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Plano de Ação Integrado para as

Comunidades Desfavorecidas
Anexo ao formulário de candidatura

Coimbra

Setembro | 2015

Título
Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas
Coimbra | Setembro 2015

Trabalho desenvolvido com a consultoria e assistência técnica
da Sociedade de Consultores Augusto Mateus & Associados

Índice
Cont
Nota prévia ______________________________________________________________ 2
1

Delimitação e caraterização da área territorial a intervencionar _________________ 3
1.1 Delimitação da área territorial ________________________________________ 3
1.2 Caracterização da comunidade desfavorecida e do território de intervenção ____ 6
1.2.1 Introdução _____________________________________________________ 6
1.2.2 Caracterização da comunidade desfavorecida __________________________ 6
1.2.3 Caracterização do território de intervenção ____________________________ 8

2

Identificação das necessidades e definição da estratégia de intervenção _________ 13
2.1 Necessidades de intervenção ________________________________________ 13
2.2 Estratégia de intervenção ___________________________________________ 14

3

Ações constituintes do PAICD ___________________________________________ 19
3.1 Ações materiais___________________________________________________ 19
3.1.1 Reabilitação do edificado de caracter social dos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE
(IHRU) ____________________________________________________________ 19
3.1.2 Apoio à reabilitação das frações privadas dos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE
(IHRU) ____________________________________________________________ 19
3.1.3 Requalificação do espaço público dos Bairros da Rosa, Ingote e Ex-IGAPHE
(IHRU) ____________________________________________________________ 20
3.1.4 Centro Cívico do Planalto do Ingote_________________________________ 20
3.1.4.1 Enquadramento Geral ________________________________________________ 20
3.1.4.2 Equipamento _______________________________________________________ 21

3.2 Ações imateriais __________________________________________________ 27
3.2.1 Intervenção Social no âmbito do Centro Cívico do Planalto ______________ 27
3.2.1.1 Enquadramento _____________________________________________________ 27
3.2.1.2 Plano de Ação da Parceria Local _________________________________________ 28

3.2.2 Projetos de criação do próprio emprego ou empresa por desempregados ou
inativos que pretendam voltar ao mercado de trabalho (DLBC) ________________ 33
3.2.3 Projeto Trampolim (Programa ESCOLHAS) ___________________________ 34
3.2.4 Estudar, Aprender e Capacitar _____________________________________ 35
3.2.5 Projeto Capacitar Coimbra (CLDS) _________________________________ 36
3.2.6 Artes e ofícios _________________________________________________ 36
3.2.7 Cultura e Desporto em ação ______________________________________ 37
Anexo I – Mapeamento dos Bairros Sociais, Bairros Prioritários e Território de Intervenção
do PAICD ______________________________________________________________ 38
Anexo II – Ações previstas para os restantes Bairros Sociais Prioritários _____________ 39

Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 1

Plano Estratégico de Desenvolvimento
Urbano
Anexo à candidatura

Nota prévia
A candidatura a apresentar por Coimbra no âmbito do Plano Estratégico de
Desenvolvimento Urbano inclui um conjunto de elementos, designadamente:

Formulário de candidatura

Anexos:
o

Fichas resumo do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável;

o

Fichas resumo do Plano de Ação de Regeneração Urbana;

o

Fichas resumo do Plano de Ação Integrado para as Comunidades
Desfavorecidas;

o

Quadro “Prioridades de investimento a mobilizar”;

o

Elementos relativos ao Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável

o

Elementos relativos ao Plano de Ação de Regeneração Urbana;

o

Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas.

O presente relatório diz respeito ao Plano de Ação Integrado para as
Comunidades Desfavorecidas, documento que tem de ser submetido na
página do formulário como anexo à candidatura, fazendo parte integrante da
mesma.

2

| Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra

e que se apresentam no Anexo I.1 Delimitação e caraterização da área territorial a intervencionar 1. bem como as ações previstas para estes (Anexo II). Estes bairros fazem parte dos Bairros Sociais Prioritários de Intervenção sinalizados pelo município. Ex-IGAPHE (IHRU) e Rosa (ver Figura 1 e Figura 2). mais concretamente. as populações dos Bairros do Ingote.1 Delimitação da área territorial O Plano de Ação Integrado para as Comunidades Desfavorecidas (PAIDC) do concelho de Coimbra incide sobre comunidades do Planalto do Ingote. Figura 1 – Vista aérea da área de intervenção Fonte: Googlemaps Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 3 .

Figura 2 – Delimitação do território de intervenção 4 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .

Figura 3 – Imagens de enquadramento dos bairros Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 5 .

cuja intervenção junto das pessoas e dos grupos sociais mais vulneráveis que ali residem pressupõe uma forte organização e um funcionamento mais eficaz que procurará criar melhores condições. considerou-se que a intervenção no Planalto do Ingote era a prioritária de entre as intervenções prioritárias previstas para os bairros socias mais carenciados (ver Anexo II). foi concentrada uma grande oferta de habitação social no Planalto do Ingote.1 Introdução A situação económica vivida no país nos últimos anos. para que seja possível encontrar soluções. os Bairros do Ingote.2. o que justificou a sua seleção no âmbito do PAICD. numa mesma área territorial.1. designadamente. Neste âmbito. Estes bairros surgiram como resposta a situações diferenciadas de carência habitacional. Por estas razões. A intervenção social já efetuada nestes territórios. sendo importante também que intervenções futuras possam abarcar a esfera material. Ex-IGAPHE (IHRU) e Rosa. tendo os mesmos sido sinalizados como prioritários (Anexo I). nomeadamente. tem potenciado fatores de risco conducentes a fragilidades sociais várias e que continuarão presentes a curto/médio prazo. tendo em conta as características das comunidades desfavorecidas residentes bem como a amplitude e abrangência da estratégia de intervenção prevista. bem como a área do Planalto do Ingote. está essencialmente direcionada para um nível imaterial. concretamente. Esta concentração.2 Caracterização da comunidade desfavorecida Fruto das políticas de habitação social das décadas de setenta e oitenta. Com efeito. realojamento de ex-residentes em barracas e situações similares. pois permitirá uma melhoria das condições de bem-estar-social dos residentes. da população residente no Terreiro da Erva. como é o caso. No Concelho de Coimbra existem determinados territórios onde as problemáticas sociais se acentuam de forma mais evidente tendo em conta a população ali residente. 1. Destacam-se neste particular a área do Terreiro da Erva e sua envolvente.2 Caracterização da comunidade desfavorecida e do território de intervenção 1. bem como a possibilidade de outras pessoas residentes em territórios do Concelho de Coimbra com problemáticas sociais possam vir a usufruir das mesmas condições. o PARU inclui ações específicas com vista à regeneração do Terreiro da Erva. bem como no Concelho de Coimbra. com vista a dar uma resposta integrada a estas duas situações prioritárias. por diversas entidades sociais.2. contribuindo para a inclusão de outras populações desfavorecidas. de comunidades desfavorecidas e em risco de pobreza e exclusão dificulta o processo de integração destas 6 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . que são aqui complementadas mediante a previsão de um equipamento no Planalto do Ingote cujas respostas terão um âmbito mais alargado que o do próprio Planalto. sublinha-se ainda a importância que teve a articulação entre as ações propostas no PAICD e no PARU. valorizar as pessoas e os grupos sociais mais vulneráveis.

539 pessoas. Com efeito. subsidiária de atividades ilícitas. que num curto espaço de tempo irão. 14%. um valor quase três vezes superior aos registados para o Município de Coimbra e Região Centro (5%) e para Portugal (6%). reformada ou sem atividade económica. o que contrasta fortemente com a média do município que se radica nos 3%. colocam. Segundo os dados da Cáritas Diocesana de Coimbra. contabilizando-se desta forma 55 indivíduos sem qualquer projeto de vida. o que reflete bem a falta de qualificações desta comunidade e a sua baixa taxa de empregabilidade. De acordo com os dados dos Censos 2011 à escala da subsecção estatística.5 para Coimbra e 2.6 para Portugal). em face de uma economia familiar alternativa. residiam à data nestes bairros 1. Os baixos recursos das famílias e indivíduos e a escassez de oportunidades têm levado ao surgimento de fenómenos de pequena criminalidade. esta população é prioritária em termos de intervenção municipal. como já se referiu. sendo a percentagem global da população dos três bairros nessa condição de 6%. José. A percentagem de população desempregada que estava à procura de emprego ou de primeiro emprego atingia. A situação de inatividade e desemprego e a predominância de baixos rendimentos. Se a este valor se somar o dos desempregados. Centro Comunitário S. provavelmente.º ciclo é de 38%. Das famílias acompanhadas pelos serviços sediados nestes bairros constata-se que existem 30 indivíduos inativos entre os 18 e os 24 anos e 25 entre os 25 e os 30 anos. Esta situação tem um claro impacto na situação de pobreza e vulnerabilidade da população. A percentagem de população cuja instrução não ultrapassa o 1. Um dos fatores que contribui para percursos de marginalidade entre os jovens e adultos é a desocupação. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 7 . sendo que mais de metade da população do Bairro da Rosa é pensionista. 645 no Bairro da Rosa e 894 nos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU). chega-se a uma percentagem global de 74% de população fora do mercado de trabalho. cerca de 150 famílias arrendatárias municipais são beneficiárias do Rendimento Social de Inserção e todas têm pelo menos um elemento na família em situação de desemprego. em 2011. Esta é uma das causas pelas quais cerca de 20 crianças e jovens destes bairros estão sinalizados na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou na Equipa Multidisciplinar de Assessoria aos Tribunais (EMAT). pela concentração de problemas e vulnerabilidades que a afeta.comunidades. atingindo ainda este valor os 68% nos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU). Uma das razões para este problema reside na baixa qualificação destas comunidades. tornando-se ela própria num fator acrescido de exclusão. o peso da população ativa nestes bairros é muito baixo. um problema tanto maior quando se observa a tendência para uma dimensão das famílias superior à do município e do país (3 face aos 2. estas comunidades em risco de pobreza. Com efeito. Atualmente. 8% da população do Bairro da Rosa não sabe ler nem escrever. assumir percursos de vida alternativos.

O Bairro do Ingote foi concluído em 1975. em condições de exclusão – como é o caso dos bairros do Planalto do Ingote . com a participação do IGAPHE (Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado). sendo que 22 agregados familiares se enquadram nesta categoria. no entanto. 1.A diversidade étnica e de nacionalidades. características diferenciadas. 8 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . Nestes bairros estão presentes famílias imigrantes ou descendentes de imigrantes. correspondendo a 198 indivíduos. O Planalto do Ingote dista do centro da cidade cerca de 5 Km para norte e nele situam-se os três bairros a intervir. bem como oriundos dos PALOP. Existem ainda famílias da etnia cigana em que ambos os progenitores foram detidos ficando os menores a cargo de outros familiares.é frequentemente fator de conflito e discriminação. tendo como entidade promotora a Câmara Municipal de Coimbra.3 Caracterização do território de intervenção Figura 4 – Vista aérea do Bairro do Ingote Relativamente à caracterização física dos próprios bairros. sendo por si só um fator que pode promover a criatividade e o desenvolvimento social. sendo que 134 pessoas têm acima de 18 anos. atual IHRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana). então designado por Fundo de Fomento de Habitação. apresentando.2. e todos estes agregados familiares tiveram ou têm pelo menos um elemento da família em situação de reclusão. estes são neste momento de propriedade municipal e com ocupação de habitação em regime de renda apoiada. das 451 famílias residentes nos bairros municipais do Planalto. Adicionalmente. 10% são de etnia cigana.

situado nas subcaves dos Lotes 10. assim como do Centro de Artes e Ofícios.Este bairro é constituído por 224 habitações. 145 permanecem de propriedade municipal. Destas habitações. e é composto por 222 habitações arrendadas em regime de renda apoiada. pastelaria. José.620 m2. nas subcaves dos Blocos 10 e 11. Figura 5 – Vista aérea do Bairro do Ex-IGAPHE (IHRU) O Bairro do Ex-IGAPHE (IHRU). Atualmente o Município de Coimbra é proprietário de 73 habitações. refira-se a presença do Centro Social S. Compreende uma área aproximada de 18. É igualmente neste bairro que se encontram a Associação Social Recreativa Cultural Cigana de Coimbra e a Igreja Betel Cigana. Paralelamente existem 58 habitações vendidas e uma em regime de renda resolúvel. e é composto por 17 blocos de habitação com 4 pisos. No que respeita a equipamentos sociais. assim como a Associação de Moradores do Bairro da Rosa. Pedro. comércio e equipamentos sociais). também famílias de escassos recursos económicos. foi construído em 1984 e passou para posse do Município em 2005. numa das subcaves do Lote 15. da Caritas Diocesana de Coimbra. distribuídas por 26 edifícios de 4 pisos. e encontramse arrendadas em regime de renda apoiada. com sede no Lote 13 – 1º Direito. Conta com uma área aproximada de 20. da Caritas Diocesana de Coimbra. Por último. que se encontram arrendadas em regime de renda apoiada. Neste encontra-se sediado o Centro Municipal de Ação Social. com a utilização de algumas caves e espaços para serviços (desde cafetaria. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 9 . e o Centro Comunitário S. O Bairro da Rosa foi concluído em 1994. que beneficiaram de habitações colocadas no mercado a custos controlados. em resultado de um acordo de colaboração celebrado com o IGAPHE e o Instituto Nacional de Habitação (INH). 11 e 12. na continuidade do Bairro do Ingote. tendo sido construído pela Câmara Municipal de Coimbra.000 m2. refira-se a existência do polidesportivo e respetivos balneários de apoio. tendo até essa data sido propriedade do IGAPHE. nas subcaves do Lote 16. situado na subcave do Lote 14. sendo que 79 foram alienadas aos ocupantes.

pelo INH (atual IHRU). refira-se a existência na envolvente destes bairros de grandes espaços desocupados e/ou ao abandono. os espaços públicos estão também bastante degradados. em particular das mais antigas. e em certa medida por via dos fenómenos ligados a comportamentos desviantes e atividades menos lícitas que ocorrem nos bairros. com graves carências construtivas e de condições de higiene.Figura 6 – Vista aérea do Bairro da Rosa O mau estado de conservação das habitações (ver Figura 7 a Figura 14). Adicionalmente. já em 2005. só chegaram a ser reabilitadas 78 habitações do Bairro do Ingote. Adicionalmente. foi reconhecido. que contribuem para a desqualificação global dos mesmos e para a sua fraca integração na continuidade urbanística da cidade (ver Figura 15 a Figura 20). Ao nível dos espaços exteriores. tal como os equipamentos nestes instalados (parque infantil e campo de jogos). salubridade e conforto. o que é reforçado pela insuficiência e mau estado de conservação do mobiliário urbano. os muros exteriores de acesso aos blocos não permitem a acessibilidade ao r/chão dos edifícios por pessoas com mobilidade condicionada. 10 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . No entanto. tendo em consequência sido celebrado um Acordo de Colaboração celebrado no âmbito do PROHABITA entre esta instituição e o Município de Coimbra. permanecendo as restantes. A escassa iluminação pública contribuir para um sentimento de insegurança generalizado não os contribuindo para estes se tornarem espaços de estar e convivência. a par com as do Bairro do Ex-IGAPHE (IHRU).

Figura 7 – Problemas de humidade e infiltrações em teto de habitação Figura 8 – Problemas de humidade e fungos em parede de habitação (fachada) Figura 9 – Problemas de humidade e infiltrações em teto de habitação Figura 10 – Exemplo de mau estado das infraestruturas Figura 11 – Problemas de humidade e fungos em instalação sanitária Figura 12 – Degradação do pavimento de uma habitação Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 11 .

Figura 13 – Problemas de humidade e infiltrações nos espaços comuns Figura 14 – Problemas de humidade e infiltrações na fachada Figura 15 – Espaço exterior sem qualquer tratamento Figura 16 – Espaço exterior sem qualquer tratamento Figura 17 – Passeios ocupados por automóveis Figura 18 – Espaço junto aos blocos sem qualquer tratamento 12 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .

de modelos de identidade frágeis.  Abandono precoce da escola. em parte resultado das baixas qualificações da população.Figura 19 – Espaço exterior sem qualquer tratamento Figura 20 – Terrenos baldios na envolvente 2 Identificação das necessidades e definição da estratégia de intervenção 2. o Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 13 . como sejam. levando ao ingresso em percursos de marginalidade. as principais necessidades de intervenção nestes bairros identificadas prendem-se com respostas aos seguintes problemas:  Precariedade socioeconómica. bem como no acompanhamento próximo da população que tem vindo a ser desenvolvido pela CMC. afetadas pelo desemprego. baixa escolaridade.1 Necessidades de intervenção Tendo em conta a caracterização das comunidades desfavorecidas e do território de intervenção realizada. resultantes de um desinvestimento geral por parte das famílias. fruto de insucessos consecutivos. violência doméstica e alcoolismo.  Assunção.  Grande número de famílias beneficiárias do Rendimento Social de Inserção. por parte das crianças e jovens.  Comportamentos desviantes e atos de pequena criminalidade. reprodução e repetição de comportamentos apreendidos e ao alastrar das trajetórias de vulnerabilidade (jovens sem trabalho. propiciadores de vulnerabilidades sociais extremas. consumo e venda de estupefacientes (em camadas cada vez mais jovens). reclusão. fenómenos de discriminação e comportamentos de risco. sem formação de base nem instrução e crianças em situações de absentismo e abandono escolar). desemprego e forte peso da população inativa.  Existência de famílias “multiproblemáticas”.

mal iluminados e com carências ao nível do mobiliário urbano. Associações de Moradores). Para combater estas precaridades.  Habitações degradadas e sem condições de higiene.2 Estratégia de intervenção Dada a amplitude e complexidade dos problemas em presença.  Fenómenos de discriminação e conflito. As transformações nas dinâmicas socias negativas e 14 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .  Espaços envolventes desocupados. destaca-se o trabalho realizado pelos diversos atores sociais no terreno (Centro Municipal de Ação Social da CMC. de modo a aumentar as probabilidades da população ali residente quebrar os ciclos de exclusão dos seus agregados familiares. Para complementar o importante trabalho já desenvolvido neste território. houve a necessidade de desenvolver uma estratégia de intervenção integrada. que assumem uma intervenção direta ou indireta junto da população ali residente. ainda mais.AIPEC. bem como atuar no sentido de reforçar as ações imateriais no terreno.arquitetónicas e urbanísticas – têm o grau de adequação necessário. Projeto Trampolim.que conduz à reprodução de modelos parentais desadequados e socialmente desintegrados.  Sentimento de insegurança derivado da má iluminação e degradação do espaço público. que desse uma resposta global e coerente às necessidades de intervenção identificadas. conforto e acessibilidade adequadas.  Espaços públicos e equipamentos degradados. e cujo potencial criativo e de desenvolvimento não é aproveitado. conduzindo à fragmentação do tecido social. Projeto Acompanhamento individualizado do percursos escolar das crianças e jovens residentes no Planalto do Ingote . pessoais e relacionais. 2. como para servir de suporte à profunda e perene mudança que se pretende operar no território. salubridade. Esta estratégia é composta por 2 Eixos de intervenção e 6 Objetivos Estratégicos (OE). Cáritas Diocesana de Coimbra. não só para garantir os direitos básicos da população. derivados da forte diversidade étno-cultural existente. as condições sociais. que por vezes dificulta as relações de vizinhança. ao abandono e desqualificados – “terra de ninguém”. bem como as suas interdependências. originando atitudes de rejeição. visando assegurar que as condições físicas . torna-se indispensável criar outras condições a nível material que possam contribuir para melhorar. dos comportamentos desviantes praticados e da fragilidade dos laços comunitários. Eixo 1 – Garantir a qualidade habitacional e urbana Este eixo centra-se essencialmente na dimensão mais material da intervenção.

pelas valências que ofereçam e pela sua qualidade.nos fenómenos de exclusão em presença necessitam de ser suportadas por um ambiente urbano qualificado. É ainda necessário ter em especial consideração a recolha e tratamento de resíduos e a criação de ensombramento e embelezamento dos espaços públicos por via da sua arborização. e que qualifiquem os terrenos envolventes desocupados e ao abandono. salubridade e acessibilidade adequadas no edificado. que promova a integração territorial e a qualidade ambiental destes bairros por diversas vias. Em primeiro lugar.II – Reabilitar e valorizar os espaços públicos Ao nível dos espaços públicos existentes e equipamentos a estes associados (parque infantil e campo de jogos). interna e externa.III – Promover a integração territorial. atualmente sem ocupação e baldio. devem ser criadas âncoras funcionais que. Para contribuir para este fim está prevista uma intervenção num terreno contíguo ao edificado. encontram-se a necessitar de reabilitação 122 habitações sociais e 95 habitações privadas. ambos dirigidos a um universo de utilizadores que inclui mas transcende o Planalto. Para este fim. torna-se necessário eliminar as situações de degradação e conferir-lhes características conducentes a uma maior e adequada utilização. higiene. atraiam utilizadores exteriores aos bairros. que contribuam decisivamente para a coesão social e espírito comunitário e para quebrar a má imagem. bem como os espaços ocupados por atividades e equipamentos de caracter social. e Residência assistida/Cuidados Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 15 . higiene. com dignidade e qualidade. que incluirá nas suas valências um Teatro e um Pavilhão Gimnodesportivo. equipamento plurifuncional. feita a análise do estado de conservação e das necessidades de intervenção. que engloba Lar de crianças e jovens. O CCP incluirá ainda um Centro Residencial Social. OE 1.I – Reabilitar o edificado garantindo condições de conforto. integrando os últimos no funcionalmente na cidade. ao reforço da segurança e ao fomento de sentimentos de pertença e aumento da autoestima. a qualidade ambiental e a melhoria da imagem urbana É ainda fundamental haver uma atuação mais ampla. deste território. Os bairros carecem também de espaços públicos adequados para funções de estar. contribuindo por esta via para a boa imagem global e a continuidade urbanística com a cidade. OE 1. Lar de idosos. OE 1. salubridade e acessibilidade adequadas Este objetivo visa garantir as condições de conforto. Um contributo fundamental para este fim será a instalação do Centro Cívico do Planalto (CCP) na área de intervenção. convívio e lazer. e cujos arranjos exteriores irão qualificar todo o espaço público e incluirão uma Praça. condições habitacionais dignas e pela quebra do isolamento face à cidade. A disciplinação e organização do estacionamento é ainda outro dos fatores que muito irá contribuir para a melhoria global destes espaços. amplo espaço de estar e lazer para usufruto da população. onde se prevê a instalação do Centro Cívico do Planalto.

torna-se fundamental agir em prol da melhoria do acesso ao emprego por parte da população destes bairros.I – Qualificar. 16 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . discriminação. Já está também ultimada a candidatura ao CLDS 3G.III e OE4. promovendo também. bem como para o combate a situações de pobreza. por esta via. bem como aos fenómenos de exclusão. cujo território de intervenção não se restringe mas inclui o Planalto. Adicionalmente. Este Eixo contribui diretamente para 3 dos objetivos do PEDU: OE3. a organização dos moradores por lote e a promoção da sua participação na gestão do parque habitacional municipal. Neste contexto. contando com um forte envolvimento dos moradores e de forma articulada com a promoção da inclusão ativa. de um amplo projeto de apoio à criação do próprio emprego ou empresa por desempregados ou inativos. tornando-o numa maisvalia para a cidade/região. em articulação com as ações a desenvolver no domínio da formação e empregabilidade. bem como as iniciativas de procura ativa de emprego e de criação do próprio emprego. criminalidade e marginalidade.continuados. capacitar e melhorar a empregabilidade Considerando a integração na vida ativa e a independência económica como aspetos basilares para o desenvolvimento humano e da autoestima. criar programas envolvendo a população inativa e desempregada na recuperação e manutenção das áreas comuns e espaços verdes. promovendo a qualificação e a capacitação da população. que inclui o Projeto CAPACITAR Coimbra. OE3. ações socioeducativas e de capacitação dos moradores na área da higienização habitacional. e ações de sensibilização dos moradores para a preservação das partes comuns e de uso coletivo. conflito e comportamentos desviantes e de risco em presença. nomeadamente. Para alcançar estes fins. OE 2. e no âmbito da parceria criada para a instalação do CCP.IV. foi já criado o Grupo de Trabalho do Planalto com o objetivo estratégico de gerir e manter o património público e prevê-se. o que contribuirá também para dar uma vida e um sentido mais amplo a este território. um equipamento de escala distrital. já foi aprovada no âmbito da DLBC de Coimbra. que visa proporcionar formação profissional. Eixo 2 – Proporcionar as condições para uma vida plena e recompensadora Este Eixo direciona-se no sentido de dar respostas aos problemas de carência e vulnerabilidade social e económica da população.I. designadamente: a relocalização para este equipamento do Centro Municipal de Ação Social. dotar jovens e adultos de competências que lhes permitam definir um projeto profissional e apoiar no desenvolvimento de novos negócios. É ainda fundamental atuar no sentido de promover comportamentos e utilizações adequados destes espaços e edifícios e a gestão global e manutenção do património público. está previsto um conjunto de ações. um aumento do cuidado e vigilância sobre a utilização dos espaços.

a participação e a cidadania ativa Este objetivo visa essencialmente reduzir a discriminação. apoio ao estudo e aprendizagem artística. bem como ações de mentoria em diversos domínios. pela constituição das Associações de Moradores. parentalidade ativa. os comportamentos desviantes e de risco. Um primeiro passo já foi dado no sentido de ativar a participação efetiva da própria comunidade. nomeadamente. Ex-IGAPHE e Rosa. o potencial para o conflito. prevê-se a implementação de um projeto orientado para a melhoria de competências escolares e profissionais (duplacertificação). bem como a sua participação ativa. Também já está a ser implementada a parceria Planalto Seguro. Está ainda previsto. estrutura básica para a efetivação do empoderamento da população residente. de modo a que estes sejam tempos de crescimento saudável. Prevê-se ainda a implementação do programa Cultura e desporto em ação. O CCP contribuirá para este fim. OE 2. a coesão e inclusão social. Os espaços a disponibilizar pelo CCP irão também contribuir para o desenvolvimento destas ações. que irá ocupar os tempos livres das crianças e jovens de forma acompanhada e monitorizada. o enraizamento. Propõe-se assim a implementação de um amplo programa de combate ao abandono escolar. OE 2. formação nas áreas das artes e ofícios. tráfico e consumo de estupefacientes no Planalto do Ingote. O combate ao abandono e insucesso escolar desempenham um papel central para este fim. que incluirá ações nos domínios da melhoria da aprendizagem. em particular por ser fundamental para quebrar os ciclos de exclusão e a reprodução de padrões de comportamento e vida desviantes. promovendo. com o objetivo de agir sobre o problema da ordem pública. a realizar no âmbito do programa aprovado para este fim no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM RC. bem como a biblioteca que aí será instalada.III – Incentivar o espirito comunitário. a integração e proteção das crianças e dos jovens assume uma importância redobrada. empoderamento e cidadania.De forma complementar. e em articulação com estas iniciativas e com o Centro de Artes e Ofícios sediado no Bairro da Rosa. simultaneamente. bem como o combate ao isolamento. a autoestima e o espírito de comunidade na população.II – Apoiar as crianças e jovens em risco Num contexto social como o dos Bairros do Ingote. educativas e profissionais. de aprendizagem de novas competências. potencialmente conducentes a percursos de marginalidade. no âmbito da parceria celebrada para o CCP. com a criação de espaços para ações de formação e capacitação e oficinas de formação profissional. A parceria criada neste âmbito também prevê desenvolver outras atividades no domínio da qualificação e capacitação competências pessoais. inatividade e desocupação. a realização de ações orientadas para a dinamização da participação dos moradores nas decisões relativas ao espaço urbano onde residem e no apoio ao reforço do papel das Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 17 .

tem vindo a trabalhar estes domínios desde 2004. 18 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .III e OE4. O CCP incluirá também espaços destinados a sedes de coletividades e equipamentos culturais e desportivos (Teatro e Gimnodesportivo). o projeto TRAMPOLIM (programa ESCOLHAS). sediado no Bairro da Rosa.Associações de Moradores.OE 4. Adicionalmente. sendo o objetivo geral para o triénio 2013-2015 “Capacitar para a Inserção na Vida Ativa e Participação Cívica”. Este Eixo contribui diretamente para 3 dos objetivos do PEDU: OE4.I.IV. Dados os bons resultados obtidos até à data prevê-se a sua continuidade após 2015.

1. No entanto. de propriedade municipal. prevê-se o apoio à reabilitação das frações privadas (incluindo partes comuns) por parte dos proprietários de frações localizadas nos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) e Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 19 . nomeadamente. tendo ficado reabilitadas somente 78 habitações socias.).1 Ações materiais 3. pelo que se incluiu uma ação separada para este fim. com o IHRU para a reabilitação dos edifícios do Bairro do Ingote. e dado muitos dos proprietários serem carenciados e com poucas possibilidades de arcar com os custos das intervenções. bem como uma intervenção nos elementos comuns que inclua. 3. bem como 56 das habitações do Ex-IGAPHE (IHRU) apresentam necessidades de reabilitação. este programa foi interrompido. a reabilitação de todo o envelope dos edifícios (fachadas e cobertura) incluindo ações com vista à melhoria do comportamento térmico.1 Reabilitação do edificado de caracter social dos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) O parque edificado dos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU). razão pela qual se celebrou um acordo. intercomunicadores. salão polivatente). de propriedade da Cáritas Diocesana. necessitam também de ser intervencionadas. caixas de correio. em 2005. etc. estando aqui somente contabilizado o investimento necessário para a reabilitação da propriedade pública de caracter social. Adicionalmente. entrada. que prevê o apoio a estas situações por via de instrumento financeiro.1. Com esta ação irão ser reabilitadas 122 habitações e um equipamento social.2 Apoio à reabilitação das frações privadas dos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) Nos Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) existem 95 habitações privadas e que carecem de intervenção (embora de profundidade variável) bem como algumas frações não habitacionais. e a reabilitação dos espaços e equipamentos comuns (caixas de escada. Adicionalmente.3 Ações constituintes do PAICD 3.ex. As restantes 66 habitações sociais do Bairro do Ingote. Neste contexto. com vista a melhorar o seu estado de conservação e a conferir melhores condições de conforto e de habitabilidade. passando a ser de propriedade privada. já apresenta necessidades de reabilitação há vários anos. Esta ação visa assim a reabilitação das referidas habitações sociais. Dado que os edifícios onde se localizam estas habitações e equipamentos têm algumas frações vendidas aos ocupantes. as frações destes edifícios de propriedade municipal não habitacionais (p. ou ocupadas com um equipamento de apoio social. as obras nessas frações e parte das obras comuns terão de ser realizadas com investimento privado. o que terá de ser comparticipado pelos privados. a reabilitação integral destes edifícios só poderá ser feita com uma intervenção nas partes comuns.

3. Com esta ação irão ser reabilitados 81449m2 de espaços abertos. sendo a área total disponível para a implantação do equipamento de 26. para além de outras frações privadas. tornando o R/Chão acessível a pessoas com mobilidade condicionada. Reabilitação do parque infantil. Instalação de ponto subterrâneo de recolha separativa de resíduos urbanos.respetivos condomínios. sendo por tal importante complementar a ação no edificado com uma intervenção de requalificação do espaço público. para futura gestão urbanística. 20 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .1. Colocação de mobiliário urbano. prevê-se que esta intervenção inclua as seguintes ações:           Reabilitação de passeios.1.1 Enquadramento Geral O Centro Cívico do Planalto do Ingote será um equipamento plurifuncional.1. Poderá ser apoiada por esta ação a reabilitação de 95 habitações. habitados maioritariamente pelos estratos sociais mais desfavorecidos do concelho e com uma cobertura muito deficitária de equipamentos sociais. Reabilitação dos muros e acessos aos blocos. O equipamento a construir localizar-se-á no planalto do Ingote. Considerou-se uma alavancagem de 1 para 1 e um financiamento de 80% do investimento total.3 Requalificação do espaço público dos Bairros da Rosa. pelo que a dotação de fundo a alocar é de 40% das necessidades de investimento total previstas. o qual permitiu destacá-lo como parcela sobrante.250 m2. Criação de estacionamento público e demarcação da via pública e estacionamentos. 3.4. os Bairros do Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) apresentam um estado de conservação bastante degradado.4 Centro Cívico do Planalto do Ingote 3. Ingote e Ex-IGAPHE (IHRU) Para além do parque edificado. mediante a disponibilização de verba em sede de Instrumento Financeiro para este fim. Tendo em conta as condições atuais dos espaços. Requalificação da rede de iluminação pública. Reabilitação das zonas ajardinadas. Plantação de árvores de embelezamento e sombreamento. Este terreno resulta da aprovação do Loteamento do Bairro da Rosa. Paulo de Frades. inserido numa zona da cidade de Coimbra caracterizada pela presença de bairros de iniciativa pública e cooperativa. União das Freguesias de Eiras e S. sendo que se prevê que um mínimo de 18 recorram a este instrumento. Reabilitação do campo de jogos. O Projeto encontra-se atualmente concluído e tem a autoria do Arquiteto João Luís Carrilho da Graça. junto aos Bairros Municipais da Rosa e do Ingote.

o Centro Residencial e Social. cuja responsabilidade de edificação é da Câmara Municipal de Coimbra e o Centro Residencial e Social. O Centro Cívico do Planalto do Ingote pretende assumir-se como polo de atração à cidade e à região pela diversidade e qualidade dos equipamentos e serviços a Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 21 . Enquanto o Centro Cívico será entendido como um equipamento com forte ligação à população residente. a apresentar ao longo deste documento. mas garantindo uma harmonia global do edificado. mas também indutor de uma atratividade sobre outras faixas de população da cidade. hoje Fundação ADFP. P . Por outro lado.Planta da zona de intervenção com delimitação da área do equipamento 3.4.1. confirmando as indicações do Plano Diretor Municipal de 1994 e. mesmo apenas a título orientador – o que tem acontecido –. de acordo com o programa funcional. ou seja.2 Equipamento O equipamento a construir. a edificar pela Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo. H D ATA M arço 2 003 A n ex o B In gote P la nta de loca il zaç ão DESENH OU Reis PROJ ECTOU ESCA LA DESEN HO Nº 1/10 00 Figura 21 . que se subdividirá em dois núcleos. L 29 L 28 L 27 L 26 ÁREA DE EQUIPAMENTO PROJ ECTO Área de Intervenç ão d o P rojecto d o "Cen rt o Cív ci o d o P la nalto do In gote" LOCALI ZAÇÃ O CONTÉM CÂM ARA M UN IC IPA L D EC OI MBR A D I V IS Ã O D E P R O M O Ç Ã O H A B IT A Ç Ã O D. irá dispor-se no terreno por forma a permitir uma gestão independente dos equipamentos em causa. beneficiará de um maior recato e tranquilidade relativamente a toda a envolvente local. o Centro Cívico. fruto das suas valências específicas. obrigará a uma abordagem diferente. as indicações do Plano de Pormenor do Ingote (não aprovado). sobretudo na sua relação com a envolvente urbana construída e programada. irão ter-se em linha de conta as especificidades de cada um daqueles equipamentos que.destinada a equipamento.

que assume uma importância primordial na integração social dos bairros municipais. e da freguesia de Eiras. e “acolherá” ainda serviços municipais. Esta estrutura assumirá igualmente a função de um equipamento desportivo e cultural que servirá a população de Coimbra no seu todo. profissional e cultural. nomeadamente o já existente Centro Municipal de Ação Social . do ponto de vista social. centralizar o desenvolvimento futuro dos bairros sociais e cooperativos do planalto.Maqueta do Centro Cívico do Planalto do Ingote: vista Norte/Sul Contemplará diversas valências ao nível da integração social da população desfavorecida. mas também de desenvolvimento comunitário. considerando diversos espaços destinados a sedes de coletividades e associações de moradores. Trata-se de um equipamento com uma forte componente dirigida à requalificação urbanística. em particular. refeitório e biblioteca. Figura 22 . em geral. estrutura municipal de acompanhamento sócio habitacional às famílias inquilinas municipais residentes nos bairros sitos no Planalto do Ingote.resposta descentralizada integrada no Departamento de Habitação da Câmara Municipal de Coimbra. 22 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .implementar e. este equipamento será não só um polo de apoio e acompanhamento à população local. ou seja. à escala local. Em suma. oficinas de formação profissional.

distribuem pontos de vista e estabelecem jogos de contenção / abertura de espaços. Este conceito encontra a sua materialização numa praça pedonal. como ligação alternativa à Rua Cidade de Cambridge. a praça é definida por um edifício de 2 pisos destinado ao Centro Residencial. a praça constitui lugar de encontro. destinados às várias unidades programática do Centro Cívico e pelo Pavilhão Gimnodesportivo. pausa e contemplação. condicionam a perceção. A Norte garante ligação com a Estrada de Vale de Figueiras e com o Bairro do Ingote. A sua forma e proporções convidam a percorrê-la para descobrir todo o conjunto. Propõe-se um espaço com ambições de congregação. configurando uma grande área pedonal de nível. que atraia as pessoas. pois. aberta. Consiste num espaço alongado e permeável. A praça funcionará. A Sul é pontuada pelo edifício do Teatro e ligase com a Rua Cidade de Cambridge. configurada pelos vários edifícios do “Centro Cívico do Planalto do Ingote”. ligando a extremidade Norte e Sul da área de intervenção. também com 2 pisos. fluida. O rebaixamento da praça em relação à cota mais alta da Rua Cidade de Cambridge garante a concretização de um ambiente mais tranquilo e bucólico face ao universo urbano envolvente. A Poente é limitada por um conjunto de edifícios. A praça proposta conforma-se a partir de uma plataforma rebaixada em relação à Rua Cidade de Cambridge. que lhes proponha um novo modo de experiência urbana. pública.Inserção Urbana (parte da Memória Descritiva do Projeto Base) A operação estruturante da intervenção consiste na criação de um novo espaço de encontro urbano – a Praça do Centro Cívico do Planalto do Ingote. As perturbações formais e espaciais propositadamente introduzidas ao longo da praça. Lugar central do Centro Cívico. livre e aberto. nem favorecem um enquadramento específico. nem uma perceção global imediata. Figura 23 – Implantação dos edifícios Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 23 . A Nascente e em relação com o vale. num compromisso entre a praça de bairro e um espaço público à escala da cidade. comprimindo ou alargando o espaço desta. É a concretização do desejo de se atribuir ao Centro Cívico um espaço próprio. simultaneamente.

Exatamente à mesma cota estão. a título de exemplo. corresponderá a uma leitura inequívoca de harmonia de proporções entre todos eles. | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . que se encontrem impedidas. Edifícios O Centro Cívico do Planalto do Ingote integrará. assume um carácter unitário e adquire uma posição de destaque em relação ao vale. A ligação com a estrada de Vale de Figueiras funcionará como saída deste circuito automóvel e como ingresso pedonal na praça a partir do Bairro do Ingote. com as seguintes características: 1.O edifício do Centro Residencial. e à Rua Cidade de Cambridge. temporariamente ou definitivamente. Sensivelmente a meio do lado Poente da praça. Esta adquire um carácter mais urbano e dinâmico. a Nascente. provocando descontinuidades e garantindo ingressos na praça a partir da Rua Cidade de Cambridge. Cria-se assim uma coerência global estratificada em que a “modulação vertical” comum aos vários corpos. proporcionará um acesso pedonal direto para a área da praça dominada pelo Teatro e pelos Espaços Comuns. que soltam espaços entre si. no piso térreo. uma escada estabelece a ligação com a cota mais alta da Rua Cidade de Cambridge. A entrada a Sul. de modo a permitir o acesso à praça. será constituído por quatro grandes áreas funcionais. Centro Residencial e Social – Será constituído por três unidades residenciais que darão resposta a carências distritais sentidas ao nível social e da saúde. o primeiro piso das Residências e do núcleo das Atividades sociais e de lazer. de residir em meio familiar (36 utentes). bem como à disponibilização de espaços a acolher o associativismo local. diversas valências que vão desde a atividade desportiva e cultural à prestação de apoios de carácter social. como referido anteriormente. no piso elevado. o Centro Municipal de Ação Social (estrutura municipal de apoio às familiar realojadas em funcionamento desde 2001) e iniciativas empresariais de inserção social. entre os volumes do Centro Cívico e do Gimnodesportivo. O rebaixamento da praça impõe uma diferença altimétrica entre pisos dos edifícios do Centro Cívico. Esta situação assume um carácter de ingresso mais formal na praça. nomeadamente:  24 Lar de crianças e jovens – crianças e jovens em risco. garantindo a escala da proposta face ao território envolvente. Por oposição. os edifícios do Centro Cívico assumem-se como construções pontuais. Os ingressos na praça processar-se-ão em vários pontos e com caracteres distintos. de ambos os sexos. Neste sentido. Essa medida será reguladora das diferenças de cota entre os pisos dos vários corpos da intervenção. É também a partir desta entrada que se propõe um acesso automóvel condicionado. Do mesmo modo a cobertura do Centro Cívico está ao nível da cobertura das Residências. garantindo a tomada e largada de utentes do Centro Residencial e a circulação de veículos de emergência. a partir da Rua Cidade de Cambridge.

3. e onde trabalham sociólogos e técnicos de serviço social que prestam apoio de primeira linha à população residente nos bairros municipais envolventes ao Centro Cívico. a população local. Estas quatro áreas funcionais integram dois grandes núcleos do equipamento. armazenamento geral. salas de estudo e leitura. teatro.). 4. como salas para atividades formativas e/ou ocupacionais. Lar de idosos – alojamentos de utilização temporária ou permanente dirigida a idosos em situação de maior risco ou perda de independência e/ou reduzida autonomia (36 utentes). dança. gestão e manutenção será da Câmara Municipal de Coimbra e o Centro Residencial e Social a edificar pela Fundação ADFP o qual se disporá no terreno de forma a permitir uma gestão independente dos equipamentos em causa. Assim sendo. instalações associativas. a tipologia de praticantes prevista. 2.o qual permitirá receber eventos desportivos das mais diversas modalidades indoor. Área reservada a Atividades Culturais – Será constituída por um Teatro para a produção e apresentação de espetáculos de natureza artística (música. administração e ainda o Centro Municipal de Ação Social. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 25 . escolas e grupos informais. incluindo todas as instalações adjacentes. Em sede de revisão do Projeto Base. Prevê-se que sejam gerados 15 postos de trabalho. o equipamento desportivo sofreu alterações relativamente ao programa inicial. Área reservada à Prática Desportiva – Será constituída por Pavilhão Gimnodesportivo coberto com bancada para cerca de 500 pessoas e por duas salas para atividades desportivas de menor dimensão. para além dos espetáculos com carácter mais profissional. apoio médico. Prevê-se que sejam gerados 5 postos de trabalho. pequeno comércio. com palco de 17 X 12 m e por uma sala de ensaios. nomeadamente no que diz respeito ao aumento da dimensão do campo de jogo – para as medidas oficiais de Pavilhão Gimnodesportivo de desportos indoor (44mx25mx13m) . refeitório. ou seja. para além da população local. poderá abranger diferentes estruturas desportivas e associativas do concelho. já instalado provisoriamente num dos bairros em causa. infraestruturas de inserção social.  Residência assistida / Cuidados Continuados – estabelecendo um modelo de intervenção articulada de completa interface saúde/ação social dirigida aos cidadãos em situação de dependência e/ou autonomia (58 utentes e área de prestação de serviços de saúde). mas garantindo uma harmonia global do edificado. etc. Prevê-se que sejam gerados 5 postos de trabalho. diferentes estruturas associativas do concelho. escolas e grupos informais. com capacidade para aproximadamente 300 espectadores. incluindo todas as instalações adjacentes. o Centro Cívico propriamente dito. A tipologia de utilizadores prevista poderá abranger. Área para Atividades Sociais e de Lazer – Será constituída por espaços destinados ao acolhimento de atividades diversas. cuja responsabilidade de edificação.

Residência para 8 adultos. deficientes ou doentes mentais. a CMC comprometeu-se a constituir gratuitamente a favor da Fundação ADFP o direito de superfície de parte do terreno destinado ao equipamento. Prestação de serviço de refeições à comunidade. o Centro Cívico será da responsabilidade da Câmara Municipal de Coimbra e o Centro Residencial e Social da responsabilidade da Fundação ADFP – Assistência Desenvolvimento Formação Profissional de Miranda do Corvo. já escriturado. a Fundação ADFP comprometeu-se a conferir à CMC o estatuto de parceiro privilegiado. Quanto ao funcionamento. trata-se de uma Instituição Particular Solidariedade Social. até ao limite de 40 poe dia. fundamenta-se nas necessidades do equipamento a nível social de Coimbra e da zona onde está implementado. no Concelho de Miranda do Corvo e com resultados visíveis e elogiados a nível nacional. grávidas e bebés e crianças com menos de 6 anos.Assistência Desenvolvimento Formação Profissional. exploração e conservação da obra. Para isso. com serviços sociais em Coimbra e Miranda do Corvo e apoio à cultura e à leitura também nos concelhos de Góis.Protocolo com a Fundação ADFP O Centro Residencial e Social será edificado pela Fundação ADFP. renovável por períodos de 10 anos mediante acordo entre as partes. O conjunto de estruturas residenciais. disponibilizando anualmente aos munícipes por esta indicados alguns serviços. Em resumo. nomeadamente:       26 Residência assistida a 12 utentes ou 400 dias. em pareceria com a Câmara Municipal de Coimbra. Residência para 8 idosos. devido ao modelo de combate á exclusão social encetado pela Fundação ADFP. pelo prazo de 51 anos. pretende dar o seu contributo na reabilitação urbanística e social de uma zona da cidade de Coimbra algo problemática. e segue as prioridades governamentais. Prestação de cuidados de medicina física e reabilitação para utentes equivalentes a 20% da capacidade de prestação instalada. Lousã. Por seu turno. com uma capacidade de 140 utentes/clientes. no apoio aos grupos mais vulneráveis quer sejam crianças. Penacova e Penela adotando o princípio “INVESTIMOS EM PESSOAS “. | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . jovens ou crianças em risco: Piscina aquecida durante metade dos dias úteis (manhã ou tarde) para idosos. idosos. este Protocolo de Colaboração estabeleceu que a CMC seria a responsável pela promoção da execução dos Projetos (solução urbanística e edifícios) e que a obra seria repartida entre as duas entidades: a CMC promoveria construção do Centro Cívico e a Fundação ADFP o Centro Residencial e Social. A ADFP.

significando assim que Coimbra disporá de um equipamento único na integração de tantas funções num mesmo espaço e com qualidade arquitetónica urbanística e ambiental garantida pelo projeto que se apresenta. A génese deste projeto baseou-se. quer ao nível da utilização quer dos postos de trabalho gerados. a construção e dinamização do Centro Cívico do Planalto do Ingote irá ter lugar na zona norte da cidade de Coimbra. na premissa de que para atingir um patamar aceitável de coesão social não seria neste caso suficiente criar um equipamento que satisfizesse apenas as necessidades das populações suas vizinhas. Paulo de Frades. ou seja.2. com o objetivo de promover uma mudança nesta zona geográfica.1 Intervenção Social no âmbito do Centro Cívico do Planalto 3. criatividade e diversidade. em especial dos Bairros Municipais da Rosa. formativo. assim. Torna-se. O Centro Cívico do Planalto do Ingote pretende ser um espaço social. competitividade económica e qualidade ambiental. constituindo-se como fator de atratividade de outras populações para o território. prefigura-se como uma intervenção física potenciadora da transformação da cidade em espaço de coesão social. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 27 . urgente remodelar e humanizar as atuais respostas institucionais com a construção do Centro Cívico do Planalto do Ingote. Este novo espaço será o fator dinamizador da requalificação urbana e da transformação do território num espaço de inclusão. cultural. Deste modo.3. sobretudo na sua área territorial situada a Norte. colmatar-se-á um grande número de carências. claramente deficitária de uma estrutura genérica de equipamentos.1. satisfazendo-as também.1 Enquadramento Como já foi referido. e do envolvimento destes com a sua comunidade e com a cidade de Coimbra. não só ao nível da União das Freguesias de Eiras e S.2 Ações imateriais 3. desportivo e associativo polivalente. pudesse criar uma nova centralidade concelhia no miolo dos bairros em causa. nomeadamente daqueles cujo objetivo fundamental é o estabelecimento de parâmetros precisos relativamente a processos de reabilitação social e de revitalização urbana. provocando assim a inter-relação social que possibilita a ultrapassagem das graves situações de segregação presentes. bem como para afirmar o Planalto do Ingote como território de qualidade. pois. mas também da cidade de Coimbra. do Ingote e do Ex-IGAPGHE. O projeto do Centro Cívico do Planalto do Ingote é orientado pelos seguintes objetivos:  Dotar os bairros municipais da Rosa e Ingote e edificado envolvente de uma estrutura multifuncional aberta também à comunidade conimbricense. mas sim apostar na criação de um equipamento que.2. para a valorização das competências e da capacidade inovadora dos moradores dos vários bairros aqui existentes.

no âmbito das competências distintivas. fomentando a intervenção sociocomunitária.2. 28 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . promovendo a melhoria das condições de vida das comunidades e de grupos sociais em situação de maior desfavorecimento ou de exclusão social. que atuará em domínios diversificados (ver Figura 24) onde cada entidade parceira terá à sua responsabilidade atividades específicas. evitando desta forma a sobreposição de recursos e de respostas ou seja uma Parceria multidimensional para responder à multidimensionalidade dos problemas centrais da população residente no Planalto do Ingote e à cidade de Coimbra.        Promover o alargamento do trabalho social levado a efeito pelo Município de Coimbra – Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente – Centro Municipal de Ação Social.1. Facilitar o acesso a ações que estimulem a definição de projetos de vida e novas oportunidades. Garantir a prestação de cuidados de saúde necessários à recuperação e reintegração de doentes crónicos e pessoas em situação de dependência. que participarão no âmbito das suas competências distintas mas complementares. Inserir socialmente a população desfavorecida. readaptação e reinserção familiar e social. mas complementares de cada parceiro. concretizando a valorização pessoal e comunitária. em parceria com organizações diversas que dinamizem o espaço a construir. desportivas e recreativas. bem como providenciar serviços de apoio social. Promover espaços de convívio e o desenvolvimento regular de atividades culturais. 3. Combater o isolamento social e os baixos níveis de autoestima. Contribuir para que os realojamentos se façam acompanhar de medidas de política social. Desta forma. promovendo a autonomia e melhorando a funcionalidade da pessoa dependente.2 Plano de Ação da Parceria Local Para a implementação do Centro Cívico será necessário envolver um conjunto de entidades e serviços públicos e privados nos diversos domínios de intervenção. constituir-se-á (aquando da implementação deste equipamento) uma parceria diversificada. Reforçar as redes de solidariedade e de apoio através de parcerias. através da sua reabilitação.

Figura 24 – Domínios de intervenção da parceria De entre as atividades a realizar no âmbito desta parceria. destacam-se: Organização de  moradores por Lote Dinamização de Programas Culturais Recuperação e  manutenção das  áreas comuns dos  lotes Dinamização de  atividades  desportivas Realização de Ações  de Capacitação e  Mentoria Construção do  Centro Cívico  do Planalto Dinamização dos  moradores na  vivência e decisões  relativas ao espaço  urbano ‐ cidadania Revitalização e  Manutenção dos  Espaços Verdes Qualificação e Capacitação competencias pessoais. e tendo presente o contexto de envolvimento do novo edificado. educativas e profissionais Ações  Socioeducativas  /Capacitação  ‐ na  área da higienização  habitacional Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 29 .

 Acompanhar a execução física e financeira do projeto. Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional:  Colaboração na seleção dos munícipes a integrar nas oficinas.  Dinamizar a execução do plano detalhado de atividades.  Disponibilização de meios humanos.  Acompanhamento técnico e apoio logístico . Associações de Moradores do Bairro da Rosa e do Bairro do Ingote:  Sensibilização dos arrendatários para a preservação dos espaços comuns. 30 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . no âmbito da ação social / RSI.  Apoio na divulgação do “Regulamento de Gestão do Parque Habitacional Municipal”. Associações de Moradores dos Bairros da Rosa.  Acompanhamento técnico das obras.Ação nº 1 – Organização dos moradores por Lote Câmara Municipal de Coimbra:  Elaborar o “Regulamento de Gestão do Parque Habitacional Municipal”.  Acompanhamento da ação junto dos moradores na aplicação do regulamento.  Dinamizar a Parceria do projeto. Ingote e António Sérgio:  Divulgação / mobilização da comunidade. José.  Aquisição de serviços.organização e condução do Projeto. Associações de Moradores dos Bairro da Rosa e do Ingote:  Participação pró-ativa. Ação nº 3 – Realização de Ações de Capacitação e Mentoria em áreas diversas Câmara Municipal de Coimbra:  Disponibilização de espaço físico.  Capacitação e acompanhamento social e das famílias para a preservação dos espaços. nas reuniões de moradores de cada lote. Ação nº 2 – Recuperação/Manutenção das áreas comuns dos lotes Câmara Municipal de Coimbra:  Disponibilização de recursos humanos nas diferentes áreas a intervir. Cáritas Diocesana de Coimbra – Centro Comunitário de S.

 Elaboração de candidaturas a medidas do mercado social de emprego. educativas e profissionais Câmara Municipal de Coimbra:  Apoio na identificação e seleção dos agregados familiares.  Disponibilização de recursos humanos para acompanhamento dos beneficiários. Instituto de Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego de Coimbra:  Divulgação das medidas do mercado social de emprego e apoio na elaboração das candidaturas. e implementação das ações formativas e conteúdos programáticos. José:  Apoio na identificação e seleção dos agregados familiares. Instituto de Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego de Coimbra:  Colaboração na definição. Instituto de Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego de Coimbra: Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 31 .CEI’s e outros).  Disponibilização de recursos humanos e apoio logístico. homologação. Ação nº 5 – Ações Socioeducativas/Capacitação na área da higienização habitacional. supervisão do processo de manutenção dos espaços verdes. José:  Apoio na identificação e seleção dos agregados familiares. Ação nº 6 – Qualificação e Capacitação competências pessoais.  Disponibilização de recursos humanos para acompanhamento das ações. Câmara Municipal de Coimbra. Centro Distrital de Segurança Social de Coimbra/Cáritas Diocesana de Coimbra – Centro Comunitário de S. Colaboração na conceção e dinamização dos diversos ateliers.  Avaliação dos programas/candidaturas que permitam inserir munícipes em situação de carência económica e/ou desemprego e colaboração na sua seleção. Ação nº 4 – Revitalização e manutenção dos espaços verdes Câmara Municipal de Coimbra:  Acompanhamento técnico na área da jardinagem e apoio logístico.  Acompanhamento dos recursos humanos (Contratos de Emprego e Inserção . e Cáritas Diocesana de Coimbra – Centro Comunitário de S.

favorecendo a aprendizagem ao longo da vida.Dinamização da prática desportiva: Câmara Municipal de Coimbra: 32 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .  Cedência de espaço físico para realização de atividades diversas. tendente à qualificação dos beneficiários e apoio na elaboração/conceção das mesmas. o 9º ou o 12º ano de escolaridade. bem como de competências pessoais e empreendedoras que capitalizem para a obtenção de uma qualificação. José  Apoio na identificação e seleção dos agregados familiares. a abertura de candidaturas a medidas específicas. Cáritas Diocesana de Coimbra – Centro Comunitário de S. Ação nº 7 . ou seja adultos/as com idade igual ou superior a 18 anos.  Disponibilização de recursos humanos para acompanhamento dos beneficiários. Ação nº 8 . INOVINTER Centro de Formação e de Inovação Tecnológica:  Consolidar e integrar um conjunto de intervenções orientadas para a ativação dos/as desempregados/as. que não tenham concluído o 6º.Dinamização da participação dos moradores na vivência e decisões relativas ao espaço urbano onde residem Câmara Municipal de Coimbra:  Apoio logístico. Ingote e António Sérgio:  Participação e divulgação das atividades.  Organizar processos de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências ou seja validar os conhecimentos e as competências resultantes das experiências adquiridas em diferentes contextos e momentos da vida. Associações de Moradores dos Bairros da Rosa. Informar no âmbito da parceria. Direção Regional de Educação do Centro:  Apoio no destacamento de recursos humanos especializados na área da educação. o reforço da empregabilidade e a procura ativa de emprego que permitam a aquisição de competências tecnológicas de natureza específica ou transversal.  Desenvolvimento de Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) que permitam elevar os níveis de habilitação escolar e profissional da população portuguesa adulta. para efeitos de certificação escolar para efeitos de certificação profissional (RVCC de dupla certificação).

que incluirão. 3. Esta ação de promoção de uma inclusão ativa irá complementar as ações previstas no domínio da qualificação e capacitação. Turismo de Coimbra:  Divulgação e comunicação dos diversos eventos.  Cedência de espaço físico para realização de eventos.  Organização de conferências e seminários temáticos. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 33 .Dinamização de programas culturais diversificados: Câmara Municipal de Coimbra:  Apoio logístico. Apoio logístico. formação e empreendedorismo para a empregabilidade. Associações de Moradores do Bairro da Rosa. prevê o desenvolvimento de um conjunto alargado de ações com vista a qualificar.2 Projetos de criação do próprio emprego ou empresa por desempregados ou inativos que pretendam voltar ao mercado de trabalho (DLBC) Esta ação é parte integrante da Estratégia de Desenvolvimento Local (EDL) Coimbra 2020. do Bairro do Ingote e do Bairro António Sérgio:  Participação e divulgação da iniciativa. Associação Académica de Coimbra:  Cedência de recursos humanos especializados e know how para dinamização de diferentes modalidades desportivas. pelo que a população destes bairros irá beneficiar das intervenções previstas neste âmbito. proporcionando um leque de respostas abrangentes às situações de desemprego e inatividade presentes nestes bairros. intitulado Educação. de acordo com a programação anual das referidas entidades. Associações de Moradores dos Bairros da Rosa. pelo que incide num território mais alargado do que o Planalto do Ingote. Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz e Teatro Académico de Gil Vicente:  Realização de espetáculos diversos. Ingote e António Sérgio:  Participação e divulgação das iniciativas. capacitar e promover a empregabilidade no território de incidência.2. nomeadamente. mas que inclui os Bairros do Ingote. O Eixo II da EDL Coimbra 2020. Ex-IGAPHE (IHRU) e Rosa.  Cedência de espaço físico para realização das atividades. Ação nº 9 . o apoio a projetos de criação do próprio emprego ou empresa por parte de desempregados ou inativos que pretendam voltar ao mercado de trabalho.

Junta de Freguesia de Eiras. Para a prossecução dos objetivos definidos. o Projeto Trampolim. Centro de Apoio Social de Pais e Amigos da Escola N. sediado no Bairro da Rosa e em curso desde 2004.3 Projeto Trampolim (Programa ESCOLHAS) Através da sua atuação. Diminuir Comportamentos de conflitualidade e de risco em 73 crianças e jovens promovendo estilos de vida saudáveis e o interesse pela escola e diferentes aprendizagens. Salienta-se ainda o fato de que o projeto Trampolim desde 2004 ter apresentado bons níveis de eficiência e eficácia que resultaram numa avaliação de Bom ao nível do desempenho.º 10 – CASPAE (Entidade Gestora). 2. para o triénio 2013-2015 Capacitar para a Inserção na Vida Ativa e Participação Cívica. INOVINTER – Centro de Formação e Inovação Tecnológica. tem vindo a contribuir para a inclusão social de crianças e jovens provenientes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis (Planalto do Ingote – Bairros Municipais do Ingote.º Geração) definiu como Objetivo Geral. A parceria atualmente em funcionamento. conclusão da escolaridade obrigatória. Agrupamento de Escolas da Pedrulha. Direção Regional do Instituto Português do Desporto e Juventude – IP. enquadradas em 5 Medidas Estratégicas de Intervenção: 34 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra . acesso à formação profissional ou mercado de trabalho a 60 jovens e adultos. subdividido em três (3) objetivos específicos: 1. Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. no âmbito da 5. o projeto propôs a realização de 26 atividades. 3. Agrupamento de Escolas Centro. e a referente a 2013-2014 de 87%. Cáritas Diocesana de Coimbra. Fomentar a participação de 40 famílias em ações do projeto promovendo a sua capacitação e exercício pleno de cidadania e implicação no processo educativo dos seus educandos. inclui as seguintes entidades:           Câmara Municipal de Coimbra (Entidade Promotora).2. sendo que a avaliação global correspondente a 30 meses (entre 2010 e 2012) foi de 81%.ª Geração do programa. O Projeto Trampolim (Escolhas 5. Assegurar a construção de projetos de vida. CEARTE.3. Ex-IGAPHE (IHRU) e Rosa) com vista a fomentar a igualdade de oportunidades e o reforço e coesão social indo ao encontro das prioridades temáticas de intervenção indicadas pelo CLAS de Coimbra no Diagnóstico Social do Concelho de Coimbra da Rede Social.

e recebe uma comparticipação do Programa Escolhas 5ª Geração de €61. este Projeto apresenta um orçamento global municipal de €24.00.  Contribuir para a formação profissional e empregabilidade (Medida II)  Contribuir para a dinamização comunitária e cidadania (Medida III).  Apoiar o empreendedorismo e a capacitação dos jovens (Medida V). conclusão da escolaridade obrigatória e acesso à formação profissional ou mercado de trabalho a 60 jovens e adultos Atividades Oficina de Reutilização Gabinete de Apoio ao Emprego e formação Construção de Projetos de Vida Horta de Bairro TIC OFFICCE Literacia Digital Apoio à empregabilidade Participação no Concurso Anual de Ideias Experiencias profissionais de curta duração Para o corrente ano. Contribuir para a inclusão escolar e para a educação não formal (Medida I). Associativismo Juvenil) Loja Comunitária (Troca de Fazeres) Saídas e Intercâmbios Oficinas de Artes e Expressões Classes de Teatro Objetivo Especifico 2 Fomentar a participação de 40 familiares em ações do projeto promovendo a sua capacitação. Assim prevê-se que o projeto tenha impacto junto de 250 participantes mediante a realização das seguintes atividades no decorrer do triénio 2013 a 2015: Objetivo Especifico 1 Diminuir comportamentos de conflitualidade e de risco em 73 das crianças e jovens participantes diretos e indiretos promovendo estilos de vida saudáveis o interesse pela escola e diferentes aprendizagens Atividades Acompanhamento Pedagógico Terapêutico Individual Animação de Recreios Literacia Apoio ao Estudo .00. exercício pleno de cidadania e.000.Estudo Acompanhado Oficina de Dança e de Musica Teatro Coração na Boca Oficina dos Saberes CID Livre TV Trampolim Newsletter Grupo de Jovens (Tertúlias Juvenis. Aprender e Capacitar Prevê-se a implementação de um amplo programa de combate ao abandono escolar. 3.2.  Apoiar a inclusão digital (Medida IV) e. Aguarda-se indicação sobre a abertura de novas candidaturas para manter a intervenção atual para os próximos três anos. a realizar no âmbito do programa para este fim aprovado no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da CIM Região de Coimbra.780.4 Estudar. que incluirá ações nos seguintes domínios: Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 35 . implicação no processo educativo dos seus educandos Atividades Comissão de Pais EB1 e Jardim de Infância do Ingote Programa de Desenvolvimento de Competências Familiares (só para CEH) Mediação familiar (CEH + Planalto do Ingote) Objetivo Especifico 3 Assegurar a construção de projetos de vida.

artes e ofícios. através da aquisição de competências artísticas e da promoção de estilos de vida saudáveis. desde a infância. Serão realizadas visitas domiciliárias aos encarregados de educação (famílias desfavorecidas). por parte de um professor e de um psicólogo. este está integrado no seu âmbito de atuação. Apoio ao estudo – com vista à melhoria da aprendizagem. reduzidos níveis de 36 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .2. Música e Artes Plásticas) dos jovens de famílias desfavorecidas. Será prestado apoio ao estudo em sessões regulares a todas as crianças de famílias carenciadas com o intuito de reduzir a taxa de abandono escolar precoce e de insucesso escolar. 3. à criação de hábitos de trabalho e ao fomento do interesse nos alunos das atividades escolares e assim melhorar os seus resultados.Pretende-se ocupar os tempos livres diários das crianças de modo a que estes sejam tempos de crescimento cultural e de aprendizagem de novas competências na área artística. Dança. que se pautam por falta de competências pessoais e sociais. sendo-lhes proporcionadas sessões que abordarão as disciplinas nucleares de Português e Matemática. tendo em conta as características da população residente no Ingote. Apesar de se dirigir a um território mais vasto que o Planalto do Ingote. para a construção de comunidades mais participativas e inclusivas e para o combate às assimetrias sociais e territoriais. Este programa tem ainda por objetivo específico dotar jovens e adultos de competências que lhes permitam definir um projeto profissional e a criação de um negócio. consequentemente. Prevê-se o desenvolvimento de atividades de formação artística disciplinar (Teatro.2.  Português e Matemática para todos – pretende-se que os alunos melhorem os seus resultados escolares.5 Projeto Capacitar Coimbra (CLDS) O Plano de Ação CDLS 3G de Coimbra prevê o desenvolvimento do projeto Capacitar Coimbra.  Artes para promoção da inclusão social . que visa proporcionar momentos de formação no âmbito do empreendedorismo. 3. baixos níveis de escolaridade e. Estas sessões serão ministradas a todas as crianças de famílias carenciadas com o intuito de reduzir a taxa de insucesso escolar e de abandono escolar precoce.  Parentalidade ativa – ações com vista ao aumento do envolvimento dos Pais e Encarregados de Educação nos percursos dos seus filhos.6 Artes e ofícios No que diz respeito à formação profissional. ajudando os alunos a identificar-se responsavelmente com a escola e assim a valorizá-la. apoiar no desenvolvimento de novos negócios e proporcionar meios para a difusão do artesanato e produtos da região. Esta intervenção permitirá contribuir para o desenvolvimento integral dos indivíduos. Pretende-se ministrar o ensino e as práticas domésticas conducentes a um ambiente e exigência orientados para a realização das tarefas escolares.

Páscoa e Verão. estruturado em articulação com as entidades educativas e associações culturais e desportivas do concelho de Coimbra. pretende-se desenvolver cursos de formação nas áreas das artes e ofícios. Esta intervenção permitirá fomentar o diálogo entre a educação formal.2. Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 37 . que permitam a certificação do 1º e 2º ciclo. desde a infância. Neste sentido. em articulação com o Centro de Artes e Ofícios presente nos bairros. a cultura e o desporto. por parte dos adultos. Prevê-se o desenvolvimento de atividades culturais e desportivas nas pausas letivas do Natal.inserção. de aprendizagem de novas competências e de experienciação de vertentes complementares à sua formação académica. contribuindo para o desenvolvimento integral dos indivíduos. através da aquisição de competências artísticas e da promoção de estilos de vida saudáveis. de modo a que estes sejam tempos de crescimento saudável. para a construção de comunidades mais participativas e inclusivas e para o combate às assimetrias sociais e territoriais. 3. pretendendo-se não só aumentar as qualificações dos indivíduos.7 Cultura e Desporto em ação Pretende-se ocupar os tempos livres das crianças de forma acompanhada e monitorizada. resultantes dos hábitos da vida quotidiana e da desvalorização da escola. bem como construir conjuntamente uma resposta alternativa que permita a absorção de alguns indivíduos pelo mercado de trabalho. através da oferta de um serviço educativo municipal. pretende-se desenvolver um projeto que contemple a melhoria de competências escolares e profissionais – dupla-certificação.

Anexo I – Mapeamento dos Bairros Sociais. Bairros Prioritários e Território de Intervenção do PAICD 38 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .

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Anexo II – Ações previstas para os restantes Bairros Sociais Prioritários Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra | 39 .

...2........ 12  1... 28  3.........1  O Bairro de Celas ................1  O Bairro da Fonte do Castanheiro .......... 7  1........................  Índice 1  2  3  4  5  O Centro de Estágio Habitacional e as famílias residentes em barracas ..................................................................................2  Intervenção física prevista ... 20  2. 3  1..............................................3  Intervenção Física Prevista ....................... 37  Bairro da Fonte da Talha (ex‐Fundação Salazar) ................................................................................................................ 40  5. 7  1...........................2  A população atual ...................2  A população residente em barracas ou situações similares ........................................................................................................................................................................2  A população atual e a população a realojar ....................................................... económica e social... através de ações  e regeneração física...................3  Intervenção física prevista .......................... 23  Bairro de Celas ..............................................Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos........................................................ 15  O Bairro da Conchada ................................................................................. 40  5....2................................................................................................1  O Bairro da Fonte da Talha .................................................................................................... Padre Melo 30‐50) .............................2  Intervenção física prevista ................1  A população residente no Centro de Estágio Habitacional ..................2  Intervenção física prevista . 35  4.....................1  O Bairro ‐ 28 habitações da Conchada (R..... 35  4.........4  Intervenção Social Prevista .......1  O Equipamento ................. 28  3.................................................................................................................... 19  2...................................................... 42    Setembro 2015      Página 2 de 45  . 9  1...................................................... 19  2......... 33  Bairro da Fonte do Castanheiro ........................................................ 3  1..........................................................................................................................................................................

 através de ações  e regeneração física. é uma estrutura municipal de realojamento/alojamento provisório de famílias em situação de carência habitacional.1 O Equipamento Centro de Estágio Habitacional União das Freguesias de Coimbra (Santa Cruz) Construído em 2004 Promoção: Câmara Municipal de Coimbra 11 habitações Construção pré‐fabricadas Vista aérea do Centro de Estágio Habitacional Fonte: Bing Maps. localizado nos campos do Bolão.E.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. residentes no concelho de Coimbra.  1 O Centro de Estágio Habitacional e as famílias residentes em barracas 1. Setembro 2015      Página 3 de 45  . económica e social. Out 2011 O Parque de Nómadas. a cerca de 2 km do centro da cidade. atualmente designado por Centro de Estágio Habitacional (C.).H. próximo da estação ferroviária de “Coimbra B”.

E. onde este realojamento transitório é uma etapa na vida e aprendizagem das famílias e acompanhado por um plano de intervenção social.E. exige uma manutenção regular. É ainda de reforçar que a conceção desta solução habitacional teve o envolvimento da população cigana. O valor de renda mensal pago por cada família é de €5. apostando no paradigma do realojamento participado.  tendo sido implantado numa zona de terrenos afetos à construção de equipamentos de acordo com Plano Diretor Municipal. À data do seu funcionamento. respondeu às necessidades de realojamento de 53 indivíduos de etnia cigana residentes num núcleo de barracas junto à Estação Velha. estipulado em regulamento de Utilização deste equipamento. a Câmara Municipal de Coimbra – Departamento de Habitação e a Associação Fernão Mendes Pinto.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Esta estrutura. Tipologias das 11 habitações do C. desenvolveram o acompanhamento diário Setembro 2015      Página 4 de 45  . É um modelo de realojamento que rompe com as soluções habitacionais convencionais. através de ações  e regeneração física. génese da criação do C. Situação da Habitação Tipologia Ocupada Arrendamento Comodato Vaga Total T2 4 T3 6 3 1 6 ‐ ‐ 4 1 7 Fonte: DDSA/CMC. implicou um investimento de 800 Mil Euros (totalmente suportado pelo município. Julho 2015 Dado ser uma estrutura municipal de alojamento provisório com vista à preparação para o realojamento definitivo em habitações dispersas pelo tecido urbano. implantada numa área de 6. o estado geral do edificado é considerado razoável. dado não ser enquadrável em qualquer programa de financiamento existente) e é composta por onze habitações pré‐fabricadas de tipologia T2 e T3 em duas bandas contíguas e um Centro de Apoio Social para o desenvolvimento de atividades de cariz socioeducativo. psicossocial e educacional. económica e social. pois o Plano de Integração e Realojamento das Famílias Monteiro.H..H.500 m2. e em face dos materiais utilizados. no entanto.

‐ Cid Livre/Tic Office. ‐ Ateliers de costura. uma psicóloga.  à população realojada no Parque de Nómadas. ‐ Alfabetização. a partir de 2013. Contudo. um mediador cultural e um a dois elementos contratados no âmbito do mercado social de emprego (Contrato Emprego e Inserção).000€ no período decorrente entre 2008 e 2010. ‐ TV Trampolim. com a participação da equipa do referido projeto em atividades do CEH. económica e social. no Centro de Apoio Social. Pontualmente. Em Setembro de 2010. a Câmara Municipal de Coimbra assume a gestão social do Centro de Estágio Habitacional. o Centro de Estágio Habitacional passou a ser considerado como território de intervenção prioritária e contemplado no Projeto Trampolim‐5ª Geração do Programa Escolhas. as seguintes atividades: ‐ Apoio ao estudo. uma vez que. tendo orçado o montante de 150. com formação na área do ensino do 1º Ciclo. Atualmente. desenvolvem‐se também as seguintes atividades: Setembro 2015      Página 5 de 45  . constituída por uma assistente social. através de uma equipa pluridisciplinar no sentido de desenvolver nas famílias um conjunto de competências com vista à sua autonomia.000€ entre 2004 e 2007 e 130. tendo como fim último o seu realojamento definitivo em habitações dispersas pela cidade através do arrendamento e respetivos subarrendamentos no mercado de arrendamento no âmbito do PROHABITA. uma animadora sociocultural. verificou‐se um enriquecimento do projeto de intervenção. ‐ Oficina de artes plásticas. através de uma equipa pluridisciplinar. através de ações  e regeneração física. semanalmente são desenvolvidas. ‐ Acompanhamento Pedagógico/terapêutico individual. uma psicóloga e uma animadora socio cultural. sendo o acompanhamento destes agregados realizado por uma equipa multidisciplinar. a equipa é composta unicamente por uma assistente social. Assim. ‐ Programa de desenvolvimento de competências familiares. Esta prestação de serviços consubstanciou acompanhamento diário à população realojada no Parque de Nómadas.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. ‐ Oficina de reutilização.

H. Julho 2015 Assim. ‐ Formação em Competências Pessoais e Sociais.74% das famílias intervencionadas (21 agregados) já não se encontram no C.  ‐ Dança. Durante o período de férias escolares.E.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.   Setembro 2015      Página 6 de 45  .C. ‐ Ecobrincadeiras. ‐ Mercado Nómada. ‐ Gabinete de Apoio ao Emprego e Formação. ‐ Espaço “Era uma vez…”.H. ‐ Dramatização. 67.M. Residente Total 7 3 6 5 10 31 Fonte: DDSA/CMC. económica e social.13% do total) passaram a uma segunda fase de intervenção com o seu realojamento em situação de subarrendamento pela CMC em habitações dispersas pela cidade.. através de ações  e regeneração física. das quais 11 agregados familiares tiveram uma avaliação positiva face à experiência habitacional: 6 famílias (19.H. ‐ Apoio ao estudo/estudo acompanhado. as atividades e os horários são ajustados.H.E.E. ‐ Visitas exploratórias de socialização.E..35% do total) autonomizaram‐se e 5 agregados (16. Situação face ao realojamento Abandonou o C. permitindo a inclusão das crianças e jovens em ações adaptadas às suas necessidades. Ação Judicial e consequente despejo Autonomizou Novo realojamento em subarrendamento pela C. e considerando as 31 famílias que beneficiaram de realojamento no C. Numa avaliação ao trabalho realizado até ao momento. ‐ Cine‐Nómada. verifica‐se: Avaliação das famílias beneficiárias de realojamento no C.

Setembro 2015      Página 7 de 45  . famílias numerosas.2% da população adulta tem idade inferior a 35 anos. Assim.6 elementos por agregado familiar. um valor superior ao registado a nível nacional (41. A média da dimensão das famílias residentes é de 4. 84.Este indicador sofreu um aumento em relação a 2001. conforme dados constantes nos Censos 2011 (INE) e referidos no documento “Programa Local de Habitação de Coimbra.1 A população residente no Centro de Estágio Habitacional A população atualmente realojada no C. 43. o que corresponde a por 46 indivíduos.E. atualmente.2 A população atual e a população a realojar 1.3% (seus progenitores ou familiares diretos que detém a guarda legal dos menores).95 anos. através de ações  e regeneração física.4 anos.9 anos. A idade média da população residente é de 15.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.  1.E.                                                              1 A idade média da população residente em Coimbra é. como tal. um valor muito inferior ao registado a nível nacional (41.2. por Idade e Sexo Residentes no C. 58.  2ª fase – Diagnóstico e dados prospetivos”.H. resultante do facto de serem maioritariamente famílias nucleares com filhos menores.83 anos).E. Julho 2015 No que diz respeito à população residente. considerando‐se.H. Inclusive e no total dos residentes. ano em que a idade média foi de 39. como se poderá comprovar com a análise posterior das suas qualificações escolares. o que determina uma população em idade ativa com uma possível inserção profissional mediante a melhoria das respetivas qualificações. com a seguinte caraterização: Caraterização dos indivíduos realojados no C. (Idades) 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou mais Total Sexo Feminino Masculino 7 8 7 4 1 ‐ 11 8 ‐ ‐ ‐ ‐ 26 20 Total 15 11 1 19 ‐ ‐ 46 Fonte: DDSA/CMC.7% dos residentes são menores de idade (32. é composta por 10 famílias de etnia cigana.6% têm inclusive idade igual ou inferior a 5 anos).1.83 anos). por contraposição com a população jovem adulta de 41.H. esta apresenta‐se equilibrada na distribuição por sexo. económica e social.

e analisando apenas os 31 indivíduos residentes em que deve ser analisada a escolaridade obtida6.E.E. Sem inserção em equipamento pré‐escolar Em equipamento pré‐escolar Estudante Em abandono escolar A trabalhar Desempregado Reformado Total Idade Crianças / Jovens2 8 7 11 1 ‐ ‐ ‐ 27 Adultos ‐ ‐ 1 ‐ 1 15 2 3 19 Fonte: DDSA/CMC.I. económica e social.H. Caraterização dos indivíduos realojados no C. As duas situações são de reformas por invalidez.95% dos adultos estão desempregados.S. por Escolaridade Escolaridade Frequência 1º ciclo Frequência 2º ciclo Não Sem aplicável4 escolaridade do 1º ciclo completo do 2º ciclo completo ‐ ‐ ‐ ‐ 15 ‐ 7 ‐ 1 2 ‐ ‐ ‐ 1 ‐ ‐ ‐ ‐ 5 5 ‐ 3 ‐ 4 ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ Idades 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou mais Total 15 4 12 6 1 5 Frequência 3º ciclo do 3º ciclo completo ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 15 2 ‐ ‐ 15 10 2 19 ‐ ‐ ‐ 3 46 Fonte: DDSA/CMC.H.E. verifica‐se que menos de 10% da população tem o 3º ciclo do ensino básico.  Setembro 2015      Total Página 8 de 45  . e apenas uma situação trabalha por conta de outrem. Julho 2015 Em consonância com a situação ocupacional referida neste quadro.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Julho 2015 Conforme é visível.                                                              Inclui‐se nesta categoria os jovens com idade inferior a 18 anos. a mesma percentagem da população adulta tem como fonte de rendimentos a prestação de Rendimento Social de Inserção (R. que estão ou não a frequentar equipamentos pré‐ escolares. 2 3 6  Dado não serem consideradas as crianças com idade inferior a 6 anos.H. 4 Inclui todas as situações de indivíduos com idade inferior a 6 anos. por Ocupação / Situação face ao emprego Residentes no C.). em que 78. através de ações  e regeneração física. 5 Refere‐se a uma certificação no âmbito do Ensino Especial (PAI).  Caraterização dos indivíduos realojados no C.

apenas conseguindo assinar e efetuar os cálculos básicos. através de ações  e regeneração física. e considerando o seu futuro realojamento no C. oriundas dos distritos do interior do país. mais especificamente 38. Setembro 2015      Página 9 de 45  . na presente data estão devidamente sinalizadas e inscritas 15 famílias de etnia cigana. a percentagem mais significativa corresponde à frequência do 1º ciclo. maioritariamente nucleares com filhos menores. estes munícipes apresentam a seguinte caraterização: Caraterização dos indivíduos residentes em barracas.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. 1. nomeadamente Castelo Branco. das quais 5 famílias estão acampadas na Portela (25 elementos). A esmagadora maioria dos adultos nunca teve uma profissão. 48. por Idade e Sexo Residentes em barracas (Idades) 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou mais Total Portela EDP Dispersos Masc Fem Masc Fem Masc Fem Total 1 4 2 5 ‐ ‐ 12 2 5 1 5 ‐ ‐ 13 1 ‐ ‐ 1 2 ‐ 4 1 2 ‐ 3 ‐ ‐ 6 4 2 1 7 ‐ ‐ 14 1 ‐ ‐ 6 ‐ ‐ 7 10 13 4 27 2 ‐ 56 Fonte: DDSA/CMC.E.2.21% são menores. Ainda.H.2 A população residente em barracas ou situações similares No que diz respeito à população residente em barracas e situações similares. Julho 2015 São famílias muito jovens. Bragança e Chaves.78% dos residentes em questão. 3 encontram‐se em casas abarracadas na EDP ‐ Alto de São João (10 elementos) e 7 encontram‐se em construções abarracadas dispersas pela cidade (21 elementos).  Efetivamente.. e a mesma percentagem são adultos em idade ativa. económica e social. Inclusive. a maioria são analfabetos funcionais. Num total de 56 indivíduos. Covilhã. sem conclusão do mesmo com aproveitamento. salienta‐se que desta percentagem. mas mostram preferência pela área da jardinagem e da mecânica (nos homens) e da gestão doméstica / lavandaria (nas mulheres) como possíveis áreas de inserção profissional.

salienta‐se que a jovem idade dos adultos e a dimensão das respectivas famílias leva a considerar que a sua idade fértil ainda irá proporcionar um aumento da dimensão dos mesmos.2 3 ‐ 1 ‐ 2 ‐ 2 ‐ 11 ‐ ‐ ‐ 1 ‐ ‐ ‐ 3 ‐ ‐ ‐ ‐ 15 ‐ 10 ‐ 10 ‐ ‐ ‐ 4 ‐ 5 1 6 ‐ ‐ ‐ 8 Fonte: DDSA/CMC. todos os adultos que se encontram na Portela e a esmagadora maioria das que estão na EDP são analfabetos. verificamos que os adultos. é de salientar a existência de apenas uma situação de não enquadramento escolar após os seis anos de idade.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Pelo conhecimento das situações e pela articulação com as entidades que gerem esta prestação social.78% deste conjunto populacional não têm qualquer grau de escolaridade. vão intercalando períodos de suspensão da prestação por incumprimento do plano de inserção respetivo.7 3 Adultos ‐ EDP Crianças/Jov. Por último. e por consequência a necessidade de grande acompanhamento de toda a família.  Caraterização dos indivíduos residentes em barracas por Ocupação / Situação face ao emprego Situação atual Sem inserção em equip. Ainda.2 1 Adultos ‐ Dispersos Adultos Crianças/Jov. situação muito preocupante e impeditiva de qualquer inserção profissional. de forma integrada e pluridisciplinar. 51. económica e social. especialmente do Rendimento Social de Inserção. Inclusive. Setembro 2015      Página 10 de 45  13 13 . pré‐escolar Em equipamento pré‐escolar Estudante Em abandono escolar A trabalhar Desempregado Reformado Total Portela Crianças/Jov.5% dos adultos encontram‐se desempregados. Julho 2015 No que diz respeito à ocupação actual destes indivíduos. constata‐se que 96.                                                              7 Inclui‐se nesta categoria os jovens com idade inferior a 18 anos. através de ações  e regeneração física. especialmente os elementos do sexo masculino. sendo famílias que estão totalmente dependentes das prestações sociais. entre a não frequência escolar e a frequência de um 1º ciclo inacabado. normalmente sem resultados reais.

globalmente.  Crianças entre os 6 e os 18 anos com elevado absentismo escolar. que estão ou não a frequentar equipamentos pré‐ escolares.  Défice de competências pessoais. é uma população que.  Traços de violência.E. Setembro 2015      Total Página 11 de 45  . normalmente sem qualquer experiência de inserção profissional. e considerando quer a população já realojada no C.  Falta de motivação para mudança dos projectos de vida. sociais e profissionais. apresenta as seguintes características:  22.  Baixos níveis de participação social.  Apesar da muito baixa escolaridade. com a frequência do 3º ciclo ou mesmo com este grau de escolaridade completo.  Tradições culturais e respetivas manifestações ‐ entrave à integração.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. quer a população residente em barracas que poderá vir a enquadrar este equipamento. Julho 2015 Finalizando. económica e social.. o que corresponde a 7% da população em questão. através de ações  e regeneração física.  Subsistência através de prestações sociais ‐ beneficiários de RSI com incumprimento de acordos.35% se incluirmos os adultos com a frequência e conclusão do 1º ciclo). Caraterização dos indivíduos residentes em barracas por Escolaridade Escolaridade Frequência 1º ciclo Frequência 2º ciclo Não Sem aplicável8 escolaridade do 1º ciclo completo do 2º ciclo completo 11 9 1 1 1 2 1 6 2 16 ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 2 ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ Idades 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou mais Total 11 19 10 7 3 Frequência 3º ciclo do 3º ciclo completo 2 2 1 ‐ ‐ 1 ‐ ‐ 12 12 4 27 2 ‐ 3 1 56 Fonte: DDSA/CMC.                                                              8 Inclui todas as situações de indivíduos com idade inferior a 6 anos.  Desemprego de longa duração. apresentam‐se 4 situações de relevo.  Problemas de saúde – consanguinidade.H.55% da população adulta analfabeta (aumenta para 32.

  1.E.H. através de ações  e regeneração física. e sua envolvente.3 Intervenção física prevista Localização do C.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. económica e social. Fonte: Julho 2015 Setembro 2015      Página 12 de 45  .

• Caixilharias exteriores de vidro simples. Setembro 2015      Página 13 de 45  . verificaram‐se algumas patologias nas habitações.  O equipamento existente foi executado em construção pré‐fabrica de madeira e é constituído por moradias geminadas em duas bandas. • Lixagem e envernizamento de madeiras exteriores e interiores. • Madeiras interiores danificadas pontualmente.. • Substituição de portas e aros exteriores. • Portas exteriores danificadas pela exposição às intempéries.H.H. mais especificamente: • Madeiras exteriores com verniz a descolar e danificadas pontualmente. • Móveis de cozinha danificados. Para solucionar as patologias descritas propõe‐se a execução das seguintes reparações: • Reparação pontual de madeiras exteriores e interiores. económica e social. Julho 2015 Intervenção em equipamento existente: No decorrer do estágio das famílias no C. Entrada do C.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Fonte: CMC.E. através de ações  e regeneração física. como é visível na imagem seguinte. • Torneira e cabine para garrafas de gás no exterior facilmente acessíveis para utilização indevida. Estas habitações foram concluídas em 2004.E.

• Remoção de móveis de cozinha em madeira e execução de banca em alvenaria e tampo em pedra mármores. é necessário reforçar/ampliar as infraestruturas existentes. • Colocação de torneira de seccionamento no interior para evitar o uso indevido do ponto de água no exterior. económica e social. • Rede de distribuição de energia e iluminação pública. em lã de rocha. • Rede de comunicações. mais especificamente abrangendo as famílias residentes em barracas já referenciadas. As novas edificações a instalar serão do mesmo tipo das existentes. e de modo a melhorar as acessibilidades às habitações propõe‐se a execução de rampa na porta principal de acesso à habitação. • Rede de drenagem de águas pluviais. • Execução de cabine em alvenaria e portas em perfil e chapa metálica perfurada com cadeado de segurança. Atendendo às características das habitações e à legislação atualmente em vigor podemos ainda melhorar a eficiência energética com a aplicação de isolamento térmico. • Rede de drenagem de águas residuais. de modo a dar respostas a situações de carência social no município. colocação de lava‐loiça.E. Equipamento novo a instalar no CEH: O município pretende instalar mais seis habitações de tipologia T3 no C.H. nomeadamente: • Rede de distribuição de água. através de ações  e regeneração física. aplicação de roda‐tampo em pedra mármores e aplicação de prateleiras superiores em chapa e estrutura metálica.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. adequadas às novas exigências energéticas. Ainda. Setembro 2015      Página 14 de 45  . Reforço das infraestruturas existentes: Com a instalação do novo equipamento.  • Substituição de portas e aros interiores danificados. • Substituição de caixilharia de vidro simples por caixilharia de vidro duplo com tratamento térmico. no desvão da cobertura. • Arranjos exteriores e pavimentações..

pretende‐se com este projeto criar soluções adaptadas a estes constrangimentos. nomeadamente. cidadania e relação com os outros. reduzidos níveis de inserção.  Estimativa de custo da intervenção: • Beneficiação do equipamento existente (11 habitações) – 90. Atividades Será adaptada uma habitação (Casa dos Saberes). nomeadamente. no que diz respeito às áreas de intervenção. higiene pessoal. Deste modo.000€.4 Intervenção Social Prevista Problema Tendo em conta as características da população residente no CEH.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. baixos níveis de escolaridade e. entre outras. serão trabalhadas as competências pessoais/sociais. resultantes dos hábitos da vida quotidiana e da desvalorização da escola. económica e social. economia doméstica. tolerância à frustração. sendo que um dos elementos diferenciador resulta do envolvimento da população na construção dos percursos formativos (não formal e formal). ao nível da autoestima. consequentemente. com o decorrer destas ações práticas. verifica‐se que estas famílias não têm competências adequadas à atual realidade social e por esse motivo não se inserem nas respostas tradicionais. pretende‐se desenvolver um projeto que contemple a supressão destas duas vertentes.000€. Simultaneamente. as quais resultam das suas motivações.000€. Estima‐se que a intervenção na sua globalidade importe em 424. Assim. limpeza. Setembro 2015      Página 15 de 45  . sensibilização para a saúde e bem‐estar das famílias. a qual servirá de modelo para o desenvolvimento de ações que representem as tarefas domésticas. que se pautam por falta de competências pessoais e sociais. através de ações  e regeneração física.000€. por parte dos adultos. utilização de equipamentos. • Instalação de equipamento novo (6 habitações) – 288. manutenção e conservação da habitação. 1. • Reforço das infraestruturas – 46.

pretende‐se dotar este espaço de recursos que permitam aos indivíduos executar algumas tarefas da vida quotidiana. propõem‐se os seguintes indicadores: Formação Informal Assiduidade N. através de ações  e regeneração física. Este espaço irá assim permitir o desenvolvimento de competências pessoais e sociais. no equipamento da Casa dos Saberes e no reforço da equipa técnica. o facto de se tratar de comunidades carenciadas e em situação de exclusão social. permitindo que estes construam projetos de vida diferenciados. perspetivando novas áreas de intervenção. tendo em vista a adoção de comportamentos adequados e saudáveis na gestão da vida doméstica. Assim. o aumento de competências irá permitir abrir o leque de oportunidades a estes indivíduos. com percursos de vida diversificados. Este processo de avaliação permitirá monitorizar o desempenho dos residentes. sendo que as ações estarão comtempladas nos respetivos planos de acompanhamento. os quais são avaliados anualmente. nomeadamente. considera‐se que a mudança que irá ser promovida com esta proposta de intervenção. quebrando os ciclos de pobreza. de modo a auxiliar o beneficiário na construção do seu projeto de vida. ficando com a perceção da evolução de cada agregado familiar. Ao nível da Casa dos Saberes.  As ações a desenvolver terão como preocupação o “Saber‐Estar”. Servirá também as famílias já realojadas neste equipamento. económica e social. Objetivos Tendo em conta as características da população.º de indivíduos que executam as tarefas propostas Sustentabilidade Esta proposta de intervenção irá implicar algum investimento inicial.   Setembro 2015      Página 16 de 45  . Este espaço permitirá desenvolver ações de preparação do realojamento das famílias oriundas de barracas. prende‐se com a aquisição de competências.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. o Saber‐Ser” e o “Saber‐ Fazer”. nomeadamente. Para avaliar o impacto das atividades propostas.

Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Com o reforço da equipa pretende‐se que o trabalho não se esgote neste equipamento municipal. predisposições ou tendências para certas áreas.   Setembro 2015      Página 17 de 45  . ajudar os indivíduos a construir o caminho vocacional. Através deste processo poderá explorar aptidões. as características da personalidade que poderão favorecer determinadas profissões e. no âmbito de uma cidadania ativa e responsável. Transformação Este projeto pretende aproximar a comunidade residente no Centro de Estágio Habitacional da Cidade de Coimbra. Promover a aprendizagem de competências socialmente relevantes. Mediação de conflitos. formativo. cultural e social. através de ações  e regeneração física. Articulação entre a comunidade cigana e as Instituições. interpretação e interação direta com as pessoas. identificar os interesses profissionais. o que permite a redução de custos. assim. enquadradas nas opções de políticas educativas presentes nas várias dimensões do currículo integrado deste ciclo. Considerando que a parceria estratégica soma forças na procura de um objetivo comum. educativo. desmistificando alguns estigmas existentes entre ambas as comunidades. a equipa técnica deverá ser reforçada nos seguintes moldes: Educador Social Professor do 1º Ciclo do Ensino Básico Psicólogo Vocacional Mediador/ Dinamizador Social Prestar apoio de caráter pedagógico. Estudar os padrões do comportamento humano através da observação. o aumento da capacidade técnica e rentabilização de recursos para as diversas atividades.  Viabilização A viabilização do projeto assenta no estabelecimento de parcerias. a melhoria de desempenho. económica e social. Facilitador da Comunicação. podendo algumas ações serem disseminadas noutros bairros municipais.

mais especificamente: Tipo de despesa Total Psicologia.20 Destes custos.160. e material de apoio às atividades. Combustíveis.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Encargos diretos de preparação e Bens diversos de apoio à formação não formal na desenvolvimento das ações Casa dos Saberes.20 €4. ferramentas e Encargos gerais do projeto utensílios. professor do 1º ciclo e Técnicos superiores mediador.  Orçamento indicativo Esta proposta de intervenção social consubstancia‐se na Casa dos Saberes. Setembro 2015      Página 18 de 45  .500.00 €165. através de ações  e regeneração física. materiais de limpeza.00 €3. o Município de Coimbra deverá comparticipar com os custos inerentes à aquisição de material de desgaste e de alguns encargos gerais.450. telefone.210. internet e outras despesas. económica e social. e implica a contratação de recursos humanos específicos. Total geral €157. Educação social.

proprietária da “Quinta da Conchada”. económica e social. A Santa Casa da Misericórdia. cedeu o terreno necessário. mediante o recebimento de 50% das rendas pagas pelos arrendatários à CMC (Protocolo assinado a 30‐05‐1992). que integrou o “Projeto de Desenvolvimento Comunitário no Bairro da Conchada”. em complemento dos realojamentos já previstos para o Bairro da Rosa. e a execução das obras foi comparticipada pelo Comissariado do Norte da Luta Contra a Pobreza em 50% (Protocolo Setembro 2015      Página 19 de 45  . Out 2011 No âmbito do Projeto Regional do Norte de Luta Contra a Pobreza.  2 O Bairro da Conchada 2. através de ações  e regeneração física. foi contemplada a construção de 28 habitações para substituir as barracas ali existentes. Padre Melo 30‐50) União das Freguesias de Coimbra (Santa Cruz) Construído em 1998 Promoção: Câmara Municipal de Coimbra e Comissariado Regional do Norte da Luta Contra a Pobreza Vista aérea das habitações municipais da Conchada Fonte: Bing Maps.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.1 O Bairro ‐ 28 habitações da Conchada (R. com cerca de 2500m2.

23 €2. com a seguinte caraterização: Caraterização dos indivíduos residentes nas 28 habitações da Conchada. Ocupação das habitações municipais da Conchada Situação da Habitação T1 4 4 ‐ ‐ 4 Ocupada Arrendamento Comodato Vaga Total Tipologia T2 4 4 ‐ ‐ 4 T3 20 20 ‐ ‐ 20 Fonte: DDSA/CMC.  assinado a 15‐11‐1990). por Idade e Sexo Residentes no C.43€.57 Fonte: DDSA/CMC (Programa de Gestão de Taxas – TAX) ‐ Novembro 2014 2.2 A população atual A população atualmente realojada nas 28 habitações da Conchada é composta por 28 agregados familiares. A obra orçou em 573.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. As tipologias das habitações são as seguintes: 4 T1. através de ações  e regeneração física.H. Julho 2015                                                              9 Os valores pagos podem ser superiores aos valores emitidos.584.09 €574. 4 T2 e 20 T3. As 28 habitações distribuem‐se por 3 edifícios de habitação coletiva (2 em banda e o 3º isolado) com 4 pisos cada.E. Julho 2015 No que diz respeito aos valores de renda pagos. Setembro 2015      Página 20 de 45  . verifica‐se: Valor Emitido Valor Pago Out Valor em Dívida Valor Valor Valor Médio de Out 2014 20149 Out 2014 Mínimo Máximo Renda €741. ficando o restante a cargo da CMC mediante candidatura apresentada ao IGAPHE. (Idades) 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou mais Total Sexo Feminino Masculino 1 ‐ 2 2 6 ‐ 18 18 3 6 6 7 36 33 Fonte: DDSA/CMC.83 €170.94 €121 €25. dado poder considerar o pagamento da indemnização caso a renda tenha sido paga fora de prazo. económica e social. correspondendo a 69 indivíduos. acrescido de revisão de preços.

a grande expressão dos residentes encontram‐se em plena idade ativa.8%). Apenas 17. as restantes famílias enquadram‐se em famílias nucleares sem filhos (3) e em famílias alargadas (3). 11 Setembro 2015      Página 21 de 45  .H.                                                              10 Pirâmide em forma de bolbo. situação que ocorre pela dificuldade / impossibilidade de autonomização dos mesmos (quer em função das baixas qualificações perante a saída precoce do ensino.E. com uma percentagem de população adulta e idosa relativamente elevada. três grandes grupos salientam‐se no conjunto da população adulta: a trabalhar (33.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. é um conjunto de famílias diversificado no que diz respeito à sua composição: mais significativo nas famílias monoparentais com filhos a cargo (8 famílias). nas famílias nucleares com filhos (7 agregados) e nas famílias isoladas (7 situações). e apresenta‐se enquanto pirâmide estacionária ou de população adulta10.33%). com 52. Sem inserção em equipamento pré‐escolar Em equipamento pré‐escolar Estudante Em abandono escolar A trabalhar Desempregado Reformado Total Idade Crianças / Jovens11 ‐ 1 8 3 ‐ ‐ ‐ 12 Adultos ‐ ‐ 4 ‐ 19 19 13 57 Fonte: DDSA/CMC.17% entre os 18 e os 54 anos de idade. através de ações  e regeneração física. quando comparada com a baixa proporção de crianças e jovens. desempregados (33.33%) e reformados (22. Caraterização dos indivíduos residentes nas 28 habitações da Conchada por Ocupação / Situação face ao emprego Residentes no C.39% dos residentes são menores de idade. Inclui‐se nesta categoria os jovens com idade inferior a 18 anos. Refere‐se por último que parte significativa dos filhos a cargo são maiores de idade.  Conforme é visível. Julho 2015 No que diz respeito à ocupação destes residentes. quer pela dificuldade de inserção no mercado de trabalho mesmo com qualificações médias / elevadas). económica e social. Ainda.

  Assim a intervenção prevista dirige‐se. 3º ciclo ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 2 8 2 Secundário e Licenciatura ‐ ‐ ‐ 3 1+2 ‐ 20 ‐ ‐ ‐ 12 6 Fonte: DDSA/CMC. 26% da população já detém habilitações iguais ou superiores ao 3º ciclo completo. através de ações  e regeneração física. Ressalva‐se ainda que apenas 4 famílias auferem Rendimento Social de Inserção. Poderá ser uma mais‐valia para combater o desemprego verificado. Caraterização dos indivíduos residentes nas 28 habitações da Conchada por Escolaridade Não Idades aplicável12 0‐5 6‐12 13‐17 18‐54 55‐64 65 ou + Total Sem escol. Será ainda essencial efetuar um acompanhamento próximo e individualizados às 3 situações referenciadas em abandono escolar (o que corresponde a 25% da população jovem em questão). essencialmente. de forma a capacitá‐ las para o mercado de trabalho atual. económica e social. 2º 2º ciclo ciclo completo Freq. pelo que poderá ser importante trabalhar individualmente estas situações. 1º ciclo ‐ 1 ‐ ‐ ‐ 1º ciclo completo ‐ 3 ‐ 5 5 ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 1 7 20 ‐ ‐ 3º ciclo completo ‐ ‐ 4 13 3 Freq. não havendo grande dependência de prestações sociais a referir. em igual proporção. que estão ou não a frequentar equipamentos pré‐ escolares. com uma área profissionalizante em simultâneo.                                                                Inclui todas as situações de indivíduos com idade inferior a 6 anos.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. 1 ‐ ‐ ‐ ‐ ‐ 1 ‐ ‐ ‐ 1 2 6 9 Escolaridade Freq. aumentar a escolaridade deste grupo até ao 3º ciclo do ensino básico. Julho 2015 Sobre a escolaridade desta população. 12 Setembro 2015      Página 22 de 45  Total 1 4 6 30 15 13 69 . 57.97% detém o 1º ou o 2º ciclos do ensino básico. ao conjunto dos desempregados residentes neste núcleo habitacional.

 através de ações  e regeneração física. Esta debilidade foi resultado de um processo construtivo que à data não teria em conta aspetos como. Como resultado. e também as questões acústicas. durante a vistoria.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Saliente‐se que todo o edifício é de construção tradicional. No que respeita ao comportamento acústico das frações inspecionadas. nomeadamente no que diz respeito às necessidades de aquecimento e arrefecimento das habitações. No entanto estes edifícios carecem de melhoramentos que por um lado incrementem o conforto das habitações e por outro reduza alguns consumos energéticos. que envolveu técnicos da CMC e do ITECONS. com o intuito de iniciar um processo tendente à implementação deste tipo de melhoramentos. não foram registadas quaisquer queixas específicas dos moradores. a eficiência energética passiva. Assim. tratamento geral dos paramentos exteriores e espaços comuns – pelo que os edifícios apresentam. trata‐se efetivamente de paredes duplas mas sem caixa‐de‐ar. por exemplo. económica e social. muito embora não seja possível identificar a existência de caixa‐de‐ar nem a presença de qualquer material a efetuar parcialmente o seu preenchimento – de acordo com declarações de alguns dos moradores. foi realizado um relatório com uma avaliação das condições acústicas e higrotérmicas das frações habitacionais. Procurou‐se. ainda assim. e que este se encontra em utilização já há alguns anos. Os principais aspetos que se julgam relevantes do ponto de vista de possíveis problemas de desempenho acústico do edifício são os seguintes: • As paredes exteriores aparentam ser em alvenaria de tijolo duplo.  2.3 Intervenção Física Prevista Ao longo dos cerca de 17 anos de vida deste bairro têm sido realizadas obras periódicas de conservação das habitações e houve recentemente (2010) obras de melhoramento exteriores – encerramento de galerias. verificar quais as características dos vários elementos construtivos relevantes para o desempenho acústico do edifício e quais as principais deficiências que estes poderiam apresentar. em bom estado físico de conservação. foi realizada em 17/11/2010 uma vistoria técnica ao bairro. Setembro 2015      Página 23 de 45  . fazendo‐ se no entanto também algumas considerações relativas a outros parâmetros relacionados com os elementos de construção. de um modo geral.

• O isolamento sonoro a sons aéreos e de percussão entre apartamentos.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Esta campanha deverá ser realizada sobre uma amostra de mais de uma fração. Tendo em consideração as características das portas de entrada nas habitações. Em muitos casos observou‐se a existência de frinchas muito pronunciadas no seu contorno. apresentar problemas mais acentuados na transmissão deste tipo de ruídos. eventualmente. em muitos casos o revestimento interior dos compartimentos é realizado em alcatifa. de espessura muito reduzida (da ordem dos 4mm ou inferior). um fraco desempenho do ponto de vista do isolamento acústico. • Os envidraçados são em vidro simples. tendo em conta a regulamentação atual. De facto. verificar quais as características das paredes que separam as várias frações dos edifícios. mas sem separação física com a porta de entrada). através de inspeção visual. previsivelmente. • A entrada nos fogos é realizada diretamente para a sala (nos T1 esta é ligada a um espaço de hall de entrada. através de ações  e regeneração física. Setembro 2015      Página 24 de 45  . económica e social. para aferir dos reais problemas que poderão existir e da sua exata dimensão tornar‐se‐á necessário recorrer a uma campanha de ensaios acústicos realizados no local. irão prejudicar severamente o comportamento acústico destes elementos. que. é de salientar que. No entanto. considera‐se que dificilmente se encontra garantido o isolamento sonoro adequado entre a sala e as zonas de circulação comum. No entanto. julgando‐se importante aferir os seguintes aspetos: • O isolamento sonoro a sons aéreos de paredes de fachada que incorporem vão envidraçados. sem qualquer cuidado específico na vedação de frinchas e juntas. podendo apresentar. estes elementos são em alumínio simples. • Não foi possível recolher informação sobre a estrutura dos pavimentos do edifício.  • Nas paredes exteriores. • Não foi possível. por isso. Todos estes elementos observados permitem perceber que o edifício poderá apresentar evidentes fragilidades do ponto de vista acústico. não sendo previsível que estes apresentem problemas no que aos sons de percussão (ou impacto) diz respeito. merece especial destaque a existência de caixilharias que não parecem ser compatíveis com as exigências acústicas de um edifício de habitação. Os pavimentos das zonas comuns apresentam um revestimento rígido podendo.

 económica e social. descaídas (empenadas). as quais. as quais. não apenas em termos dos materiais que as constituem mas sobretudo devido às desconformidades dimensionais entre as portas e os respetivos aros que conduzem uma vez mais à existência de frinchas de grandes dimensões.  • O isolamento sonoro entre apartamentos e zonas de circulação comum. No que respeita ao comportamento higrotérmico das frações inspecionadas. Conforme já foi referido no parágrafo anterior esta situação deve‐se sobretudo à reduzida qualidade das caixilharias de alumínio existentes. é provável que as debilidades de comportamento térmico se estendam também à envolvente opaca das diversas frações. através de ações  e regeneração física. dando origem a frinchas de grande dimensão. Acresce a este facto. Acresce ainda o facto de. as queixas registadas no decurso da vistoria devem‐se sobretudo ao desconforto térmico que se sente no interior das habitações. a reduzida qualidade das portas de entrada nas habitações.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. não terão qualquer tipo de isolamento térmico nem qualquer elemento de vedação do seu contorno. não existirem dispositivos de extração de ar nas cozinhas. mas que conduz à ocorrência de “correntes de ar”. Este problema é agravado pela existência de caixas de escadas com grandes aberturas permanentes para o exterior (fortemente ventiladas). na grande maioria das frações. Para além deste desconforto térmico devido às infiltrações de ar pelas razões descritas. tal como já foi referido no parágrafo anterior. sendo a exaustão dos fogões efetuada de forma natural. conforme já foi Setembro 2015      Página 25 de 45  . previsivelmente. Para além disso existem caixas de estore em todos os vãos envidraçados em contacto com o exterior. nomeadamente paredes.os 30 e 32. Os moradores referem que ocorrem muitas infiltrações de ar e que. conduzem ao desconforto descrito. com especial incidência nos edifícios correspondentes aos n. situação esta que potencia a ocorrência de maiores “correntes de ar” no interior das frações. consequentemente. as quais se encontram. as quais são necessárias em virtude da existência de exaustões de esquentadores de algumas das frações para estes espaços.

consequência direta destas debilidades. Para além das debilidades descritas anteriormente e que condicionam o conforto acústico e higrotérmico das habitações observaram‐se outras patologias. na ligação com as paredes de empena. As restantes situações patológicas observadas (humidades e bolores) não serão. Pode‐se concluir então que as diversas frações que compõem os edifícios em análise apresentam várias debilidades ao nível do comportamento higrotérmico que condicionam de forma significativa o conforto térmico apesar de não condicionarem a salubridade das habitações em virtude da elevada ventilação das mesmas. de roturas em canalizações e infiltrações entretanto reparadas. algumas das quais consequência de situações entretanto reparadas.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. sem qualquer tipo de isolamento térmico. económica e social. Setembro 2015      Página 26 de 45  . em toda a altura dos edifícios (com especial incidência nos edifícios n. as quais não inspiram cuidados de maior. paredes em contacto com instalações sanitárias. outras função da idade do edifício. Verifica‐se ainda a existência de fissuração (de pequena abertura). • Verificou‐se a existência de humidades em diversos elementos construtivos (paredes em contacto com couretes. consequência direta das próprias debilidades. se tem mantido ao longo do tempo. Apesar das debilidades observadas ao nível do comportamento higrotérmico das habitações. consequência direta das debilidades já descritas relativas às caixilharias. paredes exteriores). as quais deverão ser consequência da deficiente ligação entre as lajes (em princípio aligeiradas) e as vigas onde apoiam. previsivelmente. apenas a zona das ombreiras dos vãos envidraçados evidenciam a ocorrência de condensações superficiais e. através de ações  e regeneração física. uma vez que se trata de fissuras com largura reduzida e que. eventualmente infiltrações. de acordo com as declarações dos moradores.  descrito anteriormente. nos cantos das lajes. outras ainda devidas a deficiente manutenção dos espaços. serão supostamente duplas mas sem caixa‐de‐ar e. consequentemente. • Verificou‐se a existência de fissuração diversa que poderá estar associada a assentamentos diferenciais localizados ou a deformação excessiva das lajes de piso (já que se verificam predominantemente nas paredes interiores de compartimentação) ou das próprias vigas.os 30 e 32). as quais são resultado de falta de impermeabilização na ligação entre as louças sanitárias e as paredes ou da falta de argamassa nas juntas entre azulejos.

eventualmente. nomeadamente deficiências profundas nas caixilharias de alumínio existentes.  Proposta de intervenção Conforme foi descrito e justificado nos parágrafos anteriores. consequência.00€ (trezentos e sessenta mil novecentos e setenta e cinco euros). em princípio. os edifícios apresentam diversas debilidades ao nível da envolvente que condicionam o conforto acústico e higrotérmico das diversas frações. verifica‐se a existência de diversas situações patológicas (degradação de revestimentos superficiais. nos vão exteriores.00€ 7780 m2 272 300. A intervenção proposta incidirá fundamentalmente na inclusão e melhoramento das condições de isolamento térmico: nos panos de parede exteriores. Para além disso. bolores). nas coberturas. económica e social.00€ 200. Assim.00€ Fonte: DDSA/CMC. caixas de estore. de um incorreto dimensionamento estrutural ou execução da estrutura dos edifícios. bem como fissuração diversa. vidro simples de reduzida espessura em todos os vãos envidraçados. Setembro 2015      Página 27 de 45  . através de ações  e regeneração física. propõem‐se os seguintes trabalhos: Quadro‐síntese dos trabalhos a realizar nas 28 habitações da Conchada Trabalho Fornecimento e aplicação de sistema de isolamento pelo exterior tipo “Capoto” nos paramentos exteriores dos edifícios Fornecimento e aplicação de sistema de isolamento térmico nas coberturas Substituição das caixilharias existentes por novas.00€ 825 m2 20 625. devidas a roturas em canalizações entretanto corrigidas e faltas de impermeabilização de juntas entre azulejos ou entre louças sanitárias e a parede. Julho 2015 Obtemos assim um orçamento estimado para a referida intervenção de 360 975.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. mais IVA à taxa legal em vigor.00€ 340 m2 68 000.00€ 25. sem qualquer isolamento e sem vedação do contorno e portas de acesso às frações com frinchas de dimensão considerável ao longo do seu perímetro. em alumínio com vidro duplo Preço / m2 Área Total 35.

Out 2011 O Bairro de Celas implanta‐se na freguesia de Santo António dos Olivais. ao Instituto Português de Oncologia de Coimbra e à Escola de Enfermagem Doutor Ângelo da Fonseca. através de ações  e regeneração física. económica e social. Setembro 2015      Página 28 de 45  .Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.1 O Bairro de Celas Freguesia de Santo António dos Olivais.  3 Bairro de Celas 3. Construído em 1946. junto ao Hospital da Universidade de Coimbra. Promoção: Estado Vista aérea do Bairro de Celas Fonte: Bing Maps.

  Inicialmente denominado por Bairro das Sete Fontes. com o objetivo de dotar de melhores condições de salubridade e segurança as habitações do bairro e os seus espaços públicos. Rua do Borralho. Rua Larga. efetivamente as habitações foram sendo mantidas e ampliadas com pequenos anexos construídos pelos próprios que. chegasse ao século XX com grandes problemas e em péssimo estado de conservação. Este processo de realojamento iniciou‐se em 1946. procedeu‐se à reparação da estrutura das coberturas que se encontravam em mau estado. Uma das intervenções mais relevantes aconteceu no ano de 2001. de um modo genérico. iniciou‐se um processo de requalificação Setembro 2015      Página 29 de 45  . sendo desde início um bairro de gestão municipal. Posteriormente. O terreno que ocupou era privado e foi doado para o fim único de ali construir habitação para famílias carenciadas. Apesar de construídos para prover temporariamente as necessidades de habitação dos antigos moradores da alta. perante a demolição das suas habitações para a construção e alargamento da atual zona da Universidade de Coimbra. foi construído entre 1945 e 1946 com o objetivo de realojar os habitantes da Alta. De implantação radial. construía‐se com habitações de tipologias T2 e T3.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. na década de 80. as intervenções realizadas foram pontuais. num total de 100 – 48T2 e 52T3. incluindo a remodelação de um troço da rede de abastecimento de água. Rua das Cozinhas. com pequenos logradouros ajardinados. Em 2002. associadas em conjuntos de duas habitações geminadas ou de três habitações em banda. procuravam dar resposta às necessidades imediatas de maior área coberta. Rua do Forno e Rua do Castelo. Rua do Marco da Feira. na maioria das vezes. No entanto. conhecidos por “salatinas”. através de ações  e regeneração física. estendendo‐se nos anos subsequentes. O Bairro de Celas é constituído por 100 moradias térreas e geminadas. sem grande preocupação em manter o edifício original – o que fez com que este património. realizaram‐se obras de reconstrução e ampliação em duas habitações (Rua dos Estudos 2 e Rua Larga 16). na década de 90. Durante quatro décadas. tendo‐se executado a repavimentação e arranjos exteriores. económica e social. dispostas ao longo de seis arruamentos batizados com nomes das ruas da velha Alta de Coimbra – Rua dos Estudos.

 através de ações  e regeneração física. Das 100 habitações a reabilitar. só possível porque as habitações são e continuarão a ser propriedade do Município. Rua dos Estudos 13. 12 e Rua Marco da Feira. económica e social. verificou‐se que o estado de conservação das habitações era muito precário. pelo que. Habitações recuperadas entre 2002 e 2004 Rua do Borralho. no período compreendido entre 2002 e 2004. pavimentos. se procedeu à recuperação de quatro habitações. Este acordo contemplava entre outros fins de financiamento. e para dar continuidade ao objetivo pretendido no que diz respeito ao projeto de requalificação do Bairro de Celas.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Rua do Borralho 12 e Rua Marco da Feira 3. com deterioração avançada dos materiais estruturais e de revestimento e as suas dimensões desadequadas aos atuais padrões de vida e vivência. Foram executadas obras de arranjo exterior do bairro – muros. nomeadamente: Rua dos Estudos 11. a 10/01/2005.  do bairro. assente num esquema de rotação de habitações cujo desenho envolveu ativamente os moradores. já se procedeu à requalificação total de 27 habitações. a Câmara Municipal de Coimbra. celebrou um Acordo de Colaboração com o Instituto de Reabilitação Urbana. mobiliário urbano – e reparadas algumas habitações (sobretudo ao nível das coberturas). (68 habitações divididas em duas empreitadas). Setembro 2015      Página 30 de 45  . o que permitiu melhorar as condições de vida dos inquilinos municipais. a reabilitação das habitações deste bairro. no âmbito do PROHABITA – Programa de Financiamento para Acesso à Habitação. Igualmente nesse ano. 3 Nesta conformidade. A reconstrução destas habitações ocorreu no período compreendido entre 2005 e 2009.

  Até à presente data. impostas pelas atuais exigências dos agregados familiares. Setembro 2015      Página 31 de 45  .Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. através de ações  e regeneração física. face ao cancelamento por parte do IHRU do Programa PROHABITA. conforme é possível verificar nas seguintes imagens. Rua Marco da Feira. por incumprimento contratual da empresa construtora. económica e social. Assim. 27 (interior)                                                              13 É de reforçar que estas 34 habitações não irão ficar concluídas nesta empreitada. só foi lançada uma primeira empreitada para a reabilitação de 34 habitações13. as habitações passaram a reunir as devidas condições de habitabilidade e conforto. 27 Rua Marco da Feira.

iluminação pública. 17. drenagem de águas pluviais e residuais.19 e 21 Em 2010 foi concluída a empreitada de execução de infraestruturas neste bairro. através de ações  e regeneração física. execução de valetas e repavimentação total do bairro. telefones e gás natural. 25 e 29 Rua das Cozinhas.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. 10 e 12 Rua dos Estudos. existindo atualmente 67 T2 e 33 T3. 3 e 5 Rua Larga. com a remodelação completa das redes de água. Setembro 2015      Página 32 de 45  . 1. económica e social.  Rua do Marco da Feira. As obras de remodelação e ampliação das 26 habitações já efetuadas têm vindo a alterar a relação de tipologias.

dado poder considerar o pagamento da indemnização caso a renda tenha sido paga fora de prazo. Melhoramento do comportamento energético de fachadas e coberturas: Todas as habitações a reconstruir cumprem todos os requisitos energéticos em vigor.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. consignou a empreitada de “Reconstrução de 34 Habitações no Bairro de Celas” à empresa Jobipiso – Construção Civil e Obras Públicas. a ter 81 T2 e 19 T3.15 €30 €0. constata‐se: Valor Emitido Valor Pago Out Valor em Dívida Valor Valor Valor Médio Out 2014 201414 Out 2014 Mínimo15 Máximo de Renda €1.  Tipologias e ocupação das habitações municipais do B.17 €1. económica e social.088.061.35** €104 €14. 15 Os valores mínimos apresentados nos Bairros de Celas e da Fonte do Castanheiro referem‐se a Alvarás de Ocupação. No que diz respeito ao pagamento da renda mensal pelos inquilinos. no final. Julho 2015 Face às empreitadas em curso e em projeto.13 Fonte: DDSA/CMC (Programa de Gestão de Taxas – TAX) ‐ Novembro 2014 3. cuja revisão é efetuada caso a caso após a conclusão de obra e celebração de Contrato de Arrendamento. Nesta data estamos a menos de um mês do términus do prazo e ainda não temos nenhuma habitação concluída. com a respetiva aplicação do regime de renda apoiada e dos critérios especiais.2 Intervenção física prevista Em 6 de janeiro de 2014 o Município de Coimbra. A empresa tem em fase de conclusão 6 habitações e em tosco 3 habitações. Setembro 2015      Página 33 de 45  . através de ações  e regeneração física. prevê‐se que o bairro altere ainda essa relação e venha.                                                              14 Os valores pagos podem ser superiores aos valores emitidos.º de Celas Tipologia Situação da Habitação T2 T3 55 22 Alvará de Ocupação ou Arrendamento 53 22 Comodato 2 ‐ Vaga 12 11 Total 67 33 Ocupada Fonte: DDSA/CMC. Lda com um prazo contratual de 600 dias.

estima‐se 30% do investimento neste ponto. No edifício para o clube pode ser incluído no programa um espaço para restaurante/café onde os privados podem contribuir com o equivalente ao custo do espaço a concessionar.000. Lda – 146.666. Setembro 2015      Página 34 de 45  . económica e social.000.00€.00€. inacabadas pela Jobipiso – Construção Civil e Obras Públicas. A sua recuperação permitiria manter o clube em funcionamento e criar um espaço para a Associação de Moradores do Bairro de Celas (atualmente a ocupar uma habitação).Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.000.00€.160.00€. O clube de apoio ao Bairro de Celas encontra‐se bastante degradado.  Reconstrução de 64 habitações – 4. através de ações  e regeneração física. Estimativa de custo da intervenção:  Conclusão das 9 habitações.  Remodelação do espaço público e infraestruturas: O espaço público encontra‐se em bom estado.  Reconstrução do Clube do Bairro de Celas e criação de espaço para a sede da Associação de Moradores do Bairro de Celas – 360.000. Estima‐se que a intervenção na sua globalidade importe em 4.

 económica e social.1 O Bairro da Fonte do Castanheiro Freguesia de Santo António dos Olivais. Setembro 2015      Página 35 de 45  . na zona da Arregaça.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. numa encosta que se volta sobre o vale da Arregaça. Fica próximo da Ponte Rainha Santa Isabel. através de ações  e regeneração física. Construído em 1946 Promoção: Estado Vista aérea do Bairro da Fonte do Castanheiro Fonte: Bing Maps. e é limitada a Sul pela Rua Verde Pinho. Out 2011 O Bairro da Fonte do Castanheiro localiza‐se na freguesia de Santo António dos Olivais.  4 Bairro da Fonte do Castanheiro 4. na margem direita do Rio Mondego.

Contudo. 58 T3 e 10 T4 quando foi construído. económica e social. de raiz.º da Fonte do Castanheiro Tipologia Situação da Habitação T2 T3 T4 21 33 3 Alvará de Ocupação ou Arrendamento 19 32 3 Comodato 2 1 0 Vaga 6 6 3 Total 27 39 6 Ocupada Fonte: DDSA/CMC. através de ações  e regeneração física. a sua reconversão implica necessariamente a demolição do existente e construção. obedecendo a quatro tipos – A. também o Bairro da Fonte do Castanheiro foi construído entre 1945 e 1946 com o objetivo de realojar os habitantes da Alta. de novas habitações. O Bairro da Fonte do Castanheiro é constituído por 86 edifícios que contemplam 100 habitações unifamiliares e bifamiliares. existindo apenas duas bandas de habitações que resultam da associação daqueles tipos. à exceção das habitações recentemente reabilitadas. que cumpram os padrões de conforto atuais e a legislação em vigor. C e B1 – de um ou dois pisos. na globalidade. na sua maioria geminadas. demolida para a construção e alargamento da atual zona da Universidade de Coimbra. Atualmente existem no Bairro 72 habitações municipais com as seguintes tipologias e ocupação: Tipologias e ocupação das habitações municipais do B. um mau estado de conservação. Julho 2015 Quanto ao estado de conservação. as habitações municipais do Bairro da Fonte do Castanheiro apresentam hoje. o bairro sofreu na última década obras que alteraram aquela relação de tipologias. Este processo de realojamento iniciou‐se em 1946. estendendo‐se nos anos subsequentes.  Tal como o Bairro de Celas. B. Em 2009 iniciou‐se o processo de venda das habitações aos então arrendatários (só possível com o Loteamento do Bairro naquele ano) tendo até ao momento sido vendidas 28 habitações (9T2. Com 32 T2.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Setembro 2015      Página 36 de 45  . 16T3 e 3T4).

encontra‐se em fase de Projeto de Execução o Projeto de Renovação e Requalificação Urbana do Bairro da Fonte do Castanheiro. • Inexistência de passeios e zonas de estacionamento devidamente definidas. • Muros degradados. • Espaços verdes públicos existentes. drenagem de águas residuais e pluviais. • Sistemas de segurança/emergência inexistentes.75 €0. cobertura e sistema de drenagem de águas pluviais danificados e em falta. Setembro 2015      Página 37 de 45  . arranjo dos espaços verdes de uso público. inexistência de condições térmicas. que prevê a requalificação dos espaços exteriores e a reabilitação do equipamento existente.35** €158.2 Intervenção física prevista Atualmente. com a respetiva aplicação do regime de renda apoiada e dos critérios especiais. • Iluminação pública insuficiente. • Muros de suporte danificados ou em ruina e bermas e taludes irregulares. remodelação da rede pública de iluminação. 16 17 Os valores mínimos apresentados nos Bairros de Celas e da Fonte do Castanheiro referem‐se a Alvarás de Ocupação. • Estrutura viárias descaracterizadas. estando prevista a execução de novos arruamentos e de iluminação pública. descaracterizados. criação de novos equipamentos e ampliação de estacionamento. e no que diz respeito às rendas pagas. constata‐se: Valor Emitido Valor Pago Out Valor em Dívida Valor Valor Valor Médio de Out 2014 201416 Out 2014 Mínimo17 Máximo Renda €586. • Sistema de águas pluviais inoperacional. • Pavilhão multidesportos sem condições mínimas de funcionamento. e a reformulação das várias redes de infraestruturas ‐ rede de distribuição de água.  Por último.03 Fonte: DDSA/CMC (Programa de Gestão de Taxas – TAX) ‐ Novembro 2014 4.74 €13. com instalações sanitárias e balneários com funcionamento deficiente.41 €559.72 €74.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos.                                                              Os valores pagos podem ser superiores aos valores emitidos. económica e social. dado poder considerar o pagamento da indemnização caso a renda tenha sido paga fora de prazo. revestimentos. através de ações  e regeneração física. Anomalias no espaço exterior: • Redes existentes antiquadas e obsoletas. cuja revisão é efetuada caso a caso após a conclusão de obra e celebração de Contrato de Arrendamento. vãos danificados e vidros partidos.

• Criação de uma nova praça de pequenas dimensões junto ao atual clube existente. • No entroncamento da Rua Verde Pinho com a Rua da Felicidade e da Rua 13 de Maio com a Rua das Fogueiras/Rua dos Manjericos desenham‐se espaços de estadia onde se implantam abrigos de passageiros. Espaço Público • Com a reformatação do perfil dos arruamentos.  Para solucionar as patologias descritas propõe‐se a reabilitação nos seguintes moldes: Infraestruturas: • Revisão e remodelação das redes existentes. da rede elétrica. nomeadamente um miradouro. através de ações  e regeneração física. da rede de esgotos (coletores). da rede de iluminação pública. ganham‐se espaços para uso da população. que a diferencia da restante estrutura viária. Estacionamento • Na intervenção prevê‐se a criação de 39 novos lugares de estacionamento. o desenho de passeios e a correção de alguns taludes. incluindo implementação de sistemas de segurança/emergência). um parque infantil e um espaço exterior de convívio. Estrutura viária • Reconfiguração dos arruamentos com o perfil mínimo de 3. de rede de gás e de rede de telecomunicações. lugares. económica e social.   Setembro 2015      Página 38 de 45  . • Criação de um lancil galgável de forma a permitir aos moradores o estacionamento em cima do passeio em períodos noturnos.50m. dando resposta a aspirações antigas dos moradores. • Criação de rede de drenagem de águas pluviais.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. • Prevê‐se igualmente o redimensionamento e caracterização de passeios e a reorganização das zonas de estacionamento. nomeadamente da rede geral de distribuição de águas (rede de abastecimento de águas. em cubo de granito. ladeada por passeio em ambos os lados. em cubo vidraço e zonas de estacionamento que mantém o cubo de granito.

novas instalações sanitárias e balneários. com uma altura máxima de 1 metro em relação ao ponto do arruamento à cota mais elevada.00 Espaços Verdes €131. Setembro 2015      Página 39 de 45  .500. face ao cancelamento do acordo existente no âmbito do PROHABITA.  Tipo C – edifício de dois pisos de tipologia T3 com 104 m2.00 Equipamentos Urbanos €608.00 Circulação automóvel a reabilitar €125.  Tipo B1 – edifício de dois pisos de tipologia T3 com 104 m2.00. que serão futuramente implementados de forma sistemática de acordo com o financiamento existente. com aplicação de novos revestimentos e cobertura.858.00 Total €950.400. através de ações  e regeneração física. no sentido de dotá‐las de condições de habitabilidade:  Tipo A – edifício de dois pisos de tipologia T2 com 82 m2.000.458. em alvenaria de tijolo rebocados e pintados de cor branco. A continuação deste processo de reabilitação total – que passa pela demolição do existente e construção novo – aguarda financiamento público para ser iniciado no montante de €5.  Espaço Público • Reconstrução do pavilhão multidesportos. Muros • Requalificação dos muros dos lotes das habitações devido à formatação e requalificação dos arruamentos e infraestruturas. Este conjunto de intervenções tem o seguinte orçamento: Reabilitação dos Espaços Exteriores Orçamento Passeios e pracetas a reabilitar €82.00 No que diz respeito à reconversão das habitações. vindo a ser desenvolvidos projetos de reabilitação das 46 habitações. para as quais foram definidos projetos tipo.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. económica e social. isolamento térmico. ainda. têm.  Tipo B – edifício de dois pisos de tipologia T2 com 85 m2.520. substituição de vãos e vidros partidos.500.

Neste bairro existem 103 habitações. na margem direita do Rio Mondego. Setembro 2015      Página 40 de 45  . passando em Maio de 1999 para a posse da Câmara Municipal de Coimbra. anteriormente designado Fundação Salazar. através de ações  e regeneração física. na zona Sul da cidade.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. O Bairro da Fonte da Talha. foi concluído no início da década de 70. junto à Ponte Rainha Santa Isabel. Construído em 1973 Promoção: Fundação Salazar Passa para CMC em 1999 Vista aérea do Bairro da Fonte da Talha Fonte: Bing Maps.1 O Bairro da Fonte da Talha Freguesia de Santo António dos Olivais. económica e social.  5 Bairro da Fonte da Talha (ex‐Fundação Salazar) 5. 2010 O Bairro da Fonte da Talha localiza‐se na freguesia de Santo António dos Olivais. sendo 78 de tipologia T2 e 25 de tipologia T3. que faz desde essa data a sua gestão.

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Divisão de Promoção da Habitabilidade 
Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos, através de ações 
e regeneração física, económica e social. 

Com o processo de venda das habitações do Bairro aos moradores, foram vendidas 31
habitações (27 T2 e 4 T3), mantendo‐se em posse do município 71 habitações.
Este empreendimento apresenta cerca de 45 anos.

Síntese dos Valores relativos às Rendas de Habitação de Cariz Social
Valor Emitido

Valor Pago Out

Valor em Dívida

Valor

Valor

Valor Médio de

Out 2014

201418

Out 2014

Mínimo

Máximo

Renda

€1.877,59

€1.656,96

€227,98

€3,60

€227

€28,73

Fonte: DDSA/CMC (Programa de Gestão de Taxas – TAX) ‐ Novembro 2014

O Bairro é constituído por 12 edifícios de habitação coletiva, constituídos em regime de
propriedade horizontal, e tem um total de 102 habitações (78 T2 e 24 T3) – 100
habitações correspondendo ao projeto inicial, construídas numa primeira empreitada, e 2
habitações construídas numa fase posterior, aproveitando os pisos em cave de dois
edifícios. Dispõe ainda de uma fração destinada a comércio.
Assim, as 71 habitações atualmente em posse do município são distribuídas da seguinte
forma:
Tipologias e ocupação das habitações municipais do B.º da Fonte da Talha
Tipologia

Situação da Habitação

T2

T3

46

17

49

16

119

Vaga

2

3

Total

51

20

Ocupada
Arrendamento
Comodato

Fonte: DDSA/CMC, Julho 2015

Os edifícios do bairro foram objeto em 2004/2005 de obras de reparação e de
conservação da sua envolvente exterior – pintura de fachadas, substituição de caixilharias,
colocação de caixas de estores e reparação de coberturas e respetivo sistema de drenagem
de águas pluviais – e, já em 2006, sofreram algumas intervenções nos espaços comuns –
encerramento de caixas de escada, remodelação das colunas montantes de abastecimento
de

água,

substituição

da

rede

elétrica,

colocação

de

intercomunicadores,

                                                            
18 Os valores pagos podem ser superiores aos valores emitidos, dado poder considerar o pagamento da indemnização caso a
renda tenha sido paga fora de prazo.
19 Onde funciona a sede da Associação de Moradores do bairro.

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Divisão de Promoção da Habitabilidade 
Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos, através de ações 
e regeneração física, económica e social. 

reparação/remodelação de todos os espaços interiores comuns, nomeadamente, com a
reparação/substituição de todos os materiais de revestimento.
Nas

habitações,

têm

vindo

a

ser

executadas,

pontualmente,

obras

de

conservação/reparação, que procuram corrigir alguns defeitos e anomalias decorrentes
do envelhecimento dos materiais, sobretudo ao nível das redes de esgotos, de águas e
elétrica.

As partes comuns dos edifícios do Bairro apresentam hoje um estado de conservação
razoável, com exceção da rede de esgotos, que se encontra obsoleta e que é causadora de
algumas das patologias que se podem observar nos edifícios.
Ainda, refere‐se a conclusão da empreitada de reparação total de 35 habitações de
tipologia T2, distribuídas por vários lotes deste bairro. Encontra‐se adjudicada a
empreitada de reparação total de 16 T3 e 8 T2, cujas obras estarão concluídas no final
deste ano.

5.2

Intervenção física prevista

Reabilitação de Habitações
O Município de Coimbra já procedeu neste bairro à reabilitação total de 57 habitações.
Neste momento estão a decorrer obras em 3 habitações.
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Divisão de Promoção da Habitabilidade 
Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos, através de ações 
e regeneração física, económica e social. 

Analisando as restantes habitações que ainda não sofreram obras, concluímos que apenas
5 habitações necessitam de uma reabilitação total, orçamentado em €130.000,00 (e
tendo por base os atuais parâmetros de conforto). Com a reabilitação destas habitações
concluímos o ciclo de reabilitação de habitações neste bairro.
Ainda, e no sentido da requalificação dos espaços exteriores do Bairro, foi elaborado
estudo urbanístico que propunha uma área limite dos arranjos exteriores a efetuar, assim
como de beneficiação de infraestruturas deste mesmo bairro, que se encontram obsoletas.

Os espaços comuns apresentam algumas patologias, nomeadamente:

Tinta a descascar;

Ombreiras em pedra mármore soltas;

Revestimento do piso das entradas danificado;

Caixilharias danificadas;

Intercomunicadores e sistema de comando da porta de entrada avariado;

Inexistência de coluna montante para a entrada de fibra ótica nas habitações.

Para solucionar as patologias descritas propõe‐se a execução das seguintes reparações:

Pintura dos espaços comuns;

Remoção e aplicação de peitoris e soleiras;

Picagem e aplicação de revestimento nas entradas;

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Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos, através de ações 
e regeneração física, económica e social. 

Reparação de caixilharias;

Substituição de sistema de comando da porta e intercomunicadores;

Execução de infraestrutura, para acesso da fibra ótica às habitações e remoção dos

vários cabos nas fachadas dos edifícios.

Melhoramento do comportamento energético de fachadas e
coberturas:
O edificado não cumpre as exigências atuais de conforto térmico, de modo a melhorar o
comportamento energético das habitações é necessário aplicar isolamento térmico pelo
exterior nas fachadas, substituir as caixilharias existente de vidro simples por uma
caixilharia de vidro duplo com corte térmico e colocação de isolamento térmico na
cobertura.

Reparação de fachadas e coberturas:
As fachadas e coberturas apresentam várias patologias relacionadas com infiltração de
água.
De modo a solucionar estas patologias é necessário:

Remover a telha e revessas da cobertura;

Aplicação de novas revessas;

Aplicação de nova telha e acessórios;

Impermeabilização de saliências de vigas nas fachadas;

Selagem de caixas de estore.

Remodelação do espaço público e infraestruturas:

O espaço público apresenta várias patologias:

Passeios degradados;

Iluminação pública com baixa eficiência energética;

Não existe zona de recolha separativa de resíduos sólidos urbanos;

Muros e acessos aos blocos em mau estado;

Zonas ajardinadas em mau estado;

Falta de estacionamento público;

Estacionamentos não delimitados;

Setembro 2015 

 

 

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Reparação de fachadas e coberturas – 160.600. • Colocação de mobiliário urbano. Estimativa de custo da intervenção: i. através de ações  e regeneração física. Melhoramento do comportamento energético de fachadas e coberturas – 716.00€. constará do seguinte: • Reformulação de passeios. tornando o R/Chão acessível a pessoas com mobilidade reduzida.00€ ii.00€. • Reformulação dos muros e acessos aos blocos.  • Não existe mobiliário urbano. • Instalação de ponto subterrâneo de recolha separativa de resíduos urbanos. • Reformulação das zonas ajardinadas.000.000. A intervenção no espaço público e infraestruturas. Reabilitação de habitações – 130.00€. • Colocação de árvores de embelezamento e sombreamento. Remodelação do espaço público e infraestruturas – 475.00€.000. iv. Intervenção nos espaços comuns – 136. • Criação de estacionamento público e demarcação da via pública e estacionamentos. • Falta de zonas arborizadas. • Criação de parque infantil e geriátrico.000. • Reformulação da rede de iluminação pública. económica e social. de modo o suprir o acima descrito. v.Departamento de Desenvolvimento Social e Ambiente ‐ Divisão de Habitação Social e  Divisão de Promoção da Habitabilidade  Objetivo Específico: promover a inclusão social em territórios urbanos desfavorecidos. Estima‐se que a intervenção na sua globalidade importe em 1.600. • Criação de espaço acessível para a Associação de Moradores do Bairro da Fonte da Talha.617.00€. • Os moradores referem ainda a falta de um espaço para a associação de moradores que seja acessível a pessoal com mobilidade reduzida e de um parque infantil e geriátrico. Setembro 2015      Página 45 de 45  . iii.

º 4250-186 Porto T. 2. 2. +351 21 354 43 12 AM&A Porto Rua Cunha Júnior. +351 21 351 14 00 F. 27.AM&A Lisboa Rua Mouzinho da Silveira. +351 22 508 98 55 F. +351 22 508 98 57 40 | Plano de Ação Integrado para as Comunidade Desfavorecidas: Coimbra .º 1250-166 Lisboa T. 41-A.