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COMENTÁRIO

BÍBLICO
Adventista

do Sétimo Dia
A BÍBLIA SAGRADA COM COMENTÁRIO
EXEGÉTICO E EXPOSITIVO
Em sete volumes

VOLUME 6

Casa Publicadora Brasileira

Título original cm inglês:
The Seventh-day Adventist Bible Commentary

Copyright © da ediçáo em ingles 1953, 1957: Review and Herald. Hagerstown, EUA.
Edição revisada em 1976, 1978.
Direitos internacionais reservados.
Direitos de tradução e publicação
em língua portuguesa reservados à
Casa Publicadora Brasileira

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Tel.: (15) 3205-8800 - Fax: (15) 3205-8900
Atendimento ao cliente: (15) 3205-8888
www.cpb.com.br
1* edição: 5 mil exemplares
2014
Coordenação Editorial: Vanderlci Domeles
Tradução: Rosangcla Lira, Fernanda C. de Andrade Souza, Cecília Ellcr Nascimento,
Lícius O. Lindquist, Rejane Godinho,
Revisão: Luciana Gruber
frojeto Gráfico: Fábio Fernandes
Programação Visual: Fábio Fernandes e Renan Martin
Reprodução de Ilustrações: Lívia Haydée, Rogério Chimcllo
Capa: Levi Gruber
IMPRESSO NO BRASIL / Printed in Brazil
Dados Internacionais dc Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Comentário bíblico Advcntista do Sétimo Dia /
editor da versão cm inglês Francis D. Nichol,
editor da versão em português Vanderlci
Dorneles. - Tatuí, SP : Casa Publicadora
Brasileira, 2014. - (Série logos; v. 6)
Título original: The Seventh-Day Adventist
Bible Commentary.
Vários colaboradores
Vários tradutores
ISBN 978-85-345-2039-3
I. Adventistas do Sétimo Dia 2. Bíblia Comentários I Nichol, Francis D.. 1897-1966
II. Dorneles, Vanderlci. III. Série.
14-00207

cdd-220.7
índices para catálogo sistemático:
1 Bíblia Comentários 220.7

t Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial,
nMTOHA AHUADA

^ por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora.

Tipologia: Fairfield LT Std, 10,5/12,6 - 14322/28776

A Epístola de Paulo aos

EFÉSIOS

.

sentimento nem em obje­ tivo.). a partir do século 19. no 2“ século havia alguns manus­ critos em que foram omitidas as palavras em questão (ver vol. 2. 5. têm o título‘ Aos Efésios”. sem dúvida. ii. sem dúvida. Afirmou-se que a epístola não é paulina em estilo. Autoria — A autoria paulina tie Efésios não foi questionada durante séculos. Uma resposta satisfatória parece surgir da combinação das explicações b e c. Comumente. 4. Título — Quase toda igreja cristã dos primeiros séculos considerava que esta epís­ tola havia sido dirigida ü igreja de Éíeso. quando muito. com a intenção de que também fosse enviada às outras igrejas tia região. p. não haja saudações pessoais nesta epístola. v. apenas parcialmente. c. muitos eruditos críticos modernos chegaram à conclusão de que a epís­ tola não era paulina ou. Portanto. e ainda se sugeriu que ninguém na prisão poderia escrever uma carta com tanta ale­ gria (ver vol. papiro manuscrito ainda mais antigo. e também explica por que existiam cópias muito antigas dela que não continham as palavras En Epheso.C. a metrópole do proconsulado da Ásia. "Em Efeso (El 1:1) não estão registradas nos códices Vaticano e Sinaítico. esta carta.21). dois dos manuscritos mais antigos e autoriza­ dos. As evidências externas de seu direito a essa condição são amplas. disse (Contra Eunomius. e que determinadas expressões indicavam que o autor nunca havia estado em Efeso (Ef 3:2. tenha feito muitos amigos. Basílio. embora Paulo tenha passado três anos em Efeso em um ministério frutífero e. De todas as maneiras. são oferecidas três soluções para este problema: a. e que pode ter havido cópias do manuscrito origi­ nal circulando entre as igrejas vizinhas. trata-se de doutrinas aplicáveis á igreja universal. p. fica claro que. Essa posição foi conhecida por Clemente de Roma (c. onde Paulo havia trabalhado por cerca de três anos (At 20:31). 179-171). as palavras En Epheso. porém. 3. 169-171). A epístola originalmente era uma circular ás igrejas tia Ásia. 5. b. Também é significativo que. do 4o século. no início tio 2" século. Paulo é mencionado 1 101 . 90 tl. Foi sugerido que era só uma repetição prolixa da epístola aos Colossenses. Além disso. 17) confirmam isso. foi lida pelos crentes de Efeso e. bem como no Chester Beatty MS P46. No entanto. Assinalou-se que não há sauda­ ções aos memhros da igreja de Efeso. Declarações de Orígenes (Comentário) e Tertuliano (('outra Marcion. também por outros na província da Ásia. sem exceção.A Epístola de Paulo aos EFÉSIOS Introdução 1. 19) que tinha visto manuscritos antigos cm que a expres­ são En Epheso fora omitida. provavelmente. Desde o começo do processo de separação tios livros apócrifos dos genuínos. A epístola foi dirigida aos Efésios. Isso explicaria a tradição de que foi dirigida à igreja de Efeso. lodos os manuscritos conhecidos. a epístola aos Elésios foi colocada no cânon do Novo Testamento. Pode ser que esta epístola tenha sido enviada á igreja tie Efeso. e também confirmada por Inácio e Policarpo. A epístola foi dirigida à igreja de Laodiceia (ver Cl 4:16).

lema — O tema de Efésios é a unidade em Cristo. Cl 4:7-9. 93.). Ef 6:19. depois de chegar lá. ü tema da unidade se apresenta explícita e implicitamente ao longo tia epístola. cerca de 400 escravos de sua proprie­ dade foram condenados à morte como castigo. No entanto. a fim de que haja unidade não só na doutrina e na I 102 . O apóstolo aproveitou essa situação para enviar diversas instruções doutrinárias e práticas às igrejas na Ásia. A epístola aos Efésios tem sitio chamada de “Alpes tio Novo Testamento”. Parece que as epístolas aos Efésios. 24) e. foi assassinado por um escravo. Ali.) e muitos outros escrito­ res antigos. o apóstolo produziu uma das suas mais nobres declara­ ções a respeito da fé como o único meio que poderia devolver a paz e a união à humanidade. é provável que esta epístola tenha sido escrita por volta do ano 62. Isso implicava a unidade de pessoas. senador de Roma. Cenário histórico — Depois de ter exercido seus direitos como cidadão romano e apelado a Cósar. 3. chegou durante a prima­ vera de 61 d. pois Tíquico foi portador de Efésios e Colossenses e companheiro de viagem de Onésimo. juntamente com muitos milhares de rebeldes. Paulo foi enviado a Roma.C. escravos e homens livres: todos representantes de um mundo perturbado que precisava ser restaurado à unidade em Cristo. Colossenses e Filemom foram escritas mais ou menos ao mesmo tempo. as nove epístolas paulinas escritas às sete igrejas.). 94). mas a evidência em favor de Roma é muito mais forte.C. e se destaca no meio de nove picos. ou Boudicca. A restauração da união indi­ vidual na vida tie cada crente assegura a unidade do universo de Deus. 4. o por­ tador da carta a Filemom (Ef 6:21. Enquanto estava na prisão romana. Tem sido sugerido que a epístola aos Efésios pode ter sido escrita durante a prisão do apóstolo em Cesareia. Paulo escreveu esta epístola em tempos e circunstâncias que proporcionaram um ambiente especial para sua mensagem.C. 185 d. () apóstolo anuncia seu tema em tom de exaltação espiritual e exorta a todos a alcançar a mais alta norma de caráter e conduta. havia licenciosidade. Cl 4:3-11). 456).). Pedanius Secundus. Efésios seria então uma das quatro epístolas que Paulo escreveu durante seu primeiro encarceramento. Paulo escreve a uma igreja (ou igrejas) composta de judeus e gentios.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA por nome como autor no Fragmento Muratoriano e. provavelmente. parece que nunca teve a intenção de visitar Colossos enquanto esteve em Cesareia. Este Comentário considera o apóstolo Paulo como o autor da epístola. Naquela ocasião. aonde provavelmente. 4:1). 20). ele esperava rápida libertação (Fm 22). Pelo ano da redação da epístola (62 d. Fm 12. 207 d. Não há dúvida de que ele estava na prisão quando escrevia (Ef 3:1. famílias. na Bretanha. mais tarde. por Irincu (c. 190-195 d. ele devia ter certa liberdade (cf. como resultado f^de profunda reflexão e inspiração. porém as condições de seu confinamento em Roma parecem ter sido mais favoráveis à redação de suas epístolas (At 28:16. O apóstolo havia desejado durante muito tempo visitar Roma (Rm 15:23. asiáticos e europeus. ao passo que não há nenhuma indicação de que ele nutrisse qualquer esperança enquanto esteve em Cesareia. segundo se afirma. está registrado que. planejava ir a Colossos (Fm 22). quando L. cf. Como prisioneiro. Em meio a tanta confusão e. igrejas e etnias. Filipenses também pode ter sido escrita durante esse período. Clemente de Alexandria (c. Tertuliano (c. de acordo com os direitos predominantes. luxoe assassinato por toda parte. AA. Assim. Por exemplo. "mais de 70 mil morreram do lado romano. O sanguinário Neroera imperador. ele esteve preso por dois anos.C. tenha sido a última das quatro (p. o que lhe propor­ cionava a oportunidade para refletir e escrever.C. ocorreu a revolta de Boadicea.

EFÉSIOS
organização, mas em Cristo, a cabeça, e na igreja. Seu corpo visível. Apesar cie a expressão
"em Cristo ser a frase-chave, é difícil selecionar um versículo-chave, pois são raros os ver­
sículos que não apresentam de uma forma ou outra o tema básico. Eleição, perdão, predes­
tinação, relacionamentos familiares, todos têm lugar “em Cristo”.
O apóstolo diz menos acerca da fé do que da graça. Em seus escritos anteriores, destaca
a relação do indivíduo com a salvação; aqui ele enfatiza o grupo, a igreja, o corpo, e fala de
estar “em Cristo", em vez de se ocupar de coisas alcançadas "por meio de Cristo"; do Cristo
que vive no crente, cm vez de o Cristo crucificado.
Paulo não desenvolve seu tema como um raciocínio ou uma proposição formal. Ele fala
simplesmente do que lhe veio por revelação, não devido a alguma inteligência ou um pen­
samento superior, mas porque é instrumento da graça de Deus, a quem foi concedida uma
visão da unidade essencial mente espiritual do reino.
Pode-se afirmar que aquilo que as epístolas aos Gálatas e Romanos foram para o século 16
e a Reforma Protestante, Efésios o é para a igreja de hoje. O que o cristianismo tem a dizer
sobre as relações do indivíduo para com a família, da família para com a nação, da nação
para com a etnia e de todos com a igreja e com Deus? Paulo responde a essas perguntas,
apresentando Cristo como o centro c o lim de todas as coisas, como quem cumpre Seus pro­
pósitos mediante a igreja, fazendo “convergir nEle [...] todas as coisas” (Ef 1:10).
A aquisição de uma unidade que preserve a liberdade do indivíduo, a unidade sem uni­
formidade rígida, é a necessidade mais urgente da igreja atual. Ao apóstolo foi concedida
uma revelação que oferece a única solução para um problema de grande importância a todos
os que servem a Deus.
5. Esboço.
I. Saudação, 1:1, 2.
II. Seção doutrinária, 1:3-3:21.

A. As bênçãos ao crente, 1:3-14.
1. Um hino de louvor, 1:3-10.
2. Os selados para a salvação, 1:11-14.
B. Oração pela igreja. 1:15-23.
C. Judeus e gentios, um só cm Cristo, 2:1 22.
1. Regeneração pelo poder de Deus, 2:1-10.
2. Todos são um em Cristo, 2:11-22.

D. A revelação do mistério, 3:1-21.
1. Foi dado a conhecer aos apóstolos c profetas, 3:1-6.
2. Manifesta a sabedoria de Deus por meio da igreja, 3:7-13.
3. Oração pelos crentes e doxologia, .3:14-21.
III. Seção prática, 4:1—6:20.
A. Unidade nos dons do Fspírito Santo. 4:1-16.
1. Apelo para a unidade da vida, 4:1-6.
2. Natureza e finalidade dos dons, 4:7-16.
B. Reforma da vida, 4:17-5:21.
1. Trevas espirituais cm contraste com a vida espiritual, 4:17-24.
2. A qualidade da vida reformada, 4:25-32.
3. Exortação ü pureza da vida, 5:1-14.

1 103

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA
4.

Loucura e sabedoria, 5:15-21.

C. Deveres dos relacionamentos domésticos, 5:22-6:9.
1. Marido e mulher, 5:22-3.5.
2. Filhos c pais, 6:1-4.
3. Servos e senhores, 6:5-9.
D. A armadura do cristão, 6:10-20.
IV.

Conclusão e bênção, 6:21-24.

Capítulo 1
I Saudação e 3 ação de graças pelos efésios. 4 Paulo trata da eleição e 6 adoção pela
graça. 11 A fonte da salvação. 13 O elevado mistério da graça. 16 Paulo ora para
que os efésios cheguem 18 a seu pleno conhecimento e 20 em Cristo.
1 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vonta­
de de Deus, aos santos que vivem em Efeso, e
fiéis em Cristo Jesus,
2 graça a vós outros e paz, da parte de Deus,
nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
•1 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
C risto, que nos tem abençoado com toda sorte de
bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,
4 assim como nos escolheu nEle antes da fun­
dação do mundo, para sermos santos e irrepreen­
síveis perante Ele; e em amor
5 nos predestinou para Ele, para a adoção de
filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o be­
neplácito de Sua vontade,
6 para louvor da glória de Sua graça, que Ele
nos concedeu gratuitamente no Amado,
7 no qual temos a redenção, pelo Seu san­
gue, a remissão dos pecados, segundo a rique­
za da Sua graça,
8 que Deus derramou abundantemente sobre
nós em toda a sabedoria e prudência,
9 desvendando-nos o mistério da Sua von­
tade, segundo o Seu beneplácito que propuse­
ra em Cristo,
10 de fazer convergir nEle, na dispensação
da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto
as do céu, como as da terra;
I I nEle, digo, no qual fomos também lei­
tos herança, predestinados segundo o propósito

dAquele que faz todas as coisas conforme o con- «|
selho da Sua vontade,
12 a fim de sermos para louvor da Sua glória,
nós, os que de antemão esperamos em Cristo;
13em quem também vós. depois que ouvistes
a palavra da verdade, o evangelho da vossa sal­
vação, lendo nele também crido, fostes selados
com o Santo Espírito da promessa;
14 o qual é o penhor da nossa herança, ao
resgate da Sua propriedade, em louvor da Sua
glória.
15 Por isso, também eu, tendo ouvido da lé
que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para
com todos os santos.
16 não cesso de dar graças por vós, fazendo
menção de vós nas minhas orações,
17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus
Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de
sabedoria e de revelação no pleno conhecimen­
to d Ele,
18 iluminados os olhos do vosso coração, para
saberdes qual é a esperança do Seu chamamento,
qual a riqueza da glória da Sua herança nos santos
19 e qual a suprema grandeza do Seu poder
para com os que cremos, segundo a eficácia da
força do Seu poder;
20 o qual exerceu Ele em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos e fazendo-O sentar à Sua
direita nos lugares celestiais.

1 104

EFÉSIOS

1:3

21
acima dc todo principado, c potestade, e 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para
poder, e domínio, e de lodo nome c|iie se possa ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja.
referir, não só no presente século, mas também
23 a qual é o Seu corpo, a plenitude dAquclc
no vindouro.
que a tudo enche em todas as coisas.

I. Paulo. Ver com. de Rm. 1:1.
Apóstolo. Do gr. apostolas (ver com. de
At 1:2).
Cristo Jesus. Sobre esse título, ver com.
de Mt 1:1.
Vontade de Deus. Comparar com
ICo 1:1; 2Co 1:1; Cl 1:1; 2Tm 1:1; ver
com. de ICo 1:1. Paulo não estava ten­
tando aumentar sua autoridade pessoal,
mas expressar um claro sentido de voca­
ção e obrigação (cl. 2Co 8:5). Seu chamado
procedia diretamente de Deus (ver com.
de Cl 1:15, 16). A firme convicção dele a
este respeito era o segredo de seu pode­
roso ministério, de sua vida cristã consa­
grada e fonte de sua coragem e lé em meio
ao sofrimento.
Santos. Do gr. hagioi, literalmente, "san­
tos” (ver com. de Rm 1:7; ICo 1:2). A pala­
vra grega denota separação de tudo que é
comum.
Em Efeso. As evidências textuais (cf.
p. xvi) se dividem entre a manutenção e a
omissão desta expressão (ver p. 1101; vol. 5,
p. 170). Se esta frase for omitida, a última
parte deste versículo pode ser tradu/ida
como: “para os santos, aqueles que também
são fiéis em Cristo Jesus".
Fiéis. Do gr. pistoi. “fiéis", "crentes".
Em Cristo Jesus. Esta frase, ou qual­
quer uma de suas fórmulas similares (“em
Cristo”, "nEle”, "em quem", "no Senhor”,
“no Amado”) pode ser considerada as
expressões-chave desta epístola. Elas ocor­
rem com frequência e designam Jesus Cristo
como a esfera ou o meio em que o crente
vive e atua. Enfatizam a estreita unidade
entre o cristão e o Senhor. Tudo o que o cris­
tão faz. tem relação com seu Senhor.

2. Graça [...] e paz. Sobre esta sauda­
ção, ver com. de Rm 1:7.
Deus (...) Jesus Cristo. Ao indicar
o Pai e o Filho como a fonte das bênçãos,
Paulo enfatiza a igualdade entre ambos (cf.
com. de Rm 1:7).
3. Rend it o o Deus. Esta expressão
de louvor, ãs vezes chamada de “porta de
entrada do louvor”, inicia uma das pas­
sagens mais sublimes das Escrituras. Os
v. .3 a 14 focalizam o curso da revelação da
graça divina e estabelecem as promessas do
amor redentor de Deus e os gloriosos privi­
légios da igreja. Estes versículos esboçam o
plano da salvação.
Abençoado. Do gr. eulogeõ, "louvar”,
"abençoar”, lorma verbal relacionada com o
adjetivo eulogêtos.
Toda sorte de bênção espiritual.
Literalmente, “cada bênção espiritual".
Bênção espiritual é aquela pertencente ao
Espírito ou que é dada por Ele.
Nas regiões celestiais. Do gr. en tois
epouraniois, "nos [lugares] celestiais". Esta
frase é peculiar a Efésios, sendo usada cinco
vezes na epístola (Ef 1:3, 20; 2:6; 3:10; 6:12). <<=
Nesta última, a frase é traduzida como "nas
regiões celestes". No entanto, a palavra tra­
duzida como "celestes ocorre em outros tex­
tos (Jo 3:12; ICo 15:48; Fp 2:10; etc.) Em
Efésios 1:20, a expressão en tois epouraniois
parece ser usada como sinônimo de Céu, por­
que é o lugar em que Cristo está assentado
à direita do Pai. Este parece ser seu signifi­
cado também em Efésios 2:6. Se os crentes
foram ressuscitados juntamente com Cristo
e estão “em Cristo Jesus", e Cristo está à
mão direita de Deus no Céu, então eles estão
assentados com Ele no Céu. Em Efésios 3:10,

1 105

aqueles que aceitaram pela fé o Senhor Jesus Cristo. e. Predestinou. Do gr. os escolhidos são designados como “nós”. O desejo de Deus era que todos aceitassem o plano e fossem salvos (ITm 2:4. Paulo expressa aqui uma ideia semelhante com relação à igreja. dos anjos bons. decidiu-se que aqueles que aceitas­ sem as disposições do plano seriam restau ratios à filiação. Foi quando Deus Se propôs a salvar aqueles que aceitassem Seu plano (cf. huiothesia. os cristãos. O objetivo do plano de salvação é restau­ rar a imagem divina no ser humano (ver Ed. Assim como. Em Cristo. Assim como nos escolheu. Todo ato divino parte do atributo básico do caráter de Deus. Soncino. 51). pois toda a vida espiritual está centrada nEle. ü comen­ tário sobre Gênesis 1:3 da Midrash Rabah (ed. dos anjos maus. Ser santo é refletir a imagem divina. com de Ef 1:4). de Hm 8:29). de Ap 13:8). cf. ver com. a passagem fala de certas pessoas escolhidas antes da fundação do mundo e predestinadas. com. de Rm 8:29. Em Efésios 5:27 e Apocalipse 14:5. "impecáveis". Mas não di/ nada de alguém ler sido escolhido para se perder. porque não têm sinais de pontua­ ção nem separação de palavras ou. Os antigos manuscritos gregos não servem para determinar a divisão exata das ideias ou frases. de Rm 8:15). têm apenas o tipo mais rudi­ mentar. que significa “sem mácula”. A frase "em amor" tem sentido teo­ lógico conectado a qualquer verso. tamim. Os v. Do gr. “ato de colocar como filho" (ver com. I 106 . 5. designando o Céu como sua origem. Em amor. Longe de ser um Deus irado que exige apaziguamento. a frase parece qualificar “bênção espiritual”. Por meio de Jesus Cristo. sem que os indivíduos envolvidos pos­ sam fazer qualquer coisa para mudar isso. E uma eleição geral. Esta Irase pode ser conec­ tada ao v. sohre o tema da predesti­ nação. p. literalmente. Além disso. Na verdade. O plano de sal­ vação loi estabelecido antes da criação do mundo. AA. na melhor das hipóteses. de Rm 1:7. 4. 125). E em Cristo que a escolha pode ser leita. como na ARC ou com o v. assim como alguém que se junta a um coral é escolhi­ do para cantar. 1. As versões Antiga Latina e Siríaca Pcshitta a ligam ao v. cf. ou seja. NEle. do v. 5. para ser adota­ das como filhos. em Llésios 6:12. Por esta razão. de Mt 5:43. não há uma escolha arbitrária. ver com. diz que Deus escolheu Israel antes tia criação. Ele é o agente no plano de salvação. de modo a indicar “em amor nos predestinou". Santos. prnorizõ (ver com. 6). IPe 1:19). 4. Do gr. Por outro lado. a Vulgata e alguns dos unciais posteriores a ligam ao v. Em Efésios 1:3. Ver com. Deus tem o propósito de salvar todos os que pela fé aceitam a Cristo como seu Redentor. não individual. amõmos traduz o heh. A palavra tamim era usada no contexto do sistema de sacrifícios para descrever as víti­ mas que deveriam ser sem deleito nem man­ cha (Lv 1:3). Irrepreensíveis. 2IV 3:9. hagioi (ver com. Antes da fundação. o Israel espiritual. 4. Quando se traçou o plano da salvação antes tia fundação do mundo. Na LXX. Adoção de filhos. 5.1:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA en tois epouraniois descreve o lugar da murada dos poderes angelicais. mediador entre Deus e a humanidade (ITm 2:5). amõmoi. Amõmos é utilizado no NT para descrever o sacrifício perfeito de Cristo (Hh 9:14. a palavra é traduzida como “sem mácula”. o amor (sohre agapõ. ou ordenadas. ICo 13:1). e outros. para a per­ dição. 44. Do gr. Aqueles que vão a Cristo são escolhidos para ser salvos. "sem mácula”. 4 a 6 têm sido uti­ lizados em algumas ocasiões como evidên­ cia em lavor da doutrina de que alguns são eleitos para a salvação. pois Deus é santo (I IV 1:16).

Quem suplica a graça divina desco­ bre que Ele não c menos generoso com os dons espirituais. mas transbordam em dons adi­ cionais. pelo qual todos os que têm fé em Jesus Cristo são adotados como filhos na família de Deus (Jo 3:16. A misericórdia. “Sua riqueza cm gló­ ria' (Fp 4:19) e "riqueza da glória" (Cl 1:27). 68. A designação do Filho como o Amado é apro­ priada neste contexto. o construtor-mestre e a pedra angular da redenção. o que Ele laz é o resultado da própria boa vontade por Seu propósito. Riqueza da Sua graça. “libertação" (ver com. As riquezas da graça de Deus não somente suprem todas as neces­ sidades. Toda a criação testemunha a mão generosa pela qual o Criador dotou Suas obras. Ap 22:17). DTN. podem ser chamados de filhos amados (Ef 5:1). 1:8 Deus ama aqueles que recebem Sua graça da mesma maneira como ama Filho. Do gr. de Rm 3:24). “sabedo­ ria e "prudência são dons que Ele concede ao ser humano.998 EFÉSIOS o Pai atua para alcançar Seu propósito por meio de Cristo: a salvação cia humanidade ► (comparar com G1 4:3-5). Foi da vontade de Deus elaborar e pôr em funcionamento o plano da salvação. ver com. refere-se à esfera na qual a graça de Deus é derramada sobre nós. Aquele que entregou Seu Filho à morte ignominiosa também proporciona outras riquezas (Rm 8:32). Esta frase pode ser ligada tanto à anterior quanto à seguinte. “derramou sobre nós" (NVI). 6. Comparar com "riquezas da Sua bondade” (Rm 2:4). do v. 625. “dotar de graça". 7. I). Ele é ao mesmo tempo o arquiteto. Se a frase for considerada I 107 . Para louvor. "riqueza da Sua glória" (Ef 3:16). Ele é o pastor e também a porta do aprisco (Jo 10:1-14). Abundantemente sobre nós. "recompra . Deus não pode ser comprado nem subornado ou sedu­ zido. No qual. pela qual fomos enriquecidos ou ornamentados. o lavor e a boa disposição de I )eus para conosco permitem um relacionamento com Ele que não seria possível de outra forma. em Sua pessoa tem lugar esta grande obra. Frases como “beneplácito de Sua von­ tade". A ideia é de graça concedida gratui­ tamente. “tornar gracioso”. cf. Cristo é a "esfera viva da reden­ ção. O sangue derramado de Cristo representa a vida que foi vertida para redi­ mir a humanidade. assim. Em toda a sabedoria e prudência. Glória de Sua graça. Do gr. "resgate”. de Rm 3:24). tipolutrõsis. Redenção é a libertação de um cativeiro sob o qual as pessoas se colocaram por transgredir a von­ tade divina. A redenção se efetua por algo mais do que um tipo de cooperação com C risto. Os crentes são atraídos a Deus pelo Amado c. ou uma simples união espiritual com Deus. como resultado. o uni­ verso obteve uma concepção verdadeira do caráter e dos propósitos de Deus e responde com expressões de louvor. são características do estilo de Efésios. obviamente se aplica o primeiro signi­ ficado. ou “com tanta fartura" (NTLII). A vida está no sangue (Lv 17:11). 11 . O derramamento de Seu sangue loi "para remissão dos pecados” (ver com. 8. No Amado. Aqui. Pelo Seu sangue. Outra forma da expres­ são-chave desta epístola (ver com. churitoõ. PP. Um dos propósi­ tos do plano da salvação é vindicar o caráter de Deus perante o universo (ver Ef 3:10. Ou. “boa vonta­ de". A abundância e plenitude da graça de Deus é um tema de destaque nesta epístola e é apresentado como o motivo principal de confiança e esperança (sobre graça. Se for considerada parte do v. 626). libertação obtida a um custo infinito. eudokia. Redenção. Concedeu gratuitamente. que combinam dois termos abstratos sinônimos. Beneplácito. de Mt 26:28). Como resultado da reve­ lação da graça de Deus na adoção. Remissão dos pecados. Do gr. 8.

Ele é o centro da igreja e e sua extensão e aplicação aos gentios só sua suprema esperança. de com. muito tempo. o mundo tinha sido prepa­ cm que se apresenta um resumo da lei. a igreja. cf. "conhecimento e “sabe­ plano de restaurar essa unidade quando a doria". 9. isto é. porque Ele é o centro de (Cl 1:26. xvi) atestam que "Si" refere-se a divisão das palavras. oikonomia. ela se refere a perdoar o pecado ou vir em auxílio de Suas às qualidades de Deus. mysterion (ver com. A unidade Alguns afirmam que Paulo usa aqui três palavras das religiões pagãs de mis­ do universo de Deus foi rompida pelo pecado. porque nos manuscri­ Em Si mesmo (ARC). Do gr. Esta expressão parece má vontade. que finalmente condu­ Beneplácito. obra da redenção. refletindo conceitos judaicos. No entanto. também há momentos cido por circunstâncias externas. Convergir IMEle. Deus. A vida cristã não então começava a ser conhecida. Do gr. “unificar". restauração que se limita a essas religiões. abranger toda a era do evangelho. Paulo parece referir-se nismo tem acerca de Deus. 10. Ambas as interpre­ criaturas feridas. é bem possível que houvesse tomado Dispensaçâo. divina. Do gr. Deus fez propícios para a atividade divina em relação com prazer Sua obra pela humanidade. Este rado para essa hora. Evidências tex­ tos antigos não há sinais de pontuação nem tuais (cf. lação partiu do gracioso propósito de Deus. o corpo de Cristo. 9. quando todas as coisas no Céu e na critos do Mar Morto. Ef 3:3). dov. Ver com. 5. Não com a redenção da humanidade. e o caráter bem o AT e o considerava como revelação da divindade for justificado. tações são possíveis. Assim ainda que angustiante. Algumas é uma imagem adequada ou reverente do coisas podem ser realizadas em uma época caráter de Deus apresentá-Lo como alguém e não em outra. "reunir". ARA). O momento era propício para “resumir". A superabundância da todas as coisas. O cristão é membro de uma comuni­ dade. “plano". Seus equivalentes faria mediante Cristo. A palavra revelar o mistério da vontade de Deus. “arranjo". e o apóstolo Paulo fora é o propósito divino: a restauração da uni­ honrado em ser um dos portadores de um dade perdida. anakephalaioõ. Precisa. ü plural sugere A entrada do pecado no mundo não foi um uma sucessão de períodos ou épocas (cf. nem fez com que Ele. “admi­ esses antigos conceitos e os acomodara de nistração". dilema para Deus. porque Deus trata com que cedeu relutantemente à persuasão da seres morais livres a quem nunca força humanidade ou de Cristo antes de Se dispor a cumprir Seus propósitos. p. o uso dessas palavras e dos conceitos que representam não se ocasião fosse propícia. o ofício de um administra­ acordo com a ideia sublime que o cristia­ dor. necessariamente. como há tempo apropriado para a semea­ Ele não precisou ser obrigado nem conven­ dura c a colheita. da Sua palavra. Ao longo dos I 108 . Plenitude dos tempos. O mistério da vontade de Deus se refere ao tério: “mistério". "Cristo" (cf. Essa reve­ ziria à unidade aqui descrita. Como o apóstolo Paulo conhecia Terra serão reunidas em Cristo. Este é o é uma marcha solitária para o reino de motivo principal desta epístola de Paulo. Por ocorre no NT só aqui e em Romanos 13:9. de ICo 10:11). Ele sustenta o universo pelo poder §>► sua proclamação na vida e morte de Cristo. ser segredo 'oculto dos séculos e das gerações" “cm Cristo" (ARC). pusesse em marcha a sublime. ao plano da salvação.1:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA como a primeira parte do v. Iodas as coisas foram leilas graça de Deus tinha sido um mistério até por Ele. de Rm 11:25). Mistério. Esse mistério che­ gará à culminação no final do grande con­ em hebraico são encontrados nos manus­ flito.

As Escrituras falam da “plena certeza da esperança” (Hb 6:11). Literalmente. A esperança é como uma corda lançada a alguém que se afoga. provavelmen­ te com o propósito de relembrar que a heran­ ça não se obtém por acidente ou casualidade. "ver­ dade" é muito mais do que uma coleção de afirmações. os judeus haviam aguardado o Messias. 11. no ser humano. pois este é inconstante e imprevi­ sível. O Altíssimo não atua sob pressão ou necessidade. também se constituem em mordomos de Sua graça em relação ao mundo. a esperança que "não con­ funde" (Hm 5:5) e do "Deus da esperança" (Hm I5:E3). e a verdade. Rm 1:16). pois é o meio para alcançar a vida eterna. Essa herança está em Cristo. houve sucessivos desdobramentos dos planos de Deus. Crido. “que ainda esperam em Cristo”. A herança do cristão lhe vem como direito pela adoção mencionada no v. que o comprou com Seu sangue. do v. “marcados de ante­ mão (ver com. que lhe oferece vida eterna. Que insensatez seria debater as inten­ ções de quem joga a corda ou questionar seu propósito! Aquele que perece se apega à "ben­ dita esperança" e descobre que esta o sustenta e o conduz a Cristo. que detêm hoje a verdade do evangelho. Comparar com o com. Esta expres­ são é definida aqui como o "evangelho da vossa salvação" (cl. 13. desde o tempo de Abraão. "uma viva espe­ rança (IPe 1:3). Ou. que o persuade a buscar um final feliz para os trágicos acontecimentos da vida. pois. O apóstolo menciona mais uma vcv a predestinação. “fomos esco­ lhidos |por sorteio]". A verdade deve finalmente nos condu­ zir Àquele que é "o caminho. Feitos herança. estágios de desenvolvi­ mento que conduzem à consumação final. Ou. Os judeus conversos ao cristianismo foram os primeiros a ter o privilégio de colo­ car sua esperança em Cristo. O apóstolo sempre lamentou os anos mal gastos em sua juventude. 4. O apóstolo amplia este tema no decorrer de sua epístola. Paulo men­ ciona seus parentes Andrônico e Junias que chegaram a ser cristãos antes dele (Rm 16:7). Louvor da Sua glória. 5). Esta palavra foi acrescentada. e a vida" (Jo 14:6). assim como os cristãos. pois possui sabedoria e amor infinitos e vontade soberana. Há. em vez de oferecer somente o resto de uma vida desperdiçada. o que não traria em si a salva­ ção. Predestinados. Iodos os crentes já estão na posse da herança mediante a pro­ messa. 12. Os que de antemão esperamos em Cristo. Estas palavras têm aplicação especial aos cristãos judeus. implantado pelo próprio Deus. Conselho da Sua vontade. Felizes são aqueles que vão a Cristo desde seus pri­ meiros anos e se comprometem com Ele por toda a vida. As pessoas desafiam ou questionam os atos de Deus e atribuem a Ele a mesma ► mutabilidade própria do gênero humano. Somos instados a prestar atenção a esta palavra (Mc 4:24). 5. E tranquili­ zador saber que Deus trabalha de acordo com Sua vontade e não de acordo com o desejo humano. esquecendo-se de que. Outras interpretações são sugeridas: (I) que o pensamento se liga à primeira parte do I 109 . pois se baseia nas promessas de Deus em Cristo. a lim de recebê-la com humildade (Tg 1:21) e lé (1 Ib 4:2). A palavra da verdade. cada ato divino está respaldado pela perfeição pelo Seu amor inlinito. por inter­ médio de seus pais.EFÉSIOS séculos. cpiando se alcançará a unidade universal. dos v. loram os primeiros a participar da herança. 6. A esperança cristã é mais do que sim­ plesmente um desejo para o futuro. um impulso prolundamente enraizado. Segundo esse conceito. que. Eles eram altamente privilegiados por poder viver e trabalhar "para louvor da Sua glória”. Está em harmonia com o propósito predeter­ minado de Deus.

caso em que nenhuma palavra pode ser acrescen­ tada. escrita ou falada. O pensamento de Paulo abrange desde "antes da fundação do mundo” até o "resgate da Sua propriedade". arrabõn (ver com. con­ tinua aguardando a total libertação do pecado e de suas consequências. em seguida. Ver com. finalmente. Ele pode ter certeza da ressurreição do corpo. Do gr. recebem o Espírito Santo e são selados. também. do dom da imortalidade e de todas as realidades eternas. "aquisição". do v. Jl 2:28) e. Penhor. 17). "povo adquirido". mediante o Espírito Santo. brota daquela única fonte. a influência do Espírito Santo é necessária para a recep­ ção efetiva da verdade (ICo 2:12-15). peripoiêsis. da volta do Senhor. cristã ou gentia. pois ainda há uma glória a ser revelada. visto que é garantida pelo próprio Deus. "tomada de posse”. ou “povo de pro­ priedade [de Deus]". Resgate. do v. (2) que deve ser acrescentada a forma verbal "sois". Ez 36:26. à herança que os santos adquirem (ver com. quando os crentes acei­ tam esta Palavra. A mudança na vida do crente se produz de forma ordenada: primeiramente ele ouve. a palavra. se não fosse assim. levando a: “em quem também vós sois": (3) que o pen­ samento estaria à frente. E o Espírito da promessa que sela ou identi­ fica aqueles que Lhe pertencem (2Tm 2:19) e os protege até o dia da redenção (EI 4:30). Selados. De fato. lite­ ralmente. Assim como a semente que caiu em solo pouco fértil. Contra o acréscimo do termo “crido”. e. de 2Co 1:22. O Espírito é chamado assim porque foi prometido desde os tempos antigos (Is 32:15. No entanto. 14. Os que são selados recebem o tes­ temunho espiritual interno de que são filhos de Deus (1 Jo 5:10). “obtenção". Alguns comentaristas aplicam a frase de Paulo aos santos como propriedade de Deus. Espírito Santo da promessa. e que essa ideia não se enquadra no v. de 2Co 1:22). sphragizõ (ver com.. indicando: “em quem também vós obtivestes uma herança”. Paulo não apresenta esta 1 1 10 . perto do final do versículo. O selo é colocado sobre lodos os que optam por se tornar santos. e que “obtivestes uma herança deve ser acrescentado. pelo próprio Cristo (Jo 14:16. distingue os §► crentes dos incrédulos. não tem poder para mudar a vida. na frase "povo de propriedade exclusiva de Deus". Louvor da Sua glória. A ideia geral desta passagem é que o Espírito Santo foi prometido na Palavra de Deus. 7. 11. com "lostes sela­ dos”. e a passagem diria: "Em quem também vós [. embora o crente já tenha sido salvo em virtude de haver aceitado a Cristo. Ver com. pois. e é essa con­ vicção que. é selado como com uma impres­ são ou carimbo. Os santos aguardam ansiosamente a posse futura da qual o Espírito Santo c o penhor.. Este selamento é uma garan­ tia adicional do cumprimento final de todas as promessas de Deus para a humanidade. Sua propriedade. Do gr. A última posição parece ser a exigida pelo contexto. outros. O Espírito Santo assegura que as promes­ sas de Deus são verdadeiras. a não ser que esteja acompanhada pela Palavra Viva. de Jo 6:27).1:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA v. A redenção aqui é considerada como futura. O filho de Deus tem o privilégio de pro­ var das alegrias celestiais ainda nesta vida. 12 deve ser: "de antemão esperamos” (uma só palavra no grego). 13. Do gr. A notável introdução de Efésios termina com esta nota de louvor. crê e. poderia questio­ nar a autenticidade de sua experiência. afirma-se que a expressão no v. em grande parte. Tudo é "nEle". Todo impulso nobre no pensamento de qualquer pessoa. A palavra peripoiêsis é traduzida pela expres­ são "propriedade exclusiva" (1 Re 2:9). de Ef 1:18).] fostes selados” (ver ARA). cf. com. 6. Ele vê a Cristo como o centro de tudo. A promessa é certa. Ele é identificado aqui como o agente do selamento.

Paulo não deve estar se refe­ rindo aqui a uma comunicação direta de Deus com o ser humano. Cl 1:3. ou “conhecimento preciso". Deve haver iluminação divina. mas à capacidade de entender o que Deus revela. O amor que Paulo recomenda é amplo. Entretanto. 18. “pleno conhecimento”. É sugerido no v. inclui a todos os santos. 1:17 17. Rm 1:9. “um espírito". Por isso. Jo 14:26. Esse conhecimento é recebido por aquele que está disposto a aceitar a revelação que Deus faz de Si mesmo. mas de preocupação prática. Ao orar a Deus. Um estudo das ora­ ções de Paulo revela que suas petições eram em grande parte em favor das igrejas e de determinadas pessoas (cf. as notas de alegria e ação de graças faltam em muitas vidas cristãs. epignõsis. Não se trata apenas de reconhecer a Deus. pois são esses que distinguem todos os ver­ dadeiros cristãos. Fm 4. A expressão pode se referir à iluminação que o Espírito Santo concede ao cristão que busca o conhe­ cimento de Deus (cf. Durante sua prisão. Infelizmente. 16.EFÉSIOS ideia como uma abstração teológica. lTs 1:2. embora compreendamos apenas par­ cialmente o significado desse relacionamento. ICo 2:9. Fazendo menção. ◄! A expressão pode se referir à glória que per­ tence ao Pai como uma qualidade própria (ver com. de Rm 3:23). até os que não são san­ tos. 5. lTs 1:3). correspondendo ao heb. Amor para com os santos é resultado natural da fé em Cristo. A frequência das expressões de ações de graças do apóstolo é uma indicação da natureza alegre e radiante de seu espírito. dada diretamente por Deus. Ver Rm 1:8. Do gr. 2 lm 1:3. Esse conhecimento 1111 . nos identificamos com nosso Irmão mais velho. sophia (ver com. Ouvido. o apóstolo pro­ fere uma oração de louvor e ação de graças. de Pv 1:2). xvi) favorecem a omissão da pala­ vra "amor”. o Altíssimo glorificará os que vão a Ele por meio de Cristo (2Co 3:18). 10). O fato de Deus Pai ser des­ crito como “o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo" não significa subordinação do Filho ao Pai (ver com. Não se trata de conhe­ cimento teórico ou de mero assentimento intelectual. Ele não tece uma filo­ sofia nem escreve um tratado sobre o pro­ blema da predestinação e do livre-arbítrio. Conhecimento. Paulo une fé a amor (1 Co 13:13. Ou. Ele considera que Cristo resolve cada pro­ blema intelectual e moral que as pessoas tenham que enfrentar. p. dev ido a seus hábi­ tos c temperamento. I a 14. também eu. de fato. das quais algumas o alegravam e outras o entristeciam. Evidências tex­ tuais (cf. Lc 12:12. mesmo aqueles a quem é mais difícil amar. Espírito. A fé dos efésios era uma fonte de grande encorajamento para ele. E impos­ sível amar a Deus sem amar os santos (1 Jo 4:20) e. Paulo rece­ bia mensagens das igrejas que havia fundado. mas de conhecê-Lo perfeitamente. mas de conhecimento experi­ mental que vem àqueles cujas faculdades espirituais são vivificadas e se tornam sensí­ veis à verdade espiritual. O Deus. Sabedoria. Do gr. O remédio pode ser encon­ trado cm compartilhar experiências positi­ vas da vida cristã. chokmah (ver com. Em outros textos. É necessário mais do que a razão para se chegar ao ver­ dadeiro conhecimento de Deus. Dar graças. visão espiritual. Fp 1:4). que o crente que tem o Pai da glória tem tam­ bém a herança da glória. Amor para com todos. 15. Pai da glória. de Jo 14:28). de Lc 2:52). sem a qual ele nunca poderia ter suportado seus sofrimentos. Fp 1:3. Revelação. a palavra é necessária para dar sentido à frase. ICo 1:4. 2Ts 1:3. Assim como o Pai glorificou o Filho com a glória que tinha com Ele antes da fundação do mundo (Jo 17:24). Devido às bênçãos descritas nos v. Comparar com At 7:2. O espírito de gratidão de Paulo era incessante.

o após­ tolo ora pelo conhecimento pessoal do poder de Deus na vida. O fato de se manter “a esperança do Seu chamamento" (v. Vista como o privilégio dos santos. Eoram “comprados por preço" (ICo 6:20) e. Do gr. novos aspectos de Seu caráter que comovem a pes­ soa e a inspiram a um viver santo. 19). Ver com. O crente deve saber que. Deus revela. Olhos do vosso entendimento (ARC). No sentido de “poder". eram filhos de Deus. 18. Paulo queria que tivessem a esperança que lhes abriria horizontes jamais sonhados. nem ouvidos ouviram é o que veem os olhos espiritualmente perceptivos (ver com. de Rm 8:30. Eles tinham recebido o perdão dos pecados. A esperança é uma combinação de fé e certeza. 10). de Rm 5:2-5. A característica permanente do poder de Deus consiste no que é exercido ou realizado cm Cristo (v. Segundo a eficácia. esta palavra é usada no I I 12 . Evidências textuais (cl p. 18). riqueza ou herança de Deus (Ex 19:5). Em outras passagens fala-se dos redimidos como tesouro. mas ainda assim sua visão era limitada. Alguns comentaristas afirmam que. como mostrado nos v. Ele tem prazer em sua herança. Este parece ser o sen­ tido que Paulo dá ü expressão aqui. Este termo tem sido enten­ dido como se referindo tanto aos santos como herança de Deus quanto aos privilé­ gios que os santos desfrutam como herdeiros de Deus. de Rm 4:3-5). Como os efésios ainda não compreen­ diam o pleno sentido de sua vocação. “vigor". 20). a cada dia. Chamamento. e olhos iluminados. 8:24. a esperança da glória (Cl 1:27).1:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA é progressivo. se é chamado por Deus. de Deus. Ver com. Poder. kratos. 19. Por “coração . "Nem olhos viram. consciência espiritual e compreensão moral. a herança é gloriosa e rica. "força . a natureza fraca é rea­ vivada e transformada pela energia divina. Além do conhecimento da "esperança" e das "riquezas” (v. miseri. é uma nova visão ou perspectiva. não fosse pelo poder que a acompanha. As riquezas da graça de Deus. Esta frase marcante não ocorre em nenhum outro texto do NT. Nãoé uma nova I acu Idade ou dom. por “esperança". O apóstolo enumera três itens de conhecimento que vêm àque­ les cujos olhos são iluminados (v.«i córdia e reino são compartilhadas com Seus filhos fiéis (cf. Ep 4:19). Alguns comentaristas acreditam que. de ICo 2:9. 18. consequentemente. poder. de Brn 1:21). xvi) favo­ recem a variante “olhos do vosso coração" (ABA). Isto é. 18 a 20. Os que cremos. 18) seria algo torturante e insatisfatório. pois "O vencedor her­ dará estas coisas” (Ap 21:7). por meio do Espírito. Paulo se refere não ao que se espera. Ao experimentar a conver­ são e a santificação. experimentará em todos os aspectos de sua vida a bem-aventurada esperança. nesta passagem. Esperança. mas ao princípio da esperança que é inspirado na vida do crente pelo chamado divino. os hebreus representavam a sede dos pen­ samentos. Paulo estava ansioso de que eles vissem que a espe­ rança cristã se baseia nos eventos da reden­ ção: “Cristo em vós. Poder. da vontade e das emoções (ver com. Para saberdes. Possuir essa esperança é ter algo pre­ cioso. A fé é o canal que pos­ sibilita a operação do poder divino (ver com. Paulo se refere ao propó­ sito final do chamado divino: as alturas da realização espiritual à qual Ele chama Seus santos e a glorificação futura quando os san­ tos serão restaurados ao estado original de perfeição. DEle. Herança. de Seu amor. “Olhos representam percepção. Eles são Seus pela cria­ ção e pela redenção. mas que espera pela plenitude no luturo. Tem lugar uma nova e profunda compreensão que afeta o mais íntimo da personalidade.

| e domínio. "todo o conteúdo'.. Debaixo dos pés. Exerceu (. de Mt 18:17). Cabeça sobre todas as coisas. Cristo ressuscitou com um corpo glorificado e assumiu a auto­ ridade ã direita de Deus. Cl 2:19). plerõma.EFÉSIOS NT apenas em relação a Deus e Sua pala­ vra. E maravilhoso que o mesmo poder que realizou a ressurrei­ ção de Cristo opera no coração dos crentes. como a idade futura tio universo. Do gr. tendo em vista a crescente influência da heresia gnóstica. Essa mudança notável não c produzida pela psicologia. Ap 3:21). é um ato da graça e do poder divinos. “era" (ver com. Como resultado de Sua humilhação e exaltação.. Ef 1:18). Igreja. e Sua exaltação. A analo­ gia entre a igreja e o corpo humano é muito própria. Direita. Não há nome que possa ser comparado ao de Cristo. Estas palavras abrangem tudo e é usada para levar a enumeração pre­ cedente a um clímax. Seu corpo. Sua ressurreição é uma segurança da ressurreição dos santos (Rm 4:25. do v. toda a extensão”. com. Paulo vê a 1113 . A ideia de que Cristo compar­ tilha Sua autoridade com o Pai está exposta em outras passagens ( ver Jo 1:1..) em Cristo. ou à condição de plenitude de algo. O poder divino atuou sobre o corpo morto de Cristo e opera novamente sobre os que estão "mortos nos (. 20. Rm 8:38). ICo 15:24. não só nesta era presente. Rm 8:11. ambos são compostos tie vários membros e cada um deles tem caracterís­ ticas e funções particulares. um conceito que podia ser facilmente aceito. apenas quando os membros atuam em estreita rela­ ção podem desempenhar as funções próprias de cada um. Ef 3:10. Cristo. 2Co 4. "numero com­ pleto". isso não é impedimento para a associação e coope­ ração harmoniosas. 1:23 Todo nome. Lugares celestiais. aiõn. 19. não importa qual seja Sua hierarquia suposta ou real. ◄ Plenitude. Ver com. de Ef 6:12. Esta palavra se refere em sentido passivo at) que é preenchido. Assim como o corpo c um e a igreja é uma só. tanto nos céus como na Terra. Século. com autoridade suprema e universal (ver com.14). a cabeça. ekklêsia (ver com. mas também na vindoura.) delitos e pecados’’ (Ef 2:1. bem ilustrada pela relação vital entre a cabeça e o corpo. Iodo principado |. Ser “cabeça". e o mundo “por vir". T 21. de Mt 13:39). Esta relação inclui mais do que governar. 23. cl. cf. 17:5. de Cl 1:19). Do gr. Na realidade. Ver com. educação ou realização de boas obras.. também "complemento". Ver com. “idade”. com. de Rm 8:38. Cristo é superior a todos os poderes celestiais e terrestres. a garantia da exaltação final que os santos terão (cl. Ele utiliza ter­ mos Irequentes nos ensinamentos judaicos daquela época (ver Enoque 61:10) e estabe­ lece a verdade de que Cristo está acima de todos os outros seres. no sentido que se dá nesta epís­ tola. Do gr. ICo 15:20-22). Assim Paulo destaca a ideia de unidade. Paulo sempre quer deixar claro que Cristo não deve ser considerado como uma divin­ dade subordinada. inclui as ideias de união vital e relacio­ namento (El 4:15. A mão direita é a posição de autoridade. do v. 16. uma vez que está cheio (cf. tanto bons como maus. (leralmente se entende que esta enumeração se refere aos poderes angelicais (cl. O grande poder de Deus se manifesta na transformação do pecador em um santo. Embora exista uma grande diversidade de dons. 6:12.. de ICo 15:24-28. “Presente século signi­ fica a presente ordem.. A cabeça é o centro ativo de todas as funções do corpo. Cl 1:16). Ressuscitando-O. Ele é t> Senhor soberano. At 7:55. 22. pois não existe nenhum ser que possa comparar-se a Ele. Cristo será reconhe­ cido universal mente como supremo. é a sede de toda a autoridade tia igreja.

DTN. é dom de Deus. 262 20. 268. outrora. TI. 257 9 .CS. 403 3-7 . 44. nos séculos vindouros. 834. mediante a fé. estáveis sem Cristo. fazen­ gentios na carne. ix. e isto não vem de vós. a inimizade. estando vós mortos nos vossos delitos e pecados. agora. T7. HR. T5. juntamente com Ele. 4 Mas Deus. 17. em bondade para fez um. PP. nos alianças da promessa. WHITE 3-TM. 675. 89. 23-DTN.AA. as quais Deus de antemão desobediência.DTN. 128. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 7 para mostrar. /3 Levados para perto por Cristo. lembrai-vos de que. e éramos. PR. e. não tendo esperança e sem deu vida juntamente com Cristo. 740. 674.FEC. 518 3-5 . 414. vós. 360 17-19 . 1 Ele vos deu vida. 335 17. em Cristo Jesus. T8. parados da comunidade de Israel e estranhos às 5 e estando nós mortos em nossos delitos. 8 Porque pela graça sois salvos.sangue de Cristo. PR. 67 17-TM. T5. a su­ 14 Porque Ele é a nossa paz.pela graça sois Deus no mundo. 260.1:23 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA igreja como o corpo de Cristo preenchido com a plenitude de Deus (Ef 3:19). os privilé­ gios do corpo. MCH. Enche. mas 19 como concidadãos dos santos e membros da família de Deus. 13 Mas. como também os demais. deste mundo. 635. preparou para que andássemos nelas. 2 nos quais andastes oulrora. criados em Cristo do ar. Em Colossenses. o qual de ambos prema riqueza da Sua graça. aqueles que se intitulam circuncisos. e nosantes estáveis longe. segundo o príncipe da potestade 10 Pois somos feitura dEle. 427 22. vós. CC. sendo rico cm misericórdia. enchendo-a de vida santa e abundante. trora. a cabeça. fostes aproximados pelo fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. na carne. para que ninguém se glorie. 827.EEC. . 55. que estava no meio. entre os quais também todos nós andamos ou11 Portanto. 154 18. 283 Capítulo 2 1 Em face do ijtie os creates eram comparado ao que são pela graça. 540. MDC. por 12 naquele tempo. 10 Paulo declara que foram criados para as boas obras. chamados incircuncisão por do a vontade da carne e dos pensamentos. MCH.T5. 11. não devem viver como os gentios.MCH. 729 6. que 6 e. tendo derribado a parede da separação conosco. por mãos humanas. do espírito que agora atua nos filhos da Jesus para boas obras. filhos da ira. 200. 787. MCH. Ed. 18. T5.DTN. DTN. em Efésios. se­ causa do grande amor com que nos amou. 1 1 14 . salvos. FEC. 295. 21 . Paulo destaca a divindade de Cristo. 309 19. segundo as inclinações da nossa carne. nos ressuscitou. Cristo derra­ mou Suas qualidades e Sua plenitude sobre a igreja. OE. 313. de Ef 4:10. 113. segundo o curso 9 não de obras. em Cristo Jesus. 229 7. T6. 682. 159 14-LA. 112.CG. 104. Ver com. por natureza. 413. OE. 264. T6.

“época" (ver com. significando os céus atmosféricos. literalmente. halak. cres­ 17 E. enquanto que kosmos é o mundo em determinado período. na Sua carne. comparar com El 2:10. A constru­ ção é de difícil compreensão. com Deus. 2. Delitos e pecados. Do ar. Isto é. ver com. por Ele. 4:1.] vida. “viver”. para que dos dois crias­ se. Esta expressão só ocorre no original grego do v. mas concidadãos dos santos. a palavra tem o sentido metafó­ rico de "conduta de vida" (comparar com o heb.EFÉSIOS 2:2 19 Assim. Os racionalistas creem que Satanás seja apenas uma figura mitológica. Is 1:2. O diabo está muito desejoso de que as pessoas creiam que ele não existe. de Mt 13:39). A situação de degradação humana é pare­ cida com a morte física. por intermédio da cruz. mília de Deus.. fazendo a paz. no com. Porém. peripateõ. Filhos da desobediência. 20 edificados sobre o fundamento dos após­ 16 e reconciliasse ambos em um só corpo tolos e profetas. 5 . principalmcntc por Paulo e por João.. Pai em um Espírito. do ponto de vista de suas características. O homem natural se encontra em estado de rebelião e oposição a Deus e Sua vontade (SI 68:6. de Mt 4:3). A expressão pode destacar o fato de que os seres demoníacos são invi­ síveis e habitam o ar que rodeia o planeta. a lei dos mandamentos nos. metaforicamente. está a “caminhada” do regenerado em “boas obras" (Ef 2:10). pes­ soas desobedientes. Jesus o chama de príncipe deste mundo (Jo 12:31). Mundo.. Mortos. 5. um novo homem. Na maioria das ocor­ rências do NT. O príncipe. “os deli­ tos e os pecados". as Escrituras o apre­ sentam claramente como um ser real (ver com. sobre o sen­ tido de “viver". Provavelmente. essencial ao crescimento e à disposição. sendo edificados para habitação de Deus no 18 porque. vindo. A diferença é que aiõn é um período de tempo. aiõn. Ou seja. “andar por aí". kosmos é usado quase corno sinônimo de aiõn (comparar ICo 3:19 com ICo 2:6). Jo 6:53. Aiõn não só expressa "tempo". estáveis longe e paz também aos que estavam 22 no qual também vós juntamente estais !► perto. Cristo Jesus. Andastes. os dois termos são usados cumulativamente para res­ saltar os distintos aspectos do pecado. bem ajustado. evangelizou paz a vós outros que ce para santuário dedicado ao Senhor. 1. 5:8. e esta é precisamente a con­ dição dos espiritualmente mortos (El 5:14. 5).. Ou seja. Curso. Literalmente. 15). 63:10). Em contraste com a caminhada do ímpio em seus "delitos e peca­ dos". Às vezes. Na morte.” Provavelmente. já não sois estrangeiros e peregri­ 15 aboliu. o diabo. kosmos (ver com. O seu estado é de morte espiritual. literalmente. A força dos artigos fica clara quando é acrescentada a seguinte sentença sem pontuação: "nos quais. Do gr. e sois da fa­ na forma de ordenanças. em Si mesmo. antes da conversão. a menos que o verbo seja acrescentado antes (sobre "dar vida". por ela a inimizade. IJo 3:14. destruindo a pedra angular. é desobediente pela própria natureza e está sujeita à condenação (Ef 5:6). falta o princípio da vida. Ap 3:1). do v. 5:12. Outrora. "passar a vida". sendo Ele mesmo. Do gr. nesta epístola. 21 no qual todo o edifício. Do gr. ambos temos acesso ao Espírito. Esta classe nasce da desobediência. de Gn 5:22. Deu [. mas também pode denotar o tipo de vida característica do mundo: desunião e separação de Deus. de Mt 4:8). O ser humano sofre algo mais do que desajustes sociais ou incômodos com­ plexos.

2 e 3 apresentam um quadro sombrio do que parece uma ine­ vitável desgraça. Fazendo a vontade. o qual encontra a expressão máxima na pessoa de Cristo. Deu vida. de Rm 1:18). tanto os pecados próprios da natureza carnal. suzõopoieõ. Ele é rico em misericór­ dia para com todos os que O invocam (cf. não porque sejam dignos dEle. mas porque Deus tem prazer na misericór­ dia l l i 3:5. Assim como Cristo foi vivificado dentre os mortos. Ver com. Cl 2:20). Paulo com­ para a situação deles com a dos judeus e reco­ nhece que tanto ele como seus compatriotas pertenciam à classe dos “filhos da desobe­ diência" (cf. Inclinações da nossa carne. Ressuscitou. “sendo nós ainda pecadores” (ver com. A forma verbal indica um ato do passado cujos resul­ tados continuam no presente. como as fantasias des­ controladas da mente. Rm 10:12). Comparar com Rm 6:5. 8. "vivificar”. “conduzir-se ”. Os crentes foram crucificados com Ele. 1 e 2. vivem com Ele.2:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 3. Juntamente com Cristo. nos v. Deus nos amou. e nunca deixará de nos amar. ele inclui aqui este pensamento parentético. o ser humano também é vivificado da morte espiritual. Esta palavra é usada no N I somente aqui e em Colossenses 2:13. CJl 3:22). são usadas 14 vezes no NT e se referem ao processo de transformação pelo qual se passa da morte para a nova vida. sofrem com Ele e compartilham de Sua glória (cf. Rico em misericórdia. a seguir. "tornar vivo juntamente” (ver com. 5. mas porque o crente recebe pela fé a vicia renova­ dora que I lui de Cristo. de Rm 7:5. reinam com Ele. 3:20). regida por novos princípios. Fp 3:10. 8:4 7). ou pessoas que merecem ira (sobre a ira de Deus. 6. de Rm 5:8). a uma nova relação. O amor de Deus é algo mais do que compaixão. ver com. Depois de se dirigir aos gentios. leva à ação benefi­ cente e é imutável. destacando assim o grande amor de Deus por nós “sendo nós ainda pecado­ res" (ver com. anastrephõ. I). de Rm 5:12) e "vasos da ira (ver com. "andar para lá e para cá ”. do v. 4. literalmente. a lim de destacar o maravilhoso ato de Deus. Os v. O pecado de Adão levou seus descendentes a se tornarem "filhos da ira” (ver com. fazendo a vontade da mente não regenerada. de Rm 8:24). são coerdeiros com Ele. () amor é um atributo primordial de Seu caráter (ljo 4:8). I lá três aspec­ tos da salvação: passado. de Mt 5:43. "nos amou”. ICo 13:1). filhos dignos de ira. O propósito divino é levar as pes­ soas a uma nova esfera. Do gr. O pecado ► se encontra profundamente arraigado na natureza humana. morrem com Ele. Sua grande obra em lavor da humanidade não foi apenas um ato de benevolência ou con­ descendência caridosa. Mortos cm nossos delitos. exceto quando a fala é um aspecto do com­ portamento da pessoa. Os impulsos da natureza inferior (ver com. Foi esse amor que motivou Sua obra de salvação (Jo 3:16). do v. Anastrephõ não se refere à fala. de Rm 9:22). Esta frase está conectada ao versículo anterior. presente e futuro (ver com. Pela graça sois salvos. ver com. portanto. IVlas Deus. () coração do apóstolo está cheio do tema da salvação pela graça e. 23. ressuscitam com Ele. A salvação se alcança não por meio de instrução ou normas morais. IPe 1:3). Paulo apresenta a solução. A queda colocou lodos no mesmo nível (Rm 3:9. Rm 2:1. portanto. Andamos. Também todos nós. Ou seja. Grande amor. Ela e sua forma abreviada zõopoieõ. mas um ato de afeto e amor (sobre agapg. Filhos da ira. Deus tem mise­ ricórdia de nós porque somos pecadores e nos ama porque somos Suas criaturas. Ou seja. Deus não é ape­ nas misericordioso. de Rm 5:8). Somos ressuscitados pelo poder 1 I 16 . Do gr. Rm 6:3-8: 8:17.

Não vem de vós. Este versículo apresenta um dos misericordiosos propósi­ tos da obra da graça. "nos próximos aeons". Esta é a frase-chave da passagem. poiêma. Cristo foi o meio específico pelo qual Deus demonstrou Sua bondade para com a humanidade. Feitura dEle. 9. Ao longo dos séculos sem fim. em sentido espiritual. é necessária a eternidade. de Km 4:3). não há nenhum motivo para jactância da parte dos seres humanos. estava previsto que os salvos pela graça praticariam boas obras como um testemunho da salvação pela graça. e está contraste com a frase "mortos em nossos delitos (ver com. em seguida boas obras. 10. 2Co 9:15. O ser humano não pode produzir boas obras por si mesmo. Criados em Cristo Jesus. ver com. afeições e vontade (Mt 5:14-16).. para viver uma nova vida em Cristo Jesus. Este andar contrasta com o descrito no v. Um dos propósitos do [ilano da salvação é mos­ trar nos séculos da eternidade as riquezas da graça de Deus (Ef 1:7). A duração de uma única vida ou de uma era não é suficiente para revelar todas as riquezas da graça de Deus. Caminhar ou andar . Não de obras. Pela graça [. Sobre “andar no NT. “exibir ”. com. 8. porque a entrada de Cristo nas cortes celestiais é uma garantia da entrada de todos os que aceitam a salvação. as quais fará de acordo com a von­ tade de Deus. As obras não são a causa. "a cria­ tura". a salvação não se alcança pelo esforço humano. de Km 4:3. então. do v. do v. Suprema riqueza. obtido sem dinheiro e sem preço (ver Is 55:1. podem viver na atmosfera do Céu enquanto estão aqui na Terra. tam­ bém podemos estar lá. Assentar. “aquilo que é feito ou executado". Ninguém jamais poderá se van­ gloriar dizendo: “eu alcancei a salvação". Cristo está no Céu. De antemão preparou. sobre fé e salvação. com. Antes da cria­ ção. ao aceitá-Lo como nosso representante. de G1 2:16. Do gr. A fé não é a causa da salvação. eras da eternidade. Ou. Mostrar. de Ef 1:3. O privilégio e o dever de teste­ munhar mediante boas obras se torna possível devido à mudança que Cristo efetua nos pro­ pósitos. partilhando de Seu trono.EFÉSIOS vivificante da graça de Deus. Kondade. 7. 5). Glorie.. Ver com. 2. A palavra portuguesa "poema" é deri­ vada de poiêma. de Km 3:31). A vida espiritual na Terra se torna. uma “obra”. mas apenas o meio (ver com. Lugares celestiais. assentado à direita de Deus (Ef 1:20.] mediante a fé. üu. de Km 3:24. Portanto. A salvação é um dom gratuito. cf. uma antecipação e um antegozo da celestial. "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo" (2Co 5:19). Cl 3:1). 2. não como algo atemporal. ljo 5:11). Somos salvos quando confiamos em Cristo 2:10 e nos entregamos a Ele. Séculos vindouros. sobre a graça. de Km 4:4. Cristo está conosco pelo Espírito Santo (Mt 28:20) c nos considera como se já habitássemos com Ele. mas o efeito da salvação (ver com. Aqueles que vão a Cristo. Paulo concebe a eternidade como uma interminável suces­ são de períodos. Andássemos nelas. a existência das hos!► tes dos redimidos exibirá "a suprema riqueza da Sua graça (cf. Em Cristo Jesus. Jo 4:14. E a graça da parte de Deus e a fé da parte dos seres humanos. Ver com. ver com. Isto é. ver com. Os crentes pertencem ao mundo celestial. assentado à direita de Deus. Essa sequência: sal­ vação e. Somos refeitos por Ele com o pro­ pósito de praticar "boas obras”. A fé aceita o dom de Deus. Dom de Deus. foi escrita no código espiritual pelo qual o ser humano deveria viver. O termo se refere à nova criação espiritual que Deus efetua no ser humano. de Ef 1:6). e nós. E necessário antes ser recriado espiritual­ mente por Cristo para que possa produzir as boas obras.

Estranhos. Os gentios não eram ateus no sentido de não crerem nos deuses. Literal­ mente. agora.. Nas catacumbas de Boma. Se a pes­ soa não caminhar em boas obras. assim. atheoi. O sangue de Cristo vindica o nome de Deus e é a prova de Seu amor (sobre o sangue de Jesus e a salvação. Mas. Esta é a condi­ ção de miséria e perdição. antes de Cristo vir. o vínculo de união e de paz. talvez signifique apenas "des­ conhecimento de Deus”. pregado por um trabalhador em um celeiro. cujos atributos são santidade. justiça e misericórdia. NEle todas as divisões da humanidade devem ser abolidas. mas também os meios para sua realização (Jo 15:16. Cl 5:6). neste contexto. "longe de Cristo (BJ). 4. 14-17). se converteu ao ouvir um sermão sobre Elésios 2:13. portanto. nem escravo nem livre (Cl 3:28). pois tinham muitos. porém nunca se encontra sobre um túmulo pagão. 14. lermos distintos denotando gentios c judeus (ver com. separados dElc. 11. o conhecimento das "alianças da promessa” estava conlinado quase exclusivamcnte ao povo judeu. 2Tm 2:21). 4). Ef 2:19.] aproximados. 4. 21). Ou. E bom que o cristão se recorde de sua antiga condição. como consequência. Incircuncisão [. Longe [. Pelo sangue. “Sem Cristo” é a antí­ tese trágica da expressão-tema repetida mui­ tas vezes: “em Cristo" (ver com. lembrai-vos. L dito que Augustus M. a palavra “esperança" é encontrada comumente nas « inscrições cristãs. 2). O Arquiteto do universo é também o edificador da vida espiritual. I 1 18 .. justificados (Hm 5:9) e purificados (IJo 1:7). 12. da qual deriva a palavra “ateu". Toplady. Os judeus não cumpriram o plano de Deus e. cuja atividade tem um propósito eterno (Ef 1:4). Com o cha­ mado da igreja cristã (ver vol. Outro contraste de Paulo para dar ênfase (v. Ele é a nossa paz. 22:18). Eles estavam sem o conhecimento do verdadeiro Deus. deve-se duvidar se recebeu a graça. Separados da comunidade. a palavra grega. Uma referência ao estado de incircuncisão. amor. de El 1:1). cf. ainda que os judeus tivessem a vantagem de ter sido os primeiros a receber a Palavra de Deus (Hm 3:1. Paulo não condena os gentios. não imposta. uma expressão natural da nova vida do crente. Deus não só proporciona a oportunidade para a prática das boas obras. careciam da fonte do poder regenerador. Por ser o vínculo entre judeus e gentios diante de Deus. Assim. No entanto. Sem Cristo.2:1 I COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA em boas obras deve ser uma prática habitual e espontânea. Do gr. de Horn 11:12). Cristo efetuou a paz entre eles. p. autor do hino "Rocha Eterna" (IIASD. Mq 5:5). ver com. No AT. "tendo sido alienados" (cf.] circuncisos. de Hm 3:25). como estavam desconectados do Messias. 2Co 5:19). muitos deles responderam positivamente e. n° 195). Gentios na carne. Os gentios não tinham esperança no Messias. Cl 1:21). Assim. o evangelho foi pregado aos gentios (ver com. os crentes são reconciliados (Rm 5:10. De ambos fez um. de Hm 2:25-29. redimidos (Cl 1:14). Era surpreendente para judeus e gentios des­ cobrir que ambos haviam entrado para a nova relação de aliança com o Messias pelos mes­ mos meios. não havia esperança para as bênçãos que fluem dEle. Sem Deus. já não há judeu nem grego. os gentios permaneceram “separados" e “estranhos”. a paz é associada ao Messias (ls 9:6. Portanto. 13. foram “aproximados”. Não tendo esperança. Pelo sangue de Cristo. Cristo não é apenas o paciiicador. Ele mesmo é a paz. apenas diz que. O pronome “ele” é enfático no grego. Eles deveriam tornar disponíveis aos gentios os privilégios da aliança e convidá-los a parti­ cipar do culto do verdadeiro Deus (ver vol... Deus fez aliança com Abraão e seus descendentes (Gn 12:3. p.

a primeira possibilidade.EFÉSIOS 2:15 Parede da separação. como resul­ O concílio de Jerusalém foi convocado para tado. O texto grego parece favorecer quanto eles vos disserem" (Ml 23:2. odiavam e desprezavam lizado em referência à figueira infrutífera seus vizinhos judeus. Deus Se engajasse no ritual do judaísmo Lei dos mandamentos. portanto.] de selhou ao povo: "Fazei e guardai. embora a última Quando os judeus rejeitaram a Cristo. Geralmente. E fácil compreender então porque I I 19 . Ou seja. Desenvolveu-se um partido forte para modificar a força e a função dos man­ damentos originais ou então para anulá-los. a distinção considera-se que se refere à lei cerimonial. nenhum outro « Na Sua carne. juntamente com as interpretações envolvidas. No entanto. Este termo pode escribas e fariseus que “se assentaram" na ser considerado como estando em para­ "cadeira de Moisés ”. Foram a interpre­ Alegavam que os gentios deveriam ser cir­ tação que os judeus lhe acrescentaram. pois. representantes oficiais da religião verdadeira. que se tornaram a base da hostilidade. um o átrio dos gent ios do pát io dos judeus (ver vol. resolver a questão (At 15) e decidiu contra as pretensões judaicas. "tornar nula e sem efeito". 488). Um grupo de fanáticos desse “comunidade de Israel (v. sua não seja impossível e poderia ser preferi­ condição como representantes oficiais da reli­ da devido ao contexto. assim como o Deus que ele acredi­ os separava (BJ). de Rm 3:3). (ver com. de Gl 2:16). Após a cruci­ zade ao abolir a "lei dos mandamentos na fixão. Além desse limite. o próprio Jesus acon­ lelo a “parede de separação" e a "lei (. A imagem pode ter sido tava ser também o seu autor não lhe trazia nenhum apelo.. Muitos judeus fim na cruz. adições que lhe fizeram e as atitudes exclu­ sivistas e hostis que adotaram. as cuncidados e se conformar com o sistema legal judaico. katargeõ. tudo ordenanças". juntamente com o cristianismo. nem todos Os regulamentos adicionais. Do gr. o que tado com um sistema intrincado de requisi­ fez com que o apóstolo Paulo escrevesse a tos legais. nenhum gentio se muro. 12) era confron­ partido perturbou as igrejas da Galácia. 3). p. de Mt 21:43). Eles estavam no mundo como "torna nula" a fidelidade de Deus (ver com. O sistema judaico. os candidatos à salvação. 5. no sacrifício de povo havia a quem Deus pudesse direcionar Seu corpo na cruz. além de aceitar a Jesus Cristo. “cancelar ”. Ao se referir aos A inimizade (ARC). entre o cristianismo c o judaísmo não era E verdade que a lei cerimonial chegou ao compreendida claramente. por sua vez. tomada da barreira que no templo separava era como uma barreira intransponível. não se simplesmente o judaísmo ao qual tinha sido destinava a criar a inimizade que Paulo des­ adicionada a crença em Jesus como Messias. Ambas as ideias não gião verdadeira foi-lhes tirada e dada à igreja são incompatíveis. o sistema se tornara pouco atrativo para o "parede divisória do muro . como Deus o deu. ou “o muro que gentio. a adoração do verdadeiro Deus. p. mas se deve lembrar que o sis­ convertidos criam que o cristianismo era tema cerimonial. Literalmente. Até a I undação da igreja cristã. Este verbo é uti­ e estes. 54). que impedia que os gentios aceitassem atrevia a passar (ver imagem.. creve nesta passagem. não era mais necessário que o Filho de forma de ordenanças ”. que continuava a insistir em que os gentios Qualquer gentio que desejasse participar da deveriam aceitar o judaísmo. Os judeus 15. serviram pareciam dispostos a aceitar as decisões do concílio. odiavam e detestavam seus vizinhos gentios. Aboliu. No início. Cristo eliminou a inimi­ cristã (ver com. que “ocupava inutilmente" {kalurgcõ) a terra Deus confiara aos judeus Seus oráculos (Lc 13:7) e também para a incredulidade que (Rm 3:2).

10. A pala­ 17. Dos dois. natu­ homem” (do v. as leis que Deus havia dado aos judeus. 16. judaico não significou a revogação de todas de Rm 5:10). vam “longe”.. Provavelmente uma alusão a Isaías 57:19. usado aqui. O adjetivo gr. ARO e para os decretos de evangelho da paz foi proclamado tanto a gen­ César em geral (At 17:7). no com. Um novo homem. com. tos’. Do gr. Ver com. Aqui. 14). Isto provavelmente se refere vra é usada para o decreto da parte de César à vinda de Cristo por intermédio do Espírito Augusto. do v. Esta palavra foi acres­ centada.. Paulo teve o Destruindo [. de G1 2:16). isto é. com. Ver v. hostilidade (cf. e não podem ser revogados. Fazendo a paz. não há outro meio de salvação. Ordenanças. Isto significa mais Os judeus necessitavam da reconciliação I 120 . Longe [. tudo isso se resolve ◄ como: "lei dos mandamentos. Ele é a paz. ktizõ.. Por meio tio Espírito. Discórdia na família. "decre­ Por ela. o priu seus tipos. Essa mesma transição do judaísmo para Trata-se de uma nova pessoa. Vindo. o “novo cerimonial. assim. dogmata descreve os decre­ gelho sempre produ/ paz e boa vontade para tos da lei judaica. 13. são tão eternos quanto o é o reconciliação e o lugar em que a inimiza­ próprio Senhor. e fora d Ele moral não foi revogada (ver com. “mandamentos". Ele não é apenas a garan­ “criar". dogmata. mas a sentença pode ser traduzida sões c conflitos pessoais. dog­ tios como a judeus. do qual Cristo é a cabeça (Ef 1:22). judeus e gentios. 14. O judaísmo. foram "aproximados”. que apontava para Cristo. Para que [. Ou. de Cl 1. Porém. “decretos-leis". ten­ Consistia (ARC). de qualidade o cristianismo é o tema de Paulo neste ver­ sículo.] criasse.20). na qual ele declara que do que a harmonia estabelecida entre eles. dade nacional. Mas os precei­ única vez em que se menciona a cruz nesta tos morais. kainós.2:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1010 epístola aos Gaiatas. ciúmes denominacionais.1 a inimizade. A lei civil judaica já havia se corpo. “para que todo o mundo se alis­ depois da ascensão. do v. “mas o que vale é tido de que a morte de Cristo levou ao lim a guardar as ordenanças de Deus” (ver com. A lei Em um só corpo. “um dos dois”. que esta­ a frase: “Ele é a nossa paz ”. Ou seja.. com seu sistema intrin­ diferente de qualquer dos dois elementos cado de mandamentos e decretos. de Ef 4:24).] perto. Ao aceitar a Cristo e tendo sido removida essa barreira. conflitos partidários.. tia de paz. de Hm 3:31). Literalmente. Com ralmente. Ela é apresentada como o meio de ter de Deus. perdera que a compõem (cf. mata descreve os decretos do concílio de Evangelizou paz. Reconciliasse. "nela". “um em Cristo". Paulo enfatizou que a lei porque Cristo morreu por todos. consistindo em quando os seres humanos se tornam filhos e filhas de Deus e. Estas palavras explicam sua eficácia. os gentios. signi­ fica novo em qualidade e não em tempo. o término do sistema cerimonial forma intensificada de katalassõ (ver com. Do gr. A pregação do evan­ Jerusalém. Esta é a perda da soberania nacional. chegou ao fim quando Cristo cum­ esta figura o apóstolo se refere à igreja. apokatalassõ. ver também com. decretos [ou expressa em decretos’]”. com os semelhantes (ver “Ele é a nossa paz . que são uma transcrição do cará­ epístola. Em Atos 16:4. tornado sem efeito em grande parte com a Por intermédio da cruz. o sistema do judaísmo se tornara obsoleto. No sen­ cuidado de acrescentar. Falando do fim da circuncisão. de foi destruída.. tema legal judaico. 15) e o “corpo” (de 1:23). animosi­ de ICo 7:19. A cruz é a grande niveladora e Em todos os seus ensinos sobre o fim do sis­ o denominador comum de todas as pessoas. do v. Do gr. o tasse" (Lc 2:1.

Estrangeiros e peregrinos. Ver com. ou. cf. Ou. Do gr. Acesso. 2:16). aproxi­ mação’. sustento e comunhão (cf. na forma característica de Paulo. a ideia de um Pai amoroso tinha um forte apelo. assim como a frase "no Senhor". A figura difere da utilizada em 1 Coríntios 3:11. 21. pois. moradores que não tinham direitos de cidadania como os israe­ litas (ver At 7:6. que são os apóstolos e profetas”. Esta passagem não diz que a igreja seria fundada sobre um apóstolo. formando o “corpo” de Cristo (Ef 1:23. sendo Cristo a pedra angular. visto que eles realmente lançaram os fundamentos da obra do Messias. A figura literária muda. A metáfora é elaborada a partir do Salmo 118:22 e foi aplicada por Cristo a Si mesmo (Mt 21:42). cons­ tituem o fundamento. mas os peregrinos {paroikoi) eram semi forasteiros. em que a construção é descrita como sendo feita de pedras vivas. Do gr. a frase-chave da epístola (ver com. 4:11. Cristo une as várias partes da casa espiritual. 4:9. Santos. A palavra é tra­ duzida como “bem ajustado e consolidado” (Ef 4:16. os evangelistas especiais dessa graça. 1 Pe 1:18). Ao Pai. Esta expressão é encontrada apenas aqui e em 1 Pedro 2:6. Os estrangeiros (xenoi) eram os de fora. No qual. mas sobre todos eles. ICo 12:10). As três pessoas da Divindade são apresentadas neste versículo. A pedra angular. A igreja não é uma pilha de pedras I 121 110! EFÉSIOS . será salvo” (Jo 10:9). 12) da igreja cristã. Em um Espírito. Outros cristãos com­ põem a estrutura do edifício. dando-lhe forma e unidade. Apóstolos e profetas. embora eles tivessem o conhecimento de Deus. membros da famí­ lia. de Ef 1:1. o sis­ tema cerimonial havia chegado ao fim. Outros acreditam que a refe­ rência seja aos profetas do AT. Esta expressão era rica em sig­ nificado para os que estiveram "longe”. Se alguém entrar por Mim. Os gentios que aceitavam a Cristo tinham direito a todos os privilégios de cidadania na nova comunidade (cf. de Hm 5:2).tanto quanto os gentios. 18. Pedro. “passagem” (ver com. De maneira que a frase seria então “o fundamento. Alguns limitam o termo “profe­ tas" aqui aos profetas do NT (Ef 3:5. Com­ parar com o v. mas também simboliza que a parede divisória entre judeus e gentios fora derrubada (ver PE. v. Estes agora incluem tanto judeus como cristãos gentios. Não há um Espírito para os judeus e outro para os gentios. Para o propósito da ligura. 209. Para os gentios. em Jesus Cristo. Os profetas a quem Deus reve­ lou as riquezas da Sua graça e os apóstolos. Concidadãos. O verdadeiro objetivo de toda religião é encontrar acesso a Deus. assim. O rasgar do véu do templo com a morte de Cristo (Mt 27:51) não só significa que o tipo havia encontrado o antítipo e. 19. no final do versículo. Estas plavras podem ser consideradas como em paralelo a "fundamento". prosagõgS. Fundamento. a base é considerada aquilo que man­ tém o edifício unido. comparar com Rm 3:30). cansados de suas divindades e em busca do “Deus desconhecido" (At 17:23). foram separados dEle por suas tradições e seus pecados (Is 59:2. das pessoas na casa para a estrutura em si. sunarmologeõ. Isto é. ou parentes. Esta expressão. expressa uma expe­ riência espiritual real. 12. “em um só Espírito". G1 1:14. 29). Ou seja. de Ef 1:1). Deus é ao mesmo tempo rei dos cidadãos e pai da família. única outra ocorrência no NT). O cres­ cimento cristão ocorre por estarmos "nEle". < Bem ajustado. 20. Eles já não são forasteiros 2:21 ou hóspedes. em que Cristo é apresentado como o fundamento. Cl 6:10). “ajustar adequadamente". Jesus disse de Si mesmo: “Eu sou a porta. Eles têm os privilégios de proteção. Da família. mas residentes permanentes (Ef 3:15).

22. 73. 46. podeis compreen­ vós outros. 148. 2 se é que tendes ouvido a respeito da disresumidamente. 209 Capítulo 3 3 Paulo conhece o mistério até então oculto de i\ue 6 os gentios devem ser salvos. HR. Pk. 387 6 . quando ledes. PP. 203. CBV. 14. 162. T3. gentios. 408. sou o prisioneiro 3 pois. 150. T6. é o lugar onde Ele está. 226. 280. Paulo. 370 14-AA. 50 4-6 . 416. 181. 13-AA. “mortos em ofensas e pecados" (v. 238. 387 20.AA. Ev. de modo que Seu santuário. 597. 98 4-22-TM. 21 4-DTN. 258. TM. 622. 42. T9. 386. 143 2-TM. CM.DTN. segundo uma revelação. 249. Observe o contraste entre a experiência aqui descrita e a experiência anterior.A A. 124. quando novos acréscimos são fei­ tos ã igreja. A medida que novos membros são recebidos na igreja. a igreja do Senhor é o templo em que Ele habita. 137. 8 A ele foi dada a graça de pregar. Sendo edificados. DTN. 479. 568. T8. 14. 256 12. “santuário consagrado". 291 21 . 440. TM. 190 17 . 1. 26. T9. 573. conhecer o mistério. por amor de vós. 137. 20-A A. CC. 14.PJ. 176 19. T9. T9. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 136. indicando um processo contínuo. T7. 131 21. 15. 66. os gentios. 36 20-22 . 426. OE. 139.22-A A. 17. CM. FEC. 31.PJ. der o meu discernimento do mistério de Cristo. T4. 47. 22-DTN.DTN. I 122 . 730 4-8 . 273 18. 288. 314 8-Ed. 196. T5. 100. 16. T9. 180 20DTN.2:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA amontoadas por acaso. 169 6. 163. OC. 46. 354. Cresce. mas tem forma e coe­ rência. 300 4-7.Ev. / 3 Ele deseja cjue eles não desfaleçam por causa da tribulação e 14 ora para que compreendam o grande amor de Cristo. T6. 517. T7. 61. T7. MDC. 253. 14 . 43. 62. T9. 628. 163. 425 12-San. TM. 1 Por esta causa eu. PR. 19. 303. Cada pedra tem seu lugar próprio. 447 19. 401. WHITE 1 . “sendo construí­ dos em conjunto". BS. 480.PR. 326. 209. 46.Ed. 161. T8.MCII. 21 . Ev. conforme escrevi há pouco. 7. 209. 161. me loi dado de Cristo Jesus. ARC).22 -T5.T6. Ou seja. 33. 596. 18. 175 13. A estabilidade da estrutura depende de cui­ dadoso planejamento. 82. Assim como o santuário era con­ siderado o lugar da presença e manifestação de Deus. CC. Santuário dedicado. 196. 285. 188. Tudo que é tocado pela mão e pela presença de Deus é sagrado. ou "templo sagrado". 266 19. 175. 243. 203. T9. LA. 341 10-FEC.Ev. TM. Ou. 85. 332. Ou. PE. 387 22 . pensação da graça de Deus a mim confiada para 4 pelo que. 308 7 .AA. MS. 387 9 PJ. FEC. 25. 32. T6. Também vós.MDC.

Assim. dos princi­ toda a plenitude de Deus. Por amor de vós. Ef 4:1. 1) são I 123 . Foi assim que ele pas­ sou a sofrer o ódio de seus compatriotas. Cl 1:23. fiança. De Cristo Jesus. na igreja c em Cristo Jesus. gelho. Prisioneiro. segundo a riqueza da Sua glória. nosso Senhor. Ele mesmo está surpreso de que devesse ser instrumento de Deus em dar a conhecer a grande obra redentora. em outras gerações. Amém! I. como. vos peço que não desfaleçais nas 5 u qual.EFÉSIOS 3:2 1012 13 Portanto. em que as palavras “por esta causa" (v. 12pelo qual temos ousadia e acesso com con­ 21 a Ele seja a glória. 17 c. três vezes nesta epístola (cf. agora. e o comprimento. Eu. hem como. no glória. mediante a fé nElc. pados e potestades nos lugares celestiais. para que sejais tomados de ria de Deus se torne conhecida. agora. Ou seja. habite Cristo no vosso coração. pois nisso está a vossa revelado aos seus santos apóstolos e profetas. 16para que. Fm 19. a multiforme sabedo­ todo entendimento. 20 Ora. foi minhas tribulações por vós. e a profundidade criou todas as coisas. estando vós arraigados c alicerçados em dada esta graça de pregar aos gentios o evange­ amor. 14 Por esta causa. que altura. Quanto à prisão de Paulo nesta ocasião. me ponho de joelhos dian­ Espírito. que ele descreveu nos primeiros capítulos. qual é a largura. vos conceda que sejais fortalecidos com poder. Por esta causa. mas formam parte da edificação do templo do Senhor. Àquele que é poderoso para fazer in11 segundo o eterno propósito que estabele­ finitamente mais do que tudo quanto pedimos ou ceu em Cristo Jesus. esta frase se refere à declaração imediatamente anterior. 14. quanto aos gentios que não são mais estrangeiros e peregrinos. A ênfase se deve. desde os séculos. Se é que tendes ouvido. um prisio­ neiro que pertence a Cristo. para todo o sempre. lho das insondáveis riquezas de Cristo 18a lim de poderdes compreender. com todos 9 e manifestar qual seja a dispensação do os santos. por todas as gerações. 19 e conhecer o amor de Cristo. 7 do qual fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segun­ mediante o Seu Espírito no homem interior. Comparar com 2ColO:l. Sua visão da graça superava qualquer bar­ reira nacional. não foi dado a conhecer aos filhos dos homens. e a ► mistério. Cl 5:2. 391). Paulo estava na prisão por causa de seus trabalhos em favor dos gentios (At 21:28). partieularmente por af irmar que eles eram igualmente her­ deiros das promessas. pensamos. 30. 6 a saber. ver p. estão incluídos em todo o propósito de Deus. do a força operante do Seu poder. membros do mesmo corpo e coparticipantes da 15 de quem toma o nome toda família. me foi pela fé. ãs declarações seguintes a res­ peito da grande comissão dada ao apóstolo. 24. 2. que excede 10 para que. pela igreja. Evidentemente. Aqui começa uma digressão que se estende talvez até o v. E melhor estar na prisão por uma boa causa do que estar livre sem cumprir o dever nem estar à altura dos privilégios recebidos. ou prisioneiro por amor de Cristo. de maneira geral. te do Pai. oculto em Deus. Paulo. Paulo chama discretamente a atenção deles para a salvação em Cristo (ver TM. gentios. que os gentios são coerdeiros. 6:20). 8 A mim. o menor de todos os santos. Paulo se referiu muitas vezes a sua prisão. conforme o Seu poder que opera em nós. assim. sem dúvida. tanto promessa em Cristo Jesus por meio do evan­ no céu como sobre a terra.

Santos apóstolos e profetas. Ele desejava torná-lo conhecido (sobre este significado de “mistério”. Provavel­ mente. para os gen­ tios (ver At 9:15. todos os seres humanos. Em certo sentido. limi­ tada. mas não alguém seguindo as próprias aspira­ ções. Isto é. 12. com. comissionado e ilumi­ nado. Ver com. (3) que. ver com. de Rm 1 1:25). cf. por isso. de Gl 1:11. 5. a composição da igreja havia mudado tanto que Paulo escolheu falar com menos intimidade. Segundo uma revelação. Paulo não enaltece a própria inte­ ligência. 2:11) Poderia ser dito. Ele era apóstolo. Graça. üu seja. Filhos dos homens. Cada geração teve sua revelação. Várias explicações têm sido oferecidas: (1) que a declaração é uma referência delicadamente irônica por uma coisa que não é duvidosa. de Ef 1:10. para servir ao melhor interesse de cada geração. Alguns críticos têm questionado o uso que Paulo faz da palavra. Ele presumia que os novos membros tinham ouvido o que ele dissera aos membros mais antigos (sobre esta questão. cf. AA. No entanto. 18. 1101). Para vós outros. Comparar com El 2:20. "enten­ dimento”. alguns argumentam que ele estava se refe­ rindo a uma carta anterior. Nesta digressão. ► A ideia essencial da palavra é a mordomia (Ef 3:2. Rm 1:5). de Ef 1:9). e essa revelação explica seu profundo conhecimento dos mistérios do evangelho. Cl 1:25). Ou. "como escrevi acima”. Afirma-se que Paulo não falaria assim a um grupo entre o qual ele havia trabalhado por três anos. Mistério. de Rm 11:25.3:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1013 repetidas para retomar a linha original de pen­ samento. a revelação foi progressiva. cf. mas o fato de que Deus lhe havia concedido certo conhecimento que podia ser comprovado pelos leitores espiritualmente ca­ pacitados. Paulo trata de dois assuntos relacionados: a revelação do mistério oculto de que os gentios são coerdeiros e de seu próprio chamado especial para o aposto­ lado a fim de lhes dar a conhecer esse mistério. 3. (2) que a carta foi destinada não só aos efésios. a referência não seja a uma epístola anterior. Ele foi instruído. é digno de confiança. Ver com. por outro. 22:21). mysterion (ver com. com. Paulo tinha um pro­ fundo senso de sua vocação. O mistério só pode ser conhecido quando Deus o revela. Ele assegura aos leitores que está plenamente informado acerca dos assuntos sobre os quais escreve e. Dispensação. O uso do termo “santo aqui é sugestivo. Ver com. E a tradução de uma expressão idiomática hebraica comum. A incerteza expressa na sentença "se é que tendes ouvido’ tem sido apresentada como evidência de que a carta não foi ende­ reçada aos Elésios. até que a plena revelação surgisse na pessoa de Jesus Cristo. de Ef 1:9). ver p. "com­ preender com o intelecto". à ignorância voluntária das pessoas. Do gr. Compreender. Ou. Discernimento. de Rm 3:24. Ele nos honra. Ioda testemunha de Deus também pode sentir essa mesma convicção de que sua mensagem é verdadeira e válida. mysterion (ver com. Agora. de Rm 11:25. Outras gerações. Mistério. Conforme escrevi há pouco. Paulo exalta seu ofício e se humilha como instru­ mento. 386. “critério". por um lado. mas nunca com o grau e a forma que têm as gerações desde o tempo de Cristo. mas ao que Paulo já havia escrito nesta epístola (Ef 1:9-13. Quando o Mestre nos coloca em Sua obra. Sua carreira e vida de trabalho consistiam em total dedicação ao serviço de outros (At 26:17. “perceber”. considerando que cerca de cinco anos se passaram desde que Paulo visi­ tou Efeso. Do gr. ou mordomo. 4. foi revelado. no que diz I 124 . mas às igrejas da Ásia em geral. O Senhor não estava tentando mantê-lo em segredo. a huma­ nidade em geral.

não pela unificação política. Paulo anunciou isto a judeus e gentios igualmente. assim como não entenderam a universalidade do evangelho.EFÉSIOS HOI respeito aos apóstolos. A frase “em Cristo Jesus por meio do evangelho" refere-se não só à "pro­ messa”. há indicações que Deus pretendia revelar Sua glória a todos os povos (Gn 18:18. Por isso. Todas as preciosas pro­ messas de Deus a Israel e. Paulo sempre foi grato pelo privilégio de ter sido chamado. Ver com. Ele não se sentia apenas como o menor dos profetas e apóstolos. A palavra assim tradu­ zida ocorre somente aqui e em Efésios 5:7. No entanto. O tra­ balho intenso de Paulo era resultado de um poder que lhe havia sido dado. Aqueles que estão mais na graça divina serão também os mais humildes. Paulo parecia estar sempre maravilhado de que Deus to­ masse alguém tão imperfeito como ele. Assim se cumpriria a promessa feita a Abraão de que nele seriam “benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:2. 4:7. O menor de todos os santos. Mesmo corpo. diaknnos (ver com. os sentimentos de Paulo decorrentes das reflexões sobre sua vida pas­ sada devem ser entendidos em conexão com sua al irmação de que tinha vivido “diante de Deus com toda a boa consciência" (At 23:1) e com a exortação aos conversos para que fos­ sem seus "seguidores" (literalmente. Em Cristo Jesus. O propó­ sito declarado de Deus em Cristo é reunir em um só corpo aqueles que durante séculos haviam sido separados por temores e animo­ sidades. A frase-chave (ver com. Ministro. 4. 16:25. nação e status social devem ser elimi­ nadas. Todos os eslbrços dignos. Cl 3:29. "imita­ dores". 11:1. Coparticipantes. vos gerei" (ICo 4:15. 6. 2Co 11:30. 3). Ver Ef 2:16. Comparar com Ef 1:19. elos ejuais ele era um. O evangelho são as boas-novas de que as pes­ soas não precisam se perder. Ele nunca esqueceu que perseguira os santos. Compa­ rar com ICo 15:9. Comparar com Hm 8:17. Essa lembrança re­ novava nele constantemente o apreço pela grandeza de sua vocação em contraste com a indignidade de sua pessoa. 26). mas infrutíferos. ICo 4:16. em todo o AT. cf. Comparar com a declaração: "pelo evangelho. também aos gentios. foram cumpridas em Cristo ► (2Co 1:20). Mc 6:20. 8. subordinação e serviço. A palavra sugere atividade. de Hm 3:24). que tinha sido rebelde. de 2Pe 1:21. Graça. lTm 1:12-16. mas pelo irresistível poder do amor e pela lealdade de todo ser humano à pessoa de Cristo. de Mc 9:35). o dom específico para o cumprimento do ministério e do apos­ tolado (ver com. No Espírito. p. Operante. 13-17). Mb 3:1). então. 3:8 Por meio do evangelho. O reconhecimento da graça e do favor de Deus sempre despertava humildade na mente de Paulo. A história dos judeus mostra claramente que eles não compreenderam que o plano da salvação abrangia também os gentios. No entanto. Cl 1:22. 10. de Ef 1:1). SI 22:27. mas também menor do que qualquer dos santos. Neste contexto. Hb 11:9. mas também aos “coerdeiros” e "coparticipantes". Do gr. vervol. das pes­ soas a fim de harmonizar suas diferenças. Nenhuma das bên­ çãos da salvação devia ser negada aos gen­ tios. Só assim estarão devidamente equipados para servir. inevitavelmente falham porque não são diri­ gidos de acordo com os princípios básicos do reino de Deus: respeito e amor mútuos. Todas as diferenças históricas de etnia. 7. Coerdeiros. os gentios permanece­ ram em relativa ignorância. "par­ ticipantes comuns". A humildade 1 125 . O dom da graça divina foi acompanhado por uma ener­ gia divina. Fp 3:17). Literalmente. mas os crentes também são chamados de santos (Dt 7:6. para fazer dele um minis­ tro de Sua graça. mas que para sua eterna salvação podem se unir a Cristo para formar um só corpo. Hm 10:8-15.

Os recursos divinos são inesgotá­ veis. O objetivo universal da redenção inclui a vindicação do nome e do caráter de Deus. devem conhecer os propósitos de Deus. 3-5). Ver com. Desde os séculos. xvi) favorecem a omissão desta frase. Especialmente manifesta na obra da redenção. Evi­ dências textuais (cf. Pelo evangelho. para com os gentios. Provavelmente. A extensão total dessa sabe­ doria será compreendida quando o plano da salvação lor concluído. Ao longo da história da salvação. 10. Ou. cf. Literalmente. lCo 4:9).3:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Em Deus. podeis ler "iluminados os olhos do vosso entendi­ mento" (Ef 1:18 (ARC). "administração" ou "mordomia" (ver com. Pelo evangelho. Principados e potestades. criação e recriação estão unidas. I 126 !0|S não é uma qualidade negativa. O plano da redenção foi estabelecido antes da fundação do mundo (ver com. Insondáveis riquezas. p. Criou todas as coisas. toda a família humana. deve divul­ gar a sabedoria de Deus. mas porque são superabundantes. Ele é rico em graça. A igreja foi concebida para ser uma demonstração viva da sabedoria de Deus. pelo contrá­ rio. Dispensaçâo. Cl 1:20. Só podemos ver as bênçãos espirituais de Deus em parte. os seres celestiais observam a inte­ ração das forças e dos eventos que culmi­ nam na redenção. Paulo acrescenta este pensamento do poder criativo para impressionar seus leitores com a grandeza do tema. e as duas são rea­ lizadas no Filho e por meio dEle (ver Jo 1:3. com. p. para com os pecado­ res. Literalmente. Na verdade. Por meio de Jesus Cristo (ACF). Hb 1:2). Multiforme sabedoria. obscura­ mente (lCo 13:12). de Ef 1:21. . Este é o maior espetáculo que os seres celestiais podem contemplar (cf. haja declarado: “Decidi nada saber entre vós. mas Ele mesmo é a riqueza. na complexidade da mente humana e nos inúmeros métodos que Ele usa para alcançar as pessoas e efe­ tuar a salvação. Manifestar. xvi) favorecem a variante "por Deus". "ilumi­ nar [ou esclarecer] a todos”. etc. "por intermédio da igreja". O desenrolar histó­ rico do plano foi uma expressão da bondade eterna de Deus. de Ef 1:4). O evangelho traz à tona os mistérios que estavam ocul­ tos (v. como admi­ nistradora dos mistérios divinos. Essas riquezas são insondáveis não porque estão ocultas ou distantes. A sabedoria tie Deus também é demonstrada nas variadas formas do mundo físico. Comparar com Jó 5:9. gentios e judeus. 3:2). O plano oculto é para ser manifesto. senão a Jesus Cristo e este crucificado’’ (lCo 2:2). "desde todos os tempos". Rm 11:33. A igreja. de Ef 1:6). em amor e em atividade redentora. O Deus que criou todas as coisas é igualmcnte poderoso para cumprir Seus propósitos na redenção. Pela igreja. está em harmonia com o conhecimento da vitória pessoal sobre o pecado e com o crescimento na graça. A igreja executa melhor sua missão quando utiliza os dons de todos os seus membros. esta verdade está clara em outras passagens (Jo 1:3. pode-se dizer que a igreja não é tanto uma agente do poder e tia sabedoria de Deus quanto é uma prova ou evidência disso. com esse conceito e convicção. que foi desafiado por Satanás e ques­ tionado por anjos (cf. Cl 1:20. 9. Significando "planeja­ mento". de Ef 1:10. pois “vemos como em espelho. de seu vantajoso ponto de vista. A plenitude de Cristo não pode ser esgotada. No entanto. Isto significa que em Cristo se encon­ tra a resposta a todo e qualquer problema humano. Não é de admirar que Paulo. 9:10: 11:7. Qualquer igreja ou pregação que não cumpra esse objetivo Iracassa em sua missão. No evangelho.). assim como um paciente recuperado é um testemunho da habilidade do médico. pois Ele não só pos­ sui insondáveis riquezas. Evidências textuais (cf.

que o Deus em quem « Paulo confiava estava desinteressado no des­ tino de Seu servo. A igreja que não se pode integrar em unidade e devoção comum ao Senhor enfrenta derrota e rejeição inevitá­ veis. como sacerdotes. se aproxima d Ele mediante os méritos de Cristo. aconteceria. Os gentios passaram a pertencer ao corpo de Cristo.EFÉSIOS ir a Deus com ousadia e segurança quando se aceita a Cristo como mediador. A unidade do propósito de Deus requer completa submis­ são da vontade do crente ao Senhor e Mestre. ele se escon­ deu entre as árvores do jardim. Portanto. Paulo pode dizer: “peço [a Deus] que não desfaleça ”. eles finalmente haverão de triunfar. O sofrimento suportado corajosamente é duplamcntc glo­ rioso quando tanto os que o contemplam quanto os que sofrem adquirem virtude como resultado. Este é um exem­ plo comovente da solicitude do apóstolo para com seus filhos na fé. a viver para o que foi chamado. Paulo faz um pedido delicado a seus leitores: que eles não fiquem aflitos pelos sofrimentos que ele enfrenta por lhes haver levado as bênçãos do evangelho. Deus não criou o mundo em vão e. 23. (2) que essa vontade está se cumprindo e (3) que resul­ tará na restauração da harmonia no universo de Deus. Ver com. desde a entrada do pecado (ls 59:1. "desanimeis”. e sem a necessidade de quaisquer interme­ diários. de At 4:13). mas. "fiqueis cansados . aliás. Do gr. No prin­ cípio. pela fé. Vossa glória. Cristo Jesus. Ousadia. ou “peço [que vós] não desfaleçais". O último sentido se encaixa melhor no contexto e no estilo de Paulo. o apóstolo estava ansioso de que seu rebanho não se sentisse pertur­ bado por ele estar encarcerado. 11. com confiança. “liberdade de expressão” (ver com. Paulo relembra a seus leitores que o Jesus histórico que eles reconheceram como Senhor era o Cristo do propósito eterno de Deus para realizara salvação da humanidade e vindicar Seu caráter divino. 12. Ele estava preocupado. que foi interrompida pelo pecado. As bênçãos de Deus estão ao alcance direto daquele que. Desfaleçais. egkakeõ. sem medo nem restrições. Literalmente. e o propósito eterno está sendo cumprido. cie Ef 1:3. O efeito da redenção é restaurar ao ser humano um novo e franco acesso a Deus. eles iriam compartilhar com ele. Como um bom pastor. Paulo sabia que a tri­ bulação c uma prova severa. Seus planos sejam afetados. por um tempo. 2). Primeiro o crente se aproxima de Deus pela fé e continua. Na prisão. Ver Ef 1:10. Só se pode 3:13 . porque não mais podia olhar a Deus com franqueza e consciência limpa. eles tinham o privilégio de refletir essa glória. O raciocínio de Paulo é (1) que a von­ tade de Deus foi revelada a nós. Eterno propósito. Paulo se identificava com seu rebanho. mas com o deles. e que eles poderiam em breve enfrentar provações semelhantes. quando perdeu esse privilegio. não tanto com seu próprio hem. 13. Tanto as Escrituras como a experiência humana falam da execução de um propósito divino. Ele estava sofrendo devido ao seu exaltado ofício como apóstolo e embaixador de Deus. Se ele encontrava glória na tribulação. como. Adão tinha livre acesso a Deus. “o propósito cie todos os tempos". Ver com. Portanto. e os efésios eram fruto desse apostolado. Mediante a fé nEle. parresia. Do gr. Uma vez que essas coisas grandes e maravilhosas ocorreram. Acesso. embora. 22. Quando uma 1 127 1016 Nos lugares celestiais. santos ou rituais. nosso Senhor. Eles podiam pen­ sar que o que ele havia pregado tinha em si pouco poder de salvar. Tal unidade é semelhante à que um regente musical espera dos diferentes instrumentos de sua orquestra. pois há livre acesso a Deus. de Ef 2:18. Ele foi o único a transpor o abismo que separou a humanidade de Deus.

Do gr. a RSV traduz "cada família"). Estas duas diferentes imagens são usadas com frequên­ cia por Paulo e outros escritores bíblicos (SI 1:3. aqui. para proporcionar poder que ilumina e puri­ fica (cf. 20:36. Ponho de joelhos. seja traduzida como “cada e não "toda ’. A expressão grega pode ser traduzida de ambas as for­ mas. Se for adotada a tradução “cada família". I lá discussão sobre se esta frase deveria ser traduzida como "toda a família". Rm 14:11. Por esta razão. 28:18. At 7:60. “residir". Paulo parece falar da unidade e conceber os seres no Céu e os santos sobre a Terra como uma grande família. estas palavras estão no começo da frase para dar ênfase. por Suas ilimitadas riquezas e glória. embora. favo­ rece “toda" ou “todo” (Mt 3:15. já em Efésios 3:15. Os seres humanos ava­ liam todas as coisas por sua própria fraqueza e insignificância. o que não se verifica nas Escrituras. etc. Riquezas da Sua glória. katoikeõ. “morar". Sobre a postura de joelhos em oração. é um princípio que conti­ nuamente sustenta a vida do ser humano (ver com. Compa­ rar com Ef 1:18. dizendo literalmente: "Que Cristo habite pela lê no 1128 . 16). Ap 3:20). O mesmo poder que converte as pessoas deve conti­ nuar nelas para que haja crescimento cris­ tão. No texto grego. ver Lc 22:41. ou “cada família". que transmite melhor o sentido de unidade e integridade da comunidade de Deus. <2 Arraigados e alicerçados. 17. 16. Cristo não é um visitante oca­ sional. o contexto deve definir a questão. o Pai de todos. Por esta causa. nada de que possa se vangloriar. tema ao qual o apóstolo frequentemente se refere. 15. pois não reconhecem que a perseverança espiritual necessita da graça de Deus assim como foi necessária na conversão inicial. 17. "estar em casa". o qual é transmitido pela operação do Espírito Santo. Jo 14:23. em que a mesma expressão é traduzida como "todo o edifício”. parece melhor ado­ tar a versão "toda a família". do v.). Jr 17:8. A ideia de permanência é acrescentada à do fortaleci­ mento (v. A força física aumenta por meio da alimen­ tação. normal mente. E aqui que muitos cristãos fracassam. para que possam sondar as profundezas e escalar as alturas da vida espiritual e assim participar das glorio­ sas riquezas do reino de Deus. E a fé que abre o coração a Cristo. Muitas vezes Paulo combina metáforas para reforçar o significado de sua mensagem (ICo 3:9). O pensamento loi interrompido no primeiro versículo e é retomado aqui. I. não é clelinitivo. 21:5. Paulo não está satisfeito de que seus conversos se tornem cristãos meramente nominais. O poder que fortalece é de Deus. existe uma série de exceções em que a expressão. Este é o padrão pelo qual Deus concede Suas bênçãos à humanidade. a vida intelectual com o estudo. como ocorre aqui. Toda família. 2:7). ou “toda a estrutura” (RSV. Portanto. Fortalecidos com poder. Uma exceção é Efésios 2:21. Ver com. mas permanece no coração do cristão. Pela fé. de Rm 4:3). por isso são ilimitados os recursos disponíveis aos filhos de Deus.3:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA parte cio corpo cie Cristo tem dor. todo o corpo sofre em simpatia. () ser humano não possui nada com que contribuir para a salvação. () poder espiri­ tual não é inerente à natureza humana. Cl 1:23. No homem interior. No entanto. Deseja que recebam as graças com abundância. Fp 2:10. e a vida espiritual é sustentada pelo poder e pela presença do Espírito Santo. Fé é confiança total em Deus e em Suas promessas. O texto grego sugere a ideia de que o poder de Deus entra no ser humano e ali permanece. como usada aqui. pode-se entender que se relacio­ nam com a primeira parte do v. Em amor. ficaria sugerida a existência de várias famílias no Céu. 14. Como o texto grego. “permanecer”. Deus. At 1:21. Habite. depois de um extenso parêntese.

porque é livre. 21). de Ef 1:23. Paulo apresenta uma sublime visão da natureza humana e de suas possibilida­ des de crescimento na graça. Certas atividades espirituais ocorrem ape­ nas no coração do cristão. Ele fica profundamente comovido ao contemplar o mistério da habitação de Cristo. Todos os santos. Ef 3:17). Os comentaristas têm dado varias explicações. Paulo ora para que seus ouvintes recebam um poder capacitador especial que os habilite a adquirir esse conhecimento. Os seres humanos nem chega­ ram a tocar com as pontas dos dedos o poder vivificante que existe em experimentar ple­ namente o amor de Cristo. O amor “arraigado" penetra proíundamente no ser. “perceberdes". portanto. infinito. Poderdes. 19. o amor de Cristo (v. recebeu a ima­ gem de Deus e obteve recursos de desenvol­ vimento e o elevado privilégio de se tornar participante da “natureza divina" (2Pe 1:4). Visto ser em Cristo que a plenitude de Deus é encon­ trada (Cl 2:9). como sugere “arraigados e alicerçados em amor". 16. Essa possessão em comum é a que une os crentes uns aos outros. O que deve ser conhe­ cido está além da compreensão humana. E como se. Paulo não declara a que se apli­ cam as dimensões mencionadas neste ver­ sículo. nesta epístola. A igreja. Poderoso. e entre o ser humano e seu semelhante. enquanto o amor que está "alicer­ çado” é o firme fundamento sobre o qual ocor­ rem todas as nossas relações. o amor de Deus. Plenitude de Deus. cada uma com um motivo especí­ fico. de modo que cada um dos membros que compõem o corpo de Cristo exponha ou reflita algo da “plenitude dc Deus". que preenche plenamente com poder espiritual os lugares vazios no íntimo do ser. Uma referência ao amor de Cristo por nós e não ao nosso amor por Cristo. Ap 1:6). Ele é a fonte da própria experiência crescente de amor (IJo 4:19). A humanidade foi criada à imagem de Deus. a unidade do corpo de Cristo ou. 19). enquanto outras. 20. O lou­ vor a Deus surge espontaneamente do cora­ ção convertido.EFESIOS vosso coração cm amor". Ver com. figuradamente. inesgotável e sempre apresenta novas pos­ sibilidades de experiências. C) amor deriva dire­ tamente da experiência de possuir Cristo no interior. e se torna a raiz e o alicerce da uni­ dade entre Deus e o ser humano. Ver com. 3:20 Que excede todo entendimento. Literalmente. pertencem à comunidade de Deus. Toda a questão que Paulo apresenta até aqui. Paulo enfatiza frequente­ mente a capacidade divina de realizar o que I 129 . como um vaso. Esta é a gloriosa consumação da obra da habi­ tação de Cristo no crente. deve ficar cheia até transbordar com a graça divina. O amor de Cristo. de Ef 1:1. Nesta. o espectador olhasse em todas as direções para o ilimitado universo de Deus. Talvez a mais simples seja que Paulo interrompe a frase como se estivesse oprimido pela magnitude do tema que con­ templa. As bênçãos de Deus não são oferecidas com mesquinhez. Largura. 18. Compreender. pois não há nada maior (ICo 13). como. Há muitas doxologias nas Escrituras (Rm 16:25-27. a compreensão do amor de Cristo. especificamente. O amor de Cristo ultrapassa todo o conhe­ cimento humano. Não há nenhum argumento contra esse tipo de amor. se resume nesta magnífica doxologia (v. Àquele. 20. o apóstolo está absorvido com a sensação do indescritível poder de Deus e de Seu amor ilimitado pela humanidade. Ou podem ser uni­ das com as palavras "arraigados e alicerça­ dos". "apanhar­ des". em uma noite estrelada. absorto em contemplação. Elas conduzem a uma cres­ cente compreensão da mente divina. envolvendo todas as faculdades da mente. a "plenitude" divina chega ao ser humano mediante o Cristo que vive e atua no coração (cf. neste caso. lTm 6:15.

a fim de que estejam seguros de que o fundamento de sua fé não é frágil ► nem defeituoso. 20. "a todas as gerações de todos os tempos”. 50. 361 554. PP. T9. 334. huperekperissou. T2. 13 8-11 . 64.DTN. DTN. Amém. A glória. 740. 366 1419-CBV. Ver com.3:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1018 pretende (Rm 4:21. San. DTN. 129. GC. 16. 307. de Mt 5:18. T7. GC. 84 14. de Mt 7:7). 25. "inteiramente acima de todos os limites". 262 20.AA. 679. Na igreja e em Cristo Jesus. 15-AA. T2. 132 19. 302 5-11 -AA. Os recursos do poder espiritual à nossa disposição estão alem do pensa­ mento mais ousado. 11:23. 19). OE.PJ. PJ. mas esperançosos. o reconheci­ mento e a honra pela obra redentora da graça pertencem unicamente a Deus. Rm 5:20). T5. 476. MS. Para todo o sempre. Ed. 147. FEC. 730. 426. 249. 38. 600. Essa abundância se manifesta particularmente no momento da mais profunda necessidade (cf. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 522 Ed. 20 . 21. Paulo gosta de palavras com­ postas. Toda expressão se refere. T3. Do gr. Pedimos. 368 10-AA. 71 18.351. DTN. porque lá a glória é refletida. 402 6. 731 8-10-T6. 84. Ef 1:19. A incrível glória e majestade incluída nas promessas de Deus a Seus filhos errantes. 20.AA. é um tema que excede a capacidade de expres­ são da linguagem humana. San. 335 19. 48. 213. por toda a eternidade.FEC. Literalmente. Poder. 7-T2. e o crente só precisa se apo­ derar dela. sem dúvida. Paulo dá ênfase à ideia da supe­ rabundância da graça e dadivosidade de Deus. Assim termina a oração do apóstolo e a primeira parte da epístola. 19. 306. 19-AA. 391 3 . Os motivos para louvar a Deus são encontrados na igreja. "pedir para nós mes­ mos”. 108. 14 . PR. isto é. 17. 397. 471. 439.OE. GC. San. 134. RC. 213 1130 . TM. a graças espirituais.AA. 178. 35.OE. 26 II . da igreja. Cl 1:29. 159 6 . 1621 . DTN. 266. 11. 178. 203. 467.TM.76. 84. T8. ele destaca uma superabun­ dância e transbordamento. 670. “a plenitude de Deus" (v. lTs 3:10. 2Co 9:8). 730 1-21 . 17. 308 10. e em Cristo. T7. 264. Ele vê isso como um grande incentivo para os san­ tos cansados.DTN.OE. 1820-T8. 17-19-AA. 262.AA. 105 T8. 609 9. 9.CPPE. T5.AA 527. 273 T3. 397 1321 -LS. 289.GC. o espírito apurado e concede viva esperança da vinda do reino de Deus em sua plenitude.Ed. Aqui. 214 T6. T5. 593. 609 8 .TM. 11 . cf. 208. 308. T2. 200. Não os exploramos como poderíamos (ver a admoestação do Senhor. Ver com. 200. T2. Infinitamente mais. Ela deixa o cora­ ção exaltado. 677 215. 387. T5. 10 . Ev. 183 15. OE. de Ef 3:16.MCH. Não há lugar nem ao menos para a suposição de que possa existir virtude ou glória por parte da igreja ou de seus membros. C ES. PP. 180 MDC. MDC. que está acima ealcm da plenitude (cf. 421. 567. 469. por­ que Ele é a cabeça do corpo. Ou.PJ. 292 9 .TM. 186. 223. 74. O crédito. 5:13). no com. WHITE I -T5. 16-19-CS.

pela astúcia com que induzem ao erro. 19 os quais. outros para profetas. IS Ele apela aos cristãos para sair da impureza e 22 revestir-se do novo homem. segundo é a verdade em Jesus. vossa vocação. à medida da estatura da Irai-vos e não pequeis. fazendo agitados de um lado para outro e levados ao redor . por todo vento de doutrina. pela dureza do seu coração. 23 todas as coisas. eu. para encher no sentido de que. em justiça e retidão procedentes da verdade. vos despojeis do velho homem. lendo-se tornado insensíveis. vida de Deus por causa da ignorância em que 6 um só Deus e Pai dc todos. que quer dizer subiu. O tendes ouvido e nEle bém havia descido às regiões inferiores da terra? 10 Mas Cristo. esforçando-vos diligentemente por preser­ var a unidade do Espírito no vínculo da paz. e vos renoveis no espírito do vosso entendimento. de fato. um só batismo. o qual é snhrc vivem. pela artimanha dos o que é bom. 2 16 de quem todo o corpo. outros para evangelis­ 24 c vos revistais do novo homem. fale cada um a verdade com o seu próximo. co 4 há somente um corpo e um Espírito. age por meio de todos e está em todos. 26 fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus. alheios à 5 há um só Senhor. 13 não 21 se é que. senão que tam­ foi assim que aprendestes a fostes instruídos. portanto. quanto ao trato passa­ do. que andeis de modo digno da vocação a que fos­ Por isso. o prisioneiro no Senhor. seguindo a verdade em amor. 1131 trabalhe.EFES I OS 4:1 Capítulo 4 I Paulo exorta à unidade e 7 declara que Deus dá diversos 11 dons para a igreja ser edificada e 16 crescer em Cristo. com 6101 mento para a edificação de si mesmo em amor. pois. deixando a mentira. cres­ çamos em tudo naquele que é a cabeça. diz: Quando Ele subiu às altu­ levou cativo o cativeiro e concedeu 20 dons aos homens. todos. na vaidade dos seus próprios pensa­ mentos. 27 nem deis lugar ao diabo. 18 obscurecidos de entendimento. 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos Deus. 3 fostes chamados numa só esperança da 17 Isto. plenitude de Cristo. Cristo. 22 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus. se 7 e a graça foi concedida a cada um de nós 8 entregaram à dissolução para. come­ terem toda sorte de impureza. 15 tes chamados. uma só fé. 11 E Ele mesmo concedeu uns para apósto­ los. efetua o seu próprio au­ longanimidade. segundo ajusta cooperação de cada parte. como também solidado pelo auxílio de toda junta. para a edili- Por isso. para que tenha com que acudir ao homens. suportando-vos uns aos outros ► em amor. 25 para o desempenho do seu serviço. bem ajustado e con­ com toda a humildade e mansidão. criado se­ gundo tas e outros para pastores e mestres. 25 abandonar a mentira e 29 toda palavra corrompida. Mas. que se cor­ rompe segundo as concupiscências do engano. próprias mãos antes. digo e no Senhor testifi­ que não mais andeis como também andam os gentios. 28 14 para que não mais sejamos como meninos. com avidez. porque somos cação do corpo de Cristo. Aquele que furtava com não as furte mais. à perfeita varonil idade. Até que todos cheguemos à unidade da membros uns dos outros. necessitado. 1 Rogo-vos. 9 Ora. ras. não se ponha o sol sobre a vossa ira. segundo a proporção do dom de Cristo.

assim. 2Pe 3:15). como "manso e humilde de coração" (Mt 11:29). mesmo sob provocação. 1132 . () Senhor não chama o crente por­ que este é digno. Longanimidade. pois. nesta seção são dadas exortações especiais sobre os deveres e privilégios cristãos. 1020 Longe de vós. Ef 2:10. expressou a convicção de todos os peca­ dores arrependidos (Lc 15:19). Os efésios. em que e usado o adje­ tivo relacionado pniiis). 2. mas pode-se andar continuamente soba direção de Deus. Porém. É impossí­ vel ser plenamente digno da vocação. Ela é produzida no ser humano como fruto do Espírito. trans­ malícia. Andeis de modo digno. lTm 1:16. não pode existir sem humildade. e haviam recebido as promessas. pois contraria todos os impulsos naturais do espí­ rito humano. depende da atitude e condição interna. Prisioneiro. vos perdoou. Nos escritos seculares. Com este versículo começa o que pode ser denominado de seção prática da epístola. Cl 1:10. se dependesse da digni­ dade. sede uns para com os outros benig­ mita graça aos que ouvem. A ideia de "humildade" não era tida em alta estima entre os não cristãos. Caminhar pela senda cristã significa mais do que simples preocupação com diferen­ tes atos externos de conduta. Ver com. A teoria e sua aplicação estão entretecidas na apre­ sentação que Paulo faz do grande tema da unidade dos crentes. qual fostes selados para o dia da redenção. conforme a necessidade. e gritaria. makrothuntia (ver com. 15. são exorta­ dos a apresentar evidências visíveis dessa mudança que é fruto da bondade divina. em Cristo. compassivos. Cl 5:22). Do gr. Ver com. Trata-se de uma palavra frequen­ temente usada para descrever a paciência divina (Rm 2:4. Do gr. no nos. sem ela rapidamente ocorre divisão. tapeinophrosunõ. Como a mansidão é a nega­ ção da agressividade. Do gr. Mansidão. Humildade. A ordem para andar com toda a humildade é dilícil para o coração não convertido. O Mestre des­ creveu a Si mesmo. pruotes (ver Cl 5:23. tie Rm 2:4. e torpe. devido à graça rece­ bida e às responsabilidades mútuas entre os irmãos. e hem assim toda ficação. Esta qualidade é essen­ cial à unidade da igreja. cl. que Deus tem demons­ trado ao longo de milhares de anos de peca­ minosa rebelião de anjos e homens. e blasfêmias. A ênfase aqui é colocada mais nos eleitos do que nas causas da vida espiritual. 32 Antes. de Ef 3:1.COMEN TÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 29 Não saiu da vossa boca nenhuma palavra 31 ira. perdoando-vos uns aos outros. “humildade de espírito" (ver com. e sim unicamente a que for boa para edi­ I. em relação ao jugo que Seus seguidores deveriam assumir. de El 2:2. a dignidade vem depois ► do chamado. •U) E não entristeçais o Espírito de Deus. embora o apóstolo Paulo não considerasse a doutrina e a prá­ tica como aspectos separados da lé. Ninguém jamais seria cha­ mado por Deus. como também Deus. 5:8. de At 20:19). com. Quando o filho pródigo reconheceu que era indigno de ser chamado filho de seu pai. mas o cristianismo elevou esta palavra para sig­ nificar humildade altruísta. Rogo-vos. e. de l\It 5:5. A paciên­ cia sob quaisquer condições e por todas as razões é a essência da longanimidade. e cólera. tapeinophrosunê e as palavras relacionadas significavam degra­ dação ou envilecimento de espírito. que eram estrangeiros e peregrinos. Aquele que é manso aceita as injúrias feitas pelos outros contra si e se submete às dificuldades da vida com resignação cristã. E uma qualidade divina. mas que já estavam unidos em um só corpo com o povo anteriormente escolhido por Deus. toda amargura. que dá origem à motivação às ações. cí.

C) Pai comum é a fonte de toda a unidade. uma "viva esperança" (IPe 1:3). o apóstolo apresenta sete elementos que pro­ duzem a unidade. de ICo 8:6. insta que seja mantida mediante o exercício das virtudes enumeradas por ele. Ef 1:13. "esforçandovos sinceramente’. Uma só esperança (AltC). A palavra "um" (“uma". em consequência. do Sl 139). Paulo parece referir-se à fé em Cristo como Salvador pessoal. 30). As pessoas têm clamado sempre por alguém a quem se dirigir em meio a um mundo hostil. Um só Deus e Pai de todos. e unido a ela. por sua vez. Um Espírito. 3. Uma só fé. Um só Senhor. por extensão. O cristão não é um peregrino solitário. A desunião é um indício certo da ausência do Espírito Santo. 14) que. Evidências tex­ tuais (cf. une os crentes e se torna.EFÉSIOS "a si mesmo se purifica todo o que nEle tem esta esperança (ljo 3:3). Somente um corpo. apechõ. Em todos vós (KJV). Um só batismo. 2:15. O batismo por imer­ são simboliza a morte e a ressurreição. as desarmonias íntimas que convertem a vida de muitos em verda­ deiros campos de batalha. Ver com. 16. 5. A paciência somente se mani­ festa em um coração que ama. ale­ gria. aqueles que pas­ sam a pertencer à igreja visível crescem jun­ tos na semelhança da morte e ressurreição de Cristo (Mm 6:3-5). provêm do Espírito que habita na vida dos crentes e. 3. mas um só corpo (ver com. Aqueles que se submetem plena e fielmente ao mesmo Senhor não entram em inimizade uns com os outros. de (íl 2:16). Este é o mesmo Espírito a que se refere o v. Há apenas um meio de salvação: a fé (ver com. de ICo 12:12-14). na igreja. xvi) favorecem a omissão do pronome. à transformação da vida. a família de Deus. 6. Ou seja. A maior verdade que se pode des­ cobrir c que Deus é um Pai em quem se pode confiar. o poder enaltecido como regenerador diante de Nicodemos (Jo 3:5). porém essa entrega pode ser a maior alegria do cristão. Por meio de todos. Todos os dons. cujo "vínculo" ou "atadura" é a paz. de fato. de Mm 1:5). 4 a 6. e não â fé como um sistema de crenças (cf. E a esperança da consumação final do reino que oferece uma base firme para a paz. "numa") é repetida sete vezes nos v. Os judeus e gen­ tios entram no "corpo” (Ef 4:4) pelo mesmo caminho (Mm 3:29. de ICo 8:6. mas também pode ser citada a I 133 1021 Suportando-vos. Além disso. Portanto. Em amor. O Espírito vivi­ fica essa esperança (cf.< silo. Unidade do Espírito. pois 4:6 . A espe­ rança brotou com o chamado de Deus aos corações humanos: a esperança da salva­ ção e da manifestação do Senhor (Tt 2:13). Em seguida. Essa uni­ dade substitui a pátria. p. Deus é onipresente (ver com. Ver com. O chamado divino produz esperança. Ver com. pertence a um organismo vivo. Ou. Este é o objeto supremo de lealdade. o clube e até a famí­ lia humana como supremo objeto de afeição. O Espírito dissipa as divisões. Do gr. frutos e graças da vida cristã. significa purificação e separação e é uma demonstração pública de união com o corpo de Cristo. "sus­ tentar”. e toda autoridade se funda­ menta nEle. O tema do apóstolo nestes versículos é a unidade. 4. Há muitos membros. Deus é Senhor pela criação e pela recriação. um verdadeiro amigo. “Sabemos que O temos conhecido por isto: se guardamos os Seus mandamentos” (ljo 2:3). Paulo considera que já existe essa condição de unidade. pro­ porcionada pelo Espírito e. Da vossa vocação. Esforçando-vos. coragem e bom ânimo. Deus reina soberano sobre Sua criação. Entrega total a Ele é um requi. Essa espe­ rança conduz. Sobre todos. pertencente a vossa vocação. de Ef 1:23. com.

tornando. e os cativos de Sata­ nás foram libertados pelo poder de Cristo. Antes.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA variante “nós”. PE. 10. Por isso. ICo 15:12-22). 5. A descida foi profunda. Cristo havia aceitado as limitações próprias da huma­ nidade. depois da ressurreição. Não há espaço para orgu­ lho por parte daqueles que têm muitos dons. Os judeus falavam de sete céus. Concedeu. 309.. Aqui. A cada um. O mesmo. A ascensão de Cristo implica Sua descida anterior (cf. Paulo aplica as palavras do sal­ mista à ascensão de Cristo. As evidências textuais se dividem (cf. ver. Pode-se entender este enunciado como se referindo à própria Terra. ver com. xvi) entre omitir e manter esta palavra. Talvez uma expressão figurativa para a altura da exalta­ ção. que alcança com Seus raios vivificantes até os lugares mais escuros. Foi a humilhação de Cristo que O levou à exaltação (Fp 2:5-11). A cadeia da morte havia sido rompida. ou a "inferno” (hades. uma cita­ ção do SI 68:18 (ver com. 190. estava em condições de conceder dons e derramar graça em glória e poder ilimitados. o Sol da Justiça. 327. No Salmo. mas a subida íoi mais que a profundeza pode­ ria sugerir (cf. Destaca que a ascensão do Salvador é a garantia de Seu poder para dar às pessoas os dons do Espírito (cf. Subiu. porque mais se espera deles. 1014). Subiu f. ver também Introdução ao Salmo 68). 20-23). cf. Paulo explora mais o tema em I Coríntios 12. Paulo. !:. O hebraico e a LXX do Salmo 68:18 dizem “recebeste". T9. vol. D I N. no qual “Terra" está ligada a "regiões inferiores”. com a expres­ são "em todos". assim. Acima de todos os céus. mas também nas capacidades espirituais comuns de diferentes pessoas. mas viveu as profundezas da expe­ riência humana. 7. 8. de Mt 11:23). para onde se diz ter ido a alma de Cristo ao morrer (At 2:31. 9. familiarizado com todas as vicissitudes da vida humana (Hb 2:14-18. Efésios 4:7 a 13 descreve a diversidade de dons dentro da igreja. pode se referir aos prisioneiros da morte que foram ressuscitados quando Cristo ressuscitou (Mt 27:51-53. diz. 189. Isso pode ser com­ parado com o ensino de Jesus na parábola dos talentos (Mt 25:14-30). Levou cativo o cativeiro. mas. Jo 3:13). 37). I lá uma variação não só nos dons sobrenaturais que Deus concede às pessoas para fins c ocasiões especiais. Esta última interpretação requer que a passagem seja referente à morte e ao « sepultamento de Cristo. A omissão de qualquer pro­ nome coloca a f rase em paralelo com as duas Frases anteriores e não contradiz a intenção de Paulo. 245. provavelmente. a referência seja aos inimigos cativos do rei de Israel. Ou. p. “levou em cativeiro um grande número de prisioneiros . Por meio dessa experiência.] havia descido. 184. Ou seja. Ef 1:10. 7:25-27). 786). T2. ali. Ele é a Luz do mundo. Como homem. I lã ordem e desígnio na distribuição de responsabilidades e talentos a cada pessoa (cl. MJ. Encher todas as coisas. pois são respon­ sáveis por desenvolver apenas o que têm rece­ bido (ver PJ. Regiões inferiores da terra. adapta a declaração do salmista à obra de Cristo na distribuição de dons espirituais feita após Sua entrada triunfal no Céu. Rm 12:6).. Ele Se tornou um sumo sacerdote compreensivo e eficaz. sob a inspiração do Espírito. o caso da ARA. Outros defendem que o apóstolo fala de Cristo como alguém que preenche todas 1134 rroí 4:7 . “ele diz". Tampouco há lugar para ciúmes por parte daqueles que receberam talentos menores. p. ainda mais gloriosa Sua ascensão ao trono da glória. e o pró­ prio Paulo se refere ao terceiro céu (2Co 12:2). inclu­ sive com a morte. Alguns sus­ tentam que o apóstolo aqui esteja falando da onipresença de Cristo. Cada dom con­ tribui com sua característica particular para a unidade da igreja. O Filho de Deus não apenas desceu à Terra.

"tendo em vista". Unidade. A lé deve sempre estar associada ao conhecimento. no sentido de que Ele é a cabeça do corpo. em Atos 13:1. Ml 11:9. e o elemento preditivo é encontrado em todas as declarações proféticas (At 15:32. Aperfeiçoamento. enquanto os pastores e mestres serviam às congregações cristãs. relacionados ao verbo euaggelizõ (ver com. 11. "a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas (Ef 1:23). isto não implica superioridade ou inferioridade. Como o contexto sugere. no entanto. 2Tm 4:5). mais do que de administrar. lCo 12:10. Romanos 12:7. e I Timóteo 3:2. Até. de Gn 20:7. Pode-se perguntar por que Paulo não menciona neste contexto o trabalho de bis­ pos. 3. Com vistas. « Edificação. Os diversos ministérios não se excluem entre si. Desempenho cio seu serviço. não exerciam a plena autoridade dos apóstolos (At 21:8. Ver com. A igreja deve ser edificada tanto em caráter espiritual como em crescimento numérico. Pastores e mestres. Profetas. a palavra “Ele" é enfática. katartismos. mas que aqueles que recebe­ ram o dom foram entregues à igreja. “equipar”. a unidade de fé em Cristo e a unidade do conhecimento a respeito de Deus. Ou. Ou. para se referir à restauração daqueles achados em falta (comparar com lCo 1:10). Cheguemos. Provavelmente. A igreja recebia em seu ministério pessoas devida­ mente capacitadas para suas lunções (com­ parar com Rm 12:6-8). Paulo não diz que certos dons foram dados às pessoas para que elas se tor­ nem apóstolos. o “aperfeiçoa­ mento envolve um ministério organizado e um governo eclesiástico. Ele mesmo concedeu. Os que dirigem a igreja não devem se assenhorear do reba­ nho. “atinjamos”. A função pastoral do ministério é apresentada em João 21:16. “construção . “venhamos". Aparentemente. "pre­ gadores do evangelho". Qualquer ministério efetivo é um ministério de ensino. O ministério dos evange­ listas parece ter sido dirigido principalmente aos pagãos. e a missão pedagógica. Apóstolos. aquele que acaba de ser descrito. 29. Esta palavra está relacionada tanto à fé como ao conhecimento. Aparentemente. Ou. mas davam seu testemunho em diferentes lugares. "obra de servir". de At 8:4). Atos 20:28. em Gálatas 6:1. Ou. significando "ele mesmo”. "obra de ministrar”. euaggelistai. A estrutura desta frase em grego sugere que Paulo pretende íalar de duas fases de uma mesma função. O verbo katartizõ é usado em Mateus 4:21 para o conserto de redes e. e 1 Pedro 5:2. lCo 12:28. entre outras passagens. 1 135 ícOl EEESIOS . Eles são mencionados juntamente com apóstolos (ver Ef 2:20. Todas as bênçãos conhecidas pela humanidade nas­ cem d Ele. Ver com. Este é o ohjetivo imediato do dom. mas proceder como servos. Do gr. Os dons tinham o propósito de “remendar" os santos e unilos. 12. lCo 14:3). Os cargos da igreja serão neces­ sários e continuarão até que o reino de Deus seja estabelecido. Evangelistas. que pastoreava e ensinava o rebanho. Do gr. isto é. os euaggelistai não estavam circunscritos a uma localidade. O dom profético foi indispensá­ vel para a fundação da igreja nos tempos do NT e é o guia designado para a igreja rema­ nescente (Ap 19:10). de At 1:2. Os profetas eram expositores e intérpretes da vontade de Deus. A ideia de pre­ dição não é essencial ao significado da pala­ vra. que inclui todos os tipos de ministério e ser­ viço dentro da igreja. Em grego. que lhes foi dada a conhecer por meios sobrenatu­ rais. O próprio Mestre foi o grande pastor-professor. ele se relere àqueles que se notabilizavam por ter recebido os dons do Espírito Santo 4:13 com o propósito de ensinar. diáconos e outros.as coisas. 3:5). “aperfeiçoar". 13.

A ideia básica do termo grego é ser veraz. "jogo de dados". ICo 3:19). integridade e maturidade orgâ­ nica. “estatura". refere-se mais às características do que à idade em si (cf. No sentido figurado. A recusa em crescer é um pecado maior do que a própria imaturidade. o que parece ser ensino de Cristo. 13:11. Somos instados a nos tornar como “criancinhas". seguir a verdade e não as doutrinas enga­ nosas contra as quais Paulo alerta. 2Jo 4). Paulo advertiu que “lobos cruéis entrariam no meio deles (At 20:29) e. Em amor. Astúcia.4:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA para a vida da igreja. Agitados de um lado para outro. Perfeita varonilidade. mas não na impulsividade e imaturidade. “crianças”. Da mesma forma. “artifício”. “conhe­ cimento espiritual desenvolvido (ver com. Ver com. O obje­ tivo final é o engano. "o homem maduro". Sem dúvida. Do gr. E lamentável uma pessoa de idade madura e desenvolvimento físico e men­ tal ainda infantil. 3:19. 18:37. llb 13:9). 14. aparentemente. na humildade e confiabilidade. Aqui. a resistência e a estabili­ dade (cf. a especulação teológica e filosófica além dos limites legítimos produz instabilidade de crença e de caráter. I Ib 5:13). colocam uma base frágil . Jo I 14. o amor não equivale « 1 1 36 1024 Conhecimento. Em sua exor­ tação final aos anciãos de Efeso. Os “ventos de doutrina são projeta­ dos para enganar. Ou. em Milcto. Os que sempre buscam algo novo c são atraídos por ideias sensacionalistas. Literalmente. 14. Do gr. muitas vezes associada à juven­ tude. Somos exor­ tados a participar dessa natureza. iCo 3:1. IJo 1:8. Alcançar a semelhança com Cristo deve ser a meta tanto do indiví­ duo como da igreja (Rm 8:29). O amor e a verdade são inse­ paráveis. Os dois extremos são elementos perturbadores da vida da igreja. pano urgia. mas a paciência. que deve chegar ao estado de unidade. não deve ser a característica tio crente. Cl 4:16). com fre­ quência. em realidade não o é. Gl 4:1. “atirados pelas ondas". Tg 1:6. A palavra é traduzida frequentemente por "pequeninos (Mt 11:25. nêpioi. o homem perfeito. A integridade no ensino da verdade é tão essencial quanto a honestidade em sua prática. O objetivo da concessão dos dons é que os filhos de Deus cresçam em maturi­ dade espiritual. 8:44. “tempo de vida”. epignõsis. de Ef 1:17). c resultado de envaideci mento e de ideais mesquinhos. Paulo não menos­ preza a doutrina ou a teologia. mas adverte contra a inde­ cisão. "idade . lo. 15. dizer a verdade. Estatura. cf. “falsidade" (ver Lc 20:23. Vento de doutrina. Meninos. o tempo havia chegado. destaca a ideia de maturidade (comparar com Lc 2:52. pois os dados estão viciados. A lalla de firmeza. Seguindo a verdade. de Ef 1:23. como uma expressão sistematizada de conhecimentos a respeito de Deus. ele também se refere à especula­ ção ociosa que geralmente marca os debates religiosos. Unicamente Cristo tem a plena estatura e é o homem completo. Lc 10:21). "desonestidade”. Do gr. 12:25). Literalmente. hêlikia. "para (ou com vistas a’| a astúcia de enganar". Isto se refere não tanto ao indivíduo quanto à igreja. paidia{Mt 18:2-4).3. Artimanha. No entanto. Plenitude de Cristo. incerteza e imprecisão que. em contraste com a imaturidade infan­ til sugerida no v. O espí­ rito simples de sinceridade e veracidade é uma proteção eletiva contra os enganosos ventos de doutrina (ver Jo 3:21. Induzem ao erro. acompanham a reflexão teológica. Todas as I unções da igreja e as graças do Espírito são dadas com esse propósito. Não é apenas uma questão de acaso. Literalmente. A verdade deve ser exata nas ideias c amável no modo como se expressa (cf. Do gr. como quando um jogador ingênuo é vítima da astúcia de um trapaceiro.

ao mesmo tempo. que estão intimamente relacionados entre si. mas é também degradante. Ele está bem convencido do que vai dizer (ver afirmações semelhantes. A mente natural tem sido corrompida pelo pecado não somente em sua percepção moral como também em suas faculdades racionais. Edificação. separou-se da vida 1 137 . O ser humano. A união com Cristo é. xvi) favorecem a omissão de “outros". A estrutura complexa cresce ao estar em relação com o suprimento da graça que provém da cabeça. 6). Cada parle tem uma função essen­ cial a desempenhar. Cooperação. quando a pessoa se entrega às imagina­ ções "vãs” (matutos). 2Co 1:23. O gentio sem Cristo vagueia sem objetivo. A ideia não é de presunção. "poder operante". A cabeça. A ori­ gem do crescimento é a cabeça. Vercom. Em Romanos 1:21 a 32. Obscurecidos de entendimento. Esta palavra e o vocábulo grego do qual ela é traduzida sugerem uma união anterior. Cada parte. 16. Os próprios elésios haviam sido anteriormente gentios. Cl 1:21. Do gr. A razão por si só é ineficaz para captar as verdades espirituais necessárias ao relacionamento pessoal com Deus que produz salvação. No Senhor testifico. O crescimento em Cristo assegu­ ra que a vitalidade do Salvador fluirá dEle para todos os membros do corpo. assim também o filho de Deus busca diariamente em Cristo sua força e sustento para o crescimento espiritual. evidências textuais (cf. do v. Essa degeneração ocorre na sede do governo da natureza humana. Essa vaidade não somente carece de valor. Consolidado. Uma cooperação contínua e mútua entre cada um dos membros asse­ gura solidez e fortaleza. E assim que pessoas de dons muito diferentes pode­ rão trabalhar juntas. Alheios. No entanto. O amor era precisamente o que o obrigava a expor a verdade (cf. p. Cl 2:19). 12. Rm 1:9. mas passaram a per­ tencer ao "Israel de Deus" (Gl 6:16). Paulo não expressa aqui apenas uma opinião pessoal. simboliza trevas espirituais (Jo 3:19. Nenhum apóstolo foi mais específico do que Paulo ao denunciar os malfeito­ res. Outros gentios. cf. de modo que as faculdades racionais se rendem à imaginação desorientada. sem esperança. "os restan­ tes gentios". Ef 3:1 7-19). cada parte ou membro tem uma obra a rea­ lizar para que possa crescer. porém. O crescimento tem dois aspectos: o aumento numérico da igreja e o desenvolvimento individual dos dons espirituais. Paulo traça um quadro da completa deprava­ ção. de Rm 8:20). e descuidadamente. Ele é a cabeça de todo crente e também da igreja (ICo 11:3). com fre­ quência. ijo 1:5. A “obscuridade" nas Escrituras. de El’2:2. mas de objetivos frívolos c vazios. energeia. a mente. mataiotSs (ver com. “operação”. 18. portanto está incapacitada para compreen­ der a verdade espiritual. Assim como a árvore estende suas raízes para baixo no solo em busca de nutrição e umidade. Comparar com Ef 2:21. Ver com.EFÉSIOS a transigir com o pecado ou desculpálo. Literalmente. 5. 10. A ideia essencial é de uni­ dade e crescimento coordenados por meio da direta relação com a cabeça (cf. o amor inundava seu coração enquanto apresentava a verdade. "Energia" deriva de energeia. Cl 5:3. Do gr. Efetua seu próprio aumento. Vaidade. Bem ajustado. em At 20:26. Ep 1:8. de Ef 2:12. Ver com. que no passado mantinha comu­ nhão com seu Criador. porém. Andeis. 17. I Is 5:4. Cl 1:13. As exortações a seguir devem ser entendidas à luz da ideia 4: J 8 já exposta de Cristo como cabeça da igreja e fonte do poder para o viver correto. fTs 2:5). O apóstolo se refere à cegueira intelectual. Cada membro é uma pessoa em ação. O apóstolo exorta os crentes a ser diferentes dos gentios. At 26:18. causa e resultado do crescimento.

Quando o nome pessoal ocorre sozi­ se incline em uma ou outra direção. dependendo da atitude que adote Avidez. cia vida que provém d Ele "Aprender a Cristo" não é simplesmente (JJo 5:11). Ver com. riência da humanidade na pessoa de Jesus. “endurecimento". Do gr. Quando o próprio Jesus responsabilizados. A cons­ Dureza. IJo 4:7). uma grande diferença entre a condição Verdade. Ou. é familia­ fica morte espiritual. põrõsis. Não há outra ocorrência desta expressão no verdadeiro homem. o portador vivo de toda a verdade. aselgeia (ver com. I p 3:10. trução sintática grega apresenta a condição “embotamento". Deus grande mestre. morona. Al 17:30). e o resultado da incapacidade intelectual. Aqui se Deus entrou de maneira singular na expe­ apresenta um contraste com a vida do pagão. A ideia principal é a de indife­ como verdadeira. Aprendestes a Cristo. Do gr.. As alturas mais elevadas é raro nas epístolas. abandonada a si própria. de vida”. beram o conhecimento acerca de Cristo pela Significa uma submissão voluntária. Ele foi a revelação de Deus. advogado e mediador. NT. rei. 21. pleonexia. em determinado ponto no tempo. crucificado. I 138 . a ênfase está rença e insensibilidade espiritual (cf. Ilá união vital com Ele. “comportamento". ► tal consequência sobre si mesmas. desejo de ter ante a historicidade desses acontecimen­ mais". ressuscitado e ele­ Rm 13:13). rizar-se com Seu ministério e obra de sacer­ Ignorância. Do gr. Paulo faz tudo girar em torno da ideia á impureza (cf. conforme Jesus". portanto. “conduta”. de que. o objetivo é destacar o Jesus histórico. reza humana. 5. eles rece­ 19.. 20. Esta palavra indica uma entrega vado ao Céu. nunca Jesus. estavam moralmente obri­ permitem deduzir que as pessoas atraíram gados a obedecê-Lo. completa e irresponsável à luxúria. Por Ele. nho. perda da vida eterna.1025 4:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA de Deus. A ignorância deles não era dote. é a () cristianismo permanece em pé ou se des­ mesma que sempre loi. (cf. de encarnado. Os efésios O haviam Paulo descreve como ocorre esse endureci­ ouvido como as ovelhas ouvem a voz de seu mento (ver Rm 1:21). mas incorporar à vida cotidiana os benefícios de da falta moral pela qual eles poderiam ser Sua obra expiatória. sobre o pronome "Ele . não como o teve a oportunidade de conhecê-la. Rm 11:25). “cobiça”. estava vontade de Deus não é desculpa quando se Se apresentando como exemplo. Ou.. profeta. mas como o objeto único de não passa por alto a ignorância culposa nossa fé e de conhecimento. Cl 3:5). Toda a ver­ e daquele que deliberadamente se entrega dade estava encarnada na pessoa de Jesus. A natu­ portanto. sendo a expressão usual "Jesus Cristo". em que se diz que "Deus entregou do Salvador não é a especulação I ilosófica ou (. O uso deste nome isoladamente antes desta escolha. isto é. O desconhecimento da disse: "Aprendei de Mim" (Mt 11:29). Deus só desiste de teológica sobre Ele. “nEle . Além disso.) se entregaram. Se é que. “Senhor Jesus" ou "Cristo para o bem ou as profundezas para o mal se alcançam pelo poder da vontade. pleonexia é associada tos. Separação da vida de Deus signi­ aprender alguma coisa sobre Ele. Ambas as passagens pastor. Do gr. de Jo 8:32.. mas a relação pessoal com o Redentor e a recepção de Sua graça. Os quais (. I rato. Ef 5:3. Jesus daquele que cai nas astutas ciladas do diabo declarou ser a verdade (Jo 14:6).) à imundícia"). Porém. “conhecer a Cristo é uma expressão 22. No NT. Dissolução. "admitindo”. alguém depois que o pecador escolhe delibe­ radamente andar no caminho do mal. "forma mais comum (2Co 5:16. anastrophê. à autoridade do maligno (comparar com O que relaciona o ser humano com a verdade Rm 1:24. Ou seja.

21). não é simplesmente uma pessoa renovada. ou da nova "pessoa" não é algo que podemos fazer por nós mesmos. “piedade . 4:25 Espírito do vosso entendimento. as pessoas ainda mostram traços da criação original de Deus. cf. na realidade. um retorno ao estado original do ser humano. prometem que o pecador ficará imune aos resultados da transgressão. Literal­ mente. com. “piedoso". um destruidor da pureza original do ► ser humano. nem propagar fal­ sas impressões por insinuação. No NT. nem para distorcer informações. Mentira. só para trazer destituição. nem divulgar boatos e fofocas. lustiçu. A frase está em contraste com a "verdade" (v. Os desejos da carne são enganosos porque prometem felicidade. sobre o adjetivo hosios. O pecado é um intruso. Na vida do cristão. “inverdade”. 142).. 125. prometem liberdade. Segundo Deus. Existe em cada pessoa e. Os que são seguidores dAquele que é a verdade fazem qualquer coisa para manter a máxima inte­ gridade em tudo.EFÉSIOS 1026 correlacionado ao verbo anastrephõ (ver com. ver com. Concupiscências do engano. ou “corrompe a si mesmo". Ver com. segundo o qual o novo ser ó modelado (Mt 5:48) e. Do gr. Que se corrompe. é parte de sua natureza. um câncer que cresce no corpo espiritual. Procedente. “anseios do engano”. em toda família humana. cf. "de acordo com Deus”. a palavra só ocorre mais uma vez (Lc 1:75. Revistais. Apesar dos séculos de degra­ dação. de onde se originam os atos. de Ef 2:10. c corrompido”. "o velho homem" (v. O revestimento da nova natureza. "falsi­ dade". isso significa a restauração da imagem de Deus na vida (Gn 1:27. No entanto. Literalmente. mas causam tristeza. Ver com. para nunca mais ser vestida. do v. Ealar a verdade é para o cristão mais que um hábito. 25. Uma citação de Zc 8:16. hosiotês. O velho homem. Esta expressão parece significar mais do que simplesmente antigos atos ou hábitos. Do gr. Deus é o ideal. 24. muitas vezes prejudicandoo mais do que ao enganado. "mentira". Por meio da obra do Espírito Santo no novo nascimento e na santificação.] a verdade. 13:34). de At 2:27. inclui a própria mente e a natureza humana. A palavra indica continuidade ou corrupção progressiva na condição do “velho homem". mas escravizam. seu verdadeiro caráter permanece oculto até que escravize suas vítimas. de 2Co 5:17.. "santo”. uma vez que o “novo homem" é. de Mt 5:6). Cl 3:9. "novo [em qualidade]”. Do gr. Cl 3:10). pois a pessoa estará revestida da nova natureza (ver com. A natureza peca­ minosa é despida de uma vez por todas. Ela afeta a natureza da mente e os princípios que a governam. pseudos. 1139 . Fale [. Se as pes­ soas percebessem a escravidão e corrupção que o pecado lhes traz. Deus é o poder ativo na recriação. 22) pode ser criado de novo à semelhança de Cristo. de Ef 2:3). de Hm 6:6: cf. E vos renoveis. O antigo modo de vida foi des­ crito em Efésios 4:17 a 19. nem fazer promessas sem a intenção de cumpri-las. O velho eu morre (Hm 6:6) e não deve reviver. 24). Literalmente. O manto da justiça substitui os trapos da justiça própria. kuinos. Do gr. um profundo vazio que só pode ser preenchido pela influência res­ tauradora do Senhor Jesus Cristo. A mudança de opinião não é apenas super­ ficial ou um novo conceito doutrinário. íUkaiosune (ver com. Santidade. este lhes pareceria terrível como é na realidade. 23. O engano causa a corrupção da personalidade do enganador. não há lugar para se tirar vantagem do outro em uma transação comercial. Ed. O pecado é um fator que desintegra a vida. porém essa mudança não se rea­ liza sem o consentimento e a cooperação do ser humano (ver MDC. “santidade". por extensão.

imitando seu Mestre. "indignação.i base da absoluta confiança (cf. Aqui está uma salvaguarda contra o abuso tia indignação. Esta advertência é feita para evitar que ira justificável produza reações de ressentimento pessoal. Irai-vos. “exasperação”. a ordem de Paulo pode se aplicar também aos professos cris­ tãos. o senso maligno de ressentimento pessoal em que até mesmo a ira justificada pode se transformar. Do gr. C) papel mais importante de uma justa indignação é estimular as pessoas em sua batalha contra o pecado. diabolos. A solução mais simples parece ser a de considerar a ira nesta passagem como uma justa indignação. Ira. nas primeiras. por meio de uma transação comer­ cial desonesta. que traba­ lhava com as mãos na bancada de carpinteiro. mas nenhuma delas é satisfatória. ou como na LXX. que é como está a citação de Paulo. 28. mas. a advertência de não dar oportunidade ao diabo em levar avante suas tentações. sempre é uma violação do mandamento fun­ damental de amar ao próximo. LXX). Uma prova justa da verdadeira . Mt 12:43-45). como. Além do ato direto de se apoderar da propriedade alheia. de Mt 4:1). Alguém comen­ tou que "às vezes. Um cristão que não se indigna contra as injustiças e a ini­ quidade pode ser também insensível a algu­ mas situações que deveriam preocupá-lo. cf. Uma citação da LXX do SI 4:4 (v. o termo que emprega comumente é Satanás (Bm 16:20. Embora deva sempre haver indignação con­ tra o pecado. ITm 3:6. porém. Zc 8:16). 5:15). Paulo somente utiliza a palavra diabolos em suas últimas epístolas (cf. Paulo fala em geral a conversos procedentes do paganismo. 7.4:26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA natureza da indignação consiste em com­ provar se é possível orar pela pessoa cujo ato errado causou a ira. Não se ponha o sol. fazemos bem em demons­ trar ira. Não furte mais. A ira é justificável quando se dirige contra a conduta errada. Ou seja. Pode-se debater se o roubo é causa ou consequência do ócio. mas pelos desafios hipócritas a Deus e pelas in­ justiças cometidas contra seres humanos (ver Mc 3:5). Não pequeis. mas temos confundido essas vezes”. Y'árias sugestões têm sido dadas na tentativa de evitar a implicação de uma ordem para se irar. I 140 1027 Membros uns dos outros. O texto grego indica que se trata de uma ordem. Se é verdade que "a natureza tem horror ao vácuo”. vingança e perda de domínio próprio. A men­ tira tende a destruir a unidade da irman­ dade: o engano opõe um membro ao outro (cf. 26. I rabalbe. 2Tm 2:26. 11. Jesus não ficou irado por qualquer afronta pessoal. Trabalhe com as próprias mãos. existem muitas formas em que pode­ mos ser culpados deste pecado. () roubo tem muitos disfarces. Por isso. lTs 2:18. ICo 12:IS). 2Ts 2:9. certa­ mente. Os comentaristas diver­ gem se o hebraico do Salmo 4:4 deveria ser traduzido como está na NTLH ou I B ("tre­ mem de medo"). porém sem animosidade contra o malfeitor. o trabalho é o remédio. ITm 1:20. O ócio e o roubo tendem a andar juntos. por exemplo. 5. enquanto. Ou. Paulo não se limita a proibir o mal. A ira a que se refere no v. Não pode haver verdadeira união entre as pessoas a não ser n. ICo 5:5. No grego. “acusador' (ver com. espaço ou oportuni­ dade (comparar com Bm 12:19). 26 dá oportunidade para que o diabo faça os membros do corpo de Cristo se indispor uns contra os outros. é igualmente verdade que os hábitos abandonados devem ser substituídos (cf. os dois verbos "irai-vos e "não pequeis” estão no imperativo. 27. o ressentimento acalentado é destrutivo. Lugar. 3:3. 4 Diabo. assim como o trabalho e a honestidade. O pró­ prio Paulo deu o exemplo de trabalho manual (At 20:34). I t 2:3). Ser capaz de separar esses dois elementos é uma con­ quista cristã. Portanto.

"Espírito Santo" (ver com. é essen­ No v. severo ou grave para que seja edificante. e para o hem de seus semelhantes. pois são indí­ liunça e a glória da esperança até ao fim" cios de espírito não regenerado. e sustentado por outros. Não é só a a instrução pau li na é correta e verdadeira fala indecente que corrompe. Do gr. Nenhum cristão deve ser tão deve ser pelo benefício dos outros. se for capaz de se man­ aqui se ensina que suas palavras devem ser ter. Os frutos do trabalho grego pode ser traduzido como "pare de ofen­ honesto devem ser recebidos e repartidos no der". que aqui pode sigE um privilégio cristão dar aos necessitados. se aplica a peixes não apro­ A recepção do Espírito Santo na conversão priados para a alimentação e que eram lança­ é a autenticação divina de que o crente é dos fora. Do gr. No sentido melhores do que antes de ouvir suas palavras. Em Efésios 1:12 e 13. 1 lá um valor terapêutico no trabalho. ABC). por conseguinte. crítica Tenha com que acudir. Este imperativo pelo dinheiro em si. e até mesmo a conversa I útil e insípida. "sem valor . 30. Graça. metafórico. com. construtivo e que leve as pessoas a ficar 31. deve ser descar­ razão. de Ap 7:2). mas também (cf. Ou. de Ef 1:14. Jesus advertiu contra o uso de palavras Mt 12:31. Isso cenas. só ocorrerá se ele conservar “firme a connão têm lugar na vida do cristão. Do gr. a palavra egoísta. a edificação conforme a necessidade (TB). “com vistas a”. lupeõ. Novamente o apóstolo razão para essa exortação de trabalhar. . O ato de selamento não A que for boa. Em Mateus 7:17. Existe outra ou de duplo sentido. "podre". vive em contraste com o ladrão. charts. O crente traba­ aqui claramente definida. cf. Não é suficiente que o garante a salvação para sempre. O pecado ociosas ou sem propósito útil (Mt 12:36). Entristeçais. Mateus 13:48. Suas palavras devem cumprir um propósito perder o direito à redenção (ver com. ver com. ver com. mal-intencionada. físico ou mental. "ofender . Para. Torpe. os quais poderiam perecer sem essa ajuda. 28. “afligir". (Mb 3:6. parece ter em mente o tema central de sua Muitos não podem se sustentar devido à epístola: a unidade. sível pecar contra o Espírito Santo e. disso fala a boca" (Mt 12:34. A linguagem impura demonstra que aceito. de Ef 1:13. Amargura. pois é pos­ cristão se abstenha da linguagem obscena. sapros. "impró­ tes são descritos como sendo selados no prio para o uso". brincadeiras e canções obs­ o crente persevere e que seja glorificado. Ver com. os cren­ 29. ele cido. de Hh 6:4-6). “boa para de atos que entristecem o Espírito Santo. Espera-se que ARC). Portanto. de Hm 3:24). sobre o selo. depois de soas podem ser entristecidas (sobre a maneira haver cumprido seu dever para com a socie­ pela qual o Espírito Santo pode ser entriste­ dade e de sustentar a si mesmo. assim. Ou. cia no coração. Redenção. de que a aprovação do Céu repousa o coração é corrupto: "do que há em abundân­ sobre sua eleição e vida cristã. Hm 12:11). que é o tema da epístola. nilicar "benefício (cf. Selados. “cau­ O cristão não deve ganhar dinheiro somente sar dor". Do gr. de útil. pode se referir ao temperamento. Assim. Palavrões. Aquilo que não edifica idade avançada ou a incapacidades por outra degrada e. Isso dá a oportunidade de demons­ tado (comparar com I Ps 5:11-14).LI IMOS 4:31 141 1028 O trabalho honrado. trar a unidade. é importante não cometer nem um O modo de falar do cristão não precisa ser só ato dessa natureza. pois apenas pes­ lha a fim de poder ajudar a outros. imperdoável é a culminação de uma série Boa para edificação. sapros descreve uma árvore má e. pikna. em 2Co 1:22. orienta-se que o trabalho do cris­ cial à felicidade. com. cf. de Mt 12:31). A personalidade do Espírito Santo é espírito da mordomia cristã.

MCI I. Uma lista de pecados semelhantes é dada em Colossenses 3:8. 197 3 . O Senhor Jesus é o único modelo que devemos seguir (Ml 6:12. Do gr. At 8:23. Alguns percebem uma ordem natural na lista de males apresentada por Paulo: a amargura logo se torna cólera apai­ xonada e explosiva. Th untos denota um estado mental momentâ­ neo de fúria e excitação. 190 8-16-T8. Lc 6:36). Pode ser compara­ do com "afetos de misericórdia (Cl 3:12). 39. 8 .PJ. de Rm 2 Gritaria. Ela é o oposto da malícia de Efésios 4:31. Malícia. 276. Todos os males mencio­ nados nesta passagem tendem a perturbar a unidade do corpo de crentes. MCH. 291 1029 caráter ou disposição. eusplagchnos. A indiferença insensível ao sofrimento é incompatível com o espírito cristão (cf. PE. 362. em vir­ tude da cidadania celestial que têm em comum. kakia (ver com. Mt 18:32. uma condição permanente de ressentimento e hostilidade 11 com.] vos perdoou. A gritaria logo se transforma em calúnia no esforço para arruinar a repu­ tação dos outros. 33). assim. orgê. T5. A con­ versão transforma a malícia em benignidade. pois criam barreiras entre os que deveriam sentirse mutuamente atraídos à união.. A bondade pode ser meramente uma espécie de cortesia ou poli­ dez. de Rm 1:29). A palavra é traduzida como “compassivos" (1 Pe 3:8). blasphêmia. a cólera se transforma em ira persistente. chrêstoi. T8. que equivale a considerar com ternura as fraque­ zas e necessidades dos outros. A bondade e a ternura são de pouco proveito. 237. Lc 6:36. thutnos kai orgê. RC. Benignos. 12-MS. é uma deci­ dida atitude do coração e da mente. 48. 379 5 . pois fazem parte das obras da carne (Gl 5:19-21). Do gr. Do gr. 176 I 142 11. TM. Do gr. "graciosos". Tudo isso nasce de uma malignidade satânica presente no coração humano. Deus. 170 11-13. 1 Pe 3:8). MCH. A discussão entre os fariseus e saduceus sobre a doutrina da ressurreição foi um kraugê (At 23:9). Uma pessoa amargu­ rada está em permanente estado de antago­ nismo contra seus semelhantes.. 239. um fato que se torna tanto mais surpreendente quanto mais se medita nele. em Cristo. O per­ dão foi comprado a um preço infinito.4:32 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 32. T3. a unidade (cf. "difama­ ção". "gentis". é um fruto do Espírito (Gl 5:22). 243. impedindo. Fp 2:4. kraugê. 38. 276 1-3 . Do gr. "de fortes entranhas". Bm 3:14). 327 8 . A benignidade ou simples gen­ tileza (chrêstotês) é uma das características positivas mais profundas em favor do cristia­ nismo. Ver 2Co 5:19. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. de Rm 5:10.PJ. 786.GC. Deus [. e ira. O espírito de perdão é mais do que um ideal ou mesmo uma virtude. de Ef 1:1). O perdão deve ser medido em relação ao per­ dão divino (cf. Compassivos. T6. Li­ teralmente. se não estiver disposta a dar o passo do perdão.DTN. WHITE I . "briga em voz alta".T9. 292 3 . Cólera. 29. . ver com. e a gritaria sempre está acompanhada de injúrias ou difamações. Perdoando. Portanto. a ira conduz a gritaria vul­ gar.MCH. 37 7. A frase-chave da epís­ tola (ver com. exceto o sacrifí­ cio do orgulho pessoal de perdoar os outros. 149. 196 7 . "mise­ ricordioso". não custa nada ao pecador. Do gr. 446. T9. devem ser elimi­ nadas. Blasfêmia. 65 I-6-T5.T9. porém. 249. a menos que se expressem no espírito de perdão. “clamor". “afronta".DTN.

122. em aroma suave. andai como filhos da luz vede ló remindo o tempo.TM. 491. MCH. TM. OE. 174 17. Tl.FEC. 764.DTN. CS. como convém a santos. 131. T2. 310. PE. 172 23. 362. 427. 153. porém.CS.TM. 265. T7.LA. levanta-te de entre os mortos. 8 Portanto. 470 17. 122. 264. 237. Tl. 182 24 . T3. MCH. I 38-. 484. T2. Ev. 45. 105. 101. 92. o só referir é vergonha. tem heran­ mes. 559. 49. 597. 171 18. Tl. e verdade). vem a ira de Deus sobre os f ilhos da desobediência. 283. 410. 316 30. porque os dias são maus. reprovai-as.CS. 284. ó tu que dor­ impuro. 626. antes. tos.Ed. 359. 48. éreis trevas.24-T4. e justiça.GC. a 7 não tomar parte com os ímpios. 46. dais. 4 ou nem conversação torpe. 263. isto: nenhum incontinente. 69. CES. T2. 367. 265. a 3 jugir da fornicação e 4 de toda impureza. 120. 1 Sede. pois. CC. 470. 14-A A. nem palavras vãs chocarrices. 7 Portanto. T2. 446. T3. 5:1 418. 213.T4. MJ. 252. 337. T9. lhos amados. 16. viii. 484 25 . Tl. T7. 75. prudentemente como an­ 17 Por esta razão. a 15 andar com prudência e a ser 18 cheio do Espírito. 3 Mas a impudicícia e toda sorte de impure­ 12 Porque o que eles fazem em oculto.EFÉSIOS 11-15-TM. T4. quando reprovadas pela luz. 387. 199. 30. OE. 2 e andai em amor. 24. 206 29. T9.95. 594. 114. outrora. 97. 73. antes. 27. OE. 80. 163. T5. 273 15. 353. 406 13 -AA. T4. 493. 58. como também Cristo nos 10 amou e Se entregou a Si mesmo por nós. 160 16. FEC. MJ. 67. não vos torneis insensa­ Pois. coisas essas 13 inconvenientes. T3.Ev. 337. consiste em toda bon­ dade. como Senhor. 52 13 . 500. 367. Sabei. iluminará. que é idólatra. 267. 289. 184 13. MDC. T8. 81.Tl. MCII. 561. CBV. agora. pelo contrário. 365. TM. não como néscios. MDC. ou 14 Pelo que diz: Desperta. 286 26. 556. 298. ou avarento. 309. porque tudo que se manifesta é luz. c sim como sábios. 14. imitadores de Deus. 22 Orientações para as mulheres em relação ao marido. se tornam manifestas. T5. 577. 435. 6 Ninguém vos engane com palavras vãs. LA. 101 28. 288. pois. 98. 25 Este deve amar a esposa. 336. sois luz no Senhor. ações de graças. 67. 12. 302. 147 19. 27. 11 E não sejais cúmplices nas obras infrutífe­ oferta e sacrif ício a Deus. OE. 189 22. 235 Capítulo 5 2 Exortação ao amor. 28. 18-AA. 167. T4. por essas coisas. MS. mas do Senhor. ras das trevas. 393. T3.CS. 56 32 . 5 provando sempre o que é agradável ao Mas todas as coisas. 67.PE.19-T5. não sejais participantes com eles. 470 14 . T5. e Cristo te ça no reino de Cristo e de Deus. CC. como fi­ 9 (porque o I ruto da luz. I 143 procurai compreender qual a vontade . T5. 32 assim como Cristo ama a Sua igreja. 491. 124. porém. Etl. por­ 15 que. PJ. zas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós. GC. 114. 32. T2. 26. 106. 74. CPPE.PJ. T5.

a igreja está sujeita a Cristo. os dois uma só carne. O ato voluntário por meio do qual Cristo Se entregou como sacri­ fício estava prefigurado no ritual cerimonial do antigo Israel.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 18 E não vos embriagueis com vinho. “Ninguém tem maior amor do que este (Jo 15:13). Do gr. 2. A consciência da pater­ nidade divina produz o amor fraternal (IJo 4:11). Como oferta e sacrifício. ► 26 para que a santificasse. Ou. “tomai o hábito de lular em amor". “continuai a andar em amor". 30 porque somos membros do Seu corpo. (Juem ama a Grande é este mistério. esposa respeite ao marido. Um dos propósitos da encarnação foi precisamente manifestar o amor de Deus. prio marido. nem coisa seme­ ticos espirituais. 19 falando entre vós com salmos. porém. 20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai. amai vossa mulher. antes. mas enchei-vos do Espírito. pois "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19). Evidências textuais (cf. e se tornarão 24 Como. e a tregou por ela. 1. em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. vós. a alimenta e dela cuida. Andai em amor. porque o marido é o caheça da mulher. lhante. Também Cristo nos amou. cada um de per si tam­ bém Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se en­ bém ame a própria esposa como a si mesmo. Os servi­ ços do santuário prefiguravam o ministério e o sacrifício tie Cristo. 31 Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher. no qual 1030 há dissolução. 21 sujeitando-vos uns aos outros 28 no temor esposa a si mesmo se ama. 25 Porque ninguém carne. Filhos amados. neste caso. O amor de Cristo foi tão grande que Ele voluntaria­ mente Se ofereceu em sacrifício. assim também as mulheres sejam em tudo sub­ 32 missas ao seu marido. Nós não podemos fazer menos. mimetui. O apóstolo vem insistindo que o exemplo de Deus seja seguido. Aqueles que com sinceridade chamam a Deus de "Pai devem considerar a seus semelhantes como irmãos e irmãs. mas eu me refiro a Cristo e à igreja. sem mácula. sendo este mesmo o salvador do corpo. “imita­ dores". Imitadores. Deus é o modelo e o ideal que se deve imitar. Alguns têm sugerido que se deve distinguir entre as palavras “oferta" e "sacrifício”. porque a primeira denota uma oferta sem sangue e a segunda pressupõe a morte da vítima. porém santa e sem defeito. 22 jamais odiou a própria bém Cristo o faz com a igreja. de ICo 13:1). nem ruga. As palavras gregas que I 144 . 29 de Cristo. O crente fiel pode. como Deus perdoou. como também Cristo é o cabeça da igreja. tendo-a purifi­ cado por meio da lavagem de água pela palavra. ver com. com espe­ cial referência ao espírito perdoador que se deve manifestar. especialmente em relação ao espí­ rito de perdão. xvi) apoiam a variante "vos". pela graça de Deus. aprender a perdoar. como tam­ 33 Não obstante. Cristo demons­ trou Seu amor ao entregar-Se a Si mesmo. o mesmo ocorre em Ef 4:32. Saber que Deus nos ama proporciona força c capacidade paru imitá-Lo (IJo 4:19). entoando e 27 para a apresentar a Si mesmo igreja glo­ louvando de coração ao Senhor com hinos e cân­ riosa. Devemos viver em uma atmos­ fera de amor (sobre iigaye. como ao Senhor. como tam­ As mulheres sejam submissas ao seu pró­ 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Entregou a Si mesmo. Maridos. p. Este versículo é uma continuação e ampliação de Efésios 4:32.

1 145 . 3. Do gr. aqui.) e “transformar”. 4. Deus. Se agra­ dou com a oferta de Cristo. 5. Literalmente. Palavras vãs. porém é desne­ cessário discuti-los. Sabei [. provavel­ mente incluindo conversação imunda e obs­ cena. Tg 5:13). A idolatria é uma das obras da carne (Gl 5:19-21). mas a brin­ cadeira grosseira evil. cf. A cobiça é o desejo de ter mais. porém. pleonexia. Este vocábulo ocorre somente aqui no NT e. Do gr. vergonhosa . aischrotes. pois não devem existir entre os santos. Avarento. Ef 5:5. termo geral para relações sexuais ilícitas de todos os tipos (ver com. O espírito de gratidão e alegria é o melhor antídoto contra o inde­ coroso espírito de frivolidade (cf. Impuro. Paulo deve ter tomado a frase emprestada do Salmo 40:6. Cobiça. do v. E um apelo á consciência. muitas vezes. "santos" (ver com. ele contrasta “cheiro suave" com o sacrifício de Cristo (v. ICo 5:11. ponteia. Devem unicamente ser nomeados com 5:5 o propósito de reprovação. além de significar a forma inde­ cente de falar. Ou. Idólatra. Do gr. Cl 3:5). A associação deste pecado com a fornicação e a impureza é significativa (cf.] isto. I p 4:18). "o desejo de ter mais". Impurezas. oculta-se sob termos como “competição" e"sucesso . A avareza e a con­ cupiscência se classificam entre os peca­ dos mais grosseiros e devem ser repudiados por todos os que têm o nome de cristãos. Os pecados a que se refere são tão terríveis que sequer são apropriados para discussão entre os san­ tos. passa despercebido nos círculos mais respeitáveis. Em aroma suave. aquele que pratica ponteia (ver com. Conversação insípida. muitas vezes. 3). Santos. Mas. "devasso". Cl 3:5). hcwioi. A avareza é definida como idolatria (Cl 3:5) e é digna da mesma condenação. Chocarrices. o Pai. de 2Co 2:15. () apóstolo não fala contra as brincadeiras de humor inocente. ver com. O avarento deifica o objeto de sua cobiça. Ações de graças. Prostituição e impureza são frequentemente mencionadas jun­ tas (como em 2Co 12:21. Muitos cristãos estão dispostos a colocar o pecado da avareza no mesmo nível da for­ nicação. hem como com o espírito com o qual foi feita.EFESIOS IfOI traduzem “oferta” e “sacrifício" não sugerem essa distinção. mesmo que qualquer outra coisa possa ser duvidosa. não apropria­ das ou indecentes. Porém. é usada no sen­ tido negativo de palhaçada. a I im de mostrar como os sentimentos mais sagra­ dos podem ser corrompidos. Do gr. Incontinente. "pessoa impura” (v. A ganância é um pecado mortal que. irreverência ou leviandade. Gl 5:19. Nem sequer se nomeiem. inclui também a maneira de se comportar. de Rm 1:7). Ou seja. "perspicácia”. Paulo utiliza fortes contrastes para realçar o efeito de sua mensagem. não sig­ nifica que o sacrifício de Cristo fosse neces­ sário para "aplacar a ira" de Deus (ver com. de ICo 6:18). uma característica de lodo pecado sensual. 3.. Do gr. portanto. Expressão enfática para destacar que. I mpudicícia. Inconvenientes. Conversação torpe. Do gr. sobre a figura de "cheiro suave . esta é certa. "conduta revoltante. 2). Toda pala\ ra ociosa será levada a juízo (Mt 12:36). pomos. Nenhuma pessoa de caráter licencioso é apta para o reino (Ap 22:15).. pois esse tipo de conversação tola envolve mais do que meras palavras vazias. Ver com. pala­ vra composta por duas raízes que signilicam "bem" (adv. de Rm 5:10. O apóstolo passou da consideração tio amor santo para a do amor não santificado. tola e sem edificação ou proveito. "odor de um cheiro doce". do v. 3). Neste contexto. eutrapelia.

Trevas. Provando. mas que em»/ luz. ljo 2:11. de Ef 2:2. Fruto do Espírito (ARC). 4). eles estavam submersos nas trevas e praticavam as abominações das trevas (cf. em con­ traste com a vida dos pagãos ao seu redor. será difícil demonstrar que não temos "nenhuma comunhão com as obras das trevas. Outrora. De Cristo e de Deus. Do gr. isto é. caso contrário. alõtheia. Cl 1:10. Ver com. 8:9. em virtude de sua união com Cristo. 2Co 11:3. Do gr. ver com. Ira de Deus. As trevas impedem que haja fruto e crescimento: a luz é fundamental para ambos. A divindade de Cristo está implícita pela associação de Sen nome ao nome de Deus (cf. O cristão não pode ser neu­ tro. As here­ sias já ameaçavam a igreja nascente. 3-5) não impedirão a entrada no reino. comparar com Jo 12:36. Ou seja. A extraordinária pureza da vida dos primeiros cristãos. 7. 2 I s 2:3. Ou seja. Cf. 8. 11. de Ef 2:2). que é ► a luz. de Rm 2:18. 12. foi reconhecida. Comparar com Bm 2:19. aqui provavel­ mente denota sinceridade em todas as suas lormas. 2. de Bm 1:18. vol. Tg 1:17). Verdade. 1 f 2:11. 9. mas não deviam tolerá-las nem simpatizar com elas. p. p. dikaiosunê. Luz. Justiça. revelada em Sua Palavra é a pedra de toque pela qual deve ser feito esse teste e aprovação. que é Deus". Andai. Pela palavra e pela vida. em palavra. de Bm 9:5). 401-405. ver com. A bondade. pote. Infrutíferas. ris 5:5. a retidão e a verdade resumem completamente o preceito e o dever de todos. no que se refere à produção de bons frutos (comparar com Cl 5:19-21. ver com. conduzi sua vida (ver com. 10. Filhos da desobediência. A simpatia com aqueles que sofrem não deve degenerar em indife­ rença descontraída ou tolerância sentimen­ tal. que participam com eles em seus pecados. Participantes. elegchõ. 4:18).1032 5:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Tem herança. Do gr. ver Bm 16:18. ICO 3:18. dokimazõ. agathõsunõ. Bondade. o cristão deve repreendê-las. de Mt 5:6. Do gr. O Iruto do Espírito é também o fruto da luz. por exemplo. O cristão deve testar con­ tinuamente o que é bom. sobre as "obras da carne"). pensamento e ação. Agradável. Reprovai-as. "expor". palavras que suge­ rem que os pecados mencionados (v. Jo 3:20. "coparticipantcs". pelo contrário deve ser ativo em expor e denunciar o pecado. “condenar". xvi) favorecem a variante "fruto da luz (ABA). Os cristãos não só não deviam participar das obras infru­ tíferas das trevas. 16:8. Literalmente. Antes. observador passivo diante da iniquidade. Palavras vãs. o prin­ cípio da retidão. A vontade de Deus. Filhos da luz. "refutar”. "uma vez ou “antiga mente". que comentou sobre eles ao escrever a Trajano (Letters. por homens como Plínio. x. “Fruto” significa resultado ou con­ sequência. “pala­ vras vazias”. Loeb. Literalmente. de ICo 6:9. Do gr. Comparar com o uso da palavra em Lc 3:19. Ver com. certo e verdadeiro a fim de descobrir o que é agradável a Deus (Bm 12:2). um pouco a contragosto. com. 1 146 . Do gr. aqui. "O que Jesus faria?" torna-se uma pergunta impor­ tante e contínua na mente do cristão. Paulo adverte contra a maneira enganosa como os lalsos mestres se introduziam na comuni­ dade cristã (sobre os enganos que dividem <i igreja. Cl 2:8. E não sejais cúmplices. Não é suficiente "não ter comu­ nhão com as obras do mal. os cristãos devem ser perante o mundo uma contínua repreen­ são ao mal. Evidências textuais (cf. A ideia parece ser de que eles não somente “estavam na luz". 6.96. ed. 0 texto grego também pode ser traduzido como "de Cristo. Ver com. de Cl 5:22.

a larsa foi vista tal como realmente era. O crente é instado a seguir um curso disciplinado de ação. Na parábola do administrador infiel. seus contornos são obscurecidos. Cristo te iluminará. (. Os mortos. xvi) entre esta variante e: “Prestai diligente atenção em como andais. As coisas escondidas e obs­ curas na vida de uma pessoa são expostas sob os brilhantes raios da luz espiritual. "A palavra de Deus é viva.. E uma lente que con­ centra a luz da verdade sobre a consciência. O apelo é para que os impenitentes desper­ tem de sua letargia e. IPe 1:13). E obrigação e privilé­ gio de todo cristão aproveitar cada momento do tempo para grandes e nobres propósitos. Literalmente. Literalmente. lTs 5:6. acompanhados por cerimônias de iniciação lascivas e obscenas. A exortação para despertar é frequente nas Escrituras (Rm 13:11-14. Em oculto. "exatamente”.. p. do v. Prudentemente. de Jo 3:20). Do gr. e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. e eficaz. Ele deve fazer de tudo para resistir às tentações. Néscios. “cuidadosamente". Reprovadas. mas pouco se pode dizer a favor da surpreendente cruel­ dade com a qual.) é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração" (Mb 4:12). 8. como hoje. Esta citação não se encontra no AT. o crente também precisa "tratar dos negócios do Pai (Lc 2:49). de Lc 16:1-12). Ou pode se referir apenas ás práticas licenciosas às quais se entregam secretamente os débeis e corruptos. "imprudentes". como um exemplo para os filhos da luz (ver com. Pelo que. Paulo pode se referir aqui a alguns dos “mistérios” celebrados pelos pagãos. Desperta. mesmo aos inimigos (Mt 5:44). elegchõ. buscando ativamente as oportunidades para fazer o hem (Gl 6:10). muitas vezes. 3-5). Ou seja. Assim como Jesus. o pecado é discutido em nossa cultura eticamente poli­ tizada. 1 147 1033 12. ’’diligentemente". 13. Ou seja. Paulo nomeou e denunciou os vícios vergonhosos (v. é suficiente nomear os males sem descrevê-los em detalhes. ICo 15:34. Evi. É recomen­ dável certo grau de franqueza. A delicadeza e o refi­ namento do cristão não permitem nem dis­ cutir certos temas. assim. 12 são expostos pelo brilho da luz da verdade sobre a vida. Alguns veem nela uma possível alu­ são a Isaías 26:19 e 60:1. Do gr. 15. aproveitando ao máximo cada oportunidade (Cl 4:5). já existiam naquele tempo.◄ dentemente. Normalmente. Manifestas. As evidências textuais se dividem (cf. mas não os descreveu em detalhes. em relação ao que foi dito acerca de dissipar as trevas por meio da luz. Aquele que se volta a Cristo tem a segurança dos restauradores raios de luz que provêm do "Sol da justiça (Ml 4:2). aqueles que dormiam espiri­ tualmente. muito menos praticá-los. Outros sugerem 5:16 . A pessoa não é boa apenas por­ que não é má. os que estão sub­ mersos no sono da morte espiritual. Ou. isto é. Quando Cristo dirigiu os raios da verdade sobre a hipocrisia de Seu tempo. "brilhará sobre ti". 11. "lallos de sabedoria". deem a Cristo a oportunidade de realizar a obra salvadora em seu coração. “comprando para vós todo o tempo opor­ tuno". sua verdadeira natureza não é revelada (ver com. Vergonha. Jesus destacou a diligência e sabedoria dos comerciantes do mundo ao fazer seus negócios. de modo a apelar á imagina­ ção sensual. 14. ver com. Os pecados secretos men­ cionados no v. Remir o tempo é mais do que simplesmente se abster da ociosidade ou de atividades frívolas. akribõs. 16. Remindo o tempo.EFÉSIOS como provável fonte alguns dos primeiros hinos cristãos desconhecidos por nós. Quando os atos praticados nas trevas são vistos nas trevas.

Por esta razão. Lc 21:34.96. cantados com acom­ panhamento instrumental. A emoção da embria­ guez se opõe à alegria e animação do espírito. Do gr. no dia de Pentecostes. O cristão que não usa as faculdades e a inte­ ligência dadas por Deus para saber qual é a vontade divina para si comete pecado. folia. x. de Cl 3:16). com ou sem acompanha­ mento (ver Mt 26:30. I 148 KOI 5:17 . ver I t 1:6. Loeb. Do gr. Insensatos. Tudo o que enfra­ quece a razão significa deterioração espiri­ tual e inaptidão para o reino de Deus. 19. quando se considera que a vida está continuamente exposta a todo tipo de males. Uma das primeiras manifestações da plenitude do Espírito é a alegria na comunhão dos crentes e em atos de adoração coletiva. xvi) favorece a variante “entendei vós". e poucas coi­ sas existem mais tolas do que a embriaguez. tempo e dias maus. e cânticos espiri­ tuais. 18. Pode ser uma sugestão de entoar antífonas ou cânticos responsivos.] hinos. Dissolução. abandono e excessos de todo tipo seguem a condescendência com o vinho. ITm 3:3). mas também como um mal social que glorilica o desperdício. A manifestação do Espírito. ou simplesmente uma referência ao benefício mútuo a ser adquirido pela ado­ ração cm conjunto. ICo 15:36). Am 5:13). a excitação emocio­ nal em detrimento do bom-senso e a busca imprudente por prazer. foi zombeteira mente comparada « à embriaguez (At 2:13). Lc 15:13. Salmos. Plínio diz. luz. "descon­ trole". Ec 12:1. Não vos embriagueis com vinho. aphrones. no entanto. Paulo deve ler pensado na embriaguez não apenas como a satisfação do apetite. Compreender. iPe 4:4. Ou seja. e os "cânticos espirituais". A distinção entre esses três tipos de louvor pode ser a seguinte: Em geral. Conhecer a von­ tade do Senhor deve ser o objetivo supremo do cristão (ver com. vol. “tolos" (ver Lx 11:40. antes do amanhecer. nas palavras e nos atos dos discípulos. Esse mal é condenado nas Escrituras (Pv 20:1.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Dias são maus. 2. como também uma intuição divinamente implantada pela qual pode comprovar “a boa. 12:20. não só o mal moral prevalecente. Do Espírito. Evidências textuais (cf. mas proble­ mas de saúde. Embora seja verdade que a sobriedade acompanha o trabalho do Espírito Santo. “O conhecimento do Santo é a prudência" (Pv 9:10). e canta­ vam em versos alternados um hino a Cristo. A busca de um estimulante terreno é subs­ tituída pelo entusiasmo espiritual do espí­ rito humano. “sem sen­ tido". Vontade do Senhor. Devassidão. asõtia. 403). cf. em que ocorre o advérbio usõtõs. p. Não se pode viver sabiamente sem entendimento. 17. o efeito da presença do Espírito Santo é visto no testemunho entu­ siasta da fé. "salmos” eram os salmos do AT.. Falando entre vós. "hinos" eram louvores a Deus. ed. ou odes. At 4:24-30. p. que privam o cristão de oportunidades para servir (cf. A necessidade de aproveitar cada oportunidade que sc apresenta é evidente. ICo 14:26. O louvor é parte essencial do culto. agradável e perfeita vontade de Deus (Bm 12:2). lendo em vista o argumento que ele acaba de comentar a respeito de trevas. eram de natureza mais geral e meditativa. A mente trans­ formada não somente possui a capacidade de entender a vontade de Deus. compostos pelos crentes e cantados por todo o grupo. Ou.. [. "do [vosso] espírito". "devassidão". ICo 5:11. perseguições e sofrimento psí­ quico. sob a influência do poder tio Espírito Santo. de Jo 7:17). como se fosse a um deus" (Curtas. Cd 5:21. Tg 513. que pode ser considerado como referência ao espírito humano. com. Paulo estava falando das trevas e da lou­ cura das pessoas insensatas. ao se referir aos primeiros cristãos e sua adoração: “Eles tinham o hábito de se reunir em determina­ dos dias fixos. cf.

Não há virtude especial em ser grato apenas pelas bênçãos recebidas nem em amar unicamente os amigos (Mt 5:46). Sujeitando-vos. Por meio dessa declaração geral de prin­ cípios. Em nome de. e do respeito por aqueles que consideramos iguais. psallõ se refere à primeira opção. O espírito de gratidão pre­ valece na alegria ou na tristeza. “tocar um instrumento de cordas". Paulo atribui às mulheres uma posi­ ção de submissão em relação ao marido (cf. portanto. Visto que. há também a submissão ou consideração cristã aos que se encontram em posição de inferioridade. é pouco mais que uma exibição de si mesmo. na vitória ou na derrota. o Pai . alguns pensam que. lTs 5:18). De coração. lPe 3:1-6). No culto religioso. humildade e sujeição são características essenciais ao cristão. O louvor deve brotar do coração e não ser apenas uma exibição. Esse perigo levou Calvino e Knox a falar de forma depreciativa sobre a música instrumental. Ou. na qual é dada a aplicação específica. quando se entende que diferença e submissão de nenhuma maneira implicam cm inferiori­ dade. A música sempre foi usada como auxílio para a adoração. De fato. as exigências que fazemos aos outros. outros pensam que. Paulo propõe três áreas nas quais o espírito de submissão deve encontrar plena expressão para que as relações envolvidas se cumpram conforme o espírito cristão: as relações entre marido e mulher. "Deus. Como os “cânticos" já foram mencio­ nados. 16:23. a palavra significa apenas "cantar”. O eu deve ser sujeitado diante de Deus e dos semelhantes. Cl 4:4-6). o cristão está bem e é mais alegre. A ética dos relacionamentos cristãos dentro da família é clara. mas essas são oferecidas em nome de Jesus Cristo. 16. Essa submissão se revela em consideração. O Pai tem direito à gra­ tidão. 251). Temor de Cristo. “cantar um hino". Muitas vezes. Cil 5:15). são contrárias ao espírito do ministério amoroso. como palavras. o apóstolo prepara o caminho para a 4 instrução detalhada que está prestes a apre­ sentar. Tanto as coisas desagradáveis como as agradáveis (Jó 2:10. aqui. As mulheres sejam submis­ sas. entre pais e lilhos e entre senhores e servos. A música não é um fim em si mesma. Este princípio de conduta geral pode estar relacionado com o que o precedeu. "Coisa alguma tende mais a promover a saúde do corpo e da mente do que um espírito de gra­ tidão e louvor” (CBV. Dando sempre graças. 22. mesmo dos nossos direitos. pois é nosso Pai (Rm 8:14-17. Deus é o destinatário das ações de graças. e o cristianismo a elevou e con­ sagrou. tudo o que o Pai tem para dar foi disponibilizado à humani­ dade. 15:16. a oração e as ações de gra­ ças são oferecidas em nome do Filho. é um meio para apro­ ximação de Deus. esta palavra pode se refe­ rir à música instrumental ou ao cântico cm geral. caridade e res­ peito à pessoa de todos os filhos de Deus. Submissão. a oração pode se expressar de várias formas. psallõ. Rm 8:28). O espírito de lou­ vor é um antídoto contra o mal e o desânimo. A submissão aconselhada à mulher é I 149 1035 Fazendo melodia (KJV). mas conduz naturalmente ao pensamento da passagem seguinte. 5:22 . no NT. Quando tudo está ruim. bem como com os inimigos. Deus e Pai. 20. Portanto. de outra forma. por meio de Cristo. podemos nos aproximar de Deus com plena confiança (Jo 14:13.EFÉSIOS Ele demonstrou Sua paternidade ao dar Seu Filho. 21. Isto é. pois é um atributo que sus­ tenta o caráter cristão permanentemente (ver Cl 3:17. reverência por Cristo. Do gr. E mais difícil convi­ ver com as dificuldades. o cântico deve ser direcionado a Deus. Indo. que é o espírito do evangelho (Jo 13:15. Além da submissão aos superiores em idade e autoridade. meditação e música. assim como a oração. mas. 24).

Neste aspecto. confiança. A esposa deve considerar sua relação com o marido uma reflexão ou ilustração de sua rela­ ção com Cristo. uma delas é por meio de palavras de compreen­ são e carinho. O que carac­ teriza a sujeição da igreja a Cristo é boa von­ tade. Isso translorma em sociedade aquilo que. Ele fez isso para salvá-la. A igreja está sujeita. de certa forma. no entanto. 1150 9Í0I 5:23 . com desprezo por homens bem como por mulheres. A prova suprema do amor é se ele está preparado para abrir mão da felicidade a fim de que a outra pessoa a tenha. O mari­ do amoroso nunca profere ordens rudes. não uma obediência servil. Mesmo nesta era de liberdade. Do corpo. não tem artigo definido no grego. Da mesma forma. “Meu fardo é leve" (Ml 11:30). mas uma sub­ missão voluntária nos aspectos em que o homem foi qualificado pelo Criador para ser a cabeça (cf. Este princípio de submissão é permanente. agapan. sobre o tipo de amor aqui requerido. Além disso. conforme os costumes e a cons­ ciência social (comparar com ICo 11:3. o marido deve imitar a Cristo. classe ou etnia não é encontrada entre os que estão “em Cristo". de Mt 22:11). Cl 3:18. o manto de Sua per­ feita justiça (ver com. cada sexo. classe ou etnia pode fazer sua contribuição peculiar à sociedade. Gn 3:16). A distinção de sexo. em lugar delas. A liderança do marido consiste em cuidar da esposa com capacidade e responsa­ bilidade. pois não pode existir nenhuma outra lealdade que se interponha entre o indivíduo e Deus.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA do tipo que só pode ser dada entre iguais. 12. para enfatizar a qualidade de liderança. não por contraste com o marido de outras mulheres. o marido provê o sustento material da esposa (lTm 5:8). seria uma ditadura. diante de Deus. assim como Cristo cuida da igreja. Seu amor se expressa de maneiras distintas. a igreja. faz todo o possível para assegurar sua felicidade (ICo 7:33) e lhe dá todas as honras (1 Pe 3:7. O cabeça. Paulo faz a mesma afirmação em 1 Corínlios 11:3. o homem que não assume a liderança de sua família em amor é considerado. que se apre­ senta duas vezes neste versículo. nem homem nem mulher” (Cl 3:28). ele diz que. Tt 2:5). em virtude de suas diferentes qualidades. de outra forma. das cabeça ü mais da serviço prestado agradáveis igreja. minis. Ou seja. Próprio marido. Como ao Senhor. Cristo expe­ diz. ver com. em tudo que está em harmonia com a mente de Deus. A Si mesmo Se entregou. não há "nem escravo nem liberto. lTm 2:11. o marido dá a si mesmo pela salvação da esposa. 25. assim também o marido deve ser o protetor e man­ tenedor da esposa e da família. 7-9. permanecendo ao lado dela na hora da enfermidade. Isto é. com amor riências. Comparar com Cl 3:18. mas sua aplicação específica pode variar ao longo do tempo. Ao mesmo tempo. é Como fé uma e amor. Para que a santificasse. Toda comu­ nidade deve ter um líder para permane­ cer de forma organizada. mas para enfatizar a relação sagrada de posse sobre a qual a submissão se fundamenta. Cristo deu a Si mesmo para a igreja porque ela estava em profunda necessidade. de Mt 5:43). Nenhuma polêmica sobre inferioridade ou liderança surge em uma família cm que o marido mos­ tra a mesma solicitude pelo bem-estar da esposa que Cristo mostra por Sua igreja. Amai vossa mulher. a igreja. mas pelo amor.< irando a suas necessidades espirituais. Em tudo. Esta frase. e ela ás dele. em espírito de amor mútuo. 23. em que se insiste na igualdade entre homens e mulheres. 24. tendo-a purificado. Assim como Cristo é o "salvador do corpo". Cristo remove as vestes sujas e oferece. Isto é dito. deixando de lado os prazeres e o conforto pessoal em favor da felicidade da esposa. A resposta adequada do marido à submissão da esposa não é por meio de ordens. 26.

Sem defeito. o joio será removido. a palavra só ocorre no NT em 1 Tessalonicenses 2:7. “dizer". 25 a 27. Do gr. Paulo apresenta uma verdade geral. como Paulo a concebe. Pela. há uma referência ao antigo costume do banho de purificação da noiva antes das bodas. Ama a si mesmo. paristémi. 27. e então. "lugar ele banho" ou “ato de banhar". mas porque marido e esposa são um só corpo. rhéma. “amar". O joio e o trigo vão crescer juntos até a colheita (Mt 13:30). da mesma forma. "declaração". “apresentar (compa­ rar com o uso da palavra em 2Co 4:14. assim. não só porque estão intimamente ligados. Cuida. Cristo apresenta a igreja. loutron. Mais tarde. Ou a referência pode ser ao batismo. “educar". significando "por meio de". Assim. Talvez o apóstolo tenha ido além da compara­ ção com o casamento em sua discussão sobre a condição final que a igreja deve atingir. Quando o esposo promove o bem-estar da esposa. Outros veem uma referência à expressão de fé do novo con­ verso (Rm 10:8-10). A relação entre Cristo e a igreja acentua o esplendor e a beleza da relação conjugal. Paulo fez uma breve digres­ são para falar da igreja glorificada. principalmente “aquecer . "em". Do gr. “Assim” refere-se ü descrição do amor de Cristo nos v. a ideia é que Cristo purifica a igreja. a Si mesmo. Visto que o contexto é o do casamento. Jo 14:2. ektrephõ. Hb 9:14. 29. Do gr. Assim como o homem protege o próprio corpo de perigo e desconforto. Comparar com Ef 1:4. Cl 1:22. seus ideais corres­ pondem. “em honra". Alimenta. Bondade gera bondade. Esta condição se concretizará apenas quando Cristo voltar. thalpõ. Mt 28:19). Muitos comentaristas veem aqui uma referência à fórmula usada em conexão com o rito do batismo (cf. A união de Cristo com a igreja é tão real como a união de um homem com uma mulher. “declaração” (ver uso do termo em Rm 10:8. 17. Além desta passagem. Do gr. hagios (ver com. Do gr. Ef 5:31). de Rm 1:7). mas porque ela lhe dá a felicidade que ele lhe pro­ porciona. no amor abnegado c infalível. Apresentar. Além deste versículo. E assim porque seus interesses são os mesmos. Gn 2. a palavra ocorre no NT somente em Tito 3:5. 2Co 13:1. Esta reco­ mendação é feita não porque o amorpróprio seja o ideal maior. provavelmente. Cl 1:22. “em esplendor . Gloriosa. Ou. a palavra é usada para a educação dos I ilhos. "colocar ao lado de”. 3). E preciso ser uma pes­ soa mentalmente desequilibrada para odiar a própria carne. Como ao próprio corpo. Do gr. 28. portanto. nem ruga. Ele a recebe no glorioso lar que preparou (cf. seus objetivos espirituais são alinha­ dos. em que se encontra a expres­ são "lavar regenerador". 5:29 Santa. retorna para seu tema e destaca o ele­ mento principal. ele deve dar à esposa a mesma consideração. Ninguém jamais. I lb 1:3). “alimentar . a noiva. em que o casamento ter­ reno é semelhante á união de Cristo com a igreja. Cristo deu a Si mesmo pela igreja para que se torne igreja pura e.EFÉSIOS Lavagem. 28. Às vezes. em que Paulo afirma que se importa com os 1151 . Cristo veio para salvar Sua noiva. Paulo enfatiza aqui que a unidade essencial deve prevalecer. Em Efésios 6:4. Outros ainda aplicam rhõma ao evangelho ou à palavra da fé pre­ gada antes do batismo. Do gr. Palavra.24. como noivo. “banho”. e a igreja será pura. endoxos. fala-se de um bom marido como sendo “um bom provedor" para a família. O Salmo 45:10 a 14 apre­ senta uma comparação sugestiva. Nos dois casos. Jd 24). permaneça com Ele para sempre. Em seguida. Mácula. "sustentar". uma só carne (cl. promove o próprio bem-estar.

tnelê. O propósito de Deus é que o casa­ mento seja uma associação vitalícia. Uma citação de Gn 2:24 (ver com. Estas palavras. Membros. já com a intenção de divórcio. Essa honra eo respeito recomendados de modo algum eli­ minam o amor por parte da esposa. assim tam­ bém o crente recebe de Cristo toda a sua vida espiritual e suas graças. 23).. caso se separasse de seu Senhor. a união espiritual de Cristo com o cristão. são empregadas em sen­ tido ligurado. de ICo 12:12. Eis por que. No NT. “respeitar ". é de fato uma grande e profunda verdade. Respeite. do v. Ef 4:25). e qual­ quer sociedade que trate com leviandade essa instituição tem dentro tie si as semen­ tes de sua própria destruição. Após a digressão sobre o amor que Cristo mostrou pela igreja. cl. literal mente. mas que. de Gn 2:24. Cada um. Assim como a vida que sus­ tenta a videira flui para os ramos e se torna a fonte de sua vida (Jo 15:1-8). Qualquer consideração séria desse pensamento deve­ ria impedir a maneira frívola com que mui­ tos casamentos são contraídos. [. I lomem e mulher são partes complementares que. Paulo não sugere um temor servil. Há uma íntima união entre Cristo e Seu corpo. Do gr. é osso dos meus ossos e carne da minha carne”. xvi) favorecem a omissão destas duas últimas palavras. mesmo sendo uma verdade revelada. Grande é este mistério. 28. Paulo diz que o mistério revelado. palavras com as quais Adão descreveu a proximidade do relacio­ namento entre ele e Eva. A expres­ são sugere a declaração de Gênesis 2:23: ► “Esta. Paulo retoma o assunto que vinha considerando nos v. ainda está além de nossa total compreensão.1037 5:30 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENT1STA tessalonicenses “como a ama que cria seus filhos" (ARC). ainda “vemos como em espelho. I 152 . 21 a 29. afinal. quando incluídas. mas ele a aplica à união entre Cristo e a igreja. ü matrimô­ nio pode ser entendido. não surgirão questões a respeito tie domínio ou desconhecimento dos deveres e privilégios tios cônjuges.. ver com. 32. Rm 12:4. de Rm I 1:25. e morreria espi­ ritual e fisicamente. particularmente uma verdade espiri­ tual. 5. ‘ membros’ ou‘partes |do corpo] ” (ver com. lormam um ser único e perfeito. Evidências textuais (cf. unidas. Carne. phobeõ. o apóstolo se volta para aquilo que todos devem entender: o dever mútuo entre marido e mulher. Uma só carne. às vezes. do v. 33. A família é uma parte fundamental da sociedade. p. porém.] ossos (KJV). 29). Nào obstante. Cristo também deseja que Sua união com Seu povo seja eterna (Jo 10:28. Sobre "mistério ”. “temer ”. Logo passa a fazer uma aplicação prática pessoal e indi­ vidual da verdade que discutiu. Signil ica que a ordem natural de Deus para a famí­ lia não deve ser subvertida e que a função especial de liderança que Deus colocou sobre o marido deve ser considerada (ver com. da união entre marido e mulher. a palavra sugere algo que estava escon­ dido. Paulo enfatiza a ideia de res­ ponsabilidade c privilégio individual. caso se não “dê certo”. Ver com. l)o gr. o que estaria em desacordo com o conselho que acaba de oferecer. ICo 6:15. é revelada. Ame a própria esposa. Ele não pode fazer nada de si mesmo. 31. 30. por­ tanto não pode ser desconsiderada. obscuramente’ (ICo 13:12). Mt 19:5). então. Onde há amor e respeito mútuos.

WHITE 14. OE. 87. como ao Senhor e não como a homens.25 . 630. T7. 5 certos de que cada um. não servindo à vista. 16-A A. T2. 1 Filhos. 470. T5. DTN. 114. PJ. CBV.LA. 1153 1038 I — T5. 156. 144.LA. tanto deles como vosso.MS. T2f 71. T2. 239. 320. 27-AA. TM 451. 490. 512.EFÉSIOS 6:1 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 199.16-GC.LA. 173 2-LA. 22. 541. 249. quer livre. 25.CBV. PR. PP. 290. 46 3 . de igual modo procedei com do que o Senhor. mas como servos de Cristo. 129 18. T5. T2. não provoqueis vossos Filhos à ira. 335 9 . 488. 90 25-28 . quer sobre a terra. 46 29 . 111. 289. sede fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder.20-Tl.AA. na sinceridade do vosso coração. 106. 2 34: Ev.MDC.T2. homens. 215 15 . T8. 484. 470. I 2. 103.DTN. T6. 441. TM. T6. T6. obedecei a vossos pais no Senhor. 6 E vós. 330 25. mas criai-os nu disciplina e na admoesta­ para eles. e sejas de longa vida seja servo. 509 CBV. 26. I S. 7 2 Honra a teu pai e a tua mãe (cjue é o pri­ 8 meiro mandamento com promessa). Quanto ao mais. obedecei a pessoas. 489. 396.LA. 301. 246 T6. 496 4 — Ev. 114. CPPE. T5. T7. 356 19. 9 E vós. PJ. 510. PR.CM. TM. 602 23-LA. T3. CBV.LA. 53 353. de para poderdes ficar firmes contra as ciladas do coração. Tl. MDC. 69. 435 425.26. pois isto é justo. 390. 15. 47. 15. T9. 130.2-T5.T5. 268. 388 . 310. 270 8 . 482. 115 T5. se fizer alguma coisa boa. 115 24. T3. 321. como para agradar a 11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus. T3. 339.Sun. 563. MJ. servos. 4 servindo de boa vontade. 592. diabo. 10 vosso senhor segundo a carne com temor e tremor. 160. 27-T2. 22-25-LA.PP.28-MDC. 252. 64 CPPE. IÍ A armadura do cristão e IS como deve ser usada. 153 MJ. 171 T7. 18. como a Cristo. 361. MCH.MCH. saben­ nos céus e que para com Ele não há acepção de Quanto a vós outros. 307. 104 23. 19. Ecl. 19-MCH. 127. mas contra inimigos espirituais. pais. senhores. 134. MCH. 249. deixando as ameaças. 453. PP. 283 1. 25.417. PJ. receberá isso outra vez do Senhor. 56. 361 16. T2. 261. Tl. 21 Elogio a Tícjuico. 108 Tl. 164 14. 21 -T3. 105. 644 5 -GC. 501 . 163. 25 .27. 342. 80. 20. 24. 10 A vida é uma guerra. 279. 317. 470. 95 15. GC. 3 para que te vá bem. 46.MCH. 361. 149. a vontade de Deus. 200 25. 549. Tl. fazendo. 12 não só contra carne e sangue. 117 17 . 46 Capítulo 6 / O dever dos filhos para com os pais e 5 dos seri'os para com os senhores. 367.473 510. 533.LA.T3. 48. 65 II — AA. CBV. 214. está ção do Senhor. 76. 114. 174.

Filhos. ao nascer. a desobediên­ cia aos pais é tratada como um dos piores males (cf. que é usada para expressar a relação da mulher para com o marido (LI 5:22). pois não conhece as disciplinas e restrições essenciais ao cres­ cimento cristão. com in­ regiões celestes. permanecer ina­ que. 15 Calçai os pés com a preparação do evan­ irmão amado e liei ministro do Senhor. 17 Tomai também o capacete da salvação e 1039 a espada do Espírito. pois. Os pais devem se sentir res­ ponsáveis por qualquer desvio moral em que a criança possa incorrer. da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. nas no abrir da minha boca. mesmo aquelas que os pais dão aos filhos. As solicitações dos pais devem estar em harmonia com a vontade de Deus (At 5:29). porém. é suficiente. a lei é tão essencial quanto I 154 . o qual podereis apagar todos os dardos inflama­ dos do Maligno. “()bedecer no Senhor" é oferecer o tipo de obediência proveniente de se estar "em Cristo" (ver com. Eles devem respeitar a consciência em formação da criança. Rm 1:30. cingindo-vos com a ver­ to e o que faço. a palavra. 2Tm 3:2). os pais têm esse direito e é para o bem dos filhos. e. Justo. orando em todo e a carne. Não pode haver vida em uma família sem a obediência dos filhos. e ele console o vosso coração. baláveis. só assim. e não a “pais”. que é a palavra de Deus. pois Deus a ordena. e indica uma relação dife­ rente. 23 paz seja com os irmãos e amor com lé. Obedecei. para tudo. Nas rela­ ções humanas. dentro de seu entendimento espiri­ tual. No Senhor. eu seja ousado para falar. depende completamente do amor e ternura dos pais. nebroso. perseverança e súplica por todos os santos contra os dominadores deste mundo te­ 19 e também por mim. em Cristo. 21 E. é o mais indefeso de lodos os seres e. para que sai­ gelho da paz. para que me seja dada. devem obedecer por princípio e não por necessidade. Esta frase se refere a “obe­ decer". 1. com bais a nosso respeito. A palavra “obediência” não soa agradável aos ouvidos modernos. 24 A graça seja com todos os que amam sin­ ceramente a nosso Senhor Jesus Cristo. A obediência é apropriada. A obediên­ cia por parte dos filhos é razoável e justa. contra as forças espirituais do mal. 13 Portanto. O apóstolo la/ uma transi­ ção natural de maridos e esposas para lilhos (ver Cl 3:20). Paulo diz que obedecer "é grato diante do Senhor (Cl 3:20). para que saibais também a meu respei­ 14 Estai. pois. Esta é a razão principal que se dá para que haja obediência. Estabelece que os lilhos. durante anos. Deus. firmes. a obediência pode ser “no Senhor”. Isto é mais forte do que a palavra “sujeitai-vos”. de tudo vos informará Tíquico. para depois de que tomai toda a terdes vencido armadura de trepidez. Também pode indicaras limitações inerentes a todas as ordens humanas. 20 pelo qual sou embaixador em cadeias. como possais resistir no dia mau me cumpre fazê-lo. mas os que se ressentem dela como uma "impo­ sição devem assumir sua parcela de culpa pelo alarmante aumento da delinquência juvenil nos últimos tempos.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 6:1 12 porque a nossa luta não é contra o sangue 18 com toda oração e súplica. 16 embraçando sempre o escudo da lé. para. o dade e vestindo-vos da couraça da justiça. 22 Foi para isso que eu vo-lo enviei. e sim contra os principados e potes­ tempo no Espírito e para isto vigiando com toda tades. O bebê. Em toda a Escritura. Ainda mais importante. de El 1:1). a criança desobediente aos pais certamente será desobediente a Deus. fazer conhecido o mistério do evangelho. pois a criança não é ► competente para julgar o motivo de certas formas de ação.

As tristes histórias de famí­ lias nas quais os pais não exercem o devido controle demonstram que a obediência aos pais é justa quando é exigida de acordo com a lei de Deus. Do gr. A honra referida aqui não é uma relação sentimental. a primeira responsabilidade para a disciplina geralmente recai sobre o pai e. em que existe obediência. e deve-se observar que essa honra é devida tanto ao pai como à mãe. ver com. mas obediência real. haveria anarquia e caos. O quinto manda­ mento tem as palavras “para que se prolon­ guem os teus dias na terra que o Senhor. Inclui as pequenas atenções que os jovens devem ter para com os idosos. Sejas de longa vida. teu Deus. os filhos são con­ siderados “perturbadores da paz” do lar. mas uma bênção especial c prome­ tida aos que obedecem a seus pais. Até mesmo obediência exterior é obtida por meios violentos. à custa da honra e do respeito. Um comentário divino sobre este princípio é dado em Mateus 15:4 a 8. 3. Primeiro mandamento. “castigo". “instrução”. Pais. Quem recebe a bên­ ção de Deus nesta Terra. « Não provoqueis. A obediência aos pais cristãos signif ica sobriedade. os pais com frequência precisam seguir esse conselho mais do que as mães. especialmente os indesejáveis. A honra que corresponde aos pais pode ser demonstrada de diversas maneiras. tem a promessa da vida eterna. até mesmo brutais cometidas pelos pais sobre os filhos. na forma registrada em Deuteronômio 5:16. paideia. diligência. a con­ fiança na palavra e no julgamento dos pais e a lealdade ao nome e integridade da família. Um não deve ser colocado antes do outro em estima. à sever idade. Uma vida familiar saudável. A vida é um 6:4 . Muitas vezes. Outra causa comum de res­ sentimentos entre os filhos são as exigên­ cias caprichosas e incoerentes de alguns pais. Ver com.] do Senhor”. Do gr. na verdade.. pode fornecer a base para esta af irmação. 4. anuncia as bênçãos especiais de Deus para os obe­ dientes.. e todos são mais felizes quando aprendem a obedecer a Deus. com evidente aplicação à che­ gada de Israel à terra de Canaã. é o único nesse sentido. por vezes. de Ef 5:29. Paideia é usada em Hebreus 12:5 a 11 para descrever a "correção [. De outra forma. As vezes. as mães tendem a ser indulgentes. ektrephõ.EFÉSIOS dom de Deus (At 17:25). um aborrecimento. Obedecer aos pais não é apenas natural. ao mesmo tempo. Paulo apre­ senta aqui a promessa em um sentido mais geral. embora Paulo não cite literalmente a promessa. para todo ser humano. No entanto. E o primeiro mandamento do decálogo ao qual está especificamente ligada uma promessa. A honra pode ser considerada a atitude da qual brota a obediência. domínio pró­ prio e todas as outras virtudes que trazem a saúde física e espiritual. te dá". Os filhos são mais felizes quando aprendem a obedecer aos pais. e uma existência longa é uma bênção. 2. Para que te vá bem. Honra. Criai-os. Este conselho nega­ tivo é essencial para que a necessária obe­ diência dos f ilhos se apoie em uma base moral. O termo pode ser usado gene­ ricamente para incluir pais e mães. tende ao bem-estar da sociedade e das nações. I 155 1040 no mundo natural. e os pais. Em um lar cristão não serão encon­ trados os vícios que encurtam a vida. A passagem paralela de Colossenses dá o motivo para esta exortação: “Para que não fiquem desanimados" (Cl 3:21). Disciplina. A promessa feita no segundo mandamento (Ex 20:6) é de natureza geral e aplicável à observância de todos os manda­ mentos. O quinto mandamento. A pre­ sente condição de baixa autoridade paterna. mas 6 também a vontade de Deus. Paulo apresenta uma lei natural e. de Ex 20:12. se origina de posturas injustas e irritantes. além disso.

alguém vai instruí-los no erro. lTm 6:1. IPe 2:18-25). Além no império chegaram a influir poderosa­ deste versículo. Se os filhos crescerem no Fp 2:12). Os pais ordenada. de Dt 14:26. procede de forma errada. que significa grande cuidado e temor do Senhor. Paulo de forma incidental noso. eles deviam ter um senso ainda mais profundo do dever. cm ICo 11:32. uma vez que é injusto impor a espiritual a Cristo. De modo que. nouthesia. não podia comandar o espírito. Um escravo podia ser 1156 . Esta frase. em forma de advertência. “ser­legais. "escravos". duului. ICo 7:20-24: Fm). Do gr. senhores se tornaram verdadeiros irmãos. Esta palavra implica instru­ Paulo em suas relações com seus senho­ ção ou disciplina que se transmite por meio res. Tem sido seriamente sugerido por alguns Segundo a carne. A escravidão humana religião a ela quando está despreparada para pode aprisionar o corpo. A "duplicidade" (ver ICo 7:21. instrução e disciplina do Senhor mente essa prática antinalural. que tam­ educadores que a criança deve ser deixada bém ocorre em Colossenses 3:22. mas sempre que possível. As Escrituras não condenam especifica­ verbo paideuõ. Paulo utiliza este vocábulo com frequência para descrever Sinceridade. cer sem nenhum tipo de convicção religiosa. é uma responsabilidade de seus senhores. á relacionado é noutheteõ (ver Hm 15:14. pois é impossível a uma criança cres­ declara as limitações da escrav idão humana. Cl 3:22-25. Admoestação. são típica de Paulo (cl. tenderiam a erradicá-la o mesmo deve ser no caso dos pais. A escravidão era prati­ exteriormente. A correção. os muitos escravos cristãos que havia da palavra. de Hm 1:1). O fato de que escravos e pode ser utilizada com vários propósitos. que era capaz de exigir o serviço do corpo.6:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA também pelos cristãos da igreja cristã primi­ que* “produz fruto pacífico” (ver o uso do tiva. de coração significaria procurar agradar Fm. ção dos servos em suprir cada necessidade por certo tempo. (ver com. O cristianismo não os exi­ demasiado séria para eles. A admoestação ou conselho incentiva a criança quando está correta e avisa quando implicava que uma revolução social e reli­ giosa inevitavelmente estava a caminho. mas nunca pode pensar por si mesma. e AT como no NT são enunciados princípios que. Este raciocínio é enga­ subjugar o espírito. com o tempo. mia de suas obrigações para com seus donos 5. a "disciplina e admoes­ dedicação ao dever. e corpo missionário cujo poder se fez sentir por toda a sociedade. Esta é uma expres­ seus filhos na verdade. Neste caso. Cl sua maneira. Ao seguir as instruções de car na mente”. Servos. ü único objetivo devia ser o de orientação a respeito da escravidão e servi­ agradar a Cristo no exercício do dever para dão que existiam em todo o mundo romano com o senhor do escravo. haplotís. Do gr. 2. Não há neutralidade nessa questão. trata-se da preocupa­ ocupam o lugar de Deus perante os filhos. mas tanto no são manifestações de Seu amor (Ap 3:19). O verbo proprietários de escravos. 2Co 6:9). «2 vos” (ver com. "colo­ Obedecei. Se os pais ou responsáveis não instruírem porém. E utilizada quando uma tação” dadas pelos pais devem provir solene responsabilidade diante de Deus é do Senhor e ter Sua aprovação. ICo 2:3. 2Co 7:15. diferencia para formar suas próprias ideias e convic­ a servidão física aos senhores da lealdade ções religiosas. 22. 2Ts 3:15). esses escravos constituíram um 1:28. Do gr. Do Senhor. sua relação com Cristo e também para dar de Hm 12:8. Temor e tremor. I lá um lugar para a admoes­ tação em qualquer sistema educativo. ver com. nouthesia ocorre no N I ape­ mente sobre a classe dirigente formada por nas em 1 Coríntios 10:11 eTito 3:10. evitando o serviço adequado cada antigamente não só pelos pagãos.

Mm 2:6-10. traduzida por “vigilância ”). seria mais que apropriado conquistar seus direitos por meio de subter­ fúgios. Mb 10:35. Um senhor terrestre pode até ficar satisfeito com o serviço ü vista. acabaram des­ truindo a escravidão e. Eles deverão res­ ponder a Deus por seus erros. de ICo 7:22). No entanto. ou seja. Fazer o que é certo por­ que é certo é um dos sublimes princípios do cristianismo. Comparar com ICo 12:13. Na verdade.EFÉSIOS tentado a racionalizar que. Quer servo. “escravos de Cristo” (ver com. porque não o reco­ nhece pelo que é. visto que sua ser­ vidão era injusta. Independentemente da causa. As Escrituras estão cheias de promessas tie recompensa (Mt 5:12. é um dever cristão esforçar-se por fazê-lo. Certos. não é digno de qualquer pessoa digna. Quando se faz a von­ tade de Deus. mas agradar aos homens a todo custo. Isso pode incluir uma qualidade de serviço maior do que “sin­ geleza de coração” (Cl 3:22). "é liberto do Senhor” (ver com. Ao Senhor. O servo que tem um interesse sincero pelo bem-estar de seu senhor e de seus negócios já esca­ pou do peso de seu fardo e se aproxima da 6:8 condição de homem livre. Comparar com Mt 25:21. porque “Deus não faz acepção de pessoas” (Al 10:34). Receberá. em que a mesma verdade se expressa de forma negativa). e que as recompensas que sobrevêm a outros também serão suas. nem Seus juízos são parciais (SI 98:9). Ap 22:12). muitas vezes utilizando meios como lisonja e engano. Como a Cristo. o serviço prestado apenas quando o empregador ou patrão estava observando. O consolo para o escravo não pro­ vém tanto de que todos sejam igualmente servos de Deus. 2Cr 16:9). Se fizer alguma coisa. A palavra grega assim traduzida ocorre só mais uma vez (Cl 3:22. 6. Gl 3:28. 16:27. desde que sejam feitas “de lodo o coração" (Cl 3:23). E perfeitamente compreensível que os escravos fossem particularmente suscetíveis à tenta­ ção de ser servos à vista de seus mestres. As coisas boas que proporcionam recompensa são resultado tia “boa vontade” e tia consagração tio escravo (ver Cl 3:25. Servindo à vista. Em oposição a agradar a Cristo (ver Cl 1:10. Havendo boa vontade. de fato. Princípios como esses. O escravo pode ter a certeza de que sua vida e seus atos são observados pela Providência. Vontade de Deus. 4). üs servos deviam consi­ derar o serviço de seus senhores como parte de seu serviço a Cristo. deram alívio aos escravos cristãos ao longo dos séculos. A convicção de estar sob a direção de Deus e saber que o Senhor aceita nossos esforços é um dos mais poderosos recursos para uma vida feliz. quase qual­ quer barreira que separa os seres humanos pode ser quebrada. antes disso. o escravo. Ou. Cl 3:11. mas de que todos receberão igualmente as recompensas do reino. ITs 2:3. Servos de Cristo. e os escravos suportavam pacientemente seus graves erros por causa dela. quando é chamado para o serviço do Senhor. seja ou não cristã. quer livre. Lc 6:35. a coragem dos mártires e a paciência dos escravos não diminuíam a culpa dos perse­ guidores e dos senhores. 7. de Rm 1:1). A graça de Deus não reconhece distinção alguma. 1157 . incorpora­ dos ao evangelho de Cristo. se necessário. mas o cristão também trabalha para Aquele que vê os motivos do coração. esse serviço corrompe o caráter do trabalhador. Não é errado querer agradar as pes­ soas. as tarefas mais humildes são honrosas. Boa vontade. Os mártires enfrentavam a fogueira com essa confiança. 8. Para agradar a homens. As grandes promessas de ordem espiritual são para todos os crentes. Por esta razão foi dada esta ordem para ser liei e ínte­ gro (cl.

Isso não signi­ fica que ele não deve esperar o serviço justo. Aqui fica indicado que havia senhores de escravos na igreja cristã. de Fm). O respeito à personalidade dos outros é uma das primeiras evidências de conver­ são verdadeira. E um enorme desalio para qualquer admi­ nistrador exercer autoridade em amor. foi lilemom (ver com. xvi) favorecem a omissão destas palavras. Esta é a ver­ são de Paulo para a regra de ouro. Senhores e escravos. Ele indicou a base teológica e espi­ ritual para a unidade de todos. Se não permanecermos nEle. da família e da sociedade. literalmcnte. 2Ts 3:1). e deu ins­ truções sobre o resultado prático dessa unidade nas relações da igreja. cf. Quanto ao mais. mas suas advertências e disciplina devem ser exercidas com domínio próprio e caridade cristã. Senhores. sabendo que os olhos de Deus estavam sobre eles. sem dúvida. Senhor. tratando-os corretamente. p. Os hebreus haviam recebido instrução sobre o trata­ mento para com os servos (Lv 25:39-43. Deixando as ameaças. "parcialidade" (ver com. 1158 . e nenhum senhor jamais poderia se queixar de que o conselho de Paulo aos servos encorajasse a rebelião. Poder. Do gr. ou "em relação ao rest ante" (cf. Embora Paulo se refira principal mente à escravidão. 4:8. Evidências textuais (cf.6:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 9. em vez de pelo poder e pela força. prosõpolepsia. “quanto aos demais". todos os seus conselhos podem também se aplicar. Meus irmãos. enquanto o que procede de acordo com o evangelho. a socie­ dade atual. O ato de ameaçar é geralmente o início da crueldade e deve ser eliminado. devem lealdade a um mesmo Senhor. O apóstolo insistia em que os servos agissem conscientemente e com fidelidade. O confronto é desigual. colocariam um fim ao mal da escravidão (ver com. apesar da diferença social. ele estabelece S> princípios que. O inte­ resse dos servos seria primordial na mente dos senhores e. 10. homens convertidos. O apóstolo imagina vastos exérci­ tos do mal preparados para esmagar a igreja. Fp 3:1. os senhores deveriam fazer o mesmo. Paulo não os condena por terem escravos. Jr 34:14). Ao se referir aos deveres dos senhores. Dt 15:12-14. por meio da lé. às relações entre empregador c empregado. De igual modo procedei. Ameaçar implica atemorizar e usar de violência. porque certamente qual­ quer injustiça seria punida. Então. de Rm 2:11. porém. estes estariam também servindo a Deus (cf. Cl 3:25). Acepção de pessoas. Esta expressào-tema ocorre de várias formas cerca de 30 vezes na epís­ tola (ver com. e ainda mais se espera dos cristãos. de Dt 14:26). com. os recursos da Onipotência. ele se dispõe a res­ ponder à pergunta que surge natural mente quanto à possibilidade de se viver de acordo com essa convicção e como se podem alcan­ çar essas virtudes. que têm uma revelação mais completa de Deus em Cristo acerca das rela­ ções humanas. Ou. e todos os que têm um mesmo Senhor são conservos. No Senhor. Este é o segredo da vitória. que viviam de acordo com sua medida de conhecimento espi­ ritual e tinham um senso de responsabi­ lidade cristã. Sua graça nos basta (2Co 12:9). como hierarquia ou posição social. de El 1:1). Esse fato deveria influenciar os senhores no trato com os servos. com todas as van­ tagens do lado do inimigo. Paulo está para concluir sua epístola. Um desses. de Cl 4:1). no devido tempo. Os senho­ res devem ter o mesmo espírito para com os servos que se aconselhou aos servos terem para com os senhores. Deus não é influen­ ciado por fatores externos. segue o cami­ nho do amor. a não ser que a igreja busque. tanto deles como vosso. Da mesma forma como fez ao se referir aos escravos. nossa força se debilitará (Jo 15:4-7).

abrangendo todo o universo de Deus. sempre dirigidos para os pontos mais frágeis da pessoa (Ml 4. Sequência oposta em relação a Mateus 16:17. pois a igreja sem­ pre sofreu nas mãos de homens maus. 4:27. Paulo não quis dizer que os cristãos não encontram inimigos entre os seres humanos. e Gálatas 1:16. destruiriam o guerreiro cristão. Evidências textuais (cf. Ef 2:2. é de dimensão cósmica. Toda a armadura de Deus está disponível. A armadura é de Deus. Ioda a armadura. a necessidade da armadura não !► seria tão evidente. Ver com. de Ef 1:3. de Rm 8:38). o cristão também deve estar preparado com todas as defesas espirituais antes de entrar em bata­ lha contra o diabo. de Ef 4:27).) potestades. Evidências textuais (cf. Ver com. 2Co 2:11. Outros apontam para seu conhecimento da armadura do soldado romano. do contrário. Em qualquer armadura. Revesti-vos. e Paulo aconselha todo cristão a usá-la. cf. muitas vezes.. Literalmente. pois. Isto é. II. O conflito entre Cristo e Satanás não é de dimensões locais ou terrenas. O cristão é convidado a se revestir dela e lutar bravamente na batalha. e o inimigo vai pro­ curar suas partes desprotegidas. Do diabo. 54. esta palavra é usada apenas no v. Ele sai com uma falsa sensação de segurança.. Aquele que fez a arma­ dura garante sua eficácia. Poderdes. bem como em astúcia maligna. Se o conflito fosse apenas com seres humanos. p. mas é preciso enfrentar as artimanhas e astúcias do diabo. porque Paulo esteve acor­ rentado a um deles por anos. xvi) apoiam a variante "governantes mundiais desta escuridão" (ver com. ICo 15:53. Nas regiões celestes. O cristão é vulnerável em muitos pontos e. 12. IPe 2:11.EFÉSIOS 11. devido ü natureza do conflito descrito no v. Ef 1:21. 12 : 10 ). "governantes do mundo das trevas deste século". E evidente que Paulo se refere aos espíritos malignos. 14:30. 13. Ef 3:10. lTs 5:8). que exercem certo grau de auto­ ridade sobre o mundo (ver sobre o "príncipe deste mundo”. a característica que ele considera 1159 . 13 e em Lucas 11:22. As tenta­ ções que Cristo sofreu revelam as sutilezas dos métodos do diabo. No NT. cf. xvi) apoiam a omissão destas palavras. 5:8). I 2. a não ser a divina. 16:1 I). "for­ ças espirituais da maldade". p. Tomai. do v. Paulo usa frequente­ mente a figura cie “revestir-se” (Rm 13:12. Forças espirituais do mal. A natureza pessoal do diabo também era evi­ dente para o autor do Apocalipse (Ap 2:10. refere-se a colocar a armadura que protege o cristão. Do gr. 1 Coríntios 15:50. de outra maneira. diabolos (ver com. Sangue e carne.1-11. Do gr. será derrotado. 6:13 Ele se refere a esses espíritos e poderes superiores aos seres humanos em inteligên­ cia. Principados (. as for­ ças satânicas dispostas cm rebelião aberta contra Deus e contra Seus filhos. porque Ele é o único que fornece cada equipamento em particular (Ef 6:14-17). de Rm 8:38. E muito mais fácil lidar com a hostilidade aberta do que com a fraude. Cl 2:15. G1 3:27. methodeiai. Ver com. Um paralelo com o pensamento de Paulo é encontrado em Isaías 59:16 e 17. Assim como um exército deve estar equipado antes de entrar em campo. jxmoplia. em Jo 12:31. Ou. Toda a armadura. Aqui. A armadura de Deus é planejada para defender contra os ataques cheios de astúcia que. 14. Dominadores deste mundo. “enganos”. não seríamos capazes de "licar firmes". “armadura completa". Ciladas. Portanto. Alguns suge­ rem que essa passagem de Isaías pode ter sido a fonte de sua figura de linguagem. 2Co 5:3. Um soldado protegido só com a metade da armadura pode pagar muito caro por seu des­ cuido e temeridade. "ardis". Cl 3:10. Do gr.

mas ao evangelho que encontra abrigo no coração do cristão. A hipo­ crisia dos fariseus foi o que motivou a con­ denação de Jesus sobre eles (Mt 23). Assim como uma corrente não é mais forte do que seu elo mais fraco. fendo em vista a variedade de inimigos que devem ser enfrentados e as várias fraquezas da carne. A con­ fiança em Deus nunca retira de alguém o pri­ vilégio de exercer ao máximo seus próprios poderes dados por Deus. O cinto sobre os lombos conservava junto ao corpo do soldado as rou­ pas que. o guerreiro pode se manter firme na paz. Ele tem paz com Deus(Rm 5:1). tinha ambas em mente (sobre justiça. Neste versículo. que cobre o servo de Deus. e outros. o cris­ tão não é mais lorte cjue seu traço de cará­ ter mais fraco. em meio a um conflito espiritual. Alguns aplicam este texto ao fato de o cristão ler feito seu melhor durante a batalha. conforme é abrigada no coração. 15. Portanto. neste caso. Embora seja ver­ dade que a batalha nunca será vencida sem a armadura e o poder de Deus. o quadro que se apresenta é diferente do encontrado em Isaías 52:7. apropriada e posta em prática (ver ICo 5:8. As pernas do sol­ dado romano eram cobertas por grevas (espé­ cie de caneleiras) e calçavam sandálias. Isto é. a qualquer dia em que a batalha seja intensa. poderiam prejudi­ car seus movimentos. é a verdade de Deus. Calçai os pés. Ambas são essenciais para a guerra bemsucedida. tanto intelectual como moral. a ideia parece ser de firmeza na luta cristã. portanto. também não será vencida sem a cooperação do humano com o divino (ver MDC. provavelmente. O cristão. à lealdade pessoal do cristão aos princípios. A ordem em que as peças da armadura são dadas é. e Paulo. Se a verdade e a integridade. 1 Ts 5:8. Assim como a couraça cobre o cora­ ção do soldado. como indica a ausência do artigo em grego. Depois de terdes vencido tudo. Isso era necessário para que seus movimentos cm solo acidentado não fossem impedidos. não se refere tanto ao evangelho a ser proclamado. pode ser a mais fraca. Justiça. os “pés" e a proclamação do “evangelho da paz” estão intimamente liga­ dos. A figura que Paulo emprega sugere que as sandálias serviam para o sol­ dado se manter firme. sob a tentação. A verdade de que se fala aqui é mais do que a honestidade pessoal. pre­ cisava estar calçado apropriadamente. Estai. a mesma que o soldado romano seguia quando as colocava.6:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a mais forte. A metáfora é uma magnífica culminação desta passa­ gem pau li na. a justiça preserva a vida do crente e protege os “órgãos vitais" da vida espiritual. 14. ver com. não prevalecerem na religião. Fp 1:18. provavel­ mente. onde prevalecerão? Couraça. Dia mau. há uma sequência lógica de ideias. Cingindo-vos. a proclamação da mensagem de boas-novas. depois de ter leito seu melhor pela graça de Deus. ()utros aplicam o termo “dia mau em âmbito mais geral. o que sugere ação. e não tanto para cor­ rer. Em Isaías 52:7 e Romanos 10:15. Comparar com Is 59:17. Preparação. pois. Evangelho da paz. o evangelho é a boa notícia de que as pessoas 160 . 142). no entanto. E um pensamento belo e encorajador que. Essencialmente. Alguns têm aplicado isso ao último grande conflito da igreja contra as for­ ças do mal. unicamente a armadura espiritual completa será suficiente. a verdade abstrata. de outra forma. pode sentir-se seguro. Verdade. O artigo definido sustenta essa ideia. Para que ele fosse capaz de resistir ao ataque. de Rm 1:17). Assim. Pro­ vavelmente se refere a ter feito todos os pre­ parativos para enfrentar o conflito. Ef 5:9). 2Co 7:14. Alguns aplicam isso à justiça de Cristo. Permanecer. 11:10.

Espada do Espírito. Ou. sj% . Fp 4:6. e essa é uma mensa­ gem bem-vinda para o guerreiro que enfrenta inimigos implacáveis. as orações revelam o enten­ dimento limitado. o cristão é grato por nunca haver recebido algumas coisas que pediu. como o escudo que é erguido para deter os dardos inflamados. apaga a chama e as lança inofensivas ao chão. de Ef 5:26). Quando esta epístola foi escrita. Estas duas palavras também ocorrem juntas em I Timóteo 2:1. Do Maligno. inveja. Com toda oração. Fé.xvi) entre esta variante e "em tudo”. Do gr. Ele está firme no conhecimento do Cristo encarnado. travada. E com a espada do Espírito. Ou seja. Mas a fé em Deus. A fé detém as flechas da tentação. o líder dos exércitos agressores. de Hm 8:26. 27. muitas vezes. o pre­ sente e o luturo (ver com. rhgma. Evidências textuaissedividem(cf. Suas medidas aproximadas eram de 1. o suficiente para cobrir o corpo. uma atitude de permanente comunhão com Deus (cf. a sede da vontade e da inteligência. erguida como um escudo. preconceitos ocultos e a ignorância acerca do que é melhor. às vezes. A cabeça precisa de pro­ teção especial por ser uma parte sumamente vital. acesas na ponta do dardo. mas esta é tanto defensiva como ofensiva. “orando em cada época". em que são acrescen­ tadas à oração ações de graças e súplica. de Hm 8:24). Quantas vezes o tempo revela a completa insensatez de algu­ mas orações. Ver com. as flechas continham materiais combustíveis. o diabo. mas também é passiva. As outras partes da armadura são apenas defensivas. Hb 4:16). Essa é a fé ativa. Paulo estimula seus leitores a fazer da oração um estado mental contínuo. 16. 6:18 Salvação. cruci­ ficado. A salvação abrange o passado. Aqui. impa­ ciência. que é o coração do evangelho e o motivo para a paz. Apagar. "sem lé é impossível agradar a Deus" (I lb 11:6). o maligno ou o mal. O escudo romano era uma grande peça alongada de madeira cober­ ta de couro. indicando algo pronunciado ou falado (ver com. "Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (ljo 5:4). 18. Mesmo que se tenha a melhor das intenções. I 161 . ira ou qualquer outro vício. A expressão "palavra de Deus" não deve ser limitada às palavras das Escrituras que existiam na época. o capacete é chamado de “esperança da sal­ vação". e I ilipenses 4:6. antes que se tornem pecado. anotado as inten­ ções e as apresentado a Deus de forma que Ele pudesse atendê-las.p. como estopa e breu. Lc 18:1. Em 1 Tessalonicenses 5:8. O escudo. Sob o impacto da tentação de qualquer tipo. A oração não é outra arma. Capacete. mas é o espírito ou a maneira em que toda a armadura deve ser usada e a batalha. Na antiguidade. Oração e súplica. São poucos os que podem olhar para trás e não dar graças a Deus por ler o Espírito Santo examinado suas orações. Além disso. as Escrituras do NT estavam sendo •<£ produzidas. Dardos inflamados. Elas podem tomar a forma de medo. As tentações e todos os ataques do inimigo precisam ser enfrentados antes que atinjam as partes vul­ neráveis do corpo espiritual. 17.2 m por 75 cm. Palavra. pensamentos impuros. a fim de atear fogo a tudo o que elas atingissem.EFÉSIOS não precisam morrer. que o cristão abre seu cami­ nho através de todas as circunstâncias. as apanha. ressuscitado e glorificado. Sobretudo (ARC). A gratidão e a intercessão são dois elemen­ tos essenciais na oração clica/. a Palavra de Deus. ou "em todas as oca­ siões" (ver l is 5:17). desânimo. Não raro. Literalmente. 5:5. na medida em que confia em Deus por livramento. No Espírito. Essa é uma imagem apropriada para descreveras fortes tentações que sobrevêm ao servo de Deus. “além de tudo". c a fé que restaura a confiança e permite que o crente continue a batalha.

bem como mostrar-lhes como I 162 . ele inclui seus companheiros cristãos em Roma. presbeuõ-. "garçom". que em outro tempo loi des­ conhecida pelos gentios. "pala­ vra". Jo 1:1. ver com. e Paulo loi submetido a situação semelhante (At 21:33). Esta tocante referência. Mistério. aqui. Por todos os santos. literalmente. Tíquico. pensava com mais urgência na comunhão dos santos. 20. possivelmente preso em Roma. Isto é. por­ que sua mensagem era desprezada por uns e odiada por outros. 2Tm 4:12. 19. em nome do qual. de Lc IS: 1-8). Também mencionado em At 20. diakunos. Mt 26:41. Paulo enviou novamente Tíquico a Efeso (2Tm 4:12). cf. "servo" ou "diácono". A perseverança nu ora­ ção não tem o propósito de mudar a vontade de Deus mediante a persistência. Do gr. era efésio. Ver com. 2Co 1:11. 21. com. 22. Por mim. Paulo se refere à graça de Deus. não poderia fazer por ele com segurança (ver com. 4. 5:32. Este termo provavel­ mente não seja usado aqui no sentido téc­ nico como diácono (ver com. Era oriundo da província da Ásia (At 20:4) e. gloriosos dias do apóstolo. Fp 1:19. ver com. de ICo 12:8).4. Enviei. Ministro. Ver com. com. "em favor de mim". de Ef 3:7. porém. 3:3. revela sua humildade e dependência de outros por compreensão e apoio.6:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Vigiando. 21. 20. e Paulo queria um poder semelhante. Paulo dependia de um dom celestial (ver com. feita pelo valente guerreiro. algemado a ambos (At 12:6). logos. provavelmente. de Mt 24:42. Como os outros. 1102. Ver com. os presos eram autorizados a encontrar alojamento para si fora da prisão. Console. Durante seu segundo encarce­ ramento. Os santos precisam ser apoiados (ver com. Do gr. consegue o que quer de um pai relutante. como a criança que após persistentes rogos. um estado de espírito que dá a Deus a oportu­ nidade de lazer coisas que. 9. de Ef 1:9). Cl 4:7). ICo 12:8). cf. A nosso respeito. O apóstolo parece ter colocado grande confiança nele. Esta é a sexta vez em que esta expressão surge na epístola (Ef 1:9. A meu respeito. por sua própria necessi­ dade. Literal mente. Pelo qual. Ver p. de 2Co 5:20. No v. A referência é ao costume de encadear um prisioneiro por seu pulso direito ao pulso esquerdo de um soldado. Ele precisava de ousadia. E impossível estar em Cristo sem compart iIliar os sofrimentos comuns dos santos e sus­ tentá-los com orações (ver IPe 5:9). Paido se refere a suas circunstâncias. Em cadeias. Perseverança. sendo Tíquico um "fiel ministro” durante os últimos c difíceis. finalmente. Ousado para falar. Sob certas condições. cl. A perseverança na oração indica claramente. de outra forma. de El 1:1). Jesus abriu “a boca" e com grande auto­ ridade anunciou os princípios de Seu reino (Mt 5:2. Dada. de Cl 4:8. ARC). de Mc 9:35). e que passou a ser revelada a eles (ver lTm 3:16). de LI 3:12. a respeito de todos os santos ”. Paulo supunha que os leitores desta epístola estavam interessa­ dos em saber mais sobre as condições de seu encarceramento (cf. Sou embaixador. Paulo sabia o quanto seus leito­ res estavam preocupados com seu bem-estar e desejava aliviá-los de toda preocupação desnecessária. por parte do suplicante. Palavra. Pedro dormia entre dois soldados. < Devia haver profunda afeição entre eles. Abrir da minha boca. do v. "mensagem" (ver Ml 10:19. tendo em vista o pedido prestes a fazer (El 6:19). 19. O após­ tolo expressava com frequência sua pro­ funda necessidade de que orassem por ele (Rm 15:30. O idoso apóstolo. Cl 4:3). Tt 3:12. Cl 4:7. atri­ buindo-lhe as tarefas mais importantes. Literalmente. Do gr.

\IC II. T5. 175. CE. 123. 327. 61 14. II . T2. É o Espírito Santo que infunde amor ao coração do cristão (Rm 5:5). 113 12 . 174. 352. 6:24 24. 398. MS. T7. 101. PR. 213. 232. I l l . 502 15. 538. 51. 143. 317. T9. 168. T4. San. O posfácio após o v. 95. 26. 309. 295. 510. 2Tm 1:2. 240. 407 17. GC. Amor com fé. Ev. 1 7 . 315. 276. 508. de El 1:2). 78. 273. 556 13.A A. 162. MCI I. 104. 1 4 . 325. Nesta bênção de despedida. 131.PE. 33. MJ.MS. 13. 182 1 3 . CBV. 212.. T4. Sinceramente. OC.San. 115.LA.TI. T4.AA. 510. o apóstolo recorda as palavras de sua oração inicial (ver com. 460. MCH. MJ. 213. T3. T8. 110. OE. Amém (ARC). cf. 16. 228. MCI I. T5 190 19 . etc.TM. 12 -GC. 76. T2. 41. 490. 501. 308. CPPE. de Ef 1:2. Paz.FEC. T4.PE.PP 308. T5. PR. 208. Paulo dirige a atenção dos leitores às realidades eternas. 60. 163 10-17-T8. 237. unido à fé. Ambos se originam em Deus. CS. 61. 109. 98. a comunidade de cren­ tes reunidos no “corpo de Cristo (Ef 4:12). Literalmente. No entanto. T5.CE. 307. T l . 219. 80 4 . FEC. T3. FEC. 29. Gl 6:18. 140. 489.LA. 268. Tl. 219 11-13. T4. 180. 29. 13.A A . Deus. 100 16. 63. BS.FEC. 281. Te. Em suas pala­ vras finais. 425. 196. 159. 48. 588. A assinatura característica de Paulo (ver 2Co 13:14. 627. T4. 42 10-18-PE. T2. 176. 110. 329. 299. MJ. 564. Tl. 114. 190. MCI I. MS. Ou seja. xvi) favorecem a omissão desta palavra. CPPE. TI. MJ. TM. o Pai (. FEC. 426 18.) Jesus Cristo. T9. Evidências textuais (cf. 308. 23. 639. 294 16. T8. T6. 63. 47. 220 12. MJ. T2. 163.M C I I. 564.LA. Te. ICo 15:42). 199 6. 24 não ocorre em nenhum manuscrito mais antigo e não fazia parte do texto original (ver KJV). PP. 224.. PE. T3. "em incor­ ruptibilidade” (cf. Graça. 424. Este é o amor em seu sentido mais amplo.1 8 . Irmãos. 218 1 163 12. 67. MCH. 112.T l . T8.17 . 142. 199. Tt 1:4. 310 14 AA. 441. 305. OE. 327: T5. 300 10. 444 1-3. ela está em sintonia com a mentali­ dade tanto do escritor como do leitor. 439. 245. PE. T7. Ev. T7. 586. 73. 313. 309. 311. 192 10 — PJ. PR. T6. Ver com.).CPPE. 211. 132. 46. 259. 182. TM.CPPE. 204. T9. 629.318. 60. 125. 93. 298 11.EFÉSIOS um cristão pode suportar os sofrimentos com alegria. 321. 182. 91. CPPE. 55. 19 . 515 11 . HR. 345. 469. 479. FEC. 361. 84 . 90. COMENTÁRIOS DE ELLEN G.AA. DTN. 61. T5. WHILE 1 . 497 2 . Te. 717. 321. p. 183. 312. 60 11-17.