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COMENTÁRIO

BÍBLICO
Adventista

do Sétimo Dia
A BÍBLIA SAGRADA COM COMENTÁRIO
EXEGÉTICO E EXPOSITIVO
Em sete volumes

VOLUME 6

Casa Publicadora Brasileira
Tatuí, SP

Título original em inglês:
The Seventh-day Adventist Bible Commentary

Copyright © da ediçáo em inglês 1953, 1957: Review and Herald, Hagerstown, EUA.
Edição revisada em 1976, 1978.
Direitos internacionais reservados.
Direitos de tradução e publicação
em língua portuguesa reservados à
Casa Publicadora Brasileira

Rodovia SP 127 - km 106
Caixa Postal 34 - 18270-970 -Tatuí, SP
Tel.: (15) 3205-8800 - Fax: (15) 3205-8900
Atendimento ao cliente: (15) 3205-8888
www.cpb.com.br
Ia edição: 5 mil exemplares
2014
Coordenação Editorial: Vanderlei Dorneles
Tradução: Rosangela Lira, Fernanda C. de Andrade Souza, Cecília Eller Nascimento,
Lícius O. Lindquist, Rejane Godinho,
Revisão: Luciana Gruber
Projeto Gráfico: Fábio Fernandes
Programação Visual: Fábio Fernandes e Renan Martin
Reprodução de Ilustrações: Lívia Haydée, Rogério Chimello
Capa: Levi Gruber
IMPRESSO NO BRASIL / Printed in Brazil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Comentário bíblico Adventista do Sétimo Dia /
editor da versão em inglês Francis D. Nichol,
editor da versão em português Vanderlei
Dorneles. - Tatuí, SP : Casa Publicadora
Brasileira, 2014. - (Série logos; v. 6)
Título original: The Seventh-Day Adventist
Bible Commentary.
Vários colaboradores
Vários tradutores
ISBN 978-85-345-2039-3
1. Adventistas do Sétimo Dia 2. Bíblia Comentários I. Nichol, Francis D., 1897-1966
II. Dorneles, Vanderlei. III. Série.
14-00207

cdd-220.7
índices para catálogo sistemático:
1. Bíblia : Comentários 220.7

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial,
por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora.
EDITORA AFIliADA

Tipologia: Fairfield LT Std, 10,5/12,6 - 14322/28776

Comentários de

ELLEN G. WHITE

Comentários de

1:7

ELLEN G. WHITE
As citações seguintes são provenientes de manuscritos e de artigos escritos em vários
periódicos que, por ocasião da publicação inicial deste Comentário, ainda não haviam sido
incorporados a nenhum dos livros de Ellen G. White. Algumas delas, porém, foram pos­
teriormente incluídas em compilações e Meditações Diárias. Aquelas já publicadas foram
compiladas aqui com pequenas adaptações de estilo em relação ao texto original publicado.
Essas citações estão arranjadas em sequência, de Atos a Efésios, os livros abrangidos por
este volume do Comentário. As referências bíblicas entre parênteses, que precedem algu­
mas das citações, indicam outras passagens das Escrituras sobre as quais essas citações lan­
çam luz. A lista de abreviaturas das fontes disponíveis das quais foram extraídas as citações
se encontra nas p. xix a xxi.

ATOS
O livro de Atos, instrução atual.
Todo o livro de Atos deve receber estudo
cuidadoso. Está cheio de preciosas ins­
truções; registra experiências no trabalho
evangelístico, cujos ensinos necessitamos
em nossa obra hoje. Esta é uma história
maravilhosa; ela diz respeito a mais ele­
vada educação, educação esta que deve
ser recebida pelos alunos de nossas escolas
(Carta 100, 1909).
CAPÍTULO 1
1-5. Autoria do livro de Atos
(Lc 1:1-4). Lucas, o autor do livro de Atos,
e Teófilo, a quem o livro foi dirigido, haviam
desfrutado de agradável companheirismo.
Teófilo recebera de Lucas muitas instruções
e grande luz. Lucas tinha sido professor de
Teófilo e ainda sentia a responsabilidade de
guiá-lo e instruí-lo, bem como de apoiá-lo e
protegê-lo em sua obra.

Naquele tempo, era costume que um
escritor enviasse seu manuscrito para que
alguém o examinasse e criticasse. Lucas
escolheu Teófilo, um homem em quem con­
fiava, para realizar essa importante obra.
Primeiramente dirige a atenção de Teófilo
para o relato da vida de Cristo apresentado
no livro de Lucas, que também havia sido
enviado a Teófilo pelo mesmo autor. [Citado
At 1:1-5.] [...] Os ensinos de Cristo deviam
ser preservados em manuscritos e livros
(Ms 40,1903).
7,
8. Pregar o evangelho sim­
ples,
não
especulações
surpreen­
dentes. Os discípulos estavam ansiosos
por saber o tempo exato da revelação do
reino de Deus; mas Jesus lhes diz que eles
não podem saber os tempos e as épocas,
pois o Pai não os revelou. Saber quando
o reino de Deus devia ser restaurado, não
era a coisa mais importante para eles sabe­
rem. Eles deviam se encontrar seguindo o

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deve­ mos nos submeter ao domínio do Espírito Santo. Em lugar de gastar as energias de nossa mente em especulações quanto aos tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclu­ siva autoridade. mas abriu-lhes ao entendimento verdades que há muito haviam estado obscurecidas ou mal colocadas mediante o falso ensino dos sacerdotes e doutores. a quem enviaste" (Jo 17:3). orando. Em vez de viver na expectativa de algum tempo especial de agi► tação. Satanás está sempre pronto a encher a mente com teorias e cálculos que des­ viam homens da verdade presente. de êxtase espiri­ tual e mude a experiência atual. Esta é a obra em que nós também nos devemos empenhar. “Respondeulhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclu­ siva autoridade. e desejava impressionar-lhes a mente com a necessi­ dade de receber e cumprir Seus preceitos e instruções. Jesus recolocou as gemas da verdade divina em seu próprio engaste. Há certa­ mente grande necessidade de uma mudança na ordem atual de conhecimento. Jesus viera à Terra para comunicar importante verdade aos homens. Jesus disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti. fazendo o que deve ser feito para que almas sejam salvas. esperando. para que pudessem alcançar a vida eterna. e a Jesus Cristo. Deviam ser representantes do caráter de Cristo perante o mundo. que erga o povo a um estado. e reteve dos homens. e Suas comunicações eram de molde a transmitir conhecimento para seu uso imediato e diário. pelo qual tudo quanto lhes havia dito seria novamente trazido a sua lembrança. E.1051 1:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Mestre. pois nosso Salvador muitas vezes teve de falar de modo a reprovar os que se entrega­ vam a especulações e estavam sempre inda­ gando a respeito de coisas que o Senhor não revelou. Jesus não veio assombrar os homens com algum grande anúncio sobre um tempo especial em que ocorreria um acontecimento grandioso. Não veio despertar e satisfazer a curiosidade. e inabilitamnos para dar a mensagem do terceiro anjo ao mundo. Ele não fez novas revelações aos homens. e progredir no caminho da obediência e verdadeira santidade. Tem sido sempre assim. ao descer sobre vós o Espírito Santo. Tudo quanto foi feito e dito tinha em vista este objetivo único: fixar bem a verdade na mente deles." E depois que o Espírito Santo viesse sobre eles. prometeu dar-lhes o Espírito Santo. Achamo-nos em contínuo perigo de nos sobrepor à simplicidade do evangelho. cumpre-nos aproveitar sabiamente as oportunidades presentes. pois a san­ tidade da verdade presente não é estimada 1168 . na ordem em que haviam sido dadas aos patriarcas e pro­ fetas. depois de haver-lhes dado essa preciosa instrução. Era Seu obje­ tivo comunicar conhecimento pelo qual os homens pudessem crescer em força espiri­ tual. cumprir os deveres atuais. mas veio instruir e salvar os perdidos. dar o pão da vida. o único Deus verdadeiro. não adulterado com opiniões huma­ nas. mas recebereis poder. que deviam eles fazer? “E sereis Minhas tes­ temunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1:7. apenas verdades que pudessem ser dadas a outros para a mesma aplicação. pois sabia que isso não faria senão aumentar o desejo por coi­ sas incomuns e maravilhosas. é essencial em nossos tempos. vigiando e tra­ balhando. a almas que estão perecendo por falta da verdade. Há intenso desejo da parte de muitos de sur­ preender o mundo com algo de original. Deu apenas instru­ ções que fossem apropriadas às necessida­ des de sua vida diária. O que era essencial para uma experiência cristã bem-sucedida nos dias dos discípulos. 8). de desempenhar seu dever presente.

Cristo comunicou a Seus discípulos ver­ dades cuja amplitude. e para que nosso caráter seja transformado.ATOS 1052 como devia ser. O Espírito Santo dá autoridade divina. 9. e o Espírito Santo dá autoridade divina à palavra da verdade (RH. Ver Ellen G. 27). Cristo ascendeu como Rei (Sl 24:710. 9. ou mesmo compreen­ diam. 36). e aos que haveriam de crer. 8. 04/04/1893). O obreiro de Deus é o agente pelo qual é dada a comunicação celes­ tial. orando fervorosa­ mente para que Sua graça venha sobre nós. Cristo veio à Terra como Deus em forma humana. Todo o Céu se uniu para Sua 1 169 . com as mãos estendidas para abençoar. a ter­ ceira pessoa da Divindade. e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado. Também dei­ xamos de apreender a grandeza. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensa­ gem baseada em tempo. e só pode ser obtida buscando individualmente a Deus a fim de obter Sua bênção. Não ouviram a saudação que Ele recebeu. levando cativo o cativeiro. ao descer sobre vós o Espírito Santo. Cristo determi­ nou que. aquele poder convertedor. Ele concederia num único. e para alcançar essa experiência cumpre-nos exercer perseverante energia e manifestar sincera diligência. como um conquistador. Ele ascendeu ao Céu como Rei dos santos. pleiteando com Ele por Seu poder. O plano da redenção é abarcante. Devemos perguntar com genuína sinceridade: “Que farei para me sal­ var?" Devemos saber exatamente que passos estamos dando em direção ao Céu. Cristo é representado pelo Espírito Santo e. Que dom tão valioso pode­ ria Ele conceder para assinalar e comemorar Sua ascensão ao trono mediador? Precisaria ser digno de sua grandeza e realeza. sendo este Espírito apreciado. Sl 47:5. Tenho sido repetidamente adver­ tida com referência a marcar tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo (ME1. com a máxima simplicidade e em inteira harmonia. profundidade e valor eles mal apreciavam. sendo que todas tra­ balham juntas. 18. é tocada uma corda invisível que eletriza o todo. iluminador e santificador. 28/11/1905). em meio a vivas e aclamações de lou­ vor e cântico celestial (MG [MM 1974]. Foi acompanhado pela hoste angélica. quando os que são controlados pelo Espírito comunicam a outros a energia de que estão imbuídos. Progredíssemos nós em conhecimento espiri­ tual. White sobre At 2:1-4. 6. e as mesmas condições existem entre o povo de Deus atualmente. A mudança de que neces­ sitamos é uma transformação do coração. Sua ascensão foi digna do Seu exaltado cará­ ter. que é o Espírito Santo. Deter­ minou-Se a dar o Seu representante. todos os dons e. 47). concederia um ► dom aos que haviam nEle crido. ao subir da Terra. Jesus diz: “Recebereis poder. WHITE .COMENTÁRIOS DE ELLEN G. portanto. Só por alguns momentos os discípulos puderam ouvir o cântico dos anjos enquanto o Senhor ascendia. 8. mas tem poucas partes e cada uma depende das outras. porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a ima­ ginar que podemos saber os tempos ou épo­ cas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade.” E a união do Espírito Santo com a palavra da testemunha viva que advertirá o mundo. Esta é a mudança de que necessitamos hoje. 185-188). 68:17. perceber a beleza da verdade que Deus nos confiou hoje. Partiu como Aquele que é poderoso nas batalhas. Seria assim hoje se todos pudéssemos entender quão ilimita­ dos são os recursos divinos (The Southern Watchman. Não poderia haver dádiva mais excelente (Jo 15:26. e sereis Minhas testemunhas. Cristo ansiava estar numa posição onde pudesse realizar a obra mais importante com poucos e simples meios. Ef 4:8). seria a Sua dádiva (MCH [MM 1989/1953]. Não poderia haver L9 dádiva mais excelente.

e a abertura das portas gloriosas de Deus para O acolherem. A última lembrança que os discípulos deviam ter de seu Senhor era a do compassivo Amigo. que lhes foi enviado.. Hb 9:24). ocupado por espí­ ritos imateriais. através dos séculos eter­ nos. SP3. o contraste entre aquela glória e sua própria vida num mundo de provações teria sido tão grande que dificilmente conseguiriam erguer novamente o fardo de sua vida terrena. não deviam ser vislumbrados por olhos mortais. Ele a manterá. Seus sentidos não deveriam se fascinar tanto com as glórias do Céu que perdes­ sem de vista o caráter de Cristo na Terra. Sua ascensão visível do mundo estava em harmonia com a mansi­ dão e quietude de Sua vida (PC [MM 1965]. e a gló­ ria da ascensão de Cristo foi ocultada aos olhos humanos. (. Representava um Deus pessoal. Aquele a quem amavam e reverenciavam acima de todos os outros. Ele não suplicou entrada. Hb 1:3). a do Redentor glo­ rificado. O brilho do cortejo celeste. Cristo veio ao mundo como um Salvador pessoal. 13). O fato mais precioso aos discípulos na ascensão de Jesus foi Ele ter ido deles para o Céu na forma tangível de Seu divino Mestre. a morte. e essa experiência não lhes teria fortalecido o coração o suficiente para supor­ tar a vergonha. o insulto. 1897). mas também tiveram o testemunho dos anjos de que Ele tinha ido ocupar o trono de Seu Pai no Céu. Humanidade santa levada para o Céu. e que havia sido arrebatado para o alto diante de seus olhos enquanto as palavras ainda Lhe caíam dos lábios e enquanto o som de Sua voz ainda 1170 1053 recepção. calma e sublime pela « qual terminaram. 51).. 255) 11. 1898). Todo o Céu foi honrado por Sua presença.) O selo do Céu foi colocado sobre a expia­ ção de Cristo (Ms 134. Um novo conceito do Céu (Mt 28:20. Houvesse a trajetória de Cristo ao Céu sido revelada aos discípulos em toda a sua gló­ ria inexprimível. levando espe­ rança e conforto ao coração. a perfeita harmo­ nia de todos os Seus atributos e a misteriosa união do divino com o humano em Sua natu­ reza. Cl 1:15. Cristo ascendeu ao Céu como por­ tador de uma humanidade santa e santifi­ cada. Deviam conservar . Se eles tivessem visto os milhares de anjos e ouvido as aclamações de triunfo vindas do parapeito dos muros celestiais. Jo 14:2. Moisés velou sua face para ocultar a glória da lei que nela se refletia. como Aquele que redi­ miu todo ser humano da cidade de Deus (LC [MM 1968]. Nem mesmo o Consolador.1:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA distintamente diante da mente a beleza e majestade de Sua vida. Sua mente estava anteriormente concentrada nele como uma região do espaço ilimitado. Que fonte de alegria para os discípulos saber que tinham semelhante Amigo no Céu para pleitear em seu favor! Mediante a visível ascensão de Cristo. o Espírito Santo. pron­ tos a executar com coragem e fidelidade a comissão dada a eles pelo Salvador. 9-11. teria sido adequadamente valorizado. Melhor era que as relações terrestres dos discípulos com seu Salvador findassem pela maneira solene. com quem haviam conversado e viajado. Aquele que lhes falara.) Os discípulos não só viram o Senhor subir.. enquanto as portas eternas eram erguidas. 16:24. o qual eles deviam imitar. Ascendeu ao alto como um Salva­ dor pessoal e virá novamente assim como ascendeu ao Céu: como um Salvador pessoal (Ms 86. até mesmo em Seu corpo ressusci­ tado. 254. (.. Um Salvador pessoal (Jo 12:45. 72. Levou consigo essa humanidade para as cortes celestiais e. a quem tocaram. e não teriam podido supor­ tar a visão. Agora o Céu estava ligado à ideia de Jesus. Velada a plena glória da ascen­ são (Lc 24:50. todos os seus conceitos e noções sobre o Céu mudaram. 3. se neces­ sário. a prisão e.

para depender de qualquer invenção dessa espécie. Cristo ressurreto e assunto ao Céu. Todos precisamos humi­ lhar nosso coração e nos converter diaria­ mente (Carta 32. Cumprida a promessa de Cristo (At 1:8. desde a nuvem de anjos. Por dez dias os discípulos fizeram suas petições pelo 1171 1054 chegava até eles. SP3. que havia dito: “Pedi e recebereis. pois ele opera para contro­ lar a moeda. Ele impressionará a mente. tomado por mãos ímpias e crucificado. introduzido à presença de Deus. 262. reuniram-se no cenáculo para fazer suas petições e reivindicar a pro­ messa do Salvador. 1-4. [. Oravam no nome de Jesus. Precisamos de uma piedade mais profunda e da sincera mansi­ dão do Grande Mestre. Ninguém seja tão facilmente iludido 2:1 . 1904). que Deus estabeleceu para guia de Seu povo. Busquem-No mais fervorosa mente em ora­ ção. 47. rece­ bamos e apresentemos a outros o segundo capítulo do livro de Atos.] de que todo o livro de Atos é um livro de estudos para nós. um Homem de dores... cheio de espíritos intangíveis. O Espírito estivera esperando pela crucifixão. 328). O Senhor não opera por meio de acaso. sensatos. ressurreição e ascensão de Cristo. Satanás e seus instrumentos estão sempre prontos a entrar em qualquer porta em que encontrem pessoas para desviar dos puros princípios da Palavra de Deus. CAPÍTULO 2 Ler e apresentar Atos 2. [. 26. Ef 4:8). que O recebia: “E eis que estou convosco todos os dias até à con­ sumação do século” (Mt 28:20). Ellen White não possuía fé em lançar sortes (Js 7:16-18). Mas agora criam firmemente que Jesus era o Filho de Deus. Sua fé estava bem firmada (Carta 115. 1910).] Leiam a Bíblia com muita oração. "E com os irmãos d Ele”. O povo que é guiado e ensi­ nado por Deus não dará lugar a métodos para os quais não há um “Assim diz o Senhor” (ME2.] Agora olhavam para ele como o seu futuro lar. Havia chegado a hora. onde mansões esta­ vam sendo-lhes preparadas pelo seu amável Redentor.. em forma de carruagem. realizando seus planos por meio dela. WHITE . A oração se revestira de novo inte­ resse. Estes haviam perdido muito por causa de sua increduli­ dade. para que a vossa alegria seja com­ pleta” (Jo 16:24). e dará lin­ guagem e expressão. Com novas e empolgantes emoções e uma firme confiança de que suas orações seriam atendidas. O povo de Deus deve ser instruído a não confiar em invenções huma­ nas e testes incertos como um meio de conhe­ cer a vontade de Deus a seu respeito. Lançar sortes para [escolher] os oficiais da igreja não está no plano de Deus (ME2. 9. visto que era uma comunhão com o seu Salvador. Temos na Bíblia um positivo “Assim diz o Senhor” quanto a todos os deveres da igreja. para ser o Advogado do homem. Cristo e Sua volta com poder e grande glória nas nuvens do céu (MG [MM 1974]. 263). Ninguém se desvie dos princípios sãos. 326). Ninguém amesquinhe sua experiên­ cia recorrendo a recursos vulgares para obter orientação sobre assuntos importantes rela­ cionados com a obra de Deus. O Céu não mais lhes poderia parecer um lugar indefinido e incompreensível. Fé dos irmãos de Jesus bem fir­ mada. Tal atitude agrada muito ao ini­ migo das almas. o prometido Messias. Cristo em humilhação.ATOS que ponha a confiança em quaisquer provas assim. Haviam estado entre aqueles que duvi­ daram quando Jesus apareceu na Galileia. 14.. Estou instruída [.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Não tenho fé em lançar sortes. Não pro­ curem humilhara outros.. como seja o atirar uma moeda para o ar. mas humilhem-se a si mesmos diante de Deus e tratem-se uns aos outros com amabilidade.. Leiamos. Eles tinham um evangelho a pregar Cristo em forma humana.

Então. línguas. 29. O Pentecostes repetido com grande poder (Os 6:3. Nós também podemos comparti­ lhar da plenitude de Sua bênção. Durante três anos e meio. 20/07/1886). 41. “veio do céu um som. João diz: “Vi descer do céu outro anjo. e então reivindi­ cava o dom do Espírito para que pudesse der­ rama-Lo sobre Seus discípulos (The Southern Watchman. Aqueles que cre­ ram em Cristo foram selados pelo Espírito Santo. Deus pode soprar nova vida em toda pes­ soa que sinceramente deseje servi-Lo. Deus operará de maneira semelhantemente poderosa quando os seres humanos se entregarem ao controle do Espírito (Ms 85. O Senhor não fechou o reservatório do Céu depois de haver derramado Seu Espírito sobre os primeiros discípulos. após Sua ascensão. os sacerdotes e as autoridades se admi­ raram com as palavras que eles falavam. A semente havia sido semeada pelo maior Mestre que o mundo já conhecera. 28. 1-4. Entre os que o ouviam havia judeus devotos. 1903). quando a buscar­ mos com o mesmo fervor. Uma segunda edição dos ensi­ nos de Cristo (At 4:13). o Filho de Deus havia peregrinado na terra da Judeia. e encheu toda a casa onde esta­ vam assentados. procla­ mando a mensagem do evangelho da verdade e operando poderosos sinais e maravilhas. O reservatório de poder do Céu não está fechado. 28/11/1905). e os que se achegam a Deus com fé podem reivindicar tudo o que Ele prometeu. Que poderosa obra foi reali­ zada! Três mil se converteram num só dia. J1 2:23. que tinha grande autori­ dade. acrescentou Sua intercessão. cada pessoa ouvirá a verdade ser-lhe proferida em sua própria língua (EF. Saiamos dessa formalidade e apatia (RP [MM 1999]. Mais pessoas se converteram por meio de um único sermão no dia de Pentecostes do que se haviam convertido durante todos os anos do ministério de Cristo. 3). pode tocar os lábios com uma brasa viva do altar e fazer com que se tornem eloquentes para louvá-Lo. Uma colheita prove­ niente da semeadura de Cristo (Ef 4:30). O Céu está repleto das riquezas de Sua graça. Na obra que foi realizada no dia de Pentecostes. Mas o poder que acompanhava as palavras do orador os convenceu de que Cristo era de fato o Messias. 202). distribuídas entre eles. no Céu. E apareceram. e os tímidos serão for­ talecidos para dar corajoso testemunho da verdade. Depois de os dis­ cípulos terem recebido o batismo do Espírito Santo. indife­ rença e indolência espirituais. é por causa de nossa letargia. Mas reconheceram que eles ◄ haviam estado com Jesus. Que o Senhor ajude os que fazem parte de Seu povo a purificar o templo da alma de toda contaminação e a permanecer . 23). 1-12. que eram sinceros em sua crença. ocorreu a grande colheita. A língua hesi­ tante será destravada. e Cristo. 1172 1055 derramamento do Espirito. Milhares de vozes serão imbuídas com o poder de proclamar as maravilhosas verdades da Palavra de Deus. Esta foi a oca­ sião de Sua ascensão e empossamento: um jubileu no Céu. como de um vento impetuoso. E com intenso anseio que aguardo o tempo em que os acontecimentos do dia de Pentecostes se repitam com maior poder do que naquela ocasião. levando cativo o cativeiro. 14. e a Terra se iluminou com a sua glória” (Ap 18:1). e pousou uma sobre cada um deles" (At 2:2. como no Pentecostes. Ele havia ascendido ao alto. Ap 18:1). Zc 10:1. Deus está disposto a nos dar uma bênção semelhante. E Pedro se levantou entre eles e falou com grande poder. pois os haviam conhecido como homens iletra­ dos e incultos. Se não temos Seu poder.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA em ligação tão íntima com Ele que possam ser participantes da chuva serôdia quando esta for derramada (RH. Enquanto os discípulos estavam reuni­ dos. A semente havia sido semeada e. podemos ver o que pode ser feito pelo exercício da fé. como de fogo.

Não há desculpa para a igno­ rância voluntária. Sua incredulidade os tornou culpados do sangue do unigénito Filho do Deus infi­ nito (Ms 9. E feita a declaração de que. tanto quanto o perdão. e isso enternece o coração. 1898). Cristo atrai o pecador pela demonstração de Seu amor na cruz. Foram escolhidos sete homens. WHITE . 1899). Tinham recebido as mais for­ tes evidências sobre as quais podiam basear sua fé.ATOS O ensino deles era uma segunda edi­ ção dos ensinos de Cristo. Assim como não pode­ mos ser perdoados sem Cristo. Podiam falar porque o Espírito Santo lhes dava a palavra (Ms 32. Os discípulos começaram a compreender que Cristo era seu Advogado nas cortes celestiais e que fora glorificado. 01/04/1890). não se fez com que um só homem carre­ gasse o fardo de grandes responsabilidades. mas essa ignorân­ cia não desculpava o ato. CAPÍTULO 4 6:7 que uma promessa é menos sagrada e obri­ gatória por ter sido feita para Deus? Por lhe faltarem alguns termos técnicos e seu cum­ primento não ser obrigatório por lei. e sua ignorância demonstrou ser sua eterna ruína. As responsabilidades na obra de Deus devem ser compartilhadas. mas agindo a despeito das tradições ou da autori­ dade humana (RH. disse Pedro. 17. e eles deviam estar intimamente unidos em sua obra (Ms 91. 13. De maneira geral. Ver Ellen G. Neste caso. CAPÍTULO 5 1-11. White sobre J12:28. Não tinham interesse em pesquisar e estudar. White sobre lTm 2:5. não podemos nos arrepender sem que o Espírito de Cristo desperte nossa consciência. 31. se eles tivessem conhecido o Autor da vida. Ver Ellen G.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. As pessoas precisam ser impressionadas com a santidade de seus votos e promessas em favor da causa de Deus. O Senhor aqui nos dá um exemplo do cui­ dado que deve ser exercido quando se esco­ lhem pessoas para o Seu serviço. 29. e tinham. O arrependimento é um dom de Cristo. para com Deus. Ver Ellen G. 01/10/1895). A santidade dos votos e promes­ sas. a obri­ gação de aceitar as evidências que Ele lhes dera. CAPÍTULO 6 12. Mas por que não conheceram? Porque escolheram não conhe­ cer. o cristão desconsiderará a obrigação na qual empe­ nhou sua palavra? Nenhuma nota ou com­ promisso legal é mais obrigatório do que uma promessa feita em favor da causa de Deus (RH. 1900). e não pode ser encontrado no coração onde Jesus não esteve atuando. 1173 . CAPÍTULO 3 17. impressiona a mente e inspira a pessoa a manifestar con­ trição e arrependimento (RH. pois grande luz lhes fora concedida. O que diz Deus? Não devemos per­ guntar: Qual é a prática dos homens? Ou: Qual é o costume do mundo? Não devemos perguntar: Como agirei para ter a aprova­ ção dos homens? Ou: O que o mundo tole­ rará? A pergunta de intenso interesse para cada alma é: O que disse Deus? Devemos ler Sua Palavra e obedecê-la. O arrependimento é dom de Cristo (Rm 2:4). a proclamação de verdades simples e grandiosas. "Sei que o fizestes por ignorância”. não se considera que essas promessas sejam tão obrigatórias quanto uma nota promissória feita de um ser humano para outro. 18. que lan­ çou luz sobre mentes obscurecidas e con­ verteu milhares num só dia. não O teriam crucificado. Mas será 1-7. não nos desviando nem um i ou um til de suas exigências. White sobre At 2:1-12.29. 23/05/1893).

1174 . “ele se levantou e foi” cartas para as sinagogas de Damasco. nar aquele pequeno punhado de fanáticos. semente de uma vasta colheita de santos e o próprio Paulo diz: “Demasiadamente enfu­ mártires. e Saulo foi escolhido para essa obra (The Youth's Instructor.. 4. 314). 1897). Saulo enganos e desfazer a trama de Simão. enquanto Pedro trabalhava especial­ executasse a tarefa de assassiná-los. muitíssimos perde­ ram a vida por crerem nEle.. “e lhe pediu dizer isso”. decididos. a fim (At 8:26).] Na experiência de Filipe e do quem estava iludido e enganado. Cristo que toda alma é preciosa aos olhos de Deus. [. 02/03/1911). Compreendia levasse presos para Jerusalém” (At 9:2). recido contra eles” (At 26:11). Um exemplo de obediência. os homens que haviam tomado parte Nero. que era crente em magias. ambos deviam testemunhar de dia. Saulo pensou que.7:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 9 CAPÍTULO 7 1. A obra de supressão devia CAPÍTULO 8 começar por ali. Ficou assim grandemente exasperado o espírito e o modo de pensar de Caifás e contra o apóstolo e. se dirigiu não à classe inferior e ignorante. White sobre Êx 2:11. os homens que tinham Simão. Paulo e Pedro martirizados em 26:11). patrocinava na morte de Cristo. Com respeito a esse zelo. Não percebia que era ele mesmo próximo. homens tivessem ajudantes religiosos e 27.. e muitos. o encantador. ignorante e esperando para guiar seres humanos ao seu fanática. chama Seu povo (RH. Pedro também foi preso [. anjos estão perseguindo uma seita fraca. “Persegui este Cerca do tempo do segundo aprisiona­ Caminho até à morte.. e que anjos são enviados para colocar os permitiu isso. o discípulo não falou: “O Senhor não quer Portanto. na providên­ seu voto nas decisões e zelosamente as defen­ cia de Deus. 1056 22. o Mago. Não. Contudo. prendendo e metendo mento de Paulo. confinando-os em atividade de Paulo era levar o evangelho aos prisões e matando-os. mundo. Saulo iludido e enganado (At 22:4. em cárceres homens e mulheres” (At 22:4).. dessa maneira. como lhes tiravam a vida. Em Damasco a nova fé parecia ter adquirido nova vida e energia. e que estava. ele dava mente pelos judeus. Ele preparava o caminho e entregava os Cristo na metrópole do mundo. foi levado de seu grupo. Ver Ellen G. Havia aprendido a lição da confor­ de que. Tinha se tornado especialmente odioso às “Respirando [. os apóstolos Paulo e Pedro estiveram bastante para colocar em ação uma fé errônea. 2. caso achasse alguns que eram do Caminho. foi ao sumo sacerdote. e sobre seu que criam no evangelho às mãos daqueles que solo ambos deviam derramar o sangue. 9-24. os midade com a vontade divina. Paulo honestamente achava que estava Hoje. Ver Ellen G. etíope é apresentada a obra à qual o Senhor sem o saber. Por muitos anos. Embora sua mão não gentios.] ameaças e morte con­ ► autoridades por seu zelo e êxito em expor os tra os discípulos do Senhor” (At 9:1). sendo que a seguir os santos de Deus.].. caso esses a ordenar sua prisão (HR. White sobre At 18:2. certamente poderiam extermi­ Quando Deus indicou para Filipe sua obra. Saulo tinha energia e zelo abundantes Roma (2Pe 1:14. 15/11/1900). A nova fé florescia em Damasco. seguindo sob a bandeira do prín­ cipe das trevas (Ms 142. ao per­ distanciados em seu trabalho. que o seguira a Roma a fim de mas aos mais elevados líderes religiosos do se opor a ele e de impedir a obra do evangelho. que estão buscando luz em contato com os que podem ajudá-los. 15). assim homens como mulheres. como naquele tempo.

ICo 15:9). A obra do homem é cooperar com o divino. Não apresentou uma única desculpa por seu procedimento cruel ► ao seguir fielmente as impressões de uma consciência falsa (Ms 9. Não argu­ mentou que seu erro de julgamento era des­ culpável. despertada. Tinha as profecias que apontavam para o Messias. em vez da orientação de Deus.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Muito tempo após sua conversão. Sempre o Senhor con­ fere ao instrumento humano a sua obra. Eis aí a cooperação entre o humano e o divino. a quem Ele enviara. WHITE . mas indesculpável (26:9. e ele se encheu de amargo remorso. 6. A incredulidade de Saulo era sincera. o único que podia perdoá-lo e vestilo com Sua justiça (Ms 23. 3-9. [. acusando-o. Saulo era sincero em sua incredulidade. e vê as coisas sob a pers­ pectiva do inimigo. 3-6. mas Paulo foi um prisioneiro da esperança. White sobre ICo 2:1-5.ATOS 1057 1-4. agora atuava ener­ gicamente. O poder da glória de Cristo poderia tê-lo destruído. Que humilhação foi para Paulo saber que o tempo todo em que estivera usando suas habilidades contra a verdade. falou de si mesmo como o principal dos peca­ dores. isso teria sido inútil. O perseguidor aceitou as palavras de Cristo e se converteu da infidelidade para a fé em Cristo. Saulo não tratou com indiferença a incre­ dulidade que o levara a seguir no rastro de Satanás e a causar o sofrimento e a morte das pessoas mais preciosas da Terra. então mesmo que o Senhor tivesse deixado a luz brilhar sobre Saulo dez vezes. mas como condenado pela lei em pen­ samento. totalmente perdido.] O caráter determinará a natureza da reso­ lução e da ação. ele aborreceu sua obra e a si mesmo. Ficou fisica­ mente cego por causa da glória da presença dAquele de quem havia blasfemado. O zelo de sua obra. “Porque eu sou o menor dos apósto­ los’'. em espírito e em atos.. agora lhe trouxeram condenação. “que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo. O efetuar não está de acordo 1175 . Aí está o homem trabalhando em obediência à luz concedida por Deus. não estou de maneira alguma inclinado a seguir as orientações que especi­ ficaste para que eu desenvolva minha própria salvação”. Não mais se via como justo. Se Saulo tivesse dito: "Senhor. ao contar sua experiência. e Jesus o deteve em sua carreira e lhe mostrou do lado de quem ele estava traba­ lhando. mas preferiu as máximas dos rabis. Está presa nas malhas do inimigo. Em sua própria sabe­ doria. Não era fin­ gido. Saulo não conhecia a Deus nem a Jesus Cristo. mas havia escolhido aceitar as opi­ niões de homens. Durante os dias e as noites de sua cegueira teve tempo para reflexão e se lançou comple­ tamente impotente e sem esperança sobre Cristo. Sua consciência. Saulo de Tarso era um exemplo disso. Ver Ellen G. mas foi para que pudesse ter visão espiritual. 1899). pois persegui a igreja de Deus’’ (ICo 15:9). as palavras de homens. Posteriormente. para que pudesse ser despertado da letargia que havia entorpecido e diminuído suas percepções. destitu­ ído do Salvador que estivera perseguindo. crendo que fazia o serviço de Deus ele perseguia a Cristo! 9:6 Quando o Salvador Se revelou a Paulo nos raios brilhantes de Sua glória.. E o conflito mais duro e severo acompanha o propósito e o momento da grande resolução e decisão do ser humano de submeter sua von­ tade e seus caminhos à vontade e aos cami­ nhos de Deus. das quais o mundo não era digno. Necessária a cooperação entre o divino e o humano. disse ele. Viu-se como um pecador. Ele não tinha o direito moral de ser um des­ crente. o Nazareno. declarou que achava que devia praticar muitas coisas con­ tra o nome de Jesus. 1898). A mente que resiste à verdade vê tudo numa luz distorcida. sua decidida resistência à luz que sobre ele brilhara pelos mensageiros de Deus. Tornado cego para que pudesse ver.

Finalmente. em seus olhos. Dois grandes personagens se encontram (Gl 1:17. 275). à noite. aproximou-se e renovou o relacionamento. ouviu o testemunho de Paulo com respeito a sua maravilhosa conversão e experiência « desde aquele tempo. pois estavam ocupados em idear meios e recursos para a fuga do apóstolo escolhido. O batismo de Paulo. [. As portas da cidade estavam vigilantemente guardadas. Paulo foi batizado por Ananias no rio de Damasco. dormiam pouco.. porém. 9. um dos escolhidos companheiros de Cristo enquanto Ele esteve na Terra. “As marcas de Jesus” (2Co 12:79. 18. que resultou na conversão de Cornélio e de seu grupo. num cesto. Os apóstolos não mais hesitaram. que havia contribuído liberalmente com seu dinheiro para sustentar a causa de Cristo e suprir as necessidades dos pobres. mas como ele havia se retirado imediatamente para a Arábia. para impedir sua fuga. Creu plenamente em Paulo e o recebeu.Pedro.9:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA não deram crédito aos rumores de sua grande transformação. Dessa maneira humilhante Paulo efe­ tuou sua fuga de Damasco. No décimo capítulo de Atos ainda temos outro exemplo da ministração dos anjos celestes. 8. G1 6:17). Estava ansioso para se encontrar com os pescadores galileus que viveram. 275-278). que Jesus era o Filho de Deus. CAPÍTULO 10 O Céu está próximo do que procura salvar pessoas. 19. Então. posteriormente. depois da ascensão de Jesus. que Paulo havia reco­ brado sua visão em resposta às orações de Ananias. mas com a vontade conhecida de nosso Pai que está no Céu. Eles relembra­ vam suas perseguições passadas e suspei­ tavam que ele arquitetava um plano para enganá-los e destruí-los. o fariseu. e Paulo. de uma janela por sobre o muro. dia e noite. que. 18). seu pesar e desa­ pontamento quando verificou que eles não o recebiam como um deles. Restaurou as forças pelo alimento e imedia­ tamente começou a pregar Jesus aos crentes na cidade. fora conhecido de Paulo no tempo em que ele se opunha aos crentes. não podiam resistir a Deus. e que. 273). 757).] Tentou se unir a seus irmãos. tomando-o pela mão e levando-o à presença dos apóstolos. como tinha sido anteriormente temido e evitado. Então partiu para Jerusalém. O vira. espe­ cialmente com Pedro. e ele passou a ser tão amado e respei­ tado. que na época eram os únicos apóstolos em Jerusalém. estenderam a destra da comunhão ao que uma vez fora um feroz perseguidor de sua fé. Esses capítulos [8-10] devem ser lidos e receber 1176 .. Ele rela­ tou a experiência de Paulo. havia pre­ gado. Sigam a direção do Espírito Santo e obedeçam a ela (2MCP. que Ele havia conversado com ele. 25-27. desejando se familiarizar com os apóstolos ali. 1058 com os sentimentos ou a inclinação. conver­ sara com Ele face a face e também O con­ templara em visão. e não tinham ouvido mais nenhuma notícia definida a seu respeito. oraram e conversaram com Cristo enquanto esteve na Terra. concebe­ ram um plano pelo qual ele seria baixado. que tinham sido cegados pela luz celes­ tial (HR. Na verdade. Barnabé. na sinagoga da cidade. A ansie­ dade dos discípulos os levou a Deus em ora­ ção. os discí­ pulos. os mesmos a quem tinha o propó­ sito de destruir quando partiu de Jerusalém (HR. bem como à natureza de Sua obra no Céu (HR. tinham ouvido de sua maravilhosa conversão. a qual acabara de ouvir: que Jesus pessoalmente aparecera a Paulo no caminho de Damasco. Aqui. Pedro e Tiago. [Paulo] devia levar sempre em seu corpo as marcas da glória de Cristo. os dois grandes personagens da nova fé se encontraram . grande foi.

que tem a sua casa junto do mar. 1-4. Suas orações e esmolas não lhe foram exigidas ou extorquidas. e cada ato de nossa vida. e enviou Seu anjo com uma mensagem ao homem que rece­ bera e aproveitara toda a luz que Deus lhe dera.” Então. São a atuação de dois grandes prin­ cípios da lei divina: “Amarás. 1-6. e que cada um deve tratar seu próximo como um dos instrumentos de Deus para a realização de Sua obra na Terra (Ms 17. e exatamente onde vivemos. 84. e o « espírito que possuímos. e manda chamar a Simão. Somente a graça de Cristo. E em que aspecto ocorreu esta aprovação? “As tuas orações e as tuas esmolas subiram para memória diante de Deus” (At 10:4). e o Senhor enviou um mensageiro para dizer-lhe o que devia fazer. notando nossa fidelidade em nosso ramo individual de dever (ME2. não eram um preço que ele estivesse procurando pagar a fim de garantir para si o Céu. pois. Agora. e de todas as tuas forças". mas eram o fruto do amor e gratidão a Deus. foram dadas as instru­ ções específicas: “Este está com um certo Simão curtidor. Essa graça havia atuado no coração de Cornélio. Devemos também aprender atra­ vés deles a lição do interesse de Deus por todo ser humano. Oração e esmolas como suave incenso (Fp 4:18). teu Deus. mas envia Seus anjos para se comunicarem com eles. 09/05/1893). conquanto nossas dádivas não nos possam recomendar a Deus ou ganhar Seu favor. Ele te dirá o que deves fazer” (At 10:4-6. Jesus o atraíra a Si. conhe­ cia também a Cornélio. Assim. e de todo o teu entendimento. é dito que as dádivas dos irmãos filipenses que cuidaram das necessidades do apóstolo Paulo enquanto ele estava preso em Roma. Aqui nos são dadas fortes evidências de que o Senhor não deixa em trevas os que seguem toda a luz que lhes foi dada. Então conside­ rem que o Senhor conhece a cada um de nós por nome. ARC). envia homens a Jope. Os anjos ministradores notam cada pessoa (Hb 1:14). São uma prova da sinceridade do amor que professamos (MG [MM 1974]. de todo o teu coração. Assim o anjo do Senhor operou para estabelecer ligação entre Cornélio e o instru­ mento humano por meio do qual poderia ele receber maiores esclarecimentos. e ele se rendera a essa atração. O mesmo Santo Vigia que diz. por meio de Seu sacrifí­ cio expiatório. pois. foram “como aroma suave. 217). RH. e: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12:30. ARC). Neles vemos que o Céu está mais próximo do cristão que se empenha na obra da salvação de almas do que muitos supõem. 1908). Os que buscam fervorosamente a luz não são deixados em trevas. E um maravilhoso privi­ légio para qualquer homem nesta vida o fato de ser elogiado por Deus como o foi Cornélio. 1177 1059 atenção especial. são uma evidência de que temos rece­ bido a graça de Cristo. que tem por sobre­ nome Pedro. O Espírito de Cristo havia-lhe falado ao cora­ ção. Nem as orações nem os donativos para os necessitados têm em si qualquer virtude para recomendar o pecador a Deus. com respeito a Abraão: “Eu o tenho conhecido” (Gn 18:19. A oração e os donativos estão intimamente unidos. Cornélio vivia de acordo com a instrução dada nas Escrituras do Antigo Testamento. Uma oração assim nascida de um cora­ ção sincero ascende como incenso diante do Senhor: e ofertas para a Sua causa e dona­ tivos para os necessitados e sofredores sãoLhe um sacrifício muito agradável. WHITE . ao Senhor. Os anjos ministradores estão percor­ rendo as igrejas.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Disse o anjo: “As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus. como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (Fp 4:18). 31). Assim.ATOS a tua alma. são a expressão do amor a Deus e aos homens. pode renovar o coração e tor­ nar nosso serviço aceitável a Deus. e de toda 10:1 . Estudem cuidadosamente o capítulo todo e vejam a simplicidade de toda a ação.

mantendo sua integridade. mas esta não foi sua atitude (RH. Deus o obser­ vava e enviou o Seu anjo com uma mensa­ gem para ele. Vivem à altura da luz que recebe­ ram. por meio de Seus agentes esco­ lhidos. e o mesmo anjo foi a Pedro e lhe deu orientações. o anjo de Deus o teria deixado à própria sorte.] Cornélio obedeceu à instrução dada. o Senhor não lhes atende o desejo. Cornélio foi levado a associar sua vida fiel e ativa com os discípulos de Cristo. Este capítulo [At 10] con­ tém muitas informações preciosas para nós. As ora­ ções daqueles que O temem. e decidem que serão diretamente ensina­ dos por Deus. mas o orientou a seguir um procedimento mediante o qual entraria em contato com alguém que lhe podia comuni­ car preciosa verdade.] Cornélio obedeceu implicitamente às ins­ truções. Uniu-se à igreja e se tornou útil e influente cooperadorde Deus (DCD [MM 1980]. que testificam por seus atos que estão tentando honrar a Deus. Chegarão ao conhe­ cimento da verdade e procurarão levar essa luz da verdade a seus conhecidos que. Deus Se revela àqueles que se esforçam para formar um caráter que Ele possa aprovar. estão ansiosos para encontrar a ver­ dade. Há muitos hoje que estão na mesma situação de Cornélio. A pessoa que toma tal posição está em perigo de aceitar a voz de estranhos e de ser guiada por caminhos falsos. 1898). Assim será nos últimos dias. Pelas maravilhosas obras de Deus. e obedeceram à palavra do anjo. e obedecerão à Palavra de Deus como a norma suprema. mas este não era Seu plano. tornam-se fiéis portadores de luz ao mundo. O anjo não deu a ele a luz que pode­ ria ter-lhe dado. [. Cornélio reuniu sua casa para ouvir a mensagem de luz dada por Pedro. e os homens desrespeitam esses ins­ trumentos. aproveitando todas as oportunidades para convidá-los e para insistir que venham e vejam a beleza da verdade. [. O Senhor observa com especial atenção aqueles que andam na luz que Ele lhes deu. Estes serão condu­ zidos a uma grande luz.10:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Deus podia ter dado a Cornélio toda a ins­ trução de que ele necessitava por intermé­ dio do anjo. andando estritamente de acordo com a luz que recebera. Muitos darão mais valor à sabedoria de Deus do que a qualquer vanta­ gem terrena.. Seu propósito era colocar Cornélio em conexão com os que haviam estado a receber conhe­ cimento do alto e cujo trabalho era comu­ nicar esse conhecimento aos que buscavam luz.] manteve sua expe­ riência religiosa. O olhar de Deus tem estado sobre tais pessoas ao procederem de acordo com a luz que tiveram. O mensageiro celestial passou por alto os que eram justos aos seus próprios 1 178 . são ouvidas e atendidas.. Tendo sido constrangidos pelo amor divino.. muitas pessoas serão conduzi­ das à luz (RH. Ms 67. leva-os ao ponto no qual receberão a verdade com coração bom e sincero. daqueles que reconhecem suas obrigações para com Ele. farão com que outros também o sejam. recusando-se a receber sua ajuda. 1900). e devemos estudá-lo com humilde atenção. Muitos hoje são como Cornélio. e Deus fala com eles. Tanto Cornélio quanto Pedro foram instruídos sobre o que deviam fazer. Quando o Senhor tem Seus instrumentos escolhidos por meio dos quais Ele ajuda as pessoas. Alguns que são contados entre os nego­ ciantes e príncipes tomarão sua posição para obedecer à verdade. Deus usa Seus instrumentos esco­ lhidos. Por meio de um Pedro Ele apresentará a pérola de grande preço. como falou com Cornélio e.. Assim. 10/10/1893).. 340. E assim que Deus sempre lida com Seu povo. Cornélio [.. 08/08/1899). e para que dedi­ quem seus talentos ao avançamento da obra de Deus (Ms 97. como eles. Se ele tivesse dito: “Não serei ensinado por homem nenhum”. e por meio de um Cornélio e sua família.

G1 5:6. muitos den­ tre os ricos têm a alma sobrecarregada. e havia demonstrado nobre co­ ragem e ousadia ao pregar um Salvador crucificado. amantes do mundo. 21.ATOS olhos. Não existe o contraste que muitas vezes se afirma haver entre o Antigo e o Novo Testamento. ICo 10:4). Ver Ellen G. Não lhes faremos um apelo especial? Deus chama obreiros diligentes. 29/05/1888).. Havia. havia enfrentado destemidamen­ te o perigo. ressurreto e assunto ao Céu. Cl 2:14-17. tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias. em verdade te digo que. Desde sua reabilitação. 5 Depois da cruz. Entre os ricos. O grande Cordeiro antitípico de Deus havia Se tornado uma oferta pelo homem culpado e. e pouco fazem para abrir os olhos daqueles que. White sobre G1 2:1-10. pois acham que rece­ bem pouco benefício disso. Ef 2:14-16. Tt 1:9-11). após ter negado a Cristo. podem ser atraídos para Cristo. e outro te cingirá e te levará para onde não queres” (Jo 21:18). fores velho. CAPÍTULO 14 17. CAPÍTULO 12 6. Pedro cria que havia chegado a hora de entregar a vida por amor a Cristo (RH. mas estes. WHITE . es­ tenderás as mãos. CAPÍTULO 15 I.] As riquezas e a honra mundana não podem satisfazer a alma. quando. esta­ vam inteiramente concentrados em ensinar a tradição dos judeus e a obrigatoriedade da circuncisão (RH. Pedro pronto a entregar a vida. Deve ser exercido deci­ dido esforço pessoal por parte de homens e mulheres imbuídos do espírito missionário. quando eras mais moço. Milhares de pessoas ricas já foram para o túmulo sem ser advertidas. entre os requisitos da dispensação 1179 . por alguma esperança espiri­ tual. White sobre Rm 1:20. Paulo estava procurando conduzir a mente dos homens à grande verdade para aquele tempo. entre a lei de Deus e o evangelho de Cristo. Ver Ellen G. a sombra cessou. humil­ des.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Muitos que ocupam cargos públicos sentem a neces­ sidade de algo que não possuem. que não desanimem nem desfaleçam (RH. II. recordava as pa­ lavras que Cristo lhe havia dito: “Em verda­ de. quando a realidade veio. a circuncisão não tinha mais nenhum valor (Rm 2:2429. 06/04/1911). perderam de vista a eter­ nidade. O ritual simbólico e as cerimônias liga­ das a ele foram abolidas na cruz. muitos estão ansiando por alguma segu­ rança divina.. por mais indiferentes que pareçam. porém. que afirmavam ser seguidores de Jesus. 15:11 Enquanto estava em sua cela. e a circuncisão na carne não podia mais ter valor algum. [. 421). Muita coisa é dita com respeito ao nosso dever para com os pobres negligenciados. Somente um evangelho (Gl 3:8. Poucos dentre eles vão à igreja. 4-29. mas esse ensino não tinha nenhuma importância naquele momento. cegados e ofuscados pelo brilho da glória terrena. Mas. aproximou-se de Cornélio e o chamou pelo nome (ME3. que levem o evangelho às classes mais altas. O apóstolo não se intimidou com a situa­ ção. pois Cristo havia morrido na cruz do Calvário. Não é por um toque casual e acidental que os ricos. 27/04/1911). O ensino que ouvem não toca o coração. no tempo de Paulo. aqueles que estavam constantemente se demorando no assunto da circuncisão e que conseguiam apresentar muitas provas bíblicas para mos­ trar que ela era obrigatória aos judeus. !► Não deve um pouco de atenção ser dada aos ricos negligenciados? Muitos consideram os que pertencem a esta classe como casos sem esperança. Muitos anelam algo que ponha fim à monotonia de sua vida sem propósito.

e existimos. testifica sobre a pre­ sença inteligente e a atuação efetiva de um Ser que Se move em todas as Suas obras de acordo com Sua vontade. A natureza. Ver Ellen G. 1882). Hb 1:3. e nos movemos. Ela é Sua serva. conduzindo a pessoa no rumo certo. Depois de termos feito nossa parte para purificar o templo da alma da con­ taminação do pecado. É Deus quem faz o sol nascer no firmamento. Ele está constantemente empenhado em sus­ tentar e em usar como Suas servas as coisas que criou. Ver Ellen G. a terra produz suas benesses e o mundo continua sua marcha contínua ao redor do Sol. ICo 10:1-4. Disse Cristo: “Meu Pai trabalha até agora. A mão do poder infinito está perpetua­ mente em atuação.] Ele cria os relâmpagos para a chuva e dos Seus depósitos faz sair o vento” (Jr 10:13).essa era a parte que competia a Paulo desempenhar em sua conversão. quando haviam se separado de Deus. Não digamos. que era Cristo (ST.. É por Seu poder que a vegetação floresce. e Ele a dirige como quer. Não é porque um mecanismo uma vez posto em ação continua sua obra que o pulso bate e a respiração continua. logo há tumulto de águas no céu. Deus e o instrumento humano cooperaram. White sobre ICo 2:1-5.16:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1901 judaica e os da cristã. 22. que eles não tinham a Cristo. guiando este planeta. em sua obra. O Deus do Céu está constantemente em ação. que cada folha surge e que cada flor desa­ brocha. 14/09/1882). White sobre 2Tm 3:14. o Mediador entre eles e Deus. Toda alma salva da antiga dispensação era salva por Cristo tão verdadeiramente quanto somos salvos por Ele hoje em dia. [. e a obra teve pleno êxito (RC [MM 1986]. O evangelho foi pregado a Abraão. O sangue de Cristo é eficaz para nós. Os patriarcas e os profetas eram cristãos. lTm 2:5). Quando o povo sentiu sede no deserto e começou a murmurar e a se queixar. 28. Não é por um poder originalmente inerente à natureza que. Ver Ellen G. “Fazendo Ele ribombar o trovão. 18/07/1901). Cl 1:17. cada pulsar do coração é contí­ nua evidência de um Deus sempre presente. ano a ano. 14. Em Deus vivemos. o sangue de Cristo se torna eficaz para nós como o foi para o antigo ► Israel (The Youth 's Instructor. Deus está perpetuamente em ação na natureza. 22-34. Os hebreus todos beberam da Rocha espiritual. 15. e Eu trabalho também” (Jo 5:17) (Ms 4. Cristo foi para eles o que é para nós: um Salvador cheio de terna compaixão. o Redentor do mundo mantinha comunhão com Israel. então. Cada respiração. Ele faz a grama crescer nas montanhas. CAPÍTULO 17 22-29. ver Ellen G. White sobre Rm 1:20-25. “Dá a neve como lã e espalha a geada como cinza” (SI 147:16). pela transgressão. 335). de modo que ela atentou para a mensagem proferida por Paulo. Deus constantemente em ação na natureza (Jo 5:17. É o poder de Deus exercido momento a momento que o mantém em posição nas suas rotações. White sobre Gn 2:7). O Espírito de Deus pode unicamente iluminar o enten­ dimento daqueles que estão dispostos a ser iluminados. Luz para os que estão dispostos a ser iluminados (2Co 8:12). CAPÍTULO 16 1-3. 1180 .. Embora o Senhor tenha cessado Sua obra de criação. A promessa do evangelho foi dada ao primeiro casal no Éden. como o foi para o antigo Israel (Êx 13:21. Envolto pela coluna de nuvem. Declarar todo o desígnio de Deus e tudo o que era essencial que Lídia recebesse . Ele abre as janelas do céu e dá chuva. e então o Deus de toda a graça exerceu o Seu poder. Lemos que Deus abriu os ouvi­ dos de Lídia.

a par­ tir daquele momento. 8. frequentemente. e podia tam­ bém trabalhar nos serviços comuns quando as circunstâncias o requeriam. sua educação não tinha sido considerada completa até que ele serviu como aprendiz de um ofício útil. havendo apren. Paulo aprendera os mais especializados.ATOS 34. ousado para convosco" (2Co 10:1) (RH. ao fazer isso. Alguns de seus irmãos no ministério apresentaram tal procedimento como sendo inconsistente.. pudessem se sustentar. perderiam sua influência como ministros do evangelho. eu que. e sua vindicação de seu modo de agir. Um educador. não queria ter suas despesas pagas por ninguém. Ficou convencido de que a sabedoria do mundo era impotente para comover o coração dos homens. e depois trabalhava grande parte da noite. recorreu a seu ofí­ cio para se manter (Sketches From the Life of Paul 99. quando ausente. Deralhe suas credenciais e havia colocado sobre ele pesada responsabilidade. somente três pessoas haviam se convertido à fé. Paulo era um educador. aprendeu o ofício de fazer tendas. na verdade. as quais eram muito usadas naquele clima quente. para que. ele [Paulo] procu­ rou os resultados de sua obra. quando presente entre vós. Enquanto estava numa cidade de estranhos. 06/03/1900).] foi morar com eles [Áquila e Priscila]. Os apóstolos trocaram ideias. contudo. Depois de seus recursos terem sido gastos para pro­ mover a causa de Cristo. E o apóstolo escreve: “E eu mesmo. era somente mediante a mais estrita economia que Paulo conseguia suprir suas necessidades (RH. dizendo que. Da grande assembleia que havia ouvido suas eloquen­ tes palavras. 18:1 Paulo recorreu a seu ofício (At 20:33. conservaria a simplici­ dade do evangelho. vos rogo. o grande apóstolo aos gentios. porque se humilhara fazendo um trabalho manual... Paulo. WHITE . 34. A simplicidade do evangelho ver­ sus a sabedoria do mundo (ICo 2:1-4). Foi escolhido por seus compatriotas como mem­ bro do Sinédrio e era um rabi de destacada capacidade. lTs 2:9.] Paulo era altamente instruído e era admi­ rado por sua inteligência e eloquência. 27/02/1902). em seu trabalho inteligente. 2Ts 3:8). decidiu que. oraram juntos e decidiram que pregariam o evangelho como este devia ser pregado: com amor desinteressado pelas almas que esta­ vam perecendo por falta de conhecimento. Nesse ofício havia serviços mais especializados e menos especializados. mas que o evangelho era o poder de Deus para a salva­ ção (RH. pela mansidão e benignidade de Cristo. Embora tivesse a saúde frágil. o de fazer tendas. A fabricação de tendas não trazia retornos financeiros tão rápidos como algumas outras ocupações e. Um trabalhador hábil. a noite toda. pediu tra­ balho a Áquila. Paulo. Alegrava-se pelo fato de poder se sustentar com um traba­ lho manual e declarava frequentemente que havia trabalhado com as próprias mãos para suprir suas necessidades. e. em qualquer emergência. Ele pregava o evangelho com sua voz e. e. 7. “mas. Paulo [. [. O décimo capítulo da segunda epístola aos Coríntios registra as dificuldades com as quais Paulo teve de lutar. Quando Paulo chegou a Corinto. CAPÍTULO 18 1-3. trabalhou nesse ramo para seu próprio sustento. ver Ellen G. 06/03/1900). o anunciava com 1181 . Os apóstolos trocaram ideias sobre métodos de trabalho (2Co 10:1. para suprir suas próprias necessidades e as de outros (The Youth s Instructor. White sobre At 20:17-35). Então. 03/08/1911).COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Paulo trabalhava fazendo tendas e ensinava seus colaboradores a trabalhar com as pró­ prias mãos. 100).«I d ido em sua juventude o mesmo ofício que eles. Deus havia conferido honra especial a Paulo. sou humilde '. às vezes. [Paulo] tra­ balhava durante o dia servindo a causa de Cristo. Ao concluir seus labores..

o Consolador que Ele enviou para permanecer com Seu povo durante Sua ausência. Os apóstolos nem sempre eram capazes de operar milagres à vontade. e o Senhor operava por meio dela. O testemunho deles em Jerusalém.18:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Apoio [.. Mostrava-lhes que a habilidade. 17. os milagres que ele operou foram de natureza diferente dos que havia realizado até então. O culto Apoio foi instruído por humildes fabricantes de tendas. Contudo. os apóstolos foram por toda parte pre­ gando a Palavra. Consequentemente. 06/03/1900). Milagres não encorajam a superstição cega (Lc 8:46). Após a ascensão de Cristo. apesar da oposição. vinte anos após a cruci­ fixão de Cristo havia uma igreja viva e fervo­ rosa em Roma. . Ensinavalhes que deve ser dada a Deus suprema honra (RH. Isso gerou grande oposição. Rm 1:7. 12. CAPÍTULO 19 11. Ele não pos­ suía um conhecimento completo da missão de Cristo. Enquanto Paulo trabalhava rápida e habilmente com as mãos.. 1182 1063 suas mãos. e o culto orador recebeu instruções deles com grata surpresa e alegria. Os judeus. ele obteve uma compreensão mais clara das Escrituras e se tornou um dos mais capazes defensores da igreja cristã. Constantemente promoviam algo que cau­ sasse animosidade. Deram testemunho da obra de Cristo como mestre e operador de curas.] Áquila e Priscila o ouviram e viram que seus ensinos eram falhos. Através de seus ensinamentos. em Roma e em outros locais foi certo e poderoso. Quando* Paulo entrou em contato direto com os idó­ latras habitantes de Efeso. a sabedo­ ria e a inteligência colocadas naquele tra­ balho haviam sido dadas por Deus a fim de serem usadas para a Sua glória. que se recusaram a receber a verdade.. O Senhor conce­ dia a Seus servos esse poder especial quando o progresso de Sua causa e a honra de Seu nome o exigiam. um eru­ dito consumado e brilhante orador aprendeu o caminho do Senhor de maneira mais per­ feita através dos ensinamentos de um homem e de uma mulher cristã cuja humilde profis­ são era a de fazer tendas (Sketches From the Life of Paul. não puderam deixar de reconhecer que uma poderosa influência acompanhava os segui­ dores de Cristo. rela­ tava a seus companheiros de trabalho as especificações que Cristo dera a Moisés com respeito à construção do tabernáculo. portanto. Ensinava outros do mesmo modo em que havia sido instruído por alguém a quem considerava o mais sábio dos mes­ tres humanos. 119). os apóstolos tinham de defen­ der a verdade contra os prodígios mentiro­ sos dos magos.. Entre os banidos estavam Áquila e Priscila. e era um erudito e um ora­ dor. nesta ocasião. Assim. 24-26. e os espíritos malignos se retiravam” (At 19:12).] havia recebido a mais elevada cultura grega. 8). Como a orla da veste de Cristo havia comunicado poder cura­ dor àquela que buscou alívio pelo toque da fé. pois o Espírito Santo estava com eles. [. de Sua ressurreição e ascensão e da obra de Seu Espírito. 06/03/1900). que foram para Corinto e ali estabeleceram um negócio como fabricantes de tendas (RH. mandaram chamar Apoio. mas. o poder de Deus foi exibido através dele de maneira notável. 2. Eles apresentavam queixas de que os cristãos de origem judaica eram desordeiros e perigosos para o bem público. Como Moisés e Arão na corte do faraó. Isso fez com que os cristãos fossem banidos de Roma. as vestes se tornaram o meio de cura para todos os que creram: “as enfermi­ dades fugiam das suas vítimas. A oposição não silenciou o evange­ lho (At 8:4. Essa igreja era forte e zelosa. Os habitantes incrédulos eram cons­ tantemente agitados porque a inveja e a ira dos judeus contra os cristãos não conhe­ ciam limites.

começou-se a calcular o valor do sacrifício. exclamou: “De Mim saiu poder” (Lc 8:46). Em sua estimativa. 14. davam tes­ temunho de que ele não devia seu sustento a ninguém. 2Pe 2:1). quando o teste verdadeiro for salien­ tado. As invenções da mente humana criarão testes que não são testes absolutamente.ATOS esses milagres não encorajavam a supersti­ ção cega. e seria melhor que todas essas especulações e teorias fossem 1 183 . a sólida verdade da Palavra de Deus. dizemos a todos que Paulo era um cavalheiro cristão do tipo mais elevado..] Nunca. O chamá-las. Os homens se introduziram com sua massa heterogênea de heresias que eles apresentam como oráculos ao povo.] (Sketches From the Life of Paul. Estranhas teorias instáveis (2Tm 4:3. 30. [. Segundo a luz que me 20:30 foi dada pelo Senhor. Suas mãos [de Paulo] gastas pelo trabalho. coisa de grande consequência. porém. 4.. ITs 2:9. mas mediante claro discerni­ mento espiritual. 15). e sem con­ sideração avançam nessas instáveis teorias que foram entretecidas como uma teoria pre­ ciosa. e não são sábios na experiência para discernir o caráter das ideias que os homens arquite­ tem como sendo alguma coisa. 31/01/1901). as Escrituras decla­ ram que o Senhor fazia milagres pelas mãos de Paulo e que o nome do Senhor Jesus era engrandecido. não da ver­ dade. grandiosa ver­ dade probante para estes dias. 33. e que trabalhar com as próprias mãos em qualquer serviço honroso não deve tor­ nar ninguém rude. mais lógicos. Valor dos livros sacrificados. Não achamos que seja obrigatório a todos os ministros que façam.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Quando Jesus sentiu o toque da mulher sofredora. e ligálas aos oráculos de Deus.. do que nestes últimos dias. Este foi estimado em cinquenta mil denários [. White sobre 2Tm 4:13. não as torna ver­ dade. Ele era um ministro completo. para que. pondo a verdade sagrada no mesmo nível de coisas comuns. Um ministro completo (At 18:1-3. CAPÍTULO 20 17-35. Assim. o que Paulo fez. 135). 19. nunca houve um tempo em que a verdade sofresse mais por ser desvirtuada. ao serem apre­ sentadas por ele perante o povo. elas não dimi­ nuíam em nada a força de seus compassivos apelos. amesquinhada e desmerecida mediante as perversas disputas dos homens. O povo é seduzido por coisas novas e estranhas. Ver Ellen G. 2Ts 3:8). Oh! Como isso reprova a baixa norma de piedade nas igrejas! Os homens que querem apresentar alguma coisa original fazem surgir como por encanto coisas novas e estranhas. Contudo. em todos os aspectos. Podemos esperar que tudo será introduzido e misturado com a sã doutrina. não o nome de Paulo (Sketches From the Life of Paul. seja considerado em termo de igual­ dade com aqueles de feitura humana que não têm sido de nenhum valor. Temos a verdade. Seu exemplo mostra que o trabalho manual não diminui necessariamente a influência de nin­ guém. e apresentam-na como questão de vida ou morte (ME2. pode­ mos distinguir o sagrado do profano que está sendo introduzido para confundir a fé e o são juízo.. e desmerecer a grande. inteligentes e eloquen­ tes do que os de qualquer outro homem que já desempenhara uma parte no ministério cristão. eles já estão atuando e falando coisas que Deus nunca revelou. pela unção celeste. áspero e descortês (The Youth s Instructor. Em Atos 20:17 a 35 vemos delineado o caráter de um ministro cristão que desem­ penhou fielmente seu dever. 137). erguer-se-ão homens falando coisas pervertidas. Depois de os livros terem sido consumidos. Sim. WHITE . 14. Os assuntos se têm constituído e continuarão a constituir-se de presunçosos enganos de homens.

12). White sobre ICo 2:1-5. 25-28. a segura palavra profética. Paulo era um rabi e um estadista. de um perseguidor de todos os que criam em Cristo. Havia sido ensinado por Gamaliel. 1898). Ele havia sido educado pelos mais cultos mestres da época. Os antecedentes de Paulo (At 22:3. mas é dessa forma pois aqueles que o professam não têm de enfrentar perseguição por amor à verdade. Seu pai [de Paulo] era um homem de reputação. traindo sagrados legados. Grande parte do assim chamado cristianismo transmite uma fidelidade benigna. Os conselheiros de Paulo não eram infalíveis (G1 2:11. eles se levan­ tarão para defender a fé. White sobre At 9:1. Paulo resistiu a Pedro face a face porque ele estava agindo de maneira dúplice (Sketches From the Life of Paul. não suportarão a prova (RH. seu benefício. pois a Tua lei está sendo violada. Ver Ellen G. 33. uma grande proporção daqueles que supostamente são genuínos cristãos dará ouvidos a espíritos enganadores e se tornarão infiéis. era membro do Sinédrio (Ms 95.Sua Santa Palavra — serão fortalecidos. algumas vezes cometiam erros quando não estavam sob Sua influência direta. mais do que o ouro refi­ nado” (SI 119:126. ainda assim. para um crente nEle. Os traidores da verdade se tor­ nam os piores perseguidores desta (SI 119:126. 4. cidadão romano. White sobre At 18:1-3. Aqueles que têm subsistido da carne e do sangue do Filho de Deus . arraigados e fundamentados na fé. para intervires. dirão: “Já é tempo. 1899). lTm 4:1). 214). 08/06/1897). 127. se levantarão homens falando coi­ sas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20:30). Enquanto outros os consideram como escória. seu pra­ zer. Outros obtive­ ram esta liberdade por meio de uma grande soma de dinheiro. 25-28). e muitos darão ouvi­ dos a espíritos enganadores. Ver Ellen G. Eles se demonstrarão nossos piores perseguidores.20:33 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA !► sufocadas na origem. White sobre At 21:39. Cabe lem­ brar que. 5-16. pois Paulo declara que era livre por nascimento. 39. CAPÍTULO 22 3. Seus conselheiros não eram infalí­ veis. Ver Ellen G. Amo os Teus mandamentos mais do que o ouro. Esta con­ cessão não estava em harmonia com seus ensinos nem com a firme integridade de seu caráter. Ele podia falar inteligentemente 1184 . em vez de nutridas e colocadas em evidência. 4. Com Davi. mas Paulo nascera livre. Embora alguns desses homens escre­ vessem sob a inspiração do Espírito de Deus. em certa ocasião. 2. Era um cilício. Quando chegar o tempo em que a lei de Deus for invalidada e a igreja for peneirada pelas provas ardentes que provarão a todos os que vivem sobre a Terra. 3. Que importância essa conver­ são teve para sua vida futura! Que encoraja­ mento ela foi enquanto ele trabalhava ao lado d Aquele que uma vez ridicularizara e despre­ zara! Nunca pôde se esquecer da certeza que lhe fora transmitida na primeira parte de seu ministério. “Dentre vós mesmos. O apóstolo nunca conseguiu se esque­ cer de sua conversão. Senhor. Ver Ellen G. Paulo nunca se esqueceu de sua conversão extraordinária (At 26:916). Verão crescen­ tes evidências da razão pela qual devem prezar a Palavra de Deus e obedecê-la. mas. Devemos ouvir a voz de Deus em Sua Palavra revelada. 34. 127). Todos os que procurarem sua conveniência. CAPÍTULO 21 20-26. Os que desejam se engran­ decer e procuram fazer alguma coisa espe­ tacular deveriam voltar à sobriedade (Carta 136a.

pois com­ preendia que “tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23. Através das artes enga­ nosas de Simão Mago. 20-23. 1900). WHITE . Félix é removido. livrar-se de uma responsabilidade embaraçosa (Sketches From the Life of Paul.] Um exemplo da licenciosidade desen­ freada que maculava seu caráter é visto em sua união com Drusila.. sempre buscava ordens de seu Capitão. que havia feito um grande sacrifício para obterlhe a mão. e finalmente havia sido decapitado por ter recebido suborno dos samaritanos. Ms 114. Paulo pronun­ ciou uma condenação profética semelhante à que Cristo havia proferido ao censurar a hipocrisia dos judeus. que tinha melhor conhecimento da religião do que os judeus supunham. [. um conhecimento pessoal dEle.] Pouco tempo antes. ele apresentava de maneira vívida a ministração dos anjos celestiais em sua conversão (Ms 29. Havia de fato pouca chance de induzi-la a renunciar a seus mais fortes pre­ conceitos e a trazer sobre si o repúdio de sua nação para entrar numa ligação adúltera com um devasso cruel e avançado em anos. Félix era vil e desprezível.. CAPÍTULO 24 2. 239). surgiu uma terrível contenda entre a popu­ lação de Cesareia.ATOS porque tinha uma experiência com o Senhor Jesus Cristo. Sob a influência do Espírito Santo. pois culti­ vava o senso da presença de Cristo em todas as suas obras. Tinha havido frequentes disputas. após ter-se convertido. seus palácios e seu anfiteatro 1185 . além do mais. O juízo pronunciado pelo apóstolo se cumpriu terrivelmente quando o iníquo e hipócrita sumo sacerdote foi morto por assassinos na guerra judaica (Sketches From the Life of Paul. Félix havia induzido essa princesa a abando­ nar o marido e se tornar sua esposa. Lísias alegremente aproveitou esta oportunidade de se livrar de Paulo. Próximo ao final desse período. Drusila era jovem e bela e. Lísias temia por sua própria segurança. Se Paulo fosse assassinado. um cavaleiro romano !► que ocupava posto muito mais elevado que o próprio Lísias. um feiticeiro cipriota.. e Félix alcançou seu propó­ sito (Sketches From the Life of Paul. 227). havia sido violentamente apanhado e arrastado pelos judeus enfu­ recidos ao redor dos muros de Jerusalém. O próprio Félix havia resi­ dido por tanto tempo em Cesareia. Sob a sus­ peita de crimes semelhantes. Estava devotadamente ligada ao marido. havia razão suficiente para 24:27 despedi-lo às ocultas e. Uma condenação inspirada. 222). o capi­ tão principal poderia ser acusado de ter rece­ bido suborno e de ter sido conivente com sua morte. 22.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. e não foi enga­ nado pelas alegações deles (Sketches From the Life of Paul. que nessa época já havia se consumado. 235. Recebia forças pela oração e. Todo o esplendor de Cesareia. Nenhuma quan­ tidade de obstáculos que se amontoassem diante dele podiam fazer com que conside­ rasse a obra uma impossibilidade. Tértulo se rebaixou a ponto de contar uma mentira deslavada. 236). Em todos os lugares aonde o apóstolo Paulo foi chamado a ir. como um fiel soldado de Cristo. assim. Então. seus templos. CAPÍTULO 23 3. 27. Tinha uma fé viva e permanente. Félix não foi enganado com res­ peito a Paulo. mas as artimanhas satânicas do mágico e do engana­ dor tiveram êxito. [. com respeito a seus respectivos direitos e privilé­ gios na cidade. que haviam se tornado um con­ flito permanente entre judeus e gregos. Contenda em Cesareia.. O caráter de Félix era vil e desprezível. 3. 1897). onde a religião cristã era conhecida há muitos anos. outros altos ofi­ ciais haviam sido aprisionados e caído em desgraça. uma judia.

esteve naquela mesma cidade.«| gando? Ele pensou em seu bisavô Herodes e no massacre das crianças inocentes de Belém? Em seu tio-avô Antipas e no assas­ sinato de João Batista? Em seu próprio pai. White sobre At 9:1. se encon­ travam na praia da ilha de Malta naquela tempestuosa manhã de novembro. e afirmavam que a cidade era deles. Os habi­ tantes judeus eram numerosos e ricos. e ele foi chamado a comparecer a Roma para responder às acusações deles. Próximo ao fim dos dois anos. 26-28. Félix. e de seus esforços infrutíferos contra Aquele sobre quem Paulo estava pre. Portanto. um monarca mais poderoso que ele. mas ainda esperava apaziguá-los. mas sua vai­ dade foi adulada pela brilhante cena que estava diante dele. veio com suas tropas e ordenou aos judeus que se dispersassem. com igual persistência. pereceu algum tempo depois. e muitos judeus morre­ ram.26:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA se deviam à ambição do primeiro Herodes. 245. que tomou o partido da facção gentílica. 255. Como se não bastasse. decidiu gratificar-lhes a malícia deixando-o como prisioneiro. cuja ani­ mosidade contra os judeus havia aumentado com o passar dos anos. embora tivesse sincero respeito por Paulo. defendiam seu direito à precedência. coparticipante da culpa. CAPÍTULO 28 1. 2. Quais foram os pensamen­ tos de Agripa? Ao ouvir essas palavras. entre marinheiros. Ver Ellen G. porque seu rei havia feito tanto por ela. eles executaram a ordem da maneira mais cruel. Quando foi feita a chamada. foi removido do cargo e teve confiscada a maior parte de sua riqueza mal adquirida. rápida e terrível. 11. a vin­ gança. na erup­ ção do Vesúvio. Os gre­ gos. sol­ dados. deu a seus soldados a liberdade de roubar as casas dos ricos. tra­ jado de vestes brilhantes. não faltava ninguém. White sobre At 9:1-4. CAPÍTULO 26 9. caíra sobre o vaidoso rei? Um pouco de tudo isso cruzou rapida­ mente a memória de Agripa. Felizes com a oportunidade de descarregar seu ódio con­ tra os judeus. Ver Ellen G. Quase trezentas pessoas. Um culto de louvor numa manhã tempestuosa. embora ele tenha escapado do exílio ou da morte. havia sido construído por ele à custa de um imenso dispêndio em dinheiro e trabalho. passageiros e prisioneiros. e ele ordenou a seus soldados que os atacassem. E seus dias terminaram em desgraça e obscuridade (Sketches From the Life of Paul. Mas todos os seus esforços foram em vão. e no martírio do apóstolo Tiago? Viu ele nos desastres que rapidamente suce­ deram a esses reis uma evidência do despra­ zer de Deus em consequência dos crimes que cometeram contra Seus servos? Será que o luxo e a exibição daquele dia fizeram com que Agripa se lembrasse da ocasião em que seu próprio pai. e o orgulho e a vaidade baniram todos os pensamentos mais nobres (Sketches From the Life of Paul. Os judeus fizeram uma queixa formal contra Félix. Agripa I. Félix bem sabia que seus atos de extorsão e opressão haviam-lhes dado abundantes razões para se queixar. Agripa recordou-se da história passada de sua família. 256). mesmo antes de terem cessado as aclamações de admiração. enquanto o povo gritava que ele era um deus? Havia ele se esquecido de como. 2. Félix. Drusila. Esses ousados atos de injustiça e cruel­ dade não podiam passar despercebidos. ao qual Cesareia devia toda a sua prosperidade e importância. O partido vitorioso não obede­ ceu imediatamente à ordem. E houve 1186 . 9-16. essas dis­ sensões levaram a um feroz combate no mer­ cado que resultou na derrota dos gregos. juntamente com o único filho deles. Ver Ellen G. 246). White sobre At 22:5-16. Até mesmo o porto.

A natureza atua como um nação formal marcara o início de uma nova e pregador silencioso (At 14:17). As nuvens. que ele mais tarde datou o a vontade do Criador. batizando-os em natural. por­ como a todo discípulo de Cristo. por fim. 8. os desenvolve em sua estação própria. pri. a tempestade — todos estão sob a supervi­ 11/05/1911). 1903). início de seu apostolado na igreja cristã (RH. Paulo aceitou 20-25. Não se opõem à ordem de Suas providências. Ao aceitar a Cristo. 20). Tudo exprime e executa gelho de Deus”. os aguaceiros. fazei discí­ obras. a chuva. e o Senhor cheio na espiga. que lhes havia preservado a vida e os trouxera em 1:20 segurança à terra. Apesar diência Àquele que os utiliza. White sobre At 18:2).◄ da oposição. Ver Ellen G. 28:19. esses pregadores silenciosos lhes ensinarão suas lições (Ex [MM 1992]. ensinando-os a guardar todas as coisas que das nem a metade do que deveriam ser. e o Senhor devedor tanto a judeus quanto a gregos? A ele. e do Filho. a alma (RH. 14. A justiça de Cristo é revelada de fé em fé. o grão Cristo havia uma igreja viva e fervorosa em Roma. 7. O mundo importante época na obra de sua vida. 20). o orvalho. em meio aos perigos das profundezas do mar (Sketches From the Life of Paul. havia sido que eles não resistem a Sua atuação. Uma igreja forte em Roma (ver são de Deus. O pecado lhe obscureceu 1187 . As leis antes de partir em sua primeira viagem mis­ que governam toda a natureza são obedeci­ sionária. pouco material está sob o controle de Deus. WHITE . pelos que ocupavam der é sobre sua própria ineficiência ao con­ altas posições e pelos que estavam nas posi­ ções mais humildes (Carta 262. ICo sava sobre si a obrigação de trabalhar por 1:21. 06/03/1900).ROMANOS alguns que se uniram a Paulo e a seus irmãos para dar graças a Deus. O Senhor usa esses Seus servos obedientes para fazer Sua vontade. Em que sentido Paulo era o futuro pêssego. Paulo fora “separado para o evan­ das pela natureza. O início do apostolado de Paulo. e prestam incondicional obe­ Ellen G. que contém (Mt 28:19. a luz solar. White sobre Rm 12:1. Cl 2:9. e do Espírito Santo. 270). Hb 1:3). A revelação da natureza é essa comissão. portanto. o livro da natureza. pera ou maçã. 21. Ele compreendeu que repou­ imperfeita (SI 19:1-3. cultos e incultos. de sua fé atual para uma compreensão crescente da fé que atua pelo amor e purifica 1. Paulo considerava que a ocasião de sua orde­ 20. Suas dada a comissão: “Ide.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. segundo podem ser vistas no mundo pulos de todas as nações. não são compreendidas e aprecia­ nome do Pai. Uma compreensão crescente da certo de seus esforços para ler corretamente fé. Essa igreja era forte e zelosa. depois a espiga e. 18/09/1908). quando. atuava em favor dela (RH. o vento. A pequenina haste de relva irrompe através da terra. Um devedor por aceitar a Cristo O fruto primeiro é visto no botão. A lição mais difícil e todas as classes de pessoas: por judeus e gen­ humilhante que o ser humano tem de apren­ tios. 20. At 17:22-29. fiar na sabedoria humana e sobre o fracasso 17. 2. 66). vinte anos após a crucifixão de meiro a erva. Se vos tenho ordenado. E eis que estou convosco os seres humanos tão somente forem ouvin­ todos os dias até à consumação do século” (Mt tes atentos. ROMANOS CAPÍTULO 1 1067 isto é. Foi a partir dessa solene cerimônia.

“NEle habita. o Pai. existe um Cristo pessoal. pois a natureza mesma é imperfeita. poder algum senão o que Deus lhe supre. Ele é a expressa imagem da pessoa do Pai (Hb 1:3). que erguiam seus altares para o culto da natureza. ela simplesmente dá teste­ munho do poder de Deus. e então. na natureza. diz ele. A Divindade é o autor da natureza. por Suas obras cria­ das. estes só obte­ rão um conhecimento imperfeito dEle. Em sua sabedoria humana. Representou um Deus pes­ soal. a quem a Palavra declara ser "a expressa imagem da Sua Pessoa” (Hh 1:3. Em Cristo habita toda a plenitude. Em sua imper­ feição não pode representar a Deus.◄ lar novas verdades. Em pé no Areópago. e virá de novo tal qual subiu ao Céu como Salvador pessoal. Como Sua ohra criada. a quem Ele enviou. terão de se tornar loucos em sua pró­ pria opinião. a constante operação de Deus na natureza. Existe um Deus pessoal. “torna­ ram-se loucos. e de si mesmo não pode ele inter­ pretar a natureza sem colocá-la acima de Deus. em sua loucura. tornará os homens em idóla­ tras. em contraste com o idó­ latra culto deles. por causa da sublimi­ dade do conhecimento de Cristo Jesus nosso Senhor. cor­ poralmente. bem como de aves.2:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA colocar o ser inteiro em conformidade com Sua vontade. em si. Como Salvador pessoal. nem jamais o foi. Leiamos como o apóstolo inspirado entendia a questão: "Inculcando-se por sábios”. A voz da natureza testifica de Deus. se tornarão loucos. E o único pro­ cesso pelo qual a infinita pureza reflete a ima­ gem de Cristo em Seus súditos redimidos... A ciên­ cia que não está em harmonia com Ele não tem valor. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível. 292-295). mas a natureza não é Deus. Paulo apresentou ao povo de Atenas a majes­ tade do Deus vivo. exaltam a natu­ reza e suas leis acima do Deus da natureza. Ele nos ensina a considerar todas as coisas como perda. qua­ drúpedes e répteis. Mas Cristo veio ao mundo como um Salvador pessoal. a obra do Espírito Santo não é reve. adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (Rm 1:22-25). antes de serem sábios. A natureza não é Deus. o Filho. Seus homens sábios reúnem um imperfeito conhecimento de Deus. Este conhecimento é a ciência mais elevada que qualquer homem pode obter (RP [MM 1999]. o mundo não pode conhecer a Deus. mas apresentar à mente e 1 188 1068 a visão. Não pode perceber Deus nela. [. CAPÍTULO 2 4. Os que possuem verdadeiro conheci­ mento de Deus não se tornarão tão fascina­ dos com as leis da matéria ou as operações da natureza que passem por alto. ou Jesus Cristo. Encontra-se na mesma posição em que se achavam os atenienses. longe de [. toda a plenitude da Divindade” (Cl 2:9.. 70). não pode revelar o caráter de Deus em Sua perfeição moral. Os que pensam poder obter um conhe­ cimento de Deus à margem de Seu Representante. ARC). O Espírito apresenta verdades do Antigo e do Novo Testamento (Jo 14:26).. ou se recu­ sem a reconhecer. ME1. [.. e esse conhecimento. O arrepen­ dimento pelo pecado é a primícia da atuação do Espírito Santo na vida. O arrependimento é a primícia da atuação do Espírito (At 5:31). Ao levar os seres humanos ao arrependi­ mento. E impos­ sível alcançar um perfeito conhecimento de Deus somente a partir da natureza.] . Inculcando-se por sábios..] Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira.] Os antigos filósofos se jactavam de seus conhecimentos superiores. O mundo natural não tem. subiu ao alto. Os que não possuem um conhecimento de Deus mediante a aceitação da revelação que de Si mesmo deu em Cristo.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. toda desculpa mentirosa! A apostasia humana aparecerá em seu hediondo caráter. for apresentada e sua verdadeira importân­ cia for vista por toda mente que foi cegada e corrompida pelo pecado. A porta estará fechada. 6. O mistério da encarnação e da crucifixão será claramente discernido. 2Co 5:10. qualquer que possa ter sido sua suposta sabedoria. E compreenderão então o que perderam: a vida eterna e a herança imortal (RH. Jd 15. mas tivessem a vida eterna. Os grandes homens da Terra compreen­ derão naquele momento que entregaram a mente e o coração a filosofias insidiosas que agradavam o coração carnal. Indescritível a confusão dos ímpios (Mt 7:23. Ap 1:7. o Príncipe da Paz.” Quaisquer que possam ter sido seus talentos. 1900). Entenderão então que escolheram Barrabás em vez de Cristo. Voltaram as costas à Fonte de toda a sabedoria e adoraram o intelecto. Suas opiniões orgulhosas. Foi-lhes esten­ dida esperança. Toda boca se calará quando a cruz. 5. e julgaram que suas faculdades de discriminação fossem suficientes para poder discernir a verdade por si mesmos. Os ímpios sentirão a agonia da cruz. com sua misteriosa Vítima curvada sob o infinito fardo da transgressão humana. White sobre At 15:1. Ap 20:12. escolheu se colocar sob a bandeira do grande rebelde. e eles negaram a divindade de Jesus Cristo e zom­ baram da ideia de que Ele existia antes de assumir a natureza humana. 8. no grande dia de Deus. 07/03/1895). ao fazê-lo. declararam ter capacidade própria para entender os mistérios divinos. pois será apre­ sentado ante os olhos do entendimento (ver Ef 1:18. WHITE . como ocorreu com a porta da arca nos dias de Noé. Os pecadores se acharão condenados diante da cruz. des­ truiu-se a si mesmo. Eles sentirão a agonia que Cristo suportou na cruz para adquirir a redenção para todos os que quiserem recebê-la. aquele que rejei­ tou a verdade não terá então a capacidade de 3:19 se voltar para Deus. foram exaltadas. com sua Vítima agonizante. e toda pessoa condenada lerá qual foi a natureza de sua rejeição da ver­ dade. Mas. Quando os pecadores são 1 189 . Quão rapidamente será varrido todo subterfúgio. Caíram como presa fácil das sutilezas de Satanás. tenham esses atos sido bons ou maus à luz da lei de Deus. Rm 14:11. White sobre G1 6:7. sua razão humana. toda pessoa que já viveu na Terra receberá a sentença de acordo com seus atos. Ainda será feito com que aqueles que rejei­ tam a misericórdia tão livremente oferecida conheçam o valor do que desprezaram. 42. 24-29. pois ele lhes apresentou filosofias humanas errôneas e ilusórias. No grande Dia do Juízo.ROMANOS declarar à consciência as preciosas lições que Cristo deu no Antigo e no Novo Testamento (Ms 32. Lerão o anúncio: "Você. Todos entenderão que se desviaram da verdade ao receber as interpretações dis­ torcidas e as mentiras sedutoras de Satanás em vez de "toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). O mundo todo está condenado diante do grande padrão moral de justiça. 27:40. graça e todos os estímu­ los por Aquele que os amou e deu Sua vida por eles. Satanás. Os farrapos da razão humana (Mt 27:21. CAPÍTULO 3 19. Ver Ellen G. 04/09/1883). Os convites da misericórdia foram ridicularizados. Os seres humanos verão qual foi sua escolha. que são atrativas para a mente humana. A mensagem e os mensageiros de Deus foram criticados e descartados como sendo inferio­ res a suas altivas ideias humanas. Ver Ellen G. e. ó homem. porém eles rejeitaram o amor de Deus. ARC). se verificará que os farrapos da razão humana são apenas cordas de areia (ST. para que todos os que nEle cres­ sem não viessem a perecer. 13). 6:15-17). Jd 15.

não suponham por um só momento que ela pode limpá-los. e cre­ remos nEle”. e eles veem aquilo que antes não queriam ver. Perdão e justificação são uma só e a mesma coisa. Toda pessoa crente deve subme­ ter sua vontade inteiramente à vontade de Deus e. mas 1190 . Eles dirão às rochas e às montanhas que caiam sobre si e os escondam da face dAquele que Se assenta no trono e da ira do Cordeiro. Ao olharem para o grande espelho moral de Deus. arrependido e contrito. A penalidade tem de ser executada. a Si mesmo não pode salvar-Se” (Mt 27:42). paciên­ cia e longanimidade. crucificado entre dois ladrões. 19-28. O trono de Deus não deve carregar uma só mancha de crime. O Senhor não salva pecadores abolindo Sua lei. que é Sua norma de caráter. discerne a expiação de Cristo em seu favor e aceita essa expiação como sua única esperança nesta vida e na vida futura. exercer fé nos méritos expiatórios do Redentor e avan­ çar de força em força. se o homem se demonstrasse desleal a Deus. veem-na exaltada no mesmo nível que o trono de Deus. o crente passa da posição de rebelde. 24). os que praticais a iniquidade” (Mt 7:23). Não devotem seu precioso tempo de graça a cos­ turar folhas de figueira para cobrir a nudez resultante do pecado. 18/06/1901). o Pai e o Filho firmaram uma aliança de que. Sua santa lei. Isso é justifica­ ção pela fé.3:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1069 compelidos a olhar para Aquele que vestiu Sua divindade com a humanidade. sua confusão é indes­ critível. de como. Cada ato de insulto e zombaria feito a Cristo lhes estará tão fresco na memó­ ria como quando esses atos satânicos foram cometidos. Quando o pecador penitente. A “ira do Cordeiro” . Não há propriedades salvíficas na lei (G1 2:16. de como coroaram o Salvador com espinhos e fizeram com que Ele fosse açoitado e crucificado. para a posição de súdito leal de Cristo Jesus. e Cristo. Nos concílios do Céu. em lugar dEle. e que ainda usa essa veste. A lei que desprezaram. foi conduzido como cordeiro ao matadouro para salvar os peca­ dores do destino que finalmente lhes toca porque não quiseram permitir que Ele lhes tirasse a culpa (RH. tomaria o lugar do trans­ gressor e sofreria a penalidade da justiça que deveria cair sobre ele (Ms 145. antes de o mundo ser criado. de filho do pecado e de Satanás. Desejo conclamar a todos os que desejam ganhar o Céu. na agonia de Sua morte na cruz. Então aqueles que traspassaram a Cristo se lembrarão de como menosprezaram Seu amor e abusaram de Sua compaixão. tendo Se entregado como oferta sacrifical. que ouçam a advertência.Aquele que sempre Se mostrou cheio de ternura. Pela fé. Compreendem o que poderiam ter sido se tivessem recebido a Cristo e aproveitado as oportunidades que lhes foram concedidas. um ladrão e assassino. Veem o ► próprio Deus reverenciando Sua lei. que era um com o Pai. uma só mácula de pecado. 17. Cada entonação de apelo soará tão distintamente em seus ouvidos como quando o Salvador lhes falou. a Barrabás. Cristo. e de glória em glória. de como escolheram. Que cena será essa! Nenhuma pena pode descrevê-la! A culpa acumulada do mundo será desnudada. 1897). tão misericordioso que morreu na cruz do Calvário. Parecerão ouvir novamente Sua voz de súplica. Não que Deus seja cruel e sem misericór­ dia. e a voz do Juiz será ouvida dizendo aos ímpios: 'Apartai-vos de Mim. 3:10-13. seus pecados são perdoados. não por causa de alguma bondade inerente. As escamas lhes caem dos olhos. A puni­ ção foi suportada pelo Substituto do pecador. Não há propriedades salvíficas na lei. Ela não pode perdoar o transgressor. contrito diante de Deus. dizendo: "Desça da cruz. o fundamento de Seu governo no Céu e na Terra. “Isto é justificação pela fé” (Rm 5:1). “Salvou os outros. que. escarne­ ceram dEle. para abolir uma lei tão arbitrária que precisava ser extinta.

E este um engano fatal. Tudo que o homem pode fazer no sen­ tido de sua salvação. sem qualquer mérito ou direito de sua parte. Eu o absolvo da condenação da morte. 2012]). Hb 7:25. porém. Cristo pode salvar perfeitamente. Este é o sinal para o mundo da veracidade das doutrinas que pro­ fessamos.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. ele é 1 191 . Contemplar a expiação com coração humilde (GI 6:14. Esse testemunho é uma distinção inconfundível em relação à grande igreja apóstata. mas como o homem se colocou no pecado. Um testemunho vivo é projetado para o mundo numa ação cristã consistente. A justificação pela fé em Cristo se manifestará na trans­ formação de caráter. a liquidar a dívida de sua transgressão. 1896). White sobre ljo 3:4. porque tomei o seu lugar e sofri por seus pecados. Assim. A graça de Cristo jus­ tifica gratuitamente o pecador. Ef 2:8. Pela fé em Cristo. o ser humano. Sua única esperança. Deus sempre exigiu boas obras. Justificação é o contrário de condenação. A expiação feita por nós por Cristo é inteira e abundantemente satisfatória para com o Pai. O pecador pode errar. A infinita misericórdia de Deus é manifes► tada para os que são completamente indignos. constantemente oferece ao pecador uma expiação cabal (ME1. A evidência diária de que somos uma igreja viva é vista no fato de que esta­ mos praticando a Palavra. O Pai abundantemente satis­ feito (ver Ellen G. O pecador obtém o perdão de seus pecados. deveis cessar de acariciar vossas ideias comuns. imputando-nos Sua própria justiça. A misericórdia e a bondade são totalmente imerecidas. por adoção. 20-31. Isso declara para um mundo apostatado que há um povo que crê que nossa segurança está no apego à Bíblia. a cruz. Ele é mesmo Meu filho amado. 9. no mínimo que seja. O Senhor fala a Seu Pai celestial. Justificação é o perdão total do pecado. dando-lhe Minha apólice de seguro de vida. Um sinal para o mundo. Pecado algum pode ser come­ tido pelo homem. em fervorosos apelos. são filhos do maligno. que adota a sabedoria 3:24 e a autoridade humana em lugar da sabedo­ ria e da autoridade de Deus (Carta 83. Se o quiserdes entender. 343). para o qual não se tenha dado satisfação no Calvário. Ele perdoa as transgressões e os pecados por amor de Jesus. White sobre Rm 5:11). a vida eterna. afirmando ser filhos de Deus. dizendo: “Este é Meu filho. se encontra irrepreensí­ vel diante de Deus. Seu sacrifício satisfaz plenamente as reivindicações da justiça. Ver Ellen G. e ainda justificador daquele que crê (MG [MM 1974]. porque Cristo tomou sobre Si a nossa culpa e nos absolveu. WHITE . A prerrogativa do Pai é perdoar nossas transgressões e pecados. porque sempre vive para fazer intercessão por nós. 24-26. Este assunto é compreendido tão vaga­ mente que milhares de milhares. 83 [ed. Tt 3:5. porque esses pecados são carrega­ dos por seu Substituto e Garantia. Não assuma ninguém a atitude limitada e acanhada de que qualquer das obras humanas possa aju­ dar. o transgressor culpado é conduzido ao favor de Deus e à forte esperança da vida eterna (FO. Aqui a verdade é exposta em termos claros.” Assim. onde suas boas obras não tinham valor. Ap 22:17). por­ que confiam em suas próprias obras. mas ele não é rejei­ tado sem misericórdia. No momento em que o pecador aceita a Cristo pela fé. o qual Se tornou a propicia­ ção pelos nossos pecados. Justificação significa completo per­ dão (Rm 5:1). e de coração humilde contemplar a expiação. é arrependimento para com Deus e fé no Senhor Jesus Cristo. a lei as exige. unica­ mente a justiça de Cristo é válida. 136). Deus pode ser justo. perdoado e revestido das belas vestes da justiça de Cristo. é aceitar o convite: “Quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17). 20.ROMANOS 1070 porque Cristo o recebe como Seu filho.

Assim como o arco nas nuvens é formado pela união da luz ► solar e da chuva. E a mescla dos dois que nos leva a excla­ mar. ele sente satisfação em sua obediência. sem levar em conta o caráter. Paz com Deus é o resultado do que Cristo é para ele. Mescla de justiça e misericórdia (SI 18:35. As pessoas que se submetem a Deus. ver Ellen G. Os santos no Céu primeiro terão sido santos na Terra. elevação e beleza que as mais altas faculdades do ser humano não poderão alcan­ çar. justiça e redenção. A mudança da Terra para o Céu não alterará o caráter dos homens. Se fôssemos defeituosos no caráter. que O honram e que são praticantes da Sua Palavra receberão esclare­ cimento divino. a menos que sejam auxiliadas por Deus (CD [MM 1995]. [. unicamente pela fé em Seu sangue é que Jesus pode justificar o crente. O pecador não pode depender de suas próprias boas obras como meio de justifica­ ção. a felicidade dos remidos no Céu resulta do caráter formado nesta vida segundo a ima­ gem de Cristo. Se ele responder. Seriam quebradas a paz. 89:14. Ele pagou o preço da redenção do pecador. Deste modo. pois a justiça permanece junto à entrada. Nada há na fé que a torne nossa salva­ dora. lançando mão. 325). Se seguir a Jesus. Entretanto. Na preciosa Palavra de Deus há pureza. e o cetro da misericórdia é estendido 1 192 . Ele sim­ plesmente se apega pela fé à provisão gratuita e ampla feita pelo sangue de Cristo. A justiça de Cristo lhe é imputada. Deus não desprezará o coração compungido e contrito. A salvação que Cristo fez tanto sacrifício a fim de adquirir para o homem é a única coisa que tem valor. ele andará humilde­ mente na luz. Não é só a justiça que deve ser mantida. assim o arco-íris que cir­ cunda o trono representa o poder conjunto da misericórdia e justiça.3:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1071 perdoado. É a mistura de juízo e misericórdia que torna completa a salvação. Caso se extinguisse a justiça e fosse possível que a misericórdia divina abrisse as portas para toda a raça humana. a felicidade e a har­ monia do Céu. que é a causa de todas as misérias e ais do mundo. Se não houvesse justiça nem punição. Crê nas promessas de Deus.] mas é rompido o poder do pecado. regozijando-se nela e difun­ dindo-a aos outros.. Sabemos que o evan­ gelho é um sistema perfeito e completo que revela a imutabilidade da lei de Deus. Sendo justificado pela fé. a lei de Deus não é enfraquecida. A fé não pode remover nossa culpa. Ele ins­ pira no coração a esperança e o amor a Deus. os seres humanos poderiam ver somente a penalidade da lei. Ap 4:3. Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. não haveria estabilidade para o governo de Deus. e ele não mais deve duvidar da graça perdoadora de Deus. vindo em penitên­ cia e confissão. em toda a sua vida.. A justificação se dá atra­ vés dos méritos de Jesus Cristo. não poderíamos passar pelas portas que a mise­ ricórdia abriu para os obedientes. filha do Rei celeste. haveria pior condição de descontentamento e rebelião no Céu do que antes da expulsão de Satanás. White sobre Jo 3:16). Ele precisa chegar ao ponto de renunciar a todo o seu pecado e seguir a luz que brilhar em seu caminho em grau crescente. ao contemplarmos o Redentor do mundo e a lei de Yahweh: “A Tua clemência me engrandeceu” (SI 18:35). e exige santidade e pureza de todos os que desejam ver a Deus. pela fé. A misericórdia nos convida a entrar pelas por­ tas na cidade de Deus. 85:10. pois é o que salva do pecado. que através de Cristo se tornam para santificação. e a justiça se compraz em conceder a toda pessoa obediente amplos privilégios como membro da família real. pois isso eclipsaria a glória do arco-íris da promessa sobre o trono. A misericórdia estendida ao pecador está constantemente atraindo-o a Jesus. da esperança proposta diante dele no evangelho.

25. White sobre 2Co 3:7-18. Deus perguntará 3:31 . 1893). 28. A fé em Cristo que salva o coração não é o que muitos imaginam que seja. E o apóstolo João declara: “Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamen­ tos é mentiroso” (ljo 2:4. White sobre Gl 2:16. A obra do evangelho não é atenuar as reivindicações da santa lei de Deus. Ver Ellen G. melhor do que a gor­ dura de carneiros” (ISm 15:22). Deus exige de todos os Seus súditos obediência. eles trazem para as definições dos dois termos as suas próprias ideias e espe­ culações. Sua justiça é imputada apenas ao obediente.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Ele exige hoje. “apenas creiam em Cristo. mas elevar os homens até poderem guardar os seus preceitos. como se a salvação da alma dependesse de que todos tivessem exa­ tamente a mesma compreensão que você tem do assunto? Nem todos podem ter a mesma visão das coisas (CT [MM 2002]. 21/09/1886. crendo que temos paz com Deus por meio de Jesus Cristo. e o Filho morreu para engrandecê-la e fazê-la gloriosa (Ms 5. Cristo é nossa esperança e nosso refúgio. inteira obediência a todos os [Seus] mandamentos. ISm 15:22. 1885). Eles vão de mãos dadas (Ms 11. É-nos impossível exaltar a lei de Jeová. e serão salvos. Ver Ellen G. 42 [ed. Honramos tanto o Pai quanto o Filho quando falamos sobre a lei. Especulações sobre a jus­ tiça pela fé (ver Ellen G. Muitos cometem o erro de tentar definir minuciosamente os sutis pontos de distinção entre justificação e santificação. 149).ROMANOS àqueles que professam ser cristãos: Por que você afirma crer em Meu Filho e continua a transgredir Minha lei? Quem lhe reque­ reu que você pise em Minhas regras de jus­ tiça? “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar. 1889). 4. se pudéssemos ver a imensidão do plano da salvação como filhos obedientes a todos os requisitos de Deus. 1890). FO. transgredindo Sua justa e santa lei. 24-28. O Pai nos deu a lei. FV [MM 1959]. Deus requer nesta época exatamente o que Ele quis do santo par no Éden: perfeita obediência a Seus preceitos. lTs 4:3).” Embora a fé verdadeira confie intei­ ramente em Cristo para a salvação. O evange­ lho do Novo Testamento não é a norma do Antigo Testamento rebaixada para satisfazer o pecador e salvá-lo em seu pecado. 1193 1072 ao pecador arrependido (Mar [MM 1977]. Ef 2:14-16. Por que é que aqueles que afirmam compreender as Escrituras não conseguem ver que a exi­ gência de Deus sob a graça é exatamente a mesma que Ele fez no Éden: perfeita obedi­ ência a Sua lei? No juízo. < nosso sacrifício expiatório (RH. Oh. 2012]). O evangelho das boas-novas não devia ser interpretado como se permitisse à humani­ dade viver em contínua rebelião contra Deus. WHITE . 31. como sempre exigiu. creiam”. para que o Pai não encontre em nós nenhum pecado. A grande norma de justiça apresen­ tada no Antigo Testamento não é rebaixada no Novo. Carta lf. White sobre Rm 7:12. É tudo que vocês têm de fazer. Muitas vezes. White sobre Ef 2:8. a menos que nos apossemos da justiça de Jesus Cristo (Ms 5. e o atender. 9. Ap 2:6). Ver Ellen G. A norma de Deus não mudou (Rm 6:15. A fé é manifestada pelas obras. perfeita justiça como o único título ao Céu. 324. 88)! Fé manifestada por obras de obedi­ ência (ljo 2:4). White sobre Rm 4:3. Desassociar a lei do evangelho? O ini­ migo sempre se esforçou para desassociar a lei do evangelho. ver Ellen G. Por que tentar ser mais exato do que a Revelação no que diz respeito à vital questão da justificação pela fé? Por que tentar deci­ frar os mínimos pontos. ela con­ duzirá à perfeita conformidade com a lei de Deus. “Creiam. é o seu grito. Sua lei continua sendo a mesma em todos os séculos. 27. Ap 22:14. Mas aqueles que pisaram a santa lei não terão direito a reivindicar essa justiça. Aceitemo-la pela fé.

Quando Precisamos clamar fervorosa mente a Deus em o pecador crê que Cristo é seu Salvador pes­ fé. Tu Te revelaste ela. A lei requer justiça. tifica livremente. fé pode ele apresentar a Deus os méritos de 11. e assim minha fé é a cer­ 3-5. Hb 2:14-18. não o fim. 5:1. o salá­ A simplicidade e o poder da fé. com ou sem sentimentos. para fazer a Tua von­ “Abraão creu em Deus. Sagrada e creem em sua verdade. Assim. A fé pode apre­ Fé e sentimento são tão distintos como o leste sentar a perfeita obediência de Cristo em lugar e o oeste. A justiça de Cristo Cristo não é meramente um modo hábil é aceita em lugar do fracasso do ser humano. O apóstolo contrasta a 4:3-5. Ef 2:8). da transgressão e rebeldia do pecador. 1906). o remédio provido para o pecado. A lei de Jeová é a árvore. descan­ sando e crendo. Muitos professos cristãos. Mas. e o Senhor lança a obediência de Seu pecado (Rm 3:24-26). e isso lhe foi impu­ tade” (Carta 7. 1. ICo 15:22. e eu Te pertenço. “Eu Te louvo. Fp 2:5-8. 2012]). Pela virtude da cura (MCP2. o ouvido que ouve. A expiação de Filho a crédito do pecador. ao que não trabalha. de fazer com que nossos pecados sejam per­ e Deus recebe.4:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA White sobre G1 5:6). 12-19. E o meio. trata-a como se fosse justa. A única maneira pela qual aquele toque peculiar que traz para a alma a pode alcançar a justiça é mediante a fé. 1892). os pés que correm. A fé rio não é considerado como favor. 1073 1194 . « tado para justiça. A fé não é a base de nossa salvação. e transgressão e para a restauração da saúde ama-a tal qual ama Seu Filho. A fé não depende de sentimentos. Não falhaste comigo no como seu Substituto e Garantia. Um remédio divino para o Cristo. porém seus resultados. mas por­ Fé e sentimento são distintos (2Co 5:7). Se Cristo deu a vida para salvar os peca­ CAPÍTULO 4 dores. então. 79. Deus. E o meio ordenado por Deus para é imputada como justiça (FO. não o fim (Rm 3:19-28. é um remédio divino para a cura da pendida e crente. Força ao cooperarmos com Deus (Mt 4:1-11. 532). Não estendem a mão com de apresentá-la. de ter a infantil confiança que é essencial à e esta o pecador deve à lei. e é sua expiação e justiça. e depois de termos pedido. mas em nosso coração e em nosso cará­ CAPÍTULO 5 ter (Carta 406. A fé é o meio. mas é ele incapaz religião de Jesus. Assim é que a fé espiritual. o evangelho são as perfumosas flores e os frutos que ela pro­ duz (ME1.80 [ed. perdoa. A fé se apossa da justiça de Cristo teza das coisas que se esperam e a convicção (Rm 3:28. ó nhece que sua justificação vem porque Cristo. crê naquele que justifica o ímpio. A fé é a condição sob a qual Deus escolheu prometer perdão aos de fatos que se não veem. morreu por cumprimento de Tua Palavra. Hb 11:1. A pessoa arrependida reco­ precisamos crer sem duvidar. tude pela qual se mereça a salvação. 212). a sua fé que têm certo conhecimento da Palavra lhe é atribuída como justiça” (Rm 4:3-5). 104).os olhos que veem. que a justiça de Cristo não só esteja sobre nós. não que exista na fé qualquer vir­ do Senhor Jesus Cristo (LC [MM 1968]. que a fé pode recorrer aos méritos de Cristo. mas é a grande bênção . Nossa certeza e evidência está na infalíveis. deixam Justiça é obediência à lei. tenho paz com Deus por meio pecadores. ver Ellen G. e então viver nos­ soal.45. a mim. Ora. eu Te louvo. a mão que pega. por que não devo aceitar essa bênção? Minha fé a alcança. de acordo com as Suas promessas sas orações. ao que trabalha. e sim como é simples em sua operação e poderosa em dívida. G1 2:16. justifica a pessoa arre­ doados. 4:15). Deus lhe perdoa o pecado e o jus­ Palavra de Deus.

sepultado com Cristo no batismo e erguido da água para viver uma nova vida de lealdade a Deus. os homens nada receberam dele senão a culpa e a sentença de morte. ao mesmo tempo humana e divina. Coloca-o onde. Ele tem uma dupla natureza. 18. nós tam­ bém podemos obedecer. Fez disso uma condição 1 195 1074 e conservou Sua inocência. Assim. Deus Se compromete a trabalhar em favor dele no plano da multi­ plicação. Mediante a profissão de fé que se faz. 26/05/1904). Mas entra Cristo e passa pelo terreno em que Adão caiu. 146. Ms 57. Cl 3:1). Foi tentado em todas as coisas. “Graça e paz vos sejam multiplica­ das. torna-se ligado a Deus e a Cristo (Carta 68. 7:1. Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus. O capítulo inteiro é uma lição de importância profunda. Serviu a Seu Pai celestial com toda a força de Sua natureza humana. A obra é tra­ çada diante de todo aquele que confessou sua fé em Jesus Cristo pelo batismo e que se tor­ nou objeto do compromisso das três pessoas: o Pai. Cristo era um ser humano. A fidelidade a nossos votos batismais dá ao coração o preparo necessário para salvar os perdidos (RH. 1900).ROMANOS desobediência de Adão com a inteira e com­ pleta obediência de Cristo. O homem em posição vantajosa para com Deus. para adquirir as virtudes cristãs. é feito um compromisso mútuo.] No primeiro capítulo da segunda carta de Pedro nos é apresentada a obra progres­ siva da vida cristã. o Filho e o Espírito Santo (FV [MM 1959]. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. WHITE . Se o homem. O se­ gundo Adão era um agente moral livre. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo. E tanto Deus quanto homem. nosso todo-poderoso ajudador. 1899). um agente moral livre. ele se torna participante da natureza divina. na presença de todo o universo celestial. Quem pode medir a bondade e a misericórdia do amor redentor (Ms 76. em meio aos pe­ cadores. No nome do Pai. Contudo. nosso Senhor” (2Pe 1:2).. invisíveis. o eu morre para a vida de pecado. Pensem no que a obediência de Cristo significa para nós! Significa que. em Sua força. CAPÍTULO 6 1-4. Isso coloca o homem em posição vantajosa para 6:1 . 2Pe 1:2.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 475). Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Os três grandes poderes do Céu são testemu­ nhas. [. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. mas presentes. Cristo tornou o batismo a entrada para o Seu reino espiritual. Ele sabe o que é ter fome e sede. Cercado por influências intensamente sutis e engano­ sas. à nossa semelhança. Ele redime o lamentável fracasso e queda de Adão ao sair da prova imaculado. Em carne humana. consi­ derado responsável por Sua conduta. O batismo é um compromisso mútuo (Mt 28:19. Fidelidade a nossos votos batismais. suportando cada prova em favor do homem (OC. 5-7). Fomos comprados com um preço que é impossível calcular. No batismo somos dados ao Senhor como um ins­ trumento para ser usado. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne. resistiu a toda tentação para pecar com Deus. ao aceitar a Cristo como seu Salvador.. A identificação de Deus recebida por meio do batismo (2Co 6:17. As águas cobrem o candidato e. 1903)? Cristo. do Filho e do Espírito Santo a pes­ soa é imersa na tumba líquida. 29/09/1903). trabalhar no plano da adição. O batismo significa a mais solene renúncia ao mundo. Sempre foi sem pecado (SW. no pleno conhecimento de Deus e de Jesus. Com relação ao primeiro Adão. Ele estava em posição muito menos fa­ vorável do que o primeiro Adão para ter uma vida sem pecado.

filhos do Rei celeste (MG [MM 1974]. no próprio início de sua vida cristã declaram publica­ mente que aceitaram o convite: "Retirai-vos do meio deles. de que são súditos do reino de Cristo. recebem os que ver­ dadeiramente entram em relação de aliança com Deus. participantes da natureza divina. mas foram sepultados vivos. o Filho e o Espírito Santo assumiram o compromisso de cooperar com os instrumentos humanos santificados. devem subordinar todas as considerações mundanas a suas novas relações. E preciso haver cres­ cimento. espírito e alma à obra de estender o reino de Deus. toda vanta­ gem. e entregar coração. 61). 141). Todo o Céu está trabalhando para alcançar esse objetivo. ó amados. e Eu vos recebe­ rei. Acham que já sabem tudo o que vale a pena saber. “Portanto. Tantos.porta que mão alguma humana. Muitos sepultados vivos. aper­ feiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co 7:1). assentado à direita de Deus” (Cl 3:1). 18). para receber os candidatos que renunciaram ao mundo e receberam a Cristo no templo da alma. nenhum instrumento satânico. portanto. Essa é a razão pela qual há tantas perplexidades nas igrejas. Os que são batizados no tríplice nome do Pai. abre-se-nos uma porta de comunicação com o Céu . e vós sereis para Mim filhos e filhas. Batizaram-se. separai-vos. tendo aprendido um pouco na escola. Devem submeter a Deus tudo o que têm e são. Quando aceita­ mos a Cristo. acham que estão prontos para se formar. pode fechar (LC [MM 1968]. Muitos. 155. do Filho e do Espírito Santo. Os que assim fazem. 141. “Tendo. declarando-os Seus filhos e filhas. Declaram publicamente que não mais viverão em orgulho e condescendência própria. todo privilégio para que obtivéssemos uma rica experiência cristã. se fostes ressus­ citados juntamente com Cristo. nunca perdendo a consciência de que trazem o sinal divino de obediência ao sábado do quarto mandamento. tanto da carne como do espírito. diz o Senhor. O Pai. buscai as coisas lá do alto. Não devemos pensar que logo que nos batizamos estamos prontos para nos formar na escola de Cristo. 1900). O novo nas­ cimento é uma experiência rara nesta época do mundo. Estão presentes em cada batismo. UmaportadecomunicaçãocomoCéu. e em nome do Pai. Quando nos batizamos comprometemo-nos a romper todas as relações com Satanás e seus agentes. Os que recebem a ordenança do batismo tornam público por esse ato que renunciaram ao mundo e se tor­ naram membros da família real. serei vosso Pai. Os que receberam a marca de Deus pelo batismo acatem estas palavras. tantos que assumem o nome de Cristo não são santifi­ cados nem consagrados. do Filho e do Espírito Santo. o Filho e o Espírito Santo. e os seus nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro (MG [MM 1974]. empregando todos os seus dons para a glória do Seu nome (NAV [MM 1962]. pois. Cumpre-lhes usar para Ele todas as capacidades que lhes foram con­ fiadas. Ao sermos leais ao nosso voto.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA certa pela qual todos terão de se ajustar para ser reconhecidos sob a autoridade do Pai. eles não ressurgiram para a novi­ dade de vida em Cristo (Ms 148. onde Cristo vive. Esses candidatos entraram para a famí­ lia de Deus. O eu não morreu. tais promessas. Ms 271/2. Batismo não é formatura (2Co 6:17). do Filho e do Espírito Santo nos comprometemos a servir a 1196 . 1900). 1897). purifiquemo-nos de toda impu­ reza. Cristo admoesta aqueles que rece­ bem esta ordenança a se lembrarem de que se acham ligados por solene concerto a viver para o Salvador. Foi-nos dada toda oportunidade. diz o Senhor Todo-Poderoso” (2Co 6:17. lembrando-se de que sobre eles o Senhor colocou a Sua assi­ natura e identificação. poderes infinitos e oniscientes. Ms 271/2. O Pai. mas não aprende­ mos tudo de uma só vez. não toqueis em coisas impuras.

Falava de Jesus e de Seu incomparável amor e foi sendo cada vez mais transformado à Sua imagem. Não rebaixava a outros para se exaltar. 1197 . eu vivia” — ele não sen­ tia nenhuma condenação. porque. Inteireza para com Deus (lTs 3:13. sem a lei. condenado pela lei divina. ele se abstivera do pecado. Mas no Céu se ouviu uma voz. White sobre Rm 3:31. Uma voz ouvida no Céu. Cristo e o Espírito Santo. O após­ tolo Paulo. Então ele se viu como um pecador.ROMANOS 1075 Deus. White sobre Dt 26:18. Paulo diz que “quanto à lei” — no que dizia respeito aos atos exteriores — ele era “irrepreensível”. A julgar por um padrão humano. manso e humilde de coração. Parou de dese­ jar vingança. 2. A lei de Deus não morreu. 1911). A alma está ren­ dida a Deus. Ver Ellen G. reviveu o pecado. ele se inclinava em oração. 7-9. 15. quando a lei de Deus lhe foi apre­ sentada à consciência. 22/07/1890). 4:7. Mas o pecado. Não mais buscava alianças. está morto o pecado. A maravilhosa mudança de Paulo (Fp 3:5. 6. porque havia apren­ dido sua lição na escola de Cristo. sobrevindo o preceito. vindo a esquecer de como era a sua aparência. “mas. Se comprometem a nos dar todos os recursos. da desconsideração ou do desprezo alheio. Tornou-se gentil. posição ou honra. 4. 22. Ver Ellen G.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. cada mem­ bro de igreja era alguém importante para ele. dizendo: "Achei resgate” [ver Jó 33:24] (Carta 22. mas quando olhou para as profun­ dezas da lei de Deus e viu a si mesmo como Deus o via. Ele diz: “E Eu vos receberei” (2Co 6:17) (Ms 85. mas exerceu genuíno arrependimento para com Deus e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. apre­ senta uma importante verdade com respeito à obra a ser efetuada na conversão. sem a lei. 1901). quando ele olhou para o espelho sagrado. Foi 7:9 lavado. sobrevindo o preceito”. a fim de tornar feliz o cora­ ção de outros (Ms 33. 1900). Ele diz: “Não teria eu conhecido a cobiça. 19. pois considerava cada pessoa como uma aqui­ sição do sangue de Cristo (RH. ► 3-5. White sobre 2Co 3:7-18. Santidade é inteireza para com Deus. Outrora. Quando lhe sobrevinham prova­ ções por causa de seu trabalho abnegado em favor das pessoas. White sobre Mc 16:1. se a lei não dissera: Não cobiçarás. Quando somos leais a nossos votos. Não mais atrihuía a si mesmo bondade e mérito. Todas as igrejas lhe eram caras. Ele diz: “Outrora. e ele amava a Jesus com todo o ardor de sua natureza. sem lei. O pecado então apareceu em sua ver­ dadeira hediondez e desapareceu seu amor próprio. Dedicou toda a sua energia a ganhar pessoas para Cristo. e seu amor por elas crescia. 3. e não mais se melindrava diante da desaprovação. e passou a dar toda a glória a Deus. mas. de separar-nos e de não tocarmos “em coisas impuras”. se cumprirmos nossos votos batismais de reti­ rar-nos “do meio deles”. Hb 12:14). foi purificado. Tg 1:23-25). os três dignitários e poderes celestes. curvou-se com humildade e con­ fessou sua culpa (RP [MM 1999]. CAPÍTULO 7 7. então o Pai. tolerante. viu que era um pecador. mas quando foi discernido o caráter espiri­ tual da lei. Ver Ellen G. 9. Não mais ambicionava grandeza. A trans­ gressão colocou o mundo todo em perigo. tomando ocasião pelo mandamento. ao relatar sua experiência. e eu morri” (Rm 7:9). Ele não se retirou do espelho. O amor de Jesus enche o ser e está constantemente fluindo numa corrente lím­ pida e refrescante. Sua vida estava escondida com Cristo em Deus. sob a sentença de morte. e eu morri” (Rm 7:7-9). Ele se tornou humilde. “reviveu o pecado. Ver Ellen G. 289). eu vivia. despertou em mim toda sorte de concupiscência. Deixou de pensar de si mesmo além do que convi­ nha. WHITE . 23. A vontade e até mesmo os pen­ samentos são trazidos em sujeição à vontade de Cristo.

Ele enche o cora­ vida para eles no sacrifício curativo de Jesus ção de submissão. pecadores. Não apreciam esse espelho fiel. Os pecados que acari­ ciam e que o fiel espelho lhes aponta em seu 11. 10). e o pecador pode ser salvo através da propiciação de Cristo por nossos pecados: “no qual temos a redenção. Por meio do plano da salvação. pela fé em Cristo Jesus. que em vós habita” (Rm 8:11). que nos conforta em todas poder como detector do pecado estão numa as tribulações. (Ms 122. mas o transgressor (lTm O espírito de escravidão é gerado por se pro­ 1:9. Quando Ele nos dá a sorver condição tão desesperadora como o próprio um trago amargo. Portanto. Ele os cita: transgressores. que é a aliança da graça des. a remissão dos pecados” (Ef 1:7). em vez de fazer guerra contra sua mente carnal. entram em guerra contra o espelho fiel e verdadeiro. Tg 1:22-25. Quem está sob escravidão não A escravidão da religião legal (Gl 3:6-9). 15-21. também chega aos nossos Satanás. Seu Espírito. sobre 2Co 3:6-9). mentirosos e todos os que se apar­ gado a Abraão. por meio do qual ele teve tam da sã doutrina (lTm 1:9. Ninguém que creia em Jesus a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará Cristo está sob a escravidão da lei de Deus. rebel­ aliança abraâmica. O evangelho pre­ impuros. e não a lei. minha. fecharão as portas do Céu para eles. profanos. de alegria e paz ao crerCristo. ímpios. Deve a descoberta desses defeitos leválos a odiar o espelho ou a odiarem a si mes­ mos? Deveriam rejeitar o espelho que revela CAPÍTULO 8 esses defeitos? Não. Ela permanece o que sempre foi: santa. mas Tua vontade. homicidas. que lhes foi dado por Jeová exatamente para que não fiquem enganados. não é agradável ver sua própria deformidade moral. que é nossa expiação . em sua epístola pelo esforço de cumprir as reivindicações a Timóteo.com Deus. White curar viver de acordo com a religião legal. A lei não é mudada em qualquer particular para se adequar ao ser humano em sua condição caída. a lei conserva sua dignidade ao con­ denar o pecador.ou reconcilia­ ► mos. ver Ellen G. e nos habilita a dizer. 12. mas que lhes pos­ sam ser revelados seus defeitos de caráter. esse mesmo que ressuscitou 4:24-31. é o obediente. caráter. não de morte. justa e boa (RH. submissos: Não ção .7:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA A lei de Deus é o espelho para mostrar ao homem os defeitos de seu caráter. também o vosso corpo mortal. Lc 22:42. ver Ellen G. 297). 23/05/1899). Uma taça de bênçãos (Mt 26:39. para aqueles que têm prazer na injustiça. esperança. Todos os que compreendem a espiritua­ pessoa contristada! Cristo é nosso Guia lidade da lei. 10. Senhor. Espírito dAquele que ressuscitou a Jesus den­ Obediência não é escravidão (GI tre os mortos. se torna possível por meio da fé em Cristo 13. 40-52). para aqueles que obedecem aos seus precei­ Oh! quão preciosas são estas palavras a toda tos. 1901). 5:1). era o mesmo que é pregado a 1076 Observem que foi Paulo. White sobre ICo 9:24-27. Há esperança que estão sob a escravidão da lei: são os que para nós apenas ao nos colocarmos sob a violam a lei. White sobre a menos que os abandonem e se tornem per­ ICo 15:20. por­ que revela seus pecados. Mas. todos os que compreendem seu e Confortador. 43. descreve exatamente os homens da lei em nossa própria força. pelo Seu sangue. a menos que aceitem a expiação pro­ lábios uma taça de bênçãos. A lei conserva sua dignidade (Rm 3:25. I 198 . “Se habita em vós o feitos diante de Deus (RH. Ver Ellen G. 270). Ef 1:7). Paulo. quem morreu (SP4. 08/03/1870). por meio do pois Sua lei é uma lei de vida. seja feita! A obediência a todos os princípios da lei (ME2.

ao passar através dos corruptos canais da humanidade. derramado desde a fundação do mundo. WHITE .. que todos pudessem ver que quanto a obediência. Oh. Ver Ellen G. oferecendo Seu sangue derramado. Ver Ellen G. sobem dos crentes fiéis como incenso para o santuário celestial. mas o Espírito não pleiteia por nós como faz Cristo. o Espírito opera em nosso coração. Cristo. as orações. apresente e purifique tudo por Sua justiça. por meio dos méritos e do poder de Jesus.] filhos”. 18. ver Ellen G. 18. não será aceitável a Deus. 1900). não para súditos desleais.] Cristo e Seu povo são um (Carta 119. ficam tão maculados que. White sobre 2Co 4:17. porque constan­ temente são cometidos pecados. despertando a música do coração. Deus ama Seus filhos obedientes. A gratidão que flui de nossos lábios é resultado do toque do Espírito nas cordas « do ser. Ms 50. temos o privilégio de um relacionamento com Deus. Voltam então graciosas respostas. IJo 2:1.. mas. Hb 7:25). Ver Ellen G. 1897). Intercessão de Cristo e Seu Espírito (Ef 5:2. Não ascendem em imaculada pureza. jamais podem ser de valor perante Deus. E Ele ministro do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu. no qual não há mancha de corrup­ ção terrestre. e o Espírito Santo estão constantemente intercedendo em favor do homem. 29. 17. mas para Seus filhos que Ele testou e provou num mundo desfigurado e corrompido pelo pecado.2. Ap 8:3. pode. 22. White sobre At 1:11. 34. que está à direita de Deus. o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente acei­ tável. A menos que a imagem moral de Deus seja vista no ser humano. Como filhos obedientes. As prefigura­ ções simbólicas do tabernáculo judeu não mais possuem qualquer virtude. Não mais tem que ser feita a expiação simbólica diária e anual. o louvor. Jesus está oficiando na presença de Deus. ser restaurada. Cl 3:10). 8:1. 22/09/1892). Cristo Jesus é representado como estando continuamente junto ao altar. Embora a imagem moral de Deus tenha sido quase apagada pelo pecado de Adão. Então.. White sobre Gn 3:17. 323. nosso Mediador. White sobre Mt 3:13-17. Hb 7:24-28. pois Jesus irá concedê-la a ele. o louvor e as confissões de Seu povo. conforme o de um cordeiro como tendo sido morto. tudo tem que ser colocado sobre o ardente fogo da justiça de Cristo! A fragrância desta justiça ascende qual nuvem em torno do propiciatório (JMM [MD 2009]. Ele tem um reino prepa­ rado. Neste incensário reúne Ele as orações. [. oferecendo a cada momento o sacrifício pelos pecados do mundo. que apresenta Seu san­ gue. O ser humano pode possuir a imagem moral de Deus em seu caráter. 18. Privilégios para os filhos obe­ dientes de Deus (G1 4:7). Imagem moral de Deus restaurada por meio de Cristo (2Co 3:18. “Se [. 26. perfumado com os méritos da propiciação de Cristo. ele jamais poderá entrar na cidade 1199 1077 nós hoje. a penitente confissão dos pecados. louvor e ações de graças. não o homem. 9:24. e a menos que o Intercessor. extraindo dele orações e penitência. diz Ele. Todo o incenso dos tabernáculos terres­ tres tem de ser umedecido com as purifica­ doras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos. a menos que sejam purificados por sangue. Os cultos. “também herdeiros” (Rm 8:17) de uma herança imor­ tal.COMENTÁRIOS DE ELLEN G.ROMANOS de um mediador é essencial. juntando-lhes Sua própria justiça ima­ culada. em santas recordações. penitência.. 4. Abraão olhou para Jesus. Jesus apre­ senta a oblação oferecida por toda transgres­ são e toda falta do pecador. louvor e ações de graças. que é também o Autor e Consumador de nossa fé (The Youth’s Instructor. 26. mas o sacrifício expiatório por meio 8:29 . por meio do qual temos esperança.

10/06/1890). estreitando-nos com Seu braço humano. delineada no cap. 30. Ele também Se ◄ tornou o meio pelo qual a oração do homem chega a Deus. Guardados pela intercessão de Cristo (Hb 7:25. pois é tão necessário que Ele nos guarde por Suas intercessões como o era que nos remisse por Seu sangue. 13:15. Cristo Se tornou o Mediador da ora­ ção. Os seres humanos devem ser colaboradores de Deus na salvação de si mesmos. misericórdia e graça. servindo-se do poder e da influência dAquele que deu a vida pelo mundo. 4). ofereçamos a Deus. e este. White sobre Dt 6:6-9. Vestido de trajes sacerdotais (Jo 14:6. sempre. em necessidade de auxílio divino. CAPÍTULO 11 Os judeus não devem ser ignorados. empregando o próprio nome. lTm 2:5. Combinou divindade e humanidade. IJo 2:1. 1901). o coração humilde pre­ cisa oferecer orações que receberão respostas de graça. paz e alegria. Ele prometeu Sua interces­ são pessoal. Também Se tornou o meio pelo qual a bênção de Deus chega ao homem. 244. mantém. quem pode avaliar esta grande misericór­ dia e amor? (NAV [MM 1962]. Sim. Oh. 48). CAPÍTULO 10 5. ver Ellen G. Ele nos coloca bem junto a Seu lado. 5. Não negligencieis. à direita do Pai. Nossa necessidade da intercessão de Cristo é constante. Hb 9:11-14). Cristo. perseverantes. 48. a fim de encorajar as nossas petições. pela manhã e à tarde. Todos quan­ tos romperem com a servidão e serviço de Satanás e ficarem sob a bandeira ensanguen­ tada do Príncipe Emanuel. Hb 7:25-27. Ms 73. 11 de Romanos. Cristo era o fundamento de toda a religiosidade judaica. A obra em favor dos judeus. Põe CAPÍTULO 9 5. Ver Ellen G. White sobre Jo 1:1-3. como nosso Mediador. que é o fruto de lábios que con­ fessam o Seu nome. Ao reconhecermos diante de Deus nosso apreço pelos méritos de Cristo é comunicada fragrância a nossas intercessões. Ap 8:3. Deus Se compraz” (Hb 13:15. 29. Deixe Ele de segurar-nos por um momento. White sobre Mt 28:18). 77. serão guardados pela intercessão de Cristo. 11. 34. Aqueles que foram comprados por Seu sangue. entre o homem e Deus. incansáveis. 1200 1078 de Deus como vencedor (MG [MM 1974]. 1898). Ver Ellen G. Dia a dia. deve ser tratada com .nos sem­ pre em vista. qual incenso suave. Todos os que vêm a Cristo hoje devem se lem­ brar de que Seu mérito é o incenso que se mistura com as orações daqueles que se arre­ pendem de seus pecados e recebem perdão. a prática do bem e a cooperação mútua. 9:23-26. Cristo pleiteia pelo homem. Satanás estará pronto a destruir-nos. pois. sacrifício de louvor. Necessidade constante da intercessão de Cristo (Ef 5:2. para salvar aqueles que estão prestes a pere­ cer (LC [MM 1968]. White sobre Ef 1:4. Promete ouvir e atender a nossas súplicas. Carta 22. com tais sacrifícios. e então fazer esfor­ ços fervorosos. pois. “Por meio de Jesus. pleiteia por si mesmo na presença de Deus. igual­ mente. num incensário que nos entrega nas mãos. Põe os Seus méritos. Cristo é o elo entre Deus e o homem. Ver Ellen G. No serviço do sacerdócio judaico somos continuamente lem­ brados do sacrifício e da intercessão de Cristo. somos ves­ tidos com Seus trajes sacerdotais. RH. Ele agora guarda por Sua intercessão (NAV [MM 1962]. 1893).8:29 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA toda a virtude de Sua justiça do lado do supli­ cante. enquanto com o Seu braço divino Ele alcança o trono do Infinito. 16) (Ms 14. Ao nos aproximarmos de Deus mediante a virtude dos méritos de Cristo.

e você pode demonstrar que foi eleito por Cristo. Um limite onde cessam os recur­ sos humanos (Jó 11:7. Cristo tem uma igreja em todas as épo­ cas. de toda verdade. Há gran­ des consecuções que o homem pode atingir nesta vida por meio da sabedoria que Deus 11:33 . pode demonstrar que foi escolhido por Cristo. honrada e obedecida?” Os devotos da « 1201 1079 sabedoria especial. mas há uma infinidade além. que será objeto de estudo e de alegria para os santos ao longo das eras eternas. White sobre Jó 38. amada.ROMANOS comunica. 5. WHITE . Deus não pode ser entendido pelos homens. E dever e privilégio de todos usar a razão até onde as faculdades finitas do ser humano conseguem ir. e a Jesus Cristo. 2Pe 1:10). aqueles que não experi­ mentam nenhuma melhora ao se ligarem a ela. na igreja. Aquele que faz um esforço de raciocínio para se exaltar e dar uma descrição precisa de Deus. permanecendo na videira (Ms 43. aqui se encontram as mais preciosas pérolas da verdade para cada alma. Seus caminhos e obras são insondá­ veis. Evitar especulação na busca de Deus (Jo 17:3). Hoje o ser humano pode apenas chegar às bordas dessa grande expansão e deixar a imaginação voar. digamos a Seu respeito: “Tu és Deus. Aqui está a única elei­ ção da Bíblia. Mas as conjecturas têm demonstrado que são conjecturas. Eles próprios violam as condições de sua eleição. A obediência aos mandamentos de Deus nos dá direito aos privilégios de Sua igreja (Ms 166. Se agirmos de acordo com as con­ dições que o Senhor estabeleceu. disse Cristo. Ora. de todo conhecimento. assegurare­ mos nossa eleição para a salvação. Com respeito às revelações que Ele fez de Si mesmo em Sua Palavra podemos falar. des­ cobrirá que teria sido muito melhor que se colocasse como humilde suplicante diante de Deus. A pergunta que deve ser objeto de nosso estudo é: “O que é a verdade — a verdade para este tempo. Esse pro­ blema não foi dado à humanidade. 29/12/1896).” Há um conhecimento de Deus e de Cristo que todos os que forem salvos precisam ter. 33. Lembrem-se os seres humanos de que têm um Governante nos céus. ICo 13:12). que deve ser entesourada. 5. Há muitas coisas que não podem ser deduzidas pelo intelecto mais brilhante. Jeová é a fonte de toda sabedoria. pois coisas espiritu­ ais se discernem espiritualmente. 11. confessando ser apenas um ser humano falível. A mente humana não pode compreender a sabedo­ ria e o poder de Deus (FV [MM 1959]. A perfeita obediência a Seus mandamentos é a evidên­ cia de que amamos a Deus e de que não esta­ mos endurecidos no pecado. Em toda a sabedoria e jus­ tiça. Tudo o que o homem precisa e pode conhecer de Deus foi revelado em Sua Palavra e na vida de Seu Filho. 4-6. “que Te conheçam a Ti. mas. ver Ellen G. 1898). precisamos desimpedir a estrada do Rei. o grande Mestre.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Homens finitos não podem sondar as coi­ sas profundas de Deus. indivi­ dualmente. Devem ser dadas aos judeus todas as oportu­ nidades de virem para a luz (Carta 96. A única eleição da Bíblia (Jo 15:4). ICo 2:7-14. Nosso povo deve receber a sabe­ doria de Deus. É uma obra que não deve ser ignorada. ou discernidas pela mente mais arguta. RH. A filosofia não pode discernir os caminhos e as obras de Deus. e Teus caminhos são inescrutáveis. 39. Agir de acordo com as condi­ ções da eleição (Ef 1:4. o único Deus verdadeiro. Há. a quem enviaste” (Jo 17:3). “E a vida eterna é esta”. fora isso. sendo fiel. O talento e a conjectura humana têm tentado descobrir a Deus por investiga­ ções. IPe 1:2. entre nós. 1910). O ser humano não pode descobrir a Deus por investigações. a mente humana não pode medir o infinito. mas há um limite onde ces­ sam os recursos humanos. um Deus com quem não se pode brincar. 1894).

estará em desvantagem. Seja qual for sua inteligência. tanto a anjos. Ver Ellen G. seu coração e seu caráter. maus hábitos são expulsos do templo da alma. E um sermão do apóstolo Paulo. e a von­ tade precisa se submeter a suas exigências (Ms 49. caso a graça fosse recebida. podemos atuar. por mais fervorosa e zelosamente que traba­ lhe. a árvore que está realmente plantada no jardim do Senhor produz frutos para a vida eterna. escrito para nossa instrução (Ms 50. para experimentar “qual seja a boa.12:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA ciência foram derrotados e ficaram desani­ mados em seu esforço para descobrir a Deus. aqueles que têm uma experiência assim raramente encontram caminhos retos para os seus pés. a menos que afaste suas tendências para o orgulho e se submeta à direção do Espírito de Deus. contaminam-se. Devemos. Bons frutos são a prova (ICo 4:9. E como ele experimenta isso? Pelo fato de o Espírito Santo tomar posse de sua mente. quando o 1202 . E onde essa expe­ riência é demonstrada? “Porque nos tornamos espetáculo ao mundo. 1. 2. SI 19:1-4). Há no coração natu­ ral uma tendência para se exaltar ou se orgu­ lhar quando os esforços feitos obtêm sucesso. confiando nEle e fazendo Sua vontade (Ms la. e há um novo padrão de caráter. O que devem pesquisar é: “O que é a ver­ dade” (Ms 124. White sobre Êx 20:1-7. agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2). O crente pode apenas confiar. em nossa própria força humana. Assim como uma árvore boa dá bons fru­ tos. Ocorre uma transformação completa. Temperamento santo e emoções san­ tificadas passam a ser os frutos produzidos na árvore cristã. A morte espiritual no ser é evidenciada pelo orgulho espiritual e por uma experiên­ cia sem vida. 1903). As Escrituras se referem às obras de Deus reveladas em nosso mundo como professo­ ras cuja voz sai por toda a Terra proclamando os atributos de Deus. As formas da incredulidade são variadas. As tendências que estavam incli­ nadas numa direção errada se voltam para a direção certa. resoluções e propósi­ tos são inúteis. Ele faz a obra. 1898). 3. Pecados arraigados são vencidos. Vemos por experiência que. então. À medida que Deus atua. Ao nos apoderarmos d Ele pela fé. Mas a exaltação própria não pode ter lugar na obra de Deus. As obras de Deus ensinam (Rm 1:20. pensamentos maus não são permitidos na mente. a mente precisa vê-la. Disposições e sentimentos errôneos são mudados. e seus frutos são vistos. Na obra de nossa salva­ ção. seu espírito. 2. As próprias qualidades da mente que seriam uma bênção. desistir de fazer esforços decididos? Não. ACFJ. 1890). Uma obra real é operada pelo Espírito Santo no caráter humano. E quando a verdade é apresentada a nós com base em evidên­ cias bíblicas. Um estudo do cap. existe ajuda nAquele que é poderoso para fazê-la por nós. Fp 2:12. embora nossa experiência testifique de que não nos é pos­ sível fazer essa obra por nós mesmos. que ilumina a todo homem que vem ao mundo [ver Jo 1:9. Mas a única maneira pela qual pode­ mos conseguir a ajuda de Deus é colocandonos inteiramente em Suas mãos e crendo que Ele agirá por nós. como a homens” (ICo 4:9). 13). 12 de Romanos nos seria proveitoso. pois Satanás vigia toda oportunidade de introduzir alguns de seus atributos. 1. O homem caído pode ser transformado pela renovação da mente. Esta é a obra a ser feita. o que Deus realiza e o que Ele requer de nós individualmente? Deus atua em nós pela luz de Sua verdade. 1903)? CAPÍTULO 12 Um sermão escrito para nossa ins­ trução. As sementes da glorificação pró­ pria produzem uma colheita segura. são criados novos princípios de ação.

Todos os reis. de todo verdadeiro filho de Deus. As próprias vitórias que teriam sido um cheiro de vida para vida se a glória tivesse sido atribuída a Deus. não nos é possível voltar para retificar quais­ quer erros. Ver Ellen G. Não podemos passar pelo mundo senão uma vez. se man­ cham pela autoglorificação. e a honestidade deixará de dirigir. White sobre Ne 2:4. Quando a oposição à lei de Deus for quase universal. pois a Tua lei está sendo violada” (Ap 6:9). Seu tesouro. Podemos recusar o dom. Quando Deus recolher Suas 13:1 joias. então. 12. que Satanás usa em seu serviço (Ms 47. Eles se esquecem de que estão sob a autoridade do grande Governante. Protetor e vingador (SI 119:126. Deus intervirá. RH. príncipe. serão Seus escolhidos. 1896). que a Ele clamam dia e noite” (Lc 18:7. os verdadeiros. Os governantes são servos de Deus. que muitas vezes passam des­ percebidos. insignificantes. 17. Ele será procurado para fazer essas coisas em favor de Seu povo e Se levantará como o protetor e vingador deles. fazendo de Cristo nosso Salvador pessoal (FV [MM 159]. mas a semente assim lançada produz uma colheita certa. todos os governadores. A fé não procede de nós. Então será ouvida a voz vinda das sepulturas dos mártires. Deus. todo passo deve ser dado em temor piedoso e consideração cuidadosa. 224). deve ser conside­ rado como o Soberano das nações? . Ap 6:9).COMENTÁRIOS DE ELLEN G. mas todos os que agirem segundo este princípio terão seu nome apagado do livro da vida. Mas isso se transformará numa barreira intransponível que nos separará do Espírito ► de Deus e fechará nosso coração para Sua luz e Seu amor (ST. tão comuns. Alguns serão hones­ tos quando virem que a honestidade não lhes prejudicará os interesses terrenos. 19. 11. Veracidade e franqueza devem ser sempre nutridas por todos os que pretendem ser seguido­ res de Cristo. o Soberano de todas as nações.ROMANOS 1080 orgulho é nutrido. pois Deus se agrada de que Seu povo O busque de todo o coração e confie nEle como seu libertador. ou a astúcia será dominada. é um dom de Deus que podemos receber e manter. refle­ tirão a luz do trono de Deus em seu esplen­ dor (NAV [MM 1962]. A fé é um dom de Deus (Hb 11:1). Senhor. IPe 2:12). ou a astúcia tomará as rédeas. Os honestos serão Suas joias para sempre (2Co 8:21. A honestidade e a astúcia não se harmoni­ zam. todas as nações. portanto. cujas joias são estrelas. WHITE . 505). São esses pequenos pecados.O Senhor Deus Onipotente. 19/05/1898). Uma das coisas mais deploráveis do mundo é o fato de que há governantes coléri­ cos e juízes injustos. Ajam de maneira honesta e justa neste mundo perverso. e que Ele está acima de todo governante. 1-7. Ver Ellen G. os honestos. os sinceros. 21/12/1897)? CAPÍTULO 13 1. White sobre Mc 12:30. Os anjos estão preparando coroas para tais pessoas. Importa cultivar estrita honestidade. e então ascen­ derá. e a ver­ dade e a honestidade tomarão as rédeas do governo. As ferventes orações de Seu povo serão atendidas. as quais haviam sido mortas por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de Jesus Cristo. quando Seu povo for afligido por seus semelhantes. soberano ou rei. Quem. e esses diademas. Essas coisas podem parecer pequenas. para intervires. Ambas não poderão atuar juntamente. Deus e o direito devem ser seu lema. que haviam sustentado. 90). o Deus todo-sábio. 1203 . expressar dúvidas e nos tornar infelizes por nutrirmos a increduli­ dade. Lc 18:1-7. são Seus e estão sob Seu domínio e autoridade (FEC. elas jamais esta­ rão de acordo. “Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos. a ora­ ção: “Já é tempo. que são represen­ tados como as almas que João viu.

ver Ellen G. e devem exercer o cargo como Seus aprendizes. Estão constantemente olhando para Jesus e atentos às Suas ordens. Ef 3:9-11. White sobre Rm 3:19. Cl 1:26. 30). White sobre Jr 23:28). E para seu bem que devem seguir fielmente um claro “Assim diz o Senhor". e que esta Lhe feriria o calcanhar. E nos propó­ sitos eternos foi preparada uma oferta para realizar exatamente a obra que Deus fez em favor da humanidade caída (VA. oculto em Deus. [. 14. Estes são men­ sageiros do Senhor. A encarnação de Cristo é um mistério. observando o caminho do Senhor para fazer justiça e juízo. deve ser declarado a todo filho e filha de Adão. a encarnação de Cristo e a expiação que Ele efetuou. 1204 . E esse maravilhoso mistério. A união da divindade com a humanidade é de fato um mistério.. Os cristãos sinceros não têm uma piedade duvidosa. Os propósitos eternos de Deus (Ef 3:9-11. Ver Ellen G. O plano que se colocaria em ação no caso de se rebelar alguma das elevadas inteligên­ cias celestiais . 48). estão prontos a ir. Onde quer que a providência de Deus possa levar.. pela profecia de que o Descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. Não consideram como seu nada que possuem: saber. 27. CAPÍTULO 14 10. Deus possuía conheci­ mento dos eventos futuros. [. O mistério oculto por séculos eternos (Gn 3:15.13:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Os governantes são servos de Deus.] Seus sofrimentos cumpriram perfeita­ mente as reivindicações da lei de Deus (ST. Apresentar ao mundo esse mistério que Deus conservou em silêncio por séculos eter­ nos antes de o mundo e o homem serem cria­ dos era a parte que Cristo devia desempenhar na obra que empreendeu quando veio à Terra. O mistério de todos os mistérios (lTm 3:16). propriedades. A encarnação de Cristo é o mistério de todos os mistérios (FV [MM 1959]. White sobre 2Co 5:10.] Todos precisam manter a eternidade em vista. Ele foi mantido em silên­ cio eterno por Jeová. Revestiram-se do Senhor Jesus Cristo e nada dispõem para a carne no tocante a suas con­ cupiscências. talentos. 11. o mistério oculto desde as eras passadas. e não devem agir de tal forma que Deus não possa ratificar as decisões deles nas cortes do Céu (RI 1. ver Ellen G. O coração deles pulsa em uníssono com §► o grande coração de Cristo (Ms la. 01/10/1895). Os governantes sábios não permitirão que o povo seja oprimido por causa da inveja e do ciúme daqueles que desrespei­ tam a lei de Deus. uma luz em meio às tre­ vas. nem apoiar outros em atos de opressão. Devem exercer seus poderes sem parcialidade e sem hipocrisia. e foi pela primeira vez revelado no Éden. Cl 1:26. Entre os verdadeiros crentes não há piedade duvidosa. mas se consideram apenas como despensei­ ros da multiforme graça de Cristo e servos da igreja por amor a Cristo. recusando-se a ser compra­ dos ou a se vender.este era o segredo.. Ele não adaptou Seus pro­ pósitos para que estes se amoldassem às cir­ cunstâncias. uma só ação vil ou injusta. assim como um servo olha para o seu senhor. CAPÍTULO 16 25. mas sabia que elas ocorreriam. ou uma serva para a sua senhora. eles próprios. White sobre 2Co 12:1-4). "o mistério que estivera oculto dos séculos" (Cl 1:26). 1890). 27. Não agiu para que certas condições surgissem. 30/01/1912). Ellen G. Não devem praticar. Não devem ser coniven­ tes com um só ato de desonestidade ou injus­ tiça. mas permitiu que as coisas se desenvolvessem e produzissem seus resul­ tados. rechaçando todo suborno e permanecendo em independência e dignidade moral diante de Deus. Não tomam glória alguma para si mesmos.. antes mesmo da criação do mundo.

Como membros da igreja de Cristo. 1899). se per­ mitir ser expulso do campo de trabalho por falsos mestres . O primeiro e o segundo capítulos desta epístola prepa­ ram o caminho para o terceiro. A igreja de Corinto era em grande parte composta por gentios. Foram tão enriquecidos que não lhes faltava nenhum dom. Cristo “a Si mesmo Se deu por nós. A causa das dificuldades deles é claramente revelada (Ms 74. pode haver unidade na diversidade. Nem todos são IO Lições para todas as igrejas. A força do povo de Deus está em sua união com Ele por meio de Seu Filho unigénito e em sua união uns com os outros. *1 Paulo havia sido chamado para sua obra pelo Príncipe da vida. 1903). ele sentia uma sagrada res­ ponsabilidade pelo bem-estar da igreja de Corinto. o Salvador lhe havia aparecido e o havia chamado para ser um apóstolo aos gentios. Revelarão a fragrân­ cia de Seu caráter no talento da fala. da cortesia cristã e da polidez celestial. por seu silêncio. mas a ensinado a outros. no cul­ tivo da hospitalidade. Ver Ellen G. eles haviam. Ele afirma ter uma mis­ são divina — ter sido “chamado pela vontade 1205 . mas quando inverdades ameaçaram destruir os efeitos de seu ministério. Não há duas lolhas de uma arvore precisamente iguais. 10. haviam se comprometido a exercer um ministério de boas obras ao buscar sal­ var a outros que não conheciam a verdade. As igrejas precisavam ser guar­ dadas e advertidas contra o engano. após a partida de Paulo. Olhem para as flores num tapete. para Si mesmo. O ter­ ceiro capítulo de 1 Coríntios deve ser lido por todo membro de igreja com meditação cuida­ dosa e acompanhada de oração. e as men­ tes também não se inclinam todas na mesma direção.mestres que queriam intro­ duzir falsas opiniões e teorias que poderiam fazer com que almas sinceras se desviassem da verdade. Sua igreja precisava ser mantida livre de todas as falsas doutrinas (Ms 46. a fim de rebaixá-lo diante da igreja. a fim de remirnos de toda iniquidade e purificar. da bondade. Foram colocados numa relação estreita e preciosa com Cristo. com a recomendação de que tossem enviadas a todos os lugares onde houvesse grupos de santos que cressem em Jesus Cristo. Cristo é nossa raiz. Sob sua administração. 1-8. não só recebido a verdade. Unidade na diversidade. Paulo não procurava se exaltar. e todos os que são enxertados nessa raiz darão os frutos que Cristo deu. um povo exclusivamente Seu. Mas. WHITE . Pelo batismo. surgiram falsos mestres que questionavam seu apostolado e ministério. embora seja assim. e nisto há lições para todas as igrejas de nosso mundo. Mas. CAPÍTULO 1 1. e notem os diferentes fios coloridos. Paulo havia traba­ lhado com dedicação entre eles e os havia trazido ao conhecimento da verdade. zeloso de boas obras" (Tt 2:14). As instruções desta epístola são dirigidas à igreja de Deus em Corinto. Falavam dele com desdém e ten­ tavam fazer comparações entre si próprios e Paulo. Paulo não podia. White sobre ICo 9:13-18. Guardar a igreja contra o engano. Como um apóstolo de nosso Senhor. eles são apre­ sentados como “santificados em Cristo Jesus" e “chamados para ser santos" (ICo 1:2).1 CORÍNTIOS 1:10 1 CORÍNTIOS CAPÍTULO 1-3 de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo" (ICo 1:1). Enquanto Paulo estava empenhado na obra de perseguir cruelmente os seguidores de Cristo. a fidelidade a sua missão tornou necessário que ele honrasse a Deus vindicando seu caráter e engrande­ cendo seu trabalho.COMENTÁRIOS DE ELLEN G.

Ver Ellen G. Medo do eu. Paulo nosso protetor e nosso guia em todos os deve­ era um grande mestre. podia participar inteligen­ ao colocar-nos onde precisamos viver como indivíduos. Não são os homens que Estão adquirindo conhecimento para se tor­ o mundo honra como grandes. não afere Sua balança pela deles. mas Deus não avalia segundo o padrão dos 1-5. 1901). Paulo não era um Não devemos supor que o que é grande para homem inculto. senão a Jesus Cristo e este crucificado” (ICo 2:1. pequena. mais humano. Precisamos com­ sacerdócio levítico e os cristãos de hoje. O apóstolo Paulo tecidas para aperfeiçoar o modelo. 4).2. São aqueles seu objetivo. toda A Majestade do Céu opera por meio de a educação que pudesse obter seria de pouco quem quer.1:10 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1083 CAPÍTULO 2 rosados. 22:3. mas a pregação de Cristo nós deve ser grande para Deus. pois revela quanto mais há ainda para 21. Ele quer que O tornemos mor que eu estive entre vós” (ICo 2:3). Precisamos ter essa mesma experiên­ os instrumentos mais humildes para fazer a cia. Por causa do orgulho e da ambição verão a necessidade de colocar toda a sua ◄ dos filhos dos homens. Era uma é pequeno para nós deve ser pequeno para obra inteiramente diferente daquela na qual Ele (ST. Os patriarcas. temor e grande tre­ sua fonte de força. precisamos ter medo de nós mesmos.] Espírito de Deus trabalhando com ele. Ver Ellen G. Ele tem um propósito podia enfrentar eloquência com eloquência. Precisamos Cristo tem sido a pedra de união. Sua providência às vezes escolhe valor. 1-4. 10-13. [. obra mais grandiosa. cidade. se empenhara quando caçava os crentes de lugar em lugar e os perseguia “até à morte”. White sobre At 17:34. a pedra angular. quando obra de cada um ajude a contribuir para Seu fui ter convosco. White sobre G1 5:1. talentosos ou narem inteligentes na verdade? Se esse é brilhantes. Ver Ellen G. Nem todos somos adaptados à temente de todas as controvérsias. Deus escolheu reali­ mente e interesse em aprender por causa zar Suas poderosas obras pelos meios mais de Cristo. Cristo está dividido” (lCo 1:13)? nada saber entre vós. ramos uma coisa grande. Temos pés de Jesus e ouvir Suas palavras de instru­ nossa norma para medir. não o fiz com ostentação de 13. nem todos são verdes e nem todos são azuis. mas é desígnio de Deus que a que estava satisfeito com esse conhecimento mundano? Ele escreve: “Eu. Assim é no desígnio de Deus.. o compreender onde estamos. tenham a certeza de que vocês que irão trabalhar com mansidão e simpli­ esconderão o eu em Jesus Cristo. reconhecendo-O como seu líder e “E foi em fraqueza. e que o que era um novo evangelho para ele. 04/07/1899). aos mortais desenvolve um espírito de humil­ 03/01/1899). 1206 . que Deus escolhe. Mas será mesma obra. Aqui se encon­ Não temos nós uma só Cabeça espiritual? tra uma lição muito importante. mas sentia que sem o res e negócios da vida. (At 9:3-6. Paulo per­ linguagem ou de sabedoria.. 14/07/1881). irmãos. nho de Deus. Uma variedade de cores são entre­ 1-3. e por ela conside­ ção (Ms 84. anunciando-vos o testemu­ plano (RH. aprender. 25-29. 2). Cristo. Ele é tudo em todos (RH. Instruções para a igreja hoje homens. White sobre Rm 1:20-25. Porque decidi gunta: “Acaso. Por que vocês estão aprendendo? simples e humildes. dade. todos preender que a mais alta educação já dada têm seu centro nEle. pois Seu poder se revela Precisamos individualmente nos assentar aos através da fraqueza do ser humano. em todas as eras. lógica com lógica. Deus não mede pelo padrão Quanto mais vocês aprenderem. a pedra de união. outra.

Não ficava para trás em educa­ ção hebraica. e suas aquisições intelec­ tuais foram-lhe muitas vezes de valor em pre­ parar o caminho para o evangelho. Deus lhe ensinou que ele precisava de algo superior à sabedoria do mundo. Eloquência na simplicidade. 18/07/1899). 18). 2. Há uma grande verdade central. Paulo foi um homem verdadeiramente convertido. Sua avaliação poste­ rior o levou a compreender que era preciso algo acima da sabedoria humana. não porque se coloquem em posições elevadas. O perseguidor se tornou um discípulo. 208). Não buscava meramente agra­ dar o ouvido por palavras e frases floreadas. Paulo se tornou plenamente cônscio de que conhe­ cer a Jesus Cristo de maneira experimental era para seu bem presente e eterno. filosofia com filo­ sofia. Vocês precisam se demorar sobre as cer­ tezas da Palavra de Deus. A partir desse momento. Fora hábito de Paulo adotar um estilo ora­ tório em sua pregação. como as que eram usadas pelos oradores pagãos para obter aplauso. Paulo não ia às igrejas como um orador ou um filó­ sofo lógico. e com o poder que só Deus pode comunicar. Procurara assim proceder em Atenas. 9. Com toda essa educação científica e literária. Nossa obra para este tempo não deve ser feita por linguagem persuasiva de sabedoria humana. Ver Ellen G. A verdade central das Escrituras (GI 6:14). e Ele crucifi­ cado. A fim de conven­ cer e converter pecadores. mas porque mostram que são fortalecidos e ajudados pelo Espírito (Ms 165. As verdades probantes para este tempo devem ser proclamadas por homens cujos lábios foram tocados por uma brasa viva do altar de Deus. Ele era homem capaz de falar perante reis. até que Cristo lhe foi revelado. 1905). um aprendiz. E unicamente à luz da cruz que podemos discernir o exaltado cará­ ter da lei de Deus. Era capaz de falar com poder e autoridade. Falem em demonstração do Espírito. o mestre. Deus lhe deu uma obra especial a fazer pela causa do cristianismo. mas não alcançou 2:9 o êxito que esperara. White sobre Rm 11:33. Na porta de Damasco a visão do Crucificado mudou todo o curso de sua vida. 7-14. Poder espiritual não está na sabe­ doria humana (At 17:22-34). 341. Educando a imaginação (Ef 1:17. Ele viu a necessidade de alcançar um padrão mais elevado. WHITE .« dos por Deus. tanto a anjos.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. são um espetáculo ao mundo. RH. O apóstolo Paulo tinha todos os privilégios de um cida­ dão romano. pois frequen­ temente recebia instruções de Deus em visão (Ms 46. Ele precisava comer a carne e beber o sangue do Filho de Deus (VF [MM 1971]. mas tudo isso não o capacitou a alcançar o padrão mais elevado. Em eloquente simplicidade ele proclamava as coisas que lhe foram reveladas. Pregadores fiéis são um espetá­ culo ao mundo (ICo 4:9). Tal pregação estará em deci­ dido contraste com a pregação que se ouve normalmente. que sempre devemos conservar em mente. 1907). 4. Suas instruções em suas car­ tas às igrejas de seus dias são instruções para a igreja de Deus até o fim dos tempos (Carta 332. ele estava. o Espírito de Deus teria de participar de seu trabalho e santifi­ car toda atividade espiritual. e lógica com lógica. defrontando elo­ quência com eloquência. para conservá-las 1207 . como a homens. 1899). Os mensageiros fiéis. A pessoa paralisada pelo pecado. em trevas tão completas como muitos hoje em dia. no estudo das Escrituras: Cristo.1 CORÍNTIOS Mas Cristo havia Se revelado a Paulo de maneira notável em sua conversão. Todas as demais verdades são revestidas de influência e poder correspondentes a sua relação com este tema. Devia receber seu poder de uma fonte mais elevada. envia. só pode ser dotada de vida mediante a obra efetuada na cruz pelo Autor de nossa salvação (PC [MM 1965]. perante os grandes e sábios de Atenas. pois havia aprendido aos pés de Gamaliel.

Preciosas joias da verdade. excluem-se do conduto de bênçãos. que têm o mais alto valor para os mansos e humildes que creem em Cristo. Não devemos olhar a Deus como alguém que está esperando o momento de punir o pecador por causa de seus pecados. Contemplamos nela a bondade de Deus que. 1208 . a herança dos santos. de Seu poder para salvar totalmente os que a Ele se chegam. A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo. Devido a sua fraqueza espiritual. Poderiam ter aumentado sua compreensão de Cristo. mais veremos novos deleites e mais nosso coração transbordará de gratidão a nosso benevolente Criador (Carta 4. e o resultado certo é a ruína e morte. A verdade versus a sabedoria mundana. Tinham dificuldade para compreender. E assim. A lei é uma expressão do pensamento de Deus. mas com eles próprios. em vez de nas terrenas! Podemos dar o mais amplo escopo à imaginação e. com compreensão inteligente. Preferindo pecar. vamos entendendo as graciosas promessas. sempre está presente com o verdadeiro crente. Ergue-nos acima do poder dos desejos e tendências naturais. aproveitando sua oportunidade de aprender cada vez mais do Salvador. acima das tentações que levam ao pecado (M E1. procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão. até que vocês aprendam sua importância e significado. A lei é uma expressão do pensamento de Deus. sua contínua força e justiça (Ms 29. pouco a pouco. Novas mara­ vilhas serão reveladas à mente à medida que a aplicarmos com mais intensidade às coi­ sas divinas. 16. opera nele uma mudança de cará­ ter e torna-lhe mais fácil transgredir de novo. Quanto mais contemplarmos as coi­ sas celestiais. como do lado da misericórdia. repitam as lições ali dadas. vez após vez. separam-se os homens de Deus.2:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA diante dos olhos do coração. 1885). vemos mais amanhã. Para os obedientes ela é um muro de proteção. Não haviam prosse­ guido adiante e para o alto. a eterna verdade. sua falta de percepção. nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam ” (lCo 2:9). Mas a ver­ dade. O Espírito é o instru­ tor designado para tal alma e é seu guia. de Sua obra. ‘‘nem olhos viram. A culpa não estava em seus instrutores. 14. nem ouvidos ouviram. dia a dia.235). sua memória estava fraca. Oh. Paulo não podia falar aos conversos judeus de maneira tão clara como desejaria sobre o mistério da piedade. CAPÍTULO 3 1. Por que muitos falham na edi­ ficação do caráter (Hb 5:9-12). pela meditação e oração. Vemos um pouco hoje. são loucura para aquele que é sábio na estimativa do mundo. até que podemos quase compreender seu pleno significado. Perdemos muito por não falar­ mos mais de Jesus e do Céu. Suas próprias ações dão princípio a uma cadeia de circunstâncias que trazem o resultado defi­ nido. Ponto por ponto. quanto perdemos por não educarmos a imaginação para que se demore nas coisas divinas. Vantagens abundan­ tes lhes haviam sido dadas. Quando a recebemos em Cristo ela se torna nosso pensamento. que lhes teria sido um cheiro de vida para vida caso a tivessem ouvido da maneira correta. revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça. Cada ato de transgressão reflete sobre o pecador. O peca­ dor mesmo acarreta sobre si a punição. e. ele não podia proferir a ver­ dade. Recebida em Cristo. 2. Por não terem recebido com fé as verdades comunicadas a eles. ela opera em nós a purificação do caráter que nos trará ale­ gria através dos séculos da eternidade. não podiam conservar na mente as verdades essenciais para o êxito na edifi­ cação do caráter. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediên­ cia. contudo. 1899).

Ele precisa cooperar com o poder divino (Carta 150.COMENTÁRIOS DE ELLEN G.. 1209 . O Senhor é nossa eficiência. p. 16/06/1903). para sua tristeza. 74. encontrou nela grande fraqueza. 1899). E raro que um minis­ tro possua todas as qualificações necessá­ rias para aperfeiçoar uma determinada igreja 3:9 em todos os requisitos do cristianismo. Paulo disse: “Leite vos dei a beber” as verdades mais claras e simples. 1893).] O crescimento espiritual des­ sas pessoas era tão pequeno que um claro “Assim diz o Senhor” lhes era uma ofensa. White sobre Gn 2:7. não eram avançados em conhecimento espi­ ritual. todas as armas espiri­ tuais necessárias para que derrubemos as fortalezas de Satanás. Mergulhem suas palavras no óleo da graça e que elas fluam de seus lábios com amor (Carta 105. “Porque de Deus somos cooperadores” (ICo 3:9).1 CORÍNTIOS 1085 O apóstolo chama a atenção deles para sua falha nesse aspecto. por­ tanto. aos lhes dar a verdade. ver Ellen G. Rm 12:2). pois mortais míopes não podem discernir o que é para seu maior bem. O Senhor dará cultura divina àqueles que são cooperadores dEle.] O agente humano é apenas o instrumento. “não vos dei ali­ mento sólido” . 1900). 6. 75). Ele nos proporciona todas as facilidades. um após o outro. Conduzam. é ao Senhor que ele deve sua eficiência. 5. Que seu tom de voz expresse o amor de Deus. Deus provê as armas (2Co 10:4. 1900). Suas con­ cepções errôneas lhes davam uma visão indistinta do poder de Cristo para tornar Seu ► povo um louvor na Terra (RH.. Eles estavam vivendo em nível baixo. nunca forcem. sólido e nutritivo. Anões espirituais. Não pode haver nas igrejas nenhuma evidência mais forte de que as verdades da Bíblia não santificaram os rece­ bedores do que seu apego a algum ministro favorito e sua relutância em aceitar ser bene­ ficiados pelo trabalho de algum outro ensi­ nador que lhes é enviado na providência de Deus. O Senhor envia a Sua igreja o auxílio que ela precisa. [. Paulo sabia que. Deus envia outros ministros depois dele. Será dada cultura divina. Os membros da igreja nem podiam suportar ouvir a verdade sobre si mesmos. Paulo ansiava falar à igreja de Corinto sobre coisas espiri­ tuais. A igreja deve aceitar com gratidão esses servos de Cristo como aceitariam o próprio Mestre.. portanto. 2. seria classificado como um acusador e crí­ tico (Ms 74. Aqueles a quem essas palavras se referem não haviam estado se alimentando de Cristo. 1-3.o alimento espiritual. Ser cooperador de Deus significa esforçar-se e lutar para crescer à semelhança de Cristo. Devem procurar extrair todo o bene­ fício possível das instruções que os minis­ tros possam lhes dar a respeito da Palavra de Deus. não o que ela escolhe. cada um possuindo algumas qualificações em que os outros eram deficientes. Mas. Mas os ministros em si não devem ser idolatrados. adequado aos que já haviam avan­ çado no conhecimento das coisas divinas. 1901). Satanás é quem torna necessá­ rio que nos esforcemos. O Senhor deseja que distingamos entre os meios e o instrumento. 4-9. adequadas para conversos novos na fé. Aproximem-se dos mais obs­ tinados num espírito de bondade e afeição. [. 9. são as verdades que eles tra­ zem que devem ser aceitas e apreciadas na mansidão da humildade {Redemption: The Teachings of Paid. Apresentem a ver­ dade como ela é em Jesus. demo­ rando-se nas verdades superficiais que não requerem meditação nem pesquisa profunda (Ms 70. Os ministros não devem ser idolatrados. que havia se tor­ nado sua enfermidade espiritual.. não deve haver religiosos favori­ tos entre o povo. Vivendo em nível baixo. Aqueles que que­ rem manter os olhos fixos na vida do Senhor Jesus terão entrada amplamente suprida em Seu templo espiritual (Carta 5. WHITE .

O resultado dessa obra será uma estrutura simétrica. e certifiquem-se de que vocês não estão tra­ balhando em sua própria sabedoria. Aprender o ofício da edificação do caráter. separa­ dos de Cristo (Ms 102. por Suas plantas.3:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1086 As plantas fracas recebem cuidado especial. As coisas seculares e as sagradas precisam se combinar. Muitos descobrirão que o trabalho que lhes ocupou o tempo e a atenção pereceu com o uso. Cumpre fazer-se. Algumas plantas são tão fracas que quase não têm vida em si mesmas. se sua mais elevada ambição for engrandecer a Deus ou engran­ decer a si mesmos e a seus próprios planos. Aqueles que entram na obra de Deus sem ocultar o eu em Cristo logo se desligarão da edificação do Mestre (Ms 165. como que através do fogo. pois ocupa o talento do tempo. Em sua obra de edificação do caráter. “Lavoura de Deus [. confiado por Deus.. Assim o Senhor trabalha por Seu jardim. o estilo não é semelhante ao estilo do mundo. a pergunta: Que dever é designado para nós. Cristo requer o serviço de todo o ser: as faculdades físicas. Faz grande diferença se vocês forem cooperadores que trabalham com Deus ou contra Ele.. Todos devem fazer a construção com atos puros. mas as espirituais não devem ser encobertas pelas seculares. mas para a glória de Seu nome. 1896). As ervas daninhas pre­ cisam ser removidas. 1903). assim o Senhor sente prazer em Seus filhos e filhas fiéis. Cada pessoa tem seu posto de dever. Deus não permita que negligenciemos aprender o ofício da edificação do caráter. Um jardim exige trabalho constante. certifiquem-se de que Jesus seja seu dirigente. Deixar Cristo dirigir. O procedi­ mento a ser seguido nessa obra não está de acordo com as ideias do mundo. como homens e mulheres que devem prestar contas a Deus? E quer nosso trabalho se limite inteiramente a coisas espirituais. será consumido e não deixará nada que prepare almas para aquele grande dia em que toda obra será provada pelo fogo. um lindo templo honrado por Deus e pelos homens (Ms 153. e que foi com dificuldade que eles pró­ prios foram salvos. individualmente. 9-15. 1210 . galhos que estão crescendo rápido demais precisam ser podados.” Como alguém sente prazer no cultivo de um jardim. 1899). Os homens devem se lembrar de que Deus é proprietário de tudo e que Suas realizações se acham revestidas de uma san­ tidade que não possuíam antes de se alis­ tarem no exército do Senhor. palha. Não pode ter prazer em qualquer crescimento que não revele as graças do caráter de Cristo. quer seja temporal e espiritual ao mesmo tempo. Cada ação deve ser uma ação consagrada. Então. mentais e morais com­ binadas. Será essa obra uma bênção às pessoas? Deus não nos deu trabalho só para conservar-nos ocupados. feno. Estas se devem dedicar ao serviço de Deus. Muitos estão atarefadamente empenhados em juntar madeira. Por designação de Deus cada pessoa tem seu posto de dever. Um templo honrado por Deus e pelos homens. O sangue de Cristo tor­ nou homens e mulheres uma preciosa pro­ priedade de Deus. “Edifício de Deus sois vós. Tudo isso. Esse tipo de resultado não está de acordo com o propósito divino. 1903).” Vocês são representantes do grande Obreiro. Cristo declara: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5) .nada que seja aprovado por Deus. devemos desempenhar fielmente nossa obra. quão cuidadoso cada um deve ser para não manifestar dema­ siada liberdade em arrancar as plantas que o Senhor colocou em Seu jardim. retos. porém. novas plantas precisam ser cultivadas. nobres. e o Senhor tem um cuidado ► especial por elas (Ms 39.] sois vós. Estudem seus motivos cuidadosamente. Devemos pesar cuidadosamente as questões relativas à obra que empreendemos. com cuidado e oração.

e ver as pedras vivas bri­ lhando como correntes de luz em meio ao lixo moldada à semelhança divina. das da obra. Isso não é neces­ 16-23. Todo o caráter faz toda a diferença. White sobre Jr 23:28. pedras preciosas e madeira. Os habitantes dos mundos não caídos e das trevas morais. para Nunca pode ser consumido. pois somente isso dá verdadeiro valor sobre ICo 2:4. lho não precisam se acusar de serem inúteis Ap 20:12. Eles se regozijam à medida que as sutile­ zas de Satanás. ter formado à semelhança de Cristo e o Ocupação alguma deve ser empreendida. e Ele consumido. mos ser introduzidos em Seu serviço. como a homens.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. não só para o tempo. tanto a anjos. permanecerá para sempre bênção. tão longamente esperado. realizado por alguém (NAV [MM 1962]. Podemos olhar para trás. O cristão é um à habilidade possuída e a torna um serviço espetáculo ao mundo. Caso seja trabalho honesto. ao singularíssimo. White sobre Sl 144:12). O prazer da condescendência tamente pelo progresso do reino de Deus. WHITE . e pode levar às partes mais eleva­ (RH. mesmo na vida comum. formado à semelhança do coração egoísta. Ver Ellen G. pois o trabalho que fazem precisa ser 5:23. toda falsa religião. 1900). Toda vitória ganha é uma pedra preciosa na coroa da vida. 218. “E qual seja a obra de ciosa música. Achamo. p. porque sua vida é longo dos séculos. dos erros e da superstição. Muitos ficam per­ turbados por não estarem trabalhando dire­ que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria. White mentado sohre a pedra viva de esquina e a ela ligado. assim 11-13. assim o dia do juízo testará o tais pessoas. Toda vitória é uma pedra preciosa brilhante talento. ou o mais 9. Rm 12:2). 80). Em breve. Deus não aceitará o mais esplêndido serviço. O material sem valor será nos na escola de preparo do Senhor. * se inscritas (Ex 28:36) em todos os atos de feno e palha. Essas joias preciosas brilham com fulgor cada do universo celestial estão observando com intenso interesse o conflito entre o bem e o vez maior. Ver Ellen G. pois todo o seu ser é levado em caráter. revelando a diferença entre o cará­ sujeição a Deus. acompanhando a melodia da cada um o próprio fogo o provará” (ICo voz (Carta 5. prata.então como é. conservado ignorado. Mas nem o trabalho mais humilde deve ser própria perecerá como a palha. A pedra viva de esquina. Ver-se-á que uma hora de transgres­ são foi uma grande perda. CAPÍTULO 4 11. ele tem um caráter vivo para Deus. peculiar. na grande família de Deus. tes­ As harpas dos anjos produzirão a mais pre­ tará a obra de todos. 13. mas o ouro da fé verdadeira. 11/12/1900). o universo celestial exultará no dia da vitória. são discerni­ Paul. enquanto que o ouro do princípio firme. Ms 49. das e enfrentadas com o “Está escrito”. é uma a todo custo. tem Seus próprios meios pelos quais pode­ simples e humilde nunca perderá o valor.1 CORÍNTIOS 4:9 1087 As palavras “Santidade ao Senhor” achamouro. O material que é usado na edificação do com o ardiloso inimigo. O ouro da fé é imperecível como Cristo as enfrentou em Seu conflito (ver Ellen G. uma após outra. se é corruptora em Todo egoísmo. 3:13). aparecerá sua influência sobre os sentidos. mas para a eternidade {Redemption: The Teachings of mal. Como o fogo revela a diferença entre 1211 . 1898). pois é impere­ que Seu nome seja glorificado pela obra que cível. White sobre lTs sário. e se verificará realizamos neste mundo. Singular? Sim. Dia de Deus. Aqueles que fazem esse traba­ 13. a menos que esteja funda­ na coroa da vida (ver Ellen G.

O Espírito Santo precisa renovar-nos e santificar-nos. No serviço de Deus não deve haver tarefa feita pela metade (MG [MM 1974]. Deus reivindica o trono do coração. e o espírito deles estivesse abrandado. 94). e reivindica um trono em cada coração. “Nesse caso. embora se tivesse tornado servo de todos. Mas. não de dinheiro (ICo 1:1). podia exaltar a Cristo e falar tudo sobre Cristo e Sua obra especial em favor da humanidade. Mas não devemos pôr nossa confiança em nós mes­ mos nesta obra. ainda que a iniquidade e a transgressão esti­ vessem em ascensão e em progresso. Para ele. “Se anuncio o evangelho. A maneira de Paulo trabalhar. não tenho de que me gloriar. “E que. pois sobre mim pesa essa obri­ gação. Ele trabalhava em prol da salvação das pes­ soas. mas não queria ofendê-los. 20. Trabalhando em prol de almas. alguns aspectos de nossa fé. Em sua lealdade à lei de Deus. Não se harmonizava com as suposições e afirmações daqueles que ensina­ vam doutrinas que eram preceitos de homens. mas dis­ postas a receber sua recompensa em pessoas salvas (Ms 74. não de dinheiro. Ele estava alicerçado e firme na fé. embora. mas. para não me valer do direito que ele me dá" (ICo 9:18). . trabalhava com as próprias mãos para se sustentar.6:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 6 19. Assim. Sabemos que o apóstolo não sacrificava os princípios no mínimo detalhe. como ministro do evan­ gelho. proponha. Nossa mente e corpo devem estar subordinados a Ele. Não podemos com segurança seguir nossa própria orientação. ao mesmo tempo. este não era um dever realizado em troca de dinheiro. Não se permi­ tia ser desviado pelos sofismas e máximas de seres humanos. suscitariam preconceito imedia­ tamente. ele pudesse dizer na linguagem de João: Contemplem em Jesus Cristo.« se expressos. Considerava seu trabalho ministerial como um privilégio. 2Pe 1:10. evangelizando. era privilé­ gio de Paulo reivindicar o sustento da parte daqueles por quem trabalhava. Ele havia rece­ bido do Senhor sua comissão e ordenação. Desse modo. e que campo tinha para explo­ rar! Podia comunicar preciosíssima luz sobre as profecias. que eles ainda não haviam visto. para que quando o momento chegasse. Ver Ellen G. Todo o zelo e o fervor devem ser conservados. 1903)! 20-23. Paulo podia ser tão zeloso quanto qualquer dos mais zelosos. qual é o meu galardão?” ele pergunta. de graça. Deus nos comprou. CAPÍTULO 9 1212 1088 13-18. o evangelho. era muito bem posto o fundamento. que “Se fez carne e habitou entre nós”. porque ai de mim se não pregar o evan­ gelho (ICo 9:16)!” Estudava constantemente como tornar seu testemunho o mais eficiente possível. a fim de que ninguém achasse ocasião para acusálo de egoísmo. mas procurava. isso fosse seu direito. e os hábitos e apetites naturais devem ser subservientes às mais elevadas necessidades da alma. ele não permitia que seu amor esfriasse. Quem dera que hoje em dia pudessem ser achadas pessoas que fizessem como Paulo: que pregassem o evangelho. deixava evidente que estava trabalhando em prol da salvação das pessoas. não buscando recompensa da parte de homens. Paulo não vacilava. White sobre Êx 16:3. Paulo não dependeu de seres huma­ nos para sua ordenação. e podia mostrar que estava per­ feitamente familiarizado com as Escrituras do Antigo Testamento. Como ministro do evangelho. Não recebia salário por seu trabalho. tanto quanto possível. Buscava a aprovação de Deus. Podia falar muito sobre os tipos e sombras que simbolizavam a Cristo. 20. tor­ nar-se um com aqueles por quem trabalhava. devido aos elementos com os quais vocês têm de lidar.

lite­ ralmente. se praticado constantemente. e se coloca sob severo treinamento.para que pudessem ser salvos. “Esmurro meu corpo”. não teria alcançado nem judeus nem gentios. após o coração deles ter sido aquecido pela apresen­ tação de Cristo como o dom de Deus ao nosso mundo e pela apresentação do que estava compreendido na obra do Redentor em Seu custoso sacrifício para manifestar o amor de Deus ao homem. n. Aqueles que entram numa disputa de força física para ganhar um prêmio corruptível percebem a necessidade de rígida abstinência de toda condescendência que possa enfraquecer as faculdades físicas. Da mesma forma. que não poupou Seu próprio Filho. “Todo atleta 9:27 . enternecidos e subjuga­ dos. 27. As faculdades físicas. Se ele tivesse sido abrupto e sem tato ao manusear a Palavra. 1213 1089 "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1:14. O apóstolo teme por si mesmo. O mesmo autocontrole que lhes dá poder para obter a vitória num momento. Ninguém que faça o seu melhor fracassará nessa disputa. entregavam-se ao Senhor. 1903). p. paixões e propensões más (Carta 27. serie A.judeus e gentios . ele mostrava. lhes dará uma grande vantagem na corrida pela coroa da vida (Ms 74. receando que fracasse no exame e seja achado em falta. da forma como o faziam . e eles se convertiam a Cristo e à lei (SpT. 1899). Paulo em guarda (ver Ellen G. e. 29). Cl 3:5. uma competição na qual não se verá egoísmo.adaptando seus métodos para ganhar almas. Quanto mais devem aqueles que entram para a corrida do evangelho se privar da con­ descendência ilícita do apetite e se absterem “das paixões carnais. antes. não nos dará gra­ ciosamente com Ele todas as coisas? Então surgia a pergunta de por que um sacrifício tão grande foi necessário. Ele guardava bem seus apetites. Esta gloriosa disputa se encontra diante de nós. 24-27. diz o apóstolo. ele lhes apre­ sentava a lei de Deus como o teste de sua obediência. entregando o coração a Ele. injustiça ou desonesti­ dade. o cristão hoje precisa exercer estrita guarda sobre seu apetite. Ele precisa obe­ decer às leis de Deus. 1906). Ele precisa se sujeitar a treina­ mento severo. lutar contra os desejos. por nós O entregou. quando. O após­ tolo procura nos inspirar a entrar numa nobre emulação. Porém.) Assim Paulo apresenta as condi­ ções que Deus impõe a toda alma que se alista em Seu serviço. impul­ sos e paixões corporais por meio de severa disciplina. Uma disputa em que todos podem ganhar (IPe 2:11).aque­ les que competiam por um prêmio terreno (Ms 93. sem ver sua norma e sem se esforçar para alcançá-la. Paulo estava sempre vigiando para que más propen­ sões não o vencessem.1 CORÍNTIOS em tudo se domina (ICo 9:25)”. ele pregava a Cristo como a única esperança de salvação. Essa era a sua maneira de traba­ lhar . Sob disciplina para Deus (Rm 8:13. esse amor por todos os seres humanos . para não correr de maneira incerta ou a esmo. 55). 54. mas a princí­ pio não dizia nada sobre a lei. que fazem guerra contra a alma (IPe 2:11)”! Precisam ser temperantes em todas as ocasiões. Todos os que buscam o prêmio devem se colocar sob estrita disciplina. e então ele voltava aos tipos e a todas as Escrituras do Antigo Testamento. Ingerem alimentos sim­ ples em horários regulares. revelando Cristo na lei. porventura. Para os gentios. na mais elo­ quente simplicidade. Assim. Devemos usar todo nervo e músculo espiritual na disputa pela coroa da vida.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE . Ele levava os gentios a verem as estu­ pendas verdades do amor de Deus. Isso significa. White sobre 2Co 12:1-4). mentais e morais devem ser conservadas nas mais perfeitas condições se ele quiser obter a aprovação de Deus. 6.

Mt 26:31-35. Seu povo (FV [MM 1959]. 20). Perversão da Ceia do Senhor mado do Filho de Deus. período de banquete e de prazer egoísta. Lc 22:19. não confoi por seguir os conselhos de falsos mes­ flitam entre si. Paulo repreende os coríntios por faze­ 28. Na diversidade há unidade. Haviam pervertido o verda­ puro fruto da videira e o pão sem fermento deiro significado da Ceia do Senhor. 07/06/1898). Isto é uma ilustração da unidade haviam começado. White sobre Jo 13:14. A santa ins­ comemora um acontecimento bem maior tituição da Ceia do Senhor era. para comemorar os sofrimentos e a morte de 26.10:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Paulo passou. casas onde comer e beber? Ou menosprezais a 4-6. 15. White sobre At 15:11. A única representação corre­ 4. Ver Ellen G. mas com o coração alienado uns dos outros. Cada membro deve traba­ igreja de Deus e envergonhais os que nada lhar em seu lugar designado (Ef 4:4-13). não deve ser observada vez por outra fé traziam sua própria comida para o local de ou anualmente. Essa solene ordenança que os outros estivessem prontos. a dar a ordem e o objetivo da Ceia do Senhor. e todos os ramos sejam diferentes. Pão que é levedado não deve ser colocado na mesa da comunhão. As famílias que professavam a tanto. 170. porventura. rem da casa de Deus um lugar de comi­ lança e bebedice. White sobre 2Rs 11:1. todos por fim introduziram práticas semelhantes na têm apenas uma cabeça. Não deve ser da harmonia da igreja. por­ na comunhão. como um grupo de CAPÍTULO 12 idólatras: “Não tendes. White sobre Mt 26:28. 2). enquanto que Egito. imitando devem ser usados (RH. 302). do que o livramento dos filhos de Israel. mas transformavam a ocasião num (ver Ellen G. mas embora gos haviam sido conduzidas dessa forma. e depois advertiu seus irmãos contra a perversão dessa sagrada 4. Ver Ellen G. tres que os cristãos haviam sido levados a Todos os ramos obtêm sua nutrição de uma imitar o exemplo daqueles. do transformada numa comilança. e Em suas diferentes linhas de trabalho. White sobre Mc 16:1. 171). Aquele livramento tipificava a grande os pobres ficavam envergonhados quando sua expiação que Cristo realizou com o sacrifício parca refeição era contrastada com os custo­ de Sua própria vida para a libertação final de sos pratos dos irmãos ricos. A salvação dos homens depende de aplica­ Havia-se tornado um costume a participa­ rem continuamente ao seu coração o sangue ção numa refeição social antes da participação purificador de Cristo. A ceia do Senhor. Ver Ellen G. Reuniam-se 25. têm?” As festas religiosas públicas dos gre­ A vinha tem muitos ramos. O mesmo Espírito. mas com mais frequência do reunião e a comiam. basicamente as festas idólatras. assegurando-lhes que que deve existir entre os seguidores de Cristo. Esses mestres só fonte. 23-26. Ver Ellen G. O pão partido e o puro suco da uva devem CAPÍTULO 11 representar o corpo partido e o sangue derra­ 18-34. Os coríntios estavam se des­ viando grandemente da simplicidade da fé e o pão sem fermento é a única representação correta para a Ceia do Senhor. igreja cristã. ta (Mt 26:26-29. então. Mc 14:22-24.ordenança (LP. 12. não era errado frequentar festas idólatras. atua por meio deles. Continuavam a se reu­ usado nada que seja fermentado. em diferentes maneiras. 12. CAPÍTULO 10 1214 . sem esperar cortesmente que a páscoa anual. A frequência da Ceia do Senhor Cristo. para os ricos. (Mt 26:26-29). Somente o nir para o culto.

2. o temor a Deus. escritos na mente e no coração. são como o bronze que soa e o címbalo que retine. Estudem este capítulo. Dois capítulos a serem memoriza­ dos. o ► Senhor colocou diante de nós esses assuntos para nossa consideração. [. 1901). Ef2:7. Quanto daquilo que é reco­ nhecido como verdade é misterioso e inex­ plicável ao espírito humano! Quão obscuras parecem as dispensações da Providência! Quanta necessidade há de incondicional fé e confiança no governo moral de Deus! Estamos dispostos a dizer. PC [MM 1965]. A figura dos membros que com­ põem o corpo representa a igreja de Deus e a relação que seus membros devem manter entre si (Ms 82.1 CORÍNTIOS Existe ação harmônica. Os cap.] A perfeição da igreja não depende de todos os membros estarem enquadrados no mesmo molde. o apóstolo Paulo define o verdadeiro amor cristão. mas Deus segura em Suas mãos a balança que pesa as palavras.. CAPÍTULO 13 Leiam este capítulo todos os dias. o espí­ rito. 42-52). cheio de fé e humilde confiança. No cap. 27. Aprendam por meio dele o valor que Deus dá ao amor santifi­ cado e nascido do Céu. 22:4. 366). a devoção. pode brincar com os sentimentos. ainda que dado por alguém que tenha dificuldade para falar. White sobre Pv 16:32. 209. a sinceridade. Todas essas coisas podem agradar os corações não santificados. White sobre Hb 8:1. Ele é colocado em prá­ tica na vida de todo verdadeiro crente (Carta 156. 21/07/1904). 12.Ap 7:16. o amor à verdade. Carta 19. 13 de 1 Coríntios. White sobre ICo 15:20. que tem valor para Deus. Por meio de Seu servo Paulo. 12 e 13 de 1 Coríntios devem ser confiados à memória. ver Ellen G. propósito firme. Leiam este capítulo todos os dias e extraiam dele conforto e força. em si mesma. Porém. 17.. Nele vocês verão que a pessoa que está verdadeira mente unida com Cristo não agirá como se fosse. sem ele. 13 de 1 Coríntios. Ver Ellen G. embora os dons difi­ ram. mas a quem falta veracidade. todas as outras qualificações são sem valor (RH. a mente aguçada. 5. e quão ines­ crutáveis. Não é o orador eloquente. muitos mistérios permanecem ainda por ser revelados... Aprendam que o amor semelhante ao de Cristo é de origem celeste e que. a fazer a obra que lhe é designada segundo a capacidade que lhe foi dada (MG [MM 1974]. proveniente de lábios em que não há dolo. 1890). um todo completo. Ele pode dizer coisas espirituosas. a piedade profunda. Ver Ellen G. E o propósito fervoroso. O Senhor deseja que eu chame a atenção de Seu povo para o cap.] Este capítulo é uma expressão da obediência de todos os que amam a Deus e guardam os 13:12 Seus mandamentos. a cumprir o propósito a seu respeito. os Seus caminhos!" (Rm 11:33. e deixem que lhes chegue ao coração a lição que ele ensina. pureza e abnegação. Não estamos agora suficientemente adiantados nas realizações espirituais para 1215 . e aqueles que têm o privilégio de estar juntos no serviço da igreja.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. pode relatar anedotas diverti­ das. 1900). Um testemunho vindo do coração. Deus chama cada um a tomar seu lugar. é considerado por Deus tão precioso como o ouro. Uma expressão de obediência. 1898). e Ele declara que isso pesa ainda menos que a vaidade (Carta 38. mas o espírito de Jesus não está nisso. com Paulo: “Quão insondáveis são os Seus juízos. que tem uma influência eficaz. WHITE . 1. enquanto o discurso inteligente e a oratória eloquente daquele a quem foram confiados grandes talentos. estarão unidos de maneira compreensiva e inteligente. Mistérios a ser revelados no Céu (Rm 11:33. [. Deus segura a balança.

Amor. nem ardor algum. Muitos dos que estavam presen­ tes nunca O tinham visto antes. White sobre At 9:1-4. Ver Ellen G. Após a Sua ressurreição. porém. também os predestinou para serem confor­ mes à imagem de Seu Filho. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima'. O adora­ ram (Carta 115. mas não faltou testemunho a respeito de Sua ressurreição. Os confli­ tos estarão para sempre terminados. A respeito dos membros daquela famí­ lia. não cairá sobre eles o sol. Era para a glória de Deus que o Príncipe da vida fosse as pri­ mícias. Esse testemunho não podia ser reprimido. Ninguém pôde dizer de onde ou como Ele veio. longanimidade. inclusive dos quinhentos que se reuniram na Galileia para ver seu ressurreto Senhor. “Contemplarão a Sua face. a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm 8:29). bondade e afável misericórdia em tudo que foi comunicado. pois o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascen­ tará e os guiará para as fontes da água da vida. e na Sua fronte está o nome dEIe” (Ap 7:16. fizermos parte da família do Céu. [. Discerniremos ordem naquilo que parecia ser inexplicável. Fatos sagrados foram imortali­ zados. O que a mente agora não consegue entender e que é difícil de compreender será explicado. Cristo não apareceu a ninguém. 22:4). “Porquanto aos que de antemão conheceu. Seu semblante era como a face de Deus. Este é o fruto produzido na árvore cristã (DCD [MM 1980]. O amor é uma planta de origem celes­ tial. As primícias da colheita eram consagra­ das ao Senhor. João escreve: “Jamais terão fome. por não havermos colhido e apreciado o que tem sido revelado dos mis­ térios eternos.. os mistérios da graça por meio de Cristo serão patenteados. e seu fulgor será suportável. Brandura. A verdade será desdo­ brada à mente. 363). cerca de quinhentos dis­ cípulos estavam reunidos na encosta da mon­ tanha. sofrer e suportar tudo — são estes os frutos da preciosa árvore do amor (RP [MM 1999]. 9. Semblante como a face de Deus. não se exasperar.1091 13:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA compreender os mistérios de Deus. nunca mais terão sede. 13. exceto a Seus seguido­ res. Repentinamente Jesus Se pôs entre eles. livre de obscuridade. 1904). Uma planta de origem celestial. Essa parte da colheita não devia ser usada para benefício do homem... temos de cultivá-lo diariamente. e serão solucionadas todas as dificuldades (Mar [MM 1975]. Na ocasião marcada.. sabedoria em tudo o que foi retido. esses mistérios serão desdobrados perante nós. 1216 . Foram imortalizados os sagrados fatos da ressurrei­ ção de Cristo (CT [MM 2002]. 30/01/1912). 319. O cora­ ção será levado a cantar de alegria. Essa mesma cena. Após Sua ressurreição. mas em Suas mãos e pés contemplaram as marcas da crucifixão. Os métodos da Providência divina serão esclarecidos. 285). Cristo era o molho movido antitípico (Lv 23:10. O atributo que Cristo mais aprecia no homem é o amor procedente de um coração puro. 20. e se queremos que floresça em nosso ► coração. benignidade. o atributo mais apreciado. o antítipo do molho movido típico. Cristo Se encon­ trou com Seus discípulos na Galileia. a ressurreição de Cristo dentre os mortos. 17.] Compareciam ao templo quando as primícias haviam sido colhidas e celebravam uma festa de ações de graça. CAPÍTULO 15 6. Quando. numa só linha. ST. Então será revelada muita coisa na expla­ nação de questões a cujo respeito Deus agora guarda silêncio. 76). [.] Cristo foi as primícias dos que dormem. Esse veio de várias fontes. e quando O viram. 11). era observada simbolica­ mente pelos judeus em uma de suas fes­ tas sagradas.

que realizou a obra de vencer as ten. 1901). As maravilhosas obras de Deus são um mistério para o homem. 285). os acentos de Seu falar. torna possível que este guarde a santa lei de Deus (Ms 126. se bem que não as mesmas partículas de matéria ou substância material que foram para a sepultura. Cristo nunca Se tornará cúmplice do pecado. Ele dá ao pecador outra chance. dando novamente o fôlego de vida e ordenando que os ossos secos vivam. Sua postura. Suportando a penalidade da lei. A ressurreição de Cristo foi uma amostra da ressurreição final de todos os que nEIe dormem. para ser preservado. contudo no corpo ressurreto e glori­ ficado ser-lhes-á perfeitamente preservada a identidade individual. ver Ellen G. Cristo redimiu o homem da penalidade da lamentável queda de Adão. Ambos se encontram em Cristo. White sobre Jo 1:1-3. 20. volta a Deus. Mesmo que tenham sido deformados. enquanto o dragão.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 180). em Seu devido tempo. Voltará à vida apresentando as mesmas características pessoais. Adão e Deus são reconciliados pela obediência do segundo Adão. Cristo Jesus é o Alfa e o Ômega. Quando as primeiras espigas de grãos maduravam no campo. Depois dessa cerimônia se podia meter a foice na seara. toda pes­ soa terá seu próprio caráter. Os dois Adões se encontrarão no Paraíso e se abraçarão. Deus. Cristo suporta a pe­ nalidade das transgressões passadas do ser humano. o caráter do homem. 45. Não há nenhuma lei de Deus na natureza que revele que Deus restitui as mesmas e idênticas par­ tículas de matéria de que se compunha o 1217 . Personalidade preservada num novo corpo (ICo 13:12). a besta e o falso profeta.1 CORÍNTIOS Os primeiros frutos maduros eram dedicados como oferta de gratidão a Deus. Segunda oportunidade ao pe­ cador (Rm 5:12-19. 22:13). Na ressurreição. essas espigas eram apresentadas ao Senhor. degenerados por enfermidades ou desfigurados nesta vida mortal. O sangue de Cristo vale­ rá apenas para aqueles que voltarem à lealda­ de para com Deus. Ele era reco­ nhecido como o Senhor da colheita. O corpo ressurreto do Salvador. e reconheceremos no rosto brilhante com a luz que irradia da face de Jesus. uma segunda oportunidade. e quando as pessoas subiam a Jerusalém. Ap 1:8). Como repre­ sentante da raça caída. bem como todos os que recusa­ ram as oportunidades e privilégios que lhes foram dados a um custo infinito e não vol­ taram à lealdade. Aparecerá a mesma forma. Do mesmo modo. Reconheceremos nossos amigos como os discípulos reconheceram a Jesus. compreenderão a importân­ cia associada a essa pesquisa. O Alfa e o Ômega (Ap 1:8. sendo o molho movido diante d Ele como oferta de gratidão. 22. Uma amostra da res­ surreição final (ICo 13:12. 42-52. 1897. serão excluídos do Paraíso (Ms 33. tudo era familiar aos Seus seguidores. 1897). mas estará isenta de doenças e de todo defeito. os traços fisionômicos daqueles que amamos (FV [MM 1959]. Nossa iden­ tidade pessoal é preservada na ressurreição. Quando os estudantes das profecias estive­ rem determinados a conhecer as verdades do Apocalipse. Por uma vida de perfeita obediência à lei de Deus. e esta podia ser juntada em molhos (Ms 115. despertará os mortos. os que dormem em Jesus ressuscita­ rão. Cristo passou pelo mesmo terreno onde Adão tropeçou e caiu. e ao comunicar ao homem Sua jus­ tiça. 42-52. O espí­ rito. 14. O ser humano violou a lei de Deus. apenas para aqueles que obedecerem à lei que violaram. WHITE . eram cuidadosamente colhidas. Rm 8:11). o Gênesis do Antigo Testamento e o Apocalipse do Novo. de modo que um amigo reconheça o outro.«g tações de Satanás e redimir o lamentável fra­ casso e queda de Adão. CT [MM 2002]. abre um 15:42 caminho pelo qual o pecador pode ser reinte­ grado ao favor de Deus.

O corpo humano será composto de um material muito mais requintado. ó morte. mas aparece um novo grão. E para isso que labutamos.] entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21). ressuscita corpo espiritual” (ICo 15:44. um novo nascimento. Vocês pensam que alguém ali tomará tempo para falar de suas provações e terríveis dificulda­ des? “Não haverá lembrança das coisas passa­ das. 349). ME3. servo bom e fiel. As agonias da morte foram as últimas coisas que eles sentiram. 431. que foi morto” (Ap 5:12).. Deus dará aos justos falecidos um corpo que Lhe apraz. 299). 21:4). Ali está alguém com o qual fala­ mos em seu leito de morte. e então os remidos lançam suas coroas resplandecentes aos pés de Jesus. e os resgatados de Deus entram pelo meio de querubins e serafins. Eis aqui alguém que era um pobre bêbado. 17. e em triunfo proclamou sobre o sepulcro empres­ tado de José: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25).. Quando eles acordarem. Ali se acham as fileiras de anjos de cada lado.. [. O Doador da vida vem para quebrar as cadeias da sepultura. Ali estão as coroas de glória imortal sobre as suas cabe­ ças. Estamos nos prepa­ rando para Ele? Estamos de tal maneira pron­ tos que. e as nações que observaram a verdade entram nela.] Ei-los ali. recebem o toque final da imortalidade e ascendem para o encontro de seu Senhor nos ares. 430. mas então eles proclamam: “Onde está. “Semeia-se corpo natural. Ap 5:12. As portas da cidade de Deus se revolvem sobre suas dobradiças. o coro angelical emite a nota de vitória e os anjos nas duas fileiras dão início ao cântico. < 1218 *601 15:51 . e a multidão dos remidos se une a eles como se já houvesse entoado o cântico na Terra. o teu aguilhão?” (ICo 15:55). 1894). Ele vê o penoso trabalho de Sua alma. e de fato o haviam feito. pois é uma nova criação.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA corpo antes da morte. Paulo ilustra esse assunto pelo grão de cereal semeado no campo. ó morte. E Ele voltará. Ele trará para fora os cativos e proclamará: “Eu sou a ressurreição e a vida. A substância natural da semente que se decompõe jamais é ressuscitada como antes. e fica satisfeito (Is 53:11). a tua vitória? Onde está. Toda voz proclama: “Digno é o Cor­ deiro. se adormecermos. todo o sofrimento terá passado. Mar [MM 1977]. Ms 18. Vocês estão trabalhando pela salvação de seus irmãos e irmãs? O Doador da vida em breve virá. [. e ele confiou sua alma desamparada a Jesus. Ele rompeu os grilhões da tumba. Temos um Salvador vivo e ressurreto. jamais haverá memória delas” (Is 65:17). poderemos fazê-lo na esperança de Jesus Cristo? (MCH [MM 1989/1953]. lTs 4:16. Que alegria é essa? Ele vê o penoso trabalho de Sua alma. Oh! que música! Não há uma nota desarmoniosa.” Eis ali a multidão ressuscitada! O último pensamento foi o da morte e suas agonias. depois de ali jazer três dias. mas Deus lhe dá um corpo segundo Lhe apraz. Cristo lhes dá as boasvindas e põe Sua bênção sobre eles: “Muito bem. O toque final da imortali­ dade (Is 65:17. Mt 25:21. O grão plantado se decompõe. em seguida. Os últimos pensa­ mentos que eles tiveram foram os da sepul­ tura e da tumba. Deus “lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 21:4. Aqui está alguém em cujo favor intercedemos com Deus à noite. 51-55.. Procuramos fazer com que fixasse o olhar nAquele que é pode­ roso para salvar e lhe dissemos que Cristo podia conceder-lhe a vitória. e fica satisfeito.

mas manter os olhos sempre voltados para o alto. Se os que estão engajados na luta não estiverem bem despertos. Uma dirige a atenção ao passado. A lei é ordenada para a vida (Rm 8:15-21. ver Ellen G. ascendendo de uma linha de trabalho para outra. 711. E ordenada para vida. Ver Ellen G. quando poderia ter sido vencido pelos exércitos do Senhor. orando por sabedoria. Aquele que deseja vencer precisa apegar-se firme­ mente a Cristo. 1895). tropeçará e cairá. O povo de Deus. ele sabia o que era a verdade. A vigilância espiritual de nossa parte individualmente é o preço da segurança.. Não deve olhar para trás. os que andam em harmonia com seus preceitos receberão a recompensa da obediência. nada dispondo para a carne no tocante às suas concupiscências. atentos. Não há meio de adentrarmos os portais celestes por meio da condescendência e da loucura. CAPÍTULO 3 69. Quão cui­ dadosamente ele se esforçava para deixar a impressão de que era amigo dos faltosos! Fazia-os entender que lhe era doloroso cau­ sar-lhes dor. para conservar a lembrança do Deus vivo 1219 . vigiando em oração. 237). Paulo era amigo dos faltosos O apóstolo Paulo achou necessário reprovar o erro na igreja. pronunciada do Sinai com terrível solenidade.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. [. das diversões e do egoísmo. gloriava-se nesse conhecimento. ou do lado de Deus ou do lado do príncipe deste mundo. ver Ellen G. mas não existe nela nenhum poder para perdoar ou redi­ mir. e. 14-17.. 13:5). Hb 9:9-12. Ela traz. Explica ansiosa­ mente a razão para sua atitude. homens maus são agentes através dos quais os poderes das trevas atuam..] não denotam orgulho espi­ ritual. Um duplo sistema de lei (G1 3:19. A ousadia de uma consciên­ cia santificada. 1907). White sobre Hb 8:6. Cl 2:14. Como um dos mensageiros de Deus enviado para confirmar a veracidade da Palavra. Não dar vantagem a Satanás (Ef 6:12. mas não perdeu o domínio próprio ao reprovar o erro.. 7). fora privilegiado com um duplo sistema de lei: a moral e a cerimo­ nial. é para o peca­ dor o pronunciamento de sua condenação. mas somente por constante vigilância e incessante oração. a pessoa não perceberá os artifícios de Satanás e será apanhada na armadilha. White sobre Êx 34:29. Estas palavras de Paulo [2Co 2:14-17.. E da alçada da lei condenar. à cria­ ção. 11. WHITE . No conflito com os agen­ tes satânicos há momentos decisivos que determinam a vitória. porém. e com a ousadia de uma consciência santificada. 10:1-7). [. Deixava-lhes na mente a impres­ são de que seu interesse estava identificado com o deles (Carta 16a.] As fiéis senti­ nelas de Deus não devem dar nenhuma van­ tagem aos poderes do mal.] Satanás sai vitorioso. Fora chamado para ser um embaixador de Deus ao povo e pregava o evangelho como alguém que fora chamado (Ms 43. agarrandose ao Mediador. [. 1893). Ef 2:15. White sobre 2Co 4:3-6. para que ele não obtenha vantagem sobre vocês (Carta 47.. apercebidos. A lei de Deus. sem discer­ nimento espiritual. a quem Ele chama de Sua propriedade peculiar.] Temos inimigos invisíveis a enfrentar. 7. Suba por meio do Mediador. mas um profundo conhecimento de Cristo.2 CORÍNTIOS 3:7 2 CORÍNTIOS CAPÍTULO 2 4. escravidão e morte aos que permanecem sob sua condenação (ME1. Ele sabia que fora chamado por Deus para pregar o evangelho com toda a segurança que sua con­ fiança na mensagem lhe proporcionava. 236. Não passem para o lado de Satanás nem um cen­ tímetro.

e tão imutável Deus.. O evangelho de Cristo cado a todo o sistema judaico. na morte de ani­ Se o transgressor tiver de ser tratado mais como expiação pelo pecado. A raça ram reconhecê-Lo. 05/09/1892). a lei moral era parte essencial do plano divino. estabelecido para que. O tabernáculo ou o tipo encontrou o antítipo (RH. Por Sua Palavra. templo de Deus na Terra era uma figura do Depois que Cristo morreu na cruz como original no Céu. a lei cerimonial não podia judaica eram proféticas e tipificavam os mis­ mais ter vigência. era a provisão feita por Jesus Cristo em mais na letra desta aliança do que a minis­ conselho com Seu Pai.3:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA que fez o mundo. Ele lança vissem também que. A outra. pois é facilmente compreendida e lembra­ da.] Amarás o ©► O sistema típico de sacrifícios e ofertas fora teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:37. Deus Se que sofria a penalidade da sua própria trans­ comprometeu a executar a penalidade da lei gressão à lei de Jeová (FV [MM 1959]. cujos reclamos sào obrigató­ justiça e retidão de Deus. Toda a organização do sistema de de todo aquele que estiver buscando em vão tipos estava fundamentada em Cristo. [. Meus estatutos e os Meus juízos guardareis. envolto numa coluna 1220 . Todas as cerimônias da lei oferta pelo pecado.. e a morte será a recompensa ção da raça. teu Deus. não consegui­ pecaram e carecem da glória de Deus. o peca­ “Faze isto e viverás” (Lc 10:28). o homem viverá por eles. parte do homem. “Portanto. A santa lei de apontavam para a redenção futura. cuja obediência consistia no oferecimento de sacrifícios e ofertas que A ministração da morte. 06/05/1875). que.. quando Cristo veio ao luz sobre todo o sistema judaico e dá signi­ mundo e morreu como sacrifício pelo homem. ficado à lei cerimonial. mas não pare­ As duas leis trazem o sinete da cem crer que devem sofrer a penalidade por Divindade. os dor pudesse discernir a grande oferta: Cristo. 106. RH. E se era glorioso o ministério da dispensação que devia termi­ rios para todos os seres humanos. dada por causa da transgressão da lei moral por dendo a todos os que criam Seu Espírito vitalizante e santificador? (Ex [MM 1992]. Todavia. é uma expressão da vontade de Desde a Criação. Sua abrangência é resumida nas se­ como Ele próprio. ao mesmo tempo. sobre todos os transgressores. vissem que a grande glória de um Salvador As cerimônias da lei judaica eram que perdoa o pecado era o que dava signifi­ proféticas (Hb 8:5). O todo trazia o Os ritos e cerimônias da lei foram dados sinete da divindade e exprimia a santidade. Mas os judeus foram cegados de tal forma cumprindo-os. contudo.] cos deles conseguiram ver. quando Cristo foi revelado. então não coisa mais. A lei cerimonial devia guintes palavras: “Amarás o Senhor. Desejava que projeta glória sobre a era judaica. de toda a tua alma de Cristo para a salvação da humanidade. Adão produzir uma justiça própria que satisfaça vira Cristo prefigurado no inocente animal os reclamos da lei. e quando Cristo veio. em todas as dispensações. A lei cerimonial era glo­ caída de Adão não pode contemplar nada riosa.. alguma segundo a letra desta aliança. achava-se ligada térios do plano da redenção. 39). através dele. te. para auxiliar na salva­ tração da morte. Eu pelo orgulho e pelo pecado que apenas pou­ sou o Senhor” (Lv 18:5). as pessoas cometem pecado. Vez após vez. 22/04/1902). quanto mais não deveria ser gloriosa a realidade. a quem há esperança para a raça caída. conce­ tempo e por toda a eternidade. e de todo o teu entendimento. e que existirá enquanto durar o nar. à lei moral e era gloriosa. Cada uma Deus é breve e. [. Paulo desejava que seus irmãos violar a lei (ST. pois todos essas ofertas prefiguravam. atender a um propósito particular no plano de todo o teu coração. pelo próprio Cristo. abarcandelas é clara e distinta da outra. 148).

ao sacrifício que Ele faria. o tipo encontrou o antítipo. e possam entrar na cidade pelas portas” (Ap 22:14. dada em Patmos. dos Dez Mandamentos. Achamos no Antigo o evangelho de um Salvador vindouro. Mas Cristo não declarou nenhuma vez que Sua vinda destruía os reclamos da lei de Deus. Ele pronun­ cia uma bênção sobre aqueles que guardam a lei de Seu Pai: "Bem-aventurados aqueles que guardam os Seus mandamentos. Os sacrifícios e ofertas apontavam ao futuro. deram aos israelitas uma visão velada e indistinta da misericórdia e graça que seriam trazidos ao mundo pela revelação de Cristo. que iluminou a face de Moisés. mais §► luminosa. da era cristã (FV [MM 1959]. con­ templando. O ministério não possuía glória alguma em si mesmo. mostrando seu lugar no plano da redenção e sua relação para com a obra de Cristo. encontramos no Novo o evangelho de um Salvador revelado segundo O haviam predito as profecias. Sem Cristo. Não há desarmonia entre o Antigo e o Novo Testamento. e essa lei deve ser tratada com grande respeito. na Sua própria imagem. somos transformados de glória em glória. e com o pecado veio a morte. Ele ofe­ receu Sua perfeição de caráter em lugar da pecaminosidade do homem. sofrendo sua pena. A débil glória da dispensação judaica foi sucedida pela glória mais brilhante. Os que aceitam Seu evangelho contemplam-No de rosto desco­ berto. Cristo suportou a maldição da lei. escrita e gravada em pedra. 29/07/1886). como por espelho. digna de seu divino Originador. A glória dá lugar a uma glória maior (Ap 22:14). juntamente com as profecias. Cristo Se tornou a propiciação pelo pecado do homem. 12). pois é sagrada. ST. sem nenhuma esperança de perdão. e o grande apóstolo declara essa lei gloriosa. para que tenham direito à árvore da vida. na última mensagem a Sua igreja. Cristo é o Advogado do pecador. era um ministério de morte. a glória do Senhor. por ocasião da morte de Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral. 7-17. Tomou sobre Si a maldição da desobediência. como pelo Senhor. à verdadeira oferta. "Todos nós. Paulo a apresentou perante os judeus em sua verdadeira posição e valor. o Espírito” (2Co 3:18). Sua norma de justiça foi claramente vista por todos os que viram o fim daquilo que se desvanecia.2 CORÍNTIOS de nuvem de dia e numa coluna de fogo à noite. o Novo mostra que o Salvador prefigurado pelas ofertas típicas já veio. 7-18. O cordeiro morto tipificava o Cordeiro que tiraria o pecado do mundo. 7:7. 237). levando a término o plano segundo o qual o homem devia ser colocado onde pudesse guardar a lei de Deus e ser aceito graças aos méritos do Redentor. ACF. quando. era o líder das hostes de Israel.a lei de Deus. revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial. Pela transgressão dessa lei o homem trouxe o pecado ao mundo. 29/07/1886). Foi o enxergar o objetivo daquilo que era transitório.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. G1 3:13). O minis­ tério da lei. o ver Cristo tal como é revelado na lei. WHITE . Enquanto o Antigo Testamento está constantemente apontando adiante. A glória de Cristo revelada na lei (Rm 3:31. mas o Salvador prometido. Os tipos e sombras do sistema sacri­ ficial. A lei moral glorificada por Cristo. o trans­ gressor era deixado sob sua maldição. Veem a relação de sua missão para com 1221 . Aquilo que devia se desvanecer era glorioso. a lei do Senhor permane­ cerá (ST. Ao contrário. mas não era a lei instituída por Deus para o governo de Sua família no Céu e na Terra. pois enquanto os Céus durarem. A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que 3:7 apontavam a Cristo. Mesmo depois que não devia mais ser observada. com o rosto desvendado. tornava gloriosa a lei moral (ME1. Então a glória daquilo que não devia se desvanecer . e por Seu sacrifício derramou-se glória sobre a lei.

White sobre Êx 34:29-33). pela transgres­ são de Sua santa lei. infinita e eterna.” [. Um sustenta o outro. Podem falar de Cristo como seu Salvador. O véu da incredulidade (ver Ellen G. A intuição do pecado. 1222 . Sua morte demons­ tra o maravilhoso amor de Deus ao homem e a imutabilidade de Sua lei (MEl. Para o homem ser salvo e para a honra da lei ser mantida. senão por intermédio da lei”. porém. Deus não podia mudar ou alterar um só preceito de Sua lei a fim de salvar o homem. acentuada pela lei. Não estão sujeitos a Sua lei. Não veem que foi tão somente a lei cerimonial que foi abolida quando Cristo morreu. Não veem a terminação do que se desvanecia. e não podem ter genuína fé em Mim. 14. “Eu não teria conhecido o pecado. 16. até alcan­ çarem a perfeição.. Em toda a sua majestade a lei confronta a consciên­ cia. 240. ainda está perante sua men­ te. quanto à lei dos dez mandamen­ tos. afinal lhes dirá: “Não os conheço. e não podem ver que suas ceri­ mônias são sem sentido. até que os homens se transformem em Sua semelhança. Por nós morreu no Calvário.] A lei moral jamais foi um tipo ou sombra. inalterá­ vel. tais como são reveladas pelo Salvador. Paulo declara (Rm 7:7). 239. todo esse sistema é sem sentido. têm também um véu ante os olhos e o coração. Existiu antes da criação do homem e vigorará enquanto o trono de Deus permanecer. 241). Ef 4:20-24. E imutável. A morte de Cristo eleva o sistema judaico de tipos e ordenanças. Rm 8:29. sobre toda a instituição do sistema religioso judaico. Ele pode reclamara justiça de Cristo. São feitos participantes da natureza divina e se tornam mais e mais semelhantes ao seu Salvador. todo o seu sistema reli­ gioso lhes é indefinido. Vocês não exerceram genuíno arre­ pendimento para com Deus. que é uma transcrição de Seu caráter. caminhando passo a passo em con­ formidade com a vontade de Deus. o homem pode apre­ sentar o poderoso argumento fornecido pela cruz do Calvário. que não era uma sombra. pois a lei é o alicerce de Seu governo. 240). Sem a morte de Cristo. mas uma reali­ dade tão perdurável quanto o trono de Jeová. Ele. Cl 3:10. pois é comunicada a todo pecador arrependido (MEl. impele o pecador para o Salvador. A morte de Cristo ergue o véu. Em sua necessidade. Pesado é o véu que lhes obscurece o entendimento. Os judeus rejeitam a Cristo. 18. White sobre SI 19:14. Apenas quando se harmonizarem com a norma de Seu governo é que Cristo poderá lhes ser de algum valor. portanto. Atribuem tanta importância a cerimônias simbólicas de tipos que já encontraram o antítipo. inexplicável e incerto. e Sua transforma­ dora eficácia é sentida na alma. O véu com que eles mesmos se cobriram em increduli­ dade obstinada. A morte de Jesus Cristo pela redenção do homem ergue o véu e projeta uma inunda­ ção de luz sobre centenas de anos no passado. A glória de Cristo revela-se na lei. que os sacrifícios e ofertas perderam seu significado. Os incomparáveis encantos de Jesus (Hb 12:2. foi necessá­ rio que o Filho de Deus Se oferecesse como sacrifício pelo pecado. Afirmam que a lei moral foi pregada na cruz.. Seria removido se aceitassem a Cristo. O evangelho reconhece o poder e a imutabili­ dade da lei. Aquele que não conhe­ ceu pecado Se tornou pecado por nós. a justiça da lei. mostrando que haviam sido designados por Deus para o propósito de manter viva a fé no coração de Seu povo (RH.3:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a lei e reconhecem a sabedoria e glória de Deus. Muitos. ver Ellen G. 06/05/1875). 12-15. pois Minha missão foi exaltar a lei de Deus. levando o pecador a sentir sua necessi­ dade de Cristo como propiciação pelo pecado. A lei e o evangelho estão em perfeita harmonia. Os ju­ deus se recusaram a aceitar a Cristo como o Messias. O coração de muitos está em guerra contra §► Deus. no mundo cristão.

Contemplar a Cristo significa estudar a Sua vida como mostrada em Sua Palavra. o preconceito. Indagava constantemente: “E este o caminho do Senhor?” Era constante o seu crescimento e mantinha comunhão com o Pai e o Filho. Contemplar a Cristo estudando Sua vida. terna compaixão. Quando O tomamos como Salvador pessoal. Demasiado próximo das baixadas da Terra (Gn 5:24. Ele nos revelaria Sua glória. Assim.2 CORÍNTIOS Ap 7:4-17). que Jesus disse envia­ ria ao mundo. Os cristãos professos deixam-se ficar demasiadamente próximo das baixadas 3:18 da Terra. somos atraídos para Ele. Devemos fixar os olhos em Cristo. 15). Sua associação com Cristo. Ef 4:13. refletimos. moralmente assemelha­ dos com Aquele que é perfeito no caráter. Como podem tais pes­ soas refletir a imagem de Cristo? Como podem irradiar os brilhantes raios do Sol da Justiça para todos os lugares escuros da Terra? Ser cristão é ser semelhante a Cristo (RP [MM 1999]. misericórdia. eclipsar Sua luz. o egoísmo. contemplem a atraente beleza de Seu caráter e. Devemos escavar em busca da verdade como a um tesouro escondido. demons­ trando as mesmas qualidades de bondade. Isto é. a justiça própria e a paixão nos cegam os olhos. A névoa que se interpõe entre Cristo e a pessoa será afastada quando. Oh. a glória do Senhor. o Consolador. o transfor­ mou segundo a imagem dAquele com quem estava tão intimamente associado. humildade e amor. Recebendo Sua justiça imputada. olharmos para além da sombra infernal de Satanás e virmos a glória de Deus em Sua lei e a justiça de Cristo. pois quando obtemos ainda que um vislumbre de Sua glória. dia a dia. e seu espírito se demora nas coisas que os olhos contem­ plam. o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão semelhante ao d Ele. Não mais andaríamos trôpegos. vocês serão transformados à Sua semelhança. mas permanecia sempre sob a influência de Jesus. somos transformados dia a dia. mansidão. Fez de Cristo o seu companheiro constante. Enoque tinha sempre ao Senhor diante de si. Ele estava no mundo ◄§ e cumpria seus deveres para com o mundo. temos ousadia para che­ gar até o trono da graça. mediante o poder transformador do Espírito Santo. 337). WHITE . A imagem 1223 . que é o Seu caráter. Isto é genuína santifica­ ção (LC [MM 1968]. Refletia o caráter de Cristo. tornamo-nos semelhantes a Ele. paciência. de modo que nossos caminhos e vontade se tornam os caminhos e vontade de Cristo. É o Espírito Santo. que transforma nosso caráter segundo a imagem de Cristo. simpatia. que quem observa essa pessoa vê o próprio caráter de Cristo refletindo como de um espelho. o divino .e isso em seus pensamen­ tos e sentimentos. de forma que não discernimos o Salvador. Sem que o percebamos. Sua experiência religiosa é muitas vezes superficial e insatisfatória. e ao expressarmos dúvida e incredulidade. 63). se pela fé nos aproximássemos de Deus. e quando isso se consuma. e diz a Palavra inspirada que ele andou com Deus (Gn 5:22). 1890). Satanás está procurando velar Jesus de nossa vista. crescemos em Cristo e incons­ cientemente refletimos Sua imagem. à medida que assimilamos a amabilidade de Seu cará­ ter. o celes­ tial. Seus olhos estão treinados para ver somente as coisas comuns.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Dia a dia se afastava mais de seus próprios caminhos e andava mais nos caminhos de Cristo. pela fé. Olhem para Cristo. Pela contemplação somos mudados. e suas palavras são frívolas e sem valor. nos queixando e lamentando e cobrindo o altar de Deus com nossas lágrimas (Ms 16. e o louvor a Deus fluiria de cora­ ções humanos e soaria nas vozes humanas! Então cessaríamos para sempre de dar gló­ ria a Satanás ao pecarmos contra Deus. ao con­ templar. O pecado esconde de nossa visão os incomparáveis encantos de Jesus. como por espelho.

Hb 12:2). Cristo gravará Sua imagem na alma. E acham que podem. fazendo com que deem um exemplo tão desagradável. Quando o eu for sepultado e Cristo ocupar o trono do coração. Limpando a atmosfera moral. Ele lhes usa os talentos para propósitos egoís­ tas. haverá uma revelação de princípios que limpará a atmosfera moral que cerca o ser (Carta 108. 309). Satanás os toma e coloca sobre eles seu jugo. 94). TB). vê que a santidade da lei divina é revelada no caráter dEIe e luta cada vez mais ardentemente para ser semelhante a Ele. em ser par­ ticipantes da natureza divina. com segurança. 1903). formar seu cará­ ter segundo seu próprio modelo. Quando os seres humanos consentirem em se submeter à vontade de Cristo. Quando Cristo é mais amado que o eu. são feitas impressões sobre ela.. transforma-se segundo a mesma imagem. “Olhando para Jesus. Quando decidem que conservarão suas pró­ prias peculiaridades e traços desagradáveis de caráter. Tendo conhecimento de Cristo . oposto à ideia de atingir a perfeição que Cristo oferece. 16. sua dessemelhança com Cristo é tão grande que a pessoa vê a necessidade de mudanças radicais em sua vida. Quando a pessoa é posta em íntima relação com o grande Autor da luz e da verdade. Aquele que é “totalmente desejável” (Ct 5:16. e se torna insatisfeito com tudo. Assimila as expressões. autor e consumador da fé” (Hb 12:2. Mas há apenas um modelo segundo o qual o cará­ ter humano deve ser formado: o caráter de Cristo. Seus hábitos e Suas lições de instrução — como que tomamos emprestadas as virtu­ des do caráter que tão detidamente temos estudado e ficamos imbuídos do espírito que tanto temos admirado. pela fé e amor e por sincero e perseverante ◄ esforço. ARC). O esforço para tornar-se semelhante a Cristo. 1899). 341). falando nEle. o espírito de seu amado Senhor. À medida que alguém se familiariza com a história do Redentor. a bela imagem do Salvador é refletida no crente. revelando-lhe sua verdadeira condição diante de Deus.Suas pala­ vras. detendo-nos em Sua perfeição. usando-os para seu serviço. Contemplando a Cristo com o pro­ pósito de se tornar semelhante a Ele. que se tornam uma vergonha para a causa de Deus (Ms 102.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA de Cristo é apreciada e cativa todo o ser (MG [MM 1974]. suas peculia­ ridades humanas distorcidas desaparecerão. tentando. Ocultando sua vida na vida de Cristo. Continua estudando com o desejo de se tornar seme­ lhante a seu grande Exemplo. tão dessemelhante de Cristo. [. porque os seres huma­ nos supõem que sabem melhor como for­ mar seu próprio caráter. O Espírito Santo tem sido impe­ dido de entrar para moldar e modelar o coração e a mente.] Até que o eu seja colocado no altar de sacrifício. FF [MM 2005/1956]. Jesus Se nos torna “o primeiro entre dez mil” (Ct 5:10. Aproximando-nos do Modelo per­ feito (Ct 5:10. descobre em si mesmo sérios defeitos. Não é desviando o olhar de Jesus que Lhe imitamos a vida. O Salvador o fortale­ cerá e ajudará quando ele vier pleitear por graça e eficiência (CD [MM 1995].. As peculiaridades humanas desapa­ recerão. menos com a perfeição. O instrumento humano vê aquilo que tem de enfrentar: um poder estranho. Uma batalha pode ser esperada a qual­ quer momento. porém. Mas com Cristo há poder salvador que obterá para ele vitória no conflito. Uma bata­ lha deve ser travada com as qualidades que Satanás tem fortalecido para seu próprio uso. Cristo não será refletido no caráter. Então 1224 8M)I 3:18 . o que busca a verdade vê a perfeição dos princípios da lei de Deus. Aqueles que contemplam o Salvador são transformados de glória para glória maior. aproximar-nos do Modelo perfeito. pois o tentador vê que está perdendo um de seus súditos. procurando refinar o gosto e elevar o caráter.

incapaz de apreciar a natu­ reza divina e dela se apropriar. 340. Sua pró­ pria imagem na alma (NAV [MM 1962]. Quaisquer que sejam as circunstâncias do cristão. a fim de que. privação. no futuro. por mais escuros e misteriosos que sejam os caminhos da Providência Divina. trans­ formar-lhe os gostos e colocar-lhe as afei­ ções no rumo do Céu. Por maiores que sejam as privações e os sofri­ mentos do cristão. A justiça requer que o pecado não seja meramente perdoado. As coisas do tempo presente não foram consideradas dignas de serem mencionadas em comparação com o eterno peso de glória que lhes estaria reser­ vado quando a luta terminasse. Tem a bendita certeza de que todas as coi­ sas estão contribuindo para o seu bem. por maiores que sejam as suas privações e sofrimentos. perplexo e perseguido. Jo 15:3). não será derrotado por Satanás. de que poderá se queixar o cristão de hoje? Quão insignificantes são as nossas pro­ vas em comparação com as muitas aflições de Paulo! Elas não merecem ser comparadas com o eterno peso de glória reservado para o vencedor.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE . tribulação. satisfez a ambos esses requisitos. De si mesmo é ele incapaz de sentir o pecado. 17. por mais escuro e ines­ crutável que se apresente o caminho da Providência Divina. Todos os engenhosos subterfúgios que o diabo possa sugerir são apresentados a sua mente para impedir todo bom impulso. vere­ mos quão intimamente todas as nossas pro­ vas estavam ligadas à nossa salvação e como essas leves aflições produziram para nós “eterno peso de glória. embora Deus o ame. ele deve se regozijar no Senhor. “Sem Mim”. (Rm 8:18. pôde Cristo iluminar 4:17 o entendimento e infundir Suas propriedades vivificantes à alma morta em ofensas e peca­ dos (MEl. Toda faculdade e poder que lhe são dados por Deus foram usados como arma contra o Benfeitor divino. O eterno peso de glória. 7. 18. Ele enviou Seu Filho para o mundo. A abnegação. Se ela fosse colocada ao seu alcance. Se Paulo. mediante o assumir a forma e a natureza humanas. no dom de Seu Filho unigénito. 1880). As provas são obreiras de Deus. [.2 CORÍNTIOS morrerá o eu. pelas armadilhas de Satanás. Deus. Pe 1:6. Morrendo em lugar do homem. O homem. 341). e de Cristo tão somente. White sobre 2Co 12:4). Cristo cumpriu a pena e proveu perdão. São obreiras de Deus. Não existe outro caminho para a salva­ ção do homem.] 1225 . podia chamar suas provas de leves tribula­ ções. Deus. porém.. Assim. não veria nela coisa alguma que seu coração natural dese­ jasse. pertur­ bado de todos os lados.. Por meio de Cristo. Está sobre ele o poder enfeitiçante de Satanás. 56). ordena­ das para o aperfeiçoamento do caráter. ordenadas para o aprimoramento do caráter cristão. CAPÍTULO 4 3-6. mas que seja executada a pena de morte. excluiu-se da vida de Deus. Pela união da natureza divina com a humana. ver Ellen G. as fontes da vida podem vitalizar a natureza humana. não seria seguro comunicar-lhe os dons e bênçãos que bem lhe desejaria conceder. pelo pecado. ele pode desviar o olhar de tudo isso e dirigi-lo para o que é invisível e eterno. 249). a humanidade e a divin­ dade nEle combinadas elevassem o homem na divina escala do valor moral. Essas próprias aflições eram obreiras de Deus. sabendo que tudo contribui para o seu bem (Ex [MM 1992]. “nada podeis fazer” (Jo 15:5). em linhas mais profundas. Sua alma é tomada de para­ lisia. diz Cristo. Foi-me mostrado que. O poder sedutor de Satanás (2Co 2:11. acima de toda com­ paração” (Carta 5. o orgulho será abatido e Cristo gravará. aflição e perseguição que Paulo suportou foram consideradas por ele como momentâneas. o autor do pecado.

ver Ellen G. são eclipsadas pela excelência. Aquele que os seres humanos desprezaram. a bondade e o amor de Deus. 18. exceto pelo olhar da fé. Aquele que sofreu a vergo­ nhosa morte de cruz . Hb 11:27.] As coisas temporais não devem absorver toda a nossa atenção ou ocupar nossa mente. Cristo é o juiz (Jo 5:22. Vendo Aquele que é invisível (Cl 3:2. Ele procura palavras mais expressivas. Contudo. momentâneas e indignas de conside­ ração. Em comparação com a cena em que se detinha o seu olhar espiri­ tual.4:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1099 O Espírito Santo iluminou a alma de Paulo com a luz do Céu. dignidade. mas as figuras de linguagem mais ousadas não seriam capazes de exprimir a verdade. Ms 58. para que a imaginação possa captar até certo ponto a suprema excelência da glória que será dada ao vencedor final. Ela não consegue expressar toda a realidade. um conhecimento incomensurável. as coisas desta vida eram vaidade e futi­ lidade.. Permitimos que a aflição. 10. ver Ellen G. Conseguir esse tesouro infinito é ganhar tudo e não perder nada (Ex [MM 1992]. White sobre 2Co 6:17. e foi-lhe assegu­ rado que ele tinha uma parte na possessão adquirida e reservada para os fiéis. deixaremos de receber a marca do celestial. Era um eterno peso de glória. uma plenitude de Deus. Paulo se esforçou ao máximo para expressá-la. e se pensarmos em coisas terrenas. As coisas deste mundo são temporais e só duram algum tempo. honra e felicidade na presença de Deus são coisas que não podem ser vistas agora. duradoura e não podia ser descrita pela linguagem humana. Santidade. Aquele que Se submeteu a ser tra­ zido perante um tribunal terreno. e fazemos com que um montinho de terra tome as proporções de uma montanha. Nossa mente toma o nível daquilo em que nossos pensamen­ tos se demoram. Cumpre-nos exercitar. [. E vendo Aquele que é invisível que podemos obter força mental e vigor espiritual (NAV [MM 1962]. Seríamos grandemente beneficiados por contemplar a misericórdia. que se discer­ nirão por meio de visão espiritual. Ele não conseguiu ► encontrar palavras fortes o suficiente para expressar a excelência dessa glória. 18).. no entanto. Mas as coisas que se veem: honras. 251. 337).somente Ele deveria 1226 . Paulo acha que sua linguagem é acanhada. beleza e fulgurante glória das coisas que agora são invisíveis. White sobre Rm 5:1. riquezas e glórias terrenas. A glória que o atraía era real. White sobre Rm 3:19). prazeres. E. a fim de que a imagina­ ção pudesse captar a realidade até onde fosse possível para mentes finitas. rejeitaram e sobre quem lançaram todo o desdém do qual seres humanos inspirados por Satanás são capazes de manifestar. a ponto de nossos pensamentos estarem intei­ ramente concentrados na Terra e no que é terreno. mas sofremos grande perda por deter-nos nas coisas terrenas e temporais. o cuidado e a per­ plexidade nos atraiam a mente para a Terra. honra e imortalidade que os crentes receberiam quando Cristo viesse. Aquele que veio das cortes celestes para salvar o homem da morte eterna. para que nos detenhamos nas coisas invisíveis e eternas. CAPÍTULO 5 7. Ao serem encaradas sob o aspecto da cruz. impor­ tante. Rm 14:10. Era um peso de glória. 1900). todas as aflições temporais eram apenas leves. Ver Ellen G. disciplinar e educar a mente de maneira que pensemos no sentido espiritual. Ele busca os termos mais amplos que a lingua­ gem humana pode proporcionar. Deus designou que o Príncipe dos sofredo­ res na humanidade fosse o juiz do mundo todo. A lingua­ gem de Paulo era vigorosa. ao passo que as coisas que não se veem são eternas e duram pelos séculos sem fim.

Ap 3:14-17). mas Ele cumpre o que diz. 8). Enquanto o coração estiver fechado contra Sua entrada. O novo nascimento consiste em ter novos motivos. 235). 3:5-8). produz o fruto pacífico de justiça. As cores não são firmes. Nosso Senhor e Salvador pede que nos entreguemos a Ele. os hábitos anti­ gos precisam ser abandonados. mas na transformação de todo o coração. Os que. não pode her­ dar o reino de Deus. Quando homens que ale­ gam ser cristãos retêm todos os seus defeitos naturais de caráter e disposição. Um temor apropriado de Deus. que está morto para o próprio eu e vivo para Deus. Não é uma emoção ou impulso. Antes de chegarmos a esse ponto de entrega não seremos felizes. O coração precisa ser aberto para receber o Hóspede celestial. A genuína conversão modifica as tendências hereditárias e cultivadas para o mal. por causa dos pecado­ res que abandonaram a Tua lei” (SI 119:53). Render o próprio eu a Deus é tudo que Ele requer: dar-nos a nós mesmos a Ele para sermos usados segundo Sua vontade. O Senhor quer que Seu povo confie nEle e permaneça em Seu amor. Deus não faz concessões ao pecado. RH. em que a sua posição difere da dos mundanos? Eles não apreciam a verdade como elemento santificador e refinador. Há muitos tipos de tecidos que. as tendências hereditárias. mas isso não significa que não tere­ mos temor ou receios. Paulo disse: “E assim. 1898). Não consiste em sentimentos. Hb 4:1). A velha natureza. 13. O amor é a decisão de uma von­ tade santificada (Jo 13:34. Eles desbotam. e a luz do sol não pode preencher as câmaras do templo da alma. nascida do 5:17 sangue e da vontade da carne. Um temor apropriado de Deus (SI 119:53. Assim é com a religião de muitos. Alguns pensam que se alguém tem um temor saudável dos juízos de Deus. isso é prova de que ele é destituído de fé.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. a princípio. novos gostos. A reli­ gião de Deus é uma textura firme. mas não conseguem resis­ tir à prova. O eu precisa ser crucificado. §► Quando o próprio eu é imerso em Cristo. Alguém declarou: “De mim se apo­ derou a indignação. têm excelente aspecto. pois o Senhor não fez tantas amea­ ças terríveis. mas não é assim. conhecendo o temor do Senhor. fazendo com que a alma tremente fuja para Jesus. Os velhos caminhos. 21/10/1890). pois a graça não é herdada. 206). novas tendências. Quando a trama e a urdidura do caráter não resistem 1227 . A religião pura é uma imitação de Cristo (ljo 2:6. pelo Espírito Santo são gerados para uma nova vida tornam-se par­ ticipantes da natureza divina. Não nasceram de novo (Mar [MM 1977]. rompendo a névoa e as nuvens. o verdadeiro amor brota espontaneamente. mas sim a deci­ são de uma vontade santificada. A graça não é herdada (Jo 1:12. ljo 4:7. 11. A religião pura é uma imitação de Cristo. persuadimos os homens” (2Co 5:11. O verdadeiro cristão é um seguidor de Cristo. composta de inúmeros fios entretecidos com tato e habilidade. e em todos os seus hábitos e práticas evidenciarão sua rela­ ção com Cristo. alma e caráter. 17. nem pronunciou juízos tão seve­ ros em Sua Palavra. O que cada um necessita é do amor de Cristo no coração. não pode haver nele paz dura­ doura. úteis ou bem-sucedidos seja onde for (MCP1. ao se crer em Suas ameaças. Muitos deviam ter esse espírito hoje e se voltar para o Senhor com humilde contrição.2 CORINTIOS pronunciar a sentença de recompensa ou punição (Ms 39. WHITE . 14. Sob o calor do verão elas se desvane­ cem e se dissipam. Uma reli­ gião que é construída sobre a confiança pró­ pria e o egoísmo não tem valor. Segui-Lo significa andar na luz. O tecido não suporta as asperezas do manuseio. Unicamente a sabedoria que pro­ vém de Deus pode completar essa textura. simplesmente para que estes ficassem registrados.

O egoísmo continua a crescer. Abandonar o mundo e entrar para a família de Deus (ver Ellen G. White sobre ICo 3:9. A religião de remendos não tem o menor valor diante de Deus. A princípio parece ser um pouco do eu e um pouco de Cristo. o material de que ele se compõe é inútil. “Se alguém está em Cristo. Aqueles que se unem com o Pai. Aqueles que buscam respon­ der à oração: “Faça-se a Tua vontade. Esta é uma fase da reforma religiosa que muito pou­ cos apreciam. deixando a rotura muito maior. ele viu Deus revelado em Seu verdadeiro caráter . que não deseja que ninguém pereça. ser egoísta. Cristo não dá nenhum encorajamento ao ser humano para pensar que Ele aceitará um caráter remen­ dado. Esteve no mundo Alguém que era um per­ feito Representante do Pai. Então. pois o material velho e frágil se rompe em contato com o novo. Ser áspero. Esta é a condi­ ção da igreja laodiceana. mu 5:19 CAPÍTULO 6 14-18. Depois de termos formado uma união com o grande tríplice poder. Não depende­ rão da sabedoria humana. ser severo. 1894). os cris­ tãos precisam sentir sua necessidade de um poder que vem apenas dos Agentes celestiais que se comprometeram a atuar em seu favor. procurar os próprios interesses. procurarão. Os que possuem tal caráter têm com Cristo uma ligação tão frágil que é completamente inútil (Mar [MM 1977]. é nova criatura" (2Co 5:17). 19. A raiz do egoísmo se revela. em Cristo. mas que todos se che­ guem a Ele. Nenhuma parte dele deve ser reservada para o desenvolvi­ mento de tendências herdadas ou cultivadas para o mal. constituído em sua maior parte pelo eu. White sobre Jz 2:2). assim na Terra como no Céu” (Mt 6:10). Ele requer todo o cora­ ção (Mar [MM 1977]. mas exigir que outros ajam com abnegação é uma religião que cons­ titui uma abominação para Deus. A única maneira é rejeitar completamente a veste velha e adqui­ rir outra inteiramente nova. 254). com um pouco de Cristo. Satanás atribuiu a Deus as qualidades possuídas por« ele mesmo. mas logo é tudo do eu e nada de Cristo. como membros da família real. Alguém cujo caráter e prática refutavam as falsas repre­ sentações que Satanás fazia de Deus. 20. o Filho e o Espírito Santo. 235. A fim de lidar de maneira reta com o mundo. Ver Ellen G. Remendar não compensa. receberão sabedoria do alto. 235). mas ela é uma falsa representação do caráter de Cristo (Carta 31a. que mostram por sua vida que já não estão seguindo a conduta que seguiam antes de se unirem a essas instrumentalidades divinas. até que seus ramos fiquem cobertos de frutos objetáveis. 1893). 1228 . Aqueles que abando­ nam o mundo. Eles podem crer em Sua Palavra como um filho acredita em toda palavra de seus pais. Todas as promessas são seguras para aquele que crê. Carta 105. Muitos têm exatamente essa experiência no dia a dia. Satanás vê em Cristo uma mani­ festação do caráter de Deus (Jo 1:18). com o espírito e toda a prá­ tica que o caracterizam.um Pai compassivo e misericordioso. lançando suas raízes cada vez mais fundo. Cristo olha com ter­ nura compassiva para todos os que têm um caráter misto. Ver Ellen G. White sobre Jo 1:14. julgar-se demasiado importante. arrependidos.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA ao teste da provação. consideraremos nosso dever para com os membros da famí­ lia de Deus com uma reverência muito mais sagrada do que jamais o fizemos antes. Um caráter remendado não é aceitá­ vel. Os esforços feitos para pôr remendo de pano novo em roupa velha não melhoram a condição das coisas. 21. Ele declara: “Eis que faço novas todas as coi­ sas" (Ap 21:5). filhos do celeste Rei. e tenham vida eterna (MEl. podem se considerar filhos e filhas de Deus. O plano de Cristo é o único seguro.

Paulo não só lhes escreveu. Amplas provi­ dências foram tomadas para que sejamos erguidos das regiões baixas da Terra. 17.. se tornará corrupto. que evidenciava a atuação especial do Espírito Santo no coração dos crentes. 1229 1102 por uma vida pura e santificada. 18). Vocês enfrentarão tribulações. Há condições a cumprir. Deus e Cristo e o exército celestial querem que o homem saiba que. levando assim outros a exercerem a mesma beneficência.. duras acusações. um coração que dê ale­ gremente. entre Cristo e o Maligno?” (2Co 6:14. O mundo é o instrumento que peneira a igreja e testa a genuinidade de seus mem­ bros. “Que sociedade pode haver entre a jus­ tiça e a iniquidade? Ou que comunhão. mostrar ao mundo como a vontade de Deus é feita no Céu (Ms 11. tocando-as. o mundo se lhes oporá rudemente. serei vosso Pai. espírito ferido. Coloquem suas afeições nEle e nas coisas celestiais. vocês mesmos se tornam impuros. a doarem liberalmente. Os homens requererão que vocês se conformem a leis e costumes que os torna­ riam desleais a Deus. Muitos professos cristãos são bem representados pela videira que se alastra pelo chão. e vós sereis para Mim filhos e filhas. que eram comparativamente pobres. WHITE . pois. ver Ellen G. Encorajado por esse movimento. enfren­ tando a oposição de Satanás e de seus anjos maus. da luz com as trevas? Que harmonia. 18. se quisermos ser abençoados e honrados por Deus. aos se unir com os cor­ ruptos. Devemos separar-nos do mundo e recusar tocar as coi­ sas que possam separar de Deus nossas afei­ ções. e Eu vos receberei. Rm 6:1-4). White sobre Pv 1:10. Ms 3. A todos esses vem a mensagem: “Retirai-vos do meio deles. 169). 17. Deus tem o primeiro e mais alto direito sobre Seu povo. diz o Senhor. não toqueis em coi­ sas impuras. e nos­ sas afeições se fixem em Deus e em coisas celestiais (LC [MM 1968]. separai-vos. A cada passo vocês terão de abrir caminho. 15).2 CORÍNTIOS É impossível que se unam aos corrup­ tos e ainda assim permaneçam puros.] Se vocês prosseguirem rumo ao Céu. O mundo apresenta estímulos que. Deus moveu esses macedônios. 151.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Como discípulos que criam plenamente na verdade. 1901). bem como de todos os que transgridem a lei de Deus. O exemplo de outros induz a dar. 1885). White sobre Is 8:12). Autoridades terrestres se inter­ porão. 8:1 . Vocês devem se desapegar de tudo o que é terreno. Desejava que dessem evidências de seu amor e provassem a sinceridade de sua fé. Ele estava ansioso para que concretizassem o que haviam prometido por meio da graça de Deus que atuava no coração deles. CAPÍTULO 8 1-8. ridículo. como se fosse um privilégio. persegui­ ções. colocam o crente numa posi­ ção onde sua vida não está em harmonia com aquilo que ele professa. entrelaçando suas gavinhas com as raízes e sujeiras que encontra. abnegadas. Paulo solici­ tou a Tito que visitasse a igreja dos coríntios e completasse a coleta que eles haviam se proposto a fazer e que já haviam começado. diz o Senhor Todo-Poderoso” (2Co 6:17. para que seu ◄ exemplo pudesse ser lembrado. Cortar os elos terrenos (Cl 3:2. Para que não fossem superados em libe­ ralidade pelas igrejas macedônicas. O instrumento de peneiramento (ver Ellen G. São exor­ tados a não tocar em coisas impuras. Quando um povo tiver anseio fervoroso de ajudar onde houver necessidade para fazer avançar a causa de Deus em qualquer ramo. Aqui é onde o povo de Deus encontra a cruz no caminho que leva à vida (LC [MM 1968]. mas enviou Tito para acompanhar a coleta. o Senhor comunicará a essas pessoas consa­ gradas. em sua profunda pobreza. quando aceitos. O apóstolo desejava grandemente ver nos crentes a simetria do caráter cristão. [.

pudesse pagar o resgate por nós. 1894)? 9. O Filho de Deus havia deixado Seu lar celestial. como o Desejado de todas as nações. Ele não poderia Se misturar aos aflitos e sofredores.isto é. ficou decidido que Cristo não viria de acordo com o Seu aspecto divino. 1900). Nos conse­ lhos do Céu Ele havia escolhido Se colocar 1230 . como começou. Cristo levou sobre Sua alma divina toda a série de tristezas que assediam a hu­ manidade (Ms 12. Como cristãos sob o controle de Deus. mas não o fez. Quando foi elabo­ rado o plano da redenção. E para aqueles que anseiam pelo descanso e pela paz hoje. 6. para que. mas colocou diante deles a neces­ sidade da igreja de Jerusalém e mostrou o que haviam dado outros que tinham menos vantagens e capacidade do que os coríntios. Deveria vir como um homem pobre.. estava incluída em Seu grande sa­ crifício.. tão verdadei­ ramente quanto para os que ouviam Suas palavras na Judeia. [. O Senhor Jesus estava disposto a se tornar pobre. RP [MM 1999]. Há também neste capítulo uma lição para aqueles que estão trabalhando na causa de Deus. 274.não para viver nos palácios dos reis. Apresentou-lhes o exemplo de outros para induzi-los a dar (Ms 12. Repousa sobre os ministros de Cristo uma responsabilidade de educar as igrejas para serem liberais. sem preocupações ou trabalho e dispor de todas as conveniências que a natureza humana naturalmente anseia. Aqui estava o pode­ roso argumento do apóstolo. e revestido Sua divindade com a huma­ nidade . e que eles dessem testemunho dessa atua­ ção ao produzirem frutos para a honra de Deus. Desejava que este [o evan­ gelho] atuasse neles como o poder de Deus. Não é o man­ damento de Paulo. O apóstolo os con­ clamou a considerar o exemplo de Cristo. Devem ser participantes da graça de Cristo em negar o eu para ajudar aqueles cuja necessidade é mais premente do que a deles próprios. deviam cumprir cada dever com toda a dili­ gência. O Comandante do Céu Se entregou a uma vida de humilhação e pobreza para que pudesse estar lado a lado com a raça caída. Ele precisava chegar às ínfimas profundezas do sofrimento e da pobreza humana. Poderia ter vindo de acordo com Sua elevada posi­ ção nas cortes celestiais. A humilhação. e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28. Fp 2:5-8).8:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA ele ansiava ver neles um senso vivo de sua obrigação e responsabilidade diante de Deus pelo evangelho. para que Sua voz pudesse ser ouvida pelos oprimi­ dos e decepcionados e para que Ele pudesse Se revelar à alma cansada e enferma pelo pecado como o Restaurador. Ms 14. Por que se deveria negar aos santos que são pobres a bênção de dar para ajudar aqueles que são mais pobres que eles (Ms 28. o fazer com que eles abundassem na graça da liberalidade. como Aquele que dá o descanso. mas do Senhor Jesus Cristo.] Paulo não ordenou nada aos irmãos coríntios. nunca de­ vemos nos esquecer de que a pobreza de Cristo foi uma parte de Seu legado para a hu­ manidade. Quer sejamos ricos ou pobres. A expiação não consistiu somente de Sua traição no jardim. O poderoso argumento de Paulo era a pobreza de Cristo. ou de Sua agonia na cruz. assim também complete esta graça entre vós”. honra e gló­ ria. 1900). todos os que estais cansados e sobre­ carregados. a fim de restaurar a imagem moral de Deus no homem. Por que Cristo veio como um pobre (Mt 11:28. Ele está dizendo: “Vinde a Mim. Paulo diz: “O que nos levou a recomendar a Tito que. Os ministros devem ensinar a libe­ ralidade. 1897). com suas riquezas. A pobreza de Cristo fez parte de Seu grande sacrifício. se assim viesse. Mesmo os pobres devem ter uma parte em apresentar suas ofer­ tas a Deus. da qual Sua pobreza fa­ zia parte. pois. por meio de Sua humilhação e de Sua morte na cruz.

pois sempre teve abundância dos dons do Espírito. 1231 . por causa das muitas reve­ lações que ele havia recebido. Paulo apresenta seu modelo. que é a verdade. o homem dá segura evi­ dência disso. Outro irmão. tornando-se num mordomo da graça de Cristo (MG [MM 1974]. Quando o verdadeiro pesquisa­ dor da verdade lê a Palavra e abre a mente para recebê-la. 8:21 16-18. White sobre At 16:14. temos experimentado” (v. Tito teve tanto sucesso em levan­ tar fundos entre as igrejas da Macedonia que Paulo desejava que ele visitasse Corinto e continuasse a fazer a mesma obra. 1899).1103 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 12. que serão os elementos nas mansões celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam. Tito viaja para Corinto. 59). Quando formos ten­ tados a reter aquilo que é necessário em cam­ pos estrangeiros. a Majestade do Céu. 1908). “cujo louvor no evangelho está espa­ lhado por todas as igrejas” (2Co 8:18). e Paulo desejava reavivar as recordações deles com respeito ao sacrifício feito em seu favor. “cujo zelo. pois não havia maneira segura de transportar dinheiro naquela épo­ ca (Ms 101. mas era de família pobre. Ricos de realizações. um construtor. a delicadeza cristã. para que pela Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos.] fizeram a viagem para Corinto. 21. A verdade achou caminho para o coração e ali está implantada pelo Espírito Santo. Ele havia tido grande influên­ cia em fazer com que ela fosse recolhida. Cristo Se havia entregado a uma vida de pobreza para que eles pudessem se tornar ricos do tesouro celestial. Mas Paulo não queria se encarregar pessoalmente de recolher essa contribuição. foram enviados para acompanhar Tito. Quando a verdade se apossa do coração. mas tomou o lugar mais humilde neste mundo. Nessa carta ele lhes recorda um esforço que tinha sido feito um ano antes para levantar uma contribuição em Corinto (Ms 101. recomendando-lhes esses irmãos que haviam tão prontamente empreendido uma tarefa tão difícil. a piedade. mas ricos de rea­ lizações. e ainda outro. em muitas ocasiões e de muitos modos. Ele conhecia melhor do que muitos outros as necessida­ des de vários lugares. WHITE . Ele veio ao mundo para ser um reconstrutor do caráter e introduziu em toda a Sua obra de construção a perfeição que desejava introdu­ zir nos caracteres que estava transformando por Seu divino poder. não ricos meramente de dotes. Não foram as rique­ zas espirituais que Ele deixou para trás. mas Se fez pobre por nossa causa. 9 Que motivos egoístas não os levem a reter os fundos que são necessários em campos ainda não trabalhados. 16-22. O amor. 22). Seu propósito é firme. seu ideal. tornou-Se pobre. Está determinado a permanecer do lado da justiça. Paulo escreveu uma carta aos corín­ tios. Tito e seus companheiros [. mas. Ver Ellen G.2 CORÍNTIOS ► nas fileiras dos pobres e oprimidos. Cristo. Ver Ellen G. O testemunho de Paulo era considerado como tendo muito peso. a ternura. Era rico. a cortesia.. almeja a verdade de todo o coração. 23. Cristo era coman­ dante nas cortes celestes. que era o de um carpinteiro. O mundo nunca viu seu Senhor como alguém rico (Ms 98. para que ninguém tivesse motivo para falar mal. Paulo recomenda Tito para os coríntios. 1906). tomam conta de sua alma. White sobre Rm 12:17. CAPÍTULOS 8. 1906). lançar Sua sorte com os trabalhadores humildes e aprender o ofício de Seu pai terreno. Essas são as riquezas que Cristo deseja ardentemente que Seus seguidores pos­ suam.. estudemos o oitavo e o nono capítulos de 2 Coríntios e aprendamos a imi­ tar o espírito liberal que tornou os macedônios dispostos a dar “mesmo acima” de suas posses para a causa que requeria sua assis­ tência (Ms 11.

175). concedidas aos vencedo­ res. 1895). segundo o nosso procedimento. O intelecto eno­ brecido. Podemos estar dia a dia a erigir um bom fundamento para a vida futura. A glória de Deus deve ser revelada na criação do homem à imagem divina e em sua redenção. Ele engana e destrói. serão proporcionais ao grau em que eles representaram o caráter de Cristo no mundo. puros. 6. zombamos de Deus. Deus é o autor de todo pensamento nobre. pois não foi Ele quem a fez? Deus vê que o pecado tem aviltado e degradado o homem. purificado e direcionado para o Céu é o poder universal para construir o reino de Deus. ‘Aquele que semeia pouco pouco também ceifará’’ (2Co 9:6). mas Ele O encara com piedade e compaixão. O intelecto pervertido tem exata­ mente a influência oposta. 5. as glórias do Céu. Alguém que lê CAPÍTULO 10 1. Hb 11:26). 4. Os que serão redimidos devem ser vencedores. devem ser elevados. Deus concedeu 1232 . Ele conhece todas as miste­ riosas operações da mente humana. 1104 2. Se sua luz arder bri­ lhantemente. mil tochas se acenderão à sua chama (SC. 244. um com Cristo (MG [MM 1974]. cintilará com muitas estrelas ou será iluminada por pou­ cas joias. Cada faculdade deve refletir a mente divina (Cl 3:10). demonstraremos respeito pela recompensa do galardão. Dar de má vontade é zombar de Deus. Foi uma coisa mara­ vilhosa o fato de Deus criar o homem. Carta 55. por juntar à nossa vida todas as boas obras possíveis. para assim fazermos as obras de Cristo e assegurarmos para nós mesmos um tesouro nos Céus (NAV [MM 1962]. 7. Ver Ellen G. Mil tochas se acenderão. Seria melhor não dar absolutamente nada do que dar de má vontade. Tenhamos sempre em mente que esta­ mos lidando com Alguém de quem depen­ demos em cada bênção. White sobre At 18:1-3. O Senhor Jesus Cristo é o Autor de nosso ser e também é o Autor de nossa redenção. cada propósito da mente (CM. Não temos um nobre pensamento que não provenha dEle. 121). Graças a Deus que temos ► o privilégio de semear na Terra a semente que será ceifada na eternidade! A coroa da vida será brilhante ou fosca. Os homens e as mulheres conside­ rarão como Deus encara as criaturas forma­ das por Ele? Ele formou a mente do homem.9:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 9 toda intenção do coração. outros nem se moverão. Quão brilhante será a coroa? (lTm 6:19. 8. Uma pessoa é de mais valor que um mundo. 199). Mas seu zelo estimulará a muitos. formar a mente. Deus criou o ser humano para que cada habilidade fosse uma habili­ dade da mente divina. pois se der­ mos de nossos meios quando não temos o espírito de dar liberalmente. White sobre ICo 3:9. é uma corrup­ ção do talento humano que é concedido para ser multiplicado em trabalho diligente para o bem. 7. Ver Ellen G. exceto aqueles que trouxerem Sua semelhança. por procurar representar a Cristo de tal maneira em nosso caráter que ganhemos muitas pessoas para a verdade. Ninguém pode habitar com Deus no santo Céu. 254). Pela abne­ gação. Os que ocupam posições de influência e responsa­ bilidade na igreja devem estar na dianteira na obra de Deus. Cumpre que andemos na luz. aproveitemos o melhor possível toda oportu­ nidade e privilégio para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. A recompensa. Se avançarem relutantemente. pelo exercício do espírito missioná­ rio. pois vê que Satanás o retém em seu poder (Ex [MM 1992]. O poder do intelecto. e todo o que quiser entrar no reino de Deus adquirirá um caráter que seja uma réplica do caráter de Deus.

1902). operando poderosos mila­ gres. do sus­ peitar mal. 2012]). O que faremos? . Entregue a quem? Satanás não pode tocar a mente ou intelecto. do falar mal. e que. para ten­ tarem remover de si a trave da crítica. Essa obra é a de criticar. 45 [ed. O mundo não foi entregue nas mãos dos homens. reconheceremos Sua voz (RH. a de se colocar na cadeira de juiz e pronunciar a sentença. estão se preparando para desem­ penhar seu papel no último grande drama. e ele não vem ao ser humano numa forma horrível como. Ele nos revela que os homens que são propensos a ver as coisas segundo os olhos humanos podem cometer erros muito gra­ ves se se empenharem numa obra que Deus não designou. WHITE . a não ser por parte de grupos de homens que se unem numa confederação para alcançar seus objetivos. acompanhado por milhões de milhões e milhares de milhares de anjos. que o lobo só pode ser reconhecido quando nos dirigi­ mos ao grande padrão moral de Deus e des­ cobrimos ali que eles são transgressores da lei de Jeová (FO. e representassem. O Senhor nos diz que. à vista de homens. Sua majestade satânica opera milagres à vista de falsos profetas. Seus propósitos com relação a Seus súditos rebeldes se cumprirão. mas condenou. Os que estão cedendo ao desejo de se confederar estão exe­ cutando os planos do inimigo.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 2Ts 2:712). Deus está obser­ vando. 1233 . embora Deus esteja permitindo que elementos de con­ fusão e desordem dominem por pouco tempo. que o mundo glorificará como Cristo. Satanás desceu nestes últimos dias para operar com todo engano de injustiça aos que perecem. as mara­ vilhosas obras do Senhor para todos os que O amam e obedecem aos Seus mandamen­ tos (Ms 63. A causa será seguida pelo efeito (Carta 141. Preparando-se para o ato final. Um teste infalível (Mt 7:15. Não há unidade de propósito. mas como > um anjo de luz. que é o pior adversário do ser 1 1:14 humano. Deus é perdido de vista. portanto. por meio de um exame cuidadoso de seu próprio coração. Enfrentando o supremo engano de Satanás (Mt 24:24. White sobre Ef 6:10-12).2 CORÍNTIOS dotes suficientes aos homens para que rea­ lizassem. ver Ellen G. 18/12/1888). Satanás concede seu poder aos que o ajudam em seus enga­ nos. Satanás veio como anjo de luz no deserto da tentação para enganar a Cristo. eles enganariam os próprios eleitos. tão genuínas. mas que afirma ser Deus. Um poder de baixo está atuando para pro­ duzir as últimas grandes cenas do drama Satanás vindo como Cristo e atuando com todo engano de injustiça naqueles que estão se unindo em sociedades secretas. Os atores. e que. às vezes. se possível. do falso testemunho. 14. Receberemos a ordem de adorar este ser. O cap. Quão melhor seria para o avanço espiritual de tais pessoas se elas olhassem bem para suas próprias falhas e defeitos de caráter. os que pretendem ter o grande poder de Deus só podem ser discernidos pelo grande detector. a menos que ceda­ mos a ele (MCP1. com capacidade e sabedoria. quando Cristo aparecer. os habitantes do mundo. Este mundo é um teatro. Jo 10:4. 1893). 1897). com graça e força. 26). é representado. afirmando que Ele é real­ mente o próprio Cristo. quando Ele vier.Digam-lhes que Cristo nos advertiu exatamente contra um inimigo assim. As vestes de ovelha pare­ cem ser tão reais. 11 de 2 Coríntios contém muitas ins­ truções. será com poder e grande glória. O diabo usará a mente de vocês se vocês a entregarem a ele (Ms 2. e os homens se prostrarão e o adorarão como Jesus Cristo. 1900). Ele virá personificando a Jesus Cristo. do ódio e do acusar os irmãos (Ms 142. a lei de Jeová. CAPÍTULO 11 1105 O julgar não é prerrogativa humana.

11:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA CAPÍTULO 12 1. Vindo como um anjo de luz. às vezes por regiões inóspitas. Deus deu muitas lições maravilhosas para nossa instrução. 224). Paulo ensinado pelo Espírito Santo (Fp 3:8). declara ele. às vezes por água. onde viu cenas cujas gló­ rias não poderiam ser reveladas a mortais. não perdeu a esperança e a con­ fiança em Deus. 1903). Cl 1:26). White sobre Mt 7:21-23. 23-30. Nenhuma tormenta ou tempestade pode mover de seu lugar aqueles cujos pés estão plantados sobre os princípios da ver­ dade eterna. por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus. para que. tudo isso não o levou à jactância ou à confiança própria. mesmo em meio a todos os seus conflitos e desânimos. 1901). em tormentas e tempes­ tades. Ele passou por muitas provações. 9.. Sob a instrução especial do Espírito Santo. Eles serão capazes de perma­ necer firmes nesse tempo de apostasia quase universal (Ms 74. 15. Paulo nutria uma opinião humilde sobre seu progresso na vida cristã. A pregação de Paulo era com poder. as quais não lhe foi permi­ tido tornar conhecidas (T8. . 14. Mistérios ocultos foram revelados (Rm 16:25. não venha eu mesmo a ser desqualificado” (ICo 9:27. Quão grandemente este evangelho enriquece o jar­ dim do ser. Por meio de Paulo. Era um obreiro incansável e viajava cons­ tantemente. Mas Paulo não permitia que nada o detivesse em sua obra (Carta 107. até o terceiro céu. Paulo fora altamente honrado pelo Senhor.. 223. em santa visão. Satanás está determinado a prosse­ guir com a guerra até o fim. Mistérios que haviam estado ocultos por séculos foram 1234 1106 É exigida constante vigilância (Ef 6:10-12). pois o viajar naquele tempo não tinha as comodidades de hoje. 03/05/1881). A verdade partia de seus lábios como uma afiada espada de dois gumes. Extraiam coragem da experiência do após­ tolo Paulo. tendo pregado a outros. meu Senhor” (Fp 3:8). e eram apresentadas ao povo de uma forma que ninguém mais podia apresentá-las. elevado e santificado. Em suas visões. 1903)! 1-4. e recebeu revelações da glória divina. Ele compreendia a importância de constante vigilância e nega­ ção própria. Todavia. Todo aquele que se alistou sob a bandeira ensanguentada de Cristo entrou numa guerra que exige constante vigilân­ cia. que havia recebido muitas revelações do Senhor. lTm 1:15). Mas seu triunfo será curto. “considero tudo como perda. seu discernimento foi puri­ ficado. O apóstolo Paulo foi altamente hon­ rado por Deus. e declara que assim obteve um conhecimento excelente. Ele considerava as tramas de seres humanos e do inimigo contra ele como um meio de disci­ plina e educação. afirmando ser o Cristo. Sua vida foi muito mais difícil do que a nossa. sendo levado em santa visão ao terceiro céu. encontrou dificuldades de diversas origens e. porque apren­ deu a depender do Senhor Jesus. As impres­ sões feitas em sua mente pelo Espírito Santo eram fortes e vívidas. Ef 3:8. Ver Ellen G. “Sim. Ele disse: “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição [. deve­ ras”. (Fp 3:12. ele enganará o mundo. O apóstolo Paulo. Paulo permaneceu humilde (ICo 9:27). preparando-o para produzir fru­ tos preciosíssimos (Carta 127. A indómita coragem de Paulo. refinado. 1904). e declarou francamente: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escra­ vidão. Falou de si mesmo como o principal dos pecadores. Ele foi levado. Porém. Paulo contemplou muitas coi­ sas as quais não é lícito ao homem referir. RH.]" (Fp 3:12). ◄ Mas muitas outras coisas que ele viu nas cortes celestiais foram entretecidas em seus ensinos. Paulo falava em demonstra­ ção do Espírito e de poder (Carta 105.

que se ampliam à medida que abrem caminho. a dificuldade pudesse ser removida. Levará a eternidade toda para serem reveladas as glórias e serem expostos os preciosos tesouros da Palavra de Deus (Ms 13. Satanás se insinuará mediante pequenas cunhas. 176). Paulo teve uma visão do Céu e. 4. que o dei­ xavam muito inquieto quando não estava empenhado em serviço ativo.GÁLATAS Dolorosos impedimentos na obra de Paulo. obtinham um ponto de apoio toda igreja havia alguns membros que eram nas igrejas. CAPÍTULO 13 5. 30/01/1912). 9). e lhe foi tornado conhe­ cido tanto quanto ele podia suportar sobre as formas em que Deus atua e sobre a maneira em que Ele lida com as mentes humanas. pois há um infinito além. As glórias do Céu são indescrití­ veis (2Co 4:17. 1899). Portanto. Em quase através deles. ao discursar sobre as glórias dali. A depressão com a qual o após­ tolo sofria era atribuível em grande parte. Ele achou que. O Senhor disse a Paulo que ele devia pregar entre os gentios as insondáveis riquezas de Cristo. pois havia um grande peso em sua alma com rela­ ção a eles. a melhor coisa que pôde fazer foi não ten­ tar descrevê-las. contudo. seus sentidos finitos. Problemas na Galácia. Deus não julgou apropriado atender suas orações a esse respeito. 1888). podem tentar ao máximo compreender e considerar o eterno peso de glória. por fervorosa oração. embora lhe tenha dado a certeza de que a graça divina lhe bastaria (LP. Paulo tinha uma aflição física. e. 20. 18). Devia ser dada luz aos gentios. 7. < GÁLATAS judeus de nascimento. Mas o Senhor tinha Seu propósito e disse a Paulo: “Não Me fale mais nesse assunto. para examinarem diariamente se estão no amor de Deus. Enquanto estava em Filipos. e para se colocarem no conduto da luz. 175. vocês podem exerci­ tar a imaginação ao máximo. A aflição de Paulo não foi remo­ vida (ver Ellen G. ini­ ciou sua segunda epístola aos coríntios. 7-9. Ele achava que a enfermidade da qual sofria lhe era um terrí­ vel impedimento em sua grande obra e repe­ tidamente rogou ao Senhor que lhe desse alívio. nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (ICo 2:9). A Minha graça basta. 6. por argumentos CAPÍTULO 1 1235 1107 revelados a ele Paulo. Os que não têm tempo para dar atenção a sua própria alma. Uma profunda tristeza ainda repou­ sava sobre a mente e o coração de Paulo devido a suas apreensões para com a igreja de Corinto. não conseguirão entendê-lo. erguia-se acima da debilidade física. a enfermidades físicas. Era impossível. 21). terão tempo para dar às sugestões de Satanás e à execu­ ção de seus planos. porém. White sobre At 9:8. As perigosas armadilhas dele serão introduzidas na obra especial de Deus nestes dias (ME2. cansados e exaustos do esforço. Ele nos diz que “nem olhos viram. As pequenas cunhas de Satanás (2Co 2:11). Os mestres judeus achavam pronto acesso a esses conversos e. Era um mistério que estivera oculto por séculos (ST. Mas quando trabalhava pela salvação de almas.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. nem ouvidos ouviram. sua visão era ruim.’ Ela o capacitará a suportar a enfermidade” (Carta 207. WHITE . 1:6 .

concluiu que se esses homens de seres humanos. Pedro falhou nos princípios da integridade.1:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA bíblicos. Divisão. Declaravam que ele não havia sido discípulo de Jesus e não havia recebido nenhuma comissão dEle. de todos procurado primeiramente uma entrevista par­ os dons. 189). diante dos principais apóstolos: estranho que ele dissimulasse e se esqui­ Pedro. contra os quais não existia tal preconceito. induziam-nos a voltar à observância da lei cerimonial como algo essencial à sal­ vação. teria havido uma divisão de opiniões. e sua utilidade teria sido grandemente prejudicada. para que não faltem com a integri­ Jerusalém para assegurar a resolução das dade. 17. Este fora o único caso em que ele havia se conhecimento da forma pura e reta em que submetido ao discernimento dos outros após­ Cristo praticava os princípios. Tendo conseguido sucesso nesse ponto. mais dano ele certamente causará ao perverter mentes e corações. 12. na qual apresentara o assunto. A fé em Cristo e a obediência à lei dos dez mandamentos eram consideradas de importância secundária. cometerão graves erros. Se ele tivesse pri­ meiro apresentado a questão diante do concí­ lio todo.. Assim. tendo sido eles próprios ganhos para a posi­ ção correta. Assim os emissários do judaísmo conseguiam alienar muitos dos con­ versos cristãos daquele que os instruíra no evangelho. Paulo ficou agitado ao ver os males que ameaçavam destruir rapidamente essas igre­ jas. conhecimento e grande influência ticular. Em Antioquia. 18. tudo estaria ganho. expondo suas falsas teorias e repreendendo com grande severidade os que haviam se apartado da fé (LP. sua extensa carreira submeterá circuncisão e guardara lei cerimo­ de serviço. por medo enxerga longe. trouxeram o assunto perante o concílio e ganharam o apoio de todos na deci­ são de deixar os gentios livres das obrigações da lei cerimonial (LP. 192. não é os seus aspectos.. O forte preconceito já excitado pelo fato de ele não ter imposto a circuncisão aos gentios teria levado muitos a tomarem posição contra ele. Mesmo os melhores homens. se não seguir cuidadosamente o caminho do Senhor. se deixados a si mesmos. Paulo [. derrubar as doutrinas ensinadas por Paulo. Ele tinha a instrução que ele havia recebido. quanto a se os gentios deviam se queda e restauração.] descreve a visita que fez a posições. recorriam aos métodos mais inescrupulosos para neutralizar sua influên­ cia e enfraquecer sua autoridade. Esse fato está regis­ CAPÍTULO 2 trado para que outros possam se beneficiar dele e para que a lição possa ser uma solene 1-10. mas ousava ensinar doutrinas diretamente opostas às defendidas por Pedro. Ver Ellen G. quanto mais elevada sua posição para mandar e con­ trolar. Mas os três principais apóstolos. Quando homens fortes vaci­ lam (Tg 1:8. White sobre At 9:25-27. sua intimidade com Cristo seu nial. 11. próprias questões que agitavam as igrejas da Após todas as falhas de Pedro. 193). Quanto mais responsabilidades forem colocadas sobre o agente humano. White sobre At 21:20-26). depois de toda tolos como sendo superior ao seu. Com uma sabedoria que vasse dos princípios do evangelho. mas se atenham aos princípios. ver Ellen G. Paulo teve de resistir face a face a sua influência ruinosa. após sua Galácia. correta. A sabedoria de Paulo (At 15:4advertência aos homens que ocupam altas 29). portanto. em todos na pregação e no ensino da Palavra. Tiago e João. Tiago e os outros apóstolos. o objetivo de sua visita teria sido der­ rotado. Escreveu imediatamente para os gálatas. ou para lhes conquistar a pudessem ser levados a tomar uma posição estima? Não é estranho que ele vacilasse e 1236 . 188. heresia e sensualidade estavam rapidamente ganhando terreno entre os crentes da Galácia.

Mas aque­ cia de recusar-se Caim a aceitar o plano de les que têm uma fé genuína em Cristo serão Deus na escola da obediência. para pensar que somos alguma coisa.] res é fruto da operação do Espírito Santo. Deus tornará perfeitos ape­ favor da raça humana. Quando nos achamos capazes de mol­ monial como o moral. 1900). se você Me aceitar 5:1). Ver Ellen G. Crescerá na exata que tipificava o sangue de Cristo. 1897). mas de sacrifícios devia ser uma lição objetiva do Cristo vive em mim” (G1 2:20. A graça de Cristo é essencial todos os dias. se a criar em todo coração o amor à lei de Aqueles que estiverem dispostos a fazer isso Deus. e Eu lhe imputarei Minha justiça” (RH. e Cristo tornouEspírito Santo (Ms 8. White sobre Rm 8:15. Esse serviço destinavanas aqueles que quiserem morrer para o eu. cação de maneira reta e segura ao porto. o qual ia ser proporção em que depender do ensino do derramado pelo mundo. Nunca podemos. Ela é diri­ Cristo. salvarobjeto da atuação do Espírito Santo. Não há lugar para a autossufi­ ciência (G1 3:10-13. 20. [. Não temos dade. White sobre G1 2:16.GÁLATAS 3:24 10-13. vemos a obra de Cristo. Hb 13:11-13. isto é. vivendo o educados acerca da intervenção de Cristo em caráter de Cristo. simbolizado em cujo coração mora a fé se transformará pelas ofertas sacrificiais que apontavam para num belo templo para o Senhor. obter vitória sobre a tentação. 1900). Jesus. Ms 16.a Vítima sofredora e agonizante. por nós mes­ judaica. 07/05/1901). A maior obra que pode ser feita ção com o santuário eram constantemente em nosso mundo é glorificar a Deus. White sobre 2Co 3:7incapacidade pessoal para dirigir sua embar­ 18. Não só o prome­ At 15:11. amor de Deus revelado em Cristo . tido dom do Espírito. que tomou sobre Si o CAPÍTULO 3 pecado do qual era culpado o homem. White sobre 2Co 3:7-11. A lei não tem poder para per­ nossos pés de cair (Ms 122. 19. cometemos um Cristo foi a base de toda a economia grande erro. dos Dez Mandamentos. O Espírito nos ensina a revelar a justiça em Todos os que prestavam serviço em rela­ nossa vida. Toda essa cerimô­ nia foi preparada por Deus. O oferecimento podem dizer: “Já não sou eu quem vive. White sobre Ap 3:1). suficiência em nós próprios. White sobre Gn 12:2. Rm 3:18-28.. A maior obra do mundo (Fp 1:21.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. A lei indica a Cristo (G1 2:16.. Ver Ellen G. os pecaminosos instrumentos humanos a vol­ Tudo o que é bom em homens e mulhe­ tarem a atenção para Cristo. a todo ser humano um senso de sua própria 13. 6-9. O Espírito Santo é nossa Que lei é o aio? Perguntam-me acerca eficiência na obra da edificação do caráter. WHITE . Este é o princípio da obra da lei como o aio que leva Cl 3:3. Contemplando este grande tema da salva­ 8. 24. Ver Ellen G. ção. 3. dar nossa própria experiência. Caim recusou-se a derramar o sangue gida pela graça de Cristo. Ver Ellen G. o Ser inocente que Se fez pecado por nós. Ver Ellen G. Que lei é o aio que nos deve na formação do caráter segundo a semelhança levar a Cristo? Respondo: Tanto o código ceri­ divina. que lhe diz: "Tomarei seu pecado e o levarei Eu mesmo. mas também a natureza 1237 . §► fosse oscilante em sua posição? Que Deus dê Rm 3:19-28. doar o transgressor. A alma como seu substituto e fiador. mas lhe indica a Cristo 16. Somente Sua incomparável graça pode salvar Rm 3:19-28). Volte à leal­ que compreende o significado dessas pala­ vras nunca será autossuficiente. Somos justificados pela fé. da lei em Gálatas. A alma se pelo sangue de Jesus Cristo. que é a lei de Seu reino. Se o fundamento de todo o sistema. ver Ellen G. 24. A morte de Abel foi consequên­ mos.

porquanto não O conheceu a Ele mesmo” (ljo 3:1). 1901). Cristo. que foi erguido sobre a cruz a fim de que fosse habilitado 1238 . 24-26. Não é tão essencial que compreendamos os detalhes exatos com respeito à relação entre as duas leis. A lei é uma expressão do pensamento de Deus. E nosso aio. ela opera em nós a purificação do caráter que nos trará ale­ gria através dos séculos da eternidade. acima das tentações que levam ao pecado (ME1. o Espírito Santo. Recebida em Cristo. como do lado da misericórdia. Cada ato de transgressão reflete sobre o pecador. Então se abrem os olhos para ver o caráter do pecado. Suas proibições são a segura garantia de felicidade na obediên­ cia. A lei foi quebrantada. opera nele uma mudança de cará­ ter e torna-lhe mais fácil transgredir de novo. Suas pró­ prias ações dão princípio a uma cadeia de circunstâncias que trazem o resultado defi­ nido. Não devemos olhar a Deus como alguém que espera o momento de punir o peca­ dor por causa de seus pecados. 235). Quando a mente é atraída para a cruz do Calvário. Por que Ele morreu? Em consequência do pecado? Que é pecado? A transgressão da lei. ljo 3:4). procura resguardá-los dos males que resultam da transgressão. Para os obedientes ela é um muro de proteção. levando-nos a sentir nossa neces­ sidade de Cristo e a fugirmos para Ele em busca de perdão e paz mediante o arrependi­ mento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo. por visão imper­ feita. Ergue-nos acima do poder dos desejos e tendências naturais. Especialmente a lei moral. e o resultado certo é a ruína e a morte. A relação entre as duas leis. A lei nos revela o pecado. A violação dessa lei no pequenino ato de comer do fruto proibido trouxe sobre o homem e sobre a Terra o resultado da deso­ bediência à santa lei de Deus. somos filhos de Deus. Onde encontrar o remé­ dio? A lei nos impele a Cristo. e devemos evitar a mínima aproximação do ato de ultrapassar os ► limites entre a obediência e a desobediência. pelo apóstolo. é discernido sobre a vergonhosa cruz. que exerce autoridade sobre todo ser humano. “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo.. a fim de que fôssemos justificados por fé” (G1 3:24). a ponto de sermos cha­ mados filhos de Deus.] A lei dos Dez Mandamentos não deve ser considerada tanto do lado proibitivo.. e. excluem-se do conduto de bênçãos. se estamos na posição de obediência ou de desobediência diante de seus santos precei­ tos (Carta 165. 234). o mundo não nos conhece. mas não pode perdoar o transgressor. Deus deseja que todo membro da Sua criação compreenda a grande obra do infi­ nito Filho de Deus em dar a vida pela salva­ ção do mundo. o único remédio (GI 6:14. “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai. Por essa razão. Quando o pecador vê em Cristo a repre­ sentação do infinito e desinteressado amor e benevolência. referese especialmente à lei moral. Cristo. 233. conde­ nando à punição. 234. A natureza da intervenção deveria sempre levar o homem a temer praticar a menor ação em desobediên­ cia aos reclamos de Deus. Nesta passa­ gem. Deve haver clara compreensão quanto ao que constitui pecado. E de muito maior importância que saiba­ mos se somos transgressores da lei de Deus. Quando a recebemos em Cristo ela se torna nosso pensamento. O pecador mesmo acarreta sobre si a punição. Preferindo pecar. desperta-se no seu coração uma grata disposição de seguir aonde Cristo o levar (ME1.3:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1109 e caráter desse sacrifício e intervenção são assuntos que deviam criar em nosso coração ideias elevadas e sagradas acerca da lei de Deus. revelando aos homens os imutáveis princípios da justiça. [. Contemplamos nela a bondade de Deus que. os homens se separam de Deus. de fato.

argumentavam que os gentios deviam rece­ ber a circuncisão antes de serem admitidos aos privilégios da igreja de Cristo. muitos ainda tinham essa opinião. CAPÍTULO 5 1110 1. que o Israel original e seus descendentes eram os exalta­ dos e privilegiados filhos de Abraão. 341). Recusavam-se a admitir que a obra de Cristo abrangia o mundo todo. Através da influência dos mestres judaizantes. Ver Ellen G. conseguiriam remover o ódio do qual o cris­ tianismo era objeto e ganhar grande número de judeus. não é para aquietar a consciência 1239 . White sobre Tt 1:9-11). 24-31. O partido que afirmava que o cristianismo não tinha nenhum valor sem a circuncisão se arregimentou contra o após­ tolo. Os opositores então tiraram vantagem disso. ao visitaras igrejas. White sobre Rm 8:15-21. Ver Ellen G. ainda. Cristo de nada vos apro­ veitará” (G1 5:2). A indignação de Paulo foi despertada. Tg 2:14-20. portanto. em Antioquia. e ele teve de enfrentá-los em toda igre­ ja que fundava ou visitava: em Jerusalém. insistindo numa dis­ tinção entre os que observavam a lei cerimo­ nial e os que não o faziam. também estavam começando a surgir facções que insistiam no fato de que os conversos ao cristianismo deve­ riam observar a lei cerimonial no assunto da circuncisão. mas não mantiveram sua oposição. em Corinto. chegava depois des­ ses opositores zelosos e inescrupulosos. White sobre Rm 8:17. lTm 6:12. ver Ellen G. impedia mais judeus de aceitarem a fé do que promovia a con► versão de gentios. Essas divisões quanto à lei cerimonial e quanto aos relativos méritos dos diferentes ministros que ensinavam a doutrina de Cristo causaram ao apóstolo grande ansiedade e di­ ficuldade no trabalho (LP. WHITE . na Galácia. encon­ trava muitos que o viam com desconfiança. e que estes tinham direito a todas as promessas fei­ tas a ele. e se esforçavam para desacreditá-lo. Defenderam sua posição. 6. Tt 2:14. fa­ ziam circular falsas acusações contra o apósto­ lo. White sobre Rm 8:15-21. e este crucificado. Afirmavam que Ele era o Salvador apenas dos hebreus. Depois da decisão do Concílio de Jerusalém sobre esse assunto. Naquela ocasião. Assim. A controvérsia sobre a circun­ cisão (ICo 1:10-13). Defendendo que o fim justificava os meios. Quando vocês olham ao Calvário. Ap 2:2.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. produzindo divisões. que era con­ trária à de Paulo. apresentando assim os homens a Seu Pai em Seu caráter justo (ME1. o concílio havia 5:6 decidido que os conversos da igreja judaica podiam observar as ordenanças da lei mosaica se o quisessem. Defendiam. Efeso e Roma. a circun­ cisão ou incircuncisão nada era. mostrando que a con­ duta do apóstolo. mas que essas ordenanças não deviam ser tornadas obrigatórias aos conver­ sos dentre os gentios. ao receber os gentios na igreja sem circuncisão. e alguns que até desprezavam seu trabalho. 121. A fé genuína sempre atua pelo amor.GÁLATAS a comunicar Sua justiça ao homem caído e pecador. A religião da Bíblia significa traba­ lho constante. e afirmando que os últimos estavam mais longe de Deus que os primeiros. Visitavam cada igreja que ele havia organizado. (Fp 2:12. O partido judaizante considerava Paulo um apóstata que estava determinado a derrubar o muro de se­ paração que Deus havia estabelecido entre os israelitas e o mundo. Sua voz se levantou em severa repreensão: “Se vos deixardes circuncidar. Achavam sinceramente que. Ver Ellen G. 1. ficando nesse meio termo entre judeus e cristãos. 2. Deus o impelia para a grande obra de pregar a Cristo. CAPÍTULO 4 7. 122). justificavam sua oposição aos resultados das calmas delibe­ rações dos reconhecidos servos de Deus. IPe 1:22. Como Paulo.

dizendo: “Ele me desapontou. 1897). fidelidade (Ms 41. 2. A influência do Espírito Santo é a vida de Cristo na alma. Trabalhar com espírito de man­ sidão (Hb 12:12. A reli­ gião bíblica significa um trabalho constante. E a Testemunha Verdadeira diz: “Conheço as tuas obras” (Ap 2:2). Ele atua não só em cada pessoa que recebe a Cristo. e da carne colherá corrupção. 1911). falto de compaixão. Não coloquem seu irmão de lado. não é para se acomodarem para dormir. contra a carne” (G1 5:17). Os que resistirem à luz e à verdade se tornarão mais endurecidos e insensíveis. mas para susci­ tar fé em Jesus. Quanto mais perto chegarmos do final da história da Terra. Os que conhe­ cem a habitação do Espírito em seu interior revelam os frutos do Espírito: amor.5:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA na falta de cumprimento do dever. A restauração deve ser feita. ceifa uma colheita de iniquidade. Cruéis tentações o assaltam. seja­ mos cuidadosos em manter boas obras. “Porque a carne milita contra o Espírito. purificando a alma do lodo do egoísmo. 119. Seus ataques ficarão cada vez mais ferozes e fre­ quentes. mas por meio dela. As advertências têm cada vez menos poder sobre ela. o crime e a violência predomi­ naram no mundo antediluviano. mas Seu Espírito está tão perto de nós num lugar como em outro. Se bem que seja verdade que nossas ati­ vidades atarefadas não nos garantem. A resistência à verdade a confirma na iniquidade. para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:16). Semeia para a carne. O Espírito de Deus mantém o mal sob o con­ trole da consciência. benignidade. A colheita da resistência (Rm 2:6. CAPÍTULO 6 1. “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens. 1240 . Quando o ser humano se exalta acima da influência do Espírito. Essa pessoa perde gradualmente seu temor de Deus. Não pode ter linguagem vul­ gar. 13). 17. 8. 1901). e não tentarei ajudá-lo" (Ms 117a. White sobre Jz 16). Não pode ser despótico. Quando nos apo­ deramos de Cristo pela fé. O Espírito tem cada vez menos influência sobre tal pessoa para restringi-la de semear as sementes da desobediência. 22. Cumpre-nos ser zelosos de boas obras. segundo a Sua boa vontade” (Fp 2:12. 7. que devem ser vencidos por vigorosa luta. 23. não pode ter coração duro. mas no espírito de mansidão. 7. alegria. não pode ter trato ríspido. e o Espírito. A obra do amor brota da obra da fé. ver Ellen G. Foi porque os homens semearam as sementes do mal que a iniquidade. não de maneira orgulhosa. 20:16. A habitação do Espírito (Ef 5:9). longanimidade. White sobre Êx. nem usar palavras ásperas. porque Deus é quem efe­ tua em vós tanto o querer como o realizar. Seu coração de carne se torna um coração de pedra. 1890). Severos conflitos na vida cristã (Ef 6:12). bondade. paz. e censurar e condenar. Todo homem tem hábitos corruptos e pecaminosos. Ms 16. Ele tem severos conflitos a enfrentar. e mais determinados contra aqueles que amam a Deus e guardam os Seus mandamentos « (Ms 33. Ela despreza os santos man­ damentos de Deus. Ver Ellen G. A colheita da semente que ela própria semeou está madurando. mais enganosos e ardilosos serão os ataques do inimigo. Não vemos a Cristo nem falamos com Ele. A vida do cristão não é toda suave. 4:21. Não pode ser cheio de pompa e pre­ sunção. fé que opere. “Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. também é verdade que a fé que nos une a Cristo estimulará a pessoa à ativi­ dade (NAV [MM 1962]. ditatorial e autoritária. em si. De toda pessoa se requer empenho no combate da fé. nossa obra ape­ nas começou. Se alguém é seguidor de Cristo. 13). a salvação.

“Se alguém quer vir após Mim. Aquele que fora um dia um perseguidor de Cristo na pessoa de Seus santos. mais seguro será o tesouro no mundo eterno (Carta 129. quanto mais 6:14 . Uma questão de vida ou morte (Ap 3:21). Suas palavras ressoam através do tempo até nós: “Porquanto. A resistência produziu sua colheita (Ms 126. nossa doutrina. 1898). « Todas as bênçãos que recebia eram conside­ radas vantagens a ser usadas para abençoar a outros (RH. A garantia do sucesso. Ou receberemos vida eterna ou morte eterna. Ef 2:8. Maravilhosa verdade! Essa é uma espada de dois gumes que corta de ambos os lados. que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29). fervoroso e perseverante. 12:32. 22. Paulo. nossa inexaurível fonte de poder (Carta 129. Mas. E continuará nessa conduta até que esteja confirmada no mal e creia que a mentira que escolheu é a verdade. Paulo era vivo exemplo do que deve ser todo cristão verdadeiro. Vivia para glória de Deus (NAV [MM 1962]. Não con­ servarão nossos membros de igreja o olhar num Salvador crucificado e ressuscitado. 9. para que sejamos vencedores. mas não a força a receber a verdade. Jo 3:14-17. perante o mundo. tome a sua cruz e siga-Me” (Mt 16:24). Agora temos uma men­ sagem: “Eis o Cordeiro de Deus. O Céu nos proveu de abundantes oportunidades e privilégios. a cruz de Cristo. a si mesmo se negue.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Somos instados a vencer nesta vida como Cristo venceu. poderemos afastar-nos. ele fazia as obras de Cristo. Assim receberão sua lição. Não é devido a qualquer decreto que Deus emitiu contra o ser humano. Ap 12:10). 14. é preciso que não acariciemos as inclinações carnais em nossa vida. e eu. Nunca houve um obreiro mais abnegado. para o mundo” (G1 6:14). nossa advertên­ cia ao impenitente. Suspenso na cruz. nosso encorajamento para os que choram e a esperança para todo crente.GÁLATAS o coração estiver apegado a Cristo. WHITE . Jo 1:29). Sua vida era Cristo. Mt 16:24. Olhar e viver (Is 45:21. Vejam na cruz de Cristo a única garantia segura de exce­ lência e sucesso individual. recomendando-lhes tão somente que conti­ nuem a fixar o olhar no Cordeiro de Deus. Contemplamos na cruz de Cristo nossa efi­ ciência. E. 279). 1897). Se pudermos suscitar um interesse na mente dos homens que os levem a fixar os olhos em Cristo. “Mas longe esteja de mim gloriarme. e ele empregava todas as suas energias para a con­ versão das pessoas. um vivo exemplo para todo cristão (Fp 1:21). Não há meio-termo. para mim. Aquele cujos olhos estão fixos em Jesus abandonará tudo. o viver é Cristo” (Fp 1:21). Se a pessoa resiste às evidências que são suficientes para guiar seu discernimento na direção correta. O cora­ ção de Paulo ardia de amor pelas almas. nem um segundo tempo de graça. 1241 1112 Todos devem ser inteligentes com res­ peito ao meio pelo qual a alma é destruída. senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus dá luz e evidências suficientes para capacitar a pes­ soa a distinguir a verdade do erro. nosso argumento. Deixa-a livre para escolher o bem ou o mal. fará isso mais pronta­ mente na segunda vez. para que possamos vencer como Cristo venceu e assentar-nos com Ele em Seu trono. e esco­ lhe o mal uma vez. 1901). White sobre G1 3:24-26. pela qual o mundo está crucificado para mim. no qual se centralizam suas esperanças de vida eterna? Esta é nossa mensagem. 361). Na terceira vez estará ainda mais inclinada a se afastar de Deus e a escolher o lado de Satanás. então exalta. 29/05/1900). Todo egoísmo precisa ser cortado pela raiz (RC [MM 1986]. Ele não torna o homem espiritualmente cego. A escolha que fizer­ mos nesta vida será nossa escolha por toda a eternidade. A cruz é a fonte de poder (ver Ellen G. A questão de vida ou morte está diante de toda a humanidade. Cristo era o evangelho.

e a justiça e a paz se beijaram. Se a cruz não encontra uma influência que lhe seja favorável. 17. Aqueles que. aos que creem no Seu nome” (Jo 1:12). Há uma ciência que o Altíssimo deseja que ◄ esses grandes homens entendam. vencem o grande inimigo de Deus e do homem ocu­ parão nas cortes celestiais uma posição supe­ rior à dos anjos que nunca caíram. 2:2. é verdadeira ciência. a saber. esperança e certeza se apossam dele. real conhecimento intelectual. 10). 3-6. Este é o meio que deve mover o mundo (Ex [MM 1992]. e dela pro­ vém toda influência. White sobre Ap 2:1-5. a Luz do mundo. 9. “Mas a todos quantos O receberam. A mensagem evangélica está longe de se opor ao verdadeiro conhecimento e às realiza­ ções intelectuais. Sua alma indefesa se lança sem qualquer reserva sobre Jesus. pois nela Cristo deu a vida pela humanidade. E mais: foi oferecido para lhe dar completa transformação de caráter. ven­ cerá todo poder terrestre e infernal. A verdadeira . O evangelho é a verdadeira ciên­ cia (Jo 1:12. na força de Cristo. 1. a Vida. atrairei todos a Mim mesmo” (Jo 12:32). Cristo declara: “E Eu. ninguém pode sair com dúvida alguma que perdure. O ver­ dadeiro crente pode alcançar essas alturas divinas. 1898). Geração após geração. quando for levan­ tado da terra. um Salvador todo-compassivo. finalmente. 3. Cristo na cruz foi o meio pelo qual se encontraram a misericórdia e a verdade. ela cria uma influên­ cia. a verdade para este tempo tem sido revelada como verdade pre­ sente. Ms 49. A cruz de Cristo move o mundo (SI 85:10. 231).1:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Morrerá para o egoísmo. mas eles não conseguem ver a Verdade. deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus. Ela é o grande centro de atração. Em si. Os homens do mundo supõem que esta fé não mereça ser notada por sua mente grandiosa e inteligente. A incredulidade desaparece (Mar [MM 1977]. Cl 1:26. e Seu braço divino alcança o trono do Infinito. Toda influência centraliza-se na cruz. Ver Ellen G. a qual é tão gloriosa e admi­ ravelmente exaltada em Cristo. A ciência humana não é sabedo­ ria divina. White sobre At 9:8. Ante a visão de Cristo Jesus crucificado. White sobre Tg 2:13). para que o ser humano possa ter o benefício do infinito sacrifício feito em seu favor. 1903). de sermos aceitos no Amado. Ela é demasiado alta para que a inteligência humana a alcance. A ciência divina é a demonstração do Espírito de Deus e inspira fé incondicio­ nal nEle. Quando o pecador vê a Jesus como Ele é. EFÉSIOS CAPÍTULO 1 1242 11 13 Instruções preciosas para todos. Seu longo braço humano abraça toda a família humana. mas estão cometendo um grande erro. Ver Ellen G. Mas é apenas por meio de uma compreensão correta da missão e da obra de Cristo que podemos alcançar a pos­ sibilidade de estarmos aperfeiçoados nEle. ver Ellen G. tornando-o mais que vencedor. Crerá em toda a Palavra de Deus. Há muitos que são demasiado exaltados em sua opinião para receberem este mistério. Esse sacrifício foi oferecido com a finalidade de restaurar o homem a sua perfeição original. A cruz do Calvário desafia e. e que é algo demasiado baixo para que lhe devotem aten­ ção. Todos os que quiserem podem ver o mistério da piedade. Todo este primeiro capítulo de Efésios contém pre­ ciosas instruções para toda pessoa (Ms 110. 97. 27.

RH. Antes de os fundamentos da Terra serem lan­ çados. 30. mas que são revelados a todos os que têm ligação vital com Cristo. embora transgressores. A predestinação de Deus (Rm 8:29. IPe 1:2. apropriando-se dessa graça. 75). Todos os que quiserem podem conhecer a respeito da doutrina (NAV [MM 1962]. Essa aliança. mas. White sobre 2Pe 1:10. não tropeça­ reis em tempo algum. Os profundos princípios da pie­ dade são sublimes e eternos. WHITE . Nos concílios do Céu. foi feita provisão para que os homens. por meio de Jesus Cristo. Esta é uma classe de pessoas sobre a qual nos adverte o apóstolo: “Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da jus­ tiça do que. para isso foi feita ampla provisão ao dar Seu Filho unigénito para pagar o resgate do homem. todos os que.] Portanto. são eleitos para ser salvos como Seus filhos obedien­ tes. Rm 11:4-6. A sabedoria oculta. após conhecê-lo. unicamente. A experiência cristã. pudessem se tornar eleitos de Deus. Ms 57. Deus deseja que todos se salvem. se achará entre os eleitos de Deus (NAV [MM 1962]. que receber a Palavra de Deus e a ela obedecer com a simplicidade de uma criança. 2:15-21). 1900).. foi dada a Abraão centenas de anos antes da vinda de Cristo. [. 11. se tornassem san­ tos no caráter e sem culpa diante de Deus.. Aqui está a condição da única eleição salvífica que há na Palavra de Deus.] seguindo pelo caminho de Balaão.. foi feita a aliança de que todos os que fossem obedientes. é dada a seguinte explicação: “abandonando o reto caminho. Todo aquele que se humilhar como uma crianci­ nha. No segundo capítulo da segunda epístola de Pedro. O Pai dedica Seu amor ao povo eleito que vive entre os homens. o amor com que os amou. depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo. que amou o prê­ mio da injustiça. na humanidade. 157. feita. o assunto é tor­ nado claro e distinto. Com que interesse e com que ardor Cristo. Pois é dessa maneira que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1:10. 4. 2Pe 1:10. seriam filhos de Deus. mediante a soberana misericórdia de Deus. tornou-se o seu último estado pior que o primeiro” (2Pe 2:15-20). Manifesta-se neles a abundante graça de Deus. Ver Ellen G.. IPe 1:2). se. que é Cristo formado em nós. [. pela fé em Cristo como seu Substituto e Fiador. estudava os seres humanos para ver se eles se apodera­ riam da provisão oferecida (FEC. Os que se perderem perecerão porque se recusa­ ram a ser adotados como filhos de Deus mediante Cristo Jesus (FV [MM 1959]. e a pro­ messa é: “Procedendo assim. Devemos acrescentar graça a graça. 403)! Não há eleição incondicional (Ez 18:20-24. 362. 5.EFÉSIOS sabedoria está infinitamente acima da com­ preensão dos sábios segundo o mundo. 11. Na Palavra de Deus não há tal coisa como eleição incondicional — uma vez na graça. 02/01/1893). ST. é sabedoria tão alta como o Céu. Depois da referência a alguns que seguiram um caminho mau. não perecessem em sua desobediência. Esses são o povo a quem Cristo redimiu com o preço do próprio sangue. a esperança da glória. “para a adoção de filhos. sempre na graça. se deixam enredar de novo e são vencidos. 18/07/1899). desde a eternidade.COMENTÁRIOS DE ELLEN G. segundo o beneplácito de Sua vontade” (Ef 1:5). volverem para 1243 . 1:4 A aliança eterna dada a Abraão. e a obter os tesou­ ros de conhecimento que foram ocultos nos conselhos de Deus. filho de Beor. Devemos nos tornar coparticipantes da natureza divina. predestinados para Ele. 33:12-16. e como eles cor­ respondem à atração de Cristo. livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo. nos pode ajudar a com­ preender esse problema. por meio da graça abundante provida. 4.

Ver Ellen G. portanto. White sobre Ef 4:7. são concedidos a Seu povo. Ver Ellen G. 17. White sobre 2Pe 1:4. 17. White sobre Zc 9:16. Cristo ressuscitou da morte espiritual seres caídos. 293). exaltando o cará­ ter de Cristo. White sobre Ap 2:1-5. 7). Ver Ellen G. 20.. Levará a eternidade toda para 1244 . Os misté­ rios da redenção. Sua expiação pelo pecado. e Sua glorifica­ ção lhes é de grande interesse. Ef 1:20. Mas ainda seriam incapazes de apresentá-Lo assim como é. Aqueles que mantêm a doutrina da elei­ ção. poderiam ocupar as penas e as mais elevadas faculdades men­ tais dos homens mais sábios. [. que abrangem o caráter divino-humano de Cristo. 157). estão contra o claro ‘Assim diz o Senhor” (FV [MM 1959]. Há. 6. Emanuel. 16. 18. Ver Ellen G. White sobre Mt 3:16. Aqueles que uniram seus interesses em amor com Cristo são acei­ tos no Amado. se esses homens procurassem com todas as suas for­ ças fazer uma representação de Cristo e de Sua obra. 7. para andarem em novidade de vida. Cristo. 13. A guarda dos mandamentos de Deus é a vida eterna para quem os aceita. White sobre Ez 9:2-4. livrando assim o Seu povo dos seus pecados. White sobre ICo 2:9. O reflexo da glória de Deus resplandecerá para todo o sempre da face do Salvador (Ex [MM 1992]. para todas as suas faculdades dadas por Deus. porque são aceitos nEle. Os homens mais talentosos da Terra pode­ riam todos encontrar abundante aplicação.1:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1114 trás.. ICo 13:12). Ver Ellen G. Lc 17:10. Pela obediência fiel à verdade devem con­ firmar sua vocação e eleição (Ms 57. Expressou Seu grande júbilo e deleite ao rece­ ber o Crucificado e coroá-Lo com glória e honra. 21. revelando a glória de Deus a Seus escolhidos. ver Ellen G. Hb 1:3). 5. No entanto.. E todos os favores que concedeu a Seu Filho ao aceitar a grande expiação. necessidade de uma conversão decidida e diária a Deus. Os que se converteram verdadeiramente foram sepultados com Cristo na semelhança de Sua morte e ressuscitaram de sua sepul­ tura aquática na semelhança de Sua ressur­ reição. CAPÍTULO 2 1-6. O poder vivifieador de Cristo. White sobre Ef 1:6.] O assunto da redenção ocupará a mente e a língua dos remidos pelos séculos eternos. tor­ nam claro que os que já conheceram o cami► nho da vida e se regozijaram na verdade estão em perigo de cair na apostasia e se perderem. Ver Ellen G. desde agora até que Cristo Se revele nas nuvens do céu com poder e grande glória. Exaltando o caráter de Cristo (Ef 2:7. Sua encarnação. essa representação ficaria muito aquém da realidade. 6. porém. Aceitos no Amado (v. apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2Pe 2:21). 1900).. Rm 7:12. Sofreram com Cristo em Sua mais profunda humilhação. e cobrindo seus defeitos e transgressões com as vestes de Sua pró­ pria imaculada justiça (CT [MM 2002]. 7. 15. Um tema para estudo na eterni­ dade (ver Ellen G. 9:24).] Há verdades que devem ser recebidas se as pessoas querem se salvar. 77). 6. Hb 4:15. As Escrituras. [. 21. O Pai concedeu toda a honra a Seu Filho. White sobre Ap 5:6. 4-6. 16. Deus os ama assim como ama a Seu Filho. Ver Ellen G. uma vez salvo. 18. de agora em diante até o juízo. enchendo-lhes o coração de esperança e de alegria (LC [MM 1968]. coloca-Se entre Deus e o crente. sentando-O à Sua destra. para que pudesse trazer à luz vida e imortalidade pelo evangelho. muito acima de todos os principados e potestades. Assim como Deus ressuscitou a Cristo den­ tre os mortos. salvo para sempre. vivificando-os com Sua vida.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - EFÉSIOS

2:18

sill

que um ser humano compreenda o plano e hoje está enganando seres humanos com
da redenção. Este se abrirá para ele linha relação à lei de Deus (FV [MM 1959], 106;
após linha; um pouco aqui, um pouco ali
Ms 167, 1898).
(Ms 21, 1895).
Uma mentira infame de Satanás
7, 8. Ver Ellen G. White sobre Ef 4:7.
(ljo 3:4). Deus não fez o infinito sacrifí­
8. Ver Ellen G. White sobre Gn 12:2, 3; cio em dar Seu Filho unigénito para o nosso
Rm 4:3-5; IPe 1:22.
mundo, para assegurar ao homem o privi­
8,
9. Jactância fora de lugar (Rm 3:27;légio de quebrar os mandamentos divinos
ver Ellen G. White sobre Lc 17:10;
nesta vida e na futura vida eterna. Esta é
Rm 3:20-31). Os seres humanos estão em
uma mentira infame inventada por Satanás,
contínuo perigo de se jactar, de exaltar o eu.
que deve ser revelada em seu caráter falso
Assim revelam sua fraqueza. [...]
e enganoso. Esta lei, que Satanás deseja
A grande mudança que é vista na vida
tanto que seja considerada anulada e inva­
de um pecador após sua conversão não é
lidada, é o grande padrão moral da justiça.
efetuada por qualquer bondade humana;
Qualquer violação dela é um ato de transgres­
portanto, qualquer jactância humana é total­
são contra Deus e será visitado com a penali­
dade da lei divina. A todos os habitantes do
mente fora de lugar (Ms 36, 1904).
14, 15. Ver Ellen G. White sobre Mt 27:51. mundo que invalidam a lei de Jeová e con­
14-16. Cerimônias terminaram na tinuam a viver em transgressão certamente
cruz (Cl 2:14-17; ver Ellen G. White deve sobrevir a morte (FV [MM 1959], 106;
Ms 72, 1901).
sobre At 15:1, 5). As cerimônias associadas
18. Os méritos do nome de Cristo
aos serviços do templo, que prefiguravam a
(Ef 1:6; 3:12; Hb 4:15, 16; 9:14). Temos
Cristo em tipos e sombras, foram removidas
► no momento da crucifixão, porque na cruz acesso a Deus pelos méritos do nome de
Cristo, e Deus nos convida a levar-Lhe nos­
o tipo encontrou o antítipo na morte da ver­
dadeira e perfeita oferta, o Cordeiro de Deus sas aflições e tentações, pois Ele compreende
todas elas. Não deseja que desabafemos nos­
(Ms 72, 1901).
sos ais a ouvidos humanos. Pelo sangue de
Cristo foi crucificado, não a lei
(Rm 3:31). A lei dos dez mandamentos está Cristo podemos chegar ao trono de Deus e
encontrar graça para sermos ajudados em
viva e continuará a existir pelos séculos eter­
tempo oportuno. Podemos ir confiantes,
nos. A necessidade do serviço de sacrifícios e
ofertas cessou quando o tipo encontrou o antí­ dizendo: Sou aceito no Amado. “Porque,
por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um
tipo na morte de Cristo. Nele a sombra alcan­
Espírito” (Ef 2:18). “Pelo qual temos ousa­
çou a realidade. O Cordeiro de Deus foi a
dia e acesso com confiança, mediante a fé
oferta completa e perfeita.
nEle”(Ef 3:12).
A lei divina manterá seu exaltado cará­
Tal como um pai terrestre anima o filho
ter enquanto durar o trono de Jeová. Esta lei
a ir a ele a qualquer ocasião, assim o Senhor
é a expressão do caráter de Deus. [...] Tipos
nos anima a confiar-Lhe nossas necessida­
e sombras, ofertas e sacrifícios não tive­
des e perplexidades, nossa gratidão e amor.
ram mais virtude alguma depois da morte
de Cristo na cruz; a lei de Deus, porém, Toda e qualquer promessa é certa. Jesus
é nosso Penhor e Mediador e colocou ao
não foi crucificada com Cristo. Se tivesse
nosso dispor todos os recursos, a fim de
sido, Satanás teria ganhado tudo o que ten­
que possamos ter um caráter perfeito (LC
tou obter nas cortes celestiais. Ele caiu, tra­
[MM 1968], 18).
zendo consigo os anjos que havia enganado,

1245

2:19

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

O sangue de Cristo, com eficácia perma­
nente, é nossa única esperança; pois somente
através de Seus méritos temos perdão e paz.
Quando a eficiência do sangue de Cristo se
tornar uma realidade para a mente, por meio
da fé em Cristo, o crente deixará sua luz bri­
lhar em boas obras, na produção de frutos de
justiça (YI, 22/09/1892).
19-21. Pedras sem brilho são sem
valor (IPe 2:4, 5). Quando medito nesta
fonte de vivo poder da qual podemos beber
livremente, lamento que tantos estejam per­
dendo o deleite que poderiam ter ao meditar
em Sua bondade. Ser filhos e filhas de Deus,
crescer para santuário dedicado ao Senhor,
não mais ser “estrangeiros e peregrinos, mas
concidadãos dos santos, e sois da família de
Deus, edificados sobre o fundamento dos
apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo
Jesus, a pedra angular” (Ef 2:19, 20) - esse é
nosso privilégio.
Quão espantado o Céu fica com a con­
dição atual da igreja, que podia representar
tanto para o mundo se toda pedra esti­
vesse em seu devido lugar, como pedra viva
que emitisse luz! Uma pedra que não brilha
é sem valor. O que constitui o valor de nos­
sas igrejas não são pedras mortas, sem brilho,
mas pedras vivas, pedras que captam os bri­
lhantes raios da Pedra Angular, o próprio Sol
da Justiça - a brilhante glória na qual estão
combinados os raios da graça e da verdade
que se encontraram, da justiça e da paz que
se beijaram (Carta 15, 1892).
19-22. Ver Ellen G. White sobre IRs 6:7.

1116

CAPÍTULO 3
8,
9. Ver Ellen G. White sobre 2Co
12:1-4.
► 9. Ver Ellen G. White sobre Fp 2:5-8.
9-11. Ver Ellen G. White sobre Rm 16:25.
12. Ver Ellen G. White sobre Hb 4:15, 16.
15. Ver Ellen G. White sobre Gn 1:26.
17-19. Ver Ellen G. White sobre ljo 3:1.

CAPÍTULO 4
Uma lição para aprender e praticar.
Indico-lhes as palavras do apóstolo Paulo no
cap. 4 de Efésios. Este capítulo todo é uma
lição que Deus deseja que aprendamos e pra­
tiquemos (Ms 55, 1903).
Apresentado o meio de manter a uni­
dade. O plano de Deus é revelado de maneira
tão clara e simples no cap. 4 de Efésios, de
modo que todos os Seus filhos podem com­
preender a verdade. Aqui é claramente apre­
sentado o meio que Ele designou para manter
a unidade de Sua igreja, para que seus mem­
bros possam revelar ao mundo uma experiên­
cia religiosa saudável (Ms 67, 1907).
4-13. Ver Ellen G. White sobre ICo 12:46 , 12 .
7. O que é graça? (Ef 1:7; 2:7, 8; Rm
3:24; Tt 2:11). O Senhor viu nosso estado
caído; viu nossa necessidade de graça e, visto
como amava nossa alma, deu-nos graça e paz.
Graça quer dizer favor concedido a alguém
que não o merece, alguém que está per­
dido. O fato de sermos pecadores, em vez
de excluir-nos da misericórdia e do amor de
Deus, torna o exercício de Seu amor para
conosco uma necessidade definida, a fim de
que possamos ser salvos (ME1, 347).
8. Ver Ellen G. White sobre At 1:9.
13. Ver Ellen G. White sobre Pv 4:23;
Fp 1:21.
13, 15. Ver Ellen G. White sobre v. 30;
2Co 3:18; Ap 18:1.
15. Ver Ellen G. White sobre 2Pe 3:18.
20-24. O segredo da santidade
(Hb 12:14; ver Ellen G. White sobre
lTs 4:3). Homem algum recebe santidade
como direito de nascimento ou como dádiva
de algum outro ser humano. Santidade é dom
de Deus por meio de Cristo. Os que rece­
bem o Salvador se tornam filhos de Deus.
São Seus filhos espirituais, nascidos de novo,
renovados em verdadeira justiça e santidade
(ver Ef 4:24, ARC). Sua mente é mudada.

1246

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - EFÉSIOS

30.
Atingindo o alvo da perfeição
(Cl 2:10; Ap 7:2, 3; 14:1-4; ver Ellen G.
White sobre Ez 9:2-4; At 2:1-4, 14, 41).
O grandioso poder do Espírito Santo realiza
uma completa transformação no caráter do
ser humano, fazendo dele uma nova criatura
em Cristo Jesus. Quando uma pessoa está
cheia do Espírito, quanto mais severamente é
testada e provada, mais claramente demons­
tra ser representante de Cristo. A paz que
habita o ser é vista no semblante. As pala­
vras e os atos expressam o amor do Salvador.
Não há disputa pela posição mais elevada. Há
renúncia ao eu. O nome de Jesus é escrito em
tudo o que se diz e se faz.

Podemos falar das bênçãos do Espírito
Santo, mas a menos que nos preparemos para
recebê-Lo, qual o proveito de nossas obras?
Estamos nos esforçando com toda a nossa
capacidade para chegar à estatura de homens
e mulheres em Cristo Jesus? Estamos bus­
cando Sua plenitude, prosseguindo sem­
pre para o alvo colocado diante de nós - a
perfeição de Seu caráter? Quando o povo
do Senhor atingir esse alvo, serão selados
na fronte. Cheios do Espírito, estarão aper­
feiçoados em Cristo, e o anjo relator decla­
rará: “Está consumado” (FV [MM 1959], 137;
RH, 10/06/1902).
32. As palavras bondosas nunca se
perdem. Nosso alvo deve ser colocar em
nossa vida toda a cortesia possível e praticar
todos os atos possíveis de bondade aos que
nos rodeiam. As palavras bondosas nunca se
perdem. Jesus as registra como dirigidas a
Ele próprio. Semeiem as sementes da bon­
dade, do amor e da ternura, e elas floresce­
rão e darão fruto (NAV [MM 1962], 291).

1117

Contemplam as realidades eternas com
visão mais clara. São adotados na família de
Deus e moldados à Sua imagem, transfor­
mados pelo Seu Espírito de glória em glória.
De pessoas que dedicavam supremo amor ao
próprio eu, tornam-se pessoas que dedicam
supremo amor a Deus e a Cristo. [...] Aceitar a
Cristo como Salvador pessoal e seguir Seu
exemplo de abnegação - eis o segredo da san­
tidade (MG [MM 1974], 118).
A graça é essencial todo dia e toda
hora (2Co 3:18). A santificação da alma é
realizada por contemplá-Lo [a Cristo] cons­
tantemente pela fé como o unigénito Filho de
Deus, cheio de graça e de verdade. O poder
da verdade consiste em transformar o cora­
ção e o caráter. Seu efeito não é como uma
pincelada de cor aqui e ali na tela; o caráter
todo deve ser transformado, e a imagem de
Cristo deve ser revelada em palavras e atos.
Uma nova natureza é comunicada. O ser
humano é renovado segundo a imagem de
Cristo, em verdadeira justiça e santidade
(ver Ef 4:24, ARC). [...] A graça de Cristo
é essencial todo dia, toda hora. A menos
que ela esteja conosco continuamente, as
inconsistências do coração natural aparece­
rão, e a vida apresentará um serviço divi­
dido. O caráter deve ser cheio de graça e de
verdade. Onde quer que a religião de Cristo
atue, iluminará e dulcificará cada detalhe da
vida com uma alegria mais do que terrena
e uma paz mais elevada que a deste mundo
(Carta 2a, 1892).
29.
Nenhuma comunicação cor­
rupta. Somos aconselhados a não deixar
que nenhuma comunicação corrupta saia
de nossa boca; mas uma comunicação cor­
rupta não é simplesmente algo que seja vil e
vulgar. E qualquer comunicação que eclipse
da mente a visão de Cristo, que apague da
alma a verdadeira simpatia e amor. E uma
comunicação na qual o amor de Cristo não é
expresso, mas sim sentimentos de índole não
cristã (Carta 43, 1895).

5:2

CAPÍTULO 5
2. A oferta aceitável (ver Ellen G.
White sobre Rm 8:26, 34; Ap 8:3, 4).
A oferta que é feita a Deus sem um espírito
de reverência e gratidão não é aceita por Ele.

1247

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

É o coração humilde, grato, reverente, que
torna a oferta um aroma suave, aceitável a
Deus. Os filhos de Israel poderiam ter dado
todas as suas posses, mas se tivessem sido
dadas num espírito de suficiência própria ou
farisaísmo, como se Deus estivesse em dívida
para com eles pelo que estavam dando, suas
ofertas não teriam sido aceitas, e teriam sido
totalmente condenadas por Ele. Temos o pri­
vilégio de, ao negociar diligentemente os bens
do Senhor, aumentar nossas reservas, para
que possamos repartir com aqueles que caí­
ram em dificuldade. Assim, nos tornamos a
mão direita do Senhor, para executar Seus
propósitos benevolentes (Ms 67, 1907).
2, 27. A vida de Cristo, um ofereci­
mento a Deus. “Cristo nos amou”, escreve
Paulo, “e Se entregou a Si mesmo por nós,
como oferta e sacrifício a Deus, em aroma
suave”.
Este é o oferecimento a Deus, em nosso
favor, do dom de uma vida, para que pos­
samos ser tudo o que Ele deseja que seja­
mos - representantes Seus, que expressem
a fragrância de Seu caráter, Seus próprios
pensamentos puros, Seus atributos divinos,
conforme manifestados em Sua vida humana
santificada, para que outros possam contemplá-Lo em Sua forma humana e, compreen­
dendo o maravilhoso desígnio de Deus, ser
levados a desejar ser semelhantes a Cristo:
puros, incontaminados, inteiramente acei­
táveis a Deus, sem mácula, nem ruga, nem
coisa semelhante (MG [MM 1974], 172;
Ms 159, 1903).
9. Ver Ellen G. White sobre G1 5:22, 23.
23-25. Ver Ellen G. White sobre Ap
19:7-9.
25.
Apenas uma Fonte de luz (Jo 1:4;
Ap 2:1; Ap 21:23). Cristo “amou a igreja e a
Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25). Ela
é a aquisição de Seu sangue. O divino Filho
de Deus é visto andando entre os sete can­
deeiros de ouro. O próprio Jesus é quem abas­
tece de óleo essas lâmpadas que ardem, quem

acende a chama. “NEle, estava a vida e a vida
era a luz dos homens” (Jo 1:4). Nenhum can­
deeiro, nenhuma igreja brilha por si mesma.
De Cristo provém toda a sua luz. A igreja do
Céu, hoje, é apenas o complemento da igreja
da Terra; mas é mais elevada, mais grandiosa
- é perfeita. A mesma iluminação divina deve
continuar ao longo das eras eternas. O Deus
Todo-Poderoso e o Cordeiro são a sua lâm­
pada. Nenhuma igreja pode ter luz se não
irradiar a glória que recebe do trono de Deus
(FV [MM 1959], 280; Ms la, 1890).
25-27. O estojo que contém Suas joias
(Ml 3:17). A igreja de Cristo é muito pre­
ciosa aos Seus olhos. E o estojo que contém
Suas joias, o aprisco que abriga Seu rebanho
(FV [MM 1959], 280).
27. Alcançar a condição de impe­
cabilidade (Jo 14:15). Apenas aqueles
que, pela fé em Cristo, obedecem a todos os
mandamentos de Deus, alcançarão a con­
dição de impecabilidade na qual Adão vivia
antes de sua transgressão. Eles testificam de
seu amor a Cristo ao obedecerem a Seus pre­
ceitos (Ms 122, 1901).
CAPÍTULO 6
4. Mais poderosa do que sermões
(Cl 3:20, 21). Pais, Deus deseja que vocês
tornem sua família uma amostra da família
do Céu. Guardem seus filhos. Sejam hons
e ternos para com eles. Pai, mãe e filhos
devem estar unidos pelos elos dourados do
amor. Uma família bem ordenada, bem dis­
ciplinada, é um poder maior para demons­
trar a eficiência do cristianismo do que todos
os sermões do mundo. Quando pais e mães
compreenderem como seus filhos os imitam,
vigiarão cuidadosamente toda palavra e todo
gesto (Ms 31, 1901).
«
10-12. Guerreando contra poderes
invisíveis (ver Ellen G. White sobre
2Co 11:14; Ap 12:17). Na Palavra de Deus
são apresentados dois partidos em guerra que

1248

K ill

5:2

Aqueles que desejam estar em har­ monia com os agentes celestiais devem dese­ jar intensamente fazer a vontade de Deus. Ap 16:13-16). procedendo corretamente em toda transação. ver Ellen G. White sobre SI 17. YI. A armadura completa é essencial. o Senhor declara que ele não se firmou na verdade. a qual todos têm o privilégio de usar. Ele os ajudará. Mas. Os que estão sob o controle de Deus e são influenciados pelos anjos celes­ tiais serão capazes de discernir as atua­ ções ardilosas dos poderes invisíveis das trevas. 12/09/1901). Ele já foi belo.EFÉSIOS influenciam e controlam os agentes huma­ nos em nosso mundo. Satanás é o prín­ cipe dos demônios. Falando de Satanás. Não devem dar lugar de maneira alguma a Satanás e a seus anjos. a serem circunspectos em todos os atos. Excluído do Céu. se pudessem conhecer seus ardis e atividades. Ao lutarem pela vitória sobre todas as suas inclinações. Anjos maus se uniram a homens maus numa guerra contra o reino de Cristo. verificaremos que os ataques do inimigo não terão poder sobre nós. seremos vencidos pelo inimigo. cumprem-lhe as ordens. e depois de terem sido expulsos do Céu. 239). Mas a Palavra de Deus declara a seu respeito: “Elevou-se o teu cora­ ção por causa da tua formosura" (Ez 28:17).COMENTÁRIOS DE ELLEN G. ferindo aqueles que eram feitura de Deus. 1908). Em torno do estandarte de rebelião que ele plantou. sobre os quais governa. Os anjos maus. Anjos estão perto para nos prote­ ger. Ele é que ins­ tiga todo o mal que existe em nosso mundo (LC [MM 1968]. para não darem ao inimigo oportu­ nidade de falar mal da verdade. prontos para a grande inspeção (Ms 63. 11. Por meio deles ele multiplica seus instru­ mentos por todo o mundo. 1249 . Devemos pôr cada peça da armadura e. O Senhor nos honrou ao nos esco­ lher como Seus soldados. Coloquem como sua couraça a justiça protegida divi­ namente. Satanás instigou outros a se rebelarem. Uma batalha contra principados e potestades (Ez 28:17. Aquele que enviou uma legião para torturar um só ser humano não pode ser repelido apenas pela sabedoria ou poder humano. Deus deseja que todos estejam vestidos com a armadura completa. GI 5:17. 253). a menos que estejamos constan­ temente em guarda. O objetivo de Satanás tem sido o de repro­ duzir seu próprio caráter nos seres humanos. então. Ele rea­ liza Seus propósitos por meio de instrumen­ tos humanos (Ms 95. Ap 12:7-9. haveria então muito menos orgulho e frivolidade. para nos prote­ ger (RP [MM 1999]. Anjos de Deus estarão ao nosso redor. como o único meio de atingirem a Deus. o conhecimento de Sua vontade não coloca de lado a necessidade de se fazer a Ele fervorosas súplicas por ajuda e de se buscar diligentemente cooperar com Ele na resposta às orações que foram feitas. Lutemos bravamente por Ele. A couraça da justiça. Se os seres humanos pudessem saber o número dos anjos maus. Ele não pode esperar escapar da tentação por alguma falha na eficiência satânica. se estivermos revestidos da armadura 6:12 celestial. WHITE . Embora uma solene revelação da vontade de Deus quanto a nós tenha sido feita a todos. por Seu Santo Espírito. reuniram-se prati­ cantes do mal de todas as gerações. 29. 2Co 2:11. radiante de luz. ele resolveu se vingar. 11-17. Constantemente esses dois partidos estão trabalhando com todo ser humano. ele os uniu numa confederação para fazerem todo o mal possível ao homem. 1903). 12. Dn 10:13. E. Isso protegerá a vida espiritual de vocês (MG [MM 1974]. o cristão nunca deve se sentir sem esperança ou desanimado. Mas embora os principados e potestades das trevas sejam muitos em número e inces­ santes em sua atividade. ficar firmes. A retidão em todas as coisas é essencial para o bem-estar da alma.

de ambição. Estabeleceu neste mundo um reino de trevas. guardando e con­ trolando os que serão herdeiros da salvação. com seus anjos maus. que estão constantemente em ação. do qual ele. Ele está empenhado em confundir os sentidos com sentimentos errôneos e remover os avi­ sos. confessar e abandonar o mal. não sejam desencaminhados pelas estratégias sa­ tânicas. perderiam em grande parte sua con­ fiança própria e sua autossuficiência. e será bom que indaguemos onde estamos hoje: se sob a ban­ deira ensanguentada do Príncipe Emanuel. Há anjos bons e maus. por sua atitude descuidada.. Quem é que está governando o mundo hoje e quem é que tem escolhido se colocar sob a bandeira do príncipe das trevas? Ora. para guiar as pessoas em caminhos certos (MCP1. Constante guerra dos anjos. para al­ cançar vitórias em favor dos que não sentem o perigo que correm. 31. no engano. escolhe­ ram como seu líder o príncipe das trevas. E porque esses agentes maus estão empenhados em eclipsar todo raio de luz que possa chegar ao ser humano. colocando sua falsa inscrição nas pla­ cas que Deus estabeleceu para assinalar o caminho certo. na tortuosidade. de ódio. E ele tem sido bem-sucedido em instilar no cora­ ção humano o espírito de inveja. no plano de Deus. 1890).1119 6:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Mal foi o homem criado. para usurpar Seu lugar no coração dos seres humanos. Ms 8. que não aceitaram a Jesus Cristo. para travar a guerra contra os poderes das trevas em sua própria força finita. Fiéis sentinelas de prontidão (SI 34:7). Se pu­ desse ser afastada a cortina. Precisamos fazer todos os preparativos em nosso poder para resistir ao inimigo das almas. mas há alguém por trás dessa oposição. E o príncipe das potestades das trevas.] “A nossa luta não é contra ► o sangue e a carne” (Ef 6:12). é quase o mundo todo. [. Satanás decidiu apagar nele a imagem divina e colocar sua estampa onde devia estar a de Deus. Todas as provisões foram feitas.. e que vivem em incons­ ciente indiferença (LC [MM 1968).). Ele usa toda forma de sedução para atrair os homens para o caminho largo da desobediência. Satanás está sempre alerta para enganar e desencaminhar. é o príncipe. Desejava usurpar o trono de Deus. estão associados aos anjos maus. White sobre Cl 3:3. 1250 . mas quando o Espírito de Deus convence do pecado. guiando. tudo foi arranjado para que o homem não fosse deixado à mercê de seus próprios impulsos. Todos. e assim que se colocam sob a bandeira dele. todos nós. e todos pudes­ sem distinguir as constantes atividades da família celestial para preservar os habitantes da Terra das sedutoras astúcias de Satanás. tem atuado nas trevas. ou sob a bandeira escura do príncipe das trevas. de seus próprios poderes fi­ nitos. Sob o controle de quem? (Hb 1:14). contra os domina­ dores deste mundo tenebroso” (ibid. Não tendo conseguido fazê-lo. Nossa mente é entregue ou ao controle de Deus. 1911). 1900). e é bom conside­ rarmos. o maior dos delinquen­ tes. para se apropriar da adoração que pertence somente a Deus (Ms 33. ao qual seres celestiais são encarregados de executar sua obra de servir. 32. Ninguém precisa perder a esperança por causa das tendências herdadas para o mal. Ou os anjos maus ou os anjos de Deus estão controlando a mente dos seres humanos. porque ele certamente fracassaria se tivesse sido dei­ xado sozinho (Ms 1. Sentinelas fiéis estão de prontidão. no mundo. a fim de que. Enfrentamos a oposição de homens. ou ao con­ trole dos poderes das trevas. 98). que nossa luta é “contra os principados e potestades. Veriam que os exércitos do Céu estão em guerra con­ tínua com instrumentos satânicos. Colocou seu trono entre Deus e o homem. 16. Quero que vocês considerem em que posição estaríamos se não tivéssemos o ministério dos santos anjos. Ver Ellen G. o pecador tem de se arrepender.