You are on page 1of 9

RELATÓRIO: REFERENTE À ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCO DE CONCRETO

:

CAMPINA GRANDE- PB, 23 DE NOVEMBRO DE 2016.

INTRODUÇÃO
O contexto de transformações da construção e a necessidade de racionalização dos serviços em
obra têm exigido uma maior preocupação de todo o meio produtivo com a padronização das
técnicas construtivas através da adoção de procedimentos condizentes com a normalização e as boas
práticas da engenharia. Espera-se assim, garantir o nivelamento do conhecimento, promovendo
qualidade da execução dos serviços em obra.

Visita realizada na obra SHOPPING PARTAGE (expansão), localizado na cidade de Campina
Grande-PB, na rua: Av. Severino Bezerra Cabral, 1050, no dia 22 de novembro do corrente ano,
responsável pela execução Construtura Ribeiro Caram.

ALVENARIA DE VEDAÇÃO- BLOCO DE CONCRETO:
A obra em questão executa a alvenaria com blocos de concreto por ser uma solução construtiva
que oferece qualidade, economia e rapidez para a sua construção. Utilizada para a alvenaria de
vedação, com racionalização no processo construtivo, menor tempo de execução e respeito ao
meio ambiente.
ECONOMIA:

Economia de até 30% do consumo de argamassa e de reboco;

Redução do consumo de aço e do uso de formas de madeira;

Redução do tempo de execução e do custo final da construção.

QUALIDADE:

Resistência de acordo com as necessidades do projeto;

Material ensaiado em laboratório e produzido de acordo com as normas técnicas da
ABNT;

Resistência ao fogo (menor índice de propagação de incêndio);

Produtos de acordo com os preceitos da Norma de Desempenho (NBR 15575).

PRODUTIVIDADE:

Instalações das redes elétricas,hidráulicas e telefônicassem quebra de paredes;

Maior produtividade da equipe de obras;

Baixo índice de perdas e desperdício de materiais;

Entrega paletizada, possibilitando melhor organização do canteiro de obras.

Figura 1 – Blocos de concreto
1. PROCESSO CONSTRUTIVO- DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA:
As técnicas de execução da referida obra é através de documento de referencia que é Projeto
de arquitetura, estrutura (recomendável), instalações hidráulicas, instalações elétricas,
impermeabilização (quando houver e em áreas molhadas), esquadrias e alvenaria, conforme
figura abaixo.

Figura 2 – Projeto de alvenaria

2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
 Blocos de Concreto;

 Argamassa de assentamento;

 Colher de pedreiro, palheta ou bisnaga;

 Prumo de face;

 Nível de mangueira ou nível alemão;

 Nível de bolha;

 Linha de náilon;

 Tela galvanizada

 Escantilhão;
 Pino de fixação e pistola.

3. MÉTODO EXECUTIVO
3.1. CONDIÇÕES PARA O INÍCIO SERVIÇO

• A laje sobre a qual será executada a alvenaria deve estar livre, desimpedida e pronta para

receber carga;
• Os eixos principais são locados no edifício ou transferidos para o pavimento de trabalho, bem

como definido o nível de referência, através de nível de mangueira ou alemão.
3.2. MARCAÇÃO DA ALVENARIA
• Limpar o piso removendo os materiais soltos sobre a laje e executar o chapisco nas áreas da

estrutura de concreto que ficará em contato com a alvenaria. Este chapisco deve ser executado 2
dias antes;
• Definir a posição das paredes a partir dos eixos principais;
• Mapear a laje com nível alemão ou de mangueira, identificando o ponto mais alto, que será

tomado como nível de referência para definir a cota da primeira fiada;
• Proceder à marcação da alvenaria através da execução da primeira fiada, iniciando-se pela

periferia da laje.
• A partir da periferia, definir os ambientes, observando o cruzamento das paredes internas.

Atentar para a correta passagem das tubulações das instalações elétricas, hidráulicas e gás
(quando houver).
• O correto nivelamento e alinhamento da alvenaria podem ser obtidos através de uma linha de

náilon esticada entre os blocos de extremidade de cada fiada.
• Pode-se buscar também uma modulação dos blocos através da distribuição destes ao longo da

fiada de marcação. Atentar para a locação dos vãos de portas conforme projeto, que devem
possuir folga de 2 cm para a colocação do batente;
3.3. ELEVAÇÃO DA ALVENARIA
• Para orientar na execução das fiadas, deve-se recorrer ao escantilhão, fixado nas extremidades

de cada pano de alvenaria;
• Durante a elevação, a cada fiada, deve-se conferir o prumo e também o nivelamento da mesma;
• Quando atingir a altura das janelas, atentar para a correta locação de seus vãos, seja em largura

como em altura. Também atentar para a colocação ou execução das vergas e contra-vergas;
• No caso da fixação dos batentes ser realizada através de grapas, prever ainda folga de cerca 6

cm nos locais onde serão fixados);
• A ancoragem da alvenaria nos pilares pode ser obtida por meio de telas galvanizadas fixadas

com pino de aço e cantoneiras, posicionadas a cada duas fiadas de bloco (a partir da segunda
fiada) ou conforme projeto;
• As juntas horizontais devem possuir espessura entre 1 cm e 1,4 cm;
• As juntas verticais devem ser preenchidas em todos os casos ou de acordo com o projeto; deve-

se pressionar um bloco contra o outro com massa, evitando folgas e arremates posteriores.
3.4. FIXAÇÃO DA ALVENARIA

• Para a fixação da alvenaria na estrutura (vigas e/ou lajes) deixar um vão de 1,5 cm até 3,5 cm

que deverá ser preenchido posteriormente com argamassa industrializada (recomenda-se o uso
de bisnaga para fixação da alvenaria);
• Em paredes internas deve-se garantir o total preenchimento com cordões de argamassa para

blocos inteiros com furo na vertical e o preenchimento total com argamassa para os
compensadores maciços (definidos no projeto).
• Para as alvenarias externas preencher com um cordão de argamassa para os blocos inteiros

vazados pela face interna e 2/3 da espessura do compensador maciço. O espaço restante ou
outro cordão será preenchido com argamassa industrializada durante o chapiscamento da
fachada.
• Recomenda-se que a fixação seja realizada das lajes superiores para as lajes inferiores, após a

conclusão da elevação da alvenaria de pelo menos 4 pavimentos acima da laje em fixação.
• Verificar se o fabricante de argamassa industrializada fornece argamassa específica para bloco

de concreto.
4.

5.

Chapisco
(sobre a face do pilar)
Tela
galvanizada

6.
7. Figura 3 - Esquema geral de final de marcação de alvenaria

8.
9.
10. Figura 4 – Elevação de alvenaria
11.
12.
13.

14.
15.
16.
17.
18.
19.
20.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
31.
32.
33.
34.
35.
36.
37. Figura 5 – Alvenaria em bloco de concreto
38.
39.

40. PROCESSO PARA RECEBIMENTO DO MATERIAL:
42.
critérios.

41.
De acordo com a NBR 7173/82: que é gerada uma ficha de verificação contendo os

• Cada caminhão = 1 lote;
• Amostra = 20 blocos de cada lote Verificação visual: trincas, fraturas, superfícies e arestas

irregulares, deformações, falta de homogeneidade, pequenas lascas, imperfeições superficiais;
• Dimensões: medida com trena em 10 blocos de cada lote. Espessura da parede: medida com

trena em 10 blocos de cada lote, na região mais estreita.
42.1.

CRITÉRIOS PARA ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO DO LOTE:

43. • Verificação visual:

peças defeituosas ≤ 2 => aceitação;

peças defeituosas > 2 => 2 amostra (A2);

nos blocos defeituosos (A1 + A2) ≤ 6 => aceitação;
44.
Se A1 e A2 forem rejeitadas, o lote deve ser rejeitado, ou todos os blocos devem ser
inspecionados com separação dos defeituosos.

45.
•Dimensões => dimensões nominais da NBR + 3mm, - 2mm (espessura mínima = 15 mm);
•Quebra excessiva => devida a uma cura deficiente dos blocos ou à baixa resistência mecânica

(rejeição).
46. ARMAZENAMENTO DOS BLOCOS DE CONCRETO NA OBRA:
• h pilha ≤ 2 m;
• Próximos ao meio de transporte vertical.

47.
48.
49.
50.
51.
52.
53.
54.
55.
56.
57.
58.
59.
60.
61.
62.Figura 6 – armazenamento- bloco de concreto
63.