DOSSI

ˆ
E DO (DES)ENSINO DA MATEM
´
ATICA
1
¨Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o c´eu, tornam-nos pequenos porque
nos tiram o que os nossos olhos podem dar, e tornam-nos pobres porque a nossa ´ unica riqueza ´e ver.¨
Fernando Pessoa [Alberto Caeiro]
NOVO ENEM - MEC/INEP
[ BARBARISMO EDUCACIONAL EXEMPLIFICADO ]
TESE GERAL: COMO UNIVERSIDADE P
´
UBLICA PREJUDICA
INGRESSO DA REDE P
´
UBLICA E FAVORECE QUEM PAGA
PR
´
E-VESTIBULAR
PROFESSORES BRASILEIROS PRECISAM APRENDER A ENSINAR
e
¨Fiquei impressionado, o livro [did´atico usado na sala de aula] era dif´ıcil de ler.
Precisaria ter algu´em muito bom para ensinar aquelas crian¸ cas com ele. Ficaria
surpreso se qualquer crian¸ ca conseguisse passar [de ano]¨
MARTIN CARNOY, economista, professor da Universidade Standford.
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=3692&Itemid=43,
acesso ag/09
FALTA M
˜
AO DE OBRA ESPECIALIZADA PARA O PR
´
E-SAL
JC e-mail 3828, 17/08/2009, www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65433, acesso ag/09
Ignor^ ancia n~ ao impede haver atividade econ^ omica. S´ o que nesse caso beneficia apenas
uma meia d´ uzia de espertalh~ oes.
¨N
˜
AO PERMITIREMOS QUE COM QUALQUER MUDANC¸ A DE
GOVERNO AS UNIVERSIDADES RETROCEDAM NAQUILO QUE
CONQUISTARAM¨, Malvina Tuttman, reitora da Unirio,
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/08/18/reitores-discutem-autonomia-financiamento-
trabalho-dos-professores-nas-universidades-757466636.asp, acesso ag/09
Quem garante que tudo j´ a conquistado presta?
EDUCAC¸
˜
AO
´
E O MAIOR DESAFIO DO BRASIL, DIZ OCDE
Cl´audio Dianni - Folha on line - Brasil, 2/4/2006
fonte: http://152.92.152.60/web/olped/exibir opiniao.asp?codnoticias=14444, acesso ag/09
(*)Leia no final deste um resumo do Dossi^ e Internacional
A DELINQ
¨
U
ˆ
ENCIA ACAD
ˆ
EMICA
Artigo de Maur´ıcio Tragtenberg (1929-1998)
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=3801&Itemid=43
¨Os cursos de forma¸ c˜ao s˜ao bons.
::
A
:::::::::::
quest˜ao
::
´e
:::::
que
::::::
eles
:::::::::::
ensinam
::::::::
coisas
:::::::::::
erradas,
:::::
que
:::::
n˜ao
::::::
tˆem
::::::
valia
:::::::
para
::
a
:::::::::
rela¸ c˜ao
::::
de
:::::::::
ensino
::
e
:::::::::::::::::::
aprendizagem
:::::
que
:::::::::
depois
:::::::::::
acontece
:::
na
::::::
sala
:::
de
::::::::
aula¨, disse a respons´avel pela an´alise dos dados da pesquisa, Gisela
Wajskop. www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66826 out/09
CONCURSO PARA GARIS ATRAI 22 MESTRES E 45 DOUTORES NO
RIO www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml out/09
ENSINO M
´
EDIO: ADESTRAMENTO PARA O VESTIBULAR
www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php?option=com content&view=article&id=827:falta-dialogo-e-
sobram-punicoes&catid=87:edicao-76--outubro&Itemid=18 out/09
1
Pesquisa principal:Epis´ odios do (De)Ensino/Matem´atica [Aspectos Marginais da (De)Forma¸ c˜ ao]: Parte - Dossiˆe Vestibulares. No final h´ a
rela¸ c˜ ao descritiva
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 2
Nobilione diz que em duas quest˜ oes – 88 e 89 –
:::
as
::::::::::::::
express˜ oes
:::::::::::::
sugeridas
::::::
para
::
o
::::::::::::::
candidato
::::::::::::::
encontrar
::::
as
:::::::::::::
respostas
:::::
n˜ao
::::
se
:::::::::::
referem
::::
ao
::::::::::::::
enunciado. Para
o professor, isso n˜ao inviabiliza a resolu¸ c˜ao, mas diz que deveriam ter sido
usadas outras vari´aveis para evitar confus˜ao
O come¸ co de um grande mist´ erio: como ´ e poss´ ıvel resolver quest~ ao no vestibular quando
o necess´ ario sequer consta na reda¸ c~ ao. P´ ag. 50
NOVO ENEM PREGANDO UMA PEC¸ A NOS CANDIDATOS.
Os elaboradores esqueceram
que a foto da prova n˜ ao seria
tridimensional P´ ag. 61
PEGADINHA DO NOVO ENEM PREGA PEC¸ A AT
´
E EM DOCENTE.
www2.curso-
objetivo.br/vestibular/resolucao comentada/
online/index.asp?img=01
Quest˜ ao capaz de fazer docente
de pr´e-vestibular perder emprego e
a fama, faz milhares de candidatos
de tolo. P´ ag. 66
NOVO ENEM
UnB/2010
www.cespe.unb.br/vestibular/1VEST2010/arquivos/2o DIA VEST
2010 SANTA MARIA.pdf
Criatividade anˆemica,
decorebas, pegadinhas,
truques, ... e tudo que nunca
prestou dos vestibulares
das p´ ublicas, novo enem
corrobora. P´ ag. 72
¨Acho aceit´avel, numa prova com 100 quest˜ oes, se anular duas, at´e trˆes,
numa excepcionalidade. Chegar a 7%, considero um ´ındice inaceit´avel.¨, Fer-
nando Haddad, Ministro da Educa¸ c˜ ao. P´ ag 81
No recorte 08, come¸ ca na p´ ag. 55, demonstro que 08 das 45 quest~ ao da prova de
matem´ atica do novo enem s~ ao imprest´ aveis para avaliar qualquer coisa.
¨
´
E preciso cuidado, se n˜ao vamos ter informa¸ c˜ oes bastante enviezadas [enviesadas],
a ponto de essas informa¸ c˜ oes n˜ao servirem para um processo de tomada de decis˜ oes¨,
Malvina Tuttman, reitora da Universidade F. do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), P´ ag. 85
O que pode acontecer com o pa´ ıs quando o ingresso no ensino superior ´ e mais por
informa¸ c~ oes enviesadas?
¨A anula¸ c˜ao da quest˜ao visou justamente a preservar a qualidade da avalia¸ c˜ao
e n˜ao o contr´ario. Qual ´e o crit´erio para cancelar um item? Quando ele n˜ao est´a
discriminando adequadamente o conhecimento dos estudantes, vocˆe n˜ao chega a
conclus˜ao nenhuma a partir da resposta¨. Fernando Haddad, P´ ag. 85 .
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 3
COMO UNIVERSIDADE P
´
UBLICA USA MATEM
´
ATICA PARA ALIJAR
INGRESSO DA REDE P
´
UBLICA
ASPECTOS DELIRANTES (DILACERANTES) DO ENSINO DA MATEM
´
ATICA NO BRASIL
ALGUMAS QUEST
˜
OES DE VESTIBULARES
UESPI/2010 29 - Qual o valor do seguinte limite lim
x→0

1 + 8x −1
x
?
A) 1, B) 2 C) 3 D) 4, E) 0
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
UESPI/2010 - 30 - para qual dos valores abaixo, a derivada da fun¸ c˜ ao dada por f(x) =
x
2
+ 1
x + 1
se anula?
A) −1 +

2 B) 1 −

2 C) 1, D) 2 E)

2
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
UESPI/2009 - 28 Qual o valor do limite lim
x→2
x
3
−8
x
2
+ x −6
A) 0 B) 1 C) 2 D) 12/5 E) 3
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Fisica.pdf, acesso jan/10
UESPI/2009 - 30. Admitindo que o valor m´ınimo da fun¸ c˜ ao f(x) = x+9/x, que tem como dom´ınio o conjunto
dos n´ umeros reais positivos, ocorre para x tal que f

(x) = 0, qual ´e este valor m´ınimo?
A) 2 B) 3 C) 4 D) 5 E) 6
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Fisica.pdf, acesso jan/10
UFS/2010 (UFES-10-PSS-3S)Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguinte:
0 0 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R −¦
π
2
+ k π, em que k ∈ Z¦ em R, definida por f(x) = tg (x),
ent˜ ao lim
x→
π
2
+
f(x) = +∞
1 1 - A figura abaixo apresenta um esbo¸ co gr´ afico da fun¸ c˜ ao f : R
+
−→R
+
, definida por f(x) =

x.
Observando a curva, conclui-se corretamente que lim
x→0
+
f(x) = 0.
2 2 - Calculando-se o valor do lim
x→−2
(x + 2)(2x + 3)
(1 −2x)(x + 2)
, obt´em-se −
1
5
3 3 - Se f ´e a fun¸ c˜ ao de R em R dada por f(x) =

x + 2, se x ≤ 0
2, se 0 < x < 3
−2x + 8, se x ≥ 3
.
Ent˜ ao lim
x→−1
f(x) + lim
x→1
f(x) + lim
x→4
f(x) = 3.
4 4 - Sejam fe g fun¸ c˜ oes de R em R, tais que f(x) = kx −2 e g(x) = 2x +5, em que k ´e uma constante real.
Se lim
x→1
[f(x) + g(x)] = lim
x→1
[f(x).g(x)], ent˜ ao k > 5.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2010/files/provas/pss2010 3serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2009 (UFES-09-PSS-3S) Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguinte:
0 0 - lim
t→1

t
3
+ 2t
2
−5t + 1
t
2
−1
= +∞. 1 1 - lim
x→−∞

x
2
−1
2
x
+ 9
=
1
9
. 2 2 - lim
t→+∞
2t
3
+ 9t
2
5t + 7
= +∞. [...]
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2009/files/provas/pss2009serie3.pdf, acesso fev/10
UFS/2008 - Quest˜ ao 08 - Use o polinˆ omio f = (a
2
−b
2
)x
4
+ (a −b)x
3
+ (a + b)x
2
+ (a −b)x + ab, em que a
e b s˜ ao coeficiente reais, para analisar a veracidade das afirma¸ c˜ oes abaixo:
[...]
4 4 - Considerando que a e b s˜ ao tais que a + b = 0, a.b = −4 e a > b, ent˜ ao se f(x) ´e o valor da fun¸ c˜ ao
polinomial associada a f, tem-se que lim
x→−1
f(x) = −4.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/resultado2008/Estatisticas/estat2008/Provas/Prova-PSS-3S.pdf,
acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 4
UFS/2007 (UFSE-07-PSS-3S) Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes abaixo:
[...]
1 1 - Se a fun¸ c˜ ao f, de R em R, ´e dada por f(t) =

t + 1, se t ≤ 1
2 −t, se t > 1
, ent˜ ao lim
t→1
f(t) = 2.
2 2 - lim
x→−1
x
2
+ 4x + 3
x + 1
= 2 3 3 - Se lim
z→−2
f(z) −1
z
3
= −3, ent˜ ao lim
z→−2
f(z) = 24.
4 4 - lim
t→+∞

1 −
log t
1 + 2
−t

= −∞
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2007/provas/Prova-3Serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2006/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguintes:
0 0 - Sejam x e x + 1, com x > 0, as respectivas abscissas dos pontos M e N que pertencem ao gr´ afico da
curva de equa¸ c˜ ao y =
1
x
. Se S(y) ´e a ´ area do triˆ angulo OMN, em que 0 ´e a origem do sistema cartesiano
ortogonal, ent˜ ao lim
y→0
S(y) = +∞.
1 1 - Seja A um ponto qualquer de abscissa x(x > 2), pertencente ao gr´ afico da curva de equa¸ c˜ ao y =
1
x
. Se
B(x : 0), C(2 : 2) e S(x) ´e a ´ area do triˆ angulo ABC, ent˜ ao lim
x→+∞
S(y) =
1
2
.
2 2 - Se lim
x→−3
f(x)
x
2
= 2, ent˜ ao lim
x→−3
f(x)
x
= −6
3 3 - Se f ´e a fun¸ c˜ ao de R em R, definida por f(x) =

3 −x, se x < 2
1 +
x
2
, se x ≥ 2
, ent˜ ao lim
x→2
f(x) = 2.
4 4 - Se lim
x→5
f(x) = 0 e lim
x→5
g(x) = −3, ent˜ ao lim
x→5
g(x)
f(x) −1
= −3
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2006/provas/Prova-PSS-3ano.pdf, acesso fev/10
UFS/2005/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguintes:
0 0 - lim
x→3
x
2
−5x + 6
x
2
−9
= 1. 1 1 - lim
x→2
+
3x
x −2
= +∞.
2 2 - lim
x→+∞

2x
3
−5x
2
+ x −1

= −∞ 3 3 - lim
x→
π
2
tg (x) = 0.
4 4 - Se lim
x→−1

x
4
−2x
3
+ mx
2
−5x + 1

= 4, o valor da constante real m ´e 5
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2005/provas/UFSE-PSS-2005-3a-Serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2004/(UNFSE-04-3S)3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as proposi¸ c˜ oes que seguem:
0 0 - O valor de lim
x→4
x −4

x − 2
´e 4.
1 1 - Se lim
x→2
(mx + t) = −3 e lim
x→−3
(tx + m) = 2, ent˜ ao m + t = −2
2 2 - O valor de lim
x→1
(3x −4)
201
´e 1. 3 3 - Calculando lim
x→π
secxx, obt´em-se 1.
4 4 - O valor de lim
x→+∞
x + 2
3x −4
´e
1
3
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2004/provas/prova32004.pdf , acesso fev/10
UFS/2003/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes abaixo:
0 0 - O valor de lim
x→
1
2

(4x
2
+ 1)(4x
2
−1)

´e um n´ umero negativo.
1 1 - Se f e g s˜ ao fun¸ c˜ oes definidas para todo real x, ent˜ ao lim
x→a
[f(x) −g(x)] = f(a) −g(a).
2 2 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R

em R dada por f(x) =
1
x
, ent˜ ao lim
x→+∞
f(x) = 0.
3 3 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R

em R dada por f(x) =
x
[x[
, ent˜ ao lim
x→0
f(x) = 1.
4 4 - Se x ∈] −
π
2
,
π
2
[, ent˜ ao lim
x→0
tg x = 0.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2003/provas/prova3s.pdf, acesso fev/10
¨Um dos casos ´e o da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, em que foi criado um programa espec´ıfico para ajudar os alunos
que precisam passar pela disciplina de c´alculo, um dos maiores gar-
galos da ´area de exatas.¨
N
´
UMERO DE VAGAS NAS FEDERAIS CRESCE 63% EM QUATRO ANOS, www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.
jsp?id=69325, P´ ag. 153
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 5
UFS/2002/(UFSE-PS-3A)3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as senten¸ cas seguintes:
0 0 - Calculando-se lim
x→2

(x
3
.(2x −1)

, obt´em-se 24.
1 1 - lim
x→
π
4

cos(x) + sen(x)

=
1
2
.
2 2 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao real dada por f(x) =
3x
2
−7x + 2
x −2
, para todo x ,= 2, ent˜ ao lim
x→2
f(x) = 5.
Aten¸ c˜ ao: para an´ alise das proposi¸ c˜ oes 3 3 e 4 4, considere a fun¸ c˜ ao f, de R em R, dada pelo gr´ afico seguinte:
3 3 - lim
x→0
f(x) = 2.
4 4 - lim
x→3
f(x) = 2.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2002/provas/Prova03ING.pdf, acesso fev/10
¨II - AC¸
˜
OES TERAP
ˆ
EUTICAS - As a¸ c˜ oes terapˆeuticas visam
atingir os alunos com mais de duas matr´ıculas na mesma disciplina
de C´alculo e buscam resgatar seu interesse pela disciplina e, por
meio de um contato pr´ oximo professor-aluno, proporcionar uma
oportunidade mais efetiva de supera¸ c˜ao das dificuldades.¨
AVALIAC¸
˜
AO INTERNA 2006, IM-UFRGS, www.ufrgs.br/sai/arquivos/Relatorios NAUs/Matematica/2006/2006%
20Relat%C3%B3rio%20NAU%20MATEM%C3%81TICA.doc, P´ ag. 153
ENEM FRACASSA E SOBRAM VAGAS NAS
UNIVERSIDADES
[ Gl´ oria Tupinamb´as, Estado de Minas, 05/03/2010]
Sem nenhuma surpresa. P´ ag. 160
¨O Minist´erio da Educa¸ c˜ao tamb´em liberou `a UFC mais R$ 6
milh˜ oes para 2011.¨
Quando o MEC pode ¨liberar¨ por ades~ ao ao enem. P´ ag. 167
¨Em 1968 o sistema universit´ario era extremamente limitado e
::::
no
::::::::::::::::
vestibular
::::::::::
havia
:::::::::
mais
:::::::::::
alunos
:::::::
que
::::::::::::::::
obtinham
:::
a
::::::::
nota
:::::::::::::
m´ınima
::::::
de
:::::::::::::::
aprova¸ c˜ao
:::::
do
:::::::
que
::::::::::
vagas
::::::::
para
::::::::::
serem
::::::::::::::::::::
preenchidas¨. Veloso, J. M. M. (Mat.
UFPa) no Blog da Profa. Edilza (Hist. UFPa)
Relativamente, hoje h´ a menos vaga no ensino superior p´ ublico e ainda sobram
por falta de nota. Os processos que alijam o ingresso da rede p´ ublica nas
universidades p´ ublicas relatados aqui foram desenvolvidos para fazer essa
revers~ ao macabra. P´ ag. 177
JO
˜
AO BATISTA DO NASCIMENTO
UFPA/ICEN - Fac. Mat., Mat. Siape: 1177947
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527,
www.cultura.ufpa.br/matematica/?pagina=jbn
Email: jbn@ufpa.br/joaobatistanascimento@yahoo.com.br
(SEM REVIS
˜
AO T
´
ECNICA, Abril/10)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 6
TESE ESPEC
´
IFICA
NOVO ENEM CORROBORA TUDO QUE NUNCA PRESTOU DOS
VESTIBULARES DAS UNIVERSIDADES P
´
UBLICA, APROFUNDA(-OS) E
CRIA OUTROS BARBARISMOS EDUCACIONAIS.
CONTE
´
UDO P´ ag.
INTRODUC¸
˜
AO 7
RECORTE 01 - NEM DISSIMULAR TENTA 8
RECORTE 02 - APENAS UM POUCO DO QUE EXALA DAS ENTRANHAS DE UNI-
VERSIDADE P
´
UBLICA
15
RECORTE 03 - ASSIM COMO OS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS, NOVO ENEM
TAMB
´
EM CONSTR
´
OI IGNOR
ˆ
ANCIA SOCIAL
18
RECORTE 04 - NOVO ENEM USA PEGADINHAS TANTO QUANTO OS VESTIBU-
LARES DAS P
´
UBLICAS.
24
RECORTE 05 - NOVO ENEM CONTRIBUI TANTO PARA ARRUINAR ENSINO M
´
EDIO
QUANTO OS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS.
28
RECORTE 06 - NOVO ENEM CORRIGE ERRO T
˜
AO ERRADAMENTE COMO SEMPRE
SE FAZ NOS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS
46
RECORTE 07 - MEC DISCURSA COMO DESEJASSE ALGO QUE PRESTE QUANDO
S
´
O MULTIPLICA VAZIO POR VAZIO.
49
RECORTE 08 - O MEC AGINDO COMO SE IMORALIDADE EDUCACIONAL N
˜
AO
TIVESSE QUALQUER LIMITE
55
RECORTE 09 - MAIS CATARSE DO BARBARISMO EDUCACIONAL OU QUANDO
NADA DE NOVO SE CRIA, TUDO SE COPIA, PLAGIA, ...
71
RECORTE 10 - BARBARISMO NORMAL(T)IZA DELINQ
¨
U
ˆ
ENCIA 86
RECORTE 11 - TODA BARB
´
ARIE QUE FOR CEVADA COM LENI
ˆ
ENCIA GANHA
STATUS INSTITUCIONAL
90
RECORTE 12 - BARBARIDADE INSTITUCIONALIZADA FRUTIFICA AT
´
E O
QUE ALIMENTA QUEM DIZ SER CONTRA
103
- O CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO-UFRJ(2010) 109
- O CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAU
´
I - UFPI 117
- O CASO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAU
´
I - UESPI 123
- CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS 127
- SUBCASO UFS/ITABAIANA 137
- SUBCASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR
´
A - 2010 145
- CONTINUAC¸
˜
AO NOVO ENEM: A DISPLIC
ˆ
ENCIA QUE TRANSPARECE FALTA DE
BOM SENSO
148
RECORTE 13 - C
´
ALCULO & REPROVAC¸
˜
AO & TECNOLOGIA 153
RECORTE 14 - QUEM PODE ACORDAR QUE FRACASSO RETUMBANTE
´
E
SUCESSO... DORME EM BERC¸ O ESPL
ˆ
ENDIDO
160
RECORTE 15 - UM BREVE E TERRIVELMENTE MACABRO HIST
´
ORICO DO IN-
GRESSO EM UNIVERSIDADE P
´
UBLICA
173
OS PRIM
´
ORDIOS DA TRAG
´
EDIA 173
UMA FOTO HIST
´
ORICA 176
UMA ENTREVISTA QUE RESUME TODA HIST
´
ORIA DESTA PESQUISA 177
DIGRESS
˜
OES 179
MINHAS NOTAS T
´
ECNICAS
1 - EQUAC¸
˜
AO DO 2
o
GRAU - P´ag.29
2 - AUTOVALOR E AUTOVETOR - P´ag. 73
3 - LEI DA TRICOTOMIA E ORDEM - P´ag.97
4 - FUNDAMENTOS DA TEORIA DE LIMITE E DERIVADA - P´ag. 103 - 105
5 - C
´
ALCULO DE LIMITE, LIMITE NO INFINITO, INFINITO E ALGUNS RESULTADOS,
P´ag. 119
6 - CONCAVIDADE DO GR
´
AFICO & DERIVADA SEGUNDA, P´ag. 120
7 - LIMITES LATERAIS, P´ag. 121
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APRESENTAC¸
˜
AO
¨Um dos adeptos carregava o tempo ´ unico, ent˜ ao, da religi˜ ao min´ uscula e nascente:
um orat´ orio tor¸ co, de cedro, encerrando a imagem de cristo.¨
Euclides da Cunha (20/01/1866- 15/08/1909), Os Sert˜ oes
Por volta de dezembro de 2008 come¸ cou os rumores que o Minist´erio de Educa¸ c˜ ao - MEC
estava propondo transferir o Exame Nacional do Ensino M´edio - Enem de agosto para outubro e
acrescentar conte´ udos espec´ıficos para que fosse usado como substituto dos vestibulares das uni-
versidades p´ ublicas. Pois, algumas universidades p´ ublicas usavam a nota do Enem como parte,
nenhuma como ´ unica. J´ a privada aceitava essa como ´ unica para ingresso atrav´es do ProUni/Fies,
programas de subs´ıdio e financiamento p´ ublico de curso superior. Um pouco da imensa falta de
qualidade das avalia¸ c˜ oes do Enem e da evolu¸ c˜ ao para este novo consta no Dossiˆe Vestibulares (Cen-
tro).
E, em contraposi¸ c˜ ao ao que indicavam dos vestibulares das universidades p´ ublicas, eivados
de truques, decorebas e pegadinhas, etc, a promessa do Ministro e assessores era do novo ENEM
ser com quesitos inteligentes, bem elaborados, etc. E realizou isso gastando milhares de reais com
m´ıdia e sem mostrar um ´ unico exemplo de quesito.
Acrescia ainda os temores ainda o fato do MEC n˜ ao apresentar nenhum corpo t´ecnico que
pudesse atrav´es do qual deixar transparecido ser poss´ıvel o prometido: um vestibular nacional e
abrangendo todo o conte´ udo do ensino m´edio. Entretanto, s´ o conseguir isso em matem´ atica
j´ a seria um desafio beirando o imposs´ıvel, como mostra o seguinte trecho de prova do vestibular da
Universidade de Bras´ılia/09:
¨Em matem´ atica, usa-se a ideia de n´ umero real para associar um valor a
uma grandeza do mundo real e ´e comum a utiliza¸ c˜ ao de outros s´ımbolos e
ideias para representar grandezas n˜ ao existentes, como ´e o caso do n´ umero
imagin´ ario i =

−1, ou do s´ımbolo ∞ para representar o infinito.¨ Fonte:
www.cespe.unb.br/vestibular/2VEST2009/arquivos/01 PARTE II GRANDE OTELLO.PDF, p´ ag. 15,
acesso jul/09
Pois, todo que reconhe¸ ca um pouco dos fundamentos matem´ aticos, e s´ o os sedimentados at´e
s´ec. XVII, entende que o afirmado comp˜ oe um barbarismo imposs´ıvel de coadunar-se com o fato
do Cespe/UnB s´ o contratar possuidores dos maiores diplomas, n˜ ao carecendo ser em Matem´ atica,
embora o mais prov´ avel ´e o feitor ter como se fosse desta. Para quem ´e leigo, no Dossiˆe Vestibulares
(Centro) mostro o n´ıvel deplor´ avel que h´ a nessa afirmativa , al´em de muitos outras do mesmo n´ıvel.
Sempre esteve certo de que em matem´ atica n˜ ao iria nada al´em dos piores vestibulares das
p´ ublicas quando o MEC garantia que faria dentro dos mesmos parˆ ametros dos vestibulares das
p´ ublicas e agregando o mesmo pessoal que trabalha com quesitos para pesquisas saeb/Prova Brasil
e Enceja. Pois, no Dossiˆe Saeb/Prova Brasil provo que nisso agregam e reproduzem todos os erros
e fatores que tornam dram´ atico o ensino da matem´ atica no Brasil; se algu´em quiser argumentar
que nenhum profissional sabedor do b´ asico da educa¸ c˜ ao envolver-se-ia num processo a¸ codado como
esse sempre foi, porquanto, n˜ ao havia mesmo como o MEC encontrar, agrade¸ co pelo que elogia a
minha pessoa.
E, depois de quase cinco meses de palavr´ orio vazio recheado de propaganda ´e que veio na
lembran¸ ca do MEC publicar um simulado, mas n˜ ao sem antes fornecer quesitos do seu banco de
itens a grupo privado para que esse fizesse e publicasse o ¨seu¨ simulado com trˆes meses de an-
tecedˆencia. Depois dessa barb´ arie educacional tudo o mais sempre foi poss´ıvel.
O que segue s˜ ao relatos desses fatos conjugados com diversos fatores historicamente inseri-
dos nos sistemas de vestibulares das universidades p´ ublicas e nas entranhas dessas. Os dossiˆes
vestibulares s˜ao as provas de como tais atuam para prejudicar o ingresso da rede
p´ ublica e promover ignorˆancia social, a qual facilita arredarem milh˜ oes atrav´es da
cobran¸ ca de taxa sem que transite pela conta p´ ublica, porquanto, sem nenhuma fis-
caliza¸ c˜ao factual.
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RECORTE 01 - NEM DISSIMULAR TENTA
¨Um pormenor doloroso completou essa encena¸ c˜ ao teatral.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
SIMULADO VEJA 15/04/09
http://veja.abril.com.br/150409/
popup enem.html
SIMULADO DO NOVO ENEM 30/07/09
http://public.inep.gov.br/enem/Enem2009 matematica.pdf
Em 31/07/09, enviei ` a assessoria do MEC, reda¸ c˜ ao da revista Veja e outros, e-mail relatando
o seguinte:
ASSUNTO: Simulado do enem pode ter plagiado quest˜ao do simulado da Veja
A quest˜ ao 02 da prova de matem´ atica do simulado do Enem /MEC pode ter sido plagiada de simulado j´ a
publicado em abril pela Veja em http://veja.abril.com.br/150409/popup enem.html. Se for original, quem
publicou na veja pode ter comprado desses www.abaquarconsultores.com.br/asp/consultor.asp, os quais
fazem parte de uma empresa que vende itens para escolas e pr´e-vestibulares fazerem at´e simulado do Enem.
S´ o simulado. O original ´e a pr´ opria empresa quem vai fazer segundo diz, blog Fovest, o seguinte: ¨EMPRESA
CANCELA SIMULADO SOBRE ENEM A Funrio e a consultoria educacional Abequar cancelaram o simulado
nacional que fariam sobre o Enem. A prova ocorreria em 8 de agosto. O cancelamento aconteceu porque a
Funrio integra o cons´ orcio vencedor da licita¸ c˜ ao respons´ avel pelo Enem. A empresa disse que reembolsar´ a os
candidatos que pagaram a taxa de R$ 30 do simulado.¨
Fonte: http://blogdofovest.folha.blog.uol.com.br/arch2009-07-19 2009-07-25.html#2009 07-22 22 24
43-136231542-0, acesso jul/09
Para um leitor mediano estavam postas, no m´ınimo, as seguintes d´ uvidas:
A) Ao MEC:
- O quesito foi copiado do simulado da Veja para o banco de itens do Enem? Quais s˜ ao todo
e de quais outros simulados que foram publicados tiveram tamb´em seus quesitos copiados para o
bando do enem?
- O quesito publicado pelo Grupo Abril j´ a era do bando do novo Enem? Sendo assim, como
explicar que o MEC mesmo que j´ a tivesse os quesitos s´ o tenha publicado o seu simulado s´ o trˆes
meses ap´ os esse? Como se justifica ceder para rede privada quesitos que custaram recursos p´ ublicos?
A quem mais o MEC cedeu quesitos e quais?
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B) Ao Grupo Abril:
- Se o MEC plagiou quesito de simulado do grupo, o qual deve ter tido custo, o Grupo Abril vez
alguma advertˆencia junto ao MEC?
- Se era do MEC, como justifica que o Grupo Abril recorra de bem p´ ublico para formatar simu-
lado que sempre esteve determinado ser para atender escolas que assinam suas revistas e programas
do grupo, porquanto, mais propensas ser da rede privada?
J´ a o que nem precisa de tanto era haver uma mistura indigesta entre p´ ublico e privado,
sendo esse o fator mais decisivo, declinarei depois como, na quest˜ ao do acesso ao ensino superior
p´ ublico no Brasil. Pois a tese principal provada em todos os Dossiˆes ´e: COMO UNIVERSI-
DADE P
´
UBLICA ATUA PREJUDICANDO O INGRESSO DO ALUNO DA REDE
P
´
UBLICA E FAVORECENDO O QUE PAGA PR
´
E-VESTIBULAR. O caso aqui foi
ampliado por uma resposta parcial que chegou:
De: Ricardo Gallo < ricardo.gallo@grupofolha.com.br >
Assunto: ENC: Simulado do enem pode ter plagiado quest˜ ao do simulado da Veja
Para: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Data: Sexta-feira, 31 de Julho de 2009,
Jo˜ ao, Foi o Inep que forneceu ` a Veja a quest˜ ao do simulado. O pr´ oprio ´ org˜ ao confirmou isso. A informa¸ c˜ ao
consta na reportagem da revista, na p´ agina 72 da edi¸ c˜ ao de 15/4.
Um abra¸ co, Ricardo Gallo Cotidiano/Fovest - Folha de S.Paulo ricardo.gallo@grupofolha.com.br 11 3224-7946/
11 9287-4787
Que tive conhecimento apenas do simulado da Veja que estava dispon´ıvel no seu site, ´e
fato. Portanto, n˜ ao sabia que o Grupo Abril pedira ao MEC, como continuo sem saber, 18/08/09,
quantos foram, quais s˜ ao todos; quais constaram no seu simulado; etc. E, em momento algum nada
do que foi dito acima imp˜ oe o Blog Folha explicar nada. Esse aparece apenas noticiando os fatos.
Mas j´ a que tomou tal iniciativa, respondi:
De: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Enviado: sexta-feira, 31 de julho de 2009
Para: Ricardo Gallo
Assunto: Informe do Inep s´ o piora
Ol´ a Ricardo
Essa informa¸ c˜ ao oficial s´ o piora, pois:
1) deixa claro que o Inep j´ a tinha, forneceu para empresa privada e sonegou a todos;
2) deixa claro que sempre teve condi¸ c˜ oes interna para fazer, portanto n˜ ao precisava contratar empresa.
Att. Prof. Jo˜ ao Batista
E a resposta que veio foi:
De: ricardo.gallo@grupofolha.com.br
Para: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Oi, professor Jo˜ ao,
Entendo o seu ponto de vista. Mas infelizmente n˜ ao posso ajud´ a-lo quanto a isso. Sugiro que envie um
e-mail para a assessoria do Inep (imprensa@inep.gov.br) e os questione a respeito. Um abra¸ co,
Ricardo
Com outras palavras, disse que conhe¸ co o b´ asico da ´etica p´ ublica, porquanto, c´ opia do e-
mail foi enviada ` a assessoria do ministro. Essa inform´ a-lo, e este por sua vez aos seus subordinados,
s´ o depende exclusivamente da forma como se processam as suas rela¸ c˜ oes. E s´ o posso supor que
sejam dentro do esperado entre funcion´ arios p´ ublicos tratando de fatos p´ ublicos. Inclusive podendo
considerar tudo irrelevante, pois quem faz n˜ ao tem poder que transcenda o de informar.
E o escandaloso se revela quando se diz que na pr´ opria reportagem j´a estava
dito que quesito havia sido cedido pelo Inep. Cadˆe os nossos Deputados e Senadores
que durante suas campanhas pol´ıticas nunca deixaram faltar promessa de que defen-
deriam educa¸ c˜ao p´ ublica? Cadˆe agora as tais comiss˜ oes de educa¸ c˜ao? Cadˆe o Minist´erio
P´ ublico Federal?
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E toda trag´edia nunca precisou juntar al´em de duas falas, tais como:
- O que diz o ministro e assessores das atuais provas de vestibulares das p´ ublicas
¨ Mesmo a pessoa mais bem preparada teme o vestibular nos moldes de hoje, por causa da pegadinha e do
’branco’ que d´ a¨, ressaltou o ministro. ¨A pessoa ficou menos inteligente porque deu branco? N˜ ao.
`
As vezes, a
exigˆencia da memoriza¸ c˜ ao ´e tamanha que o estado emocional do aluno acaba prejudicando seu desempenho.¨
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com content&view=article&id=12894&Itemid=86,
acesso jul/09
- E o que ´e consta na apresenta¸ c˜ ao do simulado do Novo Enem
Fonte: http://public.inep.gov.br/enem/Enem2009 matematica.pdf
Portanto, o MEC n˜ ao estava mudando nada em termos de avalia¸ c˜ ao, posto que, alinhara-se
aos mesmos que acusa fazer provas com decorebas, pegadinhas e truques. Al´em disso, na acusa¸ c˜ ao
que o ministro e t´ecnicos do Inep fazem das provas dos vestibulares das universidades p´ ublicas
esqueceram de dizer que na maioria das vezes h´ a quest˜ oes copiadas de anteriores, readapta¸ c˜ oes e
at´e pl´ agio uma das outras. Isso tudo ´e o que mais facilita pr´e-vestibular treinar no que ser´ a cobrado
na prova.
A novidade em tudo - pesquiso o tema h´ a mais de dez anos com o Inep sempre em um dos
focos - se deu pela presen¸ ca da empresa consultora Abaquar. Pois, Funrio ´e apenas uma dessas
funda¸ c˜ oes que quase todo centro de universidade p´ ublica disp˜ oe, cuja fun¸ c˜ ao maior tem sido servir
de conta banc´ aria, uma vez que essas est˜ ao livres de quase toda fiscaliza¸ c˜ ao.
Isto ´e, s˜ ao p´ ublicas para receber dinheiro p´ ublico, mas para prestar contas s˜ ao de direito
privado. A prova disto ´e o seguinte:
COMISS
˜
AO DE EDUCAC¸
˜
AO E CULTURA VOTOU 82 PROPOSTAS NO PRIMEIRO
SEMESTRE DE 2009
O Globo com informa¸ c˜ oes da Agˆencia Brasil, 27/07/09
RIO - A Comiss˜ ao de Educa¸ c˜ ao e Cultura votou 82 proposi¸ c˜ oes no primeiro semestre deste ano. Deste total,
55 foram aprovadas e 27, rejeitadas. Ao todo foram realizadas 15 reuni˜ oes ordin´ arias, 6 audiˆencias p´ ublicas e
2 semin´ arios. Entre as propostas aprovados est˜ ao:
- substitutivo ao Projeto de Lei 2246/07, para proibir o uso de telefones celulares por alunos e professores nas
salas de aulas das escolas de educa¸ c˜ ao b´ asica de todo o Pa´ıs;
- substitutivo aos projetos de lei 3044/08 e 4536/08, para tornar obrigat´ oria a instala¸ c˜ ao de bibliotecas em
todas as escolas p´ ublicas de educa¸ c˜ ao b´ asica com bibliotec´ arios com forma¸ c˜ ao de n´ıvel superior; e
- substitutivo aos projetos de lei 3259/08 e 3283/08, para obrigar as funda¸ c˜ oes de apoio de
institui¸ c˜ oes federais de ensino superior e de pesquisa cient´ıfica e tecnol´ ogica a prestarem con-
tas aos ´ org˜aos de controle do Executivo, como o Tribunal de Contas da Uni˜ao (TCU) e a
Controladoria-Geral da Uni˜ao (CGU).[...]
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/07/27/comissao-de-educacao-cultura-votou-82-
propostas-no-primeiro-semestre-de-2009-756989618.asp, acesso jul/09
Isso ainda n˜ ao ´e lei, s´ o foi aprovado numa comiss˜ ao. Lembrando que mesmo isso ser obri-
gat´ orio a todos os ´ org˜ aos p´ ublicos pouco tem contribu´ıdo para que o Brasil deixe de ter um dos
´ındices de corrup¸ c˜ ao mais alto do mundo. Acresce que a universidade a qual pertence Funrio, Uni-
versidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), nem sequer tem curso de gradua¸ c˜ ao em
mat´erias b´ asicas, como acontece com matem´ atica [nota: em 2010, na chamada de espera Sisu/Unirio,
aparece curso de matem´ atica noturno, www.uniriotec.br/ dme/infgerais.htm, cujo corpo docente,
www.uniriotec.br/ dme/corpodoc2.htm, (acessos mar¸ c/10) consta ser de apenas 7 pessoas, sendo
que nem todos tem forma¸ c˜ ao espec´ıfica em matem´ atica].
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Sendo que essa ´e uma das maiores necessidade deste ¨Novo¨ Enem, segundo diz o MEC na
seguinte not´ıcia:
MATEM
´
ATICA VAI TER PESO MAIOR NO NOVO ENEM
28/07/2009 - Uma m´ a not´ıcia para quem n˜ ao gosta de fazer conta: um quarto das quest˜ oes objetivas do novo
Enem ser˜ ao especificamente de matem´ atica. Isso porque a mat´eria ´e a ´ unica a integrar sozinha uma das quatro
grandes ´ areas em que a prova est´ a dividida. Assim, ao menos 45 das 180 perguntas do Enem ser˜ ao apenas de
matem´ atica –a mat´eria, portanto, ser´ a a de maior peso na prova. [...]
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u601463.shtml, acesso jul/09
O relevante nesse caso funda¸ c˜ oes ´e saber quase nada disto se inclui diretamente na clas-
sifica¸ c˜ ao de ¨heran¸ ca maldita da ditadura¨, posto que, as leis criadoras de tais funda¸ c˜ oes s˜ ao
posteriores. Que os criadores tinham o esp´ırito fundamental dessa, atribuo isso at´e por haver nisso
reitor que foi nomeado no tempo da ditadura, sem concurso e apenas tendo que ser aprovado numa
esp´ecie de ¨entrevista¨ com general, da qual n˜ ao h´ a registro oficial nem sequer do ocorrido, quando
menos do que combinaram.
O que sempre foi verdade da hist´ oria da universidade p´ ublica, e que qualquer referˆencia
ainda hoje ´e capaz de provocar rea¸ c˜ oes das mais violentas, ´e que a mesma ditadura que perseguiu
e demitiu docente ao ponto e colocar at´e a UnB em risco, portanto, afixou todas, n˜ ao nomearia
facilmente quem n˜ ao fosse checado com todo cuidado. Como ainda estava em condi¸ c˜ oes de pedi
e autorizar alguns se fingir ser de esquerda para atrair quem tivesse alguma tendˆencia; ditadura
nem h´ a sem o controle dos opositores atuais; precisa neutraliz´ a-los ao m´ aximo no nascedouro e
desenvolver mentalidades que futuramente n˜ ao agir˜ ao melhor do que esta mesma faria.
E nem mesmo as cˆ andidas promessas de que tal Enem melhoria o quantitativo dos ingres-
santes da rede p´ ublica - a qual era in´ ocua por n˜ ao delinearem no quanto amarrariam os da rede
privada durante a prova -, resistiram ao costume mais comum no uso dos vestibulares das p´ ublicas:
fazer terrorismo com os estudantes, e com a mesma mat´eria, matem´ atica. Posto, essa se insere
diretamente em mais duas: F´ısica e Qu´ımica e indiretamente pode ser imersa em toda. Entretanto,
tal disparate dos pesos das mat´erias, al´em de ser um crime avaliativo, tem conseq¨ uˆencias nefas-
tas de f´ acil verifica¸ c˜ ao. Posto que, h´ a ingressante em curso superior, como o de licenciatura em
matem´ atica da UFPA, cuja nota determinante do ingresso foi em Geografia, por exemplo.
Assim como, voltando ao espec´ıfico, n˜ ao tive nenhum espanto ao acessar o site da consultoria
Abaquar, j´ a que constava no blog Fovest que tal empresa estava aplicando um simulado nacional,
avistar um banner em letras garrafais: ¨VAMOS ABRIR A CAIXA-PRETA DO NOVO
ENEM¨. Que quase nada dentro do MEC deixa de acontecer dentro disto, j´ a sabia. O suspense
estava em quais chaves essa teria capaz de um feito t˜ ao espetacular. Pois, nem o Minist´erio P´ ublico
Federal conseguiu chegar perto de algumas dessas, at´e esta data 18/03/09, como provo nos Dossiˆe
Saeb/Prova Brasil e Livro Did´ aticos.
Vejamos uma caixa-preta que esses da Abaquar formam um fator.
- Consta no site da empresa
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Note que n˜ ao tem data, valores que amealharam dos recursos p´ ublicos, as provas que
aplicaram e nem quais foram os resultados. Que dinheiro p´ ublico depois que cai em conta pri-
vada deixa de ser p´ ublico, ´e princ´ıpio da cova rasa da jurisprudˆencia n˜ ao s´ o do Brasil, mas de todos
os cantos da terra em que corrup¸ c˜ ao ´e um bom neg´ ocio. Por isso, enviei o seguinte e-mail para
secretaria de educa¸ c˜ ao do Acre:
C´ opia de: AVALIACRE, Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
De: Portal SEE < informatica.educacao@ac.gov.br >
Para:joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Esta ´e uma c´ opia da mensagem por si enviada para Contato Geral da SEE via SECRETARIA DE ESTADO
DE EDUCAC¸
˜
AO - ACRE Este ´e um e-mail de pedido de informa¸ c˜ oes via http://www.see.ac.gov.br/portal de
Prof. Jo˜ ao Batista do Nascimento < joaobatistanascimento@yahoo.com.br >
Sou docente p´ ublico federal e fa¸ co pesquisa em educa¸ c˜ ao. No site da Abaquar Consultores consta: ¨A
Abaquar Consultores acaba de divulgar mais uma bem sucedida avalia¸ c˜ ao em larga escala: a AVALIACRE,
realizada com o universo dos alunos de ensino fundamental e m´edio do estado do Acre. Parab´ens a toda a
equipe de coordenadores, supervisores e aplicadores. ¨
Como tentei encontrar sem sucesso, gostaria de ajuda para localizar o link na p´ agina de vocˆes onde est˜ ao
as provas que foram aplicadas e os dados estat´ısticos dessa avalia¸ c˜ ao.
E a resposta foi a mais ´ obvia em tais casos:
Avaliacre Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
De: comunicacao.educacao@ac.gov.br
para: joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Cara Jo˜ ao Batista,
O acesso ` as provas, que foram realizadas no ano passado e o resultado das avalia¸ c˜ oes s˜ ao restritos ` a escola
e ` a Secretaria de Educa¸ c˜ ao sendo assim n˜ ao h´ a como disponibiliz´ a-la.
Preciso dizer que no site da secretaria n˜ ao consta quantos milh˜ oes de reais gastaram com tudo
e nem como foi tal concorrˆencia? S´ o posso dizer que desconhe¸ co qualquer uma dessa que tenha tido
custo total abaixo de R$ 2 milh˜ oes. E provado fica que, j´ a que sabe produzir, deve saber como se abre
caixa-preta. Logo, s´ o restou apenas um pouco de suspense como conseguiriam isso. O qual foi dissi-
pado ao apertar o link ¨consultores¨ dessa. Pois, no endere¸ co www.abaquarconsultores.com.br/asp/
consultor.asp, acesso jul/09, apareceu uma seq¨ uˆencia de curr´ıculos constando que a maioria j´ a tra-
balhou ou trabalham em a¸ c˜ oes deste tipo para o MEC. Basta aqui s´ o trecho de um desses:
EDDA CURI - Mestre e Doutora em Educa¸ c˜ ao Matem´ atica pela Pontif´ıcia Universidade Cat´ olica de S˜ ao
Paulo. Bacharel e Licenciada em Matem´ atica pela Pontif´ıcia Universidade Cat´ olica de S˜ ao Paulo. Foi pare-
cerista cr´ıtica sobre a Matriz de Referˆencia do SAEB 2000. Tem participado das Oficinas para elabora¸ c˜ ao de
Itens para Professores do Estado do Cear´ a, como capacitadora e revisora de itens, desde 2000. Coordenou a
Revis˜ ao das Matrizes para o Sistema Permanente de Avalia¸ c˜ ao da Educa¸ c˜ ao do Estado do Cear´ a (SPAECE)
para a 4
a
s´erie do Ensino Fundamental, na ´ area de Matem´ atica, no ano de 2005. Elaborou a Tabela de De-
scritores do ENCCEJA/2006, na ´ area de Matem´ atica, Ensino Fundamental. Coordenou a elabora¸ c˜ ao de itens
do ENCCEJA 2006 para a ´ area de Matem´ atica, Ensino Fundamental. Atualmente, coordena a elabora¸ c˜ ao de
itens para o Banco Nacional de Itens do SAEB, na ´ area de Matem´ atica, para a 4
a
s´erie do Ensino Fundamental.
O conjunto de consultores ´e uma chave milagrosa capaz de abrir tudo que j´ a aconteceu
dentro do Inep em termos de avalia¸ c˜ ao. Pois, s˜ ao os feitores da maior parte de todas j´ a realizadas.
Seriam eles os leg´ıtimos donos das quest˜ oes? O pago pelo Inep nisso seria coisa t˜ ao insignificante
que n˜ ao torna esses bens p´ ublicos? Sendo esses os leg´ıtimos donos do que consta no banco do Inep,
n˜ ao teriam direito de acess´ a-los quando quiser e na hora que achar conveniente? Seria por isso que
o Inep n˜ ao publica todos, mas apenas alguns para efeito demonstrativo? Pois, um dos procedimen-
tos que fiz junto ao MPD-DF foi pelo fato do Inep n˜ ao publicar logo ap´ os aplica¸ c˜ oes as provas
Saeb/Prova Brasil, bem como indicativo de como acha ser leg´ıtimo resolver cada quesito.
Vamos agora, agosto/09, em dois portais, Inep e dessa Empresa, para mostrar que na p´ agina
do Inep h´ a somente gabaritos das prova Enceja e nada de prova. Enquanto a empresa at´e faz um
¨bem¨ p´ ublico disponibilizando-as todas no link BANCO DE ITENS P
´
UBLICOS.
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Do Inep Da empresa
Para quem pensa que o Inep publica as
provas Saeb e Brasil nesse endere¸ co
Veja que o pr´ oprio Inep reconhece que
s˜ ao apenas alguns exemplos e n˜ ao todas. E
mesmo que s´ o isso, n˜ ao publicou logo ap´ os o
t´ermino das provas, apenas depois de v´ arios
meses quando quase ningu´em nem sequer
lembrava.
´
E poss´ıvel fazer educa¸ c˜ ao quando
esquecimento ´e um bem t˜ ao valioso que at´e
a¸ c˜ oes do MEC prescindam disto como manto?
Ficamos assim: se um docente p´ ublico
acessar a p´agina do MEC procurando
por todos esses itens para estud´a-los e
orientar a¸ c˜ oes, s´ o vai encontrar algu-
mas migalhas e em documentos escassos.
Caso descubra o site dessa empresa ter´a
em alguns casos todos e ainda poder´a
comprar outros in´editos.
´
E hist´ oria desse
tipo de beleza que faz a nossa a educa¸ c˜ ao
p´ ublica ser essa imensa trag´edia que sempre foi.
E digo sempre: n˜ ao tenho nada contra empresa
privada, mas contra misturar coisa p´ ublica com
privada atrav´es de um n´ o que nem mesmo o Ju-
dici´ ario disp˜ oe de meios para desat´ a-lo.
Ante esse tipo de situa¸ c˜ ao fica muit´ıssimo f´ acil vender milh˜ oes de exemplares de revista, e
ainda convencer secretarias de educa¸ c˜ ao da rede p´ ublica gastar milhares de reais com assinatura,
s´ o prometendo abrir tais caixas-pretas feitas com recursos p´ ublicos.
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Esperar algo de moralidade p´ ublica num pa´ıs onde se publica revista para forma¸ c˜ ao docente
conciliando pol´ıticas p´ ublicas com caixa-preta, vai muito al´em de querer milagre. Em tal caso, ainda
fica poss´ıvel ganhar muito mais vendendo outra revista apregoando que dinheiro p´ ublico ´e para ser
gasto apenas no proveito do povo e n˜ ao de uma casta de privilegiados.
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RECORTE 02 - APENAS UM POUCO DO QUE EXALA DAS ENTRANHAS
DE UNIVERSIDADE P
´
UBLICA
¨Assim, antes da vinda do Conselheiro, j´ a o lugarejo obscuro - e o seu nome claramente se
explica - tinha, como a maioria dos que jazem desconhecidos pelos nossos sert˜ oes, muitos germes
da desordem e do crime.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Preciso reproduzir pequenos trechos de alguns artigos, recomendo leitura completa, para
responder trˆes indaga¸ c˜ oes que chegam:
1 - Por que um docente de universidade p´ ublica teria alguma coisa haver com o
que acontece ou deixa de acontecer no ensino b´asico?
¨A busca de resposta aos complexos problemas sociais exige, muitas vezes, a inser¸ c˜ao da
universidade na ordem pr´atica, por demandar inova¸ c˜ao e tecnologia que s´ o s˜ao alcan¸ c´aveis com
a produ¸ c˜ao cient´ıfica que ocorre principalmente nas universidades¨.
UNIVERSIDADE - FINALIDADE CONTRA FORMALIDADE, Sueli G. Dallari, Chester L. Cesar, Jorge
Mancini Filho e Jo˜ ao Grandino Rodas
Fonte: www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090729/not imp409992,0.php, acesso ag/09
2 - Por que poucas horas com uma simples provinha para o ingresso no ensino
superior precisaria de alguma seriedade?
QUEST
˜
AO DO VEST. UNESP/09.2
Fonte: www.vunesp.com.br/vestibulares/
vnsp0901/provacg.pdf, acesso jul/09
NOT
´
ICIA QUE ENVERGONHOU O BRASIL
PELO MUNDO TODO.
AP
´
OS ESC
ˆ
ANDALO, BRASILEIROS ES-
PERAM BLITZ ANTIDOPING EM BERLIM
JOS
´
E EDUARDO MARTINS, Folha de S.Paulo,
09/08/2009 - Uma nuvem negra paira sobre a del-
ega¸ c˜ ao brasileira de atletismo que disputar´ a o Mundial
de Berlim a partir do dia 15. Ap´ os o estouro do maior
escˆ andalo de doping da hist´ oria do pa´ıs, com sete casos
revelados em apenas uma semana, a rotina dos atletas
que j´ a est˜ ao na Alemanha mudou [...]
Na vers˜ ao de Jayme, os atletas pensavam que as
inje¸ c˜ oes eram de amino´ acidos. O treinador e o assistente
Inaldo Sena tamb´em afirmaram ter recebido orienta¸ c˜ ao
e a substˆ ancia de Pedro Balikian, fisiologista da univer-
sidade Unesp.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/
esporte/ult92u606970.shtml, acesso ago/09
Portanto, Educa¸ c˜ao diz n˜ao ser coincidˆencia a mesma universidade que exigiu
do candidato pensar como esc´ oria social, tipo fraudador de combust´ıvel, no ingresso,
ter no seu interior protagonista de um dos piores casos de doping esportivo da hist´ oria.
3 - Por que os vestibulares das universidades p´ ublicas seriam eivados de decorebas,
truques, pegadinhas, e at´e com muitos erros, e quase n˜ao se ouve ningu´em falar nada
disto?
¨INFELIZMENTE A GRADUAC¸
˜
AO N
˜
AO D
´
A MUITA ATENC¸
˜
AO A
QUEST
˜
OES
´
ETICAS¨
CLAUDIA WERNER, Professora do um Laborat´ orio de Realidade Virtual/COPPE,
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/08/04/o-curso-de-engenharia-de-sistemas-
possibilita-um-leque-infinito-de-oportunidades-diz-claudia-werner-coordenadora-do-lab-3d-da-
coope-757098491.asp, aceso ag/09
´
E sabido que a pureza divinal dispense tudo da educa¸ c˜ ao, mas isso n˜ ao quer dizer ser poss´ıvel
fazer educa¸ c˜ ao quando pesquisa simpl´ oria com algo que deveria ser relevante para toda escola do
pa´ıs se depara com pergunta que apenas ´ org˜ ao da estrutura judici´ aria poder´ a respondˆe-la e, por-
tanto, fora do alcance de quem, como no meu caso, apenas trabalha com educa¸ c˜ ao; n˜ ao esque¸ ca que
tribunal n˜ ao deixa de ser um meio de apontar um pouco da civilidade que o educacional deve lustrar.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 16
Entretanto, mesmo isso fica quase imposs´ıvel ante o poder avassalador que tais disp˜ oem
quando calam jornalistas e envolvem alguns desses nos fatos, como faz o Sistema Abril. Avalie
ent˜ ao o quanto esses disp˜ oem por dentro das instˆ ancias do MEC, como universidade p´ ublica, para
perseguir qualquer um que se oponha aos seus m´etodos. Basta lembrar que o MEC prometeu al-
guns milh˜ oes de reais ` as universidades p´ ublicas que apoiassem o processo. E, para quem acha haver
exagero, leia (g.n):
CAMPANHA SALARIAL/09 ANDES, Circular n
o
062/09, Bras´ılia, 7/04/2009,
T´ opico 4 - e) REVERS
˜
AO DA CRESCENTE CRIMINALIZAC¸
˜
AO DO DIREITO DE DIVER-
GIR, BEM COMO COMBATE
`
A PERSEGUIC¸
˜
AO
`
AQUELES QUE LUTAM EM DEFESA
DA UNIVERSIDADE P
´
UBLICA;
f ) COMBATE AO ASS
´
EDIO MORAL DENUNCIANDO-O AO MINIST
´
ERIO P
´
UBLICO E
AS DELEGACIAS DO TRABALHO COMO CAUSA CRESCENTE DE DOENC¸ AS F
´
ISICAS
E PS
´
IQUICAS DOS DOCENTES; Fonte: www.andes.org.br/pauta.doc, aceso ag/09
N˜ ao ´e um absurdo que depois de trinta anos da dita redemocratiza¸ c˜ ao isso seja ponto de
pauta da educa¸ c˜ ao? Pois, se fosse de uma representa¸ c˜ ao setorial de universidade p´ ublica n˜ ao deixaria
que fosse calamitoso. N˜ ao encontrando na universidade p´ ublica respeito aos direitos humanos mais
elementares, esperar haver em qualquer outro setor p´ ublico ´e incoerente, pois os cargos decis´ orios
nesses est˜ ao mais nas m˜ aos de formados por essas. E nossa pesquisa n˜ ao mostra que desrespeito
aos direitos humanos dentro da universidade p´ ublica tenha sido alguma vez menor, foi e sempre
existiu de forma velada.
Afinal, quem pode fazer alguma coisa
quando ´e poss´ıvel ser chantageado de
ser obrigado fazer exame de sanidade
mental em setor psiqui´ atrico mantido pela
c´ upula? Obviamente ´e tudo sub-rept´ıcio,
transita por meios e processos asquerosos
e nojentos, ficando dif´ıcil qualquer pessoa
acreditar. Entretanto, sempre foi t˜ ao
comum que nem um mˆes depois dentro da
universidade p´ ublica senti haver docente
sendo chantageado. E soube disto da
forma mais simples: na sala de aula o
docente ´e justo, coloca os conte´ udos
coerentemente, tem processo de avalia¸ c˜ ao
claro e deixa espa¸ co para ouvir e ser
ouvido.
Entretanto, nos corredores havia quem
defendesse ser pedido o seu exame de
sanidade mental por haver sido contra pro-
posta, em reuni˜ ao departamental. Isso fi-
cava patente mais ainda pelo mesmo elo-
giar efusivamente quem votara a favor,
mas era, em termos de docˆencia, uma
nulidade. E quem escuta tais coisas pe-
los corredores de universidade p´ ublica,
cegado pelo desespero de ter um papel
chamado diploma, acha que tudo ´e brin-
cadeira. Leia ent˜ ao o ocorrido como con-
seq¨ uˆencia de vota¸ c˜ ao do departamento de
matem´ atica da Universidade Federal do
Par´ a, sem um voto contra, apenas abs-
ten¸ c˜ ao de minha parte e de docente sub-
stituto.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 17
Qual foi o torvo crime cometido? Ainda explanarei mais detalhes, mas j´ a ´e bastante ´ obvio:
questionar quesito matematicamente errado em prova de vestibular. O fato ´e que todos os demais,
Centro de Exatas, Pr´ o-reitoria de Gradua¸ c˜ ao, Reitoria, MEC, MPF-Pa, etc., assistiram tudo calado.
E trˆes membros do servi¸ co m´edico da UFPA assinam, mas nunca vi um desses, at´e hoje, 27/11/09,
o que mostra o poder avassalador que o chefe exerce. E n˜ ao esque¸ ca que sou docente. Imagine o
que significa funcion´ ario saber que a sua chefia tem poder de requisitar o seu na hora que quiser.
Quanto a ser o estudante a maior v´ıtima de toda essa violˆencia imersa no ensino superior,
n˜ ao h´ a d´ uvida. Entretanto, o de licenciatura, como at´e j´ a ouvi v´ arios dizer, geralmente se faz de
indiferente a tudo por um dado adicional: teria como ¨descontar¨ tudo atrav´es da sua futura a¸ c˜ ao
docente. Ou seja, forma-se um ciclo completo de violˆencia por dentro do educacional. Um caso ´e o
seguinte:
PROFESSOR ACUSADO DE CONSTRANGIMENTO
O Liberal, Atualidades, Bel´em 26/08/ 2009 - O pai de uma aluna da escola de Teatro e Dan¸ ca da Uni-
versidade Federal do Par´a (ETDUFPA) acusa professores de suposto corporativismo praticado
contra a filha. A estudante foi reprovada em todas as disciplinas cursadas no semestre passado,
quando teve um desentendimento com um dos docentes em sala de aula, que est´a afastado do
cargo desde ent˜ao. B´arbara Castilho de Lima, e o pai, Mauro Santos, que tamb´em ´e professor
da UFPA, cobram da institui¸ c˜ao medidas exemplares para o caso.
A den´ uncia e o pedido de providˆencias foram protocolados na Pr´ o-Reitoria de Administra¸ c˜ ao (Proad) em
maio deste ano, quando houve o problema em sala de aula. A situa¸ c˜ ao tamb´em foi denunciada ` a Pol´ıcia,
gerando um boletim de ocorrˆencia para investiga¸ c˜ oes e, possivelmente, futuros procedimentos judiciais. A estu-
dante acusa o professor de t´ecnicas corporais da ETDUFPA, Ces´ ario Pimentel, ` a ´epoca coordenador do curso,
de expuls´ a-la da sala, expondo-a a vexame. A aluna disse que o professor ordenou que ela sa´ısse da sala, depois
jogou a bolsa da aluna para fora, dizendo que n˜ ao a queria mais em suas aulas.
O motivo seria a decis˜ao dela de sair da aula, numa outra vez, antes do t´ermino. ’Aquela
’Z´e Ruela’ pensa que ´e quem...’, teria dito Pimentel `a turma ao expulsar B´arbara da aula. ’Eu
disse que, segundo o Estatuto da Universidade, um professor n˜ ao tem o direito de retirar um aluno da sala
a n˜ ao ser que ele tenha cometido uma falta grave, o que n˜ ao era o caso. O professor respondeu, de novo,
descontroladamente, que eu tamb´em era uma ¨Z´e Ruela¨, conta o pai de B´ arbara. Segundo ele, as professoras
Ana Karine Jansen de Amorim e Lia Braga Vieira presenciaram a humilha¸ c˜ ao.
Fonte: www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?codigo=431002& modulo=247#, aceso
ag/09
Note que a raiz de tudo ´e o desrespeito por parte do docente do direito mais elementar da
estudante, de ir e vir. Porquanto, a concep¸ c˜ ao que este tem do estudante n˜ ao difere em nada do que
acontecia nas escolas pitag´ oricas, quando uma vez dentro da escola findava toda liberdade. E toda
violˆencia n˜ ao deixa de refletir pelo o avaliativo, reconfirmando que o ato de avaliar condensa tudo
do educacional. Porquanto, ´e espelho do que for valioso e do tr´ agico. E lamento que na reportagem
foi omitida a ´ area do pai da aluna. Pois, a existˆencia de homˆ onimo nunca ´e desprez´ıvel em pesquisa.
Veja se n˜ ao exala esc´ arnio puro essa submanchete de artigo publicado em jornal da UFPa
ENSINO M
´
EDIO: ADESTRAMENTO PARA O VESTIBULAR
www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php?option=com content&view=article&id=827:falta-dialogo-
e-sobram-punicoes&catid=87:edicao-76--outubro&Itemid=18 out/09
Pois, o que acontece no Ensino M´edio ´e fruto, pode ser podre, mas ´e, da forma¸ c˜ ao propor-
cionada e do que ´e preciso ser feito para ingressar no ensino superior. Porquanto, tal adestramento
come¸ cou na forma¸ c˜ ao e at´e prova em contr´ ario a UFPA ´e a maior referˆencia nisso em todo norte.
Assim como, cada qual congˆenere ´e respons´ avel maior no seu Estado.
Assim, em cada lado de toda folha da prova do ingresso ao ensino superior, no que interessa
de fato, universidade p´ ublica, est˜ ao recheadas de duas grande trag´edias, separadas apenas para
efeito did´ atico: Uma vindo diretamente do sistema b´ asico, cuja responsabilidade maior por isso ´e
a universidade p´ ublica, e outra dos processos internos da universidade. Essas est˜ ao misturadas ao
ponto de n˜ ao ser poss´ıvel fazer uma distin¸ c˜ ao sem estudo aprofundado. O que pouca interessa, posto
que, isso ajuda a todo se passar por inocente, com exce¸ c˜ ao do candidato. O que segue ´e apenas um
refor¸ co na tese central da pesquisa, fazendo inser¸ c˜ oes mais direta com o Dossiˆe Vestibulares/Centro.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 18
RECORTE 03 - ASSIM COMO OS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS
NOVO ENEM TAMB
´
EM CONSTR
´
OI IGNOR
ˆ
ANCIA SOCIAL
¨Convergiram-lhe em cima os golpes, e ele tombou, retalhado a foi¸ cadas,
junto dos canh˜ oes que n˜ ao abandona.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Os sistemas de vestibulares das universidades p´ ublicas disseminam ignorˆ ancia social quando
ap´ os prova n˜ ao exp˜ oem os fundamentos, conjugando isso com outros fatores internos e sociais, tor-
nando poss´ıvel ganharem mais f´ acil a taxa do candidato. E com um adendo terr´ıvel: agem para
que fique mais prov´avel reprovado delinear ser o ´ unico culpado.
´
E isso que fazem quando
colocam quest˜ oes que usam t´ecnicas e conceitos que n˜ ao constam em qualquer livro did´ atico com-
prado pelo MEC e at´e mesmo em nenhum do ensino m´edio dispon´ıvel no mercado brasileiro, como
mostro em todos os Dossiˆes.
Acontece que essa libera¸ c˜ ao devia ter por objetivo primordial construir mais uma chance de
todo que ainda desconhece aprender. Por falta disto, os mais prejudicados s˜ ao os alunos da rede
p´ ublica, posto que, o n˜ ao saber na prova ´e um preju´ızo que ser´ a acumulado por n˜ ao ter ningu´em com
obriga¸ c˜ ao de explic´ a-lo. Isto ´e, n˜ ao soube na prova e depois tende continuar ficar sabendo menos
ainda. Porquanto, passivo de todo tipo de explora¸ c˜ ao. Isto facilita o sistema repetir quest˜ oes, s´ o
readaptar e at´e plagiar.
J´ a quem paga pr´e-vestibular tem ¨aulas¨ de resolu¸ c˜ oes logo ap´ os prova, atrav´es das quais
fica mais ¨esperto¨, e ainda pode aprender mais truques, decorebas e pegadinhas. Ou seja, mesmo
se for reprovado ganhar´ a mais musculatura para o pr´ oximo. E quem diz que isso n˜ao agrega
quase nada s˜ao dados de desempenho acadˆemico dos cotistas. Em todos os casos, seja
que nome tenha o processo de ajuda ao educando da rede p´ ublica, n˜ao existe nenhum
mostrando desempenho desses inferior ao demais. Que outros fatores explicam o fato dos
sistemas de vestibulares das p´ ublicas sempre tenha dito que tais eram inqualific´ aveis para ingressar?
Um dos casos menos danoso registrado na pesquisa ´e o da Unicamp, a qual publica resolu¸ c˜ oes
e n˜ ao seguida da prova, mas apenas depois que faz ajuste pelas demandas dos pr´e-vestibulares, como
registro no Dossiˆe Sudeste. Na UFPA, houve um tal de Bate-Papo do Vestibular, encontro que
ocorria ap´ os prova do vestibular entre a banca corretora e docentes do pr´e-vestibulares, e que
era uma forma de harmonizar resolu¸ c˜ oes. Obviamente contr´ ario ao interesse do educando da rede
p´ ublica e que descambou para o ¨bate-bate¨ literalmente, at´e ser extinto. O mais comum ´e publi-
carem apenas provas e o caso mais escatol´ ogico registrado ´e o do sistema da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (Dossiˆe centro), que n˜ ao publica nem as provas e quando pedi via e-mail
foram solenemente sonegadas.
E o mais grave ´e que essa libera¸ c˜ao de fundamentos tem valor educacional quase
´ unico se for logo ap´ os o t´ermino da prova para aproveitar o m´aximo da curiosidade.
Bem como, ante a resolu¸ c˜ao da banca, a qual s´ o pode ser a melhor que sabia, fica
poss´ıvel sabermos se algum candidato fez melhor e/ou original. E nada disso aconte-
cer no mundo escolar brasileiro tem uma raz˜ao simples: o formador dos docentes age
como se atender o direito mais elementar de quem foi obrigado responder, saber quais
s˜ao os seus fundamentos que o faz indicar o que sup˜ oe correto, fosse coisa da pr´atica
dos imprest´aveis.
Esclare¸ co que a pesquisa tem por marco hist´ orico 1999. No vestibular da UFPA, no qual,
al´em de outras coisas erradas, uma quest˜ ao que seria de matem´ atica pedia ¨Calcule os ˆangulos
INTERVALOS do losango¨ e at´e docentes doutores em matem´ atica da USP deram parecer em
procedimento no MPF-Pa que isso era tal qual tivesse escrito ¨Calcule os ˆangulos INTERNOS
do losango¨. Chegando ao ponto de induzirem que seria inqualific´ avel para ingressar em curso
superior de universidade p´ ublica quem n˜ ao percebe que as duas ora¸ c˜ oes subordinam necessariamente
o mesmo significado, o que motivou procurador do Minist´erio P´ ublico do Para-MPF-Pa decidir pelo
arquivamento do meu pedido.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 19
Quando ´e sabido que os docentes da USP s´ o tˆem raz˜ ao no caso do candidato ter feito um
bom pr´e-vestibular. Posto que, uma das suas ¨li¸ c˜ oes¨ ´e ensin´ a-lo fazer uma meia-leitura, at´e para
ganhar tempo. Nesse caso, basta que leia ¨Calcule os ˆ angulos int¨ que j´ a ¨sabe¨ ser ˆ angulos inter-
nos, independentemente do restante. E o procedimento no MPF-Pa era para, pelo menos, obrigar o
sistema publicar todos os truques que j´ a conhecia. Que o Minist´erio achou que universidade p´ ublica
pode fazer como quiser e do jeito que quiser, foi pouco. Legitimou obrigar quem conteste fazer, como
foi o caso, exame de sanidade mental em servi¸ co m´edico mantido pelo grupelho.
E, ainda n˜ ao exigiria que o publicado ap´ os a prova fosse matematicamente correto. Apenas
ser disseminado para que nos pr´ oximos ficasse fact´ıvel candidato responder conforme desejam. Isso
fica mais requerido, n˜ ao s´ o pelas abordarem de t´ecnicas e conceitos que n˜ ao constam nos livros
did´ aticos aprovados pelo MEC, mais ainda pelo quantitativo de decoreba e pegadinha que usam. E
de todas as decorebas que est˜ ao postas no ensino da matem´ atica do Brasil, a candidata a maior de
todas, ´e uma disputa dura, a que indica a f´ ormula para o seno da soma de dois ˆ angulos, a e b, que
´e feita atrav´es de processo mnemˆ onico de um poema de Gon¸ calves Dias ( Antˆ onio Gon¸ calves Dias
10/08/1823 - 13/11/1864, poeta maranhense) [ ¨Minha terra tem palmeira onde canta o sabi´ a, sena
cos b .. sen b cos a¨ ]. Um pouco disto:
http://br.youtube.com/watch?v=BFWCTE QCkc&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=V 9FRmaLCRs&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=vLwTZGEl8lY&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=Fwgh8KMvDY8&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=nKc85LWki9c&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=BFWCTE QCkc&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=VumgPJNlMhI&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=0yVfYJJDkDc&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=J6KzTU7Og U&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=rawK3gIEPO0&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=0yVfYJJDkDc&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=fxRJLaFu6xA&feature=related
Registro ainda na pesquisa, Dossiˆe Nordeste, o caso da Universidade Federal de Pernam-
buco em que pr´e-vestibular assume ser oficiais as resolu¸ c˜ oes que constam no seu site quando na
dessa n˜ ao h´ a da prova em quest˜ ao. De fato, at´e em casos como o da USP, Dossiˆe Sudeste, n˜ ao con-
stam resolu¸ c˜ oes na sua p´ agina, embora nas dos pr´e-vestibulares apare¸ cam e havendo fortes ind´ıcios
que foi o pr´ oprio sistema da USP haver fornecido, ante similitudes das ¨resolu¸ c˜ oes¨. Em todos os
Dossiˆes Vestibulares mostro fatos outros dessa simbiose entre sistemas de vestibulares das p´ ublicas
e pr´e-vestibulares.
Ante isso, vejamos tudo que foi publicado pelo Inep da quest˜ ao 02 de matem´ atica, a mesma
do simulado da Veja.
Entretanto, precisava era explanar didaticamente o fato do volume de um elips´ oide de
dimens˜ oes a, b e c ser V =
4
3
π a b c. Isto sempre foi extremamente necess´ ario pelo seguinte:
tenho cole¸ c˜ao dos mesmos livros did´aticos que o MEC distribuiu para rede p´ ublica e
que na qual n˜ao consta tal f´ ormula, nem para memoriza¸ c˜ao.
Embora para marcar o requerido s´ o precise acreditar piamente da sua validade, o que
j´ a ´e deseduca¸ c˜ ao, o mais question´ avel ´e quanto aos fatores que levam agirem com se ningu´em
tivesse curiosidade de saber dos fundamentos disto. Quanto mesmo que isso fosse verdade, o que
´e falso, os diplomas desses exigem que cumpram pelo menos esse papel em rela¸ c˜ ao aos conte´ udos
da matem´ atica. Ou seja, esse compromisso m´ınimo deveria ser o primeiro peda¸ co do ¨papel¨ do
diploma.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 20
Por que sonegam uma oportunidade desta para ensin´ a-lo? Que interesse h´ a deix´ a-lo igno-
rando o que consideram t˜ ao importante ao ponto de constar no simulado? Que importˆ ancia h´ a nesse
caso apenas ter f´e, por mais confian¸ ca que o feitor goze? Por que esses nunca usariam tal poder de
cren¸ ca para repassar o que n˜ ao presta?
´
E poss´ıvel fazer educa¸ c˜ ao havendo quem se faz dono dos
saberes e at´e recusa ensin´ a-los? Como ´e poss´ıvel fazer educa¸ c˜ ao colocando os saberes num pres´epio,
amarando-os apenas com o poder da imposi¸ c˜ ao e fazendo da prova uma prociss˜ ao de manipula¸ c˜ oes?
Lembro que a quest˜ ao da libera¸ c˜ ao dos fundamentos dos quesitos s´ o foi tratada at´e aqui
no que diz respeito ao candidato e no que devia atender ao interesse da maioria, ante o n´ umero
´ınfimo de vagas, que s˜ ao os reprovados. Falta outra vertente a qual essa quest˜ ao 02 do simulado
do Enem ilustra soberbamente: ser fonte de di´alogo entre tais a¸ c˜ oes e os docentes, mais
ainda da rede p´ ublica. Dado que, sistema privado compra e/ou condensa tudo para os
seus docentes, enquanto rede p´ ublica toma conhecimento de algumas dessas quest˜ oes
somente depois de reproduzida em livro did´atico e sempre com dois, e at´e mais, anos
de atraso.
No Dossiˆe Livro Did´ atico mostro o seguinte: os conte´ udos dos de matem´atica s˜ao quase
todos invariavelmente os mesmos, na mesma ordem e abordagem. O que est˜ao publi-
cando como se fosse edi¸ c˜ao nova quase sempre s´ o acresce alguns desses problemas e,
`as vezes, resolu¸ c˜ oes. E s´ o esta defasagem da rede p´ ublica promovida com o incentivo
do MEC/Inep, com a anuˆencia da sua comiss˜ao de matem´atica dos livros did´aticos e
universidades p´ ublicas, j´a ´e uma grande calamidade educacional.
De fato, expor didaticamente os fundamentos ´e um mecanismo, mas que sempre foi des-
prezado, da universidade p´ ublica refor¸ car forma¸ c˜ ao docente, recuperar deficiˆencias atualiz´ a-los no
que s´ o agora acha interessante, porquanto, nem foi tema do processo de diploma¸ c˜ ao. Entretanto,
tal necessidade imp˜ oe que tudo seja apresentado com qualidade, pois assim ter´ a repercuss˜ ao direta
no ensino b´ asico, o que atualmente ´e bastante minimizada, embora n˜ ao deixe de ter muita, ante o
fato do quantitativo expressivo dos que fazem vestibular estarem saindo ou j´ a sa´ıram dessa parte
do sistema.
Assim feito, Isto colocaria avalia¸ c˜ ao como objeto de estudo, nunca deixa de prescindir de
m´etodos e parˆ ametros, participar do educacional e, portanto, sujeito de pesquisa. Como ´e poss´ıvel
pesquisar avalia¸ c˜ ao quando nenhuma escola p´ ublica do pa´ıs disp˜ oe das provas aplicadas no ano ante-
rior e das resolu¸ c˜ oes que o docente achou que tinha? A verdade ´e que tais avalia¸ c˜ oes de matem´ atica
no Brasil seguem o mesmo m´etodo e parˆ ametro que os pitag´ oricos aplicavam na Gr´ecia Antiga para
selecionar os ingressantes das suas escolas. E a seguinte verdade ´e facilmente constat´ avel:
SE FOR PROPOSTO PARA TODO DOCENTE DE MATEM
´
ATICA DO
BRASIL DO ENSINO M
´
EDIO - INCLUA MINHA PESSOA NISTO - TER
QUE EXPLICAR NUMA LAUDA QUE O VOLUME DE UM ELIPS
´
OIDE
DE DIMENS
˜
OES a, b E c
´
E DADO POR V =
4
3
π a b c, TODOS SER
´
IAMOS
REPROVADOS.
Isso se daria por n˜ ao saber, n˜ ao encontrar referˆencia e/ou por usar fato que n˜ ao faz parte do
programa do novo Enem e nem do nosso Ensino M´edio. Portanto, n˜ ao existe qualquer perspectiva
de algum haver feito essa quest˜ ao sem que n˜ ao tenha sido por ato de f´e, porquanto, decoreba.
Ocorre que a educa¸ c˜ ao deplora isso e exige que este cr´edito de f´e se expire o quanto antes para
que n˜ ao vire uma decoreba ao quadrado. E isso n˜ ao diz ser ileg´ıtimo informar de fatos at´e mais
avan¸ cados da matem´ atica em sala de aula, mas apenas que tais n˜ ao sejam objeto da avalia¸ c˜ ao de
todos. Pois, fatos dessa natureza servem para despertar voca¸ c˜ oes e importantes para todo que ir´ a
fazer carreira em liga¸ c˜ ao direta com matem´ atica. Entretanto, nem todos que est˜ ao na sala de aula
podem ser considerados dentro destas hip´ oteses.
Logo, caso os elaboradores do MEC disponham de uma formula¸ c˜ ao que permita fazer disto
um conhecimento matem´ atico e com apenas o que consta no programa que divulgaram, j´ a ´e deses-
perador haver divulgado.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 21
Que nenhum blog dito de educa¸ c˜ ao
das grandes redes da nossa m´ıdia, menos
ainda dos que tamb´em comp˜ oem sistema
de ensino, encontro nada exigindo isso
do MEC, e nem tocando em nada do
que consta aqui, ´e apenas mais uma
prova do quanto publicam mais o que
´e do agrado dos ouvidos do MEC.
´
E
poss´ıvel fazer forma¸ c˜ ao qualquer, por-
tanto, cient´ıfica menos ainda, quando o
educando ´e treinado apenas dizer o que
agrada ouvido de banca para n˜ ao correr
o risco de ser reprovado? Mais ainda
quando isso ´e associado ao desespero de
haver poucas vagas e muitos candidatos
no que interessa de fato, universidade
p´ ublica? E se seu eu afirmar que isto ´e
m´etodo de ¨ensino¨ no Brasil?
Tente fazer uma reda¸ c˜ ao supondo que
a banca esteja na sua frente e formada
pelos os maiores especialistas da univer-
sidade. Veja se consegues inovar em al-
guma constru¸ c˜ ao ling¨ u´ıstica; mudar um
adv´erbio para uma posi¸ c˜ ao n˜ ao usual; usar
uma ironia sem avisar, etc, Quem agora
vai ser mais importante: uma poss´ıvel
id´eia inovadora ou uma poss´ıvel crase?
No que diz respeito aos diplomados em matem´ atica, fica determinado n˜ ao conhecerem o
que consta nos livros did´ aticos comprados pelo MEC para rede p´ ublica ou n˜ ao quiseram ater-se
apenas aos conte´ udos desses e, menos ainda, ao programa que publicaram. Entretanto, a prova ser
rigorosamente dentro dos conte´ udos dos livros did´ aticos da rede p´ ublica era o grande diferencial
esperado do MEC. Mas j´ a que considera, tal como os sistemas de vestibulares das p´ ublicas, de que
apenas esses n˜ ao possibilitam fazer prova capaz de avaliar quem possa fazer curso superior, deveria
ter publicado bibliografia.
Caso o MEC assim procedesse ficaria de interesse pesquisar quais livros did´ aticos reprova
e acha importante para ingressar no ensino superior. Esta s´ o n˜ ao seria simples por ser mais uma
caixa-preta. Pois, o MEC n˜ ao publica rela¸ c˜ ao dos livros reprovados. Assim como, editora nada
diz disto, mesmo que isso signifique deixar de faturar milh˜ oes de reais. No Dossiˆe Livro Did´ atico
discuto isso mais um pouco e o fato ´e haver ind´ıcios de aluno do curso superior oriundo da rede
privada ter um pouco mais de saber matem´ atico, embora sua escola tenda mais adotar livro de fora
do cat´ alogo do MEC, at´e por precisar desesperadamente deste diferencial, e/ou material pr´ oprio.
Na UFPA, a bibliografia para o vestibular 2010 ´e a seguinte:
BIBLIOGRAFIA
IEZZI, G.; O. DOLCE; DEGENSZAIN; PERIGO; ALMEIDA, Matem´ atica - Ciˆencia e Aplica¸ c˜ oes - Ensino
M´edio, vols 1, 2 e 3. Ed. Saraiva.
DANTE, LUIZ ROBERTO, Matem´ atica: Contexto & Aplica¸ c˜ oes Vols. 1, 2 e 3 (Ensino M´edio) . Ed.
´
Atica.
BIANCHINI & PACCOLA, A Matem´ atica tem raz˜ ao. Ed. Moderna. S˜ ao Paulo
C
ˆ
ANDIDO, SUZANA. Formas num mundo de formas. Ed. Moderna. S˜ ao Paulo
CARVALHO, MARIA CEC
´
ILIA. Padr˜ oes num´ericos e fun¸ c˜ oes. Ed. Moderna. S˜ ao Paulo
Padr˜ oes num´ericos e seq¨ uˆencias. Ed. Moderna. S˜ ao Paulo
FACCHINI, W. Matem´ atica. Volume ´ unico. 2
a
edi¸ c˜ ao. S˜ ao Paulo: Editora Saraiva
GOULAR, M. C. Matem´ atica no Ensino M´edio. 3 volumes. S˜ ao Paulo: Editora Scipione (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 22
IEZZI, G.; DOLCE, O.; MURAKMI, C.; HAZZAN, S.; POMPEO, J. N.; MACHADO, N. J. Fundamentos
de Matem´ atica Elementar. S˜ ao Paulo: Atual Editora
IEZZI, G.; DOLCE, O.; TEIXEIRA, J. C.; GOULART, M. C.; CASTRO, L. R.; MACHADO, A. S.
Matem´ atica 2.
o
grau. S˜ ao Paulo: Atual Editora
MACHADO, A. S. Matem´ atica - Temas e Metas. S˜ ao Paulo: Atual Editora
MARCONDES, C. A.; GENTIL, N.; GRECO, S. E. Matem´ atica, S´erie Novo Ensino M´edio. volume ´ unico.
S˜ ao Paulo: Editora
´
Atica
PAIVA, MANOEL. Matem´ atica. Volume ´ unico. 1
a
edi¸ c˜ ao. S˜ ao Paulo: Editora Saraiva
Matem´ atica. Volume ´ unico. Ed. Moderna. S˜ ao Paulo
ROKU & CARLOS & KAZUHITO. Os elos da Matem´ atica. S˜ ao Paulo: Atual Editora
BIBLIOGRAFIA PARA O PROFESSOR
- CAMARGO, IVAN & B. PAULO, Geometria Anal´ıtica - Um tratamento vetorial
- COLMAN, BERNARD. Introdu¸ c˜ao `a Algebra Linear com Aplica¸ c˜ao
- COXFORD, A. F. & SHULTE, A. P.(org.). As Id´eias da
´
Algebra, trad. H. H. Domingues. S˜ ao Paulo
- KRULIK, S. & REYS, R. E. A resolu¸ c˜ ao de Problemas na Matem´ atica Escolar, trad. H. H. Domingues e
O. Corbo. S˜ ao Paulo: Atual Editora, 1997
- LINDQUIST, M. M & SHULTE, A. P. (org.). Aprendendo e Ensinando Geometria, trad. H. H. Domingues.
S˜ ao Paulo: Atual Editora, 1994
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE MATEM
´
ATICA. Revista do Professor de Matem´atica. S˜ao
Paulo, e-mail: rpm@ime.usp.br
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Conteudo Programatico/Programa%20de%20Matematica%20PSS-
2010.pdf, acesso, ag/09
Portanto, h´ a duas bibliografias, para estudante e professor, mas s´ o quem vai fazer vestibu-
lar ´e o estudante. Al´em disso, o elaborador n˜ ao ´e leitor da destinada ao estudante, ficando mais
prov´ avel ser usu´ ario do que consta na segunda, atrav´es das disciplinas que ministra na universi-
dade. E o pior ´e que a referˆencia ¨SOCIEDADE BRASILEIRA DE MATEM
´
ATICA. Revista do
Professor de Matem´ atica¨ ´e de distribui¸ c˜ ao exclusiva aos professores.
E do que trata a Revista do Professor de Matem´ atica? Abordagem outras que n˜ ao est˜ ao
nos livros did´ aticos, objetivando at´e melhor´ a-los e de problemas diversos, muitos problemas, os
quais formam o maior manjar para c´ opias ou readapta¸ c˜ oes de quest˜ oes de vestibulares, exemplifico
no Dossiˆe sudeste. As ´ unicas certezas s˜ ao que isso ´e comum em todas as universidades p´ ublicas e
que, ante a autonomia dessas, n˜ ao ´e que o MEC nunca fez nada contra, n˜ ao pode fazer nada mesmo.
Tamb´em n˜ ao seria de todo desprez´ıvel lembrar, como ficou constatado, que o MEC con-
cebe que tais sistemas seguem parˆ ametros de qualidade. Tanto que adota os mesmos, ficando o
dito quanto n˜ ao terem qualidade como apenas arrobo de momento para marcar posi¸ c˜ ao do seu
Enem. Com isso criou a f´e social de que os quesitos seriam elaborados pelos maiores especialistas,
inteligentes, bem feitos e selecionaria com toda justi¸ ca quem merecia ou n˜ ao ingressar no ensino
superior, antes que mostrasse nada. Por isso, mesmo que a primeira vers˜ ao do simulado, como ser´ a
mostrado, contivesse erro grosseiro e que foi corrigido por docente do ensino b´ asico, ningu´em achou
haver nada relevante nisso.
H´ a outra igualdade com os vestibulares das p´ ublicas. Esse Enem tamb´em n˜ao acredita
ser a nota obtida confi´avel para indicar quem merece fazer curso superior.
ALUNOS QUE AINDA EST
˜
AO NO 2
o
ANO DO ENSINO M
´
EDIO V
˜
AO FAZER NOVO
ENEM COMO ’TREINEIROS’ PARA GANHAR EXPERI
ˆ
ENCIA
Martha Neiva Moreira, 12/08/09
RIO - Na competi¸ c˜ ao acirrada por uma vaga na universidade, vale quase tudo. Rezar, fazer promessa, estudar,
´e claro, e treinar. Treinar muito. Em simulados, em provas antigas e at´e nos concursos de vestibular, s´ o para
saber como ´e. Assim fazem os treineiros, jovens que ainda est˜ao no segundo ano do ensino m´edio,
mas que se adiantam para testar seus conhecimentos e ter uma dimens˜ao da press˜ao
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2009/08/12/alunos-que-ainda-estao-no-2-
ano-do-ensino-medio-vao-fazer-novo-enem-como-treineiros-para-ganhar-experiencia-757369936.asp,
acesso, ag/09
Caso avaliasse, uma vez o candidato obtivesse nota, n˜ ao importava idade ou s´erie, teria
certificado conclus˜ ao do ensino m´edio e garantido matricula no curso superior. E ningu´em paga taxa
car´ıssima, treineiro n~ ao tem nem desconto, s´ o para saber como seria. Precisa ´e de outras
coisas, como treinar mem´ oria, posto que, repetir exaustivamente as quest˜ oes ´e o mais
necess´ario, enquanto pensar no novo sempre foi ato de ot´ario que deseja ser reprovado.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 23
Porquanto, adotaram at´e a hipocrisia dos vestibulares das universidades p´ ublicas
quando treineiro tira nota superior, mas ingressa o de nota menor por ter passado
mais tempo sentado em cadeira escolar Isso quando, se a prova tivesse medido alguma
coisa, o sentado a mais indicava aprendizagem de menos e na universidade ficar´a mais
tempo sentado. Mas, o MEC n˜ ao faz da mesma forma, adota tal hipocrisia ao quadrado:
ENEM TAMB
´
EM SERVE PARA OBTER CERTIFICADO DE CONCLUS
˜
AO DO SUPLETIVO
Do G1, em S˜ ao Paulo, 17/07/09
Candidatos devem fazer a inscri¸ c˜ ao pela internet at´e as 23h59. Encceja, exame de certifica¸ c˜ ao at´e o ano
passado, n˜ ao existir´ a mais.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1232816-5604,00-ENEM+TAMBEM+SERVE+PARA+
OBTER+CERTIFICADO+DE+CONCLUSAO+DO+SUPLETIVO.html, acesso ag/09
Lembrando que o Enceja ´e supletivo do Ensino M´edio, o fato de candidato ter nota para
ingressar num curso superior, supondo na situa¸ c˜ ao anterior, e esta n˜ ao for suficiente para concluir
Ensino M´edio, a educa¸ c˜ ao n˜ ao tem mais nada que possa dizer, posto que, essa n˜ ao aceita discutir
loucura. Menos ainda quando esta ´e ao cubo
QUEST
˜
OES DO ENEM 2009 J
´
A FORAM TESTADAS EM DEZ CAPITAIS
As quest˜ oes do Enem (Exame Nacional do Ensino M´edio) 2009 j´a foram testadas em dez
capitais por todo o pa´ıs. A informa¸ c˜ ao ´e de Heliton Ribeiro Tavares, diretor de Avalia¸ c˜ ao da Educa¸ c˜ ao
B´ asica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais An´ısio Teixeira), ´ org˜ ao respons´ avel
por toda a log´ıstica e aplica¸ c˜ ao da prova.
O novo Enem exige que as perguntas passem por testes, para funcionarem bem na sele¸ c˜ ao de estudantes
para as universidades federais. ¨Neste ano, j´a pr´e-testamos milhares e milhares de itens. A inten¸ c˜ao
´e que as quest˜ oes sejam entendidas da mesma forma por pessoas de regi˜ oes diferentes¨, explica
Tavares. Segundo ele, perguntas que n˜ao forem entendidas em todo o pa´ıs ser˜ao eliminadas da
prova. O Inep cria um banco de quest˜ oes com milhares de itens e vai selecionar 180 deles para a avalia¸ c˜ ao que
ocorre em outubro. ¨Todos os cuidados t´ecnicos foram tomados [para n˜ ao haver vazamento de informa¸ c˜ oes]¨,
afirma.
As simula¸ c˜ oes foram realizadas com institui¸ c˜ oes volunt´arias, e elas n˜ao contaram aos estu-
dantes que se tratava de um teste para o Enem. ¨
:::::::::
Pegamos
:::::::
alunos
:::
de
::::::::::
primeiro
::::
ano
:::
da
::::::::::
faculdade
:
e
:::::::::
tamb´em
:::::::::::::
envolvemos
::
o
:::::::
ensino
::::::::
m´edio,
:::::
com
::::::::::::
estudantes
:::
do
:::
2
o
::::::
ano¨, conta. ¨Com 10 mil, 15 mil
itens, a chance de um candidato que participou do pr´e-teste encontrar o mesmo teste na prova ´e muito pequena.
E,dificilmente, o candidato se lembraria da pergunta.¨
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/7005/1/Questoes-do-Enem-2009-ja-foram-testadas
-em-dez-capitais/Paacutegina1.html, acesso ag/09
Ou seja, as quest˜ oes foram testadas com aluno do 2
o
ano. Portanto, n˜ ao ´e coerente que
aborde conte´ udo do 3
o
ano - no programa de matem´ atica n˜ ao constam os essenciais: Matriz, De-
terminante e N´ umero Complexo. Portanto, refor¸ cam que tais conte´ udos propostos para o
3
a
ano de todo Brasil s˜ao in´ uteis, tanto para ingressar no ensino superior quanto para
concluir Ensino M´edio. Por´em, isso traz mais um fator para essa loucura que ´e manter
milhares de jovens mofando mais um ano em sala de aula, sem contar os preju´ızos
financeiros que isso acarreta ao Pa´ıs.
Provado fica algo que o mundo toma por inacredit´ avel: haver docente p´ ublico no Brasil
promovendo at´e atitude que seria altamente temer´aria, se n˜ao confiasse muito na
baix´ıssima capacidade de mem´ oria dos nossos estudantes. E fica acredit´avel mais ainda
quando esses nem lembram que quesito guardado putrefaz tanto quanto tripa de peixe
jogada numa vala.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 24
RECORTE 04 - NOVO ENEM USA PEGADINHAS
TANTO QUANTO OS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS.
¨Depois dos mais angustiosos transes, vimos valentes escaveirados
meterem ` a bulha o mart´ırio e tro¸ carem, rindo, com a mis´eria.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Em tais processos existe um inimigo voraz de todo candidato: o tempo. Avalia¸ c˜ ao nenhuma
consegue reprovar muito quando o tempo ´e abundante, caso em que fica poss´ıvel at´e resposta cair
do c´eu. E nada mais consome tempo do que um pensamento perturbador. Pegadinha ´e uma cons-
tru¸ c˜ ao ligando um pensamento super natural pela leitura do quesito com uma ponta do tempo que
se encontra muito al´em do t´ermino da prova. E sempre tem uma aparˆencia da mais pura tolice para
quem n˜ ao esteve na prova e acha que nesta pode ter algo at´e menos do que vazio. Isto ´e, enxerga
na ocosidade algo ainda capaz de qualificar avalia¸ c˜ ao.
O exemplo j´ a citado do vestibular UFPA/99, p´ ag.18, ´e definitivo: para quem estava na
prova relata uma montanha de coisas que veio ` a mente quando leu ¨Calcule os ˆ angulos interva-
los do losango¨, incluindo at´e, disse aluno da rede p´ ublica, ¨ser uma coisa nova inventada pelos
doutores de matem´ atica da UFPa¨. E n˜ ao foi dif´ıcil encontrar quem achou ser obvIamente um erro
e que teve certeza que queriam escrever ¨Calcule os ˆ angulos internos do losango¨, posto que, ¨esses
caras que elaboram provas da UFPA n˜ ao s˜ ao s´erios¨.
Rastos firmes das pegadinhas
s˜ ao coisas do tipo ¨Queremos que¨,
¨Vamos considerar¨, ¨
´
E natural
que¨ etc, muito comum no que seria
¨resolu¸ c˜ ao¨ de quest˜ ao de vestibu-
lares e com o que introduzem
hip´ otese que nunca esteve escrita
na prova. Porquanto, a an´ alise que
segue ´e supondo esse momento
solit´ ario e delimitado de tempo que
acontece entre candidato e quesito.
Um exemplo ´e esse que-
sito da UNESP (Dossiˆe
Vestibulares/Extra-Caso UN-
ESP 09.02), no qual ¨esqueceram¨
de dizer na reda¸ c˜ ao o que se-
ria ¨vit´ oria¨. Como a UNESP ´e
mais uma universidade p´ ublica
que n˜ ao publica resolu¸ c˜ ao na sua
p´ agina, nem depois de passado
muito tempo, s´ o posso dizer que o
pr´e-vestibular adivinhou o que pen-
saram os elaboradores ser ¨vit´ oria¨.
N˜ ao s´ o esse, como todos que en-
contrei exibiram o mesmo poder de
adivinha¸ c˜ ao. At´e que ponto vai
tal poder de vidˆencia desses
´e um mist´erio muito bem
guardado por todos no Brasil
nessa simbiose pr´e-vestibular
/ sistemas de vestibulares das
universidades p´ ublicas.
Fonte: www1.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao comentada/online/
index.asp?img=01, acesso jul/09
O primeiro exemplo de pegadinha do simulado do Enem.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 25
Dado um fio AB, ficam determinados dois
sentidos: de A para B e de B para A. Porquanto,
posso dizer que a intensidade da corrente ´e positiva
por sentido e ficando determinado ser negativa
no outro. Em aparelho el´etrico comum, como
no caso de ferro de passar roupa, ´e indiferente
qual ´e esse sentido, posto que, o fio no caso ´e
uma resistˆencia que produz o mesmo calor. Por
isso fica invari´ avel como foi plugado na tomada,
assim como o mecanismo ´e apenas para ligar e
desligar. J´ a em outros, como em barco, a revers˜ ao
do sentido da corrente pode produzir movimentos
contr´ arios.
O gr´ afico da quest˜ ao indica haver intensidade
positiva e negativa, ficando determinado que o
efeito da positividade fosse o paciente levar um
choque. E quando for negativa, acontece o quˆe?
Que para responder o que queriam ningu´em pre-
cisava olhar para parte negativa, ´e fato. O proble-
ma ´e que deixaram para ser visto e sem garantias
de que ningu´em viu. E que uma vez visto nenhum
tenha pensado em nada, ´e uma hip´ otese plaus´ıvel
ante a nossa trag´edia educacional. A qual ficaria
menos escatol´ ogica se tal tipo de hip´ otese tivesse
menos aconchego.
Outra pegadinha da prova de Ciˆencias da Natureza e suas Tecnologias
No dia-a-dia, esses ouvem o Minist´erio da
Sa´ ude gritar que a popula¸ c˜ ao brasileira foi imu-
nizada da febre amarela, por exemplo. Isso significa
n˜ ao haver mais caso? N˜ ao. Apenas que s˜ ao esta-
tisticamente desprez´ıveis. Assim como, esse caso
ilustra que isso aconteceu em fun¸ c˜ ao do desen-
volvimento de vacinas que n˜ ao estavam dispon´ıveis
na ´epoca dos surtos, e o resultado final foi fruto
de uma interven¸ c˜ ao comandada por Osvaldo
Gon¸ calves Cruz (1872- 1917), que ´e uma das
hist´ orias das mais importantes da ciˆencia brasileira.
E a leitura do gr´ afico da quest˜ ao indica que
antes dos surtos j´ a havia um quantitativo razo´ avel
de casos, sendo o final muito abaixo disto, o que faz
com que o item A fique pedindo para ser marcado.
Entretanto isso ´e uma pegadinha. Leia
Se, novamente, esse tiver tomando conhecimento de informe do minist´erio da Sa´ ude dos
casos de dengue de algumas cidades, sabe que aconteceu tal qual descreve o gr´ afico. E quais inter-
ven¸ c˜ oes contribu´ıram para isso? Instala¸ c˜ oes de prote¸ c˜ oes mecˆ anicas nas residˆencias, como telas nas
aberturas; virar pneus velhos; colocar tampas nas caixas d’´ aguas, etc.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 26
Isso revela outra face tr´ agica do nosso educacional: pessoa que teve forma¸ c˜ ao estanque, res-
trita e at´e gastou mais tempo colando e xerocando trabalho do que estudando, ser o mais reqeridos
pelos sistemas de vestibulares das p´ ublicas e o MEC para suas a¸ c˜ oes interdisciplinar/contextualizada,
quando j´ a seria perigoso para qualquer coisa, levando muitos desses perder toda j´ a rala compostura
profissional que o processo de forma¸ c˜ ao pode agregar. E um dos casos s´ımbolo disto ´e o seguinte:
FUVEST/USP- F´ısica - 2003, 56 - Uma jovem viaja de uma cidade A para uma cidade
B, dirigindo um autom´ ovel por uma estrada muito estreita. Em um certo trecho,
em que a estrada ´e reta e horizontal, ela percebe que seu carro est´a entre dois
caminh˜ oes-tanque bidirecionais e iguais, como mostra a figura. [...]
Dado que tem poder para permanecer como docente p´ ublico depois de arrostar todo bom
senso concebendo coisas do n´ıvel deste caminh˜ ao bidirecional, mais ainda disp˜ oe para obrigar que
os candidatos ao ingresso ao ensino superior tenham que esfregar as suas mentes at´e nos lama¸ cais
mais imundos da mediocridade que acumulou nos seus processos de diploma¸ c˜ oes, pavimentando por
todo educacional uma ampla estrada que cabe todo tipo de imbecilidade. E as desgra¸ cas que sedi-
menta por dentro do institucional e da forma¸ c˜ ao comp˜ oe a camada mais grossa da marginalidade
acad^ emica.
Exemplar de pavimentador de desgra¸ cas pelo educacional, fora os que j´ a citei, ´e docente
de matem´ atica da Unicamp por conjeturar das raz˜ oes antropol´ ogicas que levam estudante da rede
p´ ublica a ter melhor rendimento acadˆemico. Diz esse:
¨Seria poss´ıvel tamb´em fazer uma interpreta¸ c˜ao antropol´ ogica, concluindo
que o ambiente da escola p´ ublica, mais hostil e adverso, torna o aluno mais
determinado a se superar quando chega `a universidade¨, Renato Pedrosa.
Fonte: www.comunicacao.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=93613&c=5224. acesso, out/2009
Ao defender o quanto mais violento for o ambiente da escola p´ ublica tanto melhor para o
rendimento acadˆemico, esse n˜ ao s´ o confessa saber reinar nas estranhas das universidades p´ ublicas
brasileiras, seu habitat natural, um n´ıvel inqualific´ avel de imoralidade p´ ublica, como ainda trans-
forma isso num dado de valoriza¸ c˜ ao de escola. Porquanto, tem uma vis˜ ao torpe do que ´e educa¸ c˜ ao
e do seu agente principal.
voltando ao caso geral, esse ainda pode impor a todo da universidade que s´ o possa referen-
ciar os seus feitos. Silenciar ´e como acha ser mais glamouroso e n˜ ao deixa de exibir uma explos˜ ao de
gargalhadas ao descrever cara de quem at´e quer dizer algo, mas da boca n˜ ao sai um verbo. Alguns
desses, se n˜ ao elogiar dificilmente ter´ a qualquer projeto aprovado, sofrer´ a das piores persegui¸ c˜ oes,
s´ o ministrar´ a aula nos piores hor´ arios, afora outras cositas. Se for para bem longe, surgir´ a ventos
de felicidades pelos corredores, porquanto, at´e por pena ajuda o coitado a ser doado para outra
universidade federal. Pois, apenas parece ser um, mas ´e falso. Trata-se de uma legi˜ ao de med´ıocres
capaz das maiores insanidades, perseguidores vorazes e tenazes; n˜ ao os vejo querendo sujar suas
m˜ aos com sangue alheio, sentem uma felicidades eternas ao alardearem por tudo ´e canto de que foi
a v´ıtima quem de fato fez toda desgra¸ ca conta si.
E essa legi˜ ao de med´ıocres j´ a contabiliza pelo menos um caso de ¨sucesso¨ mort´ıfero na
UFPa. Bem como, dado ser uma legi˜ ao, e ´e muito por isso, individualmente cada um ao ser con-
frontado com quaisquer dos fatos produzidos tende exibir uma cara angelical capaz de condoer
cora¸ c˜ ao. Uns negam compactuar mesmo que o seu nome conste na ata oficial consumadora da
desgra¸ ca. Outros por n˜ ao haver registro do seu comparecimento, sem, entretanto, haver prova de
que a sua ausˆencia foi permitida, negociada at´e, posto que, a sua presen¸ ca n˜ ao se fazia necess´ aria
ao quorum deliberativo. Haver inocente, como em toda hist´ oria, sempre ´e ´ util.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 27
Decorre disto que a forma¸ c˜ao docente mais prov´avel no Brasil atrav´es das univer-
sidade p´ ublicas federais ´e na base da ¨pedagogia dos inimigos da escola¨, cuja carac-
ter´ıstica fundamental ´e formar docente em matem´atica que detesta os de pedagogia,
hist´ oria, etc e vice-versa. O resultado disto ´e expressar mais preconceitos das a¸ c˜ oes
dos outros profissionais do que fazer intera¸ c˜ao. No artigo CAPES DO B E ENSINO, JC
e-mail 3213, 01/03/2007, www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=44894,acesso out/09,
fa¸ co uma pequena inser¸ c˜ ao no tema.
E o mais importante na interdisciplinaridade ´e profissionalismo, sendo isso o mais escasso
no todo e mais ainda em matem´ atica. O que existe nas nossas universidades p´ ublicas, salvo raras
exce¸ c˜ oes, ´e uma a¸ c˜ ao entre amigos. E uma das formas de come¸ car mudar algo nessa dire¸ c˜ ao ´e haver
algo como concurso nacional para docentes federais. O que j´ a foi proposto pela Sociedade Brasileira
para o Progresso da Ciˆencias ao MEC. Mas, quase nada disto teremos enquanto for poss´ıvel ocor-
rer apenas mais um caso no qual algum possa articular surgir vaga, mesmo que nisso inclua doar
docente para outra federal, organizar programa, t´ opico por t´ opico e banca, cujo resultado seja que
a sua companheira ´e a ´ unica escrita no que seria concurso p´ ublico.
Um artigo meu no tema ´e NEPOTISMO COM SABOR CIENT
´
IFICO, O Liberal,
Voz do Leitor, www.orm.com.br, 09/05/2005, e dispon´ıvel em www.cultura.ufpa.br/matematica/
arquivos/Nepotismo com Sabor Cientifico.pdf, coisa que inclusive foi defendida em documento
publicado pela chefia do curso de F´ısica da UFPA em jornal, sendo esse um resumo do cap´ıtulo
Concurso com Cartas Marcadas da pesquisa principal. Isso diz por sua vez, como ocorreu com
a turma de F´ısica/2007, n˜ ao ficar imposs´ıvel que fa¸ cam o que seria solenidade de cola¸ c˜ ao em que
ocupante do cargo de docente enxerga da plat´eia alunos que fraudaram conceitos vestido de beca
preta e tudo que pode fazer ´e cantar o Hino Nacional juntos. Isto ´e comprovado no Dossiˆe Vestibu-
lares/Sudeste, e parte do cap´ıtulo A Quase Cola¸ c˜ao de Grau e A Descola¸ c˜ao de Grau da
pesquisa central.
Portanto, as pegadinhas em tais provas n˜ ao s˜ ao apenas para fazer esc´ arnio social, como se
insere num processo de expor os ingressantes a todo um processo de degrada¸ c˜ ao e humilha¸ c˜ ao,
aproveitando-se do desespero social que h´ a em tudo isso e dos poderes que toda estrutura¸ c˜ ao das
universidades p´ ublicas, a qual os imunizam ao ponto de tudo que queiram fazer torna-se legal,
leg´ıtimo e imp˜ oem ser ´etico. E o sustent´ aculo de tudo, porquanto, para tais tem um valor imenso,
´e a ignorˆ ancia, cujo processo de perpetuamento ´e m´ a forma¸ c˜ ao docente, especialmente dos que ir˜ ao
atuar na rede p´ ublica. Ante isso, e para isso, ´e que negligenciam e desvirtuam fun¸ c˜ oes b´ asica de
bens p´ ublicos, como ´e o caso das gr´ aficas universit´ arias.
O caso do Enem n˜ ao ´e diferente, uma vez que o MEC poderia ter decretar prova ´ unica
nacional tomando por base o interesse p´ ublico, determinando ser da sua responsabilidade elaborar
e os sistemas de vestibulares das universidades federais por confeccionar os cadernos e aplica¸ c˜ ao
simultˆ anea. Isso sem levar em conta os milh˜ oes de reais de recursos p´ ublicos que evitaria, como
aconteceu, de ser jogado no lixo. Entretanto, nada disto foi cogitado e as raz˜ oes s˜ ao muitas. E a mais
b´ asica ´e que todos do MEC sabem que essas de fato n˜ ao s˜ ao p´ ublicas, dado que, cada canto dela tem
um grupelho dominante e usa-o como bem entende para satisfaz interesses da trupe e seus instintos.
De todos os sistemas de vestibulares dessas desconhe¸ co algum que atenda ao interesse mais
elementar do educacional, na hip´ otese de que o vestibular n˜ ao se qualifica quando a prova de
matem´ atica n˜ ao contempla o que presta. Ou seja, que promova uma sele¸ c˜ ao equilibrada e honesta,
especialmente com o educando da rede p´ ublica. Esses sistemas s˜ ao usados predominantemente para
render ganhos extras para uma turma de apaniguados, cujo resultado final raramente atende mini-
mamente ao b´ asico da responsabilidade e do decoro. Porquanto, nunca desenvolveram os m´etodos,
parˆ ametros e sistem´ atica norteadoras de uma avalia¸ c˜ ao justa, quanto menos produzir coisa que
sirva de referˆencia para o processo educacional.
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RECORTE 05 - NOVO ENEM CONTRIBUI TANTO PARA ARRUINAR
ENSINO M
´
EDIO QUANTO OS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS.
¨Alguns homens sinceros pediram ao comandante expedicion´ ario para n˜ ao seguir adiante.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Os fatos j´ a relatados provam dos mecanismos atrav´es dos quais a universidade p´ ublica
contribui na produ¸ c˜ ao da ignorˆ ancia social. J´ a uma das formas recorrente dos seus vestibulares
contribu´ırem para destro¸ car aprendizagem, e mais diretamente pela proximidade o Ensino M´edio,
´e abordar rotamente temas que custaram muito trabalho e esfor¸ co das escolas b´ asicas que produzi-
ram tal saber. Coisa que o antigo Enem adotava, como provo no Dossiˆe Vestibular/Centro, assim
como fez no simulado.
No geral, n˜ ao reclamo muito
quando jornalista se mete es-
crever sob tema cient´ıfico e faz
uma mistura das mais indigestas.
Apenas fa¸ co o que posso: n˜ ao
compro. Que algum docente da
´ area corrobore o feito e ainda
com o benepl´ acito do MEC, mas
do que reclamo, defendo ser uma
aberra¸ c˜ ao educacional.
O fato ´e que a id´eia mais ge-
nial de Thomas Edison (1847
- 1931) n˜ ao foi fazer a lˆ ampada
quanto objeto, embora tamb´em,
mas descobrir que a passagem da
corrente el´etrica pelo filamento
produz luz, como teoricamente
havia previsto Michael Fara-
day (1791 -1867).
Uma referˆencia ´e Thomas Edison, O Gˆenio da Lˆampada, http://super.abril.com.br/
superarquivo/1988/conteudo 111446.shtml, acesso ag/09. Que isso tecnologicamente evoluiria, at´e
o pr´ oprio Thomas Edison trabalhou intensamente para ser poss´ıvel. Entretanto, evolu¸ c˜ ao tec-
nol´ ogica, coisa muito diferente de revolu¸ c˜ ao, n˜ ao deixa de ser genial, mas jamais suplanta original.
Para que tal lˆ ampada LED tivesse coisa superior ` a primeira tinha que iluminar sem gastar um
pingo de energia. Al´em disso, s´ o a diferen¸ ca temporal dos est´ agios de desenvolvimento cient´ıfico e
tecnol´ ogico deveria ser o suficiente para quem j´ a sabe escrever alguma coisa tomar bastante cuidado
com o que vai defender.
J´ a esses que fizerem o simulado, porquanto se dizem especialistas, nunca entenderam que
tudo da Ciˆencia foi feito pelas mentes mais brilhantes da humanidade. Assim como, precisam re-
speit´ a-los sempre. Pois, at´e as suas falhas devem servir de li¸ c˜ ao e jamais fazer julgamento de m´erito
sem ter fundamento. E quanto se tem provas cabais, como no caso aqui, ningu´em deve ser imune s´ o
por ter uma montanha de t´ıtulos acadˆemicos e nem por ser o MEC, em ´ ultima instˆ ancia, o feitor de
tudo. Como disse, promoveram desgra¸ cas s´ o com as escolas que fizeram e abordaram corretamente
quem foi Thomas Edison e sua obra. Enquanto o feito no quesito deixa patente que muitas n˜ ao
fizeram nada que preste para valorizar uma das maiores figuras da Ciˆencia de todos os tempos.
O caso da prova que seria de matem´ atica do vestibular UFPa/2010, e mais um pouco do
barbarismo que sempre houve nisso, ilustra com toda propriedade o que ´e comum acontecer, coisa
que esse Novo Enem em nada mudar´ a, aviso logo.
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Quest˜ ao 9 - Entender as propriedades do milho,
importantes cereais produzidos no mundo funda-
mental para o aumento de sua produ¸ c˜ ao recentes
indicam que a ´ area total (em m de uma planta¸ c˜ ao
de um hectare de milho ´e aproximada pela fun¸ c˜ ao
A(h) = −3h
2
+ 900h , sendo h a altura da planta
(em cm). Com base nesta informa¸ c˜ ao, ´e correto
afirmar que a ´ area total das folhas
(A) ´e de 10.000 m
2
, quando as plantas tiverem
de 100 cm.
(B) ´e m´ axima quando as plantas tiverem altura
de 150 cm.
(C) ´e m´ınima quando as plantas tiverem altura
de 100 cm.
(D) atinge um valor m´ aximo de 135.000 m
(E) se reduz quando as plantas crescem de 100
cm a 120 cm de altura.
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%
201/PSS%202010%20-%20Fase1.pdf, acesso
nov/09
NOTA T
´
ECNICA 1 - Para a Fun¸ c˜ ao
Quadr´ atica y = a x
2
+ b x + c, com
a = 0, os fatos b´ asicos s˜ ao:
- O sinal de a determina o tipo de
concavidade: a > 0 ´e cˆ oncava para cima e
a < 0 cˆ oncava para baixo.
- As ra´ızes s˜ ao dadas por x
1,2
=
−b ±


2a
,
onde ∆ = b
2
−4ac
- As coordenadas do v´ertice (m´ aximo,
se a < 0 e m´ınimo, se a > 0) s˜ ao

−b
2a
,
−∆)
4a

.
Por isso, A(h) = −3h
2
+900h = −3h(h −300) = 0 ⇐⇒h = 0 ou h = 300cm = 3m. Isto diz
que quando a altura ´e zero, coerentemente, a ´ area das folhas tamb´em ´e zero. Entretanto, que isso
tamb´em acontece quando o milho atinge 3m metro de altura, ´e uma aberra¸ c˜ ao cient´ıfica, posto que,
tal milho teria processo biol´ ogico que inverteria o processo de crescimento das folhas ap´ os atingir
uma determinada altura, culminado por fazer desaparecˆe-la. Que tal coisa ainda seja proposta por
quem reside na Amazˆ onia, qui¸ c´ a, cresceu brincando subindo em ´ arvores alt´ıssimas e frondosas,
indica o quanto foi desesperador o processo que colocou diplomas nas suas m˜ aos. Isso foi capaz
de apagar da sua mem´ oria at´e os valores mais b´ asicos para ficar poss´ıvel armazenar manipula¸ c˜ oes
alg´ebricas. Por isso, a banca n˜ ao deixar´ a de ter raz˜ ao se alegar que ningu´em faz coisa diferente, uma
vez que, ante tamanho desespero n˜ ao h´ a nem sequer espa¸ co para valores ´eticos, o que impediria at´e
de copiarem desavergonhadamente.
E ameniza s´ o um pouco que tais forme docente que s´ o faz tal qual e, portanto, leva muitos
acharem normal fazer de conta que nada viu s´ o para ingressar na universidade, ainda para ser do-
cente, retro-alimentando tal ciclo. Entretanto, h´ a os que perderam tal aula e pensam corretamente,
quando prova med´ıocre o que mais faz ´e reprovar exatamente esses.
E como o pre¸ co a ser pago quando se envolve com mediocridade ´e produzir logo uma mon-
tanha disto, eis outro quesito:
Quest˜ ao 8 - O aquecimento global e suas consequˆencia tˆem sido objeto
de preocupa¸ c˜ ao de grande parte da humanidade.
´
E de conhecimento
da comunidade cient´ıfica que um dos fatores que contribuem efetiva-
mente para o aquecimento ´e a emiss˜ ao de g´ as carbˆ onico (CO
2
) devido
` a queima de combust´ıvel f´ ossil. O gr´ afico abaixo representa a emiss˜ ao
global de carbono (em milh˜ oes de toneladas) em cada ano, de 1750 a
2006, segundo o Centro de An´ alise de Informa¸ c˜ oes sobre o Di´ oxido de
Carbono - CDIAC.
Com base no gr´ afico, pode-se afirma que, de 1750 a 2006, a emiss˜ ao
de carbono apresentou um comportamento semelhante ao do tipo:
A) linear, que pode ser aproximado por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = ax + b, com coeficiente angular a > 0.
(B) linear, que pode ser aproximado por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = ax + b, com coeficiente angular a < 0.
(C) exponencial, que pode ser aproximado por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = k.a
x
, com k > 0 e base a > 1.
(D) exponencial, que pode ser aproximado por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = k.a
x
, com k > 0 e base a < 1
(E) logar´ıtmico, que pode ser aproximado por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = k.log
b
x, com k > 0 e base b > 10
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase% 201/PSS%202010%20-%20Fase1.pdf, acesso nov/09
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A resposta que obrigaram ser marcada por certa, (C) exponencial, que pode ser aproximado
por uma fun¸ c˜ ao do tipo y = k.a
x
, com k > 0 e base a > 1, apresenta as seguintes incongruˆencias:
-
´
E cacofonia matem´ atica dizer que fenˆ omeno que apresentaria comportamento gr´ afico tipo ex-
ponencial pode ser aproximado por fun¸ c˜ ao exponencial.
- A ´ unica deste tipo, como induz o gr´ afico, que passa pela origem do sistema, (0, 0), ´e a nula.
Quando essa contradiz o requerido; e
- Ao contr´ ario do indicado, o gr´ afico ser reto entre 1750 a 1850, exponencial n˜ ao possui nenhum
segmento reto.
Entretanto, a mentalidade cient´ıfica desses atinge seu auge at´e em s´eculo abaixo do que
come¸ ca tal gr´ afico, pelo seguinte: o economista britˆ anico Thomas Robert Malthus (1766-1834)
fez algumas contas e concluiu que o crescimento dos meios de sub-existˆencia seria em progress˜ ao
aritm´etica enquanto o populacional em progress˜ ao geom´etrica, em caso particular de exponencial
com base maior que 1. Acontece que de todas as fun¸ c˜ oes elementares esse tipo de exponencial supera
todas em ordem de crescimento, e muito rapidamente. Por isso, a conclus˜ ao foi de que rapidamente
a humanidade passaria por uma tr´ agica mortandade por fome, caso n˜ ao houvesse medidas radicais
de controle populacional.
Assim, a imposi¸ c˜ ao de tal resposta significa que brevemente o ar s´ o ser´ a composto por g´ as
carbˆ onico (CO
2
), porquanto, apregoam para breve o fim de todas as formas de vida na terra. E
n˜ ao resta d´ uvida que nisso tem mais de ideologia do que ciˆencia e, portanto, est˜ ao aproveitando
um momento tragicamente desesperador para repassarem suas concep¸ c˜ oes ideol´ ogicas e cren¸ cas.
E o mais inacredit´ avel nessa hist´ oria ´e o seguinte: seguramente, mais de 80% de tudo que se
faz em matem´ atica no mundo tem por base o C´ alculo Diferencial e Integral que, salvo por alguns
requintes alg´ebricos, ´e tal qual do s´ec. XVIII. E o saber t´ecnico mais apurado desse C´ alculo, denom-
inado derivada, ´e processo para determinar-se coeficiente angular de reta especial dentre todas que
passam por um ponto de gr´ afico, a qual, quando existe, indica a melhor aproxima¸ c˜ ao aproxima¸ c˜ ao
linear poss´ıvel, que seja reta, plano, etc.
Porquanto, indicar que um determinado fenˆ omeno tem comportamento exponencial, tanto
em crescimento quando em decaimento, ´e uma refinada iguaria matem´ atica que n˜ ao pode ser servida
em prato com tanta sujeira como fizeram esses. Embora, toda essa pesquisa demonstra atrav´es do
que seriam as provas de matem´ atica dos vestibulares das p´ ublicas que isso nunca tratado por coisa
s´eria. Apenas como mais uma forma para meia d´ uzia dos amigos dos amigos ter um fabuloso extra
todo ano.
Logo, a prova dita de matem´ atica desse vestibular, por ser com 05(cinco) quesitos, teve 40%
absolutamente imprest´ avel. Sendo isso historicamente uma das poucas congruˆencias que o sistema
tem apresentado. Isso sem levar em conta o erro did´ atico que h´ a na posi¸ c˜ ao das quest˜ oes. Posto
que, Fun¸ c˜ ao Quadr´ atica ´e mais elementar do que Exponencial, enquanto os quesitos em cada tema
possuem ordem de numera¸ c˜ oes opostas. E, se dependessem apenas da venda de tais coisas a quem
pudesse recusar compr´ a-las, morreriam de fome mesmo aqui em Bel´em-Pa, cujo povo j´ a propago-
nizou o registro mais significativo que sei ter havido de curiosidade cient´ıfica.
Vale muito relatar um pouco dessa hist´ oria por ser uma aula magna em Ciˆencia, Tecnologia
e Inova¸ c˜ ao. Promoveu-a J´ ulio Cezar Ribeiro de Souza (1843-1887), nascido na antiga vila do
Acar´ a-Pa, ainda hoje pequena e apraz´ıvel, balonista, porquanto, dos prim´ ordios da avi˜ ao, cujo fato
concreto consta na obra Mem´ orias sobre a navega¸ c~ ao a´ erea, organizado por Lu´ıs Carlos Bas-
salo Crispino, f´ısico da Universidade Federal do Par´ a, editora UFPa, 2004, o qual foi o seguinte:
divulgando mais at´e nos postes de Bel´em uma palestra no tema avia¸ c˜ao e pedindo uma
contribui¸ c˜ao para ajud´a-lo ir confeccionar o seu invento na Fran¸ ca, Victoria, conseguiu
encher o Teatro da Paz.
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E o pequeno trecho elucidativo ´e o seguinte:
¨J´ ulio Cesar apresentou sua ¨Mem´ oria sobre navega¸ c˜ao a´erea¨ ao Instituto
Polit´ecnico em mar¸ co de 1881. Nela, o inventor paraense se situava entre
os partid´arios dos aparelhos mais leves do que o ar.
:::
Ele
::::::::::::::
acreditava
:::::
que
:::::
um
::::::::::
aparelho
:::::::
mais
::::::::::
pesado
::::
do
:::::
que
:::
o
::::
ar
:::::::::::
somente
:::::::
seria
::::::::
vi´avel
:::::::::::
quando
::
o
:::::::
peso
::::
do
:::::::
motor
:::::::::::
pudesse
:::::
ser
:::::::::::
reduzido
:::::::::::::::::
radicalmente
:::::
em
:::::::::
rela¸ c˜ao
::::
ao
::::::::::::
empuxo.
:::
O
:::::::::
tempo
::::::::::::
confirmou
:::::::::::::::
plenamente
::::::
essa
::::::::::
opini˜ao: vinte e cinco anos mais tarde, Santos
Dumont fez voar um aparelho mais pesado do que o ar gra¸ cas precisamente `a
evolu¸ c˜ao do motor a explos˜ao.
O Instituto Polit´ecnico aprovou ent˜ ao uma mo¸ c˜ ao manifestando ao Governo Imperial
a conveniˆencia de auxiliar o inventor. Gra¸ cas a ela o inventor conseguiu uma doa¸ c˜ ao
de 20 contos de r´eis da Assembl´eia Provincial do Par´ a. Com esse dinheiro, seguiu para
Paris, onde encomendou seu primeiro bal˜ ao ` a Casa Lachambre, batizando-o com o nome
de sua esposa: Vit´ oria.
Em 8 de novembro do mesmo ano, Lachambre lavrou uma ata, atestando
o primeiro vˆ oo do dirig´ıvel Vit´ oria. Teria cinco metros de comprimento, a forma
de um dirig´ıvel, dispondo de leme de dire¸ c˜ ao mas sem propulsores. Tratava-se de um
bal˜ ao com certa dirigibilidade Em 12 de novembro, J´ ulio Cesar teria realizado uma nova
experiˆencia,mas apenas oito dias mais tarde voltou ao Par´ a, sem recursos mas decidido a
realizar uma ascens˜ ao em seu estado natal. Logo depois, em dezembro, ele tentou realizar
um vˆ oo no Par´ a, mas sem sucesso: por falta de recursos para trazer as asas e o leme de
dire¸ c˜ ao de seu bal˜ ao, havia deixado-os na Fran¸ ca, al´em de elementos necess´ arios para a
produ¸ c˜ ao de hidrogˆenio.¨
Desenho explicativo do pedido de patente do
dirig´ıvel Vit´ oria, de J´ ulio C´esar Ribeiro de
Sousa, datado de 1881.
Fonte: Arquivo Nacional
Fonte: www.museutec.org.br/resgatememoria2002/old/enciclop/cap002/012.html,
acesso nov/09
No Jornal da UFRJ, Ano 4, N
o
45, Junho-Julho
de 2009, p´ ag. 28, www.ufrj.br/docs/jornal/2009-
junho julho JornalUFRJ45.pdf, acesso nov/09, h´ a
um artigo no tema, indicado ao lado, cuja cr´ıtica
ao J´ ulio Cezar s˜ ao similares a que se faz em
rela¸ c˜ ao as tais provas de vestibulares. Uma vez at´e
n˜ ao ser t˜ ao dif´ıcil depois da prova saber do que
deseja ser marcado quem elaborou, considera-se
nada haver de prejudicial, quando nada posterior ´e
revelante por n˜ ao expressar quase nada do ocorrido
no decorrer da prova.
Sendo uma desonestidade intelectual fazer cons-
tar, sem qualquer esclarecimento, o seguinte: ¨J´ ulio
Cezar chegou a queixar-se, alegando de que so-
mente teve ¨migalhas no pa´ıs dos grandes esban-
jamentos, lugar onde a ciˆencia est´ a completamente
mistificada¨.¨
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Posto que, ainda hoje o Estado Brasileiro ´e esbanjador ao extremo e perdul´ ario com inves-
timento em educa¸ c˜ ao. N˜ ao ´e dif´ıcil apontar da pr´ opria UFRJ o que seja revelador dessa verdade,
como o fato da sua casa estudantil mais parecer pardieiro. Portanto, fazer constar isso se fosse
melodrama a parte de J´ ulio Cezar, induzindo ser desculpa pela sua incompetˆencia, novamente ´e
coisa de quem n˜ ao percebeu o momento hist´ orico que vive e nem o que esse viveu. Al´em disso, tudo
relatado aqui comp˜ oe um esbanjamento anual de cifras de bilh˜ oes de reais com os vestibulares das
universidades p´ ublicas, cujo produto final quase nada tem de ciˆencia, mas de mistifica¸ c˜ ao, at´e no
sentido mais imbecil que isso guarda.
Para conhecer mais de J´ ulio Cezar leia esta referˆencia: BARATA, Germana. Outro pioneiro
do brasil na navega¸ c˜ ao a´erea. Cienc. Cult. [online]. 2004, v. 56, n. 1, pp. 58-59. ISSN 0009-6725.
http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252004000100041&script=sci arttext. E um
desafio cient´ıfico: nas anota¸ c˜ oes originais de J´ ulio Cezar, reproduzidas no livro do Prof.
Crispino, h´a demonstra¸ c˜ oes claras de que esse dominava os rundimentos de C´alculo da
´epoca. Portanto, quando esse diz que acreditava que um aparelho mais pesado do que
o ar somente seria vi´avel quando o peso do motor pudesse ser reduzido radicalmente
em rela¸ c˜ao ao empuxo, tinha feito de fato os c´alculos que garantiam isso. Onde consta
que os demais tinham saber matem´atico deste n´ıvel?
E nessa hist´ oria macabra das provas de vestibulares o achar ser tudo um caso localizado
apenas em matem´ atica sempre foi um terr´ıvel engano. E o estudo como um todo mostra como agem
tais sistemas de vestibulares das p´ ublica para prejudicar o ingresso da rede p´ ublica e favorecer quem
paga pr´e-vestibular, cuja den´ uncia principal fiz em 99. Que 10 anos depois chegasse no seguinte
ponto, seria muita pretens˜ ao de qualquer um prever (g.n):
PROFESSORES DENUNCIAM FRAUDE EM PROVA DA UFPA
www.diariodopara.com.br, 25/11/2009.
Professores do Col´egio Impacto, em Bel´em, pretendem entrar com uma a¸ c˜ao no Min-
ist´erio P´ ublico Federal para que seja investigada a den´ uncia de um poss´ıvel vazamento de
uma quest˜ao do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade Federal do Par´a para outra
institui¸ c˜ao acadˆemica da cidade. A quest˜ao n´ umero 19 de Geografia apresentou itens comple-
tamente idˆenticos ao de um exerc´ıcio apresentado aos alunos do col´egio Universo alguns dias
antes da prova. ¨Cinco itens s˜ao iguais ao de uma quest˜ao que est´a dispon´ıvel na internet,
::::
mas
::
os
::::::::::::
professores
:::
do
::::::::::
Universo
:::::::::::::::
apresentaram
::::
um
:::::
item
::
a
:::::
mais
:::::
que,
:::::::::::::::::::
coincidentemente,
:::::::::
tamb´em
:::::
est´a
::
na
:::::::::
quest˜ao
:::
da
::::::::
UFPA¨, diz o professor de Geografia Antonio Carvalho.
Veja as semelhan¸ cas entre a prova e o exerc´ıcio do Col´egio Universo
¨Queremos que a UFPA nos dˆe uma explica¸ c˜ao convincente. Caso contr´ario entraremos com
uma a¸ c˜ao no Minist´erio P´ ublico pedindo, quem sabe, at´e a anula¸ c˜ao da prova¨, afirma o tamb´em
professor de Geografia do Impacto Nonato Bouth. O gr´ afico e as alternativas que est˜ ao na prova da UFPA s˜ ao
iguais ao que foi apresentado como exerc´ıcio para os alunos do Universo, segundo denuncia o col´egio Impacto.
A quest˜ ao foi anulada pela universidade. Em nota de esclarecimento a UFPA informa que anulou a quest˜ ao
¨ap´ os an´alise realizada por uma equipe de professores da UFPA, que detectou proximidade da
quest˜ao com a de uma prova de concurso vestibular da Universidade Federal da Bahia, aplicada
em 2007¨. De acordo com a diretora do Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS/UFPA), Marilucia
Oliveira, a Universidade ¨tem um compromisso moral de prezar pelo ineditismo das quest˜ oes de seu
vestibular.
::::::::
Embora
::::
n˜ao
:::::
haja
::::::::::
nenhuma
:::::::::::::::::
obrigatoriedade
:::::
legal para que as quest˜ oes de vestibulares
sejam in´editas, a anula¸ c˜ao foi decidida pela UFPA, por m´erito de lisura, ainda na segunda-feira,
`a noite, 23 de novembro¨. A retifica¸ c˜ ao do gabarito foi realizada ontem. ¨N´ os temos um controle de
qualidade e um padr˜ ao m´ınimo que n˜ ao admite quest˜ oes repetidas em nossas provas. Por isso, ap´ os ter sido
detectada a proximidade da quest˜ ao com a da prova de outra institui¸ c˜ ao, achamos ´etico anul´ a-la¨, afirma
Marilucia Oliveira.
No Col´egio Universo a quest˜ ao ´e tratada de forma ainda n˜ ao oficial. ¨Soubemos atrav´es de coment´ arios de
alunos. N˜ ao recebemos nada oficialmente. Assim que recebermos algum tipo de comunica¸ c˜ ao oficial reuniremos
a banca dos professores da Geografia do col´egio para definirmos que tipo de atitude ser´ a tomada¨, disse o
coordenador pedag´ ogico Marcio Ganzer.(Cont.)
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CAUTELA
No Minist´erio P´ ublico, o caso ainda ´e visto com cautela. ¨O Minist´erio P´ ublico Federal n˜ao re-
cebeu nenhuma representa¸ c˜ao oficial at´e o presente momento questionando a seguran¸ ca ou a
metodologia das provas do ´ ultimo PSS da Universidade Federal do Par´a. Se isso acontecer, de-
ver´a ser aberto procedimento interno para investigar as hip´ oteses de suposto pl´agio ou suposto
vazamento. Quaisquer medidas necess´arias dever˜ao ser tomadas apenas com a conclus˜ao das
investiga¸ c˜ oes¨, informou o MP. Um procurador disse que a anula¸ c˜ ao da prova ´e um ato extremo, mas que
n˜ ao ´e algo t˜ ao incomum assim. Nas investiga¸ c˜ oes, at´e a Pol´ıcia Federal pode ser acionada.
Para os candidatos que se sentiram prejudicados, a UFPA n˜ ao d´ a raz˜ oes para muita anima¸ c˜ ao. Os can-
didatos tinham at´e as 14h30 de ontem para interporem recursos no Centro de Processos Seletivos. O gabarito
definitivo da prova ser´ a disponibilizado a partir da quarta-feira, dia 25 de novembro.
PROTESTO
Ontem pela manh˜ a os alunos do col´egio Impacto da avenida Magalh˜ aes Barata fizeram um pequeno protesto
no interior da institui¸ c˜ ao reivindicando a anula¸ c˜ ao da prova. Nem todos, no entanto, querem que a prova seja
anulada. ¨Eu vou ser prejudicado de qualquer forma¨, disse Lui Lima, 19 anos. (Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=69253&termo=ufpa, acesso nov/09
H´ a quatro detalhes fundamentais nisso:
- Um dos registros nisso ´e que docente de pr´e-vestibular/F´ısica j´a acusou o sistema
de vestibular da UFPA de ter copiado a prova de fasc´ıculo que estava exposto em
banca. E nenhum dessa ´epoca quis comentar oficialmente nada para esta pesquisa transparecendo
temer que o pessoal de F´ısica da UFPA ficar sabendo, fa¸ ca alguma prova que possa fazˆe-lo passar
vergonha por n˜ ao saber como resolvˆe-la e nem forne¸ cam resolu¸ c˜ oes, portanto, at´e colocar em risco
o seu emprego.
- Nessa hist´ oria que est˜ ao riscando agora, assim como em todas, o mais prejudicado ´e aluno
da rede p´ ublica. Entretanto, os que aparecem at´e ap´ aticos s˜ ao exatamente representantes p´ ublicos
externos: docentes da rede p´ ublica, MPF, Deputados, Vereadores, etc. Interno, j´ a era mais do que
esperado.
- A lenda que sempre correu por todo canto contava que, e meses antes do vestibular da UFPA,
a Pol´ıcia Federal passava fazer monitoramento sistem´ atico de alguns pr´e-vestibulares e, pelo menos,
grampeava os telefones de todo que fosse indicado para alguma banca. bem como, seria proibido
participar do processo todo que tivesse algum parente concorrendo ou com interesse direto no
vestibular. Por´em, diversos casos, como pais participando enquanto filho(a) concorria e at´e chefia
de banca sendo exercida por quem tinha sobrinho docente de pr´e-vestibular, nunca foi segredo
que acontecia. Um caso foi citado at´e em assembl´eia do sindicato docente, Adufpa. Acompanhei
para essa pesquisa comitiva formada pela ent˜ ao Diretora da Adufpa, Prof. Dr. Vera Jacob, a qual
foi formalizar e pedir explica¸ c˜ oes do ent˜ ao Pr´ o-Reitor de Gradua¸ c˜ ao da UFPA, Prof. Dr. Licurgo
Peixoto. Este confirmou e justificou que tudo ficaria tal qual, por ser moral, legal e seguro que m˜ ae
estivesse no processo enquanto filha era candidata. E agora, quando se esperava que o Minist´erio
P´ ublico Federal dissesse que j´ a pediu o relat´ orio feito pelo acompanhamento de todo processo pela
PF, o que se ouve ´e: ¨Nas investiga¸ c˜ oes, at´e a Pol´ıcia Federal pode ser acionada¨.
- A diretora do Daves dizer que ¨N´ os temos um controle de qualidade e um padr˜ ao m´ınimo que
n˜ ao admite quest˜ oes repetidas em nossas provas. Por isso, ap´ os ter sido detectada a proximidade
da quest˜ ao com a da prova de outra institui¸ c˜ ao, achamos ´etico anul´ a-la¨, quando nem sequer perce-
beram da enorme igualdade com o quesito trabalhado no pr´e-vestibular, ´e quase esc´ arnio com todo
o processo. J´ a ficando o quanto h´ a de m´ a vontade em esclarecer tudo. Porquanto, descambando
para promover uma desgra¸ ca, a qual, obviamente como sempre foi das outras vezes, ficar´ a na conta
da institui¸ c˜ ao.
E tal qual a for¸ ca imensa que rio manso adquire para derrubar muro de arrimo feito com
base em engenharia de quinta categoria, n˜ ao ´e f´ acil sustentar prova feita por quem deixou ruir at´e
sua capacidade de copiar (g.n)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 34
UFPA ANULA PROVA DE GEOGRAFIA E AFASTA PROFESSORES
www.diariodopara.com.br, 26/11/2009
A prova de geografia referente a primeira fase do Processo Seletivo Seriado (PSS) da Uni-
versidade Federal do Par´a (UFPA) foi anulada. A decis˜ ao foi tomada durante reuni˜ ao entre o reitor
da institui¸ c˜ ao, Carlos Maneschy, e a Comiss˜ ao Permanente do Processo Seletivo (Coperps) que verificaram
problemas em trˆes das cinco quest˜ oes da prova.
¨Para que ningu´em seja prejudicado resolvemos anular toda a prova e dar os pontos a todos
os candidatos¨, informou o reitor em coletiva ` a imprensa. Maneschy disse ainda, que a UFPA abriu um
processo administrativo interno para apurar a responsabilidade pela semelhan¸ ca entre as quest˜ oes. ¨sabemos
que ´e um problema grave e que ser´a devidamente esclarecido,
::::
mas
::::
que
:::::
n˜ao
::
se
::::::::::
estendeu
::
`as
:::::::
outras
::::::::::
disciplinas¨.
O reitor diz reconhecer que houve quebra do acordo de ineditismo que ´e assinado por todos os professores
que elaboram as provas de cada disciplina para que as quest˜ oes sejam in´editas. Apesar do problema, o reitor
esclarece que os professores s˜ ao da universidade e n˜ ao possuem rela¸ c˜ ao com cursinhos ou escolas. Trˆes pro-
fessores de cada disciplina s˜ ao respons´ aveis pela elabora¸ c˜ ao das provas. Apesar de n˜ao citar o que foi
dito pelos professores envolvidos no problema, Maneschy informou que eles j´a foram ouvidos e
foram afastados da banca. Para a elabora¸ c˜ao das provas de geografia da segunda fase, a UFPA
ir´a contratar outros professores.
A diretora do Centro de Processos Seletivos (Ceps), da UFPA, Maril´ ucia Oliveira, diz que a anula¸ c˜ao
da prova aumenta a chance de v´arios candidatos passarem para a segunda fase, o que ter´a como
implicante,
:::::::
apenas um n´ umero maior de candidatos na segunda fase, sem que isto represente
problemas aos candidatos que estavam com boa pontua¸ c˜ao. (Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=69253&termo=ufpa, acesso nov/09
O comportamento geral agora ´e como se vestibular fosse algo simpl´ orio ao ponto da anula¸ c˜ ao
de toda prova de geografia quase nada alterar, quando at´e ent˜ ao era do conhecimento de todo que,
com exce¸ c˜ oes deste docentes da UFPa, qualquer d´ecimo faz um diferencial imenso, explode milhares
de injusti¸ cas, dado o n´ıvel de sensibilidade que fica ante o reduzido n´ umero de vagas e a multid˜ ao
de candidatos.
Em tudo revela-se uma ignorˆ ancia terr´ıvel do que ´e universidade p´ ublica, dos seus poderes
e da sua realidade mais b´ asica: preencher as suas vagas apenas garante mantˆe-la n˜ ao vazia, quando
a sua sobrevivˆencia quanto academia depende do empenho nos estudos dos que est˜ ao fora. Ou
seja, o que valoriza de fato ´e a qualifica¸ c˜ ao dos que lutar˜ ao por uma de suas vagas. Preencher por
preencher, posto j´ a ter sido pagas, sacrifica-se at´e nota de corte, como j´ a se fez in´ umeras vezes, e
ser´ a quantas vezes preciso for. Era essa compreens˜ ao que exigiu sempre pela anula¸ c˜ ao de tudo. Sem
isso, como se fez por diversas outras vezes, v˜ ao apenas ensaiar de que est˜ ao querendo seriamente
fazer algo. E um quadro disto consta no seguinte trecho (g.n)
SEM FINANCIAMENTO, VAGAS OCIOSAS DEVEM AUMENTAR AINDA MAIS
Por Marina Dias, 27/11/ 2009
Divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), o Censo
da Educa¸ c˜ao Superior trouxe dados alarmantes para os brasileiros: 49% das vagas oferecidas
no ensino superior em 2008 n˜ao foram preenchidas. Isso significa que, somando a oferta em
institui¸ c˜ oes p´ ublicas e particulares,
:::
das
::
3
:::::::::
milh˜ oes
::::
de
:::::::
vagas
::::::::::::
dispon´ıveis, 1,47 milh˜ao ficou
completamente ociosa no ano passado.
Em compara¸ c˜ao a 2007, o crescimento total das vagas n˜ao preenchidas foi de 11,6%. No
entanto,
:
o
::::::::::
aumento
:::::
mais
:::::::::::
expressivo
::::::::
ocorreu
::::
na
:::::
rede
::::::::
federal,
::::
em
::::
que
::
o
::::::::
n´ umero
:::
de
:::::::
vagas
:::::::
ociosas
:::::
subiu
:::::::
117%
::::
em
::::
um
::::
ano. Nas universidades estaduais, o crescimento foi de 9%, enquanto nas
municipais, 6,9%, e nas privadas, 10%.
Ainda assim, s˜ ao as institui¸ c˜ oes particulares que respondem pelo maior n´ umero de cadeiras vazias. Elas
s˜ao respons´aveis por 2,641 milh˜ oes do total de vagas em processos seletivos de todo o pa´ıs e
apresentam 54,6% de ociosidade. Esse n´ umero, por´em, n˜ ao acompanha sequer a quantidade de estudantes em
busca de um diploma do ensino superior. De 2007 para 2008, o n´ umero de vagas aumentou 5,7% e o n´ umero
de calouros nas faculdades subiu bem menos: 1,6%.
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/vestibular/financiamento-vagas-ociosas-devem-
aumentar-diz-especialista-515530.shtml, acesso nov/09
Emoldurado com o seguinte (g.n)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 35
ENSINO SUPERIOR TEM QUASE 1,5 MILH
˜
AO DE VAGAS OCIOSAS
Da Agˆencia Brasil, 27/11/ 2009
O crescimento do n´ umero de matr´ıculas no ensino superior entre 2007 e 2008 n˜ ao acompanhou a expans˜ ao
das vagas. Em todo o pa´ıs, foram registradas 1.479.318 vagas n˜ao preenchidas de acordo com
informa¸ c˜ oes do Censo da Educa¸ c˜ao Superior, divulgado nesta sexta-feira pelo MEC (Minist´erio
da Educa¸ c˜ao).
As institui¸ c˜ oes privadas respondem por 98% dessas vagas. Entre 2007 e 2008, o aumento de
vagas ociosas foi de 10%. Apesar de alto, ainda ´e menor do que o registrado no per´ıodo anterior, de 13%. O
relat´ orio aponta que ´e preciso analisar as raz˜ oes para um n´ umero t˜ ao grande de vagas desocupadas, pois ¨a
oferta deve refletir a capacidade instalada do setor para atender ` a demanda por cursos de gradua¸ c˜ ao¨.
Outro dado apresentado pelo censo ´e o ´ındice de conclus˜ao de curso. Pouco mais da metade
dos estudantes (57,3%) conseguiu se formar. A taxa de conclus˜ao foi calculada pela raz˜ao entre
o n´ umero de concluintes de 2008 e os ingressantes de 2005.
As menores taxas de conclus˜ ao registradas em 2008 s˜ ao de institui¸ c˜ oes privadas: 55,3%. Entre as
p´ ublicas o ´ındice ´e de 65%, chegando a 67% na rede federal.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u658427.shtml, acesso nov/09
E o todo demonstra que universidade p´ ublica tem poder para promover um desperd´ıcio
monstruoso de recursos p´ ublicos sem sofrer qualquer admoestamento de ´ org˜ ao como Minist´erio
P´ ublico Federal. O que apenas reconfirma que ningu´em cria cobra com risco de ser mordido por
ela. Isso n˜ ao significa que tais deixem transparecer ter dente para mostr´ a-lo (g.n)
MPF PODE PEDIR ANULAC¸
˜
AO DO VESTIBULAR DA UFPA
O Minist´erio P´ ublico Federal (MPF)
instaurou ontem um procedimento para
investigar os ind´ıcios de pl´agio ou fraude
nas quest˜ oes da prova da primeira fase do
Processo Seletivo Seriado (PSS) da Univer-
sidade Federal do Par´a (UFPA). Trˆes das
cinco quest˜ oes da prova de Geografia do
vestibular, realizado no ´ ultimo domingo (22),
n˜ao eram in´editas. A UFPA anulou a prova de
Geografia, no entanto, o MPF n˜ao descarta
a possibilidade de anula¸ c˜ao de todo o concurso.
Foto: Everaldo Nascimento
Estudantes protestaram contra poss´ ıvel fraude no vestibular
Segundo o procurador da Rep´ ublica, Alan Mansur, respons´ avel pela investiga¸ c˜ ao, inicialmente o Minist´erio
P´ ublico solicitar´ a da universidade c´ opias dos contratos firmados com os professores que elaboraram a prova
anulada, al´em de informa¸ c˜ oes sobre a sindicˆ ancia que est´ a sendo realizada pela pr´ opria UFPA. ¨Vamos
avaliar qual a extens˜ao do dano. Temos que investigar qual era o dever desses professores
perante a Universidade e perante os estudantes que prestaram o concurso¨, afirma Mansur.
De acordo com o procurador,caso comprovada a existˆencia de falhas na elabora¸ c˜ao das quest˜ oes,
os respons´aveis podem receber algum tipo de puni¸ c˜ao administrativa e, se as investiga¸ c˜ oes
apontarem que houve inten¸ c˜ao deliberada de favorecimento a um ou mais candidatos, um pro-
cesso criminal dever´a ser instaurado. ¨Caso seja constatado que houve vazamento doloso, um processo
criminal ser´ a inevit´ avel. Na esfera civil, o pr´ oprio pl´ agio j´ a se configura um dano ` a sociedade¨, ressalta o
procurador. Segundo Mansur, a anula¸ c˜ ao do concurso ´e uma medida dr´ astica que agravaria o preju´ızo ` a im-
agem da UFPA. ¨N˜ ao descartamos nenhuma medida, mas n˜ ao podemos, ainda, tirar conclus˜ oes sobre o caso¨,
conclui.
O CASO
Dias antes da realiza¸ c˜ao da primeira fase do PSS, professores do pr´e-vestibular Impacto
haviam sido procurados por alunos que tinham d´ uvidas sobre uma quest˜ao de geografia ex-
tra´ıda do vestibular 2007 da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que foi adaptada para um
caderno de testes do cursinho Universo. A quest˜ao original continha cinco itens e a adapta¸ c˜ao
apresentava seis alternativas e um gr´afico. A prova de geografia do PSS trouxe uma quest˜ao
muito semelhante, com cinco itens, trˆes idˆenticos a dois itens da prova da UFBA, um gr´afico e
uma alternativa idˆenticos aos da quest˜ao inclu´ıda no caderno de testes. Na segunda-feira (23), os
professores do Impacto apresentaram requerimento `a UFPA solicitando a anula¸ c˜ao da quest˜ao.
Posteriormente, a universidade detectou problemas nesta e em outras duas quest˜ oes e, no dia
25, anulou as cinco quest˜ oes de geografia.
¨Enquanto profissional da educa¸ c˜ao, eu lamento pelo que aconteceu com a prova de geografia
da UFPA. Lamento pelos dois lados: pela universidade, que h´a mais de 50 anos vem construindo
a imagem de uma institui¸ c˜ao s´eria, e pelos alunos. Os que n˜ao tiveram ˆexito na prova gostaram
da anula¸ c˜ao, os que tinham uma boa pontua¸ c˜ao est˜ao se sentindo prejudicados¨, avalia J´ ulio Reis,
coordenador geral do Col´egio Universo. (Cont)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 36
Sobre as den´ uncias de que a prova teria vazado para o cursinho pr´e-vestibular do grupo, J´ ulio Reis afirma
que o ¨Universo est´ a aberto ` a imprensa, ` a sociedade e ao Minist´erio P´ ublico para quaisquer esclarecimentos.
Enquanto o Universo n˜ ao for notificado oficialmente, n˜ ao temos nada a dizer¨. Em nota publicada no site
da UFPA, o reitor Carlos Maneschy afirma que os problemas do Processo Seletivo foram restritos ` a prova
da disciplina de Geografia. ¨A anula¸ c˜ ao foi decidida pela UFPA, por m´erito de lisura e por um exerc´ıcio de
prudˆencia. A institui¸ c˜ ao j´ a est´ a apurando e tomando as medidas cab´ıveis no ˆ ambito jur´ıdico e administrativo¨,
ressalta.
Estudantes protestam para pedir anula¸ c˜ ao do processo seletivo
Aproximadamente 1,5 mil estudantes de v´arias escolas e cursinhos pr´e-vestibular tomaram
conta das ruas do centro de Bel´em, ontem pela manh˜a. Eles organizaram uma passeata rumo
ao Minist´erio P´ ublico Estadual, no intuito de reivindicar a anula¸ c˜ao da 1
a
fase do Processo
Seletivo Seriado (PSS), da Universidade Federal do Par´a (UFPA), realizada no ´ ultimo dia 22.
No local,
:::
os
::::::::::::
estudantes
:::::::
foram
::::::::::::
informados
:::
de
:::::
que
::
o
:::::::
´ org˜ao
::::
n˜ao
:::::::::
poderia
::::::
atuar
:::::::::
naquele
:::::
caso
::
e
::::::
foram
:::::::::::::::
encaminhados
:::::
para
::
o
:::::::::::
Minist´erio
:::::::::
P´ ublico
::::::::
Federal.
Estudantes como Douglas Baldez, de 18 anos, protestaram com faixas e cartazes. ¨S´ o estamos lutando
pelos nossos direitos, portanto pretendemos continuar com o movimento at´e que esta situa¸ c˜ ao seja resolvida.
Queremos a anula¸ c˜ ao da prova, declarou. Ele e mais quatro estudantes participaram de uma reuni˜ ao de 20
minutos com o procurador da Rep´ ublica, Alan Mansur, que dever´ a ouvir a posi¸ c˜ ao da institui¸ c˜ ao antes de tomar
alguma providˆencia sobre o assunto.¨Vamos ficar aguardando uma resposta. De qualquer forma, pretendemos
ir at´e a reitoria da UFPA amanh˜ a de manh˜ a (hoje) para saber o que vai ser feito desta prova¨, completou
Baldez.
TR
ˆ
ANSITO
Por volta das 16h de ontem, estudantes da unidade do Impacto da avenida Almirante Barroso resolveram
fechar a rua em protesto pela mesma situa¸ c˜ ao. Segundo os estudantes que organizam o movimento, o ato foi
isolado e n˜ ao fazia parte da passeata. ”Ficamos sabendo por terceiros, mas a inten¸ c˜ ao ´e essa mesma. Se n˜ ao
anularem a prova, vai haver mais manifesta¸ c˜ oes”, afirmaram. (Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=69531&termo=ufpa, acesso nov/09
Um ponto fundamental ´e n˜ ao haver elemento consistente para qualquer puni¸ c˜ ao de valia
mesmo, at´e pelo fato de que isso dentro de universidade p´ ublica ser mais f´ acil com quem seja
decente. Pois, nenhum participa de tal processo por querer pr´ oprio, apenas por determina¸ c˜ ao da
dire¸ c˜ ao do sistema. E essa deve tˆe-los escolhidos por ter fatos soberbos indicando-os como os mais
capacitados poss´ıveis, caso essa n˜ ao queira confessar crime que destr´ oi todo o sistema de uma vez
por toda.
Ou seja, mesmo um advogado mais r´ abula os livram de qualquer a¸ c˜ ao judicial. E ainda tem
uma salva¸ c˜ ao honrosa: fazer reavilia¸ c˜ ao psiqui´ atrica e aposentar-se por um transtorno qualquer.
Como j´ a mostrei aqui a ¨obra¨ de uma junta desta, isso ´e muito simples de obter. Bastando no dia
marcado da entrevista entrar chutando a porta ou andar nu pelos pavilh˜ oes de aula, nem precisa
ser no hall da reitoria.
Quanto ao que explode no meio da rua, ´e o que frutifica sempre quando at´e mesmo o mais
relapso com os estudos que esteja nesse meio, ainda tem mais raz˜ ao do que um sujeito que chegou
a cargo de docente de uma universidade p´ ublica, tinha uma responsabilidade imensa nas m˜ aos e
uma ferramenta maravilhosa, toda geografia da Amazˆ onia, e joga tudo no lixo para plagiar uma
quest˜ ao da UFBA. O que tudo isso indica que esse tipo produziu pelas entranhas do institucional
forma um mar de lama dos mais pegajoso capaz de colar as p´ agina uma nas outras de tudo que
sair desta sindicˆ ancia ao ponto de nada prestar.
Bem como, nem tudo ´e fruto deste fato isoladamente, mas por um ac´ umulo em longos anos
de leniˆencia e desprezo pelos direitos mais elementares dos candidatos, s˜ ao os fatores que faz formar
um movimento social de controle dif´ıcil. E um esc´ arnio hist´ orico ´e o seguinte (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 37
UFPA/2005, 2
a
fase - 07. ¨Dipodg kzinvm iznnvn xjdnvn,
kjmzh zgvn nz kzinvh kjm nd, iv xvwzxv dhkjozioz. Id-
noj nz vwmz, kjm hdgvbmz, ph znkvxj npadxdzioz kvmv
hvijwmv, hvn zh nziodyj diqzmnj vj yj Bvgzvj. J mvkvu,
hzijn kjm didxdvodqv kmjkmdv yj lpz kjm dhkjndxvj yjn
hjojmdnovn lpz qdicvh vomvn, vxdjiv j hjojm, lpz kzbv
ovhwzh kjm hdgvbmz. V ypmvn kzivn, nzh nvwzm xjhj,
qjgov kvmv xvnv.¨
O texto acima representa um trecho de ¨Procura-se um pai¨
de Carlos Drummond de Andrade e foi codificado por meio de uma
permuta¸ c˜ ao das letras do alfabeto (incluindo as letras K, W e Y),
desconsiderando-se cedilhas e acentos. Sabe-se que em textos longos
escritos em portuguˆes, as freq¨ uˆencias aproximadas de utiliza¸ c˜ ao das
letras do alfabeto s˜ ao dadas pela tabela:
Letra Freq¨ uˆencia Letra Freq¨ uˆencia
A 14,64% P 2,58%
E 12,70% V 1,68%
O 10,78% H 1,42%
S 7,97% G 1,29%
R 6,88% B 1,16%
I 5,90% Q 1,09%
D 4,97% F 0,99%
N 4,85% Z 0,42%
M 4,71% J 0,32%
U 4,42% X 0,23%
T 4,26% K 0,01%
C 3,76% Y 0,01%
L 2,95% W 0,01%
No texto inicial apresentado em c´ odigo, os s´ımbolos gr´ aficos
(excluindo v´ırgulas e pontos) aparecem segundo o histograma abaixo:
Sabe-se tamb´em que as quatro letras mais freq¨ uentes no texto
original s˜ ao, de fato, as quatro letras mais utilizadas na l´ıngua por-
tuguesa, n˜ ao necessariamente na mesma ordem, e que a palavra
¨SABER¨ est´ a presente no texto.
Com base nessas informa¸ c˜ oes, ´e correto afirmar que as letras A,
E, O e S do texto original est˜ ao representadas no texto codificado,
respectivamente, pelos s´ımbolos gr´ aficos
(A) J, Z, N e V (B) V, N, J e Z (C ) V, Z, J e N (D)
Z, V, J e N (E) Z, J, V e N
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/pss2005/grades/fase2/segunda-
fase.doc, acesso nov/09
Note inicialmente que o
quesito consta na parte que
seria de matem´ atica, mas quem
for conhecedor desse texto do
Drummond responde como que-
riam sem precisar nada entender
deste tema. E a t´ecnica que
acham ser capaz de resolver
este, posto que, essa n˜ ao se
baseia em coisa t˜ ao rota, ´e uma
teoria matem´ atica denominada
de CRIPTOGRAFIA - consulte
a p´ agina de um especialista,
O professor Routo Terada,
www.ime.usp.br/˜rt.
E o escatol´ ogico ´e que tal
assunto N
˜
AO CONSTA
NO PROGRAMA OFI-
CIAL DO PSS e NEM
´
E
AINDA ASSUNTO NOS
LIVRO DID
´
ATICOS MAIS
COMUNS. Logo, n˜ ao ´e nem
sequer comentado nas esco-
las p´ ublicas mas com quase
absoluta certeza, j´ a que os
professores das escolas partic-
ulares/pr´e-vestibulares est˜ ao
¨antenados¨ os com tais centros
de matem´ atica, este t´ opico j´ a
´e ensinado/exercitado nas par-
ticulares/pr´e-vestibulares. Ficou
nessa hist´ oria, ante o silˆencio
que os pr´e-vestibulares fizeram
na ´epoca, um cheio de que nada
disto os pegou de surpresa.
Portanto, tal coisa nada
mais foi do que um escra-
cho com os candidatos em
geral e um deboche com os
estudante da rede p´ ublica.
E isto acontece como se nem
crime fosse, pela simples raz˜ ao
de quase nada do que tais fazem
´e tratado como isto. Ou melhor,
diplomam mais quem nem pense
ser nisto.
E tudo isso frutifica ` a sombra da mentalidade de quem tem cargo de docente em universidade
p´ ublica, cuja folha maior se comp˜ oe de uma imensa descren¸ ca do poder da educa¸ c˜ ao, quando o maior
ainda ´e da m´ a educa¸ c˜ ao, se ´e poss´ıvel tal classifica¸ c˜ ao. Esta em contato com o tecido social mais do
que apodrecer, craveja de espinhos toda racionalidade, infestando-a de tudo o quanto n˜ ao presta.
N˜ ao por acaso tudo isso forma um ciclo terr´ıvel que paralisa ruas e exp˜ oe suas chagas em plena
reitoria dessas. Foi o que aconteceu (g.n)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 38
MPF DESCARTA ANULAC¸
˜
AO DE VESTIBULAR DA UFPA
Foto: Thiago Ara´ ujo
Protesto: estudantes entraram em
confronto com seguran¸ cas da UFPA
Di´ ario do Par´ a, Quinta-feira, 03/12/2009
Indignados com decis˜ ao da Universidade Federal do Par´ a
(UFPA) em manter a primeira fase do vestibular, centenas de
estudantes de cursinhos pr´e-vestibular ocuparam o hall de entrada
da institui¸ c˜ ao e solicitaram uma reuni˜ ao com o reitor, Carlos
Maneschy.
Uma hora ap´ os a chegada dos estudantes, o reitor
aceitou recebˆe-los
:::::::
diante
:::
da
::::::::
amea¸ ca de que permaneceriam
no local. Mesmo diante de v´ arios questionamentos, Maneschy in-
formou que a universidade n˜ ao voltar´ a atr´ as em sua decis˜ ao de dar
continuidade ao processo, cuja segunda fase est´ a marcada para o dia
13 de dezembro.
Ontem mesmo, a lista dos candidatos aptos `a segunda fase do concurso foi divulgada no site
da institui¸ c˜ao.
Em rela¸ c˜ ao ` a prova de geografia da segunda e terceira fases, o reitor informou que elas foram reelaboradas
por uma banca substituta e garantiu ainda que os processos administrativos j´ a foram colocados em curso, assim
como os esclarecimentos ao Minist´erio P´ ublico Federal, ´ org˜ ao respons´ avel pelas investiga¸ c˜ oes. Mais uma vez,
o reitor afirmou que n˜ao houve fraude por parte da institui¸ c˜ao e sim, uma quebra no contrato de
ineditismo por parte dos elaboradores. ¨Admitimos que houve um erro grave, mas n˜ao fraude¨.
Uma hora depois de intensos questionamentos, o reitor deixou o audit´ orio sob prote¸ c˜ao
de seguran¸ cas da universidade e sob vaias e xingamentos dos candidatos que o chamavam de
¨moleque¨. Houve um princ´ıpio de tumulto e os estudantes amea¸ caram invadir a reitoria, mas
as portas foram fechadas.
INTERDIC¸
˜
AO
Passava das 17h quando um grupo decidiu interditar a avenida Almirante Barroso com intu-
ito de chamar aten¸ c˜ao das autoridades competentes. A interdi¸ c˜ao durou uma hora a meia, mas
quinze minutos ap´ os a ocupa¸ c˜ao da avenida, o caos estava formado. Um intenso engarrafamento
se formou e a desordem no trˆansito causou estresse em motoristas que estavam na avenida
Magalh˜aes Barata, em S˜ao Br´as. Centenas de carros, ˆ onibus e caminh˜ oes ficaram parados e, em
alguns momentos, o barulho das buzinas chegava a atordoar.
Muitos passageiros desceram dos ˆ onibus e caminharam em dire¸ c˜ ao ao Entroncamento. A atitude dos
estudantes foi desaprovada por muitas pessoas, como a vendedora Dora Almeida, que xingou os estudantes e
questionou a respeito do direito de ir e vir. ¨Estou saindo de um dia de trabalho e tentando chegar em casa
onde tenho filhos pequenos me esperando. Onde est˜ ao os meus direitos?¨, reclamava.
Trinta minutos ap´ os o in´ıcio da manifesta¸ c˜ao, a Pol´ıcia Militar chegou ao local e liberou
uma faixa da avenida por onde o trˆansito come¸ cou a escoar lentamente. Homens da tropa de
choque tamb´em foram acionados e se posicionaram a alguns metros, aguardando o momento de
agir. Das janelas dos ˆ onibus, mais queixas aos estudantes.
`
As 19h30, os alunos decidiram desocupar a pista,
por´em, devido ` a extens˜ ao do engarrafamento, o trˆ ansito demorou a voltar ao normal.
MPF diz que prova n˜ao foi totalmente comprometida
O Minist´erio P´ ublico Federal (MPF) informou ontem, por meio de nota enviada `a imprensa,
que at´e ontem, as investiga¸ c˜ oes sobre den´ uncias de irregularidades na primeira fase do Processo
Seletivo Seriado da UFPA, n˜ao apresentaram ind´ıcios de que a validade das provas referentes
`as outras mat´erias tenha sido comprometida pelas supostas fraudes na prova de geografia. A
investiga¸ c˜ao sobre as den´ uncias de pl´agio e de outras irregularidades continua sendo feita pelos
procuradores da Rep´ ublica que atuam no caso. O MPF pretende comprovar as ilegalidades, identificar
os respons´ aveis e reivindicar a repara¸ c˜ ao civil e administrativa pelos danos provocados.
RESULTADO
A lista de candidatos aprovados para a segunda fase do Processo j´ a foi divulgada no site do Centro de Processos
Seletivos da UFPA. No total, 41.258 foram aprovados para a segunda prova e devem imprimir um novo cart˜ ao
de inscri¸ c˜ ao para realizar a avalia¸ c˜ ao. (Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70273, acesso dez/09
M´ a educa¸ c˜ ao ´e isso mesmo, lota logo tudo das piores impropriedades, tais como:
- O Minist´erio P´ ublico Federal poderia ter ficado logo calado, devia de fato s´ o falar mais de-
pois,posto que, suas posi¸ c˜ oes precisam ser apoiadas em investiga¸ c˜ oes e estudos t´ecnicos e, portanto,
exige tempo. E a coisa mais tais sistemas sabem fazer ´e matar todo o tempo, como lan¸ cando o
resultado e fazendo de tudo um ato consumado;
- O reitor que parece t˜ ao desprotegido de poderes ante tais docentes, precisando medir cada
adjetivo que profere em referˆencia desses, disp˜ oe al´em do necess´ ario para conter estudante pelo
pesco¸ co.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 39
Nisso cai uma lenda j´ a bastante tˆenue de que todo o processo de vestibular das p´ ublicas ´e
acompanhado por um grupo da Pol´ıcia Federal que vigia os passos de todos, incluindo tudo que
acontece nas revis˜ oes dos principais vestibulares. Posto que, se isso fosse fato, reitor e MPF estavam
dando garantias de f´e p´ ublica baseados em relat´ orio desse ´ org˜ ao, ao inv´es de ser apenas opini˜ oes
pessoais e das conveniˆencias institucionais.
E como tribunal n˜ ao deixa de ser um instrumento civilizador atrav´es das decis˜ oes das suas
Varas, eis uma (g.n):
UFPA PODE REALIZAR NOVA PROVA DE GEOGRAFIA
Di´ ario do Par´ a, 06/12/2009
A 5
a
Vara da Justi¸ ca Federal determinou, em car´ater liminar, que a Universidade Federal
do Par´a (UFPA) realize outro processo seletivo da primeira etapa do PSS 2010 da prova de ge-
ografia, cancelada ap´ os den´ uncias de pl´agio das quest˜ oes. O reitor da universidade, Carlos Maneschy,
informou que recebeu a notifica¸ c˜ ao na tarde da ´ ultima sexta-feira, e ficou surpreso. ¨Eu n˜ ao tinha id´eia do que
poderia acontecer, n´ os est´ avamos seguindo o cronograma normal do processo¨. Na manh˜ a de hoje haver´ a uma
reuni˜ ao entre a Comiss˜ ao Permanente do Processo Seletivo para analisar a liminar e decidir se a universidade
vai recorrer ou acatar a decis˜ ao.
O reitor da universidade preferiu n˜ ao comentar a determina¸ c˜ ao, mas informou que a justi¸ ca alega a falta
de avalia¸ c˜ ao dos alunos na disciplina de geografia. Na opini˜ ao de Maneschy, a decis˜ ao tomada pela UFPA, em
anular as quest˜ oes e garantir a pontua¸ c˜ ao para todos os candidatos era a que trazia conseq¨ uˆencias menores.
¨N´ os estamos seguindo o que determina o edital. Caso haja problema, a quest˜ ao deve ser anulada e o ponto
concedido a todos os candidatos, como em qualquer certame, e foi isso que fizemos¨.
A segunda fase do PSS 2010, marcada para o pr´ oximo domingo (13/12), poder´ a ser cancelada, j´ a que o
edital n˜ ao permite que o candidato passe para a outra etapa, sem que tenham sido avaliados na primeira fase.
¨A segunda fase pode ser cancelada e s´ o vai ser realizada depois que resolvermos esse problema¨. Segundo
Maneschy, cerca de 45 mil alunos participaram do primeiro PSS. (Di´ ario Online/ Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70693&termo=ufpa, acesso dez/09
Lamento, mas o edital foi feito na pura presun¸ c˜ ao de atender um caso acidental, jamais
supondo ocorrer anomalia, a qual s´ o pode ser tratada por medidas radicais, tais como (g.n):
UFPA ANULA PRIMEIRA FASE DO PROCESSO SELETIVO SERIADO 2010
A Comiss˜ao Permanente de Processos Seletivos da Universidade Federal do Par´a (COP-
ERPS) decidiu, nesta segunda-feira, 07 de dezembro, anular a primeira fase do Processo Sele-
tivo Seriado 2010 (PSS), realizada no ´ ultimo dia 22 de novembro. O novo calend´ ario de provas ainda
n˜ ao foi definido, mas a segunda fase, que seria neste domingo, dia 13 de dezembro, foi adiada. A COPERPS
informa, ainda, que as inscri¸ c˜ oes para o concurso n˜ ao ser˜ ao reabertas.
O reitor da Universidade, Carlos Maneschy, explicou que o posicionamento da UFPA sobre a primeira
fase do PSS 2010 seria alterado apenas diante de uma decis˜ ao judicial ou do surgimento de um fato novo. Os
dois motivos que levaram a esta decis˜ ao foram uma liminar da Justi¸ ca Federal e o resultado de investiga¸ c˜ oes
da Pol´ıcia Federal.
A investiga¸ c˜ao da Pol´ıcia Federal sobre os problemas relacionados com a primeira fase do
PSS 2010 iniciou a pedido do reitor da Institui¸ c˜ao e revelou que um integrante do Centro
de Processos Seletivos (CEPS), o qual tinha acesso `a prova, possui um sobrinho inscrito no
concurso, indo de encontro `as regras da Institui¸ c˜ao. Como o servidor da Universidade tinha acesso
ao conte´ udo de toda a prova, a comiss˜ ao decidiu refazer totalmente a primeira etapa do concurso, em vez
de refazer apenas a avalia¸ c˜ ao de Geografia, conforme determina¸ c˜ ao da Justi¸ ca Federal. ¨Para evitar que
situa¸ c˜ oes como esta voltem a acontecer, a COPERPS ir´a elaborar novas regras sobre a realiza¸ c˜ao
de concursos na Universidade a serem adotadas, ainda, no PSS 2010 e vamos contar com a
colabora¸ c˜ao da Pol´ıcia Federal neste sentido¨, garantiu Carlos Maneschy.
A COPERPS ir´ a discutir os detalhes operacionais da decis˜ ao, como as datas e os locais de prova, mas
adianta que todos os candidatos inscritos no concurso realizar˜ ao as provas do certame 2010 de acordo com
as inscri¸ c˜ oes j´ a efetuadas e t˜ ao logo o novo calend´ ario de provas seja definido, haver´ a ampla divulga¸ c˜ ao. Do
total de 50.436 candidatos inscritos no Processo, 47.707 est˜ ao inscritos para participar da primeira fase do
concurso. A Coordenadora da COPERPS e pr´ o-reitora de Ensino de Gradua¸ c˜ ao da Universidade, Marlene
Freitas, assegura que o adiamento do concurso n˜ ao interferir´ a no in´ıcio das aulas, marcado para o dia 1
o
de
mar¸ co. - Texto: Assessoria de Comunica¸ c˜ ao da UFPA, 07.12.2009
Fonte: www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3434, acesso dez/09
J´ a relatei antes, p´ ag. 33, que at´e pais participarem da elabora¸ c˜ ao/corre¸ c˜ ao tendo filho(a)
candidato, sempre foi a coisa mais comum. Nem havendo, como reconhecem, regra proibitiva, quanto
menos sistem´ atica coibindo. Assim, anular em fun¸ c˜ ao disto sem que se comprove cabalmente que
esse tenha repassado alguma coisa ´e querer desviar aten¸ c˜ ao do principal, o caso de geografia.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 40
N˜ ao parece ser poss´ıvel, mas provarei ainda que ´e absurdamente pouco tudo j´ a constando
desse PSS1/UFPa. Pois, h´ a o pouco comentado: a anula¸ c˜ao da quest˜ao de f´ısica. A qual vai
al´em do rid´ıculo cient´ıfico, que ´e a seguinte (g.n):
Quest˜ ao 24 - Considere um foguete, lan¸ cado para o espa¸ co execute movimento em ´ orbita circular a uma
altitude de 50 raios da Terra acima de sua superf´ıcie. Para tal situa¸ c˜ ao, ´e correto afirmar que a raz˜ ao entre
a velocidade de lan¸ camento do foguete e a velocidade de escape da superf´ıcie da Terra ´e
(A) 49/50 (B)

49/50 (C)

50/51 (D)

50/49 (E) 50/49
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%201/PSS%202010%20-%20Fase1.pdf, acesso nov/09
´
E inacredit´ avel como um diplomado em F´ısica, docente de n´ıvel superior e mais prov´ avel
p´ os-doutor, sequer ainda entendeu dos limites de aplicabilidade da Mecˆ anica Newtoniana. Portanto,
n˜ ao s´ o ´e incapaz de honrar o esfor¸ co cient´ıfico do paraense J´ ulio Cezar, como at´e mesmo o que
j´ a sabia f´ısicos contemporˆ aneos de Newton. E o rid´ıculo n˜ ao fica s´ o nisso: a quest˜ao foi anulada
por esses, e mesmo assim, errar nas contas e/ou deixar o resultado encontrado fora
dos itens.
Depois disto, e s´ o posso classificar como patifaria cient´ıfica, esperar que atendessem qual-
quer m´etodo qualificador j´ a seria absurdo, mesmo os propostos nos prim´ ordios da humanidade.
Menos ainda, portanto, dos que fundamentam o fazer cient´ıfico mais recentemente como ´e o caso
do matem´ atico e fil´ osofo francˆes Ren´e Descartes (1596-1650). Pois, uma s´ıntese do cartesianismo
a ser lembrado aqui consta na prova de Filosofia (O centro de Filosofia da UFPa fica ao lado do de
Ciˆencia Exatas, informo.) desse mesmo certame, e s´ o n˜ ao ´e ironia por compor a prova da desgra¸ ca
no total (g.n):
¨Quest˜ ao 43 - Descartes, em sua obra Discurso do m´ etodo prescreve quatro
regras do m´etodo que n˜ ao devem ser esquecidas na busca do conhecimento
verdadeiro:
:::
a
:::::::::::::
evidˆencia, a an´alise, a s´ıntese e a enumera¸ c˜ao.¨
www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%201/PSS%202010%20-%20Fase1.pdf
´
E de uma evidˆencia cristalina que nem ao primeiro parˆ ametro do cartesianismo o feito
atende. O que mais justifica tudo isso, fora o desespero, ficando valer tudo por um
diploma, conjugado com o permissivo concurso com carta marcadas que faz alguns
sujeitos ocupadores em univesidade p´ ublica do espa¸ co destinado ao docente e que,
entretanto, sequer pergunt´a-lo algo disto h´a risco de levar um tapa?
Pois, continuar lendo tal prova h´ a se chegar na parte de Sociologia em questionamentos
piores, como esse (g.n):
Quest˜ ao 44 - Considere as concep¸ c˜ oes de Locke expressas no texto abaixo:
¨Assim como Hobbes e posteriormente Rousseau, Locke parte da concep¸ c˜ ao
segundo a qual os indiv´ıduos isolados, no estado de natureza, se unem medi-
ante contrato social para constituir a sociedade civil [...]. Diferentemente de
Hobbes, por´em, Locke n˜ ao descreve o estado de natureza como um ambiente
de guerra e ego´ısmo.
::
O
:::::
que
:::::::
ent˜ ao
::::::::
levaria
:::
os
:::::::::::::
indiv´ıduos
::
a
::::::::::::::::
abandonarem
::::::
essa
::::::::::
situa¸ c˜ ao,
::::::::::::
delegando
::
o
::::::::
poder
::
a
:::::::::::
outrem?¨ (ARANHA, M.
a
L´ ucia e MARTINS
Helena. Filosofando: Introdu¸ c˜ ao ` a Filosofia. S˜ ao Paulo: Moderna, 1997, p. 274).
www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%201/PSS%202010%20-%20Fase1.pdf
Sendo delegar competˆencia a outrem um ato temer´ ario, o que dizer quando ainda ´e a melhor
parte da vida de milhares de jovens que foi entregue nas m˜ aos de irrespons´ aveis deste n´ıvel e in-
competentes t˜ ao abismais? Espero ter ficado patente que levantar qualquer d´ uvida fora do interesse
desses gera logo mais que um impasse.
´
E tal qual ter que andar descal¸ co em lama¸ cal que encobre
espinhos dos mais pontiagudos, no escuro ainda. Veja se n˜ ao ´e o caso (g,n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 41
IMPASSE: PROFESSORES QUEREM AS PROVAS DO PSS
www.diairodopara.com.br, 11/12/2009
Na ´ ultima segunda-feira, a Universidade Federal do Par´ a (UFPA) anunciou a anula¸ c˜ ao da primeira fase do
Processo Seletivo 2010, ap´ os as suspeitas de vazamento de quest˜ oes na prova de geografia terem sido somadas
` a constata¸ c˜ ao da Pol´ıcia Federal de que um funcion´ ario da universidade, que teve acesso ao conte´ udo da
prova, tem um sobrinho inscrito no concurso. A universidade decidiu que todas as quest˜ oes das trˆes
fases do vestibular ser˜ao refeitas e que as bancas elaboradoras de prova ser˜ao revistas, por´em,
::::
n˜ao
:::::::::::::::::
necessariamente
:::::::::::::
substitu´ıdas (`a exce¸ c˜ao da banca de Geografia, cujos professores foram
afastados).
Professores de cursinhos de Bel´em, que protestaram pela anula¸ c˜ao da primeira fase,
:::::
agora
::::::::::::
reivindicam
::::
que
::
a
:::::::::::::
universidade
::::::::::::::
disponibilize
::
as
:::::::
provas
:::::
que
::::::::
haviam
::::
sido
::::::::::::
elaboradas,
:::::
mas
::::
que
::::
n˜ao
:::::::::::::
aconteceram. A pr´ o-reitora de ensino da institui¸ c˜ao se nega a atender ao pedido e pede que os
professores n˜ao se intrometam em quest˜ oes internas da universidade.
¨N´ os gostar´ıamos que a universidade nos fornecesse as provas anuladas, para que n˜ao reste
a menor d´ uvida de que os candidatos n˜ao far˜ao as mesmas provas que j´a haviam sido elabo-
radas. Com esta medida, a UFPA mostraria para os estudantes que a prova est´a sendo refeita
mesmo¨, reivindica Branco Ramos, professor de qu´ımica de um cursinho. Ot´ avio Valle, coordenador
de cursinho, tamb´em pede que a UFPA disponibilize as provas. Ele se diz preocupado e que ficar´a com
uma ¨pulga atr´as da orelha¨ se a universidade n˜ao acatar a proposta.
DESCONFIANC¸A
¨Minha preocupa¸ c˜ao deve ser a de qualquer professor e tamb´em a de qualquer vestibulando.
Quem me garante que a UFPA vai fazer novas provas? A primeira prova j´a ´e de conhecimento
p´ ublico, foi a prova do escˆandalo. Mas e a segunda e a terceira? Quem me garante que eles v˜ao
tocar fogo em tudo o que j´a foi elaborado?¨. Segundo a pr´ o-reitora de ensino da UFPA, Marlene Freitas,
apenas o conte´ udo da segunda prova, que deveria acontecer neste domingo, havia sido elaborado. Freitas n˜ ao
concorda com o posicionamento dos professores. ¨Este assunto
:::
n˜ao
::
´e
::::
da
::::::::::::::
competˆencia
::::::
deles. Isso ´e
uma intromiss˜ao indevida no trabalho da universidade. N˜ao temos por que acatar esse tipo de
pleito¨.
:::::
Aos
:::::::::::::::
candidatos
::::::
que
::::::
n˜ao
::::::::::::::
confiarem
:::::
na
:::::::::
lisura
::::
da
::::::::::::::::
institui¸ c˜ao,
::::::::::::
Marlene
:::::::::
Freitas
:::::::::::::
aconselha
:::::
que
:::::
n˜ao
:::
se
::::::::::::::
inscrevam
::::
no
:::::::::::::
vestibular. ¨Enquanto educadora,
este ´e o conselho que eu dou aos candidatos e que daria a meu filho¨, reitera.
Em nota divulgada no site da institui¸ c˜ ao, a UFPA afirma que as sindicˆ ancias internas que apuram os
problemas que aconteceram na realiza¸ c˜ ao da primeira fase do certame continuam em andamento, bem como
as apura¸ c˜ oes da Pol´ıcia Federal, que investiga o caso a pedido da Reitoria. Segundo a pr´ o-reitora de ensino, a
seguran¸ ca em torno do pr´edio do Centro de Processos Seletivos foi redobrada.
PSS NOVAS DATAS - A primeira fase do PSS foi remarcada para 10 de janeiro. O segundo dia de provas
ser´ a no dia 24 de janeiro e a ´ ultima etapa acontecer´ a no dia 11 de fevereiro. A previs˜ ao ´e de que a lista de
aprovados seja divulgada por volta do dia 27 de fevereiro. (Di´ ario do Par´ a)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=71246, acesso dez/09
O odor da lama fica por conta de ter sido a reitoria quem deixou entender s´ o ter anulado
tudo por conta de algu´em com acesso a tudo ter sobrinho inscrito, quando isso ´e quase dizer que
faz pr´e-vestibular. Se faz, os pr´e-vestibulares em todas essas hist´ oria ´e o mesmo? J´ a a plasticidade
da lama ´e determinada quando pr´ o-reitora de institui¸ c˜ ao p´ ublica defende que a credibilidade insti-
tucional deva ficar apenas por conta da cren¸ ca de cada um.
-
´
E muito improv´ avel, tanto pelo pouco espa¸ co de tempo entre as fases quanto pelo quantitativo
de pessoal que precisaria mobilizar em cada, que j´ a n˜ ao tivessem prontas todas as prova e todas
guardadas no mesmo lugar.
- Se houve alguma negocia¸ c˜ ao, o docente de pr´e-vestibular tinha mais interesse nas provas do
PSS3. Entretanto, o j´ a inusitado, ter distribu´ıdo material impresso na revis˜ ao, tornar-se-ia mais
inusitado no caso deste ter tido acesso ao PSS3. E s´ o o tempo nos dir´ a, j´ a que hoje, 13/12/09, tudo
ainda ´e preliminar.
E como apenas o surreal pode deixar uma pequeno vislumbre das suas extravagˆ ancias, um
artigo que publiquei no Jornal da Adufpa, Associa¸ c˜ ao do docentes da UFPa, ´e o seguinte:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 42
GRILAGEM DE VAGAS P
´
UBLICAS DO ENSINO SUPERIOR/ UFPA
PASSAR DEPENDE... DE PAGAR PR
´
E-VESTIBULAR E OUTRAS COSITAS MAS.
Jo˜ao Batista do Nascimento, Dep. Mat. UFPA.
N˜ ao ´e imposs´ıvel que em pouco tempo encontremos
pessoas convencidas que foi a mission´ aria naturalizada
brasileira Dorothy Stang a culpada pelo o seu assassi-
nato. Qui¸ c´ a n˜ ao prove ter sido exatamente ela quem
se deu um bala¸ co pelas costas. Tudo isto ´e passivo de
acontecer e uma das formas ´e simples: basta algu´em que
tenha como publicar num espa¸ co com poder de m´ıdia
uma reportagem ¨enfocando¨ o assunto e pronto! Pe-
gou!
Um caso concreto do afirmado ´e a reportagem
de 20/02/05 de O Liberal, APROVAC¸
˜
AO DEPENDE
APENAS DE CADA UM, ¨enfocando¨ o ingresso nas
universidades. Come¸ ca com o t´ıtulo transformando
cada um dos milhares de reprovados, nos ´ unicos e ex-
clusivos culpados pelo seu fracasso. Eis, o passo b´ asico:
a absurda invers˜ ao da quest˜ ao.
A continua¸ c˜ ao ´e simples: mesmo que a prob-
lem´ atica do ingresso nas universidades seja um dilema
social que exige programas nacionais de ajustes com-
pensat´ orios, este ser´ a tratado como se fosse uma mera
quest˜ ao com apenas um lado se manifestando; joga-se
toda complexidade no lixo, j´ a que esta pede reflex˜ ao,
acuidade, compromisso social e tempo de pesquisa, e
elege a simplifica¸ c˜ ao irrefletida como brilhoso pano de
fundo da quest˜ ao.
O passo seguinte ´e negligenciar at´e a sua essˆencia,
como fez a reportagem,pois o mesmo O LIBERAL
(REP
´
ORTER 70 - 12/03/2004) j´ a tinha mostrado que
no ano passado um jovem ingressou na Universidade
Federal do Par´ a/UFPA gra¸ cas ` a comovedora a¸ c˜ ao que
sua m˜ ae, jornalista, empreendeu e sensibilizou toda Re-
itoria para revisar as notas do mesmo.
T˜ ao absolutamente necess´ aria, imprescind´ıvel e
providencial foi a atitude materna para o seu ingresso,
que: de reprovado o mesmo alcan¸ ca a sexta coloca¸ c˜ ao
no curso de Geologia e expulsa desta um outro que
j´ a havia sido aprovado. Com certeza, outras m˜ aes que
estiveram no DAVES com o mesmo intuito, levaram
apenas porta na cara.
Pois, se assim n˜ ao fosse, seria uma absurda e
imoral falta de seriedade p´ ublica, uma desmoraliza¸ c˜ ao
do vestibular, um crime contra a educa¸ c˜ ao, uma prova
de deslavada, repugnante e vergonhosa imoralidade
p´ ublica, uma transforma¸ c˜ ao de um vestibular absur-
damente s´erio e insuspeito de qualquer lisura numa
infame competi¸ c˜ ao, se qualquer outra m˜ ae pudessem
tamb´em obrigar o sistema em revisar, de corpo pre-
sente, as notas dos seus reprovados.
Complementam desconhecendo o que se passa de
correlato em outros meios e as quest˜ oes fundamentais
que envolvem o caso. Pois, se tivesse com a TV lig-
ada no s´ abado (19/02) num determinado canal, assis-
tiria ao programa de um pr´e-vestibular no qual contabi-
lizavam o quando acertaram das provas/UFPA do total
de algumas ¨dicas¨ que havia previamente anunciado
na mesma TV, que obviamente foi parte da sua ¨re-
vis˜ ao¨, e... acertaram quase todo conte´ udo e quest˜ oes
da UFPA; erraram, dado que s˜ ao humanos, insignifi-
cantes v´ırgulas.
Considerando, e n˜ ao h´ a nada indicando o
contr´ ario, que conseguiram adivinhar as quest˜ oes,
´
E
CRIMINOSAMENTE ABSURDO QUE O VESTIBU-
LAR DA UFPA TENHA SE TORNADO T
˜
AO PRE-
VIS
´
IVEL AOS QUE TRABALHAM EM CURSIN-
HOS. Desde quando ´e assim? Por quˆe? Com a
palavra o Minist´erio P´ ublico Federal do Par´ a, que
pelo visto ainda n˜ ao leu o documento protocolado em
29/07/03, MPF/PR/PA /023.000/2003.001732. Mais
ainda, sendo previs´ıvel para estes, h´ a de ser para to-
dos, pois as suas capacidades s˜ ao congruentes.
Ademais, sabendo-se que neste ramo n˜ ao h´ a ningu´em
suficientemente tolo para revelar, no ar ao vivo e a
cores, nada al´em de 10% de tudo que conhece, ´e es-
pantoso que algu´em com recurso financeiro para estu-
dar com t˜ ao certeiros adivinh˜ oes tenha precisado mais
que assinar a prova para passar. Eis, um verdadeiro
processo de grilagem das vagas do ensino superior em
universidade p´ ublica, atrav´es de uma concorrˆencia cuja
deslealdade ´e incomensur´ avel.
Portanto, ´e um esc´ arnio social dizer que o ingresso
depende de cada um. E, n˜ ao deixa de ser revelador
num pa´ıs em que milhares de pobres s˜ ao exclu´ıdos nos
vestibulares e ainda se discute se isto n˜ ao seria em vir-
tude de alguma deficiˆencia crˆ onica do alunado da escola
p´ ublica.
Se tenho medo de ser assassinado? Se v˜ ao ras-
gar este dos folder’s da UFPA? N
˜
AO ACREDI-
TO QUE NO NOSSO MEIO TENHA GENTE
T
˜
AO LEVIANA.
Em www.amarribo.org.br/mambo/index2.php?option=com content&do pdf=1&id=586,
acesso dez/09, ´e poss´ıvel conhecer a hist´ oria de um pai lutando apenas pelos direito mais elementar,
saber das raz˜ oes da reprova¸ c˜ ao da sua filha em vestibular da UFPa, e da imensa agonia imposta pelo
poder de destrui¸ c˜ ao da pessoa humana que esses disp˜ oem. Tudo por tudo, exatamente ao contr´ ario
do caso do filho da jornalista, havendo at´e indicativo que pr´ o-reitor saiu de sua casa correndo para
vir atendˆe-la, depois dessa ter entrado na sala do diretor do sistema abrindo portas na base do
¨Vocˆes sabem com quem est˜ ao falando???¨, portanto, chutando as portas com os dois p´es.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 43
E outro caso dentro do mesmo norte (g.n)
CONSELHO UNIVERSIT
´
ARIO DECIDE PELA ANULAC¸
˜
AO DO VESTIBULAR 2009
19/11/2008 - Depois da apresenta¸ c˜ao de v´arias den´ uncias de irregularidades no Vestibular 2009
da Universidade Federal do Acre (Ufac), feitas por candidatos e de uma recomenda¸ c˜ao feita
pelo Minist´erio P´ ublico Federal (MPF), o Conselho Universit´ario, decidiu, na noite de ontem,
pela anula¸ c˜ao das provas que foram aplicadas nos dias 14 e 15 (domingo e segunda-feira). A nova
data do Vestibular ainda n˜ ao foi definida.
Uma comiss˜ ao ir´ a investigar as den´ uncias e caso, seja comprovado que as quest˜ oes foram copiadas, os pro-
fessores respons´ aveis pela elabora¸ c˜ ao das provas ser˜ ao responsabilizados. A anula¸ c˜ ao do Vestibular foi decidida
depois de muitas discuss˜ oes entre os conselheiros, que consideraram como ¨falta de respeito¨, as quest˜ oes que
foram copiadas de simulados e vestibulares de outros estados. Dos 65 conselheiros, 43 compareceram
` a reuni˜ ao. Desse total, 36 decidiram pela anula¸ c˜ ao total do Vestibular.
De acordo com a reitora da Ufac, Olinda Batista, a decis˜ ao de anular o Vestibular n˜ ao se deu pela
recomenda¸ c˜ ao do MPF. Ela informou que foi ao Minist´erio P´ ublico Federal, juntamente com os pr´ o-reitores
para verificar as den´ uncias apresentada, mas a convoca¸ c˜ ao dos conselheiros foi feita ainda na manh˜ a de ontem.
¨N´ os decidimos convocar os conselheiros ainda na manh˜ a de ontem, j´ a que recebemos v´ arias reclama¸ c˜ oes.
Fomos ao MPF para conversar com o procurador e dar ciˆencia a uma recomenda¸ c˜ ao. Mas antes mesmo de
receber esse documento, j´ a hav´ıamos convocado uma reuni˜ ao do Conselho para decidir sobre a anula¸ c˜ ao ou
n˜ ao do processo¨, comentou a reitora.
Den´ uncias publicadas no jornal O RIO BRANCO e apresentadas ao MPF comprovam que pelo menos
15 quest˜ oes s˜ ao c´ opias idˆenticas a quest˜ oes aplicadas em outros vestibulares pelo pa´ıs e encontradas em apos-
tilas preparat´ orias para vestibular e na rede mundial de computadores, o que compromete a transparˆencia
do processo. O Vestibular 2009 custou cerca de R$ 500 mil reais para a Ufac. Agora um novo processo ser´ a
aberto e uma nova data ser´ a marcada para a aplica¸ c˜ ao das provas. Uma comiss˜ao formada por t´ecnicos
e docentes foi criada para apurar as den´ uncias de pl´agios de quest˜ oes e a expectativa ´e que os
professores respons´aveis pela elabora¸ c˜ao das provas sejam punidos.
MPF recomendou anula¸ c˜ ao do Vestibular
O Minist´erio P´ ublico Federal decidiu recomendar a anula¸ c˜ao do Vestibular 2009, depois que
v´arios candidatos apresentaram reclama¸ c˜ oes de irregularidades. De acordo com a recomenda¸ c˜ao,
assinada pelo Procurador da Rep´ ublica dos Direitos do Cidad˜ao, Ricardo Gralha Massia, pelo
menos 15 quest˜ oes do vestibular s˜ao c´ opias idˆenticas a quest˜ oes aplicadas em outros vestibu-
lares pelo pa´ıs e encontradas em apostilas preparat´ orias para vestibular e na rede mundial de
computadores.
Segundo apura¸ c˜ ao do MPF foram copiadas as quest˜ oes 01, 02, 03, 04, 05, 06, 08 e 10 da prova de Geografia
e 17, 18, 19, 21, 22, 23 da prova de Portuguˆes e Literatura, todos do Caderno 1, al´em da quest˜ ao 07 da prova
de Hist´ oria, Caderno 2. O tema 2 da prova de reda¸ c˜ ao, segundo o Procurador, foi objeto do vestibular da
FUVEST do ano de 1993, sendo, inclusive, veiculado em manual de reda¸ c˜ao1.
O MPF recomendou que fosse ¨realizadas novas provas, compostas exclusivamente de
quest˜ oes in´editas, e com observa¸ c˜ao das regras necess´arias para garantia da lisura do pro-
cesso seletivo, em especial de forma a garantir o princ´ıpio da isonomia e que seja assegurada a
participa¸ c˜ao de fiscais capacitados e habilitados a acompanhar todo o desenrolar das provas¨.
Fonte: www.noticiasdahora.com/index.php?option=com content&task=view&id=5804, acesso dez/09
Por que mesmo havendo tanto destempero nos vestibulares das universidades p´ ublicas h´ a pou-
cas reclama¸ c˜ oes? Muito ´e pavor. Embora, quase tudo ser mensagem subliminar para que todo
desejoso de ingressar em curso superior p´ ublico fa¸ ca um pr´e-vestibular, dado que, comp˜ oe-se mais
de truques, pegadinhas e decorebas, os quais conhecem quase todas as artimanhas, at´e por haver
uma quase invariˆ ancia dos seus membros das bancas. E mesmo as que n˜ ao sabiam, serve mais ainda
para o pr´ oximo.
O temor generalizado ´e haver extrapolamentos nas pr´ oximas provas, o que provoca calafrios
terr´ıveis por todo sistema. Mais ainda isso se torna apavorante pela pobreza de forma¸ c˜ ao docente
que promovem, consorciada com o n´ıvel de ignorˆ ancia social historicamente constru´ıda por n˜ ao
liberarem nas suas p´ aginas, logo ap´ os o t´ermino das provas, como entendem ser resolu¸ c˜ ao de cada
quesito. O mais comum ´e repassarem isso para pr´e-vestibular e/ou esperar as ¨solu¸ c˜ ao¨ que esses
entendem por ¨melhor¨, como ´e o caso da Unicamp, para s´ o depois publicarem as ¨suas¨. Por isso,
muita coisa fica no escuro e, ante o poder que tais disp˜ oem quase nenhuma luz pode penetrar nesse
labirinto, que mais se assemelha aos piores antros. O que mais fazem para os candidatos em geral
´e liberar apenas gabarito para que concebam que sabe o conte´ udo por ter marcado o item que
queriam ser certo e que n˜ ao, caso contr´ ario. Entretanto, isso nutre mentalidade at´e pior do que faz
o pior verme.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 44
Os seguintes quesitos do vestibular da Universidade Federal do Acre realizado depois da
anula¸ c˜ ao de todo o processo de ingresso 2009, ´e prova definitiva.
50) Simplificando a express˜ ao
(1 −

5)
5
−(1 +

5)
5
160

5
obtemos o valor:
a) 0 b) 2

5 c) -1 d) 1 e)

5
53) Suponha que vale log
7

2
9p
8
+1
−2
2

= 0, onde o primeiro membro desta igualdade ´e um logaritmo de
base 7. Ent˜ ao, p ´e a probabilidade de:
a) conseguir a soma 7, usando os n´ umeros das faces, voltadas para cima, de dois dados perfeitos, ap´ os o
lan¸ camento simultˆ aneo dos mesmos.
b) obter uma carta ¨sete¨, fazendo uma retirada aleat´ oria de uma carta de um baralho de 52 cartas.
c) conseguir uma soma diferente de 9, usando os n´ umeros das faces voltadas para cima de dois dados perfeitos,
ap´ os o lan¸ camento simultˆ aneo dos mesmos.
d) conseguir um n´ umero que come¸ ca com 2 e termina com 7, escolhendo-o aleatoriamente, na lista de todos
os n´ umeros naturais de 4 algarismos distintos, formados com 2, 3, 4, 6, 7 e 9.
e) obter cara, 2 vezes, em 3 lan¸ camentos sucessivos de uma moeda n˜ ao viciada.
54) Considere a fun¸ c˜ ao f : R −→R, f(x) = x
2
−x
Sejam A e B subconjuntos n˜ ao vazios de R. Sejam f(A) = ¦f(a)/a ∈ A¦ e f(B) = ¦f(b)/b ∈ B¦ as
imagens (diretas) de A e B pela fun¸ c˜ ao f, respectivamente.
´
E correto afirmar que:
a) se B ´e o intervalo onde f ´e crescente e positiva e f(A)
¸
f(B) = ∅, ent˜ ao A ⊂ [0, 1].
b) se A
¸
B = ∅, vale que f(A)
¸
f(B) = ∅
c) se A B; ent˜ ao vale que f(A) f(B)
d) Se fe ´e crescente em A, vale que y ≥ 0, ∀ y ∈ f(A)
e) existem somente finitos pontos em (AB)
¸
¦(x, f(x))/x ∈ R¦
55) Depois de assistirem Homem-aranha 3, Edwilson e sua namorada comentam a cena do filme em que o Dr.
Curt Connors fala sobre n´ıveis de energia. Ela pergunta:
- Vocˆe entendeu o que aquele cientista explicou?
- N˜ ao! Ele mencionou um binˆ omio e, se vi direito, tamb´em usa a representa¸ c˜ ao matricial

¸
¸
¸
0 0 0 0
0 0 0 0
0 0 0 β ξ
1
0 0 β ξ
0
0
¸

E, mesmo depois de sua aluna Stacey complementar a explica¸ c˜ ao, falando de um parˆ ametro m = 0, n˜ ao
consegui me situar naquela discuss˜ ao. Ignorando o contexto do filme, o professor de matem´ atica pede para sua
namorada considerar β, ξ
0
e ξ
1
como n´ umeros, escreve 5 afirma¸ c˜ oes sobre a suposta matriz e pergunta para
ela qual ´e a verdadeira.
Sabendo que a mo¸ ca acertou a resposta, qual foi a sua escolha, dentre as seguintes proposi¸ c˜ oes elaboradas
por Edwilson?
a) W
4
´e uma matriz diagonal. b) W
3
e uma matriz sim´etrica.
c) Se ξ
0
= ξ
1
, vale que det(W) = −(β ξ
0
)
2
d) W
2
e uma matriz invers´ıvel.
e) A matriz dos cofatores dos elementos de W n˜ ao ´e nula.
Fonte:CADERNO A - 08/11/2009 - VESTIBULAR 2010 - UFAC P´ agina 22 de 28,
www.ufac.br/vestibular/vestibular2010/docs/vestibular2010 caderno b primeiro dia.pdf, acesso
nov/09
E para quem n˜ ao ´e especialista em matem´ atica, como o caso de membro do Minist´erio
P´ ublico Federal, s´ o h´ a um caminho, dado ser at´e imposs´ıvel conseguir uma junta de matem´ aticos
que assine algo quanto ao tamanho da desgra¸ ca que h´ a em tudo:
1) Pedir que a banca indique em livros did´ aticos comprado pelo MEC para rede p´ ublica onde
constam problemas similares de cada um desses;
2) Pedir que turma do terceiro ano do ensino m´edio solicite do docente de matem´ atica formado
pela pr´ opria explique essas e gravar tudo.
Nisso h´ a um outro dado: em tais situa¸ c˜ oes, compelidos que foram em apresentar
originalidade, no geral, leva a banca colocar fatos que nenhum outro faz por absoluta
falta de coragem desses de ir t˜ao longe.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 45
N˜ ao deixa de ser relevante lembrar ainda que mesmo haver anulado o vestibular n˜ ao adiantou
em nada para que tivessem o m´ınimo de cuidado no pr´ oximo. Pois, no gabarito final deste certame,
www.ufac.br/vestibular/vestibular2010/docs/gabarito oficial vestibular2010.pdf, acesso
nov/09, constam, no m´ınimo, 07 quest˜ oes anuladas, quando isso denota mais do que desleixo.
Assim como, os problemas no vestibular da UFAC tem uma longa folha corrida, como atesta
o seguinte trecho de senten¸ ca judicial:
SENTENC¸A
Processo n.: 1998.30.00.0000599-0/2
a
Vara
Classe: 01500 - A¸ c˜ ao Ordin´ aria/Outras
Autor: Minist´erio P´ ublico Federal
R´eus: Jos´e Cristino Lima de Matos e outros
O MINIST
´
ERIO P
´
UBLICO FEDERAL propˆ os a presente A¸ c˜ ao de Improbidade Administrativa contra
JOS
´
E CRISTINO LIMA DE MATOS, SILENE NUNES DA SILVA, MARIA IZETE DE ALMEIDA CAS-
TRO, TADEU COELHO DA SILVA, MANOEL MENEZES DE ARA
´
UJO, JOS
´
E GENTIL CAMILO FILHO,
CHARLLES RONEY BARBOSA DE OLIVEIRA, M
´
ARCIA CRISTHINY COSTA BARBOSA, MARIA
LENICE DA SILVA BARROS, MARIA LET
´
ICIA DA SILVA MEDEIROS e MARIA LENIR NUNES DA
SILVA, objetivando suas condena¸ c˜ oes nos termos do art. 12, inciso III, da Lei n
o
8.429/92, pela pr´ atica da
conduta tipificada no artigo 11, incisos I e III, da citada lei.
2. Alegou que princ´ıpios constitucionais administrativos foram duramente vilipendiados por atos de servidores
p´ ublicos federais da UFAC, com a contribui¸ c˜ ao de particulares que, por oportunidade da realiza¸ c˜ ao do Con-
curso Vestibular para ingresso naquela IFES no ano de 1997, fraudaram o processo seletivo atrav´es
das condutas descritas como ¨fraude do tipo informar o gabarito¨ e ¨fraude do tipo troca ou
adultera¸ c˜ao do cart˜ao-resposta¨.
3. Sustentou que da fraude do tipo informar gabarito, na qual os requeridos forneciam ou recebiam informa¸ c˜ oes
a respeito das respostas das quest˜ oes aplicadas na prova, participaram Jos´e Cristino Lima dos Santos, flagrado
no primeiro dia da prova com um papel que continha as respostas das provas de f´ısica, matem´ atica e geografia;
Manoel Menezes de Ara´ ujo, que obteve, de forma n˜ ao esclarecida, 10 (dez) quest˜ oes da prova de matem´ atica
e as entregou ao requerido Tadeu Coelho da Silva, que, por sua vez, as repassou para o requerido Jos´e Gentil
Camilo Filho.
4. Asseverou que da fraude do tipo troca ou adultera¸ c˜ ao do cart˜ ao-resposta participou Maria Izete de Almeida
Castro, que trocou os cart˜ oes-resposta de certos candidatos por outros que lhes possibilitaria a aprova¸ c˜ ao no
vestibular, e que os vestibulandos que tiveram seus cart˜ oes trocados s˜ ao os requeridos Charlles Roney Barbosa
de Oliveira, M´ arcia Cristiny Costa Barbosa, Maria Let´ıcia da Silva Medeiros, Maria Lenice da Silva Barros,
Silene Nunes da Silva e Maria Lenir Nunes da Silva.
5. Citados ` as fls. 1067, 1067-v, 1260, 1261 e 12610-v, apresentaram contesta¸ c˜ ao os r´eus Maria Izete de Almeida
Castro (fls. 1069/1239), Jos´e Gentil Camilo Filho (fls. 1241/1246), Tadeu Coelho da Silva (fls. 1248/1250),
Charlles Roney Barbosa de Oliveira, M´ arcia Cristiny Costa Barbosa (fls. 1267/1290), Maria Let´ıcia da Silva
Medeiros, Maria Lenice da Silva Barros, Maria Lenir Nunes da Silva e Silene Nunes da Silva (fls. 1292/1382).
Deixaram de apresentar defesa os r´eus Jos´e Cristino Lima de Matos e Manoel Menezes de Ara´ ujo, tendo sido
decretada a revelia em rela¸ c˜ ao aos mesmos ` a fl. 1399.[...]
Fonte: http://www.ac.trf1.gov.br/noticias/2004/anexos/s985990-2vara.htm, acesso nov/09
E o que tudo comp˜ oe, fraudes, sistem´ aticas, processos e destrato com os conte´ udos, forma um
quadro desolador do educacional promovidos pelas universidades publicas de alijamento e destrui¸ c˜ ao
do sistema p´ ublico. Mais do que desesperador, apaga da mentalidade desses qualquer esperan¸ ca de
conquistar uma vaga no ensino superior p´ ublico, mesmo que fazendo sacrif´ıcios dos mais terr´ıveis;
n˜ ao fica imposs´ıvel algum at´e se dispor participar de forma clandestina de revis˜ ao em pr´e-vestibular.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 46
RECORTE 06 - NOVO ENEM CORRIGE ERRO T
˜
AO ERRADAMENTE
COMO SEMPRE SE FAZ NOS VESTIBULARES DAS P
´
UBLICAS
¨Repugnava admitir-se que houvesse ali embaixo tantas vidas.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Nos diversos Dossiˆes Vestibulares provo como a maioria das universidades p´ ublicas age ante
os erros. E como j´ a relatei aqui, n˜ ao economiza for¸ cas para n˜ ao corrigirem nada. E o m´etodo mais
comum ´e tal qual esse que o Inep usou nesse simulado.
INEP DIVULGA ERRATA DE QUEST
˜
AO DO SIMULADO DO ENEM
Enunciado antigo trazia valor errado para massa molecular da glicose. Simulado tem 40 quest˜ oes de quatro
´ areas.
Do G1, em S˜ ao Paulo - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ´ org˜ ao do Minist´erio
da Educa¸ c˜ ao que aplica o Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem), divulgou na tarde desta quinta-feira
(30) a errata de uma quest˜ ao da parte de ciˆencias da natureza do simulado.
O enunciado da quest˜ao 9 trazia o valor errado para massa molecular da
glicose (120 g/mol) - o valor correto ´e 180 g/mol.
Com o dado de 120 g/mol, era poss´ıvel calcular e assinalar como ¨correta¨ a alternativa B: ¨retirada
de 2, 20 106 kg de g´ as carbˆ onico da atmosfera, al´em da emiss˜ ao direta de toneladas de g´ as oxigˆenio para
atmosfera¨. Segundo a assessoria de imprensa do Inep, ¨apesar disso, os t´ecnicos da ´area refizeram as
alternativas com o valor correto da massa molecular da glicose e o item est´a sendo novamente
disponibilizado, sem altera¸ c˜ao de gabarito.¨
Al´em disso,
::::
n˜ao
:::
h´a
::::::::::
nenhuma
::::::
outra
::::::::::
altera¸ c˜ao
:::::::::
prevista
:::::
para
:::
as
::::::::
demais
:::::::::
quest˜ oes
:::
do
::::::::::
simulado.
A prova tem 40 quest˜ oes em vez das 180 do exame oficial. Os gabaritos acompanham os arquivos das provas.[...]
Fonte: http://public.inep.gov.br/enem/Enem2009 ciencias da natureza.pdf, acesso ag/09
Lembrando que o Inep ´e o ´ org˜ ao p´ ublico de referˆencia para todo o sistema educacional,
o j´ a exposto prova ser isso o esquecido por esses. Enquanto o feito acima ´e prega¸ c˜ ao de que em
tais situa¸ c˜ oes ´e s´ o trocar tudo que fica tudo certo. A mais contumaz nisso que a pesquisa regis-
tra ´e a UnB (Vest/Centro), a qual depois da prova simplesmente troca os itens que antes a banca
achava certo por outro que agora pensa ser certo. E n˜ ao s˜ ao poucos que possa ser dado por acidente.
E o caso UnB ´e mais loquaz pelo fato desta ser uma referˆencia nacional em Direito, mas
nem o seu processo de ingresso respeita os direitos mais elementares dos candidatos. Posto que, se
at´e mesmo a banca antes achava que tal item era o correto, n˜ ao pode agora penalizar o candidato
que durante a prova achou o mesmo. E surge o escatol´ ogico: como a banca descobriu os erros?
Atrav´es das observa¸ c˜ oes dos candidatos e docentes do Ensino M´edio. Mas, a banca
n˜ao ´e formada s´ o pelos maiores especialistas?
O feito pelo Inep ´e uma
imoralidade educacional,
pelo seguinte: nada garante
que todos que leram a
primeira vers˜ao voltaram
e leram tudo depois. E
basta saber do n´ıvel de
acesso no primeiro dia, at´e
pela demora angustiante
que o MEC promoveu de
prop´ osito - tinha quesitos
at´e para fornecˆe-los ao
Grupo Abril fazer o seu trˆes
meses antes - para que fique
determinada uma grande
desgra¸ ca.
Veja como ficou o quesito do Enem no dia seguinte
http://public.inep.gov.br/enem/Enem2009 ciencias da natureza.pdf
E mesmo quem reacessou pode nada ter percebido, j´ a que a substitui¸ c˜ ao foi de forma sor-
rateira, bem ao contr´ ario do estardalha¸ co midi´ atico com que anunciaram o Enem.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 47
Deu para perceber que s´ o est˜ao corrigindo o absurdo do absurdo do absurdo?
Isso n˜ao ´e nada estranho.
´
E o que normalmente se faz nas provas dos vestibulares. E
na seguinte reportagem desnudam o que consideram ser comentar quesitos de vestibular (g.n):
SIMULADO CONFIRMA ENEM COM MAIS CONTE
´
UDO, AVALIAM CURSINHOS
Amostra da prova foi divulgada pelo Inep com 40 testes. Professores do Anglo apontam
incoerˆencias em quest˜ oes.
Fernanda Calgaro, Do G1, em S˜ ao Paulo, 30/07/09 - O simulado do novo Exame Nacional do Ensino M´edio
(Enem) confirma a cobran¸ ca de mais conceitos e conte´ udo escolar, de acordo com a avalia¸ c˜ ao de cursinhos
pr´e-vestibulares ouvidos pelo G1. A prova, com 40 quest˜ oes em vez das 180 do exame oficial, foi divulgada ` a
meia-noite desta quarta-feira (29) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ´ org˜ ao
do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao. Os gabaritos acompanham os arquivos das provas. ¨O simulado est´a dentro
do anunciado pelo Inep, com quest˜ oes dif´ıceis, como no Enem antigo, e outras com grau de
dificuldade m´edio e dif´ıcil¨, afirma Carlos Eduardo Bindi, diretor do Curso Etapa, em S˜ ao Paulo.
¨O formato do novo Enem n˜ao reinventa a roda, porque j´a existem outros vestibulares que
avaliam muito bem e que tˆem quest˜ oes interdisciplinares. Na verdade, o que ele far´a ser´a levar
boas pr´aticas para o pa´ıs inteiro, especialmente para aqueles locais em que os vestibulares s˜ao
mais fracos. N˜ao h´a um desvio de rota, mas um alinhamento em n´ıvel federal¨, analisa Bindi.
Para Sezar Sasson, coordenador dos simulados do Enem do Sistema do Anglo, de S˜ ao Paulo, o si-
mulado do Inep mostra que ¨o conte´ udo exigido n˜ao vai al´em do ensino m´edio¨. ¨O candidato bem
preparado pode ficar mais tranquilo com isso. E, ao contr´ ario do antigo exame,
:::
ele
:::::::::
precisar´ a
:::
se
::::::
basear
::::::
menos
:::
em
::::::::::::
informa¸ c˜ oes
:::::::::
fornecidas
:::::
pela
:::::
prova
::
e
:::::
mais
:::
no
:::::::::
conte´ udo
:::::::::
aprendido
:::
na
::::::
escola.¨ Na avalia¸ c˜ao de
professores do Anglo, no entanto, o simulado apresenta imprecis˜ oes em algumas quest˜ oes,
mas nada que comprometa a resposta nem o gabarito. O Enem, que ser´ a realizado nos dias 3 e 4 de
outubro, est´ a dividido em quatro ´ areas de conhecimento: ciˆencias da natureza, ciˆencias humanas, linguagens
e matem´ atica.
No caso da parte de ciˆencias da natureza, Sasson aponta problemas nas quest˜ oes 3, 5 e 9.
O gabarito da quest˜ao 3 (letra C), que trata da decomposi¸ c˜ao de pol´ımeros, est´a correto, mas,
segundo ele, n˜ao ´e preciso. ¨A alternativa diz que a decomposi¸ c˜ao leva `a gera¸ c˜ao de compostos
t´ oxicos.
´
E verdade que isso aconte¸ ca, mas n˜ao sempre¨. Na pergunta 5, uma parte do enunciado
diz que a concentra¸ c˜ao de glicose no experimento B ´e igual a do experimento A. No entanto,
Sasson afirma que no experimento A, as c´elulas 2 n˜ao est˜ao respirando, mas fermentando,
e, consequentemente, gastando muito mais glicose. ¨Se essa frase do enunciado fosse tirada,
ficaria perfeitamente plaus´ıvel, mas isso tamb´em n˜ao compromete o gabarito.¨ Na pergunta 9,
o enunciado da quest˜ao diz que a massa molar da glicose ´e 120 g/mol. ¨O correto ´e 180 g/mol,
mas, como n˜ao h´a alternativa correta usando 180 no c´alculo, o candidato vai usar o 120 dado
no enunciado e chegar´a ao resultado certo¨, diz Sasson.
A parte de matem´atica foi avaliada pelos professores do Anglo como tendo um conte´ udo
mais rudimentar. ¨Nas quest˜ oes 3, 7 e 8, os enunciados n˜ ao trazem nenhuma informa¸ c˜ ao que possa ser
usada na resolu¸ c˜ ao das quest˜ oes. Isso pode fazer com que o candidato perca algum tempo sem necessidade¨,
avalia.[...]
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1248032-5604,00-SIMULADO+CONFIRMA+ENEM+COM
+MAIS+CONTEUDO+AVALIAM+CURSINHOS.html, acesso ag/09
A coisa mais determinado em tudo ´e que essa reportagem foi feita como se o que acha ou
deixa de achar docente da rede p´ ublica de nada vale. Portanto, ´e uma desvaloriza¸ c˜ ao social e ainda
indica a todo que queira ingressar quem deve procurar. E rede p´ ublica n˜ ao tem a menor condi¸ c˜ ao
de opinar nisso, se n˜ ao via cota/ajuda, como indicam esses n´ umeros. S´ o um trecho (g.n)
REDE P
´
UBLICA DEVER
´
A OFERTAR CURSINHO PR
´
E-VESTIBULAR GRATUITO
Reda¸ c˜ ao ORM, 25/08/2009 - N´ umeros - Anualmente, cerca de trˆes milh˜ oes de estudantes concluem
o ensino m´edio no Brasil. Embora haja quase 500 mil vagas anuais nos cursos de gradua¸ c˜ao
gratuitos e quase dois milh˜ oes de vagas nas institui¸ c˜ oes pagas, os concluintes possuem grande
dificuldade de ingressas na faculdade, ainda mais as p´ ublicas. Para ajudar o aluno, foi criado
h´a mais de trinta anos o chamado ’cursinho’. S˜ao cursos intensivos, puxados e que cada vez
mais foram procurados por alunos que saem da rede p´ ublica ou particular.
Muitos estudantes, por´em, passaram a n˜ao poder frequentar esses ¨cursinhos¨ por conta
de seu alto custo. Sozinhos, esses cursos movimentam cerca de R$ 8 bilh˜ oes por ano. Hoje
s˜ao dez milh˜ oes de estudantes matriculados no ensino m´edio gratuito, um milh˜ao e meio de
universit´arios cursando gratuitamente a educa¸ c˜ao superior, em institui¸ c˜ oes federais, estaduais,
municipais ou privadas, com bolsas, e, quase como uma ”condi¸ c˜ao de travessia”, cerca de trˆes
milh˜ oes de brasileiros gastando de R$ 100,00 a R$ 1.000,00 mensais nos referidos ¨cursinhos¨.
[...] Fonte: http://www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id noticia=430929, acesso ag/09
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 48
Portanto, ningu´em perguntar nada nisto para docente da rede p´ ublica n˜ ao ´e surpreende,
mas, embora tamb´em fosse esperado, haver caixa de coment´ ario abaixo dessa not´ıcia no portal G1
e n˜ ao encontrei, at´e essa data, 27/08/09, nenhum docente do ensino p´ ublico b´ asico protestando
contra isto. E o cerne de tudo ´e o dito: ¨o simulado apresenta imprecis˜ oes em algumas quest˜ oes,
mas nada que comprometa a resposta nem o gabarito¨. Como ´e poss´ıvel algu´em achar que
imprecis˜ oes n˜ao compromete nada da avalia¸ c˜ao? Simples. O seu conhecimento de fato
´e apenas de truques, decorebas e pegadinhas que superaram todo tipo de imprecis˜ao
e faz disto a sua ¨arte¨ mais valiosa.
Tamb´em fica a marca da linha torta que sempre seguem em tais casos: depois de tornarem
imput´ avel o sistema dizendo que as imprecis˜ oes n˜ ao atrapalham o candidato, que s´ o pode ser o
seu, tais docentes de pr´e-vestibulares deitam discorrer uma montanha dessas. E nada mais est˜ ao
dizendo que preparam os seus alunos para superarem tais erros. Portanto, n˜ ao ´e por acaso que
ex-aluno de pr´e-vestibular elogia os seus professores n˜ ao dizendo que ensinam corretamente, mas
que ¨ensinam¨ exatamente como fazer no vestibular.
O que fala de matem´ atica nem sequer percebeu ou fingiu que n˜ ao viu nada do que j´ a re-
latei aqui. Por que ele n˜ao estaria preocupado por algum aluno seu possa pergunt´a-lo
dessa f´ ormula do volume do elips´ oide? Porque se algum o fizer poder´a alegar que pr´e-
vestibular n˜ao ´e para ensinar, mas apenas para colocar o aluno dentro da universidade.
Al´em disso, ele sabe n˜ ao ser usual exigir tais saberes, mas apenas querer tal qual no Enem, que
acredite e use. Ou seja, ´e uma decoreba.
Acontece que, ante os interesses da educa¸ c˜ ao, apenas jogar algu´em para dentro da univer-
sidade ´e muito mesquinho e muito longe de prepar´ a-lo para tal advento. Que em alguns casos ´e
jog´ a-lo por cima do muro sem nem se preocupar haver po¸ cas de lama do outro lado, ´e fato. Mais
ainda por ser comum atrav´es de prova que nada avalia de conhecimento, dado que, s˜ ao apenas
manipula¸ c˜ oes de decorebas, alguns truques e pegadinhas. E cota deixa agora uma percep¸ c˜ ao vis´ıvel
de dois espectros em sala de aula da universidade: um composto por quem n˜ ao sabe, mas gostaria
de saber. E outro por quem pensa at´e ser genial, entretanto o que acha ser saber ´e mais amorfo,
sem sabor e nem consistˆencia.
Como sempre, o que fica vis´ıvel em todo espectro s˜ ao apenas interferˆencias produzidas por
diversos outros fatores. Um desses ´e o transbordamento que fazem quanto ser o ingressante o maior
gˆenio. Isso ´e feito no interesse de at´e negligenciarem a¸ c˜ oes internas, como o de (re)produ¸ c˜ ao de
material did´ atico das disciplinas b´ asicas. Um gˆenio desse capta qualquer conte´ udo s´ o com trˆes
palavrinhas do docente e, portanto, perde tempo se fizer leitura outra.
Assim, o parque gr´ afico, coisa que toda universidade p´ ublica de m´edio porte disp˜ oe do mais
alto padr˜ ao com tudo pago pelo er´ ario, fica dispensado suprir essa demanda e pode ser direcionado
para faturar comercialmente ou imprimir panfletos dos amigos para ser doado aos amigos. Por que
todos da universidade p´ ublica silenciam ante uma aplica¸ c˜ ao t˜ ao assim´etrica de um bem p´ ublico que
inclui at´e atender interesses escusos? Por que nenhum que passou pelo MEC percebeu tamanho
disparate?
Supor tudo ser m´etodo de uma constru¸ c˜ ao de ignorˆ ancia social ´e melhor do que achar
ser ignorˆ ancia dos mesmos. Embora algumas pessoas se assustem quando se fala em ignorˆ ancia,
entretanto, essa ´e t˜ao capaz de servir como sustent´a-los em constru¸ c˜ oes pol´ıticas e
econˆ omicas quanto educa¸ c˜ao de qualidade. O que as diferenciam ´e que, enquanto os
processos baseados na ignorˆancia beneficiam mais grupelhos de apaniguados, lacaios e
at´e jun¸ c˜ao mafiosa para roubar tudo quanto pode do er´ario p´ ublico, os que se baseiam
na educa¸ c˜ao de qualidade tendem promover os que beneficiam de forma mais ampla
e irrestrita poss´ıvel a todo. Baseado na ignorˆancia ´e poss´ıvel, por exemplo, projetar
uma grandiosa lucratividade vendendo aparelho de celular modern´ıssimo para quem
nem sabe usar um d´ecimo das suas fun¸ c˜ oes e/ou nem ter conex˜ao de fato. E mais
ainda contabilizando logo os que ser˜ao roubados.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 49
RECORTE 07 - MEC DISCURSA COMO DESEJASSE ALGO QUE PRESTE
QUANDO S
´
O MULTIPLICA VAZIO POR VAZIO.
¨N˜ ao se podem imaginar m´ oveis mais insignificantes para sucessos t˜ ao graves¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
At´e antes do advento desse Novo Enem o Inep essencialmente s´ o tinha atua¸ c˜ ao com provas
para pesquisas educacionais. Pois, mesmo o Enem antigo era tido apenas como uma sondagem
que poderia ser usada para ingresso superior sem nenhum compromisso. E sempre atuou nisso por
dentro deste mesmo n´ıvel da imoralidade p´ ublica e falta de qualidade. Porquanto, sua a¸ c˜ ao nunca
foi al´em do vazio educativo e sempre no sentido de piorar tudo. No caso das provas Saeb e Prova
Brasil, a a¸ c˜ ao do Inep vai al´em da escandalosa, posto que, gasta milh˜ oes de reais para relatar o
que todo mundo j´ a sabe, quando pesquisa de larga escala s´ o serve depois que se tem um sistema
educacional robusto.
E no Brasil, basta em qualquer capital, ´e muito simples encontrar muitos lugares que chamam
de escola p´ ublica e que n˜ ao passam de especulas, porquanto, nem o crit´erio mais b´ asico de sistema
atende. E, sem nem ter de fato um sistema educacional n˜ ao passa de uma desavergonhada forma
de gastar recursos p´ ublicos fazendo pesquisa educacional com milh˜ oes de prova e tempo. E quanto
mais sendo essas feitas de um jeito t˜ ao inqualific´ aveis ao ponto de ter participa¸ c˜ ao de quem de-
sconhece algum conte´ udo. Obviamente, todo que atuam dentro de um n´ıvel desse s´ o pode defender
que o imoral ´e todo que queira saber dessas provas.
Como relatei aqui, p´ ag. 8, o Inep nunca sequer publicou tais provas, mas apenas alguns
quesitos enfeitando relat´ orio. E mesmo a maioria desses tem a mesma serventia de adornos em
caix˜ ao de defunto, quando ainda s´ o escolheram os melhores poss´ıveis. No Dossiˆe Saeb/Prova Brasil
consta parte do procedimento que fiz junto ao MPF-DF para obrigar o Inep publicar tais provas na
´ıntegra e antes de fazer as estat´ısticas. Posto, depois de fazˆe-las com as quest˜ oes erradas, al´em de
alegarem que o programa estat´ıstico que usam n˜ ao deixa que o resultado seja contaminado pelos
erros, induzem que refazer tudo significa desperdi¸ car dinheiro ganho t˜ ao sacrificadamente pelo povo
sofrido, honesto, pobre e espoliado deste pa´ıs.
Portanto, do que dependia de conte´ udo, como provei do simulado do novo enem, nunca o
Inep foi al´em do vazio. E, repito, quem quiser acusar que isso se deve ao fato de profissionais que
primam um pouco pela sua honra para n˜ ao se meter com todo tipo de bandalheira educacional,
agrade¸ co pelo que me elogia. Por´em, o novo enem trazia ingrediente diferente, valer seriamente para
o ingresso no ensino superior, enquanto o comportamento geral em rela¸ c˜ ao ao item seguran¸ ca das
provas continuava com a mesma preocupa¸ c˜ ao do n´ıvel das enquetes sem nenhum sentido concreto,
como j´ a disse, fora render extra para uma meia d´ uzia de apaniguados, que sempre fez. Portanto,
aconteceu o que tinha de acontecer (g.n):
ENEM VAZA E MINIST
´
ERIO ANUNCIA CANCELAMENTO DO EXAME
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,enem-vaza-e-ministerio-anuncia-cancelamento-do-
exame,443835,0.htm, aceso nov/09
Como essa hist´ oria do vazamento ainda guardas lances n˜ ao esclarecidos at´e esta data,
nov/09, devo comentar mais depois. A ´ unica certeza absoluta ´e que jogaram no lixo mais de R$
38 mi de recursos p´ ublicos. Pois, mesmo que o MEC pe¸ ca ressarcimento na justi¸ ca - por amizade
ningu´em devolve em tais casos -, o processo n˜ ao vai durar menos de vinte anos, por pior que seja o
advogado da empresa contratada. Dado que, s´ o o fato do MEC ter aberto sindicˆ ancia ante ind´ıcios
de que houve interferˆencia indevida de pessoa do pr´ oprio Inep na sistem´ atica licitada, j´ a ´e coisa
para recursos sem fim.
De fato, do que mais se valem tais sistemas de vestibulares das p´ ublicas quanto apontado
haver erro ´e do protelamento e, mais ainda, do fingimento de que nem souberam de nada. Posto que,
depois de lan¸ cado o resultado, coisa que ante isso apressam desesperadamente, qualquer altera¸ c˜ ao
por anulamento de quesito modifica quase toda lista de ingresso. Ante isso, especialmente os que
vivem de ganhos extras do sistema, argumentam que seria um grande trauma social, al´em de uma
brutalidade imensa dizer a quem j´ a at´e raspou sua cabe¸ ca de que a vaga n˜ ao ´e mais sua. Um
exemplar disto.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 50
PARA PROFESSORES, PROVA DE MATEM
´
ATICA FOI A MAIS DIF
´
ICIL DA
UNESP; VEJA CORREC¸
˜
AO
da Folha Online, 08/11/2009 [...]
Para Giuseppe Nobilione, professor de matem´ atica do Objetivo, a prova, que costumava ser f´ acil, trouxe
perguntas dif´ıceis e n˜ ao adequadas a uma prova de conhecimentos gerais. Al´em disso, Nobilione diz que em
duas quest˜ oes – 88 e 89 –
::
as
:::::::::::
express˜ oes
:::::::::::
sugeridas
:::::
para
::
o
:::::::::::
candidato
::::::::::
encontrar
:::
as
::::::::::
respostas
:::::
n˜ao
::
se
::::::::
referem
:::
ao
:::::::::::
enunciado.
::::::
Para
::
o
::::::::::
professor,
:::::
isso
::::
n˜ao
:::::::::::
inviabiliza
::
a
:::::::::::
resolu¸ c˜ao,
:::::
mas
:::
diz
:::::
que
::::::::::
deveriam
:::
ter
::::
sido
:::::::
usadas
::::::::
outras
:::::::::
vari´aveis
:::::
para
:::::::
evitar
::::::::::
confus˜ao.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649447.shtml, acesso nov/09
Que agora todos do sistema faz de conta que nem sabe haver Folha de S˜ ao Paulo, n˜ ao ´e
novidade. Mas apenas que todo da Unesp fa¸ ca a mesma coisa, transparecendo t˜ ao ap´ atico que nem
curiosidade teve de passar uma simples vista nos jornais depois do seu vestibular. E no impresso,
posto que, depois disto transparecer que nunca ouviu falar em internet, n˜ ao ´e nada admir´ avel.
Qual ´e a diferen¸ ca que h´a entre o que perdeu da sua vida um reprovado por causa de
um quesito escatol´ ogico deste e o que um vagabundo qualquer possa roubar com um
rev´ olver apontado para sua cabe¸ ca?
No caso em que lei diz ser assalto com todas as letras, esse quase n˜ ao tem como deixar
de tomar consciˆencia do que perdeu, registrar queixa na pol´ıcia e n˜ ao ´e t˜ ao imposs´ıvel acabar em
cadeia. No outro, o mais comum ´e ignorar, ficar como ´ unico respons´ avel, achar-se pouco esperto e
mortificar-se em culpa. Tudo como fruto da ignorˆ ancia que os mesmos ocupantes de cargo de do-
cente promoveram. E justi¸ ca nada pode fazer nestes casos, pois s´ o h´ a letras apagadas. Bem como,
quase n˜ ao h´ a letra alguma para muitos outros casos que aconte¸ cam dentro de universidade p´ ublica.
Posto que, a ignorˆ ancia que produzem nutre todos os setores da Na¸ c˜ ao. E ´e assim pelo seguinte:
universidade ´e dessas coisas que tudo que tiver de bom semeia um pouco por toda Na¸ c˜ ao e o que
for imprest´ avel contamina logo toda Na¸ c˜ ao, al´em de quase todo que estiver por perto.
E o sistema ap´ os prova precisava ouvir todos e mais ainda o estudante, quando isso n˜ ao quer
dizer aceitar opini˜ ao de quem foi relapso. Entretanto, havendo at´e quem foi isso em tais sistemas,
falo pelas provas de matem´ atica, n˜ ao deixariam, quando ouvem, ser exatamente nessa vertente,
sendo o silenciar nada mais do que isso de forma at´e lisonjeira.
E ainda h´ a um mist´erio horripilante: na p´agina no pr´e-vestibular do prof. Giuseppe
Nobilione constou logo ap´ os o t´ermino da prova da Unesp uma ¨resolu¸ c˜ao¨. Onde
ent˜ao descobriu as express˜ oes para resolver, j´a que o mesmo foi categ´ orico em dizer
n˜ao estavam na prova? Foram fornecidas pelo sistema para que colocassem como suas
na internet quando esse mesmo age como se fazer isso fosse imoral, criminoso e at´e
vergonhoso?
J´ a o an´ alogo nesse enem vazado foi o seguinte:
QUEST
˜
AO DE MATEM
´
ATICA DO ENEM N
˜
AO TEM RESPOSTA, DIZEM
PROFESSORES
Teste 79 da prova que seria aplicada no domingo est´ a sem alternativa. Cursinhos avaliam que o conte´ udo
poderia ter sido mais abrangente.
Fernanda Calgaro, Do G1, em S˜ ao Paulo, 02/10/09
Uma quest˜ ao da prova de matem´ atica do Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem) n˜ ao apresenta alternativa
correta, avaliam professores de cursinhos preparat´ orios de S˜ ao Paulo. O exame seria realizado neste final de
semana, mas foi cancelado ap´ os vazamento da prova. Uma nova data ainda ser´ a marcada.
¨A resposta do teste 79 da prova de domingo deveria ser 3/8, mas n˜ao existe
essa op¸ c˜ao¨, afirma Giuseppe Nobilioni, coordenador de matem´ atica do Curso Objetivo, em S˜ ao Paulo. ¨Deve
ter sido um erro de digita¸ c˜ ao¨, opina Glenn Van Amson, professor de matem´ atica do Anglo. Procurado, o
Minist´erio da Educa¸ c˜ao (MEC) ainda n˜ao se manifestou.
Em rela¸ c˜ ao ao formato da prova, professores concordaram que o exame estava dentro do esperado e de acordo
com o simulado de 40 quest˜ oes divulgado pelo MEC em julho. No entanto, eles apontaram falta de abrangˆencia
` a prova. [...]
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1328038-5604,00-QUESTAO+DE+MATEMATICA+DO+ENEM+
NAO+TEM+RESPOSTA+DIZEM+PROFESSORES.html, acesso nov/09
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 51
N˜ ao esque¸ ca que o MEC j´ a
parte sem qualquer raz˜ ao por n˜ ao
ter liberado o que os elaboradores
acharam que seria solu¸ c˜ ao. E
s´ o dizer que isso, ¨Procurado, o
Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC)
ainda n˜ ao se manifestou¨, per-
dura at´e essa data, 01/01/2010,
prova toda trag´edia. E essa ainda
´e muito maior, dado que, sendo o
MEC um voraz praticante n˜ ao h´ a
moral ou ´etica que possa exigir
nada similar das universidades
federais.
http://public.inep.gov.br/enem/enem2009 prova2.pdf, acesso
24/11/09
Portanto, j´ a fica definido que o MEC n˜ ao atua qualificando e at´e perdendo qualquer moral
para intervir nas universidades p´ ublicas, nem aconselhar sequer, deixando que tudo siga na deriva¸ c˜ ao
das suas pr´ oprias conveniˆencias, as quais s´ o podem ser para atender desejos de cada grupelho, coisa
que nunca foi nem pr´ oxima das necessidades da Na¸ c˜ ao.
E a primeira coisa desse novo enem que chegou nos corredores da UFPa foi de quanto o MEC
poderia pagar pela ades˜ ao. E n˜ ao havia mesmo outra linguagem para dialogar com tais sistemas,
posto que, esses nunca tiveram compromisso com avalia¸ c˜ ao e seus m´etodos, apenas com ganhar
a taxa. Havendo um impedimento terr´ıvel: por melhor que seja a oferta do MEC essa padece de
um pecado mortal de moralidade p´ ublica: s´ o ser poderia via or¸ camento p´ ublico. Pois, enquanto os
recursos da taxa s˜ ao recolhidos em conta particular de funda¸ c˜ ao privada e, portanto, podem gas-
tar como quiser e sem quase fiscaliza¸ c˜ ao, via conta p´ ublica algumas vezes aparece gente fiscalizando.
Assim, n˜ ao fica nada estranho que uma posi¸ c˜ ao que exigia ser firmada em base t´ecnica, os
reitores das p´ ublicas apenas bajulam explicitamente o ministro (g.n)
REITORES DE IFES APROVAM NOTA DE APOIO AO MEC
JC-Email, 19 de Outubro de 2009
Decis˜ ao foi tomada durante o Conselho Pleno da Andifes, reunido em Porto Alegre na ´ ultima quinta e sexta-
feira A pauta da reuni˜ ao incluiu discuss˜ oes sobre autonomia universit´ aria, carreira docente, processo seletivo e a
situa¸ c˜ ao da expans˜ ao das Institui¸ c˜ oes Federais de Ensino Superior por meio do Programa de Apoio a Planos de
Expans˜ ao e Reestrutura¸ c˜ ao das Universidades Federais (Reuni).
Os reitores discutiram um relat´ orio sobre o programa, a ser elaborado pela Andifes, al´em da contrata¸ c˜ ao
de pessoal docente e t´ecnico-administrativo e a libera¸ c˜ ao de recursos financeiros dentro do Reuni. Ao final do
encontro, os reitores aprovaram nota de apoio `as pol´ıticas p´ ublicas do Minist´erio da Educa¸ c˜ao.
Leia a ´ıntegra do texto:
¨A Associa¸ c˜ ao Nacional dos Dirigentes das Institui¸ c˜ oes Federais de Ensino Superior (Andifes), reunida em
Porto Alegre nos dias 15 e 16 de outubro do corrente ano, vem a p´ ublico externar a sua total solidariedade
`as pol´ıticas p´ ublicas do Minist´erio da Educa¸ c˜ao,
:::::::::::::
notadamente
::::::
neste
::::::::::
momento
::::
em
::::
que
:::::
atos
::::::::
danosos
::::::::
atentam
::::::::
contra
::
a
:::::::::::
seriedade
::
e
::
a
::::::::::::::::::
responsabilidade
::::
do
::::::::::
processo
::::::::
seletivo
::::::
para
:::::::::
ingresso
::::
no
:::::::
ensino
::::::::
superior
::::
em
::::::::
nossas
:::::::::::::
institui¸ c˜ oes,
::::
que
:::::::::
buscam,
::::::::::::::::::
incansavelmente,
:::::::::::::
desenvolver
::::::::::
pol´ıticas
::
e
::::::
a¸ c˜ oes
::::
que
::::::::
primam
:::::
pela
::::::::::::::::
transparˆencia,
:::::
zelo
::
e
::::::::::::::
compromisso
:::::::
social
::::
no
:::::::::
contexto
::::
da
::::::::::::
Autonomia
:::::::::::
defendida
::
e
::::::::::
praticada
:::
em
::::::
cada
:::::
uma
::::
das
:::::::
nossas
::::::::::::::
universidades.¨
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66715, acesso nov/09
Ou seja, os que deveriam com mais responsabilidade levar ao ministro indicativos t´ecnicos e,
pelos menos, tentar corrigi-lo, s˜ ao os mesmos que elogiam toda desgra¸ ca. Porquanto, agem mais
como emiss´ arios dos beneficiados atrav´es dos seus sistemas de vestibulares e que ganhar˜ ao at´e mais
com o fracasso. Embora, o MEC sempre tenha sido repulsivo e vingativo ante qualquer cr´ıtica - sendo
isso hist´ orico e nem depende do governo atual-, e todo reitor depende de p´ ublica desesperadamente
do ministro, nem ser´ a nomeado quando esse n˜ ao quiser e muitos podem ter que renunciar no caso
dele pedir uma leve vistoria s´ o de alguns convˆenios. Bem como, os asseclas do MEC est˜ ao por toda
esquina dispostos a todo tipo de persegui¸ c˜ ao.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 52
E j´ a que os reitores mandaram bra¸ cadas de elogios ao Ministro, sequer o porteiro do MEC
deixaria subir ao seu gabinete algo que estragasse o humor do chefe. Um artigo, dos pouqu´ıssimos
que tive not´ıcia e que porteiro gostaria at´e de fazer algo nada cortˆes com o remetente, ´e:
O OCO DO ENEM
www.diariodecuiba.com.br, 21/10/2009
H´a muito tempo eu n˜ao via algo t˜ao desprovido de conte´ udo como as provas vazadas do Exame
Nacional do Ensino M´edio (Enem). Claro que o ministro da Educa¸ c˜ao j´a havia dito que assim seria;
ali´as, absurdamente, esse foi o mais importante dos argumentos para retirar das universidades
federais a autonomia de elaborar seus pr´ oprios vestibulares. Ao governo, para equiparar com a
educa¸ c˜ao med´ıocre do ensino m´edio, era preciso criar um exame unificado e quase desprovido de
conte´ udo.
Tudo bem. Todo mundo j´a sabia que os jovens brasileiros fariam um exame oco, ou seja, esvaziado
de conte´ udo, para ingressar nas universidades; que o que importava era a ¨leitura do mundo, da realidade¨
apresentada pelos estudantes. Mas, incomodado como sou, fui verificar a dimens˜ao do vazio.
Antes, por´em, falo dos dois gabaritos das provas vazadas: o do Caderno 1 e o do Caderno 2. Cada um
dos cadernos cont´em duas provas; para cada prova, 45 quest˜ oes. Nos gabaritos, a enumera¸ c˜ ao das quest˜ oes est´ a
correta: de 1 a 45; todavia, nos cadernos, a enumera¸ c˜ ao est´ a corrida, ou seja, de 1 a 90. Esse desacerto entre os
cadernos e os gabaritos, por certo, causaria um transtorno consider´ avel, posto que o candidato teria de estabelecer
a correspondˆencia. Ex.: a quest˜ ao 47 do caderno equivale ` a quest˜ ao 2 do gabarito. A¸ codamento ´e isso a´ı!
Agora, sim, o conte´ udo. Por conta de minha forma¸ c˜ao acadˆemica, restringir-me-ei `a Prova de
Linguagens. Das 45 quest˜ oes, apenas seis (11,15, 24, 31, 33 e 42) acionam algum tipo de conte´ udo propriamente
dito, embora tudo elementar: no¸ c˜ ao sobre intertextualidade, pronomes pessoais, sentidos denotativo/conotativo de
palavras/express˜ oes, flex˜ ao do verbo ¨haver¨ e pontua¸ c˜ ao b´ asica, como, p. ex., n˜ ao separar, por v´ırgula, em um
enunciado, o sujeito do predicado. No mais, a ¨leitura da realidade¨ ´e o que predomina, mas n˜ ao sem problemas
nas op¸ c˜ oes das respostas, destacadamente, nas quest˜ oes 9, 20, 30, 34, 35, 37 e 39. Os problemas v˜ ao de quest˜ oes
d´ ubias, com possibilidade de v´ arias respostas, a uma quest˜ ao - a 37 - que nenhum das alternativas contempla
adequadamente o texto ¨Met´ afora¨ de Gilberto Gil.
Dessa ¨leitura da realidade¨, pelo espa¸ co, destaco s´ o duas quest˜ oes. Na 10, o enunciado diz: ¨Em uma escola,
com o intuito de valorizar a diversidade do patrimˆ onio etnocultural brasileiro, os estudantes foram distribu´ıdos
em grupos para realizar uma tarefa referente ` as caracter´ısticas atuais das diferentes regi˜ oes brasileiras, a partir do
seguinte quadro:¨ Do quadro, destaco como a regi˜ ao Centro-Oeste ´e vista: ¨prato com milho e mandioca, m´ usica
sertaneja, Pantanal e vaqueiro¨. Para a resposta, o candidato deveria identificar as caracter´ısticas da regi˜ ao
Sudeste. A op¸ c˜ ao ¨correta¨ seria: ¨caf´e, samba, Cristo Redentor e oper´ ario fabril¨. Conclus˜ ao: puro clichˆe; puro
preconceito.
Agora, da quest˜ao 20, leia a seguinte estoriazinha: ¨Luciana trabalha em uma loja de venda de
carros. Ela tem um papel muito importante de fazer a conex˜ao entre os vendedores, os compradores
e o servi¸ co de acess´ orios. Durante o dia, ela se desloca in´ umeras vezes da sua mesa para resolver
os problemas dos vendedores e dos compradores. No final do dia, Luciana s´ o pensa em deitar e
descansar as pernas¨. Quest˜ao: ¨Na fun¸ c˜ao de chefe preocupado com a produtividade (n´ umero
de carros vendidos) e com a sa´ ude e a satisfa¸ c˜ao de seus funcion´arios, a atitude correta frente ao
problema seria: A) propor a cria¸ c˜ao de um programa de gin´astica laboral no in´ıcio da jornada
de trabalho; B) sugerir a modifica¸ c˜ao do piso da loja para diminuir o atrito do solo e reduzir as
dores; C) afirmar que os problemas de dores nas pernas s˜ao causados por problemas gen´eticos; D)
ressaltar que a utiliza¸ c˜ao de roupas bonitas e do salto alto s˜ao condi¸ c˜ oes necess´arias para compor o
bom aspecto da loja; E) escolher um de seus funcion´arios para conduzir as atividades de gin´astica
laboral em intervalos de 2 em 2 horas¨. Pronto. Divirtam-se. Escolham `a vontade. Enem ´e isso a´ı.
* ROBERTO BOAVENTURA DA SILVA S
´
A, Dr. em Jornalismo/USP. Prof. de Literatura da UFMT, rbven-
tur26@yahoo.com.br
Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=358154, acesso nov/09
Outros artigos do mesmo autor
- A conduta no Enem, http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=360978
- Enem `a prova, http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=358660
- Enem como propaganda governamental, http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=357746
- Deu chabu no Enem!, http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=357401
A leitura dos artigos do Prof. Roberto Boaventura apontam para desventuras que j´ a
come¸ cam florescer por dentro da estrutura que deveria ter no contradit´ orio a sua fonte mais maior
do seu vigor. Pois, o acadˆemico que interessa tem na unanimidade silenciosa ou no elogio
obsequioso, como no caso do Enem e todos aqui relatados, o seu t´ umulo eterno e com
uma propriedade terr´ıvel: suja tudo que passa por perto.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 53
E o mais comum em tais casos de patente incompetˆencia na a¸ c˜ ao p´ ublica ´e a transforma
de tudo que j´ a tinha todos os ingredientes para acontece uma desgra¸ ca num complˆ o dos inimigos
querendo arruinar o processo e prejudicar ao povo. E esse ingrediente n˜ ao ficou de fora desse vaza-
mento do enem:
PARA LULA, FRAUDE DO ENEM PODE TER SIDO SABOTAGEM
O Liberal, 09/10/2009
O presidente Luiz In´acio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) que o roubo das provas
do Enem (Exame Nacional de Ensino M´edio) pode ter sido cometido por algu´em com interesse
em prejudicar o governo ou que tenha sido prejudicado pelo exame. ¨Se a pessoa pensou que estava
prejudicando o governo, ela foi na verdade irrespons´ avel porque prejudicou a tentativa de milh˜ oes de jovens
para entrar na universidade¨, disse Lula. Segundo ele, ainda n˜ ao h´ a como afirmar ¨a servi¸ co de quem¨ isso
aconteceu. ¨Eu n˜ ao sei quem ´e que se sente prejudicado pelo Enem. Vocˆe podia me ajudar nisso, fazer uma
investiga¸ c˜ ao de quem ´e que se sentia prejudicado, porque pode ter a ver com quem roubou a prova¨, disse
Lula dirigindo-se a jornalistas.
¨Eu acho que o Enem ´e daqueles incidentes que ningu´em quer. Eu, sinceramente, n˜ ao posso acreditar que,
no momento que est´ a vivendo o Brasil, algu´em tivesse a inten¸ c˜ ao de roubar uma prova do Enem e lev´ a-la ` a
imprensa¨, disse Lula. ¨Antigamente se levavam [essas provas] pra vender nos cursinhos. Eu n˜ ao sei se tinha
algu´em que se sentia prejudicado pelo Enem e resolveu fazer com que o exame n˜ ao desse certo esse ano¨,
acrescentou.
Fonte: www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id noticia=437927, acesso dez/09
Assim como, em tais casos, at´e para que se confirme as suas teses, providenciam alguns
preju´ızos aos mais inocentes:
ALUNO S
´
O PODER
´
A OPTAR POR TR
ˆ
ES CURSOS NO ENEM
da Folha de S.Paulo, 09/10/2009
Os candidatos a vagas em institui¸ c˜ oes p´ ublicas que ser˜ao selecionados apenas pelo Enem
::::::::
dever˜ao
:::
ter
:::::
trˆes
:::::::
op¸ c˜ oes
:::
de
:::::::
curso,
:
e
:::::
n˜ao
:::::
mais
::::::
cinco. A mudan¸ ca dever´ a ser feita por causa do vazamento
da prova do Enem na semana passada, que foi cancelada e remarcada para 5 e 6 de dezembro. As op¸ c˜ oes
ser˜ao reduzidas para acelerar o processo de sele¸ c˜ao dos alunos, segundo o MEC. A secret´ aria de
Educa¸ c˜ ao Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, espera que a maior parte das vagas seja preenchida
j´ a na primeira escolha. Ainda de acordo com ela, o atraso na realiza¸ c˜ ao da prova n˜ ao dever´ a comprometer
o in´ıcio do ano letivo - o resultado dos exames, segundo ela, sair´ a at´e o dia 5 de fevereiro e a matr´ıcula, no
final do mˆes. Est˜ ao em jogo nesse sistema cerca de 45 mil vagas para universidades e institutos tecnol´ ogicos
federais, al´em da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e da escola de forma¸ c˜ ao do IBGE.
Ao come¸ car a reformula¸ c˜ao do Enem, no primeiro semestre, o MEC havia projetado um
sistema pelo qual o aluno pudesse se candidatar a at´e cinco cursos de cinco universidades
diferentes no ato da inscri¸ c˜ao. Posteriormente, o minist´erio decidiu mudar o sistema. O aluno, ao se
inscrever, optaria por apenas um curso. Se n˜ ao fosse selecionado, se inscreveria de novo, processo que ocorreria
at´e cinco vezes.
Notas
Diferentemente dos anos anteriores, em que a nota das quest˜ oes de m´ ultipla escolha sa´ıa antes da m´edia
da reda¸ c˜ ao, desta vez o minist´erio afirma que vai contratar mais corretores para que a nota da reda¸ c˜ ao saia
ao mesmo tempo. No caso do Prouni, programa de bolsas que tamb´em utiliza o Enem para selecionar os
beneficiados, o MEC estuda mudar o procedimento de matr´ıcula para evitar que o ano letivo atrase. Hoje,
antes de come¸ car a frequentar a institui¸ c˜ ao, o aluno precisa demonstrar que cumpre os requisitos, como o teto
de renda familiar de at´e trˆes sal´ arios m´ınimos. Para os cursos que come¸ cam em 2010, o MEC estuda exigir
apenas uma declara¸ c˜ ao do estudante afirmando que se encaixa nos crit´erios, para s´ o depois ter de comprovar
a sua condi¸ c˜ ao.
Taxa
O Minist´erio da Educa¸ c˜ao promete devolver o valor da taxa de inscri¸ c˜ao, de R$ 35, para
quem desistiu do exame devido ao adiamento. Para isso, o candidato deve enviar uma carta
para SRTVS quadra 701, bloco M, Edif´ıcio Sede do Inep, Bras´ılia DF, CEP 70340-909. Segundo
o minist´erio, a data e a forma de devolu¸ c˜ao do dinheiro s´ o ser˜ao divulgadas depois do exame.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u635748.shtml , acesso dez/09
Nem que para isso precisem desrespeitar leis e direitos elementares, pois:
- o candidato pagou a taxa, portanto, fez contrato com o MEC, para concorrer com cinco
chances de curso. O MEC rompeu esse contrato unilateralmente sem qualquer compensa¸ c˜ ao;
- para recolher o MEC disponibilizou um sistema modern´ıssimo, gerar boleto banc´ ario via
internet e pagar onde quisesse. Entretanto, para os desistentes ter devolu¸ c˜ ao vai ter que usar um
m´etodo da idade da pedra, escrever uma cartinha e mandar via correio.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 54
E a indaga¸ c˜ ao mais apropriada agora ´e: por que todo o educacional brasileiro ainda
n˜ao ruiu de uma vez por todas? Como sempre h´ a exce¸ c˜ oes da parte docente, falo por matem´ atica,
mesmo que isso sirva apenas para sustentar pouco das coisas como j´ a est˜ ao. E o valoroso s˜ ao os
nossos jovens, os quais fizeram manifesta¸ c˜ oes contra essa incompetˆencia geral do MEC e, como
j´ a vimos aqui, Recorte 05, p´ ag. 28, fechando at´e ruas contra bandalheiras, como do PSS/2010 da
UFPa, mesmo sabendo que a prova poderia ser anulada, como acabou sendo, e ainda correndo o
risco de ter que enfrentar uma outra eivada tanto quanto de escatologias. Isso estou escrevendo em
01/01/2010, dez dias antes da prova.
J´ a o MEC fazer de conta que estudante nem existe, ´e fato. Tanto que mesmo ante toda essa
desgra¸ ca que assolou os estudantes paraense em 2009, quanto a UFPA foi pega em flagrante delito,
assim como outras mais, nem sequer disse uma palavra em defesa desses. Que todos da estrutura
pol´ıtica-social tamb´em ficaram calados, ´e verdadeiro. Em homenagem a todo estudante brasileiro
´e que reproduzo o seguinte post de um deles (g.):
O DIA DAS CRIANC¸ AS E O NOVO ENEM , 13.10.09
¨J´a que, por enquanto, o Enem n˜ao resolveu dar ua ¨aparecida¨, o nosso feriado do 12 de
outubro foi tranquilo e despreocupado como a consciˆencia de uma verdadeira crian¸ ca! Por falar
nisso, a novela sem fim do Novo Enem est´a cada vez mais se transformando numa brincadeira
de crian¸ ca!
Em primeiro lugar, o Enem desrespeitou a sua Habilidade n
o
1 (dominar a norma culta
da L´ıngua Portuguesa) ao escrever, numa mesma quest˜ao duas vezes a palavra ¨porquˆe¨ tudo
junto, quando deveria ser separado - confus˜ao t´ıpica que as crian¸ cas fazem e que, geralmente,
n˜ao se espera dos especialistas nas Linguagens, C´ odigos e suas tecnologias!
Al´em dessa, o Enem n˜ao foi bem sucedido na Habilidade n
o
3 (selecionar, organizar, rela-
cionar, interpretar dados e informa¸ c˜ oes de diversas formas para tomar decis˜ oes e enfrentar
situa¸ c˜ oes-problema) dado que eles n˜ao analisaram completamente a tabela que trazia a data de
todos os vestibulares e escolheram uma que coincide com o exame de v´arias institui¸ c˜ oes, como a
FGV, a C´asper L´ıbero, a UnB, as Fatecs, a UFSC e a UEL. Quem mandou eles n˜ao obedecerem
a sugest˜ao dos professores de ler as tabelas com calma para evitar decis˜ oes errˆ oneas?!
Outra habilidade, cuja nota do Enem tamb´em foi zero ´e a de n
o
4 (relacionar informa¸ c˜ oes para construir
argumenta¸ c˜ ao consistente), uma vez que at´e hoje nenhuma argumenta¸ c˜ ao consistente foi apresentada que
nos convencesse de todo esse transtorno causado por uma prova que almeja, um dia, substituir o vestibular,
ganhando o ˆ ambito nacional! O Enem perdeu toda a credibilidade e consistˆencia, o que afastou ainda mais a
possibilidade de se tornar o ¨Enenz˜ ao¨, como muitos afirmavam!
Por ´ ultimo, o Enem foi reprovado igualmente na habilidade de n
o
5 (recorrer aos conhecimen-
tos desenvolvidos na escola para elabora¸ c˜ao de propostas de interven¸ c˜ao solid´aria na realidade)
dado que os estudantes de escola p´ ublica est˜ao indo `as ruas afirmando que foram ¨enenganados¨
e perderam uma pontua¸ c˜ao que poderia lhes ser favor´avel no Inclusp, por exemplo - onde est´a
a solidariedade a´ı?
Enfim, crian¸ cas desse meu Brasil, aproveitem enquanto vocˆes s˜ao crian¸ cas e n˜ao precisam
se defrontar com as faltas de habilidade do ¨Enem¨, brinquem, cultivem a amizade, sorriam
bastante, sejam felizes, pois o Enem n˜ao ´e, como ele afirma, um ¨ensaio para a vida¨; a infˆancia
que ´e!¨
Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/pontoedu/?blog=112&c=1&page=1&more=1&title=o dia das
criancas e o novo enem&tb=1&pb=1&disp=single, acesso dez/09
Sempre h´ a de ser uma trag´edia de propor¸ c˜ oes gigantesca em qualquer sistema educacional
quando os que deveriam ser aprendiz demonstram ter mais seriedade, apre¸ co e valores educacionais
do que a maioria dos que s˜ ao pagos para ocuparem o lugar de onde deveriam ensin´ a-los. E isso
n˜ ao quer dizer s´ o haver aluno fabuloso, apenas provar que os p´essimos s˜ ao muito em decorrˆencia
de haver aprendido com quem faz parte da estrutura do sistema e deveria referenci´ a-lo. Havendo
em tudo o ineg´ avel: capacidade de aprendizagem nenhum estudante brasileiro ainda demonstrou
faltar. Em tudo fica uma certeza: tentar colocar um pouco de equil´ıbrio nisso ´e mexer com
os vespeiros mais ferozes.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 55
RECORTE 08 - O MEC AGINDO COMO SE IMORALIDADE EDUCACIONAL
N
˜
AO TIVESSE QUALQUER LIMITE
¨Subiu com meia d´ uzia de fi´eis para os andaimes altos da igreja nova e fez retirar, depois,
a escada.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Pouco do j´ a exposto pode ser atribu´ıdo ao momento pol´ıtico particular. Portanto, ´e pior
ante ser uma constru¸ c˜ ao de mentalidades e por dentro do educacional. Por´em, a gest˜ ao Fernando
Haddad nada fez para reverter algo disto e em todos os casos desta pesquisa comparece sempre
piorando. No que segue, comento trechos de entrevista sua com Renata Cafardo, O Estado de
S˜ ao Paulo, www.estadao.com.br/noticias/vidae,vamos-ter-a-fuvest-do-mec,459465,0.htm,
acesso dez/09:
1 - Do t´ıtulo: ¨Vamos ter a Fuvest do MEC¨ - Com essas palavras o ministro afirma que
nunca teve nem o essencial para empreender tal a¸ c˜ ao. Al´em disso, no literal, mesmo uma Fuvest
guarda ainda uma pequenez enorme do necess´ ario. Pois, deve envolver, no m´ınimo, as estruturas
de todos os sistemas de vestibulares atuais das p´ ublicas, podendo at´e confisc´ a-los por necessidade
p´ ublica. Por´em, como at´e precisou desesperadamente e n˜ ao fez, n˜ ao vai ser quando houver boas
chances de recurso ` a justi¸ ca. E convencˆe-los agora, especialmente depois do seu retumbante fra-
casso, custa cem vezes a mais do que toda licita¸ c˜ ao; peixeiro que nunca quebrou quando vendia
peixe at´e estragado, n˜ ao h´ a de falir s´ o com fil´e de primeira na banca.
2 - Da foto que ilustra essa mat´eria -
´
E preciso ser um profis-
sional do mais alto n´ıvel para fazer uma foto da proeza espetacular
de traduzir com toda propriedade uma realidade; um pingo de luz a
mais, acho, n˜ ao merecia, e a menos, sumiria de todo a pessoa, quando
tudo apagado seria o mais esperado. Nisso fica uma certeza: o edu-
cacional referenciado por um ministro t˜ ao sem brilho s´ o por milagre
produz um profissional desse n´ıvel, em qualquer ´ area. Foto: Celso J´ unio/AE
3 - Da ingenuidade, poss´ıvel impertinˆencia at´e, de algumas falas do ministro.
Um mˆes depois, qual sua an´alise sobre o vazamento do Enem?
- Na minha opini˜ ao, o modelo de contrata¸ c˜ ao exigido pelos ´ org˜ aos de controle ´e inapropriado para o Enem.
Se tomarmos a experiˆencia internacional, vemos isso. Na Fran¸ ca, que tem o BAC, e nos EUA, que tˆem o
SAT (exames para ingresso nas universidades), n˜ ao h´ a licita¸ c˜ ao, s˜ ao organismos ou entidades p´ ublicas ou
semip´ ublicas que assumiram h´ a muitos anos a responsabilidade pela execu¸ c˜ ao da prova. Ela ´e elaborada
por educadores, mas a aplica¸ c˜ ao e a log´ıstica est˜ ao sob responsabilidade de entidades que acumularam
enorme conhecimento nessa ´ area.
Desconhe¸ co coisa mais oca de educa¸ c˜ ao do que comparar alhos com bugalhos. Pois, s´ o o de-
sespero que h´ a por cada vaga no ensino superior no Brasil torna tal compara¸ c˜ ao esdr´ uxula, acho,
at´e m´ a f´e. Al´em disso, nesses casos do exterior existe um dado da mais alta relevˆ ancia: aluno de
mediano para cima ´e visto por fonte de renda depois de formado, porquanto, investir
e qualific´a-lo ´e priorit´ario. Enquanto por aqui estudante ´e tido por irrelevante, havendo mais
espa¸ co para quem for capaz de ganhar o que nem pode declarar. E o silˆencio dos reitores ante
essa ocosidade de conte´ udo que o enem vazado contemplou mostra que nunca tiveram qualquer
preocupa¸ c˜ ao com este. S´ o o desleixo que todos esses sempre tiveram por coisas como alojamento
estudantil e (re)produ¸ c˜ ao de livros para as disciplinas b´ asicas, j´ a diz tudo. E a preocupa¸ c˜ ao maior
do ministro continua.
No Brasil ´e necess´ario licita¸ c˜ao.
-
´
E uma orienta¸ c˜ ao e a lei de licita¸ c˜ ao prevˆe excepcionalidades. Mas os ´ org˜ aos de controle insistem nesse
modelo. Qual ´e a universidade que licita seu vestibular? N˜ao conhe¸ co. O maior vestibular do
Brasil, o da USP, n˜ao licita. Tem uma funda¸ c˜ao, a Fuvest, que h´a mais de 30 anos aplica
o vestibular, acumulando conhecimento para garantir seguran¸ ca. Quando o Enem era apenas
um exame avaliativo, essa quest˜ ao n˜ ao era t˜ ao premente. Depois, em 2004, passou a ser o crit´erio de
distribui¸ c˜ ao das bolsas do ProUni. Em 2006 passou a ter os resultados por escola e agora est´ a sendo con-
siderado como processo seletivo de universidades. A importˆ ancia s´ o vem crescendo. Toda nossa preocupa¸ c˜ ao
vai para que tenhamos uma esp´ecie de Fuvest dos exames do MEC.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 56
O antes t˜ ao informados das universidades l´ a de fora transparece agora desconhecer das en-
tranhas das suas universidades p´ ublicas. E como sou esperan¸ coso de que um dia leia este, explicarei
em n´ıvel de contempl´ a-lo. Ao demais as minhas desculpas, porque quem sabe do quanto h´ a de
irˆ onico nas palavras do ministro n˜ ao precisa de mais.
Tudo come¸ ca com o Conselho Superior criando o sistema de sele¸ c˜ ao. E um dos argumentos
mais b´ asicos ´e que o produto final disto ´e algo da mais alta responsabilidade p´ ublica e, portanto,
n˜ ao pode, seria crime at´e, ficar dependendo de licita¸ c˜ ao p´ ublica, pois assim fica poss´ıvel empresa
fajuta oferecer pre¸ co baixo s´ o para ser escolhida e faturar vendendo prova e gabarito. Al´em disso,
por ser um processo da mais alta complexidade, exigindo que seja pelos profissionais da mais alta
qualifica¸ c˜ ao, poss´ıvel apenas haver na universidade, e passe o ano todo planejando tudo dessa a¸ c˜ ao,
o que consome todo o minuto que tiver. Ou seja, nenhum empresa teria profissional do n´ıvel exigido,
al´em de ter que trabalhar o ano todo em fun¸ c˜ ao da sele¸ c˜ ao sem saber se seria mesmo licitada.
O que ningu´em discute ´e dos fatores da necessidade de um processo de dimens˜ oes es-
tratosf´ericas para determinar o ingresso no ensino superior. Posto que, isso leva para fatos como:
- Achar que podem com apenas uma prova recompor toda vida escolar do candidato e determi-
nar o seu futuro desempenho acadˆemico;
- Por n˜ ao confiar em nada do que foi feito no ensino b´ asico, mesmo quando por docente que
formou e por isso at´e tem raz˜ oes de sobra para n˜ ao acreditar, faz tudo escondido pelas as formas
mais imorais da falta de transparˆencia p´ ublica;
- Com tanto poder nas m˜ aos, de fazer quem queira de gˆenio ou n˜ ao para ingressar e tudo grav-
itando nas m˜ aos de uma meia d´ uzia dentro de um corporativismo mais escatol´ ogico, todo processo
apodrece rapidamente para atender conveniˆencias outras.
Assim criada ´e, por defini¸ c˜ ao, uma entidade p´ ublica e que ante suas imensas responsabili-
dades sempre tem um organograma imenso de cargos pagos pelo er´ ario, pois a taxa de inscri¸ c˜ ao ´e
simb´ olica, apenas para despesa diminuta e urgente. Entretanto, h´ a um por´ em: sendo p´ ublica, deve-
ria fazer toda sua movimenta¸ c˜ ao financeira em conta p´ ublica, o que toda universidade p´ ublica tem
a sua. Ocorre que nisso h´ a um dado crucial: conta p´ ublica tem crit´erios terr´ıveis para ser sacado
um centavo, precisando de uma grande quantidade de assinaturas em um ´ unico of´ıcio. Al´em disso,
n˜ ao ´e poss´ıvel sacar dinheiro de conta p´ ublica para pagar quantia vultuosa extra, por exemplo, a
quem j´ a recebe adicional como funcion´ ario p´ ublico por dedica¸ c˜ ao exclusiva, sem que seja dado um
n´ o na lei sem que fique de fora nenhuma das pontas.
Ante essa imensid˜ ao de recursos s´ o a quantidade de tinta gasta assinando tanto of´ıcio n˜ ao
compensa. Por isso, essas disp˜ oem de conta banc´ aria em funda¸ c˜ ao de direito privado, a qual toda
universidade p´ ublica n˜ ao vive sem. Mesmo que n˜ ao seja sua, mas de outra, j´ a que algumas tem
mais isso do que pr´ o-reitorias. E n˜ ao ´e mesmo de nenhuma, j´ a que entidade p´ ublica n˜ ao pode ter
bens privados. Com isso, cria-se um ente dual: uma entidade que ser´a p´ ublica quando for
conveniente, privada da mesma forma.
J´ a que ´e privada pode participar de licita¸ c˜ oes outras e organizar v´ arios outros certames,
porquanto, torna ´ınfimo os ganhos anuais de tais sistemas com vestibular da pr´ opria universidade.
Isso fica mais necess´ ario ante o seguinte: organizado o primeiro, os demais seguem uma rotina
simpl´ oria, criando uma ociosidade de todos. E funcion´ ario p´ ublico ocioso ´e mais do que terr´ıvel,
puro desperd´ıcio de dinheiro p´ ublico. Coisa essa que um bom ganho extra combate de forma soberba
e at´e necess´ ario, ante o resguardo de sigilo que tais a¸ c˜ oes exigem, pois o que n˜ ao deve faltar ´e todo
tipo de ass´edio e oferta de quantias fabulosas, podendo parir um vazamento de provas.
Esses sistemas, como Cespe/UnB, s˜ao empresas privadas quando ´e para gastar,
n˜ao para receber/ganhar verba p´ ublica, com faturamento anual pr´ oximo de R$ 2 bi,
atrav´es de vestibulares de diversas institui¸ c˜ oes, concursos, avalia¸ c˜ oes educacionais, etc.
Porquanto, ocupa milhares de horas/ano de trabalho docente p´ ublico. Compensa o que
universidade p´ ublica cede do tempo de trabalho dos seus docentes para tais empresas?
Empresa privada pode desviar funcion´ario p´ ublico das suas obriga¸ c˜ oes, deixando at´e
de comparecer nas salas de aulas?
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 57
´
E hora de lembrar que na educa¸ c˜ ao ocidental h´ a um prop´ osito central: habilitar no assumir
as fun¸ c˜ oes de mando na estrutura estatal; ser um dos donos da polis, i.e., ter poder para gastar
verbas p´ ublicas como quiser. O fil´ osofo grego Plat˜ao (≈ 428 a.C) foi um dos que definiu isso em
sua obra A Rep´ ublica e o instrumento disso: Academia. Por isso, torna-se um defensor voraz da
educa¸ c˜ ao para o povo quando percebe que um sujeito pode transparecer h´ abil, sendo isso apenas
pela mais completa ignorˆ ancia social. Pior ainda, essa era muito mais constru´ıda por processos que
dependiam do pretendente/ocupador do cargo.
Esse perceber foi concreto. Pois, criou-se uma corrente, porquanto fundando sua academia
para diplomar, chamada de Sofistas, cuja essˆencia fundamental do ¨ensinado¨ tinha como parˆ ametro
fingir-se ingˆenuo, por m´etodos transparecer brilhante apenas pelo verborr´ agico e usar todo tipo de
artimanha na conquista dos postos da polis. De forma que fosse mais propenso ser conduzido ao
cargo e sustenta-se nos ombros de uma massa de ignorantes e/ou sujeitados em s´ o assumir tal
posi¸ c˜ ao.
E o mais falso nisso ´e supor que tais constru¸ c˜ oes acadˆemicas necessariamente eram em
pr´edios diferentes. Ambas diplomam, uma mais para simbolizar ter o saber e a outra para que
ningu´em pergunte nada do saber. Porquanto, numa o exerc´ıcio da docˆencia exige m´etodos e
parˆ ametros e o na outra quem pede mesmo que s´ o um pouco de ´etica dos ditos ´e tratado por
safado. Desses ´ ultimos, s´ o n˜ao se pode afirmar ser marginais por serem os mesmos que
mais constroem o arcabou¸ co jur´ıdico que os isentam e formam aplicadores disto.
E o demonstrado nesta pesquisa ´e que no Brasil n˜ ao s´ o essas duas vers˜ oes de academia
coabitam, assim como a nossa trag´edia educacional dispensa dizer qual ´e o tipo dominante. Ve-
jamos como isso penetra profundamente na mentalidade dos diplomados no Brasil atrav´es de alguns
pequenos trechos dessa entrevista do ministro, quando esse ´e o representante maior.
Seria criada uma institui¸ c˜ao?
- N˜ ao.
:::::
Seria
::
o
::::::
Cespe,
:::::::::::::::
entidade p´ ublica
::::
que
::::::::
pertence
::
` a
:::::
UnB. N˜ ao estamos falando em contratar uma em-
presa, j´ a existe uma entidade p´ ublica, que assumiria uma responsabilidade de longo prazo pelo exame. A
cada ano se prepararia mais e melhor. Teria tudo para se transformar numa esp´ecie de bra¸ co operacional
do Inep para a execu¸ c˜ ao dos exames nacionais, como Prova Brasil, Enem e Enade. Esse ´e o modelo que
n´ os vamos reapresentar ao Tribunal de Contas para que seja reanalisado.
::::::
Temos
::::::
talvez
::
o
:::::
mais
:::::::
robusto
:::::::
sistema
::
de
:::::::::
avalia¸ c˜ ao
:::
do
:::::::
mundo. E temos um calcanhar de aquiles.
Por que o exame ficaria mais seguro nesse modelo?
-
´
E evidente que qualquer exame est´ a sujeito a falhas.
::::::
Sempre
:::::::
quando
:::
h´ a
::::
um
:::::::::
acidente,
::::
isso
::::
vale
:::::
para
:::::::
qualquer
:::::::::
atividade
::::
que
:::::::
envolva
::::::::::
seguran¸ ca,
::::::
como
::::::
tr´ afego
::::::
a´ereo,
:::::
vocˆe
:::::::
repensa
::
o
::::::::
processo. O dever do Inep
´e explicar aos ´ org˜ aos de controle, CGU e TCU,
:
a
:::::::::::
exuberˆ ancia
:::
do
::::::
Enem
:::
do
::::::
ponto
:::
de
:::::
vista
:::::::
log´ıstico
::
e
::
a
::::::::::
necessidade
:::
de
::::
uma
:::::::::::
contrata¸ c˜ ao
:::::
mais
:::::::
segura. A entidade vai acumular conhecimento ao longo dos anos,
vai aprender com o processo.
Note que o ministro garante j´ a ter o que daria robustez ao processos avaliativo, sem citar
nada do que possa sustentar e admitindo somente uma fragilidade na log´ıstica. Com apenas isto
n˜ ao fica poss´ıvel saber se desconhece da qualidade das avalia¸ c˜ oes aplicadas pelo Inep ou acha isso
ser poss´ıvel mesmo assim. Portanto, ´e um discurso sofism´ atico por excelˆencia, que se refor¸ ca ao
dizer ¨Sempre quando h´ a um acidente, isso vale para qualquer atividade que envolva seguran¸ ca,
como tr´ afego a´ereo, vocˆe repensa o processo¨, quando n˜ ao h´ a nada nesse vazamento do Enem que
possa ser dado por acidente, posto que, tudo foi fruto do a¸ codamento e da imprevidˆencia. E o mais
definitivo do sofism´ atico ´e levar uma quest˜ ao bem localizada para trafegar por onde n˜ ao faz sentido,
que n˜ ao por ignorˆ ancia ou obriga¸ c˜ ao de achar.
E o trecho mais revelador:
Em que momento o presidente foi avisado do vazamento do Enem?
- Eu n˜ ao sei dizer.
N˜ao ligou para ele?
- N˜ ao.
Como ele soube ent˜ao?
- Provavelmente ele leu no jornal. Que horas eu ia ligar para ele? Suponho que o ministro Franklin Martins
tenha comunicado a ele assim que soube.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 58
Ou seja, a sua a¸ c˜ ao acabava de promover um preju´ızo imediato acima de R$ 38 milh˜ oes, no
longo prazo incalcul´ avel e, entretanto, esse sequer informa por telefone a quem o nomeou para o
cargo. Quando nem se acha na obriga¸ c˜ ao disto ´e prova de que nunca se preocupou com absoluta-
mente nada, tomando-se por inimput´ avel. Portanto, vai deixar sem resposta todo tipo de acusa¸ c˜ ao
que se fa¸ ca de tal a¸ c˜ ao. Ou melhor, deixar´ a a cargo de porteiro do sistema responder como achar
conveniente. Ainda haver´ a oportunidade em que colocarei isso.
Os seguintes fatores que estavam na prova do Novo Enem finalmente aplicada avan¸ cam na
demonstra¸ c˜ ao da tese deste recorte:
1 - a libera¸ c˜ao apenas de um gabarito ´e promotora da ignorˆancia social e ainda
encobre erros outros
Nunca houve d´ uvida de que sequer tentar convencer algu´em que sabe por apenas ter mar-
cado o mesmo suposto correto por outro, al´em de uma est´ upida prociss˜ ao de f´e, ´e uma das formas
mais levianas de constru¸ c˜ ao da ignorˆ ancia. Portanto, o que incompetentes e med´ıocres dos mais
reles se aproveitam disto formam um ros´ ario que asfixia o saber dos candidatos e que, portanto, es-
trangula o ingresso dos alunos mais competentes. E o mais arraigado no uso disto ´e o Cespe/UnB,
porquanto, foi um das primeiras em que cotistas obtiveram desempenho acadˆemico do n´ıvel de
todos. No Dossiˆe Vestribulares/Centro demonstro como esse atua at´e sonegando os direitos mais
elementares dos candidatos, o que acaba, ante o seu poder de referˆencia, contaminado todas.
Entretanto, tudo vai muito mais al´em quando nem o gabarito correto o Inep teve com-
petˆencia para produzir e quanto menos de deixar trapalhadas precisando de aviso.
AP
´
OS ERRO, MEC DIVULGA NOVO GABARITO DAS PROVAS DO ENEM
Candidatos fizeram quatro provas e uma reda¸ c˜ ao. Absten¸ c˜ ao no s´ abado chegou a 37,7% - recorde do exame
Do G1, em S˜ ao Paulo, 07/12/09 - O Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC) divulgou nesta segunda-feira (7) um novo
gabarito das provas do Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem). No domingo (6), uma vers˜ ao com erros havia
sido divulgada.
(Aviso: o MEC divulgou o que seria o novo gabarito por volta das 12h30 no site do Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais, Inep. Mas a vers˜ ao baixada pelo G1 continha os mesmos erros do gabarito divulgado
no domingo. O G1 publicou essa vers˜ ao errada ` as 12h49. Por volta das 13h30, o G1 retirou do ar os links errados
e entrou em contato com o MEC. Naquele momento, o site do Inep continuava com a vers˜ ao errada do gabarito.
A assessoria do MEC enviou para o G1, por e-mail, a vers˜ ao correta do arquivo, que ´e a que consta agora desta
reportagem.)
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1405478-5604,00.html, acesso dez/09
2 - Usar o mesmo processo educacionalmente imoral que universidade p´ ublica de-
senvolveu para alijar quem n˜ao tem recurso e privilegiar quem paga pr´e-vestibular.
Lembrando que s´ o a publica¸ c˜ ao do gabarito j´ a ´e um ato no qual ficam embutidos diversos
crimes educacionais, tais como:
- A imensa maioria dos sistemas de vestibulares das p´ ublicas logo ap´ os o t´ermino da prova
repassam aos pr´e-vestibulares as resolu¸ c˜ oes que cada banca acha ter. N˜ ao para todos, s´ o aos mais
queridos da turma. Isso faz com que o candidato sem recurso para freq¨ uentar um desse fique sem
saber. Isto ´e, ficando poss´ıvel de ser reprovado outras vezes com a mesma quest˜ ao ou readapta¸ c˜ oes
dessa, o que facilita ¨fazer¨ tais provas em at´e dez minutos e ainda bebendo uma cerveja em mesa
de bar, enquanto outro de pr´e-vestibular, mesmo que reprovado, aprende alguns truques a mais
para o pr´ oximo.
Que tal processo tem por objetivo deliberado imediato alijar aluno da rede p´ ublica ´e in-
question´ avel. E o desempenho dos cotistas mostra que nunca foram a toupeira que tais sistemas
sempre disseram para justificar o n˜ ao ingresso desses. Entretanto, a coisa ´e mais profunda. Pois,
como tais quesitos s˜ ao mais truques, pegadinhas e decorebas, o repasse da grade de resolu¸ c˜ ao serve
para os pr´e-vestibulares preparem uma sopa verminosa para tornar o sujeito em poucos meses,
por mais lesado que seja, com alt´ıssimas ¨habilidades¨ para para ingressar. Essa sopa fica mais
vigorosa quando se sabe que tais bancas s˜ ao engendradas dentro do corporativismo mais imoral
poss´ıvel, porquanto, os mais med´ıocres s˜ ao os preferenciais e acabam delimitando tudo dentro das
suas incapacidades. Pior, se for feito um levantamento s´erio, constata-se que tais s˜ ao quase sempre
os mesmos.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 59
Ante o enxerto nas bancas de copiadores vorazes e plagiadores desavergonhados, atrav´es da
simples leitura das provas anteriores e dos principais vestibulares pelo pa´ıs, fica quase determinado
o que vir´ a na pr´ oxima prova. E mesmo quando esse se disp˜ oe colocar na prova coisa que ainda esteja
tentando aprender, qui¸ c´ a, visando mais diploma, como no caso do quesito da p´ ag. 37, ´e mais para
os pr´e-vestibulares usarem isso como propaganda de que ainda cai no vestibular coisa que mesmo
eles, chafurdadores por tudo quando ´e canto da universidade, quase tiveram surpresa. Logo, quem
n˜ ao tiver pagando um desses ´e que nada vai saber mesmo.
Nessa simbiose pr´e-vestibular & universidade p´ ublica n˜ ao deixa de tamb´em haver com-
pensa¸ c˜ oes da parte dos pr´e-vestibulares, pois quando a prova exige do candidato expor algumas
contas esses demandas o que consideram resolu¸ c˜ oes, porquanto, indicando aos sistemas o que deve
ser considerado como pontua¸ c˜ ao m´ axima. E o mais comum ´e tais ¨resolu¸ c˜ oes¨ n˜ ao seguir o que
constou inscrito na reda¸ c˜ ao do quesito, mas dentro de algumas espertezas que ¨ensinam¨.
Isso ´e ´ util, posto que, tais bancas, falo por matem´ atica, tendem mais copiar quesito que nem
sabiam como fazer mesmo. Embora o que os pr´e-vestibulares mandam quase nunca resolve, mas
serve para que combinem ser resolu¸ c˜ ao e celebrem um pacto de silˆencio, posto que, o mais prejudi-
cado, rede p´ ublica, ambos abominam. E quando ´e apenas de marcar, deixa mesmo de prop´ osito que
os pr´e-vestibulares se encarreguem de explicar, dando o n´ o que quiser, como seria poss´ıvel marcar
o que queriam por certo, indicando com essa atitude que s´ o considera candidato quem paga um
desses. Portanto, toma os que n˜ ao disp˜ oem de recursos para tal por desprez´ıveis. N˜ ao resta d´ uvida
disto ser mais uma imoralidade educacional e vejamos que o MEC adotou o mesmo procedimento.
Ao lado ´e como consta na p´ agina do Inep em 20/12/2009.
E nem preciso dizer que por gabarito s˜ ao apenas os itens
que acham certo e n˜ ao dos fundamentos que sup˜ oe para
achar isso. E o que segue refor¸ ca que n˜ ao h´ a mesmo nada
disto, posto que, seria imperd´ıvel para esta pesquisa mostrar
alguns casos em que nos fundamentos que acharam ter n˜ ao
h´ a fundamento. Entretanto, isso ainda seria melhor do que
comprovar que tais s˜ ao incompetentes, mais prov´ avel por
vergonha, at´e mesmo disto.
Aqui n˜ ao se questiona tanto que iniciativa privada at´e
passe vergonha por n˜ ao saber o que de fato queria o Inep,
entretanto, condena-se definitivamente que entidade p´ ublica
deixe espa¸ co para essa atuar como porta-voz ante todos os
candidatos, quando deveria ser s´ o dos que pagaram para
isso.
http://gabarito.enem.inep.gov.br/
Essa tarja ficou pendurada por quase um dia na p´ agina de um pr´e-vestibular
A raz˜ ao desta ´e simples: n˜ ao sabiam como resolver uma quest˜ ao de matem´ atica. E s´ o isto
deveria ser motivo al´em do suficiente para o Inep anular essa ou solicitar o mesmo dos diplomas de
matem´ atica de toda equipe deste pr´e-vestibular. E h´ a mais ainda. Se tiv´essemos empresas privadas,
no sentido saud´ avel disto, algum concorrente teria pregado um informe disto por tudo quando ´e
canto. Sem d´ uvida, se houvesse isso a tendˆencia maior de todos era exigir que o sistema publicasse
integralmente. Nisso, tem um outro fator terr´ıvel: desqualifica¸ c˜ao docente. Pois, n˜ ao s˜ ao poucos
os relatos de casos em que docente de pr´e-vestibular perdeu emprego por n˜ ao conseguir explicar
quest˜ ao de vestibular, obviamente tamb´em faltar um amigo dentro do sistema, quando isso precisa
ser feito quase que seguido da prova.
Vejamos algumas ¨resolu¸ c˜ oes¨, http://angloresolve.cursoanglo.com.br/oAngloResolve.asp,
acesso dez/09:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 60
S´ o o ¨assumindo¨ j´ a ´e uma desgra¸ ca
avaliativa. Pois, a m´ aquina ter uma determi-
nada resolu¸ c˜ ao, o que ´e muito de propaganda
e n˜ ao de fato, n˜ ao implica que toda foto
tenha sido usando toda essa.
Essa atitude, acrescentar o que nunca es-
teve na reda¸ c˜ ao do quesito, ´e a marca maior
das ¨resolu¸ c˜ oes¨ dos pr´e-vestibulares. Entre-
tanto, isso significa que o quesito nada mais
´e do que uma pegadinha. Acontece agora que
quem n˜ ao esteve na prova e leu a ¨resolu¸ c˜ ao¨
acha uma grande tolice candidato n˜ ao ter en-
tendido que a m´ aquina s´ o poderia usar toda
capacidade de resolu¸ c˜ ao, cuja suposi¸ c˜ ao de-
strambelhada que o faz ter essa ¨verdade¨
´e que sem assumir isso n˜ ao teria como de-
terminar qual seria. Quando pegadinha tem
por objetivo exatamente deixar sem qualquer
no¸ c˜ ao quem n˜ ao assumir o que deixou oculto,
porquanto, produz um apag˜ ao mental
Agora s´ o mudou de palavra,
assumir para admitir, mas n˜ ao de
significado e, portanto, o efeito ´e o
mesmo. E deixa de denotar o que
n˜ ao era mesmo, acidente, para ser
revelador de um m´etodo.
S˜ ao poucos os estudantes da rede
p´ ublica que ante um desse deixa de
ter um apag˜ ao mental e uma difi-
culdade imensa de recuperar o seu
equil´ıbrio mental. A cilada que tais pe-
gadinhas comp˜ oe sempre foi fatal para
esses, ante a metodologia do ensino
que est˜ ao submetidos. Entretanto, os
de pr´e-vestibulares, pouco dependendo
se aluno de privada ou p´ ublica, n˜ ao
s´ o treinam exaustivamente superar tais
truques, como ainda ¨desenvolvem¨ ar-
timanhas para recuperar seu n´ıvel men-
tal ap´ os um desses.
Acontece que depois de exaustivamente submetido ` a ¨metodologia da pegadinha¨ e obter um
sucesso estrondoso ingressando no ensino superior, tende mais desprezar todo tido de ensino/estudo
por achar que tudo pode ser aprendido por alguma artimanha miraculosa, cuja p´ılula dourada s´ o
cont´em decorebas. O pre¸ co disto no ensino superior nas disciplinas da matem´ atica, nas quais tais
decorebas s˜ ao simplesmente futilidades, s´ o n˜ ao aparece pelo fato da UFPa, assim como as demais,
n˜ ao publicar relat´ orio semestral do n´ıvel de reprova¸ c˜ ao por disciplina. E nunca achei quem n˜ ao
seria capaz de aprender se houvesse sido ensinado direito, o que n˜ ao sei ´e ir dentro da mente deste
e limpar tudo que foi feito errado. E s´ o um dado:
BRASIL DESPERDIC¸ A R$ 15,1 BILH
˜
OES POR ANO COM BAIXA
QUALIDADE DE ENSINO
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2009/11/08/brasil+desperdica+r+151+bilhoes+por+
ano+com+baixa+qualidade+de+ensino++9037965.html, acesso dez/2009
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 61
A ¨resolu¸ c˜ ao¨ que serve para
marcar o que queriam por certo ´e
como se houvessem perguntado qual
´e o percurso mais curto. E agora h´ a
um flagrante delito: o quesito revela
uma metodologia do ensino da
matem´atica cujo vi´es ideol´ ogico
produz mais desgra¸ ca social do
que saber matem´atico. Depois
quando empres´ ario do setor que estu-
dou com tais coloca ˆ onibus para seguir
o itiner´ ario que seja do seu interesse, o
mais curto poss´ıvel, e n˜ ao dos usu´ arios,
alguns desses mesmo usam isso at´e
para ganhar voto.
N˜ ao ´e por acaso que muita gente
que exerce docˆencia em n´ıvel superior
se acha o m´ aximo em pol´ıtica e s˜ ao os
mais requisitados para cargos eletivos.
Quem nem ensina o aluno exercer o ato
de vota com o m´ınimo de decˆencia, n˜ ao
´e falso. Pois, o que mais esses prop˜ oem
aos alunos ´e votarem para que fique
com menos docente dispon´ıvel em sala
de aula. Que muitos alunos acabam
aprendendo mais sem esses em sala de
aula, tamb´em n˜ ao ´e falso.
Nunca se disse aqui que todos
est˜ ao dispon´ıveis para qualquer tipo
de safadeza avaliativa, apenas provei
nos casos documentados. Nesse que-
sito, o detalhes que os elaboradores
esqueceram foi apenas n˜ ao haver como
imprimir foto tridimensionalmente ou
anexar uma r´eplica dessa na prova.
Como esses viram tal pe¸ ca, qui¸ c´ a,
havia uma r´eplica ao alcance dos seus
olhos enquanto redigiam, tinham como
saber qual era a posi¸ c˜ ao espacial de
cada pe¸ ca. Logo, quem j´ a a viu poderia
responder como queriam s´ o por isso,
enquanto qualquer outro por mais que
lesse o quesito n˜ ao tinha como dizer
nada v´ alido.
Querer depois de apenas um desse que tal prova avalie alguma coisa, vai muito al´em da
soberba, se n˜ ao tivesse na sua mente de que o candidato ´e um desqualificado a priori. Quando ´e um
absurdo usar um quesito patol´ ogico deste para permitir ou impedir que algu´em ascenda ao ensino
superior. Isso quem faz ´e o MEC em prova nacional e, portanto, normaliza e legitima tudo que
acontece em sala de aula das universidades p´ ublicas, as s˜ ao obscuramente impenetr´ aveis. Fazendo
tais aberra¸ c˜ oes de p´ ublico, nesta todo tipo de mediocridade fica bem posta.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 62
E uma vez precisando do que for
para marcar o item que obrigaram
ser indicado como certo, nunca se
fizeram de rogados. At´e mesmo o
que apenas parece ser, viram pelo
avesso e transformando-o em preceito
cient´ıfico, quando o avesso do torto
pode ser t˜ ao torto quanto. Isso
revela uma mentalidade male´ avel ao
sabores das conveniˆencias e ´e a arma
mais poderosa dessa metodologia do
ensino da matem´ atica que destro¸ ca
tudo para atender o que interessa.
Nesse caso, colocar o aluno dentro da
universidade.
Na pesquisa h´ a in´ umeros registros
de que quando docente resiste n˜ ao
se submeter a tais coisas o sistema
reage com uma virulˆencia terr´ıvel e no
fundo acaba sendo uma mensagem so-
cial de que a banca tem raz˜ ao pelo
simples motivo de que os membros
dessas tˆem muito mais diploma, posto
que, esse ´e apenas docente do ensino
m´edio, porquanto, induzindo que s´ o
´e isso por n˜ ao ter competˆencia para
ser docente de n´ıvel superior. Por´em,
h´ a casos em que isso ´e falso. Pois,
como ocorreu na UFPa, o mesmo do-
cente de pr´e-vestibular que entrou em
polˆemica com a banca, Aldo Vieira,
sempre foi docente de matem´ atica da
UFPa e ainda sobrinho da presidenta
na ´epoca da banca.
Esse ´e um dos epis´ odios dos mais significativos em tudo aqui e que serve para esclarecer o
quanto h´ a de errado numa quest˜ ao do Novo Enem. O quesito dessa ¨polˆemica¨ foi:
UFPA/2003 Quest˜ ao 04 - E agora Jos´e, a noite esfriou, o samba acabou... Mas, para Zeca, a divida banc´ aria ficou,
trˆes parcelas de R$ 100,00 mensais a juros de 5% ao mˆes. Ao quitar a ´ ultima parcela, quanto Zeca ter´ a pago pela
d´ıvida?
Obs: Zeca ´e respons´ avel e pagar´ a nos vencimentos as parcelas devidas.
Uma not´ıcia do jornal mostra quase tudo(g.n)
PROFESSORES AMEAC¸ AM PEDIR
`
A JUSTIC¸ A ANULAC¸
˜
AO DE QUEST
˜
AO
O Liberal, 23/01/2003
O Sindicato dos Professores no Estado do Par´ a (Sinpro) est´ a disposto a entrar na Justi¸ ca para garantir o
direito dos candidatos ao Vestibular 2003 da Universidade Federal do Par´ a (UFPA) que foram prejudicados pela
quarta quest˜ ao da prova de matem´ atica da primeira fase. O Sinpro pede n˜ao mais a anula¸ c˜ao, mas que a
banca corretora considere todas as hip´ oteses, ou seja, no m´ınimo, trˆes resultados poss´ıveis: R$ 300,
R$ 331,01 e R$ 315,25. Segundo o professor de matem´ atica Aldo Vieira,
:::
que
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Vestibular
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(Daves)
:::
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::::::
UFPA. ¨N´ os endere¸ camos via fax os documentos na ter¸ ca-feira¨, diz Vieira.
No documento, os professores pedem que sejam consideradas todas as resolu¸ c˜ oes com as diversas
interpreta¸ c˜ oes poss´ıveis como corretas. ¨Tamb´em pedimos que as provas sejam recorrigidas, uma
vez que a corre¸ c˜ao j´a come¸ cou na segunda feira `a tarde e alguns alunos podem ser prejudicados¨,
disse o professor. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 63
Os professores tamb´em consideraram um desrespeito a forma como a banca corretora da UFPA
tratou a queixa em rela¸ c˜ao `a quest˜ao n´ umero quatro de matem´atica. ¨N˜ao estamos dizendo que
os professores da UFPA n˜ao s˜ao competentes, pelo contr´ario, reconhecemos que ´e uma equipe
respeitada, mas da forma como foi colocado pela professora C´elia Brito (Diretora do Daves), ficou
parecendo que est˜ao tratando com leigos, com pessoas sem gradua¸ c˜ao¨, disse o professor Herculano
Torres. O professor considerou que a manifesta¸ c˜ao da banca foi ¨descortˆes e desdenhosa¨.
::::::
¨Ficou
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parecendo
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que
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n´ os,
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lado
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mestres
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doutores,
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que
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det´em
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::::::::::::::::
conhecimento¨.
O professor Jorge Morgado, que h´ a mais de 30 anos leciona matem´ atica financeira, tendo inclusive grande
experiˆencia na elabora¸ c˜ ao de concursos p´ ublicos, explicou que a quarta quest˜ ao ´e um problema de juros simples,
e n˜ ao de juros compostos como est´ a considerando a banca corretora da UFPA. ¨Em qualquer quest˜ ao de juros
compostos devem vir as palavras capitaliza¸ c˜ ao, composi¸ c˜ ao ou juros sobre juros, isso ´e regra em qualquer opera¸ c˜ ao
de matem´ atica financeira, quando n˜ ao h´ a essa indica¸ c˜ ao ´e juros simples¨, explicou.
Assim, enquanto os professores defendiam que n˜ ao estava definido o regime de juro e, por-
tanto, estava certo quem calculou usando nenhum (o juro incluso na presta¸ c˜ ao), regime simples ou
composto. J´ a a banca, e o mais determinado, informo, era Renato Borges Guerra, defendia que o
termo ¨d´ıvida banc´ aria¨ dizia definitivamente que s´ o, e somente s´ o, poderia ser juros composto,
i.e., juro sobre juro. Coisa avalizada pela ent˜ ao pr´ o-reitora de gradua¸ c˜ ao Selma Leite. Nisso fica
determinada que:
- Quando ´e para defender seus poderes de fazer o quiser e como quiser, destroem a todos, in-
cluindo tudo que tenha formado;
- Renato Guerra fazia parte da banca de corre¸ c˜ ao com mais, no m´ınimo, outros dez docentes de
matem´ atica da UFPa. Por´em, entre esses nenhum tinha sequer moral com validade para contest´ a-
lo. At´e porque nenhum seria sequer chamado para ganhar esse extra maravilhoso se n˜ ao j´ a tivesse
esta ¨qualifica¸ c˜ ao¨.
- Estive pessoalmente no gabinete da pr´ o-reitora, Selma Leite, com a diretora do sistema, C´elia
Brito, a qual defendeu oralmente, com a pr´ o-reitora ao lado confirmando, da retid˜ ao desse e de
outros quesitos, j´ a que esse erro foi apenas o mais escatol´ ogico da prova dita de matem´ atica, com
base numa determinada teoria ling¨ u´ıstica, sua forma¸ c˜ ao acadˆemica.
- Como era esperado, noutras reportagens aparecem gerentes de bancos contestando veemente
que cobre juro sobre juro, informando que em alguns casos nem isso e quando faz, trata-se de
coisa simples apenas para ter o p˜ ao de cada dia. Induzindo que tais membros da banca estariam
confundido, talvez por experiˆencia pr´ opria, o que faz agiota, coisa que h´ a em quase toda reparti¸ c˜ ao
publica do Brasil, com trabalho s´erio. Al´em disso, continuam na defesa, se fosse como a banca da
UFPA achou at´e pagariam sal´ arios fabulosos para os seus funcion´ arios.
- Como alguns n˜ ao sabem, aconteceu ... NADA. Que n˜ ao fosse do interesse do sistema que
acontecesse.
E, as coisas ficam assim: banco no Brasil cobra taxas que v˜ao muitos al´em at´e
do composto, atrav´es de truques e manipula¸ c˜ oes, ao ponto das legisla¸ c˜ oes civilizadas
tornar tal cobran¸ ca mais do que assalto e t˜ao nefasta quando o nazista nos seus m´etodos
de destrui¸ c˜ao social. Leia:
BRASIL N
˜
AO TEM NENHUMA RAZ
˜
AO PARA TER UMA TAXA DE JUROS REAL
MUITO MAIOR QUE 3%, DIZ DELFIM
Elaine Patricia Cruz e Florestan Fernandes Jr.,a Agˆencia Brasil e da TV Brasil, 17 de Junho de 2009
S˜ ao Paulo - Apesar de reconhecer o esfor¸ co feito pelo Banco Central para reduzir a taxa b´ asica de juros (Selic)
para 9,25% ao ano, o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto considera a queda insuficiente, por acreditar que o
Brasil poderia cobrar taxas reais em torno de 3%, a exemplo do que ´e feito em outros pa´ıses.
¨O Brasil n˜ao tem nenhuma raz˜ao para ter uma taxa de juros real muito maior que 3%, que
´e a taxa de juros do mundo. O Brasil ´e um pa´ıs normal. Anormais s˜ao os brasileiros¨, disse ele, em
entrevista hoje (16) ` a Agˆencia Brasil e ao programa Rep´ orter Brasil, apresentado a partir das 21 horas pela TV
Brasil.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/16/materia.2009-06-16.3212601025/view,
acesso dez/2009
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 64
Os dois desse epis´ odio, Renato Guerra e Delfim Netto, tˆem a mesmo origem: a ditadura
militar de 64. Delfim dispensa apresenta¸ c˜ ao e Renato foi nomeado docente, assim como milhares,
sem concurso como docente-colaborador, cuja denomina¸ c˜ ao para cargo docente que j´ a ´e uma ex-
crescˆencia, num regime que perseguiu docente com tanta determina¸ c˜ ao que, por exemplo, a UnB
quase foi paralisada por tanta demiss˜ ao, que ¨volunt´ aria¨ ou por decreto. E, novamente como to-
dos, efetivado da mesma forma ou por concurso fajuta, quando da dita redemocratiza¸ c˜ ao.
Ambos continuam unidos ainda pelo seguinte: um fazendo em universidade p´ ublica um tipo
de ensino da matem´ atica que (re)produz ignorˆ ancia social, enquanto o outro usa essa para fazer
esc´ arnio com o povo, posto ser isso que faz ao dizer : ¨Anormais s˜ao os brasileiros¨. Pois, essa
¨anormalidade¨ tem um nome claro e definido: analfabetismo matem´atico.
E outra not´ıcia que dimensiona no quanto pode ser usado o analfabetismo matem´ atico para
assaltar um povo ´e a seguinte:
ENTIDADES PEDEM DEVOLUC¸
˜
AO DE COBRANC¸ A INDEVIDA NA CONTA DE
LUZ
10 de dezembro de 2009
Representantes da ind´ ustria e de entidades de defesa dos direitos do consumidor defenderam nesta quinta-
feira a devolu¸ c˜ ao dos valores que teriam sido pagos a mais devido a uma falha na metodologia de c´ alculo da
tarifa de energia el´etrica. O erro teria provocado distor¸ c˜ oes nas contas de luz dos ´ ultimos sete anos. ¨O que
est´a havendo aqui ´e um desequil´ıbrio muito grande em (preju´ızo) do consumidor. Ou seja, as
empresas j´a receberam esse dinheiro, j´a repartiram os lucros e o consumidor saiu no preju´ızo¨,
disse a coordenadora institucional da Pro Teste, Inˆes Dolci.
A Agˆencia Nacional de Energia El´etrica (Aneel), segundo ela, deve apresentar o mais r´ apido poss´ıvel o c´ alculo
de quanto foi cobrado a mais do consumidor. ¨Uma vez que se reconheceu publicamente o erro n˜ ao tem porque
adiar qualquer tipo de discuss˜ ao. O que tem que ser feito ´e o c´ alculo, quanto o consumidor dever´ a ser compensado
e a partir de quando¨, disse ao participar de debate na Federa¸ c˜ ao das Ind´ ustrias de S˜ ao Paulo (Fiesp). O diretor de
Infraestrutura e Energia da Fiesp, Carlos Antonio Cavalcanti, defendeu a redu¸ c˜ ao da conta de luz como forma de
ressarcimento. ¨N´ os temos que chegar a uma redu¸ c˜ ao de tarifa, porque cessa a cobran¸ ca indevida, e uma redu¸ c˜ ao
adicional porque, em algum momento e de alguma forma, o que n´ os pagamos a mais tem que ser devolvido na
tarifa¨, disse.
O presidente da Comiss˜ ao Parlamentar de Inqu´erito (CPI) das Tarifas de Energia El´etrica da Cˆ amara, dep-
utado Eduardo Fonte (PP-PE), afirmou que os diretores da Aneel favoreceram as concession´ arias do sistema. De
acordo com o parlamentar, os aumentos indevidos nos pre¸ cos cobrados aos consumidores teriam gerados lucros
R$ 11 bilh˜ oes ` as empresas. ¨Tenho forte ind´ıcios de ex-diretores da Aneel que quando ocupavam o
cargo favoreceram `as empresas com aumentos absurdos. E que esses ex-diretores hoje trabalham
justamente para essas empresas de energia el´etrica que eles favoreceram¨.
Na avalia¸ c˜ ao do presidente do Instituto Acende Brasil, Cl´ audio Sales, entretanto, a distor¸ c˜ ao ocorreu somente
em um dos mecanismos de compensa¸ c˜ ao previsto no contrato das concession´ arias. Segundo ele, no balan¸ co geral,
outras compensa¸ c˜ oes teriam sido desfavor´ aveis ` as distribuidoras e no balan¸ co geral o consumidor acabou favore-
cido. ¨O que est´ a se pegando ´e apenas um dos mecanismos que considerando um determinado per´ıodo teve esse
saldo, em favor da companhia e em desfavor do consumidor Se considera-se outros per´ıodos o resultado seria ao
contr´ ario¨. Assim, de acordo com Sales, ¨n˜ ao cabe devolu¸ c˜ ao desse dinheiro. A regula¸ c˜ ao n˜ ao ´e feita de apenas
um mecanismo, ´e feita de um conjunto de mecanismos¨, afirmou.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI4151314-EI8177,00-Entidades+pedem+devolucao+de+
cobranca+indevida+na+conta+de+luz.html, acesso dez/2009
Vale lembrar que citei Renato Guerra, nem qualquer outro, quanto pessoa, mas quanto
docente p´ ublico, simbolizando e representando uma corrente dominante que atua no ensino da
matem´ atica nas universidades p´ ublicas (re)moldadas dentro dos preceitos da ditadura, cujas for-
mula¸ c˜ oes institucionais e de forma¸ c˜ ao docente s˜ ao baseadas na ignorˆ ancia social e num fazer ensino
da matem´ atica em que todo valor social e humano pode ser desprezado quando interessar. Obvia-
mente, por isso estudante ´e ser insignificante e desprovido dos direitos mais elementares, assim como
nenhum respeito pela pessoa humana haver´ a quando for conveniente. Portanto, n˜ ao h´ a m´etodos e
parˆ ametros, fazendo ´etica e moralidade p´ ublica como acham ser para atender as suas conveniˆencia
e dos amigos do amigos.
E dizer que se trata de metodologia significa todo um processo de intoxica¸ c˜ ao do educacional
atrav´es da forma¸ c˜ ao, passando para o livro did´ atico e o todo ensino b´ asico, mas ainda nas s´eries
iniciais. E tudo isso para apresentar o quesito do Novo Enem que brotou nas entranhas dessa
¨metodologia¨ que promove terr´ıveis carnificinas sociais.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 65
´
E poss´ıvel que algum leitor ainda
tenha d´ uvida quanto ao afirmado de
haver uma metodologia do ensino da
matem´ atica no Brasil que destro¸ ca o
equil´ıbrio mental, os valores sociais
e que se expressa mais claramente
quando apenas considera manip-
ula¸ c˜ oes num´ericas e alg´ebrica para
produzir o item que impuseram como
certo. A v´ıtima agora ´e uma das
conquistas mais fundamentais
da Sociedade Brasileira: as Leis
Trabalhistas. Quando essa tem um
valor imenso na prote¸ c˜ ao social do tra-
balhador nas condi¸ c˜ oes como essa do
quesito. Pois, em tais casos qualquer
hora a mais de trabalho vira facil-
mente condi¸ c˜ oes an´ aloga de escravid˜ ao.
Inclusive as 08 horas/di´ arias de
trabalho estabelecida na lei ´e apenas
porque essa ´e de validade geral, mas
mesmo essa jornada de trabalho cor-
tando cana j´ a extrapola o limite da re-
sistˆencia humana.
´
E v´alido um pa´ıs destro¸ car tudo isso da mentalidade dos seus jovens apenas para
que esses marquem o que desejam por certo tentando uma vaga no ensino superior?
Fazer como aconteceu no vestibular da Unesp/09.2, p´ag. 15, ter que se portar como
bandido, fraudador de combust´ıvel? Aceitando tudo isso at´e por obriga¸ c˜ ao para ingressar,
para ter diploma, agora em qualquer n´ıvel, perverte todos os valores e n˜ ao ter´ a limite algum. Pior
ainda, depois que tiver o diploma ningu´em poder´ a mais fazer nada, a n˜ ao ser, talvez, e bem pouco
talvez, Pol´ıcia.
´
E muito simples entender coisas como essas, desde que j´ a n˜ ao dependa dos frutos
disto, podres com certeza, e/ou vislumbre isso como projeto de vida.
E se algu´em acha que estou dizendo haver uma formula¸ c˜ ao do ensino da matem´ atica atrav´es
da qual s´ o se produz anjos sociais, isso ´e engano. O que estou provando ´e haver uma pela qual o
conceito de marginalidade ´e male´ avel o suficiente para quase nada ser ileg´ıtimo, deste que praticado
pela pessoa ¨certa¨ e com os amigos ¨certos¨. Sendo isso o grande sustent´ aculo de todo regime de
exce¸ c˜ ao, seja do lado que for. E tudo isso quando agregado as condi¸ c˜ oes sociais em geral ´e um
processo de tortura social. E s´ o pequenos trechos (g.n)
SELEC¸
˜
OES SEM TRAUMA, Carta Capital, Reda¸ c˜ ao
Os bons resultados de faculdades que testam alternativas ao vestibular
A sociedade brasileira ´e pr´ odiga em gerar mecanismos que acentuam e perpetuam as desigual-
dades sociais. Aos jovens, ´e reservado um instrumento de tortura psicol´ ogica que tem sido aprimorado nas
´ ultimas trˆes d´ecadas e ´e muito eficiente para separar ricos e pobres. O vestibular poderia ser apenas mais
um ritual de passagem para a fase adulta, mas tornou-se uma cerimˆ onia de imola¸ c˜ao, ang´ ustia e
fracasso na vida de 25 milh˜ oes de brasileiros na faixa dos 18 aos 24 anos,
:::
dos
::::::
quais
::::::::
apenas
:::::
10%
::::
tˆem
:::::::::::::
sobrevivido.
:::::::::
M´ıseros
:::
2%
:::::::::
ocupam
::::::::
assento
::::
nas
:::::::::
cadeiras
::::
das
:::::::::::::::
universidades
:::::::::
p´ ublicas. [...]
As cr´ıticas ao atual processo de sele¸ c˜ ao dos universit´ arios tamb´em s˜ ao apoiadas pelo MEC.
:::
¨
´
E
::::::::::::
indiscut´ıvel
::::
que
::
os
::::::::
alunos
::::
que
::::::::::::
estudaram
:::
em
::::::::::
melhores
::::::::
escolas
::
e
::::::::::
cursinhos
:::::
tˆem
:::::
mais
:::::::::
chances
:::
de
::::
ser
::::::::::
aprovados
:
e
::::::::::
progredir
::::
nos
::::::::::
estudos¨, analisa o secret´ ario de Ensino Superior, Ronaldo Mota. Segundo Mota, houve um
avan¸ co, mesmo que pequeno, na estrutura da prova que prioriza elementos como a memoriza¸ c˜ao e
avalia pouco a capacidade de racioc´ınio dos estudantes. Cabe ao MEC, diz o secret´ario, zelar pela
qualidade dos mais de 2 milh˜ oes de vagas oferecidas pela iniciativa privada e aumentar o n´ umero
de cadeiras nas universidades p´ ublicas, que chegam a 314 mil. Mota promete ampliar em 50% as vagas
at´e 2010.
:::
¨O
::::::
MEC
:::::::
jamais
::::
vai
::::::::
obrigar
:::
as
:::::::::::::::
universidades
::
a
:::::::::
eliminar
::
o
:::::::::::
vestibular
::::::::::::
tradicional,
::::::::
decis˜ao
::::
que
:::
faz
::::::
parte
::::
da
:::::::::::
autonomia
::
a
::::
elas
::::::::::::
conferida¨, esclarece.
Fonte: http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/2007/18/selecoes-sem-trauma, acesso dez/2009
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 66
N˜ ao ´e novidade alguma que o MEC sempre criticou os vestibulares, mais definitivamente
das p´ ublicas, e mesmo agora nem tanto assim, digo ser nova essa comprova¸ c˜ ao de que os quesitos
do seu novo enem segue exatamente o mesmo padr˜ ao. E o mais indiscut´ıvel ´e que tudo segue por
dentro do mesmo processo met´ odico que as p´ ublicas sempre usaram para facilitar o ingresso de
quem paga pr´e-vestibular. E dos m´ıseros 2% que ocupam vagas no ensino superior p´ ublico ainda
falta subtrair um bom percentual.
O DILEMA DA REPET
ˆ
ENCIA E DA EVAS
˜
AO
Por S´ergio Garschagen, de Bras´ılia
A baixa qualidade do ensino b´ asico brasileiro, traduzida pelos altos ´ındices anuais de repetˆencia e evas˜ ao
escolar, reflete os defeitos hist´ oricos da pr´ opria sociedade brasileira, que ´e excludente. ¨Nosso desafio, em
pleno s´eculo XXI,
::
´e
::::::::::::
estruturar
:::::
uma
:::::::
escola
:::::::::::::
republicana que seja realmente para todos, o que
muitos pa´ıses fizeram no s´eculo XIX, outros no s´eculo XX e o Brasil, infelizmente, n˜ao conseguiu
at´e hoje¨. Esta dura avalia¸ c˜ ao ´e da secret´ aria de Ensino B´ asico do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC), Maria do
Pilar Lacerda Almeida e Silva. Ela defende a mudan¸ ca da cultura arraigada no pa´ıs, que impede a ado¸ c˜ ao definitiva
da progress˜ ao continuada nas escolas.
Fonte: http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD CHAVE=2766, ac. dez/2009
Em www.loboeassociados.com.br/p artigos/artigos/artigo evasao.pdf, ac. dez/09,
h´ a um estudo disto. Nesse matem´ atica ´e o maior n´ıvel de evas˜ ao, com m´edia de 30%. Entretanto,
se for considerado s´ o em cursos de universidade p´ ublica, chega f´ acil aos 45%. Se for acrescido nisso
os que est˜ ao matriculados e com pelos menos duas reprova¸ c˜ oes, 65% ´e ainda pouco. E tudo isso
n˜ ao deixa de ser fruto dessas desqualifica¸ c˜ oes que o MEC mais do que referencia, enaltece-as.
Que os docentes de pr´e-vestibular tˆem meios inacredit´ aveis de ¨descobrir¨ as pegadinhas,
´e ineg´ avel. Por´em, no caso do novo enem tudo diz que at´e a banca sumiu logo ap´ os o t´ermino da
prova, pelo seguinte caso:
www2.curso-objetivo.br/vestibular/resolucao comentada/
online/index.asp?img=01
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 67
N˜ ao ´e t˜ ao misterioso o que aconteceu. No quesito ´e dito que ¨uma f´ abrica
produz velas de parafina em forma de pirˆ amide quadrangular¨, quando
um corte vertical da vela de fato n˜ ao ´e piramidal coisa nenhuma. Ante
tal pegadinha, um achou que seria feita o molde de parafina na forma de
pirˆ amide com as dimens˜ oes dadas e s´ o depois essa seria cortada para fazer
a vela, enquanto o outro, mais provavelmente for¸ cando para produzir uma
das resposta que deixaram, considerou que a vela era piramidal.
E a quest˜ ao real ´e: desde de quanto uma pegadinha capaz de colocar dois docentes
de pr´e-vestibular em campos diamentralmente opostos serve para avaliar qualquer
coisa? Isso rompe com o limite necess´ ario a ter algo de moralidade no educacional, mesmo num
sistema que n˜ ao ´e incomum encontrar quem preparou uma dessa rindo aos baldes pelo que fez suas
v´ıtimas. S´ o n˜ ao ´e toda imoralidade educacional poss´ıvel por que, como propomos provar aqui, o
MEC faz mais. E vejamos o que aconteceu com quesito que iniciei este.
Pergunta: uma jogada da mega
sena ¨com seis dezenas diferentes¨
´e o mesmo que ¨com todas as
seis dezenas diferentes¨? E nessa
situa¸ c˜ ao em que h´ a cinco dezenas
diferentes em cada jogada, qual ´e o
par mais vantajoso: 01, 02, 03, 04,
05, 06 e 11, 12, 13, 14, 15, 16 ou 01,
02, 03, 04, 05, 06 e 01, 12, 13, 14,
15, 16.
Ou seja, a pegadinha est´ a no
seguinte trecho: ´e melhor que
essa pessoa fa¸ ca 84 apostas
de seis dezenas diferentes,
::::
que
::::
n˜ao
:::::::::
tenha
:::::::
cinco
::::::::::::
n´ umeros
:::::
em
::::::::::::
comum,... Assim, ao mesmo tempo
em que induzem ser todas as
seis dezenas diferentes, depois in-
dicam ser apenas cinco e, portanto,
cabendo haver repeti¸ c˜ ao de uma
dezena. E ser todas seis diferentes
implica em cinco, mas a rec´ıproca ´e
falsa.
E o que a banca do enem desconsidera ´e que a Caixa Econˆ omica jamais implementaria uma
jogada em cada caso n˜ ao levasse horas intermin´ aveis de c´ alculos por pessoas das mais habilidosas
nisso e ter certeza de que n˜ ao deixaria de ganhar f´ abulas, j´ a que essa inventou um meio de jogar
com o dinheiro dos outros, portanto, perder do seu ´e sempre imposs´ıvel. Por´em, em tal caso o que
cada candidato nunca teve foi tempo suficiente para nada.
Assim, fica provado haver um total de 08(oito) quest˜ oes da prova de matem´atica
desse novo enem que jamais deveriam constar em qualquer prova, ante at´e sua perni-
ciosidade e nem mais ocosidade. E como veremos, j´a que o MEC nem sequer anulou
quando devia, essas ´e que n˜ao foram mesmo. E o mais prov´avel ´e que a banca depois da
prova nem teve curiosidade de passear pela internet e apreciar um pouca da desgra¸ ca.
Pois, acho ignorar mais imoral do que visto e nada ter feito.
E por falar em tempo, parece que uma legi˜ ao de candidatos nem teve para ir fazer tal enem.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 68
ENEM 2009: CERCA DE 1,5 MILH
˜
AO DE CANDIDATOS FALTAM O PRIMEIRO DIA
DE PROVAS
Dem´etrio Weber, 06/12/2009
RIO - No primeiro dia de provas do Enem 2009, neste s´abado, cerca de 1,5 milh˜ao de estudantes
faltaram. De acordo com o MEC, os ausentes foram 37,9% do p´ ublico total esperado no exame. Ao
todo, 4.147.527 candidatos se inscreveram para a avalia¸ c˜ao. (Leia mais: Tema da reda¸ c˜ ao do Enem 2009
tratou de ´etica e corrup¸ c˜ ao). Em S˜ ao Paulo, candidatos que est˜ ao fazendo o Enem no campus da Universidade
Paulista (Unip) em Pinheiros, zona oeste da capital, disseram que foi alto o n´ umero de alunos que desistiram de
fazer a prova. Segundo os respons´ aveis pela seguran¸ ca, a absten¸ c˜ ao neste s´ abado, dia 5, foi de 45%.
O estudante Brian Bacaline disse que menos da metade dos inscritos na sua sala compareceu para fazer a
prova no primeiro dia do Enem:
- Como a USP n˜ ao vai usar [a nota do Enem como forma de ingresso], muita gente pula fora.
A situa¸ c˜ ao foi semelhante na sala da candidata Bruna Paes. Ela contou que n˜ ao desistiu de fazer a prova
porque uma das institui¸ c˜ oes para as quais ela vai prestar vestibular ainda usar´ a a pontua¸ c˜ ao no Enem como parte
da avalia¸ c˜ ao:
- Antes de acontecer aquele tumulto de roubarem a prova, o Enem estava valendo para a Fuvest e outras univer-
sidades que eram do meu interesse. S´ o que agora a ´ unica que vale ainda, das que eu vou fazer, ´e a Unifesp.
Com os atrasos causados pelo roubo de provas do Enem em outubro, processos seletivos importantes no estado,
como os da Universidade de S˜ ao Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), deixaram de
utilizar a pontua¸ c˜ ao do Enem como forma de ingresso.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2009/12/06/enem-2009-cerca-de-1-5-milhao-
de-candidatos-faltam-primeiro-dia-de-provas-915079197.asp, acesso dez/09
E o desesperador faz corriqueiras algumas a¸ c˜ oes de puro masoquismo:
COM 3 DIAS DE PROVA, NOVA SEGUNDA FASE DA FUVEST COMEC¸ A NO
DOMINGO
PATR
´
ICIA GOMES da Folha de S.Paulo, 29/12/2009
O champanhe j´a pode at´e estar na geladeira, as roupas novas preparadas para o R´eveillon,
mas, para 35.588 estudantes, a contagem regressiva n˜ao ´e para a virada do ano, e sim para o dia 3
de janeiro, quando come¸ ca a segunda fase da Fuvest. A partir deste ano, ser˜ ao trˆes dias de exame, com
quatro horas de dura¸ c˜ ao, para todos os candidatos. Alguns ainda ser˜ ao submetidos a uma quarta prova, caso o
curso exija um teste de aptid˜ ao espec´ıfica, como em m´ usica e arquitetura.
O primeiro dia de prova, neste domingo, ter´ a dez quest˜ oes de l´ıngua portuguesa e literatura e ainda uma
reda¸ c˜ ao. Para esse dia, os candidatos n˜ ao devem se esquecer de levar uma foto 3x4 recente. No dia seguinte, o
vestibular traz a sua maior novidade: provas de todas as disciplinas, independentemente da carreira escolhida. S˜ ao
20 quest˜ oes envolvendo conceitos de hist´ oria, geografia, matem´ atica, f´ısica, qu´ımica, biologia e inglˆes. Todas as
quest˜ oes ter˜ ao valor igual, mas, segundo a Fuvest, n˜ ao ´e poss´ıvel definir quantas ser˜ ao de cada disciplina, porque
haver´ a perguntas interdisciplinares.
Passados os dois primeiros dias, o terceiro, em 5 de janeiro, ser´ a destinado a avaliar a proficiˆencia do
candidato nas disciplinas espec´ıficas, relacionadas ao curso pretendido. S˜ ao 12 quest˜ oes e, dependendo do curso,
ser˜ ao cobradas duas ou trˆes mat´erias. Para as gradua¸ c˜ oes que exigem duas disciplinas, s˜ ao seis quest˜ oes de cada
uma. Para as que exigem trˆes, s˜ ao quatro. Assim, um candidato a medicina em S˜ ao Paulo dever´ a, no ´ ultimo dia,
responder a quest˜ oes de qu´ımica, f´ısica e biologia. J´ a um candidato a filosofia encontrar´ a perguntas de hist´ oria e
geografia no terceiro dia. N˜ ao haver´ a descanso para os candidatos de artes cˆenicas, arquitetura e design. As provas
de aptid˜ ao espec´ıfica para tais carreiras ser˜ ao aplicadas j´ a entre os dias 6 e 8 de janeiro. Depois de tanto esfor¸ co,
se sobrou algum champanhe da comemora¸ c˜ ao comedida do Ano Novo, ele poder´ a ser aberto em 4 de fevereiro,
quando sai a primeira lista de chamada.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u672352.shtml, acesso dez/09
Agora os estudante para tais n˜ ao tˆem direito de curtir um Natal e um Ano Novo. E para
quem pensa que isso ´e acidental, informo que o calend´ ario acadˆemico 2009 da UFPA/Bel´em consta
aula at´e 31/12. Isso porque a lei exige que a universidade fa¸ ca esse com 200 dias letivos, quando
h´ a f´erias de janeiro at´e 15 de mar¸ co e de julho ao final de agosto. Mas o cerne ´e que a maioria dos
votantes nos conselhos n˜ ao vivem mais de ministrar aulas, quando faz o seu semestre tem o tanto
de aulas que ele quiser ministrar - podendo at´e vir uma vez na sala para passar trabalho e retornar
na ´ ultima apenas para recolhˆe-lo, s˜ ao todos iguais-, sendo que alguns j´ a denotam asco tendendo
ao nojo por isso. Havendo um objetivo definido por tr´ as de tudo: fazer transparecer ante os
estudante como em safado todo que cumpra apenas a obriga¸ c˜ao das mais b´asica da
docˆencia: ministrar o tanto de aula dito na lei.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 69
Essa b´ arbarie exige dizer que educa¸ c˜ ao tem um princ´ıpio inviol´ avel: tentar fazer sempre
o certo e evitar por todos os meios poss´ıveis que algu´em chegue perto do erro.
´
E isso
que torna tais quesitos uma imoralidade educacional, portanto, mais criminoso ´e j´ a saber haver
quest˜ ao errada e deixar candidato sujeito ao erro, como aconteceu nesse novo enem.
MEC SABIA QUE HAVERIA QUEST
˜
AO ANULADA NO ENEM 2009, MAS N
˜
AO
AVISOU E PREJUDICOU ALUNOS
Dem´etrio Weber, 09/12/2009
BRAS
´
ILIA - O Minist´erio da Educa¸ c˜ao (MEC) sabia
::::
com
:::::::::
semanas
:::
de
::::::::::::::
antecedˆencia que uma quest˜ao
do Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem) seria anulada, mas n˜ao avisou a ningu´em. A falha foi
detectada por uma equipe revisora do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ´ org˜ ao do
MEC respons´ avel pelo exame. Como a prova j´a estava na gr´afica,
:
o
:::::
Inep
::::::::::
entendeu que n˜ao havia tempo
suficiente para corrigir o erro no teste de l´ıngua portuguesa. A decis˜ ao, ent˜ ao, foi manter a impress˜ ao
do jeito que estava. (Leia mais: Inep divulga gabarito corrigido do Enem 2009)
No domingo, 2,5 milh˜ oes de participantes receberam o teste de linguagens com 45 quest˜ oes. Estudantes recla-
maram do n´ umero excessivo de perguntas e dos enunciados longos. Quem se dedicou a fazer a quest˜ ao anulada
perdeu tempo. Ela n˜ ao contar´ a na nota final. Al´em da falta de tempo, o presidente do Inep, Reynaldo
Fernandes, diz que seria um desperd´ıcio de dinheiro p´ ublico interromper a impress˜ao. Ele tamb´em
considera que n˜ao havia como avisar aos participantes sobre o problema antes do teste.
- N˜ao tinha como anunciar antes: ¨Olha, vamos fazer uma prova que vai ter uma quest˜ao
que vai ser anulada¨ - disse ele - A prova j´a estava na gr´afica. Teria que parar o processo de
novo, e n˜ao teria tempo. A gente tomou a decis˜ao,
:::::::
achou
::::::
mais
:::::::::
correta e, logo em seguida,
anunciamos.
primeira not´ıcia de que uma pergunta tinha sido anulada s´ o veio a p´ ublico no domingo `a noite,
quando o MEC divulgou uma primeira vers˜ao errada do gabarito. Esse gabarito informava que
uma quest˜ao da prova de linguagens, como ´e chamado o teste de portuguˆes e leitura, tinha sido
anulada. Erros no pr´ oprio gabarito, por´em, levaram o MEC a retir´a-lo do ar. A vers˜ao correta s´ o
foi divulgada na segunda-feira `a tarde.
Uma sucess˜ ao de problemas
A quest˜ ao anulada ´e a de n´ umero 101 nos cadernos de prova das cores amarela, azul e rosa; no caderno
cinza, ´e a 102. Para dificultar a cola, o Inep criou quatro modelos de teste, todos com as mesmas quest˜ oes, mas
em ordem diferente. Na quest˜ ao, a partir da leitura de uma tira em quadrinhos, eram feitas perguntas gramaticais.
Segundo o Inep, havia duas respostas certas.
Criado em 1998, o Enem foi reformulado este ano para substituir o vestibular tradicional. A decis˜ ao foi
tomada no primeiro semestre. Para aplicar o teste j´a no segundo semestre e selecionar os calouros de
2010, MEC e Inep tiveram que correr. O exame estava marcado para outubro, mas foi adiado para dezembro,
ap´ os o vazamento de provas. Os cadernos de quest˜ oes foram roubados numa gr´ afica, levando o MEC a romper o
contrato com um cons´ orcio, fazer novos contratos emergenciais, sem licita¸ c˜ ao, e montar uma opera¸ c˜ ao de guerra,
desta vez com For¸ cas Armadas, PF, Correios e PMs
O ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad, disse que o furto das provas do Enem abalou o Inep.
- N˜ao h´a como negar que os servidores ainda est˜ao sob impacto - disse o ministro.
Indagado sobre a inten¸ c˜ ao de reformular o Inep, Haddad respondeu que s´ o aguarda o resultado da auditoria
que investigou o atua¸ c˜ ao do ´ org˜ ao na supervis˜ ao do contrato com o cons´ orcio respons´ avel pela aplica¸ c˜ ao do Enem,
em outubro. Ele lembrou que o Minist´erio P´ ublico Federal denunciou ` a Justi¸ ca anteontem cinco pessoas acusadas
de envolvimento no furto e tentativa de venda das provas do Enem.
- Espero que esse caso seja exemplar. Que a Justi¸ ca se fa¸ ca rapidamente - disse o ministro, defen-
dendo a condena¸ c˜ao dos acusados.
Al´em do vazamento da prova, que levou ao adiamento do teste para o ´ ultimo fim de semana, o Enem ainda
teve um dos mais baixos ´ındices de comparecimento. Segundo o MEC, 37,7% dos inscritos n˜ao
foram fazer as provas, no s´abado.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2009/12/09/mec-sabia-que-haveria-questao-
anulada-no-enem-2009-mas-nao-avisou-prejudicou-alunos-915118765.asp, acesso dez/09
Ficamos assim. O mesmo MEC que meses antes contratou campanha publicit´ aria milion´ aria
com ator nacionalmente famoso para avisar algum candidato esquecido das novas data das provas,
agora diz publicamente que nunca soube o que ´e uma simples errata. E as raz˜ oes disso tamb´em
ficam claras: ¨o Inep entendeu que n˜ ao havia tempo suficiente para corrigir o erro no teste de l´ıngua
portuguesa¨, ¨A gente tomou a decis˜ ao, achou mais correta.¨, etc. Portanto, colocam-se acima de
tudo e todos para entender ´etica e moralidade p´ ublica como for conveniente e fazer por correto o
que quiser.
Al´em da falaciosa falta de tempo para avisar, n˜ ao poderia deixar de aparecer uma falsidade
das mais mais arraigadas em tudo desta pesquisa. Essa ´e de que est˜ ao preocupados com o dinheiro
do povo quando diz: ¨Al´em da falta de tempo, o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes,
diz que seria um desperd´ıcio de dinheiro p´ ublico¨.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 70
Ou seja, agora falam como se tivessem um medo m´ orbido de irem presos por desperdi¸ car
recursos p´ ublicos com uma resma de papel para ser picotada em pedacinhos contendo em cada um
os dizeres ¨ATENC¸
˜
AO: QUEST
˜
AO X - ANULADA¨ e cola para pregar um deste em cada
envelope de prova.
Acontece depois apenas o de sempre: subir em pedestral bem alto e s´ o ouvir o que diz por
quem n˜ ao pode dizer nada al´em do que agradra, at´e por n˜ ao ter moral, e transformar isso em
verdade.
PARA HADDAD,
´
INDICE DE ABSTENC¸
˜
AO NO ENEM EST
´
A DENTRO DA
NORMALIDADE
Justificativa est´ a no prazo maior entre a inscri¸ c˜ ao e o exame.
Gabarito errado foi erro de processamento, disse o ministro
Do G1, em S˜ ao Paulo, 08/12/09
O ´ındice de absten¸ c˜ao de 37,7% na prova do Exame Na-
cional do Ensino M´edio (Enem) est´a dentro dos padr˜ oes de
normalidade, na opini˜ ao do ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad.
As informa¸ c˜ oes s˜ ao da Agˆencia Brasil. Ele afirmou nesta ter¸ ca-feira (8)
que considera o percentual normal j´ a que houve um longo per´ıodo entre
a data de inscri¸ c˜ ao e a aplica¸ c˜ ao da prova. O ´ındice foi o maior da
hist´ oria do exame.
¨De tudo que ouvi de especialistas da ´area, da Cesgranrio, do Cespe [
:::::::::::
institui¸ c˜ oes
::::
que
:::::::::::
organizam
::::::::::
concursos
:::::::::
p´ ublicos], ´e natural um aumento da absten¸ c˜ao quando o exame se realiza muito depois
da inscri¸ c˜ao¨, disse o ministro. Por causa do furto de provas do exame, o per´ıodo entre a inscri¸ c˜ ao e a aplica¸ c˜ ao
da prova foi de quase cinco meses.
Segundo Haddad, o grande n´ umero de estudantes que n˜ao fizeram a prova no estado de S˜ao
Paulo (46,9%) contribuiu para elevar o ´ındice nacional de absten¸ c˜ao. ¨
::
Se
::::::::::::
excluirmos
::
o
:::::::
estado
:::
de
::::
S˜ao
::::::
Paulo, onde o impacto do adiamento foi mais forte, nos demais estados, a absten¸ c˜ao ficou
em torno de 33%, 34%, que ´e a m´edia de concursos p´ ublicos¨. O ministro citou o Enem de 2004,
quando o ´ındice de absten¸ c˜ao foi de 32%, e observou: ¨Ent˜ao, [a absten¸ c˜ao de 37,7%] n˜ao estaria
muito fora da s´erie hist´ orica.¨
Gabarito com erro
Haddad comentou tamb´em a divulga¸ c˜ ao do gabarito do Enem com erro, afirmando que se tratou de um
erro de processamento, identificado e corrigido a tempo de n˜ ao provocar problemas. Perguntado se haver´ a
renova¸ c˜ ao no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An´ısio Teixeira (Inep), respons´ avel pelo
Enem, o ministro respondeu apenas que vai aguardar o final das investiga¸ c˜ oes sobre o furto da prova. Ele informou
que tomar´ a as providˆencias necess´ arias quando receber o inqu´erito policial e o resultado da auditoria. Haddad disse
que o Inep est´ a ¨abalado¨ pela ocorrˆencia do furto e que ´e preciso recuperar a autoestima dos servidores.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1407832-5604,00.html, acesso dez/09
E segue na ladainha preferida: tirando o pior, fica apenas o escatol´ ogico que sempre foi.
Pois, a prova anterior do enem nunca custou menos de R$ 10,00 para chegar na sala do candidato,
tendo que ir, independentemente desse comparecer ou n˜ ao. Logo, tal absten¸ c˜ ao j´ a configurava numa
situa¸ c˜ ao escandalosa. E, j´ a sendo uma aleij˜ ao enorme excluir qualquer parte do Brasil para dizer
que algo foi bom ao Brasil, esse fica maior ainda quando o desconsiderando ocorreu no Estado mais
rico da Na¸ c˜ ao. E n˜ ao deixa de revelar o que provoca calafrio: sendo incompetente ao ponto de
n˜ao conseguir processar corretamente um simples gabarito, menos ainda para fazer o
mesmo envolvendo milh˜ oes de notas. E ainda mais assim:
O ENEM 2009 FOI APLICADO. E AGORA? TIRE D
´
UVIDAS
Do G1, em S˜ ao Paulo, 07/12/09
[...] 3 - O candidato conseguir´ a calcular a sua pr´ opria nota?
N˜ao.
´
E preciso aplicar uma f´ ormula para chegar `a nota em cada uma das provas. Um programa
de computador far´a o c´alculo levando em considera¸ c˜ao o padr˜ao de resposta e n˜ao somente o
n´ umero de acertos. [...]
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1406225-5604,00-O+ENEM+FOI+APLICADO+E+AGORA+
TIRE+DUVIDAS.html, acesso dez/09
Logo, concluindo o recorte, fica demonstrada a tese, portanto agora ´e realidade,
de que o MEC defende barb´arie como valor a ser referendado no educacional.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 71
RECORTE 09 - MAIS CATARSE DO BARBARISMO EDUCACIONAL
OU QUANDO NADA DE NOVO SE CRIA, TUDO SE COPIA, PLAGIA, ...
¨Atabalhoadamente fazia a refei¸ c˜ ao num minuto. Completa-a largo trago de ´ agua.
Tinha, por´em, ` as vezes, um pospasto crudel´ıssimo e amargo - uma carga de chumbo... ¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
O epis´ odio do recorte 05, p´ ag. 28, apenas revela a parte mais estapaf´ urdia de todo processo
quando docente de geografia de uma universidade da Amazˆ onia, um dos lugares do planeta mais
rico disto, joga tudo isso no lixo para plagiar quesito da Universidade Federal da Bahia-UFBA.
O quando se faz disso em matem´ atica, quando esta goza da fama de ser a mesma em todo uni-
verso, num Pa´ıs repleto de analfabeto matem´ atico e com uma forma¸ c˜ ao acadˆemica que beira ` a
delinq¨ uˆencia, sendo essa beirada fin´ıssima, ´e quase imposs´ıvel sequer perceber um vislumbre. E,
em todos os Dossiˆes/Vestibulares provo pegadas firmes dessa desgra¸ ca. Aqui s´ o um pouco disto,
ressaltando mais similaridades nos principais vestibulares ocorridas depois do Novo Enem.
Novo Enem & Universidade de Bras´ılia - UnB - Nenhum pr´e-vestibular deixou de
esmiu¸ car o novo enem e preparar um ensopado para servir nas revis˜ oes vesperais dos vestibulares.
Menos ainda para UnB, quando n˜ ao s´ o a proximidade f´ısica do Inep exigia, como ainda ser muito
mais prov´ avel ter sido pessoal do Cespe/Unb os feitores dos quesitos para o Inep. Ante isso, o
que segue pode nem ser pl´ agio-readapta¸ c˜ ao, mas coisa de autoria dos mesmos que uma vez ao
bateram os olhos no tema aproveitaram para cercar-se de uma montanhas e pouco ter de pensar
nas pr´ oximas vezes.
NOVO ENEM
UnB/2010
www.cespe.unb.br/vestibular/1VEST2010/arquivos/2o DIA VEST
2010 SANTA MARIA.pdf
Note que o texto do quesito da UnB foi preparado na suposi¸ c˜ ao de que o candidatado j´ a
sabe do que se trata ou ser in´ util ler, como de fato ´e. Al´em das incongruˆencias sublinhadas nesse,
foi definido o que seria a
i
, i = 1, 2, .., n, jamais o que seria a
ij
para que fosse poss´ıvel
saber do que se tratava 220 × a
13
Hz. No Dossiˆe Centro mostro mais da imoralidade p´ ublica
com que atua o sistema Cespe, sendo o exposto apenas para provar n˜ ao se revisa nem mesmo o
mais escatol´ ogico que os elaboradores queiram fazer.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 72
O mais prov´ avel ´e que, uma vez valendo-se de processo dos mais vagabundos para contratar
pessoal t˜ ao inqualific´ avel para elaborar, o sistema tenha sido obrigado aceitar um outro pior ainda
para atuar como revisor. Isso n˜ ao ´e nada estranho, posto que, na universidade p´ ublica poucos pro-
cessos leva competente em considera¸ c˜ ao, sendo quase tudo depende apenas se participa da confraria
dos amigos do amigo.
Como o leitor talvez ache os dois quesitos anteriores distante ao ponto de n˜ ao merecer algo
do que foi dito, se for o caso, transporte tudo que foi dito para esses outros dois:
NOVO ENEM
UnB/2010
www.cespe.unb.br/vestibular/1VEST2010/arquivos/2o DIA VEST
2010 SANTA MARIA.pdf
Lembro sempre que pesquisa ´e muito diferente de inqu´erito policial, at´e pelo poder que
o respons´ avel por inqu´erito tem de vascular certas gavetas atr´ as de documentos. Al´em disso, o
diferencial maior no caso ´e que quando candidato que s´ o estudou 12 anos de escola
p´ ublica abre a prova tende entrar em pˆanico por n˜ao vislumbrar nada do que tentaram
lhe ensinar e estudado em todos os livros did´aticos fornecidos pelo MEC, enquanto o
que fez pr´e-vestibular, e muito mais ainda quem fez revis˜ao vesperal, n˜ao h´a novidade
alguma, precisando agora ´e controlar sua euforia. Um ´e reprovado por fracassar mesmo,
enquanto o outro, se for, ´e sempre quest˜ ao de alguns poucos pontos.
Assim como, nunca disse que os sistema de vestibulares n˜ ao tivessem uma brecha nas suas
vis˜ oes por onde enxergam todos os candidatos dentro do mesmo prop´ osito. Esse ´e ganhar suas taxas
e deix´ a-los pensando serem os culpados pela reprova¸ c˜ ao.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 73
Pois, como j´ a foi relatamos casos aqui, esses podem ante um percep¸ c˜ ao desta vir bater lata
na porta da reitoria, piorando mais ainda pelo fato dos reprovados perfazer sempre uma quantidade
infinitamente superior aos contemplados com uma vaga. E o mecanismo mais comum em tais casos
´e abordar conte´ udos que est˜ ao muito al´em de tudo que se faz no Ensino B´ asico. Nisso registro,
Dossiˆe Nordeste/UFPE, quesito que a sua fundamenta¸ c˜ ao matem´ atica se constitui numa tese de
mestrado que pode ser defendida com louvor nas melhores universidades do mundo. Posto que, foi
um um resultado, o Teorema das Quatro Cores, pesquise, que resistiu mais de dois s´eculos, e ainda
hoje n˜ ao conhe¸ co que algu´em tenha dado uma prova que possa ser elementar para alunos brilhantes
do Ensino B´ asico.
Esclare¸ co, j´ a que n˜ ao gosto de discuss˜ ao v˜ a, que n˜ ao sou contra haver tais tipos de quesitos
na prova, desde que separados dos demais e indicando quantos cr´editos do curso pretendido, qui¸ c´ a
t´ıtulo acadˆemico, far´ a jus quem resolvˆe-los. Sem isso, como temos aqui no Brasil, esses quesitos se
incluem na ¨Pedagogia do Espantamento¨, cujo objetivo maior ´e o rebaixamento do perfil geral
para que todo ingresse j´ a de cabe¸ ca baixa. Posto que, por melhor que tenha sido a sua nota fica
mais prov´ avel, e todo docente pode saber facilmente, sem que tivesse resolvido o dessa s´erie.
No Novo Enem, isso atrav´es dos conte´ udos j´ a estava quase descartado quando foram ex-
clu´ıdos alguns tradicionais do ensino M´edio, como N´ umeros Complexos, mas n˜ ao deixou de se
manifestar atrav´es de duas enormidades: quantidade de quesitos e do textual de cada um deles.
Vamos ao epis´ odio que mostra um deste tipo do vestibular UnB/2010.
Nos cursos de Exatas e Tecnol´ ogicos ´e comum haver uma disciplina mais conhecida por
´
Algebra Linear, cuja referˆencia b´ asica no Brasil ´e
´
Algebra Linear - LTC, RJ. BOLDRINI - Ed.
Harbra, SP. Um dos temas centrais, porquanto, n˜ ao aparece em nenhum livro no tema antes do
quarto cap´ıtulo, denomina-se Autovetores e Autovalores, no qual fa¸ co a seguinte Nota T´ecnica 2 :
Defini¸ c˜ ao - Dado uma matriz quadrada de ordem n, A = (a
ij
)
n×n
, um vetor
− →
v =

x
1
x
2
..
x
n
¸
¸
¸
¸
n˜ ao-nulo ´e dito
Autovetor da matriz A associado ao Autovalor λ (valor escalar) quando A.
− →
v = λI.
− →
v , onde I ´e a Matriz
Identidade de ordem n, i.e., I =

¸
¸
¸
1 0 0 .. 0
0 1 0 .. 0
.. .. .. .. ..
0 .. .. 0 1
¸

ou I = (τ
ij
)
n×n
onde τ
ij

1, se i = j
0 se i ,= j
Temos: A.
− →
v = λI.
− →
v ⇐⇒A.
− →
v −λI.
− →
v =
− →
0 ⇐⇒

A−λI

.
− →
v =
− →
0 (∗).
E como acontece em todo sistema linear homogˆeneo, para que seja poss´ıvel (*) ter solu¸ c˜ ao n˜ ao-nula ´e
necess´ ario que o Determinante da Matriz dos Coeficiente seja nulo. Ou seja, Det

A−λI

= 0 (∗∗).
Por outro lado, o c´ alculo de Det

A − λI

produz um polinˆ omio mˆ onico de grau n em λ, P
A
(λ) =
λ
n
+ a
n−1
λ
n−1
+ + a
1
λ + a
0
, chamado de Polinˆ omio Caracter´ıstico da Matriz A. Ante isso, (∗∗) torna
encontrar os Autovalores de A equivalentemente determinar as ra´ızes de P
A
(λ).
Caso se consiga determinar todas as ra´ızes λ
i
, o sistema homogˆeneo

A − λ
i
I

.
− →
v =
− →
0 fornecer´ a
Autovetor(es)
− →
v
λ
i
,= 0 para cada λ
i
. Se for poss´ıvel encontrar n desses
− →
v
λ
i
Linearmente Inde-
pendente, fazendo P para ser matriz n n, colocando em que cada coluna ´e um desses, vale que
P
−1
AP =

¸
¸
¸
λ
i
1
0 .. 0
0 λ
i
2
.. 0
.. .. .. ..
0 .. 0 λ
i
n
¸

, uma Matriz Diagonal, caso em que se diz que A ´e Diagonaliz´ avel.
A importˆ ancia disto ´e a seguinte: duas matrizes A e B s˜ ao ditas Semelhantes quando existe matriz
P invert´ıvel tal que P
−1
AP = B, havendo alguns C´ alculos Matriciais que, como o de Determinante, s˜ ao
Invariantes por semelhan¸ ca. Isto ´e, produz o mesmo resultado que se use A ou B. Portanto, uma vez
sabendo que A ´e Diagonaliz´ avel e estando diante de um c´ alculo invariante por semelhan¸ ca, as contas s˜ ao
simplificadas se for usada a Matriz Diagonal semelhante desta no seu lugar.
Isso ´e um pequeno resumo que deve ter ficado na cabe¸ ca de algu´em que possa ter ministrado,
podendo ter sido in´ umeras vezes para isso, disciplina de
´
Algebra Linear em curso de gradua¸ c˜ ao.
N˜ ao havendo em cole¸ c˜ ao do Ensino M´edio que o MEC distribui para rede p´ ublica nenhuma linha
nisso e, portanto, usar isso, mesmo que num caso particular, para avaliar aluno do Ensino
B´asico ´e ir muito al´em de uma tentativa de espantar, quando rede p´ ublica ser´a a mais
assombrada, torna-se uma concep¸ c˜ao cruel e imoral do avaliativo, quando antes, como
´e o caso, nada faz para que o MEC inclua o tema nos livros did´aticos.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 74
www.cespe.unb.br/vestibular/1VEST2010/arquivos/2o DIA VEST 2010
SANTA MARIA.pdf
O dito anterior seria tudo se fosse
apenas um quesito deste tipo e o vestibu-
lar de uma universidade p´ ublica das
menores. Por´em, quando s˜ ao v´ arios, no
vestibular da universidade que ´e um
das maiores referˆencias entre todas as
p´ ublicas federais e ao lado do MEC, s´ o
n˜ ao ultrapassa todo o intoler´ avel porque
at´e o MEC ´e o mesmo que ajuda isso ser
infinito.
Isso o MEC faz da forma mais terr´ıvel:
prestigiando financeiramente. Pois, se for
feita uma simples pesquisa do quanto o
MEC/Inep tem gasto apenas no governo
atual diretamente com o Cespe/UnB,
rapidamente chega-se-´ a na cifra de meio
bilh˜ ao de reais. Isso sem entrar na conta
o que j´ a paga de sal´ arios, posto que, a
maioria dos que atuam nesse s˜ ao fun-
cion´ arios p´ ublicos ligados diretamente ao
MEC.
Quando ´e crime qualquer um
atuar contra o interesse p´ ublico,
sendo ´ org˜ao diretamente ligado e
s´ o foi criado na presun¸ c˜ao de que
agiria sempre em defesa do p´ ublico,
´e um descalabro sem fim. E fica mais
infind´avel por ser via educa¸ c˜ao.
E mesmo que o MEC n˜ ao apoiasse, a a¸ c˜ ao do Cespe/UnB n˜ ao deixaria de ser tr´ agica e,
repito, no Dossiˆe/Vestibulares/Centro mostro essa mais profundamente. E a prega¸ c˜ ao persistente
do ministro Haddad tem feito da qualidade dos processos avaliativos do Inep ´e contradit´ oria com
outra verdade que denota saber do quando ser os vestibulares das p´ ublicas eivados de erros, decore-
bas, truques e pegadinhas. Porquanto, ele indica claramente que no cerne principal do avaliativo,
ingresso no ensino superior, nunca houve isso de qualidade. N˜ ao havendo nesse ponto e nessas
universidades, n˜ ao existe coisa melhor em lugar nenhum, caso n˜ ao se queira defender uma in-
significˆ ancia das p´ ublicas que torne todo gasto com essas um ato de vandalismo. Ou, pior ainda,
dizer saber que tais inqualifaca¸ c˜ oes s˜ ao deliberadas.
E pouca coisa teria tanta for¸ ca para mostrar o quanto esse nada entende do educacional, ape-
nas enxerga pelo avesso do normal, do que essa sua tese. pois, avalia¸ c˜ ao ´e o culminante do processo
educacional, porquanto, carece desesperadamente da qualidade de todos os processos anteriores.
Sendo que qualquer desajuste que apare¸ ca nessa, como as demonstradas aqui, s˜ ao sonoriza¸ c˜ oes
tˆenue de grandes explos˜ oes de desqualifica¸ c˜ oes que se deram por dentro do sistema e continuam,
j´ a que nada foi feito. Ou seja, o que reflete esses quesitos analisados ´e um processo mortificante do
qual tais participam atrav´es das suas a¸ c˜ oes nos interiores das universidades e, portanto, repassando
para todo o sistema. E um trecho que mostra mais desse desajuste ´e o seguinte:
PROFESSOR D
´
A A ALUNO NOTA MAIOR QUE SARESP, MOSTRA PESQUISA
da Folha Online , 28/12/2009 [...]
Notou-se que a maior diferen¸ ca entre notas foi nas provas de matem´atica do 3
o
ano do ensino
m´edio. Na prova do Saresp, s´ o 36% tiveram ˆexito. J´a para os professores, quase todos (93%)
atingiram o patamar m´ınimo de aprendizado considerado adequado.[...]
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u671951.shtml, acesso jan/10
E, o Cespe/UnB apenas pr´ oximo do Inep j´ a era mort´ıfero em termos de avalia¸ c˜ ao, trazendo-o
nos bra¸ cos para dentro do gabinete do ministro n˜ ao vai melhorar em nada.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 75
NOVO PRESIDENTE DO INEP PROMETE MAIS SEGURANC¸ A PARA O ENEM
Carolina Br´ıgido, 21/12/2009
BRAS
´
ILIA - O novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Ed-
ucacionais (Inep), Joaquim Jos´e Soares Neto, assumiu nesta segunda-feira o cargo
anunciando mais seguran¸ ca e organiza¸ c˜ ao nas avalia¸ c˜ oes de responsabilidade da enti-
dade - inclusive o Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem), que teve a prova vazada
este ano. Para o Enem de 2010, Neto quer aproveitar as mesmas medidas adotadas
na prova realizada neste mˆes - ap´ os o adiamento por causa do vazamento. Desta vez,
houve o apoio da Pol´ıcia Federal e das For¸ cas Armadas na seguran¸ ca e dos Correios
para a distribui¸ c˜ ao dos testes.
-
::
A
:::::::
entrada
:::
dos
:::::::::
Correios
::
no
::::::
exame
:::
foi
::::::::::::
fundamental.
::::::::::
Funcionou
::::::::::::::
fantasticamente
:::::
bem.
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Tamb´em
::
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:::::
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Ex´ercito
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funcionou
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::::::::
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o
:::::
novo
::::::::::
presidente
:::
do
::::
Inep.
Neto ´e professor de f´ısica da Universidade de Bras´ılia (UnB) e no ´ ultimo ano e meio esteve `a frente do
Centro de Sele¸ c˜ao e de Promo¸ c˜ao de Eventos (Cespe). Ele defende que o Minist´erio da Educa¸ c˜ao
(MEC) dispense licita¸ c˜ao para contratar um instituto para elaborar a prova do Enem. Para o novo
presidente do Inep, o principal crit´erio ´e o profissionalismo da entidade, e n˜ao o pre¸ co baixo.
Cespe e Funda¸ c˜ ao Cesgranrio devem continuar com Enem
O professor admitiu a possibilidade de manter o Cespe e a Funda¸ c˜ ao Cesgranrio na prova de 2010. Ap´ os o
adiamento do Enem, em outubro, as duas institui¸ c˜ oes foram contratadas em car´ ater emergencial, sem licita¸ c˜ ao,
para realizar o exame nos dias 5 e 6 de dezembro. O ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad, concorda.
- S´ o conhe¸ co o Cespe e a Cesgranrio capazes de fazer a prova (do Enem) - disse o ministro.
O novo presidente do Inep substitui Reynaldo Fernandes, que pediu para deixar o cargo na ´ ultima sexta-feira,
em virtude das irregularidades na prova do Enem. Neto prometeu apresentar um plano de trabalho a Haddad em
janeiro. E esquivou-se quando perguntado se vai trocar sua equipe:
- Qualquer decis˜ ao merece ser tomada com cautela. O que for necess´ ario fazer ser´ a feito.
Ao apresentar o novo titular do cargo, o ministro da Educa¸ c˜ ao elogiou o ex-presidente do Inep:
- Ele deixou um grande legado, que ter´ a de ser continuado - disse, completando: - Os infort´ unios das ´ ultimas
semanas foram dram´ aticos para todo ´ org˜ ao. Mas isso come¸ ca a ser superado com a condu¸ c˜ ao firme do professor
Neto.
Para Haddad, n˜ao h´a problemas ´eticos em entregar o Inep a um ex-integrante do Cespe. E
disse que a experiˆencia de Neto na ´ area de avalia¸ c˜ oes ser´ a muito ´ util para melhorar as avalia¸ c˜ oes feitas pelo Inep.
Neto elogiou ontem o Enem como um vestibular mais democr´atico. No entanto, evitou defender o
fim dos processos de sele¸ c˜ao tradicionais das universidades.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/12/21/novo-presidente-do-inep-promete-mais-
seguranca-para-enem-915308837.asp, acesso jan/10
Seria uma trag´edia de propor¸ c˜ oes gigantesca se alguma a¸ c˜ ao que mobilizou um imenso
contingente das For¸ cas Armadas do Pa´ıs ainda deixasse lapso suficiente para quem acaba de ser
nomeado para o alto escal˜ ao pudesse dizer que n˜ ao prestou. De fato, acho, nem seria nomeado se o
ministro soubesse que este ao menos andou bocejado algo fora do elogio rasgado. E j´ a entra abrindo
janela que n˜ ao devia pelo seguinte: ¨Ele defende que o Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC) dispense
licita¸ c˜ ao para contratar um instituto
:::::
para
:::::::::
elaborar
::
a
:::::::
prova
:::
do
:::::::
Enem¨.
Pois, o MEC tem reinteiradamente dito que j´ a possui um banco de quest˜ oes imenso e pre-
cisava contratar empresa apenas para impress˜ ao, aplica¸ c˜ ao e corre¸ c˜ ao da reda¸ c˜ ao.
´
E t˜ ao simples de
fazer tal prova que logo ap´ os anula¸ c˜ ao o MEC j´ a dizia ter outra pronta. Assim como, aplicou uma
em dezembro/09 e fez outra para janeiro/10 s´ o para estudante presidi´ ario, denotando possuir uma
m´ aquina tipo prova-instantˆ anea.
J´ a esse dado, ¨S´ o conhe¸ co o Cespe e a Cesgranrio capazes de fazer a prova (do Enem) -
disse o ministro¨, indica ser necess´ ario pesquisado o seguinte: desde de quando o ministro sabe
disto? Seria isso anterior da inven¸ c˜ ao desse novo enem? N˜ ao ´e uma temeridade deixar grande parte
do ingresso no ensino superior p´ ublico do Pa´ıs na dependˆencia de apenas duas empresas? E com
essa fala o ministro reconfirma achar que todos os demais sistemas de vestibulares das p´ ublicas s˜ ao
imprest´ aveis, para fazer prova, pelo menos.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 76
Novo Enem & Unifesp - A universidade de Federal de S˜ ao Paulo-Unifesp tem o curso de
medicina dos mais bem conceituados pelo MEC, a o melhor de toda Am´erica Latina por diversos
indicadores, sendo medicina uma das profiss˜ oes mais requisitadas e requintadas. O seu vestibular ´e
realizado pela Vunesp, sistema de vestibular da Universidade Estadual Paulista ¨J´ ulio de Mesquista
Filho¨, www.vunesp.com.br, e estudo mais aprofundado das suas provas e m´etodos desse sistema
consta no Dossiˆe/Vestibulares/Sudeste. O vestibular Unifesp/2010 foi aplicado em 17 e 18.12.09
17. Uma fun¸ c˜ ao f : R −→R diz-se par quando f(−x) = f(x),
para todo x ∈ R, e ´ımpar quando f(−x) = −f(x), para todo
x ∈ R.
a) Quais, dentre os gr´ aficos exibidos, melhor representam
fun¸ c˜ oes pares ou fun¸ c˜ oes ´ımpares? Justifique sua resposta.
b) Dˆe dois exemplos de fun¸ c˜ oes, y = f(x) e y = g(x), sendo
uma par e outra ´ımpar, e exiba os seus gr´ aficos.
Fonte: http://www.vunesp.com.br/vestibulares/ufsp0901/
CE Biologicas Exatas.pdf, acesso jan/10
Os conceitos dizem que para valores
de x sim´etricos da origem, uma fun¸ c˜ ao
´e par se produz o mesmo valor para
esses e ´ımpar se os valores s˜ ao tamb´em
sim´etrico da mesma forma. Sendo os dois
exemplares mais elementares y = ax (reta
passando pela origem, ´ımpar, gr´ afico V) e
y = ax
2
(par´ abola com v´ertice no eixo-y,
par, gr´ afico III)
Portanto, s˜ ao conceitos elementares
dos mais b´ asicos do conte´ udo de fun¸ c˜ oes.
E para que o item b) avaliasse algo al´em de
a) era obrigat´ orio que entre os gr´ aficos os
elementares tivessem exclu´ıdos ou o b) exi-
gir que fossem diferentes desses. Da forma
proposta, b) s´ o serve para perder tempo,
quando embroma¸ c˜ ao ´e um dos fatores dos
mais nefastos nessa hora.
Parece coisa simples, mas vou mostrar que nas profundezas h´ a fatores terr´ıveis e que explode
muito mais depois que pegar o diploma. Antes um outro quesito que ala(r)ga tudo.
N˜ ao ´e preciso nada al´em dos desenhos
abaixo para provar que ¨esqueceram¨
do que quanto a largura de tal pista
influencia na resposta.
Que muitos souberam ¨resolver¨ como
a banca achou poss´ıvel, e portanto, pela
l´ ogica torpe que sempre norteou esses ca-
sos, n˜ ao se fez necess´ ario anular, n˜ ao ´e o
caso. At´e pelo simples fato de que todos
da banca s˜ ao do mesmo n´ıvel ou grupelho,
porquanto, acharam tudo sendo depois de
v´ arias revis˜ oes, n˜ ao tenho nem esperan¸ ca
que um dia percebam o erro. O pior ´e que
todo que procedeu assim ter´ a muito mais
chance de um dia ser m´edico seguindo den-
tro desse mesmo principio, i.e., fazendo na
base do ¨adivinhometro¨ e n˜ ao pelo que
demanda o cient´ıfico.
20. Um jogo eletrˆ onico consiste de uma pista retangular e
de dois objetos virtuais, O
1
e O
2
, os quais se deslocam, a
partir de uma base comum, com O
1
sempre paralelamente
as laterais da pista e O
2
formando um ˆ angulo x com a base,
x ∈ (0,
π
2
). Considere v
1
e v
2
os m´ odulos, respectivamente,
das velocidades de O
1
e O
2
. Considere, ainda, que os choques
do objeto O
2
com as laterais da pista (lisas e planas) s˜ ao
perfeitamente el´ asticos e que todos os ˆ angulos de incidˆencia
e de reflex˜ ao s˜ ao iguais a x.
a) Exiba o gr´ afico da fun¸ c˜ ao y = f(x) que fornece o mod-
ulo da componente da velocidade de deslocamento do objeto
O
2
, no sentido do deslocamento do objeto O
1
, em fun¸ c˜ ao do
ˆ angulo, x ∈ (0,
π
2
).
b) Se v
1
= 10m/s e v
2
= 20m/s, determine todos os valores
de x ∈ (0,
π
2
), para os quais os objetos O
1
e O
2
, partindo
num mesmo instante, nunca se choquem.
Fonte: http://www.vunesp.com.br/vestibulares/ufsp0901/
CE Biologicas Exatas.pdf, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 77
E preciso relatar mais um epis´ odio para que n˜ ao se pense ser um problema isolado ao caso
de matem´ atica, se ainda for poss´ıvel algum assim achar poss´ıvel.
VUNESP AINDA N
˜
AO TEM POSIC¸
˜
AO SOBRE GABARITO DA UNIFESP
A Funda¸ c˜ao Vunesp, que organiza o vestibular da Unifesp, ainda n˜ao tem uma posi¸ c˜ao sobre
o pedido de mudan¸ ca da resposta da quest˜ao 10 de portuguˆes, presente na prova realizada ontem.
Os cursinhos afirmam que a resposta correta seria a C, e n˜ao a E, como apontado no gabarito.
Confira a quest˜ ao:
Considere as afirma¸ c˜ oes.
I. O Realismo surge num momento de grande efervescˆencia do cientificismo. No texto, isso se comprova pelas
referˆencias ` a vida intelectual e ao desenvolvimento da sociedade do s´eculo XIX.
II. Um personagem como Fabiano, de Vidas Secas, conforme descrito no trecho -Vermelho, queimado, tinha os
olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se,
encolhia-se na presen¸ ca dos brancos e julgava-se cabra.- seria infeliz na ´ otica de Jacinto, apresentada no texto.
III. Ora, como tudo cansa, esta monotonia acabou por exaurirme tamb´em. Quis variar, e lembrou-me escrever
um livro. Jurisprudˆencia, filosofia e pol´ıtica acudiram-me, mas n˜ ao me acudiram as for¸ cas necess´ arias. Essas
palavras de Dom Casmurro, na obra homˆ onima de Machado de Assis, assinalam uma personagem preocupada
com o desenvolvimento da erudi¸ c˜ ao, candidata ` a felicidade postulada por Jacinto.
Est´ a correto o que se afirma em
(A) I apenas. (B) II apenas. (C) I e II apenas. (D) II e III apenas. (E) I, II e III.
Escrito por Equipe Fovest
Fonte http://blogdofovest.folha.blog.uol.com.br/arch2009-12-01 2009-12-31.html#2009 12-18 18 41 57-
136231542-0 acesso jan/10
RESPOSTA DE QUEST
˜
AO DA UNIFESP
´
E ALTERADA
A Funda¸ c˜ ao Vunesp informou na manh˜ a de hoje que alterou a resposta correta para a quest˜ ao 10 da prova
de portuguˆes da Unifesp. Ap´ os receber reclama¸ c˜ oes de cursinhos, a Vunesp informou que a resposta correta ´e a
alternativa C, e n˜ ao a E, como constava do gabarito. De acordo com a institui¸ c˜ao, houve um erro na
transcri¸ c˜ao do gabarito.
Escrito por Equipe Fovest
Fonte: http://blogdofovest.folha.blog.uol.com.br/arch2009-12-01 2009-12-31.html#2009 12-21 11 26 53-
136231542-0, acesso jan/10
Ao lado est˜ ao datas da prova, corre¸ c˜ ao e quando de
fato foi feito o documento para que fosse disponibilizado
na internet. E considerando que o sistema Vunesp s´ o
perde -, se perder, pois precisava saber do que esses
nada informam, do faturamento real de cada um -,
para Fuvest/USP, a ser verdade que levou quase trˆes
dias para que a banca descobrisse um simples erro de
transcri¸ c˜ ao de gabarito, seria necess´ aria pouco mais
do que toda eternidade para que a de matem´ atica
entendesse um erro s´ o de todos que apontei, aqui e no
Dossiˆe/Vestibualres/Sudeste.
Entretanto, como acho poss´ıvel a todo que estude
com um pouco de vontade capaz de aprender correta-
mente todo esse conte´ udo de matem´ atica, assim como
de qualquer outra disciplina, o mais prov´ avel ´e que
passaram todo esse tempo em reuni˜ oes com diversos
especialistas para ensinar a banca de que sempre esteve
errada. Pois, a dire¸ c˜ ao de tais sistemas tende n˜ ao tomar
nenhuma decis˜ ao sem a plena concordˆ ancia desta.
Acontece que se foi esse o caso, todo que mar-
cou tal qual a banca acreditava tamb´em tinha que
ser pontuado. E como tal faria mais justi¸ ca aos
candidatos, essa possibilidade fica mais poss´ıvel.
Fonte:
www.vunesp.com.br/vestibulares/ufsp0901/gab 21 12 2.pdf,
acesso jan/09
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 78
Lembro que esse ´e um dos casos em que mesmo seguindo rigorosamente todo o conhecimento
cient´ıfico acumulado, ´e poss´ıvel que vida seja perdida. E uma vez lidando com vida, a margem para
improvisos ´e estreit´ıssima e, portanto, precisa que cada a¸ c˜ ao seja embasada num profundo conheci-
mento, v´ arias possibilidades e efeitos. E essa era uma das hora em que mais deveria ser submetido
aos rigores cient´ıficos e mais ainda todo que fosse intervir nisso.
E, n˜ ao tendo base para defender algo muito espec´ıfico em matem´ atico para algu´em ser
m´edico. Acontece que nessa prova constam alguns formul´ arios, porquanto, indica o necess´ ario, e o
desequil´ıbrio entre o que se espera saber de Matem´ atica e F´ısica ´e gritante.
Fonte: www.vunesp.com.br/vestibulares/ufsp0901/CE Biologicas Exatas.pdf
Fonte:
www.vunesp.com.br/vestibulares/ufsp0901/CE Biologicas
Exatas.pdf
´
E simplesmente imposs´ıvel
algu´em ter como conheci-
mento o indicado da F´ısica
apenas com esse pouquinho de
Matem´atica. Portanto, esse ´e
um ato indecoroso de indu¸ c˜ao
para o candidato ao curso ape-
nas decore essas e memorizer
suas manipula¸ c˜ oes.
Revela-se ent˜ao todo um
processo avaliativo repulsiva-
mente torturante, o qual fica
mais grave ainda por esse ser
um dos cursos mais concorri-
dos de todas as universidades
p´ ublica.
O custo social disso avalio por meios que n˜ ao cabe descrevˆe-los aqui. Por´em, reproduzo
artigo de quem sabe muito bem e deixo de grifar algo porque esse ´e todo.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 79
AS DIMENS
˜
OES DA TRAG
´
EDIA
Tem-se como certo serem os m´edicos profissionais bem preparados e atualizados, aptos a utilizar com
precis˜ ao e seguran¸ ca os mais modernos e eficientes recursos da ciˆencia. Quem confiaria, portanto, sua vida e a
de seus familiares a um m´edico, caso houvesse d´ uvida quanto ` a sua qualifica¸ c˜ ao?
JOS
´
E LUIZ GOMES DO AMARAL Presidente da Associa¸ c˜ ao M´edica Brasileira
JORGE CARLOS MACHADO CURI, Presidente da Associa¸ c˜ ao Paulista de Medicina
N˜ ao nos faltam infelizmente raz˜ oes para duvidar. Pelo quinto ano consecutivo, o Conselho Regional de Medic-
ina do Estado de S˜ ao Paulo (Cremesp) documenta o despreparo de muitos de nossos futuros m´edicos: mais da
metade dos estudantes submetidos ` a avalia¸ c˜ ao foram reprovados. Visto ter sido a prova aplicada apenas em vol-
unt´ arios, muito provavelmente os resultados seriam ainda piores caso fossem todos obrigados a realiz´ a-la.
H´ a mais de uma d´ecada as entidades m´edicas vˆem reiteradamente alertando a sociedade sobre os riscos da
abertura de escolas de medicina sem qualifica¸ c˜ ao. Tais den´ uncias n˜ ao se mostraram suficientes para vencer os
interesses econˆ omicos e pol´ıticos associados ` a ind´ ustria do ensino superior. Assim, em face da permissividade de
sucessivos governos e da frouxid˜ ao da legisla¸ c˜ ao, h´ a hoje no Brasil 178 faculdades de medicina, em sua maio-
ria desprovidas de suficiente corpo docente qualificado na ´ area m´edica ou hospital universit´ ario pr´ oprio. Nessas
institui¸ c˜ oes s˜ ao autorizadas 17 mil novas vagas ao ano.
´
E bem poss´ıvel que esses 17 mil exer¸ cam a profiss˜ ao durante, pelo menos, 40 anos. N˜ ao ´e dif´ıcil estimar
quantos brasileiros estar˜ ao sob seus cuidados. Se, na melhor das hip´ oteses, cada um deles atender diariamente
10 pessoas, o fizer 5 dias por semana, 11 meses ao ano, ao longo da carreira ter´ a visto cerca de 100 mil pa-
cientes. Aplicando nesse grupo os ´ındices catastr´ oficos registrados este ano na prova do Cremesp (56% erraram,
no m´ınimo, 40% das quest˜ oes formuladas), teremos, nessa turma de formandos de 2009, cerca de 9.500 m´edicos
incapazes de diagnosticar ou tratar corretamente 40% dos casos; em outras palavras, comprometendo perto de 400
milh˜ oes de atendimentos. Tem-se assim a dimens˜ ao do preju´ızo que deixamos acumular a cada ano que adiamos
a solu¸ c˜ ao do problema. N˜ ao resta a menor d´ uvida de que a solu¸ c˜ ao passa pela moraliza¸ c˜ ao do ensino m´edico, aqui
obrigatoriamente inclu´ıdas as avalia¸ c˜ oes das escolas e de seus alunos.
Insens´ıvel ` a situa¸ c˜ ao calamitosa, o Congresso Nacional h´ a 6 anos mant´em na gaveta projeto de lei (PL
65/2003) que estabelece parˆ ametros para autoriza¸ c˜ ao de abertura e renova¸ c˜ ao de cursos de medicina. At´e que o
projeto seja aprovado e passe a vigorar, n˜ ao haver´ a respaldo jur´ıdico s´ olido para impedir o funcionamento de escolas
m´edicas sem hospital de ensino pr´ oprio, sem corpo docente m´edico suficiente vinculado ao hospital universit´ ario,
sem programa de residˆencia m´edica associado, requisitos essenciais para institui¸ c˜ oes dessa natureza.
A legisla¸ c˜ ao ´e necess´ aria, por´em n˜ ao suficiente para garantir a qualidade dos graduados.
´
E obrigat´ orio tamb´em
avali´ a-los. Entendemos que o processo de habilita¸ c˜ ao para o exerc´ıcio da medicina n˜ ao se deve restringir apenas a
uma prova de fim de curso. Ele tem de incluir avalia¸ c˜ oes externas, realizadas por institui¸ c˜ ao independente (como
o Conselho Federal de Medicina e a Associa¸ c˜ ao M´edica Brasileira) e possivelmente aplicadas ao t´ermino dos 2
o
,
4
o
e 6
o
anos.
As avalia¸ c˜ oes ao longo do curso permitem o redirecionamento de alunos sem voca¸ c˜ ao ou preparo e constituir˜ ao
instrumento complementar para o credenciamento das universidades. N˜ ao se trata de ideia original. Esse modelo
aproxima-se com o adotado em pa´ıses desenvolvidos que, h´ a cerca de 100 anos, ultrapassaram circunstˆ ancias
semelhantes. N˜ ao h´ a outro caminho a seguir. At´e quando vamos postergar uma decis˜ ao definitiva?
artigo publicado no jornal Correio Braziliense em 4/1/2010
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=4898&Itemid=43,
acesso jan/10
A exuberante forma de vida que tais inqualifica¸ c˜ oes avaliativas demonstram ter na porta do
ensino superior p´ ublico comprova processo padecendo de uma patologia visceral, corrosiva e mortal.
E, portanto, toda situa¸ c˜ ao an´ aloga que for analisada segue o padr˜ ao exposto de n˜ ao precisar de
conta robusta para revelar um preju´ızo astronˆ omico. Como refor¸ ca o caso do vestibular anulado da
UFPA. Aqui s´ o um trecho do mais recente (g.n):
50 MIL CANDIDATOS VOLTAM A FAZER PROVA NA UFPA
www.diariodopara.com.br, 06/01/2010
[...]
PREJU
´
IZOS - O preju´ızo da Universidade Federal do Par´a foi de aproximadamente R$ 1 milh˜ao
com a anula¸ c˜ao, mas de acordo com Marlene Freitas, pr´ o-reitora de Ensino e Extens˜ ao da UFPA, a Pol´ıcia
Federal est´ a sendo uma parceira importante no processo de seguran¸ ca, principalmente pelo fato de que as provas
ser˜ ao realizadas em 11 munic´ıpios e exigem um esquema de seguran¸ ca refor¸ cado para o transporte.
A den´ uncia de vazamento da prova ainda est´a sendo investigada pela PF,
:::
mas
:::
j´a
:::
foi
::::::::::::
identificada
::::
uma
::::::::
pessoa
:::::
que
:::::::::::
trabalhava
::::::::::::::
diretamente
:::::
com
:::
as
::::::::
provas
::
e
::::
que
:::::::
tinha
:::::::::::
familiares
::::::::::::::
participantes
:::
do
:::::::::
concurso. Essa pessoa foi afastada e o processo est´a sob investiga¸ c˜ao.
Com a insatisfa¸ c˜ao gerada ap´ os a anula¸ c˜ao da prova, muito se discutiu sobre a rela¸ c˜ao entre os
professores de cursinho com aqueles que elaboram, de fato, as quest˜ oes. Sobre isso, Freitas explica
que existe um termo que deve ser assinado pelos professores da UFPA em que eles se comprometem
em manter sigilo sobre o conte´ udo das quest˜ oes.[...]
Fonte: http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=74065, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 80
O preju´ızo de R$ 1 milh˜ ao ´e s´ o o de partida e nem parece preocupar essa, talvez pelo fato
de n˜ ao ser quase nada ante o or¸ camento anual da UFPa, s´ o o oficial, de mais de R$ 0,5 bi. O
quanto os candidatos pagaram a mais nos pr´e-vestibulares e com outras coisas, perfaz mais outro
e o perdido com o rebaixamento social da institui¸ c˜ ao ´e incalcul´ avel. E o sofism´ atico fica patente:
no problema n˜ ao apareceu nada com fragilidade no transporte e os munic´ıpios s˜ ao os mesmos de
antes. Portanto, Pol´ıcia Federal deveria vigiar outras coisas. Posto que, a l´ ogica diz que a situa¸ c˜ ao
do eleito pela reitoria como suspeito n
o
01 ´e a seguinte: o repasse para pr´e-vestibular at´e colocar
em material de revis˜ ao s´ o aumentaria a concorrˆencia contra o seu familiar.
E mais uma vez, virou ladainha at´e, essa hist´ oria do funcion´ ario que tinha parente candidato,
sem qualquer evidˆencia contra ele, quando todas essas apontam para membro da banca. Sendo que
por ter familiar candidato qualquer a¸ c˜ ao no sentido de fazer chegar a prova aos pr´e-vestibulares
tornaria a concorrˆencia mais penosa ao parente. Lembro que Pol´ıcia Federal, assim como qualquer
outra autoridade, dentro da universidade p´ ublica s´ o pode ir aonde o dedo do reitor apontar e at´e
onde ele quiser.
´
E a lei da autonomia universit´ aria que pode assim ser interpretada, quando for
conveniente.
O ¨deve¨ empurra para o caso de algu´em ter esquecido exigir assinar isso de membro da
banca, qui¸ c´ a foi esse o caso da banca de geografia, e nada possa ser feito se n˜ ao guardar sigilo.
Quando, sequer exigir isso j´ a ´e uma imoralidade, posto que, o determinante ´e o direito mais ele-
mentar dos candidatos a ter um processo justo. Quando um barbarismo desse n´ıvel ´e acolhido t˜ ao
lisonjeiramente por uma pr´ o-reitora de universidade p´ ublica, exigir alguma coisa de qualidade da
base educacional ´e pedantismo. E a parte superior ´e muito pior ainda (g.n):
MEC ANULA 54 QUEST
˜
OES DO ENADE
O Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC) anulou 54 quest˜ oes do ´ ultimo Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (Enade), aplicado no ano passado a universit´ arios de 27 carreiras, em todo o pa´ıs. Outras trˆes
quest˜ oes discursivas tamb´em tiveram itens cancelados.
O Globo BRAS
´
ILIA,6/01/2010
O caso extremo ocorreu no teste para estudantes de teatro: 7 das 40 perguntas foram exclu´ıdas,
17,5% da prova. Nos cursos de jornalismo, design e tecnologia em gastronomia, 6 quest˜ oes foram anuladas. Em
estat´ıstica, 4 perguntas objetivas foram descartadas e 2 discursivas tiveram itens cancelados. Substituto do antigo
Prov˜ ao, o Enade tem como objetivo avaliar o ensino superior p´ ublico e privado. As 27 provas aplicadas no ano
passado continham, somadas, 745 quest˜ oes. As perguntas anuladas - 49 objetivas e 5 discursivas - representam
7% do total.
Seres humanos
O novo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Neto, disse
que pode ter havido problema na formula¸ c˜ ao das quest˜ oes. A tarefa coube ` a Consulplan, contratada pelo instituto
para realizar o exame.
- Todo exame ´e feito por seres humanos e pode ter problemas de formula¸ c˜ao.
::
Se
::::
teve
::::
um
:::::::
n´ umero
::::::::::
exagerado
:::
de
::::::::::
anula¸ c˜ oes,
::
a
:::::
gente
::::
vai
:::::::
apurar
::
a
:::::::::::::::
responsabilidade - disse Neto. Segundo
Joaquim Neto, o Inep vai analisar as provas e, conforme a gravidade do caso, poder´ a tomar as seguintes
providˆencias em rela¸ c˜ ao ` a Consulplan: notificar a empresa, mult´ a-la ou at´e exclu´ı-la de futuras licita¸ c˜ oes. Outra
medida em estudo ´e transferir para o Inep a formula¸ c˜ ao das provas. Hoje isso ´e tarefa da empresa contratada,
que segue diretrizes de especialistas vinculados ao Inep.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/01/06/mec-anula-54-questoes-do-enade-915472779.asp,
acesso jan/10
J´a provei que 08 (oito) dos 45 quesitos propostos no novo Enem s˜ao imprest´aveis.
O que perfaz um total de 17,7% errados. Coincidˆencia? Nenhuma, posto que, os frutos de
coisas an´ alogas tendem permanecer com o mesmo gosto. E o barbarismo avaliativo se instala de vez
quando ex-diretor do que pode ser o maior sistema de avalia¸ c˜ oes de universidade federal, em termos
de faturamento, Cesp/UnB, e atual presidente do maior gastador de recursos p´ ublicos do mundo
com avalia¸ c˜ oes, Inep, acha 54 quesitos anulados num ´ unico processo uma singel´ıssima quest˜ ao de
erro humano.
E j´ a que o presidente do Inep, pagador, achou apenas isso, o advogado da empresa, re-
cebedora, j´ a tem elemento de sobra provar n˜ ao ter sido uma v´ırgula a mais do que isso. Ou seja,
uma vez que o presidente do Inep normalizou o barbarismo a defesa n˜ ao perder´ a oportunidade
em normatiz´ a-lo. E, n˜ ao fica espa¸ co nenhum para qualquer providencia real contra qualquer curso
avaliado baseado no processo t˜ ao imprest´ avel. E o preju´ızo n˜ ao ´e menor que no caso anterior.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 81
E como sempre: depois da porta arrombada essa ´e apenas trocada por outra tanto quanto.
QUEST
˜
OES DO ENADE SER
˜
AO FORMULADAS PELO INEP
Dem´etrio Weber, Bras´ılia, em 07/01/2010
O ministro da Educa¸ c˜ao, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que as quest˜ oes do
pr´ oximo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), no fim do ano, j´a ser˜ao
formuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e n˜ao mais pela
empresa contratada para aplicar o teste.
No Enade de 2009, 54 quest˜ oes - 7% do total - foram anuladas por falhas nas perguntas ou respostas.
Haddad considerou ¨inaceit´avel¨ o ´ındice de anula¸ c˜ oes. A margem de tolerˆancia, segundo ele,
n˜ao deve ultrapassar 3%. As quest˜ oes foram elaboradas pela Consulplan, empresa vencedora da licita¸ c˜ ao
do Enade 2009.
- Acho aceit´avel, numa prova com 100 quest˜ oes, se anular duas, at´e trˆes, numa excep-
cionalidade. Chegar a 7%, considero um ´ındice inaceit´avel - disse o ministro.
Aux´ılio de Avalia¸ c˜ ao Educacional
Haddad lembrou que uma medida provis´ oria editada pelo presidente Lula em 30 de dezembro permite a
contrata¸ c˜ ao de professores ou pesquisadores de universidades p´ ublicas e privadas para a elabora¸ c˜ ao de quest˜ oes
em exames como o Enade. O novo Aux´ılio de Avalia¸ c˜ ao Educacional pagar´ a at´e R$ 2 mil por servi¸ co.
- Pela legisla¸ c˜ao anterior, n˜ao poderia chamar um professor de uma universidade p´ ublica e pagar
por esse servi¸ co, porque ele j´a ´e servidor, j´a ganha para dar aula, para pesquisar.
Haddad voltou a criticar a obrigatoriedade de abrir licita¸ c˜ ao para contratar empresas que aplicam testes
oficiais. Desde o adiamento do Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem) em outubro, em decorrˆencia do
vazamento das provas, ele defende o fim da exigˆencia. O argumento do ministro ´e que, no af˜a de oferecer
pre¸ cos mais baixos, empresas sem tradi¸ c˜ao sacrificam a qualidade do servi¸ co. O resultado ´e a
maior vulnerabilidade a falhas. Ele disse que uma auditoria do Inep sobre o Enem, pr´ oxima de
ser conclu´ıda, mostrar´a se h´a falhas estruturais que geraram os erros no Enem e no Enade.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/01/06/mec-anula-54-questoes-do-enade-
915472779.asp, acesso jan/10
Espera-se que o MEC deva ter cumprido o m´ınimo do seu dever de gestor p´ ublico e, por-
tanto, antes de aceitar a inscri¸ c˜ ao da empresa na licita¸ c˜ ao checou que essa dispunha de profissionais
contratado de cada especialidade em quantidade e condi¸ c˜ oes, pelo quanto em rela¸ c˜ ao aos diplomas,
para avaliar cada curso. Entretanto, n˜ ao existe qualquer fundamento oficial para isto ser afirmado e
s´ o isso j´ a tem potencial para produzir toda desgra¸ ca. O m´ aximo, acho, que o MEC pode apresentar
´e um of´ıcio assinado pelo respons´ avel da empresa dizendo que tem como conseguir e nada mais.
E o ´ unico m´etodo que soube ser usado para tanto, e n˜ ao deixa do assinado ser verdadeiro, ´e
ligar para diretor de sistema de universidade p´ ublica, como o Cespe/UnB, pedindo que indique do-
cente para isso. E s´ o uma investiga¸ c˜ ao pode esclarecer mais isso, posto que, ignorˆ ancia e hipocrisia,
` as vezes, s˜ ao ´ uteis, especialmente quando ´e para cumprir preceito constitucional de que ningu´em ´e
obrigado produzir provas que o incrimine.
Estando no de sempre, o incongruente aparece no dito ¨Pela legisla¸ c˜ ao anterior, n˜ ao poderia
chamar um professor de uma universidade p´ ublica e pagar por esse servi¸ co, porque ele j´ a ´e servidor,
j´ a ganha para dar aula, para pesquisar¨. Pois, se o MEC era legalmente impedido de pagar, todo
ente p´ ublico tamb´em estava. Como docente recebe de sistema de vestibular das publicas, esses n˜ ao
s˜ ao entes p´ ublicos. Logo, s˜ ao empresas privadas. Entretanto, empresa privada n˜ ao pode ser criada,
como nesses casos, por delibera¸ c˜ ao dos conselhos de universidade p´ ublica.
Sem que seja explicitados quais s˜ ao os novos m´etodos e parˆ ametros que nortear˜ ao nisso o
Inep, n˜ ao existe qualquer perspectiva de far˜ ao melhor. Pois, essa pesquisa ´e uma subida numa torre
de babel quando no n´ıvel da escalada fundamental, vestibular, at´e prote¸ c˜ ao especial precisa em
fun¸ c˜ ao das sujeiras altamente corrosivas que est˜ ao caindo da parte superior.
A ser verdade o que diz o ministro, considera o m´ aximo toler´ avel trˆes erros em 100, em 45
n˜ ao chega isso a ser dois. Espero ainda viver para ter algo mais concreto nisso. E n˜ ao encontrei
nenhum da rede privada lamentando os erros do ENADE, mas apenas das p´ ublicas.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 82
REITORA DA UNIRIO: ERROS AMEAC¸ AM RESULTADOS DO ENADE
Dem´etrio Weber, 7.1.2010
A reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Malvina Tuttman,
ficou preocupada com o n´ umero de quest˜ oes anuladas, especialmente nos cursos de teatro (7 de
40 quest˜ oes ou 17,5%) e jornalismo, design e tecnologia em gastronomia (6 de 40 ou 15%). Para
Malvina, que ´e presidente da Comiss˜ ao de Desenvolvimento Acadˆemica da Andifes (associa¸ c˜ ao de reitores das
universidades federais), o problema amea¸ ca a confiabilidade do exame:
-
´
E preciso cuidado, se n˜ao vamos ter informa¸ c˜ oes bastante enviezadas [enviesadas], a ponto de
essas informa¸ c˜ oes n˜ao servirem para um processo de tomada de decis˜ oes.
O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto Salles, disse que n˜ao ficou
surpreso. Para ele, as falhas s˜ ao resultado da m´ a gest˜ ao do ex-presidente do Inep Reynaldo Fernandes, que
pediu demiss˜ ao em dezembro.
-
´
E consequˆencia da gest˜ ao anterior. Se n˜ ao tiver gerenciamento, d´ a problema. Vocˆe n˜ ao pode contratar uma
empresa e deix´ a-la solta - disse Salles.
Para o ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad, por´em, as anula¸ c˜ oes n˜ ao afetar˜ ao os resultados do Enade:
- A anula¸ c˜ao da quest˜ao visou justamente a preservar a qualidade da avalia¸ c˜ao e n˜ao o contr´ario.
Qual ´e o crit´erio para cancelar um item? Quando ele n˜ao est´a discriminando adequadamente o
conhecimento dos estudantes, vocˆe n˜ao chega a conclus˜ao nenhuma a partir da resposta.
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/educacao/posts/2010/01/07/reitora-da-unirio-erros-ameacam-
resultados-do-enade-255469.asp, acesso jan/10
Uma vez que a avalia¸ c˜ ao ´e um resumo de todo educacional, o quesito traz marcas de tudo.
Porquanto, o quesito de matem´ atica quando ´e errados n˜ ao ´e s´ o o barbarismo matem´ atico que fica
impresso, como digitais de todo o processo ao qual foi submetido quem elaborou. Nisso um bem
comum ´e redigir esse como se fosse o mesmo que vai respondˆe-lo e, portanto, pode plenamente
deixar oculto alguns fatos que decorou numa determinada seq¨ uˆencia que produz um resultado que
esse acredita ser certo, quando isso ´e apenas por haver sido ¨convencido¨ de que era certo, jamais
por qualquer fundamenta¸ c˜ ao cient´ıfica, pois isso n˜ ao h´ a.
O barbarismo matem´ atica ´e patente por uma raz˜ ao simples: de tudo que ´e proposto nessa
´area para o Ensino M´edio no Brasil, salvo nota¸ c˜ao, n˜ao ´e nada que um matem´atico
do s´eculo XVIII medianamente regular dominava. E a maioria dos erros cometidos n˜ ao se
classificam como p´essimo s´ o relativamente esse per´ıodo, como muitos at´e na ´epoca anterior a do
matem´ atica grego Euclides, que viveu por volta 300 a.C. Sendo que alguns depois desse, e salvo
alguns per´ıodos da Idade M´edia, s˜ ao aberra¸ c˜ oes.
Um sequencial de fatos aqui relatados parte do novo enem no foco, ingresso no ensino supe-
rior, e segue at´e o Enade, avalia¸ c˜ ao dos que est˜ ao j´ a com m˜ aos esticadas para receber diploma de
gradua¸ c˜ ao. Por´em, um diferencial imenso entre os dois processo. Enquanto no ENADE, salvo prob-
lemas burocr´ aticos, os erros em nada mais prejudica o avaliado, nos vestibulares a vida educacional
de quase todos sempre esteve em jogo e quase todos j´ a est˜ ao no limite poss´ıvel do suport´ avel.
Pois, s˜ ao apenas sobreviventes de um outro processo terrivelmente adverso, cruento e, ` as vezes,
sarc´ astico. Vejamos um caso (g.n):
NEM ESCOLA DE ”ELITE”ESCAPA DAS MAZELAS DA REDE P
´
UBLICA
Dem´etrio Weber, Fotos: Givaldo Barbosa, 3.1.2010/O Globo
O terceiro bimestre n˜ao havia terminado ainda quando Lorena
Fl´avia de Lima Nolasco se viu diante do quarto professor de
matem´atica. Aluna do 1.
o
ano do ensino m´edio, ela tamb´em j´ a teve trˆes
professores de produ¸ c˜ ao de textos, dois de portuguˆes e dois de f´ısica. Tudo
em 2009. Sua escola, o Centro de Ensino M´edio Setor Oeste, est´ a entre as
melhores da rede p´ ublica do Distrito Federal.
Lorena, de 15 anos, mora em Santa Maria, cidade-sat´elite a 30 quilˆ ometros de Bras´ılia. Filha de um
vigilante e uma professora, ela sonha em conquistar uma vaga na Universidade de Bras´ılia (UnB).
Por isso, n˜ ao hesitou em se matricular no Setor Oeste, ap´ os concluir o ensino fundamental numa escola
p´ ublica perto de casa.(Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 83
O Setor Oeste coleciona bons resultados em avalia¸ c˜ oes e vestibulares.
No ´ ultimo Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem), ficou com a terceira
maior nota da rede p´ ublica do DF, atr´as somente de dois col´egios
militares. Encravado na Asa Sul, numa ´ area de tradicionais col´egios particulares,
o Setor Oeste ´e uma esp´ecie de joia da coroa. No entanto, n˜ ao est´ a livre das
mazelas do ensino p´ ublico. Inform´ atica era uma das disciplinas previstas no curr´ıculo
este ano. Na primeira aula, por´em, a turma constatou que parte dos
computadores n˜ao funcionava. Lorena conta que os alunos permaneceram
em sala, sem nenhuma atividade.
Tamb´em sem maiores explica¸ c˜ oes, segundo ela, a disciplina foi substitu´ıda pela de produ¸ c˜ ao de textos.
- Os computadores n˜ao estavam funcionando, faltava o mouse. Os que funcionavam n˜ao tinham
internet. Ficamos duas semanas sem fazer nada - contou Lorena, em junho.
Naquela ´epoca, ela tinha provas aos s´ abados. Motivo: repor os dias parados durante a greve de professores
de duas semanas, em abril. Lorena contou que faltavam equipamentos no laborat´ orio de ciˆencias e que n˜ ao
havia professor de artes pl´ asticas. A troca de professores de matem´atica come¸ cou no fim do primeiro
semestre. As turmas tˆem duas aulas semanais, uma de aritm´etica e outra de geometria, cada uma com um
profissional. As substitui¸ c˜ oes ocorreram somente na turma de Matem´ atica 2.
A primeira professora saiu em licen¸ ca-maternidade, relatou Lorena. Seu substi-
tuto lecionou apenas trˆes semanas, mas, segundo a aluna, foi encarregado
de dar as notas do 2.
o
bimestre. Em seu lugar, entrou uma terceira
professora que, ao final do 3.
o
bimestre, cedeu o lugar a um coordenador
pedag´ ogico da pr´ opria escola, que deixou o cargo para retomar a atividade
em sala de aula.
-
´
E ruim. Um d´a um trabalho, a´ı ´e outro que tem que somar as notas.
Ele pega o bonde andando e tem que fechar as m´edias - disse Lorena, em
outubro.
Em agosto, Lorena avisou por e-mail que o diretor da escola acabara de aposentar-se. Foi substitu´ıdo pelo
vice. Um professor de portuguˆes e outro de f´ısica viraram coordenadores pedag´ ogicos, deixando
as salas de aula no meio do semestre.
Com mais de 900 alunos, o Setor Oeste ´e uma referˆencia de qualidade na rede
p´ ublica do DF. Os alunos fazem um simulado do Programa de Avalia¸ c˜ ao Seriada
(PAS) a cada bimestre. O PAS ´e uma alternativa ao vestibular da UnB, com provas
durante os trˆes anos do ensino m´edio. As turmas de 3.
o
ano fazem ainda simulados
do Enem. Al´em das cinco horas di´ arias de aulas, os alunos frequentam o Centro
Interescolar de L´ınguas, escola p´ ublica de idiomas em outro pr´edio. Lorena aprende
inglˆes duas vezes por semana.
Em agosto, o Setor Oeste redistribuiu as turmas, conforme o desempenho escolar.
Alunos com notas mais altas e mais baixas foram separados. Lorena ficou na turma
avan¸ cada e gostou da novidade. Sua m´edia no terceiro bimestre foi 9,37, a ter-
ceira mais alta entre 437 alunos. Dedicada, Lorena passa at´e duas horas fazendo
dever de casa e estuda com afinco na ´epoca de provas: ` a noite, fica no quarto que
divide com a irm˜ a J´essica, de 11 anos; de manh˜ a, na mesa da sala.
A educa¸ c˜ ao ´e uma prioridade no lar dos Nolasco. O pai, Washington Souza, de 51 anos, s´ o completou a 6.
a
s´erie e sonha em dar ` as filhas a oportunidade que n˜ ao teve. A m˜ ae, L´ ucia Adriana, ´e formada em pedagogia
e leciona numa escola p´ ublica de Santa Maria. Os dois fazem quest˜ ao de comparecer ` as reuni˜ oes de pais e
mestres.
- A gente gosta de ir os dois.
´
E um incentivo. Desde o in´ıcio, a gente deu o maior apoio - disse Washington.
A foto de formatura de Lorena no ensino fundamental, vestindo toga e capelo, como ´e chamado o chap´eu
dos formandos, est´ a em destaque num porta-retrato, na sala da casa de dois quartos e um banheiro.
A fam´ılia comprou um computador no ano passado. O uso ´e restrito: se n˜ ao
for para trabalhos escolares, Lorena e J´essica s´ o tˆem acesso no fim de semana. O
casal tem dois carros. Um deles sempre vai `a parada de ˆ onibus esperar
Lorena no fim da tarde. O problema n˜ao ´e a distˆancia - oito minutos a
p´e -, mas a falta de seguran¸ ca em Santa Maria. A cada deslocamento, a
estudante leva 30 minutos de ˆ onibus, mais 10 de caminhada at´e a escola.
Considerando os tempos de espera pelo ˆ onibus, s˜ao quase duas horas por
dia. Para a m˜ ae L´ ucia, vale o sacrif´ıcio:
- Aqui ela poderia ir a p´e. Mas a escola (em Santa Maria) tem coisas que deixam a desejar:
professores que faltam, a organiza¸ c˜ao, a falta de acompanhamento individual - disse L´ ucia. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 84
O diretor do Setor Oeste, Augusto de Sousa Neto, disse que a troca de professores durante
o ano letivo n˜ao ´e necessariamente ruim para os alunos:
- Dependendo do professor, `as vezes ´e at´e um ganho.
Sousa Neto afirmou desconhecer se houve substitui¸ c˜ oes de professores de matem´ atica antes de assumir o
cargo, em agosto. Ele confirmou um troca depois disso. Antes de ser diretor, Sousa Neto era o vice.
Segundo ele, os coordenadores pedag´ ogicos costumam ser escolhidos no in´ıcio do
ano, mas podem ocorrer trocas no per´ıodo das aulas.
Quanto ao cancelamento da disciplina de inform´ atica, ele afirmou que 10 dos 20
computadores est˜ ao com defeito e que o Minist´erio da Educa¸ c˜ ao j´ a prometeu equipar
o laborat´ orio em 2010. Ele explicou ainda que, do ponto de vista legal, n˜ ao existe
o cargo de professor de inform´ atica na rede do DF. Assim, os professores teriam
que abrir m˜ ao da chamada gratifica¸ c˜ ao de p´ o de giz para quem d´ a aula. Sousa Neto
afirmou ainda que faltam professores para os laborat´ orios de ciˆencias e artes.
Ele contou que teve de se empenhar pessoalmente para conseguir uma professora
de artes pl´ asticas no segundo semestre. Os alunos vinham tendo aula s´ o de teatro.
- A Secretaria de Educa¸ c˜ ao precisa implementar uma pol´ıtica de recursos humanos
para atender os laborat´ orios - disse ele.
- A escola vai-se arranjando como pode.
Sousa Neto afirmou que o Setor Oeste foi fundado na d´ecada de 1980 para que
os alunos da rede p´ ublica tamb´em tivessem condi¸ c˜ oes de ingressar na UnB.
Ele considera que a escola ´e a primeira colocada da rede p´ ublica no ranking do Enem, j´ a que tanto o
Col´egio Militar, que ´e federal, quanto o Col´egio Militar Dom Pedro II, vinculado ao Corpo de Bombeiros do
DF, aplicam testes para selecionar seus alunos. O Setor Oeste, ao contr´ ario, ´e aberto a qualquer estudante.
Mais da metade deles, segundo o diretor, vive em cidades-sat´elites.
- A f´ ormula m´ agica ´e vocˆe n˜ ao pensar s´ o no bom aluno. Atender o aluno que tem problemas, que tem dificul-
dades: esse ´e o maior desafio - disse o diretor.
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/educacao/posts/2010/01/03/nem-escola-de-elite-escapa-das-
mazelas-da-rede-publica-253752.asp, acesso jan/10
Fica vis´ıvel o quanto um erro na prova de vestibular destro¸ car, quando o mais ser´ a se depois
esse tiver consciˆencia disto. Foi isso o mais terr´ıvel que acontece no epis´ odio do vestibular/99/UFPA,
p´ ag. 18. Pois, uma vez que ingressei com o processo, por mais que todos da universidade nunca
tivessem dado conta haver aluno desde n´ıvel, n˜ ao deixaria de ter certeza agora haver algum. E
quando a maioria que colocou as m˜ aos no processo, que inclui membro do MPF-Pa, tinha interesse
de quanto mais r´ abula fosse ingressante melhor atenderia aos seus processos, a trag´edia foi armada.
Entretanto, o mais eloq¨ uente em tudo ´e que sempre tiveram consciˆencia que tais n˜ ao est˜ ao
dispostos submeter-se aos barbarismos dos seus m´etodos e, porquanto, os seus m´etodos de alij´ a-los
sempre foi deliberadamente consciente para evitar ¨conflitos¨, porquanto, nas universidade p´ ublica
reina a paz dos t´ umulos.
E em quase todos esses h´ a um tipo que lhes causa os piores calafrios, ojeriza at´e, de chegar
` a universidade p´ ublica:
BRASIL FECHA ACORDO PARA O FIM DO TRABALHO INFANTIL
Valeska Andrade, 8 de novembro de 2009
Fonte: http://blog3.opovo.com.br/educacao/brasil-fecha-acordo-para-o-fim-do-trabalho-infantil/
?doing wp cron, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 85
Inegavelmente h´ a diversos fatos desfocados por absoluta falta de transparˆencia p´ ublica. A
causa principal disto ´e n˜ ao publicarem rela¸ c˜ ao dos membros de todas tais bancas e de todos os
processos. E bastava que fosse daquelas que tiveram quest˜ oes anuladas, posto que, o sistema de-
via, pelo menos, descartar esses, que ´e forma mais prim´ aria de elimina¸ c˜ ao do barbarismo. Pois, o
cruzamento desses nomes e seus curr´ıculos lattes, http://lattes.cnpq.br/, tem potencial de trazer
um n´ıvel de nitidez espetacular em todo esses epis´ odios.
Finalizando esse, sendo isso imposs´ıvel, h´ a outra dif´ıcil de esconder: montanha de dinheiro. E
como os preju´ızos em todas essas circunstˆ ancias s˜ ao v´ arias destas, cuja certeza que temos ´e quanto
ao perdedor, por ser o de sempre. Mas, voltando epis´ odio por ep´ıs´ odio aqui relatado e cruzando
alguns nomes e valores que h´ a nesse artigo apenas, alguns ganhadores ficam patente.
ENEM: DEPOIS DA FRAUDE, AC¸
˜
AO JUDICIAL POR CALOTE
Dem´etrio Weber,4.1.2010
L´ıder do cons´ orcio que recebeu R$ 38 milh˜ oes do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC) pela fracassada tentativa
de realizar o Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem) em outubro, a empresa baiana Consultec ´e acusada
de calote na Justi¸ ca da Bahia. A cobran¸ ca, no valor de R$ 344 mil, foi ajuizada por uma transportadora que
teria sido subcontratada para distribuir as provas, antes do vazamento de quest˜ oes que levou o minist´erio a
adiar o exame.
Rumores de que a Consultec estaria enfrentando dificuldades financeiras j´ a circulam pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), ´ org˜ ao do MEC respons´ avel pelo Enem. O minist´erio anunciou
que pretende cobrar na Justi¸ ca a devolu¸ c˜ao dos R$ 38 milh˜ oes pagos ao Cons´ orcio Nacional de
Avalia¸ c˜ao e Sele¸ c˜ao (Connasel), liderado pela Consultec.
A acusa¸ c˜ ao de calote partiu da empresa Transportes Aykom Ltda, de S˜ ao Paulo. Na peti¸ c˜ ao inicial,
ajuizada na 23.
a
Vara C´ıvel da Justi¸ ca baiana, a Aykom diz que foi contratada para distribuir provas do Enem
em todo o pa´ıs. Segundo informa¸ c˜ oes da 23.
a
Vara, a transportadora declara que recebeu trˆes pagamentos em
setembro: de R$ 67 mil, no dia 24; R$ 94 mil, no dia 28; e R$ 605 mil, no dia 29, na antev´espera do adiamento
do exame. Depois disso, nada mais.
¨Inesperadamente, sem qualquer justificativa plaus´ıvel, a r´e deixou de proceder os pagamentos¨, diz a
peti¸ c˜ ao, assinada pelo advogado Carlos Alberto Pereira. A d´ıvida cobrada pela Aykom ´e de R$ 344 mil. O
processo chegou ` a 23.
a
Vara no ´ ultimo dia 9 e ainda n˜ ao foi analisado. Procurada para comentar o caso, a
Consultec divulgou que, por ora, n˜ ao se pronunciar´ a sobre qualquer tema relacionado ao Enem. A Aykom, por
sua vez, informou que a pessoa designada para falar do assunto est´ a de f´erias at´e 15 de janeiro.
Al´em da Consultec, o Connasel ´e formado por duas outras entidades: o Instituto Nacional de Educa¸ c˜ao
Cetro, de S˜ao Paulo, e a Funda¸ c˜ao de Apoio `a Pesquisa, Ensino e Assistˆencia (Funrio), ligada
`a
:::::::::::::
Universidade
:::::::::
Federal
:::
do
::::::::
Estado
:::
do
::::
Rio
::::
de
::::::::
Janeiro
::::::::::
(UniRio). O presidente do Cetro, Arquimedes
Baccaro, diz que o cons´ orcio deixou de existir depois que o Inep rompeu o contrato. Segundo Baccaro, a extin¸ c˜ ao
seria autom´ atica, uma vez que as trˆes empresas juntaram-se exclusivamente para realizar o Enem 2009. Ele
disse que o Instituto Cetro tem cerca de 100 funcion´ arios e segue funcionando normalmente.
J´a o secret´ario-executivo da Funrio, Azor Jos´e de Lima, afirmou o contr´ario: segundo ele,
o cons´ orcio continua existindo. Para ele, a pretens˜ao do MEC de reaver o dinheiro pago ao
cons´ orcio ´e equivocada. Por um lado, ele argumenta que o vazamento das provas ocorreu por
a¸ c˜ao de criminosos j´a denunciados `a Justi¸ ca pelo Minist´erio P´ ublico Federal, sem envolvimento
do cons´ orcio. Por outro, lembra que parte das a¸ c˜ oes previstas no contrato foram executadas,
entre elas a impress˜ao das provas.
- Boa parte das coisas foram feitas. N˜ao podemos ser responsabilizados pela a¸ c˜ao de dois crimi-
nosos. N˜ao ´e poss´ıvel que se v´a punir uma organiza¸ c˜ao toda por causa de dois criminosos. Se
tivessem conclu´ıdo que houve dolo do cons´ orcio, mas n˜ao. Aquilo foi um crime que prejudicou
barbaramente milh˜ oes de alunos - disse Azor.
O Connasel foi o vencedor da licita¸ c˜ao para realizar o novo Enem, remodelado este ano
com a finalidade de substituir vestibulares em universidades federais. O cons´ orcio venceu com
a proposta de R$ 116 milh˜ oes, dos quais R$ 38 milh˜ oes foram pagos. Segundo levantamento da
assessoria do DEM no Siafi - sistema de pagamentos do governo federal -, a Consultec recebeu
R$ 13, 6 milh˜ oes; a Funrio e o Centro, R$ 12,3 milh˜ oes cada.
Ap´ os romper o contrato com o Connasel, o Inep contratou, sem licita¸ c˜ao, a Funda¸ c˜ao Ces-
granrio e o Cespe, da Universidade de Bras´ılia (UnB). As despesas com o novo cons´ orcio, a nova
gr´afica, os Correios e as For¸ cas Armadas totalizou R$ 148 milh˜ oes, al´em dos R$ 38 milh˜ oes j´a
pagos ao Connasel.
O Enem teve 4,1 milh˜ oes de inscritos. Ap´ os o adiamento, apenas 2,5 milh˜ oes deles efetiva-
mente fizeram o teste, em 5 e 6 de dezembro. Foi a maior absten¸ c˜ ao da hist´ oria do exame: 37,7%.
(Not´ıcia publicada hoje no GLOBO)
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/educacao/posts/2010/01/04/enem-depois-da-fraude-acao-
judicial-por-calote-254624.asp, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 86
RECORTE 10 - BARBARISMO NORMAL(T)IZA DELINQ
¨
U
ˆ
ENCIA
¨A vanguarda chegou em trˆes dias ao Cumbe sem o resto da for¸ ca, que ficara retardada algumas
horas - como o comandante retido numa fazenda pr´ oxima por outro ataque de epilepsia.¨
EUCLIDES DA CUNHA, Os Sert˜ oes
Desconhe¸ co ter havido alguma calamidade educacional que n˜ ao tenha de muito tempo dado
sinais claros e robustos do seu porvir, at´e por ser do maior interesse da educa¸ c˜ ao denunci´ a-la. De
fato, ´e uma quest˜ ao de sobrevivˆencia desta. Assim como, n˜ ao resta d´ uvida caber ignorˆ ancia apagar
todos esses sinais, pelo mesmo motivo em rela¸ c˜ ao a si. Para tanto esta usa de mecanismos como
fez o MEC ao disseminar que os quesitos que usaria no seu novo enem seriam bem elaborados e
inteligentes, muito tempo antes de apresentar um que fosse.
Por´em, o simulado que o MEC lan¸ cou no ´ ultimo dia de julho de 2009, seis meses depois de
intensa propaganda e para do qual deve ter escolhido os melhores poss´ıveis, nada apresentou acima
do que sempre houve de calamitoso nos vestibulares das universidades p´ ublicas. E teve que fazer
corre¸ c˜ oes de erros grotescos, e nem faria se n˜ ao fosse t˜ ao esdr´ uxulos, menos de um dia depois de
public´ a-lo. Assim como, fez da forma mais imoral poss´ıvel: sorrateiramente publicando outro no
lugar.
E tal qual educa¸ c˜ ao, ignorˆ ancia tamb´em constr´ oi modelos e marcos de a¸ c˜ oes. Para tanto,
referencia um tipo de ¨forma¸ c˜ ao docente¨ que age anulando fatores de qualidade, esvaziando-os das
mentalidades e (re)preenchendo pelos seus, (re)criando os seus conceitos de ¨´etica¨, ¨transparˆencia¨
e ¨moralidade p´ ublicas¨, etc, i.e., fomenta o seu ¨educacional¨. Todo produto final desta o mundo
acadˆemico civilizado classifica, e ´e civilizado por isso, como delinq¨ uˆencia. Uma referˆencia ´e o artigo
A DELINQ
¨
U
ˆ
ENCIA ACAD
ˆ
EMICA de Maur´ıcio Tragtenberg (1929 - 1998), www.educacionista.
org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=3801&Itemid=43, acesso ag/09.
O caso brasileiro que mostra ser tal ¨educacional¨ da ignorˆ ancia dominante ´e o seguinte:
um dos problemas tecnol´ ogicos dos mais sens´ıveis ´e manuten¸ c˜ao da frota ´area, quando
o Brasil ´e auto-suficiente nessa ´area, mesmo sendo um pa´ıs de dimens˜ oes continen-
tais. E conseguiu isso com basicamente uma escola: o Instituto Tecnol´ ogico da Aeron´autica
- ITA. Como isso foi poss´ıvel? Da maneira que todo primeiro mundo sempre fez: colocando sua
juventude para estudar, garantido uma prova justa e, para todo que for aprovado, livro
para estudar, alojamento, alimenta¸ c˜ao e uma pequena quantia no final no mˆes. E o mais
importante: garantias de que depois de todo sacrif´ıcio ter´a boas chances de emprego.
J´ a com o novo Enem o MEC convoca-os estudar e escolher entre trˆes op¸ c˜ oes de cursos. En-
tretanto, depois da prova ´e literalmente abandonado ` a pr´ opria sorte. Ou seja, quem tinha recurso
financeiro antes para fazer vestibular e curso onde fosse poss´ıvel, com o novo Enem economizar´ a em
quantidade de provas e deslocamento. J´ a para quem sempre foi rico em aprendizagem e pobre fi-
nanceiramente, poder´ a ter nota maravilhosa e desistir por imprevidˆencias est´ upidas e hist´ oricas das
nossas autoridades.
´
E isso o que mais acontece quando o educacional j´ a foi contaminado por fatores
implementados pela ignorˆ ancia: a invers˜ao dos bons valores educacionais j´a constru´ıdos.
E o MEC aprofunda tudo, portanto, n˜ ao ´e o original, quando promove cria¸ c˜ ao de universi-
dade p´ ublica num ritmo que supera qualquer foli˜ ao de frevo em plena passarela. E surge o inusitado:
enquanto o Estado de S˜ao Paulo aplica uma provinha b´asica para selecionar docente e
precisa deixar alguns que tiraram zero na sala de aula para que as crian¸ cas n˜ao fiquem
sem ningu´em, o MEC consegue uma montanha de diplomados em n´ıvel de doutorado
para preencher num ´ unico concurso quase todas as vagas de uma nova universidade
p´ ublica. Que muita gente acha isso normal, quando n˜ao s´ o a diferen¸ ca salarial explica,
lembro que a contamina¸ c˜ao aqui tratada n˜ao ´e caso isolado.
O caso da expans˜ ao da UFPA por quase todo o Estado do Par´ a, relato um pouco no dossiˆe
Centro, mostra o dantesco educacional e maquiavelismo pol´ıtico abra¸ cados numa dan¸ ca atroz. Posto
que, desprezaram todos os fundamentos e interesse da educa¸ c˜ ao e pautaram-se pelos interesses de
grupelhos de politicagem imbu´ıdos na mais profunda imoralidade p´ ublica, se houvesse isso no Brasil.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 87
Nisso inclui muito at´e o que esteve na base da cria¸ c˜ ao do campus principal desta, Campus
do Guam´ a/Bel´em-Pa, no final dos anos 50, que ´e o seguinte: de todos os terrenos dispon´ıveis
em Bel´em escolheram justamente o pior de todos. Fotos da ´epoca mostram que para
come¸ car adentrar no terreno a lama cobre muito al´em do joelho e s´ o vai piorando. Um
depoimento consta em www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php?view=article&catid=28%3Aedicao-52&id
=309%3Aa-fundacao-do-campus-pioneiro-da-ufpa&option=com content&Itemid=24.
Ou seja, o terreno escolhido foi um manjar para quem ganhou recursos p´ ublicos construindo-
o, como quase n˜ ao existe outro deste at´e hoje e nem perspectiva que esse n˜ ao continue assim por
toda eternidade. E, salvo raras exce¸ c˜ oes, a mesma l´ ogica tem sido aplicada na constru¸ c˜ ao dos campi
pelos os interiores. E o todo mostra que grande parte da nossa desgra¸ ca educacional n˜ ao ´e de hoje e
nem coisa de uma fac¸ c˜ ao pol´ıtica. Ficando isso como gancho para quem for um dia contar o similar
deste via engenharia.
E para quem acha ser tudo coisa dos confins do Brasil, portanto, inutilidade constar em
pesquisa (g.n):
ESTUDANTES DE CAMPI AVANC¸ ADOS DA UFF, RURAL E UERJ ENCONTRAM
UNIDADES SEM INFRAESTRUTURA E AT
´
E CONT
ˆ
EINERES S
˜
AO
TRANSFORMADOS EM SALA
Daniela Birman e Josy Fischberg com colabora¸ c˜ ao de Rodrigo Gomes e Willian Hetal Filho, 16/11/2009
Campi abandonados - Campus da
UERJ em S˜ ao Gon¸ calo com proble-
mas de goteira em laborat´ orio de bi-
ologia, mobili´ ario no pilotis, falta de
computador no laborat´ orio, salas pe-
quenas e sem ar condicionado. Aluno
Renan.
RIO - Contˆeineres no lugar de salas de aula. Um campus que nunca acabou de ser
constru´ıdo. Laborat´ orios ineficientes. Bandej˜ ao, nem pensar. Depois da batalha do
vestibular, quem consegue uma vaga em universidade p´ ublica percebe que a guerra
de verdade ainda n˜ ao terminou. Com um agravante: nos campi avan¸ cados das
institui¸ c˜ oes, relativamente novos e em expans˜ ao, a situa¸ c˜ ao n˜ ao ´e diferente. Os
problemas - descritos acima - s˜ ao alguns exemplos do que enfrentam alunos.
H´ a mais de um ano, Carolina Ferreira e Roberta Fonseca da Silva, estudantes
de Psicologia do Polo Universit´ ario de Rio das Ostras (Puro) da UFF, assistem ` as
aulas em uma sala inusitada: um contˆeiner. Por falta de espa¸ co constru´ıdo, parte
dos cerca de mil alunos matriculados nas seis gradua¸ c˜ oes do polo utilizar˜ ao, em
algum momento, um dos oito m´ odulos instalados pela Prefeitura de Rio das Ostras
como locais de ensino.
No primeiro semestre, um dos contˆeineres teve um princ´ıpio de incˆendio. De acordo com o diretor do Puro,
S´ergio Mendon¸ ca, o acidente n˜ ao teve grandes propor¸ c˜ oes:
- N˜ ao causou dano a ningu´em nem a nenhum material
Ainda segundo Mendon¸ ca, a empresa que fornece os contˆeineres garantiu que n˜ ao h´ a risco de o acidente se
repetir. A Prefeitura de Rio das Ostras informou que todos os m´ odulos est˜ ao em perfeitas condi¸ c˜ oes e que mant´em
vistorias regulares. Carolina se preocupa, por´em, com a seguran¸ ca das aulas nos contˆeineres: - Se acontece um
incˆendio, n´ os n˜ ao temos por onde sair. H´ a poucos extintores, e eu n˜ ao sei se os contˆeineres tˆem uma prote¸ c˜ ao
contra raios. J´ a chegou a entrar ´ agua num dia de chuva.
J´ a Lu´ıza Carroza, aluna de Produ¸ c˜ ao Cultural, reclama da sensa¸ c˜ ao de clausura nos m´ odulos, que chama de
caixas de sapato: - As janelas tˆem grades. Tudo ´e pequeno. O diretor do Puro conta que os contˆeineres foram uma
sa´ıda para que os vestibulares continuassem a acontecer at´e que a obra de expans˜ ao do campus, de responsabilidade
da Prefeitura de Rio das Ostras, fosse conclu´ıda. A constru¸ c˜ ao de trˆes novos pr´edios estava prevista para come¸ car
em 2008. Com o atraso, as obras foram prorrogadas para 2010, e a UFF conseguiu recursos com o MEC para
assegurar parte delas. A Prefeitura de Rio das Ostras informou que j´ a entregou dois dos cinco pr´edios previstos e
que as obras dos trˆes outros im´ oveis come¸ car˜ ao no primeiro semestre de 2010.
Aulas na UFF em containers - Os
alunos e professores da UFF de Rio
das Ostras est˜ ao passando por proble-
mas de falta de espa¸ co f´ısico no cam-
pus devido a falta de planejamento da
Prefeitura da cidade
Al´em dos contˆeineres que funcionam como salas, h´ a outros 15 utilizados para
guardar equipamentos. Mendon¸ ca explicou que h´ a nessas instala¸ c˜ oes, alugadas
com recursos do MEC, material de laborat´ orio, computadores e carteiras, entre
outros itens, que foram adquiridos com recursos federais e n˜ ao tinham onde serem
alocados. Parte do material corre o risco de estragar. Em Nova Igua¸ cu, os cerca
de dois mil alunos da Rural pleiteiam um... campus.
Aluno do oitavo per´ıodo de Turismo, Felipe Felix, de 23 anos, vai se formar no
pr´ oximo ano e j´ a descartou a possibilidade de estudar no novo espa¸ co, cujas obras
est˜ ao paradas. Ele explica que seu curso requer trˆes laborat´ orios, nunca constru´ıdos,
e uma bibliografia n˜ ao dispon´ıvel na biblioteca da universidade. - Se o MEC for
avaliar meu curso, vai reprovar por falta de requisitos b´ asicos - resume
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/11/16/estudantes-de-campi-avancados-da-uff-rural-
uerj-encontram-unidades-sem-infraestrutura-ate-conteineres-sao-transformados-em-sala-914792164.asp,
acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 88
PROBLEMAS COMEC¸ AM A APARECER
Junto com a interioriza¸ c˜ ao de institui¸ c˜ oes, as dificuldades come¸ cam a surgir. Enfrentar ˆ onibus lotado para
chegar ` a faculdade e n˜ ao ter livrarias para a compra de obras acadˆemicas s˜ ao alguns problemas que os
universit´ arios enfrentam
Daniela Nogueira, danielanogueira@opovo.com.br, Enviada a Aracati, Quixad´ a, Regi˜ ao do Cariri e Sobral,
08/Abr/2009
Adryana Ara´ ujo mora em Senador Pompeu, mas de segunda
a sexta-feira viaja para Quixad´a, onde cursa Administra¸ c˜ao, na
Faculdade Cat´ olica Rainha do Sert˜ao. Depois de trabalhar o dia todo,
´e hora de enfrentar uma viagem de uma hora e 50 minutos, no ˆ onibus
da Prefeitura, para chegar ` a faculdade. A volta para casa ocorre quase ` a
meia-noite. ¨Venho estudando e volto dormindo no ˆ onibus¨.
´
E assim que
otimiza o tempo. Junto com ela, outras pessoas de Senador Pompeu fazem
o mesmo percurso. Cada um se responsabiliza em chamar o outro depois da
aula, para ningu´em perder o ˆ onibus de volta.
As prefeituras n˜ ao tˆem obriga¸ c˜ ao, mas muitas disponibilizam ˆ onibus para o transporte dos alunos que v˜ ao
estudar em cidades pr´ oximas. O problema ´e que muita gente depende s´ o deles. Para quem precisa viajar desse
jeito, o que resta ´e acordar cedinho, enfrentar lota¸ c˜ ao e sair antes de a aula terminar para n˜ ao perder a condu¸ c˜ ao.
Essa ´e uma das dificuldades dos universit´ arios no Interior.
Com o estudante de Fisioterapia Marcos Rog´erio Madeiro de Almeida, tamb´em ´e assim. Ele mora em
Quixeramobim, mas estuda em Quixad´a. Precisa acordar `as 5 horas para n˜ao perder o ˆ onibus, que
sai `as 6 horas. Passa o dia na faculdade e retorna `a noite.
´
E cansativo, admite, mas foi a escolha
melhor para fazer o curso do qual gostava.
Em Aracati, outro exemplo. Depois de um dia de trabalho, Edvˆania Maria Oliveira Martins parte
de Itai¸ caba toda noite em uma topique alugada. A Prefeitura de sua cidade paga uma parte. Ela e os
demais alunos pagam a outra. ¨Se fosse para viajar para mais distante, ficaria complicado, por causa da minha
fam´ılia e do meu trabalho¨, conta ela, que estuda Enfermagem, na Faculdade do Vale do Jaguaribe.
O estudante de Medicina Andr´e Ferreira de Lima tamb´em viaja todo dia. Mora no Crato, mas estuda
em Barbalha e tem de viajar em dois ˆ onibus para ir e em mais dois para voltar. O almo¸ co ´e feito
na cantina da faculdade. Depois do trabalho, quem viaja ´e o C´ıcero Alyson de Oliveira Souza, 23, que estuda
Hist´ oria, na Universidade Regional do Cariri (Urca), no Crato, mas mora em Juazeiro do Norte.
Todo dia, h´ a quatro ˆ onibus disponibilizados pela Prefeitura.
`
A noite, s˜ ao seis. ¨Todos superlotados¨, diz.
Mas esse n˜ao ´e o ´ unico problema com os quais os estudantes do Interior lidam. A falta de
livrarias com obras acadˆemicas ´e outro empecilho. S´ o h´a papelarias nas cidades. ¨Quando a gente
precisa, ou compra pela Internet ou pede para os representantes das editoras que vˆem `a faculdade¨,
diz Adryana.
Os estudantes do Cariri tˆem uma livraria `a disposi¸ c˜ao em Juazeiro do Norte. O problema ´e
a demora. ¨Custa uns 15 dias para chegar o livro que a gente pede¨, diz Jorgivania Lopes, aluna de
Biblioteconomia.
LEIA AMANH
˜
A Professores especialistas em educa¸ c˜ ao comentam o processo de interioriza¸ c˜ ao do ensino superior
no Estado e citam as vantagens da expans˜ ao e as preocupa¸ c˜ oes quanto ` a qualidade do ensino e suas condi¸ c˜ oes.
Professor Roberto Cl´ audio, reitor que come¸ cou o processo de interioriza¸ c˜ ao na UFC, fala sobre a experiˆencia.
E MAIS
- Em Sobral, n˜ ao h´ a equipamentos culturais voltados somente ao p´ ublico universit´ ario, admite o secret´ ario da
Cultura, Joan Edesson. Por mais que o munic´ıpio j´ a tenha as caracter´ısticas de uma cidade universit´ aria, os
estudantes da UVA, UFC e das faculdades particulares tˆem de se adaptar aos eventos existentes. Uma esp´ecie de
reinven¸ c˜ ao do que est´ a posto.
- Isso ´e vis´ıvel, cita o secret´ ario, na presen¸ ca do p´ ublico no Teatro S˜ ao Jo˜ ao, durante as apresenta¸ c˜ oes. Durante o
Pr´e-Carnaval, o tradicional Bloco dos Sujos levou para as ruas v´ arios jovens. Deixou de ser o bloco dos senhores
para ser o bloco dos jovens universit´ arios, diz.
- Mas o ponto de encontro dos jovens ´e mesmo nos bares que se concentram na Avenida do Arco, uma via
central da cidade. ”O com´ercio, na verdade, funciona como o grande shopping da regi˜ ao. S˜ ao lojas grandes de
eletrodom´esticos, roupas, e isso d´ a a medida do desenvolvimento. S˜ ao variedades que h´ a alguns anos s´ o se via em
Fortaleza”, ressalta Joan Edesson.
RESUMO DA S
´
ERIE
Com a interioriza¸ c˜ ao do ensino superior, muitas mudan¸ cas tˆem ocorrido nas cidades cearenses. O POVO tem
mostrado que essa transforma¸ c˜ ao se manifesta no aumento do n´ umero de lojas, na oferta crescente de aluguel, na
expans˜ ao dos restaurantes. Tudo para atender ` a demanda do p´ ublico universit´ ario. Publicamos hist´ orias de gente
que trocou a Capital pelo Interior e de gente que voltou ` a cidade de origem. Desta vez, para entrar no ensino
superior. Tamb´em expusemos exemplos de cidades em que j´ a h´ a cursos de p´ os-gradua¸ c˜ ao. O trabalho social feito
pelos universit´ arios, que atendem ` a comunidade, foi outro ponto positivo apresentado. Para contar todas essas
hist´ orias, O POVO visitou Aracati, Quixad´ a, Regi˜ ao do Cariri e Sobral.
Fonte: http://opovo.uol.com.br/opovo/ceara/868632.html, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 89
Tamb´em ´e muito comum associar educa¸ c˜ ao de qualidade com bonan¸ ca e paz social eterna,
coisa que nunca afirmei, mas apenas que disp˜ oe de fundamentos para ser poss´ıvel uma Na¸ c˜ ao tender
para isso. O que educa¸ c˜ ao de qualidade mais garante ´e ter m´eritos no soerguer de uma Na¸ c˜ ao depois
que for debilitada ante uma trag´edia, que n˜ ao seja constru´ıda por um bando de salafr´ arios que usa
ignorˆ ancia e o roubo do patrimˆ onio p´ ublico como fator primordial. Casos como Jap˜ ao, Cor´eia do
Sul e Alemanha, s˜ ao do conhecimento de todos. J´ a casos como o de Cuba, que alguns dizem haver
educa¸ c˜ ao de qualidade, s˜ ao falsos por natureza.
Pois, o primeiro produto da educa¸ c˜ ao de qualidade ´e um ser livre, porquanto, pro´ıbe, por
exemplo, submeter algu´em estudar v´ arios anos de medicina para depois envi´ a-lo at´e aos piores
lugares do mundo, enquanto parte da sua fam´ılia fica ref´em no pa´ıs. Porquanto, ´e apenas obra de
um regime imoral para propalar pelo mundo que ´e um bem feitor da humanidade, mas objetiva
apenas servir aos prop´ ositos dos grupos pol´ıticos da sua estirpe e espalhar o que j´ a faz no seu antro
por outros cantos da Terra.
J´ a uma descri¸ c˜ ao que acho definitiva dos nascedouros da barb´ arie ´e essa de autoria de Eu-
clides da Cunha, em mem´ oria do qual todo esse ´e dedicado:
Antˆ onio Conselheiro, documento vivo de atavismo
¨
´
E natural que estas camadas profundas da nossa estratifica¸ c˜ ao ´etnica se sublevassem numa anticlinal
extraordin´ aria - Antˆ onio Conselheiro...
A imagem ´e corret´ıssima. Da mesma forma que o ge´ ologo, interpretando a inclina¸ c˜ ao e a orienta¸ c˜ ao dos
estratos truncados de antigas forma¸ c˜ oes, esbo¸ ca o perfil de uma montanha extinta, o historiador s´ o pode
avaliar a altitude daquele homem, que por si nada valeu, considerando a psicologia da sociedade que o criou.
Isolado, ele se perde na turba dos nevr´ oticos vulgares. Pode ser inclu´ıdo numa modalidade qualquer
de psicose progressiva. Mas posto em fun¸ c˜ ao do meio, assombra.
´
E uma di´ atese, e ´e uma s´ıntese. As
fases singulares da sua existˆencia n˜ ao s˜ ao, talvez, per´ıodos sucessivos de uma mol´estia grave, mas s˜ ao,
com certeza, resumo abreviado dos aspectos predominantes de mal social grav´ıssimo. Por isto o infeliz,
destinado ` a solicitude dos m´edicos, veio, impelido por uma potˆencia superior, bater de encontro a uma
civiliza¸ c˜ ao, indo para a hist´ oria como poderia ter ido para o hosp´ıcio.
Porque ele para o historiador n˜ ao foi um desequilibrado. Apareceu como integra¸ c˜ ao de caracteres
diferenciais - vagos, indecisos, mal percebidos quando dispersos na multid˜ ao, mas en´ergicos e definidos,
quando resumidos numa individualidade. Todas as cren¸ cas ingˆenuas, do fetichismo b´ arbaro ` as aberra¸ c˜ oes
cat´ olicas, todas as tendˆencias impulsivas das ra¸ cas inferiores, livremente exercitadas na indisciplina da
vida sertaneja, se condensavam no seu misticismo feroz e extravagante.
Ele foi, simultaneamente, o elemento ativo e passivo da agita¸ c˜ ao de que surgiu. O temperamento
mais impression´ avel apenas fˆe-lo absorver as cren¸ cas ambientes, a princ´ıpio numa quase passividade pela
pr´ opria receptividade m´ orbida do esp´ırito torturado de reveses, e elas reflu´ıram, depois, mais fortemente,
sobre o pr´ oprio meio de onde haviam partido, partindo da sua consciˆencia delirante.
´
E dif´ıcil tra¸ car no
fenˆ omeno a linha divis´ oria entre as tendˆencias pessoais e as tendˆencias coletivas: a vida resumida do
homem ´e um cap´ıtulo instantˆ aneo da vida de sua sociedade...
Acompanhar a primeira ´e seguir paralelamente e com mais rapidez a segunda; acompanh´ a-las juntas
´e observar a mais completa mutualidade de influxos. Considerando em torno, o falso ap´ ostolo, que o
pr´ oprio excesso de subjetivismo predispusera ` a revolta contra a ordem natural, como que observou a
f´ ormula do pr´ oprio del´ırio. N˜ ao era um incompreendido. A multid˜ ao aclamava-o representante natural
das suas aspira¸ c˜ oes mais altas. N˜ ao foi, por isto, al´em. N˜ ao deslizou para a demˆencia. No gravitar
cont´ınuo para o m´ınimo de uma curva, para o completo obscurecimento da raz˜ ao, o meio reagindo por sua
vez amparou-o, corrigindo-o, fazendo-o estabelecer encadeamento nunca destru´ıdo nas mais exageradas
concep¸ c˜ oes, certa ordem no pr´ oprio desvario, coerˆencia indestrut´ıvel em todos os atos e disciplina rara em
todas as paix˜ oes, de sorte que ao atravessar, largos anos, nas pr´ aticas asc´eticas, o sert˜ ao alvorotado, tinha
na atitude, na palavra e no gesto, a tranq¨ uilidade, a altitude e a resigna¸ c˜ ao soberana de um ap´ ostolo antigo.
Doente grave, s´ o lhe pode ser aplicado o conceito da paran´ oia, de Tanzi e Riva. Em seu desvio ideativo
vibrou sempre, a bem dizer exclusiva, a nota ´etnica. Foi um documento raro de atavismo. A constitui¸ c˜ ao
m´ orbida levando-o a interpretar caprichosamente as condi¸ c˜ oes objetivas, e alterando-lhes as rela¸ c˜ oes com
o mundo exterior, traduz-se fundamentalmente como uma regress˜ ao ao est´ adio mental dos tipos ancestrais
da esp´ecie.¨
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 90
RECORTE 11 - TODA BARB
´
ARIE QUE FOR CEVADA COM LENI
ˆ
ENCIA
GANHA STATUS INSTITUCIONAL
¨Ali improvisaram um quadrado incorreto, de fileiras desunidas e bambas, envolvendo a
oficialidade, os feridos, as ambulˆ ancias, o trem de artilharia e os cargueiros. Centralizava-o
uma palho¸ ca em ru´ınas - a Fazenda Velha; e dentro dela o comandante-em-chefe, moribundo¨.
EUCLIDES DA CUNHA, Os Sert˜ oes
Ter¸ ca-feira, 12/01/2010 - Os recortes abaixo mostram a estrutura do Inep e as mensagens
que apareceram na minha caixa de e-mail confirmando n˜ ao s´ o que enviei vers˜ ao ao presidente do
Inep, como, pelos menos, abriram at´e no gabinete do ministro.
Excelent´ıssimo Presidente do Inep Joaquim Jos´e Soares Neto
Anexo ´e vers˜ ao de um dos estudos que realizo de a¸ c˜ oes/forma¸ c˜ ao centrado em matem´ atica e que incluiu a
prova de matem´ atica do Novo Enem /dez/09. Nesse, p´ ag. 57 a 65, demonstro que oito (08) das 45 propostas
s˜ ao inv´ alidas e, portanto, exigem que sejam anuladas.
Bel´em-Pa, 11 de janeiro de 2010.
Att. Prof. Jo˜ ao Batista do Nascimento - UFPA/ICEN/Fac. Matem´ atica
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527
www.cultura.ufpa.br/matematica/?pagina=jbn Email: jbn@ufpa.br/
joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Regresso desde ponto para aguardar o desenrolar por dentro do MEC. E o objetivo aqui
´e mostrar mais detalhadamente alguns barbarismos que j´ a est˜ ao, ou vigorosamente tentando ser,
institucionalizados. Portanto, s˜ ao praticados j´ a sem a menor cerimˆ onia ou at´e ao ponto do anormal
seria se n˜ ao acontecesse.
E uma vez regressando do MEC, vejamos trˆes aspectos disto do novo Enem:
1 - A teoria que gera a nota exige que a prova seja toda corret´ıssima
J´ a constou em diversas passagens aqui que o Inep usa a Teoria de Resposta ao Item-TRI
para gerar a nota do candidato, cuja caracter´ıstica principal seria a sua capacidade determinar
quando esse marcou o item por saber e quando foi apenas no chute. Como n˜ ao gosto de discutir
ocosidade, deixo claro que n˜ ao pontuo quest˜ ao em que aluno apresenta deveras habilidoso para re-
solver, por exemplo, polinˆ omio de grau superior quando em quesito anterior errou ou n˜ ao resolveu
um do segundo grau. N˜ ao pontuo, devolvo a prova e abro espa¸ co para defesa, quando isso s´ o vale,
como j´ a aconteceu, havendo mesmo.
Entretanto, esse primeiro direito elementar do candidato n˜ ao ser´ a respeitado, fato barbara-
mente imposto pelo Inep. Depois disto, para o candidato saber de forma confi´ avel da sua nota, o
que exclui apenas o dito pelo Inep, ter´ a que contratar um p´ os-doutor em estat´ıstica, quando nem
todo serve.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 91
No m´ınimo, esse deve ter umas quatro publica¸ c˜ oes no tema em revista de n´ıvel internacional
e todos ter correla¸ c˜ ao direta com o seguinte: Utiliza¸ c~ ao da Teoria de Resposta ao Item no
Sistema Nacional de Avalia¸ c~ ao da Educa¸ c~ ao B´ asica (SAEB), Ruben Klein, Artigo publicado
na Revista ENSAIO, n. 40, v.11, p.283-296, jul./set. 2003, http://metaavaliacao.cesgranrio.org.br/
index.php/metaavaliacao/article/viewFile/38/17, acesso jan/09.
espera-se que tal teoria, pelos menos, obede¸ ca o m´ınimo de racionalidade para s´ o acusar de
chute em fun¸ c˜ oes de quest˜ oes anteriores, o que exige n˜ ao haver quest˜ oes erradas nisso. E, portanto,
para que possa ter alguma funcionalidade n˜ ao pode haver nenhuma errada. Por´em, no caso de
linguagem j´ a sabemos que o pr´ oprio MEC sabia que a prova foi aplicada com uma quest˜ ao errada.
E no Dossiˆe Saeb aparece especialista do Inep defendo n˜ ao ser l´ a t˜ ao prejudicial o erro, posto que,
nessa teoria teria algo capaz de detectar e eliminar quest˜ oes erradas. Acontece que nesse mesmo
provo diversos itens das provas Saeb at´e com erros idiotas, sem qualquer evidˆencia de que detec-
taram esses.
H´ a mais: como n˜ao publicam as provas Saeb/Brasil na ´ıntegra, cuja probabilidade
mais ponder´avel disto - afirmo ser da ordem de 0, 9 - seja vergonha mesmo, tais itens
que analiso constam em relat´ orios do Inep e s´ o foram assim publicados para compro-
varem o n´ıvel m´aximo da qualidade que imprimiram em tudo.
2 - A enormidade da prova torna pequen´ıssima a falta de barbarismo.
Com j´ a foi dito, a prova de matem´ atica do novo enem foi composta de 45 quest˜ oes. Ou seja,
n˜ ao foi menos do que um massacre avaliativo, mesmo que em cada quesito s´ o fosse escrito ¨calcule¨.
´
E barbarismo avaliativo ser uma enormidade tanto quanto ´e ser ´ınfima, como acontece em fase do
PSS da UFPA que s˜ ao apenas trˆes (03)quesitos para o candidato escolher fazer apenas um.
Pois, a avalia¸ c˜ ao tem que refletir e qualificar todo o educacional. E dois elementos funda-
mentais ´e capacidade de s´ıntese e a n˜ ao-trivializa¸ c˜ ao. No caso aqui, ingresso no ensino superior, a
imensid˜ ao imp˜ oe haver repeti¸ c˜ oes exaustivas de conceitos e t´ecnicas, carregando de pedantismo o
que j´ a ´e sobrecarregado de terr´ıveis tensionamentos sociais. Enquanto se for diminuta, ou condensa
uma enormidade destes mesmos em cada quest˜ ao ou trivializa-se, como exemplificarei, transfor-
mando o que tinha que ser doze (12) anos de escolaridade obrigat´ oria s´eria numa banalidade.
Portanto, ao contr´ ario do que fizeram nesse novo enem ao determinarem de in´ıcio o quan-
titativo de quesitos, essa precisava ser uma das ´ ultimas decis˜ oes a ser tomada e valendo-se de uma
acuidade t´ecnica das mais refinadas. Entretanto, essa ´e a v´ıtima primordial de todo barbarismo,
coisa que j´ a vimos ter sido abundante.
E a prova mais definitiva do n´ıvel da barb´ arie nisso ´e que faz mais de 20 anos que n˜ ao
registro nenhuma universidade p´ ublica de peso no Brasil cuja prova de matem´ atica do vestibular
ultrapasse de vinte (30) quest˜ oes, mesmo quando h´ a trˆes fases distintas, uma para cada ano do
Ensino M´edio; h´ a barbaridade maior do que MEC desconhecer o que acontece no vestibular da
universidade que o mesmo vive enchendo o seu bornal de dinheiro na hora que precisa e nem se
importando quando ´e apenas pura bandalheira educacional?
3 - A enormidade da reda¸ c˜ao tende encher o papel com barbarismo.
J´ a se viu aqui alguns exemplares de quesitos do novo enem que n˜ ao s˜ ao nada modestos, con-
siderando que n˜ ao foi propiciado aos candidatos pelo MEC um curso b´ asico de leitura dinˆ amica. E
tinha que ser como faz pr´e-vestibular, como relatei na p´ ag. 18, pois caso h´ a ser indispens´ avel fazer
no m´ aximo da metade de algumas palavras, j´ a que lendo-as toda pode cair em pegadinha.
Um quesito que retrata n˜ ao s´ o isso como quase tudo constado aqui ´e o seguinte.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 92
NOVO ENEM
Note que n˜ ao precisa ser espe-
cialista em chuva, como cearense
sou quase leigo nisso, para saber
que a precipita¸ c˜ ao m´edia por si s´ o
´e insuficiente sem dados da dura¸ c˜ ao
m´edia da chuva. n˜ ao desconhe¸ co
que pelo m´etodo de ¨leitura¨ que os
pr´e-vestibulares ¨ensinam¨ ´e quase
certo que chove o dia todo, isso n˜ ao
serve de base cient´ıfica, posto que,
haver´ a alguns candidatos que pouco
acreditam ser poss´ıvel chover um
dia todo, quanto menos por 15 dias.
E isso n˜ ao o torna menos capaz
para fazer curso superior.
Lembro que ainda h´ a um grande
mist´erio no novo enem: quem
elaborou as quest˜ oes? Foram
especialistas do Inep ou do
cons´ orcio? A data do acesso que
consta nesse, induz que foi elab-
orado em junho/09, quando o
cons´ orcio ainda n˜ ao tinha ganho a
licita¸ c˜ ao. Por outro lado, a presen¸ ca
da Funrio (funda¸ c˜ ao da Unirio) s´ o
ficaria mais necess´ aria sendo para
isso. Assim como, o valor que essa
recebeu na partilha da parte paga
pelo MEC reafirma.
J´ a outro mist´erio ´e da
rela¸ c˜ ao entre esse quesito do
novo enem e este da Unesp.
J´ a mostrei que em tais ban-
cas o mais comum participar
´e plagiador, ou readaptador
descarado ou de criatividade
anˆemica, quando ´e o mesmo
autor aproveitando para tra-
balhar pouco e ganhar do-
brado. E n˜ ao descarto ser vi-
dente. Por´em, era obrigat´ orio
que o sistema Unesp revisasse
suas provas, caso j´ a estivessem
prontas antes da realiza¸ c˜ ao do
enem.
UNESP/2010 - Prova aplicada em 20.12.2009
http://media.folha.uol.com.br/educacao/2009/12/20/unesp-vestibular 2010-ciencia da
natureza matematica.pdf
Reafirmando que a vers˜ ao que enviei em 11/01/2010 tinha tudo at´e o recorte anterior,
vejamos quais s˜ ao as novidades.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 93
INEP ADMITE TER PAGO R$ 8 MI A MAIS NO ENEM
ANGELA PINHO, a Folha de S.Paulo, em Bras´ılia 14/01/2010
Uma auditoria interna do Inep, instituto do governo federal que faz o Enem, constatou falhas
do pr´ oprio ´ org˜ao na realiza¸ c˜ao da prova cancelada em outubro. Dois diretores ser˜ao substitu´ıdos.
O exame foi furtado por funcion´ arios contratados pelo cons´ orcio Connasel, formado pela empresa baiana
Consultec, pela Funrio, do Rio de Janeiro, e pelo Instituto Cetro, de S˜ ao Paulo.
O Inep entrar´ a com a¸ c˜ ao para ter de volta os R$ 37,2 milh˜ oes j´ a pagos ` as empresas. Internamente, a
auditoria constatou falhas na licita¸ c˜ao, no pagamento e no acompanhamento do contrato entre
o Inep e o cons´ orcio. Um dos problemas apontados foi o pagamento com base na estimativa de
que 6 milh˜ oes de pessoas iriam se candidatar ao Enem, e n˜ao no n´ umero efetivo de 4,1 milh˜ oes
inscritos.
:::::
Com
:::::
isso,
::
o
:::::
Inep
:::::::
pagou
:::
R$
::
8
:::::::::
milh˜ oes
::
a
:::::
mais.
Outra falha foi a inexistˆencia de uma comunica¸ c˜ ao formal do Inep ao cons´ orcio sobre os problemas de
seguran¸ ca detectados durante a prepara¸ c˜ ao para a prova. Na auditoria, diz o presidente do Inep Joaquim Jos´e
Soares Neto, os t´ecnicos respons´ aveis fizeram s´ o comunica¸ c˜ ao verbal sobre os problemas. Al´em disso, a audi-
toria considerou que o Inep n˜ao poderia ter aceitado a desistˆencia da Funda¸ c˜ao Cesgranrio da
licita¸ c˜ao porque a entidade j´a teria sido considerada habilitada a realizar o exame. A Cesgranrio,
que acabou fazendo a prova depois, afirma ter se retirado da concorrˆencia porque, contado o prazo de recursos,
haveria pouco tempo para aplicar o Enem.
Os respons´ aveis pela licita¸ c˜ ao no Inep justificaram que o prazo para habilita¸ c˜ ao s´ o termina quando a
data-limite para recursos ´e encerrada, o que ainda n˜ ao havia acontecido. A partir da auditoria, foi aberta no
Inep uma sindicˆ ancia com prazo de 30 dias para apurar a responsabilidade dos funcion´ arios do instituto pelas
falhas. Eles poder˜ ao ser advertidos e at´e mesmo demitidos.
Soares Neto informou ainda que ir´a reestruturar as diretorias de Avalia¸ c˜ao da Educa¸ c˜ao
B´asica e de Gest˜ao e Planejamento. Segundo ele, os respons´aveis pelas ´areas - Heliton Tavares
e Cl´audio Salles - colocaram o cargo `a disposi¸ c˜ao e v˜ao deixar o instituto, assim como Dorivan
Gomes, coordenador de exames para certifica¸ c˜ao. J´ a o cons´ orcio que venceu a licita¸ c˜ ao ser´ a alvo de
a¸ c˜ ao porque o Inep considerou que o furto da prova ocorreu em ambiente sob a responsabilidade das empresas.
A partir de agora, Soares Neto diz que trabalha para refor¸ car a estrutura de log´ıstica e seguran¸ ca do Inep. Ele
afirma, no entanto, que ainda n˜ ao est˜ ao definidas quantas edi¸ c˜ oes do Enem ocorrer˜ ao no ano que vem nem
qual ser´ a a modalidade de contrata¸ c˜ ao da empresa que aplicar´ a o exame.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u679080.shtml , acesso jan/10
MEC VAI PEDIR RESSARCIMENTO DO VALOR PAGO A CONS
´
ORCIO RESPONS
´
AVEL
PELO ENEM, da Agˆencia Brasil, 14/01/2010
O MEC (Minist´erio da Educa¸ c˜ao) vai pedir o ressarcimento de R$ 37,2 milh˜ oes que havia
pago ao Connasel (Cons´ orcio Nacional de Avalia¸ c˜ao e Sele¸ c˜ao), empresa que venceu a licita¸ c˜ao
para executar o Enem (Exame Nacional do Ensino M´edio). As provas, que estavam marcadas para
outubro, foram adiadas para dezembro do ano passado ap´ os o vazamento de conte´ udo do exame.
O contrato com Connasel foi rompido e a realiza¸ c˜ ao da prova foi assumida pelo Cespe e a Cesgranrio.
Tamb´em ser´ a aberta uma sindicˆ ancia para apurar ¨eventuais responsabilidades¨ de servidores do Inep (Insti-
tuto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) nos procedimentos de contrata¸ c˜ ao do cons´ orcio e execu¸ c˜ ao
do contrato. O cons´ orcio tem cinco dias para se manifestar antes que o Inep encaminhe ` a Advocacia Geral da
Uni˜ ao (AGU) o pedido de ajuizamento de a¸ c˜ ao para ressarcimento dos valor.
O instituto tamb´em vai pedir a execu¸ c˜ ao da fian¸ ca banc´ aria que o cons´ orcio havia depositado como garantia,
no valor de R$ 6 milh˜ oes. Segundo o minist´erio, a decis˜ ao foi tomada com base nos resultados da auditoria
interna e do inqu´erito da Pol´ıcia Federal. Um ¨descumprimento contratual¨ pelo cons´ orcio que teria sido
¨decisivo para o vazamento¨. Dentro do Inep, a investiga¸ c˜ ao da auditoria interna com prazo para durar por 30
dias seguir´ a trˆes frentes: a primeira quer descobrir por que a Cesgranrio desistiu de participar da
licita¸ c˜ao que acabou sendo vencida pela Connasel. Tamb´em ser´ a apurado se os problemas encontrados
no processo foram oficialmente informados ` a empresa. Outro ponto que precisa ser esclarecido ´e sobre o
pagamento parcial que foi feito ao Connasel. Os mais de R$ 30 milh˜ oes teriam sido repassados com base
em uma estimativa de R$ 6 milh˜ oes de participantes, quando apenas 4,1 milh˜ oes se candidataram
para a prova.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u679202.shtml, acesso jan/10
O dito de demiss˜ ao ´e apenas parte do lit´ urgico. A do chefe implica pedido, n˜ ao depende
de formalismo, de exonera¸ c˜ ao de todo nomeado seu em cargo de confian¸ ca. Isto ´e, a demiss˜ ao do
presidente j´ a tinha, de princ´ıpio, exonerado todos e o pr´ oximo reconduz cada um ou n˜ ao.
Volto aos fatos da UFPa cronologicamente superpostos desses. E s˜ ao tais quais: plagia-
mento/readapta¸ c˜ oes, criatividade anˆemica, desperd´ıcio de dinheiro p´ ublico, etc. Ou seja, a trag´edia
global n˜ ao deixaria de ser por integra¸ c˜ ao de fracionamentos de outras que ocorrem pelo pa´ıs todo.
E o papel fundamental do MEC era justamente oferecer combate vigoroso a cada uma dessas, ao
inv´es de at´e mais dinheiro para isso e produzir mais de dessas carni¸ cas educacionais. Lembro que
a primeira prova o PSS foi anulada e reaplicada em 10/01/2010.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 94
Come¸ co pela qualidade da parte que chamaram de matem´ atica:
a - Sem quase segredo nenhum
Releia o quesito da p´ agina 37
e veja se ´e poss´ıvel determinar
cientificamente algo que diga ser
os elaboradores diferentes. Eis
um rasto firme na tese que falta
ser mostrada aqui: listar todos
que participaram nos ´ ultimos dez
anos e tentar, pelos menos, trˆes
desses diferentes no que interessa:
capacidade criativa.
E a situa¸ c˜ ao em si n˜ ao difere
muito em atrocidade e crueldade da
guerra bestial, mas usa um c´ odigo
extremamente simples para ser de-
cifrados pelos que tˆem interesse
em vender ingresso apenas, ante o
atrofiamento extremo da criativi-
dade que as suas forma¸ c˜ oes im-
puseram. Assim, tudo fica pior caso
os feitores sejam dois com nomes
diferentes.
Quest˜ ao 6 - Um dos fatores decisivos para a vit´ oria dos pa´ıses Alia-
dos na Segunda Guerra Mundial foi a ¨quebra¨ do c´ odigo secreto
dos alem˜ aes pelos Estados Unidos. Cifrar e decifrar mensagens
tˆem importˆ ancia estrat´egica tanto militar quanto econˆ omica, e
´e um trabalho que em geral envolve muita matem´ atica e com-
puta¸ c˜ ao.
Uma das formas mais simples de se enviar uma mensagem
secreta ´e enviar uma express˜ ao aritm´etica que, ap´ os ter seu re-
sultado decomposto em fatores primos, indique as letras (cada
fator primo representa uma letra em uma tabela pr´e-definida)
que comp˜ oem o texto da mensagem.
Considere a seguinte tabela de convers˜ ao n´ umeros primos
para letras:
2 3 5 7 11 13 17 19 23 29 31 37
A E I O U B C D F G H J
41 43 47 51 53 59 61 67 71 73 79 83
L K M N P Q R S T V X Z
A express˜ ao 20
2
+ 5 11 pode representar a palavra BOI,
pois 20
2
+ 5 11 = 455 = 5 7 13 =
5 × 7 × 13
I O B
. .. .
Baseado nessa tabela, a express˜ ao aritm´etica
8 5
3

10

81 + 450
2
pode representar a palavra
(A) VAI (B) RUA (C) SIM (D) BOM (E) BEM
Aos que acham que estou sendo injusto com colegas, digo que esse ´e
um ato que exige muita responsabilidade. E a mais b´ asica dessas era ter
lido, pelo menos, todas as provas que sistema disponibiliza na sua p´ agina
eletrˆ onica e tentar manter-se o mais distante. Que o mostrado aqui torna
perigoso algum de forma¸ c˜ ao t˜ ao rala tentando se afastar do trivial que
nem consegue fazer direito, ´e ineg´ avel. E o que mais se demonstram
aqui ´e que forma¸ c˜ ao docente no Brasil n˜ ao faz nenhuma distin¸ c˜ ao entre
profissionalismo e colegismo deslavado, ao ponto do sujeito impor mu-
dan¸ ca em programa de concurso para docente de universidade p´ ublica,
al´em de outras providˆencias, apenas para atender ao colegismo. E nem
estou insinuando amores.
Ou seja, n˜ ao estou nem considerando o fato de at´e participar da comiss˜ ao propositora e da
reuni˜ ao que votou o programa indicando t´ opicos em que a ´ unica capaz de atender desde do primeiro
ponto ´e sua companheira no sentido f´ısico literal, numa regi˜ ao em que rede ´e mais apraz´ıvel do que
cama. Posto que, isso at´e o Minist´erio P´ ublico Federal do Par´ a tem achado normal, at´e esta data,
16/01/2010. Na hora que souber que algum foi demitido e preso por tal coisa, coloco uma acr´escimo.
E nisso n˜ ao estou invadido vida privada de ningu´em, posto que, foram tais os que trouxe-na, safada-
mente sempre h´ a de ser, para dentro do processo p´ ublico, como mostro na pesquisa principal doc-
umento p´ ublico, trecho de uma Ata de Reuni˜ ao do Departamento de F´ısica/UFPa, comprovando.
A hip´ otese mais doentia que tais fazem ´e que nada disto tem qualquer influˆencia na forma¸ c˜ ao
por n˜ ao ouvirem nenhum estudante falando de nada disto pelos corredores, quando todos eles
aprendem desde do in´ıcio se calar, alguns da forma mais dura poss´ıvel, quando enxerga um desses
ou seus semelhantes; s´ o n˜ ao estamos perdidos de todo porque alguns desses depois que canta o
Hino Nacional tendo ` a frente um bando de fraudadores de conceitos e havendo sido exigido subir ao
palco para beijar o anel de um deles, indigna-se ante sua exigˆencia de n˜ ao babar muito, porquanto,
murmura pelos corredores ao ponto de motivar uma sindicˆ ancia que comprava tudo isso. No Dossiˆe
Saresp relato esse epis´ odio.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 95
E a este quesito se aplica tudo que disse do anterior, com mais os seguintes destaques:
I - A pobreza da forma¸ c˜ ao tem um ponto definitivamente distorcido que ´e o hist´ orico, posto
que, alguns desses nem sequer pode correr o risco de cometer um descuido que revele, por exemplo,
como foi que ingressou como docente de universidade p´ ublica. E nem estou agora apenas apenas
se referindo, como espero ter ficado claro, aos que ingressaram nos tempos obscuros da ditadura.
Nisso esse quesitos nos ´e revelador do deplor´ avel que h´ a nesse tocante na forma¸ c˜ ao, na qual o que
chamam de hist´ orica da matem´ atica, no geral, ´e como se s´ o tivesse deuses da bondade e tudo fosse
um conto de fada.
Pois, n˜ ao acredito que se tal quesito tivesse sido redigido por um americano, nem mesmo
esse teria coragem de contar uma baz´ ofia cient´ıfica dessa, pelo seguinte: os aliados decifraram os
c´ odigos dos nazistas, mas o pa´ıs que fez isso foi a Inglaterra, e n˜ ao os Estados Unidos. E o inglˆes
respons´ avel por esta fa¸ canha foi o matem´ atico Alan Mathison Turing (23/06/1912 - 7/06/1954).
Pior ainda ´e que por tal reda¸ c˜ ao o sujeito demonstra desconhecer tudo da hist´ oria da matem´ atica
moderna. Mais informa¸ c˜ oes em:
- www.turing.org.uk/turing/
- www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090911 turingbrowng.shtml
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Alan Turing
E comprovadamente a banca toda, nunca houve um apenas, n˜ ao entende absolutamente
nada do produto matem´ atico mais popular nos dias atuais em todo mundo: o computador. Posto
que, Alan Turin, ´e o pai da computa¸ c˜ ao moderna, porquanto, ´e o matem´ atico formulador dos
modos de processamento dos atuais computadores. Tal pessoa na sala de aula ´e capaz de matar
tudo quanto for estudante brilhante s´ o com o terr´ıvel ofuscamente que sai dos seus olhos. Eis s´ o
um pouco do preju´ızo que isso representa (g.n):
PROFESSORES USAM APENAS RECURSOS MAIS SIMPLES DO COMPUTADOR
da Agˆencia Brasil, em Bras´ılia, 27/12/2009
Uma pesquisa realizada pela Funda¸ c˜ ao Victor Civita em 400 escolas de 13 capitais brasileiras mostra que os
professores ainda d˜ ao preferˆencia aos programas mais simples, quando utilizam o computador com seus alunos.
Para a metade dos entrevistados, o software mais utilizado ´e o de edi¸ c˜ ao de texto, seguido por programas de
visualiza¸ c˜ ao de mapas e editores de apresenta¸ c˜ ao. Segundo o estudo, falta preparo aos docentes para inserir as
novas tecnologias de forma eficiente dentro de sala de aula. ¨A atividade mais realizada pelo professor com seus
alunos ´e editar, digitar e copiar conte´ udos¨, aponta a pesquisa.
Para o professor do Laborat´ orio de Novas Tecnologias Aplicadas na Educa¸ c˜ao (Lantec) da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), S´ergio Amaral, o investimento feito pelos governos
- federal, estaduais ou municipais - para equipar as escolas se tornam
:::::
¨uma
:::::::::::
estupidez¨ se n˜ao houver
prepara¸ c˜ao dos professores para trabalhar com as tecnologias. ¨N˜ao adianta nada instrumentalizar.
O computador j´a ´e uma realidade na escola, mas o problema fundamental ´e que o professor n˜ao
utiliza o recurso como instrumento did´atico.
´
E ´ınfimo o potencial que se est´a utilizando¨, aponta
o especialista.
Segundo Amaral, a falta de preparo vem da base, os pr´ oprios cursos de gradua¸ c˜ ao n˜ ao preparam os futuros edu-
cadores para a tarefa. E a maioria dos cursos oferecidos posteriormente, segundo ele, s˜ ao ¨instrumentais¨. ¨O que
o professor precisa n˜ ao ´e de um treinamento para dominar as tecnologias da inform´ atica. Mas para aprender como
usar esses recursos, qual ´e a did´ atica por tr´ as¨, defende. Para Amaral, quando o recurso ´e mal utilizado
acaba sendo apenas um gerador de despesas. ¨Um computador caro vira um retroprojetor¨.
E essa subutiliza¸ c˜ ao tem impacto no aprendizado do aluno. ¨A crian¸ ca j´a tem contato com o mundo
digital pelo celular, pelo videogame, nas lanhouses.
´
E preciso criar a aproxima¸ c˜ao desses sujeitos
[professor e aluno]. Caso contr´ario, o desinteresse e o distanciamento continuam sistˆemicos¨, diz.
O estudo aponta que apenas 28% das escolas contam com um professor orientador de inform´ atica. Segundo
ˆ
Angela Danneman, diretora executiva da Funda¸ c˜ ao Victor Civita, respons´ avel pela pesquisa, esse foi o modelo
adotado pelos sistema educacional brasileiro para introduzir e administrar as tecnologias nas escolas. ¨Onde esse
professor est´ a, o trabalho ´e melhor¨, aponta
ˆ
Angela. Mas ainda assim, em apenas 9% das escolas ele tem a fun¸ c˜ ao
de formar outros professores. ¨O importante ´e garantir a forma¸ c˜ ao de todos os professores, [o que vai] melhorar
a utiliza¸ c˜ ao da tecnologia como ferramenta para a aprendizagem de todos os conte´ udos¨, indica.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u671725.shtml, acesso jan/10
- DESPREPARO FAZ COMPUTADOR E INTERNET SEREM SUBUTILIZADOS NAS ESCOLAS, da Agˆencia
Brasil, em Bras´ılia, 27/12/2009
www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u671713.shtml, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 96
II - O quesito serve para desfazer dois poss´ıveis enganos:
1 - Achar ser a preocupa¸ c˜ ao aqui seja s´ o ensino p´ ublico. Isso ´e todo o (n˜ ao)educativo, tendo
como cerne a qualidade do (des)ensino da matem´ atica, que emana das universidades p´ ublicas. Essa
preocupa¸ c˜ ao maior da minha parte pelo p´ ublico ´e uma quest˜ ao ´etica, mas n˜ ao ´e s´ o. E o que esses
esqueceram enquanto faziam tal quesito, ante o vicio que adquiriram na rede p´ ublica, ´e que na rede
privada tem avalia¸ c˜ ao de tudo e conseq¨ uentes que pesa no que mais interessa: sal´ ario. Assim, depois
do vestibular muitas escolas da rede privada passa question´ ario aos seus alunos com perguntinhas
b´ asicas, tais como: ¨Tinha alguma coisa na prova que o docente n˜ ao falou em sala de aula?¨ e
¨O seu professor deixou de saber explicar alguma quest˜ ao que foi da prova?¨ Ou seja, n˜ ao se quer
discutir se f´ acil ou dif´ıcil, mas apenas se foi falado.
´
E municiada com tais coisas que coordena¸ c˜ ao
pedag´ ogica chama docente para ¨conversar¨.
Agora imagine em que situa¸ c˜ ao fica um docente, no geral, mais ainda, formado pela UFPa
e que do vestibular dessa, e na maioria dos question´ arios, as respostas para ambas ´e o mesmo n˜ ao.
´
E moral que a UFPa considere que tudo que consta nos livros did´ aticos distribu´ıdos pelo MEC
para rede p´ ublica n˜ ao ser suficiente para formatar sua prova de vestibular? Pode usar isso de forma
descarada e at´e prejudicar quem formou? Como fica tudo isso quando a quest˜ ao sequer tem como
ser resolvida por ningu´em s´erio e a universidade considera como certa?
2 - N˜ ao se disse aqui que pr´e-vestibular prepara o candidato para ter uma nota espetacular.
O seu compromisso ´e colocar o seu cliente dentro da universidade, n˜ ao importa se arrastando a
barriga, no murro ou jogado por cima do muro. Para tanto, o que preciso for ser feito torna-se-´ a
v´ alido. Se for preciso, como j´ a mostrei at´e ser muito necess´ ario, adestra-o e enche-o de todo tipo
de pegadinhas. Os limites que imp˜ oe ´e unicamente o tipo de prova. Se preciso for colocar as coisas
meia torta e at´e erradas, assim ser´ a; j´ a que foi a universidade p´ ublica assim dispor ningu´em vai
discutir isso.
A anula¸ c˜ ao do vestibular 2010 da UFPa n˜ ao foi fruto de um di´ alogo construtivo e maduro
entre docentes e universidade, mesmo estando ante uma aberra¸ c˜ ao patente. O determinante foi os
alunos tomarem as coisas nas suas m˜ aos, irem ` as ruas, invadirem gabinete do reitor e fazer corredor
polonˆes na passagem desse aos gritos de ¨moleque¨. Portanto, um epis´ odio grotesco e educacional-
mente imoral em todos os aspectos. Tanto por deixarem que fosse os estudantes em se pautarem
pela ´ unica solu¸ c˜ ao, sendo at´e a minimamente digna, quanto pela impunidade dos feitores dessa
barb´ arie. Ante tudo isso, haveria surpresa se os mesmos n˜ ao deixassem a marca da sua influˆencia
na qualidade da pr´ oxima prova?
O fato concreto ´e que pr´e-vestibular funciona mais como um ¨matador de ansiedade¨.
Isso ´e feito principalmente, mas n˜ ao s´ o, atrav´es do ¨estudo¨ repetitivo dos quesitos aplicados por
uma universidade para que o candidato, e s´ o usando a vista, tome o quesito por ¨familiar¨, um
velho conhecido. Da´ı em diante as coisas seguem dentro do poss´ıvel. Eis mais um exemplo, pois
tudo ´e um tratado:
Quest˜ ao7/2008 - O v´ertice da par´ abola y =
ax
2
+bx +c ´e o ponto (−2, 3). Sabendo que 5
´e a ordenada onde a curva corta o eixo vertical,
podemos afirmar que
(A) a > 1, b < 1 e c < 4
(B) a > 2, b > 3 e c > 4
(C) a < 1, b < 1 e c > 4
(D) a < 1, b > 1 e c > 4
(E) a < 1, b < 1 e c < 4
www.ceps.ufpa.br/daves/pss2008/Fase%
201/PSS2008 PROVA%20COMPLETA.pdf
Quest˜ ao 10/2010/PSS1(v´ alido) - O faturamento de uma em-
presa na venda de certo produto pode ser modelado por uma
fun¸ c˜ ao quadr´ atica, do tipo F(p) = a.p
2
+b.p+c, sendo p o pre¸ co
de venda praticado. A figura abaixo apresenta os faturamentos
obtidos em fun¸ c˜ ao do pre¸ co e o gr´ afico da fun¸ c˜ ao quadr´ atica
que aproxima esse faturamento.
Sobre os coeficientes da fun¸ c˜ ao quadr´ atica, ´e correto afir-
mar que
(A) a > 0, b < 0 e c < 0. (B) a < 0, b > 0 e c < 0
(C) a > 0, b < 0 e c > 0. (D) a < 0, b < 0 e c = 0.
(E)a < 0, b > 0 e c = 0 .
www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%201/PSS%202010%
201a%20Fase.pdf
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 97
Para entender a quest˜ ao do PSS1/UFPA/2010, a qual ´e simultaneamente errada, truque
e pegadinha, apresento antes o que atende n˜ ao especialista e o que tirou diplomas tal qual seus
elaboradores e nunca soube disso:
Nota T´ecnica - A concep¸ c˜ ao de N´ umeros Naturais N = ¦0, 1, 2, 3, ....¦ deixa proposi¸ c˜ ao simples assim: Dado
a ∈ N

= N − ¦0¦, n~ ao existe x ∈ N tal que x + a = 0. E como 0 + 0 = 0, se for dito que a, b ∈ N satisfaz
a +b = 0, ent˜ ao a ´ unica solu¸ c˜ ao ´e a = b = 0. Ou seja, a equa¸ c˜ ao do primeiro grau x +a = 0 com valores apenas
no conjunto N s´ o tem solu¸ c˜ ao em caso muito restrito.
Outra propriedade que fica das quantidades representadas por n´ umeros naturais ´e a Lei da Tricotomia:
dadas duas quantidades naturais A e B, i.e, representadas por n´ umeros naturais, temos: I s˜ ao iguais ou II : A ´e
maior que B (B menor que A) ou III : A ´e menor que B ( B ´e maior que A). Mais formalmente: dados m, n ∈ N,
vale apenas um dos seguintes casos I

: m = n ou II

: m = n + 1 + + 1 ou III

: n = m + 1 + + 1. Ou
equivalentemente I

: m = n ou, para algum p ∈ N

, II

: m = n + p ou III

: n = m + p
Usando ainda em adicional os s´ımbolos < (menor do que) e > (maior do que), essa fica, respectivamente:
m = n ou m < n(n > m) ou n < m(m > n).
Ante isso ficam senten¸ cas abertas dos seguintes tipos: para um dado b ∈ N, temos:
a) x ∈ N; x > b. Significa: todo valor natural maior do que b e nenhum outro;
b) x ∈ N; x ≥ b. Significa: todo valor natural igual ou maior do que b e nenhum outro;
De forma an´ aloga isso faz sentido para valores Inteiros ( Z = ¦. . . , −3, −2, −1, 0, +1, +2, +3, . . . ¦), Racionais
( Q = ¦
a
b
; a ∈ Z e b ∈ Z

¦) e Reais (R). Entretanto, n˜ ao vale para N´ umeros Complexos (C = ¦z = a+ib; a, b ∈
R, onde i
2
= −1¦, a = parte real de z = Re(z) e b = parte imagin´ aria de z = Im(z)), isto ´e, se aparecer em
algum texto um dos s´ımbolos, < ou >, entre dois n´ umeros complexos com parte imagin´ aria n˜ ao-nula o sentido
deve ser um outro diferente deste.
Esse arcabou¸ co alguns desses o toma por chatice, pedantismo e inutilidade. Mas ´e o rigor
matem´ atico o que imp˜ oe assim para tornar poss´ıvel aprendizagem e tentar evitar interferˆencias
indevidas. Pois, todo tipo de interferˆencia indevida abre espa¸ co para explora¸ c˜ oes asquerosas, como
essas aqui demonstradas haver por dentro de tais sistemas de vestibulares das p´ ublicas. Eis o caso:
Quest˜ ao 7/2010/PSS1(v´ alido) - Um vendedor ` a procura
de emprego recebeu duas propostas de trabalho: a Loja
A lhe ofereceu um sal´ ario base de R$ 500,00, acrescido
de uma comiss˜ ao de 3sobre o total de sua venda men-
sal; a concorrente Loja B ofereceu R$ 700,00 de sal´ ario
base e uma comiss˜ ao de 2%. Consideradas essas duas
propostas, ´e correto afirmar:
(A) Para uma venda mensal de R$ 15.000,00, a Loja A
remunera o vendedor em R$ 800,00.
(B) Indiferentemente de quanto venda por mˆes, o vende-
dor ter´ a maior remunera¸ c˜ ao na Loja A.
(C)
:
A
::::::
partir
:::
de
:::::::::
25.000,00 em vendas, o vendedor rece-
ber´ a maior remunera¸ c˜ ao na Loja B.
(D)
::
A
::::::
partir
::
de
:::::::::
20.000,00 em vendas, o vendedor re-
ceber´ a maior remunera¸ c˜ ao na Loja A.
(E)
:
A
::::::
partir
:::
de
:::::::::
18.000,00
:::
em
:::::::
vendas, o vendedor rece-
ber´ a maior remunera¸ c˜ ao na Loja A.
http://www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%201/
PSS%202010%201a%20Fase.pdf
Minhas Anota¸ c˜ oes: Sejam R
A
e R
B
as
remunera¸ c˜ oes nos respectivos casos, A e B.
Pelos dados, temos: R
A
= 500 + 0, 03x e
R
B
= 700 + 0, 02x. Da igualdade R
A
=
500 + 0, 03x = R
B
= 700 + 0, 02x, temos
que x = 20.000. E desde que ambas as re-
munera¸ c˜ oes s˜ ao fun¸ c˜ oes afim, portanto, os
gr´ aficos s˜ ao retas, temos a seguinte con-
figura¸ c˜ ao.
Assim, o ditado pela matem´ atica foi jogado no lixo pela banca que seria de matem´ atica
para usar coisa do tipo ¨A partir de ר, quando isso nunca foi definido em ponto algum da
matem´ atica, podendo significar, al´em de in´ umeras coisas, que:
i) s´ o acontece para valores maiores do que ×;
ii) s´ o acontece para × e valores maiores do que ×;
iii) acontece para valores maiores do que ×, mas nada impede que tamb´em aconte¸ ca em outros
valores;
iv) acontece em × e para valores maiores do que ×, mas nada impede que tamb´em aconte¸ ca
em outros valores.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 98
Ou seja, a banca sequestra o poder que sempre foi da Matem´ atica, o de conceituar, arrogando-
se do poder de definir o que precise, como quiser e usar como for conveniente. Com isso toma para
si o poder de fazer o que achar melhor da vida de todos. Logo, uma vez dispondo de poder fazer
do seu gosto a carca¸ ca do que ir´ a preencher o quesito, sendo como no caso, at´e de carni¸ ca, todo
que sequer chegar perto n˜ ao deixar´ a de sair sujo.
´
E por isso que nem adianta fazer recurso,
dado que, simplesmente j´a impuseram na marra os ¨fundamentos¨ que formatam suas
¨raz˜ao¨. Entretanto, isso ´e apenas o mais b´ asico do arsenal que disp˜ oem para silenciar todo que
gostaria de contestar algo.
J´ a os dados estat´ısticos das notas, m´edia 10 por disciplina, e n´ıvel de concorrˆencia, lem-
brando que ainda faltam duas provas, PSS2 e 3, hoje ´e 15/01/2010, formam um quadro dantesco.
E o que mais produz um processo avaliativo destrambelhado s˜ ao conclus˜ oes tortas, tais como
a que sai diretamente dessas m´edias: os alunos paraenses apresentam n´ıvel de aprendizagem em
L´ıngua Portuguesa inferior ao de outras, especialmente Alem˜ ao. N˜ ao ´e segredo que o custo mais
alto desta pesquisa, se houver algum dia recurso para tal, ser´ a para coloc´ a-la nos termos exigi-
dos pela norma culta. E h´ a estudos indicando ser L´ıngua Portuguesas uma das mais intrincadas
ainda em uso pela humanidade, j´ a que os Romanos n˜ ao criaram o Latim para fazer comunicadores
loquazes os s´ uditos seus que tomavam por b´ arbaros. Digo que ainda pelo seguinte: h´a quem de-
fenda quem tem essa por na nacionalidade dedicar mais a outra ante `a necessidade de
melhor absor¸ c˜ao dos conhecimentos cient´ıficos. Leia:
VIS
˜
AO DE FUTURO
´
E URGENTE!
Por V´ıtor Oliveira Jorge, Professor decano da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, 2009-12-14
Portugal ´e um pa´ıs de cultura antiga e de imensos atractivos num mundo globalizado, onde
o inglˆes se imp˜ os como a l´ıngua de comunica¸ c˜ao. A maior parte do conhecimento produz-se e
transmite-se hoje em inglˆes. At´e para promover a ¨cultura portuguesa¨ ´e preciso fazˆe-lo por
m´ ultiplas vias, em inglˆes. Ora, como podem as nossas universidades competir na Europa e no
mundo se n˜ao fornecerem cursos em inglˆes, a pre¸ cos competitivos?
Fonte: www.cienciahoje.pt/index.php?oid=37940&op=all, acesso jan/10
A discuss˜ ao que expus antes, no Dossiˆe Internacional h´ a um pouco mais, indica outra coisa.
Fazer ensino da matem´ atica significa primeiro entender os conceitos quanto concep¸ c˜ ao cient´ıfica.
Depois vir´ a linguagem, simbolismo, cultura, etc para tornar esses vivos, dialog´ aveis, portanto,
fluindo pelas dobras sociais, o que ´e aprendizagem. O proibido ´e a forma como elaboraram, depois
que sai do dom´ınio dos componentes da banca e dos que nada podem al´em de concordar, n˜ ao deixa
margem para os que v˜ ao se submeter responder com base numa constru¸ c˜ ao racional, j´ a que deixar
de marcar um dos itens ´e uma imposi¸ c˜ ao do processo. Ou seja, esse quesito ´e um exemplo do uso
da lingua como arma de exterm´ınio da aprendizagem matem´ atica.
E tudo isso diz que ensinar matem´ atica, assim como qualquer coisa, n˜ ao ´e um ato simpl´ orio.
Por´em, ser imposs´ıvel como tal m´edia faz acreditar, e tal qual todo indicador da aprendizagem
matem´ atica do Brasil, vai muito al´em do desaforo. Isso j´ a deveria ter sido o suficiente para todo
perceber haver coisas incongruentes, e muita mesmo, no que est˜ ao fazendo de mais comum em
nome do ensino da matem´ atica. Uma prova definitiva ´e a seguinte:
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MACACO PRIMITIVO APRENDE CONCEITOS DE MATEM
´
ATICA
GIULIANA MIRANDA, colabora¸ c˜ ao para a Folha, 19/01/2010
A compreens˜ao de princ´ıpios b´asicos de matem´atica n˜ao ´e
exclusividade de humanos e seus ¨parentes¨ evolutivos mais
pr´ oximos, como o chimpanz´e. Cientistas alem˜aes descobriram
que o macaco reso, esp´ecie asi´atica que divergiu do homem
h´a 25 milh˜ oes de anos, ´e capaz de reter conceitos simples,
como ¨mais¨ e ¨menos¨.
¨Os resultados dos macacos, de certa forma, lembram o
est´agio inicial das capacidades cognitivas em crian¸ cas peque-
nas¨, disse `a Folha Andreas Nieder, neurocientista da Uni-
versidade de T¨ ubingen que liderou a pesquisa. Embora a desen-
voltura dos macacos com n´ umeros j´ a fosse conhecida, os resultados do
estudo - publicado nesta ter¸ ca-feira (19) no peri´ odico cient´ıfico ¨PNAS¨
- abordam a quest˜ ao por um ˆ angulo diferente. E em primatas evoluti-
vamente distantes dos humanos.
Einar Fredriksen/CC
Macaco reso repousa em ´ arvore; indiv´ıduos
da esp´ecie aprenderam conceitos matem´ aticos
simples sem memoriza¸ c˜ ao em estudo alem˜ ao
Melhores que universit´arios
Pesquisas anteriores na Universidade de Kyoto, no Jap˜ ao, j´ a haviam medido o desempenho cognitivo
de macacos, baseando-se principalmente na capacidade de memoriza¸ c˜ ao. Nesses testes, alguns chimpanz´es
chegaram a ter resultados melhores do que estudantes universit´ arios. Dessa vez, por´em, os cientistas quiseram
analisar at´e onde os macacos seriam capazes de ¨aprender¨ de fato, e n˜ ao apenas memorizar resultados das
opera¸ c˜ oes. No experimento alem˜ ao, os macacos tinham de distinguir figuras com ¨mais¨ objetos das figuras
com ¨menos¨ objetos.
Ao acertar, recebiam uma recompensa como est´ımulo. Para garantir que os macacos n˜ ao estariam simples-
mente decorando as figuras, os pesquisadores mudavam constantemente sua representa¸ c˜ ao gr´ afica. A forma, o
tamanho e at´e o espa¸ camento entre os objetos estava sempre variando. ¨A mera compreens˜ao da mag-
nitude num´erica n˜ao era suficiente. Eles tinham de entender princ´ıpios matem´aticos b´asicos e
n˜ao simb´ olicos para atingir o objetivo¨, diz Nieder.
Deu trabalho. Durante quase um ano, sua equipe se dedicou a ensinar o conceito de ¨maior¨
e ¨menor¨ aos resos. As regras das opera¸ c˜ oes foram apresentadas centenas de vezes em telas no
laborat´ orio, at´e que eles as aprendessem. Nos testes, quanto maior a diferen¸ ca entre as partes,
melhores eram os resultados dos macacos. Ou seja, para eles ´e bem mais f´acil, por exemplo,
reconhecer que ¨seis ´e maior que dois¨ do que acertar que ¨seis ´e maior que cinco¨.
Mapeamento cerebral
Ap´ os essa etapa, os cientistas se dedicaram a mapear ´ areas do c´erebro relacionadas a essas opera¸ c˜ oes. Eles
escanearam o c´ ortex pr´e-frontal - regi˜ ao abaixo da testa - dos macacos e mostraram que neurˆ onios ali ajudam
a processar conceitos matem´ aticos abstratos. Segundo os cientistas, o resultado ´e um passo importante
para entender como humanos chegaram `a interpreta¸ c˜ao de s´ımbolos num´ericos e aos sistemas
matem´aticos formalizados. ¨Opera¸ c˜ oes matem´aticas simb´ olicas podem cooptar ou ¨reciclar¨ os
circuitos pr´e-frontais para enriquecer e aumentar nossas capacidades matem´aticas simb´ olicas¨,
afirma Nieder, sugerindo a realiza¸ c˜ ao de testes comparativos entre humanos e macacos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u681440.shtml, acesso jan/10
Vamos aos acontecimentos gerais relacionados com o PSS1/UFPA/2010 que foi dado por
v´ alido (g.n).
PROFESSORES DENUNCIAM FALHA NA 1
a
FASE DO PSS
(Di´ ario Online com informa¸ c˜ oes da TV RBA), 11/01/2010
Professores de um cursinho de Bel´em entraram com um recuso na Justi¸ ca contra a Univer-
sidade Federal do Par´a, devido a primeira fase do PSS realizada no domingo (10). Segundo eles,
a universidade deixou novamente a prova de geografia com falhas graves que comprometeram
o processo seletivo.
Depois de uma avalia¸ c˜ ao realizada pelos professores, constatou-se que trˆes quest˜ oes estavam com
problemas. A quest˜ ao 16 estaria tratando de um assunto que n˜ ao faz parte do conte´ udo program´ atico, en-
quanto as outras duas n˜ ao apresentava nenhuma alternativa correta. O professor de geografia, Sampaio,
afirma que provavelmente fizeram a prova com muita pressa. Isso ´e um grande problema porque
as quest˜ oes ser˜ao anuladas e isso com certeza prejudicar´a aquele aluno que estudou e n˜ao vai
poder contar com esta pontua¸ c˜ao¨ diz o professor. Em nota, a UFPA diz que ainda n˜ ao recebeu nenhum
recurso e que o prazo de recebimento ´e de 48 horas, sendo que a universidade tem trˆes dias para se manifestar
sobre o caso.
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=74742 , acesso jan/10
Como ´e poss´ıvel haver educa¸ c˜ ao apenas tentando despertar de um pesadelo seguido de outro
e ainda com o mesmo cen´ ario? Ante isso, o pesadelo se torna o real e este apenas um quim´erico
acontecimento. Portanto, subverte quase todo os valores sociais quando torna at´e os mais horr´ıveis
del´ırios em realidade. E vitima de imediato o venha ser docente.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 100
´
E por isso que agora docente que expressa publicamente saber do quanto custa de trabalho
cada detalhe cobrado da sua mat´eria no vestibular o que transparece como um irrespons´ avel que
apenas quer destruir o que tais dizem ser patrimˆ onio do povo, reconhecem que muitos vivem at´e
na mis´eria para sustent´ a-la e chamam-na de Universidade P´ ublica. Eis a prova de que nem adianta
acordar:
PSS 2010: PROVA DA UFPA VOLTA A SER CONTESTADA
www.diariodopara.com.br, 12/01/2010
O clima predominante no Brasil ´e temperado e n˜ao tropical, conforme aprendemos na escola?
E S˜ao Paulo j´a era metr´ opole desde o s´eculo XVIII, ´epoca da Revolu¸ c˜ao Industrial, antes mesmo
da Inglaterra? Pois ´e, na prova de geografia da primeira etapa do Processo Seletivo Seriado da
Universidade Federal do Par´a (UFPA), aplicada anteontem, consta que sim, o que est´a sendo
contestada por professores.
Devido isso, mais uma vez, quest˜ oes da prova de geografia correm o risco de serem anuladas. Para o
professor de geografia do Sistema de Ensino Universo, Jurueno Sampaio, pelo menos trˆes das
cinco quest˜ oes da disciplina apresentam erro de conte´ udo ou te´ orico. ¨N´ os (institui¸ c˜ao) e outros
estabelecimentos de ensino vamos entrar ainda hoje (ontem) com recurso pedindo a anula¸ c˜ao
da quest˜ao 16 e mudan¸ ca de gabarito das quest˜ oes 17 e 19, baseado na bibliografia do pr´ oprio
edital, pois entendemos que os alunos que se prepararam n˜ao podem ser prejudicados com um
erro da banca¨.
Segundo Sampaio, a quest˜ao 16, que trata da reestrutura¸ c˜ao do espa¸ co mundial sob influˆencia
dos regimes socialistas do s´eculo XX, sobretudo nos pa´ıses do Leste Europeu e Uni˜ao Sovi´etica,
::::::::
trata-se
:::
de
:::::
uma
:::::::::::::::
desobediˆencia
:::
ao
::::::::::
conte´ udo
:::::::::
exigido
:::::
pela
:::::::::
primeira
:::::
fase - que considera apenas
os regimes socialistas contemporˆaneos, isto ´e, China e Coreia do Norte, na
´
Asia, e Cuba, na
Am´erica Latina.
A quest˜ao 17, por sua vez, diz respeito `a forma¸ c˜ao do espa¸ co urbano-industrial, onde aponta
a cidade de S˜ao Paulo como uma metr´ opole em ascens˜ao em plena ´epoca da Revolu¸ c˜ao Indus-
trial, no s´eculo XVIII. Segundo Sampaio,
:
a
:::::::
cidade
:::::
n˜ao
::::::::
passava
:::
de
::::
um
:::::::::
vilarejo
::::::
nesse
:::::::::
per´ıodo,
vindo a se tornar uma metr´ opole a partir da d´ecada de 1930, fruto do investimento adquirido
pela exporta¸ c˜ao de caf´e. Contudo, dentre as trˆes quest˜ oes, o professor destaca a 19 como a mais
absurda. ¨A alternativa considerada correta diz claramente que o Brasil ´e um pa´ıs de clima pre-
dominantemente temperado, o que n˜ao ´e verdade, pois cerca de 92% do territ´ orio correspondem
ao clima tropical¨.
PRESSA
Para o professor, o pouco tempo para a elabora¸ c˜ ao de um novo processo seletivo talvez tenha influenciado o
fechamento da prova. Al´em de geografia, candidatos e professores reclamaram muito da prova de filosofia, con-
siderada acima da m´edia para um exame de ensino m´edio. ¨Ineditismo, obediˆencia ao programa e nivelamento
compat´ıvel s˜ ao crit´erios b´ asicos para a elabora¸ c˜ ao dessas quest˜ oes. N˜ ao entendo como professores formados
foram capazes de cometer erros prim´ arios¨, alega.
Al´em dos docentes, os estudantes tamb´em estavam chocados com a not´ıcia. ¨
´
Egua, de novo? N˜ao
acredito! A gente se prepara o ano inteiro e esses professores s˜ao contratados s´ o para isso.
´
E
frustrante¨, desabafa Caroline de Souza, 17 anos, que presta o vestibular da UFPA pela primeira
vez. Procurada pelo DI
´
ARIO, a UFPA alegou, em nota, que at´e ontem n˜ao foi protocolado nenhum
recurso referente `a primeira fase do vestibular. Al´em disso, esclarece que o edital estabelece um prazo de
48 horas ap´ os a divulga¸ c˜ ao do gabarito - o que deve encerrar na tarde de quarta-feira, pois hoje (anivers´ ario de
Bel´em) n˜ ao ´e considerado dia ´ util para a institui¸ c˜ ao. Assim, os recursos protocolados dentro do prazo
ser˜ao apreciados pela Comiss˜ao Permanente de Processos Seletivos, emitindo os resultados em
at´e trˆes dias ´ uteis,
:::::::::
conforme
::
o
::::::::::::::
entendimento
:::::
das
:::::::::::
respectivas
::::::::
bancas. E, finalmente, considerou
natural o pedido de recursos, pois entende ser necess´ario para a garantia de qualidade dos
exames.
Esta ´e a segunda vez que a prova de geografia passa por problemas ainda na primeira etapa do vestibu-
lar, influenciando a vida de aproximadamente 50,4 mil candidatos inscritos, sendo cerca de 47,7 mil os que
realizaram a primeira etapa no ´ ultimo domingo. Um valor aproximado de R$ 1 milh˜ao foi gasto para
refazer toda a prova da UFPA, envolvendo investimentos na ´area de seguran¸ ca e mudan¸ cas na
log´ıstica (acesso `as provas) e na banca elaboradora de geografia.
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=74782, acesso jan/10
Nada mais traduz tudo com toda perfei¸ c˜ ao quando o ¨
´
Egua, de novo?¨ da estudante. E para
quem n˜ ao sabe, ¨´egua¨ ´e a express˜ ao da cultura paraense, com gestuais caracter´ısticos, equivalente
a que toda tem s´ o aplic´ avel em casos extremos e, sempre que poss´ıvel, bem longe das crian¸ cas.
J´ a essa informa¸ c˜ ao ¨a UFPA alegou, em nota, que at´e ontem n˜ ao foi protocolado nenhum recurso
referente ` a primeira fase do vestibular¨, tem os seguintes significados:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 101
a) a banca n˜ ao fez qualquer leitura do que constou na prova e do gabarito que foi liberado. Ou
seja, nem esses mesmo querem saber do que fez ou deixou de fazer daquilo que realmente vai definir
tudo.
b) se n˜ ao for protocolado nenhum recurso, nada ser´ a feito. Ou seja, se houver erro, pegadinha
ou qualquer outra falha que seja do interesse dos pr´e-vestibulares, como j´ a ocorreu in´ umeras vezes,
o sistema nada vai fazer. Lembro que docente da escola p´ ublica de muito tempo foi alijado disto.
Eis a prova (g.n):
UFPA RETIFICA GABARITO DA 1
a
FASE DO PSS 2010
www.diariodopara.com.br, 12/01/2010
O Centro de Processos Seletivos da UFPA (CEPS) divulgou na noite desta segunda-feira,
dia 11 de janeiro, corre¸ c˜ao no gabarito da prova de geografia referente `a primeira fase do
Processo Seletivo Seriado 2010, realizada no ´ ultimo domingo, dia 10. As quest˜ oes n
o
17 e n
o
19
da disciplina Geografia tiveram suas respostas retificadas, respectivamente, da alternativa ¨b¨
para ¨c¨ e de ¨c¨ para ¨b¨.
::
¨A
::::::
banca
::
da
::::::
prova
::
de
:::::::::
Geografia
::::::::
entregou
:::
as
:::::::
quest˜ oes
::::
em
::::
uma
::::::::::::
determinada
::::::
ordem.
:::::
Para
::::
fins
::
de
::::::::::
otimiza¸ c˜ ao
::
da
:::::::::::
formata¸ c˜ ao
:::
no
::::::::
caderno
::
de
::::::::
quest˜ oes
:::::
essa
::::::
ordem
:::
foi
:::::::::
alterada.
:::::::
Por´em,
::
o
:::::::
arquivo
:::::
com
:
o
::::::::
gabarito
:::::::::
publicado
::
no
::::
site
::::
n˜ ao
:::::
tinha
::::::::::::
acompanhado
:::::
essa
:::::::::
altera¸ c˜ ao¨, explicou o coordenador pedag´ ogico do CEPS. Tanto o antigo,
quanto o novo gabarito est˜ ao dispon´ıveis para consulta no ufpa.br”target=” blanksite do Centro de Processos
Seletivos da Universidade.
O equivoco foi diagnosticado pela banca de Geografia e imediatamente corrigido. Apesar do contratempo,
at´e o momento, nenhum recurso foi protocolado na Institui¸ c˜ ao.
40.662 estudantes participaram da primeira fase do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade Federal
do Par´ a. A prova foi reaplicada neste domingo, dia 10, em vinte e quatro munic´ıpios do Estado. 14,33% dos
47.513 candidatos que fariam a avalia¸ c˜ ao n˜ ao compareceram, totalizando 6.851 faltosos, sendo 4.368 faltosos
na Capital e 2.483 no interior do Par´ a. Este ano, 50.232 mil candidatos se inscreveram para concorrer a 6.152
vagas, em 144 cursos de gradua¸ c˜ ao.
(Di´ ario Online/ Ascom UFPA)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=74872&termo=ufpa, acesso jan/10
Quando o desleixo ´e de descuidar-se de manter compat´ıvel gabarito e ordem dos quesitos
de geografia, a qual foi a principal causadora do anulamento do processo anterior, ´e esperar muito
haver algum zelo em qualquer outro t´ opicos das demais. Com isso chegaram no que era apenas
poss´ıvel nos processos mais sabujos: levar mais de 24 horas para a banca notar haver in-
compatibilidades entre o gabarito liberado e o que achavam ser certo.
J´ a a ¨resposta¨ da dire¸ c˜ ao do sistema aparece em trecho de outra reportagem:
UFPA DIVULGA APROVADOS NA 1
a
FASE DO PSS 2010
www.diariodopara.com.br, 15/01/2010
SEM QUEST
˜
OES ANULADAS
Dos quatro recursos que a UFPA recebeu, solicitando a anula¸ c˜ao de quest˜ oes da prova, todos
foram indeferidos. Portanto, n˜ao h´a quest˜ oes anuladas nesta fase.
(Ascom/UFPA)
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=75283&termo=ufpa, acesso jan/10
E n˜ ao ´e resposta que uma entidade p´ ublica deve pelo seguinte: n˜ ao anunciou na sua p´ agina
nada al´em da troca, a qual at´e os docentes de pr´e-vestibular j´ a havia indicado ser necess´ aria. Pois,
tinha que disponibilizar os recursos e os laudos das bancas. Posto que, nas reportagens s´ o aparecem
trˆes sendo questionadas e dizendo que os docentes de geografia far˜ ao o recurso conjuntamente,
enquanto o sistema afirma que foram quatro. Que isso ´e interessante para todo que precisa da
ignorˆ ancia entendo at´e tapete vermelho nas portas de tudo quando ´e gabinete ao tomar-lhes por
competente, ´e verdade.
Lembrado que a pr´ oxima prova da UFPa, PSS2, ser´ a em 24/01/2010, hoje ´e 22/01, destaco
alguns desastres que j´ a est˜ ao consolidados pelo fato do n´ umero de vagas ofertadas ser superior ao
de candidatos aptos at´e agora.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 102
Fonte: www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%202/demanda 2a fase.pdf, acesso jan/10.
Se for do gosto do leitor, agrade¸ co quem conseguir fazer uma an´ alise disto sem esbarrar
numa grandiosa irresponsabilidade educacional. Vou fazer um passeio pelo Brasil e depois retorno
ao desfecho do caso UFPa/2010 e Novo Enem.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 103
RECORTE 12 - BARBARIDADE INSTITUCIONALIZADA FRUTIFICA
AT
´
E O QUE ALIMENTA QUEM DIZ SER CONTRA
¨Os crentes acompanhava-no. N˜ ao inquiriam para onde seguiam.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes.
Agora pe¸ co ao leitor que nunca estudou um assunto chamado C´ alculo Diferencial o m´ aximo
de paciˆencia, pois preciso antes fazer uma longa nota t´ecnica. E o que j´ a ´e um bom momento para
revisar e verificar se foi isso mesmo.
FUNDAMENTOS DA TEORIA DE LIMITE E DERIVADA - Na concep¸ c˜ ao primordial de
N´ umero Natural N = ¦0, 1, 2, 3, ...¦, fatos como ¨oito objetos repartidos igualmente entre 4 pessoas
determina dois objetos para cada uma dessas¨, ou equivalente, tem por simboliza¸ c˜ ao 8÷4 =
8
4
= 2 e que
possui diversas equivalˆencias, tais como: 8÷2 =
8
2
= 4 ou 42 = 8. Note que o conceito matem´ atico sobrevive
em todas as clturas que tenha definido o que ´e ¨objeto¨, ¨repartir¨, ¨igualmente¨ e o toma por ¨pessoa¨,
podendo mudar o operacional. E isso n˜ ao deve chocar ningu´em, posto que, o Brasil j´ a viveu situa¸ c˜ ao em que
o arcabou¸ co jur´ıdico destinado a quem o regime tinha por pessoa n˜ ao servia de nada ao acusado, precisando
apelar para leis de defesa dos animais.
S˜ ao fatos como n˜ ao haver sentido no arcabou¸ co das concep¸ c˜ oes equivalentes formados por essas anteriores
para
n
0
e
0
0
, por exemplo, os componentes da hist´ oria do zero e do longo tempo que levou para esse ser
introduzido como N´ umero Natural. J´ a a trivialidade que sempre houve em
0
n
, para todo n ∈ N

, for¸ cava
tornar tudo sem gra¸ ca. E, em toda s´erie N ⊂ Z ⊂ Q ⊂ R ⊂ C, o que ´e muito da hist´ oria, tais indetermina¸ c˜ oes
permanecem imut´ aveis.
Isso posto, ´e do que acontece, digamos assim, numa ¨ponta¨ dos Naturais. Falta do que acontece para o lado
da reticˆencia. Ou seja, a quest˜ ao do Infinito. O qual envolvem o n˜ ao cont´ avel tanto por uma impossibilidade de
concep¸ c˜ ao cultural [quando todo membro de uma comunidade s´ o sabe contar at´e dez, toda quantidade maior
´e incont´ avel, porquanto, h´ a v´ arios ¨infinitos¨, embora algumas ainda sejam rearranj´ avel em subquantidades
cont´ aveis], quanto pelo n˜ ao-realiz´ avel no sentido latu. E quando nessa o ensino da matem´ atica quase n˜ ao
atende ensinar nem mesmo at´e dois [´e isso que diz a m´edia do PSS1/UFPa/2010], abre espa¸ co para que todo
tipo de vigarice contamine o social. Come¸ cando isso por dentro do que tinha que ser educacional.
Como cultura grega antiga ´e a base essencial aqui, o culminante no tema infinito ´e Os Elementos de
Euclides (≈ 300a.C), no qual j´ a constava, portanto, referenciava o ensino formal, que uma quantidade era
n˜ ao-finita quando para dada qualquer quantidade finita dessa ainda deixaria algum componente fora dessa
contagem. E aparecia em trˆes quest˜ oes cruciais:
a) a reta como segmento extend´ıvel indefinidamente em ambas as dire¸ c˜ oes;
b) duas retas de um mesmo plano s˜ ao paralelas quando n˜ ao se intersectam. Isso significa que partindo de dois
segmentos e fazendo-os extender indefinidamente n˜ ao aparece intersec¸ c˜ ao, mesmo quando deixam de ser finito.
Mas, quando deixam de ser finito?
c) ser n˜ ao-finita a quantidade de n´ umeros primos (p ∈ N ´e primo quando os seus ´ unicos divisores s˜ ao 1 e p).
E aqui ensino formal denota o que pode ser tratado em sala de aula e determinar o processo avaliativo.
Jamais o unicamente a ser trabalhado por uma raz˜ ao muito simples: tudo isso comp˜ oe o que j´a se sabe,
faltando desenvolver o que n˜ao ´e conhecido (inova¸ c˜ao). Porquanto, esses fatos s˜ ao baseados na for-
maliza¸ c˜ ao do finito e n˜ ao no que viesse as ser uma quantidade infinita. Ou seja, prova-se que a quantidade de
n´ umero primos, por exemplo, n˜ ao pode ser finita.
Tanto era assim que um dos axiomas euclidiano ´e o todo sempre ser maior do que qualquer parte sua,
quando se sabia que os Pares, por exemplo, embora fosse uma parte pr´ opria (h´ a natural que n˜ ao ´e Par), era
uma quantidade n˜ ao-finita tanto quando os Naturais. Bem como, todo conhecimento matem´ atico da ´epoca
estava centrado e focado na finitude e, no m´ aximo, tocando no n˜ ao-finito apenas por uma quest˜ ao pr´ atica de
n˜ ao conseguirem reduzirem ao finito, jamais por concep¸ c˜ ao do que viesse ser formalmente uma quantidade
infinita.
E, voltando ` a cultura cuja contagem seja limitada a dez objetos, surge um problema para quem concebeu
ser poss´ıvel contar al´em disto e que, esclare¸ co mais uma vez, n˜ ao acho ser nada assim aplic´ avel ao avaliativo
comum. Como explicar isso aos demais? Que estrat´egias podem lev´ a-los refletir nisso? Como incorporar isso
na cultura, porquanto, desenvolver m´etodo de ensino e aprendizagem?
Esse dado, de que a matem´ atica Grega Antiga tentava tangenciar-se ao m´ aximo da quest˜ ao do infinito,
deixa claro haver at´e uma profunda ojeriza cultural nesse tema. De fato, a finitude tornara-se at´e obsess˜ ao
dos pitag´ oricos, os quais representavam, diria que dominavam, o fazer matem´ atico. E de todos que trataram
a quest˜ ao do infinito foi o fil´ osofo-matem´ atico, embora nessa ´epoca n˜ ao havia tal distin¸ c˜ ao, Zen˜ao de El´eia
( ≈ 450a.c). E o m´etodo mais eloq¨ uente que usou para propagar a quest˜ ao foi anunciar que Aquiles, ent˜ ao
s´ımbolo da ligeireza humana, perderia uma corrida para uma tartaruga. Embora, assim como quase tudo deste
tempo, tudo que de fato ele queria se perdeu, o inacredit´ avel ´e que tenha feito isso para combater as id´eias
de infinitude, posto que, isso estaria de conformidade com a cultura da ´epoca e a quem assim procede n˜ ao
passa para humanidade como um louco varrido, como foi o seu caso. Al´em disso, o formalismo matem´ atica
que surgiu cerca de 2000 depois lhes deu toda raz˜ ao. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 104
Uma (re)leitura dos questionamentos de Zen˜ao ´e a seguinte: Considere um ponto imaterial chamado Aquiles
e um outro chamado de tartaruga, ambos numa mesma reta e separados por um certo espa¸ co, sendo que estes
andam no mesmo sentido. O ponto Aquiles, antes de andar todo o percurso que o separa do ponto tartaruga, tem
que primeiro percorrer a metade deste, assim como antes de andar a metade restante, tem que percorrer a metade
desta e assim sucessivamente. Sendo Aquiles um ponto imaterial, este dever´ a percorrer infinitas metades. Mas, se
tudo for dentro de um quantitativo finito, como dizia, Aquiles n˜ ao consegue vencer nem todas essas metades do
que o separa do ponto tartaruga, quanto mais ultrapassar este.
Vejamos um formalismo matem´ atico que isso produz. Considere o segmento de reta AB com AB = 1 unidade.
Um ponto se deslocando de A sobre este na dire¸ c˜ ao de B, percorrendo metade do que falta em cada vez, o total
percorrido ´e: ∆ =
1
2
+
1
4
+
1
8
+
A B
[ [ [ [ [
1
2
1
4
1
8
O primeiro fato ´ obvio ´e que ∆ ≤ 1. Supor que ∆ < 1 tamb´em n˜ ao ´e poss´ıvel, posto que, em algum momento,
pela forma na qual o ponto desloca e a imaterialidade deste, o total vai superar este valor. Portanto, uma
conclus˜ ao poss´ıvel ´e que ∆ =
1
2
+
1
4
+
1
8
+ = 1. Algumas conseq¨ uˆencias disso, e muito longe de ser todas, s˜ ao:
a)
´
E poss´ıvel que a soma de uma quantidade n˜ ao-finita seja uma valor finito;
b) Simbolizando uma quantidade infinita por ∞, temos: ∆ =
1
2
+
1
4
+
1
8
+ =

¸
n=1
1
2
n
= 1. Como isso, concebe-se
agora o que alguns chamam de naturais extendido, N = ¦0, 1, 2, 3, . . . , ∞¦.
Tudo isso avan¸ ca para Z = ¦−∞, , −2, −1, 0, +1, +2, , +∞¦ = Z
¸
¦−∞, +∞¦, Q =
Q
¸
¦−∞, +∞¦, R = R
¸
¦−∞, +∞¦. E o operat´ orio b´ asico fica o seguinte: (+∞)+(+∞) = +∞, (−∞)+(−∞) =
−∞, (+∞) (+∞) = (−∞) (−∞) = +∞, (+∞) (−∞) = (−∞) (+∞) = −∞. E casos como
(±∞) − (±∞), (±∞) ÷ (±∞), (0) (±∞)? De princ´ıpio, indefinidos. E h´ a um por´em: o infinito que acom-
panha R, n˜ ao ´e da mesma natureza dos demais. Pesquise Teoria dos Transfinitos de Georg Cantor.
No caso em se tenha uma fun¸ c˜ ao de dom´ınio real com valores reais, f : D
f
⊂ R −→R, o arcabou¸ co anterior
pode ser lido da seguinte forma: tentar determinar atrav´es da f um valor que dependa dos valores x ∈ D
f
pr´ oximos de um fixado p. Isso significa que f(p) n˜ ao precisa necessariamente ser definida neste e nem quando
ocorrer seja esse o valor procurado. Quando o dom´ınio da f for [a, b] ou (a, b) ou [a, b) ou (a, b] os pontos p ∈ [a, b]
s˜ ao os que dizemos ser pr´ oximo do dom´ınio de f. E provado que os valores de f(x) est˜ ao todos pr´ oximos de um
determinado valor L ∈ R quando x ∈ D
f
fica pr´ oximo de p, chamamos L o Limite da fun¸ c˜ ao no ponto p. Como
se faz formalmente para dizer que um valor real x ´e pr´ oximo, dado que isso depende de interpreta¸ c˜ oes pessoais?
Considerando que [x −p[ < δ, para todo δ > 0. Logo, o dito pode ser formalizado assim: Dizemos que o limite da
fun¸ c˜ ao f em um ponto p ´e L quando para todo δ > 0 e sempre que [x −p[ < δ, fica determinado > 0, que pode
depender de δ, tal que [f(x) − L[ < . Isso ´e simbolizado por lim
x→p
f(x) = L. E mais: uma vez satisfeito, esse
valor ´e ´ unico.
Ou seja, o que isso formaliza ´e que quando para todo > 0 ´ e poss´ ıvel mostrar que L − < f(x) < L + ,
admite-se que o valor do limite da fun¸ c˜ ao ´e L. No ¨´e poss´ıvel mostrar¨ h´ a uma s´erie de fatores. Por exemplo, tome
f(x) =

1 + 8x −1
x
. Note que para x = 0, a express˜ ao produz
0
0
e, portanto, f(0) ´e indeterminado. Entretanto,
limite, ao contr´ ario do valor da fun¸ c˜ ao, n˜ ao precisa ser necessariamente no ponto, mas pr´ oximo deste. Nesse caso,
para x pr´ oximo de 0 (x ≈ 0)e diferente deste, temos que

1 + 8x + 1 ,= 0 e, porquanto, a seguinte ´ algebra ´e
leg´ıtima

1 + 8x −1
x


1 + 8x + 1

1 + 8x + 1
=
(1 + 8x) −1
x (

1 + 8x + 1)
=
8x
x

1 + 8x + 1
=
8

1 + 8x + 1
. Agora essa ´ ultima
express˜ ao para x = 0 produz 4. Ante isso, lim
x→0
f(x) = lim
x→0

1 + 8x −1
x
= 4. Ou seja, indo direto ao ponto ´e
vis´ıvel uma incongruˆencia terr´ıvel. Por´em, afastando-se um pouco deste ´e poss´ıvel fazer uma ´ algebra e, como que
limpa a vista, aparece um valor unicamente determinado.
E se o valor de f(0) estivesse definido j´ a era o limite? N˜ ao necessariamente, como ocorre no seguinte exemplo:
g(x) =


1 + 8x −1
x
, se x ,= 0
10, x = 0
. Pois, lim
x→0
g(x) = 4, dado que segue tal qual o anterior, enquanto g(0) = 10,
por defini¸ c˜ ao. E quando acontece que lim
x→p
f(x) = f(p), por defini¸ c˜ ao, a fun¸ c˜ ao ´e dita Cont´ınua no ponto x = p.
Depois de firmado conceito de limite, portanto, adquirindo habilidades nos seus m´etodos e t´ecnicas, e ainda
para o caso de ser em R, o pr´ oximo conceito ´e o de Derivada da fun¸ c˜ ao no ponto p ∈ D
f
. Essa nasce do seguinte:
dado um ponto

p, f(p)

do gr´ afico de uma fun¸ c˜ ao f, por esse passam infinitas retas. Entretanto, se o gr´ afico
nesse for suave tal como um peda¸ co de par´ abola, por exemplo, uma dessas se destaca por passar tangenciando
ao gr´ afico, que ´e chamada de Reta Tangente. E pela Geometria Euclidiana, uma reta precisa de dois dos seus
pontos para ser determinada. J´ a Geometria Anal´ıtica indica que dados dois pontos (x
1
, y
1
) e (x
2
, y
2
) de uma reta,
n˜ ao-paralela ao eixo-y, todo ponto (x, y) dessa satisfaz a equa¸ c˜ ao:
y −y
1
x −x
1
=
y
2
−y
1
x
2
−x
1
= tg θ = m, onde θ ´e o
ˆ angulo que a reta faz com o eixo-x e a sua tangente, m, ´e o Coeficiente Angular. Ante isso, temos que a equa¸ c˜ ao
da reta ´e y −y
1
= m(x −x
1
) ∴ y = m(x −x
1
) + y
1
. Ou seja, precisa de um ponto e do coeficiente angular.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 105
Foi nesse ponto que entrou pessoas geniais, tais como Galileu Galilei (1564 - 1642), Pierre de Fermat (1601
- 1665), Sir Isaac Newton (1643 - 1727), Gottfried Wilhelm von Leibniz (1646 - 1716), Ren´e Descartes
( 1596 - 650), assim como tantos outros, e todos vasculhando os prim´ ordios dos questionamentos de Zen˜ao. O
que foi sistematizado foi o seguinte: Como s´ o ´e dado um ponto do gr´ afico, tome, para h · 0, outro ponto deste

p + h, f(p + h)

. Agora a reta que possa por esses dois ponto ´e Secante ao gr´ afico, tendo
f(p + h) −f(p)
h
por
Coeficiente angular, tamb´em conhecido por Quociente de Newton. O qual em h = 0 ´e a indetermina¸ c˜ ao
0
0
.
E caso lim
h→0
f(p + h) −f(p)
h
exista, esse valor ser´ a,
concordando com a id´eia geom´etrica de mover a reta secante
para posi¸ c˜ ao tangente mantendo fixa em

p, f(p)

, atribu´ıdo
ao coeficiente angular da reta tangente em

p, f(p)

.
Esse limite especial recebe o nome de Derivada da fun¸ c˜ ao
no ponto p e algumas nota¸ c˜ oes s˜ ao f

(p) ou
df
dx
(p) ou
df
dx

x=p
.
Nota: fazendo h = x − p, ent˜ ao lim
h→0
f(p + h) −f(p)
h
=
lim
x→p
f(x) −f(p)
x −p
e ainda, caso exista a derivada no ponto p,
a equa¸ c˜ ao da reta tangente ´e y −f(p) = f

(p)(x −p)
Temos:
a) Fun¸ c˜ ao Constante: f(x) = c ∈ R para todo x ∈ D
f
, ent˜ ao f

(x) = 0;
b) Para f(x) = x
3
,
f(p + h) −f(p)
h
=
(p + h)
3
−p
3
h
=
p
3
+ 3hp
2
+ h(3hp + h
2
) −p
3
h
=
3hp
2
+ h(3hp + h
2
)
h
=
3p
2
+3hp +h
2
. Assim, lim
h→0
f(p + h) −f(p)
h
= lim
h→0
[3p
2
+3hp +h
2
] = 3p
2
. E serve para ilustrar o caso geral: Para
cada n ∈ N da derivada de f(x) = x
n
´e f

(x) = (x
n
)

= nx
n−1
;
c) sen

(x) = cos(x), cos

(x) = −sen(x),

e
x

= e
x
;
Valem as seguinte propriedades, supondo f(x) e g(x) deriv´ aveis:
P
1
:

f(x) ±g(x)

= f

(x) ±g

(x) P
2
:

λ f(x)

= λ f

(x), para todo λ ∈ R.
E essas duas indicam que:

a
n
x
n
+ a
n−1
x
n−1
+ + a
1
x + a
0

= na
n
x
n−1
+ (n−1) a
n−1
x
n−2
+
+ a
1
P
3
[Regra de Leibniz]

f(x) g(x)

= f

(x) g(x) + f(x) g

(x)
P
4
:

f(x)
g(x)

=
f

(x) g(x) −f(x) g

(x)
[g(x)]
2
, onde g(x) ,= 0
P
5
[Rega da Cadeia] [f
0
g]

(x) =

f(g(x))

= f

g(x)

g

(x)
Por essa ficam fatos assim: sen

(λx) = (λx)

cos(λx) = λcos(λx) e

e
λx

= e
λx

λx

= λ e
λx
, ∀λ ∈ R
Outro tema que derivada envolve ´e varia¸ c˜ ao da fun¸ c˜ ao. E por defini¸ c˜ ao, uma fun¸ c˜ ao f ´e Crescente [Decres-
cente, respect.] numa regi˜ ao K ⊂ D
f
quando sempre que x
1
< x
2
ocorre que f(x
1
) ≤ f(x
2
) [ f(x
1
) ≥ f(x
2
),
respect.], para x
1
, x
2
∈ K. E Estritamente Crescente [Estritamente Decrescente, respect.] quando a de-
sigualdade ´e estrita. E dizemos que x
0
∈ D
f
´e Ponto de M´aximo Global [Ponto de M´ınimo Global, respect.]
de f quando f(x) ≤ f(x
0
) [ f(x) ≥ f(x
0
) ]. J´ a x
0
∈ D
f
´e dito de Ponto de M´aximo Local [Ponto de M´ınimo
Local] quando existe δ > 0, tal que (x
0
− δ, x
0
+ δ) ⊂ D
f
com f Crescente [Decrescente] em (x
0
− δ, x
0
) e
decrescente [ crescente] em (x
0
, x
0
+ δ)
Um resumo disto no ensino b´ asico ´e:
i) f(x) = ax + b ´e Crescente [Decrescente] quando a > 0 [a < 0];
ii) f(x) = ax
2
+bx +c e a > 0: Decrescente em (−∞, x
v
] e Crescente em [x
v
, +∞), onde x
v
= −
b
2a
´e abscissa do
v´ertice da par´ abola;
iii) f(x) = a
x
, 0 < a ,= 1: Decrescente para 0 < a < 1 e Crescente para a > 1
iv) f(x) = log
a
x, 0 < a ,= 1: Decrescente para 0 < a < 1 e Crescente para a > 1
Nota: Para e ≈ 2, 718, Constante de Neperiana, log
e
´e denotado por ln (logaritmo natural) e a
x
= e
(lna)x
, 0 <
a ,= 1
v) f(x) = sen(x), por exemplo, ´e Crescente em [−
π
2
,
π
2
] e Decrescente [
π
2
,

2
].
Todos esses conceitos envolvendo m´ aximo e m´ınimo existem sem precisar de derivada e um resultado geral
´e: Toda fun¸ c˜ao cont´ınua em [a, b] possui ponto de M´aximo Global e de M´ınimo Global. Entretanto,
t´ecnicas para determin´ a-los sem derivadas s˜ ao escassas, sem o caso da par´ abola o padr˜ ao sem isso. E uma conex˜ ao
´e a seguinte: f deriv´ avel e crescente [decrescente] numa regi˜ ao K quando f

(x) ≥ 0, ∀x ∈ K [ f

(x) ≤ 0, ∀x ∈ K
].
Caso, por exemplo, x
0
seja ponto de M´ aximo Local, ent˜ ao f ´e crescente (x
0
−δ, x
0
),i.e, f

(x) ≥ 0 em (x
0
−δ, x
0
)
e f ´e decrescente (x
0
, x
0
+ δ), i.e, f

(x) ≤ 0 em (x
0
, x
0
+ δ). Disto, se existe, f

(x
0
) = 0. Analogamente, se x
0
for
M´ınimo Local, ent˜ ao f

(x
0
) = 0
Definindo x
c
∈ D
f
como sendo Ponto Cr´ıtico de f quando f

(x
c
) = 0 ou f

(x
c
) n˜ ao existe, temos: para
encontrar os pontos de m´ aximo e m´ınimo de uma fun¸ c˜ ao f determina-se os pontos cr´ıticos e estuda-se esses e os
pontos de fronteira do seu dom´ınio, se houver.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 106
Dessa formula¸ c˜ ao de c´ alculo de limite e suas t´ecnicas nasce o que hoje no Brasil, em grande
parte, ´e a primeira disciplina de matem´ atica dos cursos de gradua¸ c˜ ao das ´ areas de ciˆencia e tecnolo-
gia. Havendo curso, como o de licenciatura em matem´ atica da UFPA/Bel´em, no qual isso ainda n˜ ao
´e no primeiro semestre. E como fato ilustrativo, o total pelo Brasil ´e uma trag´edia de propor¸ c˜ oes
horrorosa, silenciosa, portanto, dos 140 calouros da UFPA que ingressaram em 2009 nos cursos de
gradua¸ c˜ ao em Estat´ıstica, F´ısica e Qu´ımica, apenas 13(treze) foram aprovados nessa disciplina.
Ante tudo isso, ´e escandaloso que
diplomado em matem´ atica ilustre um
caso envolvendo Zen˜ao exatamente da
forma que o faz transparecer o mais
aguerrido dos loucos que j´ a houve na
hist´ oria da ciˆencia, porquanto, como
se nunca tivesse passado de um imbecil.
E, lamentavelmente, uma vez
pensando ser Zen˜ao nada mais do
que um destrambelhado, o que acha e
ensina por C´ alculos n˜ ao pode deixar
de ser uma coisa desconjuntada, tosca
e eivada de absurdos.
Portanto, o feito comp˜ oe, j´ a que
nos outros Dossiˆes provo fatos con-
gruentes deste por todo o ensino no
Brasil, uma deforma¸ c˜ ao da forma¸ c˜ ao
em matem´ atica que bloqueia o acesso a
um dos conhecimentos mais essenciais
do fazer cient´ıfico. E n˜ ao ´e o recente,
mas o j´ a fundamentado at´e o s´eculo
XIX.
UFF/2010
www.vestibular.uff.br/2010/provas/etapa1/vestibular%20uff%202010%20-%20prova%
20area%20iii.pdf , acesso jan/2010
Vejamos da barb´ arie institucionalizada no tema em documento oficial do MEC. A base ´e
cat´ alogo do Programa Nacional do Livro para o Ensino M´edio-PNLEM, www.fnde.gov.br/index.php/
pnld-consultas, acesso Jan/10:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 107
Registre que s´ o h´ a no programa recomenda¸ c˜ ao especial para Minas Gerais. E, salvo um
esquecimento da comiss˜ ao de avalia¸ c˜ ao, as trˆes cole¸ c˜ oes em destaque s˜ ao as ´ unicas a ter algo de
C´ alculos. Reproduzo o quanto diz haver disto em cada e alguns coment´ arios que essa fez:
a) P´ ag. 23 - Matem´ atica Ensino M´edio, Volumes 1, 2 e 3,
K´ atia Stocco Smole e Maria Ignez Diniz, 5
a
edi¸ c˜ ao, Editora
Saraiva
- 3
a
S´erie - Parte 5 -
´
Algebra, Polinˆ omios, N´ umeros complexos,
Equa¸ c˜ oes polinomiais, Taxa de varia¸ c˜ao de fun¸ c˜ oes.
b) P´ ag. 30 - Matem´ atica Aula por Aula, Volumes 1, 2 e 3,
Benigno Barreto Filho e Cl´ audio Xavier da Silva, 2
a
edi¸ c˜ ao
renovada, Editora FTD
- 3
a
S´erie: Limites: defini¸ c˜ao e propriedades; fun¸ c˜ oes
cont´ınuas; limites fundamentais; limites infinito e no
infinito. Derivadas: defini¸ c˜ao e significado geom´etrico;
derivada de potˆencias, senos, co-senos, exponenciais
e logaritmos; propriedades de opera¸ c˜ oes; derivada
de compostas; derivada da fun¸ c˜ao inversa; pontos de
m´aximo e m´ınimo e pontos de inflex˜ao.
p´ ag. 35, consta o seguinte: ¨Constam da obra no¸ c˜ oes de
limites e derivadas, que podem ser aproveitadas no programa,
::::::::::::
simplesmente
:::::::::::
suprimidas
:::
ou
::::::::::::
ministradas
::::
aos
:::::::
alunos
:::::
mais
:::::::::
avan¸ cados,
:::::
sob
::::::
forma
::::
de
:::::::::
trabalho
::::::::
dirigido
:::
ou
::::
em
::::::
aulas
::::::::::::::
complementares.¨
c) P´ ag. 37 - Matem´ atica Completa, Volumes 1, 2 e 3, Jos´e
Roberto Bonjorno e Jos´e Ruy Giovanni, 2
a
edi¸ c˜ ao renovada,
Editora FTD
- 3
a
S´erie: Limites: propriedades; fun¸ c˜ao cont´ınua.
Derivadas: taxa de varia¸ c˜ao m´edia; derivadas;
velocidade escalar instantˆanea; acelera¸ c˜ao escalar
instantˆanea; estudo da varia¸ c˜ao das fun¸ c˜ oes.
P´ ag. 37 ¨A sele¸ c˜ ao de t´ opicos, coerentemente ordenada por
cap´ıtulos, corresponde ` aqueles tradicionalmente abordados
no ensino m´edio e encerra-se com uma Introdu¸ c˜ ao ao C´ alculo,
::::
tema
::::::::::::::
ordinariamente
:::::::::
estudado
:::
no
::::::
ensino
::::::::
superior.¨
P´ ag. 39-40 - A an´ alise de fun¸ c˜ oes estende-se com uma
Introdu¸ c˜ ao ao C´ alculo,
:::::
tema
:::
do
:::::::
ensino
::::::::
superior
:::::
que,
::::
em
:::::
geral,
::::::::::
apresenta
::::::::::::::::::
severas dificuldades
:::
ao
::::
ser
::::::::::
adaptado
::::
aos
:::::::
projetos
:::::::::::
pedag´ ogicos
::::
das
:::::::
escolas.
P´ ag. 40 ¨Caso a Introdu¸ c˜ ao ao C´ alculo n˜ ao seja incorporada
ao projeto pedag´ ogico, eventualmente surgir´ a tempo ocioso
na integraliza¸ c˜ ao da terceira s´erie¨
P´ ag. 41
::::
¨Sob
:::::
esse
::::::::
aspecto,
::
a
::::::::::::
substitui¸ c˜ ao
::::
da
::::::::::
Geometria
::::::::
Anal´ıtica
:::::::::
Espacial
:::::
pela
:::::::::::
Introdu¸ c˜ ao
:::
ao
::::::::
C´ alculo
::::::::::
permitiria
:::::
maior
:::::::::::
articula¸ c˜ ao
:::::
com
:::
o
::::::
bloco
:::::::::
tem´ atico
::::::
sobre
:::::::::
sistemas
::::::::
lineares.¨
A barb´ arie come¸ ca ser oficializada por dentro do ensino da matem´ atica no Brasil quando a
comiss˜ ao, a qual ´e a representante maior em tudo, n˜ ao tem sequer uma posi¸ c˜ ao coerente no tema
C´ alculo, indo desde do poss´ıvel a ser suprimido, ser trocado por outro tema e at´e ser ¨tema ordi-
nariamente estudado no ensino superior¨ e ainda com o que disseram no seguinte:
P´ ag. 61 - [ Matem´ atica, Volume ´ unico, Luiz Roberto Dante, 1
a
edi¸ c˜ ao, Editora
´
Atica] RECOMENDAC¸
˜
OES
AO PROFESSOR; ¨A obra analisada contempla os t´ opicos usualmente abordados no ensino m´edio,
::::
mas
::
o
::::::::::
professor
:::::
deve
:::
ser
::::::::::
advertido
::::::::
quanto
::
`a
::::::::
omiss˜ao
:::
de
:::::
dois
:::::::::::
relevantes
:::::::
temas:
:::::::
limites
::
e
::::::::::
derivadas.
Por motivos pedag´ ogicos,
:::
um
::::::::::::
tratamento
::::::::::::
satisfat´ orio
:::
de
:::::
tais
::::::::
t´ opicos
::::::
talvez
::::::
deva
::::
ser
::::::::::::
postergado
::
ao
:::::::
ensino
:::::::::
superior, mas a sua eventual inclus˜ao no ensino m´edio, se corretamente implementada,
pode propiciar ao aluno estrat´egias eficazes de resolu¸ c˜ oes de certos exerc´ıcios, notadamente
aqueles relacionados `a an´alise de fun¸ c˜ oes elementares. Assim, conv´em salientar que a op¸ c˜ao
metodol´ ogica da obra n˜ao fornece subs´ıdios ao professor no que diz respeito a esse aspecto.¨
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 108
Lembro que estamos no cerne, Matem´ atica/UFRJ, de tudo que ´e concebido atualmente por
desenvolvimento cient´ıfico e tecnol´ ogico. Um exemplo do tamanho da desgra¸ ca:
ENGENHARIA: PROBLEMA COMEC¸ OU NOS ANOS 80
Ministro defende refor¸ co educacional
Geralda Doca e Eliane Oliveira - O GLOBO, 01-FEV-2010
BRAS
´
ILIA - O gargalo de m˜ao de obra de engenharia no Brasil teve origem nos anos 80, afirma
o presidente da Associa¸ c˜ao Brasileira das Ind´ ustrias de Base (Abdib), Paulo Godoy. Como havia
poucas obras, n˜ ao existia perspectiva consciente de crescimento profissional para engenheiros - muitos migraram
at´e mesmo para o mercado financeiro. Agora, foram retomados grandes projetos de energia el´etrica, saneamento
b´ asico, transportes e habita¸ c˜ ao.
- H´a muitos casos de engenheiros aposentados que est˜ao sendo convidados a voltar ao trabalho -
diz.
A Petrobras, por exemplo, vai contratar dois mil engenheiros nos pr´ oximos trˆes anos nos
subsetores mecˆanico, el´etrico e eletrˆ onico. Jos´e Eduardo Figueiredo, da empresa Iesa
´
Oleo e G´as,
:::::
conta
:::::
que
::::::
levou
::::
seis
:::::::
meses
::::::
para
::::::::::
encontrar
::::
um
::::::::::::
engenheiro
:::::
com
::::::::::::
experiˆencia
::::::
para
:::::
uma
:::::::::
refinaria
:::
do
:::::::::
Nordeste. A companhia tamb´em costuma importar engenheiros da Argentina e do Chile.
Preocupado com o d´eficit de engenheiros em ´areas estrat´egicas, o ministro do Desenvolvimento,
Miguel Jorge, defende um urgente esfor¸ co na ´area educacional. Ele prop˜ oe, por exemplo, que
bancos p´ ublicos e privados financiem a gradua¸ c˜ao de estudantes de baixa renda para que, ao serem
contratados, eles possam pagar o empr´estimo com os sal´arios que receber˜ao como formados: - O
pa´ıs ficou de 25 a 30 anos sem investimentos em grandes obras. Sem contar que, hoje, ´e mais barato para as
universidades oferecerem vagas em ciˆencias humanas que em exatas.
Diretor de RH da Mc Lane, empresa que oferece servi¸ cos de log´ıstica, transporte, armazenagem
e gerenciamento de estoque, Fernando Lima sente diretamente os efeitos do apag˜ao.
::::
N˜ao
:::::::::
consegue
:::::::::
contratar
:::::::::
pessoal
::::::::::::::
especializado
::::
em
::::::::::::
engenharia
:::
e
:::::::::::
tecnologia
::::
da
::::::::::::
informa¸ c˜ao
:::::
nem
::::::::::::::
supervisores
::
e
::::::::
gerentes
::::
na
:::::
´area
::::
de
::::::::::
log´ıstica. A empresa, que tem 1.600 funcion´arios, cresceu 120% em 2009,
e espera registrar o mesmo ´ındice em 2010. - As vagas est˜ao permanentemente abertas. H´a uma
guerra por talentos e acabamos perdendo profissionais - conta Lima.
Educadora e graduada em engenharia mecˆanica na Universidade de Bras´ılia (UnB), A´ıda Fadel
destaca que 50% dos alunos desistem no meio do curso. Ela coordena o Projeto de Educa¸ c˜ ao em Ciˆencias
Continuadas de Engenharia (Precoce), desenvolvido em conjunto por governo e CNI, para despertar o interesse
de estudantes do ensino m´edio por engenharia. - A ideia ´e que o aluno perceba a aplica¸ c˜ ao pr´ atica da f´ısica, da
qu´ımica, da matem´ atica, da inform´ atica e da biologia no seu cotidiano.
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=5051&Itemid=50,
acesso Fev/10
´
E desesperador, sendo ameno, que um problema dessa relevˆ ancia e magnitude seja negli-
genciado por uma comiss˜ ao nacional de avalia¸ c˜ ao do livro did´ atico. Tudo fica ainda pior pelo fato
do quantitativo dos estudantes no ensino b´ asico privado ser insignificante, mesmo que n˜ ao fosse,
para ao menos amenizar esse problema. E a comiss˜ ao torna tudo at´e muito mais grave quando
demonstra desprezo pela rede p´ ublica, ante o seguinte:
P´ ag. 48: [ Matem´ atica e suas Tecnologias, Volumes 1, 2 e 3, Angel Pand´es Rubi´ o Luciana e Maria Ternuta de
Freitas, 1
a
edi¸ c˜ ao Editora IBEP] RECOMENDAC¸
˜
OES AO PROFESSOR: ¨o professor deve ser alertado
quanto `a completa omiss˜ao da obra em rela¸ c˜ao a t´ opicos exigidos em concursos vestibulares, tais
como se¸ c˜ oes cˆ onicas, limites e derivadas.¨
O que leva essa achar haver alguma relevˆ ancia aprovar livro did´ atico para rede p´ ublica
omitindo t´ opicos essenciais em concursos e vestibulares? Por que afinal essa acha que tais en-
frentam doze anos, no m´ınimo, de bancos escolares dentro das piores adversidades? Ante isso, o
j´ a milagroso, ingressar no ensino superior, torna-se um pesadelo mesmo que s´ o ir at´e a metade do
curso. Como acreditar ser essa composta por docentes p´ ublicos? Quais fatores, fora uma deforma¸ c˜ ao
nos seus processos de forma¸ c˜ ao, explicam tanto desprezo, abandono desses valores e sonhos at´e.
E o que mostra ser toda essa barb´ arie institucionalizada nas entranhas do MEC ´e esse trecho:
¨Alguns t´ opicos usualmente presentes no estudo da trigonometria podem ser dispensados,
como, por exemplo, as outras trˆes raz˜ oes trigonom´etricas (e.n: trata-se de co-tangente, secante
e co-secante), as f´ ormulas para sen(a + b) e cos(a + b),
:::
que
:::::::
tanto
::::::::
exigem
::::
dos
:::::::
alunos
:::::
para
:::::::
serem
:::::::::::::
memorizadas¨. Em, ORIENTAC¸
˜
OES CURRICULARES PARA O ENSINO M
´
EDIO/MEC,
Volume 2: Ciˆencias da Natureza, Matem´atica e suas Tecnologias, p´ag. 74.
HTTP://PORTAL.MEC.GOV.BR/SEB/ARQUIVOS/PDF/BOOK VOLUME 02 INTERNET.PDF, acesso jan/2010
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 109
O CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO-UFRJ/2010
Relatos de anos anteriores da UFRJ constam no Dossiˆe Vestibulares Sudeste. As provas
UFRJ/2010, gabaritos e o que chamam de resolu¸ c˜ ao, constam nos seguintes endere¸ cos, acessados
em jan/10:
- www.acessograduacao.ufrj.br/2010/home.html
- www.acessograduacao.ufrj.br/downloads/Concurso 2010 Prova 1.pdf,
- www.acessograduacao.ufrj.br/downloads/Concurso 2010 Gabarito Prova 1 atualizado 13012010.pdf
Todo o livro did´atico de matem´atica, sem nenhuma exce¸ c˜ao, editados no Brasil,
porquanto, os que o MEC compra para rede p´ ublica, s´ o define Probabilidade Discreta.
A qual ´e dada pelo quociente
N´ umero de Eventos Favor´ aveis
N´ umero Total de Eventos
. Esse ¨n´ umero¨ ´e de contagem, i.e.,
valor natural e, portanto, resultando sempre um valor racional. Entretanto, esse conceito aplicado
ao quesito, j´ a que ambas as quantidades de pontos s˜ ao infinitas, produz a indetermina¸ c˜ ao


. E, a
pr´ opria resposta que deram,
2π + 3

3
375
, por ser irracional (prove!), j´ a deixa patente n˜ ao ser esse o
conceito de probabilidade que usaram.
Note que consta no quesito ¨Suponha que a probabilidade de que o ponto P perten¸ ca a uma
regi˜ ao contida em S seja proporcional ` a ´ area da regi˜ ao¨ e usaram na ¨resolu¸ c˜ ao¨ que ¨Por hip´ otese,
a probabilidade de que o ponto P perten¸ ca a uma regi˜ ao F, contida em S,
:
´e
::::::
dada
:::::
pela
::::::
raz˜ ao
:::::::
entre
:
a
:::::::::
medida
:::
da
:::::
´ area
:::
de
:::
F
:
e
::
a
:::::::::
medida
:::
da
:::::
´ area
:::
de
::
S¨, quando n˜ ao ´e sempre verdadeiro que dizer haver
proporcionalidade implique ser de imediato a raz˜ ao. Ou seja, ser a constante de proporcionalidade
igual a 1. Isso ´e a hip´ otese que se faz no que ´e chamada de Probabilidade Cont´ınua.
No Dossiˆe Unesp (Complementar do Sudeste), fa¸ co com mais detalhes, j´ a que essa aplicou
quesito nesse tema tamb´em. E um dos pouco livros no tema poss´ıvel de ser encontrado em nossas
bibliotecas da ´ area, como do IM-UFRJ, ´e:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 110
Lembro que n˜ ao sou contra haver em qualquer vestibular problemas envolvendo matem´ atica
avan¸ cada para o nosso Ensino M´edio, no sentido de n˜ ao constar em todo livro did´ atico distribu´ıdo
pelo MEC para rede p´ ublica. Entretanto, deve ser em parte separada da prova dos demais e in-
dicando que todo que a fizer, e queira, pode ingressar em curso de Exata e Tecnol´ ogico com uma
boa parte da gradua¸ c˜ ao j´ a creditada, qui¸ c´ a toda. Assim como, toda universidade pode requerer ao
MEC incluir nos livros o conte´ udo que considere necess´ ario.
O pr´ oximo indica que nada disto ´e pelo fato da banca ter uma alta qualidade em matem´ atica
e esquecido que estava fazendo uma prova para pessoas comuns. E representa um risco terr´ıvel da
banca ter atuado al´em da desqualifica¸ c˜ ao do ensino da matem´ atica.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 111
´
E verdade que a maioria dos livros did´ aticos do PNLEM s´ o exp˜ oe par´ abola com eixo de
simetria paralelo ao eixo − y do sistema cartesiano, sendo isso uma desqualifica¸ c˜ ao de tais obras.
E o Pa´ıs confia, estamos mostrando que cegamente em todas e mais ainda na UFRJ, ser a sua
atua¸ c˜ ao sempre qualificadora destas. Portanto, ´e o justo no vestibular nada ser tirado do m´erito de
quem resolveu tal qual a banca. Entretanto, esta desconsiderar caso elementar num tema secular,
´e incompat´ıvel para qualquer universidade. Vou delinear algumas hip´ oteses e conseq¨ uˆencias disto:
- Apenas esqueceram de colocar como hip´ otese que a par´ abola era do tipo padr˜ ao. Posso garantir
que nesse vestibular milhares de jovens foram reprovados em reda¸ c˜ ao por uma raz˜ ao muito simples:
o que disse num par´ agrafo em fun¸ c˜ ao do que achou ter escrito antes era falso, por haver esquecido
de escrever tal coisa. E o que barra o ingresso n˜ ao deveria ser cometido t˜ ao singelamente por
quem nunca saiu.
- N˜ ao sabia, mas j´ a aprendeu lendo em prova de algum candidato. Nesse caso, aprendiz de
matem´ atica elementar seleciona o ingressante;
- Sabia, mas n˜ ao acha haver nada de interessante nos casos mais gerais. Se esse ´e o caso, fica
¨admir´ avel¨ constatar haver diplomado em matem´ atica que acha haver fatos dessa nada relevante.
- Nunca souberam disto. Se assim for, o que sabem no tema ´e inferior ao que j´ a ensinava
Hip´atia de Alexandria, uma das primeiras professora de matem´ atica que a hist´ oria registra e
que foi barbaramente assassinada em 415 d.C. Fato este que marca o inicio da Idade M´edia cient´ıfica
no ocidente. Ficando como tenebroso o risco de at´e haverem zombado de candidato que tentou fazer
por completo.
J´ a o menos imprevis´ıvel ´e que depois de tantas descomposturas avaliativas essa deixasse de
levar tudo ao limite e seguir por dentro do intoler´ avel:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 112
Os erros matem´ aticos s˜ ao os seguintes:
- A medida da diagonal de um quadrado de lado a, pelo Teorema de Pit´ agoras, ´e d = a

2.
Ficando imediato, por ser assunto do Ensino Fundamental, que quando a medida do lado ´e valor
racional o da diagonal ´e irracional. Assim, nos quadradinhos que marquei no item, dado que os
lados s˜ ao de medidas 1/2, d ´e irracional. Por outro lado, o desenho indica que 3d ´e exatamente
todo segmento, o qual mede 2. Ou seja, isso afirma que que 3d = 2 ∴ d = 2/3, o que ´e absurdo,
pois o mais primordial de tudo no ensino ´e evitar sequer indu¸ c˜ ao ao erro.
- A hip´ otese feita, ¨Seja F ´e uma figura plana¨, n˜ ao exclui que F seja, por exemplo, uma reta
euclidiana, a qual s´ o pode ser recoberta por uma quantidade infinita de quadrados de lado unit´ ario,
i.e., n(1) = +∞. Por isso log n(1) = +∞, o que torna
log n(1)
log 2
.
1
k
= +∞, ∀k ∈ N e, portanto,
lim
k→∞

2+
log n(1)
log 2
.
1
k

= +∞e diz ser falso lim
k→∞

2+
log n(1)
log 2
.
1
k

= 2 como foi dito na ¨resolu¸ c˜ ao¨.
E tudo refor¸ ca que a tese de que tudo ´e apenas por esquecimento dos membros da banca ´e falsa.
N˜ ao obstante ser caracter´ıstica dessa deforma¸ c˜ ao, como narrei na p´ ag. 18 e na pesquisa prin-
cipal fa¸ co constar toda documenta¸ c˜ ao, diplomados quando precisa se faz de t˜ ao imbecil ao ponto
de assinar parecer em processo p´ ublico dizendo n˜ ao perceber diferen¸ ca entre ¨ˆ angulos intervalos¨
e ¨ˆ angulos internos¨, vou come¸ car pelo que pode ser atribu´ıda com maldade com os estudantes da
rede p´ ublica.
Essa come¸ ca quando a comiss˜ ao do PNLEM/Matem´ atica, p´ ag. 106, n˜ ao fez pesquisa com os
sistemas de vestibulares das universidades p´ ublicas para deixar uma tarja bem definida no cat´ alogo
que o docente usaria na escolha do livro did´ atico, quais, especialmente no caso de limite e/ou
derivadas, usam isso nas suas provas. E isso s´ o se aplica aos membros da comiss˜ ao que n˜ ao eram
de universidade assim procede, jamais aos tenha influˆencia na sua, qui¸ c´ a feitor, cujo conte´ udo pro-
gram´ atico do certame consta isso.
Nessa cadeia de maldades Secretaria Estadual de Educa¸ c˜ ao, por lei respons´ avel por Ensino
M´edio, forma mais um elo quando n˜ ao tem equipe t´ecnica para acompanhar tudo que acontece nos
vestibulares das p´ ublicas do seu Estado e exigir dos docentes s´ o adotar livro que atendam essas.
Isso mesmo que o docente n˜ ao queira ou n˜ ao possa ensinar algum t´ opico, mas para que, pelos
menos, o estudante possa estud´ a-lo. No caso do Rio de Janeiro, nada disto encontrei na p´ agina da
Seduc. solicitei atrav´es do Fale Conosco [registro 5433] informa¸ c˜ ao, em 02/02/10, das estat´ısticas
dos livros do PNLEM adotados em 2009 em toda rede e aguardo.
O ´ obvio ´e que tanta maldade, j´ a que espa¸ co para isto sequer devia existir, sai dessa ` a des-
onestidade rapidamente e chega sem cerimˆ onia quando tudo isso ´e comparado com o programa de
matem´ atica que consta no manual do candidato da UFRJ/2010. Leia (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 113
MATEM
´
ATICA
A prova de Matem´atica tem os seguintes objetivos: avaliar a capacidade do candidato
de interpretar
:::::::::::
enunciados
:::::::
l´ ogicos e gr´aficos,
::
de
:::::::::::
expressar
::::
seu
::::::::::::
racioc´ınio,
:::::
seja
::::
em
:::::::::::
linguagem
::::::::::::
matem´atica
::::
ou
::::
em
::::::::::::
linguagem
::::::::::
corrente,
::
e
::::
de
:::::::::
utilizar
::
a
:::::::::::::
Matem´atica
:::::::
como
::::::::::::::
instrumento
:::
de
:::::::::::::
interpreta¸ c˜ao, an´alise e solu¸ c˜ao de problemas reais. Especificamente, acrescente-se aos objetivos
descritos
:
a
::::::::::
avalia¸ c˜ao
::::::::::
criteriosa
::::
dos
:::::::::::::::
conhecimentos
::::::::::
m´ınimos
:::::::::::::::
indispens´aveis
:::
ao
:::::
bom
:::::::::::::
desempenho
:::
dos
::::::::
alunos
:::
em
:::::::
cursos
:::::
que
:::
se
::::::::
ap´ oiam
::::::
numa
:::::::
s´ olida
::::::::::
forma¸ c˜ao
::::::::::::
matem´atica.
PARTE 1 - ARITM
´
ETICA,
´
ALGEBRA E AN
´
ALISE
- No¸ c˜ oes de L´ ogica.
- No¸ c˜ ao intuitiva de conjunto. Opera¸ c˜ oes com conjuntos.
- Sistemas de numera¸ c˜ ao. N´ umeros naturais, inteiros, racionais e reais: propriedades, opera¸ c˜ oes, ordem,
valor absoluto e proporcionalidade. N´ umeros complexos: formas trigonom´etrica e alg´ebrica, representa¸ c˜ ao
e opera¸ c˜ oes.
- Fun¸ c˜ oes: gr´ aficos e opera¸ c˜ oes. Inversa de uma fun¸ c˜ ao. Estudo das seguintes fun¸ c˜ oes reais: 1o grau, 2o grau,
m´ odulo, exponencial e logar´ıtmica.
- Equa¸ c˜ oes e inequa¸ c˜ oes de 1o e 2o graus. Sistemas de equa¸ c˜ oes e inequa¸ c˜ oes de 1o e 2o graus.
- Seq¨ uˆencia: no¸ c˜ao intuitiva de seq¨ uˆencia e de limite de uma seq¨ uˆencia. Progress˜ oes aritm´eticas e
geom´etricas. Juros simples e compostos.
- Polinˆ omios, Rela¸ c˜ oes entre coeficientes e ra´ızes. Teorema Fundamental da
´
Algebra.
- An´ alise combinat´ oria. Binˆ omio de Newton. No¸ c˜ oes de probabilidade.
PARTE 2 - GEOMETRIA E TRIGONOMETRIA
- Geometria plana - Figuras planas: caracteriza¸ c˜ ao e propriedades. Teorema de Tales. Semelhan¸ ca de triˆ angulos
e pol´ıgonos. Rela¸ c˜ oes m´etricas em triˆ angulos, pol´ıgonos regulares e c´ırculos. Per´ımetros e ´ areas de figuras
planas.
- Geometria espacial - Posi¸ c˜ oes relativas de retas e planos. Poliedros, prismas, pirˆ amides, cilindros, cones
e esferas: ´ areas e volumes. S´ olidos semelhantes. Troncos. Inscri¸ c˜ ao e circunscri¸ c˜ ao de s´ olidos. Superf´ıcies e
s´ olidos de revolu¸ c˜ ao.
- Trigonometria - Arcos e ˆ angulos, rela¸ c˜ oes entre arcos. Fun¸ c˜ oes trigonom´etricas. Sistemas de Medida.
PARTE 3 -
´
ALGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANAL
´
ITICA NO PLANO E NO ESPAC¸O
- Opera¸ c˜ oes com vetores de R2 e R3.
- Reta e circunferˆencia no R2.
- Elipse, hip´erbole e par´ abola no R2: equa¸ c˜ oes cartesianas, representa¸ c˜ ao gr´ afica e identifica¸ c˜ ao dos elementos.
- Reta, plano e esfera no R3: equa¸ c˜ oes e identifica¸ c˜ ao dos elementos.
- Matrizes: opera¸ c˜ oes. Inversa de uma matriz.
- Transforma¸ c˜ oes lineares simples do R2 e R3.
- Determinantes de matrizes 2x2 e 3x3.
- Sistemas de equa¸ c˜ oes.
Fonte: http://www.acessograduacao.ufrj.br/downloads/Concurso 2010 Manual.pdf,p´ ag. 22, acesso fev10
O anteriormente exposto mostra que nem o introdut´ orio do programa foi respeitado e vai
al´em na desonestidade avaliativa quando ante um programa que consta meramente ¨No¸ c˜ oes de
probabilidade¨ a banca elabora e obriga candidato responder Quest˜ ao do n´ıvel dessa n´ umero 4.
havendo, embora tais coisas ser imposs´ıvel por depender de ter acesso a todas as prova, coisa que
n˜ ao acontece se n˜ ao via judicial e nem sem uma resistˆencia feroz do sistema, os seguintes fatos por
equacionar:
- Nenhum fez tal quest˜ ao - Em que isso favorece ao processo? Al´em do espantamento para que
aluno da rede p´ ublica tome o rumo de pr´e-vestibular, isso ´e sempre ´ util quando se precisa apontar
ingressante como nem t˜ ao capaz assim por ter certeza absoluta que nenhum fez toda prova.
´
E por
isso, como aconteceu na UFPA, p´ ag. 106, mesmo quando se atinge n´ıvel do mais b´ arbaro, ningu´em
se preocupa com nada e, portanto, serve como sedimentador de outros desrespeitos dos direitos do
estudante. Isto ´e, serve de instrumento para institucionalizar barb´ arie dentro do educacional.
- Algu´em a fez - Como a probabilidade disto ter sido por algu´em haver ensinado s´ o pelo o
depreendeu do programa oficial ´e quase nula, vale muito descobrir se isso n˜ ao foi pelo fato deste
ter ¨decorado¨ o que consta como ¨resolu¸ c˜ ao¨ deste similar do vestibular da Unesp/2009.2. Bem
como, se a banca da UFRJ tamb´em n˜ ao fez ¨inspirada¨ no mesmo, porquanto, cometeu tais erros
pelo fato da sua congˆenere ter feito o mesmo impunemente. Assim como, mostro um caso do qu˜ ao
perigoso ´e deixar que tais coisas continuem t˜ ao comum quanto sempre foram.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 114
UNESP/2009 - meio do Ano
Fonte: www1.curso-objetivo.br/vestibular/
resolucao comentada/ online/index.asp?img=01,
acesso ag/09
ANULAC¸
˜
AO DE QUEST
˜
OES DO BANCO CENTRAL
Enviado por Sylvio Motta, 3.2.2010
A Funda¸ c˜ao Cesgranrio acaba de divulgar no seu site
um comunicado anulando as quest˜ oes 1, 2, 4 e 5 da prova de
Conhecimentos Gerais/L´ıngua Portuguesa, para o cargo de
Analista (todas as ´ areas), e das quest˜ oes 9 da prova de L´ıngua
Portuguesa e 36 da prova de Racioc´ınio L´ ogico Quantitativo,
para o cargo de T´ecnico (todas as ´ areas) dos concursos para o
Banco Central, em virtude de terem sido aplicadas em
outros concursos, ou seja, n˜ao eram quest˜ oes in´editas.
Um dos pilares da lisura do processo seletivo atrav´es
de concursos ´e o ineditismo das quest˜ oes. Quando esse
paradigma ´e quebrado todo o sistema fica compro-
metido. Princ´ıpios com o da igualdade, da eficiˆencia
e da publicidade acabam inexoravelmente afetados
tamb´em. A pr´ opria credibilidade da Funda¸ c˜ ao Cesgranrio
acaba arranhada com este triste epis´ odio, n˜ ao obstante a pronta
resposta que veio atrav´es da anula¸ c˜ ao das quest˜ oes supracitadas.
E isso acaba suscitando um novo problema: can-
didatos que teriam errado as referidas quest˜ oes ter˜ao
seus pontos consignados com a anula¸ c˜ao, e, por isso,
sair˜ao beneficiados pela inc´ uria dos respons´aveis pelo
pl´agio evidente. Como consequˆencia, existir˜ao aqueles
que, da condi¸ c˜ao de reprovados, passaram a de aprova-
dos, usurpando a vaga de outros que acertaram essas
quest˜ oes, mas erraram outras que n˜ao foram anuladas.
Tudo isso gera ang´ ustia, incerteza e injusti¸ ca.
A situa¸ c˜ ao ´e mais grave na prova de L´ıngua Portuguesa
para o cargo de Analista, posto que das dez, quatro quest˜ oes
restaram anuladas por pl´ agio, ou seja, quarenta por cento da
prova. Com isso fica seriamente comprometida a eficiˆencia da
avalia¸ c˜ ao nesta mat´eria. Resta agora o debate sobre o que seria
mais razo´ avel: anular o concurso ou manter os resultados.
Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/vagas/posts/2010/02/03/
anulacao-de-questoes-do-banco-central-263271.asp, acesso
fev/10
Quando pesquisar envolvendo sistema p´ ublico, como acontece no Brasil, j´ a deixa tudo rar-
efeito por falta de informa¸ c˜ oes, n˜ ao cabe nem tentar envolvendo privada. Mas, fica definido que
tudo ´e um processo que contamina desde do ingresso no ensino superior at´e na hora de conseguir
o emprego.
E ainda encontrando algum que fez essa quest˜ ao da UFRJ e que sempre estudou na rede
p´ ublica, h´ a uma pergunta fundamental para fazˆe-lo: o que ele acha do ensino p´ ublico? E outra
essencial: algum docente de matem´atica nessa jornada foi formado pela UFRJ? Quando
isso ficara subdivido em duas vertentes: esse ter ou n˜ ao passado nesse vestibular da UFRJ. E o que
pode revelar muitos segredos: se esse fez pr´e-vestibular, revis˜ ao que seja.
No cerne de tudo isso fica determinado um processo de esclerosamento da rede p´ ublica do
ensino b´ asico. O qual ´e mais perniciosamente perigoso por ser executado por dentro das entranhas
de uma entidade p´ ublica e altamente insuspeita. E, reafirmo, h´ a inocentes contribuindo para tudo
isso e outros at´e tentando minorar parte do problema por via que mant´em intacto todo fator do
processo.
E apenas como refor¸ co, reproduzo trecho do livro MATEM
´
ATICA (Ciˆencia e Aplica¸ c˜ oes),
Gelson Iezzi, Osvaldo Dolce, David Degenszajn, Roberto P´erigo e Nilze de Almeida, p´ ag. 293-294,
Ed. Atual Editora, FNDE/PNLD 129001/L, tido como um dos mais adotados, para mostrar o
m´ aximo do que ´e poss´ıvel ser atendido, portanto, limitante do a ser cobrado em vestibular de
p´ ublica, pelo t´ opico ¨no¸ c˜ ao intuitiva de seq¨ uˆencia e de limite de uma seq¨ uˆencia¨ desse programa
da UFRJ.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 115
10 - S´erie Geom´etrica convergente
Vejamos o seguinte problema:o que acontece com a soma dos termos de uma P.G. quando levamos em
conta um n´ umero cada vez maior de termos a serem somados?
Vamos Considerar dois casos
1
o
) Seja a P.G.

1,
1
2
,
1
4
,
1
8
,

de raz˜ ao q =
1
2
. Calculemos a soma de seus n primeiros termos para
alguns valores de n: S
5
=
1.

(
1
2
)
5
−1

1
2
−1
≈ 1, 9375, S
10
=
1.

(
1
2
)
10
−1

1
2
−1
≈ 1, 998,
S
20
=
1.

(
1
2
)
20
−1

1
2
−1
≈ 1, 999998. Podemos notar que, ` a medida que n aumenta, o valor de S
n
fica cada vez
mais pr´ oximo de 2. Dizemos que, para valores de n t˜ ao grandes quanto se queira, a soma 1 +
1
2
+
1
4
+
converge para 2, ou, ainda 1 +
1
2
+
1
4
+ = 2.
2
o
) Seja a P.G. (2, 4, 8, 16, ) de raz˜ ao q = 2. Calculando alguns valores de S
n
, temos: S
5
= 62, S
10
=
2.046, S
20
= 2.097.150. Podemos notar que, ` a medida que n aumenta, S
n
tamb´em aumenta, isto ´e, o valor de
S
n
fica t˜ ao grande quanto se queira. Dizemos que a soma 2 + 4 + 8 + 16 + diverge.
Nosso objetivo ´e estudar apenas as s´eries geom´etrica convergentes. Seja a P.G. (a
1
, a
2
, a
3
, ) cuja raz˜ ao
q ´e tal que −1 < q < 1. Assim, q
n
´e um n´ umero cada vez mais pr´ oximo de zero ` a medida que o expoente
aumenta. Ent˜ ao, quando calculamos S
n
para n suficientemente grande, temos:
S
n
=
a
1
(q
n
−1)
q −1
=⇒ S
n
=
a
1
(0 −1)
q −1
=
−a
1
q −1
=
a
1
1 −q
(esse ´e o valor para o qual a soma converge).
Assim, a
1
+ a
2
+ a
3
+ =
a
1
1 −q
; −1 < q < 1.
Aviso: o fato da UFRJ promover venda de cursos, como esse que consta em www2.coppead.ufrj.br/
port/index.php?option=com content&task=view&id=97&Itemid=169, da seguinte forma: Valor do Inves-
timento:
`
A vista R$ 29.800,00 ou em at´e 10 parcelas de R$ 3.214,24 (outras op¸ c˜ oes e
informa¸ c˜ oes com atendimento@coppead.ufrj.br , ´e apenas parte do que j´ a falei quanto essas
serem p´ ublicas para algumas coisas e privadas para outras.
E aqui demonstro que tudo ´e parte de processo hist´ orico de deforma¸ c˜ ao da forma¸ c˜ ao. Jamais
afirmei ser por delibera¸ c˜ ao votada pela banca para eliminar rede p´ ublica, especialmente dos cursos
tidos por mais nobre. Quem diz fazer coisa proposital ´e diretor do sistema (g.n)
PROFESSOR ELOGIA QUEST
˜
OES DA UFRJ COM TEMAS MAIS PR
´
OXIMOS
DOS ESTUDANTES, Publicada em 19/01/2010
RIO - Os exames do vestibular 2010 da UFRJ tiveram algumas quest˜ oes incomuns. A primeira pergunta da
prova de inglˆes era baseada num texto sobre o propriet´ ario de uma loja na Inglaterra, que entrou na Justi¸ ca
contra um cliente que n˜ ao quis tirar o capuz dentro do estabelecimento. O homem teria se recusado a descobrir
a cabe¸ ca alegando que sua religi˜ ao - Jedi, da s´erie ¨Guerra nas estrelas¨ - n˜ ao permitia que ficasse sem o
acess´ orio em local p´ ublico. J´ a a ´ ultima pergunta de espanhol era um texto do jornal ¨El Mundo¨, comparando
classes sociais e usando como referˆencia de riqueza Britney Spears e Christina Aguilera.
Segundo o coordenador da comiss˜ao do processo seletivo da UFRJ, Luiz Ot´avio Langlois,
a escolha desse tipo de texto ´e feita de
::::::
forma
:::::::::::
proposital pela banca que elabora a prova do
concurso.
- O conte´ udo foi pensado para estimular e despertar o interesse do vestibulando. Isso ´e uma forma de aproximar
a avalia¸ c˜ ao do cotidiano do estudante, tornando o exame mais leve, mas sem perder a qualidade - explica
Langois.
Para o coordenador de reda¸ c˜ ao do Col´egio e Pr´e-Vestibular AZ, Bruno Rabin, quest˜ oes mais relacionadas
com o dia a dia dos candidatos s˜ ao uma tendˆencia nas provas.
- Essa mudan¸ ca ´e boa. Nas aulas, estamos trabalhando isso sempre. A contextualiza¸ c˜ ao mostra para o estudante
que o conte´ udo visto em sala tem aplica¸ c˜ ao na sua vida. Isso facilita o aprendizado e, ao contr´ ario do que
muitos pensam, n˜ ao torna a mat´eria mais simples, mas deixa os alunos mais receptivos ao conhecimento - diz
o professor.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/01/18/professor-elogia-questoes-da
-ufrj-com-temas-mais-proximos-dos-estudantes-915559738.asp, acesso jan/10
Pois, os que levantam tal suspeitam s˜ ao esses mesmos quando dizem ter grandiosa capaci-
dade, sabe de tudo da vida dos candidatos e associa capacidade t´ecnica refinada de fazer constar
na prova o que tiveram por prop´ osito. E que universidade p´ ublica promove a¸ c˜ oes que amenizam o
problema, prova o seguinte (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 116
PR
´
E-VESTIBULARES COMUNIT
´
ARIOS SE CONSOLIDAM NO PAPEL DE
ALIADOS DOS ALUNOS DE BAIXA RENDA QUE SONHAM COM UMA VAGA NA
UNIVERSIDADE
Lauro Neto, 02/02/201
Pr´e-vestibular comunit´ arios.
Foto Simone Marinho
RIO - Tiago Santana, de 21 anos, e Julio Falc˜ ao, de 27, acabam de ser aprovados para
Ciˆencias da Computa¸ c˜ ao na PUC-Rio. Os dois estudaram durante todo o en-
sino m´edio em col´egios estaduais, mas n˜ao tˆem d´ uvidas na hora de afirmar
que conseguiram uma vaga na universidade gra¸ cas ao que aprenderam no
pr´e-vestibular comunit´ario InVest, criado por ex-alunos do Col´egio Santo
In´acio. Assim como Julio, que ´e pedreiro, e Tiago, que entregava quentin-
has, muitos estudantes recorrem aos cursos comunit´arios para refor¸ car a
forma¸ c˜ao obtida na rede p´ ublica.
- Refiz meu ensino m´edio no InVest.
::
O
:::::::
col´egio
:::::::::
estadual
::::
em
::::
que
::::::::
estudei
::::
era
:::::::
muito
:::::
fraco, e eu tinha
consciˆencia de que me formei sem a base necess´aria - diz Tiago.
Ex-aluno do InVest, Get´ ulio Fideles fez a pesquisa para sua monografia final da gradua¸ c˜ao
em Ciˆencias Sociais na PUC-Rio com 130 alunos do pr´e-comunit´ario. Ele descobriu que 98% dos
entrevistados acreditavam que entrar numa universidade permitiria alcan¸ car melhores rendimentos
no mercado de trabalho.
- Para estudantes carentes, os pr´e-vestibulares comunit´arios (PVCs) s˜ao uma alternativa `a prec´aria
qualidade da educa¸ c˜ao adquirida no ensino p´ ublico. Mas a existˆencia desses cursos ´e uma in-
coerˆencia por substituir uma tarefa que cabe ao governo - opina Get´ ulio, morador da Rocinha
que hoje trabalha com pesquisa institucional na PUC-Rio e ´e o ´ unico funcion´ario remunerado do
InVest.
Kadjyna Silva, Gabriela Duarte e Henrique Lima tamb´em acreditam que n˜ao teriam conseguido
passar para a PUC se n˜ao fossem as aulas no Vetor, cujas aulas acontecem `a noite, no Col´egio Santo
Agostinho do Leblon. Para as jovens de 18 anos, moradoras da Rocinha, o curso foi fundamental.
-
:::::::::
Aprendi
::::::
coisas
:::
no
:::::::
Vetor
::::
que
:::::::
nunca
::
vi
:::
na
:::::::
escola - compara Gabriela, que concluiu o ensino m´edio
na rede estadual e vai cursar Geografia.
- O curso me deu uma base que n˜ao tive na escola p´ ublica, cuja estrutura ´e deficiente, e as mat´erias
n˜ao s˜ao aprofundadas - avalia Henrique, de 17 anos, aprovado em Inform´atica. Para o coordenador
pedag´ ogico volunt´ario do Vetor, Marcello Spolidoro, de 26 anos, os PVCs s˜ao um complemento da
educa¸ c˜ao p´ ublica. Professor de Biologia de col´egios particulares e estaduais, ele tem base para compara¸ c˜ ao.
-
´
E mais uma alternativa para o ingresso na universidade.
´
E preciso educar de maneira
diferente, de acordo com a realidade e a defasagem desses alunos, que encontram
muitas dificuldades na rede estadual - ele explica. Frei David Santos, diretor nacional
da Educafro, destaca a importˆ ancia dos PVCs como complemento de alternativas
como as cotas e o ProUni:
- Eles nasceram para denunciar o abandono do ensino m´edio na rede p´ ublica e despertaram a
juventude pobre para disputar os espa¸ cos nas universidades p´ ublicas, quebrando a hegemonia da
classe financeiramente mais bem situada - diz.
Aluna do oitavo per´ıodo de Educa¸ c˜ao da UFF, Priscila Costa se encaixa nesse grupo. Depois
de cursar o ensino m´edio na rede estadual, ela estudou num PVC da universidade e hoje ´e co-
ordenadora do pr´e-vestibular popular Pr´axis,
::::
que
:::::::::
funciona
:::::::
como
::::::::
projeto
:::
de
::::::::::
extens˜ao
:::
da
::::::::
federal
:::::::::::
fluminense. Segundo ela, a evas˜ao ´e um dos principais obst´aculos enfrentados pelo curso, j´a que
grande parte dos alunos o abandona quando come¸ ca a trabalhar.
- Iniciamos o ano com cerca de 60 alunos, mas s´ o metade chega ao final. Desses, 15 conseguem
entrar na universidade, em m´edia, por ano. Considero satisfat´ orio esse ´ındice de aprova¸ c˜ao. O
objetivo principal dos ¨pr´es¨ ´e democratizar o acesso `a universidade p´ ublica e, em certa medida,
acabamos substituindo o papel do ensino m´edio,
::
j´a
::::
que
::
a
:::::::::::
educa¸ c˜ao
::::::::
p´ ublica
::
´e
:::::::::
prec´aria - avalia
Priscila.
A iniciativa ´e t˜ao bem sucedida que at´e as universidades p´ ublicas
a apoiam. Na UFRJ, h´a dois pr´e-vestibulares como projeto de extens˜ao. O
Samora Machel d´a prioridade aos candidatos que terminaram o ensino m´edio
em escola p´ ublica, moradores do entorno do Fund˜ao e de renda familiar
per capita de um sal´ario m´ınimo. J´a o pr´e-universit´ario de Nova Igua¸ cu ´e
uma parceria da UFRJ com a prefeitura do munic´ıpio e se destina a seus
moradores. Em quatro anos de funcionamento, foram mais de 300 aprova¸ c˜ oes
para universidades p´ ublicas.
- Para as pessoas de baixa renda, ´e uma das ´ unicas formas de se chegar `a universidade, pois s´ o o
ensino m´edio n˜ao d´a conta, e elas n˜ao teriam como pagar um pr´e-vestibular. Para a UFRJ, ´e mais
uma forma de democratizar o acesso - diz Ana Ines Sousa, superintendente acadˆemica de extens˜ao
da UFRJ. Em parceria com a Unirio, o Instituto Militar de Engenharia criou este ano o A¸ c˜ ao-IME, voltado
para alunos de baixa renda interessados em cursos superiores na ´ area de exatas. A primeira turma come¸ ca em
mar¸ co e ter´ a 15
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/02/02/pre-vestibulares-comunitarios
-se-consolidam-no-papel-de-aliados-dos-alunos-de-baixa-renda-que-sonham-com-uma-vaga-na-
universidade-915763620.asp, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 117
O CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAU
´
I - UFPI
Em tudo que envolve essa pesquisa, o pre¸ co mais doloso ´e por precisar ser inserido na
forma¸ c˜ ao no Brasil o trato das coisas p´ ublicas fora dos amores e dissabores pessoais. A impessoabil-
idade no trato da coisa p´ ublica consta como preceito Constitucional, por´em n˜ ao encontro qualquer
vest´ıgio disto na forma¸ c˜ ao em matem´ atica no Brasil. Essa falta pontencializa de tudo quanto ´e tipo
de barbaridade educacional. E o cap´ıtulo Concursos com Carta Marcadas da pesquisa principal,
trata um pouco disto.
Ante isto, lembro haver destacado da comiss˜ ao de avalia¸ c˜ ao do livro did´ atico, PNLEM, p´ ag.
107, o nome Jo˜ao Xavier da Cruz Neto, cujo curriculum lattes consta em http://buscatextual.
cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=C16438. Salvo um caso raro de homˆ onimo, devo-lhe fa-
vores impag´ aveis e s´ o n˜ ao digo ser ele o mais admir´ avel de todos os matem´ aticos da UFPI por
haver um outro que n´ os dois, pelo menos at´e onde sei, achamos ser o mais.
Nos programas do processo seletivos da UFPI encontro em ordem hist´ orica:
MATEM
´
ATICA - 2006 - 3
a
S
´
ERIE
6. INTRODUC¸
˜
AO AO C
´
ALCULO. Id´eia intuitiva de limites. Limites de fun¸ c˜ oes elementares.
Propriedades dos limites. Fun¸ c˜ oes cont´ınuas. A id´eia de derivadas. Interpreta¸ c˜ao geom´etrica de
derivada. Derivadas de fun¸ c˜ oes elementares. Propriedades operat´ orias das derivadas. Estudo do
comportamento de fun¸ c˜ oes.
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/downloads/psiu2006/conteudos3etapa.pdf, acesso fev/10
MATEM
´
ATICA -2009 - 3
a
S
´
ERIE
4. INTRODUC¸
˜
AO AO C
´
ALCULO. Id´eia intuitiva de limites. Limites de fun¸ c˜ oes elementares.
Propriedades dos limites. Fun¸ c˜ oes cont´ınuas. A id´eia de derivadas. Interpreta¸ c˜ao geom´etrica de
derivada. Derivadas de fun¸ c˜ oes elementares. Propriedades operat´ orias das derivadas. Estudo do
comportamento de fun¸ c˜ oes.
Fonte: www.ufpi.br/downloads/uploads/noticias/psiu etapa3 2009.pdf, acesso fev/10
Pela descri¸ c˜ ao feita pela comiss˜ ao t´ecnica do PNLEM, p´ ag. 106, a ´ unica referˆencia que pos-
sivelmente possa atender esse programa ´e Matem´ atica Aula por Aula, Volumes 1, 2 e 3, Benigno
Barreto Filho e Cl´ audio Xavier da Silva, 2
a
edi¸ c˜ ao renovada, Editora FTD. E como j´ a citei, na
p´ agina do FNDE, www.fnde.gov.br/index.php/pnld-consultas, acesso fev/10, s´ o h´ a orienta¸ c˜ ao
espec´ıfica para o docente adotar livros no caso de Minas Gerais. Assim como, na p´ agina da Secre-
taria de Educa¸ c˜ ao do Piau´ı, n˜ ao encontro nada exigido que os docentes adotem esse. Lembrando,
pelo que a comiss˜ ao descreveu desse exemplar, que isso n˜ ao traria preju´ızo algum caso o docente
n˜ ao ensina tais conte´ udos, e n˜ ao ´e a quest˜ ao mais crucial ainda, apenas para que, pelo menos, os
estudantes da rede p´ ublica tivessem uma oportunidade de ter material contemplando tal t´ opico. E
n˜ ao havendo nesse n´ ucleo fundamental, nada mais pode ser esperado dos demais elos dessa cadeia.
Que fatores levaram esses setores p´ ublicos desenvolverem tanto desprezo com o ensino
p´ ublico b´asico? Universidade p´ ublica deixaria de tentar enxertar o m´aximo disto em
cada diploma que entrega?
J´ a em www.ufpi.br/downloads/uploads/noticias/psiu etapa3 2009.pdf, acesso fev/10, Edi-
tal n
o
.18/ 2009 - UFPI, p´ ag. 7, consta:
A UFPI jamais poderia colocar no programa Limite e Derivadas e ao mesmo
tempo prometer que a prova seria dentro do programa do Ensino M´edio Regular. Isto
vai muito al´em do erro imperdo´ avel, para constituir numa a¸ c˜ ao deliberada de exclus˜ ao e humilha¸ c˜ ao
da rede p´ ublica. posto que, o contr´ ario seria supor todo fosse acometido de uma aliena¸ c˜ ao social
terr´ıvel.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 118
UFPI/PSIU/2009 - 19. Se um medicamento ´e injetado na corrente sangu´ınea, sua concentra¸ c˜ ao t horas depois
´e dada por C(t) = 10(e
−5t
−e
−6t
), ent˜ ao ´e correto afirmar que sua concentra¸ c˜ ao m´ axima ocorre em
(A) 10 minutos. (B) [ln6 −ln5].horas. (C) 0,5 hora. (D) [ln6 + ln5].horas
Fonte: www.ufpi.br/copese/psiu09/arquivos/provas/prova3.pdf, acesso fev/10
H´ a dois tipos de fun¸ c˜ oes b´ asicas: alg´ebrica e transcendente. O tipo alg´ebrico se caracteriza por
ser polinomial, talvez depois de alguma manipula¸ c˜ ao alg´ebrica. Como no caso de f(x) = x
2
+2x+5,
a qual quando reescrita da forma (x+1)
2
+4, E j´ a que (x+1)
2
≥ 0 e nulo apenas quando x = −1,
conclui-se que f(x) ≥ 4 e igual a 4 apenas quando x = −1. Ou seja, quando o dom´ınio de f, D
f
,
for qualquer subconjunto de R com −1 ∈ D
f
, o seu m´ınimo ocorre nesse ponto. E nessa linha que
segue o estudo de m´ aximo e m´ınimo para fun¸ c˜ ao alg´ebrica.
J´ a fun¸ c˜ ao transcendente, pode ser caracterizada pelo fato de quando mesmo for poss´ıvel
tentar escrevˆe-la como polinˆ omio, aparecem infinitos termos e que se chama de S´erie.
´
E o caso de
e
x
, cuja S´erie ´e 1+x+
x
2
2!
+
x
3
3!
+· · · =

n=0
x
n
n!
, onde 0! = 1 e n! = n×(n−1)×. . . 2×1, para n ∈ N

.
Salvo situa¸ c˜ oes especiais, que n˜ ao vejo ser nesse quesito, fun¸ c˜ ao transcendente precisa da
teoria de derivada, como expomos na nota t´ecnica, para determinar o ponto de m´ aximo/m´ınimo. E
seguindo isso, temos: C

(t) = 10

−5e
−5t
−(−6)e
−6t

= 10

−5
e
5t
+
6
e
6t

=
10
e
6t

−5e
t
+6

. Lembrando
que o sinal da derivada determina regi˜ ao de crescimento e decrescimento e que basta saber isso do
fator −5e
t
+ 6, temos: −5e
t
+ 6 > 0 ⇐⇒ 0 ≤ t < ln
6
5
= ln6 −ln5, −5e
t
+ 6 = 0 ⇐⇒ t = ln
6
5
=
ln6−ln5 e −5e
t
+6 < 0 ⇐⇒t > ln
6
5
= ln6−ln5. Assim, respectivamente, C(t) ´e Decrescente em
(ln6−ln5, +∞) e Crescente em [0, ln6−ln5) e, portanto, o seu m´ aximo ocorre em t = ln6 −ln5 .
E fiz com todos os detalhes pela seguinte esperan¸ ca: que um dia a banca seja convocada ap-
resentar uma resolu¸ c˜ ao dentro do programa do certame, excluindo-se Limite e Derivada. E isso por
quem possa em nome dos estudantes da rede p´ ublica, pelo menos, pedir na justi¸ ca a demiss˜ ao todos
se falharem e ainda tomar-lhes tudo que ganharam para fazer isso. E tudo tomando providˆencia
para que n˜ ao haja engano.
E sendo pesquisa, assim como em tais casos sempre acho algum supondo ser nada ainda mere¸ ca
fazer quest˜ ao, apresento mais esse.
UFPI/PSIU/2009 (Prova 3
a
S´erie - p´ agina 14)- Quest˜ ao 24. Considere L o valor do limite exponencial:
lim
n→∞
e
n(
n

2−1)
, onde e ≈ 2, 718 (Constante de Euler). Nessas condi¸ c˜ oes, ´e correto afirmar que:
(A) L = 0 (B) L = 1 (C) L = 2 (D) L = e (E) L = e
2
Fonte: www.ufpi.br/copese/psiu09/arquivos/provas/prova3.pdf, acesso fev/10
Por´em, como desejo haver, o leitor que n˜ ao for especialista e queira provar um pouco do
grau da dificuldade tentando resolvˆe-lo. Agrade¸ co pelo esfor¸ co para ter aprendido tudo feito de
matem´ atica at´e aqui, mas precisa aprofundar mais um pouco o entendimento de limite, posto que,
tudo que j´ a fiz ´e insuficiente ante essa empreitada.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 119
C
´
ALCULO DE LIMITE, LIMITE NO INFINITO, INFINITO E ALGUNS RESULTADOS.
Os resultados mais simples para o c´ alculo de limite, portanto, precisa dominar, s˜ ao os seguintes:
a) Binˆ omio de Newton: (a + b)
n
=
n
¸
k=0

n
k

a
k
b
n−k
, onde

n
k

=
n!
(n −k)!k!
, n ∈ N.
b) Casos elementares de fatora¸ c˜ ao, tais como: a
2
− b
2
= (a + b)(a − b), a
3
+ b
3
= (a + b)(a
2
− ab + b
2
),
a
3
−b
3
= (a −b)(a
2
+ ab + b
2
), a
4
−b
4
= (a
2
)
2
−(b
2
)
2
= (a
2
+ b
2
)(a
2
−b
2
) = (a
2
+ b
2
)(a + b)(a −b).
Ex. lim
x→1
x
4
−1
x
3
−1
= lim
x→1
(x
2
+ 1)(x + 1)(x −1)
(x −1)(x
2
+ x + 1)
= lim
x→1
(x
2
+ 1)(x + 1)
x
2
+ x + 1
=
4
3
.
Dizemos que x tende a mais infinito, x → +∞, quando, pensando x como um valor dinˆ amico, para todo
k ∈ R
+
dado, x > k. E tende a menos infinito, x → −∞, quando x < −k. E x → ∞, quando [x[ > k. Valendo
os seguintes: x →∞⇐⇒
1
x
= x
−1
→0, x
n
→∞⇐⇒
1
x
n
= x
−n
→0 e
x →a ⇐⇒x −a →0 ⇐⇒
1
x −a
→∞. Nota: x →∞⇐⇒x ±λ →∞, ∀λ ∈ R.
´
E isso que permite calcular limite quando ainda x tende ainda para o infinito ou quando o valor do limite ´e
infinito, i.e., calcular lim
x→a
f(x) em R
¸
¦−∞, +∞¦.
Resultado 1 - Para fun¸ c˜ oes polinomiais, o c´ alculo de limite no infinito s´ o depende do termo l´ıder, que ´e o de maior
grau. Pois, lim
x→∞

a
n
x
n
+a
n−1
x
n−1
+ +a
1
x+a
0

= lim
x→∞
x
n

a
n
+a
n−1
1
x
+ +a
1
1
x
n−1
+a
0
1
x
n

= lim
x→∞
a
n
x
n
,
dado que, lim
x→∞

a
n−1
1
x
+ + a
1
1
x
n−1
+ a
0
1
x
n

= 0.
Disto, temos lim
x→∞
a
n
x
n
+ a
n−1
x
n−1
+ + a
1
x + a
0
b
m
x
m
+ b
m−1
x
m−1
+ + b
1
x + b
0
=

∞, se n > m
a
n
b
n
, m = n
0, se n < m
Nota: Se para valores grandes de x, f(x) ≥ g(x) e lim
x→∞
g(x) = +∞, ent˜ ao lim
x→∞
f(x) = +∞.
Resultado 2 - lim
n→+∞
a
n
=

∞, se a > 1
1, a = 1
0, se [a[ < 1
Indefinido, se a = −1
Pois, a > 1 ⇐⇒a = 1 +h, onde h > 0, e a
n
= (1 +h)
n
=
n
¸
k=0

n
k

h
k
= 1 +nh +termos positivo > 1 +nh.
Como lim
n→+∞
(1 + nh) = +∞, logo lim
n→+∞
a
n
= +∞. Note ent˜ ao, nesse caso, que lim
n→+∞
1
a
n
= 0.
Se 0 < a < 1, temos que a =
1
h
, onde h > 1, portanto, lim
n→+∞
a
n
= lim
n→+∞
1
h
n
= 0, pelo caso anterior.
Um dos resultados mais fundamentais ´e o seguinte, conhecido por Teorema do Confronto - Sejam f, g, h
fun¸ c˜ oes tais g(x) ≤ f(x) ≤ h(x) , para valores de x pr´ oximos de a, com lim
x→a
h(x) = lim
x→a
g(x) = L. Ent˜ ao,
lim
x→a
f(x) = L.
A - Limite Fundamental Trigonom´etrico: lim
x→0
sen(x)
x
= 1.
Considere x em radianos, positivo e suficientemente pequeno. Por trigonome-
tria sabe-se que AD = sen(x), a medida do arco
¯
BD = x e BC = tg(x). Por
inspe¸ c˜ ao, temos: sen(x) < x < tg(x) ⇐⇒ tg(x) <
1
x
<
1
sen(x)
. Como essas
hip´ oteses indicam sen(x) > 0, a multiplica¸ c˜ ao de toda express˜ ao por esse resulta
em cos(x) <
sen(x)
x
< 1. Desde que lim
x→0
cos(x) = 1, o resultado segue pelo
Teorema do Confronto.
B - Limite Fundamental Exponencial: lim
x→0
e
x
−1
x
= 1 [e ≈ 2, 718 ´e a Constante Neperiana ].
Considerando que e
x
= 1 + x +
x
2
2!
+
x
3
3!
+ ,
e
x
−1
x
= 1 +
x
2
+
x
2
3!
+ , donde segue o resultado.
Agora com tudo que j´ a fiz de Derivada ´e poss´ıvel fazer essa que constou na mesma prova.
UFPI/PSIU/2009 ( Prova 3
a
S´erie - p´ agina 14) Quest˜ ao 25. Seja a fun¸ c˜ ao f : R −→ R definida por
f(x) = x
3
+ ax
2
+ bx + c, com a, b e c ∈ R. A figura abaixo representa o gr´ afico da derivada de f.
Dentre as alternativas abaixo, assinale a incorreta:
(A) f possui uma raiz real. (B) f e crescente no intervalo ] −∞, 0]
(C) f(0) > f(1) (D) a ,= 0 (E) Se x e y sao n´ umeros reais tais que
f(x) = f(y) , ent˜ ao x = y
Fonte: www.ufpi.br/copese/psiu09/arquivos/provas/prova3.pdf, acesso fev/10
Restando agora provar que tudo ´e hist´ orico, portanto, n˜ ao ter ocorrido s´ o nesse vestibular,
aproveito para mostrar que at´e j´ a foram mais al´em. Por isso, preciso fazer mais uma nota t´ecnica.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 120
CONCAVIDADE DO GR
´
AFICO & DERIVADA SEGUNDA
Um gr´ afico pode ser discretizado em trechos que sejam reto (linear) ou ter concavidade, a qual pode ser
para cima ou para baixo. O caso da par´ abola como gr´ afico de fun¸ c˜ ao do tipo ax
2
+bx+c com a, b, c ∈ R, a ,= 0,
temos que ´e sempre Cˆ oncavo para Cima quando a > 0 e para Baixo quando a < 0.
Uma formula¸ c˜ ao t´ecnica para dizer que um gr´ afico ´e Cˆ oncavo para Cima num intervalo I = [a, b] do dom´ınio
da fun¸ c˜ ao ´e a seguinte: para todo x
1
< x
2
em I, o segmento de reta ligando

x
1
, f(x
1
)

a

x
2
, f(x
2
)

fica acima
do gr´ afico da f. Como esse segmento pode ser dado pela equa¸ c˜ ao y(x) =
f(x
2
)−f(x
1
)
x
2
−x
1

x − x
1

+ f(x
1
), x ∈
[x
1
, x
2
], isso significa que f(x) < y(x), ∀x ∈ (x
1
, x
2
). Analogamente, ser Cˆ oncavo para Baixo corresponde
f(x) > y(x), ∀x ∈ (x
1
, x
2
).
Lembrando que Matem´ atica ´e arte de juntar fatos aparentemente sem conex˜ oes, observe que dada uma
f : D
f
⊆ R −→R, podemos considerar a sua derivada como uma nova fun¸ c˜ ao f

: D
df
⊆ D
f
−→R, onde D
df
´e
subconjunto dos pontos do Dom´ınio de f onde essa ´e deriv´ avel. Em tudo que segue, por n˜ ao perder generalidade
e a menos de determina¸ c˜ ao em contr´ ario, suponho D
df
= D
f
.
Ante isso, agora pode ser pesquisado os pontos x
0
em f

´e deriv´ avel e, portanto, calcular

f

(x
0
), a qual
´e chamada de Derivada segunda de f no ponto x
0
e denotada por f

(x
0
),
d
2
f
dx
2
(x
0
) ou
d
2
f
dx
2

x=x
0
. E, portanto, o
mesmo pode ser feito para f

e, de principio, o mesmo vale para derivada de ordem n ∈ N, n > 1 e que denota-se
por f
(n)
, quando f
(0)
= f. Essas s˜ ao chamadas de derivadas de ordem superior e, naturalmente, quantas dessas
h´ a ou n˜ ao depende da fun¸ c˜ ao.
Do ponto de vista f´ısico, suponha f : [a, b] −→ R em que f(t) representa o deslocamento de um m´ ovel no
tempo t ∈ [a, b], supondo sempre que ´e um movimento suave, portanto, sem haver movimento brusco algum. Nesse
caso, f

(t) representa a velocidade instantˆ anea, f

(t) ´e a acelera¸ c˜ ao instantˆ anea e
f(b) −f(a)
b −a
´e a velocidade
m´edia nessa varia¸ c˜ ao de tempo. E uma vez sendo o movimento suave, em algum ponto o m´ ovel atingiu velocidade
instantˆ anea igual a sua velocidade m´edia. Ou seja, existe ξ ∈ (a, b) tal que
f(b) −f(a)
b −a
= f

(ξ). Esse ´e o resultado
do seguinte: Teorema do Valor M´edio - TVM: Dada f : [a, b] −→R que seja cont´ınua em [a, b] e deriv´ avel
em (a, b), existe ξ ∈ (a, b) tal que
f(b) −f(a)
b −a
= f

(ξ).
No caso anterior, se a < b ∈ R com f(a) = f(b), ent˜ ao existe c, com a < c < b tal que f

(c) = 0.
Vejamos como concavidade tem haver com o sinal da derivada segunda. Ser Cˆ oncavo para Cima corresponde
f(x) < y(x) =
f(x
2
)−f(x
1
)
x
2
−x
1

x − x
1

+ f(x
1
), ∀x ∈ (x
1
, x
2
). Isto ´e
f(x) −(x
1
)
x −x
1
<
f(x
2
)−f(x
1
)
x
2
−x
1
= f

(ξ), com
ξ ∈ (x
1
, x
2
). Por isso, f

(x
1
) = lim
x→x
1
f(x) −(x
1
)
x −x
1
≤ f

(ξ), pelo Teorema do Confronto. Assim f

(ξ) −f

(x
1
) ≥ 0
e desde que ξ −x
1
> 0,
f

(ξ) −f

(x
1
)
ξ −x
1
≥ 0. Novamente pelo Teorema do Confronto, f

(x
1
) = lim
ξ→x
1
f

(ξ) −f

(x
1
)
ξ −x
1
≥ 0. Ou seja, ter
concavidade para cima exclui derivada segunda ser negativa. E analogamente, concavidade para baixo exclui
derivada segunda ser positiva. E o resultado, que deixo para o leitor provar ´e o seguinte: Suponha que f ´e deriv´ avel
at´e segunda ordem em (a, b). Ent˜ ao o gr´ afico ser Cˆ oncavo para Cima [para Baixo] em (a, b) ´e equivalente de
f

(x) > 0 [f

(x)] < 0 em (a, b)
Note que para f(x) = ax
2
+bx+c, f

(x) = 2ax+b e f

(x) = 2a e portanto, seu gr´ afico ´e uma par´ abola cˆ oncava
para cima quando a > 0 e para baixo quando a < 0.
Segue quest˜ oes de vestibular da UFPI que deixo para o leitor treinar tudo que aprendeu de
C´ alculo Diferencial at´e aqui:
PSIU/2007 (Prova Espec´ıfica - GRUPO II/ p´ agina 9) - Quest˜ ao 30. Seja f : R − ¦−2¦ −→ R a fun¸ c˜ ao definida
pela lei de forma¸ c˜ ao f(x) =
x + 1
x + 2
. Assinale V (verdadeira) ou F (falsa) em cada afirma¸ c˜ ao abaixo.
1 ( ) f ´e uma fun¸ c˜ ao decrescente. 2 ( ) f possui derivada positiva em todo seu dom´ınio. 3 ( ) f ´e uma
fun¸ c˜ ao sobrejetiva. 4 ( ) f possui concavidade voltada para baixo no intervalo ] −2, +∞[.
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/downloads/psiu2007/PROVA ESPECIFICA GRUPOII.pdf, acesso fev/10
A mesma em: Prova Espec´ıfica - GRUPO III -p´ agina 9, quest˜ ao 30
www.ufpi.br/copese/downloads/psiu2007/PROVA ESPECIFICA GRUPOIII.pdf, acesso fev/10
UFPI - PSIU 2006 (3
a
S´erie P´ ag. 10 de 20) - Quest˜ ao 24 - Seja f : R
+
−¦2¦ −→R definida por f(x) =
3

x −
3

2

x −

2
.
Ent˜ ao, sobre o limite lim
x→2
f(x) ´e correto afirmar:
A) ´e igual a 1 B) n˜ ao existe C) ´e igual a -1 D) ´e igual a
2

2
3
3

4
E) ´e igual a
3
3

4
2

2
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/prova032006.pdf, acesso fev/10
Sugest˜ ao:
3

x −
3

2

x −

2
=
3

x −
3

2

x −

2
×
3

x
2
+
3

2x +
3

2
2
3

x
2
+
3

2x +
3

2
2
×

x +

2

x +

2
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 121
UFPI/PSIU/2006 (Prova Espec´ıfica - Grupo III P´ ag. 6 de 8) Quest˜ ao 20 Seja f : R − ¦0¦ −→ R definida por
f(x) = x +
1
x
.
1 ( ) A derivada de f ´e maior do que zero no intervalo (−∞, −1). 2 ( ) O gr´ afico de f ´e cˆ oncavo para baixo no
intervalo (−∞, 0). 3 ( ) f ´e crescente no intervalo (−1, 0). 4 ( ) f ´e decrescente no intervalo (0, 1).
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/prg32006.pdf, acesso fev/10
Como tudo aprendido antes ´e insuficiente para o pr´ oximo, preciso fazer mais uma notinha
t´ecnica.
LIMITES LATERAIS - No que se fez de limite ficou determinado que o c´ alculo deste num ponto s´ o depende
dos valores pr´ oximo e diferentes deste. Isto ´e, para calcular o limite de f em x
0
, basta considerar f : (x
0

δ, x
0
)
¸
(x
0
, x −0 + δ) −→R. E com isso ficam definidas duas formas distintas de aproxima¸ c˜ ao de x
0
a) Por valores de x sempre menores do que x
0
, i.e, x < x
0
, dita aproximar-se pela esquerda e denotada por x →x

0
b) Por valores de x sempre maiores do que x
0
, i.e, x > x
0
, dita aproximar-se pela direita e denotada por x →x
+
0
Com isso, temos duas nota¸ c˜ oes lim



x →x
0
x < x
0
f(x) = lim
x→x

0
f(x) e lim



x →x
0
x > x
0
f(x) = lim
x→x
+
0
f(x)
E no caso antes definido, temos: lim
x→x
0
f(x) = L ⇐⇒ lim
x→x
+
0
f(x) = lim
x→x

0
f(x) = L.
Ex. Seja f(x) =

3x −2, se x > 1
x
2
+ 2, se x 0 ≤ x < 1
x
3
+ 2, se x ≤ 0
. Quando o dom´ınio que interessa para o c´ alculo de limite ´e
(−∞, 0)
¸
(0, 1)
¸
(0, +∞), e fica:
a) Em (−∞, 0), lim
x→0

f(x) = lim
x→0

(x
3
+ 2) = 2 b) Em (0, 1), lim
x→0
+
f(x) = lim
x→0
+
(x
2
+ 2) = 2 e lim
x→1

f(x) =
lim
x→1

(x
2
+ 2) = 3
c) Em (1, +∞), lim
x→1
+
f(x) = lim
x→1
+
(3x −2) = 1.
Isso indica:
i) Como lim
x→0

f(x) = lim
x→0
+
f(x) = 2, ent˜ ao lim
x→0
f(x) = 2
ii) Como lim
x→1

f(x) = 3 ,= lim
x→1
+
f(x) = 1, ent˜ ao lim
x→1
f(x) n˜ ao existe
iii) Como o feito at´e aqui n˜ ao autoriza dizer nada para x →−∞

, e n˜ ao digo com isso ser imposs´ıvel, porquanto,
apenas x → −∞
+
, ent˜ ao lim
x→−∞
+
f(x) = lim
x→−∞
f(x) = lim
x→−∞
(x
3
+ 2) = −∞. De modo an´ alogo, lim
x→+∞

f(x) =
lim
x→+∞
f(x) = lim
x→+∞
(3x −2) = +∞
De fato, sempre que o dom´ınio da fun¸ c˜ ao implica que o do limite ´e necessariamente da forma, por exemplo,
(x
0
, x
0
+ δ), ent˜ ao lim
x→x
+
0
f(x) ´e quem define o limite da fun¸ c˜ ao em x
0
.
PSIU/2007 (3
a
s´erie - p´ agina 13)
25. Para todo n´ umero real x , indiquemos por [x] o maior inteiro menor ou igual a x . Se a e b s˜ ao n´ umeros reais
positivos, sobre o valor do limite lim
x→0
+
b
x
.

x
a

, ´e correto afirmar:
A) n˜ ao existe. B) ´e infinito. C) ´e zero. D) ´e
b
a
. E) ´e
a
b
.
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/downloads/psiu2007/prova 3a serie.pdf, acesso fev/10
Para treinar tudo aprendido aqui, mais essas quest˜ oes de uma ´ unica prova:
PSIU/2008 (Prova Espec´ıfica - GRUPO II - p´ agina 14)
Quest˜ a0 22. Seja f : Z −→ R, a fun¸ c˜ ao tal que f(x + y) = f(x) f(y) para todo x, y ∈ Z. Se f ´e positiva e
f(1) = 2, analise as afirmativas abaixo e assinale V, para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
1 ( ) f (0) = 1. 2 ( ) f (-1) = 2 . 3 ( ) f (10) = 1024. 4 ( ) lim
n→+∞
f(−n) = 0
P´ agina 15
26. Considere a seq¨ uˆencia

x
n

cujo termo geral ´e dado pela f´ ormula x
n
= n

n

3 − 1

. Assinale V, para as
verdadeiras, ou F, para as falsas.
1 () lim
n→+∞
x
n
= lim
m→0

3
m
−1
m

2 () lim
n→+∞
x
n
= e
−2
3 () lim
n→+∞
n

n

3 −1

= ln 3 4 () lim
n→+∞
x
n
= +∞
27. Seja f : R −→R uma fun¸ c˜ ao deriv´ avel. Analise as afirma¸ c˜ oes a seguir e assinale V, para as verdadeiras, ou F,
para as falsas.
1 ( ) Se f

(x) = 0, para todo x ∈ R, ent˜ ao f ´e uma fun¸ c˜ ao constante. 2 ( ) Se f

(a) = 0, ent˜ ao a ∈ R ´e
um ponto de m´ aximo global de f. 3 ( ) f

(a) ´e o coeficiente angular da reta tangente ao gr´ afico da fun¸ c˜ ao f
no ponto (a, f(a)). 4 ( ) Sejam a, b ∈ R, tais que a < b e f(a) = f(b) , ent˜ ao existe sempre a, b ∈ R, com
a < c < b , tal que f

(c) = 0.
Fonte: http://www.ufpi.br/copesenovo/arquivos/file/psiu08/prova esp2.pdf, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 122
E toda gradua¸ c˜ ao em matem´ atica no Brasil tem uma disciplina dura sempre para quem j´ a
aprendeu tudo de C´ alculo Diferencial e Integral e cujo nome mais comum que aparece nas grades
curriculares, e ainda na vers˜ ao mais simples dos seus conte´ udos, ´e Introdu¸ c~ ao ` a An´ alise Real.
Isso acontece pelo seguinte: todo curso de mestrado em Matem´ atica do Brasil, assim como muitos
de ´ areas correlatas, como Estat´ıstica, Matem´ atica Aplicada e Economia, exigem dos ingressantes
conhecˆe-la em profundidade. Eis uma quest˜ ao t´ıpica dessa:
PSIU/2005 ( Prova Espec´ıfica - Grupo III) Quest˜ ao 15 - Considere uma fun¸ c˜ ao f : R −→ R, onde R ´e o
conjunto dos n´ umeros reais e A ,= ∅ um subconjunto qualquer de R.
1 ( ) Se f for injetiva ent˜ ao f(f
−1
(A)) = A 2 ( ) Se f for sobrejetiva ent˜ ao f
−1
(f(A)) = A
3 ( ) f(f
−1
(A)) ⊃ A 4 ( ) f
−1
(f(A)) ⊃ A
Fonte: http://www.ufpi.br/copese/downloads/psiu2005/grupoiii.pdf, acesso fev/10
Sugest˜ oes de leituras:
1) Introdu¸ c˜ ao ` a An´ alise Real, Elon Lages, Lima, Impa/SBM/CMU
2) An´ alise Matem´ atica para Licenciatura, Geraldo
`
Avila, Editora: EDGARD BL
¨
UCHER Ltda.
A monstruosidade do crime
educacional se amplia quando
se sabe quais s˜ ao as mat´eria do
primeiro semestre dos que fazem
licenciatura em matem´ atica,
posto que, ante o cobrado no
vestibular do conte´ udo C´ alculo
Diferencial o esperado era que
o curso iniciasse com C´ alculo
Integral. Por´em, nem ´e com
C´ alculo Diferencial que iniciam,
como fica demonstrado com o
recorte ao lado. Esse conte´ udo
s´ o come¸ ca ser tratado apenas no
segundo semestre.
Nisso ficam detalhes deli-
rantes: a maioria dos ingres-
sante para fazer licenciatura em
matem´ atica em toda univesidade
p´ ublica brasileira ´e proveniente
da rede p´ ublica e nada podem
fazer no tema N´ umero Complexo
do primeiro semestre sem C´ alculo
Diferencial al´em do que j´ a con-
sta, e agora todos tˆem, nos livros
did´ aticos do Ensino M´edio.
Fonte: www.ufpi.br/ccn/uploads/arquivos/fluxogramas/
licenciatura plena em matematica diurno.pdf, acesso fev/10
www.ufpi.br/ccn/cursos.php?cid=9, acesso fev/10
Ou seja, agora os mesmos demonstram ter consciˆencia de que rede p´ ublica n˜ao
tem condi¸ c˜ oes nem de ensinar o que consta em todo livro did´atico.
Em tudo relatado aqui fica determinado o poder de influˆencia, obviamente que imunizando-se
de tudo, mais at´e promovendo meios de esconder toda sorte de desleixo educacional, das univer-
sidades p´ ublicas federais exerce em todos os segmentos social e demais institui¸ c˜ oes. Agora preciso
mostrar a imensa capacidade de influˆencia desta nas suas congˆeneres Estaduais, porquanto, levam
essas seguirem dentro dos mesmos m´etodos e parˆ ametros.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 123
O CASO UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAU
´
I - UESPI
¨O coronel Moreira C´esar abeirava-se do objetivo da campanha
condenado pelos pr´ oprios m´edicos que comandava.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Sequer tentar, e n˜ ao s´ o no caso do Piau´ı por ser um dos menores dos Estados da Federa¸ c˜ ao,
penetrar nas condicionantes que fazem ter universidade p´ ublica federal e Estadual, qui¸ c´ a municipal,
precisa sair tanto do campo educacional que fica muito dif´ıcil encontrar qualquer caminho de volta.
E come¸ co pela coisa explodindo por cima (g.n):
WELLINGTON DIAS (PT) AFIRMA QUE
´
E CONTRA AS COTAS PARA NEGROS
E
´
INDIOS
Wellington Dias anunciou seu posicionamento durante a divulga¸ c˜ ao do resultado do vestibular 2009.
CIDADE VERDE.COM - PI, 06-JAN-2010
O governador Wellington Dias (PT) admitiu, publicamente, durante o an´ uncio do resultado
do vestibular 2009, na manh˜a de hoje, que ´e contra a pol´ıtica de cotas para negro, ´ındios e alunos
de escolas p´ ublicas.
::::::
¨Criar
:::::
cotas
::::
para
:::::::
negros,
:::::::
´ındios,
:::::::
alunos
:::
do
::::::
ensino
:::::::
p´ ublico
::::::::
sustenta
::
a
::::::
minha
::::
tese
:::
de
:::
que
::::
isso
::::::::
esconde
:
o
:::::
lado
:::::
grave
:::
do
:::::::::
problema.
:::::
Isso
::::::
mostra
::
a
::::::::::::
incapacidade
:::
do
::::::
poder
:::::::
p´ ublico.
::::
Sou
::::::
contra
:::::
isso.
::
´
E
::::::
preciso
::::::::
melhorar
::
o
:::::::
sistema
::
e
::::::::
qualificar
:::
os
:::::::::::
professores¨, declarou o governador. A declara¸ c˜ao do governador
surpreendeu j´a que o PT e os movimentos sociais historicamente defendem a pol´ıtica de cotas
nas universidades.
::::::
Escolas
::::::::
p´ ublicas - O governador comemorou o ´ındice de aprova¸ c˜ao dos alunos de escolas p´ ublicas
que chegou a 64% no vestibular da Uespi e disse que os cinco primeiros colocados s˜ao de col´egios
p´ ublicos. Wellington Dias destacou ainda a parceria com o MEC para o ensino a distˆ ancia e destacou o ensino
superior. ¨Nos anos de 2003 a 2008 dobramos o acesso de pessoas ao ensino superior¨, garantiu o governador.
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=4928&itemid=28,
acesso jan/10
Nisso fica o seguinte: num Estado pobre como o Piau´ı o n´ umero de estudante da rede pri-
vada representa um percentual ´ınfimo e, no entanto, j´ a degustaram uma fatia enorme das vagas da
federal e ainda conquistam 36% das vagas na estadual, ficando ainda mais suspeito que isso seja
dos cursos mais rent´ aveis financeiramente. E como nunca conheci piauiense que fosse lerdo, a ´ unica
coisa capaz de justificar ´e a prova ser como sempre, eivada de truques horripilantes, caracter´ıstica
da ¨Pedagogia do Espantamento¨, e conte´ udos que n˜ ao faz parte de todos os livros did´ aticos que o
MEC distribui na rede p´ ublica. Parece at´e que o programa da UESPI ´e o mesmo da UFPI, leia (g.n)
MATEM
´
ATICA
Conjuntos: no¸ c˜ ao e nota¸ c˜ oes; Rela¸ c˜ oes (pertinˆencia, igualdade, inclus˜ ao); Conjuntos das partes; Opera¸ c˜ oes
(uni˜ ao, intersec¸ c˜ ao, diferen¸ ca e complementa¸ c˜ ao); Produto Cartesiano. Conjuntos Num´ericos: n´ umeros Natu-
rais e n´ umeros Inteiros (opera¸ c˜ oes, propriedades, rela¸ c˜ ao de ordem, divisibilidade, m´ aximo divisor comum e
m´ınimo m´ ultiplo comum); N´ umeros Racionais (opera¸ c˜ oes, propriedades, rela¸ c˜ ao de ordem, transforma¸ c˜ ao de
uma fra¸ c˜ ao em d´ızima peri´ odica e de uma d´ızima peri´ odica em fra¸ c˜ ao); N´ umeros Reais (irracionais e d´ızimas
n˜ ao-peri´ odicas, opera¸ c˜ oes, propriedades, rela¸ c˜ ao de ordem, correspondˆencia dos reais com os pontos de uma
reta, valor absoluto e desigualdade). Matem´ atica Comercial: propor¸ c˜ ao; Regra de trˆes; Divis˜ ao proporcional;
Juros e porcentagem. C´ alculo Alg´ebrico: equa¸ c˜ oes e inequa¸ c˜ oes do 1
o
e 2
o
graus e redut´ıveis; Sistemas de
equa¸ c˜ oes e inequa¸ c˜ oes do 1
o
e 2
o
graus. Rela¸ c˜ oes e Fun¸ c˜ oes: rela¸ c˜ oes (plano cartesiano, pares ordenados e pon-
tos do plano cartesiano, rela¸ c˜ ao entre dois conjuntos e representa¸ c˜ ao gr´ afica); Fun¸ c˜ oes (conceito, dom´ınio, con-
tradom´ınio, lei de correspondˆencia, conjunto imagem, fun¸ c˜ ao injetiva, sobrejetiva, bijetiva, positiva, negativa,
nula, crescente, decrescente, par, ´ımpar, peri´ odica, composta e inversa); Fun¸ c˜ ao Linear e Fun¸ c˜ ao Quadr´ atica;
Fun¸ c˜ ao Exponencial e Fun¸ c˜ ao Logar´ıtmica (propriedades e gr´ aficos); Equa¸ c˜ oes e inequa¸ c˜ oes exponenciais
e logar´ıtmicas. Trigonometria: medida de ˆ angulos em graus e radianos; Fun¸ c˜ oes trigonom´etricas (gr´ aficos);
Rela¸ c˜ oes fundamentais; Identidade trigonom´etrica (tipo simples). Polinˆ omios: Conceito; Express˜ oes alg´ebricas
(opera¸ c˜ oes e propriedades); Matrizes, Determinantes e Sistemas Lineares; Matrizes (conceito, opera¸ c˜ oes e
propriedades); Determinantes (propriedades); Resolu¸ c˜ ao de sistemas de equa¸ c˜ ao (Regra de Cramer). An´ alise
Combinat´ oria: arranjos, permuta¸ c˜ oes e combina¸ c˜ oes simples; Binˆ omio de Newton. Progress˜ oes: progress˜ oes
Aritm´eticas (soma dos n primeiros termos); Progress˜ oes Geom´etricas (soma dos n primeiros termos); Ge-
ometria Plana: conceito primitivo (ponto, reta, semi-reta e plano);
ˆ
Angulos; Congruˆencia de figuras planas;
Semelhan¸ ca de triˆ angulos; Rela¸ c˜ oes m´etricas nos triˆ angulos; Quadril´ ateros (paralelogramos e retˆ angulos);
Pol´ıgonos regulares; Circunferˆencia e c´ırculo; Per´ımetro e ´ area de figuras planas. Geometria no Espa¸ co: retas e
planos no espa¸ co; diedros e poliedros; prisma, pirˆ amides, cilindros, cones e esfera (´ areas e volumes). Geometria
Anal´ıtica: coordenadas cartesianas; Equa¸ c˜ ao da reta (coeficiente angular, paralelismo e perpendicularismo de
reta); Distˆ ancia entre dois pontos; Distˆ ancia entre um ponto e uma reta; Equa¸ c˜ ao de uma circunferˆencia.
No¸ c˜ oes de Limite e Derivada.
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/edital vest2010.pdf, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 124
Por constar os t´ opicos No¸ c~ oes de Limite e Derivada, tudo j´ a provado por isso no caso
UFPI aplica-se integralmente. Portanto, ressalto apenas detalhes espec´ıficos.
O uso da monstruosidade avaliativa como forma de espantamento:
UESPI/2010 - 15. Qual o resto da divis˜ ao do polinˆ omio x
25
+ x
16
+ x
9
+ x
4
+ x pelo polinˆ omio x
3
−x?
A) x
2
+ 3x B) 2x
2
+ 3x C) 3x
2
+ 2x D) x
2
+ 2x E) 2x
2
+ x
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
Lembrando que, dado o polinˆ omio p(x) = a
n
x
n
+a
n−1
x
n−1
+· · ·+a
1
x+a
0
, o maior n ∈ N tal
que a
n
= 0 ´e definido pelo grau do polinˆ omio, denotado por Gr(p) ou ∂p. Sendo p(x) identicamente
nulo, p(x)

= 0, quando a
n
= 0, ∀n, sem grau definido. E para todo q(x) de grau m ≤ n, portanto,
q(x) ≡ 0, existem ´ unicos polinˆ omios Q(x) e r(x) com ∂r < m, tal que p(x) = Q(x) ×q(x) + r(x) .
Assim, o resto ´e determinado pela divis˜ ao p(x) ÷q(x), a qual nesse caso ´e uma montanha de conta
capaz de levar todo tempo da prova. Pois, isso exige providenciar antes escrever p(x) com todos
os termos, i.e, acrescentar os 20 termos que faltam com coeficiente nulo; quem n˜ ao aprendeu em
pr´e-vestibular alguns macetes aprumados, como deixar desse tipo para fazer por ´ ultimo, achou o
rumo certo da reprova¸ c˜ ao.
E deixo algumas para todo que queira fazer com todas as contas, mesmo agora bem tranq¨ uilo
e livre do peso terr´ıvel que o candidato que nos interessa defender: o que sempre achou estudo coisa
s´eria.
UESPI/2010 17. O c´ odigo de abertura de um cofre ´e formado por seis d´ıgitos (que podem se repetir, e o
c´ odigo pode come¸ car com o d´ıgito 0). Quantos s˜ ao os c´ odigos de abertura com pelo menos um d´ıgito 7?
A) 468.559 B) 468.595 C) 486.595 D) 645.985 E) 855.964
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
UESPI/2010 19. Qual o coeficiente independente de x na expans˜ ao de (1 + x + x
2
)
10
A) 0 B) 1 C) 2 D) 3 E) 4
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
UESPI/ 2009 - 10. Qual o coeficiente de x
7
na expans˜ ao do binˆ omio (

x +
3

x)
15
?
A) 440 B) 445 C) 450 D) 455 E) 460
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Historia.pdf, acesso jan/10
UESPI/ 2009 - 15. Quantos s˜ ao os n´ umeros naturais compostos que s˜ ao maiores que 1.001! + 1 e menores
que 1.001! + 1.002?
A) 0 B) 10 C) 100 D) 1.000 E) 10.000
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Historia.pdf, acesso jan/10
UESPI/ 2009 - 26. Qual o maior divisor comum dos naturais 1.313.131.313 e 3.131.313.131?
A) 13 B) 31 C) 101.010.101 D) 303.030.303 E) 403
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Historia.pdf, acesso jan/10
Quest˜ oes envolvendo o conte´ udo C´alculo de Limite Derivada
UESPI/2010 29 - Qual o valor do seguinte limite lim
x→0

1 + 8x −1
x
?
A) 1, B) 2 C) 3 D) 4, E) 0
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
Esta j´ a fiz na nota t´ecnica, p´ ag.103.
UESPI/2010 - 30 - para qual dos valores abaixo, a derivada da fun¸ c˜ ao dada por f(x) =
x
2
+ 1
x + 1
se anula?
A) −1 +

2 B) 1 −

2 C) 1, D) 2 E)

2
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/provaiii matematica fisica 2010.pdf, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 125
UESPI/2009 - 28 Qual o valor do limite lim
x→2
x
3
−8
x
2
+ x −6
A) 0 B) 1 C) 2 D) 12/5 E) 3
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Fisica.pdf, acesso jan/10
UESPI/2009 - 30. Admitindo que o valor m´ınimo da fun¸ c˜ ao f(x) = x + 9/x, que tem como dom´ınio o
conjunto dos n´ umeros reais positivos, ocorre para x tal que f

(x) = 0, qual ´e este valor m´ınimo?
A) 2 B) 3 C) 4 D) 5 E) 6
Fonte: http://nucepe.uespi.br/downloads/ProvaIII Matematica Fisica.pdf, acesso jan/10
E nunca disse ser C´ alculo de Limite e Derivada algo que os estudantes do Piau´ı, assim como
de qualquer lugar, n˜ ao deva aprender. Apenas que esse, como qualquer outro tema, s´ o pode ser
cobrado em prova de vestibular de universidade p´ ubica quando o sistema escolar p´ ublico construiu
um processo minimamente leg´ıtimo de aprendizagem. O que afirmo ´e que quando os programas dos
vestibulares da USP e Unicamp, por exemplo, n˜ ao chegam nos conte´ udos Limite e Derivada pelo
fato do Ensino M´edio p´ ublico de S˜ ao Paulo n˜ ao ter condi¸ c˜ oes se produzir isso, fica acintoso UESPI
e UFPI achar que h´ a.
E at´e aqui a tese deste recorte j´ a foi provada. Pois, o governador do Piau´ı ´e o chefe maior do
poder executivo e n˜ ao foi eleito, como nenhum ´e, sem que tivesse como proposta pol´ıtica defender
ensino p´ ublico de qualidade. Entretanto, institui¸ c˜ ao sob seu comando, ao mesmo tempo que pro-
move o que degrada-o, institui cota para rede p´ ublica, a qual esse se revela contra, mas n˜ ao deixa
de ser coisa que fortale¸ ca toda estrutura pol´ıtica que o sustenta. O mesmo se aplica aos reitores de
tais p´ ublicas.
De fato esse ´e um grandes mist´erios brasileiro: n˜ ao existe ningu´em abertamente defendo
extin¸ c˜ ao do ensino p´ ublico, sendo mais comum se dizer defensor intransigente deste e de quali-
dade ainda, mas nenhuma for¸ ca pol´ıtica faz nada de significativamente em sua defesa. Posto que,
houve apenas uma o seu descalabro geral n˜ ao seria t˜ ao pavoroso. E basta dizer que s´ o depois de
toda essa insˆ ania educacional que o MEC perpetrou com todos os candidato atrav´es uma prova de
matem´ atica massacrante e mais ainda contra rede p´ ublica pelo fatores que j´ a citei, foi que senadora
da oposi¸ c˜ ao lembrou de ir ao plen´ ario pedir uma discuss˜ ao da comiss˜ ao de educa¸ c˜ ao no assunto.
Antes que apresente o pr´ oximo caso, lembro que o sistema de vestibular da Universidade
Estadual do Rio de Janeiro segue todos os m´etodos e parˆ ametros como os aqui demonstrados que
prejudicam ingresso da rede p´ ublica. Sendo que essa ´e pioneira no Brasil na implanta¸ c˜ ao de cotas
raciais. E at´e onde tudo j´ a chegou por isso (g.n):
ACUSAC¸
˜
OES DE RACISMO EM BRIGA DE ALUNOS NA UERJ
O Globo 15/12/2009 RIO - Uma briga entre estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
(Uerj) transformou-se numa discuss˜ao sobre racismo e foi parar na delegacia. Um estudante de
Filosofia, branco, acusa integrantes do Grupo Denegrir, formado por negros que defendem a pol´ıtica de cotas,
de agress˜ ao. A confus˜ ao aconteceu na noite da ´ ultima sexta-feira, depois de uma festa na universidade. J´ a o
grupo acusa o estudante de ter proferido palavras racistas.
Nesta ter¸ ca-feira, membros do Denegrir fizeram, na pr´ opria universidade, uma manifesta¸ c˜ ao contra o
racismo. Segundo Daniel Leal Moreira, estudante de Filosofia, o grupo cercou e amea¸ cou dois de seus amigos
que sa´ıam da festa. Quando viu a confus˜ ao, ele teria pedido que os rapazes parassem. Um deles lhe deu uma
gravata e o jogou no ch˜ ao. Ele conseguiu se desvencilhar e, quando saiu, teria sido cercado por dez homens.
Temendo o que poderia ocorrer, chamou a pol´ıcia. Todos foram levados para a 18
a
DP (Pra¸ ca da Bandeira).
Daniel registrou queixa de agress˜ ao. A vendedora Kˆenia Ferreira, que ´e negra e namora Daniel, disse que o
grupo, em repres´ alia ` a queixa de Daniel, registrou den´ uncia de inj´ uria racial contra o jovem. Ela defende o
namorado que, segundo ela, jamais falaria palavras racistas. Moacir Carlos da Silva, o Cizinho, integrante do
Grupo Denegrir, tem outra vers˜ ao. Segundo ele, os trˆes rapazes - entre eles, Daniel - foram expulsos da festa
e chutaram a porta da sala do grupo. Daniel, segundo Cizinho, teria gritado express˜ oes como ¨poder ariano¨,
¨somos brancos e por isso somos superiores¨. Sobre a agress˜ ao, Cizinho argumentou que foi em leg´ıtima defesa
como forma de imobilizar Daniel.
Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/12/15/acusacoes-de-racismo-em-briga-de-alunos-na-
uerj-915229937.asp, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 126
TEATRO DA UERJ AMANHECE PICHADO COM INSCRIC¸
˜
OES RACISTAS. LEITOR
FOTOGRAFA
O Globo, com texto e fotos do leitor F.F.D, 18/01/2010
RIO - Os muros do Teatro Odylo Costa Filho, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), apareceram
pichados com exorta¸ c˜ oes racistas e s´ımbolos nazistas na manh˜ a desta segunda-feira. A Uerj foi a primeira uni-
versidade p´ ublica do pa´ıs a adotar o sistema de cotas, em 2003. A universidade informou que est´ a investigando
para descobrir a autoria das picha¸ c˜ oes, que devem ser apagadas em, no m´ aximo, dois dias.
Em dezembro de 2008[2009], uma briga entre estudantes negros e brancos na sa´ıda de uma festa da
universidade se transformou numa discuss˜ ao sobre racismo, e acabou em den´ uncias de inj´ uria racial e agress˜ ao.
Um aluno branco do curso de Filosofia acusa integrantes do grupo Denegrir, que defende a pol´ıtica de cotas, de
agred´ı-lo fisicamente e ofender dois amigos seus. J´ a os estudantes que fazem parte do Denegrir afirmam que
os trˆes rapazes brancos gritaram express˜ oes racistas como ¨poder ariano¨, ¨somos brancos e por isso somos
superiores¨.
Fonte: http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/01/18/teatro-da-uerj-amanhece-pichado-com-
inscricoes-racistas-leitor-fotografa-915548078.asp, acesso fev/10
Veja se consegues vislumbrar como a UERJ poder´ a retornar ao campo educacional e read-
quira o aspecto que prescinde uma universidade. Imagine o que poder´ a acontecer na escola que
tenha dois docentes de lados opostos formados dentro desse caudal que vive UERJ, sendo cada
um partid´ ario ferrenho. E, quando ser nazista j´ a ´e chegar no arcabou¸ co da esc´ oria social, sem nem
saber de fato dos seus s´ımbolos ´e dessa qualidade com toda impureza.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 127
CASO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE - UFS
¨A bala, que penetrava os corpos mal deixando vis´ıvel o c´ırculo do diminuto calibre,
sa´ıa por um rombo largo de tecidos e ossos esmigalhados.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
13/02/2010 - Ver-se-´ a no que segue a UFS historicamente atuado alijando ingresso da
rede p´ ublica dentro dos parˆ ametro mais destacado nesse recorte, que ´e mais especificamente cobrar
c´ alculo de Limite no vestibular. Portanto, quando se leva em conta apenas o que seria o quantita-
tivo de ingressantes nessa para instituir cota, sem que se fa¸ ca estudo s´erio das suas causas, qui¸ c´ a,
alguns fazem isso para esconder tal desgra¸ ca que alimentaram, e continuam, todo de tipo de bar-
barismo educacional aparece. E ante certas urgˆencias no caso, fiz um Dossiˆe Extra e registro logo
aqui os encaminhamentos principais e, como n˜ ao poderia deixar de ser, com c´ opia aos docentes de
matem´ atica da UFS que encontrei e-mail:
Assunto: Como Vest/UFS/Matem´atica historicamente prejudica rede p´ ublica.
Magn´ıfico Reitor da Universidade Federal de Sergipe -UFS ( reitor@ufs.br)
Excelent´ıssimo Pr´ o-Reitor de Gradua¸ c˜ ao da UFS Excelent´ıssimo (prograd@ufs.br, ccv@ufs.br)
Procurador Federal Regional dos Direitos do Cidad˜ ao (PRDC) ( pfdc@pgr.mpf.gov.br)
Excelent´ıssimo Governador do Estado de Sergipe ( gabinete@secom.se.gov.br)
Senhores(a) Deputados(as) Estaduais ( dep.andremoura@al.se.gov.br, dep.augustobezerra@al.se.gov.br,
dep.franciscogualberto@al.se.gov.br, dep.ulicesandrade@al.se.gov.br, dep.analucia@al.se.gov.br,
dep.celinhafranco@al.se.gov.br, dep.venaciofonseca@al.se.gov.br, dep.profwanderle@al.se.gov.br)
E Demais (rabelo@ufs.br, edermateus@ufs.br, karlyba@yahoo.com.br)
Como professor p´ ublico federal da ´ area de matem´ atica, lotado na Universidade Federal do Par´ a, mat. siape:
11779470, realizo pesquisa educacional, centrada nas provas de matem´ atica dos vestibulares das universidades
p´ ublicas, pela qual mostro como atuam prejudicando o ingresso da rede p´ ublica e favorecendo quem paga pr´e-
vestibular. No documento anexo, vers˜ ao preliminar, abordo o sistema de vestibular da UFS.
Agrade¸ co a todo que queira fazer leitura e manifestar alguma coisa.
Sauda¸ c˜ oes Universit´ arias, Bel´em-Pa, 12 de fevereiro de 2010
Prof. Jo˜ ao Batista do Nascimento UFPA/ICEN/ Fac. Matem´ atica
http://lattes.cnpq.br/5423496151598527
www.cultura.ufpa.br/matematica/?pagina=jbn
Email: jbn@ufpa.br/joaobatistanascimento@yahoo.com.br
Uma resposta que chegou no meu e-mail:
Entretanto, para provar tudo em definitivo, vou apenas apresentar o programa do certame
e listar alguns t´ opicos envolvendo c´ alculo de limite das provas da 3
a
s´erie dos vestibulares da UFS,
a qual serve para testar os conhecimentos adquiridos de todo que tenha lido as notas t´ecnicas feitas
aqui, ou quando quiser, em Limite e Derivada:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 128
MATEM
´
ATICA
1. Geometria Anal´ıtica
1.1. Coordenadas cartesianas na reta e no plano.
1.2. Equa¸ c˜ ao da reta: formas reduzida, geral e segment´ aria; coeficiente angular; interse¸ c˜ ao de retas; ˆ angulos
entre duas retas, retas paralelas e perpendiculares.
1.3. Equa¸ c˜ ao da circunferˆencia; centro e raio. Posi¸ c˜ oes relativas entre ponto e circunferˆencia. Posi¸ c˜ oes relati-
vas de reta e circunferˆencia; tangentes a uma circunferˆencia. Interse¸ c˜ ao de circunferˆencia. Posi¸ c˜ oes relativas
de duas circunferˆencias.
1.4. Elipse, hip´erbole e par´ abola: equa¸ c˜ oes reduzidas.
2. N´ umeros Complexos
2.1. N´ umeros complexos: Forma alg´ebrica; opera¸ c˜ oes na forma alg´ebrica: adi¸ c˜ ao, subtra¸ c˜ ao e multiplica¸ c˜ ao.
Conjugado de um n´ umero complexo. Divis˜ ao, propriedades. Potˆencias de i. Representa¸ c˜ ao gr´ afica de um
n´ umero complexo; m´ odulo, norma e argumento. Forma trigonom´etrica; multiplica¸ c˜ ao e divis˜ ao. Potencia¸ c˜ ao,
1a f´ ormula de Moivre. Radicia¸ c˜ ao, 2a f´ ormula de Moivre
3. Polinˆ omios
3.1. Express˜ oes alg´ebricas: opera¸ c˜ oes e propriedades operacionais
3.2. Polinˆ omios. Fun¸ c˜ ao polinomial. Valor num´erico; zero e grau de um polinˆ omio: identidade de polinˆ omios
e polinˆ omio identificamente nulo. Opera¸ c˜ oes com polinˆ omio: adi¸ c˜ ao, multiplica¸ c˜ ao e divis˜ ao. Divis˜ ao de
polinˆ omios por binˆ omios do 1o grau; teorema do resto, teorema D’Alembert; dispositivo pr´ atico de Briot-Ruffini
4. Equa¸ c˜ oes Polinomiais
4.1. Conceito de equa¸ c˜ ao alg´ebrica 4.2. Equa¸ c˜ oes equivalentes.
4.3. Conceito de raiz de uma equa¸ c˜ ao e sua multiplicidade 4.4. Rela¸ c˜ oes entre ra´ızes e coeficientes.
4.5. Ra´ızes complexas, racionais e reais
5. No¸ c˜ oes de Limites
5.1. Id´eia intuitiva de limite e propriedades
Fontes: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2010/files/manual/10 conteudo 3serie.pdf,
www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2009/Manual2009.pdf, acesso fev/10
ATENC¸
˜
AO: FAZ MAIS DE 20 ANOS QUE AUTORES DE LIVRO DID
´
ATICO DO ENSINO
M
´
EDIO BRASILEIRO T
ˆ
EM EVITADO INCLUIR O CONTE
´
UDO LIMITE
UFS/2010 (UFES-10-PSS-3S)Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguinte:
0 0 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R −¦
π
2
+ k π, em que k ∈ Z¦ em R, definida por f(x) = tg (x),
ent˜ ao lim
x→
π
2
+
f(x) = +∞
1 1 - A figura abaixo apresenta um esbo¸ co gr´ afico da fun¸ c˜ ao f : R
+
−→R
+
, definida por f(x) =

x.
Observando a curva, conclui-se corretamente que lim
x→0
+
f(x) = 0.
2 2 - Calculando-se o valor do lim
x→−2
(x + 2)(2x + 3)
(1 −2x)(x + 2)
, obt´em-se −
1
5
3 3 - Se f ´e a fun¸ c˜ ao de R em R dada por f(x) =

x + 2, se x ≤ 0
2, se 0 < x < 3
−2x + 8, se x ≥ 3
.
Ent˜ ao lim
x→−1
f(x) + lim
x→1
f(x) + lim
x→4
f(x) = 3.
4 4 - Sejam fe g fun¸ c˜ oes de R em R, tais que f(x) = kx −2 e g(x) = 2x +5, em que k ´e uma constante real.
Se lim
x→1
[f(x) + g(x)] = lim
x→1
[f(x).g(x)], ent˜ ao k > 5.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2010/files/provas/pss2010 3serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2009 (UFES-09-PSS-3S) Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguinte:
0 0 - lim
t→1

t
3
+ 2t
2
−5t + 1
t
2
−1
= +∞. 1 1 - lim
x→−∞

x
2
−1
2
x
+ 9
=
1
9
. 2 2 - lim
t→+∞
2t
3
+ 9t
2
5t + 7
= +∞.
[...]
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2009/files/provas/pss2009serie3.pdf, acesso fev/10
Nota: lim
t→a

f(x) = lim
t→a

f(x)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 129
UFS/2008 - Quest˜ ao 08 - Use o polinˆ omio f = (a
2
−b
2
)x
4
+ (a −b)x
3
+ (a + b)x
2
+ (a −b)x + ab, em que a
e b s˜ ao coeficiente reais, para analisar a veracidade das afirma¸ c˜ oes abaixo:
[...]
4 4 - Considerando que a e b s˜ ao tais que a + b = 0, a.b = −4 e a > b, ent˜ ao se f(x) ´e o valor da fun¸ c˜ ao
polinomial associada a f, tem-se que lim
x→−1
f(x) = −4.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/resultado2008/Estatisticas/estat2008/Provas/Prova-PSS-3S.pdf,
acesso fev/10
UFS/2007 (UFSE-07-PSS-3S) Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes abaixo:
[...]
1 1 - Se a fun¸ c˜ ao f, de R em R, ´e dada por f(t) =

t + 1, se t ≤ 1
2 −t, se t > 1
, ent˜ ao lim
t→1
f(t) = 2.
2 2 - lim
x→−1
x
2
+ 4x + 3
x + 1
= 2 3 3 - Se lim
z→−2
f(z) −1
z
3
= −3, ent˜ ao lim
z→−2
f(z) = 24.
4 4 - lim
t→+∞

1 −
log t
1 + 2
−t

= −∞
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2007/provas/Prova-3Serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2006/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguintes:
0 0 - Sejam x e x + 1, com x > 0, as respectivas abscissas dos pontos M e N que pertencem ao gr´ afico da
curva de equa¸ c˜ ao y =
1
x
. Se S(y) ´e a ´ area do triˆ angulo OMN, em que 0 ´e a origem do sistema cartesiano
ortogonal, ent˜ ao lim
y→0
S(y) = +∞.
1 1 - Seja A um ponto qualquer de abscissa x(x > 2), pertencente ao gr´ afico da curva de equa¸ c˜ ao y =
1
x
. Se
B(x : 0), C(2 : 2) e S(x) ´e a ´ area do triˆ angulo ABC, ent˜ ao lim
x→+∞
S(y) =
1
2
.
2 2 - Se lim
x→−3
f(x)
x
2
= 2, ent˜ ao lim
x→−3
f(x)
x
= −6
3 3 - Se f ´e a fun¸ c˜ ao de R em R, definida por f(x) =

3 −x, se x < 2
1 +
x
2
, se x ≥ 2
, ent˜ ao lim
x→2
f(x) = 2.
4 4 - Se lim
x→5
f(x) = 0 e lim
x→5
g(x) = −3, ent˜ ao lim
x→5
g(x)
f(x) −1
= −3
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2006/provas/Prova-PSS-3ano.pdf, acesso fev/10
UFS/2005/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguintes:
0 0 - lim
x→3
x
2
−5x + 6
x
2
−9
= 1. 1 1 - lim
x→2
+
3x
x −2
= +∞.
2 2 - lim
x→+∞

2x
3
−5x
2
+ x −1

= −∞ 3 3 - lim
x→
π
2
tg (x) = 0.
4 4 - Se lim
x→−1

x
4
−2x
3
+ mx
2
−5x + 1

= 4, o valor da constante real m ´e 5
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2005/provas/UFSE-PSS-2005-3a-Serie.pdf, acesso fev/10
UFS/2004/(UNFSE-04-3S)3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as proposi¸ c˜ oes que seguem:
0 0 - O valor de lim
x→4
x −4

x − 2
´e 4.
1 1 - Se lim
x→2
(mx + t) = −3 e lim
x→−3
(tx + m) = 2, ent˜ ao m + t = −2
2 2 - O valor de lim
x→1
(3x −4)
201
´e 1. 3 3 - Calculando lim
x→π
secxx, obt´em-se 1.
4 4 - O valor de lim
x→+∞
x + 2
3x −4
´e
1
3
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2004/provas/prova32004.pdf , acesso fev/10
UFS/2003/3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as afirma¸ c˜ oes abaixo:
0 0 - O valor de lim
x→
1
2

(4x
2
+ 1)(4x
2
−1)

´e um n´ umero negativo.
1 1 - Se f e g s˜ ao fun¸ c˜ oes definidas para todo real x, ent˜ ao lim
x→a
[f(x) −g(x)] = f(a) −g(a).
2 2 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R

em R dada por f(x) =
1
x
, ent˜ ao lim
x→+∞
f(x) = 0.
3 3 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao de R

em R dada por f(x) =
x
[x[
, ent˜ ao lim
x→0
f(x) = 1.
4 4 - Se x ∈] −
π
2
,
π
2
[, ent˜ ao lim
x→0
tg x = 0.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2003/provas/prova3s.pdf, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 130
UFS/2002/(UFSE-PS-3A)3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as senten¸ cas seguintes:
0 0 - Calculando-se lim
x→2

(x
3
.(2x −1)

, obt´em-se 24.
1 1 - lim
x→
π
4

cos(x) + sen(x)

=
1
2
.
2 2 - Se f ´e uma fun¸ c˜ ao real dada por f(x) =
3x
2
−7x + 2
x −2
, para todo x ,= 2, ent˜ ao lim
x→2
f(x) = 5.
Aten¸ c˜ ao: para an´ alise das proposi¸ c˜ oes 3 3 e 4 4, considere a fun¸ c˜ ao f, de R em R, dada pelo gr´ afico seguinte:
3 3 - lim
x→0
f(x) = 2.
4 4 - lim
x→3
f(x) = 2.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2002/provas/Prova03ING.pdf, acesso fev/10
O que aparece de tudo isso no social, e nem preciso dizer quem s˜ ao os produtores, todos os
m´etodos e alguns dos interesses que os movem nisso, ´e o seguinte:
Como algu´em que apenas tem consciˆencia dessas notas, portanto, sem nada ter como
abstrair-se da qualidade das provas, pelo contr´ ario, alguns foram at´e adestrado para sempre supor
que s˜ ao maravilhosas, vai defender estudante com base nos valores da educa¸ c˜ ao? Pode deixar de
achar que o vestibular n˜ ao mediu nada ou esse n˜ ao sabem nada? Como algum assim pode deixar
de achar que ponto a mais pode ser desprezado e a menos pode se completado com outras coisas?
Deu para perceber que um leve truque apenas pode catapultar um para dentro da universidade,
como se fosse gˆenio e por cima do muro at´e, ou outro para bem distante dessa, achando-se nem ser
merecedor de ingressar?
E o que tudo isso faz de imediato ´e com que doze anos de trabalho docente da rede estadual
sergipana, congruentemente aos demais casos j´ a pesquisados, n˜ ao sirva para os seus alunos bril-
harem no vestibular, por melhor que fa¸ cam, e ainda correm s´erios riscos de n˜ ao ingressar. E com
muitos deles isso ´e feito pela mesma universidade que os diplomou e os entregou solenemente como
se tivesse lhes capacitando para levar os seus alunos aos mais laureados postos da vida acadˆemica.
Ou seja, ao mesmo tempo em que universidade p´ ublica o entret´em com um lindo chap´eu de
formatura, sorrateiramente chumba os seus p´es e enxerta muita cera no seu canudo para que esse
fa¸ ca asas nos seus alunos, enquanto ao mesmo tempo alimenta uma fogueira terr´ıvel para derreter
o m´ aximo disto, caso ele ainda chegue perto da sua porta querendo ingressar pelo processo normal
de vestibular.
Por´em, avalia¸ c˜ ao tem como um dos seus pilares b´ asicos haver antes processo claro e definido
que viabilize oportunidade similar a todos. Sem essa componente, e onde for inserida, avalia¸ c˜ ao
apenas atende a outros interesses que n˜ ao mais da educa¸ c˜ ao. E o caso, ingresso no ensino superior
p´ ublico, j´ a envolve tantos fatores de interesses circundantes contr´ arios ao educativo que qualquer
desvio promove uma desigualdade social brutal.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 131
Depois disto, a barb´ arie avaliativa, e avalia¸ c˜ ao tem capacidade de traduzir quase toda que
houver no sistema, al´em das suas, aparece nesse trecho de reportagem em que se discute implanta¸ c˜ ao
de cota na UFS. Leia (g.n).
VESTIBULAR DA UFS TER
´
A NAS COTAS O DIFERENCIAL DESTE ANO
Estudantes de escola p´ ublica veˆem nas cotas maior oportunidade, 15/08/2009
A partir desta segunda-feira, 17, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) d´ a in´ıcio ` as inscri¸ c˜ oes para o
Processo Seletivo Seriado (PSS) 2010. O prazo se estende at´e o dia 10 de setembro.
Este ano, al´em do aumento expressivo no n´ umero de vagas, que
saltou de 4.070 para 4.950, resultado da entrada de seis novos cursos e
amplia¸ c˜ao de outros, o vestibular da institui¸ c˜ao tem como novidade
:
a
:::::::
ades˜ao
:::
ao
::::::::
sistema
:::
de
::::::
cotas.
A medida ´e aguardada com grande expectativa por parte de estu-
dantes das escolas p´ ublicas,
:::
que
:::::::
vˆeem
::::::
agora
::
a
:::::::
chance
::::
de
:::
ter
:::::::
acesso
:::
ao
::::::
ensino
::::::::::
superior
::::::::
p´ ublico. A UFS destinar´ a 50% das vagas para esses alunos;
dentro desse n´ umero 70% ser˜ ao destinadas a estudantes que se declararem pardos,
´ındios ou afro-descendentes. Em cada curso ser´ a reservada, ainda, uma vaga para
pessoas que possuem algum tipo de deficiˆencia.
Vestibular tem como novidade o
sistema de cotas, al´em de aumento
das vagas
¨As cotas v˜ao criar uma diversidade e uma inclus˜ao de fato. A UFS propiciar´a 50% ou mais
de chances de acesso ´a educa¸ c˜ao superior a esses alunos¨, diz o pr´ o-reitor de Gradua¸ c˜ ao da UFS,
professor Sandro Holanda.
Sandro Holanda diz que cotas provocar˜ ao inclus˜ ao de verdade na institui¸ c˜ ao.
Cursos como Medicina e Direito, que possuem entre um a quatro alunos
de escola p´ ublica em sua turma, representam, para Sandro, a falta
de inclus˜ao hist´ orica das universidades. ¨As pol´ıticas afirmativas trazem
como preceito b´ asico a inclus˜ ao social. Ent˜ ao n´ os estamos disponibilizando na
universidade p´ ublica uma reserva espec´ıfica para escola p´ ublica, o que com certeza
ter´ a impacto significativo¨, acrescenta Sandro.
Sandro Holanda diz que cotas
provocar˜ ao inclus˜ ao de verdade na
institui¸ c˜ ao
Expectativa
Em uma das turmas do Pr´e-Universit´ ario da Secretaria de Estado da Edu-
ca¸ c˜ ao, o clima entre os estudantes ´e de maior confian¸ ca. A coordenadora
pedag´ ogica do curso, Gabriela Zelice, diz que o reflexo disso foi sentido j´ a no
n´ umero de inscri¸ c˜ oes. Gabriela Zelice diz que n´ umero de inscri¸ c˜ oes no Pr´e Uni-
versit´ ario da Secretaria de Educa¸ c˜ ao aumentou ¨Foram quase 11 mil inscritos
para 4.550 vagas, algo inusitado. Por conta dessa demanda, abrimos mais tur-
mas, totalizando 34 p´ olos e 5 mil vagas¨, conta.
Gabriela Zelice diz que n´ umero de
inscri¸ c˜ oes no Pr´e Universit´ ario da
Secretaria de Educa¸ c˜ ao aumentou
Givalda Ara´ ujo, 33, tentar´ a uma vaga no curso de Geografia pela terceira vez. ¨Agora estudo uma hora a
mais.
´
E um objetivo de vida entrar na UFS, dessa vez espero que eu consiga¨, diz. Segundo ela, as cotas n˜ ao
deveriam ser necess´ arias mas, ¨o n´ıvel de educa¸ c˜ ao n˜ ao ´e o mesmo para todos, ent˜ ao essa ´e a ´ unica maneira
que temos de ser aprovados. Muita gente almeja passar na prova¨, acrescenta.
Tiago Moreira, 22, diz n˜ ao acreditar que o sistema ´e um favorecimento. ¨O
n´ıvel da prova ´e o mesmo, eu acredito que a oportunidade ser´a maior.
Essa decis˜ao da UFS ´e um divisor de ´aguas. Entrar na universidade ´e
ter uma perspectiva melhor de futuro¨, diz o estudante, que far´ a a prova
pela quarta vez.
Tiago Moreira tentar´ a vestibular pela quarta vez e acredita que oportunidade
ser´ a maior.
Tiago Moreira tentar´ a vestibular
pela quarta vez e acredita que opro-
tunidade[oportunidade] ser´ a maior.
¨A maioria das pessoas estuda na escola p´ ublica e muitas vezes n˜ao podem pagar uma
mensalidade.
´
E uma boa oprotunidade [oportunidade] para n´ os, tanto que estou me dedicando
mais aos estudos, porque agora n˜ao vou ficar mais excedente¨, declara Jean de Jesus, 34, que tentar´ a
o vestibular para servi¸ co Social tamb´em pela quarta vez.
´
E justamente esse mito da maior facilidade para a prova que o pr´ o-reitor faz quest˜ ao de quebrar. Pois o
que havia, na verdade, era uma concorrˆencia injusta entre os candidatos. ¨N˜ao ´e que vai ser mais f´acil, o
que ocorre ´e que os alunos de escola p´ ublica concorrer˜ao entre si tendo que fazer as pontua¸ c˜ oes
diferentes das rotineiras do vestibular, quando concorriam com os de escola privada¨, afirma
Sandro Holanda
Ginalda Ara´ ujo sente-se estimulada e apliou [ampliou] hor´ ario de estudo.
¨Al´em disso, tem os que possuem deficiˆencia, que antes nem se inscreviam para a
prova e agora ter˜ ao pelo menos uma vaga reservada¨, acrescenta o pr´ o-reitor. Ele
ressalta que as provas especiais j´ a eram aplicadas em anos anteriores, mas agora
exigir˜ ao um cuidado e antecedˆencia bem maiores, pois o n´ umero de inscritos tende
a aumentar. (Cont.)
Ginalda Ara´ ujo sente-se estimu-
lada e apliou[ampliou] hor´ ario de
estudo.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 132
Aten¸ c˜ ao especial
Para as inscri¸ c˜ oes no vestibular, diante dessa nova situa¸ c˜ ao, Sandro Holanda aconselha aos alunos que ao
preencher o formul´ ario fiquem atentos a op¸ c˜ ao em que devem se enquadrar, dentre os trˆes grupos (sem cota,
com cota da escola p´ ublica e com cota racial) que constam na inscri¸ c˜ ao e que representam situa¸ c˜ oes diferentes.
¨A gente pede que eles tenham aten¸ c˜ ao ao preencher os dados, porque isso pode aumentar ou diminuir as
chances dele nas provas¨, diz.
As inscri¸ c˜ oes custam R$ 70 para o PSS Geral e R$ 30 para o PSS das 1
a
, 2
a
e 3
a
s´eries. Ap´ os cinco
dias ´ uteis do pagamento efetuado e at´e o dia 30 de setembro, os vestibulandos devem confirmar a inscri¸ c˜ ao
no site. Depois disso, o estudante ter´ a entre os dias 19 de outubro a 6 de novembro para imprimir o cart˜ ao
de identifica¸ c˜ ao contendo o local da prova. Os exames ocorrem de 6 a 9 de dezembro. Para os candidatos aos
cursos de Dan¸ ca, M´ usica e teatro a prova espec´ıfica ocorre no dia 8 de novembro.
Por Di´ ogenes de Souza e Raquel Almeida
Fonte: www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=88782&titulo=especial, acesso fev/10
Quais outros fatores forjariam quem ´e da acadˆemica, pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao, e ao mesmo
tempo defende alijar do ingresso um estudante com nota superior? Delinearei duas hip´ oteses e deixo
o que penso nisso:
- Sabe haver fatores em prova do vestibular que n˜ao prestam, porquanto, a diferen¸ ca
de pontua¸ c˜ao entre candidatos n˜ao revela nada de interessante para fazer curso supe-
rior.
Que n˜ ao ´e dif´ıcil encontrar dentro de universidade p´ ublica quem defenda que vestibular n˜ ao
mede nada, ´e a coisa mais simples. O que surpreende, sendo esse o caso, ´e que o respons´ avel direto
pelo vestibular ´e exatamente o pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao. Porquanto, sabendo disso deveria tomar
toda providˆencia para n˜ ao correr o risco de ser acusado de prevaricar no exerc´ıcio do cargo p´ ublico.
- Considera que todas as provas do vestibular s˜ao bem feitas, justas e mede o con-
hecimento de fato. Por´em, acha que fatores outros podem substituir perfeitamente o
conhecimento no acesso ao diploma de curso superior.
S´ o posso dizer que perdi durante o processo de forma¸ c˜ ao todas as aulas que ensinavam isso.
Algumas de prop´ ositos mesmo, pois sempre achei que universidade n˜ ao ´e lugar para perder tempo
com coisa que destroem os valores acadˆemicos. Como sair pelos corredores angariando voto para
eleger docente que, se eleito, deixa de ser docente, vira administrador e passa ganhar mais. E com
isso todos ficam com um docente a menos para ministrar aulas.
O que mais se depreende das falas dos estudantes da rede p´ ublica parte da inocˆencia de quem
acredita muito nas promessas de que todos os componentes dos poderes p´ ublicos est˜ ao agindo sem-
pre buscando o mais justo. Dois trechos apenas que convergem nessa dire¸ c˜ ao: (g.n):
ALUNOS DO PR
´
E-UNIVERSIT
´
ARIO DA SEED TIRAM D
´
UVIDAS SOBRE CURSOS
OFERECIDOS PELA UFS 07/08/2009
A Secretaria de Estado da Educa¸ c˜ ao (SEED), atrav´es da Coordena¸ c˜ ao do Pr´e-Universit´ ario, deu in´ıcio na
tarde da ´ ultima quinta-feira, 6, a uma s´erie de palestras que dever˜ ao prosseguir at´e o dia 1
o
de setembro, em
diferentes polos da capital e do interior, sobre os cursos ofertados pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Neste primeiro momento, foram atendidos alunos do polo instalado no Centro de Referˆencia de Educa¸ c˜ ao de
Jovens e Adultos Professor Severino Uchˆ oa. As palestras, em parceria com a UFS, s˜ao para estimular a
participa¸ c˜ao dos alunos da rede p´ ublica estadual na edi¸ c˜ao 2009/2010 do vestibular da institui¸ c˜ao
federal. O projeto tamb´em atender´ a alunos da Educa¸ c˜ ao de Jovens e Adultos do Ensino M´edio (EJAEM).
No audit´ orio da unidade de ensino, cerca de 180 alunos ouviram atentos as explana¸ c˜ oes do
professor, doutor em educa¸ c˜ao, Paulo Heimar. No roteiro do professor constou apresenta¸ c˜ao
sobre o hist´ orico e estrutura da universidade, perfil do profissional e mercado de trabalho.
Ele tamb´em respondeu a perguntas, esclareceu quest˜ oes relacionadas ` a inscri¸ c˜ ao e anunciou os novos cursos
de ecologia, design gr´ afico, engenharia de petr´ oleo, medicina veterin´ aria, engenharia agr´ıcola e engenharia
ambiental.
Para a coordenadora do N´ ucleo de Integra¸ c˜ ao da UFS, professora Ana Ang´elica Freitas, os encontros,
al´em de estimular novas possibilidades, poder˜ ao transformar as ideias. A t´ecnica do Departamento de Apoio ao
Sistema Educacional (Dase) da SEED, setor respons´ avel pela coordena¸ c˜ ao do curso pr´e-universit´ ario, Gabriela
Zelice, ressaltou que a iniciativa pode assegurar ao aluno um conhecimento maior da institui¸ c˜ao
e das op¸ c˜ oes de curso que ele pode vir a escolher. [...]
Fonte: http://www.seed.se.gov.br/portaldoprofessor/noticia.asp?cdnoticia=4122&Mes=0&Ano=2009,
acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 133
GOVERNADOR ASSINA TERMO PARA ISENC¸
˜
AO DA TAXA DE INSCRIC¸
˜
AO NO
VESTIBULAR DA UFS PARA 5 MIL ALUNOS, 28/08/2009
Uma medida in´edita que isentar´a cinco mil alunos da rede p´ ublica estadual de pagar o valor
da inscri¸ c˜ao no vestibular 2010 da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Esta ´e a iniciativa que
est´ a sendo autorizada pelo governador Marcelo D´eda com a assinatura do Termo de Coopera¸ c˜ ao T´ecnica entre
as secretarias de Estado da Educa¸ c˜ ao (Seed) e da Assistˆencia, Inclus˜ ao e Desenvolvimento Social (Seides).
A solenidade aconteceu na noite da ´ ultima quinta-feira, 27, no Clube do Banese, na Coroa do Meio, e
foi dirigida especificamente para os alunos que participam do curso pr´e-universit´ ario da SEED. A iniciativa
permitir´a o repasse de R$ 250 mil em recursos do
::::::
Fundo
:::
de
::::::::::
Combate
::
e
::::::::::::
Erradica¸ c˜ao
:::
da
:::::::::
Pobreza
para a Seed, que far´a o encaminhamento junto `a UFS.
A medida visa garantir o ˆexito do Pr´e-Universit´ario, que vem obtendo resultados not´aveis
com a inser¸ c˜ao cada vez maior dos alunos oriundos da rede p´ ublica nas institui¸ c˜ oes de ensino
superior e, sobretudo, na Universidade Federal de Sergipe.
Em 2009, o Governo do Estado proporcionou a isen¸ c˜ao para 2,6 mil estudantes, atingindo
um montante de R$ 130 mil. Gra¸ cas ao convˆenio assinado com a Seides foi poss´ıvel ampliar em 92%
os recursos, garantindo um n´ umero maior de beneficiados. Al´em disso, a Seed tamb´em ampliar´ a as a¸ c˜ oes de
apoio aos vestibulandos, que tamb´em foram realizadas em anos anteriores.
:::::
¨Este
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um
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grande
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realiza¸ c˜ ao
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muitos
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e,
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nos
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::
da
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Universidade
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Federal
:::
de
::::::::
Sergipe¨, frisou o governador. [...]
Fonte: www.seed.se.gov.br/portaldoaluno/noticia.asp?cdnoticia=4197, acesso fev/10
E j´ a que pr´ o-reitor joga no lixo pontos de candidato de um lado da equa¸ c˜ ao do ingresso
e n˜ ao falta no outro membro - equa¸ c˜ ao precisa manter a igualdades nos membros - quem queira
junt´ a-los, e n˜ ao s´ o mais para ingressar, mas para tamb´em para n˜ ao sair, leia essa not´ıcia (g.n):
GOVERNO PREMIA ALUNOS DA REDE P
´
UBLICA APROVADOS NO VESTIBULAR DA
UFS, 05/02/2009
A aprova¸ c˜ao no vestibular marca o in´ıcio de uma nova fase na vida
de qualquer jovem. Essa conquista ´e ainda mais significativa quando o
aluno vem da rede p´ ublica: o ingresso na universidade ´e marcado por
::::::
lutas,
:::::::::
orgulho,
::::::::
estudo,
::::::
garra e muita festa. Este ano a festa foi ainda maior
do que nos anos anteriores: o Governo de Sergipe bateu um recorde de
aprova¸ c˜ao, com 3.172 aprovados. Em Medicina, curso que n˜ao recebia
alunos da rede estadual de ensino h´a 20 anos, foram 18 novos alunos.
Alunos da rede p´ ublica s˜ ao aprovados
no vestibular da UFS / Foto: Secom
Para comemorar o n´ umero recorde de aprovados nos vestibulares em
Sergipe, o Governo de Sergipe decidiu premiar os 20 melhores alunos
classificados.
:::
Em
:::::
uma
::::::
festa
:::
no
::::::
Clube
::::
do
::::::::
Banese, o governador Marcelo
D´eda e o secret´ario de Estado da Educa¸ c˜ao, Jos´e Fernandes de Lima,
entregaram cadernetas de poupan¸ ca oferecidas pelo Banese, de valor
entre R$ 3.000 e R$ 500. As escolas tamb´em foram premiadas com
trof´eus, de acordo com a classifica¸ c˜ao no vestibular.
Governador entregou prˆemios aos
aprovados na UFS / Foto: Secom
Esse sucesso s´ o foi poss´ıvel devido ao trabalho da Secretaria de Estado da Educa¸ c˜ao (SEED).
Foram in´ umeras a¸ c˜ oes que garantissem a melhoria da qualidade do ensino p´ ublico em todo o estado. A SEED
criou o Pr´e-Universit´ ario gratuito, distribu´ıdo em 34 p´ olos no estado, al´em das revis˜ oes antes do vestibular, que
atra´ıram 50 mil alunos. Cinco mil taxas de inscri¸ c˜ ao no vestibular foram pagas pelo Governo de Sergipe, al´em
do transporte e acolhimento dos vestibulandos nos dias de prova. O secret´ ario de Estado da Educa¸ c˜ ao falou ao
blog sobre as a¸ c˜ oes da SEED que garantiram o recorde:
O professor Cleidinilson de Jesus ´e diretor do Col´egio Estadual Murilo Braga, em Itabaiana.
Ele recebeu das m˜aos do governador, o prˆemio do col´egio p´ ublico com maior aprova¸ c˜ao na UFS:
foram 193 aprovados somente no Murilo Braga. Ao blog, ele falou sobre o sucesso do col´egio no vestibular
da UFS e a importˆ ancia do apoio da SEED para esse resultado:
O estudante Vin´ıcius Rafael Souza recebeu do governador um cheque no valor de R$ 3 mil. Aluno do Col´egio
Estadual Bar˜ ao de Mau´ a, ele foi aprovado no curso de Medicina na UFS com uma pontua¸ c˜ ao de 15.993 pontos.
Ele contou ao blog sobre como foi a prepara¸ c˜ ao para as provas e do incentivo dado pelo Governo de Sergipe,
com a premia¸ c˜ ao e o apoio financeiro do Banese.
O governador Marcelo D´eda discursou durante o evento. Ele contou que na casa dele, a sua
secret´ aria Lurdinha tamb´em comemora o sucesso da rede p´ ublica no vestibular UFS: o seu filho passou em 13
o
lugar para o curso de Administra¸ c˜ ao. Emocionado, ele fez quest˜ ao de destacar que ´e ¨filho da escola p´ ublica¨,
e nunca estudou na rede particular. D´eda falou sobre os investimentos feitos pelo Governo de Sergipe
para que a aprova¸ c˜ao recorde na UFS se tornasse uma realidade.
Fonte: http://e-sergipe.net/2010/02/05/festa-marca-aprovacao-dos-alunos-da-rede-publica-no-
vestibular-da-ufs/, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 134
NENHUM DADO DE COTA J
´
A IMPLANTADA INDICA DESEMPENHO
ACAD
ˆ
EMICO INFERIOR DESSES. AS EXPERI
ˆ
ENCIAS QUE J
´
A TIVE COM
TURMAS DA UFPA T
ˆ
EM ELEMENTOS QUE INDICAM COTISTA LEVEMENTE
MELHOR.
O levemente ´e pelo fato da minha atua¸ c˜ ao ter sido muito mais fora de cursos tidos por
nobre, como os da engenharia, pelo quais estudantes da rede privada pouco se interessam. Nisso ´e
muito revelador esse trecho de artigo do Magn´ıfico.
¨No artigo anterior mostramos que se considerarmos apenas o impacto isolado da reserva
de vagas para os egressos das escolas p´ ublicas, no pr´ oximo Vestibular da UFS, o resultado
n˜ ao seria uma altera¸ c˜ ao dr´ astica na distribui¸ c˜ ao entre o total de ingressantes dos dois
segmentos, visto que no vestibular de 2009,
:::::
sem
:::::::::
qualquer
::::::::
reserva
::::
de
:::::::
vagas,
:::::::
48,5%
::::
das
::::::
vagas
::::::
foram
:::::::::::
ocupadas
::::
por
:::::::::
egressos
::::
de
::::::::
escolas
:::::::::
p´ ublicas. Adicionalmente, como novas vagas foram
criadas para o pr´ oximo vestibular, ambos os segmentos poderiam ter aumento na quantidade
de vagas preenchidas.¨
Josu´e Modesto dos Passos Subrinho, Reitor da UFS
UFS: Vestibular 2010 (II), www.ufs.br/?pg=artigo&id=124, acesso fev/10
Antes preciso expor [reexpor para quem vem lendo tudo] um pouco do que estamos chamando
de universidade p´ ublica e, para tanto, retornar ao seu prim´ ordio fundamental: ditadura militar de
64. Essa tinha dois ´ unicos gabinetes de poder: do general representante dos ´ org˜ aos de seguran¸ ca
- podia ser na reitoria ou n˜ ao -, e do reitor. O general, essencialmente, cuidava de tudo quanto
era nomea¸ c˜ ao/demiss˜ ao, sindicˆ ancia e servi¸ co psiqui´ atrico. E o reitor, juntamente com os seus as-
sessores diretos, inclu´ıa todo com cargo administrativo, presidia ainda todos os conselhos. Isto ´e,
reitor exercia o executivo e o legislativo.
O papel do general era mais evidente nas horas de demitir, o que o fazia recorrer ao servi¸ co
psiqui´ atrico quando queria que isso fosse de forma mais ¨amena¨, posto que, o mais acert´ avel
poss´ıvel seria uma aposentadoria como doido, e de admitir. De princ´ıpio, n˜ ao tinha mais concurso
p´ ublico para docente ou, salvo raras exce¸ c˜ oes, era apenas um jogo de cena para deixar transparecer
alguma normalidade. O que valia mesmo era a entrevista com o general. Mas, at´e o nome da con-
trata¸ c˜ ao mais comum, professor colaborador, periodicamente renov´ avel mediante nova entrevista,
j´ a denunciava em que circunstˆ ancia tudo ocorria. E nisso h´ a casos misteriosos de pessoa contratada
e logo na primeira aula, e continua at´e hoje, revelar-se de esquerda. E basta dizer que a persegui¸ c˜ ao
era t˜ ao feroz que a UnB quase foi paralisada, se o general n˜ ao tivesse viabilizado mais de duzentos
colaboradores em poucos dias.
E com o dito processo de redemocratica¸ c˜ ao praticamente o reitor assumiu os poderes do
general delegando aos grupos o caso do concurso docente. Na pesquisa principal, no cap´ıtulo Con-
curso com Cartas Marcadas, relato coisas que frutificaram disso. Ou seja, na essˆencia hoje reitor
comanda reitoria (executivo), preside os conselhos superiores (legislativo), onde todos os seus as-
sessores diretos tˆem voto, e o judici´ ario, porquanto, nenhuma sindicˆ ancia de peso pose ser aberta
sem a sua anuˆencia. Havendo caso, como o da UFPA em que o Servi¸ co Psiqui´ atrico funciona tal no
tempo do general, s´ o que agora subordinado ao reitor. E mais: nem a Pol´ıcia Federal transparece
ter poder para averiguar nada dentro desta, sem antes oficiar ao reitor o que vai pesquisar.
Como nunca ouvi falar ter havido uma revolu¸ c˜ ao na UFS, assim como em nenhuma outra,
e dado que n˜ ao achei na sua p´ agina a estrutura¸ c˜ ao dos conselhos, n˜ ao ´e poss´ıvel acreditar que essa
n˜ ao siga essa funcionalidade. Portanto, ante tal coisa nada ´e aprovado no conselho se n˜ ao for da
satisfa¸ c˜ ao do magn´ıfico. Logo, o dito por ele espanca o bom senso, posto que, sendo verdade que
o ingresso da rede p´ ublica j´ a fosse nesse percentual no geral, no m´ aximo, essa s´ o faria sentido em
alguns cursos apenas. E fazer educa¸ c˜ ao corresponde andar por uma via em que cada parada tem o
mesmo portal encimando-o em letras garrafais os dizeres: NUNCA PERDER O BOM SENDO DE
VISTA.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 135
Nesse caso de cota falta citar um elemento, sempre explosivo, porquanto, fora da minha
especialidade, e que esse trecho de artigo revela:
¨A possibilidade de ascens˜ ao social pelas cotas dever´ a colocar sobre os ombros dos
cotistas a responsabilidade de agir, no sentido de ampliar socialmente os espa¸ cos para
que outros como eles possam sonhar ¨mais um sonho imposs´ıvel, vendo nascer um futuro
diferente da exclus˜ ao e ¨uma flor brotar do imposs´ıvel ch˜ ao¨¨ (Chico Buarque).¨
Luciane P. C. Rom˜ao - Qu´ımica/UFS
As cotas nas universidades e as Brumas do Avalon www.ufs.br/?pg=artigo&id=134
A quest˜ ao que se coloca ´e a seguinte: a todo m´edico, por exemplo, o mercado oferece deste de
trabalhar em postos p´ ublicos da periferia ganhando sal´ arios municipais que todos acham baix´ıssimo,
at´e em clinica de est´etica de beleza s´ o acess´ıvel para quem pode gastar o pre¸ co de um carro zero,
n˜ ao popular, apenas para retirar umas rugas. Existe algo no processo de cota que levaria quem
ingressou em medicina via isso n˜ ao querer t˜ ao somente ir para o lado, digamos assim, elitista e
burguˆes?
Como pensam fazer para colocar alguma responsabilidade social nos ombros de cotista
quando alegam necessidade de cota exatamente por n˜ ao haver conseguido isso de quem fez curso
em universidade p´ ublica, portanto, gratuitamente, pelo menos de forma direta? Que culpa tem um
jovem por querer fazer medicina numa universidade p´ ublica, atendeu o que foi exigido na prova e
tirou mais pontos, do fato do seu pai ter condi¸ c˜ ao financeira e proporcionar-lhe acesso aos bens
sociais, mesmo que os mais requintados?
E quando a barb´ arie, e n˜ ao s´ o educacional, atinge esse n´ıvel, todos os fatores t˜ ao caro de
civilidade que foram determinados ` a escola preserv´ a-los, tornam-se in´ uteis para que algum tribunal
atue. O que segue dentro do ad´ agio popular: cada juiz uma senten¸ ca. Leia (g.n):
COTAS: JUIZ SOLICITA DADOS DA UFS EM FUNC¸
˜
AO DE LIMINAR, 28/1/2010
O Juiz Edmilson da Silva Pimenta determinou que a UFS envie documentos necess´ arios para melhor avaliar
pedido de uma estudante
O Juiz da 3
a
Vara da Justi¸ ca Federal, Edmilson da Silva Pimenta, solicitou informa¸ c˜ oes da Universidade
Federal de Sergipe (UFS) para avaliar o mandado de seguran¸ ca pedido pela aluna Anne Carolyne Lelis Oliveira
que prestou vestibular para Medicina e disse ter sido prejudicada pelo sistema de cotas.
O pedido feito pela advogada e m˜ ae da estudante, Ac´ acia Gardˆenia Lelis, ´e para que a filha tenha o direito
de se matricular na institui¸ c˜ ao. O argumento ´e que a jovem teria conseguido boa pontua¸ c˜ ao e caso n˜ ao existisse
o sistema de cotas ela teria sido aprovada.
Confira a decis˜ ao na ´ıntegra:
Vistos etc.
A mat´eria suscitada nos autos envolve quest˜ao de grande relevˆancia f´atica e jur´ıdica, qual
seja, o acesso `a Universidade P´ ublica, no caso, a Universidade Federal de Sergipe, que instituiu
o programa de a¸ c˜ oes afirmativas de acesso de grupos menos favorecidos, mediante reserva de
vagas no concurso vestibular, nos termos da Resolu¸ c˜ao n
o
80/2008/CONEPE, ora questionada
pela impetrante, que entende ilegal e inconstitucional o aludido ato normativo, postulando a
sua matr´ıcula no Curso de Medicina, em raz˜ao da sua classifica¸ c˜ao no processo seletivo seriado
2010.
Diante da complexidade da quest˜ ao, ainda in´edita neste ju´ızo, e considerando as conseq¨ uˆencias da decis˜ ao
para o interesse das partes, inclusive poss´ıveis repercuss˜ oes na esfera jur´ıdica de terceiros interessados e,
considerando, ainda, que, na hip´ otese de provimento do pedido liminar, n˜ ao haver´ a qualquer risco ao arg¨ uido
direito da impetrante, que poder´ a ser matriculada na UFS mesmo ap´ os a data fixada para os candidatos
aprovados no certame, determino a notifica¸ c˜ ao das autoridades impetradas para apresentarem, no prazo legal,
as sua Informa¸ c˜ oes, inclusive trazendo ` a cola¸ c˜ ao a ordem de classifica¸ c˜ ao dos candidatos no Curso de Medicina,
observando os crit´erios gerais, onde constem todos os candidatos, independentemente do sistema de cotas e do
crit´erio especificado na Resolu¸ c˜ ao n
o
80/2008/CONEPE, nos termos do art. 7
o
, I, da Lei 12.016/2009 e em
aten¸ c˜ ao ao princ´ıpio do contradit´ orio, ap´ os o que apreciarei a medida liminar requestada.
Aracaju/SE, 27 de janeiro de 2010.
Juiz Edmilson da Silva Pimenta
Fonte: Infonet
Fonte: http://www.clicksergipe.com.br/blog.asp?pagina=1&postagem=7218, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 136
MPF/SE ARQUIVA NOVO PROCEDIMENTO PELO FIM DAS COTAS NA UFS, 2/2/2010
Procurador da Rep´ ublica Pablo Barreto reiterou a legalidade do sistema adotado pela institui¸ c˜ ao.
O Minist´erio P´ ublico Federal em Sergipe (MPF/SE) arquivou nesta ter¸ ca-feira, 2 de
fevereiro, mais um procedimento administrativo que analisava a legalidade do sistema de cotas
adotado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O caso foi analisado pela Procuradoria
Regional dos Direitos do Cidad˜ao (PRDC) - ´ org˜ao do MPF respons´avel pela defesa dos direitos
da pessoa humana.
O procedimento foi instaurado a partir de representa¸ c˜ ao encaminhada por v´ arias pessoas que solicitavam
ao MPF o ajuizamento de uma a¸ c˜ ao pedindo o fim das cotas no vestibular da UFS. O procurador regional
dos Direitos do Cidad˜ ao substituto Pablo Coutinho Barreto reiterou o posicionamento em rela¸ c˜ ao ao assunto,
entendendo que n˜ ao h´ a qualquer raz˜ ao jur´ıdica ou f´ atica que caracterize o sistema de cotas como ilegal.
¨Ante a realidade social que se apresenta, n˜ao adotar a¸ c˜ao afirmativa significa aceitar a re-
produ¸ c˜ao das desigualdades j´a existentes e alargar a distˆancia que separa os brancos e alunos de
escolas particulares dos negros e alunos de escolas p´ ublicas¨, afirma o procurador. No arquivamento,
Pablo Barreto ressaltou ainda o car´ ater autˆ onomo da UFS como o fundamento jur´ıdico que ampara a escolha
pol´ıtica realizada pela institui¸ c˜ ao.
Sistema de cotas - As discuss˜ oes sobre a implanta¸ c˜ ao do programa de a¸ c˜ oes afirmativas na Universidade
Federal de Sergipe iniciaram em 2003, atrav´es da realiza¸ c˜ ao de reuni˜ oes, conferˆencias e mesas redondas. Em
2008, o programa que tem a finalidade de garantir o acesso de grupos menos favorecidos ao ensino superior
p´ ublico foi institu´ıdo pelo Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extens˜ ao da UFS (Conepe). A partir de ent˜ ao,
a UFS destinou 50% das vagas do vestibular de 2010 para alunos oriundos de escolas p´ ublicas. Dentro desse
n´ umero, 70% das vagas foram reservadas a estudantes que se declararam pardos, ´ındios ou afro-descendentes.
Em cada curso foi reservada ainda uma vaga para pessoas que possuem algum tipo de deficiˆencia.
Assessoria de Comunica¸ c˜ ao Procuradoria da Rep´ ublica em Sergipe (79) 3301-3874 / 3301-3837 / 9931-6732,
ascom@prse.mpf.gov.br
Fonte: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/direitos-do-cidadao/mpf-se-
arquiva-novo-procedimento-pelo-fim-das-cotas-na-ufs, acesso fev/10
SISTEMA DE VESTIBULAR DA UFS FAVORECE QUEM PAGA
PR
´
E-VESTIBULAR
¨Como se fossem conhecidas as camadas mais profundas da terra, pelos que lhe ignoravam a
pr´ opria superf´ıcie.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
N˜ ao obstante o avaliar seja o trabalho mais significativo da docˆencia, dado ser resumo e
condensador de tudo que se fez presente no processo de ensino e aprendizagem, pelo menos em
matem´ atica, ´e o que de mais desajustado h´ a no processo de forma¸ c˜ ao docente no Brasil. E coloco
apenas alguns princ´ıpios, m´etodos e parˆ ametros dessa que ajudam na defesa da tese desse recorte.
- Combater intransigentemente todo e qualquer processo de cola - Isso n˜ ao s´ o por
ser fraude intelectual, como pode envolver o crime mais terr´ıvel: levar algum abandonar uma id´eia
genial, porquanto, nem ele e nem ningu´em sabia disto ainda, para copiar tal faz algum ao seu lado,
que ´e aparentemente ainda uma solu¸ c˜ ao.
O tr´ agico do nosso educacional se revela quando anuncio isso em sala de aula. Nunca faltam
gargalhadas e, ` as vezes, no final da aula ainda tem gente solu¸ cando. Pois, foram criados dentro de
um sistema educacional que lhes incutiram, mais em matem´ atica, que n˜ ao s˜ ao capazes disto.
- A avalia¸ c˜ao n˜ao pode jamais ser capaz de reprovar quem aprendeu tudo que foi
tratado nas aulas - Ou seja, a avalia¸ c˜ ao n˜ ao ´e obrigada contemplar apenas o que o docente disse
em sala, mas n˜ ao pode ser t˜ ao defasada desse conjunto que reprove quem entendeu tudo isso. Por-
tanto, ambos, conjunto de aula e avalia¸ c˜ ao, devem estar associados numa grande parte. E no caso
espec´ıfico do vestibular, e ao contr´ ario do demonstrado aqui ocorrer na UFS, as suas provas n˜ ao
podem abordar nada que nem sequer foi oportunizado e constru´ıdo no meio social para o candidato
acessar tal saber.
E esse constru´ıdo no caso poderia ser o sistema da UFS, no m´ınimo, indicar na sua p´ agina
na internet em legenda imensa coisa como: ATENC¸
˜
AO: COMO NO NOSSO PROGRAMA DE
MATEM
´
ATICA DO 3
o
ANO CONSTA LIMITE E NEM TODO LIVRO DID
´
ATICO DO MEC
PARA REDE P
´
UBLICA ABORDA ISSO, NESSE LINK, ASSIM COMO IR
´
A JUNTO AO MAN-
UAL DO CANDIDATO, H
´
A UM TEXTO QUE TODO PRECISA ESTUD
´
A-LO.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 137
Uma conseq¨ uˆencia direta disto, falo pela UFPA, ´e que mesmo tendo uma gr´ afica imensa e
podendo, tal qual se faz para rem´edio gen´erico, produzir e fornecer aos alunos carentes os livros
das disciplinas curriculares, nada disto ´e feito. E acho que uma das raz˜ oes por isso ´e que editora
n˜ ao deixaria acontecer tal coisa sem uma fiscaliza¸ c˜ ao rigorosa de que tais livros estavam mesmo
apenas beneficiando aluno carente da institui¸ c˜ ao.
- A resolu¸ c˜ao, sempre a melhor poss´ıvel, todas que saibam e guardam diferen¸ cas
de argumentos, tem que ser feita conjuntamente com a avalia¸ c˜ao e liberada logo ap´ os
o t´ermino da prova, na ´ıntegra - O essencial ´e preservar o direito intelectual dos candidatos
quando a prova exige deixar resolu¸ c˜ ao, mas n˜ ao somente. Em todo caso, serve para dirimir d´ uvidas,
posto que, sendo documento oficial pode ser usado para recurso, orienta¸ c˜ ao, etc.
Vou adentrar ao sert˜ ao sergipano e trazer de l´ a um exemplar t´ıpico disto.
SUBCASO UFS/ITABAIANA
¨Entregue ` a solicitude dos melhores mestres.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Assim como as demais federais, a UFS tem se expandido para o interior do Estado. E
Itabaiana-SE ´e campus localizado na regi˜ ao central, portanto, sert˜ ao nordestino. E esse quesito
prova que a trag´edia foi levada na capa do processo que criou esse.
UFS/Itabaiana2006/ 3
a
S´erie - Quest˜ ao 10 - Analise as senten¸ cas abaixo:
[...]
3 3 - lim
x→0

senx + tg x + 1 =

2. 4 4 - lim
x→−1
(x
3
−9x
2
+ 7x −2) = −19.
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/Itabaiana2006/provas/Prova-3Serie.pdf, acesso fev/10
Eis mais t´ıpico do que delineio ao final do caso anterior.
UFS/Itabaiana/2007/ 3
a
S´erie - Quest˜ ao 7 - Analise as afirma¸ c˜ oes seguintes:
0 0 - Se o gr´ afico abaixo ´e o de uma fun¸ c˜ ao polinomial p, com coeficientes reais, ent˜ ao o coeficiente dominante
de p ´e positivo e o seu grau maior ou igual a 3 .
[...]
Fonte: www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/pss2007/provas/Prova-3Serie.pdf, acesso fev/10
Se houvesse esse espa¸ co para contesta¸ c˜ ao depois da prova, a qual s´ o pode ser publicamente e
n˜ ao reunindo entre quadro paredes banca e os que morrem de medo desta, qui¸ c´ a tendo interesse em
compactuar, algum candidato lendo o que achou a banca para dizer que era F poderia argumentar
que marcou V pensando, por exemplo, ser p(x) = (x +3)(x +1)(x −1)(x −2)(x −3)(x −4). Posto
que, os pontinhos nas pontas do gr´ afico induzem, mas n˜ ao ´e garantia cient´ıfica, de tais pontas n˜ ao
retornam.
Nisso havendo o seguinte: ningu´em pode ser penalizado por ter pensado, mesmo que errado,
tal qual a banca, porquanto, marcou F, dado que essa s´ o pode ser composta pelos maiores espe-
cialistas que h´ a ao alcance da universidade. E o feito por quem ´e do interior desta, n˜ ao pode ser
usado para proibir ningu´em entrar. Sei que isso abre espa¸ co para malandro ganhar pontua¸ c˜ ao, mas
j´ a que pagaram um similar para fazer prova, pague-se o pre¸ co do outro e tome, pelo menos, o que
gastou como se estivesse contratando quem sabia fazer e n˜ ao apenas por ter um diploma que diz
isso.
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N˜ ao digo que parece, ´e loucura. Mas, ´e isso ao que os nossos jovens est˜ ao submetidos no
ingresso do ensino superior p´ ublico. lembro, p´ ag. 18, que o caso fundamental dessa pesquisa foi
que no vestibular/99/UFPA constou ¨CALCULE OS
ˆ
ANGULOS INTERVALOS DO LOSANGO¨
e at´e p´ os-doutores em matem´ atica e docentes da USP consta ter assinado parecer em processo
do MPF-Pa e convencido o procurador, mas quem n˜ ao acreditaria em t˜ ao fabulosos docentes, in-
duzindo que todo que n˜ ao sabe que isso se trata de ¨CALCULE OS
ˆ
ANGULOS INTERNOS DO
LOSANGO¨ n˜ ao tem condi¸ c˜ oes de fazer curso superior pago pelo contribuinte. Nem precisaria dizer
que o processo s´ o foi aberto pelo fato da minha pessoa n˜ ao conseguir convencer quatro docentes de
matem´ atica da UFPA em telefonar e dizer ao pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao da ´epoca, o qual sempre foi
matem´ atico, que tal coisa era imoral e que, portanto, tinha que anular a quest˜ ao.
Entretanto, a libera¸ c˜ ao da resolu¸ c˜ ao n˜ ao serve apenas para, pelo menos, ir informados aos
futuros candidatos das ¨coisas¨ que a banca imp˜ oe que seja por ter poder de colocar o que quiser
na prova e com as quais j´ a faturou uma boa quantidade de taxas, mas ainda, e a raz˜ ao mais funda-
mental: oportunizar todo que n˜ ao soube fazer na prova em aprender. Ou seja, o momento seguinte
ao t´ermino da prova, e tem que ser o mais curto poss´ıvel, ´e, no nosso caso precisa ser, um momento
mais rico de aprendizagem.
Posto que, uma vez a avalia¸ c˜ ao sendo dentro dos seus preceitos, essa vai promover um di´ alogo
solit´ ario envolvendo tudo que a mente do candidato guarda e conecta com cada coisa que consta
em cada quesito. Portanto, ao t´ermino, precisa referenciar cada coisa que passou na sua mente,
obviamente que j´ a perdeu muito disto, com quem propˆ os cada quest˜ ao. Isso ´e o que deve acontecer
num sistema normalizado, portanto, salutar. O nosso tr´ agico se revela quando ao t´ermino da prova
h´ a o aluno que n˜ ao sabia como resolver determinado quesito e nem se preocupa aprender como
seja. Logo, n˜ ao s´ o corre risco de ser reprovado desta vez como da pr´ oxima ainda. E nenhuma
universidade p´ ublica brasileira libera resolu¸ c˜ao, mas apenas, e dias depois da prova,
quando fazem, ´e um rascunho de manipula¸ c˜ oes.
E nas p´ aginas dos cursos de matem´ atica, Aracaju e Itabaiana, trazem dois informes de in-
teresse aqui:
www.campusitabaiana.ufs.br/matematica/
attachments/108 MocaoAgradecimento.jpg,
acesso fev/10
De um lado a contradi¸ c˜ ao abismal, pois a prova do vestibular da UFS ´e na m´ aximo hip´ otese
de que c´ alculo de limite ´e um conte´ udo j´ a aprendido no ensino m´edio, o que faz, se verdade fosse,
estudar pr´e-c´ alculo ´e de uma tolice sem igual, al´em de um terr´ıvel desperd´ıcio de tempo.
E do outro, evidencia-se parte da precariedade que todas tais expans˜ oes universit´ arias ap-
resentam. N˜ ao que jamais tenha sequer conhecido algum sergipano que n˜ ao saiba agradecer, mas
certos agradecimentos denunciam mais do que agradece.
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Voltado ao caso geral da UFS. Onde entra pr´e-vestibular nessa hist´ oria? Come¸ ca pelo mais
natural: vendendo o que ningu´em sabe. Ou melhor, pelo que o sistema da universidade
p´ ublica sonegou de mostrar publicamente, quando o mais nisso ´e truque, decoreba
e pegadinha, posto que, isso n˜ao consta em lugar algum, fora das cabe¸ cas dos que
participam de tais bancas, sendo alguns exclusiv´ıssimos.
Nisso, posso dizer com toda certeza de que o que imprime mais robustez na ¨forma¸ c˜ ao¨ do
docente de matem´ atica de pr´e-vestibular n˜ ao ´e que se faz no meio acadˆemico. Pelo contr´ ario, esse
´e um caso em diploma formais, como de mestrado e doutorado, mais atrapalha do que ajuda.
Tudo come¸ ca de forma que todo que quiser pode fazer saborear um pouco atrav´es da seguinte
sistem´ atica: pegue quatro provas de matem´ atica de quaisquer vestibulares da UFS e leia pausada-
mente uma por uma. Veja se na terceira j´ a n˜ ao lhe vem uma sensa¸ c˜ ao de que h´ a coisas bem
pr´ oximas. O mesmo conte´ udo ´e certeza absoluta. Quem quer ser docente de pr´e-vestibular faz isso
com todas que tiver do sistema no qual os seus alunos ir˜ ao concorrer. Isto ´e sua ¨gradua¸ c˜ ao¨, como
os demais pelo pa´ıs todo tira ¨mestrado¨ e ¨doutorado¨.
Logo, n˜ ao liberar resolu¸ c˜ ao se constitui numa ¨parceria¨ entre universidade p´ ublica e pr´e-
vestibulares, os quais transformam ¨resolver¨ - j´ a isso muitas das vezes ´e adestrar no que o sistema
aceita por certo - essas quest˜ oes j´ a aplicadas no ¨produto¨ mais vistoso.
Complementa tudo o seguinte: da leitura sistem´ atica proposta anteriormente, vir´ a da leitura
da quarta prova a sensa¸ c˜ ao de que todas foram feitas exatamente pelos mesmos. N˜ ao digo exata-
mente, mas ser congruentes ´e fato pelo seguinte: n˜ ao existe qualquer crit´erio t´ecnico, coisa que exige
ser p´ ublico, em qualquer universidade p´ ublica brasileira para participar de tais bancas. Porquanto,
´e uma a¸ c˜ ao entre amigos: quem entrou sabe que ¨valores¨ levaram-no ser escolhido e esses deter-
minam quando quiser trazer algu´em para dentro. Ou seja, estudando as quest˜ oes aplicadas fica
um vislumbre de como ser´ a o pr´ oximo. Eis o ponto ¨p´ os-doutorado¨ da forma¸ c˜ ao do docente de
pr´e-vestibular: juntar todos esses vislumbres para repassar na reta final, na revis˜ ao, fazendo com
que o candidato chegue no dia da prova com isso vivo na mem´ oria.
E o feito pela banca de matem´ atica da UFS mostra isso de forma definitiva: pois, por
v´ arios anos todos foram seguiram o programa, mesmo que esse apresentasse vi´es terr´ıvel contra
rede p´ ublica. Se nem nisso divergiram, n˜ ao faz na forma de elaborar o quesito que isso vai acon-
tecer. E n˜ ao ficaria admirado descobrir entre todos haver algum que sempre estudou na rede p´ ublica.
E quando comecei fazer leitura do artigo do magn´ıfico reitor da UFS citando os dados de
ingressante da rede p´ ublica, o meu susto foi pelo seguinte: mesmo na UFPA que j´a tem cota,
n˜ao encontro em nenhuma turma mais do que trˆes ingressante que sejam da rede
p´ ublica. Pois, para ser aluno da rede p´ ublica, porquanto, professar e defender os seus valores, ´e
preciso que nunca tenha colocado os seus p´es num pr´e-vestibular de fato, que seja pago.
A situa¸ c˜ ao, surreal at´e, de quem apenas estudou na rede p´ ublica ´e a seguinte: o livro did´ atico
que o MEC lhe forneceu s´ o traz problemas aplicados pela universidade que ele concorre, e se ainda
tiver algum, de v´ arios anos atr´ as. No Dossiˆe Livro Did´ atico dessa s´erie, mostro que mesmo livro
editado para o MEC em 2009 os problemas de vestibulares das p´ ublicas j´ a tˆem mais cinco anos.
Portanto, s´ o com isso a tendˆencia maior ´e quando abrir a prova sentisse completamente vazio, ante
um mundo desconhecido. Porquanto, passar ´e um milagre, quando milagre inegavelmente, ` as vezes,
acontece. Complementa-se com o seguinte: mesmo n˜ ao sabendo, tender´ a continuar sem saber, por-
tanto, correndo o risco de acontecer o mesmo da pr´ oxima vez, posto que, quem poderia ajud´ a-lo
nisso liberando as resolu¸ c˜ oes, sonega.
Se for cursar pr´e-vestibular, acessar´ a as quest˜ oes mais recentes, al´em dos truques, decorebas
e pegadinhas, que nunca estiver em lugar nenhum do seu livro did´ atico. Al´em de provar do manjar
das revis˜ oes. Agora, ao abrir a prova sentir-se-´ a ante uma velha conhecida, s´ o n˜ ao passa por outras
considera¸ c˜ oes. E o que passa, jamais professar´ a os valores de quem at´e o fez se passar por tolo e
perder tempo. Por isso, a minha estat´ıstica em cada turma ´e do seguinte: pe¸ co para levantar a m˜ ao
quem nunca foi aluno de pr´e-vestibular.
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E quando pe¸ co citar o nome do docente de matem´ atica a quem mais reputa que foi funda-
mental para o seu ingresso na universidade, raramente algum se lembra de rede p´ ublica ou privada
regular, mas de pr´e-vestibular. E quando se discute o que viu na revis˜ ao e o que estava na prova,
surgem caso, que s´ o n˜ ao digo ser escabroso, porque por essas bandas nunca foi segredo ser comum,
como j´ a mostrei e ainda h´ a muito mais.
Pois, a primeira fase do vestibular da UFPA/2010 foi anulada pelo fato de uma quest˜ ao
de geografia ser tal qual constava em material de revis˜ ao de pr´e-vestibular. Eis um pouco disto,
acessos fev/10:
http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70273&termo=ufpa
http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70129&termo=ufpa
http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=70796&termo=ufpa
E, lembre-se que o Estado com cota, pagando inscri¸ c˜ao, dando refor¸ co, e todo
poder apoiando rede p´ ublica, conseguiu aprovar 18, p´ag.133, no curso de medicina.
Pois bem, veja o que fez apenas um pr´e-vestibular
Que outra hist´ oria ´e poss´ıvel explicar uma diferen¸ ca de poder
t˜ao imensa no ingresso superior p´ ublico?
Repito aqui: n˜ ao sou contra iniciativa privada. Sou visceralmente contra misturar privado
com p´ ublico, porquanto ningu´em faz isso pelo interesse p´ ublico e nem o p´ ublico deve precisar do
sacrif´ıcio dessa. Especialmente no Brasil, onde a carga tribut´ aria ´e uma das maiores do mundo.
Mais ainda por ser comum nesse entrela¸ car, como se provou aqui, os que est˜ ao dentro do servi¸ co
p´ ublico historicamente prevaricarem para beneficiar inciativa privada, quando nem se sup˜ oe com
isso, nem h´ a prova cabal, disto ser por corrup¸ c˜ ao direta, mas da forma¸ c˜ ao. E nunca que inciativa
privada esteve alheia ` as mazelas da rede p´ ublica. Veja
Agora, s´ o esse pr´e-vestibular contribui de alguma forma com 1/6 (≈ 16, 6%) de tudo que o
Estado conseguiu. Enquanto isso, o Governo do Estado retira recursos que deveriam ser
aplicados no combate das mis´erias absolutas para pagar inscri¸ c˜ao de vestibular em
universidade p´ ublica, j´a esc´arnio s´ o por isso, e ainda sendo que essa sempre atuou
prejudicando ingresso dos estudantes da rede p´ ublica.
Um resumo de toda desventura educacional da UFS, porquanto, barbaridades afloram e
as pondera¸ c˜ oes sensatas parecem in´ uteis, ´e o seguinte artigo (g.n):
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COTAS DA UFS VIRAM CASO DE JUSTIC¸ A,28/01/2010
Aluna da rede particular de ensino alega que se n˜ ao fosse pelas cotas, teria pontua¸ c˜ ao suficiente para
passar em medicina no ´ ultimo vestibular
¨As cotas visam reparar
::::
uma
::::::::::::
deficiˆencia do ensino p´ ublico em
rela¸ c˜ao ao particular¨, afirma o professor Wellington Bomfim, que par-
ticipou da comiss˜ao de elabora¸ c˜ao para a implanta¸ c˜ao das cotas da
Universidade Federal de Sergipe (UFS). A defesa ´e fruto de uma polˆemica
gerada ap´ os alguns alunos da rede particular de ensino alegarem terem pontua¸ c˜ ao
superior a alunos cotistas que foram aprovados no Processo Seletivo Seriado (PSS)
2010 da UFS.
Cotas processo est´ a na Justi¸ ca Fed-
eral
A estudante Anne Carolyne Lelis Oliveira, afirma que foi prejudicada pelo
sistema de cotas da universidade. ¨Se n˜ao fosse pelas cotas teria pontua¸ c˜ao
suficiente para ser aprovada no curso de medicina da UFS. Fiquei como
excedente na 23
a
coloca¸ c˜ao com 15.603 pontos, uma pontua¸ c˜ao muito
boa, mas acho uma injusti¸ ca ter que concorrer a apenas 50% das vagas,
porque tiveram alunos cotistas que entraram no mesmo curso com 12
mil pontos¨, reclama a estudante que foi a primeira aluna a entrar com uma
liminar na Justi¸ ca Federal pedindo um mandado de seguran¸ ca para ter acesso ` a
matr´ıcula na institui¸ c˜ ao.
As estudantes Mˆ onica
Wolf(esquerda) e Anne Car-
olyne (direta)
A estudante Helaina Peixoto Gurgel reclama do crit´erio adotado para as cotas. ¨A universidade estava
vindo em um processo de expans˜ao aumentando o n´ umero de vagas nos cursos e do nada toma
a decis˜ao de retroceder. Este ´e o quarto ano que presto vestibular e o crit´erio sempre foi `a
pontua¸ c˜ao e obtive 15.607 pontos e se fosse com o sistema do ano passado teria passado em 73
a
coloca¸ c˜ao¨, observa Helaina.
Para Mˆ onica Wolf as cotas tiram o direito dos estudantes das escolas particulares. ¨Acho
uma injusti¸ ca, muitos alunos cotistas ser˜ao discriminados na universidade pelos pr´ oprios alunos
que v˜ao achar que eles s˜ao ’menores’¨, acredita a estudante.
Justi¸ ca - advogada e m˜ ae de Anne Carolyne, Ac´ acia Gardˆenia Lelis, diz que ´e con-
tra o percentual de 50% das cotas. ¨N˜ao sou contra as cotas como um todo,
mas acredito que esse processo teria que ocorrer de forma gradativa.
Sou contra o percentual de 50%, porque os alunos de escolas p´ ublicas
est˜ao concorrendo a 99% das vagas. A universidade deveria ter criado
vagas especiais para o sistema de cotas, porque dessa forma esta se
levando a Universidade ao aluno e n˜ao o aluno a Universidade¨, crit-
ica a advogada, ressaltando que o processo ser´ a julgado pela 3
a
Vara da Justi¸ ca
Federal.
A advogada aguarda o resultado da
liminar na Justi¸ ca Federal
A banc´ aria Cl´ audia Trentini Farias da Rosa, tamb´em entrou com processo
junto ao Minist´erio P´ ublico Federal e enfatiza que alguns estudantes foram ben-
eficiados com o sistema de cotas e outros foram injusti¸ cados. ¨Meu filho que
prestou vestibular para Engenharia Civil pelo segundo ano estudou bas-
tante e conseguiu aumentar a sua pontua¸ c˜ao em quase dois mil pontos
e n˜ao conseguiu passar¨, diz a Cl´ audia questionando o sistema de cotas
A banc´ aria Cl´ audia Tretini e o filho
T´ ulio
¨As cotas ofendem o princ´ıpio da igualdade, porque elas geram a chamada discrimina¸ c˜ao reversa,
daqueles que n˜ao deram causa ao problema. O cidad˜ao comum, com muito esfor¸ co e trabalho,
tenta suprir uma lacuna deixada pelo Estado, pagando uma escola particular para um filho e
agora est´a `a mercˆe de solu¸ c˜ oes que d˜ao privil´egios somente a um grupo. O sistema p´ ublico de
educa¸ c˜ao conseguir´a suportar a evas˜ao de estudantes provenientes das escolas particulares a fim
de serem beneficiados com as cotas?¨reflete a banc´ aria.
Professores - O professor da rede particular, Chico Andrade, ´e enf´ atico ao criticar os investimentos para a
educa¸ c˜ ao. ¨O mais absurdo ´e que em termos pr´aticos n˜ao se vˆe nada para melhorar o ensino
da rede p´ ublica¨, questiona, salientando que os alunos que n˜ ao foram aprovados se sentiram lesados e
enganados pelo poder p´ ublico.
¨Quando saiu a lista de pr´e-classificados, o reitor declarou que seriam 50% das vagas para
a rede privada e 50% para a rede p´ ublica, mas o m´ınimo para a rede p´ ublica ´e 50%, sendo que
eles podem chegar a 100%¨, completa Chico Andrade.
A coordenadora da rede particular, Vˆ ania Rocha, diz que o resultado do
vestibular trouxe decep¸ c˜ ao para muitos alunos. ¨N˜ao sou contra as cotas, mas
´e triste porque vocˆe percebe uma pontua¸ c˜ao que se fosse no ano pas-
sado, alguns alunos ficariam entre os primeiros colocados. As cotas
foram colocadas sem nenhuma discuss˜ao por parte da sociedade e n˜ao
´e por a´ı¨, lamenta.
A coordenadora Vˆ ania Rocha falou
da decep¸ c˜ ao dos alunos
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Exemplo
Aprovado no curso de rela¸ c˜ oes internacionais, o estudante Marx Valerius,
de 20 anos, ex-aluno do col´egio estadual Petrˆ onio Portela defende as cotas
e planeja seu futuro como diplomata. ¨Sou a favor das cotas, porque
corrige um d´eficit do ensino p´ ublico historicamente comprovado em
rela¸ c˜ao ao ensino particular. Pretendo fazer um curso de l´ınguas para
poder suprir uma deficiˆencia do ensino p´ ublico e me dedicar ao curso¨,
destaca Marx que atualmente trabalha como funcion´ ario p´ ublico e se declara
apaixonado pela profiss˜ ao de diplomata.
O estudante Marx ´e contra as cotas
raciais
¨Desde os treze anos sempre soube que teria aptid˜ ao para humanas, foi ent˜ ao que um professor de Geografia
me falou a respeito da profiss˜ ao de diplomata. Estudei bastante porque tenho o prazer da leitura principalmente
livros de geografia e historia e consegui uma ´ otima pontua¸ c˜ ao no vestibular¨, falou o estudante que se declara
contra as cotas raciais.
¨Acho que foi uma infelicidade as cotas raciais, porque o ensino p´ ublico talvez t˜ao cedo n˜ao seja
superado, mas a quest˜ao da ra¸ ca n˜ao tem nada a ver com a condi¸ c˜ao social da pessoa. Tor¸ co
para que seja revisto as cotas raciais na universidade¨, finaliza.
Comiss˜ ao - O professor Wellington
Bomfim, que participou da comiss˜ ao
de elabora¸ c˜ ao das cotas, explica que
o projeto foi feito baseado em estudos
de outros programas de Universidades
do pa´ıs e que as cotas fazem parte
das pol´ıticas de a¸ c˜ oes afirmativas de
repara¸ c˜ ao social. ¨Essas pol´ıticas s˜ao
tempor´arias, n˜ao quer dizer que a
Universidade Federal de Sergipe
vai adotar esse programa de forma
permanente. Levamos em conta
que existe uma deficiˆencia entre o
ensino p´ ublico e privado e estamos
corrigindo essa distor¸ c˜ao¨, argu-
menta.
De acordo com dados do vestibular
da Universidade Federal de Sergipe, em
2008, relativo ao curso de Medicina, ape-
nas 2% dos alunos aprovados eram de es-
cola p´ ublica, sendo 3% de escola p´ ublica
federal e 95% da rede privada.
Tabela mostra resultado antes das cotas
¨Entendemos que a universidade p´ ublica federal tem sido h´a v´arias d´ecadas o privil´egio
de uma determinada classe social. Se tenho 95% dos alunos de escolas particulares aprovados
em Medicina, isso quer dizer que a universidade p´ ublica est´a garantindo o privil´egio de uma
determinada classe social¨, observa o professor.
Est´ımulo - O professor Wellington esclarece alguns questionamentos com rela¸ c˜ ao
` a concorrˆencia dos alunos da rede p´ ublica no vestibular. ¨As cotas estimulam
os alunos da escola p´ ublica a estudar cada vez mais, porque eles passam
a concorrer entre si em p´e de igualdade e n˜ao de desigualdade¨, salienta.
Desempenho - O professor garante que na Universidade os alunos cotistas
ter˜ao um excelente desempenho em sala de aula. ¨Tentem ter acesso aos
resultados dos alunos que entraram nas universidades brasileiras que
j´a aderiram ao sistema de cotas? O desempenho foi igual ou superior
aos outros alunos n˜ao cotistas¨, afirma.
O professor Wellington Bomfim
/Fotos: Portal Infonet
Acompanhamento - Segundo o Programa de A¸ c˜ oes Afirmativas (Paaf ), os alunos cotistas ser˜ ao acompanhados
ao longo do curso com direito a bolsa de permanˆencia, alimenta¸ c˜ ao, transporte, moradia e material did´ atico.
¨O Paaf prevˆe o acompanhamento tanto das mat´erias, quando da parte pedag´ ogicas dos alunos. Esse acom-
panhamento ser´ a dado por uma comiss˜ ao permanente formada pela Universidade¨, conta Wellington Bomfim,
salientando que a partir de mar¸ co ser´ a realizado um semin´ ario com todos os alunos cotistas.
Por K´ atia Susanna
Fonte: www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=94544&titulo=especial, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 143
E a Justi¸ ca uma vez convocada produz uma senten¸ ca (g.n):
JUSTIC¸ A APROVA MATR
´
ICULA DE ALUNO ’PREJUDICADO’ POR COTA
ANTONIO CARLOS GARCIA - Agencia Estado, 12//2010
ARACAJU - Trˆes estudantes de escolas particulares de Aracaju ganharam, por decis˜ao da Justi¸ ca
Federal, o direito de se matricularem no curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe
(UFS). Eles haviam ingressado com uma a¸ c˜ ao por se sentirem prejudicados com o sistema de cotas, que os
classificou como excedentes.
O advogado dos estudantes, Rodolfo Santana de Siqueira, disse que a decis˜ ao da Justi¸ ca determina que
a UFS fa¸ ca a matr´ıcula de todos os vestibulandos que se sentirem prejudicados com o sistema de cotas. O
advogado disse, ainda, que h´ a tempo para outros candidatos recorrerem ` a Justi¸ ca. ¨A matr´ıcula por ordem
judicial pode ser feita a qualquer tempo.¨
A procuradoria da UFS vai ajuizar um agravo de instrumento perante o Tribunal Regional
Federal da 5
a
Regi˜ao pedindo a suspens˜ao da decis˜ao da ju´ıza da 1
a
Vara Federal, Telma Maria
Santos. O pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao da UFS, professor Sandro Holanda, explicou que as liminares concedidas
pela Justi¸ ca Federal n˜ ao afetam a lista de excedentes que ser´ a publicada no site www.ufs.br.
O n´ umero exato de alunos que se inscreveram no sistema de cotas, mas n˜ ao conseguiram comprovar o
requisito de ter estudado em escola p´ ublica, tamb´em ser´ a divulgado hoje. N˜ ao haver´ a, segundo a UFS, uma
nova chance para quem perder a matr´ıcula, j´ a que as aulas come¸ cam no dia 8 de mar¸ co.
Fonte: www.estadao.com.br/noticias/geral,justica-aprova-matricula-de-aluno-prejudicado-por-
cota,510482,0.htm, acesso fev/10
E um rasto da desgra¸ ca que m´ a forma¸ c˜ ao faz ´e essa manchete, pois a senten¸ ca em si ´e re-
conhecimento do mais determinado de que houve preju´ızo, concreto, objetivo e, at´e que se reverta,
valer´ a tal qual. Isso ainda e o cheiro horroroso da trag´edia geral que tudo provoca aparecendo nos
murais (g.n)
ESTUDANTES DENUNCIAM PICHAC¸
˜
AO RACISTA NA UFS, 14/10/09
O sistema de cotas adotado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) n˜ao agradou um
grupo de alunos da institui¸ c˜ao. Estudantes flagraram picha¸ c˜ oes com teor racista no pr´edio da UFS.
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As
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frases
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sempre
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vinham
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acompanhadas
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da
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marca
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da
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su´ astica
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nazista.
¨Vamos dar porrada em vocˆes seus macacos fedorentos. Lugar de preto ´e na senzala¨ foi uma das frases
flagradas pelo estudante de R´ adio e TV da UFS, Aparecido Santana. As escritas com dizeres racistas, contra
as cotas ´etnicas na universidade,
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demonstraram
::
a
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express˜ ao
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mais
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b´ arbara
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de
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setores
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mobilizados
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contra
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as
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cotas
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na
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Universidade
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Federal
:::
de
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Sergipe.
A autoria ainda ´e uma inc´ ognita, mas em uma das frases
atribui-se a uma ¨uni˜ ao¨de pessoas ligadas aos cursos de Medic-
ina, Odontologia, Direito, Geografia e Hist´ oria. As picha¸ c˜ oes
em pr´edios da UFS, n˜ ao ´e um caso novo, em maio deste ano o
Departamento de Geografia foi pichado com palavras de ordem
contra homossexuais e negros, atingindo valores ´eticos, educa-
cionais, pol´ıticos e at´e cient´ıficos, pois criticavam alguns pro-
fessores e suas pr´ aticas pedag´ ogico-metodol´ ogicas no curso de
geografia. O caso foi denunciado pelo chefe do Departamento
junto a pol´ıcia federal que continua investigando os respons´ aveis
pela agress˜ ao.
Frases s˜ ao contra o sistema de cotas da UFS (Foto:
Sergipe em Destaque)
Com informa¸ c˜ oes do Sergipe em Destaque
Fonte: www.atalaiaagora.com.br/conteudo.php?c=8084&sb=1, acesso fev/10
Tenho dito que universidade p´ ublica tem poder que poucos desconfiam do quanto e muitos
descobriram isso por meios dos mais terr´ıveis. Leia o que diz quem diplomado em Direito:
¨Os questionamentos jur´ıdicos ao sistema de cotas da UFS utilizaram em sua maioria argumentos fracos,
e por isso n˜ ao prosperaram. Por exemplo, um dos mandados seguran¸ ca afirmava que a UFS feriu a
Constitui¸ c˜ao ao instituir o sistema de cotas, no entanto, a autonomia universit´aria ´e garantida
constitucionalmente; outro mandado afirmava que a UFS n˜ ao tinha competˆencia para editar normas sobre
cotas, sendo que a institui¸ c˜ao tem sim competˆencia para elaborar seus pr´ oprios atos administra-
tivos, mais conhecidos como atos de gest˜ao,
::::::::
inclusive
::::
no
::::
que
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tange
:::
ao
::::::::
ingresso
:::
de
:::::
seus
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discentes.¨
Magson Melo Santos, Bacharel em Direito pela UFS e Representante discente da Comiss˜ ao do PAAF -
Programa de A¸ c˜ oes Afirmativas da UFS, Cotas na UFS: Invers˜ ao de trajet´ orias e o jeitinho brasileiro,
09/02/2010, www.ufs.br/?pg=artigo&id=136, acesso fev/2010
E´e assim mesmo como ele diz. Sem artigo algum regulamentado nada, portanto, sem nenhum
par´ agrafo que abra uma exce¸ c˜ ao. Lembrando que nessa data cota ainda ´e projeto de lei.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 144
Se imagine universidade p´ ublica e veja se descobre algo que seja do interesse fazer sem que
n˜ ao possa justificar por tal coisa. Precisa apenas arrumar os votos nas instˆ ancias certas, quando
isso j´ a n˜ ao seja absolutamente certo. Esse mesmo esclarece no seguinte trecho (g.n)
¨E o resultado foi a aprova¸ c˜ao com vota¸ c˜ao favor´avel de mais de 90% dos conselheiros do
CONEPE - Conselho de Ensino, Pesquisa e Extens˜ao da UFS.¨
Magson Melo Santos, Bacharel em Direito pela UFS e Representante discente da Comiss˜ ao do PAAF -
Programa de A¸ c˜ oes Afirmativas da UFS, Cotas na UFS: Invers˜ ao de trajet´ orias e o jeitinho brasileiro,
09/02/2010, www.ufs.br/?pg=artigo&id=136, acesso fev/2010
Como ´e poss´ıvel ante tema t˜ao polˆemico haver uma unanimidade t˜ao estupi-
damente monstruosa? S´ o posso dizer que de todos os casos similares da Hist´ oria em que isso
aconteceu n˜ ao foi por debate, apenas por for¸ ca de imposi¸ c˜ ao e intimida¸ c˜ ao. No caso, podem tomar
por branco quem mesmo for negro e contr´ ario e por negro o branco e favor´ avel. Pois, o nosso n´ıvel
de miscigena¸ c˜ ao corrobora. E afirmo que o caso UFPa em nada contradiz isso.
E debate tem por fun¸ c˜ ao primordial quebrar paradigmas e nada ´e mais contr´ ario disto do
que estabelecer o que a maioria j´ a concorda, situa¸ c˜ ao em a cena deve ser ocupada ´e por um processo
acolhimento das minorias. Concluo esse com duas referˆencias:
SERVIC¸ O P
´
UBLICO FEDERAL
MINIST
´
ERIO DA EDUCAC¸
˜
AO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENS
˜
AO
RESOLUC¸
˜
AO N
o
80/2008/CONEPE
Institui o programa de a¸ c˜ oes afirmativas para garantia de acessoz
de grupos menos favorecidos ` a Universidade Federal de Sergipe.
O CONSELHO DO ENSINO, DA PESQUISA E DA EXTENS
˜
AO da Universidade Fe-
deral de Sergipe no uso de suas atribui¸ c˜ oes estatuarias e,
CONSIDERANDO o que disp˜ oe os arts. 205 e 207, da Constitui¸ c˜ao Federal;
CONSIDERANDO a necessidade de diminuir as desigualdades sociais,
garantindo-se o acesso de grupos menos favorecidos ao ensino superior p´ ublico e
de qualidade;
CONSIDERANDO a proposta apresentada pelo N´ ucleo de Estudos Afro-Brasileiros, em
atendimento ` a solicita¸ c˜ ao objeto da Portaria n
o
1110/07 da Reitoria da UFS;
CONSIDERANDO o parecer do Relator Cons
o
JONATAS SILVA MENESES ao analisar o
processo n
o
4272/08-10;
CONSIDERANDO ainda, a decis˜ ao deste Conselho em sua Reuni˜ ao Ordin´ aria hoje realizada,
R E S O L V E:
[...]
Sala das Sess˜ oes, 13 de outubro de 2008.
REITOR Prof. Dr. Josu´e Modesto dos Passos Subrinho
PRESIDENTE
Sugest˜ ao de leitura complementar
PAAF - Programa de A¸ c˜ oes Afirmativas da Universidade Federal de Sergipe, www.ccv.ufs.br/ccv/concursos/
pss2010/paaf/index.html
UFS: vestibular 2010, Josu´e Modesto dos Passos Subrinho, www.ufs.br/?pg=artigo&id=111
UFS: Vestibular 2010 (II), Josu´e Modesto dos Passos Subrinho, www.ufs.br/?pg=artigo&id=124
Injusto para poucos, mais justo para muitos, Marcelo Alario Ennes, www.ufs.br/?pg=artigo&id=133
As cotas nas universidades e as Brumas do Avalon, Frederico Lisboa Rom˜ ao e Luciane Pimenta Cruz Rom˜ ao,
www.ufs.br/?pg=artigo&id=134
Cotas e democracia, Marcelo Alario Ennes, www.ufs.br/?pg=artigo&id=135
Ap´ os decis˜ ao, estudantes conseguem se matricular na UFS, www.infonet.com.br/educacao/ler.asp?id=95237&
titulo=educacao
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 145
SUBCASO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR
´
A - 2010
¨A FUS
˜
AO ENTRE ELES OPEROU-SE EM CIRCUNST
ˆ
ANCIAS MAIS COMPAT
´
IVEIS
COM OS ELEMENTOS INFERIORES.¨ Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
FALHA EM IMPRESS
˜
AO ATRASA A PROVA DO PSS EM 2H
www.diariodopara.com.br, 12/02/2010
Apenas 551 candidatos - 3,55% do total - deixaram de concorrer ` as 6.082 vagas distribu´ıdas em 144 cursos
de gradua¸ c˜ ao, ontem pela manh˜ a, na terceira e ´ ultima etapa do Processo Seletivo Seriado 2010 da Universidade
Federal do Par´ a (UFPA). No total, 14.946 prestaram o exame. Os candidatos resolveram 45 quest˜ oes objetivas
e redigiram uma reda¸ c˜ ao, cujo tema foi cordialidade do povo brasileiro.
Este ano o vestibular encerrou com duas horas de atraso, pois foi detectada uma falha de
impress˜ao em cerca de trˆes mil provas, em Bel´em e no interior. O problema foi resolvido cerca
de uma hora e meia depois, enquanto os candidatos resolviam as outras provas.
No port˜ ao de entrada da UFPA, familiares e amigos aguardavam ansiosos pelo retorno dos candidatos.
As m˜ aes Paula Albuquerque, 55 anos, Eliana Campos, 57 anos, e Roseli Brand˜ ao, 45 anos, tˆem em comum
filhas com 17 anos e que prestaram vestibular pela primeira vez. Antes mesmo dos port˜ oes serem fechados o
nervosismo parecia tomar conta delas. ¨Ai, meu Deus! Tomara que dˆe tudo certo!¨, comentavam.
No ´ ultimo minuto, Hugson Braga, 22 anos, conseguiu chegar de Vigia para tentar uma vaga no curso
de Agronomia. ¨Tˆ o muito nervoso. Com licen¸ ca, eu tenho que correr!¨, respondeu apressado. J´ a o candidato
Paulo Cruz, 17 anos, que faria a prova para o curso de Qu´ımica, n˜ ao teve a mesma sorte. ¨Pois ´e, foi o
trˆ ansito. Pelo menos fui aprovado no curso de F´ısica da Uepa (Universidade do Estado do Par´ a)¨, lamentou
e foi embora.
SUSTO
Assim que a prova come¸ cou, `as 8h, e todos os candidatos folhearam o exame, pelo menos trˆes
mil deles tomaram um susto. O texto que serviria de subs´ıdio para as quest˜ oes de Portuguˆes e
prova de Reda¸ c˜ao n˜ao havia sido impresso. ¨Assim que o CEPS (Centro de Processos Seletivos) detectou
o problema, a p´ agina que faltava foi impressa e distribu´ıda aos candidatos, que haviam sido orientados a
resolver as outras quest˜ oes. Em Bel´em, o problema ocorreu apenas no campus da UFPA e no interior,
em quatro col´egios. Contudo eles possuem provas reservas e copiaram o texto ausente para os candidatos que
faltavam¨, justificou o pr´ o-reitor de Ensino e Gradua¸ c˜ ao da UFPA, Mauro Magalh˜aes.
Segundo ele, o problema deve ter ocorrido devido as quedas de energia que a institui¸ c˜ ao sofreu nos dias
8 e 10 deste mˆes. Como o processo de impress˜ao ´e automatizado e ningu´em pode ler o conte´ udo
das provas, inclusive os operadores da m´aquina, para garantir o sigilo, n˜ao havia como notar a
ausˆencia do texto.
:::
¨A
::::::
prova
::
j´ a
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prova
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seria
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poss´ıvel
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problema,
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mas
::
a
:::::::
solu¸ c˜ ao
:::
foi
:::::::
r´ apida¨, disse Mauro.
RESULTADO
O resultado final dever´ a sair at´e o dia 27 deste mˆes, mas devido ao n´ umero de candidatos n˜ ao ser muito
elevado, talvez a divulga¸ c˜ ao seja poss´ıvel antes do prazo. ¨Cada prova passar´ a por duas corre¸ c˜ oes e, caso
haja discrepˆ ancia no resultado, uma terceira avalia¸ c˜ ao ser´ a realizada. No entanto ´e preciso que o candidato
fique atento aos prazos, pois pretendemos dar in´ıcio ao ano letivo no dia 15 de mar¸ co; deixar para reunir os
documentos em cima da hora n˜ ao ´e um boa ideia¨, orienta o pr´ o-reitor.
Exame foi encerrado somente ` as 15h
`
As 15h, o sinal tocou anunciando o t´ermino da ´ ultima fase do Processo Seletivo Seriado da UFPA. De-
pois de sete horas de prova, muitos estudantes demonstravam no rosto, a express˜ ao de cansa¸ co e de tens˜ ao.
¨Quando o fiscal anunciou que havia ocorrido um problema na prova, a primeira coisa que veio
na minha cabe¸ ca era que ele iria dizer que o processo seria novamente anulado¨, desabafou a
candidata Aline Correa, que tenta uma vaga para o curso de Direito.
Na tarde de ontem, o assunto pelos corredores da universidade era o mesmo: a folha da prova de portuguˆes
e de reda¸ c˜ ao. ¨A minha veio com a folha e a sua?¨. Essa era a pergunta mais comum de se ouvir pelo campus.
Mesmo os alunos que vieram com a prova completa, reclamaram que o problema atrapalhou o desempenho
durante o exame. ¨Eu tive duas horas mais para fazer a prova, por´em, fiquei angustiado, pensando na agonia
dos outros. E para piorar, ficava com medo do fiscal dizer que n˜ ao conseguiu resolver o problema e que a prova
seria adiada¨, disse Itamar Dias.
PROVA INCOMPLETA
Situa¸ c˜ao pior foi a do estudante Rodrigo Amorim. A prova dele veio incompleta e o desespero
dele foi total, j´a que tem o h´abito de resolver sempre, primeiro a reda¸ c˜ao e depois o resto da
prova. ¨Desde o ensino fundamental que eu sempre come¸ co pela reda¸ c˜ao e deixo o resto para
depois. Quando fiquei sabendo que teria que esperar pela folha, fiquei revoltado¨.
O professor de um cursinho universit´ ario de Bel´em, Herculano Torres, definiu o processo seletivo deste ano
da UFPA como um verdadeiro ¨desastre¨. Segundo ele, o que a universidade proporcionou para os estudantes
foi sacrificante. ¨Esses candidatos passaram por um sacrif´ıcio exagerado e a universidade deve uma explica¸ c˜ ao
a eles¨. Ainda de acordo com ele, a institui¸ c˜ ao deve avaliar todos os erros que aconteceram no processo de 2010
para n˜ ao repeti-los em 2011. ¨A garotada aqui no Par´a simplesmente submeteu-se a um sacrif´ıcio
para conseguir um direito que eles tˆem de ingressar em uma institui¸ c˜ao federal¨.
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=78809, acesso jan/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 146
´
E um descalabro, e maior apenas, que um jovem que sempre estudou na rede p´ ublica, sub-
metidos ` as nossas intemp´eries sociais t˜ ao t´ıpicas, agora precise enfrentar 7 horas de provas.
´
E agora
que todo que transpassou pelo fundo do po¸ co da mis´eria social, alguns nem sa´ıram de fato, finge
nada saber disso, em nome de uma certa moralidade superior e os que n˜ ao precisaram, por outra
coisas, mas tamb´em. E todos se igualam ante ´ unico fator: ser estudante.
O ¨CONSIDERANDO a necessidade de diminuir as desigualdades sociais,
::::::::::::::
garantindo-se
:::
o
::::::
acesso
:::
de
::::::::
grupos
:::::::
menos
::::::::::::
favorecidos ao ensino superior p´ ublico e de qualidade¨, ´e o mesmo em todas
tais atas de aprova¸ c˜ ao de cota, mas agora nenhum considera um crime avaliatico submeter a isso
quem esteja numa situa¸ c˜ ao dessa.
Tudo faz com que uma realidade se imponha: os que deviam com mais propriedade defendˆe-
los como entes e merecedores de todos os direitos, abomina-os por diversas raz˜ oes. A principal ´e que
j´ a s˜ ao possuidores de diploma superior e concebem que a universidade, uma vez detentora de poder
exclusivo sob tal preciosidade, pode agir at´e com um certo desvelo. Isso em situa¸ c˜ ao normal´ıssima
j´ a ´e bem forte, nas condicionantes brasileira em que universidade p´ ublica sequer submete-se aos
ditames jur´ıdicos reservados aos demais, a coisa n˜ ao vira escabrosidade, por deterem poder at´e para
reverterem os preceitos elementares que diriam isso, como o que diz que avalia¸ c˜ ao n˜ ao ´e massacre
avaliativo.
E o epis´ odio como todo acho merecedor de avivamento nos seguintes pontos:
- A primeira fase do vestibular da UFPA/2010 foi anulada, p´ag. 28, por uma s´erie
de bandalheiras, cujo preju´ızo a pr´ o-reitora disse ser pr´ oximos de R$ 1 milh˜ao, provo-
cando abertura de uma sindicˆancia interna e inqu´erito pelo Pol´ıcia Federal. J´a se
passaram mais de 02 meses, em 16/02/2010, sem qualquer informa¸ c˜ao oficial - e o que
se sabe pelos bastidores n˜ao serve para pesquisa - no que deram tais coisas.
- O dito pelo pr´ o-reitor interino, MAURO MAGALH
˜
AES, ¨Como o processo de impress˜ao
´e automatizado e ningu´em pode ler o conte´ udo das provas, inclusive os operadores da
m´aquina, para garantir o sigilo, n˜ao havia como notar a ausˆencia do texto¨, implementa
um medo terr´ıvel no meio estudantil de que um dia venha fazer vestibular na UFPA e as provas
estejam todas em branco. Al´em disto, afirma n˜ ao haver em tais horas uma s´ o pessoa confi´ avel
em toda UFPA. E n˜ ao havendo nesse momento da mais alta relevˆ ancia de tudo que comp˜ oe uma
universidade de fato, n˜ ao h´ a para mais nada.
- J´a para quem tenha lido outros documentos dessa pesquisa j´a sabe da raz˜ao
pela qual destaquei o nome MAURO MAGALH
˜
AES. Isso ´e pelo seguinte: no relato
do caso UFPA/99, p´ag. 18, epis´ odio do cerne desta pesquisa, faltou dizer quem era o
diretor do sistema da ´epoca. Saiba todo que era o Prof. MAURO MAGALH
˜
AES.
- Esse trecho, ¨Quando o fiscal anunciou que havia ocorrido um problema na prova,
a primeira coisa que veio na minha cabe¸ ca era que ele iria dizer que o processo seria
novamente anulado¨, desabafou a candidata Aline Correa, que tenta uma vaga para o
curso de Direito, comp˜ oe o mais tr´ agico. Posto que, concorre uma vaga para Direito j´ a confor-
mada que a universidade pode at´e tripudiar ante os seus direitos mais elementares.
No todo, ´e essa vis˜ ao torpe do estudante como n˜ ao detentor de direito algum o que permeia
o nosso educacional e mais profundamente, afirmo, o ensino da matem´ atica no Brasil. O simb´ olico
em tudo aqui ´e que depois da prova do vestibular, trata-no sem o m´ınimo respeito quando nem
explicar o que queriam que o candidato soubesse fazem. E os epis´ odios em que UFPA protagonizou
ficou mais do demonstrado que essa n˜ ao tem nada que possa servir ou ensinar as demais no geral,
quanto menos em termos de ensino da matem´ atica. Tanto isso ´e fato que os indicadores educa-
cionais do Estado do Par´ a s´ o diferem dos demais quando ´e pior, e quase todos s˜ ao.
E agora vamos mostrar um dado dos mais interessantes: universidade p´ ublica que n˜ao
consegue referenciar o sistema educacional do seu Estado, atuando como ¨referˆencia¨
por quase todo o Brasil. Leia (g.n)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 147
ABERTA TEMPORADA 2010 DE CURSOS DE FORMAC¸
˜
AO PARA PROFESSORES DA
REDE ESTADUAL, 09/02/2010
Em parceria com universidades federais de outros estados, a Secretaria de Estado da Edu-
ca¸ c˜ao (SEED) come¸ cou a disponibilizar aos professores da rede p´ ublica o acesso a diversos
cursos de forma¸ c˜ao. O objetivo ´e atender as demandas dos educadores que atuam na Educa¸ c˜ ao B´ asica e,
consequentemente, melhorar a qualidade do ensino ofertado nas escolas. A iniciativa atende as diretrizes do
Plano de A¸ c˜ oes Articuladas (PAR), constru´ıdo em 2007, ap´ os a ades˜ ao de Sergipe e de outros estados ao
Plano de Metas Compromisso Todos pela Educa¸ c˜ ao, do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC).
Curso na ´ area de Humanas
Uma das forma¸ c˜ oes ser´ a ofertada pela Universidade do Cear´ a. Professores da rede p´ ublica estadual interes-
sados em participar deste curso de extens˜ ao, na ´ area de Ciˆencias Humanas, dever˜ ao efetuar suas inscri¸ c˜ oes at´e
28 de fevereiro no s´ıtio da Secretaria de Estado da Educa¸ c˜ ao (SEED), www.seed.se.gov.br. Poder˜ ao participar
do processo professores que atuam na ´ area de humanas e sociais da Educa¸ c˜ ao Infantil, Ensino Fundamental,
ensino M´edio e EJA.
Este curso vai abordar ¨Trabalho, Desenvolvimento e Educa¸ c˜ ao¨ e ¨Respeitar as Diversidades e Com-
bater as Desigualdades¨. ¨Cada um ter´ a uma carga hor´ aria de 80 horas, desenvolvidos em seis encontros
de 10horas/aula cada, que totalizam 60h/aula presenciais e 20h/aula a distˆ ancia¨, informou a t´ecnica do
Departamento de Educa¸ c˜ ao (DED) da SEED Ana D´ebora Lima Fran¸ ca.
As inscri¸ c˜ oes obedecem ` a distribui¸ c˜ ao das vagas por Diretoria - DRE’ 01 - 64 vagas; DRE’ 02 53 vagas;
DRE’ 03 - 28 vagas; DRE’ 04 - 34 vagas; DRE’ 05 - 37 vagas; DRE’ 06 - 28 vagas; DRE’ 07 - 44 vagas;
DRE’ 08-88 vagas; DRE’ 09 - 41 vagas e DEA - 88 vagas.
Forma¸ c˜ ao em Educa¸ c˜ ao Matem´ atica e Cient´ıfica
Tamb´em estar˜ao abertas no s´ıtio da SEED, at´e o dia 15 de mar¸ co, as inscri¸ c˜ oes para a
Forma¸ c˜ao Continuada em Educa¸ c˜ao Matem´atica e Cient´ıfica para professores do ensino fun-
damental das redes p´ ublicas de ensino que lecionam as disciplinas de Matem´atica, F´ısica e
Qu´ımica. A forma¸ c˜ao ser´a desenvolvida pelo
:::::::::
Instituto
:::
de
::::::::::
Educa¸ c˜ao
:::::::::::::
Matem´atica
::
e
::::::::::
Cient´ıfica
:::
da
:::::::::::::
Universidade
:::
do
::::::
Par´a
::::::::::
(UFPA),
:::
no
::::::::
ˆambito
:::
da
:::::::::
extens˜ao
::::::::::::::
universit´aria
:::
da
:::::::::::
institui¸ c˜ao.
Em Sergipe, as aulas ser˜ao ministrados por formadores selecionados pela Universidade Fe-
deral de Sergipe em parceria com a UFPA. Eles passar˜ao por uma forma¸ c˜ao de 160 horas,
feita pelo IEMC/UFPA. Esses formadores ser˜ao os multiplicadores dos cursos, nos trˆes polos
distribu´ıdos no Estado: Aracaju, Nossa Senhora da Gl´ oria e Lagarto. Juntos, eles atender˜ao 500
inscritos, sendo 150 em Gl´ oria; 150 em Lagarto e 200 em Aracaju.
Segundo a professora Ana D´ebora, ¨Educa¸ c˜ ao Matem´ atica e Cient´ıfica para os Anos Iniciais do Ensino
Fundamental¨ e ¨Educa¸ c˜ ao Matem´ atica para os Anos Finais do Ensino Fundamental¨ ser˜ ao os cursos oferta-
dos nesta forma¸ c˜ ao. Ambos, com 160 horas, divididos em 96 horas presenciais, realizados em 04 m´ odulos de
24 horas, e 64 horas a distˆ ancia. [...]
Fonte: www.seed.se.gov.br/portaldoprofessor/noticia.asp?cdnoticia=4620, acesso fev/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 148
CONTINUAC¸
˜
AO NOVO ENEM
A DISPLIC
ˆ
ENCIA QUE TRANSPARECE FALTA DE BOM SENSO
¨Num manifestar de displicˆencia que lhe d´ a um car´ ater de humildade deprimente.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
O barbarismo avaliativo institucionalizado atrav´es dos processos de ingresso tem corresponde
t˜ ao nefasto quanto na parte de dentro e expresso mais por desistˆencia/evas˜ ao. De fato, essa ´e a
marca mais aterradora do nosso educacional. pois, quando s˜ ao colocados os dados da matricula
anual, s´erie por s´erie, de munic´ıpio como Ananindeua-Pa, fica uma vis˜ ao dantesca do esvaziamento,
a qual ´e mais terr´ıvel quando todos os outros vizinhos e distantes, apresentam o mesmo quadro.
Para onde foram tanto jovens? Por que tantos deles transparecem t˜ao displicentes com
os estudos?
E esse epis´ odio da Unesp em 2010, isoladamente ´e o maior de todas p´ ublicas paulistas em
´ unica reclassifica¸ c˜ ao, e que ofereceu 6.394 vagas, www.unesp.br/int noticia imgesq.php?artigo=4576,
´e significativo (g.n):
UNESP CONVOCA 2.393 CANDIDATOS DA LISTA DE ESPERA, 12/02/2010
Quem estava na lista de espera da Unesp deve ficar atento. A universidade divulgou hoje em seu site e
no da Vunesp (organizadora do vestibular) o nome de mais 2.393 candidatos convocados para matr´ıcula. Os
alunos devem comparecer no dia 19 na unidade onde funciona o curso pretendido para se matricular.
Ser˜ ao necess´ arias duas fotos 3x4 e ainda duas c´ opias autenticadas ou duas c´ opias acompanhadas dos
originais de cada um dos seguintes documentos: - certificado de conclus˜ ao do ensino m´edio ou equivalente -
hist´ orico escolar completo do ensino m´edio ou equivalente - certid˜ ao de nascimento ou casamento - c´edula de
identidade ou registro nacional de estrangeiro - t´ıtulo de eleitor para candidatos maiores de idade - CPF (ou
protocolo de solicita¸ c˜ ao) - certificado que comprove estar em dia com o servi¸ co militar para rapazes maiores
de 18 anos
Fonte: http://blogdofovest.folha.blog.uol.com.br/arch2010-02-01 2010-02-28.html#2010 02-12 14
19 15-136231542-0, acesso fev/10
Al´em disso, em www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp0903/convocacao le.pdf, p´ ag.10, 129 -
Medicina - integral - Botucatu, aparecem mais de 50 sendo convocados. O que deveria ser pesquisado
dos desistentes era, colocado que teriam garantido alojamento decente, alimenta¸ c˜ ao e bolsa de R$
300,00 mensais, quais teriam ainda assim desistido. Sem isso, essa e toda enormidade da desistˆencia
de curso superior no Brasil fica encoberta por diversas camadas de poeira que sempre circundou o
nosso educacional. Um pequeno exemplo disto (g.n):
CUSTO PARA ESTUDAR EM UNIVERSIDADE P
´
UBLICA EM OUTRA CIDADE
´
E ALTO
In´ıcio de ano para estudantes aprovados em vestibulares do Pa´ıs significa um per´ıodo de mudan¸ cas. Traz
as apreens˜ oes de iniciar uma nova etapa na vida acadˆemica, conhecer outras pessoas, frequentar um ambiente
diferente e, em alguns casos, sair da casa dos pais e morar com amigos ou sozinho.
Anderson Dezan, Carolina Rocha e Priscilla Borges, Portal IG, 12/02
O estudante do curso de Engenharia Mecˆ anica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Rafael Moreira, de 23 anos, divide, desde junho de 2009, um apartamento no bairro do Maracan˜ a, zona norte
do Rio, com dois amigos e uma amiga. Todos nasceram no munic´ıpio de Cabo Frio, no interior do Estado
do Rio, e foram cursar o n´ıvel superior na capital fluminense. Antes de dividir o im´ ovel, Rafael chegou a
morar em uma pens˜ ao em Vila Isabel com outros 11 universit´ arios. ¨Alugamos esse apartamento por causa
da proximidade com a faculdade. Assim n˜ ao temos gastos com transporte.
A principal vantagem em dividir um apartamento com amigos ´e ter privacidade e mais conforto¨, afirma
o estudante. Assim como Moreira, muitos estudantes optam por freq¨ uentar universidades p´ ublicas - que os
liberam do pagamento de mensalidade - fora da cidade onde moram. Mas eles tˆem de se preparar: o custo ´e
bem salgado. O iG Educa¸ c˜ao fez um levantamento em cidades como S˜ao Paulo, S˜ao Carlos, Rio de
Janeiro, Bras´ılia e Londrina e constatou que, logo de cara, o estudante ter´a de desembolsar at´e
cerca de R$ 7 mil com contrato de aluguel, seguro fian¸ ca, compra de m´ oveis e eletrodom´esticos
etc. Os gastos mensais ficam em torno de R$ 1,5 mil (veja a tabela)[...]
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2010/02/12/custo+para+estudar+em+universidade+publica+em+
outra+cidade+e+alto+9396359.html, acesso fev/10
Agora ingressar˜ ao na Unesp, pelo menos, 37% de reconvocados, porquanto, tem nota abaixo
do ´ ultimo que deveria ingressar normalmente. Por que ningu´em da Unesp se preocupa, e conseq¨ uen-
temente de mais lugar algum, com tal situa¸ c˜ ao? Posto que, e se a prova foi elaborada seguindo
padr˜ oes t´ecnico de qualidade, cada ponto dessa ´e uma preciosidade para fazer curso superior e,
portanto, tal indiferen¸ ca diz saberem que quase nada da prova importa.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 149
Assim, o que fica de valioso na prova, fora taxa? Essa displicˆencia com que tratam os pontos
das provas os levam barganh´ a-los quanto acharem necess´ ario por outras coisas. Como para aplacar
conseq¨ uˆencias sociais cuja raiz fundamental das suas causas consta o que esses mesmo promovem.
Pois, o que mais, assim como tem sido nas demais, poderia ter levado o conselho da UFS, p´ ag,
144, em aprovar cota por 90% dos votos? Se todos votaram assim por serem oriundos da rede
p´ ublica, n˜ ao se justificaria precisar de cota. Se querem confessar que ingressaram na universidade
p´ ublica ante privil´egios escabrosos, deveriam relatar tais crimes t˜ ao b´ arbaros noutras instˆ ancias da
Rep´ ublica.
E um artigo que deixa indicadores fortes da jun¸ c˜ ao dessas duas barb´ arie fervendo o nosso
caldeir˜ ao social ´e o seguinte (g.n):
JOVENS QUE SA
´
IRAM DE ESCOLAS P
´
UBLICAS COMEMORAM BONS RESULTADOS
O Globo, com informa¸ c˜ oes do Bom Dia Brasil, 09/02/2010
RIO - Em ´epoca de divulga¸ c˜ ao das listas de aprovados nos principais vestibulares do pa´ıs, jovens guerreiros
comemoram a mudan¸ ca de vida. Eles sa´ıram de bairros pobres, estudaram em escolas p´ ublicas, se
dedicaram e chegaram `as melhores universidades do pa´ıs.
::
Os
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livros
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pr´e-vestibulares
:::::
agora
::::
s˜ ao
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uma
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pilha
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no
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canto
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de
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casa.
::::::
Foram
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aposentados,
::::::
depois
:::
de
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seis
::::
anos
::
de
::::
uso. Desde 2003, Priscila Bezerra da Silva tentava uma vaga de mecˆ anica de projeto na Fatec, em S˜ ao
Paulo. E conseguiu.
- Me sinto vitoriosa, nervosa, apreensiva, mas aliviada. Tudo isso junto, mas ´e uma quest˜ao de
alivio por ter entrado em uma faculdade p´ ublica, uma faculdade que eu sempre quis - comemora.
A manicure sempre estudou em escola p´ ublica e precisou se esfor¸ car muito para ganhar da
concorrˆencia.
- Foi estressante, puxado, corrido. Quase n˜ ao sa´ıa, mal comia direito, ficava horas a fio acordada - lembra a
estudante.
Ada Geralda da Silva insistiu por quatro anos at´e que a universidade, que parecia t˜ao
distante, encheu os olhos desta jovem de alegria.
- N˜ao estou acreditando at´e agora.
´
E indescrit´ıvel, ´e inacredit´avel- diz.
Ela conquistou uma das 1,7 mil vagas de engenharia de uma universidade p´ ublica. Sem cursinho, com
persistˆencia.
- J´a era para eu estar me formando, mas devido `a situa¸ c˜ao financeira, n˜ao consegui entrar na
faculdade particular. Tive que estudar bastante para chegar aqui - diz a estudante.
Nos canaviais de Pernambuco, Jonas Lopes da Silva ganhou cicatrizes e a for¸ ca para querer
outra vida. Com 24 anos, filho de um pedreiro e de uma cortadora de cana, ultrapassou 34
candidatos e entrou no curso de medicina da universidade estadual, um dos mais disputados de
Pernambuco.
- N˜ ao tenho como dizer a minha felicidade. D´ a vontade de sair correndo nos quatro do mundo gritando - relata
a m˜ ae de Jonas, Edileusa Maria da Silva.
- O sonho de ver meu filho estudando medicina ´e uma alegria - completa o pai de Jonas, Jos´e Lopes
da Silva.
Foram quatro anos de tentativas, morou em alojamento para estudantes, pagou o estudo com trabalho e
passou at´e fome.
Futuro
Medicina, mecˆ anica, engenharia - para cada um deles, a profiss˜ ao escolhida ´e a melhor.
´
E ela que vai
ajudar a escrever o futuro.
- Um futuro de v´ arias amizades, uma boa educa¸ c˜ ao, saindo formada de uma faculdade boa - espera Priscila
Bezerra da Silva.
- Eu pretendo estudar bastante e me tornar uma pessoa melhor, ter a forma¸ c˜ao que meu pai
n˜ao conseguiu ter - planeja Ada Geralda da Silva.
- N˜ ao suporto ver as pessoas sofrendo. Olho para elas e me vejo com um bisturi - comenta o estudante Jonas
Lopes da Silva. As aulas dele s´ o come¸ cam em agosto. Enquanto isso, o estudante est´a trabalhando. Vai
usar o dinheiro para comprar os livros do curso de medicina e tamb´em para reformar a casa dos pais.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/02/09/jovens-que-sairam-de-escolas-publicas-
comemoram-bons-resultados-915823213.asp, acesso jan/10
Pontuo:
- O aluno ´e da rede p´ ublica, mas os ¨did´ aticos¨ s˜ ao de pr´e-vestibulares e n˜ ao os que o MEC
distribui na rede p´ ublica.
- Entrar foi duro e merece todo aplauso. Por´em, sair h´ a de ser t˜ ao duro quanto;
- Jonas mostra saber de toda trag´edia quando se preocupa em trabalhar para comprar livros.
Pois, os que deveriam providenciar isso est˜ ao ocupados como outras coisas.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 150
Pelo que j´ a mostrei da prova de matem´ atica do Novo Enem, o barbarismo avaliativo at´e
transbordou quando nem os quesitos errados anularam. Portanto, n˜ ao deixaria de aparecer (g.n):
RUIM DE CONTAS
ENEM 2009: ESTUDANTES TIVERAM O PIOR DESEMPENHO EM MATEM
´
ATICA,
Dem´etrio Weber, 29/01/2010
BRAS
´
ILIA - Os participantes do novo Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem 2009) tiveram pior
desempenho em matem´ atica do que nas outras trˆes ´ areas avaliadas: linguagens, ciˆencias da natureza e ciˆencias
humanas. Matem´atica foi a ´ unica das quatro provas objetivas do Enem em que mais da metade
dos participantes - 57,7% - ficaram abaixo da m´edia de 500 pontos.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/01/28/enem-2009-estudantes-tiveram
-pior-desempenho-em-matematica-915733299.asp, acesso fev/10
E a sua parcela mais robusta solta uma gargalhada (g.n)
60% DAS VAGAS VIA ENEM SOBRAM NA 1
a
ETAPA, 09/02/2010
Da Folha de S.Paulo
Ap´ os a primeira rodada de matr´ıculas, sobraram 60% das vagas oferecidas pelo Sisu (Sis-
tema de Sele¸ c˜ao Unificada), plataforma que seleciona alunos que fizeram o Enem 2009 para 51
institui¸ c˜ oes p´ ublicas de ensino. Um novo per´ıodo de inscri¸ c˜ao para preencher as 29 mil vagas
que restaram est´a aberto at´e o pr´ oximo s´abado.
A sobra se deve ao fato de que esses alunos selecionados na primeira etapa, que acabou
dia 3, n˜ao se matricularam.
:::::::
Segundo
::
o
::::::::::
Minist´erio
:::
da
::::::::::
Educa¸ c˜ ao,
::::
isso
::
j´ a
::::
era
::::::::
esperado porque, depois das
inscri¸ c˜ oes no Sisu, foram divulgados os resultados de outros vestibulares de institui¸ c˜ oes federais e estaduais,
inclusive o da USP. No Estado de S˜ao Paulo, sobraram 1.104 vagas na Unifesp e 780 na federal
do ABC. Agora, a expectativa do MEC ´e que pelo menos 80% das vagas oferecidas no Sisu sejam
preenchidas nessa segunda rodada de sele¸ c˜ao, que vai at´e as 23h59 de s´ abado.
As inscri¸ c˜ oes devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site sisu.mec.gov.br. As demais ser˜ ao
oferecidas novamente em outras rodadas de inscri¸ c˜ ao. Podem se candidatar alunos que tiverem feito o Enem
2009. Aqueles que tiverem se matriculado em alguma institui¸ c˜ ao ap´ os a primeira etapa do Sisu perder˜ ao a
vaga caso efetuem uma segunda matr´ıcula. As federais com as maiores sobras de vagas foram as de Mato
Grosso (3.242), Pelotas (2.368) e Piau´ı (1.804). H´ a lugares dispon´ıveis mesmo em cursos concorridos.
Em medicina, por exemplo, sobraram 331.
Da mesma maneira que ocorreu durante a primeira rodada de sele¸ c˜ ao, nesta segunda etapa o aluno escol-
her´ a pelo site o curso e institui¸ c˜ ao onde deseja estudar. Ele poder´ a tamb´em mudar sua escolha at´e o ´ ultimo
dia do per´ıodo de inscri¸ c˜ ao - ou seja, s´ abado. A cada manh˜ a, o site informar´ a a nota de corte de cada curso.
Por isso, ´e recomend´ avel que o aluno acompanhe o site at´e o ´ ultimo dia para saber se tem chance de ser sele-
cionado. A divulga¸ c˜ ao dos resultados est´ a prevista para a pr´ oxima segunda, e a matr´ıcula dever´ a ser realizada
nas pr´ oprias institui¸ c˜ oes entre os dias 23 e 26.
Depois disso, haver´a ainda outra rodada de inscri¸ c˜ao com as vagas que sobrarem. Este foi
o primeiro ano em que foi adotado o Sisu. O objetivo do sistema era reduzir o n´ umero de provas
que os alunos tˆem que fazer e facilitar a mobilidade dos estudantes entre os Estados. Por ora,
os dados iniciais do Sisu indicam ainda que a mobilidade acontece mais entre Estados de uma
mesma regi˜ao do que entre regi˜ oes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u694733.shtml, acesso fev/10
O MEC tinha em m˜ aos 2,6 milh˜ oes de candidatos e apenas 47.900 vagas. Preenche ape-
nas 40% disto por todo o Brasil e transparece t˜ ao despreocupadamente ante tal realidade como
se tivesse achado tudo positivo. E apela ` a humildade inconceb´ıvel quando ainda se diz feliz caso
complete o preenchimento de 80% das vagas com a segunda rodada. Pois, os 20% que despreza
corresponde quase 10 mil vagas, o que ´e pr´ oximo de uma vez e meia do que oferta por ano a Unesp.
Lembrando que o custo b´ asico por vaga no ensino superior p´ ublico ´e R$ 10.000,00/anual,
coloco outros dados, al´em do que j´ a constam na p´ ag. 35, e que tornam esse barbarismo do nosso
educacional explosivo.
a) Mais da metade dos jovens de 15 a 17 anos n˜ ao est´ a cursando o ensino m´edio, etapa de ensino
adequada para esta faixa et´ aria, e apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino
superior em 2007.
b)
:
A
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renda
::
´e
:::::
fator
:::::::::::::::
determinante
:::::
para
::
o
:::::::
acesso
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do
:::::::::::
brasileiro
::
` a
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universidade: a taxa de frequˆencia
daqueles que tˆem renda mensal per capita de cinco sal´ arios m´ınimos ou mais (55%) ´e dez vezes
maior do que entre a popula¸ c˜ ao que ganha at´e meio sal´ ario m´ınimo (5%).
Fonte: Pesquisa Juventude e Pol´ıticas Sociais no Brasil, Instituto de Pesquisa Econˆ omica Aplicada
(Ipea), www.ipea.gov.br/
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 151
E isso atinge tudo pela raiz (g.n)
CENSO APONTA SOBRA DE VAGAS EM CURSOS P
´
UBLICOS PARA PROFESSORES
ANGELA PINHO, da Folha de S.Paulo, em Bras´ılia, 19/01/2010
Ao mesmo tempo em que faltam professores com forma¸ c˜ao adequada no ensino b´asico, est˜ao
sobrando vagas oferecidas por institui¸ c˜ oes p´ ublicas em cursos de pedagogia e licenciatura em
disciplinas como biologia e matem´atica. De acordo com o Censo da Educa¸ c˜ao Superior de 2008
(o mais recente), naquele ano 4.468 vagas n˜ao foram preenchidas nos processos seletivos para
cursos de forma¸ c˜ao de professores em universidades e centros tecnol´ ogicos federais e estaduais,
principalmente em cidades do interior.
Esse n´ umero representa 6% das vagas disponibilizadas para o primeiro ano de pedagogia
e licenciaturas dessas institui¸ c˜ oes. Nas demais ´ areas, esse percentual cai para 3,5% - ficaram vagos,
por exemplo, 14 lugares em cursos de direito. Em medicina, 5. A sobra de vagas em cursos de forma¸ c˜ ao de
professores contrasta com a escassez de profissionais com forma¸ c˜ ao adequada nas escolas p´ ublicas. Segundo
estudo do Inep (instituto ligado ao Minist´erio da Educa¸ c˜ ao) feito com dados de 2007, mais de um em cada
quatro professores do ensino b´ asico n˜ ao tem a habilita¸ c˜ ao exigida por lei - ensino superior com magist´erio.
Al´em disso, grande parte d´ a aulas em disciplinas diferentes da sua forma¸ c˜ ao, o que ocorre principalmente
em ciˆencias. Em f´ısica, apenas 25% dos professores s˜ ao graduados exatamente em f´ısica. Para suprir essa
deficiˆencia, institui¸ c˜ oes p´ ublicas tˆem aberto cada vez mais cursos nessas ´areas, mas a resposta
tem sido, em muitos casos, desanimadora.
´
E o caso da UFG (Universidade Federal de Goi´as). Em 2008, das 40 vagas para licenciatura
em f´ısica em Jata´ı, cidade a 327 km de Goiˆania, apenas 6 foram ocupadas. ¨
´
E desanimador¨,
diz Henrique Almeida Fernandes, professor e coordenador do curso. ¨A gente se prepara tanto
tempo para dar aula e chega l´a e vˆe uma turma com poucos alunos que j´a chega desmotivada
com a perspectiva profissional¨, afirma.
Assim como Fernandes, outros professores e coordenadores de cursos atribuem as vagas ociosas e a baixa
concorrˆencia no vestibular ` a desvaloriza¸ c˜ ao do magist´erio. A consequˆencia, al´em da dificuldade de formar
profissionais qualificados, ´e que as institui¸ c˜ oes acabam n˜ao conseguindo atrair os melhores alunos
do ensino m´edio para seus cursos de pedagogia e licenciatura, o que depois vai se refletir na qual-
idade da educa¸ c˜ao b´asica, diz Mozart Neves Ramos, professor da UFPE (Universidade Federal
de Pernambuco) e presidente do movimento Todos pela Educa¸ c˜ ao. Segundo ele, em sua universidade, a
nota m´ınima no vestibular para um aluno de medicina foi de 8,29 pontos, em uma escala de 0
a 10. Para um aspirante a professor de matem´atica, ficou em apenas 3,29.
Al´em do desinteresse Universidades que tiveram vagas de pedagogia e licenciatura n˜ ao preenchidas apon-
taram tamb´em outros fatores poss´ıveis para explicar o fato, al´em da pouca valoriza¸ c˜ ao da carreira. Henrique
Mongelli, pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), afirma que a
institui¸ c˜ ao ter´ a que analisar se ainda h´ a demanda em cursos em que sobram vagas em cidades pequenas. A
secret´aria de Educa¸ c˜ao Superior do Minist´erio da Educa¸ c˜ao, Maria Paula Dallari Bucci, con-
corda que a desvaloriza¸ c˜ao da carreira interfere na sobra de vagas, mas afirma que o quadro ir´a
melhorar com medidas como o piso salarial do professor e a lei que permite ao aluno de univer-
sidade particular ter o curso pago pelo Estado em troca de trabalho em escolas p´ ublicas depois
da formatura.
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que
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unifica
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vestibular
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diversas
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federais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u681418.shtml, acesso fev/10
E Euclides da Cunha n˜ ao foi s´ o um grande literato, Imortal da Academia Brasileira
de Letras, como teve forma¸ c˜ ao em Engenharia e Matem´ atica. E esse trecho de Os Sert˜ oes ajuda
calcular melhor o quando representa de desperd´ıcio de recursos p´ ublicos tais vagas n˜ ao preenchidas:
¨De fato, aquele funcion´ ario tinha, pela permanˆencia no cargo, a sua confian¸ ca plena.
E empunhando febrilmente o l´ apis calculista com que floreteava a impaciˆencia geral,
permanecia est´eril, na Favela: somando, subtraindo, multiplicando e dividindo; pondo em
equa¸ c˜ ao a fome; discutindo estupendas solu¸ c˜ oes sobre cargueiros fant´ asticos; diferenciando
a mis´eria transcendente; arquitetando f´ ormulas admiravelmente abstratas com sacos de
farinha e malas de carne seca; idealizando comboios...
Era todo o esfor¸ co. N˜ ao havia not´ıcia da 1
a
brigada. Os batalh˜ oes, diariamente man-
dados at´e ` as Baixas, voltavam sem rastrear nem um sinal da sua existˆencia, pelas estradas
vazias. Um deles, 15
o
, comandado pelo capit˜ ao Gomes Carneiro, no dia 10, ao tornar de
diligˆencia in´ util, comboiara como suprema irris˜ ao um boi, um ´ unico boi - magro, retransido
de fome, oscilante sobre as pernas secas - uma arroba de carne para seis mil famintos... ¨
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 152
O Governo Lula tem se caracterizado pela veemˆencia com que teria recebido uma heran¸ ca
maldita que recua at´e aos prim´ ordios do Brasil. E, pelo menos em educa¸ c˜ ao, tudo aqui mostra ser
verdade haver todo um conjunto historicamente heredit´ ario que comp˜ oe um barbarismo centrado
no ensino da matem´ atica. Entretanto, o referido governo n˜ ao alterou qualquer um dos parˆ ametros
dessa barb´ arie, bem como, n˜ ao encontro nenhuma voz que seja referˆencia deste e que j´ a n˜ ao fosse
at´e produtor de tais inqualifica¸ c˜ oes em outros governos. O caso da Universidade Federal do ABC,
tamb´em cognominada de Universidade do Lula, abordo mais no Dossiˆe Vest./Sudeste, apresenta
uma situa¸ c˜ ao das mais deplor´ aveis, de fato, despudorada(g.n):
FEDERAL DO ABC TEM EVAS
˜
AO DE 42%
Reitor atribui desistˆencia dos alunos aos atrasos nas obras do cˆ ampus e ` a dificuldade de cotistas
seguirem o curso
F´ abio Mazzitelli, JORNAL DA TARDE, 21-Fev-2010
Primeira universidade federal instalada na regi˜ ao que foi ber¸ co pol´ıtico do presidente Luiz In´ acio Lula da
Silva, a UFABC perdeu, em m´edia, 42% dos seus alunos nas trˆes primeiras turmas da hist´ oria da institui¸ c˜ ao
- entre 2006 e 2009. Uma das causas para a alta evas˜ ao registrada na Universidade Federal do ABC ´e a falta
de infraestrutura adequada no local, refletida sobretudo no que a institui¸ c˜ ao classifica de ”crˆ onico”atraso na
constru¸ c˜ ao dos cˆ ampus - um em obras em Santo Andr´e e outro que ainda nem come¸ cou a sair do papel em
S˜ ao Bernardo.
Por causa das obras, o in´ıcio do ano letivo de 2010 foi adiado de mar¸ co para maio. S´ımbolo da expans˜ ao
das institui¸ c˜ oes federais de ensino superior no Pa´ıs, a UFABC selecionou 4,5 mil estudantes de 2006 a 2009,
mas no fim do ano passado s´ o tinha 2.617 alunos. Todos estavam matriculados no curso de Bacharelado em
Ciˆencia e Tecnologia, a ´ unica porta de entrada da universidade at´e o ano passado. ¨Nas primeiras turmas,
perdemos metade dos alunos¨, afirma Helio Waldman, o quarto reitor em menos de quatro
anos da institui¸ c˜ao. ¨No ano passado, as perdas foram altas, de 25% a 30% em m´edia. Podem
aumentar mais um pouco, mas n˜ao chegar˜ao a 50%¨, acredita.
Ao ser empossado no cargo, no ´ ultimo dia 8, Waldman fixou a redu¸ c˜ ao da evas˜ ao como sua principal meta.
Em quatro anos, ele quer que as desistˆencias caiam para menos de 10% das matr´ıculas. Apesar do alto ´ındice
de abandono, esse foi o curso mais procurado pelos alunos que usaram o Exame Nacional do Ensino M´edio
(Enem) para tentar uma vaga em institui¸ c˜ oes federais. Na primeira etapa do sistema de escolha pela internet,
o Sisu, foram 16,2 mil inscritos para 1,5 mil vagas. Dessas, sobraram 780 para a segunda etapa, que terminou
ontem.
SEM INTERNET
O pr´ oprio reitor atribui a desistˆencia dos estudantes aos problemas na constru¸ c˜ ao do cˆ ampus. Na unidade
de Santo Andr´e, cujo ´ unico pr´edio em funcionamento foi inaugurado pelo presidente Lula em
agosto de 2008, as obras deveriam ter ficado prontas no in´ıcio do ano passado. De 2005 a 2009,
Lula participou de cinco solenidades ligadas `a universidade, sendo a ´ ultima em agosto do ano
passado para lan¸ car a pedra fundamental do cˆampus de S˜ao Bernardo. ¨Ao contr´ario do que
a gente esperava e do previsto, o pr´edio (de Santo Andr´e) n˜ao est´a pronto. Dever´a estar em
maio, mas n˜ao totalmente”, diz o reitor. ¨E n˜ao haver´a internet¨, lamenta. O contrato est´a no
quinto aditivo e, mesmo com o prazo renovado para dezembro de 2010, o reitor j´a prevˆe mais
demora. ¨Oficialmente, a obra toda termina em dezembro, mas h´ a um hist´ orico de lentid˜ ao¨, diz Waldman,
sem saber dizer o motivo dos atrasos. ¨H´ a uma certa lentid˜ ao crˆ onica, cuja origem n˜ ao saberia reconhecer.¨
Procurado, o Minist´erio da Educa¸ c˜ao (MEC) n˜ao explicou o motivo do atraso nas obras.
Al´em das quest˜ oes de infraestrutura, outra causa da evas˜ao est´a ligada `a falta de adapta¸ c˜ao de alunos
cotistas, para os quais ´e reservada metade das vagas de ingresso. Sem dar detalhes, o reitor disse
que eles desistiram mais do que os outros alunos. ¨Em geral, eles tˆem problemas por trabalhar¨
Entre as medidas para reduzir a evas˜ ao, algumas foram destinadas aos cotistas, como a amplia¸ c˜ ao de
bolsas de aux´ılio socioeconˆ omico e para moradia. Cada uma garante R$ 300 ao aluno. S˜ ao cerca de 700 bolsas
distribu´ıdas atualmente. Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-presidente da Associa¸ c˜ ao Na-
cional dos Dirigentes de Institui¸ c˜ oes Federais de Ensino Superior (Andifes), Mozart Neves Ramos relativiza
os problemas de infraestrutura e a alta evas˜ao da UFABC, mas defende maior autonomia de
gest˜ao para as institui¸ c˜ oes federais em todo o Pa´ıs. ¨Os problemas desses trˆes primeiros anos
s˜ao mais de log´ıstica, enfrentados por qualquer obra ou grande amplia¸ c˜ao¨, diz ele, hoje diretor
executivo do Movimento Todos Pela Educa¸ c˜ ao. ¨O principal problema ´e a necessidade de implantar um novo
modelo de gest˜ ao. O reitor nas federais s´ o administra o custeio, n˜ao o or¸ camento. Tem de se criar
um modelo com mais autonomia.¨
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=5197&Itemid=50,
acesso fev/10
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Finalizando este, se algu´em quiser defender, com base no artigo que segue, de que o MEC
tem toda clarividˆencia de tudo que ´e necess´ ario para fazer curso superior, lembro que a minha desse
foi demonstrar, como fiz, casos em que a displicˆencia transparece falta de bom senso, quando bom
senso ´e relativo. Pois, embora eu n˜ ao veja nada de bom senso, por exemplo, ministrar aula para
cadeiras vazias, n˜ ao desconhe¸ co haver docente que adora.
OPORTUNIDADE
ALUNOS BONS DE NOTA NO ENEM 2009 PODER
˜
AO ESTUDAR NA ESPANHA
RIO - Os primeiros colocados no Exame Nacional do Ensino M´edio 2009 (Enem), em dez ´areas
espec´ıficas, ter˜ao a oportunidade de estudar na Espanha. Isso ser´a poss´ıvel gra¸ cas ao acordo
firmado entre o Minist´erio da Educa¸ c˜ao (MEC) e a Universidade de Salamanca, que prevˆe a
oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) para alunos brasileiros cursarem
a gradua¸ c˜ao na institui¸ c˜ao espanhola.
O intercˆambio, nesta primeira vers˜ao do chamado Prouni Internacional, ser´ a nas seguintes
´ areas: biologia, biotecnologia, estat´ıstica, farm´ acia, f´ısica, informa¸ c˜ ao e documenta¸ c˜ ao, engenharia de materi-
ais, engenharia de edifica¸ c˜ oes, matem´ atica e sociologia. Ser´ a escolhido um aluno por ´ area, que seja de baixa
renda, atenda aos crit´erios do Prouni e tenha ficado em primeiro lugar no Enem dentro desse universo.
O MEC entrar´ a em contato com o estudante e oferecer´ a a bolsa. Caso ele n˜ ao queira, ser´ a chamado
o segundo melhor classificado e assim por diante. Os alunos embarcar˜ao para a Espanha ainda no
primeiro semestre. A Coordena¸ c˜ao de Aperfei¸ coamento de Pessoal de N´ıvel Superior (Capes)
pagar´a a passagem e uma bolsa de estudos de l´ıngua espanhola em um curso preparat´ orio para a
prova de proficiˆencia, que ser´a aplicada em junho. Se forem aprovados nesse teste e no exame de
proficiˆencia referentes `as mat´erias do ensino m´edio, tamb´em aplicado na Espanha, os estudantes
iniciar˜ao os cursos de gradua¸ c˜ao em Salamanca em setembro.
Para que tenham condi¸ c˜ oes de subsistir no pa´ıs, os alunos receber˜ao uma bolsa permanˆencia
paga pelo banco Santander, de at´e 11,8 mil euros por ano - o que equivale a cerca de R$ 30 mil
- para custear hospedagem, alimenta¸ c˜ao e um deslocamento anual da Espanha para o Brasil, na
´epoca do recesso de fim de ano.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/01/29/alunos-bons-de-nota-no-enem-
2009-poderao-estudar-na-espanha-915734447.asp, acesso fev/10
RECORTE 13 - C
´
ALCULO & REPROVAC¸
˜
AO & TECNOLOGIA
¨A quarta expedi¸ c˜ ao ilhara-se de todo, no territ´ orio conflagrado, a pique de uma cat´ astrofe¨.
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
Quando se reflete no desenvolvimento cient´ıfico e tecnol´ ogico do Pa´ıs, porquanto, ainda sem
o que garante sustentabilidade duradoura, inova¸ c˜ ao, nem vislumbre h´ a como dissoci´ a-lo da neces-
sidade de haver qualidade no ensino da matem´ atica, posto que, n˜ ao existe consistˆencia em todos
os delineamento de que matem´ atica seria dispens´ avel nisto.No Dossiˆe Internacional defendo
tese de que a qualidade deste nos pa´ıses Ibero-Americanos promove o bloqueio disto
para toda essa parte.
Portanto, isso exige tratar o ensino da matem´ atica como prioridade nacional, o que impede
negligenciar qualquer fator da educa¸ c˜ ao. E no caso espec´ıfico da forma¸ c˜ ao tecnol´ ogica, C´ alculo
Diferencial e Integral ´e o cerne no sentido mais perfeito: qualquer desqualifica¸ c˜ ao em matem´ atica
anterior o torna ´ arido e qualquer deste, torna o curso pesado, desgastante e vazio. E se algu´em
ainda tem d´ uvida, n˜ ao deixo de defender que o essencial desse pode e deve ser tratado no Ensino
M´edio, como j´ a aconteceu no Brasil nos anos 1950 e parte de 60. Entretanto, para isso precisa
qualificar forma¸ c˜ ao docente.
Nisso a hist´ oria da matem´ atica paraense ´e soberbamente exemplar. Desse per´ıodo, atuando
com C´ alculo no Ensino M´edio apenas um docente se revela: RUY DA SILVEIRA BRITTO
(1913/1970). Pois, n˜ ao encontro ningu´em que tenha estudado nessa ´epoca e desenvolvido carreira
profissional em Exatas e Tecnol´ ogica que tenha tido outro docente no tema. H´ a quem tenha, assim
como ele, estudado por contra pr´ opria, mas por contribui¸ c˜ ao significa de outro n˜ ao encontro. E
o n´ıvel degradante atual quem revela ´e uma ementa de disciplina do curso de licenciatura em
matem´ atica da UFPA criado em 2010 (g.n).
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 154
9.8.2 Algebra B´ asica
C´ odigo: Carga Hor´ aria: 60h
Ementa - F´ ormulas, express˜ oes alg´ebricas, express˜ oes alg´ebricas irracionais, equa¸ c˜ oes do primeiro, segundo,
terceiro e quarto grau, progress˜ oes aritm´eticas e geom´etricas, logaritmos.
Objetivos - O principal objetivo desta disciplina ´e reparar a falhas na forma¸ c˜ao dos alunos no que
se refere ao estudo das express˜ oes alg´ebricas, das equa¸ c˜ oes e f´ ormulas e, dessa maneira, evitar que
tais falhas constituam em impedimentos para o bom entendimento de disciplinas de conte´ udo avan¸ cado.
Pr´e-requisito - N˜ ao s˜ ao exigidos.
Conte´ udo program´ atico
1. O uso de letras e c´ alculos - 1.1 Equa¸ c˜ oes 1.2 F´ ormulas 1.3 N´ umero alg´ebrico e valor absoluto 1.4 Opera¸ c˜ oes
com n´ umeros alg´ebricos 1.5 Potˆencias e Ra´ızes
2. Express˜ oes alg´ebricas - 2.1 Monˆ omios e polinˆ omios 2.2 Opera¸ c˜ oes com polinˆ omios 2.3 Fatora¸ c˜ ao e sim-
plifica¸ c˜ ao 2.4 Produtos not´ aveis 2.5 Potˆencias 2.6 Divis˜ ao de polinˆ omios e fra¸ c˜ oes racionais 2.6 Express˜ oes
irracionais
3. Equa¸ c˜ao do primeiro grau - 3.1 Resolu¸ c˜ao 3.2 Interpreta¸ c˜ao geom´etrica 3.3 Desigualdades 3.4
Sistemas com duas inc´ ognitas; resolu¸ c˜ao e interpreta¸ c˜ao geom´etrica 3.4 Problemas envolvendo
a equa¸ c˜ao do primeiro grau e sistemas com duas inc´ ognitas
4.Equa¸ c˜ao do segundo grau - 4.1 Resolu¸ c˜ ao 4.2 Interpreta¸ c˜ ao geom´etrica 4.3 Equa¸ c˜ ao biquadrada 4.4
Equa¸ c˜ oes irracionais 4.5 Resolu¸ c˜ ao de problemas envolvendo a equa¸ c˜ ao do segundo grau 4.5 Estudo do sinal
do trinˆ omio do segundo grau
5. Equa¸ c˜ ao do terceiro e quarto grau - 5.1 Resolu¸ c˜ ao 5.2 Hist´ oria da resolu¸ c˜ ao das equa¸ c˜ oes do segundo,
terceiro e quarto grau.
6. Progress˜ ao - 6.1 Progress˜ oes Aritm´eticas 6.2 Progress˜ oes Geom´etricas 6.3 Logaritmos
Referˆencias
[1] RUESCAS, JESUS. Matem´ atica Pr´ atica. S˜ ao Paulo, Sivadi Editorial
[2] CASTRO, CASTRO E MULLER, ARMANDO. Matem´ atica. Porto Alegre, Editora Movimento
[3] DANTE, LUIZ ROBERTO. Tudo ´e Matem´ atica. S˜ ao Paulo, Editora
´
Atica.
[4] GARBI, GILBERTO G. O romance das equa¸ c˜ oes alg´ebricas. S˜ ao Paulo, Editora Livraria da F´ısica.
Fonte: www.ufpa.br/parfor-mat/proposta ppp parfor.pdf, acesso mar¸ c/10
Esse ´e um cen´ ario desolador. Mais ainda quando nada disso traz qualquer perspectiva real
de alterar nada. Posto que, boa parte disto ´e o que reprova milhares jovens do Ensino Fundamental
exatamente por n˜ ao haver forma¸ c˜ ao capaz de propiciar que estes tenham aprendizagem no tema. E
n˜ ao vai ter agora quem promova isso quando esse nem consegue aprender lendo o livro did´ atico que
usa, como ´e o caso da clientela maior dessa licenciatura, docente em servi¸ co. E, reafirmo, nada disto
´e por falta de capacidade de aprendizagem, mas pela p´essima qualidade das exposi¸ c˜ oes/disposi¸ c˜ oes
dos conte´ udos e dos m´etodos que est˜ ao achando falsamente servir para promover educa¸ c˜ ao.
E um dos Estados que apresenta, segundo dados dos MEC, um ensino b´ asico razo´ avel ´e o
Rio Grande do Sul. Embora que isto ainda n˜ ao ´e grande feito educacional dentro do caos reinante.
E a luta do Departamento de Matem´ atica da UFRGS contra reprova¸ c˜ ao e evas˜ ao por conta de
C´ alculo ´e at´e comovente. S´ o alguns lances (g.n):
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE MATEM
´
ATICA
N
´
UCLEO DE AVALIAC¸
˜
AO DA UNIDADE
2) O Programa Pr´ o-C´ alculo - O Programa Pr´ o-C´ alculo, implantado em 2003, vem sendo oferecido semes-
tralmente pelo DMPA, constitui-se numa a¸ c˜ao ´ımpar dentro da UFRGS, dirigida aos alunos dos
mais de trinta cursos da Universidade que possuem a disciplina de C´alculo no curr´ıculo, busca
reduzir a desistˆencia e a evas˜ao em uma disciplina que se caracteriza por possuir altos ´ındices
de reprova¸ c˜ao; tal projeto representa a oferta de mais de trezentas horas-aula semestrais em
cursos de extens˜ao.
Apesar dos esfor¸ cos para tornar mais acess´ıveis os conte´ udos das disciplinas de C´alculo e
Geometria Anal´ıtica IA e IIA, os professores repetidamente deparavam-se com dificuldades dos
estudantes que remontavam ao Ensino M´edio e, muitas vezes, ao Ensino Fundamental. Aos
poucos, foi tomando corpo a id´eia de que dever´ıamos implementar a¸ c˜ oes visando propiciar uma
experiˆencia que facilitasse a transi¸ c˜ao do Ensino M´edio para a Matem´atica de n´ıvel superior,
em especial o C´alculo, incentivasse a autonomia e autocr´ıtica no estudo e na supera¸ c˜ao das
dificuldades, o que acabou concretizando-se no segundo semestre de 2002, quando foi oferecida
a primeira edi¸ c˜ao do Curso de Extens˜ao de Pr´e-C´alculo. [...]
Apesar dos alunos demonstrarem interesse e sentirem a relevˆancia desta revis˜ao assistida,
a evas˜ao foi muito grande, devido principalmente ao aumento das exigˆencias de dedica¸ c˜ao por
parte das disciplinas do curr´ıculo normal. [...] (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 155
Objetivos Espec´ıficos do Programa Pr´ o-C´ alculo
Os objetivos espec´ıficos do Programa Pr´ o-C´ alculo, em consonˆ ancia com as a¸ c˜ oes que j´ a est˜ ao sendo de-
senvolvidas, est˜ ao divididos em quatro ´ areas de a¸ c˜ oes.
I - A¸ c˜ oes preparat´ orias - As a¸ c˜ oes preparat´ orias s˜ ao destinadas aos alunos que ainda n˜ ao cursaram alguma
disciplina de C´ alculo e objetivam diminuir o desn´ıvel que em geral ocorre entre os pr´e-requisitos do C´ alculo e
os conte´ udos do Ensino M´edio que j´ a foram apropriados pelo aluno. Tamb´em oferecem uma oportunidade de
envolver no Programa os alunos do Curso de Licenciatura em Matem´ atica da UFRGS.
Como a¸ c˜ oes preparat´ orias, estamos:
a) oferecendo, preferencialmente antes do in´ıcio de cada semestre, cursos presenciais de Pr´e-C´ alculo, desen-
volvidos em forma de estudo dirigido; b) exibindo aulas digitalizadas, ministradas por professores renomados,
para refor¸ car e elucidar v´ arios conte´ udos de Ensino M´edio.
II - A¸ c˜ oes terapˆeuticas - As a¸ c˜ oes terapˆeuticas visam atingir os alunos com mais de duas
matr´ıculas na mesma disciplina de C´alculo e buscam resgatar seu interesse pela disciplina e,
por meio de um contato pr´ oximo professor-aluno, proporcionar uma oportunidade mais efetiva
de supera¸ c˜ao das dificuldades.
No ˆ ambito das a¸ c˜ oes terapˆeuticas o DMPA oferece turmas especiais de C´ alculo e Geometria Anal´ıtica IA,
com uma metodologia de trabalho baseada na resolu¸ c˜ ao de problemas em pequenos grupos, onde os alunos s˜ ao
orientados pelo professor e auxiliados por monitores [...]
Fonte: www.ufrgs.br/sai/arquivos/Relatorios NAUs/Matematica/2006/2006%20Relat%C3%B3rio%20NAU%
20MATEM%C3%81TICA.doc, p´ ag. 25-29, acesso fev/10
N˜ ao desconhe¸ co transparecer haver muito de pretens˜ ao quando numa quest˜ ao essencial como
esse tema, C´ alculo, pular do norte para o sul do Brasil como se n˜ ao houvesse qualquer perigo de
omiss˜ ao de alguma experiˆencia exuberante. Entretanto, nessa s´eria o que mais mostro ´e que pulando
entre quais dois pontos do Brasil o n´ıvel de inqualifica¸ c˜ oes do ensino da matem´ atica s˜ ao congru-
entes, muitos iguais mesmos. De fato, o artigo que deixa ind´ıcios fortes disto ´e seguinte artigo (g.n):
N
´
UMERO DE VAGAS NAS FEDERAIS CRESCE 63% EM QUATRO ANOS
Foram criadas mais de 77 mil novas desde 2006; cursos noturnos tamb´em tiveram expans˜ ao
JC e-mail 3958, de 01 de Mar¸ co de 2010
Em quatro anos, o n´ umero de vagas nas universidades federais do pa´ıs cresceu 63%. O
primeiro relat´ orio do programa de Reestrutura¸ c˜ ao das Universidades (Reuni), preparado pelos reitores das
institui¸ c˜ oes federais, mostra que foram criadas mais de 77 mil novas desde 2006. E, pela primeira vez, as
universidades brasileiras conseguiram inverter uma tendˆencia hist´ orica e investiram no desenvolvimento dos
cursos noturnos. O relat´ orio foi comemorado no Minist´erio da Educa¸ c˜ ao. Depois de anos de resistˆencias,
as universidades federais - em troca de mais recursos - come¸ caram o investimento em cursos
noturnos, programas para reverter evas˜ao e ociosidade e aumento da produtividade dos pr´ oprios
professores.
Apenas no per´ıodo em que o Reuni foi implantado, a partir de 2008, as vagas noturnas subiram 63%.
Nas licenciaturas, outra ´ area priorit´ aria para o minist´erio, o acr´escimo foi de 27%. ¨O Reuni ´e um programa
ambicioso, de car´ ater nacional. Nossa avalia¸ c˜ ao ´e que ele j´ a tem um impacto extremamente positivo, apesar
de a maior parte das metas ser para 2012 e
:::::::
depois¨, analisa Alan Barbiero, reitor da Universidade
Federal do Tocantins e presidente da Associa¸ c˜ ao Nacional dos Dirigentes das Institui¸ c˜ oes Federais de Ensino
Superior (Andifes).
Engenharia
Um dos pontos que mais agradaram ao MEC foi o crescimento dos cursos de Engenharia no
pa´ıs, ´area considerada cr´ıtica para o desenvolvimento e em que faltam profissionais de todos os
setores. De acordo com o relat´ orio, as vagas praticamente dobraram, passando de 16.340 para
32.502 entre 2006 e 2010. Se j´a era a ´area em que mais havia vagas nas federais - isso levando
em conta cursos que v˜ao das tradicionais mecˆanica, civil e el´etrica a outras mais novas, como
tˆextil ou ambiental -
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as
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engenharias
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hoje
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est˜ao
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muito
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frente
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segunda
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colocada,
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Letras, que oferece 19.348 vagas a cada ano letivo.
¨H´ a algum tempo as universidades tinham perdido seu poder de interferˆencia maior no processo de de-
senvolvimento do pa´ıs por conta do baixo n´ıvel de investimento, mas ainda assim a maior parte da produ¸ c˜ ao
cient´ıfica do pa´ıs passa pelas federais. O Reuni possibilitou uma recupera¸ c˜ ao, mas ainda precisamos manter o
crescimento e a ´ area de engenharia ´e um dos pontos-chave em um pa´ıs que planeja crescer 5% ao ano¨, disse
Alan Barbiero.
Investimento
Iniciado em 2008, o Reuni planeja um investimento de R$ 2 bilh˜ oes nas federais para expans˜ao
e reestrutura¸ c˜ao das institui¸ c˜ oes. Em troca, o MEC exige aumento de cursos noturnos, queda
no n´ umero de vagas ociosas e na evas˜ao e aumento da propor¸ c˜ao de alunos por professores para
16 por um - hoje est´a em torno de 10 para um.
:
O
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relat´ orio
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n˜ao
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traz
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dados
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sobre
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queda
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na
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evas˜ao ou aumento na propor¸ c˜ao de alunos por professor. ¨Esse ´e um c´ alculo que s´ o ser´ a confi´ avel
quando estivermos no final do Reuni. O importante ´e que os problemas foram identificados e medidas est˜ ao
sendo tomadas¨, disse Barbiero. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 156
O relat´ orio lista medidas que est˜ ao sendo feitas em v´ arias universidades. H´ a casos que v˜ ao desde o aumento
de bolsas de apoio at´e an´ alise da situa¸ c˜ ao de cada aluno, com oferecimento de aulas de refor¸ co e nivelamento.
Um dos casos ´e o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em que foi criado um programa
espec´ıfico para ajudar os alunos que precisam passar pela disciplina de c´alculo, um dos maiores
gargalos da ´area de exatas.
O minist´erio faz um acompanhamento do Reuni mas, por enquanto, o ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando
Haddad, comemora o que diz ser um avan¸ co coerente na m´edia das institui¸ c˜ oes. ¨Os dados preliminares
guardam coerˆencia com o sistema de acompanhamento do MEC. Agora vamos bater esses n´ umeros e analisar
caso a caso para ver se h´ a institui¸ c˜ oes aqu´em da metas. Mas, no conjunto, o sistema cumpriu o acordado com
MEC¨, afirmou Haddad ao Estado.
(Lisandra Paraguass´ u), (O Estado de SP, 28/2)
Fonte: www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69325, acesso fev/10
E tudo nesse fica nos ind´ıcios tanto pela alegria incontida do MEC, sem que tenha feito
quest˜ ao de pesquisar fatores como ´ındice de evas˜ ao/reprova¸ c˜ ao, pelo menos em C´ alculo, quanto por
do outro lado quem defende representa os recebedores dos recursos do ReUni. J´ a um bem menos
lisonjeiro para o MEC baseados nesses dados que esse n˜ ao fez quest˜ ao alguma de pesquisar ´e o
seguinte (g.n):
OCIOSIDADE SOBE 99% NAS UNIVERSIDADES EM CINCO ANOS
A cada ano, total de vagas supera formandos do ensino m´edio
JC e-mail 3958, de 01 de Mar¸ co de 2010.
O Brasil vive momento paradoxal e emblem´atico na educa¸ c˜ao superior. Sonho de muitos
jovens, o acesso `a universidade, p´ ublica ou privada, ´e um dos mais expressivos da hist´ oria.
Entre 2003 e 2008, o n´ umero de estudantes cresceu 30%, superando a faixa dos 5 milh˜ oes, e
as vagas aumentaram 50%, oferta que representa quase 3 milh˜ oes de novos lugares nos bancos
universit´arios a cada novo ano.
Dentro da oferta total de vagas, no ˆ ambito federal est´ a em curso um ambicioso projeto de reestrutura¸ c˜ ao
e expans˜ ao do ensino superior, com um misto de inaugura¸ c˜ oes e amplia¸ c˜ oes que resultaram em 13 novas
institui¸ c˜ oes, intensa interioriza¸ c˜ ao de campi universit´ arios, cria¸ c˜ ao de mais cursos, contrata¸ c˜ oes de dezenas
de milhares de professores e funcion´ arios e uma consequente eleva¸ c˜ ao na taxa de matr´ıculas.
Em meio ` as boas not´ıcias, por´em, o crescimento sustentado da educa¸ c˜ao superior brasileira
esbarra nos gargalos do ensino m´edio, que n˜ao forma jovens suficientes para preencher a oferta
em alta do terceiro grau. De acordo com os dados mais atuais dos censos escolares do Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An´ısio Teixeira (Inep), mais de 1,7 milh˜ao de
jovens conclu´ıram o ensino m´edio em 2007. Ao sa´ırem da escola, 2,9 milh˜ oes de vagas estavam
sendo oferecidas no ensino superior para ingresso no in´ıcio de 2008.
O retrospecto de conclus˜ ao do ensino m´edio - praticamente estagnado em rela¸ c˜ ao ao forte ritmo de aumento
de oportunidades no pr´ oximo n´ıvel - acaba sendo, assim, um dos principais fatores para a causa de um efeito
perverso na expans˜ ao do ensino universit´ ario: a explos˜ao de vagas sem preenchimento.
De 2003 a 2008, o ensino superior amargou alta de 99% das vagas ociosas, chegando a 1,479
milh˜ao. As universidades federais s˜ao respons´aveis por uma ´ınfima parte dessa ociosidade, mas
ela cresceu 500% - as vagas n˜ao preenchidas subiram de 893 em 2003 para 5.364 h´a dois anos. O
grosso da evolu¸ c˜ ao est´ a no setor privado, com 1,442 milh˜ ao de vagas ociosas registradas em 2008 - crescimento
de 98% em seis anos. Nas universidades e faculdades estaduais a curva ´e menos acentuada: as oportunidades
desperdi¸ cadas passaram de 3.085 para 4.372, eleva¸ c˜ ao de 41% no per´ıodo.
¨Para conclus˜ oes mais apropriadas, ´e necess´ ario an´ alise detalhada dos dados sobre a oferta por curso,
turno, modalidade de ensino. Al´em disso, ´e poss´ıvel realizar compara¸ c˜ ao prof´ıcua entre esses dados e in-
forma¸ c˜ oes sobre o mercado de trabalho, provenientes de outras pesquisas realizadas pelo IBGE e pelo Minist´erio
do Trabalho¨, justifica resumo t´ecnico do Inep. O desequil´ıbrio oferta-demanda tamb´em pode ser explicado por
problemas de infraestrutura nas novas federais, desistˆencia de matr´ıculas, hor´ arios conflitantes, baixa procura
por determinados cursos e, sobretudo, excesso proposital de vagas ofertadas por institui¸ c˜ oes de ensino superior
particulares.
¨As privadas est˜ ao mais ajustadas ` a dinˆ amica da oferta e da demanda. Tirando as PUCs [Pontif´ıcia Uni-
versidade Cat´ olica] e algumas tradicionais, as faculdades privadas j´ a se registram no Minist´erio da Educa¸ c˜ ao
com capacidade maior e acertam as vagas conforme o movimento da tesouraria¨, opina Jo˜ ao Monlevade,
consultor legislativo do Senado e doutor em pol´ıticas educacionais pela Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp).
O ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad, acrescenta que a postura de muitas privadas ¨´e uma esp´ecie
de ilus˜ao estat´ıstica¨. Segundo ele, nos editais de oferta as institui¸ c˜ oes particulares superestimam a demanda
para n˜ ao sofrer constrangimento no momento da matr´ıcula e para demonstrar alta capacidade de potencial de
atendimento perante o MEC. ¨Elas recebem autoriza¸ c˜ao para ofertar 200 vagas para um determi-
nado curso que todo ano tem 100 matr´ıculas.
´
E uma virtualidade que n˜ao ajuda a explicar a
expans˜ao, um dado que sequer ´e publicado em outros pa´ıses, uma excentricidade brasileira¨,
complementa Haddad. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 157
A justificativa, entretanto, n˜ao ´e plaus´ıvel para as universidades p´ ublicas, que apresentam
uma m´edia superior a oito candidatos disputando uma ´ unica vaga. Para atender a essa demanda,
a partir de 2005, o Minist´erio da Educa¸ c˜ao intensificou pol´ıticas governamentais de expans˜ao
da rede federal, que resultaram no aumento superior a 30% nas vagas ofertadas. Estas pol´ıticas,
contudo, tamb´em repercutiram na acelera¸ c˜ao, em ritmo mais forte, das vagas ociosas.
Inaugurada em setembro de 2006 e ainda em constru¸ c˜ao, a Universidade Federal do ABC
(UFABC), localizada em Santo Andr´e, enfrentou um ´ındice de evas˜ao de 42% no primeiro ano
de funcionamento por causa de problemas de infraestrutura. ¨A primeira turma foi muito castigada.
Sempre soubemos que no in´ıcio a universidade teria que avan¸ car com gargalos, como conciliar obras com
atividade acadˆemica¨, explica Helio Waldman, reitor da UFABC. Atualmente, a evas˜ ao ´e menor, na casa dos
12%, e a universidade foi a mais procurada no vestibular deste ano, com mais de 19 mil inscri¸ c˜ oes para 1,7
mil vagas dispon´ıveis. A universidade foi uma das que adotou o Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem)
como ´ unico instrumento de sele¸ c˜ ao dos estudantes para o ingresso em 2010.
Fernando Haddad reconhece as dificuldades que o governo est´ a enfrentando. ¨S´ o com expans˜ ao univer-
sit´ aria administramos hoje obras em 104 cidades e bilh˜ oes em recursos. Apesar das dificuldades or¸ cament´ arias
e operacionais, apostamos na interioriza¸ c˜ ao das universidades e da educa¸ c˜ ao profissional, um processo com-
plexo que pode ajudar a trazer muitos benef´ıcios no m´edio e longo prazos¨, prevˆe o ministro.
A secret´ aria de ensino superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, minimiza o aumento das vagas
ociosas nas universidades federais. ¨Representam apenas 0,36% da ociosidade geral¨, argumenta. Como
parte do plano de amplia¸ c˜ ao do acesso ao terceiro grau no pa´ıs, ela explica que existe um alinhamento entre
ensino m´edio e superior, como forma de equacionar problemas de acesso ` as universidades e de qualidade da
educa¸ c˜ ao b´ asica.
¨A primeira pol´ıtica importante ´e permitir a forma¸ c˜ ao universit´ aria e continuada dos professores da rede
p´ ublica. As outras s˜ ao o Enem [Exame Nacional do Ensino M´edio] e o SiSU [Sistema de Sele¸ c˜ ao Unificada],
definidos para permitir que se fale a mesma l´ıngua entre ensino m´edio e superior, al´em do ProUni¨, diz Maria
Paula.
Na UFABC, essa conex˜ ao ser´ a traduzida em nova oferta de vagas para a educa¸ c˜ ao b´ asica, com a cria¸ c˜ ao
de uma escola de ensino m´edio a ser administrada pela pr´ opria universidade. Dentro de um programa de bolsas
da Coordena¸ c˜ ao de Aperfei¸ coamento de Pessoal de N´ıvel Superior (Capes), alunos de licenciatura participam
atualmente de atividades pedag´ ogicas em col´egios do ABC, com o objetivo de ajudar na forma¸ c˜ ao de professores
e atrair alunos para a universidade. ¨At´e 2014, isso pode resultar na abertura de um col´egio de aplica¸ c˜ ao de
n´ıvel m´edio dentro da universidade, o que ir´ a possibilitar a abertura de est´ agios para nossos estudantes, focando
pesquisa sobre o ensino b´ asico de ciˆencias, e oferecer vagas gratuitas a alunos da rede p´ ublica em uma escola
de n´ıvel m´edio qualificada em pleno ambiente universit´ ario¨, destaca Waldman, reitor da UFABC.
Em sete anos, mais 236 cidades passaram a ter um curso federal
O ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando Haddad, est´ a convicto que o processo de interioriza¸ c˜ ao das universi-
dades federais brasileiras vai superar os atuais obst´ aculos das vagas ociosas e ajudar a criar mais oportunidades
de acesso, se consolidando como importante ferramenta de desenvolvimento regional no m´edio e longo pra-
zos. Entre 2003 e 2009, 236 cidades que n˜ ao eram atendidas por institui¸ c˜ oes de ensino superior inauguraram
campi federais, gra¸ cas ` a cria¸ c˜ ao de novas universidades ou ao aumento das vagas nas unidades localizadas nas
capitais ou cidades de grande porte. No per´ıodo, cerca de 20 mil professores e funcion´ arios administrativos
concursados foram contratados.
Segundo Haddad, a abertura de universidades p´ ublicas no interior do pa´ıs faz parte de uma determina¸ c˜ ao
da Constitui¸ c˜ ao de 1988, que acabou suprimida na ocasi˜ ao da aprova¸ c˜ ao do Fundo de Manuten¸ c˜ ao e Desen-
volvimento do Ensino Fundamental e de Valoriza¸ c˜ ao do Magist´erio (Fundef ), em 1996. Em 2003, o atual
governo retomou o compromisso constitucional.
¨Nove regi˜ oes metropolitanas localizadas na faixa de mar, exceto Belo Horizonte, abrigam 40% da pop-
ula¸ c˜ ao brasileira. A Constitui¸ c˜ ao estava correta ao determinar a interioriza¸ c˜ ao da oferta do ensino superior,
porque a educa¸ c˜ ao ´e um eixo de ordena¸ c˜ ao territorial e econˆ omica¨, lembra o ministro.
Justificando a supress˜ ao do par´ agrafo ´ unico que tratava da expans˜ ao da rede de universidades p´ ublicas, o
secret´ ario estadual da Educa¸ c˜ ao de S˜ ao Paulo, Paulo Renato Souza, que foi ministro da Educa¸ c˜ ao entre 1994 e
2002, disse que procurou respeitar o texto constitucional ao direcionar a¸ c˜ oes governamentais para erradicar o
analfabetismo e universalizar o acesso ` a educa¸ c˜ ao b´ asica. ¨Nem todos os artigos da Constitui¸ c˜ ao s˜ ao eficazes.
N˜ ao se faz pol´ıtica p´ ublica escrevendo leis, n˜ ao s´ o¨, afirmou o secret´ ario.
Haddad reconhece que os resultados da difus˜ ao do ensino superior federal n˜ ao podem ser esperados no
¨curt´ıssimo prazo¨ e cita como exemplo Minas Gerais e S˜ ao Paulo, onde universidades p´ ublicas instaladas no
interior participaram do desenvolvimento regional. ¨
´
E natural que a ociosidade de vagas seja elevada
quando levamos uma universidade para a parte sul do Rio Grande do Sul ou para o Vale
do Jequitinhonha.
´
E o pre¸ co inicial que pagamos pela interioriza¸ c˜ao, que ´e compensado com
a chegada dos primeiro jovens, que atraem as primeiras rep´ ublicas, mais tarde as livrarias,
restaurantes, pousadas, at´e a migra¸ c˜ao das primeiras empresas¨, diz o ministro.
No norte do Rio Grande do Norte, a constru¸ c˜ ao do novo campus de Angicos da Universidade Federal do
Semi-
´
Arido (Ufersa), sediada em Mossor´ o, s´ o ficar´ a pronto no segundo semestre, mas j´ a est´ a atendendo 300
alunos classificados no Exame Nacional do Ensino M´edio (Enem) deste ano. Instalados provisoriamente em
uma escola cedida pela prefeitura local, os jovens cursam o programa de trˆes anos do bacharelado em ciˆencia
e tecnologia, com possibilidade de gradua¸ c˜ ao posterior em oito cursos de engenharia. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 158
Desde a ades˜ ao ao Programa de Apoio a Planos de Reestrutura¸ c˜ ao e Expans˜ ao das Universidades Federais
(Reuni), em 2006, a Ufersa ampliou o or¸ camento de R200milparaR 23 milh˜ oes, o que permitiu a constru¸ c˜ ao
de trˆes novos blocos de salas de aula e quatro de laborat´ orios no campus de Mossor´ o, a amplia¸ c˜ ao do quadro de
professores, de 29 para 270 (63% deles doutores) e o aumento das vagas em 100%, para 1.620, em 2010. O pr´ o-
reitor de gradua¸ c˜ ao da universidade, professor Jos´e de Arimatea de Matos, conta que j´ a existe demanda por
formandos pelas empresas da regi˜ ao, cuja atividade econˆ omica ´e dominada pela extra¸ c˜ ao de petr´ oleo, produ¸ c˜ ao
de sal e constru¸ c˜ ao civil. ¨A Petrobras est´ a financiando, via Finep [Financiadora de Estudos e Projetos], um
laborat´ orio de estudos ambientais no valor de R$ 1 milh˜ ao. O espa¸ co ser´ a usado pelo curso de engenharia¨,
revela.
Em Foz do Igua¸ cu, no Paran´ a, o MEC vai desembolsar R$ 266 milh˜ oes para a constru¸ c˜ ao da primeira
etapa do campus da Universidade para a Integra¸ c˜ ao da Am´erica Latina (Unila), projetado pelo arquiteto Oscar
Niemeyer. O edital para a licita¸ c˜ ao das obras deve ser divulgado nas pr´ oximas semanas, de acordo com H´elgio
Trindade, presidente da comiss˜ ao de implanta¸ c˜ ao da institui¸ c˜ ao. Mil alunos e 80 professores brasileiros e
oriundos dos pa´ıses latino-americanos come¸ cam os trabalhos oficiais de gradua¸ c˜ ao - toda formatada no modelo
acadˆemico de bacharelados - no segundo semestre em ´ area cedida pela usina hidrel´etrica de Itaipu.
Trindade informa que o objetivo ´e chegar a 10 mil alunos e 500 docentes em cinco anos. ¨A Unila ´e
parte de um processo de interioriza¸ c˜ ao levado ao extremo: est´ a na fronteira trilateral do Brasil, mas a vis˜ ao
estrat´egica ´e passar a enxergar esse limite territorial perif´erico como polo central de conhecimento e coopera¸ c˜ ao
de toda a Am´erica Latina¨, afirma Trindade.
(Luciano M´ aximo), (Valor Econˆ omico, 1/3)
Fonte: www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69327, acesso mar¸ c/10
N˜ ao ´e absurdo o ministro acusar universidade privada de inflar suas vagas quando essas n˜ ao
podem abrir nenhuma sem a sua autoriza¸ c˜ ao? E n˜ ao fica tudo pior ainda quando esse institui pro-
gramas, como ProUni, exatamente para financiar e subsidiar o preenchimento dessas? O dito pelo
ministro demente sua assessora quando diz que evas˜ ao nas federais ¨Representam apenas 0,36%
da ociosidade geral¨, quando esse geral tem um fator inflando-o imensamente. Ficando tudo mais
grave ainda por ser o setor que essa dirige diretamente respons´ avel para inform´ a-lo nesse assunto.
Entretanto, o todo n˜ ao deixa de revelar um tensionamento terr´ıvel pairando por cima de
todo ensino superior no Brasil e ainda trincado de m´ a inten¸ c˜ oes. E nem citam ainda, o mais prov´ avel
´e que o MEC e ningu´em tenha, do que interessa ´ area tecnol´ ogica: n´ıvel de reprova¸ c˜ ao em C´ alculo.
Pois, enquanto o evadido, pelo menos, abriu espa¸ co para outro, o repetente pertinaz tem quase
sempre o equivalente ao mesmo tempo de curso para permanecer tentando ser aprovado e, por-
tanto, ocupando a vaga.
N˜ ao obstante, h´ a caso em universidade p´ ublica que denota reprova¸ c˜ ao em C´ alculo n˜ ao ser
problema algum. Pois, o dado mais concreto no que j´ a relatei nisso da UFPA, p´ ag.106, ´e o seguinte:
dos 40 calouros do curso de F´ısica/UFPA/2009, apenas 06 (seis)foram aprovados em C´ alculo I.
Entretanto, no semestre seguinte foi aberto curso de doutorado em f´ısica. Leia:
DOUTORADO EM F
´
ISICA DA UFPA
´
E O PRIMEIRO NA AMAZ
ˆ
ONIA
A UFPA sediar´a o primeiro programa de Doutorado em F´ısica da Amazˆ onia. O curso foi
autorizado pela CAPES e come¸ ca a funcionar em mar¸ co de 2010. O Programa de P´ os-Gradua¸ c˜ao
em F´ısica na UFPA j´a possu´ıa curso de mestrado em funcionamento desde 2003. Esse ser´a o 20
o
curso de doutorado da Institui¸ c˜ao, resultado de um esfor¸ co de consolida¸ c˜ao e internacionaliza¸ c˜ao
dos grupos de pesquisa em F´ısica, sob a lideran¸ ca do professor Lu´ıs Carlos Bassalo Crispino,
coordenador do Programa, que conta, tamb´em, com a colabora¸ c˜ao de 11 docentes permanentes,
com um total de 7 Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq. [...]
Texto: J´essica Souza - Assessoria de Comunica¸ c˜ ao da UFPA, 15.09.2009
Fonte: www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3208, acesso mar¸ c/10
Como at´e consta nessa not´ıcia, tamb´em foi criado doutorado em matem´ atica. E at´e gostaria,
mas n˜ ao tenho nenhum dado do n´ıvel de reprova¸ c˜ ao em C´ alculo das turmas de matem´ atica, por-
tanto, tive que abster-me us´ a-lo como contraponto. Disponho de f´ısica por uma casualidade, pois
em 2009.2 fui designado para ministrado C´ alculo II nessa turma e, portanto, precisei antes saber
disto. O qual tamb´em foi fornecido pelos alunos e n˜ ao por fonte oficial.
Finalizando esse, a conta pode at´e vir torta e eivada de desvios para atender interesses
que nada tenham haver com educa¸ c˜ ao e desenvolvimento tecnol´ ogico do Pa´ıs, mas n˜ ao deixar´ a de
explodir em algum ponto (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 159
BRASIL TEM MAIS DOUTORES, MAS PRODUZ POUCA INOVAC¸
˜
AO
Audiˆencia na Comiss˜ ao de Servi¸ cos de Infraestrutura (CI) do Senado debateu, nesta segunda-feira, 1
o
de
mar¸ co, a forma¸ c˜ ao de m˜ ao de obra para desafios de setores ligados ` a infraestrutura do pa´ıs
JC e-mail 3959, de 02 de Mar¸ co de 2010
Especialistas ouvidos na audiˆencia tra¸ caram um cen´ario preocupante.Com est´ımulos de agˆencias
governamentais como a Coordena¸ c˜ ao de Aperfei¸ coamento de Pessoal de N´ıvel Superior (Capes) e o Conselho
Nacional de Desenvolvimento Cient´ıfico e Tecnol´ ogico (CNPq), a produ¸ c˜ ao cient´ıfica, medida pela publica¸ c˜ ao
de textos acadˆemicos em revistas especializadas, cresceu muito e hoje o Brasil supera a Holanda e a R´ ussia,
segundo o diretor de rela¸ c˜ oes internacionais da Capes, Sandoval Carneiro J´ unior, um dos participantes da
audiˆencia.
O sistema de p´ os-gradua¸ c˜ ao brasileiro exibe n´ umeros razo´ aveis: 4.100 cursos, por onde passaram mais
de 150 mil alunos - um ter¸ co no doutorado e dois ter¸ cos no mestrado. Mas isso n˜ao foi suficiente para
assegurar inova¸ c˜ao tecnol´ ogica: no triˆenio 2005-2007, o n´ umero de patentes registradas pelo
Brasil no United States Patent and Trademark Office (USPTO) caiu 13% em rela¸ c˜ao ao triˆenio
anterior (2002/2004), enquanto dois pa´ıses que integram o chamado Bric -
´
India e China -
tiveram crescimento de 48% e de 53%, resepctivamente, no volume de patentes registradas no
USPTO no per´ıodo 2005-2007.
A
´
India conseguiu 1.411 registros, enquanto na China esse n´ umero chegou a 2.764, ou seja, dez vezes o total
brasileiro, que foi de 288 registros. De acordo com Carneiro, s´ o a Polˆ onia teve desempenho inferior ao Brasil
no ranking do USPTO. O diretor da Capes atribuiu o problema a uma op¸ c˜ ao da empresa brasileira: ao inv´es
de investir em inova¸ c˜ ao, ela prefere comprar a tecnologia que vem de fora do pa´ıs. ¨Enquanto a Samsung tem
laborat´ orio de pesquisa com 5 mil doutores, o conglomerado industrial brasileiro quase n˜ ao emprega doutores¨,
observou.
Na presidˆencia da reuni˜ ao, o senador Fernando Collor (PTB-AL) criticou a falta de vis˜ ao do empres´ ario
brasileiro, que, segundo ele, sacrifica o futuro em fun¸ c˜ ao de resultados em curto prazo.
Engenheiros
Sandoval Carneiro afirmou que a capacidade de inova¸ c˜ao tecnol´ ogica de um pa´ıs e sua
competitividade industrial est˜ao ligadas ao desenvolvimento das engenharias, outra situa¸ c˜ao
que considerou preocupante. Em 2007, os engenheiros graduados correspondiam a 4,2% do
total de formados em todos os cursos - rela¸ c˜ao que ´e de quase 30% na Coreia do Sul. No mesmo
ano, foram oferecidas 198 mil vagas em faculdades de engenharia, mas apenas 115 mil foram
preenchidas - 83 mil ficaram ociosas.
O mais grave, segundo Sandoval Carneiro, ´e a evas˜ao dos alunos que ingressaram nos cursos,
que chega a 60% nas escolas p´ ublicas e a 75% nas privadas. Dos engenheiros que se formam,
apenas um em cada 3,5 exercem a profiss˜ao. ¨Se o Brasil crescer de 5% a 7%, um dos cen´arios
tra¸ cados pelo Ipea, haver´a falta de engenheiro¨, afirmou.
A situa¸ c˜ ao preocupa tanto que o governo federal criou um grupo de trabalho presidido por Sandoval
Carneiro com o objetivo de propor a¸ c˜ oes indutoras para estimular o ingresso de estudantes nos cursos de
gradua¸ c˜ ao na ´ area das engenharias.
Ensino b´ asico
O reitor da Universidade Castelo Branco, do Rio de Janeiro, Paulo Alcˆ antara Gomes, disse que a solu¸ c˜ ao
para o problema deve come¸ car no ensino b´ asico, que precisa ser refor¸ cado - ideia que recebeu o apoio de Fer-
nando Collor. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), tamb´em presente ` a audiˆencia, afirmou que o cuidado
com as crian¸ cas desde a pr´e-escola forma cidad˜ aos e profissionais mais habilitados para os novos desafios do
mercado.
Alcˆantara Gomes defendeu ¨mudan¸ cas profundas¨ na forma¸ c˜ao de profissionais de todos os
n´ıveis. Observou que em 2009 um total de 1,7 milh˜ao de vagas oferecidas por agˆencias p´ ublicas
de empregos n˜ao foram preenchidas por falta de qualifica¸ c˜ao dos candidatos. Ele notou que a nova
configura¸ c˜ ao das empresas, com os arranjos produtivos locais e o fortalecimento das microempresas, substituiu
o conceito de empregado pelo de empreendedor.
O ex-presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Wilson
Lang disse que o Brasil est´a diante do chamou de ¨apag˜ao de gente¨, em que a demanda
por profissionais qualificados n˜ao ´e atendida pelas escolas de forma¸ c˜ao. Outro participante da
audiˆencia p´ ublica, Roosevelt Tom´e Silva Filho, representante do Minist´erio de Ciˆencia e Tec-
nologia (MCT), apresentou aos senadores as pol´ıticas para inclus˜ao social adotadas pela pasta.
(Djalba Lima, Agˆencia Senado, 1/3)
Fonte: www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69353, acesso mar¸ c/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 160
RECORTE 14 - QUEM PODE ACORDAR QUE FRACASSO RETUMBANTE
´
E SUCESSO... DORME EM BERC¸ O ESPL
ˆ
ENDIDO
¨ Cortando-lhes o passo para o recuo, depois de o haverem tolhido para a investida.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes
E o desfecho UFPa/2010.
1 - O quesito que ´e para espantar at´e os alunos em geral
PSS3/11Quest˜ ao 7 - Anima¸ c˜ oes gr´ aficas computacionais usam
matrizes para produzir os movimentos de objetos. Rota¸ c˜ oes
s˜ ao realizadas pelas multiplica¸ c˜ oes por matrizes ortogonais;
e transla¸ c˜ oes, por somas de vetores. Por exemplo, para girar
um ponto de coordenadas (x , y) cerca de 53,13
o
em torno da
origem, no sentido anti-hor´ ario, e em seguida translad´ a-lo por
um vetor (5,1) basta efetuarmos as seguintes opera¸ c˜ oes:

¸
¸
¸
3
5

4
5
4
5
3
5
¸

x
y

+

5
1

A figura abaixo mostra a rota¸ c˜ ao e a transla¸ c˜ ao descritas
acima aplicadas na imagem de um rosto. Observe que o ponto
(10,5) ´e transformado no ponto (7,12).
Considere que o animador gr´ afico necessita colocar nessa
anima¸ c˜ ao a figura de uma abelha que, ap´ os a rota¸ c˜ ao e a
transla¸ c˜ ao, apare¸ ca no ponto (16,10). Para isso, o animador
precisa saber onde deveria se situar a abelha antes da trans-
forma¸ c˜ ao, para que ela, ao fim, se localize no ponto (16,10).
Com base nessas informa¸ c˜ oes, ´e correto afirmar que o ponto
que ser´ a transformado em (16,10) ´e: (A) (13,8 , - 3,4) (B) (8,2,
- 4,3) (C) (10,5 , - 7,5) (D) (20,4 , - 2,6) (E) (23,6 , - 5,4)
Fonte: http://www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/Fase%203
/PSS%202010%203a%20Fase.pdf, acesso mar¸ c/10
O que quase exigiram foi
resolver a equa¸ c˜ ao matricial:

¸
¸
¸
3
5

4
5
4
5
3
5
¸

x
y

+

5
1

=

16
10

.
Pois, a reda¸ c˜ ao n˜ ao fez isso em
ponto algum, apenas ficou ¨definido¨
pelo preceito t˜ ao comum nessas horas:
na falta vai o que se tem.
Tamb´em acho saber desse conte´ udo
espec´ıfico ser necess´ ario, pouco at´e.
Por´em, Matriz de Rota¸ c˜ao e
Transla¸ c˜ao e suas aplica¸ c˜ oes ´e
tido por um dos pontos profundos
da disciplina
´
Algebra Linear que
´e ministrada nas gradua¸ c˜ oes da
UFPA. E o n´ıvel de dificuldade que
todos de dentro da UFPA acham haver
no tema ´e tanta que essa s´ o ´e ofertada,
com exce¸ c˜ ao do curso do F´ısica, a
partir do segundo semestre. E supor
quando fora det´em mais conhecimento
matem´ atico do que depois do ingresso,
j´ a ´e um crime educacional confesso.
Comprovado que o feito n˜ ao foi por interesse
avaliativo, por que teria sido ent˜ ao? Um coisa ´e
certa: a m´edia geral diz que trocar isso por
qualquer outra coisa, e pouco importa o que
for, para determinar o ingresso, n˜ao altera
o perfil acadˆemico em nada.
Note que agora por tal m´edia o que antes
era apenas uma constata¸ c˜ ao, do quanto os estu-
dantes paraenses s˜ ao capazes de aprender l´ınguas
estrangeiras, p´ ag. 98, agora ´e uma verdade com
valor cient´ıfico. O mais concreto ´e que tudo isso tem
um pre¸ co sem qualquer possibilidade de ser baixo.
Apenas, dependendo de quem paga, alguns podem
considerar que n˜ ao vale nada e fazer de conta que
um fracasso ´e sucesso.
Prova Nome M´edia Desvio
11 REDAC¸
˜
AO 4.80 1.80
12 LINGUA PORTUGUESA 3.58 1.07
13 MATEM
´
ATICA 1.37 1.10
14 HIST
´
ORIA 2.94 1.15
15 GEOGRAFIA 2.36 1.21
16 F
´
ISICA 1.37 1.05
17 QU
´
IMICA 1.19 1.02
18 BIOLOGIA 2.02 1.23
19 LITERATURA 3.24 1.10
20 ALEM
˜
AO 4.60 0.49
21 ESPANHOL 4.58 0.67
22 FRANCES 3.32 0.95
23 INGL
ˆ
ES 4.17 1.13
24 ITALIANO 5.00 0.00
Fonte: http://www.ceps.ufpa.br/daves/PSS2010/
Fase%203/MediaDesvioFase3.html, acesso
mar¸ c/10
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 161
SOBROU VAGA: UFPA E UFRA FAR
˜
AO NOVOS VESTIBULARES
www.diariodopara.com.br,02/03/2010
A Universidade Federal Rural da Amazˆ onia vai realizar novo vestibular para preencher
as 73 vagas que sobraram no processo seletivo de 2010. Segundo o coordenador da Comiss˜ ao de
Processo Seletivo da Ufra, Paulo Solto, o regimento da universidade prevˆe um novo vestibular caso haja vagas
remanescentes. ¨N´ os j´ a estamos providenciando a feitura do certame, mas ainda n˜ ao temos uma data definida¨,
informa.
As vagas restantes s˜ ao de cursos do interior do Estado, como os de zootecnia e agronomia em Parauapebas,
e de agronomia em Paragominas. Em 2009, duas vagas n˜ ao foram preenchidas. O coordenador atribui a sobra
` a educa¸ c˜ ao do ensino m´edio. ¨O vestibular ´e um indicativo de como anda o ensino no pa´ıs. Tamb´em
houve sobra na Ufpa (Universidade Federal do Par´a), o que ratifica que o ensino est´a ruim¨.
Na capital todas as vagas foram preenchidas, mas a faixa de zeros na prova de reda¸ c˜ ao foi grande. ¨H´ a
uma deficiˆencia muito grande no preparo, principalmente na l´ıngua portuguesa. O que notamos ´e que o nosso
alunado n˜ ao est´ a lendo e por isso n˜ ao sabe nem come¸ car uma reda¸ c˜ ao¨, analisa o coordenador, que completa
que n˜ ao houve muita diferen¸ ca entre alunos de escolas p´ ublicas ou privadas.
O diretor do convˆenio/3
o
ano do col´egio Ideal, Raniere Mousinho, acredita que a proli-
fera¸ c˜ao de faculdades particulares colabora para a sobra de vagas. ¨Tenho cerca de 10 turmas
de convˆenio com aproximadamente 600 alunos. Desses, apenas 150 buscaram universidades
p´ ublicas, mas os 450 que sobraram j´a vˆem com a cultura da faculdade particular¨. O diretor
afirma ainda que este ano foi at´ıpico e o processo seletivo deixou a desejar, o que levou muitos
alunos a desistirem da prova.
UFPA
A Universidade Federal do Par´a ainda n˜ao definiu se vai fazer um novo vestibular. Segundo
informa¸ c˜ oes da presidente da Comiss˜ao Permanente de Processos Seletivos, Marlene Freitas,
est´a sendo elaborada uma proposta a ser apresentada ao Conselho Superior de Ensino e Pesquisa
para ocupar as
::::
951
::::::
vagas
:::::
que
::::::::::
sobraram
:::
na
:::::::::
disputa
:::
do
:::::
PSS
::::::
2010, ¨mas ´e muito prov´avel que
ocorra, porque o n´ umero de vagas ´e muito grande. Teve curso no interior em que foi aprovada
apenas uma pessoa¨.
No ano passado, segunda a assessoria UFPA, cerca de 313 vagas n˜ao foram preenchidas
e, por conta disso, foi realizado um novo vestibular. Segundo Marlene, ser´ a avaliado se as vagas
disponibilizadas em um novo vestibular ser˜ ao dos mesmos cursos, mesmos campus, entre outros fatores.
Para o coordenador pedag´ ogico do Centro de Processo Seletivo (Ceps), Joaquim Maia, a
sobra est´a se tornando um fenˆ omeno. Segundo ele, da segunda para a terceira etapa a univer-
sidade estimava uma sobra de 500 vagas. ¨A universidade tem que repensar a oferta, verificar
os cursos, o perfil de cada um e o local onde ele est´a sendo implantado¨.
Grande parte dos cursos com sobra de vagas ´e do interior do Estado, como o de F´ısica em Marab´ a e o de
Ciˆencias Sociais em Breves. O Ceps n˜ ao soube precisar todos os cursos com vagas n˜ ao preenchidas e ainda
n˜ ao fez um levantamento do perfil dos alunos que fizeram as provas.
Maia avalia tamb´em que a prepara¸ c˜ ao dos alunos e o sistema de cotas colaboraram para o ocorrido. ¨Na
segunda fase muita gente foi cortada, porque j´ a tinha zerado quatro disciplinas, sem contar com o n´ıvel da
prova¨, diz ele, que avalia que o n´ıvel foi mais alto.
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=81203&termo=ufpa, acesso mar¸ c/10
O que posso dizer da Universidade Federal Rural da Amazˆ onia - UFRA ´e apenas que trata-
se de outra universidade federal do Par´ a e que o seu campus ´e em terreno cont´ıguo com o da UFPa.
At´e gostaria de discorrer um pouco quanto ` a qualidade das suas provas de matem´ atica, mas isso
n˜ ao encontro na sua p´ agina.
O ´ obvio ´e que se as provas fossem mesmo de qualidade n˜ ao seria com alguns meses que
haveria quem estivesse apto, posto que a m´edia indicaria ter sido milagre ter conseguido fazer essa
primeira listagem. Isso n˜ ao significa, como j´ a ocorreu outras vezes na UFPA, que n˜ ao consigam
quem ocupem as vagas. E apenas s˜ ao coerentes quando induzem que acham haver ter ficado de
fora muita gente que merecia entrar.
Nesse h´ a uma opini˜ ao sem nexo algum do coordenador do Ideal. Posto que, esse grupo
´e um dos campe˜ oes em aprova¸ c˜ ao na UFPa. Um dos seus fundadores ´e docente aposentado do
Departamento de Matem´ atica da UFPa e formou praticamente toda gera¸ c˜ ao atual de docentes da
UFPA, os quais devem-lhes muito de deferˆencias, para n˜ ao falar em favores impag´ aveis. E nesse
grupo inclui universidade privada, at´e com diversos cursos de p´ os-gradua¸ c˜ ao. Portanto, esse sabe
que aluno matriculado em curso superior do grupo e que venha passar na UFPa, papai pode pagar
presta¸ c˜ ao de carro n˜ ao popular s´ o para se deslocar ` a UFPA, caso n˜ ao queira deixar o que j´ a tem
correndo risco de ser roubado do estacionamento.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 162
Se tudo isso ainda n˜ ao ´e motiva¸ c˜ ao suficiente para o sujeito sentar e estudar para fazer
vestibular na UFPa, com certeza esse n˜ ao faz curso superior privado por querer aprender alguma
coisa. Acho, que ele tem um meio maravilhoso para se virar com um papel chamado diploma. Por´em,
n˜ ao ´e de todo descart´ avel, h´ a ind´ıcios fort´ıssimo, que a maioria que tinha condi¸ c˜ oes de fazer curso
fica de fora. Que interesses poderiam haver na parte de dentro de universidade p´ ublica
para fazer uma avalia¸ c˜ao que tendesse mais deixar entrar o pior aluno poss´ıvel?
Uma coisa ´e certa. Depois do terceiro semestre quase n˜ ao h´ a turma dos mesmos ingressantes,
posto que, reprova¸ c˜ ao e evas˜ ao j´ a dizimou-a, falo por exatas e tecnol´ ogica. Assim, essa ´e de uma
minoria que escapou e dos que est˜ ao agora mais desesperados para ser aprovado do que se preocu-
par com aprendizagem. Pois, n˜ ao ´e f´ acil esconder que vai passar semestre a mais na universidade
e nem ´e nada agrad´ avel n˜ ao fazer cola¸ c˜ ao de grau junto com a sua turma. Embora, pelos menos
na UFPa, isso n˜ ao ´e l´ a grandes empecilhos para fazer isso. Na pesquisa central relatos no tema os
epis´ odios A Quase Cola¸ c˜ ao de Grau e Descola¸ c˜ ao de Grau.
´
E agora que quanto menos o docente aparecer na sala de aula, mas prop´ıcio ´e aprova¸ c˜ ao,
at´e pela pouca moral que resta para isso. Acontecendo ainda que a minoria dos que querem estudar
fica esmagada pela maioria adoradora da metodologia do trabalho na base do Control V-C, pouco
fazem e os demais copiam desses ou de outro canto. Pois, a metodologia do trabalho exige antes
de tudo abundˆ ancia de livro did´ atico, posto que, a sua caracter´ıstica fundamental ´e ter elemen-
tos que tendam ` a originalidade. Mas, algu´em s´ o consegue isso, por exemplo, discorrendo no tema
derivada e lendo um ´ unico livro, apenas se j´ a conhece o essencial ou o docente ´e relapso ao extremo.
O ´ obvio que estamos falando de relapso num sentido que em nada o faz perder tempo e
menos ainda ter ganhos extras. Como isso ´e poss´ıvel, dado que, a maioria dos docentes das p´ ublica
s˜ ao regidos pelo Regime de Dedica¸ c˜ ao Exclusiva, pelo qual recebe 100% de gratifica¸ c˜ ao para n˜ ao
ter outra atividade remunerada, que n˜ ao seja uma assessoria eventual? Eis alguns meios:
a) Vendendo curso de especializa¸ c˜ao, nos quais o aluno paga, como j´a mostramos
no caso UFRJ, p´ ag.115. O fundamento disto ´e que uma vez que a universidade p´ ublica j´ a deu
diploma de gradua¸ c˜ ao de gra¸ ca e, portanto, esse agora j´ a tendo emprego com sal´ ario maravilhoso,
nada mais justo do que pagar um curso, caso que at´e diretamente na conta de docente. De fato
esse, ´e um dos epis´ odios da pesquisa principal, Universidade P´ ublica Vendendo Diploma, ´e um das
quest˜ oes que ronda as universidades p´ ublicas E como mostrei em outros o quanto acontece disto
em matem´ atica na UFPa, vou mostrar trecho de um curso do ITEC/UFPA
SERVIC¸ O P
´
UBLICO FEDERAL DO PAR
´
A
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAR
´
A
INSTITUTO DE TECNOLOGIA
CURSO DE ESPECIALIZAC¸
˜
AO EM GEST
˜
AO ESTRAT
´
EGICA DE OPERAC¸
˜
OES E LOG
´
ISTICA
EDITAL SELEC¸
˜
AO 2009/2010
O Curso de Especializa¸ c˜ ao em Gest˜ ao Estrat´egica de Opera¸ c˜ oes e Log´ıstica da UFPA - campus de
Bel´em - torna p´ ublica a abertura das inscri¸ c˜ oes para o exame de Sele¸ c˜ ao para o Curso de Especializa¸ c˜ ao,
turma de 2009, com ingresso em Setembro de 2009 e defesa da Monografia at´e fevereiro de 2011. [...]
4.2 PER
´
IODO: - No local: 24/08/09 a 15/09/09
Valor da Inscri¸ c˜ ao: R$ 80,00 Valor das mensalidades: 12 R$ 318,15
5 - INFORMAC¸ OES
Curso de Especializa¸ c˜ ao em Gest˜ ao Estrat´egica de Opera¸ c˜ oes e Log´ıstica na Universidade Federal do Par´ a
Coordenador: Adalberto da Cruz Lima, E-mail: aclima@ufpa.br
Secret´ aria: Hellen Cristina Ribeiro Amazonas E-mail: hellencris2006@hotmail.com
Cidade Universit´ aria Professor Jos´e da Silveira Netto (UFPA)
Instituto Tecnol´ ogico (ITEC), Rua Augusto Correa, s/n

66075-110
Bel´em (PA) Site: www.ufpa.br
Fonte: www.ufpa.br/ascom/links/editais/editalitec.pdf
E o melhor freguˆes para curso de especializa¸ c˜ ao ´e aluno que teve desempenho abaixo da
m´edia, o qual pouco pode pleitear fazer p´ os-gradua¸ c˜ ao gr´ atis via o sistema Capes/CNPq. N˜ ao
defendo que toda seja in´ util e nunca possa ser cobrada, mas que isso ´e desconjugado com o dito
acima deste documento: SERVIC¸ O P
´
UBLICO FEDERAL. J´ a o mais desesperado ´e o graduado em
privada de terceira categoria, pois prescinde de um diploma deste da p´ ublica para coloc´ a-lo por
cima deste.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 163
A prova definitiva do poder corrosivo que tal processo de venda de curso de especializa¸ c˜ ao
´e a seguinte: no vestibular 2010 a UFPA, que ´e uma das maiores universidade p´ ublica brasileira,
ofereceu 144 cursos de gradua¸ c˜ ao, enquanto a Universidade Federal do Rio grande do Sul ofertou
140 especializa¸ c˜ oes desse tipo, conforme www.jusbrasil.com.br/noticias/1609176/liminar-mantem-
cobranca-da-taxa-de-matricula-nos-cursos-de-especializacao-da-ufrgs, acesso Marc/10.
b) Ter atividade/bico em universidade privada e outras - Um dos casos UFPA consta
nesse Relat´ orio 23073.005888/2003-62/CGU/Pa, www.portal.ufpa.br/docs/audin2002.pdf, acesso
mar¸ c/10, p´ ag. 78/79, onde s˜ ao relacionados cinq¨ uenta (50) docentes acusado disto. Portanto, afu-
gentar aluno do ensino p´ ublico e ajudar na prolifera¸ c˜ ao de universidade privada, torna-se uma a¸ c˜ ao
que interessa muitos que est˜ ao na p´ ublica.
Voltado ao caso do aluno j´ a conhecer o essencial, agora o sistema est´ a cometendo o crime,
e j´ a encontrei in´ umeros casos, de fazer o aluno que poderia avan¸ car perder tempo.
´
E neste ponto
que os casos relatados aqui das universidades p´ ublicas que cobram C´ alculo podem revelar os dados
concretos, j´ a que n˜ ao tenho recurso para fazer a pesquisa em locus, do crime mais terr´ıvel cometido
pelas nossas universidades p´ ublicas.
Pois, por exemplo, o aluno que resolveu n˜ ao s´ o ingressar na UFPI, como brilhar fazendo
toda prova - supor n˜ ao haver nenhum ´e uma patologia educacional quase incur´ avel -, teve que
estudar algum livro de C´ alculo Diferencial e Integral e dos melhores que h´ a. Uma vez fazendo isso
e tendo aprendido o essencial para prova, n˜ ao deixou de ter tido curiosidade e meios para ir logo
at´e a ´ ultima folha.
Por´em, a UFPI n˜ ao tem, isso afirmo com a mais absoluta certeza, mecanismo institu´ıdo
para que antes de matricul´ a-lo averiguar se esse j´ a tem conhecimento essencial nisso para creditar
a primeira disciplina no tema, pelo menos, e ser matriculado na pr´ oxima. Quando isso acontece,
o aluno se revela s´ o depois da primeira prova, porquanto, j´ a perdeu o que havia de mais precioso:
tempo. Al´em do aborrecimento de assistir aula no que sabe, ainda correndo risco de piorar isso.
E n˜ ao desconhe¸ co que tal tipo de mecanismo poderia desencadear uma corrup¸ c˜ ao devastadora
das universidades p´ ublicas.
´
E por isso que antes defendo Concurso Nacional para Docentes
das Federais, como j´ a foi proposto pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciˆencia ao MEC.
Assim, toda essa problem´ atica se insere no contexto da m´ a avalia¸ c˜ ao no ingresso no ensino
superior p´ ublico, revelando algumas nuances que est˜ ao por traz dos interesse que h´ a nas entranha
da universidade p´ ublica apoiando que isso aconte¸ ca. E para dimensionar o preju´ızo que a sobra de
vagas provoca, informo que no ´ ultimo levantamento o custo/ano por aluno na UFPA aumento para
cerca de R$ 11.500,00. Veja se tudo antes fica coerente com isto (g.n):
UFPA AUMENTA N
´
UMERO DE VAGAS COM RECURSOS DO REUNI
Di´ ario do Par´ a, 04/03/2010
O n´ umero de vagas nas institui¸ c˜ oes federais de ensino superior brasileiras aumentou em 63% nos ´ ultimos
quatro anos.
´
E o que revela um relat´ orio divulgado pelo Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC) sobre os resultados da
aplica¸ c˜ ao dos recursos do Programa de Reestrutura¸ c˜ ao das Universidades (Reuni). Em todo o pa´ıs, desde 2006,
o REUNI j´ a criou mais de 77 mil novas vagas em institui¸ c˜ oes de todas as regi˜ oes do pa´ıs, principalmente no
que consiste ` a cria¸ c˜ ao de cursos noturnos, de engenharia e licenciaturas.
No caso da Universidade Federal do Par´ a, os recursos do Reuni come¸ caram a ser investidos em 2008.
Desde ent˜ ao, a institui¸ c˜ ao j´ a cresceu em 2.256 novas vagas. Desse total, 640 vagas, quase 30%, s˜ ao destinadas
a cursos no hor´ ario noturno, conforme um dos crit´erios exigidos pelo Reuni. No cen´ ario nacional, a expans˜ ao
em cursos noturnos foi equivalente a 63%. Segundo o MEC, a exigˆencia da oferta desse turno ´e uma estrat´egia
para reverter a evas˜ ao de estudantes e colaborar com o aumento da produtividade dos pr´ oprios professores [...]
A previs˜ao ´e a de que, at´e 2011, tempo destinado para a execu¸ c˜ao do plano de trabalho do
Reuni na UFPA, R$ 77 milh˜ oes sejam investidos, seja na expans˜ao de vagas, seja na amplia¸ c˜ao,
reforma e constru¸ c˜ao de novos espa¸ cos f´ısicos, al´em da aquisi¸ c˜ao de novos equipamentos. Em
todo o Brasil, o Reuni planeja um investimento de R$ 2 bilh˜ oes.
Fonte: www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=81596&termo=ufpa, acesso mar¸ c/10
Acontece que a quem tudo isso deveria mais preocupar n˜ ao esbo¸ ca nada disto.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 164
ENEM FRACASSA E SOBRAM VAGAS NAS UNIVERSIDADES
Gl´ oria Tupinamb´as, Estado de Minas, 05/03/2010
O Brasil vai conhecer nesta sexta-feira a medida exata do fracasso do Exame Nacional do Ensino M´edio
(Enem). O Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (Mec) divulga, nesta manh˜ a, o resultado da terceira e ´ ultima etapa do
Sistema de Sele¸ c˜ ao Unificada (Sisu), que usa as notas do Enem para oferecer vagas em universidades federais
e institutos federais de educa¸ c˜ ao, ciˆencia e tecnologia. Mas, mesmo antes do fechamento dos dados
oficiais, os n´ umeros j´a d˜ao provas do fiasco em que se transformou o teste. Quase a metade das
47,9 mil vagas oferecidas nas duas primeiras etapas n˜ao foram preenchidas. E a falta de confian¸ ca
dos estudantes no novo modelo proposto pelo MEC para substituir os tradicionais vestibulares
´e tanta que sobram cadeiras n˜ao apenas em cursos pouco reconhecidos ou em universidades
nos confins do pa´ıs. At´e mesmo os mais concorridos, como medicina veterin´aria na Federal de
Lavras (Ufla), est˜ao com as turmas incompletas.
Em Minas, o total de vagas ociosas nas universidades federais ´e ainda maior que o ´ındice
nacional. Enquanto o Brasil tem 45% de cadeiras n˜ ao preenchidas, o estado registra sobra de 49,9%, com
2.586 lugares remanescentes. O caso mais cr´ıtico ´e o da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha
e Mucuri (UFVJM), que tem 695 vagas ainda abertas. O curso de humanidades oferecido pela institui¸ c˜ ao
no cˆ ampus de Diamantina ´e o campe˜ ao em sobras, com 150 vagas ` a espera de interessados. O caso da Ufla
tamb´em salta aos olhos. A universidade, uma das mais conceituadas e disputadas de Minas, tem 490 cadeiras
livres. A gradua¸ c˜ ao em medicina veterin´ aria, que no ´ ultimo vestibular teve 51,8 candidatos concorrendo a cada
vaga, amarga agora 31 lugares vazios. E agronomia, que j´ a teve ´ındice de 17,3 candidatos/vaga, tem hoje 65
vagas.
A sobra de cadeiras ´e decorrente
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do
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pouco
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dos
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alunos
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em
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universidades
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que, pela primeira vez, abriram m˜ao de seus vestibulares tradicionais para se-
lecionar alunos exclusivamente pela nota do Enem. Ao todo, 51 institui¸ c˜ oes federais de ensino, entre
universidades e institutos de educa¸ c˜ ao, ciˆencia e tecnologia, ofereceram 47,9 mil vagas pelo Sistema de Sele¸ c˜ ao
Unificada, que funciona como um leil˜ ao de cadeiras. Na primeira etapa, quase 800 mil alunos se inscreveram
no Sisu, mas apenas 18,6 mil dos aprovados fizeram a matr´ıcula na universidade. J´ a na segunda fase, apenas
7,5 mil vagas foram preenchidas, restando um total de 21,7 cadeiras para esta ´ ultima etapa.
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de
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muitos
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estudantes, que teriam feito a inscri¸ c˜ ao no sistema on-line sem a inten¸ c˜ ao de se matricular
nos cursos. Mesmo se eximindo da culpa, o governo federal considera a possibilidade de mudan¸ cas em alguns
crit´erios, a partir da pr´ oxima edi¸ c˜ ao do concurso. Uma delas, anunciadas na ´ ultima semana, ´e a ado¸ c˜ao de
uma lista de espera, em que os estudantes n˜ ao selecionados na terceira etapa podem manifestar interesse
em continuar concorrendo a uma vaga.
Aprovado em Rondˆ onia
Os colegas Saulo Henrique Neves de Souza, Gabriella Monteiro Carneiro e Matheus Ro-
drigues Melo, todos de 18 anos, s˜ao exemplos de estudantes aprovados no Sisu que desistiram
da vaga. Mesmo com lugar garantido em universidades federais, eles optaram por se matricular
num cursinho pr´e-vestibular e batalhar por uma cadeira em institui¸ c˜ oes de ensino mais pr´ oximas
de casa. ¨Passei em engenharia el´etrica na Universidade Federal de Rondˆ onia e desisti por causa
da distˆancia. Preferi estudar mais um pouco e tentar passar numa universidade mineira, de pre-
ferˆencia na UFMG¨, diz Matheus. J´a Gabriella confessa que participou do sistema que usa a
nota do Enem apenas por curiosidade. ¨Minha prioridade ´e conseguir uma vaga em farm´acia,
em Belo Horizonte. Mas, como n˜ao passei no vestibular, decidi me inscrever no Sisu s´ o para
ver se tinha chance. Acabei passando em ciˆencia e tecnologia, na UFVJM, mas n˜ao quis nem
me matricular¨, conta.
::
A
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do
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MEC
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comentar
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o
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assunto.
Fonte: www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/03/05/noticia vestibular,i=150320/enem+fracassa
+e+sobram+vagas+nas+universidades.shtml, acesso mar¸ c/10
Existe alguma coisa de surpreendente nessa not´ıcia? Sabe o que acontece na universidade?
N˜ ao existe qualquer fundamento pedag´ ogico para come¸ car disciplina enquanto o ´ ultimo aluno n˜ ao
esteja matriculado. Essa lista de espera vai provocar uma espera indefinida pelo ´ ultimo que ainda
poder´ a chegar para que as aulas tenham algum come¸ co, porquanto, ´e o seu fim.
E at´e o bom senso indica mudar quando h´ a certeza de que o caminho tomado ´e errado.
Entretanto, sem estudar os fatores que fizeram trilhar esse, pode-se tomar outro at´e mais errado
por conta desses mesmos.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 165
MEC ESTUDA MUDAR SELEC¸
˜
AO PARA FEDERAIS
Sobra de vagas no Sisu motiva altera¸ c˜ ao
Diante do problema de expressivas sobras de vagas para o ingresso em universidades federais,
o governo estuda fazer mudan¸ cas no processo seletivo que associa o Exame Nacional do Ensino
M´edio (Enem) ao Sistema de Sele¸ c˜ao Unificada (SiSU), em vigor pela primeira vez no ano letivo
de 2010.
Como a oferta de 47,9 mil oportunidades em 51 institui¸ c˜ oes federais que adotaram o novo
modelo n˜ao foi totalmente preenchida
:::
em
::::
trˆes
::::::::
etapas
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inscri¸ c˜ oes, o Minist´erio da Educa¸ c˜ao
(MEC) pretende excluir uma fase da sele¸ c˜ao e
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antecipar
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::::::
2011.
Preferindo n˜ao se identificar, especialista em educa¸ c˜ao que acompanha reuni˜ oes entre au-
toridades do MEC e reitores revelou ao Valor que
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minist´erio
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Norte
::
e
::::::::::
Nordeste,
::
e
:::::::::::
vice-versa. Encontro programado para
amanh˜a entre MEC e representantes das 51 universidades e institutos federais que adotaram o
Enem como vestibular vai tratar da polˆemica.
De acordo com informa¸ c˜ oes do minist´erio, o ¨fenˆ omeno¨ das sobras de vagas, apesar da forte demanda, ´e
identificado apenas na segunda etapa de inscri¸ c˜ oes no SiSU, quando 550,9 mil candidatos que fizeram o Enem
disputaram 29,2 mil posi¸ c˜ oes, mas ainda assim o sistema registrou 45% de vagas remanescentes. Na primeira
fase, esse ´ındice superou os 60%.
A terceira rodada de inscri¸ c˜ oes, encerrada ` a meia-noite de quarta-feira (3/3), ter´ a entre 280 mil e 300
mil concorrentes para 21,7 mi oportunidades, adiantou o MEC. A fonte ouvida pelo Valor aposta que as sobras
dever˜ ao continuar em torno de 40%, fazendo com que cerca de 13 mil matr´ıculas sejam feitas por candidatos
na lista de espera.
¨Consideramos que exista uma elite intelectual do ensino m´edio, formada por 25 mil, 30 mil
alunos. Esses tˆem ´ otimo aproveitamento em qualquer vestibular, Enem, Fuvest, nas principais
universidades. Eles se inscrevem no SiSU, mas acabam se matriculando em outras institui¸ c˜ oes.
Essa ´e a explica¸ c˜ao para as sobras da primeira etapa¨, explicou uma fonte do MEC.
¨O fenˆ omeno se deu na segunda fase, quando muitos candidatos se inscreveram sem a inten¸ c˜ ao de se ma-
tricular, seja por status, para agregar no curr´ıculo ou at´e por brincadeira. Um estudo de mobilidade, que ainda
est´ a sendo analisado e vai ajudar na tomada de decis˜ ao, mostra candidato do Rio de Janeiro se inscrevendo
na Federal do Vale do S˜ ao Francisco. Ele n˜ ao tinha nota de corte no Rio, mas tinha em Petrolina, o que
n˜ ao quer dizer que ele vai sair do Leblon para se matricular l´ a.¨ Pelo menos 10 mil casos semelhantes foram
identificados no estudo do minist´erio.
Valmar Corrˆea de Andrade, reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),
argumenta que
::::
n˜ao
:::
h´a
::::::
vagas
::::::::
ociosas e defende o modelo de vestibular via Enem. ¨Estamos no
meio de um processo e a lista de espera faz parte dele. N˜ao haver´a sobra de vagas, porque todos
os classificados v˜ao se matricular. O Enem ´e o sistema mais justo e correto¨, reitera.
:
A
:::::::::
UFRPE
::::::::
entrou
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na
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segunda
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fase
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de
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inscri¸ c˜ oes
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com
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sobras
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sobre
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2.100
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vagas
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oferecidas
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para
::::::
2010. ¨A Rural est´a satisfeita, os candidatos v˜ao entrar devidamente pela
listagem¨, insistiu Andrade, que esteve em Bras´ılia na quarta-feira para reuni˜ ao no MEC. ¨[O processo
seletivo Enem/SiSU] Vai sofrer pequenos ajustes, mas caber´ a ` a Secretaria de Ensino Superior do MEC fazer
a avalia¸ c˜ ao e decidir.¨
Para o analista de educa¸ c˜ao consultado pelo Valor, as sobras no n´ıvel de 40% preocupam,
uma vez que os vestibulares tradicionais tˆem percentual m´edio de vagas na lista de espera
em torno de 4% a 5% para cursos bastante procurados, como medicina e direito, e 10% para
programas de licenciatura.
¨Sabemos que o Enem ajuda a promover o fim da exclus˜ ao do acesso ao ensino superior e melhorar a
qualidade do m´edio, mas da maneira como est´ a sendo colocado vai contra a pol´ıtica de interioriza¸ c˜ ao das
universidades, que deveria valorizar as vagas regionais, por isso o MEC vai ouvir os reitores e dever´ a adotar
limita¸ c˜ oes.¨
(Luciano M´ aximo), (Valor Econˆ omico, 4/3)
Fonte: www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=69450, acesso mar¸ c/10
Come¸ ca por duas hist´ oria atravessadas. Uma ´e essa tal lista de espera e a outra ´e limitar
mobilidade quando essa era a grande bandeira do MEC.
´
E absolutamente tr´ agico num pa´ıs com
mais de 4 milh˜ oes de jovens em condi¸ c˜ oes de fazer curso superior, pelo menos formalmente, o MEC
ser derrotado por 30 mil desses que formariam uma pretensa elite capaz de passar em qualquer
prova.
J´ a a opini˜ ao do reitor da UFPE ´e escatologia pura. Pois, estando no desespero para n˜ ao ser
reitor de apenas 70% da capacidade instalada, n˜ ao pode dizer nada al´em que o sistema ´e maravil-
hoso. E acaba mostrando outro fenˆ omeno: se n˜ ao bastaste o desespero do MEC para preencher as
vagas j´ a ofertadas, diversos reitores est˜ ao pedido socorro, sufocando-o, portanto, ofertando mais.
Vejamos se a pr´ oxima not´ıcia melhora mais esse panorama.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 166
MEC DEVE REDUZIR O N
´
UMERO DE CHAMADAS NA PR
´
OXIMA EDIC¸
˜
AO DO SISU
da Agˆencia Brasil, 06/03/2010
Os 21.457 aprovados para uma institui¸ c˜ao p´ ublica de ensino superior na terceira etapa do
SiSU (Sistema de Sele¸ c˜ao Unificada) dever˜ao matricular-se nas universidades em que foram
selecionados a partir de ter¸ ca-feira (9). Nas duas primeiras etapas, boa parte daqueles que
foram selecionados n˜ao fizeram suas matr´ıculas, o que fez com que o percentual de vagas n˜ao
preenchidas fosse de 43%.
O MEC (Minist´erio da Educa¸ c˜ ao) estuda alterar o modelo para a pr´ oxima edi¸ c˜ ao. As etapas seriam
reduzidas a duas ou apenas uma. Aquelas vagas que n˜ao fossem preenchidas seriam ocupadas
por estudantes inscritos em uma lista de espera. Esse mecanismo, n˜ao previsto anteriormente,
teve que ser criado para que n˜ao sobrassem vagas, caso os aprovados na terceira etapa n˜ao
confirmem suas matr´ıculas como aconteceu nos per´ıodos anteriores. Com isso, o minist´erio acredita
que cerca de 98% da oferta ser´ a preenchida.
O presidente da Associa¸ c˜ ao Nacional dos Dirigentes das Institui¸ c˜ oes Federais de Ensino Superior (An-
difes), Alan Barbiero, acredita que essa possa ser uma boa solu¸ c˜ ao para evitar atrasos nos calend´ arios
acadˆemicos, j´ a que muitas universidades ainda aguardam a conclus˜ ao do processo do Sisu para encerrar as
matr´ıculas. ¨O cronograma de in´ıcio das aulas teve que ser alterado, mas o melhor ´e que se
comece no per´ıodo correto. Se n˜ao tivesse ocorrido a terceira chamada, talvez esse problema
pudesse ter sido minimizado¨, aponta Barbiero.
Para o MEC, a raz˜ao para a sobra de vagas nas primeiras etapas est´a no comportamento
dos alunos que teriam tratado o Sisu como ¨brincadeira¨. Mesmo sem interesse em estudar
em um curso, esses alunos teriam feito suas inscri¸ c˜ oes e, depois, n˜ao confirmado a matr´ıcula.
Candidatos, por exemplo, que j´ a tinham passado em vestibulares de outras institui¸ c˜ oes mas testavam suas
chances no sistema. O efeito ´e inesperado j´ a que esse sistema era utilizado no processo de distribui¸ c˜ ao de
bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) sem problemas semelhantes.
O minist´erio aposta que um dos efeitos do novo sistema ser´a um aumento na mobilidade
acadˆemica. Percebeu-se que a migra¸ c˜ ao por meio do Sisu ´e intrarregional (por exemplo um estudante de
Minas Gerais que matriculou-se em um curso no Rio de Janeiro), mas a expectativa ´e que o percentual passe
dos atuais 0,02% para 10%.
A distˆancia tamb´em pode ser uma das explica¸ c˜ oes para a sobra de vagas nas primeiras
etapas. O estudante se inscrevia para um curso em outro estado, mas depois n˜ao confirmava a
matr´ıcula na institui¸ c˜ao porque era longe de casa.
´
E o caso de Ana Clara Fonseca, 18 anos, que
mora em Bras´ılia e se inscreveu para uma vaga na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no
Rio Grande do Sul, pelo Sisu, mas nem chegou a conferir o resultado. ¨Minha nota foi boa e era
suficiente para passar em algumas universidades federais. Me inscrevi na UFPel, mas nem olhei se passei
porque minha m˜ae n˜ao ia deixar eu morar fora mesmo¨, explica.
Quando foi lan¸ cado no ano passado, o projeto de substitui¸ c˜ao do antigo vestibular pelo novo
Enem, com um processo de sele¸ c˜ao unificada, pretendia atrair cerca de 6 milh˜ oes de alunos.
Pouco mais de 4 milh˜ oes se inscreveram e, depois do vazamento do exame, apenas 2,6 milh˜ oes
fizeram a prova.
Mesmo com os problemas, Barbiero afirma que o clima entre os reitores que aderiram ao
novo modelo ´e de ¨colabora¸ c˜ao¨ e avaliou que todo novo sistema est´a sujeito a imperfei¸ c˜ oes.
Segundo ele, caber´ a ` as pr´ oprias universidades decidirem se permanecem ou n˜ ao participando do sistema. ¨O
processo de participa¸ c˜ao foi volunt´ario e n´ os defendemos sempre essa autonomia. Acredito que
agora cada universidade est´a iniciando um processo de discuss˜ao, mas sinto que a vontade ´e de
permanecer e melhorar o sistema¨, afirmou.
Fonte: www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u703229.shtml, acesso mar¸ c/10
O dito ¨O cronograma de in´ıcio das aulas teve que ser alterado, mas o melhor ´e que se
comece no per´ıodo correto¨ ´e uma barbeiragem l´ ogica. Pois, se o cronograma correto ´e depois da
altera¸ c˜ ao, esse foi feito errado. Al´em disso, defender que sistema novo ´e sujeito de imperfei¸ c˜ oes, ´e
envelhecˆe-lo precocemente e mais ainda quando essas s˜ ao aberrantes. E se nem um cronograma de
aula correto essas conseguem fazer, quanto menos formar algu´em corretamente.
O depoimento de Ana Clara ´e definitivo: n˜ ao faz sentido papai e mam˜ ae deixar seu filho
se largar para outro Estado fazer curso superior sem qualquer garantias de que n˜ ao vai ficar ao
relento e at´e passar fome. E menos ainda sem ter algu´em confi´ avel que ir´ a recebˆe-lo e trat´ a-lo
decentemente. Portanto, sem mudar isso a mobilidade vai permanecer quase como sempre esteve:
feita pelo que disp˜ oem de recursos financeiros para tanto, cujo primeiro desembolso ´e com aluguel.
E um dado para pesquisa ´e algu´em descobrir em que entrevista com reitor de universidade
p´ ublica a frase m´ agica, autonomia da universidade, n˜ ao foi bord˜ ao. E j´ a virou hipocrisia essa hist´ oria
de ades˜ ao volunt´ aria ao Enem, posto que, nenhum reitor passaria por cima de tudo e de todos por
conta disto. Eis um caso:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 167
¨A aprova¸ c˜ ao sem o debate dos conselheiros provocou a ades˜ ao total ao relat´ orio proposto pelo
professor Ciro Nogueira Filho, que foi embasado pelo parecer t´ecnico elaborado pela Comiss˜ ao de
Concursos (CCV). As poss´ıveis adequa¸ c˜ oes poder˜ ao ser feitas em at´e 90 dias, quando o processo ser´ a
consolidado.
Segundo Jesualdo, cerca de 300 mil alunos s˜ ao atingidos por essa decis˜ ao e n˜ ao poderiam esperar mais
tempo porque as aulas j´ a come¸ caram. ¨Acredito que o preju´ızo ser´a pequeno e haver´a tempo para
todos os ajustes na prepara¸ c˜ao dos alunos para o novo processo seletivo¨, opina. A expectativa
´e que a UFC participe da elabora¸ c˜ ao das provas do Enem. ¨J´a contatei o MEC sobre nossa decis˜ao
e coloquei a disponibilidade da UFC em participar do processo¨, adianta. O Minist´erio da
Educa¸ c˜ao tamb´em liberou `a UFC mais R$ 6 milh˜ oes para 2011.¨
UFC IGNORA PROTESTO E ADOTA ENEM, www.noolhar.com/opovo/fortaleza/957636.html
No Dossiˆe Vestibulares Nordeste demonstro que as provas de matem´ atica da Universidade
Federal do Cear´ a s˜ ao, com afirmou o ministro que todas dessas sempre foram, eivadas de truques,
decorebas e pegadinhas. Assim, al´em desse querer que seja empresa que ele possa escolher quem
fa¸ ca, i.e., sem licita¸ c˜ ao p´ ublica, fica incoerente se deixar algumas dessas apenas chegar perto. De
fato, sendo tal ades˜ ao baseado em parecer t´ecnico da sua Comiss˜ ao de Vestibular, CCV, essa in-
sinua, no m´ınimo, que as provas que faz n˜ ao ´e de qualidade superior.
E no que n˜ ao h´ a d´ uvida ´e ser os valores que aparecem na imprensa ´e apenas o que o MEC
paga diretamente pela ades˜ ao e coisa´ınfima ante o propiciado indiretamente. Que o MEC vai cobrar
isso n˜ ao h´ a de faltar hora para tanto. Vejamos um caso (g.n):
CARTA QUE CRITICA ENEM E SISU CAUSA POL
ˆ
EMICA
Universidades e institutos federais mineiros enviaram documento ao Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (MEC)
criticando etapas e procedimentos do novo Sistema de Sele¸ c˜ ao Unificada (Sisu), que utiliza a nota do Exame
Nacional do Ensino M´edio (Enem) para selecionar candidatos para institui¸ c˜ oes p´ ublicas de ensino superior.
O documento - que est´ a causando polˆemica entre representantes de ensino universit´ ario - lista os principais
problemas do sistema e diz que o Enem e o Sisu est˜ ao em ¨descr´edito¨.
iG S˜ ao Paulo, 18/03
- Leia a ´ıntegra do documento
- MEC questiona representatividade de documento ( http://educacao.ig.com.br/us/2010/03/18/mec+questiona+
representatividade+de+documento+que+afirma+descredito+do+sisu+9431594.html, acesso mar¸ c/10)
- Universidades negam descarte do Enem (http://educacao.ig.com.br/noticia/brasilescola/2010/03/18/ufmg+
e+unifal+desmentem+informacao+sobre+descarte+do+enem+9432667.html, acesso mar¸ c/10)
De acordo com Jos´e Margarida da Silva, presidente do F´ orum das Comiss˜ oes de Processos
Seletivos de Minas Gerais (Forcops), entidade respons´avel pelo documento, n˜ao h´a nenhuma
decis˜ao por parte das 15 institui¸ c˜ oes que congregam o f´ orum de deixar o sistema. Segundo ele,
¨o documento traz uma an´ alise, mas n˜ ao aponta decis˜ oes¨. ¨Existe uma an´ alise do processo, na tentativa de
contribuir para o aperfei¸ coamento¨, disse em entrevista ` a Agˆencia Brasil.
Mais de dez institui¸ c˜ oes p´ ublicas de ensino superior do estado assinam o documento, incluindo a Univer-
sidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), a Universidade Federal
de Ouro Preto (Ufop) e a Universidade Federal de Vi¸ cosa (UFV). No documento, o f´ orum afirma que ¨com
o descr´edito do Sisu e do exame, o problema do candidato fazer v´arios processos seletivos
persiste¨.
De acordo com o texto, h´ a pouca clareza de informa¸ c˜ oes por parte do MEC para os estudantes que j´ a
conclu´ıram o ensino m´edio e isso far´ a com que ¨v´ arias institui¸ c˜ oes obrigatoriamente fa¸ cam processos seletivos
pr´ oprios no meio do ano de 2010, ainda que possam utilizar o resultado do Enem 2009¨. Para as comiss˜ oes
de vestibular dessas institui¸ c˜ oes mineiras, ainda h´ a preocupa¸ c˜ ao com a quest˜ ao de seguran¸ ca, ¨pois todos que
acompanham a aplica¸ c˜ ao do Enem sabem que a log´ıstica deste processo ´e fr´ agil em v´ arias etapas - impress˜ ao,
guarda da prova, sele¸ c˜ ao de aplicadores¨.
O documento cita os v´ arios problemas ocorridos durante a implanta¸ c˜ ao do novo Enem, desde o vazamento
da prova em outubro at´e erros na divulga¸ c˜ ao dos resultado do Sisu. ¨Tivemos v´ arias consequˆencias, como
altera¸ c˜ ao de datas de divulga¸ c˜ ao de resultados, de matr´ıculas e o adiamento do in´ıcio do semestre letivo.
Tudo isso nos leva a confirmar nossa certeza pr´evia de que o processo deveria acontecer sem pressa e com
planejamento adequado¨, diz o texto.
Na avalia¸ c˜ao do f´ orum, ´e preciso que as comiss˜ oes de vestibular das institui¸ c˜ oes que integram
o Sisu possam participar mais ativamente do processo, j´a que elas acumulam grande experiˆencia
na ´area de sele¸ c˜ao. O f´ orum sugere que seja criado um grupo de trabalho das comiss˜ oes juntamente com
o MEC para avaliar e corrigir erros do Sisu. ¨At´e o momento, a participa¸ c˜ ao das comiss˜ oes de processos
seletivos foi restrita ao envio de uma listagem de sua infraestrutura de pr´edios e salas, de pessoal dispon´ıvel
para a aplica¸ c˜ ao. Consideramos muito t´ımida essa abertura¨, aponta o documento.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 168
O MEC informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que, em reuni˜ ao ontem, com a presen¸ ca de
representantes das 51 universidades e institutos que participam do Enem/Sisu ¨ficou bastante claro que
todas reafirmam seu apoio e sua satisfa¸ c˜ao pelo processo de sele¸ c˜ao empreendido pelo Minist´erio
da Educa¸ c˜ao¨. O minist´erio ainda ¨questiona a representatividade e a autoria do documento¨.
O reitor da Universidade Federal de S˜ao Jo˜ao Del-Rei, Helv´ecio Luiz Reis, disse que viu a
carta elaborada pelo f´ orum, mas ressaltou que ela n˜ao representa a opini˜ao da universidade,
embora a Comiss˜ao de Vestibular da institui¸ c˜ao tenha participado da avalia¸ c˜ao feita por ele.
¨Ainda vamos fazer uma avalia¸ c˜ ao completa do SiSU. Esta ´e a avalia¸ c˜ ao de um grupo, que n˜ ao fala pela
universidade. S˜ ao os conselhos superiores que definem modo e participa¸ c˜ ao da institui¸ c˜ ao no SiSU.¨
Reis afirmou ainda que os conselhos superiores aguardam o fim do processo de sele¸ c˜ ao dos candidatos para
avaliar pontos positivos e negativos do programa e propor mudan¸ cas ao MEC. ¨Algumas situa¸ c˜ oes espec´ıficas
precisam ser revistas. As institui¸ c˜ oes que fazem vestibular no meio do ano, por exemplo, n˜ ao ter˜ ao um novo
Enem para selecionar so candidatos. Talvez seja necess´ ario reduzir o n´ umero de etapas de sele¸ c˜ ao e entregar
logo a lista de espera para as universidades irem chamando os alunos¨. N˜ ao h´ a vaga sobrando na federal, que
disponiobilizou apenas 10% de suas vagas no processo unificado. Segundo o reitor, o conselho universit´ ario
vai discutir na semana que vem a amplia¸ c˜ ao da oferta de vagas pelo SiSU. ¨N˜ ao tenho d´ uvidas de que a
universidade caminha para a substitui¸ c˜ ao do vestibular tradicional pelo Enem.¨
Em cerimˆ onia de posse de novos reitores da federais de Minas Gerais e de Alfenas em
Bras´ılia, nesta quinta-feira, a carta foi bastante comentada. O reitor da Unifal, Paulo M´arcio
de Faria e Silva, disse que soube da carta pelo MEC. Ele n˜ao leu o documento e diz que n˜ao
tem a anuˆencia da universidade. ¨Estou surpreso com a not´ıcia porque n˜ao ´e poss´ıvel fazer uma
avalia¸ c˜ao de um processo em andamento. Em Alfenas, 100% das vagas foram oferecidas pelo
SiSU e elas n˜ao foram totalmente preenchidas at´e agora¨. Segundo ele, a universidade ainda
est´a avaliando como ser´a o processo seletivo do meio do ano j´a que n˜ao haver´a realiza¸ c˜ao do
Enem.
Cl´elio Campolina Diniz, novo reitor da UFMG, diz que nenhum funcion´ario da universidade
tem autoriza¸ c˜ao para falar em nome da universiade sobre o Enem e o SiSU. Ele contesta o fato
da universidade ter sido citada como co-autora do documento.
*Com Agˆencia Brasil e Priscilla Borges
Fonte: hhttp://educacao.ig.com.br/us/2010/03/18/documento+sobre+enem+9432753.html, acesso
mar¸ c/10
- REITORES DA UFMG E UNIFAL DIZEM QUE N
˜
AO CONCORDAM COM CR
´
ITICAS FEITAS AO
ENEM 2009 E AO SISU
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/03/19/reitores-da-ufmg-unifal-
dizem-que-nao-concordam-com-criticas-feitas-ao-enem-2009-ao-sisu-916116316.asp, acesso mar¸ c/10
- ENEM 2009: COMISS
˜
OES DE VESTIBULARES MINEIRAS CRITICAM ERROS NO PROCESSO E
FALAM EM ’DESCR
´
EDITO’
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/03/18/enem-2009-comissoes-de-
vestibulares-mineiras-criticam-erros-no-processo-falam-em-descredito-916109497.asp, acesso
mar¸ c/10
Vou reinterar mais uma vez. O MEC pode causar um escˆ andalo de grandes propor¸ c˜ oes,
agora n˜ ao vejo exce¸ c˜ ao, simplesmente mandando comiss˜ ao do TCU fazer uma visita em qualquer
uma dessas ao levar consigo relat´ orio de todas de libera¸ c˜ ao as verbas, incluindo as extras, e com
duas recomenda¸ c˜ oes empresas: tratar o recolhido com taxa de vestibular como recurso p´ ublico e
averiguar, tamb´em tratando esse recurso como tal, os gastos das suas funda¸ c˜ oes.
E em todas as falas fica claro que tratam universidade p´ ublica como propriedade de um
grupelho, porquanto, os seus ´ unicos mandat´ arios, proibido qualquer outro de qualquer opini˜ ao,
claramente quando essa n˜ ao for agrado dos seus donos. Posto que, sequer insinuar que algum f´ orum
que n˜ ao faz parte das suas instˆ ancia de poder tenha tomando decis˜ ao da participa¸ c˜ ao ou n˜ ao da
universidade no Enem, fica transparecendo mais m´ a f´e em nada querer debater nada. E o que mais
expressa isso ´e a paz irritante que o MEC consegue ao reunir 51 dessas para discutir todo esse
processo e s´ o recebe publicamente elogios estrondosos da parte dos reitores. S´ o isto ´e um esc´ arnio
com milhares de candidatos que est˜ ao desistindo por ter nota boa e p´essimas condi¸ c˜ oes financeira
para se manter fora do seu Estado fazendo curso superior.
E achei a nota da Forcops, ante toda essa trag´edia educacional que envolve o enem, min´ uscula,
recheada de fatores reconhecidamente apropriados e inegavelmente dentro dos limites cab´ıveis. Em-
bora n˜ ao deixe de cometer erros. Eis-la (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 169
F
´
ORUM DAS COMISS
˜
OES DE PROCESSOS SELETIVOS DE MINAS GERAIS - FORCOPS
Belo Horizonte, 12 de mar¸ co de 2010
Aos dirigentes da Secretaria de Ensino Superior do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao (SESU/MEC)
O F´ orum das Comiss˜ oes de Processos Seletivos das Institui¸ c˜ oes P´ ublicas de Minas Gerais - FORCOPS, existente desde 1996, reuniu nessa
data na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, com a participa¸ c˜ ao de representantes das seguintes institui¸ c˜ oes: Universidade Federal
de Lavras (UFLA), Universidade Federal de S˜ ao Jo˜ ao Del Rei (UFSJ), Centro Federal de Educa¸ c˜ ao Tecnol´ ogica (CEFET-MG), Instituto Federal
do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IF Norte MG), Universidade do Estado de Minas
Gerais (UEMG), Universidade Federal de Uberlˆ andia (UFU), Universidade Federal do Vale Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade
Federal de Alfenas (UNIFAL), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Vi¸ cosa (UFV), Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Triˆ angulo Mineiro (UFTM), Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
As institui¸ c˜ oes fizeram uma avalia¸ c˜ ao de seus processos seletivos, em rela¸ c˜ ao ao grau de ades˜ ao de cada uma ao SISU - Sistema de Sele¸ c˜ ao
Unificada, proposto pela SESU/MEC, com a ado¸ c˜ ao do NOVO ENEM. Foram levantados os pontos positivos e negativos.
Entendemos que todos os processos implantados merecem um per´ıodo de tempo para sua compreens˜ ao/avalia¸ c˜ ao. Neste contexto, sugerimos
a constru¸ c˜ ao de um processo de avalia¸ c˜ ao entre as IPES e SESU/MEC, na tentativa de minimizar os pontos negativos e maximizar os positivos,
ajustando desta forma o processo de avalia¸ c˜ ao ` a realidade das IES e das diversas regi˜ oes brasileiras.
O FORCOPS se manifestou de maneira oficial antes da implanta¸ c˜ao do SISU, em v´arios momentos como se segue:
ao f´ orum dos dirigentes das IPES mineiras (Ouro Preto, abril/2009), `a SESU e ao INEP, durante o Semin´ario da AN-
DIFES (Bras´ılia, abril/2009), e durante ainda o Semin´ario de Acesso ao Ensino Superior (Rio de Janeiro, junho/2009),
expressando sempre suas preocupa¸ c˜ oes, propondo reflex˜ oes, mas colocando sempre `a disposi¸ c˜ao com a infra-estrutura
e a competˆencia adquiridas pelas Comiss˜ oes de Processos Seletivos das IPES para a realiza¸ c˜ao desse processo, do qual
prev´ıamos a complexidade.
O F´ orum dos Pro-Reitores de Gradua¸ c˜ ao (FORGRAD) tamb´em se manifestou na mesma linha durante o citado Semin´ ario da Associa¸ c˜ ao
Nacional dos Dirigentes das IFES (ANDIFES). V´ arias IES, temendo dificuldades, previram em seus Editais prazos para considerarem o
resultado do NOVO ENEM, outras abandonaram a id´eia no decorrer do processo. O apoio das bases ´e indispens´ avel a um processo dessa
envergadura.
O Brasil ganhou muito com ferramentas de avalia¸ c˜ ao. A prova do ENEM ´e bem elaborada.
Infelizmente v´ arias de nossas preocupa¸ c˜ oes se revelaram verdade, da possibilidade do vazamento da prova ao baixo preenchimento de vagas
pelo SISU. Adicionadas da falta de interlocu¸ c˜ ao com o INEP para informa¸ c˜ ao da popula¸ c˜ ao e altera¸ c˜ oes no sistema, na forma de divulga¸ c˜ ao
da nota do ENEM, entre outras: gabaritos errados, anula¸ c˜ ao de quest˜ oes, problemas na aloca¸ c˜ ao dos candidatos para as provas.
Tivemos v´ arias conseq¨ uˆencias, como altera¸ c˜ ao de datas de divulga¸ c˜ ao de resultados, de matr´ıculas e o adiamento do in´ıcio do semestre
letivo.
Tudo isso nos leva a confirmar nossa certeza pr´evia de que o processo deveria acontecer sem pressa e com planejamento adequado.
Para o FORCOPS, a id´eia da unifica¸ c˜ ao dos Processos Seletivos ´e interessante e, ap´ os discuss˜ oes nos ´ ultimos dois anos, partiu-se, ent˜ ao,
para uma proposta de unifica¸ c˜ ao parcial (por regi˜ oes do estado de Minas Gerais) na primeira fase do processo seletivo, quando ent˜ ao a id´eia foi
interrompida pela proposta de implanta¸ c˜ ao do SISU. O F´ orum entende que isso permitiria que se pudesse construir coletivamente um exame
que, ao final de algum tempo, pudesse levar ` a unifica¸ c˜ ao no n´ıvel estadual e, quem sabe, a esferas maiores.
Este F´ orum considera que a discuss˜ao unicamente dos problemas do vestibular desvia o foco do real problema de
nosso sistema educacional: a quest˜ao da qualidade do ensino fundamental e m´edio.
O INEP, em documento datado de 30/03/2009, admite ¨[...] o reconhecimento, por parte da sociedade, de que os vestibulares s˜ ao necess´ arios,
honestos, justos, imparciais e que diferenciam estudantes que apresentam conhecimentos, saberes, competˆencias e habilidades consideradas importantes [...]¨.
Reafirmamos que, com o modelo proposto pelo MEC, h´a o grande risco das institui¸ c˜ oes maiores (que, no imagin´ario
popular, s˜ao as melhores) captarem os melhores alunos, agora em n´ıvel nacional, restando `as institui¸ c˜ oes menores ou do
interior os alunos com desempenho pior, agravando um quadro que hoje j´a experimentamos.
Em nossa opini˜ ao, as IPES tˆem plena capacidade de re-adequar as provas dos processos seletivos a uma nova realidade de um ensino
m´edio de melhor qualidade.
As afirmativas de que os problemas do ensino fundamental e m´edio est˜ao resolvidos e de que o Vestibular seja o
problema desviam o foco de outras quest˜ oes a serem melhoradas no ensino, com rela¸ c˜ao `a qualidade. N˜ ao se acredita no
¨estabelecimento de uma rela¸ c˜ ao positiva entre o ensino m´edio e o ensino superior¨ conseguido somente por meio de uma prova, mas sim por
meio de projetos e programas de extens˜ao amplos, consistentes e cont´ınuos.
A proposta do INEP tem m´erito quando pretende diminuir o excesso de conte´ udo cobrado. Mas, segundo an´alise,
efetuada por profissionais das IES de cada ´area do Exame, existem textos n˜ao exatamente contextualizados com o tema da
quest˜ao, outros em tamanho superior ao necess´ario, tempo insuficiente para a resolu¸ c˜ao; o que fez com que alguns candidatos
n˜ ao conclu´ıssem a Prova de Reda¸ c˜ ao, bem como as demais provas -uma maratona desnecess´ aria.
A sistem´ atica de corre¸ c˜ ao da Prova de Reda¸ c˜ ao pode trazer grandes injusti¸ cas na avalia¸ c˜ ao, por exemplo. Como garantir a uniformidade
nos crit´erios de corre¸ c˜ ao de um n´ umero t˜ ao grande de reda¸ c˜ oes de modo a n˜ ao gerar distor¸ c˜ oes ou injusti¸ cas?
A mobilidade almejada com o SISU verificou-se ineficiente, pois candidatos, segundo an´alise do MEC, ”brincaram”com
o sistema, sem a inten¸ c˜ao de efetivar suas matr´ıculas. Ser´a que a quest˜ao n˜ao ´e mais complexa? Ser´a que todos tˆem clareza
das vantagens de se estudar em uma institui¸ c˜ao p´ ublica? Ser´a que todos tˆem clareza, tamb´em, das dificuldades de morar
longe da fam´ılia? E as IPES est˜ao preparadas para garantir condi¸ c˜ oes de alimenta¸ c˜ao e moradia para esses alunos? O
INEP/MEC somente divulgou o alto n´ umero de vagas dispon´ıveis no SISU, mas sem real¸ car o que isso representa.
Com toda a propaganda realizada, candidatos consideravam que n˜ao teriam qualquer dificuldade e algumas IPES
(Institutos Federais) localizadas no interior de Minas Gerais j´a est˜ao convivendo com a evas˜ao, logo ap´ os a matr´ıcula,
quando os aprovados percebem a infra-estrutura e a assistˆencia dispon´ıveis (ou a sua inexistˆencia).
At´e o momento, a participa¸ c˜ ao das comiss˜ oes de processos seletivos foi restrita ao envio de uma listagem de sua infra-estrutura de pr´edios
e salas, de pessoal dispon´ıvel para a aplica¸ c˜ ao. Consideramos muito t´ımida essa abertura. As IES est˜ ao e sempre estiveram dispostas a discutir
a viabilidade da elabora¸ c˜ ao, impress˜ ao, aplica¸ c˜ ao e corre¸ c˜ ao das provas do novo ENEM. Aproveitar a experiˆencia acumulada, infra-estrutura
existente e m˜ ao-de-obra qualificada das IES ´e um caminho para se construir um exame que tenha como base o di´ alogo e o entendimento de
quest˜ oes fundamentais, como por exemplo: as disparidades regionais.
Quest˜ oes relativas ` a seguran¸ ca continuam preocupantes, pois todos os que acompanham a aplica¸ c˜ ao do ENEM sabem que a log´ıstica deste
processo ´e fr´ agil em v´ arias etapas (impress˜ ao, guarda de prova, sele¸ c˜ ao de aplicadores). N˜ ao aconteciam ou pelo menos n˜ ao se tem not´ıcia de
grandes falhas (ou fraudes) antes do exame ter valor maior em n´ıvel nacional (basicamente poucas institui¸ c˜ oes p´ ublicas utilizavam este exame,
seja parcial ou integralmente): eles n˜ ao haviam sido utilizados pelas IES como um sistema ´ unico de acesso a todos os seus cursos de gradua¸ c˜ ao.
Outras reflex˜ oes se seguem.
- S´ o houve trˆes chamadas para matr´ıculas feitas pelo INEP (agora est´ a prevista a quarta); depois cada IES deve fazer suas chamadas posteriores
e continuam as dificuldades para o preenchimento de vagas. O calend´ ario de matr´ıcula foi fixado pelo sistema, e n˜ ao mais pela Institui¸ c˜ ao.
- O n´ umero de quest˜ oes (cento e oitenta), somadas a uma Prova de Reda¸ c˜ao, aplicadas em um prazo muito curto (8 horas
no total), em nosso entendimento, ´e ainda mais estressante e anti-pedag´ ogico do que os processos aplicados pelas IES.
- Verificaram-se dificuldades no sistema de inform´ atica na inscri¸ c˜ ao para a prova e para a matr´ıcula, em fun¸ c˜ ao de um grande n´ umero de
acessos.
- A escala de notas do NOVO ENEM, prevista para 0 a 1000 em setembro/2009, foi modificada, trazendo desinforma¸ c˜ao
e dificuldade em seu processamento, para as IES que adotaram o novo ENEM parcialmente.
- A altera¸ c˜ ao de cronograma prejudicou as IES, que retificaram Editais, corrigiram um n´ umero de provas superior ao previsto (aumentando
custos), alteraram datas e ficaram com o ˆ onus de tentar informar aos candidatos. Houve candidatos questionando as notas do NOVO ENEM
recebidas pelas IES do INEP/MEC. Algumas vagas canceladas por IES continuavam dispon´ıveis no SISU.
- Tamb´em os candidatos ` a certifica¸ c˜ ao de Ensino M´edio, via resultado do ENEM, n˜ ao conseguiram se matricular, ap´ os serem aprovados em
vestibulares de grande concorrˆencia, frustrando a si e a sua fam´ılia.
- As altera¸ c˜ oes, assim como o n˜ ao oferecimento do ENEM duas vezes no ano de 2010, trouxeram s´erias conseq¨ uˆencias, como aos concluintes
do ensino m´edio de 2009 e a outros que n˜ ao se inscreveram no Exame em junho/2009.
- Identificamos o aparecimento dos cursinhos para o novo ENEM, buscando substituir ou incluir nas estruturas existente
turmas preparat´ orias para o exame.
- O pr´ oximo ENEM, previsto para realiza¸ c˜ ao ap´ os as elei¸ c˜ oes de 2010, mantido o prazo de divulga¸ c˜ ao de notas em dois meses ap´ os a realiza¸ c˜ ao,
poder´ a trazer complica¸ c˜ oes para o in´ıcio do primeiro semestre letivo de 2011.
- Com o descr´edito atual do SISU e do Exame, o problema do candidato fazer v´arios processos seletivos persiste.
- A pouca clareza das informa¸ c˜ oes para aqueles concluintes do Ensino M´edio antes da existˆencia do ENEM e a falta de articula¸ c˜ ao das pol´ıticas
(como, por exemplo, com o Programa Universidade Aberta do Brasil-UAB e com Programa de A¸ c˜ oes Articuladas-PAR), far˜ ao com que v´ arias
institui¸ c˜ oes obrigatoriamente fa¸ cam processos seletivos pr´ oprios no meio do ano de 2010, ainda que possam utilizar o resultado do NOVO
ENEM de 2009.
O F´ orum, finalmente, considerando exclusivamente a quest˜ ao do vestibular unificado, reafirma as seguintes recomenda¸ c˜ oes:
- Os vestibulares exigem constante aprimoramento com o objetivo de atender os anseios da sociedade e as necessidades das universidades. Por
esta raz˜ ao, os parˆ ametros destes exames podem ser estabelecidos de maneira conjunta, negociada e testada, avaliada por cada IES ou de forma
conjunta.
- A ades˜ ao a uma proposta desta natureza exige maior reflex˜ ao, ap´ os a apresenta¸ c˜ ao de todo o detalhamento de como se dar´ a a sua execu¸ c˜ ao.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 170
- Sugere-se que o MEC crie um Grupo de Trabalho (MEC- Comiss˜ oes de Processos Seletivos das IES) para que se procure chegar a um padr˜ ao
comum e m´ınimo a ser utilizado pelos v´ arios vestibulares, sempre respeitando a autonomia universit´ aria e a opini˜ ao da sociedade brasileira que
legitima nosso processo de sele¸ c˜ ao.
- Sugere-se que o MEC utilize o Semin´ ario de Acesso ao Ensino Superior, que congrega comiss˜ oes de processos seletivos de todo o pa´ıs e que
ser´ a realizado em Boa Vista (RR), na Universidade Federal de Roraima, de 30 de maio a 2 de junho pr´ oximo, para apresentar TODOS OS
DETALHES de sua proposta de Exame, em particular aqueles mencionados neste documento.
As IPES mineiras citadas continuam dispostas a realizar um processo de unifica¸ c˜ ao parcial piloto, para que o sistema possa ser testado,
avaliado e possa se decidir a respeito das conseq¨ uˆencias de uma unifica¸ c˜ ao em ˆ ambito maior.
O MEC n˜ ao deve prescindir da experiˆencia das comiss˜ oes de processos seletivos e de suas contribui¸ c˜ oes ao aprimoramento da proposta,
caso se decida manter esse sistema. O FORCOPS entende que ´e essencial a participa¸ c˜ ao das IES e se mant´em a disposi¸ c˜ ao para aux´ılio em
todas as etapas.
Atenciosamente,
Jos´e Margarida da Silva Presidente do FORCOPS-MG
Fonte: http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments and settingsgdobnerdesktopdocumentovestibular forcopsmar10.doc,
acesso mar¸ c/10
Os erros que aponto:
- Dizer que o a prova do enem ´e bem elaborada quando depois aponta-se a sua enormidade
como anti-pedag´ ogica, como ´e de fato, ´e mais do que inconsistˆencia, pois s´ o isso qualifica qualquer
avalia¸ c˜ ao de criminosa. Coisa que ningu´em, como se diz a comiss˜ ao, agindo apenas por preocupa¸ c˜ oes
educacionais deve omitir;
- Falar em descr´edito do Sisu ante outros processos, como se viu aqui, ´e falta de conhecimento.
De fato, tudo se justifica nesse exatamente por n˜ ao ser pior ainda que os demais.
- N˜ ao apresentar qualquer documento de docente de qualquer ´ area e Ifes que corrobore o que diz;
Em tudo ´e muito preocupante descobrir haver algu´em da educa¸ c˜ ao p´ ublica surpreso por
cursinho n˜ ao ficar parado ante essa situa¸ c˜ ao criada com o enem. De fato, ´e mais f´ acil encontrar
docente da rede privada preocupado at´e com qualidade do enem do que de universidade p´ ublica (g.n)
PROVA DO ENEM 2009 TEVE QUEST
˜
AO QUASE ID
ˆ
ENTICA A DE VESTIBULAR DA
FUVEST EM 2002
Leonardo Cazes, O Globo Online, 19/03/2010
Uma quest˜ao da prova de f´ısica do Exame Nacional de Ensino M´edio (Enem) 2009 ´e prati-
camente idˆentica a outra da prova do vestibular 2002 da Fuvest, que seleciona candidatos para
a Universidade de S˜ao Paulo (USP). A constata¸ c˜ ao ´e da equipe do Col´egio Santo In´ acio, do Rio de
Janeiro, que enviou uma carta com cr´ıticas ` a prova para o Minist´erio da Educa¸ c˜ ao, o Instituto de Pesquisas
Educacionais An´ısio Teixeira (Inep) e os coordenadores das universidades cariocas que utilizaram o Enem em
seus processos de sele¸ c˜ ao.
As quest˜ oes iguais s˜ao a de n´ umero 30 da prova azul do Enem 2009 e a de n´ umero 58 da
primeira fase da Fuvest em 2002. O texto de ambas parte da mesma situa¸ c˜ao, utiliza valores
quase iguais, e o aluno precisa responder `a mesma pergunta nas duas. A resposta ´e idˆentica. A
´ unica diferen¸ ca entre elas ´e que a temperatura em uma das quest˜ oes vai de 10

C para 45

C
(Fuvest) e de 20

C para 55

C (Enem).
Segundo o professor da escola e signat´ ario da carta, Walter Santos, o aluno precisa da diferen¸ ca entre as
temperaturas - 35

C - para chegar ` a resposta, o que refor¸ ca a semelhan¸ ca entre as perguntas. Na prova de
matem´ atica, tamb´em h´ a quest˜ oes com problemas diversos, principalmente enunciados confusos e que induzem
os alunos ao erro, segundo levantamento feito pelos professores da universidade.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/03/16/prova-do-enem-2009-teve-
questao-quase-identica-de-vestibular-da-fuvest-em-2002-916085774.asp, acesso mar¸ c/10
E n˜ ao resta d´ uvida de que nas minhas listas de e-mail que uso para disseminar vers˜ oes dessas
pesquisas n˜ ao deixa de ter pessoal do sistema Globo. Fico chateado por n˜ ao publicarem nada dessas
minhas constata¸ c˜ oes que s˜ ao at´e piores do que essa? Nem um pouco. Isso acontece quando descubro
esses documentos pela net e vou na p´ agina do MEC e nada encontro disto e da resposta oficial.
Posto que, o MEC n˜ ao vai deixar de responder nenhum, por´em os meios e os m´etodos n˜ ao ser˜ ao
de conhecimento p´ ublico, o que significa que ser´ a pelos esgotos da moralidade p´ ublicas e por estes
pode transitar todo tido de coisa e atingir quem desejar.
E que mostra o quanto o MEC ´e capaz ´e o seguinte (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 171
HADDAD: FALTAM VAGAS EM UNIVERSIDADES DE SP
Dem´etrio Weber, 25/03/2010
BRAS
´
ILIA - Ao comentar ontem a migra¸ c˜ao de estudantes de S˜ao Paulo para universidades
de outros estados, no Sistema de Sele¸ c˜ao Unificada (Sisu), o ministro da Educa¸ c˜ao, Fernando
Haddad, disse que isso ´e resultado do pequeno n´ umero de vagas em institui¸ c˜ oes p´ ublicas de
ensino superior paulistas, considerando o tamanho da popula¸ c˜ao.
::
´
E
::
o
:::::::
estado
:::::
que
:::::::
menos
:::::
vaga
:::::::
p´ ublica
:::::
tem. O paulista de baixa renda n˜ ao tinha oportunidade de estudar
Para o ministro, antes um estudante pobre n˜ ao tinha vez no estado e o governo federal est´ a corrigindo
o problema com a cria¸ c˜ ao e amplia¸ c˜ ao de universidades federais e com programa Universidade para Todos
(ProUni), que concede bolsas a jovens de baixa renda em faculdades privadas.
-
´
E o estado que menos vaga p´ ublica tem (proporcionalmente ` a popula¸ c˜ ao) - disse Haddad. - O paulista de
baixa renda n˜ ao tinha oportunidade de estudar.
O ministro destacou que 28% das vagas do ProUni em todo o pa´ıs s˜ ao oferecidas em S˜ ao Paulo, estado
que concentra o maior n´ umero de institui¸ c˜ oes privadas. Ele citou a cria¸ c˜ ao da Universidade Federal do ABC.
O Sisu selecionou estudantes com base no Enem. Das 33.039 vagas preenchidas pelo Sisu at´e a terceira
etapa de inscri¸ c˜ oes, 2.745 foram em institui¸ c˜ oes paulistas. Balan¸ co do MEC mostra que 2.531 estudantes de
S˜ ao Paulo matricularam-se em institui¸ c˜ oes de outros estados, sendo que 202 em faculdades no Nordeste.
A Universidade de Bras´ılia (UnB) divulgou que o pr´ oximo Enem ser´a realizado nos dias 6
e 7 de novembro. As datas foram discutidas anteontem por Haddad e reitores, mas n˜ ao foram confirmadas
oficialmente ontem pelo MEC.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/03/25/haddad-faltam-vagas-em-
universidades-de-sp-916164186.asp, acesso mar¸ c/10
S´ o conhe¸ co uma palavra capaz de dizer qual ´e essa posi¸ c˜ ao do MEC: hip´ ocrita. S˜ ao Paulo ´e o
Estado que menos vagas p´ ublica tem, s´ o que em universidade federal. E isso n˜ ao ´e hoje, ´e hist´ orico.
E o dito ¨O paulista de baixa renda n˜ ao tinha oportunidade de estudar¨, quando se considera que
Haddad j´ a foi bastante cotado at´e para ser candidato ao governo de S˜ ao Paulo, deixa sob suspeita
quais eram os objetivos reais de tanta pressa na implementa¸ c˜ ao dessa formula¸ c˜ ao do enem. De fato,
parece que na mente do ministro s´ o existe S˜ ao Paulo, deixando entender que criou outras coisa,
como ProUni, pensando nisto. E o dado quase estranho ´e UnB, e n˜ ao o MEC, indicar quanto ser´ a
o pr´ oximo.
Enquanto isso, universidades federais como a do Piau´ı e Pelotas do RS, aparecem no
notici´ ario com um quantitativo imensa de vagas vazia sem que denote qualquer preocupa¸ c˜ ao com
isso da parte do MEC. E o quadro de uma das mais bem conceituada que participa do enem, Unirio,
´e o seguinte (g.n)
UNIRIO FAZ QUARTA CHAMADA A PARTIR DA LISTA DE ESPERA DO SISU
O Globo, 26/03/2010
RIO - A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) divulgou nesta sexta-feira
um novo edital de convoca¸ c˜ao de candidatos para preencher 113 vagas ainda n˜ao ocupadas do
primeiro semestre. Os interessados, que obrigatoriamente devem fazer parte da lista de espera elaborada
ap´ os o fechamento do Sisu, ter˜ ao que se inscrever no site da comiss˜ ao de sele¸ c˜ ao da universidade entre 12h
de s´ abado e 23h59m de segunda. Os nomes dos aprovados ser´ a divulgado na quarta-feira, ` as 14h. A medida
foi tomada pela institui¸ c˜ ao com o objetivo de convocar apenas os estudantes que tenham real interesse em
ocupar as vagas restantes. Devido a divulga¸ c˜ ao do resultado da UFRJ, houve uma s´erie de cancelamentos de
matr´ıculas j´ a feitas. Por isso, na quarta chamada s˜ ao oferecidas mais vagas que na convoca¸ c˜ ao anterior. A
lista dos cursos com vagas dispon´ıveis, assim como a confirma¸ c˜ ao de interesse, est˜ ao no edital divulgado nesta
sexta-feira.
Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2010/03/26/unirio-faz-quarta-chamada-
partir-da-lista-de-espera-do-sisu-916179129.asp, acesso mar¸ c/10
Isto significa que ingressante por dessa chamada s´ o vai conseguir chegar na sala de aula ape-
nas em abril, havendo s´ o duas hip´ oteses e ambas p´essimas: n˜ ao vai ser mais poss´ıvel acompanhar as
disciplinas ou essa ainda n˜ ao come¸ caram. E em todos essas h´ a um segredo dos mais bem guardados
por todas: quais s˜ ao as notas do ´ ultimo ingressante em cada curso.
E por falar em curso faltando aluno, a UFPa j´ a tem um decis˜ ao do que fazer com as quase
mil bagas que sobraram em 2010. Leia (g.n)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 172
UFPA OFERTAR
´
A VAGAS REMANESCENTES EM PROCESSO SELETIVO ESPECIAL
A Universidade Federal do Par´ a promover´ a um Processo Seletivo Especial (PSE) para oferta das vagas
remanescentes do PSS 2010. A decis˜ ao foi tomada durante a 3
a
Reuni˜ ao Ordin´ aria do Conselho Superior de
Ensino, Pesquisa e Extens˜ ao da UFPA (CONSEPE), realizada nesta quarta-feira, dia 31 de mar¸ co. Edital
deve ser lan¸ cado ainda em Abril e as provas realizadas em maio.
Os conselheiros discutiram qual seria a melhor maneira de ofertar essas vagas, uma vez que, em alguns
casos, as aulas j´ a iniciaram e, em outros, a turma esperaria o ingresso de novos alunos. A ideia inicial
era promover um novo processo seletivo para as gradua¸ c˜ oes em que sobraram mais de dez vagas e ofertar
as remanescentes para o Processo Seletivo ` a Mobilidade Interna e, posteriormente, Externa (Vestibulinho)
sempre que houvesse menos de dez vagas dispon´ıveis. No entanto, por consenso, ficou definido que todas as
vagas ser˜ ao ofertadas por meio de um PSE ainda no primeiro semestre de 2010, para ingresso de alunos no
segundo semestre.
Das 951 vagas que n˜ ao foram preenchidas no PSS 2010, 913 ser˜ ao reofertadas: 91 em Abaetetuba, 138 em
Altamira, 80 em Bel´em, 64 em Bragan¸ ca, 100 em Breves, 8 em Camet´ a, 66 em Castanhal, 332 em Marab´ a e 34
em Soure. As 38 vagas n˜ ao preenchidas para os cursos ofertados em Santar´em n˜ ao ser˜ ao oferecidas novamente
porque o Campus se transformou em uma institui¸ c˜ ao independente, a Universidade Federal do Oeste do Par´ a
(UFOPA).
A previs˜ ao ´e que o edital do novo concurso seja publicado ainda em abril, no site www.ceps.ufpa.br e que a
prova seja realizada at´e junho. ¨A avalia¸ c˜ao ser´a composta por uma prova objetiva e uma reda¸ c˜ao,
mas outros detalhes ainda dever˜ao ser acertados pela Comiss˜ao Permanente de Processos Sele-
tivos da UFPA (COPERPS). O conte´ udo program´atico ser´a definido o mais breve poss´ıvel, mas
´e sempre correspondente ao previsto pelo ensino m´edio¨, esclarece Marlene Freitas, coordenadora da
COPERPS e pr´ o-reitoria de Ensino de Gradua¸ c˜ ao.
A pr´ o-reitora explica, ainda, que n˜ ao haver´ a preju´ızo aos estudantes que entrar˜ ao na Universidade pelo
Processo Seletivo Especial. ¨J´ a estava previsto que muitas turmas extensivas iniciariam em agosto e outras,
do regime intervalar, iniciariam em julho. Nos demais casos, cada Faculdade ir´ a se responsabilizar por tomar
as medidas cab´ıveis para n˜ ao prejudicar os alunos, como a oferta de disciplinas espec´ıficas para os novos
universit´ arios, por exemplo, o que j´ a est´ a previsto no Regimento da Gradua¸ c˜ ao da UFPA¨.
Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunica¸ c˜ ao da UFPA
Foto: Alexandre Moraes
Fonte: www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3659, acesso mar¸ c/10
O que tudo isso significa? J´ a relatei o quadro dantescamente desesperador que teve de en-
frentar os candidatos para ingressar em 2010. Agora ser´ a apenas uma ´ unica prova de marcar e
reda¸ c˜ ao. Ou seja, comparativamente ao sufoco que o sistema fez todo esse passar, agora vai ser
uma moleza.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 173
RECORTE 15 - UM BREVE E TERRIVELMENTE MACABRO HIST
´
ORICO
DO INGRESSO EM UNIVERSIDADE P
´
UBLICA
¨Salvavam-se cobertas pelo ˆ angulo morto do pr´ oprio caminho.¨
Euclides da Cunha, Os Sert˜ oes.
A tese de que as nossas universidades p´ ublicas n˜ ao teriam nenhuma hist´ oria consistente de
sucesso ´e derrubada de imediato pela constata¸ c˜ ao de que est˜ ao de p´e. Por´em, n˜ ao defendo haver
muito al´em disto, lembrando ainda que corporativismo e falta de informa¸ c˜ ao ´e capaz at´e de manter
erguido grandes monumentos ` a vilania.
Acresce ainda que estamos apenas numa pequena faixa de toda trag´edia cuja linha central
´e o ingresso e adentrando na universidade apenas em alguns pontos agudos. Quando se vai para o
ami´ ude que ´e o central na forma¸ c˜ ao, como condi¸ c˜ oes de permanˆencia, evas˜ ao e processo outro do
seu dia-a-dia, ´e tudo mais dilacerante ainda. Uma referˆencia nesse tema de autoria de estudantes
da USP ´e:
USP, AT
´
E QUANDO PARA T
˜
AO POUCOS?
¨At´e quando teremos esse descaso com as pol´ıticas de permanˆencia estudantil? At´e quando o di´ alogo ser´ a
apenas um discurso?¨
DANTE PEIXOTO, JOANA SAL
´
EM e PAULO TAUYR, 06-Abr-2010
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70079, acesso abril/10
Eis os epis´ odios resum´ aticos:
OS PRIM
´
ORDIOS DA TRAG
´
EDIA
¨Considerando que dentre todos que at´e hoje buscaram a verdade nas ciˆencia s´ o os matem´ aticos
conseguiram encontrar algumas demonstra¸ c˜ oes...¨ Ren´e Descartes, Discurso do M´etodo.
De fato, o resume tudo quem o faz de maneira definitiva ´e a historiadora e docente da UFPa
Edilza Fontes nesse trecho do seu livro UFPA 50 anos: Hist´ orias e Mem´ orias e que consta no
seu blog http://edilzafontes.blogspot.com/, acesso abr/10 (g.n):
O MOVIMENTO ESTUDANTIL NOS ANOS 60 E A RESIST
ˆ
ENCIA AO GOLPE MILITAR
NO PAR
´
A*
H´ a tentativas de resistˆencia ao golpe das for¸ cas armadas em 1964 em Bel´em. A Uni˜ ao Acadˆemica Paraense
publica nota oficial no jornal ¨Folha Vespertina¨ em 1
o
de abril, em que admite haver um processo de golpe
contra o mandato do presidente; resolve decretar greve geral dos estudantes universit´ arios paraenses e conclama
a unidade pol´ıtica com outros segmentos da sociedade, notadamente soldados das for¸ cas armadas, os camponeses
e os trabalhadores em geral. A nota expressa o arco de alian¸ cas passadas no campo das esquerdas no Brasil como
capaz de defender a legalidade e as reformas de base. A an´ alise da nota permite afirmar que os estudantes estavam
interessados em mudar o mundo, mas n˜ ao somente isto os animava, o desejo de ver implementado no Brasil uma
sociedade solid´ aria, menos competitiva e acima de tudo nacionalista e voltada para o bem-estar da popula¸ c˜ ao mais
pobre. A nota expressa tamb´em a no¸ c˜ ao de que os dirigentes da UAP viam-se na vanguarda da resistˆencia ao
golpe, colocando os estudantes como parte fundamental da alian¸ ca de for¸ cas capazes de dirigir o Brasil.
O ¨Jornal do Dia¨ veicula como o Governo Estadual, trabalhadores e estudantes esperavam o golpe, em
mat´eria do dia 1

de abril de 1964 as primeiras figuras do governo faziam vig´ılia quando come¸ caram a circular
em Bel´em as primeiras not´ıcias de que a crise nacional se agravara. No gabinete do governador, encontravam-se
v´ arios secret´ arios do governo, al´em do prefeito de Bel´em Isaac Soares. Newton Miranda, governador do Estado,
acompanhou tudo pelo r´ adio e esteve o tempo todo com as for¸ cas armadas do Estado pensando em como manter a
ordem e a seguran¸ ca. N˜ ao houve questionamentos ` a quebra da normalidade democr´ atica por parte das autoridades
constitu´ıdas no Estado. Quem sai na defesa da democracia e da ordem s˜ ao os estudantes, os trabalhadores vincula-
dos a alguns sindicatos e lideran¸ cas estudantis, sindicais e partid´ arias. A Universidade
:::::::
silencia e ver´a v´arios
de seus discentes e docentes serem presos, torturados, constrangidos e submetidos a comiss˜ oes de
inqu´eritos.
O clima transcrito nos jornais era de tranq¨ uilidade e calma e o posicionamento do governo estadual era
apenas de expectativa com rela¸ c˜ ao a revolu¸ c˜ ao. As lideran¸ cas sindicais no mesmo dia acataram a decis˜ ao da CGT
de entrar em greve, tendo em vista a possibilidade de fechamento dos sindicatos, tamb´em fizeram a indica¸ c˜ ao de
um representante para ir ao Rio de Janeiro saber das decis˜ oes tomadas mediante a situa¸ c˜ ao que era de alerta aos
trabalhadores. As lideran¸ cas estudantis de imediato convocaram uma greve, aceitando o decreto nacional lan¸ cado
pela UNE em defesa das liberdades individuais. (Cont.)
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 174
A UAP se declara em vig´ılia c´ıvica, servindo de sede de informa¸ c˜ ao para estudantes e populares. Por meio
de um alto-falante que retransmitia a programa¸ c˜ ao da ¨rede da legalidade¨ liderada por uma r´ adio do Rio Grande
do Sul, o governador Brizola falava em defesa da legalidade, em defesa do mandato do presidente Jo˜ ao Goulart.
O universit´ario Jos´e Ser´afico redige um manifesto denunciando o golpe. A convoca¸ c˜ ao da greve geral
s´ o teve cumprimento em poucos estados. A ina¸ c˜ao era generalizada. Os estudantes eram as vozes mais
barulhentas na den´ uncia do golpe militar, da´ı porque a invas˜ao deveria funcionar como um cala-
boca corretivo.
Naquele momento, a UAP estava cheia. Todos evidentemente sabiam das movimenta¸ c˜ oes. No dia 1
o
de
abril, por volta das 19 horas a UAP foi invadida por tropas do ex´ercito e tudo foi quebrado. Havia
um teatro de arte popular, que foi destru´ıdo, o famoso TAP, uma vers˜ ao Parauapa do CPC da UNE. Foram
presos dois militantes do PCB, vestidos de cuecas e sapatos, Humberto Lopes e Jocelyn Brasil,
seq¨ uestrados de suas casas. Na parte da UAP, as metralhadoras foram apontadas para a sede, com
soldados deitados nas cal¸ cadas. Os estudantes fugiam pelos quintais enquanto a sede da UAP era
destru´ıda pelos soldados.
Pedro Galv˜ao, presidente da UAP, passou mais de 50 dias preso, indiciado em Inqu´erito Policial
Militar. Os estudantes presos em 1964, quando falam de suas experiˆencias, expressam o medo que
v´arios setores da sociedade tinham do comunismo. Hoje a historiografia indica que o golpe de 64 foi um
golpe preventivo, contra as reformas de base. Logo ap´ os o golpe, o reitor Silveira Neto
:::::
pede a ren´ uncia da
diretoria do DA de Filosofia, Ciˆencias e Letras: Era diretor da Faculdade o Cˆ onego
´
Apio Campos,
que levou a proposta para as lideran¸ cas universit´aria, que seriam transferidas para outros Estados
caso aceitassem a ren´ uncia. Sem a ren´ uncia haveria a expuls˜ao dos estudantes Roberto Cortez,
Walter Pinheiro, Mariano Klautau, Jos´e Maria Platilha e Isidoro Alves. Apesar do pedido do
reitor n˜ao houve a ren´ uncia do DA de Filosofia, Ciˆencias e Letras a n˜ao ser a do presidente. No
mesmo momento,
::
foi
::::::::::
proposto
:::::
pelo
:::::::::
Coronel
:::::::
Alacid
:::::::
Nunes que houvesse elei¸ c˜ oes indiretas para os
DAs,
::::
com
::::::::
triagem
::::
de
:::::::
nomes. O Dr. Silveira Neto foi informado por meio de um amigo do coronel
Jarbas Passarinho que n˜ao era para expulsar estudantes e assim os militantes terminaram seus
cursos.
Na engenharia, os soldados do ex´ercito fecharam o Diret´ orio Acadˆemico. Houve pris˜ oes na
Filosofia, Ciˆencias e Letras, que havia entrado em greve em 64, antes do golpe, conseguindo que os
cursos da Faculdade voltassem a ter o bacharelado com as disciplinas antigas, direito adquirido para os ingressantes
antes de 1962, sistema 3+1, bacharelado e licenciatura. No mesmo ano, ap´ os o golpe, h´ a o fechamento do Diret´ orio
Acadˆemico de Filosofia. Fica sob a responsabilidade do Major Alacid Nunes a presidˆencia do IPM,
::::
que
::::::::
deveria
:::::::
apurar
:::
a
::::::::::
existˆencia
::::
de
::::::::::
subvers˜ao
::::::
entre
:::
os
::::::::::::::::
universit´arios. O estudante de direito Ronaldo
Barata teve nota zero nas provas da Faculdade de Direito. Ao recorrer ` a congrega¸ c˜ ao da Faculdade pedindo a
oportunidade de fazˆe-las por ter sido impedido por ato contra sua vontade, pois estava preso sem culpa formada e
crime definido, teve consentimento dado pela congrega¸ c˜ ao. Fl´avio Suplicy de Lacerda, Ministro de Educa¸ c˜ao
e Cultura, em abril de 1964, institui as Comiss˜ oes Especiais de Investiga¸ c˜ao Sum´aria (CEIS)
:::
em
:::::
todas
:::
as
::::::::::::::::
Universidades
:::::::::::
brasileiras,
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pois
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de
:::::::
acordo
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com
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o
:::::::
artigo
:::
7

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do
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Ato
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Institucional
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responsabilidade
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Seguran¸ ca
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Nacional,
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democr´atico
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probidade
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da
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administra¸ c˜ao
::::::::
p´ ublica.
No Par´a, a CEIS foi implementada pela portaria n

239/64, baixada pelo reitor Jos´e da Silveira
Neto. Foram nomeados para constituir esta comiss˜ao os professores Silvio Augusto de Bastos Meira
(presidente), Jos´e Achiles Pires dos Santos Lima e Agenor Porto Penna de Carvalho,
::::::::::::
assessorados
::::
pelo
:::::::
Major
:::::::::
Antˆ onio
:::::
Jos´e
:::
do
:::::::
Carmo
::::::::
Ramos, indicado pelo Quartel General da Oitava Regi˜ao Militar
e Comando Militar da Amazˆ onia. Para fazer cumprir o determinado no ato institucional, no dia 18 de maio
de 1964,
::
a
::::::
CEIS
:::
da
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Universidade
:::::::::
Federal
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do
::::::
Par´a
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inicia
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suas
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atividades
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expedindo
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circulares
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aos
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unidades,
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Diret´ orios
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todo
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Comiss˜ao
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todos,
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na
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imprensa
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um
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edital
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que
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concedia
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a
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qualquer
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interessado
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o
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direito
:::
de
:::::::::::
apresentar
::::::::::
den´ uncia. Muitos estudantes foram levados para depor e outros
Foram presos: Pedro Galv˜ao de Lima (direito), Francisco Costa (medicina), Almerinda Freire
(servi¸ co social), Raimundo Costa (direito), Ronaldo Barata (direito), Ubirajara Oliveira (engen-
haria), Jos´e Ser´afico de Carvalho (direito), Jo˜ao de Jesus Paes Loureiro (direito), Heraldo Mau´es
(filosofia), Walter Pinheiro (filosofia), Roberto Cortez (filosofia), Isidoro Alves (filosofia), Infante
Henrique (medicina). (*) parte do 1
o
Cap´ıtulo intitulado ¨A Inven¸ c~ ao de Universidade Federal do Par´ a¨.
Fonte: http://edilzafontes.blogspot.com/2010/04/o-movimento-estudantil-nos-anos-60-e.html, acesso
abr/10
N˜ ao se defendeu aqui, por ser falso, que toda essa desventura que comp˜ oe o ingresso da rede
p´ ublica no ensino superior p´ ublico, fazendo com que hoje se assista at´e de forma indiferente uma
imensid˜ ao de sobras dessas em n´ıvel nacional, nasceu com o advento da ditadura de 64. Apenas
que essa recrudesceu o processo em contraposi¸ c˜ ao ` a press˜ ao hist´ orica que movimento estudantil
exercia, for¸ ca subjacente na hist´ oria acima, por expans˜ ao dessas vagas, obviamente exercida pela
rede p´ ublica.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 175
E a leitura de qualquer momento hist´ orico do movimento educacional brasileiro desse per´ıodo,
expans˜ ao das vagas p´ ublicas vai aparecer na maioria das vezes indo al´em do ponto comum: o mais
aglutinante. E a raz˜ ao mais escondida disto reputo ter sido que o aumento do quantitativo de aluno
no ensino superior vindo das camadas populares haveria de ser revertido num manancial pol´ıtico
precioso. Em parte, tal distrator levou o ensino b´ asico a praticamente ser abandonado pelo movi-
mento como um todo [voto aos 16 anos ´e coisa recente], al´em de n˜ ao perceberem os ataque que se
fazia nesse setor, tais como:
a) O processo cont´ınuo e sistem´ atico de desvaloriza¸ c˜ ao docente desse n´ıvel. E o maior in-
dicador disto, salvo raras exce¸ c˜ oes, traduz desn´ıvel salarial implementado entre ensino b´ asico e
superior. Chegamos ao ponto de que hoje qualquer estudante de gradua¸ c˜ ao que se disponha afir-
mar que gostaria de atuar na docˆencia no n´ıvel b´ asico ter isso interpretado a priori que esse n˜ ao
se acha competente para galgar tal posi¸ c˜ ao no ensino superior.
b) Manter os estudantes do ensino b´ asico o mais isolado poss´ıvel, sendo o que hoje acon-
tece em Bel´em-Pa um exemplar vigoroso disto. Posto que, em avenida desta ´e poss´ıvel encontrar
cinco (05) ditas escolas p´ ublicas de Ensino M´edio e que, entretanto, numa defini¸ c˜ ao educacional de
seriedade m´ınima, n˜ ao passam de especulas; s˜ ao salas barulhentas; sem quase nada que civilizada-
mente se possa chamar de biblioteca; sem transporte escolar; sem possibilidade real de qualificar
corpo docentes, etc. E ante tudo isso o que fica mais comum, como acontece, ´e o digladiamento
entre grupos desses col´egios. E n˜ ao estamos falando de nada salutar, mas casos de pol´ıcia.
E nesse embate, reputo que a qualidade tenha sido o fator mais desprezado pelos os mais
aguerridos na luta por expans˜ ao das vagas, posto que, a sua bandeira mais vistosa era simplesmente
acabar com qualquer tipo de sele¸ c˜ ao para ingressar no ensino superior, ao mesmo tempo que foi a
arma principal do advers´ ario, o qual detinha poder de decis˜ ao concreta nisso. E matem´ atica sem-
pre foi o cerne nessa quest˜ ao e o seu hist´ orico ´e dilacerante ao ponto de culminar o que j´ a mostrei
na capa deste de comiss˜ ao de especialistas do MEC aprovar coisas terr´ıveis, tais como: ilustrar o
n´ umero sete com um gatinho sendo jogado do s´etimo andar [leia relato disto na p´agina
181], e o MEC ainda defender tais coisas como altamente qualificante e edificante para
constar em livro did´atico da rede p´ ublica. No Dossiˆe espec´ıfico aprofundo mais isso.
E no que n˜ ao h´ a a menor d´ uvida ´e que a forma¸ c˜ ao de todos envolvidos nisto, autores e
membros de tal comiss˜ ao, ganhou corpo e consubstanciou atrav´es da diploma¸ c˜ ao em universidade
p´ ublica. Quando ainda nem tudo relatado aqui explica todos os fatores que constru´ıram e deram
vida ` a tamanha monstruosidade. Nisso o que tamb´em n˜ ao deixa d´ uvida ´e haver elementos no pro-
cesso de avalia¸ c˜ ao para o ingresso, como o fato do quantitativo de excedente nesse prim´ ordio ser
em condi¸ c˜ oes de fazer press˜ ao pol´ıtica, elementos mais democr´ aticos do que os atuais. Ou seja,
embora o processo de decaimento da qualidade explique parte da situa¸ c˜ ao atual, por isso at´e que
a promoveram, mas n˜ ao justifica tudo. Quais seriam esses?
O todo exige uma pequisa imensa que n˜ ao tenho condi¸ c˜ oes financeiras de fazˆe-la. Entre-
tanto, o principal ´e que a maioria de tais avalia¸ c˜ oes inclu´ıa encontro frente a frente com a banca,
possibilitando ao candidato at´e questionar dessa em que livro da bibliografia poderia tem aprendido
o t´ opico que agora essa exigia. E mais ainda: em alguns casos isso ocorria em audit´ orio p´ ublico,
porquanto, o candidato podia colocar na plat´eia, vez at´e que era docente de rede p´ ublica quem
fazia quest˜ ao de fazˆe-lo, pessoa que poderia defendˆe-lo de qualquer falta por parte da banca.
E existe uma t´ atica que sempre tem se mostrado infal´ıvel: usar a arma do inimigo para
combatˆe-lo. O ´ obvio nessa hist´ oria da expans˜ ao ´e ser invi´ avel tais encontros ante um expressivo
n´ umeros de candidatos. E foi nesse ponto que as tais comiss˜ oes de vestibulares passaram atuar de
forma mais decidida. Come¸ cando exatamente tirando ao m´ aximo esses fatores que compunham um
pouco de transparˆencia p´ ublica. E chegando ao dias atuais, como relatei atrav´es das provas
de matem´atica, atingindo de forma mais violenta o n´ ucleo maior: rede p´ ublica. Posto
que, uma vez ou outra docente de pr´e-vestibular ainda se disp˜ oe enfrentar tais bancas,
mas n˜ao registro nos dias atuais nenhum caso em que docente da rede p´ ublica b´asica
tenha feito isso.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 176
UMA FOTO HIST
´
ORICA
¨Animal inutilmente erguido acima dos outros vertebrado.¨
Fernando Pessoa [
´
Alvaro de Campos]
Tropa mobilizada para invas˜ ao da UnB/Acervo Correio da Manh˜ a -
Arquivo Nacional
Essa foto mostra com toda limpidez
a brutal disposi¸ c˜ ao da ditadura no sub-
jugamento das universidades p´ ublicas. Isso
evidencia o quanto de docente foi expulso
ou tiveram que fugir e quantifica quan-
tos foram nomeados por decreto, ficando
quase imposs´ıvel n˜ ao ser lacaio. E nunca
quis dizer que n˜ ao houve exce¸ c˜ ao. Pois,
reproduzo na pesquisa principal o que
consta do Professor Heraldo Mau´es em
www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira38/
noticias/noticia3.htm, acesso mar¸ co/10,
¨Aprovado em concursos, Heraldo Mau´ es
foi impedido de assumir.
Essa brutalidade toda n˜ao deixaria de desenvolver fatores atrav´es do insti-
tucional e da forma¸ c˜ao acadˆemica que impregnar-se-iam nas a¸ c˜ oes por diversas
gera¸ c˜ oes em condi¸ c˜ oes de tornar a extin¸ c˜ao da ditadura apenas aparente por
in´ umeras d´ecadas. Mais ainda: dispondo de poder para inserir parte disto nas
atitudes at´e de quem nessa ´epoca agia contra.
O que sempre achei inconceb´ıvel defender, e j´ a ouvi diversos desses disserem da sua nomea¸ c˜ ao,
era que a ditadura o nomeara docente por decreto, sem concurso, e quando havia era mais fajutice,
baseada nas suas irresist´ıveis competˆencias acadˆemicas. A t˜ ao propalada bondade da ditadura para
com as universidades p´ ublicas, como evitar ingresso de tropas no campus, era apenas concess˜ oes
¨normais¨ depois de ter definido internamente processos de controles e nomeado vigilantes em pos-
tos estrat´egicos o suficiente para ter uma relativa tranq¨ uilidade.
O fato ´e que s´ o tolice ou a extrema m´ a f´e faz algu´em acreditar que general do sistema tinha
condi¸ c˜ oes de avaliar isso, ou qualquer preocupa¸ c˜ ao deste n´ıvel, quando entrevistava o candidato,
que pessoalmente ou atrav´es do seu preposto que o indicara para o cargo. O preponderante em tais
nomea¸ c˜ oes fica mais evidente quando h´ a desses que recebe aval do general num dia e no seguinte
deixa transparecer aos seus alunos ser um arrematado esquerdista disposto at´e em doar o seu sangue
pela derrubada da ditadura.
E at´e o nome oficial que deram ao cargo que os principais docentes nomeados sem concurso
ocuparam, Docente Colaborador, j´ a denunciava parte da trama. E como j´ a disse, havia tamb´em
concurso pr´ o-forma, porquanto, nem todo preposto do regime era nomeado oficialmente assim. E
chamo aten¸ c˜ ao em todo ponto da pesquisa no fundamental: o n´ıvel de moralidade p´ ublica que
nasceu disso e passou permear diploma¸ c˜ ao em n´ıvel superior no Brasil. Quem espelha isso ´e o nosso
deplor´ avel n´ıvel de corrup¸ c˜ ao, e pela constata¸ c˜ ao que h´ a mais apropriada: h´ a poucas chances de
qualquer um manipular verba p´ ublica nesse pa´ıs sem ter diploma de n´ıvel superior.
E quando se faz vestibular e logo depois o sistema da universidade p´ ublica nem sequer
p´ ublica os fundamentos que a banca elaboradora achou que tinha, especialmente de matem´ atica, ´e
apenas a mesma corrup¸ c˜ ao espelhada do lado de dentro da universidade. Posto que, como mostrei
aqui - e o relato principal no caso da UFPa ´e o que consta na p´agina 18 -, com isso fica
poss´ıvel construirem todo tipo de ignorˆ ancia social. Nisso fica estampado o interesse de diplomar
quem no social tende, quando n˜ ao apenas s´ o pode, promover os sustent´ a-los que lhes permitem
us´ a-la.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 177
UMA ENTREVISTA QUE RESUME TODA HIST
´
ORIA DESTA PESQUISA
¨A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.¨ Fernando Pessoa [
´
Alvaro de Campos]
Antes preciso esclarecer dois pontos:
a) O entrevistado, Jos´e Miguel Martins Veloso, ´e docente de matem´ atica da UFPa e os seus
trabalhos s˜ ao reconhecidos at´e no exterior. E se isso serve para algu´em, tudo que entendi desses
acho brilhante.
b) Conhe¸ co a Professora de Hist´ oria da UFPa, Edilza Fontes, que o entrevistou. Por´em, jamais
toquei no tema da minha pesquisa com esta. Assim sendo, n˜ ao tive qualquer participa¸ c˜ ao nesta
entrevista.
Eis o trecho da entrevista que essa publicou no seu blog e interessa aqui (g.n)
ENTREVISTA DO PROFESSOR DOUTOR JOS
´
E MIGUEL VELOSO
Professor Doutor da UFPA. Aos 18 anos, foi preso no Congresso da UNE no ano de 1968,
em Ibi´ una/S˜ao Paulo. Como preso pol´ıtico, foi para o Chile, onde participou do governo Allende, retornando
muitos anos depois para o Brasil, e s´ o agora, recentemente, foi anistiado pelo Minist´erio da Justi¸ ca.[...]
Edilza Fontes: Professor Jos´e Miguel Veloso, quais eram os debates do movimento estudantil em 1968?
Jos´e Miguel Veloso: Em 1968 o grande debate estudantil era sobre a proposta de Reforma Universit´ aria constru´ıda
dentro do acordo MEC-USAID. Esta proposta propunha a moderniza¸ c˜ ao das Universidades brasileiras, com a
dissolu¸ c˜ ao das Faculdades e das C´ atedras, e cria¸ c˜ ao dos Departamentos e dos Institutos. As v´ arias Faculdades
tinham professores de uma mesma ´ area de conhecimento que seriam reunidas nos Departamentos.
O movimento estudantil propunha as Comiss˜ oes Parit´ arias, de professores e estudantes para determinar os
caminhos da Reforma Universit´ aria.
O segundo grande debate era sobre a expans˜ao das vagas. Em 1968 o sistema universit´ario era
extremamente limitado e
::
no
:::::::::::
vestibular
::::::
havia
:::::
mais
:::::::
alunos
::::
que
::::::::::
obtinham
::
a
:::::
nota
::::::::
m´ınima
:::
de
::::::::::
aprova¸ c˜ao
::
do
:::::
que
::::::
vagas
:::::
para
:::::::
serem
::::::::::::
preenchidas. Estes alunos eram chamados de excedentes e faziam press˜ ao para que
a Universidade abrisse mais vagas para acolhˆe-los.
Fonte: http://edilzafontes.blogspot.com/2010/04/entrevista-do-professor-doutor-jose.html, acesso
mar¸ c/10
Basta que se fa¸ ca uma compara¸ c˜ ao entre o contingente escolar e n´ umeros de vagas no
ensino superior p´ ublico em 1968 com esses dados atuais para ficar determinado que tais vagas
at´e diminu´ıram. Por´em, ao inv´es de press˜ ao sobre o sistema para absorver quem tem condi¸ c˜ oes
para fazer curso superior, atualmente, como vimos aqui, assistimos ´e sobrarem vagas. Se algu´em
tiver como explicar uma revers˜ ao t˜ ao macabra desta sem corroborar com atos do mais puro
maquiavelismo educacional, terei prazer em conhecˆe-la. Pois, vou mostrar alguns aspectos disto.
E advirto: maquiavelismo feito por quem j´a se suspeita ´e quase in´ util. Isso ´e devasta-
dor vindo da parte de quem at´e repugnamos s´ o pensar nisso. E respondo agora algumas
quest˜ oes interessantes.
a) Quais s˜ao os fatores internos resistentes `a expans˜ao de vagas nas universidades
p´ ublicas?
- Muitos. E o mais ´ obvio ´e que classe lotada n˜ ao combina com trabalho pedag´ ogico s´erio e menos
ainda com sal´ ario baixo. O mais importante nisso, acho, ´e a estrutura¸ c˜ ao das nossas universidades
p´ ublicas que permite ganho infinitamente melhor, pol´ıticos para come¸ car, a todo que n˜ ao exer¸ ca
docˆencia de fato - ministrar aula como ocupa¸ c˜ ao ´ unica - e ocupe cargo administrativo; nem que
seja s´ o para anotar diariamente qual ´e a situa¸ c˜ ao de limpeza dos banheiros do centro. Isso cria
situa¸ c˜ ao ao ponto de departamento com quase 50 docentes efetivos n˜ ao dispor da carga docente de
dez desses para cobrir toda oferta da gradua¸ c˜ ao.
O caso UFPa, a qual mais do que triplicou o seu n´ umero de vagas de gradua¸ c˜ ao nos ´ ultimos
20 anos, ´e definitivo. Isso n˜ ao se deu atrav´es dos cursos regulares, mas o grosso disto foi via cursos
intervalares - funcionam nos recessos dos cursos da sede -, os quais pagam di´ arias e pr´ o-labore
extra. Isso j´ a chegou ao ponto do calend´ ario acadˆemico 2010, como j´ a tem sido em v´ arios anos,
apresentar os seguinte elementos:
i) Contemplar quatro semestres anuais. Sendo dois para cada modalidade de curso: regu-
lar/sede/campi e intervalares, os quais funcionam quando os alunos regulares ficam de f´erias: janeiro
at´e 15 de mar¸ co e julho at´e 25 de agosto.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 178
ii) Nunca tive not´ıcia de turma de curso intervalar ficar sem oferta de disciplina suficiente
para ocupar todo o seu bloco, enquanto em curso regular isso ´e comum.
b) O que se fez para produzir essa situa¸ c˜ao atual de at´e sobrar vaga?
- O efeito mais imediato de tal constru¸ c˜ ao tinha que acabar o excedente com nota em condi¸ c˜ oes
de reivindicar ingressar. E nisto o providencial foi ir muito al´em do simplesmente reprovar por
falta de vaga, mas deix´ a-lo com nota t˜ ao baixa ao ponto de ser esse o primeiro em acreditar n˜ ao
ter condi¸ c˜ oes de fazer curso superior. E duas constru¸ c˜ ao b´ asicas para isso s˜ ao: afastar a prova
dos saberes do maior contingente, no caso escola p´ ublica, mantˆe-lo o mais ignorante poss´ıvel dos
processos e impossibilitar ao m´ aximo todo tipo de recurso. O caso UFPa/99, p´ag. 18, ´e prova
cabal, dado que, o prejudicado disse que consultou advogado e que o mesmo concordou plenamente
com as pondera¸ c˜ oes que fiz. Entretanto, esse aconselhou ser in´ util qualquer a¸ c˜ ao por se tratar da
UFPa. Pois, seriam anos de processo e qualquer decis˜ ao final perderia valor ante o que se queria.
De fato, s´ o depois de longos anos da minha reclama¸ c˜ ao ´e que saiu decis˜ ao de instˆ ancia superior
da UFPa. E as conclus˜ oes foram: elogiar a minha atitude de denunciar, concordar que a banca foi
displicente e lamentar que nada mais poderia ser feito em fun¸ c˜ ao do tempo.
c) Qual disciplina escolar ´e a mais apropriada para o ¨sucesso¨ dessa constru¸ c˜ao?
- Sem d´ uvida nenhuma: MATEM
´
ATICA. Posto que, al´em das suas pr´ oprias formula¸ c˜ oes, se
insere, no m´ınimo, diretamente em mais duas: F´ısica e Qu´ımica. E a primeira forma ´e como provei
aqui: colocando na prova de matem´ atica conte´ udo que nem sequer consta nos livros did´ aticos que
o MEC compra para rede p´ ublica. Depois, usar truques e pegadinhas dos quais sempre poder˜ ao
defender de que o candidato errou por fraqueza sua e n˜ ao por erro da banca, quanto menos que
foi por m´ a f´e. Tal como relatei ter feito isso em 99 o diretor do sistema de vestibular da UFPa, o
pr´ o-reitor de gradua¸ c˜ ao e pareceristas doutores em matem´ atica e docentes da USP.
d) E QUEM ERA O PR
´
O-REITOR DE GRADUAC¸
˜
AO DA UFPA EM 99, POR-
TANTO, O RESPONS
´
AVEL DIRETO PELO VESTIBULAR QUE ALIJOU ESSE
JOVEM DA REDE P
´
UBLICA DE INGRESSAR E AINDA PEDIU TAL PARECER
ESCANDALOSAMENTE IMORAL DE DOCENTE DA USP, O QUAL AT
´
E IN-
DUZIU PROCURADOR FEDERAL FICAR CONTRA ESSE JOVEM E A FAVOR
DA UFPA?
- O Prof. Dr. Jos´e Miguel Martins Veloso. E noutras cita¸ c˜ oes deixou d´ uvida quando
haver homˆ onimo, mas agora afirmo que n˜ ao h´ a outro.
Pode ser que se algu´em agora tenha perdido um pouco da ingenuidade pelo que sempre
tenha visto universidade p´ ublica. Entretanto, todo que j´ a leu o Dossiˆe Vestibulares Sudeste n˜ ao
sofre de nenhum espanto da USP ser quase uma constante nesses epis´ odios. E em termos de perder
de ingenuidade, o seguinte trecho de Os Sert~ oes de Euclides da Cunha ´e exemplar.
¨Uma delas, por´em, menor de nove anos, figurinha entroncada de atleta em
embri˜ ao, face acobreada e olhos escur´ıssimos e vivos, surpreendeu-os pelo desgarre
e ardileza precoce. Respondia entre baforadas fartas de fumo de um cigarro, que
sugava como a bonomia satisfeita de velho viciado. E as informa¸ c˜ oes ca´ıam, a fio,
quase todas falsas, denunciando ast´ ucias de tratante consumado. Os inquiridores
registravam-na religiosamente. Falava uma crian¸ ca. Num dado momento, por´em,
ao entrar um soldado sobra¸ cando a Comblain, a crian¸ ca interrompeu a algaravia.
Observou, convicto, entre o espanto geral, que a combl´e n˜ ao prestava. Era uma arma
` a-toa, xixilada: fazia um zoad˜ ao danado, mas n˜ ao tinha for¸ ca. Tomou-a; manejou-a
com per´ıcia de soldado pronto; e confessou, ao cabo, que preferia a manulixe, um
clavinote de talento. Deram-lhe, ent˜ ao, uma mannlicher. Desarticulou-lhe agilmente
os fechos, como se fosse aquilo um brinco infantil predileto.¨
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 179
DIGRESS
˜
OES
¨De sorte que enquanto a expedi¸ c˜ ao se exauria por uma sangria profunda, num trecho de Canudos
- a opini˜ ao nacional, pela imprensa, extravagava, balanceando as mais aventurosos hip´ oteses que
ainda saltava dos prelos¨. EUCLIDES DA CUNHA, Os Sert˜ oes
Como no Brasil n˜ ao existe debate, mas apenas quem pode diz o que quiser e fica por isso
mesmo, posto que, o artigo que segue - comentarei por trecho - n˜ ao rendeu nenhuma discuss˜ ao,
apenas silˆencio. Embora tamb´em, ´e fato, colocar algumas reflex˜ oes no papel e at´e pagar especialista
para fazer corre¸ c˜ oes, mandar e depois n˜ ao ser publicado, n˜ ao ´e coisa para ser tentado muitas vezes.
CONSTRU
´
IMOS UM SISTEMA MUITO EXCLUDENTE, DIZ FERNANDO HADDAD
Ministro da Educa¸ c˜ ao culpa vis˜ ao preconceituosa pelo descaso hist´ orico com ensino m´edio, o que teria
agravado as diferen¸ cas sociais
JC e-mail 3824, de 11 de Agosto de 2009
Ao falar sobre o dia do estudante, comemorado nesta ter¸ ca-feira, o ministro da Educa¸ c˜ ao, Fernando
Haddad, disse ontem que um dos grandes problemas do ensino est´ a no n´ıvel m´edio. Para ele, o antigo segundo
grau foi relegado, devido ao preconceito de quem achava que passar para o ensino superior era
um direito reservado `a elite. Nessa vis˜ao, aos alunos mais pobres, bastava a alfabetiza¸ c˜ao.
Para o ministro, a desigualdade ser´ a reduzida quando os estudantes tiverem escolha entre a faculdade e
o ensino profissionalizante, ¨sob pena de relegarmos um contingente expressivo da popula¸ c˜ao a
tarefas menores, caso de parcela significativa da juventude hoje¨.
Todo estudante brasileiro da rede p´ ublica b´ asica que quiser ouvir uma sonora gargalhada
na sala de aula ´e s´ o levantar e dizer que quer fazer curso superior. Se desejar que o riso chegue ao
solu¸ co incontido basta acrescentar que ainda ´e em universidade p´ ublica. Assim, a existˆencia deste
preconceito ´e de detec¸ c˜ ao simples, atrav´es at´e das suas v´ıtimas e, portanto, dispensa emp´ afia minis-
terial para evidenci´ a-lo e/ou que algum de forma¸ c˜ ao sabuja fa¸ ca por este. J´ a quem for obrigado,
n˜ ao o censuro, apenas lamento.
O que deveria preocupar todas as instˆ ancias deste pa´ıs era o seguinte: a existˆencia de todo
preconceito j´ a prova haver um educacional metido nas piores escaramu¸ cas, embora esse n˜ ao deixe
de ser uma manifesta¸ c˜ ao humana. O que o torna uma trag´edia ´e haver processos que o reproduz,
alimenta-o e o use na sua base fundamental. O estudo aqui j´ a provou cabalmente que o MEC con-
sidera que os estudantes da rede p´ ublica nem sequer merecem ter acesso aos saberes. Pois, quando
o MEC cedeu quesitos para o grupo Abril fazer simulado, - repito, foi mais para atender o reclame
das escolas privadas que assinam as suas revistas e participam da sua proposta de ensino -, estava
afirmando categoricamente achar todo estudante da rede p´ ublica t˜ ao inqualific´ avel que poderia
esperar mais trˆes meses pelo seu, caso n˜ ao quisesse desembolsar dinheiro para comprar revista.
Educa¸ c˜ ao de qualidade n˜ ao concebe tarefas menores, como concebe haver o Ministro, concentra-
se nas que o individuo ´e capaz de aprender, desenvolver(se), fazer com qualidade e honradamente
conseguir, pelo menos, o seu sustento. O que vier a mais ´e lucro e todo que promete mais do que isso
em nome da educa¸ c˜ ao j´ a descamba para o proselitismo pol´ıtico. Pois, o que essa menos despreza ´e
haver processos macro que poder´ a redundar em fracasso.
O caso da expans˜ ao da UFPA pelos interiores do Par´ a ´e soberbo para quem quiser pesquisar.
O campus chegou ` a cidade prometendo reden¸ c˜ ao econˆ omica para quem tirasse diploma. A maioria
que estudou, fez sacrif´ıcios dos mais dolorosos e conseguiu, financeiramente tudo continua tal qual.
Dentre esses, o caso mais significativo ´e de muitos que j´ a era docente leigo do Estado. Depois de
formado descobriu que para ganhar como n´ıvel superior tinha que pedir demiss˜ ao e fazer concurso.
Mais ainda: uma vez passando, come¸ caria a carreira do zero, pelo sal´ario base, sem
nenhuma das gratifica¸ c˜ oes que acumulou por longos anos de trabalho e nem o tempo
de servi¸ co para aposentaria pelo sistema de previdˆencia do Estado poderia contar.
Al´em disso, todo que chegou ao ensino superior, desde que n˜ ao tenha sido mais devido
alguns empurr˜ oes, sabe que a ´ area tecnol´ ogica ´e uma das mais sens´ıveis e de mudan¸ ca bruscas.
Esse deve ter conhecido at´e quem ganhava e vivia muito bem consertando TV s´ o soldando fios e
hoje, no que depende s´ o disto, nada consegue. Nisso entra outro fator da educa¸ c˜ ao qualidade e que
nos falta: desenvolver capacidade de readapta¸ c˜ ao. Mais ainda numa ´ area em que h´ a milhares de
grandes laborat´ orios pelo mundo imprimido uma velocidade imensa e acirrada nas pontas.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 180
E educa¸ c˜ ao de qualidade revela o seu o seu potencial maior precisamente ante o fracasso ad-
vindo dos fatores no macro, j´ a que isso tende empurr´ a-lo para marginalidade. A pesquisa no global
mostra um pouco como isso ´e usado contra todo que teve forma¸ c˜ ao com um pouco de qualidade
pelos que se associam a todo tipo de safadeza no uso da fun¸ c˜ ao e bens p´ ublicos, corrompendo os
valores da educa¸ c˜ ao e disseminando ignorˆ ancia social. E o pouco ´e por agirem nas sombras e por
m´etodos t˜ ao trai¸ coeiros que fazem das suas v´ıtimas os seus melhores defensores.
Leia a entrevista:
- Na d´ecada de 90, um dos dramas da educa¸ c˜ ao brasileira era o alto ´ındice de crian¸ cas fora da escola. O senhor
avalia que agora temos um problema de qualidade?
A maior contradi¸ c˜ ao que vivemos nos anos 90 foi que, por um lado, a Constitui¸ c˜ ao de 1988 tornou o ensino
fundamental obrigat´ orio. E, seis anos depois, retiramos 30% dos recursos do Minist´erio da Educa¸ c˜ ao. No fim
dos anos 90, o or¸ camento chegou ao patamar absolutamente med´ıocre de R$ 20 bilh˜ oes. Essa contradi¸ c˜ ao levou
ao paradoxo de universalizar, mas ao mesmo tempo diminuir o investimento por aluno, com a consequente
queda da qualidade. Isso s´ o come¸ ca a se reverter a partir de 2003.
A pergunta foi formulada por quem nunca ouvi falar, fingir ´e pior, o que dizem todas as
pesquisas educacionais quanto ` a qualidade da educa¸ c˜ ao brasileira. De fato, bastaria ter lido uma
entrevista, como esta:
¨PROFESSORES BRASILEIROS PRECISAM APRENDER A
ENSINAR¨, MARTIN CARNOY
Para economista, ´e preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema tamb´em afeta
escola particular
Martin Carnoy durante entrevista em S˜ ao Paulo sobre estudo em que compara os sistemas de educa¸ c˜ ao do
Brasil, Chile e Cuba
MARIA CRISTINA FRIAS ROBERTA BENCINI, Folha de S.Paulo, 10-AGO-2009
Fonte: www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=3692&Itemid=43,
acesso ag/09
E o ministro responde como se pouco mais de um mˆes antes n˜ ao houvesse at´e dispensado
bilh˜ oes de reais por n˜ ao saber o que fazer com tanto dinheiro.
HADDAD CRITICA OPOSIC¸
˜
AO POR MUDANC¸ AS EM TEXTO QUE GARANTE MAIS
RECURSOS PARA EDUCAC¸
˜
AO
Pedro Peduzzi, Rep´ orter da Agˆencia Brasil, 02-07-2009 Bras´ılia - O ministro da Educa¸ c˜ao, Fernando
Haddad, disse hoje (2) que sua pasta n˜ao ter´a condi¸ c˜ oes materiais nem operacionais de executar
um or¸ camento ampliado em R$ 9 bilh˜ oes, com os recursos que seriam provenientes da imediata
Desvincula¸ c˜ao das Receitas da Uni˜ao (DRU) sobre os recursos destinados `a educa¸ c˜ao. Segundo
ele, este seria o montante a mais - para o or¸ camento do Minist´erio da Educa¸ c˜ao (MEC) - que
precisaria ser gasto ainda em 2009 caso o destaque apresentado pelo deputado Fernando Coruja
(PPS-SC) seja incorporado `a Proposta de Emenda `a Constitui¸ c˜ao (PEC 277/08) - que acaba
com a incidˆencia da DRU sobre os recursos da educa¸ c˜ao. [...]
Fonte: http://www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com content&task=view&id=3351&
Itemid=47, acesso ag/09
Assim como, os problemas da educa¸ c˜ ao, e nenhum outro brasileiro de monta, s˜ ao por falta
de recursos, mas muito por m´ a aplica¸ c˜ ao e consumir´ a o quanto for aplicado sem resultar nem a
metade do que deveria.
- O que podemos esperar para os pr´ oximos anos?
Ao estabelecer metas de qualidade, o que ´e in´edito na Hist´ oria, a tem´ atica da qualidade veio para ficar. A
quest˜ ao n˜ ao ´e garantir a matr´ıcula, ´e garantir a permanˆencia e o sucesso escolar. A revers˜ ao dos indicadores
j´ a se faz notar.
- Qual o patamar na quest˜ ao da forma¸ c˜ ao dos professores?
Estamos com 93% dos professores do ensino m´edio com curso superior. A meta ´e 100% para
2011. Temos quatro anos para superar esses 7%. E estamos com 68%, no ensino fundamental.
A meta ´e 70%; certamente vamos superar.
Embora n˜ ao deixasse ainda de ser tr´ agico, o menos seria se os dados entre Fundamental e
M´edio fossem invertidos. N˜ ao ´e incr´ıvel como o ministro tem uma ambi¸ c˜ ao imensa para o ensino
m´edio enquanto outra t˜ ao modesta para o b´ asico? Informo que por lei o mandato dele vai no
m´ aximo at´e 2010.
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 181
Educa¸ c˜ ao de qualidade recomenda que cada qual tome conta daquilo que pode e quando em
fun¸ c˜ ao p´ ublica tomar conta do que ´e da sua al¸ cada, j´ a ´e de bom tamanho.
- Por que foi necess´ ario ampliar a oferta da merenda aos estudantes mais velhos?
Muitos alunos do ensino m´edio s˜ ao trabalhadores. Estudam ` a noite e n˜ ao tˆem tempo sequer de passar em
casa. Sem os nutrientes necess´ arios, ningu´em ´e capaz de acompanhar uma aula.
- Por que havia resistˆencia a essa amplia¸ c˜ ao?
Ouvia dizer que o ensino m´edio n˜ ao precisava dos mesmos cuidados que o ensino fundamental obrigat´ orio.
Tanto ´e que o ensino m´edio, at´e 2005, n˜ ao tinha alimenta¸ c˜ ao escolar, transporte e livro did´ atico.
- O que explica essa situa¸ c˜ ao do ensino m´edio?
Cultuamos uma ideologia, que nunca foi propriamente explicitada, de que a uma parcela pequena da so-
ciedade est˜ ao destinados os mais altos n´ıveis educacionais, talvez uma p´ os-gradua¸ c˜ ao de excelˆencia. E, para
a massa da popula¸ c˜ ao, a alfabetiza¸ c˜ ao era mais do que suficiente para operar as m´ aquinas, as enxadas e os
tratores. Essa ideologia nunca foi dita no discurso, mas ´e o que teve vigˆencia no Brasil durante d´ecadas.
Acabamos construindo um sistema muito excludente e que promoveu um abismo na sociedade, entre classes,
entre camadas sociais, que se expressaram na nossa distribui¸ c˜ ao de renda.
- Dentro dessa vis˜ ao, qual o papel do ensino t´ecnico?
Essa ´e uma outra debilidade do nosso sistema educacional. O ensino t´ecnico ficou totalmente apartado do
sistema de ensino. Promovemos trˆes altera¸ c˜ oes importantes. A primeira foi revogar a lei que proibiu a expans˜ ao
da rede federal de educa¸ c˜ ao profissional. A segunda foi o reenquadramento do sistema S. As escolas do Senac
e Senai est˜ ao obrigadas a comprometer parcelas significativas de seus recursos com o ensino t´ecnico gratuito.
Em terceiro lugar, temos o programa Brasil Profissionalizado, que investe R$ 1 bilh˜ ao na reestrutura¸ c˜ ao do
ensino m´edio estadual para integr´ a-lo ` a educa¸ c˜ ao profissional.
- A m´edio e longo prazo isso diminuir´ a a desigualdade?
N˜ ao tenho d´ uvida. Temos que garantir a todos os brasileiros uma de duas perspectivas: educa¸ c˜ ao superior
ou educa¸ c˜ ao profissional, sob pena de relegarmos um contingente expressivo da popula¸ c˜ ao a tarefas menores,
caso de parcela significativa da juventude hoje. (O Globo, 11/8)
Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65294, a cesso ag/09
Concordo ser absurdo um jovem que passou o dia trabalhando ir assistir aula com fome. S´ o
tem dois por´em: o mesmo acontece nas universidade p´ ublicas, e at´e quando ´e de dia, enquanto, ao
contr´ ario do ensino Fundamental e M´edio que s˜ ao da responsabilidade imediata, respectivamente,
Municipal e Estadual, ensino superior p´ ublico ´e da responsabilidade direta do MEC. E que precisa
ser constru´ıdo mecanismo que evite um jovem que nem terminou o ensino m´edio precisar trabalhar.
J´ a na quest˜ ao ideol´ ogica, se fosse especificamente uma como defende o ministro, direcionada
para ter m˜ ao de obra barata nos setores b´ asicos, os dados que ele mesmo citou antes seriam in-
vertidos. Mas essa ´e geral, o que n˜ ao interessa ´e educa¸ c˜ ao de qualidade. Se esse mesmo n˜ ao se
enquadrasse no grosso dessa ideologia nada do relatado aqui teria acontecido, posto que, todos
envolvidos agiram dentro de uma certeza: ningu´em ficaria sabendo de nada e/ou mesmo que tivesse
conhecimento nada diria al´em do lamentar-se.
E diversos casos provam que o MEC tem agido sempre para piorar o
que j´ a n˜ ao prestava. A hist´ oria da ilustra¸ c˜ao do n´ umero sete com o
gatinho sendo jogado do s´etimo andar ´e definitiva. Na primeira vez
que deparei com isso mandei e-mail para editora e autores reclamando, os
quais nem sequer responderam dentro de prazo razo´ avel e nem nunca.
Mandei para o chefe da comiss˜ ao de an´ alise do livro did´ atico de
matem´ atica, com via para todo que fazia parte desta e foi poss´ıvel encontra
e-mail, ouvidoria do FNDE, etc e nada aconteceu. Na edi¸ c˜ ao seguinte do
livro saiu o mesmo desenho, s´ o que mais estilizado e com pintura mais viva.
Mandei, para uma montanha de deputados, Senadores, Sociedades que atuam
com matem´ atica, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciˆencia, Academia
Brasileira de Ciˆencia, e nada.
Mandei para o Minist´erio P´ ublico Federal-DF e advogado do MEC con-
venceu Procurador Federal pelo arquivamento. Portanto, o MEC n˜ ao s´ o aval-
izou o j´ a errado, como legitimou tudo e torna poss´ıvel agora ser reprovado ´e
livro did´ atico que n˜ ao traga escatologia at´e pior.
Vejamos um caso que envolve educa¸ c˜ ao de qualidade:
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 182
ESTUDANTE
´
E
´
UNICA BRASILEIRA SELECIONADA PARA ESTUDAR EM HARVARD
Fl´avia Medina da
Cunha, 18 anos, ´e
a ´ unica estudante
brasileira aprovada para
estudar na Universidade
de Harvard, no EUA,
este ano
Uma gon¸ calense de 18 anos ´e a ´ unica estudante brasileira aprovada para estudar
na Universidade de Harvard, no EUA, este ano. E com bolsa integral. A fa¸ canha de
Fl´avia Medina da Cunha ´e considerada t˜ ao especial que ser´ a tema de palestra
de orientadores educacionais, nesta quarta-feira de manh˜ a, no audit´ orio do Col´egio
Militar do Rio de Janeiro, na Tijuca, onde ela cursou o Ensino M´edio.
Na mesma ´epoca dos exigentes exames para Harvard, ela passou nos vestibulares
da UFRJ, UFF e Uerj e na prova de admiss˜ ao da Academia da For¸ ca A´erea (AFA).
¨Estudei tantas horas que perdi a conta de quantas¨, confessa Fl´ avia, que vai cursar
Engenharia Qu´ımica. Ela j´ a havia come¸ cado o curso na UFRJ.
F˜ a da obra de Machado de Assis, ela precisou se debru¸ cadar sobre livros especial-
izados na cultura norte-americana. Fl´ avia obteve ainda 90% de bolsa na Universidade
da Pensilvˆ ania. ¨Fiquei na lista de espera da Yale University, Duke University, Rice
University e Tufts¨, enumerou Fl´ avia, cujos dois irm˜ aos estudam na Escola Naval.
Os pais, que s˜ ao professores, est˜ ao orgulhosos, mas n˜ ao escondem a preocupa¸ c˜ ao. ¨O
cora¸ c˜ ao est´ a apertado, mas ela ´e perseverante e carism´ atica¨, conta a m˜ ae, Gilza da
Cunha, 57 anos.
Em Harvard, a estudante ter´a alojamento, refei¸ c˜ao e receber´a US$ 3
mil (R$ 5,3 mil) por mˆes, al´em da oportunidade de emprego no cam-
pus. Fl´ avia embarca hoje ` a noite no voo 860 da United Airlines. Na bagagem, a bandeira do Brasil e a
medalha de Santo Antˆ onio. No cora¸ c˜ ao, a saudade de casa. ¨N˜ ao vou chorar¨, avisa Fl´ avia. ¨Muita gente
sonha em ir ` a Disney e realiza o sonho. Por que n˜ ao sonhar em aprimorar os conhecimentos no exterior?¨,
lan¸ ca o desafio o gerente de pesquisas do escrit´ orio da Harvard no Brasil, Tom´ as Amorim. Interessados
em vaga na universidade em que estudou o presidente dos EUA Barack Obama devem acessar o endere¸ co
www.admissions.college.harvard.edu/apply/international/faq.html.
´
E necess´ ario fluˆencia em inglˆes. Cur-
sos como de Fl´ avia custam R$ 92,5 mil por ano ( Agˆencia O Dia)
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3929399-EI8266,00-Estudante+e+unica+
brasileira+selecionada+para+estudar+em+Harvard.html#scroll, acesso ag/09
Que nisso h´ a interesses outros, eu sei. Mas n˜ ao ofereceriam tal oportunidade para um jovem
brasileiro se jovens americanos n˜ ao tivessem a mesma. Entretanto, isso difere muito de regime au-
torit´ ario que pode at´e deixar faltar m´edico para o seu povo, mas n˜ ao para ir onde o governo queira
mand´ a-lo s´ o para fazer certos agrados ideol´ ogicos.
Enquanto isso veja o que acontece por aqui: na UFPA, nem carece dizer da situa¸ c˜ ao
econˆ omica e social por essas bandas, falta livro para atender os meus alunos de c´ alculo e no
campus do guam´ a n˜ ao tem alojamento estudantil. O que h´ a como se fosse alojamento s˜ ao dois
casar˜ oes antigos, espeluncas de fatos, e para deslocar-se at´e o campus o estudante precisa pegar um
ˆ onibus. Ou seja, al´em de obrar um milagre para conseguir a vaga, precisa de outro todo dia para
as passagens de ˆ onibus.
Veio uma verba extra do MEC de milh˜ oes. O que fizeram com a maior parte dela foi um
audit´ orio dos mais esplendorosos de todas as universidades do Brasil, p´ ublica e privada, e mais
sofisticado ainda do que da maioria do mundo. Note bem: se vocˆe fizer uma busca na internet por
¨audit´ orio + ufpa¨ ´e poss´ıvel que n˜ ao aches nada ou coisa longe do que estou dizendo. Portanto,
poder´ a precipitadamente penar que estou mentido. Busque por ¨centro de conven¸ c~ ao + ufpa¨,
o que serve at´e se este link n˜ ao abrir: www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3025.
E tudo foi feito com o conhecimento do ministro - quem defende ter obrigado o reitor fazˆe-lo ´e
bajulador-, posto que, fez quest˜ ao de inaugur´ a-lo.
E o que demonstra de vez que o MEC acha nem precisar do estudante para
nada ´e o seguinte: veio uma comiss˜ao do Inep fazer avalia¸ c˜ao institucional, consta em
www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=3120. Como mesmo ´e dito nessa, aqui
era recesso e a comiss˜ao apenas inspecionou salas de aulas vazias.
J´ a acusa¸ c˜ oes aos processos do novo enem aparecem no seguinte artigo (g.n):
Parte do Dossiˆe Vestibulares - Abr/2010 - Nascimento, J.B., http://lattes.cnpq.br/5423496151598527 183
CINCO ACUSAC¸
˜
OES CONTRA O ENEM
Por qual crit´erio se define o ¨nacional¨ ou o ¨regional¨ no Enem? Arrisco: o crit´erio da atual hegemonia
cultural, que ´e paulistocˆentrica
Lu´ıs Augusto Fischer(*), Por Folha de S˜ ao Paulo, 15/12/2009
1. CONFUS
˜
AO entre avalia¸ c˜ao e sele¸ c˜ao. Criado com a saud´avel finalidade de avaliar os es-
tudantes e as escolas brasileiras, o Enem agora passou, sem muita cautela, a ser um instrumento
de sele¸ c˜ao para ingresso na universidade. S˜ao, ou deveriam ser, duas atividades muito distintas,
que o Brasil lamentavelmente tem misturado desde o come¸ co dos anos 70, quando houve forte
aumento do n´ umero de formados no ensino m´edio demandando as escassas vagas superiores, num
processo que constrangeu as universidades a barrar candidatos em massa. Resultou que o vestibular,
exame de sele¸ c˜ ao para ingresso, gerou um rebote e virou crit´erio informal, mas efetivo, de avalia¸ c˜ ao das escolas
e dos alunos, num curto-circuito perverso, agora reiterado pelo MEC.
2. Refor¸ co ` a supercentraliza¸ c˜ ao. Na pior tradi¸ c˜ ao ultracentralista do Estado brasileiro - que, ao longo dos tempos,
suga as prov´ıncias e esvazia seu poder, cevando com isso a imensa burocracia sediada na capital -, agora o MEC
inventa um exame nacional concentrad´ıssimo. O imbr´ oglio do Enem pouco tempo atr´ as foi fruto de maldade e
inexperiˆencia, mas, mais ainda, dessa supercentraliza¸ c˜ ao. Al´em disso, o Enem, aplicado no pa´ıs todo, suprimiu
temas que chama de ¨regionais¨, o que envolve de revoltas sociais e marcos geogr´ aficos a escritores e livros.
Segundo qual crit´erio se define o ¨nacional¨ ou o ¨regional¨ n˜ ao est´ a claro, mas eu arrisco dizer: ser´ a o crit´erio
da atual hegemonia cultural, que ´e paulistocˆentrica.
3.
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Desrespeito
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pela
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experiˆencia
:::
das
:::::::::::::
universidades. Que o MEC quisesse inventar um exame nacional com papel de
sele¸ c˜ ao seria at´e respeit´ avel, desde que, pelo menos, fosse levada em conta a vasta experiˆencia acumulada
nas melhores universidades brasileiras. Ao longo de quase 40 anos, foram elaboradas provas de
sele¸ c˜ao que representaram incont´avel avan¸ co, em todas as ´areas.
::
As
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universidades
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operaram
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dentro
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de
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regras
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relativamente
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duras,
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e
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o
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fizeram
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com
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grande
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compet^ encia. Por que b