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O Evangelho Segundo

MARCOS

O Evangelho Segundo

MARCOS
Introdução
1. Título — Os mais antigos manuscritos existentes ostentam o simples título “Segundo
Marcos”. Posteriormente, quando o termo “evangelho" passou a ser aplicado à história da
vida e do ministério de Jesus, ele foi incorporado ao título deste livro. O título encontrado
na ARA, “O Evangelho Segundo Marcos”, ocorre apenas em manuscritos recentes.
2. Autoria — O testemunho unânime e coerente da tradição cristã aponta para João
Marcos como o autor do evangelho que leva seu nome. O nome Marcos vem do latim
Marcus, sobrenome do autor (At 12:12, 25). Seu primeiro nome era João (ver At 13:5, 13).
O nome de sua mãe era Maria (At 12:12). Ele era primo de Barnabé (Cl 4:10), o qual havia
residido na ilha de Chipre (At 4:36). O lar de Marcos em Jerusalém parece ter sido a casa
em que estava o “cenáculo” (ver Mt 26:18), onde, pelo menos temporariamente, alguns dos
apóstolos moraram após a ressurreição c a ascensão (Jo 20:19; At 1:13) e onde os membros
da igreja primitiva em Jerusalém se reuniam (At 12:12). João Marcos participou do início
da primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé (At 13:5, 13). Numa viagem posterior,
Marcos acompanhou Barnabé à ilha de Chipre (At 15:36-39). Parece que ele trabalhou,
mais tarde, sob a direção de Pedro e Paulo (IPe 5:13; Cl 4:10; 2Tm 4:11). O fato de que o
evangelho contém o nome de um homem tão desconhecido como Marcos, é uma evidência
indireta de sua autenticidade e de sua autoria. Se o livro fosse uma falsificação, o nome de
uma pessoa mais conhecida e que havia estado pessoalmente associada com Jesus, como
o apóstolo Pedro, teria sido, sem dúvida, incorporado a ele. Não há razão plausível para
se duvidar da autenticidade do livro ou de que Marcos tenha sido seu autor. Papias, bispo
da cidade de Hierápolis, a mais ou menos 30 km de Colossos e 16 km Laodiceia, na Ásia
Menor, é o primeiro escritor conhecido que fala de Marcos como autor deste evangelho.
Em Interpretations, conforme citado em Eusébio (Ecclesiastical History, iii.39; ed. Loeb,
v. 1, p. 297), ele afirma:
“O presbítero (muito provavelmente o presbítero João), costumava dizer que Marcos
se tornou o intérprete de Pedro e escreveu com diligência tudo quanto conseguiu lem­
brar, embora não exatamente na mesma ordem das palavras ditas ou das realizações do
Senhor. Pois ele não ouvira o Senhor, nem O havia seguido, mas depois, como já disse, 1
seguiu a Pedro, o qual costumava ensinar conforme a necessidade o exigia, mas sem orga­
nizar, por assim dizer, as palavras do Senhor. De modo que Marcos não fez nada errado
ao descrever alguns pontos à medida que se lembrava deles. Porém, ele tinha um objetivo
específico: não omitir nada do que havia ouvido e tampouco acrescentar qualquer infor­
mação inverídica.”
Esta declaração está em harmonia com a referência de Pedro a Marcos como “meu filho”
(IPe 5:13).
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COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

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O
relato cie Papias é geralmente interpretado para se inferir que Marcos atuava como
tradutor do apóstolo Pedro quando ele se dirigia a ouvintes em cuja língua não era fluente.
Possivelmente isso ocorria ao viajar por terras onde o aramaico, língua nativa de Pedro, não
era falado (ver, porém, AA, 40). Provavelmente Marcos traduziu o relato de Pedro sobre o
evangelho tantas vezes, que se tornou familiarizado com ele e, assim, foi preparado para
escrever a narrativa do evangelho sob a inspiração do Espírito Santo. A maioria dos erudi­
tos concorda que o registro de Marcos é o mais antigo dos quatro evangelhos.
Os pais da igreja não têm um consenso quanto a ter Marcos escrito antes ou depois da
morte de Pedro (c. 64-66 d.C.). Irineu de Lyon (c. 185 d.C.) declarou que o evangelho de
Marcos foi escrito depois que Pedro morreu (Contra Heresias, iii.1.1). Clemente de Alexandria
(c. 190 d.C.), por outro lado, situa a narrativa de Marcos durante o período de vida de Pedro
(Eusébio, op. cit., vi.14.5-7; ed. Loeb, v. 2, p. 47, 49). Este último ponto de vista parece mais
de acordo com as informações disponíveis. Mas, seja qual for o caso, a redação deste evan­
gelho deve se situar entre os anos 55 e 70 d.C.
Muitas declarações no evangelho de Marcos tornam evidente que ele foi escrito para
leitores não judeus. Palavras como kenturiõn (latim, centurio, "centurião”; Mc 15:39) e
spekoulator (latim, speculator, “executor”; Mc 6:27) sugerem que, embora escrito em grego,
a língua da cultura, ele era dirigido aos romanos. Marcos poderia ter usado as palavras gre­
gas comuns para esses oficiais, em vez do latim, mas ele parece ter escolhido repetidas vezes
palavras latinas transliteradas em grego, provavelmente porque elas seriam mais familiares
aos seus leitores. Ele explica as moedas palestinas (Mc 12:42), obviamente porque seus pre­
tendidos leitores não estavam familiarizados com elas. De modo semelhante, ele explica a
páscoa judaica (Mc 14:12); háhitos dos fariseus (Mc 7:3, 4); e traduz várias palavras e expres­
sões aramaicas (Mc 5:41; 7:34; 15:34). Nada disso seria necessário para leitores palestinos.
Ao mesmo tempo, o escritor era obviamente um judeu que conhecia o aramaico e estava
familiarizado com o AT, o qual ele cita, entretanto, da LXX.
3. Contexto histórico — Sobre o contexto histórico da vida e missão de Jesus, ver
p. 273; 27 a 55.
4. Tema — Marcos é o menor dos evangelhos, mas em alguns aspectos é o mais ágil e vigo­
roso de todos. Embora contenha apenas dois terços da extensão de Mateus, ele registra a maioria
dos incidentes relatados neste último. Seu estilo é conciso, enérgico, incisivo, vívido, pitoresco
e, com frequência, oferece detalhes significativos que os outros evangelistas não mencionam.
Marcos dá ênfase a Jesus como um Homem de ação, enquanto Mateus O apresenta
como Mestre. Portanto, Marcos registra quase todos os milagres relatados pelos outros dois
► autores sinóticos. Uma palavra característica de Marcos é eutheõs (ou, euthus), "imediatamente”, ou “logo”, que ele usa com mais frequência do que todos os outros evangelistas jun­
tos (ver com. de Mc 1:10).
Marcos relata a vida de Cristo basicamente em ordem cronológica, não por tópicos como
Mateus o faz. Sua ênfase nos milagres assinala claramente seu propósito de destacar o supre­
mo poder de Deus evidenciado pelos “sinais” e “maravilhas” operados por Jesus. Este é o obje­
tivo primário de Marcos, assim como o de Mateus é assinalar que Ele cumpriu as predições
dos profetas do AT. Mateus prova que Jesus é o Messias, baseado no fato de que Ele é Aquele
de quem os profetas deram testemunho. Marcos prova que Jesus é o Messias pelo testemu­
nho que dá do Seu poder divino, o qual, presumivelmente, seria mais convincente aos leito­
res a quem se dirigia - cristãos de origem gentílica, talvez romana (ver p. 178, 179, 273-276).
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15:21-47.MARCOS 1:1 5. 1:14-7:23. sendo 6 As vestes de João eram feitas de pelos de camelo. 10 Logo ao sair da água. seus pecados. eram batizados por ele no rio Jordão. 9 Jesus é batizado e 12 tentado. 30-31 d. O ministério em regiões fronteiriças da Galileia. 14:1-15:20. Vislumbres da cruz. O ministério em Cafarnaum e cercanias. e. O ministério na Pereia. minho do Senhor. 29-30 d. Eis aí envio diante da Tua face o Meu mensagei­ porém. 10:1-52. III. A. A segunda viagem missionária. 6:1—7:23. A profecia de Jesus sobre a queda de Jerusalém e Sua segunda vinda. é mais poderoso do que eu. V. 16 Chama a Pedro.C. Conclusão do ministério em Jerusalém. mas os anjos O serviam. 7:24-8:10. do outono à primavera. 27 d. Esboço — Um esboço cronológico completo do evangelho de Marcos está disponível nas p.. desatar-Lhe as correias das sandálias. 7:24-9:50. B. 13 onde permaneceu quarenta dias. o qual preparará o Teu caminho. 2:l-3:9. vos batizará com o Espírito Santo. C. Preparo para o ministério. O início do ministério na Galileia.. 8:11-9:50. A. veio Jesus de Nazaré da 3 voz do que clama no deserto: Preparai o ca­ Galileia e por João foi batizado no rio Jordão. 1:35-45. 9 Naqueles dias. 32 muitas pessoas enfermas e 40 purifica o leproso. O ministério na Galileia. 8 Eu vos tenho batizado com água. A.C. dizendo: Após mim vem aquele que 1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo. C. André. 11:1—12:44. estava com as feras. B. endireitai as Suas veredas. Conflito com escribas e fariseus. pregando ba­ tismo de arrependimento para remissão de pecados. 12 E logo o Espírito o impeliu para o deserto. da primavera ao outono. 1:14-34.. 7 E pregava. Prisão e julgamento de Jesus. de Páscoa a Páscoa. Crucifixão e sepultamento de Jesus. 14 Ele começa a pregar. viu os céus rasgarem4 apareceu João Batista no deserto. 3:20-5:43. Ele. 30 d. Páscoa. IV.. ele trazia um cinto de couro e se alimen­ tentado por Satanás. 184 a 195. em Ti Me comprazo. de modo que o esboço apresentado aqui cobre unicamente as fases mais destacadas da vida e ministério de Jesus: I. Retirada do ministério público. 11 Então. Filho dc Deus.C. foi ouvida uma voz dos céus: Tu és ► 5 Saíam a ter com ele toda a província da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém. tava de gafanhotos e mel silvestre. 1:1-13. 31 d. outono. se e o Espírito descendo como pomba sobre Ele. Capítulo 1 1. ro. II. A terceira viagem missionária. 613 . Tiago e João. O ofício de João Batista.. confessando oso Meu Filho amado. 11:1-15:47. B. 2 Conforme está escrito na profecia de Isaías: curvando-me. D. 23 Cura um endemoniado. 13:1-37. D. 29 a sogra de Pedro.C. VI. 16:1-20.C. do qual não sou digno de. Ressurreição e manifestações de Jesus. E. A primeira viagem missionária.

filho de 36 Procuravam-No diligentemente Simão e Zchcdcu. com em lugares ermos. tendo ele saído. trouxeram a Jesus evangelho. 19 Pouco mais adiante. redes e O seguiram. segui­ 38 Jesus. Eu vim. 40 Aproximou-se dele um leproso rogando23 Não tardou que aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imundo. 37 Tendo-O encontrado. 31 Então. os irmãos Si mão e André. 43 Fazendo-lhe. o qual bradou: Lhe. logo o despediu lentamente e bradando em alta voz. correu célere a fama de Jesus em muitas coisas e a divulgar a notícia. porém. não lhes permitindo que falassem. não digas nada a nin­ 27 Todos se admiraram. e André. saiu dele. a fim de 21 Depois. que estavam no barco os que com Ele estavam. trina! Com autoridade Ele ordena aos espíritos para servir de testemunho ao povo. . consertando as redes. es­ 24 Que temos nós contigo. ao cair do sol. também expeliu muitos demô­ 17 Disse-lhes Jesus: Vinde após Mim. 29 E. porque vos farei pescadores de homens. lhes disse: Vamos a ou­ ram após Jesus. aproximando-Se.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 614 566 30 A sogra de Simão achava-se acamada. fica limpo! de Deus! 42 No mesmo instante. e ficou limpo. mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou. passando ela a servi-los. por toda a circunvizinhança de não mais poder Jesus entrar publicamen­ da Galileia. com 14 Depois de João ter sido preso. e. arrependei-vos e crede no 32 À tarde. logo que Eu pregue também ali. e sai desse homem. e o reino mão. o espírito imundo. por­ 39 Então. foi para um lugar deserto e ali orava. Deixando eles no barco Te buscam. e de toda parte vinham ter Tiago e João. Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo tendeu a mão. não como os escribas. e eles Lhe obedecem! 45 Mas. e Eu nios. agitando-o vio­ cia. viu 33 Toda a cidade estava reunida à porta. Lhe disseram: Todos 20 E logo os chamou. de joelhos: Se quiseres. e a febre a deixou. 18 Então. mas permanecia fora. que lançavam a rede 34 E Ele curou muitos doentes de toda sorte ao mar. tocou-o e disse-lhe: Quero. entraram em Cafarnaum. 44 e lhe disse: Olha. para a Galilcia. pois para isso é que no sábado. foram. profundamente compadecido. de Deus está próximo. 16Caminhando junto ao mar da Galileia. tomou-a pe\a 15 dizendo: O tempo está cumprido. seu irmão. viu Tiago. podes purificar-me. a seu pai Zebedeu com os empregados. de enfermidades. eles deixaram imediatamente as 35 Tendo-se levantado alta madrugada. entrou a propalar 28 Então. às povoações vizinhas. sabiam quem Ele era. dizendo: Cala-te lepra. foi Jesus febre. a ponto de pergunta­ rem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova dou­ guém. te cm qualquer cidade. todos os enfermos e endemoninhados. saindo eles da sinagoga. 22 Maravilhavam-se da Sua doutrina. veemente advertên­ 26 Então. c João. diretamente para a casa de Simâo com Ele. foi por toda a Galileia. pregando que os ensinava como quem tem autoridade e nas sinagogas deles e expelindo os demônios. tros lugares. foi Ele ensinar na sinagoga. então. saiu. porque eram pescadores. a ponto todas as direções. lhe desapareceu a 25 Mas Jesus o repreendeu. 41 Jesus. imundos. pregando o evangelho de Deus. e logo Lhe falaram a respeito dela. mas vai.

de se refere ao fato de que os batismos eram Mt 3:3. mais tarde. 9. a fim de destacar a natu­ AT . Ver com. Marcos Na profecia de Isaías. Evangelho. a cada cidade e lugar aonde Lie estava para “boa-nova” sobre Jesus Cristo. Ver com. 22 = extraídas de Malaquias 3:1 e Isaías 40:3. Comentário principal: Mt]. ver com. nos dias do ministério de João. cf. Diante da Tua face. = Jo 1:19-28). ver com. somente Marcos apresenta. euaggelion. Ver com. por intermédio dos o momento em que Jesus começou o Seu ministério público. havia de fato vindo à Terra. p. Naqueles dias. de Mt 3:3. aos vários documentos. 5. de Mt 3:11). conforme fora 4. 44:7. Uma expressão utilizada firma o cumprimento exato da profecia do apenas por Marcos. 136) entre esta variante e “os profetas”. havia nalmente às “boas-novas” de que o Messias surgido. Diferentemente de Mateus (cf. Pregava. No rio Jordão. Um detalhe que palavras (sobre Jesus como o “Filho de Deus”. que narram episódios da infância A citação é de Malaquias e Isaías (comparar de Jesus. Jesus Cristo. [João dá testemunho de 2. nos quais o registro foi preservado. ver DTN. “boas. 46:9. Mc 1:1-6 = Mt 3:1-6 = Jesus. O anúncio do Messias era uma Ao apresentar a Jesus de Nazaré como o Mes­ característica e componente habitual da pre­ gação de João. A palavra “evangelho” se releria origi­ Messias. Remissão. 12 = Lc 3:15-20 Lc 3:1-6.como o próprio Jesus fez (Lc 24:25. de Mt 3:3. A evidência textual se divide (cf. 44) e como o fizeram os escritores do Nd’ em Correias. A descida do Espírito profetas”. Ver com. de Filho de Deus. 5. Conforme está escrito. As citações de Marcos (Mc 1:2. e se aproximam mais da LXX do que do Jo 1:32-34. Jesus. 3) são Mc 1:9-11 = Mt 3:13-17 = Lc 3:21. arrependimento. inicia-se com ir” (Lc 10:1). O calçado em realidade eram geral. Ver com. 3. “correias” prendiam as sandálias aos pés. [O batismo de Jesus. O ato do batismo não garan­ Provavelmente aqui é usado em seu sentido tia o arrependimento nem o perdão. Jo 1:23. de Lc 1:35). A evidência textual está dividida 615 . O testemunho da profecia cumprida sandálias que protegiam apenas a sola dos é apresentado na Bíblia como uma das pro­ pés (ver com. Princípio. de Mt 2:23). caracterizado por essas experiências. Isto é. predito pelos profetas. Comentário principal: Mt e Lc]. assinalam Seu batismo Semelhantemente. de Mt 3:11). ou evan­ pendimento” porque se caracterizava pelo gelhos. p. Ver com. Mc 1:7. Os cordões. 10.mensagem consistia no anúncio de que o novas”. Arrependimento. “perdão” (ver com. sua batismo (v. 2-11). Marcos inicia seu evangelho com com a referência geral de Mateus ao cumpri­ mento do “que fora dito. ou vas mais fortes da verdade da fé cristã (vei­ ls 41:21-23. 136) entre manter e omitir estas Mt 3:6). o “Anjo da aliança” (Ml 3:1). Mas o batismo não seria genuíno a menos que fosse original. reza servil do ato (ver com.MARCOS 1:9 1. 27. João Batista foi o men­ o cumprimento da profecia do AT em Seu sageiro predito por Isaías e Malaquias. enviou como o início de Seu ministério público. Do gr. No rio Jordão. Ou. 799). texto hebraico. os setenta “adiante da Sua face” (ARC) “em Segundo Marcos. e Lucas. mais tarde. [A prega­ ção de João Batista. portanto. o termo foi aplicado ao relato da vida de Jesus O batismo de João era um “batismo de arre­ e. de Mt 3:2. 7. Santo e o anúncio de João Batista de que Jesus era o Messias. Posteriormente. sias. Voz. Mensageiro. de Mt 1:1. o evangelho. do v. Marcos assinala a evidencia que con­ Desatar-Lhe. 8 = Mt 3:11.

vigorosa. “imediata. 37). Tais como (DTN. Empregados. ao narrar o fato Lc 19:44. embora. ximo”. que é um cumprido” se referia à profecia das 70 sema­ termo mais forte do que o utilizado pelos nas em Daniel 9:24 a 27. 36. reino que Ele havia vindo estabelecer era. Mc 1:12. através de Suas parábolas. isto envolvia o estabelecimento de Jesus não significava que os quatro homens 616 . p. chacais e leopardos da tude do tempo. Do gr. Ver Nota Adicio­ pulos. 226]. então. Neste de que Jesus deu a Simão o nome de Pedro caso. xado só em seu trabalho. os candidatos saíam “da água” sequente triunfo sobre todos os inimigos (v. pelo menos. Do gr. “ao 15. como também no de mado para se tornar um dos discípulos de João. Tiago e João está cumprido e o reino de Deus está pró­ eram pescadores experimentados. equivalente a “rasgarem. 233. 21:34. Pedro. Jo 7:6. Nos dias de Cristo. sabiam que esse período Comentário principal: Mt]. Estava com as feras. a soli­ o Seu ministério. 13 = Mt 4:1-11 = Lc 4:1-13. “em seguida”. André. Transformar pesca­ cia particular à vinda do Messias e ao fim dores comuns em pescadores de homens do mundo (ver Mc 13:33. esta característica pode refletir a maneira fundamentalmente. porém. leia. Deus enviou Seu Filho” Palestina. para o estabelecimento do Seu reino (ver 14. com uma exceção (Mc 14:37). Logo.do qual “o Ungido. cf. Depois. gráfico. nal a Lucas 4. 32. 34). próximo ao fim outros evangelistas. ele belecimento do Seu reino. espiritual (ver Mt 4:17. o tempo estava maduro dão e os perigos do deserto. a pleni­ lobos. 612). 31. foi igual ao da mensagem de João a partir de então. 20. porém. o Príncipe” “fará firme se” (ARA). descritiva e eloquente de Pedro 5:3. Literalmente. Esta é uma forte evidência de que o (ver DTN. 33. Ef 1:10. Zebedeu não foi dei­ como uma declaração de que o reino mes­ siânico estava prestes a ser estabelecido. aliança com muitos” e “será morto” (ver 12. de Mc 3:16.alguns. Se Marcos escre­ veu seu evangelho com o auxílio de Pedro. O Espírito O impeliu. “Vindo. 327). As feras são mencionadas talvez ao mundo (G1 4:4). Marcos picioso (ver Mt 13:30. Ver com. 16. Mc 1:16-20 = Mt 4:18-22 = Lc 5:1-11. Comentário principal: Lc]. trata-se da vinda do Messias e do esta­ e. 16:3. durante todo o ministério de Jesus e só foi 10. pregar. deveriam adquirir novas Batista (ver Mt 3:2). 10). Quando Jesus iniciou com o fim de ressaltar o isolamento. hienas. 611. de Jesus. e que. envolveria um longo e demorado processo Ap 1:3). O termo parece emprega o último nome. Ef 1:10). Rm 5:6. das vezes Jesus houvesse ensinado que o como geralmente se pensa (ver p. Tempo. Lc 21:8. de tempo de Daniel estava quase terminando 13. 26:18. repeti­ utilizada em Marcos. schizõ. Este equívoco continuou batismo de João era por imersão. Esta palavra Ele passar”. ter sido usado frequentemente com referên­ 17. 15. [Jesus volta para a Gali. javalis. usa o nome Simão (Mc 3:16). se refere a um tempo particularmente aus­ Simão. O anúncio de Jesus de que “o tempo está Abertos (ARC).1:10 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 567 realizados “no rio Jordão”. GC. At 1:6. 7). Mc 1:14. [A tentação DTN. 103). Do gr. 15 = Mt 4:12-17 = Lc 4:14.corrigido na mente de Seus discípulos após mente”. após o um reino terreno para os judeus e seu sub­ ► batismo. Aceitar o cha­ No conceito popular. O povo entendeu isto habilidades. [A vocação de discí­ Comentário principal: Mt.DTN. Caminhando. eutheos. Eu vos farei. O anúncio de Jesus de que “o tempo de treinamento. uma palavra muito a ressurreição (ver Lc 24:13-32. 13:1-52). kairos.

Esta característica punha os ensinos de Cristo em acentuado contraste com os dos escribas e era comentada repe­ tidas vezes por aqueles que O ouviam (ver Mt 7:29. demônio ou diabo. p. Somente Marcos registra esse interessante detalhe da narrativa. cf. os evange­ lhos mencionam com frequência que Jesus e Seus discípulos curaram pessoas ator­ mentadas por espíritos malignos (para um exame da possessão demoníaca no período neotestamentário. (4) a filha de uma mulher Cananeia (Mt 15:21-28). ver com. Nessa experiência. que os discípulos esti­ vessem pescando no sábado. de Mt 4:13. de Mt 2:4). uma palavra que indica um espírito superior aos homens e que. Ver com. sempre se aplica a um espí­ rito maligno. Mc 1:27. Espírito imundo. No sábado. Autoridade. 1:23 Esses expositores profissionais da lei oral e escrita estavam em constante controvér­ sia com Jesus (ver Mt 22:34-46. 43. Ver com. Cafarnaum. 228. 22. como o era no passado. O plural “entra­ ram” inclui Jesus e os quatro discípulos aos quais Ele havia chamado. Nos evangelhos esta expres­ são é usada como sinônimo de daimonion (cf. 204-210]. e apelar para isso como fonte autorizada. Mc 1:21-28 = Lc 4:31b-37. Isto é. Mt 10:1 com Lc 9:1). A maioria deles era fariseu. mas eles próprios nem mesmo com um dedo os tocavam (Lc 11:46. Lc 4:18). “Seus ensinos". ver Nota Adicional a Marcos 1). de Lc 4:31. “eles vão". Marcos. Em vez de apoiar-se no que os homens do passado haviam pen­ sado e escrito. ver p. Frequentemente revelavam um legalismo extremado que procurava determinar se eram apropriados até mesmo os atos mais insignifi­ cantes da vida. de Lc 4:16.MARCOS 568 negligenciariam suas obrigações filiais. Desse modo. (3) os dois endemoniados gerasenos (Mc 5:1-20). vos digo” (Mt 5:22). A presença de “empregados” implica um negócio amplo e bem-sucedido. Além desses casos específicos. Isto aconteceu no momento em que Cristo estava falando de Sua missão para libertar os que eram escravos do pecado e de Satanás (ver CBV. 31. gráfico. ver p. Jesus falava como sendo Ele pró­ prio a autoridade recebida diretamente do Pai. (5) o filho de um homem não identifi­ cado (Mc 9:14-29). explicavam as Escrituras de modo a lançar dúvidas quanto ao seu significado. neste caso. Professores oficiais da lei e da tradição. que unicamente a apresentação de verdades espirituais pode proporcionar cura aos pecadores. no NT. porém. 91. Ver com. (2) um homem não identificado que era mudo e tam­ bém endemoniado (Mt 9:32-34). Maravilhavam-se. Sua doutrina.). 45. 13). 23:13. Literalmente. [A cura de um endemoniado em Cafarnaum. sobre­ carregavam os homens com “fardos supe­ riores às suas forças”. 21. Na sinagoga. pneuma akatharton. sobre mila­ gres. Os evange­ lhos registram seis ocorrências específicas de possessão demoníaca: (1) O homem na sinagoga de Cafarnaum (Mc 1:12-28). 23. Bradou. invalidando assim a lei de Deus (Mc 7:9. Entraram. Do gr. e se ocupavam com as tradições dos patriar­ cas. Sobre a antiga sinagoga e suas cerimônias. E verdade hoje. ao passo que Jesus declarava: “Eu. 44. 215. frequentemente. e (6) Maria (Mc 16:9). Muitas vezes. usa o verbo no presente a fim de dar um toque de reali­ dade vívida a sua narrativa. os quais consideravam iguais ou supe­ riores às Escrituras. Comentário principal: Mc. “Logo”. ver p. Não se deve inferir dessa narrativa em que Marcos se move com rapidez. simplesmente indica o sábado seguinte ► ao incidente narrado em Marcos 1:16 a 20. Ver mapa. 14). etc. p. Os escribas tinham o costume de dizer que determinado rabino havia dito isto e aquilo. Cristo foi novamente colocado 617 . Escribas. em vez de torná-la clara.

Repreendeu.. Literal mente. o próprio título que levou os líderes judaicos a desejarem Sua morte (Jo 5:17. 5:7). Jesus “censurou” o espírito maligno sem. Jesus hem sabia que reivindicar abertamente Sua messianidade nessa ocasião somente despertaria o preconceito de muitos contra Ele. “afixar preço em”. ao observarem Sua vida perfeita. Parece que apenas um espírito maligno havia se apossado do homem (ver Mc 1:23. preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25:41). epitimaõ. Agitando-o. Em outras oca­ siões. Segundo Tiago. 25. 2Sm 16:10) ocorre na LXX na mesma forma em que está aqui. literalmentc. 26. com cujos seres esse espírito maligno se identificava. Lc 9:39). os endemoniados gerasenos utiliza­ ram as mesmas palavras (ver Mt 8:29. por parte do demônio. fazer com que o povo desviasse sua atenção da verdade que estava encontrando terreno fértil. “acusar de falta”. 256). O pronome “nós”. Os ouvintes estavam ouvindo atentamente a mensagem que Cristo transmitia. evidentemente. e Satanás pretendeu. “fique em silêncio”. Aqui o termo poderia ser traduzido como “acometendo-o”. Isso teria cegado o povo para a verdadeira natureza de Sua missão e daria às autoridades um pretexto para silen­ ciar Seus labores. provavelmente se retere aos demônios em geral. Jd 6). evi­ dentemente. e estava apreensivo de que Cristo estivesse prestes a executar o juízo divino sobre ele (ver 2Pe 2:4. O espírito maligno reconheceu em Jesus Aquele que tinha estreita relação com Deus. contemplava com horror o grande dia do juízo de Deus (ver Ez 28:16-19. e seu conhecimento da vontade e propósito divinos devem exceder em muito ao do ser humano. Foi. O ataque pode ter sido uma tentativa. Significa “o que temos nós em comum?” Posterior­ mente. entretanto. “admoestar”. dessa maneira. Lc 8:28). Perder-nos. 12. e pode indicar que o homem foi jogado ao chão.1:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA lace a face com o inimigo que havia derro­ tado no deserto da tentação (ver DTN. ao ouvirem Suas palavras dc verdade. cf. com esse pensamento que Ele respondeu aos discípulos de João Batista da maneira como o fez (Mt 11:2-6). um termo usado por antigos autores médicos para descrever a ação convulsiva do estô­ mago com ânsia de vômito. proferir “juízo infamatório” contra ele (jd 9). no NI’. 733). Cala-te. os demônios O chamaram de “Filho de Deus” (Mt 8:29. e tremem” (Tg 2:19). 37. A mesma palavra é usada várias vezes para os acessos convulsi­ vos sofridos por pessoas possuídas por demô­ nios (Mc 9:20. a condenáLo (ver Mt 26:63-68. A repreensão parece ter sido administrada porque o espírito se diri­ giu a ele como o Messias. Jesus. cf. ao testemunharem Suas podero­ sas obras e ao reconhecerem em tudo isso o cumprimento das profecias do AT. Esse demônio. que se propunham a levar seus compatriotas a se revoltar contra Roma (ver At 5:36. a turbulenta situação política na Palestina originava muitos falsos messias. ou “convulsionando-o”. Ele certamente tinha conhecimento do “fogo eterno. 25. Do gr. de matar a vítima infeliz. neste versículo. finalmente. "os demônios creem. 26. 18) e. DTN. Esta manifestação 618 . O Santo de Deus. Uma razão adicional pela qual Jesus evi­ tava declarar ser o Messias é que Ele desejava que as pessoas O reconhecessem como tal por meio de experiência pessoal. Que temos nós contigo [. “cen­ surar”. sparassõ. 24. 30. “Que há entre nós e Tu?” Este modo peculiar dc expressão hebraica (ver Jz 11:12. 26). Jo 10:30-36). em pelo menos alguns dos corações presentes. Mt 8:29). e Jesus procurava evitar o ser considerado um messias político no sentido popular. Jo 2:4). Os demônios que se apossavam das pessoas geralmente confessavam que Jesus era o Filho de Deus (ver Mc 3:11. Além disso.]? Literalmente.. Do gr. “repreender”.

17 = Lc 4:40. reconheciam a confiança nElc ao se voltarem para Ele ime­ autoridade do Filho de Deus. e é necessário um período de repouso para A casa de Simão. presentes antes do pôr do sol. Do gr. Jesus não apenas da palavra pur. 9:27). pregava com autoridade (Mt 7:29. Alguns comentaris­ do fato de que os judeus em sua maioria tas têm considerado esta expressão adicio­ eram casados. Ao cair do sol. Lucas 4:39 afirma que 5:15. a sogra de Pedro logo se levantou. 136) a omissão desta na Galileia (ver também Lc 4:14. [Muitas outras curas. akoê. e outros procedimentos supersticiosos. Do gr. p. e isto é 29. O contato com o poder maior do poder de Deus. Seu conselho aos doze. ao perceber que o termo Sua própria prática. Os exorcis­ midade como uma “febre muito alta” (ver tas judaicos utilizavam encantamentos. A cura do filho de um oficial do rei havia 31. bem como os homens. Mc 1:22). pois o termo traduzido “tarde” é também tinham esposa. "tarde” não era suficientemente definido 30. Jesus falava apenas uma palavra. Tomou-a pela mão. “notícia”. Marcos acrescenta essa dos doze do qual se menciona especifica­ mente como sendo casado. para permanecer em 32. O relato de Marcos ao horário em que os enfermos da cidade 619 . Ver mapa. divino. demônios saíam imediatamente. Este é o primeiro milagre registrado pelos O motivo da precisão de Marcos quanto três autores sinóticos. porém a cura da mulher foi casa de Simão Pedro (cf. eutheõs (ver com. Do gr. com febre. 215. Acamada. uma casa durante sua estada numa cidade Mc 1:32-24 = Mt 8:16. diagnosticou essa enfer­ Ele também agia com autoridade. Uma febre pro­ p. sem dúvida. do v. 37. Evidências tex­ rapidamente Se tornou muito conhecido tuais favorecem (cf. eutheõs. toque pessoal de compaixão amorosa frequen­ de Jo 4:53). que era médico. 10. 228. sobre milagres p.longada geralmcntc deixa sua vítima fraca 210]. por meio da fé. longe de Cafarnaum. nal como um vício de linguagem. e os Logo. do v. ver com.Lc 4:38-41. gráfico. A pes­ 28. p. indefinido. tos concluem que ela foi capaz de servir aos ver Comentário principal: Mc. 8:23. 15. Jesus. Durante o ministé­ que as forças vitais do corpo recobrem seu rio na Galileia. Fama. Este ato foi um< agitado a cidade de Cafarnaum (ver com. puressõ.MARCOS 1:32 570 revelou um impressionante contraste entre a fornece vários detalhes que não são mencio­ possessão demoníaca e o estado normal de nados nos outros. palavra. que significa "fogo". autocontrole que se seguiu. feiti­ Lc 4:38). curou a mulher. 17). Entretanto. 267). 259. era coerente com a Aparentemente. senão todos os outros discípulos. Logo (ARC). sentido que “informação”. é assim. (Mc 6:10). mas não a maioria. instantânea. Pedro é o único entre os judeus para localizar o momento que tinha em mente. Do gr. muitas vezes. provavelmente. pensa-se que. 204. Com autoridade. DTN. 10). embora. [A cura da sogra de indicado pelo fato de que todos os três rela­ Pedro. Jesus Imediatamente (ACF). tes testemunharam uma manifestação ainda Mc 5:41. 27. nos. A existência de pântanos não muito ços. "o que é ouvido”. Nesse momento. em vista explicação adicional. cujo clima era subtropi­ em seu esforço para expulsar espíritos malig­ cal. seus habitan­ temente empregado por Jesus (ver Mt 9:25. diatamente num momento de aflição física. soa enferma pelo pecado também precisa sen­ Esta palavra tem mais ou menos o mesmo tir o cálido toque de uma mão compassiva. Mc 1:29-34 = Mt 8:14-17 . ficou na vigor normal. Lucas. Os espíri­ Os discípulos de Jesus demonstraram sua tos. 41]. A sogra de Simão. sugere que pode ter sido malária.

para que Ele pudesse aumentar ainda mais Sua fama. Ver a razão no com. Além disso. Ver mapa. 259). 143). Isto não sig­ (DTN. 9. DTN. Um lugar deserto. pelo menos. Jo 20:1). consequente­ características marcantes e significativas de mente. do v. Orava. 34. 611). Esta não foi uma multidão que foi. ansio­ sos para trazer de volta Seu mestre operador deste capítulo). e os primeiros raios de porque era o líder reconhecido do grupo sol seriam visíveis por volta das 3h30 na lati­ ou porque. “procurar”. trá-Lo (cf. Do gr. Ver com. prõi. de Mc 1:25. com. com fre­ (ver Lc 13:10-17). indica que era alta noite. Jesus procurou ficar Jo 5:10. 36. katadiõkõ. p. ver Nota Adicional ao fim Seus discípulos estavam. Como ver com. O fato de que todos os três autores sinó-quência e eficácia. O plano nifica necessariamente que cada pessoa que para Sua vida Lhe era desdobrado dia a dia morava em Cafarnaum tivesse ido à casa de (ver DTN. Tiago e João. Os doze Mc 1:30). Essa demonstração de confiança pública em Antes que Jesus viesse a este mundo. p. 147. ver com. de Mc 1:23. A expressão grega por Pedro (ver p. Com ele. era dos discípulos. 38). Porém.1:33 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA foram levados à porta da casa de Pedro tal­ matinal. irmão de Pedro. 9:14). Toda a cidade. As palavras que Ele falou Jesus. Alta madrugada. Simão. Demônios. 215. Ainda escuro (ARC). onde a multidão não poderia enconem que a própria vida estivesse em perigo. como se crê geralmente. 33. Do gr. madrugada (ver Mc 16:2. pois vez se deva ao fato de que a lei rabínica proi­ era tarde da noite quando se dispersou a mul­ bia toda e qualquer atenção aos enfermos tidão que havia levado seus enfermos à porta no sábado. durante ticos descrevem este episódio com riqueza Sua vida terrena Jesus salientou que “o Filho de detalhes implica que esta foi uma ocasião nada pode fazer de Si mesmo” (Jo 5:19. de Mc 3:13. exceto em casos de extrema urgência. Um detalhe vívido guiado passo a passo pela vontade do Pai” mencionado apenas por Marcos. 363). salvo alguma emergência (ver da casa de Pedro (ver DTN. os corresponderia à primeira parte da vigília 620 . André. Mc 1:35-39 = Mt 4:23-25 = Lc 4:42-44. 228]. memorável para todos os discípulos. inapropriadas para o dia de sábado Cristo é o fato de que Ele orava. 7:23. Talvez incluísse. porém. sozinho. Do gr. “cedo no dia”. 205. E antes uma descrição hiperbólica da “perseguir”. “Ao andar entre os homens. Marcos registra a narrativa conforme lhe foi contada tude de Cafarnaum (ver p. Pedro. As ohras maravilhosas que Ele rea­ haviam ficado amargamente desapontados lizou foram feitas mediante o poder do Pai pela recepção até então dada ao ministério de (ver DTN. de Lc 2:49). a manhã nasceria mais ou menos às 5 horas. Jesus deve ter dormido pouco. Lhe foram ensinadas pelo Pai (Jo 8:28). Não lhes permitindo que falassem. 35. Muitas vezes. operações de cura. de milagres para junto da multidão. 38). 206. Procuravam. seguidores e ampliar a popularidade da Sua gráfico. das 3 às 6 horas da milagres foram realizados (ver p. 208). [Jesus Se retira para Parece que eles achavam que Jesus estava orar. perdendo preciosas oportunidades de atrair Comentário principal: Mc. Uma das eram consideradas trabalho e. Ele Seu Mestre deve ter fortalecido muito a fé conhecia cada detalhe do plano para a Sua vida. sem dúvida. o que. especialmente na Judeia e em Nazaré. cf. daimonion (ver mera busca eventual para encontrar Jesus. os motivos deles não estavam termo era geral mente usado em referência à em harmonia com o propósito pelo qual os última vigília da noite. neste caso. Estecausa. Pedro é mencionado pelo nome era o início do verão.

Lc 19:10). eles Nota Adicional a Lucas 4). 40. 44. iniciada. 45. a pas­ indicar a pouca atenção que lhe foi dada (ver sagem paralela em Lucas 4:43 implica que com. até dois ou (verjo 10:10. Pregando. ver los que Ele acabara de chamar junto ao mar 621 . ver dos milagres em si. Assim Marcos inicia sua nar. 29). Um leproso.MARCOS 1:40 da Galileia (ver Mc 1:16-20). o povo de Cafarnaum çado a segui-Lo no decurso da primeira viagem. 25 descreve mais detalhadamente o alcance e a influência da primeira viagem missionária.C. Como Jesus era um rabi visitante popu­ lar. parece que Jesus dizem. em dos da viagem (v. Isto é. Para isso é que Eu vim. Cristo procla­ laridade fizesse naufragar os verdadeiros objetivos de Seu ministério. a respeito (ver com. Mc 1:40-45 = Mt 8:1-4 = Lc 5:1216. 29). provavelmente. Em seus escri­ confundiram os meios com os fins. Eles cos mencionados pelo nome como estando são mencionados pelo nome como estando com Jesus no dia anterior a Sua partida de Cafarnaum (v. 228. Com falta de visão. 2. Jesus considerava Seus milagres como um meio de levar os homens a ter consciên­ narrativa da primeira viagem missionária à cia de sua necessidade de cura espiritual. Na primeira via­ gem é incerto se Jesus estava acompanhado leproso. foi convidado a participar do culto e a Jesus realizou ao todo três viagens mis­ sionárias na Galileia entre a Páscoa dos anos falar. Ver mapa. Aqui. p. mas seu resumo dos resulta­ na Terra. 36). e 30 d. de Mc 2:1). e não a Sua gado por um período maior do que parece vinda do Céu para a Terra. Todos. 22). de Mc 1:33). 215. Galileia. o que foi fundamental que bem. 38. Nas sinagogas deles. mas os tos. Ceder ao inculto mou o estabelecimento iminente do “reino clamor do povo resultaria em mais mal do de Deus” (Lc 4:43). Entretanto. do v. 37.C. 3. no começo mas as multidões nada enxergavam além do verão do ano 29 d. 45) denota que houve um relação com a Sua missão em forma global período de ministério bem-sucedido. 18:37. 39. (ver MDC. por alguém mais. gráfico. Outros podem ter come­ na casa de Pedro no dia anterior (v. p.C. 228). talvez. considerando que a eleição formal (ver com. Marcos registra apenas uma Jesus nesse momento Se referia a Sua missão ocorrência específica na primeira viagem (Mc 1:40-45). como fez em Nazaré (Lc 4:16-27) e em 29 d. Josefo cita mais de 200 cidades e vilas meios sem os fins tenderiam unicamente a na Galileia. e essas ofereciam grande opor­ levá-los para ainda mais longe do reino que tunidade para desenvolver uma campanha ampla e prolongada longe das cidades maio­ Cristo viera proclamar. 35). Ou. Ver p. Comentário principal: Mc. Mateus 4:23 a três meses. Jesus propôs que se retiras­ dos doze ocorreu antes do início da segunda viagem (Mc 3:13-19). Eles são os úni­ quatro homens até este momento chama­ dos oficialmente para ser discípulos. Em outras ocasiões. além dos quatro discípu­ p. Assim como sucedeu no início do ministério na Judeia. sem antes que a repentina onda de popu­ Nessa primeira viagem. Se essas falsas con­ cepções de Sua obra não fossem banidas. [A cura de um Galileia (ver gráfico. é provável que a primeira viagem mis­ Se refere a Sua ida da cidade de Cafarnaum sionária tenha sido mais extensa e se prolon­ “para um lugar deserto” (v. abran­ gendo várias semanas e. sobre milagres.. res agrupadas ao longo da margem ociden­ todos os esforços de Cristo seriam em vão tal do Lago da Galileia. “para do qual os autores sinóticos pouco ou nada isso é que Eu saí”. Ele fez men­ ção especificamente à Sua vinda do Pai. Por toda a Galileia. o período do ministério na Cafarnaum (Mc 1:21. Vamos. e Ele Se recusou a deixar-Se enga­ para todo o Seu ensino posterior.

Por essa razão. Lc 7:22. geralmente. necessitadas de “purificação”. Em primeiro lugar. a cura do leproso talvez seja a única ocorrência específica registrada em relação com a pri­ meira viagem que Jesus realizou pela Galileia (ver p. seus músculos se tor­ naram firmes. e onde quer que Jesus fosse o povo se aglomerava em torno dElc. Tocou-o. 204-210J. como indicativo do abandono de Deus e do homem. os nervos recobraram a sensi­ bilidade (ver DTN. Esse milagre levou o povo a crer que Ele também era capaz de purificar a alma do pecado. Purificar-me. Jesus curou outros leprosos (Mt 26:6. ou durante a primeira viagem na Galileia. katharizõ. Marcos. cuja enfermidade espiri­ tual era ainda mais mortal do que a lepra. o fato de que Jesus o fez significava que Ele possuía poder divino. no entanto Ele o fez sem temor. provavelmente. Mesmo após a metade do século 20. Jesus estaria disposto a curá-lo? O terceiro obstáculo apresentava um problema de cunho prático. não o fazia (Jo 4:49. tanto quanto se saiba. Como ele pode­ ria se aproximar de Jesus para apresentar seus pedidos? A lei cerimonial proibia estri­ tamente que ele se aproximasse ou se mistu­ rasse com os outros. cerca de 800 anos antes. sohre o diagnós­ tico da lepra e as leis de segregação e purilicação ritual. No mesmo instante. DTN. a qua­ rentena continuou sendo um procedimento padrão em toda parte. a ordem seguida por Marcos é preferível. mas. com frequência. fica limpo! Uma vez que nenhum ser humano podia curar a lepra. Um antigo texto babilónico sobre prog­ nóstico (Archiv für Orientforshung. A carne do sofredor foi restaurada. 263). desde então. Tudo suce­ deu diante dos olhos da multidão. eles não conheciam remédio para a lepra verdadeira — a não ser o isolamento. Portanto. “lim­ par”. novas drogas têm possibilitado o tratamento de pacientes externos e tornado o isolamento desnecessário. Por isso eles não faziam esforço em busca de alívio ou cura. evita essa sequência para produzir uma har­ monia temática. As opiniões diferem quanto a esse milagre ter ocorrido após o Sermão do Monte. 275. apresentavam-se à mente do homem aflito. Um segundo obstáculo. Jesus frequentemente tocava os enfermos para curá-los (Mt 8:15). 41. 178-180. Se quiseres. na ver­ dade. mas a narrativa de Marcos é mais vívida e deta­ lhada. ainda mais temível. Tanto nos tempos do AT como do NT as vítimas da lepra eram tidas como “imundas”. 276). Quero. Três grandes obstáculos. 557) e enviou Seus discípulos para fazerem o mesmo (Mt 10:8. Isso efetivamente impedia o homem sofredor de se acercar da presença de Jesus. Este foi um detalhe importante do milagre. ver Jo 9:2). conforme regis­ trado aqui. segue o que parece ser uma ordem mais cronológica dos ► eventos. 42. ver Lv 13 e 14). como Mateus indica. Do gr. “curar”. Este milagre também é registrado cm Mateus 8:2 a 4 e em Lucas 5:12 a 16. não havia registro de cura de leproso desde o tempo de Naamã. 622 . às vezes. aparentemente de lepra. Ele sahia que tocar o homem leproso significaria impureza. Eles haviam absorvido uma velha ideia pagã. necessitadas de “cura". e não “doen­ tes”. Jesus havia vindo a Terra com o propósito específico de puri­ ficar os pecadores.1:41 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 572 p. “sarar”. 50). 17:12-14. cf. enquanto Mateus. Posteriormente. em vez de therapeuõ. sendo que qualquer um deles poderia ter sido suficiente para tornar remota e talvez impossível a perspectiva de cura. era a crença popular de que ele estava sob a maldição de Deus. 18:62) denomina certos sintomas. Essa distinção na terminologia reflete a ideia de purifica­ ção cerimonial. O conceito popular dos judeus era que a lepra sobrevinha como um castigo divino sobre o pecado (ao que eles também atri­ buíam a cegueira de nascença.

7:36. 268). Não digas nada. sem dúvida tinha por objetivo demons­ trar a eles e ao povo Seu reconhecimento das leis que Ele próprio havia comuni­ cado a Moisés muito antes. “advertir urgentemente”. Cristo sempre apelou às pessoas que buscassem pri­ meiramente o reino dos Céus. um atestado (Lv 14). Os próprios interesses de Jesus faziam que se necessitasse silêncio e ação imediata. ver Mt 23:2. 623 . por essas e outras razões. 3). provavelmente. às vezes. Em primeiro lugar. e sempre indica forte emoção. Esta palavra é traduzida como “agitou-Se” em João 11:33 e “murmuravam” em Marcos 14:5. outras doenças da pele eram descritas pelo termo lepra. 45. foi neces­ sária uma ação rápida para que o homem fosse aos sacerdotes antes que eles soubes­ sem quem o havia curado. E também. Seu primeiro e grande objetivo era a salvação do ser humano. 264. 9. cerimônias de purificação e. Uma vez que. Dessa maneira. se as muitas vítimas da lepra na região ouvissem a respeito do poder de Jesus para libertá-las da doença. Segundo a lei mosaica. Além disso. Jo 11:33. 50. eles provavelmente se recusariam a certificar que estava limpo. Os evangelhos dei­ xam claro que Ele considerava os milagres como secundários. eles sem dúvida afluiriam a Ele e dificultariam Seu ministério em favor do povo em geral. Jesus exigia como requisito prévio um sincero senso de necessidade por parte da pessoa aflita e pelo menos uma medida de fé (ver Mc 5:34. Após a ressurreição. 395-398). pelo menos no AT. DTN. Dessa forma. cf. Outra razão para o silêncio é que Ele não queria criar a reputação de ser tão somente um operador de milagres. Só em raras situações Jesus assumiu uma atitude severa (Mt 23:13-33. Marcos 5:43. proi­ biu dar publicidade aos milagres que operou. Veemente advertência. mediante as quais eles haviam anulado tanto a letra como o espí­ rito do que Deus havia comunicado a Moisés (ver Mt 15:3. muitos sacerdotes ficaram con­ vencidos da divindade de Cristo por esta e por outras evidências (ver DTN. os sacerdotes que atuavam como oficiais de saúde pública diagnosticavam a lepra e ordenavam o isolamento. mani­ festou categórica oposição às tradições que os escribas haviam criado em torno dos pre­ ceitos mosaicos.MARCOS 43. Somente assim ele poderia esperar uma decisão imparcial. 38). Os escritores dos evangelhos a usam a respeito de Cristo apenas em duas outras ocasiões (ver Mt 9:30. devem ter sido incapazes de distin­ guir os tipos curáveis. o leproso obtinha o reconhecimento oficial de que havia ocorrido uma cura miraculosa (ver DTN. Jo 4:49. Ele próprio havia nascido “sob a lei” (G1 4:4. os examinadores. Os que se recupera­ vam de sua doença podiam voltar para casa após reexame. embrimaomai. 265). 266). pois se os sacerdotes soubessem que fora Jesus quem curara o homem. O fato de Jesus ter dito ao homem curado que seguisse as determinações da lei demonstra que Ele não Se opunha às leis de Moisés. Mc 7:8. cf. 12:16. Em Mateus 9:30. tendo plena 1:44 confiança de que seu Pai celestial lhes acres­ centaria as bênçãos materiais à medida que delas necessitassem (Mt 6:33). As razões da evi­ dente severidade de Jesus aqui são esclare­ cidas no v. muitos dos sacerdotes profes­ saram sua fé nEle (ver At 6:7) e se uniram à igreja nascente. Ao Cristo enviar esse homem aos sacerdo­ tes. Do gr. 267. 44. DTN. O próprio homem seria uma testemunha viva do que havia ocorrido. 8:26 se encontram vários exemplos em que Jesus. Vários fatores pro­ vavelmente influíram para Jesus ordenar ao homem curado que nada dissesse sobre o que havia acontecido. Ao receber tal atestado do sacerdote. Porém. Jo 2:13-17. Mostra-te. e "logo o despediu (Mc 1:43) a fim de que ele se mostrasse aos sacerdotes. cf. DTN. 353).

Obviamente. acima de tudo. “já não podia”. Outros. inclusive aos sacerdotes. O povo havia visto a evidência manifestada diante dos seus olhos. “desertos” (ARC). NOTA ADICIONAL A MARCOS 1 Aqueles que negam a inspiração das Escrituras e rejeitam a ideia de um diabo e espí­ ritos malignos literais. mas. os que eram honrados de cora­ ção dentre eles poderiam perceber que a acusação de deslealdade à lei de Moisés era falsa. Isto é. infelizmente. Oferece pela tua purificação. os guardiões oficiais da lei. Este comentário procurará explicar o problema no que diz respeito tanto ao controle satânico da vida de todos os ímpios em geral. e consolando-se com a ideia de que a modéstia de Cristo era a única razão envolvida. A forma do verbo grego indica que o povo continuava a ir a Ele. Alguns dias depois. 267). o seu resultado. de Seu compassivo interesse pelas necessidades da humanidade. e. 265). 624 574 Ele esperava desmentir as falsas acusações feitas pelos sacerdotes. na casa de Pedro (ver DTN. Não compreen­ dendo como a sua falha em cumprir a severa recomendação para se calar poderia atrapa­ lhar a obra de Cristo. 265). e com. de Seu res­ peito pelas leis de Moisés e pelos líderes judaicos como guardiões e executores da lei. de Seu poder para libertar as pessoas do pecado e da morte. especialmente às várias desordens físicas e nervosas como epilepsia e insani­ dade. como ao sentido mais restrito da possessão demoníaca com as manifestações físi­ cas associadas. ficava perto das partes mais populosas da região. Divulgar a notícia. Ou. Ele Se viu obrigado a interromper Sua obra por algum tempo (ver DTN. ou melhor. a decisão sacerdotal constituiria um testemunho legal perma­ nente perante todo o povo. o contexto parece ser uma refe­ rência aos sacerdotes. Não está totalmente claro se esta é uma referência aos sacerdotes ou ao povo em geral. seu zelo era sem entendimento. atribuem o que a Bíblia chama de possessão demoníaca a causas naturais. Ele estava nova­ mente em Cafarnaum (Mc 2:1). Propalar muitas coisas. um tes­ temunho do poder divino que Jesus mani­ festou. quando fosse registrada oficialmente. nem sempre têm levado em conta a natureza e relação das desordens físicas e nervosas que a acompanham. Não há indicação quanto ao lugar para onde Jesus Se retirava. Vinham ter com Ele. Entretanto. porém os sacerdotes não haviam visto. Cristo. p. 205. Servir de testemunho. Não mais poder. I. o que poderia levá-los a reconhecê-Lo como o Messias (ver DTN. Isto é. que aceitam como verdadeiras as declarações dos evangelhos com res­ peito à possessão demoníaca. Ou. . de Lv 14. 206). Ao povo. Esse milagre. Ou. 761.« parece ter assinalado o término da primeira viagem missionária de Cristo às cidades e vilas da Galileia. o homem agradecido falou abertamente sobre o poder dAquele que o havia curado. pro­ vavelmente. Assim. testificaria a respeito das coisas que Cristo desejava que os sacerdotes prestassem atenção. As coisas que Moisés ordenou deveriam ser oferecidas a eles para “servir de testemunho’’. e eles não compreenderam bem o propó­ sito de Cristo ao realizar Seus milagres (ver p. Sua imaginação estava inflamada. “falar abertamente sobre isso”. Ver vol. indo talvez para os mon­ tes alguns quilômetros a oeste do Mar da Galileia. Em lugares ermos.1:45 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 45. Se o leproso curado cumprisse com a lei cerimo­ nial. “tornar público o fato” (NVI).

Controle por um espírito maligno . seja do Espírito Santo ou de espíritos malignos (ver Rm 12:2). obscurece o intelecto e corrompe a alma" (DTN. A vida do rei Saul é um exemplo patente da experiência daqueles que se submetem ao controle dos demô­ nios (lSm 13:8-14. 322. Os que se acham apenas 625 . pensam e agem conforme Satanás lhes ordena. Toda concordância com o mal “enfraquece o corpo. 2Co 6:16. ver com. Ef 2:22) Cristo habita no coração daqueles que. A consciência e a capacidade de escolha estabelecem um padrão de conduta baseado nos princípios de Satanás (Rm 6:12-16. 341). DTN. 256. 256). todo esforço «. com a coopera­ ção deles Deus efetua neles “tanto o querer como o realizar. 92. sob o controle . DTN. 256). 324. (Fp 2:13) e. 341). evidência de um grau de controle demoníaco ou possessão (ver DTN. graus de controle ou possessão. no sentido completo da pala­ vra. Não obstante. e há. Assim.toda intenção de ferir os outros. 57). 38). entre­ gando-se ao controle de Satanás. 142). portanto. A principal diferença entre os que respondem ocasionalmente e os que respondem sempre às sugestões de Satanás é. 44. 16:14-23. portanto. eles não podem. 93). Cl 1:27. uma diferença de grau e não de espécie. 323. permitindo que a sua vítima retenha intactas suas faculda­ des mentais e físicas e tenha aparência de piedade. em maior ou menor grau. is 26:3. G1 2:20. 338. Outras vezes. Todos os que não se entregam sem reservas à habitação do Espírito de Deus estão. 256). 246. 645. 341). DTN.Devido à ação do Espírito Santo (ICo 3:16. Rm 6:12-16. 324. por sua livre e espontânea vontade. cf. Cl 5:22. eles se tornam invulneráveis aos ataques de Satanás (DTN. então. A fascinante carreira de prazeres terrenos “termina nas trevas do desespero ou na loucura de uma alma arruinada” (DTN. desenvolvem um caráter que mais e mais se assemelha ao dele (Jo 8:34. Formas de controle demoníaco.ou possessão . etc. deci­ dem servi-Lo (2Co 5:14. 6:19. à medida que os homens se separam progressivamente da influência e do controle do Espírito Santo (ver Ef 4:30. não por boas ou más ações ocasionais. 696. “o caráter se revela.é. de Ex 4:21). MDC. 2Pe 2:18.. 209. Ninguém que escolha servir a Deus será deixado sob o poder de Satanás (CBV. cf. 93. mas pela tendência das palavras e atos costumeiros” (CC. cf. por­ tanto. Graus de controle demoníaco . Deste modo.3 para promover princípios errôneos .O processo de formação do caráter é gradual.MARCOS Controle pelo Espírito Santo . 28:1-25. Não apenas o grau de controle demoníaco ou possessão varia. Onde quer que a Palavra de Deus indique a causa. Unicamente os que desta maneira submetem o controle de sua mente a Deus podem. ter “moderação” e desfrutar completa estabilidade mental e emocional (ver 2Tm 1:7. um poder do alto toma posse. cf. ela declara que a possessão demoníaca ocorre como resultado de um viver errôneo (ver DTN. Satanás pode realizar seus obje­ tivos sinistros mais eficazmente. Fortalecidos pelo poder divino. Às vezes. PP. Automaticamente. acabam ficando totalmente à mercê do diabo (DTN. DTN. segundo a Sua boa vontade”. Aprisionados por uma vontade mais forte do que a sua própria. toda manifestação de egoísmo.de Satanás (ver Lc 11:23. em certo sentido da palavra. o diabo perverte a mente e o corpo e induz a vítima a condutas evidentemente pecaminosas. 15:10-35. 341). 4). de si mesmos. 679-681). 324). Os que persisten­ temente se recusam a obedecer às sugestões do Espírito Santo ou as negligenciam. 23. mas também a forma em que se manifesta. 2Ts 2:14). em qualquer ponto no processo de formação do caráter.Por outro lado. escapar desse poder maligno (CBV. Tudo o que não está em harmonia com a von­ tade de Deus . Jo 6:70). todos os que rejeitam ou ignoram a verdade declaram sua sujeição ao maligno (CBV. 19. 41. DTN. conduzindo as tendência naturais em har­ monia com os princípios divinos (Rm 8:29. 429).

A inteligência voltou (DTN. pois por meio dele Satanás obtém acesso à mente e. mutilação do corpo. Lc 8:35. 568). cf. 733. acompanham a possessão. 568). Entretanto. 338) e recobraram a razão (DTN. com fre­ quência. 429. Mc 9:17). ver Mc 9:18). 749. e sua aflição como “insanidade” e “loucura” (DTN. 337. às vezes. Os endemoniados de Gadara são semelhantemente mencionados como “loucos” e “lunáticos". 13:27. 256. Em casos como esses a dife­ rença está principalmente na forma em que os demônios manifestam sua presença e poder. 760). Tais desordens são. 256. os aflitos se vestiram em perfeito juízo (Mc 5:15. e tendo “mente transtornada” (DTN. o endemoniado na sinagoga de Cafarnaum é des­ crito como “louco”. Mas afirmar que este era simplesmente um caso de epilepsia significa rejeitar as declarações explícitas das Escrituras de que o jovem estava possesso. Por exemplo. por sua vez. O caso do jovem possesso de Marcos 9:14 a 29 merece atenção especial. A descrição ► do caso se assemelha de modo impressionante à de um ataque epilético (ver v. 645. eles o fazem através do sistema nervoso senso­ rial. E digno de nota que as desordens físicas mencionadas especificamente . à influência e sugestões de Satanás. nem são necessariamente uma característica maior de possessão demoníaca do que a surdez e a mudez. ou que não manifestam os sintomas popularmente associados com a possessão demoníaca.cegueira e mudez . O jovem possesso ao pé do monte da transfi­ guração também é chamado de “lunático” (DTN. Lc 8:2. olhos chamejantes. Em cada caso. popularmente descrito como insanidade. Possessão demoníaca e desordens/ísicas . Judas foi “possuído” de modo semelhante (DTN. Os autores dos evangelhos são igualmente claros cm descrever um caso que certamente parecia ser epilepsia e atribuí-lo a possessão demoníaca. Possessão demoníaca e o sistema nervoso humano — Em qualquer grau ou forma em que os demônios obtêm controle de um ser humano. controla o corpo (cf. GC. 18-20). Todos os casos de possessão demoníaca descritos em O Desejado de Iodas as Nações são mencionados especificamente como tendo envolvido algum tipo de desarranjo mental. de uma maneira ou outra. 256. as quais também. cf. DTN. 8:29. 338). Jo 6:70.Em certos casos dc possessão demoníaca havia também desordens físicas associadas (ver Mt 9:32. a expulsão dos espíritos malignos foi acompanhada de uma mudança instantânea e evi­ dente . 429. O mesmo espírito maligno que possuiu o maníaco de Cafarnaum também eontrolou os judeus descrentes (ver Jo 8:44. Mt 16:23). 256). Outros distúrbios físicos 626 . Visto que o próprio sistema nervoso é a primeira parte do ser humano a ser afetada. 746.576 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA parcialmente sob o controle de demônios. DTN. Os sintomas de desor­ dem nervosa mencionados especificamente são fisionomia contorcida. boca espumejante e convulsões muito seme­ lhantes às da epilepsia (ver Mc 1:26. 323. 71.aparentemente estavam relacionadas aos nervos sensoriais e motores das partes afetadas. são frequentemente mais úteis ao príncipe do mal do que aqueles que podem estar mais obviamente sob o seu controle. Lc 22:3. 341. A possessão demoníaca não pode ocorrer a não ser através do sistema nervoso. 294.houve uma restauração do equilíbrio mental e da saúde física onde estas haviam sido prejudicadas. Por meio do sistema nervoso motor o maligno exerce controle de seus súditos. ranger de dentes. 12:22. DTN. Le 4:35. o poder de escolha e a von­ tade . várias desordens nervosas. essas desordens não acompanham necessariamente a possessão demoníaca. DTN. o resultado de ceder. guinchos. 514). eomo epilepsia e psicoses de vários tipos devem ser esperadas em conexão com a possessão demoníaca. e esta condição é indicada como sendo o resultado de possessão demoníaca. 429). 9:18-26. Através das faculdades superiores da mente — a consciência.é que Satanás se apossa do indivíduo.

as quais refletiam. Mas a alegação dc que. PP. exibisse seus sintomas característicos.MARCOS também podem ter resultado da possessão demoníaca. Assim. levados a condescender com a concupiscência mais vil.). Mas as várias desordens físicas e mentais não constituíam em si mesmas o que os evangelhos descrevem como possessão demoníaca. 256. Elas eram o resultado da possessão demoníaca. os discípulos contemplaram a humanidade transfigu­ rada à imagem de Deus. Por que a possessão demoníaca era comum. E razoável concluir que a possessão demoníaca. para afligi-los com pecado e sofrimento e. a humanidade degradada à semelhança dc Satanás (DTN.). etc. etc. De modo muito real. 514). Ela atribui esses sintomas à presença e ação direta de espíritos malignos (ver GC. era muito mais comum durante o tempo do ministério terreal dc Cristo do que é agora (ver DTN. a possessão demoníaca representa as profun­ dezas da degradação a que descem os que se aliam a Satanás e ilustra graficamente o que todos os que rejeitam a misericórdia de Deus se tornariam se fossem totalmente abando­ nados à jurisdição de Satanás (DTN 341). . 257). 257. 5:7. 18. GC. à influência e controle dc Satanás pensaram e viveram de modo a degradar o corpo. os autores dos evangelhos atribuí­ ram erroneamente as várias desordens físicas e nervosas à ação de espíritos malignos é des­ mentida pelo fato de que eles elaramente fizeram distinção entre sintomas físicos comuns e possessão demoníaca (ver Mt 4:24. 8:2). no sentido limitado dos autores dos evangelhos. Mc 1:24. feito para habitação de Deus. diferentes das manifestações atribuíveis a causas naturais. 7:21. em si. em maior ou menor grau. os órgãos dos homens eram. a expressão das legiões malignas pelas quais eram possuídas (cf. os demônios deram provas de conhecimento sobrenatural (Mt 8:29. DTN. A realidade da possessão demo­ níaca é ainda atestada pelo fato de que Cristo Se dirigia aos demônios como demônios e que eles respondiam como demônios. 627 . os nervos. 337. fatos então não entendidos pelo povo em geral. No monte da transfiguração. o diabo tem procurado obter ilimitado controle do corpo e da alma dos homens. Deus tenha permitido que Satanás tivesse mais liberdade para demonstrar os resultados de seu controle pessoal dos seres humanos que voluntariamente escolheram servi-lo. etc. durante algum tempo. Sem dúvida. 3:11. Características distintivas da possessão demoníaca . Ec 6:17. “o corpo de criaturas humanas. O próprio selo dos demônios se achava impresso na fisionomia dos homens” (DTN. e no sopé da montanha. Por seu reconhecimento da divindade dc Cristo e do juízo final. Talvez. 341. as várias manifestações de desordens físicas e mentais que caracterizavam os endemoniados não eram. quando nosso Senhor apareceu andando como homem entre os homens. embora fosse com frequência acom­ panhada por desordens nervosas ou físicas. por intermédio de suas vítimas (Mc 1:23. mas as Escrituras não especificam quais eram esses sintomas. mas no agente que os causava. Os que se entregaram.).Há razão para crer que a possessão demo­ níaca.Pelo que Ellen G. a diferença não estava nos sintomas nervosos e físicos manifestados. 5:7. 3:11. 429). arruiná-los (DTN. Le 8:27. a mente e a alma (ver DTN. Os sentidos. 12. White mostra. a mente popular identificava os resultados da possessão demoníaca com a própria possessão. as paixões. 36). Através dos séculos. finalmente. por ignorância. por meio de agentes sobrenaturais. Aparentemente. tornara-se morada de demô­ nios. 12. em vez disso. 688). 514). 24. A própria semelhança da humanidade parece ter sido obliterada de muitas faces humanas.

senão um. CBV. viu a Levi. correspondente ao em que Ele estava e. 231. 3-T9. Jesus disse ao paralítico: Alfeu. tomando o leito. 255 27 . tantos que nem 11 Eu te mando: Levanta-te. CBV. no mesmo ins­ 3 Alguns foram ter com Ele. percebendo logo por seu espí­ em companhia dos pecadores e publicanos. 467. 32 . 351. 579. TM.DTN. fazen­ e toda a multidão vinha ao Seu encontro. GC. levado por quatro homens. 44 . 111 12. ele se levantou e. 256. GC. 327 15-DTN.DTN. 13-DTN. disse-lhes: guntavam aos discípulos dEle: Por que come e Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso bebe Ele com os publicanos e pecadores? coração? 17 Tendo Jesus ouvido isto. porque estes fêmia! Quem pode perdoar pecados. 259. 362. 29 24 . tes.PE. baixaram o leito em que jazia os ensinava. 92 30. conduzindo um tante. 233. que é Deus? 16 Os escribas dos fariseus. 64 7 . ciava-lhes a palavra. saiu Jesus para junto do mar. 91. 10 Ora.DTN.DTN. 97-108 2.2:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Me! Ele se levantou e O seguiu. per­ rito que eles assim arrazoavam. 12 Então.26 .disse ao paralítico: 2 Muitos afluíram para ali.T5. filho de 5 Vendo-lhes a fé.CBV. 264 Capítulo 2 1 Cristo cura um paralítico. 15 . o doente. para que saibais que o Filho do 1 Dias depois. doar pecados . 18 justifica Seus discípulos por não jejuarem e 23 por colherem espigas no sábado. 14 chama Mateus da coletoria. 29 35 . sentado na coletoria e disse-lhe: SegueFilho. T8. e anun­ e vai para tua casa. não vim chamar justos. WHITE 1-8 . entrou Jesus de novo em Homem tem sobre a terra autoridade para per­ Cafarnaum. ou dizer: Levanta-te. CBV. eram em grande número e também O seguiam. 20 16-20-DTN. e logo correu que Ele estava em casa. 38 . e Ele do uma abertura. não podendo aproximar-se dele. 30. vendo-O comer 8 E Jesus. 208 24.DTN. 260 40-45 . e sim os doen­ perdoados os teus pecados. 14 Quando ia passando. toma o teu leito e anda? 628 . 6 Mas alguns dos escribas estavam assenta­ 15 Achando-sc Jesus à mesa na casa de Levi. 262-266 43. descobriram o eirado no ponto Deus. PR. toma o teu leito mesmo junto à porta eles achavam lugar. 699. 244-251 2325 . 52 37. respondeu-lhes: 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão Os sãos não precisam de médico. dos ali e arrazoavam em seu coração: estavam juntamente com Ele e com Seus discípu­ 7 Por que fala Ele deste modo? Isto é blas­ los muitos publicanos e pecadores. 114 14.DTN. a ponto de se admirarem todos e darem glória a 4 E. 345. por causa da multidão. 64.DTN. 224 10-DTN. 15 come com publicanos e pecadores.DTN. dizendo: Jamais vimos coisa assim! 13 De novo.DTN. retirou-se à vista de todos. os teus pecados estão perdoados. e sim pecadores. T8. paralítico.

Mateus geralmente usa palin para iniciar um novo trecho de sua narra­ tiva. 228. em dia de sábado. 1. de Mc 1:45). ao ponto de não mais poder “entrar publicamente em qualquer cidade” (Mc 1:45). colhiam espigas. Mc 2:1-12 = Mt 9:1-8 = Lc 5:17-26. Mateus se refere a Cafarnaum como “a Sua própria cidade” (9:1). Dias depois. e tanto se perde o vinho como os odres. 28 de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado. o período em questão seria entre os eventos narrados no fim do cap. “ouviu-se”. ao se referir a lugares que ele já mencionara ante­ riormente. e comeu os pães da proposição. Que. ou a circunstâncias semelhantes (ver Mc 2:13. enquan­ to o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo. 4:1. Mas põe-se vinho novo em odres novos. Esta frase é considerada por alguns como referência ao período completo da primeira viagem de Jesus à Galileia. e deu também aos que estavam com ele? 27 E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem. Comentário principal: Mc. di’ hêmerõn. senão aos sacerdotes. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Evidentemente. 24 Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? 25 Mas Ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi. a sede de onde Ele conduzia Seu ministério na Galileia e a qual Ele parece ter considerado Seu lar. Assim enten­ dido. ou a Sua primeira viagem terminou na margem oriental do mar da Galileia. 8:13). as searas. p. 215.MARCOS 2:1 23 Ora. Tanto Mateus como Marcos registram o fato de que Jesus havia recentemente vol­ tado de Sua primeira viagem pelas cida­ des e vilas da Galileia (ver Mt 9:1). Ou. e fica maior a rotura. os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. 578 18 Ora. e. 5:21. ou quando a publicidade que o leproso curado fez a Seu respeito O levou a Sc retirar temporariamente do ministério público (ver com. não podem jejuar. 204-210]. 21 Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha. contudo. os quais não é lícito comer. ver p. visto que essa viagem provavelmente se estendeu por algumas semanas. entre a data de Sua partida de Cafarnaum (Mc 1:35-38) e Seu retorno àquela cidade. porque o remendo novo tira parte da veste velha. poderá ser mais apro­ priado entender os “dias" aqui mencionados como aqueles em que Jesus Se retirou para o deserto por causa das multidões. Do gr. e não o homem por causa do sábado. Entrou Jesus de novo. jejuar os convidados para o casamento. mas os Teus discípulos não jejuam? 19 Respondeu-lhes Jesus: Podem. Literalmente. hoti. no tempo do sumo sacerdote Abiatar. 3:1. são uma citação direta do que estava sendo divulgado pelo povo em geral. 629 . o vinho romperá os odres. sobre mila­ gres. Mateus acrescenta a informação de que o retorno de Cristo para Cafarnaum foi de barco. significa que as palavras seguintes. aconteceu atravessar Jesus. 1 e os do início do cap. este “que”. 20. Em contraste. Vieram alguns e Lhe pergun­ taram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus. p. Entretanto. gráfico. Correu. Marcos usa de maneira caracte­ rística a palavra gr. nesse tempo. Ver com. “Jesus vol­ tou” (BLH). “de novo”. 20 Dias virão. quando se viu em necessidade e teve fome. do contrário. [A cura de um paralí­ tico em Cafarnaum. jejuarão. em que lhes será ti► rado o noivo. “Ele estava em casa”. Do gr. porventura. ele e os seus companheiros? 26 Como entrou na Casa de Deus. isto é. de Mt 4:13. 2. palin. e os discípulos. Cafarnaum. ao passa­ rem. Ver mapa.

267). de Jo 9:2). 268). 267. “criança” ou “menino”. A cama tosca 630 . trato pessoal. A saída de Cristo de de necessidade. 43 e nidade (ver DTN. Apenas Marcos menciona na qual o homem jazia provavelmente era especificamente este tato. Ver ► “destelharam o telhado”. 267. Segundo Lucas 5:17. 267). parece “cama” de um homem pobre. neste caso. paralutikos. de abrirem um buraco através do telhado era uma prova eloquente do seu urgente senso 271. Paralítico. sem dúvida. Vendo-lhes a fé. Ver p. finalmente. provavelmente e de Jerusalém". filho pródigo (Lc 15:13. 38). Porém. e de sua fé. Logo (ARC). 2. o baixaram” com. Do gr. A aflição lhe havia dado tempo (ARC). permanecera ausente por “fariseus e mestres da lei” haviam vindo várias semanas e. Se referiu aos pecados. A vinda de representantes aumentara o desespero desse homem. Jesus externa no pátio lhe dava acesso (ver At 10:9. do paralítico os outros escritores sinóticos omitem. Ele esti­ os caibros. teknon. O mesmo havia. 611). 5. Quando utilizado no mente na cidade.2:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 579 Em casa. o “sofá” ou a religiosos eram exatamente das regiões em que Jesus havia trabalhado até então. Descobriram o eirado. O fato de que esses líderes matura (ver DTN. Do gr. Como é comum no Oriente Médio. A maneira inespe­ rada como Jesus havia saído de Cafarnaum com. Este e doença como resultado direto de uma vida outros detalhes não apenas refletem a veraci­ pecaminosa (DTN. embora tão seu caso a Jesus. significa "meu filho”. Um deta­ lhe mencionado apenas por Marcos. O paralítico truído colocando-se telhas ou ladrilhos sobre fora cm busca de saúde espiritual. ver com de Mc 1:29). tico curado em Betesda meses antes (Jo 5:14). e ele compreendeu que seu a casa tinha um terraço plano e uma escada sofrimento se devia aos seus pecados. Isto é. de Mc 1:22. O lato referência ao lar de Pedro (ver D IN. Lucas 5:19 registra que eles “por entre as telhas. povo. que pesavam tanto cf. Literalmente. Isto equivalia a dizer “no lar”. de Lc 5:8). Esse método incomum de se aproximar vera fisicamente desamparado e espiritualmente desesperado enquanto não apresentou de Jesus foi a sugestão desesperada do pró­ prio paralítico. esses (Mc 1:37. 268). como aqui. aparentemente. o qual lhe providenciou ajuda e esperança (ver com. do v. como acontece pouco mais do que uma esteira de palha ou com os numerosos detalhes da narrativa que uma padiola almofadada. bem como de cura física (ver DTN. pudesse perder sua oportu­ 6. Dt 22:8). literalmente. o povo afluiu a Ele. Tal senso de neces­ sionária foi ocasionada pela agitação popular sidade e fé é essencial para que o poder c o grande número de pessoas que foi a Sua curador de Jesus possa ser aplicado tanto procura (ver Mc 1:33. parece que a sua dade da narrativa. para refletir. mas também indicam que história deve ter sido muito semelhante à do se trata do relato de uma testemunha ocular. 3. Certamente o telhado era cons­ sobre a mente desse homem. uma e dos quatro carregadores da padiola. provavelmente Pedro (ver p. krabbatos. a Sua ausên­ ao aspecto físico quanto ao espiritual. 10. Considerando que ele havia contraído essa Levado por quatro homens. o qual temia que. Teus pecados estão perdoados. Tão logo se soube que Jesus estava nova­ Lilho. Leito. perto de Jesus. Do gr. (ver cia de Cafarnaum não abateu o entusiasmo do com. que de tantos lugares diferentes sugere que sua presença nessa ocasião específica foi mais enfrentava a perspectiva de uma morte pre­ do que casual. 14). Se retirara “de todas as aldeias da Galileia. Alguns dos escribas. ocorrido no caso do paralí­ 4. da Judeia para o deserto (Me 1:45). que somente Cafarnaum para a Sua primeira viagem mis­ Jesus poderia satisfazer. 37).

MARCOS

2:10

indicar que eles estavam em Cafarnaum para que, ao perdoar os pecados do paralítico,
investigar Aquele que havia Se tornado o cen­ Jesus, um simples homem, como eles O
tro desse intenso interesse público. A situa­
consideravam, havia usurpado as prerroga­
ção lembra a delegação que os líderes em tivas da divindade. Segundo o ritual ceri­
Jerusalém enviaram ao Jordão para investigar monial, o sacerdote presidia a confissão de
a obra de João Batista (Jo 1:19-28) dois anos um homem, porém não pronunciava pala­
antes. Essa delegação proveniente da Judeia, vras de perdão. Sua aceitação do sacrifício
onde Jesus havia trabalhado anteriormente, simplesmente simbolizava que Deus havia
pode ter sido convocada para avisar os líde­ aceitado a confissão (ver Mb 10:1-12). Por
res na Galileia a respeito de Sua forma de sua recusa em reconhecer as evidências da
atuar em vista das atividades mais recentes presença c operação da divindade, os escri­
de Jesus por lá.
bas estavam cometendo o próprio pecado
Esses homens eram espiões (DTN, 267; do qual, em seu coração, acusavam a Cristo
cf. p. 210), e Jesus como que para lembrá- (ver Mt 12:22-32). A penalidade levítica para
los vividamente da cura do paralítico de a blasfêmia era morte por apedrejamento
Betesda (Jo 5:1-9), então curou outro homem (Lv 24:16), embora os judeus no tempo de
que sofria da mesma doença. Eles não pre­
Jesus geralmente não tivessem liberdade para
cisaram esperar muito para encontrar o que executá-la.
estavam procurando - supostas evidências
Quem pode perdoar [...]? Quanto a
de que Jesus era blasfemador. Sua declaração sua teologia, os escribas tinham razão, pois
anterior perante os líderes judaicos havia sido o AT claramente salientava que Deus é o
considerada como blasfêmia (Jo 5:18); nesta único que perdoa pecados (ís 43:25; Jr 31:34;
ocasião Ele exerceu publicamente uma prer­ cf. Jo 10:33). Seu erro consistia em não reco­
rogativa divina que eles também tomaram nhecer que o Homem que estava diante
como blasfêmia. Esse episódio assinala o pri­ deles era Deus (ver p. 205, 206).
meiro dos vários conflitos com as autoridades
8. Percebendo. Do gr. epiginoskõ, “saber
judaicas durante Seu ministério na Galileia.
exatamente”, “reconhecer". Jesus lia os pen­
Arrazoavam. Do gr. dialogizomai, “avaliarsamentos dos homens (Mc 12:15; Lc 6:8;
os relatos”, “conversar”, “debater”, “argumentar”.
9:47; 11:17; cf. Jo 4:16-19; 8:7-9), e isso os
7.
Ele. Do gr. hontos, "este”, com sen­
deixava furiosos.
tido depreciativo. Eles pensaram que haviam
9. Qual é mais fácil? Aparentemente,
apanhado Jesus no ato de blasfemar, mas os escribas estavam pensando: “E fácil dizer
estranhamente, a evidência não foi sufi­
que os pecados de uma pessoa estão per­
ciente para que eles a apresentassem contra doados, pois ninguém realmente pode saber
Ele em Seu julgamento um ano e meio mais se estão." Jesus imediatamente aceitou seu
tarde (Mt 26:59, 60; Mc 14:55, 56). A difi­
desafio não pronunciado e lhes perguntou:
culdade deles consistia no fato de que Jesus “O que vocês acham mais fácil: perdoar os
os confrontou com a operação prática do pecados de um homem ou curá-lo de para­
poder da divindade, perdoando os pecados lisia?" A resposta era óbvia.
^►e curando doenças, e não através de afirma­
10. Para que saibais. Jesus realizou
ções específicas de pretensões messiânicas um milagre que todos puderam ver como
(ver p. 205, 206).
evidência da realidade de um milagre muito
Blasfêmia. Do gr. blasphêmiai, "declara­ maior que eles não podiam ver (cf. Rm 1:20).
ções injuriosas”, "calúnias”, isto é, quaisquer
O Filho do Homem. Neste relato, pela
afirmações ofensivas. Os escribas alegavam primeira vez, os três autores dos sinóticos
631

2:11

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

581

usam este título distintivo (Mt 9:6; Mc 2:10; para perdoar pecados. Os líderes judeus
Lc 5:24). Esta era a forma com a qual Cristo desafiaram tal autoridade muitas vezes (ver
Se referia a Si mesmo, encontrada cerca de Mc 11:28).
Perdoar pecados. A causa da doença
80 vezes nos evangelhos. Ninguém, entre­
tanto, se dirigia a Ele por este título, nem precisava ser removida antes que o sofre­
qualquer dos autores dos evangelhos se refere dor pudesse ser libertado da doença da qual
a Ele deste modo. Este título era entendido, sofria (ver com. de Mc 2:5). Curar o corpo
pelo menos entre alguns judeus, como um sem curar o espírito poderia resultar em uma
nome para o rei messiânico do novo reino repetição da conduta que havia provocado a
a ser estabelecido. Exceto sob juramento enfermidade do jovem. Assim, Cristo, que
deu ao homem um novo corpo, primeiro lhe
(Mt 26:63, 64; Mc 14:61, 62) e em parti­
cular àqueles que estavam dispostos a crer proporcionou um novo coração.
Disse. A declaração entre parênteses
nEle como o Cristo (Mt 16:16, 17; jo 3:1316; 4:25, 26; 16:30, 31), Jesus não afirmou (na ARC) está inserida no meio do pronun­
diretamente Seu caráter messiânico. Era Seu ciamento de Jesus para indicar que nesse •<
objetivo que os homens reconhecessem atra­ ponto Ele deixou de Se dirigir aos escribas
vés de Sua vida, de Suas palavras e obras, e falou ao paralítico. Ela ocorre na mesma
as evidências de que as profecias a respeito posição nas três versões do relato (ver Mt 9:6;
do Messias haviam se cumprido nEle (ver Lc 5:24). Exemplos semelhantes de lingua­
gem idêntica podem ser encontrados em
p. 205, 206).
Jesus era literalmente “o Filho do homem”, Marcos 1:16 e Mateus 4:18; Marcos 5:28
tanto num sentido puramente histórico (ver e Mateus 9:21; Marcos 14:2 e Mateus 26:5;
Lc 1:31-35; Rm 1:3, 4; Cl 4:4) como em um Marcos 15:10 e Mateus 27:18 (ver p. 164166; cf. p. 311-313).
sentido mais elevado. O título, Filho do
11. Eu te mando. Do gr. soi legõ, “a ti
Homem, designa Jesus como o Cristo encar­
Eu digo”. A ordem das palavras em grego
nado (ver Jo 1:14; Fp 2:6-8). Indica o mila­
gre através do qual o Criador e a criatura realça a quem Jesus estava falando. Ele diri­
Se uniram em uma pessoa divino-humana. giu as palavras do v. 10 aos escribas incré­
Testifica da verdade de que os filhos dos dulos; então, como uma prova para eles, Ele
homens podem realmente se tornar filhos Se voltou para o paralítico e disse: “A ti Eu
de Deus (Jo 1:12; Cl 4:3-7; ljo 3:1, 2). digo, levanta-te.” O poder para curar fisica­
mente era uma confirmação da autoridade
A divindade Se identificou com a humani­
dade de modo que a humanidade pudesse para curar espiritualmente.
Toma o teu leito. O sofredor havia sido
ser recriada segundo a imagem da divin­
dade (DTN, 25; sobre Jesus como o Filho de carregado até Jesus em seu leito; por fim ele
Deus, ver Le 1:35; Jo 1:1-3; e como Filho do se retira da presença de Jesus carregando seu
homem, ver Lc 2:49, 52; Jo 1:14; ver Nota leito - uma evidência da grande transforma­
ção que havia ocorrido.
Adicional a João 1).
12. Jamais vimos coisa assim! O ho­
Autoridade. Do gr. exousia. A pala­
vra grega usual para “poder”, no sentido mem que fora à presença de Jesus com um
de “força”, é dynamis. Operar um milagre profundo senso de necessidade, partiu com
requeria poder, mas o perdão de pecados uma alegria triunfante, enquanto aqueles
que se aproximaram com presunção, orgulho
era uma questão de autoridade. Neste ver­
sículo, a palavra exousia ocorre no início da e malícia, foram embora “mudos de espan­
to e esmagados pela derrota” (DTN, 270).
frase, o que salienta a autoridade de Cristo
632

MARCOS

procedentes do território de Herodes Filipe
(quanto à localização estratégica e comer­
cial de Cafarnaum, ver com. de Mt 4:13;
Lc 4:31).
Na opinião popular, os publicanos eram
considerados de má reputação. Com fre­
quência eram não apenas instrumentos da
opressão romana, mas extorquiam por sua
própria conta, aproveitando-se de sua autori­
dade oficial para oprimir e defraudar as pes­
soas. Eram odiados e desprezados por todos,
como proscritos sociais e religiosos (ver p. 53,
54; ver com. de Lc 3:12).
Segue-Me! Linguagem costumeira
que Cristo usava ao estender Seu convite
para o discipulado (ver Mt 4:19; Jo 1:43).
Convidado a tomar a grande decisão de
sua vida em um instante, Mateus estava
pronto. Tal decisão pressupõe que ele pre­
viamente tivera contato com Jesus. Em
seu coração já devia existir um desejo de
seguir o Mestre. Porém, como conhecia
muito bem a atitude dos rabis para com os
publicanos, sem dúvida não lhe ocorria que
este grande Rabi Se dignaria a aceitá-lo
como um de Seus discípulos. Lucas 5:28
acrescenta que Mateus “deixou tudo”
(NTLH) para seguir a Jesus; ele abando­
nou uma ocupação lucrativa para servir
sem nenhuma remuneração.
15. Sentado (ARC). [Jesus come com
pecadores, Mc 2:15-17 = Mt 9:10-13 =
Lc 5:29-32. Comentário principal: Mc. Ver
mapa, p. 216; gráfico, p. 228]. Do gr. katakeimai, “recostar-se”. Embora nos tempos do AT
o costume judaico habitual era se assentar
para comer, no tempo de Jesus, pelo menos
nas casas mais luxuosas, as pessoas geral­
mente se reclinavam para comer numa pla­
taforma baixa ou sofá, ficando inclinadas
em relação à mesa. Eles se assentavam em
almofadas e se apoiavam no braço esquerdo.
A mesa habitual era equipada em três lados
com essas plataformas inclinadas, sendo que
o quarto lado era mantido aberto para que os

633

582

O espírito com o qual os homens vão a Jesus
determina se encontrarão nEle uma esca­
da para o Céu ou uma pedra de tropeço
para a destruição (ver Mt 21:44; Lc 2:34;
IPe 2:8).
13. De novo, saiu Jesus. [A vocação
de Levi, Mc 2:13, 14 = Mt 9:9 = Lc 5:27,
28. Comentário principal: Mc. Ver mapa,
p. 215; gráfico, p. 228]. Aparentemente esta
foi uma viagem breve pelas redondezas de
Cafarnaum, e não uma viagem importante
de pregação pela Galileia. A segunda via­
gem, que foi precedida pela nomeação dos
doze e o Sermão do Monte, só começou um
pouco mais tarde.
14. Viu. Ver com. de Lc 5:27.
Levi. Lucas também usa este nome
(Lc 5:27), mas Mateus na mesma história
prefere o nome Mateus (Mt 9:9). Os dois
nomes se referem ao mesmo homem, pois
Mateus também é chamado “o publicano
[coletor de impostos]” (Mt 10:3) e porque
em suas listas dos doze, os outros evange­
lhos citam Mateus e não Levi (Mc 3:18;
Lc 6:15; cf. At 1:13). Era comum para os
judeus ter mais de um nome, como no
caso de Simão Pedro e de João Marcos (ver
Mc 3:14).
Filho de Alfeu. Alguns têm identificado
“Levi o filho de Alfeu” com “Tiago, filho de
Alfeu” (Mc 3:18). Entretanto, em vista da evi­
dência dada acima para identificar Levi com
Mateus, fica claro que Levi e Tiago eram
pessoas diferentes; se eram irmãos é impos­
sível dizer (ver com. de Mc 3:18).
Coletoria. Isto é, a repartição onde se
pagavam os impostos. Este lugar aparente­
mente ficava “junto do mar” (Mc 2:13) e
era provavelmente uma repartição em que
Herodes Antipas cobrava impostos de cara­
vanas e viajantes que passavam ao longo da
estrada principal que vinha de Damasco e
do oriente rumo a Ptolemaida (Aco), junto
ao Mediterrâneo (ver com. de Is 9:1), ou
de um lado a outro do Mar da Galileia,

2:15

Do gr. Jo 2:18-20. 136) apoiam a variante “escribas dos fariseus” (ARA).2: 1 6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA criados servissem o alimento. Nos evangelhos esta palavra é geralmente usada para identificar o grupo que acompanhava Jesus e O auxiliava em Seu ministério. Se esses homens eram tão pecadores como os fariseus alegavam. Estes. evidente­ mente se decidiram a favor de Jesus nesse momento. percebendo que um ataque direto contra Jesus não os ajuda­ ria cm nada. a exemplo de Lucas. Os sãos. deviam estar em maior necessidade do que as outras pes­ soas. telõnai. “alunos”. cf. “os que são sadios”. Ao reclamarem aos discípulos. a palavra grega habitual para “saúde”. o fizeram mais tarde. Ao declarar a profunda ver­ dade do objetivo de Sua missão na Terra. sem dúvida. Do gr. ver com. Casa de Levi. O fato de a casa de Mateus ser equipada com esse tipo de mesa sugere que ele era um homem de posses e cultura. portanto. Paulo repetidas vezes usa a mesma palavra. 16. Por motivos práticos os publicanos eram clas­ sificados como gentios e. mas se Ele pudesse salvar apenas os que já eram justos. de Mc 2:17. Evi­ dencias textuais (cf. de Mc 2:14. p. o relato das experiências de Mateus. “fiscais da receita” (ver com. Esta expressão foi acrescentada pelos tradutores para completar a ideia implí­ cita no contexto (cf. Isto é. Ver com. os que aceitaram os Seus ensinos. Está registrado aqui provavelmente para completar. Publicanos. Relacionamentos como este. os escri­ bas esperavam diminuiu o respeito que tinham por Seu Mestre. 13). de Mc 5:21). evidentemente. assim como haviam se provado infrutíferas outras tentativas para silenciáLo (ver Mc 2:6-11. Os discípulos eram mathêtai. Lc 3:12). Mc 2:16). Lucas diz que os escribas “murmuravam” contra os discípulos (Lc 5:30). Pecadores. Cristo era seu didaskalos. que poderiam parecer infrutíferos. Não vim. Cristo revelou a hipocrisia e o raciocínio capcioso dos fariseus e sua atitude diante do relacionamento de Cristo com os publi­ canos. 43). O banquete na casa de Mateus teve lugar algumas semanas. às “sãs” palavras (2Tm 1:13) e a ser “sadios” na fé (Tt 1:13). Lc 3:12. Do gr. Não deveriam ser eles. Podemos considerá-los mais como “escribas fariseus” do que como “escri­ bas saduceus”. 40. “aprendi­ zes”. A expressão de Lucas é um termo mais exato. O contexto deixa claro que esta era a casa de Mateus e que Jesus era o convidado de honra (ver também Lc 5:29. em um só contexto. Lucas usa a expressão hoi hugiainontes. talvez meses. 275). prccisamente aqueles aos quais Cristo dedicaria Seus melhores esforços? Ele viera para "sal­ var” o povo (Mt 1:21). de Jo 3:2). além de Mateus. 5:16-47). Escribas e fariseus (ARC). escribas que eram fariseus. 275). “os que têm vigor”. Come [e bebe]. outros. sem dúvida contribuíram para produzir a colheita daque­ les que se colocaram ao lado dos seguido­ res de Jesus e se tornaram testemunhas da verdade. então. após seu chamado (ver DTN. Embora alguns dos escri­ bas fossem saduceus. isto é. 274. “cobradores de impostos”. 634 . derivado de hugiês. A mesa. a maioria deles era fari­ seu. Comer e beber com gen­ tios era uma transgressão da lei cerimonial e envolvia contaminação cerimonial (At 11:3). 274). “mestre” ou "pro­ fessor” (ver com. 39. na ocasião. contados entre os rejeitados socialmente (ver Mc 2:14. especialmente após a ressurrei­ ção (ver DTN. 342. e a aplica à "sã” doutri­ na (lTm 1:10). matkêtai. DTN. Discípulos. quando o Espírito Santo foi derra­ mado sobre os crentes no Pentecostes (ver DTN. 17. hot ischuontes. pois eram estes últimos que tinham um interesse especial nas minúcias da lei (ver p. Alguns.

cf. datada do primeiro século d. Em geral. 241-243). Com frequência o jejum se degenerava num meio de justificação pelas obras. que não faziam alarde dc respei­ tar as leis cerimoniais e. Posteriormente. Certamente. 17). 18. Os discípulos de João. indicam que os motivos reais por trás desses jejuns bis­ semanais não são totalmente claros. mediante as quais as pessoas esperavam aplacar um Deus austero e obter Seu favor. os fariseus.. Os fariseus pretendiam ser capa­ zes de alcançar a justiça mediante estrita observância das exigências da lei cerimo­ nial. menciona os judeus que naquele tempo jejuavam regularmente no segundo e quinto dias da semana. se desta maneira pudessem se enriquecer. Kommentar zum Neuen Testament. 2. 6). Zc 7:5. 216. Justos. principais autori­ dades em judaísmo antigo. vol. Co­ mentário principal: Mc. do seu estilo de vida abstêmio (ver Mt 3:4).C. ao mesmo tempo. p. na segunda e na quinta-feira (ver Lc 18:12). os profetas haviam denunciado essas ideias. o mais distante possível um do outro (ver Strack and Billerbeck. os fariseus eram culpados dos mesmos pecados que eles tão implacavelmente detestavam nos cobradores de impostos. que. mas parece provável que tenham surgido graças ao desejo de pessoas especialmente zelosas que procuravam fazer expiação pelo mundanismo da nação. nessa ocasião. Strack e Billerbeck. os publicanos. logicamente. sobre as parábolas. Porém. estava provocando rapidamente sua destruição. Jesus declarou que eles devora­ vam “as casas das viúvas” (Mt 23:14) e absol­ viam a um filho avarento que não cuidava des seus pais idosos (ver Mc 7:11). como é evidenciado aqui por seu jejum. o jejum era praticado pelos indivíduos para com­ pensar um delito ou para assegurar uma resposta favorável a uma oração ou cum­ primento de um desejo. Séculos antes da época de Jesus. Sem dúvida. A tradição judaica atribui este costume à lenda de que Moisés iniciou o jejum de 40 dias no monte Sinai (ver Ex 34:28) numa quinta-feira e o concluiu numa segundafeira. porque assim procedendo pôde deixar clara a razão pela qual devia ministrar às necessi­ dades espirituais dos publicanos. Em realidade. Assim sendo. os dis­ cípulos de João partilhavam. Uma antiga obra judaica sobre o jejum. 635 . segundo eles. que muitos jejuavam porque acreditavam que esse ato conquistava um mérito especial perante Deus. 23:1-33). apesar de seus peca­ dos. às vezes. 197-204]. Ver mapa. ao colocarem ênfase na retidão legal. de Lc 18:9-14). Ele acei­ tou sua suposta justiça própria (Mc 2:16.583 MARCOS não poderia ser um verdadeiro Salvador. Por outro lado. Parece claro que eles estavam jejuando no momento em que formularam sua pergunta a Jesus. ao menos até certo ponto. p. Estavam jejuando. é provável que a observân­ cia desses dois dias para jejuar tenha surgido do desejo de manter os dias de jejum o mais longe possível do sábado e. Contudo. independentemente da condição de seu coração. com demasiada frequência agiam como hipócritas. estavam em melhor condição de aceitar os ensinos de Jesus (ver com. entre os antigos judeus. às vezes. devido às circunstâncias. A prova de Sua missão como Salvador do mundo dependia do que Ele podia fazer pelos pecadores. ao decla­ rar que Deus passara a abominar os jejuns e outros ritos religiosos de Israel (Is 58:3-5. Mc 2:18-22 = Mt 9:14-17 = Lc 5:33-39. [Do jejum. num conceito errôneo do cará­ ter de Deus e da natureza da justificação. Essas práticas de jejuar se baseavam. Jesus esclareceu que esse tipo de “justiça” era uma falsificação e não tinha valor no reino que Ele viera pro­ clamar (Mt 5:20. ver p. intitulada 2:18 Megillath Taanith. isto é.

e o evangelho de Lucas nava sua adoração a Deus “vã” e sem sentido também não é mais claro a este respeito (ver (Mc 7:7.C. eles também acei­ os líderes judaicos haviam procurado intro­ tariam os de Jesus. Ele quis dizer que as práticas cerimoniais deveriam estar subordinadas a cos meses antes de ele ter morrido. 3). portanto. dos “far­ vigor. mas uma dieta limitada tenda entre Ele e os fariseus girava em ao que é essencial para manter a saúde e o torno das tradições dos anciãos. Cristo (ver Mt 4:12. Segundo a cronologia experimental ado. A comparação que melhor o princípio fundamental envolvido: a diferença irreconciliável entre os novos Jesus usou aqui tem suas raízes na pro­ fecia do AT. Assim. se eles verdadeiramente cressem nos ensinos de seu mestre. Mateus afirma com toda certeza que foram os discípulos de João três breves figuras. praticavam *>► tada neste Comentário. ocasião. Teus discípulos não jejuam. Lc 3:19. e. cf. permitiapessoa não é promovida por qualquer prá­ tica que enfraqueça o corpo ou prejudique se que eles anulassem o verdadeiro espírito da lei de Moisés (Mc 15:3-6. o casamento.como o Messias (ver Jo 1:35-37). Jesus tivesse usado essa breve figura na pre­ ou pode precisar discernir mais claramente sença dos discípulos de João Batista. às vezes. Os 1:2). a forma de religião que os escribas e As pessoas mencionadas aqui não são clara­ fariseus procuravam impor aos demais tor­ mente identificadas. Na parábola dos convidados para executado pouco antes da Páscoa de 30 d. A seguir. Parece significativo. Sob tais circunstâncias o lhe dos requisitos religiosos que Ele próprio jejum pode se provar uma bênção. Então. se abster dos pesados” que eram “difíceis de carre­ de usar “manjar desejável” (Dn 10:3).2:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Jesus. na ocasião em que que. João Batista já havia usado a mesrna figura essas três parábolas tinham por objetivo para explicar a identificação de Cristo com esclarecer aos discípulos de João Batista o Messias (Jo 3:25-30). em Lc 5:33). Jesus explicou seu Mestre o crescente grupo de discípulos. O cristão pode como Daniel. Deus gar” (Mt 23:4). Os dis­ cípulos de João. 29 d. em que o relacionamento de ensinos e os velhos. foi a incompatibilidade Batista que importunaram a Jesus com a de Seus ensinos com os dos escribas. provavelmente um ano antes dessa Há ocasiões em que o cristão neces­ sita de agudeza de espírito e discernimento. Assim. de Mt 23:2. DTN. tenha sido (Mc 2:18). 20). Jesus não Se desviou em nenhum deta­ a vontade de Deus. “os filhos das bodas”. atra­ escribas aparentemente esperavam afastar de vés dos exemplos do vinho novo (Mc 2:22) e da veste velha (Mc 2:21). 395). Mc 6:14-29. os questões de maior importância. o que Jesus demonstrou. cias cerimoniais rabínicas.C. Esses requisitos tradicionais não é honrado e a experiência cristã de uma haviam sido alçados a uma posição de tanta honra e importância que. que ele pode ter importantes decisões a tomar. João havia sido apri­ pelo menos alguns dos regulamentos ceri­ sionado no começo da primavera daquele moniais impostos pelos escribas e fariseus ano. Convidados. Entretanto. Vieram alguns e Lhe perguntaram. Aqui Ele explicou por Yahweh com o Seu povo é retratado como que considerava como inúteis as observân­ o do noivo com a noiva (ls 62:5. duzir uma ponta de rivalidade entre ele e 636 . cf. Tal jejum não significa necessariamente completa abs­ havia ordenado mediante Moisés. 19. ver com. provavelmente. embora aceitassem Cristo pergunta concernente ao jejum (Mt 9:14). A con­ tinência de alimento. Em conjunto. a saúde (ver Mt 6:16). Seus defendeu Seus discípulos contra a acusa­ discípulos levantaram a questão do jejum ção de que eles também não se sujeitavam provavelmente não mais do que alguns pou­ à tradição.

Tirado. pela primeira vez. esses reci­ pientes eram feitos de couro de ovelhas ou bodes. Ver com. Provavelmente. “levar embora”. E provável que esse episódio tenha ocorrido 637 . Jesus ensinava que os princípios do reino do Céu aplicados ao coração dos homens conduziriam à prática desses prin­ cípios na vida através de uma religião ativa e radiante (ver com. assim como o noivo é retirado à força das festividades nupciais. “Vinho novo” é o vinho no qual os elemen­ tos da fermentação ainda não começaram a agir. O vinho novo representa a verdade essencial de Deus operando no coração dos homens. Seria inútil qualquer esforço para acomodar o cristianismo dentro do formalismo morto do judaísmo. à parábola do fermento. Mc 2:23-28 = Mt 12:1-8 = Lc 6:1-5. Aqui. [Jesus é senhor do sábado. o que realmente aconteceu com a morte violenta de Jesus. Odres. Tanto se perde o vinho. quando a roupa é molhada após a aplicação do remendo. O “vinho” do evangelho seria “entornado” e os “odres” do judaísmo se “estragariam”. e em seu lugar se desenvolvera um sistema formal. Do gr. “novo” aqui significa “sem branquear” ou “sem encolher”. Cristo destaca a insensatez de ten­ tar remendar o velho manto do judaísmo com o tecido novo de Seus ensinos. Remendo. ou no qual a ação já começou. Comentário principal: Mc. O que se pretende melhorar no velho manto apenas serve para tornar seus defeitos ainda mais evidentes. ou breve parábola. 20. Odres novos. “erguer”. unir os dois forçando o cristianismo a tomar a forma e se harmoni­ zar com ele. ou a um novo tipo de organiza­ ção eclesiástica através da qual o evangelho deveria ser promovido. de Lc 5:39. Ninguém costura. sendo o couro das pernas costurado. p. A comparação do evangelho com “vinho novo” e sua ação pelo processo de fermentação se assemelha. “sem cardar”. Seria considerado um insulto aos noivos se os convidados do casamento ficassem pesarosos e tristes e se recusassem a participar da festa. de Mt 13:33). Dias virão. que se tornou inútil e está a ponto de ser descartado. mas des­ taca um resultado diferente (ver com. Do gr. Os ensinos revolu­ cionários de Jesus não podiam se harmoni­ zar com os dogmas reacionários do judaísmo. e o gargalo. Os ensinos de Jesus não eram simplesmente um remendo a ser colocado no velho sistema religioso judaico. 21. Novo. Mais de um ano antes Ele havia dito a Nicodemos em parti­ cular que seria “levantado” (Jo 3:14). de maneira pública. apairõ. a palavra pode sig­ nificar separação forçada e dolorosa. Aqui o judaísmo é compa­ rado a um manto gasto. Nesse contexto. consequentemente. Nesta metáfora ampliada. 215]. isto é. Ver com. Romperá os odres. Ele “foi tirado” deles na cruz e lhes foi devolvido depois da ressurreição. Esta era a condição do judaísmo no tempo de Cristo. deu a entender que finalmente seria tirado de Seus discí­ pulos. O espírito original da religião judaica havia se perdido muito tempo antes pela maioria daqueles «►que haviam aderido a ela. em essência. A tentativa de unir o novo com o velho resultaria numa dupla destruição. Ver mapa. 23. Fica maior a rotura. Os “odres velhos” perdiam sua elasticidade original e se tornavam secos e duros. Na Antiguidade. Isto é.MARCOS Não podem jejuar. Veste velha. agnaphos. Aconteceu. Vinho novo. uma referência às pessoas prontas para receber o evangelho. Cristo procurou esclarecer aos discípulos de João Batista a futilidade de ten­ tar entrelaçar as boas novas do reino do Céu com as desgastadas observâncias da tradi­ ção judaica. 2:23 22. de Mt 5:2). Cristo. mas ainda não foi completada. de Lc 5:36. Através desta figura. servindo como boca da vasilha.

A vida de um judeu piedoso tendia a se tornar um infindável e inútil esforço para evitar a contaminação cerimonial. etc. Ele afirmou a natureza eterna da vigência da lei moral (ver com. Em dia de sábado. O consentimento dc Cristo ao que os discípulos fizeram. •<« Durante todo o Seu ministério.C. são fre­ quentemente mal compreendidos por intérpretes modernos. os dis­ cípulos não estavam caminhando entre os cereais pisoteando-os. 7. A lei do AT estipulava especificamente que uma pessoa faminta podia comer do fruto ou cercal dc um campo ao passar por ele (ver Dt 23:24.2. construir. cjue muitos dos Seus eontemporâneos haviam passado a considerar até mesmo como mais importantes para a pie­ dade do que as leis de Moisés e do decálogo. arar. em que se incorria quando o mínimo detalhe desses requisitos puramente humanos tivesse sido inadvertidamente desobedecido. Searas. e com o transporte de utensílios de um lugar para outro.2:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA num dia de sábado no fim da primavera do ano 29 d. “de cereal . 349). Sem dúvida. desde a tosquia das ovelhas até a costura das vestes. Estes são seguidos por sete passos no preparo da carca­ ça de um veado para uso como alimento ou confecção de couro. O ato dos discípulos não teria sido contestado cm nenhum outro dia da semana. “ao lado das lavouras de cereal”. Atravessar [. a impressão é que esta não exce­ dia a jornada de um sábado (At 1:12). 6. de Mc 2:19) com relação a esses requisitos.. O exame mais superficial de muitos desses requisitos torna evidente seu caráter absurdo. Alguns até afirmam que a posição que Cristo tomou eom relação a esses as­ suntos deve ser interpretada como Sua re­ jeição ao quarto mandamento. com. p. a fim de tirar as cascas. Os itens restantes enu­ merados têm a ver com escrever. Soncino. pois está narrado junto com os eventos daquele período de tempo. Visto que os fari­ seus não fizeram objeção quanto a distância percorrida. e cozer. mas por uma trilha que cruzava os campos. de Lc 6:6). 25). Cristo esteve em conflito com os líderes judaicos no tocante à validade das leis e tradições humanas (ver com.. acender ou apagar fogo. mais ou menos um quilômetro (ver p. Advertiram-No os fariseus. ed. os fariseus ensinavam rigorosamente que a salvação só poderia ser obtida mediante a estrita observância de todas essas regras. escolher (separan­ do o que era adequado como alimento daquilo que não era). 16. Esse siste­ ma de justiça pelas obras estava em eonflito mortal com a justiça pela fé.] as searas. 3. moer. No entanto. A realidade é que Jesus pessoalmente respeitava os re­ quisitos da lei de Moisés e do decálogo em todos os aspectos e ensinou Seus seguido­ res a fazer o mesmo. colher. de Mt 5:17. Ou. Literalmente. Os primeiros onze eram etapas prévias à produção e pre­ paro do pão: plantar. debulhar. 348. Esse foi o quarto encontro de Cristo com os escri­ bas e fariseus que se registra desde o início de Seu ministério na Galileia (ver v.) e reconheceu também a validade da lei cerimonial de Moisés como aplicável aos judeus daque­ le tempo (ver Mt 23:3). 18. assim como Seus pró­ prios milagres de cura no sábado. amassar. Lucas 6:1 acrescenta que os discí­ pulos começaram a debulhar a cevada ou o trigo com as mãos. isto é. 18. Os doze seguintes se aplicam a etapas seme­ lhantes no preparo de roupas. amarrar os molhos. 38). Cristo assumiu uma atitude de inflexível oposição (ver com. limpar.. Argumentam que o próprio Jesus não observava nem ensinava Seus discípulos a observar as leis e regula­ mentos do AT com relação à observância do sábado. nesse caso é quase certo que se tratava de trigo ou cevada. exceto no sábado. 8). 24. Não é lícito. peneirar. A Mishnah enumera 39 tipos prineipais de trabalho proibidos no sábado (Shabbath. 638 . de Mc 7:2. Jo 15:10.

As pala­ vras de Jesus parecem sugerir que Abiatar representava seu idoso pai. As leis sagradas e as coisas pertinentes ao san­ tuário haviam sido ordenadas para o bem do ser humano e. Assim. ou mesmo acen­ der uma vela. 6). p. ao estudarem as Escrituras. o regulamento quanto à distância que alguém poderia cami­ nhar no sábado podia ser contornado escondendo-se porções de alimento em intervalos apropriados ao longo do trajeto planejado. Semelhantemente. Nunca lestes [. Também era consi­ derada transgressão do sábado o olhar para um espelho pendurado na parede (Shabbath. 149a. 26. original mente designado para oferecer ao homem uma oportunidade de conhecer seu Criador através do estudo das obras cria­ das. o sábado se releria a essas coisas para que o homem se ocupasse delas. o poder c o amor de Deus. Esses eram apenas alguns dos “fardos pesados e difíceis de car­ regar” (Mt 23:4) que haviam sido colocados sobre os judeus piedosos dos dias de Cristo. Quando se viu em necessidade. No princípio. Mc 2:27. Soncino. tornou-se. 25. No entanto. 38). se alguma vez estivessem em conflito com os seus melhores interesses. um lembrete do caráter egoísta e arbitrário dos escribas e 2:26 . ed. talvez. de Is 58:13. mas uma parte da roupa. 639 587 Esses requisitos gerais eram explicados com minuciosos detalhes. O problema que alguns cristãos atuais encontram para deci­ dir o que pode ou não ser apropriado como atividade sabática é prontamente resolvido quando se tem um conceito claro do propó­ sito do sábado.]? Jesus deu a entender que. a menos que uma ponta dele estivesse cos­ turada à roupa. é a assim chamada “jornada de um dia de sábado” (At 1:12) de 2000 cúbitos ou cerca de um quilômetro (ver p. Casa de Deus. nos ajude a entender melhor Sua vontade para conosco e a forma que Ele nos trata.. A mais conhecida. Além desses regu­ lamentos principais. A verdadeira observância do sábado consiste em fazer tudo aquilo que nos aproxime mais de Deus. 28). havia outras incontá­ veis cláusulas concernentes à observância do sábado. de cada esconderijo de alimento seria possí­ vel perfazer mais uma jornada de sábado até o seguinte esconderijo. de maneira que. eles não compreenderam a lição implí­ cita no incidente que Ele mencionaria a seguir. em vez disso. 759).. retratando-O como um tirano. o que nesse caso não mais era um lenço. os mesmos regu­ lamentos permitiam vender a um gentio um ovo posto no sábado e contratar um gen­ tio para acender uma vela ou fogo. O sábado. Abiatar. Não era lícito cuspir no chão. A “casa de Deus” ainda con­ sistia apenas do tabernáculo. a fim de que não ficasse tão absorto em suas próprias atividades e se esquecesse dAquele que o criou e que constantemente exercia poder divino para a sua felicidade e bem-estar. Ele passou efetivamente a repre­ sentar mal o caráter de Deus. o lugar em que esse ali­ mento havia sido colocado poderia ser con­ siderado como outra “casa” do dono. Desta maneira. e refletir sobre Seu amor e bondade. deveriam estar subordinadas àquilo que lhe era mais necessário. e nos induza a cooperar mais eficazmente com Ele em nossa vida e a contribuir para a felicidade e bem-estar dos 4 outros (ver com. O templo ainda não havia sido construído por ocasião do episódio referido aqui.MARCOS fariseus. os fariseus utiliza­ vam a letra de regulamentos humanos para destruir o espírito da lei de Deus. Não era permitido carregar um lenço no sábado. que era o sumo sacerdote titular quando este episódio ocorreu (ver ISm 21:1. Abiatar era o filho de Aimeleque. A natureza declara a sabedoria. Dessa maneira. ao coarem um mosquito e engolirem um camelo. tecnicamente. que naquele tempo estava localizado em Nobe. pois uma folha de grama poderia assim ser irrigada.

observância do sábado e envolver-se na busca Não é lícito comer. 640 . Somente os sacer­ dotes podiam comer o pão consagrado (ver de justificação baseada em obras. De acordo com o raciocí­ ções estivessem subordinados ao estudo do nio desses cegos expositores da lei divina. Foi planejado para aumentar sua Regras minuciosas para o preparo e uso do felicidade. anthrõ-pos. para o bem-estar da huma­ Lo e ao nosso próximo mais eficazmente. «g ciente sabia que o homem. “Humanidade” refletiria mais nossa compreensão de Deus. levando consigo a necessidade. Pensar dessa maneira é compreen­ der mal o verdadeiro espírito e propósitos da tuário (ver com. removido da mesa da proposi­ ção no lugar santo. Ele precisava de um tempo Deus. “pão da proposição” o separavam como santo. Êx 20:8-11. a capacidade para coo­ O sábado foi planejado e estabelecido por um perar com Ele e a habilidade para serviamoroso Criador. O sábado do sétimo dia foi supervisão. mulheres e crianças (ver com. de ção. tica o aspecto positivo da guarda do sábado. de Is 58:13). Ver com.o seu mal. Uma situação análoga quando e como o dia deve ser observado é a ocorreu nos dias de Cristo. fosse para o bem do ser humano e não para Pães da Proposição. energias e pensamen­ homens. de Gn 2:1-3. Somente quando se pra­ tido (ver com. Alterar de alguma maneira as estola sagrada. Sábado. por meio da reve­ enquanto ainda vivia Aimeleque. era sumo sacerdote. de nenhuma maneira é obser­ vância do sábado. o sábado era mais importante do que no qual os seus próprios interesses e ocupa­ o próprio homem. revelados na mas das funções do ofício sacerdotal. mesmo natureza e. de Ex 25:30. à vista de volver o caráter. Do gr. Não o homem por causa do sábado. símbolo do ofício sumo sacer­ especificações do Criador com relação a dotal (ver ISm 22:20). de tos para outros propósitos que aumentem Mc 6:44). 27. nidade. devia ser comido pelos formalidades e na abstenção de certas ati­ sacerdotes dentro do recinto sagrado do san­ vidades. e não para lhe trazer sofrimento. Devemos nos abster dessas coisas a fim de “uma pessoa”. Seria preciso forçar até o extremo o A guarda do sábado que consiste apenas. mais tarde. Homem. ou raciocínio para uma pessoa poder considerar meramente. de Cl 2:14). Devemos nos abster de certas tarefas. Mais apropriadamente. Deus não criou o homem porque Ele tinha um é que se pode esperar obter de sua obser­ sábado e precisava de alguém para guardá. não um fardo. a apreciação acuradamente o significado de anthrõpos. por Sua bondade. literalmente. Quando Aimeleque foi morto. no aspecto negativo de não fazer o sábado “contra” o homem em algum sen­ certas coisas. determinado por Deus para preencher essa Abiatar fugiu para Davi. executava pelo menos algu­ caráter e da vontade de Deus.vância o benefício planejado por um sábio lo. A guarda do sábado não consiste essencial­ mente na observância mesquinha de certas O pão velho. tos e conversas. a criatura de Suas Os inumeráveis requisitos dos rabinos mãos. de certos assun­ Lv 24:9). necessitava de uma oportunidade para relativos à meticulosa observância do sábado crescimento moral e espiritual e para desen­ se baseavam no conceito de que. e que sua observância Lc 3:2). Ver com. ver com. quando Caifás mesma coisa que negar que Deus sabe o que é melhor para as Suas criaturas. não porque ao assim fazer­ mos pretendamos obter o favor divino. um Criador onis­ e amoroso Criador (ver com. e sob a sua lação bíblica.2:27 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA em realidade. mas Anás era reconhe­ cido por todos como sendo um tipo de sumo Deus queria que o sábado fosse uma bên­ sacerdote emérito (ver At 4:6. de Lv 24:5-8). um termo genérico que inclui dedicar nosso tempo.

T6.DTN. Consequentemente.ou tentar transferir sua san­ tidade de um dia para outro. T4.GC. 58. 8).DTN. 24). T5.MARCOS o homem fora feito para o sábado — feito para guardá-lo mecanicamente. 269. 2:28 A igreja não tem o direito de sobrecarregar o sábado de restrições opressivas . 234 6 -T8. O próprio Salvador tem o direito de decidir o que é apropriado para esse dia. As formas da religião eram mostradas como sendo a sua essência. Senhor. ver Nota Adicional a João 1. 219 20 . 31 Ele indica quem são Seus irmãos. ao Seu próprio direito de decidir qual a melhor forma de cumprir esse propósito. 28. T4. 28 . Eles enfatizavam o aspecto negativo da observância do sábado. Depois de destacar o propósito do sábado (Mc 2:27). (2) O trabalho que se realizava em conexão com o serviço do templo estava de acordo com os requisitos da observância do sábado (ver v. 174. Ambos são ardis do maligno que têm o propósito de afastar as pessoas do verdadeiro espírito da obser­ vância do sábado.DTN. 262-271 3-5-T3. Filho do Homem. T3.DTN. 288 28 . 285. lhes perguntou: É lícito nos sába­ dos fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio. 77 14-22 . COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Os rabinos reduziram o sábado a um absurdo por sua distinção rígida e insensata quanto ao que podia e o que não podia ser feito nesse dia (ver Mc 2:24). os fariseus estavam se excedendo em suas prerrogativas (ver v. entrou jesus na sinagoga e es­ tava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. de se abster de certas coisas. dessa maneira. 247 27. 277 27-T1. 76 10 . 4). 13 escolhe os doze apóstolos e 22 reprova os escribas pela blasfêmia de atribuir a Belzebu a expulsão dos demônios. “até”. T2. 42. a fim de O acusarem. Ver com. A linha completa de raciocínio que Cristo desenvolveu perante os capciosos fariseus é mais claramente apresen­ tada no relato feito por Mateus. 582. 5). 232 5-11 . 447 Capítulo 3 1 Cristo cura o homem com uma mão ressequida e 10 a muitos outros enfermos.como fize­ ram os judeus . 269. 125. FEC. 74. 168 5 -Pj. 252. 202 7 . De sorte que. CBV. 2 E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado. Ou. de Mt 1:1. WHITE 1-12 -DTN. (3) Cristo é maior do que o templo (ver v. Ninguém tem o direito de alterar o dia escolhido por Deus.T6. CBV. 351. 11 Repreende espíritos imundos. 230.DTN. TM. 1 De novo. da seguinte maneira: (1) A necessidade humana é mais importante do que os requisitos cerimo­ niais ou tradições humanas (ver Mt 12:3. CBV. 533. 3 E disse Jesus ao homem da mão ressequi­ da: Vem para o meio! 4 Então. irmãs e mãe. isto é.PJ. 272-280 17 . Também. Cristo dirige a atenção ao seu Autor e. 270 12-DTN. seja ele um fariseu ou clérigo cristão. Mc 2:20. T2. 49. 641 . 6) e do que o sábado (ver v.

e Lhe disseram: Olha. 22 Os escribas. podiam comer. irmã e mãe. 11 Também os espíritos imundos. Satanás se levantou contra si mes­ 9 Então. e vieram para junto dEle. 26 Se. rojavam a Ele para O tocar. manda­ 15 c a exercer a autoridade de expelir demônios. com os herodianos.3:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 589 5 Olhando-os ao redor. 6 Retirando-se os fariseus. filho de Alfeu. Também da judeia. 33 Então. disse ao homem: isto. contra Ele. 8 de Jerusalém. tal reino não pode subsistir. de modo que todos 27 Ninguém pode entrar na casa do valente os que padeciam dc qualquer enfermidade se ar­para roubar-lhe os bens. saíram para O prender. mesma. 35 Portanto. recomendou a Seus discípulos que sempre Lbe tivessem pronto um barquinho. Filipe. Ele foi para casa. 17 Tiago. 23 Então. 10 Pois curava a muitos. em como Lhe ti-E: E pelo maioral dos demônios que expele os demônios. Não obstante. dalém do Jordão 24 Se um reino estiver dividido contra si mes­ e dos arredores de Tiro e de Sidom uma grande mo. subiu ao monte e chamou os que que é réu de pecado eterno. tal casa não poderá subsistir. sentados ao redor. e só então lhe saqueará a casa. correndo o olhar pelos que estavam as­ Tiago. 16 Eis os doze que designou: Simão. 7 Retirou-Se Jesus com os Seus discípulos para os lados do mar. que quer mãos e irmãs estão lá fora à Pua procura. pois. a irmãos. Estendeu-a. ► rariam a vida. 13 Depois. Ele lhes respondeu. indignado e condoído 21 E. Teus ir­ aos quais deu o nome de Boanerges. que foi quem O traiu. Bartolomeu. a fim de não O comprimirem. e a mão lhe foi fora dc Si. Mateus. 18 André. Minha mãe e Meus irmãos? 34 E. lhes disse. 30 Isto. porque diziam: Está Estende a mão. da Idumeia. disse: Eis Minha mãe e Meus 19 e Judas Iscariotes. que haviam descido de Je­ restaurada. conspiravam logorusalém. aram quem 32 Muita gente estava assentada ao redor acrescentou o nome de Pedro. dizendo: Quem dizer: filhos do trovão. qualquer que fizer a vontade de multidão afluiu de novo. sem primeiro amarrálo. causa da multidão. convocando-os Jesus. seudEle irmão. 31 Nisto. não pode subsistir. tendo ficado do lado de tora. diziam: Ele está possesso de Belzebu. chamá-Lo. 642 . Seguia-0 da Galilcia uma por meio de parábolas: Como pode Satanás ex­ pelir a Satanás? grande multidão. porque diziam: Está possesso de um Ele mesmo quis. mas pe­ rece. 25 se uma casa estiver dividida contra si multidão. 14 Então. de tal modo que nem Deus. o Zclotc. Tadeu. 20 Então.éTomé. lua mãe. Tu és o Filho de Deus! 29 Mas aquele que blasfemar contra o 12 Mas Jesus lhes advertia severamente Espírito Santo não tem perdão para sempre. prostravam-se diante dEle e exclamavam:do aos filhos dos homens: os pecados e as blasfê­ mias que proferirem. quando28 O Em verdade vos digo que tudo será perdoa­ viam. esse é Meu irmão. visto que O não expusessem à publicidade. por mo e está dividido. c João. chegaram Sua mãe e Seus ir­ Ele e para os enviar a pregar mãos e. filho dc Zebedcu. quando os parentes dc Jesus ouviram com a dureza do seu coração. designou doze para estarem com espírito imundo. Simão. sabendo quantas coisas Jesus fazia. veio ter com Ele.

Ressequida uma das mãos. Seu retiro foi motivado pelo desejo de evitar mais conflitos com as autoridades reli­ giosas e. 29). Condoído. que era acompanhada proporcionalmente pelo ódio crescente e oposição dos líderes judaicos (ver com. 643 . 5. os fa­ riseus odiavam Herodes e tudo aquilo que ele representava (ver p. Retirou-Se. Do gr. Mc 3:1-6 = Mt 12:9-14 = Lc 6:6-11. Marcos destaca diversas vezes que Jesus Se mudava de um lugar para outro. 204210]. porém ama o pecador. Logo. O texto grego implica que a indignação inicial de Jesus foi momentâ­ nea. Está claro aqui o que os fariseus pre­ tendiam (ver Mc 3:6). alienados dc seu Pai celestial e que interpretavam mal Seu amor por eles. E citado aqui como outro exemplo no qual os escribas e fariseus fizeram objeção à atitude de Jesus com respeito ao sábado. Seu silêncio raivoso foi um reconhecimento de derrota. Alguns têm sugerido que esse episó­ dio ocorreu na cidade de Séforis. sem maus desejos ou maus propósitos contra os outros. Comentário principal: Mc e Lc. psuchê (ver com. De novo. 42). de uma forma que revelava a verdade e tornava evidente ao povo que a po­ sição dos rabinos era insustentável. Herodianos. como havia feito com João Batista alguns meses antes (ver Mt 4:12. Ficaram em silêncio. A ira contra o mal por ser mal. a fim de comentar acerca da crescente popularidade de Jesus. também políticas. 4. com demasiada frequência cometem o erro de odiar o pecador e amar o pecado. “uma das mãos atrofiada” (NV1). p. Estavam observando. Por isso. 2. etc. [O homem da mão ressequida. Frequentemente se diz que a única ira que não implica pecado é a ira contra o pecado.). mas permaneceu Sua preocupação por esses filhos ignorantes da verdade. Mc 3:7-12 = Mt 12:15-21. talvez. de Mt 12:15). pois Ele sempre ► conseguia voltar contra eles seus próprios argumentos. 27.MARCOS 590 1. 7. Deus odeia o pecado. demonstra que estavam fora de si para encontrar uma maneira dc silenciar a Jesus (ver Mt 22:16). [Jesus Se retira. entrou. Encontros anteriores com Jesus lhes ha­ via mostrado que nada poderiam obter ao desafiá-Lo publicamente. Parece que a cura do homem da mão ressequida ocor­ reu numa cidade do interior da Galileia. Esse sábado não deve ser o mesmo que o mencionado em Marcos 2:23. neste caso. talvez se possa concluir que os fariseus se retiraram da sina­ goga imediatamente. Os herodianos eram um partido político judaico que favorecia a casa dc Herodcs (ver p. O fato de que cies agora buscavam ajuda de seu inimigo decla­ rado. Evidentemente. Ou. p. para evitar uma populari­ dade inconveniente ou oposição indevida (ver Mc 1:45. sobre milagres. O grego indica que a mão ressequida era devido a acidente ou ao resultado de doença e não a um defeito congênito. 7:24. Para os lados do mar. Ele certa­ mente também ficou condoído por causa dos resultados que isso teria sobre esses mesmos 3:7 líderes e sobre aqueles que seguiam suas ideias enganosas. de Lc 6:7. 215. A cura de muitos à beira-mar. Vida. Somente Marcos registra os sentimentos pessoais de Jesus. Indignado. Normalmente. Talvez os obstinados fariseus esperassem que Herodes estivesse disposto a prender Jesus. de Mt 10:28). Ver mapa. Os falíveis mortais. Desta expressão. Comentário principal: Mc]. 6. mesmo antes do encer­ ramento da reunião. Ver com. a capital de Herodes. certa­ mente se pode considerar um traço louvá­ vel de caráter. Marcos interrompe seu relato da série dc epi­ sódios dc conflito. cerca de 6 km ao norte de Nazaré. Lc 3:20). Ele ficou “condoído” porque os líderes judaicos utili­ zavam seus elevados cargos para desfigurar o caráter e os requisitos divinos.

possivelmente nos arredores da planície de Genesaré.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA possivelmente Séforis (ver com. Os seus nomes. Espíritos imundos.] se arrojavam. Prostravam-se. Mc 3:13-19 = Mt 10:1-4 = Lc 6:12-16. 258]) diz que a Idumeia foi conquistada por João Hircano mais de um século antes do tempo de Cristo. Ver com. Somente Marcos registra este detalhe da narrativa evangélica. 6:32. A situação demons­ trava a necessidade de uma organização mais eficiente e de mais testemunhas que dedicassem todo o seu tempo para atender às demandas que as multidões impunham a Jesus. Uma grande multidão. 6). 107. Que. no NT. à Sua disposição para qualquer momento em que precisasse utilizá-lo. 21). “flagelos”. O uso do pretérito imperfeito indica ações contínuas e repetidas com frequência. e seu povo foi obrigado a aceitar. de Mt 5:1. Talvez o barco pertencesse a Pedro (ver Lc 5:3). Lc 6:17). As pes­ soas não eram hostis.1 [257. Sempre Lhe tivessem pronto. a terra de Edom. 13. Qualquer enfermidade. Para O tocar. Ou. [A escolha dos doze apóstolos. “intensamente”. 13). Dois dos três autores dos sinóticos dão destaque à grande multidão que seguia a Jesus nessa ocasião. 7. gráfico. 52. Alguns consideram a possibilidade de que os demônios com essa atitude desejavam dar a impressão de que reconheciam a Jesus como seu líder. Evidentemente. Idumeia. de Lc 1:35. Mateus menciona em acréscimo. de Mc 5:23. Multidão. Pela terceira vez em três ver­ sículos consecutivos Marcos destaca a pre­ sença de multidões que seguiam a Cristo aonde quer que fosse (ver v. Nesta altura do relato. A palavra “Idumeia” ocorre apenas aqui. Somente res­ salta-se a ausência de Samaria da lista feita aqui das várias regiões da Palestina e suas proximidades. “energicamente”. 8). Os relatos paralelos quase iguais dos auto­ res dos sinóticos sugerem. para ter suas necessidades atendidas. Advertia severamente. de Gn 10:15. xiii. Literalmente. Ver vol. os que estavam doentes ou endemoniados acredi­ tavam que havia um poder mágico neste ato (ver com. uma citação profética do AT sobre o ministério de Jesus às necessidades da humanidade (ver com. pouco antes da nomeação dos doze e do Sermão do Monte (ver com. p. o que significaria que Ele estava associado a eles. Comentário princi­ pal: Mc. Subiu ao monte. 215. pelo menos nominalmente. ou “estri­ tamente”. “prostravam-se” e “exclamavam”. Quando O viam. que quando Jesus saiu do interior da Galileia Ele foi “para o mar” da Galileia. 8. os ritos e as prá­ ticas da religião judaica (ver p. Isto é. Todos [. Parece que durante os meses res­ tantes do ministério na Galileia o barquinho que Jesus pediu esteve sempre à disposição para quando precisasse dele (ver Mc 4:35. 12. do v. 11. 644 . Não O expusessem. Josefo (Antiguidades. Ver Nota Adicional a João 1. É significativo que dois dos três auto­ res dos evangelhos chamam a atenção para a “grande multidão” que seguia a Jesus e a Ele se apegava. Isto é. “a fim de que". 28). 1.. além disso. Isto é. O texto grego diz que “O viam”. longe das cidades (ver com. Ver com. 10.. 8:10. o fato de Cristo recusar o teste­ munho deles se torna significativo. Ver mapa. de Mc 1:23. 2. 53. Talvez esses “flagelos” fossem comparáveis às epidemias ou a outras doen­ ças graves. 9. Um barquinho. vol.9. Ele encontrou uma extensão costeira relativamente reti­ rada. 36. ao sul de Cafarnaum. com. p. Filho de Deus. de Mt 5:1. 18. Jo 1:1-3. “bote”. de Mt 12:20). ver com. Ou melhor. mas estavam ansiosas. de Lc 5:1). Sem dúvida. Nesse caso. 228]. Tiro e de Sidom.

MARCOS

3:14

592

Ele estava na região montanhosa a oeste do chamados. Porém, pela graça de Cristo, esses
mar da Galileia (ver com. de Mc 1:45). Dei­ defeitos foram removidos (exceto no caso de
xando Seus seguidores para que passassem Judas) e, em seu lugar, Jesus plantou as pre­
a noite no sopé do monte (ver DTN, 292), o ciosas sementes do caráter divino, que ger­
próprio Jesus passou a noite em oração em
minaram, cresceram até amadurecer e,
algum local retirado nos montes (Lc 6:12).
mais tarde, produziram o fruto de um cará­
Devia ser o fim do verão do ano 29 d.C. (ver ter semelhante ao de Cristo (G1 5:22, 23).
com. de Mt 5:1).
Cristo aceita as pessoas onde elas estão e, se
Com frequência Jesus dedicava toda a estiverem dispostas e forem submissas, Ele
noite para orar (ver DTN, 419). Geralmente as transforma naquilo que deseja se tornar.
esses exemplos mencionados pelos escrito­
Ele designa homens e mulheres para cargos
res dos evangelhos precediam momentos de de responsabilidade, não porque os considere
decisão ou crises na vida ou no ministério do totalmente preparados para as demandas que
Salvador (ver com. de Mc 1:35). Ele procurava esses cargos exigem deles, mas porque, ao
meditar e orar no início de Seu ministério (ver ler seu coração, discerne habilidades laten­
com. de Mt 4:1). A oração assinalou também tes que, sob a orientação divina, podem ser
o início de Seu ministério na Galileia e ime­ incentivadas e desenvolvidas para a glória de
diatamente precedeu a Sua primeira viagem Deus e para o avanço de Seu reino.
missionária pelos povoados e vilas da Galileia
Os que Ele mesmo quis. O chamado
(ver com. de Mc 1:35). Nessa ocasião, a noite não se baseou tanto no desejo deles, mas no
que Ele passou em oração, precedeu a orde­ Seu. Posteriormente, Ele lembrou aos doze:
nação dos doze, o Sermão do Monte e o início “Não fostes vós que Me escolhestes a Mim;
da segunda viagem pela Galileia. Outra vez pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros”
se menciona especificamente que Ele orou (Jo 15:16).
em relação com a grande crise na Galileia
Para junto dEle. Isso ocorreu quando
(ver Mt 14:22, 23; cf. Jo 6:15, 66). O mesmo os convocou para se encontrarem com Ele,
aconteceu na transfiguração, quando Jesus ao amanhecer (ver DTN, 292; MDC, 4), na
apresentou a três dos Seus discípulos o tema encosta de algum dos montes com vista para
dos Seus sofrimentos e morte (Lc 9:28-31). as aprazíveis águas do mar da Galileia.
Dedicou à oração a noite inteira que se seguiu
14. Designou. Do gr. poieõ, literal­
à Sua entrada triunfal (ver DTN, 581). A ora­ mente, “constituir”, neste caso, “nomear”.
ção mais extensa de Jesus que se tem regis­
Embora seja verdade que Jesus “ordenou” os
trado precedeu a Sua entrada no Jardim do doze nessa ocasião (ver DTN, 296), este sig­
Getsêmani (ver Jo 17). E apenas algumas nificado não está implícito no verbo gr. poieõ.
horas antes da crucifixão, Jesus ofereceu a
Doze. A evidência textual se inclina
Sua oração mais fervorosa e agonizante no (cf. p. 136) para acrescentar a expressão de
horto (ver Mt 26:36-44).
Lucas 6:13, “aos quais deu também o nome
Chamou. Havia um grupo maior de de apóstolos”. Nenhuma razão específica
seguidores, dentre os quais os doze foram é dada para explicar por que foram escolhi­
escolhidos. Nenhum dos doze foi escolhido dos doze - não mais, nem menos. Entretanto,
devido à sua perfeição de caráter ou mesmo isto faz pensar imediatamente nos doze
de capacidade. Cristo escolheu homens que filhos de Jacó, originadores das doze tribos
estavam dispostos a aprender, eram capazes de Israel. Cinco dos homens agora convoca­
para isso e cujo caráter poderia ser transfor­ dos haviam sido discípulos de Jesus desde o
mado. Todos tinham graves defeitos ao serem início de Seu ministério, cerca de dois anos
645

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

3:14

antes; estes eram João, André, Pedro, Pilipe,
e Natanael, ou Bartolomeu (ver Jo 1:40-49).
Os três primeiros deste grupo, juntamente
com Tiago, irmão de João, haviam aceitado
o chamado junto ao mar alguns meses antes
desta ocasião (ver com. de Lc 5:11). Antes,
Mateus havia se unido ao grupo.
A nomeação e a ordenação dos doze foi
um evento de grande importância na mis­
são de Jesus. João Batista havia proclamado
o iminente estabelecimento do “reino dos
Céus” (Mt 3:2) e Jesus havia repetido esta
mensagem no início de Seu ministério (ver
Mt 4:17), especialmente durante a primeira
viagem pela Caldeia, recentemente comple­
tada (MDC, 2, 3). O reino que Cristo esta­
beleceu em Seu primeiro advento foi o reino
da graça divina (ver com. de Mt 3:2; 5:2),
cujo Rei era Ele mesmo. Seus súditos eram
aqueles que O receberam e creram no Seu
nome (ver jo 1:12). Seu domínio era o cora­
ção deles (ver com. de Lc 17:21).
A escolha dos doze pode muito bem ser
considerada como a inauguração formal do
reino da graça que Cristo havia vindo esta­
belecer. O Sermão do Monte, que Ele pro­
nunciou em seguida, pode ser visto como o
discurso inaugural de Cristo como Bei do

reino da graça e também como a carta consti­
tucional do novo reino. Logo depois de pregar
este sermão, Cristo e os doze, partiram para
a segunda viagem pela Galileia, durante a
qual Jesus demonstrou, por preceito e exem­
plo, a natureza do reino e o alcance de seu
valor para o ser humano.
São fornecidas quatro listas dos doze,
uma por Mateus (Mt 10:2-4), uma por
Marcos e duas por Lucas, uma em seu evan­
gelho (Lc 6:14-16) e outra em Atos (At 1:13),
as quais são dadas a seguir.
O método mais natural de agrupar os
doze é dividi-los em grupos de dois. Quando
Jesus os enviou na terceira viagem pela
Galileia, Ele os enviou de dois em dois (ver
Mc 6:7), irmão com irmão, e amigo com
amigo (DTN, 350). A lista de Mateus prova­
velmente se baseou nesse agrupamento, pois
depois de nomear os dois pares de irmãos,
Pedro e André, Tiago e João, ele enumera os
restantes dos doze em grupos de dois, cada
dupla unida pela palavra “e”. Assim, Filipe
está junto com Bartolomeu (ver Jo 1:45),
Tomé, com Mateus, Tiago (filho de Alfeu),
com Tadeu, e Simâo (o cananita), com Judas
Iscariotcs. Além disso, a lista de Mateus é
dada em relação com o envio dos doze.

Os Doze Apóstolos
Mt 10:2-4

Mc 3:16-19

Lc 6:14-16

Simão Pedro
André

Simão Pedro
Tiago

Simão Pedro
Andrc

João
André
Filipe
Bartolomeu
Mateus
Tomé
Tiago
Tadeu
Simão
Judas Iscariotes

Tiago
João
Filipe
Bartolomeu
Mateus
Tomé
Tiago
Simão
judas
Judas Iscariotes

Tiago e (filhos de
Zebedeu)João
Filipe
Bartolomeu
Tomé
Mateus
Tiago (filho dc Alfeu)
Lebeu Tadeu (ARC)
Simão (o zelote)
Judas Iscariotes

646

Atos 1:13
Pedro
João
Tiago
André
Filipe
Tomé
Bartolomeu
Mateus
Tiago
Simão
Judas

MARCOS
Outra forma natural de agrupá-los ocorre
quando cada uma das quatro listas se divide
em três grupos de quatro. Embora a ordem
dos doze varie ligeiramente de uma lista para
a outra, os membros de cada um desses gru­
pos estão em todas as quatro listas (exceto
no terceiro grupo em At 1:13, no qual falta
Judas Iscariotes).
Do ponto de vista humano os doze
homens nomeados e ordenados nessa oca­
sião eram pobres e iletrados, um grupo de
rudes e simples galileus. O desdém com que
os líderes judaicos consideravam os seguido­
res de Jesus em geral, provavelmente levou
o Mestre, algumas semanas depois disto, a
contar a parábola do fermento (ver Mt 13:33;
PJ, 95). O fermento da transformadora graça
de Deus já havia começado sua obra no cora­
ção desses doze homens comuns e pouco
promissores. Ao concluírem o período de
seu discipulado, eles não mais eram rudes,
incultos ou iletrados (ver Lc 5:11). Três deles
se tornaram háheis escritores. João era um
profundo teólogo. Tanto quanto se saiba,
nenhum dos doze havia se graduado nas
escolas rahínicas; aparentemente nenhum
deles era membro da aristocracia judaica.
Porém, como resultado de sua união com o
Mestre, eles foram libertos dos preconceitos
que quase sempre cegavam os escribas e fari­
seus às reivindicações de Jesus.
Estarem com Ele. Isto é, para serem
Seus discípulos, ou alunos em Sua escola e
ajudá-Lo em Sua obra. Havia outros “discí­
pulos”, a quem Ele, pelo menos nessa oca­
sião, não nomeou nem ordenou para serem
“apóstolos” (ver com. do v. 13). Como “discí­
pulos” os homens iam a Cristo para apren­
der d Ele; Ele os enviava como “apóstolos”,
para ensinar a outros. A palavra “apóstolo”
é derivada do grego apóstolos, que vem de
duas palavras: apo, “de”, estellõ, “despachar”,
ou “enviar". Um “apóstolo" é, portanto, um
“enviado” (ver com. de Mt 10:2). O termo
“apóstolos" a partir de então distinguiu os

3:16

doze dos “discípulos” em geral, não porque
os doze tivessem deixado de ser discípulos,
mas porque também se tornaram apóstolos.
Num sentido mais amplo, com frequência,
Paulo se refere a si mesmo como “apóstolo”
(iCo 4:9; Cl 1:1; etc.; cf. Hb 3:1). É evidente,
porém, que Paulo baseava seu direito ao apos­
tolado, no fato de que Cristo lhe havia apare­
cido (ICo 15:8) e lhe havia dado instruções
(Cl 1:11, 12). Contudo, ele falava de si mesmo
como "o menor dos apóstolos” (ICo 15:9), e
declarava “em nada ter sido inferior a esses
tais apóstolos” (2Co 11:5). Noutra parte, ele
harmoniza esses dois pensamentos aparen­
temente excludentes (ver 2Co 12:11). Num
sentido ainda mais amplo, homens como
Rarnabé, Timóteo e Silas também foram cha­
mados apóstolos (At 14:14; lTs 1:1; 2:6, ARC).
Possivelmente o termo também se aplicava
a qualquer delegado ou mensageiro enviado
por uma igreja cristã como seu representante
(2Co 8:23; Fp 2:25).
Pregar. Aqui e no v. 15 se apresentam os
dois aspectos principais do ministério pes­
soal de Cristo como também os propósitos
dos doze: pregar e curar, para promover tanto
a cura espiritual como a física. Jesus mesmo
dedicou mais tempo para ministrar às neces­
sidades físicas da humanidade do que para
pregar, e os doze, sem dúvida, seguiram o
Seu exemplo.
15. Autoridade. Do gr. exousia, “poder”
(ARC; ver com. de Mc 2:10; Lc 1:35).
Expelir demônios. A capacidade de
libertar os homens de possessão demoníaca,
geralmente considerada incurável, implicava
poder sobre outros males menores (ver Nota
Adicional a Marcos 1).
16. Pedro. Este apóstolo ocupa o pri­
meiro lugar em todas as quatro listas dos
doze no NT (ver p. 646). Com frequên­
cia assumia o papel de porta-voz do grupo
(Mt 14:28; 16:16; 17:24; 26:35; etc.). Logo
após o batismo de Jesus, André levou seu
irmão Pedro perante o Mestre. O primeiro

647

com demasiada frequência. 'Tiago foi o primeiro dos doze que morreu como mártir. de Mc 1:29). O fato de que ’Tiago foi considerado suficientemente importante para ser escolhido por Herodes Agripa para ser martirizado tão cedo. leal­ dade. de que Salomé seja identificada como a irmã de Maria. João. negligente.C. Pedro havia respondido ao convite para reconhecer a Jesus como o Messias e havia se associado ao Senhor em Seu ministério. em frente a Cafarnaum. Por natureza. mãe de Jesus. Mc 15:40). incoe­ rente. impulsivo. como Salomé (cf. do heb. de sua forte personalidade nas­ ciam virtudes marcantes e graves defeitos. mas era também o discí­ pulo “a quem Jesus amava” (Jo 20:2. Nessa ocasião. vigor e capacidade de organização. e esposa de Zebedeu. mas. De qualquer modo. Pedro atuava como administrador do trabalho pes­ queiro que ele conduzia em sociedade com os outros. 292). Pedro era notadamente um homem de ação. enquanto seu irmão João foi o último dos doze a morrer. ambicioso de honras. impetuosidade. 541). covarde e vaci­ lante. 18. Há tam­ bém a possibilidade. 138). de At 12:1. ver com. quando os dois são citados juntos. inconstante. indica que ele era um dos destacados líderes da igreja de Jerusalém.C. (ver com. de Gn 25:26. impetuoso. provavelmente no fim da primavera ► ou no início do verão do ano 29 d. cidade para onde ele provavelmente se mudou mais tarde (ver com. arrogante. Tiago é geralmente mencio­ nado antes de seu irmão João. sua entu­ siástica disposição era o seu traço de cará­ ter predominante. Lado a lado. que se desenvol­ veu ao contemplar em Jesus aquele que é “totalmente desejável”. O registro do NT apresenta. ele poderia ser fraco. destemido e corajoso. o nome do patriarca Jacó (ver com. Era um homem que ia aos extremos e. se em João 19:25 são mencionadas quatro mulheres em vez de três (ver com. coragem. na margem nordeste do mar da Galileia. Jesus teve razão quando chamou Tiago e João de “filhos do trovão” 648 . Pedro e seus com­ panheiros de pesca. aproximadamente no ano 44 d. Ydaqob. DTN. Cerca de dois anos mais tarde. Tiago e João (Lc 5:1-11. Do gr. 540. precipitado. DTN. parecem ter sido discípulos de João Batista (Jo 1:35-42.C. junto com seu irmão André e seus companheiros de profissão. gene­ roso. Pedro era natural de Betsaida (Jo 1:44). André. mostra-o como um líder sereno e capaz. porém. arrogante. Tiago e João. embora remota. sem dúvida o destacaram para a liderança entre os discípulos desde o início. seu ardor. 2). ambicioso e franco (Mc 10:35-41). Tiago foi o primeiro dos doze a dar a sua vida como mártir do evangelho. João se rendeu mais do que qualquer outro ao poder transformador da perfeita vida de Jesus e che­ gou a refletir a semelhança do Salvador mais plenamente do que qualquer dos outros dis­ cípulos. ofendia-se facilmente e sempre estava pronto a se vin­ gar (ver Mc 10:35-41. ardente. 21:7. Em um momento de crise. Mt 27:56. Tiago. 17. Tiago como tendo sido um homem um tanto egoísta. ele era orgulhoso. amável. com excesso de autoconfiança e. arrojado. inicial mente.3:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 594 cristão converso resultou do que poderia se chamar de esforço leigo (ver Jo 1:40-42). Possivelmente por acordo mútuo. Muitos têm identificado a mãe de Tiago e João. AA. 20). o que indica que João era o mais moço dos dois (cf. até mesmo. (ver Mt 4:12. Este era um homem de profundo discernimento espiritual. depois. aproximada­ mente no ano 96 d. 19). e João foi o último a morrer. de Mc 3:7). de João 19:25). 27). e ninguém seria capaz de prever que aspecto de seu caráter e personalidade pre­ valeceria em determinada situação. inseguro. dedicação. Iakõbus. Cristo o chamou para que fosse seu discípulo. João não apenas amava seu Mestre. Ele parecia ser sempre impaciente. existiam nele diversos e con­ traditórios traços de caráter.

Literalmente. como é o caso de Pedro com consequência disso. “um homem”. 20:24-29. Andreas. a transi ite­ diatamente começou a trazer outros a Ele ração de uma expressão aramaica que sig­ nifica “filhos do tumulto”. Mateus como Levi (ver com. João foi manifestado numa ocasião (Lc 9:49. Embora fosse um dos com os outros doze num amhiente em que primeiros seguidores de Jesus (Jo 1:35-40). 14:5. 44. ou “filhos da ira” (Jo 1:45). cie Lc 9:54). Segundo deva ser identificado com Alfeu que era o a tradição. Segundo a tradição. 21:2). Tudo o que se sabe de “Segue-Me” (Jo 1:43). “aficionado após a ressurreição ele dedicou suas ener­ por cavalos”. pai de Tiago. de Marcos 3:16. nomes. que signi­e o evangelho de João não diz nada de fica “varonil”. um nome grego derivado de Bartolomeu. 12:22). ele foi martirizado na Grécia. Philippos. Do gr. ime­ Boanerges. não há nenhuma relato evangélico. Ambos os nomes Filipe antes da ascensão de Cristo nos vem pelo relato do evangelho de João (1:43-48. ele parecia indeciso quanto ao cami­ nho a seguir (Jo 12:21. de Mc 2:14). Filipe. Segundo uma que os outros para reconhecer a Jesus como o antiga tradição cristã. Nm 13:22. estava pre­ (DTN. A maior parte do que sabe­ razão válida para se duvidar de que os dois mos dele provém de João (Jo 1:40. Bartolomeu e Natanael. 12:21. 22. pai de Mateus. 22). Bartolomeu. 21:2). Os antecedentes familiares de André (cf. Também chamado Dídimo Galileia. Embora ele.tou seu amigo Natanael a Jesus (Jo 1:45). Tomé. Foi Filipe quem apresen­ como o segundo dos doze discípulos. se referem 6:8. André. “filho de e traduzida como “filhos do trovão”. DTN. Mateus e Lucas situam André à mesma pessoa. Parece que. 9). Contudo. tenha se mostrado indeciso e egoísta mas. 293). João menciona a Natanael junto anêr. Natanael era seu nome pessoal. fervoroso e. 292) e é raramente mencionado no sente (Jo 21:2). Mateus demonstrou ser um obreiro capaz. Ele foi o primeiro a quem Jesus disse: entre os hebreus). foi mais vagaroso do 649 . 2Sm 3:3. 13:37). 14:8. às vezes. Em apresentados juntos nos evangelhos como se fossem irmãos. Os dois discípulos nunca são numa cruz com o formato da letra “X”. ele era últimos anos de sua vida. Provavelmente. Do gr. 9). significam “gêmeo”. Os evan­ gelhos sinóticos não mencionam Natanael. 14:8. às tor da igreja de Éfeso e supervisor das igre­ jas da província romana da Ásia durante os vezes. A tradição afirma que seu primeiro nome era Judas (nome comum 6:5-7.MARCOS 3:18 595 (Mc 3:17. 20:24. gias para trabalhar em favor de seus compa­ como André. 18. 52-56). e pode ter trabalhado na Etiópia ou (Jo 1:44). ► velmente para relacioná-lo com seu irmão aparentemente. aparentemente. Filipe era natural de Betsaida triotas. André parece ter sido um obreiro diligente. Marcos e Lucas se referem a podem ser vistos no com. 41. os dois eram amigos íntimos Pedro. um genuíno nome grego. Mateus. João serviu como pas­ Messias e perceber o significado de Sua mis­ são na Terra (Jo 6:7. quando achou o Messias. uma cruz com este for­ mato é conhecida popularmente como a cruz André e Tiago com João. Ele se caracteriza Tomé está registrado no evangelho de João como um sincero indagador da verdade. O tem­ peramento veemente e colérico de Tiago e Talmai” (cf. embora talvez não tão bem dotado de quali­ Parece improvável que Alfeu. dades de liderança como seu irmão. ver com. A maior parte do que sabemos sobre (Jo 11:16. prova. dc Santo André. parece que ninguém mais além dos discípu­ André não fazia parte do círculo íntimo los do círculo íntimo dos doze. perto do extremo norte do mar da na região do Mar Negro. (11:16. Portanto.

com base em outros exemplos. ou. provas. implica que o episódio ali referido ocorreu No sul da índia. talvez. Mt 1:2). A expressão de alguma das nações cananeias que habi­ “Tiago. e cujo retrato foi pre­ este Judas não era o irmão. At 1:13). contra a qual não se apresentaram monte conhecido como monte de São Tomé. 25). junto com uma inscrição de um homem chamado Tiago. para distingui-lo de Simão Pedro filho de Zebedeu e Tiago filho de Alfeu. 16). foi um que a mais provável é que ele seja prove­ seguidor de Cristo. de SI 115:13). o discípulo. ARC). cristãos de São Tomé. Tadeu não se destaca Tomé possui características judaicas incon­ tanto nos registros do NT como a maioria fundíveis. Judas Iscariotes. ele claramentc o distingue sária de tinta]. equipara Tadeu com Judas. filho perto de Madras.C. E bastante sionário judeu com o nome de Tomé. do v. Simão. ► Alguns têm procurado identificar Tiago. o qual claro. são dos evangelhos que. pai de Tadeu ou Judas. Muitos refira a ele no sentido de “Tiago. isto é. pequena estatura. ou. Também houve um mis­ de Tiago (ver Lc 6:16. ver com. Também ção menos confiável apresenta Tomé como o cenário de Mateus 13:55 e Marcos 6:3 missionário na índia e na China. Se todo o bem que ele fez losse este Tiago. diz: “Tomé veio texto em grego de Lucas 6:16 registre ape­ e trabalhou com sinceridade de coração c nas “Judas de Tiago". lhes Tadeu. o menor”. E-nos dito que ele meses antes da crucifixão. em outras ocasiões. 16:1. (sobre o nome Simão. literalmente." Esse interessante quadro de de Judas Iscariotes. nativos que são conhecidos há séculos como certamente após a escolha dos doze (ver com. DTN. com Tiago.3:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 596 (ver Jo 20:24. “Tiago. Uma tradi­ não haviam crido nEle (Jo 7:5). Lucas 24:10. Muitas explicações têm nião é tão improvável que quase não merece sido dadas sobre o nome Iscariotes. seria necessário molhar a pena no ser identificado com qualquer outro Tiago Lago Tungting (um grande lago na China) do NT. E quase certo que grande zelo. o irmão de NT é equivalente a Judá no AL (ver com. (Mt 13:55). uns seis corajoso e leal (jo 11:16). porém esta opi­ Gn 29:35. embora o que. cf. uma aldeia ao sul da 650 . o mais outros manuscritos antigos se referem a jovem” (ver com. Identificado por Mateus como foi entregue pelo apóstolo Tomé. Parece haver boas razões para se crer que A designação “cananeu” não indica neces­ ele é o Tiago mencionado em Mateus 27:56. ‘ish Qeriyyoth. Porém. Tiago. Uma antiga tra­ que Tomé foi martirizado no alto de um dição. O nome judas no o filho de Alfeu. 296). pelo menos a partir do niente do heb. pois o nome era muito comum (ver Mc 3:17). sendo ser considerada. ele como “o zelote”. Quando João (Jo 14:22) se refere até que o lago secasse [de modo a ter água suficiente para formar a quantidade neces­ a este Judas. tavam na Palestina antes da chegada dos o pequeno” (Mc 15:40). mas provavelmente não se trata dos outros apóstolos. Chamado “o cananeu" (AA. Tiago. Deve-se distinguir entre Tiago ACF). de Tomé o apóstolo. Afirmam “Lebeu” (Mt 10:3. os irmãos de Jesus trabalhou na Partia e na Pérsia. há um grupo de cristãos por ocasião da terceira viagem pela Galileia. sariamente que Simão fosse descendente Marcos 15:40. p. membro de um a expressão tenha sido usada por ser ele de partido judaico nacionalista (ver Lc 6:15. que trabalhou na China. que significa momento em que os doze foram escolhidos. segundo dizem. não deve registrado. "homem de Queriote”. provavelmente se hebreus (ver com. Eles possuem uma ver­ de At 12:17). de nosso Senhor. foi por volta do verão de 29 d. numa tradução livre. 19. de Gn 10:6). 42. mas o filho servado em pedra.

Jesus não esmagaria "a cana quebrada" do caráter de Judas. 651 . havia esperança para Judas. Ao ser admitido como membro entre os doze. 22) pode explicar a afirmação do v. mas apenas registra a acusação dos escribas tie que Jesus expulsava demônios pelo poder do príncipe dos demônios. Apesar de todo o mal latente no coração de Judas. Jesus não havia convidado Judas para que se unisse ao grupo de discípulos den­ tre os quais Ele selecionou os doze (ver com. 22. Marcos o omite por completo. 22-30). 3:22 20. de Mc 1:29). ao contrário de João (ver com. Do gr. Se ele cultivasse certos traços desejáveis de cará­ ter. do v. Isto é. o único dos doze que não nasceu na Galileia. esperando ser nomeado para esse posto no novo reino. de Mt 12:22). ele era em muitos aspectos mais promissor do que os outros que Jesus cha­ mou. em termos do conceito popular judaico de um libertador político do jugo romano. Quase no fim do dia. 21 anteceda o episódio dos v. "os de Seu lado”. de Mt 12:20). porém Judas se uniu a eles e pediu um lugar. e desejou ser admitido como mem­ bro no círculo íntimo dos discípulos a fim de assegurar um elevado cargo no "reino" a ser estabelecido em breve. Al­ guns têm observado que o evangelho de Marcos aborda principalmente o que Je­ sus fez. e não Seus ensinos. literalmente. é provável que a declaração do v. Ele foi para casa. permitindo que Jesus transformasse seu coração. 22. de Lc 6:16.MARCOS Judeia. Jesus percebeu desde o início que Judas não pos­ suía as características básicas que o qualifi­ cariam para se tornar um apóstolo do reino que seria estabelecido. Marcos não men­ ciona a cura do endemoniado cego e mudo. Ver com. Quem O traiu. ver com. 31 a 35. judas foi. os antigos papiros gregos provam que estas palavras podem se referem a parentes. 17). Diferente de Mateus. Jesus lhe deu todo o incen­ tivo e oportunidades possíveis para que ele desenvolvesse um caráter celestial. hoi ■par’ autou. DTN. com respeito ao lugar deste episódio na sequência cronoló­ gica e a correlação do registro do aconteci­ mento nos vários evangelhos. nem mesmo menciona que de­ pois da ordenação dos doze. 21 como uma introdução da acusação de que Jesus agia como representante de Belzebu (v. de Mc 3:13). nem apagaria “a torcida que fumega” das suas boas intenções (ver com. Os escribas. Apesar disso. Os parentes. Ele era filho de um homem cha­ mado Si mão (ver com. Entretanto. [A blas­ fêmia dos escribas. Sem dúvida. de Jo 6:71). Talvez ele tenha se oferecido voluntariamente para o cargo de tesoureiro. “mentalmente dese­ quilibrado". pode­ ria ter sido um obreiro aceitável na causa do reino. A multidão afluiu. ver com. 321. Provavelmente a casa de Pedro em Cafarnaum (ver com. e eliminasse os maus traços. 21. Ver p. Judas acredi­ tava que Jesus era o Messias. Judas manteve o coração insen­ sível aos preceitos e ao exemplo de Jesus. Jesus pro­ nunciou esse sermão (ver Mt 5:1). Jesus e Seus discípulos vol­ taram para Cafarnaum. Então. de Mc 3:8). Fora de Si. Embora esta expressão possa indicar apenas que as pes­ soas mencionadas eram amigos íntimos de Jesus. Se esta identificação do nome Iscariotes for correta. Deve-se notar que Marcos situa o fato registrado nos v. perto da Idumeia (Js 15:25. Mas. 20 a 35 na sequên­ cia cronológica. que dedica três capítulos ao Sermão do Monte. 43. Comentário principal: Mt]. provavel­ mente. Assim. Mc 3:20-30 = Mt 12:2245 = Lc 11:14-32. e Sua resposta a eles (ver v. entre a escolha dos doze (Mc 3:14-19) e o sermão à beira-mar (Mc 4). como os outros discípulos. A estreita semelhança entre este temor da parte dos familiares de Jesus e a acusação feita pelos escribas de que Jesus tinha pacto com o demônio (v.

31. 6 Saindo. lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as =*► não tinha raiz. os que estavam Se da praia. Ver com. enfim. vendo. aos de fora. e. ver com. Sua mãe e Seus irmãos. A evidência tex­ tual (cf. 4 13. E reuniu-se numerosa multidão a Ele. Possesso de Belzebu. 652 . Ver Lc 5:17. 321-327 21 . uma parte caiu à beira do ca­parábolas. de Mateus 12:22 e 46. 14 15 São estes os da beira do caminho. 295. de Mt 12:24. e os es­parábolas? O semeador semeia a palavra. a queimou. durante todo o Seu ministério na Galileia. porém. 15-CS. para que 5 Outra caiu em solo rochoso.a palavra é semeada. Comentário principal: Mt]. e logo nasceu. 557 17-AA 540. e. 29. Estes eram provavelmente alguns dos espias que seguiram os passos de Jesus. mas. em obediência às ordens do Sinédrio (ver com. E todo o povo estava à beira-mar.10 Quando Jesus ficou só. 7 Outra parte caiu entre os espinhos. DTN. de Mc 2:6). a sessenta e a cem por um. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Mc 3:31-35 = Mt 12:46-50 = Lc 8:1921. enquanto a ouvem.3:29 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Que haviam descido de Jerusalém. junto dEle com os doze O interrogaram a res­ peito das parábolas. logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. 321 25-T5. pinhos cresceram e a sufocaram. porque 13 Então. 21 Deve-se transmitir a luz a outros. de Mt 12:31. entrou num barco.DTN. 26 A parábola da semente que cresce secretamente e 30 a do grão de mostarda. 298. 3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. ouçam e não entendam. o sol. e não deu fruto. onde 8 Outra. Eterno juízo (ARC). de modo que ouvir. 286 8 . DTN. ouça. lhes ensinava muitas coisas por pa­ 11 Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus. Ed. e vieram as aves e a comeram. rábolas. Com respeito à posição cronológica deste fato e sua rela­ ção com os diversos relatos que os sinóticos fazem dele. 136) favorece a versão “pecado eterno” (ARA). 12 para que.DTN. ouvindo. [A família de Jesus. que vingou e cresceu. produzindo a trinta. Ver com. caiu em boa terra e deu fruto. 290-297 14. 244 Capítulo 4 1 A parábola do semeador e 14 seu significado. no decorrer do Seu doutrinamento. 87 20-35 -DTN. visto não ser profun­ eles.DTN. 2 Assim. p. 290 13-19-DTN. minho. ao semear. MDC. afastando. 14-AA. 9 E acrescentou: Quem tem ouvidos para 1 Voltou Jesus a ensinar à beira-mar. onde a terra não venham a convcrter-se. na praia. secou-se. e haja perdão para era pouca. 18. WHITE 1-5 . 35 Cristo acalma a tempestade no mar. tudo se ensina por meio de 4 E. da a terra. e. onde Se assentou. vejam e não percebam. Blasfemar.

jo ardente”. era a mais simples das parábolas. tudo.. dos?!aComo 28 A terra por si mesma frutifica: primeiro erva. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir. ramos. Se eles haviam tido dificuldade com pal: Mt. logo se escandalizam. e. e outros bar­ 22 Pois nada está oculto. e ainda se vos acrescentará. o que fariam com as outras? 19. Mestre. senão para ser revelado. to. que. concorrendo. é que não tendes fé? depois. antes. 20 Os que foram semeados em boa terra são 34 E sem parábolas não lhes falava. e as ondas se arremessavam contra o barco. a35can­ Jesus: Passemos para a outra margem. dirão também. por fim. não 40 Então. a fascinação da riqueza e as demais ambições. não Te importa que pereçamos? 6 Disse ainda: O reino de Deus é assim como 39 E Ele. Foi “com desejo “Seus ensinos”. logo seuns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar Lhe obedecem? lhe mete a foice. O leva­ Não vem. Seu signi­ A parábola do semeador. ver p. Sobre as parábolas. 1. uma vez semeada. Naquele dia. emudece! O vento se aquietou. e nada se faz escondido. conforme o permitia a capa­ cidade dos ouvintes. senão para ser manifes­ cos O seguiam. a ponto de as aves do céu poderem ani­ 18 Os outros. até o que tem lhe será tirado. 17 Mas eles não tem raiz em si mesmos. e de dia. Literalmente. fru­ porém. 33 E com muitas parábolas semelhantes lhes 19 mas os cuidados do mundo.MARCOS 4:19 599 30 Disse mais: A que assemelharemos o reino 16 Semelhantemente. ao que não 38 E Jesus estava na popa. explicava em particular aos Seus próprios tificando a trinta. a espiga.. dormindo sobre o travesseiro. repreendeu o vento se um homem lançasse a semente à terra. 37 Ora. quando o fruto já está maduro. [O sermão junto ao mar. são os que ouvem a palavra. cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes palavra. Como compreendereis [. de pouca duração. 25 Pois ao que tem se lhe dará. 197-204]. lhes disse: Por que sois assim tími­ sabendo ele como. logo 31 E como um grão de mostarda. de modo que o mesmo já estava a encher-se Com a medida com que tiverdes medido vos me­ de água. rábola do semeador. o grão cheio na espiga. os quais. expunha a palavra. nhar-se à sua sombra. Do gr. epithumia. aqueles que ouvem a palavra e a recebem. sendo já tarde. deia para ser posta debaixo do alqueire ou da cama? 36 E eles. disse-lhes 21 Também lhes disse: Vem.]? A pa­ a última Páscoa com os doze (Lc 22:15). para ser colocada no velador? ram assim como estava. são estes os semeados de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? em solo rochoso. de noitee disse ao mar: Acalma-te. Comentário princi­ pulos. lhes disse: Atentai no que ouvis. porque é chegada a ceifa. em lhes che­ sobre a terra. é a menor de todas as sementes sendo. Mc 4:1-34 = Mt 13:1-ficado deveria ter ficado claro para os discí­ 52 = Lc 8:4-18. gando a angústia ou a perseguição por causa da 32 mas. 13:18-21. epithumia]” que Jesus desejou celebrar 13. despedindo a multidão. e. “anseio”. esta. [gr.41 E eles. antes. os semeados entre os espinhos. e a semente germinasse e crescesse. quan­ a recebem com alegria. discípulos. “anelo”. e fez-se grande bonança. Ambições. dormisse e se levantasse. eles O despertaram e Lhe disseram: tem. vento. 27 depois. diziam 29 E. possuídos de grande temor. ouça. despertando. ficando ela infrutífera. sufocam a palavra. do semeado. “dese­ 2. À beira-mar. porventura. no barco. levantou-se grande temporal de 24 Então. ouvindo a palavra. Sua doutrina (ARC). da semente e dos solos 653 . a sessenta e a cem por um.

de Reino de Deus. de onde se deriva e recebem a verdade. 4:17. luz individual. Ver com. especialmente mediante o uso é a própria planta que produz fruto. audiência foi convidada a participar na busca Lançasse a semente. de Mc 3:14). [A parábola do grão de mos­ melhor o cristão não ver nem ouvir. de parábolas. a nossa palavra “automático”. o agricultor se ocupará de maneiras diferentes em diversas ocasiões. parada à dos ceifeiros (jo 4:35-38). “enviar”. Em 23. a espiga de de capacidade para secos. mas ele 21. Há certas coisas que é 30. Ver com. 24. 32. O fruto já está maduro. Ver com. significa “enviado” (ver com. mas não pode fazê-la crescer. A “candeia”. Com a medida com que. quando o grão está maduro. de onde se origina a palavra “apóstolo”. “alqueire” e a “cama” eram peças do mobi­ liário encontradas em cada casa. ela produzirá uma boa colheita. que 22. Cristo repetiu a parábola da candeia plantado a semente. Grão. 5:2. sulta os Seus ouvintes. 13:30. Nada está oculto. Ver com. Mt 7:2. [A parábola da candeia. “lam­ 27. Muitas parábolas semelhan­ Nesta parábola. Ouvidos para ouvir. Mc 6:26-29]. “movida tra a forma em que os indivíduos percebem por seu próprio impulso”. O reino de Deus. Cristo diz que se for dada tes. automate. Lc 4:19. Do gr. de mesma verdade dita a Nicodemos com res­ Mt 13:31. de Mt 13:3. 26. de Mt 3:2. a espiga.]? Cristo con­ semente. modios. Mc 6:30-34 = Mt 13:31-35 = Lc 13: coisas que é sábio “ouvir”. Do gr. Do gr. a obra dos apóstolos é com­ Mt 11:15. em mente 9 litros (ver p. Em Lucas 11:33 a 36 ela ilus­ Por si mesma. Dormisse e se levantasse. “suporte de lâm­ Mete a foice. car como se dá o processo de crescimento que torna o "desejo” um mal. 654 . de Mt 3:12. tornando 29. A planta cresce da terra e a da luz da verdade revelada nos próprios ensi­ terra contribui para o seu crescimento. Neste caso. No que ouvis. o processo de para ensinar várias verdades. de outra passagem. Quando Ele crescimento prossegue independentemente a contou como parte do Sermão do Monte de sua presença ou ausência. Marcos provavelmente se refere ape­ uma oportunidade na vida para a semente nas às parábolas pronunciadas nessa ocasião. de Lv 2:14. registra a parábola da semente. Ela ilustra a 31. apostellõ. Candeia. Lc 4:19. Lucas diz “como Ceifa. Porém. Ver com. luchnos.4:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 009 O desejo é errado apenas quando é dirigi­ do reino. 38).. por assim dizer. quer ele durma (Mt 5:14-16). Grão de mostarda. de Mt 3:2. utilizou-a para ilustrar a res­ ou fique acordado. Tendo parina”. Somente Marcos da verdade. Ele pode cultivar e irri­ ponsabilidade dos cristãos fiéis em ser um gar a semente enquanto ela cresce até ficar exemplo para o mundo e deixar brilhar sua madura. tais como o desejo de riquezas. 18. 19]. [A parábola da Com que parábola [. assim a ilustração bastante vívida. Sua 4:17.. pada” (ver com. Ver com. A terra. ouvis” (Lc 8:18). A que. de aproximada­ grãos quando ela começa a se formar. Literalmente. Isto é. Alqueire. cristão e transformação do caráter. o contraste com a espiga madura. 5:2. mas nos de Jesus. Do gr. Isto é. 4:21-25 = Lc 8:16-18]. Ver com. 33. de outros afazeres. é uma ilustração 28. Ver com. Uma medida Depois. peito à operação do Espírito Santo (Jo 3:8). Aqui se trata de interesses Os homens podem não ser capazes de expli­ mundanos. de Mt 5:15). há outras tarda. Mc ocorre assim mesmo. Velador. de Lc 8:17. do às coisas más. Ver com.

252. T6. 51. 39. LS. DTN. 197-200). O sermão junto ao mar assinala o iní­ cio de Seus ensinos por parábolas como um método habitual de proclamar o evangelho (ver p. 186 28 . DTN. 352 21 -T5. e os grilhões. Os elementos deveriam não apenas silenciar. Naquele dia. 106. 335 Capítulo 5 1 Cristo liberta o endemoniado de uma legião de demônios. 104-107 26-29 . 694 26-28-CPPE. 655 . Ed. Provavelmente esta era uma peça comum do equipamento do barco. ao Seu encontro. 25 Ele cura a mulher que sofria de uma hemorragia 35 e ressuscita afilha deJairo. “cala-te”. logo veio dos sepulcros. CPPE. Estes estavam lota­ dos de pessoas que ainda seguiam ansiosamente a Jesus (cf. Mestre. tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias. 81. um homem possesso de espí­ rito imundo. 334 39-41 .PJ. 76 24-T5. 82. 327 29 . PJ. Tl. 36.DTN. Literal­ mente. 140-144. 76-79 3541 . Outros barcos. Não Te importa [. Literalmente. T8. 144 30-AA. 41. 67.. Acalma-te. 7. despedaçados. Emudece. 579. 27. T6. 243. 334). MS. e 13 eles entram nos porcos.PJ. T6. mas permanecer assim. Aquele havia sido um dia cheio de acon­ tecimentos na vida de Jesus (ver com. 142. "Professor’'. e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo. 333-337 3638 . 187.]? A súplica deles reflete uma impaciência que chegava ao limite do desespero. 367. 34. Ed. Travesseiro.. WHITE 1-20-PJ. T8. que se assentava na popa do barco. TM. chegaram à outra margem do mar. CPPE. 298. 3 o qual vivia nos sepulcros. de Mt 8:18). mas para revelá-la. Mc 4:35-41 = Mt 8:23-27 — Lc 8:22-25. 58. Cheios de medo (BLH). Até aqui Cristo havia usado poucas parábolas em Seus ensi­ nos. 35. 67. Segundo o que podiam compreen­ der (ARC). 588. 2 Ao desembarcar. 506. 33-61 14 . 62-69.OC. “possuídos de grande temor” (ARA). Alguns têm sugerido que Jesus aqui repreen­ deu os elementos como se eles fossem mons­ tros furiosos.4:41 MARCOS embora o mesmo também fosse verdade sobre todas as parábolas de Cristo. Literalmente.PJ.PJ. 69. [Jesus acalma uma tempestade. Cristo não falava por parábolas para ocultar a verdade. O relato dc Marcos sobre a tempes­ tade no mar inclui alguns detalhes dramá­ ticos do ocorrido que não são mencionados nem por Mateus nem por Lucas. 145. 1 Entrementes. pois se tratava de uma almofada rústica de couro para o timoneiro. 84. 41 19-PJ. 37. 125. à terra dos gerasenos.DTN. 4 porque. CPPE. as cadeias foram que­ bradas por ele. Sem parábolas. 53.DTN. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Ev. Comentário principal: Mt]. 12 30-32 . CC. 38.

disse lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve ao chefe da sinagoga: Não temas. olhava ao redor para ver quem perfeito juízo. vindo por 12 E os espíritos imundos rogaram a Jesus. de longe. lado. nada aproveitar. suplicava-Lhe vai-te em paz e fica livre do teu mal. que a multidão Te aperta e dizes: Quem Me 15 Indo ter com Jesus. precipitou-sc despenhadei­tiu no corpo estar curada do seu flagelo. 18 Ao entrar Jesus no barco. pastava ali pelo monte uma grande sem. 25 Aconteceu que certa mulher.ela. e sen­ era cerca de dois mil. que 29 E logo se lhe estancou a hemorragia. Grande multidão O se­ sai desse homem! 9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? guia. assentado. atemorizada e tremen­ do. tocou-Lhe a veste. vem. admiravam. saiu o povo para tidão. cônscia do que nela se operara. vendo-O. saindo os espíritos imundos. a tua fé te salvou. senão Pedro e os irmãos Tiago e João. Então. que. Anuncia36 Mas Jesus. Então. por que ainda incomodas 19 Jesus. porém. 22 Eis que se chegou a Ele um dos principais do-se com pedras. o que fora endemoninhado que o deixasse estar 35 Falava Ele ainda. reconhecendo imediatamente que dElenasaíra poder. afluiu para Ele grande multidão. onde se afogaram. viu Jesus. dizendo: Manda-nos para os porcos. entraram nos porcos. e viverá. não permitiu que alguém O Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera. ferin­ tava junto do mar. compaixão de ti. impõe as mãos sobre Te por Deus que não me atormentes! 8 Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo. Filho do Deus Altíssimo? Conjuro. Jesus. e a manada. 13 Jesus o permitiu. pros­ 6 Quando. 34 E Ele lhe disse: Filha. não lho permitiu. ro abaixo. contudo. tendo despendido tudo quanto possuía. 16Os que haviam presenciado os fatos con. virando-Se no meio da mul­ 14 Os porqueiros fugiram e o anunciaram cidade e pelos campos. 17 E entraram a rogar-Lhe que Se retirasse se diante dEle e dcclarou-Lhe toda a verdade. ► manada de porcos. quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga. porque doze anos. e temeram. e. crê somente.23 e insistentemente Lhe suplicou: Minha iilhinha está à morte. antes. por entre a multidão. viram o endemoninha­ do. taram-lhes o que acontecera ao endemoninhado 33 Então. a quem disseram: com Ele. 20 Então. vestes. para que seja salva. dizia: Se eu apenas Lhe tocar as tremos neles. ele foi e começou a proclamar em 37 Contudo. ficarei curada. da sinagoga. da terra deles. veio. 7 exclamando com alta voz: Que tenho eu trou-se a Seus pés contigo. para o o E ninguém podia subjugá-lo. e todos seacompanhasse. claman­ do por entre os sepulcros e pelos montes. porém. 27 tendo ouvido a fama de Jesus. prostroue acerca dos porcos. de noite e de dia. sem acudir a tais palavras. emtocou? 32 Ele. 656 . e Ele es­ 5 Andava sempre. vestido. havia Respondeu ele: Legião é o meu nome. para os teus. comprimindo-O.fizera isto. para dentro do mar. chamado Jairo. filha já morreu. 11 Ora. 10 E rogou-Lhe encarecidamente que os não 26 e muito padecera à mão de vários mé­ dicos. mandasse para fora do país. 30 Jesus. o que tivera a legião. pelo con­ trário. trás dEle. masTua orde­ o Mestre? nou-lhe: Vai para tua casa. perguntou: Quem Me tocou nas vestes? 31 Responderam-Lhe Seus discípulos: Vês ver o que sucedera. 24 Jesus foi com ele. vinha sofrendo de uma hemorragia somos muitos. indo a pior.5:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 601 21 Tendo Jesus voltado no barco. a mulher. correu e O adorou. para que en­ 28 Porque.

Eu te mando. Comentário principal: Mc. 602 1. deu esse nome ao distrito. 56 km a sudeste do lago principalmente de parábolas (ver Mt 13). p. que consistiu A cidade de Gerasa.de Cristo com o endemoniado gadareno moniado geraseno. embora haja evidências para as homens (Mt 8:28). tomou o pai e a mãe da criança e que ninguém o soubesse. as evidências favo­ ria na região de Kursi são abundantes em recem “gadarenos”. Mc 5:1-20 = Mt 8:28. “A outra margem” riormente a capital de Decápolis (ver com. p. sobre mila­a antiga Gergesa. de Mt 8:18). citados como “gergesenos” e "gerasenos”. Dos três relatos deste milagre. manda­ 43 Mas Jesus ordenou-lhes expressamente do sair a todos.caram todos sobremaneira admirados. gráfico. Escavadas na pedra calcária relativamente mole. ela era a principal cidade do distrito de Mt 4:25). os que choravam e os que que quer dizer: Menina. viu Jesus o alvoroço. 136) a variante “gerasenos” (ARA). A outra margem. do lago da Galileia se aplica ao lado oriental. de Mt 4:25. de Mt 13:1). p. ver com. 216. gado o sermão junto ao mar. Provavelmente. geralmente se pensa que o encontro 657 . mas também podem ser cavernas e cavidades cortadas nas rochas. 33. identificada com ► Ver mapa. dificilmente poderia ser o lugar algum ponto ao longo da margem do mar da descrito no relato deste milagre. 42 Imediatamente. Fora anteMateus. ocasião. porém. Tendo Ele. 34. Mc 5:20). Gadara era uma cidade 19 km ao sul deste lugar e a 10 km da extre­ gres. em da Galileia. ou que tanto do lago neste ponto era de mais ou menos Gerasa como Gergesa se refiram à mesma vila. levanta-te! pranteavam muito. Jesus havia pre­ e. 228. Foi nessa travessia que Jesus acal­ mou a tempestade (ver com. Os morros de pedra calcá­ favorecem (cf. Mateus fala de dois cegos em Jericó Embora não haja uma prova conclu­ (Mt 20:30) enquanto Marcos (Mc 10:46) siva. e mandou que dessem os que vieram com Ele e entrou onde ela estava. o mais resumido. usadas como sepulcros na antiga Palestina. Gadarenos (ARC). Bem próximo ao Ao atravessar para a margem oriental. 40 E riam-se dEle.ocorreu a uma curta distância abaixo do 34 = Lc 8:26-39. Evidências textuais e os montes recuam do lago. ver p. disse: Talitá cumil. 41 Tomando-a pela mão. nessa na região de Decápolis (ver p. cavidades como essas eram geralmente Os esforços de copistas e editores para har­ monizar os nomes nos três relatos são úteis. a menina se levantou e 39 Ao entrar. Então. Aparentemente. [A cura do ende. Também Galileia fronteiriça à planície de Genesaré pode ser que tivesse havido uma vila com o (ver com. lhes disse: Por que estais em alvo­ pôs-se a andar. fi­ roço e chorais? A criança não está morta. De modo seme­ outras duas. o de Marcos é o mais vívido e o de midade sul do lago da Galileia. A distância através mesmo nome perto de Gergesa. que é hoje a vila de Kursi. Sepulcros. 11 km. com sul da vila de Kursi (ver no v. 13). hoje chamada Kursi.MARCOS 5:2 38 Chegando à casa do chefe da sinagoga. Ao desembarcar. Jesus e os discí­ O pressionavam a ponto de Ele nem poder pulos podem muito bem ter desembarcado ao sul desse penhasco. No dia anterior. Um homem. onde a praia se alarga comer ou dormir (ver Mc 3:20). 1) há uma costa uma população menos densa. o objetivo era íngreme que desce abruptamente para uma usufruir uma breve pausa das multidões que praia estreita (ver no v. lhante. Mateus fala de dois O consenso das evidências favorece a versão “gerasenos”. de comer à menina. 2. pois tinha doze anos. possivelmente. 204-210]. mas dorme. um deles era muito violento. Em Mateus 8:28.

não do endemoniado. dov. provavelmente a que conduzia à margem oriental do lago (cf. Adorou. Com fúria. podia observar os barcos se aproximando. mencione dois homens em cada caso (sobre as diferen­ ças entre as narrativas dos mesmos inciden­ tes nos evangelhos. 8. ver com. de Gn 14:18.. cujo número consistia de cerca de 6 mil sol­ dados de infantaria e 700 de cavalaria. A presença de Jesus parecia impressionar mesmo os piores inimigos (ver Mt 21:12. Ele deve ter percebido que ali estava um amigo. 2. Eram cadeias de ferro terminadas por duas argolas largas com que se prendiam os condenados pelas pernas. Do gr. comparar com Mc 10:46.]? O desa­ fio à autoridade de Jesus (ver Mc 1:27. provavelmente pela mesma razão. Deus Altíssimo. provem de uma palavra que significa “pé” ou "dorso do pé”. Conjuro-Te. 9. de jo 2:4). Segundo a lei levítica. basanizõ. 7:3. Do gr. 13. usado para designar algemas. No NT. de modo que pudessem ava­ liar a magnitude do milagre e compreender a natureza e o poder das forças contra as quais eles precisariam lutar. Enquanto Jesus ordenava ao espí­ rito para sair do homem. Do gr. ver Nota Adicional a Lucas 7). Qual é o teu nome? Não se sabe por que Cristo perguntou o nome do espírito que possuía o homem. "fazer um juramento a". Obviamente os endcmoniados não tinham essa preocupação. gritando de maneira selvagem enquanto se dirigia para a praia. assim. Cadeias. 6. Lc 5:2. Correu. Legião. 338). ver Nota Adicional a Marcos 1. Ou. e se prostrou aos pés de Jesus. L digno de nota que Mateus. a legião não era mantida 658 .. Do gr. Tem sido sugerido que isto foi para benefício dos discípulos. 3. uma tes­ temunha ocular dos dois eventos. 22. Em Lucas. Jo 1:1-3. de longe. 5. Ele poderia estar numa parte mais baixa da encosta do monte que se precipitava abrup­ tamente para o mar e.7 mil homens. sem dúvida. Nem mesmo com cadeias. Quando o endemoniado che­ gou onde Jesus estava. Divisão do exército romano. 337. 4. a palavra é usada no sentido de infligir dor ou tortura. de Lv 21:2) e essa impureza se esten­ dia ao sepulcro. "cadeia para os pés”. halusis. Geralmente. o reconhecimento de Jesus como o “Filho do Deus Altíssimo” vem dos espíri­ tos. ele muitas vezes feria o corpo. Talvez com a intenção de atacar Jesus e quem O acompanhava. Ver At 16:17. de Lc 1:35. Ver com. Que tenho eu contigo [. não um inimigo (ver DTN. DTN. sendo provavelmente ► cheio de cicatrizes c feridas. pois Jesus Se dirigiu ao "espírito imundo" e não ao homem (ver Mc 5:8). ver com. porém. Jo 2:15). “cadeias” ou “gri­ lhões”. o espírito ousada­ mente O interrompeu e desafiou. Quando.5:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 603 e Lucas (Lc 18:35) mencionam apenas um. os discípulos fugiram aterrorizados. Grilhões. Filho. Atormentes. 337). Portanto. A declara­ ção de Mateus de que “ninguém podia passar por aquele caminho” (Mt 8:28) dá a enten­ der que o lugar frequentado por esse endemoniado não era longe de uma via pública. o Salvador ficou sozinho com o possesso (DTN. Ferindo-se. No entanto. como nos exércitos atuais. Sepulcros. Com relação à pos­ sessão demoníaca. ou do porta-voz da legião. "estava lhe dizendo”. 7. horkizõ. ver Nota Adicional 2 a Mateus 3. Espírito imundo. 6. Ver com. Parece que os espíritos fala­ vam diretamente a Jesus por meio do ende­ moniado. Jesus lhe dissera. que origi­ nalmente significa “testar [metais] por meio de pedra de toque”. 338). viu Jesus. a palavra é menos vívida: “Rogo-Te” (Lc 8:28). um cadáver era imundo (ver com. pede. de 2:10) realmente significava: “Que direito tens Tu de interferir em mim?” (ver com.

Com certeza. Rogou-Lhe encarecidamente. especialmcnte cm referência à morte dc Cristo. onde Cristo e o endemoniado estavam (ver Mt 8:30). abussos parece significar isolamento de outros seres e a incapacidade de escapar da situação. [Os gerasenos rejeitam a Jesus. no declive do monte. seria de espe­ rar que os porqueiros contassem a todos que encontrassem o que havia acontecido. e em Deuteronômio 8:7 (ARC) e Salmo 71:20. em Jó 28:14. 20:1 e 3. Em Romanos 10:7. É possível que temesse por sua vida (ver com. 11. 17:8. 1). a certa distância da praia. do v. Mas o ministério do homem transformado. de Cn 1:2). O objetivo de Satanás era fazer com que o povo da região se vol­ tasse contra o Salvador. Isto é. 12. 20). possa ser inter­ pretado literalmente. Campos. O demônio assumiu então a atitude de um suplicante por misericórdia. Ao sopé deste precipício. Ali pelo monte. 13). Estão. Jesus o permitiu. Quando usada com referência a seres inteligentes. tehom. O declive é tão acentuado que poderia ser considerado um penhasco. embora não uma saliência. Para fora do país.MARCOS cm sua capacidade máxima. assim. Na LXX. há uma costa escarpada onde os montes se precipi­ tam abaixo até perto da água. a praia é tão estreita que os porcos não conseguiriam deter a sua corrida desenfreada. Comparar com a experiência de Jó (Jó 1:12. não há como determi­ nar o número exato. Porcos. Despenhadeiro abaixo. alheios às coi­ sas espirituais. porém. traduzido em português como "abismo” (ver com. A palavra grega tra­ duzida por “abismo” é abussos (ver com. mas fez com que a mesma resultasse em benefício e encoraja­ mento para os cristãos ao longo dos séculos. Literal mente. Sempre que estavam naquela região. Embora alguns judeus crias­ sem porcos por lucro. usado pelo demônio. não há evidên­ cia de que os donos desta manada fossem judeus. 10. que se imagina ter sido a antiga Gergesa (ver com. a “abismos” da terra. 11:7. prova­ velmente a curta distância para o norte do precipício (ver com. 14. Ver com. 2:6). de Ap 20:1). Manda-nos. o termo equivale a "mar”. em Gênesis 1:2 e 7:11. e Deus consentiu com ela. Usado como adjetivo no grego clássico. Mc 5:14b-20 = Mt 8:34 = Lc 8:35-39]. que antes era conhecido por todo o dis­ trito como endemoniado. como a de um ser humano na morte ou con­ finado a uma cela solitária. abussos equivale ao heb. “abismo”. abussos é traduzido como “poço do abismo” ou. Em Apocalipse 9:2. foi útil como nada o poderia ter sido em levar o povo da região a se voltar para Jesus (ver com. No caminho para a vila de Gergesa. dos v. A uma curta distância da vila de Kursi. 659 . Embora o nome Legião. eles estavam 5:14 absortos em negócios e lucros. 10). juntamente com a notícia da manada de porcos que pereceu no mar para confirmar sua história. dando a impressão de que Ele era responsável pela destruição de suas propriedades. Na LXX. Lucas diz “sair para o abismo” (Lc 8:31). Literalmente. do v. a palavra signi­ fica “sem fundo” ou “infinito”. O resultado imediato pareceu justificar as expectativas malignas. A proposta que levou prejuízo a Jó foi feita pelo diabo. do v. 19. 11. eles o viram quando correu em direção a Cristo. ouviram seus guinchos sinistros e testemunharam a glo­ riosa transformação ocorrida nele. de Mc 1:24). 10. em contraste com “cidade” (ver v. o único lugar em toda a costa onde isso ocorre. os porqueiros ficavam de sobreaviso quanto ao endemoniado e. “precipício abaixo”. A expressão é melhor compreendida no sentido geral de que havia muitos demônios (ver Lc 8:30). “nas lavou­ ras”. Os espíritos imundos rogaram. “abismo” é utilizado para descrever o lugar dos “mortos”. 13. simplesmente.

em que Jesus havia permanecido com os dois homens. do v. O problema da perda dos por­ cos dominou. As razões de Jesus em advertir alguns que eram curados a não rela­ tar o que havia sido feito por eles (ver com. é improvável que as vestes que o homem então usava tivessem sido providen­ ciadas miraculosamente. E mais. Os habi­ tantes de Decápolis precisavam do minis­ tério daquele homem. Jesus fez o que era melhor para todos os envolvidos. Que fora endemoninhado. “implorar”. Rogar. um contraste com o estado agitado em que vivera antes. Anuncia-lhes. o homem curado supli­ cava para ir com eles. 16. 339). aparentemente. havia a probabilidade de que ele. Que Se retirasse. Ao ver Jesus entrar no barco para sair. Estes últimos também con­ taram a experiência de como a tempestade no lago foi aquietada na noite anterior. e. "região”. um milagre como este prova­ velmente não criaria ali falsas esperanças em relação ao Messias (ver com. ele queria permanecer com Jesus. Estes seriam os porqueiros. O princípio conhecido como “a economia do milagre” indica que Deus em geral não opera milagres em que o resul­ tado pode ser conseguido por meios natu­ rais nem faz o que pode ser realizado através do esforço humano. Muitos ainda hoje seguem o exemplo do povo de Gadara. Eles tinham uma his­ tória inspiradora para contar. como gentio (ver Mt 4:25. A escolha deles foi feita com base cm considerações materiais. No momento. Do gr. O homem estava calmo. Assentado. O curto espaço de tempo que o homem passou com Jesus deve ter sido para ele a maior emo­ ção da vida. Terra. Ele não pretendia per­ manecer na região e não haveria um levante popidar em Seu favor que ameaçasse Sua obra. 17. 19. horia. Suplicava. kêrussõ. mas simplesmente Se moveu para deixar o lugar. tranquilo e descansando. de Mt 3:2. É mais provável que os discípulos tivessem compartilhado roupas com o homem. Jesus não protestou. 5:2). Em harmonia com esse princípio. “divulgar”. 17. Proclamar. Vestido. e os discípulos. 14). o que seria algo terrível. eles se preocuparam acerca do que poderia resultar de mais uma demonstração de poder sobrenatural e. Além disso. Nos casos de pos­ sessão demoníaca registrados no NT. “suplicar”. que já haviam contado sua versão do incidente (ver v. 20. Ver com. 45). Ao entrar. Em harmo­ nia com o conselho que logo daria aos doze. Eles se privaram de quaisquer bênçãos pos­ síveis como as derramadas sobre o endcmoniado curado. Assim. Em perfeito juízo. 18. Não lho permitiu. Os que haviam presenciado. . “território”. não se aplicavam à situação em Decápolis. de Mc 1:44. cf. Para os teus. DTN. 23). Isto é. ele sentiu que estava se separando dAquele que lhe havia restaurado a saúde mental. literal­ mente “anunciar”. Quando Jesus estava entrando no barco. ele deve ter temido •« que Sua ausência pudesse provocar o retorno dos demônios. Além disso. 339). Grandes coi­ sas ocorreram no intervalo de mais ou menos uma hora. temeram pre­ juízos materiais ainda maiores. Provavelmente havia poucos escribas e fariseus em Decápolis que pudes­ sem dar um falso relatório das atividades de Jesus. 4:17. se tornasse um obs­ táculo para a obra de Jesus na Galileia. nessas circunstâncias. Do gr. aos familiares dele. ao enviá-los a pregar e curar (ver Mt 10:14. Sem dúvida. a mente da pessoa atormentada havia fi­ cado enlouquecida (ver Nota Adicional a Marcos 1). com receio de que sofressem novas perdas de propriedade. antes que 660 605 15. Ou.5:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA temerosos de que a presença do Salvador possa contrariar seus planos. a mente das pessoas daquela região. Temeram. mas o povo não os quis ouvir (ver DTN.

então sob o controle do Espírito de Mt 9:10. o Grande. de Mc 5:1). Suplicou. de Mt 2:11. Filhinha. Pessoas Cafarnaum. ver p. Deus. 14. ter se espalhado rapidamente por toda a vizi­ do lado oriental (ver com. Ver mapa. 228. Como se pro­ serão ganhas para Cristo.5:23 as pessoas saíssem da cidade. milha­ lei estava disposto a se humilhar diante de res afluíram para vê-Lo e ouvi-Lo (cf. 20. DTN. com. Por algum tempo.5 km a noroeste. Elas foram liberta­ nia. A cura da mulher enferma e a res­ tais do evangelho. | ü pedido de v. de Mc 2:15Todos se admiravam. de Lc 8:1). Jesus foi para a casa de Levi Mateus. sendo um para cada sinagoga. transformada pelo Seu poder precisam sim­ Jairo. DTN. mas onde havia ancorado. Decápolis. As várias cidades nheceu Jesus Se aproximando em um dos de Decápolis haviam sido helenísticas desde barcos. nove ou salvar a única filha. Pompeu. Uma multidão começou mente conhecida (ver Mt 8:28). de Et 3:2. o qual distribuiu a terra entre os a fim de participar de uma festa oferecida veteranos de seu exército. 1). e pessoas Prostrou-se a Seus pés. 17). Yair. Um dos principais. ampla­ Junto ao mar. Ele ficou perto de o tempo de Alexandre. sobre milagres. Jesus sem gráfico. foram conquistadas pelos judeus durante a como era Seu costume quando o povo se reu­ revolta dos macabeus. ram este incidente.C. Mc 5:21-24a = Mt 9:18-19 = Lc 8:40-42. ocasião posterior eram quase todos gentios. apenas Marcos registra 661 909 MARCOS . que fora alcançado Isso ocorria onde quer que Jesus fosse pelo milagre. p. p. 12:22. Sua própria reputação anterior Mc 3:7. O chefe de ouviu com surpresa e espanto. Se assim ele pudesse Quando Jesus voltou a Decápolis. Dos três evangelhos que nar­ Comentário principal: Mc. por toda parte devem ter ouvido com grande Afluiu para Ele grande multidão. 32. “rogou” (ver com. do 21. 216. Eoi ali que Jairo encontrou Jesus (ver homem. cf. em Sua homenagem (ver com. 23. a se ajuntar na praia logo que o povo reco­ Decápolis. Quando o 17). Jesus e ser desprezado e odiado pela maio­ 340. 34. Jairo. sas o Senhor fez” por eles (v. 342). 8. 341). 13:1). este orgulhoso doutor da dez meses depois (ver em Mt 15:32). 8:2). 4:1). como louco também era. Então. a qual deve referida aqui foi da vizinhança de Gergesa. do v. cedia diante de um príncipe ou de alguém Este evento deve ter ocorrido no fim do de grande autoridade (ver com. 18. Ou. o que ele dizia era confirmado de Mt 8:18. Ver p. ensinando e curando. Os que foram ouvir Jesus nessa ria dos membros de sua classe. contou sua história. 204dúvida os instruiu nas verdades fundamen­ 210]. Os que grante de uma classe conhecida por esse amam sinceramente a Cristo e cuja vida foi nome. outono do ano 29 d. Os resulta­ uma sinagoga era o encarregado da adoração dos do ministério dele devem levar grande pública (ver p. 19). o plesmente contar a outros “quão grandes coi­ Jair do AT (ver Nm 32:41). interesse quando este. com certeza. Não se sabe se Marcos « incentivo aos que pensam que sua própria quis dizer que Jairo era um dos vários che­ capacidade seja insuficiente para um efe­ fes dessa sinagoga específica. juntamente com alguns dos discí­ das do domínio judaico pelo general romano pulos. 44). Deve ser derivado do heb. Quando eles passaram a surreição da filha de Jairo ocorreram logo proclamar a mensagem por toda a região de após a cura do endemoniado (ver com. o povo da região 22. ou um inte­ tivo testemunho em favor de Cristo. para nhança de Gergesa (ver com. (ver com. A travessia do lago pela narrativa dos porqueiros. surgiu com a mensagem do durante este período de Seu ministério (ver evangelho. Tendo Jesus voltado.

21) e se enca­ dúvida de que Jesus tinha o poder de res­ taurara saúde da menina. A mulher deve À morte. não havia Posteriormente. vezes (cf. talvez centenas de pes­ soas em Cafarnaum e nas redondezas. vra “filha”. estavam o filho de um oficial O alcançou. nentes a Jesus”. receio de que Ele indagasse a respeito da natureza de seu mal. cujas 343). O toque pessoal de havia voltado a Cafarnaum. com ma. 18. ao Jesus marchar vagarosamente vidas podiam testemunhar do poder de Jesus. do v. E viverá. por Como era de se esperar. 26. Mas a sua enfermidade havia reduzido do rei (Jo 4:46-54) e o servo de um centua quantidade necessária de sangue em seu rião (Lc 7:1-10). “salva”. ele usa aqui a forma diminutiva da pala­ espalhado rapidamente (ver com. Na mente do pai. “imediatamente”. evangelhos. Lc 7:17. Tocar. A doença. Ele mal podia constrangedora. corpo. Indo a pior. foi infrutífera. ela finalmente Dentre estas. um grande número. segundo os doutores da lei teria se esgotaram na vã tentativa de obter alívio. Sobre o contexto deste Tocou-Lhe a veste. Lucas usa uma palavra mais descri­ tiva. 27. De Jesus. Mc 5:24b-34 = Mt 9:20-22 = Lc 8:43-48. Pode ser que ela hesitasse em apresentar seu pedido a Jesus. de Mc 1:28. 25. Por entre a multidão. com o passar do tempo. com. Quando soube que Jesus ocorrem no original grego. na direção da casa de jairo. isto é. de Mc 1:31). ela soube que Ele estava na casa de Mateus (ver com. Muitos que tocaram apenas “a orla” da veste de Jesus “ficaram sãos” (Mt 14:36.5:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 607 a idade exata da menina (ver v. naquele momento. a a casa de Jairo. onde Ele Seu interesse pessoal pelos sofredores (ver estava ensinando e curando (ver com. sunthilibõ. ver com. não identificada pelos ter planejado durante algum tempo ir a Jesus. juntamente com multidão tão compactada que a Sua marcha a contaminação cerimonial envolvida. A morte mas a ausência d Ele na segunda viagem pela seria certa. do v. Comprimindo-O. O relato de Marcos é mais vívido e Lc 8:44). ocasionado contaminação cerimonial sobre a mulher ficava mais e mais desesperançada. 42) e. p. 19:12). do v. Multidão. Certamente havia minhou para lá na esperança de encontráLo. mas novamente chegou tarde (ver DTN. Cristo. a notícia havia se isso. Além disso. era era literalmente “sufocada”. Logo. Do gr. Certa mulher. At 5:15. ela foi apressa­ Jesus parece ter sido uma característica de damente para a margem do lago. 21. porém. Impõe as mãos. Jesus estava cercado de uma natureza dessa doença. Então. 21). Mc 10:51). além de estar muito fraca fisi­ “comprimir” ou “comprimir de todos os camente. Rogo-Te (ARC). Segundo Lucas. “os relatos sobre Ele”. isto é. 24. especialSe mover. O toque que trouxe cura ção crônica da doença se tornava mais e mais visível. Estas palavras não Calileia parece ter tornado isso impossível. A procura. cf. detalhado do que os de Mateus e Lucas. sunpnigõ. Isto é. Curada. o que Ele fez algumas Comentário principal: Mc]. A medida que a situa­ 28. Evidências textuais (cf. estava também desanimada com as muitas tentativas frustradas de conseguir lados”. “sufocar”. a menos que Jesus interviesse. 136) favorecem a variante “as coisas concer­ curada de sua enfermidade. No caminho para a cura por meio de médicos. e os recursos à mulher. a milagre. Literalmente. 662 . estava em fase terminal. 29. Este é um dos pou­ cos milagres registrados pelos três evangelhos mulher tocou “na orla" da veste de Jesus (ver sinóticos. e ela. 4:14). [A cura de uma mulher enfer­ mente na presença de tantos estranhos.

Aperta. sobre os diferentes imperfeita que fosse a fé da mulher. literalmente. 30). Isto é. (2) Ele desejava que ela percebeu a corrente de poder (ver com. dc que fora a fé que levara a cura evitaria efi­ Dynamis é muitas vezes traduzido como cazmente os rumores de que o milagre podia “milagre” (Mc 9:39). Tua fé. possivelmente como resultado desse Vai-te em paz. pósito dos mesmos (ver com. Ou. A mulher pudessem imitar. de Mc 1:38). dynamis. A von­ entender que a fé é que havia promovido a tade do Pai atendeu ao não pronunciado rogo cura a seu torturado corpo e não o toque da mulher através dEle. Do gr. a mulher sair quietamente. ainda termos usados no NT para se referir a mila­ assim era uma fé genuína. “soube”. fora resultado de um simples toque (ver Flagelo. Do gr. Jesus queria fazer a mulher de antemão que a mulher iria tocá-Lo. [A ressurreição notar: (1) A exemplo da fé do centurião da filha de Jairo. tunidade de falar primeiro. “maravilhas” (6:2) e “for­ser conseguido por meio de mágica. sem ser “curada” da Mc 1:40. (4) Para o próprio bene­ ou “praga”. Jesus pode não ter visto logo a momento. levasse consigo a alegria de saber que fora do v. 10). 29). Jesus queria que a fé Lc 8:49-56]. Poder. muitos tocavam “na orla da Sua A mulher deveria partir em “paz” de corpo veste. Do gr. Suas vestes. Jo 9:2). Ver com. Jesus estava ciente do que havia acon­ concluiu que seus temores anteriores tinham tecido no momento em que a mulher tocou razão de ser. incidente. “continue sã”. “reconhecer” ou “per­ 33. Reconhecendo. seria apenas um bene­ 30. sem ninguém 35. Jesus sabia que se as pessoas ali­ todos os milagres de Cristo foram “operados mentassem um temor supersticioso acerca pelo poder dc Deus através do ministério dos dos milagres. ver p.MARCOS 5:35 Sentiu. Aqui Marcos retoma a narrativa desta mulher fosse um modelo que outros da ressurreição da filha de Jairo. Mc 5:35-43 = Mt 9:23-26 = (ver com. 205). Olhava ao redor. 204. na alegria (Mc 6:56). Lc 1:35). (3) Ele queria apagar da mente da certeza de que esse poder havia entrado em mulher a ideia supersticiosa de que a cura seu débil corpo e a curara. proporcional a gres. “castigo” com. interrompida 663 . doença do pecado. provavelmente para lhe dar a opor­ mulher já sabia que estava curada (ver v. dc do v. “continuou deve supor que a cura tenha ocorrido nesse olhando”. Ele desejava que reconhecesse malmente considerados como castigos divi­ a bênção recebida. tarde. de Lc 7:9). pois a mulher. “açoite”. Falava Ele ainda. como alguns concluem. Provavelmente ela então ceber”. 24). sunthlibõ (ver com. Várias razões e Jesus já havia sentido que o poder curador podem ser sugeridas para Jesus não deixar saíra dEle (ver v. nos pelos pecados cometidos (ver com. Deve-se lembrar que secreto. fício temporário. Não se 32. 143). 30) que fluiu de Cristo para ela no pessoalmente notada e reconhecida por momento em que tocou as vestes dEle e teve Jesus. dc Mc 5:34). Tremendo. Uma afirmação pública por parte de Jesus “poder” (ver com. e quantos a tocavam saíam curados” e alma (ver com. Do gr. seus limitados conhecimento e compreensão Quem Me tocou nas vestes? Mais da vontade e dos caminhos de Deus. epiginõskõ. Fica livre. isso seria um obstáculo ao pro­ anjos” (DTN. “conhecer plenamente”. Por mais ças miraculosas” (6:14. Tormentos incuráveis eram nor­ fício dela. O relato não diz se Jesus sabia 34. por sua recente recuperação. do v. de ser aceita por Deus conforme testificado 31. de Jr 6:14. 28) da doença. de Mc 2:10. Literal mente. mastix. Ser “curada" (ver com. de Mc 2:5.

Aparentemente Marcos tais e tocam suas tristes melodias. “tudo é possível ao que crê” (Mc 9:23). cf. ver Mt 9:23). 39) e a incredulidade da imortal se fecham para o sono da morte (ver ICo 15:51-55. Pode ser também da morte. p. de Mc 5:24). de Mt 17:1). 17). que eram e dá a entender que a notícia trágica foi dada ainda são consideradas essenciais.5:36 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 809 pela história cia mulher enferma (v. não haveria necessidade trumentistas” [ARC]. “fazer curar sua filha (ver com. 4. ele barulho”. Dorme. Riam-se. os A fé expulsa o temor. assim também os olhos daqueles acompanharam Jesus ao quarto onde ela jazia que amam a Deus e esperam confiantes o (ver Mc 5:40). Onde há temor há pouca fé. Nenhuma comparação é mais e a fé parece débil. Então. Além dos três discípu­ los aqui mencionados. 39. Os olhos de uma criança cansada se fecham para o sono com. devemos fazer o que Jesus ordenou a Jairo: “Crê somente”. os quais de mensageiros para informá-lo do fato (ver ainda hoje comparecem aos funerais orien­ com. Isto se refere ao pranto Não temas. Ver labuta. pois apropriada para a morte do que o sono. monótono dos pranteadores contratados. do v. desapontamento e dor. “escar­ unidade. Não permitiu que alguém. de Mt 9:18). “o Pedro e Tiago e João”. de Mt 19:14. A morte é um sono. do v. Do gr. thorubeõ. em Israel [para o funeral de sua esposa] deve p. de modo que não quais seriam numerosos se a família fosse teve dificuldade em acreditar que Jesus podia rica. Este é o primeiro exemplo em que estes três foram selecionados dentre os doze necer”. Alvoroço. como se pode dedu­ zir de Mateus 9:18. só os pais da menina da noite. Jo 3:16. Mateus menciona os flau­ Tua filha já morreu. de Jo 11:11-15). 38. pois do artigo definido no grego mostra que os somente Ele tem as chaves da morte (ver três discípulos são aqui tratados como uma Ap 1:18. katagelaõ. sono profundo do qual unicamente o grande Literalmente. Foi mais do que um simples riso. cf.4. Soncino. 38. traduzido como “ins­ Jairo já estava morta. 21). 25-34. que o quarto fosse pequeno demais para aco­ sobre o cenário da narrativa. do v. 136) favorecem a variante “tendo ouvido” providenciar no mínimo duas flautas e uma pranteadora” (Mishnah Kethuboth. ed. 40. O uso Doador da vida pode nos despertar. “lançar em confusão” ou foi obrigado a exercer uma fé ainda maior. que muitas vezes significa libertação de cansaço. Jairo havia sido sufi­ cientemente forte na fé. Choravam. Rm 6:23). (ARC). “perturbar”. A metáfora con­ multidão reunida na casa (ver v. ser quebradas. como provavelmente era o caso aqui. 37. Do gr. Alvoroço. O tumulto dos pranteadores dia em que Sua voz os despertará para a vida (ver com. Evidências textuais (cf. 23). 1:4). Pedro e os irmãos Tiago e João. para participar com Jesus de algumas das Não é de admirar que Jesus os fez sair do mais poderosas experiências de Sua vida na quarto antes de despertar a menina do sono Terra (ver com. aulêtai. 40) seriam fortadora em que o “sono” significa “morte” um obstáculo à solene majestade do poder divino que estava para se manifestar por parece ter sido a maneira predileta de Cristo meio dAquele que tinha “vida em Si mesmo” Se referir a essa experiência (ver com. 36. 266). Talmude.modar os doze. mas é um (Jo 5:26. Em Atos 17:5. ver com. O famoso rabi Judá indicou o dever de um israelita nes­ em voz baixa a Jairo na presença da multi­ tas palavras: “Mesmo o homem mais pobre dão (ver com. As palavras faladas em voz baixa a ► Jairo “foram ouvidas por Jesus” (DTN. Se a filha de tistas (do gr. lTs 4:16. Sem acudir. 664 . 343). a de que as garras da própria morte poderiam “prantear tumultuosamente”. Quando o temor nos alcança thorubeõ é traduzido como “alvoroçaram”.

Possivelmente. José. 34 O milagre dos pães e peixes. Isto reflete um método de ex­ pressão hebraico (e aramaico) usado para intensificar o verbo. 41. 342-348 23 . 27 João Batista é decapitado e 29 enterrado. apenas em João (ver Jo 11:1-45). Neste caso. 343 Capítulo 6 1 Cristo é desprezado por Seus compatriotas. do v. 514. 30 Os apóstolos retornam da pregação. Pedro. 342 21-43 . GC. Ver com. a essa altura de Seu ministério.DTN. 514 15-DTN. 42. Esta ordem significa também que a menina estivera sofrendo de uma doença que exauria sua força física. 341. 59 26 . A menina se levantou. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. passou a ensinar na si­ nagoga. 98 21-24 . Isto é. Uma evidência do zelo de Jesus. porém. 338 18-20-DTN. e muitos. 337-341. 43. se maravilhavam dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sa­ bedoria é esta que Lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por Suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro. Ordenou-lhes expressamente. e a de Lázaro. WHITE 1-20-DTN. Detalhe registrado apenas por Marcos. 37). Que dessem de comer à menina. como “Efatá” (Mc 7:34) e “Eloí. porém. e os Seus discípulos O acompanharam. lhes disse: Não há profeta 665 . 4 Jesus.DTN. 13. 48 Cristo anda sobre as águas e 53 cura a todos que O tocam. dc evitar publicidade indevida (ver com. 342 39-DTN. 60 30-34-MCH. 2 Chegando o sábado.DTN. 14 Opiniões a respeito de Cristo. Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós Suas irmãs? E escandalizavamse nEle. irmão de Tiago. ela não havia se alimentado durante alguns dias. estava em harmonia com as tentativas de Cristo.DTN. O uso delas tes­ tifica que Jesus falava o aramaico. 7 Ele concede poder aos discípulos sobre espíritos imundos. ouvindo-O.CBV. Não é muito clara a razão pela qual Jesus impôs silêncio aos pais. 1 Tendo Jesus partido dali. significa simplesmente “admiraram-se (ou maravilha­ ram-se) sobremaneira” (ver ARA). a res­ tauração foi imediata e completa. filho de Maria. Imediatamente. Jesus usou outras expressões em aramaico. Isto é. 44. 228 35 . 339 19. lamá sabactâni” (Mc 15:34). CBV. Mc 1:43). Tiago e João (ver com. Nos três casos. Mt 8:4. cf. T5. 343 29 . 539 41 . 337 9-DTN. Doze anos. Este é o único caso de ressurreição relatado nos três evan­ gelhos sinóticos.CBV.DTN. Talitá cumi! Estas palavras em aramaico devem ser as mesmas que Cristo proferiu nesta ocasião. 343. 9:30). 404. 609 Os que vieram com Ele. GC.DTN. foi para a Sua terra. de Mc 1:43. deu-lhes ordens rigorosas (cf. 338.5:43 MARCOS Assombraram-se com grande espan­ to (ARC). Eloí. A ordem. 515 4 . A ressurreição do jovem da cidade de Nairn é narrada apenas por Lucas (ver Lc 7:11-15). de Mc 1:10.DTN.

porque o nome de Jesus já se tornara notório. sem demora. a entregou à jovem. por sua vez. querendo matá-lo. 6 Admirou-Se da incredulidade deles. trazendo a cabeça num prato. num lugar deserto. por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa. aos oficiais mili­ tares e aos principais da Galileia. eu ta darei. permanecei aí até vos retirardes do lugar. viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-Se deles. porque eram como ovelhas que não têm pastor. 9 que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. E passou a ensinar-lhes muitas coisas. me dês num prato a cabeça de João Batista. em que Herodes no seu aniversário natalício dera um banquete aos seus dignitários. disse: E João. logo que souberam disto. e esta. ► 17 Porque o mesmo Herodes. 22 entrou a filha de Herodias e. 23 E jurou-lhe: Se pedires mesmo que seja a metade do meu reino. Ele foi. 25 No mesmo instante. chegando um dia favorável. e não podia. porém. 15 Outros diziam: E Elias. dançando. a sua mãe. agradou a Herodes e aos seus convivas. 28 e. perguntou a sua mãe: Que pe­ direi? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. não lha quis negar. e. mandara prender a João e atá-lo no cárcere. 20 Porque Herodes temia a João. à parte. mas. os viram partir c. 18 Pois João lhe dizia: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. por causa de Herodias. disse: Quero que. que ressurgiu. 14 Chegou isto aos ouvidos do rei Herodcs. a ensinar. visto serem numerosos os que iam e vinham. 13 expeliam muitos demônios e curavam nu­ merosos enfermos. e eu to darei. correram para lá. 19 E Herodias o odiava. 666 E. enviando logo o executor. iicava perplexo. entre os seus pa­ rentes e na sua casa. nem dinheiro. 33 Muitos. sabendo que era homem justo e santo. rcconhccendo-os. disse o rei à jovem: Pede-me o que quiseres. impondo-lhes as mãos. 29 Os discípulos de João. ao sairdes dali. 27 E. e o de­ capitou no cárcere. 16 Elerodes. percorria as aldeias circunvizinhas. 10 E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa. 11 Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem. 24 Saindo ela.6:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 610 sem honra. 26 Entristeceu-se profundamente o rei. dando-lhes autoridade sobre os es­ píritos imundos. e o tinha em segurança. 31 E Ele lhes disse: Vinde repousar um pouco. a pé. ungindo-os com óleo. nem pão. em testemunho contra eles. nem alfor­ je. 7 Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los dc dois a dois. foram sós no barco para um lugar solitário. senão na sua terra. 21 E. 34 Ao desembarcar. ainda outros: E profeta como um dos profetas. . mulher de seu irmão Filipe (porquan­ to Herodes se casara com cia). 12 Então. Então. e chegaram antes deles. ouvindo isto. mandou que lhe trouxessem a cabeça de João. 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre. vieram. levaram-lhe o corpo e o deposita­ ram no túmulo. porque eles não tinham tempo nem para comer. e alguns diziam: João Batista ressuscitou den­ tre os mortos. de todas as ci­ dades. nEle operam forças miraculosas. Contudo. porém. escutando-o de boa mente. 8 Ordenou-lhes que nada levassem para o ca­ minho. sacudi o pó dos pés. pregavam ao povo que sc arrependesse. quando o ouvia. 32 Então. 30 Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e Lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado. saindo eles. senão curar uns poucos enfermos. voltando apressada­ mente para junto do rei. por isso. a quem eu mandei decapitar. exceto um bordão.

embora não seja indicado quanto tempo depois (ver Mt 13:53. a Betsaida. 49 Eles. durante o período de Seu ministério 667 . vieram os discípu­ los a Jesus e lhe disseram: Ê deserto este lugar. em grupos. Assim. 48 E. 217. traziam em leitos os enfermos. 37 Porém Ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinquenta cm cinquenta. Não temais! 51 E subiu para o barco para estar com eles. pensaram tratar-se dc um fantasma e gritaram. do v. onde aportaram. 47 Ao cair da tarde. e queria tomar-lhes a dianteira. 52 porque não haviam compreendido o mi­ lagre dos pães. DTN. 45 Logo a seguir. e por todos repartiu também os dois peixes. vendo-O andar sobre o mar. 54. [Jesus prega em Nazaré. Jesus lhes ordenou que todos se as­ sentassem. DTN. punham os enfermos nas praças. 36 despede-os para que. Marcos a apresenta em conexão com os eventos da terceira viagem pela Galileia e com a morte de João Batista (ver Mc 6:1-30. é provável que esta última visita a Nazaré (ver D TN. antes. e Ele. Comentário principal: Mc. e. 55 e. sohre a relva verde. 53 Estando já no outro lado. a segunda rejeição de Jesus pelo povo dc Nazaré ocorreu após o sermão junto ao mar. 46 E. tendo-os despedido. 40 E o fizeram. percorrendo toda aquela região. e quantos a toca­ vam saíam curados.MARCOS 6:1 35 Em declinando a tarde. Ver mapa. Mc 6:1-6 = Ml 13:53-58 = Lc 4:16-30. 44 Os que comeram dos pães eram cinco mil homens. 54 Saindo eles do barco. veio ter com eles. 56 Onde quer que Ele entrasse nas aldeias. responderam: Cinco pães e dois peixes. 360). rogando-Lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da Sua veste. Para uma discussão sobre a provável data da primeira visita de Jesus à Nazaré. erguendo os olhos ao céu. 241). passando pelos cam­ pos ao redor e pelas aldeias. o seu coração estava endurecido. 43 e ainda recolheram doze cestos cheios dc pedaços de pão e de peixe. p. enquanto Ele despedia a multidão. E rejeitado pelos Seus. De acordo com Mateus. cidades ou campos. andando por sobre o mar. estava o barco no meio do mar. 14). compeliu Jesus os Seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado. 218J. logo o povo reco­ nheceu Jesus. 42 Todos comeram e se fartaram. chegaram a terra. Sua terra. Tendo Jesus partido dali. Ficaram entre si atônitos. sabendo-o eles. 39 Então. vendo-os em dificuldade a remar. p. cf. 50 Pois todos ficaram aterrados à vista dEIe. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou Eu. pois foi o trabalho dos doze durante a terceira viagem pela Galileia que levou Hcrodcs a pensar que João Batista tinha ressuscitado (ver com. ver gráfico. I. e o vento cessou. Mateus liga estreitamente a segunda rejei­ ção em Nazaré com a morte de João Batista (ver Mt 13:53-14:12). A morte de João Batista deve ter ocorrido pouco antes ou pouco depois do início da viagem. em Genesaré. por volta da quar­ ta vigília da noite. subiu ao monte para orar. os abençoou. cf. e já avançada a hora. partindo os pães. para onde ouviam que Ele estava.C. 41 Tomando Ele os cinco pães e os dois pei­ xes. sozinho em terra. 241) tenha ocorrido no inverno de 30/31 d. comprem para si o que comer. deu-os aos discípulos para que os distribuíssem. porém. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? 38 E Ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E. por­ que o vento lhes era contrário.

aqui. 12:46. O tempo decorrido foi de cerca NT sobre a vida de Cristo entre a visita ao de 18 meses (ver com. “o irmão do Senhor”. Escandalizavam-se nEle. O ministério pela Galileia como um todo con­ referir a Jesus. Tais maravilhas. duas e abre a possibilidade de mais. aliás. Nem os líderes judeus. DTN. ver p. de Mt 5:29).]? Ver com. Se Ele ensinava e operava Aparentemente. nem tola de Judas. Lc 2:1-5). de Mc 3:18). 25. e parece não haver razão para se duvidar de que José por estar morando lá na época em que assu­ miu Seu ministério (ver Mc 1:9) e de estar tenha sido um carpinteiro por profissão. Desse modo.. aqui. 44. de Me 3: 18). cf. Filho de Maria. de Mt 1:21. provavel­ templo quando era um juvenil e a época de mente. DTN. denota desprezo. Muitos confundem este Tiago com o Tiago filho de (Lc 4:16).. na verdade. Maravilhavam. Lc 2:33). Literalmente. antes de iniciar Sua missão. também em Judas 1. após a conversão dos irmãos de Jesus que Aquele que vivera entre eles poderia ser (ver At 1:14. ver com. de Lc 4:16. 3. 2. é Jesus não voltou ali até iniciar o ministério uma das poucas informações registradas no pela Galileia. a respeito de José como o fim desse período que ocorreu a segunda e “pai” de Jesus. de Lc 4:16). 3. foi isso que os perturbou. 45). O fato de o povo se primavera de 29 d.C. Como na ocasião anterior Alfeu. 109). Tiago. Suas irmãs. uma expressão que. Irmão de Tiago. 241). dido com Tiago filho de Alfeu (ver com. Ver p. apropriada­ mente chamada de “Sua terra”. Do gr. o povo seria obrigado a admitir que registro do evangelho esteja harmonizado é “tudo Ele tem feito esplendidamente bem” ter como base duas visitas. em virtude do maico. ver Nota Adicional a Lucas 4.C. foi próximo ao rido (cf. 205. ver com. Jo 7:5). 109. mas não pode haver do carpinteiro” (Mt 13:55). a partir do outono de 27 d. Na sinagoga. “filho do carpinteiro” pode ser apenas fato de Ele ter crescido ali (ver Lc 4:16. e na casa de Seus pais (cf. de Mt 1:18. 50:4. Mesmo sendo uma expressão idiomática em hebraico e aradúvida de que Nazaré é.C. uma perífrase para “o carpinteiro”. até a Seu batismo (ver com. geralmente por causa dos registros (ver com. ver com. literal mente. “tropeçavam” (ver com. Sua sabedoria. Judas. Mateus diz: “o filho não mencionam Nazaré pelo nome em relação a isto (a segunda visita). possivelmente. Depois que. Quanto aos irmãos de última visita a Nazaré (cf. Como na visita anterior Jesus. muitas vezes. Sábado. Essa. o Filho de Deus. do entendimento e da sabedoria de (ver Jd 1. até a prima­ vera de 30 d. Evidentemente parecia e 2:9.C. essa profissão (cf. ou por suas pró­ prias conclusões baseadas em Gálatas 1:19 uma sinagoga e de seu culto. Mateus e Marcos (Mc 7:37). como o “filho de Maria” e não “filho de José” sugere que José havia mor­ tinuou da primavera de 29 d. para uma descrição de ilegíveis dos pais da igreja. cuja identificação é segura em negar a superioridade infinita da inteli­ gência. A única menção incontestável deste inacreditável para os habitantes de Nazaré Tiago. (ver com. Jesus teve « de deixar Nazaré para assumir o ministério. de Mt 4:12). 204. Provavelmente o autor da epís­ Que sabedoria é esta [.6:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 612 na Galileia. O plural indica pelo menos Jesus. que Jesus realizava como não podia negar 668 . O povo de Nazaré não podia negar os grandes milagres skandalizõ. 52). de Is 11:2. 2:51). Este homem (NTLH). Isso era muito evidente. O carpinteiro. o único meio para que o milagres. DTN. não deve ser confun­ “este [companheiro]”. está em Gálatas 1:19. pois ele é identificado como os habitantes de Nazaré devem ter pensado “irmão” de Tiago. de Lc 2:51. o único indivíduo no NT chamado Judas.

11. Enquanto nas duas expedições evangelís­ ticas anteriores houve um grupo indo de vila em vila. A unção com óleo como um ato de fé é mencionada somente aqui e em Tiago 5:14. 8. p. 12. Nenhum milagre. Sem honra. de Lc 2:52). “poder” (ver com. Mc 6:7-13 = Mt 10:5-15 = Lc 9:1-6. 5. 14. como Jesus havia feito em outros lugares. Chegou isto aos ouvidos. Seus parentes. Seus irmãos não acreditavam nEle (ver com. como o faz a ARA. [As instru­ ções para os doze. Uns poucos enfermos. Jesus ficara “maravilhado” com a fé de um centurião (ver Mt 8:10). Ver gráfico. revelando uma rápida expansão do evange­ lho. de jo 7:5). de Gn 20:7. Lc 10:34). mas devido à incredulidade das pessoas envolvi­ das (ver Mt 13:58). Poucos meses antes. Se os pró­ prios irmãos de Jesus não acreditavam que Ele era o Messias (ver Jo 7:5). acompanhado por um grupo heterogêneo de seguidores. “camisas” (ver com. Os rela­ tos chegaram a Herodes de todas as regiões. Antes Jesus pode ter sido considerado pelas autoridades como apenas um prega­ dor itinerante e isolado. mas então se tornou evidente que Ele represen­ tava um movimento hem maior. Profeta. mais tarde. 9. eles foram convertidos após Sua morte e ressurreição (ver com. de Mc 2:10. Admirou-Se. 136) a omissão do restante do v. O azeite de oliva era comumente ministrado como medi­ cação na antiga Palestina (cf. Que se arrependesse. O uso lite­ ral do azeite como medicamento pode ter sido a base para seu uso simbólico aqui e. Mc 1:15). 13. O povo de Nazaré O conhe­ cia bem (ver com. Ungindo-os com óleo. Dt 18:15. de Mt 10:9). A declaração de Cristo devia ser um provérbio conhecido. Percorria. como espe­ rar que os antigos vizinhos acreditassem? Sua terra. de At 1:14). Ou. Provavelmente enquanto os doze faziam o percurso pelas cidades e aldeias da Galileia. [A morte de João Batista. Os doze ofereciam tanto cura espiritual como física. Do gr. Comentário principal: Mc. Marcos registra as atividades evangelísticas pessoais de Jesus antes de mencionar as deles (ver v. 228]. p. Mc 6:14-29 = Mt 14:1-12 = ◄ Lc 9:7-9. 6:14 . Jesus deixou de fazer milagres ali não por falta de poder. de Mt 5:18. 7. de Mt 10:10). Ver com. Mesmo um ano depois. Cinto (ARC). en­ quanto Mateus segue a ordem inversa (ver Mt 11:1). Evidências textuais favorecem (cf. Em verdade (ARC). exousia. Alguns foram curados de males menores. desta vez eram sete. Herodes não podia mais ignorá-Lo. Comentário principal: Mt]. O extensivo trabalho dos doze durante o transcurso da terceira via­ gem pela Galileia foi suficiente para cha­ mar a atenção geral para Jesus e Sua obra. Mas não houve milagres notáveis. entretanto. 6. ver com. nada que apreciassem ou consi­ derassem de valor no alcance dos objetivos de sua vida.MARCOS De dois a dois. de Mc 3:13-19. bem como para atemorizar Herodes de que Jesus fosse João ressuscitado dos mortos. Sobre o chamado original e a nomeação dos doze. 669 613 4. “cintu­ rão” (ver com. Túnicas. Em Seu caráter exemplar eles nada viam que particularmente os atraísse. 7). de Mc 3:14. era usado interna e externamente. Lc 1:35). e eles se ressen­ tiram porque isso os colocava em condi­ ção desfavorável. A mesma mensagem que João e Jesus pregavam (ver Mt 3:2. na igreja cristã. Ver com. Chamou Jesus os doze. Literalmente. A convi­ vência diária com eles testemunhava de Sua perfeição de caráter. Autoridade. 11. Ver com.

Como resultado de Herodes se divor­ governador da Galileia e Pereia. João o havia aconselhado (cf. ela se divor­ exercia sobre Herodes Antipas (ver com.. 28. Llerodias odiava 16. outra mulher de Herodes. até mas um outro filho de Herodes. 28). e vivos. de Lc 3:19.6:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 614 Herodes. Galileia e que a nomeou assim em homena­ o Grande. Mateus menciona Herodes Herodes e Herodias tinham ex-cônjuges Antipas. antes da Páscoa de 29 d. Ver p. 2). seguinte. Sua residência oficial era. Lc 9:19. o profeta Elias (a respeito 18. como da filha de Aretas.com Mariamne II. "estava luriosa com João”. rei da Arábia. Aretas. DTN. Herodes e o derrotou. João Batista ressuscitou. temia que Herodes. Outros diziam. pareceu que cederia (ou: Profeta como um dos profetas. Herodes das profecias do AT sobre o retorno de Elias.5. o Grande. 214). 21:26). De atenderia) ao apelo por arrependimento (ver acordo com os boatos. c o título de xviii. Herodes por causa de sua aliança indes­ “tetrarca” (ver com. de Mt 2:22. uma samari. de 19.1. Esta derrota foi enca­ Tanto Mateus (14:1) quanto Lucas se refe­ rada pelos judeus como um juízo divino sobre rem a Herodes Antipas por seu título oficial. 20. Mulher de seu irmão Filipe. pouco menos de um ano (ver Nota Adicional a Lucas 4). Provavel­ outro meio-irmão de seu pai. por sua vez. de Lc 3:1. o Grande. o Grande. Ver com. ver com. meio-irmão de seu pai. 39 d. Lc 3:1). E João. de acordo Jerusalém. de Is 40:3-5. que também foi a mãe de Arquelau (ver de Herodes. 214). até o inverno 15. Antiguidades. de Lc 3:19. 205. os judeus desaprovavam comple­ (ver com. 28. o Grande. havia se divorciado o tetrarca pudesse se divorciar dela. Herodias se casara. Apesar de João não ter realizado estritamente casamentos como o de Herodes milagres (Jo 10:41). Herodias era provavelmente. de Mt 2:22). e gráficos. Ver com. antigos profetas ressuscitados ou era como Não te é lícito. fez guerra contra ção de Roma (ver com. tado que Ele fosse um profeta (ver com. 20).4). 6).5. Herodes. por um momento. cidade que neta de Herodes. sem mencionar o povo em geral com Josefo. seu ex-sogro. de Mt 14:5. Elias. Ele era o “rei” culpável com Herodias (Josefo. mesmo os líderes em e Herodias (Lv 18:16. de Lc 3:20) João não tinha realizado milagres (Jo 10:41). provavelmente. portanto. cia culpada foram os motivos que levaram Atá-lo no cárcere. tanto. Ver Mc 8:27. 51. xviii. em seguida. sob jurisdi­ ciar. Assim. João lhe dizia. o Grande. 20:21) e. Herodes a esta conclusão. A NTLH diz: Jo 1:19-27). por meio do filho ele construiu na costa sudoeste do lago da de Mariamne 1. 19). desde 4 a. o tetrarca (ver com. 204. Isto é. João e esperava o momento oportuno para 17. 231). Herodias o odiava. com Maltace e.C. 670 . Sua mãe era Maltace. tornou-se esposa de Antipas. João. apenas por nomeação romana. dois mente uma superstição associada à consciên­ tios dela (ver gráfico. Herodias. fortaleza de Macaeros (ver com. Sem dúvida. p. Sabendo da influência que João-* A princípio casada com Filipe. p. ouvira a pregação de João pessoalmente e. filho de Elerodes. do pai. 20. Herodes Antipas. p. A lei moisaica proibia um deles. provavelmente. Ver com.C. do v. 4:5. v. com Filipe. Não Ele governou seu território a partir da morte Filipe. por­ com. 14. tinha sido preso na Forças miraculosas. em Tiberíades. matá-lo. Herodias. era filho tana. do ciara dele para se casar com Herodes Antipas. Jesus era um dos v. DTN. Ml 3:1. “rei” era permitido só como uma cortesia. 52. haviam cogi­ tamente essa união (Antiguidades. de Lc 3:1). anterior­ gem ao então imperador César Tibério (ver mente.C. um meio-irmão de Filipe.

sem dúvida. Instigada por Herodias. 17. Dera um banquete. do v. Isto é. Além de líderes civis e militares. Ela simples­ mente se tornou um instrumento nas mãos ímpias da mãe. do v. libertá-lo (ver com. A insistên­ cia de Herodias na ação imediata pode implicar que Herodes tendesse a vacilar ou que sua grande admiração por João fosse conhecida. ARC) indica antes que ela pedisse. 52). Herodias calculou exata­ mente que a beleza sedutora de Salomé fas­ cinaria Herodes e seus convidados. do v. Esta era Salome. Em dia favorável. "da pró­ pria Herodias”. 20). sem dúvida. tampouco seria necessá­ rio que ela saísse da presença do rei. não antes que dançasse. mesmo em seu estado de embriaguez. “um momento oportuno” para a vingativa Herodias frustrar a intenção de Herodes de proteger João e. filha de Herodias. 25. Herodes convidou pessoas de destaque social e econômico. 21. Ele tinha intenção de libertá-lo. E o tinha em segurança. 24. 27). suntêreõ. os convida­ dos (ver com. Por meio de Herodias e Mariamne I (ver com. chiliarchoi. Salomé nada sabia sobre o plano da mãe no momento em que ela estava dançando diante de Herodes e dos convidados. do v. isto é. De boa mente. ver p. Salomé era descendente direta da casa real dos hasmoneus. 17. do v. 136) a leitura: “ele ficava muito perplexo”. Marcos enfatiza aqui o fato de que Herodias mandou a própria filha dançar. 17). A afirmação de que Salomé foi “instruída previamente por sua mãe” (Mt 14:8. Mesmo para os padrões da corte de Herodes. os "ofi­ ciais” das forças militares de Herodes. Metade do meu reino. Herodes teria se pronunciado abertamente cm favor de João. quando sentisse que era conve­ niente fazê-lo (ver DTN. Filha. Dançando. 22. A mensagem de João carregava as credenciais divinas e. Herodes impe­ dia Herod ias de realizar seu intento de matar o profeta (ver v. finalmente. O enfático juramento de Herodes foi feito na presença de todos os convidados. exceto pela influência de Herodias. 221). linhagem ilustre de sacer­ dotes e príncipes judeus. Do gr. Salomé não perdeu tempo em apresentar a exigência a Herodes a fim de que. No mesmo instante. Do gr. de Lc 1:6). 19). Oficiais militares. 21). “o que devo pedir para mim?” Não haveria nenhum propósito nesta pergunta se Salomé soubesse antes o que deveria pedir. E jurou-lhe. em vez de uma dançarina profis­ sional. Ficava perplexo. De Herodias. 23. Que pedirei? Ou. que se assemelha à decla­ ração em Lucas 9:7. “comandantes de milhares”. 6:25 essa ação ultrapassou os limites da decên­ cia. Aos seus convivas. Isto é.MARCOS 20. Estes eram altos funcioná­ rios do governo civil. Dignitários. p. 220. Evidências textuais favorecem (cf. 7:2). Os planos de Herodias. Saindo ela. De qualquer ponto de vista. Isto represen­ tava. nenhuma jovem mulher respei­ tável teria empreendido uma dança volup­ tuosa como essa. os “dirigentes da Galilcia”. Herodes estava fora de si diante da honra sem precedentes de ter uma nobre princesa dançando para o prazer dele c dos convidados. Salomé nada mais era do que um fanto­ che no esquema de sua mãe para matar João. “preservar [para não perecer]”. João era como seus pais: “ambos eram justos diante de Deus” (ver com. em figura hiperbólica. 671 . ele não refletisse sobre a inconsequente promessa e mudasse de ideia. 51. No palácio ou pró­ ximo à fortaleza de Macaeros (ver com. Homem justo. de um casamento anterior (ver com. estavam bem definidos. Litcralmente. o auge da gene­ rosidade (ver Et 5:3.

Vinde [. indivi­ tificante para a mãe sanguinária. 20)..] soube­ e a alimentação milagrosa dos 5 mil são os ram. acompanhado por trução. Mc 6:30-44 = Mt 14:13► tiu impotente para agir em harmonia com o 21 = Lc 9:10-17 = jo 6:1-15. do v. de Lc 3:19. necessitavam de descanso e ins­ 39 d. Por causa [.C. neste ponto da narrativa. pouco antes ou 26..] dos que estavam com Galileia (ver com. deles. em dualmente..C. 31. mesmo que ensinar e curar.. sobre os milagres. Josefo diz que. 20). Entregou [. Esta é a única vez que (Antiguidades. desde a madrugada até a noite.. Não lha quis negar. provavelmente. p. tendessem enfatizar a nova responsabilidade temia o povo (Mt 14:5) e temia Herodias. Mt 14:12). Mas nada poderia ter sido mais gra. Talvez Marcos 20). Logo. semanas. cerca de nove anos depois. Voltaram. Herodes continuou a temer João quando os doze em duplas. “Voltaram”. 16. Supersticiosamente. Ver mapa. O juramento (ver com. disso. e grá­ Herodes. prova­ ele.6 [183]). Herodes Antipas. provavelmente. Os discípulos de João [.assediavam onde quer que Ele fosse. E Lhe relataram tudo. teria se recusado fico. DTN. principal: Mc e Jo. de Mc 6:1). 21) pareceu a Herodes impossível de então. p. e. 20). foi exilado por aspirantes às honras de alívio das multidões que O procuravam e reais (Antiguidades. Ou seja. de Mt 9:36). Apóstolos. rejeitar cf. cípulos com Jesus na vizinhança de Betsaida 29.. 23) feito velmente. ser quebrado. em virtude de serem enviados para Era um escravo de seus temores.7. 30. os discípulos de João foram a Jesus com o relatório do que havia ocorrido (ver prato de madeira). provavelmente. do v. João fora preso na fortaleza de Macaeros (ver com. Herodes temia João (v. 204-210].] a sua mãe..6:26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 615 Sem demora. isto é. eles prestaram um relatório com­ pleto do que havia ocorrido durante o itine­ não tinha utilidade para o presente maca­ bro. Galileia (ver com. Decapitou. Ao Mc 6:14.. Os doze.] à parte. Não fosse pelo vinho. de Mt 10:2. 388). durante o inverno de 29-30 d. O isolamento dos dis­ ii. Depois vez”. em momento e lugar o pedido dela. Do gr.C. Eles não estavam com João na forta­ leza. 364. Entristeceu-se. xviii. 228.5. Até mesmo Jesus sentia necessidade Herodias. 28. “de uma imediações de onde podiam vê-lo de vez em quando e auxiliá-lo oportunamente. “uma escudela” (ou. não muito tempo antes da Páscoa (Jo 6:4. exautês. Comentário que sabia ser o certo. Marcos emprega a palavra “apóstolos” (ver com. xviii.. Mesmo embria­ durante o percurso da terceira viagem pela gado. pre­ de aniversário foi realizada perto da prisão. estiveram separados por algumas diante dos convidados de honra (ver com. pelo uso da palavra “apóstolos”. Eles. Num prato. 217. “imediatamente”. estivessem nas únicos incidentes da vida dc Jesus entre o 672 . Herodes sentiu o peso da responsa­ bilidade para com João (ver com. De acordo com Josefo predeterminados.9. Mc 3:14). [A primeira multiplicação mas Herod ias o apanhara em um momento de fraqueza resultante da bebida e ele se sen. era o início da primavera de 30 d. Guerra dos Judeus. para terem a oportuni­ este estava morto tanto quanto antes (ver dade de pôr em prática os princípios obser­ vados anteriormente em Seu ministério. embora.de pães e peixes. do v. Houve então uma “reunião” (NVI). da terceira viagem pela a ordenar a execução (ver com.. A prontidão com que João foi decapi­ tado estabelece como quase certo que a festa e Lucas (ver Lc 9:10). 27. Jesus enviara fossem contraditórios. de Mt 4:3).rário percorrido.2). p. Salomé retornar. Isto é.

361. 31). A pe­ quena planície em que se encontra Betsaida é El Batiha. do v. Passou a ensinar-lhes. e Jesus lhes deu os conselhos necessários para corrigir erros e prepará-los para um ministério mais elicaz nas ocasiões seguin­ tes (ver DTN. Já avançada a hora. de Lc 5:5). os discí­ pulos e as pessoas ficaram sem alimento ou descanso durante o dia inteiro. então. O registro sugere que Jesus. Jesus deixou o local isolado na encosta no qual Ele e os dis­ cípulos haviam passado algum tempo e.616 MARCOS batismo e a entrada triunfal relatados pelos quatro evangelhos. 12). traduzido como “em declinando a tarde”. A exigência feita por Jesus aos discípulos. Muitos. Em grego. “curvar-se” (ver com. Ou seja. Ao desembarcar. Correram para lá. Apesar das precauções. 136) a omissão destas palavras (como na ARA). Ou seja. Jesus continuou a ensinar o povo. Num lugar deserto. Não têm o que comer (ARC). viu Jesus. os viram. 31. Não tinham tempo nem para comer. Seja qual for a ocupação. o pronome “vós” é enfático. Isso seria entre três horas da tarde e o pôr do sol. O local escolhido para este afastamento das estradas movimentadas da Galileia ficava na vizinhança de Betsaida (ver Lc 9:10). Em declinando a tarde. Tal como ocorrera havia vários meses (ver Mc 3:20). Foram sós. Os discípulos não viam solução alguma para o problema. Jesus ficou a sós com os discípulos por um tempo na encosta (ver Jo 6:3. Evidên­ cias textuais favorecem (cf. Lucas diz que “o dia começava a declinar” (Lc 9:12). em que se situava Betsaida (ver com. era absurdo pensar em encon­ trar pão. como se Jesus dissesse: “Dai vós de comer a eles. Um lugar solitário. 31. de Mt 3:1. 34. A distância de Cafarnaum até a planície conhecida como El Batiha. a leste do ponto onde o Jordão deságua no lago e. Deus sempre trabalha com os 673 . contudo. literalmente. a não ser despedir as pessoas. A rota direta pelo lago seria de cerca de 5 km. Ver com. do v. Ver com. De acordo com o grego. algumas pessoas percebe­ ram a partida deles e observaram a direção para a qual se dirigiram ao atravessarem ► o lago. alimentos em geral. era tão ilógica quanto Sua ordem anterior de pescar nas águas claras do lago durante o dia (ver com. cf. ama­ velmente. para satisfazer as necessidades de tal multidão. O que comer. a pé. uma mudança ocasional não apenas produz descanso. porém. 32. v. p. e refletiram sobre a lição que Jesus. saudou a multidão (cf. dentro do território de Herodes Filipe (ver com. Repousar um pouco.” Todas as ordens de Deus contêm o poder necessário para executá-las. implícitas no contexto. local tradicional da alimenta­ ção dos 5 mil. a uma curta distância e antes do anoitecer. 5). Lc 9:11). Eles conversa­ ram sobre os problemas encontrados em seu roteiro pelas cidades e aldeias da Galileia. que estão. seria de 6. Essa experiência anterior pode ter vindo à mente deles. 37. mas concede novo vigor. 6:37 Compadeceu-Se deles. Despede-os. 34) previa tanto o bem-estar físico das pessoas quanto o espiritual. de Mt 11:21). Mas a “compaixão” de Jesus (ver v. qualquer coisa comestível. 364). portanto. no extremo norte do lago da Gali­ leia. um lu­ gar isolado. 36. O texto grego aqui é praticamente idêntico ao início do versículo. Lc 1:80). 33. do v. solitário ou remoto (ver com. 35. Dai-lhes vós mesmos de comer. Eles se esforçaram para escapar de Cafarnaum sem serem notados. De um ponto de vista humano. aparentemente. Os que íoram a pé sabiam do local aproximado onde o barco atracaria na costa. pretendia que eles aprendessem. do v.4 km. E deserto este lugar.

Ele levou os pró-► prios doze a analisar o problema e a desco­ brir uma solução.6:38 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA seres humanos para satisfazer as necessida­ des físicas e espirituais de seus semelhantes. 40. 44). 9). 39. Assim. provavelmente. 39 se refere à orga­ nização das pessoas “em grupos”. pelo menos por pessoas de classes superiores (ver com. Jesus “sabia bem o que estava para fazer” (ver Jo 6:6) desde o princípio. deve ter sido André. Devido ao fato de as chuvas serem escassas na Palestina. como ainda é costume nas regiões orientais. Os peixes deviam estar desidra­ tados e prontos para se comer. Foi. portanto. 6. apenas poucos dias antes da Páscoa de 30 d. No entanto. anaklinõ. de Jo 6:5. Ou seja. e como a cidade estava a curta distância de onde os eventos desse dia memorável acontece­ ram. Isto ocorreu. O fato de as pessoas terem se reclinado em grupos pode sugerir que Cristo lhes pediu para ficar como o fariam ao redor de uma mesa em suas respectivas casas. estaria na sua melhor forma (ver Jo 6:4). Ele era sincero. na ver­ dade. Esta era a posição habitual à mesa. Filipe era natural de Betsaida. Relva verde. “deitar-se” ou “reclinar-se”. 2. Os cinco “pães” eram feitos de farinha de cevada (Jo 6:9) e. A hesitação de Filipe e a prontidão de André para dar um passo de fé se contrastam notavelmente. como ficou evidente mais de uma vez em sua estada com Cristo como discípulo (ver Jo 14:8-12. fora neces­ sário a fim de que todos pudessem testemu­ nhar o milagre. Cinco pães e dois peixes. Eram comi­ dos com pão. o relato de Marcos é com­ plementado perfeitamente pelo de João (ver Nota Adicional a Mateus 15). provavelmente. de Mc 2:15). Mas. Em grupos. A cevada era bem mais ba­ rata do que o trigo. como uma espécie de iguaria. tinham forma re­ donda e achatada. 674 . Da mesma forma que Pedro e André. A ordem era aparente tanto na disposição dos indivíduos em cada grupo como no arranjo dos grupos. p. Do gr.C. Todos se assentassem. 94). o salário médio diário dc um traba­ lhador comum (200 denários) seria conside­ rado suficiente apenas para comprar comida o bastante para uma refeição escassa a uma multidão com essa dimensão. Quantos pães tendes? Jesus já havia falado a Filipe a respeito de prover ali­ mento para a multidão (ver Jo 6:5. e a grama. 38. Duzentos denários. enquanto aqui a referência é ao arranjo ordenado dos grupos entre si. De cem em cem e de cinquenta em cinquenta. 200 denários romanos (ver p. apreciar sua importância e ser alcançados com o “pão do céu” que eles estavam prestes a receber. 1:43. talvez mais prático e predisposto. então. André foi quem desco­ briu acerca do modesto almoço que um rapaz levara para si e transmitiu o relatório a Jesus (ver Jo 6:8. O v.. de maio a setembro (ver voi. O arranjo ordenado de tão grande multidão. com um espaço para permitir que os discí­ pulos entrassem no círculo e servissem cada grupo. que acreditou no que Cristo disse e partiu para descobrir que alimento estava disponível (ver Jo 6:8. sem dúvida. enquanto os enviava. Este princípio é fundamental para a comis­ são evangélica. 6). a grama esta­ ria verde somente no inverno ou na prima­ vera. 37). como um servo o faria em uma casa. Em grupos. DTN. Esta informação é regis­ trada apenas por Marcos. que afirmou que 200 denários roma­ nos não seriam suficientes para alimentar tanta gente (ver jo 6:7). 292). cf. Ide ver. Responderam. Foi Filipe. mas tardio para crer. Mesmo nos tempos atuais. para dar a Filipe a oportunidade de forta­ lecer a fé que Cristo lhe dirigiu a pergunta (ver eom. 9). sendo o principal alimento dos pobres. Filipe devia saber onde adquirir ali­ mento.

"para quebrar completamente”. Aquele que podia ressuscitar os mortos. possuía poder para libertar Israel da sujeição a Roma. testemunhado por vasta multidão. Ele continuava dando-lhes mais pães e peixes. Partindo. Ver com. o serviço dos discí­ pulos e o suprimento inesgotável de pães e peixes proporcionou aos homens. 14:15). foi distribuído a cada pessoa da vasta multidão. Lc 4:19). Jesus “fora por eles reconhecido no partir do pão” (Lc 24:35). Assim. 26:26). ver com. "louvar” ou "invocar bênçãos”. ou “partir em pedaços”. Do gr. o fornecimento foi interrompido. 40). Sob Sua liderança. alguns voltaram seus pensamentos para as perspectivas messiâ­ nicas. Mt 11:3. Ele [. Uma expressão comum ao servir uma refeição. Mas a parte essencial da "bênção” consistia no reconhe­ cimento de que a comida é um dom de Deus e deve se dar graças por isso. Jesus só realizou milagres para atender a uma necessidade genuína (ver p. O milagre as levou à conclusão de que Jesus devia ser aquele predito por todos os profetas (ver Lc 24:27. em pouco tempo. eulogeõ. 38. 4:17. “continuou a entregar”. Somente quando as necessida­ des de todos foram plena mente satisfeitas. retratadas sob a figura de um banquete (ver com. de Lc 2:49). de Lc 1:32. Jesus estava tão atento às necessidades físicas dos que foram a Ele como às necessidades espirituais.. evidenciando a autenticidade do milagre. Jo 6:11). e que não pôde ser explicado por céticos do tempo de Cristo nem pelos de hoje. Parece que havia algo característico na maneira como Cristo clava graças (ver Mt 15:36. 2Rs 4:4-6). de Jo 6:14. mas o suficiente para satisfazer o apetite. as alegrias do reino messiânico eram. em cada caso. 7. 5:2. E se fartaram. 6:42 . de Jo 5). O arranjo ordenado dos grupos. entre o ato de parti-lo e o de entregálo aos discípulos. Como resultado desse milagre. jo 4:25) que havia de vir ao mundo. um ano antes (ver com.MARCOS frequentemente. sobre a relva (ver com. 43) e servia a certo número de grupos organi­ zados “em filas” (ACF). 675 618 41. 42. as pessoas concluíram que < Jesus era “o profeta” (ver com. Dois peixes. de Mt 3:2. Enquanto havia a necessidade de alimento. Literalmente. levara o ministério da judeia a uma conclu­ são prematura. Pães. 205. Dl 18:15. do v. algo que os discípulos sem dúvida testemunhavam dia­ riamente enquanto estavam com Ele. A alimentação de 5 mil pessoas foi o mila­ gre culminante do ministério pela Galileia. o ministério pela Galileia che­ gou repentinamente a um clímax (ver com. 206). Jesus tomava o pão cm Suas mãos antes de dar graças. Entre os judeus. A cura do homem no tanque de Betesda. No mesmo dia em que comeram os pães e os peixes. do v. cf. Em Emails. Ele continuou a multiplicá-lo em Suas mãos (cf. 33). Com os cestos vazios.. do v. tentaram coroá-Lo rei imediatamente (ver jo 6:15). curar os doentes e fornecer alimento para as multidões. os dis­ cípulos voltavam a Cristo para buscar mais e. Cada um dos doze carregava os pães do mila­ gre em sua própria cesta (ver com. 38. mulheres e crianças tudo o que podiam comer. obvia­ mente. Literalmente. “ser grato”. Nota-se também que. Naturalmente. Esta abundância comprovou o poder ilimi­ tado de Jesus. os exér­ citos de Israel seriam invencíveis. Todos comeram. de Lc 13:29. Ver com. Para que os distribuíssem. Deu-os. “dar graças” (cf. O pão multiplicado mila­ grosamente. do v. O contexto sugere que o milagre ocorria enquanto o pão estava nas mãos de Jesus. cada vez que voltavam. como a multidão foi alimen­ tada milagrosamente. lRs 17:16. o Rei que viria para Israel (ver Is 9:6. João usa a palavra eucharisteõ. e as mais acariciadas expectativas dos que esperavam um messias político seriam concretizadas (ver com. não em quantidade pequena.] os abençoou. Jo 1:45).

Não haviam compreendido. ver a Nota Betsaida”. a provisão assim feita para as ocasião em que os 5 mil foram alimentados necessidades físicas devia direcionar as pes­ (ver Mt 16:9. Atônitos. 47. como a que um diu-Se deles”. simplesmente. em contraste com os animais (ver as bênçãos do Céu são disponibilizadas por com. Ao cair da tarde. isto é. A expressão grega era comum judeu levaria consigo ao empreender uma para uma despedida cortês. está O tipo de alimento fornecido era a comida partido”. geralmente uma pequena cesta de vime. “despe43. Isto é. "adiante dEle a com o da alimentação dos 4 mil. especial­ 51. do gr. Mc 8:20). “homens (Ef 3:20). em um spuris. 45. “um frag­ simples de pescadores e camponeses e teste­ mento” ou “um bocado”. por isso. do v. A abundância testificou a respeito dos necessidades do grupo (ver com. mente. Logo. do v. A Betsaida. usada quando foram alimentados 4 dades espirituais e ao “pão da vida . Do gr. Mais tarde. andres. Ver com. kóphinos. O tipo de atenção não estava no milagre que tinham cesta a qual se faz alusão em Marcos 8:8 acabado de presenciar. São “pedaços” recursos infinitos de Deus e de Sua capa­ cidade de prover “infinitamente mais do no sentido de que foram “partidas” dos cinco que tudo quanto pedimos ou pensamos” pães originais (ver com. de Mc 2:27). em desperdiçada. usada na 676 . Ou. tância (para uma comparação deste milagre Comentário principal: Mt e Jo]. A maneira em que esses “pedaços” não eram restos parcial­ que foi fornecido provou o poder de Deus mente comidos. spuris) é um grande cesto de vime usado lusão por Jesus não Se permitir ser coroado para transportar vários tipos de cargas. canais de bênçãos. etc.6:43 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 619 No entanto. “além de mulhe­ cooperar com o Onipotente. Pedaços. não seriam obtidos facilmente e. “seres humanos”. Tendo-os despedido. muito admirados. Isto é. Cestos. literalmente. fica claro que havia meio da atividade dos que estão dispostos a 5 mil homens presentes. eles uma estimativa de que um número igual de« mulheres e crianças estaria presente. único milagre registrado pelos quatro evan­ gelistas o caracteriza como de grande impor­ Mc 6:45-52 = Mt 14:22-33 = Jo 6:16-21. O contexto deixa claro munhou contra a ostentação. Do gr. em contraste com as mulheres. e o tipo de cesta. klasma. Sua dos gentios (ver com. como o mil (ver Mt 16:10. Mc 8:19). de Mt viagem por regiões na quais os alimentos 14:23. 41) e. de Ex 4:21. O co­ conjunto de ferramentas de operário. Endurecido. O fato de a alimentação dos 5 mil ser o tando o total para mais de 10 mil pessoas. A participação dos discípulos vez do gr. mas as porções originalmente capaz de suprir todas as necessidades huma­ deixadas com os grupos que estavam além das nas. do v. Homens. [Jesus anda por sobre o mar. Pode-se fazer eram. consequentemente. Paulo foi transportado por cima do muro de ração dos discípulos estava “endurecido” no Damasco. do v. um rei (ver com. 41). o tipo de cesta. Assim. para evitar a compra de alimentos 52. “o que meio para satisfazê-las (ver Jo 6:26-51). Ver com. Adicional a Mateus 15). 41). Jesus sentido de que não entenderam o signifi­ distinguiu cuidadosamente (em grego) entre cado do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes. kóphinos. A coleta das sobras testemunhou que nenhuma das bênçãos de Deus deve ser adultos”. Os discípulos res e crianças” (ver Mt 14:21). soas às suas muito mais importantes necessi­ spuris. não haviam sido utilizadas. 46. 42). como provisões para um grupo de pessoas. gr. na distribuição dos alimentos comprovou que “pessoas”. Do gr. anthrõpoi. 44. mas na própria desi­ (gr. aumen­ deviam receber antes que pudessem dar.

58. de Mc 2:4. reuniram-se a Jesus os fariseus e al­ guns escribas.DTN. jarros e vasos de metal e camas). MCH. 58 55 . 214-225 20 . também pode ser um resumo das experiências durante as semanas preceden­ tes ou do que aconteceu por vários dias ou semanas após a alimentação dos 5 mil.DTN. 364. Esta declaração parece sugerir a passagem de um período.DTN.DTN. 56. e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Ver com. 26-Te. não comem sem se aspergirem.DTN. 34. Leitos. [Jesus em Genesaré. 244.DTN. 18-HR. T7. porém. 72 7-11 . vindos de Jerusalém. 363. MS. WHITE 7 .DTN. 6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós. dizeis: Se um homem dis­ ser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias 677 620 1 Ora. mas o seu coração está longe de Mim. 362. CRV. Literalmente. hipócritas. por lavar 3 (pois os fariseus e todos os judeus. 31 . DTN. 56. 243. 350. 287. 8 Eles invalidam o mandamento de Deus pelas tradições humanas. 14 0 comer sem lavar as mãos não contamina o homem.28 . 214 23-26-DTN. Praças. Então.DTN. « guardais a tradição dos homens.DTN. 249. DTN. não comem sem lavar cuidadosamente as mãos. obser­ vando a tradição dos anciãos. Ev. 292 32-44-DTN. 55. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. ensinando doutrinas que são preceitos de homens. TM. OE. 8 Negligenciando o mandamento de Deus. Mc 6:5356 = Mt 14:34-36]. cf. "lugares de comér­ cio”. 246. 4 quando voltam da praça. 24 Jesus cura afilha da mulher siro-fenícia de um espírito imundo 31 e um homem que era surdo e gago. mas comem com as mãos por lavar? . 9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa pró­ pria tradição. 359 31 . 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe. de Mt 11:16). 36 . 5 interpelaram-No os fariseus e os escribas: Por que não andam os Teus discípulos de confor­ midade com a tradição dos anciãos. 364-371 34 . 377-382 46 . 388).CBV. é mais provável que esta passagem se refira ao ministério de Jesus entre a ocasião desse milagre e Sua partida para a Siro-Fenícia. 728 17. isto é. 365 45-52 . como a lavagem de copos. 7 E em vão Me adoram. vendo que alguns dos discípulos dEle comiam pão com as mãos impuras.SC. 364 35.DTN.MARCOS Estado. 51 30. 2 E. como está escrito: Este povo honra-Me com os lábios. que ficavam nas ruas das cidades e vilas (ver com. 197 17. 221 25. 11 Vós. 6:56 O milagre que alimentou os 5 mil ocorreu pouco antes da Páscoa (ver Jo 6:4. 349-358 16. 133. e há muitas outras coisas que rece­ beram para observar. 384 Capítulo 7 1 Os fariseus acusam os discípulos por comer sem lavar as mãos. Onde quer que Ele entrasse.

quando. pôsderou Ele puros Lodos os alimentos. Neste ponto da narrativa. 21 Porque de dentro. a lascívia. 16Se alguém tem ouvidos para ouvir. que quer dizer: Abre-te! é que procedem os maus desígnios. mas no ventre. no final do discurso sobre o “Pão da Vida”. Contrariamente ao costume. 27 Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que se e fazeis muitas outras coisas semelhantes. à parte. 28 Ela. p. tendo ouvido a res­ o Senhor. a soberba. tanto contaminam o homem. reuniram-se. o possa contaminar. assim.7:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 25 porque uma mulher. mas o que sai do mas os cachorrinhos. 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa fenícia. veio e prostrou-se-Lhe aos pés. porque não é bom tomar o pão 14 Convocando Ele. Comentário princi­ pal: Mc. a prostituição. peito dEle. 15 Nada há fora do homem que. e entendei. o demônio já saiu de tua filha.« mente (ver com. ouça. dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. debaixo da mesa. isto é. nãoTudo Ele tem feito esplendidamente bem. Ora. 33Jesus. os homicídios. Logo após a festa. Se retirou das terras de Tiro e entendeis? Não compreendeis que tudo o que foi por Sidom até ao mar da Galileia. erguendo os olhos ao céu. pois o demônio a deixara. de origem siroem favor de seu pai ou de sua mãe. tanto Mateus como Marcos passam por alto o incidente signifi­ cativo na sinagoga de Cafarnaum. como falar os mudos. [Jesus e a tradi­ ção dos anciãos. todos estes males vêm de dentro e sem. 4. 83-871. O que contamina o homem. suspirou e disse: Efatál. a multidão. partiu dali para as ter­ 37 Maravilhavam-se sobremaneira. consi­ Lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. entran­ do nele. disse-lhes: Ouvi-Me. ca da parábola. o contamina. os Seus discípulos O interrogaram acer­ sobre a cama. no entanto. 32 Então. contudo. 18 Então. 24 Levantando-Se. Ver mapa. cf. fartem os filhos. 12 então. homem é o que o contamina. comem das migalhas das crianças. oferta para possessa de espírito imundo. 35 Abriram-se-lhe os ouvidos. e rogava-Lhe que expelisse de sua filha própria tradição. tirando-o da multidão. a opinião popular na Galileia se voltou contra Jesus (ver Jo 6:25—7:1. 217. 36 Mas lhes ordenou que a ninguém o disses­ 23 Ora. 34 depois. a blasfêmia. Lhe respondeu: Sim. achou a menina tidão. Lhe disse: Por causa desta palavra. que vós mesmos transmitistes. o dolo. 22 a avareza. lhes disse: Assim vós também não 31 De novo. 17 Quando entrou cm casa. Senhor. do coração dos homens. cf. não so­ mente faz ouvir os surdos. todos. pôde ocultar-Se. Lhe trouxeram um surdo e gago e 19 porque não lhe entra no coração. os adultérios. Jesus permane­ ceu na Galileia durante a época da Páscoa (ver jo 7:1. p. 29 Então. e logo se os furtos. 395). DTN. isso é o que os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva. o dispensais de fazer qualquer coisa 26 Esta mulher era grega. aten­ dendo às necessidades das pessoas discreta. queria que ninguém o soubesse. mais eles o divulgavam. a loucura. as malícias. . através do de fora entra no homem não o pode contaminar. sem dúvida. Mc 7:1-23 = Mt 15:1-20. o demônio. ver com. lhe soltou o empecilho da língua. de Mc 6:56). quanto mais recomendava. e sai para lugar escuso? E. lhe 20 E dizia: O que sai do homem. Tendo entrado numa casa. a inveja. cuja filhinha estava aproveitar de mim é Corbã. 3. provavelmente durante a última parte 678 621 1. deixando apodes mul­ ir. e falava desembaraçadamente. 30 Voltando ela para casa. de novo. dizendo: ras de Tiro e Sidom. porém. de Mt 15:21).território de Decápolis.

de cuidando-se o tempo todo para que a água Mt 15:21. Indiretamente. Mateus.] de gera­ sinceros galileus que este encontro ocorreu. Pão. literal­ provocação pessoal a Jesus. ção em geração”. Como escrevia para não uma pessoa cumprisse com o sentido exato judeus (ver p. depois na outra. A purificação aqui referida era estritamente ritual. "as pessoas da terra” (ver p. A quantidade mínima de água pres­ das com a finalidade específica de obter uma crita era a que caberia em uma casca e meia alegação para levar o ministério dc Jesus ao de ovo. Por lavar. incluindo os dez mandamentos. ocorreu o encontro para os judeus (ver p. 272. não sani­ tinham voltado de Jerusalém. 611. mas não mais além. res da lei eram o alvo específico dos ataques se referiam a elas como 'amine haarets. 2. Tradição.. com. sem dúvida.MARCOS 7:3 de abril ou início dc maio. envia­ mãos. eles tam­ nos evangelhos. de Mc 1:22. Como usado de forma indireta. não faz tal com os escribas e fariseus. origivavelmente indique ‘comida" cm geral. Este rito consistia em verter uma Fariseus. alternadamente esfregando as duas ção mais ou menos oficial do Sinédrio. 395). 43). olhavam para as pessoas analfabetas e sim­ de Dt 31:9. Os líderes judeus fica­ ram alarmados com a rápida expansão do tal posição que a água passasse da palma evangelho evidenciada pela então recente da mão para o punho. Do gr. No entanto. Ao proceder outros oralmente ou por escrito. Literalmente. passou a signi­ ficar “vulgar” ou “profano" c é neste sentido da tradição oral. Ver p. onde não houvesse água disponível. paradosis. a palavra "tradi­ E foi na companhia de uma multidão desses ção” significa “transmissão oral [. mas aqui pro­ Com o tempo. “uma entrega”. koinos. 395). Marcos descreveu o escrita. nalmente destinada a proteger a lei escrita Impuras. na qual uma pessoa poderia simples­ mente simular o lavar das mãos da forma sabiam que os discípulos estavam simples­ mente seguindo o costume de Jesus (cl. de estaria guardando a lei escrita. E. paradosis se refere ao pesado bém evitariam otender aqueles que pensa­ fardo de regras orais rabínicas que haviam vam bem dc Jesus. provavelmente. membros de uma delega­ depois. com. terceira viagem pela Galilcia (ver com. 612). 40. compartilhado por sagrada do que a própria lei (ver DTN. com a mão em De Jerusalém. gião a uma questão dc forma c baniu o espí­ rito da verdadeira adoração e obediência. 39. As tradições dos douto­ ples da Galileia com desprezo e. DTN. a pessoa automaticamente que Marcos usa a palavra aqui (cf. prescrita. se At 10:14). tária. Os escribas e os mente. Ver p. Em português. geralmente.. Do gr. esta foi uma 3. As pessoas aqui referidas corresse de volta para a palma da mão e. que havia pouco declaração explicativa. provavelmente. de Lc 11:38). "uma tradição”. Mais tarde. Em outras palavras. 275). 43. que é transferida a gência em relação às suas leis. Pv 3:1). Sua época. uma ablução a seco era permi­ fim (cf. isto é. Escribas. ver com. lite­ dc Jesus sobre o sistema religioso judaico de ralmente. ela não compreender a natureza da provocação que precisaria se preocupar com o espírito da lei os espiões apresentavam. originalmente do AT. fariseus pretendiam atribuir a Ele a negli­ por isso. Por uma obediência mecânica às exigências muitas pessoas. escrevendo principal mente 679 . Os líderes em Jerusalém se desenvolvido em torno da Torah (ver com. Os fariseus e os escribas tida. chegou a ser considerada mais significa “comum”. Mc 6:14). eram. vendo. essa tradição oral. pequena quantidade de água sobre a palma de uma mão. ou “uma transferência". que poderiam não da interpretação tradicional da lei. Esse sistema legalista reduziu a reli­ que ele queria dizer com “impuras”. “pães”.

136) para a leitura pukna. de Dt 18:15). “sofás" ou “leitos”. "bronze” ou “cobre”. lite­ ralmente. Honra-Me. Comparar com o “andar” de Enoque com Deus (ver Gn 5:24). Anciãos. Hipócritas. isto é.7:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA de meio litro (ver p. os “anciãos” (v. Era o modo de vida dos discípulos. Mandamento de Deus. Literalmente. mas que a descrição que Isaías fizera de Israel em seus dias também se aplicava às pessoas dos dias de Cristo (ver Mc 7:6). Metal. Receberam para observar. Ele tentou acabar com meras formas exteriores da religião e cultivar o verdadeiro espírito da religião no coração. 136) a leitura “purificar” preceitos humanos e mesmo interpreta­ Outras coisas. Cuidadosamente. de Is 29:13. Xestês é uma das diversas palavras de derivação latina encon­ tradas no evangelho de Marcos. de Mt 11:16). E dada pelo “preceito [por] preceito”. sob a forma usada aqui. 32. ou a maneira de viver. 6. que per­ turbava fariseus e escribas. na realidade. 24. onde o produto era comprado e vendido (ver com. A forma sin­ Copos. p. ou “habitualmente”. uma gular. Do gr. Êx 30:19-21). entrasse em contato com pessoas ou coi­ sas que estivessem impuras e. 10:3). Em sentido figurado. Evidência textual também pode ser citada (cf. Não comem sem lavar. 24). Profetizou Isaías. signifi­ cando “vigorosamente”. os rabis mais velhos ou intérpretes da lei. Ver com. Andam. As palavras de Isaías descreviam o Israel de seus dias. mas eram igualmente verdadeiras a res­ peito dos judeus nos dias de Cristo (ver com. para ser mantida pela seguinte. pugmê. contendo cerca 622 sem a qual a pessoa serve a Deus em vão (ver Jo 4:23. 8. Evidências textuais tam­ 680 . Assim. “punho”. Praça. Um sistema de jus­ tiça obtido por meio das “obras” da lei subs­ tituiu o plano da salvação. quando Cristo disse: “Profetizou Isaías a respeito de vós”. Ele não quis dizer que Isaías profetizou algo verda­ deiro particularmente e exclusivamente a respeito dos judeus do tempo de Cristo. Jesus afirmou que aqueles que adoram a Deus devem fazê-lo “em espírito e em verdade” (ver jo 4:23. ao se misturar com a multidão no mercado. Do gr. Mc 7:7). usada aqui. Era uma ques­ tão de salvação pela fé ou pelas obras. Aspergirem. o mercado em plena rua. 136) entre manter ou excluir a expressão. Talvez incluindo vasi­ lhas. Rm 9:31. 38). O pensamento rabínico considerava inevitável que uma pessoa. Aparentemente obedecendo a vontade de Deus. 5. “se contaminasse”. do v. 2. Ele procurou conferir às palavras de Deus prioridade sobre as palavras humanas. 3) estavam “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (v. instrutor e recebida pelo discípulo. mãos e pés ções humanas das exigências divinas acima dos “preceitos mais importantes da Lei” (cf. cf. Ver com. Ou seja. Literalmente. p. Cristo procurou restaurar todas as ins­ truções de Deus reveladas ao seu lugar de direito no pensamento e na vida de Seu povo. 7. O perigo de se exaltarem bém favorecem (cf. xestai. A tradição (Mt 23:23) não é menor hoje do que naque­ é “transmitida” por uma geração e “recebida” les dias. como o contexto deixa claro. p. de Mt 6:2. por intermédio ► do qual Deus desejava que as pessoas alcan­ çassem a justiça cjue é pela fé (cf. Literalmente. singular xestês. A ênfase sobre essa ver­ dade levou Cristo a um amargo conflito com os líderes judeus. se refere a tudo o que Deus medida romana (sextarius). 4. Ensinando doutrinas. a evidência textual se divide (cf. Camas. assim. Entretanto. “com o punho”. roupas (ver Lv 11:32). 7). “diligentemente”. Ver com. Sugere-se que pugmê sig­ nifica aqui “um punho cheio [de água]”. "viver”.

Vós. de Mt 22:37. Ou. ninguém pensaria em abordar um superior ou “aproximar-se” sem apresentar um “presente”. 7). por meio da interpreta­ ção tradicional da lei. principalmente. korban. pois o mesmo pensamento é expresso nos v. Dispensais. a declaração é inquestionavelmente verdadeira. 11. a morte devia ser a pena inevitável pela violação do quinto mandamento. de Gn 2:17). de Mt 5:48). e a segunda. a fim de aliviar estes últimos da obrigação solene de susten­ tar os pais. toda a vontade divina revelada (ver com. 22). Qualquer coisa sobre a qual a palavra “Corbã” fosse pronunciada seria. 21. lite­ ralmente. evidências textuais favorecem (cf. 39). enquanto os escribas e fariseus eram expos­ tos como verdadeiros hipócritas (ver v. com a aprovação dos sacer­ dotes e sob o pretexto de que Deus exigia isso dela. 4 e 13. 611. 9. para todos os efeitos práticos. “o que é levado para perto”. Evidências textuais favorecem (cf. O lavar (ARC). isto abrange “o dever de todo homem” (Ec 12:13). mas Ele deixou claro que. Jesus esclarece que os judeus esta­ vam adorando a Deus em vão (ver v. os sacerdotes eram complacen­ tes com seus paroquianos. O ideal apresentado aqui é o de ser “perfeito”. que seria. “mais uma vez”. Escrevendo. Por esse procedimento desonesto. Com isso. 8. dedicada a uso sagrado. eles faziam a mesma coisa de que O acusavam falsamente (ver com. Em outras palavras. Jesus estava diante da multidão reunida como o defensor de seus direitos. ou seja. 11). assim como “perfeito” é o Pai celeste (ver com. Muitas outras coisas semelhantes. 6) e inimigos de Deus e de seus semelhantes. Os pais não tinham per­ missão para tocar qualquer coisa assim “con­ sagrada”. Marcos interpreta aqui uma palavra que tinha pouco ou nenhum significado para eles. desse modo. Moisés disse. Do gr. do v. Esta leitura impli­ caria que Jesus se dirigia à multidão quando os escribas e fariseus O interromperam 681 . “morrer você morrerá” (ver com. que provém do heb. Esta expressão grega é um reflexo da forma hebraica que sig­ nifica “certamente morrerás”. 136) a lei­ tura palin. Do gr. em nome da religião. 9. porém. Jeitosamente. panta. começando com estas palavras. O exemplo que Cristo citou não era um caso isolado. de Mt 5:17-19. mas o filho desleal era autorizado a fazer uso dela enquanto vivesse. Seja punido de morte. 7:14 Nas regiões orientais. 14. “uma oferta”. Oferta. Isto é. 612). De novo. de fato. Qualquer coisa sobre a qual uma pessoa pronunciasse as pala­ vras “é corbã” era dedicada a Deus e ao templo. Entretanto. NV1). O “mandamento” de Deus “é ilimitado” (SI 119:96). enganar seus pais. de Mt 19:14). literalmente. p. 12. assim.MARCOS £39 ordenou. das leis do código civil (ver Êx 21:17). como o faz a ARA. dizeis. para leitores não judeus (ver p. 13. eles anulavam o quinto man­ damento. Eles acusaram Cristo de revogar a lei. “consentir" (ver com. Corbã. Ele se exi­ mia de seu dever filial por uma profissão de devoção superior. “uma dádiva”. Invalidando. 10. Tradição. do templo (ver com. Jesus então dá uma ilustração específica do que Ele quis dizer com a expressão: “Vocês estão sem­ pre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus. 136) a omissão do restante do v. Nota-se uma ironia implícita nas palavras de Cristo. De todo modo. como os escribas e fariseus bem sabiam. Uma pes­ soa poderia. A primeira parte da citação de Cristo vem do quinto manda­ mento. A “tradição dos homens” se mostra em claro contraste com o “manda­ mento de Deus”. qorban. a fim ► de obedecer às suas tradições” (v. p. Fazer qualquer coisa.

Para obter uma lista das "coi­ 19. Cristo afirma então que a corrupção ciou os críticos. Mq 6:6-8). do v. tor­ priada para o contexto em questão. como de costume. "Uma casa”. 2:1). 34. mento de Deus” (v. 197-204. ração cerimonial (ver Is 1:11-13. 2. Segundo os assim como a multidão a quem a “parábola” regulamentos judaicos. Uma parábola mentos puros e impuros é evidente que pode ser apenas uma declaração expressiva. e exclusivamente. que atuou como completamente o contexto. ção ritual do corpo. 16. Também não endendeis? Isto é. O restante deste discurso protestava. dos v. cido nas Escrituras. Era sempre. 7) que Jesus de Mc 1:29. a multidão dificilmente poderia ter ver com o tipo de alimento a ser consumido. O que sai. nos v. as que saem pela boca. trata-se da tradição que declarava que Cristo usou frequentemente esta expressão o alimento ingerido com as mãos não devi­ (ver Mt 11:15. mesmo que fora contada. aplicando a no AT. Mesmo ponto principal. Em casa. conforme estabele­ Seus discípulos. na “tradição dos homens” (ver com. ainda pode­ discípulos estivessem à frente das pessoas ria ser considerada contaminada pelo contato comuns quando se tratava de compreender ► com pessoas impuras (ver com. 136) quanto oral (ver com. refere-se à figura empre­ de comer alimentos cárneos imundos como gada no v. 7. (ver com. colocando em dúvida qualquer preceito do 16. especifica­ a incluir ou eliminar o v. do v. mais tarde. momento. Ouvi-Me. 2). 15. Verv. etc. Deus afirma especificamente que Ele dicussão ao problema dos alimentos cárneos não Se agrada com as meras formas de ado­ puros e impuros diferenciados em Levítico 11. as verdades da salvação. a carne. Se esta “parábola” Deve-se ressaltar que o problema em dis­ provou ser um mistério mesmo para os dis­ cussão entre Jesus e os fariseus nada tinha a cípulos. 8). Os com pessoas ou coisas impuras. A evidência tex­ AT. A profanação da alma. das mãos (ver com. Aqui. nava-se a causa da contaminação. sobre as coisas que entram e o fez (ver com. nesse porta-voz do grupo (ver com. em particular (Mc 7:17-23). ver os v. Tem ouvidos. Aplicar os v. de Mc 7:3). Pedro. Assim que silen­ a 23. em Cafarnaum (ver com. c apro­ damente lavadas. O contexto deixa claro que Jesus não estava praticadas como um fim em si mesmas. eliminasse a distinção entre ali­ Parábola. compreendido seu significado pleno (ver com.7:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 624 com sua queixa (ver v. de Mt 14:28). 14). 11:5 -18). mas apenas com o modo com que era inge­ rido. Em outras palavras. 17. No entanto. De acordo com Mateus. 15 a 23. se com ou sem o ritual da purificação 18. Aqui. não teria reagido à ideia porém breve. As pessoas deviam prestar 8). possivelmente do v. ocasionada pelo contato 15.) e. p. dadeira natureza do problema envolvido no especialmente quando a última se baseia conflito sobre a tradição (ver com. Ver p. 3). mente. con­ a casa de Pedro. de Mc 6:43). de Mt 5:8). dos v. Jesus diz. mas negando a validade da tradição tual permanece dividida (cf. a mente (ver sas” às quais Cristo se refere. 15 a 23 à questão de carnes puras e impuras é ignorar foi Pedro. Se Jesus. Nada há fora do homem. tra “os preceitos de homens” (v. 21 com. Jesus novamente Se dirigiu moral de quebrar “o mandamento de Deus” ao povo com o objetivo de deixar clara a ver­ é mais importante do que a impureza ritual. comer 682 . no sentido ritualístico. Era razoável esperar que os limpa de acordo com Levítico 11. de At 10:9-18. comentaristas geralmente se desviam do Que o contamina. 21-23. 2). No coração. 3). é uma atenção diligente a fim de perceber a hipo­ questão muito mais grave do que a corrup­ crisia daqueles líderes religiosos. Ou seja. em nítida distinção do "manda­ foi dirigido aos discípulos. certamente.

as pessoas se expunham a partir da omissão 15. 2Pe 1:4-8. e que cons­ O desejo de Ler mais e mais é uma obsessão tituem seu comentário sobre o significado entre pessoas desta natureza. digestão e eliminação implicaria purificação 22. tido do texto. entanto. mas “calúnia” e concluir que Cristo. mas. 2). um ARC. Do gr. 683 . aqui. Ver com. No grego. Ver com. como tema discutido que tinha que ver com o ritual provavelmente é o caso aqui. Inveja. que sig­ todos os alimentos” para alimentos cárneos nifica “irreverência” a Deus. Jesus teria declarado Malícias. O tipo com os quais o cristão pode substituir esses de comida que os discípulos ingeriam (v. Do gr. como ção entre carnes puras e impuras utilizadas aqui (sobre o uso desta palavra no sentido de como alimento (ver Lv 11) é ignorar o sen­ "blasfêmia”. a Maus desígnios. mas da lidade de tradução. do gr. bromata (ver com. Literal. Afeta a alma. sim. 15). No ventre. porneiai. significa sim­ são idiomática hebraica (ver Dt 15:9). Alimentos cerimonialmente 19. dos v. imundos (ver com. 5. está claro que estas não são palavras portanto. de purificação (ver com. “cobiça”. supostamente. não o corpo. do v. Do gr. dos v. 21-23). impureza cerimonial à qual. 19. 23. dos v. Lascívia. ponêriai. Na Prostituição. 19. taminam o homem" (v. Do gr. Isto é. é moral. 1-14. ver também com. mago. no ficando “desejos gananciosos de ter mais”. não cerimonial (ver latrina” ou “uma privada”. De dentro. “julgar limpos todos os alimentos”. e não havia nenhum meio pelo qual a 21. não é referido. mas especificamente. "licenciosidade". “avidez” ou “avareza”. pleonexiai. mas nunca denota a carne de significa “ciumento” ou de “espírito ran­ animais como distinguida de outros tipos coroso". de Mt 12:43-45. Tradução grega de uma expres­ traduzida como “alimentos”. do v. O termo não se com. aphedrõn. 15. “malignidade”. ver GI 5:22 e 23. a qualidade da pessoa Além disso. signi­ em relação ao que se ingeriu. o contexto (v. bromata. Do gr. Jesus conclui a questão impureza cerimonial supostamente atribuída com uma declaração das coisas que “con­ a eles pudesse ser absorvida pelo corpo. 15) iriam para o estô­ 20. sugerindo que o processo de ções sexuais ilícitas. pro­ plesmente “o que é comido" e inclui qual­ vavelmente com o sentido de “cobiça”. 15). das palavras de Cristo. "Insensatez” seria outra possibi­ não trata da impureza biológica. também. refere. blasphêmia. mas apenas a forma como eles sobre o perigo de tentar remover os maus tra­ o faziam (ver com. do v. 5) traços negativos. “tradição dos homens” (ver com. < Lugar escuso. de Cristo. em relação ao geral.a lista dada aqui com a de Rm 1:29-31 e mente. Limitar as palavras “puros Blasfêmia. Do começo ços sem cultivar os bons em seu lugar. ver ao fim. Ou. A corrupção. de alimentos. dos v. maldade em “puros” todos os alimentos. Loucura. Sai. do v. Deve-se notar que a palavra gr. dos v. 2. Cristo lida com a difícil questão do com.MARCOS 7:23 625 sem lavar as mãos não teria qualquer efeito contraste entre o “mandamento de Deus” e a moral sobre o ser humano. sobre os traços positivos de caráter da lavagem ritual (ver com. Cl 5:19-21). 2. aboliu a distin­ quando dirigida contra os semelhantes. como frequentemente se supõe. 15). Estes males. Avareza. 20-23) “sem juízo”. de Lc 3:11). esta declaração é uma parte da instru­ termo que inclui todas as formas de rela­ ção de Cristo. que quer comida. 5-15. “uma segundo Ele. 2-4. de Marcos. ver com. Jesus enumera 13 coi­ uma parte do corpo humano. sas diferentes que “contaminan” (comparar Puros todos os alimentos. 23). de Mt 12:31).

684 . a partir da vizinhança de Tiro. como se possuísse pro­ em que Cristo curara os endemoniados de priedades curativas. com o cego de Betsaida surdo e gago. A respeito da região à qual Marcos se refere. Ambos os distritos eram gráfico. O homem afligido não deve ter ido por sua própria von­ exemplos do uso de saliva por médicos e tade. pois. Pôs-lhe os dedos. “uma gentílica”. Evidências textuais favorecem encantamentos de mágicos pagãos. “falava desembaraçadamente” (v. Saliva. 228. embora necessariamente uma pessoa grega por não perfeitamente. venturada condição. 399). usado aqui em refe­ a única ocasião de cura em que Jesus ergueu rência ao sentido da audição (ver com. por isso. por consequência. “intro­ (cf. Surdo. Terras. Literalmente. também gago tal do lago. não antes de ser curado ele podia falar. Literalmente. Erguendo os olhos ao céu. de Mt (ver com. Isso sugere que 15:21-28. De novo. Mas não há uma razão por que Jesus aqui escolheu curar dessa Gadara. com nitidez pode ter resultado de sua surdez. Este homem não era absoluta­ 24. de seus corpos para conduzido a Jesus. 404). quando curado. Decápolis era a região os de seus pacientes. como resul­ são à ignorância e ao embotamento da per­ cepção do homem. Comentário principal: Mt]. 218. ver com. 26. gesto tenha sido simplesmente uma conces­ de Mc 5:19. “Se retirou”. 32). parece provável que da qual Cristo. 31. A literatura antiga preserva 32. Decápolis. “fronteiras”. Alguns acham que esse samente sua comissão de contar aos vizi­ nhos pagãos a respeito de Jesus (ver com. significa que. p. independente de tado do trabalho desses outrora endemonia­ dos é que os amigos do surdo decidiram qual tenha sido o motivo. Então. Ver mapa. Assim DTN. p. p. Jesus procurou transmitir ao homem aflito a ideia antes de Se dirigir a leste e ao sul na dire­ de que Ele estava interessado em sua des­ ção de Decápolis (cf. Ele fizera isto na alimentação Lc 1:22). [A mulher siro-fenícia. Sidom. p. Provavelmente pros­ Tocou a língua. Jesus foi mais longe em direção ao norte. 136) a leitura “através de Sidom”. Isto é. sobre milagres. Talvez Mt 15:21. Levantando-se. Esta é “insensível". 20). Grega. Cristo tocou ambos os órgãos que tinham necessidade de cura. 204-210]. de Mt 4:25) e. O homem não era apenas seguindo para o sul ao longo da costa orien­ surdo.] à parte. aqui. DTN. kõ-phos. mais tarde. ver com. literalmente.7:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 626 Gago. Rm 1:16. mas. Tirando-o [. partiu dali. Mc 7:24-30 = Mt mente mudo.. Possivelmente. Mateus não diz nada sobre a rota Jesus tenha levado o surdo à parte pelo fato seguida por Jesus na viagem de regresso da de o procedimento seguido na cura ser incomum. 35). de o olhar ao céu. “mouco”. 34. de esse homem também fosse um gentio. Sua incapacidade de falar descendência ou nascimento (cf. 34. Mc 7:31-37. Tem-se sugerido que. pela multidão precipitada e interpretado como uma forma de mágica semelhante aos significa “território”. (ver Mc 8:22-26). Ver p. Betsaida (ver Mc 8:22-26). Mas. Assim. o procedimento seguido se assemelha ao da cura do cego de levá-lo a Cristo.. do v. Pela fé de seus amigos ele fora capaz de transmitir cura. 4:25. Do gr. 33. < Mar da Galileia. Se retirou. que haviam cumprido fiel c zelo­ maneira incomum. Lhe trouxeram. o que poderia ser mal compreendido Fenícia. por este gesto. uma vez que não tinha ouvido falar curandeiros que acreditavam que isso era de Cristo. [A cura de um como fez. basicamente povoados por pagãos (ver com. o que duziu os dedos” nos ouvidos do homem.

seria repetido ali de forma ampla. Do gr. de Mc 1: 44).DTN. mas de forma embaraçada. WHITE 11 . na fraqueza daquela pessoa. 397. 395-398 7-PJ. Quanto mais. 36. Como as pessoas comuns da Galileia. 37. retamente”. na ocasião desta cura. orthõs. necessa­ riamente. mas uma expressão da despertar a espectativa popular de que o reação do próprio Jesus como ser humano ao ministério do qual. muito tinham sofrimento e fraqueza das pessoas (ver com. Mc 5:43. Do gr. embora isso não seja descartado. etc. outras que levavam vidas sem sentido. xes (ver Mc 6:41). a fim de tornar claro (ver Mt 8:4. sem dúvida. de Mc 12:37). a própria palavra que Jesus usou na tra a profunda impressão causada pelos mila­ gres. Jesus os honrou. 19 685 24-36 . ver com. “amarra" mente bem. Mas. eles manter silêncio a respeito desses gran­ aos ouvidos do homem e à restauração de des eventos testemunhados na história de sua audição. até então. Nesta região que a cura viria somente pelo poder divino. PE. 12:16. 17:9. O contraste entre o Efatá! Uma expressão aramaica preser­ pedido de Jesus e a reação das pessoas mos­ vada por Marcos (ver com. Do gr.dificuldade. 9:30.7:37 MARCOS dos 5 mil. isto implica que o homem era COMENTÁRIOS DE ELLEN G. onde encontrou ções humanos à mensagem que Ele trans­ mitia. ordenou isso muitas vezes àqueles a quem Aparentemente. 404 627 1-23 . desmos. 408 13-T7. Tudo Ele tem feito esplendida35. o obje­ foram realizados milagres incomuns de cura tivo do gesto era dirigir os pensamentos do surdo a Deus e ao céu. 287 24-30-AA. naturalmente. Certamente seria muito difícil para ocasião. “perfeitamente” ou “cor­ com prazer” (ver com. e. Ele viu uma Os pagãos também não estavam preparados para compreender a verdadeira natureza da imagem enternecedora da surdez dos cora­ mensagem de Cristo. Este foi o veredito dos pagãos ou “atadura”. Desembaraçadamente. 110.DTN. Jesus cessória por Seus discípulos (cf. 396 . Referindo-se. Na surdez do homem. cf. de Mc 5:41). 399-403 26-30-GC. os pagãos O “ouvia[mj “continuamente”. dejo 1:14). maica para benefício de seus leitores. Marcos traduz a expressão ara­ Israel. Esses eventos evidenciavam a divin­ dade de Cristo. Ele viu gentios que deram provas de grande fé. Abre-te. Suspirou. Isso não significa. A ninguém o dissessem.DTN. de Mc 5:20). Isto não foi parte da comunicação o silêncio pode ter sido o desejo de evitar com o homem afligido. na ressurreição de Lázaro a ponto de ser compreendido apenas com (ver Jo 11:41) e no momento da oração inter. 124 9-12-DTN.DTN. 515 31-37 . ouvido. (ver com. um defeito no órgão da fala do que aprenderam algo sobre Jesus por inter­ médio dos dois ex-endemoniados de Gadara homem. Empecilho.. stenazõ. jo 17:1). “suspirar” ou predominantemente gentílica a razão para “gemer”. quando abençoou os pães e os pei­ capaz de falar.

desfalecerão pelo caminho. e não tendo eles o que comer. levou-o mente com Seus discípulos. 3 Se Eu os despedir para suas casas. novamente lhe pôs as mãos nos ração um sinal? Em verdade vos digo que a esta olhos. aben­ 20 E de quando parti os sete pães para os qua­ çoando-os. 10 Logo a seguir. perguntou-lhe: Vês alguma coisa? 11 E. 27 Ele confessa ser o Cristo que deveria sofrer e ressuscitar e 34 aconselha a ter paciência frente à perseguição por professar o evangelho. 17 Jesus. Vejo os homens. comendando-lhe: Não entres na aldeia. recobrando a vista. ficou res­ geração não se lhe dará sinal algum. pediram-Lhe um 24 Este. e alguns deles temos pão. c dos pedaços res­ 21 Ao que lhes disse Jesus: Não compreen­ tantes recolheram sete cestos. porém. tendo embarcado junta­ 23 Jesus. tomando o cego pela mão. olhos e impondo-lhe as mãos. 2 Tenho compaixão desta gente. 14 admoesta Seus discípulos a tomar cuidado com o fermento dos fariseus e de Herodes e 22 devolve a visão a um homem cego. deis ainda? 9 Eram cerca de quatro mil homens. quantos cestos cheios de pedaços re­ os distribuíssem. 10 Ele Se recusa a dar um sinal aos fariseus. não vedes? E.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Capítulo 8 I Cristo ali menta as pessoas milagrosa mente. quantos cestos cheios de pedaços reco­ distribuídos. lhestes? Responderam: Sete! 8 Comeram c se fartaram. lhes perguntou: Por 4 Mas os Seus discípulos lhe responderam: que discorreis sobre o não terdes pão? Ainda não Donde poderá alguém fartá-los de pão neste deserto?considerastes. chegaram a Betsaida. espírito um gemido e disse: Por que pede esta ge­ 25 Então. e Lhe trouxe­ Jesus os despediu. Então. deixando-os. 1 Naqueles dias. aplicando-lhe saliva aos giões de Dalmanuta. e os deu a Seus discípulos. tentando-O. no barco. e. e tudo distinguia de modo perfeito. partiu para as re­ para fora da aldeia e. de levar pães e. para que estes cinco mil. percebendo-o. saindo os fariseus. tabelecido. 13 E. repartindo entre o povo. respondeu: sinal do céu. tornou a embarcar e foi 26 E mandou-o Jesus embora para casa. partiu-os. vieram de longe. e ele. porque há 15 Preveniu-os Jesus. tomando os sete pães. colhestes? Responderam eles: Doze! 7 Tinham também alguns peixinhos. quando outra vez se reuniu 14 Ora. 686 . arrancou do íntimo do Seu andando. dizendo: Vede. to de Herodes. 22 Então. e. aconteceu que eles se esqueceram grande multidão. puseram-se a dis­ cutir com Ele. ram um cego. re­ para o outro lado. não ouvis? Não vos lembrais E. porque como árvores os vejo. nem compreendestes? Tendes o 5 E Jesus lhes perguntou: Quantos pães ten­ coração endurecido? des? Responderam eles: Sete. 6 Ordenou ao povo que se assentasse no chão. em 16 E eles discorriam entre si: E que não jejum. passando a ver claramente. 12 Jesus. tendo ouvidos. 18Tendo olhos. guar­ três dias que permanecem comigo e não têm o dai-vos do fermento dos fariseus e do fermen­ que comer. rogando-Lhe que o tocasse. mandou que estes igualmente fossem tro mil. após ter dado 19 de quando parti os cinco pães para os graças. não tinham consigo chamou Jesus os discípulos e lhes disse: senão um só.

[Os fariseus pedem um sinal do céu. fitando os Seus discípulos. ver p. mas outros: Algum dos profetas. quando vier na glória de Seu Pai com os santos anjos. Pedro Lhe disse: Tu és o Cristo. outros: Elias. começou a reprová-Lo. 228.Mt 15:32-39. pois. Ou seja. perguntou-lhes: Quem dizem os ho­ mens que sou Eu? 28 E responderam: João Batista. de Mt 16:1. de Mt 16:9. a si mesmo se negue. como se laia a respeito da influência. pelos mesmos moti­ vos que levaram a Sua retirada para a 628 27 Então. convocando a multidão e juntamente os Seus discípulos. particularmente seu mundanismo e caráter irresoluto (ver com. 15. quem di­ zeis que Eu sou? Respondendo. 34 Então. e gráfico. 5. 204-210]. salvar a sua vida per­ dê-la-á. 14. e. e quem perder a vida por causa de Mim e do evangelho salvá-la-á. 30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dis­ sessem tal coisa a Seu respeito. Portanto. 136) a variante “de novo”. tome a sua cruz c siga-Mc. continuaram o caminho rumo a Cesareia de Filipe (ver Mc 8:27. [A segunda multi­ plicação de pães e peixes. mais uma vez. I. e eles transmitiam as diretrizes dele para a nação judaica.MARCOS 33 Jesus. Para chegar a Betsaida (ver com. Mc 8:22-26. Um só. II. Então. depois deste incidente. Outro detalhe mencionado apenas por Marcos. |ü fermento dos fariseus e o de Herodes. Uma vez que os saduceus procuravam o favor do poder domi­ nante e eram apegados às coisas mundanas (ver p. p. Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus. Jesus e os discípu­ los tinham acabado de chegar de Magdala (ver com. as infor­ mações usadas em Mateus e Marcos são intercambiáveis. p. indireta­ mente. a má influencia de Herodes. Evidências textuais favore­ cem (cf. Fermento de Herodes. começou Ele a ensinar-Lhes que era necessário que o Filho do Homem sofres► se muitas coisas. porém. Mc 8:11-13 = Mt 16:1-4. Comentário principal: Mt]. sobre os mila­ gres. de Mt 16:13). 687 . pelos principais sacerdotes e pelos escribas. de Mt 11:21). A passagem paralela em Mateus 16:6 menciona os saduceus em vez de Herodes. Outra vez. 36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Que daria um homem em troca de sua alma? 38 Porque qualquer que. disse-lhes: Se alguém quer vir após Mim. fosse morto e que. Jesus deixou a Galileia. repreendeu a Pedro e disse: Arreda. 40). Um detalhe mencionado apenas por Marcos. Suspirando profundamente (ARC). voltou-Se e. ressus­ citasse. se envergonhar de Mim e das Minhas palavras. também o Filho do Homem Se envergonhará dele. Jesus e os Seus discípulos parti­ ram para as aldeias de Cesareia de Filipe. no caminho. 12. 29 Então. p. Ver mapa. chamando-O à parte. de Mt 15:32). e sim das dos homens. Mc 7:34). 32 E isto Ele expunha claramente. ver com. 218. lhes perguntou: Mas vós. Comentário principal: Mt]. nesta geração adúl­ tera c pecadora. 35 Quem quiser. 31 Então. 22. seus principais interesses esta­ vam estreitamente identificados com os de Herodes. Isto sugere que aqui se faz referencia. Saindo os fariseus. Mc 8:1-10 . [A cura de um cego em Betsaida. depois de três dias. de Mt 13:33. 16:6). chegaram.) e. à alimentação dos 5 mil (ver com. fosse rejeitado pelos anciãos. Me 8:14-21 = Mt 16:512]. Naqueles dias. Jesus estava decepcionado com a lentidão do povo para compreender a verdade espiritual (ver com. Mas Pedro.

Ou. Jesus e os Seus discípulos par­ tiram.] se envergonhar. 24. 688 . [O discípulo de Jesus deve levar a sua cruz. talvez judeus moradores da região que tinham ouvido falar dEle (ver com. 136) a leitura ddaugõs. Ver com. Levou-o para fora. do v. Rm 1:16. Ver com. “muito brilhante”. 63). mas que discutiu o assunto com eles abertamente. “abertamente” ou “sem reservas”. deve-se notar que. de Mt 10:32. Multidão. Na aldeia. 32. naquele momento. Mc 8:34—9:1 = Mt 16:24-28 = Lc 9:23-27]. [Jesus prediz Sua morte e ressurreição. de Mc 1:1. 24). quando a visão foi parcialmente restaurada ao homem. Mc 8:31-33 = Mt 16:21-23 = Lc 9:22]. do v. Do gr. 35. Aqui. 23. 12:39.. da qual o evento seguinte. foi uma demonstração em miniatura (ver com. cf. O milagre realizado nesta ocasião se assemelha em muitos aspectos ao operado em favor do surdo em Decápolis. de Mt 16:21. 22). na maioria dos casos.. 26. do v. Uma referência à segunda vinda de Cristo (ver com. Não há uma razão evidente para o uso deste método. No entanto. de Mc 7:33. Essa restrição se destinava a impedir que a notícia do mila­ gre se espalhasse e.. “à distância e claramente”. Claramente. Evangelho. Marcos não quis dizer que Jesus fez um anúncio público do ensi­ namento que. ► Tudo. a transfiguração. Apenas Marcos relata este detalhe da histó­ ria. Betsaida (ver com. em grande medida. “a todos” (ARC). isto é. Como também no caso do surdo de Decápolis (ver com. 26) e (2) ajudar o cego a se concentrar e com­ preender o que Cristo estava prestes a fazer por ele (cf. Ver com. não muito tempo antes (ver com. Novamente lhe pôs as mãos. Ver com. E Lhe trouxeram. de Mt 25:31). do v. de Mc 7:32). [A confissão de Pedro. 38. 7:33). de Mc 7:31-37). de Mt 15:21. do v. 16:13). sua fé aumentou e ele estava pronto a acredi­ tar que Jesus poderia curá-lo completamente (ver com. Jesus parece ter realizado comparativamente pou­ cos milagres durante Seu ministério público e. “radiante” ou “em plena luz”. Jesus Se identifica com Sua men­ sagem (ver Jo 6:51. literal­ mente. Ver com. Os homens [. 27. de Mc 5:37. Vês alguma coisa? Esta é a única oca­ sião registrada em que Jesus fez esta pergunta que deve ter sido feita com o objetivo de for­ talecer a fé do homem (ver com. 22). além dos discípulos regu­ lares. apresentou aos discípulos. Claramente. Outro detalhe desta ocasião mencionado apenas por Marcos (ver com. Geração adúltera e pecadora..COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 629 Fenícia algumas semanas antes (ver com. têlaugõs. p. Mc 8:27-30 = Mt 16:13-20 = Lc 9:18-21].] como árvores. 31. na qual Jesus lhe disse para não entrar. Qualquer que [. de Mt 11:16. Começou Ele a ensinar-lhes. de Mt 16:24). Evidências textuais favorecem (cf. 25. Devia haver outros com Jesus. auxiliaria Jesus em Sua intenção de garantir a discrição (ver com. Na glória. 23). Isto é. Ele estava cercado por pessoas. de Mt 16:28). pagãs. 8:23. a casa do homem não era nesta cidade. Provavelmente havia pelo menos duas razões para isto: (1) evitar a publicidade (ver com. 35). 40. Ou seja. 34. Comentário principal: Mt. Aparentemente. do v. assim. com. Este é o único caso registrado em que Jesus realizou a cura em duas etapas.

ro. trouxe-Te o meu filho. tomou Jesus consigo a os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Pedro. Ed. por terra. 593. 6 Pois não sabia o que dizer. Tl. 418 27-38 . porém. Ev. e eles não puderam. onde quer que o apanha. 7 A seguir. 689 . como nenhum lavane será aviltado? deiro na terra as poderia alvejar.Ev. 17 E um. 209 36 . 511. T4. senão Jesus. está es­ 3 as Suas vestes tornaram-se resplandecen­ crito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito tes e sobremodo brancas. 53 36. T2. 205 34 . 78 38 . Roguei a Teus discípulos que o expe­ se dentre os mortos. e fi­ 4 Apareceu-lhes Elias com Moisés. pergun­ que. 406. a um 12 Então. 213.escribas discutiam com eles. PJ.HR. ordenou-lhes Jesus 18 c este. 274. T4. Foi transfigurado diante deles. rilha os dentes c vai de­ até o dia em que o Filho do Homem ressuscitas­ finhando. outra. T5. 178. ao ver Jesus. a Ele ouvi. bom é estarmos aqui e que façamos três tendas: los. 46. e dela uma voz dizia: Este é o Meu Filho que discutíeis com eles? amado. 521. 462 27-DTN.CS. vindo primei­ alto monte. 594. 559. como a seu vam falando com Jesus. T3. PJ. mais viram com eles. Ev. 30 prediz Sua morte e ressurreição. lissem. disse: Mes­ 14 Quando eles se aproximaram dos discípu­ tre. alguns há que.DTN. veio uma nuvem que os envol16 Então. 590. viram numerosa multidão ao redor e que os uma será Tua. Ele lhes disse: Elias. correu para Ele e O saudava. restaurará todas as coisas. to­ aterrados. 706. CS. 217.DTN. passarão pela morte até que tre os mortos. 14 expulsa um espírito surdo-mudo. 588 Capítulo 9 2 Jesus é transfigurado. a ninguém Mestre. 13 Eu. FEC. 90. T2. e esta­ zeram com ele tudo o que quiseram. respondeu: 8 E. 630 1 Dizia-lhes ainda: Em verdade vos afirmo 10 Eles guardaram a recomendação. dos que aqui se encontram. como. 74. T8. 250. 84. 11 Ele instrui os discípulos sobre a vinda de Elias. T6. respeito está escrito. 98. 374. 33 exorta os discíptáos à humildade e 38 ordena-lhes a não proibir quem não é contra eles nem ofender a qualquer dos fiéis. vejam ter chegado com poder o reino de Deus. 5 Então. 267. para Elias. MS. Tiago e João e levou-os sós. 464 24 . 366. lança-o que não divulgassem as coisas que tinham visto. por estarem eles 15 E logo toda a multidão. vos digo que Elias já veio. possesso de um espírito mudo. de relance. e outra. 37-CG. olhando ao redor.DTN. 11E interrogaram-No. 145.AA. 329. 410-418 31 . Tl. dizendo: Por que dizem 2 Seis dias depois. 9 Ao descerem do monte. CM. pois.MARCOS 9:1 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. CM. PR. 407 18 -T5. 405-409 12-DTN. 422. e ele espuma. à parte. tando uns aos outros que seria o ressuscitar den­ de maneira nenhuma. WHITE 1-21 . tomando a palavra. Pedro. dentre a multidão. 632. Ele interpelou os escribas: Que é ► veu. mada de surpresa. 59. para Moisés.

20 E trouxeram-Lho. mas ao que Me enviou. tomando-a nos braços. porque. respondeu. seres lançado no inferno 46 onde não lhes morre o verme. 39 Mas Jesus respondeu: Não lho proibais. 22 c muitas vezes o tem lançado no fogo e na água. em Meu nome. e fosse lançado no mar. dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo. tendo partido dali. em Teu nome. 24 E imediatamente o pai do menino excla­ mou com lágrimas: Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé! 25 Vendo Jesus que a multidão concorria. porque ninguém há que faça milagre em Meu nome e. 27 Mas Jesus. é me­ lhor entrares na vida aleijado do que. é melhor entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que. se um dos teus olhos te faz tropeçar. a ponto de muitos dizerem: Morreu. ressuscitará. passavam pela Galileia. ires para o inferno. o espírito imediatamente o agitou com violência. colocou-a no meio deles e. 42 E quem fizer tropeçar a um destes peque­ ninos crentes. nem o fogo se apaga. tendo os dois pés. o ergueu. corta-a. tendo as duas mãos. se teu pé te faz tropeçar. clamando c agitando-o muito. cm verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão. Jesus lhes disse: Ó geração incré­ dula. melhor lhe fora que se lhe pendu­ rasse ao pescoço uma grande pedra de moinho. mas. ate quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-Mo. interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? 34 Mas eles guardaram silêncio. assentando-se. expelia demônios. corta-o. porque sois de Cristo. não compreendiam isto e temiam interrogá-Lo. 31 porque ensinava os Seus discípulos c lhes dizia: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens. chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro. como lhe restaurar o sabor? Tende sal em vós mesmos e paz uns com os outros. 26 E ele. e ele se levantou. o qual não nos segue. pois é melhor entrares maneta na vida do que. 28 Quando entrou cm casa. 30 E. tomando-o pela mão. porque não se­ guia conosco. 33 Tendo eles partido para Cafarnaum. Eu te ordeno: Sai deste jovem c nunca mais tornes a ele. 35 E Ele. para o fogo inextinguível 44 onde não lhes morre o verme. repreendeu o espírito imundo. vimos um homem que. tendo os dois seres lançado no inferno. 38 Disse-lhe João: Mestre. saiu. não recebe a Mim. se Tu podes alguma coisa. se o sal vier a tornar-se insípido. 40 Pois quem não é contra nós é por nós. 50 Bom é o sal. e nós lho proibimos.9:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENT!STA 19 Então. possa falar mal de Mim. 48 onde não lhes morre o verme. haviam discutido entre si sobre quem era o maior. peio caminho. disse-lhes: 37 Qualquer que receber uma criança. se tua mão te faz tropeçar. e qualquer que a Mim Me receber. e O matarão. deixando-o como se estivesse morto. três dias depois da Sua morte. tal como esta. 41 Porquanto. os Seus discípu­ los Lhe perguntaram em particular: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 29 Respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum. quando ele viu a Jesus. mas. logo a seguir. . para o matar. 47 E. 21 Perguntou Jesus ao pai do menino: Há quanto tempo isto lhe sucede? Desde a inlância. nem o fogo se apaga. caindo ele por terra. contudo. ar­ ranca-o. e não queria que ninguém o soubesse. a Mim Mc recebe. 36 Trazendo uma criança. nem o fogo se apaga. e. revolvia-se espumando. mas. será o último e servo de todos. 49 Porque cada um será salgado com fogo. es­ tando Ele em casa. aquele que vos der de beber um copo de água. tem compaixão de nós e ajuda-nos. 23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê. 43 E. em Meu nome. 32 Eles. 45 E.

16. DTN. Evidências tex­ tuais favorecem (cf. Está escrito. [A cura de um jovem possesso. Ressuscitar dentre os mortos. Mc 9:9-13 = Mt 17:9-13]. a planície de Genesaré (ver com. os discípulos ficaram impressionados com a declaração de Cristo de que ressuscitaria dos mortos. DTN. Isso deu ao pai do pobre rapaz endemoniado a oportunidade de apresentar seu pedido pessoalmente. dentre a multidão. Ao descerem. Sem dúvida. Comentário principal: Mc. 17. Um. [A vinda de Elias. seja melhor explicada como a reação da multidão diante dos traços de gló­ ria que sem dúvida permaneceram na face « dos que testemunharam a transfiguração (cf. de Mc 2:19. Ele interpelou os escribas. p. 12. de Mc 7:1. o clima tenso que prevalecia e que era derivado da própria presença dos escribas tornou evi­ dente que eles estiveram ridicularizando os nove discípulos. Este detalhe é mencionado apenas por Marcos. ao final do cap. cf. 427). como o faz a ARA. Uma vez que eles foram silenciados e contrariados por Jesus quando se esforçaram por desacreditáLo anteriormente. pos­ sivelmente. Tomada de surpresa. Mt 16:1). de Lc 4:19). 427). gráfico. Jesus e os três discípulos desceram do monte até a planície logo abaixo. Quando eles se aproximaram. mais propriamente. Is 53. Como em outras ocasiões. Provavelmente esse monte. 15. Seis dias depois. A atitude dos escribas era hostil. Ver p. Mt 16:1-4. de Mt 17:1). Os discípulos estavam confusos quanto à rela­ ção que tal evento poderia ter com Aquele a quem eles consideravam ser o Messias. eles atacavam Jesus por meio de Seus discípulos (ver Mc 2:16. eles os interrogavam. Ou. eles procuravam expor Jesus e os discípulos como impostores. 136) a omissão destas palavras. Jesus usa aqui a designação familiar pela qual Ele frequen­ temente Se referia a Si mesmo (ver com. Ou. Os escri­ bas podem ter sido alguns dos que “vieram de Jerusalém” com o objetivo de desviar a atenção das pessoas de Jesus e apresentar um relatório sobre o que Ele dizia e fazia (ver com. DTN. Alguns. como o contexto deixa claro. 43. não ficava longe dc uma ou de outra dessas “planícies” (ver com. 18. Filho do Homem. 426). Qualquer uma das duas “planícies” galileias mencionadas na Bíblia. 3. 24. A razão da surpresa com a aproximação de Jesus. 691 632 1. os escribas se retiraram do debate (ver com. Este primeiro versículo per­ tence. de Mt 1:1. eles não podiam com­ preender a ideia de um Messias sofredor. Mc 9:14-29 = Mt 17:14-21 = Lc 9:37-43a. Mc 9:2-13 = Mt 17:1-13 = Lc 9:28-36. No entanto. cujo nome não é mencionado.MARCOS de Esdraclom. Nesta ocasião. Discutiam com eles. p. 2. Mt 16:28. Lc 9:27). Os escribas podem ter ficado em silêncio ao Jesus Se aproximar. 228. DTN. é considerada uma área pro­ vável como adjacente ao monte da transfi­ guração. Ou seja. Guardaram a recomendação. 7:11-13. sobre os milagres. 204-210]. onde os outros nove os aguardavam (ver Lc 9:37. “branquear”. [A transfigura­ ção. 8 (cf. de Lc 5:1) ou o vale 9:17 . Ainda estavam cegos pelo conceito popular do Messias como poderoso conquistador (ver com. “tratado com escárnio”. Alvejar. 218. etc.. Êx 34:29-35. cf. Ver SI 22. Apesar de eles perderem muito do que pode­ riam ter aprendido com aquela experiência. 7:5). No dia seguinte à transfiguração. Ver mapa. 10. Aviltado. 427). explo­ rando o fato de que ali estava um demônio diante do qual os discípulos eram impoten­ tes (cf. de Lc 24:26. Como a neve (ARC). p. 9. ver p. Escribas. Mc 2:10). Comentário principal: Mt]. 14. ver com.

Lucas 9:38 diz que o pai pergunta específica sobre os antecedentes pediu a Jesus para “ver” seu filho. ou um estágio por essa razão. 136) o acréscimo das palavras mente usada para descrever doenças que a “expulsá-lo” (comparar a experiência dos dis­ habilidade humana era incapaz de aliviar. Ver com. O menino no. A consequência desapareceria com que. 18). No grego. E\e tenha recorrido ao pai para uma descrição da exame médico. passou a efe­ observações. O caso era crônico e. ver Nota Adicional a Marcos 1. Mas Ele dade e evitar despertar o entusiasmo ao qual Ele não pretendia satisfazer (ver com. da condição física do rapaz. Repreendeu o espírito imundo. Agitando-o muito. A evidência textual são “sofre muito” (ver Mt 17:15) era geral­ apoia (cf. Do gr. 22. O de­ vam “descrentes”. No texto grego. “suportar” ou pode ter permitido a manifestação linal do “tolerar”. pode ser que Jesus procurou Se desvencilhar da publici­ o Salvador os tivesse em mente. xêrainõ ter sido por essa razão que Cristo permi­ é usado para a grama seca. caso registrado em que Jesus fez uma 692 . Incrédula.]? Estas palavras suge­ rem que Jesus. não desejava censurá-los em público. era da doença em que o corpo do rapaz ficava mais difícil de lidar. do v. condição do menino (ver com.. Hb 3:17-19). Literalmente. cípulos com a de Ceazi. a fim de que os obser­ vadores fossem pelo menos sensíveis à grave demoníaca. garoto. Jesus Sofrerei. quanto mais a multidão! mônio tinha causado a limitação física do Até quando [. fala como um ser divino. de Mc 9:29). 26). Moisés teve a mesma experiência poder do demônio para que o contraste com Israel no deserto (ver Nm 20:10). aqui. principal mente. Isto é. pois a 25. sobre Israel no tempo de Moisés. por­ tanto. temporariamente. O pai faz do caso do filho o crente” (comparar com a avaliação de Deus seu próprio (cf. ver Nm 24. 26. evidente. entre a condição lamentável do menino e < 20. tiu que o espírito convulsionasse o menino estivesse descrevendo a piora progressiva quando saiu dele (ver com.]? Este é o único estava completamente exausto pela violência do espasmo que se manifestara nele. Talvez o pai. No entanto. Mt 15:22. Revolvia-se. Eles não puderam. “o con­ dição humana. de Mc 1:40. de Jo 4:43-54). Não é provável que Jesus teria levado o filho se já não possuísse certa Se referisse ao pai do menino possuído pelo medida de fé (cf. Vai definhando. portanto. com. Pode “secar” ou “debilitar”. em 2Rs 4:31). Isto é.. do v. estavam em mento do ministério público. Este incidente provavel­ fé do pai não era o único obstáculo no cami­ nho da cura de seu filho. do ponto de vista humano. 25). Multidão. demônio quando disse estas palavras. Há quanto tempo [. Minha falta de fé. O pai não 14:27. Se Tu podes alguma coisa. Uma vez que os pró­ mente ocorreu durante o período de encerra­ prios discípulos.. O rapaz a condição de libertado ficasse ainda mais estava em situação lamentável. Sobre a possessão doença e seus efeitos. xêrainõ.9:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 633 Trouxe-Te.. Jesus. aqui. vulsionou” ou “agitou-o intensamente”. Suas razões para esta era uma expressão comum para um fazer isto não são claras. 21. Perguntou Jesus ao pai do meni­ Como se estivesse morto. durante o qual falta (ver com. se os discípulos esta­ tuar a cura sem demora. Para o matar. “rolava-se”. a expres­ enrijecido. Detalhe registrado apenas por Marcos. Ou. Em Tiago 1:11. p. de alguém que Ele curou. Um espírito mudo. 19. 18. “sem fé” ou "des­ Ajuda-nos. estava em meio à con­ a causa (ver Lc 9:42). Possivelmente. não faria deles o objeto imediato de Suas de Mt 15:21).

MARCOS 9:31 27. quando Jesus lhes por seu intermédio. evitando cidades e aldeias atribuído o desamparo dos nove discípulos que tinham testemunhado Seus milagres a um suposto poder superior daquele demô­ meses antes. 2:1). Tiago e João. e. Jesus prediz a Sua morte e ressurreição. a casa de Pedro. com espírito de ocasiões específicas. Não havia dúvida deles tornou impossível que Deus operasse sobre outras ocasiões. se o círculo de fiéis estivesse necessitado Senão por meio de oração. de pelo menos três nimos e queixas pessoais. 431). conforme indi­ E jejum. de Mc 1:29. A condição mental e espiritual de Mt 16:21. Filho do Homem. em Cafarnaum (ver de 30 d. e uma multidão se reuniria. a chegada dela interromperia a impor­ ceira viagem pela Galileia (ver Mc 6:13). Mesmo os sos (cf. Em casa. um lar temporário da crucifixão. 23 = Lc 9:43b-45. p. então. tomando-o. de Mt 6:16. DTN. Cristo não de percepção espiritual. haviam expulsado demônios durante a ter­ Assim. de Mt 17:24). Esta expressão em portu­ (ver com. o toque de Jesus (ver com. Eles tante instrução que Ele procurava transmitir não entendiam por que o poder que Jesus aos discípulos. essas mensagens. a notícia logo Por que não pudemos [. 432). mas de uma vida impulsio­ 31. [De novo e para cá na Galileia (ver com. Ele continuou a ensi­ os nove discípulos haviam dado lugar a desâ­ nar. O verdadeiro problema. Talvez por um Mc 5:27). 29. Ensinava. cerca de sete ou oito meses antes com. p.. a partir da planície ao lado do monte Três dias depois. Jesus. de Mc 9:30. restabeleceu a força do jovem (ver com... ver mentos e da morte iminentes (cf. em que Jesus falou ciúmes devido ao favor mostrado a seus com­ aos discípulos claramente acerca dos sofri­ panheiros ausentes (Pedro. possivel­ vários dias durante a última parte do verão mente. entre a sós com os discípulos. não estava no poder do demônio. do v. ensinando”. “Ele estava nada pela oração. ção momentânea. Literalmente. cf. muito tempo numa localidade. mas gralmente a instrução que Ele tinha para eles na impotência espiritual dos discípulos. Esta jornada secreta guês indica que esta era uma casa particular pela Galileia. com.]? Os doze se espalharia. isto é. Contornando cidades e vilas. 218]. DTN. onde Jesus curou o menino tinha deixado e. Ver com. Ou seja. Se Jesus permanecesse por na Galileia (cf. de Mt 1:1. 693 . O demônio o da transfiguração. E tendo partido dali. Durante a transfiguração. nio. a fim de transmitir colchetes na ARA (ver com. Mc 9:30-32 = Mt 17:22. 246-248. de Passavam pela Galileia. Esta é a segunda. provavelmente. 14). Comentário principal: Mc. 427). Jesus pode ter lhes concedera tinha sido tirado deles. A intenção de estar a omissão (cf. Ele não estava falando da ora­ para dizer naquele momento. 136) desta palavra. tenha tomado que Cristo considerava como Sua. p. Ver com. DTN. afirmando que a autoridade de Jesus seria uma forma eficaz de evitar que as pes­ estava limitada a demônios menos podero­ soas soubessem de Seu paradeiro. Esta casta. Por essa razão. Ver mapa. sigilo com que Jesus então andava para lá 30. discípulos não conseguiriam aproveitar inte­ porém.C. passado de um lugar para outro na Galileia. caminho sinuoso que levava até Cafarnaum 28. as pessoas comuns se referia à oração feita em relação à expulsão não se beneficiariam com o que Cristo tinha de demônios. dera instrução semelhante. Os escribas tinham provavelmente. Mc 2:10. 20:17-19). DTN. aparentemente explica o Mc 2:18). A evidência textual favorece cado em Mateus 16:21. 432). para Jesus durante o restante de Sua estada Não queria.

de Mt 5:43). dá provas de de Le 9:45). Do gr. Literal­ e seu irmão Tiago tinham dirigido a alguém mente. No momento em que uma guagem simples (ver com. Vimos um. 50]. Jesus dois irmãos haviam saído juntos (ver com. O maior é aquele que eles estavam “muito tristes” (NTLH). Servo. assumisse o poder (ver com. isto é. Discutido. no sentido comum da palavra. afinal. de 33. reconheci­ Todos esperavam prontamente que o Senhor dos por Jesus. ver com. Essas observações levaram João a conside­ sobre o discurso.9:32 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 634 Esqueceram-se de que a verdadeira gran­ 32.tado voluntariamente. dialegomai. Ver com. Temiam interrogá-Lo. DTN. Mc 9:33-37 = Mt 18:1-5 = Jo 12:44. e gráfico. 45. 44. ama mais a Deus c aos semelhantes e que melhor os serve. do v. 23). p. De acordo com Mateus 17:23. de Mt 16:22. O verdadeiro amor (ver com. de Lc 4:19). [Jesus ensina Lc 9:46-48. O qual não nos segue.] não compreendiam. 23). diakonos é comumente (cf. pessoa se propõe a ser grande.. Mc 10:43. os dis­ cípulos ainda não compreendiam (ver com. que atende às necessidades dos outros e Eles esperavam que. de Mt 16:22. 417. 38. Partido para Cafarnaum. 694 . se tar serviço a Deus e aos semelhantes. Eles [. ver com. Mc 9:38-41 = Lc as circunstâncias cm que este regresso a 9:49. “eles permaneceram em silêncio”. No NT. Do gr. DTN. “muito angustiados”. doidos. Aqui. com. Cafarnaum ocorreu e para uma compara­ ção entre os relatos de Marcos e de Mateus mas de comentar observações anteriores. Não se tratava doze desejava ser o “primeiro” no reino. de um dos discípulos regulares. ou “eles continuaram em silêncio”. O fato de o incidente aqui mente eles se recusavam a responder à per­ referido envolver apenas João e Tiago sugere a gunta de Jesus (v. 37. Mc 3:14). Essa gina a palavra portuguesa “diácono” (ver ideia era um desafio às suas opiniões precon­ Fp 1:1. Lc 22:24-26). Quer ser o primeiro. iTs 3:2). 31). de Lc 4:19). permaneceram consiste em dar amor e não em exigi-lo (ver em silêncio. de Mt 18:1). Não recebe a Mim. quando os ou “disputar”. Cristo reinaria pode ser um “escravo" ou uma pessoa livre. Ver mapa. 415.. do qual se ori­ aceitar ser necessário que o Messias sofresse e morresse (ver com. 35. de Mateus 18:1. [O maior no reino dos céus. chega ao centro do problema. Apesar de tudo que Jesus tinha dito. rar como inapropriada a repreensão que ele 34. Ef 3:7. 228]. Cientes de que usado para um “ministro” do evangelho (ver ICo 3:5. não falassem naquele momento. em lin­ deza consiste na renúncia ao poder como um objetivo de vida. Outra palavra grega ► siástieas da honra que eles esperavam com­ comumente traduzida como “servo”. 33). Sobre a tolerância e caridade. lTm 3:8. A principal razão pela qual não pequenez espiritual (comparar com Mt 23:8conseguiam entender é que eles não queriam 12. Disse-Lhe João. cada um dos de Mt 10:05. Persistente. 12). p. “debater” possibilidade de que tenha ocorrido durante a terceira viagem pela Galilcia. 437). diakonos. 218. Não no sentido de “responder” (ARC) a uma pergunta específica de Jesus. Eles guardaram silêncio. Comentário principal: Mt e Mc. partilhar com Ele quando o tempo chegasse significa um “escravo”. como um príncipe temporal e não estavam embora a palavra implique serviço pres­ dispostos a abandonar as expectativas entu. seria apenas para expressar os mesmos pensamentos de receber isso deles. Um diakonos é aquele cebidas sobre o Messias (ver com. O reino dos céus compartilhavam do ponto de vista havia é essencial mente uma questão de se pres­ pouco apresentado por Pedro e de que.que agia em nome de Jesus (cf.

ração oposta à mesma verdade em Mateus A. 18:8. de ls 66:24. 437). mas complementares. Eles Por nós. Em Meu nome. dynamis (ver p. com. “larva” ou contestaria. 1 lá uma decla­ rupção que não pode ser removida” (H. Um copo. uma pessoa não pode estar a favor e atitude de intolerância em outra ocasião. ou a seguir os nos­ 44. 10:18. “rapi­ 47. O caráter da ação é determinado pelo João serem discípulos e terem as “chaves” do motivo que a determina. 45. A evi­ sos métodos de trabalho (ver DTN. vam milagres. peçar. Se um dos teus olhos te faz tro­ damente”. Eles eram zelo­ dão. provavelmente. deixem Mt 3:12. e C. Se a tua mão te faz tropeçar. nossas ideias e opiniões. [Os trope­ foram dadas. p. 30. de Mt 10:8). Ou. apesar de Tiago e 42. que fez um milagre em nome de Cristo não 48. quando realiza­ 46. Pedro (ver At 3:6-8). Nm 11:27-29). de Mt 10:42. 438. dar ordens aos outros. de Mt 5:29. isto é. Mas. Ver com. dos v. o próprio poder “verme”. dos v. 19:29. p. eles não tinham direito à soberania Mt 5:18). contra Jesus ao mesmo tempo. 30. Do gr. na passagem paralela çar as pessoas a estar de acordo com as em Mateus (Mt 18:8. com. Major. Não é contra nós. 18:8. a pessoa Reino de Deus. reino em suas mãos (ver com. “O fogo inextinguível” é equiva­ de impedi-lo. de Mc 5:22). o faziam em “nome” de Jesus. ao nosso lado. Ver com. Em verdade. tachu. dencia textual apoia (cf. 2]. de Mt 5:11. Verme. de 18:18). Se o homem pouco depois disto (ver com. Não lhes morre o verme. Mc 9:42-48 = Mt 18:6-9 = Lc 17:1. ali). de Mt 5:29. mas é símbolo da cor­ 40. Lc 4:19. Logo a seguir. Inextinguível. Obvia­ dimos”. 204. “logo”. julgavam ter o direito exclusivo de fazer (ver Porque sois. 9. 44 e 46. Ver Paulo (ver At 16:16-18) e. 205). “nós o impe­ excludentes. 136) a omissão cf. sobre os outros. de Lc 9:54). sos no cumprimento das ordens que lhes 42. Aquele 4:17. “imediatamente” ou “sem demora”. As duas não são The Mission and the Message of Jesus. havia motivado a ação (ver DTN. Isto é. 39. 695 . líderes religiosos a pensar que é seu dever 43. de Mt 16:19. ver com. que eles entendem como o correto. repreenderam o homem por fazer o que eles 41. que Tiago e João repreenderam fora encon­ Na ocasião aqui relatada. amên (ver com. Manson. de Mt 3:2.635 MARCOS 9:48 E nós lho proibimos. Ver com. Do gr. Ver com. deles com a honra de seu Mestre. Do gr. Ver com. e realizava isso em nome de Jesus. T. 30. a preocupação com sua própria honra meio dele. pode ser aniquilada. (ver com. Ver com. 123). reconhece Seu poder e autoridade. Quem fizer tropeçar. Ao realizar algo em nome de Jesus. skõlêx. 5:3. Ver coagir outros ao padrão de conduta e crença com. Do gr. A comissão dada a eles era De modo algum perderá o seu galar­ positiva em vez de negativa. Wright. 48. mas não tinham o direito de ços. como tendo sido inseridos em Milagre. 18:8. Não temos o direito de for­ lente ao “fogo eterno”. E a maldade que leva Ver com. J. Ver com. D. Tiago e João tomaram semelhante mente. Não lhes morre o verme. de Mt 5:12. A ilustração de “o verme não mor­ do qual dependeu para o desempenho do rer não é indicação de uma alma que não milagre. eles justifica­ trado fazendo o mesmo trabalho que Jesus ram sua conduta com base na preocupação fazia. de Mt 5:29. Não lho proibais. de Mt 18:6. imediatamente. na reali­ era por que Deus trabalhava com e por dade. W. 48 (ver com. 44. todos os outros discípulos. repetição ao v. Se o teu pé te faz tropeçar. de Mc 12:30).

PR. CBV.CES. 207 9-29 .DTN.DTN. 23 .50 .AA.CES.DTN. Um clímax apropriado para o dis­ curso.DTN. [Os discípu­ los. 483 4245 . 50 . Se os dis­ cípulos tivessem o “sal da aliança” (Lv 2:13). 439 636 No v. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. o sal da terra. 162-164 2. aqui. É óbvio que Jesus pretendia. 226 35 . 341. Salgado com fogo. 432-442 33 . 435 696 36. 35 . 65. Ver com. Contudo.45 -A A. Paz. 434 34. 432 30. Ser “salgado com logo”. GC. de Mt 5:13. DTN. 437 38. 344 30.9 . 312 49. 157.DTN. 429 23 -OP. que. de Lv 2:13). 56 37 . 9. “O fogo nunca se apaga (ARC) está em paralelo a “seu verme não morre” (NVI). abordagem defendida por muitos comentaristas. 439). No ritual do antigo santuário. o mesmo contraste. MCI I. O sal preservará o que é bom (ver com. T2. 739 5 .San. de Mt 5:13). 518 29. de Jó 23:10) ou pelo fogo do último dia.DTN. o sal era adicionado a todos os sacrifícios (ver com. prová­ vel mente. 419-425 3.HR.MCH. 543 40. 422 7 . 426-431 14-16 . signifique que “cada um” passará pelo fogo da aflição e da purificação nesta vida (ver com. T4.T1. este reprimiria as tendências impróprias que os levaram à discutir sobre quem seria o maior no reino dos Céus. Bom é o sal. uma admoestação para reprimir outro argumento sobre o assunto e uma advertência contra a inveja e o espírito de rivalidade. sendo uma expressão equiva­ lente. Seu uso significava que somente a justiça de Cristo pode tornar a oferta aceitável a Deus (cf.DTN. 428. de Mc 9:50). 50 = Mt 5:13 = Lc 14:34. Tende sal em vós mesmos. Em muitas pas­ sagens das Escrituras. WHITE 1. 35]. justi­ fique a explicação que compara o “verme” à “alma” (ver com. 85 42-T5. 515 22. FEC. o contraste é entre “vida eterna” e “pere­ cer”. 31 . O fogo pode ser considerado como agente purificador ou como símbolo do juízo final (ver com. de Is 66:24). Cada sacrifício (ARC). “verme”. 49.DTN. 43. 55. 244. 33. Em João 3:16. 427 17-27-DTN.8 .DTN.DTN. “vida eterna” se con­ trasta com a “morte” (ver Rm 6:23).DTN.San.PE. Mas não há nada na palavra skõlêx. mesmo remotamente. parece incoerente que as lar­ vas continuassem seu trabalho na presença do fogo. 438 43.AA. Mc 9:49. de Mt 3:10). “vida” é mostrada em contraste com “o fogo que nunca se apaga”.9:49 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA contexto imediato para ser explicado satis­ fatoriamente. 85 39. 202 3739 . O sal é agente de preserva­ ção (ver com. DTN. ao refle­ tir sua própria compreensão sobre o estado da morte. O fogo removerá as impurezas da vida presente ou destruirá a própria vida no último dia. O significado desta misteriosa declaração não está claro e depende do . 140 24-TM. 50.DTN.40 . 108.

de Deus. não furtarás. 5 Mas Jesus lhes disse: Por causa da dure­ 19 Sabes os mandamentos: Não matarás. vende tudo o que tens.MARCOS 10:1 Capítulo 10 2 Cristo debate com os fariseus acerca do divórcio. as abençoava. quão di­ 13 Então. E outra vez as mul­ o reino de Deus como uma criança de maneira tidões se reuniram junto a Ele. 35 Admoesta os dois discípulos ambiciosos a pensar. disse aos lher e casar com outra comete adultério contra Seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no aquela. não za do vosso coração. indignou-Se e de uma agulha do que entrar um rico no reino disse-lhes: Deixai vira Mim os pequeninos. porque dos tais é o reino de Deus. não defraudarás ninguém. olhando ao redor. lhes as mãos. perguntando-Lhe: E lícito ao ma­ homem ao Seu encontro e. 25 E mais fácil passar um camelo pelo fundo 14 Jesus. perrido repudiar sua mulher? guntou-Lhe: Bom Mestre. retirou-se triste. desde o princípio da criação. 2 E. vem 9 Portanto. 8 e. não dirás falso teste­ mandamento. que é de divórcio e repudiar. Deus. foi dali para o territó­ rio da Judeia. fitando-o. ajoelhando-se. 22 Ele. Jesus. 20 Então. voltaram os discípulos a interrovra. os fez homem e mulher. coisa te falta: Vai. mas os discípulos os no reino de Deus! repreendiam. pondo-Se Jesus a caminho. 11 E Ele lhes disse: Quem repudiar sua mu­ 23 Então. em sofrer com Ele e 46 restaura a visão a Bartimeu. segundo o Seu costume. o amou e disse: Só uma « De modo que já não são dois. aproximando-se alguns fariseus. reino de Deus os que têm riquezas! 12 E. munho. com sua mulher. vendo isto. 16 Então. e unir-se-á a sua mulher. mas uma só carne. ele vos deixou escrito esse adulterarás. 23 Ele adverte os discípulos sobre o perigo das riquezas. porém. deixará o homem a seu pai e mãe tenho observado desde a minha juventude. então. outro. ele respondeu: Mestre. primeiramente. que farei para herdar 3 Ele lhes respondeu: Que vos ordenou a vida eterna? Moisés? 18 Respondeu-lhe Jesus: Por que Me cha­ 4 Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta mas bom? Ninguém é bom senão um. contrariado com esta pala­ 10 Em casa. lhe trouxeram algumas crian­ fícil é para os que confiam nas riquezas entrar ças para que as tocasse. porque era dono de mui­ gá-Lo sobre este assunto. 637 15 Em verdade vos digo: Quem não receber 1 Levantando-se Jesus. 13 abençoa crianças que são levadas a Ele e 17 diz a um rico como herdar a vida eterna. e. O ex­ 17 E. re o homem. honra a teu 6 porém. 21 E Jesus. o que Deus ajuntou não sepa­ e segue-Me. Ele as nenhuma entrará nele. 697 . se ela repudiar seu marido e casar com 24 Os discípulos estranharam estas palavras. dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. correu um perimentaram. porém. tudo isso 7 Por isso. serão os dois uma só carne. tas propriedades. comete adultério. mas Jesus insistiu em dizer-lhes: Filhos. tomando-as nos braços e impondoensinava. 28 promete recompensas àqueles que abandonam qualquer coisa em favor do evangelho e 32 prediz Sua morte e ressurreição. além do Jordão. não os embaraceis. de novo. Deus pai e tua mãe.

filho de Ti meu. 50 Lançando de si a capa. 29 Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa. 52 Então. filhos e cam­ pos. mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi. 31 Porém muitos primeiros serão últimos. se aproximaram dele Tiago e João. Podeis vós beber o cálice que Eu bebo ou receber o batismo com que Eu sou batizado? . o cego. Filho de Davi. Bartimeu. irmãs. E Jesus. com perseguições. que­ remos que nos concedas o que Te vamos pedir.10:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 39 Disseram-lhe: Podemos. porque para Deus tudo é possível. pôs-se a clamar: Jesus. será esse o que vos sirva. 34 hão de escarnecê-Lo. mas. e. ouvindo que era Jesus. 45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido. ou irmãos. 46 E foram para Jericó. o cêntu­ plo de casas. dizendo entre si: Então. Jesus lhe disse: Vai. açoitá-Lo e matá-Lo. tem misericórdia de mim! 49 Parou Jesus e disse: Chamai-o. já no presente. passou a revelar-lhes as coisas que Lhe deviam sobrevir. 43 Mas entre vós não é assim. 41 Ouvindo isto. mães. Chamaram. e os últimos. 32 Estavam de caminho. ou irmãs. ou filhos. ou mãe. tem com­ paixão de mim! 48 E muitos o repreendiam. Tornou-lhes Jesus: Bebereis o cálice que Eu bebo e recebe­ reis o batismo com que Eu sou batizado. subindo para Jerusalém. na Tua glória. levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. ao assentar-se à Minha direita ou à Minha esquerda. juntamente com os discípulos e numero­ sa multidão. irmãos. então. 40 quanto. e sobre eles os seus maiorais exercem autoridade. não Me compete concedê-lo. cego mendigo. quem quiser tornar-se grande entre vós. não para Deus. 30 que não receba. 28 Então. dizcndo-Lhc: Mestre. Estes se admiravam c O seguiam tomados de apreensões. 698 638 26 Eles ficaram sobremodo maravilhados. no mundo por vir. fitando neles o olhar. dizendo-lhe: Tem bom ânimo. estava assentado à beira do caminho 47 e. primeiros. 42 Mas Jesus. ou pai. Quando Ele saía de Jerico. porque é para aqueles a quem está preparado. disse-lhes: Sabeis que os que são considerados governadores dos povos têm-nos sob seu domínio. disse: Para os homens é impossível. tornando a levar à parte os doze. dizendo: 33 Eis que subimos para Jerusalém. para que se ca­ lasse. porém. 51 Perguntou-lhe Jesus: Que queres que Eu te faça? Respondeu o cego: Mestre. cuspir nEle. Ele te chama. 35 Então. contudo. E imediatamente tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora. que eu torne a ver. nos assentemos um à Tua direita e o outro à Tua esquerda. 44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. mas para servir e dar a Sua vida cm resgate por muitos. chamando-os para junto de si. le­ vanta-te. ressuscitará. 36 E Ele lhes perguntou: Que quereis que vos faça? 37 Responderam-Lhe: Permite-nos que. depois de três dias. e Jesus ia adiante dos Seus discípu­ los. a vida eterna. 38 Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. porém. quem pode ser salvo? 27 Jesus. e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdo­ tes c aos escribas. a tua fé te sal­ vou. condená-Lo-ão à morte e O entregarão aos gentios. ou campos por amor de Mim e por amor do evangelho. pelo contrá­ rio. indignaram-se os dez con­ tra Tiago e João. o Nazareno. Pedro começou a dizer-Lhe: Eis que nós tudo deixamos e Te seguimos. filhos de Zcbcdcu.

Isto é. Mc 10:13-16 = Mt 19:13-15 = Lc 18:15. mosaica não fazia nenhuma provisão para 29. [O jovem rico. 547). Do gr. p. Ele estava Um quadro vívido descrito por Marcos. Comentário principal: Mt]. [Jesus abençoa as crian­ ção. Segundo o Seu costume. [A questão do divórcio. 21. Mc 10:17-22 = Mt 19:16-22 = Lc 18:18-23. Jesus chama de “pequenas” as crian­ (cf.MARCOS 10:34 1. para os adultos. 2 = Lc 9:51-56. Ver com. Jo 11:7. p. 8). (Mt 20:20-28. Apenas Marcos variante (ver p. 17. p. A lei e “dizendo a Ele”. ainda outra vez prediz Sua morte e ressurrei­ 13. Jesus sentia pelos pequeninos (Mt 18:2. Mateus e Marcos têm pouco tavam mantê-las longe dEle. 15. Fariseus. Dizendo entre si. esses esforços teriam êxito repreensão silenciosa aos discípulos que ten­ (ver Lc 18:34). o outro para ver como reagiram à decisão do 2. A solenidade desta aproximação final de “muito indignado”. Pereia (ver riquezas. de Mt 19:1).34. [Jesus atravessa o Jordão. cf. Evidências tex­ uma mulher se divorciar do marido. 136) favorece esta 19. Foi dali. evidência textual (cf. Subindo para Jerusalém. de Mt 18:3. Ia adiante dos Seus discípulos. Ele cha­ Lc 13:31. Se ela repudiar seu marido. Comen­ textual favorece a omissão desta frase tário principal: Mt e Lc]. mostra quão pouco entendiam do assunto 17. cm vez disso. 14. como o faz a ARA. O comporta­ obediência de uma criança representam tra­ mento de Jesus surpreendeu os discípu­ ços de caráter de grande valor no reino dos los e encheu dc ansiedade o coração deles Céus. jovem rico. Mulher (ARC). Mc 10:2-12 = Mt 19:3-12 = Lc 16:18. aganakteõ. As versões ARC e menciona isto. registram um incidente que Lc 9:47). Mc 10:32-34 = Mt 20:17-19 = Lc 18:31ças. Depois de três dias. mas não acredita­ mou as crianças para junto de Si. de Mc 9:33). Tomando-as nos braços. 23. Contrariamente ao Seu costume. A antiga tuais favorecem a omissão desta palavra literatura judaica. nhou deliberadamente adiante dos discípu­ Jesus apresenta uma criança como modelo los. mas mulheres judias fizeram isso. A evidência tex­ tário principal: Mt]. Ele cami­ Receber o reino. porque certamente queria estar sozinho. Jerusalém se refletiu na atitude dc Jesus. 34. Jesus acostumado a fazer isso durante Seu minis­ deve Ler olhado para os discípulos um após tério na Galileia. Cafarnaum (ver com. Indignou-Se. como uma vam que. porém. 246-248). Crianças. 136). Comen­ 26. [O perigo das Além do Jordão. [Jesus dade romana. Correu um homem. negativo dos adultos os pecados da dúvida e Os doze sabiam dos planos em andamento da desobediência. Olhando ao redor. ças que ainda não aprenderam do exemplo Tornando a levar à parte os doze. para tirar a vida do Mestre (ver com. Na socie­ 32. de Mt 5:18. esse procedimento era comum. Não defraudarás. 136). 136) entre esta variante 12. Em verdade. Lc 18:24-30. por fim. Comentário principal: Mt]. revela que algu­ (cf. 699 . Toma a tua cruz (ACF). Mc 10:35-45). partindo dc (cf. A confiança e a amorosa Estes se admiravam. no entanto. DTN. tual se divide (cf. p. Ver com. de 16. Mc 10:23-31 = Mt 19:23-30 = com. Ou seja. como na ARA. Comentário principal: Mt]. Importante Comentário principal: Mt]. ACF dizem “ao terceiro dia”. Evidência Mc 10:1 = Mt 19:1. Este gesto cari­ a dizer sobre o fato de os doze não captarem nhoso revela o cálido interesse pessoal que a importância da explicação de Jesus.

que Lucas registrou o evento a respeito havia embelezado a cidade e tinha um de Zaqueu imediatamente depois de nar­ rar a cura de Bartimeu (cf. De acordo sua enfermidade fatal. e Jesus encontrou um deles não Herodes. 220. onde aguardou a chegada de Jesus. [A cura do que Lucas quisesse dizer que Jesus estava cego de Jericó. Lc 18:35-19:10). Primeiramente. perto dali. 228. a fim de assistir à Páscoa (ver menos duas dificuldades principais com esta com. depois de curar os cegos.6 km ao sul das ruínas da cidade de Jericó do AT. Alguns têm dito que o significado comum 43. Eles chegaram a Jericó. Do gr. Comentário principal: Mt]. Além disso. Talvez a explicação mais provável seja mais ou menos 1. mas que seria possível Mc 9:35). palácio de inverno lá. p. Será esse o que vos sirva. de Lc 19:4). o caminho da cidade A cidade propriamente está localizada na de jericó do NT a Jerusalém não passava borda ocidental do vale do Jordão. Comentário principal: Mc. o Grande. [O pedido de Tiago Jericó (Lc 18:35). e não é provável que Lucas chamaria de “Jericó” a um monte de ruínas nem que igno­ de Mt 20:17-28).10:35 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 639 35. Muito provavelmente. no sopé das montanhas que pé das montanhas a oeste. E também possível Jesus ter encon­ mapa. Do gr. Ver evento. doulos (ver com. provavelmente. de Mc 9:35). a antiga cidade de Jericó estava em ruínas nesta ocasião. Jesus única visita de Jesus a Jericó registrada. Mc 10:46-52 = Mt 20:29-34 = nas proximidades de Jericó no momento do ► Lc 18:35-43. 204-210]. ver p. passou por da multidão a fim de encontrar uma árvore ela quando saiu da Pereia. ocorreram ao longo do caminho imediata­ mente antes da chegada a Jericó (ver com. 21:1). de onde seguia se elevam a oeste (ver com. Várias opiniões têm sido e João. Zaqueu e Bartimeu viviam em Jericó. Quando Ele saía de Jericó. 46. e gráfico. devido à dificuldade o Mestre havia visitado a cidade em via­ de Zaqueu de enxergar a Jesus nas ruas da gens anteriores a Jerusalém para assis­ cidade. das palavras gregas traduzidas como “ao diakonos (ver com. Me 10:35-45 = Mt 20:20-28. para ressusci­ adequada para subir. Embora esta seja a com a ordem da narrativa de Lucas. Quando Se encon­ trou com ele. situada 1. ele se viu obrigado a correr à frente tir às festas e. Servo. talvez nos arredores da tar Lázaro. De acordo com Lucas (20:29) e Marcos concordam que este epi­ 19:1. dadas na tentativa de harmonizar essa apa­ rente discrepância. E foram para Jericó.6 km ao norte. se dirigiu na espe­ rança de obter cura durante o período de muito tempo depois do outro. Jesus regressou com Zaqueu diz que eles estavam se aproximando de 700 . de Lc 10:30).5 km a leste de jericó. aproximar-se” (Lc 18:35) seria “aproximar-se” 44. o Grande. “atravessava Jesus a cidade” antes de Se sódio ocorreu quando Jesus e os doze esta­ vam saindo da cidade. pelo Wadi Qelt até as montanhas (ver com. enquanto Lucas encontrar com Zaqueu. para onde Aparentemente. Jericó ficou conhe­ cida por suas fontes termais. de ou “se aproximar de”. sobre os mila­ trado os mendigos na estrada entre a nova gres. Alguns incidentes explicação. de Mt 20:17. há pelo a Jerusalém. p. perto pela Jericó do AT. Tiago e João. Um dos importantes vaus para cruzar o raria a cidade existente com esse nome tão rio Jordão está a 9. Herodes. A cidade de Jericó do NT estava situada de Lc 10:30). No entanto. esteve como convidado na casa do cobra­ há razões suficientes para se supor que dor de impostos. Mateus cidade (ver com. a uma das últimas etapas da viagem da Pereia caminho de Jerusalém. mas sim pelas colinas ao das colinas. e a antiga Jericó.

Nessas circunstâncias. eles procuravam 10:52 evitar algum incidente público. Bartimeu compreendeu que aquela poderia ser sua única oportuni­ dade de ser curado por Jesus. Numerosa multidão. Lucas teria razão em dizer que Jesus estava entrando na cidade. sem ► dúvida. No entanto. Lc 7:50. Mateus fala de dois cegos (ver Mt 20:30). 701 . que Marcos traduz para seus leitores. Para que se calasse. de Mc 11:4). de Mt 5:40). havia uma multidão nas estradas que conduziam a Jerusalém. É provável que os mendi­ gos estivessem assentados fora do portão da cidade. 34). Não foi somente a Bartimeu que Jesus fez esta pergunta. Ouvindo que era Jesus.MARCOS 640 para passar o resto do dia em sua casa. A evidência textual favo­ rece a leitura “saltou” (cf. Seguia a Jesus. 136). mais tarde. Caminho. himation. Do gr. O mesmo pedido foi feito pelos endemoniados gadarenos (ver com. Literalmente. de Mt 1:1. Ele queria que todos os que testemunhavam o evento entendes­ sem o significado do milagre (ver com. “estrada” (ver com. Filho de Davi. 3. como era Seu costume. ouviram dizer que Jesus estava nesse grupo particular. sendo de interesse especial para seus leitores (ver com. Tem compaixão. e pode muito bem ter ocorrido que os cegos conseguiram chamar a atenção de Jesus em Seu caminho de volta para a cidade. mas que se tornou um. Jesus desejava que o suplicante apresentasse um pedido específico. Multidões passavam constantemente ao longo da estrada para Jerusalém. 48. A tua fé. O texto grego deixa claro que Bartimeu não nasceu cego. onde esperavam despertar a compai­ xão dos transeuntes. de Mc 10:46) ou de Jerusalém. Pode ser que Jesus estivesse a caminho da casa de Zaqueu (ver com. Bartimeu. E muitos o repreendiam. Ou. Poucos dias antes da Páscoa. hodos. Literalmente. Gritava mais. Que queres que Eu te faça? Era óbvio que o cego procurava recobrar a visão. “o re­ provavam”. e Mateus e Marcos também estariam corretos em afirmar que ele estava saindo. 15:22. 20:18). “ficasse quieto”. uma vestimenta externa (ver com. de Mc 5:34. O nome vem do aramaico Bar-Timai. O uso deste título estri­ tamente messiânico implica algum grau de reconhecimento de Jesus como o Messias prometido (ver com. A razão pela qual Marcos men­ ciona apenas um deles pode ser que algum fato relativo a um dos cegos o impressionou. Bartimeu tenha se convertido em um dos mais conhecidos seguidores de Jesus (ver Nota Adicional 2 a Mateus 3). Levantou-se. 47. de Mc 5:2). 51. Comparar com Mt 9:27. Possivelmente. “recuperar a minha visão”. "manto”. Os mendigos. Capa. de Mc 5:32. 9:27). 52. Provavelmente. 50. Ver com. que as auto­ ridades judaicas ou romanas poderiam apro­ veitar como pretexto para prender o Mestre (ver com. Era natural que os que haviam sido curados por Jesus desejassem permanecer com Ele. de Mc 5:18-20). como reconhecimento de sua necessidade e como demonstração de fé. Que eu torne a ver. isto é. p. Do gr. de Mt 19:1. Sua persistên­ cia era um testemunho de sua fé no poder de Jesus.

nada achou. 641 1 Quando sc aproximavam de Jerusalém. teve fome. 118. na rua. 5 Alguns dos que ali estavam reclamaram: Que fazeis. 394 16-OE. 41.HR. vendo de longe uma figueira com fo­ lhas. 42 32 . lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E Seus discípulos ouviram isto. 26 . 512. saiu para Betânia com os doze. achareis preso um jumentinho. 519. 28-30-T2. de Betfagé e Betânia.LA. no tem­ plo. passou a expulsar os que ali vendiam e compravam. acharia alguma coisa. 547-551 36 . 21 -T2. derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 39 . 253. 188.T4. 27 Ele defende a legalidade de Seus atos por meio do testemunho de João. porventura. 161. do lado de fora. 8 E muitos estendiam as suas vestes no ca­ minho. porém. T4. logo ao entrar. 57 44-PE. 17 também os ensinava e dizia: Não está es­ crito: A Minha casa será chamada casa de oração 702 . e Jesus o montou. o qual ainda ninguém montou. 505 CPPE. 23 . 207. 511-17-22-DTN. T5. desprendei-o e trazei-o. 390-396 517. Aproximando-Se dela. um enviado por Deus. 275. 16 Não permitia que alguém conduzisse qual­ quer utensílio pelo templo. 547 32-45 . foi ver se nela. 488 1316-AA 273. 3 Se alguém vos perguntar: Por que fazeis ► isso? Respondei: O Senhor precisa dele e logo o mandará de volta para aqui. OC. CBV. tendo observado tudo. junto ao monte das Oliveiras. 12 No dia seguinte. ramos que haviam cortado dos campos. senão folhas. Tl. 30-PJ. foram e acharam o jumentinho preso. 7 Levaram o jumentinho. CBV. e o desprenderam. 495 MS. 16 -T4. orar com fé e a perdoar aos inimigos. T3. quando saíram de Betânia. junto ao portão. 19 29. responderam conforme as ins­ truções de Jesus. sobre o qual puse­ ram as suas vestes. nas maiores alturas! 11 E. PR. 42 24.DTN. 14 Então.MCH.Ev. 555 15.PJ.DTN. Entrando Ele no templo.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA COMENTÁRIOS DE ELLEN G. os deixaram ir. 23-PJ. 21. o reino de Davi.PJ. 468 OE. DTN.DTN. 518-523 17-31 . 9 Tanto os que iam adiante dEle como os que vinham depois clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o reino que vem. 15 -purifica o templo e 20 exorta os discípulos a crer. DTN. como fosse já tarde. Ev 349.DTN. 553. 18 -DTN. 4 Então.DTN. nosso pai! Hosana. 548 38. 518 1 . 21 DTN. 102 45 . então. quando entrou cm Jerusalém. 393 517. 41. 679 14. enviou Jesus dois dos Seus discípulos 2 e disse-lhes: Ide à aldeia que aí está diante de vós e. 12 Ele amaldiçoa a figueira infrutífera. 395. 141. e outros. 13 E. 422 20. 435 Capítulo 11 I Cristo entra triunfante em Jerusalém. EEC. WHITE 17. 274. 407 38-45 -San. 421 24-27 . 225 51 . soltando o jumentinho? 6 Eles. 510 30-T5. CBV. porque não era tempo de figos. 15 E foram para Jerusalém.

Quando se aproximavam. 25 E. assim será com ele. os primeiros a reconhecer a autoridade do A partir desse pátio havia uma passagem Messias. Muitas habitações Sua soberania (ver vol. de Jo 1:11). 33 Então. Os sacer­ orientais eram construídas em forma qua­ dotes e anciãos de Israel deveriam ter sido drangular. “entre dois caminhos” (ARC). se não perdoardes. Ninguém montou. porém. dirá: Então. 21 Então. vieram ao Seu encontro os principais sacerdotes. E Jesus. mas crer que se fará o que diz. ou talvez a = Mt 21:1-17 = Lc 19:28-40 = Jo 12:12-19. o primeiro tinadas a uso sagrado ou real fossem novas lugar onde Sua autoridade deveria ser reco­ ► (ver Êx 13:2. se tendes alguma coisa contra alguém. Este era o centro da vida 2. 221). vos digo que tudo quanto em ora­ ção pedirdes. Era considerada nacional e religiosa judaica. e será assim convosco. responderam a Jesus: Não sabemos. próprios fins egoístas (ver Mt 21:33-39). é dito que Ele “veio para a rua. 703 . por sua vez. De acordo com o costume. nhecida e dc onde deveria sair a convoca­ ISm 6:7). ção oficial para que o povo reconhecesse a 4. E. respondei-Me. com um pátio aberto no centro. para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. No entanto. tinham se apropriado dele para seus “dc ambos os lados”. Ou. “caminho”. pois O temiam. porém. quando estiverdes orando. também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas. 27 Então. Porque todos consideravam a João como profeta. fiado. a tendes trans­ formado em covil de salteadores. perdoai. aqueles a quem o templo fora con­ incerto aqui. 24 Por isso. falou: Mestre. 14. regressaram para Jerusalém. Pedro. se al­ guém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar. 23:19. e não duvidar no seu coração. e hodos. passando eles pela manhã. 4. Jesus andou por seus átrios. crede que recebestes. 11:11 26 Mas. 30 O batismo de João era do céu ou dos ho­ mens? Respondei! 31 E eles discorriam entre si: Se dissermos: Do céu. Lv 21:13. 11. viram que a figueira secara desde a raiz. p. 23 porque em verdade vos afirmo que. lhes disse: Nem Eu tampou­ co vos digo com que autoridade faço estas coisas. em vez de no portão da rua. dissermos: dos homens. 22 Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus. Mc 11:1-11 referir aqui a uma estrada lateral. 18 E os principais sacerdotes e escribas ou­ viam estas coisas e procuravam um modo de Lhe tirar a vida. Comentário principal: Mt]. plo era Sua casa.MARCOS para todas as nações? Vós. os escribas e os anciãos 28 e Lhe perguntaram: Com que autoridade lazes estas coisas? Ou quem Te deu tal autorida­ de para as fazeres? 29 Jesus lhes respondeu: Eu vos farei uma pergunta. A palavra grega amphodon. 20 E. No templo. o lugar natural uma qualidade essencial que as coisas des­ para o Messias-Rei ser coroado. Num 19:2. ou “um grupo de casas”. o asno para o que era Seu. saíram da cidade. Tendo observado tudo. porque toda a multi­ dão se maravilhava de Sua doutrina. é de temer o povo. 642 1. Ela consta de duas partes: amphi. por que não acreditastes nele? 32 Se. ( A entra­ Alguns têm sugerido que amphodon pode se da triunfal de Jesus em Jerusalém. volta”. an­ dando Ele pelo templo. “um caminho em inspecionando o que era Seu por direito. eis que a figueira que amaldiçoaste secou. 14-17). 19 Em vindo a tarde. e Eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. uma estrada sinuosa (ver mapa. lembrando-se. Do lado de fora. é de significadoPorém. Como o tem­ Na rua. e os Seus não O rece­ e o jumentinho estariam amarrados no pátio beram" (ver com.

depois da entrada triun­ fal (ver v. e as outras árvores. rar que nas regiões orientais se apreciam fru­ Jesus provavelmente seguiu uma rota mais tos verdes ou por amadurecer (ver com. portanto. figos tão prematuros. como era o caso de outras cf. do v. do v. tinha folhas que indi­ da figueira (v. em vão. procurou a Jesus das árvores do pomar totalmente cheia de para que pudesse coroá-Lo como rei (ver folhas (cf. e gráfico. não levantavam falsas expectativas fruto. 1-11). Então. Como episódio da figueira estéril como uma uni­ dade. 11) impediram Jesus de fazer pelo menos uma mente amadurece em junho. narra todo o havia um mais ofensivo a Jesus do que a hipocrisia (ver com. Onde Ele tinha dadeira piedade (ver com. Como na de amadurecer.pois não tinham a pretensão de produzimente cronológica. ver vol. Embora fosse incomum esperar Jesus viu a árvore antes de Se aproximar dela. p. no entanto. 581). O fato de não se mencionar que os em setembro. Por outro lado. Ela estava repleta de forma e cerimônias. Talvez as circunstâncias Palestina. Deve-se também conside­ ocasião da entrada triunfal no dia anterior. Porém. 4. de Mt 6:2. 20-26). 13. as nações gen­ os milagres. provavelmente em abril. necessariamente maduros. 11). as árvores sem folhas. 15-19) entre a maldição precoce. p. lhe disse Jesus. desceram a inclinação oci­ sentava a nação judaica. 14). de Mt 21:19). 221. 276). 204-210]. 4. Era uma promessa sem ela havia secado (v. no entanto. colheita. Seguindo uma ordem estrita. 14). Ele perso­ subiram a encosta branda ao leste do monte nifica a planta. Marcos registra a purifi­ los (ver vol. Essa figueira cação do templo (v. quando Sua missão foi conironmetia frutos bem desenvolvidos. No dia seguinte. p. 23:13). DTN. Quando a multi­ Jerusalém (ver com. Este foi o tílicas. 581). a primeira colheita de figos geral­ desde a entrada triunfal (ver com. e a última. p.11:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 643 o vale de Cedrom. Nesta parábola viva (ver com. mas lhe faltava a ver­ que a árvore havia secado. Vendo de longe uma figueira. portanto. De todos os defeitos não* vez de cronológica (ver p. apenas algumas semanas antes da primeira que eles não estavam. 581). No clima da Teve fome. 12-14) e a descoberta de que cavam figos. 17-20). Lc 19:41). portanto não causavam decepção. Saíram de Betânia. a figueira frondosa representava a nação Ver mapa. sem mencionar que se passaram umas a figueira estéril. 12. que na circunstância repre­ das Oliveiras. refeição. 3. a religião judaica estava 24 horas entre a maldição e a descoberta de destituída de frutos. uma manhã de ziam frutos. DTN. [A figueira sem do pomar. Eles Is 28:4). porém nada se esperava deles. dental relativamente acentuada e cruzaram 704 . O poder da fé Mc 11:12-14. 230. É verdade que os gentios não produ­ dia seguinte”. passado a noite (ver com. a fim de entrar em Saiu para Betânia. do v. de ou menos direta de Betânia a Jerusalém. que fre­ quentemente segue uma ordem temática em cumprimento. Comentário principal: Mc. ver p. de Mc 7:2. DTN. O incidente ocorreu perto da discípulos também estariam famintos sugere Páscoa. Mateus. de Mc 3:13. Senão folhas. 13. sobre judaica. uma árvore Aparentemente a árvore crescera perto da cheia de folhas poderia ter frutos a ponto estrada (ver com. Não era tempo de figos. dão finalmente chegou a Jerusalém já era A figueira chamava a atenção por ser a única demasiado tarde e. assim como em ocasiões Com folhas. Jesus passou a noite inteira em oração (ver com. 20-26 = de frutos. embora não tada com uma crise. 14. Mt 21:18-22. Uma figueira frondosa pro­ anteriores. segunda-feira. de Mt 21:1.

O propósito da parábola era preparar os discípulos para as cenas dos dias seguin­ tes. na manhã de terça-feira. e não apenas ladrões. Pelo templo. por Sua vez.5. Nesse mesmo dia.. Para Jesus e os doze. que. 11:21 18. esse tipo de parábola induz as pessoas a pensar de forma mais eficaz do que meras palavras podem fazer. Ez 4:1-5:17). sem dúvida. Especialmente devido à grande influência que Ele exercia sobre o povo. Literalmente.] falou. E foram para Jerusalém. Ele nunca provocou por maldade algum dano ou sofrimento a pessoas. o juízo que Jesus pronunciaria no dia seguinte: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta” (ver com. um dia depois da purifica­ ção do templo. 20). Apenas Marcos identifica Pedro aqui como o porta-voz do grupo (ver com. que é templo ou san­ tuário propriamente dito. Os funcionários do templo haviam transformado esse recinto em uma espécie de mercado.. ed. com o objetivo de prepará-los para o acontecimento trágico que Jesus fez a figueira secar. anunciaria que o Céu os havia rejei­ tado (ver com. Isto é. Secou. obra de Suas mãos. Alguns críticos sugerem que Jesus pro­ nunciou a maldição com ira sobre a figueira estéril. de Mt 23:38). Mc 11:15-19 = Mt 21:1217 = Lc 19:45-48. Doutrina. 705 . que se refere a todos os átrios e edifícios dentro da área do templo. p. os que leva­ vam cargas estavam usando os átrios do tem­ plo como um atalho para evitar um trajeto mais longo (ver Mishnah. O processo de secamento ocor­ reu durante as 24 horas anteriores e foi tão completo que era perceptível desde as raí­ zes (ver v. os líderes da nação confirmariam sua decisão de rejeitar a Jesus como o Messias. Foi também no dia seguinte que Jesus censurou severamente os escribas e fariseus por suas pretensões hipó­ critas (ver Mt 23:13-33). “ensino” (ver com. Este é único milagre de Jesus que se pode dizer ter causado algum dano. Desde a raiz. e a maldição. Com frequência. e foi. Casa [. Salteadores. qualquer carga que estivessem conduzindo. Aparentemente. A palavra usada aqui para templo é hieron. Pedro [. Há outras parábolas transformadas em realidade (ver Is 20:2-6. Jesus provavelmente Se encontrava na parte do templo reservada aos gentios que criam no verdadeiro Deus. de Mt 14:28). as pessoas deviam deixar de lado. o duplo negativo torna a maldição ainda mais enfá­ tica. No entanto. Talmude. de Mt 23:38). antes do anoitecer. 17. Um detalhe observado apenas por Marcos. No texto grego. Soncino. 9. em toda a vida terrena de Jesus. e não o vocábulo naos. 15. 20. quando os líderes judeus confirma­ riam a rejeição a Jesus. Ou seja. os discípulos puderam novamente testemunhar a animosidade dos líderes judeus contra Jesus. 16.. Pois O temiam.MARCOS Nunca jamais. A esterilidade da árvore representava a improdutividade de Israel. através dos átrios do templo. como um sinal de reverência. Os discípulos não compreendiam bem essas coisas. Desde a manhã de segundafeira.] para todas as nações. Berakoth. [A purifi­ cação do templo. o primeiro acontecimento desse dia sinistro foi constatar que a figueira havia secado. 328).. As circunstâncias em que Jesus fez secar a figueira mostram uma explicação satisfató­ ria de Seu propósito. Ao entrar nos recintos sagrados do templo. ani­ mais ou outras criaturas. Ou seja. de Mt 7:28). assaltantes organi­ zados. nem procedeu movido por motivos indignos. 21. que havia se manifestado de maneira impressionante na entrada triunfal no dia anterior. Pela manhã. Comentário princi­ pal: Mt]. Eles ainda veriam muito mais.

Ver com. 26. A falta de vontade de per­ doar faz com que Deus não ouça e atenda as orações. 20. 24-PJ. 594 706 . Mc 11:27-33 = Mt 21:23-27 = Lc 20:1-8. 23 21 . 213 27-33 . Comentário principal: Mt]. 582 24-26-TM. 51. Ver com. 15. WHITE I. 593. 258. T7. T4. “separar [um do outro]”. 16. 22-24). 24. Duvidar.DTN. de Mt 5:18. 25. Ver com. de Mt 21:24). ver mapas. Nesse momento. de Mt 7:7. Respondei-Me. T8.DTN. Enquanto a atenção deles estava concentrada no mila­ gre em si e não em seu significado. 15-19-DTN. Exceto o vale de Cedrom. 465. no sentido de “vacilar” (ver Tg 1:6. T2. 203 II. de Lucas 18:11. 96. Do gr. p. 589). 177. ver com. Jesus e os discípulos estavam na encosta do monte das Oliveiras. Ver com. ou “distinguir”. ver com. embora a maioria dos manuscri­ tos apresente o mesmo pensamento em Mateus 18:35. de Mt 6:14.11:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 22. 581. Talvez se faça referência a estar “de pé” (BJ. Jesus aproveitou o interesse deles para destacar a dimensão que a verdadeira fé pode alcançar (v.DTN.10 .T6. de Mt 17:20. MCH. MCH. KJV) nos átrios do templo na hora da oração matutina ou vespertina. 21 . 14-T5. 72. 589-593 T8. O verbo diakrinõ é traduzido também como “duvidar”. ver com. T9. Ed. T5. de Tg 1:6-8). o monte das Oliveiras ocupava a maior parte da área entre Jerusalém e Betânia (ver com. 221. p. nem pretendia que Seus seguidores vissem qualquer necessidade de fazê-lo. Apenas Marcos registra a pergunta como uma resposta nes­ tas palavras diretas (ver com. Crede. Jesus mesmo nunca moveu montanhas literais. 580-588 13-DTN. Se não perdoardes. 257 SC. Em verdade. a reação dos discípulos foi de surpresa diante da natureza sobrenatural dessa parábola viva. 136) favorece a omissão do v. 23. “discriminar”. 140. T6.DTN. 13. 569-579 9 . Quan­ to à postura adequada na oração. 583. 164. Quando estiverdes orando. Perdoai. 250. 211. Eles pareciam não per­ ceber ainda a sua importância. Regressaram para Jerusalém. Este monte. 148. Como se pode­ ria esperar. 175. de Mt 21:1. Acrescentou ainda uma advertên­ cia em relação a um pré-requisito impor­ tante para que as orações sejam respondidas (Mc 11:25. Aqui as montanhas são metáforas das dificuldades. diakrinõ. Ergue-te e lança-te no mar. Tende fé em Deus.14. 155. de Mt 17:20). [A autoridade de Jesus e o batismo dc João. A evidên­ cia textual (cf. 403 PE. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 26. 93. 27. 29. 487 22-PR.

I I isto procede do Senhor. seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão. assim. 2 No tempo da colheita. e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. entrou Jesus a falar-lhes por pará­ bola: Um homem plantou uma vinha. é lícito pagar tri­ buto a César ou não? Devemos ou não deve­ mos pagar? 15 Mas Jesus. 18 convence os saduceus do erro de negar a ressurreição e 28 responde a um escriba sobre o principal dos mandamentos. o primeiro casou e morreu sem deixar descendência. 5 Ainda outro lhes mandou. aproximaram-se dEle e Lhe per­ guntaram. se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos. para que O apanhassem em algu­ ma palavra. cercou-a de uma sebe. que dizem não haver ressurreição. essa veio a ser a principal pedra. por fim. o dono da vinha? Virá. pois. antes. os saduceus. ora. então. 9 Que fará. matemo-lo. desistindo. 707 . vamos. 6 Restava-lhe ainda um. Moisés nos deixou escrito que. agarrando-o. mataram-no e o atiraram para fora da vinha. 18 Então. Então. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. 10 Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram. angular. 20 Ora. depois de todos. 38 alerta as pessoas contra a ambição e a hipocrisia e 41 louva a viúva por sua oferta de sacrifício. 17Disse-lhes. respondeu: Por que Me experimentais? TrazeiMe um denário para que Eu o veja. dos quais espan­ caram uns e mataram outros. porque não olhas a apa­ rência dos homens. porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. enviou um servo ► aos lavradores para que recebesse deles dos fru­ tos da vinha. espancaram c o despacharam vazio. a este lhes enviou. retiraram-se. lhes enviou outro servo. arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. da mesma forma. 13 Ele evita a armadilha dos fariseus e herodianos quanto a pagar tributo a César. percebendo-lhes a hipocrisia. 16 E eles Lho trouxeram. e é maravilhoso aos nossos olhos? 12 E procuravam prcndê-Lo. seu filho amado. mas temiam o povo. 22 E. havia sete irmãos. Por fim. 35 Ele refuta a opinião dos escribas sobre o Messias. E muito se admiraram dEle. disseram-lhe: Mestre. edificou uma torre. 3 eles. ex­ terminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. 21 o segundo desposou a viúva e morreu. os sete não deixaram descen­ dência. Muitos outros lhes enviou. Cristo prediz a rejeição final da nação judaica e o chamado dos gentios. morreu tam­ bém a mulher. segundo a verdade. tam­ bém sem deixar descendência. 8 E. construiu um lagar. o agarraram. 14 Chegando. 7 Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro. sabe­ mos que és verdadeiro e não Te importas com quem quer que seja. Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 645 1 Depois. 13 E enviaram-Lhc alguns dos fariseus e dos herodianos. e a he­ rança será nossa. e a este mata­ ram. porém. ensinas o caminho de Deus. 4 De novo.MARCOS 12:1 Capítulo 12 1 Coma parábola da vinha arrendada. e o terceiro. dizendo: 19 Mestre. dizendo: Respeitarão a meu filho.

pois. chamando os Seus discípulos. 40 os quais devoram as casas das viúvas e. de todo o teu entendimento e de toda a tua força. da sua pobreza deu tudo quanto possuía. Ora. 26 Quanto à ressurreição dos mortos. 28 Chegando um dos escribas. no trecho re­ ferente à sarça. nem casarão. 37 O mesmo Davi chama-Lhe Senhor. quando eles ressuscita­ rem. porém. ao ensinar. vendo como Jesus lhes houvera respondido bem. estes so­ frerão juízo muito mais severo. deposi­ tou duas pequenas moedas correspondentes a um quadrante. o Senhor. para o justificar. dizia Ele: Guardai-vos dos escribas. como. 33 e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força. Laborais em grande erro. não tendes lido no Livro de Moisés. perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi? 36 O próprio Davi falou. porém. Dos frutos. Do gr. Mc 12:1-12 = Mt 21:33-46 = Lucas 20:9-18. Não há outro mandamento maior do que estes. 31 O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 32 Disse-lhe o escriba: Muito bem. que gostam de andar com vestes tala­ res e das saudações nas praças. o Senhor. nosso Deus. “a parte dos frutos” (BJ). lwpolênion. obser­ vava Jesus como o povo lançava ali o dinheiro. até que Eu ponha os Teus inimi­ gos debaixo dos Teus pés. e com verdade disseste que ele é o único. representação das verdades que Cristo procurava ilustrar nessas parábolas finais. isto é. nem o poder de Deus? 25 Pois. de Mt 21:33). de todo o teu coração. perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? 29 Respondeu Jesus: O principal é: Ouve. tendo ouvi­ do a discussão entre eles. Marcos omite as parábo­ las dos dois filhos e a das bodas. e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios. 2. 41 Assentado diante do gazofilácio. são como os anjos nos céus. ensinando no templo. Marcos esco­ lheu o que mais o impressionou como uma 34 Vendo Jesus que ele havia respondi­ do sabiamente. é o único Senhor! 30 Amarás. Ele não é Deus de mortos. Aparentemente. declarou-lhe: Não estás longe do reino de Deus. quando ressuscitarem de entre os mortos. e não há outro senão ele. 39 e das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes. de toda a tua alma. Entrou Jesus a falar-lhes. Literalmente. disselhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Ambas se encontram em Mateus e Lucas neste contexto. 708 . e sim de vivos. teu Deus. E já ninguém mais ousava interrogá-Lo. pois. Mestre. ela. porém. nem se darão cm casamen­ to. de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram. 24 Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras. [A pará­ bola dos lavradores maus. todo o seu sustento. Comentário principal: Mt]. como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão. alguns dos frutos (ver com. é Ele seu filho? E a grande multidão O ouvia com prazer. 1. a vasilha ou o recipiente sobre o qual se espremia o suco das uvas (ver com. uma viúva pobre.12:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 23 Na ressurreição. fazem longas orações. 44 Porque todos eles ofertaram do que lhes sobrava. de Mt 21:34). 35 Jesus. pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao Meu Senhor: Assenta-Te à Minha direita. o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? 27 Ora. ó Israel. Lagar. 42 Vindo. 43 E. 38 E. muitos ricos depositavam grandes quantias.

parte do escriba demonstra sua percepção 18. Apedrejando-o (ARC). 21). Mestre” (RSV). como algo Jesus (ver com. Isto é. de Mt 21:35).. sião do Seu batismo (ver com. 32. Os saduceus. 33) e sinceramente a reconhecia como A forma interrogativa em grego significa que verdade (ver v. Enviaram-Lhe. honestamente elogia a Jesus. isto é. Mc 12:35-37 = Mt 22:41-46 declaração enfática ocorre nesta forma vigo­ = Lc 20:41-44. Mestre. Isto é. de Mt 19:20. 33. Somente Marcos assinala que Jesus ainda 28. em Mc 10:20. p. Comentário principal: Mt]. 32). é o único desta parábola nos relatos dos evangelhos. [Os saduceus e a da importância relativa e do significado do ressurreição. nupcial. Do gr. damento. Holocaustos. rosa apenas em Marcos. Comentário principal: Mt].. A evi­ “com entendimento”. Ele estava no limiar do Jesus esperava uma resposta afirmativa. Eles [. O Senhor. 21. de Dt 6:4. depois de Jesus ter apre­ tens razão ao dizer” (BJ). Do reino. de Mt 3:17). A evidência tória. 35. 35) parecia ser preliminar para chamar mais uma vez a aten­ de coração sincero. detalhe que se encontra apenas em Marcos. Mc 12:28-34 = Mt 22:34-40 = Como dizem os escribas [.. Há variações 29. e são uma parte regular « Jesus pensasse nas palavras do Pai por oca­ das reuniões nas sinagogas até o dia de hoje. em con­ tas palavras e também de “e o mandaram traste com os múltiplos deuses das outras embora” (ARC).. 136) entre tez” (BJ). 136) favorece a omissão des­ judeus no Deus único e verdadeiro.] o agarraram. [O grande man­ estava ensinando no templo. Mc 12:18-27 = Mt 22:23-33 ritual do templo. Sarça. Quando eles ressuscitarem. A versão ARA diz: “e eles o nações. Mt 22:15. Ensinando no templo. Muito bem. Um dos escribas. Laborais em grande erro. Com verdade disseste. do v. 28) e. 34. de Mt 22:34. Ver Êx 3:2. Esta filho de Davi. Desistindo.]? (ver v. 27. O escriba reco­ 13.. “Você 12. “com sensa­ dência textual se divide (cf. Isto é. reino (comparar com a reação de Jesus ante 26. isto é. Mestre”. 709 . Comentário principal: Mc]. Senhor! Ver com. Estas palavras eram pronunciadas esbordoaram e o insultaram”. A passagem acerca dos servos enviados e do tratamento das Escrituras aqui citada tem sido a senha dado a eles (ver com. 26. Esta admissão voluntária por agra. manter e omitir estas palavras. Para que O apanhassem. 23. retiraram-se.]? Outro Lc 10:25-28. Do gr. “caçar”. deiro Messias. Comentário principal: Mt]. Comparar com agreuõ.. O escriba discernia a verdade 24. [A questão do tri­ nheceu que as respostas de Jesus eram preci­ buto.sas e adequadas (ver com. ou “muito bem.MARCOS 12:35 647 3. 6. Não provém o vosso erro [. Ela reflete a crença distintiva dos textual (cf. nosso Deus. ver também ressurreição dentre os mortos. Ele foi justo em reconhe­ ção para o fato de Ele mesmo ser o verda­ cer que “Jesus lhes houvera respondido bem”. Mestre. Sabiamente. Vendo. p. sagrada de Israel através de sua extensa his­ 4. para iniciar o serviço de oração pela manhã 6. É provável que e à tarde no templo. “aquilo que se caça ou pesca”. Ver falou bem. Provém de ISm 15:22. O escriba escolhido para este Jesus adverte que os escribas proclamavam complô final dos fariseus a fim de prender o Messias como o Filho de Davi. com. [O Cristo. então. nounechõs. quanto a sua o jovem rico. = Lc 20:27-40. ou ainda “Você está sentado a parábola do homem sem a veste certo. Seu filho amado. “pegar”. Dos mortos. Mc 12:13-17 = Mt 22:15-22 = Lc 20:19.

Quadrante. Do gr. e sim o motivo que a impulsiona. Ver com de Mt 23:7. Comentário princi­ pal: Mc]. gráfico 9. Vestes talares. Possivelmente. ptõchos. No Sermão do Monte (ver Mt 5-7) e no sermão junto ao mar da Galileia (ver Mt 13).12:37 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Lançava ali. Devoram as casas das viúvas. A pobreza dela poderia ser devida. um rico após o outro passava e depositava a oíerta. 38. Talvez Jesus quisesse destacar o espírito desta viúva em nítido contraste com a atitude dos fariseus para com as viúvas. Lc 21:2). 14 = Lc 20:4547. Marcos não se refere aqui ao quarto forte onde o tesouro do templo era armazenado e guardado. de Mt 23:14.. « o salário de um dia no tempo de Cristo (ver com. O lep­ ton era a menor moeda judaica de cobre em circulação. 42. de Mt 23:6. Mais do que [. de Mt 5:18. Praças. 43. Ou. 39. [Jesus censura os escri­ bas. 230). a grande massa do povo. “trabalhar para viver”. Ao ensinar. Com frequência se tem dado ênfase à pequenez intrínseca da oferta da viúva. Ou seja. todo o seu sustento” (v. Jo 1:51). de Mt 20:2). . Porém. Jesus Se encontrava numa posi­ ção em que podia observar os adoradores lan­ çarem suas contribuições. Significa que ela deu mais do que todos os doadores ricos juntos. Mc 12:41-44 = Lc 21:1-4. Lucas usa penichros. mas às arcas das ofertas que se encontravam no amplo átrio das mulheres. Viúva pobre. Guardai-vos dos escribas. Mc 12:38-40 = Ml 23:1-7. Este incidente provavelmente tenha ocorrido ao entardecer da terça-feira (ver com. Em realidade. Literalmente “em seu ensino”.. Estas vestes longas che­ gavam até os pés e faziam parte da vesti­ menta geralmente usada pelos doutores da lei como uma identificação de sua profissão. Jesus tinha acabado de Se sair vitorioso de um longo e amargo conflito com líderes da nação e estava prestes a deixar os recintos sagrados do templo. 44). Deus está interessado na magnitude do amor e da con­ sagração que a dádiva representa. Marcos apresenta somente um resumo do que foi um discurso bastante longo sobre a hipo­ crisia dos escribas e dos fariseus (ver Mt 23). “verdadeiramente” (ver com. Assentado. e que equivalia a 1/64 de um denário romano. p. “instrução” (BJ. Ver com. A grande multidão. não em 710 648 37. "men­ digo” ou “indigente”. [A oferta da viúva pobre. Mateus registra os discursos de Jesus mais extensamente do que os outros evangelhos. Cristo disse que eles “devoram as casas das viúvas" (Mc 12:40). Comentário principal: Mtj. Em verdade. Do gr. de Mt 7:28). de Mt 24:1. kodrantês. ou a multidão em geral. mas se deveria dar mais ênfase à comparativa grandeza de seu sacrifício (ver com. 44). de Mt 23:14). lepton.] todos. Seus discípulos. 37). Gazofilácio. 39. Do gr. 38. em parte. Ver com. Saudações. que equi­ vale a dois lepta. Ver com. uma moeda de cobre que pesava menos de um grama e valia poucos centavos (ver p. ou “moedas” (ver p. à vista de Deus não é realmente a extensão da dádiva que conta. do v. Este é outro detalhe observado ape­ nas por Marcos. Diante. ali estava uma viúva que. de Mt 11:16. 40. que indica aquele que vive apenas com o essen­ cial e que precisa trabalhar cada dia a fim de ter alimento para o dia seguinte (cf. Primeiras cadeiras. 37). ver com. com seu coração transbordante de amor a Deus “deu tudo quanto possuía. 41. uma forma poética tardia de penes. de Mt 23:1. à avareza de escribas e fariseus presentes nessa ocasião (ver com. Moedas. Ver com. Penes deriva do verbo penomai.

342. CPPE. que não seja derribada. Uma evidência do máximo amor possível e da consagração a Deus. 536. Do gr. 240. Sobrava. 443. de Mt 20:15). T9. T5. 42-DTN. Tiago. é ne. 44. Tudo quanto possuía. CBV. husterêsis. 607 30 . Os ricos tinham dinheiro de sobra. Do gr. T7. T6. a viúva não sabia de onde proviria sua próxima refeição. 467. disse-lhe um de Seus discípulos: Mestre! Que pedras. 477 30. Com toda segurança. 550 33 . 308 41. GC. 44-T2. 178. T9. 294. João e André Lhe perguntaram em particular: . 119. mas também “o que sobra” ou “o excesso”. 3 No monte das Oliveiras.M cessário assim acontecer. 565. 348. 45. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Sustento. 7 Quando. 24 Ele fala da maneira como virá para fazer o julgamento e 32 que todos devem vigiar e orar a fim de não ser apanhados de surpresa. 168. 324. 198. WHITE 1-12-DTN. 667 Capítulo 13 1 Cristo prediz a destruição do templo. T3. O valor de suas ofertas 12:44 em termos de amor e consagração era pequeno ou nada. 314. que construções! 2 Mas Jesus lhe disse: Vês estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra. 117. 55 42-44-AA. ES. “subsistência”. 349. tinham mais do que neces­ sitavam. "miséria”. Eles deram de seu excedente. T4. porque elas não repre­ sentavam abnegação. 242. como Jesus ilustrou na parábola dos trabalha­ dores na vinha (ver com. 398. 203 43. CM. que significa “vida” em si mesma. Ev. 224. 177. 711 649 1 Ao sair Jesus do templo. 360. “deficiência”. dizendo: Sou eu. 9 as perseguições por cansa do evangelho. T3. O lou­ vor de Jesus a essa viúva estava baseado no espírito que impulsionou sua oferta. 599.DTN. BS.DTN.LA. MCI I. 31 -T2. Esta é a única base que Deus emprega para recompensar as pessoas. EEC. 109. 32. 156 24-PJ. FEC. não vos assusteis. 6 Muitos virão em Meu nome. não zoe. T8. perisseuma. e isso não lhes custava nada. bios. 70. 35. 260. achava-Se Jesus assentado. 5 Então. T6. 733. 315. 614-620 42. 10. 616. mas ainda não é o fim. 601-609 16-CE. T5. CPPE. defronte do tem­ plo. 392 34 . 10 a pregação do evangelho a todas as nações e 14 as grandes calamidades que cairiam sobre os judeus. Tl. Jesus passou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane. 39. Ed. T5. que significa “abundância”. T3. 4 Dize-nos quando sucederão estas coisas.DTN. 504. e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-sc. T2.MARCOS seu valor monetário. porém. ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras. 614 4144. quando Pedro. 310.DTN.PJ. Pobreza. CM. 109. 608 37 . OE. “indigência”. 103. T2. 388 28-33 . 596-600 13-40 -DTN. 352. e enganarão a muitos. 110. Do gr.CES.

21 Então. porque não sabeis quando será o tempo. digo a todos: vigiai! 712 . nem os anjos no céu. e vos farão comparecer à presença de governa­ dores e reis. se possível. 27 E Ele enviará os anjos e reunirá os Seus escolhidos dos quatro ventos. então. não vos ache dormindo. não vos preocupeis com o que haveis de dizer. pois. mas o Espírito Santo. o sol escurecerá. deixa a sua casa. a lua não dará a sua claridade. porque não sois vós os que falais. que Deus criou. para lhes servir de testemunho. 30 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. mas. porém. 34 É como um homem que. e o pai. 29 Assim. verão o Filho do Homem vir nas nuvens. porque não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde. ausentando-se do país.13:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 8 Porque se levantará nação contra nação. pois. por causa dos eleitos que Ele escolheu. 35 Vigiai. no eirado. pois. Haverá terremotos em vários lugares e também (ornes. contra reino. senão o Pai. sabei que está próximo. e ao porteiro ordena que vigie. porque vos entrega­ rão aos tribunais e às sinagogas. 20 Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias. 11 Quando. e ninguém se salvaria. 23 Estai vós de sobreaviso. naqueles dias. vindo ele inesperadamente. virdes o abominável da de­ solação situado onde não deve estar (quem lê en­ tenda). também vós: quando virdes aconte­ cer estas coisas. 33 Estai de sobreaviso. 13 Sereis odiados de todos por causa do Meu nome. a cada um a sua obrigação. vigiai e orai. pois. sereis açoitados. dá autoridade aos seus servos. por Minha causa. porém as Minhas palavras não passarão. após a referida tri­ bulação. da extremidade da terra até à extremidade do céu. e as folhas brotam. tudo vos tenho predito. 25 as estrelas cairão do firmamento. se ao cantar do galo. 10 Mas é necessário que primeiro o evange­ lho seja pregado a todas as nações. mas o que vos for concedido naquela hora. 22 pois surgirão falsos cristos e falsos profe­ tas. com grande poder e glória. 12 Um irmão entregará à morte outro irmão. ao filho. 28 Aprendei. operando sinais e prodígios. e reino. 37 O que. para enganar. às portas. 19 Porque aqueles dias serão de tamanha tri­ bulação como nunca houve desde o princípio do mundo. que perseverar até ao fim. 15quem estiver em cima. e os po­ deres dos céus serão abalados. 16 e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. 24 Mas. esse será salvo. vos digo. 26 Então. isso falai. se pela manhã. 32 Mas a respeito daquele dia ou da hora nin­ guém sabe. 31 Passará o céu e a terra. os que estiverem na Judeia fujam para os montes. 9 Estai vós de sobreaviso. nem o Filho. até agora e nunca ja­ mais haverá. 17 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18 Orai para que isso não suceda no in­ verno. vos levarem e vos entre­ garem. porém. Estas coisas são o prin­ cípio das dores. se à meia-noite. aquele. filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão. a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam. 14 Quando. não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa. os próprios eleitos. abreviou tais dias. 36 para que. se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis. sabeis que está próximo o verão.

ou para serem dos se referem às quatro vigílias da noite. 433. 276. 38. 218. T5. 184. xi.95. FEC. 634. 102. MJ. 44). Cristo. Sem dúvida. ► mesmas coisas no discurso anterior (ver com. “não andeis truição do templo. CPPE. 136) a omissão destas palavras. Ev. de punidos” (ver Mt 10:18.37-T8. Do gr. “testemunho diante deles” (ver com. provavelmente A palavra é usada aqui como um título e não por que ele já havia relatado praticamente as como um nome pessoal (ver com. 205 3537-T2. Ausentando-se do país. T5. 24. Marcos é ainda de Mt 10:17-21). Lc 21:5-38. SC. 91. 182. omite esta parte do discurso de Jesus regis­ 21. 136) favorece a omissão desta (cf. 9. que Mt 24:29). 245. 190. 14. o Messias. T4. Os quatro termos aqui utiliza­ tribunais. Ver com. A des­ Não vos preocupeis. T2. 736. “pregar”. T6. 717 II -CES. 35.GC. trado em Marcos 13:9 a 12. 397. T2. T7. [O sermão profético. de 8. Tribulações (ACF). 238 34-CM. Ou. GC. portanto. a um magistrado.GC. 564. Não sabeis. T6. acordo com o sistema romano que se empre­ At 25:17). SC. Governadores e reis. 627-636 9-AA. de Mt 24:36. Ver com. 304 33 . de Ap 6:13). 667. 326. 183. de. kêrussõ. vos levarem. T9. Marcos Mt 10:18). A evidência textual permite textual (cf. Estai vós de sobreaviso. 13.GC. 128. ou tribunais. 165. T2 250. T3. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 713 395. 410 37. gava na Palestina.GC. Isto é. 58. pois. Lc 21:12. Ou. palavra. T4. 115. 191 35. (ver com. de 34. de Mt 6:25. 246. 82. Mc 13:1-37 = Mt 24:1-51 = ansiosos” (ver com. 301. p. Naqueles dias. 36-GC. de Mt 1:1). CM. PJ. Ao sair. 256. 255. 48. T8 56. 10:19). Cairão. Quando. 221 34. 490. Principalmente. Comentário principal: Mt]. 102. 481. Esta é a razão para ficar vigilante ou alerta. Pregado. 57 . 37 35. 362. uma referência lização desses sinais nos céus (ver com. Nem premediteis (ACF). 306 24-26 . to grego ressalta o sentido de continuida­ uma referência aos governantes gentios. WHITE I -GC. 83. 302. 243. T2. 117. 25 1-37-DTN. 37. 81.DTN. p. 306. DTN. 25. 427. 192 36. mais preciso do que Mateus quanto à loca­ Tribunais. 40 13-DTN. Ver com. HR. aqui omite a maior parte do discurso regis­ 10. 746 24-GC. Ed. de Mt 24:29. T7. A evidência Mt 10:19. O tex­ se reuniam nas diversas sinagogas (ver p. Com 44. 355 22 . de ao sinédrio judaico local. “proclamar” trado em Mateus 24:37 a 25:46. 572. T5. 119. 199. o sentido de que eles seriam “levados ante À tarde. ou “anunciar”. 138.MARCOS 13:35 650 I. 20. T5. 321. 491. 22:54.T6. como de uma chuva de estrelas cadentes Para lhes servir de testemunho. 513. Literalmente. MCH. Situado onde não deve estar. 463. II. 462. TM. Mateus 24 “erigido onde não deve” (BJ).

43 judas entrega a Jesus com um beijo. o leproso. foi com os doze.14:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Capítulo 14 1 A conspiração contra Cristo. 18 Quando estavam à mesa e comiam. 7 Porque os pobres. um após outro: Porventura. 3 Estando Ele em Betânia. 10 Judas trai o Mestre. derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus. buscava ele uma boa ocasião para O entregar. foram à cida­ de e. para que ► não haja tumulto entre o povo. o que mete comigo a mão no prato. sou eu? 20 Respondeu-lhes: E um dos doze. dizendo-lhes: Ide à cidade. disseram-Lhc Seus discípulos: Onde que­ res que vamos fazer os preparativos para come­ res a Páscoa? 13 Então. podeis fazer-lhes bem. disse Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós. 12 E. 19 E eles começaram a entristecer-se e a dizer-Lhe. pois. um dos doze. abençoando-o. 65 Eles zombam dEle. Me trairá. 14 segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o Meu aposento no qual hei de comer a Páscoa com os Meus discípulos? 15 E ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto. alegraram-se e lhe pro­ meteram dinheiro. 16 Saíram. 714 . 8 Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungirMe para a sepultura. prepararam a Páscoa. e todos beberam dele. 651 1 Dali a dois dias. como está es­ crito a Seu respeito. ali fazei os preparativos. 53 é falsamente acusado e condenado injustamente pelo concílio dos judeus. dizen­ do: Tomai. será também conta­ do o que ela fez. em casa de Simão. à trai­ ção. 6 Mas Jesus disse: Deixai-a. reclinado à mesa. para lhes entre­ gar Jesus. enviou dois dos Seus discípu­ los. 11 Eles. tendo dado graças. os discípulos. o que come comigo. quando se fazia o sacrifício do cordeiro pascal. isto é o Meu corpo. e. achando tudo como Jesus lhes tinha dito. e os principais sacerdotes e os es­ cribas procuravam como O prenderiam. mas a Mim nem sempre Me tendes. 9 Em verdade vos digo: onde for pregado cm todo o mundo o evangelho. 23 A seguir. mas ai daquele por intermé­ dio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! 22 E. E murmuravam contra ela. sempre os tendes convos­ co c. enquanto comiam. o deu aos Seus discípulos. veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro. 3 Um precioso unguento é derramado sobre Sua cabeça por uma mulher. no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos. para memória sua. foi ter com os principais sacerdotes. 12 Cristo prediz a traição por um dos discípidos. tomou Jesus um cálice e. 17 Ao cair da tarde. era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos. quando quiserdes. 10 E Judas Iscariotes. e O matariam. 4 Indignaram-se alguns entre si c diziam: Para que este desperdício de bálsamo? 5 Porque este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos po­ bres. ouvindo-o. tomou Jesus um pão e. 46 Cristo é preso no Getsêmani. 21 Pois o Filho do Flomem vai. quebrando o alabas­ tro. o partiu e lhes deu. por que a moles­ tais? Ela praticou boa ação para comigo. 2 Pois diziam: Não durante a festa. 66 Pedro O nega três vezes. nesse meio tempo. 22 Ele institui a Santa Ceia depois de preparar e comer a Páscoa com os discípulos e 26 prediz que esses O abandonarão e que Pedro O negará. e vos sairá ao encontro um homem trazendo um cântaro de água.

que hoje. orou repetindo as mesmas palavras. de espada. te contra Jesus. deixando-O. do pátio do sumo sacerdote e estava assentado > 37 Voltando. e disse a entre os serventuários. este santuário edificado por mãos humanas e. e as ovelhas ficarão dispersas. 34 E lhes disse: A Minha alma está profun­ 51 Seguia-0 um jovem.MARCOS 14:1 652 24 Então. o Filho 25 Em verdade vos digo que jamais beberei do 11 ornem está sendo entregue nas mãos dos do fruto da videira. começou a sentir-Se tomado de pavor e de é para que se cumpram as Escrituras. 42 Levantai-vos. os an­ 36 E dizia: Aba. ali chegados. para que não entreis em ten­ Jesus para O condenar à morte e não achavam. tu Me negarás três vezes. o san­ 41 E veio pela terceira vez e disse-lhes: Ainda gue da nova aliança. plo. tou-lhe a orelha. porque está escrito: Ferirei o pas­ principais sacerdotes. 715 . como a um salteador? cípulos: Assentai-vos aqui. vamos! Eis que o traidor se 26 Tendo cantado um hino. Assim disseram todos. dis30 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo se-Lhe: Mestre! E O beijou. o espírito. está pronto. Lhe deitaram as mãos e O o galo. levando consigo a Pedro. aquentando-se ao fogo. foram a um lugar chamado 48 Disse-lhes Jesus: Saístes com espadas e Gctscmani. na verdade. logo que chegou. fugiu desnudo. sacando da Ainda que me seja necessário morrer contigo. turba com espadas e porretes. contudo. 43 E logo. dizendo: porque os seus olhos estavam pesados. contudo. ensinando. e reu­ poupada aquela hora. mas os depoimentos não eram coerentes. Lhe fosse 53 E levaram Jesus ao sumo sacerdote. falava Ele ainda. prendei-o c le­ 29 Disse-Lhe Pedro: Ainda que todos se es­ vai-o com segurança. Pedro: Simão. 50 Então. e lançaram-lhe a mão. um dos circunstantes. coberto unicamente com um lençol. eu. nesta noite. achou-os outra vez dormindo. 31 Mas ele insistia com mais veemência: 47 Nisto. lhes disse Jesus: Todos vós vos es­ Judas. enquanto Eu vou orar. candalizem. Pai. disse Jesus a Seus dis­ porretes para prender-Me. prenderam. largando o lençol. passa ciãos e os escribas. se possível. e orava para que. tação. lhes disse: Isto é o Meu sangue. mas a 56 Pois muitos testemunhavam falsamcncarne é fraca. e com ele. 39 Retirando-Se de novo. c não sa­ 58 Nós o ouvimos declarar: Eu destruirei biam o que Lhe responder. 49 Todos os dias Eu estava convosco no tem­ 33 E. de beber. achou-os dormindo. e sim o que Tu queres. quando chegou 27 Então. Aquele a quem eu beijar. 35 E. prostrou-Se 52 Mas ele. no reino de Deus. e não Me prendestes. o traidor tinha-lhes dado esta senha: adiante de vós para a Galileia. vinda da parte dos candalizareis. escribas e anciãos. testificavam fal­ 40 Voltando. antes que duas vezes cante 46 Então. todos fugiram. um dos doze. de Mim este cálice. tudo Te é possível. derramado cm favor de muitos. em terra. saíram para o aproxima. uma tor. depois da Minha ressurreição. aproximando-se. levantando-se alguns. tu dormes? Não pudeste vigiar 55 E os principais sacerdotes e todo o nem uma hora? Sinédrio procuravam algum testemunho contra 38 Vigiai e orai. ficai aqui e vigiai. jamais! 45 E. 57 E. 32 Então. Tiago c João. angústia. novo. damente triste até à morte. até àquele dia em que o hei pecadores. irei 44 Ora. dormis e repousais! Basta! Chegou a hora. é esse. não seja o que Eu 54 Pedro seguira-O de longe até ao interior quero. 28 Mas. samente. feriu o servo do sumo sacerdote e cor­ nenhum modo Te negarei. niram-se todos os principais sacerdotes. monte das Oliveiras. adiantando-Se um pouco.

10. o Filho do Deus Bendito? 62 Jesus respondeu: Eu sou. o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? 64 Ouvistes a blasfêmia. Comentário principal: Mt]. 11 = Mt 26:1-5. caindo em si. oferecimento de Judas tenha ocorrido justo no momento em que eles estavam prestes a anagaion. E saiu para o alpendre. Mc 14:1. 716 £S9 14:1 . desa­ tou a chorar. porem. Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que duas vezes cante o galo. Mc 14:10. de Mt 26:5. 71 Ele. tu Me negarás três vezes. Dali a dois dias. construirei outro. vendo-o. fi­ xou-o e disse: Tu também estavas com Jesus. de todos. guardou silêncio e nada respon­ deu. geralmente isso era feito por mulhe­ pal: Mt e Lc]. pouco depois. Aparentemente. Estando Ele em Betânia. a dar-Lhc murros e a dizer-Lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas.. E. lizada nos papiros para descrever qualquer 11 = Mt 26:14-16 = Lc 22:3-6]. de 12. a cobrir-Lhe o rosto. E o galo cantou. de Lc 2:29). 70 Mas ele outra vez o negou. Outro (ver com. 15. 14). dizendo: Não O conhe­ ço. II. Comentário prin­ vida de Jesus. vendo a Pedro. 69 E a criada. nem compreendo o que dizes. porque também Lu és galileu. um 14-16 = Lc 22:1-6. Ou seja. [O plano para tirar a Mt 26:17-19 = Lc 22:7-13. começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais! 72 E logo cantou o galo pela segunda vez. tornou a dizer aos cir­ cunstantes: Este é um deles. Um homem. Do gr. nada mais e nada menos. 2. sobre Mc 14:2. Mc 14:12-16 = Mt 26:18). Ela fez o que pôde. és um deles.. palavra uti­ 10. Dono da casa. 66 Estando Pedro embaixo no pátio. cipal: Mt]. cf. Os homens geralmente transportavam mulher fez o melhor uso possível do que água em odres. e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. [O pacto da traição. porém. o Nazareno. Um espaçoso cenáculo.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENT1STA em três dias. Ver com. At 1:13. Talvez o local de hospedagem (ver com. [Os discípulos preparam a Páscoa. termo grego. huperõon significa estrita­ mente “sala superior” (cf. Tornou a interrogá-Lo o sumo sacerdote e Lhe disse: És Tu o Cristo. E. < I. Comentário princi­ barro. no meio. 60 Levantando-se o sumo sacerdote. 59 Nem assim o testemunho deles era coerente. 13. Judas. Do gr. que vos parece? E todos O julgaram réu de morte. de Mt 26:15). qualquer quarto desistir de colocar em prática seus planos acima do nível do solo. a identificação desta sala. não por mãos humanas. a res. veio uma das criadas do sumo sacerdote 67 e. literalmente. [Jesus servo. despotês (ver tinha nas mãos. 3. os que ali estavam disseram a Pedro: Verdadeiramente. Do gr. de Lc 2:7). 14. Era ungido em Betânia. Isso é o que Deus espera com. portanto. Aposento.] alegraram-se. 68 Mas ele o negou. 8. um quarto na parte superior da casa. Mc 14:3-9 = Mt 26:6-13 = incomum a um homem carregar água em um “cântaro” ou em outro recipiente de Lc 7:36-50 = Jo 12:1-8. que se aquentava. e não o dono da casa (ver v. 65 Puseram-se alguns a cuspir nEle. ver com. Então. kataluma. Boa ocasião. 63 Então. perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra Ti? 61 Ele. Sacrifício do cordeiro pascal. Eles [.

Ver com. Ou seja. Há outra situação nome de Yahweh (ver vol. Enquanto comiam. de Mt 6:2). 51. 652. (ver Jo 21:20-24). foram. e o julgamento e a crucifixão ocor­ ele estivesse vestido apenas com a roupa reriam antes do pôr do sol seguinte. ver com.DTN. 54. 53. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 552 27. A evidência textual jovem é apenas uma conjectura. a prisão de Jesus. [A Ceia do acontecimentos da noite. [Jesus. Literalmente “espalhado”. 1. Segundo o cômputo judaico. 712 . 564 30-DTN. a palavra grega Pronto. 205. enigmaticamente à sua própria ligação com de Mt 26:30. os eventos dúvida. Basta! Nos papiros. O mais provável é que semana. principal: Mt]. Duas vezes. Por parte de João. 152. Uma forma de designar a 40. pois todos [Pedro é avisado. Um jovem. daquela hora. no entanto.MARCOS 14:61 Mobilado. a fim de evitar o uso do sagrado apenas por Marcos. 80. Comentá­ (ver com. Apenas Marcos observa Jo 21:7). Aqui. 12. almofadas na sala (ver com. pode ter sido um dos discípulos. mesmo que favorece a omissão (cf. Isto é. Sinédrio. assim traduzida ocorre em recibos para indi­ 17. 41. que qualquer sugestão sobre a identidade do t Em mim (ARC). [O traidor é indi­ car que o pagamento integral fora efetuado cado. 688 9. de baixo. 161. Jesus quis dizer que rio principal: Mt].DTN. ver com. Talvez em antecipação da Páscoa.DTN. Mc 14:27-31 = Mt 26:31. de Mc 2:15). T6. João Marcos (ver At 12:12). Literalmente. 550 7 . Lc 22:63-71. 29 . 557-568 6-8 . Bendito. Comentário (Mc 14:50). Tendo cantado um hino.DTN. Esse “jovem” dificilmente 27. 17-25 . Ou. Comentário Alguns sugerem que o autor do evangelho. [Jesus no Getsêmani. Comentário principal: Mt]. WHITE 3 . aqui se refere 26. Foi. 150). Desnudo. T4.T4. houve vras. que revelou Pedro. “assen­ jovem.MCF1. 136) destas pala­ pareça plausível. Mc 14:22-26 = Mt 26:26-30 = algum motivo para sua inclusão na narrativa. de Mt 5:40. “luz”. Levaram Jesus. Ao cair da tarde. principal: Mt]. 149. p. Detalhe observado Divindade.DTN. Mc 14:17-21 = Mt 26:20-25. 310 3-11 . 673 10. DTN. Todos vós vos escandalizareis. Comentário principal: Mt]. 652-661 PR.T4. este detalhe. ver Nota Adicional estava terminado.CM. seguido por um 18. porém as estabelece em Mateus 26:31. ao pôr do sol já havia começado o sexto dia da 52. Aquela hora. 61. ou túnica (ver com. Hoje. sem 35. de Jo 13:21-30). sobre a ou que o debate desse assunto específico cronologia da Última Ceia. 52]. Lc 22:19-23 = ICo 11:23-25. [Jesus perante o 32. 2 a Mateus 26. 551 29-31 . Fogo. contudo deve haver Senhor. Então. 560 6 . CBV. Este incidente aparen­ tados a comer” (ARC.eles já haviam abandonado Jesus e fugido 35 = Lc 22:31-34 = Jo 13:36-38. Não sabiam. uma omissão intencional de sua identidade 30. Mc 14:51. temente trivial não parece ter relação com os 22. à noite do “primeiro os discípulos haviam dormido o suficiente dia da Festa dos Pães Asmos” (v.semelhante em que os discípulos fica­ a referência deve ser à disposição dos solas ou ram sem palavras (ver Mc 9:6). Mc 14:53-65 = Mt 26:57-68 = Mc 14:32-42 = Mt 26:36-56 = Lc 22:39-46. a luz do fogo. 201. de Mc 2:15). Quando estavam à mesa.PJ. p. Deve-se salientar.

de preferência. 60 . era costume soltar ao povo um dos presos. qualquer que eles pedissem. e reuniram todo 3 Então. rei dos 5 Jesus. porém. principais sacerdotes lho haviam entregado. Pilatos. soltou-lhes Barrabás. 8 Vindo a multidão.DTN. os quais cm um tumulto haviam vestes. 49. 100 37. 706 40-DTN. mas 39 é reconhecido como o Filho de Deus pelo centurião. Te. 23 Deram-Lhe a beber vinho com mirra. preso com Lhe a púrpura e O vestiram com as suas próprias amotinadores. 126. si as vestes dElc. após mandar açoi­ levaram-No c O entregaram a Pilatos. querendo contentar a mui. T2. que é o pretório. deste a quem chamais o rei dos judeus? que levaria cada um. 9 E Pilatos lhes respondeu. 21 E obrigaram a Simão Cireneu. despiram7 Havia um. para ver o então. vam de muitas coisas. 115. 163. cuspiam nEle e. os principais sacerdotes O acusa­ o destacamento. PE. 685-697 34-38 . lançando-lhes sorte. clamavam: Crucifica-O! 718 SS9 1 Jesus é atado e levado diante de Pilatos. 15 Barrabás é posto em liberdade pelo clamor da multidão e Jesus é entregue para ser crucificado. 152 Capítulo 15 14 Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez Ele? 1 Logo pela manhã. 43 É honrosamente sepidtado por José de Arimateia. que eu vos solte o rei dos judeus? 22 E levaram Jesus para o Cólgota. 6 Ora. 17Vestiram-No de púrpura e. amarrando a Jesus. porém. vindo do campo. . T5. 19 Davam-Lhe na cabeça com um caniço.DTN. 21 Ele desmaia ao carregar a cruz. que passa­ fizesse como de costume. tidão. Barrabás. 29 sofre os insultos dos judeus. 689. T3. 27 É crucificado entre dois ladrões. OE. dizendo: Quereis a carregar-Lhe a cruz. 56 -TM. 34. pai de Alexandre e de Rufo. por ocasião da festa. des? Vê quantas acusações Tc fazem! 18 E O saudavam.« cribas e todo o Sinédrio. os es­ 15 Então. conduziram Jesus para fora. 19 cuspido e escarnecido. com cometido homicídio.DTN. não respondeu palavra. tecendo uma 4 Tornou Pilatos a interrogá-Lo: Nada respon­ coroa de espinhos. porém. 712 50-DTN. 17 Ele é coroado com espinhos. os soldados O levaram para den­ deus? Respondeu Jesus: Tu o dizes. 490. 71 146. pondo-se de joelhos. tar a Jesus.T8.DTN. 2 Pilatos O interrogou: És Tu o rei dos ju­ 16 Então. o crucificaram e repartiram entre 12 Mas Pilatos lhes perguntou: Que larei. 89. 167. tro do palácio. 192. 410 58. não tomou. que quer 10 Pois ele bem percebia que por inveja os dizer Lugar da Caveira. a judeus! ponto de Pilatos muito se admirar. Lha puseram na cabeça. 20 Depois de O terem escarnecido. 689 38-DTN. entregou-0 para ser crucificado. e. 11 Mas estes incitaram a multidão no senti­ do de que lhes soltasse. e. 24 Então. Ele. 38 . dizendo: Salve. O adoravam.15:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 32-50 . PP. 476. 690 70-DTN. 698-715 511. começou a pedir que lhes o fim de O crucificarem. entraram em conselho E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-O! os principais sacerdotes com os anciãos. chamado Barrabás. T6. 53-72 . 13 Eles. 101. Então. 697 72-PJ. va.

11-31. Maria. = Lc 23:26-49 = Jo 19:17-37. expirou. vejamos se Elias vem tirá-Lo! 37 Mas Jesus. Ver com. aos soldados. pondo-a na ponta de um cani­ ço. em epígrafe. Pilatos. entre si diziam: Salvou os outros. turba não desencadeassem uma revolta. Maria Madalena e Maria. A evi20. por cima. os soldados. 44 Mas Pilatos admirou-se de que Ele já ti­ vesse morrido. dando um grande brado. [Jesus perante Era mais do que um simples desejo dc Pilatos. Pilatos O interrogou. Eloí. 656 1. e dc José. este homem era o Filho de Deus.MARCOS 25 Era a hora terceira quando O crucificaram. Então. quando Jesus estava na Caldeia. de 16. diziam: Vede. escarnecendo. e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. Jo 18:28-19:16. Mt 27:1. 2. E. meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que des­ tróis o santuário e. Lc 23:26]. O acompanhavam e serviam. dc alto a baixo. 28 E cumpriu-Se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado. Ele nada respondia (ARC). lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus Meu. e Salomé. leva a cruz de Jesus. 26 E. dc principal: Mt e Jo]. observaram onde Ele foi posto. ► dcncia textual favorece a omissão (cf. isto é. mãe de I iago. tendo chamado o centurião. 46 Este. 40 Estavam também ali algumas mulhe­ res. dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 2. por ser o dia da prepara­ ção. 136) [A crucifixão. para que vejamos e creiamos. por que Me desamparaste? 35 Alguns dos que ali estavam. a véspera do sábado. clamou Jesus em alta voz: Eloí. 47 Ora. houve trevas sobre toda a terra até a hora nona. os principais sacerdotes com os escribas. além destas. Logo pela manhã. 34 À hora nona. para que as descontroladas paixões da principal: Lc]. 45 Após certificar-se. Apenas Marcos registra isto. descendo da cruz! 31 De igual modo. o reedificas! 30 Salva-Te a Ti mesmo. vendo que assim expirara. 43 vindo José de Arimateia. entre elas. [Simão Era costume soltar. envolveu-o em um lençol que comprara e o depositou em um túmulo que Linha sido aberto numa rocha. [Jesus entregue Lc 23:1-5. se pos­ 23:1-7. Querendo contentar a multidão. o menor. estava. Deus Meu. blasfemavam dEle. como na ARA. 39 O centurião que estava em frente dEle. 29 Os que iam passando. Comentário 6. Pai de Alexandre e de Rufo. que também esperava o reino de Deus. 3. 33 Chegada a hora sexta. Ver com. Mc 15:16-20 = Mt 27:27-311. a Si mesmo não pode salvar-Se. mãe de José. 21. chama por Elias! 36 E um deles correu a embeber uma espon­ ja em vinagre c. cedeu o corpo a José. 11-26 = Lc ele estava ansioso de agradar o povo. 13-25. Era prática habitual. Também os que com Ele foram crucificados O insultavam. baixando o corpo da cruz. 27 Com Ele crucificaram dois ladrões. Conduziram Jesus para fora. ilustre membro do Sinédrio. 41 as quais. em três dias. dizendo: Deixai. o rei de Israel. Maria Madalena. e outro à Sua esquerda. 42 Ao cair da tarde. 32 desça agora da cruz o Cristo. 719 . disse: Verdadeira mente. Por ocasião da festa. e. Mc 15:1-15 = Mt 27:1. Mc 15:21 = Mt 27:32 = 15. a sua acusação: O R ei dos J udeus . Mc 15:20-41 = Mt 27:31-56 destas palavras. observando de longe. p. muitas outras que haviam subido com Ele para Jerusalém. pela informação do co­ mandante. ouvindo isto. um à Sua direita. 15:21 38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes. Comentário sível. perguntou-lhe se havia muito que morrera. dcu-Lhe de beber. 2.

no primeiro dia da semana. mãe. Do gr. 32-DTN. ver mapa. compraram aromas para irem embalsamá-Lo. Comentário principal: Mt e Jo. 42. 5 Entrando no túmulo. p. e Salomé.DTN. Do gr. 93. o sepultamento e a ressurreição de Jesus. termo que só pode se referir a um corpo morto. Mc 15:42-47 = Mt 27:57-61 = Lc 23:50-56 = Jo 19:38-42. 733 16-19 . “preparação”. Uma citação de Isaías 53:12. de Mc 3:18). ptõma. aos apóstolos.] 28. de Mt 27:50. paraskeuê. foram ao túmulo. 4. 45. 179 31 . Observaram. que. 5 . Véspera do sábado. 94). mãe de Jesus (ver com. 222. 136) tende a omitir esta citação de Isaías. Uma comparação com Mateus 27:56 indica que Salomé era. a não ser a menção feita a ela pelos evangelistas em relação com a morte. Era o sábado sema­ nal (ver Nota Adicional 1 a Mateus 26). 179 34 . Esta é a única ocorrência de ptõma no NT. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 726 9 . viram que a pedra já estava re­ movida. Maria.DTN. Alguns têm identificado esta Maria com a esposa de Cleopas (ou Clopas. viram um jovem 720 . torna claro que a sexta-feira foi o dia da crucifixão. filhos de Zebedeu. Corpo. No texto grego. A evidência textual (cf. é confirmada em Lucas 22:37. A Escritura. ► 2 E. 741-757 26 . 196. Lc 23:52. Maria.DTN. “cadáver”. com. Preparação. de Jo 19:25). p. 749 32-PE. A pre­ cisa afirmação de Marcos. ao despontar do sol. a mãe de Tiago e João. ver com. [A crucifixão. pois era muito grande.PE. 12 a dois outros no caminho para o campo e. fazendo planos para embalsamar Seu corpo depois que as horas sagradas do sábado tivessem passado (ver Lc 23:55-24:1). 14 em seguida. 657 1 Passado o sábado. Nada mais se sabe a respeito desta Maria.DTN. 229. no entanto. e grá­ ficos 8 e 9. olhando. juntamente com a sequência de dias em Lucas 23:54 a 24:1. cf. 226 44 .PJ. 230]. 47. 723-740 2. [O sepultamen­ to de Jesus.DTN. Ver com. de Jo 19:25. Ele ascende ao Céu. Maria Madalena. 3 Diziam umas às outras: Quem nos remo­ verá a pedra da entrada do túmulo? 4 E. Salomé. 15 a quem envia para pregar o evangelho. Também tem-se sugerido que ela era irmã de Maria.15:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 22. 773 Capítulo 16 I Um anjo anuncia a ressurreição de Cristo a três mulheres. 19 Depois. muito cedo. possivelmente. Comentário principal: Mt e Mc. 9 O próprio Cristo Se apresenta a Maria Madalena. WHITE 1-20 .HR. 40. Gólgota. 222 31. mãe de Tiago. A palavra grega usual para “corpo” é sõma (ver Mt 27:59. p. Jo 19:40). 37. palavra cujo uso no NT deve se aplicar tanto ao dia anterior a um sába­ do quanto ao dia que precedia a um dia de festa (ver p. 734 20-38 .DTN. Mc 15:22-41 = Mt 27:33-49 = Lc 23:33-49 = Jo 19:17-30. Expirou. HR. isto significa que as mulheres observavam aten­ tamente o sepultamento de Jesus.

e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Mc 14:72. 713). isto é. vede o lugar onde O tinham posto. Desse modo. quando estavam à mesa. 7 Mas ide. se alguma coisa mortífera beberem. Miaria Madalena. falarão novas línguas. "havia transcorrido”. Havendo Ele ressuscitado. Muito cedo. apareceu primeiro a Maria Madalena. e. 9. fugiram do sepulcro. 12 Depois disto. Mc 16:9-11 = Jo 20:11-18]. Alguns interpretam mal essa declaração para indi­ car que as mulheres não disseram nada aos discípulos. [A ressurrei­ ção de Jesus. tendo partido. 1. fica claro que a ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana. não crer será condenado. Mc 16:1-8 = Mt 28:1-10 = Lc 24:1-12 = Jo 20:1-10. que se seguiam. porque ele havia se arrependido sinceramente (ver Mt 26:75. e não antes. como alguns têm pro­ posto (ver com. na noite de sábado mas que já era domingo para elas. quem. 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pre­ gai o evangelho a toda criatura. foi recebido no céu e assentou-Se à destra de Deus. 721 . 9 a 20. porque não deram crédito aos que O tinham visto já ressuscitado. de medo. Ou seja. era uma indicação de que. saindo elas. manifestou-Se em outra forma a dois deles que estavam de caminho para o campo. que foi cruci­ ficado. eles ficarão curados. Compraram aromas. depois de lhes ter falado. Pedro. porém. expelirão demônios. ouvindo que Ele vivia e que fora visto por ela. partindo ela. e que. Apenas Marcos se refere a Pedro por nome aqui (cf. 11 Estes. mas também a estes dois eles não deram crédito. lá O vereis. Estas especia­ rias devem ter sido compradas depois do pôr do sol. 6 Ele. porém. lhes disse: Não vos atemori­ zeis. não acreditaram. 10 E. p. Ele ressuscitou. 8 E. 13 E. 136) a omissão dos v. eles não disseram nada para aqueles com quem se encontraram ao entrar na cidade. de Mt 28:1. cooperando com eles o Senhor e con­ firmando a palavra por meio de sinais. 14 Finalmente. Marcos aqui contradiz os outros evangelhos. Pedro ainda era reconhecido e incluído entre os mais próximos de Jesus. portanto. porque estavam possuídas de temor e de assombro. p. e censurou-lhes a incre­ dulidade e dureza de coração. Ver Nota Adicional a Lucas 7. 18 pegarão em serpentes. de Mt 28:1). não está mais aqui. entre os acontecimentos de Marcos 15 e os de Marcos 16. Mas esta conclusão não tem fundamento. 8. o Senhor Jesus. dizei a Seus discípulos e a Pedro que Ele vai adiante de vós para a Galileia. se achavam tristes e choravam. DTN. da qual expelira sete demônios. A evidência textual favorece (cf. Ou. Nada disseram. nada disseram a ninguém. Ver com. indo. e a conclusão do evangelho de Marcos seria. tendo sido companheiros de Jesus. 19 De fato. 9 Havendo Ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana. 7.MARCOS 16:9 assentado ao lado direito. pregaram cm toda parte. 17 Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em Meu nome. 2. como Ele vos disse. [Jesus aparece a Maria Madalena. vestido de braneo. se impuse­ rem as mãos sobre enfermos. Passado o sábado. buscais a Jesus. foi anunciá-lo àqueles que. apesar de seus erros. 20 E eles. O fato de Jesus o mencionar nominalmente. o Nazareno. apareceu Jesus aos onze. às quais foram acres­ centadas aquelas que as mulheres tinham preparado na sexta-feira (ver Lc 23:56) e as que Nicodemos proveu (ver jo 19:39). 611). 16 Quem crer e for batizado será salvo. e. não lhes fará mal. eles o anunciaram aos demais. Comentário principal: Mt e Jo].

Ainda assim. mesmo em face de testemunhos que afirmavam a res­ surreição de Cristo. o próprio Jesus enviou por meio deles. Em vez desse final mais longo. IJesus aparece a dois de Seus discípulos. estes versí­ culos são. e só tem interesse como uma curiosidade textual. a fim de que os discípulos lhes apreendessem o signi­ ficado” (DTN. Será salvo. 11. inclusive cm seus mínimos detalhes. 15. 41. 19. Tomada como um todo. Quando estavam à mesa. 14 o que. Um termo tecnicamente correto. 821). Aqui não se faz referência ao batismo em sentido positivo ou negativo. 14. do v. se alguém é condenado. Deve-se notar que. Quanto à sequência cronológica das mani­ festações posteriores à ressurreição. a evidência textual favorece o final chamado “mais longo” (ver com. [A ordem para a evan­ gelização. Não acreditaram. um breve relato de parte das amplas instruções que Jesus deu a cerca de 500 pessoas reunidas em uma montanha na Galileia (ver com. eram chamados pelo termo familiar “os doze” (ver Jo 20:24). acrescenta ao v. provavelmente. Mc 16:12. Não crer. de Mt 28:16. Ide. é chamado de “Freer Logion”. 14). Este acréscimo tem indícios incon­ fundíveis de ser uma interpolação posterior. ver Nota Adicional a Mateus 28. Comentário principal: JoJ. Esses versos são chamados de “final longo” de Marcos. Censurou-lhes. de Rm 6:3-6). Um antigo manuscrito. Aqui se apresentam dois requisitos para os que aceitam os ensi­ nos do evangelho: fé em Jesus e batismo. 8. Depois disto. cf. às vezes. no v. Os comentaristas favorá­ veis à omissão desses versículos mencionam alguns fatores como diferenças de estilo literário e idioma. 16. 35. 14. constitui uma forte evi­ dência em favor da precisão e confiabilidade do relato histórico da ressurreição. 13 = Lc 24:13-35. Dureza de coração. 818. de leste a oeste. Parece que os discípulos transformaram em sua habita­ ção temporária o aposento superior cm que tinham participado juntos da Ultima Ceia. 12. de Lc 24:34. além da transição abrupta entre os v. 13. Aqui não há nada no relato que indique uma mudança de tempo ou de lugar diferentes do v. ou ao fato de que Jesus não loi reconhecido pelos discípulos no caminho de Emaús. pois o grupo de doze seguidores especiais de Jesus havia se reduzido a onze. o Códice Freeriano (ver p. Finalmente. E depois disso. contudo. DTN. a proclamação sagrada e impe­ recível de salvação eterna” (RSV). com o uso de palavras e frases nesses versículos que não são carac­ terísticas de Marcos. Possivelmente uma referência ao corpo ressuscitado de Jesus em contraste com Seu corpo antes da res­ surreição. Ver com. No entanto. “Várias vezes foram as palavras repetidas. Aos onze. 105).16:1 1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 658 portanto. Em outra forma. Mc 16:14-18 = Mt 28:16-20 = Jo 20:24-29. Eles não deram crédito. de Êx 4:21. o segundo é a demons­ tração externa de uma mudança interior da vida (ver com. Este registro da incredulidade dos discípulos. 818). Ver com. é por causa da incredulidade. após a traição e o suicídio de judas. O primeiro é a aceitação íntima da salva­ ção proporcionada pela morte vicária do Redentor do mundo. Este fato pode explicar as diversas versões da comissão evangélica apresentadas pelos evangelistas. 8 e 9. também conhecido como o Washingtonense. pois a realidade 722 . alguns manuscri­ tos antigos têm o que é chamado de linal ► mais curto”: “Mas eles relataram breve­ mente a Pedro e aos que com ele estavam tudo o que tinha sido dito. A incredulidade me­ rece reprovação quando persiste apesar de haver evidências suficientes contra ela. Comentário principal: Lc].

T7. haveria casos em que homens e mulheres verdadei­ ramente convertidos não poderiam receber o rito do batismo. 39. Coisa mortífera. . 2 . 301.PE. DTN. À destra. Essas notícias tendem a confundir o incauto e atrair o crédulo. 90. 18. as demonstra­ ções sobrenaturais e miraculosas do poder divino (ver p. p. 9. 17 e 18. 327. TM. 406. à semelhança do ladrão na cruz. pois não era necessário. JCo 12:28. tendo partido. 20 = Le 24:5053 . DTN. E mais provável que aqui se faça referência a um intervalo mais prolongado (ver com. 723 CBV.P J . de Mc 16:15). 186 1-8 . é suficiente para impedir que a pessoa desfrute as bênçãos da salvação. em muitas 16:20 ocasiões. T4. 174. Em realidade. 456. MCH. a que se faz referên­ cia nos v. T5. Ver com. Ev. Isto é. receberão um proteção especial. 406. A exaltada posição de Cristo no Céu frequentemente é o tema de vários escrito­ res do NT (ver At 7:55. 136. Cooperando com eles. Durante o ministério de Cristo não havia sido dado o dom de línguas aos doze. CPPE. Ver Nota Adi­ cional a Marcos 1. [A as­ censão de Jesus. 401. Comentário principal: Lc]. 447. 19:6. Depois de lhes ter falado. 16.AA. 568 15 . T8. Confirmando a palavra. PJ. 156. de Mc 1:31. 273. Ver com. A posição de honra e autori­ dade. 488 9 . Amém (ARC)! A evidência textual favo­ rece (ef. não é impos­ sível fasificá-los ou fazer circular notícias de supostos milagres. Rm 8:34. 793. No entanto. os milagres não constituem a evi­ dência mais poderosa de que seja genuína a manifestação do evangelho (DTN. ousadamente. Novas línguas. 205). Ed. OE. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. T6. Este dom lhes foi concedido quando se tornou neces­ sário (ver com. Eles. 466.DTN. os triun­ fos do evangelho realizados pelo Espírito Santo mediante os apóstolos. 1 Pc 3:22. de Lc 10:19. 472. Ver At 2:4. por si mesma. 39. 391. Jesus aqui usa como ilustrações casos que normalmente resul­ tam em danos graves ou morte e promete que os mensageiros do evangelho.DTN. Parcialmente. 818. Somente em Marcos se descreve. de acordo com a vontade do Pai. de ICo 14). 226. Esta frase de transição sugere que a ascen­ são ocorreu imediatamente após a comissão dos v. Me 16:19. ► Deve-se lembrar que Jesus Se recusou a rea­ lizar milagres como sinais. 19. 204. Pregaram em toda parte. SC. GC. 10:46.At 1:6-11. 15 a 18. 371. 369. Talvez aqui. 199. 17. Ed. Esta foi e continua sendo a missão dos seguidores de Cristo (ver Mc 16:15). 264. 769 1 . Serpentes. 136) a omissão desta palavra. durante os primeiros anos após a ascensão de Cristo.DTN. 408. T3. 201. mediante a evidência do poder divino mani­ festado pelos “sinais”. 351. impuserem as mãos. T9. não parece ter sido o caso. 480. 3 . 788-794 2 . Contudo. a qual. 10:12. T4. 300. Hb 1:3. 106. 788 7 . A falta do batismo simplesmente significaria uma demonstração externa de descrença inte­ rior. 8:1. Estes sinais. 14:2-5. WHITE 1 . FEC. 89. 119. 215. 303. Ap 3:21). 20. 799). 115. o poder divino sempre se unirá ao esforço humano. Cl 3:1. Expelirão demônios.DTN. Ef 1:20. 23. MS. como na ARA. mesmo que os milagres sejam valiosos. Jesus previa que. 15.659 MARCOS interior da salvação transcende amplamente em importância ao sinal exterior. Na providên­ cia de Deus.

18 . T7. 599.A A .225 18 .148. CS. 391. T8. 20. 827. 20 . 823. 187 CPPE. T9. 553. DTN. 141 < 660 255. 497. 480. CE. 466. 226. 498. MCI I. 226. 34.CS.16:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 724 2 0 . T6. 19.CS.CS. DTN. 139. PE. 17. CBV. CBV. 821. BS. 114 . MS. 29 T4. 15. 319.