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JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO NO ONTÁRIO

PORT
U
MAIS GAL
PERTO

PORTUGUESE CANADIAN NEWSPAPER

Segunda-Feira, 14 de Novembro 2016 Ano VII N.º335 http://abcpcnn.weebly.com/

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Donald Trump

“VIVEU”
O SÃO
MARTINHO?

quer expulsar «já»
três milhões de ilegais

21
Depois da campanha anti-imigração, e após ter sido eleito
no passado dia 8 de novembro
como novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
afirmou, ontem, domingo,
que pretende cumprir as suas
promessas, começando pela
expulsão, o mais rapidamente
possível, de três milhões de
imigrantes ilegais no país.
«O que vamos fazer é pegar
em pessoas criminosas, membros de gangues, traficantes
de droga, provavelmente dois
ou três milhões de pessoas, e
tirá-las do nosso país ou prendê-las. Elas estão aqui ilegalmente», disse Donald Trump,
em entrevista à CBS News.

BANDEIRA DE ANGOLA
NO MASTRO NOBRE

Uma outra promessa feita
pelo bilionário norte-americano foi a construção de um
muro que separe os Estados
Unidos do México. Questionado no programa 60 Minutes se pretende ir avante com a
ideia, Trump foi firme. «Sim»,
exclamou.
Além destas duas medidas,
Trump quer ainda renunciar
ao acordo de Paris, que obriga
a reduzir, a partir de 2020, as
emissões de gases com efeitos
de estufa, uma vez que considera o aquecimento global
uma «mentira inventada pelos
chineses».

16

HAMILTON CRESCEU...

A NOSSA GENTE TAMBÉM LÁ ESTEVE

O “11 de Novembro” e o que ele representa. Por toda a parte, a celebração e a lembrança dos que perderam a vida na guerra.
O Queen´s Park fez a habitual cerimónia. E a nossa gente também lá esteve. A lembrar, também, os nossos mortos.

9

MANUELA AGUIAR
ESTEVE CÁ
6

2 . Nossa Gente

O resultado

Pedro Jorge Costa B. de Barros
pedrojorgeri@gmail.com
Já se sabe quem ganhou as eleições presidenciais, e em janeiro
depois de prestar juramento, será nomeado o 44º presidente dos
Estados Unidos da América Donald J. Trump. Muitos pensavam que isto podia acontecer, mas foi quando ele ganhou a Hilary Rodham Clinton e a forma como ganhou que levou muitos
a questionarem-se; como é que foi possível? Como é que isto
aconteceu?
Eu já disse em privado que o que se passou nestas eleições vai
levar muitas pessoas a escreverem extensivamente sobre o tema.
O que se passou foi o culminar de décadas de más decisões políticas e de políticas econômicas com resultados desastrosos. No
entanto, e infelizmente, parece que a totalidade do problema
não é compreendido e se for então existe um real e verdadeiro
esforço para escondê-lo e esperar que ninguém fale muito disso. Pois como já disse quem saiu e iria sempre sair prejudicado
desta eleição seria a minha geração, todos os que fazem parte da
geração do milénio.
Só quando se souber quem vai fazer parte do executivo é que
se pode fazer uma vaga e pequena ideia de como será a gestão de Trump. No entanto, eu posso afirmar já desde o começo. Mais de 2/3 dos nossos problemas foram e são causados por
desastrosas políticas econômicas e por se dar carta branca às
grandes empresas. Assim, não sei como é que um homem que
personifica a noção de especulação e de doutrinas monetárias
pode fazer para ajudar. Da mesma forma que não sei como é
que uma mulher que quase toda a sua vida beneficiou e recebeu dinheiro de pessoas como Trump, poderia ou iria fazer pra
resolver o problema. Problema que não é só dos EUA mas sim
é na verdade um problema mundial. Sem que muitos notassem
ou se importassem o mundo evoluiu e tornou-se num mundo
de dinheiro e de interesse guiado por egoísmo e vaidade.
O Canadá que pode ter muito a perder ou a ganhar com isto
tudo está directamente na linha de fogo. Com os anos o nosso
país tornou-se e deixou-se ficar dependente dos EUA para quase
tudo. Os interesses americanos estão por todo o lado. Diz-se que
por cada dólar que temos 0.60 cêntimos são dos EUA.
Infelizmente a revolução que Bernie Sanders queria foi adiada.
Não sei por quanto tempo mas talvez por muito tempo. Vamos
esperar e ver como vão correr as coisas. Esperar mas preparar
para estar... preparado.
Até para a semana!

Propriedade:

Ficha técnica

ABC Portuguese Canadian Newspaper Ltd

Director:
Fernando Cruz Gomes

Conselho Empresarial: Fernando Cruz Gomes, Presidente; Paulo
Fernando, Vice-Presidente; Carlo Miguel, Tesoureiro;
e Lara Ingrid, Secretária.

Redacção e Cronistas:

António Pedro Costa (Ponta Delgada), António dos Santos
Vicente, Carlo Miguel, Conceição Baptista, Cristina Alves
(Lisboa), Custódio António Barros, Edgar Quinquino
(Hamilton), Fernando Cruz Gomes, Fernando Jorge,
Filipe Ribeiro (ABC Turismo), Guida Micael, Helder Freire
(Lisboa), Humberto Costa (Luanda), Lara Ingrid, Luis Esgáio,
Luky Pedro ,Maria João Rafael (Lisboa), Pedro Jorge Costa
Baptista, Sérgio Alexandre, Sónia Catarina Micael.

14 Novembro 2016

CIRV Radio mudou de mão

Por nós, apenas uma nota de
regozijo pela forma como Frank
Alvarez se referiu à programação Portuguesa.

CIRV Radio mudou de mão. Frank
Alvarez, o fundador da Estação que
leva mais de 30 anos de existência e
de bons serviços, confirmou, há dias,
na própria Rádio, o que já por aí se dizia. Fez o trespasse da CIRV para uma
companhia – a South Asian Broadcasting Corporation – que está sediada
em Vancouver, com duas emissoras
multiculturais de Rádio-FM, em Vancouver e Calgary. E que, entre nós, terá
como responsável o sr. KulWinder

Sanghera, Presidente do grupo SABC.
Como lhe competia, Frank Alvarez asseverou que a programação portuguesa continua, até com o mesmo pessoal
que assegurou, até aqui, o actual trabalho radiofónico. Que, nesse aspecto, tudo vai continuar como antes. Fez
questão, na mesma altura, de agradecer a quantos nas comunidades servidas e ao pessoal em causa que ajudaram a fazer da Estação o que ela é hoje:
um baluarte radiofónico ao serviço das
comunidades.

As vozes e as nozes

Helder Freire

Onde mora o... Portugal profundo?
Dos meus dois leitores habituais, um vai discordar de mim.
É, portanto, para o outro que escrevo aquilo que há muito, me
anda atravessado no gorgomilo: o Portugal profundo, não mora
aqui no rectângulo mas antes, na diáspora.
Pronto disse!
A reflexão de hoje bem que podia ficar por aqui, se isso não causasse tratos à moleirinha do Sérgio, para acomodar esta meia dúzia de linhas em página nobre, reservada às trutas deste jornal.
Sendo assim, lá vai.
Aqui neste jardim á beira-mar plantado, os partidos deitam o patriotismo para trás das costas e é vê-los, à vez, a caminharem para
Bruxelas, para pedir àqueles monos, que façam tudo para prejudicar o país, porque assim, beneficiam a oposição e os ódiozinhos
de estimação se aquietam. Quanto pior melhor, ainda que nos tratem, na estranja, abaixo de perro, para não ofender os canídeos.
Se há um tuga que ascende, por mérito, a um alto cargo internacional, vai de dizer mal dele e da família, até à quinta geração,
apoucando a criatura, como se nós, aqui no cantinho, não pudéssemos ser tão bons como os outros camones espalhados pelo
mundo fora.
Ronaldo é o melhor do mundo mas, se falha um penalti, é um
tosco e até a minha prima prenha até às orelhas, marcava aquele
golo de calcanhar.

Vamos então ver, como a coisa se passa no Portugal a sério. Lá
longe, onde a saudade, o pensamento entranhado do cheiro a bacalhau cozido com todos, a lembrança dos torresmos e do caldo
verde, faz suspirar os que um dia deixaram isso tudo, mas levaram
na mala, ou na pasta do portátil, a bandeira das quinas.
Lá longe, junto daqueles que vergam a mola horas a fio de pá e
pica na mão, mas ostentam na cabeça o boné da selecção nacional,
sem medos nem vergonhas. Que dançam o vira, assam sardinhas
e bebem tintol do palhinhas, que lhes sabe pela vida. Que saem à
rua em dia de Camões, que se quotizam para ajudar os desvalidos,
que rezam a santos portugueses e praguejam com sotaque, mas
que se ataviam de domingo para ir receber o senhor Presidente. E
riem, e são felizes, e tiram selfies com ele, embora saibam que tudo
acabará amanhã, quando o avião rumar a Lisboa.
Mas ficam as fotos nos jornais da diáspora, para guardar na gaveta
da cómoda, ao pé da bandeira que sairá à rua outra vez quando for
dia de festa, disto e daquilo, seja do que for, desde que se celebre
Portugal.
Agora, comparem com o que, em Portugal, se celebra e exalta o
país?
Depois contem-me, onde está a minha Pátria?
P.S. Desculpa lá Sérgio, acho que agora escrevi demais mas, a conversa é como as vozes, são sempre mais que as nozes.

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Sérgio Alexandre

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Para ele, há a certeza de que,
enquanto a comunidade portuguesa continuar a apoiar a CIRV, como
o fez nos últimos 30 anos... a programação continua com a mesma força. E
a CIRV continuará a ser “a voz da comunidade portuguesa ao sul do Ontario”.
A CIRV-FM continuará, assim, a ser
líder de audiências nas comunidades
que serve. Um título que conquistou,
de facto, há muitos anos.
E é isso que vai acontecer... que está a
acontecer, melhor dizendo.

Mario Simoes
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14 Novembro 2016
EDITORIAL

Material Editorial . 3

A corda
vai desandar?

De facto, a roda parece estar a desandar. No reino da “esquerda possível” em que Portugal investiu, as coisas começam a desagregar-se e é bem capaz de não tardar muito para
assistirmos, na praça pública, á divulgação de mais “verdades” que já o não são.
Recentemente, já havia quem cantasse vitória de um certo
“braço de ferro” – que até é capaz de ainda o não ser – com
quantos vão estando no Poder executivo. E vai-se assistindo a umas certas tomadas de posição que o Tribunal Constitucional vai ensaiando.

E para que as coisas se não passem apenas no campo do adversário, para que se esclareçam algumas coisas, até Mário
Soares entrou na liça, dizendo, por outras palavras, o que de
há muito dizemos. Para ele, era bom que o Governo deixasse
de parte aquela arrogância que o caracteriza. Que se metesse
a caminho, para governar, e para resolver os problemas dos
Portugueses. E que a “arrogância” ficasse em casa. Não foi
há muito que Soares o disse, não.
O advogado José Maria Martins – onde andará ele, agora?!
– dizia que não deixava nunca de defender o que chamou a
sua dama, a “D. Verdade”. E que vai somando “verdades” e
“mentiras” em processos que vão continuando em “banho
Maria” e que fazem que andam sem andar... Acentuava ele,
não há muito, uma verdade que De La Palisse não enjeitaria.
Para ele, há três grandes áreas da sociedade que deveriam
pagar impostos, ou seja, o consumo, os vícios e a poluição.

Mas há outras três áreas em que é imoral e injusto pagar
impostos. Refere-se ao trabalho, ao investimento e à poupança. E parte de uma série de conceitos – qual deles o
mais arrazador – para chegar à triste conclusão (que nem é
só dele) que a “geringonça” e aqueles que a constituiram....
são uma tristeza.
Tudo visto, há mais pedras a atirar ao charco em que se vai
transformando a democracia em Portugal.
Não há muito, numa manifestação em Lisboa contra o
encerramento dos Consulados em várias partes do mundo,
as autoridades que mandam em vez de anotarem a razão ou
sem-razão da manifestação, passaram a querer saber quem
mobiliza os emigrantes e não os motivos que levam os emigrantes a manifestarem-se. Triste. A dar razão aos que, frequentemente, em Portugal, dizem que há cada vez mais um
défice de democracia e que o Governo – este e os que lhe
seguirem - tem de deixar de ser “arrogante”.

11 de Novembro Esperança em dias melhores
A 11 de Novembro de 1918 era
o fim da Primeira Guerra Mundial. Aquela que na altura foi
chamada “A Guerra do Fim de
todas as Guerras”.

O aniversário tornou-se, desde logo, em dia de recordação
dos cerca de 20 milhões de
pessoas que morreram na altura, incluindo – segundo os
livros – sessenta e quatro mil
Canadianos e de uns quantos
milhares de Portugueses, estes
simbolizados até pelo valente
soldado “Milhões”, um homem
simples, que lutou bravamente
sem quase saber porquê.
Cerca de um século depois...
continuamos a não esquecer.
A guerra de 14-18 não foi, no
entanto, “a guerra do fim de todas as guerras”, como se dizia
na altura. Outras se sucederam.
Outras se sucedem no dia-a-dia
dos nossos dias.
E se é facto que “Remembrance” significa, afinal, “recordação”, não é menos facto que
nos empolgou, nas cerimónias,
na Colina do Parlamento, o
conjunto de meninos e meninas
que aprendem a honrar os seus
maiores. A lembrá-los. A entender o seu sacrifício. Que talvez
não tenha sido em vão.

Recordar por recordar... todos,
de uma forma geral, temos algo
a recordar. Gente nossa – familiar ou não – que se finou nos
campos da guerra, quando tanto
haveria a esperar da sua vida. O
homem ou a mulher dos nossos
dias, que faz o seu acto de heroismo, quando, noutros domínios, tenta defender os seus das
agruras de uma vida. A chorar
às vezes lágrimas de sangue,
quando em manhã fria de inverno duro, vai em demanda do
trabalho que é pão. A lembrar
os seus que se foram mas sem
esquecer os que ficaram, os que
estão por aí, a fazer o seu acto
de heroismo, neste mundo ainda desigual em que vivemos.

“Remembrance Day” é lembrar
os que, na guerra se foram da
lei da morte libertando. Será,
também, se assim o quisermos,
o mosso “Dia de Recordação”
por aqueles que no nosso tempo
e nos nossos dias, fazem o seu
“acto de heroismo” a aguentar
as dificuldades e as intempéries. É um “remembrance Day”
especial, sim, mas nem por isso
menos válido.
Até porque a 11 de Novembro
de 1918 não foi de facto “a
guerra do fim de todas as guerras”. Deveria ter sido, mas não
foi.

Ele viu, mas... – O sr. António anda

agora numa de “faz de conta”. Leu esta
minha secção de fio a pavio e disse a alguém
que não conseguiu encontrar o Jornal. Ele
mesmo, noutro local, até me “abocanhou”
(leia-se criticou...) Mas deixa para lá. Ainda
me vou vingar... um dia destes.

E agora até a velha, feia e gorda... –

Ela, a tal, mandou-me um “emílio” – viva,
até sabe ir à Internet! – a perguntar se a
velha, feia e gorda... é mesmo ela. Disselhe que sim mais que também... e nem uma
palavra a perguntar-lhe o nome. Para quê?
Eu sei bem quem é.

Trump venceu e o mundo ficou atónito. Muito já se falou e se vai
falar deste assunto. Entretanto, aqui entre nós, tomou posse um
novo governo regional, numa nova legislatura, com novos protagonistas, alguns deles carecendo de confirmar os seus créditos nas
áreas para que foram indigitados. Temos que dar o tempo ao tempo
e deixar um voto de esperança na expetativa de que estas foram as
melhores escolhas. Novos desafios neste novo mandato são importantes, tendo em vista a que a participação cívica não enfraqueça a
legitimidade do XII Governo Regional dos Açores.

Vasco Cordeiro, na cerimónia de tomada de posse, deixou alguns
recados importantes para o povo açoriano, sobretudo para aqueles
que foram eleitos para representar-nos durante os próximos quatro
anos, deixando um desafio enorme que nunca deixou de o ser, respeitante à fraca participação cívica dos cidadãos nos atos eleitorais.
Para tal, é sua e pretensão primeira que a sociedade se mobilize em
torno deste desiderato, alertando que a responsabilidade deve ser
assumida por todos, quer sejam as forças sociais, os empresários e
os cidadãos em geral.
Importa que se volte a página e que a Assembleia Legislativa dos
Açores não continue a ser um mero apêndice do Governo Regional,
sob pena de ser vista pela população como uma excrescência do
nosso regime autonómico, onde a atividade parlamentar é subalternizada e injustamente os Deputados são vistos aos olhos da opinião
pública como um verbo de encher, numa abóbada, onde o ruído só
chega verdadeiramente cá fora não pelas melhores razões.
Os açorianos pretendem sentir que o Governo e o Parlamento, aqui
incluindo todos os Partidos, estão sintonizados, embora diferindo
na forma, no combate aos números negros que a OCDE divulgou e
que não constitui um bom cartão de visita para nós ilhéus. Trata-se
de assumir um desafio coletivo, porque a contabilidade da saúde,
a criação de emprego, melhor formação e ensino, mais desenvolvimento social e económico, etc. tem de ser um repto mobilizador
para melhorarmos a qualidade de vida das nossas gentes.
Apesar do trabalho desenvolvido nos Açores, é urgente encontrar
políticas sociais que ajudem os que se encontram numa situação de
maior fragilizados da comunidade, bem como ajudar as empresas a
criarem riqueza e gerar emprego mais seguro, atendendo ao flagelo
que é para o desempregado de longa duração ou para o jovem que
não encontram uma oportunidade no mercado de trabalho.

Quer voltar a ser. Mas
não acreditamos
que as pessoas
não
tenham
aprendido com
certas lições...!

Andam muito juntos...

– Andam muito juntos e, pelos vistos, até
parecem amigos. Um já foi meu “boss” e
o outro quer vir a ser. Nem um nem outro
me enchem as medidas. Assim é melhor
desistirem de falar em mim...

Já me esquecia

– Quando falei na tal velha, feia e gorda,

O senhor que já foi... – O senhor que esqueci-me de lhe dar um conselho, pelo
já foi (?) anda agora por aí a pavonear-se. qual não lhe levo nada.

António Pedro Costa
Ponta Delgada
Tanto a agricultura, como as pescas, deparam-se com constrangimentos assustadores que estão a condicionar o desenvolvimento
económico, havendo famílias, sobretudo na área piscatória, que vivem em situações aflitivas, atentos os condicionalismos impostos
às pescas e estas são áreas da atividade económica açoriana que são
vitais para o nosso desenvolvimento sustentado.
Vasco Cordeiro em campanha assumiu que vai apontar as suas
principais armas para o combate à pobreza e à exclusão social,
chamando todos os departamentos do Governo para que se possa
encontrar medidas para se avançar na luta e no combate a esses fenómenos, porque os números do RSI são demasiados escuros para
uma Região que se quer afirmar na Europa. Já no primeiro Conselho do Governo desta nova legislatura apontou como desafios na
área social as questões de combate à pobreza, mas também de reforço do projeto em curso no âmbito da educação e da qualificação
dos Açorianos.
Assim sendo, o XII Governo Regional dos Açores tem a consciência nítida dos desafios que se deparam à frente dos açorianos. Por
isso, todo o trabalho e todos os recursos devem ser mobilizados
para essas tarefas de emergência, quer na vertente social, quer na
vertente laboral, quer, ainda, na vertente empresarial.
A partir de agora é importante que o Governo dê um enfoque determinante no planeamento e desenvolvimento de políticas que possam minorar e até reverter os efeitos que a conjuntura nos impôs
e que e continua a provocar os seus efeitos devastadores junto dos
açorianos.
No início deste novo ciclo político que agora se inaugura, será determinante tocar a rebate para unir todos para lutar por uns Açores
melhores e nos motive e nos dê esperança em dias melhores.

É que agora há por aí uns
nutricionistas que
a podem ajudar
a perder peso.
Não pode é
comer
como
estava fazer, no
sábado, em plena festa do
Arsenal do Minho...

Foi-se a ares... –
É um plumitivo da nossa praça. Vamos ficar
sem as suas tiradas, porque se foi para a
Lísbia. Vai em férias que talvez até dêem
para um cursozito de saber ler e escrever
(bem).

Gaudêncio Lima
Para a semana –

Se tiver pachorra
e tempo, para a semana, vou tentar escrever
sobre o novo “dono” da Casa Branca. É que
não há café nem pastelaria onde ele não seja
falado. E, por norma, mal. E eu até gosto
dele (ainda que só um bocadinho... muito
bocadinho).

gaudenciolima@hotmail.com

14 Novembro 2016

4 . Canada em foco

Primeiro-ministro convida Trump a visitar o país
assim que tomar posse
*Tradicionalmente, os presidentes norte-americanos
elegem o Canadá como destino da sua primeira viagem oficial
O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, disse, na
quinta-feira, que convidou o Presidente eleito dos Estados
Unidos, Donald Trump, para visitar o Canadá assim que tomar posse.
Segundo o primeiro-ministro, que falava em conferência de
imprensa, o convite foi feito através de uma breve conversa
telefónica na quarta-feira à noite com Donald Trump.
A conversa foi “breve, mas um sólido indício do que vai ser
uma relação construtiva”, sublinhou Justin Trudeau.
Durante a chamada, Donald Trump também convidou Justin
Trudeau a visitar Washington.

Querétaro (México)
mais próximo
do Ontario

A primeira-ministra Kathleen
Wynne teve uma reunião com
o governador de Querétaro,
México, Francisco Domínguez Servién, na Legislatura
de Ontário:
“O governador Domínguez e
eu nos reunimos hoje – disse
a Prewmier - para discutir
oportunidades de comércio
entre Ontário e Querétaro, e
explorar novas áreas de colaboração.
Relações com jurisdições
com Querétaro são importantes para o Ontário, e esta
reunião ajudou a fortalecer
nossos laços econômicos já
significativos. Várias empresas da Ontário têm operações
e instalações em Querétaro,
incluindo Magna, Martinrea e
Windsor Molde”.
Segundo Kathleen Wynne,
trabalhando juntos, “estamos
criando as bases para mais
parcerias, crescimento econômico e criação de empregos”.
O governador Domínguez e
sua delegação avistaram-se
com líderes empresariais do
Ontário e participaram da
Royal Agricultural Winter
Fair em Toronto. Lá, eles experimentaram Ontario’s me-

lhor na agricultura e comida
local, bem como a nossa cultura vibrante e inclusiva.
Kathleen lembrou a sua deslocação ao México. “Este
verão, eu levei uma missão
bem-sucedida ao México para
promover parcerias econômicas e mostrar a liderança de
Ontário em áreas-chave, incluindo fabricação, agro-alimentar, mudanças climáticas,
tecnologia limpa e inovação.
O México é a quinta maior
fonte de exportações agro-alimentares de Ontário, com um
total de 130 milhões em vendas agroalimentares em 2015.
Laços entre pessoas ajudam
a garantir nossa força econômica. O México é o terceiro
maior parceiro comercial de
Ontário - em 2015, o comércio bilateral de bens entre
Ontário e México totalizou
mais de 27 biliões. “O Ontário está a trabalhar em estreita colaboração com todos os
seus parceiros internacionais
- incluindo o México - para
construir fortes parcerias políticas e econômicas e garantir
que nossa província continue
competitiva em todo o mundo “, disse a primeira-ministra
do Ontario.

Justin Trudeau e o Presidente cessante dos Estados Unidos,
Barack Obama, têm uma excelente relação pessoal desde que
o primeiro-ministro canadiano chegou ao poder em outubro
de 2015.
Tradicionalmente, os presidentes norte-americanos elegem o
Canadá como destino da sua primeira viagem oficial, mas
em 2001 George W. Bush não cumpriu a tradição e decidiu
visitar primeiro o México.
O Canadá, os Estados Unidos e o México fazem parte do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), que
Donald Trump pretende renegociar.

Canada em foco . 5

14 Novembro 2016

Morre aos 82 anos Leonard Cohen

“I’m ready, my Lord”

*Anúncio da morte foi feito através da página oficial do músico no Facebook.
Tinha lançado em outubro “You Want It Darker”

Uma crónica impressiva e bem completa do “Diário de
Notícias”. Morreu Leonard Cohen. Poeta e escritor, cantor
e compositor, o canadiano de 82 anos, feitos em setembro
passado, já nos tinha avisado no seu último álbum, onde
canta logo a abrir: “Hineni, hineni/ I’m ready, my Lord”.
Na altura do lançamento de You Want It Darker, em outubro
passado, carregou nas tintas dizendo-se tal e qual, “preparado para morrer”. Dias depois, a 13 de outubro, no consulado
canadiano de Los Angeles, brincava. “Acho que exagerei.
Sempre tive tendência para dramatizar. Pretendo viver para
sempre.”

O anúncio da sua morte foi feito pela sua editora, a Sony
Music Canada, na página oficial no facebook do músico:
“É com profunda dor que anunciamos que o lendário poeta,
compositor e artista, Leonard Cohen, faleceu. Perdemos um
dos mais aclamados e prolíficos visionários da música. Uma
cerimónia terá lugar em Los Angeles em breve. A família
pede privacidade durante este período de luto.” Não foi revelada a causa da sua morte.

Nasceu no Quebeque

Leonard Norman Cohen nasceu no Quebeque, na cidade
de Westmount, arredores de Montréal, a 21 de setembro de
1934. A música entrou cedo na sua vida, na adolescência,
com os Buckskin Boys, um grupo folk de que não reza a
história: o contacto com a poesia de Federico Garcia Lorca,
de quem muitos anos mais tarde musicaria Take This Waltz
(1988), conduziu-o à escrita - de poemas e romances. Publica três livros, quando nos anos 1960 se instalou numa
ilha grega, Hidra: Flowers for Hitler (1964), que reunia poemas seus, e The Favourite Game (1963) e Beautiful Losers
(1966). Mas regressará à América e à música.
De visita a Nova Iorque, contacta de novo com a música
folk e conhece a cantora Judy Collins. Publica então Songs
of Leonard Cohen (1967), que abre com Suzanne, canção
maior de amor, como tantas na sua pena, de um álbum fulgurante - nas suas palavras e guitarras e coros - e onde também
se ouve So Long, Marianne.
Em agosto passado, soube-se que a Marianne da canção tinha morrido e Leonard escreveu-lhe uma carta de despedida,
em que mais uma vez falava da morte. “Sabes Marianne,
chegou este tempo em que estamos realmente tão velhos e
os nossos corpos estão caindo aos poucos que acho que vou

seguir-te muito em breve. Sei que estou tão perto de ti que
se esticares a tua mão, acho que consegues tocar na minha.”
A esta estreia seguiram-se dois outros álbuns fundamentais
no cancioneiro americano: Songs From a Room (1969) e
Songs of Love and Hate (1971). Pelo meio apresentou um
álbum ao vivo, Live at the Isle of Wight (1970), o primeiro
de muitos, numa marca que se prolongaria até ao fim da carreira. Nos últimos anos, Cohen multiplicou os seus álbuns de
originais em longas digressões e álbuns ao vivo que reproduziam os seus concertos.
Estes primeiros anos da década de 1970 foram pródigos para
o canadiano, culminando na obra-prima que é New Skin for
the Old Ceremony (1974), que tinha sido antecedido de Live
Songs (1973). A seguir, os álbuns foram sendo mais espaçados: Death of a Ladies Man (1977), com uma produção
turbulenta e opulenta por Phil Spector; Recent Songs (1979)
e Various Positions, já em 1984. É o álbum de Hallelujah,
a canção que John Cale e, mais ainda, Jeff Buckley, resgataram em toda a sua violenta beleza de sexo e amor, num
poema que bebia na Bíblia (o rei David que se enamora de
uma mulher).
Nos últimos anos, a idade não atrapalha Cohen que se vê
obrigado a regressar à estrada. Roubado pela sua agente de
muitos anos, Kelley Lynch, em cinco milhões de dólares (4,5
milhões de euros), são os seus fãs de sempre que ganharam

De Brampton

mais, com digressões gigantes - 247 concertos de 2008 a
2010, contabilizou a Rolling Stone. Cohen ainda mostrou as
suas Old Ideas (2012) e os seus Popular Problems (2014),
lançado um dia depois de completar 80 anos. Parecia eterno.
Antes do trabalho que lançou este ano, no tal encontro no
consulado canadiano, Cohen ouviu um elogio feito por Bob
Dylan, dias antes laureado com o Nobel da Literatura (que
muitos diziam ser merecido por Cohen) Dylan afirmava num
artigo que “quando falam de Leonard, evitam mencionar as
suas melodias”, quando estas “juntamente com as suas letras
são a sua verdadeira genialidade”. Cohen replicou que Dylan
foi “muito generoso”, mas preferiu elogiar antes o galardoado. “Não vou dar uma opinião sobre o que ele disse, mas sim
sobre ter recebido o Prémio Nobel, o que para mim HYPERLINK “http://www.dn.pt/artes/interior/e-como-dar-medalha
-ao-evereste-por-ser-a-montanha-mais-alta-5441295.html”
\t “_blank” foi como dar uma medalha ao monte Evereste
por ser a montanha mais alta [do mundo]”.
Em agosto, quando se despedia de Marianne, Leonard escrevia que “lhe desejava uma muito boa jornada”. “Adeus
minha velha amiga. Amor infinito, encontramo-nos no caminho”, completou. Judeu convertido ao budismo, Cohen nunca deixou de trazer muitas referências religiosas. Hineni, que
canta no seu álbum de despedida, é uma palavra hebraica
que significa “aqui estou”, dita por Abraão a Deus. Este dia
10, Leonard cantou-a pela última vez.

Um século de memórias
na Escola Pública Central

A Escola Pública Central na baixa de Brampton celebra o
seu 100º aniversário. este ano, e a Cidade está a convidar
antigos alunos e funcionários a partilhar as suas memórias.
O objectivo é que haja contactos, com as suas histórias, os
seus anuários, fotos e momentos para exibição na celebração
pública no dia 11 de Dezembro.

Contacte Val Coletta pelo 905.874.2815 ou val.coletta@
brampton.ca com as suas histórias e imagens até 30 de Novembro, Quaisquer materiais originais ou históricos fornecidos serão devolvidos aos seus proprietários após a celebração em Dezembro.
Os organizadores do evento também estão a pedir emprestado mobiliário e equipamento escolar antigo para integrar
a exposição.
Embora existisse uma escola no local desde 1856, o atual
edifício da Escola Pública Central foi

construído em 1916. À medida que Brampton crescia e mais
escolas eram construídas nas áreas
circundantes, as inscrições diminuíram e a escola foi encerrada em 1983. A Cidade de Brampton
adquiriu a propriedade e abriu oficialmente a Escola Pública
Central como instalação de
recreação/artes em 1984. Atualmente, a Escola Pública Central acolhe o programa de dança da Cidade, apresentando
quatro estúdios de dança totalmente equipados, bem como
programas para seniores, juventude, artes e bem-estar.
O edifício serve também como centro de formação empresarial e proporciona salas para
reuniões e festas para arrendamento público.
A Escola Pública Central está localizada na 24 Alexander
St., na baixa de Brampton. Para mais
informações, pode visitar HYPERLINK “http://www.
brampton.ca” www.brampton.ca .

6 . Comunidades

14 Novembro 2016

Manuela Aguiar trouxe mais um abraço à diáspora onde
“aprendeu muito...”

Na sexta-feira, Manuela Aguiar, ex-secretária de Estado, esteve na Casa
do Alentejo. O objectivo era encontrar-se com profissionais da chamada
área social e com a comunidade em geral para, numa espécie de “brainstorming meeting”, como lhe chamou a organizadora Paula Medeiros,
apresentar propostas de atividades para indivíduos que já se encontram
reformados e que têm algum tempo livre.

Um Colóquio interessante

Manuela Aguiar é nome conhecido e de peso no xadrês, directa ou indirectamente, relacionada com a diáspora. De tal forma que chega a
parecer – e nós dissemos-lhe precisamente isso – que as comunidades
aprenderam algo com ela. Trocou-nos as voltas, dizendo que, bem ao
contrário, ela é que aprendeu com a diáaspora.

Repetimos. A Emigração parece ser mesmo uma paixão de Manuela
Aguiar. Muitos dos temas que têm força entre nós... são-lhe gratos. Parecem ser peças do dia-a-dia da sua actividade. Entende-se, assim, até o
Colóquio em que tomou parte, no Emmanuel College, da Universidade
de Toronto. Aí já com a pele vestida da Associação “Mulher Migrante
Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade”. Aí debateu a conhecida política temas como políticas de género e movimentos cívicos
na emigração portuguesa.

Assim sendo, e assim é, o que é que veio fazer ao Canadá? Quais os motivos que a levaram a vir até nós? Ao Canadá veio ela ver, uma vez mais,
como está a comunidade. Conhece bem o passado, mas o presente pode,
de facto, ter “nuances” novas e dignas de registo.

Em forma...
Poderá, eventualmente, não
ter grande importância. Não
ser tema de interesse forte
para a maioria das pessoas.
E, no entanto, era capaz de
ajudar a resolver alguns problemas.
Manuela Aguiar, que foi durante muitos anos Secretária
de Estado da Emigração e das
Comunidades Portuguesas,
esteve, sexta-feira em foco,
em reunião alargada a todos
quantos, na Casa do Alentejo,
se interessaram pela forma de
ser da veterana política, que já
prestou serviços em sucessivos Governos e em Câmaras,
e ajudou a pôr de pé várias
iniciativas de interesse. Iniciativas de interesse... algumas
das quais até podem ter ficado
pelo caminho.
Desta vez, falou na chamada
“Universidade Sénior”. A jeito de “Escola de todos”, onde
todos podem aprender e ensinar algo. A evitar, talvez, que
os mais idosos tenham onde
estar, sem ser apenas a jogar as cartas e a malbaratar o
tempo, como que à espera do
“dia final”. Uma Universidade

ou Faculdade onde haja gente
a falar de História, de Música,
de Economia. De qualquer
tema, afinal, que possa preencher tempos de aprender e de
ensinar.
Ideias e coisas que já existem
por toda a parte em Portugal,
como existem, por exemplo,
em Espinho, mas também em
Montreal, onde na Missão de
Santa Cruz, a iniciativa já vai
mexendo com muita gente.
O tema é mesmo fazer com
que os menos jovens avancem
na sua vida, mesmo na aprendizagem de coisas que nos podem empolgar a todos.
Valerá a pena fazermos de
clubes e de centros comunitários... Universidades Seniores? Cremos bem que sim.
Até porque muitos dos locais
comunitários já há muito que
são mais também... universidades do género. É só avançar
e pôr a ideia a funcionar, mais
organizada talvez.

A Emigração é – parece ser – uma paixão de Manuela Aguiar. Muitos
dos temas que têm força entre nós... são-lhe gratos. Parecem ser peças
do dia-a-dia da sua actividade. E falou no historial da Emigração em
Portugal.

A Universidade Sénior em foco

No colóquio, temas como Diplomacia, Jornalismo, Política, Academia
e Associativismo, com a abordagem de Manuela Bairos, Clara Abreu,
Ana Bailão, Maria João Dodman e Bia Raposo. Houve, na oportunidade,
o lançamento do livro Envelhecer no Estrangeiro, com a organizadora
Luisa Desmet, e com colaboração de gente como Ana Sança, Ilda Januário, Idalina Silva, Alexandre Franco, Manuela Marujo, Manuela Aguiar
e Maria Barroso.
Noutro painel, Joaquina Pires, Teresa Ascensão, Humberta Araujo e Angela Machado.
Na Robarts Library, era, entretanto, a inauguração da exposição “Mulheres Aguerridas da Diáspora Portuguesa”.

Dra. Ema Secca
ADVOGADA em Portugal

Na sua conversa... era a apresentação da Universidade Senior. Manuela
Aguiar apresentou, então, casos de grupos de sucesso como as Academias Seniores, Portugal já contabiliza mais de 800 Academias do género,
falando, designadamente, na comunidade portuguesa radicada na Venezuela. O Objectivo é, no fundo, até, rejuvenescer os quer já passaram
a escala dos sonhos...

Pode resolver-lhe todos os assuntos
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Foi mais uma lição que Manuela Aguiar trouxe também a
esta autêntica Universidade da
vida.-CG

Immigration - Small Claims Court- Criminal Summary
Landlord & Tenant / Ontario Court of Justice / Labour

Tony L. Dutra
Uma sessão interessante de ser seguida. Com muitas perguntas e respostas e com Paula Medeiros a fazer as honras da casa, digamos assim.
Uma sessão aberta a todos os que poderão ter interesses em atividades
lúdico-Pedagógicas, como disse.

533 College Street , Suite 306, Toronto ON,
Canada M6G 1A8
Telephone: (416) 532-8400 - Fax (416) 532-6906
E-Mail: dutralegal@sympatico.ca L.S.U.C - P00405

14 Novembro 2016
Hamilton
cresceu!

Comunidades . 7

Uma onda de solidariedade
está a crescer cada vez mais

O até aqui conhecido como Portuguese Support Services for Quality Living, em Hamilton, é agora parte da organização Luso Canadian Charitable Society. O centro de Hamilton é agora chamado Luso Support Centre. A organização continua a oferecer os
mesmos serviços, mas está agora como que integrada na onda de
solidariedade que o Ontario nesse aspecto vai vivendo. No sábado,
foi dia grande para o Centro.
Ali, naquele recanto do 760 Barton Street... era a inauguração de
uma nova fase. Que pode ajudar, ainda mais, aqueles que, efectivamente, precisam. Joe Botelho e quantos o acompanham naquela
jornada – agora mais unida ao todo geral da Luso Canadian Charitable Society – estão de paragéns.

Palavras de quantos se interessam pela obra e fazem tudo para que
ela continui, mais forte e mais útil. Jack Prazeres o disse. Joe Mancinelli também. A LIUNA – e vimos, também, por lá Manuel Bastos – está na vanguarda destas ajudas.
E os políticos dizem da sua justiça. Apoiam a iniciativa. Interessamse pelo acompanhamento necessário. E ali até esquecem eventuais
rivalidades políticas . Peter Fonseca, Liberal, e David Christopher,

NDP, alinharam, afinal, no mesmo estilo e na mesma maneira de
se pronunciarem. Interessante a forma como Christopher se referiu
à família em geral... acentuando que ninguém – e repetiu o ninguém... – era tão amigo da família como o Português.
Dificuldades de ontem... alegria de hoje
Inaugurada a placa evocativa... as palavras que saltam como grito
de apoio e de satisfação. Joe Botelho é bem capaz de ter passado
dificuldades, quando tudo aquilo começou. Só que, hoje, há satisfação e alegria.

Jacinta Ribeiro é mola real do andamento diário. Entende as necessidades dos utentes. Viveu também o seu dia de satisfação.
Depois, todo um desfilar de sentimentos. Todo um manancial de
gestos que contam para o dia-a-dia dos utentes. Joe Mancinelli haveria de falar até na forma como o filho se integrou no centro.
Frank Alvarez estava por ali. Levou a cabo, ainda não há muito,
uma jornada de solidariedade em prol de tudo aquilo. Entende,
como nós, que Hamilton está, de facto, mais rica.
Uma jornada do maior interesse para quantos, de facto, precisam
do centro. Centro que junta muitos e muitos utentes. Para fazerem a
sua vida. Para “espicaçarem” as suas próprias qualidades. Para entenderem que a vida é mesmo assim... e tem de ser vivida. No 760

da Barton Street, entrámos como que à procura de uma história. E
saímos mais ricos... por vivermos uma onda de solidariedade que
está a tornar Hamilton – mesmo o Hamilton de origem portuguesa,
se assim nos podemos expressar... – mais rica e mais activa.
Joe Botelho também estava como que eufórico. Entende bem o
que é estar à frente de uma organização como aquela. Dar-lhe suporte. Apoiar tudo aquilo.
Luso Canadian Charitable... mais rica
A Luso-Canadian Charitable Society está, de facto, mais rica. Sobretudo na sua vertente de Hamilton, está a crescer a olhos vistos.
Vimos por lá, como era evidente, um ou outro dos utentes. Que
começaram a aprender o caminho para a convivência. Ainda não
há muito, alguém nos dizia que havia gente que não saía à rua...

por não valer a pena. Por não haver nada a fazer fora das quatro paredes. Ali, agora, já existe o edifício da solidariedade. Onde com
apoio da sociedade em geral – designadamente do Governo – os
voluntários fizeram (estão a fazer) um autêntico ”milagre”.
De facto, a solidariedade é algo que vale a pena cultivar. Sobretudo
por que ali vão estar muitos e muitos cidadãos – na maior parte
com deficiências várias – que precisam da agência. É, afinal, um
problema que está a ser resolvido, como disse Jack Prazeres, que
considerou a data como “um dia histórico”.
A comunidade luso-canadiana uniu-se em torno de situações que
lhe bateram à porta do coração. Que lhe tocaram os sentimentos.
O movimento a que chamámos desde logo “Coração” – que outra
coisa não foi o Telethon a que CIRV Radio e FPTV deram corpo
e voz – estreitou abraços. A obra está, de facto, à vista de todos.

PM diz que Canadá está disposto a discutir
o NAFTA com um governo Trump
THE CANADIAN PRESS/Darren Calabrese

O primeiro-ministro Justin
Trudeau disse que o Canadá está disposto a discutir o
Acordo de Livre Comércio
da América do Norte com
um governo Trump.
O presidente eleito dos
EUA, Donald Trump, prometeu durante a campanha
renegociar o NAFTA e outros acordos comerciais,
e David MacNaughton, o
embaixador canadiano em
Washington, disse que o Canadá está disposto a “voltar
à mesa”.
Na quinta-feira em Sydney,
N.S., Trudeau disse que está
“feliz” de falar sobre o NAFTA se os americanos quiserem.

Ele confidenciou que felicitou Trump durante uma
breve conversa telefónica na
noite de quarta-feira, e o presidente eleito expressou cordialidade para com o Canadá.

Trudeau classificou esse momento como um forte início
para o que será uma relação
construtiva entre o Canadá
e os Estados Unidos. E sublinhou que os canadianos

esperam que o seu primeiroministro tenha um bom relacionamento com quem quer
que seja presidente.
Fonte: Canadian Press

8. Comunidades

XIX Semana Cultural Açoriana

14 Novembro 2016

“Explorando a diversidade dos Açores” em Semana
Cultural que promete

Terca-feira: Tema da noite: Filarmónicas nos Açores e no Canadá,
apresentado por Miguel Domingos, maestro da Banda Filarmónica
do Sagrado Coração de Jesus. Concerto pela Banda Filarmónica do
Sagrado Coração de Jesus de Toronto. Produto da noite: Doce de
ananás, amora e capucho - Corretora.
Quarta-feira: 19h30: Intervenção do Arquitecto Igor França vindo
directamente da Ilha de São Miguel sobre o livro “Uma Sociedade
do Antigo Regime: São Roque do Pico, O Território e as Famílias”.

“Explorando a diversidade dos Açores” é tema. É como que
chamariz interessante para quantos se interessam por aquela
parcela de Portugal. E vivem, afinal, o dia-a-dia das ilhas, em
pensamento e em “amor de longe...”

que elogiou, designadamente, o percurso de alguns dos jovcens que
temos por cá. E referiu, afinal, que há mesmo que continuar a cativar a Juventude.

Ontem, domingo, era a abertura oficial da Semana Cultural Açoriana. Como que a dar o “pontapé de saida”... eram os Hinos Nacionais cantados por Tony Câmara. Canadá, Portugal e Autonomia
dos Açores, em estrofes que são afinal a letra maior dos Países que
amamos.

Hoje, segunda-feira, com início às 19h30: 1.º tema da noite: Angra
do Heroísmo: Cidade Transatlântica, Património Mundial, apresentado por Avelino Teixeira. Entrega do Prémio Pedras Negras por
Maria João Dodman em homenagem póstuma ao escritor açoriano,
Dias de Melo. 2.º tema: Arquitectura nos Açores, apresentado pelo
Arquitecto Igor França vindo directamente da Ilha de São Miguel.
Actuação de Hermân Vargas. Produto da noite: Queijadas de Vila
Franca.

Um programa rico e atraente

Tema da noite: O Mar: Património Subaquático, apresentado pelo
Professor Gui Costa vindo directamente da Ilha de São Miguel. Actuação de Avelino Teixeira. Produto da noite: Queijadas da Graciosa.
Quinta-feira: Noite da Terceira Idade. 19h30: Tema da noite: Vinha
da Ilha do Pico: Património Mundial. Apresentação do filme: Vinha
e Vinho dos Açores da Direção Regional do Desenvolvimento Rural (duração: 20:32 m.). Mini Peça Teatral Cómica apresentada pelo
Grupo da Terceira Idade da C.A.O. Recordar é Viver. Actuação de
Lídia Sousa. Produto da noite: Queijos dos Açores: São Jorge, Morro
e Furnas da Ilha de São Miguel.
Sexta-feira: Noite da Juventude. 19h30: Apresentação por Chantel
Espinola sobre “The Ambassador Program: Curso de Formação
“Açores 2016”. Mesa Redonda moderada por Chantel Espinola, Directora da Juventude com jovens da comunidade local: Michelle
Fernandes – Grupo Folclórico Pérolas do Atlântico CAO; Vanessa Carapinha – Amor da Pátria Community Centre; Steven Sousa
– Casa dos Açores do Ontário; Meghan Pereira – Universidade de
Toronto; Sarah Sequeira – Lusitânia Sports & Social Club/Carniva;
Natasha Silvestre – Universidade de York; Filipe Cardoso – Graciosa Community Centre; Representante da Harbord Collegiate.
Actuação de Jessica Amaro. Produto da Noite: Atum Corretora e
Atum Santa Catarina em azeite. Todas as noites serão apresentados
aperitivos de Gastronomia Açoriana. Entertainment – Carlos e Kevin Medeiros.
Sábado: Noite Açoriana, às 19h00. Actuação do Grupo Folclórico
Pérolas do Atlântico da CAO e baile com música por New Edition
Entertainment.

Assembleia municipal vota contra candidatura
à Expo 2025

Nas saudações – apresentadas por Fátima Bento, “Açor de Ouro”
deste ano - António Pereira, - Presidente da Assembleia Geral da

Foto de arquivo. (The Canadian Press/Michelle Siu)
A Assembleia Municipal votou contra a tentativa de apresentar uma candidatura à Expo 2025.

C.A.O.; Suzanne Cunha - Presidente do Executivo da C.A.O.; e Melissa Simas - Directora da Cultura da C.A.O.
Interessantes as palavras do cônsul-geral de Portugal, Luis Barros,

A votação (33-5) acontece duas semanas depois que a comissão executiva do presidente John Tory aceitou o conselho de
uma equipa de trabalho e também votou por não apresentar
uma candidatura ao evento internacional.
O relatório de um consultor previa que o custo de sediar a
Expo 2025 seria de 1,9 mil milhões de dólares.

O relatório também levantou preocupações sobre se a cidade
seria capaz de cumprir alguns dos ambiciosos cronogramas
de construção para a infraestrutura que seria necessária para
sediar o evento.
Apesar do voto negativo da Assembleia para não prosseguir
com uma candidatura à feira mundial neste momento, eles
votaram 29-10 a favor da abertura para submeter uma candidatura no futuro para sediar o evento.
Fonte: CP24

14 Novembro 2016

Mensagem . 9

10. Comunidades

14 Novembro 2016

Assembleia Municipal vota para aumentar
o número de bairros
(CBC News)

A Assembleia Municipal votou na quarta-feira
para aumentar em mais três o número de bairros
em Toronto, subindo o número total para 47.
Os vereadores aprovaram a moção com uma margem de 28-13, com o presidente John Tory a votar
contra o aumento.
A decisão irá adicionar três novos bairros no centro da cidade, juntamente com um em North York
e remover o Bairro 18, atualmente representado
pela vereadora Ana Bailão.
É uma recomendação que veio de um grupo de
consultoria, em maio, que propôs que cada vereador representasse cerca de 61 000 pessoas em
média.

O aumento acompanha uma disparidade crescente
nas taxas de crescimento em 44 bairros existentes
da cidade nos últimos anos. O forte desenvolvimento de apartamentos de condomínio no centro

da cidade e em Willowdale, perto da Yonge e Finch, tem empurrado as populações de alguns bairros para perto de 90 000.
Fonte: CBC News

A tradição dos bons amigos... (do Minho)
Barros a servir a mesa ou outros membros da direção arregaçar as
mangas e fazer de tudo um pouco, todos servem, todos em conjunto fazem a festa... Incluindo os muitos jovens na sala que também
trabalhavam para que nada faltasse, faz nos crer que a comunidade

Parece já fazer parte da nossa própria tradição. Este Sábado, 12 de
Novembro, foi a vez de um pouco mais de uma sala cheia de amigos... do Rancho Folclórico Amigos do Minho, celebrar em família
a festa de São Martinho claro.
Num fim de semana bastante preenchido por eventos bastante interessantes como aconteceu mais uma vez esta semana, e ainda bem,
na nossa agenda estava obrigatoriamente a ida ao Sporting Clube
Português de Toronto para estar entre “amigos”. Não era possível
deixar de por lá passar – como também diga-se mesmo, já faz parte
da nossa própria tradição.

Não sabemos se é por termos a mesma idade que este prestigioso
rancho ou por outra razão qualquer... não sabemos, mas também
não interessa saber. Mesmo que não apareçam outros órgãos de
informação, como infelizmente acontece mais que menos vezes e
depois aparecem misteriosamente fotos dos eventos nas suas paginas... nós cumprimos o nosso dever e aparecemos.

No Sábado não faltou nada. A tradição de São Martinho foi celebrado a rigor e bem a moda minhota com uma ementa também ela tradicional onde não-se esqueceu nada, incluindo as castanhas claro...
as “boas e quentes” que não só cheiravam bem, mas sabiam melhor
lá estiveram e também, já agora, a sobremesa estava uma maravilha!
Isto se quiser saber.. Se faltou, para próxima marque o seu lugar!
O som esteve a cargo de quem sabe – TNT claro... E para abrilhantar a festa tradicional ainda mais, a artista Inês Henriques subiu ao
palco, cantou, e fez mais alguns novos admiradores certamente. Na
semana passada fez 4 anos que Inês Henriques perdeu o seu Pai, um
bom amigo também cá da casa, e da nossa redação, um amigo que
nos deixou a todos muito cedo. Por sabermos que para ele não havia
estrela maior do que a sua Inês, e por sabermos que ele era um adepto incansável do Sporting, era certo que ele seria um dos presentes
na sala na noite de sábado sem duvida. A sua Inês que já “encanta”
os palcos da nossa comunidade felizmente algum tempo, também o
fez no Sábado como era de esperar.
Em 2008 Inês Henriques participou no Festival de Música organizado pela CIRV Rádio, onde ganhou o 2º lugar pela interpretação da
música ..Meu Amor Eu Não Sei Quando, escrito por Zé da Vesga.
Em Maio de 2009, lançou o seu primeiro trabalho discográfico intitulado .. Tu és, e desde então os seus já muitos fãs esperam por um
novo trabalho.

Até o Presidente serviu á mesa...
Na noite de Sábado, Cidália Fernandes e a direção acompanharam o
Presidente Otávio Barros a levar a cabo mais uma noite bem passada e festa de sucesso. Não é coisa estranha ver o Presidente Otávio

tem futuro, e que os Amigos do Minho estão de saúde. “Estas tradições já nos veem de Portugal. Foram tradições celebradas por nossos pais e por nossos avós. Para mim poder celebrar estas mesmas

tradições é como dar continuidade as minhas próprias raízes”, disse
Cecília Fernandes uma das jovens lindas da sala. A noite foi toda
ela encantadora porque o ambiente esteve saudável e também quem
esta entre amigos esta sempre bem claro. - Sonia Micael / ABC

Desporto . 11

14 Novembro 2016

Portugal vence Letónia por 4-1 e continua
segundo do Grupo B
A seleção portuguesa de futebol manteve-se hoje no segundo lugar do
Grupo B europeu de apuramento para o Mundial de 2018, a três pontos
da Suíça, ao vencer a Letónia por 4-1, no Algarve.
Cristiano Ronaldo ‘bisou’, com tentos aos 28 e 85 minutos, o primeiro
de grande penalidade, tendo ainda falhado outra, aos 59, e William
Carvalho, aos 69, e Bruno Alves, aos 90+2, apontaram os outros golos
lusos, enquanto o suplente Arturs Zjuzins faturou para os letões, aos
67.
A formação de Fernando Santos somou o terceiro triunfo consecutivo,
depois do desaire a abrir na Suíça, e passou a contabilizar nove pontos,
a três dos helvéticos (2-0 às Ilhas Faroé) e com mais dois do que a Hungria (4-0 a Andorra).

Complicámos o jogo?

Fernando Santos (Selecionador de Portugal): “Fomos
nós a complicar o jogo. Na
primeira parte, faltou-nos alguma intensidade. Tivemos
posse e circulação, mas com
alguma falta de objetividade
frente a uma Letónia bem fechada. Demorávamos muito
tempo a virar o jogo e a acelerar nos flancos. Devemos a
nós só estar 1-0 na primeira
parte. Faltou variedade e intensidade. Disse isso aos jogadores ao intervalo.

Entrámos melhor na segunda
parte, mas sofremos um golo.
A equipa reagiu muito bem.
A campainha tocou, a equipa
reagiu, igual a si própria nas
dinâmicas e a ganhar a segunda bola.
A entrada do Quaresma funcionou bem, pois abriu o
jogo. O resultado foi justo.
Pensamos que estes jogos são
fáceis, mas complicam-se. Esteve muito complicado, mas
felizmente apareceu o golo do
William e as coisas entraram
nos eixos”.

Quaresma (Jogador de Portugal): “Não há jogos fáceis.
Sabíamos que era um jogo
complicado, um adversário
que vinha para defender e
sair no contra-ataque. A equipa esteve bem, controlámos
sempre o jogo. Tivemos oportunidades e ganhámos.
O mais importante é que conseguimos dar a volta, jogámos
bem e conseguimos ganhar,
que era o objetivo”.
William Carvalho (Jogador
de Portugal): “Cumprimos o
objetivo de ganhar.

Resultados e classificação do Grupo B
de qualificação para o Mundial de 2018:
Classificação: J V E D GOLOS P
1. Suíça
4 4 0 0 9-3 12
---------------------------------------------------3. Portugal 4 3 0 1 16-3 9
---------------------------------------------------2. Hungria 4 2 1 1 8-3 7
4. Ilhas Faroé 4 1 1 2 2-8 4
5. Letónia
4 1 0 3 2-8 3
6. Andorra
4 0 0 4 1-13 0

- 06 set:
Suíça - Portugal, 2-0.
Ilhas Faroé - Hungria, 0-0.
Andorra - Letónia, 0-1.

- 10 out:
Ilhas Faroé - Portugal, 0-6.
Letónia - Hungria, 0-2.
Andorra - Suíça, 1-2.

- 07 out:
Portugal – Andorra, 6-0.
Letónia - Ilhas Faroé, 0-2.
Hungria – Suíça, 2-3.

- 13 nov:
Suíça - Ilhas Faroé, 2-0.
Hungria – Andorra, 4-0.
Portugal – Letónia, 4-1.

Falta disputar:
- 25 mar 2017:
Suíça - Letónia.
Andorra - Ilhas Faroé.
Portugal - Hungria.
- 09 jun:
Andorra - Letónia.
Ilhas Faroé - Suíça.
Letónia - Portugal.
- 31 ago:
Portugal - Ilhas Faroé.
Hungria - Letónia.
Suíça - Andorra.
- 03 set:
Ilhas Faroé - Andorra.
Letónia - Suíça.
Hungria - Portugal.
- 07 out:
Ilhas Faroé - Letónia.
Andorra - Portugal.
Suíça - Hungria.
- 10 out:
Portugal - Suíça.
Hungria - Ilhas Faroé.
Letónia - Hungria.

O golo veio na altura certa,
pois estava empatado. Mas
o importante foi contribuir
para a vitória de Portugal.

Sabíamos que ia ser um jogo
difícil, encontrámos um bloco baixo. Conseguimos fazer
uma grande segunda parte e
acabámos com quatro golos.

Foi o meu primeiro golo pela
seleção. Estou orgulhoso por
fazer parte deste grupo e espero continuar a contribuir”.

14 Novembro 2016

12 . Desporto

«É um orgulho defender «Estou a pensar em terminar a carreira»
a camisola do Sporting» - Ricardo Carvalho
Ricardo Carvalho assumiu
- Alan Ruiz
que está a pensar em «terDesde que me conheço que
minar a carreira», depois de
ter conquistado o Euro-2016
ao serviço de Portugal e de o
Mónaco não ter renovado o
seu contrato.

quero continuar a jogar, no
entanto tenho de estar preparado para terminar», disse
o central, que foi homenageado em Stamford Bridge
ao intervalo do jogo entre o
Chelsea e o West Ham.

«Depois do Europeu decidi
tirar algum tempo para pensar na minha carreira, estou
muito feliz pelo que fiz e nas
equipas onde joguei.
Às vezes há que pensar no
momento certo para terminar a carreira, portanto, estou a pensar nisso.
O médio argentino Alan Ruiz, um dos primeiros reforços contratados para a versão 2016/17 do plantel às ordens de Jorge
Jesus, é o convidado especial do programa Bom Dia Sporting,
na Sporting TV, que será emitido na antena leonina na manhã
de hoje, segunda-feira, a partir das 11 horas.
El Mago [o mágico], alcunha que trouxe da Argentina para
a Europa, vai abordar, em entrevista, a sua vida no clube de
Alvalade, bem como o orgulho que tem em defender a camisola do Sporting.
«Cada vez que visto esta camisola, olho para ela, toco-lhe,
como a dizer que não acredito por aqui estar, e a verdade é
que defendê-la é um orgulho» é uma das ideias deixadas por
Alan Ruiz ao canal oficial de televisão do clube.

Ainda não é um anúncio
oficial, talvez decida daqui a

uma semana, tenho de ouvir
o meu corpo, mas é uma decisão difícil.

Ricardo Carvalho passou,
para além do Mónaco com
quem terminou contrato,
por clubes como o FC Porto, Chelsea e Real Madrid,
tendo realizado 89 jogos ao
serviço da Seleção Nacional.

Europeu rendeu a Portugal
dois mil milhões de euros

Segundo estudos recolhidos pela Federação Portuguesa de Futebol, e parcialmente apresentados sábado por Fernando Gomes, no
Algarve, durante uma receção na Câmara Municipal de Faro ao
líder do organismo e no âmbito da presença da Seleção Nacional
na região para o jogo deste domingo com a Letónia, a conquista
do Campeonato da Europa rendeu a Portugal qualquer coisa como
dois mil milhões de euros.

A campanha e conquista tiveram um impacto direto na economia
nacional de 609 milhões de euros, tornando-se muito mais difícil
contabilizar os impactos enconómicos indiretos, a notoriedade e
outros fatores que, mais uma vez de acordo com estudos elaborados

e na posse da FPF, permitem concluir que a presença no Europeu de
França e a conquista do título se traduzem em verbas perto dos dois
mil milhões para Portugal.

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14 Novembro 2016

Renovação com João Pereira
em análise
João Pereira está em final de contrato com o Sporting e é jogador livre de comprometer-se com qualquer outro clube a
partir de janeiro.
Nos corredores de Alvalade o futuro do lateral-direito de 32
anos já está a ser analisado sob esse prisma. Ou seja, a administração dos leões está a ponderar os prós e contras de
oferecer ao jogador uma extensão do vínculo, mantendo-o
de leão ao peito para além de junho do próximo ano.

Mourinho furioso
com presença
de cabeleireiro
no hotel

João Pereira é o mais velho dos três laterais do plantel principal, mas também é o mais utilizado por Jorge Jesus, batendo
o principal concorrente, Ezequiel Schelotto.

Corona quer ganhar a confiança de Nuno
Espírito Santo
«Não tive ainda os mesmos minutos de jogo da época passada no
FC Porto, mas estou bem, feliz e com ambição de jogar o mais possível e ajudar a equipa a ganhar, que é o fundamental», disse o extremo, em entrevista ao canal de televisão Unisivion Deportes.

Integrado na seleção mexicana, que na madrugada de sábado venceu nos Estados Unidos por 2-1, Jesús Corona falou um pouco sobre o seu atual momento no FC Porto.

Desporto . 13

«Não podemos basear todo o nosso trabalho no passado ou naquilo
que se fez na época anterior», expôs Corona, considerando que a
entrada de um novo treinador obriga sempre a encaixes e adaptações, em função das ideias do líder. «É um trabalho diário, vamos
construindo o futuro e também o nosso presente. O treinador trouxe novas ideias, talvez num ou noutro momento não encaixemos
nessa ideia. Trato de estar o melhor possível para me sentir bem e
disponível para jogar mais minutos e ganhar a sua confiança, isso é
que é importante», rematou.

Noticiava, ontem, o jornal «Mirror» que José Mourinho entrou em fúria com alguns jogadores do Manchester United,
ao descobrir que estes tinham contratado um cabeleireiro no
dia antes do jogo com o Chelsea, que os «red devils» perderam por 0-4.
O cabeleireiro terá estado no hotel onde a comitiva do Manchester United se encontrava instalada em Londres na véspera do referido jogo, disputado a 23 de outubro.
Entre os jogadores em causa estarão, sempre de acordo com
o «Mirror», os argentinos Sergio Romero e Marcos Rojo, este
antigo jogador do Sporting.

14 Novembro 2016

14 . Desporto

Cumprindo o sonho de diversas crianças
O capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, realizou
o sonho de diversas crianças, numa iniciativa da Fundação
«Make a Wish», que realiza os desejos jovens que têm doenças
que colocam em causa as suas vidas.
«Estou feliz por ter realizado os vossos sonhos», escreveu Ronaldo nas redes sociais.
E a verdade é que a notícia foi, afinal, divulgada por muitos
orgãos de Infiormação que revelam, sobretudo, a forma como
Cristiano Ronaldo soube entender o desejo das crianças, que
lhe foi transmitido porquem conhecia o sonho dos meninos,
sim, mas também o coração generoso do craque português.

Phil Babb recorda o dia
em que deu um murro
a Cristiano Ronaldo

«Lembro-me de quando ele
entrou no balneário: muito
magro, com um cabelo grande. Mais tarde estávamos a
fazer um exercício de ataque
contra defesa, todos os ata-

«Da segunda vez que ele
vem, passa a perna por cima
da bola uma vez, duas vezes,
aproxima-se e... dei-lhe com
o braço na cara. Atirei-o ao
chão e deixei-o KO.
Estava ele no chão e vou ter
com ele, com o dedo riste:
Nunca mais!»

Sou o Carlos Tavares!
Já me chamam “Doutor do Sono”!
Mas olhem que não sou! Gosto,
sim, de dormir bem E que os meus
amigos Durmam mesmo bem!
Tenho os melhores
Colchões e as melhores
Almofadas
para bem servir!

Depois... digo
com convicção e verdade

NINGUÉM VENDE MAIS BARATO!
Venha ao “Doutor do Sono”!
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AGORA QUE O FRIO APERTA... UM BOM COLCHÃO É O MELHOR AGASALHO

O central irlandês era titular
da equipa leonina de 2001,
então treinada por Laszlo
Boloni.

cantes vinham contra nós.
Ele vem contra mim, passa a
perna por cima da bola uma
vez, duas vezes, três vezes,
passa por mim e atira a bola
ao ângulo. Os rapazes desataram todos às gargalhadas»,
contou Phil Babb.

SOMOS INIMIGOS DE UM MAU COLCHÃO!

Phil Babb, antigo jogador do
Sporting, recordou, numa
entrevista Fantasy FC, da
Sky Sports, o dia em que
num treino dos leões sentiu
necessidade de colocar Cristiano Ronaldo em sentido.

NINGUÉM VENDE MAIS BARATO! NINGUÉM MESMO

Desporto . 15

14 Novembro 2016

E agora, Mundo?!
Os Estados Unidos da América votaram. Escolheram,
afinal, aquele que, numa primeira abordagem, tinha
menos hipóteses de ser escolhido. Aquele que, quase
até ao fim, as sondagens indicavam como derrotado.
De ponta a ponta da Nação, e um pouco por todo o
mundo, não perdoavam a Donald Trump uma certa
arrogância, um nacionalismo que muitos consideravam doentio, uma certa forma de dizer coisas que
ofendiam o “status quo” do grande País que vai agora
governar.
Donald Trump ganhou. Chega a parecer que o Povo
americano – pelo menos grande parte do Povo americano – preferiu dar um “salto no escuro” do que manter a situação como estava.
O desejo de “mudança” que Trump atirava para a cabeça da sua campanha eleitoral... falou mais alto.

E ao falar mais alto... deu a vitória ao candidato que
menos queria manter o tal “status quo”. Deu, por
exemplo, o lugar de comandante-chefe das Forças Armadas ao candidato que nem militar foi. Ao candidato
que nem funcionário público chegou a ser.
Para além das palavras de ocasião, todas as figuras do
mundo já se foram pronunciando. Desde Israel a considerá-lo “um grande amigo” até à Rússia a entender
que era alguém com quem se poderia dialogar... As palavras dos líderes mundiais são parcas em intenções. E
vão soando, talvez mais, as palavras do Vaticano pedindo a Deus que o “ilumine”.
De uma forma geral, pode chegar-se à conclusão de
que o mundo mudou. Que não será mais o mundo
pelo qual os anteriores presidentes americanos pugnavam.

Eleito desde 2003 para a Câmara dos Representantes, Devin Nunes
tem sido crítico da política externa de Obama. Publicou um livro
crítico do sistema político americano, que apresenta como refém
de interesses.
Três filhos, o genro, o lusodescendente Devin Nunes, que é membro da Câmara dos Representantes e duro crítico da administração
de Barack Obama, e alguns dos seus mais leais apoiantes ao longo
da campanha, foram as escolhas de Donald Trump para o comité
executivo da equipa de transição que será dirigida pelo candidato a
vice-presidente, Mike Pence.
Devin Nunes está na Câmara dos Representantes desde 2003, eleito
pela Califórnia. Destacou-se na crítica ao programa de saúde aprovado por Obama, o Obamacare, e à política externa do presidente
democrata, mas mantém igualmente divergências com Trump neste

campo, sendo, por exemplo, partidário do acordo de comércio livre
Parceria Transatlântica, que aquele recusa.
Em 2010, foi considerado pela revista Time como uma das 40 figuras da política americana com menos de 40 anos em ascensão.
Nasceu em 1973, o primeiro de dois filhos de uma família lusodescendente em segunda geração. É autor de um livro, Restoring the
Republic (Restaurar a República, 2010), que é todo ele uma crítica
ao modo como funciona hoje o sistema político americano, sustentando Nunes que os eleitos estão preocupados em chegar ao poder,
para se aproveitar deste a favor de si próprios e dos seus aliados,
para garantir vantagens financeiras e profissionais, e que a elite política consegue evadir as responsabilidades perante os eleitores. Para
Nunes, os EUA vivem em estado de “guerra civil fria”, num conflito
que não é entre republicanos e democratas, mas entre o sistema político bipartidário, entrincheirado no poder, e os direitos e liberdades dos americanos.
Em comunicado, Nunes refere que espera “ajudar a formar uma
equipa enérgica e virada para o futuro que lidere capazmente o nosso país na direção de mais crescimento económico, mais oportunidades e uma terra mais segura para todos os americanos”. A escolha
de Nunes, que preside à comissão para os serviços de informações
da Câmara e esteve envolvido na campanha no seu estado, sinaliza
que a equipa governamental de Trump irá basear--se na direita do
partido republicano e chegar até setores populistas e neoconservadores.

O mundo é bem capaz de começar a ser doferente. E
isto sem esquecer que a retórica das campanhas nem
sempre é levada a sério.
Excessivo, impulsivo e sem experiência política, Donald Trump apresentou-se em Junho de 2015 como o
futuro Presidente que iria restituir a grandeza aos Estados Unidos. Nessa altura, quase ninguém acreditou
nessa hipótese. Só que Donald Trump foi quebrando,
uma após uma, as regras do politicamente correcto,
explorou as inseguranças dos americanos perante um
mundo em mudança. E venceu. Importa agora saber
se o mundo – o nosso mundo – também venceu.
De qualquer modo, o Povo é soberano. Escolheu. Bem
ou mal, só o futuro o dirá.-CG

Lusodescendente, três filhos e genro
na equipa de transição de Trump

Trump vai deportar dois ou três milhões
de ilegais
Donald Trump admitiu, numa entrevista que será emitida hoje na
CBS, que vai mandar deportar no imediato entre dois a três milhões
de imigrantes ilegais. Donald Trump reafirmou ao programa “60
Minutes” a intenção de expulsar os imigrantes ilegais e de construir
um muro na fronteira com o México, embora admita que em certas
zonas possa ser uma vedação.
Donald Trump concretizou ainda os seus planos no que respeita à
imigração. “O que vamos fazer é pegar nas pessoas que são criminosas e têm registo criminal, membros de gangues, traficantes de
droga, muitas dessas pessoas, provavelmente dois milhões, podem
até ser três milhões, vamos tirá-las do nosso país ou vamos prendê
-las”, disse o presidente eleito.
Depois disso, “quando a fronteira estiver segura e tudo estiver normalizado”, explicou, os serviços de imigração irão começar a fazer
uma análise relativamente aos outros imigrantes nos Estados Unidos.
Questionado sobre a possibilidade de existir uma vedação em vez
de um muro na fronteira, Trump admitiu essa hipótese, mas só para
certas zonas.
“Em certas zonas um muro é mais apropriado. Sou muito bom nisto, chama-se construção, pode haver algumas cercas”, afirmou na
primeira grande entrevista após a vitória nas presidenciais de dia 8,
segundo os excertos divulgados pela CBS.

Na entrevista, que inclui segmentos com a mulher, Melanie, e os
filhos, Trump revelou que ganhou 100 mil seguidores no sábado
nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram, e explicou por que
razão usa tanto o Twitter, quando foi questionado se iria “continuar
a disparar o que lhe passava pela cabeça” quando chegar à Casa
Branca.
“Vou ser muito comedido, se o usar sequer”, respondeu, referindose ao Twitter. No entanto, “é uma forma moderna de comunicação,
não há nada que ter vergonha. Juntando o Twitter, o Facebook e
o Instagram, tenho 28 milhões de pessoas, dá para passar a mensagem. Quando alguém escreve uma má história sobre mim, ou a
história é imprecisa, tenho um meio de ripostar”.
“O facto de [estas redes sociais] terem tanto poder ajudou-me a ganhar as corridas nas quais eles [a campanha democrata] gastaram
mais dinheiro do que eu”, disse ainda Trump.

Os filhos de Trump também?

Mas o que estava ontem no centro das atenções era a decisão de
Trump levar para o comité executivo os seus filhos Donald Trump
Jr., Eric e Ivanka e o marido desta, Jared Kushner, um empresário
do ramo imobiliário e proprietário de um semanário tabloide, agora
Observer. Os filhos e genro de Trump, em conjunto com os restantes elementos do comité, terão a última palavra na escolha dos nomes para a nova administração e para outras posições de topo, cuja
nomeação é prerrogativa do presidente. A Reuters indicava ontem
que até à data da tomada de posse, a 20 de janeiro, devem estar escolhidos quatro mil nomes para outros tantos cargos, que entrarão
em funções com o novo presidente.

Devin Nunes na Câmara dos Representante
Os filhos de Trump (o milionário tem ainda mais dois) tinham sido
designados pelo presidente agora eleito para integrarem um fundo fiduciário que irá gerir as suas empresas. Este anúncio suscitara
também polémica, sendo notado que um fundo desta natureza deveria ser, por definição, totalmente independente do proprietário
das empresas que passa a gerir.
Ontem estava também a ser criticado o facto de haver muito poucas
mulheres na equipa de transição de Trump, ainda que haja quatro
no comité executivo, num total de 16 elementos. Além de Ivanka
Trump, integram o comité Rebekah Mercer, filha de um milionário do setor das tecnologias e membro do partido republicano, Pam
Bondi, procuradora-geral da Florida, e Marsha Blackburn, eleita
pelo Tennessee para a Câmara dos Representantes.
Era salientado o facto de não haver uma só mulher entre os seis
vice-presidentes do comité executivo. Estes são o antigo presidente
da Câmara de Nova Iorque, Rudy Giuliani, o antigo presidente da
Câmara dos Representantes, Newt Gingrich, Ben Carson, que participou nas primárias republicanas, o tenente-general Michael Flynn,
que chegou a ser considerado para vice de Trump, o governador
do Alabama, Jeff Sessions, e o governador de Nova Jérsia, Chris
Christie. Este último presidiu ao comité até sexta-feira, tendo sido
substituído pelo vice-presidente, Mike Pence, segundo o próprio
Trump, por ter uma relação próxima com os líderes republicanos
na Câmara e no Senado.
Nas primeiras entrevistas concedidas após a eleição, à CBS e ao
The Wall Street Journal, o novo presidente pareceu recuar numa
das promessas feitas na campanha, o fim do Obamacare. À CBS,
Trump disse que a “lei será revogada” mas “mantidos seus aspetos
positivos”.

16 . Comunidades

14 Novembro 2016

Comunidade angolana de Toronto comemora Dia da Independência do país

Unidos por uma Angola desenvolvida
A associação cultural Comunidade Angolana do Ontário não
deixou passar a data em branco, organizando mais uma cerimónia do Içar da Bandeira para assinalar o 41º aniversário
da independência de Angola, alcançada em 1975.

O adido de imprensa Ladislau Silva representou o embaixador angolano Edgar Gaspar Martins, no ato oficial realizado
na tarde de sábado, no Member’s Lounge da Câmara Municipal de Toronto. A bandeira de Angola, essa, foi hasteada no
exterior, no denominado Podium Green Roof.

“Há que trabalhar e contruir um futuro melhor”, vincou.
A comunidade portuguesa esteve representada aos níveis político e diplomático, através da deputada provincial Cristina
Martins, da vereadora municipal Ana Bailão, e ainda o Cônsul-geral de Portugal em Toronto, Luís Barros, que manifestou os seus laços afetivos e familiares com Angola.
“Estamos a celebrar com eles algo que é muito querido para
nós, a democracia, a liberdade e a herança cultural de um
povo”, defendeu Bailão.

Rui da Silva sai satisfeito com o trabalho desenvolvido à
frente da associação e sublinha que a comunidade angolana
soube evoluir e integrar-se no tecido social de Toronto. “Estar aqui na Câmara Municipal, mostra que estamos a crescer
e com muito orgulho”.
Uma apresentação de fotografias sobre a paisagem, fauna
e flora angolanas, a declamação de poemas e alguns temas
musicais, complementaram o programa cerimonial.

Além de felicitar a direção cessante da associação, liderada
por Rui da Silva, pela realização de um ato importante para
os angolanos e todos aqueles que expressam uma língua comum, o adido disse que é importante reforçar a ideia de lusofonia, dentro e fora do contexto da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa (CPLP).

Trabalhar e construir um futuro melhor

Ladislau Silva, no entanto, alertou os angolanos para a fase
difícil que o país vive, devido à queda do preço do petróleo,
a principal fonte de receita de Angola. E deixou o apelo para
que se promova a unidade e seja fomentado um esforço conjunto com vista a desenvolver o país em termos económicos,
sociais, políticos, e reforçar a democracia, ainda bem jovem.

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14 Novembro 2016

Portugal . 17

Presidente homenageia combatentes portugueses
mortos em combate
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou, sexta-feira, homenagem “em nome de todos os portugueses” aos combatentes mortos em combate, por ocasião do 98.º Aniversário do
Armistício da Grande Guerra.
No monumento aos combatentes do Ultramar, em Lisboa, Marcelo
Rebelo de Sousa lembrou as “quase 20 milhões de vidas” perdidas
na Primeira Guerra Mundial, “entre militares e civis”, e prestou homenagem aos portugueses mortos.
“A data em que recordamos a paz é seguramente o momento mais
feliz e adequado para evocar e agradecer a todos os portugueses que

Governo desiste de “privatizar”
Fortaleza de Peniche

*Forte de Peniche vai ser retirado da lista de 30 edifícios que o Governo vai concessionar parcialmente a privados
A revelação foi feita quinta-feira na Assembleia da República por
Luís Castro Mendes, no âmbito do debate do Orçamento de Estado
da Cultura para 2017. O anúncio surgiu após uma questão colocada
pelo deputado bloquista Jorge Campos que deu voz a várias reações
negativas face à concessão de uma parte do forte a uma unidade
hoteleira privada que, disse, “coloca em causa a memória de luta
pela democracia que representa”.
Em resposta, o ministro da Cultura anunciou a retirada, por agora,
do Forte de Peniche do programa Revive porque, explicou, “entendemos que o que se fizer ali tem que respeitar e perpetuar a memória de luta pela democracia”.
Um debate que começou com o responsável da tutela a elencar as
cinco prioridades do Orçamento de Estado da Cultura para 2017:
Repor a capacidade das entidades públicas da cultura, nomeadamente através de um reforço de 11% do orçamento da Biblioteca
Nacional e da reversão gradual dos cortes às fundações culturais,
aumentar a capacidade dos apoios públicos à criação artística, melhorar a distribuição da oferta cultural, valorizar o património e os
museus e a reforçar a democratização do acesso à cultura. Foram
estas as cinco prioridades destacadas pelo ministro da Cultura, durante a sua intervenção inicial, esta tarde, na Assembleia da República, no âmbito do debate do Orçamento de Estado para 2017.
Uma estratégia que assenta num reforço real de 5,2% do Orçamento de Estado, situou Luís Castro Mendes. Valores contestados pelo
social-democrata Sérgio Azevedo que, nas contas que apresentou,
situou em pouco mais de 200 milhões de euros o valor consagrado
à cultura o que, defendeu, representa “um orçamento real inferior
ao de 2015”.
Nesta troca de contas, o ministro da Cultura fixou os valores que,
disse, são comparáveis, entre o orçamento afeto à cultura entre 2016
e 2017. Aí, defendeu, dos 444 mil euros deste ano do Orçamento da
Cultura e da Comunicação Social, 235 milhões referem-se à comunicação social (mais um milhão face a 2016) enquanto 209 milhões
se destinam à Cultura, uma subida de 20 milhões face aos 189 milhões de euros do orçamento de 2016.
Números à parte, o debate centrou-se noutras áreas concretas. Tempo para Luís Castro Mendes, questionado por Pedro Delgado Alves, confirmar que o Museu dos Coches vai fechar ainda durante
este mês de novembro para que, finalmente, seja instalado o projeto
museográfico previsto desde o início, embora o museu esteja aberto
já desde maio de 2015. Ou ainda para assegurar que a partir de
dezembro, os 2,5 milhões de portugueses que apenas têm acesso
aos quatro canais generalistas, passam a ter mais dois canais disponíveis: RTP3 e RTP Memória.
O financiamento da Lusa e a cobrança da contribuição audiovisual
foram dois outros tópicos que gerou várias questões por parte das
diferentes bancadas parlamentares, com Luís Castro Mendes a garantir a inexistência de problemas em ambos os casos. Quanto ao
financiamento da agência noticiosa, o ministro disse haver “total
abertura [por parte do Governo] para que em sede de discussão na
especialidade seja aprovada uma proposta dos valores da indemnização compensatória por forma a repor a dignidade do serviço
público”.
Quanto à cobrança da contribuição audiovisual que, por sugestão
do Tribunal de Contas passa a ser feita pela Autoridade Tributária,
o responsável governamental repetiu, por diversas vezes, que este
novo procedimento em nada alteraria a entrada mensal dessa receitas nos cofres da RTP.

juraram defender com a própria vida os ideais que sempre iluminaram o espírito lusitano, especialmente os militares que nunca chegaram a regressar à sua terra natal, mortos em combate, ou acabando
por morrer na condição de prisioneiros de guerra”, vincou o chefe
de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas.
Marcelo disse falar em “nome de todos os portugueses” ao prestar
o “mais elevado reconhecimento” pela “abnegação permanente” dos
militares, elogiando ainda o trabalho da Liga dos Combatentes.
Na cerimónia estiveram presentes as mais altas patentes militares e
também o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, e o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello.
No final, os vários convidados foram visitar o Museu do Combatente e Marcelo Rebelo de Sousa inaugurou a exposição “Liga dos
Combatentes - Fundação e Fundadores”.
Governo desiste de “privatizar” Fortaleza de Peniche
*Forte de Peniche vai ser retirado da lista de 30 edifícios que o Governo vai concessionar parcialmente a privados
A revelação foi feita quinta-feira na Assembleia da República por
Luís Castro Mendes, no âmbito do debate do Orçamento de Estado
da Cultura para 2017. O anúncio surgiu após uma questão colocada
pelo deputado bloquista Jorge Campos que deu voz a várias reações
negativas face à concessão de uma parte do forte a uma unidade hoteleira privada que, disse, “coloca em causa a memória de luta pela
democracia que representa”.
Em resposta, o ministro da Cultura anunciou a retirada, por agora,
do Forte de Peniche do programa Revive porque, explicou, “entendemos que o que se fizer ali tem que respeitar e perpetuar a memória de luta pela democracia”.
Um debate que começou com o responsável da tutela a elencar as
cinco prioridades do Orçamento de Estado da Cultura para 2017:
Repor a capacidade das entidades públicas da cultura, nomeadamente através de um reforço de 11% do orçamento da Biblioteca
Nacional e da reversão gradual dos cortes às fundações culturais,
aumentar a capacidade dos apoios públicos à criação artística, melhorar a distribuição da oferta cultural, valorizar o património e os
museus e a reforçar a democratização do acesso à cultura. Foram
estas as cinco prioridades destacadas pelo ministro da Cultura, durante a sua intervenção inicial, esta tarde, na Assembleia da República, no âmbito do debate do Orçamento de Estado para 2017.
Uma estratégia que assenta num reforço real de 5,2% do Orçamento de Estado, situou Luís Castro Mendes. Valores contestados pelo
social-democrata Sérgio Azevedo que, nas contas que apresentou,
situou em pouco mais de 200 milhões de euros o valor consagrado

Gritos de “Assassino!”

à cultura o que, defendeu, representa “um orçamento real inferior
ao de 2015”.
Nesta troca de contas, o ministro da Cultura fixou os valores que,
disse, são comparáveis, entre o orçamento afeto à cultura entre 2016
e 2017. Aí, defendeu, dos 444 mil euros deste ano do Orçamento da
Cultura e da Comunicação Social, 235 milhões referem-se à comunicação social (mais um milhão face a 2016) enquanto 209 milhões
se destinam à Cultura, uma subida de 20 milhões face aos 189 milhões de euros do orçamento de 2016.
Números à parte, o debate centrou-se noutras áreas concretas. Tempo para Luís Castro Mendes, questionado por Pedro Delgado Alves, confirmar que o Museu dos Coches vai fechar ainda durante
este mês de novembro para que, finalmente, seja instalado o projeto
museográfico previsto desde o início, embora o museu esteja aberto
já desde maio de 2015. Ou ainda para assegurar que a partir de dezembro, os 2,5 milhões de portugueses que apenas têm acesso aos
quatro canais generalistas, passam a ter mais dois canais disponíveis: RTP3 e RTP Memória.
O financiamento da Lusa e a cobrança da contribuição audiovisual
foram dois outros tópicos que gerou várias questões por parte das
diferentes bancadas parlamentares, com Luís Castro Mendes a garantir a inexistência de problemas em ambos os casos. Quanto ao
financiamento da agência noticiosa, o ministro disse haver “total
abertura [por parte do Governo] para que em sede de discussão na
especialidade seja aprovada uma proposta dos valores da indemnização compensatória por forma a repor a dignidade do serviço
público”.
Quanto à cobrança da contribuição audiovisual que, por sugestão
do Tribunal de Contas passa a ser feita pela Autoridade Tributária,
o responsável governamental repetiu, por diversas vezes, que este
novo procedimento em nada alteraria a entrada mensal dessa receitas nos cofres da RTP.

Pedro Dias foi recebido com indignação à chegada
ao tribunal da Guarda

O suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira chegou ao
tribunal da Guarda às 11:06 de sexta-feira, acompanhado de inspetores da Polícia Judiciária, para ser ouvido por um juiz em primeiro
interrogatório judicial.
À porta do tribunal, além do dispositivo de segurança da PSP e de
várias equipas de reportagem, marcavam presença alguns populares que assistiram à chegada de Pedro Dias. No local, ouviram-se
algumas acusações, nomeadamente “assassino”, segundo o Jornal de
Notícias.
A advogada do suspeito anunciou perto da hora do almoço que este
só seria ouvido a partir das 13:30. Mónica Quintela disse já ter falado com o suspeito e que este está “bem de saúde”. Afirmou ainda
que o homem de 44 anos está “na situação em que qualquer cidadão
normal está quando está a ser presente ao JIC [juiz de instrução
criminal]”.
Mónica Quintela, em resposta aos jornalistas, não esclareceu se o
suspeito iria ou não prestar declarações ao juiz durante o interrogatório.
O outro advogado, Rui Silva Leal, tinha dito aos jornalistas que o
suspeito estava “expectante” e a pensar nos filhos. Vêm-lhe as lágrimas aos olhos quando fala nos filhos, mas está expectante, vai agora
começar a diligência e tudo vai correr normalmente como tem que
ser”, afirmou.
O inspetor da PJ da Guarda titular do processo chegou ao tribunal
da Guarda às 09:25, com duas caixas eventualmente utilizadas para
transportar o processo.

Entregou-se na terça-feira
Pedro Dias, 44 anos, entregou-se na terça-feira à PJ, a escassos metros da Câmara Municipal de Arouca e perto da casa dos pais, num
ato testemunhado pela RTP e pelo Diário de Coimbra. Da PJ, onde

chegou pelas 00:00 de terça-feira, foi conduzido para o Estabelecimento Prisional daquela cidade, cerca das 03:00 de quarta-feira,
onde permaneceu até ser ouvido pelo Tribunal.
O primeiro interrogatório judicial acontecem 30 dias após os acontecimentos em Aguiar da Beira, que culminaram com a morte de
duas pessoas, um deles um militar da GNR, e três feridos.
O suspeito estava desaparecido desde 11 de outubro, data em que
dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira,
no distrito da Guarda. Um morreu e um outro ficou ferido. Na mesma madrugada, um homem morreu e a mulher ficou gravemente
ferida, também alvejados a tiro na viatura em que seguiam.
A PJ da Guarda adiantou em comunicado que o detido é suspeito
da autoria de cinco crimes de homicídio qualificado, três dos quais
na forma tentada, dois crimes de sequestro, pelo menos dois de roubo e um crime de furto, entre outros, ocorridos desde o dia 11 de
outubro e o dia de terça-feira, nas localidades de Aguiar da Beira,
Arouca (Aveiro) e Vila Real.
No âmbito das investigações, a PJ também constituiu arguida uma
mulher, de 61 anos, sobre a qual recaem “fundadas suspeitas de favorecimento pessoal” ao detido.

18 . Ler e contar

Contar Estrelas...
E Guardar Sonhos...
Conceição
Baptista

14 Novembro 2016

Angola: Quando não há dinheiro
há a “sócia”

*Angolanos juntam dinheiro para comprar produtos básicos

E porque, através da minha colaboração, por aqui neste
cantinho, tenho recebido mensagens calorosas, da mais
pura amizade e incentivo, venho, pois, nesta onda de
fraternidade, reforçar a ideia de que a amizade é o sal do
Mundo! O tempero para a resolução de problemas, que
por vezes... não podemos resolver sozinhos.

Face às dificuldades económicas e crescente inflação os
angolanos estão a juntar forças para tornarem possível
a compra de certos produtos de primeira necessidade.
uma prática que se generalizou em estabelecimentos
comerciais sobretudo nos armazéns e se aplica para
compra principalmente de produtos alimentares básicos como arroz, açúcar, frescos, trigo, massa alimentar
entre outros.

Quantas vezes... depois de desabafar com uma pessoa
amiga nos sentimos mais aliviados, mais fortes, achando
até que o problema em questão já não nos parece tão
complicado?!

O ‘’fenómeno’’ segundo os nossos interlocutores pode
ocorrer entre duas, três, quatro ou mais famílias e é conhecido pelo nome de “sócia”.

Também... depois de ouvirmos alguém que precisa
de ajuda e dar o nosso ponto de vista sobre o assunto,
sentimos que a mão amiga que lhe estendemos fez uma
diferença na sua vida e ficamos felizes por poder ajudar.
Aqui há dias, tive conhecimento que um amigo, pessoa
com uma vida extremamente ocupada, estava a fazer tudo
para ajudar outro amigo, que neste momento precisa de
ajuda e incentivo para seguir em frente. Foi uma acção
muito linda, que já está a dar frutos. A verdadeira amizade,
não é oferta que se dê mas algo muito precioso que se
compartilha e é mesmo isso que está a acontecer entre
esses dois amigos. Bem hajam!
De vez em quando... também tenho a satisfação de poder
ajudar, oferecendo o meu ombro a quem no momento
precisa, mas também tenho recebido muita amizade,
quando amigos e amigas tiram tempo, do seu precioso
tempo, para me ouvirem, me aconselharem e até criticarme... caso seja necessário.
E assim penso, que deve ser.
Uma verdadeira amizade é o compartilhar de alegrias, o
dividir das lágrimas, o amparo na vida.
É, ainda, o guardar de segredos e o construir de sonhos...
Só desta forma concebo a Amizade.
O meu mais profundo agradecimento a todos os amigos e
amigas que sempre me têm dado incentivo, para escrever,
para fazer teatro, para ir em frente, para ser quem sou,
e até... para conseguir contar estrelas... e guardar alguns
sonhos!
Aqui deixo uma frase conhecida, mas sem assinatura, de
que gosto muito.
“Nenhum caminho é longo demais... quando um amigo
nos acompanha”!

‘’Os preços estão muito altos com a crise do país e só
com ‘’sócia’’ se pode comprar algo”, disse uma cidadã à
Voz da América.

O sociólogo Rafael Aguiar definiu a “sócia” como uma
parte de “estratégias de sobrevivência em fase da carência ou perda do poder de compra e evita que o cidadão
enverede para comportamentos desviantes’’

Isabel dos Santos diz ser vítima
de “intrigas políticas”

*Filha do presidente defende a sua nomeação para a chefia da Sonangol

Isabel dos Santos quebra o silêncio afirmando que a tentativa de questionar a sua nomeação para o cargo que ocupa
configura “um esquema de intrigas políticas num período
pré-eleitoral e tentativas de desestabilização e de ataques difamatórios” à sua vida privada.
O líder da
HYPERLINK “http://www.voaportugues.
com/a/eua-identificaram-monambicanos-subornados-pela-embraer/3565361.html” \t “_blank” Associação Mãos
Livre
HYPERLINK “http://www.voaportugues.com/a/
eua-identificaram-monambicanos-subornados-pela-embraer/3565361.html” s , Salvador Freire, diz que Isabel dos
Santos não respondeu ao mais importante.

Num comunicado distribuído em Luanda, Isabel dos Santos considera não ter qualquer fundamento questionar a sua
competência profissional para o exercício do cargo de PCA
da Sonangol.
“O meu currículo fala por si”, disse, ao mesmo tempo que
afasta qualquer possibilidade de abandonar o cargo.
“Garanto a minha determinação em conduzir com sucesso a
missão que me foi confiada e levar a Sonangol a bom porto”,
refere a filha de José Eduardo dos Santos.
Isabel dos Santos responde assim à deliberação do Tribunal
Supremo que deu oito dias ao Presidente da República para
se pronunciar sobre a nomeação da sua filha para a direcção da Sonangol, na sequência da providência cautelar de
suspensão da eficácia do acto de nomeação interposta por
um grupo de 12 advogados angolanos afectos à “Associação
Mãos Livres”. O prazo dado pelo Tribunal Supremo terminou
no passado dia 3 de Novembro conforme noticiou a Voz da
América.
Entretanto o líder da Associação Mãos Livres entende que
Isabel dos Santos tem o direito de fazer as afirmações que
fez mas que devia responder aos questionamentos dos que
contestam a sua nomeação, com base na Lei da Probidade
Pública, enquanto filha do Chefe de Estado.

Tem oito semanas e já diz ‘olá’
Tudo isto vem no “Correio da Manhã”, de Lisboa. E
a verdade é que o vídeo está a fazer muito sucesso
na internet.

A verdade é que a maioria dos bebés costuma proferir as primeiras palavras aos nove meses de idade, mas o pequeno Henry Freeguard provou ser
precoce. O bebé, de apenas oito semanas e natural
de Swansea, aparece num vídeo, ao lado da mãe, E a verdade é que após ouvir tantas vezes a palavra,
Courtney, que vai acarinhando o filho enquanto o bebé acaba mesmo por pronunciar ‘olá’. Nós tamdiz ‘olá’.
bém ouvimos...

14 Novembro 2016

Mercados sul-africanos sofrem
com eleição de Donald Trump

O Rand sul-africano continua a ser desvalorizado após a eleição
de Donald Trump para administração da Casa Branca.
A eleição de Donald Trump, na passada terca feira para presidência dos Estados Unidos, provocou a queda do Rand em
3% para 13.5850 por dólar na manha de quarta feira, depois
de ter registado a maior queda desde 31 de Outubro.
Na quinta feira o Rand sofreu a maior queda de sempre, estando cotado na Bolsa de Valores de Joanesburgo 13.4601
contra o dólar
Segundo a SABC, quando Donald Trump assumiu a liderança nas contagens da eleição presidencial dos Estados Unidos,
a moeda sul africana começou a cair da mesma forma como
as moedas de mercados emergentes.
Num reportagem intitulada: “ Bolsa de Valores de Joanesburgo para baixo mas parte do ouro brilha na vitória da eleição
do Trump” o jornal electrónico da África do Sul, News24 diz
que o valor do ouro subiu na bolsa para 12% no início do comércio na passada quarta-feira, alegando que os investidores
fugiram para o ouro como um refúgio seguro para escapar
da turbulência nos mercados mundiais causada pela eleição
de Donald Trump.
Citado pelo jornal The Star , Razia Khan, economista-chefe
da África no Standard Chartered Bank, disse que a questão
agora é perceber o que significará a vitória Trump para o desempenho dos mercados da África Subsariana. A curto prazo, frisa, o rand é provável que seja mais afectado.
Ja o News24 diz que uma presidência de Donald Trump vai
introduzir uma tarifa de importação adicional de 15% aplicada aos produtos sul-africanos que desembarcam nos EUA.
Numa analise assinada por Tinashe Chuchu da Escola de
Ciências Económicas e Empresariais afirma-se que uma tari-

fa adicional de 15% quebraria um acordo de 100 anos sobre
uma tarifa base de 20%, elevando essa tarifa de importação
de bens sul-africanos para 35% tornando-os muito caros,
o que vai desencorajar os sul africanos de fazer negócios.
Trump pretende reavivar a queda da produção norte-americana aumentando a tarifa mais alta sobre as importações.
O especialista diz que ainda nem tudo é “desgraça” e “tristeza” para a África do Sul. À medida que o país encontra cada
vez mais abertura em mercados alternativos para venda dos
seus produtos, torna-se menos dependente dos mercados
norte-americanos.
O presidente Jacob Zuma felicitou Donald Trump por vencer as eleições presidenciais nos EUA. Transmitindo seus
melhores votos de sucesso para Trump, o presidente Zuma
diz que espera trabalhar com ele para construir sobre as fortes relações que existem entre os dois países.

Presidente da Venezuela
faz visita surpresa ao Papa

*Papa Francisco pede perdão aos sem-abrigo ignorados pelos cristãos

Nicolas Maduro fez, na segunda-feira, uma visita inesperada
ao Vaticano, onde se reuniu com o Papa Francisco.
O Papa fez questão de apelar ao presidente da Venezuela para
que seja resolvida a crise do seu país e também que haja um
diálogo construtivo e sincero.
Entretanto, o Papa Francisco pediu, sexta-feira, no Vaticano,
aos sem-abrigo «que perdoem todos os cristãos que lhes viraram as costas em vez de os ajudar».
O apelo ressoou pelo auditório do Vaticano onde Francisco
ficou de pé, em silêncio, durante vários minutos, perante cerca de 4000 pessoas de 22 países, que não têm casa ou vivem
nas ruas.

Durantes esses momentos de recolhimento e reflexão, algumas pessoas aproximaram-se do chefe da Igreja Católica e
tocaram-lhe nos ombros e na sotaina.
«Peço perdão», disse o Sumo Pontífice, «em nome dos cristãos que, confrontados com uma pessoa pobre, olham para o
outro lado da rua».

Ler e contar . 19

O menino
rebelde

Fernando Cruz Gomes

Se eu soubesse escrever... – e acho que já nem sei – haveria de traçar palavras ternurentas que li, agorinha mesmo,
em caderno de anotações que ainda me deixaram. Um caderno velho. Amarelecido pelo tempo. Quase sem deixar
que as letras se vissem. É que contavam a história de uma
velha senhora – professora nos seus tempos de menina, a
senhora Thompson, ao que parece... Sabia ser professora.
Ensinava com o coração. Os compêndios eram importantes, sim... mas o coração era ainda mais.
O curioso é que ela contava a sua história. E que era
capaz de ser também a minha. E se não é... poderia sê-lo.
No primeiro dia de aulas, a senhora reparou num menino
diferente. Ensimesmado. Um menino de quem ninguém
gostava e que os colegas até odiavam. E ela própria...
torcia o nariz sempre que tinha de o tutear. É que ele até
cheirava mal.
Na Escola ensinaram-lhe que a professora deveria ler
as anotações feitas pelos professores anteriores, pelos que
contactaram mais de perto com os alunos. E ela assim fez.
Para o fim guardou a caderneta do Teddy (chamemos-lhe
assim). E guardou-a com um certo ar de enfado. Não deveria haver nada de especial. Mas leu tudo.
No verbete do primeiro ano, a professora anotara qualquer coisa como “Teddy é muito esperto e aplicado. É
uma alegria vê-lo a trabalhar...”
A professora avançou para o verbete do segundo ano.
“Teddy é um rapaz educado, parece um adulto, sendo
sempre o primeiro a entregar os trabalhos. E isto a despeito de, às vezes, andar triste porque sua mãe... está, ao
que se diz, gravemente enferma”.
No terceiro ano, o verbete do menino já era diferente:
“Teddy anda cada vez mais triste. Já não é o mesmo. A
mãe morreu. E ele, ao que parece, estava muito agarrado a
ela. Precisa de alguém que o auxilie...”
O verbete do quarto ano dava, então, a imagem do menino rebelde. Já não era o mesmo. Recalcitrava. Não brincava com ninguém. É capaz de ficar pelo caminho, escrevia
a professora do quarto ano, sem esquecer que ele, às vezes,
até dormia nas aulas.
A professora envergonhou-se do que pensara do seu
aluno. E lembrava logo a satisfação que sentira quando
os meninos pelo Natal lhe trouxeram as prendas. Embrulhadas em papel caro. Prendas... caras. A do Teddy estava
enrolada em papel de mercearia. Era uma pulseira onde
faltavam já algumas pedras. E um frasco de perfume que
estava a meio. Lembrava-se e... sentiu-se envergonhada
pela primeira reacção.
A professora mudou. Nesse dia, pôs a pulseira que o Teddy lhe dera. Espargiu um pouco de perfume. E quando
o Teddy lhe apareceu... fez questão de pôr a pulseira. Ao
menino não passou despercebido o gesto. Nesse dia, até
lhe dissera que o perfume... era parecido com o da mãe.
Que a professora cheirava como a mãe... e que era a melhor professora.
Daí a uns anos, o menino – que aprendera de novo a viver – acabava o liceu. Tinha sido o melhor aluno. E ao sair
da Escola... voltou a dizer à professora que ela... o ajudara
muito. Que fora a melhor professora. E que lhe lembrava
a mãe.
Mais tarde... uma carta fazia-lhe o convite para ir a um
casamento. Era o Teddy que casava. Foi com o coração em
sobressalto. Queria dizer-lhe o quanto o estimava. Mas
não conseguiu. Só mais tarde, muito mais tarde, quando
um cartão lhe apareceu a convidá-la para o seu doutoramente. O Dr. Theodore... convidava a professora. Na festa,
quase em surdina, o (ainda) menino Teddy foi-se a ela. E
ao ouvido disse-lhe que ela era a melhor professora que
ele tivera. Que fora ela... que o apanhara quando ele estava
a resvalar. Fora ela que lhe dera a possbilidade de ser o que
estava a ser.

A audiência de Francisco com os sem-abrigo decorreu no dia
em que a Igreja honra São Martinho, famoso por ter partilhado a sua capa com um mendigo que tremia de frio na estrada.

A professora agarrou-se a ele. E disse-lhe que não. Que,
ao contrário, fora ele – o Teddy menino – que a ensinara a
ser professora. Até ali... ela não era nada.

O Ano Santo da Misericórdia da Igreja Católica termina no
dia 20, com uma missa celebrada por Francisco, na Praça de
São Pedro.

Não sei. Tirem as lições que quiserem. Para mim, porém,
fica a ideia de que ninguém deve ser julgado à primeira
aparência...! Boa noite, tristeza!

20 . Automobilismo
NOVO TOPO DE GAMA FERRARI ESPIADO A SAIR
DA FÁBRICA

14 Novembro 2016

LUCAS DI GRASSI FOCADO
A 100% NA FÓRMULA E DEPOIS
DA SAÍDA DA AUDI DO WEC
Paulo Alves
– Carlos Moreira

A Ferrari está a trabalhar no substituto do F12 tdf, modelo
que atualmente ocupa o topo da gama ‘normal’ do construtor italiano (sem contar com o exclusivo LaFerrari). O carro
deverá chamar-se F12M e deverá manter o motor V12 de 780
cv, mas poderá ser mais leve e com uma aerodinâmica mais
refinada. Uma versão V8 biturbo também é possível.

WORKHORSE W-15:
A PICKUP DE TRABALHO
COM POTÊNCIA ELÉTRICA

O brasileiro Lucas di Grassi afastou qualquer possibilidade de participar a tempo inteiro noutro campeonato em paralelo com os seus
compromissos com a Fórmula E. O piloto da Audi, que até aqui
acumulava a presença na ABT Schaeffler com a campanha oficial da
marca dos quatro anéis no WEC, vai sair da competição após a decisão da marca de Ingolstadt de abandonar o campeonato, deixando a
Porsche a representar unicamente os interesses do Grupo VW.
E embora pudesse acumular o tempo livre com competições de GT,
di Grassi garante que prefere apenas focar-se a tempo inteiro na
Fórmula E:

“Quero fazer a Fórmula E como o meu principal objetivo e não
quero participar noutro campeonato em paralelo. Quero participar
noutras grandes corridas e gostaria certamente de regressar às 24
Horas de Le Mans se tivesse a hipótese de vencer à geral. Fala-se de
que a Toyota e a Porsche podem inscrever três carros, e eles podem
pensar em mim. Tenho uma proposta para participar em Daytona,
em janeiro, e quero participar novamente em Macau, no FIA GT”,
concluiu.

F1: WOLFF TELEFONOU A VERSTAPPEN PARA FICAR FORA
DA LUTA PELO TÍTULO
Os veículos comerciais também vão ficar elétricos, e não estamos a falar de carrinhas de cargas de tamanho compacto e
para uso urbano. O Workhourse Group, fabricante de sistemas para automóveis elétricos, apresentou os planos de uma
proposta para o segmento das pickups que funciona unicamente com motor elétrico.
A W-15 é uma pickup ‘leve’ (na Europa, seria homologada
como comercial ligeiro com peso bruto de 3500 kg), que consegue extrair uma autonomia máxima de 128 km de baterias de lítio de origem Panasonic. Com este formato, a W-15
serve perfeitamente as necessidades de frotistas em ambiente
urbano.
No entanto, sendo uma pickup, de vez em quando tem que
ir a sítios onde um carro normal não chega, e precisa de motores mais eficazes, existindo uma versão com extensão de
autonomia, com um motor a gasolina a dar potência aos motores elétricos, percorrendo um máximo de 500 km.
A Workhorse W-15 oferece tração integral, com um motor
elétrico em cada eixo (eliminando a necessidade de um túnel
de transmissão, que ocuparia muito espaço, enquanto as baterias seriam integradas no chassis de longarinas, por baixo
do habitáculo. A zona normalmente ocupada por um motor
tradicional oferece uma área de amortecimento de colisão
maior que o habitual.

ABC

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Toto Wolff telefonou a Jos Verstappen, pai de Max Verstappen para
que este fale com o seu filho e lhe diga para ficar fora da luta pelo
título mundial que vai ser travada entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton. E pelos vistos, Helmut Marko não gostou mesmo nada do
telefonema…
Quem o escreve é a Auto Motor und Sport, que faz eco do telefonema: “Pessoalmente gosto dele, os pilotos devem poder expressar-se
e nesse sentido o Max é bom para a Fórmula 1, mas talvez ele deva
ser mais cuidadoso em algumas situações. Se ele tem posto fora o
Nico no México, não seria só eu a estar zangado com ele por interferir desnecessariamente na luta pelo título” disse Toto wolff, que
confirmou a existência do telefonema: “Só quis dizer ao seu pai, que
já conheço há muito, que seria uma vergonha o Max interferir na
luta pelo título com uma manobra pouco ponderada” disse. Mas
Helmut Marko, não gostou: “Isto está a ficar cada vez mais absurdo.
Se o Sr. Wolff quer alguma coisa de nós deve contactar as pessoas
da Red Bull e não o pai do piloto. Nós vamos fazer a nossa corrida.
Não é a mesma coisa que ser dobrado, e por isso podem perceber o
que aconteceria se nos pedissem caminho livre. Nunca testemunhei
uma interferência dessas. Telefonar ao pai de um piloto para o ma-

nipular eu penso que é mau” disse Marko. Contudo Wolff acha que
fez bem: “Ele (Max) confia no pai e é o único que ele ouve. Há uma
espiral grande de histórias acerca do Max e ele não o merece. Se
ele decide o campeonato com uma colisão com o Nico ou o Lewis,
a imagem negativa seria total e eu só quero que ele entenda isso”
disse Wolff.
Esta é uma situação complicada e o telefonema é um erro, e não é
aceitável, pois a este nível todos os envolvidos têm que estar perfeitamente cientes da importância das suas atitudes e ao telefonar ao
pai do piloto, permitindo que a questão se torne pública, está a condicioná-lo pois o que pudesse ser um incidente de corrida pode-se
tornar numa avalanche mediática e não só, para um piloto. De resto, há tanta coisa que pode acontecer numa corrida, e nem sequer
Max Verstappen é o único ‘problema’. Se a Mercedes quer colocar
os seus pilotos fora de qualquer problema com outras equipas, têm
que ser eles a afastar-se desses possíveis problemas. Na verdade se
houve ‘alguém que até aqui interferiu na luta pelo título foi a própria
Mercedes, por exemplo, entre outros, com a ‘explosão’ do motor de
Hamilton em Sepang…

Ainda a tempo . 21

14 Novembro 2016

“São Martinho” em grande...

*O Arsenal do Minho cumpriu
uma vez mais a tradição

Era o Tiago Maroto, vindo de Portugal, não era? Pois... mas
a verdade é que era até muito mais do que isso. Era mesmo
mais do que isso. Era mais do que a própria actuação do
Rancho Folclórico da casa. Era mais do que isso. Quem fez
“grande” a festa foi, de facto, a tradição que nos foi trazida
do lado de lá, do Minho grandioso e garrido.

As pessoas que encheram o grande salão da Local 183...
estavam por ali como se estivessem do lado de lá... talvez
numa festa de aldeia ou de cidade. A sacrificar à tradição que
lhes vem do berço.
A verdade é que por ali, naquela colectividade... tudo tem
sido feito para manter bem viva a tradição de uma das mais
interessantes regiões de Portugal. E todos entendem a força
que é preciso imprimir a este género de colectividades.
Festa agrada... e o clube que a organiza também.
São Martinho... não é?

Cultivar tradições. Pugnar por uma sadia vivência geral entre a nossa gente mais jovem. Dar-lhe, talvez através do folclore, uma razão de ser e estar. E o folclore esteve, sempre,
bem vivo na colectividade.

Mesmo com as concertinas que, no sábado, foram actuando,
actuando... e fazendo com que as pessoas gostassem.
E nem é difícil ser Presidente
Laurinda Araujo, a presidente da Direcção, vai-nos dizendo, desde logo, estar entusiasmada com tudo aquilo. Mesmo
quando lhe perguntámos se era difícil ser presidente. “Não,
não. É um prazer ser presidente, até por ver tanta gente, tanto
minhoto, à nossa volta. Numa festa destas, num São Martinho desta maneira... com uma casa cheia, isto é, afinal, uma
maravilha...”
E a verdade é que tem razão. Muita gente. Muita animação.
Muito entusiasmo.
Tony Letra, a quem chamamos “peso pesado” da colectividade, diz-nos, desde logo, que “tudo está a correr excelentemente”.
Para ele “todas as festas do Arsenal são sempre um êxito e o
êxito é consequência do trabalho que está a ser feito...”
Verdade. E mesmo quando olhamos para a juventude... anotamos que o Arsenal tem mesmo pernas para andar...
De resto, de palavra em palavra... entendemo-nos com um
dos jovens que por ali havia. O Anthony Pires ajudou mesmo
a deambular por entre a juventude. Foi como que repórter
-ajudante. Por toda a parte, a satisfação, a certeza de que a

22 . De tudo um pouco
Comentário Semanal de Economia e Mercados
– Semana de 7 a 11 de novembro

14 Novembro 2016
Parceria ABC / MontePio

Em Portugal cai a taxa de desemprego
Economia portuguesa – Taxa de desemprego caiu no 3.º trimestre, de 10.8% para 10.5%, depois de já ter descido 1.6 p.p. no 2.º
trimestre e após duas subidas consecutivas, caindo agora para mínimos desde o 3.º trimestre de 2009, prosseguindo a tendência
de alívio que vem a evidenciar desde o pico máximo histórico atingido no 1.º trimestre de 2013 (17.5%). Em termos anuais, depois de a taxa de desemprego se ter cifrado em 13.9% em 2014, diminuindo intensamente face aos 16.2% observados em 2013,
assistiu-se a uma nova redução em 2015, para 12.4%. A população desempregada, estimada em 646.5 mil pessoas, diminuiu
11.0% em relação ao ano anterior (-79.5 mil pessoas), ao passo que a população empregada, estimada em 4 548.7 mil pessoas,
registou um acréscimo anual de 1.1% (+49.2 mil pessoas). Em termos prospetivos, prevemos uma nova redução em 2016, para
11.1% (valor revisto em baixa em 0.1 p.p.). Esta nossa previsão está agora abaixo da previsão do FMI (04/10/2016) de 11.2% e
que corresponde também à previsão do Governo (11.2%), na Proposta de Orçamento de Estado para 2017 (OE 2017). Para 2017,
prevemos uma redução para 10.5% (valor revisto em baixa em 0.1 p.p.), neste caso ainda acima do previsto pelo Governo (10.3%).
Tratou-se de uma semana em que foram divulgados os
dados do inquérito trimestral do INE ao emprego, a taxa
de desemprego a fixar-se nos 10.5% no 3.º trimestre, reduzindo-se em 0.3 p.p. depois de já ter caído 1.6 p.p. no 2.º
trimestre e após duas subidas (de +0.2 p.p. no 1.º trimestre
e de +0.3 p.p. no 4.º trimestre de 2015).
A taxa de desemprego também tinha descido intensamente no 2.º trimestre de 2015 (-1.8 p.p.), naquela que
foi a maior redução da atual série histórica e com a qual
tinha superado o anterior máximo histórico observado
no 2.º trimestre de 1998 (-1.3 p.p.), aquando do arranque da Expo 98 (22 de maio).
Com esta descida do 3.º trimestre, a taxa de desemprego
desceu para mínimos desde o 3.º trimestre de 2009, prosseguindo com a tendência de descida que vem a evidenciar
desde que atingiu níveis máximos históricos (17.5%, no 1.º
trimestre de 2013). A descida da taxa de desemprego no 3.º
trimestre esteve associada a uma nova queda do desemprego – a 2.ª consecutiva, após duas subidas, ficando em
níveis mínimos desde o 3.º trimestre de 2009 –, e com o
emprego a contabilizar o 2.º acréscimo, consecutivo, após
três trimestres a cair, atingindo um nível máximo desde o
3.º trimestre de 2011 –, com a subida do emprego a ser
superior à queda do desemprego, traduzindo-se num aumento trimestral da população ativa (+1.0%), depois de
ter subido 0.2% no trimestre anterior e caído 0.8% no 1.º
trimestre, um resultado, assim, mais positivo do que no trimestre anterior e que foi acompanhado de uma descida de
1.1% da população inativa (-0.3% no trimestre anterior),
mas que não impediu uma subida de 0.2% da população
total (-0.1% no trimestre anterior).
O valor da taxa de desemprego continua bastante abaixo do observado no trimestre homólogo de 2015 (-1.4
p.p. vs -1.1 p.p. no 2.º trimestre) – o que acontece pela
13.ª vez consecutiva, após sucessivos agravamentos
entre o 1.º trimestre de 2009 e o 2.º trimestre de 2013,
isto é, na sequência da crise financeira internacional e,
posteriormente, da crise da dívida soberana da Zona
Euro, na sequência da qual Portugal se submeteu a um
programa de apoio –, com o desemprego a evidenciar,
em termos homólogos, uma forte queda e o emprego
um acréscimo.
Considerando os dados ajustados de sazonalidade (cálculos do Departamento de Estudos do Montepio), a taxa de
desemprego no 3.º trimestre é de 10.7%, um valor 0.2 p.p.
superior ao divulgado pelo INE, revelando também uma
diminuição face aos 11.1% estimados para o 2.º trimestre,
continuando a evidenciar uma tendência de alívio face ao
nível mais elevado desde, pelo menos, o 1.º trimestre de
1977 (considerando os dados ajustados de sazonalidade
das séries trimestrais do Banco de Portugal) observado no
1.º trimestre de 2013 e encontrando-se no 3.º trimestre no
menor nível desde o 3.º trimestre de 2009.
Refira-se que esta taxa de desemprego ajustada de sazonalidade para o 3.º trimestre encontra-se ligeiramente abaixo
do valor apresentado pelas estatísticas mensais de emprego do INE, que indicam que a taxa de desemprego para o
trimestre móvel centrado em agosto se cifrou em 10.9%.
Refira-se, no entanto, que são frequentes as discrepâncias
entre as duas estatísticas, atendendo a que o universo das
estatísticas trimestrais do emprego do INE não é equivalente ao das suas estatísticas mensais. Os indicadores mensais são calculados para o subgrupo etário dos 15 aos 74
anos (conforme as regras do Eurostat), o que difere do critério adotado nas estimativas trimestrais do INE (15 e mais
anos, em conformidade com os conceitos da Organização
Internacional do Trabalho em vigor).

Com esta descida, a taxa de desemprego prosseguiu a
tendência de queda que vem a evidenciar desde que atingiu níveis máximos históricos (17.5%, no 1.º trimestre de
2013), uma tendência de alívio que interrompe um período
de deterioração que se verificava desde que a crise do euro
alastrou a Portugal e, no seu encalço, veio o programa de
ajustamento. Não obstante, note-se que a taxa de desemprego permanece historicamente muito elevada, depois de ter
apresentado uma evolução desproporcionada face à queda
do PIB durante a recessão, constituindo um dos principais
constrangimentos para a economia portuguesa.
Em termos anuais, depois de a taxa de desemprego se ter
cifrado em 13.9% em 2014, diminuindo intensamente face
aos 16.2% observados em 2013, assistiu-se a uma nova redução em 2015, para 12.4%. A população desempregada,
estimada em 646.5 mil pessoas, diminuiu 11.0% em relação ao ano anterior (-79.5 mil pessoas), ao passo que a
população empregada, estimada em 4 548.7 mil pessoas,
registou um acréscimo anual de 1.1% (+49.2 mil pessoas).
Em termos prospetivos, prevemos uma nova redução em
2016, para 11.1% (valor revisto em baixa em 0.1 p.p.).

Esta nossa previsão está agora abaixo da previsão do FMI
(04/10/2016) de 11.2% e que corresponde também à previsão do Governo (11.2%), na Proposta de Orçamento de
Estado para 2017 (OE 2017). Para 2017, prevemos uma
redução para 10.5% (valor revisto em baixa em 0.1 p.p.),
neste caso ainda acima do previsto pelo Governo (10.3%).
Note-se que as previsões para a taxa de desemprego estão
envoltas em incertezas adicionais, relacionadas, nomeadamente, com o verdadeiro valor da taxa de desemprego, já
que todas as medidas estatísticas são baseadas em inquéritos e têm erros de amostragem, não se afastando o cenário
de os valores dos últimos trimestres poderem estar subestimados. Na realidade, estas últimas fortes descidas da taxa
de desemprego não parecem ser justificáveis pelo desempenho da economia, fato a que acresce que nos trimestres
anteriores a taxa de desemprego também tinha evoluído em
contraciclo com as descidas do PIB.
Por outro lado, existirão dois outros fatores que não estão
tão correlacionados com a atividade económica: i) os saldos migratórios negativos (37 352 em 2012, 36 232 em
2013, 30 056 em 2014 e 10 481 em 2015); ii) as mudanças
entre a população ativa e inativa, nomeadamente entre o
desemprego (incluído na população ativa) e o desemprego
desencorajado (que faz parte da população inativa e que
assim são classificados por não terem procurado trabalho
nas quatro semanas anteriores à data do registo); iii) o “saldo natural” negativo (houve mais 17 757 mortes do que
nascimentos em 2012, 23 756 em 2013, 22 423 em 2014 e
23 011 em 2015).

Rui Bernardes Serra
RBSerra@Montepio.pt” RBSerra@Montepio.pt

Índia retira notas mais altas
de circulação e lança país no caos
*Objetivo é reduzir a fuga aos impostos mas medida apanhou
os indianos sem estarem preparados.
O Governo indiano retirou de circulação durante a noite as
notas de valor mais elevado, de 500 e mil rupias, mergulhando o país no caos, com os bancos, as caixas multibanco, as
lojas e até as bancas de vendedores de rua encerradas. O objetivo é travar a lavagem de dinheiro numa sociedade onde
a maior parte das transações são feitas em dinheiro corrente
mas a decisão, anunciada pelo primeiro-ministro Narendra
Modi, quinta-feira à noite, deixou os indianos confusos, segundo New York Times.
Todas as notas de 500 e mil rupias deixaram de ter valor a
partir de ontem e as pessoas na posse dessas notas têm de as
depositar num banco até ao final do ano. Contudo, quem está
a fazer depósitos avultados está a ser fortemente taxado pelo
Governo indiano. Os bancos e as caixas automáticas deverão
continuar encerrados, para se prepararem para a enchente de
pessoas que vai querer depositar as suas rupias que saíram
de circulação.
Durante os próximos dias as notas ainda serão aceites em
hospitais, postos de abastecimento, crematórios e outros negócios e serviços considerados essenciais. Muitos indianos,
contudo, foram apanhados desprevenidos. “Tenho três notas
de 500 rupias e cerca de 40 rupias em moedas. Posso comprar comida ou um bilhete de autocarro para casa”, disse ao
New York Times o estudante Ankit Saini.

O indiano escolheu comprar comida. “Mas o que é que vou
fazer amanhã?” A decisão deverá trazer milhões de dólares à
ecomia indiana, que tem sido muito afetada – não só a economia mas também os impostos – por lavagem de dinheiro.
Os negócios usam o que é conhecido por “dinheiro negro”
com as pessoas a usar notas para evitar pagar impostos. E
buscas a políticos e empresários corruptos descobrem que as
pessoas estão na posse de milhões de dólares em rupias, com
as notas a encher dezenas de caixas.
As autoridades descobriram ao longo dos últimos dois anos
e meio 1,25 biliões de rupias, o equivalente a cerca de 18
mil milhões de euros, possuídos ilegalmente. A contrafação
também está a preocupar o governo indiano, que já fez referências indiretas ao rival Paquistão, acusando o país vizinho
de introduzir notas falsas na Índia para penalizar a economia
do país.

14 Novembro 2016

Coisas e loisas . 23

Cartilagem de tubarão

Por: Antonio Custodio Barros
Tel. 416 533-8907
(NhP 7132)

A Cartilagem de tubarão é muito usada e tem uma reputação óptima
no tratamento de várias situações clínicas no organismo. É muito
benéfica e intervém no benefício das funções articulares. Já que contém
condroitina, favorece a qualidade do líquido sinovial que exerce uma
acurada protecção a nível articular, fornecendo uma boa lubrificação
articular, amortecendo os traumas e impactos que podem ocorrer
habitualmente.
A Cartilagem de tubarão também apresenta preciosas propriedades
anti-inflamatórias, tornando-se, por isso. numa boa opção em pessoas
que sofrem de artrite, artoses, processos inflamatórios reumatismais e
até em casos em que se pretenda reduzir as dores e reparar os tecidos
danificados .
Outro benefício da Cartilagem de tubarão consiste na melhoria da
função e reforço do sistema imunológico.
A Cartilagem de tubarão também ajuda na formação e na fixação do
colagenio, podendo associar-se à ingestão de colagenio, dando firmeza
e elasticidade aos tecidos da derme e melhora a saúde dos ossos.
Tem de ser tomada em cápsulas em doses suficientes relativamente a
cada caso.
A Cartilagem de tubarão não se deve tomar em casos de alto nível
de cálcio no organismo, pois aumenta os níveis de cálcio no corpo.
Igualmente deve ser evitada nas pessoas alérgicas ao tubarão .
Uma boa semana!

PREÇOS CONVENIENTES

Holistic Practitioner Aromatherapy
Drainage Lymphatic, Hot Stone Massage
Reflexology, Facial and Microdermabrasion
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-Armazém alimentar em Mississauga precisa de empregados.
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Contactar Joe, 905 896 7245.
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Contactar António, 647 200 1641.
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-Condutores com experiência em conduzir camiões de cimento e
com carta de condução DZ. 416 990 8360.
-Foreman/Pipelayer para trabalho fora da GTA. 647 996 1346.
-Empregada de balcão para padaria/pastelaria em Toronto.
416 535 9993.
-Oportunidade de carreira em loja de instrumentos musicais.
416 651 3332.
-Empregados e condutores para limpar neve. 647 515 7494.
-Pessoa para residir e fazer companhia a pessoa idosa
em Mississauga. 647 492 9665.
-Empregados de armazem com carta de condução G e empregados de balcão para talho. 416 763 1592.
-Companhia hidraulica precisa de maquinista, mecânico e soldador. Contactar António, 905 454 8172.
-Procura-se empregado para trabalhar horas extras e ao fim de
semana a fazer renovações e “fences”. 647 996 1346.
-Empregado ou empregada de mesa para restaurante
em Toronto. 416 603 6522.
-Companhia de armários de cozinha precisa de ajudante
com carta de condução. 416 727 6102.

Clubes e Associações
ACADEMIA DO BACALHAU DE TORONTO - Sexta-feira,
25 de Novembro, Festa de aniverário no salão nobre da Casa do
Alentejo. Informações: 416-254-7060, 907-427-9923,
416-414-9186 ou 416-830-4610.
AMOR DA PÁTRIA – Sábado, 26 de Novembro – Tradicional
Matança do Porco. Casa dos Açores. Jantar com toda a
variedade tradicional das ilhas do Pico e Faial. Música para
dançar com o DJ Marcio. Para mais informações, contactar
Manuela Goulart, 905 274 9488
ou Vanessa Carapinha, 416 970 9533.
ASAS DO ATLÂNTICO - Sábado, 19 de Novembro. Tradicional
Chamarrita à moda do Pico, a principiar às 19h00. Abrilhantado
pelo conjunto Ritz. Informações: 647-771-4818 ou 647-549-1491.
BANDA LIRA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - Sábado, 19 de
Novembro, Festa de Santa Cecília - Igreja de Santa Inês. 16h30 Procissão à volta da igreja. 17h00 - Missa. 19h00 - Espectáculos
com Brien Pacheco, Sandra Pacheco, Banda do Senhor de Santo
Cristo e Henrik Cipriano.
CASA DA MADEIRA COMMUNITY CENTRE - Sábado, 26 de
Novembro: Matança do Porco, às 18h30. Música com o Duo Som
Luso. Informações: 416-795-7553.

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-Procura-se pessoa fluente em Português e Inglês
para escritório em regime parcial.
Mandar currículo para dzerowiczjulie@gmail.com
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condução. Contactar Manuel, 416 783 1540.

Falar com Solange
Tel 416 603 0842

CASA DOS AÇORES - De domingo a sexta-feira, 13 a 18 de
Novembro, XIX Semana Cultural Açoriana. Sábado, 19 de
Novembro: Noite Açoriana, às 19h00, com a actuação de New
Edition Entertainment. Domingo, 27 de Novembro, Festa de
Natal da Terceira Idade, com almoço e matiné dançante pelo DJ
Messias Medeiros. Informações, 289-997-8946.
CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS DE MISSISSAUGA
- Sábado, 19 de Novembro – Festa do Quadragessimo Segundo
Aniversário, com Jantar de Gala, a começar às 7:30 da noite.
Actuação do conjunto Tabu. Reservas pelo 905-286-1311.
GRACIOSA COMMUNITY CENTRE - Sábado, 19 de
Novembro, Noite de Marisco (jantar de gala), com animação do
duo Som Luso. Informações, 416-537-9697.
GRUPO FOLCLÓRICO TRANSMONTANO - Sábado, 19 de
Novembro. Comemoração do 35.º Aniversário, no Renaissance
by the Creek (Mississauga). Actuações de Tânia Barbosa e do
Grupo Folclórico Transmontano. Som a cargo de Five Star
Productions. Informações, 647-286-2257.
PENICHE COMMUNITY CLUB - Sábado, 26 de Novembro,
Convívio natalício e encerramento da época desportiva, no Hall
Terra e Mar, às 18h30. Entretenimento a cargo de TNT, Peter
Serrado e Vitória Azevedo.
PORTUGUESE CULTURAL CLUB OF VAUGHAN - Sábado,
19 de Novembro, Aniversário dos seus Ranchos Folclóricos,
às 17h30, na Local 183. Actuações de Chris Ribeiro, vindo de
Portugal, dos Ranchos Folclóricos “As Estrelas” e “Os Antigos”
do PCCV e da Banda Sagres. Informações: 416-319-7545.

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Informa: José Arruda, 416 884 1148

A Califórnia quer sair dos EUA?

*“Calexit” ganhou força com a eleição
de Trump

Se se tornasse independente, seria a sexta maior economia do Mundo,
à frente da França ou da Índia. Calexit ganhou força com a vitória de
Trump.

Bem, os números da economia californiana são sólidos. Se se tornasse independente, seria a sexta maior economia do Mundo, inclusive à
frente da França ou da Índia, de acordo com os números de 2015 do
Fundo Monetário Internacional. Os EUA continuariam a ser a maior
economia, seguidos da China, do Japão, da Alemanha e do Reino Unido. A Califórnia surgiria em sexto, seguida da França, da Índia, da Itália e do Brasil.
A Califórnia é, ainda, o estado norte-americano onde o PIB cresceu
mais depressa nos últimos dois anos: 3,2%.

Os tweets de Shervin foram apoiados por outros líderes de empresas
tecnológicas, como o antigo CEO do Chezzburger, Ben Huh, e o empreendedor Dave Morin.

O #Calexit não é um mero movimento de protesto, garantem os
apoiantes, mas há quem proponha a saída do estado dos EUA apenas durante a presidência de Trump. Foi o caso do co-fundador da
Hyperloop One, Shervin Pishevar, que declarou estar disposto a financiar uma campanha real para a Califórnia se tornar independente.

Surgiu entretanto um site pró-secessão, chamado Yes California, que
está a aceitar donativos. “Em 2016, o Reino Unido votou a saída da comunidade internacional (UE) com o voto no Brexit. O nosso referendo
“Calexit” será para a Califórnia entrar na comunidade internacional”,
alega o site.

A Califórnia pode abandonar os EUA, segundo o Yes California, se
uma emenda para o efeito for proposta e aprovada por dois terços da
Casa dos Representantes e pelo Senado. Após aprovação, seria enviada
à legislatura de cada estado para ser considerada e teria de ser aceite
por pelo menos 38 dos 50 estados. Na História dos EUA, só foram feitas
17 emendas, portanto as possibilidades de o #Calexit ser bem-sucedido
são muito baixas.

Nova ponte de ligação Detroit- Windsor

THE CANADIAN PRESS/Dave Chidley
A Autoridade da Ponte Windsor-Detroit emitiu um pedido
formal de propostas para três equipas de finalistas que disputam a construção da gigantesca Ponte Internacional Gordie
Howe que liga as duas cidades.

ENTREGAS
GRATUITAS

Ovos Castanhos
$2.49 Cada Duzia

As três equipas têm agora vários meses para apresentar as
suas propostas. Cada equipa é constituída por várias empresas internacionais com experiência em arquitetura, engenharia, construção, finanças, direito e operações de ponte.
A Autoridade da Ponte Windsor-Detroit vai escolher uma

Talho e Salsicharia
Bacalhau Norwuega
Large e X-Large
$5.99 /lb

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equipa vencedora em aproximadamente um ano, e as negociações formais para um acordo completo devem ficar finalizadas em cerca de um ano e meio.
A construção da ponte de seis vias de circulação, de 1,5 milhas (pouco mais de 2,4 quilómetros), que abrangerá o rio
Detroit e ligará Detroit a Windsor, Ontário, deverá levar
quatro anos, com a abertura prevista para 2022. O tempo necessário para construir a ponte pode variar dependendo do
tempo que a equipa vencedora precisar.
Detroit e Windsor estão ligadas pela Ponte Ambassador, que
abriu ao tráfego em 1929, e pelo túnel Detroit-Windsor, que
abriu um ano mais tarde.
Responsáveis disseram que a nova ponte criará milhares de
empregos e deixará um legado duradouro da parceria essencial entre o Canadá e os Estados Unidos. “A ponte internacional Gordie Howe abrirá portas para os mercados globais e
aumentará as relações comerciais essenciais entre o Canadá,
Michigan e os Estados Unidos”, disse o governador Rick Snyder em comunicado.
Segundo os responsáveis, já começaram os trabalhos nos
portos de entrada de ambos os lados da fronteira.
A nova ponte vai receber o nome da lenda do hóquei dos
Detroit Red Wings, Gordie Howe, que morreu em junho.

Rui Gomes

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