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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
QUÍMICA ANALÍTICA QUANTITATIVA
Profa. Dra. Michelle F. Brugnera

ROTEIROS PARA PRÁTICAS
DE QUÍMICA ANALÍTICA
QUANTITATIVA

Curso: Química

Cuiabá

Química Analítica Quantitativa

Química

Profa. Michelle F. Brugnera

Instruções para o Trabalho de Laboratório
1. Introdução
Mesmo que outras disciplinas de laboratório do curso tenham apresentado e
discutido as normas de segurança e fornecido esclarecimento sobre o trabalho prático,
convém relembrar alguns itens importantes assim como mencionar aqueles de caráter
específico.
1. É adequado o uso de óculos de segurança durante todo o tempo de
permanência no laboratório.
2. É proibido o uso de lentes de contato.
3. É indispensável o uso do jaleco de algodão.
4. Os alunos devem trajar calças compridas, sapatos fechados e se necessário
cabelos presos.
5. Caso o aluno não esteja trajado de forma adequada, o mesmo não poderá
permanecer e realizar os experimentos. Não haverá reposição das aulas
perdidas.
6. O laboratório é um lugar de trabalho sério. Evite conversas desnecessárias e
qualquer tipo de brincadeira.
7. O trabalho de laboratório será em dupla. Antes de iniciar e após término dos
experimentos mantenha sempre limpa a aparelhagem e a bancada de
trabalho.
8. Estude com atenção os experimentos antes de executá-los, registrando na
apostila de laboratório as suas observações e conclusões.
9. As lavagens das vidrarias são de responsabilidade da equipe. Lave com
água e sabão. No final passe água destilada.
10. Todas as operações nas quais ocorre desprendimento de gases tóxicos
(evaporações de soluções ácidas, amoniacais, etc.) devem ser efetuadas na
capela.
11. Ao observar o cheiro de uma substância não se deve colocar o rosto
diretamente sobre o frasco que a contém. Deve-se abanar com a mão por
cima do frasco aberto, na sua direção, para poder cheirar os vapores.
12. Na preparação ou diluição de uma solução, use água destilada.
13. Verificar cuidadosamente o rótulo do frasco que contém um dado reagente
antes de tirar dele qualquer porção de seu conteúdo.
14. Cuidado ao trabalhar com ácido concentrado. No caso de diluição, adicione
primeiro a água, depois o ácido lentamente.
15. Evite contaminar os reagentes químicos.
16. Lave sempre as suas mãos no final da aula.
17. Sempre que tiver dúvidas, pergunte!

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Química Analítica Quantitativa

Química

Profa. Michelle F. Brugnera

AULA PRÁTICA 1: CALIBRAÇÃO DE VIDRARIA VOLUMÉTRICA
1.1.

Objetivo: Calibração de vidraria volumétrica para se medir exatamente os
volumes contidos ou transferidos.

1.2.

Fundamentos Teóricos

Uma característica importante de um bom analista é a capacidade de extrair os
melhores dados possíveis de seu equipamento. Para este objetivo, é desejável calibrar
sua própria vidraria volumétrica (buretas, pipetas, balões volumétricos etc) para medir
exatamente os volumes contidos ou transferidos. O equipamento volumétrico é
marcado pelo fabricante para indicar não apenas a sua forma de calibração,
geralmente TD para dispensar (to deliver) ou TC para conter (to contain), como
também a temperatura na qual a calibração se aplica estritamente. As pipetas e as
buretas são normalmente calibradas para dispensar volumes específicos, enquanto os
frascos volumétricos são calibrados para conter um dado volume.
Todo o material volumétrico deve estar cuidadosamente livre de quebras de
filme antes de ser calibrado. As buretas e pipetas não precisam ser secas; os frascos
volumétricos devem ser completamente escoados e secos á temperatura ambiente. A
água usada na calibração deve estar em equilíbrio térmico com o ambiente.

1.3. Materiais e reagentes:
- Balança analítica
- Pipeta volumétrica de 10,00 mL
-Termômetro
-Água destilada

- Pissete com água destilada
- Balão volumétrico de 10,00 mL
- Erlenmeyer de 100 mL
- Pêra de borracha.

1.4- Procedimento Experimental
a) Calibração de Balão Volumétrico
1- Pesar em balança analítica o balão volumétrico de 10,00 mL limpo e seco e
anotar a massa.
2- Após essa operação, encher o balão com água destilada, até o menisco, e pesar
novamente. Pegar o balão com uma toalha de papel, para evitar que a impressão
digital modifique a massa. Repetir o procedimento pelo menos 3 vezes.
3- Anotar a temperatura da água;
4- Consulte a tabela de densidade da água em diferentes temperaturas, e calcule o
volume real do balão volumétrico.
b) Calibração da Pipeta
1Encher uma pipeta de 10,00 mL, previamente limpa, com água destilada e
acima da sua provável graduação.
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até acertar o menisco. previamente limpo e pesado em balança analítica. 5- A seguir. afasta-se a extremidade da pipeta da parede do recipiente com cuidado. Brugnera 2Limpar a parte externa da extremidade livre com papel absorvente e esvaziar a água. 7Consulte a tabela de densidade da água em diferentes temperaturas.Resultados da calibração do balão volumétrico de 10.6.Resultados da calibração da pipeta volumétrica de 10. controlando a vazão com o dedo indicador. 1. Michelle F. pesar o conjunto Erlenmeyer + água. 3Verter a quantidade de água remanescente em um Erlenmeyer com rolha de borracha. 4O escoamento da pipeta no Erlenmeyer deve ser efetuado controlandose a vazão com o dedo. A ponta da pipeta deverá ser encostada na parede do recipiente (tempo de escoamento mínimo: 20 segundos). A quantidade de líquido restante na ponta da pipeta não deve ser soprada para o interior do recipiente. e anotar a massa.5. 6- Repetir o procedimento pelo menos 3 vezes.0 mL Medida Massa do Massa erlenmeyer erlenmeyer (g) + água (g) Massa da água (g) Temperatura da água (oC) Densidade da água (g/mL) Volume real (mL) 1 2 3 ±s 1.Química Analítica Quantitativa Química Profa. e calcule o volume real pipeta volumétrica.0 mL Medida Massa do BV (g) Massa BV + água (g) Massa da água (g) Temperatura da água (oC) Densidade da água (g/mL) Volume real (mL) 1 2 3 ±s 4 . Após o escoamento.

995944 914 885 855 826 796 766 736 706 676 30 646 616 586 555 525 494 464 433 402 371 5 .Química Analítica Quantitativa Química Profa.6 0.Densidade absoluta da água (g/cm3) em diferentes temperaturas (ºC) o C 0.8 0.2 0.4 0.0 0. Brugnera Tabela I . Michelle F.5 0.9 20 0.997992 970 948 926 904 882 860 837 815 792 22 770 747 724 701 678 655 632 608 585 561 23 538 514 490 466 442 418 394 369 345 320 24 296 271 246 221 196 171 146 120 095 069 25 044 018 992 967 941 914 888 862 836 809 26 0.996793 756 729 703 676 649 621 594 567 540 27 512 485 457 429 401 373 345 311 289 261 28 232 204 175 147 118 089 060 031 002 973 29 0.1 0.7 0.3 0.998203 183 162 141 120 099 078 056 035 013 21 0.

Brugnera GRAVIMETRIA AULA PRÁTICA 2: DETERMINAÇÃO DE NÍQUEL COMO DIMETILGLIOXIMATO DE NÍQUEL 2.0025 gramas de níquel.Química Analítica Quantitativa Química Profa. 1 O níquel desloca um próton de um grupo oxima (-NOH) em cada molécula de dimetilglioxima. em soluções alcoólicas que contenham mais de 50% de etanol (em volume). Ajusta-se o pH entre 2 e 3. Ni2+ + 2 C4H6(NOH)2  Ni[C4H6(NOH)(NO)]2 + 2H+ Eq. 2. 2 O 2 O C + H3 N 2 O H2 + H2 N C H2 N Eq. onde nenhuma precipitação ocorre e a seguir aumenta-se o pH para se obter uma precipitação lenta e homogênea. Estrutura do complexo dimetilglioximato de níquel. em água quente e em soluções amoniacais concentradas. conforme a equação 1:. de modo que somente um leve excesso de precipitante deve ser usado. num intervalo de pH entre 5 e 9. Objetivos: Determinar gravimetricamente o teor de níquel numa amostra de composição conhecida. O precipitado é solúvel em ácidos minerais. o que se consegue gerando-se amônia homogeneamente pela hidrólise da uréia a quente como na Eq. 1 mL de solução de dimetilglioxima a 1% precipita 0. H O O C N N C H3 C C H3 C N N C H3 C H O O i N C H3 Figura 1. porém. Fundamentos do Método O método baseia-se na precipitação dos íons níquel (II) com o composto orgânico dimetilglioxima.1. mas é complexado através dos pares de elétrons dos quatro nitrogênios e não com os elétrons do oxigênio (Figura 1). em soluções de sais amoniacais e em soluções diluídas de ácido acético-acetato de sódio. ou seja. 6 . é insolúvel em solução de amônia diluída.2. 2 A dimetilglioxima é quase insolúvel em água. Michelle F.

– Preparação da solução amostra Pese cerca de 0. 2.Química Analítica Quantitativa Química Profa. e ajustar o pH entre 2 e 3 por meio da adição de 1 a 5 gotas de HCl concentrado. Ferro e platina divalentes coprecipitam. Procedimento Experimental 2.3. testa-se o pH da solução com uma tira de papel indicador universal para verificar se este está acima de 7. Materiais Vidro relógio Papel de filtro faixa preta Béquer de 400 mL Dessecador Proveta de 50 mL Béquer de 50 mL Pipeta graduada de 10. Cobre-se o béquer com vidro relógio e aquece-se por 1 h a 80-85 oC em banho-maria. Se um grande excesso é adicionado.1. Em presença de quantidades consideráveis de cobalto. se a concentração de álcool se tornar muito baixa. Transfira para um béquer de 400 ml. cromo e alumínio.A.5. A precipitação do níquel é geralmente completada em meio amoniacal. e ouro se reduz a forma elementar. pode ser impedida pela adição de ácido tartárico ou ácido cítrico. Brugnera Deve-se exercer um controle do excesso de solução alcoólica de dimetilglioxima usada. levando a um erro positivo. dissolva o sal em 200 mL água destilada.2 g de sulfato níquel e anote o valor exato da massa na tabela de resultados. Reagentes Solução alcoólica de dimetilglioxima a 1% (m/v)  Solução de HCl (1:1)  Solução de amônia 6 mol/L   Amostra de NiSO4. A hidrólise de ferro (III). O paládio interfere no método.5. com a conseqüente precipitação dos hidróxidos. P. a concentração de álcool torna-se elevada o bastante para dissolver quantidades apreciáveis de dimetilglioximato de níquel. pois o reagente forma compostos solúveis com aqueles metais.5. algo do reagente pode precipitar. Neste meio tempo.6H2O sólido. Michelle F. cobre e zinco.2. Em seguida adicione 25 mL de uma solução alcoólica 1% (m/v) de dimetilglioxima.0 mL Estufa Chapa elétrica Termômetro Banho-maria Bastão de vidro e Pisseta 2.4. Precipitação da amostra Aqueça a solução a 80 – 85oC e adicione 15 g de uréia.  Solução de AgNO3 0. levando a resultados baixo. 2.1 mol/L 2. com constante agitação. a precipitação do níquel requer uma quantidade adicional de dimetilglioxima. pois precipita quantitativamente nas mesmas condições. Entretanto. Caso contrário adicionar algumas 7 .

Calcular a porcentagem de Ni na amostra. Filtração e lavagem do precipitado Identifique um vidro relógio. efetue a pesagem. uma folha de papel de filtro faixa preta e coloque-a no funil. Secagem do precipitado Transfira o papel de filtro contendo o precipitado para uma estufa mantida a 100-120 oC e deixe em aquecimento por 45 minutos nesta temperatura. lave o precipitado várias vezes com pequenas porções de água destilada fria. Caso isto ocorra. este poderá ser a dimetilglioxima. Preferivelmente. Transfira a solução sobrenadante para o filtro (retenha o precipitado no béquer) com a ajuda do bastão de vidro. Se após o repouso formar-se um precipitado branco.Questionário 1. Após resfriado. Resfria-se a solução em temperatura ambiente e deixa-se em repouso durante 2 a 3 horas. transfira o precipitado para o filtro com ajuda do bastão de vidro e de pequenos jatos de água. Repita o procedimento de secagem até obtenção de peso constante. Lave o precipitado no béquer por decantação com várias porções de água destilada fria. Resultados da análise gravimétrica de Ni Grupo Massa da Massa do papel de Massa do papel de Massa do amostra (g) filtro(g) filtro + pptado(g) precipitado (g) Teor Ni (%) 2. Verifique se os resultados da determinação de níquel pelo procedimento gravimétrico usual serão altos. 2. que é insolúvel em água.6.1 mol/L).5. Explique a razão de se efetuar a precipitação do Ni(C4H7O2N2)2 em solução levemente alcalina. Em seguida.7. 3. com exatidão. baixos ou não serão afetados caso ocorra uma das seguintes circunstâncias. transfira-o para um dessecador e mantenha-o em resfriamento.Química Analítica Quantitativa Química Profa.4. até ausência de cloreto (teste qualitativo com AgNO3 0. transferindo as lavagens para o filtro. Pese.3. adicionam-se 20 mL de 1-propanol e aquece-se a 60oC para dissolver o excesso de reagente. Michelle F. 2. dando a razão para cada resposta: 8 . Retire o papel de filtro do aquecimento. Brugnera gotas de uma solução diluída de NH3 e testa-se novamente.5. o repouso deverá ser por uma noite. 2. Finalmente. e determine a massa do precipitado.

Calcule o teor de Ni teórico que a substância analisada contém. Análise Química Quantitativa. BACCAN. L. S. (b) O íon paládio está presente no momento da precipitação do dimetilglioximato de níquel. Química Analítica Quantitativa Elementar.8. N. Campinas. Cr3+e Al3+. M. Rio de Janeiro.Editora Edgard Blücher Ltda. GODINHO. Brugnera (a) Há presença de grande excesso de solução alcoólica de dimetilglioxima nas águas mães. STEIN.Química Analítica Quantitativa Química Profa.. 9 . O. na presença de Fe3+. 5a. Explicar como se poderia efetuar a determinação de níquel conforme o procedimento gravimétrico usual. 6. ALEIXO.. Livros Técnicos e Científicos. E. Michelle F. ed. E.. 1979. A. 5. 4. 2. Referências VOGEL.1992. Determinar a pureza da amostra analisada.

faixa verde (extra-espesso) . Os filtros de uma empresa são especificados pelo número 589 e tem várias texturas: • a) Nº 589 .0001 g. necessitar-se de um diferencial de pressão (a própria pressão atmosférica atua como força) atuando sobre o líquido no filtro. • f) No 589-14 (fino) .Usos: no caso anterior quando exigese dupla folha da faixa vermelha. que são: 1.Usos: precipitados finos como o do BaSO4 formado à frio. • d) No 589 . principalmente por serem quase livres de cinzas (na calcinação).5. especialmente para precipitados gelatinosos. Quando o precipitado é fracamente gelatinoso. seja por viscosidade do líquido a ser filtrado.Usos: filtração de hidróxidos do tipo hidróxido de alumínio e ferro. sobre a placa plana perfurada é adaptado o disco de papel filtro molhado.0. 12. No fundo do funil. Eles existem no mercado na forma de discos (φ = 5. cheio de líquido "sifona".5.Usos: precipitados médios tipo BaSO4 e similares. O funil é o funil analítico. Michelle F. • e) No 589 . Filtração Com Funil de Buchner ou Cadinho de Gooch: São as típicas filtrações a vácuo. • b) No 589 . que. que dissolvem as substâncias minerais da pasta de celulose.0.faixa vermelha (extra-denso) . seja por motivo de tempo. são lavados com ácido clorídrico e fluorídrico. O teor de cinza de um papel filtro quantitativo de 11 cm de diâmetro é menor que 0. Os papéis filtro para fins quantitativos diferem dos qualitativos. 3. durante a preparação.faixa azul (denso) . 15.éverdade • c) No 589 .faixa preta (mole) . Usos: precipitados grossos e soluções gelatinosas. visto que. A sucção acelera a filtração.0 e 18. Filtrações Comuns de Laboratório: São onde os elementos fundamentais são: papel filtro qualitativo (comprado em rolos) e funil comum.0. 2. que pode ser misturada ao precipitado.textura aberta e mole que filtra rapidamente.Usos: para materiais que tendem a passar para a solução ou suspensões coloidais.faixa branca (médio) .Química Analítica Quantitativa Química Profa. munido de um tubo de saída longo. 10 . aderido devido à sucção. esta operação pode ser melhorada substituindo-se o papel por polpa de papel de filtro. Filtração Analítica: Usada na análise quantitativa. 11. Funil de Buchner É efetuada com sucção com auxílio de uma trompa de vácuo e Kitassato. Brugnera Tipos de filtração laboratorial Existem basicamente 5 tipos de filtração utilizadas em laboratório.5) e com várias porosidades. pois são realizadas com a aplicação de vácuo para permitir. 7. acelerando a operação de filtração. 9.

a filtragem a quente é preferível. Há também filtros com camisa de vapor e neste caso o papel filtro é adaptado como nos casos comuns. 4. Por isso são utilizados em aplicações diversas. o cadinho já possui o meio filtrante fundido ao corpo do cadinho. ataque das soluções alcalinas. Filtração em Cadinhos Com Placas Porosas de Vidro ou Porcelana: Neste caso. 5. Sofrem via de regra. portanto. evita-se o contato do papel de filtro com as paredes do funil que resfriam o conjunto filtrante. efetuada com sucção e o meio filtrante é polpa de papel de filtro quantitativo ou amianto. É. Ex: Os materiais sólidos ficam e os líquidos passam. Brugnera Cadinho de Gooch Substituindo-se o funil de Buchner por um cadinho de porcelana com fundo perfurado temos a filtração com cadinho de Gooch. Para a confecção do meio filtrante de amianto ou polpa de papel filtro. Filtração à Quente: Quando a solubilidade permitir. suas paredes são dobradas em pregas e aquece-se previamente o conjunto com água quente. Nas filtrações a quente. deve-se colocar o cadinho na alonga e adicionar com muito cuidado o amianto misturado com água (ou polpa de papel filtro com água). Por isso. 11 . Michelle F. Bate-se levemente com a bagueta é deixa-se escorrer toda a água através de sucção. depois de feito o cone do papel.Química Analítica Quantitativa Química Profa. O meio filtrante não deve ser muito espesso. evitando-se apenas soluções francamente alcalinas. por reduzir a viscosidade do líquido.

1.  formação de um complexo solúvel. utilizando o método de Mohr e determinação de cloretos em soro fisiológico pelos métodos de Mohr. completarse em tempo relativamente curto e oferecer condições para uma sinalização do ponto final.05 moll-1 utilizando o método de Mohr.3. O ponto final pode ser determinado de três formas diferentes:  formação de um sólido colorido.  Bureta e suporte . como no método de Fajans. 12 .2. Michelle F.  Pêra de sucção.  Béquer.3.  Amostra: Solução 0. Sua principal aplicação está na determinação de haletos e alguns íons metálicos. 3..Objetivo Padronização de uma solução de nitrato de prata. A reação deve processar-se praticamente de forma quantitativa no ponto de equivalência. p.05 mol/L de AgNO3. 3.Química Analítica Quantitativa Química Profa.  Água destilada.  mudança de cor associada com a adsorção de um indicador sobre a superfície de um sólido. NaCl. como no método de Volhard. Materiais e reagentes:  Balança analítica.  Estufa.1.25 mol/L.Padronização de uma solução de AgNO3 0.  Erlenmeyer. K2CrO4 0.  Pipeta graduada.AULA PRÁTICA 3: DETERMINAÇÃO DE CLORETOS EM SORO FISIOLÓGICO 3. Fajans e Volhard.a.  Bastão de vidro. O titulante mais empregado é a solução padrão de AgNO3. seco a 150o C por 1-2 horas em estufa. de aproximadamente  Balão volumétrico. como no método de Mohr. A curva de titulação e a determinação do ponto final são grandemente afetadas pela diluição das soluções e solubilidade do produto. 3. Fundamentos A volumetria de precipitação envolve a reação na qual forma-se um produto de baixa solubilidade. Brugnera VOLUMETRIA DE PRECIPITAÇÃO .  Padrão primário .  Solução indicadora de cromato de potássio.Cloreto de sódio.

Química Analítica Quantitativa Química Profa.2 g de CaCO3. 2) Transferir uma alíquota de 25 mL da solução de padrão primário de cloreto de sódio para um erlenmeyer de 125 mL. mantendo uma superfície exposta maior para a adsorção do indicador.25 mol/L).2. 3) Evitar a incidência de luz intensa e direta no sistema. 3.25 molL-1.4. agitando vigorosamente para facilitar a detecção do ponto final da titulação.0 mL da solução indicadora de cromato de potássio (0. Michelle F.05 molL-1.4500 g de NaCl.0 mL da solução de soro fisiológico para um erlenmeyer de 250. 5) Repetir o procedimento duas vezes. Brugnera 3. melhorando a detecção do ponto final. e transfira quantitativamente para um balão volumétrico de 250 mL. Procedimento experimental: 1) Com a máxima precisão permitida pela balança a ser utilizada. 13 .0 mL de uma solução dextrina 1% (m/v) e 10 gotas de solução indicadora 0.0 mL. Obs.0 mL de indicador de K2CrO4 a 0.DETERMINAÇÃO DE CLORETOS EM SORO FISIOLÓGICO 3. 3) Titular com a solução padronizada de AgNO3 0. e com o volume médio calcular a concentração da amostra (AgNO3) em mol/L. 3.1 – Método de Mohr (Método Direto) 1) Transferir uma alíquota de 5.2 – Método de Fajans (Método Direto) 1) Transferir uma alíquota de 5.4. dissolver.4. 2. 4) Anotar o volume gasto nesta titulação.0 mL. até cor levemente “rosada” no meio.0 mL de água. A dextrina é usada para impedir a coagulação excessiva do precipitado no ponto final. diluir até cerca de 50 mL com água destilada e adicionar aproximadamente 1.1 % (m/v) de diclorofluoresceína.0 mL da solução de soro fisiológico para um erlenmeyer de 250.0 mL de água e 1.3. que é observado com a mudança de cor do precipitado de branco para róseo. 2) Ajustar o pH da solução na faixa de 4-10 com a adição de 0. adicionar ~ 25. homogeneizar e completar o volume com água destilada. adicionar ~25. 2) Titular com a solução padronizada de AgNO3. titular com a solução de nitrato de prata. pese 0.

2) Transferir uma alíquota de 5.0 mL de uma solução padrão de AgNO3 0. Nestas condições o KSCN é tomado como um padrão primário.5. Resultados da determinação argentimétrica de cloreto Método Mohr Método Fajans Método Volhard Amostra Volume titulado Volume gasto do titulante Conc.05 molL-1.05 molL-1 até coloração marromavermelhada. 3) Adicionar 1.8 g de KSCN seco a 120-150 oC por 1-2 h em estufa. 5) Calcular o teor de NaCl em % (m/v) para os três métodos.0 molL-1. 4) Titular com solução padrão de KSCN 0. de KSCN Cloreto. real de AgNO3 Conc.0 mL de solução saturada de sulfato férrico amoniacal e 5. adicionar ~20. dissolve-se a amostra num mínimo de água em um balão volumétrico de 500. em %(m/v) Cálculos 14 . 3. Brugnera 3.4.0 mL de HNO3 6.Química Analítica Quantitativa Química Profa.0 mL.0 mL da solução de soro fisiológico para um erlenmeyer de 250.3 – Método de Volhard (Método Indireto) 1) Preparação de uma solução padrão de KSCN: Pesar com exatidão 4. Michelle F.0 mL e a seguir eleva-se o volume até a marca.

BACCAN. Escrever as equações químicas envolvidas no método de Volhard na determinação de cloretos.Editora Edgard Blücher Ltda. S.. 7. STEIN. 3. 5a. 6. 15 . ALEIXO. Discuta quais as condições experimentais para determinação de cloretos pelo método de Volhard. L. Escrever as equações químicas envolvidas no método de Mohr para a padronização de uma solução de nitrato de prata. Como a concentração do indicador pode afetar a exatidão do método de Mohr? 4. 1979.7. Química Analítica Quantitativa Elementar.. Rio de Janeiro. Explique o mecanismo dos indicadores de adsorção para o caso da determinação de cloretos. N. Brugnera 3. A. Questionário: 1. Escrever as equações químicas envolvidas no método de Fajans na determinação de cloretos. GODINHO.. Referências VOGEL. E. Qual a importância do pH para uma titulação de precipitação utilizando o método de Mohr para detecção do ponto final? 3. O. 5.6. M. Livros Técnicos e Científicos.Química Analítica Quantitativa Química Profa. Michelle F. ed. E. 2.1992. Campinas. Análise Química Quantitativa.

Ferva a solução por dois minutos e esfrie. 0. por ser estável e formar cloretos solúveis com a maioria dos cátions. devem ser padronizadas com um padrão primário tal como carbonato de sódio.2– Padronização da Solução de HCl com padrão primário de Na2CO3 1. Transfira o volume medido para um balão volumétrico com aproximadamente 50.1. devido as suas propriedades oxidantes. 3. As soluções diluídas. 3. Pese. Na2CO3. Dos ácidos inorgânicos o mais usado é o HCl.1 molL-1 1. Dissolva o sal em cerca de 80 ml de água destilada.3 g do padrão primário (Na2CO3 seco em estufa a 200oC/1hora) e transfira para um Erlenmeyer de 250 ml. 16 .Fundamentos Os ácidos inorgânicos são disponíveis comercialmente na forma de soluções concentradas das quais se conhecem a densidade e a percentagem em peso. O H2SO4 é usado em casos em que há precipitação com HCl e em titulação a quente. 4. tetraborato de sódio.0 mL de água e complete o volume com água destilada.AULA PRÁTICA 4: PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE HCl 0.Preparo da solução de HCl 0.0 mL de solução 0.2. 5. Na2C2O4. Na2B4O7. 2. 4.1 molL-1. Calcule a molaridade média da solução de HCl.10H2O ou oxalato de sódio. exatamente e em triplicata. 4.2 – 0. preparadas a partir delas. continue até nova viragem do indicador. Meça numa proveta ou pipeta o volume concentrado que contenha a massa de HCl necessário para preparar 500. 2. O HClO4 e o HNO3 são pouco usados. Adicione 2 – 3 gotas de alaranjado de metila e titule com a solução de HCl a ser padronizada até a viragem do indicador. Michelle F.Química Analítica Quantitativa Química Profa.1molL-1 4. para alaranjado. Brugnera VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO . o desvio padrão e o desvio padrão relativo. se voltar a cor amarela.1.2. Homogeneíze a solução e transfira para um frasco com rótulo. especialmente o ultimo.

1. C6H4(COO)2HK. Temperaturas superiores a 125OC causam a transformação em anidrido ftálico. 2. 5. Meça da solução estoque um volume contendo a massa de NaOH necessária para preparar 500. Michelle F. Adicione cerca de 100 ml de água destilada e agite até a dissolução do sal.2. além de ser higroscópio. H2C2O4. 4. Os frascos de vidro comum são atacados pelos álcalis.8 g do padrão primário e transfira para um erlenmeyer de 250 ml. Brugnera AULA PRÁTICA 5: PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE NaOH 0. 3. Transfira o volume médio para um frasco plástico. Pese exatamente 0. bem como a data. que sublima.0 mL de solução 0.2.2- Procedimento Experimental 5. Rotule o frasco.2H2O. As soluções de NaOH devem ser acondicionadas em frascos plásticos. 4. 2.Preparo da Solução de NaOH O seu laboratório deve dispor de uma solução estoque de NaOH a 50% preparada a mais de 24 horas. O carbonato de sódio precipita por ser pouco solúvel na solução. 17 .1. ácido oxálico. 3.Fundamentos O reagente analítico NaOH pode conter uma quantidade considerável de carbonato de sódio. 5.1.0 mL até coloração rósea persistente. 1. O carbonato de sódio pode ser quase completamente removido caso se prepare uma solução saturada de NaOH a qual é deixada em repouso por 24 horas. Como os demais hidróxidos. o NaOH não é um padrão primário e suas soluções devem ser padronizadas com um padrão primário tal como biftalato de potássio.Química Analítica Quantitativa Química Profa. Complete com água fria recém-fervida e agite para homogeneizar.2.1 molL-1.Padronização da Solução de NaOH O laboratório deve ter um dessecador com biftalato de potássio seco a 100OC por duas horas. e ftalato de potássio.1 molL-1 5. Adicione 2 – 3 gotas de fenolftaleína e titular com a solução de NaOH contida numa bureta de 50.5 – 0. Calcule a molaridade da solução de NaOH e escreva-a no rótulo.

dando o resultado em % (m/m) de ácido acético. Anotar a marca. Homogeneizar.2. 4.4. 6. Fundamentos teóricos O vinagre é um condimento produzido pela fermentação de matérias amilosas e é uma solução diluída de ácido acético e pequenas quantidades de outras substancias orgânicas. Procedimento Experimental: 1. teor apresentado no rótulo e a densidade 3. dando o resultado em % (m/m) de ácido acético.1 molL-1 5.3. 6. Calcular a acidez total do vinagre. Completar o volume até a marca com água destilada. Objetivo Exemplificar uma titulação de neutralização de um ácido fraco com uma base forte por meio da determinação do teor de ácido acético no vinagre. Pipetar 25 ml da solução do balão e colocar em erlenmeyer de 250 ml. Adicionar 2 – 3 gotas de fenolftaleína e titular com solução padronizada de NaOH 0. 18 . Questionário 1. 2. A solução contém de 4 a 8 % (m/v) em ácido acético. 6. O conteúdo ácido total da solução comercial é em percentagem de ácido acético. 2. apesar de estarem presentes outros ácidos em pequenas quantidades.1. repetir três vezes. Michelle F.Química Analítica Quantitativa Química Profa. Construir a curva de titulação teórica para a titulação do acido acético. Brugnera AULA PRÁTICA 6: DETERMINAÇÃO DA ACIDEZ TOTAL DO VINAGRE 6. Pipetar 10 ml de vinagre e transferi-lo para um balão aferido de 100 mL. Calcular a acidez total do vinagre.

19 . 4. argilas. MgCO3) a rocha calcária é denominada calcário dolomítico.sulfato de ferro dolomita e matéria orgânica entre outros. amarelo. As principais impurezas que contém o calcário são as sílicas. Esfriar a solução. Os calcários são rochas sedimentares que contêm minerais com quantidades acima de 30% de carbonato de cálcio (aragonita ou calcita). podendo ser cinza claro ou cinza escuro. 3.1 g de calcário e colocá-lo em erlenmeyer de 250 ml.1. até cessar a evolução do gás carbônico e então ferver por mais um minuto. glauconita. Muitos calcários apresentam tons de vermelho. 7. adicionar 2 – 3 gotas de fenolftaleína ou alaranjado de metila e titular com solução padronizada de NaOH. sulfetos. fluorita. Determinar a quantidade de carbonato numa amostra de Fundamento teórico: O principal componente do calcário é o CaCO3 que é solúvel em ácidos minerais. azul ou verde dependendo do tipo e quantidade de impurezas que apresentam. a princípio. Objetivo calcário.3. 2. óxidos de ferro e magnésio. fosfatos. Questionário 1) Calcular a percentagem de carbonato no calcário. 7. Quando o mineral predominante é a dolomita (CaMg(CO3)2 ou CaCO3. Procedimento Experimental 1. siderita. 7. Brugnera AULA PRÁTICA 7: DETERMINAÇÃO DE CARBONATO TOTAL NUM CALCÁRIO 7. Aquecer brandamente.2. Michelle F. Adicionar exatamente 25 ml da solução padronizada de HCl e cerca de 50 ml de água destilada.4.Química Analítica Quantitativa Química Profa. A coloração do calcário passa do branco ao preto. Pesar exatamente em duplicata cerca de 0. carbonato de magnésio. gipso.

Esses indicadores são agentes quelantes que formam quelatos com os íons metálicos. Brugnera VOLUMETRIA DE COMPLEXAÇÃO AULA PRÁTICA 8: PREPARO DE SOLUÇÃO PADRÃO DE EDTA 8. o íon sulfato pode ser determinado por adição de um excesso de solução padrão de íon bário e titulação do excesso com EDTA. como sal dissódico.2H2O é dessecado a 80oC durante uns dois dias. A mais simples é a titulação direta. EDTA. o primeiro sendo menos usado por requerer a adição de hidróxido de sódio para a sua dissolução. O Na2H2Y.mas não tão alto que possibilite a formação de hidróxidos pouco solúveis dos íons metálicos. O H4Y pode ser dessecado a 150oC e não é higroscópico. Fundamento Teórico A volumetria de complexação é baseada em reações envolvendo um íon metálico e um ligante com a formação de um complexo solúvel e suficientemente estável. de cor diferente do quelante livre. Se a reação de complexação é muito mais lenta. A preparação da solução requer o uso de 20 . Um dos mais versáteis agentes complexantes é o ácido etilenodiamino tetracético. Por ser ácido fraco o equilíbrio de complexação do EDTA com o íon metálico dependerá do pH do meio qual deve ser controlado com soluções tampão. qualquer que seja a carga do cátion. que complexa com ampla gama de íons). O pH deve ser alto o suficiente para liberar maior concentração de Y4. mas complexão de forma seletiva. Preparo da Solução Padrão de EDTA Tanto o H4Y como Na2H2Y. quando não específica a determinado íons sob determinadas condições (ao contrário do EDTA. O EDTA forma complexos solúveis na proporção de 1:1 com quase todos os íons metálicos. O ponto final das titulações com EDTA é usualmente indicado pelos indicadores metalocrômicos. Algumas reações de complexação que envolvem várias etapas podem ser usadas para um método volumétrico.2.1. na qual o metal M a ser titulado desloca um metal N de seu complexo com EDTA. pode-se usar a titulação por deslocamento. por exemplo. usado como tal. A titulação indireta pode ser usada se a substância não reage com EDTA. pode-se usar a retrotitulação (titulação de retorno) do excesso de EDTA com uma solução padrão de um íon metálico. As titulações com o EDTA podem ser feitas de vários modos. Não existindo indicador adequado para a titulação de um metal M com Y.2H2O são padrões primários. ou preferentemente. com a constante de formação suficientemente elevada para poder ser usada num método volumétrico. A reação envolvida no ponto final da titulação é do tipo MInd + Y MY + Ind 8. Eles também são agentes quelantes.Química Analítica Quantitativa Química Profa. porém as de aplicabilidade mais amplas são aquelas que formam complexos no qual o íon metálico e o ligante estão na proporção de 1:1. Michelle F.

com exatidão. 1. Michelle F. 3. Brugnera água livre de cátions. Transferir para um balão volumétrico de 500 ml. completar até a marca e homogeneizar. Transferir para um frasco de polietileno e rotular. e é recomendável o uso de água deionizada. a massa de Na2H2Y.2H2O necessária para preparar 500 mL de solução 0. Pesar. 21 .0100 molL-1.Química Analítica Quantitativa Química Profa. é preferível armazenar as soluções em frascos de polietileno. Para evitar troca de íons com o vidro. 2.

Química Analítica Quantitativa Química Profa. diluir com cerca de 50 mL de água deionizada. No Brasil. A dureza temporária é devida aos bicarbonatos de cálcio e magnésio. constitui a dureza permanente. formando compostos insolúveis. palmítico ou esteárico. é de 500 mg CaCO3/L (500ppm). sulfatos e carbonatos de cálcio e magnésio. 4. 9. e quando ela é fervida.0 ml de solução tampão de pH = 10 e uma “pitada” de solução sólida de Erio T. que não é eliminada pela ebulição. A dureza residual. 5. geralmente constituídos de sais de sódio ou potássio dos ácidos oléico. devida aos cloretos e sulfatos. 2. o valor máximo permissível de dureza total fixado pelo padrão de potabilidade. principalmente. Titular com a solução padrão de EDTA até viragem de violeta para azul. Esses cátions se combinam com os ânions do sabão. Michelle F. eles se decompõem com a precipitação dos respectivos carbonatos. Calcular a dureza total da água dando o resultado em ppm de CaCO3 22 . à presença de cloretos. Adicionar cerca de 2.1. A dureza das águas pode ser temporária ou permanente.2. ora em vigor. Brugnera AULA PRÁTICA 9: DETERMINAÇÃO DA DUREZA TOTAL DE ÁGUA 9. Fundamento Teórico A dureza das águas é devida. A dureza total da água é a soma das durezas temporária e permanente e é expressa em termos do carbonato de cálcio. Procedimento 1. Repetir o procedimento três vezes. 3. Pipetar 50 ml de amostra de água da torneira (água tratada) e transferir para um erlenmeyer de 250 ml.

Desta forma. As soluções de tiossulfato são resistentes à oxidação pelo ar. entre outras. minimizando a atividade bacteriana. e evitar a exposição a luz. típica da existência de iodo livre. elas tendem a se decompor para formar enxofre e o íon hidrogeno-sulfito: S2O32. de acordo com a seguinte reação: 2 S2O32.2. até o descoramento da cor azul da solução.+ 5 I. imediatamente desenvolve-se uma coloração marrom-amarelada.1. a presença de microorganismos. Michelle F. dicromato de potássio.+ H+  HSO3.Química Analítica Quantitativa Química Profa. O iodo liberado é titulado com tiossulfato. A padronização da solução de tiossulfato com o iodato de potássio está baseada na seguinte reação: IO3. não sendo adequado como padrão primário. no entanto.5H2O) é facilmente obtido com alto grau de pureza. mas há sempre dúvida quanto ao teor exato de água. Fundamento teórico O íon tiossulfato (S2O32-) é um agente redutor moderadamente forte que tem sido amplamente utilizado na determinação de agentes oxidantes por meio de um procedimento indireto que envolve o iodo como intermediário.+ S(s) As variáveis que influenciam a velocidade desta reação incluem o pH. alguns cuidados devem ser tomados no preparo da solução de tiossulfato: usar água destilada recentemente fervida. Brugnera VOLUMETRIA DE ÓXIDO-REDUÇÃO AULA PRÁTICA 10: PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE TIOSSULFATO DE SÓDIO 10.+ 6 H+  3 I2 + 3 H2O A mistura de iodato e iodeto na solução neutra permanece incolor até a adição de um ácido. Na presença de iodo.1 gL-1) para manter o pH entre 9 e 10. cobre e iodo) ou um padrão secundário (permanganato de potássio). adicionar uma pequena quantidade de carbonato de sódio (1. a exposição a luz. 23 . Na presença do ácido. usando-se uma solução de amido como indicador. Assim. o íon tiossulfato é quantitativamente oxidado para formar o íon tetrationato (S4O62-). Objetivo: Preparar e padronizar uma solução de Na2S2O3 10. uma solução de tiossulfato de sódio deve ser padronizada utilizando-se um padrão primário (iodato de potássio.+ I2 S4O62.+ 2 I- O tiossulfato de sódio (Na2S2O3.

Pipeta volumétrica de 20 mL . C) Solução de amido como indicador Fazer uma pasta com 2 g de amido e 25 mL de água. acrescentar 250 mL de água fervendo e manter o sistema fervendo por mais 2 minutos.Bureta de 50 mL . Pesar. B) Preparo de 500 mL de solução de iodato de potássio 0. para um erlenmeyer de 250 mL de capacidade.3.3.2. Adicionar 10 mL da solução de iodeto de potássio 10% e 3 mL de ácido sulfúrico 1 mol L-1. dissolver em água destilada fervida e fria e completar o volume do balão volumétrico.0 molL-1 -Solução de Iodeto de potássio 10% (m/v) .Tiossulfato de sódio . Procedimento A) Preparo de 500 mL de solução de tiossulfato de sódio 0.01 mol L-1 Pesar a massa do iodato de potássio puro e seco (120o por 1-2 h) em um béquer de 50 mL (anotar a massa).Química Analítica Quantitativa Química Profa.Solução de H2SO4 1. Michelle F.05 g de carbonato de sódio e anotar a massa pesada.Pipeta graduada de 5 mL .5H2O) Pesar o tiossulfato (anotar a massa) em um béquer de 50 mL. Materiais e Reagentes . Transferir a solução para um frasco etiquetado.1. 0.Carbonato de sódio .Balão volumétrico de 500 mL . preparada no item B. sob agitação constante. Titular o iodo liberado com a solução de tiossulfato.3.Bastão de vidro . Procedimento Experimental 10.Suporte universal e garras . Resfriar em guardar em frasco bem fechado. Brugnera O indicador mais empregado nos métodos iodométricos e iodimétricos é a suspensão de amido.1 mol L-1 a partir do sal hidratado (Na2S2O3. D) Padronização da solução de tiossulfato Transferir uma alíquota de 20 mL da solução de iodato de potássio. dissolver em água destilada fervida e fria e completar o volume do balão volumétrico. Adicionar o carbonato a solução pronta e transferir para um frasco âmbar etiquetado e armazenar ao abrigo da luz.Água destilada fervida . Uma suspensão de amido quando adicionada a uma solução que contenha traços de íons triiodeto.Proveta de 10 mL .Pipetador .Iodato de potássio . 10.Erlenmeyer de 250 mL .Balança analítica 10. Quando a solução tornar-se 24 .Solução de amido 0.Béquer de 50 mL . Adicionar 1 g de ácido bórico.1 % (m/v) . produz intensa coloração azul devido a adsorção do triiodeto pelas macromoléculs coloidais do amido.

Fundamentos de Química Analítica. E..A. CROUCH. GODINHO. Química Analítica Quantitativa Elementar.R. HARRIS. Michelle F. N. Rio de Janeiro. 8 ed. D. D.. 2008 VOGEL. M.Editora Edgard Blücher Ltda. Campinas. A ausência de iodato é positiva quando a adição de ácido sulfúrico diluído não provoca o aparecimento da coloração amarela ou a adição de amido não provoca a formação imediata de cor azul.4. Anotar o volume gasto na titulação. * o iodeto de potássio não deve conter iodato.. S. Referências SKOOG. São Paulo. BACCAN. 25 . Repetir o procedimento mais 2 vezes.J. Análise Química Quantitativa. 7 ed.. diluir até aproximadamente 200 mL com água destilada. Livros Técnicos e Científicos. ed.. 5a. L. 2008. A. 10. M. Cengage Learning. O. STEIN. S. Análise Química Quantitativa. LTC.. Rio de Janeiro.C. ALEIXO.F. WEST. 1979. D. adicionar 2 mL da solução de amido e continuar a titulação até que a cor azul desapareça. E. Brugnera amarelo pálido.Química Analítica Quantitativa Química Profa. HOLLER.1992.

Objetivo Determinar o teor de cloro ativo em água sanitária.2. com auxílio de uma bureta titular com solução padrão de Na2S2O3 até cor amarela clara. Adicionar 5 mL da suspensão de amido e titular até desaparecer a coloração azul.Química Analítica Quantitativa Química Profa. 26 . adicionar 10 mL da solução de KI 10% e 20 mL de ácido sulfúrico 1. A determinação do teor de hipoclorito baseia-se na seguinte reação: ClO-(aq) + 2I-(aq) + 2H+ (aq) → I2(aq) + Cl-(aq) + H2O(l) O iodo liberado é titulado com a solução de tiossulfato em presença de amido na qualidade de indicador. segundo as reações: I2(aq) + I-(aq) I3-(aq) K ~ 700 I3-(aq) + 2S2O32-(aq) → S4O62-(aq) + 3I-(aq) 11.1.3. Calcular o teor de cloro ativo na água sanitária em % de NaOCl (m/v). pelo método iodométrico (Método Indireto). 11. Brugnera AULA PRÁTICA 11: DETERMINAÇÃO DE CLORO ATIVO EM ÁGUA SANITÁRIA 11. Procedimento experimental Pipetar uma alíquota de 25.0 molL-1. Fundamento teórico A água sanitária é uma solução alvejante e desinfetante que possui até 5% de hipoclorito de sódio (m/m) como agente oxidante.0 mL da amostra e transferir para um erlenmeyer de 250 mL. Michelle F.

Procedimento experimental 1. Michelle F.2. triturar em almofariz e homogeneizar. 27 . 6.+ 8I. 10.Calcular o teor de ácido ascórbico em mg/comprimido.0 mL de KI 10% (m/v) .Titular com uma solução padrão de KIO3 0.+ 6H+ 3I3.Dissolver a massa correspondente a ¼ de comprimido em um béquer e transferir para um balão volumétrico de 100 mL.Química Analítica Quantitativa Química Profa. 5 mL de amido e homogeneizar 5.1. Objetivo Determinar o teor de ácido ascórbico em comprimidos pelo método iodimétrico (Método Direto).Transferir uma alíquota de 25 mL do diluído para um erlenmeyer de 250 mL.0 molL-1.3.Adicionar 10 mL de H2SO4 1.+ H2O → C6H8O7 O triiodeto é obtido pela reação: IO3. C6H8O6 + I3.01 molL-1.+ 3H2O 12. 4. 2. 3.Pesar 3 comprimidos efervescentes contendo vitamina-C. Brugnera AULA PRÁTICA 12: DETERMINAÇÃO IODIMÉTRICA DE ÁCIDO ASCÓRBICO EM MEDICAMENTO 12. Fundamento teórico O ácido ascórbico é facilmente oxidado a ácido dehidroascórico com triiodeto como agente oxidante. 12.

com sais ferrosos e com cloreto estanoso. vanadatometria.1. Em meio ácido é reduzido a Mn2+. Brugnera AULA PRÁTICA 13: PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE PERMANGANATO DE POTÁSSIO. Entre os pré-oxidantes comuns estão o peróxido de sódio. cerimetria.Química Analítica Quantitativa Química Profa. óxido arsenioso ou sal de mohr e a padronização deve ser repetida periodicamente. 0. em meio neutro ocorre a redução a MnO2 e em meio básico a redução ocorre a manganato. nos quais um redutor é determinado com uma solução padrão de um oxidante.02 molL-1. Os principais são: permanganimetria. Este processo é denominado de pré-oxidação ou pré-redução e é realizado adicionando-se um ligeiro excesso de pré-oxidante ou de pré-redutor. A volumetria de redox pode ser classificada em: Métodos oxidimétricos. Michelle F. Os pré-redutores comuns são os metais.0 mL de solução 0.02 mol L-1 1. o dióxido de enxofre e o cloreto estanoso. sendo o excesso eliminado antes da titulação. O manganês tem vários estados de oxidação e o permanganato pode ser reduzido a qualquer deles dependendo das condições do meio. o que é usado para a indicação do ponto final da titulação. é necessário convertê-la quantitativamente ao estado de oxidação desejado antes da titulação. nos quais um oxidante é determinado com uma solução padrão de um redutor. Fundamentação Teórica: VOLUMETRIA DE OXI-REDUÇÃO Numerosos métodos volumétricos são baseados em reações de redox as quais se processam com modificação no número de oxidação. Como nem sempre a espécie a ser determinada está no estado de oxidação adequado. Entre eles cita-se a iodometria indireta. bicromatometria. 28 . A – Preparo da Solução de Permanganato de Potássio c. PERMANGANIMETRIA É um dos métodos volumétricos mais comuns e usa o permanganato de potássio que é um agente oxidante forte. 13. Sua solução aquosa é violeta. iodometria direta e bromatometria. Não é um padrão primário e suas soluções têm estabilidade limitada. as amálgamas. em presença de fluoreto é reduzido a Mn3+. As soluções de permanganato são padronizadas com oxalato de sódio.a. Pese a massa aproximada daquela necessária para preparar 250. Médotos redutimétricos. O de aplicação mais ampla é a redução em meio ácido.

4. 3. 29 .10 . 3. Brugnera 2.15 g de oxalato de sódio. B – Padronização da Solução de Permanganato de Potássio O laboratório deve ter no dessecador o oxalato de sódio previamente dessecado a 105o. 2. 1. Titular a solução quente com a solução de permanganato até o aparecimento de leve coloração rósea persistente. Calcular a molaridade da solução e registrá-la no rótulo. Transferir para um erlenmeyer de 250 ml e dissolver em cerca de 60 ml de água.110oC durante uma hora. Transfira para um balão volumétrico de 250. complete o volume e homogeneíze. OBS: Em trabalhos mais precisos ou quando o permanganato de potássio não é de pureza elevada.0. a solução deve ser fervida por uma hora ou deixada em repouso por 2-3 dias. Pesar exatamente e em triplicata 0.00 mL. Michelle F. filtrada em cadinho de Goosch ou de vidro sinterizado e armazenada. Transfira a solução para um frasco escuro e rotule.Química Analítica Quantitativa Química Profa. 5. Adicionar cerca de 2.0 ml de ácido sulfúrico concentrado e aquecer a 60o C.

2. respectivamente. 2. conforme mostra a equação abaixo: 2MnO4. 6%. 40 e 100 volumes.  Amostra: comercial água oxigenada 13.4. Juntar 1 mL de H2SO4 concentrado. Fundamentação teórica: O peróxido de hidrogênio é usualmente encontrado na forma de solução aquosa contendo cerca de 3%. Michelle F.  Pipetas graduadas.3. 1 cm3 de H2O2 a 20 volumes produzirá 20 cm3 de oxigênio a CNTP.0 mL de água oxigenada comercial e transferir para um erlenmeyer de 100 mL de capacidade. Titular lentamente com solução de KMnO4 0. 30 .  Erlenmeyer. de 10. 4. 13.Química Analítica Quantitativa Química Profa. 3. Materiais e reagentes:  Béquer. Brugnera AULA PRÁTICA 14: DETERMINAÇÃO DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO EM ÁGUA OXIGENADA COMERCIAL. 12% e 30% (m/m) de H2O2.0 mL de água destilada. 20. Anotar o volume gasto e repetir o procedimento duas vezes. 13. A reação com permanganato ocorre em solução acidificada com H2SO4 diluído.  Bureta.  Pêra de sucção.02 mol/L de KMnO4 (previamente padronizada). Pipetar 1.1. sendo assim.+ 5 H2O2 + 6H+  2Mn2+ + 5O2 + 8 H2O 13.  Água destilada. Objetivo: Exemplificar uma titulação redox por meio da determinação da concentração de peróxido de hidrogênio em uma amostra de água oxigenada comercial. Essa terminologia é baseada no volume de oxigênio que é liberado quando a solução é decomposta por aquecimento. adicionar 50.  H2SO4 concentrado  Balão volumétrico.02 mol L-1 até que a solução adquira coloração rosa-violeta permanente. comercialmente chamadas..  Solução 0. Procedimento experimental: 1.

6.Química Analítica Quantitativa Química Profa. Calcular o volume médio gasto nas três titulações.Explique detalhadamente um procedimento de padronização de uma solução de permanganato de potássio. 31 . Michelle F. Questionário: 1. Calcular a concentração em mol L-1 e a %(m/m) de peróxido de hidrogênio na amostra. Brugnera 5.