O distúrbio antissocial é caracterizado pela indiferença por sentimentos alheios, podendo

adotar comportamento cruel; desprezo por normas e obrigações; dissimulação, baixa
tolerância à frustração e baixo limiar para descarga de atos violentos. Uma perturbação da
saúde mental não relacionado a nenhum tipo de doença.
Na personalidade antissocial (CID.10 classificação F60.) o sujeito costma ser destrutivo e
emocionalmente prejudicial, apresenta falta de ansiedade ou culpa. Seu transtorno surge da
cultura social em que foi inserido desde pequeno, seja no convívio social ou no familiar.
Hoje em dia, no Direito Penal Brasileiro, o psicopata não é mais visto como um ser
inimputável, já que diferente dos outros transtornos mentais o psicopata tem uma
inteligência normal, às vezes até acima da média, possuindo assim consciência de seus
atos.
Afirma Roland sobre a capacidade plena de discernir do psicopata.
“Nenhum dos psicopatas que tive oportunidade de estudar ou
examinar era legalmente insano. Contudo, nenhum era uma pessoa
normal. Todas eram pessoas com distúrbios mentais. Mas, a despeito
de seus distúrbios, que estavam relacionados às índoles e às
compulsões sexuais, eram pessoas cientes de seus atos, tinham
noção de que o que faziam era errado, e decidiram fazer de qualquer
forma” (ROLAND, 2010, p.152)

O Direito Penal á a parte do ordenamento jurídico que descreve as características
do fato criminoso e lhe vincula penas ou medidas de segurança. No atual modelo de
conceito do crime, a culpabilidade é vista como possibilidade de reprovar o autor de
um fato punível porque, de acordo com os fatos concretos, podia e devia agir de
modo diferente. Sem culpabilidade não pode haver pena e sem dolo ou culpa não
pode existir crime. Pelo exposto, a responsabilidade objetiva é insustentável no
sistema penal brasileiro, que, certamente, encapou as ideias da responsabilidade
penal subjetiva.
Dentro da culpabilidade existe outro conceito jurídico, a imputabilidade, que encontra
suas bases condicionadas a saúde mental e a normalidade psíquica. O termo
explica sobre a condição de quem tem a capacidade de realizar um ato com pleno
discernimento e perfeitamente enquadrado nos nossos moldes de realidade. É o
agente que tem a capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se
de acordo com esse entendimento.
Tem-se então que a imputabilidade é a capacidade de culpabilidade. No entanto, em
razão de doença mental, desenvolvimento mental incompleto ou retardado, a higidez
biopsíquica do agente pode restar comprometida. Assim, a inimputabilidade ou
incapacidade de culpabilidade pode decorrer da norma, ao se presumir a ausência
de sanidade mental. Neste sentido, há três causas de inimputabilidade em nosso
Código Penal, que podem ser encontradas no art. 26, in verbis:
“Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental, ou desenvolvimento
mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente

na inimputabilidade penal. . na semi imputabilidade há a prolação de sentença condenatória. Em regra. pois sem tratamento qualificado as chances do mesmo reincidir são altíssimas. 26. Os operadores do direito. Sem muito material em que se apoiar. o nosso código penal não disciplina nada. cumpre ressaltar que. de modo geral. não resta dúvidas que a medida de segurança é a melhor punição para o psicopata. há uma enorme dificuldade de se saber se esse sujeito criminoso tem a relativa capacidade de entender o caráter ilícito do fato. uma vez que a psicopatia se assemelha a uma espécie de perturbação da saúde mental e. porém deve se atentar para o tempo limite que a que fora condenado.” Especificamente quanto ao psicopata. só aponta alguns subsídios aplicados a psicopatia.incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. ou de agir conforme este entendimento. os já citados no art. deve-se sempre estar vinculada a liberação do apenado a sua diminuição de periculosidade em realação ao convívio social. por isso. Porém é fundamental o diagnostico preciso da psicopatia. ou o mesmo acabara sendo condenado como um presidiário qualquer. o agente é absolvido e submetido à medida de segurança. tem disciplinado que os psicopatas deveriam ser responsabilizados penalmente como semi-imputáveis. visto que. mas com a obrigatoriedade de redução da pena.