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NOTAS DE AULA DE MÁQUINAS ELÉTRICAS I Professor: José Geraldo Lanna Monitora: Flávia Marcelle M.

NOTAS DE AULA DE MÁQUINAS ELÉTRICAS I

Professor:

José Geraldo Lanna

Monitora:

Flávia Marcelle M. Brito

Colaborador:

Vilmar Siqueira da Silva

Belo Horizonte/MG

2010

Sumário

CAPÍTULO I - CONCEITOS BÁSICOS

3

CAPÍTULO II - CIRCUITO MAGNÉTICO

10

CAPÍTULO III - A BOBINA (SOLENÓIDE)

20

CAPÍTULO IV - INDUTANCIA MÚTUA

28

CAPITULO V - ENERGIA DO CIRCUITO MAGNÉTICO

30

CAPITULO VI - PERDAS MAGNÉTICAS NOS MATERIAIS FERROMAGNETICOS 39

CAPITULO VII - TRANSFORMADOR IDEAL

43

CAPITULO VIII - TRANSFORMADOR REAL

47

CAPÍTULO IX - ENSAIOS DE CARACTERÍSTICAS

61

CAPITULO X - AUTOTRANSFORMADOR

78

CAPITULO XI SISTEMA PERCENTUAL E POR UNIDADE

83

CAPITULO XII TRANSFORMADOR TRIFÁSICO

89

CAPITULO XIII TRANSFORMADOR INSERIDO NO SISTEMA TRIFÁSICO

111

CAPITULO XIV - RESOLUÇÃO DE CIRCUITOS TRIFÁSICOS UTILIZANDO ¨PU¨ 119

Capítulo I Conceitos Básicos

CAPÍTULO I - CONCEITOS BÁSICOS

Na natureza existem perturbações de origens diversas, caracterizadas por manifestações variadas, tais como: calor, força, luz. Essas manifestações ocorrem em uma região do espaço chamado campo. Portanto, campo é um parâmetro geométrico, representando onde uma dessas manifestações está ocorrendo. Assim, onde o calor de uma fogueira é sentido, diz-se que se está no campo da mesma. Do mesmo modo, todo corpo está dentro do campo gravitacional terrestre. Baseado nesse conceito, o campo luminotécnico de uma lâmpada é a região até onde chegam os raios luminosos da lâmpada. A entidade característica da luz é o raio luminoso (lúmen), da gravidade é uma força (Newton) e do calor é um raio calorífico.

O fluxo representa a somatória das entidades unitárias indicadas. Assim, temos

que o fluxo luminoso de uma lâmpada é a soma de todos os raios luminosos que dela emanam. Por exemplo, uma lâmpada fluorescente de 40 W tem fluxo luminoso de 2300 lúmens. Fluxo magnético( ) é o número total de linhas de força existente num determinado circuito magnético:

de força existente num determinado circuito magnético: A densidade de fluxo relaciona o fluxo e a

A densidade de fluxo relaciona o fluxo e a área em que o mesmo incide

perpendicularmente. Assim dizemos que o iluminamento sobre o plano de uma mesa de trabalho é a relação entre o fluxo luminoso da lâmpada e a área da

mesa, ou seja:

o fluxo luminoso da lâmpada e a área da mesa, ou seja: A lúmen 2 m

A

o fluxo luminoso da lâmpada e a área da mesa, ou seja: A lúmen 2 m

lúmen

2

m

lux

lux

B

Densidade de fluxo magnético (B) se refere à concentração de linhas de força em uma dada seção (área):

B A
B
A

A intensidade de campo mede onde a manifestação é maior ou menor. No caso

da iluminação, onde tem mais luz ou menos luz. Normalmente, a intensidade é maior nas proximidades da perturbação, por isto, existe mais luz perto da lâmpada, assim como, existe mais calor perto da fogueira. Quando afastamos da perturbação a intensidade diminui. Intensidade de campo magnético (H) é a razão entre a fmm e o comprimento médio do circuito magnético, isto é:

fmm H l
fmm
H
l

Capítulo I Conceitos Básicos

Magnetismo é uma perturbação caracterizada por uma manifestação de uma força, que pode ser de atração ou repulsão. Por exemplo, corpos de material ferroso são atraídos ou repelidos na proximidade de um imã ou de um circuito elétrico com corrente circulante. O magnetismo é oriundo de uma ordenação dos diversos dipolos existentes em um material. Esta ordenação é obtida na prática, atritando-se o material com um imã ou por eletromagnetismo que é a produção de magnetismo em um circuito quando uma corrente elétrica circula pelo mesmo. Após estes procedimentos aparece a manifestação de força. Eletromagnetismo: a corrente elétrica percorrendo um condutor gera na região do espaço próxima ao mesmo a manifestação de uma força, ou seja, magnetismo. A força é uma grandeza fasorial que apresenta módulo, direção e sentido, conforme fig. 1. Módulo: depende do valor da corrente em Ampères e do meio onde se instala o circuito; Direção: as forças elementares são mostradas como linhas circulares concêntricas em relação ao condutor chamadas de linhas de fluxo; Sentido: segundo a regra da mão direita de Fleming, temos o dedo polegar no sentido da corrente, o sentido das linhas de fluxo será indicado pelos demais dedo da mão.

linhas de fluxo será indicado pelos demais dedo da mão. A I (A) a C Φ
linhas de fluxo será indicado pelos demais dedo da mão. A I (A) a C Φ
linhas de fluxo será indicado pelos demais dedo da mão. A I (A) a C Φ
A I (A)
A
I (A)

a

C

Φ

será indicado pelos demais dedo da mão. A I (A) a C Φ corrente I (entrando

corrente I (entrando no papel)

Seção AA do condutor

Fig. 1 Linhas de força em um condutor percorrido por uma corrente elétrica

Capítulo I Conceitos Básicos

1.1 Força entre condutores paralelos percorridos por correntes elétricas:

Consideremos agora, um circuito conforme fig. 2. Observando as forças geradas pelos condutores 1 e 2, verificamos que na região do espaço entre os dois condutores as forças produzidas por ambos se somam, aumentando a intensidade magnética nesta região. Nas regiões acima do condutor 1 e abaixo do condutor 2 a concentração de força é menor do que na região central.

condutor: 1

I

de força é menor do que na região central. condutor: 1 I condutor: 2 Fig. 2

condutor: 2

Fig. 2 Forças geradas pelos condutores 1 e 2

F 1 I 1
F
1
I
1
I 2 F 2
I
2
F 2

Na natureza as perturbações tendem a se propagar partindo das regiões de alta concentração (intensidade mais alta) para regiões de baixa concentração (intensidade mais baixa). O calor flui do corpo mais quente para o corpo mais frio. Deste modo, no condutor 1 aparece uma força para cima e no condutor 2 aparece uma força para baixo ficando demonstrado a existência de uma repulsão entre os condutores. Num caso prático, conforme mostrado na fig. 2.1, um sistema elétrico trifásico é mostrado em uma estrutura poste x cruzeta com os 3(três) condutores distribuídos sobre isoladores. O condutor do extremo direito tem uma corrente I 1 penetrando no papel e o condutor próximo tem a corrente I 2 saindo do papel. Haverá uma concentração maior de energia na região entre os condutores e haverá uma força de repulsão.

Capítulo I Conceitos Básicos

Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x
Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x
Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x
Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x
Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x
Capítulo I – Conceitos Básicos Fig. 2.1 – Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x

Fig. 2.1 Sistema Elétrico Trifásico em uma estrutura Poste x Cruzeta

Esta força pode ser calculada pela lei de Ampère:

onde:

F

Esta força pode ser calculada pela lei de Ampère: onde: F 2,04 10 x 7 I

2,04 10

x

7
7

I xI

1

2

D

F = Força em Newton; I 1 e I 2 = Correntes nos condutores em ampere D = Distância entre os condutores em metro.

Para o circuito da fig. 2, como as correntes são iguais (I 1 = I 2 ), temos:

F

como as correntes são iguais (I 1 = I 2 ), temos: F 2,04 10 x

2,04 10

x

7
7

I

1

2

D

1.2 Tensão induzida em um condutor que se movimenta em um magnético:

induzida em um condutor que se movimenta em um magnético: campo Fig. 2.2 – Condutor em
induzida em um condutor que se movimenta em um magnético: campo Fig. 2.2 – Condutor em

campo

Fig. 2.2 Condutor em movimento em um campo magnético

Capítulo I Conceitos Básicos

Capítulo I – Conceitos Básicos O condutor CD repousa sobre o plano H. Um fluxo magnético

O condutor CD repousa sobre o plano H. Um fluxo magnético faz um ângulo

repousa sobre o plano H. Um fluxo magnético faz um ângulo / 2 com o plano

/ 2

com o plano H.

Suponhamos que se aplique uma força ao condutor CD deslocando-o para esquerda com uma velocidade (v ). Pela Lei de Faraday aparece tensão elétrica (f.e.m.) no condutor CD; pois passa a existir movimento relativo entre condutor e fluxo. Esta tensão vale:

e

e

CD

CD

.
.

A

l v sen

.

.

e fluxo. Esta tensão vale: e e CD CD . A l v sen . .
e fluxo. Esta tensão vale: e e CD CD . A l v sen . .

B l v sen

.

.

.

Esta tensão vale: e e CD CD . A l v sen . . B l

onde:

e

CD = Força eletromotriz entre C e D;

B = Densidade de fluxo no plano H de área A(m²); v = Velocidade imposta ao condutor em m/s;

área A(m²); v = Velocidade imposta ao condutor em m/s; = Ângulo entre e v .

= Ângulo entre

v = Velocidade imposta ao condutor em m/s; = Ângulo entre e v . Para /

e v .

Para

/ 2 , a tensão induzida é máxima: , a tensão induzida é máxima:

e

CD

e v . Para / 2 , a tensão induzida é máxima: e CD B l

B l v

.

.

Para

0 , ou seja, , ou seja,

e v estão na mesma direção, a tensão induzida será nula. v estão na mesma direção, a tensão induzida será nula.

Podemos demonstrar que a mesma expressão e explicitada em função do fluxo como segue:

e

CD

e explicitada em função do fluxo como segue: e CD B l v . . pode

B l v

.

.

pode ser transformada

Ao sair da posição 1 e ir para a posição 2, o condutor descreve um comprimento ds. A área correspondente é dA l.ds . A tensão induzida pode ser escrita conforme abaixo:

l.ds . A tensão induzida pode ser escrita conforme abaixo: e CD B . l .

e

CD

B . l .

B . l .

ds

B
B

dA

d
d

dt

dt

dt

Se tivermos N condutores

e

CD

d N
d
N

dt

Capítulo I Conceitos Básicos

Esta expressão demonstra que a tensão induzida e gerada tanto pela movimento

do condutor diante do fluxo ( e

B . l . v ) ou pela variação do fluxo com o condutor

B . l . v ) ou pela variação do fluxo com o condutor CD estacionário

CD

estacionário (

e

d N CD dt ).
d
N
CD
dt
).

Fig. 2.2a Condutor fixo em um campo magnético variável

1.3 Interação entre o fluxo magnético e um condutor percorrido por uma corrente elétrica:

e um condutor percorrido por uma corrente elétrica: Na figura abaixo, o condutor BC está exposto

Na figura abaixo, o condutor BC está exposto ao fluxo e é percorrido por uma corrente proveniente de uma fonte de tensão (V).

Fig. 2.3 – Condutor percorrido por uma corrente exposto ao fluxo
Fig. 2.3 – Condutor percorrido por uma corrente exposto ao fluxo

Capítulo I Conceitos Básicos

A

seção S 1 S 2 é mostrada no desenho abaixo:

A seção S 1 S 2 é mostrada no desenho abaixo: Fig. 2.4 – Seção S

Fig. 2.4 Seção S 1 S 2

O

Os dois fluxos interagem, aumentando a densidade de fluxo no lado esquerdo do condutor e diminuindo do lado direito. Como resultado, o condutor vai deslocar para direita, ou seja, da região de maior densidade magnética para região de menor densidade magnética. Para que haja o deslocamento faz-se necessário admitir a existência de uma força F conforme indicado nas figuras.

condutor BC fica submetido ao fluxo

indicado nas figuras. condutor BC fica submetido ao fluxo e ao fluxo c gerado pela corrente

e ao fluxo

nas figuras. condutor BC fica submetido ao fluxo e ao fluxo c gerado pela corrente i.

c gerado pela corrente i.

F

submetido ao fluxo e ao fluxo c gerado pela corrente i. F B . l .

B.l.i.sen

e ao fluxo c gerado pela corrente i. F B . l . i . sen

onde:

F = Força em Newton;

l = Comprimento do condutor em (m);

i = Corrente em ampère;

l = Comprimento do condutor em (m); i = Corrente em ampère; = Ângulo entre e

= Ângulo entre

do condutor em (m); i = Corrente em ampère; = Ângulo entre e H o plano

e H o plano que contem o condutor

Pode-se observar na fig. 2.4 que a interação entre os fluxos

deformação do fluxo

2.4 que a interação entre os fluxos deformação do fluxo e o qual tende a se

e

2.4 que a interação entre os fluxos deformação do fluxo e o qual tende a se
2.4 que a interação entre os fluxos deformação do fluxo e o qual tende a se

o

qual

tende

a

se

alinhar

c provoca a com

c .

2.4 que a interação entre os fluxos deformação do fluxo e o qual tende a se

Capítulo II Circuito Magnético

CAPÍTULO II - CIRCUITO MAGNÉTICO

Este circuito é composto de duas partes:

MAGNÉTICO Este circuito é composto de duas partes: dispositivo produtor de fluxo magnético; caminho destinado

dispositivo produtor de fluxo magnético; caminho destinado à passagem do fluxo magnético produzido.

O dispositivo produtor de fluxo magnético é conhecido como bobina ou solenóide, sendo de construção simples, é obtido enrolando-se um fio isolado formando várias espiras. É essencial que o fio seja isolado para evitar curto-circuito entre as espiras. O material que servirá de suporte para o enrolamento pode ser madeira, papelão, etc., conforme fig. 3. Para se obter fluxo é necessário fazer circular uma corrente elétrica, pois, como vimos anteriormente, para produção de magnetismo deve haver corrente elétrica percorrendo um condutor. Deste modo, o nosso dispositivo produtor de fluxo passa a ser um circuito elétrico composto de um fio enrolado (bobina) e uma fonte de tensão que poderá ser contínua ou alternada. Essa é a condição para que circule uma corrente elétrica I nas N espiras da bobina. Então, aparecem linhas de força concêntricas em torno dos condutores das diversas espiras. Observando os condutores superiores e inferiores, conforme fig. 3, verifica-se que o fluxo magnético resultante na região central é aditivo e tem sentido da direita para esquerda. O retorno do fluxo se dá por cima e por baixo, partindo do ponto N até o ponto S. O ponto N é chamado de Norte e o ponto S é chamado de Sul. Na parte central, o fluxo é e nas partes superior e inferior é /2.

central, o fluxo é e nas partes superior e inferior é /2. V Φ/2 N Φ
central, o fluxo é e nas partes superior e inferior é /2. V Φ/2 N Φ
central, o fluxo é e nas partes superior e inferior é /2. V Φ/2 N Φ

V

Φ/2

N Φ S
N
Φ
S

Φ/2

Fig. 3 Linhas de força em um enrolamento de N espiras

Capítulo II Circuito Magnético

O meio físico no qual se dá o trajeto do fluxo para esse caso (fig. 3) é o ar. Mas, poderíamos instalar um material ferroso, como por exemplo, um arame de aço de seção circular, conforme fig. 4.

Φ

um arame de aço de seção circular, conforme fig. 4. Φ Φ d Arame de aço

Φ d

Arame

de aço

Fig. 4 Linhas de fluxo em um enrolamento de N espiras e circuito magnético

Como o material ferroso conduz melhor do que o ar, a tendência do fluxo é ficar confinado nesse material (arame de aço), não havendo condução através do ar, correspondente a parte inferior do carretel. Entretanto, na prática, algum fluxo retorna pela parte inferior sendo chamado de fluxo de dispersão ( d ). Portanto, o caminho destinado à passagem do fluxo magnético é chamado de núcleo magnético sendo um item importante a ser considerado. Existem diversos materiais para construção do núcleo magnético, alguns oferecem um caminho de

fácil passagem para o fluxo (núcleo de material ferroso), enquanto outros apresentam dificuldade a passagem do fluxo (núcleo de ar, madeira, vácuo, etc.). Esse grau de dificuldade representa a oposição do meio à passagem de fluxo é chamado de relutância. A relutância depende de:

a) comprimento do trajeto do fluxo (l);

b) área da seção transversal do material onde o fluxo transita (A);

seção transversal do material onde o fluxo transita (A); c) natureza do material, chamada de permeabilidade

c) natureza do material, chamada de permeabilidade do meio ( ).

natureza do material, chamada de permeabilidade do meio ( ). Temos a expressão matemática que quantifica

Temos a expressão matemática que quantifica a relutância:

l R A
l
R
A

Concluímos que para obtenção de magnetismo a partir de energia elétrica, devemos montar um circuito elétrico composto de uma bobina e uma fonte de tensão, fazendo circular uma corrente elétrica (I) nas espiras da bobina. Nesse circuito elétrico, carregado, surge uma grandeza chamada força magnetomotriz (fmm). Esta grandeza vale: fmm NI

elétrico, carregado, surge uma grandeza chamada força magnetomotriz ( fmm ). Esta grandeza vale: fmm NI

Capítulo II Circuito Magnético

Capítulo II – Circuito Magnético Aparecendo força magnetomotriz, finalmente surge o fluxo magnético ( ),

Aparecendo força magnetomotriz, finalmente surge o fluxo magnético ( ), caracterizado por um conjunto de forças elementares, representadas por linhas. O fluxo é uma grandeza fasorial, cujo módulo é expresso por:

fmm NI R R
fmm
NI
R
R

A permeabilidade dos diversos materiais é relativa a permeabilidade do vácuo, cujo valor é:

0 4 10
0 4
10

7 Tm

Ae

Nas aplicações práticas será informada a permeabilidade absoluta, assim todo valor dado deverá ser multiplicado por 0 para relativizá-lo ao vácuo:

ser multiplicado por 0 para relativizá-lo ao vácuo: r x 0 . Apresentamos a seguir as
r x 0 .
r x
0
.

Apresentamos a seguir as grandezas definidas anteriormente e sua respectiva unidade no sistema internacional (SI):

 

Grandeza

 

Unidade

 

fluxo magnético

Wb :

Weber

: :
:
:

densidade de campo

Wb/m 2 = T :

Tesla

H :

intensidade de campo

Ae/m :

Ampère espira por metro

fmm :

força magnetomotriz

Ae :

Ampère x espira

R :

Relutância

Ae/Wb :

Ampère espira por Weber

:
:

Permeabilidade

Tm/Ae :

Tesla x metro por Ampère espira Weber por Ampère espira x metro

 

ou Wb/Ae.m

2.1 Analogia entre os circuitos elétrico e magnético:

No circuito elétrico, temos as grandezas fundamentais: tensão, resistência e corrente ligadas entre si pela Lei de Ohm. Há circulação de corrente, quando uma força eletromotriz é aplicada sobre uma resistência inserida em um circuito, conforme fig. 5a).

No circuito magnético podemos dizer que há circulação de fluxo magnético, quando uma força magnetomotriz, produzida por uma bobina é aplicada sobre um núcleo com uma relutância inserida, conforme fig. 5b).

Capítulo II Circuito Magnético

Capítulo II – Circuito Magnético F i g . 5 a ) C i r c

Fig. 5a) Circuito Elétrico

5 a ) C i r c u i t o E l é t r

Fig. 5b) Circuito Magnético

Circuito Elétrico

Circuito Magnético

fem (força eletromotriz)

fmm (força magneto motriz)

R (resistência)

R (relutância)

I (corrente)

Φ (fluxo)

σ (condutividade)

μ (permeabilidade)

A relutância é um parâmetro que só depende do material, da sua natureza e da sua geometria, do mesmo modo que se observa para resistência no circuito

elétrico. Com efeito,

. O parâmetro σ é chamado de condutividade.

l l A A
l l
A A

R

No circuito magnético

R

l A
l
A

, onde:

resistividade;l l A A R No circuito magnético R l A , onde: σ – condutividade;

σ – condutividade;

permeabilidade;R l A , onde: resistividade; σ – condutividade; l - comprimento do fio para o

l - comprimento do fio para o circuito elétrico e comprimento do núcleo para o

circuito magnético;

A - seção transversal do fio para o circuito elétrico e seção transversal do núcleo para o circuito magnético.

2.2 Características dos materiais magnéticos:

Como vimos anteriormente, a permeabilidade é o parâmetro que mede o grau intrínseco de oposição que um material oferece à passagem das linhas de força.

Existem os materiais não magnéticos, chamados de diamagnéticos e

paramagnéticos, cujas permeabilidades são próximas do vácuo Tm/Ae.

Os materiais ferrosos, entretanto, apresentam permeabilidade elevada em relação ao vácuo. Esses materiais são chamados de ferromagnéticos. Para fabricação de núcleos magnéticos de transformadores e motores são especificados materiais ferrosos aos quais é adicionado silício no percentual de até 6% conseguindo uma liga de ótima permeabilidade.

0 4 10 7
0 4
10
7

Capítulo II Circuito Magnético

Os materiais diamagnéticos e paramagnéticos, com permeabilidade próxima a do vácuo, obedecem à Lei de Ohm do circuito magnético, havendo uma proporcionalidade entre o fluxo magnético ( ) produzido e a força magnetomotriz (fmm) produtora do fluxo, conforme mostrado na fig. 6.

( fmm ) produtora do fluxo, conforme mostrado na fig. 6. (Wb) fmm (Ae) Fig. 6

(Wb)( fmm ) produtora do fluxo, conforme mostrado na fig. 6. fmm (Ae) Fig. 6 –

fmm ) produtora do fluxo, conforme mostrado na fig. 6. (Wb) fmm (Ae) Fig. 6 –

fmm (Ae)

Fig. 6 Curva de magnetização (materiais não magnéticos)

Os materiais ferromagnéticos apresentam proporcionalidade entre fluxo e fmm para baixos valores de fmm. Para valores elevados de fmm, o fluxo não aumenta na mesma proporção do aumento do Ampère-espira. A variação apresenta uma reta inicial, enquanto para valores maiores de fmm aparece um patamar horizontal chamado de saturação, conforme fig. 7.

B
B

A

B p

saturação proporcionalidade
saturação
proporcionalidade

H

p

fmm

m

7. B A B p saturação proporcionalidade H p fmm m H Fig. 7 – Curva

H

Fig. 7 Curva de magnetização (materiais ferromagnéticos)

A curva completa, composta da reta e do patamar é chamada curva de magnetização. A curva tem no eixo horizontal a intensidade de campo (H) e no eixo vertical a densidade de fluxo (B). As unidades são respectivamente Ae/m (Ampère-espira por metro) T (Tesla). Podemos conceituar o parâmetro H, intensidade de campo, como sendo a quantidade de força magnetomotriz necessária para impelir o fluxo através de 1 metro de comprimento do núcleo.

Capítulo II Circuito Magnético

Para um determinado ponto da curva, conhecendo o valor de B, é possível determinar a fmm (Ae) necessária para impelir o fluxo em 1(um) metro linear do núcleo considerado. Através da curva também se pode determinar a permeabilidade do material, já que:

B H
B
H

2.3 Resolução de circuitos magnéticos:

Os circuitos magnéticos podem ser constituídos por um único material, por dois ou mais materiais, ou seja, podem conter trechos de núcleo com diferentes permeabilidades, comprimentos e seções. Quando um dos trechos é o ar, intercalado entre dois materiais sólidos, o mesmo recebe o nome de entreferro.

Na fig. 8a), temos um núcleo com 3 materiais diferentes, formando três trechos em série, todos com a mesma seção transversal, porém com diferentes comprimentos e permeabilidades. Sendo assim, esse circuito magnético é composto por três relutâncias distintas colocadas em série: R 1, R 2 e R 3 . A fmm será produzida por uma bobina de N espiras, instalada sobre o montante da esquerda, na qual circula uma corrente I. A fig. 8b) representa o circuito magnético simplificado.

. A fig. 8b) representa o circuito magnético simplificado. Fig. 8a) – Circuito magnético Fig. 8b)
. A fig. 8b) representa o circuito magnético simplificado. Fig. 8a) – Circuito magnético Fig. 8b)

Fig. 8a) Circuito magnético

Fig. 8b) Circuito magnético simplificado

Supondo que sejam conhecidas a fmm, as dimensões (comprimento e seção transversal) do núcleo e as permeabilidades dos materiais, é possível calcular o fluxo, aplicando-se a Lei de Ohm. Analogamente, o fluxo magnético que corresponde à corrente no circuito elétrico será calculado através da expressão:

NI R R R 1 2 3
NI
R
R
R
1
2
3

Capítulo II Circuito Magnético

Para os circuitos com relutâncias em paralelo calculamos a relutância equivalente:

, a fmm é a mesma sobre os ramos em paralelo, do mesmo

1

, a fmm é a mesma sobre os ramos em paralelo, do mesmo 1 R 1

R

1

a fmm é a mesma sobre os ramos em paralelo, do mesmo 1 R 1 R

R

1

é a mesma sobre os ramos em paralelo, do mesmo 1 R 1 R 1 R

R

1

R

eq

1

2

3

modo que a tensão é a mesma nos terminais das resistências em paralelo. O fluxo

será calculado por:

das resistências em paralelo. O fluxo será calculado por: NI . R eq Para os circuitos

NI

.

R eq

Para os circuitos mistos, calcula-se a relutância equivalente em paralelo, simplificando o circuito para relutâncias em série. Ver circuito magnético na fig. 9a e circuito magnético simplificado na fig. 9b.

Φ1 Φ2
Φ1
Φ2
Φ1 Φ2 R0
Φ1
Φ2
R0

Fig 9a)



     






     








 





   Fig 9b)    Fig 9a) Circuito

Fig 9b)

   Fig 9b)    Fig 9a) Circuito magnético





Fig 9a) Circuito magnético Fig 9b) Circuito magnético simplificado

Capítulo II Circuito Magnético

2.4 Exercício Resolvido:

Questão 1:

Circuito Magnético 2.4 Exercício Resolvido: Questão 1: O circuito magnético acima possui r a ç o
Circuito Magnético 2.4 Exercício Resolvido: Questão 1: O circuito magnético acima possui r a ç o
Circuito Magnético 2.4 Exercício Resolvido: Questão 1: O circuito magnético acima possui r a ç o

O circuito magnético acima possui r aço = 2000 e as dimensões do núcleo são constantes para todo o circuito, sendo 2,5cm de espessura e 2,5cm de profundidade, exceto a perna central do núcleo que possui 5cm de profundidade. Pede-se:

a) Os fluxos magnéticos;

b) As densidades de fluxo.

Solução letra a):

fmm

b) As densidades de fluxo. Solução letra a): fmm NI fmm 200 x 1 200 Ae

NI

fmm

b) As densidades de fluxo. Solução letra a): fmm NI fmm 200 x 1 200 Ae

200x1

densidades de fluxo. Solução letra a): fmm NI fmm 200 x 1 200 Ae R R

200Ae

R

R

R

R

R

l r x 0 0 4 10 7 A
l
r x
0
0 4
10
7
A

Wb

Ae m

.

aço

efd

aço

efe

direitoR R R R l r x 0 0 4 10 7 A Wb Ae m

7,5 9,9 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x
7,5
9,9
7,5 .10
2
x 4
10
7
x
2,5
x
2,5 10
x
4
7,5 9,9 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x 4
7,5 9,9 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x 4

158.598,7

2000

10 7 x
10
7
x

4

0,10 10

x

2,5

2 2,5 10 x 4
2
2,5 10
x
4
x 4 158.598,7 2000 10 7 x 4 0,10 10 x 2,5 2 2,5 10 x

x

1.273.885,4

Ae

Wb

Ae

Wb

esquerdox 4 0,10 10 x 2,5 2 2,5 10 x 4 x 1.273.885,4 Ae Wb Ae

7,5 9,95 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x
7,5
9,95
7,5 .10
2
x 4
10
7
x
2,5
x
2,5 10
x
4
7,5 9,95 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x 4
7,5 9,95 7,5 .10 2 x 4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x 4

158.917,2

2000

10 7 x
10
7
x

4

2,5

2 x 4
2
x
4

2,5 10

4 10 7 x 2,5 x 2,5 10 x 4 158.917,2 2000 10 7 x 4

0,05 10

x

x

636.942,7

Ae

Wb

Ae

Wb

Capítulo II Circuito Magnético

Calculando o circuito elétrico equivalente:

Magnético Calculando o circuito elétrico equivalente: RD RC RE R aço direito R e f d
Magnético Calculando o circuito elétrico equivalente: RD RC RE R aço direito R e f d

RD

RC

RE

R aço
R
aço

direito

o circuito elétrico equivalente: RD RC RE R aço direito R e f d 158.598,7 1.273.885,4

R efd

158.598,7

158.598,7

1.273.885,4

1.273.885,4

1.432.484,1158.598,7 1.273.885,4 Ae Wb

Ae

Wb

10 x 10 2 2000 x 4 10 7 x 2,5 x 5 x 10
10
x
10
2
2000
x
4
10
7
x
2,5
x
5
x
10
4
4

31.847,1

Ae

Wb

R aço
R
aço

esquerdo

10 7 x 2,5 x 5 x 10 4 31.847,1 Ae Wb R aço esquerdo R

R efe

158.917,2636.942,7 795.859,9 Ae Wb

636.942,7158.917,2 795.859,9 Ae Wb

795.859,9

795.859,9

Ae

Wb

R eq

e 158.917,2 636.942,7 795.859,9 Ae Wb R eq RDxRE RE 1.432.484,1 795.859,9 x RD 795.859,9 1.432.484,1

RDxRE

RE
RE

1.432.484,1 795.859,9

x

RD

Ae Wb R eq RDxRE RE 1.432.484,1 795.859,9 x RD 795.859,9 1.432.484,1 fmm R 511.616,1 Ae

795.859,9

1.432.484,1

eq RDxRE RE 1.432.484,1 795.859,9 x RD 795.859,9 1.432.484,1 fmm R 511.616,1 Ae Wb c R

fmm

R

511.616,1

511.616,1

Ae

Wb

c
c
x RD 795.859,9 1.432.484,1 fmm R 511.616,1 Ae Wb c R NI Rc 200 31.847,1 eq

R

NI

Rc
Rc

200

1.432.484,1 fmm R 511.616,1 Ae Wb c R NI Rc 200 31.847,1 eq 511.616,1 Sabemos que

31.847,1

eq

511.616,1

Sabemos que

fmm

D

Wb c R NI Rc 200 31.847,1 eq 511.616,1 Sabemos que fmm D fmm E ,

fmm

E

, logo

D E
D
E

RE

31.847,1 eq 511.616,1 Sabemos que fmm D fmm E , logo D E RE 795.859,9 RD

795.859,9

RD

1.432.484,1

que fmm D fmm E , logo D E RE 795.859,9 RD 1.432.484,1 0,555 0,00037 Wb

0,555

fmm D fmm E , logo D E RE 795.859,9 RD 1.432.484,1 0,555 0,00037 Wb RDx

0,00037 Wb

RDx

D
D
D E RE 795.859,9 RD 1.432.484,1 0,555 0,00037 Wb RDx D REx E Temos que D

REx

E
E

Temos que

D E
D
E

C , ou

0,555x

E E C
E
E
C
E
E
RD 1.432.484,1 0,555 0,00037 Wb RDx D REx E Temos que D E C , ou

0,00037

1,555

0,00024 Wb Wb

RD 1.432.484,1 0,555 0,00037 Wb RDx D REx E Temos que D E C , ou

Capítulo II Circuito Magnético

D
D
Capítulo II – Circuito Magnético D 0,00037 0,00024 0,00013 Wb Contra prova: - A fmm na

0,00037

Capítulo II – Circuito Magnético D 0,00037 0,00024 0,00013 Wb Contra prova: - A fmm na

0,00024

0,00013 Wb Wb

Contra prova:

- A fmm na perna central vale: fmm

- A fmm disponível nas relutâncias em paralelo será:

C

C
C

xRc

fmm disponível nas relutâncias em paralelo será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D

0,00037 31.847,1

x

relutâncias em paralelo será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm

11,78

em paralelo será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm

fmm

D

em paralelo será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm

fmm

E

fmmparalelo será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm C 200

será: C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm C 200

fmm

C

C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm C 200 11,78

200

11,78C C xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm C 200 188,22

xRc 0,00037 31.847,1 x 11,78 fmm D fmm E fmm fmm C 200 11,78 188,22 Ae

188,22

Ae

fmm D 188,22 0,00013 Wb D RD 1.432.484,1 fmm E 188,22 0,00024 Wb E RE
fmm D
188,22
0,00013 Wb
D
RD
1.432.484,1
fmm E
188,22
0,00024 Wb
E
RE
795.859,9

Resumo:

C
C
C 0,00037 Wb

0,00037 Wb

D
D
D 0,00013 Wb

0,00013 Wb

E
E
E 0,00024 Wb

0,00024 Wb

Solução letra b):

B

B

B

B

Wb E 0,00024 Wb Solução letra b): B B B B A C D E C

A

C

D

E

C
C

A

2,5 0,00037 x 5 x 10 4

letra b): B B B B A C D E C A 2,5 0,00037 x 5

0,296 T

D
D

0,00013

4
4

x

2,5 10

x

0,208 T

A 2,5

E
E

A

0,00024

4
4

x

2,5 10

x

0,384 T

2,5

Ae

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

CAPÍTULO III - A BOBINA (SOLENÓIDE)

Trata-se de um dispositivo, constituído de um fio isolado que é enrolado em torno de um núcleo feito de um determinado material. Anteriormente, foi explicado como este dispositivo transforma energia elétrica em energia magnética. O comportamento da bobina depende da natureza da fem ou tensão aplicada ao circuito elétrico, que pode ser proveniente de uma fonte de tensão contínua ou alternada. Sob tensão contínua, a corrente terá sentido único consequentemente o fluxo também apresentará um sentido único, determinado pela “regra da mão direita”. Temos então numa seqüência o aparecimento das seguintes grandezas: tensão aplicada (V) corrente (I) força magnetomotriz (fmm) fluxo magnético ( ). Sob tensão alternada, a corrente não será unidirecional, produzindo um fluxo cujo sentido muda em função do tempo, conforme indicado nas figs. 10ª) e 10b) .

do tempo, conforme indicado nas figs. 10ª) e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V)
do tempo, conforme indicado nas figs. 10ª) e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V)
do tempo, conforme indicado nas figs. 10ª) e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V)
do tempo, conforme indicado nas figs. 10ª) e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V)

Tensão alternada (+V)

indicado nas figs. 10ª) e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V) Fig. 10a) –

Tensão alternada (-V)

e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V) Fig. 10a) – Circuito magnético Fig. 10b)
e 10b) . Tensão alternada (+V) Tensão alternada (-V) Fig. 10a) – Circuito magnético Fig. 10b)

Fig. 10a) Circuito magnético

Fig. 10b) Circuito magnético

Além disso, surge nos terminais da bobina (H 1 e H 2 ) uma grandeza adicional, denominada tensão induzida (e). Temos então numa seqüência o aparecimento das seguintes grandezas: tensão aplicada (V) corrente (I) força magnetomotriz (fmm) fluxo magnético ( ) tensão induzida (e). A produção de tensão induzida é baseada na Lei de Faraday que diz: “Quando existe um movimento relativo entre um condutor elétrico e um fluxo magnético, aparece no condutor uma força eletromotriz (tensão elétrica)”.

no condutor uma força eletromotriz (tensão elétrica)”. movimento Φ S N Fig. 11a) – Produção de
no condutor uma força eletromotriz (tensão elétrica)”. movimento Φ S N Fig. 11a) – Produção de
no condutor uma força eletromotriz (tensão elétrica)”. movimento Φ S N Fig. 11a) – Produção de
no condutor uma força eletromotriz (tensão elétrica)”. movimento Φ S N Fig. 11a) – Produção de
movimento Φ S N
movimento
Φ
S
N

Fig. 11a) Produção de tensão induzida a partir de fluxo

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

A

produção de tensão induzida pode ocorrer de duas maneiras:

de tensão induzida pode ocorrer de duas maneiras: Seja um fluxo magnético invariável no tempo ,

Seja um fluxo magnético invariável no tempo, produzido por uma corrente contínua (DC), instala-se um condutor elétrico conforme mostrado na fig. 11ª). Fornecendo energia mecânica ao condutor de modo a movimenta-lo para cima aparece então uma fem no condutor. Esta fem é uma grandeza fasorial sendo sua direção e sentido, dados pela “regra da mão direita” - o dedo indicador no sentido do fluxo, o polegar no sentido do movimento do condutor, o dedo médio indicará o sentido da fem induzida. Vê-se aí a conversão de energia mecânica em energia elétrica, conforme ocorre nas centrais elétricas. Nesse caso, o fluxo é constante e o condutor varia de posição.

I Φ S N V Fig. 11b) Produção de tensão induzida a partir de fluxo
I
Φ
S
N
V
Fig. 11b) Produção de tensão induzida a partir de fluxo

Agora, seja um fluxo magnético variável no tempo produzido por uma corrente alternada (AC) de valor eficaz ( I ). variável no tempo produzido por uma corrente alternada (AC) de valor eficaz (I). Instala-se o condutor conforme fig. 11b). Mesmo sem movimento do condutor irá surgir uma fem induzida no condutor. Esse é o princípio básico de funcionamento dos transformadores. Nesse caso, o fluxo é variável e o condutor é estacionário dentro do fluxo (em posição fixa).
dos transformadores. Nesse caso, o fluxo é variável e o condutor é estacionário dentro do fluxo

      

módulo da tensão induzida (e) depende da quantidade de condutores enlaçados

pelo fluxo. Se a bobina possui N espiras enlaçadas pelo fluxo o valor da tensão induzida será dado pela expressão abaixo, onde fica indicada a variação do fluxo no tempo:

O

d e N dt
d
e
N
dt

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

O sinal (-) menos dessa expressão indica que essa tensão induzida (e) é contrária à tensão aplicada (V) já que o fluxo Φ é função da corrente I e esta por sua vez é função de V. Trata-se, portanto de uma força contra-eletromotriz.

Para o nosso estudo, vamos considerar

fluxo concatenado ou enlaçante que pode ser calculado pela expressão abaixo:

enlaçante que pode ser calculado pela expressão abaixo: o fluxo total produzido pela bobina e o

o fluxo total produzido pela bobina e

o
o
N
N

É importante saber diferenciar uma tensão aplicada (V) de uma fem induzida (e). A primeira é oriunda de uma fonte de tensão, enquanto a segunda “nasce” no condutor, nas entranhas do mesmo e situa-se nos terminais de entrada da bobina. Cálculo da tensão induzida:

e

d N
d
N

dt

como:

da bobina. Cálculo da tensão induzida: e d N dt como: max sen wt e N

max

sen wt

e

N
N

d

dt

da tensão induzida: e d N dt como: max sen wt e N d dt max

max

Nw
Nw

max

temos:

Vemos que a tensão de auto indução é uma cosenóide estando portanto em atraso de 90º relativamente ao fluxo.Na figura 11d vemos a onda de tensão V adiantada de 90º em relação ao fluxo. A tensão e esta atrasada de 90º em relação ao fluxo. Conclui-se que e está defasado de 180º em relação a V. Portanto e é uma onda oposta à V (tensão da fonte).

senwt

cos

wt

Fig. 11d)
Fig. 11d)

Também podemos explicitar a expressão acima em função da corrente. Para isto, vamos conceituar uma grandeza chamada auto indutância (L) ou coeficiente de auto indução, que mede a relação entre um fluxo produzido por uma corrente e o valor da corrente elétrica que o produz.

Temos então que

A unidade da indutância (L) é o “Henry” e o símbolo é H. O sinal negativo refere-se ao enunciado pela Lei de Lenz abaixo. Lei de Lenz: Esta lei complementou a Lei de Faraday dizendo que “a tensão induzida (e) é contrária à corrente (i)” que lhe deu origem. Se a corrente (i) é

à corrente (i)” que lhe deu origem. Se a corrente (i) é i L d dt

i

L
L

d

dt

di

dt

L

eà corrente (i)” que lhe deu origem. Se a corrente (i) é i L d dt

o n d e i onde i

I
I

sen wt

max

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

produzida pela tensão aplicada (V), segue-se que a tensão induzida (e) opõe-se a tensão aplicada (V), conforme visto linhas atrás.

Conforme a expressão

, o valor máximo do

(
(

2

e

maxatrás. Conforme a expressão , o valor máximo do ( 2 e Nw max cos wt

Nwatrás. Conforme a expressão , o valor máximo do ( 2 e max max cos wt

Conforme a expressão , o valor máximo do ( 2 e max Nw max cos wt

max

cos

wt

sen

wt )

sen( wt ) 1 2 4 44 , fN 2 . rms
sen(
wt )
1
2
4 44
, fN
2
.
rms

módulo da tensão induzida ocorre para

expressão:

ou wt=0, e será dado pela

Nw 2 fN max max
Nw
2 fN
max
max

.

e

max

e

rms

e rms . fN 4 44 max

. fN

4 44

max
max

O valor eficaz será:

Analisando a expressão acima, verifica-se que a tensão induzida depende do fluxo que enlaça (fluxo máximo multiplicado pelo número de espiras), da quantidade de espiras enlaçadas e da freqüência de variação do fluxo. Sendo a curva do fluxo uma senóide e a curva da tensão induzida uma cosenóide verifica-se um defasamento de /2 entre elas. Como se trata de um circuito puramente indutivo, a corrente (i) e o fluxo ( ) estão atrasados de /2 em relação à tensão aplicada (V) da fonte. Podemos fazer a representação fasorial conforme indicado no diagrama da fig. 12a e comparar com o diagrama senoidal da fig. 11d.

da fig. 12a e comparar com o diagrama senoidal da fig. 11d. V (tensão aplicada) I
da fig. 12a e comparar com o diagrama senoidal da fig. 11d. V (tensão aplicada) I

V (tensão

aplicada)

I
I

Fig. 12a Diagrama fasorial

w

e (tensão de auto indução)

A tensão aplicada (V) está representada formando um ângulo 0 0 com a horizontal.

representada formando um ângulo 0 0 com a horizontal. A corrente i I sen wt com

A corrente i I sen wt com valor eficaz (I) está atrasada de 90 0 em relação à

max

tensão, por se tratar de um circuito puramente indutivo. A tensão induzida (e) está atrasada de 90 0 em relação a corrente e ao fluxo. Com relação à V, e está deslocada de 180º e, portanto, oposta. Fisicamente, pode-se dizer que, a tensão induzida (e) se opõe a tensão aplicada (V), sendo, portanto uma força contra eletromotriz. As grandezas acima descritas estão indicadas na fig 12a. Vê-se que, a tensão induzida na bobina é produzida pela corrente que circula na mesma bobina, daí chamá-la de tensão de auto indução ou self indução. Cálculo da auto indutância (L) de uma bobina:

Para uma corrente I circulando nas N espiras da bobina, o fluxo concatenado será:

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

comoCapítulo III – A Bobina (Solenóide) N i R teremos: então L L i N 2

Ni

Capítulo III – A Bobina (Solenóide) como N i R teremos: então L L i N

R

teremos:

então

L

L

– A Bobina (Solenóide) como N i R teremos: então L L i N 2 R

i

N

2

A Bobina (Solenóide) como N i R teremos: então L L i N 2 R temos

R

temos

L

N
N

i

vimos

anteriormente

substituindo o valor da relutância

R

l A
l
A
N 2 A L l
N
2
A
L
l

que

Analisando a expressão acima, verifica-se que a auto indutância depende da quantidade de espiras (N) da bobina, da permeabilidade ( ), do comprimento (l) e da seção (A) do núcleo. Todos são parâmetros construtivos da bobina e do núcleo, portanto a auto indutância é uma grandeza que depende apenas da

,

construção da bobina e respectivo núcleo. Para excitação DC, temos

logo a tensão de auto indução será nula. A corrente DC produz fluxo magnético, porem não produz tensão de auto indução. Reatância indutiva:

Do mesmo modo que uma resistência, a bobina oferece oposição à passagem da corrente elétrica, oposição esta, cujo nome é reatância, cuja unidade de medida é ohm ( ). O valor da reatância pode ser deduzido como segue:

. Dividindo ambos os membros

pode ser deduzido como segue: . Dividindo ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44
0
0

d

dt

ser deduzido como segue: . Dividindo ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN
ser deduzido como segue: . Dividindo ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN

4.44

como segue: . Dividindo ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN 2 2

max

como segue: . Dividindo ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN 2 2

4.44

fN 2 2 fN 2
fN
2
2
fN
2
2
2

fNambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN 2 2 fN 2 2 e

ambos os membros 0 d dt 4.44 max 4.44 fN 2 2 fN 2 2 fN

e

rms

fN

da expressão por i temos

encontramos

e rms

i

2
2

i

fiL

e rms

i

2 fN
2
fN

i

como

L

logo: X

L

2
2
e rms i 2 i fiL e rms i 2 fN i como L logo: X

fL

N
N

i

substituindo N

e rms i 2 fN i como L logo: X L 2 fL N i substituindo

iL

Após as considerações anteriores podemos afirmar que uma bobina real, de resistência não desprezível, pode ser apresentada conforme figura 12b abaixo, considerando alimentação em AC.

              
 
  
  

Fig. 12b)

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

Teremos 2(duas) quedas de tensão: E R na resistência e e tensão de auto indução na reatância X L Podemos calcular a tensão na fonte:

V

F

X L Podemos calcular a tensão na fonte:  V F  V C 0 

V C

L Podemos calcular a tensão na fonte:  V F  V C 0  V

0

V

F

 E
E

R

 e
e
na fonte:  V F  V C 0  V F  E R 

0

V

F

 E
E

R

    e V e E C RI 2 R O
e
V
e
E
C
RI
2
R
O

R

A energia na resistência produz calor por efeito joule

A reatância produz energia magnética a ser gasta para produzir o fluxo. Conforme

L
L
magnética a ser gasta para produzir o fluxo. Conforme L 1 2 LI O 2 vamos

1

2

LI O

2

vamos deduzir mais adiante o seu valor é:

O diagrama fasorial correspondente está indicado na figura 12c abaixo

           
 



Fig. 12c)

 

A tensão E R está em fase com I o. A soma fasorial de E R com (-e ) dá o valor da

. A soma fasorial de E R com (- e ) dá o valor da tensão
. A soma fasorial de E R com (- e ) dá o valor da tensão

tensão da fonte( V F ), que agora está adiantada de um ângulo menor que /2 devido a introdução da resistência. Se a resistência é desprezível, R=0, E R =O. Temos então V F =e O circuito passa a ser conforme figura 12d:

     
  
              
    


 
 

Fig. 12d)

Neste caso não existe energia térmica (Joule) e apenas energia magnética destinada à produção de fluxo. Considerando a excitação em DC, temos que a

sempre existe já que depende do número de espiras e da

relutância do núcleo; portanto apenas da construção da bobina.

indutância

N

2

L

do número de espiras e da relutância do núcleo; portanto apenas da construção da bobina. indutância

R

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

Entretanto, a reatância indutiva deixa de existir, já que, mesmo sendo L 0 , em

DC,

e portanto não há tensão de auto indução. O circuito apresenta-se

conforme mostrado na figura.

2 fL 0 . Conseqüentemente,

conforme mostrado na figura. 2 fL 0 . Conseqüentemente, O a X freqüência L 0 é

O

a

X

freqüência

L

0
0

é

nula

X

L

0 . Conseqüentemente, O a X freqüência L 0 é nula X L vamos ter: e

vamos

ter:

O a X freqüência L 0 é nula X L vamos ter: e e I 
O a X freqüência L 0 é nula X L vamos ter: e e I 

e

e

I
I



  
 



 



Fig. 12e)

Existe energia térmica (Joule), e energia magnética para produção de fluxo. Se

(Joule), e energia magnética para produção de fluxo. Se analisarmos sob a equação de Faraday, temos:
(Joule), e energia magnética para produção de fluxo. Se analisarmos sob a equação de Faraday, temos:
(Joule), e energia magnética para produção de fluxo. Se analisarmos sob a equação de Faraday, temos:

analisarmos sob a equação de Faraday, temos: e 4,44Nf 2 0 uma vez que f=0 comprovando, mais uma vez, que a tensão de auto indução é nula quando a excitação for em DC. O circuito fica mais simples conforme mostrado na figura 12e acima.

Vamos agora estudar a variação da relutância do núcleo e a sua influencia nas demais grandezas. Para tanto vamos elaborar um quadro para DC e outro para AC. A variação da relutância do núcleo pode ser feita conforme esquema da figura

12e1.

 
   
 

Em DC:

Fig. 12e1)

 

Posição

R

 

L

 

X

L

 

I

O

 

fmm

   
Posição R   L   X L   I O   fmm     R m
R
R
m
m
 

(l/µA )

(

N 2

)

(2

f
f
   

V

)

 

(

NI

O

)

(

NI

O )

RI 0 2

1 LT

2

 

R

L)

(

R

 

R

2

X=d

X=d   0     constante   constan   consta
 

0X=d       constante   constan   consta

   

constante

 

constan

 

constaX=d   0     constante   constan  

X=d   0     constante   constan   consta
       

te

nte

X=0

X=0   0     constante   constan   consta
 

0X=0       constante   constan   consta

   

constante

 

constan

 

constaX=0   0     constante   constan  

X=0   0     constante   constan   consta
       

te

nte

Em AC:

Posição

R

 

L

 

X

L

 

I

O

 

fmm

   
Posição R   L   X L   I O   fmm        
       

X=d

X=d             *      
 
X=d             *      
 
X=d             *      
   
X=d             *      
 
X=d             *      
 

*

     

X=0

X=0             * R m  
 
X=0             * R m  
 
X=0             * R m  
   
X=0             * R m  
 
X=0             * R m  
 

*

R
R
m
m
 

Capítulo III A Bobina (Solenóide)

*

Se a bobina tiver uma resistência desprezível em relação à reatância, temos

o

seguinte entendimento: se a relutância aumentar, a conseqüente redução de L e

NI

O podemos

dizer que a corrente I o e a relutância ( R ) variam na mesma proporção mantendo

X L aumentará o valor de I o

Analisando a expressão do fluxo

aumentará o valor de I o Analisando a expressão do fluxo R o fluxo constante. Representação

R

o fluxo constante.

Representação gráfica:

Uma curva de magnetização, representa a relutância de um núcleo magnético, pois os eixos correspondem ao fluxo e a fmm. O eixo das abscissas representa a bobina e, portanto o circuito elétrico. O eixo das ordenadas representa o núcleo onde está o fluxo. Deste modo, podemos apresentar no gráfico, através de duas curvas de magnetização duas situações de um núcleo correspondentes à duas relutâncias diferentes, bem como considerar também a excitação da bobina, se em AC ou DC. Vamos considerar a excitação em DC, e a variação da relutância conforme mostrado na pg. 22. Para X=0 R=R f e para X=d R=R a . Vê-se no gráfico I=constante e dois fluxos correspondentes a cada valor de relutância.

e dois fluxos correspondentes a cada valor de relutância. Analogamente, com excitação em AC, o fluxo

Analogamente, com excitação em AC, o fluxo é constante e têm-se dois valores de corrente correspondentes a cada valor de relutância.

em AC, o fluxo é constante e têm-se dois valores de corrente correspondentes a cada valor

Capítulo IV Indutância Mútua

CAPÍTULO IV - INDUTANCIA MÚTUA

Vamos estudar agora a influência que uma bobina (1) exerce sobre uma outra bobina (2), ambas instaladas sobre o mesmo núcleo magnético.

A bobina (1) tem N 1 espiras enquanto a bobina (2) tem N 2 espiras. Excita-se a

enquanto a bobina (2) tem N 2 espiras. Excita-se a bobina (1) com uma fonte AC.

bobina (1) com uma fonte AC. A bobina (1) vai produzir um fluxo 1 variável com o tempo. Esse fluxo, por sua vez, gera uma tensão de auto-indução (e 1 ) na própria bobina (1), contrária à tensão aplicada V 1 pela fonte AC. Por outro lado, este fluxo também enlaça as N 2 espiras da bobina (2) conforme fig. 13a). Na fig. 13b) é apresentado o diagrama fasorial, indicando a posição relativa das grandezas.

fasorial, indicando a posição relativa das grandezas. Fig. 13a) Circuito magnético V 1 1 w I

Fig. 13a) Circuito magnético

V 1

1 w I 1 e 1
1
w
I 1
e 1

Fig. 13b) Diagrama fasorial

Como esse fluxo é variável no tempo, será induzida uma tensão de mútua (e 12 ) nos terminais da bobina (2). Trata-se de uma tensão induzida em uma bobina por um fluxo gerado por outra bobina. Esse fenômeno é chamado de mútua indução e a tensão induzida chama-se tensão de mútua indução. Por convenção indica-se a polaridade instantânea considerando como positivo o terminal onde a corrente deixa a bobina para o circuito externo.

O valor de (e 12 ) será conforme lei de Faraday:

Analisando essa expressão, verifica-se que as espiras são da bobina 2 (N 2 ) e o fluxo 1 é produzido pela bobina (1). A bobina (1) que foi excitada por uma fonte externa, chama-se primário e a bobina (2), onde a tensão foi mutuamente induzida, tem o nome de secundário. No primário temos: tensão aplicada (V 1 ), corrente primaria (I 1 ), fluxo produzido ( 1 ), e tensão de auto indução (e 1 ). Na bobina secundaria, temos apenas a tensão de mútua indução (e 12 ) produzida pelo fluxo ( 1 ) originado no primário.

) produzida pelo fluxo ( 1 ) originado no primário. N 2 1 d dt 4,44

N

2

1
1

d

dt

4,44 fN

2
2

e

12

1.max

.

) originado no primário. N 2 1 d dt 4,44 fN 2 e 12 1.max .
) originado no primário. N 2 1 d dt 4,44 fN 2 e 12 1.max .
) originado no primário. N 2 1 d dt 4,44 fN 2 e 12 1.max .

Aqui também temos o coeficiente de mútua indução ou indutância mútua, cujo símbolo é (M). Cálculo da indutância mútua (M):

Temos que

N 1 2
N
1
2

I

1

N I

1

1

N N

1

2

M

12

1
1
Cálculo da indutância mútua (M): Temos que N 1 2 I 1 N I 1 1

como

R

teremos:

M

12

Cálculo da indutância mútua (M): Temos que N 1 2 I 1 N I 1 1

R

e 12

Capítulo IV Indutância Mútua

Podemos também considerar a excitação da bobina (2) e tensão de mútua indução na bobina (1). Assim temos:

M

21

N 2
N
2

1 I

2

indução na bobina (1). Assim temos: M 21 N 2 1 I 2 onde o fluxo

onde o fluxo ( 2 ) será produzido pela corrente I 2

2
2
onde o fluxo ( 2 ) será produzido pela corrente I 2 2 N 2 I

N

2

I

2

R

teremos:

Como se vê:

M

21

pela corrente I 2 2 N 2 I 2 R teremos: Como se vê: M 21

N N

1

2

e

12

R

N2 I 2 R teremos: Como se vê: M 21 N N 1 2 e 12

2

1
1

d

dt

4,44 fN

2
2

1.max

É também uma grandeza que depende, exclusivamente, da construção das bobinas e do núcleo sobre o qual ela está montada. A unidade da indutância mútua é o “Henry”. Vamos deduzir uma expressão relacionando as indutâncias de auto e de mútua.

Temos que

2

as indutâncias de auto e de mútua. Temos que 2 L 1 R 1 N e

L 1

R

1

N

e L

2

N

2

2

de auto e de mútua. Temos que 2 L 1 R 1 N e L 2

R

logo:

L xL

1

2

N

2

N

2

2

que 2 L 1 R 1 N e L 2 N 2 2 R logo: L

1

R

2

N N L L 1 2 1 2
N N
L L
1
2
1
2

R

2 2 R logo: L xL 1 2 N 2 N 2 2 1 R 2

M

A indução mútua é à base da transferência da energia de um enrolamento para outro enrolamento, desde que acoplados magneticamente. Inicialmente, a energia do circuito elétrico da bobina (1) foi transformada em energia magnética com a produção do fluxo ( 1 ) . Posteriormente, a energia magnética deste fluxo ( 1 ) foi armazenada na bobina (2) disponibilizando nessa, novamente uma tensão elétrica.

deste fluxo ( 1 ) foi armazenada na bobina (2) disponibilizando nessa, novamente uma tensão elétrica.
deste fluxo ( 1 ) foi armazenada na bobina (2) disponibilizando nessa, novamente uma tensão elétrica.

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

CAPITULO V - ENERGIA DO CIRCUITO MAGNÉTICO

A energia elétrica na entrada de uma bobina é transformada em fluxo magnético, no núcleo, gerando uma energia magnética ( ) que fica disponibilizada no núcleo. O nosso objetivo, neste momento, é calcular esta energia. Podemos explicitá-la em função da auto indutância, ou do fluxo magnético, ou do volume do núcleo. Considerações:

fluxo magnético, ou do volume do núcleo. Considerações: e d N ; dt L N ;

e

d N ;
d
N
;

dt

L

N ;
N
;

i

do volume do núcleo. Considerações: e d N ; dt L N ; i BA ;

BA;

L

N

2

núcleo. Considerações: e d N ; dt L N ; i BA ; L N 2

R

a) Energia fornecida pelo circuito elétrico da bobina:

Resulta uma expressão em função da corrente e da auto indutância.

e. i . dt .i.dt

d

em função da corrente e da auto indutância. e . i . dt d L .

L.i.di

d N i dt . L
d
N
i dt
.
L

dt

di

dt

i dt

.

e . i . dt d L . i . di d N i dt .

L i di

.

.

L i. di , temos que: .di , temos que:

1 Li 2 J 2
1
Li
2 J
2

b) Energia armazenada no núcleo

Resulta uma expressão em função de duas grandezas pertencentes ao núcleo:

fluxo e relutância.

1
1

2

Li 2

1
1

2

L N

.

2

2
2

2

L

, temos que:

1 2 J 2 L
1 2
J
2 L
1 N 2 2 1 J R 2 J . 2 L 2
1
N 2
2
1
J
R
2
J
.
2
L
2

c) Energia armazenada no núcleo em função do volume do mesmo.

1
1

2

N

2

2 1
2
1

L 2

N

2 B

2

A

2

1
1

L 2

2

RB A

2

do mesmo. 1 2 N 2 2 1 L 2 N 2 B 2 A 2

B

2

A

2

Chamando “v” o volume do núcleo, temos que :

B 2 A 2 Chamando “ v ” o volume do núcleo, temos que : B

B

2

A

1 v B 2 J 2
1
v
B
2 J
2

Enfatizamos que, uma bobina com resistência desprezível, converte a energia elétrica que lhe é entregue para energia magnética. Entretanto, não há conversão desta última em trabalho mecânico ou em calor; ou seja, a energia não é ativa. No primeiro semiciclo da corrente, a energia elétrica flui da fonte para bobina sendo convertida em energia magnética e fica armazenada na bobina nesta forma. No semiciclo negativo da corrente, a energia armazenada anteriormente, flui da bobina para fonte de tensão. Esta energia cíclica, que vai e volta chama-se energia reativa. Para ser possível a conversão desta energia magnética na forma de energia ativa, mecânica, por exemplo, que é a mais comum, esta energia magnética deve ser variada. Para isto, pode-se manter constante a amplitude da corrente no circuito elétrico DC, variando-se a relutância do núcleo. Teríamos então dois estados de funcionamento, caracterizados por duas relutâncias diferentes R 1 e R 2 . Na fig. 14ª, a relutância R 1 é representada pela curva de

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

magnetização do núcleo oa. Quando se varia o estado do núcleo, por exemplo, variando um entreferro, a relutância muda para R 2 , representada pela curva de

magnetização ob. Vê-se que, o fluxo magnético variou de

portanto, uma variação da energia magnética, correspondendo aos dois estados 0a e 0b. A área hachurada representa a variação de energia magnética e a conversão em energia mecânica gasta para mover o núcleo e variar a relutância.

2 . Houve,

parapara mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, O trabalho gasto para movimentar

mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar
mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar
mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar
mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar
mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar
mover o núcleo e variar a relutância. 2 . Houve, para O trabalho gasto para movimentar

O trabalho gasto para movimentar a parte superior (parte móvel) do núcleo vale:

movimentar a parte superior (parte móvel) do núcleo vale: dWmec Fdx A variação da energia magnética

dWmec Fdx

A variação da energia magnética entre oa

correspondente a relutância R2 vale dWm .

A energia elétrica para suprir a variação da energia magnética vale:

correspondente a relutância R1 e ob

dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec

Temos então:

R1 e ob dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec Temos então: eidt onde dt é
R1 e ob dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec Temos então: eidt onde dt é
R1 e ob dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec Temos então: eidt onde dt é
R1 e ob dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec Temos então: eidt onde dt é
R1 e ob dWl dWl eidt dWm dWm Fdx dWmec Temos então: eidt onde dt é

eidt onde dt é o tempo gasto na variação.

como e

d
d

dt

vem

onde dt é o tempo gasto na variação. como e d dt vem d dt i

d

dt

dt é o tempo gasto na variação. como e d dt vem d dt i dt

i dt dWm dWmec

dWm id

na variação. como e d dt vem d dt i dt dWm dWmec dWm id Fdx

Fdx (equação 1)

então:

Se o entreferro for mantido constante, X= constante, dx

0
0
Se o entreferro for mantido constante, X= constante, dx 0 dWm id nessa condição a energia

dWm id

nessa condição a energia magnética é igual à energia elétrica fornecida e não há conversão em energia mecânica, apenas armazenamento no núcleo magnético. Chamamos a atenção que a energia magnética dWm é função do fluxo magnético do núcleo e da posição relativa do núcleo (fig.14b).

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

Portanto temos:

V – Energia do Circuito Magnético Portanto temos: Wm f ( , x ) dWm Wm
V – Energia do Circuito Magnético Portanto temos: Wm f ( , x ) dWm Wm

Wm f ( , x )

dWm

Wm
Wm
x
x

d

Wm

dx

comparando com a equação 1 temos:

x ) dWm Wm x d Wm dx comparando com a equação 1 temos: id Wm

id

Wm ( , x )

Wm dx comparando com a equação 1 temos: id Wm ( , x ) d x

d

x
x

Wm ( , x )

Fdx

i

F

1 temos: id Wm ( , x ) d x Wm ( , x ) Fdx

Wm ( , x )

x
x

Wm ( , x )

dx

Wm

i ( )d
i (
)d

0

ou

Assim, conhecendo-se a variação de energia magnética, pode-se determinar o valor da corrente no circuito elétrico e a força produzida no dispositivo conversor.

5.1 Exercício Resolvido

Questão 1:

Determinar a energia e a força gerada no entreferro de um circuito magnético onde a variação abaixo deve ser verificada:

fmm

2 2
2
2

N

2

x

Solução:

Ni

2 2
2
2

N

2

x

abaixo deve ser verificada: fmm 2 2 N 2 x Solução: Ni 2 2 N 2
2 N 3 0 0
2
N
3
0
0

Wm i ( ) d

i

2 3
2
3

N

2

x d

abaixo deve ser verificada: fmm 2 2 N 2 x Solução: Ni 2 2 N 2

x

2

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

N

2 3 1 2 d 3 3 3 3 0
2
3
1
2
d
3
3 3
3
0

2 x

x 2

Circuito Magnético N 2 3 1 2 d 3 3 3 3 0 2 x x

x

3 N

F

F

F

F

F

3 ( x 2 ) 3 N 3 x
3
(
x
2
)
3 N
3
x
3 3
3
3

3 N

2 x

2 3 x 3
2
3
x
3

3

3 N

2 N 3 3 x 3
2
N
3
3
x
3

3

N

2

3 x
3 x

3

Escolhendo 2 valores quaisquer; como x=0,20m

F

2

3 N 2 3 x 3 Escolhendo 2 valores quaisquer; como x=0,20m F 2 3 0,035

3

0,035N 2 3 x 3 Escolhendo 2 valores quaisquer; como x=0,20m F 2 3 3 0,20

3

3 Escolhendo 2 valores quaisquer; como x=0,20m F 2 3 0,035 3 0,20 0,0000057 N 0,035

0,20

2 valores quaisquer; como x=0,20m F 2 3 0,035 3 0,20 0,0000057 N 0,035 wb Os

0,0000057 N

quaisquer; como x=0,20m F 2 3 0,035 3 0,20 0,0000057 N 0,035 wb Os entreferros apresentam

0,035wb

Os entreferros apresentam grande valor de relutância e de energia armazenada. Quando se varia o entreferro, altera-se a relutância, obtém-se, portanto variação da energia magnética. Esta energia, na prática, manifesta-se através de ação de uma força F de tração entre as faces do entreferro conforme figura 14c.

manifesta-se através de ação de uma força F de tração entre as faces do entreferro conforme
manifesta-se através de ação de uma força F de tração entre as faces do entreferro conforme

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

Se E ef é a energia armazenada no entreferro e le f é o comprimento do entreferro, podemos escrever:

e le f é o comprimento do entreferro, podemos escrever: Eef F l ef F F
e le f é o comprimento do entreferro, podemos escrever: Eef F l ef F F

Eef F l

ef

F

F

1

v B 2 E 2 1 1 1 1 A B 2 B 2 A
v B
2
E
2
1
1
1
1
A B
2
B
2
A
e
f
A l
B
2
A B
2
e
f
l
l
2
l
2
2
4
10
7
8
10
7
e f
e f
e
f
B 2 A 8 10 7
B
2 A
8 10
7

F

B

A

Newton Tesla m 2

Questão 2:

Calcular a corrente no eletroímã da figura a seguir, de modo a permitir o levantamento da peça inferior, de ferro fundido, que pesa 65Kg. Considerando a excitação AC em 60Hz e resistência desprezível:

a excitação AC em 60Hz e resistência desprezível: Cada entreferro levantará 32,5kgf = 324N F B

Cada entreferro levantará 32,5kgf = 324N

F

B 2 A 8 10 7
B
2 A
8 10
7

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

324

B 2 A B 2 8 10 7
B
2 A
B
2
8
10
7

1.02

B

do Circuito Magnético 324 B 2 A B 2 8 10 7 1.02 B 1 .

1.00 T

B A 1 10 4 2 4 ,
B A
1 10
4 2
4
,

0 0008

wb

Raço

Rff o

50 10 2 2000 4 10 7 2 4 10 4
50
10
2
2000
4
10
7
2
4
10
4
0008 wb Raço Rff o 50 10 2 2000 4 10 7 2 4 10 4

Ae

wb

248805

Ae

wb

30 10 2 700 4 10 7 8 4 10 4
30
10
2
700
4
10
7
8
4
10
4

106631

Re

ntreferro

2 0 5 , 10 2 2 4 10 7 2 4 10 4
2
0 5
,
10
2
2
4
10
7
2
4
10
4

Re q

10307665ntreferro 2 0 5 , 10 2 2 4 10 7 2 4 10 4 Re

Ae

wb

fmm

10307665, 10 2 2 4 10 7 2 4 10 4 Re q 10307665 Ae wb

0, 0008 ,0008

7 2 4 10 4 Re q 10307665 Ae wb fmm 10307665 0 , 0008 8246

8246 Ae

i

10 4 Re q 10307665 Ae wb fmm 10307665 0 , 0008 8246 Ae i 8246

8246

500

q 10307665 Ae wb fmm 10307665 0 , 0008 8246 Ae i 8246 500 16.5 A

16.5A

. . 4 976 114

.

.

4 976 114

.
.

.

9 952 229

Ae

wb

No entreferro aberto (curva Oa fig. 14d)

ia

229 Ae wb No entreferro aberto (curva Oa fig. 14d) ia 16.5 A fmm 8246 Ae

16.5A

fmm

8246Ae Ae

La

aberto (curva Oa fig. 14d) ia 16.5 A fmm 8246 Ae La 500 2 10307665 0,024

500 2

10307665

(curva Oa fig. 14d) ia 16.5 A fmm 8246 Ae La 500 2 10307665 0,024 H

0,024H

No entreferro fechado (curva Ob fig. 14d)

Re

248.805

248.805

106631Re 248.805 355436 Ae wb

355436Re 248.805 106631 Ae wb

Ae

wb

Lb

14d) Re 248.805 106631 355436 Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La

500 2

355436

0,703H H

X

V

La

355436 Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60
355436 Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60

2 fLa

6,28355436 Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 60 0,024

Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024

60

0,024Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 9,04

Ae wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024

9,04

wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024 9,04
wb Lb 500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024 9,04

9,04

500 2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024 9,04 9,04 16.5

16.5

2 355436 0,703 H X V La 2 fLa 6,28 60 0,024 9,04 9,04 16.5 149,16

149,16V (tensão necessária para o atracamento)

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

X Lb

Capítulo V – Energia do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89
Capítulo V – Energia do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89

2 fLb

6,28Capítulo V – Energia do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 60 ib 149,16 264,89 0,56

60V – Energia do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 6,28 ib 149,16 264,89 0,56 A

ib

– Energia do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89 0,56 A

149,16

264,89

do Circuito Magnético X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89 0,56 A 0,703 264,89

0,56A

Magnético X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89 0,56 A 0,703 264,89 A redução

0,703

X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89 0,56 A 0,703 264,89 A redução no

264,89

X Lb 2 fLb 6,28 60 ib 149,16 264,89 0,56 A 0,703 264,89 A redução no

A redução no valor da corrente foi de 16.5-0,56=15,94A Não há variação do fluxo conforme se comprova abaixo.

abertoNão há variação do fluxo conforme se comprova abaixo. 8246 10307665 fechado 0,56 500 x 355436

há variação do fluxo conforme se comprova abaixo. aberto 8246 10307665 fechado 0,56 500 x 355436

8246

10307665

fechadodo fluxo conforme se comprova abaixo. aberto 8246 10307665 0,56 500 x 355436 0,000799 wb 0,000787

conforme se comprova abaixo. aberto 8246 10307665 fechado 0,56 500 x 355436 0,000799 wb 0,000787 wb

0,56 500

x

355436

0,000799 wb wb

0,000787 wb wb

10307665 fechado 0,56 500 x 355436 0,000799 wb 0,000787 wb Fig. 14d Variação da energia magnética.

Fig. 14d

Variação da energia magnética. Podemos variar a energia do circuito magnético, variando a relutância e conseqüentemente a indutância já mostrado na pág. 23 Pode-se também variar a corrente no circuito elétrico (Ver expressões de pág.26) No caso de excitação em DC, podemos variar a energia, mantendo a corrente constante e variando a relutância do núcleo de Rb para Ra. O fluxo no núcleo ira variar de b para a , conforme figura 14f.

a relutância do núcleo de Rb para Ra. O fluxo no núcleo ira variar de b
a relutância do núcleo de Rb para Ra. O fluxo no núcleo ira variar de b

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

Capítulo V – Energia do Circuito Magnético Fig. 14f - energia Se N for o numero
Capítulo V – Energia do Circuito Magnético Fig. 14f - energia Se N for o numero

Fig. 14f - energia

Se N for o numero de espiras da bobina, os fluxos concatenados serão:

a
a
a
a
de espiras da bobina, os fluxos concatenados serão: a a N e b b N Genericamente,

N

e

b
b
b
b
da bobina, os fluxos concatenados serão: a a N e b b N Genericamente, a energia

N

Genericamente, a energia toma a forma da expressão:

I d o
I
d
o

d

e

I d O 0
I
d
O 0

No caso de excitação em AC, com uma bobina de resistência desprezível, que contem uma indutância pura, temos a variação conforme figura 14g

uma indutância pura, temos a variação conforme figura 14g Fig. 14g - coenergia da corrente, mantendo

Fig. 14g - coenergia

da corrente,

mantendo o fluxo constante. De uma maneira geral, a energia toma a forma da expressão:

A variação da relutância de

R a para

R b acarretará a variação di

que corresponde à área hachurada entre as curvas da fig.

14g. Conceitualmente, em AC, o sistema tende a manter a energia magnética do

di
di

d

0
0

i di

e

Capítulo V Energia do Circuito Magnético

núcleo, respondendo com variação de corrente à núcleo magnético.

Em DC a indutância do circuito será

será máxima = (Rmax.) então L será mínimo. A reatância X L =0 já que f=0. A

. Para o entreferro aberto a relutância

toda variação provocada pelo

N

2

L

aberto a relutância toda variação provocada pelo N 2 L R i V r D C

R

i

V
V

r

DC onde r é a resistência ôhmica da

bobina. Para o entreferro fechado a relutância será mínima = (Rmin.) e a indutância

corrente i será então definida por

L

N

2

e a indutância corrente i será então definida por L N 2 R será máxima Apesar

R

será máxima

Apesar da indutância aumentar, a reatância permanecerá nula já que f=0

Teremos então

variação do entreferro quando a excitação é em DC. Na fig. 14f, a variação da energia magnética corresponde à área hachurada entre as curvas e vale:

i

V
V

R

DC o que demonstra que a corrente não altera com a

id
id

d

C o que demonstra que a corrente não altera com a id d e i d

e

i d O circuito elétrico mantém a sua energia constante e

no núcleo magnético, acarretará variação do fluxo

qualquer variação provocada magnético

Questão 3:

Calcular a energia nos entreferros para o circuito do exercício resolvido no item 2.4 da apostila.

Solução:

1 v 2
1
v
2

B

2

1 v efd efd 2 o
1
v
efd
efd
2
o

B

D

2

1 v efe efe 2 o
1
v
efe
efe
2
o

B

E

2

1
1

2

2,5 2,5 10 4 0,1 10 2 4 10 7
2,5
2,5
10
4
0,1
10
2
4 10
7
efe 2 o B E 2 1 2 2,5 2,5 10 4 0,1 10 2 4

0,208

2