Novo Código Civil

Lei nº 10.406, de 10.01.2002 - DOU 1 de 11.01.2002

ÍNDICE P A R T E G E R A L....................................................................... LIVRO I DAS PESSOAS ............................................................. TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS ...................................... CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE .... CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE ........... CAPÍTULO III DA AUSÊNCIA .................................................. Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente ...................... Seção II Da Sucessão Provisória ........................................ Seção III Da Sucessão Definitiva ........................................ TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS .................................... CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES .......................................... CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES ............................................ TÍTULO III Do Domicílio ........................................................... LIVRO II DOS BENS .................................................................. TÍTULO ÚNICO DAS DIFERENTES CLASSES DE BENS ..... CAPÍTULO I DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS. Seção I Dos Bens Imóveis ................................................... Seção II Dos Bens Móveis ................................................... Seção III Dos Bens Fungíveis e Consumíveis ................... Seção IV Dos Bens Divisíveis .............................................. Seção V Dos Bens Singulares e Coletivos .......................... CAPÍTULO II DOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS .............................................................................................. CAPÍTULO III DOS BENS PÚBLICOS ..................................... LIVRO III DOS FATOS JURÍDICOS .......................................... TÍTULO I DO NEGÓCIO JURÍDICO ........................................ CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DA REPRESENTAÇÃO ...................................... CAPÍTULO III DA CONDIÇÃO, DO TERMO E DO ENCARGO ..................................................................................................... CAPÍTULO IV DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO .... Seção I Do Erro ou Ignorância ........................................... Seção II Do Dolo .................................................................. Seção III Da Coação ............................................................ Seção IV Do Estado de Perigo ............................................ Seção V Da Lesão ................................................................. Seção VI Da Fraude Contra Credores ................................ CAPÍTULO V DA INVALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO ... TÍTULO II DOS ATOS JURÍDICOS LÍCITOS ........................... TÍTULO III DOS ATOS ILÍCITOS .............................................. TÍTULO IV DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA .............. CAPÍTULO I DA PRESCRIÇÃO ................................................ Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição ......................................................................................... Seção III Das Causas que Interrompem a Prescrição ...... Seção IV Dos Prazos da Prescrição .................................... CAPÍTULO II DA DECADÊNCIA ............................................. TÍTULO V DA PROVA ................................................................ P A R T E E S P E C I A L .............................................................. LIVRO I DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES ............................. TÍTULO I DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES ............. CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES DE DAR .............................. Seção I Das Obrigações de Dar Coisa Certa ..................... Seção II Das Obrigações de Dar Coisa Incerta ..................

Pág. 3 3 3 3 4 4 4 5 5 5 5 6 7 7 7 7 7 7 8 8 8 8 8 8 8 8 8 9 9 9 10 10 10 10 10 10 11 11 11 12 12 12 12 12 12 13 13 14 14 14 14 14 15

CAPÍTULO II DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER ........................ CAPÍTULO III DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER ............. 3 CAPÍTULO IV DAS OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS ............. CAPÍTULO V DAS OBRIGAÇÕES DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS .................................................................................................. CAPÍTULO VI DAS OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS ................... Seção I Disposições Gerais ................................................ Seção II Da Solidariedade Ativa ......................................... Seção III Da Solidariedade Passiva ................................... TÍTULO II DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES .............. CAPÍTULO I DA CESSÃO DE CRÉDITO ................................ CAPÍTULO II DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA ............................. TÍTULO III DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES ................................................................................. CAPÍTULO I DO PAGAMENTO ............................................... Seção I De Quem Deve Pagar ............................................. Seção II Daqueles a Quem se Deve Pagar ......................... Seção III Do Objeto do Pagamento e Sua Prova .............. Seção IV Do Lugar do Pagamento ...................................... Seção V Do Tempo do Pagamento ..................................... CAPÍTULO II DO PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO .......... CAPÍTULO III DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO ...... CAPÍTULO IV DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO ............... CAPÍTULO V DA DAÇÃO EM PAGAMENTO ......................... CAPÍTULO VI DA NOVAÇÃO ................................................... CAPÍTULO VII DA COMPENSAÇÃO ....................................... CAPÍTULO VIII DA CONFUSÃO .............................................. CAPÍTULO IX DA REMISSÃO DAS DÍVIDAS ......................... TÍTULO IV DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES .... CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DA MORA ........................................................... CAPÍTULO III DAS PERDAS E DANOS .................................. CAPÍTULO IV DOS JUROS LEGAIS ........................................ CAPÍTULO V DA CLÁUSULA PENAL ..................................... CAPÍTULO VI DAS ARRAS OU SINAL .................................... TÍTULO V DOS CONTRATOS EM GERAL .............................. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... Seção I Preliminares ........................................................... Seção II Da Formação dos Contratos ................................ Seção III Da Estipulação em Favor de Terceiro ............... Seção IV Da Promessa de Fato de Terceiro ...................... Seção V Dos Vícios Redibitórios ........................................ Seção VI Da Evicção ........................................................... Seção VII Dos Contratos Aleatórios .................................. Seção VIII Do Contrato Preliminar .................................... Seção IX Do Contrato com Pessoa a Declarar ................. CAPÍTULO II DA EXTINÇÃO DO CONTRATO ...................... Seção I Do Distrato ............................................................. Seção II Da Cláusula Resolutiva ........................................ Seção III Da Exceção de Contrato não Cumprido ........... Seção IV Da Resolução por Onerosidade Excessiva ....... TÍTULO VI DAS VÁRIAS ESPÉCIES DE CONTRATO ........... CAPÍTULO I DA COMPRA E VENDA ...................................... Seção I Disposições Gerais ................................................ Seção II Das Cláusulas Especiais à Compra e Venda ....... Subseção I Da Retrovenda ..................................................

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Subseção II Da Venda a Contento e da Sujeita a Prova .... Subseção III Da Preempção ou Preferência ...................... Subseção IV Da Venda com Reserva de Domínio ............. Subseção V Da Venda Sobre Documentos ......................... CAPÍTULO II DA TROCA OU PERMUTA ................................ CAPÍTULO III DO CONTRATO ESTIMATÓRIO ...................... CAPÍTULO IV DA DOAÇÃO ...................................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Da Revogação da Doação ..................................... CAPÍTULO V DA LOCAÇÃO DE COISAS ................................ CAPÍTULO VI DO EMPRÉSTIMO ............................................ Seção I Do Comodato .......................................................... Seção II Do Mútuo ................................................................ CAPÍTULO VII DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ...................... CAPÍTULO VIII DA EMPREITADA .......................................... CAPÍTULO IX DO DEPÓSITO .................................................. Seção I Do Depósito Voluntário .......................................... Seção II Do Depósito Necessário ....................................... CAPÍTULO X DO MANDATO .................................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Das Obrigações do Mandatário ............................ Seção III Das Obrigações do Mandante ............................. Seção IV Da Extinção do Mandato ..................................... Seção V Do Mandato Judicial .............................................. CAPÍTULO XI DA COMISSÃO .................................................. CAPÍTULO XII DA AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO ................... CAPÍTULO XIII DA CORRETAGEM ........................................ CAPÍTULO XIV DO TRANSPORTE .......................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Do Transporte de Pessoas .................................... Seção III Do Transporte de Coisas ..................................... CAPÍTULO XV DO SEGURO ..................................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Do Seguro de Dano ............................................... Seção III Do Seguro de Pessoa ........................................... CAPÍTULO XVI DA CONSTITUIÇÃO DE RENDA .................. CAPÍTULO XVII DO JOGO E DA APOSTA .............................. CAPÍTULO XVIII DA FIANÇA .................................................. Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Dos Efeitos da Fiança ........................................... Seção III Da Extinção da Fiança ........................................ CAPÍTULO XIX DA TRANSAÇÃO ............................................ CAPÍTULO XX DO COMPROMISSO ........................................ TÍTULO VII DOS ATOS UNILATERAIS .................................... CAPÍTULO I DA PROMESSA DE RECOMPENSA .................. CAPÍTULO II DA GESTÃO DE NEGÓCIOS ............................ CAPÍTULO III DO PAGAMENTO INDEVIDO ......................... CAPÍTULO IV DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA ........... TÍTULO VIII DOS TÍTULOS DE CRÉDITO .............................. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DO TÍTULO AO PORTADOR ............................. CAPÍTULO III DO TÍTULO À ORDEM ..................................... CAPÍTULO IV DO TÍTULO NOMINATIVO ............................... TÍTULO IX DA RESPONSABILIDADE CIVIL .......................... CAPÍTULO I DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR ..................... CAPÍTULO II DA INDENIZAÇÃO ............................................. TÍTULO X DAS PREFERÊNCIAS E PRIVILÉGIOS CREDITÓRIOS ............................................................................................. LIVRO II DO DIREITO DE EMPRESA ..................................... TÍTULO I DO EMPRESÁRIO .................................................... CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO E DA INSCRIÇÃO ...... CAPÍTULO II DA CAPACIDADE .............................................. TÍTULO II DA SOCIEDADE ...................................................... CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS ........................... SUBTÍTULO I DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA ...... CAPÍTULO I DA SOCIEDADE EM COMUM ........................... CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO .............................................................................................. SUBTÍTULO II DA SOCIEDADE PERSONIFICADA .............. CAPÍTULO I DA SOCIEDADE SIMPLES ................................. Seção I Do Contrato Social ................................................. Seção II Dos Direitos e Obrigações dos Sócios ................ Seção III Da Administração ................................................ Seção IV Das Relações com Terceiros ............................... Seção V Da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio .................................................................................................. Seção VI Da Dissolução ....................................................... CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM NOME COLETIVO ......... CAPÍTULO III DA SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES CAPÍTULO IV DA SOCIEDADE LIMITADA ............................ Seção I Disposições Preliminares ...................................... Seção II Das Quotas ............................................................. Seção III Da Administração ................................................

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Seção IV Do Conselho Fiscal .............................................. Seção V Das Deliberações dos Sócios ............................... Seção VI Do Aumento e da Redução do Capital ............... Seção VII Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários .............................................................................. Seção VIII Da Dissolução .................................................... CAPÍTULO V DA SOCIEDADE ANÔNIMA ............................. Seção Única Da Caracterização ......................................... CAPÍTULO VI DA SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES .............................................................................................. CAPÍTULO VII DA SOCIEDADE COOPERATIVA .................. CAPÍTULO VIII DAS SOCIEDADES COLIGADAS ................. CAPÍTULO IX DA LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE ................ CAPÍTULO X DA TRANSFORMAÇÃO, DA INCORPORAÇÃO, DA FUSÃO E DA CISÃO DAS SOCIEDADES ..................... CAPÍTULO XI DA SOCIEDADE DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO .......................................................................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Da Sociedade Nacional ........................................ Seção III Da Sociedade Estrangeira ................................... TÍTULO III DO ESTABELECIMENTO ..................................... CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS ........................... TÍTULO IV DOS INSTITUTOS COMPLEMENTARES ............ CAPÍTULO I DO REGISTRO .................................................... CAPÍTULO II DO NOME EMPRESARIAL ............................... CAPÍTULO III DOS PREPOSTOS ............................................. Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Do Gerente ............................................................ Seção III Do Contabilista e outros Auxiliares ................... CAPÍTULO IV DA ESCRITURAÇÃO ........................................ LIVRO III DO DIREITO DAS COISAS ...................................... TÍTULO I DA POSSE ................................................................. CAPÍTULO I DA POSSE E SUA CLASSIFICAÇÃO ................. CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA POSSE .............................. CAPÍTULO III DOS EFEITOS DA POSSE ............................... CAPÍTULO IV DA PERDA DA POSSE ..................................... TÍTULO II DOS DIREITOS REAIS ........................................... CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS ........................... TÍTULO III DA PROPRIEDADE ............................................... CAPÍTULO I DA PROPRIEDADE EM GERAL ........................ Seção I Disposições Preliminares ...................................... Seção II Da Descoberta ....................................................... CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL Seção I Da Usucapião .......................................................... Seção II Da Aquisição pelo Registro do Título ................. Seção III Da Aquisição por Acessão .................................. Subseção I Das Ilhas ............................................................ Subseção II Da Aluvião ....................................................... Subseção III Da Avulsão ..................................................... Subseção IV Do Álveo Abandonado .................................. Subseção V Das Construções e Plantações ...................... CAPÍTULO III DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL Seção I Da Usucapião .......................................................... Seção II Da Ocupação ......................................................... Seção III Do Achado do Tesouro ........................................ Seção IV Da Tradição .......................................................... Seção V Da Especificação ................................................... Seção VI Da Confusão, da Comissão e da Adjunção ........ CAPÍTULO IV DA PERDA DA PROPRIEDADE ..................... CAPÍTULO V DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA ................... Seção I Do Uso Anormal da Propriedade .......................... Seção II Das Árvores Limítrofes ........................................ Seção III Da Passagem Forçada ......................................... Seção IV Da Passagem de Cabos e Tubulações ................ Seção V Das Águas .............................................................. Seção VI Dos Limites entre Prédios e do Direito de Tapagem ............................................................................................... Seção VII Do Direito de Construir ..................................... CAPÍTULO VI DO CONDOMÍNIO GERAL .............................. Seção I Do Condomínio Voluntário ................................... Subseção I Dos Direitos e Deveres dos Condôminos ...... Subseção II Da Administração do Condomínio ................ Seção II Do Condomínio Necessário ................................. CAPÍTULO VII DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO ......................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Da Administração do Condomínio ...................... Seção III Da Extinção do Condomínio .............................. CAPÍTULO VIII DA PROPRIEDADE RESOLÚVEL ................ CAPÍTULO IX DA PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA .................. TÍTULO IV DA SUPERFÍCIE .................................................... TÍTULO V DAS SERVIDÕES .................................................... CAPÍTULO I DA CONSTITUIÇÃO DAS SERVIDÕES ............ CAPÍTULO II DO EXERCÍCIO DAS SERVIDÕES ..................

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CAPÍTULO III DA EXTINÇÃO DAS SERVIDÕES ................... TÍTULO VI DO USUFRUTO ...................................................... CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DOS DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO ............. CAPÍTULO III DOS DEVERES DO USUFRUTUÁRIO ............ CAPÍTULO IV DA EXTINÇÃO DO USUFRUTO ...................... TÍTULO VII DO USO .................................................................. TÍTULO VIII DA HABITAÇÃO .................................................. TÍTULO IX DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR TÍTULO X DO PENHOR, DA HIPOTECA E DA ANTICRESE CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DO PENHOR ....................................................... Seção I Da Constituição do Penhor ................................... Seção II Dos Direitos do Credor Pignoratício ................... Seção III Das Obrigações do Credor Pignoratício ............ Seção IV Da Extinção do Penhor ....................................... Seção V Do Penhor Rural .................................................... Subseção I Disposições Gerais ........................................... Subseção II Do Penhor Agrícola ......................................... Subseção III Do Penhor Pecuário ...................................... Seção VI Do Penhor Industrial e Mercantil ....................... Seção VII Do Penhor de Direitos e Títulos de Crédito ..... Seção VIII Do Penhor de Veículos ...................................... Seção IX Do Penhor Legal ................................................... CAPÍTULO III DA HIPOTECA .................................................. Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Da Hipoteca Legal ................................................. Seção III Do Registro da Hipoteca ..................................... Seção IV Da Extinção da Hipoteca ..................................... Seção V Da Hipoteca de Vias Férreas ................................ CAPÍTULO IV DA ANTICRESE ................................................ LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA ....................................... TÍTULO I DO DIREITO PESSOAL ........................................... SUBTÍTULO I DO CASAMENTO .............................................. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DA CAPACIDADE PARA O CASAMENTO ...... CAPÍTULO III DOS IMPEDIMENTOS ..................................... CAPÍTULO IV DAS CAUSAS SUSPENSIVAS .......................... CAPÍTULO V DO PROCESSO DE HABILITAÇÃO PARA O CASAMENTO ............................................................................. CAPÍTULO VI DA CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO ............ CAPÍTULO VII DAS PROVAS DO CASAMENTO .................... CAPÍTULO VIII DA INVALIDADE DO CASAMENTO ............ CAPÍTULO IX DA EFICÁCIA DO CASAMENTO .................... CAPÍTULO X DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE E DO VÍNCULO CONJUGAL...................................................................... CAPÍTULO XI DA PROTEÇÃO DA PESSOA DOS FILHOS ... SUBTÍTULO II DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO ............. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DA FILIAÇÃO ..................................................... CAPÍTULO III DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS ......... CAPÍTULO IV DA ADOÇÃO ...................................................... CAPÍTULO V DO PODER FAMILIAR ....................................... Seção I Disposições Gerais ................................................. Seção II Do Exercício do Poder Familiar .......................... Seção III Da Suspensão e Extinção do Poder Familiar .... TÍTULO II DO DIREITO PATRIMONIAL ................................. SUBTÍTULO I DO REGIME DE BENS ENTRE OS CÔNJUGES ................................................................................................... CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DO PACTO ANTENUPCIAL .............................. CAPÍTULO III DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL ....... CAPÍTULO IV DO REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL .. CAPÍTULO V DO REGIME DE PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQÜESTOS ....................................................................................... CAPÍTULO VI DO REGIME DE SEPARAÇÃO DE BENS ...... SUBTÍTULO II DO USUFRUTO E DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DE FILHOS MENORES .................................................. SUBTÍTULO III DOS ALIMENTOS ........................................... SUBTÍTULO IV DO BEM DE FAMÍLIA .................................... TÍTULO III DA UNIÃO ESTÁVEL ............................................ TÍTULO IV DA TUTELA E DA CURATELA ............................. CAPÍTULO I DA TUTELA ......................................................... Seção I Dos Tutores ............................................................. Seção II Dos Incapazes de Exercer a Tutela ..................... Seção III Da Escusa dos Tutores ........................................ Seção IV Do Exercício da Tutela ........................................ Seção V Dos Bens do Tutelado ........................................... Seção VI Da Prestação de Contas ...................................... Seção VII Da Cessação da Tutela ....................................... CAPÍTULO II DA CURATELA ................................................... Seção I Dos Interditos .........................................................

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Seção II Da Curatela do Nascituro e do Enfermo ou Portador de Deficiência Física ............................................................. Seção III Do Exercício da Curatela ......................................... LIVRO V DO DIREITO DAS SUCESSÕES ............................... TÍTULO I DA SUCESSÃO EM GERAL .................................... CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................... CAPÍTULO II DA HERANÇA E DE SUA ADMINISTRAÇÃO CAPÍTULO III DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA ....................... CAPÍTULO IV DA ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA ..................................................................................................... CAPÍTULO V DOS EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO ................... CAPÍTULO VI DA HERANÇA JACENTE ................................ CAPÍTULO VII DA PETIÇÃO DE HERANÇA ......................... TÍTULO II DA SUCESSÃO LEGÍTIMA .................................... CAPÍTULO I DA ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA .... CAPÍTULO II DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS .................. CAPÍTULO III DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO ............ TITULO III DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA ..................... CAPITULO I DO TESTAMENTO EM GERAL ......................... CAPÍTULO II DA CAPACIDADE DE TESTAR ........................ CAPÍTULO III DAS FORMAS ORDINÁRIAS DO TESTAMENTO ............................................................................................. Seção I Disposições Gerais ................................................ Seção II Do Testamento Público ........................................ Seção III Do Testamento Cerrado ...................................... Seção IV Do Testamento Particular ................................... CAPÍTULO IV DOS CODICILOS .............................................. CAPÍTULO V DOS TESTAMENTOS ESPECIAIS ................... Seção I Disposições Gerais ................................................ Seção II Do Testamento Marítimo e do Testamento Aeronáutico .......................................................................................... Seção III Do Testamento Militar ........................................ CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS ....... CAPÍTULO VII DOS LEGADOS ................................................ Seção I Disposições Gerais ................................................ Seção II Dos Efeitos do Legado e do seu Pagamento ...... Seção III Da Caducidade dos Legados .............................. CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE ACRESCER ENTRE HERDEIROS E LEGATÁRIOS ........................................................ CAPÍTULO IX DAS SUBSTITUIÇÕES ..................................... Seção I Da Substituição Vulgar e da Recíproca ................ Seção II Da Substituição Fideicomissária ......................... CAPÍTULO X DA DESERDAÇÃO ............................................ CAPÍTULO XI DA REDUÇÃO DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS .................................................................................... CAPÍTULO XII DA REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO .......... CAPÍTULO XIII DO ROMPIMENTO DO TESTAMENTO ...... CAPÍTULO XIV DO TESTAMENTEIRO .................................. TÍTULO IV DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA ..................... CAPÍTULO I DO INVENTÁRIO ................................................ CAPÍTULO II DOS SONEGADOS ............................................ CAPÍTULO III DO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS..................... CAPÍTULO IV DA COLAÇÃO ................................................... CAPÍTULO V DA PARTILHA..................................................... CAPÍTULO VI DA GARANTIA DOS QUINHÕES HEREDITÁRIOS ............................................................................................. CAPÍTULO VII DA ANULAÇÃO DA PARTILHA ..................... LIVRO COMPLEMENTAR DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS ...............................................................................

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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: PARTEGERAL LIVRO I DAS PESSOAS TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE Art. 1º Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

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os ascendentes ou os descendentes. Art. relativamente a certos atos. Art.pela colação de grau em curso de ensino superior. Cessará. III . se o menor tiver dezesseis anos completos.a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz. não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu aos outros. não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Art. não puderem exprimir sua vontade. mediante instrumento público. a boa fama ou a respeitabilidade. ainda quando não haja intenção difamatória. casamentos e óbitos. A vida privada da pessoa natural é inviolável. Salvo se autorizadas. 17. ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se. Art.os pródigos. desaparecido em campanha ou feito prisioneiro. a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber. IV . O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público. nele compreendidos o prenome e o sobrenome. 10. a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal. ou pela existência de relação de emprego. presumir-se-ão simultaneamente mortos. é defeso o ato de disposição do próprio corpo. Em se tratando de morto.os excepcionais. ou altruístico. IV . Pode-se exigir que cesse a ameaça. a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas. por enfermidade ou deficiência mental. Art. a disposição gratuita do próprio corpo. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante.os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. para os menores.pelo casamento. 18. 14. III .os que. Com exceção dos casos previstos em lei. 22.se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida. declarará a ausência. Far-se-á averbação em registro público: I . a requerimento de qualquer interessado ou do Ministério Público. Toda pessoa tem direito ao nome. terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente. são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge. A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. Parágrafo único. Art. V . a direito da personalidade.os que. os direitos do nascituro. sem decretação de ausência: I . É válida. Parágrafo único. 19. III . Art. ou colateral até o quarto grau. e nomear-lhe-á curador. desde que. quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis. II . 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos. independentemente de homologação judicial. Parágrafo único. por deficiência mental.das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo. mas a lei põe a salvo. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela haver notícia. II . 21. A declaração da morte presumida. se lhe atingirem a honra. II . ou a publicação. Art. Em se tratando de morto ou de ausente. 4º São incapazes. para depois da morte.pelo exercício de emprego público efetivo. na forma estabelecida em lei especial. 15. ou à maneira de os exercer: I .os ébrios habituais. somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações. II . 13. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I . Art. Art. quando importar diminuição permanente da integridade física.a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. Art. 12. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome. não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial. III . tenham o discernimento reduzido. Art. II . ou se se destinarem a fins comerciais.se alguém. presume-se esta. Parágrafo único. Art. III . e reclamar perdas e danos.pela concessão dos pais. a requerimento do interessado. 11. o juiz. o divórcio. ou qualquer parente em linha reta. a incapacidade: I . sem desenvolvimento mental completo. Parágrafo único. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. desde a concepção. Art. e o juiz.dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação. CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Art. se não houver deixado representante ou procurador a quem caiba administrar-lhe os bens. Parágrafo único. II . 7º Pode ser declarada a morte presumida. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida. com objetivo científico. adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. os viciados em tóxicos. ouvido o tutor. Parágrafo único. e os que. 8º Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião. Salvo por exigência médica. Sem autorização.dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção. a transmissão da palavra.pelo estabelecimento civil ou comercial. Art. ou contrariar os bons costumes.Art. Art. com risco de vida. IV . Art. sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Art. 16. devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. nesses casos. CAPÍTULO III DA AUSÊNCIA Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente Art. 9º Serão registrados em registro público: I . mesmo por causa transitória.os menores de dezesseis anos. não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.a interdição por incapacidade absoluta ou relativa. nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. 6º A existência da pessoa natural termina com a morte. no todo ou em parte. o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. ou a lesão. ou por sentença do juiz. ou de um deles na falta do outro. 20. a divulgação de escritos. em função deles. 4 Código Civil .os nascimentos. a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. quanto aos ausentes.

mantendose os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador. e prestar anualmente contas ao juiz competente. Art. ascendente ou cônjuge que for sucessor provisório do ausente. § 1º Findo o prazo a que se refere o art. 29. Parágrafo único. requerer lhe seja entregue metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. Os herdeiros. quando o ordene o juiz. 33. Seção III Da Sucessão Definitiva Art. e se nomeará curador. Para o efeito previsto no artigo anterior. 26. os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal.823. se houver. que o eram àquele tempo. em favor do sucessor. IV . se localizados nas respectivas circunscrições. os sucessores provisórios ficarão representando ativa e passivamente o ausente. A sentença que determinar a abertura da sucessão provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de publicada pela imprensa. Antes da partilha. cessarão para logo as vantagens dos sucessores nela imitidos. 40. ou de outro herdeiro designado pelo juiz.os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte.o cônjuge não separado judicialmente. As pessoas jurídicas são de direito público. não havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. Pode-se requerer a sucessão definitiva. § 2º Os ascendentes. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente. regem-se.os herdeiros presumidos. Seção II Da Sucessão Provisória Art.819 a 1. quando julgar conveniente. mas. legítimos ou testamentários.os Municípios. quanto ao seu funcionamento. segundo o disposto no art. 35. Salvo disposição em contrário. 27. 29. todavia. compete ao juiz a escolha do curador. ou se lhe provar a existência. quando situados em território federal. se ele deixou representante ou procurador. observando. ou algum de seus descendentes ou ascendentes. 23. justificando falta de meios. perderá ele. em se passando três anos. não sendo por desapropriação. ou se os seus poderes forem insuficientes. incorporando-se ao domínio da União. cumpre ao Ministério Público requerê-la ao juízo competente. Art. O cônjuge do ausente. ou o preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido pelos bens alienados depois daquele tempo. Art. São pessoas jurídicas de direito público interno: I . uma vez provada a sua qualidade de herdeiros. Art.a União. independentemente de garantia. a que se tenha dado estrutura de direito privado. Art. somente se consideram interessados: I . será excluído. no que couber. Art. de modo que contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro àquele forem movidas.Art. da posse provisória poderá. provando-se que o ausente conta oitenta anos de idade. Se o ausente aparecer. Art. interno ou externo. V . 25. segundo o art. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que concede a abertura da sucessão provisória. 34. ou hipotecar.as autarquias. mediante penhores ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. 36. ou. depois de estabelecida a posse provisória. darão garantias da restituição deles. os sub-rogados em seu lugar. 28. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à abertura da sucessão definitiva. aquele ou estes haverão só os bens existentes no estado em que se acharem. nessa data. será o seu legítimo curador. no que for aplicável. sua parte nos frutos e rendimentos. Os imóveis do ausente só se poderão alienar. porém. § 2º Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o inventário até trinta dias depois de passar em julgado a sentença que mandar abrir a sucessão provisória. fará seus todos os frutos e rendimentos dos bens que a este couberem. pelas normas deste Código. § 1º Aquele que tiver direito à posse provisória. TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Se o ausente aparecer.os Estados. o ausente não regressar. 31. e que de cinco datam as últimas notícias dele. o juiz. IV . Art. como se o ausente fosse falecido. Código Civil 5 . Empossados nos bens. a curadoria dos bens do ausente incumbe aos pais ou aos descendentes. 24. O excluído. II . Art. ordenará a conversão dos bens móveis. II . mas não puder prestar a garantia exigida neste artigo. Art. Se durante a posse provisória se provar a época exata do falecimento do ausente. logo que passe em julgado. os outros sucessores. sempre que não esteja separado judicialmente. deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos. proceder-se-á à arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos arts. 41.as demais entidades de caráter público criadas por lei. para lhes evitar a ruína. nesta ordem. 38. III . quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não possa exercer ou continuar o mandato. de acordo com o representante do Ministério Público. Se. e ficar provado que a ausência foi voluntária e injustificada. 30.os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. § 2º Entre os descendentes. Parágrafo único. e não havendo interessados na sucessão provisória. obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas. § 1º Em falta do cônjuge. considerar-se-á. 37. sujeitos a deterioração ou a extravio. aberta a sucessão em favor dos herdeiros. 32. III . o Distrito Federal e os Territórios. poderão os interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das cauções prestadas. 39. para se imitirem na posse dos bens do ausente. as pessoas jurídicas de direito público. O descendente. 26. poderão os interessados requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão. O juiz. conforme as circunstâncias. Art. 1. poderão. e que preste essa garantia. ficando. Art. proceder-se-á à abertura do testamento. Também se declarará a ausência. Art. em imóveis ou em títulos garantidos pela União. 30. também. entrar na posse dos bens do ausente. o disposto a respeito dos tutores e curadores. os descendentes e o cônjuge. § 3º Na falta das pessoas mencionadas. Parágrafo único. até a entrega dos bens a seu dono. Art. nos dez anos a que se refere este artigo. e de direito privado. os mais próximos precedem os mais remotos. ou de fato por mais de dois anos antes da declaração da ausência. que nomear o curador. fixar-lhe-á os poderes e obrigações. e ao inventário e partilha dos bens. e nenhum interessado promover a sucessão definitiva.

Parágrafo único. 57. decretar a exclusão. o juiz. simulação ou fraude.o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores. 53. averbando-se no registro todas as alterações por que passar o ato constitutivo. Parágrafo único. de per si. 55. Art. Os associados devem ter iguais direitos. III . Art.as associações. 54. III . Da decisão do órgão que. Art. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar. caberá sempre recurso à assembléia geral. a transferência daquela não importará. mas o estatuto poderá instituir categorias com vantagens especiais. nomear-lhe-á administrador provisório. e dos diretores.a denominação.o modo de constituição e funcionamento dos órgãos deliberativos e administrativos. 46. pode o juiz decidir. judicial e extrajudicialmente. em deliberação fundamentada. 50. Art. as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas jurídicas de direito privado. 6 Código Civil .as fundações. Parágrafo único. por parte destes. Sob pena de nulidade. Em caso de abuso da personalidade jurídica.eleger os administradores. IV . não podendo ela deliberar. § 1º Far-se-á. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido. ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano. no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita.alterar o estatuto.os requisitos para a admissão. até que esta se conclua. VI . obedecido o disposto no estatuto. dolo. no que couber. Art. 44.Art. subsidiariamente. salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. ela subsistirá para os fins de liquidação. 49. Art. de conformidade com o estatuto. demissão e exclusão dos associados. caracterizado pelo desvio de finalidade. Compete privativamente à assembléia geral: I . se o estatuto não dispuser o contrário.o modo por que se administra e representa.destituir os administradores. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. ou não. entre os associados. Aplica-se às pessoas jurídicas. 48. às demais pessoas jurídicas de direito privado. IV . V . Art. poderá também ocorrer se for reconhecida a existência de motivos graves.as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do seu patrimônio. a sede.a denominação. Art. exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato constitutivo. 56. III . Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da associação. Art. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere este artigo. 42. 59. Art. quando houver. CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES Art. ou pela confusão patrimonial. Art. no que couber. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.as sociedades. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a autorização para seu funcionamento. se houver. Art. VI . a averbação de sua dissolução. Art. pelas obrigações sociais. a proteção dos direitos da personalidade. II . salvo disposição diversa do estatuto. 58. A exclusão do associado só é admissível havendo justa causa. Parágrafo único. Não há. 45. nesse caso. ou com menos de um terço nas convocações seguintes. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores. subsidiariamente. 47. Parágrafo único.as condições para a alteração das disposições estatutárias e para a dissolução. II . Art. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva. às sociedades que são objeto do Livro II da Parte Especial deste Código. os fins. São pessoas jurídicas de direito privado: I .se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração. pela maioria absoluta dos presentes à assembléia geral especialmente convocada para esse fim. 43. São pessoas jurídicas de direito público externo os Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo direito internacional público. os fins e a sede da associação. II . o tempo de duração e o fundo social. a requerimento da parte.os direitos e deveres dos associados. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro. contado o prazo da publicação de sua inscrição no registro. promover-se-á o cancelamento da inscrição da pessoa jurídica. de autorização ou aprovação do Poder Executivo. em primeira convocação. Art. sem a maioria absoluta dos associados. As disposições concernentes às associações aplicam-se. Art. quando necessário. direitos e obrigações recíprocos. II . § 3º Encerrada a liquidação.as fontes de recursos para sua manutenção. 60. Art. quando violarem a lei ou estatuto. 52. O registro declarará: I . III . V . Parágrafo único. A convocação da assembléia geral far-se-á na forma do estatuto. a requerimento de qualquer interessado. sendo este omisso.aprovar as contas. culpa ou dolo. garantido a um quinto dos associados o direito de promovê-la. Para as deliberações a que se referem os incisos II e IV é exigido o voto concorde de dois terços dos presentes à assembléia especialmente convocada para esse fim. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros. A qualidade de associado é intransmissível. e de que modo. Parágrafo único. precedida. o estatuto das associações conterá: I . IV . ou forem eivadas de erro. por defeito do ato respectivo. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. 51. a não ser nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto. § 2º As disposições para a liquidação das sociedades aplicamse. na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro.se os membros respondem. ativa e passivamente.

culturais ou de assistência. requererão que se dê ciência à minoria vencida para impugná-la. haver-se-á por domicílio da pessoa jurídica. Parágrafo único. ou diretoria. por mandado judicial. É também domicílio da pessoa natural. as contribuições que tiverem prestado ao patrimônio da associação. em outra fundação. em que a associação tiver sede. submetendo-o. 67. Se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor. alegar extraterritorialidade sem designar onde tem. 62. 70. Art. o lugar onde funcionarem as respectivas diretorias e administrações. ou qualquer interessado. a requerimento do interessado. por deliberação dos associados. antes da destinação do remanescente referida neste artigo. podem estes. por escritura pública ou testamento. a incumbência caberá ao Ministério Público. Parágrafo único. 62). 72. serão registrados. o Distrito Federal. com a intenção manifesta de o mudar. ou em Território. no Estado. as respectivas capitais. § 1º Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em lugares diferentes. 66. lhe promoverá a extinção. se tais declarações não fizer. estadual ou federal. que deixa. Art. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente. em tendo ciência do encargo. Muda-se o domicílio. não havendo prazo. o estatuto da fundação projetada. incorporando-se o seu patrimônio. no tocante às obrigações contraídas por cada uma das suas agências. o remanescente do seu patrimônio líquido. Dissolvida a associação. 77. ao respectivo Ministério Público. o do servidor público. cada um deles constituirá domicílio para as relações que lhe corresponderem. em seguida. por deliberação dos associados. Parágrafo único. III . e. Se. no seu silêncio. o lugar do estabelecimento. instituição nas condições indicadas neste artigo. § 2º Se estenderem a atividade por mais de um Estado. tiver a sede no estrangeiro. Quando a alteração não houver sido aprovada por votação unânime. Tornando-se ilícita. citado no estrangeiro. IV . se quiser. o seu domicílio. 69. no país. Art. de acordo com as suas bases (art. se de outro modo não dispuser o instituidor. à instituição municipal. se não o fizer. e. O agente diplomático do Brasil. omisso este. 74. os bens a ela destinados serão. o seu instituidor fará. salvo disposição em contrário no ato constitutivo. o instituidor é obrigado a transferir-lhe a propriedade. as quotas ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. onde o navio estiver matriculado. atualizado o respectivo valor. Art. e. incorporados em outra fundação que se proponha a fim igual ou semelhante. Art. 78. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado onde situadas.das demais pessoas jurídicas. Para criar uma fundação. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos. 76. se quiser. § 1º Por cláusula do estatuto ou. Ter-se-á por domicílio da pessoa natural. a que ela corresponder. os administradores da fundação. 73. quanto às relações concernentes à profissão. em nome dela. morais. impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação. Art. alternadamente. CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES Art. Se a pessoa exercitar profissão em lugares diversos. Art. viva. se for o caso. Parágrafo único. receber em restituição. 71. especificando o fim a que se destina. a sede do comando a que se encontrar imediatamente subordinado. 64. o lugar em que exercer permanentemente suas funções. Art. TÍTULO III DO DOMICÍLIO Art. ou no estatuto. § 1º Se funcionarem no Distrito Federal. Art. o lugar onde funcione a administração municipal. que. o lugar em que cumprir a sentença. o órgão do Ministério Público. que se proponha a fim igual ou semelhante. o lugar onde esta é exercida. caso este a denegue. de fins idênticos ou semelhantes. formularão logo. e o do preso. à aprovação da autoridade competente.dos Estados e Territórios. poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último ponto do território brasileiro onde o teve. Quando insuficientes para constituir a fundação.da União. sito no Brasil. Art. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos. e declarando. sendo da Marinha ou da Aeronáutica. do Distrito Federal ou da União. Nos contratos escritos. 63. Têm domicílio necessário o incapaz. com recurso ao juiz. ou onde elegerem domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. caberá o encargo. 68. Quanto às pessoas jurídicas. III . LIVRO II DOS BENS TÍTULO ÚNICO DAS DIFERENTES CLASSES DE BENS CAPÍTULO I DOS BENS CONSIDERADOS EM SI MESMOS Seção I Dos Bens Imóveis Art. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma: I . O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Art. 65. depois de deduzidas. poderá o juiz supri-la. o do marítimo. Art. Art. ou outro direito real. sobre os bens dotados. a pessoa natural tiver diversas residências. Art. § 2º Não existindo no Município. o servidor público. o do militar. ao submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público. dotação especial de bens livres. porém. Art. Código Civil 7 .seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação. onde. onde servir. designada pelo juiz. 61. cada um deles será considerado domicílio para os atos nele praticados. e para onde vai. que não tenha residência habitual. a maneira de administrá-la. será destinado à entidade de fins não econômicos designada no estatuto. ou. o que remanescer do seu patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado. o lugar onde for encontrada. poderão os contratantes especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e obrigações deles resultantes. da própria mudança. transferindo a residência. o marítimo e o preso. em cada um deles. ou vencido o prazo de sua existência.Art. em cento e oitenta dias. II . o domicílio é: I . caberá o encargo ao Ministério Público Federal. em dez dias. II .do Município. § 2º Se a administração. O domicílio do incapaz é o do seu representante ou assistente. com as circunstâncias que a acompanharem. A prova da intenção resultará do que declarar a pessoa às municipalidades dos lugares. 79. no Distrito Federal ou no Território. Parágrafo único. 75.não contrarie ou desvirtue o fim desta. considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. ou. o militar. ou. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do patrimônio. 56.seja aprovada pelo órgão do Ministério Público.

103. Consideram-se móveis para os efeitos legais: I . 87. Seção III Dos Bens Fungíveis e Consumíveis Art. na forma que a lei determinar. Art. § 3º São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou evitar que se deteriore. 95. 97. Não dispondo a lei em contrário. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno.os dominicais. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído. para nele se reempregarem. como objeto de direito pessoal. 93. Art. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens singulares que.objeto lícito. § 2º São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. que não aumentam o uso habitual do bem. II . São consumíveis os bens móveis cujo uso importa destruição imediata da própria substância. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis. 99. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. aquele cuja existência supõe a do principal. de modo duradouro. Parágrafo único. mas conservando a sua unidade.forma prescrita ou não defesa em lei. As benfeitorias podem ser voluptuárias. São singulares os bens que. CAPÍTULO II DOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS Art. II . Art. III . Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. observadas as exigências da lei. ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor. Não perdem o caráter de imóveis: I . 84. conservam sua qualidade de móveis. Art. Art. Os bens que formam essa universalidade podem ser objeto de relações jurídicas próprias. Principal é o bem que existe sobre si. forem removidas para outro local. readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de algum prédio. da manifestação de vontade. diminuição considerável de valor. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as pertenças.os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas ações. 83. 81. determinado ou determinável.o direito à sucessão aberta. abstrata ou concretamente. ou prejuízo do uso a que se destinam. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. Art. se destinam. de uma pessoa. os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico. enquanto conservarem a sua qualificação. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem alteração na sua substância. tenham destinação unitária. tais como rios. São bens públicos: I . 88. de cada uma dessas entidades. úteis ou necessárias. 100. 94. Parágrafo único. Art. inclusive os de suas autarquias. Seção IV Dos Bens Divisíveis Art. 96. Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas. Art. possuidor ou detentor.os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. territorial ou municipal. São pertenças os bens que. ao uso. independentemente dos demais. 92. Os materiais destinados a alguma construção. II . Consideram-se imóveis para os efeitos legais: I . Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. Art. III . 86.os de uso comum do povo. 85. separadas do solo. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. 101. CAPÍTULO III DOS BENS PÚBLICOS Art. Art. 80. todos os outros são particulares. pertinentes à mesma pessoa. 102. Apesar de ainda não separados do bem principal. seja qual for a pessoa a que pertencerem. 82.os de uso especial. estradas. Art. ou de remoção por força alheia. Art.os materiais provisoriamente separados de um prédio. possível. Art. acessório. sem alteração da substância ou da destinação econômico-social. II .as energias que tenham valor econômico. estadual. 8 Código Civil . 104. Art. 89. ao serviço ou ao aformoseamento de outro. 90. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio. ou real.agente capaz.os direitos reais sobre objetos móveis e as ações correspondentes. Art. Art. sendo também considerados tais os destinados à alienação. não constituindo partes integrantes. enquanto não forem empregados. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do proprietário. que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. ruas e praças. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem. Art. mares. se consideram de per si. A validade do negócio jurídico requer: I . Seção II Dos Bens Móveis Art. II . III . salvo se o contrário resultar da lei. LIVRO III DOS FATOS JURÍDICOS TÍTULO I DO NEGÓCIO JURÍDICO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. São fungíveis os móveis que podem substituir-se por outros da mesma espécie. dotadas de valor econômico.as edificações que. 98.Art. qualidade e quantidade. Seção V Dos Bens Singulares e Coletivos Art. ou das circunstâncias do caso. § 1º São voluptuárias as de mero deleite ou recreio. 91. embora reunidos.

a que ele visa. Código Civil 9 . o seu décimo quinto dia. celebrar consigo mesmo. computam-se os prazos. 110. Se for resolutiva a condição. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os estabelecidos nas normas respectivas. 113. não tem eficácia quanto aos atos já praticados. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são subordinados: I . O termo inicial suspende o exercício. os da representação voluntária são os da Parte Especial deste Código. Sobrevindo a condição resolutiva. quando suspensivas. O silêncio importa anuência. ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. Art. entre as condições defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio jurídico.as condições ilícitas. enquanto esta se não verificar. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito. se tal fato era ou devia ser do conhecimento de quem com aquele tratou. quando as circunstâncias ou os usos o autorizarem. excluído o dia do começo. Os negócios jurídicos entre vivos. não o fazendo. ou no imediato. 133. a contar da conclusão do negócio ou da cessação da incapacidade. nos limites de seus poderes. quando resolutivas. for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. 127. vigorará o negócio jurídico. § 1º Se o dia do vencimento cair em feriado. todas as condições não contrárias à lei. tem-se como celebrado pelo representante o negócio realizado por aquele em quem os poderes houverem sido subestabelecidos. o direito a que ela se opõe. A manifestação de vontade pelo representante. III . Art. em qualquer mês. CAPÍTULO II DA REPRESENTAÇÃO Art. Art. são exeqüíveis desde logo. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva. neste caso. 121. realizada a condição. Têm-se por inexistentes as condições impossíveis. responder pelos atos que a estes excederem. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva.as condições incompreensíveis ou contraditórias. § 2º Meado considera-se. a sua qualidade e a extensão de seus poderes. senão quando a lei expressamente a exigir. Reputa-se verificada. Parágrafo único. resultar que se estabeleceu a benefício do credor. a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição. Art. se aposta a um negócio de execução continuada ou periódica. Art. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio. Art. salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. quanto aos efeitos jurídicos. 107. Salvo se o permitir a lei ou o representado. 119. Art. Art. 126. Art. a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer. pendente esta. 124. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não valer sem instrumento público. ou das circunstâncias. se faltar exata correspondência. transferência. § 3º Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início. nem aproveita aos co-interessados capazes. 116. Art. em proveito do devedor. Art.Art. Art. salvo se. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. ou de fazer coisa ilícita. Art. salvo se a execução tiver de ser feita em lugar diverso ou depender de tempo. Art. Art. 112. as disposições relativas à condição suspensiva e resolutiva. 122. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam-se estritamente. 123. Art. Art. extingue-se. 117. É de cento e oitenta dias. 108. é anulável o negócio jurídico que o representante. mas não a aquisição do direito. desde que compatíveis com a natureza da condição pendente e conforme aos ditames de boa-fé. enquanto esta se não realizar. e incluído o do vencimento. derivando exclusivamente da vontade das partes. ao contrário. produz efeitos em relação ao representado. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar de sua celebração. 134. 130. 115. e não for necessária a declaração de vontade expressa. 106. estas não terão valor. se com ela forem incompatíveis. mas. nos casos de condição suspensiva ou resolutiva. Art. 135. Ao termo inicial e final aplicam-se. 109.as condições física ou juridicamente impossíveis. Não dispondo a lei em contrário. II . podendo exercer-se desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. é permitido praticar os atos destinados a conservá-lo. se do teor do instrumento. Art. Art. Para esse efeito. à ordem pública ou aos bons costumes. modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País. Os poderes de representação conferem-se por lei ou pelo interessado. 111. subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. e. O representante é obrigado a provar às pessoas. Art. 118. o prazo de decadência para pleitear-se a anulação prevista neste artigo. pelo disponente. 136. em geral. Nos testamentos. nos contratos. não verificada a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento. São lícitas. considerando-se. É anulável o negócio concluído pelo representante em conflito de interesses com o representado. 120. presume-se o prazo em favor do herdeiro. e. fizer quanto àquela novas disposições. a sua realização. Art. salvo disposição em contrário. com quem tratar em nome do representado. Art. Art. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial. como condição suspensiva. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou. Salvo disposição legal ou convencional em contrário. ou se cessar antes de realizada a condição a que ele estiver subordinado. 125. para todos os efeitos. Art. § 4º Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto. CAPÍTULO III DA CONDIÇÃO. Considera-se condição a cláusula que. e as de não fazer coisa impossível. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio jurídico se for relativa. 105. 129. Art. ou de ambos os contratantes. sem prazo. no seu interesse ou por conta de outrem. este é da substância do ato. considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico. sob pena de. 114. Ao titular do direito eventual. não se terá adquirido o direito. Art. DO TERMO E DO ENCARGO Art. Art. no que couber. Art. 132. quanto a esses. 131. salvo. 128. Parágrafo único.

153. 159. premido da necessidade de salvar-se. se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada. ou aos seus bens. aquilo que recebeu. o negócio seria realizado. 162. 151. 139. 137. o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de terceiro. 161. 152. Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível. se a coação decorrer de terceiro. para viciar a declaração da vontade. III . Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos. nem o simples temor reverencial. Art. poderá depositar o preço que lhes corresponda ao valor real. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante. ter-se-ão em conta o sexo. decidirá se houve coação. Art. ainda quando o ignore. § 2º Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles. se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento. Subsistirá o negócio jurídico. de grave dano conhecido pela outra parte. 146. CAPÍTULO IV DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO Seção I Do Erro ou Ignorância Art. Art. Se inferior. mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto. O erro é substancial quando: I . 149. Art. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito. Art. provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. 142. Art. ou por inexperiência. ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito. 157. Art. a quem a manifestação de vontade se dirige. Art. com a citação de todos os interessados.Art. 148. 138. São anuláveis os negócios jurídicos. ou por eles reduzido à insolvência. Art. Nos negócios jurídicos bilaterais. há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa. Art. ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé. nos casos dos arts. aproximadamente. como lesivos dos seus direitos. em caso contrário. a idade. Parágrafo único. caso em que se invalida o negócio jurídico. § 1º Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente. Ocorre a lesão quando uma pessoa. Art. e é acidental quando. Seção IV Do Estado de Perigo Art. Parágrafo único. 145. ainda que subsista o negócio jurídico. for o motivo único ou principal do negócio jurídico. embora por outro modo. quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal. Art. se. O credor quirografário. sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento. 150. em face das circunstâncias do negócio. Art. por seu contexto e pelas circunstâncias. Art. 158. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo. 140. A coação. o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. No apreciar a coação. ou a alguma das qualidades a ele essenciais. o juiz. O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa. constitui omissão dolosa. Seção III Da Coação Art. 158 e 159. o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado. 141. o juiz decidirá segundo as circunstâncias. Art. nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio. 147. 143. para conservar os bens. se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.interessa à natureza do negócio. quando a insolvência for notória. § 2º Não se decretará a anulação do negócio. sob premente necessidade. 144. não viciará o negócio quando. A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é anulável nos mesmos casos em que o é a declaração direta. a saúde. Art. Configura-se o estado de perigo quando alguém. 160. poderá ser intentada contra o devedor insolvente. Seção V Da Lesão Art. se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda não tiver pago o preço e este for. salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade. § 1º Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico. 154. se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que aproveite. 10 Código Civil . II . porém. a que se referir a declaração de vontade. Parágrafo único. 156. ou houver motivo para ser conhecida do outro contratante. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente. ficará obrigado a repor.concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de vontade. A ação. O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade. Art. o adquirente. se os praticar o devedor já insolvente. o corrente. em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. quando este for a sua causa. O erro de indicação da pessoa ou da coisa. Tratando-se de pessoa não pertencente à família do declarante. desobrigar-se-á depositando-o em juízo. assume obrigação excessivamente onerosa. a seu despeito. Se ambas as partes procederem com dolo. Seção VI Da Fraude Contra Credores Art. ou a pessoa de sua família. ou reclamar indenização. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida. o dolo for do representante convencional. com base nas circunstâncias. Art. à sua família. O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve. Seção II Do Dolo Art. 155. Art. se for oferecido suplemento suficiente. poderão ser anulados pelos credores quirografários. ao objeto principal da declaração. a condição.sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei. que receber do devedor insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida. desde que tenha influído nesta de modo relevante. e esta responderá solidariamente com aquele por perdas e danos.

165. se válido for na substância e na forma.Art. Parágrafo único. ou se. Parágrafo único. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz. 170. ou pelo Ministério Público. quando o negócio já foi cumprido em parte pelo devedor. Art. O menor. pela boa-fé ou pelos bons costumes. sem estabelecer prazo para pleitear-se a anulação. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos de outro. Art. Presumem-se.o motivo determinante. serão indenizadas com o equivalente.por vício resultante de erro. do dia em que cessar a incapaciV . II . 188.aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem.não revestir a forma prescrita em lei. Art. 184. penhor ou anticrese. dolo. se houvessem previsto a nulidade. por ação ou omissão voluntária. Art. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes permitir supor que o teriam querido. A invalidade do instrumento não induz a do negócio jurídico sempre que este puder provar-se por outro meio. estado de perigo. 163. estado de perigo ou lesão. contado: I . ou à subsistência do devedor e de sua família. IV . Art. 171. nem convalesce pelo decurso do tempo. O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes. Se esses negócios tinham por único objeto atribuir direitos preferenciais. Aquele que. violar direito e causar dano a outrem. impossível ou indeterminável o seu objeto. não pode. ou a execução voluntária de negócio anulável. 176. III . invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte. porém. 169. 166. 167. II . porém. a invalidade parcial de um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida. Ninguém pode reclamar o que. de boa-fé e valem os negócios ordinários indispensáveis à manutenção de estabelecimento mercantil. comete ato ilícito. se esta for separável. Anulado o negócio jurídico. 179. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado. Art. será validado se este a der posteriormente. ou exceções. 178. que não sejam negócios jurídicos. Art. Art. Art. comum a ambas as partes.a lei taxativamente o declarar nulo. do dia em que ela cessar. TÍTULO II DOS ATOS JURÍDICOS LÍCITOS Art. mas subsistirá o que se dissimulou. Aos atos jurídicos lícitos. Art. quando lhe couber intervir. e. quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas. entre dezesseis e dezoito anos. 177.for ilícito. Art. Art. Não constituem atos ilícitos: I . condição ou cláusula não verdadeira. 185. as disposições do Título anterior. VI . 168. a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias. restituir-se-ão as partes ao estado em que antes dele se achavam. nem se pronuncia de ofício. 174. rural.no de erro. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico. declarou-se maior. ou industrial. dade.por incapacidade relativa do agente. Também comete ato ilícito o titular de um direito que. II . § 1º Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I . Código Civil 11 . Art. Art. por uma obrigação anulada. dolo. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. aplicam-se. for ilícito. 186. Além dos casos expressamente declarados na lei.os instrumentos particulares forem antedatados. a contar da data da conclusão do ato. ou pósdatados. Art. 172. sua invalidade importará somente na anulação da preferência ajustada. 173. Art. mas a destas não induz a da obrigação principal. Art. Respeitada a intenção das partes. pagou a um incapaz. ou proibir-lhe a prática. III . se não provar que reverteu em proveito dele a importância paga. ainda que exclusivamente moral. ainda que a requerimento das partes. 183. é anulável o negócio jurídico: I . 181. 187. 180. III . 172 a 174. negligência ou imprudência. Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de autorização de terceiro. A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por sentença. Art. É nulo o negócio jurídico simulado. ou transmitem. de que contra ele dispusesse o devedor. Presumem-se fraudatórias dos direitos dos outros credores as garantias de dívidas que o devedor insolvente tiver dado a algum credor. Art.celebrado por pessoa absolutamente incapaz. Se. 164. TÍTULO III DOS ATOS ILÍCITOS Art. nos termos dos arts. importa a extinção de todas as ações. lesão ou fraude contra credores. CAPÍTULO V DA INVALIDADE DO NEGÓCIO JURÍDICO Art. só os interessados a podem alegar. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação. Anulados os negócios fraudulentos. ao exercê-lo. não lhe sendo permitido supri-las. A confirmação expressa. Art. no que couber. VII . É escusada a confirmação expressa. O ato de confirmação deve conter a substância do negócio celebrado e a vontade expressa de mantê-lo. II . fraude contra credores.contiverem declaração. para eximir-se de uma obrigação.no de atos de incapazes. do dia em que se realizou o negócio jurídico.for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade. 182. coação. e aproveita exclusivamente aos que a alegarem. confissão. ciente do vício que o inquinava. salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade. mediante hipoteca. no ato de obrigar-se. § 2º Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável. Art.tiver por objetivo fraudar lei imperativa. salvo direito de terceiro. É nulo o negócio jurídico quando: I . Art. a vantagem resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores.no caso de coação. não sendo possível restituí-las. sem cominar sanção. será este de dois anos. 175.

e só valerá. de ofício. nasce para o titular a pretensão. sendo feita. para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos. 201. 197. mesmo incompetente.a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes.por protesto cambial.pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores. contado o prazo: a) para o segurado. 12 Código Civil . durante a tutela ou curatela. Art. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros. não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. III . 198. No caso do inciso II.a deterioração ou destruição da coisa alheia.entre os cônjuges. II . Art. tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado. a alegação de prescrição. ou a lesão a pessoa. A interrupção da prescrição. Art. Seção IV Dos Prazos da Prescrição Art. Art. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal.por protesto.contra os ausentes do País em serviço público da União. senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. 3º. custas e honorários. 202. 206. Art. o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário.pendendo condição suspensiva.contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas.por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. que derem causa à prescrição. ainda que extrajudicial. da ciência do fato gerador da pretensão. que ordenar a citação. na constância da sociedade conjugal. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu. a fim de remover perigo iminente. Violado o direito. ou não a alegarem oportunamente. não prejudica aos demais coobrigados. II . 204. Art.entre ascendentes e descendentes. Art. 191. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. II . II .a pretensão dos tabeliães. 200. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado. III . 205 e 206. 195.II . em tempo de guerra. 205. Seção III Das Causas que Interrompem a Prescrição Art. pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital de sociedade anônima. dos Estados ou dos Municípios. 194. Prescreve: § 1º Em um ano: III . Art. I . salvo se favorecer a absolutamente incapaz. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita. § 3º A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários. pela percepção de emolumentos. III . 203. que importe reconhecimento do direito pelo devedor. § 1º A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros.não estando vencido o prazo. A prescrição ocorre em dez anos. Não corre igualmente a prescrição: I . V . 189. § 2º A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores. contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível. dar-se-á: I . auxiliares da justiça. VI . a qual se extingue. TÍTULO IV DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA CAPÍTULO I DA PRESCRIÇÃO Seção I Disposições Gerais Art.a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio estabelecimento. 196. no caso de seguro de responsabilidade civil. V . sem prejuízo de terceiro. pela prescrição. 199. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. IV . durante o poder familiar. serventuários judiciais. a interrupção operada contra o co-devedor. O juiz não pode suprir. nos prazos a que aludem os arts. com a anuência do segurador. Art. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais. Art. que somente poderá ocorrer uma vez. 193. Também não corre a prescrição: I . se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual.pendendo ação de evicção.por despacho do juiz. quando a lei não lhe haja fixado prazo menor. Seção II Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição Art. ou a deste contra aquele. contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo. não excedendo os limites do indispensável para a remoção do perigo. Parágrafo único.contra os incapazes de que trata o art. b) quanto aos demais seguros. II . ou do último ato do processo para a interromper.a pretensão do segurado contra o segurador. Art. Art. árbitros e peritos. Art. assim como a interrupção efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores. Art. 192. IV . A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição. semelhantemente. ou seu herdeiro. nas condições do inciso antecedente. incompatíveis com a prescrição. Não corre a prescrição: I .a pretensão contra os peritos. ou da data que a este indeniza.por qualquer ato inequívoco. depois que a prescrição se consumar. 190. Parágrafo único. pela parte a quem aproveita. da data em que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado. III .

CAPÍTULO II DA DECADÊNCIA Art. inciso I. do regime de bens do casamento. da primeira assembléia semestral posterior à violação. outra pessoa capaz que. Art. dividendos ou quaisquer prestações acessórias.a pretensão de reparação civil. contado o prazo da conclusão dos serviços. e a do terceiro prejudicado. domicílio e residência das partes e demais comparecentes. outra pessoa capaz assinará por ele.reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam comparecido ao ato.a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé. II . III . a contar do vencimento. Código Civil 13 . é documento dotado de fé pública. pagáveis. 213. VI . quando necessário.documento. Se a decadência for convencional. Salvo o negócio a que se impõe forma especial. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. a juízo do tabelião. V . da apresentação. curadores e professores pelos seus honorários. contado o prazo: a) para os fundadores. A confissão é irrevogável.a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto.a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo. por si. II . nacionalidade.a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. Farão a mesma prova que os originais as certidões textuais de qualquer peça judicial. em períodos não maiores de um ano.a pretensão do beneficiário contra o segurador. estado civil. conhecer da decadência.nome. § 4º Se qualquer dos comparecentes não souber a língua nacional e o tabelião não entender o idioma em que se expressa. de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. a seu rogo. profissão. a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição. ou da reunião ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento. 211. Art. 208.presunção. o fato jurídico pode ser provado mediante: Art.a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. Deve o juiz. VII . 212. correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição. aos sócios. fazendo prova plena. a contar da data da aprovação das contas. a pretensão relativa à tutela. § 2º Se algum comparecente não puder ou não souber escrever. I . 195 e 198. do protocolo das audiências. c) para os liquidantes. quando estabelecida por lei. Terão a mesma força probante os traslados e as certidões. Art. V . Aplica-se à decadência o disposto nos arts.perícia. 210. III . a pretensão para haver prestações alimentares. lavrada em notas de tabelião. ou. IX . com a indicação. Salvo disposição legal em contrário.referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato. TÍTULO V DA PROVA Art. § 4º Em quatro anos. ou de outro qualquer livro a cargo do escrivão. A escritura pública. IV . não o havendo na localidade. mas o juiz não pode suprir a alegação. Art. § 3º A escritura será redigida na língua nacional. a escritura pública deve conter: I .assinatura das partes e dos demais comparecentes. intervenientes ou testemunhas. III . procuradores judiciais. não se aplicam à decadência as normas que impedem.a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. ou fiscais. 207. deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete. b) para os administradores.§ 2º Em dois anos. mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação.data e local de sua realização. da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima. Art. nome do outro cônjuge e filiação. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. IV . 215. II . V . Se feita a confissão por um representante.a pretensão para haver juros.a pretensão dos profissionais liberais em geral.confissão. 214. Art. assim como os traslados de autos. sendo extraídas por ele. ou sob a sua vigilância. § 3º Em três anos: I . VII . deverão participar do ato pelo menos duas testemunhas que o conheçam e atestem sua identidade. nem puder identificar-se por documento. a partir da data em que se vencerem.testemunha. com capitalização ou sem ela. ou de que todos a leram. como representantes. § 1º Salvo quando exigidos por lei outros requisitos. VI . encerrando o ato. quando por outro escrivão consertados. de ofício. Art. § 5º Em cinco anos: I . 209. 216. Art. § 5º Se algum dos comparecentes não for conhecido do tabelião. IV . Parágrafo único. tenha idoneidade e conhecimento bastantes. 217. somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o representado.declaração de ter sido lida na presença das partes e demais comparecentes. suspendem ou interrompem a prescrição. no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório. extraídos por tabelião ou oficial de registro. e por ele subscritas. bem como a do tabelião ou seu substituto legal. III .a pretensão para haver o pagamento de título de crédito. da cessação dos respectivos contratos ou mandato. VIII . II .a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular. ressalvadas as disposições de lei especial.manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes. do balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada.

Os frutos percebidos são do devedor. a prova testemunhal é admissível como subsidiária ou complementar da prova por escrito. Art. quando a ciência do fato que se quer provar dependa dos sentidos que lhes faltam. o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes. a perigo de vida. com direito a reclamar. deva guardar segredo. cinematográficas. Art. Art. O telegrama. contra quem forem exibidos. V . Para a prova de fatos que só elas conheçam. 223. 226. sempre que se possa. pelos quais poderá exigir aumento no preço. sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa. 220. salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso. Salvo os casos expressos. abatido de seu preço o valor que perdeu.o interessado no litígio. Sendo culpado o devedor. sem culpa do devedor. e. bem como os da cessão. não tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil. nos casos em que a lei ou as circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. Parágrafo único. ou às pessoas referidas no inciso antecedente. 241. no caso do art. e esta. ou de dano patrimonial imediato. e constará. ou amigo íntimo. Aquele que se nega a submeter-se a exame médico necessário não poderá aproveitar-se de sua recusa. As declarações constantes de documentos assinados presumem-se verdadeiras em relação aos signatários. cabendo ao credor os pendentes. os registros fonográficos e. Art. 230. Os traslados e as certidões considerar-se-ão instrumentos públicos. sem direito a indenização. 232. 237. e a obrigação se resolverá. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública. lucrará o credor. a prova exclusivamente testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao tempo em que foram celebrados. poderá o devedor resolver a obrigação. tal qual se ache. não sendo o devedor culpado. Art. por consangüinidade.os cônjuges. com as disposições principais ou com a legitimidade das partes. as declarações enunciativas não eximem os interessados em sua veracidade do ônus de prová-las. indenização das perdas e danos. A prova do instrumento particular pode suprir-se pelas outras de caráter legal. ou do original. Parágrafo único. poderá o credor resolver a obrigação. parente em grau sucessível. 236. quando. se por culpa do devedor. Art. por enfermidade ou retardamento mental. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão traduzidos para o português para ter efeitos legais no País. Art. II .que o exponha. As reproduções fotográficas. a respeito de terceiros. Até a tradição pertence ao devedor a coisa. Art. PARTE ESPECIAL LIVRO I DO DIREITO DAS OBRIGAÇÕES TÍTULO I DAS MODALIDADES DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DAS OBRIGAÇÕES DE DAR Seção I Das Obrigações de Dar Coisa Certa Art. em um ou em outro caso.os cegos e surdos. e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. ou somente assinado por quem esteja na livre disposição e administração de seus bens. 14 Código Civil . se a perda resultar de culpa do devedor. até o terceiro grau de alguma das partes. A prova não supre a ausência do título de crédito. sofrerá o credor a perda. no caso do artigo antecedente. fica resolvida a obrigação para ambas as partes. ou aceitar a coisa no estado em que se acha. Art. 233. não lhes impugnar a exatidão. 239. valerá como prova de declaração da vontade. 225. feito e assinado. ou pendente a condição suspensiva. quando lhe for contestada a autenticidade. 235. Parágrafo único. porém. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem. por estado ou profissão. 228. 238. faz prova mediante conferência com o original assinado. Parágrafo único. conferida por tabelião de notas. pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que se refere este artigo. que não as legais. necessária à validade de um ato. se o credor não anuir. mais perdas e danos. Se a obrigação for de restituir coisa certa. III . provar-se-á do mesmo modo que este. Art. em seu favor. Art. 227. se os originais se houverem produzido em juízo como prova de algum ato. 234. observar-se-á o disposto no art. Art. poderá o credor exigir o equivalente. 229. Se a coisa restituível se deteriorar sem culpa do devedor. sem despesa ou trabalho do devedor. A anuência ou a autorização de outrem. Art. não se admitem nos casos em que a lei exclui a prova testemunhal. As presunções. Parágrafo único. de demanda. Art. escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco. a coisa se perder. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados.a cujo respeito. do próprio instrumento. os descendentes e os colaterais. Parágrafo único. O instrumento particular. se a parte. Não podem ser admitidos como testemunhas: I . 218. Art. ou escrito particular revestido de requisitos especiais. quaisquer outras reproduções mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena destes. mas. Não tendo relação direta. Se. 238. Parágrafo único.os menores de dezesseis anos.aqueles que. em geral. 231. mas os seus efeitos. 240. se perder antes da tradição. antes de registrado no registro público. Deteriorada a coisa. ou aceitar a coisa. Art. de seu cônjuge. Art. não se operam. recebê-la-á o credor. responderá este pelo equivalente. Art.a que não possa responder sem desonra própria. os ascendentes. responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos. Se a coisa se perder por culpa do devedor. desobrigado de indenização. Art. 222. 224. Art. 239. com os seus melhoramentos e acrescidos. A cópia fotográfica de documento.Art. II . ressalvados os seus direitos até o dia da perda. 221. prova as obrigações convencionais de qualquer valor. sem culpa do devedor. Art. Art. antes da tradição. IV . 219. III . Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato: I . Qualquer que seja o valor do negócio jurídico. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá suprir a prova que se pretendia obter com o exame. forem confirmados por outros subsídios. deverá ser exibido o original. ou afinidade. Se. impugnada sua autenticidade.

Há solidariedade. 249. não se puder cumprir nenhuma das prestações. pagando: I . ou dada a razão determinante do negócio jurídico. ou só por ele exeqüível. Se a pluralidade for dos credores. Art. empregou o devedor trabalho ou dispêndio. A solidariedade não se presume. 266. 253. CAPÍTULO VI DAS OBRIGAÇÕES SOLIDÁRIAS Seção I Disposições Gerais Art. não havendo acordo unânime entre eles. o disposto neste Código. § 4º Se o título deferir a opção a terceiro. por culpa do devedor. o caso se regulará pelas normas deste Código atinentes às benfeitorias realizadas pelo possuidor de boa-fé ou de má-fé. subsistirá o débito quanto à outra. ou mais de um devedor. não competindo ao credor a escolha. se o contrário não resultar do título da obrigação. sendo depois ressarcido. Art.a um. por culpa do devedor. 243. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tornada inexeqüível. Parágrafo único. a escolha cabe ao devedor. ficarão exonerados os outros. extinguir-se-á a obrigação. Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos. ambas as prestações se tornarem inexeqüíveis. havendo recusa ou mora deste. Seção II Das Obrigações de Dar Coisa Incerta Art. mais as perdas e danos que o caso determinar. Art. Quanto aos frutos percebidos. sem prejuízo do ressarcimento devido. ou a prazo. Art. 252. esta presume-se dividida em tantas obrigações. compensação ou confusão. CAPÍTULO II DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER Art. § 1º Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra. que se obrigou a não praticar. 257. houver culpa de todos os devedores. A coisa incerta será indicada. Art. CAPÍTULO III DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER Art. Quando a escolha couber ao credor e uma das prestações tornar-se impossível por culpa do devedor. acerca do possuidor de boa-fé ou de má-fé. mas estes só a poderão exigir. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor. mas não poderá dar a coisa pior. a prestação não for divisível. § 2º Se for de um só a culpa. a escolha pertence ao devedor. com perdas e danos. ou não puder exercê-la. não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa. Art. Art. Art. A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos co-credores ou co-devedores. cada um com direito. sem culpa do devedor. Antes da escolha. havendo dois ou mais devedores. observar-se-á. para efeito do disposto neste artigo. Art. se. respondendo só esse pelas perdas e danos. II . decidirá o juiz. se lhe torne impossível abster-se do ato. 242. ressarcindo o culpado perdas e danos. poderá o credor desfazer ou mandar desfazer. se outra coisa não se estipulou. responderão todos por partes iguais. para o outro. findo o prazo por este assinado para a deliberação. por sua natureza. Art. sob pena de se desfazer à sua custa. ao menos. pode o credor. poderá o credor reclamar o valor de qualquer das duas. 248. Parágrafo único. Extingue-se a obrigação de não fazer.a todos conjuntamente. Nas coisas determinadas pelo gênero e pela quantidade. quando na mesma obrigação concorre mais de um credor. pelo gênero e pela quantidade. 260. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível. executar ou mandar executar o fato. Se. nem será obrigado a prestar a melhor. a obrigação não ficará extinta para com os outros. que paga a dívida. Art. resolver-se-á a obrigação. 245. ou obrigado. 263. à dívida toda. o credor terá direito de exigir a prestação subsistente ou o valor da outra. sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados. Art. 262. se por culpa dele. poderá cada um destes exigir a dívida inteira. ainda que por força maior ou caso fortuito. 250. Praticado pelo devedor o ato. 247.Art. § 2º Quando a obrigação for de prestações periódicas. 259. por motivo de ordem econômica. 251. vigorará o disposto na Seção antecedente. 261. quantos os credores ou devedores. do mesmo modo. Se. ficará aquele obrigado a pagar o valor da que por último se impossibilitou. Parágrafo único. Cientificado da escolha o credor. responderá por perdas e danos. Art. e este não quiser. Em caso de urgência. Se um dos credores remitir a dívida. a cada um dos outros assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total. Em caso de urgência. iguais e distintas. Parágrafo único. § 3º No caso de pluralidade de optantes. Parágrafo único. ou pagável em lugar diferente. o credor pode exigir dele que o desfaça. a faculdade de opção poderá ser exercida em cada período. 246. Art. será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor. Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta. Se um só dos credores receber a prestação por inteiro. cada um será obrigado pela dívida toda. dando este caução de ratificação dos outros credores. desde que. 244. descontada a quota do credor remitente. Art. independentemente de autorização judicial. 255. Código Civil 15 . mas o devedor ou devedores se desobrigarão. O mesmo critério se observará no caso de transação. sem prejuízo da indenização cabível. O devedor. Art. a cuja abstenção se obrigara. além da indenização por perdas e danos. § 1º Se. Se o fato puder ser executado por terceiro. caberá ao juiz a escolha se não houver acordo entre as partes. 256. Se para o melhoramento. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor. Art. CAPÍTULO IV DAS OBRIGAÇÕES ALTERNATIVAS Art. independentemente de autorização judicial. CAPÍTULO V DAS OBRIGAÇÕES DIVISÍVEIS E INDIVISÍVEIS Art. ou aumento. 265. Art. Nas obrigações alternativas. e condicional. resulta da lei ou da vontade das partes. 264. A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão. 254. 258. novação.

ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 297. Convertendo-se a prestação em perdas e danos. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem. o julgamento favorável aproveita-lhes. Art. a solidariedade. mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança. se tiver procedido de máfé. responsável ao cessionário pela solvência do devedor. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um. era insolvente e o credor o ignorava. 16 Código Civil . 299. ou a convenção com o devedor. subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro. subsiste. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que lhes caiba. Art. as partes de todos os co-devedores. nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário. contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo credor. Art. interpretando-se o seu silêncio como recusa. responderá este por toda ela para com aquele que pagar. Parágrafo único. Parágrafo único. Fica desobrigado o devedor que. 288. Art. a transmissão de um crédito. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais oponíveis aos outros. não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro co-devedor. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores. se o pagamento tiver sido parcial. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel. 294. 295. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da prestação por inteiro. paga ao cessionário que lhe apresenta. a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé. a dívida comum. se a isso não se opuser a natureza da obrigação. TÍTULO II DA TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DA CESSÃO DE CRÉDITO Art. a menos que se funde em exceção pessoal ao credor que o obteve. subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente. o cedente não responde pela solvência do devedor. prevalece a que se completar com a tradição do título do crédito cedido. não responde por mais do que daquele recebeu. Art. não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes. O cedente. Art. não tendo notificação dela. 654. 278. paga ao credor primitivo. Salvo estipulação em contrário. salvo se aquele. antes de ter conhecimento da cessão. Art. Art. ficando exonerado o devedor primitivo. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor. 292. subsistirá a dos demais. 273. Art. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua quota. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários. cada um destes só terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário. quando o crédito constar de escritura pública. 277. o cedente. Art. 281. 296. 286. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores. 272. 282. presumindo-se iguais. pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente. Na cessão por título oneroso. 285. 284. se declarou ciente da cessão feita. 271. 280. tinha contra o cedente. ainda que a ação tenha sido proposta somente contra um. Art. Todos os devedores respondem pelos juros da mora. Seção III Da Solidariedade Passiva Art. Art. O crédito. com o título de cessão. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais. prevalecerá a prioridade da notificação. Art. de alguns ou de todos os devedores. Art. 268. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago. salvo se a obrigação for indivisível. estipulada entre um dos devedores solidários e o credor. 291. mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais devedores. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores. Art. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito. mas pelas perdas e danos só responde o culpado. para todos os efeitos. na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios. fica exonerado. salvo se a obrigação for indivisível. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros. Art. Art. Qualquer cláusula. Art. não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora. no momento em que veio a ter conhecimento da cessão. ao tempo da assunção. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor. 279. parcial ou totalmente. a qualquer daqueles poderá este pagar. CAPÍTULO II DA ASSUNÇÃO DE DÍVIDA Art. 269. 274. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros. Art. com o consentimento expresso do credor. 289. 283. Art. 275. 293. 290. em relação a terceiros. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum. 267. Art. o da obrigação cedida. Art. uma vez penhorado. dividindo-se igualmente por todos a do insolvente. É ineficaz. Art. senão quando a este notificada. ou que. a lei. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos. em escrito público ou particular. bem como as que. todos os demais devedores continuam obrigados solidariamente pelo resto. Art. 287. senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.Seção II Da Solidariedade Ativa Art. 276. se não celebrar-se mediante instrumento público. ainda que não se responsabilize. Art. condição ou obrigação adicional. O credor pode ceder o seu crédito. mas o devedor que o pagar. se o houver. No caso de rateio entre os co-devedores. Art. mas por notificado se tem o devedor que. fica responsável ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu. 270. pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido. no débito. Art. 298. Art. a mesma responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito. com os respectivos juros. mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida. Art. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou alguns dos devedores. Parágrafo único. se não constar do instrumento da obrigação. Salvo disposição em contrário. no caso de mais de uma cessão notificada.

se assim não se ajustou. sem prejuízo para o credor. Art. 314. a quitação da última estabelece. excetuados os casos previstos na legislação especial. Art. Art. bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional. quando feito por quem possa alienar o objeto em que ele consistiu. dos meios conducentes à exoneração do devedor. de modo que assegure. Art. 324. exceto se este conhecia o vício que inquinava a obrigação. 326. 318. Se pagar antes de vencida a dívida. Parágrafo único. 329. TÍTULO III DO ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DO PAGAMENTO Seção I De Quem Deve Pagar Art. ou quem por este pagou. 302. far-se-á no lugar onde situado o bem. Art. Art. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação. que paga a dívida em seu próprio nome. usando. que aceitaram os do lugar da execução. se de seus termos ou das circunstâncias resultar haver sido paga a dívida. restaura-se o débito. Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível. mas não se sub-roga nos direitos do credor. não se poderá mais reclamar do credor que. salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante. 327. poderá o devedor exigir. entender-se-á. O pagamento feito por terceiro. Art. com desconhecimento ou oposição do devedor. a recebeu e consumiu. Parágrafo único. 317. Art. a falta do pagamento.Art. a pedido da parte. e pode reter o pagamento. de boa-fé. O terceiro não interessado. O devedor que paga tem direito a quitação regular. Código Civil 17 . 304. É lícito convencionar o aumento progressivo de prestações sucessivas. Art. salvo se as partes convencionarem diversamente. Parágrafo único. enquanto não lhe seja dada. declaração do credor que inutilize o título desaparecido. ficando-lhe ressalvado o regresso contra o credor. 321. Art. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira. Se o devedor pagar ao credor. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la. Ainda sem os requisitos estabelecidos neste artigo valerá a quitação. o pagamento não valerá contra estes. ainda que o solvente não tivesse o direito de aliená-la. Art. se o fizer em nome e à conta do devedor. entender-se-á dado o assentimento. Igual direito cabe ao terceiro não interessado. apesar de intimado da penhora feita sobre o crédito. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto no contrato. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente. Art. Efetuar-se-á o pagamento no domicílio do devedor. 322. Parágrafo único. Parágrafo único. 303. 310. por partes. não pode o credor ser obrigado a receber. 316. se o credor se opuser. ainda provado depois que não era credor. com a assinatura do credor. Ficará sem efeito a quitação assim operada se o credor provar. perdido este. 328. o valor real da prestação. Art. quanto possível. Presumem-se a cargo do devedor as despesas com o pagamento e a quitação. ou da impugnação a ele oposta por terceiros. 319. as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor. salvo as garantias prestadas por terceiros. 325. Seção II Daqueles a Quem se Deve Pagar Art. Art. Se o pagamento consistir na tradição de um imóvel. ou em prestações relativas a imóvel. Art. a presunção de estarem solvidas as anteriores. 309. da natureza da obrigação ou das circunstâncias. cabe ao credor escolher entre eles. Se se der em pagamento coisa fungível. nem o devedor a pagar. Quando o pagamento for em quotas periódicas. 330. 307. o tempo e o lugar do pagamento. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo. Sendo a quitação do capital sem reserva dos juros. Seção III Do Objeto do Pagamento e Sua Prova Art. sobrevier desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de sua execução. Se a substituição do devedor vier a ser anulada. 301. A entrega do título ao devedor firma a presunção do pagamento. Nos débitos. Art. 308. por motivos imprevisíveis. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido. ainda que mais valiosa. em moeda corrente e pelo valor nominal. 315. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido. cuja quitação consista na devolução do título. Ocorrendo motivo grave para que se não efetue o pagamento no lugar determinado. suportará este a despesa acrescida. Designados dois ou mais lugares. Art. 300. a partir da assunção da dívida. salvo oposição deste. se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu. Art. Art. ou tanto quanto reverter em seu proveito. até prova em contrário. em sessenta dias. ou se o contrário resultar da lei. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar. tem direito a reembolsar-se do que pagar. designará o valor e a espécie da dívida quitada. sob pena de só valer depois de por ele ratificado. 312. Art. não impugnar em trinta dias a transferência do débito. 313. estes presumem-se pagos. Só terá eficácia o pagamento que importar transmissão da propriedade. poderá o juiz corrigi-lo. com todas as suas garantias. Quando. salvo o disposto nos artigos subseqüentes. consideram-se extintas. ou do seu representante. retendo o pagamento. no silêncio das partes. A quitação. 320. poderá o devedor fazê-lo em outro. se ocorrer aumento por fato do credor. Art. 306. 305. não obriga a reembolsar aquele que pagou. Art. que sempre poderá ser dada por instrumento particular. notificado. que poderão constranger o devedor a pagar de novo. Art. Seção IV Do Lugar do Pagamento Art. 323. 311. só terá direito ao reembolso no vencimento. Se o pagamento se houver de fazer por medida. se o credor. Art. O credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida. Art. Art. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento. Parágrafo único. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo. ou peso. se o devedor tinha meios para ilidir a ação. o nome do devedor.

senão até à soma que tiver desembolsado para desobrigar o devedor. no todo ou em parte. O devedor de obrigação litigiosa exonerar-se-á mediante consignação. correrão à conta do credor. se pagar a qualquer dos pretendidos credores. Se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo. Art. Parágrafo único.do credor que paga a dívida do devedor comum. III . ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil. Art. Nos casos deste artigo. que paga a credor hipotecário. II . 355. 338. sem justa causa. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor. A sub-rogação é convencional: I . III . CAPÍTULO V DA DAÇÃO EM PAGAMENTO Art. se negar a reforçá-las.se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo estipulado no contrato ou marcado neste Código: I . e subsistindo a obrigação para todas as conseqüências de direito. perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada. e a quitação for omissa quanto à imputação. Art. vigorará o disposto quanto à cessão do crédito.se os bens. Art. Se a dívida se vencer. II . As despesas com o depósito. 349.se o credor não puder. intimado. Art. e o devedor. Art.quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos. contra o devedor principal e os fiadores. CAPÍTULO III DO PAGAMENTO COM SUB-ROGAÇÃO Art. nem mandar receber a coisa no lugar. 337. 354. os juros da dívida e os riscos. sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito. não terá direito a reclamar contra a imputação feita pelo credor. se aceitar a quitação de uma delas. o devedor já não poderá levantá-lo. 340. pode o credor exigi-lo imediatamente. 342. cessando. em relação à dívida. Art. e. recusar receber o pagamento.no caso de falência do devedor. Art. e depois no capital. no débito. poderá o devedor citar o credor para vir ou mandar recebê-la.do terceiro interessado. terá preferência ao sub-rogado. 351. 334. Na sub-rogação legal o sub-rogado não poderá exercer os direitos e as ações do credor. todos os requisitos sem os quais não é válido o pagamento.quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza. A sub-rogação transfere ao novo credor todos os direitos. sob cominação de perder o direito e de ser depositada a coisa que o devedor escolher. ou reais. 352. 332. no caso contrário. assumirá o risco do pagamento. tendo conhecimento do litígio. Art. Art. As obrigações condicionais cumprem-se na data do implemento da condição. 347. ou se se tornarem insuficientes. que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado. ao objeto. V . ou. será ele citado para esse fim. CAPÍTULO IV DA IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO Art. hipotecados ou empenhados. Art. se houver. 331. Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva ser entregue no mesmo lugar onde está. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida. e extingue a obrigação. O credor originário. ou dar quitação na devida forma. poderá o devedor requerer o levantamento. Julgado procedente o depósito. 352. 346. em favor: I . 18 Código Civil . IV . III . 350. proceder-se-á como no artigo antecedente. Art. Para que a consignação tenha força de pagamento. tanto que se efetue. embora o credor consinta. modo e tempo. for desconhecido. CAPÍTULO II DO PAGAMENTO EM CONSIGNAÇÃO Art. 343. tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento. poderá qualquer deles requerer a consignação. Considera-se pagamento. Art. de pleno direito. forem penhorados em execução por outro credor. 333. 336. ou não o impugnar. Art. Havendo capital e juros. Art. Se o devedor não fizer a indicação do art. A consignação tem lugar: I . a imputação far-se-á na mais onerosa. O credor que. salvo estipulação em contrário. O depósito requerer-se-á no lugar do pagamento. Art. depois de contestar a lide ou aceitar o depósito. Art. solidariedade passiva. 339. salvo provando haver ele cometido violência ou dolo. 344. II . 345. 341. para o depositante. não se reputará vencido quanto aos outros devedores solventes. senão de acordo com os outros devedores e fiadores.se o credor não for. Na hipótese do inciso I do artigo antecedente. esta se fará nas dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar. o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida. Art. ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído. em relação às pessoas. a um só credor. ou de concurso de credores. fidejussórias. II . pagando as respectivas despesas. tempo e condição devidos. A sub-rogação opera-se. salvo se for julgado improcedente. 335. 353. Não tendo o devedor declarado em qual das dívidas líquidas e vencidas quer imputar o pagamento. se os bens do devedor não chegarem para saldar inteiramente o que a um e outro dever. Art. Art. sob pena de ser depositada. Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito.se o credor for incapaz de receber. feita a escolha pelo devedor. as garantias do débito. será mister concorram. declarado ausente. na cobrança da dívida restante. 356. aquiescer no levantamento. mas. quando julgado procedente. se todos forem líquidos e vencidos.se cessarem. ou se o credor passar a quitação por conta do capital. 348. ações. nos casos e forma legais.do adquirente do imóvel hipotecado. não tendo sido ajustada época para o pagamento. Art. o pagamento imputar-se-á primeiro nos juros vencidos. bem como do terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel. privilégios e garantias do primitivo.Seção V Do Tempo do Pagamento Art.se pender litígio sobre o objeto do pagamento. cabendo ao credor a prova de que deste teve ciência o devedor. à conta do devedor. pendendo litígio entre credores que se pretendem mutuamente excluir. só em parte reembolsado. Salvo disposição legal em contrário.

369.quando novo devedor sucede ao antigo. não a extinção da dívida. Art. em virtude de obrigação nova. a transferência importará em cessão. 363. aceita pelo devedor. já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida. não obstam a compensação. ao credor ressalvar o penhor. subsistindo quanto ao mais a solidariedade. 372. Art. CAPÍTULO VII DA COMPENSAÇÃO Art. 374. Determinado o preço da coisa dada em pagamento. 379. verificandose que diferem na qualidade. outro credor é substituído ao antigo. desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. porém. 360. embora consagrados pelo uso geral. Art. Art.quando. ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros. 377. vencidas e de coisas fungíveis. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação. O devedor que. e o devedor capaz de adquirir. Art. 378. Art. Art. não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou extintas.se provier de esbulho. depois de penhorado o crédito deste. Art. a segunda obrigação confirma simplesmente a primeira. Art. se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que não foi parte na novação. Art. contudo. Art. e honorários de advogado. quando especificada no contrato. não pode opor ao exeqüente a compensação. Art. Art. CAPÍTULO VI DA NOVAÇÃO Art. responde o devedor por perdas e danos. 383. ação regressiva contra o primeiro. 358. não tem o credor. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que executou o ato de que se devia abster. para logo se restabelece. Art. a hipoteca ou a anticrese. Se. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra. Art. 371. Art. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento. Art. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias dívidas compensáveis. ficando este quite com o credor. nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos. somente sobre os bens do que contrair a nova obrigação subsistem as preferências e garantias do crédito novado. Art. Art. 362. expresso ou tácito mas inequívoco. ou só de parte dela. A remissão da dívida. Os prazos de favor. não se podem compensar sem dedução das despesas necessárias à operação. a excluírem. Não cumprida a obrigação. CAPÍTULO VIII DA CONFUSÃO Art. Não aproveitará. Art. ressalvados os direitos de terceiros. de que contra o próprio credor disporia. Quando as duas dívidas não são pagáveis no mesmo lugar. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva parte no crédito. 359. II . 390. ficando sem efeito a quitação dada. exceto: I . Operada a novação entre o credor e um dos devedores solidários. Art. salvo se este obteve por má-fé a substituição. Art. 375. não se compensarão. Art. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a ele correspondente. as duas obrigações extinguem-se. 384. A matéria da compensação. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento deste. se o credor for capaz de alienar. quando por escrito particular. ficando o devedor quite com este. 373. 382. com todos os seus acessórios.se uma se originar de comodato. objeto das duas prestações. O devedor que se torne credor do seu credor. 367. sempre que não houver estipulação em contrário. mas sem prejuízo de terceiro. 357. que o aceitou. Art. III . 381. 391. 388. Não havendo ânimo de novar. no compensá-las. Não haverá compensação quando as partes. as relações entre as partes regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda. 368. no que concerne às dívidas fiscais e parafiscais. extingue a obrigação. furto ou roubo. Se o novo devedor for insolvente. não pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe dever. serão observadas. Código Civil 19 . Art. 380. O devedor somente pode compensar com o credor o que este lhe dever. é regida pelo disposto neste capítulo. A devolução voluntária do título da obrigação. Dá-se a novação: I . de modo que. mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas. depósito ou alimentos. 389. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor. notificado.Art. A novação extingue os acessórios e garantias da dívida. 376. até onde se compensarem. ou no caso de renúncia prévia de uma delas. II . as regras estabelecidas quanto à imputação do pagamento. Art. ou na dívida. a obrigação anterior. a cessão lhe não tiver sido notificada. Art. 370. mas o fiador pode compensar sua dívida com a de seu credor ao afiançado. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garantia real. 364.se uma for de coisa não suscetível de penhora. que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Os outros devedores solidários ficam por esse fato exonerados.quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir e substituir a anterior. por mútuo acordo. CAPÍTULO IX DA REMISSÃO DAS DÍVIDAS Art. Obrigando-se por terceiro uma pessoa. 385. 366. 386. 361. Se for título de crédito a coisa dada em pagamento. 365. poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. 387. não pode opor ao cessionário a compensação. prova desoneração do devedor e seus co-obrigados. Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. TÍTULO IV DO INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. III . Importa exoneração do fiador a novação feita sem seu consenso com o devedor principal. Art. Extingue-se a obrigação. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida. Embora sejam do mesmo gênero as coisas fungíveis. Cessando a confusão. restabelecer-se-á a obrigação primitiva. Art.

Salvo as exceções expressamente previstas em lei. Ainda que o prejuízo exceda ao previsto na cláusula penal. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação. competindo ao credor provar o prejuízo excedente. constitui de pleno direito em mora o devedor. não é necessário que o credor alegue prejuízo. a pena vale como mínimo da indenização. sem prejuízo da pena convencional. Art. 393. dinheiro ou outro bem móvel. atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Se a prestação. em caso de execução. pode o juiz conceder ao credor indenização suplementar. CAPÍTULO III DAS PERDAS E DANOS Art. é obrigado o devedor aos juros da mora que se contarão assim às dívidas em dinheiro. e por dolo aquele a quem não favoreça. o que razoavelmente deixou de lucrar. A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa. 417. todos os devedores. 402. caindo em falta um deles. ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior. e proporcionalmente à sua parte na obrigação. abrangendo juros. 408. Art. Art. Art. Se a parte que deu as arras não executar o contrato. Ainda que a inexecução resulte de dolo do devedor. 415. a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial. cujos efeitos não era possível evitar ou impedir. as perdas e danos só incluem os prejuízos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato. Art. Incorre de pleno direito o devedor na cláusula penal. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário. Para exigir a pena convencional. juntamente com o desempenho da obrigação principal.por parte do devedor. mas esta só se poderá demandar integralmente do culpado. ou em segurança especial de outra cláusula determinada. Nas obrigações provenientes de ato ilícito. a título de arras. Art. arbitramento. 394. Art. se estes ocorrerem durante o atraso. por ocasião da conclusão do contrato. 392. incorrerão na pena. Art. nas obrigações de pagamento em dinheiro. A penalidade deve ser reduzida eqüitativamente pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida em parte. retendo-as. serão pagas com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. CAPÍTULO II DA MORA Art. não incorre este em mora. deixe de cumprir a obrigação ou se constitua em mora. positiva e líquida. Art. obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la. Parágrafo único. 399. O inadimplemento da obrigação. Se o tiver sido. Parágrafo único. 398. CAPÍTULO V DA CLÁUSULA PENAL Art. mais juros. 395. 406. devido à mora. se tornar inútil ao credor. Provado que os juros da mora não cobrem o prejuízo. 410. como às prestações de outra natureza. Art. 409. Nos contratos benéficos. As perdas e danos. 404. A cláusula penal estipulada conjuntamente com a obrigação. Contam-se os juros de mora desde a citação inicial. terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada. 20 Código Civil . Art. e honorários de advogado. 416. Art. CAPÍTULO VI DAS ARRAS OU SINAL Art. 407.Art. 418. não pode o credor exigir indenização suplementar se assim não foi convencionado. Aos não culpados fica reservada a ação regressiva contra aquele que deu causa à aplicação da pena. se a inexecução for de quem recebeu as arras. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa. ou em ato posterior. II . uma parte der à outra. esta converter-se-á em alternativa a benefício do credor. Art. Purga-se a mora: I . se expressamente não se houver por eles responsabilizado. ou acordo entre as partes. Quando a obrigação for divisível. 413. Art. Não havendo termo. 401. e exigir sua devolução mais o equivalente. pode referir-se à inexecução completa da obrigação. sem prejuízo do disposto na lei processual. lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer. tendo-se em vista a natureza e a finalidade do negócio. juros e honorários de advogado. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo. ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da obrigação principal. ou quando provierem de determinação da lei. 403. Art. oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos efeitos da mora até a mesma data. Parágrafo único. CAPÍTULO IV DOS JUROS LEGAIS Art. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de mora. e não havendo pena convencional. 414. Art. 412. a quem o contrato aproveite. serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional. embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior. Não havendo fato ou omissão imputável ao devedor. salvo as exceções previstas em lei. as perdas e danos devidas ao credor abrangem. oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos decorrentes do dia da oferta. responde por simples culpa o contratante. e exigir a satisfação das perdas e danos. Parágrafo único. Ainda que se não alegue prejuízo. 396. culposamente. poderá a outra tê-lo por desfeito. além do que ele efetivamente perdeu. só incorre na pena o devedor ou o herdeiro do devedor que a infringir. custas e honorários de advogado. à de alguma cláusula especial ou simplesmente à mora. este poderá enjeitá-la. Art. Quando se estipular a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação. Art. se do mesmo gênero da principal. responde cada uma das partes por culpa. poderá quem as deu haver o contrato por desfeito. Art. uma vez que lhes esteja fixado o valor pecuniário por sentença judicial. ser restituídas ou computadas na prestação devida. com atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. 411. desde que. 397. ou o forem sem taxa estipulada. Nos contratos onerosos. Parágrafo único.por parte do credor. respondendo cada um dos outros somente pela sua quota. deverão as arras. 405. desde que o praticou. considera-se o devedor em mora. Parágrafo único. 400. no seu termo. Art. se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação. Art. e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor. Sendo indivisível a obrigação. Quando os juros moratórios não forem convencionados. Se. salvo se provar isenção de culpa.

Parágrafo único. e desde que. Art. sob pena de responder por perdas e danos. importará nova proposta. redibindo o contrato (art. 429. a indenização. 424. Parágrafo único. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos. Art. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar. 422.se ela não chegar no prazo convencionado. tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do proponente.se. não chegando a tempo a recusa.Art. 441). Art. dever-se-á adotar a interpretação mais favorável ao aderente. 443. dependendo da sua anuência o ato a ser praticado. Considera-se inexistente a aceitação. TÍTULO V DOS CONTRATOS EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Seção I Preliminares Art. observadas as normas gerais fixadas neste Código. se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. 440. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa. venha a recair sobre os seus bens. Art. feita sem prazo a pessoa ausente. sujeito às condições e normas do contrato. pelo regime do casamento. se este. Art. se a ele anuir. quem as deu perdê-las-á em benefício da outra parte. 427. 421. Art. Art. 436.se. desde que ressalvada esta faculdade na oferta realizada. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas. Seção III Da Estipulação em Favor de Terceiro Art. Quando houver no contrato de adesão cláusulas ambíguas ou contraditórias. o prazo conta-se da alienação. Os contratantes são obrigados a guardar. reduzido à metade. 435. Art. de algum modo. valendo as arras como o mínimo da indenização. Art. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes. exceto: I . A parte inocente pode pedir indenização suplementar. se já estava na posse. depois de se ter obrigado. se provar maior prejuízo. Seção II Da Formação dos Contratos Art. 445. A aceitação fora do prazo. Se ao terceiro. Art. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de última vontade. valendo as arras como taxa mínima. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato. Código Civil 21 . como em sua execução. feita sem prazo a pessoa presente. Art. são nulas as cláusulas que estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante da natureza do negócio. se o não conhecia. independentemente da sua anuência e da do outro contratante. Parágrafo único. ficando. 437. A proposta de contrato obriga o proponente. tãosomente restituirá o valor recebido. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida. também. II . os princípios de probidade e boa-fé. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto. 420. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao contrato. salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos. chegar tarde ao conhecimento do proponente. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel. 438. faltar à prestação. ou lhe diminuam o valor. 433. 432. mais as despesas do contrato. 431. todavia. 430. 425. restrições. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promitente. Seção IV Da Promessa de Fato de Terceiro Art. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a coisa pereça em poder do alienatário. assim na conclusão do contrato. 438. quando este o não executar. se o contrário não resultar dos termos dela. este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrigação. 428. III .se. em favor de quem se estipulou a obrigação. não poderá o estipulante exonerar o devedor. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação. ou simultaneamente. Art.se. Art. 423. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem. a parte inocente exigir a execução do contrato. Se a aceitação. se deixar o direito de reclamar-lhe a execução. Art. IV . 444. antes dela. 419. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato. pode o adquirente reclamar abatimento no preço. já existente ao tempo da tradição. se perecer por vício oculto. mais o equivalente. também é permitido exigi-la. Neste caso. Em vez de rejeitar a coisa. contado da entrega efetiva. Art. com as perdas e danos. não foi imediatamente aceita. Art. II . 439. Seção V Dos Vícios Redibitórios Art. por circunstância imprevista. feita a pessoa ausente.no caso do artigo antecedente. e o estipulante não o inovar nos termos do art. III . que a tornem imprópria ao uso a que é destinada. Art. Parágrafo único.se o proponente se houver comprometido a esperar resposta. ou modificações. com adições. e quem as recebeu devolvê-las-á. Parágrafo único. reputarse-á concluído o contrato. Pode. em favor de quem se fez o contrato. as arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. restituirá o que recebeu com perdas e danos. Art. 426. Art. e de um ano se for imóvel. 442. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos. Nos contratos de adesão. Ao terceiro. Deixa de ser obrigatória a proposta: I . chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do proponente. Considera-se também presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante. não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado. ou o proponente a tiver dispensado. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a aceitação expressa. 434. ou das circunstâncias do caso. Art. Art. É lícito às partes estipular contratos atípicos. da natureza do negócio.

459. Se não for considerável. 458. desde que de sua parte não tiver concorrido culpa. os prazos de garantia por vícios ocultos serão os estabelecidos em lei especial. poderá o evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. por sua natureza. 449. Art. ou. não abonadas ao que sofreu a evicção. assinando prazo à outra para que o efetive. ainda que nada do avençado venha a existir.se a pessoa nomeada era insolvente. o valor delas será levado em conta na restituição devida. 463. 469. 455. posto que a coisa já não existisse. 464. Art. com observância do disposto no artigo antecedente. 470. não o assumiu. seja a evicção total ou parcial. A pessoa. Art. e o alienante restituirá o preço recebido. será o do valor da coisa. por se referir a coisas existentes. na falta desta. exceto havendo dolo do adquirente. Parágrafo único. Art. o alienante responde pela evicção. Se a promessa de contrato for unilateral. Seção VIII Do Contrato Preliminar Art. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a evicção. por dizer respeito a coisas ou fatos futuros. a que no contrato se considerava exposta a coisa. Art. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta. 465. Art. O contrato preliminar. no que lhe for razoavelmente assinado pelo devedor. cujo risco de não virem a existir um dos contra- tantes assuma. assumido pelo adquirente. o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver de dar o alienante. mas expostas a risco. salvo se a isto se opuser a natureza da obrigação. e proporcional ao desfalque sofrido. sob pena de decadência. só puder ser conhecido mais tarde. pelos usos locais. se não soube do risco da evicção. e pedir perdas e danos. terá igualmente direito o alienante a todo o preço. Art. As benfeitorias necessárias ou úteis.à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. Seção IX Do Contrato com Pessoa a Declarar Art. e sendo manifesta a procedência da evicção. Art. e a outra pessoa o desconhecia no momento da indicação. 471. poderá a outra parte considerá-lo desfeito. No momento da conclusão do contrato. Art. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações. Art. Art. 446. Art. o prazo contar-se-á do momento em que dele tiver ciência. dele informado. Se for aleatório. sob pena de ficar a mesma sem efeito. II . Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pelo alienante. Não correrão os prazos do artigo antecedente na constância de cláusula de garantia. qualquer das partes terá o direito de exigir a celebração do definitivo. Art. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários: I . ainda que a coisa alienada esteja deteriorada. ou se o nomeado se recusar a aceitá-la. 461. conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar. Não pode o adquirente demandar pela evicção. serão pagas pelo alienante. ou qualquer dos anteriores. ou de todo. Podem as partes. alienação não haverá. 453. II . além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: I . terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi prometido. Subsiste para o alienante esta obrigação. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeação. se da coisa nada vier a existir. se provar que o outro contratante não ignorava a consumação do risco. o contrato produzirá seus efeitos entre os contratantes originários. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz se não se revestir da mesma forma que as partes usaram para o contrato.à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção. nomeada de conformidade com os artigos antecedentes. Se parcial. O preço. tem direito o evicto. em se tratando de bens móveis. Se for aleatório o contrato. § 2º Tratando-se de venda de animais. deverá manifestar-se no prazo nela previsto. A alienação aleatória a que se refere o artigo antecedente poderá ser anulada como dolosa pelo prejudicado. ou usar de recursos. Parágrafo único. e não tiver sido condenado a indenizá-las. diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. Art. a partir do momento em que este foi celebrado. e de um ano. 451. Parágrafo único. pode o adquirente deixar de oferecer contestação. 447.se não houver indicação de pessoa. tem direito o evicto a receber o preço que pagou pela coisa evicta. 467. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar. Seção VII Dos Contratos Aleatórios Art. ou. mas considerável. 22 Código Civil . deve conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado. Art. Art. suprir a vontade da parte inadimplente. for a evicção.§ 1º Quando o vício. caberá somente direito a indenização. mas o adquirente deve denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes ao seu descobrimento. Mas. e desde que dele não conste cláusula de arrependimento. tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade. se outro não tiver sido estipulado. 460. 450. se esta se der. Concluído o contrato preliminar. em parte. Se o contrato for aleatório. Art. Seção VI Da Evicção Art. pode uma das partes reservar-se a faculdade de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes. 457. reforçar. aplicando-se o disposto no parágrafo antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. para os imóveis. no caso de evicção parcial. exceto quanto à forma. Art. por cláusula expressa. Art. 456. Art. adquire os direitos e assume as obrigações decorrentes do contrato. Esgotado o prazo. poderá o juiz. III . Salvo estipulação em contrário. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente.às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído. terá também direito o alienante a todo o preço. Art. ou. a pedido do interessado. Parágrafo único. 454. 448. Não atendendo o alienante à denunciação da lide. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou culpa. se sabia que a coisa era alheia ou litigiosa. até o prazo máximo de cento e oitenta dias. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da conclusão do contrato. na época em que se evenceu. 468. 466. quando e como lhe determinarem as leis do processo. o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. Art. no dia do contrato. 462. inexistindo este. 452. Nos contratos onerosos. o credor. Parágrafo único. por serem objeto dele coisas futuras.

Art. Art. ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir. 486. Neste caso. 485. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes. uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução. salvo se das instruções dele se afastar o vendedor. na falta de estipulação expressa. se antes da tradição o comprador cair em insolvência. a fim de evitar a onerosidade excessiva. 493.pelos tutores. Art. e os do preço por conta do comprador. ou alterado o modo de executá-la. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro. Art. TÍTULO VI DAS VÁRIAS ESPÉCIES DE CONTRATO CAPÍTULO I DA COMPRA E VENDA Seção I Disposições Gerais Art. cabendo. Se. Parágrafo único. É anulável a venda de ascendente a descendente. Até o momento da tradição. II .CAPÍTULO II DA EXTINÇÃO DO CONTRATO Seção I Do Distrato Art. que os contratantes logo designarem ou prometerem designar. Seção IV Da Resolução por Onerosidade Excessiva Art. § 1º Todavia. Art. 480. correrão por conta deste. ficarão as despesas de escritura e registro a cargo do comprador. a tácita depende de interpelação judicial. pode exigir o implemento da do outro. Art. depois de concluído o contrato. a denúncia unilateral só produzirá efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. 490. se não preferir exigir-lhe o cumprimento. dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da separação obrigatória. nenhum dos contratantes. nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita. Parágrafo único. até que o comprador lhe dê caução de pagar no tempo ajustado. protótipos ou modelos. lugar e pelo modo ajustados. 488. Prevalece a amostra. prevalecerá o termo médio. salvo se os outros descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido. pode a outra recusar-se à prestação que lhe incumbe. Seção III Da Exceção de Contrato não Cumprido Art. 489. antes de cumprida a sua obrigação. Código Civil 23 . A compra e venda. Art. os riscos da coisa correm por conta do vendedor. 473. o vendedor não é obrigado a entregar a coisa antes de receber o preço. não podem ser comprados. 472. os bens confiados à sua guarda ou administração. Salvo cláusula em contrário. 479. desde que as partes acordarem no objeto e no preço. Art. a pagar-lhe certo preço em dinheiro. 477. considerar-se-á obrigatória e perfeita. Se o terceiro não aceitar a incumbência. Se a venda se realizar à vista de amostras. Art. ficará sem efeito o contrato. Sob pena de nulidade. curadores. Pelo contrato de compra e venda. Art. Na falta de acordo. um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa. medindo ou assinalando. 491. Seção II Da Cláusula Resolutiva Art. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento. em certo e determinado dia e lugar. sobrevier a uma das partes contratantes diminuição em seu patrimônio capaz de comprometer ou tornar duvidosa a prestação pela qual se obrigou. 474. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato. marcar ou assinalar coisas. Em ambos os casos. Art. 481. Nos contratos bilaterais. 496. Art. Art. 487. § 2º Correrão também por conta do comprador os riscos das referidas coisas. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato. A resilição unilateral. ocorrentes no ato de contar. contando. 497. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação. Parágrafo único. Se. que comumente se recebem. A resolução poderá ser evitada. e o outro. e que já tiverem sido postas à disposição do comprador. 482. em virtude de acontecimentos extraordinários e imprevisíveis. o protótipo ou o modelo. desde que suscetíveis de objetiva determinação. Art. 484. até que aquela satisfaça a que lhe compete ou dê garantia bastante de satisfazê-la. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Art. os casos fortuitos. por ordem do comprador. Art. Não sendo a venda a crédito. Se a coisa for expedida para lugar diverso. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito. ao tempo da venda. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação. quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma das partes a fixação do preço. Art. dada a natureza do contrato. porém. quando pura. Parágrafo único. entender-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem. Art. A tradição da coisa vendida. Art. 476. 495. pesando. uma vez entregue a quem haja de transportá-la. Nos contratos de execução continuada ou diferida. 475. opera mediante denúncia notificada à outra parte. poderá o devedor pedir a resolução do contrato. Nulo é o contrato de compra e venda. poderá ela pleitear que a sua prestação seja reduzida. Art. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros. salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório. poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa. 483. em qualquer dos casos. quando postas à sua disposição no tempo. oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as condições do contrato. 492. testamenteiros e administradores. os bens ou direitos da pessoa jurídica a que servirem. 494. 478. ainda que em hasta pública: I . em geral. entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.pelos servidores públicos. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa. por ter havido diversidade de preço. salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa. se estiver em mora de as receber. se não houver tabelamento oficial. indenização por perdas e danos. se houver contradição ou diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato. dar-se-á no lugar onde ela se encontrava. se a prestação de uma das partes se tornar excessivamente onerosa. com extrema vantagem para a outra. ou que estejam sob sua administração direta ou indireta. e a cargo do vendedor as da tradição. por sua conta correrão os riscos. Art.

se efetuaram com a sua autorização escrita. 515. 506. § 1º Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa. não será o vendedor restituído no domínio da coisa. Art. 514. Responderá solidariamente o adquirente. não teria realizado o negócio. Subseção III Da Preempção ou Preferência Art. Verificada a insuficiência do depósito judicial. Art. Parágrafo único. 508. IV . quando a diferença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e oitenta dias. são as de mero comodatário. se estipular o preço por medida de extensão. não se exercendo nos três dias. Art. ou a dois anos. ou preferência. não compreende os casos de compra e venda ou cessão entre co-herdeiros. Art. em condições iguais. 520. Se alguma das pessoas. se a coisa for móvel. 510. ou o ajustado. obrigado a pagar. ainda que não conste. nem devolução de excesso. 512. É lícita a compra e venda entre cônjuges. Art. quando lhe constar que este vai vender a coisa. se imóvel. Subseção II Da Venda a Contento e da Sujeita a Prova Art. poderá o comprador intimar as outras para nele acordarem. Art. e esta não corresponder. haverão a parte vendida os comproprietários. que recebeu. se tiver procedido de má-fé. não se exercendo nos sessenta dias subseqüentes à data em que o comprador tiver notificado o vendedor. a partir dela fluirá o prazo de decadência. O condômino. haver para si a parte vendida a estranhos. 503. depositando previamente o preço. Art. peritos e outros serventuários ou auxiliares da justiça. 24 Código Civil . Se o comprador se recusar a receber as quantias a que faz jus. a contar do registro do título. não tiver o destino para que se desapropriou. ou para garantia de bens já pertencentes a pessoas designadas no referido inciso. não sendo isso possível. arbitradores. o defeito oculto de uma não autoriza a rejeição de todas. secretários de tribunais. completar o valor correspondente ao preço ou devolver o excesso. em tais circunstâncias. Art. e só uma o exercer. poderá. 517. Em ambos os casos. as obrigações do comprador. Também a venda sujeita a prova presume-se feita sob a condição suspensiva de que a coisa tenha as qualidades asseguradas pelo vendedor e seja idônea para o fim a que se destina. 501. se alienar a coisa sem ter dado ao vendedor ciência do preço e das vantagens que por ela lhe oferecem. preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor e. Art. As proibições deste artigo estendem-se à cessão de crédito. Decai do direito de propor as ações previstas no artigo antecedente o vendedor ou o comprador que não o fizer no prazo de um ano. 504. pelo preço atual da coisa. Quando o direito de preempção for estipulado a favor de dois ou mais indivíduos em comum. 516. até e enquanto não for integralmente pago o comprador. § 3º Não haverá complemento de área. enquanto não manifeste aceitá-la. tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões. ou dar em pagamento. Parágrafo único. só pode ser exercido em relação à coisa no seu todo. O vendedor. O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo de decadência de três anos. o preço encontrado. Parágrafo único. impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao vendedor a coisa que aquele vai vender. Art. com relação a bens excluídos da comunhão. a coisa comprada. ou para a realização de benfeitorias necessárias. Se houver atraso na imissão de posse no imóvel. às dimensões dadas. 498. Parágrafo único. o de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço. para exercer o direito de resgate. Se a coisa expropriada para fins de necessidade ou utilidade pública. 502. e. os bens ou direitos sobre que se litigar em tribunal.pelos juízes. atribuível ao alienante. inclusive as que. Parágrafo único. ainda que a coisa lhe tenha sido entregue. depositando o preço. Nas coisas vendidas conjuntamente. § 2º Se em vez de falta houver excesso. sob pena de a perder.pelos leiloeiros e seus prepostos. o comprador terá o direito de exigir o complemento da área. em qualquer dos casos.III . O vendedor pode também exercer o seu direito de prelação. a quem ele toque. 500. se a coisa for móvel. o direito de preempção caducará. A proibição contida no inciso III do artigo antecedente. O direito de retrato. poderá ser exercido contra o terceiro adquirente. Art. 519. Art. o vendedor. 505. as depositará judicialmente. na falta de benfeitorias. Seção II Das Cláusulas Especiais à Compra e Venda Subseção I Da Retrovenda Art. restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do comprador. salvo convenção em contrário. que a quiserem. caberá ao expropriado direito de preferência. ou se determinar a respectiva área. o de quinhão maior. para que o faça em prazo improrrogável. ou por interesse social. à sua escolha. poderão as demais utilizálo na forma sobredita. 518. Art. Inexistindo prazo estipulado. Responderá por perdas e danos o comprador. Se as partes forem iguais. para que este use de seu direito de prelação na compra. se o imóvel for vendido como coisa certa e discriminada. na venda de um imóvel. Art. Aquele que exerce a preferência está. no lugar onde servirem. ter sido a venda ad corpus. e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a medida exata da área vendida. Art. se for imóvel. responde por todos os débitos que gravem a coisa até o momento da tradição. tanto por tanto. Não havendo prazo estipulado para a declaração do comprador. se outro consorte a quiser. O direito de preferência não se pode ceder nem passa aos herdeiros. e. Se. Art. intimando o comprador. Art. se o requerer no prazo de cento e oitenta dias. os bens de cuja venda estejam encarregados. perder ou não exercer o seu direito. 513. 507. Art. caberá ao comprador. Se a duas ou mais pessoas couber o direito de retrato sobre o mesmo imóvel. Art. Art. Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos. 499. sob pena de decadência. a quem não se der conhecimento da venda. enquanto o adquirente não manifestar seu agrado. 511. o vendedor terá direito de intimá-lo. ou em pagamento de dívida. durante o período de resgate. que é cessível e transmissível a herdeiros e legatários. judicial ou extrajudicialmente. sob condição suspensiva. contanto que seja integral. 509. ressalvado ao comprador o direito de provar que. prevalecendo o pacto em favor de quem haja efetuado o depósito. tanto por tanto. ou não for utilizada em obras ou serviços públicos. juízo ou conselho. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condição suspensiva. de modo expresso. Sendo muitos os condôminos. e não se reputará perfeita. ou a que se estender a sua autoridade. A preempção.

sendo aceita pelo seu representante legal. 527. A coisa consignada não pode ser objeto de penhora ou seqüestro pelos credores do consignatário. se a doação não for sujeita a encargo. ou renda suficiente para a subsistência do doador. 543. salvo se o defeito já houver sido comprovado. diretamente do comprador. até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal. Art. Estipulado o pagamento por intermédio de estabelecimento bancário. Art. Subseção V Da Venda Sobre Documentos Art. Se o vendedor receber o pagamento à vista. para declarar se aceita ou não a liberalidade. 531. no momento da liberalidade. pagando àquele o preço ajustado. O excedente será devolvido ao comprador. Art. Art. com as seguintes modificações: I . 550. Art. dentro dele. a pretexto de defeito de qualidade ou do estado da coisa vendida. 533. se. enquanto não pago integralmente o preço. 521. a ambos. entender-se-á que aceitou. 547. A cláusula de reserva de domínio será estipulada por escrito e depende de registro no domicílio do comprador para valer contra terceiros. posteriormente. Se o donatário for absolutamente incapaz. Art. tivesse o vendedor ciência da perda ou avaria da coisa. o consignante entrega bens móveis ao consignatário. que fica autorizado a vendê-los. Art. as despesas feitas e o mais que de direito lhe for devido. e só ficará sem efeito se o casamento não se realizar. quer por terceiro a um deles. 522. Achando-se a documentação em ordem. Art. correm estes à conta do comprador. Parágrafo único. no excedente ao valor dos serviços remunerados ou ao encargo imposto. 542. 536. Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda. 541. CAPÍTULO III DO CONTRATO ESTIMATÓRIO Art. Se entre os documentos entregues ao comprador figurar apólice de seguro que cubra os riscos do transporte. Parágrafo único. pelos usos. Art. poderá o vendedor mover contra ele a competente ação de cobrança das prestações vencidas e vincendas e o mais que lhe for devido. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio. A doação feita em contemplação de casamento futuro com certa e determinada pessoa. caberá a este efetuá-lo contra a entrega dos documentos. se lhe seguir incontinenti a tradição. Desde que o donatário. 524. para estremála de outras congêneres. 532. É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte. por liberalidade. 530. salvo se preferir. Art. 523. Parágrafo único. a esta caberá exercer os direitos e ações decorrentes do contrato. O consignatário não se exonera da obrigação de pagar o preço. houverem um do outro. O doador pode fixar prazo ao donatário. ou aos filhos que. Art. CAPÍTULO II DA TROCA OU PERMUTA Art. salvo se este outra coisa dispuser. Art. 534. não pode o comprador recusar o pagamento. 537. desde que se trate de doação pura. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador. Art. não pode ser impugnada por falta de aceitação. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro. 528. a partir de quando lhe foi entregue. Nesse caso. ciente do prazo. Art. mas não poderá ultrapassar a vida do donatário. 529. O consignante não pode dispor da coisa antes de lhe ser restituída ou de lhe ser comunicada a restituição. Não pode ser objeto de venda com reserva de domínio a coisa insuscetível de caracterização perfeita. no silêncio deste. se a restituição da coisa. no prazo estabelecido. 539. Código Civil 25 . Na segunda hipótese do artigo antecedente. Verificada a mora do comprador. o pagamento deve ser efetuado na data e no lugar da entrega dos documentos. mediante financiamento de instituição do mercado de capitais. A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge. quer pelos nubentes entre si. pela qual não responde. sem consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante. Parágrafo único. A doação feita em contemplação do merecimento do donatário não perde o caráter de liberalidade. em sua integridade. II . Art. 540. Art. A transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o preço esteja integralmente pago. é facultado ao vendedor reter as prestações pagas até o necessário para cobrir a depreciação da coisa. ou poderá recuperar a posse da coisa vendida. até que o preço esteja integralmente pago. ou de um cônjuge a outro. pode o vendedor reservar para si a propriedade. ou a gravada. Art. Art. a tradição da coisa é substituída pela entrega do seu título representativo e dos outros documentos exigidos pelo contrato ou. somente após a recusa do estabelecimento bancário a efetuar o pagamento. 548. 525. A operação financeira e a respectiva ciência do comprador constarão do registro do contrato. não faça. O vendedor somente poderá executar a cláusula de reserva de domínio após constituir o comprador em mora. Art. Art. como não o perde a doação remuneratória. importa adiantamento do que lhes cabe por herança. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular. sem obrigação de verificar a coisa vendida. restituir-lhe a coisa consignada. ou. Art. ao ser concluído o contrato. tudo na forma da lei processual. A doação de ascendentes a descendentes. 549. Não havendo estipulação em contrário. Na dúvida. poderia dispor em testamento. Na venda de coisa móvel. Na venda sobre documentos. ou por seus herdeiros necessários. Art. 544.é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes. a benefício de qualquer outro. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa. Todavia. 535. e o que faltar lhe será cobrado. 546. A doação em forma de subvenção periódica ao beneficiado extingue-se morrendo o doador. de futuro. Art. decide-se a favor do terceiro adquirente de boa-fé. versando sobre bens móveis e de pequeno valor. mediante protesto do título ou interpelação judicial. A doação feita ao nascituro valerá.salvo disposição em contrário. Art. dispensa-se a aceitação. 526. 545.Subseção IV Da Venda com Reserva de Domínio Art. pelos riscos da coisa responde o comprador. salvo se. transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com o instrumento da troca. CAPÍTULO IV DA DOAÇÃO Seção I Disposições Gerais Art. a declaração. Art. poderá o vendedor pretendê-lo. A doação verbal será válida. Pelo contrato estimatório. se tornar impossível. ainda que por fato a ele não imputável. se sobreviver ao donatário. 538.

Art. 551. Salvo declaração em contrário, a doação em comum a mais de uma pessoa entende-se distribuída entre elas por igual. Parágrafo único. Se os donatários, em tal caso, forem marido e mulher, subsistirá na totalidade a doação para o cônjuge sobrevivo. Art. 552. O doador não é obrigado a pagar juros moratórios, nem é sujeito às conseqüências da evicção ou do vício redibitório. Nas doações para casamento com certa e determinada pessoa, o doador ficará sujeito à evicção, salvo convenção em contrário. Art. 553. O donatário é obrigado a cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício do doador, de terceiro, ou do interesse geral. Parágrafo único. Se desta última espécie for o encargo, o Ministério Público poderá exigir sua execução, depois da morte do doador, se este não tiver feito. Art. 554. A doação a entidade futura caducará se, em dois anos, esta não estiver constituída regularmente. Seção II Da Revogação da Doação Art. 555. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do encargo. Art. 556. Não se pode renunciar antecipadamente o direito de revogar a liberalidade por ingratidão do donatário. Art. 557. Podem ser revogadas por ingratidão as doações: I - se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doloso contra ele; II - se cometeu contra ele ofensa física; III - se o injuriou gravemente ou o caluniou; IV - se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os alimentos de que este necessitava. Art. 558. Pode ocorrer também a revogação quando o ofendido, nos casos do artigo anterior, for o cônjuge, ascendente, descendente, ainda que adotivo, ou irmão do doador. Art. 559. A revogação por qualquer desses motivos deverá ser pleiteada dentro de um ano, a contar de quando chegue ao conhecimento do doador o fato que a autorizar, e de ter sido o donatário o seu autor. Art. 560. O direito de revogar a doação não se transmite aos herdeiros do doador, nem prejudica os do donatário. Mas aqueles podem prosseguir na ação iniciada pelo doador, continuando-a contra os herdeiros do donatário, se este falecer depois de ajuizada a lide. Art. 561. No caso de homicídio doloso do doador, a ação caberá aos seus herdeiros, exceto se aquele houver perdoado. Art. 562. A doação onerosa pode ser revogada por inexecução do encargo, se o donatário incorrer em mora. Não havendo prazo para o cumprimento, o doador poderá notificar judicialmente o donatário, assinando-lhe prazo razoável para que cumpra a obrigação assumida. Art. 563. A revogação por ingratidão não prejudica os direitos adquiridos por terceiros, nem obriga o donatário a restituir os frutos percebidos antes da citação válida; mas sujeita-o a pagar os posteriores, e, quando não possa restituir em espécie as coisas doadas, a indenizá-la pelo meio termo do seu valor. Art. 564. Não se revogam por ingratidão: I - as doações puramente remuneratórias; II - as oneradas com encargo já cumprido; III - as que se fizerem em cumprimento de obrigação natural;

IV - as feitas para determinado casamento. CAPÍTULO V DA LOCAÇÃO DE COISAS Art. 565. Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição. Art. 566. O locador é obrigado: I - a entregar ao locatário a coisa alugada, com suas pertenças, em estado de servir ao uso a que se destina, e a mantê-la nesse estado, pelo tempo do contrato, salvo cláusula expressa em contrário; II - a garantir-lhe, durante o tempo do contrato, o uso pacífico da coisa. Art. 567. Se, durante a locação, se deteriorar a coisa alugada, sem culpa do locatário, a este caberá pedir redução proporcional do aluguel, ou resolver o contrato, caso já não sirva a coisa para o fim a que se destinava. Art. 568. O locador resguardará o locatário dos embaraços e turbações de terceiros, que tenham ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada, e responderá pelos seus vícios, ou defeitos, anteriores à locação. Art. 569. O locatário é obrigado: I - a servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos, conforme a natureza dela e as circunstâncias, bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse; II - a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o costume do lugar; III - a levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros, que se pretendam fundadas em direito; IV - a restituir a coisa, finda a locação, no estado em que a recebeu, salvas as deteriorações naturais ao uso regular. Art. 570. Se o locatário empregar a coisa em uso diverso do ajustado, ou do a que se destina, ou se ela se danificar por abuso do locatário, poderá o locador, além de rescindir o contrato, exigir perdas e danos. Art. 571. Havendo prazo estipulado à duração do contrato, antes do vencimento não poderá o locador reaver a coisa alugada, senão ressarcindo ao locatário as perdas e danos resultantes, nem o locatário devolvê-la ao locador, senão pagando, proporcionalmente, a multa prevista no contrato. Parágrafo único. O locatário gozará do direito de retenção, enquanto não for ressarcido. Art. 572. Se a obrigação de pagar o aluguel pelo tempo que faltar constituir indenização excessiva, será facultado ao juiz fixá-la em bases razoáveis. Art. 573. A locação por tempo determinado cessa de pleno direito findo o prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso. Art. 574. Se, findo o prazo, o locatário continuar na posse da coisa alugada, sem oposição do locador, presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel, mas sem prazo determinado. Art. 575. Se, notificado o locatário, não restituir a coisa, pagará, enquanto a tiver em seu poder, o aluguel que o locador arbitrar, e responderá pelo dano que ela venha a sofrer, embora proveniente de caso fortuito. Parágrafo único. Se o aluguel arbitrado for manifestamente excessivo, poderá o juiz reduzi-lo, mas tendo sempre em conta o seu caráter de penalidade. Art. 576. Se a coisa for alienada durante a locação, o adquirente não ficará obrigado a respeitar o contrato, se nele não for

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consignada a cláusula da sua vigência no caso de alienação, e não constar de registro. § 1º O registro a que se refere este artigo será o de Títulos e Documentos do domicílio do locador, quando a coisa for móvel; e será o Registro de Imóveis da respectiva circunscrição, quando imóvel. § 2º Em se tratando de imóvel, e ainda no caso em que o locador não esteja obrigado a respeitar o contrato, não poderá ele despedir o locatário, senão observado o prazo de noventa dias após a notificação. Art. 577. Morrendo o locador ou o locatário, transfere-se aos seus herdeiros a locação por tempo determinado. Art. 578. Salvo disposição em contrário, o locatário goza do direito de retenção, no caso de benfeitorias necessárias, ou no de benfeitorias úteis, se estas houverem sido feitas com expresso consentimento do locador. CAPÍTULO VI DO EMPRÉSTIMO Seção I Do Comodato Art. 579. O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto. Art. 580. Os tutores, curadores e em geral todos os administradores de bens alheios não poderão dar em comodato, sem autorização especial, os bens confiados à sua guarda. Art. 581. Se o comodato não tiver prazo convencional, presumir-se-lhe-á o necessário para o uso concedido; não podendo o comodante, salvo necessidade imprevista e urgente, reconhecida pelo juiz, suspender o uso e gozo da coisa emprestada, antes de findo o prazo convencional, ou o que se determine pelo uso outorgado. Art. 582. O comodatário é obrigado a conservar, como se sua própria fora, a coisa emprestada, não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder por perdas e danos. O comodatário constituído em mora, além de por ela responder, pagará, até restituí-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante. Art. 583. Se, correndo risco o objeto do comodato juntamente com outros do comodatário, antepuser este a salvação dos seus abandonando o do comodante, responderá pelo dano ocorrido, ainda que se possa atribuir a caso fortuito, ou força maior. Art. 584. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. Art. 585. Se duas ou mais pessoas forem simultaneamente comodatárias de uma coisa, ficarão solidariamente responsáveis para com o comodante. Seção II Do Mútuo Art. 586. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade. Art. 587. Este empréstimo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos dela desde a tradição. Art. 588. O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia autorização daquele sob cuja guarda estiver, não pode ser reavido nem do mutuário, nem de seus fiadores. Art. 589. Cessa a disposição do artigo antecedente: I - se a pessoa, de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo, o ratificar posteriormente; II - se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair o empréstimo para os seus alimentos habituais;

III - se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Mas, em tal caso, a execução do credor não lhes poderá ultrapassar as forças; IV - se o empréstimo reverteu em benefício do menor; V - se o menor obteve o empréstimo maliciosamente. Art. 590. O mutuante pode exigir garantia da restituição, se antes do vencimento o mutuário sofrer notória mudança em sua situação econômica. Art. 591. Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, os quais, sob pena de redução, não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 406, permitida a capitalização anual. Art. 592. Não se tendo convencionado expressamente, o prazo do mútuo será: I - até a próxima colheita, se o mútuo for de produtos agrícolas, assim para o consumo, como para semeadura; II - de trinta dias, pelo menos, se for de dinheiro; III - do espaço de tempo que declarar o mutuante, se for de qualquer outra coisa fungível. CAPÍTULO VII DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO Art. 593. A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou a lei especial, reger-se-á pelas disposições deste Capítulo. Art. 594. Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada mediante retribuição. Art. 595. No contrato de prestação de serviço, quando qualquer das partes não souber ler, nem escrever, o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas. Art. 596. Não se tendo estipulado, nem chegado a acordo as partes, fixar-se-á por arbitramento a retribuição, segundo o costume do lugar, o tempo de serviço e sua qualidade. Art. 597. A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço, se, por convenção, ou costume, não houver de ser adiantada, ou paga em prestações. Art. 598. A prestação de serviço não se poderá convencionar por mais de quatro anos, embora o contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta, ou se destine à execução de certa e determinada obra. Neste caso, decorridos quatro anos, darse-á por findo o contrato, ainda que não concluída a obra. Art. 599. Não havendo prazo estipulado, nem se podendo inferir da natureza do contrato, ou do costume do lugar, qualquer das partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver o contrato. Parágrafo único. Dar-se-á o aviso: I - com antecedência de oito dias, se o salário se houver fixado por tempo de um mês, ou mais; II - com antecipação de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, ou quinzena; III - de véspera, quando se tenha contratado por menos de sete dias. Art. 600. Não se conta no prazo do contrato o tempo em que o prestador de serviço, por culpa sua, deixou de servir. Art. 601. Não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado trabalho, entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas forças e condições. Art. 602. O prestador de serviço contratado por tempo certo, ou por obra determinada, não se pode ausentar, ou despedir, sem justa causa, antes de preenchido o tempo, ou concluída a obra.

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Parágrafo único. Se se despedir sem justa causa, terá direito à retribuição vencida, mas responderá por perdas e danos. O mesmo dar-se-á, se despedido por justa causa. Art. 603. Se o prestador de serviço for despedido sem justa causa, a outra parte será obrigada a pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida, e por metade a que lhe tocaria de então ao termo legal do contrato. Art. 604. Findo o contrato, o prestador de serviço tem direito a exigir da outra parte a declaração de que o contrato está findo. Igual direito lhe cabe, se for despedido sem justa causa, ou se tiver havido motivo justo para deixar o serviço. Art. 605. Nem aquele a quem os serviços são prestados, poderá transferir a outrem o direito aos serviços ajustados, nem o prestador de serviços, sem aprazimento da outra parte, dar substituto que os preste. Art. 606. Se o serviço for prestado por quem não possua título de habilitação, ou não satisfaça requisitos outros estabelecidos em lei, não poderá quem os prestou cobrar a retribuição normalmente correspondente ao trabalho executado. Mas se deste resultar benefício para a outra parte, o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável, desde que tenha agido com boa-fé. Parágrafo único. Não se aplica a segunda parte deste artigo, quando a proibição da prestação de serviço resultar de lei de ordem pública. Art. 607. O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes. Termina, ainda, pelo escoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do contrato mediante aviso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidade da continuação do contrato, motivada por força maior. Art. 608. Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato escrito a prestar serviço a outrem pagará a este a importância que ao prestador de serviço, pelo ajuste desfeito, houvesse de caber durante dois anos. Art. 609. A alienação do prédio agrícola, onde a prestação dos serviços se opera, não importa a rescisão do contrato, salvo ao prestador opção entre continuá-lo com o adquirente da propriedade ou com o primitivo contratante. CAPÍTULO VIII DA EMPREITADA Art. 610. O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os materiais. § 1º A obrigação de fornecer os materiais não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes. § 2º O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo, ou de fiscalizar-lhe a execução. Art. 611. Quando o empreiteiro fornece os materiais, correm por sua conta os riscos até o momento da entrega da obra, a contento de quem a encomendou, se este não estiver em mora de receber. Mas se estiver, por sua conta correrão os riscos. Art. 612. Se o empreiteiro só forneceu mão-de-obra, todos os riscos em que não tiver culpa correrão por conta do dono. Art. 613. Sendo a empreitada unicamente de lavor (art. 610), se a coisa perecer antes de entregue, sem mora do dono nem culpa do empreiteiro, este perderá a retribuição, se não provar que a perda resultou de defeito dos materiais e que em tempo reclamara contra a sua quantidade ou qualidade. Art. 614. Se a obra constar de partes distintas, ou for de natureza das que se determinam por medida, o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida, ou segundo as partes em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção da obra executada. § 1º Tudo o que se pagou presume-se verificado. § 2º O que se mediu presume-se verificado se, em trinta dias, a contar da medição, não forem denunciados os vícios ou defeitos

pelo dono da obra ou por quem estiver incumbido da sua fiscalização. Art. 615. Concluída a obra de acordo com o ajuste, ou o costume do lugar, o dono é obrigado a recebê-la. Poderá, porém, rejeitála, se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas e dos planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza. Art. 616. No caso da segunda parte do artigo antecedente, pode quem encomendou a obra, em vez de enjeitá-la, recebê-la com abatimento no preço. Art. 617. O empreiteiro é obrigado a pagar os materiais que recebeu, se por imperícia ou negligência os inutilizar. Art. 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo. Parágrafo único. Decairá do direito assegurado neste artigo o dono da obra que não propuser a ação contra o empreiteiro, nos cento e oitenta dias seguintes ao aparecimento do vício ou defeito. Art. 619. Salvo estipulação em contrário, o empreiteiro que se incumbir de executar uma obra, segundo plano aceito por quem a encomendou, não terá direito a exigir acréscimo no preço, ainda que sejam introduzidas modificações no projeto, a não ser que estas resultem de instruções escritas do dono da obra. Parágrafo único. Ainda que não tenha havido autorização escrita, o dono da obra é obrigado a pagar ao empreiteiro os aumentos e acréscimos, segundo o que for arbitrado, se, sempre presente à obra, por continuadas visitas, não podia ignorar o que se estava passando, e nunca protestou. Art. 620. Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décimo do preço global convencionado, poderá este ser revisto, a pedido do dono da obra, para que se lhe assegure a diferença apurada. Art. 621. Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a inconveniência ou a excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária. Parágrafo único. A proibição deste artigo não abrange alterações de pouca monta, ressalvada sempre a unidade estética da obra projetada. Art. 622. Se a execução da obra for confiada a terceiros, a responsabilidade do autor do projeto respectivo, desde que não assuma a direção ou fiscalização daquela, ficará limitada aos danos resultantes de defeitos previstos no art. 618 e seu parágrafo único. Art. 623. Mesmo após iniciada a construção, pode o dono da obra suspendê-la, desde que pague ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos, mais indenização razoável, calculada em função do que ele teria ganho, se concluída a obra. Art. 624. Suspensa a execução da empreitada sem justa causa, responde o empreiteiro por perdas e danos. Art. 625. Poderá o empreiteiro suspender a obra: I - por culpa do dono, ou por motivo de força maior; II - quando, no decorrer dos serviços, se manifestarem dificuldades imprevisíveis de execução, resultantes de causas geológicas ou hídricas, ou outras semelhantes, de modo que torne a empreitada excessivamente onerosa, e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente ao projeto por ele elaborado, observados os preços; III - se as modificações exigidas pelo dono da obra, por seu vulto e natureza, forem desproporcionais ao projeto aprovado, ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo de preço. Art. 626. Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes, salvo se ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro.

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Código Civil

a pessoa que lhe assumir a administração dos bens diligenciará imediatamente restituir a coisa depositada e. As disposições deste artigo aplicam-se aos depósitos previstos no inciso II do artigo antecedente. 648. 631. O depósito de coisas fungíveis. provando imediatamente esses prejuízos ou essas despesas.o que se faz em desempenho de obrigação legal. Art. e divisível a coisa. 632. 639. como o incêndio. a restituição da coisa deve dar-se no lugar em que tiver de ser guardada. 635. Aos depósitos previstos no artigo antecedente é equiparado o das bagagens dos viajantes ou hóspedes nas hospedarias onde estiverem. será determinada pelos usos do lugar. Parágrafo único. até que se liquidem. 644. a inundação. Salvo disposição em contrário. A procuração é o instrumento do mandato. a responsabilidade dos hospedeiros. o depositário. Se essas dívidas. 629. para que lhe valha a escusa. notificada ao depositário. se resultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por profissão. Sob pena de responder por perdas e danos. que por força maior houver perdido a coisa depositada e recebido outra em seu lugar. quando. e. terá de prová-los. nem a dar em depósito a outrem. ou se houver motivo razoável de suspeitar que a coisa foi dolosamente obtida. não poderá ele exonerar-se restituindo a coisa a este. ou opondo compensação. As despesas de restituição correm por conta do depositante. Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel. Art. a remoção da coisa para o Depósito Público. Os hospedeiros responderão como depositários. não poderá o depositário. salvo se houver entre eles solidariedade.CAPÍTULO IX DO DEPÓSITO Seção I Do Depósito Voluntário Art. Parágrafo único. É depósito necessário: I . expondo o fundamento da suspeita. Art. o naufrágio ou o saque. e ceder-lhe as ações que no caso tiver contra o terceiro responsável pela restituição da primeira. O depositário é obrigado a ter na guarda e conservação da coisa depositada o cuidado e diligência que costuma com o que lhe pertence. nos casos do artigo antecedente. Art. e a restituir ao comprador o preço recebido. pelas concernentes ao depósito voluntário. ou lacrado. Art. Parágrafo único. por arbitramento. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para. 649. se o objeto for judicialmente embargado. 636. a remuneração pelo depósito está incluída no preço da hospedagem. o líquido valor das despesas. 643. e os prejuízos que do depósito provierem. 640. Seção II Do Depósito Necessário Art. 630. Ainda que o contrato fixe prazo à restituição. o depositário que não o restituir quando exigido será compelido a fazê-lo mediante prisão não excedente a um ano. Art. colado. § 1º O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado. O depositante é obrigado a pagar ao depositário as despesas feitas com a coisa. Art. 633. não a possa guardar. nesse mesmo estado se manterá. Parágrafo único. 638. em seu nome. requererá que se recolha o objeto ao Depósito Público. servir-se da coisa depositada. 634. Sendo dois ou mais depositantes. devidamente autorizado. 652. qualidade e quantidade. 642. Ao depositário será facultado. Art. Art. Cessa. regular-se-á pelo disposto acerca do mútuo. nem resultar de ajuste. e o depositante não queira recebê-la. recolhê-la-á ao Depósito Público ou promoverá nomeação de outro depositário. na falta destes. 650. Art. 627. não querendo ou não podendo o depositante recebê-la. em que o depositário se obrigue a restituir objetos do mesmo gênero. ou forem ilíquidos. 653. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento particular. salvo se tiver o direito de retenção a que se refere o art. Se a coisa houver sido depositada no interesse de terceiro. a cada um só entregará o depositário a respectiva parte. 654. Se o depósito se entregou fechado. o depositário entregará o depósito logo que se lhe exija. Art. para guardar. Salvo os casos previstos nos arts. 649. Art. II . 628. por motivo plausível. praticar atos ou administrar interesses. Art. assim como pelos furtos e roubos que perpetrarem as pessoas empregadas ou admitidas nos seus estabelecimentos. Art. Código Civil 29 . O depósito necessário não se presume gratuito. mas. alegando não pertencer a coisa ao depositante. § 2º O terceiro com quem o mandatário tratar poderá exigir que a procuração traga a firma reconhecida. Art. não poderá o depositário furtar-se à restituição do depósito. com todos os frutos e acrescidos. O herdeiro do depositário. confiar a coisa em depósito a terceiro. a qualificação do outorgante e do outorgado.o que se efetua por ocasião de alguma calamidade. será responsável se agiu com culpa na escolha deste. No caso do artigo antecedente. sem consentimento daquele. selado. exceto se noutro depósito se fundar. O depósito voluntário provar-se-á por escrito. O depósito a que se refere o inciso I do artigo antecedente. e. 645. 651. 644. se provarem que os fatos prejudiciais aos viajantes ou hóspedes não podiam ter sido evitados. 646. Art. é obrigado a assistir o depositante na reivindicação. no silêncio ou deficiência dela. Art. que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante. na falta desta. que de boa-fé vendeu a coisa depositada. Art. Na hipótese do art. outrossim. última parte. sem licença expressa do depositante. e ressarcir os prejuízos. 637. 633 e 634. Art. O contrato de depósito é gratuito. Parágrafo único. até que o depositante o reclame. requerer depósito judicial da coisa. Seja o depósito voluntário ou necessário. O depositário não responde pelos casos de força maior. quando o exija o depositante. CAPÍTULO X DO MANDATO Seção I Disposições Gerais Art. Art. O depositário. 647. O depositário poderá reter o depósito até que se lhe pague a retribuição devida. a data e o objetivo da outorga com a designação e a extensão dos poderes conferidos. Art. exceto se houver convenção em contrário. e o depositário tiver sido cientificado deste fato pelo depositante. ou dos prejuízos a que se refere o artigo anterior. despesas ou prejuízos não forem provados suficientemente. bem como a restituí-la. 641. podendo estes certificarem-se por qualquer meio de prova. reger-se-á pela disposição da respectiva lei. Se o depositário. Se o depositário se tornar incapaz. o depositário poderá exigir caução idônea do depositante ou. se sobre ele pender execução. Art. Art. Se o depósito for oneroso e a retribuição do depositário não constar de lei. Art. é obrigado a entregar a segunda ao depositante. Art.

655. tendo fundos ou crédito do mandante. § 1º Se. Art. o mandatário pessoalmente obrigado. Se o mandatário. Ainda que o mandatário contrarie as instruções do mandante. O mandato presume-se gratuito quando não houver sido estipulada retribuição. depende a procuração de poderes especiais e expressos. O mandatário é obrigado a dar contas de sua gerência ao mandante. 661. II . hipotecar. O terceiro que. vencem juros desde a data do desembolso. será considerado mero gestor de negócios. ainda que o negócio seja de conta do mandante. 681. 676. terá este ação para obrigá-lo à entrega da coisa comprada. ou. pagará o mandatário juros. Os atos praticados por quem não tenha mandato. A aceitação do mandato pode ser tácita. Art. se não forem expressamente declarados conjuntos. contra os outros mandantes. só serão imputáveis ao mandatário os danos causados pelo substabelecido. § 2º O poder de transigir não importa o de firmar compromisso. O mandato pode ser especial a um ou mais negócios determinadamente. Art. são ineficazes em relação àquele em cujo nome foram praticados. 660. na falta destes. será ela determinada pelos usos do lugar. qualquer deles poderá exercer os poderes outorgados. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração. 667. 680. em nome próprio. e retroagirá à data do ato. salvo ratificação expressa. os atos praticados pelo substabelecido não obrigam o mandante. 663. que retroagirá à data do ato. se agir no seu próprio nome. mas terá contra este ação pelas perdas e danos resultantes da inobservância das instruções. verbal ou escrito. sempre que não resultem de culpa sua ou de excesso de poderes. Art. Art. Art. O mandatário tem sobre a coisa de que tenha a posse em virtude do mandato. O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário. A ratificação há de ser expressa. 682. § 2º Havendo poderes de substabelecer. 665. por ter sido expressamente designado no mandato. Pelas somas que devia entregar ao mandante ou recebeu para despesa. não obstante proibição do mandante. Sendo estes omissos. 674. se houver perigo na demora. 672. o procurador será responsável se o substabelecido proceder culposamente. embora provenientes de caso fortuito.pela revogação ou pela renúncia. ou praticar outros quaisquer atos que exorbitem da administração ordinária. e resulta do começo de execução. e adiantar a importância das despesas necessárias à execução dele. ou resultar de ato inequívoco. 664. 668. Art. Art. Parágrafo único. nem especificamente designados para atos diferentes.Art. salvo direito regressivo. aplicáveis às obrigações contraídas por menores. por qualquer título que seja. Art. do objeto da operação que lhe foi cometida. Art. Sempre que o mandatário estipular negócios expressamente em nome do mandante. § 4º Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento. cada uma ficará solidariamente responsável ao mandatário por todos os compromissos e efeitos do mandato. quanto baste para pagamento de tudo que lhe for devido em conseqüência do mandato. e a indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer. Cessa o mandato: I . depois de conhecer os poderes do mandatário. 678. com ele celebrar negócio jurídico exorbitante do mandato. Se os mandatários forem declarados conjuntos. Art. na conformidade do mandato conferido. algo que devera comprar para o mandante. enquanto o mandante lhe não ratificar os atos. Se o mandato for oneroso. ou geral a todos os do mandante. Se o mandato for outorgado por duas ou mais pessoas. 677. Art.pela morte ou interdição de uma das partes. para a execução do mandato. Art. Ainda quando se outorgue mandato por instrumento público. porém. As somas adiantadas pelo mandatário. 666. direito de retenção. É igualmente obrigado o mandante a ressarcir ao mandatário as perdas que este sofrer com a execução do mandato. Art. É obrigado o mandante a pagar ao mandatário a remuneração ajustada e as despesas da execução do mandato. Art. transigir. poderes que devia exercer pessoalmente. 675. O mandatário é obrigado a aplicar toda sua diligência habitual na execução do mandato. Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito. ficará. por outro lado. se não exceder os limites do mandato. Seção II Das Obrigações do Mandatário Art. Art. Embora ciente da morte. § 1º Para alienar. caberá ao mandatário a retribuição prevista em lei ou no contrato. Art. salvo provando que o caso teria sobrevindo. 656. o mandatário se fizer substituir na execução do mandato. mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais. não tem ação contra o mandatário. 662. ficará o mandante obrigado para com aqueles com quem o seu procurador contratou. Art. 658. 30 Código Civil . salvo tendo o mandatário culpa. até se reembolsar do que no desempenho do encargo despendeu. Seção IV Da Extinção do Mandato Art. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado. comprar. ou subordinados a atos sucessivos. interdição ou mudança de estado do mandante. ou proceder contra eles. se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instruções dadas a ele. Sendo dois ou mais os mandatários nomeados no mesmo instrumento. salvo se este os ratificar. exceto se o seu objeto corresponder ao daqueles que o mandatário trata por ofício ou profissão lucrativa. ainda que o negócio não surta o esperado efeito. por arbitramento. § 3º Se a proibição de substabelecer constar da procuração. que retroagirá à data do ato. não terá eficácia o ato praticado sem interferência de todos. Art. quando o mandatário lho pedir. 670. será este o único responsável. Art. responderá ao seu constituinte pelos prejuízos ocorridos sob a gerência do substituto. mas empregou em proveito seu. deve o mandatário concluir o negócio já começado. 673. 671. O mandato pode ser expresso ou tácito. desde o momento em que abusou. O mandatário tem o direito de reter. 669. Parágrafo único. salvo havendo ratificação. ainda que não tivesse havido substabelecimento. salvo se este lhe prometeu ratificação do mandante ou se responsabilizou pessoalmente. Art. Seção III Das Obrigações do Mandante Art. tenha granjeado ao seu constituinte. Art. 659. pelas quantias que pagar. Art. sem autorização. Art. transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato. pode substabelecer-se mediante instrumento particular. e para negócio comum. 657. 679. O mandatário não pode compensar os prejuízos a que deu causa com os proveitos que. ou o tenha sem poderes suficientes. O mandatário que exceder os poderes do mandato. O mandante é obrigado a satisfazer todas as obrigações contraídas pelo mandatário.

Tanto que for comunicada ao mandatário a nomeação de outro. pendente o negócio a ele cometido. a realização de certos negócios. No caso de morte do comissário. como as circunstâncias exigirem. e ainda no caso em que. caso em que. Art. caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada. bem como a ser ressarcido pelas perdas e danos resultantes de sua dispensa. O comissário não responde pela insolvência das pessoas com quem tratar. O comitente e o comissário são obrigados a pagar juros um ao outro. no que couber. relativo a comissões e despesas feitas. CAPÍTULO XII DA AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO Art. O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo comissário. será devida pelo comitente uma remuneração proporcional aos trabalhos realizados. Quando a cláusula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral. Quando o mandato contiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o revogar. 685. Art. Parágrafo único. 687. 696. Art. tem o comissário direito de retenção sobre os bens e valores em seu poder em virtude da comissão. que. 708. a sua revogação não terá eficácia. Os herdeiros. 704. a obrigação de promover. Parágrafo único. 690. Art. será indenizado pelo mandatário. os atos com estes ajustados em nome do mandante pelo mandatário. ou o mandatário para os exercer. por ação ou omissão. e. devem limitar-se às medidas conservatórias. não só para evitar qualquer prejuízo ao comitente. Ter-se-ão por justificados os atos do comissário. 709. para o mesmo negócio. à conta de outra. Responderá o comissário. os herdeiros. Ainda que tenha dado motivo à dispensa. Art. não puder concluir o negócio. ou tiver sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário. 689. salvo motivo de força maior. ou se esta não for conforme os usos locais. 703. Conferido o mandato com a cláusula “em causa própria”. as regras sobre mandato. aos quais se ache vinculado. 705. nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes. Parágrafo único. Art. responderá o comissário solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente. Art. em zona determinada. tendo ciência do mandato. Art. e o segundo pela mora na entrega dos fundos que pertencerem ao comitente. Art. ou pela falta de tempo. salvo se o comissário ceder seus direitos a qualquer das partes. pelas mesmas normas a que os do mandatário estão sujeitos. devendo. Art. alterar as instruções dadas ao comissário. 700. a fim de prover à substituição do procurador. por motivo de força maior.pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio. e que não lhe era dado substabelecer. É irrevogável o mandato que contenha poderes de cumprimento ou confirmação de negócios encetados. poderá o comitente exigir que o comissário pague incontinenti ou responda pelas conseqüências da dilação concedida. Art. proceder segundo os usos em casos semelhantes. Se falecer o mandatário. à conta do comitente. pagará perdas e danos. notificada somente ao mandatário. Art. Art. em seu próprio nome. 698. exceto em caso de culpa e no do artigo seguinte. O mandato judicial fica subordinado às normas que lhe dizem respeito. Art. se for prejudicado pela sua inoportunidade. supletivamente. O crédito do comissário. Se houver instruções do comitente proibindo prorrogação de prazos para pagamento. Art. O comissário fica diretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar. considerar-se-á revogado o mandato anterior. o comissário agiu de acordo com os usos. e providenciarão a bem dele. sem que estas tenham ação contra o comitente. e podendo transferir para si os bens móveis ou imóveis objeto do mandato. O comissário é obrigado a agir de conformidade com as ordens e instruções do comitente. 710. o primeiro pelo que o comissário houver adiantado para cumprimento de suas ordens. São válidos. de boa-fé com ele trataram. no caso de falência ou insolvência do comitente. ficando o mandatário dispensado de prestar contas. ocasionar ao comitente. enquanto este ignorar a morte daquele ou a extinção do mandato. 707. 697. Art. 695. terá o comissário direito a ser remunerado pelos serviços úteis prestados ao comitente. 692. 691. Se do contrato de comissão constar a cláusula del credere. bem como para recebimento das comissões devidas. Art. 683. O proponente pode conferir poderes ao agente para que este o represente na conclusão dos contratos. 694. 706. salvo estipulação em contrário. uma pessoa assume. Art. em caráter não eventual e sem vínculos de dependência. nem este contra elas. Art. ressalvado a este o direito de exigir daquele os prejuízos sofridos. regulando-se os seus serviços dentro desse limite. CAPÍTULO XI DA COMISSÃO Art. Pelo contrato de agência. Art. avisarão o mandante. pode o comitente. ou. ou continuar os negócios pendentes que se não possam demorar sem perigo. a qualquer tempo. 693. mas ainda para lhe proporcionar o lucro que razoavelmente se podia esperar do negócio. a revogação do mandato será ineficaz. não admitindo demora a realização do negócio. quando. Se o comissário for despedido sem justa causa. mas ficam salvas ao constituinte as ações que no caso lhe possam caber contra o procurador. Código Civil 31 . 702. Art. Seção V Do Mandato Judicial Art. 701. IV . se não houver instruções diversas do comitente. Para reembolso das despesas feitas. Salvo disposição em contrário. Art. o comissário tem direito a remuneração mais elevada. mediante retribuição. será ela arbitrada segundo os usos correntes no lugar. 686.III . Art. Art. 699. Presume-se o comissário autorizado a conceder dilação do prazo para pagamento. goza de privilégio geral. No desempenho das suas incumbências o comissário é obrigado a agir com cuidado e diligência. no caso do artigo antecedente. obedecidas as formalidades legais. às estabelecidas neste Código. Não estipulada a remuneração devida ao comissário. na conformidade dos usos do lugar onde se realizar o negócio. constantes da legislação processual. São aplicáveis à comissão. entendendo-se por elas regidos também os negócios pendentes. 684. Art. se deles houver resultado vantagem para o comitente.pela mudança de estado que inabilite o mandante a conferir os poderes. por qualquer outra causa. não se pode opor aos terceiros que. A renúncia do mandato será comunicada ao mandante. terá direito a ser remunerado pelos trabalhos prestados. para compensar o ônus assumido. a respeito dos contratantes de boa-fé. salvo se este provar que não podia continuar no mandato sem prejuízo considerável. na falta destas. Parágrafo único. ignorando-a. A revogação do mandato. por qualquer prejuízo que. não podendo pedi-las a tempo. procedendo-se de igual modo se o comissário não der ciência ao comitente dos prazos concedidos e de quem é seu beneficiário. 688.

acerca da segurança ou risco do negócio. 713. qualquer das partes poderá resolvê-lo. na mesma zona. 712. ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes. Aos contratos de transporte. Art. Art. for ajustada a corretagem com exclusividade. Salvo ajuste. por escrito. em geral. são aplicáveis. 738. 717. nem ajustada entre as partes. 719. O agente. O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer. respondendo pelos danos nele causados a pessoas e coisas. § 2º Se houver substituição de algum dos transportadores no decorrer do percurso. inclusive sobre os negócios pendentes. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito gratuitamente. de um lugar para outro. Art. além das indenizações previstas em lei especial. o proponente não pode constituir. 736. Art. salvo ajuste em contrário. 715. Art. prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance. O transporte exercido em virtude de autorização. 721. Salvo estipulação diversa. 734. os preceitos constantes da legislação especial e de tratados e convenções internacionais. Se o agente não puder continuar o trabalho por motivo de força maior. mas por efeito dos trabalhos do corretor. o dono do negócio dispensar o corretor. ou dificultem ou impeçam a execução normal do serviço. 724. cessar o atendimento das propostas ou reduzi-lo tanto que se torna antieconômica a continuação do contrato. Art. mediante aviso prévio de noventa dias. Parágrafo único. Art. por não haver prazo determinado. no desempenho que lhe foi cometido. ao mesmo tempo. terá direito à remuneração correspondente aos serviços realizados. salvo motivo de força maior. A remuneração é devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação. a remuneração será paga a todos em partes iguais. terá o corretor direito à remuneração integral. salvo motivo de força maior. No caso de divergência entre as partes. ainda que realizado o negócio sem a sua mediação. todas as despesas com a agência ou distribuição correm a cargo do agente ou distribuidor. a corretagem lhe será devida. Art. a transportar. pessoas ou coisas. 735. uma pessoa. Aplicam-se ao contrato de agência e distribuição. sob pena de responder por perdas e danos. Art. deve. desde que não contrariem as disposições deste Código. O agente ou distribuidor tem direito à indenização se o proponente. será determinado em razão da totalidade do percurso. todas as informações sobre o andamento dos negócios. 737. 722. A pessoa transportada deve sujeitar-se às normas estabelecidas pelo transportador. terá o agente direito a ser remunerado pelos serviços úteis prestados ao proponente. 716. Salvo ajuste. será arbitrada segundo a natureza do negócio e os usos locais. Art. Pelo contrato de transporte alguém se obriga. Art. 733. o juiz decidirá da razoabilidade do prazo e do valor devido. nem pode o agente assumir o encargo de nela tratar de negócios do mesmo gênero. 718. atendo-se às instruções recebidas do proponente. § 1º O dano. 730. É lícito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem a fim de fixar o limite da indenização. Parágrafo único. constantes no bilhete ou afixadas à vista dos usuários. O transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos. com idêntica incumbência. Art. A remuneração do corretor. 728. 726. Parágrafo único. ainda. sem prejuízo do disposto neste Código. mediante retribuição. Se a dispensa se der sem culpa do agente. Os preceitos sobre corretagem constantes deste Código não excluem a aplicação de outras normas da legislação especial. salvo se comprovada sua inércia ou ociosidade. 711. 727. Art. Não se considera gratuito o transporte quando. sob pena de responder por perdas e danos. Art. Se o negócio se concluir com a intermediação de mais de um corretor. Nos contratos de transporte cumulativo. se não estiver fixada em lei. ainda que sem a sua interferência. Pelo contrato de corretagem. sendo nula qualquer cláusula excludente da responsabilidade. Se o contrato for por tempo indeterminado. Art. e o negócio se realizar posteriormente. das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência. 32 Código Civil . Art. CAPÍTULO XIV DO TRANSPORTE Seção I Disposições Gerais Art. nenhuma remuneração será devida ao corretor. deve agir com toda diligência. à conta de outros proponentes. no que couber. conforme as instruções recebidas. desde que transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto do investimento exigido do agente. 729. abstendo-se de quaisquer atos que causem incômodo ou prejuízo aos passageiros. Art. A remuneração será devida ao agente também quando o negócio deixar de ser realizado por fato imputável ao proponente. cada transportador se obriga a cumprir o contrato relativamente ao respectivo percurso. na medida em que a vítima houver concorrido para a ocorrência do dano. Art. rege-se pelas normas regulamentares e pelo que for estabelecido naqueles atos. Art. mais de um agente. Parágrafo único. Se o prejuízo sofrido pela pessoa transportada for atribuível à transgressão de normas e instruções regulamentares. resultante do atraso ou da interrupção da viagem. mas se. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o passageiro não é elidida por culpa de terceiro. as regras concernentes ao mandato e à comissão e as constantes de lei especial. Art. embora feito sem remuneração. Se. danifiquem o veículo. 720. 732. cabendo esse direito aos herdeiros no caso de morte. sem justa causa. quando couber. por amizade ou cortesia. o juiz reduzirá eqüitativamente a indenização. Art. espontaneamente. Iniciado e concluído o negócio diretamente entre as partes. 725. Ainda que dispensado por justa causa. CAPÍTULO XIII DA CORRETAGEM Art. prestando ao cliente. contra o qual tem ação regressiva. de prestação de serviços ou por qualquer relação de dependência. terá ele direito à remuneração até então devida. não ligada a outra em virtude de mandato. Art. como fruto da sua mediação. 723. Seção II Do Transporte de Pessoas Art.Art. igual solução se adotará se o negócio se realizar após a decorrência do prazo contratual. o agente ou distribuidor terá direito à remuneração correspondente aos negócios concluídos dentro de sua zona. 731. o transportador auferir vantagens indiretas. Art. sem embargo de haver este perdas e danos pelos prejuízos sofridos. O transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens. Art. obriga-se a obter para a segunda um ou mais negócios. permissão ou concessão. 714. a responsabilidade solidária estender-se-á ao substituto.

a garantir interesse legítimo do segurado. Código Civil 33 . Art. § 1º Perdurando o impedimento. Art. por cujo perecimento ou deterioração responderá. a relação discriminada das coisas a serem transportadas. rege-se. 746. sob pena de decadência. § 3º Nas hipóteses previstas neste artigo. Havendo dúvida acerca de quem seja o destinatário. No caso de perda parcial ou de avaria não perceptível à primeira vista. Art. Seção III Do Transporte de Coisas Art. o início e o fim de sua validade. Poderá o transportador recusar a coisa cuja embalagem seja inadequada. o transportador deverá vendê-la. ou seus prepostos. por modalidade diferente. 750. Art. o transportador não é obrigado a dar aviso ao destinatário. à sua custa. salvo força maior. desde que denuncie o dano em dez dias a contar da entrega. valor. 760. Interrompendo-se a viagem por qualquer motivo alheio à vontade do transportador. devendo a ação respectiva ser ajuizada no prazo de cento e vinte dias. A coisa. Em caso de informação inexata ou falsa descrição no documento a que se refere o artigo antecedente. uma vez executado o transporte. ou os usos locais. No caso de transporte cumulativo. O passageiro tem direito a rescindir o contrato de transporte antes de iniciada a viagem. A apólice ou o bilhete de seguro serão nominativos. salvo se provado que outra pessoa foi transportada em seu lugar. durante a espera de novo transporte. o transportador emitirá conhecimento com a menção dos dados que a identifiquem. se aquele não for encontrado. instruções ao remetente. o limite da garantia e o prêmio devido. 758. 755. 745. o transportador deve informar o remetente da efetivação do depósito ou da venda. Art. O transportador. O transportador conduzirá a coisa ao seu destino. os acréscimos de despesa decorrentes da contra-ordem. pelas disposições relativas a depósito. desde que provado que outra pessoa haja sido transportada em seu lugar. fica ele obrigado a concluir o transporte contratado em outro veículo da mesma categoria. O transportador não pode recusar passageiros. Art. em ambos os casos. A responsabilidade do transportador. tem direito de retenção sobre a bagagem de passageiro e outros objetos pessoais deste. 742. mas só poderá vendê-la se perecível. obedecidos os preceitos legais e regulamentares. ou. recebem a coisa. sendo-lhe devida. o segurador se obriga. Art. naquele ou naqueles em cujo percurso houver ocorrido o dano. § 3º Em ambos os casos. 744. a qual poderá ser contratualmente ajustada ou se conformará aos usos adotados em cada sistema de transporte. por documento comprobatório do pagamento do respectivo prêmio. 743. 751. bem como a que possa pôr em risco a saúde das pessoas. depositando o saldo em juízo. sob pena de decadência dos direitos. à ordem ou ao portador. entregue ao transportador. O contrato de seguro prova-se com a exibição da apólice ou do bilhete do seguro. o transportador solicitará. O transportador deverá obrigatoriamente recusar a coisa cujo transporte ou comercialização não sejam permitidos. salvo os casos previstos nos regulamentos. Até a entrega da coisa. porém. A coisa. Art. relativo a pessoa ou a coisa. para garantir-se do pagamento do valor da passagem que não tiver sido feito no início ou durante o percurso. 753. em virtude de contrato de transporte. contra riscos predeterminados. limitada ao valor constante do conhecimento. por inteiro. ainda que em conseqüência de evento imprevisível. e zelará pela coisa. pode o remetente desistir do transporte e pedi-la de volta. 739. Desembarcadas as mercadorias. todos os transportadores respondem solidariamente pelo dano causado perante o remetente. e devem constar do conhecimento de embarque as cláusulas de aviso ou de entrega a domicílio. a título de multa compensatória. peso e quantidade. e mencionarão os riscos assumidos. em duas vias. desde que feita a comunicação ao transportador em tempo de ser renegociada. ressalvada a apuração final da responsabilidade entre eles. será o transportador indenizado pelo prejuízo que sofrer. Art. CAPÍTULO XV DO SEGURO Seção I Disposições Gerais Art. 741. termina quando é entregue ao destinatário. 749. se a demora puder ocasionar a deterioração da coisa. Art. Art. no contrato de seguro. 748. 759. e. Pelo contrato de seguro. com a anuência do passageiro. pagando. no que couber. correndo também por sua conta as despesas de estada e alimentação do usuário. ou danificar o veículo e outros bens. como segurador. este poderá depositar a coisa. a contar daquele ato. § 2º Se o impedimento for responsabilidade do transportador. incontinenti. depositando o valor. tomando todas as cautelas necessárias para mantê-la em bom estado e entregá-la no prazo ajustado ou previsto. § 4º Se o transportador mantiver a coisa depositada em seus próprios armazéns. o transportador terá direito de reter até cinco por cento da importância a ser restituída ao passageiro. dependendo também de ajuste a entrega a domicílio. 752. O transportador poderá exigir que o remetente lhe entregue. o nome do segurado e o do beneficiário. uma das quais. deve estar caracterizada pela sua natureza. se assim não foi convencionado. 747. na falta deles. ou vendê-la. e. Art. mediante o pagamento do prêmio. A emissão da apólice deverá ser precedida de proposta escrita com a declaração dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco. de modo que o ressarcimento recaia. ou que venha desacompanhada dos documentos exigidos por lei ou regulamento. entidade para tal fim legalmente autorizada. devendo aquele que as receber conferi-las e apresentar as reclamações que tiver. 757. começa no momento em que ele. sendo-lhe devida a restituição do valor correspondente ao trecho não utilizado. Art. Parágrafo único. 756. Ao receber a coisa. § 1º Ao passageiro é facultado desistir do transporte. devendo o destinatário ser indicado ao menos pelo nome e endereço. Art. sendo-lhe devida a restituição do valor da passagem. mesmo depois de iniciada a viagem. Se o transporte não puder ser feito ou sofrer longa interrupção. caso em que lhe será restituído o valor do bilhete não utilizado. o destinatário conserva a sua ação contra o transportador. poderá aquele depositar a coisa em juízo. Art. 754. ficará fazendo parte integrante do conhecimento. Art. sem motivo imputável ao transportador e sem manifestação do remetente. Parágrafo único. devidamente assinada.Art. mais as perdas e danos que houver. depositada ou guardada nos armazéns do transportador. obedecido o disposto em lei especial. ou a quem apresentar o conhecimento endossado. e o mais que for necessário para que não se confunda com outras. Somente pode ser parte. uma remuneração pela custódia. quando for o caso. § 2º Não terá direito ao reembolso do valor da passagem o usuário que deixar de embarcar. continuará a responder pela sua guarda e conservação. Art. As mercadorias devem ser entregues ao destinatário. 740. se não lhe for possível obter instruções do remetente. por ele devidamente autenticada. ou ordenar seja entregue a outro destinatário. ou se as condições de higiene ou de saúde do interessado o justificarem. o transportador deve depositar a mercadoria em juízo. Art. por sua conta e risco. Parágrafo único. ou proporcionalmente. ou depositada em juízo. Art.

não obstante. Se a inexatidão ou omissão nas declarações não resultar de má-fé do segurado. Parágrafo único. ou de representante de um ou de outro. 771. logo que saiba. § 2º A apólice ou o bilhete à ordem só se transfere por endosso em preto. e. A mora do segurador em pagar o sinistro obriga à atualização monetária da indenização devida segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Entende-se por vício intrínseco o defeito próprio da coisa. 765. Art. tanto a respeito do objeto como das circunstâncias e declarações a ele concernentes. desde que o faça nos quinze dias seguintes ao recebimento do aviso da agravação do risco sem culpa do segurado. Art. sob pena do disposto no art. Correm à conta do segurador. Sob pena de perder o direito à indenização. sabe estar passado o risco de que o segurado se pretende cobrir. Art. Salvo disposição em contrário. em previsão do qual se faz o seguro. Seção II Do Seguro de Dano Art. O segurado é obrigado a comunicar ao segurador. mesmo após o sinistro. O segurador é obrigado a pagar em dinheiro o prejuízo resultante do risco assumido. § 1º Salvo dolo. Art. Art. e contra o mesmo risco junto a outro segurador. 761. o segurado poderá exigir a revisão do prêmio. bem como transigir com o terceiro prejudica- 34 Código Civil . 780. a diminuição do risco no curso do contrato não acarreta a redução do prêmio estipulado. o seguro de um interesse por menos do que valha acarreta a redução proporcional da indenização. deve previamente comunicar sua intenção por escrito ao primeiro. 766. salvo em caso de mora do segurador. 783. na vigência do contrato. § 2º É ineficaz qualquer ato do segurado que diminua ou extinga. e cessa com a sua entrega ao destinatário. ou salvar a coisa. § 1º Tão logo saiba o segurado das conseqüências de ato seu. Salvo disposição especial. O segurador que. Nos seguros de dano. Art. Art. a fim de se comprovar a obediência ao disposto no art. o fato de se não ter verificado o risco. Não terá direito a indenização o segurado que estiver em mora no pagamento do prêmio. Art. não exime o segurado de pagar o prêmio. ou de pagamento do prêmio. fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta ou na taxa do prêmio. de sua decisão de resolver o contrato. devendo ser restituída pelo segurador a diferença do prêmio. poderá dar-lhe ciência. a transferência só produz efeitos em relação ao segurador mediante aviso escrito assinado pelo cedente e pelo cessionário. 778. 764. Art. 773. 766. 763. a mais estrita boa-fé e veracidade. 778. até o limite fixado no contrato. ou a cobrar. Art. e sem prejuízo da ação penal que no caso couber. além de ficar obrigado ao prêmio vencido. não poderá operar mais de uma vez. começa no momento em que são pelo transportador recebidas. 777. o segurado participará o sinistro ao segurador. Se o segurado. como sejam os estragos ocasionados para evitar o sinistro. por si ou por seu representante. para todos os seus efeitos. se provar que silenciou de má-fé. comunicará o fato ao segurador. Art. Art. 786. 787. todo incidente suscetível de agravar consideravelmente o risco coberto. Art. não declarado pelo segurado. e tomará as providências imediatas para minorar-lhe as conseqüências. Art. nos direitos e ações que competirem ao segurado contra o autor do dano. pagará em dobro o prêmio estipulado. Art. o segurador sub-roga-se. 784. em prejuízo do segurador. O segurado que. 776. Parágrafo único. Os agentes autorizados do segurador presumem-se seus representantes para todos os atos relativos aos contratos que agenciarem. Art. Salvo disposição em contrário. 767. Art. 781. mediante expressa cláusula contratual. A indenização não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento do sinistro. Art. O segurado e o segurador são obrigados a guardar na conclusão e na execução do contrato. sem prejuízo dos juros moratórios. 779. no seguro de coisas transportadas. No seguro de responsabilidade civil. por descumprimento das normas de conclusão do contrato. Quando o risco for assumido em co-seguro. O risco do seguro compreenderá todos os prejuízos resultantes ou conseqüentes. no que couber. A vigência da garantia.Parágrafo único. § 2º É defeso ao segurado reconhecer sua responsabilidade ou confessar a ação. 770. 774. 762. se a redução do risco for considerável. No seguro à conta de outrem. a garantia prometida não pode ultrapassar o valor do interesse segurado no momento da conclusão do contrato. Art. consangüíneos ou afins. em hipótese alguma. 769. a diferença do prêmio. No seguro de pessoas. suscetível de lhe acarretar a responsabilidade incluída na garantia. sob pena de perder o direito à garantia. por escrito. as despesas de salvamento conseqüente ao sinistro. Salvo disposição em contrário. e. O disposto no presente Capítulo aplica-se. Nulo será o contrato para garantia de risco proveniente de ato doloso do segurado. logo que o saiba. Art. § 2º A resolução só será eficaz trinta dias após a notificação. nos limites do valor respectivo. Art. os direitos a que se refere este artigo. indicando a soma por que pretende segurarse. perderá o direito à garantia. o segurador pode opor ao segurado quaisquer defesas que tenha contra o estipulante. o segurador garante o pagamento de perdas e danos devidos pelo segurado a terceiro. § 1º Se o instrumento contratual é nominativo. Art. a sub-rogação não tem lugar se o dano foi causado pelo cônjuge do segurado. Não se inclui na garantia o sinistro provocado por vício intrínseco da coisa segurada. 775. A recondução tácita do contrato pelo mesmo prazo. admite-se a transferência do contrato a terceiro com a alienação ou cessão do interesse segurado. Art. expede a apólice. no caso de sinistro parcial. Parágrafo único. aos seguros regidos por leis próprias. Art. a apólice indicará o segurador que administrará o contrato e representará os demais. limite máximo da garantia fixado na apólice. se ocorrer o sinistro antes de sua purgação. datado e assinado pelo endossante e pelo endossatário. Art. Art. § 1º O segurador. pretender obter novo seguro sobre o mesmo interesse. ou a resolução do contrato. do beneficiário. O segurado perderá o direito à garantia se agravar intencionalmente o risco objeto do contrato. Paga a indenização. 772. 785. seus descendentes ou ascendentes. a apólice ou o bilhete não podem ser ao portador. que se não encontra normalmente em outras da mesma espécie. salvo se convencionada a reposição da coisa. ao tempo do contrato. o segurador terá direito a resolver o contrato. minorar o dano. 768. 782. mas.

801. Parágrafo único. ou a redução do capital garantido proporcionalmente ao prêmio pago. Em qualquer hipótese. e o restante aos herdeiros do segurado. Art. com o mesmo ou diversos seguradores. entende-se que os seus direitos são iguais. No seguro de vida para o caso de morte. Código Civil 35 . 808. O segurador. 796. Art. poderá o credor da renda acioná-lo. a resolução do contrato. Art. 798. conforme se estipular. 795. o capital segurado é livremente estipulado pelo proponente. Sendo o contrato a título oneroso. sem determinação da parte de cada uma. 790. ou da sua recondução depois de suspenso. ascendente ou descendente do proponente. É nula a constituição de renda em favor de pessoa já falecida. o segurador não pode subrogar-se nos direitos e ações do segurado. Art. Ressalvada a hipótese prevista neste artigo. deixar de cumprir a obrigação estipulada. ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita. desobrigar-se-á pagando o capital segurado ao antigo beneficiário. 794. obedecida a ordem da vocação hereditária. quando foi celebrado o contrato. ou já se encontrava separado de fato. Art. O contrato pode ser também a título oneroso. sob pena de falsidade. seja ele o contratante. 793. Parágrafo único. Parágrafo único. quando o segurado é cônjuge. No seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte. é lícito estipular-se um prazo de carência. vier a falecer de moléstia que já sofria. 791. 810. Art. Quando a renda for constituída em benefício de duas ou mais pessoas. da prestação de serviço militar. ou censuário. Art. o seu interesse pela preservação da vida do segurado. de qualquer modo. Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo prevalece de pleno direito em favor dos montepios e pensões alimentícias. A renda constituída por título gratuito pode. 788. nem se considera herança para todos os efeitos de direito. no começo de cada um dos períodos prefixos. No caso deste artigo o segurador é obrigado a devolver ao beneficiário o montante da reserva técnica já formada. ficar isenta de todas as execuções pendentes e futuras. que não for cientificado oportunamente da substituição. É nula. a título gratuito. É válida a instituição do companheiro como beneficiário. ou que. se a prestação não houver de ser paga adiantada. se o segurador for insolvente. e é o único responsável. ou por vida. obrigar-se para com outra a uma prestação periódica. nos prazos previstos. Nos seguros de responsabilidade legalmente obrigatórios. observado o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. ou se o seguro não tiver como causa declarada a garantia de alguma obrigação. 802. nos trinta dias seguintes. no domínio da pessoa que por aquela se obrigou. Seção III Do Seguro de Pessoa Art. ao contratar. podendo ultrapassar a vida do devedor mas não a do credor. Art. 812. o segurador não poderá opor a exceção de contrato não cumprido pelo segurado. desde a tradição. 803. para com o segurador. No seguro sobre a vida de outros. Art. § 3º Intentada a ação contra o segurado. dará este ciência da lide ao segurador. Art. Parágrafo único. Art. Parágrafo único. sob pena de rescisão do contrato.do. ou fidejussória. se vincule. por ato do instituidor. ou do beneficiário. Parágrafo único. nem o custeio das despesas de luto e de funeral do segurado. Art. o proponente é obrigado a declarar. 800. Art. Pode uma pessoa. Se o segurado não renunciar à faculdade. 811. ou por toda a vida do segurado. acarretará. 804. § 1º O estipulante não representa o segurador perante o grupo segurado. no seguro de vida. será conveniado por prazo limitado. tanto para que lhe pague as prestações atrasadas como para que lhe dê garantias das futuras. cuja falta de pagamento. O credor adquire o direito à renda dia a dia. O prêmio. seja terceiro. ou de atos de humanidade em auxílio de outrem. Nos seguros de pessoas. no seguro individual. Art. 807. não adquirirão os sobrevivos direito à parte dos que morrerem. Demandado em ação direta pela vítima do dano. O contrato de constituição de renda será feito a prazo certo. salvo estipulação diversa. por ato entre vivos ou de última vontade. o capital segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente. Art. o capital estipulado não está sujeito às dívidas do segurado. Art. com a restituição da reserva já formada. o segurador não terá ação para cobrar o prêmio vencido. Art. O seguro de pessoas pode ser estipulado por pessoa natural ou jurídica em proveito de grupo que a ela. no seguro de pessoa. 806. Art. pode o credor. CAPÍTULO XVI DA CONSTITUIÇÃO DE RENDA Art. contra o causador do sinistro. pelo cumprimento de todas as obrigações contratuais. Art. 789. O contrato de constituição de renda requer escritura pública. durante o qual o segurador não responde pela ocorrência do sinistro. Até prova em contrário. serão beneficiários os que provarem que a morte do segurado os privou dos meios necessários à subsistência. Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário. sem anuência expressa do segurador. qualquer transação para pagamento reduzido do capital segurado. Art. Parágrafo único. Se o rendeiro. a indenização por sinistro será paga pelo segurador diretamente ao terceiro prejudicado. é nula a cláusula contratual que exclui o pagamento do capital por suicídio do segurado. entregando-se bens móveis ou imóveis à pessoa que se obriga a satisfazer as prestações a favor do credor ou de terceiros. O segurador não pode eximir-se ao pagamento do seguro. 805. 813. § 2º A modificação da apólice em vigor dependerá da anuência expressa de segurados que representem três quartos do grupo. § 4º Subsistirá a responsabilidade do segurado perante o terceiro. se a morte ou a incapacidade do segurado provier da utilização de meio de transporte mais arriscado. Não se compreende nas disposições desta Seção a garantia do reembolso de despesas hospitalares ou de tratamento médico. pelo contrato de constituição de renda. 809. Na falta das pessoas indicadas neste artigo. Art. sem promover a citação deste para integrar o contraditório. ainda que da apólice conste a restrição. Nos seguros de pessoas. presume-se o interesse. é lícita a substituição do beneficiário. ou indenizá-lo diretamente. 797. da prática de esporte. 799. Art. se ao tempo do contrato o segurado era separado judicialmente. Os bens dados em compensação da renda caem. Art. e. 792. Art. que pode contratar mais de um seguro sobre o mesmo interesse. exigir que o rendeiro lhe preste garantia real. O beneficiário não tem direito ao capital estipulado quando o segurado se suicida nos primeiros dois anos de vigência inicial do contrato.

Art. sem justa causa. 829. o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não for pessoa idônea. A parte do fiador insolvente distribuir-se-á pelos outros. Não se pode exigir reembolso do que se emprestou para jogo ou aposta. mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo decorrido até a morte do fiador. e. em proporção. deve nomear bens do devedor. A fiança conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa importa o compromisso de solidariedade entre elas. ou se o perdente é menor ou interdito. 834. O devedor responde também perante o fiador por todas as perdas e danos que este pagar. ainda que depois venha a perdê-lo por evicção. II . Parágrafo único. Parágrafo único.se o devedor for insolvente. for impossível a sub-rogação nos seus direitos e preferências. sem consentimento seu. 819. aceitar amigavelmente do devedor objeto diverso do que este era obrigado a lhe dar. 825. O fiador. igualmente. Art. 836. que sejam primeiro executados os bens do devedor. os prêmios oferecidos ou prometidos para o vencedor em competição de natureza esportiva. desde a citação do fiador. Se o fiador se tornar insolvente ou incapaz. Parágrafo único. demorar a execução iniciada contra o devedor. por fato do credor. o credor conceder moratória ao devedor. Quando alguém houver de oferecer fiador. 814 e 815 não se aplicam aos contratos sobre títulos de bolsa. intelectual ou artística. não será demandado senão depois que se fizer certa e líquida a obrigação do principal devedor. CAPÍTULO XVIII DA FIANÇA Seção I Disposições Gerais Art. Art. poderá o credor exigir que seja substituído. 814. O fiador demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir. quantos bastem para solver o débito. Não aproveita este benefício ao fiador: I . mas a nulidade resultante não pode ser oposta ao terceiro de boa-fé. O fiador que pagar integralmente a dívida fica subrogado nos direitos do credor.se. As obrigações nulas não são suscetíveis de fiança. § 1º Estende-se esta disposição a qualquer contrato que encubra ou envolva reconhecimento. Art. ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade. novação ou fiança de dívida de jogo. 820. Art. 818. no ato de apostar ou jogar. A exceção estabelecida neste artigo não abrange o caso de mútuo feito a menor. Art. não havendo taxa convencionada. caso em que não será por mais obrigado. 817. não valerá senão até ao limite da obrigação afiançada. Art.se ele o renunciou expressamente. e. Art. 835. 824. ainda que se trate de jogo não proibido. Cada fiador pode fixar no contrato a parte da dívida que toma sob sua responsabilidade. ficando obrigado por todos os efeitos da fiança. Art. a que se refere este artigo. 833. e não pode ultrapassar as forças da herança. Pelo contrato de fiança. poderá o fiador promover-lhe o andamento. A fiança pode ser de valor inferior ao da obrigação principal e contraída em condições menos onerosas. O sorteio para dirimir questões ou dividir coisas comuns considera-se sistema de partilha ou processo de transação. Art. Art. Art. em pagamento da dívida. conforme o caso. Art. desde que os interessados se submetam às prescrições legais e regulamentares. domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança. Art. exceto se a nulidade resultar apenas de incapacidade pessoal do devedor. Seção III Da Extinção da Fiança Art. ainda que solidário. O fiador pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais. 828. Art. Pode-se estipular a fiança. cada fiador responde unicamente pela parte que. se não provierem simplesmente de incapacidade pessoal. 822. § 2º O preceito contido neste artigo tem aplicação. As disposições dos arts. mas só poderá demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva quota. As dívidas futuras podem ser objeto de fiança. quando exceder o valor da dívida. até a contestação da lide. ficará desobrigado: I . 831. Seção II Dos Efeitos da Fiança Art. mercadorias ou valores. § 3º Excetuam-se. III . Art. O fiador tem direito aos juros do desembolso pela taxa estipulada na obrigação principal. em que se estipulem a liquidação exclusivamente pela diferença entre o preço ajustado e a cotação que eles tiverem no vencimento do ajuste. Art. só se excetuando os jogos e apostas legalmente permitidos. neste caso. inclusive as despesas judiciais. mas não se pode recobrar a quantia. e pelos que sofrer em razão da fiança. aos juros legais da mora. e não admite interpretação extensiva.se se obrigou como principal pagador. livres e desembargados. se declaradamente não se reservarem o benefício de divisão. 823. 830. II . 36 Código Civil . ou falido.CAPÍTULO XVII DO JOGO E DA APOSTA Art. Parágrafo único. ou devedor solidá- III . ou for mais onerosa que ela. mas o fiador. Quando o credor. 815. rio.se. e as extintivas da obrigação que competem ao devedor principal. que voluntariamente se pagou. 832. 827. Art. Não sendo limitada. 821. salvo o caso do mútuo feito a pessoa menor. caso este não a cumpra. A obrigação do fiador passa aos herdeiros. O fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo. a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida principal. sitos no mesmo município. As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento. 816. uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor. Art. 838. salvo se foi ganha por dolo. 826. 837. sempre que lhe convier.se o credor. e não possua bens suficientes para cumprir a obrigação. O fiador que alegar o benefício de ordem. Art. Art. durante sessenta dias após a notificação do credor. A fiança dar-se-á por escrito. lhe couber no pagamento. Estipulado este benefício.

se provar que os bens por ele indicados eram. Enquanto o dono não providenciar. Art. se da espera não resultar perigo. ressarcindo ao dono o prejuízo resultante de qualquer culpa na gestão. comunicará o gestor ao dono do negócio a gestão que assumiu. É admissível. se houver assinado prazo à execução da tarefa. 840. para resolver litígios entre pessoas que podem contratar. se comprometer a recompensar. Só quanto a direitos patrimoniais de caráter privado se permite a transação. 842. A transação não se anula por erro de direito a respeito das questões que foram objeto de controvérsia entre as partes. CAPÍTULO II DA GESTÃO DE NEGÓCIOS Art. suficientes para a solução da dívida afiançada. Art. Nos concursos que se abrirem com promessa pública de recompensa. será feita por escritura pública. das medidas que o caso reclame. se assim for estipulado na publicação da promessa. Art. No caso do artigo antecedente. 852. ao tempo da penhora. Sendo simultânea a execução. retardando-se a execução. CAPÍTULO XX DO COMPROMISSO Art. Art. Código Civil 37 . 851. § 3º Se os trabalhos tiverem mérito igual. Parágrafo único. Art. ou erro essencial quanto à pessoa ou coisa controversa. 856. 865. 847. Art. Art. ou gratificar. § 1º A decisão da pessoa nomeada. Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do interessado. Art. extingue a dívida em relação aos co-devedores. obriga os interessados. Art. ficará exonerado o fiador que o invocou. a transação feita não o inibirá de exercê-lo. TÍTULO VII DOS ATOS UNILATERAIS CAPÍTULO I DA PROMESSA DE RECOMPENSA Art. entender-se-á que renuncia o arbítrio de retirar. conferir-se-á por sorteio. 863. 841. O gestor envidará toda sua diligência habitual na administração do negócio. ou o indenize da diferença. judicial ou extrajudicial. Art. depois da transação. observadas também as disposições dos parágrafos seguintes. 866. § 3º Se entre um dos devedores solidários e seu credor. Art. o fato de não prevalecer em relação a um não prejudicará os demais. 859. não provando que teriam sobrevindo. pode o promitente revogar a promessa. por anúncios públicos. Parágrafo único. intervém na gestão de negócio alheio. por título ulteriormente descoberto. a fixação de um prazo. É nula a transação a respeito do litígio decidido por sentença passada em julgado. a oferta. fizer o serviço. se dela não tinha ciência algum dos transatores. e o que obtiver a coisa dará ao outro o valor de seu quinhão. 844. Se for invocado o benefício da excussão e o devedor. Sendo nula qualquer das cláusulas da transação. as instruções dos herdeiros. Quem quer que. Art. assinado pelos transigentes e homologado pelo juiz. 857 e 858. se verificar que nenhum deles tinha direito sobre o objeto da transação. nas em que ela o admite. a pena convencional. 860. sem autorização do interessado. 843. ainda que diga respeito a coisa indivisível. para valerem. Art. proceder-se-á de acordo com os arts. Art.Art. a quem preencha certa condição. A transação não aproveita. nas obrigações em que a lei o exige. § 2º Em falta de pessoa designada para julgar o mérito dos trabalhos que se apresentarem. que houver feito despesas. aguardando-lhe a resposta. terá direito a reembolso. A transação far-se-á por escritura pública. e por ela não se transmitem. Art. poderá exigir a recompensa estipulada. é condição essencial. É lícito aos interessados prevenirem ou terminarem o litígio mediante concessões mútuas. nula será esta. 850. se recair sobre direitos contestados em juízo. entender-se-á que o promitente se reservou essa função. contanto que o faça com a mesma publicidade. Se o ato contemplado na promessa for praticado por mais de um indivíduo. extingue a obrigação deste para com os outros credores. de direito pessoal de família e de outras que não tenham caráter estritamente patrimonial. ainda quando se houvesse abatido. 839. se esta não for divisível. Art. Admite-se nos contratos a cláusula compromissória. § 1º Se for concluída entre o credor e o devedor. poderá o dono do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao estado anterior. Tanto que se possa. É vedado compromisso para solução de questões de estado. Art. Aquele que. como juiz. contrai obrigação de cumprir o prometido. Art. na transação. ficando responsável a este e às pessoas com que tratar. 846. desobrigará o fiador. se os prejuízos da gestão excederem o seu proveito. para resolver divergências mediante juízo arbitral. só ficarão pertencendo ao promitente. nos concursos de que trata o artigo antecedente. O candidato de boa-fé. § 2º Se entre um dos credores solidários e o devedor. ou satisfizer a condição. Art. ou desempenhe certo serviço. 849. Aquele que. 858. mas ao evicto cabe o direito de reclamar perdas e danos. Art. apenas se declaram ou reconhecem direitos. Art. A transação só se anula por dolo. Dada a evicção da coisa renunciada por um dos transigentes. 848. entretanto. nos anúncios. velará o gestor pelo negócio. até o levar a cabo. ou quando. ou por termo nos autos. Art. sem se descuidar. ou por instrumento particular. As obras premiadas. terá direito à recompensa o que primeiro o executou. coação. 861. ou por ele transferida à outra parte. É admitido compromisso. a cada um tocará quinhão igual na recompensa. nos termos do artigo antecedente. 855. 853. nem prejudica senão aos que nela intervierem. ainda que não pelo interesse da promessa. Art. esperando. dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono. cair em insolvência. 857. Antes de prestado o serviço ou preenchida a condição. A transação concernente a obrigações resultantes de delito não extingue a ação penal pública. se aquele falecer durante a gestão. 854. não revive a obrigação extinta pela transação. Parágrafo único. Parágrafo único. responderá o gestor até pelos casos fortuitos. 864. 845. Quando a transação versar sobre diversos direitos contestados. durante ele. CAPÍTULO XIX DA TRANSAÇÃO Art. independentes entre si. na forma estabelecida em lei especial. 862. Se um dos transigentes adquirir. novo direito sobre a coisa renunciada ou transferida. A transação interpreta-se restritivamente.

feita a atualização dos valores monetários. ou da coisa. da despesa. Art. a que dispense a observância de termos e formalidade prescritas. 879. Art. acessões. por ele os prestar a quem se devem. se agiu de má-fé. documento necessário ao exercício do direito literal e autônomo nele contido. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada. § 2º Vigora o disposto neste artigo. proporcionadas aos usos locais e à condição do falecido. o domicílio do emitente. a excludente de responsabilidade pelo pagamento ou por despesas. em importância. Deve o título de crédito conter a data da emissão. 884. Parágrafo único. Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir. A restituição é devida. solidária será a sua responsabilidade. responde por perdas e danos. 868. No caso deste artigo. Art. além dos limites fixados em lei. 873. vigorará o disposto nos arts. ainda que o dono costumasse fazê-las. Parágrafo único. 862 e 863. Não se pode repetir o que se pagou para solver dívida prescrita. Aos frutos. 888. Art. aquele que recebeu a prestação fica na obrigação de indenizar o que a cumpriu. Cessa o disposto neste artigo e no antecedente. na medida do lucro obtido. se enriquecer à custa de outrem. Art. não implica a invalidade do negócio jurídico que lhe deu origem. 878. Aplica-se a disposição do artigo antecedente. mas. em erro quanto ao dono do negócio. 876. feitas por terceiro. der a outra pessoa as contas da gestão. ainda mesmo que esta não tenha deixado bens. 38 Código Civil . CAPÍTULO IV DO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA Art. 887. obrigação que incumbe àquele que recebe dívida condicional antes de cumprida a condição. observados os requisitos mínimos previstos neste artigo. salvo o estabelecido nos arts. mas aquele que pagou dispõe de ação regressiva contra o verdadeiro devedor e seu fiador. § 1º A utilidade. ainda que seja pessoa idônea. Se o pagamento indevido tiver consistido no desempenho de obrigação de fazer ou para eximir-se da obrigação de não fazer. CAPÍTULO III DO PAGAMENTO INDEVIDO Art. respondendo ainda pelos prejuízos que este houver sofrido por causa da gestão. 875. na ausência do indivíduo obrigado a alimentos. se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido. Fica isento de restituir pagamento indevido aquele que. contra ela possa caber. 885. sem justa causa. TÍTULO VIII DOS TÍTULOS DE CRÉDITO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. A omissão de qualquer requisito legal. será obrigado a restituir o indevidamente auferido. com os juros legais. aplica-se o disposto neste Código sobre o possuidor de boa-fé ou de má-fé. Art. a critério do juiz. Art. sem prejuízo da ação que a ele. houver sofrido. mas segundo as circunstâncias da ocasião em que se fizerem. Se o gestor se fizer substituir por outrem. ou proibido por lei. que por motivo da gestão. ou ao dono do negócio. Parágrafo único. 877. O gestor responde pelo caso fortuito quando fizer operações arriscadas. Art. aquele em cujo benefício interveio o gestor só é obrigado na razão das vantagens que lograr. Art. A ratificação pura e simples do dono do negócio retroage ao dia do começo da gestão. mas a indenização ao gestor não excederá. poder-lhes-á reaver do devedor a importância. ou se. desaprovar a gestão. será obrigado a indenizar o gestor das despesas necessárias. Consideram-se não escritas no título a cláusula de juros. No caso deste artigo. ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus. Querendo o dono aproveitar-se da gestão. a restituição se fará pelo valor do bem na época em que foi exigido. Se os negócios alheios forem conexos ao do gestor. podem ser cobradas da pessoa que teria a obrigação de alimentar a que veio a falecer. e dos prejuízos. além do valor do imóvel. alienado por título oneroso. deixou prescrever a pretensão ou abriu mão das garantias que asseguravam seu direito. Àquele que voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro. e produz todos os efeitos do mandato. por título oneroso. Se o negócio for utilmente administrado. mas também se esta deixou de existir. Se aquele que indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-fé. não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento. Art. se a coisa não mais subsistir. ou redunde em proveito do dono do negócio ou da coisa. Art. 890. desde o desembolso.Art. Art. a indicação precisa dos direitos que confere. responde somente pela quantia recebida. § 2º Considera-se lugar de emissão e de pagamento. responderá pelas faltas do substituto. quando não indicado no título. 872. 883. exclua ou restrinja direitos e obrigações. inutilizou o título. que tiver feito. considerando-a contrária aos seus interesses. Art. Art. Nas despesas do enterro. as vantagens obtidas com a gestão. 881. o terceiro adquirente agiu de máfé. Art. que tire ao escrito a sua validade como título de crédito. § 3º O título poderá ser emitido a partir dos caracteres criados em computador ou meio técnico equivalente e que constem da escrituração do emitente. e. ou necessidade. Se o imóvel foi alienado por título gratuito. Não caberá a restituição por enriquecimento. 874. Art. Havendo mais de um gestor. haver-se-á o gestor por sócio daquele cujos interesses agenciar de envolta com os seus. recebendo-o como parte de dívida verdadeira. Quando alguém. quando a gestão se proponha a acudir a prejuízos iminentes. o que se deu reverterá em favor de estabelecimento local de beneficência. Parágrafo único. e a que. Parágrafo único. 871. a proibitiva de endosso. 870. ou cumprir obrigação judicialmente inexigível. 882. conforme o caso. Art. Art. O título de crédito. reembolsando ao gestor as despesas necessárias ou úteis que houver feito. 869 e 870. e a assinatura do emitente. ainda quando o gestor. quem a recebeu é obrigado a restituí-la. 867. Se o dono do negócio. 880. 889. Aquele que. em se provando que o gestor fez essas despesas com o simples intento de bem-fazer. Parágrafo único. ainda que este não ratifique o ato. somente produz efeito quando preencha os requisitos da lei. cumprirá ao dono as obrigações contraídas em seu nome. § 1º É à vista o título de crédito que não contenha indicação de vencimento. cabe ao que pagou por erro o direito de reivindicação. Art. Não terá direito à repetição aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito. 886. apreciar-se-á não pelo resultado obtido. 869. benfeitorias e deteriorações sobrevindas à coisa dada em pagamento indevido. Parágrafo único. imoral. de tal arte que se não possam gerir separadamente. Art.

A transferência de título ao portador se faz por simples tradição. ou ser objeto de medidas judiciais. a defeito de capacidade ou de representação no momento da subscrição. porém identificável. 912. O devedor só poderá opor ao portador exceção fundada em direito pessoal. 915. feito antes de ter ciência da ação referida neste artigo. ou for injustamente desapossado dele. Art. Art. só ele poderá ser dado em garantia. O portador de título representativo de mercadoria tem o direito de transferi-lo. ainda que o último seja em branco. Parágrafo único. Art. O título de crédito não pode ser reivindicado do portador que o adquiriu de boa-fé e na conformidade das normas que disciplinam a sua circulação. deve ser preenchido de conformidade com os ajustes realizados. Parágrafo único. além da entrega do título. 913. 891. É nulo o título ao portador emitido sem autorização de lei especial. salvo se se provar que ele tinha conhecimento do fato. além da entrega do título devidamente quitado. CAPÍTULO II DO TÍTULO AO PORTADOR Art. Parágrafo único. Art. A prestação é devida ainda que o título tenha entrado em circulação contra a vontade do emitente. O endossatário de endosso em branco pode mudálo para endosso em preto. no vencimento. 899. Parágrafo único. 906. § 1º No vencimento. 914. Art. O possuidor de título ao portador tem direito à prestação nele indicada. 910. pode endossar novamente o título. O endosso deve ser lançado pelo endossante no verso ou anverso do próprio título. ao adquirir o título. pode o devedor exigir do credor. incompleto ao tempo da emissão. Fica validamente desonerado o devedor que paga título de crédito ao legítimo portador. Art. 911. tem direito a obter do emitente a substituição do anterior.Art. Pagando. bem como impedir sejam pagos a outrem capital e rendimentos. não responde o endossante pelo cumprimento da prestação constante do título. Art. 907. Considera-se legítimo possuidor o portador do título à ordem com série regular e ininterrupta de endossos. antes do vencimento. O pagamento. § 2º No caso de pagamento parcial. O aval posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anteriormente dado. Art. em branco ou em preto. O avalista equipara-se àquele cujo nome indicar. 904. Aquele que paga o título está obrigado a verificar a regularidade da série de endossos. Art. 898. ou de receber aquela independentemente de quaisquer formalidades. tem o endossante ação de regresso contra os coobrigados anteriores. além das exceções fundadas nas relações pessoais que tiver com o portador. Aquele que. fica responsável pela validade do pagamento. ainda que parcial. é suficiente a simples assinatura do endossante. e não. Código Civil 39 . § 1º Para a validade do aval. pode ser garantido por aval. lança a sua assinatura em título de crédito. 894. § 1º Pagando o título. que perder ou extraviar título. ou pode transferi-lo sem novo endosso. e aquele que o paga. Art. Art. em que se não opera a tradição do título. mediante a sua simples apresentação ao devedor. dado no verso do título. não constitui motivo de oposição ao terceiro portador. mediante a restituição do primeiro e o pagamento das despesas. na falta de indicação. 908. Enquanto o título de crédito estiver em circulação. Parágrafo único. 895. É vedado o aval parcial. Art. 901. ou em nulidade de sua obrigação. os direitos ou mercadorias que representa. Art. 902. 892. § 2º A transferência por endosso completa-se com a tradição do título. à falsidade da própria assinatura. de conformidade com as normas que regulam a sua circulação. tem ele os mesmos direitos que teria o suposto mandante ou representado. constante do endosso. e à falta de requisito necessário ao exercício da ação. não pode o credor recusar pagamento. CAPÍTULO III DO TÍTULO À ORDEM Art. fica pessoalmente obrigado. mas não a autenticidade das assinaturas. tiver agido de má-fé. e. 900. sem ter poderes. só poderá opor a este as exceções relativas à forma do título e ao seu conteúdo literal. Art. que contenha obrigação de pagar soma determinada. pagando o título. exonera o devedor. 909. Art. § 2º Considera-se não escrito o aval cancelado. quitação regular. § 3º Considera-se não escrito o endosso cancelado. ou excedendo os que tem. 897. Art. § 2º Subsiste a responsabilidade do avalista. O descumprimento dos ajustes previstos neste artigo pelos que deles participaram. sem oposição. O possuidor de título dilacerado. como mandatário ou representante de outrem. completando-o com o seu nome ou de terceiro. ainda que nula a obrigação daquele a quem se equipara. e para validade do endosso. Considera-se não escrita no endosso qualquer condição a que o subordine o endossante. Art. Art. O aval deve ser dado no verso ou no anverso do próprio título. dado no anverso do título. poderá obter novo título em juízo. Ressalvada cláusula expressa em contrário. Art. salvo se este. O pagamento de título de crédito. tem o avalista ação de regresso contra o seu avalizado e demais coobrigados anteriores. o endossante se torna devedor solidário. 893. é suficiente a simples assinatura do avalista. Parágrafo único. § 1º Assumindo responsabilidade pelo pagamento. O título de crédito. Salvo disposição diversa em lei especial. total ou parcialmente. a menos que a nulidade decorra de vício de forma. separadamente. ao emitente ou devedor final. salvo se agiu de má-fé. outra deverá ser firmada no próprio título. 905. regem-se os títulos de crédito pelo disposto neste Código. O proprietário. A transferência do título de crédito implica a de todos os direitos que lhe são inerentes. além da quitação em separado. Não é o credor obrigado a receber o pagamento antes do vencimento do título. Art. § 1º Pode o endossante designar o endossatário. O devedor. 903. Parágrafo único. Art. 896. § 2º Pagando o título. Art. É nulo o endosso parcial.

causar dano a outrem. 929. Art. Qualquer negócio ou medida judicial. Art. 916. No caso do inciso II do art. 919. Art. pelos pupilos e curatelados. 927. tem o direito de obter a averbação no registro do emitente. risco para os direitos de outrem. Aquele que demandar por dívida já paga. Ressalvados outros casos previstos em lei especial. § 2º Com a morte ou a superveniente incapacidade do endossante. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente. 939. Art. 186 e 187). A aquisição de título à ordem. responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido. e a pagar as custas em dobro. Se a pessoa lesada. Art. no exercício do trabalho que lhes competir. no caso do inciso II do art. se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.Art. que tenha por objeto o título. TÍTULO IX DA RESPONSABILIDADE CIVIL CAPÍTULO I DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR Art. pode o título nominativo ser transformado em à ordem ou ao portador. do animal ressarcirá o dano por este causado. 932. que se acharem nas mesmas condições. ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento. devendo a emissão do novo título constar no registro do emitente. Art. Art. Fica desonerado de responsabilidade o emitente que de boa-fé fizer a transferência pelos modos indicados nos artigos antecedentes. salvo se o causador do dano for descendente seu. no todo ou em parte. É título nominativo o emitido em favor de pessoa cujo nome conste no registro do emitente. Art. a pedido do proprietário e à sua custa. São também responsáveis pela reparação civil: I . assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram. Art. confere ao endossatário o exercício dos direitos inerentes ao título. § 2º Não pode o devedor opor ao endossatário de endossopenhor as exceções que tinha contra o endossante. em registro do emitente. 924. II . inciso I). tiver agido de má-fé. 188. § 1º O endossatário de endosso-mandato só pode endossar novamente o título na qualidade de procurador. por seus empregados. Art. com os mesmos poderes que recebeu. fica obrigado a repará-lo. ou parte dele.o empregador ou comitente. ao adquirir o título. § 1º A transferência mediante endosso só tem eficácia perante o emitente. Aquele que. pelos seus hóspedes. As exceções. Art. 933. por sua natureza. Art. mesmo para fins de educação. O dono. sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido. III . nos casos especificados em lei. embora estipulados. por meio diverso do endosso. Transfere-se o título nominativo mediante termo. tem direito o adquirente a obter do emitente novo título. ou sobre quem seja o seu autor. serviçais e prepostos. somente poderão ser por ele opostas ao portador. Ressalvada proibição legal. podendo o emitente exigir do endossatário que comprove a autenticidade da assinatura do endossante. salvo restrição expressamente estatuída. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou. ficará obrigado a pagar ao devedor. até a concorrente quantia. O incapaz responde pelos prejuízos que causar. contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. 921. no primeiro 40 Código Civil . 930. Art. 920. § 3º Caso o título original contenha o nome do primitivo proprietário.os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime. 188. lançada no endosso.os pais. não se podendo questionar mais sobre a existência do fato. lançada no endosso. por ato ilícito (arts. Art. comprovada a autenticidade das assinaturas de todos os endossantes. Art. ou em razão dele. 918. 928. não perde eficácia o endosso-mandato. fundadas em relação do devedor com os portadores precedentes. Parágrafo único. que deverá ser eqüitativa. Art. legitimado por série regular e ininterrupta de endossos. não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem. A cláusula constitutiva de mandato. fora dos casos em que a lei o permita. 926. 936. § 2º O endossatário. ainda que não haja culpa de sua parte. Parágrafo único. os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. 940. A indenização prevista neste artigo. não forem culpados do perigo.o tutor e o curador. 935. a descontar os juros correspondentes. em seu nome. se o perigo ocorrer por culpa de terceiro. Art. uma vez feita a competente averbação no registro do emitente. casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro. Art. O título nominativo também pode ser transferido por endosso que contenha o nome do endossatário. CAPÍTULO IV DO TÍTULO NOMINATIVO Art. confere ao endossatário o exercício dos direitos inerentes ao título. 938. 931. Haverá obrigação de reparar o dano. pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida. se este. absoluta ou relativamente incapaz. 917. § 1º O endossatário de endosso-penhor só pode endossar novamente o título na qualidade de procurador. 922. Parágrafo único. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. se esta provier de falta de reparos. uma vez feita a competente averbação em seu registro. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se causou o dano (art. independentemente de culpa. 923. Art. Art. ou o dono da coisa. ou detentor. V . tem efeito de cessão civil. IV . assinado pelo proprietário e pelo adquirente. § 3º Pode o devedor opor ao endossatário de endossomandato somente as exceções que tiver contra o endossante. O endosso posterior ao vencimento produz os mesmos efeitos do anterior. se não provar culpa da vítima ou força maior. responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. 934. cuja necessidade fosse manifesta. Aquele que habitar prédio. A cláusula constitutiva de penhor. salvo se aquele tiver agido de má-fé. quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. 925. hospedarias. só produz efeito perante o emitente ou terceiros. A responsabilidade civil é independente da criminal. Art. moradores e educandos.os donos de hotéis. Art. 188. 937.

A discussão entre os credores pode versar quer sobre a preferência entre eles disputada. 959. Art. por expressa disposição de lei. CAPÍTULO II DA INDENIZAÇÃO Art. o credor de custas e despesas judiciais feitas com a arrecadação e liquidação. Art. além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido. instrumentos e serviços à cultura. todos os bens não sujeitos a crédito real nem a privilégio especial. As penas previstas nos arts. Têm privilégio especial: I . Conservam seus respectivos direitos os credores. II . ou quaisquer outras construções. 949. Procede-se à declaração de insolvência toda vez que as dívidas excedam à importância dos bens do devedor. ou da depreciação que ele sofreu. Parágrafo único.o cárcere privado.sobre a coisa salvada. 953. tem aplicação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente. Parágrafo único. todos responderão solidariamente pela reparação. salvo ao réu o direito de haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido.caso. No caso de homicídio. Se o devedor não puder cumprir a prestação na espécie ajustada. 957. o credor por despesas de salvamento. IV . 963.sobre os prédios rústicos ou urbanos. a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros cessantes. III . a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. ao geral. II . 950. Se a obrigação for indeterminada. 960. o credor de materiais. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança. ou da indenização. O privilégio especial só compreende os bens sujeitos. o credor por sementes. Para se restituir o equivalente. Art. se a ofensa tiver mais de um autor. 955. Art. Art. 944. eqüitativamente. havendo responsável pela perda ou danificação da coisa. 951. agravar-lhe o mal. V . Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado.na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia. o equivalente do que dele exigir. ou inabilitálo para o trabalho. simulação. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. o crédito pessoal privilegiado. dinheiro. 954. Art. fraude. Havendo usurpação ou esbulho do alheio. e o privilégio especial. Não havendo título legal à preferência. poderá o juiz reduzir. O disposto nos arts. haverá entre eles rateio proporcional ao valor dos respectivos créditos. dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao prejudicado. Parágrafo único. e se este não puder provar prejuízo. e o geral. no segundo. Parágrafo único. Quando concorrerem aos mesmos bens. levando-se em conta a duração provável da vida da vítima. Parágrafo único. Nos casos a que se refere o artigo antecedente. Art. o credor por benfeitorias necessárias ou úteis. o devedor do seguro. ou serviços para a sua edificação.sobre a coisa beneficiada. no exercício de atividade profissional.no pagamento das despesas com o tratamento da vítima. exonera-se pagando sem oposição dos credores hipotecários ou privilegiados. na conformidade das circunstâncias do caso. se o produto não bastar para o pagamento integral de todos.sobre o preço do seguro da coisa gravada com hipoteca ou privilégio. seu funeral e o luto da família. Art. Se o ofendido não puder provar prejuízo material. 946. 952. hipotecários ou privilegiados: I . Art. poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. 945. terão os credores igual direito sobre os bens do devedor comum. Art. 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização devida por aquele que. Parágrafo único. causar a morte do paciente. causar-lhe lesão. O prejudicado. quer sobre a nulidade. III . por negligência. Art. O crédito real prefere ao pessoal de qualquer espécie. a indenização. A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento das perdas e danos que sobrevierem ao ofendido. se preferir. 956. A indenização mede-se pela extensão do dano. e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente. Art.a prisão por queixa ou denúncia falsa e de má-fé. o dobro do que houver cobrado e.a prisão ilegal. reconstrução. 942.sobre a coisa arrecadada e liquidada. a indenização consiste. 932. eqüitativamente. 962. em moeda corrente. Art. sem excluir outras reparações: I . ou sobre a indenização devida. e por título igual. 947. dois ou mais credores da mesma classe especialmente privilegiados. 948. ao pagamento do crédito que ele favorece. 961. 958. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. quando não exista a própria coisa. A indenização por injúria. TÍTULO X DAS PREFERÊNCIAS E PRIVILÉGIOS CREDITÓRIOS Art. substituir-se-á pelo seu valor. II . Art. Art. Art. se a coisa obrigada a hipoteca ou privilégio for desapropriada. Código Civil 41 . Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. ou à colheita. Art. Art. 941. ou melhoramento. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso. Art. Art. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou. fábricas. ao simples. o valor da indenização. e. oficinas.sobre o valor da indenização. apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual determinar. estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição. ou falsidade das dívidas e contratos. 943. 964. contanto que este não se avantaje àquele. Os títulos legais de preferência são os privilégios e os direitos reais. II . 948. a indenização. salvo se houver prescrição. além da restituição da coisa. Consideram-se ofensivos da liberdade pessoal: I . o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença. Art.sobre os frutos agrícolas. imprudência ou imperícia. caberá ao juiz fixar. 939 e 940 não se aplicarão quando o autor desistir da ação antes de contestada a lide. difamação ou calúnia consistirá na reparação do dano que delas resulte ao ofendido. faltando a coisa. Art.

serão arquivados e averbados. os pactos e declarações antenupciais do empresário. 974. ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores. Art. no Registro Público de Empresas Mercantis. por disposição de lei. III . o regime de bens.o crédito pelos impostos devidos à Fazenda Pública.sobre os exemplares da obra existente na massa do editor. § 2º À margem da inscrição.o crédito por despesas com a doença de que faleceu o devedor. se a exercer. A prova da emancipação e da autorização do incapaz. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha: I . ou por despesas com a arrecadação e liquidação da massa. Art. 967. Art. depois de inscrito. Goza de privilégio geral. ficará equiparado. Art. conforme o caso. o credor de aluguéis. com a aprovação do juiz. e com as mesmas formalidades. no trimestre anterior ao falecimento. o trabalhador agrícola. 968. Parágrafo único. bem como da conveniência em continuá-la. nomeará. sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário.a firma. § 1º Com as indicações estabelecidas neste artigo. devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização. entre si ou com terceiros. quando puder ser autorizado. O uso da nova firma caberá. nos casos do art. 971. quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.o objeto e a sede da empresa. por seus pais ou pelo autor de herança.sobre as alfaias e utensílios de uso doméstico. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. ainda que reais. IV . desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens. 973. A sentença que decretar ou homologar a separação judicial do empresário e o ato de reconciliação não podem ser opos- 42 Código Civil . desde que estranhos ao acervo daquela. para a qual houver concorrido com o seu trabalho. 977. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. e precipuamente a quaisquer outros créditos. com a prova da inscrição originária. O empresário casado pode. pode. antes do início de sua atividade. continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz. filial ou agência. 975. após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa. sobre os bens do devedor: I . Art. ou a este. ao empresário sujeito a registro. Poderá o incapaz. requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. V . VIII .o seu nome. O empresário. literária ou artística. § 2º A aprovação do juiz não exime o representante ou assistente do menor ou do interdito da responsabilidade pelos atos dos gerentes nomeados.sobre o produto da colheita. 979. § 1º Nos casos deste artigo. 970. 976. 966. se foram moderadas.VI . um ou mais gerentes. caso em que. VI . neste deverá também inscrevê-la. III . II . 968 e seus parágrafos. LIVRO II DO DIREITO DE EMPRESA TÍTULO I DO EMPRESÁRIO CAPÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO E DA INSCRIÇÃO Art. cuja atividade rural constitua sua principal profissão. Art. VII . ou ao representante do incapaz. não puder exercer atividade de empresário. alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. o autor dela. Art. Art. VIII . Art. Em qualquer caso. a constituição do estabelecimento secundário deverá ser averbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. Parágrafo único. se casado. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que. com a respectiva assinatura autógrafa. nacionalidade. A lei assegurará tratamento favorecido.o crédito por despesas com o luto do cônjuge sobrevivo e dos filhos do devedor falecido. ou no da separação obrigatória. no ano corrente e no anterior. II . Parágrafo único. feito segundo a condição do morto e o costume do lugar.o crédito por despesa de seu funeral. quanto à dívida dos seus salários. § 1º Do mesmo modo será nomeado gerente em todos os casos em que o juiz entender ser conveniente. em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Em- presas Mercantis.o crédito por custas judiciais. salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. ao tempo da sucessão ou da interdição. VII . sem necessidade de outorga conjugal. de natureza científica. Art. nos seus derradeiros seis meses de vida. observadas as formalidades de que tratam o art. 965. diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade. Art.os demais créditos de privilégio geral. de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade. ou seus legítimos representantes. estado civil e. domicílio. Além de no Registro Civil. qualquer que seja o regime de bens. Art. serão averbadas quaisquer modificações nela ocorrentes.o crédito pelos salários dos empregados do serviço doméstico do devedor. pelo crédito fundado contra aquele no contrato da edição. serão inscritas ou averbadas no Registro Público de Empresas Mercantis. ouvidos os pais. Podem exercer a atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos. a inscrição será tomada por termo no livro próprio do Registro Público de Empresas Mercantis.o capital. podendo a autorização ser revogada pelo juiz.o crédito pelos gastos necessários à mantença do devedor falecido e sua família. CAPÍTULO II DA CAPACIDADE Art. 974. na ordem seguinte. § 2º Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía. responderá pelas obrigações contraídas. 972. tutores ou representantes legais do menor ou do interdito. 980. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual. herança. IV . 969. nos prédios rústicos ou urbanos. e obedecerá a número de ordem contínuo para todos os empresários inscritos. ao gerente. Art. ou legado. 978. e a de eventual revogação desta. para todos os efeitos. o título de doação. por meio de representante ou devidamente assistido. precederá autorização judicial. Art. O empresário que instituir sucursal. quanto às prestações do ano corrente e do anterior. no semestre anterior à sua morte.

exceto por ações em organização. simples. subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis. caso em que. Embora já constituída a sociedade segundo um daqueles tipos. sede e prazo da sociedade. Art. CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO Art. depois de inscrita. 989. simples. SUBTÍTULO I DA SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA CAPÍTULO I DA SOCIEDADE EM COMUM Art. A constituição da sociedade em conta de participação independe de qualquer formalidade e pode provar-se por todos os meios de direito. somente por escrito podem provar a existência da sociedade. salvo pacto expresso limitativo de poderes. Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. Enquanto não inscritos os atos constitutivos. III . II . participando os demais dos resultados correspondentes. expresso em moeda corrente. imponham a constituição da sociedade segundo determinado tipo. 45 e 1. objeto. regerse-á a sociedade. no registro próprio e na forma da lei.capital da sociedade. a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio os- tensivo.a participação de cada sócio nos lucros e nas perdas. Ressalvam-se as disposições concernentes à sociedade em conta de participação e à cooperativa. o sócio participante não pode tomar parte nas relações do sócio ostensivo com terceiros.as prestações a que se obriga o sócio. e o modo de realizá-la. e. excluído do benefício de ordem. e seus poderes e atribuições. mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. pelo disposto neste Capítulo. 987. além de cláusulas estipuladas pelas partes. na forma da lei processual. aquele que contratou pela sociedade. não o fazendo. Os sócios. TÍTULO II DA SOCIEDADE CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS Art. observadas. A contribuição do sócio participante constitui. Art. antes de arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis. Art. que somente terá eficácia contra o terceiro que o conheça ou deva conhecer. do qual os sócios são titulares em comum. para todos os efeitos. de acordo com um dos tipos de sociedade empresária. o contrato social fica sujeito às normas que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido. nas relações entre si ou com terceiros. à sociedade empresária. Art. entre si. Parágrafo único. SUBTÍTULO II DA SOCIEDADE PERSONIFICADA CAPÍTULO I DA SOCIEDADE SIMPLES Seção I Do Contrato Social Art. Havendo mais de um sócio ostensivo. sob pena de responder solidariamente com este pelas obrigações em que intervier. § 1º A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos sócios. 997. subordina-se às normas que lhe são próprias. A sociedade constitui-se mediante contrato escrito. 983. com bens ou serviços. e. Art. Salvo estipulação em contrário. Salvo as exceções expressas. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo. o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais. o pedido de inscrição se subordinará. 982. nacionalidade e sede dos sócios.a quota de cada sócio no capital social. Parágrafo único. considera-se empresária a sociedade por ações. que. objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais. § 3º Falindo o sócio participante. 994. subsidiariamente e no que com ela for compatível. 991. Parágrafo único. considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. o disposto para a sociedade simples. Independentemente de seu objeto. cuja contribuição consista em serviços. 1. Art. às normas que regem a transformação. A sociedade que tenha por objeto o exercício de atividade própria de empresário rural e seja constituída. as demais. bem como as constantes de leis especiais que. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados. com as formalidades do art.denominação. VI . ficará equiparada. exclusivamente perante este. 968.150). Art. cujo saldo constituirá crédito quirografário. 985. profissão e residência dos sócios. 986. Aplica-se à sociedade em conta de participação. VII .as pessoas naturais incumbidas da administração da sociedade. estado civil. com a do sócio ostensivo. Código Civil 43 . Art. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. se pessoas naturais. pode. Parágrafo único. Na sociedade em conta de participação. para o exercício de certas atividades. patrimônio especial.092. Os bens sociais respondem pelos atos de gestão praticados por qualquer dos sócios. Art. o sócio participante. requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da sua sede. Os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos negócios sociais. se jurídicas. O contrato social produz efeito somente entre os sócios. no que for aplicável. 992.024. suscetíveis de avaliação pecuniária. Art. 1. as normas da sociedade simples. Parágrafo único. Art. dos resultados. podendo compreender qualquer espécie de bens. e. nos termos do contrato social. previsto no art. para o exercício de atividade econômica e a partilha. Art. particular ou público. e a firma ou a denominação. a cooperativa. 967). Art. 988. 981. nacionalidade. § 2º A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a liquidação da respectiva conta. e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.039 a 1. mencionará: I .nome. Parágrafo único. em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade. 995. 993. e. 990. IV . dos seus atos constitutivos (arts. Parágrafo único.tos a terceiros. 984. ou transformada. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. e a sua liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas. 996. a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos. as respectivas contas serão prestadas e julgadas no mesmo processo. V .

Art. ou contra a economia popular. a sociedade deverá requerer a inscrição do contrato social no Registro Civil das Pessoas Jurídicas do local de sua sede. peita ou suborno. 1. salvo nos casos urgentes.006. o da respectiva procuração. § 2º Responde por perdas e danos perante a sociedade o administrador que realizar operações. os condenados a pena que vede. em que a omissão ou retardo das providências possa ocasionar dano irreparável ou grave. O excesso por parte dos administradores somente pode ser oposto a terceiros se ocorrer pelo menos uma das seguintes hipóteses: I . 1. Art. nada dispondo o contrato social. Art. e aquele que deixar de fazê-lo. a título de quota social. 1. contra o sistema financeiro nacional. sob pena de ser privado de seus lucros e dela excluído. nos trinta dias seguintes ao da notificação pela sociedade. § 2º Prevalece a decisão sufragada por maior número de sócios no caso de empate. da prova de autorização da autoridade competente. a exclusão do sócio remisso. Seção II Dos Direitos e Obrigações dos Sócios Art. a fé pública ou a propriedade. 1. se for o caso. Art. as disposições concernentes ao mandato.009. sem o consentimento dos demais sócios. As modificações do contrato social. 1.013. torna-se necessário o concurso de todos. O sócio. aplicando-se. § 3º Responde por perdas e danos o sócio que. não pode. se este não fixar outra data. Nos atos de competência conjunta de vários administradores. por lei ou pelo contrato social. o sócio participa dos lucros e das perdas. A distribuição de lucros ilícitos ou fictícios acarreta responsabilidade solidária dos administradores que a realizarem e dos sócios que os receberem.007. Salvo estipulação em contrário. A cessão total ou parcial de quota. e. Art. contrário ao disposto no instrumento do contrato. II . posse ou uso. que tenham por objeto matéria indicada no art. Art. não constituindo objeto social. ou reduzir-lhe a quota ao montante já realizado. antes de requerer a averbação. participar da deliberação que a aprove graças a seu voto. somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas.008.015. ainda que temporariamente. e. Nos trinta dias subseqüentes à sua constituição. perante a sociedade e terceiros. 1. § 1º Para formação da maioria absoluta são necessários votos correspondentes a mais de metade do capital. 1. poderá a maioria dos demais sócios preferir. responde o cedente solidariamente com o cessionário. O administrador.002. No silêncio do contrato.031. em ambos os casos. nomeado por instrumento em separado. no exercício de suas funções. § 1º Não podem ser administradores. 1. O administrador da sociedade deverá ter. peculato. as deliberações serão tomadas por maioria de votos. Parágrafo único. 44 Código Civil . Qualquer modificação do contrato social será averbada.se a limitação de poderes estiver inscrita ou averbada no registro próprio da sociedade. Em qualquer caso. 997. bem como. na forma e prazo previstos.014. 1. responderá perante esta pelo dano emergente da mora. Parágrafo único.011. conhecendo ou devendo conhecer-lhes a ilegitimidade.005. 1. 998. o disposto no § 1º do art. tendo em alguma operação interesse contrário ao da sociedade. pelas obrigações sociais. filial ou agência na circunscrição de outro Registro Civil das Pessoas Jurídicas. cumprindo-se as formalidades previstas no artigo antecedente. Art. Art. § 1º O pedido de inscrição será acompanhado do instrumento autenticado do contrato. 1. pelos atos que praticar. empregar-se em atividade estranha à sociedade. aquele que transferir crédito. Parágrafo único. Art. além das pessoas impedidas por lei especial.003. e pela solvência do devedor. Art. pelas obrigações que tinha como sócio. Seção III Da Administração Art. Art. Art. à indenização. às contribuições estabelecidas no contrato social. contra as relações de consumo. a constituição da sucursal. no que couber. enquanto perdurarem os efeitos da condenação.012. mas aquele. por maioria de votos. expresso em modificação do contrato social. cuja contribuição consiste em serviços. contra as normas de defesa da concorrência. 1. e terminam quando. responde pela evicção. O sócio não pode ser substituído no exercício das suas funções. e obedecerá a número de ordem contínua para todas as sociedades inscritas. ou por crime falimentar. não terá eficácia quanto a estes e à sociedade. na proporção das respectivas quotas. cada um pode impugnar operação pretendida por outro.000.010.se os sócios respondem. A administração da sociedade. responde pessoal e solidariamente com a sociedade. 1. III . É ineficaz em relação a terceiros qualquer pacto separado. compete separadamente a cada um dos sócios. o acesso a cargos públicos. salvo convenção em contrário.VIII . Art. 1. dependem do consentimento de todos os sócios. competir aos sócios decidir sobre os negócios da sociedade. Os sócios são obrigados. Parágrafo único. sem a correspondente modificação do contrato social com o consentimento dos demais sócios. os administradores podem praticar todos os atos pertinentes à gestão da sociedade. § 1º Se a administração competir separadamente a vários administradores. Art.tratando-se de operação evidentemente estranha aos negócios da sociedade. 999. 1. Art. se o contrato não determinar a necessidade de deliberação unânime. Verificada a mora. neste deverá também inscrevê-la. e. se algum sócio nele houver sido representado por procurador. Art. 1. com a prova da inscrição originária. sabendo ou devendo saber que estava agindo em desacordo com a maioria.004. Quando. ou não. decidirá o juiz. cabendo a decisão aos sócios. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas. será a inscrição tomada por termo no livro de registro próprio. as demais podem ser decididas por maioria absoluta de votos.001. As obrigações dos sócios começam imediatamente com o contrato. se extinguirem as responsabilidades sociais.provando-se que era conhecida do terceiro. Até dois anos depois de averbada a modificação do contrato. contados segundo o valor das quotas de cada um. liquidada a sociedade. Parágrafo único. se este persistir. deve averbá-lo à margem da inscrição da sociedade. filial ou agência deverá ser averbada no Registro Civil da respectiva sede. o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios. de prevaricação. cuja contribuição consista em serviços. 1. A sociedade simples que instituir sucursal. transmitir domínio. § 2º Com todas as indicações enumeradas no artigo antecedente. O sócio que. § 2º Aplicam-se à atividade dos administradores. concussão. a oneração ou a venda de bens imóveis depende do que a maioria dos sócios decidir. subsidiariamente. Parágrafo único.

Art. 1.016. Os administradores respondem solidariamente perante a sociedade e os terceiros prejudicados, por culpa no desempenho de suas funções. Art. 1.017. O administrador que, sem consentimento escrito dos sócios, aplicar créditos ou bens sociais em proveito próprio ou de terceiros, terá de restituí-los à sociedade, ou pagar o equivalente, com todos os lucros resultantes, e, se houver prejuízo, por ele também responderá. Parágrafo único. Fica sujeito às sanções o administrador que, tendo em qualquer operação interesse contrário ao da sociedade, tome parte na correspondente deliberação. Art. 1.018. Ao administrador é vedado fazer-se substituir no exercício de suas funções, sendo-lhe facultado, nos limites de seus poderes, constituir mandatários da sociedade, especificados no instrumento os atos e operações que poderão praticar. Art. 1.019. São irrevogáveis os poderes do sócio investido na administração por cláusula expressa do contrato social, salvo justa causa, reconhecida judicialmente, a pedido de qualquer dos sócios. Parágrafo único. São revogáveis, a qualquer tempo, os poderes conferidos a sócio por ato separado, ou a quem não seja sócio. Art. 1.020. Os administradores são obrigados a prestar aos sócios contas justificadas de sua administração, e apresentar-lhes o inventário anualmente, bem como o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Art. 1.021. Salvo estipulação que determine época própria, o sócio pode, a qualquer tempo, examinar os livros e documentos, e o estado da caixa e da carteira da sociedade. Seção IV Das Relações com Terceiros Art. 1.022. A sociedade adquire direitos, assume obrigações e procede judicialmente, por meio de administradores com poderes especiais, ou, não os havendo, por intermédio de qualquer administrador. Art. 1.023. Se os bens da sociedade não lhe cobrirem as dívidas, respondem os sócios pelo saldo, na proporção em que participem das perdas sociais, salvo cláusula de responsabilidade solidária. Art. 1.024. Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais. Art. 1.025. O sócio, admitido em sociedade já constituída, não se exime das dívidas sociais anteriores à admissão. Art. 1.026. O credor particular de sócio pode, na insuficiência de outros bens do devedor, fazer recair a execução sobre o que a este couber nos lucros da sociedade, ou na parte que lhe tocar em liquidação. Parágrafo único. Se a sociedade não estiver dissolvida, pode o credor requerer a liquidação da quota do devedor, cujo valor, apurado na forma do art. 1.031, será depositado em dinheiro, no juízo da execução, até noventa dias após aquela liquidação. Art. 1.027. Os herdeiros do cônjuge de sócio, ou o cônjuge do que se separou judicialmente, não podem exigir desde logo a parte que lhes couber na quota social, mas concorrer à divisão periódica dos lucros, até que se liquide a sociedade. Seção V Da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio Art. 1.028. No caso de morte de sócio, liquidar-se-á sua quota, salvo: I - se o contrato dispuser diferentemente; II - se os sócios remanescentes optarem pela dissolução da sociedade;

III - se, por acordo com os herdeiros, regular-se a substituição do sócio falecido. Art. 1.029. Além dos casos previstos na lei ou no contrato, qualquer sócio pode retirar-se da sociedade; se de prazo indeterminado, mediante notificação aos demais sócios, com antecedência mínima de sessenta dias; se de prazo determinado, provando judicialmente justa causa. Parágrafo único. Nos trinta dias subseqüentes à notificação, podem os demais sócios optar pela dissolução da sociedade. Art. 1.030. Ressalvado o disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, pode o sócio ser excluído judicialmente, mediante iniciativa da maioria dos demais sócios, por falta grave no cumprimento de suas obrigações, ou, ainda, por incapacidade superveniente. Parágrafo único. Será de pleno direito excluído da sociedade o sócio declarado falido, ou aquele cuja quota tenha sido liquidada nos termos do parágrafo único do art. 1.026. Art. 1.031. Nos casos em que a sociedade se resolver em relação a um sócio, o valor da sua quota, considerada pelo montante efetivamente realizado, liquidar-se-á, salvo disposição contratual em contrário, com base na situação patrimonial da sociedade, à data da resolução, verificada em balanço especialmente levantado. § 1º O capital social sofrerá a correspondente redução, salvo se os demais sócios suprirem o valor da quota. § 2º A quota liquidada será paga em dinheiro, no prazo de noventa dias, a partir da liquidação, salvo acordo, ou estipulação contratual em contrário. Art. 1.032. A retirada, exclusão ou morte do sócio, não o exime, ou a seus herdeiros, da responsabilidade pelas obrigações sociais anteriores, até dois anos após averbada a resolução da sociedade; nem nos dois primeiros casos, pelas posteriores e em igual prazo, enquanto não se requerer a averbação. Seção VI Da Dissolução Art. 1.033. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: I - o vencimento do prazo de duração, salvo se, vencido este e sem oposição de sócio, não entrar a sociedade em liquidação, caso em que se prorrogará por tempo indeterminado; II - o consenso unânime dos sócios; III - a deliberação dos sócios, por maioria absoluta, na sociedade de prazo indeterminado; IV - a falta de pluralidade de sócios, não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias; V - a extinção, na forma da lei, de autorização para funcionar. Art. 1.034. A sociedade pode ser dissolvida judicialmente, a requerimento de qualquer dos sócios, quando: I - anulada a sua constituição; II - exaurido o fim social, ou verificada a sua inexeqüibilidade. Art. 1.035. O contrato pode prever outras causas de dissolução, a serem verificadas judicialmente quando contestadas. Art. 1.036. Ocorrida a dissolução, cumpre aos administradores providenciar imediatamente a investidura do liquidante, e restringir a gestão própria aos negócios inadiáveis, vedadas novas operações, pelas quais responderão solidária e ilimitadamente. Parágrafo único. Dissolvida de pleno direito a sociedade, pode o sócio requerer, desde logo, a liquidação judicial. Art. 1.037. Ocorrendo a hipótese prevista no inciso V do art. 1.033, o Ministério Público, tão logo lhe comunique a autoridade competente, promoverá a liquidação judicial da sociedade, se os administradores não o tiverem feito nos trinta dias seguintes à perda

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da autorização, ou se o sócio não houver exercido a faculdade assegurada no parágrafo único do artigo antecedente. Parágrafo único. Caso o Ministério Público não promova a liquidação judicial da sociedade nos quinze dias subseqüentes ao recebimento da comunicação, a autoridade competente para conceder a autorização nomeará interventor com poderes para requerer a medida e administrar a sociedade até que seja nomeado o liquidante. Art. 1.038. Se não estiver designado no contrato social, o liquidante será eleito por deliberação dos sócios, podendo a escolha recair em pessoa estranha à sociedade. § 1º O liquidante pode ser destituído, a todo tempo: I - se eleito pela forma prevista neste artigo, mediante deliberação dos sócios; II - em qualquer caso, por via judicial, a requerimento de um ou mais sócios, ocorrendo justa causa. § 2º A liquidação da sociedade se processa de conformidade com o disposto no Capítulo IX, deste Subtítulo. CAPÍTULO II DA SOCIEDADE EM NOME COLETIVO Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais. Parágrafo único. Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros, podem os sócios, no ato constitutivo, ou por unânime convenção posterior, limitar entre si a responsabilidade de cada um. Art. 1.040. A sociedade em nome coletivo se rege pelas normas deste Capítulo e, no que seja omisso, pelas do Capítulo antecedente. Art. 1.041. O contrato deve mencionar, além das indicações referidas no art. 997, a firma social. Art. 1.042. A administração da sociedade compete exclusivamente a sócios, sendo o uso da firma, nos limites do contrato, privativo dos que tenham os necessários poderes. Art. 1.043. O credor particular de sócio não pode, antes de dissolver-se a sociedade, pretender a liquidação da quota do devedor. Parágrafo único. Poderá fazê-lo quando: I - a sociedade houver sido prorrogada tacitamente; II - tendo ocorrido prorrogação contratual, for acolhida judicialmente oposição do credor, levantada no prazo de noventa dias, contado da publicação do ato dilatório. Art. 1.044. A sociedade se dissolve de pleno direito por qualquer das causas enumeradas no art. 1.033 e, se empresária, também pela declaração da falência. CAPÍTULO III DA SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES Art. 1.045. Na sociedade em comandita simples tomam parte sócios de duas categorias: os comanditados, pessoas físicas, responsáveis solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais; e os comanditários, obrigados somente pelo valor de sua quota. Parágrafo único. O contrato deve discriminar os comanditados e os comanditários. Art. 1.046. Aplicam-se à sociedade em comandita simples as normas da sociedade em nome coletivo, no que forem compatíveis com as deste Capítulo. Parágrafo único. Aos comanditados cabem os mesmos direitos e obrigações dos sócios da sociedade em nome coletivo. Art. 1.047. Sem prejuízo da faculdade de participar das deliberações da sociedade e de lhe fiscalizar as operações, não pode o

comanditário praticar qualquer ato de gestão, nem ter o nome na firma social, sob pena de ficar sujeito às responsabilidades de sócio comanditado. Parágrafo único. Pode o comanditário ser constituído procurador da sociedade, para negócio determinado e com poderes especiais. Art. 1.048. Somente após averbada a modificação do contrato, produz efeito, quanto a terceiros, a diminuição da quota do comanditário, em conseqüência de ter sido reduzido o capital social, sempre sem prejuízo dos credores preexistentes. Art. 1.049. O sócio comanditário não é obrigado à reposição de lucros recebidos de boa-fé e de acordo com o balanço. Parágrafo único. Diminuído o capital social por perdas supervenientes, não pode o comanditário receber quaisquer lucros, antes de reintegrado aquele. Art. 1.050. No caso de morte de sócio comanditário, a sociedade, salvo disposição do contrato, continuará com os seus sucessores, que designarão quem os represente. Art. 1.051. Dissolve-se de pleno direito a sociedade: I - por qualquer das causas previstas no art. 1.044; II - quando por mais de cento e oitenta dias perdurar a falta de uma das categorias de sócio. Parágrafo único. Na falta de sócio comanditado, os comanditários nomearão administrador provisório para praticar, durante o período referido no inciso II e sem assumir a condição de sócio, os atos de administração. CAPÍTULO IV DA SOCIEDADE LIMITADA Seção I Disposições Preliminares Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social. Art. 1.053. A sociedade limitada rege-se, nas omissões deste Capítulo, pelas normas da sociedade simples. Parágrafo único. O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima. Art. 1.054. O contrato mencionará, no que couber, as indicações do art. 997, e, se for o caso, a firma social. Seção II Das Quotas Art. 1.055. O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio. § 1º Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade. § 2º É vedada contribuição que consista em prestação de serviços. Art. 1.056. A quota é indivisível em relação à sociedade, salvo para efeito de transferência, caso em que se observará o disposto no artigo seguinte. § 1º No caso de condomínio de quota, os direitos a ela inerentes somente podem ser exercidos pelo condômino representante, ou pelo inventariante do espólio de sócio falecido. § 2º Sem prejuízo do disposto no art. 1.052, os condôminos de quota indivisa respondem solidariamente pelas prestações necessárias à sua integralização. Art. 1.057. Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente

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de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social. Parágrafo único. A cessão terá eficácia quanto à sociedade e terceiros, inclusive para os fins do parágrafo único do art. 1.003, a partir da averbação do respectivo instrumento, subscrito pelos sócios anuentes. Art. 1.058. Não integralizada a quota de sócio remisso, os outros sócios podem, sem prejuízo do disposto no art. 1.004 e seu parágrafo único, tomá-la para si ou transferi-la a terceiros, excluindo o primitivo titular e devolvendo-lhe o que houver pago, deduzidos os juros da mora, as prestações estabelecidas no contrato mais as despesas. Art. 1.059. Os sócios serão obrigados à reposição dos lucros e das quantias retiradas, a qualquer título, ainda que autorizados pelo contrato, quando tais lucros ou quantia se distribuírem com prejuízo do capital. Seção III Da Administração Art. 1.060. A sociedade limitada é administrada por uma ou mais pessoas designadas no contrato social ou em ato separado. Parágrafo único. A administração atribuída no contrato a todos os sócios não se estende de pleno direito aos que posteriormente adquiram essa qualidade. Art. 1.061. Se o contrato permitir administradores não sócios, a designação deles dependerá de aprovação da unanimidade dos sócios, enquanto o capital não estiver integralizado, e de dois terços, no mínimo, após a integralização. Art. 1.062. O administrador designado em ato separado investir-se-á no cargo mediante termo de posse no livro de atas da administração. § 1º Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes à designação, esta se tornará sem efeito. § 2º Nos dez dias seguintes ao da investidura, deve o administrador requerer seja averbada sua nomeação no registro competente, mencionando o seu nome, nacionalidade, estado civil, residência, com exibição de documento de identidade, o ato e a data da nomeação e o prazo de gestão. Art. 1.063. O exercício do cargo de administrador cessa pela destituição, em qualquer tempo, do titular, ou pelo término do prazo se, fixado no contrato ou em ato separado, não houver recondução. § 1º Tratando-se de sócio nomeado administrador no contrato, sua destituição somente se opera pela aprovação de titulares de quotas correspondentes, no mínimo, a dois terços do capital social, salvo disposição contratual diversa. § 2º A cessação do exercício do cargo de administrador deve ser averbada no registro competente, mediante requerimento apresentado nos dez dias seguintes ao da ocorrência. § 3º A renúncia de administrador torna-se eficaz, em relação à sociedade, desde o momento em que esta toma conhecimento da comunicação escrita do renunciante; e, em relação a terceiros, após a averbação e publicação. Art. 1.064. O uso da firma ou denominação social é privativo dos administradores que tenham os necessários poderes. Art. 1.065. Ao término de cada exercício social, proceder-seá à elaboração do inventário, do balanço patrimonial e do balanço de resultado econômico. Seção IV Do Conselho Fiscal Art. 1.066. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos sócios, pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais membros e respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País, eleitos na assembléia anual prevista no art. 1.078.

§ 1º Não podem fazer parte do conselho fiscal, além dos inelegíveis enumerados no § 1º do art. 1.011, os membros dos demais órgãos da sociedade ou de outra por ela controlada, os empregados de quaisquer delas ou dos respectivos administradores, o cônjuge ou parente destes até o terceiro grau. § 2º É assegurado aos sócios minoritários, que representarem pelo menos um quinto do capital social, o direito de eleger, separadamente, um dos membros do conselho fiscal e o respectivo suplente. Art. 1.067. O membro ou suplente eleito, assinando termo de posse lavrado no livro de atas e pareceres do conselho fiscal, em que se mencione o seu nome, nacionalidade, estado civil, residência e a data da escolha, ficará investido nas suas funções, que exercerá, salvo cessação anterior, até a subseqüente assembléia anual. Parágrafo único. Se o termo não for assinado nos trinta dias seguintes ao da eleição, esta se tornará sem efeito. Art. 1.068. A remuneração dos membros do conselho fiscal será fixada, anualmente, pela assembléia dos sócios que os eleger. Art. 1.069. Além de outras atribuições determinadas na lei ou no contrato social, aos membros do conselho fiscal incumbem, individual ou conjuntamente, os deveres seguintes: I - examinar, pelo menos trimestralmente, os livros e papéis da sociedade e o estado da caixa e da carteira, devendo os administradores ou liquidantes prestar-lhes as informações solicitadas; II - lavrar no livro de atas e pareceres do conselho fiscal o resultado dos exames referidos no inciso I deste artigo; III - exarar no mesmo livro e apresentar à assembléia anual dos sócios parecer sobre os negócios e as operações sociais do exercício em que servirem, tomando por base o balanço patrimonial e o de resultado econômico; IV - denunciar os erros, fraudes ou crimes que descobrirem, sugerindo providências úteis à sociedade; V - convocar a assembléia dos sócios se a diretoria retardar por mais de trinta dias a sua convocação anual, ou sempre que ocorram motivos graves e urgentes; VI - praticar, durante o período da liquidação da sociedade, os atos a que se refere este artigo, tendo em vista as disposições especiais reguladoras da liquidação. Art. 1.070. As atribuições e poderes conferidos pela lei ao conselho fiscal não podem ser outorgados a outro órgão da sociedade, e a responsabilidade de seus membros obedece à regra que define a dos administradores (art. 1.016). Parágrafo único. O conselho fiscal poderá escolher para assisti-lo no exame dos livros, dos balanços e das contas, contabilista legalmente habilitado, mediante remuneração aprovada pela assembléia dos sócios. Seção V Das Deliberações dos Sócios Art. 1.071. Dependem da deliberação dos sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato: I - a aprovação das contas da administração; II - a designação dos administradores, quando feita em ato separado; III - a destituição dos administradores; IV - o modo de sua remuneração, quando não estabelecido no contrato; V - a modificação do contrato social; VI - a incorporação, a fusão e a dissolução da sociedade, ou a cessação do estado de liquidação;

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Art. § 5º As deliberações tomadas de conformidade com a lei e o contrato vinculam todos os sócios. Art. à disposição dos sócios que não exerçam a administração. os quais serão submetidos. aplicando-se. nos casos omissos no contrato. Art. no mínimo. ainda que ausentes ou dissidentes. a discussão e votação. o disposto no art. obedecido o disposto no art. § 3º Ao sócio.031. no silêncio do contrato social antes vigente. Art. em segunda. No caso do inciso I do artigo antecedente. por mais de sessenta dias. obedecido o disposto no § 1º do art.071. terão os sócios preferência para participar do aumento. da ata da assembléia que a tenha aprovado. se este não exigir maioria mais elevada. nesta não podendo tomar parte os membros da administração e.084. II . os administradores. mediante a correspondente modificação do contrato: I . 1. sem reserva. Ressalvado o disposto em lei especial.082.080. cientes do local. § 1º Até trinta dias após a deliberação. 1.VII .071. se houver. por escrito. as deliberações dos sócios serão tomadas: I .073. se houver. § 2º Instalada a assembléia. salvo erro.a nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas. Art. com o objetivo de: I . § 1º Dos trabalhos e deliberações será lavrada.061 e no § 1º do art. pelo presidente. de titulares de no mínimo três quartos do capital social. Art. com indicação das matérias a serem tratadas. § 2º Dispensam-se as formalidades de convocação previstas no § 3º do art. quando todos os sócios comparecerem ou se declararem.pelos votos correspondentes a mais de metade do capital social. nos vinte dias subseqüentes à reunião. § 1º A deliberação em assembléia será obrigatória se o número dos sócios for superior a dez. o estabelecido nesta Seção sobre a assembléia. 1. II . § 3º A reunião ou a assembléia tornam-se dispensáveis quando todos os sócios decidirem. por escrito. nos demais casos previstos na lei ou no contrato. incorporação de outra. Aplica-se às reuniões dos sócios. § 2º À cessão do direito de preferência. § 1º Até trinta dias antes da data marcada para a assembléia. 1. III . devendo o instrumento ser levado a registro. pode votar matéria que lhe diga respeito diretamente. juntamente com a ata. A reunião ou a assembléia podem também ser convocadas: I . As deliberações dos sócios. 1. por escrito. proceder-se-á à leitura dos documentos referidos no parágrafo antecedente. 1. a totalidade do aumento. apresentada ao Registro Público de Empresas Mercantis para arquivamento e averbação. Pode a sociedade reduzir o capital. 1. 1. A assembléia será presidida e secretariada por sócios escolhidos entre os presentes. 1.o pedido de concordata. 1. a redução do capital será feita restituindo-se parte do valor das quotas aos sócios. mas sem prejuízo dos que queiram assiná-la. § 1º O sócio pode ser representado na assembléia por outro sócio. a redução do capital será realizada com a diminuição proporcional do valor nominal das quotas. § 3º Decorrido o prazo da preferência. A assembléia dos sócios instala-se com a presença. tornando-se efetiva a partir da averbação.designar administradores. 1. fusão da sociedade.depois de integralizado. na proporção das quotas de que sejam titulares.se excessivo em relação ao objeto da sociedade. se houver. quando não atendido. Art. será. Art. quantos bastem à validade das deliberações. II . o disposto na presente Seção sobre a assembléia. no livro de atas da assembléia. § 4º Extingue-se em dois anos o direito de anular a aprovação a que se refere o parágrafo antecedente. exonera de responsabilidade os membros da administração e. 1. pode ser o capital aumentado.082. mediante outorga de mandato com especificação dos atos autorizados. 48 Código Civil . com qualquer número. 1. terá o sócio que dissentiu o direito de retirar-se da sociedade. conforme previsto no contrato social. em primeira convocação. nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social. no prazo de oito dias.072.079. dolo ou simulação. devendo ser convocadas pelos administradores nos casos previstos em lei ou no contrato.tratar de qualquer outro assunto constante da ordem do dia. ou por terceiros. serão tomadas em reunião ou em assembléia. § 6º Aplica-se às reuniões dos sócios. Art. os do conselho fiscal.069.por sócio. As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as aprovaram. 1.063. Art.tomar as contas dos administradores e deliberar sobre o balanço patrimonial e o de resultado econômico.075. § 2º Nenhum sócio.152. nos casos omissos no contrato.pelo conselho fiscal. que a solicitar. ou pela mesa. ou por advogado. III. No caso do inciso II do art. 1. se houver urgência e com autorização de titulares de mais da metade do capital social. Seção VI Do Aumento e da Redução do Capital Art. Quando houver modificação do contrato. e. nos casos previstos nos incisos V e VI do art. Ressalvado o disposto no art. pedido de convocação fundamentado. 1. § 4º No caso do inciso VIII do artigo antecedente. com a correspondente modificação do contrato.081. quando os administradores retardarem a convocação. nos casos previstos em lei ou no contrato. § 2º Cópia da ata autenticada pelos administradores. 1. e com a prova do respectivo recebimento.077. por si ou na condição de mandatário.pelos votos correspondentes.010. ou por titulares de mais de um quinto do capital.072. § 3º A aprovação. ata assinada pelos membros da mesa e por sócios participantes da reunião.074.057. no Registro Público de Empresas Mercantis. 1. 1.083. podem requerer concordata preventiva. sobre a matéria que seria objeto delas. VIII .078. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano. 1.076. quando for o caso. 1. Art. para que seja aprovada a modificação do contrato. Art. nos casos a que se refere o inciso V do art. e assumida pelos sócios. haverá reunião ou assembléia dos sócios. ou dela por outra. será entregue cópia autenticada da ata. aplica-se o disposto no caput do art. a três quartos do capital social. II . III . integralizadas as quotas. do balanço patrimonial e do de resultado econômico. os documentos referidos no inciso I deste artigo devem ser postos. hora e ordem do dia. os do conselho fiscal.pela maioria de votos dos presentes. 1. se houver perdas irreparáveis. IV e VIII do art. nos trinta dias subseqüentes à reunião. nos casos previstos nos incisos II. 1. 1. data.

III . VII . CAPÍTULO VIII DAS SOCIEDADES COLIGADAS Art. sem controlá-la. A sociedade dissolve-se. Art.concurso de sócios em número mínimo necessário a compor a administração da sociedade. em suas relações de capital. proceder-se-á à averbação.quorum.098. aumentar ou diminuir o capital social. do valor nominal das quotas.044. IV . Aprovado o balanço em que se verifique ter sido excedido esse limite.direito de cada sócio a um só voto nas deliberações. 1. durante dois anos. que seja sua sócia. Efetuado o registro da alteração contratual. responsável pelas obrigações sociais contraídas sob sua administração. quando a maioria dos sócios. Na sociedade cooperativa.096. A sociedade anônima rege-se por lei especial. excluída a reserva legal. § 2º A redução somente se tornará eficaz se. e não no capital social representado. filiadas. regendo-se pelas normas relativas à sociedade anônima. CAPÍTULO V DA SOCIEDADE ANÔNIMA Seção Única Da Caracterização Art. A exclusão somente poderá ser determinada em reunião ou assembléia especialmente convocada para esse fim. Art. São características da sociedade cooperativa: I . criar debêntures. 1. ainda que em caso de dissolução da sociedade.091. É controlada: I . ou se provado o pagamento da dívida ou o depósito judicial do respectivo valor.030. a sociedade não pode participar de outra. CAPÍTULO VII DA SOCIEDADE COOPERATIVA Art. No que a lei for omissa. Art. da ata que tenha aprovado a redução. o capital divide-se em ações. § 3º Satisfeitas as condições estabelecidas no parágrafo antecedente. poderá excluí-los da sociedade. Art.distribuição dos resultados. 1. com diminuição proporcional. em virtude de atos de inegável gravidade. II . Ressalvado o disposto no art.099. ressalvada a legislação especial. não for impugnada. serão solidariamente responsáveis.093. Parágrafo único. Art. 1. § 1º No prazo de noventa dias. 1.094. aplicar-se-á o disposto nos arts. 1. a responsabilidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada. É de simples participação a sociedade de cujo capital outra sociedade possua menos de dez por cento do capital com direito de voto. Diz-se coligada ou filiada a sociedade de cujo capital outra sociedade participa com dez por cento ou mais. sem limitação de tempo.086. responde subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da sociedade. CAPÍTULO VI DA SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES Art.092. de pleno direito. as disposições deste Código. 1. A assembléia geral não pode. sem o consentimento dos diretores.094.031 e 1.variabilidade. ou de simples participação. Parágrafo único. desde que prevista neste a exclusão por justa causa.a sociedade cujo controle. ou dispensa do capital social. Art. como diretor. aplicam-se as disposições referentes à sociedade simples. e somente poderão ser destituídos por deliberação de acionistas que representem no mínimo dois terços do capital social. § 1º Se houver mais de um diretor.indivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios.032. guardada a proporção de sua participação nas mesmas operações. Seção VII Da Resolução da Sociedade em Relação a Sócios Minoritários Art. ao das próprias reservas. esteja em poder de outra. poderá opor-se ao deliberado.090. no Registro Público de Empresas Mercantis.085. segundo o balanço. Somente o acionista tem qualidade para administrar a sociedade e.087. fundado no número de sócios presentes à reunião. proporcionalmente ao valor das operações efetuadas pelo sócio com a sociedade. ou partes beneficiárias. referido no inciso antecedente. 1. Art. 1. o credor quirografário. 1. por título líquido anterior a essa data. II .089.intransferibilidade das quotas do capital a terceiros estranhos à sociedade.097. 1. e qualquer que seja o valor de sua participação. ciente o acusado em tempo hábil para permitir seu comparecimento e o exercício do direito de defesa. Seção VIII Da Dissolução Art. mediante ações ou quotas possuídas por sociedades ou sociedades por esta já controladas. 1. tenha ou não capital a sociedade. por qualquer das causas previstas no art. prorrogar-lhe o prazo de duração. entender que um ou mais sócios estão pondo em risco a continuidade da empresa. nos casos omissos.ou dispensando-se as prestações ainda devidas. representativa de mais da metade do capital social. do capital da outra. e opera sob firma ou denominação. sem prejuízo das modificações constantes deste Capítulo. 1. § 2º Os diretores serão nomeados no ato constitutivo da sociedade.095. A sociedade cooperativa reger-se-á pelo disposto no presente Capítulo. 1.101. em ambos os casos.limitação do valor da soma de quotas do capital social que cada sócio poderá tomar. Art. Consideram-se coligadas as sociedades que. no prazo estabelecido no parágrafo antecedente. Na sociedade anônima ou companhia. aplicando-se-lhe. Art.a sociedade de cujo capital outra sociedade possua a maioria dos votos nas deliberações dos quotistas ou da assembléia geral e o poder de eleger a maioria dos administradores. mediante alteração do contrato social. 1. mudar o objeto essencial da sociedade. Salvo disposição especial de lei. obrigando-se cada sócio ou acionista somente pelo preço de emissão das ações que subscrever ou adquirir. § 3º O diretor destituído ou exonerado continua. § 1º É limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde somente pelo valor de suas quotas e pelo prejuízo verificado nas operações sociais. 1. depois de esgotados os bens sociais. V . 1.100. por montante superior.088. Art. 1. na forma dos artigos seguintes. 1. VIII . § 2º É ilimitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. Art. podendo ser atribuído juro fixo ao capital realizado. sem limitação de número máximo. são controladas. A sociedade em comandita por ações tem o capital dividido em ações. contado da data da publicação da ata da assembléia que aprovar a redução. 1. a sociedade não poderá exercer o direito Código Civil 49 . ainda que por herança. resguardadas as características estabelecidas no art. para a assembléia geral funcionar e deliberar. VI . 1.

o disposto no art. No caso de liquidação judicial. a eles estariam sujeitos. reunião ou assembléia para deliberar sobre os interesses da liquidação. e somente a estes beneficiará. as quais devem ser alienadas nos cento e oitenta dias seguintes àquela aprovação. ao ser averbada no registro próprio a ata da assembléia. pelas sociedades que pretendam unir-se. 1. realizar o ativo. 1. averbada a sua nomeação no registro próprio. sob sua responsabilidade pessoal. Art. Dissolvida a sociedade e nomeado o liquidante na forma do disposto neste Livro. 1. VII . pagar integralmente as dívidas vencidas.103.115.109. que a elas sucederá nos direitos e obrigações. CAPÍTULO IX DA LIQUIDAÇÃO DA SOCIEDADE Art. Art. quando insuficiente o ativo à solução do passivo. O dissidente tem o prazo de trinta dias. 1. mas. Art. 1.113. que tenha de ser incorporada. a integralização de suas quotas e. onde quer que estejam. na forma estabelecida para os respectivos tipos. IX . Art. III . resolvendo sumariamente as questões suscitadas. e a sociedade se extingue. à elaboração do inventário e do balanço geral do ativo e do passivo. nos quinze dias seguintes ao da sua investidura e com a assistência. mas depois de pagos os credores. Art. apresentar aos sócios o relatório da liquidação e as suas contas finais. O liquidante. com desconto.arrecadar os bens. investir-se-á nas funções. para promover a ação que couber. autorizará os administradores a praticar o necessário à incorporação.exigir dos quotistas.105. livros e documentos da sociedade.averbar e publicar a ata. V .104. pode o liquidante. 1. 1. No curso de liquidação judicial. A transformação depende do consentimento de todos os sócios. DA INCORPORAÇÃO. em cópia autêntica. entre os sócios solventes e na mesma proporção. 1.116. uma ou várias sociedades são absorvidas por outra. Parágrafo único. Na incorporação. de acordo com as formalidades prescritas para o tipo de sociedade liquidanda. A transformação não modificará nem prejudicará.ultimar os negócios da sociedade. se for o caso. transigir. e a propor contra o liquidante ação de perdas e danos. apensadas ao processo judicial. e promoverá a respectiva averbação no registro próprio. que considerar encerrada a liquidação.finda a liquidação. não pode o liquidante gravar de ônus reais os móveis e imóveis. 50 Código Civil . no tipo anterior. Aprovadas as contas. 1. Parágrafo único. Parágrafo único. § 2º A deliberação dos sócios da sociedade incorporadora compreenderá a nomeação dos peritos para a avaliação do patrimônio líquido da sociedade. com a declaração de sua qualidade. CAPÍTULO X DA TRANSFORMAÇÃO.120. cada seis meses. embora para facilitar a liquidação. Em todos os atos. Art. será observado o disposto na lei processual. devendo todas aprová-la. 1. 1. A fusão será decidida. 1. o credor não satisfeito só terá direito a exigir dos sócios. A deliberação dos sócios da sociedade incorporada deverá aprovar as bases da operação e o projeto de reforma do ato constitutivo. para formar sociedade nova. até o limite da soma por eles recebida em partilha. 1. Se o ativo for superior ao passivo. Parágrafo único. Constituem deveres do liquidante: I . de conformidade com os preceitos deste Capítulo. Art. II .114.110. o pagamento do seu crédito. prestando conta dos atos praticados durante o semestre. Art. se necessário. encerra-se a liquidação. a contar da publicação da ata. Art. que o liquidante faça rateios por antecipação da partilha. nos limites da responsabilidade de cada um e proporcionalmente à respectiva participação nas perdas.proceder. VIII . inclusive a subscrição em bens pelo valor da diferença que se verificar entre o ativo e o passivo. Parágrafo único.112. devidamente averbada. aplicando-se.102. em relação a estas. à medida em que se apurem os haveres sociais. receber e dar quitação. VI .de voto correspondente às ações ou quotas em excesso. ou pelo voto da maioria dos sócios. sentença ou instrumento de dissolução da sociedade. salvo quando indispensáveis ao pagamento de obrigações inadiáveis. por maioria de votos. dos administradores. procede-se à sua liquidação. contrair empréstimos. no silêncio do estatuto ou do contrato social. Parágrafo único. 1. Art. os direitos dos credores. na forma estabelecida para os respectivos tipos. ou sempre que necessário. 1.averbar a ata da reunião ou da assembléia. Os sócios podem resolver. Aprovados os atos da incorporação. Compete ao liquidante representar a sociedade e praticar todos os atos necessários à sua liquidação. e as presidirá. e. documentos ou publicações.convocar assembléia dos quotistas. 1.confessar a falência da sociedade e pedir concordata.119. Pago o passivo e partilhado o remanescente. as quantias necessárias. 1. 1. o devido pelo insolvente.118.106. convocará o liquidante assembléia dos sócios para a prestação final de contas. se o pedirem os titulares de créditos anteriores à transformação. para apresentar relatório e balanço do estado da liquidação. Encerrada a liquidação. pagar o passivo e partilhar o remanescente entre os sócios ou acionistas. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. que não seja administrador da sociedade. se o aprovar. o liquidante empregará a firma ou denominação social sempre seguida da cláusula “em liquidação” e de sua assinatura individual. o juiz convocará. DA FUSÃO E DA CISÃO DAS SOCIEDADES Art. Sem estar expressamente autorizado pelo contrato social.108.111. Parágrafo único. ou o instrumento firmado pelos sócios. em qualquer caso. As atas das assembléias serão. individualmente. IV . § 1º A sociedade que houver de ser incorporada tomará conhecimento desse ato. inclusive alienar bens móveis ou imóveis. Art. nem prosseguir. Respeitados os direitos dos credores preferenciais. Art. 1. Art. sem distinção entre vencidas e vincendas. Art. Art. salvo se prevista no ato constitutivo. As obrigações e a responsabilidade do liquidante regem-se pelos preceitos peculiares às dos administradores da sociedade liquidanda. Art.107. e obedecerá aos preceitos reguladores da constituição e inscrição próprios do tipo em que vai converter-se. A fusão determina a extinção das sociedades que se unem. 1.031. caso em que o dissidente poderá retirar-se da sociedade. antes de ultimada a liquidação. ressalvado o disposto no ato constitutivo ou no instrumento da dissolução. A falência da sociedade transformada somente produzirá efeitos em relação aos sócios que. sempre que possível. pagará o liquidante as dívidas sociais proporcionalmente. a incorporadora declarará extinta a incorporada. O ato de transformação independe de dissolução ou liquidação da sociedade.117. Art. na atividade social. repartindo-se.

ressalvados os casos expressos em lei. e juntar ao processo prova regular. o credor anterior. não pode. Dependem de aprovação as modificações do contrato ou do estatuto de sociedade sujeita a autorização do Poder Executivo. § 3º É vedado aos sócios votar o laudo de avaliação do patrimônio da sociedade de que façam parte. da sociedade nova ou da cindida.relação dos membros de todos os órgãos da administração da sociedade. Art. Qualquer que seja o tipo da sociedade.131. 1. Art.prova de se achar a sociedade constituída conforme a lei de seu país. salvo se decorrerem de aumento do capital social. 1. no prazo deste artigo. Art.128. cabendo à sociedade promover a publicação dos atos referidos no art. podendo. 1. Art. Código Civil 51 . dos atos constitutivos da sociedade. profissão. suspendendo-se o processo de anulação. Art. no silêncio da lei.129. § 1º A consignação em pagamento prejudicará a anulação pleiteada. Art. sem autorização do Poder Executivo. os atos relativos à fusão. qualquer credor anterior terá direito a pedir a separação dos patrimônios.135. por ela prejudicado. devendo os sócios. no órgão oficial da União. § 2º Os documentos serão autenticados. do qual constará o montante de capital destinado às operações no País. Art. Até noventa dias após publicados os atos relativos à incorporação. funcionar no País.121.134.126. Seção II Da Sociedade Nacional Art. 1. cumprir as formalidades legais para revisão dos atos constitutivos.128 e 1. com poderes expressos para aceitar as condições exigidas para a autorização. IV . 1. legalizados no consulado brasileiro da respectiva sede e acompanhados de tradução em vernáculo. com nome. poderá promover judicialmente a anulação deles.122. qualquer que seja o seu objeto. 1. § 1º Ao requerimento de autorização devem juntar-se: I . bem como o plano de distribuição do capital social. Art. se a sociedade não atender às condições econômicas. Art. ou.125.134. que dependam de autorização do Poder Executivo para funcionar.132. § 1º Os fundadores deverão juntar ao requerimento cópias autênticas do projeto do estatuto e do prospecto. ainda que por estabelecimentos subordinados. a sociedade poderá garantir-lhe a execução.inteiro teor do contrato ou do estatuto. procederse-á à inscrição dos seus atos constitutivos. A sociedade que dependa de autorização do Poder Executivo para funcionar reger-se-á por este título.130. 1. ser acionista de sociedade anônima brasileira. os fundadores. quando seus fundadores pretenderem recorrer a subscrição pública para a formação do capital. Se a sociedade tiver sido constituída por escritura pública. no registro próprio. Ao Poder Executivo é facultado recusar a autorização. Parágrafo único. financeiras ou jurídicas especificadas em lei. O requerimento de autorização de sociedade nacional deve ser acompanhado de cópia do contrato. Ao Poder Executivo é facultado. tratando-se de sociedade anônima. 1.133. autenticada pelos fundadores. a falência da sociedade incorporadora. nacionalidade. A competência para a autorização será sempre do Poder Executivo federal. a qualquer tempo. II . Aceitas as condições. 1.129. de conformidade com a lei nacional da sociedade requerente. Art. § 2º Sendo ilíquida a dívida. Seção III Da Sociedade Estrangeira Art. para o fim de serem os créditos pagos pelos bens das respectivas massas. em trinta dias. os administradores convocarão reunião ou assembléia dos sócios para tomar conhecimento deles. As sociedades anônimas nacionais. V . na sua sede ficará arquivada cópia autêntica do documento comprobatório da nacionalidade dos sócios. VI . É nacional a sociedade organizada de conformidade com a lei brasileira e que tenha no País a sede de sua administração. todavia. assinada por todos os sócios. A sociedade promoverá. aos administradores incumbe fazer inscrever.123.prova de nomeação do representante no Brasil. no registro próprio da sede. Parágrafo único. Art. serão nomeados os peritos para a avaliação do patrimônio da sociedade. 1. 1. Parágrafo único. cujo exemplar representará prova para inscrição. deliberada a fusão e aprovado o projeto do ato constitutivo da nova sociedade. Parágrafo único. III . em virtude de utilização de reservas ou reavaliação do ativo. Quando a lei exigir que todos ou alguns sócios sejam brasileiros. expedirá o Poder Executivo decreto de autorização. o valor da participação de cada um no capital da sociedade. tratando-se de sociedade anônima. 1. 1. Art. Na falta de prazo estipulado em lei ou em ato do poder público. cassar a autorização concedida a sociedade nacional ou estrangeira que infringir disposição de ordem pública ou praticar atos contrários aos fins declarados no seu estatuto. a forma nominativa. a publicação do termo de inscrição. Parágrafo único. domicílio e. § 2º Obtida a autorização e constituída a sociedade. Expedido o decreto de autorização. dos documentos exigidos pela lei especial. A sociedade estrangeira. 1. será considerada caduca a autorização se a sociedade não entrar em funcionamento nos doze meses seguintes à respectiva publicação. 1. não se constituirão sem obtê-la.último balanço. 1. Ao Poder Executivo é facultado exigir que se procedam a alterações ou aditamento no contrato ou no estatuto.cópia do ato que autorizou o funcionamento no Brasil e fixou o capital destinado às operações no território nacional. § 3º Ocorrendo. § 2º Apresentados os laudos. 1. também no órgão oficial da União e no prazo de trinta dias. CAPÍTULO XI DA SOCIEDADE DEPENDENTE DE AUTORIZAÇÃO Seção I Disposições Gerais Art. salvo quanto a ações ao portador.124.131 e no § 1º do art.§ 1º Em reunião ou assembléia dos sócios de cada sociedade. fusão ou cisão. cumprirá à sociedade publicar os atos referidos nos arts. de cópia. ou. É facultado ao Poder Executivo. sem prejuízo do disposto em lei especial.127. bastará juntar-se ao requerimento a respectiva certidão. para conceder a autorização. 1. as ações da sociedade anônima revestirão. Constituída a nova sociedade. Não haverá mudança de nacionalidade de sociedade brasileira sem o consentimento unânime dos sócios ou acionistas. decidindo sobre a constituição definitiva da nova sociedade. estabelecer condições convenientes à defesa dos interesses nacionais.

ou do consentimento destes. com número de ordem contínuo para todas as sociedades inscritas. 1.134. quanto aos créditos vencidos. ressalvada.151. duração e sede da sociedade no estrangeiro. e. § 2º Arquivados esses documentos. se não tiverem caráter pessoal. A cessão dos créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirá efeito em relação aos respectivos devedores. 1. 1. 1. 1. do capital ali mencionado. § 1º O requerimento de inscrição será instruído com exemplar da publicação exigida no parágrafo único do artigo antecedente. 1. acompanhado de documento do depósito em dinheiro. A sociedade estrangeira autorizada a funcionar é obrigada a ter.137.136. a sociedade estrangeira deverá publicar o balanço patrimonial e o de resultado econômico das sucursais. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência.131. sob pena de lhe ser cassada a autorização. pelo sócio ou qualquer interessado. se ocorrer justa causa. filial ou agência.140. TÍTULO IV DOS INSTITUTOS COMPLEMENTARES CAPÍTULO I DO REGISTRO Art.144.142. V . filiais ou agências. 1. da publicação. deverá a sociedade.138. O registro dos atos sujeitos à formalidade exigida no artigo antecedente será requerido pela pessoa obrigada em lei. Salvo disposição em contrário. Art. após a expedição do decreto de autorização. § 2º Requerido além do prazo previsto neste artigo. 1. à inscrição da sociedade e publicação do respectivo termo. Qualquer modificação no contrato ou no estatuto dependerá da aprovação do Poder Executivo. também. Parágrafo único.141. podendo os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência. mas o devedor ficará exonerado se de boa-fé pagar ao cedente. § 2º As publicações das sociedades estrangeiras serão feitas nos órgãos oficiais da União e do Estado onde tiverem sucursais. segundo a sua lei nacional. 1. as publicações ordenadas neste Livro serão feitas no órgão oficial da União ou do Estado. para exercício da empresa. Cabe ao órgão incumbido do registro verificar a regularidade das publicações determinadas em lei. e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Art. Art. § 3º Inscrita a sociedade. promover-se-á a publicação determinada no parágrafo único do art. Não havendo autorização expressa. se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária. no Registro Público de Empresas Mercantis.capital destinado às operações no País.nome. a proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato. filiais ou agências existentes no País. com poderes para resolver quaisquer questões e receber citação judicial pela sociedade. Art. 1. 1. a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores.146.data e número do decreto de autorização. por empresário. representante no Brasil. e do ato em que foi deliberada a nacionalização. a responsabilidade do alienante. e ainda a prova da realização do capital. o registro somente produzirá efeito a partir da data de sua concessão. A sociedade estrangeira autorizada a funcionar ficará sujeita às leis e aos tribunais brasileiros. o usufruto ou arrendamento do estabelecimento. ou no estatuto. de lhe ser cassada a autorização. Art.152. O contrato que tenha por objeto a alienação. seja obrigada a fazer relativamente ao balanço patrimonial e ao de resultado econômico. proceder-se-á. os documentos exigidos no art. neste caso. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento. Pode o estabelecimento ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos. Art. Parágrafo único. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo. oferecer. e. o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente. em caso de omissão ou demora. § 1º Os documentos necessários ao registro deverão ser apresentados no prazo de trinta dias. a transferência importa a sub-rogação do adquirente nos contratos estipulados para exploração do estabelecimento. por seus representantes. podendo acrescentar as palavras “do Brasil” ou “para o Brasil”. a sociedade estrangeira admitida a funcionar no País pode nacionalizarse. § 3º Aceitas as condições pelo representante. bem como aos atos de sua administração. em trinta dias a partir de sua notificação. nos cinco anos subseqüentes à transferência. no termo constarão: I . § 1º Salvo exceção expressa. se for o caso. 1. 1. Art. Art. A sociedade estrangeira deve. IV . Art. Art. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais.150.lugar da sucursal. e em jornal de grande circulação. 1. e do Estado. contado da lavratura dos atos respectivos. Art. § 2º O Poder Executivo poderá impor as condições que julgar convenientes à defesa dos interesses nacionais. translativos ou constitutivos. Art. a inscrição será feita por termo em livro especial para as sociedades estrangeiras. permanentemente.individuação do seu representante permanente. III .149. Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado. reproduzir no órgão oficial da União. 1. as publicações que. II . 1. TÍTULO III DO ESTABELECIMENTO CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS Art. pela forma declarada no contrato. ou por sociedade empresária.148. § 1º Para o fim previsto neste artigo. 1. § 3º As pessoas obrigadas a requerer o registro responderão por perdas e danos. quanto aos outros. desde que regularmente contabilizados. o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro. A sociedade autorizada não pode iniciar sua atividade antes de inscrita no registro próprio do lugar em que se deva estabelecer. desde o momento da publicação da transferência. 1. 52 Código Civil . 1. ou da sociedade empresária. e de publicado na imprensa oficial. a partir. Parágrafo único. só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário. no País. no caso de omissão ou demora.Art. de acordo com o disposto nos parágrafos deste artigo. com o requerimento. que sejam compatíveis com a sua natureza. continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano.139. objeto. transferindo sua sede para o Brasil. em estabelecimento bancário oficial. Sob pena. Art. A sociedade estrangeira funcionará no território nacional com o nome que tiver em seu país de origem. Parágrafo único.147. O representante somente pode agir perante terceiros depois de arquivado e averbado o instrumento de sua nomeação.143. conforme o local da sede do empresário ou da sociedade. Art. de modo expresso ou tácito. da data do vencimento.145. Mediante autorização do Poder Executivo. quanto aos atos ou operações praticados no Brasil. para produzir efeitos no território nacional.

antes de efetivar o registro. se o contrato o permitir. a qualquer tempo. ser oposto a terceiro. Art. Art. devendo mediar. O preposto não pode. para os efeitos da proteção da lei. de conformidade com este Capítulo. filial ou agência. 1. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional. Parágrafo único. 1. integradas pela palavra final “limitada” ou a sua abreviatura. 1. Art.170. antes do cumprimento das respectivas formalidades. se for o caso. CAPÍTULO III DOS PREPOSTOS Seção I Disposições Gerais Art. e de cinco dias. Parágrafo único. por ato entre vivos. § 1º A firma será composta com o nome de um ou mais sócios. entre a data da primeira inserção e a da realização da assembléia. Considera-se gerente o preposto permanente no exercício da empresa. o prazo mínimo de oito dias. Art. se registrado na forma da lei especial.165. 1.155. O empresário opera sob firma constituída por seu nome. 1. por seus nomes. A inscrição do empresário. Art.153. associações e fundações.164. poderá saná-las. Art. usar o nome do alienante. Art. CAPÍTULO II DO NOME EMPRESARIAL Art. 1. sendo permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios. Parágrafo único.159. 1. Art. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação. deverá acrescentar designação que o distinga. 1.168.166. embora indiretamente. mas à conta daquele.173. para as posteriores. deve a modificação ou revogação do mandato ser arquivada e averbada no Registro Público de Empresas Mercantis. O adquirente de estabelecimento. Parágrafo único. 1. Parágrafo único. obedecendo às formalidades da lei. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos. Art. 1. 1.175. Parágrafo único. se os recebeu sem protesto. figurarem na firma da sociedade de que trata este artigo. salvo nos casos em que haja prazo para reclamação. quando cessar o exercício da atividade para que foi adotado. nem participar. Parágrafo único.169. desde que cumpridas as referidas formalidades. a denominação das sociedades simples. A inscrição do nome empresarial será cancelada. Para o mesmo efeito e com idêntica ressalva.172. Na falta de estipulação diversa. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo “cooperativa”. Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada. bem como fiscalizar a observância das prescrições legais concernentes ao ato ou aos documentos apresentados. Código Civil 53 . Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma social aqueles que. Equipara-se ao nome empresarial. Parágrafo único. fazer-se substituir no desempenho da preposição. pode. para a primeira convocação. com a qualificação de sucessor. Quando a lei não exigir poderes especiais. desde que pessoas físicas. ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa. Art. em lugar de firma. ressalvadas disposições especiais da lei.160. Art. Art. 1. a requerimento de qualquer interessado. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação. 1. 1. Cumpre à autoridade competente. no registro próprio. bens ou valores ao preposto. Considera-se perfeita a entrega de papéis. encarregado pelo preponente. Seção II Do Gerente Art. Das irregularidades encontradas deve ser notificado o requerente. salvo prova de que este o conhecia. 1.§ 3º O anúncio de convocação da assembléia de sócios será publicado por três vezes. adotar denominação designativa do objeto social. ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas.158.162. designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade. A sociedade em comandita por ações pode. ao menos. sem autorização escrita. na qual somente os nomes daqueles poderão figurar. § 3º A omissão da palavra “limitada” determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade. Art. As limitações contidas na outorga de poderes. sob pena de responder pessoalmente pelos atos do substituto e pelas obrigações por ele contraídas. sob pena de responder por perdas e danos e de serem retidos pelo preponente os lucros da operação. precedido do seu próprio. Art.161. O preposto. completo ou abreviado. integrada pelas expressões “sociedade anônima” ou “companhia”. 1. 1. verificar a autenticidade e a legitimidade do signatário do requerimento. 1. 1. considera-se o gerente autorizado a praticar todos os atos necessários ao exercício dos poderes que lhe foram outorgados. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma. Art. Parágrafo único. O preponente responde com o gerente pelos atos que este pratique em seu próprio nome. consideramse solidários os poderes conferidos a dois ou mais gerentes. Art. Art. for excluído ou se retirar. não pode negociar por conta própria ou de terceiro. de modo indicativo da relação social. de operação do mesmo gênero da que lhe foi cometida. Pode constar da denominação o nome do fundador. se quiser. ação para anular a inscrição do nome empresarial feita com violação da lei ou do contrato. asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado. não pode ser conservado na firma social. na sede desta. O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo registro. Art. aditada da expressão “comandita por ações”. 1. bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão “e companhia” ou sua abreviatura. não pode. por extenso ou abreviadamente. dependem do arquivamento e averbação do instrumento no Registro Público de Empresas Mercantis. Cabe ao prejudicado. ou quando ultimar-se a liquidação da sociedade que o inscreveu. Art. Art. 1. § 2º A denominação deve designar o objeto da sociedade.174.167. O ato sujeito a registro. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. para o exercício de empresa.154.156. Parágrafo único. 1. que. O nome de sócio que vier a falecer. acionista. salvo autorização expressa. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social.171. ou as respectivas averbações. ou em sucursal. para serem opostas a terceiros.157. salvo se provado serem conhecidas da pessoa que tratou com o gerente. 1. aditando-lhe.163. O terceiro não pode alegar ignorância.

1. Parágrafo único.os juros pagos aos acionistas da sociedade anônima.o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Na coleta dos elementos para o inventário serão observados os critérios de avaliação a seguir determinados: I . O livro Balancetes Diários e Balanços será escriturado de modo que registre: I . poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam. No Diário serão lançadas. fixada no estatuto. antes de postos em uso. Parágrafo único. dia a dia. por escrita direta ou reprodução. salvo se nenhum houver na localidade. Lei especial disporá sobre as informações que acompanharão o balanço patrimonial.185. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico. A escrituração será feita em idioma e moeda corrente nacionais e em forma contábil. que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.os bens destinados à exploração da atividade serão avaliados pelo custo de aquisição. com base na escrituração uniforme de seus livros. Art. que poderá fazer autenticar livros não obrigatórios. 1. somente obrigarão o preponente nos limites dos poderes conferidos por escrito. praticados nos seus estabelecimentos e relativos à atividade da empresa. Art. podem ser estimados pelo custo de aquisição ou de fabricação. matéria-prima. na avaliação dos que se desgastam ou depreciam com o uso. cujo instrumento pode ser suprido pela certidão ou cópia autêntica do seu teor. a situação real da empresa e. observadas as mesmas formalidades extrínsecas exigidas para aquele. nem para as percentagens referentes a fundos de reserva. 1. criando-se fundos de amortização para assegurar-lhes a substituição ou a conservação do valor. em forma de balancetes diários.180. borrões. sem intervalos em branco. por qualquer dos prepostos encarregados de sua escrituração. no período antecedente ao início das operações sociais. atender-se à desvalorização respectiva. na forma da lei especial. anualmente. até o limite correspondente a dez por cento do capital social. desde que utilizados livros auxiliares regularmente autenticados. perante terceiros. pelos atos dolosos. nenhuma autoridade. desde que se preceda. Parágrafo único. 1. quanto aos últimos. pela ação do tempo ou outros fatores. Art.Art. à sua amortização: I . II . e quando o preço corrente ou venal estiver acima do valor do custo de aquisição. 1. a diferença entre este e o preço de custo não será levada em conta para a distribuição de lucros. Art. pelos atos culposos. Quando tais atos forem praticados fora do estabelecimento. Os assentos lançados nos livros ou fichas do preponente. Sem prejuízo do disposto no art. ainda que não autorizados por escrito. sempre que este for inferior ao preço de custo. devendo ambos ser assinados por técnico em Ciências Contábeis legalmente habilitado e pelo empresário ou sociedade empresária. as fichas.as despesas de instalação da sociedade. previsão equivalente. 1.181. Art. 1. Art. e conservados os documentos que permitam a sua perfeita verificação. 1. 1. perante os preponentes.182.188. 1.a quantia efetivamente paga a título de aviamento de estabelecimento adquirido pelo empresário ou sociedade. pelas obrigações resultantes do exercício da sua função. com fidelidade e clareza. bem como as disposições das leis especiais.183. à taxa não superior a doze por cento ao ano. III . indicará. ou demonstração da conta de lucros e perdas. para registro individualizado. Art. sob qualquer pretexto. 1. IV .174. emendas ou transportes para as margens.os valores mobiliários. II . ou pelo preço corrente. Parágrafo único. 1.189. mecanizado ou não.176. e. e os bens forem avaliados pelo preço corrente. 1. os livros obrigatórios e.o valor das ações e dos títulos de renda fixa pode ser determinado com base na respectiva cotação da Bolsa de Valores. em caso de sociedades coligadas. O balanço patrimonial deverá exprimir. III .a posição diária de cada uma das contas ou títulos contábeis. rasuras. II . A autenticação não se fará sem que esteja inscrito o empresário. 1. É permitido o uso de código de números ou de abreviaturas. Art. § 1º Salvo o disposto no art. ou não. relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da sede do estabelecimento. O gerente pode estar em juízo em nome do preponente. a escrituração ficará sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado. todas as operações relativas ao exercício da empresa.187. devem ser autenticados no Registro Público de Empresas Mercantis. devendo. 1. bens destinados à alienação. pelo respectivo saldo. produzem.178. Além dos demais livros exigidos por lei. No exercício de suas funções. 1. Parágrafo único.180. Art. os não cotados e as participações não acionárias serão considerados pelo seu valor de aquisição. os prepostos são pessoalmente responsáveis.190. ou a sociedade empresária. salvo se houver procedido de má-fé. 54 Código Civil .186. clareza e caracterização do documento respectivo. em correspondência com a documentação respectiva. com individuação. atendidas as peculiaridades desta. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade. e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Os preponentes são responsáveis pelos atos de quaisquer prepostos. Parágrafo único. Art. Salvo disposição especial de lei. nem entrelinhas. solidariamente com o preponente. Seção III Do Contabilista e outros Auxiliares Art. não se levando em conta os prescritos ou de difícil liqüidação. ou fabricação. que constem de livro próprio. Parágrafo único. 970. distintamente.177. § 2º É dispensado das exigências deste artigo o pequeno empresário a que se refere o art. 1. § 1º Admite-se a escrituração resumida do Diário. O balanço de resultado econômico. Ressalvados os casos previstos em lei. é indispensável o Diário. com totais que não excedam o período de trinta dias. em seus livros e fichas. CAPÍTULO IV DA ESCRITURAÇÃO Art. o ativo e o passivo.179. regularmente autenticado. juiz ou tribunal. mês e ano. O empresário ou sociedade empresária que adotar o sistema de fichas de lançamentos poderá substituir o livro Diário pelo livro Balancetes Diários e Balanços. Entre os valores do ativo podem figurar. Art. salvo se houver. os mesmos efeitos como se o fossem por aquele. no encerramento do exercício.184.os créditos serão considerados de conformidade com o presumível valor de realização. o número e a espécie de livros ficam a critério dos interessados. acompanhará o balanço patrimonial e dele constarão crédito e débito. ou que constituem produtos ou artigos da indústria ou comércio da empresa. se for o caso. § 2º Serão lançados no Diário o balanço patrimonial e o de resultado econômico. Art. as formalidades prescritas em lei. por ordem cronológica de dia.

não se aplicam às autoridades fazendárias. Art. no Brasil. Art. 1. A posse do imóvel faz presumir. 1. ou em caso de falência. entende-se manter a posse o mesmo caráter com que foi adquirida. § 1º O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode.218. contanto que não excluam os dos outros compossuidores.212.198.Art. não podem ir além do indispensável à manutenção. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação. Código Civil 55 . O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão. se tiver justo receio de ser molestado. ou de pessoas por estes nomeadas. 1.197. temporariamente. aos frutos percebidos. Parágrafo único. estando ela na posse do reivindicante. Art. 1. perante o respectivo juiz. ou quando a lei expressamente não admite esta presunção. Art.por terceiro sem mandato. Art. de pessoa que tem a coisa em seu poder. A confissão resultante da recusa pode ser elidida por prova documental em contrário. poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força. se não estiver manifesto que a obteve de alguma das outras por modo vicioso. devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação. restituído no de esbulho. ordenar que os livros de qualquer das partes. podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto. os atos de defesa. nos casos do artigo antecedente. Art. 1.213. 1. de qualquer dos poderes inerentes à propriedade. 1.207. 1. serão apreendidos judicialmente e. para deles se extrair o que interessar à questão. Art. A posse direta. nos termos estritos das respectivas leis especiais.195. 1. 1. os civis reputam-se percebidos dia por dia.pela própria pessoa que a pretende ou por seu representante. 1. Art.214. A posse pode ser adquirida: I .199. A posse de boa-fé só perde este caráter no caso e desde o momento em que as circunstâncias façam presumir que o possuidor não ignora que possui indevidamente.215. 1. As disposições deste Capítulo aplicam-se às sucursais. manter-se-á provisoriamente a que tiver a coisa. É de boa-fé a posse. § 1º O possuidor turbado. ou esbulhado. sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem.209. bem como pelos que. ou restituição da posse. filiais ou agências. não anula a indireta. § 2º Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade. e segurado de violência iminente. que recebeu a coisa esbulhada sabendo que o era. clandestina ou precária. dependendo de ratificação. enquanto ela durar. Art. depois de deduzidas as despesas da produção e custeio. Art.217. Art. 1. O sucessor universal continua de direito a posse do seu antecessor. tem direito às despesas da produção e custeio.202. em parte ou por inteiro. ou daqueles de quem este o houve. presume-se detentor. Art. correspondência e mais papéis concernentes à sua atividade. pleno ou não. salvo se provar que de igual modo se teriam dado. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este artigo. se o possuidor ignora o vício.200. do empresário ou sociedade com sede em país estrangeiro. O possuidor pode intentar a ação de esbulho.216. ou real. a das coisas móveis que nele estiverem. 1. achando-se em relação de dependência para com outro.201. contra o terceiro.204. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos.191. administração ou gestão à conta de outrem. Recusada a apresentação dos livros. por culpa sua. LIVRO III DO DIREITO DAS COISAS TÍTULO I DA POSSE CAPÍTULO I DA POSSE E SUA CLASSIFICAÇÃO Art. Art. CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA POSSE Art. até prova contrária. 1. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos. desde o momento em que se constituiu de má-fé. Parágrafo único. 1. ou clandestinos.194. ou a de indenização. 1. Art.211. ou de desforço. senão depois de cessar a violência ou a clandestinidade. § 2º Achando-se os livros em outra jurisdição. 1. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa. deixou de perceber. CAPÍTULO III DOS EFEITOS DA POSSE Art. II . O possuidor de boa-fé não responde pela perda ou deterioração da coisa. poderá cada uma exercer sobre ela atos possessórios.205. 1. Art. Quando mais de uma pessoa se disser possuidora. a requerimento ou de ofício. no exercício da fiscalização do pagamento de impostos. 1. até que prove o contrário. Art. salvo prova em contrário. 1. ou de outro direito sobre a coisa. logo que são separados. a que não der causa. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício.203. 1. As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração. O disposto nos artigos antecedentes não se aplica às servidões não aparentes.196. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar em boa guarda toda a escrituração. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé. ter-se-á como verdadeiro o alegado pela parte contrária para se provar pelos livros. nela se fará o exame. Parágrafo único. comunhão ou sociedade. Art. Art. O possuidor de má-fé responde pela perda. 1. Parágrafo único. Salvo prova em contrário. O possuidor de boa-fé tem direito. Art. no do seu § 1º. ainda que acidentais. contanto que o faça logo. 1. Art. salvo quando os respectivos títulos provierem do possuidor do prédio serviente. Adquire-se a posse desde o momento em que se torna possível o exercício. em nome próprio. É justa a posse que não for violenta. Não induzem posse os atos de mera permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua aquisição os atos violentos. conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas. ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. de quem aquela foi havida. A posse transmite-se aos herdeiros ou legatários do possuidor com os mesmos caracteres. Considera-se detentor aquele que. 1. em virtude de direito pessoal. 1.193. Art.210. Os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos. em relação ao bem e à outra pessoa. Art.208. 1. de algum dos poderes inerentes à propriedade. para os efeitos legais. ou deterioração da coisa. ou de ambas. Art. Art. 1. enquanto não ocorrer prescrição ou decadência no tocante aos atos neles consignados.192. e ao sucessor singular é facultado unir sua posse à do antecessor.206.

minas e demais recursos minerais.229. 1.o penhor.237. se o dono não preferir abandoná-la. não lhe assiste o direito de retenção pela importância destas. o poder sobre o bem. na posse ininterrupta e de boa-fé. e só obrigam ao ressarcimento se ao tempo da evicção ainda existirem. as belezas naturais. § 4º O proprietário também pode ser privado da coisa se o imóvel reivindicado consistir em extensa área. 1. Art. 1.o usufruto.as servidões.220.196. até prova em contrário. Os direitos reais sobre coisas móveis. 1. Os frutos e mais produtos da coisa pertencem. As benfeitorias compensam-se com os danos. ao possuidor de boa-fé indenizará pelo valor atual. A propriedade do solo abrange a do espaço aéreo e subsolo correspondentes.222. § 3º O proprietário pode ser privado da coisa. ainda quando separados. só se adquirem com a tradição. o juiz fixará a justa indenização devida ao proprietário.228. O reivindicante.245 a 1. e. 1. deduzidas do preço as despesas. § 2º São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade. X . A propriedade presume-se plena e exclusiva. Parágrafo único. as possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a situação econômica de ambos.226.247). somente expedindo editais se o seu valor os comportar. 1. 1. TÍTULO II DOS DIREITOS REAIS CAPÍTULO ÚNICO DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 1. ou. quando. IX . se abstém de retornar a coisa. 1. Quem quer que ache coisa alheia perdida há de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor. Art. couberem a outrem. bem como no de requisição. só se adquirem com o registro no Cartório de Registro de Imóveis dos referidos títulos (arts. embora contra a vontade do possuidor. Art.224. ao qual se refere o art. de conformidade com o estabelecido em lei especial. ou transmitidos por atos entre vivos.a superfície. obras e serviços considerados pelo juiz de interesse social e econômico relevante. O proprietário tem a faculdade de usar. Art. Parágrafo único.234.236. VIII . TÍTULO III DA PROPRIEDADE CAPÍTULO I DA PROPRIEDADE EM GERAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. por terceiros. a fauna. considerar-se-á o esforço desenvolvido pelo descobridor para encontrar o dono. 1. A autoridade competente dará conhecimento da descoberta através da imprensa e outros meios de informação. por mais de cinco anos. CAPÍTULO IV DA PERDA DA POSSE Art. bem como evitada a poluição do ar e das águas. 1.Art. terá direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor.a habitação. será esta vendida em hasta pública e. tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo. mais a recompensa do descobri- 56 Código Civil . Art. tentando recuperá-la. 1. O proprietário do solo tem o direito de explorar os recursos minerais de emprego imediato na construção civil.a anticrese. Art.235. gozar e dispor da coisa.o direito do promitente comprador do imóvel.o uso. 1.231. Não o conhecendo. São direitos reais: I . entregará a coisa achada à autoridade competente. em altura e profundidade úteis ao seu exercício. Só se considera perdida a posse para quem não presenciou o esbulho. 1. não podendo o proprietário opor-se a atividades que sejam realizadas. os monumentos arqueológicos e outros bens referidos por leis especiais. 1. tendo notícia dele.219. 1. IV . nos casos de desapropriação. que não tenha ele interesse legítimo em impedi-las. valerá a sentença como título para o registro do imóvel em nome dos possuidores. os potenciais de energia hidráulica. 1. por preceito jurídico especial. é violentamente repelido. Parágrafo único. II . em conjunto ou separadamente. quando o puder sem detrimento da coisa. 1. A propriedade do solo não abrange as jazidas. 1. Decorridos sessenta dias da divulgação da notícia pela imprensa. salvo se. e estas nela houverem realizado. bem como. a levantá-las. VII . VI . Art. ou transmitidos por atos entre vivos.a propriedade. quando constituídos. nem o de levantar as voluptuárias. salvo os casos expressos neste Código. quanto às voluptuárias. Art. Art. a uma altura ou profundidade tais.233. de considerável número de pessoas. Art.a hipoteca. e sejam animados pela intenção de prejudicar outrem. III . ao seu proprietário. em caso de perigo público iminente. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis. o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico. desde que não submetidos a transformação industrial.227.232.223. nos termos do artigo antecedente. Os direitos reais sobre imóveis constituídos.230. Na determinação do montante da recompensa. Art.225. Art. ou utilidade. Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas somente as benfeitorias necessárias. obedecido o disposto em lei especial. e poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis. 1. pago o preço. quando tiver procedido com dolo. Aquele que restituir a coisa achada. 1. § 1º O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados. Seção II Da Descoberta Art. o descobridor fará por encontrá-lo.221. V . e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha. se não o encontrar. ou do edital. ou o legítimo possuidor. Perde-se a posse quando cessa. obrigado a indenizar as benfeitorias ao possuidor de má-fé. a flora. e à indenização pelas despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa. se não lhe forem pagas. § 5º No caso do parágrafo antecedente. O descobridor responde pelos prejuízos causados ao proprietário ou possuidor legítimo. Art. Art. por necessidade ou utilidade pública ou interesse social. não se apresentando quem comprove a propriedade sobre a coisa.

Aquele que possuir. Seção II Da Aquisição pelo Registro do Título Art. área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados.244.por aluvião.as que se formarem pelo desdobramento de um novo braço do rio continuam a pertencer aos proprietários dos terrenos à custa dos quais se constituíram. entendendo-se que os prédios marginais se estendem até o meio do álveo. 1. II .241. acrescentar à sua posse a dos seus antecessores (art.252. CAPÍTULO II DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE IMÓVEL Seção I Da Usucapião Art. Subseção I Das Ilhas Art. Subseção II Da Aluvião Art. Sendo de diminuto valor. A declaração obtida na forma deste artigo constituirá título hábil para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Quando. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-seá a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual. tendo nela sua moradia. utilizando-a para sua moradia ou de sua família. possuir como seu um imóvel. Art. poderá o proprietário reivindicar o imóvel.as que se formarem no meio do rio consideram-se acréscimos sobrevindos aos terrenos ribeirinhos fronteiros de ambas as margens. § 2º O direito previsto no parágrafo antecedente não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. 1.250. IV . na proporção da testada de cada um sobre a antiga margem.por formação de ilhas. ninguém houver reclamado. Parágrafo único.243. a propriedade imóvel.248. Adquire também a propriedade do imóvel aquele que. pertencem aos donos dos terrenos marginais. possua como sua. 1. cancelada posteriormente.251. 1. ou a ambos. ou realizado investimentos de interesse social e econômico. Parágrafo único. com base no registro constante do respectivo cartório. que se formar em frente de prédios de proprietários diferentes. adquire-lhe a propriedade. O terreno aluvial. III . A acessão pode dar-se: I . com justo título e boa-fé. independentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente. Parágrafo único. a qual servirá de título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis. 1.por abandono de álveo. as quais também se aplicam à usucapião. se. como sua.242. se indenizar o dono do primeiro ou. por depósitos e aterros naturais ao longo das margens das correntes. e o respectivo cancelamento. o dono do prédio a que se juntou a porção de terra deverá aquiescer a que se remova a parte acrescida. Subseção III Da Avulsão Art. sem indenização. nos casos do art. suspendem ou interrompem a prescrição. até a linha que dividir o álveo em duas partes iguais. independentemente de título e boa-fé. o possuir por dez anos. III . 1. O álveo abandonado de corrente pertence aos proprietários ribeirinhos das duas margens. área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares. 1. V . desde que os possuidores nele tiverem estabelecido a sua moradia. 1. por força natural violenta.245. por cinco anos ininterruptos. sem oposição. 1. Estende-se ao possuidor o disposto quanto ao devedor acerca das causas que obstam. tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família. 1.246. por cinco anos ininterruptamente e sem oposição. ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo. Art.240.as que se formarem entre a referida linha e uma das margens consideram-se acréscimos aos terrenos ribeirinhos fronteiros desse mesmo lado. não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano. Parágrafo único. sem indenização. 1. Aquele que. Art. o adquirente continua a ser havido como dono do imóvel. Os acréscimos formados.por avulsão. o alienante continua a ser havido como dono do imóvel. poderá o interessado reclamar que se retifique ou anule.por plantações ou construções. § 2º Enquanto não se promover. Seção III Da Aquisição por Acessão Art. contanto que todas sejam contínuas. sem interrupção. 1. Subseção IV Do Álveo Abandonado Art. 1. poderá o Município abandonar a coisa em favor de quem a achou. onerosamente.239.249. Poderá o possuidor requerer ao juiz seja declarada adquirida. dividir-se-á entre eles.238. adquirir-lhe-á o domínio. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis. As ilhas que se formarem em correntes comuns ou particulares pertencem aos proprietários ribeirinhos fronteiros. Art. contínua e incontestadamente.247. § 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher. para o fim de contar o tempo exigido pelos artigos antecedentes.242. podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença. 1. observadas as regras seguintes: I . Art. sem que tenham indenização os donos dos terrenos por onde as águas abrirem novo curso. independentemente do estado civil. Cancelado o registro. Art. em um ano. por quinze anos. sucessiva e imperceptivelmente. Recusando-se ao pagamento de indenização. O registro é eficaz desde o momento em que se apresentar o título ao oficial do registro. II . o dono deste adquirirá a propriedade do acréscimo. O possuidor pode.207). Art. a decretação de invalidade do registro. ou pelo desvio das águas destas. por meio de ação própria. Art. e este o prenotar no protocolo. pertencerá o remanescente ao Município em cuja circunscrição se deparou o objeto perdido. Aquele que. Se o teor do registro não exprimir a verdade. 1. Parágrafo único. 1. com justo título e de boa-fé. § 1º Enquanto não se registrar o título translativo. mediante usucapião. nem oposição. Parágrafo único. pacíficas e. Parágrafo único.dor. na proporção de suas testadas. adquirir-lhe-á a propriedade. 1. Será de cinco anos o prazo previsto neste artigo se o imóvel houver sido adquirido. uma porção de terra se destacar de um prédio e se juntar a outro. Código Civil 57 . desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.

254. 1.271. plantas e construções. 1. 1. continuam a pertencer-lhes. 1. O disposto no artigo antecedente aplica-se ao caso de não pertencerem as sementes. Aquele que semeia. O depósito antigo de coisas preciosas. § 2º Em qualquer caso. Art. CAPÍTULO III DA AQUISIÇÃO DA PROPRIEDADE MÓVEL Seção I Da Usucapião Art. plantou ou edificou. menos ao especificador de má-fé. plantas e construções. se a espécie nova se obteve de má-fé. subsiste indiviso o todo. Se a posse da coisa móvel se prolongar por cinco anos. feita parcialmente em solo próprio.263. Seção IV Da Tradição Art.244.270. a espécie nova será do especificador.259. como a qualquer pessoa. independentemente de título ou boa-fé.258. 1. plantas ou materiais alheios.265. 1. indenizando os outros. Art. ao adquirente de boa-fé.243 e 1. O proprietário das sementes.266. será do especificador de boa-fé a espécie nova. 1. contínua e incontestadamente durante três anos. Parágrafo único. § 1º Sendo praticável a redução. mas fica obrigado a pagar-lhes o valor. 1. 1. 1.256. escritura e outro qualquer trabalho gráfico em relação à matéria-prima. ou será deste por inteiro quando ele mesmo seja o descobridor. ou quando impraticável. 1. Se toda a matéria for alheia.257. obtiver espécie nova. invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste. adquirirá o proprietário as sementes. terá direito a indenização. Art. que se encontra em poder de terceiro. o alienante se afigurar dono. no caso do § 1º do artigo antecedente. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo. 1. devendo ressarcir o valor das acessões. for transferida em circunstâncias tais que. planta ou edifica em terreno próprio com sementes. nas hipóteses dos arts. Art. se ressarcirá o dano que sofrerem. ou lavoura. além de responder por perdas e danos. 1. quando o trabalho de construção. considera-se realizada a transferência desde o momento em que ocorreu a tradição. não sendo essa ocupação defesa por lei. Art. adquirir-lhe-á a propriedade. Presume-se má-fé no proprietário. até que se prove o contrário.270. mediante pagamento da indenização fixada judicialmente.253. adquire a propriedade destes. § 1º Não sendo possível a separação das coisas. o dono sê-lo-á do todo. será dividido por igual entre o proprietário do prédio e o que achar o tesouro casualmente. plantas ou materiais a quem de boa-fé os empregou em solo alheio. e responde por perdas e danos que abranjam o valor que a invasão acrescer à construção. desta será proprietário. se não se puder restituir à forma anterior. é obrigado a demolir o que nele construiu. Toda construção ou plantação existente em um terreno presume-se feita pelo proprietário e à sua custa. Parágrafo único. Parágrafo único.267. Achando-se em terreno aforado. quando tiver por título um negócio jurídico nulo. quando irredutível a especificação. plantas ou materiais poderá cobrar do proprietário do solo a indenização devida. Se de ambas as partes houve má-fé. da Comissão e da Adjunção Art. se fez em sua presença e sem impugnação sua. ou em pesquisa que ordenou. Subentende-se a tradição quando o transmitente continua a possuir pelo constituto possessório. Se o construtor estiver de boa-fé. por ocasião do negócio jurídico. se o seu valor exceder consideravelmente o da matéria-prima. adquire a propriedade da parte do solo invadido. Aplica-se à usucapião das coisas móveis o disposto nos arts. Art. § 1º Se o adquirente estiver de boa-fé e o alienante adquirir depois a propriedade. Aquele que.Subseção V Das Construções e Plantações Art. Seção VI Da Confusão. e não se puder reduzir à forma precedente. Aquele que possuir coisa móvel como sua.269 e 1. 1. 58 Código Civil . que serão devidos em dobro. oculto e de cujo dono não haja memória.262. quando não puder havê-la do plantador ou construtor. o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. 1. o tesouro será dividido por igual entre o descobridor e o enfiteuta. o construtor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu. planta ou edifica em terreno alheio perde. se de má-fé. 1. pagando as perdas e danos apurados. Art. Art. Parágrafo único. 1. Feita por quem não seja proprietário. ou por terceiro não autorizado. Se a construção. ou exigindo dispêndio excessivo. adquirirá a propriedade do solo. trabalhando em matéria-prima em parte alheia. 1. se for achado por ele. também. Aquele que semeia. mais o da área perdida e o da desvalorização da área remanescente. inclusive o da pintura em relação à tela.260. Art. se agiu de má-fé. Se a construção ou a plantação exceder consideravelmente o valor do terreno. Seção II Da Ocupação Art. § 2º Se uma das coisas puder considerar-se principal. 1. pertencerá ao dono da matériaprima. misturadas ou adjuntadas sem o consentimento deles. e responde por indenização que represente. § 2º Não transfere a propriedade a tradição. se o valor da construção exceder o dessa parte. 1. de boa-fé. quando cede ao adquirente o direito à restituição da coisa. Seção V Da Especificação Art. se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção. Art. exceto se a coisa. Art.268. oferecida ao público. ou quando o adquirente já está na posse da coisa. A propriedade das coisas não se transfere pelos negócios jurídicos antes da tradição. Art.255. as sementes. Aos prejudicados.272. As coisas pertencentes a diversos donos.269. sendo possível separá-las sem deterioração. com justo título e boafé. em proveito do proprietário. a tradição não aliena a propriedade. Quem se assenhorear de coisa sem dono para logo lhe adquire a propriedade. cabendo a cada um dos donos quinhão proporcional ao valor da coisa com que entrou para a mistura ou agregado. Art.261. O tesouro pertencerá por inteiro ao proprietário do prédio. da escultura. Seção III Do Achado do Tesouro Art. adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido. Parágrafo único. 1. aquele que. se procedeu de boa-fé. 1. produzirá usucapião.264. se não houver acordo. e a invasão do solo alheio exceder a vigésima parte deste. confundidas. em leilão ou estabelecimento comercial.

satisfeitas as necessidades de seu consumo. 1. poderá o vizinho exigir a sua redução. os efeitos da perda da propriedade imóvel serão subordinados ao registro do título transmissivo ou do ato renunciativo no Registro de Imóveis.275. 1. Da indenização será deduzido o valor do benefício obtido. 1. cujo rumo será judicialmente fixado. não estando o proprietário deste constrangido.288. nascente ou porto. Art. O possuidor do imóvel superior não poderá poluir as águas indispensáveis às primeiras necessidades da vida dos possuidores dos imóveis inferiores. em que alguém tenha direito de fazer obras. no caso de dano iminente. caso em que o proprietário ou o possuidor. 1. Proíbem-se as interferências considerandose a natureza da utilização. e passar.273.Art. IV . porém a condição natural e anterior do prédio inferior não pode ser agravada por obras feitas pelo dono ou possuidor do prédio superior. perde-se a propriedade: I .283. deverá recuperar. 1.277. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. 1. Código Civil 59 . V . As raízes e os ramos de árvore.pela renúncia. constranger o vizinho a lhe dar passagem.284. Ainda que por decisão judicial devam ser toleradas as interferências. caso em que será indenizado. se se achar nas respectivas circunscrições. e passar.290. 1. antes da alienação. Nos casos dos incisos I e II. à sua custa. § 2º Se ocorrer alienação parcial do prédio. mediante pagamento de indenização cabal.282. a localização do prédio.278. ou se lhe indenize o prejuízo que sofrer. O imóvel urbano que o proprietário abandonar. correrem dele para o inferior. 1. artificialmente levadas ao prédio superior. O dono do prédio que não tiver acesso a via pública. § 3º Aplica-se o disposto no parágrafo antecedente ainda quando. através de seu imóvel. três anos depois. ou desviar o curso natural das águas remanescentes pelos prédios inferiores. O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança. ao sossego e à saúde dos que o habitam. CAPÍTULO IV DA PERDA DA PROPRIEDADE Art. § 1º Sofrerá o constrangimento o vizinho cujo imóvel mais natural e facilmente se prestar à passagem. 1. poderá ser arrecadado. O proprietário de nascente. Se da união de matérias de natureza diversa se formar espécie nova. Se as instalações oferecerem grave risco. também.por desapropriação. bem como. 1. nascente ou porto. exigir do autor delas as necessárias garantias contra o prejuízo eventual. como bem vago. Os frutos caídos de árvore do terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram. depois. três anos depois.289. 1. presume-se pertencer em comum aos donos dos prédios confinantes. que ultrapassarem a estrema do prédio.por perecimento da coisa. à confusão. Art. Art. se necessário.286. Art. 1. Quando as águas. 1. O dono ou o possuidor do prédio inferior é obrigado a receber as águas que correm naturalmente do superior. ressarcindo os danos que estes sofrerem. à propriedade da União. Além das causas consideradas neste Código. as demais. ou a reparação deste. à desvalorização da área remanescente.280. se este for de propriedade particular. para outro local do imóvel. e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança. pagando o que não for seu. o proprietário da outra deve tolerar a passagem. quando. como bem vago. § 1º O imóvel situado na zona rural. Parágrafo único. existia passagem através de imóvel vizinho. Art. com a intenção de não mais o conservar em seu patrimônio. 1. se não for possível a recuperação ou o desvio do curso artificial das águas. Art. O direito a que se refere o artigo antecedente não prevalece quando as interferências forem justificadas por interesse público. poderá o dono deste reclamar que se desviem. O proprietário prejudicado pode exigir que a instalação seja feita de modo menos gravoso ao prédio onerado. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. abatida a indenização que lhe for devida. não podendo realizar obras que embaracem o seu fluxo. poderão ser cortados. ou eliminação. atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas. III . 1. comissão ou adjunção aplicam-se as normas dos arts.279. Art. não pode impedir.287. Art.281. poderá ser arrecadado. ou renunciar ao que lhe pertencer. A árvore. provocadas pela utilização de propriedade vizinha. Seção II Das Árvores Limítrofes Art. 1.272 e 1. tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública. até o plano vertical divisório. pelo proprietário do terreno invadido. e que se não encontrar na posse de outrem. 1. cujo tronco estiver na linha divisória. § 2º Presumir-se-á de modo absoluto a intenção a que se refere este artigo. Seção V Das Águas Art. Art. Parágrafo único. pode. ou aí colhidas. 1. Seção III Da Passagem Forçada Art. Parágrafo único. será facultado ao proprietário do prédio onerado exigir a realização de obras de segurança. em proveito de proprietários vizinhos. ou do solo onde caem águas pluviais. II .273. CAPÍTULO V DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA Seção I Do Uso Anormal da Propriedade Art. 1. Art. pagará ao vizinho indenização cabal.274. O proprietário ou o possuidor de um prédio. Art. comissão ou adjunção se operou de má-fé. Mediante recebimento de indenização que atenda. à outra parte caberá escolher entre adquirir a propriedade do todo. de cabos. de modo que uma das partes perca o acesso a via pública. a dar uma outra.276. bem como que lhe preste caução pelo dano iminente. que poluir. Parágrafo único.291.por alienação. quando estas se tornarem possíveis. 1. deixar o proprietário de satisfazer os ônus fiscais.285. Art. abandonado nas mesmas circunstâncias. cessados os atos de posse. Se a confusão. O proprietário ou o possuidor tem direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição. Seção IV Da Passagem de Cabos e Tubulações Art. à propriedade do Município ou à do Distrito Federal. causador delas. onde quer que ele se localize. pode. quando ameace ruína.por abandono. seja removida. depois.

O confinante. edificar sem atender ao disposto no artigo antecedente. pelo proprietário. açudes. e. Art. e pode constranger o seu confinante a proceder com ele à demarcação entre os dois prédios. presumem-se. mediante indenização ao outro. de conformidade com os costumes da localidade. correspondendo a outras. O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas. Seção VI Dos Limites entre Prédios e do Direito de Tapagem Art. 1. 1. seja qual for a quantidade.293. hortas. ou aberturas para luz. 1. mediante pagamento de indenização aos proprietários prejudicados e ao dono do aqueduto. nem impedir. bem como as perpendiculares. O aqueduto não impedirá que os proprietários cerquem os imóveis e construam sobre ele. É permitido a quem quer que seja. os proprietários dos imóveis poderão usar das águas do aqueduto para as primeiras necessidades da vida. Art.286 e 1. a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados. não maiores de dez centímetros de largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de dois metros de altura de cada piso. arcará com todas as despesas. se necessário reconstruindo-a. sendo estes obrigados. o dono de um terreno pode nele edificar. sem prejuízo para a sua segurança e conservação. § 3º O aqueduto será construído de maneira que cause o menor prejuízo aos proprietários dos imóveis vizinhos.306. 1. § 3º A construção de tapumes especiais para impedir a passagem de animais de pequeno porte. § 2º As sebes vivas. armários. § 2º As disposições deste artigo não abrangem as aberturas para luz ou ventilação. a quem incumbem também as despesas de conservação. caso em que o primeiro fixará a largura e a profundidade do alicerce. de comum acordo entre proprietários. cercas e os tapumes divisórios. também assiste direito a ressarcimento pelos danos que de futuro lhe advenham da infiltração ou irrupção das águas. e avisando previamente o outro condômino das obras que ali tenciona fazer. Parágrafo único. pelo risco a que expõe a construção anterior. Art. 1. § 1º Ao proprietário prejudicado. 1.298. no lapso de ano e dia após a conclusão da obra. se as águas represadas invadirem prédio alheio. por sua vez. sobre o prédio vizinho. em partes iguais. se determinarão de conformidade com a posse justa.292. sacada. até prova em contrário. 1. 1. que não está obrigado a concorrer para as despesas. pode assentar a parede divisória até meia espessura no terreno contíguo. São proibidas construções capazes de poluir. para suportar o alteamento. 1.294.304. de importância equivalente às despesas que então seriam necessárias para a condução das águas até o ponto de derivação. se adjudicará a um deles. Art. será o seu proprietário indenizado pelo dano sofrido. Parágrafo único. não obstante haverem sido realizadas as obras acautelatórias. que primeiro construir. O proprietário tem direito de construir barragens. fazer. 1. não poderão ser abertas a menos de setenta e cinco centímetros. Se a parede divisória pertencer a um dos vizinhos. ou plantas quaisquer. 1. Não é permitido fazer escavações ou quaisquer obras que tirem ao poço ou à nascente de outrem a água indispensável às suas necessidades normais. 1.296. O proprietário do prédio vizinho tem direito a ressarcimento pelos prejuízos que sofrer. Havendo no aqueduto águas supérfluas. Art. Parágrafo único. O proprietário pode. as árvores. não será permitido levantar edificações a menos de três metros do terreno vizinho. madeirando na parede divisória do prédio contíguo.Art. A disposição anterior não abrange as chaminés ordinárias e os fogões de cozinha. senão após haverem sido feitas as obras acautelatórias. ou outras obras para represamento de água em seu prédio. com prejuízo para o prédio vizinho. ainda que lhes vede a claridade. 1. 1. 1. tais como sebes vivas. ou que comprometa a segurança do prédio vizinho. a água do poço. terraço ou goteira sobre o seu prédio. para os fins previstos no art. não pondo em risco a segurança ou a separação dos dois prédios.307.287. urbano ou rural. 1. na parede-meia. e. só podem ser cortadas.293. ou contramuro. em falta de outro meio. § 2º O proprietário prejudicado poderá exigir que seja subterrânea a canalização que atravessa áreas edificadas. É defeso abrir janelas. muros. mediante prévia indenização aos proprietários prejudicados. que servem de marco divisório. Não é lícito encostar à parede divisória chaminés. repartindo-se proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas. para receber as águas a que tenha direito.297. Não é permitida a execução de qualquer obra ou serviço suscetível de provocar desmoronamento ou deslocação de terra. ou para outro fim. Art.308. Art. vilas e povoados cuja edificação estiver adstrita a alinhamento. através de prédios alheios. Seção VII Do Direito de Construir Art. Art. valas ou banquetas. Têm preferência os proprietários dos imóveis atravessados pelo aqueduto. fogões. ou com metade. § 1º Os intervalos. Sendo confusos. para uso ordinário. Em se tratando de vãos. outros poderão canalizá-las. ou a drenagem de terrenos. sem perder por isso o direito a haver meio valor dela se o vizinho a travejar. O condômino da parede-meia pode utilizá-la até ao meio da espessura. pátios. ou inutilizar. altura e disposição. Art.301. não sendo possível a divisão cômoda. a todo tempo.309. 1. a elas preexistentes. 1. Art.302. 1. o escoamento das águas da goteira. mas terá de embolsar ao vizinho metade do valor da parede e do chão correspondentes. cercas de arame ou de madeira. da mesma natureza.310. não se achando ela provada. construir canais. Parágrafo único. o terreno contestado se dividirá por partes iguais entre os prédios. e a expensas do seu dono. não poderá este fazer-lhe alicerce ao pé sem prestar caução àquele. ou obras semelhantes. levantar a sua edificação. jardins ou quintais. fornos ou quaisquer aparelhos ou depósitos suscetíveis de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais ao vizinho. já feitas do lado oposto. a menos de metro e meio do terreno vizinho. O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver. pertencer a ambos os proprietários confinantes. indispensáveis às primeiras necessidades da vida. os limites.295. valar ou tapar de qualquer modo o seu prédio. Na zona rural. diretamente. salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos. Art. Art. Qualquer dos confinantes pode altear a parede divisória. 1. § 1º As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória. deduzido o valor do benefício obtido. a concorrer. Art. Art. Nas cidades.303. se o vizinho adquirir meação também na parte aumentada. Art. ou arrancadas. se ela suportar a nova construção. Art. o vizinho poderá. exigir que se desfaça janela. inclusive de conservação.311. bem como para o escoamento de águas supérfluas ou acumuladas. ou nascente alheia. não pode sem consentimento do outro. 60 Código Civil . Aplica-se ao direito de aqueduto o disposto nos arts.299. para as despesas de sua construção e conservação. Art. 1. bem como da deterioração das obras destinadas a canalizá-las. em tal caso. pode ser exigida de quem provocou a necessidade deles. murar. não poderá. ou. terraço ou varanda.305. escoado o prazo. e não tiver capacidade para ser travejada pelo outro. ou fazer eirado. 1. O proprietário tem direito a cercar. Parágrafo único. desde que não cause prejuízo considerável à agricultura e à indústria.300. ou dificultar.

Art. reivindicá-la de terceiro.320. Deliberando a maioria sobre a administração da coisa comum. § 1º As partes suscetíveis de utilização independente. CAPÍTULO VI DO CONDOMÍNIO GERAL Seção I Do Condomínio Voluntário Subseção I Dos Direitos e Deveres dos Condôminos Art. não havendo em contrário estipulação ou disposição de última vontade. preferir-se-á. Art. escritórios. Pode haver. Aplicam-se à divisão do condomínio. 1. Art. tê-lo-á igualmente a adquirir meação na parede. escolherá o administrador. decidirá o juiz. As dívidas contraídas por um dos condôminos em proveito da comunhão. valas ou valados. 1. e partes que são propriedade comum dos condôminos. a renúncia lhes aproveita.327. na venda.316. antes de adjudicada a coisa àquele que ofereceu maior lanço. Art. Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação. goteiras.328. 1.307).325.315. A maioria será calculada pelo valor dos quinhões. a concorrer para as despesas de conservação ou divisão da coisa. não as havendo.330. cercas.318.298. Art. 1. 1. § 2º Não sendo possível alcançar maioria absoluta. sem o consenso dos outros. 1. construção. 1.dele temporariamente usar. muros. obrigam o contratante.297 e 1. Art. valado ou cerca do vizinho. muros e valas regula-se pelo disposto neste Código (arts. O condomínio por meação de paredes. Parágrafo único.326. 1. Quando a coisa for indivisível. a coisa comum será dividida.314. a fim de que a coisa seja adjudicada a quem afinal oferecer melhor lanço. Art. § 2º Na hipótese do inciso II. uma vez entregues as coisas buscadas pelo vizinho. o condômino ao estranho. Não convindo os dois no preço da obra. resolvendo alugá-la. poços e nascentes e ao aparo de cerca viva.317. § 3º Se do exercício do direito assegurado neste artigo provier dano. adquirindo a parte ideal de quem renunciou. poderá ser impedida a sua entrada no imóvel. Art. tais como apartamentos. Os frutos da coisa comum. renunciando à parte ideal. pode o juiz determinar a divisão da coisa comum antes do prazo. 1. cerca ou qualquer outra obra divisória. em condições iguais de oferta. Presumem-se iguais as partes ideais dos condôminos. lojas.324. será este avaliado judicialmente.Art.323. sem se discriminar a parte de cada um na obrigação. no que couber. e durante ela. e entre os condôminos aquele que tiver na coisa benfeitorias mais valiosas. Seção II Do Condomínio Necessário Art. suscetível de prorrogação ulterior. preferindo. inclusive animais que aí se encontrem casualmente. Art. partes que são propriedade exclusiva. Art.329. Art. 1. o condômino ao que não o é. 1. Nenhum dos condôminos pode alterar a destinação da coisa comum. 1. em condições iguais. mediante prévio aviso. na proporção dos pagamentos que fizerem. ouvidos os outros. § 1º Se os demais condôminos assumem as despesas e as dívidas. o condômino ao estranho. na proporção de sua parte. Parágrafo único. respondendo por perdas e danos.322. e os consortes não quiserem adjudicá-la a um só. vala. 1. CAPÍTULO VII DO CONDOMÍNIO EDILÍCIO Seção I Disposições Gerais Art. aparelhos higiênicos. 1. sendo tomadas por maioria absoluta.022). o de quinhão maior. para: I . 1. § 2º Se não há condômino que faça os pagamentos.apoderar-se de coisas suas. Pode o condômino eximir-se do pagamento das despesas e dívidas. 2. defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal. 1. O condômino é obrigado. Qualquer que seja o valor da meação. respondendo o quinhão de cada um pela sua parte nas despesas da divisão. § 1º Podem os condôminos acordar que fique indivisa a coisa comum por prazo não maior de cinco anos. § 1º O disposto neste artigo aplica-se aos casos de limpeza ou reparação de esgotos. 1. Se nenhum dos condôminos tem benfeitorias na coisa comum e participam todos do condomínio em partes iguais. § 3º A requerimento de qualquer interessado e se graves razões o aconselharem.297). nem se estipular solidariedade. O proprietário que tiver direito a estremar um imóvel com paredes. Cada condômino responde aos outros pelos frutos que percebeu da coisa e pelo dano que lhe causou. muro.321. muro. nem dar posse. O condômino que administrar sem oposição dos outros presume-se representante comum. Todo aquele que violar as proibições estabelecidas nesta Seção é obrigado a demolir as construções feitas. Quando a dívida houver sido contraída por todos os condôminos.319. nenhum uso poderá fazer na parede. § 3º Havendo dúvida quanto ao valor do quinhão. § 1º As deliberações serão obrigatórias. indenizando os outros. Art. que poderá ser estranho ao condomínio. serão partilhados na proporção dos quinhões. uso ou gozo dela a estranhos. 1.331. cercas. com as respectivas frações ideais no solo e nas outras Código Civil 61 . 1. será vendida e repartido o apurado. 1.313. salas. preferindo-se. reconstrução ou limpeza de sua casa ou do muro divisório. em edificações. Art. ou gravá-la. terá o prejudicado direito a ressarcimento. mas terá este ação regressiva contra os demais. enquanto aquele que pretender a divisão não o pagar ou depositar. Subseção II Da Administração do Condomínio Art. em condições iguais. II . quando indispensável à reparação. Parágrafo único. 1. será este arbitrado por peritos. O proprietário ou ocupante do imóvel é obrigado a tolerar que o vizinho entre no prédio. 1. sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão. entende-se que cada qual se obrigou proporcionalmente ao seu quinhão na coisa comum.312. e. Art. Art. realizar-se-á licitação entre estranhos e.013 a 2. proceder-se-á à licitação entre os condôminos. sobrelojas ou abrigos para veículos. a expensas de ambos os confinantes. as regras de partilha de herança (arts.304 a 1. embolsando-lhe metade do que atualmente valer a obra e o terreno por ela ocupado (art. A todo tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum. § 2º Não poderá exceder de cinco anos a indivisão estabelecida pelo doador ou pelo testador. 1. e a suportar os ônus a que estiver sujeita. a requerimento de qualquer condômino.

determinada sua realização.votar nas deliberações da assembléia e delas participar. O condômino. 62 Código Civil . por seu reiterado comportamento anti-social. § 1º Nos casos deste artigo é proibido alienar ou gravar os bens em separado. não podendo ser alienados separadamente. pagará a multa prevista no ato constitutivo ou na convenção. dois terços das frações ideais e torna-se. desde logo. em caso de omissão ou impedimento deste. deliberar sobre a cobrança da multa. § 2º É permitido ao condômino alienar parte acessória de sua unidade imobiliária a outro condômino. estando quite. Além das cláusulas referidas no art. II . salubridade e segurança dos possuidores. os de um por cento ao mês e multa de até dois por cento sobre o débito. II . gás e eletricidade. As despesas relativas a partes comuns de uso exclusivo de um condômino.usar. os promitentes compradores e os cessionários de direitos relativos às unidades autônomas.332. II . II .se voluptuárias.não alterar a forma e a cor da fachada.a quota proporcional e o modo de pagamento das contribuições dos condôminos para atender às despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio. ser constrangido a pagar multa correspondente até ao quíntuplo do valor atribuído à contribuição para as despesas condominiais. registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Art. que não cumpre reiteradamente com os seus deveres perante o condomínio poderá. podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários.340. § 4º O condômino que realizar obras ou reparos necessários será reembolsado das despesas que efetuar. no mínimo. 1. devendo constar daquele ato. 1. Art. o telhado.334. 1. são utilizados em comum pelos condôminos.336. e se a ela não se opuser a respectiva assembléia geral. as obras ou reparos necessários. 1. 1.338. a convenção do condomínio deverá ser registrada no Cartório de Registro de Imóveis. § 2º O condômino. caberá à assembléia geral. salvo disposição em contrário. de voto da maioria dos condôminos.337. estremadas uma das outras e das partes comuns. para os fins deste artigo.usar das partes comuns. Art. qualquer dos condôminos a estranhos. independentemente das perdas e danos que se apurem. 1. não tendo direito à restituição das que fizer com obras ou reparos de outra natureza. relativamente ao terreno e partes comuns. Resolvendo o condômino alugar área no abrigo para veículos. 1. e. § 2º O solo. com as suas partes acessórias. III . § 1º As obras ou reparações necessárias podem ser realizadas. esgoto. Os direitos de cada condômino às partes comuns são inseparáveis de sua propriedade exclusiva. entre todos. 1. ou. os possuidores. além do disposto em lei especial: I . A convenção que constitui o condomínio edilício deve ser subscrita pelos titulares de. inclusive o acesso ao logradouro público. Art. 1. ou. Art. Para ser oponível contra terceiros. por qualquer condômino. e as demais partes comuns. a estrutura do prédio. forma de sua convocação e quorum exigido para as deliberações. somente poderão ser efetuadas após autorização da assembléia. Parágrafo único.a determinação da fração ideal atribuída a cada unidade. 1. A realização de obras no condomínio depende: I . a convenção determinará: I . conforme a sua destinação. § 1º O condômino que não pagar a sua contribuição ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou. III . Art. Parágrafo único. O condômino ou possuidor que. ou possuidor. salvo disposição contrária da escritura de constituição do condomínio. V .341. Art. § 3º Não sendo urgentes. São deveres do condômino: I .não realizar obras que comprometam a segurança da edificação. incumbem a quem delas se serve.dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação. por dois terços no mínimo dos condôminos restantes. preferir-se-á. § 3º A fração ideal no solo e nas outras partes comuns é proporcional ao valor da unidade imobiliária. o síndico ou o condômino que tomou a iniciativa delas dará ciência à assembléia.a discriminação e individualização das unidades de propriedade exclusiva.332 e das que os interessados houverem por bem estipular. Art. ou de alguns deles. Institui-se o condomínio edilício por ato entre vivos ou testamento. ou aos bons costumes. sujeitam-se a propriedade exclusiva. por qualquer dos condôminos. 1. III . fruir e livremente dispor das suas unidades. § 2º Se as obras ou reparos necessários forem urgentes e importarem em despesas excessivas. IV . ou divididos.partes comuns. na proporção de suas frações ideais. § 5º O terraço de cobertura é parte comum. especialmente convocada pelo síndico. não podendo ela ser superior a cinco vezes o valor de suas contribuições mensais. em condições iguais.Contribuir para as despesas do condomínio. IV . III . de voto de dois terços dos condôminos. Art. ou possuidores. São direitos do condômino: I . independentemente das perdas e danos que se apurarem.335. das partes e esquadrias externas.a competência das assembléias. II . § 4º Nenhuma unidade imobiliária pode ser privada do acesso ao logradouro público. por deliberação de três quartos dos condôminos restantes. a calefação e refrigeração centrais. que não cumprir qualquer dos deveres estabelecidos nos incisos II a IV. embora de interesse comum. independentemente de autorização. pelo síndico. § 1º A convenção poderá ser feita por escritura pública ou por instrumento particular. conforme a gravidade das faltas e a reiteração.339. poderá ser constrangido a pagar multa correspondente ao décuplo do valor atribuído à contribuição para as despesas condominiais. obrigatória para os titulares de direito sobre as unidades. o qual se calcula em relação ao conjunto da edificação.sua forma de administração. a rede geral de distribuição de água. em caso de omissão ou impedimento deste. e contanto que não exclua a utilização dos demais compossuidores. são também inseparáveis das frações ideais correspondentes as unidades imobiliárias. ou para quantos sobre elas tenham posse ou detenção. não havendo disposição expressa. § 2º São equiparados aos proprietários. até ulterior deliberação da assembléia. e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego.o fim a que as unidades se destinam.o regimento interno.as sanções a que estão sujeitos os condôminos.333. Art. só podendo fazê-lo a terceiro se essa faculdade constar do ato constitutivo do condomínio. não sendo previstos. gerar incompatibilidade de convivência com os demais condôminos ou possuidores. que deverá ser convocada imediatamente.se úteis. que importarem em despesas excessivas.

IX . será considerado proprietário perfeito. de interesse do condomínio. VIII . 1. por votos que representem metade mais uma das frações ideais. a fim de aprovar o orçamento das despesas. será repartido o apurado entre os condôminos. 1.345. fazendo-se a anotação no certificado de registro. depende de aprovação pela unanimidade dos condôminos. alienando os seus direitos a outros condôminos. em juízo ou fora dele. em primeira convocação. ação contra aquele cuja propriedade se resolveu para haver a própria coisa ou o seu valor. os condôminos deliberarão em assembléia sobre a reconstrução. composto de três membros. 1.346. em cujo favor se opera a resolução. ou venda. na repartição competente para o licenciamento. salvo disposição em contrário da convenção. ao qual compete dar parecer sobre as contas do síndico. ou ameace ruína. na forma prevista na convenção. Considera-se fiduciária a propriedade resolúvel de coisa móvel infungível que o devedor. inclusive multas e juros moratórios. ou não administrar convenientemente o condomínio. § 1º Poderá a assembléia investir outra pessoa. o qual poderá renovar-se.359. depende da aprovação da unanimidade dos condôminos. CAPÍTULO IX DA PROPRIEDADE FIDUCIÁRIA Art. CAPÍTULO VIII DA PROPRIEDADE RESOLÚVEL Art. 1. ou comuns. de outro edifício. A construção de outro pavimento. § 1º Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato. 1. salvo disposição diversa da convenção de constituição do condomínio. A assembléia não poderá deliberar se todos os condôminos não forem convocados para a reunião. Art. o possuidor. 1. ativa e passivamente. O adquirente de unidade responde pelos débitos do alienante.361. Art. não prestar contas. Art. A assembléia. com escopo de garantia. Seção II Da Administração do Condomínio Art. Código Civil 63 .351. Se ocorrer desapropriação.344.342. Art.355.350. ou. a mudança da destinação do edifício. celebrado por instrumento público ou particular. Art.cobrar dos condôminos as suas contribuições. § 2º Realizada a venda. salvo quando exigido quorum especial. A assembléia escolherá um síndico. em que se preferirá.356. restando à pessoa.prestar contas à assembléia. Art.343. ou da unidade imobiliária. § 2º Se a assembléia não se reunir. suscetíveis de prejudicar a utilização. 1. um quarto dos condôminos poderá fazê-lo. de modo que não haja danos às unidades imobiliárias inferiores. o condômino ao estranho.elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano. Compete ao síndico: I . ou. total ou parcial. Seção III Da Extinção do Condomínio Art. praticando. Art. 1. Art. Em segunda convocação. Poderá haver no condomínio um conselho fiscal. 1. 1. entendem-se também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência.diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores.cumprir e fazer cumprir a convenção. 1. Convocará o síndico. total ou parcialmente. proporcionalmente ao valor das suas unidades imobiliárias. Depende da aprovação de dois terços dos votos dos condôminos a alteração da convenção e do regimento interno. Ao proprietário do terraço de cobertura incumbem as despesas da sua conservação.347. poderá. pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou detenha.349. 1. eleitos pela assembléia. por prazo não superior a dois anos. o regimento interno e as determinações da assembléia. mediante avaliação judicial. Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do termo.convocar a assembléia dos condôminos.353. 1. especialmente convocada para o fim estabelecido no § 2º do artigo antecedente. os poderes de representação ou as funções administrativas. § 2º O síndico pode transferir a outrem. VI . em poderes de representação. por maioria de votos dos condôminos presentes que representem pelo menos metade das frações ideais. o condomínio. nas partes comuns.357. A realização de obras. Art. Os votos serão proporcionais às frações ideais no solo e nas outras partes comuns pertencentes a cada condômino. a fim de lhes facilitar ou aumentar a utilização. Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente. a requerimento de qualquer condômino. 1. pelo voto da maioria absoluta de seus membros. as deliberações da assembléia serão tomadas. reunião da assembléia dos condôminos. a assembléia poderá deliberar por maioria dos votos dos presentes. § 1º Deliberada a reconstrução. Se a edificação for total ou consideravelmente destruída. Assembléias extraordinárias poderão ser convocadas pelo síndico ou por um quarto dos condôminos. Art. em partes comuns.realizar o seguro da edificação. no solo comum. em condições iguais de oferta. mediante aprovação da assembléia. IV . Salvo quando exigido quorum especial.358.354. por prazo não superior a dois anos. Art. Parágrafo único. depende da aprovação de dois terços dos votos dos condôminos. 1. em acréscimo às já existentes. Art. que poderá não ser condômino. 1.representar.348. anualmente. V . e eventualmente eleger-lhe o substituto e alterar o regimento interno. II . os atos necessários à defesa dos interesses comuns. por qualquer dos condôminos. 1. para administrar o condomínio. em lugar do síndico. em relação ao condomínio. em se tratando de veículos. em cujo benefício houve a resolução. a indenização será repartida na proporção a que se refere o § 2º do artigo antecedente. no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor. e o proprietário. o juiz decidirá. bem como impor e cobrar as multas devidas. VII .360. destituir o síndico que praticar irregularidades. 1. 1.Art. das partes próprias. § 1º Se o síndico não convocar a assembléia. destinado a conter novas unidades imobiliárias. não sendo permitidas construções.dar imediato conhecimento à assembléia da existência de procedimento judicial ou administrativo.352. poderá o condômino eximirse do pagamento das despesas respectivas. que lhe serve de título. 1. III . Art. Art. É obrigatório o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição. anualmente e quando exigidas. Art. transfere ao credor. que a tiver adquirido por título anterior à sua resolução. as contribuições dos condôminos e a prestação de contas.

o produto não bastar para o pagamento da dívida e das despesas de cobrança. A servidão pode ser removida. 1. interessado ou não. Art. aos seus herdeiros.a taxa de juros. O dono do prédio serviente não poderá embaraçar de modo algum o exercício legítimo da servidão. o disposto nos arts. fica o credor obrigado a vender. § 3º A propriedade superveniente. Parágrafo único.242. Art. TÍTULO IV DA SUPERFÍCIE Art. 1. § 1º Constituída para certo fim. II . Art. Art. Restringir-se-á o exercício da servidão às necessidades do prédio dominante. independentemente de indenização. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente. Art. e. 1. se houver considerável incremento da utilidade e não prejudicar o prédio serviente.385. Art. 1. evitando-se. 1. ou pelo dono deste e à sua custa. se a dívida não for paga no vencimento.436. ou sua estimativa. 1. Art. Art. no que couber. rege-se por este Código. este poderá exonerar-se. 1. dar seu direito eventual à coisa em pagamento da dívida. § 3º Se as necessidades da cultura. 1. caberlhe-á custear as obras. serão as despesas rateadas entre os respectivos donos. 1. 1. Quando. 1. O direito de superfície. No caso de extinção do direito de superfície em conseqüência de desapropriação. se o contrário não dispuser expressamente o título. se a servidão pertencer a mais de um prédio. Se o possuidor não tiver título. O devedor pode. que pertence a diverso dono. Extinta a concessão.426. e não paga.380. CAPÍTULO II DO EXERCÍCIO DAS SERVIDÕES Art.425. sendo obrigado.363. a nenhum título. continuará o devedor obrigado pelo restante. com os elementos indispensáveis à sua identificação. construção ou plantação. 64 Código Civil . O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno. 1. resolver-se-á a concessão se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para que foi concedida. A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante. abandonando. por tempo determinado. Não poderá ser estipulado pelo concedente. do prédio dominante impuserem à servidão maior largueza. a suas expensas e risco. § 2º Nas servidões de trânsito. O contrato.362.a entregá-la ao credor. vendida a coisa. tornando-se o devedor possuidor direto da coisa. Vencida a dívida. o superficiário ou o proprietário tem direito de preferência. se em nada diminuir as vantagens do prédio dominante. por morte do superficiário. Art. e grava o prédio serviente. com a anuência do credor.372. Parágrafo único. a aplicar o preço no pagamento de seu crédito e das despesas de cobrança. estipularão as partes se o pagamento será feito de uma só vez. o prazo da usucapião será de vinte anos. a coisa a terceiros. salvo se for inerente ao objeto da concessão.367. pode usar a coisa segundo sua destinação. qualquer pagamento pela transferência. Art. 1. ou parte dela. Quando a obrigação incumbir ao dono do prédio serviente. ou da indústria. a transferência da propriedade fiduciária. 1. que pagar a dívida.427 e 1. ou a época do pagamento. 1. ao devedor.370.377. Parágrafo único. valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião. o dono do serviente é obrigado a sofrê-la. de um local para outro. ou por testamento. a propriedade ao dono do dominante.o total da dívida. III . Art. a indenização cabe ao proprietário e ao superficiário. Art.365. 1. se as partes não houverem estipulado o contrário. e a menor exclui a mais onerosa. Art.421. Parágrafo único. que serve de título à propriedade fiduciária.371. total ou parcialmente.373. como depositário: I .384.366.383. 1. Em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície. constituído por pessoa jurídica de direito público interno. mas tem direito a ser indenizado pelo excesso. pelo dono do prédio serviente e à sua custa. Art. o devedor. e subseqüente registro no Cartório de Registro de Imóveis. 1. O terceiro.378. judicial ou extrajudicialmente.364. e constitui-se mediante declaração expressa dos proprietários.a empregar na guarda da coisa a diligência exigida por sua natureza. O direito de superfície pode transferir-se a terceiros e. 1. por dez anos.381. TÍTULO V DAS SERVIDÕES CAPÍTULO I DA CONSTITUIÇÃO DAS SERVIDÕES Art.382. desde o arquivamento. autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Registro de Imóveis. 1. 1.379. em igualdade de condições.376. Art. Aplica-se à propriedade fiduciária. se houver. e a entregar o saldo. 1. Se o proprietário do prédio dominante se recusar a receber a propriedade do serviente. se a dívida não for paga no vencimento. As obras a que se refere o artigo antecedente devem ser feitas pelo dono do prédio dominante. 1. nos termos do art. O superficiário responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel.368.o prazo. Art. a de maior inclui a de menor ônus. quanto possível. no valor correspondente ao direito real de cada um. A concessão da superfície será gratuita ou onerosa.§ 2º Com a constituição da propriedade fiduciária. Art. o proprietário passará a ter a propriedade plena sobre o terreno. dá-se o desdobramento da posse. 1. II . 1. se sub-rogará de pleno direito no crédito e na propriedade fiduciária. 1. se onerosa. É nula a cláusula que autoriza o proprietário fiduciário a ficar com a coisa alienada em garantia. se houver. Antes de vencida a dívida. após o vencimento desta.a descrição da coisa objeto da transferência. 1. a servidão não se pode ampliar a outro. O dono de uma servidão pode fazer todas as obras necessárias à sua conservação e uso.374. Art. 1. Art. mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. adquirida pelo devedor.375. no que não for diversamente disciplinado em lei especial. Parágrafo único. Art.369. torna eficaz. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo. IV . Antes do termo final. 1. conterá: I . agravar o encargo ao prédio serviente. ou parceladamente. Art.

1. 1. fidejussória ou real. o usufrutuário aplicará. pertencem ao proprietário.405. mediante caução. cerca. Art.407. CAPÍTULO III DOS DEVERES DO USUFRUTUÁRIO Art.as despesas ordinárias de conservação dos bens no estado em que os recebeu. e continuam a gravar cada uma das do prédio serviente. à sua custa. O usufruto pode recair em um ou mais bens. 1. mas o seu exercício pode ceder-se por título gratuito ou oneroso. e a servidão se mencionar no título hipotecário. 1. para a cancelar. constituir-se-á mediante registro no Cartório de Registro de Imóveis. Art. ou de outro título expresso. Art. Salvo nas desapropriações. também sem compensação das despesas. mas não mudar-lhe a destinação econômica. ou parte deste. Art. administração e percepção dos frutos. findo o usufruto.394. As crias dos animais pertencem ao usufrutuário. Quando o usufruto recai em títulos de crédito. Art. Salvo direito adquirido por outrem. Os frutos naturais. houver coisas consumíveis. e ao preço pago pelo vizinho do prédio usufruído. ou mediante arrendamento.388. para obter meação em parede. Não é obrigado à caução o doador que se reservar o usufruto da coisa doada. o usufrutuário tem direito a perceber os frutos e a cobrar as respectivas dívidas. o usufruto estende-se aos acessórios da coisa e seus acrescidos. que determinou a constituição da servidão. 1. 1. Parágrafo único.387. TÍTULO VI DO USUFRUTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. móveis ou imóveis. O usufrutuário tem direito à posse. entre os acessórios e os acrescidos. Art.397. Se o usufruto recair num patrimônio. os bens serão administrados pelo proprietário.230. os frutos e utilidades.as prestações e os tributos devidos pela posse ou rendimento da coisa usufruída. devem o dono e o usufrutuário prefixar-lhe a extensão do gozo e a maneira de exploração. inventariará. embora o dono do prédio dominante lho impugne: I .390. Art. uma vez registrada. 1. 1. durante o usufruto. que ficará obrigado. CAPÍTULO II DOS DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO Art. Art. § 2º Se o dono não fizer as reparações a que está obrigado.401. e dará caução. Art. As servidões prediais são indivisíveis.391. pertencem ao dono. sem encargo de pagar as despesas de produção. O usufrutuário é obrigado a dar ciência ao dono de qualquer lesão produzida contra a posse da coisa. 1.quando o dono do prédio serviente resgatar a servidão. de imediato.399. das outras. 1. O usufruto de imóveis. quando cancelada.pela reunião dos dois prédios no domínio da mesma pessoa. Se o prédio dominante estiver hipotecado. terá o usufrutuário o dever de restituir. o prédio. deduzidas quantas bastem para inteirar as cabeças de gado existentes ao começar o usufruto. Parágrafo único.400. para o prédio dominante. determinando o estado em que se acham. sem expressa autorização do proprietário. com cláusula de atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos. Não se pode transferir o usufruto por alienação. II . O dono do prédio serviente tem direito. 1.403. vala ou valado.406. 1. 1. no todo ou em parte. 1. o seu valor. § 3º Se o usufruto recai sobre universalidade ou quota-parte de bens. a entregar ao usufrutuário o rendimento deles. Art.402. deduzidas as despesas de administração.396. II . em um patrimônio inteiro. 1. Salvo disposição em contrário.pelo não uso. ou destino. Parágrafo único. Art. qualidade e quantidade. incumbe ao usufrutuário pagar. Art. quando não resulte de usucapião. a importância em títulos da mesma natureza. 1. a utilidade ou a comodidade.quando o titular houver renunciado a sua servidão.392. em benefício de cada uma das porções do prédio dominante. no caso de divisão dos imóveis. mediante a prova da extinção: I . e. Cobradas as dívidas. Incumbem ao usufrutuário: I . o usufrutuário faz seus os frutos naturais. o usufrutuário tem direito à parte do tesouro achado por outrem. e que são indispensáveis à conservação da coisa. uso. pendentes ao começar o usufruto. 1. e subsistem. se lha exigir o dono. e entregá-los findo o usufruto.Art. e ao usufrutuário os vencidos na data em que cessa o usufruto. ou. 1. ou parte deste. § 1º Não se consideram módicas as despesas superiores a dois terços do líquido rendimento em um ano.393. § 2º Se há no prédio em que recai o usufruto florestas ou os recursos minerais a que se refere o art. O usufrutuário não é obrigado a pagar as deteriorações resultantes do exercício regular do usufruto. o usufrutuário pode realizá-las. o equivalente em gênero. será o usufrutuário obrigado aos juros da dívida que onerar o patrimônio ou a parte dele. Art. só se aplicarem a certa parte de um ou de outro. ou em títulos da dívida pública federal. Se a coisa estiver segurada. Art. salvo se. o consentimento do credor. III . Art. 1. abrangendo-lhe. Incumbem ao dono as reparações extraordinárias e as que não forem de custo módico. O usufrutuário pode usufruir em pessoa. 1. entre as quais se incluirá a quantia fixada pelo juiz como remuneração do administrador. II . Também se extingue a servidão.389. com respeito a terceiros. será também preciso. O usufrutuário. as que ainda houver e. só se extingue.pela supressão das respectivas obras por efeito de contrato. ao cancelamento do registro. as contribuições do seguro. Art. Os frutos civis. não sendo possível. de velar-lhes pela conservação.398. por natureza. ficando ao dono do prédio serviente a faculdade de fazê-la cancelar. durante dez anos contínuos. a servidão. Art. 1. pendentes ao tempo em que cessa o usufruto. ou aumentarem o rendimento da coisa usufruída. mas o usufrutuário lhe pagará os juros do capital despendido com as que forem necessárias à conservação. pelos meios judiciais. neste caso. cobrando daquele a importância despendida. 1. estimado ao tempo da restituição.386. antes de assumir o usufruto. 1. § 1º Se. vencidos na data inicial do usufruto. CAPÍTULO III DA EXTINÇÃO DAS SERVIDÕES Art.404. Código Civil 65 . os bens que receber. muro. O usufrutuário que não quiser ou não puder dar caução suficiente perderá o direito de administrar o usufruto. III . ou os direitos deste.quando tiver cessado. Parágrafo único.395.

ou de terceiros. ou. deteriorando-se.424. guardadas as disposições dos arts. por vínculo real. CAPÍTULO IV DA EXTINÇÃO DO USUFRUTO Art. Art. ou a importância do dano. as disposições relativas ao usufruto. Neste caso. se houver recusa. mas simplesmente ocupá-la com sua família. TÍTULO IX DO DIREITO DO PROMITENTE COMPRADOR Art.408. hipotecar ou dar em anticrese. não dá às importâncias recebidas a aplicação prevista no parágrafo único do art. pelo decurso de trinta anos da data em que se começou a exercer. na sua totalidade. Art. anticrese ou hipoteca declararão.pela renúncia ou morte do usufrutuário. Art. Se um edifício sujeito a usufruto for destruído sem culpa do proprietário. 1. Se o direito real de habitação for conferido a mais de uma pessoa. ou deixa arruinar os bens.o valor do crédito.se o devedor cair em insolvência ou falir. TÍTULO X DO PENHOR. Art. extinguir-se-á a parte em relação a cada uma das que falecerem. a quem os direitos deste forem cedidos. da coisa em que o usufruto recai (arts. § 1º A propriedade superveniente torna eficaz. o quinhão desses couber ao sobrevivente.por culpa do usufrutuário. Os contratos de penhor. 1. Art. IV . O promitente comprador. 1. a prioridade no registro. 1. ou depreciando-se o bem dado em segurança. 66 Código Civil .421. 1. 1. restabelecer-se-á o usufruto. e registrada no Cartório de Registro de Imóveis. e 1. a indenização paga. adquire o promitente comprador direito real à aquisição do imóvel. Art. e preferir. ou quando. a outorga da escritura definitiva de compra e venda. no usufruto de títulos de crédito. ainda que esta compreenda vários bens. celebrada por instrumento público ou particular. Nas dívidas garantidas por penhor. 2ª parte. não será este obrigado a reconstruí-lo.390 e 1. pode exigir do promitente vendedor. o bem dado em garantia fica sujeito. § 2º A coisa comum a dois ou mais proprietários não pode ser dada em garantia real.a taxa dos juros. O pagamento de uma ou mais prestações da dívida não importa exoneração correspondente da garantia.se as prestações não forem pontualmente pagas. II . § 2º As necessidades da família do usuário compreendem as de seu cônjuge. anticrese ou hipoteca. Art. § 2º Em qualquer hipótese. só os bens que se podem alienar poderão ser dados em penhor. Art.pela destruição da coisa. nem o usufruto se restabelecerá.se perecer o bem dado em garantia.417. 1. devam ser pagas precipuamente a quaisquer outros créditos.422. se ela perdurar. o titular deste direito não a pode alugar. ou valor máximo. TÍTULO VII DO USO Art. não a reforçar ou substituir. ao proprietário caberá o direito dele resultante contra o segurador. querendo. Art. requerer ao juiz a adjudicação do imóvel. por estipulação expressa. sem o consentimento de todos. mas se a indenização do seguro for aplicada à reconstrução do prédio. 1. o recebimento posterior da prestação atrasada importa renúncia do credor ao seu direito de execução imediata. ressarcido pelo terceiro responsável no caso de danificação ou perda. e. nem emprestar. as disposições relativas ao usufruto. 1. Constituído o usufruto em favor de duas ou mais pessoas. Art. mas cada um pode individualmente dar em garantia real a parte que tiver. 1. III .423. ou às outras. ou não fruição. e não for substituído. conforme o disposto no instrumento preliminar. em virtude de outras leis.408. 1. no que não for contrário à sua natureza.399). São aplicáveis à habitação. no que não for contrário à sua natureza.se.411.419.416. VI . 1. IV . Art. ao cumprimento da obrigação.o bem dado em garantia com as suas especificações. anticrese ou hipoteca. qualquer delas que sozinha habite a casa não terá de pagar aluguel à outra. Também fica sub-rogada no ônus do usufruto. Só aquele que pode alienar poderá empenhar.413. Excetuam-se da regra estabelecida neste artigo as dívidas que. enquanto a dívida não for paga. III . salvo se.Pelo não uso.418. 1. e o devedor. sob pena de não terem eficácia: I . em favor de quem o usufruto foi constituído. VII . V .pelo termo de sua duração.407.§ 1º Se o usufrutuário fizer o seguro. em lugar do prédio. 1. intimado. II . desfalcar a garantia. Parágrafo único. Art. a outros credores. 1. de habitá-la. 1.414. VIII . 1.o prazo fixado para pagamento. DA HIPOTECA E DA ANTICRESE CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. o direito do usufrutuário fica subrogado no valor da indenização do seguro. salvo disposição expressa no título ou na quitação.410. observada. quanto à hipoteca. em que se não pactuou arrependimento. 1. se houver. 1. O usuário usará da coisa e perceberá os seus frutos. II . cancelando-se o registro no Cartório de Registro de Imóveis: I .pela consolidação. quando aliena. A dívida considera-se vencida: I . extingue-se esse direito decorridos quinze anos da data de sua constituição. desde o registro. sua estimação. TÍTULO VIII DA HABITAÇÃO Art. no pagamento. O credor anticrético tem direito a reter em seu poder o bem. São aplicáveis ao uso. 1.425.pela extinção da pessoa jurídica. titular de direito real.409.409. § 1º Avaliar-se-ão as necessidades pessoais do usuário conforme a sua condição social e o lugar onde viver. Art. as garantias reais estabelecidas por quem não era dono. 1. III .415. se o proprietário reconstruir à sua custa o prédio. 1.pela cessação do motivo de que se origina. não lhes acudindo com os reparos de conservação. O credor hipotecário e o pignoratício têm o direito de excutir a coisa hipotecada ou empenhada. quanto o exigirem as necessidades suas e de sua família. Quando o uso consistir no direito de habitar gratuitamente casa alheia.395. que também lhes compete.412. se ele for desapropriado. Mediante promessa de compra e venda. mas não as pode inibir de exercerem. toda vez que deste modo se achar estipulado o pagamento. o direito.420. deteriora. dos filhos solteiros e das pessoas de seu serviço doméstico. O usufruto extingue-se. IV .

§ 2º Nos casos dos incisos IV e V. de uma coisa móvel. deteriore.430. ou reforçá-la. se a dívida não for paga no vencimento. o do penhor comum será registrado no Cartório de Títulos e Documentos. Art. excutido o penhor.perecendo a coisa. inciso V) nas despesas de guarda e conservação.432.ao ressarcimento do prejuízo que houver sofrido por vício da coisa empenhada.434. ou parte da coisa empenhada.427. ou lhe autorizar o devedor mediante procuração. Parágrafo único. substituindo-a. Art. Art.à retenção dela. Produz efeitos a extinção do penhor depois de averbado o cancelamento do registro.428. poderá o devedor dar a coisa em pagamento da dívida.426. quando. porém. Art. que as deve guardar e conservar. antes de ser integralmente pago. ou oferecendo outra garantia real idônea. V . ou desvalorize. Art. O penhor agrícola e o penhor pecuário somente podem ser convencionados. e esta não abranger outras.433. III . Art.à custódia da coisa. O dono da coisa empenhada pode impedir a venda antecipada. § 1º Nos casos de perecimento da coisa dada em garantia.436. ao dono dela. Seção V Do Penhor Rural Subseção I Disposições Gerais Art. 1. suficiente para o pagamento do credor. esta se sub-rogará na indenização do seguro. só se vencerá a hipoteca antes do prazo estipulado. 1. se lhe permitir expressamente o contrato. por qualquer dos contratantes. com os respectivos frutos e acessões. É nula a cláusula que autoriza o credor pignoratício. ou no ressarcimento do dano. não desapropriados ou destruídos. a requerimento do proprietário. feita pelo credor ou por ele autorizada.433. § 2º Operando-se a confusão tão-somente quanto a parte da dívida pignoratícia.à posse da coisa empenhada.a promover a venda antecipada.extinguindo-se a obrigação. Art. CAPÍTULO II Do Penhor Seção I Da Constituição do Penhor Art. 1.dando-se a adjudicação judicial.435. com a respectiva garantia sobre os demais bens. No penhor rural. Extingue-se o penhor: I . Nas hipóteses do artigo anterior. no caso do inciso IV do art. Parágrafo único.a promover a execução judicial. ou quando anuir à sua substituição por outra garantia.a imputar o valor dos frutos. a importância da responsabilidade. Salvo cláusula expressa. IV . registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição em que estiverem situadas as coisas empenhadas. II . uma vez paga a dívida. 1. subsistindo. o terceiro que presta garantia real por dívida alheia não fica obrigado a substituí-la. anticrético ou hipotecário a ficar com o objeto da garantia. § 1º Presume-se a renúncia do credor quando consentir na venda particular do penhor sem reserva de preço. em garantia do débito ao credor ou a quem o represente.à defesa da posse da coisa empenhada e a dar ciência. continuará o devedor obrigado pessoalmente pelo restante. Quando. quando restituir a sua posse ao devedor. em favor do credor. até a concorrente quantia. podendo o juiz. devendo o preço ser depositado. 1. O credor pignoratício é obrigado: I .a apropriar-se dos frutos da coisa empenhada que se encontra em seu poder. sem culpa sua. ou a desapropriação recair sobre o bem dado em garantia.a restituí-la. O herdeiro ou sucessor que fizer a remição fica sub-rogado nos direitos do credor pelas quotas que houver satisfeito. II . V . O instrumento do penhor deverá ser levado a registro. 1. 1. 1. 1. se o perecimento. de que se apropriar (art.437. III . nos juros e no capital da obrigação garantida.se se desapropriar o bem dado em garantia. Seção II Dos Direitos do Credor Pignoratício Art. 1. Prometendo pagar em dinheiro a dívida. sempre que haja receio fundado de que a coisa empenhada se perca ou deteriore. a quem assistirá sobre ela preferência até seu completo reembolso. Parágrafo único. pelos prazos máximos Código Civil 67 .431. 1. Parágrafo único. industrial. se perca. em benefício do credor. Os sucessores do devedor não podem remir parcialmente o penhor ou a hipoteca na proporção dos seus quinhões. Art. V . Constitui-se o penhor rural mediante instrumento público ou particular. 1. Seção IV Da Extinção do Penhor Art. quando a dívida for paga. IV . Constitui-se o penhor pela transferência efetiva da posse que. III . IV . que tiver feito.429. das circunstâncias que tornarem necessário o exercício de ação possessória. que garante com penhor rural. qualquer deles. mercantil e de veículos. de vencimento antecipado da dívida. 1. pode fazê-lo no todo.438. sucessivamente. podendo ser compensada na dívida. a remissão ou a venda da coisa empenhada.439. subsistirá inteiro o penhor quanto ao resto.a entregar o que sobeje do preço. ou uma parte dela. Art. à vista da respectiva prova. O credor não pode ser constrangido a devolver a coisa empenhada. suscetível de alienação. VI . faz o devedor. o devedor poderá emitir.V . determinar que seja vendida apenas uma das coisas. ou executada a hipoteca. hipótese na qual se depositará a parte do preço que for necessária para o pagamento integral do credor. a dívida reduzida. ou a venda amigável. mediante prévia autorização judicial. ou alguém por ele. não se compreendem os juros correspondentes ao tempo ainda não decorrido. o produto não bastar para pagamento da dívida e despesas judiciais. como depositário. O credor pignoratício tem direito: I .433. no caso contrário. respectivamente. não sendo ocasionadas por culpa sua. Após o vencimento. 1.confundindo-se na mesma pessoa as qualidades de credor e de dono da coisa. até que o indenizem das despesas devidamente justificadas. as coisas empenhadas continuam em poder do devedor. 1. e a ressarcir ao dono a perda ou deterioração de que for culpado.renunciando o credor. II . na forma determinada em lei especial. Seção III Das Obrigações do Credor Pignoratício Art. cédula rural pignoratícia. 1.

tem o credor direito a reter. 1.443. ou em via de formação. enquanto subsistirem os bens que a constituem. com a tradição do título ao credor.452. 1. responde por perdas e danos aos demais credores o credor preferente que. depositará a importância recebida. aparelhos. Prometendo pagar em dinheiro a dívida. instrumentos.449. restituindo o título ao devedor. III . Deverá o credor pignoratício cobrar o crédito empenhado. o segundo penhor terá preferência sobre o primeiro. O titular de direito empenhado deverá entregar ao credor pignoratício os documentos comprobatórios desse direito.442.455. 1. de acordo com o devedor pignoratício. por escrito. matérias-primas e produtos industrializados.453. abrangendo este apenas o excesso apurado na colheita seguinte. 1. Parágrafo único. Subseção III Do Penhor Pecuário Art. ou em via de formação. § 1º Embora vencidos os prazos. Art. Art. ou exigir que se lhe pague a dívida de imediato. Parágrafo único. ou a excutir a coisa a ele entregue. 1.458. cédula do respectivo crédito. Seção VII Do Penhor de Direitos e Títulos de Crédito Art. se exigíveis. alienar as coisas empenhadas. pela presente Seção. Art.450. em quantia máxima equivalente à do primeiro. e os do credor do título empenhado. o que lhe é devido. só ao credor pignoratício. por negligência. mas não terá eficácia contra terceiros. por escrito. O credor pignoratício deve praticar os atos necessários à conservação e defesa do direito empenhado e cobrar os juros e mais prestações acessórias compreendidas na garantia. registrado no Registro de Títulos e Documentos. Art.usar dos meios judiciais convenientes para assegurar os seus direitos. IV . Subseção II Do Penhor Agrícola Art. Art. se não constar de menção adicional ao respectivo contrato. se consistir na entrega da coisa. Art. que ficarão sub-rogados no penhor.conservar a posse do título e recuperá-la de quem quer que o detenha. o penhor rural poderá constituir-se independentemente da anuência do credor hipotecário. V . 1. 1. Parágrafo único. 1. quando este solver a obrigação. por si ou por pessoa que credenciar. compete o direito de: I . enquanto durar o penhor. agrícola ou de lacticínios. Se o mesmo crédito for objeto de vários penhores. Constitui-se o penhor de direito mediante instrumento público ou particular.máquinas e instrumentos de agricultura. 1. Podem ser objeto de penhor os animais que integram a atividade pastoril. O devedor não poderá alienar os animais empenhados sem prévio consentimento. mediante requerimento do credor e do devedor. 1. Art. do credor pignoratício. § 2º A prorrogação deve ser averbada à margem do registro respectivo.445. III . Quando o devedor pretende alienar o gado empenhado ou. Art.451. 68 Código Civil . em penhor de título de crédito. 1. o devedor poderá emitir. o devedor deve pagar. nem restringe a extensão da hipoteca.fazer intimar ao devedor do título que não pague ao seu credor. constitui-se mediante instrumento público ou particular ou endosso pignoratício. Podem ser objeto de penhor máquinas. uma só vez. cujo direito prefira aos demais. com os acessórios ou sem eles. Art. deverá repor outros bens da mesma natureza. em instrumento público ou particular.colheitas pendentes. II . 1.440.456. inspecionando-as onde se acharem. O devedor não pode.446.receber a importância consubstanciada no título e os respectivos juros. caso em que o penhor se extinguirá. Art.459. restituindo o restante ao devedor. Presume-se a substituição prevista neste artigo. a qual deverá ser averbada.de três e quatro anos. regendo-se pelas Disposições Gerais deste Título e. produtos de suinocultura. Se o credor não financiar a nova safra. até o limite de igual tempo. Os animais da mesma espécie. Art. animais destinados à industrialização de carnes e derivados.animais do serviço ordinário de estabelecimento agrícola. da quantia recebida. sobre coisas móveis. mas não lhe prejudica o direito de preferência. Ao credor. ao ser executada. do credor. 1. que recai sobre título de crédito.448. O penhor agrícola que recai sobre colheita pendente. 1. Parágrafo único. utilizados na indústria. O penhor. sal e bens destinados à exploração das salinas. prorrogáveis. poderá este requerer se depositem os animais sob a guarda de terceiro. instalados e em funcionamento. não promover oportunamente a cobrança. Se o prédio estiver hipotecado. Parágrafo único. 1. O penhor de crédito não tem eficácia senão quando notificado ao devedor. Estando vencido o crédito pignoratício.441. Art. comprados para substituir os mortos. poderá o devedor constituir com outrem novo penhor. sem o consentimento por escrito do credor. suscetíveis de cessão. Tem o credor direito a verificar o estado das coisas empenhadas. Art. registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição onde estiverem situadas as coisas empenhadas. ficam sub-rogados no penhor. 1. no que couber. ou onde o juiz determinar. animais.frutos acondicionados ou armazenados.457.lenha cortada e carvão vegetal. salvo se tiver interesse legítimo em conservá-los. anuindo o credor. notificado por qualquer um deles. Parágrafo único. assim que se torne exigível. 1. inspecionando-as onde se acharem. no caso de frustrar-se ou ser insuficiente a que se deu em garantia. Podem ser objeto de penhor: I . alterar as coisas empenhadas ou mudar-lhes a situação. 1.454. Seção VI Do Penhor Industrial e Mercantil Art. O titular do crédito empenhado só pode receber o pagamento com a anuência. que garante com penhor industrial ou mercantil.444. nem delas dispor. permanece a garantia. Art. em favor do credor. 1. Parágrafo único.447. ameace prejudicar o credor. materiais. Regula-se pelas disposições relativas aos armazéns gerais o penhor das mercadorias neles depositadas. por si ou por pessoa que credenciar. Se este consistir numa prestação pecuniária. Constitui-se o penhor industrial. por notificado tem-se o devedor que. Art. abrange a imediatamente seguinte. ou o mercantil. IV . Art. O devedor que. mediante instrumento público ou particular. declarar-se ciente da existência do penhor. II . Tem o credor direito a verificar o estado das coisas empenhadas. na forma e para os fins que a lei especial determinar. Podem ser objeto de penhor direitos. 1. nesta se sub-rogará o penhor.

pelas despesas ou consumo que aí tiverem feito. 1.481. que ficará livre de hipoteca. o credor da segunda hipoteca. CAPÍTULO III DA HIPOTECA Seção I Disposições Gerais Art. ato contínuo. Art. registrado no Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do devedor.468. do veículo empenhado sem prévia comunicação ao credor importa no vencimento antecipado do crédito pignoratício. ou fornecedores de pousada ou alimento. § 1º Se o credor impugnar o preço da aquisição ou a importância oferecida. e anotado no certificado de propriedade. Subsistem os ônus reais constituídos e registrados. Se o fizer. contados do registro do título aquisitivo. A hipoteca dos navios e das aeronaves reger-se-á pelo disposto em lei especial. antes de recorrerem à autoridade judiciária. Tomado o penhor. em favor do mesmo ou de outro credor. Os credores. jóias ou dinheiro que os seus consumidores ou fregueses tiverem consigo nas respectivas casas ou estabelecimentos. compreendidos no art. Art. assegurada preferência ao adquirente do imóvel. efetuando-se a venda judicial a quem oferecer maior preço. Seção VIII Do Penhor de Veículos Art. ou se der por ciente do penhor.os navios. o credor da segunda pode promover-lhe a extinção. a posse do imóvel. II . Art. O dono do imóvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele. o preço da aquisição ou o preço proposto pelo adquirente.479. 1. Art. embora vencida. É nula a cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado. Em cada um dos casos do art. 1. 1. sob pena de nulidade do penhor.467. Art. sobre o mesmo imóvel. Art. avaria. Art. por si ou por pessoa que credenciar. Pode convencionar-se que vencerá o crédito hipotecário.461. Art. Art. no vencimento. melhoramentos ou construções do imóvel.as estradas de ferro. 1. Podem ser objeto de penhor os veículos empregados em qualquer espécie de transporte ou condução. deverá saldar imediatamente a dívida. 1. Art. Não se considera insolvente o devedor por faltar ao pagamento das obrigações garantidas por hipotecas posteriores à primeira. 1. VII . 1. Se o primeiro credor estiver promovendo a execução da hipoteca. Art. prévia e ostensivamente exposta na casa. 1. sobre os bens móveis que o rendeiro ou inquilino tiver guarnecendo o mesmo prédio.465. Não se fará o penhor de veículos sem que estejam previamente segurados contra furto. a sua homologação judicial. 1. Código Civil 69 . A hipoteca abrange todas as acessões.477. 1. O devedor do título empenhado que receber a intimação prevista no inciso III do artigo antecedente.478. Art. citando os credores hipotecários e propondo importância não inferior ao preço por que o adquiriu. desde que não se tenha obrigado pessoalmente a pagar as dívidas aos credores hipotecários. o credor poderá tomar em garantia um ou mais objetos até o valor da dívida.470. 1. mediante instrumento público ou particular. Art. a que se refere o artigo antecedente. requererá o credor.473. Se o devedor da obrigação garantida pela primeira hipoteca não se oferecer. dos preços de hospedagem. consignando a importância e citando o primeiro credor para recebê-la e o devedor para pagá-la. Art. sem prejuízo dos que lhe competirem contra o devedor comum. dando aos devedores comprovante dos bens de que se apossarem. Parágrafo único. Parágrafo único.462. na forma e para os fins que a lei especial determinar.474. conjuntamente. não poderá executar o imóvel antes de vencida a primeira. 1. Pode o locatário impedir a constituição do penhor mediante caução idônea. 1.469. 1. 1. Parágrafo único. O adquirente do imóvel hipotecado.o dono do prédio rústico ou urbano. Parágrafo único. podem fazer efetivo o penhor. Parágrafo único. Parágrafo único. 1.Art. 1.os imóveis e os acessórios dos imóveis conjuntamente com eles. Salvo o caso de insolvência do devedor. se o imóvel for alienado. § 2º Não impugnado pelo credor. se este não pagar. se sub-rogará nos direitos da hipoteca anterior. A conta das dívidas enumeradas no inciso I do artigo antecedente será extraída conforme a tabela impressa. realizar-se-á licitação. 1.464. Tem o credor direito a verificar o estado do veículo empenhado. Art.475. perante o credor pignoratício. até as vinte e quatro horas subseqüentes à citação. Art. Se o credor der quitação ao devedor do título empenhado. por perdas e danos. A alienação. 1.os hospedeiros. em cuja garantia se constituiu o penhor. pelos aluguéis ou rendas. poderá o devedor emitir cédula de crédito. IV . deferindo-lhes. Art. Seção IX Do Penhor Legal Art. o credor da segunda depositará a importância do débito e as despesas judiciais. Poderá o adquirente exercer a faculdade de abandonar o imóvel hipotecado. São credores pignoratícios. mediante novo título. com que se inicia o procedimento executivo.476. perecimento e danos causados a terceiros. poderá exonerar-se da hipoteca. 1.467.467. averbada a prorrogação à margem do registro respectivo.463. haver-se-á por definitivamente fixado para a remissão do imóvel.o domínio direto. Constitui-se o penhor. sobre as bagagens. uma vez pago ou depositado o preço. responderá solidariamente por este. inspecionando-o onde se achar. Dentro em trinta dias. tem o adquirente do imóvel hipotecado o direito de remi-lo. Parágrafo único. ou o depositará em juízo. efetuando o pagamento. o segundo credor.230. VI .471.os recursos naturais a que se refere o art. da pensão ou dos gêneros fornecidos.o domínio útil.as aeronaves.472. anteriormente à hipoteca. independentemente do solo onde se acham. 1. II . prorrogável até o limite de igual tempo. V . móveis. O adquirente notificará o vendedor e os credores hipotecários. 1. O penhor de veículos só se pode convencionar pelo prazo máximo de dois anos.460. independentemente de convenção: I . ou a mudança.480. Prometendo pagar em dinheiro a dívida garantida com o penhor. III . 1. não poderá pagar ao seu credor.466. Art. 1. abandonando-lhes o imóvel. sempre que haja perigo na demora. Podem ser objeto de hipoteca: I . para pagá-la.

por sua culpa. se não tiver havido licitantes. o devedor responderá. Igual direito caberá ao cônjuge. dado em garantia hipotecária. 1. adjudicações e remições. vier a ser loteado. § 3º O desmembramento do ônus não exonera o devedor originário da responsabilidade a que se refere o art. a critério do juiz. 1. não podendo o credor recusar o preço da avaliação do imóvel. Quando se apresentar ao oficial do registro título de hipoteca que mencione a constituição de anterior. desde que determinado o valor máximo do crédito a ser garantido. Realizada a praça. antes de fazer o inventário do casal anterior. deverão ser registradas e especializadas. Art.495. II .496. nesse caso.ao ofendido. Art. Art. de qualquer natureza. O número de ordem determina a prioridade. poderá prorrogar-se a hipoteca. sujeitando-o a execução. Parágrafo único. até trinta dias. ficará obrigado a ressarcir os credores hipotecários da desvalorização que. Art. oferecendo preço igual ao da avaliação. O credor da hipoteca legal. sem que se requeira a inscrição desta. desde que dê quitação pela sua totalidade.ao credor sobre o imóvel arrematado. para garantia do seu quinhão ou torna da partilha. poderá. 1. Reconhecido este. 1. dentro em noventa dias.às pessoas de direito público interno (art.488. para satisfação do dano causado pelo delito e pagamento das despesas judiciais. no ato constitutivo da hipoteca. 1. da data do contrato. o direito de remição defere-se à massa. depois de a prenotar. será a base para as arrematações. 1. Art. não registrada. para pagamento de seu crédito.493. Seção III Do Registro da Hipoteca Art. 1. Art. sobre o imóvel adjudicado ao herdeiro reponente. ou solicitar ao Ministério Público que o faça. dispensada a avaliação.482. Art. aos descendentes ou ascendentes do executado. receberá o registro o número correspondente à data em que se tornar a requerer. § 2º Salvo convenção em contrário.485. 70 Código Civil . ou se nele se constituir condomínio edilício. ou insolvência. Art. por perdas e danos. Parágrafo único. o executado poderá. 1. A hipoteca pode ser constituída para garantia de dívida futura ou condicionada. deve ser renovada.490. As hipotecas legais. 1. 1. a execução da hipoteca dependerá de prévia e expressa concordância do devedor quanto à verificação da condição. o mesmo vier a sofrer. Seção IV Da Extinção da Hipoteca Art. sobrestará ele na inscrição da nova. 1. provando que o mesmo importa em diminuição de sua garantia. que então lhe competir. mas os interessados podem promover a inscrição delas. 1. cancelada esta. às quais incumbir o registro e a especialização das hipotecas legais. requerida por ambas as partes.430. estão sujeitas a perdas e danos pela omissão. salvo se as escrituras. V . lhe será mantida a precedência. por causa de adjudicação ou licitação. É lícito aos interessados fazer constar das escrituras o valor entre si ajustado dos imóveis hipotecados. Art. § 2º Havendo divergência entre o credor e o devedor. A hipoteca legal pode ser substituída por caução de títulos da dívida pública federal ou estadual. § 1º O registro e a especialização das hipotecas legais incumbem a quem está obrigado a prestar a garantia.497. poderá o ônus ser dividido. 1. mas a especialização. no caso contrário. do mesmo dia. Parágrafo único. e esta a preferência entre as hipotecas. se o título se referir a mais de um. do devedor hipotecário.§ 3º Se o adquirente deixar de remir o imóvel.486. Art. obedecida a proporção entre o valor de cada um deles e o crédito. Desde que perfaça esse prazo. sobre os imóveis do delinqüente. 1.492. só poderá subsistir o contrato de hipoteca. gravando cada lote ou unidade autônoma. enquanto a obrigação perdurar. § 1º O credor só poderá se opor ao pedido de desmembramento do ônus. § 2º As pessoas. 1.494. em favor de pessoas diversas.483. exibido o título. para garantia do pagamento do restante do preço da arrematação. guarda ou administração dos respectivos fundos e rendas. ou por outra garantia. todas as despesas judiciais ou extrajudiciais necessárias ao desmembramento do ônus correm por conta de quem o requerer.487. recebidos pelo valor de sua cotação mínima no ano corrente. Se o imóvel. A hipoteca extingue-se: I . ou uma hipoteca e outro direito real. Não se registrarão no mesmo dia duas hipotecas.ao co-herdeiro.pelo perecimento da coisa. em razão da superveniente desvalorização do imóvel. em completando vinte anos. 1. Art. remir o imóvel hipotecado. sobre os imóveis do pai ou da mãe que passar a outras núpcias. III .484. a hipoteca ulterior será registrada e obterá preferência. ou quem o represente. indicarem a hora em que foram lavradas. a requerimento do devedor. Art. Vale o registro da hipoteca. requerer a adjudicação do imóvel avaliado em quantia inferior àquele.499. 1. provando a insuficiência dos imóveis especializados. for julgada improcedente. exigir do devedor que seja reforçado com outros. até perfazer vinte anos. se o requererem ao juiz o credor. No caso de falência. caberá àquele fazer prova de seu crédito. ou ao do maior lance oferecido. verificando-se ela pela da sua numeração sucessiva no protocolo.498. Se tiver dúvida sobre a legalidade do registro requerido. Pode o credor hipotecário. § 4º Disporá de ação regressiva contra o vendedor o adquirente que ficar privado do imóvel em conseqüência de licitação ou penhora. ou aos credores em concurso. II . desembolsar com o pagamento da hipoteca importância excedente à da compra e o que suportar custas e despesas judiciais. Podem o credor e o devedor. inclusive. o registro efetuar-se-á com o mesmo número que teria na data da prenotação. além das despesas judiciais da execução. o que. Compete aos interessados. Art. 1. As hipotecas serão registradas no cartório do lugar do imóvel. ainda assim.489. Seção II Da Hipoteca Legal Art. reconstituindo-se por novo título e novo registro. IV . ou aos seus herdeiros. § 1º Nos casos deste artigo. salvo anuência do credor. o que pagar a hipoteca. Mediante simples averbação. 1. devidamente atualizado. e. ou ao montante da dívida. ou no de cada um deles. aguardando que o interessado inscreva a precedente. o oficial fará.aos filhos. autorizar a emissão da correspondente cédula hipotecária. o devedor ou os donos. até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação. sobre o mesmo imóvel. a prenotação do pedido. Art. requerer o registro da hipoteca. na forma e para os fins previstos em lei especial. Se a dúvida. esgotado o prazo. Art. Os registros e averbações seguirão a ordem em que forem requeridas. A lei confere hipoteca: I .491. 41) sobre os imóveis pertencentes aos encarregados da cobrança.pela extinção da obrigação principal. o qual.

O credor anticrético pode vindicar os seus direitos contra o adquirente dos bens. § 3º Será nulo o registro civil do casamento religioso se. 1. 1. por ser inexato. com a entrega do imóvel ao credor.pela renúncia do credor. VI .pela resolução da propriedade. até ser pago. O adquirente dos bens dados em anticrese poderá remi-los. Art. se forem desapropriados os bens. produzindo efeitos a partir da data de sua celebração. à vista da respectiva prova. terá efeitos civis se. § 1º Se o devedor anticrético não concordar com o que se contém no balanço. por culpa sua. V . tutores ou curadores revogar a autorização. bem como à fusão com outra empresa. exato e fiel. sem que tenham sido notificados judicialmente os respectivos credores hipotecários. direito de retenção do imóvel. Parágrafo único. aplicase o disposto no parágrafo único do art.500. 1. e. a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal.532. o qual poderá ser corrigido anualmente. Pode o devedor ou outrem por ele. Extingue-se ainda a hipoteca com a averbação. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar. remir a estrada de ferro hipotecada. § 2º O credor anticrético não terá preferência sobre a indenização do seguro. arrendar os bens dados em anticrese a terceiro. Art. desde que haja sido homologada previamente a habilitação regulada neste Código. mas se o seu valor ultrapassar a taxa máxima permitida em lei para as operações financeiras. quando injusta. Art. As hipotecas sobre as estradas de ferro serão registradas no Município da estação inicial da respectiva linha. CAPÍTULO II DA CAPACIDADE PARA O CASAMENTO Art. para as pessoas cuja pobreza for declarada. salvo pacto em sentido contrário. Art.503. emolumentos e custas. Art. os credores quirografários e os hipotecários posteriores ao registro da anticrese. a qualquer tempo. antes do vencimento da dívida. de sua administração. Art. É defeso a qualquer pessoa.515. que a administração deliberar. A denegação do consentimento. Art. de seus ramais ou de parte considerável do material de exploração. 1. Art. se o quiser. 1.501. com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. desde que registrado no registro próprio. qualquer dos consorciados houver contraído com outrem casamento civil. nem. Art. CAPÍTULO IV DA ANTICRESE Art. pode ser suprida pelo juiz.520.pela arrematação ou adjudicação. Excepcionalmente. requerer a transformação em arrendamento.pela remição. para. 1. ou no seu material. 1. em suas dependências. 1. sempre que com isso a garantia do débito enfraquecer.502. O casamento é civil e gratuita a sua celebração. enquanto não atingida a maioridade civil. do cancelamento do registro. mas os credores hipotecários poderão opor-se à venda da estrada.631. Até à celebração do casamento podem os pais. no Registro de Imóveis. o registro e a primeira certidão serão isentos de selos. 1517). não terá preferência sobre o preço. deixar de perceber. pagando o preço da arrematação ou da adjudicação. 1.514. A hipoteca será circunscrita à linha ou às linhas especificadas na escritura e ao respectivo material de exploração. § 1º O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização. for registrado. Art. ou por iniciativa de qualquer interessado. fixando o juiz o valor mensal do aluguel. Código Civil 71 . será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. mantendo. embora o aluguel desse arrendamento não seja vinculativo para o devedor. que não forem de qualquer modo partes na execução. IV . 1. O credor anticrético pode administrar os bens dados em anticrese e fruir seus frutos e utilidades. na sua posse. em compensação da dívida. ou ruinosa a administração. no leito da estrada. O casamento estabelece comunhão plena de vida. Art. mas deverá apresentar anualmente balanço.505. Os credores hipotecários não podem embaraçar a exploração da linha. interferir na comunhão de vida instituída pela família. Art. 1. o imóvel vier a sofrer. e o juiz os declara casados. a requerimento do casal. Não extinguirá a hipoteca. ou de seus representantes legais. sem opor o seu direito de retenção ao exeqüente.509. ou a terceiros.504.III .506. devidamente registrada. por sua negligência. celebrado sem as formalidades exigidas neste Código. poderá impugná-lo. ou permitir que outro credor o execute. 1. 1. 1. 1. se for o caso. Art. § 2º O casamento religioso. Após o referido prazo. no estado em que ao tempo da execução estiverem. O credor anticrético responde pelas deteriorações que. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil. 1. A habilitação para o casamento. Se houver divergência entre os pais. quando o prédio seja destruído. nem contrariar as modificações. 1. 1. dentro em quinze dias. que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil. equipara-se a este. antes dele. com relação à desapropriação. 1. Seção V Da Hipoteca de Vias Férreas Art. o registro dependerá de nova habilitação. O casamento religioso.507. 1. sob as penas da lei.511. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam. § 1º É permitido estipular que os frutos e rendimentos do imóvel sejam percebidos pelo credor à conta de juros. Art. perante o juiz. LIVRO IV DO DIREITO DE FAMÍLIA TÍTULO I DO DIREITO PESSOAL SUBTÍTULO I DO CASAMENTO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez. Art. o remanescente será imputado ao capital. Art. ceder-lhe o direito de perceber. e pelos frutos e rendimentos que. mediante comunicação do celebrante ao ofício competente. mediante prévia habilitação perante a autoridade competente e observado o prazo do art. Na execução das hipotecas será intimado o representante da União ou do Estado. à de suas linhas.519. de direito público ou privado. este poderá ser hipotecado pelo devedor ao credor anticrético. assim como o imóvel hipotecado poderá ser dado em anticrese.518. § 1º Se executar os bens por falta de pagamento da dívida. exigindo-se autorização de ambos os pais. a arrematação ou adjudicação. Parágrafo único. no registro civil.510. 1. § 2º O credor anticrético pode. os frutos e rendimentos. § 2º Quando a anticrese recair sobre bem imóvel.516. Art.508. pagando a sua totalidade à data do pedido de remição e imitir-se-á.513.517. 1. 1.512.

Art. CAPÍTULO V DO PROCESSO DE HABILITAÇÃO PARA O CASAMENTO Art.as pessoas casadas.523.522. o oficial extrairá o edital. com toda publicidade. Estando em ordem a documentação.535. 1.os prenomes. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório. II . Se o juiz.declaração de duas testemunhas maiores.os ascendentes com os descendentes. parentes ou não. 1. datas de nascimento. ou inexistência de gravidez. poderá dispensar a publicação. 1. Art. Art. 1. instruída com as provas do fato alegado. Do casamento. a portas abertas. até dez meses depois do começo da viuvez. 1. § 1º Quando o casamento for em edifício particular. Presentes os contraentes. após a audiência do Ministério Público. e deve ser instruído com os seguintes documentos: I . 1. IV . ou com a indicação do lugar onde possam ser obtidas. e pelos colaterais em segundo grau. de próprio punho. sejam também consangüíneos ou afins. Art. no caso do inciso II. 1. Não podem casar: I .534. e não estiverem saldadas as respectivas contas. III . enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal. VI .531. enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros. por qualquer pessoa capaz. por procurador. será obrigado a declará-lo. Art.a viúva. para o herdeiro. serão exarados: I .521. no dia. Não devem casar: I . Cumpridas as formalidades dos arts. III . III . pelos cônjuges.527. Art. ou. e. que se mostrem habilitados com a certidão do art. 1.” Art. ou ato judicial que a supra. ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado. V . profissão. domicílio e residência atual dos cônjuges. 1.527 e verificada a inexistência de fato obstativo.o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte. Parágrafo único. ascendentes. noutro edifício público ou particular. 1.526. do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais. hora e lugar previamente designados pela autoridade que houver de presidir o ato. será homologada pelo juiz. com a pessoa tutelada ou curatelada. ou da dissolução da sociedade conjugal. juntamente com as testemunhas e o oficial do registro. indicando os fundamentos. sobrenomes. mediante petição dos contraentes. Parágrafo único. bem como sobre os diversos regimes de bens.533. CAPÍTULO IV DAS CAUSAS SUSPENSIVAS Art. A autoridade competente. domicílio e residência atual dos pais. ou o oficial de registro. que se afixará durante quinze dias nas circunscrições do Registro Civil de ambos os nubentes. O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes. eu. a nubente deverá provar nascimento de filho. Celebrar-se-á o casamento. 1. logo depois de celebrado. Art. É dever do oficial do registro esclarecer os nubentes a respeito dos fatos que podem ocasionar a invalidade do casamento.certidão de nascimento ou documento equivalente. o presidente do ato. unilaterais ou bilaterais. Os impedimentos podem ser opostos. ou do registro da sentença de divórcio. e promover as ações civis e criminais contra o oponente de má-fé. As causas suspensivas da celebração do casamento podem ser argüidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes.certidão de óbito do cônjuge falecido. e o oficial do registro. Podem os nubentes requerer prazo razoável para fazer prova contrária aos fatos alegados. se houver.529. para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada.os prenomes. V . irmãos. respectivamente. CAPÍTULO VI DA CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO Art. IV . 72 Código Civil . Art. cunhados ou sobrinhos. o oficial do registro extrairá o certificado de habilitação.CAPÍTULO III DOS IMPEDIMENTOS Art. a contar da data em que foi extraído o certificado. se publicará na imprensa local.530. 1. declarará efetuado o casamento. vos declaro casados. Art. transitada em julgado. ficará este de portas abertas durante o ato. parentes ou não dos contraentes. querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante. havendo urgência. sobrenomes. 1.o adotado com o filho do adotante. até o momento da celebração do casamento. IV . É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I. assinado pelo presidente do ato. O oficial do registro dará aos nubentes ou a seus representantes nota da oposição. as testemunhas. A eficácia da habilitação será de noventa dias. provando-se a inexistência de prejuízo. e demais colaterais. sejam consangüíneos ou afins. II . 1. presentes pelo menos duas testemunhas. na fluência do prazo. se forem conhecidos. em nome da lei.o divorciado. ouvida aos nubentes a afirmação de que pretendem casar por livre e espontânea vontade.o prenome e sobrenome do cônjuge precedente e a data da dissolução do casamento anterior. as provas e o nome de quem a ofereceu. de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento. em pessoa ou por procurador especial. Parágrafo único.536.declaração do estado civil.os irmãos.o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido. 1. No assento. II .526 e 1. Parágrafo único. datas de nascimento ou de morte.528. 1.os afins em linha reta. 1. nestes termos: “De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim. Art. Tanto os impedimentos quanto as causas suspensivas serão opostos em declaração escrita e assinada.autorização por escrito das pessoas sob cuja dependência legal estiverem. a seu pedido. III e IV deste artigo. obrigatoriamente.524. que atestem conhecê-los e afirmem não existir impedimento que os iniba de casar.o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante. de vos receberdes por marido e mulher. 1. enquanto não cessar a tutela ou curatela. A habilitação será feita perante o oficial do Registro Civil e. III . até o terceiro grau inclusive.o tutor ou o curador e os seus descendentes.525. II . VII .532. Art. seja o parentesco natural ou civil. § 2º Serão quatro as testemunhas na hipótese do parágrafo anterior e se algum dos contraentes não souber ou não puder escrever.531. ou. tiver conhecimento da existência de algum impedimento. lavrarse-á o assento no livro de registro.

542. livre e espontaneamente. É nulo o casamento contraído: I . quando não autorizado por seu representante legal.o regime do casamento. Art. 1. § 4º Só por instrumento público se poderá revogar o mandato. VI .558. Parágrafo único. ficando arquivado. dentro em dez dias. no 1º Ofício da Capital do Estado em que passarem a residir. é admissível qualquer outra espécie de prova.IV . 1. o juiz mandará registrá-la no livro do Registro dos Casamentos. 1. Justificada a falta ou perda do registro civil. § 3º A eficácia do mandato não ultrapassará noventa dias. e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges. Art. O casamento de brasileiro.por vício da vontade. ou se ela passar em julgado.de quem não completou a idade mínima para casar.a relação dos documentos apresentados ao oficial do registro. quando contraiu o casamento impugnado.o prenome.540. Art.que este parecia em perigo de vida. nomeado pelo presidente do ato. III . o juiz procederá às diligências necessárias para verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado. 1.547. que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta. se os cônjuges.541. O casamento pode celebrar-se mediante procuração. sobrenome. perante duas testemunhas que saibam ler e escrever. ouvidos os interessados que o requererem. à data da celebração. III . Art. § 3º Se da decisão não se tiver recorrido. assim o decidirá a autoridade competente. perante duas testemunhas. II . § 4º O assento assim lavrado retrotrairá os efeitos do casamento.manifestar-se arrependido. A celebração do casamento será imediatamente suspensa se algum dos contraentes: I . poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas. Equipara-se à revogação a invalidade do mandato judicialmente decretada.realizado pelo mandatário.a data da publicação dos proclamas e da celebração do casamento. Art. Art. dentro em quinze dias. Art. viverem ou tiverem vivido na posse do estado de casados. cujo casamento se impugna. na posse do estado de casadas. Código Civil 73 . o registro da sentença no livro do Registro Civil produzirá. ou. V . VI . no cartório do respectivo domicílio. por qualquer interessado.556 a 1. § 5º Serão dispensadas as formalidades deste e do artigo antecedente. na forma ordinária. O instrumento da autorização para casar transcrever-se-á integralmente na escritura antenupcial. Parágrafo único. ou tenham falecido. não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato. salvo mediante certidão do Registro Civil que prove que já era casada alguma delas. nem a de seu substituto. se o enfermo convalescer e puder ratificar o casamento na presença da autoridade competente e do oficial do registro. em sua presença. V . não se pode contestar em prejuízo da prole comum. celebrado o casamento sem que o mandatário ou o outro contraente tivessem ciência da revogação. ou. declararam os contraentes. julgar-se-á pelo casamento. e a do oficial do Registro Civil por outro ad hoc. 1. nos termos dos arts. quando o regime não for o da comunhão parcial.do menor em idade núbil. II .544. sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato. III . § 2º O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo. pode ser promovida mediante ação direta. § 2º O termo avulso.recusar a solene afirmação da sua vontade.por infringência de impedimento.548. CAPÍTULO VII DAS PROVAS DO CASAMENTO Art. perante as respectivas autoridades ou os cônsules brasileiros. pedindo que lhes tome por termo a declaração de: I . VII . CAPÍTULO VIII DA INVALIDADE DO CASAMENTO Art. 1.539. Realizado o casamento. 1. com a declaração da data e do cartório em cujas notas foi lavrada a escritura antenupcial.549. 1. Art.550. § 1º Autuado o pedido e tomadas as declarações. ainda que à noite. der causa à suspensão do ato. O casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro. Art. ou pelo Ministério Público.declarar que esta não é livre e espontânea.546. quanto ao estado dos cônjuges. 1. Art. II . por instrumento público. profissão. 1. O casamento de pessoas que.538. É anulável o casamento: I .que. com poderes especiais.537. não possam manifestar vontade. deverá ser registrado em cento e oitenta dias. § 2º Verificada a idoneidade dos cônjuges para o casamento. lavrado pelo oficial ad hoc. O nubente que. 1. mas em seu juízo. mas. celebrado no estrangeiro. pelos motivos previstos no artigo antecedente. receber-se por marido e mulher. § 1º A falta ou impedimento da autoridade competente para presidir o casamento suprir-se-á por qualquer dos seus substitutos legais. Na dúvida entre as provas favoráveis e contrárias.por incompetência da autoridade celebrante. II . com recurso voluntário às partes. ou o obrigatoriamente estabelecido.do incapaz de consentir ou manifestar. § 1º A revogação do mandato não necessita chegar ao conhecimento do mandatário. a contar da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil. apesar dos recursos interpostos. No caso de moléstia grave de um dos nubentes. Art. sendo urgente. responderá o mandante por perdas e danos. em sua falta. não será admitido a retratar-se no mesmo dia.543. domicílio e residência atual das testemunhas.que foram convocadas por parte do enfermo. na colateral. devem as testemunhas comparecer perante a autoridade judicial mais próxima. até segundo grau. IV . será registrado no respectivo registro dentro em cinco dias. por algum dos fatos mencionados neste artigo. de modo inequívoco. Quando a prova da celebração legal do casamento resultar de processo judicial. A decretação de nulidade de casamento. Art. 1. o presidente do ato irá celebrá-lo onde se encontrar o impedido. 1.545. todos os efeitos civis desde a data do casamento. 1. o consentimento. 1.pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil. tanto no que toca aos cônjuges como no que respeita aos filhos. Parágrafo único. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida.

poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro. os seus efeitos civis só a ele e aos filhos aproveitarão. mas a coabitação. Art. qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz. e da data do casamento. por motivo de idade. 1. este incorrerá: I . Art. tiver registrado o ato no Registro Civil. anterior ao casamento. a separação de corpos. no caso do inciso IV do art. por terceiros de boa-fé. confirmar seu casamento. produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória. CAPÍTULO IX DA EFICÁCIA DO CASAMENTO Art. 1.566. Embora anulável ou mesmo nulo. erro essencial quanto à pessoa do outro. Somente o cônjuge que incidiu em erro. por qualquer modo.563. anterior ao casamento. Parágrafo único.557.sustento.556. o prazo para anulação do casamento é de cento e oitenta dias. pelo marido e pela mulher. a partir da data em que o mandante tiver conhecimento da celebração. A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data da sua celebração. no primeiro caso. 1. para seus representantes legais ou ascendentes.564. Art. depois de completá-la. se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges. II . a contar da data da celebração. Art. Art. IV . manifestado sua aprovação. de seus representantes legais ou de seus herdeiros necessários. II . sua honra e boa fama. competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito.por seus ascendentes. contado o prazo para o menor do dia em que perfez essa idade. 1. para o sustento da família e a educação dos filhos. Art. mas um e outro podem ausentar-se do domicílio conjugal para atender a encargos públicos. § 2º Não se anulará o casamento quando à sua celebração houverem assistido os representantes legais do incapaz. Os cônjuges são obrigados a concorrer. comprovando sua necessidade. valida o ato. 1. quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida. Art. Art. havendo ciência do vício.cento e oitenta dias.a ignorância de crime. § 2º Se ambos os cônjuges estavam de má-fé ao celebrar o casamento. 1. Subsiste o casamento celebrado por aquele que. O domicílio do casal será escolhido por ambos os cônjuges. 1. o casamento de que resultou gravidez. se houver coação.o que diz respeito à sua identidade. § 1º Qualquer dos nubentes. no domicílio conjugal. ao consentir. no segundo.552. II .562. III . nos casos dos incisos I a IV do art. 1. pelo contágio ou herança. ou tiverem. Art. se houve por parte de um dos nubentes. por iniciativa do incapaz.553. 1. IV . 1. em relação a estes como aos filhos. vedado qualquer tipo de coerção por parte de instituições privadas ou públicas. ou com suprimento judicial. de defeito físico irremediável. Art.569. torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado. 1. ao deixar de sê-lo. querendo. o direito de anular o casamento dos menores de dezesseis anos. os seus efeitos civis só aos filhos aproveitarão. II . a de anulação. em cento e oitenta dias. homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes. sua ou de seus familiares. por sua natureza. São deveres de ambos os cônjuges: I . 1. ressalvadas as hipóteses dos incisos III e IV do art. Não se anulará. Pelo casamento. A anulação do casamento dos menores de dezesseis anos será requerida: I . É anulável o casamento em virtude de coação. se necessária.na perda de todas as vantagens havidas do cônjuge inocente.554. § 1º Extingue-se.dois anos. anterior ao casamento. Art. que. nessa qualidade.559. Art. o casamento. 1.561.557.vida em comum. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos cônjuges. A direção da sociedade conjugal será exercida. no terceiro. 1. 1. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge: I . Art.fidelidade recíproca. a título oneroso.respeito e consideração mútuos.550. Art.551. 1. 74 Código Civil . a de divórcio direto ou a de dissolução de união estável. que será concedida pelo juiz com a possível brevidade. qualquer que seja o regime patrimonial. § 1º Se um dos cônjuges estava de boa-fé ao celebrar o casamento. por sua natureza. II .558. Art.pelo próprio cônjuge menor. Art. pode demandar a anulação do casamento. se incompetente a autoridade celebrante.555. a partir do casamento. capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência. sempre no interesse do casal e dos filhos. a de separação judicial. O casamento pode ser anulado por vício da vontade. em colaboração. III . ao exercício de sua profissão. poderá requerer a parte. sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado. Art. ou de moléstia grave e transmissível.por seus representantes legais. é de: I .550. na proporção de seus bens e dos rendimentos do trabalho. § 1º O prazo estabelecido neste artigo será contado do dia em que cessou a incapacidade. 1. companheiros e responsáveis pelos encargos da família. 1. que decidirá tendo em consideração aqueles interesses.565. Antes de mover a ação de nulidade do casamento. O prazo para ser intentada a ação de anulação do casamento.a ignorância.568. 1. 1.567. 1. § 2º O planejamento familiar é de livre decisão do casal.três anos. V . sem possuir a competência exigida na lei. só poderá ser anulado se a ação for proposta em cento e oitenta dias. e. ou sofreu coação. 1. com a autorização de seus representantes legais. O menor que não atingiu a idade núbil poderá.a ignorância. a saúde e a honra. sem prejudicar a aquisição de direitos.mútua assistência. da morte do incapaz.560. torne insuportável a vida conjugal. exercer publicamente as funções de juiz de casamentos e. IV . ou a interesses particulares relevantes. Havendo divergência. O casamento do menor em idade núbil. quando não autorizado por seu representante legal.557. guarda e educação dos filhos.Art. § 2º Na hipótese do inciso V do art. 1. de doença mental grave que.quatro anos. III . III . nem a resultante de sentença transitada em julgado.na obrigação de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial.

Verificando que os filhos não devem permanecer sob a guarda do pai ou da mãe. 1. por ato regular em juízo. § 2º O divórcio poderá ser requerido. CAPÍTULO XI DA PROTEÇÃO DA PESSOA DOS FILHOS Art. que torne impossível a continuação da vida em comum. § 1º A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges será decretada por sentença.576. de consciência.adultério. O divórcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha de bens. cabendo-lhe a administração dos bens. serão representados pelo curador. O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos. o cônjuge poderá manter o nome de casado. 1. a qualquer momento.manifesta distinção entre o seu nome de família e o dos filhos havidos da união dissolvida. Art. II . 1. Se o cônjuge for incapaz para propor a ação ou defender-se. encarcerado por mais de cento e oitenta dias.abandono voluntário do lar conjugal.584.574.575. O pedido de divórcio somente competirá aos cônjuges. e se o regime dos bens adotado o permitir. o outro exercerá com exclusividade a direção da família. Qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial. Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges se forem casados por mais de um ano e o manifestarem perante o juiz. IV . 1. 1. III . no segundo caso.573. de acordo com o disposto na lei específica.pela nulidade ou anulação do casamento. em virtude de enfermidade ou de acidente. Código Civil 75 . sem que haja entre as partes acordo quanto à guarda dos filhos. Parágrafo único. 1. sendo por ele devidamente homologada a convenção. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida. da qual não constará referência à causa que a determinou. não poderá importar restrições aos direitos e deveres previstos neste artigo. o juiz deferirá a sua guarda à pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida. Art. desde que expressamente requerido pelo cônjuge inocente e se a alteração não acarretar: I . Art. Art. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros. a todo tempo.582. de preferência levando em conta o grau de parentesco e relação de afinidade e afetividade. que não houver pedido a separação judicial. Art. a meação dos adquiridos na constância da sociedade conjugal. Art.condenação por crime infamante.581. manifestada após o casamento. 1. § 1º O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio. dispondo em contrário a sentença de separação judicial. Novo casamento de qualquer dos pais. 1. ou de ambos. o ascendente ou o irmão. III . qualquer das partes poderá requerer sua conversão em divórcio. II .570. O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial perde o direito de usar o sobrenome do outro.dano grave reconhecido na decisão judicial. durante um ano contínuo. interditado judicialmente ou privado.pela morte de um dos cônjuges. poderá fazê-lo o curador. Parágrafo único. no caso de incapacidade. 1. salvo. Art. CAPÍTULO X DA DISSOLUÇÃO DA SOCIEDADE E DO VÍNCULO CONJUGAL Art.evidente prejuízo para a sua identificação.sevícia ou injúria grave. é lícito aos cônjuges restabelecer. pelo ascendente ou pelo irmão. no caso de comprovada separação de fato por mais de dois anos. O juiz pode recusar a homologação e não decretar a separação judicial se apurar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos ou de um dos cônjuges. II . No caso de dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal pela separação judicial por mútuo consentimento ou pelo divórcio direto consensual. a sociedade conjugal. ao direito de usar o sobrenome do outro. Parágrafo único. § 1º O cônjuge inocente na ação de separação judicial poderá renunciar.583.tentativa de morte. os remanescentes dos bens que levou para o casamento. § 2º Dissolvido o casamento pelo divórcio direto ou por conversão.pelo divórcio. Parágrafo único. Parágrafo único. ou da decisão concessiva da medida cautelar de separação de corpos. seja qual for o regime de bens.580. § 2º O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver acometido de doença mental grave. 1. por um ou por ambos os cônjuges. Art. Art. adquirido antes e durante o estado de separado. V .579. Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens. 1. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos: I . 1.pela separação judicial. aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente. 1. Parágrafo único.572. após uma duração de dois anos. A sociedade conjugal termina: I . Art. observar-se-á o que os cônjuges acordarem sobre a guarda dos filhos. 1. § 1º A separação judicial pode também ser pedida se um dos cônjuges provar ruptura da vida em comum há mais de um ano e a impossibilidade de sua reconstituição. episodicamente. será ela atribuída a quem revelar melhores condições para exercê-la. Decretada a separação judicial ou o divórcio. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibilidade da vida em comum. imputando ao outro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum.578. desde que. Art. reverterão ao cônjuge enfermo. a enfermidade tenha sido reconhecida de cura improvável.Art. e. IV . III . Se qualquer dos cônjuges estiver em lugar remoto ou não sabido. Art. 1. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens. Parágrafo único.conduta desonrosa.577. VI .571. Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença que houver decretado a separação judicial. § 2º Nos demais casos caberá a opção pela conservação do nome de casado. § 3º No caso do parágrafo 2º.

1. Contam-se. O filho reconhecido.596. IV . a ser arquivado em cartório. Havendo motivos graves. III . 1. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito: I . nem mesmo quando feito em testamento. O filho havido fora do casamento pode ser reconhecido pelos pais. a bem dos filhos. ainda que confessado. Art. Art.havidos. A ação de prova de filiação compete ao filho. havendo filhos comuns. se ele morrer menor ou incapaz. 1. pelo menos.610. Não basta o adultério da mulher. Cabe ao marido o direito de contestar a paternidade dos filhos nascidos de sua mulher. 1. provado que não são tratados convenientemente. A prova da impotência do cônjuge para gerar. os herdeiros poderão continuá-la. 1. os graus de parentesco pelo número de gerações. do segundo.601. O pai ou a mãe que contrair novas núpcias não perde o direito de ter consigo os filhos.586. 1. IV .592. nulidade e anulação do casamento. até o quarto grau. ainda que o reconhecimento não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém.586. São parentes em linha colateral ou transversal. CAPÍTULO II DA FILIAÇÃO Art. havidos ou não da relação de casamento. Art. Não basta a confissão materna para excluir a paternidade. 1. provando a falsidade do termo.por manifestação direta e expressa perante o juiz. Art. As disposições relativas à guarda e prestação de alimentos aos filhos menores estendem-se aos maiores incapazes. O reconhecimento não pode ser revogado. passando aos herdeiros. por morte. subindo de um dos parentes até ao ascendente comum. Parágrafo único.599. 1. 1. Os filhos. se ele deixar descendentes. ainda que incidentalmente manifestado. observar-se-á o disposto nos arts. 1.por escritura pública ou escrito particular.611. conforme resulte de consangüinidade ou outra origem. se nascido dentro dos trezentos dias a contar da data do falecimento deste e. Art. 1.591. conjunta ou separadamente. 1. II . reconhecido por um dos cônjuges. do termo de nascimento. 1. Art. Salvo prova em contrário.nascidos nos trezentos dias subsequentes à dissolução da sociedade conjugal. separação judicial. a qualquer tempo. 1597. 1. desde que tenha prévia autorização do marido.no registro do nascimento. II . proveniente dos pais. O filho havido fora do casamento.havidos por inseminação artificial heteróloga. 1. 1. sem descenderem uma da outra. a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes. 1.523.havidos por fecundação artificial homóloga. se ambos o reconheceram 76 Código Civil . Art. 1. que só lhe poderão ser retirados por mandado judicial. Parágrafo único.quando existirem veementes presunções resultantes de fatos já certos. poderá provar-se a filiação por qualquer modo admissível em direito: I . regular de maneira diferente da estabelecida nos artigos antecedentes a situação deles para com os pais.609. na linha reta.584 e 1. enquanto viver. sendo tal ação imprescritível. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. A filiação prova-se pela certidão do termo de nascimento registrada no Registro Civil.595. Art. aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. se o nascimento ocorrer após esse período e já decorrido o prazo a que se refere o inciso I do art. em qualquer caso. este se presume do primeiro marido. bem como fiscalizar sua manutenção e educação. se. No caso de invalidade do casamento. Art. Art. O pai ou a mãe. SUBTÍTULO II DAS RELAÇÕES DE PARENTESCO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. III .605.588. e. Na falta. enquanto menor.600. Art. Art. 1. ou defeito. antes de decorrido o prazo previsto no inciso II do art. também pelo número delas. as pessoas provenientes de um só tronco. Art. 1.590.606. Art. Art. Presumem-se concebidos na constância do casamento os filhos: I . e.608. 1. a mãe só poderá contestá-la. quando se tratar de embriões excedentários. O parentesco é natural ou civil.604. segundo o que acordar com o outro cônjuge. salvo se julgado extinto o processo. ilide a presunção da paternidade. 1. 1. Art.607. e descendo até encontrar o outro parente.594. Art. a mulher contrair novas núpcias e lhe nascer algum filho.por testamento. Em sede de medida cautelar de separação de corpos. terão os mesmos direitos e qualificações. O reconhecimento pode preceder o nascimento do filho ou ser posterior ao seu falecimento. Art. II . para ilidir a presunção legal da paternidade. ou for fixado pelo juiz.585. ficará sob a guarda do genitor que o reconheceu.nascidos cento e oitenta dias. § 1º O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes. CAPÍTULO III DO RECONHECIMENTO DOS FILHOS Art. 1. 1. Contestada a filiação. decorrentes de concepção artificial homóloga. 1. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade. na colateral. em cuja guarda não estejam os filhos. Art. à época da concepção.Art. 1.587. 1.quando houver começo de prova por escrito. § 2º Na linha reta. os herdeiros do impugnante têm direito de prosseguir na ação. Parágrafo único. Se iniciada a ação pelo filho. poderá o juiz. Art. conjunta ou separadamente. ou por adoção.602. Art. Art.589.598.597. ou das declarações nele contidas. Quando a maternidade constar do termo do nascimento do filho. poderá visitá-los e tê-los em sua companhia. mesmo que falecido o marido. V . 1. depois de estabelecida a convivência conjugal. Art. Ninguém pode vindicar estado contrário ao que resulta do registro de nascimento. aplica-se quanto à guarda dos filhos as disposições do artigo antecedente. não poderá residir no lar conjugal sem o consentimento do outro.612.603.593. salvo provando-se erro ou falsidade do registro. Art. 1.

Art. Art 1. 1. Art. 1. Extingue-se o poder familiar: I . A adoção obedecerá a processo judicial. e o menor pode impugnar o reconhecimento. 1. Art. 1. por mais de um ano.pela emancipação. 1. Art. Os filhos estão sujeitos ao poder familiar. se contar mais de doze anos. II .618. 1.621. 1.636.dirigir-lhes a criação e educação. e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal. desligando-o de qualquer vínculo com os pais e parentes consangüíneos. A sentença que julgar procedente a ação de investigação produzirá os mesmos efeitos do reconhecimento. Parágrafo único. igualmente. VI .conceder-lhes ou negar-lhes consentimento para casarem. Não há necessidade do consentimento do representante legal do menor. IV . como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante. A adoção de maiores de dezoito anos dependerá.638. comprovada a estabilidade da família. V . A adoção por ambos os cônjuges ou companheiros poderá ser formalizada. Art. compete o poder familiar aos pais.631. ainda mesmo sem as condições do putativo.nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico. IV .630. Art.635. Os efeitos da adoção começam a partir do trânsito em julgado da sentença. Art. O adotante há de ser pelo menos dezesseis anos mais velho que o adotado.616. 1. III .617. o outro o exercerá com exclusividade. exceto se o adotante vier a falecer no curso do procedimento. sem nomeação de tutor. 1. da assistência efetiva do Poder Público e de sentença constitutiva. quanto à pessoa dos filhos menores: I .625. desde que um deles tenha completado dezoito anos de idade. ou maternidade. na falta ou impedimento de um deles.613. respeito e os serviços próprios de sua idade e condição. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente. 1. Durante o casamento e a união estável. se menor. que justo interesse tenha. A adoção por estrangeiro obedecerá aos casos e condições que forem estabelecidos em lei. após essa idade.pela maioridade. se o outro dos pais não lhe sobreviver. 1.por decisão judicial. até aos dezesseis anos.619.pela morte dos pais ou do filho. na forma do artigo 1.634. 1. Compete aos pais. Se um dos cônjuges ou companheiros adota o filho do outro. sob a de quem melhor atender aos interesses do menor. Divergindo os pais quanto ao exercício do poder familiar. 1. nos termos do art. 1. O pai ou a mãe que contrai novas núpcias. Qualquer pessoa. 1. dar-se-á tutor ao menor.tê-los em sua companhia e guarda. caso em que terá força retroativa à data do óbito. 1. Enquanto não der contas de sua administração e não saldar o débito. se a mãe não for conhecida ou capaz de exercê-lo. § 2º O consentimento previsto no caput é revogável até a publicação da sentença constitutiva da adoção. Art. CAPÍTULO V DO PODER FAMILIAR Seção I Disposições Gerais Art. VII . 1. Parágrafo único.633.623. Seção III Da Suspensão e Extinção do Poder Familiar Art. não perde. nos quatro anos que se seguirem à maioridade. 1. A decisão confere ao adotado o sobrenome do adotante. de terem em sua companhia os segundos. O filho maior não pode ser reconhecido sem o seu consentimento. salvo quanto aos impedimentos para o casamento. enquanto menores. nos atos em que forem partes. Seção II Do Exercício do Poder Familiar Art. Art.628. Art. e assisti-los. 1. observados os requisitos estabelecidos neste Código. não reconhecido pelo pai. suprindo-lhes o consentimento. CAPÍTULO IV DA ADOÇÃO Art. 5º. e da concordância deste.632.e não houver acordo. é assegurado a qualquer deles recorrer ao juiz para solução do desacordo.622. se provado que se trata de infante exposto. A separação judicial.exigir que lhes prestem obediência.615.pela adoção. V . ou estabelece união estável. A adoção depende de consentimento dos pais ou dos representantes legais. contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas. Art. a pedido do adotante ou do adotado.reclamá-los de quem ilegalmente os detenha. mantêm-se os vínculos de filiação entre o adotado e o cônjuge ou companheiro do adotante e os respectivos parentes. nos atos da vida civil. A filiação materna ou paterna pode resultar de casamento declarado nulo. o divórcio e a dissolução da união estável não alteram as relações entre pais e filhos senão quanto ao direito. Art. estejam desaparecidos.626.627.624. podendo determinar a modificação de seu prenome. Art. Parágrafo único. II . pode contestar a ação de investigação de paternidade. ou à emancipação. O filho. Art. de quem se deseja adotar. que aos primeiros cabe. ou se viverem em união estável. Parágrafo único. Art. Ninguém pode ser adotado por duas pessoas. Parágrafo único. 1. não poderá o tutor ou o curador adotar o pupilo ou o curatelado.629.620. quanto aos filhos do relaciona- Código Civil 77 . Somente será admitida a adoção que constituir efetivo benefício para o adotando. Art. Só a pessoa maior de dezoito anos pode adotar. A adoção atribui a situação de filho ao adotado. salvo se forem marido e mulher.614. § 1º O consentimento será dispensado em relação à criança ou adolescente cujos pais sejam desconhecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar. ou tenham sido destituídos do poder familiar. ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar. Art. ou de menor cujos pais sejam desconhecidos. fica sob poder familiar exclusivo da mãe. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado. 1. Art. mas poderá ordenar que o filho se crie e eduque fora da companhia dos pais ou daquele que lhe contestou essa qualidade. 1. III . Art. ou de órfão não reclamado por qualquer parente. 1.representá-los. São ineficazes a condição e o termo apostos ao ato de reconhecimento do filho. parágrafo único.

autenticado. Podem os cônjuges. Art.650. de suprimento judicial. o que lhes aprouver. tanto o marido quanto a mulher podem livremente: I . ou dos que possam integrar futura meação. ou seus herdeiros.praticar todos os atos de disposição e de administração necessários ao desempenho de sua profissão.da pessoa maior de sessenta anos.incidir. Art. no processo de habilitação.alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis. sem autorização do outro. VI . quando um dos cônjuges a denegue sem motivo justo.651. Cabe ao juiz. estipular. caberá ao outro: I .647). vigorará. Ressalvado o disposto no art. 1. Art. Poderão os nubentes. Igual preceito ao estabelecido neste artigo aplica-se ao pai ou à mãe solteiros que casarem ou estabelecerem união estável. 1. será para com este e seus herdeiros responsável: I . 1.649. III . de bens comuns. o regime da comunhão parcial. 1. As dívidas contraídas para os fins do artigo antecedente obrigam solidariamente ambos os cônjuges. que realizou o negócio jurídico. optar por qualquer dos regimes que este código regula. se o rendimento for comum. exercendo-os sem qualquer interferência do novo cônjuge ou companheiro. quando necessária (art. mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges. II . sem consentimento. terá direito regressivo contra o cônjuge. II .de todos os que dependerem.643. em virtude de crime cuja pena exceda a dois anos de prisão. 1. prejudicado com a sentença favorável ao autor. Art. Qualquer que seja o regime de bens. 1. O cônjuge.645. Art. 1. podendo o outro cônjuge pleitear-lhe a anulação.gerir os bens comuns e os do consorte.demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação.642. TÍTULO II DO DIREITO PATRIMONIAL SUBTÍTULO I DO REGIME DE BENS ENTRE OS CÔNJUGES CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. II . Art. abusar de sua autoridade. quanto aos seus bens. o terceiro. ou sendo ela nula ou ineficaz.pleitear. requerendo algum parente. Art. A falta de autorização. 1. É lícito aos nubentes. desde que feita por instrumento público. 1.comprar. IV . Art.648. Art. acerca desses bens ou direitos. desde que provado que os bens não foram adquiridos pelo esforço comum destes. que estiver na posse dos bens particulares do outro. mediante autorização judicial.644.como usufrutuário. II . ou particular.obter. cabe ao juiz. até suspendendo o poder familiar. as coisas necessárias à economia doméstica. A decretação de invalidade dos atos praticados sem outorga.desobrigar ou reivindicar os imóveis que tenham sido gravados ou alienados sem o seu consentimento ou sem suprimento judicial. reiteradamente. reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão parcial. ou a invalidação do aval. Se o pai. quanto aos bens entre os cônjuges.praticar atos contrários à moral e aos bons costumes. 1. suprir a outorga. 1.647. As ações fundadas nos incisos III. os direitos ao poder familiar.fazer doação. 78 Código Civil . nas faltas previstas no artigo antecedente. quando convenha. 1. tornará anulável o ato praticado. 1. III . São válidas as doações nupciais feitas aos filhos quando casarem ou estabelecerem economia separada.642 competem ao cônjuge prejudicado e a seus herdeiros. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento: I . ou por seus herdeiros. II . se o casal estiver separado de fato por mais de cinco anos.637. Art.administrar os bens próprios. § 2º É admissível alteração do regime de bens.praticar todos os atos que não lhes forem vedados expressamente. II . só poderá ser demandada pelo cônjuge a quem cabia concedê-la. apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.reivindicar os bens comuns. Não havendo convenção.647.648. Parágrafo único. nenhum dos cônjuges pode.646. Art. Parágrafo único.alienar os imóveis comuns e os móveis ou imóveis do consorte. 1. 1. Parágrafo único. ou a mãe. III . Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que: I . Quando um dos cônjuges não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe. 1. Art. A aprovação torna válido o ato. doados ou transferidos pelo outro cônjuge ao concubino. até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal.638. 1. ou o Ministério Público. por empréstimo. exceto no regime da separação absoluta: I .prestar fiança ou aval.castigar imoderadamente o filho. 1. III . IV e V do art. § 1º O regime de bens entre os cônjuges começa a vigorar desde a data do casamento. realizados pelo outro cônjuge com infração do disposto nos incisos III e IV do art.642.deixar o filho em abandono. 1. fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública. antes de celebrado o casamento. nos casos do artigo antecedente. V .639. ainda a crédito. Suspende-se igualmente o exercício do poder familiar ao pai ou à mãe condenados por sentença irrecorrível.647.alienar os bens móveis comuns.das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento.640.mento anterior. Art. com as limitações estabelecida no inciso I do art. faltando aos deveres a eles inerentes ou arruinando os bens dos filhos. 1. III . ou lhe seja impossível concedê-la. não suprida pelo juiz.641. IV . para casar. Art. Parágrafo único. nas demais escolhas. segundo o regime de bens. ou sem suprimento do juiz. adotar a medida que lhe pareça reclamada pela segurança do menor e seus haveres. independentemente de autorização um do outro: I . móveis ou imóveis. No caso dos incisos III e IV do art. como autor ou réu. Art. 1. as quantias que a aquisição dessas coisas possa exigir. Quanto à forma. 1. IV . Parágrafo único. não sendo remuneratória.652.

as obrigações provenientes de atos ilícitos. III . e os do outro na razão do proveito que houver auferido.os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares. IV . Sobrevindo a dissolução da sociedade conjugal.655.672. § 3º Em caso de malversação dos bens. meios-soldos. II . Art.662. Art. 1. poder-se-á convencionar a livre disposição dos bens imóveis. Parágrafo único. 1.os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário. É nulo o pacto antenupcial se não for feito por escritura pública. ou dos particulares de cada cônjuge. a título gratuito.as obrigações anteriores ao casamento.656. percebidos na constância do casamento. salvo convenção diversa em pacto antenupcial. No pacto antenupcial. montepios e outras rendas semelhantes. II . A eficácia do pacto antenupcial. O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e futuros dos cônjuges e suas dívidas passivas. excluindo-se da soma dos patrimônios próprios: I . No regime de comunhão parcial. Art. 1. salvo reversão em proveito do casal. Art. e lhe cabe.661.II . pelo oficial do Registro de Imóveis do domicílio dos cônjuges. se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar. IV . salvo as hipóteses de regime obrigatório de separação de bens.658. quando não se provar que o foram em data anterior.os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar. comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal. Art. 1. Art. Excluem-se da comunhão: I . CAPÍTULO II DO PACTO ANTENUPCIAL Art.os bens que cada cônjuge possuir ao casar. a qualquer título. Art. Art.os bens adquiridos na constância do casamento por título oneroso. com as exceções do artigo seguinte. 1.666. na constância do casamento.como procurador.667.os frutos dos bens comuns. 1.659. Art. os livros e instrumentos de profissão. com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior.663. consoante disposto no artigo seguinte. em livro especial. II . 1. cada cônjuge possui patrimônio próprio. que adotar o regime de participação final nos aqüestos.os bens anteriores ao casamento e os que em seu lugar se sub-rogaram. não obrigam os bens comuns. As dívidas. fica condicionada à aprovação de seu representante legal. que os poderá livremente alienar.as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de incomunicabilidade. 1.653.as pensões. Integram o patrimônio próprio os bens que cada cônjuge possuía ao casar e os por ele adquiridos. 1. que impliquem cessão do uso ou gozo dos bens comuns. 1. A administração do patrimônio comum compete a qualquer dos cônjuges.654. apurar-se-á o montante dos aqüestos. e os que lhe sobrevierem. desde que particulares. IV . antes de realizada a condição suspensiva. § 2º A anuência de ambos os cônjuges é necessária para os atos. 1.os bens adquiridos por fato eventual. 1.674. 1. a título oneroso.como depositário. e efetuada a divisão do ativo e do passivo. 1. Art. herança ou legado. direito à metade dos bens adquiridos pelo casal. à época da dissolução da sociedade conjugal. presumem-se adquiridos na constância do casamento os bens móveis. ainda que só em nome de um dos cônjuges.671. Art. Código Civil 79 . na constância do casamento. III . na constância do casamento. às despesas de administração e às decorrentes de imposição legal. Art. 1. 1. 1. A administração e a disposição dos bens constitutivos do patrimônio particular competem ao cônjuge proprietário.as dívidas anteriores ao casamento. III . se não for usufrutuário. Os bens da comunhão respondem pelas obrigações contraídas pelo marido ou pela mulher para atender aos encargos da família.659. e ineficaz se não lhe seguir o casamento. realizado por menor. e os sub-rogados em seu lugar. V . No regime de participação final nos aqüestos.669. VII . § 1º As dívidas contraídas no exercício da administração obrigam os bens comuns e particulares do cônjuge que os administra. ou reverterem em proveito comum. VI .660. Art. Art. 1. Art. se forem móveis. Entram na comunhão: I . V . A incomunicabilidade dos bens enumerados no artigo antecedente não se estende aos frutos.os bens de uso pessoal.as benfeitorias em bens particulares de cada cônjuge. na constância do casamento. As convenções antenupciais não terão efeito perante terceiros senão depois de registradas.os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge. É nula a convenção ou cláusula dela que contravenha disposição absoluta de lei.Os bens referidos nos incisos V a VII do art. Art.664. São excluídos da comunhão: I .657. com as exceções dos artigos seguintes. CAPÍTULO IV DO REGIME DE COMUNHÃO UNIVERSAL Art. 1. Aplica-se ao regime da comunhão universal o disposto no Capítulo antecedente. nem administrador. o juiz poderá atribuir a administração a apenas um dos cônjuges. por doação ou sucessão. CAPÍTULO V DO REGIME DE PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQÜESTOS Art.670. Art. Art. No regime da comunhão parcial. A administração desses bens é exclusiva de cada cônjuge. V . quando se percebam ou vençam durante o casamento. Extinta a comunhão. cessará a responsabilidade de cada um dos cônjuges para com os credores do outro.668. CAPÍTULO III DO REGIME DE COMUNHÃO PARCIAL Art. contraídas por qualquer dos cônjuges na administração de seus bens particulares e em benefício destes. 1. São incomunicáveis os bens cuja aquisição tiver por título uma causa anterior ao casamento.665. 1. salvo se provierem de despesas com seus aprestos. quanto à administração dos bens. 1. III . em favor de ambos os cônjuges.os bens adquiridos por doação. ou pendentes ao tempo de cessar a comunhão.673. 1.

Art. nem pode prover. III . por valor equivalente ao da época da dissolução.688.698. Salvo prova em contrário.690. Podem pleitear a declaração de nulidade dos atos previstos neste artigo: I . nem contrair. 1. 1. em face de terceiros. pode fornecêlos. II . Estipulada a separação de bens. 1. na data da dissolução.689. sob a condição de não serem usufruídos. sem desfalque do necessário ao seu sustento.as dívidas relativas a esses bens.os que sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade. em nome deles. 1. e aquele. Parágrafo único. alienados tantos bens quantos bastarem. aos irmãos. Art. o valor do pagamento deve ser atualizado e imputado. contraídas por um dos cônjuges. § 1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. a requerimento deste ou do Ministério Público o juiz lhe dará curador especial. § 2º Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência.686. Não se podendo realizar a reposição em dinheiro. de quem se reclamam.os valores auferidos pelo filho maior de dezesseis anos. III . antes do reconhecimento. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes. Ambos os cônjuges são obrigados a contribuir para as despesas do casal na proporção dos rendimentos de seu trabalho e de seus bens. Parágrafo único. Se o parente. com exclusividade. computar-se-á o valor das doações feitas por um dos cônjuges.684.692. 1. As dívidas de um dos cônjuges. 1. Impugnada a titularidade. III . enquanto no exercício do poder familiar: I . verificar-se-á a meação do cônjuge sobrevivente de conformidade com os artigos antecedentes. II .II . mediante autorização judicial. Art. quando superiores à sua meação. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos. ou a seus herdeiros. uns em falta de outros.694.679. 1. e na falta de um deles ao outro. Art. Art. 1. SUBTÍTULO II DO USUFRUTO E DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DE FILHOS MENORES Art. estes permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges. assim germanos como unilaterais. verificar-se-á o montante dos aqüestos à data em que cessou a convivência. Na dissolução do regime de bens por separação judicial ou por divórcio. Art. poderá qualquer deles recorrer ao juiz para a solução necessária. 1. 1. 1. em benefício do outro. Se não for possível nem conveniente a divisão de todos os bens em natureza. presumem-se adquiridos durante o casamento os bens móveis. Compete aos pais. representar os filhos menores de dezesseis anos. Não podem os pais alienar. 1.os bens adquiridos pelo filho havido fora do casamento. de os reivindicar. Art. obrigações que ultrapassem os limites da simples administração. SUBTÍTULO III DOS ALIMENTOS Art. O direito à meação não é renunciável.693.677. Art. salvo estipulação em contrário no pacto antenupcial. havendo divergência. II . Art. O pai e a mãe. serão chamados a concorrer os de grau imediato. não obrigam ao outro. ou de seus herdeiros. ou declarado no monte partilhável. Ao determinar-se o montante dos aqüestos. deferindo-se a herança aos herdeiros na forma estabelecida neste Código. no exercício de atividade profissional e os bens com tais recursos adquiridos.os filhos. bem como assisti-los até completarem a maioridade ou serem emancipados. Art. 1. serão avaliados e. recaindo a obrigação nos mais próximos em grau.têm a administração dos bens dos filhos menores sob sua autoridade. todas devem concorrer na 80 Código Civil . à meação do outro cônjuge. guardada a ordem de sucessão e. não estiver em condições de suportar totalmente o encargo.681. Parágrafo único. Art. Art. 1.são usufrutuários dos bens dos filhos. nesse caso. quando os pais forem excluídos da sucessão. Os bens imóveis são de propriedade do cônjuge cujo nome constar no registro. CAPÍTULO VI DO REGIME DE SEPARAÇÃO DE BENS Art. caberá ao cônjuge proprietário provar a aquisição regular dos bens. Art. Art. pelo seu trabalho. Os pais devem decidir em comum as questões relativas aos filhos e a seus bens.683. Se um dos cônjuges solveu uma dívida do outro com bens do seu patrimônio.o representante legal. As coisas móveis. pelos pais.676. salvo prova de terem revertido. cessível ou penhorável na vigência do regime matrimonial. sem a necessária autorização do outro.os herdeiros. IV . 1. Art. Parágrafo único. somente este responderá. terá cada um dos cônjuges uma quota igual no condomínio ou no crédito por aquele modo estabelecido. 1. 1.678. se não houver preferência do cônjuge lesado.os bens que aos filhos couberem na herança. No caso de bens adquiridos pelo trabalho conjunto. Art. Sempre que no exercício do poder familiar colidir o interesse dos pais com o do filho. 1. sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos.696. o bem poderá ser reivindicado pelo cônjuge prejudicado ou por seus herdeiros. Na dissolução da sociedade conjugal por morte. 1. os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social.675. 1.680. 1. presumem-se do domínio do cônjuge devedor. 1. à própria mantença.695. salvo se o bem for de uso pessoal do outro. Art. ou administrados. calcular-se-á o valor de alguns ou de todos para reposição em dinheiro ao cônjuge não-proprietário.682. Excluem-se do usufruto e da administração dos pais: I . inclusive para atender às necessidades de sua educação. Art. Pelas dívidas posteriores ao casamento. que deve alimentos em primeiro lugar. que os poderá livremente alienar ou gravar de ônus real.os bens deixados ou doados ao filho. Art. mediante prévia autorização do juiz. Podem os parentes. 1.685. salvo por necessidade ou evidente interesse da prole. parcial ou totalmente. Parágrafo único. Incorpora-se ao monte o valor dos bens alienados em detrimento da meação.687. Art. Art. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes. faltando estes. quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia.691. e extensivo a todos os ascendentes. 1. ou gravar de ônus real os imóveis dos filhos.697.

serão atualizadas segundo índice oficial regularmente estabelecido. de qualquer natureza. o saldo existente será aplicado em outro prédio. Art. a administração passará ao filho mais velho.694. Parágrafo único. Parágrafo único. cessa o dever de prestar alimentos. 1. extingui-lo ou autorizar a subrogação dos bens que o constituem em outros. quer instituído pelos cônjuges ou por terceiro. destinados aos fins previstos no artigo antecedente. 1. desde que não ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição. Parágrafo único. ou. No caso de execução pelas dívidas referidas neste artigo. contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família. nos termos da lei processual. prestar-lhe-á o outro a pensão alimentícia que o juiz fixar. Salvo disposição em contrário do ato de instituição.712. salvo se motivos relevantes aconselharem outra solução.722. nem aptidão para o trabalho. na forma do art. ordenando o juiz a sua transferência para outra instituição semelhante. 1. na falta destes.717. Art. Art. 1. e. 1. O bem de família. a requerimento dos interessados. 1. Art. 1. Art. 1. 1. para sustento familiar. § 3º O instituidor poderá determinar que a administração dos valores mobiliários seja confiada a instituição financeira. 1. Parágrafo único. constitui-se pelo registro de seu título no Registro de Imóveis. como bem de família. 1. constituídos como bem da família. 1. Extingue-se. se for maior. sendo facultado ao juiz determinar. se as circunstâncias o exigirem. mantidas as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em lei especial.721.521. com suas pertenças e acessórios. 1. resolvendo o juiz em caso de divergência. Se. e não tiver parentes em condições de prestálos. o outro cônjuge será obrigado a assegurá-los. sem prejuízo do dever de prestar o necessário à sua educação. 1. Podem os cônjuges. 1. Art. compensação ou penhora.709. cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no sustento da família.705. ou em títulos da dívida pública. configurada na convivência pública. O terceiro poderá igualmente instituir bem de família por testamento ou doação. Com o falecimento de ambos os cônjuges. intentada ação contra uma delas. Art. fixar a forma do cumprimento da prestação. não poderão exceder o valor do prédio instituído em bem de família. conforme as circunstâncias. poderão as demais ser chamadas a integrar a lide. § 1º Deverão os valores mobiliários ser devidamente individualizados no instrumento de instituição do bem de família. exoneração. 1. Art. Art.708. a seu tutor. o filho havido fora do casamento pode acionar o genitor. a sua instituição como bem de família deverá constar dos respectivos livros de registro. Art. 1. à época de sua instituição. Se um dos cônjuges separados judicialmente vier a necessitar de alimentos. 1. O novo casamento do cônjuge devedor não extingue a obrigação constante da sentença de divórcio. Art. sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre. sendo um dos cônjuges inocente e desprovido de recursos. que a ação se processe em segredo de justiça. obedecendo-se. não atingirá os valores a ela confiados. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher. 1. a pedido de qualquer das partes. será o outro obrigado a prestá-los mediante pensão a ser fixada pelo juiz. Dissolvida a sociedade conjugal pela morte de um dos cônjuges. também. ou a entidade familiar. 1. Art. sendo o respectivo crédito insuscetível de cessão.714. A obrigação de prestar alimentos transmite-se aos herdeiros do devedor.proporção dos respectivos recursos. Com relação ao credor cessa. redução ou majoração do encargo. fixando o juiz o valor indispensável à sobrevivência. Na separação judicial litigiosa. os cônjuges separados judicialmente contribuirão na proporção de seus recursos. § 1º A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. a que se refere o § 3º do art. obedecidos os critérios estabelecidos no art. ouvidos o instituidor e o Ministério Público.723.718. Compete ao juiz. não se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato ou judicialmente.716. a união estável ou o concubinato do credor. e poderá abranger valores mobiliários.704. Comprovada a impossibilidade da manutenção do bem de família nas condições em que foi instituído. o sobrevivente poderá pedir a extinção do bem de família. 1.711.703. 1.702.720. Art. ouvido o Ministério Público. 1. Art. 1. Art. Pode o credor não exercer. 1. Art. O bem de família é isento de execução por dívidas posteriores à sua instituição. se tiver procedimento indigno em relação ao devedor. 1. Para obter alimentos. A dissolução da sociedade conjugal não extingue o bem de família. poderá o juiz. Código Civil 81 . O bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural. igualmente. TÍTULO III DA UNIÃO ESTÁVEL Art. 1. salvo as que provierem de tributos relativos ao prédio. porém lhe é vedado renunciar o direito a alimentos. não podem ter destino diverso do previsto no art. dependendo a eficácia do ato da aceitação expressa de ambos os cônjuges beneficiados ou da entidade familiar beneficiada. até que os filhos completem a maioridade. o direito a alimentos. ou de despesas de condomínio. Com o casamento. Se o cônjuge declarado culpado vier a necessitar de alimentos. A pessoa obrigada a suprir alimentos poderá pensionar o alimentando. mediante escritura pública ou testamento. a administração do bem de família compete a ambos os cônjuges. se for o único bem do casal. e. § 2º Se se tratar de títulos nominativos.700. poderá o interessado reclamar ao juiz.713. destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar. quando menor. Art. 1.706. Os alimentos provisionais serão fixados pelo juiz. Parágrafo único. SUBTÍTULO IV DO BEM DE FAMÍLIA Art. Art. Parágrafo único.712 ou serem alienados sem o consentimento dos interessados e seus representantes legais. ou dar-lhe hospedagem e sustento. Art. Para a manutenção dos filhos. 1. As prestações alimentícias. fixados os alimentos. caso não tenha sido declarado culpado na ação de separação judicial. no caso de falência. Art.701.715. A isenção de que trata o artigo antecedente durará enquanto viver um dos cônjuges.710. Art. o bem de família com a morte de ambos os cônjuges e a maioridade dos filhos. caso em que a responsabilidade dos administradores obedecerá às regras do contrato de depósito.699. ao disposto sobre pedido de restituição. 1. do contrário.694. Art. a critério do juiz. Art. bem como disciplinar a forma de pagamento da respectiva renda aos beneficiários. Os valores mobiliários.707.713. Parágrafo único. destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família.719. Qualquer forma de liquidação da entidade administradora. desde que não sujeitos a curatela. ou na de quem os recebe. O prédio e os valores mobiliários.

dirigir-lhe a educação. estelionato. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de lealdade. II . se encarregarem da sua criação. respeito e assistência. filhos ou cônjuges tiverem demanda contra o menor. VII . 1. e aqueles cujos pais.aqueles que. escusa ou qualquer outro impedimento. É nula a nomeação de tutor pelo pai ou pela mãe que. em proveito deste. Seção IV Do Exercício da Tutela Art. se o motivo escusatório ocorrer depois de aceita a tutela. Art. Seção III Da Escusa dos Tutores Art.741. III . ou tutela.aos colaterais até o terceiro grau. Os menores abandonados terão tutores nomeados pelo juiz. incapacidade.730. quando o menor haja mister correção. lhos.os inimigos do menor. Art. tenham ou não cumprido pena. ou tiverem que fazer valer direitos contra este.734. quanto à pessoa do menor: I . entende-se que a tutela foi cometida ao primeiro. roubo. 1.736.militares em serviço. constituem concubinato. 1. 1. ou legatário seu. administrar os bens do tutelado. Na união estável. Incumbe ao tutor. Em falta de tutor nomeado pelos pais incumbe a tutela aos parentes consangüíneos do menor. Art. 1. contra a família ou os costumes. sob a inspeção do juiz. II . ao tempo de sua morte.com o falecimento dos pais. impedidos de casar. III . e de guarda. Art. 1. e. Seção II Dos Incapazes de Exercer a Tutela Art. defendê-lo e prestar-lhe alimentos. Se o juiz não admitir a escusa.725. os mais velhos aos mais moços. Para fiscalização dos atos do tutor. Art.732. II .aqueles que exercerem função pública incompatível com a boa administração da tutela.aqueles que já exercerem tutela ou curatela.§ 2º As causas suspensivas do art. 1.742. Art. preferindo os mais próximos aos mais remotos.os impossibilitados por enfermidade. Incumbe ao tutor. Podem escusar-se da tutela: I . III . 1.aos ascendentes. Art. cumprindo seus deveres com zelo e boa-fé. 1. As relações não eventuais entre o homem e a mulher. Art. os dez dias contar-se-ão do em que ele sobrevier. 1. mediante pedido dos companheiros ao juiz e assento no Registro Civil. em qualquer dos casos. sob pena de entender-se renunciado o direito de alegá-la. 1. Art. enquanto o recurso interposto não tiver provimento. 1. aplica-se às relações patrimoniais. o juiz escolherá entre eles o mais apto a exercer a tutela em benefício do menor. VI . Parágrafo único. II . A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro documento autêntico. IV .523 não impedirão a caracterização da união estável. caso a exerçam: I . ou de seus pais. Aos irmãos órfãos dar-se-á um só tutor. ou falhas em probidade. III .727.aqueles que tiverem sob sua autoridade mais de três fi- IV . Art. como houver por bem. Art. voluntária e gratuitamente. 1. V . Não podem ser tutores e serão exonerados da tutela.729. e as culpadas de abuso em tutorias anteriores. o regime da comunhão parcial de bens. exercerá o nomeado a tutela. VI .quando estes forem excluídos ou escusados da tutela. Art.mulheres casadas.735. e.em caso de os pais decaírem do poder familiar.os condenados por crime de furto.728. ou sendo estes julgados ausentes. no momento de lhes ser deferida a tutela.737. O direito de nomear tutor compete aos pais. sustento e educação dos filhos. se acharem constituídos em obrigação para com o menor.726. pode o juiz nomear um protutor.maiores de sessenta anos.740.724. Art. A escusa apresentar-se-á nos dez dias subseqüentes à designação.as pessoas de mau procedimento. 1. no mesmo grau. Quem não for parente do menor não poderá ser obrigado a aceitar a tutela. na falta desse estabelecimento.adimplir os demais deveres que normalmente cabem aos pais. § 2º Quem institui um menor herdeiro. Os filhos menores são postos em tutela: I . se houver no lugar parente idôneo. ou serão recolhidos a estabelecimento público para este fim destinado. 1.738. ainda que o beneficiário se encontre sob o poder familiar. ficam sob a tutela das pessoas que. Art. 1. por esta ordem: I . V . e responderá desde logo pelas perdas e danos que o menor venha a sofrer. não tinha o poder familiar. II .aqueles que habitarem longe do lugar onde se haja de exercer a tutela.na falta de tutor testamentário ou legítimo. A união estável poderá converter-se em casamento.731. e que os outros lhe sucederão pela ordem de nomeação. § 1º No caso de ser nomeado mais de um tutor por disposição testamentária sem indicação de precedência.aqueles que não tiverem a livre administração de seus bens. 1. ou que tiverem sido por estes expressamente excluídos da tutela. preferindo o de grau mais próximo ao mais remoto.739. se ocorrer morte.reclamar do juiz que providencie. no que couber.quando removidos por não idôneos o tutor legítimo e o testamentário. O juiz nomeará tutor idôneo e residente no domicílio do menor: I . Art.733. ouvida a opinião do menor. poderá nomear-lhe curador especial para os bens deixados. em conjunto. salvo contrato escrito entre os companheiros. em condições de exercê-la. conforme os seus haveres e condição. TÍTULO IV DA TUTELA E DA CURATELA CAPÍTULO I DA TUTELA Seção I Dos Tutores Art. 1. falsidade. se este já contar doze anos de idade. 1. consangüíneo ou afim. II . 1. 82 Código Civil .

1. II . a eficácia de ato do tutor depende da aprovação ulterior do juiz. ainda que com encargos. Compete mais ao tutor: I . pedras preciosas e móveis serão avaliados por pessoa idônea e. mas tem direito a ser pago pelo que realmente despender no exercício da tutela. podendo dispensá-la se o tutor for de reconhecida idoneidade.743. Art. § 2º São solidariamente responsáveis pelos prejuízos as pessoas às quais competia fiscalizar a atividade do tutor. nos atos em que for parte. Parágrafo único. e recolhidos ao estabelecimento bancário oficial ou aplicado na aquisição de imóveis. III .para se comprarem bens imóveis e títulos. por qualquer motivo. recolhendo o tutor imediatamente a estabelecimento bancário oficial os saldos. forem complexos.fazer-lhe as despesas de subsistência e educação. As contas serão prestadas em juízo. Os tutores prestarão contas de dois em dois anos. Se o menor possuir bens. mortos eles. mediante preço conveniente. ou por interposta pessoa. Antes de assumir a tutela. III . aos seus herdeiros. da referida aplicação. ou nelas assistir o menor. sob pena de nulidade: I . quando não tiver exigido garantia legal do tutor. e assisti-lo. IV . mediante contrato particular. cuja conservação não convier.756.753. poderá este. Parágrafo único. V . IV . o tutor declarará tudo o que o menor lhe deva. § 1º Se houver necessidade. não se poderão retirar. Art. o arrendamento de bens de raiz. salvo provando que não conhecia o débito quando a assumiu.749. a responsabilidade do tutor. a quitação do menor não produzirá efeito antes de aprovadas as contas pelo juiz.dispor dos bens do menor a título gratuito. se anexará aos autos do inventário. e os imóveis nos casos em que for permitido. 1. subsistindo inteira. Art. e o seu produto convertido em títulos. salvo no caso do art. ou deixado. O tutor responde pelos prejuízos que. 1. contra o menor.transigir. V . ou dolo.745. Código Civil 83 . 1.pagar as dívidas do menor. e as que concorreram para o dano. deixarem o exercício da tutela ou toda vez que o juiz achar conveniente. ou.promover-lhe. ou adquirindo bens imóveis.755. e julgadas depois da audiência dos interessados.propor em juízo as ações.para as despesas com o sustento e educação do tutelado. será sustentado e educado a expensas deles. Art. Os bens do menor serão entregues ao tutor mediante termo especificado deles e seus valores. Art. nas condições previstas no § 1º do artigo antecedente. não pode o tutor. legados ou doações.para se entregarem aos órfãos. 1. alienados. II . atendendo-se preferentemente à rentabilidade. Parágrafo único. e também quando. Art. 1. Art.747. Se os bens e interesses administrativos exigirem conhecimentos técnicos. obrigações ou letras. até então. ou maiores. III . Ainda com a autorização judicial. 1. ou a administração de seus bens. conservação e melhoramentos de seus bens. são obrigados a prestar contas da sua administração.752. causar ao tutelado. conforme for determinado pelo juiz. e a perceber remuneração proporcional à importância dos bens administrados. senão mediante ordem do juiz. depois de aprovado. Art. II . Os valores que existirem em estabelecimento bancário oficial. 1. considerado o rendimento da fortuna do pupilo quando o pai ou a mãe não as houver fixado. o que não os exime da obrigação. enquanto exerça a tutoria. II . Se o patrimônio do menor for de valor considerável. pagando os juros legais desde o dia em que deveriam dar esse destino. até os dezesseis anos.757. delegar a outras pessoas físicas ou jurídicas o exercício parcial da tutela. ou títulos.direta e pessoal. após essa idade. II . arbitrando o juiz para tal fim as quantias que lhe pareçam necessárias.734. § 3º Os tutores respondem pela demora na aplicação dos valores acima referidos. na forma do § 1º do art. Art. na forma do artigo antecedente. ou não o houver feito oportunamente. embora o contrário tivessem disposto os pais dos tutelados. e as quantias a ele devidas.representar o menor. poderá o juiz condicionar o exercício da tutela à prestação de caução bastante. que. 1. Art. Art.754. Art. IV . 1. 1. 1.subsidiária. Compete também ao tutor. Seção VI Da Prestação de Contas Art. após autorização judicial. A responsabilidade do juiz será: I . 1. nem o removido. com autorização do juiz: I . mediante aprovação judicial. Os imóveis pertencentes aos menores sob tutela somente podem ser vendidos quando houver manifesta vantagem.aceitar por ele heranças. ainda que os pais o tenham dispensado. III .para se empregarem em conformidade com o disposto por quem os houver doado. 1. quando emancipados. Os tutores. 1.alienar os bens do menor destinados a venda. que o juiz fará efetiva.constituir-se cessionário de crédito ou de direito. mediante prévia avaliação judicial e aprovação do juiz. os objetos de ouro e prata. tanto que se tornou suspeito. Finda a tutela pela emancipação ou maioridade.750. obrigações ou letras. 1. bens móveis ou imóveis pertencentes ao menor. Seção V Dos Bens do Tutelado Art.vender-lhe os bens móveis. § 2º O mesmo destino previsto no parágrafo antecedente terá o dinheiro proveniente de qualquer outra procedência.744.751. ou realizados em lugares distantes do domicílio do tutor. e somente: I .Art.adquirir por si. obrigações e letras de responsabilidade direta ou indireta da União ou dos Estados. Os tutores não podem conservar em seu poder dinheiro dos tutelados. assim como defendê-lo nos pleitos contra ele movidos. 1. § 1º Ao protutor será arbitrada uma gratificação módica pela fiscalização efetuada.753. bem como as de administração. além do necessário para as despesas ordinárias com o seu sustento. No caso de falta de autorização. por culpa. No fim de cada ano de administração. sob pena de não lhe poder cobrar. nos atos da vida civil. e promover todas as diligências a bem deste. a sua educação e a administração de seus bens.748.746. quando não tiver nomeado o tutor.receber as rendas e pensões do menor. Art. 1. os tutores submeterão ao juiz o balanço respectivo.758.

III . A interdição do pródigo só o privará de.em caso de doença mental grave. Havendo meio de recuperar o interdito. é curador legítimo o pai ou a mãe. § 3º Na falta das pessoas mencionadas neste artigo. ou. o juiz. 1. o juiz assinará. Parágrafo único. seu curador será o do nascituro. 1.759. Art. 1. 1. se o quiser e o juiz julgar conveniente ao menor. não separado judicialmente ou de fato. 1. III e IV do art. de direito. é. 1. se o pai falecer estando grávida a mulher. dar-se-lhe-á curador para cuidar de todos ou alguns de seus negócios ou bens. 1. Dar-se-á curador ao nascituro.760. Art. 1. com as modificações dos artigos seguintes. Art.767 serão recolhidos em estabelecimentos adequados. o descendente que se demonstrar mais apto. Art. o juiz nomeará defensor ao suposto incapaz. O tutor é obrigado a servir por espaço de dois anos. bem como o saldo contra o tutelado.os excepcionais sem completo desenvolvimento mental.772 e as desta Seção. forem incapazes as pessoas mencionadas no inciso antecedente. quando interdito. 1. embora sujeita a recurso. de qualquer das pessoas a que se refere o art. 5º. os limites da curatela.766.se. examinará pessoalmente o argüido de incapacidade.ao expirar o termo.775. Pode o tutor continuar no exercício da tutela. Cessam as funções do tutor: I . dar quitação. Nos casos de morte.os deficientes mentais. 1. com a restrição do art. não tiverem o necessário discernimento para os atos da vida civil.781.aqueles que.ao sobrevir escusa legítima. III . hipotecar.os pródigos. Art. demandar ou ser demandado. Quando o curador for o cônjuge e o regime de bens do casamento for de comunhão universal. 84 Código Civil . em que era obrigado a servir. 1. na falta destes. Art.com a maioridade ou a emancipação do menor. 1. e praticar. 1. 1. ou por qualquer parente. 1. II . 1. Art.768. que poderão circunscrever-se às restrições constantes do art. Parágrafo único. Seção VII Da Cessação da Tutela Art. 1. Os interditos referidos nos incisos I. compete ao juiz a escolha do curador. Art. III .779. 1.763. por outra causa duradoura. quando não se adaptarem ao convívio doméstico. o curador promover-lhe-á o tratamento em estabelecimento apropriado. 1. existindo. Serão levadas a crédito do tutor todas as despesas justificadas e reconhecidamente proveitosas ao menor. nos demais casos o Ministério Público será o defensor. alienar. CAPÍTULO II DA CURATELA Seção I Dos Interditos Art.770.ao ser removido.773.784. Seção II Da Curatela do Nascituro e do Enfermo ou Portador de Deficiência Física Art.783. II . 1.pelo cônjuge. 1. § 2º Entre os descendentes.776. Se a mulher estiver interdita.771. os atos que não sejam de mera administração. Art. Cessa a condição de tutelado: I . 1. na impossibilidade de fazê-lo. 1. 1.ao cair o menor sob o poder familiar. Aberta a sucessão.772. emprestar. A sentença que declara a interdição produz efeitos desde logo. 1. §1º Na falta do cônjuge ou companheiro. observado o art. os mais próximos precedem aos mais remotos.762. Será destituído o tutor. 1. ausência. são dívidas de valor e vencem juros desde o julgamento definitivo das contas.767.pelos pais ou tutores. II . LIVRO V DO DIREITO DAS SUCESSÕES TÍTULO I DA SUCESSÃO EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Seção III Do Exercício da Curatela Art. Art. As regras a respeito do exercício da tutela aplicam-se ao da curatela. Pronunciada a interdição das pessoas a que se referem os incisos III e IV do art. Art.767. V . desde logo. as contas serão prestadas por seus herdeiros ou representantes. Art.777. A interdição deve ser promovida: I . por enfermidade ou deficiência mental. Antes de pronunciar-se acerca da interdição. Art.778. Nos casos em que a interdição for promovida pelo Ministério Público. transigir.se não existir ou não promover a interdição alguma das pessoas designadas nos incisos I e II do artigo antecedente. II .aqueles que. salvo determinação judicial. no caso de reconhecimento ou adoção. a herança transmite-se. Aplicam-se à curatela as disposições concernentes à tutela. Art.pelo Ministério Público. não será obrigado à prestação de contas. O cônjuge ou companheiro.769. Art.774.764. Art. 1. 1. sem curador. A autoridade do curador estende-se à pessoa e aos bens dos filhos do curatelado. 1. Art. e não tendo o poder familiar. assistido por especialistas. 1. além do prazo previsto neste artigo. ou interdição do tutor.782. curador do outro. Art. Art. Art.Art. não puderem exprimir a sua vontade.765. O alcance do tutor. III .782.780. IV . II . As despesas com a prestação das contas serão pagas pelo tutelado. prevaricador ou incurso em incapacidade. quando negligente. os ébrios habituais e os viciados em tóxicos. Estão sujeitos a curatela: I . O Ministério Público só promoverá interdição: I . 1. A requerimento do enfermo ou portador de deficiência física. aos herdeiros legítimos e testamentários. em geral.761. segundo o estado ou o desenvolvimento mental do interdito.768.

III . a curatela caberá à pessoa cujo filho o testador esperava ter por herdeiro. Parágrafo único. e regularse-á pelas normas relativas ao condomínio. Código Civil 85 . Presumem-se pessoas interpostas os ascendentes. Art. sucessivamente: I . ainda quando simuladas sob a forma de contrato oneroso. No caso do inciso I do artigo antecedente. instaurar-se-á inventário do patrimônio hereditário. ao mais velho.as pessoas jurídicas. sucessivamente. presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente.775. 1. e subsiste a sucessão legítima se o testamento caducar. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro.se concorrer com descendentes só do autor da herança. Art. e.794. 1. Art. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a preferência. salvo se este.792. de partilha da herança. 1.os filhos.797.790. Art. a curador nomeado pelo juiz. não for concebido o herdeiro esperado.802.804. civil ou militar. o direito dos co-herdeiros. e.800. ou for julgado nulo. quanto à propriedade e posse da herança. a rogo. III . 1.785. perante quem se fizer. demostrando o valor dos bens herdados. 1. salvo disposição em contrário do testador. Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: I . a contar da abertura da sucessão. CAPÍTULO III DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA Art. 1. 1. na proporção das respectivas quotas hereditárias. haver para si a quota cedida a estranho.ao cônjuge ou companheiro. Art. 1. às pessoas indicadas no art. 1. a quem não se der conhecimento da cessão. pode ser objeto de cessão por escritura pública.795. Morrendo a pessoa sem testamento. se outro co-herdeiro a quiser.não havendo parentes sucessíveis. os bens da herança serão confiados. § 3º Nascendo com vida o herdeiro esperado. Art. nas condições seguintes: I . A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade. a administração da herança caberá. § 3º Ineficaz é a disposição. decorridos dois anos após a abertura da sucessão. tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles. § 1º Salvo disposição testamentária em contrário. se com o outro convivia ao tempo da abertura da sucessão. quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. 1. desde a abertura da sucessão.788. os irmãos e o cônjuge ou companheiro do não legitimado a suceder. II . O direito à sucessão aberta. se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão.se concorrer com outros parentes sucessíveis. o mesmo ocorrerá quanto aos bens que não forem compreendidos no testamento. ainda não concebidos. perante o juízo competente no lugar da sucessão. quando for o caso. regem-se pelas disposições concernentes à curatela dos incapazes. porém. No prazo de trinta dias.796. 1. Art. ainda que vários sejam os herdeiros. 1. após a liquidação ou partilha. III .Art. com os frutos e rendimentos relativos à deixa. depositado o preço. Art. transmite a herança aos herdeiros legítimos. IV . Até o compromisso do inventariante. terá direito a um terço da herança. Art. bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro.789. terá direito à totalidade da herança. pelo co-herdeiro. assim nomeado. quando também o for do testador. o testador só poderá dispor da metade da herança. § 2º Os poderes. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. II . Havendo herdeiros necessários. 1.803. os descendentes. ou quando tiverem de ser afastadas por motivo grave levado ao conhecimento do juiz. ou o comandante ou escrivão.798.o tabelião. O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão. poderá.786. O co-herdeiro.o concubino do testador casado. Art.a pessoa de confiança do juiz. a partir da morte do testador. no que couber. pendente a indivisibilidade. § 2º É ineficaz a cessão. de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. a prova do excesso. tanto por tanto.ao herdeiro que estiver na posse e administração dos bens.799. assim como o que fizer ou aprovar o testamento. II . Art. cuja organização for determinada pelo testador sob a forma de fundação. 1. A sucessão abre-se no lugar do último domicílio do falecido. será indivisível.801. terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. Art. sem culpa sua. para fins de liquidação e. se houver mais de um nessas condições. Art. CAPÍTULO IV DA ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA Art. torna-se definitiva a sua transmissão ao herdeiro. III . A herança defere-se como um todo unitário. os bens reservados.as testemunhas do testamento. 1. estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos.787. nem o seu cônjuge ou companheiro. IV . salvo se houver inventário que a escuse. por qualquer herdeiro. Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários: I . 1. São nulas as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder.se concorrer com filhos comuns.791. Art. Parágrafo único. Art. deveres e responsabilidades do curador. escreveu o testamento. 1. CAPÍTULO II DA HERANÇA E DE SUA ADMINISTRAÇÃO Art. 1. entre eles se distribuirá o quinhão cedido. Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da abertura daquela. ser-lhe-á deferida a sucessão.as pessoas jurídicas. na falta ou escusa das indicadas nos incisos antecedentes. incumbe-lhe. 1. 1. de bem componente do acervo hereditário. Art. ou os seus ascendentes e irmãos. Aceita a herança. de pessoas indicadas pelo testador. § 1º Os direitos. IV . O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança. Até a partilha. sem prévia autorização do juiz da sucessão.a pessoa que.793.ao testamenteiro. Parágrafo único. caberão aos herdeiros legítimos. 1. conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer. É lícita a deixa ao filho do concubino. § 4º Se. II . ou feitas mediante interposta pessoa. desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão.

ou os de administração e guarda provisória. É assegurado aos credores o direito de pedir o pagamento das dívidas reconhecidas. Parágrafo único. Os chamados à sucessão do herdeiro falecido antes da aceitação. já conhecia a causa da indignidade. 1. para. antes da sentença de exclusão. § 2º O herdeiro. Parágrafo único. 1. ainda não verificada. 1. Art. 1. sob pena de se haver a herança por aceita. 1. os bens da herança. renunciando à herança. Art. não maior de trinta dias. § 2º Não importa igualmente aceitação a cessão gratuita. incorporando-se ao domínio da União quando situados em território federal. Parágrafo único. O interessado em que o herdeiro declare se aceita. companheiro. CAPÍTULO V DOS EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO Art. contados da abertura da sucessão. na mesma sucessão. e os atos de administração legalmente praticados pelo herdeiro. a herança. em ação de petição de herança. será esta desde logo declarada vacante. O direito de demandar a exclusão do herdeiro ou legatário extingue-se em quatro anos. Art. ou se todos os outros da mesma classe renunciarem a herança. § 1º A habilitação dos credores se fará no prazo de trinta dias seguintes ao conhecimento do fato.806. será declarada por sentença. a possua. 1. nem à sucessão eventual desses bens.814. pode suceder no limite da disposição testamentária. ou penda habilitação. que será devolvido aos demais herdeiros. decorridos cinco anos da abertura da sucessão.813. aos demais co-herdeiros. prevalece a renúncia quanto ao remanescente. contemplado em testamento do ofendido.817. aceitá-la em nome do renunciante. Art. quando expressa. mas.815. Não havendo reabilitação expressa. Art. há de resultar tão-somente de atos próprios da qualidade de herdeiro. Aquele que incorreu em atos que determinem a exclusão da herança será admitido a suceder.816. se localizados nas respectivas circunscrições. Art. ou não. o poder de aceitar passa-lhe aos herdeiros. se pronunciar o herdeiro. requerer ao juiz prazo razoável. nos limites das forças da herança. pura e simples.809. quando tácita.807. Art. Art.que. será a herança declarada vacante. Art.824. o indigno. § 1º O herdeiro. O excluído da sucessão não terá direito ao usufruto ou à administração dos bens que a seus sucessores couberem na herança. São pessoais os efeitos da exclusão. decorrido um ano de sua primeira publicação. sendo ele o único desta. sob títulos sucessórios diversos. a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e. 1.823. O herdeiro pode.826. 1.811. ainda que exercida por um só dos herdeiros. por direito próprio. Se. observado o disposto nos arts. A ação de petição de herança. CAPÍTULO VI DA HERANÇA JACENTE Art. Art. se o ofendido o tiver expressamente reabilitado em testamento. A renúncia da herança deve constar expressamente de instrumento público ou termo judicial. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. A declaração de vacância da herança não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem. ou. inibirem ou obstarem o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de última vontade. pode aceitá-los. Na sucessão legítima. Art. repudiá-los. Falecendo o herdeiro antes de declarar se aceita a herança. A exclusão do herdeiro ou legatário. co-autores ou partícipes de homicídio doloso. Art. a quem se testarem legados. ao testar. 1. § 2º Pagas as dívidas do renunciante. ficarão sob a guarda e administração de um curador. Art. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário. na qualidade de herdeiro. poderá. São excluídos da sucessão os herdeiros ou legatários: I . poderão aceitar ou renunciar a primeira. desde que concordem em receber a segunda herança. demandar o reconhecimento de seu direito sucessório. poderá compreender todos os bens hereditários. faz-se por declaração escrita. 1. seu cônjuge. quando prejudicados. 1. aceitando-a. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte. contra quem.Parágrafo único. até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. ou tentativa deste. A transmissão tem-se por não verificada quando o herdeiro renuncia à herança. § 1º Não exprimem aceitação de herança os atos oficiosos. Parágrafo único. III . 1. chamado. Art.222. Art. os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal.819.808. Art. como o funeral do finado. Art.821. a mais de um quinhão hereditário. mas aos herdeiros subsiste. contra a pessoa de cuja sucessão se tratar.812. ou de parte dela. O possuidor da herança está obrigado à restituição dos bens do acervo. os colaterais ficarão excluídos da sucessão. depois de arrecadados. poderão os filhos vir à sucessão. e por cabeça. II . para obter a restituição da herança. Quando todos os chamados a suceder renunciarem à herança. como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão. porém.822.825. ascendente ou descendente. ou de seu cônjuge ou companheiro.214 a 1. 1.818. devolve-se aos da subseqüente. os meramente conservatórios. 1. Ninguém pode suceder. com autorização do juiz. vinte dias após aberta a sucessão. representando herdeiro renunciante. o direito de demandar-lhe perdas e danos. Art. 1. 1.que houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança ou incorrerem em crime contra a sua honra. por violência ou meios fraudulentos. Parágrafo único. ele for o único legítimo da sua classe. 1. nele. 1.820. Parágrafo único. mas tem direito a ser indenizado das despesas com a conservação deles. São válidas as alienações onerosas de bens hereditários a terceiros de boa-fé. serão expedidos editais na forma da lei processual. pode livremente deliberar quanto aos quinhões que aceita e aos que renuncia. A aceitação da herança. Art. os descendentes do herdeiro excluído sucedem.que houverem sido autores. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores. da herança. poderão eles. sem que haja herdeiro habilitado. Não se habilitando até a declaração de vacância. renunciando a herança. sob condição ou a termo. 1. CAPÍTULO VII DA PETIÇÃO DE HERANÇA Art. e. 1. O excluído da sucessão é obrigado a restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança houver percebido. em qualquer desses casos de indignidade. ou mesmo sem título. 1. ou em outro ato autêntico.810. fixando-se-lhe a responsabilidade segundo a sua posse. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido. a menos que se trate de vocação adstrita a uma condição suspensiva. 1.805. 86 Código Civil . quando o testador. 1.

1. Art. CAPÍTULO II DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS Art.830. Art. Em falta de descendentes e ascendentes.839. os filhos sucedem por cabeça. Em concorrência com os descendentes (art. 1. neste caso. em concorrência com o cônjuge. convertendo-se o produto em outros bens. 1. pelo herdeiro aparente a terceiro de boa-fé. 1. 1. adicionando-se.852. Na linha descendente. herdarão. de pleno direito.aos ascendentes. parágrafo único). 1. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se. 1. O herdeiro pode demandar os bens da herança. sem prejuízo da responsabilidade do possuidor originário pelo valor dos bens alienados. constituindo a legítima.ao cônjuge sobrevivente. Art. cada um destes herdará a metade do que herdar cada um daqueles.853. Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais. 1. Art. 1. basta que o testador disponha de seu patrimônio sem os contemplar. salvo o direito de representação. Art.829. IV . § 1º Se concorrerem à herança somente filhos de irmãos falecidos. são chamados à sucessão os ascendentes.aos colaterais. em que ele sucederia. ou todos de irmãos unilaterais. 1. ou no da separação obrigatória de bens (art.831. O herdeiro necessário. a metade dos bens da herança. sem distinção de linhas. § 2º Mediante autorização judicial e havendo justa causa.640. quando situada em território federal. 1. se for ascendente dos herdeiros com que concorrer. herdarão por igual. abatidas as dívidas e as despesas do funeral. Art. Ao cônjuge sobrevivente. Na linha transversal.841. caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente. Art. Art. 1. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: I . não está obrigado a prestar o equivalente ao verdadeiro sucessor. 1. Na falta de irmãos. São herdeiros necessários os descendentes. mas nunca na ascendente. quando com irmãos deste concorrerem. ou à União. § 1º Na classe dos ascendentes. Não concorrendo à herança irmão bilateral.840. Entre os descendentes. Art. Calcula-se a legítima sobre o valor dos bens existentes na abertura da sucessão. Código Civil 87 . os ascendentes da linha paterna herdam a metade.845. 1. ao cônjuge tocará um terço da herança. ressalvado a este o direito de proceder contra quem o recebeu. ou companheiro. Art. 1. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. não perderá o direito à legítima.Parágrafo único. que ficarão sub-rogados nos ônus dos primeiros.843.835. § 3º Se todos forem filhos de irmãos bilaterais. § 2º Se concorrem filhos de irmãos bilaterais com filhos de irmãos unilaterais. 1.838. A partir da citação.844. Art. impenhorabilidade. e de incomunicabilidade. Art. salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. Art. ou algum legado. Pertence aos herdeiros necessários. e os outros descendentes. § 1º Não é permitido ao testador estabelecer a conversão dos bens da legítima em outros de espécie diversa.842. herdarão os filhos destes e. 1. Concorrendo com ascendente em primeiro grau. CAPÍTULO III DO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO Art. quando a lei chama certos parentes do falecido a suceder em todos os direitos. Art. no regime da comunhão parcial.848. Parágrafo único. conforme se achem ou não no mesmo grau. somente se dá o direito de representação em favor dos filhos de irmãos do falecido. inciso I) caberá ao cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça. 1. 1.829. ou tendo eles renunciado a herança. 1. esta se devolve ao Município ou ao Distrito Federal. cada um destes herdará metade do que cada um daqueles herdar.851. a responsabilidade do possuidor se há de aferir pelas regras concernentes à posse de má-fé e à mora. a quem o testador deixar a sua parte disponível. Art.837. São eficazes as alienações feitas.847. em concorrência com o cônjuge sobrevivente. em partes iguais. desde que seja o único daquela natureza a inventariar. o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família. nem parente algum sucessível. 1. Art. Dá-se o direito de representação.836. mesmo em poder de terceiros.833.827. Se não houver cônjuge sobrevivente. Salvo se houver justa causa. declarada no testamento. os tios. 1. 1. nas condições estabelecidas no art.834. Para excluir da sucessão os herdeiros colaterais. em seguida. II . Art. os ascendentes e o cônjuge. Art. 1. nem separados de fato há mais de dois anos. Na falta de descendentes. 1.846.849. de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. os em grau mais próximo excluem os mais remotos. Art. o grau mais próximo exclui o mais remoto. o autor da herança não houver deixado bens particulares. serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau. Art. § 2º Havendo igualdade em grau e diversidade em linha. por cabeça ou por estirpe. sobre os bens da legítima. não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança. 1. ou se. 1. ao tempo da morte do outro. a título oneroso. Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes. O direito de representação dá-se na linha reta descendente. 1. cabendo a outra aos da linha materna. o valor dos bens sujeitos a colação. Art. qualquer que seja o regime de bens.832. podem ser alienados os bens gravados. salvo prova. Não sobrevivendo cônjuge. herdarão por cabeça. ou se maior for aquele grau. que de boa-fé houver pago um legado. se vivo fosse. os unilaterais. III . sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança. será assegurado.850. TÍTULO II DA SUCESSÃO LEGÍTIMA CAPÍTULO I DA ORDEM DA VOCAÇÃO HEREDITÁRIA Art. os mais próximos excluem os mais remotos. não os havendo. 1. será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. Na classe dos colaterais. não pode o testador estabelecer cláusula de inalienabilidade.830. salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal. O herdeiro aparente. Art. Art.aos descendentes. Art. 1.828. se localizada nas respectivas circunscrições. não estavam separados judicialmente.

neste caso. Art. Seção III Do Testamento Cerrado Art. Seção IV Do Testamento Particular Art. e por aquele assinado. 1. Se o tabelião tiver escrito o testamento a rogo do testador. nem o testamento do incapaz se valida com a superveniência da capacidade.o cerrado. Parágrafo único. em seguida. ser lido em voz alta pelo tabelião ao testador e a duas testemunhas. É proibido o testamento conjuntivo. fazendo-se de tudo circunstanciada menção no testamento. todas as paginas. que o abrirá e o fará registrar. e. São requisitos essenciais do testamento público: I .ser o instrumento.lavrado o instrumento. IV . se mais de uma. 1. III . Art. Os representantes só podem herdar. O quinhão do representado partir-se-á por igual entre os representantes. A incapacidade superveniente do testador não invalida o testamento. cuja aprovação lhe pede. Art. poderá. 1. Depois de aprovado e cerrado. Art.que o auto de aprovação seja assinado pelo tabelião. na presença de duas testemunhas. ordenando seja cumprido.que o testador declare que aquele é o seu testamento e quer que seja aprovado. para depois de sua morte. ou não puder assinar. Art. Se o testador não souber. observadas as seguintes formalidades: I . § 1º A legítima dos herdeiros necessários não poderá ser incluída no testamento. no ato de fazê-lo. Além dos incapazes. mês e ano em que o testamento foi aprovado e entregue. será válido se aprovado pelo tabelião ou seu substituto legal.869. III . II . declarando. ao testador e testemunhas.o público. O testamento particular pode ser escrito de próprio punho ou mediante processo mecânico. § 2º São válidas as disposições testamentárias de caráter não patrimonial. e. se vivo fosse. 88 Código Civil .870.876. seja simultâneo. O tabelião deve começar o auto de aprovação imediatamente depois da última palavra do testador. o testamento será apresentado ao juiz. aprová-lo. uma pelo tabelião ou por seu substituto legal. Art. Se não houver espaço na última folha do testamento. não obstante. 1. 1. são requisitos essenciais à sua validade seja lido e assinado por quem o escreveu. TITULO III DA SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA CAPITULO I DO TESTAMENTO EM GERAL Art. presentes as testemunhas. 1. Parágrafo único. 1. se não achar vício externo que o torne eivado de nulidade ou suspeito de falsidade. Podem testar os maiores de dezesseis anos. ou de parte deles.875. 1. na presença destas e do oficial. pelo próprio testador. II . 1. a seu rogo. Art. O testamento pode ser escrito em língua nacional ou estrangeira. que lhe será lido. podendo ser mudado a qualquer tempo. Parágrafo único. 1.854. ante as duas testemunhas. 1. O testamento escrito pelo testador. como tais. duas vezes. mencionando a circunstância no auto. contado o prazo da data do seu registro. Art. não tiverem pleno discernimento. Art. desde logo. sob sua fé. e o leia. passando a cerrar e coser o instrumento aprovado. se não o souber. ou por outra pessoa. que o testador lhe entregou para ser aprovado na presença das testemunhas. Não pode dispor de seus bens em testamento cerrado quem não saiba ou não possa ler. O renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de outra.872. pelas testemunhas e pelo tabelião. que aquele é o seu testamento. 1. ao entregá-lo ao oficial público. ou pelo testador. ainda que o testador somente a elas se tenha limitado. Art. 1. na presença de pelo menos três testemunhas.861. Art. pelas testemunhas e pelo testador. o tabelião ou seu substituto legal assim o declarará. ou por outrem.867. que o devem subscrever. 1. notas ou apontamentos. desde que seu subscritor numere e autentique.866. e a outra por uma das testemunhas. Art.871. 1. Art. sabendo ler. Parágrafo único.que o tabelião lavre. da totalidade dos seus bens. se o quiser.859. O indivíduo inteiramente surdo. bem como ser feito pela inserção da declaração de vontade em partes impressas de livro de notas. 1. O testamento é ato personalíssimo. no seu livro. na face externa do papel ou do envoltório. contanto que o escreva todo. e que. São testamentos ordinários: I . recíproco ou correspectivo. a um só tempo. II .857.que o testador o entregue ao tabelião em presença de duas testemunhas.874. e o assine de sua mão. Art. lerá o seu testamento. em voz alta.868.864.Art. O testamento público pode ser escrito manualmente ou mecanicamente. dia. Pode fazer testamento cerrado o surdo-mudo.863. designará quem o leia em seu lugar. e o tabelião lançará. designada pelo testador. em seguida à leitura.858. 1. a seu rogo. III . Art. 1. Art.865. 1. com a sua assinatura. 1.873. o tabelião aporá nele o seu sinal público. Toda pessoa capaz pode dispor. Falecido o testador. o que herdaria o representado.ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas. escreva. a seu rogo. 1. Seção II Do Testamento Público Art. podendo este servir-se de minuta. assinado pelo testador. desde que rubricadas todas as páginas pelo testador. para início da aprovação. uma das testemunhas instrumentárias. de acordo com as declarações do testador. Extingue-se em cinco anos o direito de impugnar a validade do testamento. nota do lugar.o particular. não podem testar os que. Ao cego só se permite o testamento público. CAPÍTULO III DAS FORMAS ORDINÁRIAS DO TESTAMENTO Seção I Disposições Gerais Art.862. será o testamento entregue ao testador. o auto de aprovação. CAPÍTULO II DA CAPACIDADE DE TESTAR Art. 1.856. § 1º Se escrito de próprio punho. 1. por testamento. pelo testador. assinando. O testamento cerrado pode ser escrito mecanicamente.860.855.

para certo fim ou modo. 1. que o entregará às autoridades administrativas do primeiro porto ou aeroporto nacional. noventa dias seguidos.898. havendo testamento posterior.899. com citação dos herdeiros legítimos. A designação do tempo em que deva começar ou cessar o direito do herdeiro. ou de terceiro. também por testamento. ou. que o subscreverão. 1. Art. Art. podem testar oralmente. poderá fazer-se. caso em que assinará por ele uma delas. Parágrafo único. contanto que as testemunhas a compreendam. Se o testador souber escrever. sobre a sua leitura perante elas. 1. por forma que corresponda ao testamento público ou ao cerrado. depois de o ter lido na presença de pelo menos três testemunhas. de pouco valor. Art. roupas ou jóias. em qualquer parte dele. Quem estiver em viagem. desde que.888. Morto o testador. 1. publicar-se-á em juízo o testamento. assim como em praça sitiada. Art. 1. 1. dia. 1. confiando a sua última vontade a duas testemunhas.881. ou. o navio estava em porto onde o testador pudesse desembarcar e testar na forma ordinária. em lugar onde possa testar na forma ordinária. Art.880.882. não havendo tabelião ou seu substituto legal. o testador esteja. houver prova suficiente de sua veracidade. prevalecerá a que melhor assegure a observância da vontade do testador. ainda que de graduação ou posto inferior.877. se. estando empenhadas em combate. ainda que feito no curso de uma viagem. Art.883.897. ou aeronáutico. Código Civil 89 . na presença de duas testemunhas ao auditor. ou ao oficial de patente. datado e assinado. o testamento será escrito por aquele que o substituir. ou três testemunhas. Não valerá o testamento marítimo. 1. Art. pode fazer-se pura e simplesmente. em benefício do testador. poderá fazer o testamento de seu punho.892. mês e ano. 1.§ 2º Se elaborado por processo mecânico. ao menos. Se as testemunhas forem contestes sobre o fato da disposição. 1. Toda pessoa capaz de testar poderá. Não terá efeito o testamento se o testador não morrer na guerra ou convalescer do ferimento. se o testador não morrer na viagem. O registro do testamento será feito no diário de bordo.o marítimo. onde possa fazer. o testamento será confirmado. Art. cuja identidade não se possa averiguar. III . pode testar perante pessoa designada pelo comandante. sobre esmolas de pouca monta a certas e determinadas pessoas. valerão como codicilos. Seção II Do Testamento Marítimo e do Testamento Aeronáutico Art.881. O auditor. 1.o aeronáutico. a bordo de navio nacional. salvo direito de terceiro. Art. 1. § 2º Se o testador estiver em tratamento em hospital. O testamento particular pode ser escrito em língua estrangeira. este os não confirmar ou modificar. de seu uso pessoal. ou pelo diretor do estabelecimento. Se faltarem testemunhas. em presença de duas testemunhas. e se reconhecerem as próprias assinaturas. mediante escrito particular seu. § 1º Se o testador pertencer a corpo ou seção de corpo destacado.885.884. ao tempo em que se fez. a critério do juiz. sob condição. depois dele. 1. lugar. 1. Parágrafo único.894. e consideram-se revogados. de guerra ou mercante.895. 1. Os atos a que se refere o artigo antecedente. contra recibo averbado no diário de bordo. observado o disposto no artigo antecedente. ou por certo motivo. assim como a do testador. Art. devendo ser assinado pelo testador. de qualquer natureza. 1. ou o oficial a quem o testamento se apresente notará. II . Se estiver fechado o codicilo. salvo nas disposições fideicomissárias. O testamento dos militares e demais pessoas a serviço das Forças Armadas em campanha. a critério do juiz. outro testamento. salvo se esse testamento apresentar as solenidades prescritas no parágrafo único do artigo antecedente. Parágrafo único. 1. 1.que institua herdeiro ou legatário sob a condição captatória de que este disponha. ter-se-á por não escrita. ou não souber assinar.886. ou feridas. se. o testamento particular de próprio punho e assinado pelo testador. ante duas. Art. sem testemunhas. se.893. Quando a cláusula testamentária for suscetível de interpretações diferentes.878. Art. poderá ser confirmado. Art. Caduca o testamento militar. em que lhe for apresentado. § 3º Se o testador for o oficial mais graduado. Art. e o apresente aberto ou cerrado.889. Os atos previstos nos artigos antecedentes revogam-se por atos iguais. A nomeação de herdeiro. 1. II . 1. 1. Art. deixe ou não testamento o autor.896. não pode conter rasuras ou espaços em branco. Art.891. por morte ou ausência. 1. na forma ordinária. aos pobres de certo lugar. Caducará o testamento marítimo.879. dentro do País ou fora dele. o testamento poderá ser confirmado. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS Art. o testamento será escrito pelo respectivo oficial de saúde. nem nos noventa dias subseqüentes ao seu desembarque em terra. se o testador não puder. Em circunstâncias excepcionais declaradas na cédula. 1. assim como legar móveis. Art. É nula a disposição: I .que se refira a pessoa incerta. pode testar perante o comandante. o testamento será escrito pelo respectivo comandante. 1. Parágrafo único. CAPÍTULO IV DOS CODICILOS Art. ou legatário.900.887. indeterminadamente. Seção III Do Testamento Militar Art. Art. Art. Quem estiver em viagem. que lhe faça as vezes neste mister. As pessoas designadas no art. contanto que o date e assine por extenso. Pelo modo estabelecido no art. CAPÍTULO V DOS TESTAMENTOS ESPECIAIS Seção I Disposições Gerais Art.o militar. ou que esteja de comunicações interrompidas. abrir-se-á do mesmo modo que o testamento cerrado. O testamento marítimo ou aeronáutico ficará sob a guarda do comandante. poder-se-ão nomear ou substituir testamenteiros. São testamentos especiais: I . a bordo de aeronave militar ou comercial. 1. e se pelo menos uma delas o reconhecer.893. fazer disposições especiais sobre o seu enterro. 1. Não se admitem outros testamentos especiais além dos contemplados neste Código.890. nota esta que será assinada por ele e pelas testemunhas.

ou a um corpo coletivo. Art. ou pertencentes a uma família. ao herdeiro ou ao legatário. Não o declarando expressamente o testador. entender-se-á que renunciou à herança ou ao legado. ainda que tal coisa não exista entre os bens deixados pelo testador.que deixe a arbítrio do herdeiro.902. 1. a herança será dividida em tantas quotas quantos forem os indivíduos e os grupos designados. Parágrafo único. A disposição geral em favor dos pobres. 1. Art. será o mesmo cumprido. se ele for menor. ou por fatos inequívocos. 1.921.917. Extingue-se em quatro anos o direito de anular a disposição. Parágrafo único. sem discriminar a parte de cada um. Art. ou dos de assistência pública. 1. Se o testador ordenar que o herdeiro ou legatário entregue coisa de sua propriedade a outrem. salvo se removida a título transitório. em prestações periódicas. dentre os da herança. ao tempo da morte do testador. Art. se a dívida lhe foi posterior. não o cumprindo ele. O erro na designação da pessoa do herdeiro. Valerá a disposição: I . sobre os quais incidirão as restrições apostas aos primeiros. o remanescente pertencerá aos herdeiros legítimos. Art. Se o testamento nomear dois ou mais herdeiros. existente no acervo. Art. 1.que favoreça as pessoas a que se referem os arts. 1. não se reputará compensação da sua dívida o legado que ele faça ao credor.905. ou dos estabelecimentos aí sitos. salvo expressa declaração em contrário do testador. Se o testador nomear certos herdeiros individualmente e outros coletivamente. ou de outrem.927. Parágrafo único. 1. este será eficaz apenas quanto à existente. mediante autorização judicial. No caso de desapropriação de bens clausulados. ou de sua alienação. ou daquele. Art. Art. só terá eficácia o legado se. 1. 1.916. se puder identificar a pessoa ou coisa a que o testador queria referir-se. Subsistirá integralmente o legado. Art. entende-se deixado ao legatário por toda a sua vida. Art. 1. 1. 1. II .em favor de pessoa incerta que deva ser determinada por terceiro. 1. A cláusula de inalienabilidade. o produto da venda converter-se-á em outros bens. Art. e o 90 Código Civil . nem nela pode o legatário entrar por autoridade própria.904. dos estabelecimentos particulares de caridade. se a coisa legada existir entre os bens do testador. imposta aos bens por ato de liberalidade.que favoreça a pessoa incerta. não se compreendem no legado. pelo contexto do testamento. Parágrafo único. 1. É ineficaz o legado de coisa certa que não pertença ao testador no momento da abertura da sucessão. 1. § 1º Cumpre-se o legado. Art. entregando o herdeiro ao legatário o título respectivo. a porção disponível do testador. Parágrafo único. Se aquele que legar um imóvel lhe ajuntar depois novas aquisições.909. 1. Se forem determinados os quinhões de uns e não os de outros herdeiros. ainda que contíguas. terá eficácia somente até a importância desta.801 e 1. no caso do artigo antecedente. O legado de coisa que deva encontrar-se em determinado lugar só terá eficácia se nele for achada. datará da morte do testador o primeiro período. O direito de pedir o legado não se exercerá. depois de completas as porções hereditárias dos primeiros. Art.925. 1.915.911. 1. a cura. ou de quitação de dívida.926. mas em quantidade inferior à do legado. O legado de usufruto. enquanto esteja pendente a condição ou o prazo não se vença. dolo ou coação. desde a morte do testador. pertence ao legatário a coisa certa.914. entre todos. além da educação. 1. e. Se o legado consistir em renda vitalícia ou pensão periódica. Art. distribuir-se-á por igual a estes últimos o que restar. A ineficácia de uma disposição testamentária importa a das outras que.908. singularizando-a. segundo a ordem da vocação hereditária.924. Art.918. e o testador a solveu antes de morrer. e não absorverem toda a herança.907. Não se aplica o disposto neste artigo às benfeitorias necessárias. IV . implica impenhorabilidade e incomunicabilidade. 1.919. ela se achava entre os bens da herança. Se o testador legar coisa sua. Art. salvo se manifestamente constar que tinha em mente beneficiar os de outra localidade. Seção II Dos Efeitos do Legado e do seu Pagamento Art. ou a prazo. ainda que fique ao arbítrio do herdeiro ou de outrem determinar o valor do legado. fixar o valor do legado. as instituições particulares preferirão sempre às públicas. Se forem determinadas as quotas de cada herdeiro.912. Art. só quanto a essa parte valerá o legado. Art.910. CAPÍTULO VII DOS LEGADOS Seção I Disposições Gerais Art. enquanto o legatário viver. ou. Se o legado for de quantidades certas. 1. partilhar-se-á por igual. ou de termo inicial. ao tempo do seu falecimento. enquanto se litigue sobre a validade do testamento. § 2º Este legado não compreende as dívidas posteriores à data do testamento. úteis ou voluptuárias feitas no prédio legado. sem aquela. Art. por outros documentos. 1. salvo se o legado estiver sob condição suspensiva. O legado em dinheiro só vence juros desde o dia em que se constituir em mora a pessoa obrigada a prestá-lo. dentre duas ou mais pessoas mencionadas pelo testador.III . por ocasião da moléstia de que faleceu. salvo se. esta ou aquela correrá da morte do testador. contados de quando o interessado tiver conhecimento do vício. estas. São anuláveis as disposições testamentárias inquinadas de erro. não teriam sido determinadas pelo testador. O legado de crédito.901.923.906. Art. 1. 1.802. § 2º O legado de coisa certa existente na herança transfere também ao legatário os frutos que produzir. tocará ele aos herdeiros legítimos. V . do legatário. Nos casos deste artigo. Art. ou a um estabelecimento por ele designado. ou da coisa legada anula a disposição. entender-se-á relativa aos pobres do lugar do domicílio do testador ao tempo de sua morte. 1. Art. Se tão-somente em parte a coisa legada pertencer ao testador. O legado de alimentos abrange o sustento. Art. 1. 1. Desde a abertura da sucessão.903. Dispondo o testador que não caiba ao herdeiro instituído certo e determinado objeto. sem fixação de tempo.922.920. cometendo a determinação de sua identidade a terceiro.em remuneração de serviços prestados ao testador. Art. 1. Se o legado for de coisa que se determine pelo gênero. § 1º Não se defere de imediato a posse da coisa. o vestuário e a casa. por conveniência econômica do donatário ou do herdeiro. Art. nos legados condicionais. exceto se dependente de condição suspensiva.913.

O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legatário nomeado. com as outras anteriormente nomeadas. salvo se o contrário expressamente dispôs o testador. por ocasião de sua morte. Art. O estabelecido no artigo antecedente será observado. 1.942. aos legatários. Art. quando a escolha for deixada a arbítrio de terceiro.939. os onerados dividirão entre si o ônus.929. Art. ou vice-versa.928. resolvendo-se o direito deste.946. se renunciar a herança ou legado. o legado. 1. Parágrafo único. Quando vários herdeiros. 1. sempre que outra coisa não tenha disposto o testador. se. aos quais acresceu o quinhão daquele que não quis ou não pôde suceder. Os co-herdeiros ou co-legatários. No legado alternativo.933. transmite-se aos herdeiros legítimos a quota vaga do nomeado. entre muitos co-herdeiros ou legatários de partes desiguais. Se algum legado consistir em coisa pertencente a herdeiro ou legatário (art.949. 1. 1. não os havendo. quando não for diversa a intenção manifestada pelo testador.se o testador. e algumas delas perecerem. aplica-se ao legatário o disposto neste Código quanto às doações de igual natureza. for estabelecida substituição recíproca. presumindo-se que a substituição foi determinada para as duas alternativas. pela quota de cada um. A coisa legada entregar-se-á. vivo ou morto o testador. O substituto fica sujeito à condição ou encargo imposto ao substituído. Parágrafo único. a parte da que faltar acresce aos co-legatários. 1. só no termo de cada período se poderão exigir. Art. perecendo parte de uma. nas condições do artigo antecedente. 1. Se um dos co-herdeiros ou co-legatários. 1.951. se nesta não existir coisa de tal gênero. com regresso contra os co-herdeiros. na proporção do que recebam da herança. 1. Art.945. IV . Se o legado consiste em coisa determinada pelo gênero. ficam sujeitos às obrigações ou encargos que o oneravam. Pode o testador instituir herdeiros ou legatários. V . quando nomeados conjuntamente a respeito de uma só coisa. ao herdeiro tocará escolhê-la. reverte o acréscimo para a pessoa a favor de quem os encargos foram instituídos. para o caso de um ou outro não querer ou não poder aceitar a herança ou o legado. guardado o disposto na última parte do artigo antecedente. 1. por qualquer título. passará este poder aos seus herdeiros. Art.se. Também é lícito ao testador substituir muitas pessoas por uma só. Art. Art. caducará até onde ela deixou de pertencer ao testador. a proporção dos quinhões fixada na primeira disposição entender-se-á mantida na segunda. uma vez repudiado. presume-se deixada ao herdeiro a opção.940. Seção II Da Substituição Fideicomissária Art. estabelecendo que. na proporção dos seus quinhões. guardando o meio-termo entre as congêneres da melhor e pior qualidade. nesse caso. e ainda substituir com reciprocidade ou sem ela. no lugar e estado em que se achava ao falecer o testador. uma vez encetado cada um dos períodos sucessivos. Art. pagar-se-ão no começo de cada período. O direito de acrescer competirá aos colegatários. ainda que venha a falecer antes do termo dele. Legado um só usufruto conjuntamente a duas ou mais pessoas. sem culpa do herdeiro ou legatário incumbido do seu cumprimento. 1. ou quando o objeto do legado não puder ser dividido sem risco de desvalorização.935. ao ponto de já não ter a forma nem lhe caber a denominação que possuía. 1.937. Se a opção foi deixada ao legatário. se este não a quiser ou não a puder exercer. ou se. O encargo estabelecido neste artigo. passando ao legatário com todos os encargos que a onerarem. a herança ou o legado se transmita ao fiduciário. Se o legado for de duas ou mais coisas alternativamente. 1. Art. observada a disposição na última parte do art. ou a todos os herdeiros. Se não houver conjunção entre os colegatários. depois do testamento. salvo o direito do substituto.929. 1. por sua Código Civil 91 . II . não havendo disposição testamentária em contrário. o quinhão vago pertencerá em partes iguais aos substitutos. valerá. caberá ao herdeiro ou legatário incumbido pelo testador da execução do legado.932. nos termos do art. 1.913). ainda que o testador só a uma se refira. Sendo periódicas as prestações. Art. se o legado se deduziu da herança. a sua parte acrescerá à dos co-herdeiros. Nos legados com encargo. dar-lhe-á de outra congênere o herdeiro. No silêncio do testamento. nesse caso. forem conjuntamente chamados à herança em quinhões não determinados.815.947. este poderá escolher. quanto ao seu remanescente. 1. do gênero determinado. e. só lhes foi legada certa parte do usufruto. a quota do que faltar acresce ao herdeiro ou ao legatário incumbido de satisfazer esse legado. Parágrafo único. ou destes for excluído. e. Art. à parte dos co-herdeiros ou colegatários conjuntos. 1. apesar de conjuntos. acrescerá o seu quinhão. Parágrafo único. As despesas e os riscos da entrega do legado correm à conta do legatário. CAPÍTULO IX DAS SUBSTITUIÇÕES Seção I Da Substituição Vulgar e da Recíproca Art. Art. Art.943. Não pode o beneficiário do acréscimo repudiá-lo separadamente da herança ou legado que lhe caiba. subsistirá quanto às restantes. morrer antes do testador. Art. CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE ACRESCER ENTRE HERDEIROS E LEGATÁRIOS Art. na proporção do que herdaram. Se o herdeiro ou legatário a quem couber a opção falecer antes de exercê-la. Parágrafo único. Seção III Da Caducidade dos Legados Art. a melhor coisa que houver na herança.se a coisa perecer ou for evicta.936.legatário terá direito a cada prestação. o cumprimento dos legados incumbe aos herdeiros e. 1. 1.948.se o legatário for excluído da sucessão. determinada e certa.941. 1. com seus acessórios. 1. pela mesma disposição testamentária. Art. se não dispuser diversamente o testador. 1. Art. for incluída mais alguma pessoa na substituição.se o legatário falecer antes do testador. 1. o testador modificar a coisa legada. só a ele incumbirá cumpri-lo. ao juiz competirá fazê-la. alienar no todo ou em parte a coisa legada. Art. Não existindo o direito de acrescer entre os co-legatários. Art. à medida que eles forem faltando.931.934.950. ou não resultar outra coisa da natureza da condição ou do encargo.938.930. e qualquer deles não puder ou não quiser aceitá-la. se a condição sob a qual foi instituído não se verificar. salvo se o acréscimo comportar encargos especiais impostos pelo testador. 1. e. Se as prestações forem deixadas a título de alimentos.944. consolidar-se-ão na propriedade as quotas dos que faltarem. quando indicados mais de um. Caducará o legado: I . salvo o direito do substituto. 1. Se. Quando não se efetua o direito de acrescer. III . 1. Art. 1.

ficando com o direito de pedir aos herdeiros o valor que couber na parte disponível. e a prestar caução de restituí-los se o exigir o fideicomissário. § 2º Se o legatário for ao mesmo tempo herdeiro necessário. 1. ou deserdados. Art. a certo tempo ou sob certa condição. quando o testador só em parte dispuser da quota hereditária disponível. Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima. na proporção do seu valor. rompe-se o testamento em todas as suas disposições. 1. que valerá sem o encargo resolutório.963. Art. 1. e o excesso do legado montar a mais de um quarto do valor do prédio. Ao sobrevir a sucessão.969.957. Art. Art.972. Art. não valerá. ainda quando o testamento. Além das causas enumeradas no art.injúria grave. se não houver disposição contrária do testador. As disposições que excederem a parte disponível reduzir-se-ão aos limites dela. IV . III . O fiduciário tem a propriedade da herança ou legado. A nulidade da substituição ilegal não prejudica a instituição. Quando consistir em prédio divisível o legado sujeito a redução. 1. Se. Art.953. observando-se a seu respeito a ordem estabelecida no parágrafo antecedente. Art. o legatário deixará inteiro na herança o imóvel legado. CAPÍTULO X DA DESERDAÇÃO Art. Art. O fideicomissário pode renunciar a herança ou o legado. IV . Art.966. CAPÍTULO XI DA REDUÇÃO DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS Art. o fideicomissário responde pelos encargos da herança que ainda restarem. Art. Art. Se parcial. 1. de conformidade com o disposto nos parágrafos seguintes. ao fiduciário. ou quando os exclua dessa parte. 1. Art.desamparo do filho ou neto com deficiência mental ou grave enfermidade. se o testador dispuser da sua metade. a contar da data da abertura do testamento. serão proporcionalmente reduzidas as quotas do herdeiro ou herdeiros instituídos. poderá inteirar sua legítima no mesmo imóvel.970. ou antes de realizar-se a condição resolutória do direito deste último.965. 1. 1. se o testamento revogatório for anulado por omissão ou infração de solenidades essenciais ou por vícios intrínsecos. autorizam a deserdação dos descendentes por seus ascendentes: I .955. ou com o marido ou companheiro da filha ou o da neta. até onde baste.desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade. que a encerra.973. Se o fideicomissário aceitar a herança ou o legado. de preferencia aos outros. § 1º Em se verificando excederem as disposições testamentárias a porção disponível. prevenindo o caso. O direito de provar a causa da deserdação extingue-se no prazo de quatro anos.814.814. nos termos do art.958. Art. convertendo-se em usufruto o direito do fiduciário. que ficará com o prédio. em favor de outrem. 1. 1. III . 1.975. ou se o testamento posterior não contiver cláusula revogatória expressa.relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou a do neto. 92 Código Civil .relações ilícitas com a madrasta ou com o padrasto. 1. O remanescente pertencerá aos herdeiros legítimos. Ao herdeiro instituído. ou àquele a quem aproveite a deserdação. ao tempo da morte do testador. autorizam a deserdação dos ascendentes pelos descendentes: I . aos herdeiros fará tornar em dinheiro o legatário.954.962.ofensa física. O testamento cerrado que o testador abrir ou dilacerar. 1. Somente com expressa declaração de causa pode a deserdação ser ordenada em testamento. A revogação produzirá seus efeitos. Parágrafo único.952. 1. O testamento pode ser revogado pelo mesmo modo e forma como pode ser feito. certos herdeiros e legatários. neste caso. Não se rompe o testamento.955.967.974.959. a redução far-se-á nos outros quinhões ou legados. O fiduciário é obrigado a proceder ao inventário dos bens gravados. 1. Art. 1. incapacidade ou renúncia do herdeiro nele nomeado. § 2º Se o testador. Art. terá direito à parte que. ou for aberto ou dilacerado com seu consentimento. São nulos os fideicomissos além do segundo grau. § 1º Se não for possível a divisão. 1. Salvo disposição em contrário do testador. que não o tinha ou não o conhecia quando testou. se o fiduciário renunciar a herança ou o legado. não contemplando os herdeiros necessários de cuja existência saiba.971. 1.968. A substituição fideicomissária somente se permite em favor dos não concebidos ao tempo da morte do testador. 1. Parágrafo único. de preferência. 1. Além das causas mencionadas no art. CAPÍTULO XIII DO ROMPIMENTO DO TESTAMENTO Art. CAPÍTULO XII Da Revogação do Testamento Art. 1. que se qualifica de fideicomissário. também os legados. em qualquer tempo acrescer.960. 1. já houver nascido o fideicomissário. 1. vier a caducar por exclusão. Art. 1. adquirirá este a propriedade dos bens fideicometidos. e. defere-se ao fideicomissário o poder de aceitar.ofensa física.961.956. sempre que ela e a parte subsistente do legado lhe absorverem o valor. dispuser que se inteirem. Parágrafo único. II . a propriedade consolida-se no fiduciário. em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão.964. A revogação do testamento pode ser total ou parcial. Art. deixando de ser resolúvel a propriedade do fiduciário. Sobrevindo descendente sucessível ao testador. Parágrafo único. se esse descendente sobreviver ao testador.injúria grave. se o excesso não for de mais de um quarto. Art. Art. 1. mas restrita e resolúvel. far-se-á esta dividindo-o proporcionalmente. incumbe provar a veracidade da causa alegada pelo testador. 1. não bastando. e.morte. nesse caso. Caduca o fideicomisso se o fideicomissário morrer antes do fiduciário. o fideicomisso caduca. haverse-á como revogado. 1. Rompe-se também o testamento feito na ignorância de existirem outros herdeiros necessários. II . o anterior subsiste em tudo que não for contrário ao posterior. Art.

§ 1º Quando. TÍTULO IV DO INVENTÁRIO E DA PARTILHA CAPÍTULO I DO INVENTÁRIO Art. Se o herdeiro for devedor ao espólio. de não existirem outros por inventariar e partir. mas. Compete ao testamenteiro. 1. Art. 1. Reverterá à herança o prêmio que o testamenteiro perder. 2. Art. O testador pode nomear um ou mais testamenteiros. antes da partilha. Desde a assinatura do compromisso até a homologação da partilha. 1.989.CAPÍTULO XIV DO TESTAMENTEIRO Art. Os legatários e credores da herança podem exigir que do patrimônio do falecido se discrimine o do herdeiro. pelo testamento. 2. que não seja herdeiro ou legatário. Sempre que houver ação regressiva de uns contra outros herdeiros. de ofício. o juiz mandará reservar.982. e. só respondem os herdeiros.1. A pena de sonegados só se pode requerer e impor em ação movida pelos herdeiros ou pelos credores da herança. o testamenteiro. mediante mandatário com poderes especiais. com a declaração. por ele feita. for requerido no inventário o pagamento de dívidas constantes de documentos. feita a partilha. na proporção estabelecida neste Código. Só se pode argüir de sonegação o inventariante depois de encerrada a descrição dos bens. Para cálculo da legítima. Art. sob pena de sonegação. a conferir o valor das doações que dele em vida receberam. Qualquer herdeiro pode requerer partilha imediata. que o leve a registro. Não concedendo o testador prazo maior. Se não se restituírem os bens sonegados. 1. sob pena de se tornar de nenhum efeito a providência indicada. ou devolução da herança. Art. a execução testamentária compete a um dos cônjuges. aproveita aos demais interessados. poderá cada qual exercê-lo. CAPÍTULO II DOS SONEGADOS Art. depois de declarar-se no inventário que não os possui.990.977. pagará ele a importância dos valores que ocultou. Parágrafo único. terá direito a um prêmio. mas o testamenteiro pode fazer-se representar em juízo e fora dele. conjuntos ou separados. 1. habilitando o testamenteiro com os meios necessários para o cumprimento dos legados. Art. Art. Art. Art. as legítimas dos descendentes e do cônjuge Código Civil 93 .991.978. por ser removido ou por não ter cumprido o testamento. que. no prazo marcado pelo testador. sairão do monte da herança. e a elas se limitar. CAPÍTULO IV DA COLAÇÃO Art. ou de parte dela. 1. não havendo cônjuge ou herdeiros necessários. cumprirá o testamenteiro o testamento e prestará contas em cento e oitenta dias. O testador pode conceder ao testamenteiro a posse e a administração da herança. 1. a administração da herança será exercida pelo inventariante. Tendo o testamenteiro a posse e a administração dos bens. 1. cada qual em proporção da parte que na herança lhe coube. 1. funções distintas. o valor dos bens conferidos será computado na parte indisponível. nos limites da lei. incumbe-lhe requerer inventário e cumprir o testamento.997. Além das atribuições exaradas nos artigos antecedentes. Parágrafo único. O herdeiro ou o legatário nomeado testamenteiro poderá preferir o prêmio à herança ou ao legado. Parágrafo único.983. salvo se a maioria consentir que o débito seja imputado inteiramente no quinhão do devedor.001. Parágrafo único. Além da pena cominada no artigo antecedente. e a dar contas do que recebeu e despendeu. arbitrado pelo juiz. subsistindo sua responsabilidade enquanto durar a execução do testamento. 1. mas as de sufrágios por alma do falecido só obrigarão a herança quando ordenadas em testamento ou codicilo.1. a parte do co-herdeiro insolvente dividir-se-á em proporção entre os demais. Art.998. sua dívida será partilhada igualmente entre todos. 1. ou que os omitir na colação. em falta dos outros. Na falta de testamenteiro nomeado pelo testador. contados da aceitação da testamentaria. o credor será obrigado a iniciar a ação de cobrança no prazo de trinta dias.986. A colação tem por fim igualar. Art. com o seu conhecimento. 1. e houver impugnação. pode requerer. que não se funde na alegação de pagamento. Art.992. § 2º No caso previsto no parágrafo antecedente. remover-se-á. O testamenteiro é obrigado a cumprir as disposições testamentárias.995. que tenha aceitado o cargo. Havendo simultaneamente mais de um testamenteiro. Art. ou qualquer parte interessada. ser-lhes-ão preferidos no pagamento. quando houver herdeiro necessário. assim como o juiz pode ordenar.993.999. em poder do inventariante. haja ou não herdeiros legítimos. 2. O herdeiro que sonegar bens da herança.984. Os descendentes que concorrerem à sucessão do ascendente comum são obrigados.980. em se provando a sonegação. ao herdeiro nomeado pelo juiz. O testamenteiro nomeado. em concurso com os credores deste. se o testador não o houver fixado. ou que deixar de restituí-los. conforme a importância dela e maior ou menor dificuldade na execução do testamento. Art. ao detentor do testamento. por já não os ter o sonegador em seu poder. a que os deva levar. revestidos de formalidades legais. não os descrevendo no inventário quando estejam em seu poder. 1. 1. perderá o direito que sobre eles lhe cabia. ou negando ele a existência dos bens. Salvo disposição testamentária em contrário. exercerá o testamenteiro as funções de inventariante. Art.979. Art. 1. em falta destes. 1. será de um a cinco por cento. mas todos ficam solidariamente obrigados a dar conta dos bens que lhes forem confiados. As despesas funerárias. se o sonegador for o próprio inventariante. quando indicados. no de outrem.003. 1.988.996. salvo se cada um tiver. Art. 2. 1. 1. A sentença que se proferir na ação de sonegados.985. Art. CAPÍTULO III DO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS Art.002. Art. constituindo prova bastante da obrigação. defender a validade do testamento. sobre os quais venha a recair oportunamente a execução. Se o testador tiver distribuído toda a herança em legados. Art. Art. para lhe darem cumprimento às disposições de última vontade. 1. 1. para igualar as legítimas. 1. Pode esse prazo ser prorrogado se houver motivo suficiente. e. A herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido. sem aumentar a disponível.994. com ou sem o concurso do inventariante e dos herdeiros instituídos. acompanhada de prova valiosa. ou. O encargo da testamentaria não se transmite aos herdeiros do testamenteiro. ou dando caução de prestá-los. nem é delegável.976. Art. Art. O prêmio arbitrado será pago à conta da parte disponível.981. mais as perdas e danos.000. terá o testamenteiro as que lhe conferir o testador. assim como argüir o herdeiro. bens suficientes para solução do débito. movida por qualquer dos herdeiros ou credores. Art. sobre a herança líquida. Parágrafo único.987.

O evicto será indenizado pelos co-herdeiros na proporção de suas quotas hereditárias. as quais pertencerão ao herdeiro donatário. nos termos do parágrafo antecedente. ao tempo do ato. por escritura pública. As doações remuneratórias de serviços feitos ao ascendente também não estão sujeitas a colação. deram causa. Art. Parágrafo único. que prevalecerá. Parágrafo único. que não couberem na meação do cônjuge sobrevivente ou no quinhão de um só herdeiro. conferir as doações recebidas. responderão os demais na mesma proporção. Quando os netos. Art. observar-se-á. homologado pelo juiz. os bens serão conferidos na partilha pelo que então se calcular valessem ao tempo da liberalidade. 2. computado o seu valor ao tempo da doação. Art. estudos. não obstante. Art.026. a maior igualdade possível. Parágrafo único. ainda que o testador o proíba. § 3º Sujeita-se a redução. que lhes atribuir o ato de liberalidade. Cessa a obrigação mútua estabelecida no artigo antecedente.027.012. enxoval. computados os valores das doações feitas em adiantamento de legítima. 2.015. No partilhar os bens.009. § 1º Se do ato de doação não constar valor certo. representando os seus pais. obrigando também os donatários que. assim como os danos e perdas que eles sofrerem.016. partilhando-se o valor apurado. no prazo legal. § 2º A redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso assim apurado. a não ser que haja acordo para serem adjudicados a todos.024.008. não assim o das benfeitorias acrescidas. o cônjuge sobrevivente e o inventariante são obrigados a trazer ao acervo os frutos que perceberam. já houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada. Art. serão obrigados a trazer à colação. se não mais existir o bem em poder do donatário. e se. sucederem aos avós. § 2º Se a adjudicação for requerida por mais de um herdeiro. Art. CAPÍTULO VII DA ANULAÇÃO DA PARTILHA Art. as regras deste Código sobre a redução das disposições testamentárias. Os co-herdeiros são reciprocamente obrigados a indenizar-se no caso de evicção dos bens aquinhoados. em geral. os bens assim doados serão conferidos em espécie. § 1º O excesso será apurado com base no valor que os bens doados tinham.004. por dolo ou culpa. serão vendidos judicialmente. 2. Serão os da lei anterior os prazos. quando deles já não disponha o donatário.025. 2. e respondem pelo dano a que. sob a guarda e a administração do mesmo ou diverso inventariante. Art.021. São dispensadas da colação as doações que o doador determinar saiam da parte disponível. fica o direito de cada um dos herdeiros circunscrito aos bens do seu quinhão. 2. O herdeiro pode sempre requerer a partilha. Art. tratamento nas enfermidades. serão elas reduzidas a partir da última. repondo aos outros. 2. Ficam sujeitos a sobrepartilha os bens sonegados e quaisquer outros bens da herança de que se tiver ciência após a partilha. Extingue-se em um ano o direito de anular a partilha. 2. reservando-se aqueles para uma ou mais sobrepartilhas. enquanto menor. na data de sua entrada em vigor. feitas em diferentes datas. São sujeitas à redução as doações em que se apurar excesso quanto ao que o doador poderia dispor. Art. observadas.019. LIVRO COMPLEMENTAR DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art. O valor de colação dos bens doados será aquele. termo nos autos do inventário. 2.023. 2. ainda que não o hajam herdado. CAPÍTULO VI DA GARANTIA DOS QUINHÕES HEREDITÁRIOS Art. Art. Os bens insuscetíveis de divisão cômoda. § 2º Só o valor dos bens doados entrará em colação. pela parte desse. contanto que não a excedam. certo ou estimativo. 2. deve. ou. 2. Se. Julgada a partilha. a parte da doação feita a herdeiros necessários que exceder a legítima e mais a quota disponível. no que forem aplicáveis. ou de liquidação morosa ou difícil. É válida a partilha feita por ascendente. ou. na sua educação. Sendo feita a doação por ambos os cônjuges. até a eliminação do excesso. a restituição será em espécie. Art. 2. Art. segundo o seu valor ao tempo da abertura da sucessão. Quando parte da herança consistir em bens remotos do lugar do inventário. a diferença. Art. e consentimento da maioria dos herdeiros. à partilha dos outros. 2.005. 2. Não virão à colação os gastos ordinários do ascendente com o descendente.sobrevivente. Art. desde a abertura da sucessão. 2. Art. Será sempre judicial a partilha. ou por fato posterior à partilha. § 4º Sendo várias as doações a herdeiros necessários. A partilha. Os herdeiros em posse dos bens da herança. 2. Aquele que renunciou a herança ou dela foi excluído. 2. § 1º Não se fará a venda judicial se o cônjuge sobrevivente ou um ou mais herdeiros requererem lhes seja adjudicado o bem. 2. 2.014. Art. ou escrito particular. se os herdeiros divergirem. deliberando ele próprio a partilha. não seria chamado à sucessão na qualidade de herdeiro necessário. quanto ao seu valor. após avaliação atualizada. já não possuírem os bens doados. mas. correndo também à conta deste os rendimentos ou lucros. litigiosos. em dinheiro. 2. menos a quota que corresponderia ao indenizado.013. 2. se algum deles se achar insolvente.007. em dinheiro. ao tempo do falecimento do doador. pelo seu valor ao tempo da liberalidade. assim como as despesas de casamento. poderão fazer partilha amigável. Se os herdeiros forem capazes. Art.018.022. têm direito ao reembolso das despesas necessárias e úteis que fizeram.017.006. A dispensa da colação pode ser outorgada pelo doador em testamento.010. só é anulável pelos vícios e defeitos que invalidam. Presume-se imputada na parte disponível a liberalidade feita a descendente que. observar-se-á o processo da licitação.028. nem houver estimação feita naquela época. no inventário de cada um se conferirá por metade. uma vez feita e julgada. cabendo igual faculdade aos seus cessionários e credores. Art. assim como se algum deles for incapaz. ou no próprio título de liberalidade. e bem assim dandose a evicção por culpa do evicto. para o fim de repor o que exceder o disponível. natureza e qualidade. Art. quando reduzidos por este Código. 2. Art. CAPÍTULO V DA PARTILHA Art. Art. ou as feitas no interesse de sua defesa em processo-crime. 2. 94 Código Civil .020. por ato entre vivos ou de última vontade. havendo convenção em contrário. não houver no acervo bens suficientes para igualar as legítimas dos descendentes e do cônjuge. o que os pais teriam de conferir. Pode o testador indicar os bens e valores que devem compor os quinhões hereditários. sustento. vestuário. os negócios jurídicos. no momento da liberalidade.011. 2. 2. no momento da liberalidade. contanto que não prejudique a legítima dos herdeiros necessários. salvo se o valor dos bens não corresponder às quotas estabelecidas. poderá proceder-se.

1. será feito nos casos a que se refere o § 4º do art. Lei nº 3. 1. em diplomas legislativos.844) não se aplicam à sucessão aberta antes de sua vigência. 1.046. continuam em vigor as disposições de natureza processual.037.044. As fundações. que esteja sujeita à lei especial. ainda que o testamento tenha sido feito na vigência do anterior. Art.071. Salvo disposição em contrário. Art. quanto ao seu funcionamento. Até dois anos após a entrada em vigor deste Código.745 deste Código.071. 2. é o por ele estabelecido. Art. 1. Revogam-se a Lei nº 3. 2. As disposições deste Código relativas à ordem da vocação hereditária (arts. A locação de prédio urbano. de 1º de janeiro de 1916. de 1º de janeiro de 1916. produzidos após a vigência deste Código. bem como a sua transformação. Lei nº 3. 2.029. cisão ou fusão.036. sobre o valor das construções ou plantações. as modificações dos atos constitutivos das pessoas jurídicas referidas no art. 2. referidas no art. Art.071. se. Art. constituídos antes da entrada em vigor deste Código. subordinando-se as existentes. A dissolução e a liquidação das pessoas jurídicas referidas no artigo antecedente.038.033.042. obedece ao disposto nas leis anteriores. instituídas segundo a legislação anterior.Art. 2. tais como os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos contratos. sociedades e fundações.032. Este Código entrará em vigor 1 (um) ano após a sua publicação.238 e no parágrafo único do art. ao disposto neste Código. 181º da Independência e 114º da República. 2. Art. 62. II . igual prazo é concedido aos empresários. O regime de bens nos casamentos celebrados na vigência do Código Civil anterior. às disposições do Código Civil anterior. 2. de 25 de junho de 1850. 2. terão o prazo de um ano para se adaptarem às disposições deste Código. § 2º A enfiteuse dos terrenos de marinha e acrescidos regulase por lei especial.041. de 1º de janeiro de 1916. Art. subordinam-se. Salvo o disposto em lei especial. Art. 44. Art. 2.030. incorporação.Código Civil e a Parte Primeira do Código Comercial.031. 2. inscrita em conformidade com o inciso IV do art. obedecerão ao disposto nas leis anteriores. 2. aplicam-se aos empresários e sociedades empresárias as disposições de lei não revogadas por este Código. § 1º Nos aforamentos a que se refere este artigo é defeso: I . As associações. Todas as remissões. 2. quando iniciadas antes da vigência deste Código. aos preceitos dele se subordinam.cobrar laudêmio ou prestação análoga nas transmissões de bem aforado.071. e leis posteriores. a partir de sua vigência. não subsistirá a restrição. poderá ser cancelada. bem como a atividades mercantis. 2.040. Art. o testador não aditar o testamento para declarar a justa causa de cláusula aposta à legítima. O acréscimo de que trata o artigo antecedente. mas os seus efeitos.071.constituir subenfiteuse. aos Códigos referidos no artigo antecedente. qualquer que seja o tempo transcorrido na vigência do anterior.045. 2.829 a 1.035. Art.228. Fica proibida a constituição de enfiteuses e subenfiteuses. 2. constantes de leis cujos preceitos de natureza civil hajam sido incorporados a este Código. Lei nº 3. constituídas na forma das leis anteriores. Art. Art. Aplica-se o disposto no caput do art. consideram-se feitas às disposições correspondentes deste Código. quando aberta a sucessão no prazo de um ano após a entrada em vigor deste Código. referentes a comerciantes. 2. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Aloysio Nunes Ferreira Filho Ⴇ Código Civil 95 . regem-se desde logo por este Código.034. A hipoteca legal dos bens do tutor ou curador.848. Até que por outra forma se disciplinem. 827 do Código Civil anterior. Art. Brasília.043.071. inclusive as de fins diversos dos previstos no parágrafo único do art. A validade dos negócios e demais atos jurídicos. 1. Parágrafo único.242 serão acrescidos de dois anos. salvo se houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução. prevalecendo o disposto na lei anterior (Lei nº 3. de 1º de janeiro de 1916.045. Lei nº 3. Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública. 10 de janeiro de 2002. ou a sociedades comerciais. até sua extinção.071. Art. obedecido o disposto no parágrafo único do art. Art. de 1º de janeiro de 1916). Lei nº 556. 1. Art. por esta continua a ser regida. no prazo. Lei nº 3. de 1º de janeiro de 1916 .039. 2. de 1º de janeiro de 1916. os prazos estabelecidos no parágrafo único do art. 2. 2. administrativa ou penal.