Curso Cinco: Educação para as Sociedades Civis Parte Dois: Tópicos Especiais

Módulo Dois: Alfabetização e Matemática para Adultos Trabalho Um: Reflexão Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”, depois pode trabalhar no trabalho sem estar conectado à Internet. 1) Nos Elementos do Programa “Cada-um-Ensina-a-Todos” apresentados nas páginas anteriores, o terceiro princípio geral que governa a alfabetização de adultos ressalta a importância de fazer com que os livros e o trabalho atenda aos interesse dos adultos de sua comunidade. Falou-se sobre determinar “os problemas locais que os adultos enfrentam, que poderiam ser resolvidos com a alfabetização e educação numérica. O conteúdo incluiria questões de: • • • • • • • Saúde e felicidade pessoal; Questões econômicas e sociais; Regras governamentais; Como iniciar ou progredir nos negócios; Como negociar um empréstimo ou comparar preços; Como conseguir um emprego; Como ter uma família feliz, etc”.

Selecione três itens da lista anterior ou acrescente o seu. Discuta como essas idéias se relacionam com os problemas que os adultos enfrentam na sua comunidade e como a alfabetização poderia ajudá-los a vencer essas dificuldades. Se você fosse lançar um livro, por exemplo, direcionado especificamente para os adultos de sua comunidade que títulos daria e que assuntos abordaria em seus livros? (Escreva de 4 a 5 frases para cada pergunta/item). Como Organizar e Dirigir Aulas de Alfabetização de Alto Nível As aulas devem ser bem organizadas, porque os alunos precisam de organização e ordem ao assumir uma nova postura discente. A bagunça atrapalha o aprendizado. É fundamental utilizar fichas. Deve-se desenvolver os formulários abaixo, acompanhados de um sistema claro e fácil de usar para coletar as informações. Formulário de inscrição: (de início deve ser preenchido pelo instrutor em nome do aluno). Este formulário serve para testar o interesse, avaliar a comunidade determinando o perfil dos alunos e planejar eventos e cursos que o aluno deverá fazer futuramente. Ficha de Freqüência: (mantido pelo instrutor para calcular a freqüência dos alunos). Se o aluno faltar à aula, o professor não deve constrangê-lo ou puni-lo, mas descobrir o porquê e trazer o aluno de volta para a sala-de-aula. Ficha do Professor: serve para registrar o histórico dos alunos e as notas das provas aplicadas.

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Fichas Locais e Regionais: contêm gráficos com os índices de alfabetização que indicam se o programa está tendo sucesso ou não. Deve conter datas comparativas. Fichas Mensais: servem para fins gerais. Podem ser publicados em forma de boletim, colocados em rede ou enviados às autoridades do governo. Supervisão: Quem atuar como administrador do programa de alfabetização deve ressaltar as conquistas e os problemas, além de dar sugestões para esses problemas. O administrador deve ser capaz de fundamentar o progresso alcançado com dados para observadores e avaliadores de fora, que deverão comparar este programa específico com outros programas, bem como com estatísticas e normas de padrões curriculares nacionais. As observações feitas por professores em campo devem levar em consideração: As aulas dos professores, a interação com os alunos e a diminuição do ditado em sala-de-aula, enquanto os alunos interagem e assumem uma posição de liderança na classe. A qualidade das perguntas dos professores determina até que ponto elas são atraentes, práticas e realistas. Com o tempo, as perguntas de múltipa escolha devem dar lugar a perguntas dissertativas. Até que ponto o uso de material de apoio ao aprendizado aumenta a qualidade da experiência de aprendizado e varia o modo como as informações são colocadas à disposição dos alunos e utilizadas. Até que ponto o professor consegue demonstrar as competências que deseja transmitir e construir. As apresentações devem incluir várias técnicas diferentes. A distribuição entre exercícios em grupo e o ensino individual. O nível de engajamento dos estudantes na sala-de-aula e em reuniões comunitárias permite reconhecer e recrutar líderes, assim como atribuir responsabilidades e um sentimento de independência que ajudam o líder a atingir objetivos e a crescer profissionalmente. Ainda sobre o item anterior, em termos de reuniões comunitárias, se o anúncio da reunião é claro, bem entendido e amplamente divulgado; se o local é bem preparado e se existe um fórum para os membros da comunidade expressarem sua opinião e ter voz. A freqüência com que os professores fazem visitas às casas dos alunos, recrutam a cooperação dos alunos, estão acessíveis, despertam o interesse dos alunos e dão pareceres claros.

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Avaliação O objetivo da avaliação é descobrir quais são as áreas de ineficiências. A avaliação também provoca um senso de obrigação em relação aos objetivos do próprio curso de alfabetização. A avaliação pode ser feita por observação ou por meio de questionários e listas (ou os dois). Os criadores desses preceitos devem identificar que aspectos do programa merecem maior atenção, com um sinal gráfico de visto ou um “x”, dependendo se a resposta a uma determinada pergunta for positiva ou negativa. Por mais que isso pareça óbvio, num primeiro momento, este fato deve ser ressaltado nos treinamentos de aplicação do questionário porque as pequisas têm demonstrado que o relato impreciso acaba introduzindo relatórios que invalidam o próprio relatório. Lista para a observação de aulas de alfabetização Tópicos e Descrições da lista: Motivação: O planejamento das aulas de alfabetização leva em consideração os motivos para um adulto querer aprender, ler e escrever? Existe motivação? Os objetivos se limitam a “padrões mínimos de alfabetização” ou são mais voltados para “alfabetização funcional” para cima? Localização: A classe é acessível aos estudantes? Tamanho: O tamanho da classe é apropriado? Qual o melhor tamanho? Assentos: Eles possibilitam maior interação entre professor e aluno? Linguagem: É facilmente entendida por todos os alunos? Clima: Os materiais educativos são adequados? Sintonia: Existe sintonia ou há desconfiança? Participação: Os alunos são participativos? Ou são inibidos? Cooperação: Os alunos sabem trabalhar em grupo ou são competitivos? Métodos: Os métodos adotados pelos professores estimulam o aprendizado fácil? Esses métodos permitem aos professores ganhar o interesse dos alunos? Os métodos variam para que todos os alunos sejam atendidos? Seqüência: Em que momento a escrita é ensinada? Deve-se ensinar a leitura antes da escrita ou as duas habilidades ao mesmo tempo? Qual é quantidade de prática oferecida aos alunos? Matemática: A experiência dos alunos é usada como base para o ensino da matemática, para que suas necessidades numéricas sejam atendidas? Acompanhamento: É oferecida leitura de acompanhamento e atividades matemáticas? Há prática? Há um mural para divulgar notícias para as pessoas recémalfabetizadas? Onde as histórias e os trabalhos feitos pelos alunos são afixados?

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Divulgação das Palavras O centro de alfabetização não é o único lugar para a educação. É também o lugar para outros materiais disponíveis: • Materiais de leitura publicados pelo centro de alfabetização; • Mural com materiais de leituras e pesquisas; • Rádio, histórias de sucesso publicadas, conhecimento de ONGs e agências governamentais, divulgação de novos cursos; • Televisão; • Exposições em feriados pelo dia nacional e internacional da alfabetização, visando estimular o interesse para participar e colaborar; • O teatro como forma de representar a vida real; • Utilização de cartazes, gráficos, fotos do centro de alfabetização, ilustrações com letras atraentes em negrito. Leitura obrigatória Seguem abaixo alguns relatos de experiência com educação de jovens e adultos: Projeto Você Aniversaria e a Alegria é Nossa: relato de uma experiência Entre sonhos, números e letras: uma experiência com alfabetizadores do PAS no interior do Rio Grande do Norte A Alfabetização Solidária na Educação Científica A Relação do Ensinar e Aprender nas Comunidades Indígenas O Alfabetizador em Matemática – Aprendendo a Conhecer e a Fazer o Conhecimento Matemático. Novo caminhar: oficinas de leituras em reuniões pedagógicas - uma experiência política e pedagógica com professores alfabetizadores do Programa Alfabetização Solidária em Poço Redondo-Sergipe. Formação continuada: relato de experiência Sites de referência: http://www.cereja.org.br Centro de Referência em Educação de Jovens e Adultos. http://www.paulofreire.org Instituto Paulo Freire. Possui textos e pesquisas sobre EJA. Trabalho 2: Outras Considerações Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá fazer o trabalho sem estar conectado à Internet.

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1) Neste módulo, nós debatemos sobre várias idéias e considerações para criar um programa de alfabetização para adultos. O que você acha que ficou faltando nesse debate? Cite outros três fatores que devem ser pensados para criar, manter e avaliar um centro de alfabetização de adultos. Explique por que esses fatores são importantes. (4-5 parágrafos) 2) Escolha três histórias do livro Vivendo a Alfabetização na seção Leitura Obrigatória da página anterior e escreva um texto livre concentrado para cada uma delas. (com 2 a 3 parágrafos cada um) Nota: Entende-se como texto livre focado um texto que se desenvolve a partir de uma expressão ou frase inspiradora retirada de outro texto. Escreva sobre suas impressões a respeito das experiências que leu. 3) Escreva a frase ou expressão inspiradora entre aspas antes do texto livre, não se esquecendo de citar o título do artigo ou do link do qual ela foi retirada. Trabalho 3: Examinando com atenção Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. 1) Como este módulo pode contribuir para sua comunidade? Fale sobre isso em 2 a 3 parágrafos. 2) Qual é a visão de sua comunidade, de seu país ou das políticas relacionadas à alfabetização para adultos? 3) Que idéias brotam na sua mente quando você pensa em criar um projeto de fiscalização da alfabetização em sua comunidade? 4) Que recursos você tem para dar início a um programa de alfabetização para adultos (em termos de pessoas, voluntários, lugares, dinheiro, suprimentos, apoio do governo, etc.). 5) De que recursos você precisa? 6) Envie seu trabalho para 1 a 5 pessoas que você conhece e/ou para seus companheiros de círculo de aprendizagem. Compartilhe as opiniões recebidas dessas pessoas. Que idéias você tem ao conversar com essas pessoas? Descreva-os aqui. Depois de concluir esse trabalho e receber as considerações do seu tutor, comece a Parte Três deste curso: Como criar e implementar seu projeto de serviço. Módulo 3: Educação Ambiental Visão Geral Algumas pessoas sabem que fazem parte de um mesmo todo. Sabem que nós não estamos separados da natureza. Convivemos com as plantas, os animais, as árvores, os minerais. No Japão, por exemplo, já existem shoppings subterrâneos, e outras construções ainda serão feitas. Uma das justificativas para essas construções é o fato de não destruírem mais a natureza. A Educação Ambiental pode ser abordada de forma diferente por outras culturas. No entanto, há um fio em comum: a missão de desenvolver uma consciência e reverência a terra e seus habitantes. Este módulo aborda o conceito de “Ecologia profunda”, uma interligação com tudo que existe na Terra.

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Este módulo apresenta os conceitos e as organizações que fazem um trabalho essencial em Educação Ambiental e ensina você a observar, questionar, ouvir e se harmonizar – capacidades fundamentais para o estudo. Nosso objetivo é fazer você pegar esses conceitos e aplicá-los para suprir uma necessidade de sua comunidade. Capacidade de Observação “Quantas vezes eu sonhei em observar o mundo com os olhos e com a mente de um chimpanzé. Um minuto desse olhar seria equivalente a uma vida inteira dedicada a pesquisas”. (Drª. Jane Goodall) Drª. Jane Goodall ficou conhecida por ser pioneira em pesquisas com chimpanzés. A chave para seu sucesso, enquanto estava em Gombe, era sua capacidade de observação. Embora muitas pessoas não tenham a oportunidade de observar chimpanzés selvagens, nós precisamos ser ótimos observadores porque observações cautelosas são o alicerce da investigação ambiental. Além disso, é bom lembrar que o que nós observamos e como fazemos nossas observações determinará as perguntas que faremos. Para você sentir na pele o poder da observação, leia esta citação retirada do livro de Jane Goodall In the shadow of man (Na Sombra do Homem): “Por volta do meio-dia, começaram a cair as primeiras gotas pesadas de chuva. Os chimpanzés pulavam de árvore em árvore um atrás do outro, subindo uma ladeira coberta de grama, com os passos fadigados, em direção à selva. Havia sete machos adultos no grupo, inclusive Goliath e David Greybeard, várias fêmeas e poucos jovens. Ao chegar à selva, eles pararam. Foi quando começou a tempestade. A chuva caia torrencialmente e, de repente, o estrondo de um relâmpago estourou em cima da minha cabeça, me fazendo pular. Como se isso fosse um sinal, um dos grandes machos levantou-se rapidamente como se fosse um cavalo, balançou e bravateou ritmicamente pé a pé; eu pude ouvir somente o barulho crescente das suas narinas mais alto do que o ritmo da chuva. Então, ele parou, e desceu pulando a ladeira em direção às árvores de onde viera há pouco. Ele correu e depois de girar ao redor do tronco de uma pequena árvore, passou para os galhos mais baixos e ficou imóvel. De uma só vez, os outros machos fizeram o mesmo. O segundo quebrou um galho mais baixo de uma árvore, se brandiu no ar e, depois, o arremessou para longe. O terceiro parou de correr, ficou de pé e sacudiu os galhos de uma árvore para frente e para trás; depois arrancou um dos galhos e desceu a ladeira com ele. O quarto macho saltou em uma árvore e, quase sem diminuir a velocidade, arrancou um galho pesado, saltou com ele para o chão e desceu ladeira abaixo. Como os últimos dois machos braniram e se calaram, o primeiro que tinha começado toda a cena subiu em sua árvore e começou a descer a ladeira novamente. Os outros que também subiram nas árvores próximas do pé da ladeira, foram atrás. Quando chegaram à selva começaram a gritar de novo, um após o outro, com igual vigor. As fêmeas e os chimpanzés mais jovens haviam subido nas árvores e já tinham quase alcançado a copa desde que o show começara, de onde ficaram assistindo a tudo. À medida que os machos braniam e corriam, a chuva começou a cair mais pesada; fortes relâmpagos começaram a romper o céu, criando luminosidades irregulares com clarões amarelos apavorantes que pareciam fazer as montanhas tremerem. Vinte minutos depois, o último macho desceu a ladeira correndo e sumiu”.

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(Goodall, Jane (1988) In The Shadow of Man. Houghlin Mifflin: Boston p. 5253) Trabalho 1: Salve a Ecologia A observação é crucial para se adquirir competências em Educação Ambiental. Além dessa habilidade, são igualmente importantes as habilidades de fazer perguntas, ouvir e sintetizar – reunir tudo para atender a uma necessidade da comunidade. Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. Utilize os roteiros abaixo para trabalhar as informações que seus alunos têm sobre sua comunidade. Escolha um grupo de perguntas, e responda-as com seus alunos. Escolha os trabalhos de dois alunos, de preferência que morem relativamente longe um do outro, e faça uma comparação sobre como o ambiente pode ou não ter influído nas considerações destes alunos. (1 a 2 páginas) Ao final, entregue este trabalho ao seu tutor e compartilhe as informações no seu círculo de aprendizagem. 1) Quais são os rios, lagos ou mares que cortam sua comunidade ou chegam até ela? Descubra mais sobre a bacia hidrográfica de sua região. 2) Avalie os rios e as fontes de água próximas a onde você mora usando uma escala de 1 a 10 (de 1 - Muito poluído/Imundo até 10 - Limpíssimo). Faça essa avaliação com base em observação visual do canal ou em testes de qualidade da água. 3) De onde vem a água potável que você consome? Quais são as fontes de água potável? Levante informações sobre a água potável distribuída na sua região. 4) Há alguma fonte de poluição humana ao longo dos rios e canais de sua região? De que tipo? 5) Para onde escoa a água da chuva? 6) Há alguma fonte de poluição no solo na sua região? Investigue a qualidade do solo de sua comunidade. 7) Há problemas com lixo em sua comunidade (você vê lixo na rua, nas calhas ou na beira de estrada)? Descubra porque as pessoas jogam lixo na rua e quais são as principais fontes de produção de lixo. 8) Tente localizar uma organização que esteja lutando para resolver o problema do lixo em sua comunidade. 9) Você tem notado o ar poluído em sua região? O ar na sua comunidade é meio turvo e você tem problemas de saúde? Você sente algum cheiro estranho ou diferente no ar? 10) Existem pessoas na sua comunidade que trabalham para ajudar a melhorar a qualidade da água, do solo e do ar? Cite os projetos que têm tido sucesso. As Plantas 1) Quais são as plantas mais comuns em sua região? Para identificá-las, você pode consultar guias de plantas na Internet. 2) As plantas sofrem a influência da ação humana ou da ação de animais? Como isso acontece? A influência é positiva ou negativa? 3) Existem plantas não nativas que foram levadas para sua região por outras pessoas? Essas plantas ajudam ou prejudicam o meio ambiente na sua região? 4) Informe-se a respeito das espécies de plantas não nativas. Colete informações sobre plantas invasoras existentes em sua comunidade.

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5) sua região? 6)

Existe espécies de plantas raras, ameaçadas ou em risco de extinção em As plantas são usadas como medicamento? Quais são elas? Os animais

1) Que tipos de animais existem em seu bairro? Faça uma lista separada para pássaros, répteis, insetos, anfíbios, mamíferos e peixes. Para identificá-los, consulte um guia na Internet. 2) Como as pessoas interagem com os animais em sua comunidade? Essa interação é positiva ou negativa? Como ela acontece? 3) Você cria animais em casa? Quais são? Eles são de estimação ou ajudam na agricultura ou em outros trabalhos familiares? 4) Existe algum animal raro, ameaçado de extinção ou em risco de extinção em sua comunidade? 5) Existe uma diversidade grande ou pequena de animais em sua região? 6) Existe alguma sociedade humanista, abrigo, centro e reabilitação para animais selvagens ou alguma organização que cuida de animais em sua região? Como ela funciona? Comunidade de Pessoas 1) O que você mais gosta em sua comunidade? 2) O que você menos gosta? 3) Na sua opinião, quais são os 5 (cinco) principais problemas que as pessoas enfrentam no dia-a-dia em sua comunidade? 4) Algum destes problemas está ligado à relação que as pessoas mantêm com a natureza, com os animais ou com o meio ambiente? 5) Quais são as suas maiores esperanças em relação à sua comunidade? 6) Existem pessoas em sua comunidade que lutam para sobreviver? Quais são os principais obstáculos que elas enfrentam? 7) Cite exemplos de casos de pessoas que ajudaram outras em sua comunidade. Pode ser um caso pequeno (de uma pessoa que ajudou um vizinho). Recursos Existem várias lições de esperança. Eis algumas (somente on-line): AS - PTA Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – http://www.aspta.org.br A AS-PTA tem sua origem a partir de uma articulação nacional em torno da busca de alternativas tecnológicas para a agricultura, adequadas aos pequenos agricultores. A missão da AS-PTA está centrada no combate à fome e à pobreza no meio rural brasileiro. Para o desempenho desta missão, dedica-se à promoção da assistência técnica inteiramente gratuita - na linha do desenvolvimento sustentável e da agroecologia - aos pequenos agricultores familiares, através de suas comunidades ou organizações, nas áreas (municípios/estados/regiões) em que atua, dirigindo suas ações simultaneamente para a melhoria das condições de vida e dos níveis de renda destas populações e para a promoção de padrões de desenvolvimento rural que restaurem e fortaleçam a capacidade econômica e vitalidade social e a qualidade de vida dos agricultores familiares do Brasil. (Nordeste, Sul, Sudeste) Instituto Sócioambiental http:// www.socioambiental.org

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O ISA nasceu da fusão do Programa Povos Indígenas do CEDI (Centro Ecumênico de Documentação e Informação) com o NDI (Núcleo de Direito Indígena) integrando ambientalistas provenientes de outras Instituições, na perspectiva de integrar a questão social com a ambiental. (Norte, Centro-Oeste e Sudeste) Greenpeace http:// www.greenpeace.org.br Proteger a diversidade da vida em todas as suas formas;Combater a destruição e o uso predatório dos oceanos, do solo, do ar e das fontes de água doce da Terra;Pôr um fim à ameaça nuclear, promovendo o desarmamento e a não-violência;Construir uma vida saudável e segura para as gerações futuras. (Norte, Sudeste e Sul) Ambiente Brasil http://www.ambientebrasil.com.br/ Referência ambiental dentro da Internet. Rede Brasileira de Educação Ambiental http://www.rebea.org.br/ Rede informações sobre educação ambiental. Rede Ambiente http://www.redeambiente.org.br/ Rede de informações sobre educação ambiental. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística http://www.ibge.gov.br Contém as informações sobre a geografia e os dados humanos do Brasil. Trabalho 2: Leitura Reflexiva Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. 1) Escreva um texto livre focado sobre três dos links das páginas anteriores. (cada texto livre deve conter entre 2 a 3 parágrafos). Nota: Entende-se como texto livre focado um texto que se desenvolve a partir de uma expressão ou frase inspiradora retirada de outro texto. O autor de um texto livre focado escreve de forma livre, divagando e voltando para o tema central. 2) Escreva a expressão ou frase inspiradora entre aspas antes do texto livre, não se esquecendo de citar o título do artigo ou do link da qual ela foi retirada. Trabalho 3: Levando Todos Juntos Um homem caminhava na praia quando viu um rapaz ao longe. O homem viu o rapaz pegar alguma coisa e, lentamente, lançá-la no mar. Aproximando-se do rapaz, o homem perguntou: “O que você está fazendo?”. O jovem respondeu: “Jogando uma estrela-do-mar no oceano. O sol está brilhando e a onda está vindo. Se eu não jogá-la de volta, elas morrerão”. “Filho” – disse o homem - “Você não percebe que há centenas de praias e milhares de estrelas-do-mar? Isso não vai fazer diferença!”. Depois de ter escutado pacientemente, o garoto pegou outra estrela-do-mar e jogou-a na onda. Então, sorrindo para o homem disse: “Eu fiz a diferença por uma”. The Star Thrower (O Lançador de Estrelas) de Loren Eiseley. Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet.

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1) Pesquise e debata um problema comunitário ou uma necessidade da população, dos animais ou do meio ambiente. Apresente provas de sua pesquisa e discussão. (4 a 5 parágrafos). Módulo 4: Educação pelas Artes Panorama As artes têm um papel central em muitos lugares do mundo. Em Bali, por exemplo, as pessoas fazem arte desde que nascem até o fim da vida. Todo integrante da comunidade se conhece como “artista”. Em outras culturas, o artista é colocado num palco ou o termo “artista” é reservado apenas para as pessoas que demonstram um determinado dom ou um nível avançado de estudo. As crianças que estudam nas pré-escolas da região italiana de Reggio Emilia são um exemplo de que as crianças são artistas natas e que a educação pelas artes pode fluir facilmente. Nesta seção, vamos partir da premissa de que existe uma relação natural entre a educação e as artes para investigar a aplicação na sala-de-aula e em nossas comunidades. A educação pelas artes ajuda o trabalho de inteligências múltiplas e ajuda a criar um local para diferentes formas de nos conhecer e conhecer os outros. A arte estimula a imaginação, nutre a disposição dos alunos para serem inovadores, solucionar problemas, se conhecer e conhecer outras culturas. Ela reforça as competências de observação e interpretação e dá uma dimensão qualitativa à vida. Através da arte, as crianças aprendem a trabalhar em grupo, trabalhar sozinhas e expressar percepções e emoções pessoais. A arte propicia um diálogo cheio de vida dentro de nós mesmos, das nossas escolas e de nossa comunidade. Criatividade Incipiente Considerando-se o que já sabemos a respeito da aprendizagem das crianças e sua incrível capacidade de expressar visões de si mesmas e do mundo, que mudanças podemos fazer na sala de aula para estimular a criatividade incipiente delas? Tempo: A criatividade não pode ser cronometrada. As crianças precisam de um tempo maior, sem pressa, para explorar e atingir o máximo. Quando elas estão motivadas produzindo algo criativo, ninguém deve pedir para elas irem para outro centro de aprendizado ou para começar uma outra atividade. Espaço: As crianças precisam de um lugar onde possam deixar seus trabalhos para terminá-los no dia seguinte, e de um espaço que seja estimulante para trabalharem. Um espaço opaco e sem vida não estimula a criatividade. O espaço tem de ser bem iluminado, ter cores harmoniosas, áreas próprias para crianças, conter amostras dos trabalhos delas e de outras pessoas (inclusive dos professores e de outros adultos) e materiais atraentes. Material: Sem gastar muito, os professores podem organizar um acervo de materiais que podem ser comprados, achados ou reciclados. Estes materiais podem ser papéis de todos os tipos, canetas para escrever e desenhar, material para fazer montagens e colagens, como botões, pedras, conchas, contas e sementes; e materiais para fazer objetos, como massa de modelar, goma, argila e creme de barbear. Esses materiais são mais aproveitados pelas crianças quando elas ajudam a consegui-los. Clima: O clima na sala-de-aula deve refletir o incentivo dos adultos, a aceitação de erros, de riscos, da inovação e da singularidade e também um pouco de bagunça,

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barulho e liberdade de ação. Os professores devem estimular as crianças a pensarem que são artistas bons desenvolvendo em sala trabalhos de artes e oficinas, mesmo que não tenham talento artístico. É importante que o professor convide um artista ou um pai de aluno que seja artista para dar uma oficina de arte e ele mesmo se aventure no mundo das artes, o que vai refletir de forma positiva em sua capacidade de ensinar arte para as crianças. Momentos: Os melhores trabalhos das crianças e os mais criativos são aqueles que envolvem um encontro revelador com seu mundo interno e externo. Cabe aos professores criar momentos para esse encontro. As crianças têm dificuldade de ser criativas sem ter um objeto concreto. Elas preferem desenhar a partir de provas concretas daquilo que percebem ou do que se lembram. Os professores devem provocá-las e prepará-las para que essas lembraças venham à tona. Por exemplo, os professores podem pedir que as crianças representem seus conhecimentos e o que imaginam antes e depois de ver um programa interessante, fazer uma viagem, ou discutir sobre uma planta ou sobre um animal interessante que foi trazido para a salade-aula. Os professores devem colocar um espelho e fotos dos alunos na sala de artes para que elas possam fazer seu auto-retrato e se observar. Podem pedir que elas comparem o desenho que fizeram de si mesmas com o modelo original e deixar que elas melhorem seu trabalho. (Adaptado do site: www.kidsource.com/kidsource, "Como incentivar a Criatividade nas crianças no início do primário” de Carolyn Pope Edwards e Kay Wright Springate ERIC DIGEST Dezembro 1995) Leitura Sugerida Relato de experiência – Site: www.artenaescola.org.br Recursos On-line: Revista Arte-Educação http://www.revista-arteeducacao.pro.br/ Informações, artigos e links sobre arte-educação. Mapa das artes http://www.mapadasartes.com.br/ Site com links e informações de museus, galerias, ateliês. Com notícias e artigos de arte. Arte-Prática http://www.artepratica.com/index.html Site com informações e cursos de arte gratuitos e online. Enciclopédia de Artes http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm Enciclopédia de artes visuais do Itaú. Centro Cultural do Banco do Brasil http://www.cultura-e.com.br/ Programação e artigos sobre o CCBB Cursos de pintura online e gratuitos http://www.defatima.com.br Cursos de arte Trabalho 1: Um olhar sobre a Reggio Emilia Visuais

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Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. 1) Embora o método de ensino usado na Reggio Emilia seja melhor para a pré-escola, muitos professores reconhecem o valor dessa maneira de ensinar para crianças de todas as idades. Escolha cinco frases no texto sobre a Reggio Emilia e descreva como estas idéias se aplicam a crianças de outras idades pré-escolares. Cite situações que você viveu ou observações feitas ao ver outros professores dando aula. 2) Descreva o papel da arte em sua escola, na sua comunidade e na sua cultura. (3 a 4 parágrafos) 3) O que é preciso para estimular a educação artística em sua comunidade? Cite três atividades/coisas que você pode fazer para aplicar o método e os princípios da Reggio Emília na sua comunidade. (2 a 3 parágrafos) Trabalho 2: Integração Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. 1) Escolha uma matéria – Matemática, Ciências, História, etc. Depois, pense em uma das formas de arte – Música, Dança, Teatro, Literatura, Artes Visuais, etc. 2) Elabore uma aula em que o aprendizado seja facilitado pelo uso da forma de arte que você pensou. (Use o formato abaixo como guia). Escreva enre 2 a 3 parágrafos sobre a aula: o que você fará, os materiais que serão necessários e como sua aula será estruturada. 3) Depois que você e seus alunos tiverem terminado a aula, escreva um texto reflexivo em 3 a 4 parágrafos sobre o processo de criar essa aula com seus alunos. O que você percebeu? O que funcionou? O que você acrescentaria ou deixaria de lado para que ela fosse melhor? Formato da Aula: Tema: Forma de arte: Material do professor: Material dos alunos: Objetivo: (O que você gostaria que os estudantes fizessem?) Por exemplo: Os estudantes vão aprender o funcionamento celular criando uma peça de teatro. O que os estudantes terão que fazer? Exemplo: Trabalho em grupo, distribuir os papéis, confeccionar o vestuário, apresentar a peça, etc. Aquecimento: Explique aos alunos que a arte ajuda a aprender melhor. Apresente o tema e crie um clima para que os alunos se interessem por algo novo. 1) Divida os estudantes em grupos para abordar o tema e discuta-o. 2) Dê tempo para que eles façam perguntas.

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3) Dê tempo para que eles trabalhem em pequenos grupos e dê espaço para que eles trabalhem juntos. Circule pela sala para ver se eles estão de fato trabalhando em grupo. 4) Diga que eles serão avaliados pela capacidade de trabalhar em grupo, pela capacidade de entender o material e pelo desempenho deles na apresentação final. Apresentações: Podem ser individuais ou em grupo, dependendo do que você decidiu. Avaliações: 1) Peça aos estudantes para escrever ou discutir como eles entenderam o tema como pessoa. 2) Peça para eles dizerem se entenderam melhor o tema porque trabalharam em grupo. 3) Peça para eles escreverem ou discutirem se o uso da arte ajudou a entender melhor o tema. Trabalho 3: Práticas Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. 1) Responda às questões: • • • Quais são as políticas do seu país para a educação artística? Quais são as melhores práticas em educação artística do seu país? Quais são as melhores práticas em educação artística na sua cidade?

(Se quiser, inclua materiais indígenas ou de outras culturas que recebem pouca atenção.) 2) Peça a um artista local para trabalhar com você na criação de aulas futuras que integrem as artes do seu país e a arte indígena no currículo. Fale como foi esse encontro com o artista. O que vocês discutiram? Que planos fizeram? (2 a 3 parágrafos) A arte é uma ferramenta poderosa para resolver problemas e criar novas estruturas/formas civis. Reúna um grupo de sua comunidade para resolver um problema ou criar alguma coisa nova. Use a música, movimentos, a dança, textos, palavras, etc. Para obter uma nova ótica a respeito do problema e também novas percepções. Como você planejaria a primeira reunião? Que recursos você tem? De que você precisa? Fale do planejamento e do resultado do encontro. (4 a 5 parágrafos) (reformular) Módulo 5: Educação para Meninas Panorama

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Para milhões de mulheres de todo o mundo, a carência de educação é uma desvantagem pela qual elas pagam um preço muito alto. Aproximadamente 565 milhões de mulheres são analfabetas, sobretudo nas áreas rurais pobres. Essas mulheres não sabem assinar o próprio nome, entender instruções escritas ou preencher um formulário. A carência da educação as impossibilita de ganhar dinheiro e conseguir crédito, de participar de decisões em sua família e nas comunidades e de oferecer às crianças uma melhor chance de vida. A falha na educação dessas mulheres quando elas ainda eram jovens é conseqüência de muitos fatores, que variam da necessidade do trabalho feminino em casa, atitudes que desvalorizam a educação das meninas, medo em relação à segurança das meninas fora de casa e falta de recursos para pagar a educação delas. A Educação para Meninas é um agente crucial de esperança. As pesquisas nos mostram como a educação está ligada ao bem-estar. A educação de meninas oferece vários benefícios para elas mesmas, para suas famílias atuais e futuras e para sua comunidade. Nós enfatizamos o pilar do desenvolvimento internacional: Prioridade para as mulheres, prioridade para a água, prioridade para o regional. A mulher vem em primeiro lugar. Mulheres em Primeiro Lugar Este módulo apresenta orientações e benefícios relacionados à Educação para Meninas e oferece recursos para aprofundar seus estudos, para que no final você possa relacionar o que aprender com as necessidades de sua comunidade. Orientações e Efeitos na Educação para Meninas

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No mundo inteiro, dois terços das mulheres são analfabetas (876 milhões), e este número tende a aumentar nos próximos vinte anos. (UN, The World’s Women “O Mundo é das Mulheres” 2000, Trends and Statistics, 2000). “Existem aproximadamente 700 milhões de crianças entre 6 e 11 anos. Mais de 110 milhões não estão na escola e cerca de dois terços delas são meninas.” (Carol Bellamy, UNICEF, 9/07/2000). Meninas com 18 anos têm em média 4,4 anos menos educação do que os meninos. (UNICEF, Os Ministros das Finanças do Mundo Têm Novas Ações Pela Luta da Pobreza: UNICEF diz que a chave é o investimento na Educação para Meninas, 26/02/2001). Estas mesmas crianças são quatro vezes mais propensas à desnutrição. (UNICEF, Os Ministros das Finanças do Mundo Têm Novas Ações Pela Luta contra a Pobreza: A UNICEF diz que a chave é investir em Educação para Meninas, 26/02/2001). A mortalidade infantil diminui com o aumento das mulheres alfabetizadas. (UNICEF, Benefícios da Educação para Meninas). As mulheres sem estudo são vulneráveis ao HIV. (UNICEF, Benefícios da Educação para Meninas). Mulheres à Luta!

“Em estudos da ONU, do Banco Mundial e de acadêmicos de todo o mundo – A Educação para Meninas é apontada como o único e melhor investimento que qualquer sociedade pode fazer.”

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Carol Bellamy, Diretora Executiva da Fundação para Crianças das Nações Unidas (Em discurso no Fórum Assembléia do Milênio sobre Educação para Meninas, 7/09/2000). Benefícios A educação é vital para garantir uma melhor qualidade de vida para todos. Em todos os países, a Educação para Meninas promove benefícios sociais para as futuras gerações: • Uma menina instruída quase sempre se casa mais tarde e tem menos filhos; • Os filhos de mães instruídas têm mais chances de sobreviver; serão mais bem nutridos e educados; • Uma menina instruída será mais produtiva em casa e terá um salário melhor no trabalho. “Para cada ano adicional de estudo, o salário de uma menina sobre 15%.” (UNICEF, Benefits of Girl’s Ecucation, 2001); • • Ela será capaz de se proteger do HIV; Ela também será capaz de assumir um papel ativo ao tomar decisões sociais, econômicas e políticas por toda sua vida. Estudos de Casos Eu curso a segunda série do Ensino Fundamental. Estou com 15 anos e casei duas vezes...na idade de 10 e 12 anos. Não fiquei com meu segundo marido. Meu primo me disse para ir para a escola. Sou a primeira filha e tenho três irmãs e dois irmãos. Eu gosto das aulas e sou a décima-sexta de 120 estudantes. Minha irmã mais nova era casada, mas por causa das minhas boas notas ela resolver ir para a escola. Meus pais não estão muito contentes com o fato de eu estar estudando. De qualquer forma, eu quero continuar incentivando outras garotas a estudar também”. (Tadfe Tsega, Etiópia). “Na África há 24 milhões de meninas que não fazem o Ensino Básico. E em 22 países africanos, os meninos são mais numerosos no Ensino Básico, ultrapassando cinco pontos percentuais. Nos países que sofrem com altos índices de pessoas com HIV, o fato de muitas meninas não estarem na escola é uma grande ameaça à vida. Mais de 40% das meninas desconhecem a AIDS, comparado com 8 porcento das meninas que tem o ensino básico”. (Carol Bellamy, UNICEF 15/08/2001). “Uganda é líder na área da educação com uma política de Livre Educação Básica, e isso enfatiza a igualdade dos sexos. Outro exemplo de liderança é o da Malásia. Quando o país organizou a Livre Educação Primária, em 1994, os cadastramentos começaram com menos de 50 porcento e foram para mais de 80 porcento”. (Carol Bellamy, UNICEF, 15/08/2001). “Todos têm conhecimento de que uma mulher educada tem poucos filhos e é mais provável que mande seus filhos para a escola. No Brasil, atualmente, mulheres analfabetas têm uma média de 6,5 filhos, enquanto que aquelas que têm Ensino Médio têm 2,5 filhos. O filho de uma mãe zambiana com educação básica tem 25 porcento mais chances de sobreviver do que um filho de uma mãe sem educação”. (Fórum de Educação Mundial, Mulheres e Meninas: Educação, não Discriminação 2000).

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“A instrução básica dá voz às mulheres. Em Bangladesh, mulheres com Ensino Médio são três vezes mais propensas a acompanharem encontros políticos do que uma mulher sem educação”. (Fórum de Educação Mundial, Mulheres e Meninas: Educação, não Discriminação 2000). O alto custo da educação formal tem impedido que meninas de vários países vão à escola. Há quinze anos Alamassou não era diferente de Tongo, no entanto, a atenção e a parceria local criaram novas escolas comunitárias. (http://app.netaid.org/programs/GS/Stories/hazara/index.html) No Zimbábue rural, um projeto da Educação para Meninas organizado pela Cambridge Female Educational Trust (Verdade Educacional Feminina de Cambridge) “Camfed” diz que somente 5% das 387 meninas que se formam no Ensino Médio (no Camfed) viraram mães com idade de 18 a 24 anos. A média nacional é de 47% entre meninas de 20 a 24. (UNICEF). Trabalho Um: Reflexão Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”, depois disto você pode trabalhar neste trabalho sem estar conectado à Internet. 1) Escolha três frases deste módulo. Categorize-as. 2) Sobre cada sentença, escrevea um texto livre focado (1-2 parágrafos ao longo de cada uma). Recursos Os seguintes recursos servem para que você aprofunde seu conhecimento sobre Educação para Meninas: Uma chance justa: Como Alcançar a Igualdade de Gênero na Educação Básica de 2005. Resumo do Relatório. Clique no ícone abaixo para acessá-lo: Parceria em Estratégias Sustentáveis para a Educação de Meninas <//www.girlseducation.org/welcomelow.asp> Trabalho colaborativo com outros países que examina questões políticas referentes à Educação para Meninas – objetivos, estratégias, ações específicas e lições aprendidas. SEWA: Self-Employed Women's Association <//www.sewa.org> Organiza trabalhadoras mulheres autônomas com o objetivo de obter segurança laboral, segurança de renda, segurança alimentar e segurança social (pelo menos atendimento de saúde, atendimento a crianças e abrigo). Sozinhas, elas se tornam visíveis. Suas contribuições são reconhecidas. BRAC <//www.brac.net/edf.htm> Exemplar programa de educação em Bangladesh com especial ênfase no cadastramento de meninas. Com a inclusão das escolas formais e não-formais, a União das Livrarias e os Centros de Leitura estão desenvolvendo o hábito de leitura de

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adolescentes e mulheres. Clique no ícone abaixo para acessar o documento BRAC, Programa de Educação. Atividades em Sala-de-Aula Atividades manuais como representações e cartografias exploram a idéia de inclusão na sala-de-aula e na escola, levando em consideração a Educação para Meninas. Clique nos ícones abaixo para acessar: UNICEF <//www.unicef.org/girlseducation/index.html> O propósito de atrair mais meninas para escola, garantir que fiquem na escola e que tenham acesso às ferramentas básicas para toda a vida. Clique no ícone abaixo para acessar Educação para Meninas – Transformando o Futuro. NetAid <//www.netaid.org/campaigns/actionweek/gce_girledu.pt> Trabalha para que as meninas tenham educação, que é um direito básico. Realiza pesquisas de qualidade educacional e sobre as melhores práticas em Educação para Meninas; organiza oficinas que reúnem os formuladores de políticas, especilalistas, advogados e acadêmicos para mostrar experiências e disseminar estratégias para o avanço na Educação para Meninas. SAGE <//sage.aed.org/> Dedicado a questões de monitoramento e avaliação da Educação para Meninas. Um fórum que mostra experiências, estratégias e resultados. GEMS <//www.educategirls.com/> Trabalho Dois: Leitura Ativa Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”, depois disto você pode trabalhar neste trabalho sem estar conectado à Internet. 1) Faça um texto livre focado em três diferentes recursos dentre os que foram apresentados nas páginas anteriores. (2-3 parágrafos) 2) Seja preciso ao escrever frases ou sentenças na citação marcada e dê um título à causa ou artigo. Trabalho Três: Unindo o Aprendizado com Necessidades Para fazer este trabalho, clique no ícone abaixo. Quando ele aparecer, pressione “Salvar”. Assim, você poderá trabalhar sem estar conectado à Internet. A partir das leituras de suas experiências e da possibilidade de intervir em outras experiências na sua comunidade, responda às questões: 1) Descreva três ou quatro processos para que a Educação para Meninas dê certo. Por quê? 2) Em cada questão colocada por você, qual é a maior mudança? 3) Quais são as políticas nacionais em relação à Educação para Meninas? Quais são as melhores práticas do seu país? (Se quiser incluir contribuições indígenas, comunidades baseadas em outras culturas e outras estruturas que mereçam atenção, fique à vontade).

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4) Cite três coisas que você pode fazer para que a Educação para Meninas cresça em sua comunidade. Que recursos você tem? De que recursos precisa? Como pensou nesse projeto? (2 a 3 parágrafos) 5) Envie seu trabalho para o Círculo de leitura. Troque opiniões e comentários com seu grupo. Descreva-o aqui.
Quando concluir este trabalho e seu instrutor disser que você está pronto, continue a Parte Três deste curso: Como Construir e Implementar Seu Projeto de Serviço.

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