diferente que no meio terrestre. 2005). Este mesmo autor defende ainda que o psicomotricista deve ter um papel de potenciador de relações criando situações e momentos favoráveis ao contato relacional e à integração de todos os participantes nas atividades independentemente do seu grau de dificuldade (Ojeda. 2006). Actividade Física Adaptada 4. 2005. A intervenção psicomotora em meio aquático abarca os sete fatores psicomotores: Tonicidade – a água quente da piscina reduz temporariamente a espasticidade e 9 . Defende-se que uma intervenção centrada na pessoa permite uma melhoria na qualidade de vida das pessoas com deficiência. Meio aquático 2. Ojeda (2005) apresenta ainda a psicomotricidade como uma atividade essencial para a melhoria da qualidade de vida. É nesta água que se dá uma reaprendizagem postural e motora. Snoezelen 3. Dançoterapia. A intervenção psicomotora no meio aquático está associada a objetivos psicomotores. criando-lhes oportunidades de terem sonhos para o futuro. Músicoterapia 1. Este fato tornase ainda mais importante para as populações com deficiência. caindo no erro de assumir que as dificuldades intelectuais ou cognitivas sejam associadas com um estádio de desenvolvimento equiparado ao da infância. devido à sensação de liberdade (Gutierres Filho. um verdadeiro “envelope corporal” chamado meio aquático” (Gutierres Filho. 2010). A Psicomotricidade nas DID são aplicáveis a vários níveis tais como: 1. 2003). 2003). cognitivos e motores o que permite um desenvolvimento harmonioso e integral (Freitas e Silva.deve ter em atenção em não infantilizar a sua intervenção aquando aplicado a adultos ou adolescentes. trocando o enfoque na sua incapacidade ou deficiência pelo enfoque nas suas capacidade e habilidades. Kelly. (Ojeda.Meio Aquático “Sabe-se que a água é um ambiente “facilitador”.

criando assim uma oportunidade para as pessoas com DID descobrirem o mundo e o seu próprio corpo. permitindo ainda uma melhor manutenção da circulação nas zonas afetadas. Noção do corpo – O movimento na água permite adquirir uma maior consciencialização do corpo e de si próprio. das sensações oculares. efetua uma intensa estimulação propriocetiva e exterocetiva que possibilita a integração de informação. Lateralização – a água. Os objetivos do Snoezelen estão intimamente ligados com as dificuldades e capacidades do grupo alvo. Equilibração – na água. Estruturação Espácio Temporal – A exploração da água e deslocamentos com diferentes direções sentidos e trajetórias permitem o desenvolvimento de relações espaciais que podem ainda ser enriquecidas com a existência de uma maior ou menor quantidade de água e com a presença e localização de outros indivíduos. A impulsão da água e a redução da resistência ao movimento por parte da água quente facilitam o restabelecimento do tónus muscular ou a melhoria das condições de hipo ou hipertonicidade. Já as noções temporais devem ser desenvolvidas durante a realização das atividades propostas.a rigidez muscular. algo que lhes é impossível de fazer no dia-a-dia. a visão e a audição . Praxia Global e Fina – Estes fatores psicomotores são essencialmente trabalhados na aprendizagem das habilidades aquáticas onde se pretende uma evolução no sentido de uma execução cada vez mais coordenada e competente.Snoezelen A sala de Snoezelen proporciona uma atmosfera casual e calma onde vários estímulos são oferecidos. estimulando assim os vários sentidos . o indivíduo encontra-se numa posição horizontal que condiciona alterações ao nível das sensações labirínticas.o toque. como um espaço de bem-estar através da 10 . graças às das suas características. 2. Pode ser utilizado como um espaço com uma oferta seletiva de estímulos primários. o cheiro. facilitando assim o desenvolvimento cognitivo. das sensações plantares e das sensações do tónus de manutenção. sendo que o ritmo tem uma grande importância na realização de diversas habilidades aquáticas que envolvem o controlo respiratório e mesmo os movimentos propulsivos.

mas também a oportunidade de conhecer e vivenciar as diferentes práticas corporais e desportivas (Borella. Conclusão Com a realização deste trabalho concluímos verificar-se a necessidade de compreender a pessoa no seu contexto. competitivo ou terapêutico). toque. o recurso ao processo simbólico. mesmo com fortes limitações da capacidade de movimento. Para Marques. 2011). pode-se compreender a atividade física adaptada como uma área cuja responsabilidade é de contribuir para o desenvolvimento do ser humano por meio da atividade física. permitindo não só a integração na sociedade. um espaço que se adapta às necessidades dos indivíduos com deficiência permitindo-lhes ser ativos numa atividade que apreciam e não para adquirir informação ou para aprender ou se desenvolver. o reconhecimento da importância dos meios de expressão não-verbal como processo terapêutico. sons. & Storch. para então aí se poder realizar uma avaliação 11 .Dançoterapia e Músicoterapia Refere-se à “ utilização do movimento expressivo e da dança e da música como um veículo através do qual um indivíduo se pode envolver no processo de integração e crescimento pessoal”. o eminente valor terapêutico do processo criativo.Atividade Física Adaptada De acordo com Carmo (1991). Moura e Castro & Silva (2001) a atividade física sublinha e congrega todas as formas de participação desportiva de um indivíduo. Harnish. cheiro e mesmo paladar (Verheul. 3. como um espaço que permite uma estimulação sensorial em termos de luz.2007). utilizando o movimento dançado para motivar as expressões e estimular a comunicação entre o paciente e o terapeuta.estimulação multissensorial. Almeida. recreativo. 4. na sua forma de relacionamento com o ambiente no qual está inserida. e seja qual for o objetivo da atividade (educativo.

In Revista 12 . usando as mais diversificadas técnicas e métodos. aprender a andar ou a falar). sabe-se que existem algumas características comuns a estas crianças e que a partir do conhecimento de algumas dessas características. A. Para isso temos que ter em conta a história do individuo. A educação de uma criança com dificuldade intelectual. tal como o processo educativo de qualquer criança. 2012). porque para que os resultados sejam efetivos. tem de haver um acompanhamento familiar/institucional para além das sessões terapêuticas. e não atrasado.coerente acerca da dificuldade intelectual (Shadeck e Oliveira.2013). No entanto. 2008. é qualitativamente diferente do desenvolvimento das outras crianças. devemos elaborar um plano individualizado de intervenção por forma a contribuir para uma maior autonomia de cada individuo. poderão ser elaborados e postos em prática programas terapêuticos/educativos mais adequados a cada criança ou jovem com DID (Pires. os pontos fortes e fracos bem como o ambiente em que está inserido.. Dada a individualidade de cada um e baseando-nos na partilha com a psicomotricista Sofia Vilar. deve ser encarada de forma individualizada. Alimentação Saudável na Deficiência Intelectual. Bibliografia  Bento. pois cada uma tem o seu ritmo próprio de aprendizagem. O desenvolvimento da criança com dificuldade intelectual (como por exemplo. o método adotado quando se trabalha com tais crianças deve ser o da avaliação qualitativa (Vygostky citado por Shadeck e Oliveira 2013).

EDUCERE 2013 . K. Estudo da Qualidade de Vida de jovens/adultos com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental através da aplicação da Escala de Qualidade de Vida da OMS (WHOQOL-100). V. C.  Pires. F.Diversidades. Braga. nº22  Correia. (23 a 26 de Setembro de 2013). (2012/2013).  Custódio. S.  Martins. Hoje e Amanhã com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental num lar de idosos de uma IPSS. pp. C.  Schadeck. D. (2011).  Sousa. Ponte de Lima. Caracterização dos padrões de actividade física da população com deficiência intelectual em período institucional. J. M. M. Intervenção Precoce em gémeos prematuros com imaturidade do desenvolvimento psicomotor. E. A INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM DIFICULDADE INTELECTUAL: CONTRIBUIÇÕES SOCIOINTERACIONISTAS PARA A DISCUSSÃO.  Queiroz. (2012). Porto. Inclusão de alunos com D.I.. I. Beja. (2011). Castelo Branco. nas escolas de ensino regular: principais constrangimentos dos professores. P. 1873818752. & Oliveira. Lisboa. 2009. 13 . A. XI CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO . (2013). Universidade do Porto.. M. Benefícios da Expressão Dramática na educação de Crianças/Jovens com Dificuldade Intelectual e Desenvolvimental: estudo de caso. M. Portugal.D.