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Índice

Prefácio

Introdução

1

O uso apropriado de sangue e produtos

3

sangüíneos Transfusões apropriadas e inapropriadas

4

Segurança do sangue

5

Princípios da prática clínica transfusional

6

Fluidos de reposição

9

Terapia de reposição intravenosa

10

Fluidos de reposição intravenosos

10

Fluidos de manutenção

12

Segurança

13

Outras vias de administração de fluidos

13

Soluções cristalóides

15

Soluções colóides

17

Produtos sangüíneos

21

Sangue total

23

Componentes sangüíneos

24

Derivados plasmáticos

33

Procedimentos transfusionais clínicos

38

O sangue correto para o paciente correto no tempo correto

39

Solicitação de sangue

43

Testes de compatibilidade eritrocitária

48

Coleta de produtos sangüíneos antes da transfusão

52

Armazenamento de sangue antes da transfusão

53

Administração de produtos sangüíneos

55

Monitoração do paciente transfundido

60

Efeitos adversos da transfusão

65

Complicações agudas da transfusão

67

Complicações tardias da transfusão

77

Complicações tardias da transfusão:

80

infecções transmitidas por transfusões Transfusão maciça de sangue

81

Decisões clínicas na transfusão

86

Medicina geral

91

Sangue, oxigênio e circulação

92

Anemia

92

Malária

103

HIV/AIDS

106

Deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD)

106

Falência medular

106

Anemia falciforme

110

Talassemias

113

Distúrbios hemorrágicos e transfusão

118

Distúrbios hemorrágicos e trombóticos congênitos

119

Distúrbios hemorrágicos e trombóticos adquiridos

126

Obstetrícia

133

Alterações hematológicas na gravidez

134

Anemia na gravidez

134

Hemorragias obstétricas maiores

139

Doença hemolítica do recém nascido (DHRN)

144

Pediatria e neonatologia

148

Anemia pediátrica

149

Transfusão em situações clínicas específicas

155

Distúrbios hemorrágicos e trombóticos

157

Trombocitopenia

158

Transfusão neonatal

160

Cirurgia e anestesia

171

Transfusão em cirurgia eletiva

172

Preparo do paciente

172

Técnicas de redução da perda sangüínea operatória

175

Fluidos de substituição e transfusão

179

Reposição das perdas de outros fluidos

186

Transfusão autóloga de sangue

189

Cuidados no período pós-operatório

193

Cirurgia de urgência e trauma

196

Avaliação e ressuscitação

198

Reavaliação

208

Conduta definitiva

210

Outras causas de hipovolemia

211

Pacientes pediátricos

211

Queimaduras

216

Conduta imediata

217

Avaliação da gravidade da queimadura

218

Fluidos de ressuscitação

221

Cuidados contínuos de pacientes queimados

225

Glossário

229

Prefácio

A transfusão de sangue é uma parte essencial da moderna assistência

à saúde. Se usada corretamente, pode salvar vidas e melhorar a saúde. Contudo, a transmissão de agentes infecciosos pelo sangue e seus produtos sangüíneos têm criado uma atenção particular quanto aos potenciais riscos da transfusão.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu as seguintes estratégias integradas para promover a segurança global do sangue, e minimizar os riscos associados a transfusões.

1

O

estabelecimento de serviços de transfusão sangüínea coordenados

nacionalmente, com sistemas de qualidade em todas as áreas.

2

A coleta de sangue apenas de doadores voluntários e não remunerados de populações de baixo risco.

3

A

triagem de todo sangue doado para infecções transmissíveis por

transfusões, incluindo o vírus da imunodeficiência humana (HIV), sífilis

outros agentes infecciosos, assim como boas práticas de laboratório em todos os estágios da tipagem sangüínea, testes de compatibilidade, preparo de componentes e armazenamento e transporte do sangue e produtos sangüíneos.

e

4

Uma redução das transfusões desnecessárias, através da utilização clínica adequada de sangue e produtos sangüíneos, e a utilização de alternativas simples às transfusões, sempre que possível.

Como suporte a estas estratégias, a OMS produziu uma série de recomendações, normas e materiais de aprendizagem, incluindo Recomendações sobre o Desenvolvimento de Normas e Política Nacional sobre a Utilização Clínica do Sangue. Este documento foi elaborado para auxiliar os Estados Membros no desenvolvimento e implementação de políticas e guias nacionais, assim como garantir uma colaboração ativa entre o serviço de transfusão sangüínea e os clínicos, através de cuidados aos pacientes que necessitem de transfusões.

As Recomendações enfatizam a importância da educação e treinamento na utilização clínica do sangue para todos os clínicos e funcionários do banco de sangue envolvidos no processo transfusional.

Prefácio

A equipe da OMS responsável pela Segurança da Transfusão Sangüínea (OMS/STS) desenvolveu um módulo de materiais de aprendizagem

interativos, o Uso Clínico do Sangue, que pode ser utilizado em programas de graduação e pós-graduação, para treinamentos nos próprios serviços, em programas de educação médica continuada, ou para estudos independentes por clínicos ou especialistas em transfusão sangüínea.

O módulo está disponível nos escritórios de vendas e distribuição da

OMS.

Este livro de bolso resume a informação contida no módulo e foi produzido como referência rápida pelos clínicos que necessitem tomar decisões urgentes sobre transfusões.

O módulo e o livro de bolso foram escritos por um grupo internacional

de clínicos e especialistas em medicina transfusional, tendo sido revistos

por vários especialistas através do mundo. Também foram revistos pelos Departamentos de Saúde Reprodutiva e Pesquisa, Desenvolvimento da Saúde da Criança e Adolescente, Controle de Doenças Não-Comunicáveis (Genética Humana) e Malária.

Apesar de tudo, a prática clínica transfusional deve ser, sempre que possível, baseada em normas nacionais. Portanto, tente adaptar as informações e guias contidos neste livro de bolso, de sorte a estar em conformidade com as normas nacionais e estabelecer procedimentos em seu próprio país.

DrDrDrDrDr JeanJeanJeanJeanJean C.C.C.C.C. EmmanuelEmmanuelEmmanuelEmmanuelEmmanuel DireDireDireDireDiretttttororororor,,,,, SegurançaSegurançaSegurançaSegurançaSegurança dododododo SangueSangueSangueSangueSangue eeeee TTTTTecnologiaecnologiaecnologiaecnologiaecnologia ClínicaClínicaClínicaClínicaClínica OrganizaçãoOrganizaçãoOrganizaçãoOrganizaçãoOrganização MundialMundialMundialMundialMundial dadadadada SaúdeSaúdeSaúdeSaúdeSaúde

Introdução

A Utilização Clínica do Sangue forma parte de uma série de materiais de aprendizagem, desenvolvidos pela OMS/STS como suporte à sua

estratégia global de segurança transfusional. Concentra-se nos aspectos clínicos da transfusão de sangue e almeja mostrar como as transfusões desnecessárias podem ser reduzidas em todos os níveis de um sistema de saúde de qualquer país, sem comprometer os padrões de qualidade

e segurança.

Contém dois componentes:

Um módulo de material de aprendizagem, designado para utilização para programas de educação e treinamento ou para estudos independentes por clínicos e especialistas em transfusão de sangue.

Um livro de bolso para utilização na prática clínica.

O

módulo

O

módulo foi elaborado para os que prescrevem sangue em todos os

níveis do sistema de saúde, especialmente clínicos e paramédicos sêniores em nível primário de referência (hospitais distritais) nos países em desenvolvimento.

Fornece um guia abrangente para a utilização de sangue e produtos sangüíneos e, em particular, maneiras de se minimizar as transfusões desnecessárias.

O

livro de bolso

O

livro de bolso sumariza as informações-chave do módulo e fornece

uma rápida referência quando for necessária uma decisão urgente sobre transfusão .

É importante seguir as normas nacionais sobre a utilização clínica do

sangue, se elas diferirem em algum aspecto dos guias contidos no módulo ou no livro de bolso. Portanto, você pode achar útil adicionar suas próprias anotações sobre as normas nacionais, ou mesmo a sua própria experiência na prescrição de sangue.

1

Introdução

A base de evidências para a prática clínica

A Utilização Clínica do Sangue foi preparada por um grupo internacional de clínicos e especialistas em medicina transfusional, tendo sido extensivamente revisto por departamentos da OMS ou por leitores criteriosos pertencentes a uma série de disciplinas clínicas de todas as seis regiões da OMS.

O conteúdo reflete o conhecimento e experiência dos contribuintes e revisores. Todavia, como a evidência para uma prática clínica efetiva evolui constantemente, nós o encorajamos a consultar fontes atualizadas de informações, tais como a Biblioteca Cochrane, o banco de dados da Biblioteca Nacional de Medicina e a Biblioteca da Saúde Reprodutiva da OMS.

BibliotBibliotBibliotBibliotBibliotecaecaecaecaeca CocCocCocCocCochrhrhrhrhrane.ane.ane.ane.ane. Revisões sistemáticas dos efeitos das intervenções em saúde, disponíveis em disquete, CD-ROM ou via Internet. Existem centros Cochrane na África, Ásia, Australásia, Europa, América do Norte e América do Sul. Para informações, contacte: UK Cochrane Centre, NHS Research and Development Programme, Summertown Pavillion, Middle Way, Oxford OX2 7LG, UK. Tel: +44 1865 516300. Fax +44 1865 516311. www.cochrane.org

BibliotBibliotBibliotBibliotBibliotecaecaecaecaeca NacionalNacionalNacionalNacionalNacional dedededede Medicina.Medicina.Medicina.Medicina.Medicina. Uma biblioteca on-line, incluindo Medline, a qual contém referências e resumos de 4300 jornais biomédicos e Ensaios Clínicos (Clinical Trials), que fornecem informações sobre estudos de pesquisa clínica. Biblioteca Nacional de Medicina, 8600 Rockville Pike, Bethesda, MD 20894, USA. www.nlm.nih.gov

BibliotBibliotBibliotBibliotBibliotecaecaecaecaeca dadadadada SaúdeSaúdeSaúdeSaúdeSaúde RRRRReprepreprepreprodutivodutivodutivodutivodutivaaaaa dadadadada OMS.OMS.OMS.OMS.OMS. Um jornal eletrônico de revisões concentrando-se nas soluções baseadas em evidências de problemas da saúde reprodutiva em países em desenvolvimento. Disponível em CD-ROM pelo Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa, Organização Mundial de Saúde, 1211 Genebra 27, Suíça. www.who.int

2

O uso apropriado do sangue e produtos sangüíneos

Pontos chave

1 O uso apropriado de sangue e produtos sangüíneos significa a transfusão de produtos sangüíneos seguros para tratar apenas uma condição que possa ter uma morbidade ou mortalidade significativa, que não possa ser prevenida ou controlada efetivamente de outra maneira.

2 A transfusão apresenta um risco de reações adversas e de infecções transmitidas transfusionalmente. O plasma pode transmitir a maioria das infecções presentes no sangue total, existindo poucas indicações para a sua utilização.

3 O sangue doado por familiares ou por reposição apresenta um risco maior para infecções transmitidas transfusionalmente do que o sangue doado por doadores voluntários e não remunerados. Doadores pagos geralmente apresentam a maior incidência e prevalência de infecções transmitidas transfusionalmente.

4 O sangue não deve ser transfundido, a menos que tenha sido obtido de doadores selecionados adequadamente, triado para infecções transmitidas transfusionalmente, e compatibilizado para as hemácias do doador e os anticorpos presentes no plasma do receptor, de acordo com as requisições nacionais.

5 A necessidade de transfusões pode ser prevenida por:

Prevenção ou diagnóstico precoce, e tratamento da anemia ou das condições que causem anemia A correção da anemia e a reposição dos depósitos depletados de ferro antes de cirurgias planejadas O uso de alternativas simples a transfusões, tais como fluidos de reposição intravenosos Boa conduta anestésica e cirúrgica.

alternativas simples a transfusões, tais como fluidos de reposição intravenosos Boa conduta anestésica e cirúrgica.
alternativas simples a transfusões, tais como fluidos de reposição intravenosos Boa conduta anestésica e cirúrgica.
alternativas simples a transfusões, tais como fluidos de reposição intravenosos Boa conduta anestésica e cirúrgica.
simples a transfusões, tais como fluidos de reposição intravenosos Boa conduta anestésica e cirúrgica. 3

3

O uso apropriado do sangue

Transfusões apropriadas e inapropriadas

A transfusão de sangue pode ser uma intervenção que salve vidas. Contudo,

como todas as terapias, pode resultar em complicações agudas ou tardias,

e carrega o risco de infecções transmitidas transfusionalmente, incluindo HIV, hepatites virais, sífilis, malária e doença de Chagas.

A segurança e efetividade da transfusão dependem de dois fatores-chave:

Um suprimento de sangue e produtos sangüíneos que seja seguro, acessível, com um custo razoável e adequado, a fim de suprir as necessidades nacionais.

A utilização clínica apropriada de sangue e produtos sangüíneos.

A transfusão é geralmente desnecessária pelas seguintes razões.

1

A

necessidade para uma transfusão pode ser evitada ou

minimizada pela prevenção ou diagnóstico precoce e tratamento das anemias e condições que causem anemia.

2

O

sangue é geralmente desnecessariamente administrado

para elevar o nível de hemoglobina de um paciente antes de uma cirurgia, ou para permitir a alta precoce do hospital. Estas são razões raramente válidas para transfusões.

3

As transfusões de sangue total, hemácias ou plasma são geralmente administradas quando outros tratamentos, tais como infusões de salina ou outros fluidos de reposição intravenosos poderiam ser mais seguros, menos onerosos e igualmente efetivos para o tratamento de perdas agudas de sangue.

4

As necessidades transfusionais dos pacientes podem ser minimizadas pelo bom controle anestésico ou cirúrgico.

5

Se for administrado o sangue quando este não for necessário,

paciente não recebe nenhum benefício, e se expõe a um risco desnecessário.

o

6

O

sangue é um recurso caro e escasso. Transfusões

desnecessárias podem causar falta de produtos sangüíneos para os pacientes com reais necessidades transfusionais.

4

O uso apropriado do sangue

Os riscos da transfusão

Em algumas situações clínicas, a transfusão pode ser a única maneira de se salvar uma vida, ou melhorar rapidamente uma grave condição. Contudo, antes de se prescrever o sangue ou produtos sangüíneos para um paciente, é sempre essencial medir os riscos transfusionais contra os riscos de não se transfundir.

Transfusão de hemácias

1

2

3

A transfusão de produtos eritrocitários apresenta risco de reações hemolíticas graves.

Os produtos sangüíneos podem transmitir agentes infecciosos, incluindo HIV, hepatite B, hepatite C, sífilis, malária e doença de Chagas ao receptor.

Qualquer produto sangüíneo pode se contaminar com bactérias,

e ser muito perigoso se manufaturado ou armazenado incorretamente.

Transfusão de plasma

1

O

plasma pode transmitir a maioria das infecções presentes

no sangue total.

2

O

plasma também pode causar reações transfusionais.

3

Existem poucas indicações clínicas precisas para a transfusão de plasma. Os riscos com freqüência suplantam qualquer benefício para o paciente.

Segurança do sangue

A qualidade e segurança do sangue e dos produtos sangüíneos deve ser assegurada em todo o processo, da seleção dos doadores de sangue até a sua administração ao paciente. Isto necessita:

1

O

estabelecimento de um serviço de transfusão de sangue

bem organizado, com sistemas de qualidade em todas as áreas.

2

A

coleta de sangue apenas de doadores voluntários não

remunerados de populações de baixo risco, e procedimentos rigorosos para a seleção de doadores.

3

A triagem de todo o sangue doado para infecções transmitidas transfusionalmente: HIV, hepatites virais, sífilis e, onde

5

O uso apropriado do sangue

apropriado, outros agentes infecciosos, como doença de Chagas

e malária.

4 Boas práticas laboratoriais em todos os aspectos da tipagem sangüínea, testes de compatibilidade, preparo de componentes, armazenamento e transporte do sangue e produtos sangüíneos.

5 Uma redução nas transfusões desnecessárias, através da

utilização clínica apropriada do sangue e produtos sangüíneos,

e o uso de alternativas simples à transfusão, sempre que possível.

ExExExExExcececececetttttooooo paraparaparaparapara asasasasas situaçõessituaçõessituaçõessituaçõessituações comcomcomcomcom ooooo riscoriscoriscoriscorisco dedededede vida,vida,vida,vida,vida, ooooo sanguesanguesanguesanguesangue nãonãonãonãonão dededededevvvvveeeee serserserserser liberadoliberadoliberadoliberadoliberado paraparaparaparapara transfusõestransfusõestransfusõestransfusõestransfusões aaaaa menosmenosmenosmenosmenos qqqqqueueueueue tttttenhaenhaenhaenhaenha sidosidosidosidosido obtidoobtidoobtidoobtidoobtido dedededede doadoresdoadoresdoadoresdoadoresdoadores selecionadosselecionadosselecionadosselecionadosselecionados apraprapraprapropriadamentopriadamentopriadamentopriadamentopriadamente,e,e,e,e, eeeee qqqqqueueueueue tttttenhaenhaenhaenhaenha sidosidosidosidosido triadotriadotriadotriadotriado paraparaparaparapara asasasasas infinfinfinfinfecçõesecçõesecçõesecçõesecções transmitidastransmitidastransmitidastransmitidastransmitidas transfusionalmenttransfusionalmenttransfusionalmenttransfusionalmenttransfusionalmente,e,e,e,e, dedededede acoracoracoracoracordododododo comcomcomcomcom ososososos regulamentregulamentregulamentregulamentregulamentososososos nacionais.nacionais.nacionais.nacionais.nacionais.

Qualquer que seja o sistema local para a coleta, triagem e processamento do sangue, os clínicos devem estar familiarizados com o mesmo, e compreender qualquer limitação que possa ser imposta sobre a segurança ou disponibilidade do sangue.

Princípios da prática clínica transfusional

A transfusão é apenas uma parte da conduta do paciente. A necessidade para uma transfusão pode ser geralmente minimizada pelos seguintes meios:

1 A prevenção ou diagnóstico precoce e tratamento da anemia

e as condições que causem anemia. O nível de hemoglobina

do paciente pode ser geralmente elevado por suplementação de ferro e vitaminas sem a necessidade de transfusões. A transfusão de hemácias é necessária apenas se os efeitos da anemia crônica forem graves o suficiente para necessitar uma rápida elevação do nível de hemoglobina.

2 A correção da anemia e a reposição dos níveis depletados de ferro antes de uma cirurgia planejada.

3 A utilização de fluidos de reposição intravenosos com cristalóides ou colóides em casos de perdas agudas de sangue.

6

O uso apropriado do sangue

4 Boa conduta anestésica e cirúrgica, incluindo:

Utilização da melhor técnica anestésica e cirúrgica para minimizarem as perdas sangüíneas durante a cirurgia

Interrupção de anticoagulantes e drogas anti-plaquetárias antes de uma cirurgia planejada, sempre que seguro

Minimizar a quantidade de sangue retirada para utilização laboratorial, especialmente em crianças

Recuperação e reinfusão de perdas sangüíneas cirúrgicas

Utilização

de

medidas

alternativas

tais

como

desmopressina, aprotinina ou eritropoetina.

PRINCÍPIOSPRINCÍPIOSPRINCÍPIOSPRINCÍPIOSPRINCÍPIOS DDDDDAAAAA PRÁTICPRÁTICPRÁTICPRÁTICPRÁTICAAAAA CLÍNICCLÍNICCLÍNICCLÍNICCLÍNICAAAAA TRANSFUSIONTRANSFUSIONTRANSFUSIONTRANSFUSIONTRANSFUSIONALALALALAL

1 A transfusão é apenas uma parte do manuseio ao paciente.

2 A prescrição deve ser baseada em guias nacionais sobre a utilização clínica do sangue, levando-se em conta as necessidades individuais do paciente.

3 A perda sangüínea deve ser minimizada para reduzir a necessidade transfusional do paciente.

4 O paciente com perda sangüínea aguda deve receber ressuscitação efetiva (fluidos de reposição intravenosos, oxigênio, etc.), enquanto as necessidades transfusionais estiverem sob avaliação.

5 O valor da hemoglobina do paciente, embora importante, não deve ser o único fator de decisão para se iniciar a transfusão. Esta decisão deve ser amparada pela necessidade de se aliviar sinais e sintomas clínicos, e prevenção de morbidade e mortalidade significativa.

6 O clínico deve estar ciente dos riscos das infecções transmitidas transfusionalmente nos produtos sangüíneos disponíveis ao paciente

7 A transfusão deve ser prescrita apenas quando os benefícios ao paciente provavelmente suplantarem os riscos.

8 O clínico deve registrar claramente a razão para a transfusão.

9 Uma pessoa treinada deve monitorar o paciente transfundido e atendê-lo imediatamente se ocorrer qualquer efeito adverso.

7

O uso apropriado do sangue

Notas

8

Fluidos de reposição

Pontos chave

1

Os fluidos de reposição são utilizados para a reposição de perdas anormais de sangue, plasma ou outros fluidos extracelulares ao aumentarem o volume do compartimento vascular, principalmente no:

Tratamento de pacientes com hipovolemia franca, p.ex. choque

hemorrágico Manutenção da normovolemia em pacientes com perdas contínuas de fluidos, p.ex. perdas de fluidos em cirurgias.

2

Os fluidos de reposição intravenosos são a primeira linha de tratamento para a hipovolemia. O tratamento inicial com estes fluidos pode salvar a vida e fornecer algum tempo para o controle do sangramento, assim como para obtenção de sangue para transfusão, se esta se tornar necessária.

3

As soluções cristalóides com concentrações semelhantes ao plasma (solução salina normal ou soluções salinas balanceadas) são efetivas como fluidos de reposição. As soluções de dextrose (glicose) não contêm sódio, sendo fluidos de reposição inadequados.

4

Os fluidos de reposição cristalóides devem ser infundidos num volume pelo menos três vezes ao volume perdido para a correção da hipovolemia.

5

Todas as soluções colóides (albumina, dextrans, gelatinas e hidroxietilamido) são fluidos de reposição. Contudo, não demonstraram ser superiores aos cristalóides na ressuscitação.

6

As soluções colóides devem ser infundidas num volume igual ao perdido.

7

O plasma nunca deve ser utilizado como fluido de reposição.

8

Nunca se deve administrar água intravenosamente. Isto ocasionará hemólise, sendo provavelmente fatal.

9

Em adição à via intravenosa, as vias intra-óssea, oral, retal ou subcutânea podem ser utilizadas como vias para administração de fluidos.

as vias intra-óssea, oral, retal ou subcutânea podem ser utilizadas como vias para administração de fluidos.

9

Fluidos de reposição

Terapia de reposição intravenosa

A administração de fluidos de reposição intravenosos restaura o volume circulante de sangue e, portanto, mantém a perfusão tecidual e a oxigenação.

Em hemorragias graves, o tratamento inicial (ressuscitação) com fluidos de reposição intravenosos pode salvar a vida e fornecer tempo para controle do sangramento e, se necessário, solicitação de sangue.

Fluidos de reposição intravenosos

Soluções cristalóides

Contêm uma concentração semelhante ao sódio no plasma

São excluídos do compartimento intracelular, pois a membrana celular geralmente é impermeável ao sódio

Atravessam a membrana capilar do espaço vascular para o espaço intersticial

Distribuem-se através de todo o espaço extracelular

Normalmente, apenas um quarto do volume de cristalóides infundido permanece no espaço vascular.

Para restaurar o volume sangüíneo circulante (volume intravascular), as soluções cristalóides devem ser infundidas num volume pelo menos três vezes ao volume perdido.

COMPOSIÇÃO DAS SOLUÇÕES DE REPOSIÇÃO CRISTALÓIDES

SoluçãoSoluçãoSoluçãoSoluçãoSolução

Na+Na+Na+Na+Na+

KKKKK+++++

Ca++Ca++Ca++Ca++Ca++

Cl-Cl-Cl-Cl-Cl-

Base-Base-Base-Base-Base-

PressãoPressãoPressãoPressãoPressão

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

colóido-colóido-colóido-colóido-colóido-

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

osmóticaosmóticaosmóticaosmóticaosmótica

 

mmHgmmHgmmHgmmHgmmHg

Salina normal

154

0

0

154

0

0

(NaCl 0,9%)

(154)

(0)

(0)

(154)

(0)

Soluções

salinas

130-140

4-5

2-3

109-110

28-30

0

balanceadas

(130-140)

(4-5)

(4-6)

(109-110)

(28-30)

(Ringer/Hartmann)

 

10

Fluidos de reposição

As soluções de dextrose (glicose) não contêm sódio e são inadequadas como fluidos de reposição. Não as utilize para o tratamento de hipovolemia, a não ser que não exista alternativa.

Soluções colóides

Tendem, inicialmente, a permanecer no espaço vascular.

Mimetizam as proteínas plasmáticas mantendo ou elevando a pressão colóido-osmótica do sangue.

Proporciona uma maior duração na expansão volêmica do que as soluções cristalóides.

Necessitam de menores volumes de infusão.

COMPOSIÇÃO DAS SOLUÇÕES DE REPOSIÇÃO COLÓIDES

SoluçãoSoluçãoSoluçãoSoluçãoSolução

Na+Na+Na+Na+Na+

KKKKK+++++

Ca++Ca++Ca++Ca++Ca++

Cl-Cl-Cl-Cl-Cl-

Base-Base-Base-Base-Base-

PressãoPressãoPressãoPressãoPressão

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

mEq/LmEq/LmEq/LmEq/LmEq/L

colóido-colóido-colóido-colóido-colóido-

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)(mmol/L)

osmóticaosmóticaosmóticaosmóticaosmótica

 

mmHgmmHgmmHgmmHgmmHg

Gelatina:

145

5,1

12,5

145

traços

27

(ligada a uréia:

(145)

(5,1)

(6,25)

(145)

(27)

Hemacel)

GelatinaSucili-

154

<0,4

<0,4

125

traços

34

nada: Gelofusine (154)

(<0,4)

(<0,8)

(125)

(34)

Dextran 70 (6%)

154

0

0

154

0

58

(154)

(0)

(0)

(154)

(0)

(58)

Dextran 60 (3%)

130

4

4

110

30

22

(130)

(4)

(2)

(110)

(30)

(22)

Hidroxietilamido

154

0

0

154

0

28

450/0,7 (6%)

(154)

(0)

(0)

(154)

(0)

(28)

Albumina 5%

130-160

<1

V

V

V

27

(130-160)

(<1)

(27)

Plasma

135-145

3,5-5,5

2,2-2,6

97-110

38-44

27

normal

(135-145)

(3,5-5,5)

(2,2-2,6)

(97-110)

(38-44)

(27)

V = varia entre diferentes marcas.

 

Os colóides necessitam de menor volume de infusão do que os cristalóides. São dados geralmente num volume igual ao déficit da volemia.

11

Fluidos de reposição

Contudo, quando a permeabilidade capilar estiver aumentada, podem extravasar da circulação e produzirem apenas uma expansão volêmica de curta duração. Infusões suplementares podem ser necessárias em condições tais como:

Trauma

Sepsis aguda e crônica

Queimaduras

Picadas por cobras (hemotóxicas e citotóxicas).

 

VantagensVantagensVantagensVantagensVantagens

DesvantagensDesvantagensDesvantagensDesvantagensDesvantagens

CristalóidesCristalóidesCristalóidesCristalóidesCristalóides

Poucos efeitos colaterais

Pouco tempo de duração

 

Baixo custo

Pode causar edema

Grande disponibilidade

Pesado e volumoso

ColóidesColóidesColóidesColóidesColóides

Maior tempo de duração

Sem evidências que sejam mais eficazes clinicamente

Menos fluido necessário para correção de hipovolemia

Maior custo

 

Podem causar sobrecarga circulatória

 

Menos pesado e volumoso

Podem interferir com a coagulação

 

Risco de reações anafiláticas

Não existem evidências de que as soluções colóides sejam superiores à salina normal (cloreto de sódio a 0,9%) ou soluções salinas balanceadas (SSB) para ressuscitação.

Fluidos de manutenção

Utilizados para substituir perdas fisiológicas normais através da pele, pulmão, fezes e urina

O volume dos fluidos de manutenção necessário por um paciente varia, particularmente com a febre, alta temperatura ambiente ou umidade, quando aumentam as perdas

12

Fluidos de reposição

Compostos principalmente de água em solução de dextrose, podendo conter alguns eletrólitos

Todos os fluidos de manutenção são soluções cristalóides.

Exemplos de fluidos de manutenção:

Dextrose a 5% (soro glicosado)

Dextrose a 4% em cloreto de sódio a 0,18% (soro misto).

Segurança

Antes de administrar qualquer infusão intravenosa:

1 Verifique se o selo do frasco ou bolsa de infusão não está rompido

2 Verifique a data de vencimento

3 Verifique se a solução está límpida e livre de partículas visíveis

Outras vias de administração de fluidos

Existem outras vias de administração de fluidos além da via intravenosa. Contudo, com exceção da intra-óssea, estas são geralmente inadequadas para o paciente com hipovolemia grave.

Intra-óssea

Pode fornecer o acesso mais rápido à circulação numa criança em choque, na qual a canulação venosa seja impossível

Fluidos, sangue e algumas drogas podem ser administrados por esta via

Adequada para pacientes com hipovolemia grave.

Oral e nasogástrica

Geralmente pode ser usada em pacientes com hipovolemia leve, em que a via oral não seja contra-indicada

Não deve ser utilizada em pacientes se estiverem:

- Com hipovolemia grave

- Inconscientes

13

Fluidos de reposição

- Com lesões gastrointestinais ou com motilidade intestinal reduzida

- Em anestesia geral e risco de cirurgia iminente.

FórmulaFórmulaFórmulaFórmulaFórmula OMS/UNICEFOMS/UNICEFOMS/UNICEFOMS/UNICEFOMS/UNICEF paraparaparaparapara fluidofluidofluidofluidofluido dedededede reidrataçãoreidrataçãoreidrataçãoreidrataçãoreidratação oraloraloraloraloral

DissolvaDissolvaDissolvaDissolvaDissolva ememememem umumumumum litrolitrolitrolitrolitro dedededede águaáguaáguaáguaágua potávelpotávelpotávelpotávelpotável Cloreto de sódio (sal de cozinha)

3,5 g

Bicarbonato de sódio

2,5 g

Cloreto de potássio ou substituto

1,5 g

(banana ou refrigerantes cola degaseificados) Glicose (açúcar)

20,0 g

ConcentraçõesConcentraçõesConcentraçõesConcentraçõesConcentrações

Na + 90 mEq/L

resultantesresultantesresultantesresultantesresultantes K + 20 mEq/L

Cl 80 mEq/L

(90 mmol/L)

(20 mmol/L)

(80 mmol/L)

Glicose 110 mmol/L

Retal

Inadequada para o paciente com hipovolemia grave Fácil absorção de fluidos Absorção cessa, com os fluidos sendo ejetados quando a hidratação for completa Administrada através de enema por tubo de plástico ou de borracha inserido no reto e conectado a uma bolsa ou frasco do fluido A taxa do fluido pode ser controlada ao se utilizar um dispositivo controlador, se necessário Os fluidos utilizados não precisam ser estéreis; uma solução segura e eficiente para reidratação retal é composta por um (1) litro de água potável a qual se adicionou uma colher de chá de sal de cozinha.

Subcutânea

Pode ocasionalmente ser utilizada quando outras vias de administração de fluidos não forem disponíveis Inadequada para pacientes com hipovolemia grave Uma cânula ou agulha é inserida no tecido subcutâneo (de preferência a parede abdominal) e fluidos estéreis são administrados de maneira convencional Soluções contendo glicose podem causar desidratação dos tecidos, e não devem ser administradas subcutaneamente.

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Fluidos de reposição

Soluções cristalóides

SALINASALINASALINASALINASALINA NORMALNORMALNORMALNORMALNORMAL

 

Risco de infecção

Nenhum

Indicações

Reposição da volemia e outras perdas de fluidos extracelulares

Precauções

Cuidados em situações em que o edema local possa agravar uma patologia, p.ex. trauma craniano Podem precipitar sobrecarga volêmica e insuficiência cardíaca

Efeitos Colaterais

Pode ocorrer edema tecidual quando utilizados grandes volumes

Dose

Pelo menos três vezes o volume da perda sangüínea

SOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕES SSSSSALINALINALINALINALINASASASASAS BALANCEADBALANCEADBALANCEADBALANCEADBALANCEADASASASASAS

Exemplos

Ringer lactato Solução de Hartmann

Risco de infecção

Nenhum

Indicações

Reposição da volemia e outras perdas de fluidos extracelulares

Precauções

Cuidados em situações em que o edema local possa agravar uma patologia, p.ex. trauma craniano Podem precipitar sobrecarga volêmica e insuficiência cardíaca

Efeitos Colaterais

Pode ocorrer edema tecidual quando utilizados grandes volumes

Dose

Pelo menos três vezes o volume da perda sangüínea

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Fluidos de reposição

DEXTROSEDEXTROSEDEXTROSEDEXTROSEDEXTROSE EEEEE SOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕES DEDEDEDEDE ELETRÓLITOSELETRÓLITOSELETRÓLITOSELETRÓLITOSELETRÓLITOS

Exemplos

Dextrose a 4,3% em cloreto de sódio a 0,18% Dextrose a 2,5% em cloreto de sódio a 0,45% Dextrose a 2,5% em solução de Darrow ao meio

Indicações

Geralmente utilizada para a manutenção de fluidos, porém, as que contêm maiores concentrações de sódio podem, se necessário, ser utilizadas como fluidos de reposição.

NotaNotaNotaNotaNota

 

A solução de dextrose a 2,5% em solução de Darrow ao meio é geralmente utilizada para corrigir desidratação e distúrbios eletrolíticos em crianças com gastroenterites.

Vários produtos são manufaturados para este fim. Nem todos são adequados. Certifique-se que a preparação utilizada contenha:

Dextrose

2,5%

Sódio 60 mmol/L (mEq/L)

Potássio

17 mmol/L (mEq/L)

Cloreto 52 mmol/L (mEq/L)

Lactato 24 mmol/L (mEq/L)

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Fluidos de reposição

Soluções colóides derivadas do plasma

Os colóides derivados do plasma são preparados do sangue ou plasma doado. Incluem:

Plasma

Plasma fresco congelado

Plasma líquido

Plasma liofilizado

Albumina

EstesEstesEstesEstesEstes produtosprodutosprodutosprodutosprodutos nãonãonãonãonão devemdevemdevemdevemdevem serserserserser utilizadosutilizadosutilizadosutilizadosutilizados simplesmentesimplesmentesimplesmentesimplesmentesimplesmente comocomocomocomocomo fluidosfluidosfluidosfluidosfluidos dedededede reposiçãoreposiçãoreposição.reposiçãoreposição Podem ter um risco de infecções semelhante ao sangue, tal como HIV e hepatites. São geralmente mais caros do que cristalóides ou fluidos colóides sintéticos.

Veja páginas 30 - 33.

Soluções colóides sintéticas

GELAGELAGELAGELAGELATINTINTINTINTINASASASASAS (Hemacel,(Hemacel,(Hemacel,(Hemacel,(Hemacel, Gelofusine)Gelofusine)Gelofusine)Gelofusine)Gelofusine)

Risco de infecção

Nenhum conhecido até o momento

Indicações

Reposição da volemia

Precauções

Podem precipitar insuficiência cardíaca Cuidado em insuficiência renal Não misturar Hemacel com sangue citratado, devido à alta concentração de cálcio

Contra-indicações

Não utilize em pacientes com insuficiência renal

Efeitos colaterais

Reações alérgicas leves, devido à liberação de histamina Pode ocorrer aumento transitório no tempo de sangria Podem ocorrer reações de hipersensibilidade, e raramente, reações anafiláticas

Dose

Não há limite de dose conhecida

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Fluidos de reposição

DextranDextranDextranDextranDextran 6060606060 eeeee DextranDextranDextranDextranDextran 7070707070

Risco de infecção

Nenhum

Indicações

Reposição da volemia Profilaxia da trombose venosa pós-operatória

Precauções

Podem ocorrer defeitos da coagulação Inibição da agregação plaquetária Alguns preparados podem interferir nas provas de compatibilidade sangüínea

Contra-indicações

Não utilizar em pacientes com distúrbios pré-existentes da hemostasia e coagulação

Efeitos colaterais

Reações alérgicas leves Pode ocorrer aumento transitório no tempo de sangria Podem ocorrer reações de hipersensibilidade, e raramente, reações anafiláticas. Podem ser prevenidas com injeção de 20 ml de Dextran 1 imediatamente antes da infusão, quando disponível

Dose

Dextran 60: não deve exceder 50 ml/kg peso em 24 horas Dextran 70: não deve exceder 25 ml/kg peso em 24 horas

DEXTRANDEXTRANDEXTRANDEXTRANDEXTRAN 4040404040 eeeee DEXTRANDEXTRANDEXTRANDEXTRANDEXTRAN 111111111100000

Não são recomendados como fluidos de reposição.

18

Fluidos de reposição

HIDROXIETILAMIDOHIDROXIETILAMIDOHIDROXIETILAMIDOHIDROXIETILAMIDOHIDROXIETILAMIDO (Hetastarch(Hetastarch(Hetastarch(Hetastarch(Hetastarch ououououou HES)HES)HES)HES)HES)

Risco de infecção

Nenhum

Indicações

Reposição da volemia

Precauções

Podem ocorrer defeitos da coagulação Podem precipitar sobrecarga volêmica e insuficiência cardíaca

Contra-indicações

Não utilizar em pacientes com distúrbios pré- existentes da hemostasia e coagulação Não utilizar em pacientes com insuficiência renal franca

Efeitos colaterais

Reações alérgicas leves por liberação de histamina Pode ocorrer aumento transitório no tempo de sangria Podem ocorrer reações de hipersensibilidade, e raramente, reações anafiláticas. Pode haver aumento dos níveis de amilase sérica (não significativo) Retenção do HES nas células do sistema retículo- endotelial; os efeitos a longo prazo não são conhecidos

Dose

Não deve exceder 20 ml/kg peso em 24 horas

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Fluidos de reposição

Notas

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Produtos sanguíneos

Pontos chave

1 Os produtos sangüíneos seguros, se usados corretamente, podem salvar vidas. Contudo, mesmo com padrões de qualidade elevados, as transfusões apresentam alguns riscos. Se os padrões forem ruins ou inconsistentes, a transfusão pode ser extremamente arriscada.

2 Nenhum sangue ou produto sangüíneo deve ser administrado, a não ser que os testes exigidos nacionalmente tenham sido realizados.

3 Cada unidade deve ser testada e rotulada, de sorte a mostrar o grupo ABO e RhD.

4 O sangue total pode ser transfundido para reposição de hemácias em hemorragias agudas, quando houver também a necessidade de se corrigir hipovolemia.

5 O preparo de componentes sangüíneos permite que uma única doação de sangue proporcione tratamento para dois ou três pacientes, e também evita a transfusão de elementos do sangue total que o paciente não necessite. Os componentes sangüíneos também podem ser colhidos por aféreses.

6 O plasma pode transmitir a maioria das infecções presentes no sangue total, havendo poucas indicações para sua transfusão.

7 Os derivados plasmáticos são feitos por processos de fabricação farmacêutica, a partir de grandes volumes de plasma, compreendendo muitas doações individuais. O plasma utilizado neste processo deve ser testado individualmente antes do pool, para minimizar o risco de transmissão de doenças.

8 Os fatores VIII, IX e as imunoglobulinas também são feitos por tecnologia de DNA recombinante, sendo geralmente preferidos, pois não causam risco de transmissão de doenças ao paciente. Contudo, os custos são elevados, e alguns casos de complicações já foram relatados.

de doenças ao paciente. Contudo, os custos são elevados, e alguns casos de complicações já foram

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Produtos sanguíneos

DEFINIÇÕESDEFINIÇÕESDEFINIÇÕESDEFINIÇÕESDEFINIÇÕES

 

Produto sangüíneo

Qualquer substância terapêutica preparada do sangue humano

Sangue total

Sangue não separado, colhido num recipiente aprovado, contendo solução de anticoagulação e preservação

Componente sangüíneo

1

Um constituinte do sangue, separado do sangue total, tal como:

 

Concentrado de hemácias Suspensão de hemácias Plasma Concentrado de plaquetas

 

2

Plasma ou plaquetas colhidas por aféreses 1

3

Crioprecipitado, preparado do plasma fresco congelado, rico em fator VIII e fibrinogênio

Derivados plasmáticos 2

Proteínas do plasma humano preparadas sob condições de manufatura farmacêutica, tais como:

 

Albumina Concentrados de fatores de coagulação Imunoglobulinas

NotaNotaNotaNotaNota

1 Aférese: um método de se colher plasma ou plaquetas diretamente do doador, geralmente por métodos mecânicos

2 Os processos de tratamento pelo calor ou químico dos derivados plasmáticos, para redução do risco de transmissão viral são eficientes contra os vírus que contenham envelope lipídico:

HIV-1 e 2 Hepatite B e C HTLV-I e II

 

A inativação de vírus não envelopados, tais como o da hepatite A e o parvovírus humano B19 é menos eficiente.

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Produtos sanguíneos

Sangue total

SSSSSANGUEANGUEANGUEANGUEANGUE TTTTTOOOOOTTTTTALALALALAL (CPD-(CPD-(CPD-(CPD-(CPD-AdeninaAdeninaAdeninaAdeninaAdenina 1)1)1)1)1)

Uma doação de 450 ml de sangue total contém:

Descrição

Um volume total de até 510 ml (o volume pode variar de acordo com políticas locais) 450 ml do sangue doado 63 ml da solução de anticoagulante-preservação Hemoglobina de aproximadamente 12 g/100ml Hematócrito de 35%- 45% Plaquetas não funcionais Sem fatores lábeis de coagulação (V e VIII)

Unidade

1 doação, também denominada de “unidade” ou “bolsa”

Risco infeccioso

Não esterilizado, portanto, capaz de transmitir qualquer agente presente nas células ou plasma que não tenha sido detectado por triagem rotineira para infecções transmitidas transfusionalmente, incluindo:

HIV-1 e HIV-2 Hepatite B e C Outros vírus de hepatites Sífilis Malária Doença de Chagas

Armazenamento

Entre +2 o C e +6 o C, em refrigerador aprovado para bancos de sangue, equipado com monitor de temperatura e alarme Durante o armazenamento entre +2 o C e +6 o C, ocorrem mudanças em sua composição, resultantes do metabolismo eritrocitário A transfusão deve ser iniciada dentro de 30 minutos após a remoção da unidade do refrigerador

Indicações

Reposição de hemácias em perdas sangüíneas agudas com hipovolemia Exsangüíneo-transfusão Pacientes necessitando transfusões de hemácias em que os concentrados ou suspensões de hemácias não estejam disponíveis

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Produtos sanguíneos

Contra-indicações

Risco de sobrecarga circulatória em pacientes com:

Anemia crônica

Insuficiência cardíaca incipiente

Administração

Deve ser ABO e RhD compatível com o receptor

Nunca adicionar medicações à unidade de sangue

Completar a transfusão dentre 4 horas após o seu início

Componentes sangüíneos

CONCENTRADOCONCENTRADOCONCENTRADOCONCENTRADOCONCENTRADO DEDEDEDEDE HEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIAS (“papa(“papa(“papa(“papa(“papa dedededede hemácias”hemácias”hemácias”hemácias”hemácias” )))))

Descrição

Volume de 150-200 ml, no qual a maior parte do plasma foi removida Hemoglobina de aproximadamente 20 g / 100 ml (não menos do que 45 g por unidade) Hematócrito de 55% - 75%

Unidade

Uma doação

Risco infeccioso

O mesmo do sangue total

Armazenamento

O mesmo do sangue total

Indicações

Reposição de hemácias em pacientes anêmicos Utilizados com soluções de reposição cristalóides ou colóides em perdas sangüíneas agudas

Administração

A mesma do sangue total Para melhorar o fluxo transfusional, pode se adicionar salina normal (50-100 ml), utilizando-se um equipo de infusão em Y.

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Produtos sanguíneos

SUSPENSÃOSUSPENSÃOSUSPENSÃOSUSPENSÃOSUSPENSÃO DEDEDEDEDE HEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIAS

Descrição

150-200 ml de glóbulos vermelhos, com um mínimo de plasma residual em 100 ml de salina normal, e adenina, glicose e manitol (SAG-M), ou uma solução nutriente eritrocitária equivalente tenha sido adicionada Hemoglobina de aproximadamente 15 g / 100 ml (não menos do que 45 g por unidade) Hematócrito de 50% - 70%

Unidade

Uma doação

Risco infeccioso

O mesmo do sangue total

Armazenamento

O mesmo do sangue total

Indicações

As mesmas do sangue total

Contra-indicações

Não aconselhada para exsangüíneo-transfusões em neonatos. A solução aditiva pode ser substituída por plasma, albumina a 45% ou uma solução cristalóide isotônica, tal como a salina normal

Administração

A mesma do sangue total Fluxo transfusional melhor do que os concentrados de hemácias ou sangue total.

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Produtos sanguíneos

HEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIASHEMÁCIAS LEUCODEPLETADASLEUCODEPLETADASLEUCODEPLETADASLEUCODEPLETADASLEUCODEPLETADAS

Descrição

Concentrado ou suspensão de hemácias contendo <5 x 10 6 leucócitos por unidade, preparado por filtração com o uso de filtro de depleção leucocitária A concentração de hemoglobina depende se o produto original for sangue total, concentrado ou suspensão de hemácias A depleção leucocitária reduz significativamente o risco de transmissão do citomegalovírus (CMV) Uma doação O mesmo do sangue total para todas as infecções transmitidas transfusionalmente Depende do método de produção: consultar o banco de sangue Diminui a imunização a leucócitos em pacientes que recebam transfusões repetidas, porém, para que se obtenha este efeito, todos os componentes dados aos pacientes devem ser leucodepletados Reduz o risco de transmissão do CMV em situações especiais (ver pág. 107 e 161) Pacientes que tenham apresentado duas ou mais reações febris prévias a transfusões de hemácias Não previne a reação enxerto versus hospedeiro: para este fim, os componentes devem ser irradiados em locais com equipamentos disponíveis (dose de irradiação: 25-

30Gy)

Unidade

Risco infeccioso

Armazenamento

Indicações

Contra-indicações

Administração

A mesma do sangue total Pode ser utilizado um filtro de leucócitos no momento da transfusão se hemácias ou sangue total leuco- depletados não forem disponíveis A remoção do buffy-coat do sangue total ou da suspensão de hemácias é geralmente eficiente em se evitar reações febris não hemolíticas O pessoal do banco de sangue deve transferir o buffy- coat para um recipiente estéril imediatamente antes de transportar o componente ao leito do paciente Inicie a transfusão em até 30 minutos após a entrega do componente e use um filtro de leucócitos Complete a transfusão em até 4 horas após o seu início.

Alternativa

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Produtos sanguíneos

CONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOS DEDEDEDEDE PLAPLAPLAPLAPLAQUETQUETQUETQUETQUETASASASASAS (Prepar(Prepar(Prepar(Prepar(Preparadosadosadosadosados dedededede umaumaumaumauma unidadeunidadeunidadeunidadeunidade dedededede sanguesanguesanguesanguesangue tttttotototototal)al)al)al)al)

Descrição

Unidade proveniente de uma única doação, num volume de 50-60 ml de plasma; deve conter:

Unidades

Pelo menos 55 x 10 9 plaquetas < 1,2 x 10 9 hemácias < 0,12 x 10 9 leucócitos Podem ser fornecidos como:

Unidade de doação única: plaquetas preparadas de uma doação Unidades em pool: plaquetas preparadas de 4 a 6 doadores e unidas num pool, contendo uma dose adulta com pelo menos 240 x 10 9 plaquetas

Risco infeccioso

Mesmo do sangue total, porém uma dose normal para adultos envolve de 4 a 6 exposições a doadores A contaminação bacteriana afeta cerca de 1% das unidades em pool Até 72 horas entre 20 o C a 24 o C (com agitação), salvo se colhidos em bolsas especiais, validadas para períodos mais longos; não armazenar entre 2 o C e 6 o C Períodos maiores de armazenamento aumentam o risco de proliferação bacteriana e septicemia no receptor Tratamento de sangramentos devido a:

Armazenamento

Indicações

- Trombocitopenia

- Defeitos da função plaquetária

Prevenção de sangramento devido a trombocitopenias, tais como em falência medular

Contra-indicações

Geralmente não indicados para a profilaxia de

sangramentos em pacientes cirúrgicos, salvo se já for conhecida a existência de uma deficiência pré- operatória significante Não indicados em:

- Púrpura trombocitopênica auto-imune (PTI)

- Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT)

- Coagulação intravascular disseminada não tratada (CIVD)

- Trombocitopenia associada à septicemia, até que o tratamento tenha se iniciado, ou em casos de hiperesplenismo

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Produtos sanguíneos

Dose

Uma unidade de concentrado de plaquetas / 10 kg

de peso: num adulto de 60 ou 70 kg, 4 a 6 unidades contendo pelo menos 240 x 10 9 plaquetas devem elevar a contagem plaquetária em 20-40 x 10 9 / L A elevação será menor se houver:

 

- Esplenomegalia

- Coagulação intravascular disseminada

- Septicemia

Administração

Após o preparo do pool, os concentrados de

plaquetas devem ser infundidos o mais precocemente possível, geralmente dentro de 4 horas, devido ao risco de proliferação bacteriana Não devem ser refrigerados antes da infusão, pois

isto reduz a função plaquetária 4 a 6 unidades de concentrados plaquetários (os

quais podem ser fornecidos em pool), devem ser infundidos através de um equipo padrão de administração Não são necessários equipos especiais de infusão

Devem ser infundidos num período de cerca de 30

minutos Não administrar concentrados de plaquetas

preparados de doadores RhD positivo em mulheres RhD negativo com potencial de gestação Sempre que possível, administre concentrados plaquetários ABO compatíveis

Complicações

Reações febris não hemolíticas, alérgicas e urticariformes não são incomuns, especialmente em pacientes recebendo múltiplas transfusões (para manuseio, ver pág

68-69)

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Produtos sanguíneos

CONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOSCONCENTRADOS DEDEDEDEDE PLAPLAPLAPLAPLAQUETQUETQUETQUETQUETASASASASAS (Prepar(Prepar(Prepar(Prepar(Preparadosadosadosadosados porporporporpor plaqueplaqueplaqueplaqueplaquetttttaférese)aférese)aférese)aférese)aférese)

Descrição

Volume de 150-300 ml Conteúdo de 150-500 x 10 9 plaquetas, equivalentes a 3-10 doações únicas O conteúdo de plaquetas, volume de plasma e contaminação leucocitária depende do procedimento de coleta

Unidades

Uma bolsa contendo plaquetas colhidas por aférese por processador celular a partir de um único doador

Risco infeccioso

O mesmo do sangue total

Armazenamento

Até 72 horas entre 20 o C a 24 o C (com agitação), salvo se colhidos em bolsas especiais, validadas para períodos mais longos; não armazenar entre 2 o C e 6 o C

Indicações

Geralmente equivalentes à mesma dose de concentrados plaquetários preparados do sangue total Se for necessário, a partir de um doador compatível tipado especialmente para um receptor, podem ser obtidas várias doses deste doador selecionado

Dose

Uma bolsa de concentrado plaquetário colhido de um doador único por aférese é geralmente equivalente a uma dose terapêutica

Administração

A mesma dos concentrados plaquetários, porém a compatibilidade ABO é mais importante: altos títulos de anti-A ou anti-B no plasma do doador utilizado para a suspensão das plaquetas podem ocasionar hemólise nas hemácias do receptor

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Produtos sanguíneos

PLASMAPLASMAPLASMAPLASMAPLASMA FRESCOFRESCOFRESCOFRESCOFRESCO CONGELADOCONGELADOCONGELADOCONGELADOCONGELADO

Descrição

Bolsa contendo o plasma separado de uma doação de sangue total dentro de 6 horas após a coleta, e a seguir, rapidamente congelado a -25 o C ou menos Contém níveis plasmáticos normais dos fatores estáveis da coagulação, albumina e imunoglobulina Nível de fator VIII de pelo menos 70% do nível plasmático normal

Unidades

Volume de cada bolsa geralmente entre 200-300 ml Bolsas contendo volumes menores podem ser disponíveis para crianças

Risco infeccioso

Se não tratado, o mesmo do sangue total Risco muito baixo se tratado com azul de metileno/ inativação com luz ultravioleta (ver inativação viral do plasma)

Armazenamento

A -25 o C ou inferior, válido por até um ano Antes da utilização, deve ser descongelado no banco de sangue em água entre 30 o C a 37 o C. Temperaturas superiores poderão destruir fatores de coagulação e proteínas Uma vez descongelado, deve ser armazenado em refrigerador entre + 2 o C e + 6 o C

Indicações

Reposição de deficiências de múltiplos fatores de coagulação, por exemplo:

 

- Doenças hepáticas

- Doses excessivas de warfarínicos (anticoagulantes)

 

Depleção de fatores de coagulação em pacientes recebendo grandes volumes transfusionais Coagulação intravascular disseminada (CIVD) Púrpura trombocitopênica trombótica (PTT)

-

Precauções

Reações agudas alérgicas não são incomuns, especialmente em infusões rápidas Reações anafiláticas graves com risco de vida podem ocorrer ocasionalmente A hipovolemia isolada não é uma indicação ao seu uso

Dose

Dose inicial de 15 ml/kg

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Produtos sanguíneos

Administração

Deve ser geralmente ABO compatível, a fim de se evitar o risco de hemólise no receptor Não são necessários testes de compatibilidade Infundir com a utilização de um equipo padrão de administração logo após o descongelamento Os fatores lábeis de coagulação se degradam rapidamente; utilizar dentro de 6 horas após o descongelamento

PLASMAPLASMAPLASMAPLASMAPLASMA LÍQUIDOLÍQUIDOLÍQUIDOLÍQUIDOLÍQUIDO

Descrição

Plasma separado de uma doação de sangue total e armazenado a + 4 o C Não contém fatores lábeis da coagulação (Fatores V e VIII)

PLASMAPLASMAPLASMAPLASMAPLASMA LIOFILIZADOLIOFILIZADOLIOFILIZADOLIOFILIZADOLIOFILIZADO

 

Descrição

Plasma oriundo de pool de vários doadores antes da liofilização

Risco infeccioso

Sem etapas de inativação viral, de sorte que o risco de transmitir infecções é, portanto, multiplicado várias vezes

EsEsEsEsEsttttteeeee ééééé umumumumum prprprprprodutodutodutodutodutooooo obsoleobsoleobsoleobsoleobsolettttto,o,o,o,o, nãonãonãonãonão dededededevendovendovendovendovendo serserserserser utilizadoutilizadoutilizadoutilizadoutilizado

PLASMAPLASMAPLASMAPLASMAPLASMA POBREPOBREPOBREPOBREPOBRE EMEMEMEMEM CRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITADOADOADOADOADO

Descrição

Plasma em que cerca de metade do fibrinogênio e Fator VIII foram removidos como crioprecipitado, mas que contém todos os outros constituintes do plasma

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Produtos sanguíneos

PLASMAPLASMAPLASMAPLASMAPLASMA COMCOMCOMCOMCOM INATIVAÇÃOINATIVAÇÃOINATIVAÇÃOINATIVAÇÃOINATIVAÇÃO VIRALVIRALVIRALVIRALVIRAL

Descrição

Plasma tratado pela inativação com azul de metileno/

 

luz ultravioleta, a fim de reduzir o risco de HIV, hepatite

B

e hepatite C

 

O custo deste produto é consideravelmente maior do que o plasma fresco convencional

Risco de infecção

A inativação de outros vírus, tais como o da hepatite

 

A

e parvovírus humano B19 é menos eficiente

CRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITCRIOPRECIPITADOADOADOADOADO

Descrição

Preparado do plasma fresco congelado pela coleta do crioprecipitado formado durante o descongelamento controlado a +4 o C e ressuspenso em 10-20 ml de plasma Contém cerca de metade dos níveis de Fator VIII e fibrinogênio do sangue total: por exemplo: Fator VIII 80-100 UI/bolsa; fibrinogênio 150-300 mg/bolsa

Unidades

Geralmente fornecido como uma bolsa única, ou uma bolsa contendo 6 ou mais unidades provenientes de doações individuais em forma de pool

Risco infeccioso

Igual ao plasma, mas uma dose normal de um adulto envolve pelo menos 6 exposições a doadores

Armazenamento

A -25 o C ou inferior, válido por até um ano

Indicações

Como uma alternativa ao concentrado de Fator VIII no tratamento de deficiências hereditárias do:

 

- Fator de von Willebrand (doença de von Willebrand)

- Fator VIII (hemofilia A)

- Fator XIII

 

Como fonte de fibrinogênio em coagulopatias adquiridas , por exemplo, coagulação intravascular disseminada (CIVD)

Administração

Se possível, usar um produto ABO compatível Não são necessários testes de compatibilidade

Após o descongelamento, infundir assim que possível com a utilização de um equipo padrão de

 

administração

 

Deve ser infundido dentro de 6 horas após o

 

descongelamento

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Produtos sanguíneos

Derivados plasmáticos

SOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕESSOLUÇÕES DEDEDEDEDE ALBUMINALBUMINALBUMINALBUMINALBUMINAAAAA HUMANHUMANHUMANHUMANHUMANAAAAA

Descrição

Preparado pelo fracionamento de grandes pools de plasma doado

Preparações

Albumina a 5%: contém 50 mg/ml de albumina Albumina a 20%: contém 200 mg/ml de albumina Albumina a 25%: contém 250 mg/ml de albumina Solução protéica estável do plasma (SPEP) e fração protéica do plasma (FPP): concentrações de albumina semelhantes à albumina a 5%

Risco infeccioso

Sem risco de transmissão de doenças virais se produzida corretamente

Indicações

Fluido de reposição em plasmaférese terapêutica:

usar albumina a 5% Tratamento de edema resistente a diuréticos em pacientes hipoproteinêmicos: por exemplo, síndrome nefrótica ou ascite. Utilizar albumina a 20% com diurético Embora a albumina a 5% esteja atualmente licenciada para uma grande variedade de indicações (por exemplo, reposição de volume, queimaduras e hipoalbuminemia), não há evidências que ela seja superior à solução de salina ou outro fluido de reposição cristalóide para a reposição aguda do volume plasmático

Precauções

A administração de albumina a 20% pode ocasionar expansão aguda do volume intravascular com risco de edema pulmonar

Contra-indicações

Não utilizar para nutrição parenteral: trata-se de um recurso caro e ineficiente como fonte de aminoácidos

Administração

Não são necessários testes de compatibilidade Não há a necessidade de filtros

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Produtos sanguíneos

FATORESFATORESFATORESFATORESFATORES DADADADADA COAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃO

ConcentradoConcentradoConcentradoConcentradoConcentrado dedededede FatorFatorFatorFatorFator VIIIVIIIVIIIVIIIVIII Descrição Fator VIII parcialmente purificado, preparado a partir de grandes pools de plasma doado A concentração de Fator VIII varia de 0,5-20 UI/mg proteína. São disponíveis preparados com maior atividade Os produtos que são licenciados em alguns países (por exemplo, EUA e União Européia) são todos aquecidos e/ou quimicamente tratados, de sorte a reduzir o risco de transmissão viral

Preparações

Frascos contendo proteína liofilizada rotulados com o seu conteúdo, geralmente em torno de 250 UI de fator VIII

Risco infeccioso

Os produtos atualmente “inativados” parecem não transmitir o HIV, HTLV, hepatite C ou outros vírus que tenham envelope lipídico: a inativação de vírus não envelopados tais como a hepatite A e parvovírus é menos eficiente

Armazenamento

+2 o C a +6 o C até a data definida do vencimento, salvo indicado de outra maneira pelo fabricante

Indicações

Tratamento da hemofilia A

Tratamento da doença de von Willebrand: usar apenas preparados que contenham Fator de von Willebrand

Dose

Veja página 124

Administração Reconstituir de acordo com as normas do fabricante

 

Uma vez que o liofilizado esteja dissolvido, remover a solução utilizando agulha e filtro e infundir com equipo padrão de infusão em até 2 horas

Alternativas

Crioprecipitado, plasma fresco congelado

Fator VIII preparado in vitro, utilizando-se métodos de DNA recombinante é disponível comercialmente Equivalente clínico ao fator VIII derivado do plasma e não tem o risco de transmissão de patógenos derivados de doadores de plasma.

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Produtos sanguíneos

DERIVDERIVDERIVDERIVDERIVADOSADOSADOSADOSADOS PLASMÁTICOSPLASMÁTICOSPLASMÁTICOSPLASMÁTICOSPLASMÁTICOS CONTENDOCONTENDOCONTENDOCONTENDOCONTENDO FFFFFAAAAATTTTTOROROROROR IXIXIXIXIX

 

ConcentradoConcentradoConcentradoConcentradoConcentrado dododododo complexocomplexocomplexocomplexocomplexo protrombínicoprotrombínicoprotrombínicoprotrombínicoprotrombínico (CCP)(CCP)(CCP)(CCP)(CCP) ConcentrConcentrConcentrConcentrConcentradoadoadoadoado dedededede FFFFFatatatatatororororor IXIXIXIXIX

 

Descrição

Contém:

CCPCCPCCPCCPCCP

FFFFFatatatatatororororor IXIXIXIXIX

Fator II, IX e X Fator IX (somente) Alguns preparados também contêm Fator VII

a

a

a

a

Preparações

Frascos contendo proteína liofilizada rotulados com o seu conteúdo, geralmente de 350-600 UI de fator IX

Risco infeccioso Igual ao Fator VIII

 

Armazenamento Igual ao Fator VIII

Indicações

Tratamento da hemofilia B (doença de Christmas) Correção imediata de tempo de protrombina prolongado

a

a

a

Contra-indicações

O CPP não é aconselhado em pacientes com doença hepática ou tendência trombótica

Dose

Veja página 125

 

Administração

Igual ao fator VIII

Alternativas

Plasma

O Fator IX produzido por métodos de DNA recombinante in vitro será logo disponível para o tratamento da hemofilia B

FATORESFATORESFATORESFATORESFATORES DEDEDEDEDE COAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃOCOAGULAÇÃO PARAPARAPARAPARAPARA PACIENTESPACIENTESPACIENTESPACIENTESPACIENTES COMCOMCOMCOMCOM INIBIDORESINIBIDORESINIBIDORESINIBIDORESINIBIDORES AAAAAOOOOO FFFFFAAAAATTTTTOROROROROR VIIIVIIIVIIIVIIIVIII

Descrição

Fração plasmática tratada pelo calor contendo fatores da coagulação parcialmente ativados Provavelmente o mesmo que outros fatores tratados pelo calor Utilizar apenas em pacientes com inibidores ao Fator VIII Deve ser usado apenas com o aconselhamento de especialistas

Risco infeccioso

Indicações

Administração

35

Produtos sanguíneos

IMUNOGLOBULINASIMUNOGLOBULINASIMUNOGLOBULINASIMUNOGLOBULINASIMUNOGLOBULINAS

 

ImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulina paraparaparaparapara usousousousouso intramuscularintramuscularintramuscularintramuscularintramuscular

 

Descrição

Solução concentrada de anticorpos IgG componentes do

 

plasma

Preparados

Imunoglobulina padrão ou normal: preparada a partir de

 

grandes pools de doações, contendo anticorpos contra agentes infecciosos aos quais a população de doadores exposta

f

o

i

Risco infeccioso

A transmissão de infecções virais não foi relatada com a

imunoglobulina intramuscular

 

Indicações

Imunoglobulina hiperimune ou específica:

proveniente de pacientes com altos níveis de anticorpos específicos a agentes infecciosos: por exemplo, hepatite B, raiva, tétano Prevenção de infecções específicas Tratamento de infecções específicas

 

Administração

Não administrar intravenosamente, pois reações graves podem ocorrer

ImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulina anti-RhDanti-RhDanti-RhDanti-RhDanti-RhD (anti-D(anti-D(anti-D(anti-D(anti-D RhIG)RhIG)RhIG)RhIG)RhIG)

Descrição

Preparada a partir de plasma contendo altos níveis de anticorpos anti-RhD de pessoas previamente imunizadas

Indicações

Prevenção da doença hemolítica do recém nascido de mães RhD negativo (ver página 144-146)

ImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulinaImunoglobulina paraparaparaparapara usousousousouso intravenosointravenosointravenosointravenosointravenoso

Descrição

Assim como a preparação intramuscular, mas com processamento subseqüente, de forma a produzir um produto seguro para administração IV

Indicações

Púrpura trombocitopênica auto-imune idiopática e

algumas outras doenças imunes Tratamento de estados de imunodeficiência

Hipergamaglobulinemia

Doença relacionado ao HIV

36

Produtos sanguíneos

Notas

37

Procedimentos transfusionais clínicos

Pontos chave

1

Cada hospital deve ter procedimentos operacionais padrão para cada etapa do processo clínico transfusional. Toda a equipe deve ser treinada para seguí-los adequadamente.

2

Acomunicaçãoclaraecooperaçãoentreaequipeclínicaetransfusional

é

essencial para se garantir a segurança do sangue liberado para

transfusão.

3

O

banco de sangue não deve liberar sangue para transfusão a não ser

que uma requisição tenha sido preenchida corretamente. A requisição deve incluir a razão para a transfusão, de sorte que o produto mais adequado possa ser selecionado para os testes de compatibilidade.

4

Os produtos sangüíneos devem ser mantidos dentro das condições corretas de armazenamento durante o transporte e no local onde ocorrerá a transfusão, a fim de se evitar perda de função ou contaminação bacteriana do produto.

5

A

transfusão de um componente sangüíneo incompatível é a causa mais

freqüente de reações transfusionais agudas, as quais podem ser fatais.

A

administração segura do sangue depende de:

Identificação única e correta do paciente

Identificação e rotulação correta da amostra para os

testes pré-transfusionais

Ume verificação final da identidade do paciente e da

unidade de sangue, a fim de garantir a administração do sangue correto ao paciente correto.

6

Para cada unidade transfundida, o paciente deve ser monitorado por um membro treinado da equipe antes, durante e ao término da transfusão.

o paciente deve ser monitorado por um membro treinado da equipe antes, durante e ao término

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Procedimentos trasfusionais clínicos

Transfundindo o sangue correto para o paciente correto no tempo correto

Uma vez que a decisão de se transfundir tenha sido feita, todos envolvidos no procedimento transfusional clínico têm a responsabilidade de garantir que o sangue correto seja administrado no paciente correto no tempo correto.

As normas nacionais sobre a utilização clínica do sangue devem ser sempre seguidas em todos os hospitais em que ocorram transfusões. Se nenhuma norma nacional existir, cada hospital deverá desenvolver normas locais e, como ideal, estabelecer um comitê de transfusão hospitalar para monitorar a utilização clínica do sangue e investigar qualquer reação transfusional aguda ou tardia.

Cada hospital deve assegurar que os seguintes itens estejam no local.

1 Um formulário de requisição transfusional

2 Um esquema de solicitação transfusional para procedimentos cirúrgicos comuns

3 Normas sobre indicações clínicas e laboratoriais para a utilização do sangue e seus produtos, e alternativas simples a transfusões, incluindo fluidos de reposição intravenosos, e aparelhos médicos e farmacêuticos que possam minimizar a necessidade transfusional

4 Os procedimentos operacionais padrão para cada etapa no procedimento clínico transfusional, incluindo:

Solicitação de sangue e produtos sangüíneos para cirurgias eletivas/ planejadas Solicitação de sangue e produtos sangüíneos em emergência Completar um formulário de requisição transfusional Colher e rotular uma amostra sangüínea pré-transfusional Armazenar e transportar sangue e produtos sangüíneos, incluindo armazenamento na área de transfusão Administrar sangue e produtos sangüíneos, incluindo a verificação final da identidade do paciente Registrar as transfusões no registro do paciente Monitorar o paciente antes, durante e após a transfusão Gerenciar, investigar e registrar as reações transfusionais

39

Procedimentos trasfusionais clínicos

5 O treinamento de toda a equipe envolvida no processo transfusional a fim de seguir os procedimentos operacionais padrão

A segurança do paciente necessitando de transfusão depende da cooperação e efetiva comunicação entre a equipe clínica e transfusional.

TRANSFUNDINDOTRANSFUNDINDOTRANSFUNDINDOTRANSFUNDINDOTRANSFUNDINDO OOOOO SSSSSANGUEANGUEANGUEANGUEANGUE CORRETCORRETCORRETCORRETCORRETOOOOO PPPPPARAARAARAARAARA OOOOO PPPPPAAAAACIENTECIENTECIENTECIENTECIENTE CORRETCORRETCORRETCORRETCORRETOOOOO NONONONONO TEMPOTEMPOTEMPOTEMPOTEMPO CORRETCORRETCORRETCORRETCORRETOOOOO

1 Avalie a necessidade clínica do paciente, quando e quanto de sangue será necessário.

2 Informe ao paciente e/ou familiares sobre a transfusão proposta e registre no prontuário do paciente o que foi feito.

3 Registre as indicações para transfusões no registro do paciente

4 Selecione o produto e a quantidade requerida. Utilize um esquema padrão de solicitação de sangue para os procedimentos cirúrgicos comuns.

5 Complete a requisição de transfusão correta e legivelmente. Escreva as

razões para a transfusão, de sorte que o banco de sangue possa selecionar

o

produto mais apropriado para os testes de compatibilidade.

6 Se for necessário sangue urgentemente, contacte o banco de sangue por telefone imediatamente.

7 Obtenha e rotule corretamente uma amostra de sangue para os testes de compatibilidade.

8 Envie a amostra e o formulário de requisição ao banco de sangue.

9 laboratório do banco de sangue irá realizar a triagem de anticorpos irregulares pré-transfusionalmente, os testes de compatibilidade e selecionar unidades compatíveis.

O

10 Libere os produtos sangüíneos pelo banco de sangue ou pela equipe clínica.

11 Armazene as unidades sob condições apropriadas de armazenamento se os produtos não forem necessários imediatamente para transfusão.

12 Verifique a identidade do:

Paciente Produto sangüíneo Documentação do paciente

40

Procedimentos trasfusionais clínicos

13 Administre o produto sangüíneo

14 Registre no prontuário do paciente:

Tipo e volume de cada componente transfundido

Número único de doação de cada unidade transfundida

Grupo sangüíneo de cada unidade transfundida

Tempo em que a transfusão de cada unidade se iniciou

A assinatura da pessoa que administrou o sangue.

15 Monitore o paciente antes, durante e ao término da transfusão.

16 Registre o término da transfusão

17 Identifique e atue imediatamente frente a qualquer efeito adverso. Registre qualquer reação transfusional no prontuário do paciente.

Para cada paciente que necessite de transfusão, é responsabilidade do clínico:

1 Completar corretamente o formulário de requisição

2 Colher a amostra de sangue do paciente correto no tubo de amostra correto e rotulá-lo corretamente

3 Solicitar, sempre que possível, a unidade antecipadamente

4 Fornecer ao banco de sangue informações precisas sobre:

Os produtos e o número de unidades requeridas

A razão da transfusão

A urgência da necessidade do paciente a ser transfundido

Quando e onde será necessário o sangue

Quem irá entregar ou pegar a unidade.

5 Garantir o armazenamento correto do sangue e produtos sangüíneos no local antes da transfusão.

6 Verificar formalmente a identidade do paciente, o produto e a documentação na cabeceira do paciente antes do início da transfusão

7 Descartar ou retornar ao banco de sangue para um descarte seguro a unidade que tenha estado à temperatura ambiente por mais de 4 horas (ou qualquer tempo se estiver assim designado) ou uma unidade que tenha sido aberta ou mostre sinais de deterioração.

41

Procedimentos trasfusionais clínicos

8 Registrar corretamente as transfusões no prontuário do paciente as:

Razões para transfusão

Produto e volume transfundido

Tempo de transfusão

Monitoragem do paciente antes, durante e após a

transfusão Qualquer reação adversa.

Identidade do paciente

Cada paciente deve ser identificado por meio de uma

pulseira de identificação ou algum meio que esteja firmemente fixado e que tenha um número único de identificação Este número deve ser sempre usado no tubo de coleta de amostras e no formulário de requisição para identificação do paciente.

Informações ao paciente