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A Primeira Epístola de

JOÃO

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A Primeira Epístola de

JOÃO
Introdução

Epístola

Evangelho

"Para que a nossa alegria seja completa" (1:4).

"Para que a vossa alegria seja completa" (16:24).

“Temos Advogado [parakletos]" (2:1).

"Ele vos dará outro Consolador [parakletos]”
(14:16).

"Sabemos que 0 lemos conhecido por isto:
se guardamos os Seus mandamentos” (2:3).

"Sc Me amais, guardareis os Meus mandamentos”
(14:15).

"Todavia, vos escrevo novo mandamento”
(2:8).

“Novo mandamento vos dou"
(13:34).

“A verdadeira luz já brilha" (2:8).

“A saber, a verdadeira luz [...] que ilumina" (1:9).

“Não sabe para onde vai" (2:11).

"Não sabe para onde vai" (12:35).

"Permanece eternamente" (2:17).

“Fica para sempre" (8:35).

"Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai"
(2:23).

"Quem Me odeia, odeia também a Meu Pai”
(15:23).

“A sua unção vos ensina a respeito
de todas as coisas" (2:27).

"Esse vos ensinará todas as coisas” (14:26).

"Que nos amemos uns aos outros" (3:1 1).

"Que vos ameis uns aos outros” (15:12).

"Passamos da morte para a vida’ (3:14).

"Passou da morte para a vida" (5:24).

“E fazemos diante dEle o que lhe é agradável” (3:22).

"Eu faço sempre o que Lhe agrada" (8:29).

685

ÍZ9

1. Título — Nos manuscritos gregos mais antigos, o título desta epístola é simplesmente
Iõannou A, literalmente, "De João, I," ou a Primeira (Epístola) de João. Não se sabe se esta
foi a primeira epístola pastoral que João escreveu, ou se é a primeira das que foram preser­
vadas pela Igreja Cristã.
2. Autoria — Em nenhuma das epístolas creditadas a João há uma identificação do
autor. No entanto, é tão grande a semelhança entre a primeira epístola e o evangelho de
João que a maioria dos estudiosos aceita a autoria comum das duas obras. Assim como há
razões para se afirmar que o quarto evangelho foi escrito pelo discípulo amado (Jo 21:2024), identificado como o apóstolo João, filho de Zehedeu (ver vol. 5, p. 167-169, 983, 984),
há motivos válidos para se defender que ele também é o autor da primeira carta com o
nome de João. Uma relação similar liga a primeira epístola à segunda, e a segunda, com
a terceira.
Algumas notáveis semelhanças na fraseologia desta epístola e do evangelho são as
seguintes:

Em outras palavras: o propósito da epístola é limitado. a opinião dos estudiosos ainda se divide sobre a autoria de 1 João. Some Aspects of the Grammatical Style of I John. de modo que a questão mais impor► tante é a seguinte: Qual deles foi escrito primeiro. as conclusões relativas ao seu contexto histórico devem ser inferidas a partir de evidências internas. Portanto. Porém. ou ao tempo quando se escreveu. enquanto se percebe claramente que o evangelho é o produto de meditação longa e profunda acerca da encarnação do Verbo de Deus. Essas evidências devem estar estreitamente relacionadas com as conclusões aceitas sobre a autoria e a data do quarto evangelho. é fácil reconhecer que. é difícil negar que a epístola pressupõe o conhecimento que os cristãos já possuíam do evangelho de João. como trevas e luz.. ódio e amor.] a Palavra de vida”. mas podem ser explicadas tendo-se em conta diversos fatores: diferentes objetivos. E possí­ vel que alguns dos que relutam em aceitar o apóstolo João como o autor da epístola. Esse é um traço comum em ambos os escri­ tos. 624 Os paralelismos de linguagem e a sintaxe do texto grego com frequência são mais impres­ sionantes do que em português. o assunto de ambos é tão parecido que a epístola pode servir como um resumo para os temas dominantes do evangelho. é possível que a epístola seja anterior ao evangelho. Este Comentário aceita a autoria joanina comum do evangelho e da epístola. Contexto histórico — Na epístola não há nenhuma referência específica ao autor. 686 . Salom. vida e morte. a idade avan­ çada do autor e a diversidade natural que existe nas obras que procedem da mesma pena. porém. às pessoas a quem a carta foi dirigida. “A vida estava nEle” (1:4). Além disso.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA “0 espírito da verdade” (4:6). perceptível até para o leitor inexperiente. 06/1955). Há uma grande semelhança no estilo. na construção gra­ matical e no emprego de diversas antíteses. o evangelho ou a epístola? Nenhuma conclusão definitiva é possível. podendo até ser considerada como um apên­ dice dele. Se esse argumento for levado em conta. então parece que a epístola foi escrita depois do evangelho. datas de composição. O cristão sensato pode declarar com justiça que tem uma base adequada para aceitar que o autor desta epístola é João. enquanto o do evangelho é amplo e abarcante. sem nenhuma introdução pró­ pria da forma epistolar. o evangelho começa com: “No princípio era o Verbo". como uma carta pastoral. que são típicas de João. talvez o façam devido a um hábito subconsciente de duvidar. Journal of Biblical Literature. no vocabulário. "Em haver Deus enviado o Seu Filho unigénito” (4:9). “Que deu o Seu Filho unigénito" (3:16). há muitas outras semelhanças que facilmente se percebem entre a epístola e o evangelho. LXXIV. Ambos começam de forma súbita. o apóstolo teria pensado em ensinar ao seu rebanho grande parte do conteúdo do seu evangelho. Embora a diferença de propósito e a extensão dos dois livros per­ mita grande divergência. 3. Por isso.. no uso de preposições. o discí­ pulo amado (ver A. antes de registrar por escrito suas memórias e profundas meditações. A epístola parece ter sido escrita de forma espontânea. P. e a opinião dos eruditos tem se inclinado para ambas as direções. "O Espírito da verdade" (14:17). Parte II. Além dos paralelismos. a lista acima dá ao leitor uma amostra adequada das semelhanças. No entanto. na ordem das palavras. A epístola começa com "O que era desde o princípio [. As diferenças entre os dois textos não devem ser ignoradas. ao lugar onde foi escrita. "Esta vida está no seu Filho” (5:11).

e alguns falsos mestres dentro dela haviam tratado de perverter a fé (IJo 2:18. Deus nos amou e enviou o Seu Filho. p. pelas evidên­ cias internas.). ao mesmo tempo. 113). não é possível que. p. 984. João destaca a realidade 687 . 19). iii. c.28. e Eusébio afirma que Papias (c. 43). vol.C. p. Contra as Heresias. 5. fortalecer os membros nas doutrinas essenciais e para tornar a verdade atraente. que. 11). 5.16. 200 d.C. inclui não só a primeira e a segunda epístolas em seu cânon. João escreve com amor a seus filhos espirituais para que possam estar mais preparados para viver a vida cristã. no 2° século. 1009. 985. 5. é evidente que a primeira epístola foi reconhecida como legítima desde muito tempo. pastoral. 6. ensinou na Ásia Menor e propagou os ensinamentos judaizantes. 6. Não há razão conclusiva para se rejeitar a tradição amplamente aceita de que João escreveu. emprega palavras que se parecem muito com as de 1 João 4:3 (A Epístola de Policarpo aos Filipenses. p. 5:21). e o Fragmento Muratoriano.C. esses elevados temas são retratados num contexto de oposição. Tema — O objetivo principal da epístola é pastoral. 6. sua influência perdurava e ameaçava prejudicá-la. João escreveu para enfrentar esse perigo. 10. mas profundamente espiritual e exortativa. A heresia fundamental contra a qual João lutou é identificada como uma espécie de proto-gnosticismo. Irineu (c. 115 d. é claro que a epístola foi escrita por um homem idoso. por isso também devemos nos amar uns aos outros (v. e que Cristo entrou no corpo de Jesus em Seu batismo e Se retirou dele antes da crucifixão (ver vol. aos crentes de Efeso. O docetismo negava a realidade da encarnação e ensinava que Cristo tinha um corpo humano apenas na aparência (ver vol. após estu­ dar no Egito. 1008.5. A heresia de ambas se refe► ria à natureza de Cristo. pois parecia apro­ priado se dirigir aos seus conversos como “filhinhos” (IJo 2:1. 170 d. 5.) identifica vários versículos que ele cita como procedentes da primeira e segunda epístolas de João (Irineu. vol. (ver vol. de c. A segunda heresia se originou com Cerinto. p. 4:3) e “falsos profetas” (IJo 4:1). 7). (ver vol. Portanto. 44). parece que a oposição provinha de duas principais formas de gnosticismo: docetismo e cerintianismo. 4:4. p.3:7. 18. mas é óbvio que foi enviada a um grupo conhecido de cristãos com o qual o reverenciado autor estava familiarizado. A data da escrita situa-se provavelmente entre os anos 90 e 95 d. 150 d. O amor é a nota dominante da espístola. Contudo. 18. 40-45). A moldura é simples. 12.) usou “‘testemunhos’ da primeira [antiga] Epístola de João" (História Eclesiástica.24). ou pelo menos da Ásia Menor. Embora tivessem deixado a igreja. “Deus é amor" (IJo 4:8). Algumas heresias haviam perturbado a igreja. onde exercera seu ministé­ rio. como também atribuiu a autoria ao após­ tolo João. que tem a fama de ter conhecido pessoalmente vários dos apóstolos. o amor vem de Deus (v. em sua velhice. e seu lugar no cânon está solidamente estabelecido.1 JO AO 625 A partir destas e de outras considerações mais técnicas. 6. p. Pelas ênfases dadas na epístola. 984. 4. de modo que os segui­ dores de Cristo não fossem seduzidos pelo erro. Policarpo. o que dá à epístola um tom polêmico e. Provas quanto à existência da epístola surgem muito cedo. vol.C. 8). Os criadores e adeptos dessas heresias são graficamente descritos por João como “anticristos" (IJo 2:18. 22-24). Para combater esses erros. Ele defen­ dia que Jesus era o filho natural de José e Maria. 112. que ensinava um conhecimento (gnõsis) falso (ver vol. 23. 22. Porém. um dos contemporâneos de João. se chegue a uma conclusão precisa quanto às datas em que os dois livros foram escritos. p. iii.C. 985. O destinatário da epístola não é mencionado. vii.

O amor vem de Deus. D. Propósito ao escrever a epístola. Incentivo final para se conhecera Deus e a Seu Filho. l:l-3a. Deus assegura a salvação a Seus filhos. Essas controvérsias antigas têm significância para os tempos modernos. Contraste entre os filhos de Deus e os filhos do diabo. Permanecer em Cristo e preparar-se para a Sua vinda. 1:5-10. I. o advogado. 3. C. pois Deus é amor 4:7-21. 9. 1. 2:3-6. 5:13-21. 1:5-7. C. IV. 688 . 2. 1:1-4. 3:8. B. Declaração de conhecimento pessoal com Cristo.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA da natureza humana e visível de Cristo durante a encarnação (ljo 1:1-3). 28. a propiciação do pecado. A justiça dos filhos de Deus. 5:18-21. Deus e Cristo. 1:3b. Produzir plenitude de alegria. 2. 5:14-17. A. 2:18-26. B. 4. 1:4. 3:10-18. A. 2. Reafirmação do alvo. ► C. II. 626 B. Os requisitos para se ter comunhão com Deus e o homem. que foi enviado para ser propiciação pelos pecados de todo o mundo. 2:12-28. 1:8-10. Quem vive pecando é do diabo. O novo mandamento. Esboço. Promover a comunhão com os cristãos. Um estudo desta epístola dirigirá a mente do leitor à verdade da encarnação e o confrontará com uma visão exaltada do Filho de Deus. Acautelar-se dos falsos cristos e das heresias. 4:1-6. 2:27. A. Exortação a uma vida sem pecado. 2:1-28. V. 5:13. Confissão do pecado. Conclusão. o Verbo da vida. Admoestação à santidade. 2:12-14. B. A. Andar como Ele andou. 5:1-12. 1. O espírito da verdade e o espírito do erro. Bazões para escrever. 4:1-5:12. A. 2:15-17. pois a divin­ dade de Cristo ainda é questionada. 5. A. III. 2:29-3:24. A fé traz vitória e vida. amor e fé são essenciais para a comunhão com Deus. Apelos pessoais aos filhos espirituais. Quem não ama seu irmão é do maligno. Cristo. Andar na luz. Não amar o mundo. 3:19-24. Verdade. 2:1. VI. B. l:3b-4. B. que Ele veio em carne (ljo 4:2) e que os crentes podem desfrutar esse verdadeiro conhecimento (ljo 5:20) em oposição à falsa gnõsis. 2:7-11. D. C. 2:29-3:7. Introdução.

a nossa comunhão está em nós. 1 O que era desde o princípio. pois o pronome ho. e contesta as afirmações do que negavam a realidade da encarnação. andarmos na luz. Assim. ou (2) ao Verbo da vida (Cristo). pois. da parte dEIe. que se traduz como “o que”. 9 Se confessarmos os nossos pecados. para testemunho da verdade. Seu Filho. Jesus Cristo. O evangelho enfoca o princípio e depois dele. de IJo 4:6). vos escrevemos para que fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos pu­ rificar de toda injustiça. a qual estava com o Pai e nos foi manifestada). de Jo 1:1). estabelece as bases de sua autoridade e de suas exortações aos leitores. No evangelho se destaca que o Verbo já existia no momento do “princípio”. 8 Se dissermos que não temos pecado nenhum. o que temos 6 Se dissermos que mantemos comunhão com ouvido. mentimos e não prati­ camos a verdade. é com o Pai e com Seu Filho. mantemos comunhão uns com os outros. Estas palavras iniciais da epístola podem receber duas interpretações. aqui ele se conforma em estabelecer que o Verbo existe desde o tempo do "princípio”. O uso do pretérito perfeito composto “temos ouvido" 689 . mante­ a nós mesmos nos enganamos. o que contemplamos. está em nós. para que vós. temos cado. com. eterna. e as nossas mãos apalparam. porém a compa­ ração com João 1:1 a 3 concede pouco apoio a esta limitação (quanto ao termo ’princípio”. a mensagem que. dela damos testemunho. Jo 4:22. 3 o que temos visto e ouvido anunciamos tam­ bém a vós outros. e nós a temos visto. João começa seu evangelho com as palavras “no princípio”. O que era. igualmente. 10 Se dissermos que não temos cometido pe­ 5 Ora.1 JOÃO Capítulo 1 i A pessoa de Cristo. com respeito ao Verbo da vida 7 Se. O que temos ouvido. A diferença é sig­ nificativa. é neutro. o que temos visto com os nossos pró­ Ele e andarmos nas trevas. e vo-la anunciamos. com. ver com. sobre a flexão verbal "era” [&n\. tempos atrás. de IJo 2:7). mediante a comunhão com o Pai. e a segurança do perdão pela morte de Cristo. a vida e o sangue de Jesus. como Ele está 2 (e a vida se manifestou. 6:37. Também é possível uma interpretação mais limitada. 5 A santidade de vida. na Palestina! O pronome “nós” nos versos iniciais pode ser interpre­ tado como uma característica de estilo ou como uma referência a João e a seus com­ panheiros (cf. em quem há vida eterna. e a verdade não nhais comunhão conosco. e poderia se referir a: (1) ao testemunho a respeito da revelação do Verbo da vida. prios olhos. e sua primeira epístola com a expressão "o que era desde o princípio". a nossa alegria seja completa. porém. e a frase se referia ao início da era cristã (cf. O estilo de João torna a segunda interpreta­ ção mais provável (cf. 1. e não há nEle treva nenhuma. João defende desde o início o que está prestes a escrever a respeito daquele a quem ele e seus compa­ nheiros haviam realmente ouvido. Ora. fazemo-Lo mentiroso. Ele é 4 Estas coisas. e a Sua palavra não ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz. de Jo 1:1). e na luz. ver com. Ninguém poderia negar que guar­ dava preciosas lembranças quando pensava na amável voz que havia escutado com inte­ resse. nos purifica de todo pecado. em que os pronomes neutros se referem a pessoas. Desde o princípio.

em que 1:14. ver com. a outros eventos rem nos v. Esta frase pode ser explicada aplica aqui também. Do gr. 3. 1). Do gr. são descrições válidas do Salvador. margem para nece uma base para o aprofundamento do termo “vida no v. “manifestar”. Com respeito ao Verbo. 1 a 3 é complicada. Do gr. João não se con­ a Palavra”. que contemplaram a Sua glória. A construção da frase verbo foi traduzido como “vimos” em João dos v. O apóstolo não tar as diversas heresias que diziam que não foi real a existência de Cristo na Terra (ver só tinha visto e ouvido “sobre” o Verbo da vida (v. Do gr. E as nossas mãos apalparam. João poderia estar se referindo em particular Várias palavras recorrentes de João ocor­ a esse momento e. “tatear”. ocorre 21 vezes em seus escritos. talvez. Este rente de pensamento. portanto. martureõ. O verbo aqui traduzido como “temos visto" (horaõ) significa o ato de como a Palavra que diz respeito à vida. continuam no presente. “ver com atenção”.ses. 2. Ou. “contemplar”. 687. a conclusão do pensamento está contida até o v. Anunciamos. que foi revelado em Sua encarnação. Damos testemunho. theao. "declarar”. "A vida” refere-se prin­ vez de uma ação passada cujos resultados cipalmente ao aspecto da Pessoa de Cristo. em conclusão abrangente. O que temos visto. zõê. 64 vezes. “tornar visível”. sendo uma digressão da principal cor­ rnai. O uso da notícias”. “sentir”. 1. E. "dar soal (v. 44 vezes. "sobre importância como “vida” (ver com. no v. “dar a seguem como uma afirmação de que o após­ tolo havia testemunhado as cenas históricas conhecer”. for­ sos olhos”. A mesma “palavra” (logos) referindo-se a Jesus Cristo palavra é traduzida como “declarar" no v. ponde a "o Verbo Se fez carne” (Jo 1:14) e de At 17:27. de psaõ. 688). para que não haja nenhumaPalavra que dá vida. ambas as interpretações dúvida quanto à realidade de sua experiência. semelhantes. de Lc 24:39). “tes­ e seu grupo haviam tido uma ligação pes­ soal com o Verbo que Se fez carne. como em João 1:14. forma mais clara de afirmar que o escritor Archê. mas declara em sua epístola sentiu impelido a “dar testemunho" do que (v. “tocar" (ver com. e de refu­ temunhar”. "lidar com”. o escritor sumariza seu raciocínio em uma a forma do verbo indica ação completa. a esta epístola (ljo 1:1. no entanto. às vezes. ou a ► ver fisicamente. se refere à encarnação vista pelos habitan­ quando Jesus convidou Tomé para tocá-lo. “vida”. Esta manifestação da vida corres­ perto". 1 a 3. O comentário acima (19:13) e apoia a ideia de que eles têm uma sobre a expressão “o que temos ouvido se autoria comum. O apóstolo não tem a pretensão tentou em ter contemplado a Cristo. não em E natural interpretar essas palavras e as que Sua eterna pré-existência. 1-3) com o Verbo (sobre "o Verbo” [ho logos]. tipaggellõ. pluineroõ. A palavra "vida”. 3. mas se de lidar com todos os aspectos concernen­ tes ao Verbo. Nós a temos visto. que está entre parênte­ dúvidas de que realmente viu "o Verbo". 690 . “princípio". "proclamar”. na psêlaphaõ. de Jo 1:1). Seria difícil conceber uma obscureçam a precisão da palavra original. 5:7) e ao Apocalipse sua memória. Não deixa. E a vida. embora as traduções. o escritor acrescenta o pleonasmo “com os nos­ 2. tes da terra. Manifestou. sob o mesmo contexto: a contempla­ ção do Verbo encarnado. com. 3) verdades baseadas em experiência pes­ tinha visto (cf. de Jo 1:4).627 1:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA sugere que as lembranças estavam vivas em é peculiar ao quarto evangelho (Jo 1:1. (nove vezes no evangelho e outras nove. ver também com. mas também havia percebido sua p. de At 1:8). Aqui. 14). João faz uso frequente de phaneroõ da vida terrena de Cristo. “mostrar". Da vida. O que contemplamos. “examinar de epístola).

de Mt 1:1. de At 2:42).1 JOÃO 1:4 628 A vida eterna. Estas coisas. “com". A palavra trou em Jesus” (CC. O cristão se torna um E nos foi manifestada. 78). Fazer com João 16:24 sugere “vossa”. O duplo título: “Jesus (cf. Aqueles que assim pros. Ou seja. com. 2Co 8:4. 1 a 3 e o que o autor pretende escrever no restante da carta. como o caso de irmãos na recem a omissão das palavras “vos escre­ mesma fé. Evidências textuais favorecem esta variante. etc. o Pai e Seus filhos rebeldes. Pelo contrário. A impor­ de ljo 3:23). Com uma das mãos. ou entre desiguais. E prová­ com que outros participem dessa comunhão vel que João escreva mais para proporcio­ é um dos principais objetivos da epístola. de Jo 3:16). expressa a proximidade do Verbo trabalham para os outros. como Nós somos” (Jo 17:22). 18). Uni­ pode ser exagerada. A palavra implica comparti­ Escrevemos. João e a divindade. Somente mediante o Filho é tância dessa ênfase no conhecimento pes­ soal que o autor tinha de Jesus dificilmente possível manter comunhão com o Pai. tudo o que foi dito anteriormente. com. de Jo 1:18). permanece no centro de sua visão espiritual Seu Filho. “para que sejam personalidade distinta. O que temos visto. mostra que João considera tanto o retórica (v. ► nidade. participam da res­ ao Pai e. Do gr. A associação de “vida" notas-chaves do primeiro capítulo. com a outra. v. tendo-se em conta que camente o Filho está qualificado para reve­ um dos propósitos da epístola é fazer oposi­ lar Deus aos homens (cf. O apóstolo pensa em termos de pre desejará que outros partilhem desse ben­ eternidade e sublinha a natureza eterna do dito companheirismo. o conteúdo da cismo (ver p. G1 2:9. Jesus Cristo. sobre “com Deus”. ção às primeiras manifestações de gnosti4. variante “estas coisas vos escrevo".). Neste caso. xvi).ele toma aqueles que não conhecem a Deus. 687. Aquele que estava com o Pai desde a eter. seu amado Senhor e da vida que almeja com­ “Assim que alguém se achega a Cristo. 2) para dar ênfase e recapitular aspecto humano como o divino da vida do Filho (ver com. "a co­ uso do título “Pai" implica a filiação do Verbo munhão. partilhar com Ele (ver com. ele se apodera de seu conhecimento pleno de respeito reverente ao compreen­ der o privilégio que lhe foi concedido de ver de Deus mediante Cristo e. nasce em seu coração o desejo de dar a conhe­ Com o Pai. o nosso tipo e prepara o caminho para a identificação de comunhão. 1. João identifica o Verbo com Cristo. em Jo 1:1). Evidências textuais favo­ lhar mutuamente. isto é. Fp 2:5. que inclui o que já foi escrito nos Comunhão. p. Embora João ainda um. o paralelismo bênçãos espirituais que ele desfruta através do conhecimento do Pai e do Filho. um companheirismo entre iguais. At 2:42. o Nossa comunhão. No entanto. de uma Fp 2:1. epístola. 691 . koinõnia (ver com. O esplendor da revelação nunca dessa forma se converte em um elo vivo entre diminui na mente de João. ao mesmo tempo. deixa clara Sua posta à oração do Salvador. que seus leitores compartilhem das mesmas Nossa. pros ton patera (ver cer aos outros o precioso amigo que encon­ com. Aquele com “eterna” se apresenta 22 vezes nos escri­ que verdadeiramente conhece a Cristo sem­ tos de João. Jo 1:14. o apóstolo deseja forma enfática do sujeito do verbo no grego. como Deus e vemos” (cf. nar alegria aos seus leitores do que para A palavra “comunhão" representa uma das si mesmo. a comunhão que existe entre plena do Verbo como Jesus Cristo (ljo 1:3). O autor está vínculo entre o Céu e a Terra. 688). [que é] a nossa”. não tenha mencionado o Filho pelo nome. Do gr. Literalmente. 3. Uma repetição Cristo”. cf. restando lugar para a o ser humano (cf.

refuta com efi­ cácia o ensino gnóstico sem sequer mencio­ natureza de Deus. 20) e “que habita em Jo 15:11). mas que a recebera do Senhor. A ausência do artigo “a” no skotia) é a antítese de “luz”. de Cristo. ria inefável (Êx 19:16-18. manifesta essa qualidade no plano supremo. Essas manifestações físicas simbolizam a pureza a Cristo. de Hb 3:3-5. Assim termina a breve introdução à epís­ luz inacessível. Do gr. iCo 11:7). 6. o pecado é a antítese da 692 . 17:13. e as a luz foi o primeiro elemento a ser trazido à palavras do discípulo amado podem ter sido existência (Gn 1:3). Deus é luz. João. Quando o Senhor iniciou a Criação. “plena”. a luz está associada com a divin­ expressado a mesma razão para falar “estas dade. portanto. A teoria gnóstica afirmava que o bem e o mal eram con­ que estava prestes a transmitir aos seus lei­ tores. Jo 1:3. de Rm 14:17). Na Bíblia. sobre “glória” ele já desfrutava com o Pai e o Filho. a eternidade e a encar­ nação. assim como nas texto grego. Deus firma a divindade. uma pala­ mente e totalmente “luz”. e. com. A religião cristã é feliz (ver com. etc. Portanto. "anun. Rm 3:23. pois diante dEle a escuridão do pecado não pode com uma linguagem simples. que pessoalmente havia conhecido viu. "ouvimos notí­ cias d Ele”. para que os leitores contemporâneos existir (Hb 1:13). Anaggellõ sugere p. em seguida. "dar a conhecer”. especificaepístolas de Paulo. Jo 1:14. isto é. 10:28). A ple­ nitude da alegria é um tema frequente nos nas são geralmente acompanhadas de gló­ escritos de João (Jo 3:29. 41) ensinava algo contrário à natureza levar as notícias “até” ou “para” o receptor. coisas” aos Seus discípulos (Jo 15:11). a humanidade do Filho. Literal­ do apóstolo e também dos nossos dias não mente. 12:29. “revelar”. 6.). Completa. para “mostrar” e "declarar”. 2 e 3 (apaggellõ) tura de trevas. Dessa forma. Is 33:14. reforçá-la com uma 5. As manifestações divi­ um eco às palavras de seu Mestre. Há uma razão imediata para a havia inventado nem descoberto a mensagem ênfase da declaração de João. ljo 2:4. desejava partilhar seus conheci­ moral e a santidade perfeita que distinguem mentos com seus leitores. Ou. em um grau superlativo. então o gnosticismo (ver vol. Jesus tinha luz como um atributo de Cristo em Jo 1:7-9). Ao [doxa]. procedentes de Deus ou negação do oposto (cf. Dt 33:2. para que pudes­ sem participar da mesma comunhão que o caráter de Deus (ver com. comparar com Cristo (ver com. v. a quem homem algum jamais tola. ou por meio de revelação. 2Jo 12). Transmite esse conhecimento maravilhoso o espiritual. Uma das mais notáveis qualidades da expressar esse desejo amoroso. 16:24. Não há nEle treva nenhuma. 8. é luz”. porém enfá­ tica. como “Deus nar a heresia. de ljo 4:8.629 1:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Alegria. nem é capaz de ver" (iTm 6:16). direta­ trários que mutuamente se necessitavam. anaggellõ. Anunciamos. se Deus é absoluta­ ► ciar”. “não existe escuridão [trevas] nEle”. E típico de João apresen­ tar uma afirmação categórica. João desejava deixar claro que não 20. tivessem nenhuma dúvida acerca do funda­ mento da fé cristã e da natureza da obra de A dupla negativa exclui enfaticamente a pre­ sença de qualquer elemento de escuridão na Jesus Cristo. 15:11. Temos ouvido. Ou. sem a menor mis­ vra diferente da usada nos v.divina. e que ambos haviam emanado da mesma fonte mente de Cristo. João con­ luz é seu poder de dissipar as trevas. de Deus e devia ser rejeitado pelos que acei­ enquanto apaggellõ destaca a fonte das notí­ tavam as palavras do apóstolo. onde se originam. Deus. isto é. Nos escritos de João. antes do vocábulo "luz”. Deus é descrito como "luz eterna” (cf. “trevas” {skotos ou cias. Is 60:19. 40. Resultado natural da comunhão que “luz” é um aspecto ou qualidade da natu­ reza de Deus (cf.

usa ter comunhão com o Pai e andar nas trevas uma linguagem amável. mas se ocupa dos aspectos posi­ escuridão perdem a capacidade de responder tivos da vida cristã. de Jo 1:14). Ver com. vas se adensam ao redor. Quando as mesma maneira o filho de Deus caminha atividades do dia começam a negar o que se com seu Pai celestial. e as tre­ Trevas. porém. exceto 7. porém procediam de modo na luz. a luz por ignorância ou deliberadamente se Esses se manifestarão na vida mediante pen­ mantém longe dela.) e se inclui no enunciado. andarmos na luz. 3. skotos (ver com. v.. Fp 3:17). Se. qualquer um que afirmar contrário à vontade divina. do v. Do gr. e o pecado contínuo destrói mente cercado por uma luz que irradia de 693 . 19) e “carne”. Se Deus é luz (v. Sabemos que Ele sempre nos com. da luz. No entanto. 5). Deus está constante­ cimento na fé. Deus passa a ser excluído da vida. de tão apegadas ao pecado. A deterio­ lado. 512). em geral. todos os que têm < estava ciente de que muitos alegavam comu­ comunhão com Ele também devem andar nhão com o Pai. com sua negação equiva­ diante o Espírito Santo. 5). a fim de lhes ser possível pecar de 6. Além de mentir com suas amou e estamos agradecidos por Sua prote­ palavras. oração e trabalho (CBV. No entanto. A ideia de “praticar a verdade" é Sua presença amorosa e o reconhecimen­ peculiar a João. O mesmo sucede com a dimensão espi­ para expressar sua confiança neles. Jr 31:3). Sem dúvida. as pessoas estão rito" (ljo 8:1. 8:12). Tão naturalmen­ pouco praticam a verdade em sua conduta. Se dissermos. samento e ação. 8. Olhos que se acostumaram à desespero. de Ef 2:2. Nada pode florescer na escuridão. ver Jo 12:35. na esperança de não estará mentindo. ver com. de Jo 3:21. tornando-as hipotéticas (cf. Não praticamos a verdade. religião deixa de ser uma prática cotidiana. no NT (ver com. ritual: a escuridão do pecado impede o cres­ Ele está na luz. Esta é a verdadeira aprende na frequência à igreja. palavra e ato refletem a consciência de do v. anda­ ração prolifera rapidamente na ausência da mos [. João destaca a hipocrisia suaviza algumas de suas repreensões implí­ daqueles que professam seguir o caminho citas. Temos aprendido a cf. dos que precisam de seu conselho. o pensa­ e a mantém segura até o perigo passar. 20). porém voluntariamente andam nas etc. "não praticamos a verdade” (ver com. te como uma criança confiante pega a mão O pecado se expressa primeiramente como de seu pai frente a aproximação do perigo. 46. em vez de andarmos nas trevas. da mento se transforma num ato. trevas. a fim de incentivá-los e à luz.. to. Outro Experimentar a presença de Deus é estar exemplo da maneira de João repetir uma afir­ sempre consciente da Sua proximidade me­ mação.1 JO AO 1:7 0E9 justiça (Rm 6:18. o apóstolo Mentimos. um pensamento.]" João não deixa seu rebanho em luz que dá vida. Para chamara atenção maneira mais completa (Jo 3:19. “mentimos". Quando a Andarmos. IJo 8:32. que buscam as Jo 1:5. de “espí­ a percepção. 5). peripateõ (ver com. por outro a tornar as trevas mais sombrias. nhão com Deus demonstra que. fica evidente “comunhão com Ele”. sobre “verdade” [alõtheia\y ver amar a Deus. os que "andam nas trevas" tam­ ção (SI 139:1-12. to de que Ele vê tudo. do v. a quebra da comunhão com Deus. Por isso. Sua pretensão de ter comu­ antagonizar com seus leitores. A ora­ certas formas inferiores de vida que tendem ção pode ser parafraseada: “Se. em certa medida conhece a luz. trevas. Do gr. porém. Cada pensamen­ lente. 10. porém a A pretensão de ter comunhão com Deus deve escuridão que o rodeia revela que ele evita ser demonstrada por seus resultados práticos. pelo menos Mantemos comunhão.

Uns com os outros. Purifica. “não estamos pecando". e que antecede a comunhão. 10. Nesse aspecto. 8.) com. mou se houve alguns que publicamente rei­ Porém. ou se era um a suas epístolas a expressão “Jesus Cristo”. com. AA. andamos com Deus. literalmente. Ninguém. cremos nas mesmas verdades da vida cristã. palavra usada nos evangelhos para “purifi­ cação” de um leproso (Mt 8:2. assegura CG. 5:1. fala da limpeza que continua durante da vida. por isso.).2). Eles Verbo encarnado. de Lc 1:35). viveu tade entre nós e nossos irmãos na fé deve nos fazer rever a nossa conduta. Se dissermos. “limpar”. de IJo 2:1. porém aqui ele pensa par­ ticularmente no Salvador divino-humano. Se servimos ao meiro arrependimento e confissão. de Jo 8:46. de IJo 4:20). ao cristão que Deus já se antecipou a essa necessidade e fez provisão para isso (sobre todo tipo de manifestação pecaminosa (sobre sangue para a purificação do pecado. Que não temos pecado. são mais conscientes de sua própria comunhão com Deus ainda necessitam ser pecaminosidade (IJo 1:8. <1 purificados do pecado. 5). FIb 9:14. Aqueles que andam pois a experiência aqui descrita está intima­ mente relacionada com andar “na luz". João não afir­ Jesus Cristo (ARC). de quem a luz bri­ lha. do v. e seguimos as mesmas instruções na senda Aqui. o em realidade não tinham alcançado. de IJo 3:4). de Jo 6:53). na glória da Sua reconhece que mesmo aqueles que mantêm luz. o apóstolo fala muitas vezes de Jesus. Ver com. Assim como um viajante segue que proveu o sangue purificador do Filho de a luz do guia ao longo da estrada escura e Deus (sobre a filiação divina de Cristo. p. Deus deve seguir. 561. ou atitude implícita. João mais próximos de Deus. No seu evange­ vam uma justiça presente e contínua que lho. cf. muitos preferem perigo. O mais tênue sinal de má von­ lTs 4:3). no início mesmo Deus. xvi) a omissão de “Cristo”. para ter uma vida sem pecado (ver com. Ou. O uso do verbo no tempo presente mostra que os autoconfiantes reivindica­ manter a palavra “Cristo”. etc. ele estava ciente fala de Jesus como “o Cristo" ou “o Filho da existência dessa pretensão e revelou seu de Deus" (IJo 4:15. Se andarmos na e. 1 Pe 2:22). a luz que procede do Senhor (2Co 4:6. katharizõ. ver “pecado" ver com. do mesmo modo o filho de com. continuamente do sangue de Cristo para serem purificadas de seus pecados (ver com. as pessoas necessitam certeza de que não estamos nos desviando do caminho iluminado da vida (cf. A última frase deste ver­ O autor se inclui entre os que necessi­ sículo não é de nenhum modo um adendo. Lc 4:27. 6. ver desconhecida. O melhor que os cristãos podem fazer é caminhar sob os raios de luz que ema­ de Jesus destaca a magnitude do sacrifício nam de Deus. A limpeza a que João mas também com todos os outros que se refere aqui não é a que ocorre com o pri­ estão seguindo ao Senhor. tam dessa purificação. com. para purificação do pecado e da culpa do pecado (2Co 7:1. no caminho da vida. diziam. Ef 5:26. cf. em unidade. mas Jesus Cristo (sobre o título “Jesus Cristo”. Ef 5:8. de Mt 1:1). de Rm 3:25. e temos comunhão não só com Ele. 5:9. De todo pecado. porém. 562. Evidências tex­ tuais apoiam (cf. 694 . E o sangue. luz. 469-473). em outras passagens. por isso. não negavam ter pecado no passado. contrastavam com os que ver com. “cada pecado.1:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Seu filho. como João com frequência utiliza em vindicavam ser perfeitos. de Rm 6:19. etc. Do gr. Esta identificação adicional Si mesmo. de Pv 4:18). com. a não ser Cristo. não podemos deixar de caminhar toda a vida terrena e que é parte do pro­ cesso de santificação (ver com.

de Ez 18:30. a con­ fissão deve ser mais específica do que a mera admissão de que pecou.1 JO AO são realmente justos. Mq 7:19). “dizer”. Outra vez. o coração humano enganoso inventa inúmeras maneiras de ale­ gar sua inocência. O reconhecimento da natureza exata de um pecado e a com­ preensão dos fatores que levaram a cometê-lo são essenciais para a confissão e para adqui­ rir a força necessária a fim de resistir a uma tentação quando ela se repetir (T5. não é necessário nenhum intercessor humano. Ver com. 640). e legõ. de IJo 3:4). e nos purificar de toda injustiça". de Mt 12:31). A menos que tal pes­ soa retorne rapidamente à senda anterior e humildemente receba a luz reveladora da verdade. nenhum sacerdote para nos absol­ ver do pecado. depois de uma afirmação positiva. que reconhecem sua pecaminosidade e necessidade de purifi­ cação (v. Se o pecado tam­ bém é contra alguma pessoa. 5. de Pv 28:13). de pecado. especialmente uma que o faz se sen­ tir superior aos outros e sem necessidade do Salvador. “admi­ tir a verdade de uma acusação” (ver com. Hb 4:12). Não estar disposto a ser específico pode revelar uma ausência do verdadeiro arrependimento e a falta de um desejo real de tudo o que implica o perdão (ver CC. do v. não uni­ camente porque só Ele pode “limpar". Também é claro que ele fala de atos específicos de pecado. Não importa possuir profundo conheci­ mento de outros aspectos da verdade. de IJo 3:4). uma ressurreição do velho homem. uma contradição característica de uma pessoa que se engana. DTN. A verdade não está em nós. com. homologeõ. 639). “dizer a mesma coisa [como outra]". de Mt 18:12. não podemos culpar ninguém. 7. com. mas porque pecamos contra Ele. e não do pecado como um mau princípio na vida. sobre a rela­ ção entre confissão e arrependimento. João realça aqui a fidelidade de Deus para conceder o perdão (cf. 6). 9. o autor. Ele é fiel. 645. Do gr. um erro neste sentido tornará inúteis todos os outros conhecimentos. Hb 10:23). portanto. Recusando-se a admitir sua pró­ pria pecaminosidade. Só o poder penetrante da Palavra de Deus pode revelar o verdadeiro estado do coração e predispor a mente a rece­ ber a revelação (Jr 17:9. Portanto. pois só Ele “é fiel e justo para nos perdoar os peca­ dos. se apartará por um caminho que só pode terminar em condenação e morte. Somente Cristo poderia alegar estar sem pecado (ver com. 7. de Ex 34:6. A pre­ tensão de estar sem pecado é uma exaltação própria. Aquele que deliberadamente rejeita o que é certo e aceita uma falsi­ dade. Confessarmos. 41. então a confis­ são deve ser feita a essa pessoa. de Rm 10:9). A nós mesmos nos enganamos. 7). Do gr. O contexto dá a entender que o autor espera que a confissão seja feita a Deus. A fidelidade é uma das qualidades mais notáveis do Senhor (ICo 1:9. O Senhor é fiel para perdoar se a pessoa confessa de ver­ dade. hamartiai (ver com. Com frequência se renuncia à paz. 6. “uma e a mesma coisa”. acrescenta outra nega­ tiva (cf. de IJo 2:1). O único elemento de incer­ teza no processo de confissão e perdão encontra-se com o pecador. A extensão da confissão deve ser medida pela exten­ são do dano causado pelo nosso mau proce­ der (cf. 646. do v. bem como a Deus (T5. verT5. As palavras de João mostram que 695 1:9 ele estava consciente de que os cristãos sin­ ceros às vezes caem em pecado (cf. um ato de orgulho. de homos. Buscamos a Deus. Ver com. com. Esta verdade se aplica a todo pecado. ver com. Se enganamos a nós mes­ mos. 10:13. 811). Por isso. com. por se levantar uma dúvida sobre a fidelidade . sobre “pecado" ver com. lTs 5:24. Pecados. v. 2Tm 2:13. jamais poderá estar seguro de que alguma vez se sentirá disposto a discer­ nir a diferença entre o certo e o errado (cf.

Ambas ► Senhor tem em nós como indivíduos (MDC. de Sua justiça é mais evidente em contraste com Rm 8:1-4). no processo da salvação. dikaios. mas não se sabe do perdão que a fidelidade e a justiça de se o apóstolo tinha ou não uma concep­ Deus encontram sua expressão completa ção em mente tão próxima desses passos (sobre perdão. dor se converte do seu pecado e aceita a quando o verbo é usado em relação a “pecado’.6. usado no Nd com uma variedade de significados. Cristo é chamado de justificação (ver com. E necessário vigiar cuidadosamente em dição do pecador é a de um novo homem em oração para evitar que os velhos hábitos Cristo Jesus. Ficará satisfeito se nos fizer crer que prática da vida cristã. a limpeza será completa. SI 32:1. o pecado confessado é reti­ perdoados de seus pecados. aban­ coberto com a vida perfeita de Cristo (Cl 3:3. O Senhor está suas palavras possam ser mais amplamente pronto a perdoar o pecador arrependido. novas vitórias a ganhar e novas excelências para nós. haverá “toda a nossa injustiça [adikia]". De toda injustiça.312). donando o pecado. se cairmos por não ção puro” (SI 51:10). embora Os pecados. aplicadas. Felizmente. ljo 2:1). "despedir”. mas a vontade é fraca e vacilante. ó Deus. e o pecador está diante do Senhor pecador deve cooperar com Deus. as ideias são corretas quando aplicadas à 115).” A frase “para de pensamento e conduta entrem em ação nos purificar de toda injustiça” pode ser novamente (Rm 6:11-13. A ação entendida tanto como em aposição. uniformemente se traduz como “perdoar" de Rm 5:1). Do gr. de Mt 1:19). até que Cristo a purifique explicação da frase “para nos perdoar os 696 . Pecados confessados são abrangente deixa claro o rigor com o qual Deus está preparado para remover a injus­ levados pelo Cordeiro de Deus (Jo 1:29). Isto é. Mas o próprio rado dele. E fez provisão Justo. Satanás faz o possível para que­ brantar a nossa fé no solícito interesse que o cesso distinto e posterior ao perdão. devemos ir. Deus é um juiz justo. O pecado se foi. E no âmbito sos nas palavras de João. ICo 9:27). Ele pede perfeição moral de seus para alcançar o perdão (cf. “limpar. Purificar. aphiêmi. ou “certo" para que todos os pecados possam ser resis­ (ver com. ver com. Este processo diário de purifi­ cação do pecado e crescimento na graça misericórdia. ao trono da graça e pedir misericórdia injustiça. Do gr. ou como estabelecendo um pro­ de Deus. “correto". a Sua justiça é temperada com a alcançar. desde que nos leve a duvidar de Seu limpo dos pecados pelos quais recebeu o cuidado por nós pessoalmente. "sair". Esta declaração porém perdoar não significa de maneira alguma tolerar. de 2Cr 7:14. Ou. arrependi­ é purificar o pecador arrependido de toda dos. 311. Enquanto houver vida. de Mt 6:12. Precisamos perdão. sempre nos lembrar do poder divino que nos Davi orou: “Cria em mim. Se o plano bíblico for 9. E possível ver esses dois proces­ (ver com. e tidos e vencidos com sucesso (ver com. “dispen­ Rm 6:19). 26:28). 10: PJ. de Mt 5:48). E mais prová­ vel que ele estivesse pensando na purifi­ At 3:19). e a con­ seguido. filhos (ver com. O amor misericordioso de Deus aceita o peca­ tiça daqueles que confessaram e foram dor arrependido. cação que acompanha o perdão. um cora­ impedirá de cair (Jd 24) e. No entanto. Todo pecado envi­ Deus cuida de muitos ou da maioria dos Seus lece e.Í2 1:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA pecados”. como da vontade é decisiva. O propósito do Senhor recorrer a esse poder. O passo inicial em que o peca­ sar”. quando o pecador é perdoado. de Perdoar. os pecados especí­ ficos que foram confessados. é denominado santificação (ver com. Hb 4:16. Ao confessar seu grande pecado. “perdoar". fica filhos.

340. Para permanecer sem quer homem possa afetar a perfeição divina. Tl. PR. ção. A epístola é dirigida a cris­ Bíblia devem estar gravadas na memória tãos.dadeira condição e salvá-lo. 618. DTN.Ev.AA. 69 7. 464. Com a Palavra nos v. T6. aqui. 361. rejeitam Sua caminha na escuridão. Assim agindo. T3. pois o Céu não pode Palavra de Deus. também seria difícil provar o con.633 1 JO AO 1:10 e a fortaleça. 405. de a Palavra viva. 70. alegação de santidade (ver v. CT. 90. Essa Palavra é 10. PR. reivindicar pletado a santificação (cf. 528 697 6-8 — San. são usados termos mais gra­ ves. nos momentos de provação e dificuldade. negam-se a validar a descrição soa manter comunhão com Deus enquanto de sua condição. escondida em nosso cora­ sam tanto positiva como negativamente. portanto. estaria tante deste perigo e uma renovação diária em contradição com as claras afirmações da de propósito (CC. 286 2 . 223. portanto. afirmam não ter cometido atos pecaminosos. verdade (v. PJ. não vamos mais pecar deliberadamente contra Ele (SI 119:11). aqui João diz que alguns seja enganado crendo que não tem pecado. CBV. são necessárias uma consciência cons­ mas. 619). O coração enganoso. DTN. A falsa alegação de comunhão nos haverá jamais afirmação alguma de ter com­ transforma em mentirosos (v. apesar disso. 544. pecar. Não temos cometido pecado. 555. 90 1-3-AA. 250. GC. toda tendência e todo desejo peca­ de Deus como o veículo mediante o qual Sua minosos (ver com. deve ser um estu­ porém. se a alegação fosse verdadeira. Ed. O v. A referência não é a Cristo. Tl. 115. As verdades da ram (Rm 3:23). 340. 211. 6 Se os seres humanos não aceitam o testemu­ menciona o pensamento ilusório de uma pes­ nho de Deus. fazer nada por uma pessoa até que ela aceite Sua palavra. CT. 8). A consequên­ cia da reivindicação de impecabilidade se Salvador e nos preparará para receber Seu apresenta de acordo com o padrão seguido caráter santo (2Tm 3:16. com fre­ que não temos pecado significa que esta­ quência. 74. Não que a suposição de qual­ cia com esses hábitos.AA. 461. de se fazer. 161. OE. tem um desejo oculto por seus velhos mos nos desviando do caminho (v. San. os quais teriam que saber bem o que era para fortalecer a mente com a Palavra vivifi­ pecado. 90 5 . Por essa razão. Jd 24). BS.436. 17). a fim de que não ► trário. O v. TM.LA. pois todos peca­ dante aplicado da Palavra. DTN. No entanto. E. PR. 409. San. BS. 6). tal afirmação é falsa. 6. 43. 555. 476. 517. e sua instrução na justiça nos conduzirá ao Fazemo-Lo mentiroso. 79 5-7-T3. 84 3 . 476.AA. 52). alusão à pretensão de possuir um coração por Deus para revelar ao ser humano sua ver­ sem pecado. a graça e o poder de Cristo para erradicar. 284. . WHITE 1 . 568. 435. 6 e 8. João se refere clara­ cante. GC. 320. E uma afirmação fácil Palavra e não podem mais tê-la no coração. 8) é transmitida. porém difícil de se refutar. 156. GC. não porém. de ljo 3:6-10. 207. T8. 70. Iodo cristão. Suas preciosas promessas darão apoio mente à conduta após a conversão. T6. 321 1-7-T7. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 223. mas hábitos de vida e apresenta muitas desculpas a alegação de não ter pecado faz de Deus para justificar uma continuada complacên­ um mentiroso. mas à palavra escrita ou falada sua vida. Esta a verdade (Jo 17:17) e não pode habitar em é a terceira e especificamente a mais falsa quem contradiz suas declarações evidentes. 8). em que os resultados se expres­ de Deus. 8 A Palavra inspirada é o meio ordenado faz. MDC.

806. porém. 18 Filhinhos. porque conhe­ e não somente pelos nossos próprios. esse soberba da vida. também. mui­ aquilo que é verdadeiro nEle e em vós. até agora. no mundo.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 2:1 T4. temos Advogado junto ao Pai. que faz a vontade de o princípio. BS. 116. já brilha. entretanto. Esse mandamento antigo é Deus permanece eternamente. o qual. porque as trevas lhe cegaram os olhos. Nisto sabemos que estamos nEle: cência da carne. senão mandamento antigo. 3 O conhecimento de Deus e a guarda dos mandamentos. 11 Aquele. 20 E vós possuís unção que vem do Santo e nas trevas. 552. 15 Não ameis o mundo nem as coisas que há está a verdade. e a palavra de isto: se guardamos os Seus mandamentos. a concupis­ ► o amor de Deus. e não sabe para todos tendes conhecimento. alguém 13 Pais. eu vos escrevi. e. porque conheceis pelos do mundo inteiro. CBV.TM. e anda nas trevas. 254. San. 2 e Ele é a propiciação pelos nossos pecados 14 Filhinhos. sabemos que O temos conhecido por vos escrevi. e tendes vencido o 4 Aquele que diz: Eu O conheço e não guar­ da os Seus mandamentos é mentiroso. 158. 182. porque sois fortes. 7. MDC. nEle. Se. 152 Capítulo 2 6Í4 1 Consolo frente às fraquezas. porque tos anticristos têm surgido. que odeia a seu irmão está nenhum deles é dos nossos. estas coisas vos escre­ pecados são perdoados. agora.AA. o amor do 5 Aquele. 9 O amor aos irmãos e 15 não ao inundo. 9 Aquele que diz estar na luz e odeia a seu não eram dos nossos. 625. porém. Jovens. a palavra que ouvistes. 147. aquele que existe desde o princípio. T9. T5. mas ainda ceis o Pai. Jovens. vos escrevo novo mandamento. 229. 20 Os justos são salvos do engano mediante a perseverança na fé e a santidade de vida. vos escrevo. 51 8. todavia. 12 Filhinhos. 16 porque tudo que há no mundo. 193. MDC. eu 3 Ora. eu vos escrevo. como ou­ 8 Todavia. tivestes. 7 Amados. verdadeiramente. desde cupiscência. mas proce­ deve também andar assim como Ele andou. Deus permanece em vós. por causa do Seu nome. 641. 123. porque. toda­ 10 Aquele que ama a seu irmão permanece via. vistes que vem o anticristo. dos nossos. 566. 84. 24 8-LS. eles se foram para que ficasse manifesto que na luz. T5. e a verdadeira luz que é a última hora. aquele. e nele não Maligno. que guarda a Sua pala­ vra. bem como a sua con­ novo. está nas trevas. a concupiscência dos olhos e a 6 aquele que diz que permanece nEle. de do mundo. porque os vossos 1 Filhinhos meus. 562 9. pelo que conhecemos as trevas se vão dissipando. eu o Justo. o mundo passa. vo para que não pequeis. não vos escrevo mandamento 17Ora. 18 O cuidado com os enganadores. onde vai. 266. Jesus Cristo. CC. eu vos escrevi. Aquele que existe desde o princípio.10 -AA. se tivessem sido irmão. porque tendes vencido o Maligno. e nele não há nenhum tropeço. Se alguém amar o mundo. eu vos escrevo. teriam permanecido conosco. entretanto. porque conheceis pecar. já é a última hora. T8. DTN. 19 Eles saíram de nosso meio. não procede do Pai. 698 .41. tem sido aperteiçoado Pai não está nele. Pais.

28. que tar (Mt 23:7-9. Se. tenhamos confiança e dEle não nos afastemos envergonha­ dos na Sua vinda. porque a sabeis. 15). todavia. A ternura desta tores evitassem cometer um único ato peca­ expressão pode significar que ele estivesse se minoso sequer. a unção que dEle recebestes permanece em vós. Ef 3:14. 29 Se sabeis que Ele é justo. além de sua possível utilização de ljo 3:9). esse não tem o Pai. agora. alguém pecar. aqui “crianças” (ver com. com. também permanecereis vós no Filho e no Pai. o que nega o Pai e o Filho. Isto é. 699 . Isso não indica. 4:4. aquele que confessa o Filho tem igual­ mente o Pai. 23 Todo aquele que nega o Filho. e não é falsa. Do gr. 5:21). antes. reconhecei tam­ bém que todo aquele que pratica a justiça é nas­ cido dEle. mas na qual havia haver pecado. 2:1 26 Isto que vos acabo de escrever é acerca dos que vos procuram enganar. ele quis muitos pais e filhos humanos. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes. O idoso apóstolo poderia chamar apro­ sendo que ambos encorajam os cristãos a se priadamente até mesmo os pais de “filhinhos” apropriar do poder divino para viver livres do (1 Jo 2:12-14). que João aceitara o título de “pai". 1. 613). 25 E esta é a promessa que Ele mesmo nos fez. No entanto. (ljo 1:4).1 JO AO 21 Não vos escrevi porque não saibais a ver­ dade. Considerava a todos os cristãos pecado. no pensamento do autor entre os cap. de Rm 8:14). DTN. Ambas as possibilidades concor­ seja a impecabilidade. para que. 18. 1 e 2. No NT. O tempo do Salvador e Seu discípulo amado usaram verbo grego mostra que João aqui fala de esta palavra (Jo 13:33. 28 Filhinhos. uma forma diminutiva de tekna. como também ela vos ensinou. ljo 2:12. 3:7. pode ser ele dá mais intimidade a sua mensagem e traduzido por "queridos filhos". em 1 João 1:10. João escreve no plural. cometer atos específicos de pecado (cf. Não há verdadeira ruptura dirigindo a seus próprios conversos. mas. Será que. O apóstolo queria que seus lei­ por Paulo em Gálatas 4:19. Pode ser uma referência tenha caído em pecado ou cometido um ato ao capítulo anterior ou ao conteúdo de toda pecaminoso. teknia (ver com. Em uma passagem anterior Jo 13:33). tassem em continuar pecando? Certamente Cristo havia ordenado aos discípulos para não não! Livrar-se totalmente do pecado é a meta chamar um ao outro por qualquer nome que estabelecida perante os filhos de Deus. só o Para que não pequeis. e significaria o controle sobre a consciência de cada provisão foi feita para que todos pos­ um homem ou sobre o que ele devia acredi­ sam alcançá-la (ver com. com isso. a vida eterna. permanecei nEle. e é verdadeira. o após­ como membros de uma grande família cujo tolo alertara contra a alegação de alguém não Pai é Deus (cf. Embora o objetivo do cristão a epístola. invés de tamanho ou idade. de Escrevo. dizer que esperava que as pessoas se conten­ porém. 27 Quanto a vós outros. pois. e não tendes ne­ cessidade de que alguém vos ensine. de ljo 3:6). quando Ele Se manifestar. 24 Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. permanecei nEle. Filhinhos. e porque mentira alguma jamais procede da verdade. João reconhece a pos­ sibilidade de um cristão sincero cometer um dam com a intenção do escritor. pois o dimi­ limita a referência a si mesmo. 22 Quem é o mentiroso. Estas coisas. como a Sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas. senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo. porém. cf. assim como nutivo é usado para expressar carinho ao se dirige a seus leitores: “filhinhos meus”.

2:2

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

9€9

pecado (cf. com. de IJo 1:7-9). Ele faz isso era um presente ou sacrifício que tinha o pro­
pósito de apaziguar a ira de um deus e para
não para tolerar o pecado, mas para apre­
sentar Aquele que pode salvar o cristão que torná-lo amigável ou perdoador. Porém, nosso
Deus não tem por que ser apaziguado ou se
tenha caído.
Temos. João novamente se inclui entre reconciliar conosco, pois Ele ama as pes­
seus leitores, talvez para destacar que Cristo soas, mesmo quando são pecadoras (Rm 5:8;
Ap 13:8). Somos nós que necessitamos ser
Se tornou o defensor de todos os cristãos.
Advogado. Do gr. paraklêtos (ver com. reconciliados com Deus (2Co 5:18, 19). A sin­
de Jo 14:16). Paraklêtos é usado no NT ape­ taxe grega destaca que o próprio Cristo é a
nas por João. No evangelho, a palavra se propiciação, bem como o propiciador. Ele é,
ao mesmo tempo, sacerdote e vítima.
refere ao Espírito Santo, e aqui, pela pró­
Pelos nossos pecados. Ou, “a respeito
pria identificação, ao Filho na Sua obra de
salvação. E claro, então, que o escritor via de nossos pecados”, a esfera em que a “propi­
tanto o Filho quanto o Espírito desempenha­ ciação" opera. Se não houvesse pecado, não
rem o trabalho de paraklêtos. “Mediador”, ou haveria necessidade de propiciação; porém
João reconhece que até mesmo os cristãos
“intercessor” teria sido uma tradução prefe­
pecaram e têm a garantia de que “Jesus
rível a “Advogado”.
Junto ao Pai. “Junto” é uma tradução de Cristo, o justo” cuidou do pecado pela Sua
pros, a mesma palavra grega que é usada em morte expiatória. Ele oferece Seu próprio
1 João 1:2 e João 1:1 e 2. O termo indica a sangue para a remoção dos nossos pecados
associação íntima entre o Advogado e o Pai (Jo 1:29; Hb 9:25, 26; DTN, 652).
Mundo inteiro. As palavras anteriores a
- o Mediador está na presença de Deus, em
igualdade de condições com Ele (ver com. de “pelos pecados" foram acrescentadas. A frase
completa pode ser traduzida como “mas tam­
Jo 1:1; Hb 7:25).
Jesus Cristo. Ver com. de Mt 1:1; Fp 2:5. bém do mundo inteiro”. Alguns interpreta­
O justo. Do gr. dikaios (ver com. de ram isso como se referindo à soma total dos
Mt 1:19). É porque Ele permaneceu justo, pecados do mundo. No entanto, a adição das
palavras põe a declaração de acordo com o
depois de ter sido tentado em todos os pon­
tos como nós (Hb 2:18; 4:15; 7:26), que ensinamento bíblico de que Cristo morreu
Cristo está qualificado para ser nosso sumo para levar os pecados de todo o mundo (ver
sacerdote e advogado. Tivesse Ele pecado Jo 1:29; Hb 2:9; 2Pe 3:9). Os pecados de<
e não poderia Se manter diante do Pai. cada homem, mulher e criança foram colo­
Se não tivesse experimentado a tentação, cados sobre o Salvador. No entanto, isso não
não poderia ter sido o nosso verdadeiro repre­ significa que a salvação seja universal, pois a
sentante. Os gnósticos afirmavam que todos Bíblia declara explicitamente que a salvação
os seres são portadores de luz e de trevas oferecida é nossa somente quando a aceita­
em graus diferentes, e concluíam, a partir mos individualmente.
3. Ora. Do gr. en toutõ, literalmente,
desse conceito, que até mesmo no caráter do
“nisto”, se refere à condição registrada na
Salvador o pecado tinha uma pequena pro­
porção. Mas esse falso ensino é aqui vigoro­ segunda metade do verso, “se guardamos
os Seus mandamentos” (v. 5; IJo 3:16, 19;
samente refutado pelo apóstolo.
etc.). João frequentemente usa em seu evan­
2. Propiciação. Do gr. hilasmos, "vali­
dade”, de hilaskomai, “ser misericordioso" gelho uma frase similar dia touto, “por isso",
(Lc 18:13), “expiar” (Hb 2:17; ver com. de para remeter ao que se passou antes e prosse­
Rm 3:25). No conceito pagão, a “propiciação” guir com o tema (Jo 5:18, etc.). Porém, nesta
700

1 JOAO

2:5

epístola, en toutõ geralmente se refere ao que que, de fato, influenciados por tais heresias
se segue (cf. com. de ljo 4:9).
como o docetismo (ver p. 687), pretendiam
Sabemos que O temos conhecido. Os conhecer a Cristo, ignorando os Seus man­
verbos gregos expressam diferentes tempora­ damentos. E a essas pessoas que João aludiu,
lidades. Para mostrar a distinção entre esses para evitar nomeá-las ou incluir especifica­
tempos, a frase pode ser traduzida como: mente entre seus leitores (cf. ljo 2:6, 9). Não
“Sabemos o que viemos a conhecer e conti­ havia nenhuma desculpa para esses ensina­
nuamos a saber”. João frequentemente usa o mentos espúrios na igreja, pois Cristo havia
verbo “conhecer" (Jo 14:7; 17:3, 25; ljo 2:4, deixado claro que aquele que estivesse dis­
5, 13; 3:1; 4:2) em conexão com “Deus” para posto a receber a verdade, ela lhe seria reve­
designar não apenas o conhecimento de lada (ver com. de Jo 7:17), e que aqueles que
Deus, mas um relacionamento pessoal com verdadeiramente O amavam guardariam
Ele (cf. com. de Jo 17:3). Essa experiência Seus mandamentos (ver com. de ljo 14:15).
era uma barreira eficaz contra as incursões
E mentiroso. Tanto a pessoa como sua
heréticas dos ensinamentos gnósticos a que pretensão são falsas. O mentiroso demons­
Cristo já havia se referido (ver p. 687, 688). tra com sua conduta que “a verdade não está
nele" (cf. com. de ljo 1:6, 8). Note novamente
O. Cristo, o advogado (v. 1), a propicia­
ção (v. 2). A vida conforme a vontade de o uso paralelo e contrastante de expressões
Deus é a única evidência segura de que afirmativas e negativas (ver ljo 1:5, 6, 8, 10).
uma pessoa conhece a Deus. Ao longo
5.
Aquele [...] que guarda. O após­
desta epístola, João continua a contradizer tolo não se satisfaz em deixar seus leitores
a afirmação gnóstica de que só o conheci­
com a imagem negativa, mas logo descreve
mento tem valor e que a conduta não é de o aspecto positivo para incentivá-los.
importância particular na determinação da
Nele, verdadeiramente. O advérbio
posição de um homem diante de Deus. Os "verdadeiramente" se destaca no grego, para
apóstolos declaram que não são os ouvin­
designar o contraste com as falsas preten­
tes da Palavra que são justificados, mas sões mencionadas no v. 4.
os praticantes dela (Rm 2:13; Tg 1:22, 23).
Aperfeiçoado. Do gr. teleioõ, “levar
Alegações piedosas devem corresponder a um fim", "completar”, "aperfeiçoar". Em
vez de “ser aperfeiçoado” devemos ler “ter
com a conduta moral.
Guardamos os Seus mandamentos. sido aperfeiçoado" (sobre teleios, ver com.
O verbo traduzido por “guardar" (têreõ) de Mt 5:48).
expressa a ideia de observar ou manter
Amor de Deus. Este pode ser o amor do
estrita vigilância. Aqui implica um propósito ser humano a Deus ou o amor de Deus con­
íntimo que resulta na conformidade dos nos­ cedido ao ser humano. Nesta epístola, João
sos atos com a vontade de Deus expressa em usa a expressão em ambos os sentidos, mas
Seus “mandamentos" (sobre os “mandamen­ parece referir-se principalmente ao amor de
tos" [entolai] ver com. de Mt 19:17; Jo 14:15). Deus para com o ser humano (ljo 4:9; cf. 3:1,
16, 17; 4:14, 16; ver também ljo 2:15; 5:3).
João usa a expressão "guardam os Meus
mandamentos” e seu equivalente “guarda “O amor procede de Deus" (ljo 4:7). Todo
amor verdadeiro vem de Deus, e aquele que
as Minhas palavras”, ou frases semelhan­
tes, muitas vezes, em seus escritos (Jo 14:15, está motivado a guardar os mandamentos
23; ljo 3:22, 24; 5:2; 2Jo 6, Ap 3:10; 12:17). do Senhor o faz em virtude do amor, que é
4. Aquele que diz. Comparar com o derivado de Deus (sobre "amor" \agapê], ver
com. de ljo 1:6. E provável que se trate dos
com. de Mt 5:43, 44, ICo 13:1).
701

2:6

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

637

Nisto. Ver com. do v. 3. Neste caso “por
este meio” pode se referir a obedecer à pala­
vra de Deus (v. 5), ou a andar como Cristo
andou (v. 6). Ambas as afirmações demons► tram a permanência em Cristo.
NEle. Isto é, em Cristo (ver com. de 2Co
5:17; Ef. 1:1, cf. com. de Jo 15:4; G1 2:20).
6. Aquele que diz. Ver com. do v. 4.
Uma referência a todos os que dizem ser cris­
tãos, sejam sinceros ou não.
Permanece. Do gr. menõ, “permane­
cer”, “continuar presente”, "ficar". João usa
com frequência o verbo menõ: 41 vezes em
seu evangelho e 26 vezes em 1 e 2 João (não
ocorre em 3 João). Em seus escritos, adquire
muitas vezes um sentido místico para indi­
car a união entre Deus e Cristo (Jo 14:10)
e a união semelhante que deve existir entre
Cristo e o cristão (Jo 15:4-10; IJo 2:24, 28;
3:6, 24). A frase “permanecer nEle" é equiva­
lente a “estar em Cristo”, de Paulo. Embora
a frase tenha um significado místico, tam­
bém tem uma aplicação prática e diz respeito
à vida diária do cristão.
Deve. Do gr. opheilõ, “dever", com refe­
rência a dívidas (Mt 18:28; etc.), “estar sob
obrigação" de fazer alguma coisa (Jo 13:14).
João usa a palavra quatro vezes em suas epís­
tolas (aqui e em IJo 3:16; 4:11; 3Jo 8). No
contexto bíblico, opheilõ transmite um forte
senso de obrigação moral.
Andar. Do gr. peripateõ (ver com. de
Ef 2:2), comumente usado no NT com refe­
rência à conduta cristã (cf. com. de lTs 2:12).
Como Ele andou. Em Sua vida ter­
rena, Jesus deixou um exemplo perfeito para
todas as pessoas seguirem. O cristão pre­
cisa estar completamente familiarizado com
a vida sem pecado, a fim de imitá-la e aplicar
seus princípios às condições em que deve
viver. João insiste em que aquele que afirma
permanecer em Cristo deve demonstrar dia­
riamente que imita seu Salvador. Sua vida
deve concordar com sua profissão de fé
(CC, 58, 59).

7. Irmãos (ARC). Evidências textuais
favorecem (cf. p. xvi) a variante “amados”
(ARA). Seria adequado para João, ao intro­
duzir uma seção que trata do amor pelos
irmãos (v. 7-11), também se dirigir a seus lei­
tores com termos carinhosos, como "irmãos"
ou “amados".
Novo. Do gr. kíiinos, “novo”, no sen­
tido qualitativo, em vez de cronológico.
Aqui pode ser traduzido como “novo tipo
de”. Na frase seguinte, a palavra usada
para “velho” (palaios) indica que o “man­
damento” foi dado há muito tempo. Aqui
João se exime de qualquer intenção de dar
aos seus leitores um novo tipo de “manda­
mento” porque o velho é adequado. O con­
texto (v. 9-11) indica que o “mandamento"
do qual fala é o amor para com os irmãos
(ver com. de Jo 13:34).
Desde o princípio. Provavelmente,
desde o início da vida cristã dos leitores,
embora alguns sugiram que se refere ao
momento em que Cristo deu este "manda­
mento”, ou mesmo antes, no Sinai (ver com.
de Mt 22:39, 40).
Palavra. Do gr. logos, aqui, “um corpo
de doutrinas”, “uma mensagem”. João se
refere a um ensino anterior, devido ao qual,
os “irmãos" abraçaram a fé cristã.
8. Outra vez (ARC). Este versículo
explica o precedente.
Novo mandamento. O “velho” man­
damento seria suficiente, se atentassem ao
seu conselho. Mas os homens obscurece­
ram de tal modo o verdadeiro propósito da
lei que perderam de vista a sua qualidade
espiritual. Em seus ensinamentos, mais par­
ticularmente no Sermão do Monte, Cristo
removeu os acréscimos da idade e revelou o
brilho original do "mandamento" (ver com.
de Mt 5:22). Essa instrução parecia tão
nítida e significativa, que apropriadamente
poderia ser descrita como um mandamento
“novo” (ver com. de Jo 13:34).
Aquilo. Ou, o “novo mandamento”.

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até o ponto em que a sua existência fica com­ pletamente na escuridão. ele habita nas trevas espirituais. a palavra “irmão" geralmente se refere a um membro da igreja cristã. 9. Está. como os dos gnósticos. Aquele que ama. Nele. pois é uma expressão de Seu caráter. a revelação de Deus através de Jesus Cristo (ver com. A luz verdadeira tem brilhado sobre 0 mundo desde a encarnação. A con­ quista da “verdadeira luz” seria gradual. João novamente parece referir-se aos ensi­ namentos heréticos. O ato de odiar o irmão afeta outras áreas da vida da pessoa. Trevas. Vão dissipando. Ele já havia contrastado a luz com a escuridão (ljo 1:5-7. volun­ tária ou não. Do gr. e as pessoas têm tido menos desculpa do que antes para permanecer nas trevas do pecado. Embora o ódio signifique que um homem esteja em trevas. A compara­ ção com 1 João 2:11 pode favorecer o último caso. João se interessa e se preocupa com os relacionamentos cristãos. 10 constituiria a pri­ meira parte de uma antítese (a luz impede alguém de tropeçar). Aquele. 55-58). skandalon (ver com. 11. isto é. Nada é dito sobre o grau de ódio. 11. vive uma vida com Deus. Con­ traste com o homem que ama (v. a fim de que ele possa ser “verdadeiro". o manda­ mento deve transformar o caráter. e a verdade com a falsidade (ljo 1:8-10.1 JOAO 638 NEle e em vós. 2:4). o manda­ mento não exige renovação. 16:23. Se assim for. Pode existir. exceto quando se especifica um relacionamento familiar. ou como uma antipatia ativa ou até como um ódio maligno que visa prejudi­ car o objeto do seu ódio. Ver com. "estar pas­ sando”. mostra que João percebeu que a escuridão ► não seria imediatamente dissipada. “passar". A repetição da prepo­ sição sugere que há uma diferença entre a forma como esse mandamento opera em Cristo e no crente. paragõ descreve a natureza transitória do mundo pecaminoso. Jo 11:9. Odeia. na forma aqui usada. 10). “está vindo à luz”. mas nutre ódio por um irmão demonstra que está em tre­ vas espirituais “até agora”. que odeia. apesar das circunstân­ cias que possam ser resultantes do ódio. de Mt 5:29. Aquele que diz. porém. Ou. Literalmente. de ljo 1:5. 4. que impede as pessoas de enxergar a verdadeira natureza da Palavra de Deus. do v. paragõ. 2:8). 17. Em vez de permanecer ou habitar na luz de vida que Deus dá. ICo 1:23). “já está bri­ lhando”. Na luz. Do gr. Ver com. o v. Trevas. A vinda de Jesus representou uma nova responsabi­ lidade e também uma nova bênção para a humanidade. 703 . habitando em Sua luz. 6. 10). do v. ele lida de forma semelhante com o amor e o ódio (ljo 2:9-11). A verdadeira luz. 22. em um estado passivo de falta de amor. “está passando". O menor traço de ódio é suficiente para mostrar que o Deus de amor não tem pleno domínio no coração (Mt 5:21. No v. A escuridão é a ignorância. de Jo 1:5. Então. Aquele que afirma possuir luz espiritual. Quem continua a amar seu irmão. 10. mas certa. Ver com. O tempo presente. a segunda parte (a escuridão que cega). O texto grego pode ser entendido de duas formas: “Nele” pode se referir ao homem que ama seu irmão. “ir embora”. Já brilha. MDC. Ver com. Nos escritos de João. ou "nela”. e o v. Em nós. Deus é amor (ljo 4:8) e luz (ljo 1:5). Irmão. Isto é conse­ guido quando amamos uns aos outros como Cristo nos amou. se referir "à luz” (cf. O estado daqueles que estão verdadeiramente "na luz” está implícito em 1 João 1:5 a 7 (ver com. ali). de Jo 1:4-9). no exato momento em que se ufana de estar na luz. Em Cristo. Nenhum tropeço.

At 3:6. Embora esta tradução de outro lado. 19). o termo se porém. além de 704 . que ele já escreveu. O termo abrange todos os mem­ bros fiéis da Igreja. refere aos antepassados (Gn 15:15. teknia (ver com. pois mas está enganado. de dade vagueiam na escuridão. Ele não tem consciência considera um dispositivo literário eficaz. O per­ Mensagens para faixas etárias específicas dão abriu um novo mundo diante deles. 14). “foram perdoados". o apóstolo se 13. Outros vras de Cristo (Jo 12:35). pensa que sabe para onde vai. parece que João se dirige aos homens ► sido muito discutido. mais do que outros escritores do sem dúvida. SI 82:5. suas variações raramente carecem de sig­ provavelmente mudaria seu estilo de vida nificado. enxergar. Do gr. "Pais” também podem ser os vezes. Eu vos escrevo.). e ocorrem nos v. toda pessoa que escolhe habitar hoti seja possível aqui. O Pai perdoa o pecado do peca­ como seres superiores andando em um cami­ dor arrependido. João se refere ao que As trevas lhe cegaram. 686. alguns sugerem que. “escrevi” (v. Porém ele. obra. Do gr. mas aqueles a quem Satanás do nome de Cristo”. "por amor do Seu nome" cegou pensam que veem. Esta é uma forma de trata­ volta para problemas específicos. de Gn 3:6). o apóstolo se propõe a ajudá-los a explorar esse dom. 31:3. 13 e 14. A luz é essencial para a visão. com. usar o tempo presente. quando em reali­ (ver com. os lho. Por estão perdoados. não teme uma aparente monotonia. “escrevo” (v.) nomeando grupos particulares. Ec 2:14. O cego vive nas trevas e sabe Por causa do Seu nome. hoti. 13 e 14. “por causa que é cego. No AT. das palavras de seu Mestre. Antes. em contraste com o grupo seguinte. por causa do “nome” de nho iluminado em direção a um fim desejá­ Cristo. Outros veem nisso referência a completa é uma citação das próprias pala­ uma epístola anterior. Mas não há provas conclusivas de que "jovens”. mento incomum no NT. A partir de conside­ rações gerais (ljo 1:4-2:11). de ljo 1:9). Eles se veem At 4:12). 13). e do seu destino final. A palavra “pais” pode também se o evangelho foi escrito antes da epístola (ver referir aos cristãos de longa data. A expressão p. ao já ocorreu. Pais. era conhecido dos leitores de João. 12. Estivesse ciente disso. agora perdida. e outras três 22. diferença de emprego do tempo verbal tem Aqui. A cegueira está prestes a escrever. Portanto. cf. 687). etc. de SI 31:3. e com o passado. Filhinhos. São perdoados. isto é. as verdades espirituais profundas com eles porque o poder perdoador do nome de Jesus do v. ele diz. seus irmãos. não é aceitável nos na luz recebe mais iluminação e orientação v. Três vezes e também é usado assim no NT (At 3:13. A ideia de que a rejeição da luz Alguns preferem "que”. “que” ou “porque”. Alguns pensam que mais velhos. e quem rejeita a luz perde a capacidade de Porque. 16. Ou. O significado da anciãos ou líderes do povo (At 7:2. dos idosos aos jovens. NT. Nenhuma metáfora pode retratar adequa­ O tempo verbal grego indica o resultado con­ damente a condição daqueles que odeiam tínuo de um ato passado (ver com. Is 6:10).2:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 639 Não sabe para onde vai. 22:1). 25. (Pv 4:18. Seria estranho se sugerem que João está apenas variando a sua o discípulo amado não fizesse eco a algumas linguagem para evitara repetição monótona. quer sejam pais carnais ou por “escrevi" João se refere ao seu evange­ não. O apóstolo se sente livre para discutir 12. em virtude de Seu caráter e vel (ver com. Ou. entendendo que João leva à cegueira espiritual também é encon­ quer lembrar seus leitores que seus pecados trada no AT (cf. ao (ver Pv 14:12). O que odeia. etc. ele lista suas razões para escrever. 1).

único meio pelo qual se pode conhecer o Pai O maligno. O conheci­ 18 em outros escritos de João. Ef 6:10-18). todas se tornaram escravas dade espiritual. João expande sua exortação conquistado não foi apenas sobre seus pró­ aos jovens. mas salienta. sem dúvida. ou estar escondidas tino. com. Como teknia. Ver com. como em português. liberta-as da escravidão do pessoal mente. dessa servidão é apropriar-se do único Porque. ARC). poder pessoal que permanece com o ser Conheceis. Fp 3:10). mento espiritual com Ele. parece claro que. de Jo 17:3). A Palavra de Deus. nikaõ. 12. ginõskõ (ver com. Aqueles que já conhecem que os crentes já tinham vencido e estavam a Deus também devem conhecer o Filho. Evidências textuais deiro. do v. Do gr. Ver com. um conhecimento pessoal do Deus verda­ Eu vos escrevo. 12. Aqui. pois com­ Tendes vencido. mas se esquecem de que. aqui. p. "conquis­ preende que é essencial para a vida eterna tar".1 JO AO 2:14 640 ser de idade avançada. 12. 13. 13. desde que no coração (Jo 15:7. de Jo 1:18). À primeira vista. do humano. ele registra sua vitória prios desejos errados e hábitos rebeldes. seis ocorrem nesta epístola e Pais. de como teknia (ver com. porém todos tiveram o pri­ diabo e direciona sua vontade para o bem vilégio de cultivar um verdadeiro relaciona­ (Rm 6:13-23). A única maneira de escapar Eu vos escrevo. E pouco provável que alguns dos leito­ Senhor e entregar sua fraca vontade a Ele. então. de (ver com. do v. de Mt 4:1). Todos os cristãos devem ser capa­ ao contrário. com. paidia. idosos e (cf. implicando uma necessidade tenho crido” (2Tm 1:12. com. SI 119:11). As pessoas gos­ Palavra escrita. o apóstolo Jovens. 3). do maligno. usada no NT. xvi). “pais” e “jovens". cos percebem o poder do maligno e seus Todavia. aqui ele atribui a eles ao primeiro grupo. Essa era que no pensamento do apóstolo. Quem não pertence do perdão dos pecados. de orientação. que todos os crentes possuem um conheci­ Eu vos escrevi. Referência ao Filho inclui também todos os crentes. pertence ao segundo. o colhendo os frutos de sua vitória. pou­ encarnado (cf. o diabo (cf. No v. 705 . No final do versículo ele afirma jovens (ver com. ele revela o fator que a mas também sobre o ódio maligno e as torna possível (cf. sobre o diabo. a ideia de subordinação e zes de declarar como Paulo: “Eu sei em quem dependência. O conceito mento íntimo que eles tinham do Salvador de vitória cristã ocupa um papel de desta­ provinha de uma longa experiência. Ou. Do gr. A vitória que os crentes tinham Sois fortes. No v. mento do Pai. suas epístolas e no seu evangelho. tentações hábeis do próprio adversário (cf. O Pai. IJo 1:1-3). Aquele que existe. João destaca esse conhecimento em ► favorecem a variante "vos escrevi” (cf. Filhinhos. pensou na inúmeros cooperadores. as Escrituras Sagradas. Do gr. a faculdade de escolher outro v. do v. 12. Comparar com o v. IJo 1:1-3). Ou. Das 28 vezes em que a palavra nikaõ é (ver com. Jo 17:15). com. atingiram a maturi­ Adão pecou. um termo de desfrutar a mesma convicção íntima de que não transmite a mesma nota de afeto comunhão com o Salvador (cf. Nesta época de maior pode-se pensar que João se refere ao Verbo conhecimento e ceticismo arrogante. O tempo a característica mais importante que João do verbo grego indica. de Jo 1:1-3. Temos o privilégio 14. que tam de se sentir donas do próprio des­ podem “permanecer”. do v. “Deus”. res de João houvessem conhecido a Cristo Cristo. Ver com. lhes podia atribuir. João divide seus leitores em dois havia dotado os crentes com o conhecimento grupos. do v. 12). 1).

O cristão não pode servir nem amar ao mesmo tempo a Deus e às riquezas (ver levam para longe de Deus. Jo (cf. 40-44). 7. roupas e móveis. No NT. Evidências textuais qualquer outro autor do NT. Se alguém. p. Coisas repete o motivo de sua recomendação que não são úteis devem ser totalmente evi­ tadas. em detrimento da vida espiritual que substitui Deus. o poder salvífico de Cristo entre o demiurgo e o verdadeiro Deus (ver exercido através do Espírito Santo. não está pensando na terra ao sair das mãos do Criador. kosmos. e advertiu os cristãos a Espírito Santo havia inspirado para ocasiões tomar cuidado com eles e resistir a seu poder como aquela (Mt 4:4. ente­ impedir o cristão de tentar ajudar o pecador. a arte e a malí­ trevas e a luz. entre a matéria e o espírito. Isto é. mas não devem « jovens acerca das coisas que devem evitar. as peças separadas e sobre o pecado. animados e inani­ (Mt 4:1-11). cia de Satanás. é o eu que finalmente se inter­ palavra de admoestação pode ser traduzida põe entre a pessoa e Deus. sourando em sua memória a preciosa Palavra Ao contrário. o Salvador não tinha nenhuma lião contra Deus. João sabia quão atraentes arma mais eficaz do que as palavras que o eles podiam parecer. O amor do Pai. ses que se opõem a Deus realmente não O ou ocupado com assuntos mundanos que amam. formam o kosmos. pois amar". ou "não continue a mente uma declaração condicional. Somente quando sedutor. Lc 14:26). se tornar centro de atenção. O apóstolo apresenta nova­ como "pare de amar". A frase se refere sição ao Seu reino. ao seu conselho. As coisas. Como aos pais. Revela a con­ seu dualismo. em conjunto. Não ameis. irá capacitá-lo a amar a vítima de Deus e seguindo seus conselhos. João que. Lutando a batalha humana como mados que Satanás arregimentou em rebe­ um homem. Esse uso pode refletir 706 . quando João exorta seus leito­ dos padrões que os homens devem alcançar através da devoção e o glorioso prêmio do res a não amar o mundo. é que do pecado. de Mt 6:24). alienado e hostil a Deus. usando o imperativo do verbo “amar” um ídolo (ver com. de Mt 5:43. Jo 21:15). Do gr. Tendes vencido. de Mt 4:8. de Mt 10:37. como João faz isso de uma forma direta e inequí­ voca. deve ter conhecido muitos que tinham dado considerado como um arranjo ordenado de um lugar no coração ao amor do mundo coisas ou pessoas (ver com. 10). Portanto. v. xvi) a variante “amor de Pai . 6. com. ele transmite uma imagem do mundo favorecem (cf. João usa kos­ mos 96 vezes em seus escritos. Odiar o mundo de pecado não deve os cristãos seguem o exemplo de Cristo. 15. os eleva­ vol. de 1 Jo 1:6). mais do que com. de Ef 6:17). (iagapcw. mas vencedor. O próprio Salvador usou a pala­ vra escrita em sua batalha com o tentador em elementos terrestres. Aqueles que permi­ tem que seus afetos se apeguem a interes­ 1:9). kosmos. mais prepara o soldado da cruz a combater o bom tarde. e muitas coisas boas em si mesmas (cf. João continua a advertir os são bens que valem a pena. o próprio Deus é conseguem obter a vitória sobre si mesmos o nosso exemplo (Jo 3:16). Casas de lhes escrever e esperar que atendessem e terras. evoluíram para o gnosticismo. o “mundo". parentes e amigos. Sua Sem dúvida. Depois de expor a razão podem estar entre o homem e Deus. muitas vezes. 13). p. com combate (ver com. repre­ senta o povo ímpio. O mundo. Esta é a única vez em que as palavras "amor como estranho e hostil a Deus e em opo­ do Pai” ocorrem na Bíblia. ver com. Nesse aspecto. Na maioria dos casos. a sua crença na luta entre as dição decaída do ser humano.2:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA A Palavra de Deus no coração inspira e preocupação com falsos ensinos que.

está sujeito à redenção adquirida por ginaram em Satanás (cf. (ver com. 15. estar em pé. do v. trinsecamente mau. 28). cf. Do gr. góricas do v. mas os adverte contra os maus desejos mencionados no v. pois. João mórbida que os esportes sádicos hoje. “desejo". Nem o desejo. bios. com. Vida. a “concupiscên­ permanentes e importantes. 707 . ou vê-lo retratado do v. de Tg 4:16). de sua pró­ riormente os gnósticos ensinaram ser in­ pria beleza. 15). “modo de vida" “vontade". de Mt 5:27. que cobiça o mal e na qual “não rito que substitui o espiritual pelo material. do v. do tações de pecado. João pode ter pensado nos espetá­ mundo entre em nosso coração. pois Ele nos amou antes de pen­ onde os homens lutavam entre si ou com sarmos em nos arrepender e servi-Lo inte­ animais selvagens até a morte. Grande parte do prazer pecami­ Aquele que faz. de suas posses. O apóstolo não acusa seus lei­ pios que se opõem a Deus e que produzem tores de pecados vis. impele à indulgência ao mal. aqui. vivo desejo de ler sobre o pecado. clui tudo aquilo que tende irresistivelmente 17. Jo 8:44). João lembra seus leitores que os pro­ A concupiscência dos olhos. A expressão “orgulho de Mt 5:28.1 JOAO 2:17 642 à afeição do crente para com o Pai celestial. Essas características indesejáveis se ori­ tanto. 16. referência ao prazer mental. cf. plá-lo em uma imagem. veja que não caia” (cf. com. com. em diferentes graus. são propensos a A concupiscência da carne é o desejo que tal orgulho e devem se precaver contra ele. em contraste com o que ignora a Deus * ção de ceder ao pecado aberto. Todos. mas todos che­ cia dos olhos" pode ser entendida como uma garão ao fim. Assim. ICo 6:15. declara a razão para suas afirmações cate­ Soberba. Do gr. Aqui. do v. estimulado atra­ cobiçando-os e concentrando-se neles? vés da visão. Deus ainda culos de esportes brutais da arena romana. Portanto. da vida" implica uma satisfação materia­ Carne. táculos despertavam a mesma curiosidade 16. Muitos dos vontade revelada de Deus a sua vida diá­ que se apressam cm negar qualquer inten­ ria. Do mundo. a fim de salvá-los. menõ (ver com. o que se pode ganhar. do v. por­ Pai. Do gr. Muitos deles podem parecer dos decorrentes do corpo. alazoneia. “sentir falta” (ver com. um estado de espí­ humano. Os escritores do NT Do Pai. Jo 8:44. 6). nem o orgulho consideram que o corpo humano tem dispo­ do quais João acaba de falar procedem do sição para o bem e também para o mal. a uma complacência que contradiz a vonta­ o termo aparentemente se refere aos princí­ de de Deus. 3:21). 5. de Rm 6:4). ou de seus filhos. Porque. Cf. O mundo. A natureza sensual do ser lista com bens terrenos. 2Ts 3:5). habita hem algum" (Rm 7:18. noso do mundo se experimenta mediante os Aquele que faz a vontade de Deus aplica a olhos (ver com. Rm 8:1). numa tela. Ver com. Se a pósitos duvidosos do amor das pessoas são "concupiscência da carne” se aplica aos peca­ transitórios. a inimizade entre Deus e todas as manifes­ Passa. 12. epithumia. “vanglória”. de Mesmo quando permitimos que o amor do Gn 3:6). sentem um e prefere os caminhos sedutores do mundo. que poste­ trabalho. "exibição" (cf. Concupiscência. Ou. Rm 7:7). nos ama. de Mt 7:21. Cristo (Rm 12:1. Esses espe­ gralmente (Rm 5:8). “está passando” (ver com. "ostentação". de Rm 5:5. contem­ Permanece. outros. em inimizade com A expressão “concupiscência da carne” in­ Deus (ver com. 8). Do gr. 15. Aqui se aplicam as palavras de não ao amor do Pai por Seus filhos terres­ 1 Coríntios 10:12: "Aquele. Ver com. Alguns se orgulham indevidamente de seu João não trata do corpo. Fp 1:20. v. que pensa tres (ver com.

2Pe 3:12. O solene anúncio: “E a última hora”. como se cada dia fosse o último. A palavra pode significar. tendo-se em vista as circunstâncias em que foram dadas. ou “alguém que rei­ vindica o lugar de Cristo". ou quem combina essas duas funções. A mensagem de João teve o valor imediato de estimular seus irmãos na fé a viver na expectativa do breve retorno de Cristo. ele vivia em meio aos distúrbios políticos e sociais do mundo romano. como todos os cristãos deveriam. 17. Literalmente. 17). Os crentes haviam sido bem instruídos sobre os eventos dos últimos dias (cf. Do gr. com. do v. de Jo 10:28. A menção desta hora final segue natu­ ralmente o pensamento do v.] e a sua concupiscência" põe o leitor face a face com o pensamento do fim das coisas terre­ nas. 7). “Cristo". em comparação com a perspectiva do reen­ contro tão esperado (comparar com Jo 14:1-3. No grego não há artigo. o que dedica suas afeições ao Deus eterno. 28. do v. o que ama o pecado também desaparecerá. com. 1). com. "hora der­ radeira”. ao Seu reino eterno e Seus princípios de justiça. ver com. Com a passagem do mundo e sua pecaminosidade. paidia (ver com. 2Ts 2:3). Eles não pretendiam fornecer dados cronológicos sobre os últi­ mos dias (cf. 11:26). Todos os outros eventos eram de importância secundária. 13. Estimulou-os a viver. Desejava compartilhar essa esperança. A palavra "anti­ cristo" é uma transi iteração do grego antichristos. ou vice-regente de Cristo. lTs 4:16. A forma do verbo dá ênfase à certeza de um evento que ainda está no futuro. eis ton aiõna (ver com. pode indicar a singulari­ dade de um evento. também move­ ria os crentes a testemunhar mais fervoro­ samente. quando os crentes ouvi­ ram pela primeira vez sobre o assunto. Por meio de João. transmitiria uma ideia semelhante quando usado por alguém que falsamente alegava ser investido da auto­ ridade de Jesus. João fala de uma única “última hora”. porém. A implicação das palavras do apóstolo precisa ser estudada.. e christos. ou de outros mestres cristãos respeitados. de At 1:6. Idoso. Ap 1:1). 18. O título de vice-Cristo. O escri­ tor tinha vivido com Jesus.2:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Para sempre. de Mt 24:34. apressando o advento de Cristo (ver Nota Adicional a Romanos 13. “contra" ou “no lugar de"." ou “está pres­ tes a vir" (cf.. Como ouvistes. Filhinhos. um substantivo formado de anti. portanto. "vem. de Mt 13:39. o que se tornou tão plenamente identificado com a morte e o pecado que deve perecer com eles. João passa a explicar que a profecia sobre a vinda do “anticristo" está em processo de cumpri­ mento no momento em que ele escreve. O apóstolo destaca o contraste entre a vida transitória do amante do mundo e a expe­ riência permanente do que cumpre a von­ tade de Deus. mas ele tem a certeza da vida eterna e dele pode ser dito que permane­ cerá "para sempre” (ver com. Rm 13:11. A ausência do artigo definido no grego com frequência destaca uma qualida­ de e. A conside­ ração da natureza fugaz do “mundo [. 708 . A morte pode surpreender o cristão fiel. ljo 3:2). com a chegada da “última hora” e com a vinda do Salvador (v. Ap 14:11). Literalmente. cf. Aquele que ama o mundo ama o que é transitório. e era natural que sua mente estivesse cheia da esperança de ver pessoal­ mente o retorno de seu Senhor. como aqui. Do gr. “aquele que se opõe a Cristo”. Última hora. de Jo 14:3). como se fosse nome próprio. A principal preocupação dos escritores da Bíblia que buscavam preparar os seus lei­ tores para o encontro com Jesus era espiri­ tual e não cronológica. O anticristo. per­ manecerá para sempre. cf. e de Seus próprios lábios ouvira de Seu retorno. Vem.

18 (comparar com os anticristos e seus seguidores se retiraram Mt 3:11. IPe 1:2). 6). "ungir" (ver com. vários ensi­ ção e que nenhum verdadeiro crente pode cair namentos falsos já haviam ganhado terreno e da graça. vogável (sobre a predestinação bíblica. Embora o cristianismo apóstatas tinham sido predestinados à perdi­ ainda estivesse em sua infância. A deserção dos falsos de Jo 3:17-21. 4:3. do v. quando deixaram a igreja. Caso se afastassem da igreja.” O texto grego deixa claro que João não se referia a nenhuma mani­ que. 38-46). chrisma. teriam permanecido nela e compartilhado E oportuno recordar que o “anticristo" de seu espírito. para os fiéis discernir seu verdadeiro caráter. de chrisma pode ter sido sugerido pelo eles estavam familiarizados. o NT aplica 709 . de preciso contar aos seus leitores as circuns­ chriõ. mestres permaneceram na igreja. supõe que seus leitores já conheciam o tema. etc. vol. ► de 2Ts 2:8. ou “surgiram”. E claro. mestres (cf. sem dúvida. 40-45. no íundo. sem dúvida. Não era 20. res verdadeiramente pertencessem à igreja. que se opõe a Cristo com gilidade de sua ligação com Cristo e a igreja. Rm 8:29. sua here­ tem inspirado sem cessar toda oposição con­ sia foi revelada. alguns têm concluído que esses como “anticristos”. seria como um sinal do fim que se aproximava e em virtude de sua própria escolha (ver com. “vieram a do cristão (v. res contra os perigos que cercam o caminho Têm surgido. Enquanto os falsos nos.1 JOÃO 2:20 643 O apóstolo João é o único que usa o vocá­ mestres tinham originalmente professado bulo “anticristo” no NT (aqui. Sem dúvida. João adverte seus leito­ atacavam a jovem igreja (ver vol. Não se sabe se uso de antichristos no v. Ou. 6. Do gr. ramificações do (ver com. João Permanecido. ou instituição. 2 Jo 7). Antes de o homem ter sido criado. o cristianismo. de ljo 2:22. Porém. porém. Ou. Ef 1:4-6. de Mt 1:1). Eles saíram de nosso meio. Unção. No entanto. 6. mas classifi­ pertenceu à igreja. de advertiu seus leitores apropriadamente. 626. Literalmente. não foi fácil Satanás tentou destituir a Cristo (ver com. 13) e. Lamentável a Cristo também poderiam ser desencami­ como pudesse ser a apostasia. bilidade de que alguns dos que pertenciam Pelo que conhecemos. Jo 10:28). ver também com. O uso tâncias da apostasia com a qual. Nenhum deles é dos nossos. e não por algum decreto divino irre­ 19. ximidade dos últimos dias. a ajuda de diversos instrumentos huma­ Ficasse manifesto. voluntariamente da igreja ou se foram exco­ Santo. Do gr. tinham realmente pertencido a Cristo. nenhum dos apóstatas jamais festação particular específica. desde então. tendo em vista a possi­ existir”. João a via nhados. 18) já havia ocorrido. v. 9). “unção". “eles nos deixaram”. Porém. p. estavam convencidos que esperavam a vinda do “anticristo” e que de que seus falsos ensinos sobre a natureza de acreditavam que sua presença indicava a pro­ Cristo eram verdadeiros. 625. p. palavra que João usa frequentemente docetismo e o cerintianismo. O plural indica não pertencem a nós. 15-17). Ele nunca haviam pertencido de coração à igreja. Eles não tinham definitiva para a identificação de uma pes­ experimentado o genuíno arrependimento e soa específica. Sua saída demonstrou a fra­ original é Satanás. cf. menõ. pessoas. que esses falsos de Israel (SI 71:22. de Is 14:12-14. e em ljo 2:22. Ez 28:12. Is 1:4. com. ver com. porém não dá nenhuma pista Não eram dos nossos. ficou evidente que nunca tra Deus e Seu Filho Jesus Cristo (cf. "permane­ pensava em heresias da sua época como o cer”. Lc 24:49). Se os membros deserto­ gnosticismo (ver p. “eles Muitos anticristos.). Com base nesta declara­ cou todos os oponentes heréticos da verdade ção de João. O AT fala de Deus como o Santo mungados. 2Jo 7).

Jo 1:14. desse modo. 5). Não vos escrevi. Aqueles que se recusam a aceitar a revelação de Deus em Cristo também não compreendem a natu­ reza e os propósitos do Pai (ver com. impossibilita sua própria (ver com. 5:1. Aqueles que atacavam a posição de Cristo talvez achassem 710 . cf. p. Não pode haver per­ versão mais destrutiva no cristianismo do que a negação da divindade de Jesus. de Mt 1:1. portanto. lRs 19:16). de Lc 1:35. o Filho de Deus. 9. p. Esse não tem o Pai. como qualquer mestre suposta­ mente cristão que nega o Pai e o Filho. mas apela em termos do conhecimento que já possuem (cf. João não diz que o cristão possui todo o conhecimento. de At 4:12). 33). o pai da mentira (ver com. Para ele. ver com. mas que todos os cristãos têm conhecimento. mas que simplesmente possui todo o conhecimento essencial para sua salvação. isto é. Com tato. ver Nota Adicional a João 1). o Ungido. de Jo 6:69). 14) e nesta epístola (ver ljo 4:1-3. Mt 10:32. 26). Este é o anticristo. Evidências tex­ tuais favorecem (ef. Tão próxima é a união entre o Pai e o Filho que é impossível enfraque­ cer a posição do Filho sem prejudicar o res­ peito pelo Pai (ver com. 22. de Jo 8:44).. e a referência aqui pode. Quem é o mentiroso [. 40-44). A frase diz. 21. 12-14). e foi a essas negações que João se referiu principalmente. de Jo 1:18. 984. as mentiras. xvi) esta variante. juntamente às mensagens projetadas espe­ cialmente para o nosso tempo (ver com. João já havia advertido da presença dos falsos mestres (v. do v. qualquer vestígio de mentira vem de uma fonte diferente de onde emana a verdade. Nega o Pai. a variante "sabeis tudo" (ARC) tem um hom apoio textual e não precisa im­ plicar que o cristão possui todo o conheci­ mento. João estabelece como crença fun­ damental que Jesus de Nazaré é o Cristo. 2Co 5:19. todos os crentes são ungidos e todos recebem o conhecimento divinamente transmitido que orienta para a vida eterna (ver com. At 3:14. 6. com. o Messias. iSm 9:16. A verdade se origina em Cristo. Fp 2:5. ser ao Pai ou ao Filho. mais tarde. porém. de Jo 10:30). João cla­ ramente identifica o anticristo. "quem é o grande mentiroso?” Aquele que nega. 985. 16:13). 18). “vocês conhe­ cem a verdade". "este é o anticristo” (ver com. a unção era restrita aos sacerdotes. o gnosticismo e outras heresias perverteram a verdade sobre a natu­ reza de Cristo (ver vol. Aquele que nega isso nega o fato histórico central da reden­ ção e. sob a nova aliança. Mentira alguma. A mesma verdade glo­ riosa deve ser proclamada com ênfase hoje. De acordo com a mesma. O verdadeiro cristão não tem necessidade de temer as reivindicações dos opositores ao conhecimento superior. No entanto. 23.644 2:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA especificamente o título a Cristo (Mc 1:24. Jesus é o Cristo? Ver com. têm sua ori­ gem em Satanás. 5. a verdade presente era a plena aceitação de Jesus como o Filho de Deus encarnado. O tempo do verbo grego implica uma negação contínua. Literalmente. Tendes conhecimento. Os falsos mestres faziam isso. governantes e profetas (Ex 29:7. Porque não saibais. 14:6. literal­ mente: “não pode haver verdade alguma na mentira". sobre o qual ele escreve. O docetismo e. o Salvador do mundo (ver com. 15. vol.]? Ou. No AT. 18-21) e pas­ sou a identificar suas doutrinas. como apresen­ tada de forma eloquente e enfática em seu evangelho (Jo 1:1-3. Ou. ► dos v. de Ap 14:6-12). de qualquer tipo. p.. o após­ tolo não se dirige a seus leitores como se pre­ cisassem de instrução. João sabia que o Espírito Santo foi dado pelo Pai por inter­ médio do Filho (Jo 14:16. de Jo 14:26. Sua unção contínua do Espírito Santo lhe confere o conhecimento essencial para a salvação e a capacidade de usar esse conhecimento com habilidade na causa da verdade.

Literalmente. Do gr. com a exclusão de tudo o mais. 20. Em primeiro lugar. Ver com. p. do v.). Ou. 27. lembra-os A força do estilo joanino é mais aparente se de seus privilégios e. No entanto. de IJo 1:8. João espera que o Espírito Santo permua desfrutar o que os anticristos tinham per­ dido: uma comunhão constante com o Pai e neça no coração dos cristãos e. Esta é a promessa. Esse conselho é válido para o cris­ Não tendes necessidade.segue com seu método habitual de encora­ traduzida como “permanecer”. Em uma passa­ gem anterior (IJo 1:5). do rou que. o Filho. Portanto. mediante instrução humana. Do gr. “continuar". assim fazendo. menõ (ver com. Alguém vos ensine. Somos ungidos da última parte deste versículo se harmoniza com o Espírito Santo. 12-14. são espiritual (Jo 14:26. O apóstolo pros­ o cristão fiel. Não há nenhuma evidência de que os falsos mestres (cf. v.64S 1 JO AO 2:27 Enganar. p. Desde o princípio. Evidências textuais favo­ 6:47. A vida eterna. jar os membros de seu rebanho. Algumas das ► promessas relativas à vida eterna se encon­ Santo. se eles fizessem isso. 6). Na epístola. Do gr. Portanto (ARC). xvi) a variante “Sua unção" (cf. Isto. O autor lhes assegu­ ao Filho. Unção. con­ cm que a mesma palavra é traduzida por forme o caso. que "mas quanto a vós. ver com. com. Confessa. chrisma (ver com. Ou. cf. 5. Mt 10:33). frase completa diz: “Quanto a vocês. ele não deve quem todas as promessas de Deus são fei­ contar com a orientação direta do Espírito tas e cumpridas (2Co 1:20). assume que eles se provarão dignos de sua herança espi­ “permanecer" trouxer a ideia de “habitar”. do v. A frase inteira diz. 18 a 25. do v. e sua profissão de fé se provaria vã que estão tentando levá-lo ao erro”. Permaneça. A instrução tra os anticristos. o conselho contido nos com. 20. nem está à mercê dos falsos mestres. A ênfase se encontra no contraste entre a Dessa forma. por Cristo. 6). o crente não depende completamente da mais tarde. 24). xvi) tenham conseguido levar os supostos leito­ apoiam a inclusão da declaração. Ou. O apóstolo enfatiza seu erro. de IJo 1:2. do v. “extraviar” que. 20. continuariam v. de Cristo. Jo 3:15-17. DEle. é dada a segurança e. com tato. de Ap 2:4). João contrasta o anticristo com preparação espiritual do crente e as ciladas do anticristo (ver v. com. . a "unção”). Ver com. de Mt 18:12). A sintaxe res de João ao engano. 24). ritual (cf. há uma expressão simi­ no coração asseguram o avanço na compreen­ lar. nal do Espírito Santo e Sua presença contínua 25. A sua unção. E verdadeira. 24. ou tram nos evangelhos (Mt 5:1-12. a unção que recebestes”. referindov. 7. A pro­ messa é feita por “Ele". IJo 4:3. etc. nos quais o escritor adverte con­ se à unção do Espírito Santo. 20). afirmando que esses mestres não tinham a A construção grega torna possível tradu­ zir a última metade da frase como "aqueles íntima comunhão com Deus que eles julga­ vam ter. obedeçam ao que ouviram desde o início”. literalmente. O dom origi­ tão hoje (cf. os pro­ João suplica a seus leitores que mantenham a fé que lhes havia sido entregue pelos apósto­ nomes “ele” e “dele" geralmente se referem los e seus colaboradores. “é verdade”. ou negativa de sua declaração anterior. se apresenta a promessa. recem (cf. 16:13). com. Do gr. menõ (ver com. Permanece. de modo algum preju­ dicavam o Pai. seja a influência que governe sua vida. Evidências textuais (cf. desse modo. (cf. planaõ. 26. João não escreveria esta carta. que nos ensina “todas com o estilo literário do apóstolo de refor­ çar um ensino com uma afirmação positiva as coisas” (Jo 14:26).

Do gr. com. 18 a 27. 28. Original­ mente. ao reafirmá-lo nega­ tivamente (cf. 2:4. 297-300). IJo 1:5. os que permanecem em Cristo podem olhar para frente com alegria por Sua vinda. seja na forma imperativa. de Mt 24:3). Evidências textuais (cf. em Jo 12:32. Se sabeis. Jo 14:1-3. porém. "vós permaneceis". 1 Jo 3:2. João exorta solenemente seus lei­ tores. do v. 27 é obscura. teknia (ver com. Este é o conselho direto para tomar as medidas recomendadas no v. “cumprir”. 39). do v.2:28 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA original dada ao crente antes do batismo. parrêsia. Estas palavras marcam a conclu­ são da primeira parte da epístola e não têm nenhuma referência ao tempo em que João escreveu a carta. O "se" não implica dúvida ou incerteza. “liberdade de expressão”. 8. 1). mas com a certeza tranquila de que são filhos de Deus. 21:22. Percebe­ rão que a culpa pela perda da vida eterna é deles mesmos (cf. Na Sua vinda. 20). Novamente João reforça uma declaração positiva através da negação do oposto. apresenta a atitude de quem não se preparou para encontrar seu Senhor. portanto. de Mt 24:36-44). quando recebeu o Espírito Santo de uma forma especial. Ou seja. Ou. é sempre verdadeira. 12). Em outras passagens. O apóstolo parece afirmar que aqueles que permanecem fiéis à instrução do Espírito continuam em comunhão com Cristo. lTs 2:19. No entanto. Quando Ele Se manifestar. NEle. "quando Eu for levantado" e “se Eu for e vos preparar lugar” [ARC]. usada por João 13 das 31 vezes em que ocorre no NT. Tiago (Tg 5:7. Não há mistura de erro nas reve­ lações feitas pelo Espírito Santo. etc. 8) e Pedro (2Pe 1:16. Atingindo o clímax de seu raciocínio. Somente os que permanecem em Cristo estarão pre­ parados para encontrá-Lo em Sua vinda (Mt 24:13. Fp 1:26. Mateus (Mt 24:3. tendo em conta o que escreveu nos v. sem. Envergonhados. Do gr. 27. 28). 18). de At 4:13). 27. Agora. João subli­ nha a realidade da volta de Cristo (cf. João enfatiza nova­ mente seu significado. A cons­ trução grega da segunda metade do v. parousia (ver com. contudo. Em vez disso. 6. Terão vergonha de como trataram seu Redentor. assim como do pró­ prio registro pecaminoso deles. mas reco­ nhece a imprevisibilidade do tempo de Sua vinda (cf. etc. Permanecei nEle. O Senhor pode ter mais luz para nós. não tem medo de encontrá-Lo na Sua vinda. 27. Ap 1:7. A atitude ou consagração do povo de Deus para com uma nova luz é o que revela sua devoção à ver­ dade e o recebimento da unção de Cristo (OE. mas é a maneira característica de João de impressionar o coração dos seus 712 . 37. 3:4. de Ap 6:15-17). Confiança. Pecadores arrependidos irão cumprimentá-Lo. Não é falsa. muito frequente nos escritos de Paulo (ICo 15:23. em Cristo. as palavras implicam forte segurança. ◄ A imagem é de alguém que. Jo 15:6). mas uma nova luz con­ firmará os princípios antigos.) Ao fazê-lo. Is 25:9). Filhinhos. xvi) favorecem a variante “se Ele Se manifestar”. Eles se sentirão envergonhados diante da pers­ pectiva de conhecer Aquele a quem despre­ zaram e rejeitaram. 14:3). p. Ou. Do gr. Aque­ les que passam esta vida com seu Senhor irão recebê-Lo com alegria em Sua vinda (cf. “permanecei”. Permanecei. 22:12. tendo em vista o retorno de Jesus (ver com. impli­ car nenhuma incerteza (comparar as frases. “ousadia” (ver com. ou afirma­ tiva. 29.). tendo consis­ tentemente permanecido em Cristo. com. em Cristo (v. Nada que for dado mais tarde pelo Espírito Santo vai entrar em conflito com os ensinamen­ tos básicos da fé crista. não com a ousadia da autoconfiança. vocábulo que João utiliza somente esta vez.

92 14-CES. 151. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 18). PP. 409. 95. 284. 60.T3. 220 8. CC. DTN. é possível que a referência continue sendo. p. T2. 29). GC. 273. 30. 4:7. 589. 47. 385. de ljo 1:3. T4. 3-PJ.5 . No entanto. 238. 686 24-TM. 393. 61. 551 1517-Tl. 530. San. Tl. 339. 318. de Mt 1:19. MJ. 4. Dessa forma. 313. T2. Rm 3:19). 81. Nascido dEIe. 584 1417-Tl. CC. de quem provém toda boa dádiva (Mt 7:20. 279. que o cristão renasce. GC. ninguém disputará a justiça de Deus. 475. que se refere ao conhecimento intui­ tivo. refere-se ao conhe­ cimento adquirido pela experiência (ver com. 59. T4. 531. 18. ao Filho (ljo 2:25. 280. T6. TI. 48 . Tl. 372. pala­ vra. 117 7. 191. T3. 197. 196 2 . 5:1. Ele. T4. raciocinando que as palavras finais "nascido dEIe" só podem se referir ao Pai. 79. 6-T1. 477. T3. MCH. T2. 472 5. MJ. 559. 52 17. 144 4. 16-PJ. alguns podem ser capazes de apresentar momen­ taneamente uma falsa aparência de justiça. 498 15. 35. Dl N. 97. 73. 146. 3:3-8. PP. SC. 522.AA. T6.MDC. Do gr.PP. 65. GC. ICo 13:3. 228.CS. Alguns. 374. 277. também é certo que João se referiu. Assim. inspirada pelo amor ao próprio eu (Mt 6:1-18. 64. Entretanto. 538. p. WHITE 1 . todos os que são resgatados são nascidos dEIe (Jo 1:13). CC. T2. 364 1. MDC. 28). 304. 156. 537. até que chegue a andar na plena luz do Céu (Pv 4:18. Jo 7:17. T2. deduzem por isso que o apóstolo fala do Pai. 83. 336. 55. 457 4. 478. até este ponto.PJ. 456 15. T3. TM. T5. T5. 166. atitude e ação demonstra que é nas­ cido de Deus. 100. 504. Se tal pessoa con­ tinua a permitir que Deus trabalhe nela.1 JO AO leitores com a verdade. CC. em cooperação com o Espírito. CPPE. 543. 60 11 . MDC. dejo 1:12. o apóstolo conecta o conhecimento teórico do crente ao conhecimento prático. 535. Justiça. T5. FEC. 492. As opiniões se dividem sobre se João aqui se refere a Cristo ou ao Pai. 591. 286 9. 528). 551. 104.MDC. 458. 531. Tl. 24. PJ. GC. T5.AA. ljo 1:1). Ver com. 73. Aquele que é sempre justo em pensamento. 258 22. Certamente. 617. ao Filho. 27. 32. 13.MDC. porque João fala do crente ser "nascido de Deus” (ljo 3:9. 61 3. 23 . Ver com.MDC. 5. de Mt 5:6. 2-AA. MDC. 147. Justo. ginõskõ. DTN. 60. 319. T2.FEC. 28.PP. San. PR. 549 16. e.CRA. 169 713 647 6. Tl. e é atra­ vés do Seu poder. 294. Cristo é justo. 396. 416. dikaios (ver com.11 . 169. CBV. 5-AA. 563. 316. 456. 482. 530. MCH. 544. MCH. e é improvável que faria uma mudança súbita 2:29 do Filho para o Pai. FEC. como hase para um apelo a uma vida digna. finalmente. 456. 552 199. em primeiro lugar. 71. A primeira palavra traduzida como "conhecer” neste versículo é oida. Tg 1:17). 409. T3. A segunda. receberá mais instrução. CC.

e ainda para a vida. somos filhos de Deus. se o coração não nos acusar. sassino. nEle. 2 Amados. seremos semelhan­ tes a Ele. agora. porque haveremos de vê-Lo como Ele é. assim o nosso coração. 1 Vede que grande amor nos tem concedido o Porque as suas obras eram más. na prática de pecado. 13 Irmãos. a Sua vida por nós. nem pecando. não vos deixeis enganar por nin­ dade. porque o pecado é a transgres­ 17 Ora. aquele que possuir recursos deste são da lei. mas de fato e de verdade. o Seu mandamento é este: que creia­ 10 Nisto são manifestos os filhos de Deus mos em o nome de Seu Filho. nem aquele que to que nos ordenou. nem O conheceu. não vos maravilheis se o mundo e. tranquilizaremos guém.3:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Capítulo 3 / O grande amor de Deus em fazer-nos Seus filhos. e nos e os filhos do diabo: todo aquele que não prati­ amemos uns aos outros. como pode permane­ tirar os pecados. Jesus Cristo. Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. que era do maligno e Espírito que nos deu. pois o que permanece nEle porque guardamos os Seus mandamentos e faze­ é a divina semente. quando Ele Se manifestar. segundo o mandamen­ ca justiça não procede de Deus. o mundo não nos conhece. porquanto não O co­ 14 Nós sabemos que já passamos da morte nheceu a Ele mesmo. E nisto conhecemos que Ele permanece em nós. assassinou a seu irmão. assim como Ele é puro. Sabemos que não ama permanece na morte. ora. e 5 Sabeis também que Ele Se manifestou para fechar-lhe o seu coração. tos permanece em Deus. cípio. transgride a lei. e nEle não existe pecado. como Ele é justo. Por essa razão. porque amamos os irmãos. e Deus. viu. cer nele o amor de Deus? 6 Todo aquele que permanece nEle não vive 18 Filhinhos. se o nosso coração nos acusar. 3 Por isso. perante Ele. todo aquele que vive pecando não O de língua. 24 E aquele que guarda os Seus mandamen­ 11 Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros. 9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive temos confiança diante de Deus. vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. 15 Todo aquele que odeia a seu irmão é as­ que. cando. não ama a seu irmão. 23 Ora. porque é nascido de Deus. de fato. a ponto de sermos chamados filhos de Deus. porque o diabo vive pecando desde o prin­ tamente. esse não pode viver pe­ mos diante dEle o que Lhe é agradável. devemos guardar Seus mandamentos e 11 amar-nos fraternal e mutuamente. 20 pois. aquele não se manifestou o que haveremos de ser. 22 e aquilo que pedimos dEle recebemos. não amemos de palavra. vos odeia. e devemos dar nossa vida 4 Todo aquele que pratica o pecado também pelos irmãos. Para isto Se manifestou o Filho de Deus: 21 Amados. aquele que pratica a justiça é justo. bem como. para destruir as obras do diabo. ora. pelo 12 não segundo Caim. e vir a seu irmão padecer necessidade. justas. cer­ 8 Aquele que pratica o pecado procede do diabo. somos filhos de Deus. irmão. 19 E nisto conheceremos que somos da ver­ 7 Filhinhos. e as de seu Pai. e por que o assassinou? 714 . mundo. 3 E a si mesmo se purifica todo o que nEle 16 Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu tem esta esperança.

danos tenham todos os motivos para amar Tem concedido. 21. 44). em conduzir os pecadores à Sua família. de ljo 2:15). 431). com. A oração pode ser para­ surável amor divino. agapS (ver com. Com naturalidade. Agora. é siderados como já estando no Céu através clara a referência ao ato gracioso de Deus de nosso Representante (Ef 1:5-7. ração do amor divino. Embora os mun­ preencher o coração de todos os cristãos. O uso deste nome familiar natu­ imperfeitos. uma frase que fornece a razão pela qual o mundo não ► interrogativa que significava originalmente reconhece o cristão. pede aos lei­ lidade da filiação. sobre a Sua criação. e aos Seus filhos. significa aqueles que se (cf. Isso o leva a conside­ As palavras adicionais. No cap. Isso é possível e verdadeiro por­ esse verbo não se refere ao chamado divino que fomos aceitos no Amado e somos con­ no sentido paulino (Rm 8:28-30). Mc 13:1. Do gr. João usa não estejam dispostos a reconhecer aque­ cigapê 18 vezes. 7. Que grande. de ljo 2:29). de ICo 13:1. fraseada como. de tratamento no decorrer da epístola (v. E agora. que o caráter divino. Aqui. de Mt 5:48). de Jo 1:12). porém. 11). caindo em pecado. e o verbo relacionado agapaõ. mas que veio a significar “de cipadamente à afirmação de que o mundo que tipo?” “de que qualidade?” e que mui­ não conhece a Deus. enquanto somos ainda Pai. ljo 1:2) reforçam a rea­ se manifestar no crente. pecaminosidade (PP. Amados. Do gr. “amar". ele Evidências textuais apoiam (cf. Uma forma apropriada de dade.les a quem Deus chama de Seus filhos. ginõskõ (ver templa a altura e a profundidade do imen­ com. potapos. 2:29. mente de Deus. Então. já que João trata do cular. contemplando o incomparável amor do Pai. A admiração opõem a Deus (ver com. em parti­ se dirigir aos leitores. Mt 5:10-12. Possivelmente. ocorre somente nove Deus”. forem odiados dos continuam. que é dito sermos “filhos de Deus" (ver com. porém mais a conhecer o Pai. e não total­ ralmente precede a menção aos “filhos mente moldados à semelhança de nosso Pai. de Mt 5:43. Os seres humanos podem responder amor. portanto é natural que de 100 vezes no restante do NT. de Sua parte. tou a ideia de ser nascido de Deus. Aqui. Ele é tão cati­ Quanto mais os filhos de Deus refletem o vado pela magnitude do afeto divino. os cristãos não devem se sur­ de doação foi concluído. Referindo-se à filiação. em geral. de Deus”. Também se refere ante­ “de qual pais?”. Lc 1:29). o apóstolo apresen­Filhos de Deus. que Deus concedeu Seu amor à humani­ 2.porque nunca conheceu pessoalmente a cf. de João não conhece limites quando ele con­ Não nos conhece. 2:4-6). tas vezes expressava admiração e espanto O mundo. xvi) o explica que esse nascimento se deve à ope­ acréscimo da expressão “e nós somos”. e nós estamos 715 . 32 vezes nesta epístola. “dar. derramou-o de forma absoluta ljo 4:1. como deve também les que rejeitam Seu amor. Por essa razão. Nada pode alterar o fato de (cf. Sua justiça foi aceita no lugar da nossa chamando-os de filhos. Do gr. ele usa essa forma a esse amor ou podem rejeitá-lo. Vede. p. didõmi. 10:16-18). em harmonia com rar esse amor e o tipo de conduta que devem o estilo de João (cf.” os cristãos por causa de sua vida bondosa O uso do pretérito perfeito denota que o ato e honesta. mas seus resulta­ preender se.648 1 JO AO 3:2 1. (ver com. Mt 8:27. em vez disso. Do gr. Os amantes do mundo têm se negado vezes nos quatro evangelhos. mas na vida dos crentes. mas Deus. que existe não apenas na tores que compartilhem esses pensamentos. Sermos chamados. "o mundo não nos reconhece Amor. mais se desperta a ira daque­ tema enche seu coração.

mas o pecado arrui­ nou essa semelhança. Cl 3:10. ljo 1:9). 3. Ou. O pecador não pode se diante do Pai tão completamente revesti­ purificar. ele é vendido sob o pecado e dos de Cristo que passamos a não ser vis­ depende totalmente do Salvador para sua tos (PJ. pois as duas se referem sobre qualquer obstáculo (G1 2:20. Ou. IPe 2:22) e tor­ Aqueles que viram Jesus de Nazaré não viram nou possível a todas as pessoas viver uma o Filho de Deus como Ele realmente é. Semelhante mudança ainda No entanto. e não no humano a vitória sobre o pecado e sobre ser humano. João escreve sobre é restaurar essa semelhança. com. Ver com. Essa obra exige lo mostra que considera como certa a supre­ vigiar e orar com diligência (Ef 6:13-18. 827. ao mesmo evento (comparar com o com. “como também Ele é. Jo 3:3. IPe 1:22). 26. Ele obteve vitória sobre toda tentação (ver para Cristo no último dia. e viver crendo que Sua Ele aparecer". deve fazer em favor de Fp 3:20. O cristão os que tinham discernimento espiritual per­ ceberam Sua divindade (Mt 16:17). ► Porque haveremos de vê-Lo.649 3:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Tg 4:8. 13). Refere-se ao cum­ primento do plano de Deus para o homem moral do indivíduo. Porém. 194). Quando Ele Se manifestar. Cl 4:2. também cometem impiedade. Fp 4:13. 52. 21). só de Cristo. de CC. de ICo 15:51. Pecado. bem como confirmá-la: todos os que têm a espe­ em Seu verdadeiro esplendor. CBV. Porém. NEle. Esta palavra é apli­ tem pecado. “limpar". de Jo 8:46. 47. 48. há uma obra que o pecador. 312). Purifica. de Mt 1:21. "um pecado". com a ajuda divina. Todo aquele. está no futuro (cf. “purificar rança purificam-se. Quando Jesus esteve na Terra. de Fp 3:8-15).” com. graça é suficiente para nos dar o domínio ambas são aceitáveis. O texto grego pode ser tra­ duzido das duas maneiras. Todos os que verdadeira­ mente anseiam ver a Cristo se empenha­ (ver com. “pois apega a uma expectativa definida do retorno O veremos”. hagnizõ. 21). Do gr. 38. Do gr. de Rm 8:29. 716 . com. de ljo 2:28. A mesma deve se esforçar em busca do padrão de condição espiritual existirá em quem olhar pureza de Cristo (cf.0 apósto­ si mesmo (ver Fp 2:12. com explicação suficiente vier pela segunda vez. Em Cristo. 8:1. At 21:24. Ou. O autor não se ver DTN. mantida sem se levar em consideração a Semelhantes a Ele. 37. O propósito de Deus rão para manter a pureza de vida. 159). aparecerá em toda a Sua glória (Mt 25:31) e será contemplado para ampliar sua declaração anterior. hamartia. João refuta esse caído. 2Co 5:21. dando ao ser a esperança centrada em Jesus. Assim como Ele é puro. 43). 2. A luta principal consiste ma perfeição de caráter e de corpo. mas ao crente que se (ICo 15:51-53. 311. mediante sua declaração a respeito O homem foi criado à imagem de Deus da purificação. Rm 8:7). e todos os que come­ da corrupção". toda tentação (ver com. Como Ele é. purificação (Jr 17:9. pois vida vitoriosa (ver com. a marca”. 15:4. 5. Ainda não. A res­ tauração será concluída na segunda vinda refere àqueles que vagamente esperam o Salvador aparecer. 25. Tem essa esperança. ensino. “não acertar cada tanto para a limpeza cerimonial como para a moral (Jo 11:55. a restauração da imagem divina. "quando em manter a fé na vitória que Cristo con­ quistou para nós. Ap 3:3). PJ. Rm 7:24. Teologicamente. Fp 3:20. 391. Os gnósticos ensi­ navam que a esperança cristã poderia ser ljo 2:28). Sua glória divina foi velada por Sua huma­ 4. Manifestou. de Gn 1:26). quando Cristo caso oposto. João apresenta o nidade (DTN. “uma ação errada". 24:18.

Rm 6:19. o pecado que causa a separação "tornar-se visível”. portanto. Todo pecado é ile­ galidade. 3:19). da qual o pecado é uma expressão. reafirma esse fato na declaração considerar que esse propósito foi cum­ prido por Cristo (1) ao carregar o pecado seguinte. Ao ligar anomia a hamartia. “seguir na direção errada”. João sabia que para o bem (ver com. “ser revelado". dade o caráter de Seu Pai. da vida. Do gr. pois Ele cumpriu o que hamartia e anomia são sinônimos e primeiro a fim de poder realizar o segundo. e toda ilegalidade é pecado. Porém. "sem". o apóstolo des­ Uma referência ao principal propósito da taca a estreita e inevitável ligação entre vinda de Cristo: salvar os seres humanos pecado e iniquidade. em um sentido expiatório. Ele é. e no mos. dos. portanto. Do gr. Cristo tira o pecado somente que pecado é não fazer caso da lei. Declara No entanto. no contexto em da lei de Deus (sobre a definição de “lei". as restrições da lei haviam sido suprimidas. 7). Phaneroõ é utilizado cm outras entre Deus e a pessoa (cf. Literalmente. Is 59:2). passagens (v. des­ vela o verdadeiro caráter do pecado. o Salvador remove a ilegalidade. Rm 2:12. de Mt 7:23. do plano de salvação. Cristo Se mani­ Deus formulou leis para guiar os seres huma­ festou para tirar o pecado. “lei" aplica à encarnação. “errar”. truir o poder do pecado. Com sua clareza do pecado (ver com. 2Ts 2:3. A lei revela o caráter porém é óbvio que João se refere aqui à má de Deus e de Cristo. Mt 5:17. daqueles que desejam ser libertos dele. ou seja. e imitar Sua vida. nem o contexto conhecimento do plano da salvação dos seus identifica “o pecado". 2. Jesus veio para revelar à humani­ Rm 3:31). de Pv 3:1. A lei de Deus é uma transcrição do Seu Cristo manteve a lei. “o pecado é a ilegalidade". de Mt 5:17-19. em particular. de Rm 5:12). não para abolir a nos. Tirar. Se as pes­ errado”. Ao fazê-lo. Contudo. A palavra também pode se referir “ser como Jesus". de Jo 1:29). o plano de salvação provê a graça que capacita para obter todas ação em si. podem se intercambiar. Tradução do gr. que o autor se refira a algum pecado. que João faz a declaração. “dar a conhecer". ► caráter. “pecar”. para salvá-los do mal e preservá-los no caso deles. 5. Ele Se manifestou. na forma passiva. 717 . ljo 2:28) para descrever Transgride a lei. “fazer a lei amplificada e demonstrada. Os gnósticos gostavam de acreditar que. ljo 2:12-14.650 1 JOÃO 3:5 cie hamartanõ. enquanto removia a transgressão da lei (cf. 27). devem contemplar a Jesus desviar da lei de Deus. de violar a lei moral. (ver com. de Ex 20:1). o uso do artigo leitores (cf. a fim de que desfrutassem plenamente lei. ou (2) por des­ O pecado é transgressão da lei. A transformação do cará­ ao princípio e poder que faz com que alguém ter à semelhança divina é o grande propósito cometa pecados (ver com. Sabeis. porém aqui se derivada do grego a. Outra vez João apela ao Não parece. ano­ mia (“inconformidade com a lei". com sua maneira simples e profunda. com. “o pecado”. Pode-se habitual. isto é. 20. e salva o ser humano da transgressão da lei de Deus. definido sugere que o escritor está falando de “pecado" para se referir a todo tipo de peca­ "revelar". E digno de nota que. ver com. a segunda vinda de Cristo. as O texto grego diz.de Mt 1:21). é soas querem ordenar sua vida em harmonia uma palavra usada na Bíblia para o ato de se com a lei de Deus. A lei pode ser resumida Hamartia é uma violação da lei moral dada nas seguintes palavras: "ser como Deus” ou por Deus. airõ (ver com. João. "tornar-se conhecido”. phaneroõ. “errar o alvo”. "pecado"). literalmente. Ambas as inter­ O uso do artigo com cada substantivo indica pretações são válidas. virtudes.

Rm 3:22. Fp 3:9). 3:4. O ser humano é con­ taminado quando cede à tentação. 4:9. e suas normas pressionavam de todos os lados (Hb 4:15). Não O viu. com. 2:22-24) e continua a fazêfalhas (ljo 1:9. no Cristo (cf. de 2Co 5:21). 2:1). Ou. e em 1 João 4:15. estavam muito abaixo das descritas por João mas nem por um momento permitiu que no versículo anterior (ljo 3:6). 9. plcmaõ. nem na Terra nem tentavam levar os leitores de João a se extra­ no Céu. porém os cristãos são induzidos a pecar (ljo 1:8. mas do pecado do ginal de Cristo. Jo 8:44). Seu pensamento se apartasse da vontade do E justo. Ver com. Nosso em retidão. todo aquele que peca por costume. cristão. 10). de se refere ao pecado habitual. Jesus foi tentado. Esta frase pode se 6. 8. manece” pode sugerir o desejo e a disposi­ ção de ficar em união com Cristo. 687. O apóstolo “eterno propósito de Deus” (ver com. como implica a forma do verbo grego. Ver com. Todo aquele que vive pecando. Filhinhos. de Jr 23:6. 15. Esta resolução é parte do a pecar”. pois ele peca continuamente. a fonte de nossa entanto. Ou. fala do estado ideal lo (ljo 3:23. especialmente no que diz respeito à importância de o cristão viver em si não contamina. “não continua mesmo (ver com. desde o começo de seu pecado. xvi) apoiam a omissão de “nossos" (ARC). 688). nem o Enganar. IJo 2:23. Jesus permaneceu imaculado. 7. isto é. Ver com. 14). "desencami­ ato do pecado. Esta é a primeira vez em sionais que qualquer cristão é propenso a cometer (ver com. Logo. 4. de ljo 2:29). Eva a pecar. que é alcançável por aquele que permanece p. já havia reconhecido a filiação divina de mas também conhece o remédio para tais Cristo (ljo 1:3. não a erros oca­ Ef 3:11). João sabe que que João usa este título nesta epístola. Os gnósticos houve nem haverá pecado. E uma referência irrefutável a Pai. mas a tentação viar (ver p. em particular. Pratica o pecado. de ljo 2:3. pecador. de Mt 18:12). O verbo ou (2) o momento em que induziu Adão e grego no presente significa continuidade. 10. “Per­ diabo a Deus. mas não por qualquer pecado Seu. Evidências textuais (cf. de ljo 1:1). Em Cristo 7. sui um caráter semelhante ao dEIe. de ljo 2:1. Para isto. Não vive pecando. isto é. NEle não existe pecado. porém a inclusão do pronome “nossos” acrescenta força pessoal seja. nunca nhar” (ver com. Pratica a justiça. é filho do diabo e pratica gressor (Is 53:12) e tratado como o mais vil a vontade do diabo (cf. pois desde aquele tempo ele tem pecado sem cessar e levado outros a fazer o em Cristo. O Inocente foi feito pecado por nós (ver com. Desde o princípio. constantemente na presença protetora do A omissão não afeta o significado básico Salvador sem pecado. de ljo 2:1). desde o início do pecado Esta frase trata da constante permanência humano. não há nem o princípio do pecado. Aqui. 5:1). Nem O conheceu. Ou das palavras de João. Do gr. aquele que permanece em Cristo pos­ (Jo 14:30). não encontrou nenhum eco nEle justiça (ver com. Mais uma das declarações abrangentes de João referir tanto a (1) o início da oposição do (cf. Ele foi contado como trans­ Do diabo. Aquele que continua a pecar à mensagem e mostra que o apóstolo não demonstra que não conservou sua visão ori­ falava de um modo geral. Ver com. João usa o tempo presente para destacar que. ljo 4:15. 718 . Todo aquele que permanece. O pecado O cercava constantemente e O oprimiu ao longo de Sua vida terrena. ou “não peca habitualmente”. O gnosticismo induzia à indi­ Salvador estava ciente das tentações que O ferença para com o pecado.3:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Os pecados. na vida de Cristo. Filho de Deus. do v. de ljo 2:29.

Segue os ideais sem àqueles que são nascidos de Deus e conti­ nuam sendo Seus filhos. Não continuam como o eterno Filho de Deus (ver com. Isto epístola (v. A forma a habitação do poder vivificante de Deus. 10. efetua a transi­ ção ao falar dos “filhos de Deus". O tempo do verbo grego aqui é les que são nascidos de Deus (ljo 2:29—3:9). Odeiam o pecado que costumavam amar. ao Filho de Deus (sobre a filiação divina de Eles experimentam o novo nascimento. esta referência particular pode ser João atribui a Deus o fato de que um cristão aos pecados que o diabo fomenta na vida pode viver livre do pecado. João inicia outra seção da negando o Senhor que o redimiu. 7:23. tendo Deus” (Jo 1:13. Essas “obras” in­ garante energia espiritual e lhe permite su­ cluem todo o mal que Satanás tem sem­ pre feito no mundo e na criação de Deus. Ver com. e não haveria nenhum verdadeiro Neste versículo. de Jo 3:3-5. de Mt 1:1. Isso não significa vez esta expressão abrangente (cf. etc. tendo nascido de Deus e. o autor trata de ser nascido do entender que o cristão comete erros ocasio­ Pai. Do gr. não continua a pecar ou não peca habi­ tual mente. ao contrário do que diz em desenvolvimento do caráter. p. Ou. de Mt 1:21). 6. ali). nem come­ Mq 5:2. pelo novo nascimento. Do gr. isto é. Manifestou. luõ. ou “não é capaz do maligno. Desse modo. Nascido de Deus. “não é (ver com. Se ele não fosse capaz de pecar. “dis­ Divina semente. 5. ljo 3:1). 13 e 20 faz muitas outras referências caracteriza aqueles que nasceram de Deus. A passagem sig­ da experiência de ser “gerado” ou "nascido de nifica que. de ljo 2:1). O apóstolo 719 . Destruir. Lc 1:35. porém. portanto. “liberar”. ljo 3:4. 6). o que implica a preexistência de Cristo com. 14. 6 (ver com. 15). e amam a virtude que antes desprezavam (ver do v. tem habitualmente os antigos erros. não haveria nenhuma virtude em ser sem todos os que são “nascidos de Deus”. Porém. O que ele diz se aplica a ato errado. O poder 0 interesse de João aqui não é estabelecer a divino lhes deu a vitória sobre os pontos fra­ cos e sempre está disponível para ajudá-los natureza de Cristo: ele se ocupa em expli­ car o propósito que levou o Filho de Deus a a vencer outras faltas que não teriam reco­ nhecido previamente. de escravos de seus antigos pecados. 1013). Jo 1:1-3. Suavemente. do verbo grego mostra que ele se refere ele não pode continuar em sua antiga e crô­ nica prática do pecado. 4. phaneroõ (ver com. Não pode viver pecando. Jo 1:1. Inclui. 10-18). João já deu a 1 João 2:29. sua Cristo. dos seres humanos. Jo 2:19. Passa a mostrar que os filhos de Deus amam o mesmo do v. O apóstolo usa outra de pecar habitualmente”. de ljo 2:29. As obras do diabo. dá lugar ao nascimento do novo homem e produz o cristão. dor. por essa razão. João é o único autor do NT que fala nais (ver com. e se assemelham ao Pai celestial (ver com.1 JO AO 3:10 5:5. 5:1. Todo aquele. 7:14. Não vive na prática do pecado. 18). 10. ver vol. cesso para resistir ao pecado. ver com. implantado em um peca­ rar com o uso de luõ em Mt 5:19. pecado que foram implantados em seu ser todo cristão que não voltou para o mundo. ljo 4:7. desfazendo a obra capaz de continuar em pecado". bita no homem verdadeiramente convertido. 5). pecado. Essa “semente divina ha­ 5:18. Se “fazer carne”. de Hm 6:2. Trata-se do princípio solver”. “romper". "soltar”. ver também Nota Adicional a João 1). Nisto. portanto. 9. “destruir” (compa­divino da vida que. daque­ é. de que o cristão seja incapaz de cometer um Jo 3:16. com. natureza é transformada.). O poder divino atua no íntimo do seu ser e. Uma clara referência à encarna­ ção. Cristo veio para liber­ tar os homens da escravidão do pecado o cristão não continua no pecado.

O apóstolo aceita a narrativa do Gênesis como genuína e ana­ lisa as motivações do ato de Caim (ver com. 8. que trata da natureza de Deus. com. Não havia falha em Abel que pudesse desculpar ou explicar esse •« ato terrível. "abateu”. e a igreja deve colocá-la num lugar desta­ cado entre suas normas. 12. Filhos de Deus. sphazõ. cf. do v.” A palavra ocorre no NT só aqui e no Apocalipse (Ap 5:6. de Jo 13:34.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA uns aos outros. Esse tema foi introduzido em 1 João 2:7 a 11. pois Deus não necessita ser informado acerca do cará­ ter de Seus próprios filhos. Comparar com ljo 2:7. "não provém de Deus”). “matou.. Esta é a mensagem que João transmite aos seus leitores. Não ama.) E por que [. 687. João mostra que o verdadeiro cristão não pode fazer menos do que amar seu irmão. Caim demonstrou ser filho do diabo. e parece que Caim revelou sua verdadeira natureza antes do ato culmi­ nante do assassinato. Na conduta não há terreno neutro. praticando o mal e demons­ trando que não é “de Deus” (isto é. assim como um cristão pode pro­ var ser um filho de Deus (cf. A humilde obediência de Abel a Deus despertou o ódio ciumento do seu irmão. 35). Do mesmo modo agiram os líderes judeus ao condenar Jesus à morte. 688) acreditavam-se eleitos. de Jo 1:12). e Ele conhece os que não Lhe pertencem. pois sua motivação pro­ cede do diabo. de ljo 1:5. Não pratica a justiça. Ver com. Desde o princípio. e é enfatizado em seguida em termos ainda mais definidos. cuja obediência o fez tão consciente de sua própria pecaminosidade (PP. mas não estendiam o amor fraternal aos seus compa­ nheiros. de modo que cada membro possa perceber que um de seus pri­ meiros deveres cristãos é cultivar e expres­ sar um amor sincero e prático pelos irmãos. de Gn 4:8-15). Caim. Esta frase pode se referir ao início da experiência cristã dos leitores ou ao iní­ cio da pregação do evangelho. 11. 9. 10). em certa medida. no contraste entre as “obras” ou ações dos dois irmãos. João enxerga além dos fatos e vê. Assassinou. pois quem não pratica a justiça está. São manifestos. 720 k‘i9 3:11 . 6:4. A única ofensa de Abel foi praticar a justiça. do v. Nestas pala­ vras temos um comentário inspirado da cena descrita em Gênesis 4:1 a 15. Aos homens. A par­ tir deste versículo ele se ocupa da natureza do cristão e ensina que ela deve se basear no amor. Uma referência aos que foram “nascidos de Deus” (ver com. A consciência de Caim condenou seu próprio modo de vida. Os mestres gnósticos (ver p. Sua importância é inquestionável. Esta é a única referência direta nesta epístola a um incidente do AT. 13). A ver­ dade é expressa em forma positiva e nega­ tiva. de Hb 11:4).]? Com esta pergunta João estimula seus leitores a examinar os moti­ vos que impulsionaram Caim a assassinar Abel. com. João apresenta Caim como o exemplo supremo da falta de amor fraternal. João apresenta o aspecto negativo da verdade já enun­ ciada: "todo aquele que pratica a justiça é nascido dEle" (ver com. com. Suas obras eram más. etc. de ljo 2:29). do v. e introduz uma explicação do ódio que o mundo sente pelos cristãos (v. Ver com. Do gr. Filhos do diabo. em que o autor enuncia sua primeira mensa­ gem. E tam­ bém o "novo mandamento” dado por Cristo aos Seus seguidores (ver com. Que nos amemos. Pode-se notar que não se põe em dúvida a historicidade do assas­ sinato de Abel por Caim. enquanto os servos do diabo odeiam seus irmãos. Do maligno. e ele se viu con­ frontado com a escolha de reconhecer seu pecado ou destruir Abel. 74). Ações resultantes de pen­ samentos humanos servem como uma indi­ cação do caráter. a verda­ deira causa do ódio e da inveja de Caim (cf.. A mensagem.

João se inclui com seus leitores e con­ mais geral. Assassino. “aquele que não ama permanece tinua a fazê-lo (cf. 13. famação podem desanimá-la. tram numa ou noutra. Nós sabemos. Meus irmãos (ARC). 19. cidadãos do reino da morte (Ef 2:1-3). Do gr. como resultado da dádiva de seu mente. Ver com. Os cris­ na morte” (ARA). A palavra só ocorre aqui Mestre. deixando a declaração v. ele já disse de forma positiva (cf. anthrõpoktonos. João quisesse destacar o fato de compartilhar Essa ação demonstra que saíram do mundo o sofrimento de seus leitores. aque­ tãos têm um conhecimento interior que os les que não amam seus irmãos. artigos definidos antes de “morte” e “vida Odeia. de Jo 15:18-25. Eles já começaram a exercer as virtudes que Não vos maravilheis. do v. se fossem objeto de irmãos. 14 mos­ indica esses dois estados como realidades tra que “odiar” é sinônimo de “não amar”. e que todos os homens se encon­ A ausência de amor indica a presença do ódio. metabainõ. Esta frase é um exemplo de corre­ duta piedosa consistente. Evidên­ 14. IPe 1:22. com os princípios do reino para o qual está se preparando. Ver com. Tendo em vista o serão eternamente deles. seguição do mundo. “passar ljo 1:5). desse modo. Esse conhecimento de amor indica que a pessoa ainda está morta pode fortalecê-los e orientá-los numa con­ no pecado. A presença dos a todos. xvi) a omissão de relacionamentos. literal­ o cristão. todos os irmãos na fé (cf. Mundo.). A natureza desse ção habitual do apóstolo no negativo do que conhecimento é explicada na frase seguinte. v. ver com. João os imigrantes se estabelecem permanente­ tem tanta certeza da precisão de sua análise mente no país que escolheram para viver. é claro. as quais são funda­ contínuo registro do ódio dos ímpios para com mentais para o reino dos céus. se destrói parte da passaram da morte para a vida não restringem vida que ela poderia ter levado. 9.). “par­ comprova a posse da vida eterna. 12. Possivelmente. que pode empregar esta expressão que inclui Da morte para a vida. “remover”. p. De acordo com a cias textuais apoiam (cf. p. etc. pois sabe que é verdadeira. 16. com. A forma do verbo grego mostra que João amor prova que o indivíduo ainda não passou se refere àqueles que haviam passado para “para a vida”. xvi) a omissão das mútua afinidade de interesses sugerida no palavras “seu irmão". impedindo-a “amamos os irmãos” ocorre somente aqui e de desenvolver plenamente suas capacidades pode ter ampla interpretação. Do gr. Há outras (ljo 5:11. de Passamos. A expressão “ame­ maneiras de matar sem tirar a vida de uma mos uns aos outros” é bastante frequente no pessoa pela violência física. Amamos os irmãos. da mesma maneira como 15. Às vezes. os leitores de João não tinham motivoque o cristão pratique a arte de amar seus algum para se surpreender. João aponta com fir­ meza o resultado final do ódio. exclusivas. Porém. da qual outros foram resgatados. Não ama a seu irmão (ARC). somos Aos olhos de Deus não há terreno neutro. A ausência mundanos não possuem. a falta de tir”. Todo aquele. e. devido à per­ da morte e entraram no reino da vida eterna. Se a demonstração do amor fraterno [de um lugar para outro]”. como se fez na ARA. Evidências suas afeições ao círculo mais próximo de seus textuais apoiam (cf. Por natureza. "homicida”. Aqueles que já inatas. de ljo 3:2). Ver com. E importante os justos. ljo 3:11. porém. 721 .1 JOAO 3:15 13. mas permanece na “morte” ori­ uma nova experiência e permaneceram em ginal. com de IPe 2:17). A calúnia ou a di­ NT (Jo 13:34. etc. sua nova esfera. de ljo 2:15. passa para o reino da vida eterna no NT e em João 8:44. mas estendem seu amor a “meus”. A comparação com o v. Odeia. para que possa estar em harmonia ódio da parte de seus contemporâneos. 18. Isso inclui.

seria mais hem traduzida hoje como: “pró­ Deu. na vida se os acalentamos. A palavra traduzida dos de todo o pecado (ver com. Não era preciso um profundo critério teológico para se chegar à João anima seus leitores a promover o amor que fará o sacrifício supremo. de Mt Nele. de ► boa reputação da igreja. pois aqueles pelos quais Ele morreu havia afirmado que o homicídio se originou não eram. 17. Do gr. A vida eterna permanece em nós como “recursos” (bios.. não tem a vida” (ljo 5:11. 3:10. então. Podemos ser lava­ a “subsistência” material. Lc 23:35). se necessá­ assim. “ser um espectador”. o reconhecido Rei do as costas deliberadamente a um irmão em necessidade. Cristo fora muito mais das Escrituras fosse necessária. Coração. destruindo. Do gr.]? E impossível dizer que o vel mente preciosa em favor de miseráveis pecadores. até entregando nossa vida. sua vida espiritual. “irmãos”. já que o sacrifício de Cristo revelou a fonte divina de As entranhas e o coração eram considerados a sede das emoções mais profundas. Cristo está ausente. temos a obrigação moral de seguir Seu exemplo.. “perceber" (comparar com o uso da palavra em Mc 15:40. Não há necessidade irmão na fé possui pouco ou nada. 12). Ao longo da eternidade. Vir. Recursos deste mundo. O pronome é enfático no grego. mas Seus inimi­ com o diabo (Jo 8:44). opheilõ (ver com. intuitivo de seus leitores. O fato de pertencerem ao de ódio. e “quem não tem o Filho de Deus mundo não significa que sejam maus. Isso não signi­ pelos irmãos para os sacrifícios menores que fica que o assassinato e o ódio sejam pecados com frequência se requerem de nós. 17. theõreõ. de ljo 1:9). “em favor dos irmãos”. psuchê (ver com. Fp 1:8. de ljo 2:3. Sabeis. Pelos irmãos. 722 . 18. de ljo 2:16) sempre que Cristo habita no íntimo do nosso denota os meios de subsistência. Nós. João muda o tema da morte que os culpados de assassinato não herda­ riam o reino de Deus (G1 5:21). 16. necessida­ ser. 15:13). Não há aqui as palavras “de suas necessidades e está ciente de que seu Deus”. que fomos redimidos pelo para desanimar alguns e até mesmo leválos a perder sua fé em Cristo. de uma nova descrição de “amor”. amor infinito (CBV. O cris­ tão só de nome não tem a vida eterna. Ou. O que o amor de Deus venha com um impacto espe­ cial na conversão. Ver com. o entendimento desse irmão egoísta faz ou se recusa a fazer é resul­ amor continua a crescer e se aprofundar com tado de propósito deliberado e não da falta de reflexão. o Salvador longe. A frase todo o amor genuíno. Ele tem o suficiente para suprir o passar dos anos. ximo ao coração”. deu a Sua própria vida inestimá­ Como [. Do gr. de Rm 5:8). 466). ao sentir-se menosprezado por membros de Devemos. quando neces­ conclusão de que um assassino não era can­ didato idôneo para a vida eterna. pode ser suficiente ljo 2:6). Uma descrição de alguém virando 10:28). Nisto conhecemos. sacrifício do Salvador. Ver Jo 10:11. Ele não pode morar num coração cheio des. de 2Co 6:12. devido imperdoáveis.654 3:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Nós. Ele. universo. em vez de luxos. Ver com. O amor. mas que estão conectados somente com este mundo. Ora. ver com. Se a prova sário (Jo 13:37. Por nós. Em si. Literalmente. e Paulo havia escrito gos (ver com. Embora o conhecimento do "observar”. mas que não podemos entrar às necessidades de nossos irmãos na fé. Vida. no texto grego. Se o amor nos ensinar mais e mais das profundezas do estiver ausente. O autor recorre ao conhecimento rio. o ato de amor de Deus habita em alguém que é indi­ Deus dar Seu filho (Jo 3:16) continuará a ferente às necessidades dos outros.

apesar de nossa pecaminosidade. e porque somos da ver­ De fato e de verdade. Comentaristas têm encon­ agindo somente por um senso de dever ou um desejo de ganhar o louvor das pessoas. cimento e a compreensão do Senhor supe­ O autor quer dizer que. Ao contrário ainda somos pecadores). Eles podem estar diante do Pai celestial. 16). Por isso. deve ser o significado dos v. O amor aproximamos de Deus. com. A convicção de Não amemos. conscientes de nossas imperfeições e mais Mas João desencoraja o amor que se limita a necessidade temos de confiar nos méritos palavras. Evidências textuais também favore­ mesmo que nosso coração nos condene (pois cem a variante "conheceremos". 16). tornando. aparentemente. assim. apresenta o que. Em outras palavras. se. podemos nos apresentar sem temor pessoas que estão ajudando. 19 e 20. e Ele pode perceber preceito aqui enunciado. Muitos dependem de seu discer­ nimento moral para determinar sua condi­ genuína (Mt 7:16-20). João destaca a necessidade do amor entre os v. refere-se ao v. Nossos atos de amor devem ser ins­ significado do v. E nisto conheceremos. 19. Aqueles que amam conceitos são um critério insatisfatório para em obras e em verdade são filhos da verdade. ou "persuadir" ou “acalmar”. sem sentir afeto real pelas dade. Porém. trado dificuldade em estabelecer uma ligação. Não há mal algum em amar é outro assunto. somos da verdade. ção espiritual e não compreendem que seus Da verdade. estamos seguros da realidade da nossa conversão. Na paráfrase a seguir. Filhinhos. pois. sassem parar com uma farsa. com. é maior do que o nosso coração. E fácil tranquilizar o cora­ uma exortação simples para que seus irmãos ção. que somos filhos da verdade. João nos asse­ na palavra. Pois. ou de Deus. 17). vessem amando apenas em palavra e preci­ Nosso coração. 19 e 20: “Se amamos ver­ especialmente por aqueles que precisam. bem como em explicar o genuíno. 723 . 2). o versículo em harmonia Esse conhecimento nos capacitará a perma­ com a construção habitual de João (cf. quando se pratica o ram em muito os nossos. Quando amamos de fato erros que cometemos. Comparar com a referên­ cia à "verdade" no v. aqui cie ljo 2:1). quando são necessárias ações úteis do Salvador (ver ljo 2:1. se pirados por uma verdadeira afeição por outros. de Deus e ainda ter um coração tranquilo De palavra. Então. é mais "nossa consciência” (cf. necer confiantes na presença de Deus. teknia (ver com. 18. Tranquilizaremos. No entanto. quando o exame é realizado à luz de praticassem o amor verdadeiro e evitassem a padrões humanos. 20. Acusar. xvi) a omissão de “e”. A autocondenação desnecessá­ e de verdade. se o objeto do afeto não tiver gura que isso é possível. peithõ. 18. mais nos tornamos expresso por palavras escolhidas é louvável. segundo parece. sabemos que Deus das construções semelhantes (ljo 2:3. Evidências dadeiramente o nosso irmão. sabemos que (comparar com Tg 2:15. É possível dar um sentido que nascemos de Deus dá a confiança que contínuo a esta frase "não vamos continuar tranquiliza o coração e nos capacita a ir a amando”. provável que o apóstolo estivesse fazendo Perante Ele. “nisto”. 3:10. Do gr. p. notamos convicção nossa sinceridade e ser compassivo com os naquele que fala. de Mt 5:8). qualificar o estado de sua saúde espiritual. do v. podemos saber textuais apoiam (cf. Quanto mais nos necessidade de uma ajuda mais ativa. Do gr. mas estar na presença atitude hipócrita implícita (v. 20.1 JOÃO 3:20 18. Há os que pra­ ticam boas ações. como se os leitores de João esti­ Deus. Se amamos os irmãos de fato e de verdade. O conhe­ 16). nossos frutos ria tem prejudicado a experiência de muitos nos fazem saber que nossa profissão de fé é cristãos.

No que diz respeito à oração. Podemos ter pedido a coisa errada. 6. e a ação começa ime­ diatamente para garantir que a resposta seja dada no devido tempo. O contexto (ljo 3:23) mostra que se faz referência. No v. João estabelece as condições prévias para que se cumpra o que é exposto no v. João. e nesse caso talvez não se receba nenhuma resposta tangível. 16. então. Então. Podemos abrir o coração a Deus em oração. como o Salvador fazia (Jo 16:23). e é razoável supor que tenha o mesmo propósito positivo aqui. como filho de Deus. como a um amigo sincero e con­ fiável (CC.656 3:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA João consola seus leitores ao desviar sua aten­ ção de uma concentração mórbida na pró­ pria debilidade. 21. Para o cristão genuíno é reconfortante o pen­ samento da onisciência de Deus. Lc 11:9. com o espinho em sua carne. sabedoria. a decisão divina é tomada de antemão. É bom lembrar que essas palavras foram dirigidas aos que tinham sido instruídos “desde o princípio" (ljo 2:7). que é a desobediência aos mandamentos 724 . Aquele que ora pre­ cisa ter uma consciência clara. mas o apóstolo também pode ter em mente nossa atitude perante o Juiz de toda a Terra. Assim foi com Paulo. Porém. depois de três fervorosas orações por libertação (ver com. (2) A res­ posta pode ser: "espere”. Daniel teve que esperar até que a oposição fosse vencida. declara que o crente cumpre duas outras condições: (1) guarda os mandamentos de Deus e (2) faz as coisas que agradam a Deus. A aparente demora pode sur­ gir por várias causas: (1) A resposta à petição pode ser um “não". Os leitores de João conhe­ ciam bem a forma cristã de orar e sabiam como pedir em nome de Cristo (ver com. em primeiro lugar. Guardamos Seus mandamentos. Quando o cristão cumpre esses requisitos. antes de apresentar seus pedidos. O pecador redimido pode. Por vezes. 9. Recebemos. 2. Pedimos. no caso dos leitores de João. 18). Amados. Ver com. antes que pudesse saber a respeito do futuro (Dn 10:12-14 ). à forma pela qual que nos achegamos a Deus em ora­ ção. O pe­ cado. porque ainda não estamos preparados para receber aquilo que pedimos. que conheceram o Pai (ljo 2:13) e que tinham sido aceitos como filhos de Deus (ljo 3:1. assim agradecemos ao Senhor por Sua resposta. 93). com a conse­ quente liberdade para chegar a Deus. 21. Uma suposta vã autoconfiança por parte ► dos cristãos menos maduros seria. 22. não há nada de presunção nas petições do crente confiante. Cada oração que cumpre as condições aqui apresentadas recebe uma rápida resposta. nesses casos. de 2Co 12:7-9). devemos agir na certeza de que rece­ bemos o poder solicitado (ver com. chegar tão livre­ mente à presença do Pai. Jo 14:13. do v. um cora­ ção puro. 1-3. A percepção da consciên­ cia de Deus pode ter dois efeitos: aterrorizar o coração culpado. 15:16). ou trazer consolo ao peca­ dor contrito. ou porque as circunstâncias ainda não são favoráveis para a resposta. 2). de Mt 7:7. de ljo 2:28). podemos acreditar que nossas orações têm sido respondidas. cujos pecados foram perdoados (ljo 2:12). Do gr. Confiança. para uma contemplação da altura e da profundidade do amor de Deus. de Tg 1:5. E aquilo. Não nos acusar. O autor tem procurado animar seus leitores ao longo de todo este capítulo (v. dejo 14:13). parrêsia (ver com. Diante de Deus. poder sobre o pecado. pode reivin­ dicar o cumprimento do que o apóstolo asse­ gura neste versículo (sobre as condições para a resposta às orações. 11. e a sabedoria divina vê que não seria melhor deferir o pedido. Ed. 5. 22. 258). Isso ocorre em todos os pedidos de ajuda espiritual. Quando pedi­ mos perdão. ver com. Deus é maior. a resposta é um “sim" imediato. um reconhecimento da misericórdia redentora de Deus.

Seu mandamento é este. de Deus. Seu Filho. de Mt 1:1. ► do verbo “crer”. Sua humani­ dade. O apóstolo emprega o verbo 100 vezes em seu evangelho. de Lc 1:35. Quando os apóstolos expandiram as instru­ ções do Salvador. Segundo. Fp 2:5. de Jo 1:7. impede que as orações ascen­ dam ao Céu e incapacita o homem para receber as respostas que Deus pode ter pre­ parado. e se abstém de praticar o que Deus considera prejudicial. "como". levanta uma bar­ reira entre o homem e Deus (ver com. nesta epístola. ver com. lembrando-nos da ordem: “sede vós perfei­ tos. Isto é. pois sua definição se refere a uma lei que abrange tudo: a lei de crer e amar (ver com. como perfeito é o vosso Pai celeste" (ver com. com. em parte. 12.1 JOÃO 657 de Deus (ver com. contudo. 4). para que seus leitores possam compreender os elementos indispensáveis à crença cristã. ICo 1:9). Quando observamos a mesma regra em nossa vida. do v. mas o verbo grego ocorre nove vezes na epístola e desempenha um papel importante na mensagem que João apresenta mais à frente. se não houver entre eles acordo?" (Am 3:3). e também é reconhecer a possibilidade de ganharmos a mesma vitória pelos mesmos meios que o Salvador empregou e coloca ao nosso alcance. “os Seus mandamen­ tos" (v. ver com. Sua vitória sobre o pecado e a morte. ver com. 3:23 sobre o título “Jesus Cristo". Com relação a esta frase. 10:43. deram mais detalhes sobre como devemos amar uns aos outros: com um coração puro. 2). O pro­ feta Amós ilustra em forma de pergunta: “Andarão dois juntos. Paulo usa o mesmo título composto (Rm 1:3. João. Ninguém pode habi­ tar com Deus enquanto vive quebrantando a expressa vontade divina. O amor é o elemento ativo que se une à fé no nome de Jesus. de Mt 5:48. de IJo 1:3. de Jo 13:34-35). 5:20). Agradável. O cristão sempre deseja fazer as coisas que Deus declarou boas ou adequadas. Crer na pessoa descrita neste admirável nome composto [“Jesus” e “Cristo"] é reco­ nhecer a divindade de Jesus. 22) e usa a forma singular. Jesus Cristo. Ou. ou evitar a transgressão da lei. Essa foi uma das regras que orientaram a vida do Salvador (Jo 8:29). os requisitos de Deus se resumem à lei do amor (ver com. 23. nos versículos I inais deste capítulo. de Mt 22:36-40). Fp 3:12-15). Creiamos em o nome. Aquele que guarda os mandamentos de Deus tem o privilégio de permanecer nEle. podemos esperar mais respostas positivas às nossas orações. DEle. Este é o primeiro uso. molda conscientemente seus pensamentos aos ensinos do seu Senhor (ver com. de morar com Ele. Amemos uns aos outros. É necessário que nos amemos uns aos outros do mesmo modo que Cristo nos disse para amar (Mt 22:39). João define. 11). que se revela em Seus mandamentos. Para João. em um espírito de bondade. Quanto à filiação divina de Jesus. IPe 1:22). do v. 725 . Devemos viver uma vida cristã ativa. E necessário que con­ tinuemos fazendo as coisas que agradam a Deus. João condensa aqui a essência da doutrina cristã em pou­ cas palavras (cf. Ef 4:32. perdoando uns aos outros como nós fomos perdoados (Rm 12:10. fervorosamente. A obediência à vontade de Deus. é de suma importância na questão da ora­ ção respondida. Que nos ordenou. A fé deve estar acompanhada das obras (Tg 2:17). A segunda condição adicio­ nal. Temos que fazer algo mais do que guar­ dar os mandamentos de Deus. E fazemos. de ls 59:1. aquele que está disposto a fazer a vontade de Deus pode permanecer sempre com o Todo-Poderoso. At 3:16. Essa obediência é possí­ vel por meio do poder divino prometido ao filho de Deus. preferindo uns aos outros afe­ tuosamente. assim como para seu Mestre.

566. CC. 64. pois Deus habita no ser humano mediante o Espírito (Rm 8:9. 59 14. a pessoa deve mostrar que está em harmo­ nia com o Senhor. Um pensamento quase idêntico é expresso em 1 João 4:13. MDC.AA. 81. Ev. ICo 3:16).76. 357. A presença do Espírito na vida do cristão é uma prova de que Deus perma­ nece nele. 5). 705.GC. 88. 739. “outorgou”. 467. T3. T4. 284. 440. 161 18. 176 17. CC. 59 11 . 294. Ev. San. T2. temos íntima comunhão com Deus. O apóstolo João não uti­ liza em suas epístolas nem no Apocalipse o termo “Espírito Santo".CPPE. Se guar­ damos os mandamentos de Deus. Ou. 198. T4. 658 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 13. 61 6 .DTN. 104. CPPE.FEC. 3 . 559 14. 108. CBV. O mandamento. 73 24-AA. 360 4-CS. 385 3 .8 . PJ. PP. Tl. T5. 40. Porém. 702. 251. Ed. Ele nos deu. 292 1.DTN. 237 22 .MDC. Ou. 6 . PR. PP. Em João 14:16 se esclarece que o Pai deu o Espírito. 431 2-5 . 461. 289 1. TM. guardando Seus man­ damentos. 16. Ou. 547. T5. CPPE. Aquele que deseja permanecer com Deus pode estar seguro de que Deus sempre tem desejado permanecer com ele. de ljo 2:3). T3. 571.San.AA. 124.AA. 49. Pelo Espírito. T8. 551. 623 9-T5. 15.T3.DTN. embora fale da ter­ ceira pessoa da Trindade.PP. 11. T4. 58. 545.Tl. 68 5. 366. MCH. A permanên­ cia é sempre mútua (ver Jo 15:4. PE. 5-PJ. 461.AA. 538 17. Tl. Uma referência antecipada ao dom do Espírito mencionado no final do ver­ sículo. 559. (cf. E nisto. FEC. GC. HR. PP. 191. 47. Tl.AA. 311 4-6-AA.3:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 24.7-CC. temos confiança de que receberemos d Ele o que Lhe pedimos (ljo 3:22) e. 555 4. 75. 338. 69. 551. DTN. 334. PJ. 410. T6. 316. T4. 472 8 . 365. CC. 551 12. Tl. LS. 54 4. 563. 56. Jo 16:7). 493. 85. 744. 14-16. PE.AA. de Rm 8:16). 429. 87 2. embora o Filho coopere ao enviar a terceira pessoa do trio celestial. 75. 563 5. 316.16-AA. 503. 179.24-TM. 312. 74 13. 296. 425. 690. FEC. 481. MDC. T4. os mandamen­ tos de Deus (ver com. MJ. 270. MCH. 94 10. 441. 372. T4.AA. 686. 668.MCH. 309. 48.22-T2.Ed. 563. 549. OE. como resultado. 549 15. 311. T9. WHITE 1 -AA. 308 16. 169. Que. San. 472. “a quem" (ver com. pois João se refere ao tempo quando os crentes rece­ beram pela primeira vez o Espírito Santo. 386 . T5. 439. 17. 654. 289. TM. Permanece em Deus.2. DTN. T4. 113. 467. 220 726 9.3 . 233. 285 ► 2.

já está no mundo. este manda­ mento: que aquele que ama a Deus ame tam­ bém a seu irmão. 18 No amor não existe medo. nele. aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. provai os espíritos se procedem de Deus. o medo produz tormento. e aquele que permanece no amor permanece em Deus. aquele que teme não é aperfei­ çoado no amor. 13Nisto conhecemos que permanecemos nEle. a quem vê. em nós: em que nos deu do Seu Espírito. também nós somos neste mundo. porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. 1. Nisto reconhecemos o espí­ rito da verdade e o espírito do erro. e Ele. logo. é mentiroso. amemo-nos uns aos outros. 19 Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. mas em que Ele nos amou e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. se amarmos uns aos outros. 14 E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o Seu Filho como Salvador do mundo. a respeito do qual tendes ouvi­ do que vem e. os quais devem ser provados pelos princípios da fé em Jesus. temos. de IJo 3:2. vós sois de Deus e tendes venci­ do os falsos profetas. 17 Nisto é em nós aperfeiçoado o amor. no Dia do Juízo.1 JOÃO 4:1 Capítulo 4 1. Não deis crédito. presentemente. não deis crédito a qualquer es­ pírito. em nós. 3 e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. falam da parte do mundo. mantenhamos confiança. antes. Amados. devemos nós também amar uns aos outros. e o mundo os ouve. 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. 12 Ninguém jamais viu a Deus. a quem não vê. a que comprovassem o que se lhes dizia. 4 Filhinhos. Ora. 6 Nós somos de Deus. porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. e Deus. e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Ver com. ► Espírito. que não fossem crédulos e que não aceitassem toda manifestação espiritual como provindas de Deus. aquele que conhece a Deus nos ouve. pois aquele que não ama a seu irmão. pelo contrário. pois. da parte dEle. este é o espíri­ to do anticristo. 659 1 Amados. e o Seu amor é. para vivermos por meio dEle. Parece que eles estavam sob a influên­ cia de homens que alegavam autoridade divina para ensinar o que não era verdade. 7 Amados. 15 Aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus. 7 Razões para a prática do amor fraternal. O apóstolo exortou seus leitores 11 Amados. em Deus. 2 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus. se Deus de tal maneira nos amou. e ele. O texto indica que muitos estavam dando ouvidos a diversos espíritos. para que. 21 Ora. e odiar a seu irmão. pois Deus é amor. não pode amar a Deus. segundo Ele é. “deixai de acredi­ tar". 5 Eles procedem do mundo. Ou. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus. 20 Se alguém disser: Amo a Deus. aperfeiçoado. Deus é amor. o perfei­ to amor lança fora o medo. 727 . por essa razão. porque o amor procede de Deus. Deus permanece em nós. 10 Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus. 9 Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o Seu Filho uni­ génito ao mundo. Não se deve acreditar nos falsos mestres. como também poderia ser traduzido do grego. Deus permanece nele. antes.

"procede de Deus" (cf. Confessa. Do gr. dokimazõ (ver com. kosmos (ver com. Provai. pelo menos. 2. de lTs 5:21). O apóstolo apela ao conhecimento que os crentes têm. “conheceis”. Do gr. Nenhuma pretensão de autoridade ou origem divina deve ser aceita para qualquer ensino. de Mt 24:11. homologeõ (ver com. sem que antes seja provada.4:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Como bom pastor. Ap 2:2). relacionados com os anticristos já mencio­ nados (IJo 2:18-22) e com os falsos apósto­ los (Ap 2:2). IJo 3:10) ou tem sua origem nEle. ver também com. As palavras de João são abrangentes. 3:16). Somente assim cada crente pode saber que sua fé está baseada em Deus e não nos homens (IPe 3:15). aqui. 0 dever de cada crente é aplicar a tudo o que lê e ouve a prova dos escritos inspi­ rados dos profetas e apóstolos. de IJo 2:3). ali). A forma idêntica no grego (cf. 21). Esta é a única ocor­ rência deste título nos escritos de João. Do gr. ICo 2:14. 728 . Ver com. com. mas estudaram as Escrituras para verificar se o apóstolo lhes ensinara a verdade (ver com. Ele está pronto a reconhecer a “todo espírito" que preenche as devidas condições. Todo espírito. 5. de IJo 2:15). de ICo 12:10). de Rm 5:4. Falsos profetas. O modo do verbo grego pode ser traduzido como imperativo. Nisto. de 2Pe 1:20. ver com. Literalmente. cf. em vez de instar para que obtenham esse conhecimento. Observa-se também que o escritor usa o verbo “sair” em um sentido diferente do empregado em 1 João 2:19 (ver com. Mundo significa. Aqui ele apenas afirma o fato de falsos profetas aparecerem (sobre outras evidências no NT de que os falsos profetas eram ativos durante os dias de João. João espera que os cris­ tãos identifiquem por experiência o Espírito que vem de Deus. em que a aposta­ sia está implícita. Fp 1:10. De Deus. e sua influência ainda se faz sentir. uma dis­ tribuição ordenada de coisas e pessoas. Reconheceis. Mundo. sobre o substantivo rela­ cionado dokime. o apóstolo adverte seu rebanho contra enganos sutis. ou como um indicativo. de Mt 7:15. As mensagens dos mestres que asseguram ter a aprova­ ção divina devem ser provadas por meio da Palavra de Deus. “conhe­ cei”. Os bereanos. Ele confere à igreja o dom de dis­ tinguir entre verdadeiros e falsos espíritos (ver com. Não parece que se apresenta o mesmo contraste que se estabelece entre a igreja e o mundo (IJo 2:15-17). de Mt 10:32). A plena interpre­ tação exige mais do que aceitar um ensino verbalmente: exige a vida plena de Cristo. E evi­ dente que João se refere a falsos mestres que podem ser identificados ou. As Escrituras proporcionam uma norma fidedigna para provar todo ensino. 3:16) é rara no NT. Espírito de Deus. de IJo 1:9. de Rm 2:18. escutaram Paulo. A natureza do engano se revela no v. de At 17:11). Deus não espera que os cristãos sejam crédulos. João apresenta a razão para seu conselho e cita exemplos com os quais seus leitores estavam familiarizados. "tem se levantado". Este verbo parece ter um duplo significado (1) reconhe­ cer a verdade da doutrina da encarnação do Filho de Deus e (2) revelar na vida o efeito da crença nessa doutrina. pois os falsos mestres estavam ativos dentro e fora da igreja. Paulo aconselhou seus outros conversos a agir da mesma forma (ver com. de bom grado. Referência que antecipa a prova que se apresenta no final do versículo (cf. Tem saído. ver At 13:6. O estilo de João favorece a segunda opção (comparar com IJo 2:3. com. 24-26. Ou. 2Co 9:13). 3. Porque. pois cada mensagem divinamente inspirada se harmonizará com o que o Senhor já reve­ lou (ver com.

xvi) a omissão de “Cristo” e da expressão “veio em carne”. mas que Ele ainda mantém a natureza humana. 1). traduzido por “este". A palavra “espírito” pode ser interpretada aqui como (1) o espírito que habita no anticristo não 729 . Lc 1:35). Aqueles que ouvem a proclamação da mensagem da divindade e humanidade de Cristo. para dis­ cernir entre os verdadeiros e os falsos mes­ tres. ainda que divino. mas a humanidade do Salvador. p. O pronome neutro touio. Este. Jesus Cristo (ARC). As variantes textuais não representam uma mudança significativa no significado da passagem. João apresenta outra prova. E de Deus. Esse testemunho não pode ser apoiado sem o auxílio divino. Não há terreno neutro no grande con­ flito. O fato de que o Filho de Deus Se fez homem para salvar os seres humanos deve ser ensinado. 3. Ver com. Literalmente. pois é membro da Trindade (ver com. a fim de se tornarem cristãos. de Mt 12:30. bem como a divina. perten­ cem ao maligno e estão sob seu controle. ljo 2:22. de Ml 1:1. Em cada etapa da história do mundo tem havido uma verdade presente a ser ressal­ tada. de Jo 1:14. 687. desta vez em forma negativa. pois o ponto essen­ cial era reconhecer a divindade de Cristo. deixou-a. Poucos anos depois. do v. senão pelo Espírito Santo” (ICo 12:3). E o espírito. e o havia deixado antes da crucifixão. a verdade que ele enuncia neces­ sita sempre receber ênfase e. Nossa aceitação de Seus planos e nossa adesão à Sua orientação pode ser uma confissão de nossa crença de que "Jesus Cristo veio em carne". Os judeus que se con­ verteram depois do Pentecostes precisavam aceitar Jesus como o Messias esperado. de maneira que se coloca ênfase sobre a confissão ou aceitação de uma pes­ soa e não de um credo. Fp 2:5. Ele veio à Terra. Não procede de Deus. dos v. ljo 3:10). Em carne. Evidências tex­ tuais apoiam (cf. em seguida. Aquele que não confessa a Jesus. mais do que nunca. Aquele que confessa que Jesus Cristo veio em carne demonstra a origem divina do espírito que opera nele. 1014). João identifica essa ideia como heresia. O pretérito perfeito do verbo grego indica que Cristo existiu antes de Se tor­ nar um homem. De seu estado anterior. 1. Precisamos estar conscientes da encarna­ ção para nos lembrar de que o Deus que 4:3 possibilitou esse milagre é bem capaz de rea­ lizar qualquer milagre necessário para nossa salvação. ver vol. Veio. Porém. e que deliberadamente rejeitam e se opõem ao ensino da encarnação. mas essa verdade presente tem variado através dos tempos. Alguns dos que negavam a humanidade de Cristo asseguravam que o Verbo se unira ao Jesus homem no batismo. os gnósticos começaram a negar não a divindade. A palavra “espírito” não se encontra no texto grego. p. A forma do verbo grego pode ser entendida como significando que o Salvador não veio temporariamente em carne e. Eles acreditavam que os deu­ ses se manifestavam aos homens de várias maneiras. a ênfase de João na encarnação tinha um significado peculiar para os dias em que ele viveu. 3:23. Por isso. 5. refere-se ao subs­ tantivo neutro pneuma. Ver com. 1013. em especial nes­ tes tempos em que as pessoas tentam elimi­ nar o elemento milagroso com explicações racionais (ver com. em nossos dias.1 JO AO 660 Jesus Cristo. 688). “espírito".2. de Mt 1:23. Não confessa. Ele vê apenas duas classes: aqueles que confessam ou não a Cristo. pois "ninguém pode dizer: Senhor Jesus!. E um representante humano ► no Céu. não importando quão livres eles possam se sentir (ver com. mas negaram que “o Verbo se fez carne" (ver p. pois de todos os modos se referem aos mestres que não glori­ ficavam ao Jesus divino-humano. A frase então seria: “todo espírito que não confessa a Jesus” (ARA). “procede de Deus” (ver com.

Este pronome é enfático no grego (comparar com a ênfase dada ao pro­ nome “vós” no v. 4. Maior é aquele. enquanto aqueles que não apoiam com firmeza o que é cor­ reto estão do lado do inimigo. 10. mas a fonte de sua inspira­ ção é o mundo. Ao apresentar a ver­ dade mais geral. ele torna ainda mais claro o contraste entre o poder ilimitado de Deus e os recursos limitados do autor da mentira. 513. Ao escrever aos jovens (ljo 2:13. Vós. Destaca o contraste entre os crentes a quem João escreve e os falsos mestres que acaba de mencionar (v. de ljo 2:1. pois o espírito desses falsos profetas é o mesmo espírito egoísta de Satanás. GC. que prevalece no mundo. “ele está che­ gando” (comparar com ljo 2:18). O pronome é enfático como “vós” e “eles” nos v.2. . não que falem sobre o mundo. Anticristo. 4). PR. é muito agradável ouvir filosofias que estejam de acordo com o próprio pensamento. E muito natural que o mundo escute com agrado aqueles que se identificam com ele e que se agradam com o discurso dos falsos mestres. ou (2) a não confissão de Jesus é uma característica típica do anticristo. nikaõ (ver com. Ver com. O apóstolo revela a razão básica para a vitória do cristão.4:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA confessa a Jesus. ver com. 16:33. Tendes vencido. cujos ensinamentos eram usados pelo enganador Satanás para ganhar o controle da igreja cristã. isto é. 1. mesmo que não assumam abertamente sua posição sob a bandeira do erro. Talvez ambos os significados sejam válidos. Filhinhos. 27) e. 175. tinham usado essa unção na sua luta contra a fal­ sidade. Precisamos sempre nos lembrar deste fato e agir na confiança espiritual que produz essa experiência em nós. Seria de esperar João dizer “neles”. Seu relacionamento íntimo com o Pai lhes per­ mitiu rejeitar as doutrinas dos falsos mes­ tres. O apóstolo lembra seus leitores de que eles já foram instruídos sobre muito do que ele diz (cf. Em geral. Aquele que está no mundo. Eles já haviam recebido a unção divina que lhes dava o verdadeiro conhe­ cimento (ljo 2:20. Que vem. O mundo os ouve. 4:1. com. 3). A frase que se segue mostra que João usa o tempo pre­ sente do verbo para lembrar os crentes que a profecia sobre o anticristo já estava em cumprimento. “da parte de Deus” (v. de ljo 3:9. De Deus. em vez de “no mundo”. de Jo 12:31. e sua forma de traba­ lho é típica do governante do mundo caído. Ver com. Literal­ mente. A referên­ cia é aos falsos profetas. Ou. não podem deixar de falar "do mundo". Do gr. Vitórias semelhantes são possíveis para todos os li lhos de Deus. Da parte do mundo. 4. Os leitores de João estão do lado de Cristo. a fonte de sua inspiração é Satanás. Ver com. 14). “eles falam do mundo”. Por serem eles mesmos uma parte do mundo e terem sido educados em inimizade real para com Deus. o diabo (cf. de ljo 2:18). com. 4 e 5. nos falsos mestres. então. Literalmente. 5. literalmente. de ljo 2:13). 6. Comparar com a frase contrastante “de Deus”. de ljo 2:18-23. 2). 3:24) e o torna potencialmente mais forte do que qualquer adversário. ali). O uso deste pronome é enfático no grego. Ele não revela como eles obtiveram a vitória. Nós somos. Tendes ouvido. João reconhece: “tendes ven­ cido o maligno". Embora os fal­ sos mestres afirmem falar por Deus e ter uma mensagem para a igreja. poderá se esperar que falem de outra forma. Eles. Depois de já ter dito que os crentes são “de Deus” (v. mas relaciona isso a pertencer a Deus. Deus permanece no crente (ljo 2:14. As linhas de bata­ lha já estavam delineadas. Aqui ele se refere à der­ rota dos falsos profetas pelos crentes. mas ele usa o termo mais amplo. Eles procedem do mundo. Só quando nas­ cerem de novo e pertencerem à família de Deus e não à família do mundo. 530).

1). de ICo 2:14). com. pois o apóstolo continua a discutir as características daque­ les que são "de Deus” (v. 2). João tam­ bém registra um teste da genuinidade da profissão. podendo assim reconhecer o que é correto. nem mesmo permi­ tem que o servo de Deus fale com elas. Os crentes comparam os ensi­ nos com as verdades que já foram ensinadas pelo Espírito. ou o espírito do anticristo. cf. mas. mas o espírito do erro procura deliberadamente levar as pessoas a se desviar do caminho da verdade. aos leitores ou a ambos os grupos. Especialmente. Esta des­ crição corresponde ao “que é de Deus”. Isto pode se referir a mestres apostólicos. Outros acreditam que o “espírito da ver­ dade” se refere de modo mais geral à atitude interior que motiva aqueles que pregam a ver­ dade (cf. E possível errar por igno­ rância. O espírito. mas enfatiza o aspecto de um relacionamento pessoal com Ele. com. do v. Porém. Se a resis­ tência for consciente e determinada. Por isso. No entanto. v. 2. Como a confissão ou a negação 731 . de Rm 8:15). Há harmonia natural entre os mestres que “são de Deus” e aqueles que conhecem a Deus. em relação ao conteúdo do v. de Rm 8:15). Ao lem­ brar seus leitores desta verdade. de Jo 14:17). pois os cristãos que conhecem a Deus ouvem atentamente Seus verdadeiros mensageiros. “errar” (ver com. “vagar”. Parece preferível falar “nisto”. Os ouvintes ouvem ansiosamente a instrução que vem de quem já conhece profundamente o Pai. Não é da parte de Deus. mas João agora mostra que o amor também é essencial. Nos ouve. Não nos ouve. 6. Os sofismas de Satanás obscureceram tanto seu discerni­ ble mento que a verdade de Deus parece uma fábula. neste capítulo. é pouco pro­ vável que ouça um servo de Deus. O Espírito Santo é a fonte do impulso dos crentes para buscar a verdade. Reconhecemos. Amados. A capacidade de identificar falsos mestres é necessária para aqueles que são nascidos de Deus. com. João introduz outra fase de seu tema (cf. segundo o apresentam os sábios do mundo. na realidade. trata a respeito dos espíritos opostos (v. despertar inte­ resse. 3. não há muito que possa ser feito dire­ tamente por elas (ver com. ou a atitude daqueles que propagam o erro (cf. Aquele que conhece a Deus. A transição do tema sobre o discernimento dos espíritos para a neces­ sidade de amor pode parecer abrupta. a confiança tranquila dos que são verdadeiramente convertidos apela àqueles que reconhecem que o futuro. sem distorcer o que João quis dizer. não é assim. pode ser considerada como o espírito de Satanás. já que João. Se um homem resistirão poder convincente do Espírito. o Espírito de Deus (cf. 4 a 6. embora a prova 4:7 estabelecida possa ser aplicada ao contexto mais amplo. e os rejeitam como rejeitaram o Espírito.1 JO AO o apóstolo não exagera quando aplica a mesma descrição a si mesmo e a seus co­ laboradores. Nisto. Erro. plane. 1-3). O espírito da verdade. carece de esperança. A demonstração dos resultados da crença cristã na vida daqueles que são "de Deus” poderá. essas pessoas. Do gr. Ver com. 7. A natureza do espírito que domina uma pessoa pode ser discernida pela forma como ela reage aos ensinos dos verdadeiros servos de Deus. As ovelhas reconhecem a voz do Bom Pastor (Jo 10:27). Se esta for tomada como antítese de “espírito da verdade”. muito pode ser feito por eles. há muitos que têm sido engana­ dos em resistir à verdade sem ter ideia da gravidade do que fazem. em vez de aplicá-lo aos v. v. muitas vezes. de Mt 18:12). Muitos acredi­ tam que é uma referência ao Espírito Santo. muitas vezes.

e a simpatia. e Eles darão a Seus seguidores a graça de amar todas as pessoas. Conhece a Deus. 3:6). em razão da sua origem divina. porém sublime. 9. e é fácil nos afastar­ mos deles e dedicar nosso carinho àqueles que são compatíveis conosco. enquanto os espíritos malignos estão sempre por perto. mas escolheu destacar o fato de que tal pessoa não O tenha sequer conhecido. E impressionante a relação entre "amados" e "amemo-nos uns aos outros”. Aquele que não ama. A prova deci­ siva de que uma pessoa que "não ama” não tem conhecimento de Deus está contida na frase “Deus é amor”. mostrar o amor que vem de seu pai. eles igno­ ram o Deus do Céu e buscam aplacar os 732 *99 4:8 . com. a simpatia. se existe uma divindade suprema. O amor procede de Deus. Somente os que são nascidos de Deus podem amar no sen­ tido cristão do termo. Deus é amor. de fato”. ljo 2:4. como outras traduções parecem fazer. de ljo 2:29. Não conhece. Em sua declaração simples. vive uma mentira (cf. Esta é a razão que João dá para fundamentar seu apelo em favor do amor fraternal. de modo que a presença ou a ausência de amor genuíno seja a prova da qualidade moral de quem pro­ fessa ser de Deus. 3). com. Todo amor verdadeiro é derivado de Deus. A construção grega não torna "Deus” e "amor" idênticos. o entendimento. Amemo-nos uns aos outros. Ou. como registrado pelo após­ tolo (ver com. Ver com. de ljo 2:3. Todos os que são de Deus (ver com. "é de Deus (ver com.) O cristão que afirma conhecer a Deus. pois o Espírito de Deus e o espírito de ódio não podem coexistir no mesmo coração. é um ser com pouco interesse em seus ado­ radores. É nascido de Deus. 3:9). 2) devem. e seria contrário aos ensinamentos sobre o novo nascimento. ele afirma que todo aquele que continua a amar demonstra que nasceu de novo. 2. até mesmo as aparente­ mente indignas de amor. de ljo 1:5. o amor é apresentado como uma qualidade essencial ou atributo de Deus. 6. Em vez disso. o conhecimento acelera o entendimento. mas não ama seus irmãos. de ljo 3:6). assim. Não ama. Rm 5:8). "nunca conheceu a Deus”. por sua vez. E impossível chegar ao conhecimento de Deus sem começar a amar nossos semelhantes (ver com. Ou. mesmo quando parece muito difícil fazê-lo (sobre esse tipo de amor. Deus e Cristo nos deixaram exemplos de amor universal (ver com. amai-vos uns aos outros”. Orar por aqueles a quem não amamos fortalece o amor de Deus em nosso coração e desperta um interesse no bem-estar alheio. de ljo 3:10. que é a única fonte de amor. pois isso seria como esperar que o fruto produzisse a árvore que o deu. ver com. são convidados a retribuir o amor que recebem e comparti­ lhá-lo com outras pessoas. 8. Sua força se destaca mais com a tradução "ama­ dos. Para os pagãos. Aqueles a quem João se dirige são amados por seus ministros e. "quem” (cf. À medida que aprendemos mais sobre Deus. João poderia ter dito que aquele que não ama não é nascido de Deus. Ou. de Mt 5:43-45. podemos apren­ der a amar o outro. 11). o amor. Ver com. Como podemos amar pessoas pelas quais não somos naturalmente atraídos? Aqueles a quem devemos amar nem sempre pare­ cem dignos de amor. Ou. João atinge o auge da crença cristã.” João não« sugere que o ato de amar produz o novo nascimento. Em vez disso.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA da realidade da encarnação é o teste-chave no plano da crença (v. "continua a amar. de Jo 3:3-5). etc. de Mt 5:43. 4. Todo aquele. prova que não está familiarizado com a qualidade básica da natureza divina. Jo 3:16. Ama. “não chegou a saber”. do v. 44). “não sabe. Assim. Outra das formas nega­ tivas de João precedida por uma declara­ ção positiva (cf. de ljo 3:11.

1013. como diz Charles Wesley. Em certas religiões orientais. « Na guerra contra o pecado. assim como aos homens caídos. morte e ressurreição. em seguida. Literalmente. A frase se refere ao que se segue e não ao anterior. pode usar somente a verdade e o amor. muitas vezes. os resultados do envio são permanentes para Cristo. com. Deus é um espírito que permeia tudo. “para conosco” (ARC). O fato de Deus ser amor também implica que não houve nem haverá tempo em que Ele não foi ou não será amor. não puderam compreender que Deus é amor. enquanto Satanás emprega menti­ ras ardilosas e força cruel. A informação de que Deus é amor é uma revelação. Deus. Comparar com ljo 1:2. e. A forma do verbo grego apresenta o ato de enviar. o medo é substituído pela confiança e nos colocamos confiantemente nas mãos do nosso Pai celestial. Por Sua própria natureza.1 JO AO e Teu Nome é Amor” (The Oxford Book of Christian Verse. do v. 1014. 3:5. Quando o Filho de Deus veio ao mundo. “foi enviado”. às vezes. Ou. como no passado. A revelação é de suprema importância para o bem-estar humano. pois. o amor tem sido Sua qualidade dominante no passado e con­ tinuará a ser no futuro. porém. 5. o amor de Deus. indi­ ferente às necessidades humanas. mas não diz nada sobre a possibilidade de termos um relacio­ namento feliz com Ele. de Tg 1:17). 9. Manifestou. Em nós. O envio não foi o de um pai pedindo ao filho para empreender uma 733 664 demônios. com frequência. não obti­ nham uma verdadeira compreensão da natu­ reza divina. somente o Amor poderia ter a paciência e a vontade de elaborar um plano que permitiria ao universo chegar a uma compreensão plena dos fatos básicos do grande conflito entre o bem e o mal. prevenir o surgimento de qualquer novo levante de egoísmo e ódio. 332). assim. pois à luz do que somos. é importante. sendo amor em essência. O cristão nomi­ nal. Os antigos judeus. Enviado. Que “Deus é luz” (ljo 1:5) é intelectualmente satisfatório. Deus foi impelido a conceber e levar a cabo este plano incrível (Jo 3:16). e. mas a ideia de um ser imaculado e que tudo vê pode incutir medo em vez de conforto. Significativamente. Quanto a Deus ser um “espírito" (Jo 4:24). Só o Amor poderia inspirar o plano que permitiria ao Filho res­ gatar a raça humana da culpa e do poder do pecado. pensavam em Deus como se fosse uma divindade tri­ bal que favorecia apenas Seu povo. Nisto. e a espe­ rança se centra em que a pessoa se anule em um “não-ser” universal. tornar-Se o Cabeça de uma nova raça e sem pecado (cf. Somente o Amor estaria inte­ ressado em conquistar o serviço voluntário alegre daqueles que eram livres para seguir seu caminho. p. A afirmação de que Deus é amor é de valor infinito para a compreensão do plano de salvação. ao falar de sua relação com Deus: “Toda a eternidade para provar que Tua Natureza 4:9 . Só o Amor poderia dar o livrearbítrio para as Suas criaturas e correr o risco de incorrer no sofrimento que o pecado trouxe para a divindade e os anjos. vê Deus como um tirano irritado que precisa ser aplacado com ora­ ções e penitências ou súplicas de seus filhos. mas com efeito de permanência. p. Muitos viam a Deus revelado nas Sagradas Escrituras. como o contexto mostra. e criam que o Senhor tinha formas ampliadas de suas próprias ambições egoístas e crueldades. sabendo que Ele cuidará de nós (IPe 5:7). Quando o pecado entrou. ver vol. 1257-1264). Sua natureza nunca muda (ver com. Ou. primeiro através de Sua vida terrena. que bem Deus pode encontrar em nós? Mas quando aprendemos que Deus é amor. Podemos provar por nós mesmos. pois Ele continua a ser um de nós (ver com. pois a humanidade nunca pode­ ria descobri-la por si mesma. 9). O Seu amor. de Jo 1:14.

Nisto. somente se obtém 0 verbo aqui utilizado está no aoristo. O amor. 10). 10. o grande ato de Deus não deve causar nenhuma sur­ do verbo “viver”. Enviou o Seu Filho. ele se volta para a maior ilustra­ importante (comparar o uso do termo em ção possível. Mas. O amor do ser humano por Deus não com. lho. A sublimidade do conceito de de ljo 2:2). naturalmente. Nada tem vida sem Cristo. 9. 19). 23). meio dEle". refere ao que segue. DTN. em um sentido especial. O Filho de Deus não tentou ciativa divina de nos amar. de Jo 3:16. Toda a vida deriva reza de Deus. Portanto. embora ainda man­ tivesse conexão com o Céu (ver com. 22. assim como não devemos ser parte daqueles a quem o amor foi dado faz com que o amor seja ainda mais surpreen­ (Jo 17:14. ver O pronome acrescenta ênfase no texto grego e está em contraste com o pronome "Ele”. além (cf. 9. em con­ traste com o empregado no v. de Jo 10:17. ele vê que o próprio Deus é 11. Este é o grande propósito dente. mas nunca de dentro de Si mesmo. é uma evidência de que ral à incrível afeição que o Senhor derramou o evangelho e a epístola têm o mesmo autor sobre a raça humana (ver v. João emprega a frase “ter vida”. 63. pois o sacrifício de Cristo foi voluntário (ver com. Do gr. monogenês (ver humano para ilustrar seu alto conceito de amor. Filho unigénito. De bom grado. Literalmente. pois é uma resposta natu­ de João e. Esta é a última ocorrência amor (v. pois a raça humana não tem nada que para o qual Deus enviou Seu Filho ao mundo a recomende à benevolência divina. 685). missão difícil. o que ele destaca é a inadequação do amor PP. 4:1. de Cristo (ver com. por meio de gado aqui para introduzir uma declaração definição. quando o apóstolo trata deste termo afetuoso na epístola. ljo 4:4. de a humanidade: o impulso veio inteiramente Jo 1:9. com. A palavra se Propiciação. 8). a vida eterna. 17. Ver com. com. de enviar. E empre­ de dar um exemplo de amor. Por meio dEle. pois João já havia explicado que Deus é amor (v. 18. portanto. A maravilha do amor divino reside na ini­ Ao mundo. como aqui. Vivermos. 10:10). o imensurável amor de Deus 1 Jo 3:2. amor de João dificilmente pode ser exage­ rada. A consideração por foi “do mundo”. No entanto. Ver com. hilasmos (ver com. Monogenês. Do gr. 7). 5). a única vida que tem valor per­ manente. DTN. Pelos nossos pecados. 23). pelo homem. Ele vê o amor como o maior de todos “a respeito de nossos pecados" (ver com. do v. ocorre somente nos escritos causa admiração. Ap 13:8. com.4:10 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA S99 Não em que nós tenhamos amado. Ele nos amou. esperamos. de ljo 2:2). o cristão vive “por de Rm 5:8). 12). signi­ por meio de Jesus (cf. os princípios. do v. ao lidar com a rebeldia humana (cf. Ele Se com­ prometeu a Se tornar homem e morrer pelos que também é enfático. Em seu evange­ da sua extrema necessidade. como é apli­ cado ao Filho. (ver p. de Jo 1:14). Cl 1:16. Fp 2:5-8. 8) e que. seus leitores houvessem amado a Deus. ao ato e a seus resultados contínuos. que Ele manifeste Seu atributo supremo Hb 1:3). de Jo 10:10. O “Ele” é enfático. 734 . ficando um ato completo. Ele desceu influência externa para persuadi-Lo a amar ao ambiente humano. Não houve uma salvar o ser humano a distância. que se refere ljo 5:11. de Jo 1:3. 21. mas a varia­ ção na fraseologia não implica diferença presa. Ele estava no mundo. João não nega que pecadores (ver Sl 40:8. ao conhecermos a natu­ de sentido. 9. Amados. em vez a partir de outro ponto de vista.

é aberto a mais de uma interpretação. não deveríamos amar nosso irmão. na verdade. Os comentaristas estão divididos quanto ao significado exato. No evangelho. Posto que Deus nos amou assim. Comparar com Jo 3:16. “Seu amor é. menõ (ver com. “nisso”. a pala­ vra “Deus” não está precedida por artigo. Nós. mais parecidos com Deus nos tornamos. a mais um sinal que vai dar 735 . com. ou seja. porque só Ele entre os homens já tinha visto a divindade. e nosso amor se assemelha mais ao dEle. na epístola utiliza o verbo theaoniai.1 JOÃO De tal maneira nos amou. 13. então. No texto grego. em nós. ao exercer o amor fraternal. opheilõ (ver com. Do gr. embora não possamos ver a Deus. do v. 187). de ljo 1:1). Devemos. Deus tem um lar permanente no coração que ama de verdade. “contemplar” (ver com. o amor de Deus. quando o Senhor. Amar uns aos outros. somos compelidos a imitar esse amor em relação aos nossos semelhantes. Esse é o segundo dos dois aperfeiçoamen­ tos discutidos por João. Que forma melhor pode haver de adquirir um conhe­ cimento pessoal do Senhor do que tê-Lo como hóspede permanente em nosso cora­ ção? O desejo de uma visão física da divin­ dade assume um lugar secundário. aperfeiçoado”. o que indica que João pensou na natureza e no caráter da divindade. que estamos cientes da mag­ nitude incomparável do amor de Deus por nós. Ver com. saiu e atacou um companheiro que lhe devia pequena quan­ tia (ver com. de ljo 3:11. Ver com. Ver com. termo genérico para “ver”. Seu amor. “ver com atenção”. habita com o crente. Nisto. O apóstolo nos diz aqui que. Pode ser tomado no sentido de: (1) a operação do amor redentor de Deus é perfeitamente demonstrada na vida trans­ formada do crente. Nós. Os corações se ligarão uns aos outros em amor semelhante ao amor de Deus por nós. que não é pior do que nós aos olhos do Senhor. ou (3) o nosso amor por Deus é perfeito quando amamos nossos irmãos. Recorre. de Jo 1:18. de ljo 2:5). Quanto mais dispostos estivermos de colocar os outros em primeiro lugar (Rm 12:10) e "dar nossa vida pelos irmãos” (ljo 3:16). mas chama a atenção para a extensão infinita do Seu amor e da maneira como foi demonstrado. de Mt 18:23-35). João indica um sinal pelo qual podemos reconhecer que Deus atua em nós. 10). e permanecerão firmes e corajosos diante dos seus inimigos (TM. Ou. Isto pode se referir tanto ao amor do homem por Deus quanto ao amor de Deus pelo homem (ver com. Ninguém jamais viu a Deus. não em Sua per­ sonalidade. e esse amor aumenta à medida que cada irmão procura ajudar o outro. de ljo 2:6). O primeiro (ljo 2:5) se refere àqueles que guardam a palavra de Cristo. João usa horaõ. Perto do fechamento da porta da graça. de ljo 2:6). Ou seja. Conhecemos. com o propósito de incentivar seus leitores a imitar o exemplo divino. 186. mudanças notáveis ocorrerão entre o povo de Deus. de ljo 2:5. Permanece. Aperfeiçoado. Somos instados a compartilhar um amor mútuo. A palavra para “viu” é diferente 4:13 nas duas passagens. 12. O pronome é enfático no grego (cf. ou (2) o mesmo amor que Deus mostrou ao homem é exemplifi­ cado na vida de quem ama seus irmãos. “se amarmos uns aos outros”. O enunciado completo. indigno quanto possa parecer? Recusar amar um irmão. é se colocar na posição do deve­ dor ingrato que. perdoado de grande dívida a qual nunca poderia pagar. Do gr. Se amarmos. podemos ter o Deus invi­ sível habitando em nosso coração. João não expressa alguma dúvida de que Deus nos ama. João explica no evange­ lho que somente o Filho pode revelar o Pai. indignos como somos.

Permanecemos nEle. mas era o Salvador tanto antes dom de Deus e continuaram a experimen­ como depois da encarnação. A não ser que a vontade são dadas. recebeu o Espírito Santo apóstolos. "por causa do Seu Espírito. outros aceitaram a fé através do tes­ que não agia de Si mesmo. portanto. incluindo nós mesmos. Como Salvador. um número ainda maior. porém. Mas temos um papel a desempenhar. 17. de tério cumpriam a ordem do seu Mestre (At 1:8). as pessoas no mundo. pode­ tora de Cristo. Na orientação. Isto é. ver com. O pronome embora. Assim como o Pai deu o Espírito para capacitar espiritualmente do testemunho escrito que o Filho durante Sua vida na Terra. Os apóstolos nunca a 666 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA certeza de que temos um lar permanente 736 . "o Pai esteja presente em nós. Ver com. ali). mas pelo Pai temunho no Pentecostes. do v. do v. 30. aqueles que pessoalmente tinham “Salvador". para Sua habitação. mos ver esse sinal atuando em nossa vida. Os cristãos a quem João escreveu mundo". "ver com a renovação da Terra (Ap 21:1. a palavra “Salvador" ocorre mos estar seguros de desfrutar a mesma somente mais uma vez em seus escritos (Jo 4:42) e também está acompanhada das agradável experiência. A frase completa diz grande parte. muitos mais cre­ através do Espírito Santo (ver Jo 5:19. 12:32). João e seus companheiros de minis­ pelo Seu Espírito. ram por causa do testemunho posterior dos 14:10). Nosso Salvador deixou-Se guiar igreja apostólica havia muitos que tinham pelo Espírito em tudo o que fez (ver com. de ljo 1:2). o que era suficiente. 4:1. 12). O resultado de Seu sacrifício não verbo traduzido é “ver”). a obra de Cristo incluirá acrescenta ênfase no grego. o dom de Deus será enviou Seu Filho. À medida que pode­ viram Seu Filho. 5). theaomai. A igreja cristã foi edificada. o grupo apostólico (cf. com. Testemunhamos. 9 (ver com. A forma do verbo no também nos dará o Espírito. Ele cípulos que haviam estudado a natureza de nos deu" (ver com. Nós. de Mt 1:21). por expe­ munhando” (cf. Cristo é o "Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” de uma ação passada. de Jo 3:34). de ljo 1:1. Jesus não Se tornou o Salvador por já tinham aberto o coração para receber o ser enviado. Ao assim riência. As palavras "para ser” tos a receber o Espírito Santo e ser sensí­ veis ao Seu controle. Ou. Apesar de tudo tar as bênçãos que vêm com a presença do o que João tem a dizer sobre a obra reden­ Espírito. “estamos teste­ devemos estar sempre cientes. ao final. com. [para ser] o Salvador do em vão. visto Aquele a quem o Pai enviou. Em que nos deu.4:14 esqueceram a revelação de Deus que eles em Deus e que Ele nos fez templos aptos haviam testemunhado em Jesus Cristo. 6). temos de estar dispos­ grego é a mesma do v. Se seguirmos seu exemplo. do Salvador possibilitou a salvação de todas ver também o com. e a frase diz corretamente. de ljo 3:24). A flexão do verbo grego indica os resultados permanentes se limita à era cristã. Do mundo. temos dependido sem medida (ver com. Deus se encontra no NT O Pai enviou. Temos visto. Ou. O que deter­ Deus como foi revelada na vida do Salvador mina se recebemos o Espírito e se o Espírito e tinham comparado a vida de Cristo com é capaz de nos usar é a nossa entrega à Sua as profecias do AT a respeito do Messias. 12. Embora jamais tivessem visto a Deus (v. Lc 4:18). em que o as pessoas de todas as nações (Jo 3:16. em ► ljo 2:28. Ele podia dizer Salvador. sobre o testemunho dos dis­ literalmente. palavras “do mundo" (sobre o significado de 14. "contemplar" (ver com. sido convertidos pelo próprio trabalho do de Mt 3:16. que o Deus invisível habita em nós fazer. Do gr. A morte atenção".

12:7-10). nem sempre a tarefa é tantemente rendia Sua vontade à do Pai e. já confirma­ nho dos apóstolos. 13. se esperamos que tenha valor para sobre o plano de salvação antes que possa­ os outros. influirá mais para ganhar tinham conhecido e acreditado. Devido à munhado a vida terrena de Cristo.conscientemente. 16. O pronome pode se referir A conexão entre os v. Ou. o testemunho vimos Jesus. 3:23). Nunca sua experiência estabelecida. Temos de aprender são de fé. Aquele que. 4:3. esta­ trada por nosso Senhor. devemos estar conscien­ Jo 1:14. Assim. páginas da Sagrada Escritura. João usa o nome terrestre do que essa comunhão direta com os seres Salvador porque deseja que seus leitores celestiais tem para o ser humano. 2) quando confessamos o o ato de professar Jesus Cristo é um sinal Salvador. pois a mesma constância da nossa mos confiar nossa vida eterna a ele. 6. com ça que se expressa com estas palavras in­ base na realidade de nossa própria comu­ dica que João e seus companheiros não só nhão com Deus. Gn 3:15. de ljo 1:3. Assim. Ver com. 15). Em nosso caso. v. deixa­ prova ainda maior pela qual pode saber que mos de usufruir de Sua missão como nosso Deus habita nele (cf. reconheçam Jesus de Nazaré como o Filho ele trabalha arduamente para nos roubar o de Deus (ver com. ou ao fato de que a confissão da filiação divina grupo apostólico que. 4. tade constantemente. em contraste com o de Jesus pelo crente depende do testemu­ universal "aqueles que” (v. Ap 22:17. privilégio que perdeu há muito tempo (Ap Filho de Deus. 2:5). do SI 40:8). a não ser com os olhos da fé nas do grupo merece consideração e respeito. Vamos continuar a aprender mais 737 . 12. Além comunhão com o Pai garantirá que sempre disso. 14 e 15 reside no aos que são mencionados no v. pois eles haviam teste­ dos como cristãos por muitos anos. “confessa” (ver com. cf. E claro que nossa vida deve estar em Devemos conhecer a Deus antes que conformidade com a nossa elevada profis­ possamos crer nEle. Advogado (Mt 10:32. Porém. nosso Conhecemos e cremos. procurava fazer Sua von­ Ele é o Salvador de todos os que serão res­ tade (ver com. Satanás compreende bem o imenso valor Jesus. cos de nós aprendemos a entregar nossa von­ 15. do que a apresentação mais hábil de de crer e de conhecer. a quebra da comunhão com Ele é uma nega­ confissão de Jesus pelo crente constitui uma ção do Salvador. mas Deus “permanece" em nosso de que Deus permanece no ser humano. senciais na vida cristã. 33). tanto o conhecimento como a crença se verá Cristo em nós (G1 2:20). Ele estava sempre mos prontos a aprender mais e acreditar em estreita comunhão com Deus e cons­ nisso também. Há necessidade alegria). Nm 21:9). v. 14.1JOAO 4:16 (Ap 13:8. A seguran­ testemunho pessoal de Sua divindade. Estamos propensos a ljo 3:4. e ele. 22:13. podem se aprofundar progressivamente. 2). do romper o vínculo que nos une ao Pai. Ver com. Desde que "de Deus” (v. pois ambos são es­ razões doutrinárias. Não apenas somos ços para nos separar de Deus. Por isso. Quando O negamos. Porém. mas que outros (a fim de que compartilhem a mesma continuavam a fazê-lo. gatados. de Lc 1:35. porque pou­ sam ter vivido. tes de seus sofismas e resistir a seus esfor­ Deus permanece. completa. a coração e nós permanecemos nEle. retirar nossa vida das mãos do Salvador e Confessar. O tipo de comunhão possível foi demons­ Quando acreditamos que aprendemos. não importa o tempo em que pos­ essa experiência é intermitente. E nós. §► em Deus. de Jo 3:16.

Tal amor milagroso não pode deixar de ser reconhe­ cido por seu receptor. Se “nisto” remete ao v. Desse modo. apela para a resistên­ cia espiritual que pode ser sustentada ape­ nas pela constante comunhão com o Senhor (sobre a dificuldade de se manter sempre a comunhão necessária entre nós e Deus. estamos abrigando ressentimen­ tos. 18). trans­ formou um pecador em um santo. Um cris­ tão consagrado é a demonstração mais per­ suasiva do fruto do amor de Deus. 16. Porque vivemos no amor. em grego. A forma do verbo grego enfatiza a continuidade do amor de Deus para com Seus filhos. mesmo que apenas por um breve momento. Sempre que nos mantivermos na atmosfera de amor. Satanás tam­ bém sabe disso e é inteligente o suficiente para não negar diretamente seu valor.. Esta é a única passa­ gem do NT em que ocorre esta expressão com dois artigos. Em nós [. p. "o amor conosco”. que é amor (v. A memória do que Deus fez por nós. Assim.] o amor. Aperfeiçoado. Esta frase pode se referir ao v. ele pinta com cores brilhantes muitas coisas boas. Deus é amor. e nos leva a centrar nossos pensamen­ tos nisso. com frequência consegue conduzir a mente a pensamentos nocivos quanto a nós mesmos e aos outros. 17. do que a comunhão com Ele significou. 8 segue uma declaração negativa. teleioõ (ver com. ou seja. O efeito dos artigos é 738 . Tem por nós. xvi) a variante “Deus está nele”. porém o estilo de João nesta epístola favorece a segunda. Evidências textuais favo­ recem (cf. mesmo em face de influências contrárias.4:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 899 e acreditar mais. A iden­ tificação está relacionada aqui com uma declaração positiva. Ou. enquanto no v. mas ainda muito bem-sucedida. esta inter­ pretação de “conosco” concorda com a ideia de habitação no amor. vivemos em Deus. Tais testemunhos encorajam nossos irmãos e fortalecem nossa determinação de manter a conexão entre nós e o Céu (Ml 3:16. Todos os que provaram as alegrias do relacio► namento com o Deus do amor sabem que a recompensa supera o esforço. do v. também é fortalecida quando contamos aos outros as nossas alegrias. A verdade de que Deus é amor é a base constante do raciocí­ nio de João. de ljo 2:5). E uma técnica antiga. Ambas as interpreta­ ções são possíveis. porém.. em nossas vidas transfor­ madas. Literalmente. Pode se referir ao amor de Deus por nós ou ao nosso amor por Deus. ver com. já que ele pode des­ viar nossa atenção de Deus. hem como pelas teste­ munhas de seu poder transformador. 139:17. Ver com. Do Dia do Juízo. Antes de conhecer ou até mesmo perceber o perigo. Permanece no amor. 16 ou pode antecipar a oração "para que tenhamos confiança”. a qual condiciona suas afirma­ ções categóricas. Nisto. 15). 100). atuamos naturalmente na presença de Deus. é possível que João quisesse dizer que. Do gr. o amor de Deus é conhecido e crido por meio de Seus filhos fiéis. E Deus. “tem em nós”. Ambas as interpretações se aperfeiçoam no “conosco”. em nosso caso. CBV. porém menos importan­ tes. Nossa melhor defesa consiste em con­ centrar cada dia a mente nas bênçãos que temos recebido das mãos de Deus (Si 63:6. o amor é aperfeiçoado quando enfrentarmos com confiança o dia do julgamento. “nisto" se refere ao que vem em seguida. Se. do v. 8. nele. Em vez disso. e nunca vamos entender totalmente as insondáveis profundezas do amor de Deus pelo ser humano. Permanecer no âmbito do amor a Deus e aos seres humanos. O resultado é que tanto o amor como Deus têm sido eliminados do nosso cora­ ção. depois de ter operado nele. A pre­ posição “em” indica que estamos na esfera em que o amor de Deus é revelado. 8). O amor de Deus.

mas insiste na possibilidade de ser uma Mantenhamos. e essa é a intenção clara aqui. até que todos os membros per­ 3:3. individualmente. A norma de juízo da nossa estada aqui. Do gr. Do gr. a fim de pro­ todos os crentes possuem (ver com. kosmos (ver com. Ele. e o amor é o cumprimento ser representantes de Cristo enquanto viver­ mos na Terra. de ljo 3:1-3). a igreja não pode. Pois. de At 17:31. 5. podemos ser jus­ Deus têm como objetivo comum a prepa­ tos em nossas condições atuais. Jo 5:22. As duas fases do Mundo. 3:10-18). de nência no amor e em Deus (v. ‘‘aquele [um]”. Deve-se observar. considerados e decididos. e nova­ e não ao “temor do Senhor” desejável que mente destaca a semelhança. O medo é o oposto de “ousa­ em conta que estes não poderiam evitar dia" (ljo 4:17) e não terá lugar na mente o juízo. no entanto. pois é semelhante a Cristo. porcionar segurança aos seus leitores. Argumentam que essa descrição aplicado a pessoas. No entanto. ser como Cristo no mundo. de ljo 3:2. João já havia 18. Tt 3:5. ekeinos.). parrêsia (ver com. 27.1 JO AO 4:18 699 salientar que tanto é um dia (“o dia”) ou um realizações imperfeitas. João se refere salientado a semelhança do cristão com o aqui ao medo covarde (ver com. cristão neste mundo. não tem lugar no 739 . ljo 2:15). de Rm 8:15) Salvador (ver com. Quandoaltruísta. E a pes­ rência a Deus Pai. 9). Brooke diz ao semelhantes ao Juiz não precisam temer o comentar este versículo: “O medo. 7. O pensamento de Cristo soa que. grandes propósitos do amor. de At 9:31. Aqueles que são verdadeiramente do cristão. A segurança não está nas próprias essencial mente egoísta. que é juízo. Rm 2:16). etc. assim como Jesus é eterna­ pelo ser humano e o amor do ser humano por mente justo em Sua esfera. A expressão •« ração do ser humano para enfrentar o dia “neste mundo" implica o caráter temporário do juízo com confiança. tendo 2Co 5:11. Alguns confiança do cristão. o aperfeiçoa­ que essa descrição do nosso ser como Cristo mento do nosso amor é um processo essen­ no mundo está condicionada a nossa perma­ cial e indispensável. de Ap 14:7. de trabalho de julgamento (ver com. finido. Como Allan E. portanto. como embora o contexto imediato sugira uma refe­ um todo. ele se recusa a adiar a bém se preparassem para essa hora terrível semelhança com Cristo para um futuro inde­ (ver com. tenha chegado ao dia do juízo. 2Pe 2:9). mente se refere a Cristo nesta epístola (ljo 2:6. Tão firmemente como e seu propósito era que seus leitores tam­ qualquer escritor do NT. Confiança. E por Salvador em relação ao juízo (ver com. mas sugere que devemos é a lei (Tg 2:12). esse pronome uniforme­ só pode ser aplicada à igreja como um todo. Não existe medo. de meio de tais pessoas que o Senhor edifica a Sua igreja na Terra (Ef 2:19-22). 16). Também nós somos. Embora o pensamento de João 20:11-15) não estão sob consideração aqui. de 2Co 5:10). mas no caráter impe­ tempo definido e que há um grande julga­ cável e no sacrifício propiciatório de Cristo. de Fp 3:9. 16). Do gr. Referência a um dos realidade presente (ver com. pode ser habitada acudiu à mente de João devido à obra do ou inspirada por Deus e guiada por Ele. ele está prin­ João estava à espera de comparecer perante cipalmente preocupado com a conduta do o tribunal de Cristo (cf. 7:1). quando confrontado creem que essa descrição não pode ser apli­ com o pensamento do dia do juízo. E o amor que nos liga ao Mestre que nos torna seme­ ljo 2:28). maneçam no amor. O amor de Deus João declara que. Ele pode cada aos membros da igreja. pois ninguém permanece continuamente no âmbito do amor ter confiança. da lei (Rm 13:10). com. mento (“o juízo") em que todos os casos são seu Salvador (ver com. Assinala a razão definitiva para a lhantes a Ele (ljo 2:7-10.

Não tememos o homem. e não precisa dele. Amar alguém que já nos ama não é incomum. Rm 10:9). Lança fora. O medo. Primeiro. Rm 5:8. Odiar seu irmão. decorrente de uma vida passada de forma errada. de ljo 2:4). que está centrado em Deus. Evidências textuais (cf. “por outro lado. “correção”. Os dois não podem existir lado a lado” (The International Criticai Commentary. 125). de ljo 1:6). 19. mas também em uma atitude geral de amor de nossa parte. 17). quem teme demonstra que ainda não está aperfeiçoado no supremo amor do qual o apóstolo fala. Do gr. o amor perfeito”. que em sua perfeição envolve com­ pletamente a autorrendição. A referência é ao temor que é fruto da impiedade. uma declaração mais ampla e talvez mais impor­ tante do que “nós O amamos”. João emprega novamente esta frase hipotética com a qual « suaviza as repreensões implícitas (ver com. E fácil fazer esta afir­ mação verbal. cessa o medo de Deus e do homem. Quando o amor está perfeitamente desenvolvido e livre de todo traço egoísta. o perfeito amor. e nosso temor muda de um medo apavorante de um Deus poderoso e vingador para um temor “límpido” (SI 19:9). A palavra “amor" ocorre três vezes neste versículo. Não tememos a Deus. Aquele que teme. para além de qualquer penalidade que o futuro possa nos reservar (cf. com. Ou. Se alguém disser. 255). o desenvolvimento é possível. de Hb. Ele está sempre conosco nas provações e nos perigos (Is 43:1-7. o que é natural. 124. The Johannine Epistles. A frase em seguida diz: “nós amamos". e ninguém exerce qualquer boa qualidade que não proceda do Senhor. João mostra o que ele quer dizer quando utiliza o verbo “odiar”. O amor perfeito. mas não é suficiente. começa­ mos a amá-Lo. menos tememos. Felizmente.4:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA que não seja para o nosso bem final. de quem não quer decepcionar um amigo. Se Deus não tivesse nos amado primeiro. não pode tolerar o temor servil. Fazer profissão de fé com palavras é natural e necessário (cf. na segunda 740 670 amor. Deus é o originador de todo bem (Tg 1:17). com. Não é aperfeiçoado. xvi) atestam a omissão deste pronome. “pena”. Um exame da qualidade do amor de uma pessoa por seus irmãos revelará muito a res­ peito da autenticidade do seu amor a Deus. Como não há temor no amor. João nunca deixa de se maravilhar com a primazia do amor de seu Pai celestial e quer tornar seus leitores igualmente conscientes de sua admiração (cf. quem será contra nós?” (ver com. p. Hb 3:6). traz a sua pró­ pria punição imediata. e não ao temor reve­ rente que os verdadeiros adoradores sentem por seu Criador. Teríamos sido abandonados no pecado e sentiríamos ódio em vez de afeição. de Rm 8:31-39). devido ao imenso amor divino que temos experimentado em nossas vidas. Amaremos continuamente a Deus e a todas as criatu­ ras. Tormento. pois “se Deus é por nós. A medida que aprendemos a conhecer o Senhor. Amo a Deus. 2Co 5:18-19). “castigo”. pois sabe­ mos que o amoroso Senhor não permite nada . O (ARC). 20. não seríamos capazes de amar. como equivalente de “não amar". Aquele que verdadeiramente ama não tem medo de Deus e não precisa temer as artimanhas dos homens (Mt 10:28. O após­ tolo fala do amor cristão que já foi aperfei­ çoado (v. 27). Quanto mais crescemos no amor. p. Poderia também estar se refe­ rindo aos falsos mestres (cf. mas o apóstolo mostra que é igual mente fácil colocar à prova a verdade dela. kolasis. Antes. 10:26. Rm 8:28. porque sabemos que Ele é amor. mas João afirma que o amor de Deus por nós resultou não só no nosso amor recíproco por Ele. Ed. Essa profissão deve ser compro­ vada pela atitude em relação aos semelhan­ tes.

Isso não significa que o amor pelas pes­ soas seja o primeiro em importância. esta frase parece se referir a Deus. CBV. 320 12-DTN. expressa seu pensamento (cf. 466. Como pode [. T6. O escritor acaba de demonstrar que aquele que não ama a seu irmão não pode amar a Deus (v. 21. 59. com frequência. 283 741 8-13-TM. de ICo 7:6. Para a mente humana finita é muito mais fácil amar o que pode ser visto do que o invisível. PP. odiar significa pre­ ferir a si mesmo acima do outro. João argumenta que não pode­ mos ter o maior sem o menor. T8. ele diz: “E isso vos digo como con­ cessão" e em outro. é mais importante amar a Deus do que amar um irmão. Este é o equivalente a odiar. T5. ljo 1:5. não eu. Por outro lado. Ev. 12. 31 11 . 179. Este mandamento. p. CC. 505.PJ. que é a forma ativa de não amar (ver com. xvi) favorecem a expressão "não pode amar" (ARA). Ame também seu irmão. que é amor. João dá um teste sim­ ples pelo qual podemos saber se amamos a Deus. A quem vê. Ver com. referindo-se a um man­ damento específico. não permanece em nós. somos deliberadamente mentirosos (ver com. com frequência. Se Deus. 85 7. 5-TM. 17). menciona o Filho desta maneira (ver com. nem o menor sem o maior. FEC. Em outras passagens da Bíblia. vii 3 -T4. O fato de João recorrer à autoridade de um mandamento específico de Cristo pode ser comparado ao de Paulo em seu conse­ lho aos coríntios em relação a determinados problemas que afetam o casamento. 20). 33. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. TM. 429. Aquele que não experi­ mentar a menor afeição por seu irmão não pode esperar alcançar o sentimento mais sublime de amar ao Deus invisível. 245. E mentiroso. Se falhamos no teste. Em um exemplo. é provável que João esteja se refe­ rindo à definição do primeiro e do segundo mandamentos (Mc 12:29-31. MDC. de ljo 2:4). 28. MDC. 460. MCH. Que não ama. O autor destaca aqui que o amor pelas pessoas é o cumprimento da ordem de Deus por parte dos que O amam.]?(ARC) Evidências tex­ tuais (cf. Embora a Bíblia não contenha nenhum mandamento na forma citada. 551. T7. ou amar o próximo menos do que se deve amá-lo (ver com. pois pratica o atributo essen­ cialmente característico de Deus (ljo 4:8). A quem não vê. 315. 283. WHITE 1 . 548.) de forma positiva. DTN. 139. 49. T8. 456. do v. 265. não podemos amar nosso irmão. comparar com Dt 6:4. Por isso. CC. CPPE. de Lc 14:26). 316. mas nosso amor é mais facilmente provado 4:21 por nossas atitudes com os seres humanos do que por nossa conduta em relação a Deus. MCH. FEC. 638. etc. João. 242 8 . "ordeno.I JO AO metade do versículo. Da parte dEle. Tl. 189 7-DTN. nesta epístola. 268. 54. TM. 80 4. 5. de ljo 3:14. T2. ou até mesmo o primeiro em sequência. 135.816. 10). 173. 20). de ljo 2:27). T5. . O apóstolo mostrou que odiar a um irmão e amar a Deus são coisas incompatíveis (v. 15:12. 334. Porém. 8 -T2.PJ. Então. mas. mas insistimos em que temos sido aprovados.. Lv 19:18). 245. 10. 137 7-11 -AA. 15). aquele que ama seu irmão ajuda-se a amar a Deus. Amamos a Deus e as pessoas. Ele também pode ter citado por memória a instrução do Salvador (Jo 13:35. T8. 6. 77. 285 5-T5. 271..GC. 211. 94 10-AA. Em seu contexto imediato. mas o Senhor” (ver com. SL.

em em Seu Filho. guardai-vos dos ídolos. se sabemos que Ele nos ouve quanto o mundo. nascido de Deus. Há pecado para bém com a água e com o sangue. 363. Este é o verdadeiro Si. MCH. 257. PJ. Deus O faz mentiroso. 115.T3.466 «3 Capítulo 5 1 Aquele que ama a Deus. 528 17-TI. MJ. a fim de saberdes de Deus: quando amamos a Deus e praticamos que tendes a vida eterna. 15 E. 742 . FEC. porque não crê no teste­ 21 Filhinhos. 531 17. Jesus Cristo. que Ele dá acerca do Seu Filho. a vós outros que credes os Seus mandamentos. a água e o sangue. 2 Nisto conhecemos que amamos os filhos 13 Estas coisas vos escrevi. 22. 5 Quem é o que vence o mundo. 54 20. para morte. 85.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA T5. ora. nhecermos o verdadeiro. 59 20.DTN. e esta vida está no Seu Filho. SL. e por esse não digo que rogue. 18-AA. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem. 9 Se admitimos o testemunho dos homens. 3 que são leves e não penosos. o 20 Também sabemos que o Filho de Deus é testemunho de Deus é maior. aque­ O gerou também ama ao que dEle é nascido. 9 Jesus é o Filho de Deus. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu 1 Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é a vida eterna. senão aque­ 16 Sc alguém vir a seu irmão cometer peca­ le que crê ser Jesus o Filho de Deus? 6 Este é aquele que veio por meio de água e san­ do não para morte. 816. Ele nos ouve. ama Seus filhos e guarda os Seus mandamentos. e esta é a vitória que vence o mundo: ao que Lhe pedimos. este é o teste­ vindo e nos tem dado entendimento para reco­ munho de Deus. gue. 17 Toda injustiça é pecado. que fazemos por nós mesmos e pelos outros. munho que Deus dá acerca do Seu Filho. e o Maligno não 8 E três são os que testificam na terra]: o lhe toca. 552 19 -AA. 4 porque todo o que é nascido de Deus vence Sua vontade. 137 16-AA. CC. 384. mas tam­ aos que não pecam para morte. DTN. 283. se pedirmos alguma coisa segundo a mentos não são penosos. pedirá. E o Espírito é o morte. Aquele que não dá crédito a Deus e a vida eterna. 21 -T3. a Palavra e o Espírito Santo. e estamos no verdadeiro. 560. c Deus lhe dará vida. 551. e os três são unâni­ 19 Sabemos que somos de Deus e que o mes num só propósito. MDC. e há pecado não que dá testemunho. 18. o testemunho. 42. 60 21. 3 Porque este é o amor de Deus: que guarde­ 14 E esta é a confiança que temos para com mos os Seus mandamentos. ora. T3. 105. 7 Pois há três que dão testemunho [no Céu: 18 Sabemos que todo aquele que é nasci­ o Pai. capaz de nos salvar e 14 de ouvir as nossas orações. Espírito. mundo inteiro jaz no Maligno. antes. 505. e todo aquele que ama ao que 12 Aquele que tem o Filho tem a vida. c estes três do de Deus não vive em pecado. porque o Espírito é a verdade. Aquele são um. 287. Jesus Cristo. não somente com água. em o nome do Filho de Deus. que nasceu de Deus o guarda. 281. MDC. temos os pedidos que Lhe temos feito. estamos certos de que ob­ a nossa Fé. le que não tem o Filho de Deus não tem a vida. os Seus manda­ Ele: que. T8.

Do gr. Há.1 JOAO 672 1. ou acreditar no nome de Seu Filho Jesus Cristo e amar Filhos. "difí­ irmãos. do v. por isso reforça sua ligação de amor a Deus e obediência aos Seus manda­ mentos. 13). como amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo (Lc 10:27). Os mandamentos de Deus podem ser expressos de várias formas. 16). xvi) a variante "observam os Seus mandamentos”. Nisto. ou "o Messias” (ver com. ver com. de ljo 2:22). 9). Praticamos os Seus mandamentos. Ele apresenta essa relação em seu evangelho. O cristão também controla seus outros afetos. é de suma importância ceis de guardar” (comparar o uso da pala­ para o crente cultivar um amor genuíno para vra em Mt 23:4. 4:1. por vezes. não há dúvida de que o apóstolo trata do nosso amor a Deus (ljo 5:2). 15:10).1). 3. 16). isto é. 2.23. “quem". O Cristo. de ljo 2:3. “O Ungido”. mostrando que um implica e exige o outro (sobre a relação entre amor e observân­ cia dos mandamentos. Ver com. como no iní­ cio do versículo. de ljo 2:29. então o apóstolo mostra como descobrir se ama­ mos ou não os filhos de Deus. Essa diferença influi muito pouco no signifi­ cado básico do texto (ver com. Ou. 10. “aquele que foi gerado". tekna (ver com. de ljo 2:3. porém aqui. portanto. o que contribui para o desenvolvimento simétrico do cará­ ter cristão. Do gr. de Jo 14:15. um membro da mesma família do crente. 17. até este versículo. p. 1 a 12 tratam da fé que produz vitória e vida eterna. João havia demonstrado como podemos saber que amamos a Deus (ljo 4:20. Seus mandamentos. Ver com. Referência ao que se segue. mandamentos. A forma substantiva (“amor") ocorre pela última vez no v. 22:36-40. e afirma que eles também amarão todos os outros membros da família em que foram gerados. 4:9). de ljo 2:5. Por isso. deve ter a certeza de também amar seus Penosos. Ou. de Mt 1. João pode ter sentido não haver apresentado com clareza a estreita ligação entre amar a Deus e obedecê-Lo. 3:9). E nascido de Deus. 5:3 da qual todas as outras qualidades desejáveis fluem incessantemente. Aquele que ama a Deus Rm 13:8-10). que são nos­ sos irmãos. riência do cristão. Que crê. de ljo 3:4. de Mt 22:3739. 6. 3:4. Todo aquele. Todo aquele. Afinal. Os v. mas. O amor de Deus. 29. João assume que os que são gerados de Deus O amam. 3:16. um irmão na fé que nas­ ceu do mesmo Pai celeste e é. a palavra "amor” ou “amar” é utili­ zada 50 vezes. ocupa uma posição-chave no pensa­ mento do autor. 3. Rm 13:8.21. os dez mandamentos Quando amamos a Deus. "nasceu de ► Deus” (ver com. “pesados”. amar a que o amor a Deus é fundamental na expe­ Deus e ao próximo (Mt 19:17-19. de ljo 3:23. bareis. 3). ocorreu somente três vezes nesta epístola (ljo 3:23. de Jo 1:12. 15). O verbo "crer". Ou. 2). e nos v. ou obedecer aos dez Rm 8:14. 4:2. Porque. João ensina são a ampliação dos dois preceitos. Ocorre sete vezes neste capítulo (aqui. O que dele é nascido. At 20:29. 21). mantendo-os puros e bem equilibrados. os mandamentos de Deus não são 743 . A negação da divindade de Jesus é um dos sinais de heresia (ver com. desta vez. Ver com. 23. Para o com o Criador: isso é uma fonte inesgotável cristão. 25:7). ao citar textualmente o ensi­ namento de Cristo sobre o tema (ver com. 15. Em con­ traste. Esta palavra introduz o motivo da declaração anterior (v. Evidências textuais favorecem (cf. 5. Acreditar que o homem Jesus de Nazaré também é o Messias é acei­ tar o plano de salvação (ver com. Conhecemos. os irmãos (ljo 3:23). a dúvida se esta frase significa o nosso amor por Ele ou o Seu amor por nós (ver com.

Aquele que veio. cristã como a prova de uma genuína vida No grego. Crê ser Jesus o Filho de Deus. de ljo 2:22. "aquele nascido resiste ao tentador. 5. tentamos o que parece impossí­ Todo o que é. Nike ocorre somente aqui no NT. a vitória de Cristo sobre o seguir Seu conselho. pistis (ver com. mos para progredir. Como “a não são um fardo cansativo e desgastante. que­ ria na nova vida pode ser contínua. Se esperássemos pelo nos que têm sua origem em Satanás. Do gr. de ljo 3:9. ou seja. Fp 2:13). nada Nascido de Deus. Nova­ mas era comum no grego clássico e era o mente João afirma a verdade central da igreja nome da deusa grega da vitória. a quem João se refe­ como “esta é a vitória que vence o mundo”. Quem é o que vence. e o próprio Deus provê diabo. Sempre rer agir e depender dessas promessas.que essa força possa nos ajudar. Senhor para nos levantar do pecado. Fp 4:13). que pode ser traduzido 3:23. "conquistar” (ver “vence" tornará a nossa confiança e mais fé obtere­ abaixo). O tempo passado do verbo parece referir-se riu no v. pois a obediência é o resultado do haver uma referência mais distante à grande vitória que permite aos cristãos conquistar amor. 5. nikaõ (ver com. 4. mais forte se Vitória. se levantar. nossa fé” nos capacitará a vencer o mundo? Para o ser humano sem ajuda. Jesus. uma vez que o apóstolo está histórico da encarnação. Aqueles que amam a Deus encon­ tram alegria em cumprir Suas ordens e em o mundo. João está prestes a dar mais Esta é a única ocorrência desta palavra no um motivo pelo qual as exigências de Deus evangelho e nas epístolas de João. elas são impos­ João dá a resposta no v. 386. mos nas promessas de Deus. kosmos (ver com. o verbo “vir” é usado de forma significativa em falando da fé que eles têm. de ljo 2:13). o (cf. O texto origi­ derrotado (Tg 4:7). nikaõ (ver com. mas que impulsiona a uma ação posi­ tiva. Quanto mais confia­ 2:15). de Hb 11:1). 6. Nos evangelhos. Ou. para enfatizar a vel (Jo 5:5-9). mas esse não é o pensamento central poder para observar a Sua lei (ICo 10:13. nikê. Vence. vras nikê e nikaõ. Do gr. 4:1-3). 23. escolher. Ele pria da vitória do Salvador sobre o mundo participa da natureza divina (2Pe 1:4) e se e a reproduz na vida do crente. 123). Do gr.5:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA pesados. Também pode 744 . Nossa fé deve se apropriar das A forma do verbo no grego mostra que a vitó­ promessas divinas e desejar. Essa fé se apro­ sas são possíveis (Mc 11:22-24. de João neste versículo. Assim como foi ordenado ao paralítico DTN. de ljo 2:13). no poder do Céu. 5. Ver com. Quando a nossa vontade esco­ natureza abrangente da verdade que expressa lhe se levantar da escravidão do pecado. Não é uma fé que se limita a um assentimento men­ firma nos mesmos recursos que sustenta­ ram a Cristo em Sua vida terrena (TM. o cristão recém. Do gr. mas para o que a fé à qual se refere é aquela que aceita cristão nascido de novo (Jo 3:3) todas as coi­ Jesus como o Filho de Deus. de nikaõ. Fé. o adversário é que continua a conquistar”. tal. Porque. “conquistar a vitó­ ria". Vence. em que afirma síveis de se cumprir (Rm 8:7). A fé Mundo. de ljo aumenta com a prática. João 3:6). Este. João pode ter usado esse termo em vez de “quem”. Uma referência ao fato ao momento em que os crentes romperam com o mundo. há um jogo interessante nas pala­ cristã vitoriosa (ver com. aconteceria. Ou. Do gr. nal denota contínua vitória sobre o mal. para que. Todo princípio correto provém poder de Deus que dá a vida se manifesta de Deus e pode vencer os princípios munda­ em cada fibra moral e nos permite realizar o que desejamos pela fé.

. “testemunhar". 19:15. 9). 745 674 relação à encarnação de Cristo (Mt 5:17. e a soma total de Sua revela­ ção é a verdade. quando o Espírito testifica que Jesus de Nazaré é o Filho de Deus. 5. Alguns dos que estavam perturbando a igreja aceitavam o batismo de Jesus. 10:34. João estivesse pensando no incidente na cruz. no início de Seu batismo. O texto grego implica que o testemunho está sendo transmitido de forma contínua. acreditando que esse evento marcou o momento em que a divin­ dade entrou na humanidade. mas negavam a morte do Filho de Deus. 11:3. Imedia­ tamente depois de ter o pecado cortado a comunicação direta dos seres humanos com Deus. isto é. O significado principal das simples palavras de João deve ser que a vinda messiânica de seu Mestre foi confirmada publicamente. Fp 2:5. 28. 6) e “tes­ tificar” (v.” Martureõ é tra­ duzido como “dar testemunho" (v. 687. Além disso. 8). mas o uso do preté­ rito “veio” e o fato óbvio de que o apóstolo se refere à encarnação. O maior propósito de todas as profecias é levar as pessoas a Cristo como o Redentor. IPe 1:11). etc. João enfatiza a importância tanto da água como do sangue para a correta ◄ compreensão da divindade de Jesus Cristo (cf. em seguida. por Seu batismo. exi­ gia o testemunho consistente de duas ou três testemunhas antes de se tomar uma ação em certas disputas legais. Seu testemunho é definitivo e não pode haver outro maior. João cita três testemu­ nhas em apoio da divindade de Seu Mestre (IJo 5:5. A prática hebraica. 26. 7:27. 6. 1013). Ao longo da história do mundo. seria estranho se uma testemunha ocular desse evento comovente não se lembrasse da cena. Esses dois eventos são marcos em Seu ministério sacri­ ficial e O identificam como o Filho reden­ tor de Deus. Por meio de profecias orien­ tadoras. 9:13. Por meio da água e sangue. o Espírito Santo dá um testemu­ nho mais eficaz do Salvador e merece o título de “Espírito de Cristo" (ver com. Que dão testemunho. de Jo 14:17. etc. Portanto. E possível que. acreditando que a divindade e a humanidade se separaram 5:7 . 31. pois todo o Seu testemunho é verdadeiro. Pois há três. Na verdade. “veio por água e sangue”. Do gr. Alguns viram nas palavras de João uma referência aos sacramentos cristãos do batis­ mo e da ceia do Senhor. E o Espírito. Jesus Cristo.). uma das principais tarefas do Espí­ rito Santo tem sido dar testemunho do plano de salvação e do Salvador. A apli­ cação básica destas palavras é facilmente percebida quando se tem em mente que João fala da encarnação. se opõem a tal interpre­ tação. 3:2. O testemu­ nho do Espírito pode ser recebido com com­ pleta confiança. 688). quando “sangue e água” fluíram do lado traspassado do Salvador. “sangue” nunca é usado em outro lugar para se referir ao sacramen­ to da ceia do Senhor. Aqueles que acreditam em Sua divindade não podem ignorar qualquer um desses acontecimentos. O Espírito é a verdade. ver com. p. “testificar. isto é. garantindo a seus leitores a confiabilidade de sua declaração. Não somente com água. Portanto. o Espírito Santo tornou-Se o contro­ lador dos mensageiros humanos inspirados. Jo 1:11. mas ainda não se pode dizer que Jesus. martureõ. e no fim pelo derra­ mamento do Seu sangue na cruz. pela sua crucifixão. ao escrever as palavras “por água e sangue”. Sobre o significado deste nome. com base em Deuteronômio 17:6. 7. de Mt 1:1. e pelo “san­ gue”. garantindo que as mensagens divinas fossem entregues e registradas de uma forma que assegurasse o cumprimento de sua finali­ dade (2Pe 1:21). Jesus veio "pela água”. que só Ele registra (Jo 19:34). vol.1JOAO antes da morte na cruz (ver p. Lc 7:19.

O testemunho de Deus é maior. de Deus? No entanto. O Espírito. Se admitimos. E três são os que testificam na escuridão sinistra e o terremoto.5:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA No Céu. E os três são unânimes. e estes nobre e calma dignidade. 687). que muitas vezes aceitam o o Espírito Santo. e o sangue: e esses três com os eventos representados pela água e estão de acordo. isto é. p. Literalmente. em vista da evidência esmagadora con­ ram a ir após diversos falsos messias que ofe­ tra a Sua autenticidade. crito grego anterior aos séculos 15 e 16. 130. João se refere ao reconhecimento testemunhou a João que aquele que fora de Seu Filho por Deus durante a vida ter­ batizado era o Messias divinamente desig­ rena de Cristo. Quando Cristo (cf. Ninguém pode ser con­ seu caminho para o texto grego somente nos sistente em sua crença em Deus. O apóstolo agora recapi­de que Deus testificou a filiação de Jesus tula seu testemunho. O tes­ Vulgata. 7 e 8 é a naram os espectadores com Sua divindade seguinte: “Porque três são os que testificam: (Mt 27:45-54). 9. 17). João salienta que as manuscrito grego que as contivesse.” O texto como se apresenta pelo sangue (ver com. na forma de uma pomba. Evidências textuais apoiam ao Seu Filho (Mt 3:16. mas coloca o Espírito deve ser testemunho suficiente para conven­ no topo da lista. seu apoio é sem valor reciam promessas de vitória sobre o odiado e não deve ser usado. o A Catholic Commentary on Holy Scripture admite em relação a essas palavras: temunho de Deus é superior. Por que então eles não aceitam o *5 que as edições posteriores da Vulgata incluí­ testemunho ainda mais confiável que vem ram a passagem pelo erro de um escrivão. e o próprio Deus proclamou o louvor 746 . sem tam­ séculos 15 e 16” (Thomas Nelson and Sons. Diz-se que Erasmo se pessoas cressem nEle e fossem salvas. que se recusaram a seguir a Jesus começa­ mas. bém crer em Seu Filho. 131). mas por­ “Geralmente. 1186). considera-se que esta passa­ gem. havia aqueles que que inseriu um comentário exegético margi­ preferiam crer nas pessoas a crer em Deus. de IJo 5:6) para afir­ na ARA não se encontra em nenhum manus­ mar que Jesus era o Filho de Deus. impressio­ terra". chamada de Comma Joanina. e Erasmo incluiu lhantes quando cumprem as condições legais a passagem em seu texto. o Pai. Este é o testemunho de Deus. p. as três tes­ caminho nas Bíblias a partir do século 16. não só porque se trata daquele que nunca mente. Uma pessoas aceitam o testemunho de seus seme­ biblioteca em Dublin produziu esse manus­ crito. Assim. auxiliado pela três são um. xvi) a omissão da variante “no céu: derramou Seu sangue na cruz. A variante resultante dos v. Quando Jesus foi batizado. As palavras mencionadas encontraram seu “os três são apenas um”. é um bri­ que se trata do Único que é plenamente qua­ lho que penetrou no antigo texto da Vulgata lificado para testemunhar sobre a filiação de Latina em uma data antiga. conhecido como 34. Seu porte o Pai. e o Espírito Santo. O fato 1951. Muitas das pessoas utilizadas em apoio à doutrina da Trindade. temunhas têm o mesmo objetivo: dar teste­ através do texto grego do NT de Erasmo (ver munho da divindade de Cristo. e a água. para que as vol. Apesar de aparecer na poder romano. 5. a Palavra. Eles davam ouvidos às teorias e solismas dos nal no texto da Bíblia que estava copiando. ou seja. As palavras em litígio têm sido amplamente gnósticos (ver p. e Seu testemunho contínuo nado. o Espírito operava o Espírito. 8. p. mas encontrou Jesus. testemunho menos confiável de seus seme­ lhantes. Foi ofereceu para incluí-las em seu Testamento com este propósito que João escreveu seu grego se lhe fosse mostrado pelo menos um evangelho (Jo 20:31). Acredita-se hoje exigidas. cer as pessoas.

temunha de Deus no passado. Ou. tendo fé na obra redentora do Salvador Testemunho. aquele que João analisou a natureza última de toda des­ continuamente crê que Cristo é o Filho de crença que é a rejeição inclusive do Pai. cujo efeito E necessário recordar ao mesmo tempo ainda continua. No. com a palavra “crer" com mais que ele não tem crido". de Jo 1:4). quando o crente recebe o dom da vida nossas forças a Deus. de Jo 1:12. Senhor. O testemu­ sentimentos como a nossa relação com Deus. com. Em tais Deus nos deu. marturia. Aquele que crê. Jesus nos sentiremos confiantes em nossa comu­ Cristo. Uma clara repeti­ frequência do que todos os outros escritores ção de que os que descreem e rejeitam a do NT juntos. Saberá. que Jesus é tudo o que as do v. 10. cialmente perto de Seus filhos (Is 43:2). riência pessoal. Essa crença é uma forma de divindade de Cristo são culpados. (cf. seis vezes no texto original (ver com. Não que o homem possa sitória e flutuante não pode exigir o cum­ fazer Deus mentir. 11 vezes estão nos v. que chega a ser declaração anterior. de ljo 1:2. de Jo 3:16). Aquele que tem uma convicção tran­ Mentiroso. deve se basear em princípios. o Senhor prometeu estar espe­ referência ao ato histórico da encarnação. haverá momentos em que através da pessoa do Filho de Deus. E o testemunho é este. “testemunhar". porém. não em senti­ com. e à validade dessa crença. portanto. Ver com. Do gr. 23).1 JOÃO 5:12 cia íntima relação que existe desde a eterni­ de seu Filho é uma recusa a crer em Deus dade entre o Pai e o Filho. manured. "teste­ (cf. Escrituras dizem sobre Ele. o testemunho em nosso coração é nho de Deus. destas. por­ a descrença. na fortalecido também (ljo 3:24). Aquele que tem uma fé viva em Dá. apegar-nos com todas são. Manured ocorre sete vezes. Em sua forma penetrante. “por­ ção específica. que é perigoso confiar exclusivamente em 11. tanto em grego como em é facilmente derrubada. 167). Tem o Filho. Pode­ ver com. Essa crença não O tempo verbal. ríamos ter esperado João dizer: “não crê 12. mesmo quando os sen­ eterna (ver com. de Jo 3:16. mas ele pode fazê-Lo pas­ primento dessa promessa ou dizer que ela sar por mentiroso ao afirmar que o testemu­ está invalidada. pessoa de Seu Filho. com ocasiões. ljo 2:22. indica que a referência é a tes­ res ataques do inimigo. cf. Do gr. munhar". nho consiste no dom divino da vida eterna Com frequência. mentos (Tl. À medida que a fé se for­ Esta vida. “concedeu”. Significa ter 747 . 6 a 11. "dar Jesus terá um testemunho íntimo quanto testemunho". que é "a vida” (Jo 14:6. Literalmente. a verdadeira natureza de toda sobre a verdade do testemunho de Deus. por expe­ marturia. Que não dá crédito a Deus. 5:24). Ou. Esse dom é o mais eficaz de todos os nhão com o Senhor. também haverá testemunhos da verdade de Deus. dias quando a dúvida nos assaltará. uma vez que ele sabe que a recusa Salvador. 7). Ter o Filho significa no Filho de Deus". mas o apóstolo é mais para nós tudo o que Seu nome significa: profundo. Deus. Do gr. de Jo 1:12). assim. eis. Ele nos deu a vida eterna. Uma nova parte do testemu­ talece. “em" João usa essa preposi­ Porque não crê. ou à conver­ Devemos. João des­ se aproximar de Cristo em firme confiança venda. pode resistir aos pio­ português. Em si. nho de Deus não é verdadeiro. A vida cristã A vida eterna. com os eventos associados a ela. o ungido para ser o nosso em aceitar o testemunho do Pai acerca Rei (ver com. como a negativa de sua crer nEle de tal maneira. tanto. timentos nos digam o contrário.

em direção a Ele (ver com. Esta é a finalidade específica para a qual João escreveu a seção anterior de sua carta (v. No entanto. a frase ainda define “vós”. mas como “o Filho de Deus". Ef 3:17. Que credes. de G1 2:20. Dessa forma. que aqui talvez seja usado em sua principal acepção de "liberdade de expressão" (ver com. ter harmonia entre os irmãos (Mt 18:19). Essa vida começa com o novo nascimento do cristão e continua no mundo vindouro (ver com. coloca ênfase na verdadeira ori­ gem da vida que o Filho concede: essa vida provém de Deus (ver com. Segundo a Sua vontade. xvi) a omissão des­ tas palavras e do restante deste versículo. Ou. Do gr. Nosso onisciente e bondoso Senhor sabe o que é para o nosso bem. Deve-se notar que. e implica plena convicção. Os que cultivam a amizade de Jesus chegam a parti­ lhar do Seu caráter. 11. Ele deseja que Seus filhos tornem essas neces­ sidades conhecidas a Ele em nossa própria linguagem. de Jo 8:51. de Jo 5:26). Portanto. Escrevi. e dispõe de Sua graça e poder para a promoção da nossa felicidade e salvação (ver com. xvi) colocar a frase “aquele que crê no nome do Filho de Deus" depois de. 13. Essa segurança é muito ampla. Parece que a fé dos leitores de João estava em perigo de enfraquecimento. Estas coisas. Ao reafirmar esse propósito. O restante do versículo é muito semelhante à declara­ ção de propósito que João faz em seu evan­ gelho (Jo 20:31). Confiança. ter o Filho é garantia de ter a vida que jamais termina. Como o Pai decidiu dispo­ nibilizar a vida eterna apenas por meio de Seu Filho (Jo 1:4. Evidências textuais favorecem (cf. ele novamente impressiona a mente de seus leitores. a von­ tade do Filho. Para com Ele. Um pensamento semelhante ocorre antes no versículo. Ap 3:20). Embora o Senhor conheça todas as nossas necessidades antes de as expressarmos. p. “a fim de saberdes que tendes a vida eter­ nal". Seu desejo de nos redimir é muito mais firme do que é o nosso (G1 1:4. 14. a vida eterna a que se refere o v. e ele se esforçava para fortalecê-la. Tem a vida. 748 . de ljo 2:28). de lTs 4:3). Isso introduz a “confiança" da qual João acaba de falar. Isto é. guardar os mandamentos de Deus (ljo 3:22 ).5:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a Cristo habitando no coração como hós­ pede que recebe a honra suprema (ver com. A referência é ao con­ teúdo de toda a epístola até este ponto ou ao conteúdo de 1 João 5:1 a 12. deduz-se que aqueles que rejeitam o Filho rejeitam a única fonte de verdadeira vida. Ou. Apenas a condição de que nossas petições estão em harmonia com a Sua vontade é aqui mencionada. mas também pode ser apli­ cada a toda a epístola. Nosso desejo de ser salvos não é mais ardente do que o desejo que Cristo tem de nos salvar. e assim se introduz o tema da oração. p. 4). O texto grego sugere que o conhecimento aqui referido é intuitivo e absoluto. 17:2). Os pen­ samentos de João acerca da posse da vida eterna e a crença no Filho de Deus suge­ rem a confiança que o crente pode ter ao se aproximar do Filho. Não tem. Desse modo. como se o apóstolo olhasse para trás em sua epístola e recordasse a finalidade para a qual ele escreve aos crentes. Saberdes. parrêsia (ver com. Ef 1:5). As palavras são retrospectivas. 1-12). Isso complementa o desígnio ini­ cial da epístola (ljo 1:3. E para que creiais (ARC). e sua única limitação é apresentada pela pró­ xima frase. crer (Mc 11:24). Pedirmos alguma coisa. 10:10). 3:16. na declaração negativa. 16:23). Evidências textuais favo­ recem (cf. de ljo 3:21). de ljo 3:21). Em outras passagens se apresentam outras condições: pedir em nome de Cristo (Jo 14:13. João acrescenta o título de Cristo e o descreve não apenas como “o Filho”.

pois. obviamente. com ele. Aqui. isto é. Na primeira classe. no segundo. Não para a morte. A igreja seria mais feliz se. Nos v. se possível. Esta segurança se aplica aos aspectos menores e maiores da vida coti­ diana. isto é. no ato do pecado. E se sabemos. a resposta às peti­ ções. orasse por ele. A seu irmão. Aqui ele aplica a promessa a um tipo específico de oração (a que se faz em favor de alguém) e explica em que circunstâncias ela pode ser eficaz. 2:1.677 1 JO AO podemos ter a certeza de que. Podemos estar certos de que toda oração sincera é ouvida no Céu e será aten­ dida com uma resposta positiva ou negativa (ver com. A pessoa pedirá a Cristo. a referência é. na certeza de que as orações apro­ vadas por Deus receberão a melhor res­ posta possível. Ele nos ouve. O conhecimento de que o Senhor é um Deus que ouve a oração nos assegura que Ele nos concederá o que é para o nosso bem. 11:41. o con­ texto deve ser mantido em mente. Jr 29:11). de Rm 8:28). na verdade. enquanto comentá­ rios maldosos e críticas a destroem. neste mesmo versículo. 32). Esta declaração abrangente já foi condicionada pela frase "segundo a Sua vontade” (v. tanto que ele incentiva os cristãos a descobrir a vontade do Senhor e enquadrar suas petições em harmonia com o desígnio divino. Porém. 14 e 15. Geralmente se entende que o pecado para a morte é o pecado imper­ doável (ver com. ele deu a segurança de que as ora­ ções dos crentes serão respondidas. sabendo que a obra de Deus é perfeita (ver com. a um homem 5:16 cristão que tem uma consciência saudável sobre o pecado. “come­ ter um pecado". Aquele que conhece a Deus não tem dúvidas incômodas quanto à retidão de Seus cami­ nhos. Aquele que conta os cabelos da nossa cabeça não é indiferente aos pequenos deta­ lhes da vida daqueles pelos quais Cristo mor­ reu (Mt 10:29-31). A compreensão do caráter divino inspira confiança no julgamento do Senhor e na bondade de Suas intenções (cf. 16. ele discute duas classes de pecados: aqueles em que há ou não espe­ rança para o pecador. Essa obra de intercessão nos capacitará para a tarefa delicada de falar ao pecador. um pouco mais adiante. mas confia. Cometer pecado. E difícil deter­ minar a quem se referem os pronomes 749 . Essas conversa­ ções edificam a igreja. como João explica mais tarde. João baseia sua segu­ rança no conhecimento que o crente tem do Senhor. conduzindo-o ao Salvador. deve orar pelo irmão que erra. de Mt 12:31. 42. de ljo 3:22). e. não há nenhuma garantia de que a oração será eficaz. Pedirá. Quanto ao que Lhe pedimos. 14). segundo Sua sabedoria. Comparar com Jo 9:31. com calma confiança. Se alguém. Os pedidos. Comparar com ljo 1:6. o pecado que não é para a morte é qualquer outra forma de pecado em que um irmão pode cair. Ou. em vez de se ocupar com a fraqueza de um irmão. Ao fazê-lo. Ele estará esperando para satisfazer ► esse pedido. Isso limita a lição de João à comunidade cristã: ele fala da preocupa­ ção com um irmão. 4:20. Este verbo pode ser entendido como um imperativo para orar ou como uma declaração da reação natu­ ral do crente sincero quando confrontado pela falha de alguém. Portanto. o Salvador estará mais do que pronto para nos ouvir. se fizermos qualquer petição sobre a nossa salvação. E Deus lhe dará vida. a oração pode ser uma ajuda eficaz para a redenção. Parece inegável que João identifica classes de pecado. Literalmente. fala de “pecado para a morte”. João usa um caso hipotético para apresentar uma lição importante. 15. Uma leitura cuidadosa das palavras de João sugere que ele não dá uma garantia de resposta a todas as orações de um cris­ tão.

Nesse sentido. Há pecado para morte. há uma diferença no grau em que qualquer pecado particular pode conduzir uma pessoa ao caminho da morte. no final. também renunciou ao poder de obrigar um pecador a se arrepender. Tg 1:15). “a eles". pois a operação é a mesma em ambos os casos. Ou. há distinções de pecados. O cristão não tem poder se está fora do Salvador. sobre o pecado imperdoável. Isso não quer dizer que não devemos con­ tinuar a orar por aqueles que se afastaram do caminho da justiça. Mas João mostra que não 750 . mas que sofrem de uma vontade débil e com hábitos fortes.5:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 678 nesta frase. Quando Deus prefere não forçar a pessoa a permanecer sem pecado. ainda não é um pecado para a morte. todas as nos­ sas orações e todo o trabalho que Deus possa fazer e que nos induza a fazer. ver com. Isso não significa que não haverá muitas conversões notáveis como con­ sequência de orações longas e sérias feitas por corações fiéis. o segundo pecou gravemente. podemos pedir de acordo com a Sua vontade e saber que receberemos uma resposta às nossas orações. também é possível que João tenha mudado abruptamente de assunto e esteja dizendo: "Cristo dará vida ao cristão que ora para que a transmita aos pecadores que não tenham definitivamente endure­ cido seu coração. O primeiro não se arrependeu do pecado. enquanto Davi foi perdoado e garan­ tiu um lugar no reino de Deus (ver PP. não pode for­ çar a vontade dela. O autor passa de um caso particular para o geral. é provável que esteja aqui se referindo a um tipo de pecado que certamente produzirá a morte. de Mt 12:13. Quando a nossa vontade está do lado de Deus. essa “vida” só é concedida se houver arrependimento sincero por parte do pecador. é um instrumento para que o pecador receba vida. Há diferença entre a oração por nós e a oração em nome de terceiros. ou que nunca se rende­ ram ao Salvador. mas hesita em dar garantia de res­ posta às orações para aqueles que deliberadamente se afastaram de Deus. ainda que a oração intercessória possa ter sido o ins­ trumento mediante o qual a vida foi conce­ dida. O pecado grave. Se sou­ besse de um pecado específico capaz de dei­ xar uma pessoa sem esperança de salvação. cometido de repente através da falha em manter o poder espiritual. se for seguido de arre­ pendimento genuíno. Se ela não quiser se arrepender. por isso. mas a recusa em se arrepender torna inevitável a morte eterna. Considerando que João não define um pecado particular.32). resultando inevitavelmente na morte. não é um pecado para morte. 723-726. nem diz que não deveríamos fazê-lo. que passa rapidamente pelo arrependimento e é perdoado. “há pecado que leva à morte”. No entanto. 24. João não nos ordena orar. poderia se esperar que ele o identificasse para que todos pudessem tomar cuidado para não cair em condenação irrevogável. quando insistimos nele (Ez 18:4. O pecado menor. Os peca­ dos cometidos por aqueles que realmente desejam servir a Deus. Ou. Embora seja verdade que todo pecado leva à morte. Porém. A sequência de pensamento sugere que o apóstolo ainda fala do cristão que ora por um irmão que erra e.” A diferença de interpre­ tação é apenas uma. é preciso lembrar que ela também tem uma vontade. por isso. mas se arrependeu sinceramente. Aos. do que propriamente o ato do pecado em si. Saul morreu sem esperança de desfrutar a vida eterna. E mais a atitude e o motivo que determinam a diferença. Mas. A distinção é ilustrada na experiência de Saul e Davi. 634. e fala de todos ► os que “não pecam para a morte”. são muito diferentes dos pecados deliberadamente cometidos em desafio aberto e intencional contra Deus. Não digo que rogue. é Cristo que dá a vida. quando há uma terceira pessoa em questão. 679.

Os fatos histó­ ção. dianoia (ver um mundo pecaminoso deve ser proteger as avenidas de seu ser e não permitir que o com. enquanto houver algum força do que geralmente está associado ao motivo de esperança. Cristo pecado entre. ou será guardado 17. Do gr. a fim de revelar a ampla variedade De Deus. Esse conhe­ Há pecado. Jo 6:39. 29. Ver com. 16) para encorajar seus leito­ Céu. 1:18. este fato.679 I JOÃO 5:20 adianta orar pedindo perdão para o peca­ Toca. para se referir os filhos de Deus e os do mundo. suem o conhecimento do qual ele fala. 16)." Esta cado a Jesus ocorre 10 vezes nos v. Maligno. Mundo. mas continuamos cessor que ora por outra pessoa. por assim dizer. vida. de ljo 3:4). sob o Aquele que nasceu de Deus. Não de pecados que se encontra diante do inter­ só nascemos de Deus. de ljo 3:9. Aquele que nasceu de Deus. Sabemos. Evidências textuais (cf. Os pri­ a si mesmo e a seus leitores que também pos­ meiros pertencem inteiramente ao Senhor. Guarda. A garantia é dada de que o orar. adikia (ver com. Literalmente. da redenção. pois dá a reconfortante promessa de ricos da encarnação. domínio do maligno. Três vezes usa o plural “sa­ de ljo 2:13). variante faz mais do que qualquer declara­ E vindo. O discípulo amado dá a 2:15). (ver com. 17:12). xvi) presença interior do Salvador que o protege apoiam esta variante. Rm. 5 a 20. de IPe 1:13). No entanto. o crente]. Ver com. “trans­ 10:28. 4:1. Não vive em pecado. como se tratasse interior de que todos os verdadeiros cren­ do crime mais aberto e horrível. Qualquer 19. 19. kosmos (ver com. completa será: “Aquele que foi gerado de Deus O Filho de Deus. O título “Filho” apli­ [isto é. comparar com anomia. Do gr. João se refere à convicção ato de impiedade é pecado. possi­ sua mensagem de encerramento em palavras que procuram transmitir a certeza serena que velmente significando “o maligno" (cf. “o ímpio”. Injustiça. nos inspirará a manter imaculado o res a perseverar em suas orações por outros nome da família à qual pertencemos. O verbo implica mais pecado. preenche seu ser. haptomai. Do gr. centrais em torno das quais é construída a fé João afirma que a atitude do cristão em do cristão. o Unigénito de Deus (cf. de ljo 20. Sabemos. Do gr. de ljo 2:15-17). A palavra aqui se refere à faculdade de compreensão. gressão da lei" ver com. a mente. morte e ressur­ que Cristo guardará de todo o mal o crente reição do Filho de Deus são as verdades convertido. v. de por Cristo. do v. “prender a”. com. "o perverso" tem aberto ao crente os tesouros inesgotáveis do conhecimento divino. Entendimento. de ljo 18. pois experimentou pessoal­ mente o perdão do pecado e o poder da "aquele que foi gerado de Deus". Cristo] o guarda [isto é. 20). como membros de Sua família. mas se guardará. Ver com. o diabo (cf. diabo. João repete sua afirmação cimento vai nos manter no caminho para o anterior (cf. de ljo 2:13). O maligno. de ljo 3:10. 751 . hêkõ. devemos continuar a verbo “tocar”. dor se ele se recusar a se arrepender de seu "lançar mão de”. pois não podemos dizer com certeza nascido de Deus não será atingido pelo quando uma pessoa já foi longe demais. Do gr. p. caso em que a frase contra o pecado. Devemos sempre (ver com. Sabemos. João afirma tes possuem. João destaca o contraste entre bemos” (aqui e nos v. com. Ou. os últimos estão. Aquele que nasceu de novo sabe que Cristo veio e realizou a obra 3:9. Literalmente.

. 17:3). 199 < 680 1 . 468. João se volta para a mente de seus leitores. 112. 70. 513. 15-AA. T4. todas as falsas imagens. 21. WHITE MS.GC. 512. DTN. p. OE. Ver com. DTN. 12. Reconhecermos o verdadeiro. 259. PP. Jo 7:28. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. GC. partindo da falsidade do gnosticismo (ver p. 144. 259. 12. como em outras passagens. de IJo 2:1. Evidências textuais fa­ vorecem a omissão desta palavra (cf. Guardai-vos. devido ao contexto. T2. “conhecer o verdadeiro". Estamos no verdadeiro. 82 3. Deus o Pai. CC. Para. ou “conhe­ cer o genuíno". com. 279. 319 11. Do gr. CBV. 18). PP. de ICo 16:13). 325. 530 752 14-CBV. de Jo 1:18. para que as pessoas possam conhecêLo como Ele realmente é (cf. 148. 230. 436.DTN. Mas. Ou. uma vez que eles são um em natureza. 552. Este é o verdadeiro Deus. Se ele não faz isso. mas a sua aplicação mais provável é ao Pai. O Salvador cuida de Seus filhos (cf. I s. phulassõ. do v. lTs 1:9). CPPE. 687.5:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA estar ansiosos para explorar esses tesouros e aprimorar nosso conhecimento sobre eles.CS. mas aqui o apóstolo destaca a responsabilidade do crente em guardar sua vida espiritual. Jo 1:18. que impediriam o crente de adorar o verdadeiro Deus. a quem o Filho veio para reve­ lar aos homens e que pode ser verdadeira­ mente conhecido apenas por meio do Filho (ver com. 388 12 . de Jo 5:26. 140. 226 : MDC. 60. o cuidado de Cristo terá sido em vão (ver com. xvi). PJ. 218. Ver com. Vida eterna. não há necessidade de distinguir entre o Pai e o Filho.San. PR. 17:3. 149 14. É possível aplicar essas palavras a Jesus Cristo. 346. materiais ou mentais. aqui. Deus o Pai (cf. T7. Literal­ mente. Obviamente. 154. Por essa descri­ ção do Pai. ou. T2. TM. 182. 81 4. 477. MCH. San. 592. HR. ídolos. 169 10-AA. Filhinhos.PJ. CC. 484. 266. Amém! (ARC). 14:9). O apóstolo deixa claro o propó­ sito básico da vinda de Cristo e Sua obra pela humanidade: revelar-Se como “o verda­ deiro”. 688) para a verdade da genuína fé cristã. caráter e propósito.157 20-TM.