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Fichamentos - Ensaio de Pensamento Social do Brasil

Textos:
Gilberto Freyre. Casa Grande & Senzala
Sobrados e Mocambos
Sergio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil
Oliveira Vianna.

Organização da Escrita
 1) Leitura e fichamento dos textos centrais.
 2) Elaboração do Resumo. Estipulação dos temas centrais.
 3) Divisão em tópicos e estruturação dos tópicos e
argumentos.
 4) Consulta a textos complementares.
 5) Redação do Conteúdo.
 6) Redação da Introdução (opt.) e Conclusão.

Fichamentos
1) Gilberto Freyre. Sobrados e Mocambos. XI - Ascensão do Bacharel e do
Mulato
Notas:
Aprofundamento: Forma e Substância, conceitos através dos quais
é possível compreender e circunscrever o pensamento de Gilberto Freyre
[inserir notas do caderno aqui]
Citações e comentários:
“A casa-grande, completada pela senzala, representou, entre nós,
verdadeira maravilha de acomodação que o antagonismo entre o
sobrado e o mucambo veio quebrar ou perturbar.” P. 573
Neste parágrafo são, ao mesmo tempo, aludidos pensamentos
centrais à inteligentsia freiriana, como o antagonismo em equilíbrio
entre a Casa-grande e a Senzala, assim como é estabelecida a transição
tempo-social que remete à dicotomia urbana da elite branca dos
bacharéis e os mulatos embranquecidos (?).
“A urbanização do Império, a consequente diminuição de tanta
casa-grande gorda, em sobrado magro, mais tarde até em chalé esguio;
a fragmentação de tanta senzala em mucambaria, não já de negro
fugido, no meio do mato grosso ou no alto do morro agreste mas de
negro ou pardo livre, dentro da cidade – fenômeno do 1830 brasileiro
que se acentuou com a campanha da Abolição – tornou quase impossível
o equilíbrio antigo, da época de ascendência quase absoluta dos
senhores de escravos sobre todos os outros elementos da sociedade;
[...]” p. 573

Nem menos indígena e mais europeu. 576 e 577. de modos variados.” P. e com a mão pequena. Tópicos: . filhos de fidalgos ou wannabes:] “Alguns deles filhos ilegitimos de grandes senhores brancos.” Hummm. Tendo esse ponto de partida como base discorra. E ao redor destes tomam forma uma nova nobreza – a dos bachareis e doutores. explorando tanto os argumentos centrais dos autores como as aproximações e distinções entre as obras. 574. Raízes do Brasil (1936) e Casagrande & Senzala (1933) apresentam. uma nova aristocracia – a dos sobrados -. e serve como prelúdio à inserção desses dois elementos de diferenciação que se inserem paulatinamente nos fins dos tempos coloniais – o bacharel e o mulato. e uma nova casta – a dos senhores de escravos ou terras do meio urbano. A transição da sociedade brasileira a partir de 1830 se inicia com a alternância da valorização social com novos elementos ou valores de natureza europeia. o pé bonito. [Sobre os mestiços/mulatos bachareis. a dos industrialistas e mercadores -. 574 “Porque ninguem foi mais bacharel nem mais doutor neste País que Dom Pedro II. e o batuque africano dançado não apenas nos mucambos de negros. o que refletir? Bacharéis e a decadência do patriarcado rural p. dos pais fidalgos. principalmente.Meio parágrafo de contextualização da sociedade brasileira. políticos e culturais do grande domínio rural sobre a formação da sociedade brasileira. sobre o tema da constituição da sociedade e das bases sociais do Estado e da democracia no Brasil. e em menor grau. p. Seu reinado foi o reinado dos Bachareis. Casa Grande & Senzala Organização (em curtos tópicos Questão 1: Populações Meridionais do Brasil (1920). Repugnância ao “ver as margens do riacho que banha Vila Rica transformadas em lugares de bacanal. No referente aos bachareis. mas nos sobrados grandes dos brancos” 2) Gilberto Freyre. a partir das leituras realizadas sobre as três obras acima mencionadas. as visões sobre o tema acabam por revelar diferentes definições acerca do processo de constituição da sociedade e das bases sociais do Estado e da democracia. a ascensão se fez no meio político. às vezes os lábios ou o naris. De elemento simplicador da estrutura social a berço de uma civilização inteiramente nova. e no meio social. interpretações sobre os efeitos sociais.

de acordo com o autor. [1933 (2000))]. Capítulos: Nota explicativa (LIDO) Cap. 1 (Parcialmente lido) Cap.] a sombra. Gilberto Freyre afirma que “todo brasileiro. bem como qual seria a associação. Tópicos: Temática e Problemática: Hibridismo (miscigenação) e democracia (racial) como elementos justapostos na obra de gilberto freyre. A integração do negro na sociedade de classe. traz na alma.. A noção de democracia racial. Florestan. 343). é extremamente comum à obra de gilberto freyre – vide a essa transição de ideias nos excertos relacionando CS&S à SeM. 3 (LER) Textos complementares: Artigo sobre Questão Racial em Democracia (LIDO) Artigo Sidney Chalhoub vs Florestan Fernandes (LER) Capítulo Milton Santos – Livro Interpretes do Brasil (CONSULTAR) Artigo sobre a entrada de Florestan no campo sociológico sobre o negro (LER) . Essa prática discursiva. entre o hibridismo e a democracia. mesmo o alvo. Explorando analiticamente a definição do autor de que a sociedade brasileira seria uma sociedade híbrida. quando não na alma e no corpo [. p. ou pelo menos a pinta. FICHAMENTOS – Trabalho Final Questão escolhida: Questão 1) Texto principal: FERNANDES. discorra sobre quais são os possíveis sentidos teóricos e políticos desta definição. do indígena ou do negro”(Freyre. ainda que diametralmente opostos (antiéticos?).Temática e Problemática: Questão 2: Em Casa-grande & Senzala.. ainda assim. de cabelo louro. sustentada pela teoria de antagonismos presentes na sociedade brasileira se defronta à ideia de um hibridismo continuo da sociedade brasileira.

. cabe salientar que. por vias indiretas. Vol. mas. ainda. nenhum agrupamento étnico ou racial determinado. I.. a anomia social. pois.. conservou em seu bojo reminiscências vivas do passado e estruturas arcaicas que reconstruíram o antigo regime em vários níveis da convivência humana.” (pp. a cidade não se transformou em bloco e de um momento pra outro.” (p. Nos dois extremos. elas são investigadas na maneira de um desenvolvimento estrutural em ritmo descontinuado e esparramado entre múltiplos campos.FICHAMENTOS (Incompleto) FERNANDES. Não obstante. à demora cultural e aos critérios distintivos de raça dominante. Cap. de per si. a pauperização e a integração deficiente combinam-se entre si para engendrar um padrão de isolamento econômico e sociocultural do negro e do mulato que é aberrante em uma sociedade competitiva. percebe-se com facilidade como a degradação pela escravidão. em grande parte por causa do padrão de isolamento sociocultural vinculado seja ao escalão elevado de vida das famílias abastadas “tradicionais”. adentra-se nas permanências (ou modos de permanência) do regime escravocrata na sociedade republicana. seja ao estado de misérie e de desequílibrio dos setores dependentes da plebe. . as influências inovadoras ficavam mais ou menos confinadas. Ao passo que o isolamento sociocultural sobre o negro também possui uma matriz econômica.) Como ex-agentes do trabalho escravo e do tipo de trabalho manual libre que se praticava na sociedade de castas. Ainda que exista uma noção de progresso nessas relações. 299300 – 1964 I) “(. “Em resumo.” (p. Todavia isso acabava acontecendo.) No entanto. aberta e democrática. III – Heteronomia Racial na Sociedade de Classes Introdução A história dos anos de transição entre o regime monárquico e o republicano no Brasil guardam até o dias atuais questões de cunho histórico e social. é revelada a ignóbil equalidade da sociedade liberal burguesa. As esferas em que isso ocorreu de modo mais notável abrangem dois pólos extremos: os círculos sociais constituídos pelas elites das camadas dominantes e os setores dependentes da plebe. 301) “As tendências históricas de diferenciação e de reintegração da ordem social não favorecia. (. o desligamento dos fluxos de renovação sociocultural tendia a ser acentuado. Não só ela se alterou gradativamente e com um ritmo desigual.. Na tese defendida por Florestan Fernandes em 1964. A integração do negro na sociedade de classes. conforme os aspectos do sistema econômico. O envolvimento imediato nos processos de crescimento econômico e de desenvolvimento sociocultral dependia de recursos materiais e morais. em Florestan Fernandes. social e cultural que se levem em consideração.” A questão (ou problema sociológico) sui generis é posta aqui através da ausência de um pressuposto equilíbrio na ordem social competitiva. elas são sujeitas à estrutura. Florestan. 301) “Desse ângulo. o negro e o mulato ingressaram nesse processo com desvantagens insuperáveis.

A constituição da ordem social competitiva republicana opera nesse sentido. nas próprias palavras de Florestan: “Em síntese. sem livrá-los dos efeitos diretos ou indiretos dessa classificação. que colocasse negros. II Apresentação: Existe uma noção estruturalizante muito presente na obra de Florestan. estrutural e dinamicamente.” (pp. a modo de produzir um efeito a médio prazo na camada social. confusamente. conservados em bloco pela simples perpetuação indefinida de estruturas parciais arcaicas. Pois identifica quais são as raízes históricas da degradação social do “homem de cor” no seio do novo sistema econômico: a perpetuação indefinida de padrões de ajustamento racial que pressupunham a vigência de critérios anacrônicos de atribuição de status e papéis sociais ao negro e ao mulato. A Abolição os projetou no seio da plebe. social e político.” ESTE é o ponto no qual se insere a crítica dos revisionistas da obra de Floresta e. (. enclausurados na condição estamental do “liberto” e nela permaneceram muito tempo depois do desaparecimento legal da escravidão. os padrões de comportamento e os valores sociais da ordem social competitiva. “Existe uma pressão integracionista. especialmente.“Ela nos mostra que o negro e o mulato foram. que opera no sentido de compelir o negro e o mulato a absorverem as normas. Ora. Sidney Chalhoub. mas o adequa a aceitá-la. que esses mecanismos [rede de relações raciais] possuem outra função: a de manter a distância social e o padrão correspondente de isolamento sociocultural. adequando o negro e o mulato – “submetidos” na ordem racial – aos seus valores.. 303) Logo em seguida. a absorção dos princípios pautados pela ordem social competitiva não insere o negro na esfera de modernização. não se esboçou nenhuma modalidade de resistência aberta consciente e organizada. 302-303) “A análise histórico-sociológica patenteia. a “população de cor” subsiste numa posição ambígua. porém. como se constituísse um estamento equivalente ao ocupado pelos “libertos” na velha estrutura social. as forças são impulsionadas continuamente e (quiçá) caoticamente.. privilégios já estabelecidos e a própria posição do “brando” em face do ‘negro” como raça dominante” (p. representada. Todavia.” A grosso modo. .) Tinham por função defender as barreiras que resguardavam. Florestan remete ao capítulo anterior. tal prerrogativa corresponderia a uma aproximação a nível sócio-cultural entre a ‘população de cor’ e a burguesia industrial. por assim dizer. Ou. 304 e 305) Capítulo III – Vol. no qual teria justificado as razões e meios pelos quais o negro e o mulato permaneceram “apáticos diante de semelhante processo histórico-social e de suas consequências iníquas. brancos e mulatos em posições antagônicas e de luta. Em plena fase de consolidação da ordem social competitiva e do regime de classes. essa situação esdrúxula é altamente esclarecedora. Tanto no sentido econômico.” (pp.

I Nota: O que refletir da citação abaixo? Pelo que entendi. o protesto coletivo do “negro”. os padrões de dominação racial herdados do passado. ela se relaciona com a seguinte nota de aula: [Florestan] Burguesia brasileira pode ser anticapitalista -> ir contra o desenvolvimento para manter o privilégio. Não obstante. é como essa pressão integracionista geraria uma reação dentro da ordem social competitiva sobre a “raça dominante”. Aparentemente.” Em seguida. ainda assim. podiam ser e foram calibrados pela qualidade e pela intensidade da pressão integracionista da sociedade inclusiva. mas sem modernizar. leto e descontínuo. [“O “negro” encontra. ao negro e ao mulato: na esfera do trabalho livre e nas posições heteronômicas da pirâmide ocupacional. a revolta e a mobilização são punidas com algo próximo do “desprezo”. de imediato e em escala social. os quais conferem o monopólio do poder aos círculos dirigentes da “raça branca” e dão a esta a condição quase monolítica de “raça dominante”.” Nota: Para Florestan a participação dos negros ativa na sociedade começa com a república? (pp. ao mesmo tempo que reagia à pressão integracionista da sociedade inclusiva. define também ter o negro encontrado uma via comum à reivindicação integrante a sociedade de classes. associada ao sitema capitalista de relações de produção.“Tais conclusões indicam que a sociedade de classes está se convertendo em um sitema social aberto. levava-a demasiado longe.. em termos da organização das relações raciais. Isso explica por que ele não encontrou eco entre os “brancos” e só contagiou pequenas parcelas da “população de cor”. A burguesia brasileira fez a sua opção histórica. 334] Florestan passa a ponderar sobre a pressão integracionista. finalmente. Penso isso em contraparte à citação acima das páginas 304-305 do Vol. Os mecanismos de ascensão social do negro e do mulato. vias normais e permanentes de engajamento à sociedade de classes.333 -334). a curto prazo pelo menos. É. . Eles testemunham onde e como esta [ascensão social ou pressão integracionista] se abria. a fim de manter a distância.” P.. o que se poderia entender como democratização das relações raciaias aparece como um processo histórico-social extremamente herterogêneo. e a aceitação dessa “raça” sobre a equiparação. e como ela poderia ter se posicionado para a equiparação sócio-econômica e político-social das raças. ainda que as demais camadas não tenham sido diretamente afetadas. o autor define que a resposta negra à pressão integracionista produziu reconhecimento da “diferenciação das posições e dos papéis”.. eu vou ter passar o primeiro parágrafo dizendo como Florestan é dificil.. ou funesticidade. Dentro desse quadro global. por sua vez. Algo que até o momento escapa. (64?) “Em outras palavras. condenando-se a um malogro indiscutivelmente funesto. através dos movimentos reivindicatórios. essa força abstrata e estruturalizante.

Por vezes como intuito de manter uma justiça ou paz social.” (p. a utilização de aspas em “negro” e “população de cor” detém um sentido científico e comparativo dentro da obra de Florestan Fernandes. Secundariamente. postos por Florestan. ou seja. 459 – 10 últimas linhas p. e o termo negro como definidor de identidade social. e em revelia aos debates dentro e fora ao meio acadêmico sobre a raça. ainda há muito que se pode argumentar sobre a reação de prejudício inconsciente da camada branca para impedir a integração.) Ela constitui algo de interesse primordial para o próprio equilíbrio do sistema. mantém-se como um núcleo da “raça dominante”. a sociedade brasileira não atingirá seu ápice. dentre o reconhimento cultural e a mobilização política. e porque não utilizaremos também. adequam-se ao seu objeto de estudo. 457 – JACKPOT! p. Da seguinte forma: Como presente na nota explicativa.. 461) Organização argumentativa da questão: “Explorando os trechos acima citados. “raça dominante”. “preconceito de cor”. LISTA DE EXERCICIOS DE REVISAO DO CURSINHO – OU UTILIZAR LISTA DE REVISAO DAS FERIAS OU DO CADERNO DE EXERCICIOS DE HISTORIA2 . O dilema social brasileiro p. Nesse sentido. esta última se dá principalmente numa classe organizada. (. “Ora. mas também houveram formas de integração ligeira do negro na sociedade e. 3) A ordem social competitiva. “raça submetida”. sim. ela se estrutura entre a abolição e meados do XX. somente nos valeremos de aspas quando referenciarmos a obra do autor. 2) Dentro da questão racial em Florestan Fernandes é excluído o papel do negro prévio a sua organização pós-abolição. aponte os desdobramentos destas teses para análise da questão racial no Brasil” 1) A organização da ordem social competitiva se deu mantendo a distância da ordem racial. para a normalidade do funcionamento e do desenvolvimento da ordem social como um todo.. 4) Enquanto não for sanado o dilema racial brasileiro. 460 – 2º parágrafo A sociedade não se expande até os limites de seu desenvolvimento em razão das barreiras sociais/raciais ali postas cronicamente. Mesmo assim. O termos “negro”. O desenvolvimento da ordem social competitiva encontrou um obstáculo. cultural e política. Dilema racial brasileiro – 1. o dilema racial brasileiro conoca-nos diante de uma realidade dessa espécie.Nota: Colocar uma nota de rodapé no trabalho sobre as aspas entre negro para florestan. A reação societária às tensões raciais 2. está sendo barrado e sofre deformações estruturais na esfera das relações raciais.