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PONTE EM LAJE ESCONSA

ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO

MICHEL TOUMA DAHER

Projeto Final de Curso apresentado ao corpo docente do Departamento de
Mecânica Aplicada e Estruturas da Escola Politécnica da Universidade Federal do
Rio de Janeiro, como requisito para obtenção do título de Engenheiro Civil.
Aprovado por:

_____________________________________

Cláudia Ribeiro Eboli
Prof.ª Associada, D.Sc., EP/UFRJ
(Orientadora)

_____________________________________
Sergio Hampshire C. Santos
Prof. Associado, D.Sc., EP/UFRJ

_____________________________________
Fernando Celso Uchôa Cavalcanti
Prof. Adjunto, M.Sc., EP/UFRJ

JUNHO / 2010
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Agradecimentos
Agradeço a todos que contribuíram para a realização deste trabalho e para a
conclusão da graduação em engenharia civil, em especial a (aos):

Deus, pelas oportunidades que recebi;

Minha família, por estar sempre presente;

Meus amigos, por apoiarem minhas decisões;

Prof.ª Cláudia Ribeiro Eboli, minha orientadora, pela colaboração e confiança;

Demais professores e funcionários da engenharia civil da UFRJ, principalmente
os do Departamento de Mecânica Aplicada e Estruturas, que participaram desta
fase da minha vida e foram também responsáveis por diversas conquistas.

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Resumo da Dissertação apresentada ao DME/POLI/UFRJ como parte dos requisitos
necessários para obtenção do grau de Engenheiro Civil.

Título
PONTE EM LAJE ESCONSA
ANÁLISE E DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO

Junho/2010
Orientadora: Professora Claudia Éboli
Curso: Engenharia Civil

- Objetivo: Análise e dimensionamento à flexão de uma ponte em laje esconsa;
- Análise elástica utilizando modelo em elementos de casca pelo programa SAP 2000,
versão 12;
- Dimensionamento à flexão utilizando o método de Leonhardt, para armaduras
ortogonais, e o método de Wood & Armer, para armaduras não ortogonais.

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............................................................................................ Introdução ..................................................................................................2. Desenhos esquemáticos. Modelo Estrutural .......................................................... 21 4. 34 5.. 27 4..............................6....2.............................. 11 3.......... 31 DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO ............ 10 MODELO E CARREGAMENTOS .....2....................................... Pavimentação e Recapeamento................................................... 38 5.............................................. 4........................ 34 5........................................ 8 2......................................... 22 4........ 6 1.....4.......................................2............ 14 RESULTADOS DA ANÁLISE ............................................................................ Chapa com Armaduras Ortogonais ................... 5............................................. Introdução .................................................................................2......................................................... 13 3..3........................ Laje com armaduras ortogonais ........................... 23 4....... 24 4........................ Escopo do trabalho.Sumário 1..........................4. Materiais ................................................1........... Carga Móvel . Introdução ............................... 21 4.. 8 2.... 2..........2........................................................................ 28 4..........1..................................................................................6........4.............. Peso..................................... 11 3.................Próprio ................................ Efeito da esconsidade .................................................................................................6........................ 26 4.... 6 PONTE EM LAJE ESCONSA ............................................................5......................................................... 8 2......... 34 5................... 11 3............3......... 6 1............................................2................................................................................................................................1......................1........................................................................................................................... Guarda Rodas .................................. Carga Móvel ...............................................1..................... 39 4 ............................................ Objetivo e Motivação ............... Combinações dos esforços ............2........................................................ Determinação do Ângulo ϕ de Inclinação das Fissuras............................... Introdução ....... 34 5.........................4.3...........................1.2...........................2......... 34 5............... Método de Leonhardt ................................ Carregamentos Atuantes ......2.................................................................1.........................................................................2.................................................................................. INTRODUÇÃO ....................................................................... Envoltória da carga móvel ...................... 13 3.................................... Cargas Permanentes... Introdução .........................1................................. 12 3.................4...................... Regiões de interesse de dimensionamento .3............................................................... 3..............

...... 5..3...........................................................................4..........5.............. 6.............. 55 5........5.................................... 54 5.............................................................................. Critério de escoamento ...........5.2............................ Resumo ....... O Método .. Dimensionamento da laje do projeto utilizando Wood & Armer .................................. 42 Resumo das armaduras ............................................................................. Dimensionamento da laje do projeto utilizando Leonhardt .2...........................................................2...3............................................3.................... 46 5............................................3........................................3...............41 5.................... Introdução ........ Sugestão para futuros trabalhos ........................3.................2. Dimensionamento de lajes com armadura obliqua em relação aos momentos principais ......1....... 7............3.. Método de Wood & Armer ........ 46 5.................................................................................6. 50 5.....................4................................................................... 67 5 .......... 66 Bibliografia ............................................................................... 65 6.......................................................................... 46 5........... 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................... Conclusão e comparação entre os métodos ........1................................................ 65 6.....

O objetivo deste trabalho é dimensionar a ponte utilizando dois métodos distintos e fazer uma comparação dos resultados. onde poderão ser verificadas as características geométricas. 1. No terceiro capítulo será apresentado o modelo de análise em elementos finitos. O primeiro método. entre eles a carga móvel.2. permite dimensionar armaduras em malha ortogonal ou não ortogonal entre si. juntamente com os carregamentos atuantes. INTRODUÇÃO 1. 6 . No segundo capítulo serão fornecidos os dados da estrutura.1. materiais utilizados e as regiões de interesse para o dimensionamento. de Leonhardt. Objetivo e Motivação A utilização de programas computacionais na realização de projetos estruturais é cada vez mais comum. Ao final de cada método. Esse trabalho surgiu devido à necessidade de se estudar métodos para resolver o problema específico de armaduras dispostas fora das direções principais. No quinto capitulo serão apresentados e aplicados os métodos de dimensionamento de armaduras não coincidentes com os eixos principais de flexão. A partir de esforços de flexão concomitantes. de Wood & Armer. bem como introduzir os principais itens que serão discutidos no desenvolvimento do projeto. gera armaduras esconsas em relação às direções principais. No decorrer do projeto serão definidas as características da laje e seus carregamentos. será feito o dimensionamento das armaduras para fins comparativos. porém ortogonais entre si. ângulo de esconsidade. como é o caso da laje esconsa.1. Escopo do trabalho No primeiro capítulo são apresentados os motivos da elaboração do presente trabalho. No quarto capítulo serão fornecidos os diagramas de momento fletor devido aos carregamentos atuantes e suas respectivas combinações. sendo estas fundamentais para a modelagem computacional no programa SAP 2000. O segundo método. será feito o dimensionamento do tabuleiro utilizando dois métodos.

O sexto e último capítulo, faz-se uma breve comparação entre os métodos de
dimensionamento, além de indicar sugestões para trabalhos futuros utilizando o mesmo
tema.

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2. PONTE EM LAJE ESCONSA
2.1.

Introdução

Para vencer um pequeno vão da travessia de um rio esconso em relação à
rodovia, optou-se em executar a ponte em laje maciça. A vantagem desse modelo de
ponte permite fazer um ajuste aproximado das armaduras segundo as direções
principais.
O tabuleiro da ponte se apóia sobre os aparelhos de apoio de neoprenes que por
sua vez se apóiam nos encontros. O presente trabalho só trata da análise e do
dimensionamento da superestrutura à flexão.

2.2.

Desenhos esquemáticos

Podem-se verificar nesse item os desenhos esquemáticos utilizados para fazer a
modelagem e a análise da laje.

Barreira Lateral

Barreira Lateral

Figura 2.1 – Planta de Situação

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Neoprenes
2%

2%

Neoprenes

Figura 2.2 – Vista Inferior (m)
Observam-se na figura anterior as características determinantes no projeto de
laje esconsa, segundo [8]:
1- Ângulo de esconsidade β: de modo geral as lajes esconsas apresentam ângulo
de esconsidade entre 20º e 70º. O efeito da esconsidade pode ser desprezado
para β maiores de 70º. A laje do presente projeto possui esconsidade bastante
acentuada, com β=40º;
2- Relação b/l: onde b é a largura da laje perpendicular ao eixo da ponte e l é o
vão medido perpendicularmente em relação aos apoios. A relação
b/l=14,86/9,65=1,54.
3- Tipo de apoio: articulado (simplificação para os neoprenes).

Figura 2.3 – Corte no centro da laje paralelo aos bordos apoiados (m)
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Materiais São apresentadas a seguir as características dos materiais utilizados: Concreto: fck=35 MPa . 3 O preso específico utilizado para o concreto armado é γ = 25kN / m .3.2. Aço: CA-50. 10 .

MODELO E CARREGAMENTOS 3.5 m).3. como se pode observar a seguir: 11 . Para o presente trabalho escolheu-se definir a laje como um elemento de casca.1. Porém a análise foi realizada apenas para as cargas verticais. comportamento este que pode ser encontrado na sobreposição das placas e membranas. 3.2. uma vez que esta apresenta rigidez aos esforços em todas as direções. com faces paralelas aos bordos da laje e 1470 nós. Modelo Estrutural O modelo é apresentado a seguir. Introdução O modelo escolhido para realizar a análise elástica foi em elementos finitos.5 m X Figura 3.5 x 0. já o eixo local 2 (representado em branco) tem a direção de Y. Y 0. que são paralelas aos eixos globais. Observar que os apoios de 2º gênero representam os neoprenes.2 é apresentada a orientação dos eixos locais. sendo o eixo local 1 (representado em vermelho) coincidente com a direção do tráfego e com o eixo global X. A laje foi divida em uma malha contendo 1393 elementos de casca (0.1 – Modelo em elementos finitos Na figura 3.5 m 0.

3 – Esquema da laje De um modo geral temos: . Bordo Apoiado Bordo Livre Bordo Apoiado Bordo Livre Figura 3. Regiões de interesse de dimensionamento Na prática o dimensionamento à flexão da laje se limita a poucos pontos. pois usualmente são os pontos onde os momentos apresentam seus valores máximos [8].A é o ponto onde apresenta o maior momento fletor positivo no vão na região do bordo livre. 12 . .3.B é o ponto onde apresenta o maior momento fletor positivo no vão na região central.E é o ponto onde apresenta o maior momento fletor negativo devido a influência do canto do ângulo obtuso.2 – Eixos Locais 3. .Figura 3.

gerando um carregamento por unidade de área.Guarda-Rodas Localizados nos bordos livres da laje.Recapeamento Considerado 2 kN/m2.4. multiplicando o valor do peso específico do concreto pela altura. 3.7 ⋅ 20 = 1.2.3.4. Carregamentos Atuantes Como o modelo adotado é isostático.4kN / m 2 3. 3.4. As ações podem ser dividas em permanente e móvel: 3.1..1.1.Pavimentação Foi utilizado uma altura média de 7 cm e peso específico de γ = 20 kN / m 3 : q pav = 0.217 ⋅ 25 = 5. o efeito da temperatura pode ser desconsiderado. O carregamento por metro linear é achado utilizando a área de uma seção típica da barreira e multiplicando pelo valor do peso específico do concreto: q g −c = 0.D e C são pontos auxiliares.4.1. para o caso de colocação de novas camadas de pavimentação.425kN / m 13 . Cargas Permanentes 3.4. atuando em toda laje.4. Por simplificação foi adotado altura de 65 cm para toda a laje.4. 3.Peso Próprio da Laje O programa SAP 2000 calcula automaticamente essa ação.1.1.

2.1. acarretando valores mais desfavoráveis.4. O veículo de projeto pode ser observado na figura a seguir: Figura 3. entretanto não influenciaria na comparação dos métodos.2.Trem-Tipo É utilizado o trem-tipo Classe 45 [2].4. Notar que a carga de multidão também foi considera no interior do veículo. 14 .3. Tal consideração provocaria pequenas alterações nos resultados dos esforços. Carga Móvel 3.4 – Trem-tipo – TB-45 As cargas das rodas não foram espraiadas no plano médio da laje. A seguir segue a representação do trem-tipo TB-45 utilizado no programa SAP 2000.

007 ⋅ l = 1. 3.6 – Eixo da Lane 15 .007 ⋅ 14 = 1.4 − 0.2. versão 12.302 . como pode ser observado abaixo: Figura 3.Aplicação da Carga Móvel No SAP 2000. Foi considerada uma pista de eixo centrado. onde l é o vão da laje.4.5 – Trem-tipo – TB-45 – modelo SAP 2000 O coeficiente de impacto será utilizado nas combinações e vale: φ = 1.2.4 − 0.Figura 3. o comando “Lane” é utilizado para definir a pista para o veículo tipo.

2. 3. gerando assim envoltórias de máximos e mínimos (item 4.2).Ponto A – meio do bordo livre Figura 3.Depois de criada a “Lane”.1. as superfícies de influência para os pontos de interesse A. para exemplificação. criou-se um carregamento chamado de “Moving Load”.5.3.Superfícies de influência Seguem. . Os sinais das superfícies obedecem à convenção da figura 4.M11 – Ponto A 16 . cuja forma retangular representa a “Lane”. B e E. Este carregamento permite a atuação do veiculo tipo sobre a laje.7 – SI . Os esforços devido à carga móvel são gerados a partir do carregamento das diversas superfícies de influência pelo trem-tipo para todos os pontos.4.

Figura 3.9 – SI –M12 – Ponto A 17 .8 – SI – M22 – Ponto A Figura 3.

11 – SI –M22 – Ponto B 18 .10 – SI –M11 – Ponto B Figura 3.Ponto B – meio laje Figura 3..

Ponto E .13 – SI –M11 – Ponto E 19 .vértice do ângulo obtuso Figura 3.Figura 3.12 – SI –M12 – Ponto B .

14 – SI –M22 – Ponto E Figura 3.15– SI –M12 – Ponto E 20 .Figura 3.

Figura 4.1 – Notação de sinais – SAP 2000 21 .4.1. Introdução Todos os resultados que serão apresentados neste capítulo seguem a notação e os sinais da figura abaixo. RESULTADOS DA ANÁLISE 4.

as direções principais seguem a direção da bissetriz e a direção circunferencial centrada no vértice. Já na região inferior e superior. Observando agora a região dos vértices obtusos.2 – Direção dos momentos principais – Peso-próprio Verifica-se claramente na figura acima a tendência da direção principal de momentos (maior) na região central ser perpendicular aos bordos apoiados. A seguir seguem os momentos extremos segundo os eixos locais para cada carregamento. para o efeito de peso-próprio. Bordo Livre Bordo Apoiado Bordo Apoiado Bordo Livre Figura 4. como se observa na figura a seguir.4. a tendência é da direção principal ficar paralela aos bordos livres. Efeito da esconsidade O programa fornece as trajetórias dos momentos principais da laje. 22 .2.

4.Próprio 144 84 90 155 -64 Figura 4.3 – M11 ( kNm/m ) – Peso Próprio 6 107 86 9 98 Figura 4. Peso.3.4 – M22 ( kNm/m ) – Peso Próprio 23 .

4.-49 -70 -93 -108 -113 Figura 4.5 – M12 ( kNm/m ) – Peso Próprio 4. Pavimentação e Recapeamento 29 17 32 30 -20 Figura 4.6 – M11 ( kNm/m ) – Pavimentação e Recapeamento 24 .

8 – M12 ( kNm/m ) – Pavimentação e Recapeamento 25 .7 – M22 ( kNm/m ) – Pavimentação e Recapeamento -10 -14 -19 -22 -23 Figura 4.2 22 16 3 20 Figura 4.

4.5.5 11 Figura 4.5 -0.10 – M22 ( kNm/m ) – Guarda .Rodas 26 .5 3 10 -4 Figura 4.Rodas 1 4 -1.9 – M11 ( kNm/m ) – Guarda . Guarda Rodas 11 -0.

11 – M12 ( kNm/m ) – Guarda – Rodas 4. Carga Móvel As superfícies de influência de todos os pontos são carregadas pelo trem-tipo de projeto (TB-45) e como resultados têm-se os esforços máximos ou mínimos. É válido ressaltar que as envoltórias das solicitações não são concomitantes. Os esforços concomitantes serão apresentados em forma de tabela mais adiante. pois o programa SAP 2000 não fornece saída gráfica.6. 27 .-6 -2 -8 -12 -15 Figura 4.

4.4. Envoltória da carga móvel Seguem as envoltórias dos esforços para todos os pontos da laje. Envoltória de Máximos 186 65 95 127 12 Figura 4.12 – M11 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Máximo 17 75 70 14 30 Figura 4.6.13 – M22 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Máximo 28 .1.1.1.6.

15 – M11 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Mínimo 29 .6.14 – M12 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Máximo 4.5 -200 Figura 4.1.3 -0.5 0.10 0.2.3 -0.5 0.5 36 Figura 4. Envoltória dos mínimos -0.2 -2.

3 -0.-10 -0.6 -41 Figura 4.6 -0.17 – M12 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Mínimo 30 .16 – M22 ( kNm/m ) – Carga Móvel – Mínimo -75 -26 -70 -102 -140 Figura 4.

1 – Combinações .ELU Segue novamente a figura contendo os pontos de interesse para o dimensionamento: Figura 4.5 x Φ Comb 4 1 1 1 Tabela 4. Carregamento Peso-próprio Pav.35 Carga Móvel (+) 1.5 x Φ 1. com os coeficientes de majoração prescritos em [2].2.35 1.5 x Φ 1. + Rec Barreira lateral Comb 1 1. O Acidental Permanente coeficiente de impacto Φ será inserido nas combinações.6.35 1 1.35 Combinação Comb 2 Comb 3 1 1.35 1 1. Combinações dos esforços Os esforços obtidos para cada carregamento devem ser combinados para se obter a solicitação de projeto no ELU.4.18 – Regiões de interesse A tabela resumo a seguir se refere a resultante dos esforços devido as cargas permanentes: 31 .35 1.5 x Φ - - Carga Móvel (-) - - 1.

92 69.80 23.71 0.00 0.92 69.46 2.56 1.28 152.61 .56 1.26 69.2 – Resultantes dos esforços (kNm/m) – carga permanente A tabela para carga móvel apresenta os esforços concomitantes.59 4.50 - M12 0.120.28 87.26 139.81 0.71 0.24 139.46 2.87.56 25.81 0.50 0. e não para os máximos e mínimos.10 10.59 8.45 55.14 72.17 84.66 0.03 76.64 .02 0.45 55.70.88.80 - M22 8.34 102.03 0.50 0.22 43.39 100.58 Tabela 4.81 0.29 .17 10.00 0.09 98.59 4.55 125.00 0.10 10.58 1.03 76.58 1.152.56 25.87 Tabela 4.22 43.40 0.39 129. Região A A A A A A B B B B B B C C C C C C D D D D D D E E E E E E Solicitação Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 - M11 152.59 8.59 84.24 139.50 90.46 2.80 23.45 55.143.82 0.10 69.14 72.40 0.3 – Esforços concomitantes (kNm/m) – carga móvel 32 .50 1.81 M12 .82 0.02 0.26 69.71 0.14 23.39 .03 76.02 0.66 0.28 87.46 0.46 0.03 0.56 25.50 90.82 0.28 87.28 69.46 0.28 152.11 12.58 .17 84.84 Solicitação M22 9.Região A B C D E M11 184.03 0.09 98.40 0.56 1.59 4.30 133.09 98.19 202.22 43.66 0.24 72.92 90.

270.161.26 272.61 135.09 179.270.97 129.53 37.193.29 169.98 545.70 .168.20 11.26 248.09 179.55 .97 129.65 .61 135.90 166.53 270.50 273.89 .25 .98 311.32 545.37 345.341.4 – Valores de cálculo no ELU para momentos concomitantes .398.75 .89 .14 M22 28.270.90 166.37 345.14 74.26 248.38 .12 16.53 .341.46 351.90 166.32 273.53 .61 135.25 .60 .83 351.26 272.(kNm/m) 33 .46 351.26 272.398.15 .60 .168.09 179.204.12 16.161.117.180.57 .34 74.57 .70 .A tabela a seguir mostra os valores das combinações.29 169.15 .168.46 M12 94.291.15 .57 .291.75 .341.65 .55 94.25 .26 248.117.41 28.398.53 .38 .193.37 37.89 .60 Tabela 4.97 129.34 311.38 .20 11.65 .14 74.55 94. Região A A A A A A B B B B B B C C C C C C D D D D D D E E E E E E Solicitação Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 Máx M11 Mín M11 Máx M22 Mín M22 Máx M12 Mín M12 M11 545.83 270.50 545.20 11. para momentos concomitantes.70 .32 545.193.204.98 545.117.29 169.41 28.161. que serão utilizados no dimensionamento.34 311.204.83 270. já feitas às combinações.180.75 .50 273.180.12 16.41 345.291.53 37.

2. o que torna inviável o posicionamento das armaduras segundo essas direções. em alguns casos práticos. Verifica-se também que as faces do elemento são paralelas as direções principais e as armaduras formam uma malha ortogonal nas direções x e y não coincidente com as direções principais 1 e 2.5. essa disposição não é a mais adequada do ponto de vista construtivo. dessa forma. método usado apenas para armaduras ortogonais entre si e oblíquas em relação às direções principais. 5.1. a armadura absorve diretamente os esforços de tração do concreto ficando perpendiculares as fissuras. 34 .2. DIMENSIONAMENTO À FLEXÃO 5. Nos parágrafos seguintes segue um breve desenvolvimento do método e sua aplicação para a laje esconsa da ponte do trabalho aqui desenvolvido. Introdução Sabe-se que a posição ótima para colocação das armaduras é segunda a direção das tensões principais de tração ou dos momentos principais. e por isso a fadiga não será verificada.1. Não ocorre inversão de sinal dos momentos. Entretanto.2. É intuitivo notar que. Chapa com Armaduras Ortogonais Por simplicidade.2. Introdução Como demonstrado anteriormente. O método será desenvolvido inicialmente para chapa e posteriormente será adequado para lajes. serão apresentados dois métodos práticos de dimensionamento que permitem realizar o projeto de forma mais simples do ponto de vista prático e em seguida os métodos serão comparados. 5. Método de Leonhardt 5. A seguir. o método foi desenvolvido utilizando apenas uma malha de armadura no plano médio da chapa. as direções dos momentos principais variam em cada ponto da laje. como é o caso da laje esconsa.

A chapa está sendo solicitada pelos esforços normais externos N1 e N2. as forças resistentes de Z = σ sy ⋅ Asy tração são Z x = σ sx ⋅ Asx e y . e para a armadura. A . D b = σ b ⋅ d ⋅ 1 . . verifica-se uma força resistente de compressão no concreto. . que atuam em um comprimento unitário: N1 = σ 1 ⋅ h ⋅ 1 (5. entre as fissuras.σ 1 e σ 2 são as tensões segundo as direções principais. onde σ 1 é sempre maior que σ 2 .α é o ângulo entre a direção do eixo principal 1 e o eixo x. tal que se adota positiva para tração e negativa para compressão.ϕ é o ângulo entre a direção das fissuras e o eixo y. 35 .1) N 2 = σ 2 ⋅ h ⋅ 1 = k ⋅ N1 k ≤1 Ao analisar os esforços internos.Figura 5. .1 – Solicitações – chapa [7] Segue a seguir a nomenclatura e a convenção utilizada no método: .Asx e sy são as armaduras por metro nas direções x e y respectivamente.σ b é a tensão de compressão no concreto.

2 – Equilíbrio de forças – comprimento uniário [7] N 1 ⋅ b1 − Z x ⋅ b x ⋅ cos α − Z y ⋅ b y ⋅ sen α = 0 (5. utiliza-se uma seção de comprimento unitário normal a fissura (figura 5.2).Considerando-se uma seção de comprimento unitário ao longo da fissura e fazendo-se o equilíbrio das forças (figura 5. pode-se colocar em evidência as forças resistentes das armaduras: Z x = N 1 ⋅ cos 2 α ⋅ (1 + tg α ⋅ tg ϕ ) + N 2 ⋅ sen 2α ⋅ (1 − cot g α ⋅ tg ϕ ) (5. tem-se: 36 .3) e fazendo-se novamente o equilíbrio. resta achar a força de compressão do concreto.2): Figura 5.2) N 2 ⋅ b 2 − Z y ⋅ b y ⋅ cos α + Z x ⋅ b x ⋅ sen α = 0 Utilizando-se as relações geométricas entre as faixas bi (figura 5. Portanto.3) Z y = N1 ⋅ sen2α ⋅ (1 + cot gα ⋅ cot gϕ ) + N 2 ⋅ cos2 α ⋅ (1 − tgα ⋅ cot gϕ ) Já conhecidas as forças de tração na armadura.

Zy e Db: Z x + Z y − Db = N 1 + N 2 (5. chega-se a equação de verificação dos valores de Zx.Figura 5.5) 37 .3.3 – Equilíbrio de forças – largura uniária [7] D b = − N 1 ⋅ b1 ⋅ sen (ϕ − α ) − N 2 ⋅ b 2 ⋅ cos (ϕ − α ) + Z x ⋅ b x ⋅ sen ϕ + Z y ⋅ b y ⋅ cos ϕ Substituindo os valore de Z x e Z y na equação anterior: Db = ( N1 − N 2 ) ⋅ sen 2α sen 2ϕ (5.4) Considerando as relações geométricas da figura 5.

5. Laje com armaduras ortogonais Os esforços normais podem ser reescritos utilizando a razão momento e braço de alavanca: Figura 5.2.6) m2 zm Fazendo as devidas substituições.4 – Solicitações – laje [7] N1 = m1 zm N2 = (5.7) sen2α sen2ϕ 38 . tem-se m x = Z x ⋅ z x = m1 ⋅ cos 2 α ⋅ (1 + tg α ⋅ tg ϕ ) + m 2 ⋅ sen 2α ⋅ (1 − cot g α ⋅ tg ϕ ) m y = Z y ⋅ z y = m1 ⋅ sen2α ⋅ (1 + cot gα ⋅ cot gϕ ) + m2 ⋅ cos2 α ⋅ (1 − tgα ⋅ cot gϕ ) Db ⋅ z m = (m1 − m2 ) ⋅ (5.3.

Os lados do triângulo estão sujeitos as deformações: εx = εy = εb = σ sx Es σ sy Es (5. como demonstrado na figura a seguir.5.5. Figura 5.5 – Deformações de um elemento de chapa [7] Com a solicitação da compressão do concreto Db . onde o concreto se encurta. faz-se necessário utilizar as condições de compatibilidade das deformações. o triângulo em questão sofre deformações.4. Primeiramente. e que os triângulos têm a mesma altura: 39 .8) σb Eb Chega-se geometricamente ao tamanho dos lados do triângulo tracejado representados na figura 5. considera-se o triângulo retângulo formado pelo comprimento unitário da fissura e as direções das armaduras. Partindo do princípio que não há mudança da direção das alturas dos triângulos. Determinação do Ângulo ϕ de Inclinação das Fissuras Para encontrar o ângulo ϕ .2. no regime linear e elástico.

[(1 + ε x ) ⋅ senϕ ]2 − [(1 − ε c ) ⋅ sen2ϕ ]2 = [(1 + ε y )⋅ cosϕ ]2 − [(1 − ε c ) ⋅ cos2 ϕ ]2 (5.12) Então: ϕ = 45º . Então. 40 .10) Substituindo as deformações pelas correspondentes tensões: ε y σ sy = ε x σ sx εx Zz = ε c ν ⋅ Dc σ sy   D = tg 2ϕ ⋅ 1 +ν c (1 − cot g 2ϕ ) zx σ sx   ν = ρx (5. tem-se que σ sx = σ sy e desprezando termo muito pequeno ν σ sy = 1 = tg 2ϕ σ sx Dc : zx (5.9) Desprezando os termos de segunda ordem e resolvendo os termos em relação à εy εx : εy  ε  = tg 2ϕ ⋅ 1 + c (1 − cot g 2ϕ ) εx  εx  (5. considera-se que as armaduras nas duas direções são solicitadas em suas totalidades e ao mesmo tempo. Valor coerente com a consideração anterior de ambas as armaduras estarem solicitadas com a mesma intensidade e como conseqüência.11) ES Ec Para simplificar os cálculos. torna-se o ângulo que produz a solução mais econômica.

Momentos com sinais contrários: .Momentos de mesmo sinal: m1.Armadura Negativa m1. chegam-se as equações simplificadas dos esforços internos: mx = Z x ⋅ z x = m1 + m1 − m2 ⋅ sen2α ⋅ (1 − tgα ) 2 m y = Z y ⋅ z y = m2 + m1 − m2 ⋅ sen2α ⋅ (1 + tgα ) 2 (5.5.13) Dc = (m1 − m 2 ) ⋅ sen 2α Os momentos principais e o ângulo α formado podem ser encontrados através das seguintes equações: .2. 2 = M x +M y 2 tan 2α = Mx −My ±  2  2   + M xy 2  2 ⋅ M xy Mx −My .Armadura Positiva m1. 2 = M x +M y tan 2α = 2 Mx −My m  2  2   + M xy 2  (5.15) 2 ⋅ M xy Mx −My 41 . 2 = M x +M y 2 tan 2α = Mx −My ±  2  2   + M xy 2  (5.14) 2 ⋅ M xy Mx −My . Dimensionamento de lajes com armadura obliqua em relação aos momentos principais Utilizando a consideração do item anterior.5.

50 30.066 kmd 0.Leonhardt A seguir serão apresentadas tabelas de dimensionamento para as diversas regiões de interesse.25 8. Os momentos estão kNm/m.030 M11 545.25 8.34 Rsd (kN) 244.89 180.982 M12 94.028 0.960 kz 0.019 0.41 - kz 0.55 Rsd (kN) 1.337.1 – Região A – Método de Leonhardt 42 .07 As (cm2/m) 8.938 0. o dimensionamento a flexão torna-se direto.09 428.50 Tabela 5.13 345.25 my As min (cm2/m) 0.32 kx 0.18 0.098 0.101 kx 0.86 191.5 12.11 383.5 12.26 248.2.25 8.20 11.78 876.33 86.16 Momentos Principais m1 m2 α (rad) 562. As direções das armaduras utilizadas no método podem ser observadas na figura a seguir: Figura 5.81 Momentos mx my 640.044 M22 28.00 Bitola (mm) Esp( cm) 12. Região A Região A A Solicitação Máx M11 Mín M11 Solicitação Máx M11 Mín M11 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.989 0.154 0.96 Bitola (mm) Esp( cm) 20 10.5.77 20.80 - mx 2 As min (cm /m) 11.6 – Direção Armaduras .50 12.16 As (cm2/m) 8.16 123.00 16 10. Dimensionamento da laje do projeto utilizando Leonhardt Em posse dos valores dos momentos nas direções x e y.25 8.6.

095 kx 0.50 12.64 327.57 kmd 0.69 358.5 10.114 0.25 8.037 kx 0.61 Momentos mx my 738.Região B Região B B Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 273.050 0.25 0.12 11.00 16 10.55 0.033 kx 0.50 M22 M12 345.69 As (cm2/m) Momentos mx my 390.25 my As min (cm2/m) 35.50 20 10.45 Solicitação Máx M11 Mín M11 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.26 272.48 28.70 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.75 my As min (cm2/m) 15.168.180 0.75 9.084 kz 0.148 kz 0.063 0.00 16 15.042 0.055 kx 0.24 304.25 8.00 Momentos Principais m1 m2 α (rad) 610.50 614.86 0.97 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.72 Bitola (mm) Esp( cm) 25 12.035 0.98 M22 37.73 220.928 0.23 9.12 16.15 179.075 0.90 29.78 mx As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.94 Bitola (mm) Esp( cm) 16 12.25 10.31 0.62 16.2 – Região B – Método de Leonhardt Região C Região C C Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 545.00 17.00 Tabela 5.52 Momentos Principais m1 m2 α (rad) 431.75 Tabela 5.33 509.64 230.10 0.980 508.970 781.3 – Região C – Método de Leonhardt 43 .966 Rsd (kN) 461.42 12.21 0.09 .117.977 583.69 1.83 186.42 Bitola (mm) Esp( cm) 16 10.53 - M12 193.72 mx As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.97 13.38 341.79 726.61 135.5 10.056 kz Rsd (kN) 0.46 As (cm2/m) 8.975 657.76 462.00 Bitola (mm) Esp( cm) 12.560.049 kz Rsd (kN) 0.37 .75 9.979 0.941 Rsd (kN) 1.053 0.07 347.280.

5 12.946 Rsd (kN) 1.161.69 1.17 18.00 my As min (cm2/m) 20.055 0.00 20 10.90 166.00 Tabela 5.25 As (cm2/m) 26.25 8.Região D Região D D Solicitação Máx M11 Mín M11 Solicitação Máx M11 Mín M11 Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 311.087 kx 0.41 8.14 M22 351.94 Momentos mx my 129.88 0.52 As (cm2/m) 8.71 As (cm2/m) 9.34 M22 M12 270.5 12.68 kmd 0.25 0.988 0.4 – Região D – Método de Leonhardt Região E Região E E Momentos positivos Solicitação M11 Máx M11 .05 121.947 0.75 kmd 0.017 kx 0.025 kz 0.963 876.60 Momentos Principais m1 m2 α (rad) 433.156.030 0.969 738.084 0.72 421.83 .07 Bitola (mm) Esp( cm) 12.84 0.085 kz Rsd (kN) 0.72 556.5 – Região E – Método de Leonhardt 44 .23 0.29 169.051 kx 0.65 129.078 kz Rsd (kN) 0.00 18.133 0.00 9.98 Momentos mx my 472.47 565.25 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.00 Tabela 5.49 26.58 Bitola (mm) Esp( cm) 20 15.966 799.95 .291.46 - M12 204.00 16 10.74.57 397.75 mx As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.086 0.39 16.26 .092 0.53 Mín M11 .37 0.151.966 813.060 0.15 107.97 .50 12.25 212.171.00 20 15.26 my As min (cm2/m) 8.38 0.270.135 kz 0.056 kx 0.020 0.50 Bitola (mm) Esp( cm) 20 10.25 398.94 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.00 9.25 8.521.21 Momentos Principais m1 m2 α (rad) 454.81 8.03 128.61 440.00 Bitola (mm) Esp( cm) 16 10.990 mx 2 Rsd (kN) As min (cm /m) 257.08 400.94 432.

91 33.979 Rsd (kN) 465.90 166.50 Bitola (mm) Esp( cm) 12.74.53 Mín M11 .70 Momentos mx my 278.6 – Região E – Método de Leonhardt Segue a seguir a figura resumo das armaduras: Figura 5.Leonhardt 45 .000 0.974 0.17 433.7 – Resumo Armaduras ( cm2/m) .34 As (cm2/m) 8.449.26 my As min (cm2/m) 0.25 10.38 0.15 8.94 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.74 .Região E Região E E Momentos negativos Solicitação M11 Máx M11 .78 689.167 kz 0.043 0.232.14 M22 351.50 Tabela 5.00 20 7.46 - M12 204.14 Bitola (mm) Esp( cm) 12.25 8.25 8.106 kx 0.5 10.52 - As (cm2/m) 12.35 8.5 12.25 Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.57 521.291.036 kx 0.054 kz 1.50 16 17.25 398.95 397.60 - Momentos Principais m1 m2 α (rad) 156.065 0.933 mx 2 Rsd (kN) As min (cm /m) 561.25 1.

o critério aqui desenvolvido será generalizado. 5.2.3. o método de Wood é a particularização do método de Armer. atendendo o caso de armaduras esconsas. Critério de escoamento Foi desenvolvido por Johansen e consiste em definir a resistência de uma laje submetida aos esforços de flexão gerados por um campo geral de momentos. ou critério das linhas de plastificação.8 – Solicitações [5] O desenvolvimento do critério foi elaborado a partir de armaduras ortogonais. As premissas de cálculo levam em consideração a não influência dos esforços de membrana e nem dos esforços cisalhantes no colapso da laje. ou seja.3. entretanto. sendo o primeiro desenvolvido apenas para armaduras com direções ortogonais entre si e o segundo é generalizado para armaduras com direções obliquas.1. Método de Wood & Armer 5.3. Também se assume que 46 . Introdução É um método que consiste em dimensionar uma laje baseada no critério de Johansen. Na realidade. como se podem observar nas figuras as seguir: Figura 5.5. Nos parágrafos seguintes segue um breve desenvolvimento do método e segue também o dimensionamento para laje do projeto em questão.

m= momento solicitante. Considerando a direção x: mn* ⋅ ab = m *x ⋅ ca ⋅ cos θ (5.16) Da geometria: m n* = m *x ⋅ cos 2 θ Considerando a direção y’: mn* ⋅ ab = mβ* ⋅ bd ⋅ cos(β − θ ) (5. eixo onde o momento solicitante atua. Adota-se um ângulo β entre as armaduras e um ângulo θ formado entre a direção normal à linha de ruptura e a direção x paralelas a uma das armaduras. que pode ser feito através da figura a seguir. Chama-se de momento resistente normal último o momento que atua na direção da linha de escoamento (charneira plástica) e pode ser encontrado por equilíbrio.9 – Equilíbrio – armadura esconsa [5] Notação: m*= momento resistente (geral). m’’= momento resistente negativo. m’= momento resistente positivo.17) 47 . Figura 5.existe uma quantidade mínima de armadura que garanta o não esmagamento do concreto antes do escoamento do aço.

o critério de escoamento de Johansen pode ser definido como: m n* − m n ≥ 0 (5.19) Quando o momento solicitante ( m n ) atinge o valor do momento resistente ( m n* ). A equação acima pode ser reescrita da seguinte forma: mp n'' ≤ m n ≤ mp n' (5.21) Para casos de lajes com armaduras positivas e negativas. tem-se a condição de escoamento: m n = m n* (5. 48 .18) Chegam-se as equações dos momentos solicitantes também através do equilíbrio: mn = m x ⋅ cos 2 θ + m y ⋅ sen 2θ − m xy ⋅ sen 2θ (5.Da geometria: mn* = mβ* ⋅ cos 2 (β − θ ) Através da sobreposição das resistências: mn* = m *x ⋅ cos 2 θ + mβ* ⋅ cos 2 (β − θ ) (5. basta analisar os casos separadamente.22) ' Onde mp n representa o momento resistente para armadura positiva (bordo '' inferior) e mp n representa o momento resistente para armadura negativa (bordo superior).20) Então.

23) m x ⋅ cos 2 θ + m y ⋅ sen 2θ − m xy ⋅ sen 2θ ≤ mp x' ⋅ cos 2 θ + mp β' ⋅ cos 2 (β − θ ) Fazendo alguns arranjos e usando cálculos trigonométricos: mp x' − m x + mp β' cos 2 β f (θ ) = tan θ + (mp β' ⋅ sen 2 β − m y )⋅ tan θ + 2 ⋅ (mp β' ⋅ cos β ⋅ sen β + m xy ) ≥ 0 Função que estabelece o critério de resistência para armadura esconsa.3. temos a equação da superfície de colapso para a armadura negativa. definida para a linha de escoamento negativa: (mp '' x )( ) ( + mpβ'' ⋅ cos2 β − mx ⋅ mpβ'' ⋅ sen2 β − my = mpβ'' ⋅ cos β ⋅ senβ + mxy ) 2 (5.25) Repetindo o processo realizado para a armadura positiva. em que não há excesso de resistência.Armadura negativa Temos: mp n'' ≤ m n (5. definida para a linha de escoamento positiva: (mp ' x )( ) ( + mpβ' ⋅ cos2 β − mx ⋅ mpβ' ⋅ sen2 β − my = mpβ' ⋅ cos β ⋅ senβ + mxy ) 2 (5.2.Análise da superfície de escoamento 1.5. temos a equação da superfície de colapso para a armadura positiva.Armadura Positiva Temos: m n ≤ mp n' (5. Para se chegar a um mínimo de resistência.26) 49 .24) 2. basta derivar e igualar a 0 a expressão anterior.1. Então se pode chegar ao ângulo que favorece a formação de charneira plástica: mp x' + mp β' cos 2 β − m x tan θ = mp β' ⋅ sen 2 β − m y Substituindo a equação acima na função do critério de resistência e igualando a 0.

27) ( ) mp x' ⋅ cos 2 θ + mp β' ⋅ cos 2 (β − θ ) − m x ⋅ cos 2 θ + m y ⋅ sen 2θ − m xy ⋅ sen 2θ ≥ 0 Fazendo alguns arranjos.30) Substituindo o momento mp β' em f (k ) : f (k ) = mp x' − m x + (m y ⋅ k − m xy )⋅ (cot gβ + k ) − m y ⋅ k 2 + 2 ⋅ m xy ⋅ k ≥ 0 50 . tem-se o momento de dimensionamento na direção y’: mpβ' = 1  m y k − mxy    sen2 β  cot gβ + k  (5.Armadura Positiva m n* − m n ≥ 0 (5. 5.3.1. pois o método de Wood é a sua particularização. As equações do método fornecem os momentos resistentes últimos nas direções da armadura.3. O método consiste em determinar a quantidade de armadura mínima que resulte em um momento resistente maior que o momento solicitante em uma seção qualquer e com direção arbitrária.3.29) ∂ 2 f (k ) >0 ∂k 2 Resolvendo a derivada primeira.5. Para isso. O Método No presente trabalho serão desenvolvidas as equações de Armer. usando cálculos trigonométricos e definindo k = tanθ : ( ) f (k ) = mp x' − m x + mp β' + cos 2 β + 2 ⋅ cos β ⋅ sen β ⋅ k + sen 2 β ⋅ k 2 − m y ⋅ k 2 + 2 ⋅ m xy ⋅ k ≥ 0 (5. β=90º. ou seja.3. podendo assim ser dimensionadas como flexão simples.28) Como o método consiste em minimizar o excesso de momento normal resistente. então: ∂f (k ) =0 ∂k (5. faz-se a minimização da diferença entre as (m ) e dos momentos solicitantes (m ) * componentes normais dos momentos resistentes n n .

respectivamente: m xy ⋅ cot gβ − m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β − m y ⋅ cot g 2 β .33) Aplica-se a derivada segunda em f (k ) : mp β' ≥ 1 ⋅ my sen 2 β Então: m xy + m y ⋅ cot gβ cot gβ + k ≤0 Para satisfazer a equação acima. m y ⋅ cot g β − m y ⋅ cot g β .32) (5.34) (5.31.30 e 5. Têm-se as equações modificadas dos momentos resistentes: mp x' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β − (cot gβ + k ) ⋅ (m xy + m y ⋅ cot gβ ) mpβ' = mxy + m y cot gβ  1    m − y cot gβ + k  sen 2 β  (5. 51 .35) Onde: Κ = cot gβ + k é uma constante arbitrária e positiva. As equações dos momentos resistentes podem ser reescritas: mpx' = mx + 2 ⋅ mxy ⋅ cot gβ + my ⋅ cot g 2 β + Κ ⋅ mxy + m y ⋅ cot gβ mp β' = 1 sen 2 β  m + m y cot gβ  m + xy  y Κ      (5.Logo.31) Somam-se as expressões abaixo nas equações 5. o mínimo em x é: mp x' = m x − (m y ⋅ k − m xy )⋅ cot gβ − m xy ⋅ k ≥ 0 (5. os valores do numerador e do denominador devem possuir sinais contrários.

Então: Se mp x' < 0 . tornando mínima essa soma.37) Tendo em vista que o critério de escoamento de Johansen não leva em consideração que os momentos resistentes tenham sinais contrários (negativo para armadura positiva e positivo para armadura negativa). pode-se em alguns casos de dimensionamento encontrar momentos com sinais contraditórios. substituindo o valor de Κ nos momentos resistentes. adotar: mp x' = 0 2  ( m xy + m y cot gβ ) 1 mp β = ⋅ m y + sen 2 β  m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β  '    (5. chega-se aos valores que conduzirão a armaduras mínimas: mp x' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β + mpβ' = my sen β 2 + m xy + m y ⋅ cot gβ senβ (5. com o intuito de chegar a armadura mais econômica: mxy + m y cot gβ ∂  1  mx + 2 ⋅ mxy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β + Κ ⋅ mxy + m y ⋅ cot gβ + my + 2 ∂Κ  Κ sen β    Κ= 1 senβ Finalmente.36) mxy + my cot gβ senβ (5. adotar: mpβ' = 0 mp = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g ' x 2 (m β+ + m y ⋅ cot gβ ) 2 xy my (5.38) ' Se mpβ < 0 . Então a armadura total será aproximadamente a soma de mp x' e mp β' .Pode-se considerar que os braços de alavanca nas duas direções sejam iguais. Então.39) 52   = 0   .

Ou seja. 5. adotar: mpβ'' = 0 mp x'' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β − (m + m y ⋅ cot gβ ) 2 xy my (5.43) Ou seja. adotar: mp x'' = 0 2  ( m xy + m y cot gβ ) 1 mp β = ⋅ m y − sen 2 β  m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β  ''    (5.Armadura negativa Para se chegar aos momentos resistente para esse caso.3. se ambos os momentos resistentes assumirem valores negativos não há necessidade de armadura positiva.42) '' Se mpβ > 0 .41) Se mp x'' > 0 . 53 .2. se ambos os momentos resistentes assumirem valores positivos não há necessidade de armadura negativa.3.40) mxy + m y cot gβ senβ (5. basta repetir o procedimento de forma análoga: mp x'' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β − mpβ'' = my sen β 2 − m xy + m y ⋅ cot gβ senβ (5.

' 2 . Resumo 1 .4. adotar: mp x'' = 0 2  ( m xy + m y cot gβ ) 1 mp β = ⋅ m y − sen 2 β  m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β  ''    54 . adotar: mpβ' = 0 mp = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g ' x 2 (m β+ + m y ⋅ cot gβ ) 2 xy my ' mpβ < 0 Se mp x = 0 e .5.Momentos resistentes positivos mp x' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β + mpβ' = my sen2 β + m xy + m y ⋅ cot gβ senβ mxy + my cot gβ senβ Se mp x' < 0 . adotar: mp x' = 0 2  ( m xy + m y cot gβ ) 1 mp β = ⋅ m y + sen 2 β  m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β  '    ' Se mpβ < 0 .Momentos resistentes negativos mp x'' = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g 2 β − mpβ'' = my sen β 2 − m xy + m y ⋅ cot gβ senβ mxy + m y cot gβ senβ Se mp x'' > 0 .3. não há necessidade de armadura positiva.

Armaduras ortogonais entre si (β=90º) Pode se observar na figura abaixo a direção das armaduras. 5.3. a laje será resolvida utilizando o método desenvolvido acima utilizando dois ângulos entre as armaduras. Dimensionamento da laje do projeto utilizando Wood & Armer Para fins comparativos.5.3.β=90º 55 .'' Se mpβ > 0 . não há necessidade de armadura negativa.10 – Direção Armaduras – Wood & Armer .1. adotar: mpβ'' = 0 mp = m x + 2 ⋅ m xy ⋅ cot gβ + m y ⋅ cot g '' x 2 (m β− + m y ⋅ cot gβ ) 2 xy my '' Se mp x'' > 0 e mpβ > 0 .5. Figura 5. 5.

154 0.00 20.033 kx 0.09 191.78 876.00 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.044 kz 0.15 179.32 Momentos resistentes mp'x mp'β M22 M12 28.028 0.101 kz 0.26 248.20 94.25 0.066 kx 0.45 2 Bitola (mm) Esp( cm) 16 12.57 390.030 kx 0.16 16 10.049 kz Rsd (kN) 0.25 2 As (cm /m) Bitola (mm) Esp( cm) 30.41 .β=90º 56 .16 428.94 As min (cm2/m) As (cm /m) 9.09 .5 12.24 347.117.76 304.81 12.7 – Região A – Método de Wood & Armer .50 Momentos resistentes mp'x mp'β M22 M12 345.96 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.075 0. Os momentos estão kNm/m.16 8.00 Tabela 5.00 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.5 10.31 0.A seguir serão apresentadas tabelas de dimensionamento para as diversas regiões de interesse.980 508.056 kz Rsd (kN) 0.8 – Região B – Método de Wood & Armer .75 17.86 123.55 640.75 9. Região A Região A A Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 545.69 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.037 kx 0.50 12.β=90º Região B Região B B Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 273.098 0.07 462.063 0.42 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.25 12.75 9.180.77 20 10.975 657.50 8.00 16 15.34 8.52 Bitola (mm) Esp( cm) 16 10.050 0.982 2 As min (cm /m) Rsd (kN) 244.89 11.25 8.938 0.75 15.989 0.168.977 583.37 .97 13.960 As min (cm2/m) Rsd (kN) 1.970 781.12 11.5 12.50 Tabela 5.042 0.25 2 As (cm /m) Bitola (mm) Esp( cm) 8.019 0.25 8.61 135.11 383.337.

00 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.941 Rsd (kN) 1.00 20 15.71 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.560.085 kz Rsd (kN) 0.50 358.65 129.70 738.69 230.00 18.78 Bitola (mm) Esp( cm) 12.00 16 10.50 20 10.161.979 0.79 726.9 – Região C – Método de Wood & Armer .β=90º 57 .46 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.84 0.69 1.83 .084 kz 0.25 35.94 440.928 0.00 Tabela 5.5 10.23 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.26 272.68 2 Bitola (mm) Esp( cm) 20 15.53 - Momentos resistentes mp'x mp'β M12 193.00 20.084 0.97 Bitola (mm) Esp( cm) 25 12.12 16.00 9.280.62 16.21 Bitola (mm) Esp( cm) 16 10.08 432.270.25 8.37 0.092 0.64 614.38 341.966 813.148 kz 0.00 16 10.078 kz Rsd (kN) 0.053 0.969 738.25 8.90 29.00 Tabela 5.180 0.98 M22 37.75 472.58 As min (cm2/m) As (cm /m) 9.966 Rsd (kN) 461.Região C Região C C Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 545.056 kx 0.060 0.035 0.98 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.051 kx 0.39 16.61 400.34 Momentos resistentes mp'x mp'β M22 M12 270.055 0.055 kx 0.97 .β=90º Região D Região D D Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 311.10 – Região D – Método de Wood & Armer .72 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.963 876.25 10.966 799.29 169.00 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.17 18.00 9.095 kx 0.114 0.

151.030 0.25 8.25 8.5 12.14 M22 351.07 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.74.50 20 7.50 mp''β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.25 8.25 8.49 26.90 166.08 689.β=90º 58 .25 26.53 Mín M11 .291.990 Rsd (kN) 257.086 0.087 kx 0.25 8.135 kz 0.46 - M12 204.50 Tabela 5.46 - M12 204.947 0.47 556.26 2 Bitola (mm) Esp( cm) 20 10.25 8.036 kx 0.74 - 232.60 Momentos resistentes mp'x mp'β 129.00 20 10.50 12.000 0.133 0.171.81 2 2 As min (cm /m) As (cm /m) 8.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.34 As min (cm2/m) As (cm /m) 8.43 1.53 Mín M11 .25 8.25 As min (cm2/m) As (cm /m) 8.979 Rsd (kN) 465.25 398.25 8.933 Rsd (kN) 385.70 Bitola (mm) Esp( cm) 12.5 12.60 - Momentos resistentes mp''x mp''β 193.11 – Região E – Método de Wood & Armer .90 166.291.12 – Região E – Método de Wood & Armer .41 212.988 0.15 565.Região E Região E E Momentos positivos Solicitação M11 Máx M11 .054 kz 1.14 M22 351.017 kx 0.106 kx 0.030 0.69 1.25 10.17 2 Bitola (mm) Esp( cm) 12.044 0.86 33.74.β=90º Região E Região E E Momentos negativos Solicitação M11 Máx M11 .449.5 12.167 kz 0.982 0.946 Rsd (kN) 1.14 mp''x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.94 Bitola (mm) Esp( cm) 12.025 kz 0.50 16 17.5 12.020 0.00 Tabela 5.72 107.25 398.35 2 2 As min (cm /m) As (cm /m) 8.

Segue a seguir a figura resumo das armaduras: Figura 5.10 – Resumo Armaduras ( cm2/m) – Wood & Armer – ( 90 º) 59 .

5.180.67 0.25 8.91 163.60 287.25 12.β=40º A seguir serão apresentadas tabelas de dimensionamento para as diversas regiões de interesse.5.044 kx 0. Região A Região A A Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 545.991 185.021 kz Rsd (kN) 0.11 – Direção Armaduras – Wood & Armer .25 8.42 20 12.β=40º 60 .3.00 Tabela 5.25 As (cm2/m) Bitola (mm) Esp( cm) 21.014 kx 0.5 12.32 Momentos resistentes mp'x mp'β M22 M12 28.13 – Região A – Método de Wood & Armer .25 As (cm2/m) Bitola (mm) Esp( cm) 8. Armaduras obliquas entre si (β=40º) Pode se observar na figura abaixo a direção das armaduras.025 0.89 11.34 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.973 578.41 .26 248.50 13.2.985 325.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.20 .87 As min (cm2/m) 8.5 12.957 931.48 93.50 8.038 0.31 16 15. Os momentos estão kNm/m.14 0.107 0.55 454.74 As min (cm2/m) 8. Figura 5.067 kz Rsd (kN) 0.94.070 0.25 12.

967 Rsd (kN) 2.910 0.43 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.26 272.25 17.47 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.50 20 12.90 Bitola (mm) Esp( cm) 20 17.15 168.09 179.73 Bitola (mm) Esp( cm) 25 12.β=40º Região C Região C C Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 545.70 Momentos resistentes mp'x mp'β 369.000 Rsd (kN) 749.43 2 Bitola (mm) Esp( cm) 16 12.009 kz 0.25 8.β=40º 61 .139 0.970 0.965 1.101 0.04 58.054 kx 0.55 19.75 504.50 Tabela 5.96 24.62 1.649.75 37.057 - kx 0.081 kx 0.15 – Região C – Método de Wood & Armer .98 M22 37.75 53.075 0.936 0.292.57 Momentos resistentes mp'x mp'β 942.159 0.082.50 12.00 Tabela 5.25 96.53 - M12 193.Região B Região B B Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 273.38 855.86 524.082 kz 0.50 M22 345.225 0.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.14 – Região B – Método de Wood & Armer .75 9.75 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.125 kz 0.50 12.67 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.25 8.25 As min (cm2/m) As (cm /m) 8.12 16.996 Rsd (kN) 1.37 - M12 117.38 341.006 kx 0.61 135.5 12.24 8.09 - 321.086 - kz 0.63 - 2 2 As min (cm /m) As (cm /m) 8.25 14.049 0.50 16 10.15 Bitola (mm) Esp( cm) 25 7.5 12.79 1.950 Rsd (kN) 650.75 9.93 9.328.

049.650.25 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.25 60.50 20 12.65 270.46 786.β=40º 62 .60 Momentos resistentes mp'x mp'β 273.95 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.953 Rsd (kN) 2.186.29 169.119 kz 0.19 18.00 16 10.53 Mín M11 .00 24.43 - Bitola (mm) Esp( cm) 20 12.063 - kz 0.000 Rsd (kN) 1.34 M22 270.042 - kx 0.Região D Região D D Solicitação Máx M11 Mín M11 M11 311.25 8.39 499.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.07 Bitola (mm) Esp( cm) 25 7.077 kx 0.975 1.73 425.16 – Região D – Método de Wood & Armer .00 9.74.25 398.09 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.25 12.45 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.072 - kx 0.14 9.13 - 1.878 0.182 0.083 kz 0.25 8.927 0.956 1.65 mp'x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.33 1.028.054 kx 0.291.14 M22 351.β=40º Região E Região E E Momentos positivos Solicitação M11 Máx M11 .00 As min (cm2/m) As (cm2/m) 9.5 12.77 - 906.00 Tabela 5.747.96 23.184 0.967 Rsd (kN) 1.83 - M12 161.46 - M12 204.110 - kz 0.00 12.000 Rsd (kN) 549.50 Tabela 5.50 12.64 8.90 166.97 129.50 mp'β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.5 12.63 Bitola (mm) Esp( cm) 25 10.00 40.116 0.17 – Região E – Método de Wood & Armer .48 - Bitola (mm) Esp( cm) 16 15.00 9.306 0.75 Momentos resistentes mp'x mp'β 561.

18 – Região E – Método de Wood & Armer .25 398.245.12 – Resumo Armaduras ( cm2/m) – Wood & Armer – ( 40 º) 63 .000 Rsd (kN) - Bitola (mm) Esp( cm) 12.5 12.5 12.5 12.324 kz 0.55 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.50 25 7.08 1.63 - mp''x Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd 0.Região E Região E E Momentos negativos Solicitação M11 Máx M11 .25 8.871 Rsd (kN) 385.805.50 Tabela 5.25 Bitola (mm) Esp( cm) 12.14 M22 351.86 64.53 As min (cm2/m) As (cm2/m) 8.982 0.25 8.β=40º Segue a seguir a figura resumo das armaduras: Figura 5.50 12.192 kx 0.25 8.25 8.60 - Momentos resistentes mp''x mp''β 193.43 2.53 Mín M11 .030 0.46 - M12 204.044 0.90 166.50 mp''β Solicitação Máx M11 Mín M11 kmd - kx - kz 1.291.25 8.000 1.74.

5.70 33.72 18.31 53.25 26.34 10.14 13.72 18.96 E- 33.24 24.39 21.34 10.90 40.77 15.93 17.94 16.81 17.90 20.81 17.42 37.90 20. Resumo das armaduras (cm2/m) Região A B C D Leonhardt Asx Asy W & A (90°) Asx Asy W & A (40°) Asx AsB 30.39 30.94 12.70 64.12 35.19 E+ 9.53 8.β=40º 64 .94 16.25 26.62 60.55 24.77 15.25 Tabela 5.12 35.17 8.4.94 9.19 – Região E – Método de Wood & Armer .17 8.

No seu decorrer puderam-se observar as particularidades de uma laje esconsa. o dimensionamento segundo essas direções é impraticável.6. Isso é verdade. A análise realizada no SAP 2000 mostrou de forma clara as mudanças sofridas pelas direções principais devido ao efeito da esconsidade. pois o método de Wood admite inicialmente um equilíbrio entre os momentos solicitantes e resistentes segundo um plano crítico qualquer (aproximação numérica) e o método de Leonhardt é deduzido através de um equilíbrio de momentos solicitantes e resistentes segundo uma direção fissurada (aproximação física). 65 . pois em algumas regiões da laje a armadura estaria na direção dos momentos principais (figura 4. Poderia ter sido feito o dimensionamento para armaduras perpendiculares e paralelas aos bordos apoiados. foi utilizado no método de Wood & Armer o ângulo de 90ª entre as armaduras. ocasionando em resultados idênticos. Para fins comparativos. O resultado encontrado para este caso particular é exatamente o mesmo encontrado no método de Leonhardt. No capítulo cinco foram apresentadas duas soluções para o problema descrito acima. O dimensionamento da laje através do Método de Leonhardt sugeriu armar a laje utilizando armaduras formando um ângulo de 90º (figura 5. eles se equivalem. Como já exposto anteriormente.1. acarretando armaduras de mesmo comprimento nas duas direções. o que resultaria em uma malha menos densa.6).2). O método permitiu dispor as armaduras paralelas aos bordos das lajes (figura 5. Conclusão e comparação entre os métodos O objetivo do trabalho foi alcançado. ou seja.11). pois acarreta barras com comprimentos diferentes na direção y. para o ângulo de 90ª entre as armaduras (Wood). Já o Método de Wood & Armer proporcionou maior facilidade construtiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. o que não é interessante do ponto de vista construtivo. O tema abordado permitiu o entendimento das particularidades de uma ponte com laje esconsa e do dimensionamento à flexão considerando o efeito da torção em laje.

As dimensões da ponte do projeto acarretaram elevadas taxas de armaduras em determinados trechos. Seria interessante comparar resultados para duas lajes com dimensões semelhantes. A utilização de concreto protendido pode ser uma alternativa para combater os elevados momentos. tais como adotar de aparelhos de apoio mais espaçados ou adotar de articulação esférica em um dos cantos obtusos [8]. porém com ângulos de esconsidade distintos (sugestão: 40º e 70º). e assim estudar o efeito da protensão em uma laje esconsa. além de mudar a condição de apoio para engaste. 66 .2. Sugestão para futuros trabalhos Sugere-se também estudar formas de se combater aos elevados momentos negativos na região dos ângulos obtusos.6.

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