Órteses na Paralisia Cerebral.

A paralisia cerebral (PC) ou encefalopatia crônica não progressiva da
infância são termos que caracterizam distúrbios cerebrais de caráter
estacionário,

abrangendo

os

sistemas

neurossensorial

e

psicomotor

decorrente de uma lesão ocorrida no período pré, peri ou pós-natal, que
afeta o sistema nervoso central (SNC) em fase de maturação estrutural e
funcional (OLIVEIRA; ET AL, 2010).
As

evidências

apontam

como

principal

etiologia

fatores

pré-natais,

acometendo aproximadamente 80% dos casos,
porém também é encontrada alta incidência em lactentes com baixo peso
ao nascimento. As manifestações clínicas variam de acordo com o padrão
de envolvimento neurológico (encéfalo, cerebelo e núcleos da base) e
etiologia.

É uma disfunção predominantemente sensório-motora e essas

manifestações incluem alteração de tônus muscular, perda do controle
motor,

alteração

caracterizam-se

postural

pela

falta

e

fraqueza

muscular.

Esses

de

controle

sobre

movimentos,

os

distúrbios
por

modificações adaptativas do comprimento muscular, resultando em alguns
casos em deformidades ósseas (OLIVEIRA; ET AL, 2010).
Utilização da AFO (órtese tornozelo-pé) na paralisia cerebral.
Aproximadamente 85% das crianças com Paralisia Cerebral (PC)
utilizam órteses, sendo a de tornozelo e pé (AFO – Anklee Foot Orthose) a
mais freqüente, devido ao quadro de espasticidade muito comumente
encontrado nesses pacientes. As órteses para os membros inferiores são
utilizadas

para

posicionamento

articular,

ortostatismo

e

marcha

de

pacientes portadores de sequelas ortopédicas e neurológicas ( VIEIRA;
PEREIRA, 2007).
A AFO (órtese tornozelo-pé) auxilião no alinhamento e na qualidade da
deambulação. A órtese proporcionará diminuição de a flexão plantar do tornozelo e o aumento da passada o que levará à maior estabilidade na fase
de apoio da marcha, junto à prevenção de deformidades de tornozelo e do
pé pelo alinhamento da articulação, evitando encurtamentos, tudo isso em
função da biomecânica da órtese (OLIVEIRA; ET AL, 2010).

observando efeito na mobilidade funcional e que aproximadamente 66. 2011). Após quatro meses de pós-operatório mantiveram-se ganhos com relação ao início. ET AL. sem provocar a fusão vertebral.As órteses são dispositivos que auxiliam no controle da espasticidade promovendo benefícios em relação à deambulação e na prevenção de complicações. 2011). Essa técnica é pouco invasiva e apresenta vantagens em relação as demais formas de instrumentação sem fusão. 2010).7% em um caso. Permite um acesso paravertebral sem desperiostização da coluna. como a instalação de deformidades. O uso da Prótese vertical expansível de titânio (VEPTR) na escoliose por paralisia cerebral O uso do VEPTR é uma opção de tratamento sem fusão provisório para pacientes com PC imaturos. ET AL. O alongamento é realizado através de simples procedimento com pequenas incisões sem a necessidade do uso de imobilização externa (TYBA. chegando em 66. pois permite o crescimento do tronco.67% não relataram desconforto fazendo uso do adiamento na maior parte do tempo o que proporcionará melhorando a sua qualidade funcional (OLIVEIRA. Neste estudo os 10 pacientes obtiveram correção satisfatória no pós-operatório imediato com média de 41. Entao a Fo sim tem efeitos eficazes nesses pacinte com PC e o estudo feito foi obsevado que aA maioria das crianças que faz uso por longo período sem relatar incômodo. O VEPTR é um método que obteve correção significativa no tratamento provisório das escolioses na PC. apesar complicações de baixa morbidade (TYBA.4%. de frequentes . A correção obtida com o uso do VEPTR no pós-operatório imediato foi em medial. proporciona correção parcial das deformidades. ET AL.