Plano de Aula: LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DI DIREITO BRASILEIRO II

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO - CCJ0003
Título
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DI DIREITO BRASILEIRO II
Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula
14
Tema
LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO II (Direito intertemporal no contexto do Sistema Jurídico Brasileiro).
Objetivos
Reconhecer: os Conflitos de leis no tempo.
Refletir: - criticamente sobre a questão da retroatividade e da irretroatividade das leis.
- sobre os pontos mais relevantes do Direito Intertemporal.
Estrutura do Conteúdo
Antes da aula, não esqueça de ler as páginas 172 a 180, do Capítulo 9, Hermenêutica Jurídica, do livro texto Livro didático de introdução ao estudo do
Direito, Solange Ferreira de Moura [organizador]. Rio de Janeiro: Editora Universidade Estácio de Sá,1ª. Ed. 2014.
ESTRUTURA DE CONTEÚDO DESTA AULA
Direito intertemporal no contexto do Sistema Jurídico Brasileiro.
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) 172
Princípio da obrigatoriedade e da continuidade das leis 172
Vigência e conhecimento da lei 173
Direito intertemporal no contexto do Sistema Jurídico Brasileiro. 174
Revogação da lei 174
Retroatividade, irretroatividade e ultratividade das leis 176
Obstáculos constitucionais à retroatividade da lei nova 176
Princípio da Irretroatividade da Lei (art. 5º, XXXVI CF) 176
Direito adquirido e expectativa de direito 177
Aplicação retroativa da lei 178
Aplicação imediata da lei 179
Leis temporárias e perpétuas, comuns e especiais 180
BREVE RESUMO CONCEITUAL DOS TÓPICOS APRESENTADOS:
Conflitos de leis no tempo. Direito Intertemporal. A questão da retroatividade e da irretroatividade das leis.
1 Conflito de Leis no Tempo e no Espaço.
A chamada aplicação da lei no tempo e no espaço refere-se à eficácia do Direito segundo a extensão de sua incidência ou em função do tempo ligado à
sua vigência. Temos, assim, a eficácia da lei no tempo e no espaço.
A eficácia da lei no tempo diz respeito ao tempo de sua atuação até que desapareça do cenário jurídico. Como tal fato pode ocorrer?
Em duas hipóteses:
a) se a lei já tem fixado seu tempo de duração, com o decurso de prazo determinado ela perde sua eficácia e vigência.
b) se ela não tem prazo determinado de duração, permanece atuando no mundo jurídico até que seja modificada ou revogada por outra de hierarquia igual
ou superior (LINDB, art. 2º); é o princípio da continuidade das leis.
2 Direito intertemporal
Toda a matéria tratada no art. 2o da lei de Introdução ao Código Civil, dá margem a uma infinidade de conflitos. Tais conflitos são chamados de "conflitos
das leis no tempo".
O conflito das leis no tempo nasce justamente da colisão da lei nova com a anterior. Muitas vezes permanecem conseqüências da lei antiga, sob a vigência
da lei nova. E, muitas vezes, situações que foram criadas pela lei antiga já não encontrarão apoio na lei nova. Então há que se estudar até que ponto a lei
antiga pode gerar efeitos e até que ponto a lei nova não pode impedir esses efeitos da lei antiga. Chamaremos tal fenômeno de direito intertemporal.
As normas legislativas de direito intertemporal são chamadas disposições transitórias. A própria lei pode estabelecer tais disposições, dispondo sobre sua
vigência ou sobre a vigência de leis anteriores.
Todavia, são os princípios jurídicos que estabelecem as grandes linhas do direito intertemporal. Entre tais princípios estão os da retroatividade e da nãoretroatividade da lei.
3 A questão da retroatividade e irretroatividade das leis
Pergunta-se: Uma lei nova só tem valor para o futuro ou regula situação anteriormente constituída, isto é, tem eficácia pretérita?
a) A norma que atinge os efeitos de atos jurídicos praticados sob o império da lei revogada é retroativa, tem eficácia pretérita; a que não se aplica a qualquer
situação jurídica constituída anteriormente é irretroativa, hipótese em que a norma revogada permanece vinculante para os casos anteriores à sua
revogação.
b) Em princípio, as leis não devem retroagir; em face do seu caráter prospectivo, devem disciplinar situações futuras. O fundamento maior do princípio da
irretroatividade, consagrado na doutrina, e pela generalidade das lês legislações, é a proteção do indivíduo contra possível arbitrariedade do legislador. Se
fosse admitida a retroatividade como princípio absoluto, a segurança do indivíduo não ficaria preservada.
c) A eficácia retroativa das leis é, portanto, excepcional; não se presume, devendo provir de texto expresso.
Temos ainda que a Constituição Federal, na verdade, não proíbe a retroatividade da lei, a não ser da lei penal que não beneficia o réu (art. 5º, XL, CF), e
resguardados sempre o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada (art. 5º, XXXVI, CF).
Por retroatividade da lei entende-se que a lei nova pode atingir situações abrangidas por leis anteriores.
Ao contrário, por irretroatividade das leis a lei nova não pode atingir situações reguladas pela lei anterior.
Reforçando a matéria examinada podemos dizer ainda que: "o princípio da irretroatividade encontra respaldo em nosso ordenamento jurídico tendo em

Depois de decidida uma questão pelo Judiciário. da Constituição da República e do Código Civil de 2002. Demombe. José Eduardo Martins. é importante que se entenda o que significa direito adquirido. p. Gabba. vindo a lei nova. Sua obra Teoria della Retroattività delle Leggi representa o ponto culminante da doutrina. os doutrinadores que se opunham à teoria dos direitos adquiridos procuraram objetivar as questões de direito intertemporal. do interdito e do pródigo.vista a necessidade de segurança e estabilidade necessários à vida em sociedade". não se alcançou um conceito preciso e uniforme. pondera Gabba que. estabelecendo obrigações e direitos entre as mesmas. Enquanto uma pessoa não puder demonstrar que a hipótese legal verificou-se em seu favor. devendo. Paul Roubier preferia utilizar a expressão "situação jurídica" em lugar da designação "direito adquirido". como alicerce de todas suas reflexões. Curso de Direito Constitucional Positivo. Assim. José Afonso da Silva observa: "Para compreendermos um pouco melhor o que seja o direito adquirido. Ela não confere direitos. Quanto ao primeiro conceito acima mencionado. ela seria retroativa. Para os objetivistas. O primeiro seria a aplicação da lei ao passado." (MAXIMILIANO. já que existiriam muitos direitos que não se poderiam propriamente chamar de adquiridos. Para tanto. Baseado neste conceito. o direito adquirido e a coisa julgada". pagando na hora o respectivo preço total. combate a referida crença e defende que. ainda que a ocasião de fazê-lo valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei nova sobre o mesmo. enquanto o segundo seria a aplicação da lei ao presente. até os dias que correm. não basta que seja concreto. basicamente. contestar a eficácia ou ineficácia jurídica de um fato passado. e uma fase estática. de todos os partidários desse pensamento. em si mesma. como critério da não aplicação da lei nova. C . para ser exercido quando convier. que corresponde ao momento em que essa situação produz seus efeitos. é também indispensável que se tenha tornado elemento ou parte do patrimônio individual.) Alexandre de Moraes assim ensina acerca do direito adquirido: "De difícil conceituação. transforma-se em direito adquirido. Logo. 299. entretanto. No mesmo diapasão dispõe o inciso XXXVI do art. o direito daquela pessoa sobre tal coisa está consumado. em virtude da consubstanciação do fator aquisitivo (requisitos legais e de fato) previstos na legislação. faz ela lei entre as partes. Merlin. o Ato Jurídico Perfeito e a Coisa Julgada no contexto da Lei de Introdução ao Código Civil.) Se o direito subjetivo não foi exercido. em sua teoria. José Eduardo Martins Cardozo sintetiza a teoria subjetivista nos seguintes termos: "De forma sintética. quando se está diante de um efeito retroativo e quando se está diante de um efeito imediato da lei nova. Da retroatividade da lei. o maior e mais relevante ponto de referência. incorporou-se ao patrimônio de seu titular. OBS. 434. no caso concreto. para solucionar os problemas relativos aos conflitos de leis no tempo. eles terão de ser respeitados na hipótese de sobrevir lei nova. A teoria objetivista Já no século XX. Rio de Janeiro: Livraria Editora Freitas Bastos. Ex. Alexandre de. Quanto às situações futuras (facta futura). 1995. e que. analisando o problema dos "fatos aquisitivos". 43. A lei nova não atingirá tais decisões. terá ele que submeter-se ao novo regramento.). mas não direito concreto e muito menos direito adquirido. A teoria de Roubier gira. para os autores brasileiros supracitados. em virtude da lei do tempo no qual o fato foi realizado. se alguém comprou alguma coisa. de modo a se definir sobre o que a lei nova poderia incidir. temos a certeza de que o nosso direito de hoje não será violado pela lei de amanhã. A . Incorporou-se no seu patrimônio. Conclusão: Se o ato não estiver terminado. ainda. afirma Gabba que os direitos pertencentes aos indivíduos sempre se fazem adquirir mediante "fatos".) Vinculando os conceitos de direito subjetivo e de direito adquirido. aquele proveniente da verificação do fato pressuposto pela lei. o conflito de leis no tempo resolve-se através da identificação da lei vigente no momento em que os efeitos dos fatos são produzidos. 2005. desenvolve sua abordagem em torno do conceito do direito que pode ser considerado como adquirido. o que existiria seria apenas uma possibilidade de direito. 1: Se alguém tem 24 anos de serviço e frente à lei vigente lhe falta 1 ano para aposentar-se. para um direito ser considerado adquirido." (SILVA. tendo oferecido conceito de direito adquirido que serviu de influência. Caso a lei mude neste momento.. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada". 5º da CF/88 "a lei não prejudicará o direito adquirido. e que 2) nos termos da lei sob cujo império ocorreu o fato do qual se originou. Roubier buscou. faz distinção entre uma fase dinâmica. é perfeitamente justa a aplicação da lei nova a relações constituídas anteriormente. ou seja. "chama-se adquirido o direito que se constituiu regular e definitivamente e a cujo respeito se completaram os requisitos legais e de fato para se integrar no patrimônio do respectivo titular. São Paulo: Malheiros. uma injustiça. Gabba analisa os diversos elementos que julga encontrar na composição da essência dos direitos adquiridos. que corresponde ao momento da constituição e extinção da situação. porque era direito exercitável e exigível à vontade de seu titular. Assim. cumpre relembrar o que se disse acima sobre o direito subjetivo: é um direito exercitável segundo a vontade do titular e exigível na via jurisdicional quando seu exercício é obstado pelo sujeito obrigado à prestação correspondente. ao argumento de que aquela seria superior ao termo direito adquirido. Lassalle e Savigny. passou imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem o adquiriu. Muitos autores célebres apresentaram-se como importantes defensores da doutrina subjetivista. A lei nova determinará os efeitos jurídicos que se produzirão após a sua entrada em vigor. quer tenha sido feito valer. . conclui que. antes de advir norma posterior em contrário. então. ao legislador brasileiro. no conflito de leis no tempo. do conceito de fatos aquisitivos. para entender-se a irretroatividade. Blondeau. poderíamos dizer que os defensores desta corrente têm. No entanto. Mailhet de Chassat. este indivíduo tem uma expectativa de direito à sua aposentadoria. 2005. a lei nova o atingirá. Dentre os doutrinadores objetivistas. O Direito Adquirido (doutrinas de Gabba. sem que isto signifique algo diferente do efeito imediato. também. Para Carlos Maximiliano. ensina o consagrado mestre italiano que o "direito" mencionado no conceito de direito adquirido refere-se ao direito subjetivo.É aquele que se realizou inteiramente sob a vigência de determinada lei. em sua teoria.. (." (MORAES. quer não. Há duas teorias acerca do direito adquirido: a teoria subjetivista e a objetivista. por não ter um caráter subjetivo e poder ser aplicada a situações como a do menor. Gabba é. havendo o fato necessário à aquisição de um direito ocorrido integralmente sob a vigência de uma determinada lei. também denominada teoria clássica ou teoria dos direitos adquiridos. A teoria subjetivista. um critério que permitisse identificar. Roubier e Lassalle). na vigência de determinada lei. ao direito concreto. reconhecidamente. Gabba. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais.Coisa Julgada . que. cuja teoria foi acolhida pelo legislador brasileiro. José Afonso da. p. a questão da irretroatividade das leis tem assento na premissa fundamental que afirma a impossibilidade de uma lei vir a desrespeitar ?direitos adquiridos? sob o domínio de sua antecedente" (CARDOZO. uma vez que. dentre outros. Se se pretendesse aplicar a lei às situações realizadas (facta praeteria). Assim. seria necessário traçar uma linha divisória entre o que é anterior à mudança do legislador e o que lhe é posterior. ato jurídico perfeito e coisa julgada. tornou-se situação jurídica consumada. porque não fariam parte do patrimônio de quem o possui. a definição do caráter retroativo faz-se da seguinte forma: os efeitos já produzidos antes da entrada em vigor da nova lei fazem parte do domínio da lei antiga e são intocáveis. p. 6º da Lei de Introdução ao CC que "a lei em vigor terá efeito imediato e geral. se se pretendesse aplicá-la às situações em curso (facta pendentia).Direito adquirido é aquele que. Dúvida não resta. o direito denomina-se adquirido quando consolidada sua integração ao patrimônio do respectivo titular. Direito Intertemporal ou Teoria da Retroatividade das Leis. Determina o art. destaca-se o francês Paul Roubier. p. obviamente que não teria cabimento falar em retroatividade. Se tal direito é exercido. a idéia de que as novas leis não devem retroagir sobre aqueles direitos subjetivos que sejam considerados juridicamente como adquiridos pelo seu titular. Ou em outras palavras: ao ver destes. em torno da distinção entre efeito retroativo e efeito imediato. isto é. Cada autor procura defini-lo da forma que lhe parece mais correta. desde que se respeitem todos os direitos adquiridos. afirma ser adquirido todo direito que: 1) é conseqüência de um fato idôneo a produzi-lo. foi devidamente prestado. indispensável é que o direito tenha se tornado parte do patrimônio individual para ser considerado adquirido. por conseguinte ser aplicado o princípio absoluto da irretroatividade das leis. Assim. 1946. que as leis relativas aos modos de constituição ou de extinção de uma situação jurídica não podem. ao formular a necessidade de manter intactas certas situações jurídicas constituídas na vigência da lei anterior. respeitados o ato jurídico perfeito. mesmo que seus efeitos somente se devam produzir em um momento futuro.Ato Jurídico Perfeito . Conclui. À época de Gabba predominava a crença de que a retroatividade da lei seria. não podendo ser atingido por lei nova. B . dentre eles. leva em conta os efeitos dos fatos jurídicos sobre as pessoas. se já não há possibilidade de recurso. A doutrina brasileira há muito se tem esforçado para conceituar o direito adquirido. I: A expectativa de direito é a possibilidade de se vir a ter um direito. 113). Já quando se cuida de fixar os efeitos dessa situação jurídica. São Paulo: Atlas. do conceito de direito como elemento do patrimônio e. Carlos. Nota-se a grande influência da Teoria dos Direitos Adquiridos de Gabba na doutrina brasileira. Finalmente. Constituição do Brasil interpretada e legislação constitucional. Assim. Já quanto ao "direito como elemento do patrimônio". sem retroatividade. O domínio da lei nova é delimitado segundo a natureza dos efeitos produzidos no passado. orienta a jurisprudência pátria.

os Estados modernos têm permitido. 9º LINDB). Não é propriamente um direito. os bens de seu pai ainda não incorporaram ao seu patrimônio. assim. Você é o juiz que decidirá a questão e estudou na Estácio de Sá. Todavia. isto é. estando seu pai ainda vivo. que prevêem. ou que se casa com uma italiana na França. admitindo então o sistema ?da extraterritorialidade?. como diz Clóvis Bevilacqua. de leis estrangeiras. Os casos e circunstâncias em que as leis de um Estado são aplicáveis no território de outro constituem o objeto do Direito Internacional. resolve-se pela preeminência da lei federal. HELP S. a) Dê a sentença amparado numa pesquisa a respeito dos limites à retroatividade das normas jurídicas. desde que o legislador federal não tenha excedido a esfera de competência que lhe for traçada pela Constituição Federal. vender. comprar. Conclusão: A lei nova atinge a faculdade jurídica. Lei n° 8078/90. Esse espaço ou território. da Nacionalidade e da Territorialidade. em seu livro Didático de Introdução ao Estudo do Direito. 7º LINDB). uma vigência espacial limitada só obrigando no espaço nacional. os critérios que determinam a vigência territorial ou extraterritorial de certa norma são os seguintes: a) "aplica-se a lei do domicílio da pessoa nas questões sobre o começo e o fim da personalidade. uma vez que em seu contrato de assistência médico-hospitalar não havia previsão de tal cobertura.001. em sentido amplo. contudo. a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos concretos. aplicar-se-á a lei brasileira em favor do cônjuge brasileiro e dos filhos do casal. Conclusão: A lei nova atinge as expectativas de direito.: Casar-se. RJ. e) Quanto à capacidade para suceder. Em virtude da soberania estatal a norma aplica-se no espaço delimitado pelas fronteiras do Estado. mas ?um modo pelo qual o direito se manifesta em dadas circunstâncias?. 8º LINDB).Ex. 2: O filho. ante o fato de a comunidade humana estender-se no espaço. relacionando-se com pessoas de outros Estados como seria o caso do brasileiro que herda de um parente bens situados na Espanha. Haroldo Bernardes ingressa com ação judicial pretendendo a restituição dos valores gastos com os exames e o marca-passo não cobertos por seu plano de assistência. cujo custo foi pago pelo próprio Haroldo Bernardes. a capacidade e os direitos de família (art. direito adquirido. sempre que não lhes for mais favorável à lei do domicílio do falecido (art. mais danos morais. toda lei. Ela tem.S. sem comprometer a soberania nacional e a ordem internacional.O. p. A Faculdade Jurídica consiste. admitem a aplicação. em determinadas circunstâncias. Chama-se a isto de territorialidade da lei. b) Aproveite e responda: Quais os limites para que a norma jurídica tenha efeitos retroativos? Explique-os. Se no interior do Estado de tipo federativo ocorrer conflito de leis federais e estaduais.2 Princípio do Domicílio. não gerando. Em novembro de 1987 foi acometido por uma doença cardiovascular que o levou à colocação em seu corpo de um marcapasso. HELP S. Renovar. (Apelação Cível: 2006. para tornar mais fáceis as relações internacionais. inclui as terras ou territórios propriamente dito. c) aplica-se a lei do lugar de constituição à qualificação e disciplina das obrigações. OBS. esse ?princípio da territorialidade? não pode ser aplicado de modo absoluto. alega que o contrato é anterior à Constituição da República de 1988 e ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor. na possibilidade que tem o indivíduo de exercer certo direito. Em outras palavras. Conforme Francisco Amaral. b) aplica-se a lei do lugar da situação dos imóveis para qualificá-los e reger as relações que lhe forem pertinentes (art. o nome. portanto. As normas a serem aplicadas em tais casos são fixadas pela lei nacional ou por tratados internacionais. ed. a proteção à dignidade humana e a proteção ao consumidor. precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder. Entretanto.58180: TJ/RJ). a saber: CASO CONCRETO Haroldo Bernardes celebrou em 10 outubro de 1986 contrato de assistência médico-hospitalar para si e sua família com a empresa de assistência médicohospitalar S. É essa uma conseqüência do crescente relacionamento entre os homens dentro da comunidade internacional. Contudo. aplica-se a lei do domicílio do herdeiro ou legatário. etc. Ex. em princípio. 2000. em razão da recusa ao fornecimento do material. Em 1995. conferir um mandato. Os Estados Modernos. . d) aplica-se a lei do domicílio do defunto ou desaparecido à sucessão por morte ou ausência.A. e em determinadas hipóteses à aplicação de normas estrangeiras. 10 da LINDB)" Aplicação Prática Teórica Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reflexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o Direito. tem expectativa de direito quanto à herança. Direito Civil ? Introdução. no intuito de facilitar as relações internacionais. no seu território. para ser entendido e estudado enquanto fenômeno cultural e humano. tem seu campo de aplicação limitado no espaço pelas fronteiras do Estado que a promulgou. 102.S. no caso de a sucessão incidir sobre bens de estrangeiros situado no Brasil.A.O. Em sua contestação a empresa de assistência médico-hospitalar S. . em seu território. respectivamente. as águas e a atmosfera ?territoriais?. nas águas e na sua atmosfera. portanto. Logo. que ele reputa injusta. II: Faculdade Jurídica é um mero poder conferido a determinada pessoa para realizar determinada ação. sendo que a obrigação resultante de contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente (art. em seu território.