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Hipertensão Arterial Sistêmica

Conceito: condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de PA.
Associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos-alvo (coração,
encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco
de eventos cardiovasculares fatais e não fatais.

Impacto médico e social:
o HAS e DCV: a HAS tem alta prevalência e baixa taxa de controle,é considerada um dos
principais fatores de risco modificáveis e um dos maiores problemas de saúde publica.
o Prevalência: em média, acima de 30%, considerando PA > ou = 140/90 mmHg, sendo 50%
entre 60-69 anos e 75% acima de 70 anos (hipertenso ou já teve alguma complicação).

Fatores de risco:
o Idade: prevalência superior a 60% na faixa etária acima de 65 anos.
o Gênero e etnia: prevalência global entre homens e mulheres é semelhante, embora seja mais
elevada em homens até os 50 anos, invertendo-se a parir da 5ª década. Quanto à etnia, é duas
vezes mais prevalente em indivíduos não-brancos (predomínio de mulheres negra com HAS de
até 130% em relação à brancas), sendo que no Brasil não se conhece o impacto da
miscigenação.
o Excesso de peso e obesidade: incremento de 2,4 kg/m² no IMC acarreta risco de HAS. Há
associação da obesidade central também.
o Ingestão de sal: ingestão excessiva tem sido relacionada com HAS, no entanto o efeito
hipotensor da restrição de sódio também tem sido demonstrado.
o Ingestão de álcool: ingestão por tempo prolongado se associa à HAS e DCV, independente da
demografia. Relacionados a emergências hipertensivas
o Sedentarismo: atividade física reduz incidência de HAS, mesmo em pré-hipertenso, assim
como mortalidade e risco de DCV.
o Fatores socioeconômicos: no Brasil, é mais prevalente em indivíduos com menor escolaridade.
o Genética: contribuição estabelecida, mas sem identificação de variantes genéticas envolvidas.
Envolvida com alteração de vasos e retenção de sódio e água. É fato não modificável.
o Tabagismo, uso de drogas (AINEs – reduz taxa de filtração glomerular, aumenta retenção de
sódio e água, aumenta lesão renal – relacionada a doenças reumáticas em idosos; cocaína –
vasoespasmo severo, levando a pico hipertensivo ou morte súbita), DM (nefropatia e
hiperinsulinismo), estresse.

Classificação: importante na abordagem do tratamento.
o Efeito do avental branco (EAB): diferença na PA entre medidas no consultório e fora dele
maior ou igual a 20 mmHg na sistólica e/ou 10 mmHg na diastólica, o que pode ser verificado
considerando-se a PA fora do consultório em comparação com a AMPA, MRPA ou vigília da
MAPA. A prevalência do EAB varia entre 18-60%, tendo componente familiar e sendo mais
frequente em brancos, mulheres, idosos, obesos e com sobrepeso; em normotensos ou
hipertensos não-tratados. Geralmente, relacionado com ansiedade
o Hipertensão: PA sistolica > ou = 140 mmHg e/ou PA diastólica > ou = 90 mmHG, em medidas
de consultório. Diagnóstico por medidas repetidas, em condições ideias, em, pelo menos, 3
ocasiões.

hipertensos tb tem. porém com PA elevada pela MAPA durante vigília ou na MRPA. o Hiperaldosteronismo primário: produção de aldosterona aumentada de forma autônomo em relação ao SRAA. histórico familiar positivo. mas passa mal em situações fora do consultório) Saber os estágios é importante para abordar o tto. Em 10 anos. o Hipertensão sistólica isolada: comportamento anormal da PA sistólica com PA diastólica normal. 70% desses pacientes terão HAS pela MAPA e/ou MRPA. (Lembrar que não ocorre somente em indivíduos normais. (Quando chega no consultório está com a PA normal. atendendo-se todas as condições ideais. risco cardiovascular alto e medida causal fora do consultório anormal. o Feocromocitoma e paragangliomas: tumores que produzem catecolaminas e se associam a quadro clinico de HAS paroxística ou sustentada com ou sem paroxismo. Saber os estágios para a prova  Hipertensão artéria sistêmica secundária: investigado se o paciente não responde ao tratamento padronizado.) o Hipertensão mascarada (HM): valores normais de PA no consultório (< 140/90 mmHg). é fator de risco importante para DAC em paciente de meia-idade e idosos. mas com sinais de lesão em órgãos-alvo. MRPA ou MAPA. Juntamente com a pressão de pulso. Ex.: estágio II tem maior lesão de órgão alvo. Estágio I foca muito em mudança do estilo de vida. O tratamento é . (Comum em idosos devido ao enrijecimento das artérias) o Hipertensão do avental branco (HAB): PA persistentemente elevada (> ou = 140/90 mmHg) no consultório e médias de PA normais pela AMPA. Tem pior prognóstico cardiovascular em relação a normotensos. Deve-se considerar médias de PA na AMPRA ou MRPA ou vigília na MAPA < 130/85 mmHg.o Normotensão verdadeira: medidas do consultório normais. Não são supressiveis por sobrecarga salina ou bloqueio do SRAA. Deve ser pesquisada em pacientes com PA normal ou limítrofe e hipertensos controlados.

outros. o Coarctação da aorta: relação inversa entre o tempo de exposição à HAS e sua reversão após correção. bloqueadores de canal de cálcio ou betabloqueadores. o Medicamentos e drogas: imunossupressores. O tratamento pode ser: medicamentoso. A explicação para desenvolvimento de HAS é pouco conhecida. diminuição da sensibilidade dos barorreceptores. tricíclicos. o Síndrome de cushing: excesso de cortisol. outros. se persistir a HAS. o Hipertensão renovascular: HAS decorrente de uma isquemia renal. particularmente quando o diagnostico e o tratamento da acromegalia são realizados precocemente. portanto a coarctação da aorta deve ser diagnosticada precocemente. o Hipotireoidismo: trata-se com reposição do hormônio tireoidianos e. bem como associação com outras classes. Suspeitar quando o paciente é jovem e não obeso. glicorticoides. vasoconstritores. CPAP durante o sono. O tratamento envolve perda de peso. sibutramina.preferencialmente cirúrgico. Para o controle da PA é fundamental o controle hidrossalino com dieta e diuréticos. eritropoietina humana. . AINEs. antagonistas dos canis de cálcio e simpatolíticos centrais. como inibidores de angiotensina II. que aumenta a retenção de sódio e água promovendo expansão do volume. ACO. O tratamento visa. o Hipertireoidismo: tratamento é geralmente acompanhado por normalização da PA. o Acromegalia: em muitos casos há cura com controle da PA. ciclosporina. O tratamento é individualizado. o Hiperparatireoidismo: a correção cirúrgica reduz a PA dos hipertensos e não modifica a PA nos normotensos. mas estudos demonstram que pode estar relacionada à: ativação simpática. a redução de proteinúria. tendo-se em mente a causa da DCR e a presença de DCV preexistente. dilatação da estenose da artéria renal com ou sem implante de stents no vaso acometido ou abordagem cirúrgica por revascularização ou autotransplante. drogas ilícitas e álcool. o Doença renal crônica: sobrecarga de volume e maior ativação do SRAA. podendo-se usar alfabloqueadores associados com IECA. disfunção endotelial. endoteli-1. aumento dos marcadores inflamatórios. Betabloqueadores são a primeira escolha para controlar os sintomas adrenérgicos. geralmente causada por uma lesão obstrutiva parcial ou completa de uma ou ambas as artérias renais. além de redução da PA. hipopneia. A Meta do tratamento é atingir PA < ou = 130/80 mmHg. dessaturação de oxiemoglobina e despertares frequentes com alteração da arquitetura e sono e liberação de catecolaminas. o Síndrome da apneia ou hipopneia obstrutiva do sono (SAHOS): obstrução recorrente das vias aéreas superiores durante o sono. antidepressivos. ou idoso que começa a ficar hipertenso após o 70 anos – confirmar com doppler de artérias renais. espécies reativas de oxigênio. hormônios. antihipertensivo. resultando em períodos de apneia.

Disponível no SUS Valores normais da MAPA  Valores na vigília menores que 130x85 mmHg  Valores durante o sono < 110x70 mmHg  Descenso noturno de 10% ( fisiológico) MRPA (medida residêncial) . Geralmente relacionado a ansiedade. ou duas medidas em cada sessão durante sete dias. durante vigília. tratamentos prévios. sintomas de ansiedade) – pesquisar todos aqueles fatores de risco. Limitação pq não mede PA durante o sono. Avalia a PA durante atividades habituais do paciente. Três medidas na manha antes do desjejum e tomada do medicamento e três a noite. para acompanhamento do tratamento.A vantagem é que não precisa disponibilizar o aparelho de MAPA.  Exame fisico: FC elevada. cálculos renais) – microalbuminuria. ela cai 10%. 88M. Paciente que não tem esse descenso tem maior chance de no futuro ter lesão de órgão alvo.  Pesquisar sinais de HAS secundária( cushing. acromegalia. se usou drogas. macro e albuminúria que é dá síndrome nefrótica  Potássio (altera muito no aldosteronismo – hipo) .O paciente mesmo faz as suas medidas com um aparelho semi automatico. Não é validado o de punho. Avaliação clínica  Dados relevantes da história clinica( hábitos de vida.  Mais frequente em mulheres idosas. bebida alcoolica. na vigilia e durante o sono. paciente com estágio 1 ou limítrofe para escolher tratamento. uso de drogas e medicamentos. DM ou lesão em órgão alvo Avaliação laboratorial (é o básico PROVA)  Análise de urina (pesquisa de proteinúria. bócio. Indicado: quando suspeita de avental branco. Só dá para saber então pelo MAPA. presença de edemas. antes do jantar por 5 dias.  Comportamento durante o sono (efeitos prognósticos consideráveis) – importante pq durante o sono tem o descenso fisiológico da PA. Sinais de ansiedade. sinais de HAS secundária. tem que ser o manguito de braço. Muito válido. domicílio ou trabalho. PA > 130/85 mmhg . se fumou há menos de uma hora. Muitos pacientes não toleram o aparelho o dia todo insuflando e gera o estresse.Hipertensão do avental branco  Pressões elevadas no consultório e normal fora dele.sopro abdominal – aneurisma de aorta)  Sempre solicitar exame de fundo de olho na primeira avaliação.  Diferença de 20mm na sistólica e 10mmHg na diastólica  Pode estar presente em hipertensos em tratamento – para saber se o tto está sendo eficaz deve-se fazer a MAPA MAPA  Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial  Método que permite a medida intermitente da PA nas 24 horas . em brancos e obesos (negro já é hipertenso mesmo). em especial na HAS estágio 3. medida de circunferência abdominal – observamos na síndrome metabólica 102 H. Realizada pelo paciente ou outra pessoa capacitada.feocromocitoma.

9 – exclui obstrução arterial  Valor abaixo de 0. estressado.9 e paciente acima de >50 anos. mudança do estilo de vida! Abordagem clínica .suspeita de IC ou 2 fatores de risco)  US de Carótidas (principalmente para quem tem sopro)  Doppler arterias renais (pacientes jovens. hemorragia e papiledema)  Cardiopatia (IC. Considerar a maior PA aferida.  Medida da PA sistólica tornozelo (palpa o pulso e infla manguito)divido pela PA sistólica braço  Valor normal acima de 0. alargamento do arco da aorta – muito importante)  ECO (se disponível . pois existem situações de estones e anomalias da subclávia onde a PA difere entre os membros. Nesse paciente eu não posso dar B-bloque pq pode dar uma vasoconstrição arterial e isquemia – assim eu oriento o melhor tratamento. não tem dopller ou o vascular para investigar e o paciente tem clínica como claudicação interminente – tem obstrução arterial? risco de fazer trombose? assim investigo por esse índice. hipertensos com sopro abdominal – suspeita de doença renovascular)  Hb glicada ou GTT para glicemia de jejum alterada  Microalbuminúria de 24 horas( pede para diabéticos e síndrome metabólica) 30300 mg nas 24 h (PROVA) Índice tornozelo-braquial Para paciente com suspeita de vasculopatia perfiférica no consultório. quem tem gota)  Glicemia de jejum (suspeita de DM)  Colesterol total e frações  Eletrocardiograma Avaliação complementar  Rx de Tórax (avaliar área cardíaca. pelo menos na primeira consulta.dissecção aorta)  Nefropatia hipertensiva (IRC) (visto no US. acima do peso.  Estágio I ou II sem fator de risco. diabetico. o cálculo é feito no laboratório – abaixo de 30 indica IR avançada. infarto. Creatinina (elevada) e estimativa da taxa de filtração glomerular (clearance renal. irregular. paciente diabético e tabagista.  Atenção especial para Idosos >70 anos ou em manifestações de alteração de pulso ou claudicação intermitente ou coronariopatias  Alterações de pulso: é preconizado aferiação de PA nos dois braços. tabagista tem grande chance de estar com placa obstruindo a artéria. Complicações  Retinopatias (exsudatos. hipotrófico. Principalmente idade acima de 70 anos. jovem. cheio de nódulos – nefroesclerose)  Ave isquêmico e hemorrágico e função cognitiva Tratamento  Considerar não somente os níveis de PA mas também a presença de risco adicional e patologias associadas! Estágio + presença de comorbidades + patologias  guia o tto. O normal é acima de 60)  Acido úrico (diuréticos que aumentam muito a taxa de ácido úrico. ou acima de 50 com coronariopatias. angina.

por exemplo. Manter peso adequado. Antes de começar o tratamento tem que fazer para todos os pacientes as medidas não farmacológicas. Todo o tratamento é baseado nesse sistema.Tudo que fazemos em relação a HAS está relacionado a fisiologia e fármaco. iRC. no rim é produzido renina pelo sistema justaglomerular que transforma angiotensinogênio em angio I. comorbidades. Para começar o tratamento em si tem que pensar no perfil do paciente. Angio II e renina é a base do tratamento da HAS. proliferação celular (hipertrofia miocádica e dos vasos sanguíneios). Risco baixo – só tabagista de balada. Medidas não farmacológicas Mudança de estilo de vida – em todos os estágios Hipertensão é doença silenciosa. se retemos sódio e água. No fígado são produzidos angiotensinogênios (derivados dos corticoides e hormônios sexuais). diabetes. evito hipovolemia. Angio I é convertida principalmente em Angio II pela ECA. ter alimentação saudável. gota. negro)  Respeitar contra-indicações absolutas e relativas (gravidez)  Efeitos colaterias indesejáveis  Comorbidades ( IC. tem algumas com contraindicações para quem tem arteriopatia periférica. obeso retendo líquido) . reação adrenérgica). algumas pioram disfunção erétil. vasculopatia) SRAA – essencial para manter a homeostase do nosso organismo. obeso. obeso. não pode manipular medicamento. consigo me manter hidratado no calor e sol. negro. Receptor AT1 está presente nos vasos que sofrem ação da angio II promovendo vasoconstrição. pq determinadas drogas agem melhor em cada paciente. libido. Angio II atua nas suprarrenais em que é produzida aldosterona (responsável por atuar no rim para reter sódio e água). se é jovem. é uma doença crônica. idoso. posso começar com diurético isoladamente se for um hipertenso leve. Conjunto de enzima. Decisão terapêutica  HAS ESTAGIO I : monoterapia (de preferencia primeira linha. tem que tomar remédio para o resto da vida. Algumas drogas não são bem toleradas no jovem e sim no idoso. não fumar. paciente quer ficar curado. abandonar ou diminuir a ingesta de álcool (30 a 50 g de álcool). mas não tem DM Tratamento medicamentoso  Eficaz por via oral – responder melhor no menor número de doses (única ou no máximo duas vezes ao dia)  Avaliar o perfil do paciente (jovem. hormônio aldosterona e peptídeo angiotensina. idoso. mantenho meu organismo com 60% de água. branco. ativa suprarrenais e sistema simpático (catecolaminas. ter disciplina.

Não posso prescrever qq beta para determinado paciente assim como escolho qualquer IECA. principalmente pelos homens. geralmente diurético + outro) – dose baixa associados é melhor que usar uma droga em alta dose  HAS estágio II ou III: combinação 2 drogas e se não houver controle acrescentar 3 ª droga. . Portanto muito mal tolerado. impotência.: espironolactona não é usado como anti-hipertensivo é usado na ICC pq atua no remodelamento cardíaco. talvez terá que acrescentar uma quarta droga como a hidralazina. teve infarto. pq não é teratogênica. Pode ter hipertensão rebote no dia seguinte se esquecer de tomar um dia – adm a cada 8 horas. sd pânico.Ideal para paciente jovem. paciente em anasarca e IC usa mais o de alça Obs. barato.Efeito droga: Beta bloque além de efeito classe tem efeito droga. histórico familiar): Combinação de 2 drogas (com dose baixa.indicada na insuficiência hepática Beta bloque  Efeitos variáveis dentro da mesma classe: . pode estar relacionada ao desenvolvimento de Lupus. Devido as seus efeitos colaterais essa droga foi abandonada o uso. Ficou reservada uso de alfa metil-dopa para préeclampsia e eclampsia e gestantes hipertensas.  1) Atenolol e propranolol : sem IC (função ventricular preservada)  2) Carvedilol. Beta bloque toda a classe causa bradicardia e bloqueio do simpático. Mas para ter melhora na IC já é efeito de droga.Efeito classe: todos os IECA tem o mesmo efeito. taquicardia. O negro.  Contra. (geralmente bloqueador de canal de Cálcio – anlopidina) – Pequena parcela de hipertensão refratária. posso prescrever qualquer um. perda da libido. Bisoprolol e metoprolol : IC  3) nebivolol idosos > 70 anos  Contraindicação: asma grave. apneia do sono. clortalidona)  Eficazes como monoterapia inicial ou nas associações (é o mais usado na associação)  Podem causar hipocalemia (tem associações que já tem o triantereno junto pq retem potássio para evitar hipocalemia) e hiperuricemia (contra indicado para paciente com gota)  Os tiazídicos tem efeito a longo prazo de vasodilatação. fazendo um relaxamento endotelial Enalapril plus (que indica que já vem diurético associado) De Alça: estão mais indicados nos pacientes com hipervolemia como IC e IRC –Paciente em emergência hipertensiva e edema agudo de pulmão (faz lasix EV)  Causam hipopotassemia  Podem causar intolerancia a glicose e aumento de triglicérides (cuidado com o paciente DM ou com sd metabólica – não é contra indicação absoluta pq se não quase ninguém poderia usar – sempre avaliar o perfil lipídico e glicemia)  Exemplo: furosemida (Lasix) – expolia mais potássio e volume. galactorréia. sonolência e boca seca. hipotireoidismo descontrolado. . IRC. HAS estágio I com risco alto (diabético.  HAS refrataria em negros  Pode provocar lesão hepática. cada beta tem um efeito. obstrução arterial periferica e bradicardia (bloqueios) . Não é importante agente hipotensor Inibidores de ação central (alfa bloqueadores)  Muito usado antigamente pq só tinha ele na rede pública. obeso com apneia do sono é p mais difícil de controlar Diurético Tiazidicos (hidroclorotiazida.

a pressão no local será tão baixa para filtrar que para de filtrar. benzotiazepínicos (diltiazen) – efeito 50% no coração e 50% em vasos. São os que mais tem no mercado e são dados na farmácia popular (losartana – as vezes precisa mais de uma dose.. Inibidores de IECA  Reduzem mortalidade e remodelamento ventricular – promove grande liberação de bradicinina. candesartan. Mas IC dê preferencia ao IECA. valsartan *** Otimos para inicio de terapêutica em monoterapia ou associados a tiazidicos.  Exemplos: captopril. usa como antiarrítmico pq reduz força de contração miocárdica. macro >300. verapamil – usado somente no coração para arritmia. Bloqueadores de canal de Cálcio  Anlodipino. nifedipino) – vasodilatação periférica. Valsartna é caro. porém aumentou AVC pq a homeostase cerebral não suporta perda súbita de pressão. mas geralmente é dose única). angioedema. melhora o remodelamento cardíaco e melhorou em 20% a mortalidade. . microalbuminúria. reduz ativação do SNS. Microalbuminúria entre 30 a 300mg. Pressat) – são de ação periférica. enalapril. Está proscrita na crise hipertensiva! .  Contra-indicados na IRA por reduzirem a taxa de filtração glomerular  Muito teratogênicos!!! Quando estou com uma pressão muito alto eu sobrecarrego glomérulo e tem perda de albumina. . . vasodilatadora. Por isso o IECA com creatinina maior que 3 vai piorar IRA OU IRC.muitos pacientes tem tosse. se usar IECA e vasodilatar essa arteríola. onde não se pode usar IECA ( cr> 3) ou CL< 30. ramipril  Causam muita tosse (20% pacientes). coloca três gotas abaixo da língua.Todas reduzem remodelamento miocárdico. principalmente o IECA.O uso na ICC ocorreu depois que desenvolveram o carvedilol pq além de ser beta era alfa bloque promovendo uma vasodilatação periférica. mas não provocam tosse pq não aumenta a bradicinina. nifedipino (Adalat. diabético.  Adjuvantes no tratamento da angina cronica estável  Opção na IRC.Também tem efeito droga diferente de efeito classe . Foi um divisor de agua no tratamento da IC.Quando prescrever o anlodipino sempre passa diurético junto pq ele terá edema nas pernas como efeito colateral .  Ideiais como terceira droga em estágios II e III.  São nefroprotetores (reduzem a taxa de filtração glomerular – usa para pacientes com proteinúria. Ótimo para quem tem claudicação intermitente – obstrução arterial  Causam edema periférico rubor facial e taquicardia. Temos três tipos de BCC: diidropiridínicos (anlodipino. Tem queda brusca de PA. benazepril.  Principal droga na IC .Também deve ter cuidado com o paciente nefropata . CUIDADO COM O PACIENTE NEFROPATA.  Exemplos : losartan. proteinúria > 1grama BRA  Bloqueiam os receptores AT1 da angiotensina II  Mesmos beneficios do IECA. capsula gel.Entre ele e beta bloque é melhor usar o BRA. mas é dose única. desenvolvendo lesão renal que não seja avançada – creatinina menor que 3 – função renal ainda está um pouco preservada – assim protege e diminui a proteinuria) quando já tem IR com taxa de filtração baixa.Nifedipino era o adalat sublingual usado para crise hipertensivo.

Inibidor direto da Renina  Alisquireno (Rasilez)  Efeito benefico na protienuria.  Avalie aderência ao tratamento e mudanças de estilo de vida (monoterapia 1x ao dia)  Procure causas de HAS secundária  Avalie lesões de órgão alvo  O sucesso vai depender da boa relação médico paciente. Em hipertensão refratária deve evitar o uso  Podem causar tosse. se der IECA ele não vai responder. sem mesmo produzir muita renina já retém muito sódio e água. Conclusão  Individualize o tratamento  Avalie o perfil do seu paciente (ex negro é hiporeninemico. difícil ser prescrito Não deve ser usado em associação com BRA em diabéticos pq piora função renal (potencializam o dano). rush e diarreia Drogas mais recentes e caras. mortalidade e hipertrofia de VE  Eficazes em monoterapia no estágio inicial. .