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IV - EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO

N.°122*

(20.06.01)
1(14)
A, dono de um cobiçado Porsche, acordou verbalmente com B,

em Janeiro 2001, que lhe venderia esse mesmo automóvel por
100.000 euros, no último dia útil de Abril.

Deixando claro que as entregas por B valeriam apenas como
princípio de pagamento, este ficou de entregar a A 50.000 euros
no último dia útil de Fevereiro, contra a entrega das chaves, e
25.000 euros no último dia útil de Março.

No último dia útil de Fevereiro, B é procurado por Ç que exibe
um contrato celebrado com A, do qual decorria ser titular do
crédito de 50.000 euros. B recusa-se a pagar a Ç e entrega os
50.000 euros a A,, que os recebe, entregando este a B as chaves do
carro.

No último dia útil de Março, B é abordado por D que exibe uma
procuração de A para receber a quantia acordada. B recusa-se a
pagar a D.

No início de Abril, A escreve uma carta registada a B,
considerando o contrato resolvido por falta de pagamento dos
25.000 euros não pagos em Março e dos restantes 25.000 euros

antecipadamente vencidos, informando que retém os 50.000
euros recebidos e exigindo a restituição do automóvel.

Na mesma carta, A informava B que, por escritura pública
outorgada na véspera, prometera vender o automóvel a E.

Os valores em escudos foram convertidos para euros.

123

F. transeunte que fora atingido por uma pedra projectada pelo Porsche em andamento. não havendo lugar à aplicação do art. seu motorista. Quicljuris7 N. 2.000 euros. que continua interessado no automóvel. 3° parágrafo: Cessão do crédito de 50.01) / f^ TÓPICOS DE RESOL UÇÂO I Quid /ufis'7 11(6) A e B. presume que a mesma foi feita por sua conta./' circular com o Porsche. na venda. logo bilaterais) e do regime "geral" do art. 5°parágrafo: Admitindo mora do devedor quanto aos 25. ao visitarem uma exposição de pintura de quadros de D. 440°.000 euros.000 euros em dívida. por sua vez. aprovando-a entusiasmado e escrevendo uma carta de aceitação dirigida a D. 771°. mas este opõe-lhe o argumento de que combinara com A ser este a suportar a totalidade da dívida. Entretanto. por 125 . in fine.IV . toxicodependente. recusaram a entrega a C.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES l. Questão da aplicação do regime do art.000 euros acrescidos dejuros à taxa legal. apesar de 124 saber que estes se tinham vinculado para com E a dar-lhe preferência l°parágrafo: Qualificação como contrato-promessa unilateral. C regressa e ao ter conhecimento da aquisição do quadro por A e B. l. Contudo. B. Perto do fim do mês. Pretende ainda B saber a sua posição face à pretensão de C. 583°/1 ou 583°/2. 2° parágrafo: Entrega apenas como princípio de pagamento.°122-A (20. Regime art.000euros. ausente em parte incerta. o qual. onde estava expressamente proibido de . 2. que "endereça" a responsabilidade para B. A e B pagaram metade do preço. a sanção seria indemnização moratória quanto aos25. 4° parágrafo: Regime art. na altura. amigos de C. Equacionação (de afastar. A e B acordaram com D a aquisição do mesmo por l 00. emprincípio) da construção do contrato como bilateral. tendo ficado acordado que a parte restante seria paga no final do mês. 7 81°. 441° (aplicável directamente às promessas de compra e venda.000 euros e as despesas suportadas. 774°). qual a melhor tutela da sua posição patrimonial face a A.000 euros. 805°) em função do lugar do cumprimento (em princípio: art. Mora do credor (813°) ou do devedor (art.06. que exige o pagamento de 50. C pretende intentar acção judicial contra A e B para obter o reconhecimento da propriedade e a entrega do quadro. entretanto.000 euros de Março. pelo menos. exige uma indemnização a A. A e B. que. Entretanto. circulava com o veículo numa zona da cidade conhecida pelo "mercado da droga". que. pretende saber como atingir esse objectivo ou. em função do referido no 2° parágrafo. viram um Santa-Rita que C procurava havia muito tempo. a imputa a G. apesar de este se oferecer para pagar os 100. Uma vez que havia vários interessados na aquisição do quadro. tinham recebido uma proposta do coleccionador E para venda do quadro por 250. C exige de B o pagamento dos 50. Questão da validade formal. 3.

583° e arts.01) 1(6) A. seria. aprecie fundadamente as seguintes hipóteses autónomas. relevante. celebrou com este o seguinte contrato: Contra o pagamento de 2. 127 . mas sem alteração significa- l. a recusa de Â. A circunstância do acordo com E não destrói a vinculação de A face a B.000 euros de A para B_: art. Regime ari.07. B poderia optar por entregar aA 100 garrafôes de azeite. Art. Questão de saber se o acidente se deu no âmbito da comissão.01. Relação comitente-comissárío entre B_e G.01. A comprava a B 1.06. permite a este recorrer à execução especifica (art. No pressuposto de que se trata de um caso de risco próprio do veículo: posição de B como detentor. 513°. em vez das garrafas de vinho. Necessidade de destrinçar o regime da aquisição do quadro. ^ O facto de a carta ter sido enviada no princípio de Abril abre as portas à equacionação do relevo da afirmação peremptória de 2.QOQeuros e consequências respectivas.500 euros. 830°. em função da actuação de A e B em nome próprio ou em nome de C. não havendo sinal. As garrafas seriam entregues a A em 09. Eficácia da tradição da coisa: Polémica sobre a interpretação do regime art. Tendencial ^ não querer cumprir. vendera todo o stock a um comerciante. 2. A circunstância do pacto de preferência com E não altera a solução antenor. Eventual culpa in eligendo e questão de saber se a mesma. A passa a estar vinculado também em relação a E. N. de dívida liquidável em prestações. Admitindo que a gestão foi não representativa. face ao acordo concreto.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO não se tratar. 830°) ou a indemnização nos termos gerais. sem prejuízo do acordo feito. A hipótese não é conclusiva no sentido de se tratar de gestão representativa ou não representativa. dentre os vários que tinha em / armazém. 2üparte e 1181 °). da aprovação e da ratificação. Ficou ainda convencionado. (02.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES IV . tiva nas conclusões anteriores. 3. Regime da regularidade da gestão. Eventualmente. Hipótese de indemnização nos termos gerais de direito. in casa. u Requisitos da gestão de negócios. 126 Os valores em escudos foram convertidos para curos. 1a Em 08. não tendo o facto da celebração por escritura pública relevo específico. Caracterizando as situações jurídicas envolvidas. Regime da parciariedade ou da solidariedade da dívida de SQ. irrelevância do regime das relações internas entre os devedores plúrimos. que. quanto ao azeite. O incumprimento definitivo como pressuposto para a resolução. 805° e 806°.06.e B em transferir os efeitos do negócio para C (art. caso em que tem aplicação a presunção do 503 °/3.° 123* L Questão da execução especifica. entusiasmado com os produtos agrícolas do monte de B. poderia ser suscitada a questão da eficácia real da promessa com £. B informaA que não estava em condições de satisfazer o acordado. 442°.000 garrafas de vinho da grande garrafeira de B. de visitaao Alentejo. a existir. Cessão do crédito de 50. 471°. já que as garrafas de vinho que destacara tinham sido destruídas por um tractor agrícola em manobras.

tendo.000 IV . ficado declarado na escritura o valor de 400.000. por sua vez.5+2. comprometeu-se a. 88571). B telefona a A exigindo o pagamento do preço e lamentando não poder entregar o vinho porque todo ô monte fora destruído por um incêndio. A.01.°123-A comprar.a Em Maio 2001 . 2. 539°). Em Abril 2001. porém. euros. entregue a A 50. face ao deslumbramento manifestado por B relativamente à sua vivenda.000 euros. este invoca que o contrato celebrado com B corporizava o incumprimento do contrato-promessa. em Janeiro 2001. sendo. em que condições e quais são as alternativas de que dispõe. apercebeu-se do negócio entre este e C. III (2. dar primazia ao mesmo B. em si. quando A pretendia outorgar a escritura com C.000 euros por conta do preço. quer da prestação de A (09. a escritura ficara marcada para o último dia útil de Maio 2001. ao pretender visitar A.01. fundadamente. na * noite anterior. ver art. Diferenciação entre esta e o caso das obrigações alternativas (art. C passou a residir na vivenda a partir de Março 2001. que também prometera N.Casns Prmii-ns . porém.01. Quiâjurisr) 11(9) Em Fevereiro 2001. e de acordo com o contrato celebrado. recusando-se a comprar a vivenda e deixando claro que só restituiria a vivenda após ser 1 (02.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO B. a quantia de 100. Caracterizando as situações jurídicas envolvidas. tendo ele a faculdade de substituir o vinho por azeite: obrigação com faculdade alternativa.Direitii chis OhrigafHvs .06. aprecie. para a tutela do lesado é indiferente a averiguação da culpa do mesmo comissário". A prometera vender a C a mesma vivenda por 250.06. Quer no que concerne ao vinho quer no que respeita ao azeite. C): Teorias explicativas do nexo de causalidade. Contudo.06. ficando. focar regime das obrigações genéricas (ari. A passa no monte de B para levantar o vinho. pretende agora saber se pode intentar acção destinada a obter a vivenda para si.01) / TÓPICOS DE RESOL V CÃO I 1° parágrafo: Contrato de compra e venda com diferimento do momento do cumprimento quer da prestação de B.06.com o pagamento do resto do preço.01. Não ocorreu ainda a concentração 129 128 Fase. 1 indemnizado do seu valor de mercado: 450. l" A informação de B a A refere-se à destruição das garrafas de vinho que tinham sido destacadas. as seguintes hipóteses autónomas: l.000 euros. tendo mesmo recebido deste. alertado por um aviso na porta de que B estava ausente até ao dia 10.5) Responda fundadamente a duas das seguintes alíneas: A): Comente a seguinte frase: "Em acidente de viação provocado por veículo conduzido por comissário. A prestação a cargo de B é vinho. para o efeito. 5 . 543°). Ç a conhecer o acordo entre A e B. presumindo-se que B continua a ter outras garrafas na adega.000 euros por conta do preço. se algum dia a alienasse. B): Diferença entre culpa consciente e dolo eventual e respectiva repercussão no regime da responsabilidade civil.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 2a Em 09. No dia 10. B.a Junho 2001: A vendeu a vivenda a C por 250. tendo.07. Entretanto.

em princípio. poderia relevar em sede de eficácia externa das obrigações. 7 7 3°).IV . com relevo para a causalidade adequada e a causalidade normativa. Se o pacto gozava de eficácia real.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES gozava de eficácia real: a indemnização pela violação do pacto é medida em função dos prejuízos sofridos por B. Tradição da coisa e respectivo relevo (arts. no caso. então o problema da simulação: a preferência pode. 804° e ss. haveria que analisar a pretensão de indemnização de C. fez saber aos seus amigos que tencionava ir viver para a província. Caracterização da entrega de 100. respectivos pressupostos e consequências (ari. Recompensa-se quem indicar andar negociável (1%)". C ficou entisiasmado com o andar e com o preço. 2° parágrafo: Entrega dos 50. (art. 2a A circunstância de haver simulação no preço não tem 130 qualquer relevo directo para B. 441°). 441°). no caso. a existência de eficácia real não obstaria à validade da venda por A a C. as partes comprometeram-se. Os acontecimentos de Abril 2001 não têm relevo específico. III H A). 503°).000 euros como sinal ou simples antecipação de pagamento (presunção relativa art.000 euros como reforço de sinal (de novo regime art. 2tt0 lugar do cumprimento era o monte (art. B. 421° e 1410°). 1(14) A. 494°. 541°). No contrato celebrado entre A e C. l" C não tem razão. A única situação em que se poder ia equacionar que o pacto de preferência pudesse determinar tal incumprimento seria se o mesmo tivesse eficácia real. irrelevante. Caracterização do contrato celebrado entre A e C como contrato-promessa bilateral. Ao ler um matutino. B. em tese geral. afinal. 1° parágrafo: Caracterização do contrato celebrado entreAe B como pacto cie preferência. 500°) ou como detentor . de outra contratação incompatível. A hipótese é omissa quanto à forma adoptada. Contudo. amigo de A. B contactou de imediato o anunciante C que. com quem tinha negócios. podendo intentar acção de preferência (arts. 442°/2. preferivelmente com vista para o Tejo. 442° e 755°). 131 . Telefonema do dia 10: Regime art. Â circunstância da celebração do contrato-promessa (ainda que com eficácia real) antes do pacto de preferência não invalida este B): Referência às teorias delimitativas.Não é indiferente que o comitente responda como comitente (ari. em Janeiro de 2001. goza de direito real de preferência. A compareceu no lugar próprio e no dia do vencimento. o conhecimento. C): Referência às várias teorias. se o pacto de preferência não ff Os valores em escudos foram convertidos para euros. contudo. (ar t. Equacionar mora do devedor.. levantando-se. proprietário de um grande andar com uma soberba vista para o Tejo.01) último. Á venda do azeite a terceiro é. no momento da vinculação. regime art. Referir regime da forma. era comer ciante do mesmo ramo que A.09. De qualquer modo. 807°. N. pelo que iria vender o andar. Relevo do art. a haver incumprimento definitivo deA.° 124* (17. Referência às várias teorias sobre a concentração da obrigação. mesmo nesse caso.). descobriu um anúncio do seguinte teor: "Procura-se grande andar em Lisboa. ser exercida pelo preço real.

foi encarregado por este de ir ao aeroporto buscar um cliente. no dia acordado. considerando assim saldada a sua dívida e ainda o responsabilidades.° D não se considera vinculado ao contrato celebrado entre A e C. para instalação de um restaurante panorâmico. mas nem A. seu filho. C sustenta que todos os prejuízos deverão ser suportados por A. mas este refere" lhe não ter nada a ver com a sua pretensão. colocado a par destas confusões. de estar vinculado ao contrato. por conta do preço. para lhe pagar 25. em Dezembro de 2000. então no hospital. para comparecer. 3°. Entretanto. de 8 anos. que não aceita. que devia a C 125. a quem C vendera a sua posição contratual. nem os pais de D se mostram dispostos a assumir 75.000 euros. Apurou. O resto do preço (200. que. em cada um dos últimos dias úteis de Fevereiro. prove a culpa de C. que circulava com velocidade superior à permitida no local. 132 133 . prometera vender o andar em causa a E. 2°. a não ser que então é que D se apercebe do contrato celebrado pelo seu pai. por outro lado.000 euros. mas sem provisão. ficou acordado que. Intimado por F. Para o caso. Quid júris7 c) No final de Junho.° Num cruzamento chocou com umjeep conduzido por C. A adoeceu. por 1.000 euros. C dirigiu-se à casa de A. para evitar colher D. Mais ficou acordado que. C endereçou a A um cheque no valor de 100. no último dia útil de Agosto.C entregaria a A 100. quer porque não tem de acatar os negócios do pai. de quem se escapara. sendo alheio aos negócios deste com C. só 1. C não pagara os 100. pretende que D lhe restitua os 250.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES respectivamente. E entregara mesmo D pretende resolvê-lo por falta de pagamento das três prestações. f resto da dívida de A para com C.° Perto do aeroporto. A. afirma que nunca poderia reconhecer quaisquer direitos aF. onde deixou uma tapeçaria persa que valia a ma perseguido por E.000. sendo seu único herdeiro D.IV . A.000 euros que seriam o resultado do "acerto de contas". por este. motorista de B. B exige de F o pagamento de 5. a D. 1. a vender e a comprar o andar por 500. 250. nem B nem E.000 euros. devendo a escritura ser realizada no último dia útil de Agosto de 2001. Contudo.000) seria pago na escritura. No percurso.000 euros. que atravessava b} No último dia de Maio de 2001.000 euros. 4°. vê-se forçado a guinar o carro para cima de um autocarro.000 euros.000 euros acordados. na sua última vinda a Lisboa. no cartório notarial. pagamento esse que A não efectuou. que contabiliza em 375. C poderia indicar outra pessoa para outorgar a escritura. entretanto. falecendo em Julho de 2001. Aquando da celebração do contrato. do que resultaram danos materiais nos dois veículos. apercebendo-se da doença do pai. até ao penúltimo dia de Agosto. A empresa de autocarros pretende ser indemnizada.000 euros. empresário. foi notificado. 2. E.000 euros e o indemnize pêlos danos sofridos. quer porque só a assinatura de C no contrato fora reconhecida. Maio e Junho.000 euros. que: a) Em Fevereiro de 2001. sua avó. Quid júris7 11(6) <' A. A teve dois percalços.

independentemente e sem prejuízo da sua inserção no complexo contrato-promessa. 440°. A simples mora não permitirá. Delimitação entre as situações de cláusula para pessoa a nomear e as de autorização prévia para cessão da posição contratual. atento o efeito obrígacional (não real-translaüvo) do contrato Hipótese de as partes terem perspectivado o andar como _ bem futuro. no caso. para determinados efeitos. naturalmente. realizada. a resolução do contrato.000 euros como sinal (art. Referência regime art.01) ^r TÓPICOS DE RESOLUÇÃO / l°parágrafo: Identificação de um caso de promessa pública. 847° e segs. Consideração dos 250. 452° e segs.. Regime art. Análise da validade do contrato-promessa celebrado entre D e E: O facto de o andar não ser então pertença de D não prejudica a sua validade. 5°parágrafo: Caracterização da cessão daposiçao contratual (art'4240) ea questão da sua compatibili. de per si. assim.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO Alínea a): Cada uma das prestações acordadas tem. a não ser que haja conversão da mora em incumprimento definitivo. Referência às dúvidas e polémicas suscitáveis neste âmbito. 441 ° CC). Referência à compensação e seus requisitos específicos (art. modalidade de negócio jurídico unilateral. 412° CC. C está em mora quanto ao pagamento da 3a prestação e. As prestações acordadas não estão caracterizadas pelas partes como sinal ou como princípio de pagamento. -I Alínea c): Referência à dação pró solvendo (ari. possível. a mesma é.°124-A (17. CC). 3a questão: Retoma da consideração da promessa pública como fonte de obrigações (art. e em princípio. 4W73 CC. 2° parágrafo: Identificação e caracterização do contrato-promessa de compra e venda celebrado entre  e C 3° parágrafo: Ainda o conteúdo do contrato-promessa de compra e venda celebrado entre  e C. Alínea b): C pretende dar em cumprimento um bem à revelia do credor. 135 . regimes e vicissitudes próprias. pelo menos. CC. Focar também apretensão de í compensar a parte que excede o valor do tapete com a dívida sobrante de A: De novo a questão da compensação (parcial). 840° CC). o que não é. 453° e 455°.açao com a cláusula para pessoa a nomear * 134 IV . 83 7°). i 805°. Referência regime ari. 806° e 808°. 1a questão: Retomar a referência ao art.000 euros). A vinculação é. 2a questão: Análise das vicissitudes das várias prestações e sua relevância para efeito de resolução. Na alusão a £ retomar a referência à cláusula para pessoa a nomear e seus efeitos e/ou à situação de cessão da posição u contratual pré-consentida pelo cedido. Interpretação da cláusula para pessoa a nomear: Referência regime art. 459° CC.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES N.09. irrelevante. 441° CC e seu "posicionamento "face ao regime geral do ari. 4° parágrafo: Referência regime art. 804°. 457°) e à polémica doutrinai envolvente. Caracterização da dação em cumprimento (art. Referência ao princípio da tipicidade (a-rt. No que respeita à questão cia falta de reconhecimento. 459°). em especial arts. Referência arts. quanto ao pagamento deporte da segunda (75. A 1 última prestação acordada não foi. naturalmente. 412°.

seu amigo. entretanto. D. decidiram comprar uma carrinha a meias para transportar os seus haveres de terra em terra.000 euros. como vigilante. contra a entrega das chaves e exclusivamente a título de veículos (art.02) 1(10) Para fazer face a crescentes dificuldades económicas.000 euros. em princípio. constatara que o cheque não tinha provi são. a B e sabedor do rol de dívidas deste e da sua vontade de vender o circunstância de D estar vinculado por outro contrato-promessa solar por bom preço. regressado a Portugal. que ficou a tratar do solar. que. haveria lugar a uma sanção pecuniária de 100. a títilo de antecipação de pagamento. não obsta ao cumprimento da promessa.000 euros e uma quantia suplementar pela lucrativa utilização das imagens do seu solar.Referencia à polémica acerca da aplicação da presunção do art. fadista em declínio. tendo também ficado convencionado 11(10) A e B. 000 euros. por sua vez. 137 . // 1° parágrafo: Caracterização da relação de comissão e seus efeitos. aceitou. assim. informando-o de que tinham sido dois meses de filmagens fantásticas e que o solar ficaria na história do cinema. que tinha pelo solar uma verdadeira paixão. através de uma acção de execução específica.0art. recebendo. de D. Em Janeiro de 2002. conhecedor da situação jurídica do prédio e que C entregara a A os 200.000 euros. que. Articulação entre o regime dos arts. a quantia de 200. A e B acordaram. mas. 339°. dos pais de D e do próprio D. por escrito. fundamento para resolução. 503°/3. que. em seu próprio nome. No final de Março. Consideração da posição de E. 503°/3 aos casos de colisão de recebido. desconhecedor do negócio com 4a questão: Não conhecemos os termos precisos do contrato-promessa celebrado entre D e E.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO de C e não de £ não estando integrada na complexa posição jurídica de F. que passou a arrendar o solar para filmagens e casamentos.. a aceitar antecipação de pagamento. A faz saber a B que 1 não vai cumprir o contrato celebrado. A teve de se ausentar para o estrangeiro e C. por 500.° 125 (11.5000.06. A. acertando com este a futura venda do imóvel. que é imputável. A 31 de Maio. Entretanto. A. B pretende. enquanto promitente-comprador. que lhe devolve as chaves do solar. culpa de A. 500° e 503°. celebrariam no notário o contrato-promessa de compra e venda do 136 solar. intenta contra este uma acção de execução específica. realizador de cinema. pretende a condenação de E no pagamento de uma indemnização no valor de 500. ^ Quidjurisr? a proposta de B. ficar proprietário do solar. data combinada para a escritura com E. finalmente. um contrato-promessa de compra e venda do solar por um milhão de euros. no caso de incumprimento. Consideração da concorrência de entretanto. não havendo. uma proposta tendo por objecto o mesmo bem.000 euros. Referência aos pressupostos da responsabilidade civil. em 31 de Maio de 2002. 2a questão: Estado de necessidade como causa de exclusão da Uicitude. um cheque no valor de 500. tendo já 1a questão: Análise regime art. decidiu-se. Acertaram o negócio com C. finalmente falar com E. Regime art.000 euros. uma vez que acabara de celebrar com E. artistas de variedades em festas e feiras. consegue. propnetário de um velho solar na Beira. A. 506°).DIREITO DAS OBRIGAÇÕES IV . com quem celebrou um contrato-promessa de compra e venda do solar por 700 . N.

Apesar de C ter prometido vender coisa alheia. remetendo a questão do pagamento dos 1000 euros em falta para A. às 12H. indemnização pêlos danos morais sofridos pelo filho e por ele próprio. de acordo com o critério de repartição de responsabilidade acordado entre ambos. em 7 de Março. por força da presunção estabelecida no art. interpela A e B para pagamento das despesas de internamento do filho em consequência do atropelamento do mesmo. empregado de C. Declaração feita por A a B_: polémica doutrinai sobre natureza e efeitos da recusa antecipada de cumprimento. dar uma 3. A promessa é bilateral. 2. regime art. como contrato-promessa de um contrato-promessa de compra e venda.°125~A (11.° parágrafo: Actuação de C como gestor de negócios.°D. 2. levando a carrinha na enxurrada. 471° e 1180° e ss. quando circulava na pacata rua da aldeia de E. precisamente por 2000 euros. C exige a B o pagamento dos 1000 euros em falta. fosse um e vales. 410°/3. A gestão foi não representativa. tal validade seria de função do cumprimento (art. 840°): se tiver provisão considem-se haver específica convenção contrária à natureza de sinal (art. A e B pagaram 500 euros cada no momento do contrato. tendo ficado acordado que o restante seria pago em 30 do mesmo mês e que a carrinha seria entregue a B a 8 (também de Março). valendo como antecipação de cumprimento. Os requisitos deforma (41072) estão preenchidos. de 9 anos.. ° parágrafo: Caracterização do contrato celebrado entre A e B. pela carrinha em causa. não sendo aplicável ao caso as formalidades art. 138 139 . atentos os efeitos obrigacionais da mesma. a promessa é válida. No dia 8. A e B apuraram que a carrinha era então conduzida por F. aproveitara o domingo para. A sanção pecuniária convencionada tem a natureza de cláusula penal compensatóría.. no parque de campismo da Aldeia do Vale.02) TÓPICOS DE RE SOL V CÃO I l. 441a. O cheque vale como dação em Quidjurisc) do contrato antes celebrado entre A e B_. iludindo a vigilância e ordens deste. forçando a garagem de C. mas B insiste na entrega de uma carrinha equivalente que está no "stand" da terra à venda.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES por 2. pai do menor E. Mais exige IV ~ EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO N. 441°). celebrado em l de Março. Consequências do carácter não representativo da gestão. hora a que uma tromba de água caiu sobre o parque. Caracterização e requisitos. ° parágrafo: Â validade ao contrato-promessa de compra e venda celebrado entre A e E não está prejudicada pela validade última volta na viatura que conduzira durante 20 anos por montes afirmar igualmente ainda que o contrato entre A e B. 1.° No dia 30 de Março.06.000 euros. que. contrato-promessa de compra e venda e não um contrato-promessa de contrato-promessa. C esperou em vão por B até cerca da meia noite. A quantia recebida por C valerá como sinal.

na altura. 503°). Uma vez que o cheque não tinha provisão. matéria para "acertos de contas " internos entre A e B). Independentemente da questão de saber se o incumprimento definitivo (para quem entenda que é esse o efeito da declaração antecipada de não querer cumprir) ainda permite o recurso à 2. por incumprimento da promessa. como contrato de compra e venda. pelo menos. 570°. Regime ari. sendo irrelevante. por um lado. nos termos gerais. no caso concreto. a sua acção de execução específica não terá sucesso. naturalmente. De qualquer modo. 141 . uma vez queA não é parte no contrato-promessa. ^parágrafo: E incumpre ostensivamente o contrato: tudo não passou de uma encenação de E para conseguir filmar durante dois meses no solar. que este actuava fora das suas funções de comissário (regime art. "parágrafo (1° grupo): Uma vez que o risco corre por conta dos adquirentes (e não apenas de B.° parágrafo: B. a hipótese é omissa sobre as causas do acidente. face ao disposto no arï. podendo haver culpa de E. porém. 3. levantando-se. 408°. A e B tornam-se proprietários (ari.IV .° parágrado: Ç. o acordo interno entre A e B. A e B devedores do preço em regime deparciariedade (arts 513 °e 534). podendo. A e B continuam devedores da parte restante do preço. o automóvel ser já pertença deA eR. Hipótese de haver culpa exclusiva do lesado ou.. em termos de responsabilidade contratual. a questão deve ser equacionada em termos de regime do enriquecimento sem causa. e C. ficando.. actuou fora das suas funções de comissário (ari. cada um é responsável por 500 euros. impedido de actuar a execução específica contra E. se se entender. porém. 830°. caso em que // l.° grupo): é um puro problema de responsabilidade civil na sequência de um acidente causado por veículo. não tendo ocorrido uma cessão da posição contratual entre C e ^ na sequência da aprovação da gestão. a quantia em causa não funcionou como antecipação depagamento. 796°). por outro. A circunstância de a data da entrega da carrinha ser posterior não perturba os efeitos típicos do negócio. no regime das obrigações parciárías. D só pode reagir contra C. depois. Quanto a A. 5. 4. no entanto. l). a questão das relações internas entre C e A. respecíivamente como gestor e dominus. pese embora ter sido este a atrasar-se. 140 responderá C como comitente (regime art. . face a C. Apesar de. porém. Eventual imputação do acidente a E (art. tendo havendo mora (requisitos) de B.° parágrafo (2. 5 00°) ou apenas E. A circunstância de a carrinha dever ser entregue a B (e não a A e B) não perturba o regime da parciaríedade a nível da obrigação de pagamento do preço. ela não poderia ter lugar. Eventual culpa in vigilando de D. conforme é mais correcto configurar a situação. pese embora a aparente aprovação da gestão por parte de A (caracterização da "aprovação"). No que respeita a D.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 4. não poderá exigir a execução especifica. quem tinha a sua direcção efectiva era C ou então K. concorrência de culpas. ter consequências a nível de risco (art. podendo.3). pautada pelo valor do "frustrado " cheque. 483°). ° parágrafo: Caracterização do contrato celebrado entre A e 5. só pode exigir mdemnizaçã-o nos termos gerais. funcionar a responsabilidade contratual. haverá. como parece ser o caso. não podendo exigir a C uma carrinha equivalente. se. A não está em condições de exigira execução específica. A questão tem implicações a nível do regime do risco: arts 796° e 815°. Quanto à questão das responsabiüdades de A e B. indemnização essa que não está. execução específica. estava no lugar do cumprimento à hora acordada. 83072 (não sendo aplicável o art. No que concerne à quantia suplementar. 505°).

bem como uma indemnização pelo tempo que F esteve sem trabalhar. por 400. Com este fim. namorada de C. E colidiu com uma carrinha de transporte de gelados. à saída de uma curva. ao tomar conhecimento distraído. tentou deter E. Foi. no jornal "Notícias da Empresa". para expandir a sua actividade. quer B. acordou ainda apublicaçâo. quer Ç pretendem obter a propriedade dos imóveis e/ou ser indemnizados por A. B enviou um fax a A. por motivo não apurado. C entregou 1. E trocou o dinheiro recebido por notas falsas. pelo qual este se obrigou a vender o hotel. para outorgar qualquer escritura.mediadora imobiliária . quanto aos sofridos por D (regime art. determinado terreno. A não compareceu no notário. 142 11(6) Ambos os veículos ficaram danificados e os seus condutores feridos. se relevantes. Nesta data. a pagar em 20 de Maio. à baleia.000 euros. que as partes combinaram não valer como cláusula penal. F. viajava. No dia 25 de Maio. que veio a entregar na sede do jornal. O "Notícias da Empresa" reclama de C l . A prometeu vender a B.v^- Após a agressão. sofrendo várias fracturas e perdendo um valioso relógio 143 . de férias no Haiti. a comer um enorme gelado. Por isso. Ç mandou colocar no terreno um enorme cartaz.exige de £ o pagamento das despesas efectuadas no restaurante e uma retribuição condigna.000 euros. tendo em vista a revenda do hotel. empresário de hotelaria. empregado desta empresa. de imediato. por 100. porém. de £.foi projectada para o exterior. apercebendo-se. recebido de B 10.500 euros. o que comunicou a A. da situação. H. onde se iniciava a construção de um hotel. O acordo foi reduzido a escrito e assinado por ambos. H . Hoje. Entretanto.° 126 (28.000 euros. acrescidos de juros. de vários anúncios. para que este efectuasse o pagamento. avaliado em 5000 euros . Na companhia de G. celebrou. ratificou o acordo do dia 6 e marcou a escritura para o dia 25. para Sintra.02) IV . seu empregado. a 1(14) Em l de Maio. propriedade da IceCar. ela será devida no que respeita aos danos.que fechara mal a porta .06. ao mundial de futebol. depois de o agredir violentamente.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO De seguida. Em l O de Maio. de 12 anos. Porém. D . manifestou a sua discordância em relação a ambos os televisão. por escrito. que exige de Ç os lucros obtidos com a publicidade feita no cartaz. N. que seguia consequência em caso de incumprimento. No entanto. Em 5 de Maio. dizendo-lhe que o imóvel ficaria para o seu amigo C. D entregou a A um anel de brilhantes - .e. E fugiu. em princípio. na do sucedido. 496o). que fugira de um colégio interno. Porém. em consequência da agressão. em 6 de Maio. de carro.000 euros.000 euros. agindo em nome de C. que fugiu. com A. o qual.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES Quanto à indemnização pêlos danos não patrimoniais. convidou A para almoçai. publicitando a sua organização empresarial e anunciando a pretendida venda do hotel. com o piso molhado. ou a terceiro que este indicasse. C regressou a Lisboa e. a E. pelo valor de l . de imediato. um contrato-promessa.a outorgar em 25 de Maio-implicariaopagamento mensal de 2. D. apercebeu-se que este procurava um local com aquelas características. no restaurante. tendo A. estipulado que o atraso na realização da escritura . mas já não. conduzida por G. enquanto os vigilantes assistiam.000 euros.que declararam valer como sinal e única negócios.

Gestão representativa: regime dos arts. / 6. uma indemnização moratória. na consideração da responsabilidade de C. fonte de obrigação (28. ° parágrafo: Actuação de D como gestor de negócios: caracterízação e requisitos. Verifica-se. 441°.cujo montante fixaram. de novo. requisitos. Celebração de contrato com o j ornai. feita por B. 144 3. não sendo aplicáveis ao caso as formalidades do art. em relação a C: problema de enriquecimento sem causa (473° ss): requisitos. Questão da admissibilidade de constituição de sinal. È fixada uma cláusula penal mor ataria (810°. Em termos indemnizatóríos. Vencimento da obrigação de contratar sujeito a termo certo (805°/2 a}). com cláusula para pessoa a nomear (410° ss. com termo certo. 471° e 268°. parágrafo: Conduta de E: aplicação do regime do art. uma situação de mora do devedor (804° ss). Nulidade da renuncia à execução específica (830°/3). dado o sinal (admitindo-se que existe) não constituir obstáculo. 452°ss). Caracterização do contrato celebrado com A como contrato-promessa de compra e venda: (provavelmente) respeitado o n°2 do art. C poderá pedir. por falta de legitimação (453°/2). f * f^ TÓPICOS DE RESOLUÇÃO / 1. quanto a este.° parágrafo: Identificação e efeitos da ratificação. 145 . por C. As partes ilidem apresunção estabelecida no art. Pretensão de A. 8. Interpelação (777°/1 e 80571). pelo que a quantia entregue por B não constitui sinal. 8H71).° parágrafo: Bpode obter a execução específica do contrato-promessa (830°). por cláusula penal (81 Io/1). 410°. nesse dia. medida da />t/ restituição. por força do n°3 do art. f_ 2. A (promitente-vendedor) incorre em mora (804°/2.° parágrafo: Aproveitamento. 7. 410°/3. l). 2. efeitos. não podendo ser entregues na gelataria a que se destinavam. dada a inaplicabilidade.°126- 5.° parágrafo: Nomeação de C. Os requisitos deforma estão preenchidos (41072). Controvérsia acerca da sua compatibilidade com a não aprovação da gestão. ao abrigo da cláusula para pessoa a nomear: respeitados os requisitos de tempo e deforma (453°.06.02) pecuniária.° parágrafo: Caracterização do contrato celebrado entre  e B_comocontrato~promessa de compra e venda. Também Cpoderá socorrer-se da execução específica. 830°. 830°. 800°. do art. Todos os gelados ficaram inutilizados. O contrato-promessa mantém-se eficaz J entreAeB(455°/2). converter a mora em incumprimento definitivo. Quid júris'7 N. 808°). maxime coisa infungível. de um terreno (ainda) alheio. identificação da modalidade de enriquecimento sem causa como enriquecimento por intervenção. a sua existência) em dobro (restituição do anel acrescida do seu valor). poderá ainda. Violado o 410°/3. através de interpelação admonitória (808°/1). no caso. consequências. de imediato. A agressão de E a F envolve uma situação de responsabilidade delitual (483° ss). para então (só então -para quem assim o considere) exigir o sinal (admitindo. mas a nomeação é ineficaz.IV . "parágrafo! Vencida a obrigação epresumindo-se a culpa do devedor. pelo dominus. pressupostos.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 4. de pulso. assim. Poderá cumular um pedido de indemnização moratória . mediante entrega de coisa diversa de dinheiro.

responderá-. decide vender a sua casa de praia e um valioso Mercedes antigo. fornecedor da sua sociedade. B sustenta. 503°/1. 468°/1.comitente e comissário . 483°.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO 9. que conhecera a casa de A durante umas filmagens na praia. A escreve de imediato a B refutando os seus argumentos J.° parágrafo: Questão de responsabilidade civil: quanto a K. em Fevereiro de 2002.000 sido pagos no acto do contrato. ° parágrafo: Caracterização dos danos. pois. comissário: para além da aplicabilidade da presunção de culpa. admitida a não aprovação da gestão. // t 1(14) A. A acorda com B. O contrato definitivo seria celebrado em 31 de Julho. regime do art. da quantia em divida e juros (800°. C. os restantes 50. constante do ari. Situação de culpa do lesado (570°). B pagou a A 50. quanto à pretendida remuneração. Em 31 de Março.°127 (23.02) 10. e inviabilidade da (outra) pretensão indemnizatória. face às dificuldades económicas decorrentes do colapso da 2. Em Janeiro de 2002. Os restantes 100. objectivamente.000 euros.000 seriam pagos em 31 de Julho. mais se reclamava B credor de A dos juros relativos à antecipação da prestação que se venceria em 31 de Maio. a subsistência do contrato. l. declarando que considera extinta a dívida decorrente das duas prestações. a título delitual (48371). Entretanto. tendo 100. e informando-o que retinha os 50. l. Responsabilidade dos vigilantes. de facto. 508°. convence-o a vender-lha por 200. Problema de risco pelo perecimento do objecto da prestação / mora do devedor.000 euros. 508°. regime do art.responderão solidariamente (507°). data marcada para o contrato definitivo. A recebe uma carta registada de B. em 31 de Março e em 31 de Maio. ao invés. Quanto ao comitente. já que a carta escrita por este revelava uma vontade de não querer cumprir. negligência (487°). 503 °/3 aos casos de colisão de veículos. 504°/3.° parágrafo: Viabilidade da pretensão do jornal. 470° (sendo certo que o objecto principal da actividade de um mediador não é a celebração de contratos).000 seriam pagos em 2 prestações iguais. ou no âmbito do art.000 euros recebidos. 503 °/1. Eventual consideração da admissibilidade de concorrência do risco e da culpa ou da exclusão da responsabi-Udade objectiva (de E) (arts. 4. 483°.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES IV . 147 . N. Questão da controvérsia acerca da aplicação da presunção do art.° parágrafo: Regime do art. sendo-lhe inaplicáveís os limites do ari. Eventual situação 146 de não cumprimento do contrato fonte do dever de vigiar. responderá. v sociedade de que era gerente. parece haver. admitindo que o acidente resultou do "piso molhado ". nos termos dos arts. l e 486°. a tratar no âmbito do art. uma vez que era exactamente esse o montante que a sociedade de A era devedora ao mesmo B. apenas se considerada a gestão como regular.000 euros apenas como princípio de pagamento.° parágrafo: Questão da relação interna dominus/gestor: quanto às despesas. se houver culpa sua. vender-lhe a citada casa por 100. Quanto a G.09. actriz. 570°). aplicação do regime cio ari. Ambos . 804°. 806°). sem suporte no regime do artigo 800° ou no quadro geral aos danos indemnizáveis. relativamente à entrega. 500°. 50373. A e C celebram o contrato-promessa de compra e venda respectivo. 505°. Identificação e caracterização da relação de comissão. nos termos do arï. Neste caso.

patrão de J. pelo veículo em causa. Dias depois. Quidjurisc7 Mt TÓPICOS DE RESOL UÇÀO Caracterização do contrato celebrado entre A e B como contrato-promessa. impreterivelmente.09. 440°. Quid júris] em 30 de Maio.000 euros. quando este se deslocou à moradia para tirar umas medidas. o que corresponde ao regime geral do art.000 euros na data acordada. que pagara uma indemnização a este pelo facto de. a qualquer título.000 euros. A segunda pretensão era de L. G recebeu um telefonema de H. por parte de B. através do próprio B. ao invés. o automóvel é seu. Certo dia. nesta hipótese. se vira forçado a mandar substituir a cabeça do motor. quem o encontrasse. por sua vez. que lhe dará absoluta prioridade na venda. declarando a resolução do contrato. G exige também a H a devolução dos í. em virtude do anterior contrato celebrado entre A e B.000 euros. um mês antes da data marcada para o contrato N.000 euros a Caracterização do pagamento por B como princípio depaga- mento. porém. G é confrontado com duas pretensões relativas ao período em que o veículo desaparecera. D pretende o automóvel ou o valor correspondente. acorda com D. F. ter sido atropelado. verbal- / I mente. fugindo imediatamente / apôs o serviço. G colocou um 148 anúncio na imprensa oferecendo um prémio de 1. Sendo a 149 .IV . por. 2.000 euros de indemnização. não ter interesse directo.02) Como E não pagou os 50. sustenta que uma vez que pagou a totalidade do preço acordado. A sustenta. porém. independentemente da respectiva natureza (sinal ou princípio de pagamento) transforma umapromessa aparentemente unilateral em bilateral. apromessa é unilateral (pro- messa unilateral de venda). a questão de saber se o pagamento de uma quantia. G recusa-se a pagar o que quer que seja a qualquer dos queixosos. mas fazendo corresponder tal valor também aos danos patrimoniais e de imagem que sofreu. Em Abril.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES No início de Abril. em virtude do seu mau estado. dizendo nada ter a ver com os assuntos em causa e nada devendo al ou a L. Aparentemente. 11(6) Face ao desaparecimento do seu automóvel. pretende ficar proprietário do automóvel e obter uma indemnização de A e F. por escritura pública. No que respeita ao automóvel. que considera corresponder ao valor comercial da casa após a projecção decorrente do facto de a ter utilizado. durante o tempo de serviço. a subsistência do contrato. para além de uma indemnização.000 euros acrescidos de juros. indicando a localização do automóvel e exigindo o pagamento do prémio. A contra o pagamento de 10. A recebe uma carta de C. (2 3. C exige o pagamento de 500. que se oferecepara pagar 50. A primeira era de I. ° 127-A definitivo. face ao interesse de E pelo automóvel. E. após o que. que furtara o automóvel. A escreveu-lhe uma carta resolvendo o contrato. por documento particular e tendo sido feita inscrição no registo. por 50. pagos de imediato. vende o automóvel a F por 70. do qual só tivera conhecimento havia poucos dias. A celebra com este. o que G veio efectivamente a fazer. Suscita-se. um contrato-promessa de compra e venda do mesmo. dono de uma garagem onde H. A questão acaba. montante que deveria ser pago.000 euros.

este tenta claramente "aproveitar-se" da situação. apesar de não ter sido dado um prazo suplementar e pese embora a posterior disponibilidade de E para cumprir. se actuar culposamente. E não pode. obter qualquer indemnização deA_ ou de E. o qual se mantém em vigor. que tal qual B sustenta. para efeitos do regime do ari. 459°). Aplicação regime geral art. o facto de A ter previamente celebrado um contrato-promessa relativo ao mesmo bem com B não prejudica a validade do contrato celebrado com C. C não tem fundamento para resolver o contrato. II Regime da promessa pública (ari. Explicação regimes.. De qualquer modo. estando 5 em mora quanto à(s) prestação (Ões). de particular. é que uma declaração com tal conteúdo gera o incumprimento definitivo. oo abrigo (quanto a este último) do regime da eficácia externa das obrigações. 441° CC. Está. 151 . Haverá que equacionar as diversas hipóteses em função da natureza real ou obrigacional. ) eficácia real e a sua validade é independente da eficácia obrigacional ou real do pacto de preferência. assim. A promessa feita por A a E tem (admitamos.. claramente. como contrato-promessa bilateral. C nunca poderia obter uma indemnização superior à que decorre do regime do ari. 476°/3 não estariam verificados. qualquer deles ser (in)cumprido. Rpretende efectivar a compensação. assim. Consideração do ladrão como detentor. à cabeça. que legitima a resolução no caso de incumprimento. o valor da indemnização não está balizado pêlos 10. 808°CC. o último responsável é o causador do acidente de viação (H). Por outro lado. os requisitos do art. no entanto. assim. Contudo.no caso. 483° e ss. tendo os l 00. também prejudicada. a pretensão de juros por parte de B (interusurium). tanto um quanto outro têm efeitos simplesmente obrigacionais. A venda feita por A a F é válida. o que aponta no sentido de estarmos perante um termo essencial. Á ideia de A. Posição do ladrão do veículo. O contrato entre A e C apresenta-se. não era possível.. o facto de o pagamento dever ser feito impreterivelmente numa determinada data. de qualquer modo.EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO ^ promessa bilateral. Alusão regime art. A mesma conclusão seria. 442° 150 / -á.000 euros recebidos numa lógica de sinal (art. apesar de feita verbalmente. A circunstância de ter sido celebrado por escritura pública não permite. tentando tratar os 50. 421°. 442° CC. que eram apenas contrapartida da vinculação. A esta luz. Regimeart. aplicável. o que também não é pacífico. desde logo por falta do requisito de reciprocidade de créditos (art.. teríamos um afastamento pelas partes do regime supletivo do art. apesar da subsistência do contrato entre A e B. Há que destacar. Através da carta recebida por Â. a resolução por A é eficaz.. no caso. 442°/2). tal meio de extinção não é possível. quanto aos acidentes eventuais. o que. de per si. no caso de a promessa entre A e B ter natureza real. Alusão regime ari. 503° e ss. Â celebra com D um pacto de preferência oneroso. Temos. em 31 de Março. Tal como em relação ao contrato celebrado entre A e R. Pretensão de I: Problemática dos acidentes a um tempo de viação e de trabalho. assim como se revela improcedente a alegação de que a carta de B revelava uma vontade de não querer cumprir. mas por outras razões.000 euros natureza de sinal (art.. concluir pela atribuição de eficácia real. podendo. 441°). Quanto a A. o contrato-promessa entre ambos mantém-se. as prestações convencionadas não suscitam nenhum problema especial. e sê-lo-Ía ainda que não tivesse pago a totalidade do preço. 000 euros.DIREITO DAS OBRIGAÇÕES IV . Os meios possíveis de reacção de D dependerão da natureza real ou obrigacional do pacto de preferência. Não tendo eficácia real. 847°). Apesar da solidariedade face ao lesado (J). se fundamento houvesse.

.......'...................... ia S r? ............................... 1 A 1 ^t^?i» Í? S i l? ........ Conjugação com o regime do enriquecimento sem causa. ......... uma r_ ÍNDICE vez que o carro de G precisava efectivamente da reparação em causa...... o que lhe pagou./ Ï ÍO'¥Ai'^ fcíSà^' v&SW .... G pode exigir de H.......Ï ^-....... sendo seu devedor H......A...........................^ "^mT . 123 ^'^ ...........'ï ...............í.....................r w"'j ^ ....... ï..... 121 EXAMES E TÓPICOS DE RESOLUÇÃO...........-ï rt 1f-' ^ kCV^^-^......... 59 FRASES E TRECHOS PARA COMENTÁRIOS CRÍTICOS ............+ l ......» '. 17 CASOS PRÁTICOS ...... ^ Ï. no limite com recurso ao abuso do direito...............S "............ '/ \ ^IBUOT^CA 152 153 ............DIREITO DAS OBRIGAÇÕES A dívida face a L é de natureza contratual.............'"ïï^................. 61 Parte IV.......... Parte I 5 -\ INTRODUÇÃO 7 Parte II....4' ^........................ 19 ParteIII ................................