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COMENTÁRIO

BÍBLICO
Adventista

do Sétimo Dia
A BÍBLIA SAGRADA COM COMENTÁRIO
EXEGÉTICO E EXPOSITIVO
Em sete volumes

VOLUME 6

Casa Publicadora Brasileira
Tatuí, SP

Título original em inglês:
The Seventh-day Adventist Bible Commentary

Copyright © da edição em inglês 1953, 1957: Review and Herald, Hagerstown, EUA.
Edição revisada cm 1976, 1978.
Direitos internacionais reservados.
Direitos de tradução epublicação
em língua portuguesa reservados à
Casa Publicadora Brasileira

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Atendimento ao cliente: (15) 3205-8888
www.cpb.com.br
Ia edição: 5 mil exemplares
2014
Coordenação Editorial: Vanderlei Dornelcs
Tradução: Rosangela Lira, Fernanda C. de Andrade Souza, Cecília Eller Nascimento,
Lícius O. Lindquist, Rcjane Godinho,
Revisão: Luciana Grubcr
Projeto Gráfico: Fábio Fernandes
Programação Visual: Fábio Fernandes c Renan Martin
Reprodução de Ilustrações: Lívia Haydée, Rogério Chimello
Capa: Levi Gruber
IMPRESSO NO BRASIL / Printedin Brazil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Comentário bíblico Adventista do Sétimo Dia /
editor da versão em inglês Francis D. Nichol,
editor da versão em português Vanderlei
Dorneles. — Tatuí, SP : Casa Publicadora
Brasileira, 2014. - (Série logos; v. 6)
Título original: The Seventh-Day Adventist
Bible Commentary.
Vários colaboradores
Vários tradutores
ISBN 978-85-345-2039-3
1. Adventistas do Sétimo Dia 2. Bíblia Comentários I. Nichol, Francis D., 1897-1966
II. Dorneles, Vanderlei. III. Série.
14-00207

cdd-220.7

índices para catálogo sistemático:
1. Bíblia : Comentários 220.7

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial,
_ ITO^
EDITORA AFILIADA

por qualquer meio, sem prévia autorização escrita do autor e da Editora.

Tipologia: Fairficld LT Std, 10,5/12,6 - 14322/28776

A Epístola de Paulo aos

ROMANOS

uma vez que as pessoas de todas as partes do império iam a Roma. título dado nos manus­ critos mais antigos. Posteriormente. 91-93). e estava ansioso por avançar ao oeste. descrevendo-lhes em termos claros e fortes os grandes princípios do evangelho (Rm 1:15. Título. 4. ICo 16:1-5. 2Tm 4:20) e por seu elogio a Febe. A fim de alcançar esse último propósito. O tema da epístola é a pecaminosidade universal do ser humano e a graça salvadora de Deus em prover um meio pelo qual os pecadores não só podem ser perdoados. Além disso. viajar para a Espanha (At 19:21. que ainda c usado em algumas versões portuguesas. Tema. ele pretendia visitar Roma e. 9:1. na extensão da lista de nomes em Romanos 16 e na suposição de que Paulo não poderia ter feito tantos amigos numa cidade que ainda não tinha visitado. cf. 373). Pros Rhomaious). 2:16. At 19:21. Na hora de escrever a carta. a fim de fortalecer o trabalho na Itália e introdu­ zir o cristianismo na Espanha (ver AA. 20:3. não é impossível que o apóstolo tivesse muitos amigos na capital. 509 . cf. Assim. Parece evidente que a epístola aos Romanos foi escrita durante a estada de três meses de Paulo em Corinto. a erudição ortodoxa não questiona a autenticidade da epístola. Contexto histórico. ele cria que havia terminado seu trabalho missionário na Ásia e na Grécia (Rm 15:19. No entanto. Essa teoria se baseia. Depois de concluir essa missão. Até então. porto orien­ tal de Corinto (Rm 16:1). onde Paulo havia traba­ lhado durante algum tempo (At 19). 26. 16 como parte da epístola. 23). Quando Paulo escreveu esta epístola. Muitos estudiosos datam essa visita no inverno de 57/58. 28). Rm 15:24. Mas. a Erasto (Rm 16:23. 24:17. de lá. provavelmente não lhe deu nenhum título. Autoria. Naquele tempo. cf. Foi apenas uma carta que escreveu aos cristãos em Roma. Paulo estava prestes a voltar para a Palestina. todos os manuscritos mais antigos incluem o cap. muitas vezes. ele não tinha sido capaz de visitar a igreja cristã na capital do império romano. ICo 1:14). ele escreveu esta carta. Alguns estudiosos têm sugerido que o cap. ela veio a ser conhecida como “Aos Romanos” (do gr. levando uma contribuição das igrejas na Macedônia e da Acaia. 2Co 8:1-4. O fato de a epístola ter sido escrita em Corinto é indicado por suas referências a Caio (Rm 16:23. embora. Paulo descreve Febe como tendo prestado um serviço especial à igreja de Cencreia. A olerta seria entregue aos cristãos pobres m em Jerusalém (Rm 15:25. 2). em grande parle. Paulo desejava conseguir o apoio e a cooperação dos cristãos de Roma. ver p. A crença de que o apóstolo Paulo é o autor dessa epístola nunca foi seria­ mente questionada. 3. Assim. mas alguns optam por uma data anterior. 16 pode não ter feito parte da carta original. posteriormente. na terceira viagem missionária (At 20:1-3). tivesse desejado fazê-lo (Rm 1:13. 2. 15:22). mas que compôs outra epístola enviada a Efeso. na expectativa de sua visita. os manuscritos ampliaram o título para um mais descri­ tivo “Epístola de Paulo aos Romanos”.A Epístola de Paulo aos ROMANOS Introdução 1.

Justificação pela fé. A justiça da rejeição. Os efeitos da justificação contrastados com os resultados da queda de Adão. 5:1-11. 4:1-25. B. e isso Ele fez pelo sacrifício de Seu Filho. A relação da lei com o pecado. 5:12-21. 6. Este é o evangelho de Paulo. 1. C. A doutrina da santificação pela fé. A necessidade universal da justiça. 3:21-31. Justiça oferecida cm Cristo. a. Primeiramente. Os benditos efeitos da justificação. 510 . Somente o próprio Deus pode fornecer um remédio. II. ► 4. 7:1-13. que morreu. é justo que todos estejam sob condenação. A eleição de Israel. I. tanto para aceitar as provi­ sões constituídas para cobrir seu passado pecaminoso como para aceitar o poder oferecido para levá-lo a uma vida de retidão. sua mente estava repleta de questões levantadas em suas controvérsias com os judaizantes. 468 3. 1. 2:1-3:20. 6:12-23. 1:18-32. pois. B. A. 2. O conflito entre a carne e o espírito. 1:16-11:36. Não há desculpa para isso. 9:6-13. Além disso. As tentativas legalistas de obedecer à lei divina não só estão fadadas ao fracasso. Explicações pessoais. Saudação. Quando Paulo escreveu a epístola. 1:18-3:20. 2. O fracasso dos gentios. uma doutrina do AT. pecaram e permanecem aquém do glorioso ideal de Deus (Rm 3:23). desenvolvido na primeira parte da epístola. pois ambos os grupos receberam alguma revelação da vontade divina (Rm 1:20). 1:16-5:21. Tristeza de Paulo pela rejeição de Israel. A. 4. A vida cheia do Espírito. em sua condição decaída. tanto judeus como gen­ tios. o Filho de Deus. todos os pecadores são incapazes de se livrar dessa situação. 5. Esse “caminho” é a fé em Jesus Cristo. 2. Introdução. 3. 5. 8:1-39. b. Os capítulos restantes tratam da aplicação prática do evangelho a alguns problemas que envolvem o povo escolhido e os membros da igreja cristã. 9:1-11:36. Justiça alcançada pela fé. ressuscitou e vive para sempre para nos reconciliar e restaurar. é totalmente impos­ sível a eles obedecer à vontade de Deus (Rm 8:7). 1:1-15. 5. 7:14-25. 1:1-7. Portanto. 17. 6:1-8:39.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA mas também restaurados à perfeição e à santidade. 1:16. Por isso. ele retoma as questões básicas e as res­ ponde numa apresentação abrangente de todo o problema do pecado e o plano de Deus para atender à emergência. O fracasso dos judeus. 6:1-11. 1. Exposição doutrinária. mas também podem ser evidência de uma recusa arrogante e hipócrita de se reconhecer a fraqueza humana e a necessidade de um Salvador. A doutrina da justificação pela fc. Tudo o que se exige do ser humano caído é que exerça fé. Esboço. 9:1-5. Paulo demonstra que todos. Libertação da escravidão da lei e do pecado. Morte para o pecado e ressurreição para uma nova vida. 1:8-15.

511 . 5. para a obediência por fé. A vontade de Deus não deve ser questionada.ROMANOS 1:1 3. prometido por intermédio dos Seus profetas nas Sagradas Escrituras. 15:14-16:27. me propus ir ter convosco (no que tenho sido. Explicações pessoais. se me ofereça boa ocasião de visitar-vos. A. veio da descendência de Davi 4 e foi designado Filho de Deus com poder. 15:14-33. 9:30-10:21. Aplicação prática da doutrina da justificação pela fé. B. 13 Porque não quero. segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos. 11:1-36. 12:9-21. 5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do Seu nome. outrora. vossa e minha. chamado para ser apóstolo. nosso Pai. 12:1-15:13. Saudações a várias pessoas. Bênção e doxologia. 2 o qual foi por Deus. Relação do cristão com o Estado. Uma dívida de amor do cristão. entre todos os gentios. 7 A todos os amados de Deus. nosso Senhor. pela vontade de Deus. 13:1-7. C. III. e do Senhor Jesus Cristo. B. 16:21-23. chama­ dos para serdes de Jesus Cristo. a fim de re­ partir convosco algum dom espiritual. A. o qual. E. 12 isto é. 11 Porque muito desejo ver-vos. A proximidade da segunda vinda. •« 9 Porque Deus. A restauração definitiva de Israel. Capítulo 1 1 Paulo atesta seu chamado aos romanos e 9 deseja visitá-los. em todo o mundo. nalgum tempo. E. O cristão como membro da igreja. para que sejais confirmados. 8 Primeiramente. no tocante a todos vós. 12:3-8. em vossa companhia. para 469 1 Paulo. 4. 13:11-14. 16:1-16. G. C. a quem sirvo em meu espírito. no evangelho de Seu Filho. irmãos. servo de Jesus Cristo. re­ ciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua. Relação do cristão com os outros. O autossacrifício do cristão. Conclusão. segundo a carne. impedido). da parte de Deus. 14:1—15:13. suplicando que. graça a vós outros e paz. chamados para serdes santos. 12:1. dou graças a meu Deus. D. 18 Deus abomina todo tipo de pecado. Advertência contra os falsos mestres. A falta de fé por parte de Israel. que ignoreis que. D. é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós 10 em todas as minhas orações. 3 com respeito a Seu Filho. 16:24-27. a saber. é proclamada a vossa fé. Jesus Cristo. 13:8-10. que estais em Roma. A necessidade de tolerância mútua entre os cristãos. 6 de cujo número sois também vós. causa da rejeição. F. 16:17-20. Saudações dos companheiros e do secretário de Paulo. muitas vezes. porque. 9:14-29. para que. 16 Ele apresenta a justiça do evangelho. 2. até agora. mediante Jesus Cristo. IV. 21 Os pecados dos gentios. separado para o evangelho de Deus.

hem como de aves. 19) c aplicava a palavra doulos aos cristãos (Rm 6:22. indesculpáveis. doidos. mas também aprovam os que assim procedem. ver a Nota Adicional a Atos 7). 17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho. sendo percebidos por meio das coisas que íoram criadas.6. de fé em fé. con­ tenda. conhecendo eles a sentença de Deus. homicídio. 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros. presunçosos. como também entre os outros gentios. portanto. 19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles. antes. 30 caluniadores. tanto a sábios como a ignorantes. Paulo. estou pron­ to a anunciar o evangelho também a vós outros. 22 Inculcando-se por sábios. pelas concupiscências de seu próprio coração. 1. Ef 6:6.3. ISA ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça. não somente as fazem. Tais ho­ mens são. Fp 1:1. Deus entregou tais homens à imundícia. . 15 por isso. a merecida punição do seu erro. porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro. 32 Ora. 21 porquanto. de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam. não O glorificaram como Deus. como também a Sua própria divindade. dolo e malignidade. Ef 1:7. homens com homens. 31 insensatos. “servo” ou “escravo”. possuídos de inveja. soberbos. 16 Pois não me envergonho do evangelho. por haverem desprezado o conhecimen­ to de Deus. pérfidos. primeiro do judeu c também do grego. literalmente. contrário à nature/. 27 semelhantemente. por­ que é o poder de Deus para a salvação de todo aque­ le que crê. quadrúpedes e répteis. e 1 Macabeus 11:30. desde o princípio do mundo. se tornaram nulos em seus próprios ra­ ciocínios. Paulo usa este termo para expressar seu relaciona­ mento com Cristo (G1 1:10. sendo difamadores. Ap 19:2. avareza e maldade. para praticarem coisas inconvenientes. nem Lhe deram gra­ ças. inventores de males. 4. Não devemos nos envergonhar desse título. Atos 23:26. os homens também. Anteriormente chamado Saulo (sobre o significado desses nomes. obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 25 pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira. lPe 1:18. 29 cheios de toda injustiça. Precisamos reconhecer que fomos « 512 470 conseguir igualmente entre vós algum fruto. desobedientes aos pais. quanto está em mim. os entregou Deus a pai­ xões infames. lCo 7:22. Tt 1:1). 20 Porque os atributos invisíveis de Deus. Do gr. Amém! 26 Por causa disso. sem afeição natural e sem misericórdia. se in­ flamaram mutuamente em sua sensualidade. porque Deus lhes manifestou. em Roma. 32. tendo conhecimento de Deus. em si mesmos. 5). Paulo en­ tendia que os cristãos pertencem a Cristo por compra (iCo 6:20. malícia.1:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 24 Por isso. 7:23. deixando o contato natural da mulher. tornaram-se loucos 23 e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptí­ vel. Alguns exemplos desse costume são encon­ trados em: Joseío. como está escrito: O justo viverá por fé. adorando e servindo a criatura em lugar do Criador. aborrecidos de Deus. cometendo torpeza. para desonrarem o seu corpo entre si. “alguém obrigado”. o qual é bendito eternamente. in­ solentes. por isso. 28 E. A pa­ lavra envolve a ideia de pertencer a um senhor e de prestar serviço como seu escravo. Servo. e re­ cebendo. cf. Antiguidades xvi. Paulo seguiu um antigo costume quando inseriu seu nome como autor em suas saudações iniciais.a. assim o Seu eterno poder. claramcntc se reconhecem. lPe 2:16. o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável.

15. o título é geralmente restrito àqueles que foram selecionados e instruídos pessoalmente por Cristo. Jo 7:42). por isso. sepa­ rado para proclamar as boas-novas de Deus acerca de Seu Filho (ver com. assim como por Paulo. Ele foi chamado para ser apóstolo. aqui. Na carta aos Romanos. Evangelho. “deter­ minar”. “definir”. mas no final do v. ver com. quanto mais somos submissos à autoridade de Cristo. G1 4:7). Horizõ é a raiz da palavra composta grega traduzida como “separado”. mas também outros. A palavra também é tra­ duzida como “ordenado” (At 10:42. Apóstolo.ROMANOS adquiridos por Cristo e. de Mt 1:1). “marcar por um limite”. em Romanos 1:1. prometido”. Paulo revela o propósito de sua vocação e separa­ ção. O evangelho não foi um adendo da parte de Deus. “mensageiro”. 26:16. O contexto parece indicar que. ver com. Do gr. 3. Segundo a carne. os doze (Lc 6:13). Separado. “enviado em uma missão especial”. Esse serviço absoluto constitui a verdadeira liberdade (ICo 7:22. e consa­ grado ao ministério do evangelho. indicando que ele foi selecionado do mundo. E uma explicação do chamado apostólico de Paulo. Os judeus estavam esperando que o Messias viesse da linhagem real (Mt 22:42. “tornar-se”. Ele tem sido seguido nessa interpretação por um bom número de tradutores moder­ nos. Outros preferem deixar a frase ambígua. 4 (ver com. 4. mas também estava implícita no significado de todo o AT. portanto. estas palavras não estão aqui no v. ali). No NT. Do gr. Por intermédio dos Seus profetas. Essa promessa foi feita nas passagens do AT que prediziam a vinda 1:4 do Messias. Sobre o significado desses títulos. Jr 23:5. conforme Sua natureza humana (Rm 9:5). 513 . “designar”. aphorizõ. A pala­ vra pode ter o significado de “nascer” (ver G1 4:4. Do gr. ver com. Com respeito a Seu Filho. de Mt 1:1. 23). 2. Hb 1:1). Foi o cum­ primento de Sua promessa feita aos nossos primeiros pais (ver com. Paulo se refere a passagens do AT para mostrar que o evangelho estava em plena harmonia com os oráculos de Deus já reco­ nhecidos (ver At 26:22. de Mc 1:1). a palavra descreve a separação entre o povo de Deus e o mundo (Lv 20:26. Samuel (At 3:24) e o salmista (SI 40:7) que profetizaram o evange­ lho (cf. de Gn 3:15) e a cada nova geração. pois. 25:32) e a separação dos apóstolos para tarefas especiais (At 13:2). como Moisés (Dt 18:18). em 1525. No grego e na ARA. de Jo 8:58). “enviado”. Tyndale. Prometido. Veio. portanto. ou seja. Tam­ bém é possível conectar esta frase com “as Sagradas Escrituras” ou com “outrora. LXX). entendeu que a frase “para o evangelho” significa “pregar o evangelho”. Jesus Cristo. Designado. literalmente. Do gr. nos entre­ gamos à Sua vontade. Um evangelista é aquele que conta as boas-novas. a separação final entre os justos e os ímpios (Mt 13: 49. Do gr. “marcado por um limite”. Paulo estava ainda mais ansioso para provar a seus com­ patriotas que o cristianismo estava edificado sobre o fundamento dos profetas e escritos sagrados judaicos. Descendência de Davi. Sagradas Escrituras. G1 1:1) e instruído por Ele (G1 1:11. Ou seja. Não foram só os escritores dos livros pro­ féticos do AT. mais livres nos tor­ namos da escravidão dos homens (ICo 7:23). 17. dc Rm 1:3). horizõ. A palavra “evangelizar” vem a par­ tir das mesmas duas raízes. euaggelion (ver com. que também foi chamado dirctamente pelo Senhor (At 9:15. 12). nem foi uma mudança abrupta em Seu propósito constan­ temente revelado ao ser humano. apostolos. 22:14. 17:31). Ao longo da epís­ tola. Paulo cumpre sua missão de tor­ nar conhecida uma boa notícia sobre Deus. dentre seus companheiros. 3. ginomai. Nosso Senhor Jesus Cristo (NTLH). como pre­ visto (Is 11:1.

prática que não é incomum para pessoas em posição de autoridade. devem ter parecido um só evento. Para o apóstolo. de forma poderosa ou miraculosa.1:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Com poder. significa “Yahweh é salvação” (ver com. do apos­ tolado. Mashiach. identifica o Filho de Davi e Filho de Deus com o Jesus de Nazaré. não parece que. Nenhuma des­ sas interpretações dá a entender que Jesus não tinha poder ou qualidade divina antes da ressurreição. outrora. “Messias”. o “Ungido” (ver com. Tomada como advérbio. “Senhor”. Graça e apostolado. também é possível que Paulo inclua aqui os demais apóstolos. Paulo fala muitas vezes de seu cha­ mado ao apostolado como a “graça que foi dada” por Deus (Rm 15:15. Dos mortos. aqui. e insolente” (lTm 1:13). segundo a carne. como previsto. o Espírito nunca é designado dessa maneira. 15:10. ser o Filho de Deus. De “blasfemo. Esses nomes estavam cheios de signifi­ cado para os judeus. finalmente. Jesus afirmou repetidamente que era o Filho de Deus (Mt 27:43. Provavelmente. “em poder”. Por intermédio de quem. 4. sobre os significados do termo “graça”. de Mt 1:1). Muitos intérpre­ tes tomam estes dois termos em conjunto. Ef 3:7-9). No grego. Observam que. não de homens. transliteração grega do aramaico Yeshua. sou o que sou” (iCo 15:10). Outros interpre­ tam a frase como contrapartida de “segundo a carne” (Rm 1:3). Jo 5:17-30. G1 2:7-9. 514 . Tomada como um adjetivo. “Cristo” é uma transliteração do equiva­ lente grego do heb. sua conversão e cha­ mado ao apostolado. porém. não apenas um cris­ tão convertido. mas também um apóstolo comissionado. Jesus era descendente de Davi. a passagem significa que Jesus foi declarado. funcionando como advérbio com “designado”. Ou. Não é de admirar que Paulo pudesse exclamar: “Pela graça de Deus. e perseguidor. Paulo afirma que sua missão apostólica originavase do próprio Cristo. Paulo estava preocupado com o contraste entre a humanidade e a divindade de Cristo. ligadas a “Filho de Deus”. procurava des­ truir” (G1 1:23). “Josué”. 21). Espírito de santidade. o plural é usado para o singular. pelo cum­ primento de Sua ressurreição miraculosa. já era familiar por ter sido usado na LXX (ver com. Paulo. que Paulo aceitou pela primeira vez na estrada de Damasco (At 9:116. como título de um divino governante e mes­ tre. preferem entender que “graça” se refere especialmente à graça pessoal da salvação. Ef 1:19-21). mas. Alguns veem aqui uma referência ao Espírito Santo e citam Romanos 8:11. enfatiza que Jesus foi provado como Filho de Deus. Paulo. mas em como evidenciar que Jesus é tanto o prometido Messias judeu como o Filho de Deus. ou favor. de Mt 1:1). ou. nosso Senhor” (v. que ocorreram quase simultaneamente. Outros. já reconhecido pelos cristãos como Cristo e Senhor. então. Ele também era Filho de Deus. “Jesus”. Ambas as interpreta­ ções estão em harmonia com o restante das Escrituras (cf. Paulo apresenta a ressur­ reição de Jesus como prova de filiação divina. como equivalente à graça. ele foi chamado para pregar “a fé que. As implicações teológicas dessa passa­ gem têm sido discutidas pelos intérpretes. como adjetivo. pela ressurreição. ver com. Estas pala­ vras podem estar conectadas. na ressur­ reição e depois dela. 3) ocorrem no final do v. cf. 5. No entanto. em apoio a essa inter­ pretação. 16. as palavras “Jesus Cristo. No entanto. de Jo 20:28). de Rm 3:24). Jo 2:19. 10:36) e previu que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 12:40. No entanto. a passa­ gem remete ao estado de exaltação de Cristo como “Filho de Deus com poder”. de acordo com o espírito de santidade. Viemos a receber.

pois o artigo definido não está presente no grego. etc. 6. prova­ velmente. Ef 3:1. 41. “fé” não é. 16) e a ordem a Paulo. 20. era utilizado no AT e apli­ cado. O termo comum era 515 . não que eles fossem.. 5). Esta é a tradução mais literal. ICo 1:2. “por causa do Seu nome”. O obje­ tivo final da missão de Paulo era promover o conhecimento e a glória de Cristo. que foram chamados para ser separados das demais pessoas e de outras formas de vida e consagrados ao ser­ viço de Deus. Talvez Paulo 1:7 expresse aqui sua autoridade para enfrentar os cristãos em Roma. cf. 6. O nome de Cristo seria engrandecido pela obediência que provém da fé nEle.). para os que foram reconciliados com Deus pela morte de Cristo. de Jo 16:27). Fé representa o hábito e a atitude de espírito pelos quais o cristão mostra lealdade e devoção a Cristo. ao passo que as outras nações eram dedicadas à adoração de ído­ los. de levar o evangelho a toclo o mundo. 8). Por estas palavras. por exemplo. Por amor do Seu nome. a frase pode refletir a incumbência original que Jesus deu aos discípulos (Mt 28:19. 21:13. mas aqueles que podem ser considerados separados do mundo e consagrados a Deus. Essa fé produz obediência. literalmente. Dt 7:6). no momento de sua conver­ são (At 9:15). todos os cristãos em Roma (v. A ideia básica de hagios é “separado do uso comum para o sagrado”. ou gentios. 8). em que o artigo não ocorre). Ef 1:1. “os santos”. Ou seja. Chamados para serdes de Jesus Cristo. o termo é usado aqui em relação aos cristãos de Roma. A frase grega assim traduzida ocorre novamente em Romanos 16:26. Assim.ROMANOS Obediência por fé. Ef 2:4. 7.. Paulo dá a entender. Era nesse sentido que o termo hebraico equivalente. Na ausência do artigo. etc. Graça. o fato significativo é que Paulo associa a fé à obediência. mas. Era usado com respeito ao povo judeu como nação (Ex 19:5. em favor de quem ele recebeu sua designação. Aqui.) Essa é a PVboa notícia que Paulo foi chamado a divul­ gar. per­ feitos e santos. dentre todas as nações. Jd 3. não representa necessariamente pes­ soas que já são perfeitas em santidade (cf. A grande mensagem da epístola aos Romanos é que a justiça vem pela fé (Rm 3:22. Amados de Deus. 2:7-9. Todos os gentios. foi removida a barreira que os sepa­ rava do amor de Deus (Rm 5:10. Isto é. ao tabernáculo e seus móveis (Ex 40:9). mas que eram distintos das outras nações e separados para o serviço do verdadeiro Deus. 26:10. De cujo número. Ele considera seu apostolado como uma incumbência de levar a obediência que brota da fé a todas as nações. pela profis­ são e pelo batismo. Mc 16:15. “boa vontade”. ver com.] que estais em Roma. charis. não é a palavra comum de saudação usada em uma carta grega. individualmente. assim como sua dependência dEle. cf. Do gr. “chamados por Jesus Cristo” ou “chamados para serdes de Jesus Cristo”. Deus ama a todos (Jo 3:16. eviden­ temente. hagioi. G1 1:16. At 9:16). no entanto. qodesh ou qadosh. “Os chamados de Jesus Cristo” (KJV). Isso pode significar “os chamados que pertencem a Jesus Cristo”. “Obediência de fé” pode ser entendida como significando tanto a obediência à fé como um princípio controlador quanto a obediência que caracteriza ou brota da fé. Todos [. Santos. equivalente a um corpo de dou­ trina a ser recebido e crido (ver At 6:7. Do gr. De qualquer maneira. A palavra “gen­ tios” se refere aos não judeus e pode apon­ tar para o próprio apostolado especial de Paulo (ver At 22:21. provavel­ mente aqui. O termo é comum no NT para des­ crever os cristãos (At 9:32. Paulo estava disposto a arriscar a vida por uma causa (At 15:26. lCo 1:11).

“saudações”. Em todo o mundo. em cionado como Aquele que trouxe paz ao ser que chaire e chairete são traduzidas como humano (Jo 14:27. etc. Cl 1:3. Dou graças. aos crentes de Roma. At 10:36. No NT. expressa seu desejo de vê-los (Fp 1:8. é tradu­ Senhor Jesus Cristo. 2Co 1:2. ser entendido como se representasse o impé­ Deus. “graça”. ljo 5:1. 2Ts 1:2. 4:19. nho cristão. 43:23. morte e ressurreição de Cristo subsequentes. ele encorajava os cristãos e conquis­ tava sua atenção e simpatia às instruções (Jo 20:19. Paulo pode ter pensado nestes. (Tg 1:1). Paulo usou charis. às vamente cristão (ver com. Mas. Em cada um desses casos. que foram adotados em Sua família (Rm 8:15) e que estão se tor­ nos podería se espalhar para “lodo o mundo”. é fácil ver como as notícias sobre os cristãos roma­ 13. embora pudessem necessi­ tar de censura (ver lCo 1:4. Chairein ocorre no NT. Rm 5:1. com. uma palavra de seus leitores (ver lCo 1:4. de Rm 3:24). Foram carta de Lísias ao governador romano Félix transformadas pelo amor cristão em oração (At 23:26. ela para as várias partes do império. “paz”. “Graça” passou a ser pessoal de sua relação com Deus. em todas as em particular. bem como pela oração. Isso pode ser o lTm 1:2. de Cristo (cf. 2). que nasceram de Deus (Jo 1:12. “paz a avanços já alcançados por outros no cami­ vós” (ver Gn 29:6. como os que proclamavam a 516 .). Deus por meio da redenção (Rm 5:1). vezes. NTLH) e na epístola de Tiago pela bênção celestial. Cl 1:6) ou pode 2Pe 1:2. Ef 2:17). Fp 1:3. Com Mediante Jesus Cristo. de Jo 12:19. A vida. pai de todos (At 17:28. Mc 15:18. “salve“). JCo 1:4. Jesus cumprimentou dessa forma os discípulos reunidos após a ressurreição forma. na que uma mensagem de cortesia. Dessa 6. 28:9. Fm 4) e. Jesus e o Pai são zida como “saudações”. 16:33. Deus é o rio romano. 29). Fp 1:2. com 8. Cl 1:3. (cf. Paz. Ap 1:4). podemos naram a saudação habitual de Paulo em todas nos aproximar de Deus por meio de Cristo as suas epístolas (lCo 1:3. Por ação de esse significado cristão. Ef 1:2. Lc 10:5. Fm 3. Essa notícia era recebida com interesse pelos membros das outras igrejas cristãs por todo A saudação de Paulo é realmente uma oração para que Deus conceda graça e paz o império. sendo ambos considerados a fonte de graça e paz. deram novo significado para esses dois ter­ Meu Deus. Tt 1:4). lTs 1:1. Hb 13:15). 2Jo 3. como entendida como o amor redentor de Deus em cristão e apóstolo (cf. Paulo reconhecia e era grato pelos ção era shalom. jo 19:3. Cl 1:2. nosso Pai. ou shalom leka. mas especialmente e os viajantes passavam constantemente por dos cristãos. “Paz” tornou-se a paz com Fm 4). que manifestava o desejo de saúde suas epístolas. Ef 5:20. Jesus é men­ 27:29. cf. Fp 2:6). Chairein. Assim. Essa c uma prova do 2 João 10 (“dar as boas-vindas”). suas saudações são mais do e prosperidade. 26). 11). Paulo inicia muitas de sua ideia predominante de prosperidade tem­ suas cartas agradecendo a Deus em favor poral. em vez de chairein. que começava a assumir um sentido exclusi­ lTs 1:2. nando semelhantes a Ele (Mt 5:43-48). Cristo (ver 2Tm 1:9). A forma hebraica comum de sauda­ 2Tm 1:4). cf. “graça” e “paz” se tor­ graças. 2Ts 1:3. Fp 1:3. cf. Uma vez que Roma era a capital. ljo 3:1. Paulo enfatiza a natureza mos familiares antigos. 2Tm 1:3-5.473 1:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA chairein. indica que os cristãos estavam acostumados a saudar reconhecimento de Paulo sobre a divindade uns aos outros dessa maneira (ver Mt 26:49. At 17:6. 5. Pedro e João tam­ equivalente ao nosso “em toda parte” (ver bém usaram saudações semelhantes (lPe 1:2. Como criador. Dn 10:19. 2Tm 1:2. Lc 1:28. usada em colocados juntos.

une aos crentes em Roma como alguém que 10. Ele em Roma. 16. mas. 11. “fortalecidos”. a partir da palavra charis. onde pouco antes sua sinceri­ 11. lTs 1:2. Rm 16:25. Pela vontade de Deus. Em meu espírito. nos tempos do NT. Ele reco­ cupação semelhante por outras igrejas (cf. O apóstolo experiente se esquecia dela em suas orações. Paulo se apressa a corri­ ele dizia a verdade (Rm 1:9-16). Paulo mostrava preo­ daquela comunidade (2Co 1:24). Ef 1:15. conhecida por todos”. 12). “vossa lealdade e pedido de Paulo para visitar Roma foi con­ devoção a Cristo. Ou seja. Cl 1:3. Do gr. suas muitas ora­ gorar a vida espiritual dos cristãos romanos ções. mas não como o apóstolo bom relatório semelhante é mencionado em esperava. Deus [. 20). “finalmente”. lTs 2:5. “graça”. 4. Ou. 10).] é minha testemunha. e o apóstolo apela a Ele como viagem”. Ou. 2Ts 2:17). O significado literal é “uma boa declaração. 3. Isto é. cabendo aos cristãos romanos apenas receber. No momento em que Paulo não sabe que é apenas um instrumento por meio do qual o próprio Deus iria fortalecer e revi­ estava em posição de provar o contrário. e somos instruídos a fazer o tãos em Roma. devoção própria a serviço de Deus tivo seria apenas transmitir algo. vosso cristianismo”. em Corinto. 13). 9. Podia-se até suspeitar de que Confirmados. Ou. Essa era 517 . 11:31. O v. ele só podia afirmar seu amor. Dom. Ou.RO iM AN OS 1:12 a prática de Paulo em seu ministério (ver fé e a obediência de seus companheiros cris­ At 16:7. 12 Faço menção. são era usada costumeiramente para desig­ Fp 1:8.. “dom de favor dade fora questionada. 2:13). 2Co 1:23. de que seu obje­ espiritual. G1 1:20.. seu sincero desejo de vê-los e convidar (cf. 9. especialmente por ou graça”. mesmo (Tg 4:15). Paulo escreveu sua carta nar prosperidade em geral (ver ICo 16:2. 12. aparentemente partilhar pessoalmente com os crentes de dando as costas à igreja de Roma. Fp 1:3. Paulo nunca tinha visto parece ser mais do que uma mera expressão a comunidade cristã de Roma. causa do adiamento de uma visita prome­ Este dom espiritual que Paulo ansiava com­ tida (2Co 1:15-24). Então. Deus conhece o fim desde o princípio. Havia muito tempo. Paulo desejava visitar também necessita ser incentivado. submeter a Sua vontade e direção. 10). Paulo ele tivesse vergonha de pregar o evangelho não diz: “para que eu possa fortalecê-los”. a expres­ testemunha (cf. mas pela declaração do v. 4. E possível Roma era a bênção do incentivo e cresci­ mento na fé cristã (v. O serviço de Paulo gir qualquer impressão que possa ter dado não era mais uma função cerimonial. carisma. Só Ofereça boa ocasião. Confortemos. o Vossa fé. Com toda humildade e o Deus onisciente como testemunha de que cortesia cristãs. A per­ feição cristã não é para ser encontrada em Roma (v. 3Jo 2). que sua sinceridade fosse novamente posta em dúvida. “seja bemDeus poderia conhecer a veracidade dessa sucedido”. Ela é desenvolvida Pela vontade de Deus. ele estava pres­ tes a partir para Jerusalém. Ele chegou lá como prisioneiro em Romanos 16:19: “Pois a vossa obediência é cadeias (At 28:14-16. era sua intenção ter “domínio sobre a fé” Incessantemente. “incentivemos”. reclusão ou isolamento. nhecia que seus leitores também eram cris­ O progresso do evangelho em todos os lugares tãos e esperava ser beneficiado pela partilha de uma “fé mútua”. Não na pregação do evangelho de Cristo. era seu único interesse. mas não se de tato e cortesia. e é sempre bom se quando a fé dos cristãos é incentivada e esti­ mulada pelos companheiros fiéis. Nalgum tempo. Um cedido mais tarde.

] que ignoreis. 518 475 13. Ele estava ansioso para proclamar o evange­ lho na capital do mundo mediterrâneo. que receberam as bênçãos do conhecimento da salvação (ver MDC. 7:4. Paulo a utiliza para representar os bons e os maus resulta­ dos (Rm 6:21. “nações” (ver com. Mas o evangelho é para todas as pessoas. A expres­ são não é necessariamente de reprovação. a mesma obrigação repousa sobre os cristãos de todos os lugares. As palavras “entre vós [.1:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA metrópole. 5). Atenas e Corinto.. do v. 135). 16. Não quero [. a grande . 5. A distinção é principalmente de língua e de raça (ver ICo 14:11). No entanto. Os judeus consideravam Paulo um apóstata. 7). As pessoas podem diferir em língua. por estar tão con­ vencido da veracidade do evangelho e por ter vivido tão plenamente sua bênção e poder. tanto quanto possível. At 16:6. Tanto a gregos.] também entre os outros gentios” sugerem que a igreja de Roma era predominantemente gentílica. Não me envergonho. Paulo adota a divisão convencional grega de toda a humanidade em gregos e não gregos. Tanto a sábios. parece ter sido mais prontamente recebido primeiro pelas pes­ soas comuns (ICo 1:26-29). O evangelho tem uma mensagem para todos. 2Co 1:8. cf. Em Roma. Devedor. Paulo declara sua dívida de pregar o evangelho a todo o mundo gentílico. lTs 2:18. obstruído ou estor­ vado. Porém. mas o evange­ lho é para todos. de pessoas levadas ao conhecimento de Cristo ou ao aumento de fé e boas obras. “Fruto” é uma figura de linguagem comum no NT.] algum fruto. ele tinha sido impedido de fazer a viagem (Rm 15:22. na própria vida e na vida de outros (Jo 15:16. Os gregos consi­ deravam como bárbaras todas as pessoas que falavam línguas estrangeiras. cf. Paulo dá mais uma prova da since­ ridade de seu desejo de visitar a igreja de Roma. Jo 4:36). Em Roma. cultura e inteligência. Jesus tinha orientado Seus discípulos a “ir e dar fruto”. Os filósofos estavam inclinados a desprezar a multidão ignorante.. 15. estou pronto a pregar o evangelho a vós também”. iCo 10:1. Fp 1:22. Havia sido expulso de cidade em cidade e tinha sido considerado “lixo do mundo” e “escória de todos” (ICo 4:13). Ou. O próprio Paulo era muito educado.. independentemente de raça e cultura. Nem os “sábios” deveriam ser esquecidos. 1Ts4:13). Rm 11:13). e até onde tiver essa oportuni­ dade. Quanto está em mim. Isto é. Impedido. 4:17. Paulo esperava colher algum fruto entre eles. Paulo já havia pregado nas grandes cidades de Efeso. A ex­ pressão usual de Paulo. viviam representantes de todas as nações e níveis de cultura e educação. Os gregos se orgu­ lhavam de sua sabedoria e nela confiavam < (ICo 1:22). Paulo sentia que “pesava” sobre ele a “obrigação” de pregar o evangelho (ICo 9:16). a todas as nações da Terra pode ter sido em parte devido à sua incumbência especial para os gentios (At 9:15. Contudo. Visitá-los tinha sido não só seu desejo. Mas.. Esse sentimento da obrigação de tornar conhecido o evangelho. Ele estava bem consciente de que a palavra da cruz é “lou­ cura” para os gregos e “escândalo” para os judeus (ICo 1:23). Conseguir [. 12:1. 22.. quando deseja cha­ mar a atenção para um ponto importante (ver Rm 11:25. mas seu objetivo (At 19:21). A relação que os homens têm para com Cristo é mais profunda do que as distinções nacionais e pessoais. Os escribas judeus consideravam amaldi­ çoados aqueles que não conheciam a lei (Jo 7:49). Ele havia sido desprezado e perseguido entre os gen­ tios. Cl 1:6). Gentios.. Gl 5:22. Na verdade. Muitos intérpretes entendem que a primeira parte deste versículo significa “no que me diz respeito. 14. Trata-se de uma expressão idiomática grega difícil. o evangelho era des­ tinado a eles também.

somos capazes de receber cada vez mais da justiça de Deus. até que a fé se torne uma atitude permanente em relação a Ele. 17). Onde quer que o evangelho encontre corações crentes. A citação é de Habacuque 2:4. jamais pode­ ría conceber ou atingir essa justiça divina por sua própria razão e filosofia. Revela o tipo de justiça que vem de Deus e como pode ser recebido pelo ser humano (Mt 5:20. seja a justiça que vem de Deus. Que crê. Primeiro do judeu. Conforme a fé é exercitada. A justiça de Deus é uma revelação dEle. 10). Paulo costu­ mava iniciar seu trabalho pelas sinagogas (At 17:1. Ou seja. 10. 6. sem a ajuda divina. Habacuque 519 476 não só se orgulhava do evangelho. essa foi a ordem pela qual o evangelho foi proclamado ao mundo (At 13:46. De Cristo (ACF). 19:8). Fp 3:9. Ou. a omissão não muda o significado da passagem. ICo 10:32). De fato. At 18:6). Nele (ARC). Ele sentia esse “poder de Deus” em sua vida e testemunhava de seu efeito sobre os outros (ICo 1:18. como no v. Pode-se enten­ der que essa frase se refere: (1) à própria jus­ tiça de Deus. 23). de Rm 4:3-5). 2). mas a revela­ ção é repetida na proclamação do evangelho e na experiência espiritual de cada pessoa que ouve e crê no evangelho (G1 1:16). “Judeu e grego” era a designação judaica de toda a humani­ dade. 2. Um de seus pri­ meiros atos após a prisão em Roma foi o de apresentar o evangelho aos líderes judeus de lá (At 28:17. Lc 24:47. 18:4. O justo viverá por fé. Essa aceitação voluntária é a fé (ver Jo 3:16. A justiça de Deus é recebida pela fé e. aqui equivalente a “gentio” (ver Rm 2:9. Aqui. Grego. 24. 2:1-5). Rm 1:14. Como está escrito. O evangelho é a maneira pela qual Deus exerce Seu poder para a salvação. Comparar com “de glória em glória” (2Co 3:18) e “de força em força” (SI 84:7). A expressão “pela fé” pode ser conectada com “o justo” ou com “viverá”. em pri­ meiro lugar. “aquele que pela fé é justo viverá”. 17. nesta declaração que resume o grande tema da epístola. Paulo demonstra que a mensagem do evan­ gelho está em harmonia com os ensinamen­ tos do AT. O Messias tinha vindo por meio deles (Rm 9:5). p. Parece que. no evangelho. Revela. Do gr. Ou. O ser humano. De fé em fé. 21:43. Evidências textuais (cf. A justiça de Deus. ou a que é aceitável a Ele. ver tam­ bém com. Durante a invasão dos caldeus. ou (2) à forma de restituir o ser humano à justiça de Deus. no privilégio e na responsabilidade (Rm 2:9. hellên. de Jo 7:35). O poder de Deus. mas é “o poder de Deus para a sal­ vação” apenas para aqueles que voluntaria­ mente o aceitam. de acordo com a religião (ver At 14:1. O evangelho revela a justiça e a per­ feição de Deus (Rm 3:26). Era mais que natural que o evangelho fosse pregado a eles. O evangelho é para todos (iTm 2:4). ele é um poder divino pelo qual são removidos todos os obstáculos para a redenção da humanidade. 3:9. O tem­ po presente indica uma ação contínua. 6. “está sendo revelada”.). ver com. No entanto. A eles haviam sido confiados os oráculos de Deus (Rm 3:1. xvi) atestam que estas palavras devem ser omitidas. Paulo usa o termo “justiça de Deus” num sentido geral e abran­ gente. resulta em uma fé sem­ pre crescente. Paulo sempre situa os judeus em primeiro lugar. quando recebida. mas tam­ bém exaltava a cruz de Cristo. “Gregos e bárbaros” era a divisão 1:17 . cf. levando em conta sua experiência.ROMANOS grega de acordo com a nacionalidade e cultura (ver com. 2 e em muitas outras passagens da epístola. que era o que mais ofendia a muitos (G1 6:14). Paulo afirmava essa realidade. Eles tinham a lei e os serviços típicos do templo. Mt 10:5. Em seu ministério. A jus­ tiça de Deus foi revelada especialmente na morte de Cristo (Rm 3:21-26).

a “o justo”. Deus não força Seu amor sobre aqueles que não estão dispos­ tos a receber Sua misericórdia (ver DTN. Ml 4:1. encheram de consternação a alma de Seu Filho. Qualquer que seja a forma. 22. resultando. 107.. Unicamente a pessoa que é justa pela fé viverá. o desagrado divino contra o pecado. Um significado semelhante pode ser notado no uso que Paulo fez da citação em Romanos 1:17. foi a separação de Seu Pai que Lhe provocou tão grande angústia. de maneira que a nação ficou sob o controle do chefe que haviam escolhido” (CC. No entanto. 753). Rm 6:23. Desde que se firmaram em sua impenitência obstinada e recusaram as últimas ofertas de misericórdia. “Deus é a fonte da vida. “afastou Deus então deles a proteção. a justificação pela fc. A ira do Deus infinito não pode ser comparada à paixão humana. 18). 54). deve suportar a ira divina contra a transgressão” (DTN. Deus dá às pes­ soas um tempo de existência. Como homem. 764). DTN. a terrível manifesta­ ção dc Seu desagrado por causa da iniqui­ dade.. Assim. gentios e judeus. e quando alguém escolhe o serviço do pecado. Essa resis­ tência persistente ao amor e à misericórdia de Deus culminará na revelação final da ira de Deus no dia em que. 18. pois todos são pecadores e. o sig­ nificado é o mesmo. por isso. ficarão às soltas todos os elementos de contenda” (CC. tanto gen­ tios (Em 1:13-32) como judeus (Rm 2:1-3:20). Finalmcnte. 26 e 28. por sua fé e confiança em Deus (ver com. Então. desligando-se assim da vida” (DTN. tempo para 520 . no abandono da pessoa ao juízo da morte (cf. A ira de Deus. Ele ama o pecador (CC. 17. “a ira de Deus contra o pecado. colhem suas consequên­ cias inevitáveis (ver Gn 6:3. Quando a ira de Deus contra o pecado caiu sobre Cristo como nosso substituto. cf. Em ambos os casos. o Espírito de Deus for retirado. Ou seja. “Ao cessarem os anjos de Deus de conter os ventos impetuosos das paixões humanas. “Para escapara essa agonia.] O afastamento do semblante divino. os ímpios não terão prote­ ção contra o maligno. Porque (ARC). [. 764.1:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA foi confortado com a ccrtcza dc que o justo estaria a salvo. cumpre-Lhc sofrer as consequên­ cias do pecado humano. na cruz. Desabrigados da graça divina. de Hc 2:4). a ênfase está na fé. Todavia. descerá fogo do céu. Jo 3:36). da parte de Deus. Deus revela Sua ira fazendo cair sobre os impenitentes os resul­ tados inevitáveis de sua rebelião. separa-sc de Deus. estão expostos à ira de Deus. como Paulo explica em Roma­ nos 1:24. precisam da justiça que se revela no evangelho. 614). em última análise. Assim. como forma de expressar mais exatamente o tema da epístola. embora odeie o pecado. Primeiramente. cf. Deus é amor (IJo 4:8) e. Paulo tenta mostrar que é somente pela fé que a pessoa pode ser justa diante dc Deus. A pes­ soa justa não viverá na dependência de suas próprias obras nem de seus méritos. nem mesmo essa revelação final da ira de Deus na destruição dos ímpios será um ato arbitrário de poder. 759). Como homem. Isso é ilustrado pela terrível experiência dos judeus após haverem rejeitado a Cristo. penetrou-Lhe o coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreen­ dida pelo homem” (DTN. mas pela confiança e fé em Deus. 28). a ira de Deus contra o pecado é exercida quando Ele retira Sua presença (e Seu poder de dar vida) daque­ les que optam por permanecer no pecado e. 466. Outros preferem ligar "por fé”. nessa hora de suprema angústia. CC. Aqui se inicia o prin­ cipal argumento da epístola. 686). Paulo procura mostrar que todos. do Salvador. não deve exercer Seu poder divino. retirando o poder com que res­ tringia Satanás e seus anjos. 2Pe 3:10). consequentemente. finalmente. e pecado e pecadores são destruídos para sem­ pre (Ap 20:9. 763.

Em sua determinação de praticar a iniquidade. Do céu. como é mencionado mais tarde. lTs 1:10. Perversão. A verdade. 17) também serve para revelar a ira dc Deus mais claramente. “Por uma vida de rebelião. reco­ nhecer o poder do Criador. “retêm”. Indesculpáveis. 17). em seu coração e consciência (ver Rm 2:15). Quando isso está feito. Jo 1:9). é possível. Desde o princípio do mundo.. de jo 8:32). 29). adikia. 7). Referência ao conhecimen­ to sobre Deus (cf. Rm 1:19. Em sua impiedade e por meio dela as pessoas retinham e suprimiam a verdade sobre Deus. “impiedade” (v. Do gr. Deus tornou possível tanto aos gen­ tios como aos judeus aprender dEle. Que [. GC. 2Ts 2:6. as pessoas tinham substituído esses atribu­ tos invisíveis de Deus pelas imagens visíveis. Em sua cegueira. A pre­ gação dc Paulo sobre a justiça de Deus reve­ lada no evangelho (v. Deus Se revela ao ser humano dc três maneiras: por uma revelação interna à razão e à consciência de cada pessoa (Rm 2:15. Assim. que eles sabiam que Se opunha a esses atos e que os punia. Apesar de terem sido marcadas pelo pecado. Assim. ver com. Do gr. A revelação da ira divina vem do trono de Deus como uma mensagem de advertência. sabedoria e poder. vemos abundan­ tes evidências da bondade e do amor divinos. que Sua própria presença lhes é um fogo consu­ midor” (ibid.ROMANOS que desenvolvam seu caráter. c não da Trindade como tal (compa­ rar a palavra theotês em Cl 2:9. 2Ts 1:7-9. Ou seja.] se pode conhecer. asebeia. Entre eles. Revela. Impiedade. o apóstolo fala da es­ sência divina e a manifestação dos atributos divinos. 17). Pela injustiça. A plena manifestação da ira de Deus será vista no fim do mundo (Rm 2:5. “falta de reve­ rência para com Deus”. “segu­ ram firmemente”. Detêm. Do gr. “impedem”. Os atri­ butos invisíveis de Deus podem ser percebi­ dos pela mente com a ajuda das obras criadas da natureza. cf. theioiês. O contexto aqui mostra que é preferível o significado “deter” (comparar usos seme­ lhantes da palavra em Lc 4:42. Paulo está se referindo às duas primeiras. Deus dotou o ser humano de razão e consciência. Divindade. “está sendo revelada” (ver v. Ap 6:16. “injustiça” (v. 1:20 19. Do gr. Mas o desagrado de Deus contra o pecado também está sendo revelado na condição da humanidade. 25. “as coisas que foram criadas” testemunham que um poder infinito criou este mundo. Ou seja. que confirma c completa as outras revela­ ções. que signifi­ ca “divindade”). Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tanta desarmonia com Deus. Atributos invisíveis. Ou. Ao nosso redor. “divindade”. “possuem”.. 21). Ou seja. Ele o fez capaz de ver e inves­ tigar Suas obras. estavam não apenas suprimindo a verdade em seu próprio cora­ ção. “Seu eterno poder e Sua divindade”. Claramente se reconhecem. mesmo aos pagãos. “natureza di­ vina”. A revelação de Deus pela consciência e pela natureza é suficiente 521 . da parte de Deus. Aqui. Assim fazendo. Ou. Deus lhes manifestou. Esta é a única ocorrência de theioiês no NT. 543). “falta dc con­ duta correta”. desde a criação. mas também a escondendo dos outros. elas recebem os resultados de sua própria escolha. Os vícios degradantes e a maldade delibe­ rada a que os pecadores estão entregues (Rm 1:24-32) comprovam a condenação e punição do pecado.. 20. cf. Aqui. “supri­ mem”. katechõ. Estendeu diante dele a evi­ dência de Sua bondade. por uma revelação externa nas obras da cria­ ção (Rm 1:20) e pela revelação especial nas Escrituras e na pessoa e na obra de Cristo. as pessoas demons­ travam estar dispostas a reter o conheci­ mento de um Deus puro e santo. “que é conhecido”.

por sua idolatria e por ocultar a verdade. por isso. por seis mil anos. eles não têm desculpa por não cumprir o dever. Portanto. isto é. uma das primeiras e mais ne­ cessárias promessas do evangelho é que Deus dará às pessoas um novo coração ou uma nova mente (Ez 36:26. “sem entendimento” (ver Mt 15:16). cf. mataioõ. “tornar-se tolo” ou “tornar-se fútil”. cf. e o conhecimento de Deus pra► ticamente se perdeu entre os gentios. 452). asunetos. “ima­ ginações”. Inculcanclo-se por sábios. 22. Maquinando vaidades. Obscurecendo-se-lhes. conheciam a Deus e transmitiram esse conhecimento a seus filhos. Paulo usa o termo para se referir às idéias e especulações inúteis que os gen­ tios tinham chegado a alimentar a respeito de Deus. receber e praticar a verdade. As pessoas tinham se afundado tanto na ignorância e no pecado que suas mentes se tornaram obscuras e sem sentido. os gentios tinham se tornado presunçosos e tolos. Os judeus conside­ ravam o coração como a sede da vida inte­ rior. Do gr. Tendo conhecimento de Deus. dialogismoi. Não percebiam nem entendiam a verdade. pela revelação da consciência e da natureza (ver com. que se refere a todas as faculdades humanas de pensamento (Rm 10:6). Além disso. 21. “sem sentido”. do v. se tornaram nulos. A indispo­ sição de dar graças a Deus por Seu amor e bondade para com os homens é uma das causas da corrupção e da idolatria. Jo 3:3). 20). Glorificar a Deus significa reverenciá-Lo. a mente da maioria de seus descendentes logo se obscureceu. Coração. Ele se refere à vaidade daqueles cuja sabedoria está conectada a qualquer desvio intencional da 522 . Deus deu a cada pes­ soa “individualidade. literal mente. em oposição à verdade que tinham conhecido e que ainda estava diante deles nas obras criadas por Deus (v. Pode ser a habitação do Espírito Santo (Rm 5:5). Do gr. Esta é a mensa­ gem de Paulo na epístola aos Romanos: que essa maravilhosa transformação do coração e da mente se tornou possível a todos os que têm fé em Cristo. transforma-se à imagem do objeto de adoração (SI 115:8). Comparar kenos. Um termo abrangente. vontade (ICo 4:5). como Noé e seus filhos. Consequentemente. Entretanto. Nem Lhe deram graças. faculdade esta de pen­ sar e agir” (Ed. “pouco inteligente”. ou de maus desejos (Rm 1:24. para que as pessoas se tornem impo­ tentes e incapazes de reconhecer. A ingra­ tidão endurece o coração e leva as pessoas a se esquecer dAquele a quem não estão dis­ postas a expressar gratidão. A salvação depende do correto exercício e desenvolvimento desse poder na decisão de ter fé em Deus e obede­ cer a Sua vontade. Mc 7:21-23). Essa condição de trevas sempre foi propósito de Satanás no grande conflito. embora desse pouco valor a essa sabedoria (ICo 1:18-25). também traduzido como “vão” (ver com. Raciocínios. Ou. isto é. que cultua os ídolos mudos de madeira e de pedra. tem sido intento de Satanás enfraquecer e destruir esse poder dado por Deus. Não O glorificaram. as pessoas tementes a Deus. mas significando “vazio” ou “oco”. A mente humana. Diante dessa revelação. Insensato. 17). ARC) significam: ‘E vos darei um novo en­ tendimento”’ (CPPE. amá-Lo e obedecer-Lhe. Paulo não está se referindo aqui apenas às preten­ sões da filosofia grega. Antes. A indisposição de honrar a Deus como o criador foi a verda­ deira razão do obscurecimento mental e das práticas abomináveis dos gentios. devido à negligência pecaminosa. 20). ou sentimento (Rm 9:2). “As pala­ vras: ‘E vos darei um coração novo’ (Ez 36:26. de ICo 15:10). Do gr.1:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 478 para iluminar os seres humanos quanto às exigências divinas. “embora conhecessem a Deus”.

ROMANOS
verdade divina e da qual a idolatria deve ter
surgido originalmente em suas formas diver­
sas e fantásticas. Em sua suposta sabedoria,
as pessoas se afastaram do verdadeiro conhe­
cimento de Deus, e o paganismo foi o resul­
tado inevitável.
Tornaram-se loucos. O clímax de sua
loucura foi a idolatria (ver Jr 10:14, 15), pois
que tolice poderia ser maior do que adorar
um animal em lugar de Deus?
23. Mudaram. Melhor, “trocaram”. Em
sua loucura, as pessoas tinham trocado a
adoração a Deus pelo culto a imagens. Em
vez de confiar em um Ser pleno de majes­
tade e poder, inclinaram-se diante de répteis
e feras. Permutaram um Ser glorioso de ado­
ração pelo que era degradante e humilhante
(ver SI 106:20; Jr 2:11). O ser humano foi
designado senhor da criação animal (SI 8:68) e se degradou, adorando as criaturas feitas
por Deus para servi-lo (cf. Os 8:6).
Incorruptível. Ou seja, imortal c imune
à decadência à qual todas as criaturas estão
sujeitas. Paulo contrasta a incorruptibili­
dade de Deus com a corruptibilidade do ser
humano. Somente Deus é imutável, indes­
trutível, imortal, portanto, o próprio objeto
de adoração (lTm 1:17).
Imagem. As pessoas não se satisfizeram
em adorar a Deus “em espírito” (Jo 4:23, 24).
Não se contentaram com a revelação do pró­
prio Deus na natureza (Rm 1:20). Escolheram
representá-Lo para si mesmas, por meio
de imagens que se assemelham a homens,
pássaros, animais ou répteis. Paulo parece
> demarcar as sucessivas fases da degrada­
ção moral e intelectual dos pagãos, termi­
nando na representação do Deus vivo do
Céu por répteis imundos e outras criatu­
ras rastejantes.
Deuses em forma humana eram comuns
nas religiões grega c romana. A adoração
de todos os tipos de criaturas, como tou­
ros, crocodilos, serpentes e íbis, era predo­
minante no Egito. Imitando a idolatria do

1:25

Egito, os israelitas fizeram o seu bezerro de
ouro (Ex 32:4). Mais tarde, Jeroboão fez dois
bezerros de ouro, em Dã e em Betei e lhes
ofereceu sacrifícios (lRs 12:28-32).
Alguns dos pagãos mais cultos podem
ter considerado as imagens como meras re­
presentações simbólicas, mas muitas pes­
soas comuns consideravam os ídolos como
os próprios deuses. A Bíblia não leva em
conta essa distinção, mas simplesmen­
te condena todos os adoradores de ima­
gem como idólatras (Ex 20:4, 5; Lv 26:1;
Mq 5:13; Hc 2:18, 19).
24. Entregou. Quando os pagãos volun­
tariamente se afastaram de Deus e O remo­
veram da mente e do coração, Deus lhes
permitiu andar em seus próprios caminhos
de autodestruição (SI 81:12; At 7:42; 14:16).
Isso faz parte do preço da liberdade moral.
Se as pessoas insistem em seguir seu mau
caminho, Deus lhes permite fazê-lo, reti­
rando Sua ajuda e restrição. Em seguida, os
gentios foram deixados a colher os resulta­
dos de sua rebelião em escravidão cada vez
mais profunda sob o poder do pecado (cf.
Rm 1:26, 28; cf. GC, 431).
Imundícia. Ou seja, impureza, cor­
rupção moral, como é especificada nos
v. 26 e 27. Geralmente, a imoralidade acom­
panha a idolatria e, antigamente, era consa­
grada como parte da religião.
Pelas concupiscências. Ou, “por meio
de suas concupiscências”. Isso se refere à
condição moral em que eles já estavam
quando Deus os entregou às consequências
de suas inclinações e de desejos depravados.
Desonrarem o seu corpo. Nosso corpo
é templo do Espírito Santo, mas essa digni­
dade se perde pela imoralidade (ICo 6:1519; fls 4:3, 4). O paganismo deixa sua marca
sobre o corpo, bem como sobre a mente de
homens e mulheres.
25. Mudaram a verdade. Ou, “troca­
ram a verdade”. Eles trocaram a verdade de
Deus pelo que era falso.

523

1:26

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA
Eles se recusavam a reconhecê-Lo. Em vez
de aumentar seu conhecimento de Deus
(v. 21), suprimiam a verdade (v. 18) e se tor­
naram “gentios, que não conhecem a Deus”
(lTs 4:5).
Conhecimento. Do gr. epignõsis, “pleno
conhecimento”.
Deus os entregou. Ver com. do v. 24. ^
Reprovável. Do gr. adokimos, “repro­
vado”. Uma palavra relacionada, dokimazõ,
“aprovar”, é traduzida como “querem”, no
início do versículo (NTLH). Visto que os
homens não “aprovam” o conhecimento de
Deus, este os entregou a uma disposição
mental “reprovável”. Como consequência de
sua determinação de esquecê-Lo, Deus os
entregou a um estado mental ímpio, o qual
não podia aprovar.
Inconvenientes. Ou seja, impróprias,
indecentes.
29. Injustiça. Termo geral usado para
descrever a condição em relação à qual a ira
de Deus é revelada (v. 18; comparar as lis­
tas de pecados em G1 5:19-21; lTm 1:9, 10;
2Tm 3:2-4).
Prostituição (ARC). Evidências tex­
tuais (cf. p. xvi) apoiam a omissão desta
palavra.
Malícia. Do gr. ponêria, termo geral para
baixeza, malícia, vileza, mesquinhez.
Avareza. Do gr. pleonexia, “o desejo de
ter mais”. Em outra parte, Paulo descreve
esse pecado como idolatria (Cl 3:5).
Maldade. Do gr. kakia, com signifi­
cado um pouco semelhante a ponêria (ver
acima em “malícia”). Alguns sugerem que
ponêria representa maldade ativa, em con­
traste com kakia, que salienta o estado inte­
rior de maldade.
Inveja. Do gr. phthonos. A inveja tam­
bém está alistada entre as obras da carne
(G1 5:19-21).
Contenda. Do gr. eris, “discussão”.
Paulo não se refere aos debates, no sentido
atual do termo. A palavra grega enfatiza

524

480

Em mentira. Comparar com Jr 10:14.
Os ídolos são mentiras materializadas. As
pessoas precisam deles, mas eles não repre­
sentam Aquele que fez o ser humano (Is 40:1820). Têm olhos, mas não conseguem ver,
têm boca, mas não podem falar (SI 115:5-7;
135:15-17).
Adorando e servindo. O primeiro
termo pode se referir à adoração de modo
geral, o segundo, a adorar mediante ritos
especiais ou sacrifícios.
A criatura. Isto é, qualquer ser ou coisa
criada.
Em lugar. Melhor, “em vez de”. Rejeita­
ram o Criador para adorar a criatura.
Bendito. Do gr. eulogêtos, palavra dife­
rente da usada nas bem-aventuranças (ver
com. de Mt 5:3), mas, com frequência, é
expressão de louvor e glória, como aqui, atri­
buída a Deus (cf. SI 89:52, LXX; Rm 9:5;
2Co 1:3; 11:31). Essa atribuição é especial­
mente apropriada para mostrar a própria
fidelidade de Paulo a Deus, em contraste
com a apostasia dos gentios, que o após­
tolo descreve.
26. Entregou. Ver com. do v. 24.
Paixões infames. Literalmente, “pai­
xões da desonra”. A história confirma esse
relato dos vícios antinaturais da sociedade
pagã. Assim, em contraste com a liber­
dade dos escritores pagãos de sua época,
Paulo descreve a imoralidade dos pagãos
com reserva considerável. Ele até consi­
derava uma vergonha falar dessas coisas
(Ef 5:12).
27. Homens com homens. Aqui, Paulo
se refere eufemisticamente às práticas depra­
vadas de sodomia e homossexualismo.
Merecida. Ou seja, devida. A recom­
pensa de seu erro de idolatria foi a degra­
dação física, mental e espiritual. Essa foi a
penalidade inevitável para o que tinham feito.
28.
Desprezado. Literalmente, “não
aprovavam”. Isso significa que o fato de have­
rem rejeitado a Deus não era inconsciente.

ROMANOS

1:32

principalmente os elementos de discórdia,
brigas e raiva (ver também Rm 13:13; ICo
1:11; 3:3; 2Co 12:20; G1 5:20; Fp 1:15; lTm
6:4, em que a mesma palavra também é tra­
duzida como “porfias” e “provocação”).
Dolo. Do gr. dolos, “astúcia”, “engano”,
traduzida como “traição” (Mt 26:4), “engano”
(At 13:10; iTs 2:3), “dolo” (Jo 1:47, etc).
Malignidade. Do gr. kakoêlheia, “malí­
cia”, “malvadeza”, “maldade”, “sutileza”.
Difamadores. Do gr. psithuristai, “mexeriqueiros”, “fofoqueiros”.
30. Caluniadores. Ou seja, maledicentes.
Aborrecidos de Deus. Do gr. theostugeis, que também pode ser traduzido como
“odiosos para Deus”. No grego clássico, essa
palavra ocorre geralmente no sentido pas­
sivo: “odiados por Deus”. No entanto, mui­
tos intérpretes consideram o sentido ativo,
“odiar a Deus”, mais apropriado nesta lista
de pecados.
Insolentes. Ou seja, acintosos. Paulo
usa o termo para descrever seu comporta­
mento antes da conversão (lTm 1:13).
Soberbos. Do gr. huperêphanoi, “considerando-se superiores aos outros”, “arrogan­
tes”, “orgulhosos”.
Presunçosos. Do gr. alazones, “fanfar­
rões”, “afetados”.
Inventores de males. Ou seja, inven­
tores de novas formas de vício e autoindulgência, dos quais Nero foi um exemplo (ver

(Ef 4:30), a vida revela falta de amor e afei­
ção natural. Deus não força Seu Espírito de
amor sobre as pessoas. Quando elas persis­
tem na oposição à vontade de Deus, Ele as
entrega a suas próprias inclinações naturais
e egoístas (Rm 1:24, 26, 28).
Irreconciliáveis (ARC). Evidências
textuais (cf. p. xvi) apoiam a omissão desta
palavra. A mesma palavra grega ocorre, no
entanto, na lista de pecados em 2 Timóteo
3:3, sendo traduzida como “implacáveis”.
Sem misericórdia. Ou seja, sem pie­
dade e compaixão. A satisfação mórbida que
os espectadores obtinham no abate de gla­
diadores e mártires em Roma indica a pouca
piedade e compaixão que havia no cora­
ção das pessoas daquela época. Jesus ensi­
nou que ser impiedoso é evidência de um
caráter corrompido, impróprio para o Céu
(Mt 25:41-43).
32. Conhecendo. A palavra significa
“pleno conhecimento” (comparar com o v. 28).
Sentença. Do gr. dikaiõma, “lei”,
“decreto”. Paulo se refere à sentença justa -<&
de Deus, que declara o que é certo e o que é
errado e conecta a morte ao pecado e a vida
à justiça. Esse decreto é revelado não só no
AT, mas também na consciência humana
(Rm 2:14-16).
Paulo enfatizou, neste primeiro capítulo,
que os pecados dos pagãos foram cometidos
diante de considerável conhecimento sobre

p. 69-72; DTN, 37).

Deus (v. 19-21, 25, 28).

Desobedientes aos pais. O fato de este
pecado ter sido incluído na lista revela a gra­
vidade com que Paulo considerava a desobe­
diência aos pais (cf. Ml 4:6; Lc 1:17).
31. Insensatos. Do gr. asunetoi, forma
singular da que é traduzida como “tolo” no
v. 21.
Pérfidos. Ou seja, falsos em seus contratos.
Sem afeição natural. O infanticídio e
o divórcio eram comuns nos dias de Paulo.
Quando, por sua rebelião persistente contra
Deus, as pessoas afastam o Espírito Santo

Passíveis de morte. Isso não se refere
à justiça civil, mas às consequências fatais
do pecado (Rm 6:23).
Praticam. O grego indica ação repetida
e contínua.
Aprovam. Ou, “aprovam de coração”,
“aplaudem”. A palavra descreve mais do
que um assentimento passivo para o mal.
Sugere ativo consentimento e aprovação (ver
At 8:1; 22:20). O clímax da lista de pecados
de Paulo é a maldade depravada de obter
satisfação nas más práticas dos outros.

525

1:32

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Quão profundamente a pessoa degenerada
vai quando se recusa a conhecer e honrar o
Deus verdadeiro.
A imagem escura de Paulo sobre a cor­
rupção pagã pode ser verificada a partir
dos escritos seculares do primeiro século.
Uma das descrições mais frequentemente
citadas da iniquidade que prevalecia nos
dias de Paulo é a de Sêneca, contemporâ­
neo de Paulo, que em sua obra De Ira. (ii.9.1)
declara: “Todo lugar está cheio de crime e
vícios; os crimes cometidos são demasiados
e ultrapassam qualquer possível restrição.
As pessoas competem em uma poderosa
rivalidade de maldade. A cada dia, o desejo
de injustiça é maior, e menor é o temor;
tudo que se refere ao que é melhor e mais
justo é banido; a luxúria insinua-se onde
quer que deseje, e os crimes não são mais
secretos. Exibem-se diante de nossos olhos,
e a maldade chega a tal estado público e
ganhou tal poder sobre o coração de todos,

que a inocência não é rara, é inexistente”
(ed. Loeb, Ensaios Morais, vol. 1, p. 183; ver
também Sabedoria de Salomão 14:22-30;
comparar com DTN, 36, 37).
Por quatro mil anos, prosseguiu o experi­
mento para saber se a humanidade poderia
se salvar por suas próprias obras. “O prin­
cípio de que o homem pode se salvar por
suas próprias obras [...] jaz à base de toda
religião pagã” (DTN, 35). Então, ficou claro
que era necessário outro plano de salvação.
“Satanás rejubilava por haver conseguido
rebaixar a imagem de Deus na humanidade.
Então, veio Cristo, a fim de restaurar no
ser humano a imagem de seu Criador”
(DTN, 37, 38; ver G1 4:4, 5). A boa notícia
de que a condição do ser humano não é sem
esperança, mas que a justiça está disponível
a todos os que têm fé em Cristo foi a men­
sagem de esperança de Paulo para o mundo
pagão. Este é o “evangelho de Cristo”, tema
desta epístola aos cristãos em Roma.

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE
4 - DTN, 600
14-AA, 246, 380; CM,
212; DTN, 440; Ed, 65,
139, 263; Ev, 218; MDC,
135; T4, 52; T5, 731.
16-CPPE, 255; FEC,
200; OE, 16; CBV, 215;
MCH, 61, 224; T7, 12

16, 17-AA, 380
17 -GC, 125; HR, 341
18-32-OC, 440
20 -PJ, 18, 22, 107;
CPPE, 187; DTN, 281;
Ed, 134; CBV, 410;
MS, 103; PP, 116; T8, 2
21 - AA, 14; FEC, 331;

Pj, 18; PP, 82; T5, 738
21, 22-CPPE, 424
22 - PJ, 199; T2, 42
25 - PJ, 18; FEC, 329;
GC, x; PR, 281;
PP, 91; T4, 595
28 - PP, 82, 91
29-32 - Ed, 235

Capítulo 2
1 Não há desculpa para o pecador e 6 muito menos escape do juízo de Deus,
9 seja ele judeu ou gentio. 14 Os gentios estão soh condenação hem como
17 os judeus, 25 que não podem tirar proveito da circuncisão.

praticas as próprias coisas que condenas.
2
Bem sabemos que o juízo de Deus é segun- •«
do a verdade contra os que praticam tais coisas.
482

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quan­
do julgas, quem quer que sejas; porque, no que
julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois

526

no espírito. por natureza. Portanto. certamente. tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade. procuram glória. tu. e cujo louvor não procede dos homens. não tendo lei. 13 Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus. e paz a todo aque­ le que pratica o bem. 15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração. “por causa disso”. furtas? 22 Dizes que não se deve cometer adulté­ rio e o cometes? Abominas os ídolos e lhes rou­ bas os templos? 23 Tu. que pregas que não se deve furtar. e honra. Paulo prossegue em seu argumento de que. mutuamen­ te acusando-se ou defendendo-se. 12 Assim. 17 Se. todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão. pois. não será ela. e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados.ROMANOS 2:1 3 Tu. porém. não obstante a letra e a circuncisão. luz dos que se encontram em trevas. o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa. e circuncisão. que condenas os que prati­ cam tais coisas e fazes as mesmas. que tens por sobrenome judeu. conside­ rada como circuncisão? 27 E. testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos. 18 a 32. porém. de confor­ midade com o meu evangelho. ao judeu primei­ ro c também ao grego. e tolerância. pensas que te livrarás do juízo de Deus? 4 Ou desprezas a riqueza da Sua bonda­ de. perseverando em fazer o bem. por meio de Cristo Jesus. A referencia pode ser tanto ao juízo em Romanos 1:32 (“são passíveis de morte os que tais coisas praticam”) como ao pensamento fundamental de toda a seção dos v. nem é circuncisão a que é somen­ te na carne. segundo a tua dureza e coração impenitente. ao judeu primeiro e tam­ bém ao grego. pois. 14 Quando. sendo instruído na lei. porventura. os gentios. há uma necessidade universal do poder salvífico contido na revelação da justiça de 527 . 26 Se. 10 glória. I i Porque para com Deus não há acepção de pessoas. ele te julgará a ti. como está escrito. e longanimiclade. que de­ sobedecem à verdade e obedecem à injustiça. que te glorias na lei. ignoran­ do que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? 5 Mas. não te en­ sinas a ti mesmo? Tu. 8 mas ira e indignação aos facciosos. se és. e repousas na lei. pois. julgar os segredos dos homens. a que é do coração. Ou. 29 Porém judeu é aquele que o é interiormen­ te. não segundo a letra. que não têm lei. desonras a Deus pela transgressão da lei? 24 Pois. servem eles de lei para si mesmos. 25 Porque a circuncisão tem valor se pratica­ res a lei. 20 instrutor de ignorantes. se aquele que é incircunciso por na­ tureza cumpre a lei. honra e incorruptibilidade. porem. transgressor da lei. mas de Deus. ó homem. 16 no dia em que Deus. procedem. acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus. 28 Porque não é judeu quem o é apenas ex­ teriormente. 1. mas os que praticam a lei hão de ser justificados. e te glorias em Deus. mestre de crian­ ças. a incircuncisão observa os pre­ ceitos da lei. és transgressor da lei. que ensinas a outrem. que. 9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal. 21 tu. 6 que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: 7 a vida eterna aos que. 19 que estás persuadido de que és guia dos cegos. 18 que conheces a Sua vontade e aprovas as coisas excelentes. pois. a tua circuncisão já se tornou incircuncisão. de conformidade com a lei.

O fato de que as con­ dições morais entre os judeus não eram tão ideais como é indicado aqui é evidente pelas referências incidentais nos escritos rabínicos aos vícios antinaturais praticados entre os judeus. A situação real. eles eram indesculpáveis por cometer os mes­ mos pecados (ver vol. grande iniquidade. p. na sétima semana. e países e cidades inteiras se orgulham desses vícios. 2). Então. prassõ. Paulo. Eleja havia traçado o curso descendente do ser humano a partir da primeira rejeição voluntária do conheci­ mento de Deus em todas as etapas da ido­ latria e do vício. The Apocrypha e Pseudepigrapha. Finalmente. 4. ele descreve que a última etapa da degradação humana. Ele começa sua discussão sobre o fracasso dos gentios com uma declaração semelhante (Rm 1:18). 109). “determinar”. que significa condena­ ção. H. provavelmente. Eles apontam como criminosos os atos dos quais eles mesmos são culpados. que é pronunciada contra os que pra­ ticam essas coisas. vol. 1 a 3 indica o sentido de condenar. vol. hem como pelos regulamentos de pre­ venção nas leis rabínicas sobre esses vícios. p. no v. se tor­ narão sacerdotes [aqueles que sãoj idólatras. por séculos. Paulo escolhe abordar o assunto de forma gradual e em termos gerais. “condenar”. seja refle­ tida com exatidão razoável nos “Testamentos dos Doze Patriarcas” (ver R. Paulo começa sua discussão sobre o fracasso dos judeus em alcançar a justiça de Deus com uma declaração aplicável a todos. Charles. depois de ter apresentado provas. Pois eles mantêm relações sexuais não só com homens. Condenas. Paulo disse aos judeus que até o próprio ato de se assentar em juízo contra seus semelhantes os faz pronunciar uma sen­ tença contra si mesmos. forma do verbo “julgar”. ainda assim. em que os homens não só perde­ ram toda virtude. 16. 17-21). pois eles também pecaram contra o conhecimento e a consciência. mas contaminam as próprias mães e até mesmo as filhas. Os judeus eram rápi­ dos em condenar os gentios. Se Paulo os tivesse nomeado na primeira frase. Ao contrário. Mas nós nos temos conservado afastados desses pecados” (citado de R. 32. “selecionar”. Esta palavra não sig­ nifica só “condenar”. quando o contexto exige. os judeus foram tão favorecidos com maior luz que os gentios. O argumento de Paulo é semelhante ao do profeta Natã ao falar com o rei Davi (2Sm 12:5-7). mas também. palavra que denota prática habitual ou costumeira. o contexto dos v. 2. Grande parte do que foi dito sobre os gentios em Romanos 1:18 a 32 também se aplica aos judeus. assim. Charles. então. Mostra que os judeus foram abençoados com mais luz do que os gentios e. em si. Quem quer que sejas. Do gr. 17). krinõ. The Apocrypha and Pseudepigrapha of íhe Old Testament in English. “aprovar”. Do gr. Julgas. mas. tendo em vista que. 528 . katakrinõ. Neste caso. mas chegaram ao extremo de aprovar o vício dos outros. pra­ ticando.2:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 483 Deus pela fé (v. poderia ter des­ pertado imediata oposição dos judeus. ele faz a aplicação específica aos judeus (Rm 2:17). Do gr.: “E. “pronunciar juízo” e. “distinguir”. “mostrar preferên­ cia por”. “separar”. pratica­ ram as mesmas coisas.C. passa a explicar que os judeus não são menos culpados que os gen­ tios e que também eles precisam das provi­ sões do mesmo plano de salvação. Um exemplo de judeus que condena­ vam a imoralidade dos pagãos e exaltavam a própria pureza é encontrado na Carta de Aristeu: “Pois a maioria dos outros homens se contamina por relações promíscuas. Es indesculpável. um tra­ balho pseudoepigráfico judaico do início do 2o século a. Praticas. H. pois conhecem a sentença justa de Deus. Talvez essa seja uma prova da habilidade do apóstolo em argumentar. Eles mantêm apenas a consciência de sua culpa e ► miséria.

Deus não julga segundo as aparências (ver Jo 7:24). Mt 21:31. meus filhos. Essa falsa noção foi repreendida por João Batista. As vezes. Segundo a verdade. hoje. também. Seu juízo se fundamenta no conheci­ mento das motivações das pessoas e da verda­ deira natureza de sua conduta. 529 . como se Deus não fosse tão rigoroso em perceber as ofensas daqueles que professam servi-Lo. ficará livre do juízo?” Essa esperança ilusória de livramento pessoal do juízo é uma forma comum de autoengano.ROMANOS 484 adúlteros. Pensas. 4. induzido a vítima ao pecado” (DTN. Em outras palavras. Is 1:11-17. amantes do dinheiro. “Essas coisas vos digo. seja onde for e por meio de quem seja cometido. “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra. lascivos. Até os pecados mais secretos são colocados sob Seu escrutínio (Ec 12:14). ou com o povo escolhido. Que te livrarás. porque tenho lido nos escritos de Enoque que vós. a Bíblia ensina de forma consistente que os peca­ dos mais graves entre os seres humanos são os cometidos pelo professo povo de Deus (cf. O exemplo clássico disso é a hipocrisia degradante reve­ lada pelos piedosos acusadores da mulher apanhada em adultério. * 2. 65:2-5. 461). sem lei. pois. e não comeceis a dizer entre vós mes­ mos: Temos por pai a Abraão” (Mt 3:8. O pronome é enfático no grego. abusadores de crianças e de animais” (O Testamento de Levi 17:11). Jo 9:2). soberbos. Ele não os considerava pecadores (cf. O povo de Deus não tem licença espe­ cial para pecar. G1 2:15). Uma questão comumente observada: aqueles que são rápidos em criticar e acusar os outros são culpados dos mesmos crimes. insistindo em nossos caminhos pecamino­ sos. Desprezas. krima. seja ela boa ou ruim. Jo 8:33. “Esses pretensos guardas da justiça haviam. SI 10:11. Davi prontamente condenou a suposta injus­ tiça relatada por Natã (2Sm 12:1-6). “Produzi. as pessoas são particularmente zelosas na oposição a esses delitos que eles mesmos praticam secretamente. Deus não os julgaria tão severamente quanto faria com os gentios abandonados e idólatras. parece ter sido a opinião popu­ lar entre os judeus que. 32). eles próprios. Enfatizando o ver­ dadeiro padrão de medida no juízo divino. Do gr. 13). Os judeus estavam acostu­ mados a usar o argumento de que. Facilmente podemos cair no mesmo engano. a condenação. 3. e é imparcial (Rm 2:11). Juízo. O amor e a paciência de Deus produzem apenas um sentimento de desprezo e segurança no coração da pessoa endurecida no pecado. por causa de seu elevado conhe­ cimento da verdade. uma vez que Deus ainda os estava abençoando. Tampouco se torna menos pecaminoso por ser cometido em meio a privilégios religio­ sos. 9. Visto que Deus continua gra­ ciosamente a nos conceder tempo e opor­ tunidade para nos preparar para Sua volta. neste caso. Lc 13:1-5. Ao contrário. E contrária à verdade do julgamento 2:4 imparcial de todos os pecadores por Deus. cf. referindo-se a uma sentença. abusamos de Sua misericórdia e paciência. cf. “você acha que. frutos dignos de arrependi­ mento. Pecado é pecado. ou por causa de sua ligação com a ascendência divina. e agireis de acordo com toda a maldade de Sodoma” (O Testamento de Naftali 4:1). Paulo supõe que a verdade do juízo de Deus é admitida e que pode fundamentar seu argumento sobre ela. No entanto. vos afastareis do Senhor. aqui. desde que observas­ sem os ritos e cerimônias de sua religião. Achavam que sua nacionalidade lhes garan­ tia uma consideração especial no juízo. Deixamos de reconhecer o propósito de Sua paciência e longanimidade. andando de acordo com toda a ilegalidade dos gentios. o coração dos filhos dos homens está inteira­ mente disposto a praticar o mal” (Ec 8:11. Bem sabemos.

“ternura”. “de acordo com”. Do gr. Como em Romanos 1:18 (ver o com. Justo juízo. a ira é o desagrado divino contra o pecado. ali). “excelência”. “bondade”. Do gr. Arrependimento. Assim. “está tentando levar-te”. Embora Deus odeie o pecado. mas. Paulo cita Provérbios 24:12 ou Salmo 62:12. Isso não significa que. Portanto. anochê. “teimosia”. 4) e do tesouro celestial (Mt 6:20). que resulta no abandono do ser humano ao juízo da morte. com segurança. As pessoas “desprezam” a longanimidade de Deus. este termo era usado em uma trégua militar. a frase poderia significar “destinase a levar-te”. ape­ sar do apelo de Deus. Sua ira não será executada.2:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 485 Riqueza. bons e maus. a menos que o pecador aproveite esse tempo de trégua para se arrepender. chrêstotês. kata. Palavra muito usada de Paulo para descrever a qualidade dos dons e atributos de Deus (ver Rm 11:33. 5. 668). Toda bênção e privilégio con­ cedidos trazem uma responsabilidade equi­ valente. Para o dia da ira. Está implícita uma ignorân­ cia voluntária (cf. Paulo não diz: “Deus está acumulando ira”. Ao contrá­ rio. Essa revelação final. que Deus é um juiz justo. que se realiza na consumação de todas as coisas.) Bondade. Fp 4:19. Os 2:8). Ele não agirá imediatamente para punir o pecado no momento em que é cometido. Do gr. No grego clássico. portanto. Dureza. Do gr. Jr 17:10. Ele poupa as pessoas no dia a dia para lhes dar a oportunidade de se arrepender e ser salvas (2Pe 3:9). Ao contrário. Coração impenitente. O texto grego pode ser interpretado como a expressão de um esforço que não pode concretizar seu propósito. deve ser con­ trastada com a revelação da ira e do justo juízo de Deus. A rejei­ ção das riquezas da bondade tem como con­ sequência um tesouro de ira. em Sua longanimidade. O “dia da ira” revelará aos homens e aos anjos. sim: “Você está acumulando ira contra si mesmo”. 763. 6. “ato de reter”. mudança de mente. Ef 1:7. esta palavra é usada para descrever a “paciência” de Deus em conexão com a “tolerância” dos pecados (Rm 3:25). 764. esta pala► vra implica inversão de direção. um coração que se recusa a se arrepender. de SI 32:1). 3:8. de propósito e de vida. Ignorando. Ou seja. Contra ti mesmo. “por causa de”. Em Sua paciência. etc. A pessoa que rejeita o amor de Deus não está na mesma condição de alguém que nunca conheceu a graça divina. podem. Cl 1:27. con­ tinuar a pecar. implica que virá. Não havia mudança de atitude no coração. A persistente resistência ao amor de Deus acumula gradualmente um supri­ mento de ira para o dia do acerto de contas (ver Dt 32:34. Ou. Literalmente. 18. Como em outras passagens do NT. “no dia da ira”. ocorrerá a retribuição a cada um segundo suas obras (ver DTN. As pessoas continuavam e cresciam volunta­ riamente no endurecimento do coração. visto na condição depravada da humanidade (Rm 1:18). Longanimidade. Segundo. Os judeus se achavam em um estado de espí­ rito em que a bondade e a paciência de Deus não tinham nenhum efeito. metanoia. finalmente. Retribuirá. como se tivesse feito uma trégua com o peca­ dor. 530 . GC. Que te conduz. literalmente. 35). Deus tem retido Sua ira. achando que Ele nunca tem a intenção de punir o pecado e que. 2:7. Tolerância. Aqui há um con­ traste com as riquezas da bondade de Deus (v. “gentileza”. As Escrituras são unâ­ nimes ao ensinar que as pessoas serão julga­ das de acordo com o que fizeram (cf. 16. Nessa revelação. Implica algo temporário que pode passar se as condições se alterarem. Significa mais do que simplesmente tristeza pelo pecado (ver com. “obstinação”.

Jo 3:36). Essas são concedidas no momento da ressur­ reição (cf. reali­ zam boas obras. Literalmente. comparar com “procuramos partir para [a Macedônia]”. não são atos reais de justiça (Rm 9:31. aqui. em At 16:10). Do gr. ICo 15:42. Paulo não fala aqui de uma resignação pas­ siva. A palavra “indignação” (thumos) expressa um impulso momentâneo ou surto 531 486 Mt 16:27. o Seu reino [de Deus]” (Mt 6:33. mas os vasos da ira são preparados ou arranjados por eles mes­ mos para a destruição (ver GC. ocasionalmente. A destruição é o resultado necessá­ rio da própria conduta do pecador (ver com. Paulo pode ter pretendido essa mudança de construção para expres­ sar a distinção de que. A frase inteira pode ser tradu­ zida como “perseverando em boas obras”. o ser humano sem peca­ do foi coroado “de glória e de honra” (Hb 2:7). Em seu estado original. honra e incorruptibilidade. Ira e indignação. “pa­ ciência”. pois. como estão as palavras “vida eterna” (ver com. Não é sufi­ ciente apenas ter o desejo de vida eterna. E necessário adicionar alguma palavra. como em “buscai. “firme resistência”. Nenhum preguiçoso pode entrar lá. do v. O mesmo verbo é usado nessas passagens. Glória. 2Co 5:10. como o grego indica. Alguns têm encontrado problemas em conciliar esta passagem com a doutrina de que “o homem é justificado pela fé. mas de uma resistência ativa. inclusive os judeus privilegiados. 32). As obras são reconhecidas no juízo final como pro­ vas de fé. Perseverando. de Rm 1:18). com perseverança. Vida eterna. na epístola. Gramaticalmente. Do ponto de vista gra­ matical.. Paulo explica que as meras obras da lei. Distinção semelhante pode ter sido planejada pela mudança de construção em Romanos 9:22 e 23. Todos. Entende-se que a palavra grega traduzida como “ira” (orgê). como “haverá”. A fé pode provar sua realidade e sinceridade apenas mediante essas pro­ vas (Tg 2:18). inde­ pendentemente das obras da lei” (Rm 3:28). Ele não é o autor do castigo eterno. Se não nos esforçarmos para conseguir entrada no reino. em contraste com as obras da fé (cf. não estaremos aptos para dele participar” (PJ. lPe 1:4-7). do passivo “prepa­ rados para a perdição” para o ativo “para a glória preparou”. “em boas obras”. A Bíblia não ensina que Deus dará a vida eterna àqueles que. “Não nos é possível deslizar para dentro do Céu. zêteõ. 280). expressa senti­ mento e disposição resolutos (comparar com “sobre ele permanece a ira de Deus”. 43. estrita e principalmente. cf.. Mais tarde. A fé na graça de Deus não é um substituto para a conduta correta e uma vida santa. mas entre o que as pessoas realmente são e o que dizem ser. Do gr. hupomonê. 20:12. Ele a dá aos que continuam e perseveram em fazer o bem de tal forma que se torna evidente que obedecer a Deus é seu estilo de vida (ver Mt 10:22. Paulo afirma que Deus julga as pessoas de acordo com atos reais de justiça ou injustiça. esta frase está relacionada com a cláusula “que retribuirá” (v. 2Ts 1:11). Procuram. lTs 1:3. No entanto. Ap 2:10). Ap 2:23. A ordem das palavras no grego é “ira e indignação”. serão recompensados ou condenados de acordo com sua vida e seu caráter. embora Deus seja a fonte e o doador da vida eterna. 7. 543).ROMANOS em primeiro lugar. “perseverança”. 22:12). 6). se não procurarmos aprender o que constitui suas leis. Em fazer o bem. 7).]”. Deus retribuirá a cada um segundo essa evidência. Deus preparou vasos de misericórdia para a glória. Paulo não traça um con­ traste entre fé e obras. etc. que pode deno­ tar sério esforço. ◄ Mudo isso vai ser restaurado para aqueles que “procuram” por elas. 2:8 . 8. Deus retribuirá a vida eterna aos que procuram por eia na forma prescrita. estas palavras não estão relacionadas com a afirmação “que retribuirá”. assim: “que retribuirá a vida eterna aos que [.

a palavra tem sempre o sentido negativo de parciali­ dade.. os injustos são aqui descritos como egoístas e facciosos em sua atitude para com Deus e a verdade. Na tradução LXX de Deuteronômio 28:53 e 57. Esta pala­ vra ocorre em outras partes do NT. Fp 1:16. Do gr. ver com.] e honra. ocorre em Atos 10:34 (KJV). G1 5:20. No AT. “estreiteza de espaço”. Em contraste com os justos. Como o judeu é o primeiro em obter privilégio e oportunidade. que significa “parcialidade”. Na maioria desses casos. Mt 10:28).. como ir para um lugar espaçoso (2Sm 22:20. Do gr. eritheia. sofrerá a penalidade. Sobre a alma de qualquer homem. Tribulação. Comparar com a experiência dos que “detêm a ver­ dade pela injustiça” (Rm 1:18). em Tiago 2:9 (KJV). Ou seja. neste caso. e paz. ele é o primeiro na responsabilidade e na culpa (ver com. Acepção de pessoas. 10. stenochõria. apenas em Colossenses 3:25. Em outras passagens do NT. e prosõpolêmpteõ. Contrasta a frequente descrição do AT de um estado de alegria. que significa “contenda”. ◄ 11. Jó 42:8) como mostrar parciali­ dade (Lv 19:15. “intriga”. Efésios 6:9 e Tiago 2:1. SI 118:5). a palavra passou a significar “ambição egoísta ou facciosa”. Estas palavras estão em contraste com “faz o mal” (v. SI 16:10. por isso se acredita que a palavra é de origem cristã. Eritheia também tinha o significado de “trabalho por salário”. “rivalidade”. 2:3. de Rm 1:18). No NT. a mesma pala­ vra é usada para se referir a intrigas e parti­ darismo (2Co 12:20. de Rm 1:29). sobre a rela­ ção das boas obras com a salvação. Glória [. Do gr. a frase hebraica cor­ respondente significa tanto dar uma recep­ ção graciosa a um suplicante ou pretendente (Gn 19:21. a palavra “alma” (psuchê) frequen­ temente denota toda a pessoa (cf. 2Cr 19:7.). e não o corpo. a ARA traduz eritheia como “contenda”. Sendo egoístas (2Tm 3:2). Nenhuma das três for­ mas ocorre na LXX ou em escritos não cris­ tãos. evidente­ mente. “aceitação da face”. ver com. Lc 12:47. como no dia da des­ truição final (Ap 14:10. egoísta”. Prosõpolêmptês. como justo juiz (Dt 10:17. thli-psis. eris. não recebe­ ram “o amor da verdade para serem salvos” (2Ts 2:10). sob o pressuposto de que a palavra era derivada de outra raiz com som um pouco semelhante. Jó 34:19). ela descreve a . Tg 3:14. 9. Rm 13:1. como de pro­ vações e calamidades e. cf. literalmente. 16). “briga” (ver com. Angústia. 12). Preferem deleitar-se “com a injus­ tiça" (v. “espírito mer­ cenário. denotando pressão de um peso esmagador. 9. sobre o significado da ira divina. de puni­ ção pelos pecados. Pratica o bem. e não sabe aonde ir em busca de alívio. “aquele que mostra par­ cialidade”. em cada ser humano. Este versículo tem sido usado para apoiar a ideia de que a alma. Sua atitude legalista e mercenária em relação à religião e sua visão egoísta da salvação os levaram a rejeitar o caminho de Deus de jus­ tificação pela fé em Cristo e. cf. Facciosos. que perseveram em fazer o bem. Aqui. Mais tarde. a rejei­ tar o próprio Deus. “julgar com parcialidade”. 'prosõ-polêmpsia. a palavra descreve o confinamento de um cerco. 48). No entanto. Foi um espírito semelhante que levou tantos judeus a se opor ao evangelho (ver At 13:45. Em contraste com a “tribulação e angústia” que aqueles que fazem o mal irão sofrer. Os facciosos e egoístas não se importam em ser fiéis à ver­ dade. 532 487 do sentimento de ira. assim. Do gr. de Rm 1:16. Desobedecem à verdade. de Rm 3:28). 2Cr 19:7).2:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA ansiedade e a angústia que a pessoa expe­ rimenta quando é pressionada por todos os lados por aflições e provas ou punição. etc. Ao judeu primeiro. literal­ mente. A ideia é uma restrição. A liberdade da parcialidade faz parte do caráter de Deus.

assim como os que pecaram contra a luz maior. perecerão sem lei. e a punição segue como con­ sequência inevitável. a menção será feita para saber se o artigo está presente ou ausente no grego. No original da epís­ tola aos Romanos. con­ tra o qual ele pecou. Aqueles que tiveram o privi-« légio de conhecer essa lei e. ou não. Paulo passa a expli­ car como Deus exercerá imparcialidade no julgamento dos judeus privilegiados e dos gentios menos privilegiados. Na ausência de uma regra precisa e sim­ ples para se chegar à identidade da "lei”. Pois. na ausência do artigo. será considerado o contexto para ajudar a determinar se a referência é à lei moral ou cerimonial. contra a qual pecou. ou a outros aspectos da lei. Eles pecaram contra a lei que possuem. a ênfase é sobre “a lei” como um código espe­ cial c objetivo. II) era aplicável a eles. contra o qual os judeus pecaram. No entanto. 20. evi­ dentemente. Fundamcntalmentc. a palavra “lei” (do gr. mesmo que não tenham a lei escrita de Deus. pela lei não escrita da consciência. Sem lei. os judeus tinham questionado se o princípio de que “com Deus não há acepção de pes­ soas” (v. No entanto. pecaram contra uma expressão tão clara da vontade de Deus devem receber punição maior do que a dos menos instruídos. isto é. 1-3). pois os gentios não estão sem a lei não escrita da consciência (v. A Bíblia ensina que há 533 488 12. pela lei escrita. nomos) ocorre 39 vezes sem o artigo e mais 35 vezes sem ele. Os pagãos que pecaram estarão perdidos. a passagem pode ser entendida como uma afirmação do princípio de que aqueles que pecaram contra a lei serão jul­ gados pela lei. Nesta declaração geral do princípio do juízo de Deus. Esta expressão significa. Em seguida. porque rejeitaram a revelação de Deus para eles na natureza e na consciência (Rm 1:19. Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem. Em cada passagem significativa em que o termo “lei” ou “a lei” ocorre. Quando o artigo está presente.ROMANOS respeito de a referência ser aos dez manda­ mentos. Paulo já explicou que os pecados dos gen­ tios são indesculpáveis. “em lei”. Sob a lei. sem lei revelada ou escrita. sob a autoridade da lei. 32). 464). Por causa de seus privilégios. deve ser baseada apenas na presença ou ausência do artigo. 15). se transgredirem a lei não escrita da consciência. Aqueles que pecaram sem lei. ainda assim. A falta de mais luz não dá a ninguém o direito de pecar contra a luz menor. 14. até chegar ao ponto de se sen­ tirem livres para condenar os crimes dos outros. O problema da deter­ minação da lei específica mencionada em cada passagem tem sido objeto de debates. essa c a lei moral dos dez mandamentos. é evidente. parece ser bastante con­ sensual que. na esfera da lei. à lei cerimonial. uma vez que o artigo não está presente. por meio da utilização ou não do artigo definido. talvez seja mais sábio depender principal­ mente do contexto para indicar a identifica­ ção específica a ser feita. Então. à lei como um princí­ pio. a ênfase é colocada sobre a palavra “lei”. No entanto. Parece certo que nenhuma decisão final a 2:12 . Até então. Literalmente. com suas regras e padrões de con­ duta moral baseados nos dez mandamentos (ver PP. eles tinham abusado de sua posição pri­ vilegiada. a partir do contexto. Paulo usa o termo “lei” sem o artigo definido “a”. e o gen­ tio. principal­ mente como um princípio abstrato e uni­ versal. e a medida da culpa depende do grau de oportunidades. Neste versículo. que Paulo também se refere ao código de conduta moral revelado ou escrito. A seve­ ridade da punição corresponde à medida da culpa. mas Paulo também pode ter considerado todo o sistema de instrução do AT. enquanto cometiam os mesmos pecados (v. estarão perdidos. Cada um será julgado pelo método apropriado: o judeu.

. 48). 385). As duas classes de pecadores serão condenadas. Mas chegaram a supor que o conheci­ mento teórico da lei. Lc 6:47-49. Ou seja. De conformidade com a lei. mas lhe dá seu pleno cumprimento. 211). O con­ texto indica que. mas obedecida (Mt 7:21. A palavra “julgar” pode ter esse significado quando o contexto o indicar (ver jo 3:18. mas não estão dispostos a obedecê-la. “de lei”. mas poderíam cumprir “por natureza” as 534 ..] Contudo. Paulo ainda contrasta a condição no juízo daqueles que conhecem a vontade de Deus. Essa mesma visão equivocada de que o conhecimento por si só traz jus­ tiça e salvação ainda é corrente entre judeus e cristãos. cf. no que concerne aos judeus. do v. em si. 15). Mediante lei serão julgados. 212). ambas morrerão. 14. “declarados justos”.. Aqueles que têm uma lei à qual possam ouvir e pela qual possam ser guiados devem ser obedientes a ela. Quando [. nos dez mandamentos. Aqueles den­ tre os gentios que reconheceram a revelação de Deus nas obras da criação (Rm 1:19. não quereis vir a Mim para terdes vida” (Jo 5:39. 12). “Examinais as Escrituras. Não têm lei. 12:41.. Da lei. mas de acordo com os testemunhos da consciência (v. 42. mas pelo que realmente fazem (Rm 2:6). não consciente­ mente. jesus repreendeu os judeus por essa ati­ tude para com a Palavra de Deus.] os gentios. Os judeus tinham a oportunidade de ouvir a lei. Os gentios não poderíam rea­ lizar “por natureza” as muitas atividades e cerimônias prescritas em toda a lei mosaica. Paulo está prestes a explicar que os gentios têm uma lei. “considerados justos”. no mero conhecimento que delas possuíam. 17.. pra­ ticam de forma espontânea. 13. em que a ARA traduz como “julgado” ou “jul­ gará"). Literalmente. 29). A ausência do artigo “os” chama a atenção para o cará­ ter deles como não judeus.2:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA diferentes graus de punição (Mt 11:21-24. Justificados. Hb 13:4. constituía jus­ tiça. Paulo se refere aos princí­ pios da lei moral como são revelados nos dez mandamentos. Já foi mencionado na epístola que essa obediência só pode vir de fé (Rm 1:5. se quiserem ser “justificados” no juízo. 24. também por meio dEle. O artigo está presente no grego (ver com.. Aparentemente. anelo de bondade” (Ed. O para­ lelo “também [. Ou. Isto é. não pelo que pretendem conhecer ou professam ser.] perecerão” sugere que este é um juízo de condenação. 2Ts 2:12. Simples ouvidores. Este versículo dá mais ênfase ao fato de que as pessoas são julgadas. cf. Mas o juízo “pela lei” é mencionado apenas sobre aque­ les que têm a lei. com a posição de quem não só conhece a vontade de Deus. 40. Lc 12:47. A vontade de Deus não só deve ser conhecida. eles não reconheciam a necessidade de obediência perfeita e perpé­ tua. mas percepção espiritual do que é reto. por natureza. revelado no AT e. agindo de acordo com as exigências de uma lei exterior. 20) e responderam ao impulso divinamente implantado para fazer o bem têm praticado “por natureza” as coisas contidas na lei (ver PJ. O artigo “a” está ausente no grego. não têm qualquer código de conduta moral revelado. cspecialmcnte. DTN. “a lei” é a tradução literal. mas de outro tipo. Procedem. Existe em cada pessoa não somente poder intelec­ tual. “Assim como por meio de Cristo todo ser humano tem vida. diferen­ temente dos judeus. “Os judeus estavam de posse das Escrituras e supunham que. 3:20). Neste caso. cada pes­ soa recebe algum raio da luz divina. Tg 1:22). “sempre que os gentios”. Evidentemente. Paulo ainda se refere aqui ao padrão de con­ duta moral à sua disposição. tinham a vida eterna” (DTN. porque julgais ter nelas a vida eterna [. lida regularmente nas sinagogas (At 15:21). Literal­ mente.

Deve ter Segredos. Lei para si mesmos. suneidêsis. Uma vez que Deus tem um regis­ necessária hoje aos cristãos que são tenta­ tro exato de cada coisa secreta em nossa vida dos a assumir uma visão demasiado estreita (Ec 12:14. “co-conhecimento”. GC. até as como mais uma prova de que eles ainda 535 . Ou seja. ver DTN. Por sido difícil para os judeus aceitarem a dou­ trina expressa nesta passagem. “raciocínios”. como explica o v. Pode ser esclarecida por mais conhecimento da verdade (ICo 8:7) e agir de acordo com a luz que tem. “pen­ samentos”. A consciência pode ser superescrupulosa (ICo 10:25) ou “cauterizada” pelo abuso (lTm 4:2). que mostram. Por meio de Jesus Cristo. sempre que eles revelam amor a de que os gentios não estavam privados de Deus e a seus semelhantes. A obra da lei (ARC). Ou seja. que mostraram por seu espírito amorável que são os verdadeiros “praticantes da lei”. mas também nosso juiz (Mt 25:31-46. Do termo gr. ICo 4:5). Ou. em certo sentido. a conduta que a lei requer. 17:31. 15. por falta de amor. 486). sobre o significado posta aos estímulos da consciência. Paulo usa suneidêsis mais de 20 vezes em suas epístolas. enquanto os infor­ mados. lTm 2:4). tas pelos gentios entre si. A Bíblia (PJ. Ou. O Espírito Santo não está de forma alguma restrito aos judeus e ensina que Jesus não é nosso Salvador ape­ nas. cf. Alguns que a lei exige. Muito De qualquer maneira. 15 têm sido explicadas de diversas maneiras. paralelo ao conhecimento dos atos em si. padrão e lei para cada pessoa. onde quer que o coração se comova siderado um resumo de toda a argumenta­ para abençoar e amparar os outros. Os gentios ignorantes. 13: apenas “os que praticam a lei” serão considerados justos. Paulo aponta para soas “(Rm 2:6. 2Tm 4:1). Ele é capaz de julgar sem “acepção de pes­ Testemunhando. ção das pessoas em todos os lugares. 11. mas trabalha na mente e no cora­ Jo 5:22. No dia. de Pv 7:19). no tempo do juízo quer que haja um impulso de amor e sim­ final (At 17:31). Tudo isso está no comentário sobre o v. palavras e ações. cf. Gravada no seu coração. que são apenas “ouvidores da lei” “não são justos”. apesar de sua ignorância da lei escrita.ROMANOS exigências da lei moral. cristãos. Estas (cf. eles são de “coração”. 27. judeus e cristãos privilegiados. cf. jr 31:33. Tg 4:17). ver com. e egoísta da salvação (ver jo 3:16. As pessoas têm a capacidade de julgar os próprios pensamentos. Pensamentos. A necessidade e o impulso de fazer o bem que existe na razão e na consciência são. 385. é reve­ lada a operação do Santo Espírito de Deus” ção anterior. Este versículo pode ser con­ patia. 16. e concluem que Paulo se efeito prático ou obra da própria lei. At 10:42. A frase também tem sido entendida como o consideram que “mutuamente” significa gen­ tios com gentios. Lc 8:17. Paulo explica que “o cumprimento da lei é o amor" §► (Rm 13:10. Por sua res­ que a norma da lei está escrita em seu cora­ ção (cf. “Onde julgados. 638). “coisas ocultas”. Hb 10:16. um conhecimento adja­ cente que a pessoa tem da qualidade de seus atos. “Porque Deus o exercício da consciência entre os gentios há de trazer a juízo todas as obras. Não é menos essas coisas. 15 2:16 possuíam alguma consciência da vontade de Deus. esta passagem embora os gentios não conheçam a lei indica que Paulo estabelece seu argumento escrita. “são justos diante de Deus”. Mt 10:26. eles mostram um senso de certo e errado. Mais à frente. o caráter é revelado (ver com. ao esta­ refere aqui a acusações ou a vindicações fei­ belecer a distinção entre o certo e o errado. de Rm 1:21). a obra palavras e as restantes do v. Consciência. G1 5:22). Mutuamente acusando-se.

17. Literalmente. Esse ver­ sículo explica ainda mais o principal argu­ mento de Paulo em Romanos 2. essas são as coisas essenciais que constituem realmente a observância da lei de Deus.” E te glorias em Deus. Então. Eles se baseavam no fato de que tinham a lei e tinham sido assim distinguidos dos outros. gloriese nisto: em Me conhecer e saber que Eu 536 . O juízo vindouro é ensinado no AT (Dn 7:9-12. Mas somente Deus. ali). As expressões gregas ide e ei de são muito semelhantes na forma e na fonética. “suponha que você se chame judeu”. ele traz à tona a flagrante incoerên­ cia entre sua profissão elevada e sua prática. mas. 3:9). Alguns entendem que isso significa que Paulo estava tão confiante na veracidade de sua mensagem que podia afirmar que seu evangelho seria o padrão no juízo final (ver ICo 15:1. São as qualidades de caráter ► que Deus espera dos judeus e dos gentios. Mais tarde. G1 1:6-9). No entanto. porém” (ARA). Em sua epístola. Ele expli­ cou que judeus e gentios estão sujeitos a um juízo imparcial. Paulo prova que todos. tornou-se o nome nacional do povo hebreu. A mesma palavra grega traduzida aqui como “repousas” ocorre na LXX em Miqueias 3:11: “E ainda se encostam ao Senhor. Repousas na lei. são coisas que só Deus conhece plenamente.2:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 490 que estão escondidas” (Ec 12:14). ele passa a mostrar que os judeus são culpados dos mesmos pecados e vícios pelos quais são tão prontos a condenar os gentios. porém” fortalece a conexão entre os v. Do gr. ou "te jactas de Deus”. em vez de essa relação se revelar em humilde dependência e obe­ diência leal. Em sua discussão sobre a culpa dos judeus. está em posição de tomar essa decisão. 18) e a pretendida superiori­ dade deles sobre os outros (v. 27). O título “judeu” ocorre pela primeira vez em 2 Reis 16:6 (ver o com. 26. Depois do cativeiro babilônico. A reda­ ção “se. e. em todos os lugares. Essa foi uma perversão do gloriar-se que Deus recomenda: “Mas o que se gloriar. Ser um judeu signifi­ cava ser distinguido das nações e desfrutar de privilégios especiais (Rm 9:4. da parte de Deus. 19. “se. Ap 2:9. dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá. Ou. manifestou-se em presunção e arrogância para com as demais nações. ide. Que tens por sobrenome judeu. no juízo final. Os judeus tinham chegado a considerar a mera posse da lei como garan­ tia do favor de Deus. Em outras palavras. 17 a 20 e 21 a 24. Evidências textuais (cf. mas que o julgamento será feito por Jesus Cristo. Os judeus tinham orgulho de seu nome e de sua nacionalidade (G1 2:15. que as pessoas não só serão julgadas. ou “que tal se você quiser levar o nome de judeu”. 20). Paulo pode ter pretendido dizer simplesmente que o fato observado é apresentado no evangelho. p. com todo o seu conhecimento da lei. Paulo mostrou que os gentios pecaram. estava inclinado a desprezar o gentio ignorante e a considerá-lo indigno da sal­ vação. estão sob condenação e necessitados da justiça e da salvação reve­ ladas no evangelho. Um dos ensinamentos distintivos do evangelho é que Aquele que viveu e morreu para salvar os seres humanos também irá julgá-los (2Co 5:10). No entanto. “levas o nome de judeu”. G1 2:15). De conformidade com o meu evan­ gelho. O judeu favorecido. que pode ler a vida interior. xvi) sugerem que ide seja substituído por ei de. nenhuma piedade exterior pode expiar sua ausência. Os judeus afirmavam ter uma relação espe­ cial com Deus. Paulo destaca momentaneamente o alardeado pri­ vilégio (Rm 2:17. Literalmente. Eis (ARC). “te gabas em Deus”. em vez de usar a lei como regra de vida e luz para a consciência. isto é. Dessa forma. a pronti­ dão para obedecer à lei da consciência. até este ponto. “repou­ sas sobre a lei”. A disposição amorosa.

Ao fazer acusação de roubo. pessoas religiosas ima­ turas. 537 . do ponto de vista de quem as aprova. Paulo fala do esboço. Os judeus davam muito valor à con­ quista de prosélitos gentios ao judaísmo. os métodos desonestos de realização de negócios. 2Co 8:8). quadro. Pois. em que a “forma de piedade” é contrastada com o “poder”. é evidência da verdadeira piedade na vida do cristão. por meio da lei entre o bem e o mal. mas que. Eles “dizem e não fazem” (Mt 23:3). Guia dos cegos. é muito mais comum se orgulhar pelos privilégios do que ser grato por eles. do v. como se a mera aprovação sem obediência constituísse justiça. lCo 14:19. Na lei. Do gr. “corretor”. Os judeus eram instruídos nos ensinamen­ tos da lei. 12). Paulo se refere ao esboço sem a substância. de Rm 23:16. A gratidão humilde por possuir esse conhecimento. lTs 2:4). 11:28. Uma vez que os judeus faziam uma profissão tão elevada de piedade e rei­ vindicavam essa superioridade. Ou seja. Furtas. Aprovas. Crianças. Coisas excelentes. Deus havia planejado que essa “forma” fosse não somente um guia para os judeus. Literalmente. 20. E verdade que os judeus foram muito privilegiados por seu conhecimento de Deus (Dt 4:7). Instrutor. por sua vez. ou “aprovar”. como ao fato de que os judeus realmente aprovavam. Em Romanos. 21-24). “esboço”. por exemplo. Eles eram orgulhosos desse refinamento de suas sensibilidades morais. Do gr. Ver Mt 15:14. que os judeus tinham disponí­ veis na lei. Esse devia ter sido motivo de gratidão e não de vanglo­ ria. Rm 12:2. A única outra ocorrência desta palavra no NT está em 2 Timóteo 3:5. “testar”. e para o resto da vida ouviam a leitura regular e a exposi­ ção do AT. era certo que se deveria esperar muito deles. lCo 16:3. Talvez uma referência geral aos ensinamentos do AT como um todo (ver com. “pro­ var”. dokimazõ. em sua juventude. coisas exce­ lentes. como. a gratidão que o leva a desejar que os outros tenham o mesmo privilégio. sem dúvida. Instruído. Forina. Sua vontade. O pecado estava em apenas desfrutar seus privilégios sem cumprir a responsabilidade correspondente. Isto é. Paulo descreveu assim os novos conversos de Corinto (lCo 3:1). G1 6:6). a vontade de Deus. At 18:25. O verbo ocorre nos papiros com a conotação de ins­ trução legal (comparar seu uso em Lc 1:4. em teoria. Paulo. Ou. Infelizmente. Estás persuadido. 18. portanto. 1Co3:13. A pala­ vra grega combina os sentidos de ensino e disciplina. Muito antes. personificação do conhecimento e da verdade. “simulacro”. Jesus usou o termo para Se referir às pes­ soas comuns que O ouviam com prazer (Mt 11:25). fosse usada por eles para ensinar as verdades do evan­ gelho aos gentios. O propósito de Deus era que os judeus fossem testemunhas 2:21 e mestres da verdade para o mundo. Mas Paulo revela a incoerência entre suas reivindica­ ções e sua conduta real.ROMANOS sou o S enhor e faço misericórdia. tinha em mente. juízo e justiça na terra” (Jr 9:24). Do gr. ver com. 21. Katêcheõ é a origem da palavra portuguesa “catequizar”. 19. entre outras coisas. Essa incoerência não era um fato recente entre os judeus. E claro que Paulo estava se preparando para contrastar a iluminação espiritual dos judeus com seu fracasso espi­ ritual (v. “discernir” (cf. “coi­ sas que são diferentes”. o salmista tinha lamentado a decadência moral de seu povo (SI 50:16). “forma”. katêcheõ. Esta passagem se refere tanto à capacidade dos judeus de discernir. as coisas que sobressaem. Não é nenhuma evidência de pie­ dade que alguém se orgulhe de seu conhe­ cimento de Deus. como resultado de um teste (ver Rm 14:22. morphosis.

“é abusado”. “é mencionado de maneira profana”. cm harmonia com Deuteronômio 7:25. 23. “rou­ bas os templos”. apesar da professada contamina­ ção de contato com a idolatria. bdellussõ. ver também DTN. 1. One le glorias na lei. O guardador da lei é contrastado com o transgressor. o que significa que Paulo está se referindo aqui à incoerência de roubar os templos. Se praticares a lei. Os judeus se vangloriavam da lei. 24. 22. Síntese da linha de pensamento estabelecida nos v. do v. visto que. nem tome tesouro que foi dedicado em nome de qualquer deus” (Antiguidades. Paulo aplica a passagem em um novo sentido. Os judeus eram tão zelosos do nome de Deus que sequer pronunciavam a forma mais sagrada desse nome (ver vol. A má conduta e hipocrisia dos judeus faziam com que os gen­ tios desprezassem uma religião que parecia não ter efeito na purificação e restrição dos que professavam segui-la. nem roube os templos estran­ geiros. No entanto. p. Esse pecado era proibido pelos judeus. A acusação de adul­ tério pode ter incluído uma referência espe­ cial à prática livre do divórcio (ver com. por isso. de Rm 2:1). 8. eram levados a blasfemar de Deus e do Autor da religião. 12).2:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA os que eram realizados no próprio pátio do templo. ver com. Do gr. em que o escrivão da cidade de Efcso absolve Paulo e seus companheiros de serem ladrões do tem­ plo. e disso. Transgressão da lei. 32. Desonras. embora Paulo também possa ter tido em mente 2 Samuel 12:14 ou Ezequiel 36:21 a 24. “detestar”. a cir­ cuncisão se tornou em nada mais que uma forma vazia. Não há artigo no grego (ver com. 149. Josefo parafraseia assim essa proibição: “Que nin­ guém blasfeme os deuses que outras cidades reverenciam. seja equivalente a “se és guardador da lei”. Ver com. 25. eles não tinham conseguido fazer jus às exigências essenciais da aliança. de Mt 21:12.10 [207]). como se a cerimônia exterior garantisse um favor divino especial. Mas. Como marca e memorial dessa relação. do v. mas. Ver com. de Mt 5:31. em tão grande medida. pelo que a cláusula. Mc 11:17. com a aprovação e colaboração dos sacerdotes e príncipes (ver com. talvez. Está escrito. por sua desobediência. Esta acusação é geralmente explicada como a pilhagem dos templos pagãos. “afastar-se com desgosto”. Cometes sacrilégio (ARC). viviam de tal maneira que os gentios eram levados a blasfemar do nome divino. iv. A suspeita de que os judeus tinham reputação de come­ ter esse crime possivelmente pode ser infe­ rida a partir de Atos 19:37 a 41. Ou. Síntese dos v. Lc 19:46). Circuncisão. É blasfemado. O desejo sincero de obedecera lei de Deus sempre foi a 538 . Os judeus davam grande importância ao rito da circuncisão. Abominas. Ou. A referência deve ser a 1 saias 52:5. da frase seguinte. 150). At 7:8). do v. A essência da idolatria é a profanação de Deus. Os gentios julgavam a religião dos judeus pela vida incoerente de seus devotos. Cometer adultério. a cir­ cuncisão podería ter sido uma bênção para os judeus. sobre as condições morais entre os judeus. 24. lançavam desonra sobre o Legislador. No entanto. Isaías falava do desprezo a que o nome de Deus fora lançado pelos inimi­ gos porque tinha sido permitido que Israel caísse em suas mãos. 1. O grego enfa­ tiza a prática habitual da obediência. 21 e 22. 17 a 20. os judeus tinham um alto grau de culpa. Paulo dizia que a causa da desonra é a vida incoerente dos próprios judeus. Deus instituiu esse rito como um sinal de Sua aliança com Abraão e seus descendentes (Gn 17:9-14. é possível que Paulo se refe­ risse à profanação do templo judaico e dos serviços do templo. Eles faziam da casa de Deus um “covil de salteadores” (Mt 21:13. 155).

No sentido de condenação. 6. Ez 44:9. Preceitos. 10:12. No espírito. em con. foi ensinado no AT (ver Dt 10:16. O desígnio da circuncisão era que ela devia ser um sinal de separa­ ção do mundo pagão e de consagração ao Deus verdadeiro. Literalmente. de Rm 2:14. evidentemente. em conformidade com o argumento de Romanos 2:28 e 29 de que a verdadeira circuncisão não é algo exterior e físico. A ênfase está no fato de que os judeus possuíam a lei por escrito. 42). “requisitos”. as palavras significam “cm seu estado natural de incircuncisão”. Paulo já tinha explicado que era possível aos gen­ tios cumprir o que a lei exige (ver com. Do coração. Os judeus transgre­ diam a vontade de Deus. 9:26. “em secreto” (cf. apesar de terem as vantagens da lei escrita. gramma. O fundo espiritual da cir­ cuncisão. sem o benefício desse rito simbó­ lico. Existem muitas palavras gregas diferentes no NT para expressar os vários aspectos do pecado. 4. G1 5:6. Jr 4:4). Assim. O rito incluía a renúncia e o abandono de todos os pecados. 15). aqui. Interiormente. o homem não circuncidado. Cl 2:11). eles também compartilhariam as promes­ sas feitas aos judeus (ver Mt 8:11. do v. se reíêre à lei escrita. At 28:21). Is 1:11-20. Comparar com Rm 7:6. Neste con­ texto. como a palavra é traduzida em Gálatas 2:18. mesmo que seja descendente de Abraão e tenha sido circuncidado. eles são condenados pela obediência de quem cumpre a lei em cir­ cunstâncias menos favoráveis. A mera conformidade exterior com a lei não faz da pessoa um ver­ dadeiro judeu. Essa obra era claramente “do coração”. “em espírito”. Tiago 2:11. praticassem as coisas contidas na lei. Ou. 7. Literalmente. Mt 6:4). p. 28. do gr. Ou seja. o gentio. em geral. Dt 26:16-19. não apenas para cumprir certos ritos exteriores. Verdadeira circuncisão 539 . Por natureza. a separa­ ção de tudo que era ofensivo a Deus. mas para ser um povo santo no coração e na vida (Dt 6:5. Não segundo a letra. 14. Mt 12:41. Considerada. a incir­ cuncisão não torna menos aceitável sua obediência. A incircuncisão. A circuncisão era um rito sim­ bólico destinado por Deus a ajudar os filhos de Israel no desenvolvimento de um estilo de vida coerente com a lei de Deus. e não literal. A ideia pode ser a de envergonhar pelo con­ traste (cf. um “transgressor”. comparar lCo 7:19. 2Co 3:6-8. ver também At 7:51. dikaiõmata (ver com. Mq 6:8). espiri­ tual. Se um gentio obedece às exigências da lei. Não é judeu. 17. 30:6. 12). Do gr. “quebrantador da lei”. 27. “Incircunciso por natureza” pode ser considerado como cm contraste com a expressão “judeus por natu­ reza” (G12:15). Ou. isto é. 30:14. 2:29 inútil. de acordo com a definição da Bíblia. sem o qual a cerimônia exterior era 493 condição pela qual Deus concordou em cum­ prir Suas graciosas promessas para os judeus (Êx 19:5. “Transgressor” vem de uma antiga palavra grega parabatês. ver vol. Fp 3:3. Então. Jr 4:4. que significa “aquele que passa por cima de uma linha”. etc. Esta palavra era usada para escritos ou documentos de todos os tipos (ver Lc 16:6. E uma questão de coração. 26. Deus os separou. 29.ROMANOS Julgará. A letra. ou a frase pode ser considerada equivalente a “incircunciso”. SI 51:16. não tem nenhum artigo no grego (ver com. Ou. e eram circuncidados. 15). Judeus verdadeiros são aqueles que possuem espírito e caráter que cumprem o propósito de Deus em chamálos para ser Seu povo escolhido. Transgressor da lei. Se os gentios. “contada”. que não eram assim favorecidos (Rm 2:14).< traste com os gentios. Parabatês se refere àquele que transgride um manda­ mento revelado. de Rm 8:4). na vida espiritual interior. portanto. “Lei”.

202. O verdadeiro cristão é aquele que o é inte­ riormente. CC. de submissão a Deus. 125. de coração. Cristo é nosso exemplo nisso. não garante sua salvação. 54 540 11 -AA. cf. Louvor. não impor­ tando quão ortodoxas sejam suas crenças. mas como servos de Cristo. T2. 399 . 88 5. LS. 485 1-3-T8. 192. não aos homens. E apropriado que Paulo tenha acrescentado que o verdadeiro judeu é a pessoa cujo lou­ vor não provém dos homens. Tl. Não fazemos nosso trabalho “servindo à vista. 27. 162. OC. DTN. CPPE. T5. 385. 336. mas a Deus (lTs 2:4). pois a verdadeira religião é uma questão individual. FEC. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 229. ele descreve o tipo de pessoa que é digna desse nome. Os ritos e cerimônias são muito menos importantes do que a condi­ ção da mente e do coração. é construído em torno de uma raiz que significa “louvor” (ver com. 124. T4. 114. 29. GC. 53. mas de Deus (comparar ISm 16:7). PE.2:29 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA envolve um trabalho interior e espiritual. A mera profissão da religião não os pode salvar. 21. 102. 13-GC. PE. 149. Esse conhecimento pode levar à santidade e felicidade nesta vida e à vida eterna no futuro. a vontade de Deus” (Ef 6:6. 225. 48. que. não irá salválo. O nome “judeu” é derivado de “Judá”.GC. 540 10 . MCH. e é mais do que confor­ midade exterior com a exigência ritual. 369. 180 7-CM. 533. Cl 3:22). 540 6-CM. T7. por si só. 366.MJ. em hebraico. fazendo. 167. Ele disse: “Eu faço sempre o que Lhe agrada” (Jo 8:29). T7. 64 5 . PR. GC. Aquele que está na posse da Palavra de Deus e compreende seu dever é privilegiado. 235 9 .Ev. 39. TM. CBV. O fato de que alguém foi batizado. Aqui pode haver um jogo de pa­ lavras. 380. O fato de a pessoa estar registrada como membro da igreja. 646. 27. 239. como para agradar a homens. 677 12. TM. 673. de Gn 29:35). 204. Grande parte do que foi dito sobre os judeus neste capítulo pode ser aplicado aos professos cristãos. 638. 6-GC.MDC. Paulo igualmente testemunhou da neces­ sidade de agradar. A consideração que as pessoas podem colo­ car sobre sua aparente piedade não é a ver­ dadeira medida de seu caráter nem de que estão com Deus. Mas é terrível quando os cristãos negligenciam os privilé­ gios recebidos. T7. 85 4 — PJ. No v. Eles serão julgados de acordo com a luz que receberam. Em Romanos 2:17. CM. 436 29 . T8. WHITE 1 . FEC. 708.PJ.AA. Paulo começou sua análise da condição espiritual dos judeus referindo-se ao nome do qual eles eram tão orgulhosos. T4. o cristão deve fazer do louvor a Deus o objetivo de sua exis­ tência. DTN. 146. 315. ou de nascer de ances­ trais piedosos. 436 14-16 . Em toda sua vida diária.

afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa. 9 Que se conclui? Temos nós qualquer vanta­ gem? Não. gua. veneno de víbora está nos seus por fé. todo homem. pois já temos de­ monstrado que todos. a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? 2 Muita. fica em re­ levo a verdade de Deus para a Sua glória. 12 todos se extraviaram. tanto judeus como gregos. sob todos os aspectos. 3 E daí? Se alguns não creram. não há nem um sequer. em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. pois. pela fé. 25 a quem Deus propôs. lei da lé. como propiciação. amargura. porventura. pela sequer.ROMANOS 3:1 Capítulo 3 1 A -prerrogativa dos judeus que 3 eles não perderam. se por causa da minha mentira. 22 justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo. eles a têm cheia de maldição e de ra nenhuma! Antes. 15 são os seus pés velozes para derramar sangue. 11 não há quem entenda. a lei não foi abolida. por que sou eu ainda condenado como pecador? 8 E por que não dizemos. 19Ora. mediante a fé. por ter Deus. à uma se fizeram inú­ 29 E. com a lín­ o é também dos gentios? Sim. de manei­ 14 a boca. urdem engano. o incircunciso. 17 desconheceram o caminho da paz. 20 Ninguém é justificado pela lei. estão debaixo do pecado. pois. também dos gentios. Do contrário. independentemente das obras da lei. deixado impu­ nes os pecados anteriormente cometidos. e todo o mundo seja culpável perante Deus. 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. nem um da. para todos e sobre todos os que creem. 31 Entretanto. será Deus injusto por aplicar a Sua ira? (Falo como homem. para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé cm Jesus. 26 tendo em vista a manifestação da Sua justiça no tempo presente. confirmamos a lei. pelo contrário. Deus somente dos judeus? Não teis. sem lei. como alguns. se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei c pelos profetas. segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado. 28 Mas pela fé. 21 Mas agora. há destruição e miséria. não há quem busque 28 Concluímos. Principalmcnte porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. a jactância? Foi de todo excluí­ JO como está escrito: Não há justo. aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca. 13 A garganta deles é sepulcro aberto. mediante a redenção que há em Cristo Jesus. 27 Onde. a lei pela fé? Não. pois. sabemos que tudo o que a lei diz. que diremos? Porventura. 5 Mas. 9 A lei também os convence do pecado. 541 . não há quem faça o hem. 20 visto que ninguém será justificado diante dElc por obras da lei. e mentiroso. 24 sendo justificados gratuitamente. o qual justificará. mediante a fé. para manifestar a Sua jus­ tiça. a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? 4 De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro. que o homem é justificado a Deus. de forma nenhuma. calunio­ samente. 31 Anulamos. o circunciso e. por sua gra­ ça. 1 Qual é. 16 nos seus caminhos. 18 Não há temor de Deus diante de seus olhos. 30 visto que Deus é um só. Por que lei? Das obras? Não. se a nossa injustiça traz a lume a justiça de Deus. no Seu sangue. na Sua tolerância. como julgará Deus o mundo? 7 E. lábios.) 6 Certo que não. por­ que não há distinção. pois.

de Ez 12:27). p. embora possa se referir. 3. Qual é [. mas única e tão somente para os que têm fé (Rm 1:16). ver vol. Ele responde à pergunta com mais detalhes em Romanos 9:4 e 5. como “anular” (Rm 3:31). Há uma semelhança funda­ mental entre as palavras gregas geralmente traduzidas como “crer”. “crença” e “fé”. “falta de fé”. 11:11. “abolir” (Ef 2:15). Receber essa revelação era grande honra e privilégio e trazia consigo a obrigação corres­ pondente de compartilhá-la com o mundo (ver Dt 4:6-8). p. Se os judeus tivessem reco­ nhecido e valorizado seu privilégio e respon­ sabilidade. na ARA. Ou. Mas as promessas de Deus são condicionais (ver com. “breves palavras". à falta de fé em Jesus. de Rm 11:17). Neste contexto.495 3:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. Ver 2Tm 2:13. Ou. “Em nenhum dos casos houve falta da parte das promes­ sas de Deus. Oráculos. Deus poderia ter atuado por meio deles para a salvação do mundo (ver vol. Nossos pecados e a falta de fé tornaram impossível a Deus cumprir a promessa de breve retorno. “Alguns dos ramos foram quebra­ dos” (ver com. 13. Hb 3:16). A referência é. 30-34). Paulo não diz que todos os judeus eram infiéis ou des­ crentes. Hb 10:23. “fé” também provém de pistis. de Rm 2:29). o mundanismo. Do gr. “desfazer” (G1 5:11). katargeõ. “Crer” é pisteno. Hb 5:12. E a incredulidade. “alguns” (tines) pode representar a grande maioria (cf. lPe 4:11). a sua incapacidade de viver de acordo com o conhecimento e a instrução a eles confiada. ljo 1:9. em particular. A promessa de salvação ainda é válida. Paulo menciona apenas uma vanta­ gem e não continua a enumerar as demais. 696. Foram confiados. Incredulidade. “foram infiéis". sobretudo. o Salvador prometido. Ou. logia. “crença” é pistis. “tornar nula e sem efeito”. Em nosso tempo. qual é a vantagem de per­ tencer ao povo escolhido? Uma vez que um gentio incircunciso que preenche os requi­ sitos da lei é considerado como um circuncidado (Rm 2:26). Ou.. qual é a vantagem de ser circuncidado? Um cristão pode perguntar de maneira similar: se o batismo e a parti­ cipação como membro de uma igreja em si não trazem vantagem especial (ver com. A palavra ocorre apenas quatro vezes no NT (ver At 7:38. “em primeiro lugar". à falta de crença e fé na revelação de Deus. A fidelidade de Deus. A primeira vantagem que os judeus desfru­ tavam era a revelação direta de Deus a res­ peito da vontade divina para o ser humano.. qual é a utilidade de ser batizado e de se unir à igreja? 2. Os mesmos peca­ dos que excluíram o antigo Israel da terra de Canaã têm retardado a entrada do Israel espiritual na Canaã celestial. A falha dos judeus não significa que Deus não conseguiu cumprir as promessas feitas a eles. “reduzir a nada” (ICo 1:28). No entanto. Esta palavra ocorre frequente­ mente nas epístolas de Paulo e é traduzida de diversas maneiras. às promessas e mandamentos de Deus a Seu povo. literalmente. Do gr. sem dúvida. “estavam sem fé“.] a vantagem do judeu? Literalmente. 4. alguns podem ser tentados a considerar o atraso na volta de Cristo como uma falha da parte de Deus em cumprir as promessas ao Seu povo. a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tan­ tos anos” (Ev. Pode haver uma referência à infidelidade geral entre os judeus. “incredulidade” é apistia. 14). Israel. Principalmente. Não creram. 542 . Desfazer. “Descrer” é apisteõ. Paulo evidente­ mente se refere às Escrituras do AT. “foram-lhes con­ fiados" os oráculos. etc. “desistir” (ICo 13:11). 4. “qual é o ganho?" Que privi­ légio ou vantagem têm os judeus sobre os gentios? Uma vez que o verdadeiro judeu o é interiormente. O significado básico é “tornar inútil”.

Certo que não.]? No grego. Uma vez que é geralmente aceito que Deus será o juiz do mundo. literalmente. Fores julgado. mê genoito. Vencer. mas só serviu para confirmar Sua justiça. a conclusão sugerida no v. De maneira nenhuma! Do gr. Traz a lume. parece que Paulo enfatiza a perfeição do caráter divino. especialmente devido a pessoa ter rejeitado a oferta de salvação por meio de Cristo. Ver com. a forma desta pergunta implica que a resposta deve ser negativa. de Rm 1:17. 3.ROMANOS 4. em apoio a seu raciocínio no v. O caráter e a justiça de Deus estavam. Comparar com Rm 6:19. isto é.. 26). como Ele poderia julgar. Paulo não precisaria convencer os judeus dessa ver­ dade fundamenta] (ver Ec 12:14). Esta palavra e suas formas afins são utilizadas no NT. Falo como homem. 4. Que diremos? Expressão comum nos escritos de Paulo (Rm 4:1. Neste contexto. 4. Significa que apesar de as pessoas terem sido incoerentes em rela­ ção ao que lhes foi confiado. sob o julga­ mento da humanidade e de todo o universo (cf. Seja Deus verdadeiro. impensável. Justificado. 6. Palavra grega que por vezes era usada com referência aos processos judiciais. sunistêmi. profana” (ver com. ou “que Deus prove ser verdadeiro”. 6. se o pecado tende apenas a louvar e demonstrar a justiça de Deus. Paulo se prepara para enfrentar a objeção de que. ICo 4:6). Rm 3:25. “que Deus continue a ser verdadeiro”. de Rm 1:18). 6:1. que Deus seja visto e reconhecido como verdadeiro (ver 2Tm 2:13). afinal? 7. do Salmo 51:4. Mentiroso. ele fala como se ele próprio levantasse a objeção (cf.. Do gr. na LXX. Segundo está escrito. não há necessidade de provar a certeza de que Deus julgará a humanidade. etc. de certo modo. “prevalecer”. trazer o desprazer divino contra o pecado (ver com. mas aqui. no qual Davi expressa a profundidade de seu arrependimento pelo pecado com Bate-Seba e reconhece que Deus está apenas condenando e punindo o pecado. 5 (de que Ele é injusto ao punir o pecado) deve ser rejeitada. de iSm 20:2). Como julgará Deus o mundo? Para Paulo. Paulo pode se referir aqui à questão central do grande conflito entre Cristo e o diabo. Ou seja.). Este é o único sig­ nificado da palavra que poderia ser aplicado ao Deus todo-justo. A expressão hebraica correspondente é chalilah. Minha mentira. e (2) “demonstrar”. “fores a juízo” (ver ICo 6:1. a infi­ delidade às reivindicações de Deus e da consciência. do v. “uma coisa abominável. Ver com. Cl 3:17. por que seria punido? Justiça de Deus. “por provocar a ira”. literal­ mente. 5. Paulo apela a essas palavras de Davi. “que não aconteça”. “reconhecido como justo”. de que a infidelidade das pessoas de modo algum anu­ lou a fidelidade de Deus. “provar” (Rm 5:8. Paulo usa esta expressão 18 vezes. Se for injusto que Deus condene e puna o pecado porque este serviu indire­ tamente para demonstrar Sua justiça. com dois significados: (1) “ser louvado 3:7 por vós” (2Co 12:11). Ou. a negação da veracidade das promessas de Deus. Ou. “que Deus seja encontrado verdadeiro”. Paulo repete o contraste do v. todo homem. Ou. “constituir”). Palavras do SI 116:11. O senso de reverência de Paulo parece pedir desculpas por sua franca analo­ gia entre as coisas humanas e divinas. traduzida pelos verbos “provar”. Ou. sem­ pre para indicar forte aversão. “declarado justo”. O sentido de “provar” pode se aplicar a esta passagem. Será Deus injusto [. em que o mesmo termo grego é traduzido assim). Uma citação da ► LXX. talvez por causa da argumen­ tação. G1 2:18. Por aplicar a Sua ira? Literalmcntc. 543 .

28) e que “onde abundou o pecado. Como está escrito. A expressão denota a sujeição ao pecado como um poder que governa a vida de todos em seu estado natural. “já prova­ mos”. indepen­ dentemente de vantagem ou desvantagem. A acusação foi feita contra os gentios em Romanos 1:18 a 32 e contra os judeus. Essa evidência bíblica enfatiza par­ ticularmente que até o povo escolhido tem parte na necessidade universal de justiça. Caluniosamente. Isto é. julgamento. A últ ima interpretação parece se encai­ xar melhor ao contexto. Que se conclui? A consulta expressa uma transição no raciocínio. O res­ tante do versículo deixa claro que. Ver com. Já temos demonstrado. superabundou a graça” (Rm 5:20). ainda assim. Ou seja. A refutação completa dessa acusação é apre► sentada no cap.497 3:8 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Fica em relevo. Literalmente. ou àqueles que se atrevem a dizer: “façamos males. havia quem “afir­ masse” que o apóstolo havia dito essas coi­ sas. 9. 53:1-3. 10:7. Não está claro se a última frase se refere aos calu­ niadores já mencionados. A verdade de Deus. judeus e gentios estão debaixo do pecado e necessitados de justificação. de forma nenhuma. que é de eliminar qualquer alegação dos judeus de que estão imunes ao juízo de Deus. Condenação. 5:9. Condenado. Sua fideli­ dade às promessas. por que não deveriamos continuar no pecado. de Rm 1:16). -proechometha. gentios (ver com. 5 a 8. Ou. a despeito de suas intenções. é verdade que os judeus escla­ recidos mereciam punição mais severa que os gentios ignorantes (Lc 12:47. Paulo não 544 . embora com algumas variações. Paulo já havia declarado no v. Temos nós qualquer vantagem? Do gr. de Rm 2:1. pois a menção de Paulo aos caluniadores é apenas incidental ao seu objetivo nos v. não regenerado pela graça de Deus (cf. Se a minha incredulidade e falsidade servem para vindicar a Deus. 140:3. Debaixo do pecado. Não. sob o poder ou controle do pecado. Gregos. Aqui. em Romanos 2:1 a 29. 36:1. mas pode existir em maior abundância. No entanto. para que viesse como resultado maior bem ainda? Paulo não parou para explicar a evidente falácia desse raciocínio tão destrutivo de toda moralidade. “nem um pouco”. a auten­ ticidade ou veracidade de Deus. Ou. G1 3:22). “somos blasfemados”. Is 59:7). Paulo se refere aos v. 10. 8. por que ainda sou con­ denado como pecador? Como um ato que tende a promover a glória de Deus pode ser considerado mal? E se essa objeção fosse válida. A veracidade de Deus não pode ser aumentada. 2 que os judeus tinham vantagens impor­ tantes sobre os gentios. para que venham bens”. Rm 7:14. 6. para que Sua glória seja mais plenamente manifestada. Paulo se volta às Escrituras para provar sua acusação de pecado universal. A seguinte série de citações é extraída de vários textos bíblicos (SI 14:1-3. A acusação de que Paulo. 1 e 2. o que já íez sob outros motivos. 48). eram culpados de ensinar esse erro era aparentemente uma conclusão extraída desses ensinamentos de que o ser humano é justificado pela fé e não pelas obras da lei (Rm 3:20. Ou seja. ou aos que falam e agem de acordo com um princípio tão pernicioso. Nesse sentido. e os cristãos em geral. Ou. o contexto parece ser contrário a essa tradução. Os textos estão em grande parte de acordo com a LXX. privilé­ gio elevado envolve mais responsabilidade. O falso relatório era uma deturpação grosseira da fé e da doutrina de Paulo e. E evi­ dente que o pecador não merece crédito pelo bem que advém de seu pecado. que alguns têm tradu­ zido como “somos piores do que eles?” No entanto.

de At 16:10). em que a aljava dos caldcus também é chamada de sepulcro aberto). A expressão hebraica equivalente no salmo citado signi­ fica “ser imundo” (ver com. O próprio discípulo e companheiro de Paulo. Veneno de víbora. Rm 1:28-31). A uma se fizeram inúteis. p. 12. No NT. no temor do Senhor. Esta parte do ver­ sículo é idêntica à LXX do Salmo 140:3. Busque. 18. A falta de compreensão univer­ sal é devida ao obscurecimento e a perversão do intelecto causados pelo pecado (Rm 1:31). Sepulcro aberto. Bem. Em vez de “pratica o bem”. ARC). Também é traduzida como “bondade” (Ef 2:7. Seus pés. 12:19. esta pala­ vra só ocorre nos escritos de Paulo. 14. Como a sepultura aberta em breve estará cheia de morte e cor­ rupção. A palavra pode ser definida como uma disposição amável para com o próximo. “estavam usando o engano”. de SI 14:3). vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor” (Lc 1:6). 27. não hesita em dizer que Zacarias e Isabel eram “jus­ tos diante de Deus. que “todos pecaram” (Rm 3:23) e que não constituem exceção à descrição da pecaminosidade geral. Paulo começa esta série de 545 498 especifica onde qualquer dessas passagens pode ser encontrada. cf. A boca. Depois dessa declaração. As coisas de Deus se tornaram loucura para a pessoa não regenerada (ICo 2:14. de igual modo. Ver SI 10:7. “Garganta”. 34. 15. 706). Cl 3:12. 11. “lín­ gua” e “lábios” (Rm 3:13) podem ser con­ siderados estágios pelos quais o discurso é produzido. O veneno da mentira é tão mortal quanto o da serpente. “tornaram suave a língua”. A citação do Salmo 14:3 concorda com a LXX (em que está como SI 13:3. mas de uma forma que se adapta mais facilmente a toda a sua argumentação sobre a justificação pela fé. A “boca” resume tudo. aberta para o discurso. Condensando a passagem. transmitindo o mesmo sentido. Não há temor de Deus. Não há justo. Todos se extraviaram. Ele usa citações compostas em outras passagens (Rm 9:25-28. Ef 4:18). O tempo verbal indica insistência na prática do engano. usaram palavras suaves. ou seja.ROMANOS retamente. 13. literalmente. Uma cita­ ção do SI 36:1. 3. Urdem engano. lisonjeiras. em que o profeta representa o caráter da nação judaica de seu tempo. Não há quem entenda. Esta frase é um resumo de tudo o que se segue. a garganta dos ímpios. * Lucas (ver com. corrupção e morte (comparar com Jr 5:16. Paulo usa a palavra “justo”. Uma cita­ ção do SI 14:2. Os v. 11:26. O texto ori­ ginal do Salmo 5:9 significa. Pode-se objetar que a Bíblia e a história registram a vida de mui­ tos homens e mulheres nobres que viveram 3:18 . 2Co 6:16-18). Mas “a geração dos jus­ tos” seria rápida em concordar com Paulo. Seriam os primeiros a reco­ nhecer que já estiveram sob o domínio do pecado e que a justiça que desfrutam vem dc Deus por meio da fé. Não há desejo espiritual nem esforço para conhecer a Deus (cf. chrêstote. Paulo expressa o sentido negativo implícito no original. O salmo que Paulo cita começa com a decla­ ração: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus” (SI 14:1). Alguns explicam que a figura significa que seu discurso é como o cheiro de um túmulo aberto (ver Jo 11:39). Literalmente. G1 5:22) e mencionada como fruto do Espírito. Do gr. Quando as pessoas não têm nenhum desejo de conhecer a Deus e seu entendimento se tornou obscurecido. está cheia de falsidade. Rm 1:28). Nem um sequer. 35. 15 a 17 são uma cita­ ção abreviada de Isaías 59:7 e 8. admitindo que seus lei­ tores judeus fossem bem versados no AT. o próprio salmista se refere à “geração dos justos” (SI 14:5. 20. Extraído do Salmo 14:1 ou do 53:1. elas não têm essa dis­ posição bondosa (cf. ver vol.

hupodikos. legõ. O artigo está presente também no grego (ver com. os Profetas e os Salmos ou Escritos (ver vol. etc. Em seguida. Mt 5:17. palavra que ocorre somente aqui no NT e não é encontrada na LXX. A passagem pode ser traduzida como: “tornar-se responsável diante de Deus”. certamente o judeu não podia espe­ rar ser salvo simplesmente por ser judeu. .3:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 8: 22) . à pessoa lesada ou ao legítimo procura­ dor. Se esse era o caráter do povo escolhido. que se refere à expressão da lei.. fala especialmente àqueles a quem foi dado. Paulo apresenta Deus como se tivesse uma controvérsia com os pecado­ res (cf. de Rm 2:12). enquanto a segunda se refere a sua proclamação. Em vista dessas descrições da condição do povo judeu. Aqui. Portanto. A primeira palavra é aplicável à matéria contida na lei. 19.] o diz. 22:40. cita uma declaração sobre a origem do pecado. autori­ dade e honra de Deus. sig­ nifica “passível de ação judicial” e pode ser seguida por uma referência ao direito vio­ lado. referindo-se a algo geralmente admitido (ver com. a partir do qual estava citando. não fosse o fato de que o Deus de misericórdia Se apiedou de nossa condição e criou um plano pelo qual os seres humanos perdidos e caídos podem ser exaltados à 'glória. Todo o mundo. ver Rm 7:14. honra e incorruptilidade” (Rm 2:7). 13).. como ocorre em Lucas 24:44. A lei. as pessoas não têm des­ culpa a oferecer (Rm 2:1. Do gr. “na lei” (ARA). laleõ.). que denunciava os pecados da nação judaica. De fato. Onde não há respeito nem reverência pelo caráter. Jr 25:31). Mas o título com­ pleto. A ruína poderia muito bem levar ao desalento e desesperança. que aqui destaca o assunto m do que é falado. Os judeus reconheciam a inspiração divina do AT. arruinados e inde­ fesos. dificil­ mente. Por isso. 32). cf. cf. Essas citações do AT serviram para apoiar a afirmação de Paulo de que os judeus estavam longe de ficar livres da pecaminosidade universal do ser humano. O primeiro “diz” é a tra­ dução do gr. qual deve ter sido a condição dos gentios menos esclarecidos-? Assim. SI 63:11). sob a autoridade da lei (ver Rm 2:12). e todos os seus habi­ tantes estão poluídos. O segundo “diz” é a tradu­ ção do gr. não há restrição para o mal (ver também Rm 1:32). Paulo já havia declarado a culpabilidade dos gentios (ver Rm 1:20. Literalmente. A fim de apresentar aos judeus a evidência das Escrituras e evitar qualquer tentativa de sua parte de transferir para os gentios a refe­ rência a si mesmos. Essa distinção entre as duas palavras é ilustrada na tradução: “tudo que a lei diz é dirigido àqueles que estão sujeitos à lei”. de Jo 10:34). Diante das pro­ vas apresentadas. Culpável. Que se cale toda boca. de Rm 2:2. Diz [. e todas as três divisões podem ser referidas como a Lei e os Profetas (Rm 3:21. com todos os seus privilégios e vantagens. Sabemos. A impiedade se origina da falta de reverência para com Deus. Paulo chama a atenção para o fato de que o AT. Paulo fala de Deus 546 499 citações com uma declaração geral sobre o pecado de todos. A referên­ cia é entendida como as Escrituras do AT. eles poderiam escapar da conclusão de Paulo de que eles também deviam com­ partilhar com os gentios a culpa universal do ser humano. p. não é difícil acreditar na descrição terrível do mundo pagão em Romanos 1. No grego clássico. Uma expressão comum em Paulo. ele se refere a algumas das várias manifestações do pecado. ou sim­ plesmente como a Lei (ver com. 1. o mundo inteiro está envolvido em pecado. isto é. Judeus e gentios juntos. Debaixo da lei (ARC). Por fim. das quais Paulo extraiu as citações ante­ riores. O AT era dividido em três coleções de livros: a Lei. rara­ mente era usado.

No grego. Rm 1:28. 1. não são apenas “ouvidores da lei”. Ef 4:13). A justiça pelas obras da lei tem sido a base de todo falso sistema religioso e se tornou o princípio central da religião judaica (DTN. sem dúvida. Não há nenhum artigo no grego (ver com. com referência aos seres humanos.. Literalmente. Conhecimento. sereis então. Por isso (ARC). não podem justificar um pecador diante de Deus (G1 3:21). de Rm 3:28. no cap. mas a lei não tem poder para justificar. O sig­ nificado de dikaioõ é um pouco obscurecido pela tradução.ROMANOS não só como a parte ofendida. ele provou que os judeus violavam a lei reve­ lada a eles no AT e.. 5:1). A primeira enfatiza o fato de que são justifi­ cados somente aqueles que se submetem tão completamente a Deus que estejam dispos­ tos a fazer o que Ele manda. pala­ vra que significa conhecimento claro e exato (cf. dikaioõ. eyignõús. juntamente com a declara­ ção de Paulo de que a lei deve nos conduzir 547 . de Rm 2:12). A palavra ocorre 39 vezes no NT. Paulo. No que se refere à justificação. Deus absolve a pessoa que era culpada de delito. ser a evidência da fé pela qual a justificação é recebida. portanto. Ninguém. seja essa lei conhecida pela razão. dikaioõ. nos dez mandamentos (Rm 2). 19). Paulo demonstrou que os gentios violavam a lei que lhes fora revelada na natureza e na consciência. A lei desperta a consciência para a culpa. pela consciência ou pela revelação.] por obras da lei”. 27 das quais estão nos escritos de Paulo. a justificação indica o ato pelo qual a pessoa é colocada em um status de justiça em relação a Deus. e não a palavra comum para o conhecimento (gnõsis). Paulo apresenta a razão pela qual toda boca será calada e todo o mundo será responsabilizado perante Deus (v. “tratar como sendo justo”. isto é. mas não pode removê-la. se refere ao Salmo 143:2. Da forma como é usada no NT. “apresentar como justo”. “justifi­ car”. Paulo afirma uma verdade geral que se aplica tanto aos gentios quanto aos judeus. “justo”. pois o pecado é rebeldia. Este versículo. ver com. 10:2. Elas podem. E por isso que ninguém pode ser jus­ tificado pelas obras da lei. dikaiosunê. e a relação entre os três é clara. 20. Da mesma forma. Quanto mais a pessoa fica familiarizada com o padrão da lei. 16). Ela só pode expor a pecaminosidade do pecado em sua verda­ deira condição. “a par­ tir das obras de lei”. “justiça”. “tor­ nar justo”. desobediência à lei (ljo 3:4). particularmente. “por meio de lei”. Por obras da lei. mas também como juiz (Rm 2:5. maior é a consciência e a percepção do pecado. “lei” está sem o artigo (ver com. Pelas obras da lei. Por esse ato. Não há contradição entre a declaração em Romanos 2:13: “os que praticam a lei hão de ser justificados” e esta passagem: "nin­ guém será justificado [. Judeus e gentios necessitam de justificação. “declarar justo”. O último enfa­ tiza o fato igualmente verdadeiro de que as boas obras de obediência nunca podem con­ quistar a salvação. “considerar justo”. Literalmente. ou trata como justo alguém que era injusto. 62. dikaios. de Rm 2:12). 2. na melhor das hipóteses. de Rm 7:24). Do gr. Mas as obras reali­ zadas em obediência a qualquer lei. Do gr. 36). são todos construídos sobre a mesma raiz. a lei fez tudo o que podia fazer quando o pecador foi levado a exclamar: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (ver com. considera­ dos justos por Sua causa” (CC. Isso significa o cancelamento das acusações contra o crente na corte celes­ tial. por peca­ minosa que tenha sido vossa vida. No cap. A lei é a norma do direito. No grego. 6. 35. e tudo o que não cum­ pre a lei é pecado. “Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador. obras prescritas pela lei. 3:20 Será justificado. 4:25.

estava prevista por cies (ver Jo 5:39). Ou seja. Embora essa manifesta­ ção da justiça de Deus esteja à parte da lei. sua plena manifestação ocorreu na pessoa de Cristo (ver PP. unindo os dois num todo perfeito” (TM. A doutrina da justificação pela fé “apresenta a lei e o evangelho. ou além do sistema legalista dos judeus. como está registrado no NT (ver At 10:43. 26. a justiça de Deus se manifestou além de todo princípio da lei e toda ideia dc obediência legal como forma de obtenção de justiça. 94). E a “fé de Jesus” que torna possível para Deus ser “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26). com­ parar com “a fidelidade de Deus”. 11). Cl 1:26). 19). 367). 373). Em Marcos 11:22. Paulo já havia citado Habacuque 2:4: “O justo viverá por fé” (Rm 1:17). Literalmente. Ap 14:12. as Escrituras do AT (ver com. 10:6. como em sentido lógico: “neste estado do processo” (sobre o último signifi­ cado. O literal “aquele que tem fé de Jesus” é traduzido como “daquele que tem fé em Jesus” (Rm 3:26). A justiça de Deus. Além disso. De maneira nenhuma o evangelho retira a função necessária da lei. o literal “a fé do Seu nome” é traduzida como “fé em o nome” (At 3:16). Não há contradição entre o AT e o NT. em que o grego significa. Enfatizam que a justiça de Deus foi revelada sem qualquer referência à lei. Paulo demonstrou a necessidade universal de justiça (Rml:18-3:20) e então se voltou do lado negativo para o positivo do tema pro­ posto em Romanos 1:17. Sem lei. 762. ver com. Litcralmente. 1. Em sua substância. Sua fidelidade. “além da lei”. 58). dc Rm 1:17. No grego. que são concedidos como um dom gratuito a todos os que O recebem (ver DTN. Paulo passa a descrever a justiça de Deus. Em contraste com a pecaminosidade universal do ser humano e suas tentativas fúteis dc obter justiça pelas obras da lei. apresentado como base de justiça. de Rm 2:12). lCo 13:13). a palavra “lei” vem acompanhada de artigo (ver com. comparar com Rm 7:17. Fp 2:8). 21. esses dois aspectos estão em atividade. Estas palavras estão em contraste com “por obras da lei” (Rm 3:20). atestada. a NVI verteu como: “tenham fé em Deus”. 548 . mostra a relação entre a lei e o evangelho. 11). Pela lei e pelos profetas. mas pela fé na vinda do Redentor (ver PP. Rm 3:25. Ao contrário. Ou seja. Testemunhada. Não há artigo no grego (ver com. não pela obediência à lei moral. Material Suplementar sobre Rm 4:3-5). do v. de Rm 3:3). “A fé em Jesus” é o canal pelo qual o indivíduo entra na posse das bên­ çãos da justificação (ver Ellen G. Os santos são os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus (cf. 22.3:2] COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a Cristo (G1 3:24). Alguns têm preferido entender que “a fé de Jesus” representa a fé que o próprio Jesus exerceu. Paulo se refere constantemente ao AT para fundamentar sua tese de que a jus­ tiça é pela fé (ver Rm 4. White. TM. o AT é profético da jus­ tiça a ser revelada cm Cristo e recebida pela fé. Da mesma forma. Mas agora. “tem-se manifestado”. Isto pode ser entendido tanto em sentido temporal: “no momento atual”. Embora a justiça de Deus tenha sido revelada até certo ponto no AT. Manifestou. Ao longo da epístola. Ver com. a vida santa que viveu e o caráter perfeito que desenvolveu. Ou. 26. 4 Em qualquer operação de justificação. Mediante fé em Jesus Cristo. Sua “fé” incluiría a fide­ lidade em Sua morte vicária (cf. a qual Ele está pronto a conceder a todos os que têm fé em Jesus Cristo. cf. Isto é. lPe 10. de Rm 2:12). “pela fé de Jesus Cristo”. literalmente: “tende a fé de Deus”. A palavra pode significar que aquilo que se manifestou antes estava escon­ dido (ver Rm 16:25. A lei ceri­ monial tinha como principal objetivo ensinar que os seres humanos podem ser justificados. não está em oposição à lei e aos profetas.

“necessitar” (Flb 11:37). OE. Na Bíblia. Do gr. é procurada (Jo 5:44. Se esse é o uso que Paulo faz do termo aqui. “reputação”. p. A única maneira de se obter a justiça é pela fé em Jesus Cristo. A fé é como se fosse a mão que o peca­ dor estende para receber o “dom gratuito” da misericórdia dc Deus (Rm 5:15). e se refere. doxa parece ter dois usos principais e um tanto diferentes. “a glória de Deus” representa a honra. mas. Todos pecaram. Gentios e judeus estão todos incluí­ dos no mesmo método de salvação. E sobre todos. “ideia”. O dom é nosso quando o recebe­ mos. cf. “glória” também é usada na Bíblia para significar “brilho”. ARC). desde a queda da humanidade. o louvor ou a aprovação que Deus concede e da qual os seres humanos care­ cem. Jo 9:24). mas também a consciência dessa falta. “têm fé” (ver com. são habilitadas pela fé a viver mais uma vez em obediência à lei de Deus (ver com. Carecem. um novo coração é criado nelas e. o crente em Jesus se consagra sem reservas à misericórdia e à vontade de Deus. 23). 3). 2Co 6:8). 7:18. a forma particular do verbo pode expressar não só o fato de estar carente. “não há dife­ rença”. O texto grego indica que os peca­ dores ainda estão aquém das expectativas. Creem. no versículo seguinte. “reconhecimento” (Jo 5:44. assim. mas inspirado por Seu amor infinito. no grego clássico. Ou. O motivo de não ser feita distinção entre eles é que não existe qualquer diferença em sua neces­ sidade (v. Uma vez que. Por essa experiência de fé. 23. 15:43. as pessoas são mais uma vez conduzidas 3:23 a um relacionamento correto com Deus (Rm 3:24). não como recompensa por qualquer ação. permitindo-lhe receber mais e mais da jus­ tiça comunicada da santificação. Esse sentimento de perda levou as pessoas em todos os lugares a tentar esta­ belecer sua própria justiça pelas obras da lei. Além disso. doxa.ROMANOS No entanto. a justiça da justificação lhe é imputada. No relato das bodas de Caná. Ou. e é recebido “por meio da fé”. esse sentido do termo “glória” pode ser apropriado nesse contexto. em vez disso. “passar necessidade” (Lc 15:14). todos os descenden­ tes de Adão continuaram a ser insuficientes e carentes da imagem e da glória de Deus. então. Quando ele segue diariamente nessa experiência de con­ fiança. 44). “aparição 549 . Por outro lado. Paulo apela para que judeus e gentios igualmente reconheçam o fato vital de que toda a evidên­ cia da experiência e da história mostra que o ser humano caído. Ap 1:6). à justifica­ ção. é incapaz de cumprir as exigências da lei de Deus e de estabelecer a própria justiça.) E o antônimo de “desonra” (lCo 11:14. embora ambos se baseiem no sig­ nificado original. hustereõ é usado para relatar o fim do suprimento de vinho (Jo 2:3). Mas a omissão delas não afeta o sentido. Não há distinção. 7:18. Doxa é usada para significar “honra”. de Rm 5:12. de Rm 5:1). ou atribuída a Deus (Lc 2:14. Do gr. Glória. hastereõ. é o meio pelo qual nos apropriamos da justiça. termo tam­ bém usado com o significado de “padecer necessidade” (Fp 4:12. o verbo poderia ser traduzido como “conscientemente continuam a estar carentes”. 15. a justiça não é recebida como recompensa pela fé em Cristo. etc. por amor e gratidão. As evidências textuais se dividem (cf. Esse é o dom que Deus sempre espera e se dispõe a nos conceder. Nesse sen­ tido. rece­ bida (Jo 5:41. com sua natureza depra­ vada. xvi) quanto a se estas palavras faziam parte do manuscrito original. sua fé aumenta. Se esse é o caso aqui. Quando. de “opi­ nião”. dada (Lc 17:18. do v. “fama”. 80) e. Paulo trata da posição do ser humano diante de Deus. lTs 2:6). neste trecho. entrega e comunhão. O pecado de Adão maculou a imagem divina no ser humano (ver com. a qual constitui o único meio pelo qual a pessoa pode ser restaurada à aprovação de Deus.

A reve­ lação completa da glória e perfeição de Deus é “a glória de Deus. amar e cres­ cer com seu Criador. posterior­ mente. v. para o coração e a mente do crente. é usada em um sen­ tido paralelo com “imagem”. na literatura clássica e. Lucas. no grego. “carecer da glória de Deus” signifiea carecer da perfeição de Deus. LXX. a bon­ dade. com toda a humildade. Somente quando. 3:22). Pv 1:9. no SI 45:2. Paulo aconselhou aos cristãos de Colossos que suas palavras fossem agradáveis (gr. A mesma ideia está presente em algumas ocorrên­ cias do NT. “livre­ mente. Visto que as pessoas não têm nada pelo que possam se reconciliar com Deus. en charis. Quando Jesus falou em Nazaré. boa vontade. graciosidade. o NT mui­ tas vezes parece acrescentar um significado especial à “graça”. Rm 1:23. À medida que essa glória de Deus. “Graça” também transmitia a ideia de uma emoção bela ou agradável sentida ou expressa em favor de outros. como um presente” (comparar com o uso da palavra em Mt 10:8. No entanto. Do gr. Essa glória também pode ser refle­ tida naqueles. está habilitada pela fé a aceitar a justifica­ ção como um dom gratuito. de todo o povo. aos olhos do faraó (At 7:10. José achou “graça”. cf. 22) foi o caráter. 2Co 11:7. Quando pre­ gavam. ela o transforma em “luz no Senhor” (Ef 5:8). “todos nós. havendo 108 ocorrências em suas epístolas. resplandece a partir do evan­ gelho. os discípulos contavam “com a sim­ patia”. LXX. Talvez essas duas interpretações não sejam mutuamente exclusivas. cf. que não se encontra ple­ namente fora dele. que ocorre 155 vezes no NT. sem dúvida. favor. na face de Jesus Cristo” (2Co 4:6). “aparência” (cf. algo que encanta o espectador (comparar com “graça se derramou de Teus lábios”. “forma”. Do gr. porque ele é capaz de receber e refletir a glória de Deus. graça significa “aquilo que dá alegria ou prazer”. reve­ lada em Cristo. Rm 5:2. 22:17). usou a palavra 25 vezes em Lucas e Atos. com o rosto desvendado. somos transformados. a misericórdia e o perdão de Deus (ver OE. Às vezes. “a graça de Deus 550 . cerca de cinco sextos de todas as ocorrências do NT. O termo foi amplamente uti­ lizado com diversos significados associados na LXX. ter perdido Sua imagem e tornar-se destituído de Sua semelhança. 417). de glória em glória” (2Co 3:18). 24. At 22:11). “as palavras de graça”] que Lhe saíam dos lábios” (Lc 4:22). que traduz doxa por “semelhança”). Sendo justificados. Gratuitamente. A glória revelada a Moisés (Ex 33:18. de maneira nenhuma. Graça. contemplando. formosura. “graça”. em gestos de bondade. Assim. Se “a glória de Deus” pode ser compreen­ dida de modo melhor neste último sentido. transmitindo noções de beleza. Cl 4:6). literalmente. dõrean. a justificação deve vir como um dom gratuito. a glória do Senhor. que são capazes de conhecer. “semelhança”. ITs 2:12. uma palavra inventada pelos apóstolos. Paulo fala do ser humano como “a imagem e glória de Deus” (ICo 11:7). compa§>► rar com Nm 12:8. Seus ouvintes “se maravilhavam das pala­ vras de graça [literalmente. A esperança e aspira­ ção do cristão é participar cada vez mais plenamente da glória de Deus (cf. Quando Jesus era menino. Portanto. 2Ts 2:14). entre as criaturas de Deus. Primariamente. chciris. “Graça” não foi. Ap 21:6. e ambas façam sentido neste versículo. Seu colaborador próximo. 46). Paulo utilizou esse termo sig­ nificativo mais do que qualquer outro escri­ tor do NT. o uso de charis por esses dois auto­ res representa.3:24 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA gloriosa que atrai o olhar” (ver Mt 4:8. Assim. Lc 12:27. a pessoa está preparada para reconhecer que está destituída da glória de Deus e que nada tem em si mesma que a recomende a Ele. como por espelho.

ROMANOS estava sobre Ele” (Lc 2:40). A palavra “redimir” vem de um verbo latino que signi­ fica “comprar de volta”. 70). Esse não é um “favor imerecido”. A graça deve ser entendida no sentido de Lucas 2:52: “E crescia Jesus em sabedo­ ria. blasfemou de Seu nome (Rm 2:24) e até mesmo des­ prezou a Deus por Sua paciência e tolerân­ cia (v. O propósito da redenção foi a consagração de Israel ao ser­ viço de Deus (Ex 6:7). Rm 6:17. O sig­ nificado distinto. é Seu amor ilimitado. 25). do cativeiro. diante de Deus e dos homens. “graça”. Paulo fala da oferta que as igre­ jas coletaram para os pobres de Jerusalém. Deus continuou a considerar 3:24 a humanidade com amor e bondade. A palavra grega é composta de duas partes: apo. reve­ lada em Jesus Cristo. cf. a definição “um favor imerecido”. eis o grande elemento do poder salvador” (OE. assassinou Seu Filho. 9:15). 23). 12) e esta­ belece o coração (Hb 13:9). como Jesus Cristo reve­ lou. cf. Obviamente. Como expressão substancial de boa von­ tade. 6). Rm 5:20). perverteu Sua verdade (v. oferecido pelos mor­ tais a Deus. literal mente. 2Co 2:14. um favor feito ou uma bênção. 18. o grande ato típico que simbo­ lizava a redenção era a libertação do Egito. A icleia do pagamento de um preço ou resgate geralmente está implícita. transformador pelos homens e mulheres pecadores. salvador. pode ser dado (Rm 12:3. a fim de que a revelação de Sua bondade condu­ zisse as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4). reina (Rm 5:21). No AT. “será que ele tem graça para o servo?” Graça é fre­ quentemente usada nesse sentido na expres­ são “graças a Deus” ( I C o 15:57. “libertação por meio de res­ gate”. transformador e ativo para salvar. a “graça” parece quase equivalente ao “evan­ gelho” (Cl 1:6) e à obra de Deus em geral (At 11:23. em tudo isso. maculou a imagem divina em seu próprio corpo (v. 7. lPe 5:12). literal mente. ► Nenhum dos usos acima é diferente do encontrado em outra literatura grega. termo comum nos papiros para descre­ ver o preço para libertar escravos. Em alguns casos. ligado ao termo “graça” no NT e. Certamente. O termo é utilizado para designar a libertação da escra­ vidão. No entanto. como “graça” (ICo 16:3. “porventura. terádeagradeceraoservo” (Lc 17:9) significa. pro­ meteu: “E vos resgatarei com braço esten­ dido” (Ex 6:6. 6. Assim.” Como expressão do sentimento de boa vontade. 19). que muitas vezes é atribuída à palavra não é adequada aqui. cf. de Deus para com os pecadores. 249). é autossuficiente (2Co 12:9. E o poder de Sua oração que une os homens na obediência da verdade” (CPPE. Redenção. inclusivo. “A graça divina. apolutrõsis. especialmente. preferiu adorar animais e répteis (v. Rm 15:13). 32). Finalmente. e as boas-novas dessa graça. Não é apenas a misericórdia e a disposição de Deus de per­ doar. Os judeus foram a Festo e lhe pediram um “favor”. como redentor ou libertador. é um poder energizante. “graça” também era usada para um presente. ou de qualquer tipo de mal. A huma­ nidade tem vivido em ódio e rebelião con­ tra Deus (Rm 1:21. 2Co 8:16. 24-27). é o do amor abundante. estatura e graça. 4). Essa é a graça de Deus em seu sentido peculiar do NT. são “o poder de Deus para a salvação” (Rm 1:16). A fim de participar 551 . o favor e a bondade da parte de Deus são imerecidos pelo pecador. ensina (Tt 2:11. “de” e lutrõsis. graça tinha o sentido de gratidão. visto que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3:23. Não é apenas o favor de Deus para com aqueles que merecem Sua aprovação. relacionado com lutron. contra Paulo (At 25:3). Do gr. ARC). nos escritos de Paulo. “resgate”. 2Co 8:4. Yahwch. Assim. 30. enviado para salvá-la (At 7:52). Ele pode encher uma pessoa (Jo 1:14). cf. “Cristo deu a vida a fim de tornar possível ao pecador o ser restaurado à imagem de Deus. “resgatar”. literalmente.

em certo sentido. Ef 4:30). pois um grande preço foi pago por ela nos sofrimentos e na morte de Cristo.. na libertação do Egito. em Mc 2:26). Comparar “ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado” (G1 3:1) e “do modo por que Moisés levantou a ser­ pente no deserto. 759). Em Cristo Jesus. “pela fé. 758. da corrupção. pela glorificação. Hb 9:15. Como no caso dos israelitas. Não há sabedoria maior. do poder do pecado. 626.. Um significado possível é “expor à vista” (compa­ rar com “pães da proposição”. Paulo fala de Cristo como Aquele que “Se deu em resgate por todos” (lTm 2:6). ICo 5:7.] para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc 10:45). “Cristo nos resgatou da maldição da lei.. sabedoria. No entanto. Os cristãos são representados como tendo sido “resgatados” (2Pe 2:1). Cl 1:14. “decretar”. 19). É ensinado no NT que foi pago um resgate ou um preço por nossa redenção. o reconhecimento pessoal e a aceitação de Jesus como nosso redentor. O último sentido concordaria com o ensino de Paulo (cf. no Seu sangue”. Assim. finalmente. mas o contexto parece indi­ car que a exposição pública do sacrifício de Cristo é o ponto a ser enfatizado neste ver­ sículo. pela santificação. Esses tipos são cumpridos na redenção da humanidade do pecado e da morte. Jesus declarou que “o pró­ prio Filho do homem veio [. para que as questões do grande conflito fossem entendidas por todos tentados a duvidar da perfeição do caráter de Deus (cf. pois seu custo não é cumprido por nós. [. e. fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Cl 3:13). Do gr. Cristo nos redime da penalidade do pecado pela justificação. é “deter­ minar um propósito”. 25. Ele é em Si mesmo o redentor (Tt 2:14) e o res­ gate (lTm 2:6). Propôs. assim importa que o Filho do homem seja levantado” (Jo 3:14). e justiça. Não é de admirar que Paulo exclamasse: “Cristo é tudo em todos” (Cl 3:11). mas foi pago pelo pró­ prio Filho de Deus. mas para todo o universo. Essa redenção nos resgata do pecado (Ef 1:7. da presente condição de pecado para a de glória e felicidade (Lc 21:28. Tt 2:14. No Seu sangue. O propósito de Deus na exposição pública do sacrifício de Cristo foi “demonstrar a Sua justiça”.3:25 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 504 da redenção. e redenção” (ICo 1:30). esta passagem sig­ nifica que o sacrifício de Jesus traz perdão e reconciliação para os que têm fé em Seu sangue. assim também nossa participação ► no plano divino da redenção do pecado exige o exercício da fé. O segundo significado possível. Este verho grego traz dois significados associados. ou “comprados por preço” (ICo 6:20). jo 1:29. derivado da ideia de criar alguma coisa antes.] mediante a fé. sepa­ radamente. e santificação. A mesma palavra é traduzida como “propor” (Rm 1:13). 2Tm 1:9). lPe 1:18. Mas é gratuita para nós. os israelitas foram obrigados a realizar um ato de fé: comer o cordeiro pas­ cal e aspergir o sangue (Ex 12). sendo este o 552 . senão a Jesus Cristo e este crucificado” (ICo 2:2). lPe 1:18. “determinar sua finalidade”. DTN. nos redime da pre­ sença do pecado. Ou. Jesus é “o Cordeiro que foi morto” (Ap 5:12. com “propiciação”. com tudo o que essa medida significa. Pois conhecê-Lo bem é conhecer todo o plano de Deus para a restauração do ser humano. no momento da segunda vinda e da ressurreição. da parte de Deus. Ef 3:11. protithêmi. é possível conectar “mediante a fé” e “em Seu sangue”. Como foi traduzida pela ARC. cf. A restrição que o apóstolo estabeleceu para si mesmo não era estreita quando afirmava estar determinado a “nada saber entre vós.. A conexão des­ sas frases com o restante do versículo pode ser entendida de diversas maneiras. a justificação não é gra­ tuita. Ele “Se nos tornou. da morte (Rm 8:23) e. 19). E essa declaração pública da justiça de Deus não foi apenas para o benefício da humanidade.

A igreja de Deus foi comprada “com o Seu próprio san­ gue” (At 20:28). “propiciató­ rio”. se concedia o per­ dão ao pecador arrependido” (PP. Do gr. o derramamento antitípico do sangue de Jesus significa a oferta de Sua vida como um sacri­ fício. Somos “jus­ tificados pelo Seu sangue” (Rm 5:9). justificação (Rm 5:9). Aqueles que estavam “longe” foram “aproxi­ mados” pelo Seu sangue (Ef 2:13). o sangue representa a vida (ver com. A dificuldade parece ser não só descobrir o sentido exato do termo grego. A última pode ser preferível neste contexto. hilastêrion. para o lugar central na cerimô­ nia típica da expiação pode lançar alguma luz sobre seu uso por Paulo em referência ao sacrifício de Cristo. as duas inter­ pretações são possíveis. apenas uma vez no AT. que descreve a tampa ou cobertura da arca. encontrar em nossa língua uma pala­ vra ou frase adequada para representar esse significado. Era sobre essa peça de ouro do mobiliá­ rio que o sangue era aspergido no Dia da Expiação (Lv 16:14. Essa palavra hebraica para o chamado “propiciatório” é derivada de uma palavra (kafar). Esse uso da palavra é comum na LXX como tradução do heb. mas. pelo Seu sangue” (Ef 1:7). com o significado de “cobrir o pecado”. Uma vez que essa que era a mais sagrada de todas as cerimônias hebraicas. em sentido comum (Gn 6:14). O NT enfatiza a relação entre o sangue de Cristo e a obra da redenção. 553 . Hilastêrion ocorre somente aqui e em Hebreus 9:5. kafar é usado para cobrir. Mais tarde. Lutero usou o substantivo gnadenstuhl. como propiciação. por indicar mais claramente o sacrifício de Cristo como o meio pelo qual é realizada a propiciação. “expiar”. Deus proibiu o ser humano de comer carne “com sua vida. a expiação não tem nenhum proveito em con­ ciliar a mente e o coração das pessoas pelas quais foi feito o sacrifício. 3:25 Propiciação. mediante a fé” (ARA). Na maioria das vezes.ROMANOS significado: “A quem Deus propôs. em que se refere à parte da arca da aliança geralmente conhecida como “propiciatório”. kapporeth. “Em Seu sangue. passou a muitas das princi­ pais versões da Bíblia em inglês. No entanto. o sangue de Cristo é eficaz não só para a “propiciação” (Rm 3:25). “E recebendo a vida por nós derramada na cruz do Calvário que podemos viver a vida de santidade” (DTN. Assim. portanto. ocorre em outra forma e é usada em sentido figurado. Para kapporeth. O derramamento e a aspersâo do sangue nos serviços do santuá­ rio do AT significavam a remoção e a oferta da vida dos animais sacrificados. [Ele] nos lavou dos nossos pecados” (Ap 1:5. jesus falou de Seu próprio sangue como sendo “derramado em favor de muitos” (Mc 14:24). Cristo fez “a paz pelo sangue da Sua cruz” (Cl 1:20). 660). em sua forma mais simples. de Lv 17:11). Alguns têm sugerido a tradução “lugar de expiação”. a compreensão do significado desse termo. Gramaticalmente. “Temos a redenção. kapporeth. com seu sangue” (Gn 9:4). que significa. que representa mais claramente a obra da reden­ ção e reconciliação que era realizada ali. em vir­ tude da obra expiatória. 349). isto é. constituía um tipo (símbolo) da obra expiatória de Cristo. O sacrifício expiatório se torna eficaz por meio da fé que se apropria dele. Por representar a vida perfeita de Jesus oferecida pelo ser humano. “cobrir”. A menos que o perdão oferecido seja aceito pela fé. como para a reconciliação (Ef 2:13). e “do qual. No AT. de sua versão. O sangue de Cristo representa Sua vida oferecida como sacrifício expiatório pelos pecados do mundo. 15). ARC). “ser miseri­ cordioso”. “perdoar”. basicamente. Esta importante palavra tem sido discutida extensamente por muitos comentaristas e tem sido interpretada de diversas maneiras. no Seu sangue. Tyndale assumiu a palavra e. tam­ bém.

parece represen­ tar o cumprimento de tudo o que era tipi­ ficado pelo hilastêrion. E mesmo alguns dos termos mencionados acima receberam definições de teólogos em completa divergên­ cia com a verdadeira natureza da expiação. paresis é usado para remissão da pena e da dívida. isto é. Como é usado em Romanos 3:25 e. Esta exposição foi necessária por causa do perdão dos pecados passados. para exibir a própria jus­ tiça divina. “propiciação”. Jesus foi estabelecido como meio dc expiação (ver DTN. Outra forma relacionada. hilastêrion. hilasmos. “por este motivo”. anochê. « Remissão (ARC). no santuário do AT. Mas a grande manifesta­ ção da justiça de Deus e de Seu ódio pelo pecado foi dada pela vida c morte de Jesus. Por. a única ocorrência desta palavra grega no NT. Para manifestar a Sua justiça. Do gr. hilastêrion. Também c verdade que o sis­ tema sacrifical foi instituído para simbolizar a percepção divina da gravidade do pecado e o preço infinito que deveria ser pago para redimir a humanidade da condenação e do poder do pecado. Tolerância. É verdade que a morte havia prevalecido e que houve alguma reve­ lação do desprazer divino contra o pecado (Rm 1:18-32). O significado não é primariamente de perdão. Isto introduz o motivo pelo qual a manifestação da justiça de Deus foi necessária. Seja qual for a palavra usada. Do gr. “por causa de”. Ec 8:11). mas foi feita como uma manifestação . Talvez não exista uma palavra em nossa língua que retrate adequadamente tudo o que está implícito. Signs of the Times. Devem ser tomados cuidados na utilização desses termos para que significados indevi­ dos não se apeguem a eles. Do gr. como os sacrifícios pagãos. DTN. sê propício a mim. 4:10). ofe­ recido para conciliar um Deus ofendido e para persuadi-Lo a aceitar os pecadores de modo mais favorável. Deus havia protegido as pessoas do pleno resultado de seus pecados (ver DTN. paresis. 15) e reconciliação. 764). SI 50:21. Na verdade. 30/05/1895. White. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19. pecador!” (Lc 18:13) e na descrição da obra de Jesus “para lazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb 2:17). 469). cf. dia. natu­ ralmente. CC. “suspensão”.505 3:25 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA do amor que já estava na vontade do cora­ ção de Deus” (Ellen G. Nos papiros. 15). não significa que o sacrifício de Cristo foi. “A expiação de Cristo não foi feita a fim de induzir Deus a amar aqueles a quem de outra forma odiaria. ali). “para uma demonstração de Sua justiça”. nesse contexto. não foi feita para produzir um amor que não exis­ tia. Por Sua morte sacrifical. 762). Essa tolerância ao pecado levou a um grave equívoco sobre o caráter de Deus (cf. de acordo com Seu plano de revelar a graça a todas as inteligências criadas no uni­ verso. o signifi­ cado deixa claro que a morte sacrilical de Jesus Cristo pagou a pena do pecado e tor­ nou possível o perdão e a reconciliação de todos os que têm fé em Cristo. Em Seu amor pelo ser humano peca­ dor e. Hilaskomai é usado na ora­ ção: “ó Deus. passar de lado. “retenção”. Lite­ ralmente. E dife­ rente da palavra traduzida como “remissão” (aphesis) em Mateus 26:28. 26. “propiciatório”. descrevendo a oferta de jus­ tificação e redenção por meio de Cristo. Deus Se sacrificou em Cristo para a reden­ ção da humanidade. A finalidade é explicada no v. 554 506 Os tradutores da LXX estavam cientes desse significado do nome e escolheram para representá-lo o gr. literalmente. mas de passar por alto. ocorre duas vezes nas descrições de Cristo como “a propiciação pelos nossos pecados” (ljo 2:2. cf. O significado de hilastê é ainda iluminado por uma com­ paração das outras palavras relacionadas que ocorrem no NT. A palavra ocorre no NT só aqui e em Romanos 2:4 (ver com. Isso. propiciação (ver CC.

Tg 4:17). mas também ganhar os pecadores caídos à sub­ justiça foi manifestada no envio de Seu Filho. 4:12. o ponto ama a culpa e o pecado. Literalmente. as (Cd 4:4. no sofrimento e morte do próprio Filho fora um tanto obscurecida. Por fim. Deus estava vindicado perante o universo. Tudo isso foi antecipado por tipos. “justo”. A mani­ fechado os olhos. Ef 1:10). mas também demonstra­ crentes antes da conversão. como Deus considera o pecado (2Co 5:19. derado justo”. vida. Provou para sempre Seu séculos. “justificante”. mas Sua ras . parece que Paulo não trata princi­ palmente dos pecados cometidos pelos que não só possibilitaria perdoar e restau­ rar os pecadores. DTN. No con­ brou gradualmente Seu maravilhoso plano. permitindo que Seu uma oportunidade para Satanás apresentar Filho sofresse uma morte vergonhosa em suas acusações arrogantes contra o caráter favor dos pecadores. dikaios. ou bolos e profecias em todo o AT. Por milhares de anos. Em todo o tempo Ele desdo­ Anteriormente cometidos. Então. por Sua aparente des­ pública. finalmente. 761). Deus tinha “fechado os olhos” amor ilimitado por todas as Suas criatu­ aos pecados humanos (At 17:30). a justiça de Deus festação suprema foi dada na encarnação. e governo de Deus. 68. essa manifestação se rea­ consideração dos pecados humanos e por lizou no sacrifício de Cristo (comparar com ter justificado aqueles que tinham fé. daí a necessi­ dade de uma manifestação ou demonstração de Deus. cado da frase é: “para que Deus seja consi­ O caráter de Deus foi vindicado perante o universo (ver PP. At 17:30. "na época de agora”.amor que não só podia perdoar. repúdio a essa poluição no sacrifício expia­ tório de Seu Filho. se a lei fosse transgredida. justo. Do gr. Ele havia passado por alto. 4). pois já mostrou o quanto vel que o pecador fosse perdoado. 762). ser humano. seria impossí­ e caráter passados. Assim. Não em sentido abstrato. hamartia (“pecaminosidade”. 555 . Estes versículos refletem a os pecadores culpados não significa que Ele questão central no grande conflito. acusações de Satanás foram refutadas e a Justo. “presentemente”. A vida Jo 15:22. O signifi­ paz do universo foi garantida eternamente. e a morte de Jesus provaram para sempre 26. Do gr. pois expressou Seu fundamental no plano da redenção (ver com. fé e obediência perfeitas. com. No tempo presente. de Mt 18:15. Por isso. cf. A rebelião e o pecado subsequentes ofereceram mais odeia seus pecados. 69). Deus suportou Hamartêma se refere a atos de pecado e de as acusações de Satanás e a rebeldia do desobediência (ver Mc 3:28. não significa que Ele aprova seu comportamento que. A conexão com a justiça de Deus seria mais de Deus seja mal interpretada como indife­ rença para com o pecado. evidente se essa parte do versículo fosse tra­ O tratamento gracioso de Deus para com duzida como: “para que Ele seja justo e con­ siderado justo”. argumentava. ver também ljo 3:4). finalmente. texto. ICo 6:18). e ainda mostrar miseri­ córdia ao pecador” (DTN. para os “tempos da igno­ rância” (At 17:30). “no tempo pre­ sente” (Rm 3:26). na “plenitude do tempo” missão. sím­ (At 14:16). Deus tinha permitido que os gen­ tios “andassem nos seus próprios caminhos” governo divino.ROMANOS 3:26 Não há mais necessidade de que a paciência Justificador. Literalmente. Quando o Senhor admite do v. Por cf. “O Senhor não podia ser Pecados. mas dos peca­ dos do mundo antes da morte expiatória de ria a absoluta perfeição de Seu caráter e < a união completa da justiça e do amor no Cristo. hamartêma. Satanás havia declarado que a jus­ tiça era incompatível com a misericórdia e pecadores que outrora foram rebeldes.

Só os que pela fé aceitam e entram < voluntariamente em todas as fases do plano de Deus para a restauração podem reivin­ dicar legitimamente a justiça imputada de Cristo para a justificação (ver com. 456). em resposta ao Seu amor por nós. Implica uma atitude de amor e gratidão para com o Salvador. Do gr. Paulo se refere à lei como princípio. Onde. Não haveria lugar para a graça. Isso se refere às pretensões dos judeus. e visto que todos são igualmente dependentes da graça de Deus para a justificação. 28. p. pois. “lei” aqui está sem o artigo (ver com. Não há artigo no grego (ver com. novo nasci­ mento e subsequente crescimento na santi­ ficação. a justifica­ ção não pode ser separada das experiências transformadoras da conversão. A justificação é concedida somente para aquele que aceita a revelação de Jesus sobre a justiça e o amor de Deus. e isso dificil­ mente abre espaço para vangloria. No grego. 23). O significado desta frase é claro no contexto de todo o capítulo. do v. 27 de que a jactância é excluída pelo princípio da fé. mas com a restauração do ser humano. Rm 4:25. se alguém pudesse alegar justifica­ ção e justiça com base no cumprimento dos atos exigidos por lei. anthrõ-pos. 27. As evidências textuais se dividem (cf. A restaura­ ção só pode ser experimentada por meio da fé em Jesus Cristo. por tudo que Ele é. do v. “lei” está sem o artigo (ver com. 8:18. 5:1). Ou. 22). “imputar” (4:3). “O que é justificação pela fé? E a obra de Deus ao lançar a glória do homem no pó e fazer pelo homem aquilo que ele por si mesmo não pode fazer” (TM. Esta justifica­ ção não se trata de mero ajuste impessoal da condição legal da pessoa perante Deus. que estamos dispostos a tomá-Lo por Sua palavra e seguir aonde quer que Ele nos conduza. A mesma palavra é usada com o signifi­ cado de “pensar” (Rm 2:3). Independentemente das obras da lei. . Das obras? Ou seja. A base de todo sistema religioso falso é a ideia equivocada de que 556 508 Daquele que tem fé em Jesus. Justificado pela fé. Portanto. 22. o crente O reconhece confiante­ mente e se entrega de todo o coração. “por que tipo de lei?” No grego. o termo geral para qualquer membro da raça humana. “daquele que tem a fé de Jesus” (ver com. de Rm 2:12). Do gr. Esse princípio não exclui a vangloria. “por uma lei de fé”. logizomai. Paulo se refere ao princípio do evangelho de que a justificação e a justiça vêm pela fé. um princípio segundo o qual a justiça vem pela obediência à lei. “manter”. a jactância? Uma vez que todos pecaram e não conseguiram esta­ belecer a própria justiça pelas obras da lei. xvi) entre “pois” e “portanto”. Baseia-se em profunda admiração de Jesus. Pois. A fé recebe com humildade e gratidão o que Deus provê. Rm 4:2. Concluímos.14:14) e “atribuir” (4:6). Literalmente. O sentido aqui parece ser “conside­ rar”. neces­ sitado de um redentor. que se orgulhavam de seus privilégios (ver Rm 2:17. pois. com um sincero desejo de conhecê-Lo e de se tornar semelhante a Ele. “sem as obras da lei”. Significa uma confiança em Cristo sem reservas. Por que lei? Literalmente. todos os motivos para vangloria humana foram remo­ vidos. que se vê como um perdido e condenado. A fé em Cristo envolve uma relação pes­ soal com o Redentor. pecadores. de Rm 2:12). essa pessoa poderia ter alguns motivos para manifestar orgulho e jactância (cf. Deus não está preocupado apenas com o perdão dos pecados passados. Pela lei da fé. Ef 2:9). Tendo encontrado o Salvador. de Rm 2:12). “Pois” parece mais adequado aqui. Literalmente. O homem.3:27 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA “considerar” (4:4. Sem essa fé não pode haver justifica­ ção. Paulo confirma a declaração do v.

Cl 2:16. nesse sentido. A mais fundamental de todas as cren­ ças judaicas era que só o Senhor é Deus e 3:31 Senhor de todos os reinos da Terra (Dt 6:4. Esse mesmo e único Deus oferece a justificação a todos. não a circuncisão. Paulo já havia dito que a justiça de Deus se manifestou sem a lei (Rm 3:21) e que o ser humano “é justi­ ficado pela fé. isso não pode ser inter­ pretado como se o que foi justificado passa a estar livre de obedecer à lei ou de reali­ zar boas obras. No grego. O circunciso. Ef 2:9. A fé. sem “acepção de pes­ soas”. do v. 6:18. a circuncisão. como 557 . e nEle todos nós “vivemos. Ou seja. Do gr. do v. Ela só pode ser recebida pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. que foram privilegia­ dos com a lei escrita. 28). Evidên­ cias textuais (cf. Visto que Deus é um só.). Somos justificados sem haver qual­ quer coisa em nós que nos faz merecer a justificação. Antes. 11:1-3. Paulo sabe que sua declaração sobre a unicidade de Deus é tão certa para seus leitores quanto para ele mesmo. Para alguns líderes judeus da igreja cristã primitiva. 34. 2Tm 1:9). G1 2:16-19). Uma vez que a justificação é pela fé e não pelas obras da lei. como aos judeus. trará justificação para o judeu. particular­ mente. e nos movemos. Portanto. Evidentemente. A ênfase está na fé. Paulo enfatiza o lugar das boas obras na vida do cristão (lTm 5:10. está tão livremente disponível aos gen­ tios. 3). Não existe parcialidade no Senhor (Rm 2:11). Mas ele também deixa claro que essas boas obras não conquistam a justificação (cf. 3:2. independentemente das obras da lei” (v. pelo método desig­ nado por Deus para justificar os pecadores (ver com. A lei pela fé. de Rm 3:28. Não é certo que se deve dar importância à diferença entre “mediante a fé” e “pela fé”. não só os judeus. os judeus (ver G1 2:9). Mas a lei. em sua verdadeira função. Mediante a fé. mesmo que não seja circuncidado. 9:32. pois amou “ao mundo” (Jo 3:16). as obras da lei não têm nenhuma relação com a justifi­ cação. Is 44:6. ICo 8:4-6. 2Tm 3:17. de Rm 2:12). Anulamos. xvi) favorecem a variante “se é que Deus é um só”. “De um só [Ele] fez toda a raça humana” (At 17:26). Em vez disso. 10. Tt 2:7. 31.). 28). Mas as obras da lei não podem expiar os pecados passados. 17. De maneira nenhuma! Ver com. a fé mencio­ nada no início do versículo. “lei” está sem o artigo (ver com. 2Rs 19:15. A salvação é oferecida a gentios e judeus precisamente nos mesmos termos. sobre a base da fé. 11:6. «o Confirmamos a lei. Isto é.3:8. não era fácil entender essa concepção do amor todo-inclusivo de Deus (ver At 10:28.ROMANOS a justificação pode ser alcançada pela obe­ diência à lei. Presumindo que essas decla­ rações podiam levar à ideia errônea de que a fé anula o princípio da lei. katargeõ. Alguns têm consi­ derado essencialmente o mesmo significado. em todos os lugares. “ao contrário”. E verdade que Paulo “anulou” a ideia judaica da lei como meio de alcançar a justiça e a insistência judaica de que os gentios devem seguir o mesmo método (At 15:1. p. 18. etc. é confirmada. Paulo levanta essa pergunta retórica e responde com uma nega­ ção imediata e categórica. Somente dos judeus. Paulo enfatiza o papel da lei como um princípio e. Deus deu Seu Filho. 6. Rm 4:2. 15:1. Quer que “todos os homens” sejam salvos (lTm 2:4). . 14. 29. será justificado pela mesma fé exi­ gida do judeu. mas ele se expressa dessa forma para tornar a lógica de seu raciocínio mais eficaz. Da mesma forma. 30. 4. 5. “tornar nulo e sem efeito” (ver com. 8-11). e existimos” (v. em vez de ser revogada. o gentio. A justificação não pode ser conquistada. A fé pela qual foi justificado se revelará na obediência. no contexto deste capítulo. lTm 2:4-6).

323 11. Se a justificação pela fé anulasse a lei. a fé genuína inclui uma disposição irrestrita para cumprir a von­ tade de Deus em uma vida de obediência à Sua lei (ver com. o conduz a Cristo e ao evangelho (G1 3:24). cf. 50.3:31 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA está implícito na lei revelada do AT. GC. 380. portanto. não haveria necessidade da morte expiatória de Cristo para liber­ tar o pecador e. só pode conduzir à obediên­ cia. 630 20 . 163. a fé e o amor produzem uma nova obediência à lei de Deus. 20) e revelar a grande norma de justiça. também fornece influências poderosas para incutir nele o desejo de obedecer. 314. De igual modo. T4. Então. cf. DTN. Então. 449. 418. O pecador que se confronta com a lei enxerga não somente o pecado. 189 18-T2. 59 31 . Ele já havia falado do testemunho do AT sobre ensinamentos que estavam prestes a se tornar conhecidos como o NT (v. ele afirma que a lei. 739. 560. O plano da justificação pela fé situa a lei em sua posição correta. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 12 . é justificada e estabelecida pelo evange­ lho da justificação pela fé em Jesus Cristo. 373 . O último grande engano que Satanás traz sobre o mundo é que não mais é necessário dar completa obediência a todos os preceitos da lei de Deus (Ap 12:17. considerada como uma revelação da santa vontade de Deus e dos princípios eternos da moral. Uma das principais glórias do plano da sal­ vação é que.GC. 762. assim. DTN. PP.PJ. 28 . por intermédio de Sua vida de perfeita obediência a ela. 452. Jesus veio a este mundo para engrande­ cer a lei (Is 42:21. A lei. 16:26) e do amor (Rm 13:8. 128. A4J. 467.PJ. Mt 5:17) e para reve­ lar. WHITE 2-AA. 461. 21). 533 4 . 468. O plano da justificação pela fé revela a consideração de Deus por Sua lei. por meio da graça capacitadora de Deus. 193 27. enquanto o plano torna possí­ vel a justificação do pecador pela fé. T5. T2. baseada no amor incondicional pelo Salvador.CC. 70. 348. Não repetimos fácil e pronta­ mente uma linha de conduta que provo­ que calamidades a nossos amigos. T5. 10). 558 T9. A verda­ deira fé. 763). 292. 512 25. Além disso.GC.PJ. 584. temos ódio pelos pecados que infli­ giram desgraças sobre nosso Amigo maior. restaurar-lhe a paz com Deus. ao exigir e oferecer o sacrifício expiatório. de Rm 3:28). A função da lei é convencer do pecado (v.Tl. prestar obediência à Sua lei. que brota da fé (Rm 1:5. mas também sua falta de quali­ dades positivas. MDC. 14:12. que os cristãos podem. 468 26. E sobre essa questão da autoridade e da função da lei de Deus que se dará a bata­ lha final no grande conflito entre Cristo e Satanás. 168. O fato de Cristo ter suportado tanto sofrimento por termos transgredido a lei de Deus é um dos motivos mais fortes para a obediência.

posto que a nós igualmente nos será imputado. daqueles que não são apenas circuncisos. e isso lhe foi imputado para justiça. nosso pai segundo a carne? 2 Forque. 24 mas também por nossa causa. também não há transgressão. 18 Abraão. 11 E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda in­ circunciso. 16 Abraão é o pai de todos os que creem. a fim de que lhes fosse imputada a justiça. 25 o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. segun­ do lhe fora dito: Assim será a tua descendência. 1 Que. ao que não trabalha. 20 não duvidou. para vir a ser o pai de todos os que creem. ao que trabalha. dando glória a Deus. 15 porque a lei suscita a ira. se fortaleceu. porém não diante de Deus. nosso pai. não somen­ te ao que está no regime da lei. 10 Como. e cujos pecados são cobertos. mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós. Abraão alcança a jristiça 10 antes de ser circtmcidado.ROMANOS 4:1 Capítulo 4 1 Pela fé. e sim quando incircunciso. diremos ter alcançado Abraão. embora não circuncidados. antes de ser circuncidado. 14 Pois. a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus. e a idade avançada de Sara. pois. para que seja segundo a graça. nosso Senhor. pois. ► 3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus. perante aquele no qual creu. 23 E não somente por causa dele está escri­ to que lhe foi levado em conta. 5 Mas. tem de que se gloriar. pela fé. se os da lei é que são os herdeiros. pois. embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido. o salário não é consi­ derado como favor. 6 E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça. isto é. mas. 12 e pai da circuncisão. 9 Vem. mas onde não há lei. lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão. 16 Essa é a razão por que provém da fé. e sim como dívida. anula-se a fé e cancela-se a promessa. 17 como está escrito: Por pai de muitas na­ ções te constituí. sendo já de cem anos. e sim mediante a justiça da fé. a sua fé lhe é atri­ buída como justiça. independentemente de obras: 7 Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas. esta bem-aventurança exclusi­ vamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi im­ putada a Abraão para justiça.). 19 E. 21 estando plenamente convicto de que Ele era poderoso para cumprir o que prometera. 8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado. 22 Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça. 13 Ele e sua descendência recebem a promessa pela fé. a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência. se Abraão foi justificado por obras. para vir a ser pai de muitas nações. 4 Ora. porém crê na­ quele que justifica o ímpio. 13 Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo. mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão. o Deus que vivifica os mortos e chama à existên­ cia as coisas que não existem. 559 . por incredulidade. esperando contra a esperança. creu. sem enfraquecer na fé. a saber. da pro­ messa de Deus. 24 A justiça é imputada mediante a fé.

de Rm 3:3). nosso antepassado”. A per­ gunta geral: “Qual é. 4) e “atribui” (v. nosso pai. forma verbal do substantivo pistis. mas a confiança em Deus (ver com. Os ► judeus se orgulhavam muito em ter Abraão como seu progenitor. Foi justificado. a citação também poderia ser tra­ duzida por: “Abraão teve fé em Deus”. 7:7. os judeus poderíam afirmar: o pai do povo escolhido foi aceito diante de Deus por causa de seu grande mérito. xvi) apoiam a omissão destas palavras. A Escritura. Se o plano da justifi­ cação pela fé exclui toda jactância (Rm 3:27) c não faz distinção entre judeus e gentios (v. xvi) entre esta e a variante “Abraão. 6). a passagem é um comentário sobre a fé demonstrada por Abraão na promessa de que seus descendentes seriam tão inumeráveis quanto as estrelas. “considerar”. p. 9:14. a palavra era usada em conexão com a prestação de contas. “fé” (ver com. A palavra hebraica usada em Gênesis 15:6 (chashah) significa “pensar”. Creu. quer não. emhora não circuncidados. Jo 8:39. 40. Paulo passa a explicar. Que. No grego clássico e nos papiros. p. A primeira conexão diria: “Que diremos. mas da mesma forma que todos os demais crentes. A fé de Abraão foi lançada no lado do crédito para a justiça. de Rm 3:22). também podiam ser justificados pela fé. As evidências tex­ tuais se dividem (cf. que diremos sobre o caso de Abraão? Certamente. Abraão foi justificado por alguma coisa que se refira à carne? A outra conexão possível significaria: “Que diremos. o propósito de Paulo é claro. alcançou?” isso estaria se referindo a Abraão como antepassado por descendência natural. nosso pai segundo a carne. alcançou com relação à carne?” Isto é. Mas Abraão não tinha nada de que se vangloriar diante de Deus. Do gr. Ela ocorre em 1 Samuel 1:13: “por 560 . dificilmente podería ser alegado que Paulo lançou uma doutrina estranha. então? Que verifica­ mos [serj Abraão o nosso antepassado [ape­ nas] de acordo com a carne?” 2.. Então. Qualquer alternativa faz sentido nesse con­ texto. e um exemplo extraído de sua vida e conduta seria especialmente forte (ver com. ao sus­ tentar que a justificação vem pela fé. pois.. ou “Abraão depositou sua fé em Deus”. 3. o que Abraão. Segundo a carne. Imputado. Alguns veem uma terceira conexão possível: “Que diremos. A verdade é que Abraão não recebeu sua justificação como recom­ pensa por obras. Evidências textuais (cf. Quer as palavras estejam incluídas. Assim. Paulo explica por que nos v. “contar”. 53). da LXX. sob a autoridade das Escrituras do AT. Assim.4:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. diremos [. Abraão desfrutou essa experiência antes de ter sido circuncidado (Rm 4:10). que até Abraão foi justificado na mesma base em que a justificação é oferecida aos pagãos. ligando o que segue com a passagem anterior (ver também Rm 6:1. Em Gênesis. absolutamente. pois. Ele podia alegar que se mantinha dentro do espí­ rito da religião do Al' no ensino de que os gentios. A história da fé demonstrada por Abraão (ver Gn 15:6) for­ nece um exemplo da justiça “sem a lei” e “tes­ temunhada pela lei” (Rm 3:21).]? Expressão comum nos escritos de Paulo. a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?” (Rm 3:1) é respondida por uma recapitulação da experiência do grande patriarca. 30). A mesma palavra é traduzida como “considerado” (v. 22. logizomai. de Mt 3:9. Uma citação de Gn 15:6. nosso pai. pisteuõ. Tem havido alguma incerteza quanto a saber se esta frase deve ser ligada a “ter alcançado” ou a “nosso pai”. Em que consiste realmente a superioridade incontes­ tável de Abraão? Abraão. Ter alcançado. o que Abraão. Do gr. Se Abraão tivesse sido justificado como recompensa por suas obras de obediência. 3 a 5. 23). Além disso. A fé demonstrada por Abraão não foi apenas uma crença em algo impessoal. ele teria algo de que se orgulhar.

caso fosse aplicada a justiça sem misericór­ dia. Essa fé não é mera crença na bondade de Deus. do v. e a “fé do patriarca fixou-se no Redentor vindouro” (PP. e em . mas. Abraão amava a Deus. Neste versículo. Na época da elaboração da aliança. Do gr. 5. Se necessário. Mas pode ser bom observar aqui que é possível discutir o plano da justificação pela fé em termos tão legalistas que não seja mais justiça pela fé. o que gera e inspira boas obras. Além disso. o salário do trabalhador é “creditado” ou “contado” como seu direito legal. Sua fé era um verda­ deiro relacionamento de amor. logo o transfor­ maram em justiça pelas obras. confiança e submissão. atitude ou disposição da pessoa para com Deus. Isso repre­ senta o método legalista de buscar a salvação. Não existe participação da graça. Crer nEle sig­ nifica mais do que considerar Sua palavra 561 . Considerado. SI 32:2. logizomai (ver com. Se a justificação é uma recompensa para as obras. na morte de Cristo. Foi a aceitação grata e confiante de Abraão da expiação e da justiça de Cristo que lhe foi creditada. Jo 8:56). a pessoa participa da vida e da justiça de Deus. Jr 36:3. a pessoa que não tenta comprar a justificação por suas obras. “pagamento”. 2Ts 3:12). de Rm 3:3).ROMANOS isso. Paulo enfatiza mais uma vez a verdade fundamen­ tal de que a pessoa é justificada.Sua vinda em glória” (PP. Material Suplementar sobre Rm 4:3-5). esperando assim merecer a justificação. misthos. Paulo extrai sua ilustração da vida quotidiana. por causa de sua atitude legalista para eom esse plano para sua restauração. 3). Abraão creu na promessa do Messias. Paulo fala que o Senhor “não imputará aos homens” ou “atribuirá” o pecado do pecador. Essa fé é uma relação. Ou seja. Dívida. Essa é a mesma experiência da justificação pela fé desfrutada por todos os cristãos que creem. Ao que não trabalha. Ao que trabalha. Isso inclui não apenas confiança nas promessas de Deus. mas pela fé. A fé em Deus foi contada como justiça para Abraão. Os judeus receberam os princípios da justificação pela fé no monte Sinai. Salário. O fato de que a fé demonstrada por Abraão lhe foi imputada como justiça não significa que a fé tem em si algum mérito que lhe permita alcançar a justificação (ver Ellen G. o plano da redenção “foi-lhe ali desvendado. de Rm 3:28). fazemos de Deus nosso devedor. sabia que sua jus­ tificação dependia do sacrifício expiatório dAquele que havia de vir (G1 3:8. ICo 9:6. “confia nAquele” (ver com. Isso significa uma disposição de rece­ ber com alegria tudo o que Deus revela e fazer com alegria tudo o que Deus ordena. “tem fé nAquele”. de Rm 3:24). Como favor. Abraão conhecia o evangelho da salvação. Is 10:7. 8. mas a confiança em Deus para justificar aqueles que não poderiam ser justificados. Assim. “salário”. 2Sm 19:19. Para justiça. Este verbo era utilizado para retratar a permuta do trabalho pelo sustento (ver At 18:3. o grande sacrifício. Os 8:12). As implicações legais da imputação da fé demonstrada por Abraão para justiça têm sido a fonte de sério debate por muitos estudiosos da Bíblia. não pelas obras. como presente (ver com. ele pode rei­ vindicá-lo em um tribunal legal. White. Crê nAquele. 137). 154). “Digno é o trabalhador do seu salário” (Lc 10:7). Ou seja. Do gr. afinal. 4:5 4. “recompensa merecida” (ver Mt 20:8. Isso não nega a necessidade de boas obras (ver com. Ou. confiava nEle e Lhe obedecia porque O conhecia e era Seu amigo (Tg 2:21-23). Esta palavra pode ser usada para regis­ trar algum valor na conta de uma pessoa que pode ou não lhe ser devido. Ou seja. mas a completa sub­ missão do coração e da vida Àquele em quem o crente aprendeu a confiar. cf. Eli a teve por embriagada” (comparar o uso de chashab em Gn 38:15. No v. Tg 5:4).

Tem que ver com uma rela­ ção pessoal (ver com. anomiai. Em con­ traste com a autossuficiência daquele que se atreve a afirmar a justificação como recompensa por suas boas obras. 9. “cobertos como uma mortalha”. Do gr. Independentemente de obras. Bem-aventurados. pensando na justificação somente como per­ dão. literal­ mente. 3.4:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA como verdade. Atribuir justiça é o mesmo que justi­ ficar. A justiça de Cristo. e o Senhor credita à sua conta a obediência de Seu Filho (ver Ellen G. A palavra ocorre somente aqui no NT. Davi não usa esta frase. Do gr. Está de acordo com a LXX e não com o texto massorético. “falhas”. Lite­ ralmente. Do gr. ímpio. e que. como um pagão e. o pecador arrependido apresenta a Deus os méritos de Cristo. Cobertos. Sua fé lhe é atribuída. Jamais imputará pecado. mas a ideia está implícita no salmo. pela seguinte tradução: “Davi também fala da bênção. é mostrar que é bem-aventurado aquele que é perdoado. Material Suplementar sobre Rm 4:3-5). As obras não são de nenhum pro­ veito para expiar a iniquidade passada (ver com. Pecados. tornou possível a Deus ser justo aos olhos do universo e justificador de todos os que têm fé em Jesus (ver com. 8. que ele retoma em Romanos 4:9. “defeitos”. que também pode ser traduzido como “feliz”. obediência e transforma­ ção. Pela fé. de Mt 5:3). ele fornece outras evidências de que a doutrina da justifica­ ção pela fé. em sentido mais geral. 2. se refere a uma pes­ soa ímpia ou irreligiosa. E assim também que Davi. do v. White. a palavra “fé” inclui não apenas um ajuste legal. A mesma palavra grega é usada nas bemaventuranças (ver com. Já não é considerado como um pecador rebelde. é tratado como uma pessoa justa. Do gr. de Rm 3:26). é a imputação da justiça. Do gr. palavra mais forte do que “injusto”. portanto. 6. sem as obras. logizomai (ver com. 5. Enfatizar apenas o primeiro. “fala a bênção”. O objetivo do Salmo 32. “ilegalidades”. daí a tradução preferida por muitos intérpretes na língua inglesa (exemplo: “Davi pronuncia uma bên­ ção”. As evidências textuais se dividem (cf. Mais uma vez. A decla­ ração de Davi é citada por Paulo para con­ firmar e explicar melhor sua interpretação da experiência de Abraão. Declara ser bem-aventurado. está bem apoiada ► no AT e era entendida pelos líderes judeus. Assim. como está expresso nos v. mas como amigo de Deus. porém.” Atribui. A aceitação da justiça de Cristo pela fé torna possível que o passado pecaminoso do pecador seja coberto e seu ser pecaminoso seja transformado. o Senhor não irá cobrar ou lançar seu pecado contra ele. RSV). “violações da lei”. Esta é a fé da pessoa que. A quem. Este é o lado negativo da justifica­ ção: o perdão dos pecados passados. asebês. reconhecendo-se “ímpia”. xvi) entre esta e a variante “de quem”. preferem atribuir a Deus a pronúncia de bênção. mas o início de uma nova vida de amor. de Rm 3:28). 6. Outros. confia plenamente na mise­ ricórdia de Deus para justificá-la. pode remover dessa experiência parte de 562 . 3). hamartiai. 7. Ou seja. Do lado positivo. de Rm 4:3). Descreve aquele que não adora o Deus verdadeiro. Iniquidades. p. o qual Paulo cita. pecados e desvios de todo tipo. Os dois são inseparáveis. indigna e incapaz de se justificar por suas próprias obras. Paulo pode ter esco­ lhido esta palavra para aumentar o contraste entre o ser humano em sua indignidade e a misericórdia de Deus em justificá-lo. Uma citação do SI 32:1. 11 e 22. cujos pecados não são cobra­ dos dele. Do gr. a fé atri­ buída como justiça envolve a renúncia a todo mérito. literal­ mente. A última forma torna possível a tradu­ ção: “Bem-aventurado o homem cujo pecado o Senhor não levará em conta”. “vela­ dos”. revelada em Sua vida perfeita e morte sacrifical. epikalwptõ. makarioi.

Deus deseja que saibamos que Ele não só nos perdoou. pois. semêion. pois. talvez. Paulo se prepara para responder à possível objeção de que. “é esta declaração de bem-aven­ turança?” Não há verbo no texto grego desta passagem. Sinal da circuncisão. mas também de esperança e aspiração para o futuro. certamente. 2Tm 2:19. Selo. ou para os instrumentos com os quais se faziam as marcas (ver lCo 9:2. A experiência de fé demonstrada por Abraão na promessa de Deus ocorreu antes que Ismael nascesse (Gn 15:6). embora a minha consciência me acuse de que pequei gravemente contra todos os mandamentos de Deus e nunca guardei nenhum deles. 10. quando seu filho Ismael tinha 13 anos (v.. Assim. ou seja. Vem. Ele fez todo o possível para nossa reconcilia­ ção completa. 10. aqueles que são circuncidados devem ter alguma vantagem no plano da justificação. A partir da fé. mas. Na verdade. inspira-nos com coragem e determinação para o futuro. a jus­ tiça e a santidade de Cristo. 62). cf. Quando insti­ tuiu a circuncisão. para assim transformar nosso caráter à Sua semelhança. Pensar na justificação simplesmente como perdão é. sinal’] de aliança entre Mim e vós” (Gn 17:11). como se eu nunca tivesse cometido nem tivesse qual­ quer pecado. do significado da experiência da justificação. Do gr. olhar demais para o passado. mas também nos trata como se nunca tivéssemos pecado (ver CC. e que ainda sou propenso sempre a todo o mal. até mesmo como filhos (ljo 3:1. a circuncisão como um sinal. Ou seja. enche não só de gratidão. os judeus. Como. Sabemos que o caráter per­ feito de Cristo atribuído a nós na justificação pode ser-nos transmitido na santificação. Esta palavra era usada para determinadas marcas pelas quais os contratos e acordos eram confirmados ou autenticados.]? Ou. Abraão não foi circuncidado até alcançar os 99 anos de idade (Gn 17:1. White. Paulo responde a esse argumento.ROMANOS seu poder reconciliador e vivificante. o fato de que Davi e Abraão tinham obedecido à lei da circuncisão deve ter tido algo a ver com * sua justificação. Assim. 25). A vida passada não será usada con­ tra nós. explica a justificação com essas palavras: “Como és justo diante de Deus? Resposta: Somente mediante verdadeira fé em Jesus Cristo. 2). se eu tão somente aceitar esse bene­ fício com um coração crente” (comparar com Ellen G. Deus disse: “será isso por sinal [LXX. 7:2). 11. em que circunstância Abraão estava quando foi justificado? Será que ele teve essa experiência antes ou depois de ter sido circuncidado? O AT mostra que sua justi­ ficação antecedeu em muito a circuncisão (Gn 15:6. lhe foi atribuída? Ou seja.. Ou seja. mas em restaurar o pecador à comunhão com Ele. o início de uma nova vida de amor e obediência. esta bem-aventurança [. A per­ cepção positiva de que Deus não apenas per­ doa. 11. publicado pela primeira vez em 1563. Ele nos dá um novo começo. a circuncisão foi concebida como sinal distintivo exterior. também. Deus. apontando que Abraão foi justificado antes de ser circuncidado. Gn 17:24). ela representa não apenas o fim de uma vida de alienação e rebelião. sphragis. me concede e me atribui a perfeita satisfação. enquanto a justifica­ ção se refere principalmente ao passado. Deus está interessado não apenas em perdoar. Caso se considere que seja assim. mas também atribui a justiça de Cristo. 24). embora se deva admitir que a justificação seja pela fé. seremos tratados como amigos. Os circuncisos. 9. em vez de pelas obras. e mais importante. Material Suplementar sobre Rm 4:3-5). Assim. Ap 5:1. O catecismo evangélico de Heidelberg. e tivesse eu mesmo praticado 4:11 toda a obediência que Cristo cumpriu por mim. por mera graça. 563 . Essa consciência pela fé. sem qualquer mérito meu.

para o cris­ tão. Creem. Ali. Se o significado original da circuncisão não tivesse sido perdido. Abraão é o pai dos que são não ape­ nas circuncisos. Deus mesmo declarou que “Abraão obedeceu à Minha palavra e guardou os Meus manda­ dos. Assim. Não há artigo no grego (ver com. Ou. “justificação pela fé”. Aqueles que seguem seus passos são consi­ derados seus filhos espirituais (ver Lc 19:9. mas o hábito de uma vida. Fp 3:16). Comparar com a frase “a obediência por fé” (Rm 16:26). 12. mas a circuncisão conectada com a fé semelhante à de Abraão assinalava os que eram seus verdadeiros des­ cendentes (Rm 2:28. era apenas um sinal e selo da justiça que vem pela fé. 29). Abraão e todos os seus ver­ dadeiros filhos preencheram esse requisito. os Meus estatutos e as Minhas leis” (Gn 26:5). Andam. Justiça da fé. pai dos circuncisos. os Meus preceitos. G1 3:7. em todos os lugares. sem 564 . Paulo não minimiza o significado da circuncisão. talvez para enfatizar que “não por intermédio de lei foi a promessa feita a Abraão”. stoicheõ. 11). o batismo não traz justiça. Por intermédio da lei. O único laço nessa família espiritual é a fé. Alguns membros da família possuem o sinal externo dessa fé. ele era “pai” apenas daqueles que receberam a circuncisão com o mesmo espírito e a mesma fé que ele tinha. daquilo que o sinal tinha a intenção de representar. eles teriam sido mais prontos a coope­ rar com Deus no cumprimento do significado espiritual de Suas promessas a Abraão de que ele seria pai de muitas nações (Gn 17:4) e que nele seriam abençoadas todas as famí­ lias da Terra (Rm 12:3). corretamente entendido (ver Rm 3:1. Ou seja.4:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA simbolizando a ratificação da aliança feita com Abraão e a confirmação de sua expe­ riência anterior de justificação pela fé. Sua fé não foi uma experiência momentânea. Ou seja. Do gr. O raciocínio de Paulo aqui se asse­ melha ao de Gálatas 3:18. Era desígnio de Deus que Abraão passasse o rito da circun­ cisão a todos os seus descendentes físicos como sinal da fé que deveríam compartilhar com ele. de Rm 2:12). “submeter-se”. significa “mover-se em linha” (comparar com o uso de stoicheõ em G1 5:25. mas dava apenas uma evidência exterior dela. A mera circuncisão nada valia. “estar de acordo com”. nas mesmas con­ dições. no grego. a circuncisão não pode ser considerada como o motivo para a aceitação de alguém diante de Deus. mas também “andam nos passos” e seguem o exemplo da fé que ele tinha antes de ter sido circuncidado. 13. outros. os judeus sempre seriam lembrados do alcance universal do plano da salvação. O pai. Enquanto Abraão era o antepassado físico de todos os judeus circuncidados. mas a orde­ nança pode ser considerada como um sinal e selo da fé e da justificação experimentada antes do batismo. Pai da circuncisão. 30). Além disso. 2). Abraão é o antepassado daqueles que têm fé. A condição de membro não é determinada pela posse do sinal. “lei”. Assim. No antigo « jargão militar. Jo 8:39. pelo qual a imputação da justiça é oferecida a todos os que creem. 29. Da mesma forma. não. mas. esta frase surge no início do versículo. o pai espiritual. Para Abraão e seus descen­ dentes. revelando-se em consistente obediência e boas obras. “seguir uma pessoa [ou coisaj”. Nessa condição. quer sejam circuncidados quer não (Rm 3:29. Apenas circuncisos. sim. Isso deve ser conectado com “para vir a ser” (v. “concordar com”. 7). Era um privilégio ser um mem­ bro do povo escolhido e ostentar o selo da justificação pela fé. ele é um modelo e exemplo. A circuncisão não transmi­ tia justiça. O exem­ plo da fé demonstrada por Abraão lança mais luz sobre o significado da fé genuína. O dom da salvação é oferecido a todos. 9:6.

“de lei”. Se os legalistas hão de herdar da fé. a lei pode produzir um efeito oposto ao que se sas feitas a Abraão. mas mediante a literalmente quando os reinos deste mundo lei.ROMANOS 4:16 o artigo (ver com. Paulo não nega de expressão abrangente. 17). são os dois princípios contras­ é a transgressão da vontade de Deus. Paulo contrasta lei. ambos revelar o pecado (Rm 3:20) e mostrar que ele sem o artigo. “lei” e “justiça de fé”. katargeõ. a fé foi esvaziada de todo sig­ Visto que a lei só traz condenação. tenha resumido todas as promessas nesta Por este versículo. não há Essa foi “a bênção de Abraão”. ou pode se referir par­ ticularmente à mais inclusiva de todas as forma alguma a necessidade da lei. Ele só esclarece a função da lei no plano da salva­ promessas: “nela [tua semente] serão ben­ ção (ver com. Ele tenta deixar claro aos legalistas que. Essa é a razão por que provém cia para obter a justificação: os legalistas. Assim. Ou seja. O legalismo tenta obter a sal­ sa dependesse de nossa obediência legalis­ ta. v. A salvação só poderia vir mediante 565 . 14. que deveria desobediência a um mandamento conhe­ ser estendida aos gentios por meio de Jesus cido. Para os forem entregues ao povo do Altíssimo e judeus. “torna­ Segundo a graça. vação por meio dos três primeiros. mas “pela justiça de fé” Uma vez que Paulo já provou que todos peca­ (cf. Suscita a ira. de Rm 3:24. ditas todas as nações da Terra” (Gn 22:18). Cancela-se. Ver com. Os legalistas que nada como um princípio em oposição à “pro­ dependem de obediência à lei para a justi­ messa”. Todos os que são de Cristo negativa para confirmar a veracidade de são “descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (G1 3:29). se Abraão e sua semente são realmente her­ deiros do mundo. Da lei. Longe tantes. são descritos os que dependem da obediên­ 16. há uma lei. com a promessa. Do gr. 16. v. É possível que Paulo pretende com a promessa. Se o cumprimento da promes­ mérito. o reino de Cristo vai encher toda a Terra. se a sempre (Dn 7:27). o reino. a transgressão é revelada e traz a ira. ver Cl 3:21). Paulo afirma que a promessa deve ser de justificar o pecador. “tornada inútil” (ver com. da ociosa”. do outro. obras e Rm 3:3). então. e. Não hápromessa de justificação sem as obras da lei não se aplicar a eles. Não há transgressão. 14. Anula-se. de lei” (cf. de Rm 2:12). ou de o tranquilizar. Mas o sis­ Em Romanos 4:15. A função da lei é promessa. de Rm 2:12). ram (Rm 1-3). como nificado e não há nenhuma razão para o elo­ gio de Deus a Abraão. 12). Paulo parece usar esta declaração Cristo (G1 3:14). Literalmente. de Rm 3:20. todos estão expos­ Cristo reinar com Seus santos para todo o tos às penalidades da transgressão. porque Deus a concedeu a Abraão pela vas cm uma falsa premissa. Aqui. Assim. Literalmente. “por conta dessa fé”. fé e graça. 31. de Neste capítulo. A promessa será cumprida a justiça nãoé mediante a fé. a justifi­ cação e a salvação devem provir da fé. Paulo explica por que (ver tema está fadado ao fracasso pelas razões já também G1 3:17-19). Esta expressão exata não ocorre em nenhuma das promes­ verá apenas em ira e condenação. não há esperança de salvação. nunca poderia ser cumprida plenamente. a Abraão (Cl 3:11. “não por intermédio a lei o condena e traz a ira de Deus sobre ele. 15). expostas. e todos transgrediram suas exigências. é mencio­ 15. Sendo que sua afirmação positiva de que onde existe lei. segue-se que qualquer pessoa que tente ser justificada pela lei se envol­ Herdeiro do mundo. A herança não pode ser dependente ficação do pecado baseiam suas expectati­ de lei. Aqui tamente sem esperança. realizada e apropriada. eles estão comple­ artigo no grego (ver com. por um lado.

bebaios. do v. E enquanto Abraão estava lá. de Gn 17:5). não parece possível que a promessa se cumpra. que possuíam a lei. “na presença de”. Mas a promessa é firme a toda a descendência de Abraão. A razão para a referência de Paulo ao poder vivificador de Deus neste versículo não está clara. Ao que é da fé. Do gr. o nome de Abrão foi mudado para Abraão (ver com. Uma citação de Gn 17:5. A parte final do versículo diz. a certeza ou a garantia da promessa aos olhos de Deus.] as coisas. 2Co 1:9). Jo 15:16. 24. a promessa tinha cum­ primento impossível. Ou. A fim. assim. Ou seja. pois nos é dada à própria vista dAquele que nos vê e conhece. são a graça e o amor de Deus que trazem o pecador de volta à reconciliação e à vida de fé. ou que Deus fala de coisas inexistentes como 566 . ele foi nomeado pai de muitas nações. 17. depois. Se a promessa dependesse da perfeita con­ formidade do ser humano com a lei. Ou seja. essa não seria certa. “seguro”. O artigo está presente no grego (ver com. Além disso. Aos olhos humanos. A experiência de Abraão é típica de todos os crentes. Paulo inter­ preta essa promessa como uma referência à paternidade espiritual de Abraão. At 13:47. Aqui.. humanamente falando. Que está no regime da lei. “para o efeito”. Ou a frase pode ser conectada com a primeira parte do ver­ sículo anterior. “estabe­ lecido”. Parece ser consensual que Paulo pensa primeiro nas circunstâncias do nascimento de Isaque (Rm 4:19) e. quando aceitou pela fé a promessa divina de que seria pai de muitas nações (Gn 17:1-4). que poderia pre­ ver o futuro e levar a efeito Suas próprias ordens. a promessa é certa. como amigo de Deus. jo 5:21. de Rm 2:12). O verbo usado no hebraico de Gênesis 17:5 também pode ser traduzido assim (sobre o uso semelhante desta pala­ vra grega no NT. os crentes gentios. No entanto. tithêmi. Está escrito. Ou seja. “designar” e “constituir”). “nomear”. os crentes entre os judeus. v. Vivifica os mortos. ver Mt 24:51. judeus e gentios. Toda a descendência. Is 26:19. Pai de todos nós. pois só Cristo prestou essa obediência. Paulo pode ter levado em conta a ocasião da conversa de Abraão com Deus. O poder mila­ groso de Deus é muitas vezes representado na Bíblia como capaz de ressuscitar mor­ tos (ver Dt 32:39. 11). na ressurreição de Cristo (v. como Abraão fez. Isso pode ser entendido no sentido de que Deus chama à existência as coisas que não existem. Na época em que a promessa foi feita. fazendo com que a passagem diga: “Aquele que se des­ taca como o pai de todos nós na presença de Deus. Firme. promessa e fé. Deus promete perfeita restaura­ ção ao pecador e. Constituí. enfatizando. “a fim de que”. “chama as coisas que não existem como existindo”. pois Deus deve suprir o total desamparo do ser humano. Do gr. comparar com Hb 11:19). estava na presença do Deus todo-poderoso da criação. literalmente. em que é traduzido respecti­ vamente por “lançar a sorte”. Mas Abraão. o Deus que possui o poder criativo de nos transformar novamente à Sua ima­ gem. iSm 2:6. todos aqueles que creem (G1 3:29). -i Chama [. o oposto de “sem efeito” (cf. Este termo pode ser conectado com as palavras que precedem imediatamente a citação entre parênteses de Gênesis 17:5. pois sua única condição é a resposta de fé à graça de Deus. Paulo os divide em duas classes. Os crentes judeus e os gentios compõem a família da qual Abraão é o pai espiritual (ver com. “constituir”. 14)..4:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA graça. Perante. Tudo o que nos pede é que aceitemos isso pela fé. em quem ele cria”. Ou.

ROMANOS se existissem. o fato de que ele e Sara estavam bem além da idade normal de ter filhos. 89 anos (v. “foi reforçado na [sua] fé”. no momento em que o próprio Abraão ainda não tinha herdeiro e quando já havia passado da idade em que poderia esperar ter um (Rm 4:19). “pai de mui­ tas nações”. Desta vez. “não vacilou”. Pelo contrário. Pela fé. Ou seja. Ou pode se referir ao pro­ pósito de Deus para Abraão. que “creu. “Chamarei povo Meu ao que não era Meu povo. está registrado que Abrão não deu ouvidos às difi­ culdades contidas na promessa. é mais forte do que a que simplesmente as ignora. A segunda promessa foi feita quando Abraão tinha 99 anos (Gn 17:1). Nem atentou (ARC). “de modo que se tornou”. a pro­ messa de Gênesis 15:5. Paulo expõe a fé demons­ trada por Abraão como um exemplo. Se o “não” for mantido. por meio da fé. estavam incluídos na promessa. Deus prometeu a Abraão que seria pai de muitas nações. A incredulidade não o levou a vaci­ lar. “Contra a esperança” se refere ao fato de que a idade tornava impossível o cumprimento da pro­ messa de forma natural. de que a descendên­ cia de Abraão seria tão numerosa quanto as estrelas. Apesar das circunstâncias desesperadoras. Isso pode ser entendido no sen­ tido de que a fé demonstrada por Abraão foi reforçada. mas logo a aceitou. a expressão pode ser entendida como se referindo à expe­ riência registrada em Gênesis 17:17. das quais Deus falava em Sua presciência. “não titubeou”. Literalmente. se fortaleceu. a partir da qual Paulo toma emprestadas algumas palavras. Abraão considerou devi­ damente as circunstâncias desfavoráveis. Ou pode significar que o próprio Abraão recebeu o poder. Na ocasião. mas sua fé não foi enfraquecida. Para vir a ser. e Abraão tinha 86 anos quando Ismael nasceu (Gn 16:16). Não duvidou. Sua fé cresceu à medida que foi exercitada. como se já existissem. sua fé foi fortalecida. a própria Sara recebeu poder para ser mãe” (Hb 11:11). Ou. embora ele mesmo dissesse que tinha cem. 4:20 19. Ver Gn 18:11. “ele não enfraqueceu na fé”. de acordo com o propósito de Deus. O texto grego sugere um esforço mental. a fim de que. Ou seja. nos ver­ sículos seguintes. Ele creu com a plena intenção de se tornar o que Deus prometera. a expressão pode ser entendida como se referindo à nar­ rativa de Gênesis 15:1 a 6. Evidências tex­ tuais (cf. Paulo afirma que “pela fé. incapaz de gerar filhos (cf. 18. 17). ou à própria esperança e aspiração de Abraão de se tornar tudo o que havia sido prome­ tido. Sem enfraquecer na fé. e. ou “foi reforçado pela [sua] fé”. 10). Em outra ocasião. A primeira promessa de um filho foi feita a Abraão antes do nasci­ mento de Ismael (Gn 15:3. A fé que persiste. cf. prova­ velmente. Contra a esperança. embora ainda não fossem povo de Deus. e Sara tinha. 20. xvi) sugerem a omissão da palavra “nem”. Se o “não” for omitido. Idade avançada de Sara. se tornasse pai de muitas nações”. tam­ bém. A segunda “espe­ rança” era inspirada na palavra da promessa de Deus. Mas Abraão teve fé para crer que Deus podia dar vida ao seu corpo morto e podia chamar à existência as coisas que prometia. Os 1:9. à que não era amada” (Rm 9:25. Amortecido. p. e amada. “para vir a ser pai de muitas nações”. A fé cristã não deve ser inferior. Todas essas interpretações podem ter o mesmo sentido. que ainda não existiam. Isto pode ser entendido como resul­ tado da fé de Abraão. Hb 11:12). Abraão con­ tinuou a exercer esperança e fé. como se fos­ sem. Ou. 4). Também pode haver uma refe­ rência remota ao chamado dos gentios que. mesmo em face de dificuldades reconhecidas. isso parece confirmar a 567 . Segundo lhe fora dito. Ou.

em palavra ou ação (ver Js 7:19. seja verdade quanto à experiên­ cia de Abraão. bem como em pensamentos. Do gr. É mais difícil para muitos acreditar que Deus pode amar e lhes perdoar. 22. seja em pen► sarnento. não importa sua pecaminosidade. além da visão comum. tanto quanto Abraão fez para confiar em Seu poder. dunatos. A verdadeira fé significa convicção. ele reconhe­ ceu a onipotência de Deus. Do gr. 2Co 10:4). por sua pronta obediência (Gn 17:22. Na forma usada aqui. duvidar das pro­ messas de Deus e de Seu amor é desonrá-Lo. tradu­ zido assim em outras passagens (Lc 24:19. 23). um relacionamento pessoal. significa estar preen­ chido com um pensamento ou uma convicção. O conhecimento e a confiança que Ahraão tinha em Deus eram tamanhos que estava pronto para acei­ tar tudo o que Deus dizia e para obedecer tudo o que Ele ordenava. Abraão tam­ bém deu glória a Deus cm atos. assim também a fé dos cristãos na ressurreição de Cristo envolve fé em tudo o que está simbolizado e assegurado por esse evento. “satisfazer plenamente”. Não só na experiência aqui descrita. Jo 9:24. Assim. Isto se refere ao contexto anterior (v. 17). Abraão creu sem questionar. estar totalmente convencido. At 12:23). todos os que creem nas promessas divinas honram a Deus. sem dúvida. necessariamente. Dessa forma. como a fé que Abraão manti­ nha na promessa de uma semente por meio de Sara essencialmente corresponde à nossa fé “naquele que ressuscitou dentre os mor­ tos a Jesus. 18-21). Foi a fé inabalável de que Deus podería cumprir tudo que havia prometido que foi imputada como justiça a Abraão. Visto que foi Deus quem fizera a promessa. nAquele que é capaz de trazer à vida o que está humanamente morto. O objetivo do discurso sobre Abraão é mostrar. plêrophoreõ. At 18:24. E um erro supor que a falta dessa convicção é uma prova de humildade. 21. Jr 13:16. nosso Senhor” (Rm 4:24). Isto não inclui. Estando plenamente convicto. Mas a con­ fiança em Deus de que Ele pode fazer o que nos parece impossível é tão necessária em um caso como no outro. A vida de fé é uma vida de confiança e segu­ rança. uma expressão verbal de louvor. 519). mas em toda a sua vida. porque duvidar é questionar Seu caráter e Sua palavra (ver TM. Assim como a fé do patriarca no nas­ cimento prometido de Isaque envolveu mais fé no cumprimento de todas as promessas por meio de Isaque. A ocasião da aceita­ ção da promessa de Abraão não foi a única vez em que ele mostrou tanta confiança no poder de Deus. embora a primeira. O pecador honra a Deus. Dão testemunho de que Deus é digno de confiança. Abraão se destacou como um exemplo de fé habitual em uma ordem divina. A íê demonstrada por Abraão estava na força di­ vina sobrenatural. portanto. confiando em Sua graça. O que prometera. Poderoso. Paulo usa a mesma palavra para exortar Timóteo a “cumprir cabalmente” o seu ministério (2Tm 4:5) e expressar o propósito de Deus de que por meio dele a pregação do evangelho fosse “plenamente cumprida” (v. com referência a Gênesis 17:15 a 22 c 18:9 a 15. Assim. Lc 17:18. do que era para o velho patriarca crer que seria pai de muitas nações. Dando glória a Deus. A análise de Paulo sobre a expe­ riência de Abraão fornece uma evidência 568 . Pelo contrário. Paulo podia dizer: “Eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia” (2Tm 1:12).4:21 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTÍSTA segunda interpretação. Abraão deu glória a Deus por sua firme confiança nas promessas de Deus. 518. Pelo que. Sua fc estava decidida e forte quando lhe foi ordenado que sacrificasse seu filho prometido (Hb 11:19). mas pode se referir a qualquer coisa que tenda a glorificar a Deus. em essência. A fé em Deus é.

Abraão creu em Deus (v. Hoje. E uma relação interpes­ soal.. 28). Em nenhum desses versículos que tratam do reconhecimento da justiça. Sua vida se ergue pela vida da humanidade (ver DTN. culminando com Sua morte sacrifical. 5. Da mesma forma. Por causa da vida perfeita de Cristo. A restauração do ser humano caído à ima­ gem de Deus (com a qual ele foi criado) só é possível por meio do exercício do poder cria­ dor. é afirmado expressamenle que a justiça de Cristo é creditada ao crente. apesar da evidência natu­ ral de que poderia ser tentado a pensar e agir de outra forma. Estes. os cristãos depositam sua confiança. para nos assegurar que a justiça será igualmente atribuída a nós. Mas Jesus. na ressurreição de Cristo e na qual. Assim. Não apenas para ser um incidente e um exemplo histórico (ver com. é possível que a pes­ soa seja tratada como se ela mesma tivesse cumprido as exigências da lei. White. 312). No entanto. Ellen G. Naquele. O mesmo Deus a quem Abraão buscou para o cumprimento da promessa é aquele cujo poder e fidelidade foram manifestados a uma era posterior. a fé do cristão não deve ser menor do que a de Abraão (PJ. ICo 10:11). Abraão depositou sua íé numa pro­ messa que somente o poder criativo e vivificador de Deus poderia cumprir (v. A res­ surreição de Cristo foi um triunfo do poder do Deus todo-poderoso. Assim. humanamente. Material Suplementar sobre Rm 4:3-5). parecia razoável supor que essas promessas e ordens nunca poderíam ser cumpridas. embora muito maior. não em algo impessoal. 17). 24. semelhante. de Rm 3. viveu uma vida justa e desenvol­ veu um caráter perfeito. A ressurreição de Cristo é a garantia suprema de que o poder vivificante de Deus pode triunfar sobre a morte e que. A fé que Abraão tinha não era somente uma crença de que Deus dizia a verdade.. Mas também por nossa causa. mesmo quando. pela fé. cf. 3. ver Rm 15:4. a jus­ tiça de Cristo é atribuída a ela. portanto. Ele oferece como um presente para os que os desejam. foi possível a Abraão aceitar e obedecer ao que o Senhor prometera ou orde­ nara. a fé não é sim­ plesmente uma convicção da veracidade de um fato histórico. Paulo enfatiza que a fé atri­ buída a ele como justiça deve ser colocada em Deus como pessoa. Abraão colocou sua fé em Deus. Isso descreve a classe a quem a fé vai ser considerada como justiça. 23. mas também na crença em que Deus é capaz de extrair vida da morte. Que ressuscitou [. Ou.ROM ANOS adicional sobre o tipo de fé que pode ser assim abrigada. Paulo está preocupado não só com a 4:24 interpretação histórica das Escrituras. os cristãos acreditam na jus­ tificação c na redenção por meio do Deus que já ressuscitou Jesus dentre os mortos para esse exato propósito. revela que sua fé era uma verdadeira relação pessoal com Deus. mas também com sua aplicação para a vida cristã. está implícita no sentido pleno da experiência da justificação pela fé. A lei requer justiça. mas. a qual o ser humano é incapaz de dar. ou da atribui­ ção da fé como justiça. de Rm 4:21. 762. 26. Que cremos. Sua fé não estava em uma dou­ trina ou em um credo. Pela fé no milagre 569 . Assim. Rm 3: 25. Ou seja.] a Jesus. à geração de Isaque no corpo “amortecido” de Abraão. 8. esse mesmo poder criativo está disponível para restaurar a imagem de Deus em nós. entendida à luz de todo o grande plano de Deus para a restauração do ser humano (ver com. mas num Deus pes­ soal. Nossa vida revela se estamos ou não aproveitando essa experiência. enquanto esteve na Terra. A fé cristã é semelhante à de Abraão não ape­ nas no sentido devocional. “para aqueles que creem”. 17). E não somente por causa dEle. sobretudo. Sua vida de confiança e obediên­ cia consistentes.

mas também reconciliação. Ou. “passos em falso”. o que significa amar o Cristo vivo e recorrer a Ele em busca de intercessão e de poder transformador. Transgressões. pois a morte de Cristo foi o resultado de nossas transgres­ sões e. 21. Por causa da nossa justificação. Rm 6:4. “por conta de”. basicamente. A justificação é dada apenas aos que aceitam e se compro­ metem com todo o plano divino de justifi­ cação pela fé. 140 13-PP. “erros”.ata. T5. 526 11-PP. 28). a ressurreição de Cristo asse­ gura que nossa redenção foi aprovada pelo Pai (At 2:36. como resultado delas. Isso pode ser entendido no sentido de que Jesus foi entregue por causa das nossas transgres­ sões. 71). 137. que está “vivendo sempre para inter­ ceder” por nós (Hb 7:25). ou seja. 20. ARC). 10:10. 26. 17:22. 2Co4:14). nosso Senhor Se entregou por nós. “entre­ gar ao outro”. 63. Essa experiência só é possível pela fé no Cristo vivo. Do gr. Cl 3:1). pela morte.PJ. ou a fim de expiar nossos pecados. ICo 15:15. Ef 1:19. Esta palavra significa. 25. mas COMENTÁRIOS DE ELLEN G. A palavra também é traduzida como “ofensas” (Mt 6:14). 13 570 17-Ed. 11:25. Pela ressurrei­ ção. de Rm 3:20. ICo 15:20. ou seja. 170 15-T4. Ele Se dá a nós. e no singular. Deus não está preocupado < com nosso passado pecaminoso. PP. Do gr. “com vista à nossa justificação”. 138. fazer expiação pelos nossos pecados.4:25 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA também de Sua ressurreição lança mais luz sobre o significado da experiência de ser­ mos considerados justos por Deus (ver com. WHITE 1-5 . 18) e que os propósitos de Deus por meio dEle estão sendo cumpridos (At 17:31). 'paradidõmi. 221 . Ou.CBV. ambos estão implícitos. com tudo o que isso implica. 22. Justificação não é só perdão. 520 da ressurreição. na medida em que foi o propósito de Deus. Por causa. “por conta da nossa justificação”. Jo 6:64. Na verdade. 254 25-T5. o esta­ belecimento de um novo relacionamento. Foi entregue. E usada nos evangelhos para a traição de Cristo (Mt 10:4. 17. 6:33. Na cruz. 401 3 . tornamo-nos novas criaturas em Cristo e caminhamos com Ele em novidade de vida (cf. a experiência da reconciliação com Deus. A ressurreição revela a veracidade das afirmações de Jesus sobre Si mesmo (ver com. A decla­ ração de Paulo de que nossa justificação depende não apenas da morte de Cristo. 'paraptõm. a ressurreição é espiritualmente repetida em nós. Além disso. de Rm 1:4) e a cer­ teza de Suas promessas de salvação para o pecador (Jo 5:40. 3:13-15. mas com a restauração futura. “ofensa” (G1 6:1.

20 O pecado abundou. pela ofensa de um só. reinou a morte desde Adão até Moisés. não é como no caso em que somente um pecou. a morte. assim também. se­ remos salvos pela Sua vida. a esta graça na qual es­ tamos firmes. a reconciliação. veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. como. 11 e não apenas isto. mas onde abundou o pecado. se nós. Jesus Cristo. por um só ato de justiça. seremos por Ele salvos da ira. 7 Dificilmente. por uma só ofensa. morreu a seu tempo pelos ímpios. pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. 15 Todavia. 2 alegria e esperança. agora. assim também. pela ofensa de um e por meio de um só. pois. para a condenação. 3 E não somente isto. mas também nos glo­ riamos nas próprias tribulações. 17 Se. a saber. mor­ reram muitos. 5 Ora. assim também a morte passou a todos os homens. 19 Porque. entretanto. fomos re­ conciliados com Deus mediante a morte do Seu Filho. 16 O dom. não é assim o dom gratuito como a ofensa. e pelo pecado. 10 muito mais serão salvos da ira. mas a gra­ ça transcorre de muitas ofensas. temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10 Porque. 571 . o qual prefigurava aquele que havia de vir. experiência. assim como por um só homem entrou o pecado no mundo. quando inimigos. muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só. 18 Pois assim como. porque o julgamento deri­ vou de uma só ofensa. 14 Entretanto. para a justificação. mas também nos glo­ riamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo. mas a graça superabundou. mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão. 21 a fim de que. 12 Portanto. como o pecado reinou pela morte. estando já reconciliados. mui­ tos se tornarão justos. porque. pela fé. por meio da obediência de um só. 13 Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo. 8 Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós. mediante a fé. se. e a expe­ riência. nosso Senhor. 6 Porque Cristo. por intermédio de quem recebemos. alguém morreria por um justo. 8 Os que são reconciliados quando ainda inimigos. a esperança não confunde. 20 Sobreveio a lei para que avultasse a ofen­ sa. sabendo que a tribulação produz perseverança. muito mais. porque todos pecaram. 12 O pecado e a morte vieram por Adão. 17 mas a justiça e a vida vieram por Jesus Cristo. 4 foram abundantes sobre muitos. esperança. assim também reinasse a graça pela jus­ tiça para a vida eterna. reinou a morte. e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. quando nós ainda éramos fracos. superabundou a graça. mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. mediante Jesus Cristo.RO iM ANOS 5:1 Capítulo 5 1 A justificação pela fé traz paz com Deus. 2 por intermédio de quem obtivemos igual­ mente acesso. muitos se tornaram pecadores. muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem. 4 e a perseverança. 9 Logo. que nos foi outorgado. muito mais agora. 1 Justificados. pela desobediência de um só homem. sendo justificados pelo Seu sangue. sendo nós ainda pecadores. porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo. veio o juízo sobre todos os homens para condenação. Jesus Cristo.

5:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 1. As evidências textuais se dividem (cf. sabendo que toda a sua eulpa foi retirada. Antes da experiência da justifi­ cação. Rm 8:6. mas. Paulo diz aqui: “Visto que fomos jus­ tificados pela fé. depois que está reconciliado. torna ainda mais claro que a justificação não é um mero ajuste de status legal do pecador com Deus (ver com. 1 a 4. Antes. feita por Paulo. como é mostrado por sua rebelião contra a autoridade de Deus e pela transgressão de Suas leis. Tg 4:4). cf. de Rm 3:20. Essa forma diferente ocorre em Mateus 21:38 em que foi tradu­ zida como “vamos. ele tem paz com Deus. Jo 15:18. A evidência pelos manus­ critos. Cl 5:22). Se. Mas o efeito da provisão de Deus cm nos dar justiça pela fé é trazer paz ao antes atribulado e alienado coração do pecador. 17:14. matemo-lo e apoderemonos da sua herança”. 4:8. Pois. a não ser medo e inquietação na consciência. 28. ou “desfrutemos a paz”. a forma do verbo grego teria sido diferente. ainda sob o sentimento de culpa do-*£j pecado. Ou. também pode 572 . At 10:36. como dom gratuito de Sua graça. de Rm 3:20. No entanto. ele tem paz no coração. 2Ts 3:16). desfru­ temos] a paz que já possuímos”. “tendo sido justi­ ficados” (ver com. ele não tem nada. Paulo chama a Deus de “Deus da paz” (Rm 15:33. tornando possível aceitar a forma favorecida pelos manuscritos e ainda dar uma interpretação apropriada ao con­ texto. Com os seus pecados perdoados. A ênfase está na bênção da paz que vem com a experiência de ser perdoado e estar reconciliado com Deus mediante a fé em Jesus Cristo. Ou seja. inclui a reconciliação e a paz. A forma do verbo traduzido como “tenhamos” permite a tradução “continue­ mos a ter paz”. 4:25). p. não há paz. 25). Deus fez tudo o que é necessário para suprir nossas necessidades. favorece a última forma. em seu sentido pleno. xvi) entre esta e a variante “tenhamos paz”. Paulo demonstrou que todos. 28. a leitura “temos paz” for a preferida. Paulo passa a explicar alguns dos benefícios experimentados pelos que passam por essa experiência salvífica. existe uma forma de tradu­ zir essa frase. Afirmam que é muito improvável que Paulo exortasse os que haviam sido jus­ tificados a procurar ter paz. mantenhamos [ou. tanto judeus como gentios. cf. A associação da paz com a justificação pela fé. morreu e ressuscitou para a reden­ ção c restauração do ser humano caído. o perdão com­ pleto e reconciliação pela fé em Jesus Cristo. o significado não é essencialmente diferente. Justificados. no entanto. o pecador se encontra em um estado de inimizade contra Deus. por si só. muitos comentaristas e tradutores se opõem a ela porque não se encaixa no contexto. Provou que essa necessidade de justiça não pode ser satisfeita de forma legalista pelas obras (Rm 3:20). Temos paz. Deus oferece a todos. 24. que viveu. 14:17. que significa “vamos des­ frutar a paz que temos”. 2Co 13:11. o perdão não necessariamente traz a paz. Rm 8:7. Visto que a justificação. como resultado da justificação. No entanto. como Abraão. ao mesmo tempo. Para eles. como foi reve­ lado nas boas-novas do evangelho. Hb 13:20. Por si só. Se Paulo tivesse a intenção de dizer “obtenhamos a paz”. Mas. Muitas vezes. são pecadores e necessitados de jus­ tiça. A verdadeira religião é representada na Bíblia como uma experiência de paz (Is 32:17. Os pecadores são descritos como inimigos de Deus (Rm 5:10. Tendo estabelecido a doutrina da justifica­ ção pela fé como a única maneira pela qual judeus e gentios podem obter justificação. tendo em vista a decla­ ração do versículo anterior e de toda argu­ mentação e evidência dos cap. Acreditam que ele assegurou aos crentes que já tinham paz. Aquele que foi perdoado de algum crime pode ter um sentimento de gratidão para com seu ben­ feitor. Mas. não há sossego nem segu­ rança (Is 57:20). lTs 5:23.

Em contraste com toda falsa vanglo­ ria. Ele nos trata como se nunca tivéssemos pecado. e há pouca motivação para uma vida de justiça. Ele nos convida à comunhão com Jesus. 52. Jesus é Aquele que nos apresenta. sobre a relação entre conversão. Obtivemos. lCo 2:14). As evidências textuais se divi­ dem (cf. não pelo ato de irmos a Deus. Os judeus se vangloriavam de suas 573 . atribuindo a justiça de Seu Eilho para cobrir nosso pas­ sado pecaminoso (ver com. e o temos. Aqui. pelos pecados. Pela fé. Mediante Cristo. CC. kaiichaomai. essa introdução à Sua presença divina. No entanto. Nesse caso. mas devem ser apresentados por alguém que esteja em posição de autoridade. por nós mesmos. Portanto. E gloriamo-nos. tenha ou não Paulo mencionado a fé neste versículo. e é por meio dEle que o privilégio é mantido para nós. O mesmo pensamento é igualmente expresso em 1 Pedro 3:18: “Pois também Cristo morreu.” A ideia sugerida é a sala de audiências do rei. Litcralmentc. estaria realmente agindo con­ tra o plano de Deus para nossa restaura­ ção. mas para permanecer com Ele. mas a contínua posse do privilégio. em que os súdi­ tos não podem entrar sozinhos. 53). e 3:12. que procura evitar a companhia até mesmo daquele que o perdoou. p. de Rm 4:8). para conduzir-vos [prosagõ] a Deus. pelo qual possamos modelar a vida. Não somos apresentados a Deus com o propósito de ter uma entrevista. Se a justificação não significasse mais do que isso. 163. Portanto. ver Pj. exceto pela mudança miraculosa realizada pelo novo nascimento espiritual (Jo 3:3. Acesso. Esta palavra é usada apenas por Paulo no NT e ocorre 5:2 somente aqui e em Efésios 2:18. uma única vez. novo nascimento e justifi­ cação. em virtude de Seu sacrifício. na sala de audiên­ cia de Deus. Comparar com I Pe 5:12. a condição de reconciliação e aceitação por Deus (ver com. A única maneira de a imagem divina ser restaurada no ser humano é pela comu­ nhão confiante e amorosa com Cristo pela fé. Estamos firmes. Do gr. que nos inspirará com coragem para o futuro e nos fornecerá um exemplo. O estado de justificação representa segu­ rança e confiança. prosagõgê. de Rm 3:24). Deus não apenas perdoa. Do gr. O texto grego indica não apenas a obtenção do acesso. mas também nos reconcilia. ela pode ser entendida como uma introdu­ ção. pois nossos pecados estão entre nós e Deus. nos coloca em boas relações com Ele mesmo. Ele também cria um coração puro e renova um espírito inabalá­ vel dentro dele (ver Sl 51:10. Esta graça. xvi) quanto à omissão ou não desta frase. Ou seja. enquanto continuarmos cristãos. quando Deus justifica o pecador convertido. deve ser considerado um privilégio duradouro. Embora perdoado. GC. mas por Cristo nos levar a Ele. Esse acesso a Deus.ROMANOS estar repleto de tanta vergonha e embaraço. “temos tido”. é óbvio que podemos ter acesso à graça somente pela fé nAquele por meio de quem a graça é disponibilizada. Sua autoestima desapare­ ceu. Mas Cristo. o justo pelos injustos. fazemos nossa primeira aproximação a Deus. Não seria possível ao ser humano caído entrar na nova relação espiritual de paz à qual a justificação o habilita e admite. Tivemos esse acesso desde que nos tornamos cristãos pela primeira vez. o crente possui a esperança da glória de Deus. ele pode se sentir pouco melhor do que um criminoso solto. Essa compreensão da justificação pela fé revela o papel da conversão e do renas­ cimento na experiência do pecador arre­ pendido. é capaz de nos levar de volta a Deus e de nos apresentar ao glorioso estado de graça e de favor no qual estamos firmes (ver Hb 10:19). e nos separam dEle (Is 59:2). 470. Não podemos entrar. 2.

tendo pregado a outros. 65:14. a li). como no v. mas também nos momentos de angústia e provação. Também nos gloriamos. “opressão” e é tra­ duzido diversas vezes como “problemas” ou “aflição”. lPe 1:8). 8:1). que também é traduzido como “gloriamo-nos” no v. é necessá­ ria a diligência para tornar segura a vocação e eleição (2Pe 1:10). Rm 14:17. a aceitação pessoal de Cristo e todos os Seus benefícios. Nas próprias tribulações. para que. Ou. 7. “alegremo-nos” significaria “conti­ nuemos a nos alegrar”. Assim. João também diz que pode­ mos saber que já passamos da morte para a vida (ljo 3:14). A alegria e confiança triunfantes da fé de Paulo contrastam com a doutrina dos que acreditam que “fé” significa. Os primeiros cristãos foram cha­ mados a suportar diversas formas de perse­ guição e sofrimento. passais por aflições. Isso. A frase pode ser traduzida como “continuemos exultando”. Não somente isto. Do gr. uma vez justificados. de Rm 3:23. o mundo” (Jo 16:33). Da glória de Deus. é descrita na Bíblia como a pro­ dução de muita alegria e satisfação (Is 12:3. mas tende bom ânimo. A expressão grega pode ser traduzida tanto por 'exultamos” como por “exultemos” (ver com. 3. 1. De acordo com essas palavras. Paulo exortava os crentes justifica­ dos a continuar desfrutando a paz com Deus e a se manter exultando na esperança da gló­ ria de Deus. Paulo explica como o plano divino da justificação pela fé traz paz e alegria. para que realmente tenhamos a paz que vem dessa experiência (Rm 5:1. kauchaomai. não significa que. Em vez disso. thlipsis sig­ nifica “pressão”. por isso. Paulo informou aos discípulos em Listra que. Aqui. “através de muitas tribulações. o cris­ tão que está na graça e exulta na esperança da glória de Deus também deve cuidar para não cair (ICo 10:12). No mundo. ele explicou como a fé cristã pode usar as tribulações para aper­ feiçoar o caráter. nos importa entrar no reino de Deus” (At 14:22). A verdadeira religião. Os apóstolos se alegravam “por terem sido con­ siderados dignos de sofrer afrontas” (At 5:41). em Cristo. O termo gr. At 13:52. “tenhamos” significa “continuemos a ter”. Ele exercia estrita autodisciplina. 18. nos perdoou e que criou um novo coração dentro de nós. não só em tempos de prosperidade.5:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA realizações (Rm 2:17). A possibilidade de fra­ casso era um poderoso estímulo à fidelidade e santidade. Os cristãos exultam £[► no que Deus faz. neces­ sariamente. Na esperança. Jo 16:22. A última é uma questão de esperança e deve ser acompanhada por constante vigilância. que a pessoa deve estar sem­ pre em estado de ansiedade e incerteza sobre a justificação. mui­ tas vezes. aqui. A esperança da gló­ ria futura e a resistência nos problemas pre­ sente andam juntas. Eu venci. A primeira está implícita no sentido da verda­ deira fé. de Rm 5:1). “com base na esperança”. Pedro escreveu que os cristãos não devem 574 . Deus quer que saiba­ mos que fomos aceitos. Ver com. 52:9. G1 5:22. 155). 2 (ver com. “em nossas tribulações”. Deve existir uma importante distinção entre a certeza de um presente estado de graça e da certeza da futura redenção (ver PJ. Ou. naturalmente. 24. Jesus notou esse fato quando disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. A fé cristã significa crer que Deus. mesmo na vida do próprio após­ tolo Paulo. O apóstolo não poderia prometer aos crentes qualquer isenção da tristeza. Mesmo que se tenha a alegria e a paz da justificação. Fé significa não apenas crer que Deus pode nos perdoar e restaurar. nossa salvação futura está assim garantida e não há necessidade de uma contínua experiência de fé e obediência. 61:3. “esmagar”. ele mesmo não fosse rejeitado (ICo 9:27).

3). atraso e oposição muitas vezes produzem apenas impaciência. 4. katergazomai. A última dessas razões é o que Paulo enfatiza. Paulo sabia por experiência própria que “a tribulação produz perseverança”. No entanto. 744). Esta palavra grega é usada apenas por Paulo no NT. Sabendo. Do gr. Hupomonê significa mais que isso. mas precisavam “alegrar-se” (lPe 4:12. quanto ao resul­ tado dele. “trabalhar”. Em outras passagens. 12:2. 2) que o encoraja a perseverar. Produz. consequentemente. Neste contexto. 7. A esperança e a fé crescem quando são tes­ tadas e exercitadas. Paulo podia dizer isso com certeza. perseverança cora­ josa e persistência que não pode ser abalada pelo temor do mal ou do perigo. Também sabem que o sofrimento. Desse processo advém uma esperança cada vez mais confiante. Fp 2:22). 734-736. é tradu­ zida como “prova”. Tg 1:12. Do gr. particular­ mente. submissão calma de alguém que se conforma com o sofrimento. No homem ou na mulher natural. A palavra também é tra­ duzida como “desenvolver” (Fp 2:12). 2Tm 2:10. Mas. a partir de um verbo que significa “testar” ou “apro­ var”. torna-se um instru­ mento de santificação e preparação para a utilidade presente e futura. Talvez nenhum outro cristão tenha sofrido mais do que ele. Mc 13:13.ROMANOS estranhar o "fogo ardente”. “alcançar”. Jesus mesmo disse: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça” (Mt 5:10. 710. 5:11). “Paciência” pode sugerir apenas resistên­ cia passiva ao mal. E a esperança ini­ cial do crente de participar da glória de Deus (v. assim. para os que são espirituais e. estão sob a influência do Espírito de amor. tribulação. A perseverança nas provas e tribulações confirma e refina a fé do cris­ tão. Provações e aflições suportadas paciente­ mente provam a legitimidade da religião e o verdadeiro caráter da pessoa. que não tenha nascido de novo do Espírito Santo. hu-pomonê. 24:13. 28. aflição e provações produzem a mais perfeita paciên­ cia e resistência (ICo 13:7). 731. Devem se alegrar na afli­ ção porque consideram uma honra sofrer por Cristo. Experiência. “aprovação por meio de testes”. 8:2. ser capaz de suportar até o fim. ou até mesmo 5:4 o abandono da boa causa que se pode ter abraçado (Mt 13:21). Hb 10:32. neste contexto (ver T3. A melhor tradução seria “fortaleza” ou “resistência”. Perseverança. dokimê. O supremo exemplo de força cristã na aflição foi demonstrado por Jesus durante as últimas horas antes de Sua morte. 2Tm 2:12). Esperança. sabendo que por meio dessas experiências ele pode ganhar mais da paciência divina de Cristo e. A tradução mais literal seria “prova”. “provado” (2Co 2:9. Também percebem que as tribulações sofridas são uma oportunidade para testemunhar do poder de Jesus manifestado ao apoiá-los e livrá-los. 416). quando suportado devida­ mente (ver Hb 12:11). Do gr. Suportando a toda crueldade e todo insulto. 35. ICo 13:7. Rm 8:17. a fé já exis­ tente dos discípulos de Cristo foi confirmada e aumentada no milagre que Jesus realizou em Caná (Jo 2:11). da qual ele obtém uma constante e calma segurança. 9:13. A experiência de Jó ilus­ tra como a severa disciplina do caráter pode 575 . é tam­ bém uma virtude ativa. O cris­ tão que deseja ser semelhante a Cristo vai se alegrar nas provações e nos sofrimentos que Deus permita recair sobre ele. cf. na tentativa de divul­ gar o evangelho (ver 2Co 11:23-27). os cristãos não devem se tornar fanáticos e se gloriarem no sofrimento em si. Jesus Se entregou com paciência majestosa (ver DTN. “trazer”. O verbo do qual esse substantivo deriva ocorre frequentemente no NT e é tradu­ zido como “perseverar” (Mt 10:22. do v. o último signifi­ cado parece ser o mais adequado (ver com. O termo pode se referir tanto ao processo do teste. 13). Por exemplo. 13:3. “aprovação”.

Paulo trata da condição de desam­ paro exposta nos capítulos anteriores. O Espírito Santo derrama o amor em nossos corações. Mc 1:15). 6:19). tendo cm vista o calor e a fre­ quente escassez de água. à experiência de cada crente (ver At 8:15. E traduzida como “impo­ tente”. a esperança é desapontada. Paulo passa a dar mais provas de que a esperança cristã.. descrição adequada da condição de um pecador antes de aceitar a graça e o poder de Deus. conforme é revelado pelo fato de Cristo ter morrido por nós. Este pode ser enten­ dido como o amor de Deus por nós ou nosso amor a Deus. E derramado. 33. especial­ mente no cap. Tt 3:5. Ef 1:13. “no momento certo”. Essa figura seria especialmente significativa nos países do Oriente Médio. Jo 7:38. At 2:17. Ou. A esperança do cristão não se baseia em nada dele mesmo. no caráter e na certeza do amor de Deus. ao Espírito Santo. em 2Co 7:14. A esperança cristã nunca traz desgraça nem desonra. cf. “chegar a nada” (comparar com o uso de kataischunõ. sob a influência do Espírito (2Co 3:18). sobre os teus descendentes” (Is 44:3. Paulo pode se referir especialmente ao dom no dia de Pentecostes (At 2:1-4. Ele descreve a suprema grandeza desse amor.5:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA fortalecer a fé e a esperança de um crente sincero (ver com. é o mesmo que “a plenitude do tempo” (G1 4:4. testemunhando de Jesus (Jo 15:26. Não confunde. 2Co 1:22. Ou. Esse sentimento de Seu amor. Os versículos seguintes pare­ cem indicar que este é o amor de Deus para conosco. A base da certeza de que a esperança não deixa cair na vergonha do desapontamento é o amor ► de Deus. A doação das bênçãos espirituais é descrita como “derramamento”. 6). A seu tempo. Porque [. muitas vezes. 9:4). 10:45. 5:5. At 5:15). a expe­ riência de obter justiça pelas obras seguiu seu curso. 16:14). cf. Lc 10:9. 5. Paulo pode ter pensando no Salmo 22:5: “Confiaram em Ti e não foram confundidos. de cuja presença e atividade na expe­ riência cristã ele tem mais a dizer. Essencial mente. Ou. G1 4:6. 17). Do gr. Essa é a espe­ rança fundamentada na consciência da jus­ tificação e apoiada pela presença do Espírito Santo no coração (Rrn 8:16). O amor de Deus. Que nos foi outorgado. Por milhares de anos. 39. pois. 7). na resistência. regozijante quando se torna mais forte na esperança. mas.] quando. somos trans­ formados à Sua semelhança. “desgraçar”. 16. além disso. estando nós ainda em nosso estado impotente e ímpio. perfeição e amor de Jesus. Tal esperança não pode decepcionar nem envergonhar. Quando vemos a gló­ ria. 8. Literalmente. Ver com.. 29. baseada no amor de Deus. de Jó 40. Esta é a primeira men­ ção de Paulo. No grego. 4:30). “Derramarei o Meu Espírito sobre a tua posteridade e a Minha bênção. Espírito Santo. e essa experiência de amor fortalece a confiança e esperança para o futuro. O Espírito Santo é representado como tendo habitação em nós (ICo 3:16. não pode falhar. Fracos. nos conduz a amar a Deus (IJo 4:19) e os nossos semelhantes (v. “desonrar”. “no momento apropriado”. 18. Jl 2:28. ou “a quem foi dado”. 6. 19:2. “que nos foi dado”. “foi derra­ mada”. Coração. a palavra usada aqui é aplicada aos fisicamente doentes e fracos (ver Mt 25:39. A referência de Paulo à impotência e ao desamparo do pecador não regenerado contrasta com a imagem do crente justifi­ cado.” Essa não é uma esperança comum. kataischunõ. “Derramada” tam­ bém pode sugerir a riqueza e a abundância do amor e das bênçãos de Deus. em sua epístola. revelado por Deus em Cristo. “sem força”. mas na certeza do amor imu­ tável de Deus por ele. por sua vez. “impoten­ tes”. de Rm 1:21. Mas os legalistas mais zelosos entre os judeus e os intelectuais mais escla­ recidos entre os gregos e os romanos não 576 . 42).

que tam­ bém tem o significado de “recomendar” (cf. Cristo veio e morreu. na pro­ vidência de Deus. Em todo o mundo. Jo 13:1. tornando assim possível a rápida dissemina­ ção das novas da salvação. “pelos [homens] ímpios” (sobre o significado do termo “ímpio”. embora a intenção exata da distinção não seja clara. Ao eontrário. Paulo afirma que. mas por serem todos ímpios. o pecado e a degradação leva­ ram a humanidade às maiores profunde­ zas quando Jesus veio a este mundo. Prova. homens e mulheres se entre­ garam ao controle de Satanás. De acordo com vários comentaristas. a mara­ vilha do amor que Cristo teve por nós é que Ele esteve disposto a morrer pelos ímpios pecadores. foi demonstrado ao universo que. Lc 5:31. quando o mundo mais precisava d Ele. Isso é mostrado por 5:8 não ser utilizado o artigo no texto grego. Enquanto. Mas o amor de Deus por Suas criaturas errantes é tão grande que Jesus morreu por nós quando éramos inimigos ímpios e rebeldes. é difícil conceber que alguém esteja disposto a dar a vida mesmo por uma pessoa justa. Portanto. Paulo não sugere que Cristo morreu pelos “ímpios” como uma classe distinta dos “piedosos”. Assim. de G1 4:4). falava uma só língua. Pelos ímpios. Além disso. 2Co 4:2). 7. ver com. 8. o mundo estava unido sob um só governo. ela se disporia a dar a vida pela pessoa nobre e gentil que inspira amor e carinho. Dificilmente. Cristo morreu por nós. apesar de alguém dificilmente se dispor a morrer pela pessoa correta ou estritamente justa. Foi nesse momento decisivo que Jesus veio para morrer pelos ímpios. sunistSmi. O “bom” não é apenas justo. Do gr. “com difi­ culdade”. excluímo-nos dos benefícios da expiação de Cristo. “não facilmente”. ljo 1:10). Parece consen­ sual que o “justo” é alguém rigorosamente justo e inocente e tem o cuidado de realizar todas as tarefas exigidas dele. Em alguns casos. Rm 16:1. mas também amoroso e bene­ volente e está sempre feliz em prestar favo­ res aos outros. Literalmente. Do gr. cf. comparando-o com o máximo que as pessoas estão dispostas a lazer. e o povo judeu tinha sido disperso entre as nações. 577 . Este foi também o momento predito pelo profeta Daniel em que o Messias deveria morrer (Dn 9:24-27. seres humanos ímpios. Daí o uso que a KJV faz. no tempo pre­ visto e na hora em que Seu sacrifício pudesse cumprir melhor sua finalidade de revelar a justiça e o amor de Deus para a salvação da humanidade caída (ver com. Mas Paulo enfatiza que isso é o máximo que se pode esperar do amor humano. A menos que algum ele­ mento novo de vida e poder fosse dado pelo Criador. Se dissermos que não pertencemos aos ímpios. O objetivo dos v. a humanidade nunca poderia ser restaurada. 36. Era também o momento certo. Literalmente. e o próprio selo dos demônios se estampou em seu sem­ blante. molis. 17:1).ROM ANOS conseguiram conceber qualquer esquema que pudesse curar os males do mundo e salvar o ser humano do pecado e da morte. sem Deus. assim como os judeus (cf. “dificilmente”. não havia esperança de que o ser humano fosse salvo (ver DTN. Um justo. 37). Assim. entre as pessoas. havia homens e mulheres cansados do ritual interminável e vazio da religião lega­ lista e estavam ansiosos pela libertação do pecado e de seu poder. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (jo 15:13). 7 e 8 é ilustrar a gran­ deza do amor de Deus. E possível que alguém esteja disposto a se sacrificar por um amigo querido que seja suficientemente bom e amável. no sentido de que as condições no mundo tinham preparado o coração de muitos para receber com ale­ gria as boas-novas do evangelho. “o bom [homem!”. de Rm 4:5). Paulo faz uma distinção entre “uma pessoa justa” e “uma pessoa boa”.

Paulo não diz apenas que Cristo morreu “em nosso lugar”. Mas o amor que Deus teve em relação a nós não foi uma resposta ao amor que tínhamos por Ele. ljo 4:10). “em nosso favor”. 22. Muito mais agora. como também expõe esse amor diante de nós em toda a sua grandeza e perfeição. de Rm 1:18). Se a morte de Cristo tivesse sido uma morte involuntária. 10:30. 8:32. Nossa fé não acrescenta nada ao dom de Deus. Neste ver­ sículo. Jesus morreu uma vez por todas. 2Ts 2:16. A morte de Cristo pelos pecadores não só prova que o amor de Deus é um fato. Por. na completa erradicação do pecado do universo. em vez de “pela fé”. nos resultados duradouros de sua morte. agora que esta­ mos justificados. 9. Não havia nada no homem para merecer o amor de Deus. Ainda pecadores. O hipo­ tético “bom” (v. é certo que Ele vai nos salvar. 578 . pois abrange os dois sentidos possíveis. pois éramos Seus inimigos. 7) é afetuoso.5:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA como “louva”. temos sempre presente a prova do amor de Deus em favor de cada um de nós. “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus. que pode ser enten­ dido como “em favor de”. e a palavra sim­ ples “pois” parece ser uma escolha apropriada para cobrir essas duas idéias. como Deus nos ama tanto que esteve disposto a pagar um preço infinito para nossa justificação. estão envolvi­ das na ira de Deus (ver com. de Rm 3:25). Mas a ira divina é o antagonismo de Deus ao pecado. como “propiciação” (Rm 3:25). teria sido suficiente dizer que Ele morreu “em nosso lugar”. Enquanto as pessoas optam por permane­ cer sob o domínio do pecado. pode ser apropriado aqui. Mas Paulo também diz que Cristo morreu “por” nós. 15:26. por Sua morte. é correto dizer que Cristo morreu “em nosso lugar” e “em nosso favor”. todos morreram” (2Co 5:14). de Rm 3:25). Rm 3:24. Se Seu amor foi tão grande que Ele Se dispôs a dar a vida por Seus ini­ migos. Ele entregou delibe­ rada e voluntariamente a própria vida por amor a nós. Se Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. em última análise. mas também o alto valor que Deus vê no ser humano. Como amigo e irmão. Ele Se tornou nosso repre­ sentante. mas em que Ele nos amou” (ljo 4:10). por­ que aqui ele considera a justificação do ponto de vista de Deus. 26. porque nos ama (Ef 5:2). 17:11. Por esse sacrifício. O sacrifício de Cristo perma­ nece como a maior demonstração de Seu amor. além de aceitá-lo. certamente Ele salvará Seus amigos da ira (v. 10). O preço infinito pago por nossa redenção revela não só o maravilhoso amor de Deus. Foi o amor divino que concebeu o plano de expiação e de sal­ vação no início. resultando. e Ele deu a Si mesmo nesse sacrifício expiatório (2Co 5:19). Cristo não morreu para apaziguar o Pai ou para induzi-Lo a nos amar. Isto é. como “oferta e sacrifício” por nós (Ef 5:2) e “em resgate por todos” (lTm 2:6). e ambos podem estar envolvidos nesse contexto. Do gr. Seu próprio amor. Paulo fala da justificação como sendo “pelo Seu sangue”. Ef 2:4-7. O amor de Deus Pai foi revelado na morte de Cristo. e tanto o Pai como o Filho e o Espírito Santo trabalharam juntos em per­ feita harmonia para efetivá-la (ver Jo 3:16. A forma da palavra no grego indica que Deus continua a provar e demonstrar Seu amor por nós. hyper. 23. Foi Seu amor pelos pecadores que levou Deus a dar Seu Filho para morrer. a doação de Sua vida perfeita no sacrifício expiatório (ver com. mas. logo. Esse fato vital deve ser reconhecido pela compreensão correta da expiação (ver com. Alguns acham que é difícil conciliar essa concepção do amor eterno de Deus com a ira divina frequentemente mencionada. 14:16. Assim. Paulo raciocina que. pois quando “um morreu por todos. benevolente. “em lugar de”. amável e inspirado. Pelo Seu sangue.

Deus deu Seu Filho para que o ser humano pecador e rebelde fosse reconciliado (Jo 3:16). 57). foi possível que a fé demonstrada por Abraão fosse contada como justiça (Rm 4:3) e que o patriarca fosse considerado amigo de Deus (Tg 2:23) muito antes de Cristo mor­ rer na cruz. 9. cf. cf. paralela à justificação do v. G1 2:20). por mais caro que fosse. pelo qual foi obtida a justificação. mas. Mas isso não 579 . Morte. Rm 8:11. lTs 1:10). 2. Assim. Cl 1. 834). Paulo repete e amplia o raciocínio do v. Da ira. em Seu grande amor. Não apenas isto. 3:5. Gloriamos. 63. Ele já havia dito que nos alegramos nas tribulações e na esperança da glória de Deus (v. PP. a não ser pelo sacrifício de Cristo. todos teriam colhido os resultados inevitáveis do pecado e rebelião: a destruição final sob a ira de Deus (Rm 2:5. de Rm 3:25. 28. cf. 9. dos v. e o con­ texto deve determinar qual significado se aplica. de Rm 1:18. Literalmente. DTN. E ver­ dade que a morte de Cristo tornou possí­ vel que Deus fizesse algo pelo ser humano que não podería ter feito de outra forma (ver com. de Rm 5:8). A alienação foi inteiramente da parte do ser humano (ver Cl 1:21). Isso pode ser entendido no sentido de que somos salvos pela união pessoal com o Salvador vivo. O argumento de Paulo nesta primeira parte de Romanos 5 é: uma vez que temos evidência tão esmagadora do amor sem limi­ tes de Deus. Pode ser usado tanto para hostilidade mútua como unilateral. 4:25. Rm 4:25). Seu amor pelos pecadores é ainda mais forte. Inimigos. portanto. e Ele não poupou nada. Do gr. que vive para sempre para a interceder por nós (Hb 7:25. e seu coração estava em guerra contra os princípios da lei divina (Rm 1:18—3:20. dá mais uma confirmação da ideia de que a justifi­ cação não é apenas o perdão. 3). Ef 2:16. Ele acrescenta que “também nos gloriamos em Deus”. para prover a reconciliação (ver DTN. Jesus disse: “porque Eu vivo. “na Sua vida”. Do gr. Se liado. Cristo proveu a maneira pela qual a humanidade poderia ser restaurada ao favor de Deus e ser levada de volta para sua casa no Éden (ver PP. Embora Deus odeie o pecado. mas também a renovação de um relacionamento de amor (ver com. neste ver­ sículo. cf. Paulo menciona outros resultados da justificação pela fé. vós também quer dizer que Deus precisava ser reconci­ vivereis” (Jo 14:19. toma a iniciativa da reconciliação. No entanto. 9. Cristo não morreu para con­ quistar o amor de Deus pela humanidade. A ira de Deus porvir (cf. Reconciliados. 8:7). 26).ROMANOS 5:11 para Deus (ver com. alegria e esperança da salvação final. a mudança de relação entre partes hostis para uma relação de paz. temos alicerce seguro sobre o qual fundamentar nossa paz. 69). Na verdade. ver com. o plano e a provisão de Deus para a recon­ ciliação da humanidade foi concebido na eternidade. kauchaoniai (ver com. de Rm 3:20. katallassõ. A pala­ vra significa basicamente “troca”. Por tomar a pena da transgressão. 5:9. 5:1). O pecado fez com que a humanidade se alienasse de Deus. antes mesmo que o ser humano pecasse (Ap 13:8. O mesmo que “sangue” do v. Pela Sua vida. 11. 10. Sua vida tem muito mais poder de levar a salvação a um feliz cumprimento.20). mas para conquistar a humanidade de volta a morte de Cristo tinha tal poder salvador para efetuar a reconciliação. 528 com certeza vai conservar o que foi com­ prado por um preço tão elevado. lTs 1:10. em antecipação ao sacrifício expia­ tório. 3). mesmo pelos pecadores alie­ nados. e é Deus que. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5:19. Em parte alguma a Bíblia diz que Deus foi reconciliado com o ser humano. 2. 2:5). A referência à reconciliação.

O principal objetivo do apóstolo parece ter sido enfatizar os resultados de longo alcance da obra de Cristo. e a vida por meio da justiça. Os cristãos se alegram na beneficência de Deus e no fato de que o universo está sob a administração de Deus. a vida é transmitida a todos os que participam da justiça de Cristo. comparando e contrastando as consequências de Seu ato justificador com o efeito do pecado de Adão. Não há motivo para nos glo­ riarmos em nós mesmos (Rm 3:27. 1 a 11 sobre a obra . assim tam­ bém a morte passou a todos os homens. 24. a media­ ção de Cristo é continuamente destacada pelos escritores do NT. Nesta passagem. conforme revelada nas Escrituras. de Rm 3:25. 15. dado as explicações e qualificações. mas essas dificuldades grama­ ticais nas Escrituras são geralmente deixa­ das para uma investigação e elucidação mais profunda do sentido” (Langes Commentary. sobre Rm 5:12). Assim com por um só homem. também a justiça e a vida. No entanto. 4:2). mas temos todos os motivos para nos glo­ riar em Deus. por­ que todos pecaram. 19). se não de toda a Bíblia.” Philip Schaff observa que “o apóstolo poderia ter poupado os comentaristas de uma grande quantidade de problemas. O pecador se opõe a Deus e não encontra prazer nEle.5:12 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA salvadora de Cristo na reconciliação e justi­ ficação do pecador e estendendo-lhe a espe­ rança de salvação final. sejam sal­ vos. Ele O teme ou odeia. a partir de Cristo. Paulo se refere aqui não ao meio pelo qual a reconci­ liação foi realizada (Rm 3:25). Se Paulo tivesse completado a compara­ ção. ele poderia ter dito algo como: “Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo. exposto primeiramente a comparação na íntegra e. katallagS. passaram para toda a humani­ dade. 10). Nós nos gloriamos em Deus por meio de jesus Cristo. como um princípio e poder neutralizante e conquistador. se tivesse. Reconciliação. ela é traduzida por “reconciliando” ou “recon­ ciliação” (Rm 11:15. ele faz uma pausa. A conjunção “portanto” provavelmente remete à descrição no v. Paulo inicia a comparação entre os efeitos do pecado de Adão e os resul­ tados da redenção em Cristo. Rm 5:5-10. Tendo afirmado essa parte. em seguida. e (2) assim como a < morte foi transmitida a todas as pessoas que participam no pecado de Adão. dc acordo com as regras normais de composi­ ção. a justiça entrou no mundo. e pelo pecado a morte. No entanto. 2Co 5:18. Portanto. da mesma maneira. 12. especialmente tendo em vista Seu amor salvífico (Jr 9:23. 2Co 10:17). como princípio e poder foram transmitidos de Adão a toda a humanidade. Paulo parece retomar seu racio­ cínio no v. Em todos os atos e experiências da vida cristã. A passagem aqui introdu­ zida tem sido considerada por muitos como a mais difícil do NT. por um só homem. os principais pontos de comparação que Paulo enfatiza são: (1) assim como o pecado e a morte. Do gr. do v. mas ao fato da reconciliação (Rm 5:10). assim também. A palavra grega para o sacrifício expiatório é diferente desta (ver com. essa difieuldade parece ter sido em grande parte devida à tentativa de usar a passagem para fins diversos do que Paulo pretendia. Com estas palavras. kcitallagS no NT. “recon­ ciliação”. 580 529 Em Deus. ICo 1:31. que nos revelou o verdadeiro caráter de Seu Pai e nos reconciliou com Ele. para que todos. No entanto. para discutir alguns problemas envolvidos no que já havia dito. Uma evidência dc conversão e reconciliação com Deus é alegrar em Deus e encontrar prazer na contemplação de Sua perfeição. mas traz ape­ nas a primeira parte da comparação. à sua maneira característica. sendo justificados pela fé. Jesus Cristo.). o verbo “reconciliar” é katallassõ (ver com. Por nosso Senhor. Em todas as outras três ocorrências da palavra gr.

causa a morte graça” (Rm 5:20). a do mundo para a humanidade. Após o pecado. devida à incompreensão geral quanto à natu­ embora a justiça de Cristo seja igualmente reza da morte. Paulo não discute resultado da justiça de Cristo. A cláusula pode ser “ofensa” de Adão. mas. a participação na justiça de Cristo é limi­ Grande parte dessa dificuldade tem sido tada aos crentes. aqui traduzidos anterior “entrou”. Além disso. segundo as suas obras” (Ap 20:12. o que Cristo obteve é maior do que aquilo que foi perdido por tórico de que o pecado entrou no mundo por Adão (ver DTN. des­ A morte passou. no entanto.. Ao lia humana. pois vem como resultado do morte temporal. O primeiro humano violou de Paulo é que o dom da vida e os benefí­ a lei de Deus e. resultado do pecado e a vida de Adão como Jo 3:16. (Rm 7:13). “Passou a todos” é diferente do atos concretos do pecado. “impregnar”. engana e mata o pecador (Rm 7:11). a morte. tem domínio (Rm 6:14). Tg 5:20. desta passagem é que “superabundou a Ele “reina pela morte” (v. O termo transgressão de Adão foi a causa de ambos. 544). O “pecado”. ljo 3:14). Todos descem igualmente o tipo de morte que resultou do pecado de à sepultura. mas se distingue como cia da ilegalidade (ver com. Do gr. embora a par­ Adão e. não parece universal em poder e propósito. Não havia nem pecado nem morte neste Entrou [. 20. dos. A tônica Pecado. (2) a aos outros. 15-18). especialmente. ticipação no pecado de Adão seja universal. nem todos estar preocupado com esses problemas. quanto ao tipo de morte transmitida a seus descendentes. 25). de ljo 3:4) e os as partes concretas são diferentes do todo abstrato. dierchomai. que os efeitos do pecado de Adão. 13.ROMANOS 5:12 o paralelo não é perfeito. se refere à “segunda morte” (ver GC. 17). 21 com os v. a “segunda O juízo final de Deus e a sentença de morte morte” (ver Mt 10:28.. eterna se baseiam na responsabilidade indi­ 14. Portanto. fez seu caminho para cada membro da famí­ se tornou a fonte de inúmeros “crimes”. 21). do qual se diz que “foram julga­ por Jesus como um “sono” (ver Jo 11:11-14. Ele simplesmente afirma o fato his­ são crentes. pecado acontecesse. Todos são pecadores. Além disso. O raciocínio a origem do mal. Paulo. descrita juízo final. A segunda morte não pode ser transmitida A Bíblia fala de três tipos de morte: (1) a morte espiritual (cf. Ef 2:1. por sua vez. assim como ir de casa em como “ofensas”. Depois disso. e é nesse sentido que todos 581 . ambos passaram a existir. Paulo aqui personifica o pecado. neste contexto. cf. Ap 2:11. A palavra sugere que a morte entrou no mundo (comparar Rm 5:12. e (3) a morte eterna. o princípio do “pecado” traduzida como “a morte passou completa­ mente a todos”. pois. Tem havido muita discussão sobre vidual (Rm 2:6). Pela “espalhar”. 21:8). pode ser vista a diferença entre o “pecado” como princípio e essên­ anterior “ao mundo”. Paulo repre­ senta o pecado como algo que veio de fora mundo antes da ofensa de Adão. “mundo” é frequentemente utilizado para O contraste importante é entre a morte como designara humanidade (Rm 3:19. perta toda sorte de concupiscência (Rm 7:8). Deus advertiu Adão Essa afirmação de que a morte pro­ de que a morte seria o resultado do pecado nunciada sobre Adão passou a todos mos­ (Gn 2:17). 12:11). 13). o pecado foi cios oferecidos por Cristo são muito maiores introduzido entre os seres humanos. Deus pronunciou tra que a sentença de Adão (Gn 2:17) não a frase: “és pó e ao pó tornarás” (Gn 3:19). e a morte foi a consequên­ cia. 20:6. Ap 2:10. Antes que o casa é diferente de entrar em uma cidade. dessa forma. meio de Adão. Equivalente ao longo desta seção.] no mundo. 11:15. Pelo pecado. A todos os homens. a “primeira morte”.

apetites pervertidos e moral vil. “Sobre esses a segunda morte não tem autoridade” (Ap 20:6). de Rm 3:23. Pela trans­ gressão. Não fosse pelo plano de salvação. Por herança e exemplo os filhos se tornam participantes do pecado dos pais. Nesse tempo. todos mor­ rem” (lCo 15:22).5:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 530 tomam parte na sentença da transgressão de Adão. cf. neste contexto. ARC). mas isso não parece representar seu uso no NT (comparar com sua utilização em 2Co 5:4. em sua morte e na transmissão da morte a seus descendentes. pelas provisões do plano divino. 5:1). proveniente do pecado de Adão. Ou seja. Até ao regime da lei. que rejeitaram a justiça de Cristo e que não obtiveram o perdão por meio do arrependimento e da fé. E nesse sentido que “em Adão. será claramente reconhecido pelos perdidos que eles permanecerão nessa situação unica­ mente como resultado de seu pecado. até Moisés. que pela fé aceitaram a justiça de Cristo e se apro­ priaram dela. a não ser que participem de seus pecados. também passaram a possuir uma natureza depra­ vada. e esse contágio continua desde então. até a terceira e quarta gera­ ção” (PP. bons ou maus. 14. entretanto. antagô­ nico a Deus. perdendo força para resistir ao mal (ver PP. 4:10). 13. Paulo acrescenta que. de Rm 5:13). a morte foi compartilhada por todos (ver com. as pes­ soas “não pecaram à semelhança da trans­ gressão de Adão”. Aqueles que “praticaram o mal”. pois. Dá-se. durante o período entre Adão e Moisés (Rm 5:14). Todos estão igualmente envolvi­ dos na morte. Todos os descendentes de 582 . a expressão geralmente significava “sob a condição de que”. 306). Parece claro. Embora. e foi traduzida de diversas maneiras. efh’ hõ. assim como enfermidades físicas e degeneração. que o significado é sim­ plesmente “porque” ou “à medida que”. A frase apresenta a mesma forma verbal de Romanos 3:23. Paulo procura mostrar que há algo mais em ação. todos os membros da família de Adão. pelo pecado. eles não só perderam o direito à árvore da vida. mas não são castigados pela culpa deles. Porque. Mas. inevitavelmente. Assim. Adão e Eva passaram a seus descendentes a tendência para o pecado e a sujeição ao castigo: a morte. 61). “até lei” (ver com. o resul► tado do pecado de Adão teria sido a morte eterna. o pecado foi introduzido à natureza humana como um poder contagioso. Quando Adão e Eva se rebelaram contra Deus. Esta frase tem sido fonte de muita controvérsia teológica. Literalmente. Do gr. o artigo é omitido. A vida foi perdida pela transgres­ são. o que resultou. ressuscitarão da sepultura (At 24:15. além da culpa pelos peca­ dos individuais. deve-se ter em mente o seguinte: “E inevitável que os filhos sofram as consequências das más ações dos pais. “lei” se refira à lei dada no tempo de Moisés. no v. Estes receberão a pena da transgres­ são. Aqui. Más ten­ dências. “a segunda morte” (ver GC. de Rm 2:12). o “salário do pecado” final (Rm 6:23). Sobre a transmissão da natureza pecami­ nosa de pai para filho. Aqueles que “fizeram o bem”. Paulo não enfatiza primeiramente que todos “transgrediram” individualmente e. o caso de os filhos andarem nas pegadas de seus pais. são transmitidos como um legado de pai para filho. Eles não conseguirão culpar Adão por sua situa­ ção. Essa interpretação não condiz com o contexto. irão para “a ressurreição da condenação” (Jo 5:29. 544). Todos pecaram. Adão não poderia transmitir à posteri­ dade aquilo que não possuía (ver GC. Fp 3:12. no entanto. E devido a esse contágio da natureza. Esse algo é o resultado da queda de Adão. sairão para a “ressurreição da vida” (Jo 5:29). 533). ICo 15:22). No grego clássico. por essa razão. em geral. mas. que as pes­ soas precisam nascer de novo (ver com.

Paulo emitiu uma declaração que seus leitores não poderiam contestar. Havia de vir. etc. que os efeitos do pecado de Adão foram trans­ mitidos a todos.ROMANOS Adão participam do efeito da queda de Adão. À semelhança. Ele era o representante e autor da humanidade caída. de Rm 1:20. Mesmo as crianças estavam sob seu domínio. Visto que seu ato afetou toda a humanidade. também “padrão” e “exemplo”. “pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23) e. Paulo não quer dizer que os gentios. do mesmo modo como Adão pecou. em Romanos 5:12. contra uma ordem expressa. “atribuído”. Havia pecado no mundo. “modelo” (At 7:44). Lc 7:19). ocorre apenas aqui e em Filemom 18. de Rm 2:15). Por isso. tivessem ou não um conhecimento explícito da von­ tade de Deus (Rm 5:14). Do gr. os gentios não estavam ► sem pecado. 14. No NT. passou a signi­ ficar “cópia”. Mesmo que as pessoas tenham um conhecimento apenas limitado da vontade de Deus. não fosse por causa do evangelho. Prefigurava. Paulo não entra em todas as possíveis implicações do que disse. Eles estavam sob a obrigação de obedecer à lei que até então lhes tinha sido revelada (ver com. Aqui. Fp 3:17) e “figura” (Hb 8:5). Adão era um tipo de Cristo na medida em que os dois eram representantes de toda a famí­ lia humana. do v. Cristo é chamado “o último Adão” (ICo 15:45) e “o segundo homem” 583 . Isto é. Seu significado é ilustrado nos papiros em que duas mulheres escrevem ao seu mordomo: “coloque em nossa conta tudo o que gastar no cultivo da propriedade”. O princípio e o poder do pecado e da morte têm sido transmitidos a todos os descendentes de Adão. Em vista disso. elas tinham alguma medida de culpa (Mt 10:15). Reinou a morte. novamente. Isso significa. “imputado” (ver com. que “todos pecaram”. mas se concen­ tra apenas em um argumento. “figura”. a morte reinou igualmente sobre todos. O pecado tem estado no mundo desde a transgressão original de Adão. Paulo personi­ fica a morte como já havia personificado o pecado (ver com. Cristo era o repre­ sentante e autor da humanidade restaurada. “ter­ mos” (At 23:25. as pessoas estão sujeitas à morte.). “tipo”. ele é um tipo dAquele cujo ato de justiça resultou na transmissão do princípio e no poder da jus­ tiça e da vida a todos os que nasceram de novo em Sua família (Jo 1:12. Mesmo na ausência de transgressões pessoais. por contraste. Ele aponta para 5:14 o reinado universal da morte como prova do efeito devastador do pecado de Adão. de Rm 4:4-6. 15). 12). revelada pela natureza e pela cons­ ciência (Rm 1:20. disposição ou condição. mas é traduzida diversas vezes como “forma” (Rm 6:17). a impressão feita por uma estampa. Do gr. Esta palavra é comum no NT. Comparar “aquele que estava para vir” (ver Mt 11:3. Ele pode ser definido como falta de conformidade com a vontade de Deus. ellogeõ. “todos pecaram” e estão envolvidos na herança da morte (v. ver com. 12). 2:14. estavam sem pecado. a fim de destacar a universalidade da graça. “sinal” (Jo 20:25). seja em ato. basicamente. além de possíveis graus de culpa indi­ vidual. 13 ). ou seja. Assim. e significa “acertar a conta de alguém”. porque a morte e a tendência para o pecado são males herdados. A argumentação de Paulo é que. que não possuíam a lei escrita. Ele já havia observado que todos. Essa tirania da morte teria sido eterna. Mas. O ato da transgressão de Adão resultou na entrada do pecado como um princípio e um poder neste mundo. pala­ vra diferente daquela traduzida como “con­ siderado”. Levado em conta. tanto judeus como gentios. typos. Paulo enfatiza a universalidade do pecado e da morte. como no caso das crianças.

“atra­ vés de um tendo pecado”. de Adão. Ap 22:17). mas nem todos escolhem crer. 16. suas e das pessoas que o seguiram. Do gr. De um só homem. 18. Sobre muitos. certamente morre­ rás” (Gn 2:17). de Rm 3:24. “dom da graça”. 2Co 1:5). O dom gra­ tuito é definido em Romanos 5:17 como “o dom da justiça”. Literalmente. ICo 14:12. de Rm 5:13). no v. A sentença de condena­ ção foi pronunciada de modo justo contra ele. Julgamento. Literalmente. Abundantes. “decisão pro­ ferida”. Não é como no caso em que somente um pecou. mas apenas na disposição da pessoa em aceitá-lo. Porém. 17 como “o dom da justiça”. A oferta de sal­ vação é feita a todos (Mt 11:28. charisma “dom de favor ou graça”. esse dom da justiça não serve para nada se não for aceito pela fé (Jo 3:16). ljo 2:2). Cristo morreu por toda a humanidade (2Co 5:14. jo 7:37. Do gr. krima. perisseuõ. Definido no v. Hb 2:9. 15. Charisma é usado para os poderes sobrenaturais concedidos pelo Espírito Santo (ICo 12:4. Adão tinha recebido uma ordem específica: “Não comerás. Não há comparação entre a queda da justiça e o dom da graça. Literalmente. Paulo faz seu primeiro con­ traste entre o efeito do pecado de Adão e o da obra de Cristo. “por um só homem”. e significa “ato de graça”. Ofensa. cf. De uma só ofensa. “estar mais e acima” (comparar com o uso da pala­ vra em Rm 3:7. “sentença”. “deslize”. relativamente poucos aceitam a graça oferecida (Mt 22:14). Condenação. “graça” (ver com. Cada uma delas era merecedora de condenação. GC. como Paulo passa a explicar.” E essa ordem trazia consigo uma penalidade: “No dia em que dela comeres. Apesar da ampla provisão feita para a salvação de todos. No entanto. em seus efeitos. Dom gratuito.5:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA (v. 15. Do gr. 647). “a par­ tir de um”. Uma ofensa de Adão foi seguida por muitas outras. referindo-se assim ao fato de “um ter pecado”. para aqueles que aceitaram o dom. Do gr. charisma. De qualquer maneira. Do gr. Ver com. Graça. “aos mui­ tos”. O pecado de Adão resul­ tou na sentença de condenação. a todos os seus descendentes. Dom gratuito (ARC). Literal mente. 47. Literalmente. “Um” pode ser entendido como “um homem”. disposição tão extensa em sua aplica­ bilidade quanto a ruína causada pelo pecado. a provisão foi feita ► para atender a todos os males da queda de Adão. Seu pecado. No entanto. isto é. Mc 16:15. “passo em falso”. 29. tendo em vista o paralelo com “muitas ofensas”. como mostra a frase “todos os homens”. Literalmente. de Rm 3:24). não há ape­ nas uma semelhança. portanto. o dom gratuito foi “de mui­ tas ofensas para justificação”. “de um”. Assim. Mas a frase não pronunciada sobre o pri­ meiro humano se estendeu. portanto. De muitas ofensas. Não há limite no dom em si. “erro”. “graça” (ver com. foi uma transgressão explícita da ordem. e foi ime­ diatamente “atribuído” ou tido em conta (ver com. “os muitos”. 31). Literalmente. Paulo diz que não há comparação entre o “dom” de Cristo e os resultados do pecado de Adão. a linha de raciocínio de Paulo é clara. a graça de Deus não é apenas Seu favor ime­ recido. E uma palavra apropriada para o momento em que Adão caiu da justiça. paraptõma. equi­ valente a “todos”. derivado de charis. a partir de charis. De um só. mas também uma grande diferença entre a obra dos dois Adões. ou pode ser entendido como se refe­ rindo a “uma ofensa”. Para Paulo. cada uma significa uma oportunidade para a revelação do favor imerecido e do perdão de Deus. de Rm 3:24). mas também o poder salvador de Seu amor por meio de Jesus Cristo. 584 . Dom. Muitos.

Ver com. Quando a terra for restaurada e se tornar o lar eterno dos salvos. indi­ cando a conclusão do raciocínio. dikaiõma. < Veio o juízo. o crente é justificado e. ■parakoê. Do gr. o propósito origi­ nal de Deus na criação do mundo terá sido cumprido (ver GC. o versículo é con­ ciso. 674). Um possível motivo para a utilização de dikaiõma é sugerido pelo grego. 16 (ver com. isto é. Do gr. O mesmo ocorre com as palavras “veio a graça”. O domínio perdido da humanidade terá sido recuperado (ver PR. Esse é o uso 585 . 25. A palavra ocorre apenas duas vezes mais no NT (2Co 10:6. de Rm 2:26). 682). 15). “condenação”. no v. Tendo mencionado duas vezes o reino da morte. 22:5). Pois. Somente os que estiverem dispostos a reconhecer a própria impotência e neces­ sidade e. Do gr. indicando paralelos e contrastes. A sugestão de descuido implícita nesta palavra pode indicar o primeiro passo para a queda de Adão. geral­ mente “ato de justiça”. A mesma expressão grega ocorre em Romanos 7:3. 19. Essas palavras enfatizam a posição que Cristo ocupa como mediador na obra de reden­ ção dos seres humanos. O verbo “desobedecer” (parakouõ) ocorre em Mateus 18:17 e é traduzido por “recusar ouvir”. cf. Lc 22:30. do v. Muitos. Paulo o contrasta com o reinado em vida. O contraste neste versículo é entre a transgressão e a graça. Comparar com “assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna” (v. para justificação da vida. Adão e Cristo. As palavras “dom”. A justiça é um dom de Deus. e 8:12. Recebem. para condenação. “um só ato de justiça” pode ser traduzido como “uma justiça”. Por Sua morte. Justificação que dá vida. Reinarão. também com Ele rei­ naremos” (2Tm 2:12. No entanto. Literalmente. Reinou a morte. “se assim”. Desobediência. “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (SI 37:29). O plano da redenção restaura tudo o que foi perdido pelo pecado. “exigência”. “justificação” (ver com. assim como por uma só ofensa. é um dom a ser recebido pela experiência de fé em Jesus Cristo. Deve sig­ nificar justificação que resulta em vida. “os muitos” (ver com. A vida perfeita de Jesus. para um cargo ou função. Tornaram. Em fito 1:5. “decreto” (ver com. No entanto. ali). por um só ato de justiça. aqui ela provavel­ mente tem o significado de “ato de justiça” e é provavelmente equivalente a “obediência”. ARC. com toda a humildade e gratidão. assim também. 17. Muito mais. 18. Não é improvável que Paulo tenha usado dikaiõma simplesmente como um recurso literário. Paulo resume as comparações e con­ trastes dos versículos anteriores. kathistêmi é usado no sentido de “constituir”. Do gr. Ap 3:21. previa a justificação de todos os que olham a Jesus com fé (ver com.” Justiça. 14. “Se sofrermos. Do gr. todas terminam em ma. 20:6. a obediência até a morte (Fp 2:8). 19. Em vida por meio de um só. A Bíblia descreve frequen­ temente os santos reinando na vida após a morte. reina­ rão em vida. a mesma pala­ vra traduzida como “justificação”. O ver­ sículo pode ser traduzido literalmente como: “Portanto. aceitarem a justiça como um dom. “dom gratuito” e “ofensas”. “julgamento”. Uma só ofensa. kathistêmi. a todos os homens. a todos os homens. dikaiõma. e seja ela atribuída na justificação ou trans­ mitida na santificação. mencionada no v. aqui Paulo parece usar dikaiõma em vez de dikaiosis. de Rm 4:8). do v. Em grego. Hb 2:2). Da mesma forma. mediante a união com Ele. “ouvir erradamente”. Estas palavras foram acres­ centadas. 21).ROMANOS Justificação. o cristão recebe esse poder vitalizante e 5:19 santificador que transforma a vida presente e lhe assegura a vida eterna no por vir. de Rm 4:25). ara oun. a morte e a vida.

hupakoê. “entrar pelo lado”. quando a lei foi formalmente declarada. Hb 5:1). a fim de que os benefícios da redenção ultrapassassem infi­ nitamente os males da rebelião. Daí vem o significado “colo­ car como”. de Rm 3:28). 586 534 mais comum no NT (ver Mt 24:45. pleonazõ. ou “recusar-se a ouvir” (sobre a obediência de Cristo. de Rm 3:24) é personificada aqui como o foram o pecado (ver com. a continua­ ção desses atos se tornou transgressão pre­ meditada. O pecado reina sobre um reino de morte. Essa é a ênfase de Paulo no cap. Graça (ver com. 17). de Rm 5:12) e a morte (ver com. “lei” (ver com. Mas. A palavra ocorre somente aqui e em 2 Coríntios 7:4. At 6:3. real­ mente. que até aquele momento não haviam sido reco­ nhecidos como pecaminosos. 21. < Superabundou. Este não era o objetivo prin­ cipal da lei: revelar o padrão de justiça. seus des­ cendentes vivem em transgressão (v. literalmente. “ser muitos”. A lei. A ideia desta palavra é de “submissão ao que ouve”. v. apenas em Gaiatas 2:4. Foi no Sinai que as leis de Deus foram formalmente declaradas para a orientação de Seu povo. Da mesma forma. 5:13). 14). esse pensamento não pode ser separado do fato de que. Obediência. em vez de na santificação (Rm 5:16. “tornar” e “constituir”. 6. como resultado da deso­ bediência de Adão. “deixar de ouvir”. 7:10. A lei teve esse efeito por­ que proibia certos atos pecaminosos. como um navio para a terra ou uma pessoa a outra pes­ soa ou a algum lugar. pois. como a ocasião em que a “lei” sobreveio. “abundar sobre e acima”. Uma vez que a ênfase nesse contexto está na justi­ ficação. Literalmente. Do gr. em que é traduzida como “se entremeteram”. 18). por assim dizer. fica claro que Paulo está pensando no . 16). independentemente de seus próprios esforços (ver com. 14. por causa da tendência hereditária e culti­ vada para o mal dos seres humanos. inevi­ tavelmente desperta oposição nos corações rebeldes e se torna ocasião para incitar o pecado e multiplicar a transgressão. Está em contraste com a palavra “desobe­ diência” (parakoê). Se o coração humano fosse santo e houvesse a disposição de fazer o bem. “Abundam” e “abundantes” no início do versículo são do gr. o efeito da lei foi o de multiplicar a transgressão. Abundou. Pela morte. Em que sentido os seres humanos foram constituídos pecadores pela desobediência de Adão? O paralelismo sugere que foram constituídos pecadores pela transgressão de Adão da mesma forma como são constituí­ dos justos pela obediência de Cristo. e depois o anulou para fazer a mais maravilhosa expo­ sição dc Sua glória e graça. pareiserchomai. eles se tornaram peca­ dores (ver com. O significado básico é “estabe­ leceram’'. 20. a ideia de Paulo parece ser que as pes­ soas são feitas justas pelos resultados do ato redentor de Cristo. Sobreveio. a lei não teria essa tendência. do v. Reinasse a graça. de igual modo a obediência de Cristo resulta na vida de obediência por parte de todos os que vivem em união com Ele pela fé. “na morte”. “multiplicar-se”. A palavra ocorre em outras partes do NT. do v. Mas. Visto que a lei é espiritual e santa e proíbe a indulgência pecaminosa. a morte é a esfera ou domí­ nio em que a soberania do pecado é exer­ cida (cf. A partir de Romanos 5:13 e 14. apesar de Sua lei moral dos dez mandamentos ter sido escrita no coração de Adão na criação. Do gr. como resul­ tado da desobediência dc Adão. Esse é o seu significado em Atos 17:15. Deus permitiu o pecado e permitiu que se multiplicasse. Ou.5:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA tempo de Moisés. ver com. de Rm 2:12. 18). No entanto. Do gr. hyperperisseuõ. e a palavra é usada no grego clás­ sico com o significado de “levar a”. de Rm 5:12-14).

MJ. a do pecado.4 7 porquanto quem morreu está justificado retos dentre os mortos. pois. MDC. resul­ tantes da queda de Adão. e não sirvamos o pecado como escravos. sepultados com Ele na morte a viver. 533. 4-T3. o pecado em vosso 5 Porque. assim tam­ para o pecado. 386 1. o seremos tam­ corpo mortal. quidade. 416 3-5-T2. 373. WHITE 1 . Paulo passou a contrastar a extraordinária abundância e o poder da graça salvadora de Deus. 514 5-MCH. vive para Deus. paixões. 1 Que diremos. 6 sabendo isto: que foi crucificado com Ele o 13 nem ofereçais cada um os membros do nosso velho homem. T4. a morte já não tem domínio sobre Ele. 337. TM. 509 1-21 -TM. OE. como Cristo foi ressuscita­ do dentre os mortos pela glória do Pai. 10-MDC. 12 Não reine. a justiça de Cristo atribuída na justificação e comunicada na santificação (ver com. se já morremos com Cristo. ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados 8 Ora. havendo Cristo ressus­ citado dentre os mortos. mas vivos para Deus. 510. Então. 18 pois o justificado está a serviço da justiça. 246 9. 10 Pois. 139 8-MDC. 94 3. nós os que para ele morremos? 3 Ou. como instrumentos de ini­ destruído. 76. Isso o levou a falar da gran­ deza do amor e da graça de Deus em possibili­ tar tão generoso plano para salvar os pecadores indignos. 476. 2-T2. 23 A morte é o salário do pecado. 3 como demonstrado pelo batismo. T6. Deus. T4. 4:8). 157 Capítulo 6 1 Não pode viver no pecado quem para ele morreu. mas oferecei-vos a Deus. CBV. em Cristo bém andemos nós em novidade de vida. como instrumentos de justiça. Paulo iniciou o cap. 161. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 69 19 . Deus fez ampla provi­ são para atender a todos os terríveis resultados da grande apostasia do ser humano. 20 12-GC. pois? Permaneceremos no pecado.AA. mas.MCH. Jesus. 27. para que o corpo do pecado seja seu corpo ao pecado. porventura. quanto a ter morrido. para aumentar o amor e a graça de Deus como base de esperança e con­ fiança do cristão. se fomos unidos com Ele na seme­ lhança da Sua morte. 171. 26. 12 O pecado não mais reina. DTN. de maneira que obedeçais às suas bém na semelhança da Sua ressurreição. já não morre. portanto.5:21 ROMANOS Justiça. Mediante Jesus Cristo. para que. 587 . 323 20-DTN. T8. 9 sabedores de que. Isto é. 185. de Rm 3:31. como ressur. 5 descrevendo a alegria e a certeza que so­ brevêm ao crente que aceitou a justificação pela fé em Jesus Cristo. PP. para que seja a graça mais abundante? 2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado. mediante Jesus Cristo. com o pecado e a degeneração do ser humano. 11 Assim também vós considerai-vos mortos pelo batismo. e os vossos membros. 93. cremos que também com Ele viveremos. de uma vez na Sua morte? para sempre morreu para o pecado. certamente. quanto 4 Fomos. 66.

apesar de o ser humano ter herdado e cultivado tendên­ cias para o mal. es­ 22 Agora. Que diremos. a graça de Deus é mais do que suficiente para salvá-lo do pecado e transformar a transgressão em justiça. dc Rm 4:1. ou seja. 18 e. o coração é posto em harmonia 588 . Do gr. 1. No capítulo anterior. os vosso tamos debaixo da lei.6:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 14 Porque o pecado não terá domínio sobre 19 Falo como homem. Viveremos ainda. e sim da graça? De modo membros para servirem à justiça para a santificaçã 20 Porque. Uma coisa é come­ ter um pecado ocasional. De modo nenhum! Ver com. Será que isso implica. uma vez libertados do pecado. fostes fei­ gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo o dom Jesus. desse mesmo a quem obedeceis sois servos. de Rm 3:4. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da mald graça. por fim. Cl 1:23). Essa vida é absolutamente incompatí­ vel com a fé. que resultados colhes­ ceis como servos para obediência. e a morte. resultante da queda de Adão. contudo. nenhum! 16 Não sabeis que daquele a quem vos ofere­ estáveis isentos em relação à justiça. a santificação. agora. nasceu de novo e passou da morte para a vida é que encontra prazer em obedecer à lei de Deus (ljo 2:1-6. 21 Naquele tempo. “No novo nascimento. epimenõ. Também havia o perigo de que mesmo os crentes abusas­ sem da liberdade recém-encontrada (G1 5:13). A evidência de que a pessoa está justificada. “habi­ tar" ou “habitar com” (ver ICo 16:8. 2. Também significa “perseverar” (cf. por causa da fra­ queza da carne. Paulo explica o que deve seguir a expe­ riência genuína da justificação. libertados do pecado. Mas o apóstolo assegurou ao crente que. “permanecer". inclui a disposição irrestrita para cumprir Sua vontade e o ódio a tudo o que causou tão grande sofrimento ao Salvador (ver com. outrora. em vida eterna. mas permite a continuação de velhas formas de pecado não é verdadeira. A pergunta de Paulo é: “permane­ ceremos no pecado?” Paulo já havia mencionado que a doutrina da justificação pela fé sem as obras da lei estava sendo deturpada pelos inimigos. em primeiro lugar. Rm 13:8). mas entregues. Portanto. tendes o vosso fruto para a santificação e. porque o fim delas é morte. por causa da fraqueza vós. agora. Quanto mais o pecado transbordou. Viver em pecado significa que o pecado é a atmosfera moral em que respira­ mos. Fp 1:24). assim oferecei. a vida eterna. de Rm 3:28. como incentivo a praticar o mal para que sobreviesse o bem (ver com. diante dessa incompreensão da jus­ tificação pela fé que envolve essa falha tão grande em perceber o propósito do plano de Deus para a restauração da humanidade. e sim da da vossa carne. porém. a graça de Deus. Paulo pergunta. muito mais. pois não estais debaixo da lei. viestes a obedecer formados em servos de Deus. A fé que alega justificação. Outra bem diferente é viver em pecado. para a morte ou da obediência para a justiça? 17 Mas graças a Deus porque. Paulo abordou a decadência universal do ser humano. ver com. que as pessoas poderiam continuar pecando para que a graça seja ainda mais transbordante? Permaneceremos. que possibilita a justificação ao pecador. 31). nosso Senhor. ou seja. Rm 11:23. vos enver­ gonhais. quando éreis escravos do pecado. A fé em Cristo. pois? Sobre esta frase. de Rm 3:8). seja do pecado tes? Somente as coisas de que. tos servos da justiça. trans­ cravos do pecado. cf. 15 E daí? Havemos de pecar porque não es­ de para a maldade. de coração à forma de doutrina a que fostes 23 porque o salário do pecado é a morte.

Se Paulo estivesse se referindo a uma das outras formas de batismo que se tornaram popu­ lares nos séculos futuros. Na Sua morte. “sepultar juntos”. a entrega do crente a Cristo e seu consequente novo nascimento e justifi­ cação. O povo “creu no Senhor e em Moisés. E verdade que. cf. Envolve uma relação de mais amor e certeza irrestrita de que o crente de fato está transformado à semelhança da bondade e misericórdia do Redentor (ver 2Co 3:18. certamente ele não pode continuar a viver no pecado que tornou necessária essa morte (v. mas a evidência de que a pessoa realmente nasceu de Deus é que não ► permanece na prática do pecado (ljo 3:9) ou. A fim de que o sacrifício de Cristo efe­ tue a salvação para o pecador. O batismo representa a união da vida do cristão. real­ mente efetua essa união. assim como Cristo morreu pelo pecado. A frase assim traduzida ocorre também em 1 Coríntios 10:2. 3. refe­ rente à experiência dos israelitas com Moisés. O texto grego aponta para um tempo ou evento em par­ ticular. o crente pode cair nalgum pecado (ljo 2:1). a união do cristão com o Salvador é de ordem superior. seu simbolismo 589 . Evidentemente. Como uma confissão pública dessa experiência. 13.. viver em pecado é incom­ patível com o fato de ter morrido para ele. que quase se tomou uma verdadeira identifica­ ção da vontade (Gl 2:20). CPPE. tive­ ram mais confiança em Moisés. sunthaptõ. Fomos [. Que para ele morremos. de tanta intimidade com a vida de Cristo que os dois se tornam. ou é possível que não perceba tudo o que está envolvido no seu batismo?” Batizados. o crente deve participar conscientemente da experiência e do sentido representados pela morte. Em decorrência de terem estado sob a nuvem e passado pelas águas do Mar Vermelho. Ou. ao colocar-se em conformidade com a Sua lei. o batismo é a pro­ clamação pública de uma relação espiritual com Cristo. Gl 3:27).. 2). Assim como o crente mostra participar na morte de Cristo pelo pecado (v. ignorais [. literalmente. Para Paulo. por vezes. uma unidade espiritual (ver ICo 12:12. o crente se submete à cerimô­ nia da imersão. Do gr. “Ou sois ignorantes?” Em outras palavras: “Você admite a verdade do que digo. já não vive em pecado. nos quais Paulo explica que. de Mt 3:6). ele passou da morte para a vida” (GC.] sepultados. A amizade com Cristo está em nível ainda mais elevado e ligada por uma força não somente humana. A partir de então. 4. 468). O conceito de Paulo sobre a união com Cristo revela que sua conversão foi mais que uma mudança intelectual. Quando essa poderosa trans­ formação se efetua no pecador. o cristão também deve se considerar morto para o pecado. em harmonia com a ordem de Jesus (Mt 28:19). O significado desta expressão é dado nos versículos que se seguem. Seu servo” (Ex 14:31). A expressão “em Cristo Jesus” significa “em união com Cristo Jesus”. no caso da amizade normal. Não significa que o batismo por imersão. A descrição de Paulo de que o batismo repre­ senta o sepultamento é uma evidência de que batizar por imersão era uma prática dos primeiros cristãos (ver com. como Paulo afirma. 249).]? Literalmente. 10 e 11. os israelitas vivenciaram uma estreita união com seu líder. que ocorre antes da cerimônia exterior. por si só. mas divina.. 27. 10) em seu favor. neste caso. porventura. O fato de ter aceitado a Cristo pessoalmente como seu redentor e senhor o levou a uma comu­ nhão espiritual tão próxima e fascinante. que duas pessoas compartilhem uma unidade de propósito tão grande que pareçam pensar e agir como se fossem uma só. Não é incomum.ROMANOS com Deus.. especialmente os v. como seu libertador e comandante. pelo sepultamento e ressurreição de Cristo em seu favor. por 6:4 assim dizer.

Andemos. Seremos também. Vida. Do gr. de baptizõ. O mesmo ocorreu com a morte de Cristo pelo pecado. symphutoi. “imergir” (ver com. ele mostra sua união vital com o Salvador. Rm 1:4. 10:3. 5. Ao contrário. simbolizando que a imersão deve ser seguida pela ressurreição com Ele para um novo estilo de vida. baptismos. Na morte. a con­ duta diária do cristão revelará na vida a pre­ sença e o efeito do Espírito (ver Cl 3:1-3. Note-se que Paulo não usa a palavra bios. Ap 22:1. não importando o quanto deseje fazê-lo. Ef 2:10. A diferença não é impor­ tante. Unidos com. Traduzido literalmente. é impossível que ande em novidade de vida. A justificação antecipa a santificação completa do cristão.6:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 537 neste versículo teria sido bastante limitado. A conduta da via diária já foi representada pela metáfora da “caminhada”. sugerindo a conduta habitual. Batismo. 5:26. se não inútil. A respeito da ressurreição de Lázaro. 4). 20).). por­ tanto. O atributo de poder foi espe­ cialmente manifestado na ressurreição de Cristo (cf. etc. “continuemos andando”. de Mt 3:6). 12:15. Assim. lCo 6:14. à nova vida em Cristo. 3). 98. Jesus declarou: “Não te disse Eu que. “andar em novidade de vida” é andar “segundo o Espírito” (v. Lc 8:14. ► e ao futuro. Estas palavras podem estar conectadas com “sepultados” ou com “batismo” (v. 4:1). Foi ressuscitado. Literalmente. A glória de Deus representa toda a per­ feição e excelência divinas (ver com. que significa o estilo de vida e é traduzida por “vida” ou “sus­ tento” (Mc 12:44. “vivamos” (cf. 2Co 13:4. diz: “também seremos da ressur­ reição”. E importante reco­ nhecer que o batismo simboliza não só a morte e o sepultamento. iTm 2:2. se creres. 3:16. 99). deve mar­ car o fim do antigo modo de vida e o início do novo. Nas duas experiências. Rm 8:4. A continuação da antiga vida de pecado representa uma negação do signifi­ cado e do propósito do batismo. assim como o crente participa da seme­ lhança da morte de Cristo. Evidentemente. para uma vida mais elevada. T6. E se é tão completa. 2Co 5:7. Do gr. mais santa e abun­ dante. zõê. Jo 15:1-8). que significa “mergulhar”. A última parte deste versículo é muito menor no grego. Assim como a morte de Cristo tinha em vista a ressurreição (ver Rm 4:25). O rito aponta em duas dire­ ções: ao passado. Zõê denota o princípio da vida (Mt 19:16. Portanto. verás a glória de Deus?” (Jo 11:40). ljo 2:16. é verdade que o novo nascimento espiritual e a vida no Espírito 590 . Do gr. Paulo enfatiza que. deve partilhar na semelhança da res­ surreição de Cristo. ressuscitando para uma nova vida de justiça. Jo 1:4. Rm 11:15. certamente. etc. O argumento de Paulo é que a imersão ensina que a morte do crente para o pecado é tão real e completa quanto a morte de Cristo. a partir daí é animado por um novo elemento vital (ver Rm 8:9-11). O sepultamento (ou imersão total) na água batismal é seguido pelo ressurgimento total. mas isso não é indicado pelo contexto. mas também a ressurreição. essa morte para o pecado olha para o futuro. E um quadro da união vital que existe entre Cristo e os que entraram em comunhão íntima de fé com Ele (com­ parar com a parábola de Cristo da videira e os ramos. Ef 1:19. à morte para o pecado. “crescemos junto”. 2Tm 2:4.). A menos que o crente entre pela fé nessa ligação vital com Cristo. Quando o crente nasce de novo do Espírito Santo. assim também a obra da graça não termina com a morte do crente para o pecado. A ideia é a de estar vital­ mente ligados. Lc 1:75. de Rm 3:23). Alguns têm aplicado esta passagem principalmente à ressurreição futura. da mesma forma. pelo fato de Ele mesmo ter morrido pelo pecado.

a vida eterna já começou (ver com. mas pro­ duz também o nascimento ou a criação de um novo ser. tendo renunciado ao seu passado de pecado e morrido para o pecado. Quando emergir da água. A referência é à expe­ riência do crente quando ele aceita a Cristo pela primeira vez. Cl 3:9). Envolvem uma mudança interior radical. o corpo como sede do pecado. de Jo 8:51). “o corpo que está conde­ nado a morrer”. mas que a verdade pode libertar as pessoas da escravidão (v. Ef 4:22. 13). Comparar com "igno­ rais” (v. Destruído. Katargeõ significa colocar o corpo do pecado a um estado de inércia e incapacidade. que só pode ser feita pelo Espírito regenerador de Deus. “o corpo do pecado” é equivalente a "o nosso velho homem”. 2) é a escravidão ao seu poder. Seu antigo "eu” havia perecido. ou seja. Ele medita sobre cada etapa do processo e pensa: "Agora. em que é traduzida como “desfazer” (comparar o uso da palavra em Rm 3:31. O corpo do pecado. o velho homem deve ser “crucificado com Cristo” (G1 2:20). serei sepul­ tado com Cristo. katargeõ. Contrastando seu estado anterior com o atual. 6. G1 2:20). Deve ser cruci­ ficado e "destruído”. que significa “o corpo que está propenso a servir aos seus próprios impulsos carnais”. 17). vou entrar em comunhão com Cristo na Sua morte. Isso não significa que o corpo físico deva ser destruído. Ou. E a participação inte­ ligente no significado do simbolismo que traz ao crente a bênção pretendida. Por isso. Paulo sentia como se fosse um novo ser e havia passado por uma mudança tão completa quanto a da morte para a vida. de 591 . como é explicado aqui. O uso que Paulo faz dessa expressão ilus­ tra seu significado aqui (cf. Viver em pecado (v. Nosso velho homem. “ser escravos do pecado” (v. O reconhecimento da união vital provém da compreensão do significado e propósito da morte e ressurreição de Cristo. O profundo significado do rito do batismo. como Paulo passa a desenvolver. O plano para a salvação da humanidade provê não só a libertação da condenação pela aceitação dos benefícios do sacrifício de Cristo. 3). a cerimônia não é uma formalidade exterior vazia. Esta passagem enfatiza o fato de que a conversão e o novo nascimento significam mais que uma simples mudança de profissão e hábitos de vida. Ou seja. E por meio dos impulsos da carne que o pecado exerce seu domínio e mantém a pessoa sob seu controle. mas uma experiência confirmadora e 6:6 transformadora que será sempre lembrada como símbolo do fim da velha vida de pecado c o início da nova vida de justiça em união com Cristo.” Assim. é uma prova clara de que o batismo infantil de forma ► alguma cumpre o propósito do Senhor na ordenação desse rito. deve ser sub­ jugado. em sua relação com o pecado. na medida em que é sede e instrumento do pecado e escravo do pecado. e Cristo habitava nele (ver 2Co 5:17. como se estivesse morto. Expressões semelhantes em outros lugares são “o corpo desta morte” (Rm 7:24). Jesus ensinou que "todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8:34). 23. Ou seja. Quando estiver imerso. o corpo que pertence ao poder do pecado e é governado por ele. para os que andam em novi­ dade de vida. em certo sentido. Sabendo isto. sairei para a nova vida em Cristo. de modo que o pecado já não o possa usar como um escravo. Na verdade. 32). Foi crucificado. Representa o corpo. “o corpo da carne” (Cl 2:11). mesma pala­ vra usada em Rm 3:3. Do gr. 4:14). mas que o corpo. Ele era um novo ser em Cristo. no qual os membros são instrumentos de iniquidade (v. nossa antiga condição corrompida e pecaminosa. Assim.ROMANOS levam à ressurreição final e à vida eterna. Sirvamos o pecado. ao ponto de estar tão completamente inerte. livre da escravidão do pecado.

De uma vez. No v. como substituto do homem” (DTN. ITs 5:24. 7). ali). temos o testemunho de alguém que tinha visto o Senhor. 26). Paulo se refere particularmente à “novidade de vida” (v. 9. Assim como Abraão creu que o que Deus tinha prometido “Ele era pode­ roso para cumprir” (Rm 4:21. lPe 4:1). Ele Se submeteu voluntariamente (ver Jo 10:17. quando morre para o pecado. A crença de que vive­ remos com Cristo está baseada na cons­ ciência de que Ele está vivo para sempre (Hb 7:25). Nas palavras “Ele vive”. 10. Para Deus. “aquilo que Ele morreu”. não Seu pecado. Literalmente. 28. a vida de Cristo no crente (G1 2:20) e a vida do crente em Cristo (Cl 3:3). mas o nosso. Literalmente. Já não tem domínio. “aquilo que Ele vive”. 5). 26.6:7 COM ENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA modo que o crente seja libertado da influên­ cia do domínio do pecado. Mas. Por nossa causa. veio a descoberta surpreendente de que Jesus. 7. Já não morre. 4) a ser desfrutada pelo cristão aqui neste mundo. Paulo reconheceu a presença divina e per­ guntou: “Quem és Tu. e Sua presente vida glorificada. Rm 3:25. Senhor?” Depois. lite­ ralmente. Paulo ilustra isso apon­ tando para a verdade óbvia de que. 10:10). Mas Paulo parece fazer uma distinção entre a vida de Cristo na Terra. Uma vez que Sua experiência de humi­ lhação terminou. estava vivo (At 9: 3-9). Quem morreu. 753). Na luz ofuscante que bri­ lhou ao seu redor na estrada para Damasco. Jesus sentiu “a ira divina sobre Ele. Evidentemente. G1 2:20). Não há necessidade de o sacrifício ser repetido (ver Hb 7:27. o peca­ dor é representado como um escravo. Sabedores. “não é mais senhor”. quan­ do Cristo Se humilhou e Se tornou obe­ diente até a morte (Fp 2:8). a reivindicação sobre Ele como nosso portador de peca. “o que eu vivo”. 12-14). Cremos. 2Ts 3:3. ele deixa de estar sujeito ao controle de seu senhor. Isso não se refere principal mente à vida futura em glória. mesmo sendo “aque­ le que não conheceu pecado” (2Co 5:21). quando um escravo morre. Paulo enfatiza que a morte libertadora da escravidão do pecado é seguida por uma nova vida de liberdade (v. ephapax. cujos seguidores ele perseguia. 8.11). Também com Ele viveremos. 24).4 dos estava satisfeita. mas é dedicada ao serviço de um novo Senhor (v. A finalidade para a qual foi realizada Sua submissão voluntá­ ria tinha sido alcançada uma vez por todas (cf. Quanto a ter morrido. Do gr. Litcralmente. Só a morte com Cristo pode libertá-lo da escra­ vidão do pecado. O pecado que Ele carregou não era dEle. Foi o pecado que levou Cristo a estar sujeito ao domínio da morte. 2Tm 2. do v. Morreu para o pecado. está livre do controle do pecado (cf. Assim. embora esse sentido esteja de certa forma embutido (ver com. o cristão. mas nosso (ver lPe 2:22. cf. que pode ser traduzido como “a morte que Ele morreu” (comparar com “a vida que agora vivo”. At 7:55). 18). Comparar com Ap 1:18. uma vida de con­ flito com o pecado e sujeição à morte. Porém. Literalmente. assim que triun­ fou sobre o pecado e a morte. “se morremos” (v. a vida de Cristo na Terra foi também “para Deus”. exaltada à direita do Pai (Jo 17:5. Porque Ele “o fez pecado por nós” (2Co 5:21). 9:12. 6 (ver com. “de uma vez por todas”. Ele mais uma vez desfruta ininterrupta comunhão com o Pai e vive “para Deus”. que não mais está sob o domínio do pecado. 8-11). Se já morremos. 592 . Ele permanece para sem­ pre como conquistador e senhor da morte. Quanto a viver. Ele Se tor­ nou “pecado por nós”. que pode ser traduzido como “a vida que Ele vive”. Ou. “aquele que morreu”.

o novo. de uma vez por todas unido a Cristo. 12:12. Como Cristo “vive para Deus” (v. deve se considerar para sempre morto para o domínio do pecado. Membros. pela qual pode­ mos sempre resistir com êxito à tentativa de dominação do pecado. 2Co 6:7. Nossa experiência de ontem não é suficiente para hoje.ROMANOS 11. nas­ cido de novo do Espírito Santo (v. a res­ peito de armas militares. 331. Nascer de novo do Espírito Santo não erradica os desejos mundanos da carne. o crente. “continue reinando”. O velho homem morreu. ainda estamos em nosso “corpo mortal”. Em Cristo Jesus. Ou. os órgãos e faculda­ des do corpo (ver também Rm 7:5. Com a finalidade de explicar a experiência cristã. 6). como fez no passado. No entanto. representado pelo batismo. xvi) apoiam a omissão desta frase. Embora. Paulo fala do crente. A palavra “oferecer” ocorre duas vezes neste versículo. mas as formas em grego são diferentes. para que o pecado não mais tenha qualquer domínio sobre eles. mas somente o crente que está “em” Cristo pode participar. cf. 699. 6:15. sobre a experiência de Paulo de consagra­ ção diária. ontem. O novo ser está vivo. 10). Assim. Evidências tex­ tuais (cf. Mortos. com seus desejos e paixões mun­ danos. Considerai-vos. Ofereçais. A segunda significa “oferecer-se uma vez por todas” (ver também Rm 12:1). Ao usar a palavra “reine”. 452. Além disso. De maneira que obedeçais às suas paixões. A pri­ meira indica uma ação contínua. 10). Reine. hoje. 12. assim também o cristão vive para “Deus” uma vida que começa na Terra em santi­ dade e vai continuar no Céu em glória. Essa experiência só é possível pela união com Jesus Cristo. Embora o “velho homem” seja 6:13 descrito como estando crucificado com Cristo (v. ICo 9:27). Paulo não sugere uma comparação entre reinar e simplesmente existir. sobretudo. Instrumentos. ao mesmo tempo morto para o pecado e vivo em relação a Deus. Do gr. 18. somos capazes de viver diariamente para Deus. Ou seja. de modo que o crente c capaz de decidir conscientemente se vai con­ servar morto o antigo. tenhamos morrido para o pecado. Paulo pode falar de alguém como estando. p. e não apenas “por meio de”. Paulo parece definir a consciência da pessoa para além do velho e do novo ser. Isto sugere uma continuação do estado da morte. a experiência nos coloca em con­ tato com uma força maior. por uma fé nEle tão real e constante que odiemos o pecado « e amemos a justiça (comparar com Pj. nosso “velho homem” pode se erguer. hopla. e vivo. 20). 4). o pecado ainda pode ter domínio sobre nós. ou “parem de oferecer”. 10:4). 453. como se ele consistisse de dois seres. Mas ainda cabe a nós decidir se vamos continuar fiéis aos impul­ sos pecaminosos ou a Cristo. Unicamente mantendo o velho “eu” morto para o pecado. Rm 13:12. mas entre reinar e ser deposto. 13. Vivos para Deus. ou “armas” (Jo 18:3. CBV. Os crentes mor­ rem com Cristo. 6). 44). E por essa razão que devemos experi­ mentar uma “nova conversão” todos os dias (ver Tl. Nosso Senhor (ARC). A conformidade do crente à semelhança da morte de Cristo para o pecado e sua vida para Deus é alcançada. o que não afeta o significado. Assim como Cristo morreu uma vez por todas para o pecado (ver com. Essa experiência foi disponibilizada para o cristão “por meio de” Cristo. A nova vida do crente pertence a Deus e deve ser dedicada ao Seu serviço. pois foi crucificado com Cristo (v. Alguns comenta­ ristas têm visto neste versículo uma imagem 593 . honra e imortalidade. 23. O pecado ainda é um poder. A mesma palavra é traduzida como “armadura”. do v. T7. “não con­ tinuem oferecendo”. ver ICo 15:31. No NT parece ser usado. mas “em” Cristo Jesus. Se per­ mitirmos.

procurando ter domínio. porém. Não estais debaixo da lei. Literal­ mente. mui­ tos escolhem cegamente ou com obstinação permanecer debaixo da lei.6:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA da guerra entre o pecado e a justiça. ape­ sar de seus melhores esforços. nem pode pôr fim ao pecado ou ao seu domínio. Contudo. o cristão se compromete a lutar. O artigo definido "a" não é usado nem com "lei”. aqueles que res­ suscitaram para a nova vida em Cristo (v. nem comunica qualquer poder para vencê-lo. de Rm 2:12). 24). Paulo não está se referindo principalmente a qualquer lei em particular. pela maior perfeição pos­ sível de todos os órgãos do corpo e quali­ dades da mente. Sob a graça. e o poder capacitador para o alcance de todas as virtudes íoi estendido a cada um dos des­ cendentes de Adão (Jo 3:16). 36). A lei não pode perdoar o pecado. não terá domínio sobre o verdadeiro cristão. Não terá domínio. Então. Ou seja. mas um triunfo garantido. enquanto a pessoa* está sob a lei. Outros. Paulo afirma que. uma vez por todas. mas à lei como um princípio. seu pas­ sado pecaminoso é perdoado e ele recebe o poder divino para andar em novidade de vida. a fim de conhecer. pela capacitação do Espírito de Deus. “não sob lei". como se pudessem se promover diante dc Deus e obter a salvação. por meio da fé em Cristo. no entanto. à graça e à misericórdia de Deus. O oferecimento para estar debaixo da graça. merecendo com justiça estar sob condenação e se oferecendo. 28). A lei revela o pecado (Rm 3:20). 14. O pecado. Aqui. Onde quer que seja mantido o princípio de que a pessoa pode se salvar por obras pró­ prias. e a lei faz com que a transgressão aumente. 454). para se obter vitória sobre o pecado. 35. recru­ tando tropas para seu exército. E verdade que o pecado vai ten­ tar e molestar. e é a de muitos cristãos de hoje que. o pecado con­ tinua a ter domínio sobre ela. Ele reconhece que é trans­ gressor da lei divina e que. como forma de salvação. porque a lei não pode libertá-la. não existe barreira eficaz contra o pecado (DTN. o crente deve se submeter corajosamente ao serviço de Deus. Mas o cristão não procura a salvação por meios legalistas. Quando a pessoa está “sob a lei". convoca o exército dos desejos da carne e procura usar os órgãos e faculdades do corpo como armas com as quais os desejos restabeleçam a tirania da injustiça. Seu argumento é que os cristãos não estão debaixo da lei. ela também permanece sob o domínio do pecado. em seu orgulho de autojustificação. mas da graça. Ao dedicar assim seus membros a Deus. Assim. pois a vitória sobre o pecado está prometida. "não será o senhor". No entanto. 330). Ou seja. é incapaz de cumprir os requisitos. pois a lei não a pode salvar nem da condenação nem do poder 594 . do v. pur assim dizer (Rm 5:20). como se pudesse ser salvo por suas próprias obras de obediência (Rm 3:20. A lei não pode salvar o peca­ dor. Muitos dos que professam o desejo sincero de ser salvos pre­ ferem permanecer debaixo da lei. 11). a luta contra o pecado não é mais uma espe­ rança vã. Mas oferecei-vos. nem com "graça" (ver com. por sua própria força. Essa era a experiência dos judeus. preferem enten­ der que Paulo simplesmente diz aqui que nossos membros nunca devem ser submeti­ dos à direção dos desejos pecaminosos para realizar qualquer tipo de propósito injusto (comparar com T2. não estão dispostos a reconhecer a própria impotência e entregar-se à misericórdia e à graça trans­ formadoras de Deus. pela graça de Deus (ver com. amar e servir a seu Redentor de forma aceitável (ver PJ. O pecador que procura ser salvo pela lei encontra somente conde­ nação e a escravidão ainda mais profunda. Ou. Instrumentos de justiça. Ressurretos.

de Rm 1:1). Rm 16:26). eles já tinham se tornado obedientes. os que estão debaixo da graça recebem não só a libertação da conde­ nação (Rm 8:1). Isto é. a vida do escravo era mais opressiva e. que usa a mesma expressão grega. Aqui. 15. e seus próprios maus desejos e apetites são seus feitores implacá­ veis (v. de Rm 3:4. douloi. cf. como se deduz pelo contexto. talvez. Justiça. levando à morte. e quem continua pecando é escravo do pecado (Jo 8:34). Isto é. a ofe­ recer graça ao pecador. escravos. depois de aceitar a graça perdoadora e transformadora de Deus é negar o propósito dessa graça. significando um caráter correto. pois a desobediência à lei divina é pecado (ljo 3:4).. E a obediência da fé (ver com. Outrora. fami­ liares a seus leitores. pois não requer obediência que não se torne em uma vanta­ gem eterna para Seus servos. Continuar na satisfa­ ção do pecado. Paulo usa a mesma palavra “escravo” para descrever os servos de Cristo (ver com. 1). Ao con­ trário. e esses hábitos compõem um caráter justo. Quem se recusa a per­ mitir que a graça de Deus o conduza mais e mais à perfeita obediência à lei divina rejeita a própria graça e vira as costas para a liber­ dade e a salvação. Em primeiro lugar. a obe­ diência a Deus. ali). “sob a lei”. Jo 8:34). De modo nenhum! Ver com. Obediência. Do gr. Esta tradução lite­ ral ista do grego parece dar a entender que Paulo agradece a Deus o fato de os cristãos romanos terem estado sob a escravidão do pecado. Para a morte. Podemos nos entregar ao pecado de vez em quando. não é o caso. o pecado não tem domínio sobre eles dali em diante. 1. do v. Assim. ele deixa claro que são realmente propriedades do Senhor. embora tenham sido escravos do pecado. Com isso. às vezes. Todavia. o apóstolo é grato porque.ROM ANOS do pecado. Essa é a condição de cada miserável pecador. considerando que Cristo é infinitamente bom e benevolente. 12). as pessoas são libertas do jugo do pecado. Sob um senhor cruel. o serviço a Ele repre­ senta a perfeita liberdade. Ele é escravo de Satanás. agora que não estamos debaixo da lei. 6:17 Servos. Não sabeis [. de Rm 1:5.. “ser­ vos”. e seu proprietário podería dispor dele como quisesse. cf. Mas. Obviamente. Literalmente. como também o poder para vencer (Rm 6:4).]? Paulo ilustra sua resposta à pergunta formulada no v. Lc 16:13. Entre os gregos e romanos. Comparar com Rm 7:25. Debaixo da lei. em Seu amor. em comparação com a permanência numa vida de pecado (v. Havemos de pecar [. naturalmente. Ninguém pode servir a dois senhores simultaneamente (Mt 6:24. um escravo era considerado propriedade de seu dono. A suposição de que estar sob a graça signi­ fica que o crente alcançou a liberdade de deso­ bedecer impunemente à lei moral de Deus representa uma compreensão falsa de todo o propósito de Deus no plano da salvação.. Deve ser ocasião de grande alegria e gratidão quando os pecadores são ganhos para a obediência 595 . refe­ rindo-se aos costumes da escravidão. 16. Pela graça de Deus. mas debaixo da graça? A resposta de Paulo é que qualquer condescendência com o pecado é um retorno à escravidão da qual a graça libertou o pecador. Nossa conduta mostra a que senhor servimos. 15. foi a violação da lei de Deus que levou Deus. Então.. Sois servos. “escravos”. 17. ele era tratado pior do que um animal. Graças a Deus. como alguém pode conceber que seja certo ou razoável voltar deliberadamente à antiga escravidão? Desobedecer à lei de Deus é se tornar mais uma vez servo do pecado. Os atos de obediência levam aos hábitos de obediência. 14 (ver com.]? Ver com. como no v. A forma do verbo grego pode sugerir o ato ocasional do pecado.

Uma vez libertados. Literalmente. “Impureza” e “ilegalidade” descrevem adequadamente as características do paganismo (cf. é possível que aqui Paulo prossiga em sua ilustração da transferência do peca­ dor para um novo senhor. em oposição à obediência legalista. Não forçada. tornaram-se obedientes de coração ao padrão de ensino ao qual foram entregues. 28). anomia. Para a maldade. “Carne” representa a natureza humana em sua fraqueza física. 19. libertos do domínio do pecado. em termos humanos conhecidos (comparar com Rm 3:5. ITm 4:12. a escravidão da justiça é realmente a verdadeira liberdade. Ou seja. Fraqueza da vossa carne. Isto é. A última condição é também indicada por hagiõsunê (ver Rm 1:4. G1 3:15). 26. Paulo usou a ilustração mais adequada ao ambiente e à capacidade de seus “alunos”. por sua vez. Esta é a definição de João para o pecado (ver com. Se atribuíssemos tanto valor à vida humana como o Céu o faz. Forma de doutrina. mas disposta e sincera. na rea­ lidade. typos. Ou. A conversão significa mudança de senhorio. de ljo 3:4). Maldade. Este é o tipo de obediên­ cia que brota da fé em Cristo. Ele talvez tivesse preferido descrever o rela­ cionamento com Cristo em termos mais abs­ tratos e estritamente espirituais. lTs 1:7. lPe 1:2). 23. considerando a falta de discernimento espi­ ritual por parte dos crentes (cf. resultando em santificação. Ou. Servirem à justiça. ele sentia que as figuras da escravidão e da servidão eram ina­ dequadas para descrever a relação do cristão com o Senhor. E a resposta de amor e confiança. A con­ descendência com o pecado é punida pelo abandono ao pecado (Rm 1:24. Submeter os mem­ bros do eorpo à “impureza” e “ilegalidade” resulta na prática habitual do pecado. “tipo ► de ensino” (sobre “forma” ou “tipo”. “exemplo” (cf. que antes eram escravos do pecado. Como homem. Paulo exorta os crentes a se dedicar tão ple­ namente à vida de retidão como tinham se dedicado anteriormente à vida de pecado. De coração. “tendo sido postos em liberdade”. ver com. 24). Hagiasmos é usado para descrever tanto o processo pelo qual é obtida a santidade como seu estado resultante. 2Ts 2:13. hagiasmos. Contraste com o efeito de justiça. Os crentes. Jd 3). termo traduzido como “santificação” (ICo 1:30. A que fostes entregues. mas.6:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 542 (cf. lPe 4:3. estão sob o controle do maligno. Ver com. Fp 3:17. Ou. pois poderia sugerir um ser­ viço mecânico e forçado. Fostes feitos servos. Hb 5:11-14). de Rm 5:14). “Obediência a Deus é liber­ dade do cativeiro do pecado. “ilegalidade”. isto é. Santificação. livramento das paixões e dos impulsos humanos” (CBV. E a obediência sob a graça. Rm 1:24-32. 4. ITs 3:13). do v. Ao chamar as pessoas a servir à justiça. Do gr. Pode parecer mais normal falar de uma forma de doutrina a ser entregue aos crentes (ver 2Pe 2:21. 2Ts 3:9. 18. Ambos se baseiam no termo 596 . 131). 2Co 7:1. Lc 15:7. Escravidão da impureza. Do gr. Contudo. 18. mental e espiritual. “fostes escra­ vizados”. O prazer aparente­ mente livre que surgia com o pecado. escravos da impureza. “vossa fragilidade humana”. 4). Tt 2:7). lTs 4:3. Aqueles que servem ao pecado e a Satanás são escravos de seus próprios impulsos e paixões que. Porém. Evidentemente. have­ ría mais alegria entre nós quando os perdi­ dos fossem encontrados e levados a Cristo. O crente é libertado da escravidão do pecado tirano e se torna escravo da justiça. Paulo parece explicar que escolheu extrair sua ilustração da vida. era uma dura servidão. Deus lhes ofe­ rece a liberdade. Paulo trata da norma ou padrão da fé e do dever cristão em que os crentes tinham sido instruídos. O significado que parece mais adequado a esse contexto é o de “modelo”. como todo bom professor.

20. Paulo não tinha vergo­ nha dc se chamar escravo de Cristo (ver com. do corpo e do cora­ ção (Rm 12:1. cm que foram ori­ ginalmente criadas. 14. 544. até que a imagem de Deus. 2Pe 1:5-10). O texto grego introduz a passagem com a conjunção “por­ tanto”. iCo 9:7. 2) e resulta em vida eterna (cf. o grego denota continuidade. 18 (ver com. tais como a “ração” dada aos soldados (ver Lc 3:14. embora não seja certo. Naquele tempo. 5:21). Opsõnia vem de uma palavra que sig­ nifica “comida cozida”. seja restaurada em nós (ver Ed. do v. de Rm 6:13). No entanto. agora. que é misthos (ver Lc 10:7. É o dia a dia do desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas. A vida eterna. de Rm 1:13. com. mas como filhos (G1 4:7). 23. Do gr. Isentos em relação à justiça. mas porque O amamos (Jo 14:15). ou ordenados em geral. CRA. 22. aqui. E pos­ sível. mas clara­ mente sugere que eles não tinham frutos. mentais e espirituais. 16. foi usada para salários. Morte. Aqui. tal­ vez. Ou seja. “santo”. etc. mas nossa restauração ou santificação. “estáveis tendo”. deva ser a preferida. 2Co 11:8). E é a essa experiência e ao processo de transformação que o apósl► tolo Paulo exorta os crentes a se dedicar de corpo. GC. mas que estavam inteiramente dedicados ao pecado. vos envergonhais” como resposta. do v. Esta não é a palavra comum no NT para “salário”. a qual é omitida na ARA. O propó­ sito de Deus no plano da salvação não é ape­ nas nosso perdão ou justificação. O pecado paga aos escravos exatamente o que eles buscam. livres no que se refere à justiça. Então. Ver com. “recompensa”. E propósito de Deus povoar a nova Terra de Deus com san­ tos transformados. A mesma palavra grega é usada no v. 15. ali). 19.ROM ANOS gr. como os antediluvianos (Gn 6:5). essa morrerá” (Ez 18:4). 6:23 Morte. 17-19. Escravos do pecado. Na des­ truição final. Ef 4:12-15. e Deus. dos v. PE. Rm 2:7. de Rm 6:23. “torna­ dos escravos”. Mt 25:46. A santificação é um processo contínuo de consagração (cf. “soldo”. Por isso. cf. Aquele que é “escravo” de Deus produz fru­ tos permanentes e altamente desejáveis. na verdade não nos trata como escravos. por sua vez. A última opção. cf. 23. 470. Ou seja. 21. hagiasmos prova­ velmente denota o processo da santificação. jo 4:36. “subsídio”. os pecadores serão tratados 597 . o fruto do Espírito (G1 5:22). Rm 4:4. Não signi­ fica que estavam livres das reivindicações da justiça. passou a signi­ ficar “provisão”. 15. 51). do v. Ou. a “segunda morte” (Ap 20:6. GC. a morte é contrastada com a vida eterna. em nosso serviço a Deus. ou seja. opsõnia. a passagem pode ser traduzida como: “Portanto. especialmente carne ou peixe. 57). Transformados em servos. Mais tarde. Ver com. ‘A alma que pecar. hagios. que fruto vocês tinham naquele momento. Libertados do pecado.. Ver com. cf. Resultados. de Rm 1:1). juntamente com outra palavra que significa “comprar”. pelo menos bons frutos. A versão ARA não fornece nenhuma resposta afirmativa. Ver com. Sobre o sentido e o uso deste termo. Para a santificação. em que misthos é usado). 18). da escravidão do pecado (ver com. A expres­ são “portanto” remete à escravidão do pecado mencionada no versículo anterior. durante sua servidão ao pecado?” E possível concluir a pergunta com as palavras “naquele tempo” e considerar “as coisas de que. do v. não obedecemos porque estamos sob escravidão. Salário. 6. que Paulo estende aqui a metáfora do serviço militar (ver com. Paulo se refere principalmente à morte eterna. Esse ser­ viço significa o desenvolvimento de todos os poderes da mente. Ou. mente e coração. ver com. Colhestes. Visto que. ou seja.

16 Mesmo assim o ser humano não cumpre os requisitos dela. 307. 475. 180. T4. Tl. boa. 289. 363.CPPE. 31. T2. mas 12 santa. 128. “em Jesus Cristo” (ver com. MS. mas. ignorais. 114. TI. 540. 20 5 . 61. a lei não é pecado. dedicando a vida ao serviço de Deus (Rm 2:7. 607 16-18 -T3. 220. T4. será res­ taurado a todos os que estiverem dispostos a recebê-lo e se preparar para ele. irmãos (pois falo aos que conhecem a lei). MJ. SL. Tl. Cristo é a “ressurreição e a vida” (Jo 11:25). 105. a mulher casada está ligada pela lei ao marido. O dom divino da vida eterna não é apenas concedido por meio de Cristo.T4. 741. DTN. 468 4 . 4 Assim. Aquilo que o cristão recebe é representado como um dom da graça de Deus. 503. Tl. que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida? 2 Ora. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Somos salvos pela graça mediante a fé como “o dom de Deus” (Ef 2:8. 544. 3 De sorte que será considerada adúltera se. 286. se o mesmo morrer. T3. desobrigada ficará da lei conjugal. charisma. 1 Porventura. 763. 538 23-AA. aquele que ressuscitou dentre os mortos. 7 No entanto. 404. mas é em Cristo. 217. ver com. 289. 2Tm 1:1). Ou. 258. de Rm 5:12). dc Rm 2:6. 365. 33 12. 183. Nenhum de nós pode conquistar a salvação. 210. 551. O dom da vida eterna. que concede vida eterna a todos os « que têm fé nEle (Jo 6:40). T9.MJ. PE. 381. que Adão e Eva perderam por causa de sua transgressão (ver com. T2. 82 22-CPPE. 4 O justificado está morto para a lei. “Dom” está em nítido contraste com o “salário”. também vós morres­ tes relativamente à lei. 598 . T4. PP. 70. 329. WHITE 2-GC. cf. GC. Ev. Em Cristo Jesus. cf. 376. PE. Dom. 6:22. 55. 147. 295 16. enquanto ele vive. para pertencerdes a outro. estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias. T3. 116 15. 730 Capítulo 7 1 Nenhuma lei tem poder sobre a pessoa após a morte. 461. mas são fruto do Espírito Santo. justa. 488. 454 13-LA. cf. porém. T3. por meio do corpo de Cristo. E o autor da vida. 20. 22:2. vivendo ainda o marido. 453. T5. de Rm 5:15). Ver DTN. meus irmãos. 92. 341. T5. 13-T2. de Rm 6:11.6:23 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA A vida eterna. sua fonte per­ manente e só pode ser recebido mediante a união com Ele. FEC. a fim dc que frutifiquemos para Deus. de Mt 20:15). 436 12-Te. T2. T2. 519. 442. 372. 234. 239. GC. Até o serviço e a obediência que o crente justificado e nascido de novo é capaz de prestar a Deus não são devidos a sua própria vir­ tude. 3). 764). 786. 365.T6. unir-se com outro homem. Rejeitaram o oferecimento divino de graça e vida eterna e receberão os resultados de sua própria escolha (ver com. 98 II -TM. que é “a nossa vida” (Cl 3:4. a saber. mesma palavra anteriormente traduzida como “dom gratuito” (ver com. se morrer o marido. Ap 21:4. 544 como merecem. 11. 787). Do gr. Nenhum de nós merece redenção. 543. T5.

para revelar-se como pecado. O cap. todavia. de Rm 2:12).. eu. despertou em mim toda sorte de concupiscência.ROM ANOS 7:1 5 Porque. 22 Porque. De maneira que eu. ele apresenta uma ilustra­ ção. e sim o que detesto. 21 Então. está morto o pecado. se faço o que não quero. eu vivia. 19 Porque não faço o bem que prefiro. 599 . 7 amplia o sen­ tido de sua declaração fundamental: “pois não estais debaixo da lei. de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra. guerreando contra a lei da minha mente. 14 Porque bem sabemos que a lei é espiri­ tual. 10 E o mandamento que me fora para vida. encontro a lei de que o mal reside em mim. no tocante ao homem interior. a fim de que. “conhe­ cem lei”. e sim da graça” (Rm 6:14). Rm 6:11) significa que vocês não mais estão sob a lei (cf. estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos. mas. sou carnal. consinto com a lei. usando a lei do casamento. porém. causou-me a morte. verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. ignorais [. que é boa. pelo man­ damento. 6 Agora. as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros.” Ele apresenta outra ilustra­ ção para mostrar como é feita a transição da lei para a graça e quais deveriam ser os resul­ tados dessa mudança. Paulo. e eu morri. 11 Porque o pecado. pois não faço o que prefi­ ro. 12 Por conseguinte. quem faz isto já não sou eu. 24 Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo. santo. se mostrasse sobremaneira maligno. “ou vocês são ignorantes?” (ver com. de mim mesmo. reviveu o pecado. e justo. tomando ocasião pelo man­ damento. na verdade. Conhecem a lei. 17 Neste caso. e sim o pecado que habita em mim. me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. por meio de uma coisa boa. isto é. 9 Outrora. nos meus membros. sobre­ vindo o preceito. senão por intermédio da lei. outra lei que. 16 Ora. o cfetuá-lo. 8 Mas o pecado. Então. já não sou -« eu quem o faz. nosso Senhor. na minha carne. Literalmente. 18 Porque eu sei que em mim. pois? E a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado. 7 Que diremos. com a qual eu acreditava que vocês estavam bem familiarizados. tenho prazer na lei de Deus. a lei é santa. sem a lei. sem lei. pelo mesmo mandamento. sou escravo da lei de Deus. ao querer fazer o bem. não. A ausência do artigo “a” antes de “lei" sugere que Paulo está se referindo ao prin­ cípio da lei em geral (ver com. 1. a fim de frutifi­ carem para a morte. ou vocês devem ser ignorantes sobre a natureza da lei. eleja se refe­ riu ao batismo e à relação entre escravos e senhores. esse faço.]? Lite­ ralmente. mas o pecado que habita em mim. pois não teria eu conhecido a cobiça. 13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário. A partícula “ou” sugere uma alternativa. Para explicar isso. porque. da lei do pecado. vendido à escravi­ dão do pecado. o pecado. mas o mal que não quero. e o manda­ mento. libertados da lei. Rm 6:14). diz: “Ou vocês admitem a veracidade da minha afirmação de que sua morte para o pecado (cf. se a lei não dissera: Não cobiçarás. 23 mas vejo. Porventura. se eu faço o que não quero. e bom. não habita bem nenhum. mas. com a mente. me enga­ nou e me matou. segundo a carne. porém. pois o querer o bem está em mim. 20 Mas. de Rm 6:3).. prevalecendo-se do man­ damento. quando vivíamos segundo a carne. 15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir.

Literalmente. literalmente: (Rm 5:14. morte liberta a esposa das reivindicações da Homem. Mc 2:27. as regras da lei ou punir alguém depois que ele está morto. hupandros. foi a morte do marido que libertou da texto. Paulo se prepara para aplicar o princí­ lei a mulher. Por outro lado. Do gr.^ Tem domínio. mas não 3. para que ela possa se casar dade” em geral (ver Mt 8:20.7:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Está ligada pela lei ao marido. é a morte do velho pio de que a lei só pode exigir a obediência homem pecador que liberta o crente da con­ de alguém enquanto este vive. suscita com Cristo (ver com. Na aplicação. Casada. que pecado e da lei. a lei do AT (ver Lv 20:10). Do gr.). Considerada. a lei é incapaz a obrigação legal. do v. ressuscitado. Lc 1:27. Seu propósito neste capítulo é enfa­ do casamento à experiência do cristão. etc. cristão com Cristo o liberta do domínio do Jo 3:4. Com a morte do marido. A cláusula diz. Aqui. A palavra “homem”. estar sob o domínio da lei é equivalente a estar sob o “para o marido vivo” (comparar com lCo 7:39). isto é. no NT. Paulo já tinha personi­ ficado a “morte” e o “pecado” como “tendo dica com ele e proíbe o casamento dela com domínio”. “humani­ lei matrimonial. a lei referente ao marido. Quando tarde. ou “governo”. 2). etc. é impossível à lei. se torna evidente que Paulo tem em o marido morre. Ela exige com­ da mulher como esposa é anulado e abolido. Esta palavra ocorre somente aqui dupla: a velha vida condenada pelo pecado. Assim. denação e do domínio da lei e o libera para se 2. Seu tizar que. Do gr. No entanto. para a qual ele res­ mulher casada”. Lv 14:2). para que ele possa entrar se distingue do termo “mulher”. E possível traduzir do Morrestes. que define sua relação jurí. a lei como sendo equivalente a morrer para o 4. Na ilus­ é a tradução mais natural e adequada ao con­ tração. Ele vive. 600 . Assim. literal­ juntar a Cristo. devido ao pecado e à fraqueza da principal argumento é que a morte dissolve carne pecaminosa (Rm 8:3). “fostes conde­ grego “sua vida”. pleta obediência a seus preceitos. a mulher é dispensada da vista a lei do AT (ver Rm 7:7). 16:21.). de Rm 6:14). A graça tanto anula a culpa ela estaria sujeita à punição mais grave sob do pecado como confere poder para vencê-lo. Do gr. anthrõpos. 17. Ou seja. a definição “libertar de” é o padrão do direito. 6:12). que tratam do casamento (comparar com a No contexto deste capítulo. referindo-se à crucifixão do está em vigor”. assim como a de produzir salvação em favor do pecador. no entanto. sujeita vê o eristão como se ele tivesse uma vida ao marido. A razão para isto é que a lei revela meramente de Rm 3:3). enquanto o marido vive. Portanto. Não pode remover a culpa apropriada. do v. é aner (Mc em nova união espiritual com o Salvador 10:2.). Paulo aplica a ilustração da lei pecado. com outro. e a nova vida Pv 6:24. Ou Seu raciocínio é que a lei não pode processar seja. Assim. domínio do pecado (ver com. Desobrigada. 11). mais expressão “a lei do leproso”. katargeõ (ver com. e morrer para (ver com. chrêmatizõ. da mesma forma a crucifixão do ou pessoas de ambos os sexos (ver Mt 15:11. Paulo mente. “lei do marido”. que ele abandona com Cristo. 29. que oferece ao pecador o poder capacitador para pode sugerir que a mulher é formalmente tanto. Para o apóstolo. a lei relativa ao marido lei como estar sob o pecado. Toda a sua vida. “debaixo de um marido”. É encontrada na LXX (Nm 5:20. a graça faz aquilo que considerada ou tida como adúltera. significando: “enquanto a lei nados à morte”. sobre o pecador outro. o status nem o domínio do pecado. etc. Como em Romanos 6. 29) e pode ser traduzida como “a de aceitação e santidade. Paulo considera o fato de estar sob a Da lei. “toda a sua vida” “velho homem” com Cristo (Rm 6:6).

* Operavam. O crente é batizado nessa morte (Rm 6:4) e. O simbolismo deste capítulo se assemelha de perto ao de Romanos 6. Uma de suas principais preocupações é que as pessoas devem compreender a correta relação que existe entre a lei e o evangelho. cf. embora “casar-se” seja. a lei presta um serviço vital preliminar para a salvação dos peca­ dores. sua teologia. 11) é o novo casamento. sim. mas. o significado correto neste contexto. por assim dizer. A palavra é usada em Ro­ manos 7:2 para descrever o desligamento do vínculo matrimonial. que exercia domínio opressivo sobre nós por 601 547 Relativamente à lei. Ou. de Rm 6:13). frutos de uma vida reformada (Rm 6:22). a lei serviu para revelar (v. A compreensão dessa verdade fundamental da salvação não diminui o respeito pela lei de Deus. A frase descreve a vida não regenerada. Paulo explica isso nos versículos a seguir. identificando-as como peca­ dos. pode considerar que seu velho “eu” morreu para as coisas de que ele já foi cativo. Em cada caso. Por meio do corpo de Cristo. Frutificarem. toma seu lugar com Ele na cruz. Estamos mortos. serve para exaltar a lei. Ef 2:15. no corpo do pecado (Rm 6:6). katargeõ (ver com. 5. e ali seu antigo “eu” é crucificado. 6. A ressurrei­ ção para uma nova vida (Rm 6:5. Quando o nosso velho homem foi crucificado com Cristo (Rm 6:6). o resultado final é a produção de frutos para Deus. Isto é. Aquele. Do gr.ROMANOS essas paixões. mas que. Literal mente. 6). para realizar o que pode ser feito unicamente pela graça justificadora e santificadora de Deus por meio de Jesus Cristo. Jr 3:14). evidentemente. “ser para outro". na verdade. Ao contrário. Literal­ mente. 29. nos órgãos e faculdades do corpo (ver com. à semelhança da esposa na ilustração. Isso é con­ seguido pela morte do velho homem peca­ minoso (v 4). A morte do velho homem tem como resultado a libertação da escravidão autoimposta de tentar obter a salvação pelas obras da lei (ver com. Paulo não minimiza a necessidade ou a importância da lei moral. Isto é. lPe 2:24). Seu raciocínio não é que a lei seja a fonte dessas paixões pecaminosas. obedecendo aos impulsos da natureza infe­ rior. Aquele que aceita a Cristo. Em nossos membros. assim como a morte do marido dava liberdade à mulher (v 2). nem mesmo da lei de Deus. 28. Sua grande mensagem é que os pecadores não podem depender da lei. “estavam ativas” (com­ parar com Rm 6:6). Portanto. Ou seja. Para pertencerdes a outro. de Rm 3:31). Ela deve ser contrastada com a vida “no Espírito” (Rm 8:9). unidos ao velho homem. de Rm 6:14). O “velho homem” é o primeiro marido. tem um efeito precisa­ mente oposto sobre aqueles que têm fé (ver com. de Rm 3:3). Segundo a carne. morremos para a lei (Rm 7:4). pela morte sacrifical de Cristo (cf. participando da morte de Cristo para o pecado e a lei (cap. A crucifixão do “velho homem” (Rm 6:6) é a morte do marido. é um grande erro culpar ou condenar a lei por alcançar esse propósito necessário. Paulo reafirma o meio pelo qual somos libertos da lei. Cl 1:22. Pela lei. Ao fazer isso. Frutifiquemos. “por meio da lei”. A comparação da união en­ tre Cristo e os crentes com o casamento não é desconhecida para Paulo (ver 2Co 11:2. devido à natureza pecaminosa e rebelde do ser humano. deixando a mulher desobrigada em relação ao marido falecido. Ou seja. Ef 5:25. ver com. Comparar com Tg 1:15. de Rm 6:14). a Cristo. 7) 7:6 . cujo principal objetivo é a satisfação dos ape­ tites e sentidos. Libertados. “Libertados da lei” equivale a não estar “sob a lei” (sobre o significado desta expressão.

De modo nenhum! Ver com. sem qual­ quer referência à condição do coração. 4) ou de resultado (cf. nem o espelho é a causa da aparência. etc. a partir de então. Sua obediência à lei de Deus não é mais legalista e mecânica. de Ijo 3:4). Eu não teria conhecido o pecado. 2Co 3:6). é lógico que o efeito da lei na experiência do ser humano deve ser revelar a ele seu pecado em sua verdadeira natureza. aqui. A atitude ilógica * para com a lei é considerá-la inimiga por ter feito essa exposição verdadeira. epithumia. e. Cobiça. “na velhice da letra”. pois? Uma frase característica (ver com. 4) passaram a prestar um serviço novo e espiritual. do endro e do cominho”. Os crentes que morreram para o pecado e ressuscitaram em novidade de vida (Rm 6:2. Mas o evangelho traz o ofere­ cimento de Deus para capacitar as pessoas a prestar serviço espiritual de coração. se não fosse pela lei. e vivem sob Sua influência. que tinham o cuidado de “dar o dízimo da hortelã. eu não teria conhecido o pecado. Alia também pode ser entendido como “contudo” ou “no entanto” (cf. omitiam as coisas “mais importantes da Lei: a justiça. verdadeira e sincera. geralmente. os cren­ tes aprenderam uma nova forma de obe­ diência espiritual. 7. Pela união com o Salvador ressuscitado. Paulo explica isso melhor no cap. Visto que pecado é “iniquidade” ou “trans­ gressão da lei” (ver com. pelo con­ trário. v. mas. 12). Do gr. de Rm 4:1). de Mt 23:23). O novo nascimento do Espírito Santo significa a cria­ ção de um coração puro e a renovação de um espírito reto (ver SI 51:10). Nem o médico é inimigo do paciente porque lhe revela a doença. equiva­ lente a “ao contrário” (ver ICo 12:22). ao mesmo tempo. 6:63. do Espírito Santo. Em novidade de espírito. por coisas proi­ bidas (Rm 13:14. a mise­ ricórdia e a fé” (ver com. E a lei pecado? Paulo havia afirmado (v. por coisas adequadas (Lc 22:15. Do gr. mas em um novo espírito de liber­ dade e amor (cf. O serviço “na caduci­ dade da letra” só pode conduzir ao pecado e à morte (Rm 7:5). cuja única finalidade é tornar as pessoas piores? Paulo responde explicando que o mal não está na lei. o crente não mais serve a Deus por um sentimento de escravidão legal c por medo.). O enunciado pode ser entendido como expressão de fina­ lidade (cf. Ou seja. Por intermédio da lei. alia. Fp 1:23) mas. possivelmente. Isso descreve a obediên­ cia legalista dos que tentam assegurar a sal­ vação pelas obras da lei. Era assim o serviço dos fariseus. o próprio mandamento é “santo. Rm 5:14). Rm 6:22). como se a justiça consistisse apenas no cumprimento de um conjunto de regras exteriores de conduta. 8. 15. 5) que o pecado faz uso da lei para trazer a destruição do pecador. não obstante. O médico não é a causa da doença. Essas “coisas mais importantes” eram os assuntos do coração e do espírito. Ver com. A pa­ lavra para “cobiçar” no final do versículo é 602 548 causa da infeliz união entre nós e nossa velha natureza pecaminosa (ver com. de modo que. de Rm 6:14). mesmo que se negue que a lei seja pecado. Literalmente. Ou seja. Jo 4:23. e justo e bom” (v. Esse serviço e essa adoração somente são possí­ veis para aqueles que nasceram de novo. 8). mas no ser humano. Que diremos. às vezes. Será que isso signi­ fica que a lei em si é pecaminosa. Embora seja verdade que a lei é a “ocasião” para o pecado (v. De modo que servimos. Paulo . Mas. ela expõe o pecado. no entanto. Na caducidade da letra. Tg 1:14.7:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA se prepara para resolver outro possível mal­ entendido sobre o que havia dito sobre a rela­ ção entre a lei e o pecado. de Rm 3:4. geralmente traduzido como “mas”. longe de a lei ser pecado. de Rm 2:12. Qualquer dessas interpretações é apropriada no raciocínio de Paulo. “desejo arden­ te”. O espelho não é inimigo de alguém porque lhe revela sua feição natural.

cf. O pecado é representado no NT como um inimigo que esta sempre à espreita para pro­ vocar nossa ruína. Referência ao décimo mandamento (Ex 20:17). Pv 9:17). 14. Essa é a reação natural do coração não regenerado pela vontade expressa de Deus. “oportuni­ dade”. “incentivo”. E significativo que Paulo tenha escolhido o décimo manda­ mento. que se refere a todo o código. muitas vezes. É usado tanto para realizar o bem como o mal (cf. hábito e caráter. nos conduzindo à morte (Tg 1:14. de Rm 5:12). o pecado é representado como tudo que Satanás. de Rm 7:8. “realizar” (ver também Rm 2:9. em contraste com “lei”. 17. ali). 18. Rm 2:29). em que epithumia é “concupiscência”). em paz consigo mesmo e com o mundo. Não dissera. e era isso que Paulo não teria conhecido “senão por intermédio da lei”. mas uma condição pro­ funda de mente. nos reduz à escravidão (Rm 6:12). No entanto. assim. G1 5:13. mas também do desejo de qualquer coisa proi­ bida por Deus. a fim de sujeitá-la à conde­ nação e à morte (ver com. lTm 5:14). a lei proíbe qualquer tipo de desejo egoísta e pecaminoso. Um único preceito. ljo 3:15). O pecador pode muitas vezes parecer calmo e tranquilo. pois este não é apenas uma amos­ tra do restante. Concupiscência. Ou pode ser conectada com “despertou em mim”. Ele descobriu que a verdadeira obediên­ cia aos mandamentos de Deus não era uma simples conformidade exterior à letra da lei. significando o que o pecado operou em mim com a ajuda do man­ damento. procura rea­ lizar. Despertou. 8. 15). Não cobiçarás. Rm 7:15. 2Co 5:12. Satanás usa a lei como ocasião para tentar e seduzir a humanidade à desobediência. 2Co 7:10). A expressão “pelo mandamento” pode ser conectada com “tomando ocasião”. 11:12. E descrito como um poder 7:8 .a que as más paixões de um coração rebelde (cf. o arqui-inimigo da humanidade.ROMANOS que nos envolve e assedia (Hb 12:1). o sig­ nificado é o mesmo. ânimo. Por outro lado. epithumia. Em outras palavras. 13). o efeito ini­ cial dessa profunda descoberta no cora­ ção regenerado de Paulo foi despertar sua natureza corrupta para a oposição pecami­ nosa (Rm 7:8). O segundo sentido pode ser compa­ rado com a “morte operou em mim por aquilo que é bom” (v. e aproveita cada oportu­ nidade para isso. mas contém o princípio subjacente a todo pecado (ver PP. de Rm 7:11). Do gr. aphormê. katergazomai. 309). Em outras palavras. mas uma questão de mente. A re­ lação entre as duas palavras pode ser ilustra­ da pela seguinte tradução: “Eu não sabería o que é a cobiça se a lei não dissera: Não cobi­ çarás” (ver com. “tra­ balhar para um acabamento”. O uso desse mandamento neste contexto revela um significado mais profundo para ele do que as palavras podem expressar literalmente. tra­ duzida como “cobiça” no v. o pecado não é a mera violação exte­ rior da letra da lei. ICo 5:3. Mandamento. neste caso. coração e espírito (v. 20). Ele viu nela a proibição não só do desejo de certas coisas menciona­ das especificamente no mandamento. Do gr. o décimo mandamento. parece fazer com que seja mais desejável e provo. Em ambos os casos. Do gr. Aqui há uma personificação do pecado. forma verbal de epithumia. mas quando a lei de Deus é 603 549 epithumeõ. Pecado. tentando-nos. como um princípio e poder anta­ gônico à lei de Deus (ver com. nos sedu­ zindo e. 7 (ver com. A palavra é usada apenas por Paulo no NT (Rm 7:11. O fato de que algo foi proibido. Paulo afirma que o mandamento para não cobiçar o fez cobiçar tudo o mais. o que significa que o pecado tirou vantagem do mandamento. dos quais brotam os atos pecaminosos (ver Mt 5:28. Ocasião.

que me falta ainda?” (Mt 19:20). para sufocá-la. Ou. espiri­ tualidade e extensão da lei divina. mas a consciência lhe diz que ela está certa.. muitas vezes. o pecado é mostrado como rebelião contra a vontade de Deus. Foi um período em que ele se considerava justo e. “segundo a justiça que há na lei”. Viu-se como um transgressor. 12). 5:13). Parece evidente. quando colocado face a face com os mandamentos: “Tudo isso tenho observado. e. comparar com a oração prepotente. Outrora [. Depois do martírio de Estêvão. da mesma da qual o jovem rico se jac­ tava. hipócrita do fariseu. Paulo tinha resistido à vontade de Deus que lhe fora revelada. 119). Está morto o pecado. Evidentemente. Procurou “recalcitrar contra os aguilhões” da convic­ ção e da consciência esclarecida (At 26:14). 112. mas que está inativo. o pecado surgiu em sua verdadeira repugnância.] sem a lei. Eu vivia. ao qual ele se refere aqui. mas treme sob seu poder. 101. por “morto”. Paulo poderia alegar que. ele ficou irritado com sua con­ vicção íntima de que Estêvão estava com a razão e. Lc 18:11. resolve não ser vencido. 29. cf. ele representa a de todos os não convertidos que dependem da própria justiça. Assim.. 9. At 26:5. Paulo se refere à própria expe­ riência. sem vida (comparar com “a fé sem obras é morta” [Tg 2:26]). foi levado ao ponto em que se dispôs a reconhecer seu pecado e a necessidade de um Salvador (At 9:6. Só quando Paulo ficou frente a frente com Cristo. às vezes. ele encontrou a libertação do poder e da conde­ nação do pecado. Paulo já suge­ riu que o pecado está "morto” sem a lei (Rm 4:15. que ele fala de antes de se tornar consciente da verdadeira natureza. Em sua própria experiência anterior. ele não raro fica irritado e até mesmo furioso. por meio dela. parecia obedecer à lei. Foi assim que a revela­ ção da vontade de Deus despertou a natu­ reza pecaminosa de Paulo para um pecado ainda maior. Ele tenta descartá-la. no entanto. mas. e sua autoestima se desva­ neceu (ver CC. Por esse motivo. 21). quando Paulo percebeu o caráter espiritual da lei. blasfema e desesperada quando se encontra sob a convicção do pecado do que em outras circunstâncias. terror e morte (ver A A. mergulhou com zelo frenético em uma campanha de perseguição. finalmente. mergulha na iniquidade e se torna um peca­ dor mais perverso e obstinado. no que se refere aos atos externos. 113). A experiência de Paulo é uma clara ilus­ tração do fato de que a lei não é capaz de erradicar a rebeldia e o pecado. isso pode ser uma indicação clara de que está sob essa convicção. tem sido objeto de muita dis­ cussão. ele não quer dizer que ele não exista. pelo contexto. e a natureza humana não regenerada é incitada à oposição e atividade pecaminosa. na controvérsia com Deus. ele era “irrepreen­ sível” (Fp 3:6.7:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA apresentada à sua consciência. ate que. quando a pessoa se torna particular­ mente violenta e abusiva em sua oposição a Deus. Seu efeito pode ser exatamente o oposto. 102). Sobrevindo o preceito. Mas era uma justiça lega­ lista. Sem lei. 30). mas a total malignidade e o poder do pecado ficam expostos apenas quando a lei revela as restrições e proibições. Da mesma forma. Ele rejeita sua autoridade. O período anterior da vida de Paulo. Para mostrar inde­ pendência e determinação para o pecado. até que se tornou instrumento nas mãos de Satanás (ver A A. quando o significado espiritual do mandamento 604 . Então. Ele insiste numa luta pela vitória. “além da lei” (ver com. O pecado rei­ nou desde a transgressão de Adão (Rm 5:12. de Rm 2:12). ver AA. acontece que a pessoa é mais profana. Mas. Ou seja. Seu preconceito e orgulho de popularidade o levaram a se rebelar contra Deus.

A repetição do sujeito com a palavra “esse mesmo” (ARA). com esforço intenso. o mandamento foi encontrado. como um enganador. ele não informa. No entanto. As leis de Deus para o nosso bem-estar físico. Assim. Reviveu o pecado. Mas a serenidade e o amor perdoador apresentados por Estêvão em seu martírio tocaram profundamente a mente de Paulo e despertaram sua consciência para alguma noção de que a obediência à lei era mais do que uma questão exterior (ver com. o pecado se ergueu para manter sua autoridade contestada. Em toda a sua malignidade e força. nem sua verdadeira natu­ reza nem suas consequências fatais (v. A lei de Deus apre­ senta um padrão espiritual tão elevado que nenhum mortal pecador consegue atin­ gir pelos próprios esforços. Porém. 21. de que era um pecador e descobriu que não tinha qualquer esperança de vida (Rm 6:21. dependem da perfeita conformi­ dade com as leis imutáveis de Deus. 8). Ele está diante somente de culpa e condenação. mas que ele não o havia percebido. mas inútil. Como um fariseu bem estudado. Paulo explica claramente e ilustra. Quando Paulo compreendeu a natureza espiritual da lei. o pecado. 23).ROM ANOS “Não cobiçarás” (v. o novo conheci­ mento só serviu para acusá-lo como trans­ gressor e despertar nele todos os tipos de 7:10 maus desejos (v. Verifiquei. Literalmente. cf. Paulo viu nessa proibição de todo desejo pecaminoso o espírito de toda a lei. ele surgiu em seu verdadeiro caráter. Na verdade. satisfazer pela observân­ cia exterior às demandas de uma lei santa e perscrutadora. O próprio mandamento. ele se conscien­ tizou. ini­ migo e assassino. A promessa de vida acompanhou a outorga das leis de Deus a Tsrael (Lv 18:5. Em seu orgulho e 605 . e mais cor­ tante do que qualquer espada de dois gumes (Hb 4:12). Literalmente. quando sobreveio o mandamento. em quem unicamente pode encontrar justiça e salvação (G1 3:24). cuja observância Paulo estava contando para a salvação. do v. Paulo não quer dizer aqui que antes. ele tinha tentado. 20:11. foi levado à sua mente e consciência. no sentido mais amplo. 8). viva e eficaz. tinha estado inativo em sua vida. aqui personifi­ cado como uma criatura repugnante. que a hipócrita dependên­ cia da lei é um grave equívoco a respeito da própria lei e só pode levar à descoberta expressa neste versículo. A vida e a prosperi­ dade. e quando esta chegou a ele como a palavra de Deus. “o mandamento aquele para a vida. Não há nada arbitrário nisso. Este é um versículo chave no raciocínio de Paulo de que os pecadores não devem depender da lei para a salvação. Ou seja. Mt 19:17). “isso foi encon­ trado por mim”. tanto na época atual como nos séculos vindouros. mental e espiritual foram todas con­ cedidas para nosso bem. sabemos o suficiente sobre seus primeiros anos para ter uma ideia de sua experiência com a lei antes da con­ versão. acrescenta ênfase à estranha incoerência expressa neste versículo. Então. vivendo de acordo com a mais severa seita de sua religião. ele finalmente entendeu que só poderia condená-lo à morte. 10. o pecado tinha estado sem opo­ sição no controle de sua vida (v. 5). Quando e como Paulo começou a sen­ tir o poder da condenação da lei. Dt 5:33. Eu morri. a partir da pró­ pria experiência. 7).” Que me fora para vida. 21. E o mandamento. a sua complacente justiça própria foi subitamente abalada. 13). feliz é a pessoa que percebe seu desamparo e necessidade e se volta para o Salvador. O grande erro de muitos judeus era o entendimento sobre a função da lei em um mundo pecaminoso. Ez 18:9. este foi encontrado para mim para a morte. 13. Mas a vinda do “mandamento” desafiou a pre­ sença do pecado e de seu direito de contro­ lar a vida.

que signi­ fica. lCo 3:18. ver com. Por conseguinte. 10. mas a ordem diferente das palavras em grego dá ênfase ao fato de que não foi o mandamento. Comparar com “eu morri” (v. depois que é obtido. 11. E quando seu mau propósito tinha sido realizado. com. e ele usou a proibi­ ção divina para enganar Eva. Enganou. 606 . E me matou. 40.” A barreira que a lei erige contra o pecado é tomada como ocasião para sugerir a prática do pecado. 2Ts 2:3). mas também é seu acusador (Ap 12:10. Como em Romanos 7:9. mas tam­ bém da morte. ele usou o mesmo mandamento. O objeto de desejo não era muito bom. que enganou e “me matou”. 12. Eva se perguntou por que Deus havia retido deles o seu fruto (ver PP. Dedicavam-se ao estudo diligente das Escrituras. mas a luxúria e a cobiça inspiradas pelo tentador fizeram que parecesse assim. A passagem. Para morte. como forma de con­ denação. Não queriam ir a Cristo para obter justiça e vida (jo 5:39. 7: “E a lei pecado?” A lei. e o termo “o man­ damento”. O pecado é novamente per­ sonificado e representado como o exercício do poder de seduzir e destruir. que normali* mente é atribuído a Satanás. Um grande propósito do poder transformador da graça de Deus é dis­ sipar essa ilusão destruidora. levando-a à transgressão. exapataõ. No entanto. para sua amarga tristeza. ele se revela como um mal (Tg 1:14. cf. e “o salário do pecado é a morte" (Rm 6:23). O engano do pecado con­ siste em apresentar o objeto de desejo peca­ minoso como uma coisa boa. Isto introduz uma conclusão baseada na discussão dos v. Rm 16:18. Satanás usou o mandamento como uma pro­ vocação para o pecado. 2:4. significaria: “Porque o pecado. 54). do v. 8). então. 5). E tudo isso aconteceu por engano. 54). acreditando que na lei encon­ trariam vida. me enganou pelo mandamento. Pelo mesmo mandamento. comendo do fruto proibido. O mandamento. 8. As palavras seguintes: “e me matou” podem indicar que a segunda ligação é a preferida. à vida e paz com Deus. não viam a necessidade do Salvador. Nenhum ser no universo está mais ilu­ dido do que um pecador quando cede ao desejo proibido (ver Pv 7:21-23). Assim. tornou-se ocasião não só do pecado. Pela lei. de Rm 2:12).7:11 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA justificação própria. Satanás insistiu que. A expressão “porque” introduz uma explicação do v. Hb 3:13. A primeira parte do versículo é semelhante ao v. não condenação. basicamente. Rm 3:20). Essa foi a opor­ tunidade de Satanás. Assim. para incitar o desejo do mal. Porque o pecado. cf. não estavam dispostos a reconhecer sua culpa perante a lei e a inca­ pacidade de viver de acordo com os precei­ tos dela. 9). para se referir a um preceito espe­ cífico da lei. Eva atingiría uma esfera mais elevada de existência e obteria um conhecimento mais amplo (ver PP. cf. O artigo também ocorre no grego (ver com. 17). tomando ocasião. Jó 1:9-11. Diante da árvore proibida. Pois Satanás não é só o tentador do ser humano. assim. 7 a 11 e uma resposta à pergunta do v. 15. de Ez 16:60). 2Co 11:3. No jardim do Éden. Esta expressão é usada no NT somente por Paulo (cf. nem tocareis nele. Do gr. o pecado se aproveitou do mandamento: “Dele não comereis. Paulo obteve o conhecimento do pecado (v. para levar as pessoas de volta à verdadeira visão das coi­ sas e. Estas palavras podem estar conectadas a “preva­ lecendo-se” ou a “me enganou” (cf. Paulo pode ter usado o termo “lei” para se referir a todo o código. embora em si mesmo seja santo e designado para trazer vida. Eva descobriu. para que não morrais” (Gn 3:3). que o que ela tinha desejado como fonte de prazer trouxe apenas condenação e morte. mas o pecado. 7-9. “fazer alguém perder o caminho”. Dessa forma enganosa. como consequência.

A san­ tidade do mandamento não é afetada pelo fato de ele revelar o pecado (v. agora e por toda a eter­ nidade (ver com. Todos os que obe­ decem como Jesus fez declaram igualmente que a lei c “santa. 16). como os demais. Se obedecido. Longe de a lei ser pecado (v. para que possa ser visto em sua verdadeira luz como pecado. “pecaminoso de acordo com o excesso”. isto é. ver AA. a santidade. não exige obediência que não possa ser prestada pelos seres humanos (ver com. Sobremaneira maligno. a ênfase se deve ao fato de que esse manda­ mento particular. A lei não produz morte mais do que o pecado o laz. O propósito de Deus em permitir que o pecado produzisse morte pela lei era que o pecado. será que a culpa pela minha morte está na lei que é boa? Paulo responde à per­ gunta. 309). se tornou em morte para mim?” Em outras palavras. A própria vida de obediência de Jesus deu suporte à justiça das reivindicações da lei de ► Deus.ROMANOS É santa. Como revelação do cará­ ter de seu Autor e expressão de Sua mente e vontade. De modo nenhum! Ver com. Do gr. literal­ mente: “Será que o que é bom. DTN. que tem o propósito de ser­ vir como padrão de santidade. mas no pecador. 43). O bom [. E o mandamento. a lei de Deus não pode ser nada além de verdadeira. repetindo que a culpa não estava na lei. apesar das acusações de Satanás. do v. de Rm 3:26. 531. 8-11). Por outro lado. Então. Provavelmente.. O mandamento tem o objetivo de nada trazer ao ser humano 7:13 senão vida e bênção. 42. Provou que a lei poderia ser observada e demonstrou a excelência do caráter que a obediência desenvolver ia. Depois desta frase. E. ela é santa e pura. o pecado. 10). justa e santa. ao perverter o que é bom. Estabelece o padrão de um caráter justo.. O décimo mandamento. então. com. O termo grego para “excesso” é hyperbolê. Ou.. Justo. Causou-me a morte.” Para revelar-se como pecado. mais especificamente. “a fim de se manifestar como pecado”. expondo a condição de condenação e morte do peca­ dor. do v.] se tornou em morte? A primeira parte do versículo diz. as palavras: “causou-me a morte” precisam ser acrescentadas. O mandamento é justo e reto em suas exigências. Toma aquilo que é a revelação do caráter e da von­ tade de Deus. Literalmente. se expusesse e se apresentasse em toda a sua pecaminosidade e todo engano (ver PP. a justiça e a bondade do man­ damento “Não cobiçarás”. 29). “operou a morte para mim”. agathos. foi descrito nos v. mas em si mesmo e em suas inclinações pecaminosas.. A falha não está no mandamento. todos os que violam os mandamentos defendem a pretensão de Satanás de que a lei é injusta e não pode ser obedecida (ver com. promoverá justiça e felicidade em todos os lugares (ver SI 19:7-11). 24. de Rm 3:4. santo. Paulo afir­ mou primeiramente a santidade de toda a lei. 13. e justa. em sua fraqueza e pecaminosidade. O raciocínio de Paulo é claro na tradução NTLH: “Será que o que é bom me levou à morte? E claro que não! Foi o pecado. 7). Ou. de Mt 5:48. é incapaz de viver de acordo com o elevado padrão de pureza e santidade que a lei corretamente exige. ele enfatiza. a partir do qual é derivada a palavra em por­ tuguês “hipérbole” (sobre os usos que Paulo 607 . e usa para aumentar a culpa e a condenação dos seres humanos (v. ver DTN. 7 a 11 como sendo a ocasião especial para o aumento do conhecimento e da atividade do pecado. A verdadeira natureza do pecado torna evidente como ele usa o que é bom para causar o mal e a morte. é uma expressão da santa vontade de Deus e proíbe os desejos impuros e profanos. Pelo contrário. 7-9). e boa”. que. Bom. bom em sentido moral (cf.

“reviveu o pecado”. 4:7. 15. à medida que as pessoas persistem em se identificar com o pecado. convencer do pecado e mostrar a necessidade de um Salvador. 19. A culpa é atribuída ao pecado.. Em Romanos 7:7 a 13. T3. 19) e o desejo sincero de fazer o bem (v. não de um crente regenerado em geral. mas de um pecador sob a profunda convicção de que é infeliz em sua carga de culpa e que se esforça sinceramente. v. As principais questões se concentram em definir se a descrição dessa intensa luta moral seria autobiográfica e. a alegação de que o evangelho aboliu a lei não só deturpa o papel e a importância da lei. Outros comentaris­ tas. elas compartilham sua culpa e condenação. se a passagem se refere à experiência de Paulo antes ou depois de sua conversão. a menos que o pecador fosse conven­ cido de seu pecado não sentiria necessidade de arrependimento e de fé em Cristo. e ele “morreu” (ver com. mediante a análise profunda da operação do pecado na experiência pessoal. 9). mas por seus pró­ prios méritos. o evangelho seria impotente. Essa é 608 . mas não provê remédio” (GC. Se não houvesse lei para conven­ cer do pecado. o efetuá-lo” (v. para colocar a vida em harmo­ nia com as exigências divinas. 14. que Paulo não descreve sua expe­ riência no momento em que “outrora.. Esses versículos também enfatizam a doutrina de Paulo de que a salvação não pode vir pela lei. O apóstolo já havia explieado como a lei serviu para revelar a enormidade do pecado. « Mais importante é saber que período de sua experiência Paulo está representando. porém. 17). acreditam que a luta deve ter sido anterior a sua conversão. enfa­ tizam o tempo presente dos verbos e apon­ tam para expressões que revelam o ódio ao pecado (v. Argumentam que a pes­ soa não convertida não seria capaz de dizer: “No tocante ao homem interior. C. então. Rm 5:14. Assim. vendido à escravidão do pecado” (v. 25). e “sou escravo da lei de Deus” (v. não. em caso afir­ mativo.7:14 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA faz do termo. “o pecado que habita em mim” (v. 24) não pode­ ríam se referir à condição de Paulo depois do novo nascimento. mas não pode elimi­ nar o espírito rebelde ou perdoar a transgres­ são. ver ICo 12:31. CC. sem a lei. Argumentam que expressões como “sou carnal. no entanto. Porque. A experiência assim descrita seria. a lei de Deus é jus­ tificada de todas as acusações de que ela é a responsável pelo pecado e a morte que rei­ nam sobre a humanidade (cf. Também é verdade que ele descreve um con­ flito experimentado por toda pessoa que se confronta com as reivindicações espirituais da santa lei de Deus e é despertada por elas. 7-11. “sobrevindo o preceito”. Parece evidente que Paulo fala de sua luta com o pecado (cf. 467). 12:7. 17). pois. 14). do v. E. eu vivia”. 18) e “desventurado homem que sou! Quem mc livrará [. 21). 14 a 25 tem sido um dos problemas mais discutidos em toda a epís­ tola. 475).]” (v. porém. “pois o querer o bem está em mim. E contínua função dos mandamen­ tos revelar o padrão de justiça. mas no momento em que. Seus melhores esforços terminam em fracasso miserável até que encontra Jesus Cristo e experimenta o poder capacitador do evangelho. A principal função da lei é des­ mascarar o pecado e condenar o pecador pelo erro de seus caminhos. Alguns comentaristas afirmam que a des­ crição se refere à experiência real de Paulo como cristão convertido. Estes versículos servem ainda para esclarecer a relação entre a lei e o evan­ gelho. Paulo confirma sua defesa da lei e revela a verdadeira natureza do pecado. 2Co 1:8.1 1:13). 15. O significado dos v. 19. 22). 17. Eles destacam. tenho pra­ zer na lei de Deus” (v. Para tanto. de Rm 3:31). “A lei revela ao homem os seus pecados. como também debilita o propósito e a necessidade do evangelho e do plano da sal­ vação (ver com.

São infe­ lizes e miseráveis até encontrarem Jesus Cristo. Já não valorizam as coisas da carne (Rm 8:5). Os que estão debaixo da lei mostraram estar sob a escravidão do pecado (ver com. Ele novamente enfa­ tiza que a lei não é responsável pelos males que ele mencionou. de Rm 6:14). A mudança do tempo passado nos v. AA.. a partir de sua própria experiência. 63. o processo de santificação envolve combates árduos e relutantes com o próprio eu (PJ. mas caminham segundo o Espírito (Rm 8:1). Quanto mais nos aproximamos de Cristo. 452. seu propósito na epístola tem 7:14 sido demonstrar a incapacidade humana de alcançar a justiça pelas obras da lei. de Ez 20:43. A mensagem de Paulo é que. como ocorre em Marcos 14:17. tendo pregado a outros. 23. T7. 12. e Lucas 8:49. E de natureza espiritual.ROMANOS também a experiência da pessoa que. mais claramente dis­ cernimos a excessiva malignidade do pecado e mais confessamos a culpa (ver com. A lei é espiritual. 331. « no sentido de que é “santa. não se pode ter certeza de que o apóstolo aqui se refira a essa luta. muitas vezes. e justa e boa”.. denotando a natureza humana em sua fra­ queza (ver também 2Co 3:3). 4). 3:19). Em seguida. Da mesma forma. Até aqui. intensas lutas morais ocorram após a con­ versão. sou. 200. A lei é espiritual em sua origem. Ef 3:9). A realidade da luta de Paulo é revelada por suas palavras: “esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão. Seu equivalente “o que é nascido do Espírito é espírito” (Jo 3:6) segue em Romanos 8. cada cris­ tão pode reconhecer. 10. 7 a 11 para o tempo presente aqui e nos versículos restantes do capítulo é considerada por alguns como evidência de que Paulo descreve sua experiência. Aquilo que antes eram inca­ pazes de realizar. e na medida em que exige obediência que pode ser prestada apenas por aqueles que são espi­ rituais e têm o fruto do Espírito (Mt 22:3739. ou do cristão nominal que nunca fez uma entrega completa a Cristo. 2Co 4:16. [.] Sua vontade e seus desejos lutavam cada dia com o dever e a vontade de Deus” (CBV. todavia. ver Ez 16:62. a condenação os aban­ dona (Rm 8:1). não venha eu mesmo a ser desqua­ lificado” (lCo 9:27). T5. Paulo se vê como uma criatura de carne. Embora seja verdade que. embora tenha sido convertida. 561). enfim podem alcançar pelo poder capacitador de Cristo (Rm 8:3. sujeito a todo pecado e autoindulgência para 609 . para que. para cada cristão convertido. Este é o modo de Paulo expressar: “O que é nascido da carne é carne” (Jo 3:6). 161). Rm 8). Eu. somente o evange­ lho de Jesus Cristo pode trazer vitória e alívio (v. Em contraste com a espiri­ tualidade e a santidade da lei divina. A vida do próprio apóstolo Paulo era “um constante conflito com o próprio eu. 44). que uma intensa luta continua após a conversão e o novo nascimento. não tira proveito dos benefícios do evangelho e se esforça para obter pureza de vida pelas próprias forças. Rm 13:8. Paulo presume que a espiritualidade da lei é reconhecida por seus leitores (cf. feito de carne e sangue. e “Deus é espírito” (Jo 4:24). o evangelho e a pessoa que enfrenta duras lutas contra o pecado. O principal objetivo de Paulo nesta pas­ sagem parece ser demonstrar a relação entre a lei. A intensidade do esforço e a ocasião de seu início variam na experiência de cada pessoa levada pela lei ao conheci­ mento do pecado. portanto. Rm 2:2. 560. pois foi dada por Deus. em sua prepa­ ração para a salvação. Paulo resume e repete o que já dissera no v. Jo 15:2. Bem sabemos. Apesar de seus melhores esforços. Outros veem nela um simples presente histórico ou dramático. 25. renascido e justi­ ficado. Certamente. G1 5:22. PJ. Carnal. Ou seja. embora a lei possa servir para precipi­ tar e intensificar a luta. são inca­ pazes de cumprir o que a lei exige. quando os cristãos se consagram dia a dia novamente (ver Lc 9:23-25. 160. 453).

Isto é. que. Paulo passa a explicar sua experiência durante o período em que estava “vendido à escravidão do pecado” (v. no v. A palavra também ocorre em Romanos 1:32. que se vendeu para fazer o que era mau” [1 Rs 21:25. de Rm 7:14). “desejar”. de Rm 7:9). thelõ. Isso faço (ARC). a palavra “faço” (poieõ) envolve o desempenho ou a con­ clusão de um ato. Um exemplo disso foi Jó. Meu próprio modo de agir. 8. ICo 15:51-53). e “me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 40:4. Ele exorta os crentes a crucificarem a carne e declara que ele mesmo mantém seu corpo em sujei­ ção (ICo 9:27. cf. sob o poder do pecado (comparar com “Acabe. Vendido à escravidão do pecado. Paulo usa katergazomai. embora tenha chegado ao ponto de se regozijar na lei de Deus. 17. Ele acrescenta que o pecado ainda habita em sua carne (v. Menciona que tanto a carne como o espírito requerem purificação (2Co 7:1) e espera pela redenção e glorificação do corpo (Rm 8:23. 22). Seu discernimento do caráter sagrado dos mandamentos de Deus deixou Paulo ainda mais consciente de sua própria imperfeição. A experiência de todos os 610 . ver GC. Não faço. mas antes de submeter-se a Jesus Cristo (ver com. 42:6). Do gr. levam em conta as declarações de Paulo anteriores de que o cristão convertido está livre da escravidão do pecado (Rm 6:18. mas ainda não tinha se rendido totalmente a Cristo (ver com. O domínio do pecado sobre a carne pode ser tão completo como o de um senhor sobre o escravo que lhe foi vendido. tinha apren­ dido o significado dessa experiência quando disse: “Tenho mais medo de meu coração do que do papa e de todos seus cardeais. 2:3) confessou mais tarde: “Eu sou indigno”. prassõ. obede­ cendo aos impulsos de sua natureza carnal. foi traduzida como “despertou” e também sig­ nifica “alcançar” ou “realizar”.ginõskõ. 20). 18) e que. No primeiro caso. isto é sobre o tempo em que esteve sob profunda convicção. o mais santo dos seres humanos é carnal. “perceber”. “conhecer”. Porque. apesar de descrito pelo pró­ prio Senhor como um homem íntegro e reto (Jó 1:1. Is 50:1]). Para defender essa posi­ ção. etc. G1 5:24). pondo-o na prisão do pecado (v. ainda via um poder maligno agindo em seus membros. Assim. como em Romanos 4:21.7:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA os quais sua natureza corrupta é inclinada. E. Neste caso. 23). lRs 21:20. evidentemente. m Martinho Lutero. “querer”. 14). 2:1 a 3 e 25. Também os exorta a viver com temperança (ICo 10:31) e a oferecer o corpo a Deus como sacrifício santo e vivo (Rm 12:1). 15. Compreendo. para mostrar que ele agia como o escravo de outra vontade. 254-256). O verbo fazer vem do gr. Três ver­ bos gregos diferentes expressam ação neste versículo. Em comparação com a espiritualidade da lei. quando ele se descreve como estando “vendido sob o pecado”. “reconhecer”. dá a entender a pro­ fundidade de sua convicção. Alguns enten­ dem que esta expressão comprova que o apóstolo fala de seus dias anteriores à con­ versão. acre­ ditam que o apóstolo enfatiza ainda mais a impotência de tudo que não seja o evan­ gelho para fornecer a energia que permite executar as obras de justiça (comparar com a experiência de Charles Wesley. Descreve o corpo como o templo do Espírito Santo (ICo 6:19) e exorta os cris­ tãos a glorificarem a Deus no corpo (v. Outros defendem que Paulo pode ter escolhido usar uma linguagem tão enfática para expressar a força da depravação con­ tra a qual lutava. “vira conhecer”.” Aqueles que defendem que Paulo des­ creve sua experiência quando se encontrava sob convicção. Do gr. a mesma palavra que. ele se vê envolvido em uma contínua vuerra com suas tendências herdadas e O cultivadas para o pecado (Um 7:23). 22. no desejo de obedecer à lei espiri­ tual. Prefiro. “praticar”.

“concorrer”. qualidades que Paulo admite aqui. ele deixa uma ferida queimando na mente. 12. 18. no v. literal­ mente. Aqueles que defendem que Paulo des­ creve a luta contínua contra o próprio eu e o pecado. Ouando. os cristãos ainda estão conscientes da própria imperfeição e do pecado em sua vida. No v. Bem nenhum. nuni. por vezes. o cristão luta contra sua influência e anseia por ser preenchido com todo o fruto do Espírito de Deus. Onde o pecado é o espetáculo. Da mesma forma. ele faz essa afir­ mação para mostrar o grande poder interior do pecado. “no momento”. que pode ser entendido tanto em sentido temporal. Do gr. Pelo contrário. ou ter sucesso no cumprimento desses atos que ele aprova c deseja praticar. Um poder superior deve tomar posse do ser para que as más paixões sejam subjugadas. Já não sou eu. não mais eu. assim como a aparência está relacio­ nada com a essência. referindo-se à beleza moral e à excelência da lei. sumphsmi. “belo”. O poder de hábitos longamente cultivados ainda os incomoda. ao falar de suas obras. O fato de Paulo desaprovar 7:18 seus atos pecaminosos é em si mesmo evi­ dência de que ele considera boa a lei de Deus. mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20. E impossível ao cris­ tão resistir por si mesmo ao poder do mal. mas que as realizou sob a influência da graça de Deus. 18. Este último parece mais adequado aqui (cf. que ele desaprova e odeia. iCo 14:6). a palavra tra­ duzida como “bom” é agathos. Mas ele descobre que nem por si mesmo nem com a ajuda da lei ele pode alcançar a liberdade do que odeia. “excelente”. como “meus membros”. não eu. halos.ROMANOS que buscam a salvação sem entrega total a Jesus Cristo será a completa frustração. mas afirma que fez essas coisas sob uma influência que não mais era dominante em sua mente. ou em sentido lógico. Em momentos de descuido. bom em sentido moral. Cada noite. Rm 7:20. Boa. salien­ tam que. Paulo não afirma isso para negar a responsabilidade da pessoa por seus atos pecaminosos. ele não quer dizer que não executa as obras. e essa é uma fonte contínua de inquietação e ansiedade. “falar com”. se o cristão estiver desprevenido. Por “eu”. Os maus pensamentos de autoindulgência ainda surgem em sua mente com a velocidade de um raio. portanto. que está comigo” (lCo 15:10). Neste caso. Do gr. ou seja. que se distingue de outro “eu” no qual habita o pecado e é definido. Ao ver esses antigos desejos e senti­ mentos. “sendo este o caso”. quando ele diz: “vivo. Kalos está relacionado com agathos. 16. Então. a força da paixão natural pode superá-los. ARC). que se afirma contra seus esfor­ ços mais sinceros. o mal pode ganhar a suprema­ cia em sua vida. Paulo diz: “todavia. ou seja. Aquele que. mesmo depois da conversão. Assim. Do gr. provavelmente. ele quer dizer que era dependente dc Cristo para a origem e a manutenção de sua nova e restaurada vida. “concordar”. 22). A própria passagem de um pensa­ mento impuro pela mente deixa um rastro de poluição. dia a dia buscando reafirmar seu poder sobre ele. ele testemunha sua penitente confissão de impotência e seu desejo de obter a ajuda divina (ver T4. mesmo após a conversão. mas a graça dc Deus. Esta é a única ocorrência desta palavra no NT. Consinto. ele não se desculpa pelas violações da lei. como “minha carne” e. 17. era infiel e cuja mente era preenchida pelo ceticismo. aqui. 429). Paulo aqui se refere ao “homem inte­ rior” (v. produzindo aquele estado de tensão com o qual todo cristão está familiarizado. no v. Esses são os efeitos do hábito. antes da conver­ são. mesmo depois da conversão. . 23. pode notar que o efeito de seus antigos hábitos de pensamento ainda persiste em sua mente e perturba sua paz por muitos anos. O “eu” é enfático no grego.

se apro­ veita de todos os impulsos carnais. pedindo ajuda. A forma do verbo sugere a realização de uma campanha militar. 21. que resultaram em consequências desastrosas. A libertação vem pela lei? Alguém pode ganhar libertação e liberdade por sua força de vontade e de inte­ lecto? Em vão as pessoas têm utilizado esses métodos. reve­ lada e aprovada pela mente. Paulo aqui se refere à força maligna que operava nele. Paulo entende “mente” como uma inteligência contempla­ tiva.. 24. No tocante ao homem interior. 7). Este versículo é uma repe­ tição do v. a única ocorrência desta palavra no NT. 12:12. “alegro-me com”. Do gr. Literalmente. do v. lPe 2:11). “a lei do pecado” (ver com. 16 e 17 (ver com. Representa a si mesmo como envolvido em uma luta de vida ou morte para escapar do poder cativante de suas más inclinações. ‘está ao ► meu lado”. A lei da minha mente. 23. 18 e 19. do v. ali). SI 1:2. talaipõros também pode ser traduzido como “angus­ tiado”. Corpo desta morte. 21 (ver com. 19. 20). 18. fre­ quentemente. aichmalõtizõ ocorre apenas aqui. heteros. Encontro a lei. embora esta última conexão 612 . está à mão. Está em mim. 25). E a lei de Deus. Desventurado. sunêdomai. contrasta (ver com. Mas ele conhece a fonte de liberta­ ção de seus problemas e se apressa a declarála (Rm 7:25). em Lucas 21:24 e em 2 Coríntios 10:5. Ver com. “este corpo de morte”. Com o termo “lei”. 17. a força maligna do v. “fazendo-me prisioneiro”. Guerreando contra. Paulo vê outra lei em ação com os impulsos do corpo e os desejos da carne: a lei “que está nos meus membros”.. Paulo pode se referir a toda a vontade de Deus revelada ao ser humano. A lei nos membros está em campanha contra a lei da mente (ver também G1 5:17.. torna-se a lei da mente. Essa “lei” diferente se opõe à lei que o ser inte­ rior aprova. Que [. Outra.]? Ou. então. A única outra ocorrên­ cia no NT está em Apocalipse 3:17. Não faço. A palavra gr. “quem vai me salvar?” A pergunta fornece a Paulo a oportunidade de expressar a boa-nova que é tema de toda a sua epístola. 15. É a única ocorrência desta palavra grega no NT. A construção grega é inconclusiva sobre se “desta” está conectada com “corpo” ou com “morte”. 22). Do gr. Paulo empre­ gou expressões muito fortes neste versículo para descrever a gravidade do conflito con­ tra o pecado. E tal­ vez mais forte do que “consinto”. E esse ser superior que concorda que a lei de Deus é boa (v. o “homem interior” (v. isto é. 22). Quem me livrará [. provocando problemas em sua experiência. Tenho prazer.] me faz prisioneiro. Nos meus membros. a luta agonizante entre o bem e o mal leva Paulo a emitir esse grito aparentemente desesperado. ali). Literalmente.7: J 9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 556 Paulo experimentou a dolorosa frustração que sobrevêm a todos os que procuram alcançar a justiça pelas próprias forças.. se eu. 15). O sofrimento resultante do con­ flito interno e. 25). A “lei do pecado” (Rm 7:23. de G11:6. “miserável”. O artigo definido está presente no grego (ver com. nosso Senhor” (v. de Rm 2:12). 16 (cf. 119:97). Ou seja. Por outro lado. Mas. às vezes. 20. O artigo também está presente no grego (ver com. 7:5. Do gr. descritos nos v. no v. ICo 6:15. “acho. mas. em que talaipõros descreve a condição da igreja de Laodiceia. 22. “outra de um tipo diferente”. literalmente. acrescentando ênfase à reali­ dade e força da batalha da vontade contra o pecado (ver com. de Rm 2:12). Na lei de Deus. Ou. Do gr. 16. 12. 21). do v. Ou. Há apenas uma maneira: em “Jesus Cristo. Heteros não só distingue. anlislraleuomai. a lei”. nos órgãos e faculdades do corpo (ver também Rm 3:13-15. Este versículo repete o que se afirma nos v.

467. T3. PJ 161 24 . CC. 5. de mim mesmo”.-CC. CBV. 5). Acreditam que Paulo afirma aqui uma verdade geral. Acreditam que essa excla­ mação segue naturalmente o grito: “quem me livrará?” Sustentam que. antes de prosse­ guir com uma discussão ampliada da gloriosa libertação (Rm 8). COMENTÁRIOS DE ELLEN G. PE. CC. 19. consideram que a exclamação de Paulo não está entre parên­ teses. DTN. A libertação completa está dis­ ponível por meio de Jesus Cristo c por meio dEle apenas (comparar com “graças a Deus. Nenhum esforço sério de obediência vale contra a lei do pecado nos membros. Alguns se perguntam por que. 131. 19. O significado desta pas­ sagem tem sido muito debatido. 203.DTN. Dou graças a Deus (ARC). Não é suficiente ser convencido da excelência da lei ou reconhecer a sabedoria e a justiça de 7:25 suas reivindicações. Paulo queira dizer: “entregue a mim mesmo. Paulo resume o que disse nos versículos anteriores e confessa uma vez mais o conflito contra as forças do pecado. 19. ela é per­ cebida como perfeita liberdade (ver CC. Seu grito de libertação é a libertação da escravi­ dão da lei do pecado. parece ser consensual que não há nenhuma evidência de que Paulo se refira a um cos­ tume antigo de acorrentar um prisioneiro vivo a um cadáver. 19. CBV. deixando Cristo fora de cogita­ ção”. 466). 475 613 16 -CC. Sou escravo. PR. até que o pecador em batalha se entregue à fé em Cristo. FEC. 25). DTN. WHITE 7. E visto que é uma sub­ missão a uma Pessoa muito amada. 513 13-GC. 84. 372. Por isso. a cons­ ciência e a força humana desajudada não podem fazer. Sempre que alguém tenta encontrar a vitória sobre o pecado por si mesmo. para que o corpo deixe de servir como sede do pecado e da morte. santo e agradável" (Rm 12:1). 123. mas em boa sequência lógica. 309. GC. 507.ROMANOS pareça mais natural.-T2.PJ 201. Paulo não dá uma resposta direta à sua per­ gunta: “quem me livrará?” Tampouco escla­ rece pelo que ele é grato a Deus. a sede do pecado. Paulo considera o corpo. do v. está fadado ao fracasso. 15. Pelo menos. Outros sugerem que por “eu. 625. p. 365. Então. PP. ► 13. 512 9. Este é o clímax para o qual aponta o raciocínio de Paulo neste capítulo. válida em qualquer ponto da experiência cristã. Mas isso é indicado pelo contexto. tinha sido libertado. ele não quis dizer que o corpo físico é mau (ver com. à parte do poder de Cristo. 81. O cjue a lei. xvi) entre esta e a variante “graças a Deus” (ARA). Ev. a entrega a uma Pessoa toma o lugar da obediência legalista a uma lei. embora essa prática horrí­ vel forneça uma vivida ilustração dessa situa­ ção espiritual. GC. 238. Não é suficiente con­ sentir que ela é boa ou até mesmo deliciar-se com seus preceitos. Alguns entendem a expres­ são de ação de graças como uma exclamação entre parênteses. 475 12 . T3. As evi­ dências textuais se dividem (cf. 476 14-CC. 23. T3. aparentemente. 30. 461. que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” [ICo 15:57]). San. a carne. T6. T2. a morada da lei do pecado que atua nos membros para levar à morte (v. 66. para ser oferecido a Deus como “sacrifício vivo. 19 18 -AA 561. Paulo se refira mais uma vez às lutas das quais ele. depois de atingir o clímax glorioso na expressão “graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor”. 53 . pode ser feito pelo plano do evangelho. Com isso. 469. 25.

como o espera? 25 Mas. que temos as primícias do Espírito. condenou Deus. 13 Os males da carne e 6. 38 Nada pode nos separar do amor de Deus. 8 Portanto. se com Ele sofremos. se alguém não tem o Espírito de Cristo. 12 Assim. outra vez. Pai. 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção. os que estão na carne não podem agradar a Deus. já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. das coisas do Espírito. e. esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mor­ tos vivificará também o vosso corpo mortal. 11 Se habita em vós o Espírito dAquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. mas segundo o Espírito. a redenção do nosso corpo. Cristo está cm vós. o pendor da carne ó inimizade contra Deus. se somos filhos. 7 Por isso. mas os que se in­ clinam para o Espírito. 19 A ardente expectativa da criação aguar­ da a revelação dos filhos de Deus. pois. 3 Porquanto o que fora impossível à lei. E. somos também herdeiros. na carne. mas também nós. na esperança. não voluntariamente. 20 Pois a criação está sujeita à vaidade. também com Ele seremos glorificados. mortificardes os feitos do corpo. não à carne como se constrangidos a viver se­ gundo a carne. 9 Vós. ► o pecado. fomos salvos. não estais na carne. vivereis. está morto por causa do pecado. que não andamos segundo a carne. baseados no qual clamamos: Aba. porém. na verdade. herdeiros dc Deus e coerdeiros com Cristo. por causa da justiça. caminhais para a morte. com efeito. mas o espírito é vida. 18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós. 14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 6 Porque o pendor da carne dá para a morte. 14 o bem do Espírito. no que estava enferma pela carne. isso fez Deus enviando o Seu próprio Filho em semelhan­ ça de carne pecaminosa e no tocante ao pe­ cado. a um só tempo. 1 Agora. mas o do Espírito. esse tal não é dEle. atemorizados. 13 Porque. que em vós habita. para a vida e paz. somos devedores. 16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 5 Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne. Ora. o corpo. 2 Porque a lei do Espírito da vida. 22 Porque sabemos que toda a criação. 17 Ora. mas recebestes o espírito de adoção. pois o que alguém vê. mas no Espírito. o Espírito de Deus habi­ ta em vós. porém. pelo Espírito. se viverdes segundo a carne. te livrou da lei do pecado e da morte. por meio do Seu Espírito. pois. 4 a fim de que o preceito da lei se cumpris­ se em nós. para viverdes. nem mesmo pode estar. igualmente ge­ memos em nosso íntimo. para a liberdade da glória dos filhos de Deus. 10 Se. aguardando a adoção de filhos. certamente. 15 Porque não recebestes o espírito de es­ cravidão. de fato. com paciência o aguardamos. 5. 24 Porque. se. mas. 17 Os filhos de Deus e 19 a natureza anseiam libertação 29 decretada previamente por Deus. se. mas por causa daquele que a sujeitou. pois não está sujeito à lei dc Deus.8:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Capítulo 8 558 1 Os que estão em Cristo e no Espírito estão livres de condenação. 614 . em Cristo Jesus. geme e suporta angústias até agora. irmãos. 23 E não somente ela. esperança que se vê não é esperança. sc esperamos o que não vemos.

Será tribulação. nem do por­ e aos que justificou. Mas a ideia é pró­ pria de Paulo. antes. que está em Cristo Jesus. quem ressuscitou. nem Se Deus é por nós. mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira. 8 é uma expansão da exclamação de Paulo em Romanos 7:25: “Graças a Deus por Jesus Cristo. Jesus aceita essa disposição e esse esforço como o melhor serviço do crente. nem os poderes. fomos considera­ 29 Porquanto aos que de antemão conheceu. ou fome. 3. com gemidos quem morreu ou. Esta frase introdutória indica a estreita ligação entre Romanos 7 e 8. somos também os predestinou para serem conformes mais que vencedores. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a 30 E aos que predestinou. White. 28. Ainda pode haver deficiências no cará­ ter do crente. bem como às pessoas (ICo 1:30. nosso Senhor. semelhantemente. Para esses. 27 E Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito. 615 . com fé. e compensa a deficiência com Seu próprio mérito divino” (Ellen G. qual está à direita de Deus e também interce­ de por nós. Para os que creem nas generosas disposições do evangelho e as aceitam e. Cristo provê justificação e liber­ dade. porque não sabe­ tos de Deus? E Deus quem os justifica. lTs 1:1. Pedro também fala de estar em Cristo (IPe 3:16. 3:24. Inclui uma união viva e diária com Cristo (Jo 14:20. à vista destas coisas? 39 nem a altura. nem as coisas do presente. somos les que são chamados segundo o Seu propósito. João descreve essa união como estar “nEle” (ljo 2:5. 2Co 5:17. 34 Quem os condenará? E Cristo Jesus mos orar como convém. nem a profundidade. e não os pecadores (Jo 3:17. amor de Deus. nos dará graciosamente com Ele todas as coisas? 1. mas “quando está no coração obedecer a Deus. a esses também justificou. a esses também glorificou. Signs ofthe Times. Nenhuma condenação. quem será contra nós? qualquer outra criatura poderá separar-nos do a 32 Aquele que não poupou o Seu próprio Filho. entregues à morte o dia todo. nem os anjos. por meio dAquele que à imagem de Seu Filho. O cap. 2:14. 15:4-7). 2Ts 1:1).” Ele então deixa sua análise da dolorosa luta contra o pecado para uma explicação sobre a vida de paz e liberdade oferecida aos que vivem “em Cristo Jesus”.ROMANOS 8:1 26 Também o Espírito. ou perigo. 6. 37 Em todas estas coisas. não há nenhuma condenação (Jo 3:18). comprometem-se a uma vida de amor e obediência. Em Cristo Jesus. porventura. 5:14). nem os princi­ mou. ou nudez. ou espada? 28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Esta frequente expressão do NT sugere a proximidade da relação pessoal entre o cristão e Cristo. ou perseguição. daque­ 36 Como está escrito: Por amor de Ti. a esses também cha­ morte. quando são feitos esforços nesse sentido. e aos que chamou. por todos nós o entregou. Isso significa mais do que ser dependente de Deus ou simplesmente ser Seu seguidor ou discípulo. Ele a aplica às igrejas (G1 1:22. ou angústia. primogênito entre muitos irmãos. 5:20). dos como ovelhas para o matadouro. a fim de que Ele seja o nos amou. Agora. Ef 1:1) Jesus enfatizou a proximidade dessa união na parábola da videira e dos ramos (Jo 15:1-7).1 Que diremos. 16/06/1890). pois. pois. não Senhor. o inexprimíveis. 33 Quem intentará acusação contra os elei­ nos assiste em nossa fraqueza. vir. pados. porém. porque segundo a von­ 35 Quem nos separará do amor de Cristo? tade de Deus é que Ele intercede pelos santos. A boa notícia do evangelho é que Cristo veio para conde­ nar o pecado. Rm 8:3). nem a vida. nosso antes.

de Rm 2:12). A lei pode apontar o caminho certo. Portanto. “a coisa impossível da lei”. 10. requer a experiência que Paulo caracteriza como estar “em Cristo” (ver com. literalmente. a lei de Deus não pode ser responsabilizada nem despre­ zada por não alcançar os resultados para os quais nunca foi designada. 7:7). o artigo também está presente em conexão com “lei” (ver com. Paulo se refere a sua experiência de novo nascimento c batismo. A fé salvadora. inspira obediência e confere poder de mortificar “os feitos do corpo” (v. As evidências textuais se dividem (cf. Seu próprio Filho. 2. Alguns tradutores conectam estas palavras ao “Espírito da vida”. Em Colossenses 1:13. A responsabili­ dade pela incapacidade de prestar perfeita obediência é do próprio pecador.. Paulo continua a vindicar a lei (ver Rm 7:7. xvi) a omissão da frase: ‘que não andam segundo a carne. a intenção de Paulo parece clara: Deus fez o que a lei não era capaz de fazer. Há a ten­ dência de enxergar mais amor e autossacrifício em Cristo do que no Pai. que produz morte e con­ denação (ver com. A lei só pode revelar a transgressão e a justiça e ordenar obediên­ cia (Rm 3:20. Esta última parece ser a interpretação mais natural. em oposição à lei do pecado e da morte. O pecado já não exerce mais o pre­ domínio e a influência controladora sobre . mas à impotência da natureza humana. outros as relacionam com “te livrou”. Ele condenou o pecado. que foi acrescentada aqui de acordo com o v. Cristo é descrito como “Filho do Seu amor”. a autoridade exercida pelo pecado e que leva à morte. Espírito da vida. No entanto.. “te liber­ tou”. 28). O Espírito de vida. 4. ver ljo 4:9) a fim de salvar 616 560 A menos que a pessoa experimente essa união transformadora com Cristo. E na experiência de comunhão e união com Cristo que o crente recebe poder para ven­ cer o pecado. Assim. No texto < grego. de Rm 5:18) e “o pão da vida” (Jo 6:35). p. Ou.8:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a vida. Literal­ mente. E bom lembrar que foi “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16. habitando no crente. como em “justificação de vida” (ver com. o Espírito que dá vida. Ele é chamado assim porque exerce poder vivificante (v. A lei do Espírito da vida é o poder vivificante do Espírito Santo. fraco e caído. vigorando como uma lei da vida. Porque [. O que fora impossível à lei. atribuindo sua “fraqueza” não a qualquer defeito inerente à lei em si. que traz reconciliação e justifica­ ção (Rm 3:22-26). A expressão “da vida” expressa o efeito obtido. Essa construção grega tem sido discutida. 3. mas segundo o Espírito” (ARC). O Espírito traz vida e liberdade. Que não andam (ABC). 32). mas não pode capacitar o ser humano. 11).] te livrou. A palavra “próprio” enfatiza a relação entre o Pai e o Filho (v. não pode reivindicar liberdade da condenação. Não é função da lei perdoar e res­ taurar para a obediência. 14). é possí­ vel ao cristão vencer seu poder e viver de maneira vitoriosa em Cristo. geralmente. xvi) entre as variantes “me” e “te”. Isto é. Ou seja. do v. Lei do pecado e da morte. quando ele começou a andar “em novidade de vida” (Rm 6:4) e “em novidade de espí­ rito” (Rm 7:6). 13. Considera-se. 13). Enferma pela carne. dc Rm 7:21-24). a andar nele. Este fator de fra­ queza já foi explicado em Romanos 7:14 a 25. corrompida e enfraquecida pelo pecado. a lei do Espírito da vida atua diretamente nos membros. provê ao crente poder para vencer a influência destrutiva do pecado e o liberta da escravidão e da condenação do pecado. em contraste com a lei do pecado. Em Cristo Jesus. p. portanto. Evidências textuais apoiam (cf. A dife­ rença é irrelevante. Paulo enfatiza que o Espírito exerce Seu poder vivificante pela união com Cristo.

assumindo a forma de servo.] o pecado. o crente renasce com Ele em novidade de vida no Espírito (v. Cristo veio para revelar o ilimitado amor do Pai (jo 14:9. cf. Cristo veio para redi­ mir o fracasso de Adão. 531. efetuada pela vida c morte de Cristo. O Filho de Deus veio a este mundo com a divindade velada sob a humanidade a fim de alcançar a huma­ nidade e com ela comungar em seu estado enfraquecido e pecaminoso. Ao assumir a condição humana. que é dikaiosunê. Jesus "não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Essa condenação ao pecado. ver DTN. 761. 762). peri hamartias. e que a obediência à vontade de Deus pode ser prestada pelos seres humanos nesta vida (ver AA. "a res­ peito do pecado”. FIb 11:7). em Seu grande amor e propósito divino de salvar a humanidade. 7. Unido a Cristo em Sua morte. O conectivo “e” indica liga­ ção com a frase anterior. DTN. Na carne. Ele veio solucionar o problema do pecado. 4. por meio da expiação e da des­ truição do poder do pecado. Assim. 7. Se Ele tivesse vindo em Sua condição celestial. o contexto pode indicar que a expressão deve ser enten­ dida em sentido mais geral. O propósito de Paulo. Então. a Si mesmo Se esva­ ziou. Deus Se sacrificou em Seu Filho (ver 2Co 5:19. ver com. SI 40:6). 762). Ele foi feito seme­ lhante aos irmãos em todas as coisas. Por outro lado. do gr. enviando Seu Filho.4:15. a cruz de Cristo (Rm 6:10) revelou a malignidade do pecado. A expressão peri hamartias é usada com 8:4 este sentido na LXX. 42. 41. Além disso. Carne pecaminosa. etc. 1015). algumas versões optam pela tradução “como oferta pelo pecado” (NVI). Hb 2:17. Desde a queda de Adão. 1-13). 1014. 18. sofreu e foi tentado em todos os sentidos. Cristo veio não só para assumir a penalidade do pecado na morte. 5. A carne. o pecador não suportaria a glória de Sua presença (ver PP. dikaioma. usada por Paulo nesta 617 . de Mt 4:1. pois foi o pecado que provocou a morte sacrificial do Filho de Deus. mas viveu sem pecado (ver Píb 2:17. venceu e condenou o pecado no campo em que este já havia exercido seu domínio e senhorio. Ele jus­ tifica e santifica as vítimas do pecado.. Ou. ver Nota Adicional a João 1). 330). A frase também ocorre com esse significado em Fíebreus 10:6 a 8. Mt 5:43-48). Esse amplo propósito de Sua missão pode estar incluído nas palavras “e no tocante ao pecado”. Satanás havia apontado o pecado da humanidade como prova de que a lei de Deus era injusta e não podia ser obedecida. DTN. então se tornou o palco de sua der­ rota e expulsão. Portanto. vol. E no tocante ao pecado. 23. Condenou [. 7:37. cf. A lei foi impotente para lhe dar essa vitória. também significa a destruição do poder maligno do pecado sobre o crente. 8. como nós. A huma­ nidade impecável de Cristo é uma vivida* condenação do pecado (ver Mt 12:41. Deus enviou Seu Filho em semelhança da carne do pecado e tendo em vista o pecado. era tam­ bém propósito de Cristo demonstrar à humanidade e a todo o universo que Satanás e o pecado podem ser combatidos. é explicar que o cris­ tão pode ter vitória presente sobre o pecado. Esta não é a palavra comum para “justiça”. antes. mas também para destruir seu domí­ nio e removê-lo da vida de Seus seguidores. contexto de antigos triunfos do pecado. Por isso. 5:6. “No tocante ao pecado”. 22. p. cf. Cristo enfrentou. Justiça (ARC). Do gr.ROM ANOS o pecador. no entanto. mas Deus. sobre a natureza humana de Jesus em relação à tentação e ao pecado. nesta passagem. 9.. Só em Levítico há mais de 50 dessas ocorrências (ver Lv 4:33. tornandoSe em semelhança de homens” (Fp 2:6. também pode ser traduzido por “como oferta pelo pecado”. 4:15. 26:38.. em que é citado o Salmo 40:6 a 8. já tornou dis­ ponível o poder necessário.

mas que se considerava incapaz de obede­ cer. Rm 12:16. cf. a con­ duta de acordo com a orientação do Espírito. “esfor­ çar-se após”. Paulo se refere aqui aos justos reclamos da lei. 9). Segundo o Espírito. 2Co 5:7. Aqueles em quem o preceito da lei se cumpre não mais vivem de acordo com os ditames e impulsos da carne. 22). do v. Lei. não con­ forme a carne. “se realizasse”. 531). O que a lei exige está resumido no amor cristão. 5. o Espírito de Cristo que habita no cristão (v. pois “o fruto do Espírito é amor” (G1 5:22). Cl 1:28. O ser humano caído é incapaz de obedecer às suas exigências. Toda a atividade 618 . Ou seja. Esses versos indicam o lugar permanente e a autoridade da lei de Deus no evangelho e no plano da salvação (ver com. “aplicar a mente e o coração”. 13:21). e a lei não possui poder para capacitá-lo a obedecer. Deus não enviou Seu Filho a fim de alterar ou revogar a lei nem para libertar as pessoas da necessidade de perfeita obediência. As justas exigências da lei se cum­ prem nele. sem Cristo (v. Cogitam. em que dikaiõma é traduzido como “preceitos”. em Mt 16:23. Ef 2:10.8:5 COM ENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA epístola (Rm 1:17. a vida segundo o Espírito significa uma vida em que são cumpridas as justas exigências da lei. Paulo ainda fala da lei. A satis­ fação dos desejos carnais não é mais o prin­ cípio orientador de sua vida. 4). Mas Cristo veio para tornar possível à humanidade pres­ tar perfeita obediência. por intermédio do qual o Espírito Santo trabalha. O grande propósito para o qual Deus enviou Seu Filho ao mundo foi que essa vida fosse possível aos crentes. inclusive pela ARC). 'preceito” (ARA. 4:1). Essa interpretação se reflete em versões que grafam “espírito” sem letra maiuscula (ver RV). de Rm 3:31). “Andar segundo a carne” é seguir esse prin­ cípio na vida prática. cf. phroneõ. Ou. Os que se inclinam. 4:12. no sentido de conduta habitual. Do gr. Andamos. uma vida de amor e obediência. 2Co 7:1. pois “o amor é o cumpri­ mento da lei” (Rm 13:10). Entendem que Paulo estava enfatizando que a vida do cristão não é mais governada pela natureza inferior. 315. Hb 6:1. Se cumprisse. o resultado da ação do Espírito Santo na vida é o amor. Dikaiõma expressa a ideia de “o que está previsto como direito”. Não segundo a carne. Lc 1:6. 3:5. Levar a vida do ser humano à harmonia com a von­ tade divina é o propósito do plano da salvação. 15-25). “caminha­ mos”. Assim. mas pela natureza espiri­ tual. A Bíblia sempre fala de transfor­ mação completa e de obediência perfeita (cf. Por isso. Mt 5:48. «g Inclinar-se “segundo a carne” significa ter a carne como princípio governante do scr. “pensar”. Paulo não diz “fosse parcialmente cum­ prido”. 10:3. O artigo está presente também no grego (ver com. que ele aprovava (Rm 7:16) e na qual ele se deleitava (v. Ou seja. o cristão também pode alcan­ çar perfeição de caráter (ver PJ. Alguns comentaristas preferem interpre­ tar esta frase como se referindo particular­ mente ao espírito humano renovado. Assim. Rm 6:4. Cl 3:2). 2Tm 3:17. às suas jus­ tas exigências. Deus exige perfeição de Seus filhos. Neste contexto. Rm 2:26. pode ser traduzida como “vivemos” (cf. AA. 13. 4). Fp 3:19. 4:3). e a perfeita vida humana de Cristo é a certeza de Deus de que. “Andar” reflete a ma­ nifestação da condição interior de estar “inclinado” (ver com. “cui­ dar”. de Rm 2:12). A palavra denota a ação tanto dos afetos e da vontade como da razão (com­ parar com o uso de phroneõ. A lei é a expressão da vontade e do caráter imutá­ vel de Deus. Isto pode ex­ pressar um aspecto diferente de “andar” (v. Da mesma forma. Literalmente. Ef 4:12. Deus enviou Seu Filho à semelhança de carne do pecado para que as pessoas fossem total­ mente capacitadas a viver em conformidade com os preceitos de Sua santa lei. pelo Seu poder.

Coisas da carne. Por isso. o que levou à desobediência à lei de Deus. Literalmente. Literalmente. Paulo descreve o contraste absoluto entre as coisas da carne e as coisas do Espírito (ver G1 5:16-24). e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17). Paulo explica por que o pen­ dor da carne dá para a morte. Assim. que é “justiça. alegria e paz (G1 5:22). 4. Morte. O pendor da carne. A pessoa está sob a influência predominante de um ou outro dos dois princípios em contraste neste ver­ sículo. 6. O motivo para isso é explicado em Romanos 8:7. A menos que morra para si mesmo e para o pecado. 6:21. e sua atual condição de morte espiritual só pode levar à morte eterna. 619 . Aguardam a salvação final e a vida eterna. Quem vive para esse propósito egoísta está morto (lTm 5:6. e nasça de novo para uma vida nova no Espírito (Rm 6). Aqueles que têm o “pendor do Espí­ rito” e “andam [. os seres humanos seguiram as inclinações da carne. O tempo presente sugere insubor­ dinação contínua.] segundo o Espírito” (Rm 8:4) desfrutam a paz do perdão c da recon­ ciliação (Rm 5:1). “objetivo”.. fhronêma tês sarkos (ver com. 6. como na sentença: “Ele sabe qual é a mente do Espírito” (v. os que andam segundo o “pendor da carne” e “andam [. o ser humano é incapaz de se submeter à vontade de Deus (ver PP. e paz. Do gr. A hostilidade con­ tra Deus é o oposto da paz em que vivem os que estão no Espírito (Rm 8:6). Quando foi criada. “a mente [ou ‘desejo’] do Espírito”. Essa separação significa morte. ver também Ef 2:1. “a mente [ou ‘desejo’] carnal”. 64). e eles tem a alegria e o encorajamento de ver os justos requisitos da lei cumpridos cm sua vida (Rm 8:4).. é impossível alcançar a justiça e a salvação pelas próprias tentativas lega­ listas de obedecer. Pensar apenas na satisfação dos desejos carnais é caminhar para a morte. Unicamente mediante o poder transformador do Espírito Santo a obediên­ cia é possível novamente. 5).. do v. o verbo significa sujeição às ordens. “intenção” ou “inclinação”. Esse modo de agir leva ao afastamento de Deus. A pre­ sença do Espírito Santo traz amor. Na terminolo­ gia militar.] do Espírito. a vida do ser humano estavam em perfeita harmonia com a vontade de Deus. Ef 1:13. 1. “mente” significa “pensamento”.] 8:7 segundo a carne” (v. por isso. A mente dirigida pelas coisas da carne revela hostilidade a Deus mediante contínua desobediência. 2:5. Ter a mente voltada para as coisas do Espírito e os pensamentos e dese­ jos regidos pelo Espírito resulta naquela harmonia saudável e vivificante de todas as funções espirituais e é uma garantia e ante­ cipação da vida futura (cf. A mente car­ nal é totalmente incapaz de se submeter à lei de Deus. Ter a mente dirigida pelas coisas da carne e.. 21) e só podem esperar juízo e morte (Rm 1:32.ROMANOS mental e moral daqueles que “se inclinam” para a carne é voltada para a gratificação egoísta dos desejos não espirituais. Ao contrário. Vida e paz.. 15. Por esse motivo. Inimizade contra Deus. 6) conhecem apenas a experiência de escravidão e condenação (v. Nem mesmo pode estar. Os prin­ cípios da lei foram escritos em seu coração. como resul­ tado. o início do reino de Deus. a fonte da vida.. Mas o pecado trouxe separação de Deus. a mente e. desde a queda ao poder do pecado. Não está sujeito. O amor de Deus é “der­ ramado” em seus corações (Rm 5:5). 27). Neste caso. 7. 22). 14). levar uma vida egoísta é viver de forma hostil a Deus e em desarmonia com Sua von­ tade (ver Tg 4:4). Pendor da carne. Pendor [. 6). O princípio que obtiver o domínio determina também a natureza da vida e o caráter das ações. e o coração dos seres humanos veio a ser preenchido por inimizade e rebeldia.

então. Portanto. A palavra não introduz uma con­ clusão ou consequência do v. Jo 8:29). o Espírito Santo é chamado de “Espírito de Cristo” (lPe 1:11. talvez. de fato” o Espírito de Deus habita em nós. Sua natureza os leva à hostilidade e desobediência. Os que estão na carne não podem agradar a Deus nem obe­ decer à Sua lei. Este versículo é um convite a um exame de consciência. 15:26.] e os que estão na carne não podem agradar a Deus. pode ser ativo na causa de Deus e disposto a doar os bens para alimentar os pobres ou 620 . acrescentando a condição da qual depende necessariamente essa declaração. Este versículo é repleto de advertências. 5). No Espírito. porém. a paz e as outras graças do Espírito (G1 5:22) são evidências do verdadeiro cristianismo. Em outro texto. O cristão pode defender as doutrinas e estar em conformidade com as práticas da igreja. Em outros textos.8:8 COM ENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 8. “não pertence a Ele”. não torna a pessoa uma verdadeira seguidora de Cristo. 14). Isto indica a presença contí­ nua e permanente do Espírito. A expressão “em vós” denota a proximidade da ligação entre o crente e o Espírito. cessa a vida segundo a carne. Ou. Ele Sc alegrou com Seu Filho (Mt 3:17. ele qualifica sua afir­ mação. Isso implica a completa submissão da vontade do crente à vontade de Deus. 6:19). então é porque a pessoa não é dEIe. Do gr. Não é suficiente estar intelectual­ mente convencido da veracidade do cristia­ nismo. Significa ser absorvido e governado pelas coi­ sas da carne. Aqueles que dependem da falsa esperança de que suas próprias obras de obediência agradam a Deus e merecem Seu favor para salvá-los são alertados de que isso não é possível. Hb 13:16. O amor. O Espírito de Cristo deve habitar na vida. Mas. simples­ mente. Ou seja. 4. obediência e amor é possível apenas aos que vivem pelo poder do Espírito Santo que neles habita. 17:5. Cl 3:20. Esse tal não é dEIe. Mas se. 7:14-25). A ausência do fruto evidencia que ainda vive­ mos na carne. Esta expressão pode ser mais forte do que “segundo a carne” (v. de fato. Paulo fala do Espírito Santo habitando no coração dos cristãos (ver ICo 3:16. A profissão de fé. em si. mas apenas repete a ideia de forma diferente e.. cf. a alegria. 9. ver Jo 14:26. sobre a relação do Espírito Santo com Cristo. A velha vida na carne só deixa de existir quando começa a nova vida no Espírito. ao contrário. 2Pe 1:21). Os que estão na carne não podem fazer as coisas que agradam a Deus. 12:18. e não apenas arroubos ocasionais de entusiasmo e zelo. “Espírito de Seu Filho” (G1 4:6) e “Espírito de Jesus Cristo” (Fp 1:19. Vós. O poder dominante da carne só pode ser expulso quando o Espírito é convidado a exercer controle total da vida. A conexão pode ser parafra­ seada assim: “O pendor da carne é inimizade contra Deus [. aqui. Quando o Espírito realmente habita no inte­ rior. Este versículo acrescenta explanação à argumentação de Paulo de que as tentativas de obediência legalista são falhas (Rm 3:20. Habita. de. Espírito de Cristo.” Na carne. Podemos saber se o Espírito habita em nós pela presença ou ausência do fruto do Espírito (G1 5:22). E possível saber que realmente pertence­ mos a Ele se Ele nos deu do Seu Espírito (1 Jo 4:13). 7. egoísmo e vaidade. 13. Em sua forma caracte­ rística. 16:7. “e”. Mas essa vida de fé. Se. Não podem agradar a Deus.. mais pessoal. “se tendes a mente espiritual e estais sob a direção e influência do Espírito Santo”. Paulo expressa confiança em seus leitores. O Senhor Se alegra com a fidelidade e a obediência. Temos a mente dirigida pelo Espírito e vivemos no Espírito “se. 21). Contempla com prazer atos de fé e de amor (Fp 4:18. a vida está marcada por crueldade.

o espírito é vida por ter o Espírito de Cristo (v. mundano. Mas. iTs 4:14). 2Co 4:14. de Rm 5:12). 15:20-23. cruel e Tomando a justiça em seu sentido mais amplo. morais de se viver de acordo com o pendor do Por causa da justiça. o significado da expressão parece ser crítico tem comunhão. uma vez que o Espírito habita neles. O orgulhoso. parece indicar que Paulo se refere suscitados. atribuída na jus­ vida (ver Jo 6:56. O corpo. apesar de mui­ Portanto. porém. e isso significa vida. quando E vida. Quando há justiça na vida. G1 2:20. Espírito Santo. a justiça é frequentemente asso­ produz morte (v. Portanto. do pecado de Adão. xvi) a variante: aguardam a ressurreição e a vida eterna “por causa de Seu Espírito”. frívolo. 18. o Espírito Santo é o motivo para serem res­ Tg 2:26). assim como o pecado o é à deve estar sob as ordens de sua natureza car­ nal. está morto. ele não é um dos que a justificação que dá vida (Rm 5:18). De acordo com a tradução da ARA. O espírito humano. embora o corpo esteja morto por causa de Cristo. mas com outro espírito (T5. mas que “é vida”. > pertencem a Cristo (ICo 13:3). o crente não ciada à vida. As duas idéias são verdadeiras e apropriadas ao contexto. tanto “pelo tas versões recentes traduzirem como “está poder do Espírito” como “por causa da pre­ vivo” ou “tem a vida”. Esse dom da justiça é acompanhado Ef 3:16. 2Co 7:1. Vivificará também. No entanto. “está vivo”. Ao longo das Espírito. do corpo mortal indica que Paulo trata da 11. 15:4. O espírito. Mas o contexto não parece indicar essa limitação. transmitida na santifi­ cação. De acordo com o outro entendimento. 2Co 13:5. na verdade. 2). Os comentaristas têm interpretado este A evidência do recebimento do dom da jus­ texto de diversas maneiras. nova vida no Espírito ainda estão sujei­ Por meio do Seu Espírito. especialmente o contraste direto dos. Paulo fala da morte física por causa do pecado (Rm 5:12). Deus vai ressuscitar aque­ les nos quais o Espírito doador de vida habita. 2. Somos devedores. O Espírito Santo é o ao espírito humano. E no espírito (mente) da pessoa que 12. “o Espírito” (NTLH). Cristo. como princípio de causa da justiça de Cristo. não com o Espírito que. A presença o Espírito de Deus realiza Sua obra vivificasalvífica do Espírito Santo traz obrigações dora e transformadora. e o fruto do Espírito (G1 5:22) não for à justiça de Cristo atribuída ao crente para evidente em sua vida. do qual todos participam 10. possui vida sustentada em Deus.ROMANOS 8:12 mesmo a oferecer o próprio corpo para ser Alguns comentaristas preferem limi­ queimado. Por outro lado. entre “corpo” e “espírito” (cf. mas. e é natural que. o Espírito de Deus traz morte. Fp 3:21. vaidoso. depois. há evi­ liberdade da escravidão e da condenação do dência da presença e do poder do Espírito pecado (v. 11 à ressurreição sença do Espírito de Deus (Ef 1:13). que é permeado pelo poder vivificante do sença do Espírito”. poder pelo qual os mortos são ressuscita­ O contexto. Ou. que passou de Adão a todos. Paulo não diz que o espírito o Espírito está presente. sendo a garantia da de Deus. p. seria correto dizer que. 621 . tificação e. Rm 6:22). pelo dom da vida eterna (Rm 5:17. ICo 7:34. 9) é ter Cristo habitando no coração. também haja vida. Paulo explica que o poder da carne Escrituras. 225). Isto mostra que (ver com. Se. 6). 17. ressurreição de Cristo como o penhor da Mesmo os que nasceram de novo para uma ressurreição do crente (ICo 6:14. o Espírito Santo é o (Rm 8:11). se o Espírito não habitar tar o significado da justiça nesta passagem nele. textuais favorecem (cf. Espírito da vida (v. a tiça e da reconciliação com Deus é a pre­ referência evidente do v. Cl 1:27). avarento. 21). Evidências tos à morte.

Ninguém pode ser salvo em seus pecados. Os filhos de Deus não são aqueles cujo coração é tocado ocasio­ nalmente pelo Espírito. O Espírito só habita naqueles que O aceitam pela fé. nunca forçando. Ver com. v. 8). E. “crianças” denota a relação natural que os filhos têm com seus pais. O tempo presente indica um processo contínuo de mortificação. Se assim for. quando o Espírito Santo nos dá poder para viver segundo a mesma. A direção do Espírito não significa um impulso momentâneo. a vida eterna não é exatamente a con­ sequência de se mortificar as obras do corpo. Filhos de Deus. tendo em vista esse poder superior pre­ sente em sua vida. Paulo pode estar fazendo alguma distinção entre “filhos” (huioi. Mas ele não isenta da obediência à lei de Deus. No v. a morte é certa (ver G1 6:7. Para os que vivem segundo a carne. 4. 15. O comer. portanto. o beber e tudo o que faz. permanece para sempre a verdade de que. difere da forma da expressão “caminhais para a morte”. Paulo mostra que o Espírito des­ perta a vontade e a motivação para obedecer. dos v. de que a vida carnal significa a morte. a não ser quando estejam em conformidade com a lei de Deus. essa necessidade de obedecer não representa qualquer sentimento de subser­ viência. há um sentimento de alegria na harmonia com a vontade de Deus (cf. 16). O poder orientador e transformador do Espírito é descrito como guiando. 8:6). Eles devem tudo ao Espírito. 4:1-7). deve ser realizado tendo em vista a gló­ ria de Deus (ICo 10:31). vivereis. Deus reconhece como filhos os que são continuamente guia­ dos pelo Seu Espírito. a posição de filiação é contrastada com a dos servos ou escravos (ver G1 3:26. “estão sendo guia­ dos”. Seja qual for a profissão de vida espiri­ tual. o status e os privilégios reservados aos herdeiros. 13.8:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA vida eterna por vir (Rm 8:11). Este é o futuro simples do verbo. O texto grego é mais enfático do que a forma verbal em português expressa. subs­ tantivo genérico. ou que vez por outra se submetem a Seu poder. O evangelho liberta da condenação da lei e do erro destrutivo de tentar guardar a lei ► pelos próprios esforços. que. além disso. Neste versículo. E a fé significa submissão voluntária à vontade de Deus e à influência do Espírito Santo. de Rm 6:23). 14. Ou. de Rm 3:31). Paulo se refere às ações do corpo. é inclinada para o mal. a morte é inevitável (com­ parar com Rm 6:21). Um dos dois deve morrer: a vida de pecado ou o pecador. um dom de Deus por meio de Cristo (ver com. Certamente. enquanto “filho” implica. ljo 3:7. quando se vive segundo a carne. São guiados. Isso coloca na posição de devedores aqueles pelos quais o Espírito realiza essa obra salvífica e transfor­ madora. Fp 3:18. Rm 7:22). Caminhais para a morte. Segundo a carne. A dis­ tinção sugere que. o apóstolo reafirma o argumento desenvolvido nos dois capítu­ los anteriores. 6. mas a crucifixão da carne significa vida (ver Rm 6:6. Quando se permite ao Espírito plena atuação na vida. Ef 5:5. ele é o começo da verdadeira obediência. Não há coerção no plano da sal­ vação. Os feitos do corpo. O cristão não deve ceder aos impulsos e apetites do corpo. substantivo masculino) e “filhos” (iekna. “crianças”. Mortificardes. mas uma influên­ cia habitual e constante. 622 . Na verdade. embora a morte seja a con­ sequência inevitável de uma vida segundo a carne. 5. neste caso. considerando sua tendência moral. e sua fidelidade e obediência devem ser comple­ tas. Este versículo é uma resposta aos que não compreendem a liberdade do evangelho. Longe de o evangelho ser o fim da obediência. 19. antes. que é o eterno e imutável decreto de Deus ao qual todas as Suas criaturas devem obedecer (ver com. O tempo presente indica ação con­ tínua. 8.

“espí­ (Rm 9:4). “um sentimento de servidão”. a adoção real de crentes judeus e rito angustiado” (Is 61:3). passa de um o cristão é filho e herdeiro. mas a morte. Ef 1:5) (Lc 13:11). Ele faz um uso geral do termo “espí­ adoção. ou ao espí­ O privilégio da filiação é apenas para os rito. que é característica dos que são admiti­ que são guiados pelo Espírito. estado de escravidão para o de filiação. O texto ACF). sendo da consciência de adoção. cf. amor e confiança. 20. estado desditoso termina. mesmo que. é o Espírito Santo grego pode ser entendido como uma referên­ cia ao início da vida cristã. Os judeus não deviam ter a prática da divino. cação e nasce do Espírito Santo. com a certeza de que. temeroso dos escravos em relação refere ao espírito humano nem ao Espírito aos senhores. a pessoa é escrava Outra vez. Assim. huiothesia. ela colhe apenas condenação e ira do (Rm 6:14) se assombra sob o peso do pecado e está diante de seu Senhor e Juiz com temor e não perdoado (cf. Rm 7:25) e da morte como consequên­ fossem estrangeiros e inimigos (Rm 5:10. por natureza. Ser filho de Deus é adoção” é uma referência ao Espírito Santo. compreensível a vidão”. Isto pode ser comparado a descrever a adoção típica da nação judaica “espírito de ciúmes” (Nm 5:14. pela fé. literalmente. Eles nasce­ dos a essa relação de filiação. que ao longo desta epístola o próprio filho. Deus envia o Espírito ao carinho. Porque não recebestes. 623 . Em vez da ira do Juiz. sobre ela. 6). Cl 1:21). O espírito de escravidão. Paulo não se rito servil. de Rm 6:14) e procura. o amor do Pai então repousa Adoção. Quem dos melhores esforços para estabelecer a pró­ ainda está sob a lei e na escravidão do peca­ pria justiça. que produz a condição de adoção.ROMANOS 8:15 Enquanto vive sob a lei. 13. Isto implica (ver com. em vez de ser escravo. 16. A servidão. é a escravidão do pecado (Rm 6:6. a pessoa não tem parte Quando o Espírito Santo é recebido. “espírito de prosti­ tuição” (Os 4:12). Se Paulo trata ram de novo (Jo 1:12. 15). e Paulo aplica o termo para é contrastada com a liberdade dos filhos de os cristãos porque Deus os trata como Seus Deus. amor e libertação do temor (ljo 4:18). 30). “espírito de mansidão” (ICo 4:21). Rm 1:32. tem “colocar como um filho”. Em vez do medo de um escravo. A maneira de Paulo usar pode ser traduzida como “o senso de escra­ esse termo era. portanto. apesar pessoa vivia antes de ser cristã. justificado e nasce de novo. como os filhos têm em relação a seus pais. e não o espí­ crente (G1 4:5. tremor. obter a recompensa. próprios filhos. A cons­ ciência da adoção produz o sentimento de é reconciliado. 3:3-8) e. “espírito do estado de glória (Rm 8:23). “espírito” deve judeus ou gentios. atemorizados. Considerando que. cia do pecado (Rm 5:21). a expressão gregos e romanos. viver verdadeiramente (cf. Hb 2:14. “um seus leitores em Roma. Há alguma diferença de opinião quanto se a frase “o Espírito de a confiança de um filho. Nesse momento. e a adoção aperfeiçoada dos crentes no futuro “espírito de covardia” (2Tm 1:7). Naturalmente. mas ela não era incomum entre os rito” para expressar um estado de espírito. 17. ela alcança justifi­ vida. muitas versões (em contraste com NVI e 15. são os verdadeiros filhos ser escrito sem maiuscula. Do gr. “espírito de enfermidade” gentios como filhos de Deus (G1 4:5. quando. os filhos da fé (G1 3:7). Ele usa a expres­ são em outros textos de suas epístolas para espírito servil”. por natureza. Não espera a vida. Mas. Como escrava. que é o caso de ► de Abraão. O Espírito traz Todavia. quando o crente que traz a consciência de filiação. Adotar é tomar e tratar um estranho como erro” (ljo 4:6). pelas pró­ uma recaída no estado de medo em que a prias obras. Rm 8:13). esse na herança. um hábito ou sentimento.

No plano de Deus para a restauração completa do ser humano. Se nascemos de novo e somos adotados como Seus filhos. filiação e herança ocorrem juntas (cf. 64). 52). reflete o caráter bilíngue das pessoas às quais o cristianismo chegou. a repeti­ ção pode indicar a intensidade do sentimento. como ocorre em algumas versões (ver RSV). Rm 8:26 etc. 53. Com o nosso espírito. Filhos de Deus. A menção da palavra “Pai”. o adjetivo “próprio” no grego também é neutro. O fato de Ele habitar em nós evidencia-se pela pre­ sença do fruto do Espírito (G1 5:22). Significa também que. e Paulo a usa nova­ mente em Gálatas 4:6. a certeza de que somos filhos de Deus vem pela habitação do Espírito (Rm 8:14). mas a natureza do Espírito Santo é um mistério. cf. que se tornou filho do Pai celestial (Mt 5:44. 13-15. Sc a outra conexão for seguida.8:16 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA o pecador não tem nenhum direito em Deus. “no qual gritamos”. Ela ocorre uma vez em Marcos 14:36. como filho adotivo.). A herança é o reino da glória (Mt 25:34. Porém. Também é verdade que ninguém pode cha­ mar a Deus de Pai. parece não haver explicação defini­ tiva do motivo da repetição. 16. O gênero gramatical da palavra “Espírito”. em grego. Também herdeiros. caso em que as palavras seriam ligadas ao versículo seguinte. “Consolador”. se não for pelo mesmo Espírito (G1 4:6). AA. A obra do Espírito Santo é declarada nas Escrituras (ver Jo 14:26. 3:5). deve manifestar obediência voluntária em todas as coisas (ver com. é utilizado o pronome masculino (ver Jo 15:26. é o próprio Espírito testificando com o nosso espírito de que somos filhos de Deus” (RSV). A primeira palavra é uma transliteração do aramaico. o pecador está sob a proteção e o cuidado de Deus e que. Pai. Em “relação a tais mistérios. língua também entendida por muitos judeus da Palestina. 45). E óbvio que a personalidade do Espírito Santo não pode ser discutida pelo gênero dos prono­ mes que podem ser utilizados (cf. Da mesma forma que nos tornamos filhos de Deus pelo poder regenerador do Espírito (Jo 1:12. Ou. “o mesmo Espírito”. Literalmente. G1 4:7). Paulo estaria dizendo que o grito é motivado pela consciên­ cia da adoção como filhos de Deus. primeiramente em aramaico e. Paulo diz que “ninguém pode dizer: Senhor Jesus!. dema­ siado profundos para o entendimento humano. adotado na família divina. do gr. IJo 3:1-3). pneuma. Se há amor para com Deus e os semelhantes. Jesus Se descreveu como “herdeiro” na parábola dos lavradores maus 624 . Coerdeiros. TM. como em muitas versões (ver ARC). A pala­ vra traduzida como “grito” significa um brado expressivo de profunda emoção. “quando choramos”. lPel:4. 13. 16:8. o silêncio é ouro” (AA. O testemu­ nho do espírito do próprio crente de que ele é filho de Deus depende do testemu­ nho do Espírito Santo de que isso é assim. 16:7. pode-se saber que já se passou da morte para a vida (IJo 3:14). 13). A segunda é tradu­ zida do grego. por isso. Deus também nos trata como herdeiros. Assim. a língua falada pelos judeus na Palestina. A plena posse dessa herança é ansiosamente aguardada pelos filhos de Deus (Rm 8:18-25. Quando o Espírito Santo é mencionado pelo nome masculino Paraklêtos. Alguns sugerem que a palavra grega tenha sido introduzida por ► Paulo e Marcos simplesmente para explicar o significado do termo aramaico aos leitores de língua grega. No entanto. Também pode ser traduzido como. é neutro. depois. 5) e vida eterna (Rm 2:7). de Rm 8:12). em gratidão. outros dizem que as três passagens em que ocorre essa repe­ tição são emocionais e que. Pai’. No qual clamamos. Seu ato de adotá-lo é de puro e soberano amor (jo 3:16). senão pelo Espírito Santo” (ICo 12:3). 17. Aba. O próprio Espírito. A seguinte tradução torna esta passagem um estreito paralelo a Gálatas 4:6: “Quando clamamos: Aba.

23. o presente nada mais é que um período breve e transitório. alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo. Através da dor. A mesma palavra é traduzida em outros luga­ res como “pensas” (Rm 2:3). lugar brilhante e glorioso (Ap 21:10. em Gálatas 3:23. embranquecidos e provados” (Dn 12:10). Não denota mera opinião ou supo­ sição. como Ele o fez. Se sofremos com Cristo. Cristo admite que Seus irmãos igualmente compartilham a herança que Ele conquistou. mas julgamento ponderado. 17). 8:18 Mas é por essas provas e perseguições que o caráter de Cristo é reproduzido e reve­ lado em Seu povo. Essa glória será compartilhada pelos fiéis seguidores de Cristo (Cl 3:4). Paulo podia falar disso. O mero sofrimento não satisfaz a con­ dição aqui implícita. 11:23-33. Jesus alcançou a paz. somos educados. Paulo representa a futura revelação da glória como algo que cer­ tamente acontecerá. Eles O refletirão como um espelho e serão transformados à mesma imagem. convida-os a seguir a Cristo no mesmo caminho de abnegação e ► opróbrio. 20:22. vos ale­ greis exultando” (IPe 4:13). 2Tm2:ll. Quando escre­ veu esta carta. A diferença deles em relação ao mundo provoca hostilidade. para que também. 12). A ser revelada. Comparados. ele já tinha sofrido muito por Cristo e pelo evangelho. Quando os primei­ ros cristãos foram confrontados com a per­ seguição cruel por amor a Cristo. 2Co 1:3-11. Tenho por certo. Pedro os encorajou com as palavras: “Pelo contrário. “concluímos” (Rm 3:28). lTs 3:3). disciplinados e preparados para compartilhar as glórias futuras. de glória em glória (2Co 3:18). 12. e muito sofri­ mento ainda lhe estava reservado antes de sua execução (ver At 19:23-41. 21:2736. A glória prestes a ser revelada inclui o bri­ lho celestial da segunda vinda e a manifesta­ ção de Cristo em toda a Sua divina perfeição e pleno poder (ver Tt 2:13). Cl 1:24). A revelação da glória tam­ bém incluirá o esplendor e a beleza do Céu. Sofrer com Ele significa sofrer por causa d Ele e do evangelho. Tempo presente. por sua experiência dolorosa. na revelação de Sua glória. Assim tam­ bém farão todos os que O amam (cf. assim também o é para todos os que são transfor­ mados à Sua semelhança. 22:5). Os cristãos são “coerdeiros”. Paulo usa três palavras compostas antecedidas pela preposição sun. Mt 10:38. As mesmas palavras são utilizadas na mesma ordem categórica. “Muitos serão purifica­ dos. para que. Ap 3:21). Assim como Jesus sofreu a oposição de Satanás e a perseguição do mundo. pelo sofrimento. Como o “primeiro entre mui­ tos irmãos’’ (Rm 8:29). Com Ele sofremos. logizomai. Sofrer com Cristo pode significar tam­ bém lutar contra os poderes da tentação. 18. uma “leve e momentânea tribulação” (2Co 4:17). 2Co 1:5.ROiM ANOS (Mt 21:38). O plano de salvação não oferece aos cren­ tes uma vida imediata livre de sofrimento e provações. 18). Os sofrimentos. Ao compartilhar os sofrimentos de Cristo. 20:23. No grego. 10. que “sofrem com” (sumpaschõ) e estão “glorificados com” (. 6:4-10. não para Si. quando O virem como Ele é (ljo 3:2). 11. também o sejamos nós. A vida de Cristo é um exemplo para o crente. 24. Em comparação com a gló­ ria vindoura. do trono de Deus (At 7:49).sundõxazõ). Deus nos trata como coerdeiros com Seu próprio Filho. Pelo contrário. 2Tm 2:11. ou herdei­ ros em conjunto (sugklêronomoi). mas para eles (ver Jo 17:22-24. A luz da eternidade. 625 . “suponho” (2Co 11:5) e “julgo” (Fp 3:13). “sofremos jun­ tamente”. Ele deve estar sofrendo com Cristo (cf. “com”. 16:24. Do gr. Ou. assim como Ele foi aperfeiçoado “por causa do sofrimento” (Hb 2:9. chegou à glória. pois eles serão semelhantes a Ele. Cl 1:24. todos os sofrimentos da vida pre­ sente se tornam insignificantes (ver PE.

A preposição eh sugere a ideia de que a glória se estende a nós em sua esplendorosa transfiguração. 22). 17). em sua plenitude. gemem sob a maldi­ ção e esperam a liberdade. frus­ tração. 1Ts4:16. Ardente expectativa. “longe”. Apokalupsis está relacionado com o verbo traduzido como “revelou” (apohaluptõ). mos­ traram-se as marcas da decadência e da morte. 18. A fúria dos elementos c os instintos 626 569 A expectativa dessa glória futura susten­ tará os cristãos em suas aflições terrenas. Denota esperar por alguma coisa com forte desejo e expectativa. palavra rara no NT (Rm 8:23. apokaradokia. pois. Hb 9:28. Há apenas outras duas ocorrências de mataiotês no NT (Ef 4:17. Rm 1:25. O pecado do ser humano produziu conse­ quências que alcançaram todo o mundo ao redor. A descrição de Paulo mostra que a criação aguarda ansiosamente por essa revelação.8:19 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Aguarda. kara. título do último livro do NT. A revela­ ção dos filhos de Deus será a manifestação pública de toda a obra da graça redentora. depois. toda a esfera da qual ele era o centro foi afetada e ficou sob a sentença divina (Gn 3:17-19). Talvez seja melhor não limi­ tar a aplicação. Está sujeita. mas a glória nunca vai escurecer nem diminuir (]Pe 1:4). Esta pala­ vra expressa ausência de finalidade. ljo 3:2). Como a palavra traduzida por “ardente expectativa”. aqui. Isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo (Cl 3:4. e os comentaristas têm procurado traçar linhas de distinção entre o que está e o que não está incluído no termo “criação”. e a huma­ nidade. esta também é muito expressiva. Criação. Deus haja criado tudo “muito bom” (Gn 1:31). 8:22. O verbo relacionado. O sig­ nificado da passagem tem sido debatido lon­ gamente. no prin­ cípio. Hb 4:13). Do gr. Aqui é utilizada neste último sentido. . dokeõ. O prefixo apo. 19. lCo 1:7. Do gr. “vão” (lCo 3:20. em sentido figurado. apokalupsis. Embora. exceto o ser humano. foi desviado de seu verdadeiro curso. G1 5:5. com a aten­ ção retirada de tudo mais. expectativas frustradas. que seria a queda de Adão e Eva. “cabeça”. Os sofrimentos podem parecer intensos. Do gr. mas a glória será eterna. certamente. “longe” sugere um distanciamento de tudo e a fixação dos olhos em um único objeto. Do gr. São apenas por um momento. por toda parte. A pala­ vra ktisis pode significar tanto o ato cria­ dor (ver Rm 1:20) como a coisa criada (ver Mc 16:15. Alguns pensam que só a humanidade está em discussão. mataiotês. Cl 1:23. Vaidade. Fp 3:20. em que evi-« dências textuais atestam a variante apexedechetó). Os 2:21. 25. Ou. literalmente. Sugere esperar com a cabeça erguida e os olhos fixos naquele ponto do horizonte a partir do qual o objeto espe­ rado está por vir. Is 35:1. e os vivos serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares (1 Co 15:51-53. mataios. mataioõ. O sig­ nificado literal seria “aguardar com a cabeça erguida”. apekdechomai. kthh. 20. “aguardar”. Alguns entendem que a “criação” se refere a todo o mundo da natureza. “criação”. Do gr. Não é incomum nas Escrituras que o mundo da natureza seja descrito como se fosse capaz de ter consciência humana (ver Dt 32:1. lPe 1:18). O tempo do verbo grego indica que o evento ocorreu em um momento particular. “revela­ ção”. O livro de Eclesiastes é um comentário sobre a “vaidade” (ver Ec 1:2). em que os justos mortos serão ressuscitados. com o adjetivo rela­ cionado. toda a natureza. no v. Outros incluem também o mundo da humanidade. Em nós. mas são “leves” em comparação com o “eterno peso de glória” que lhes espera (2Co 4:17). ver 1 Pe 3:20. centro da criação. Esta palavra grega altamente expres­ siva é composta de três partes: apo. Passam logo. Revelação. pode ser comparado com “torna­ ram-se nulos” (Rm 1:21). Ouando o homem. seres animados e inanimados. “para nós”. 2Pe 2:18).

Uma vida de obediên­ cia eterna é a verdadeira liberdade. 18. Melhor. os animais. Qualquer que seja a cone­ xão. eles estarão livres para exercer as suas faculdades em perfeita harmonia com a von­ tade e os propósitos de Deus. Mas a “vaidade” da natureza se tornou um incentivo para que os seres humanos exercessem as faculdades 8:22 . a história da terrível expe­ riência de rebelião serviría para alertar con­ tra a futura transgressão (ver GC. lançou sobre sua posteridade: os descendentes. Geme. O paraíso estava perdido e. O mundo da natu­ reza foi feito para a humanidade e. 21. Paulo apela para a experiência de seus leitores em suas obser­ vações do mundo ao redor. e foi adap­ tada para atender à condição alterada do ser humano e para servir ao plano da redenção. deveríam ser o destino do ser humano foi planejada para o bem final dele. Era Adão que tinha a escolha entre o serviço a Deus ou pela vaidade. A vida de lutas e cuida­ dos que. “a criação” (ARA. Alguns a têm relacionado à humanidade como um todo. O cativeiro da corrupção. Mas. 19). Não voluntariamente. Tudo que é imperfeito. o significado deixa claro que a sujei­ ção à vaidade não era o fim do propósito de Deus. A sujeição involuntária « a uma condição que resulta em corrupção é chamada dc “escravidão”. a humanidade e a natureza ficaram sujeitos à vaidade. e traduzem: “na esperança de que a criação”. estava adaptado para ser­ vir às alegrias e felicidade de seres huma­ nos sem pecado. No aparecimento de Cristo. bem como sofrimento. 19). em particular. do v. Deus providenciou um meio de escape (ver com. 60). 19. Liberdade é um dos elementos do estado de glória mencio­ nados no v. exceto o serviço a Deus. A natureza é inocente. 627 570 destrutivos dos animais são uma prova da vaidade e da falta de rumo a que a criação foi submetida. ver com. nos v. ver com. A última opção talvez seja a interpretação mais sim­ ples (sobre por que a maldição foi permitida. tudo é escravi­ dão. a partir de então. A mais elevada forma de liberdade é estar sob a soberania e o governo do sábio Criador. toda a criação espera compartilhar da eman­ cipação prometida. Porque sabemos. Isto é. 20 e 21 (ver com. A longa história do pecado provou que tudo é escra­ vidão. “a liberdade da gló­ ria” significa completa liberdade da presença e do poder do pecado. Muitos comentaris­ tas e algumas versões conectam estas pala­ vras ao v. Sua posteridade não teve escolha. ou a Adão. “por conta de quem o sujeitou”. No entanto. literalmente. Do gr. ver GC. sob a maldi­ ção do pecado. em seu estado original. do v. Era uma disciplina neces­ sária como resultado do pecado (ver PP. pelo pecado. de Ez 18:2. Paulo retrata a criação sob as dores de parto. da calamidade e da morte. toda a natureza testemu­ nha à humanidade o caráter e os resultados da rebelião contra Deus. de Ez 18:2). a não ser a submissão às ordens divinas. 497-499). o estado de sujeição que resultou em dissolu­ ção e decomposição. Criação. quando o homem caiu. Estas dores indicam esperança. 22. Na esperança.ROMANOS morais e físicas. A cláusula diz. Além disso. 59. Por causa dAquele. e por causa de sua decisão rebelde. cor­ rompido e vil é a sombra que Adão. ao passo que outros a relacionam a Deus. Jo 16:21). A criação foi submetida na esperança de que alcançasse o objetivo que Deus tinha em mente ao sujeitá-la. a natureza também mudou. 21. a alegria e o desejo dos salvos será viver em harmonia com Deus. 499). Criatura (ARC). ktisis. uma vez que aguarda a libertação (cf. No estado futuro de glória. Para os filhos de Deus. Na Nova Terra. A liberdade da glória. liberdade da tentação. as plantas e todo o seu domínio. Esta é a mesma palavra traduzida como “criatura”.

lite­ ralmente. O cristão que recebeu o dom do Espírito Santo já é um filho adotivo de Deus (Rm 8:15. Do gr. pode explicar o mistério do sofri­ mento e da tristeza.] igualmente. Redenção do nosso corpo. KJV). Primícias. Mesmo que a esperança seja diferente da fé (lCo 13:13).8:23 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Somente o cristão. nos quais habita a justiça” (2Pe 3:13). o penhor do pleno derrama­ mento do poder divino. transformado. E ela não chega ao completo cumprimento antes da vinda de Cristo. No entanto. como o canal de salvação (Rm 3:28). cf. Normalmente. Na segunda vinda de Cristo. Às vezes. de Rm 3:24). 23). Fomos salvos. Os cristãos. G1 4:6). Tudo o que eles viram até então só os faz aspirar por algo mais. Mesmo os cristãos. Mas o cumprimento final dessa adoção ocorrerá na “manifestação dos fi­ lhos de Deus” (Rm 8:19) por ocasião da vinda de Cristo. a parte consagrada a Deus como oferta de gratidão (Ex 23:19. 13). “serás salvo” (Rm 10:9. com as Escrituras nas mãos. cf. E melhor acrescentar “a criação”. às vezes. Até agora. huiothesia (ver com. 15). cf. pecado. mas apenas para expressar a libertação da escravidão. O texto grego desta passagem também pode ter o sentido de que o Espírito mesmo é as primícias. como é evidente pelos vários dons espirituais (iCo 12-14) e pela transformação de caráter que distin­ gue os cristãos verdadeiros (Cl 5:22.. ele conhece a causa e a origem do sofrimento que vê em “toda a criação”. E a esperança que apresenta vividamente a salvação diante do crente e assim o leva a se esforçar. o dom da imortalidade. Paulo diz. Literalmente. do v. As dores da criação têm exis­ tido desde a entrada do pecado. As duas tradu­ ções se ajustam ao contexto. ela é inseparável dela. o corpo será libertado da atual condição de fraqueza. Embora tenham as primícias do Espírito. 8). decadência e morte (ver lCo 15:49-53. “não apenas”. quando o corpo terrestre se transformará em corpo celestial (ver lCo 15:44-53. Aguardando. Fp 3:21. 24. Sabe que as dores de um mundo cm agonia apontam para a futura libertação. Cada dom da graça de Deus traz um suspiro cor­ respondente pelo que ainda está faltando. Adoção. Do gr. lTs 4:16. 16. juntamente com o restante da criação. 23. do v. suspiram pelo momento em que sua adoção como filhos de Deus será completa. alguns favorecem a tradução “por meio da esperança” (NTLH. v. O Espírito Santo des­ ceu em proporção especial no Pentecostes. Do gr. Lv 23:10. espe­ cialmente. Esta pala­ vra é usada na LXX para os primeiros fru­ tos da colheita. para obtê-la. outras vezes: “estais sendo salvos” (lCo 15:2) e. e há tempo para alcan­ çar a perfeição e redenção completa. em que haverá “novos céus e nova terra. 2Co 1:22). 19). pela fé. “sois salvos” (Ef 2:5. A aquisição desses dons iniciais só aumen­ tou o desejo de uma concessão maior. também gemem juntamente com a criação. Nós [. mas que também deve ser mantida na vida diária. As “primícias do Espírito” podem ser entendidas como os dons iniciais do Espírito Santo. Dt 26:2). Não somente ela. 17). 628 . Paulo fala da fé. em vez da esperança. como promessa ou antecipa­ ção das bênçãos por vir (cf. aparchê. e seu corpo mortal.. apekdeckomai (ver com. a salvação é uma condi­ ção já experimentada. Na esperança. 2Co 5:1-5). e o sofri­ mento não vai cessar até a vinda de Cristo. e Suas bênçãos continuaram. A repetição é um recurso de ênfase. a santificação está apenas começando. sob tantas bênçãos espirituais. Paulo usa a palavra “redenção” (apolutrosis) não para enfatizar a ideia de resgate (ver com. Para o crente em Cristo. O pleno cumprimento da adoção ocorre quando ^ o corpo for resgatado. Mediante a revelação da Palavra de Deus.

Isso está em harmonia com a afirmação: “acres­ centava-lhes o Senhor. Assiste. divina. Paulo aponta para os sofrimentos mencionados no v. 16). o cristão se dispõe a supor­ tar com paciência os sofrimentos com que se depara. Rm 8:27. em que Marta pede que Jesus envie Maria para ajudá-la. p. em meio ao pre­ sente sofrimento. assim como os que creem gemem em seu íntimo. Uma fonte de enco­ rajamento é humana. mas se espera por ela. o crente não sabe se a bênção que pede será a melhor. A forma simples (entugchanõ) ocorre cinco vezes (At 25:24. deixa de ser um objeto de esperança. 26. Ele deve esperar uma vida de contínuo crescimento e trans­ formação e a futura e completa libertação. também o Espirito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. por isso. Paciência. 19. e a outra. a salvação está apenas começando. 9). cf. Fraqueza. A esperança não busca as coisas que se veem. Do gr. “o próprio Espírito” (ver com.ROM ANOS Quando. não venha eu mesmo a ser desqualificado (ICo 9:27). lTm 1:1). Paulo não está se referindo à esperança. pode-se dizer que foi salva. 23) e “gemidos” (v. não seja como Eu quero. “como é necessário”. sunantilambanoniai. Ou. huperenlugchanõ. mas ao objeto da esperança. 11:2. O Espírito de Deus se une ao crente e com o mundo da natureza ansiosa pela con­ clusão da salvação. Devido à falta de clareza da visão humana. Evidências textuais favore­ cem (cf. No entanto. Semelhantemente. 26) parecem indicar que a segunda conexão deve ser pre­ ferida. Esta é a única ocorrência do verbo dupla­ mente composto no NT. Ainda não se pode ver a salvação final. No entanto. hupomonê. em oração. Literalmente. Mas a fraqueza particular que Paulo menciona é que “não sabemos orar como convém”. lite­ ralmente. Quando a coisa esperada já está presente diante dos olhos. 34. mas as que não se veem (cf. O mesmo Espírito. a coisa esperada (cf. wpekdechoviai (ver com. quando o cristão é um “recém-nascido”. pela glória a ser revelada. pela fé. 23). é bom lembrar o testemunho do mesmo após­ tolo: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão. relaxar a vigilância e o exame interior. para que. Por isso. A palavra pode se referir a fraqueza espiritual enquanto se espera pela redenção final. Alguns conec­ tam a seção assim introduzida às palavras anteriores. As palavras “geme” (v. Esperança que se vê. “segurar junto”. Portanto. do v. At 28:20. mas como Tu queres” (Mt 26:39. como um sentimento. 22). 2Co 12:8. Espera. a pessoa se torna filha de Deus. Assim como a esperança sustenta. O cristão pode ser tentado a supor que sua salvação é uma certeza e. também o 8:26 Espírito Santo sustenta. dia a dia. do v. A única outra ocorrência deste verbo duplamente composto no NT está em Lucas 10:40. Nesse caso. v. Do gr. “enfrentar”. Como convém. Neste caso. isto é. As pessoas não continuam espe­ rando por algo que já veem e possuem. 25. Jesus deu o exemplo neste sentido quando orou: “Todavia. os que iam sendo salvos” (At 2:47). 629 . tendo pregado a outros. o significado é que. pala­ vra que denota perseverança em meio a obs­ táculos. Intercede. no sentido de que a ajuda do Espírito é um segundo motivo de encoraja­ mento para a espera paciente. Hb 7:25) e significa “clamar”. “gememos” (v. Só Deus conhece o fim desde o princípio. Jo 12:27. 18. deve-se expressar sempre completa submis­ são à vontade divina. cf. outros preferem fazer a cone­ xão com todo o raciocínio anterior. Nesse caso. Do gr. mas que ajuda e dá forças para vencê-las (cf. Aguardamos. xvi) a forma singular: “fraqueza”. Sem dúvida. “colo­ car-se em favor de [alguém]”. Hb 11:1). Cl 1:5. Do gr. Paulo não diz que o Espírito remove as enfer­ midades. 28).

de Jo 14:16). assim como Cristo é nosso “Advogado” (Paraklêtos) junto ao Pai (ljo 2:1). para o lar. Isto é. de Rm 8:17). At 1:24. Pelos santos. 6). Gemidos. Rm 8:15. todas as coi­ sas contribuem para o bem daqueles que O amam. Deus (cf. Mesmo os problemas e sofrimentos da vida. mas para o refinar e santificar (ver com. No grego. intenção ou propósito (ver com. Além disso. ver com. incluindo tudo o que é men­ cionado nos v. ensinar o que dizer e mesmo a falar por intermédio do crente (ver Mt 10:19. O propósito de Deus para os santos é o tema dos versículos seguintes. A pitoresca pala­ vra mais longa huperentugchanõ enfatiza a ideia de “em seu favor”. do v. Inserindo-se a palavra “Deus” ou não. e todas as coisas que são permitidas coope­ ram para o bem daqueles que amam a Deus. com disposição 630 . 147). Do gr. Sabemos. Intercede. Cooperam. contudo. 38 e 39. 2:6). pois “o Espírito a todas as coisas perseruta” (ICo 2:10). Cl 4:6. pensamento. estas palavras estão em posição de destaque antes do verbo “interceder”. Paulo acrescenta outro motivo para se olhar confiantemente o futuro. que defende a causa de Deus em nós. 18). O Espírito intercede em conformidade com a vontade e propósito de Deus. Do gr. Aquele que sonda. Ele não precisa que essas emoções profundas sejam expressas em palavras nem que a eloquência da linguagem O induza a ouvir. Ele entende os anseios do coração e está pronto para ajudar e abençoar. Do gr. A maioria.8:27 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA “interceder” ou “suplicar”. Se Deus permite que o sofrimento e a per­ plexidade caiam sobre o cristão. 26). que ocorre no NT somente aqui e em Atos 7:34. O verbo stenazõ. também traduzido como “que” (ARC). entugchanõ (ver com. lSm 16:7. Deus conhece os desejos que o Espírito Santo inspira no coração. lRs 8:39. de acordo com o eterno propósito de Deus. “por santos”. a inter­ cessão do Espírito é pelos “santos”. prefere “porque”. Jr 17:10. A cada passo. 35. E obra do Espírito Santo motivar a orar. Porque. a tradução se baseia no entendimento de que o restante do versículo não dá o motivo pelo qual Deus conhece a intenção do Espírito. longe de impedir a salvação. Segundo a vontade de Deus. é usado para o suspiro de Jesus na ocasião da cura do surdo e gago (Mc 7:34) e para o anseio pelo dia da reden­ ção (Rm 8:23). p. Mas ele pode estar se referindo especialmente aos “sofrimentos do tempo presente” (v. O Espírito Santo é o outro “Consolador” (Paraklêtos. “gemer”. PJ. stenagmoi. 27. não é para o destruir. Ou seja. este é o significado pretendido por Paulo. Para o bem. Literalmente. podem ajudar a aprofundá-la. 20. Mente. Paulo deseja que essa afirmação seja entendida no sentido mais amplo possível. de acordo com o qual o Espírito intercede. Literal­ mente. O crente sabe que. Todas as coisas. “segundo Deus” (ver 2Co 7:9). hoti. Ap 2:23). mas uma des­ crição da natureza da intercessão do Espírito. As evidências textuais se dividem (cf. E Deus quem faz com que todas as coisas cooperem para o bem de Seus filhos. Os problemas e decep­ ções tiram as afeições do mundo e levam a olhar para o Céu. o cris­ tão pode estar nas mãos de Deus e cumprir o propósito divino. A segunda metade deste versículo ofe­ rece as razões pelas quais Deus conhece a mente do Espírito. 28. xvi) entre as variantes “todas as coisas cooperam para o bem” e “Deus faz ■< todas as coisas para o bem”. e os san­ tos são o objeto especial do propósito divino. Nada pode tocar o cristão sem a permissão do Senhor (ver jó 1:12. Eles ensinam a verdade sobre a condição frágil e mortal e levam a confiar em Deus em busca de apoio e salvação. do v. Nesse caso. Também formam um espí­ rito mais humilde e manso.

13:8. Em benefício dos que têm esse amor. assim como o Espírito Santo deve primeiro esclarecer a pessoa para que saiba orar como convém (Rm 8:26). Hb 12:11). A fé foi mencionada frequentemente. Paulo já falou do amor de Deus pelos fiéis (Rm 5:5. ame a Deus.. Essa tem sido a experiên­ cia do povo de Deus ao longo da história e. pois o propósito de Deus de salvara humanidade se cumpre pelo exercício correto da liberdade humana.] conformes à imagem de Seu Filho”. a espe­ rança foi tema dos versículos anteriores (ver Rm 8:24. 8) e menciona isso novamente (Rm 8:39). por sua vez. Rm 1:6. Tg 1:12). 71. 29 tem sido objeto de discussão. E propósito eterno de Deus (Ef 3:11) salvar os pecadores pela graça (2Tm 1:9).. Daqueles que amam a Deus. Em Romanos 3:25. Quando em conexão com a mente. 29. fazendo uso do evangelho. 30).ROMANOS mais paciente. 24. Então. Deus está sempre atuando (ver iCo 2:9. Antes que a pessoa. no final. O contexto indica que os chamados foram aceitos (cf. Quando a mente humana finita tenta considerar os propósitos eternos do 631 . o termo significa “plano” ou “propósito”. No texto grego. Jd 1. o verbo do qual este termo é derivado (. cf. Ele também fala várias vezes sobre o amor pelos semelhantes (Rm 12:9. Esse propósito inclui todas as fases do processo de salvação (v. basi­ camente. As afli­ ções nada mais são do que o meio pelo qual eles devem chegar a “ser [. IC o 1:2. As pala­ vras descrevem os verdadeiros seguidores de Deus. Propósito. Ou.. Deus provê a influência do Espírito 8:29 Santo para tornar o chamado eficaz. uma “proposição”. A con­ fiança expressa no v. Seu amor a Deus é uma resposta ao amor de Deus por eles e à Sua obra divina para a salvação. a colocação de alguma coisa aos olhos dos outros. Mas. Chamados. os que têm fé e confiam na direção divina. Lc 6:4). O significado do v. mas é resultado de sua livre aceitação do convite. Ap 17:14). mencionando o amor a Deus. Assim. por trás de tudo. porém Deus o tornou em bem” (Gn 50:20). Mas esta é a referência mais espe­ cífica na epístola ao amor para com Deus. pois o chamado produziu o efeito pretendido (ver Rm 8:16). esta frase é enfatizada. ou seja. 7. Paulo aumenta a lista. os chamou para a salvação.] intentastes o mal contra mim. “porque”. Não há contradição nisso. Os cristãos são considerados “chamados” porque Deus. 9). por­ tanto. como que é “o propósito dAquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade” (Ef 1:11). José foi capaz de dizer a seus irmãos: “Vós [. todas as referências à fé ao longo da epístola também fazem referência ao amor. prothesis. Evidentemente.■protithêmi) é usado para descrever o ato de Deus de “propor” Seu Filho. Paulo reconhece a liberdade humana. 2Tm 4:8. aplicada ao pão colocado sobre a mesa dos pães da proposição (Mt 12:4. o amor de Deus deve estar em seu coração (ljo 4:19). Porquanto. 10. Mc 2:26. E. 29. 28 é justificada e confir­ mada por uma explicação sobre a forma como é desenvolvido o propósito de Deus para aqueles que O amam. Do gr. pois a fé cristã se baseia em amor e admiração a Deus e por tudo o que Ele é.. A ênfase que essa exortação desempenha em suas epístolas prova isso. 25). E. ele pode dizer que tudo contri­ buiu para o bem e para a glória de Deus (ver SI 119:67. ele vê a soberania e o propósito de Deus. Juntamente com o cha­ mado. Os que “amam a Deus” têm na própria experiência a evidência de que foram “chamados segundo o Seu propósito”. Ef 6:24. segue-se que “todas as coi­ sas” devem “cooperar para o bem” dos que são “chamados” de acordo com esse propósito. os que aceitam o chamado de Deus e se submetem a Seu propósito têm a certeza de que Ele vai completar por eles cada etapa em Seu plano de salvá-los. A salvação nunca é forçada ao peca­ dor relutante.

proorizõ. Nada menos que o conhecimento abso­ luto iria satisfazer o nosso conceito funda­ mental da perfeição de Deus. diz o Senhor Deus. conhecia de antemão cada gera­ ção que viria ao palco da ação deste mundo. Acerca dEle. 2Pe 3:17). Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (lTm 2:4). Aventurar-se. portanto. O próprio Cristo disse: “Vinde a Mim. Mt 20:16). se Eu a não possuísse. mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva” (Ez 33:11). Mas nem todos aceitam o convite do evangelho. conduz a dificuldades por todos os lados. “sepa­ rar de antemão”. Isso foi bem ilustrado por John Milton. Sempre tais quais existiriam eles. DTN. senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe3:9). A salvação é oferecida a todos. Do gr. porém. “Muitos são chamados. Deus predestinou aqueles a quem de antemão conheceu. Ap 13:8. que tomou providências para atender à situação de emergência (lPel:20. Ele ligou com Sua presciência a decisão de predestinar todos eles para serem salvos. Rm 11:2. das quais dificilmente o mais cauteloso pode escapar” (E. não tenho prazer na morte do perverso. não sugere que Deus predestinou alguns para 632 . Aquele “que desde o princípio [anuncia] o que há de acontecer” (Is 46:10) e “que faz estas coisas conheci­ das desde séculos” (At 15:18). A salvação não é imposta contra a vontade. Para usar a lin­ guagem humana. Do gr. "Tao certo como Eu vivo. mas poucos. A profecia revela o que a presciência de Deus viu que ocorrerá (ver Ellen G. é bom atentar para este conse­ lho sobre a passagem: “Em um caminho tão elevado e escorregadio para a razão humana. Passado. como muitos se aventuraram. nenhum dela depende: De maneira que. linhas 117 e ss. 160). visto que Deus previa e. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito. Os eventos previstos não ocorrem porque são previstos. Ele nunca é apanhado de surpresa. Gifford. De antemão conheceu. p. ao comentar sobre a queda de Satanás e seus anjos (Paraíso Perdido. “Quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22:17). Ele sabe todas as coi­ sas. cf. Visto que Ele conhece o futuro. Sem coação. 22).8:29 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Deus infinito. “não querendo que nenhum pereça. ou qualquer outro escritor bíblico. e Eu vos aliviarei” (Mt 11:28). estará perdido. 13/11/1900). H. Antônio José de Lima Leitão): “Minha presciência vê como presentes Quantos sucessos no porvir se envolvem: Deles. Review and Herald. Quem opta por resistir ao propósito de Deus. A palavra ocorre em outras passagens (At 26:5. mas são previstos porque terão lugar. proginõskõ. escolhi­ dos” (Mt 22:14. The Epistle of St. isto é. pre­ sente e futuro são igualmente conhecidos por Ele. Deus conhece porque é onisciente. todos os que estais cansados e sobrecarregados. sem sombras de destino. Paulo. A presciência e predestinação divinas de modo algum excluem a liberdade humana. White. Predestinou. Canto III. Deus nunca teve qualquer outra finalidade a não ser a salvação da família humana. pois. para que todo o que nEle crê não pereça. mas tenha a vida eterna” (jo 3:16). A apostasia de Satanás e a queda do homem foram previstos por Deus. A palavra é traduzida como “predeterminar” (At 4:28) e “preordenar” (lCo 2:7). a segurança está em firmar os passos apenas onde o apóstolo inspirado já firmou os dele. as Escrituras afirmam: “Todas as coisas estão descobertas e paten­ tes aos olhos dAquele a quem temos de pres­ tar contas” (Hb 4:13). IPe 1:20. A profecia preditiva é a prova suprema da Sua presciência. Sem força alguma que de Mim emane. Paul to the Romans. além dos limites. Transgrediram. Trad. “conhecer antecipadamente”.

como faz com 633 . para que Deus seja tudo em todos (ICo 15:28). 2Co 3:18. 4:25. na frase “conformando-me com Ele na Sua morte”. e se refere à mudança de nosso corpo terreno à semelhança do corpo glorioso de Cristo. Pela perseverança nos sofri­ mentos. o caráter mais e mais se asseme­ lha ao do Salvador (Rm 5:3. de Rm 3:20. É o glorioso destino de todo cristão ser transformado à semelhança do Filho de Deus (ICo 15:49. Glorificou. 1013. G1 6:15) e. a manifestação visível do Deus invisível (2Co 4:4. inde­ pendentemente de sua própria escolha. de Jo 1:14). Ap 1:5). quando a semelhança será completa (ljo 3:2). A conformidade não será apenas na aparência exterior e superficial. do v. Do gr. Então. cf. O verbo associado (. Hb 1:6. 18. mas na semelhança interior e essencial. lendo nascido “da água e do Espírito” (Jo 3:5). de Hb 12:23). O contexto indica que a referência é aos que responde­ ram ao chamado de Deus. ver vol. Predestinou. até o dia da glorificação final. 5. cuja única outra ocorrência no NT é em Filipenses 3:21. sendo tradu­ zido como “igual”. Nessa família. Cristo é a ima­ gem do Pai. o livro da vida (ver com. Lc 2:7. Evidentemente. lCo 9:27). o irmão mais velho. 4. de Rm 8:28). Muitos irmãos. Paulo usa o verbo no passado: “glorificou”. mostrando que a salvação está nas mãos divinas e em processo de ser executada segundo o propósito eterno e imutável do Céu. 30. E embora seja perfeito e divino. prõtotokos. santifi­ cação e glorificação final. conduz “muitos filhos à glória” (Hb 2:10). A mudança é feita pela união do humano com o divino. e a resposta constitui a experiência da con­ versão.ROMANOS serem salvos e outros para se perderem. Cristo. Este chamado é feito pela pregação do evangelho. Imagem de Seu Filho. O “chamado” indica a autoria divina dessa experiência e o poder soberano pelo qual somos chamados. Embora ainda esteja no futuro. bem como do adjetivo “chamados” (ver com. Jesus disse: “Eu lhes tenho transmitido a glória que Me tens dado” (Jo 17:22). novo nascimento. O apelo divino é o primeiro grande passo para a salvação. Ver com. Cl 3:10). 14) e inspirado pelo exemplo de Cristo (Jo 15:12. Fp 2:5). lPe 2:21-24). 5:1. o crente é adotado na família celestial (Ef 1:5). 8:30 Primogênito. Chamou.summorphoõ) é usado em Filipenses 3:10. mas a experiência da completa glorificação ainda está por vir (Rm 8:18). assim. Justificou. p. O objetivo deste versículo parece ser prático. sob a influência do Espírito (Rm 8:13. Cl 1:15. como em 2 Tessalonicenses 2:14: “Para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho. parece ser limitado ao chamado eficaz. Como uma transformação tal pode ocorrer é a mensagem do evangelho. mas esse não é o objetivo da ênfase dc Paulo aqui. os cristãos podem se tor­ nar templos do Espírito Santo (ICo 6:19) c Cristo pode habitar neles (Jo 14:23). percorreu o caminho antes de nós e nos dá o exemplo. 28. Paulo tenta confortar o aflito povo de Deus. A ênfase de Paulo aqui é sobre a posição de Cristo como irmão mais velho da família dos remidos.' O uso do verbo “chamar”. Ver com. usado para Cristo (Mt 1:25. 29. a sal­ vação também depende da perseverança (Hb 3:14. arrolado na “igreja dos primogênitos” e inscrito no registro da família “nos Céus”. Assim como o Filho de Deus pôde tomar sobre Si a natureza humana. Cl 1:15). O crente se torna participante da natureza divina (2Pe 1:4). Ele não Se envergonha de chamar os que seguem Seus passos de “irmãos” (Hb 2:11. acerca do perdão. O objetivo final do plano da salvação é a restauração da unidade familiar do reino de Deus. Cristo nos faz Seus irmãos pela nova criação (2Co 5:17. ele passa a viver em santidade. com. Do adjetivo gr. Conformes. summorphos.

Seria esperado que Paulo mencionasse a santifica­ ção como uma das etapas. ela intro­ duz uma frase em harmonia com o argu­ mento anterior. Quem será contra nós? É encorajador reconhecer que. “dar como um favor”. Paulo argumenta do maior para o menor. ICo 2:12. Se Deus não poupou nem mesmo Seu próprio Filho. traz consigo a justifi­ cação e tudo o que isso implica no processo.. o resultado inevitável será a glorificação. 15-17) e envia Seu Espírito (v. Do gr. 2Pe 2:4. Rm 11:22). o objetivo de Paulo neste versículo é expressar a certeza dos estágios no processo de ser amoldado à imagem de Cristo. 2Co 1:23. A mesma palavra é usada na LXX sobre a disposição de Abraão de sacrificar Isaque (Gn 22:12. aqueles a quem Ele chama Ele também justifica. Paulo usa este verbo várias vezes em suas epístolas (Rm 11:21. aqueles a quem ► Ele justifica Ele também glorifica. Ou seja. O maior de todos os dons é a mais forte de todas as provas de que Deus é “por nós” (Rm 8:31. está completo (cf. ver com. Entregou. Do gr. Ef 1:4-6). 7:7.]? Ver Rm 3:5. Com Ele. 26) para nos ajudar. só ocorre em At 20:29. Esta expressão é enfática no grego e denota algo que é dis­ tinto da pessoa (cf. Do gr. pois [. ICo 7:28. todos os inimigos dos fiéis também são Seus ini­ migos (ver SI 27:1. Seu próprio Filho. Em vista dessas coi­ sas. 'paradidõmi. Paulo já garantiu que Deus está do nosso lado. 118:6). Comparar com Rm 8:17. que pode indicar atemporalidade. Mas aqui e em Romanos 9:30. ver com. como mostra a construção grega. Isso sugere que no eterno conselho de Deus o processo. 9:14. porque Seu propósito é nos salvar (v. 32. se o cristão permite a Deus operar Seu bom propósito para com ele (cf. ver Rm 5:6-10). Com essa forma verbal. A expressão é enfática no grego e pode ser traduzida como “aquele mesmo”. Poupou. cm que esta pergunta comum introduz uma conclusão contrária. charizomai. O verbo está relacionado aos substantivos “graça” (charis. Se este é aceito. a tradução poderia ser: “Aqueles a quem Ele predes­ tina Ele também chama. 634 . O elogio do Senhor à conduta de Abraão de oferecer seu filho dá um vislumbre do espírito do ato de Deus em entregar Seu próprio Filho Jesus. se Deus propôs e está ativa­ mente engajado em realizar a salvação. ICo 3:21-23. Este é o mesmo verbo usado em Romanos 4:25. de Rm 6:23). o pro­ pósito de Deus revelado e todos os passos de seu cumprimento. Assim. 28-30). com todas as suas fases. O primeiro passo é o cha­ mado. Não há dúvida sobre isso. significando que o mesmo Deus que não poupou Seu próprio Filho certa­ mente vai nos dar tudo mais. Destas coisas. mas esta está sufi­ cientemente implícita como consequência da justificação e como condição necessária para a glorificação. Outra explicação pode ser encontrada no tempo aqui empregado nos quatro verbos gregos: o aoristo. 4:1. Que diremos. “chamou” e “justificou”.. e pode ser que Paulo se refira ao registro dessa experiência. Aquele que. 16). exceto em Paulo. que conclusão se deve tirar em relação ao poder de Deus em sustentar os fiéis nas provações? Se Deus é por nós. o que Ele have­ ría de recusar? Todas as coisas. ao se afirmar que Jesus “foi entregue por causa das nossas transgressões”. as coisas men­ cionadas nos versículos anteriores. 'pheidomai. de Rm 3:24) e “dom gratuito” (charisma. Fp 4:19. At 3:14. Dará graciosamente.” Seja qual for a explicação. Rm 14:4). Deus nos vê como Seus filhos (v.8:31 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 576 todos os verbos nesta frase: “predestinou”. comparar com o uso da palavra em Lc 7:21. 31. O cristão não poderia esperar mais fundamento para a confiança e a perseverança do que é dado neste versículo. 5). 6:1.

9. não importa que provas possam vir. cf. A mão direita era considerada a posição dc honra (cf. quem. nunca se deve duvidar de que Deus está atuando diretamente em cada experiência do crente a fim de prover o necessário para seu bem presente e futuro. Do gr.. cf. quem há que me condene?” Eleitos. Isso não significa que a ressurreição tem mais valor para a salvação do que a crucificação. 635 . o juiz de todos.ROMANOS 577 Quando Deus deu Seu Filho. de Rm 8:30). usado para descrever Cristo escolhendo Seus dis­ cípulos (Lc 6:13. At 1:24. Deus declara que Seu povo é justo. 618). “trazer uma acusação contra” ou “acusar” (ver At 19:38. do exaltado Filho do Homem (ver Hb 1:3. quem os conde­ nará?” (AA). cf. 33 e 34 devem ser con­ sideradas como uma série de perguntas. Jesus faz uma distinção entre os chamados e os escolhidos. O texto de Romanos 8:33 a 35 apresenta certas dificuldades. 40. Qualquer que seja o arranjo seguido. está à direita de Deus. Mc 16:19. 7:4).. Estava previsto que Cristo ocuparia essa posição junto ao Pai (SI 110:1. mas também aten­ deram ao chamado divino para ter salvação em Cristo. E Deus quem os justifica. Ressuscitou. 33 e a ► primeira do 34 sejam pontuadas de forma a indicar uma ligação estreita entre elas: “E Deus quem os justifica. Intentará acusação. 33. lRs 2:19. Outros comentaristas argumentam que todas as frases dos v. A BJ pontua as duas frases do v. Cristo pagou seus pecados com a pró­ pria vida (Rm 4:25). entendendo que o termo “chamados” inclui o sentido dc que o chamado foi aceito (ver com. Condenará. 7). Mas Deus responde às acusações levantadas contra Seus escolhi­ dos. e os comentários e ver­ sões oferecem diferentes soluções. 34. do verbo eklegomai. Ele também deu a Si mesmo (2Co 5:19. 28). que os declara justos de acordo com Seu plano de justificação (Rm 3:20-26). Do gr.] Eis que o Senhor Deus me ajuda. “escolhido”. 13:18). SI 45:9) e indicava participação no poder e na glória real (Mt 20:21). “Justificar” é o oposto de “intentar acusação”. Satanás é o grande acusador dos irmãos (Ap 12:10). “escolhidos”. eklektoi. os eleitos de Deus são os que não só ouviram. egkaleõ. mas a um Deus vivo. 6:4. mas enfatiza que Cristo não somente mor­ reu. “pedir contas”. Ef 1:20. que morreu por eles. Os eleitos de Deus não precisam temer a nenhum acusa­ dor. o argumento encorajador de Paulo se destaca claramente. 25. porém. intercedendo por eles. Em Mateus 22:14. e Deus 8:34 escolhendo pessoas (Mc 13: 20. Satanás tem conheci­ mento de todos os pecados que conseguiu levar as pessoas a cometer e os apresenta a Deus como prova de que elas merecem des­ truição (ver GC. DTN. quem contenderá comigo? [. E o próprio Deus. mas também o poder. revelou ao universo o que estava disposto a fazer para salvar os pecado­ res arrependidos. 23:28. lPe 3:22). Cl 3:1. “foi ressuscitado” (ver Rm 4:24. mas também vive para completar o pro­ pósito de Sua morte em favor dos fiéis (ver com. de Rm 4:25). pode acusar os justificados? Quem pode con­ dená-los? Quem pode jamais separá-los do amor de Cristo? Parece evidente que Paulo tem em mente Isaías 50:8 e 9: “Perto está o que me justifica. A direita de Deus. termo legal que significa literalmente ‘cha­ mar”. assim. Cristo. 762) e. 26:2. Ou. 29. então. Os eleitos de Deus estão livres de condenação (Rm 8:1). Paulo. Certamente. Mt 26:64). Para Paulo. At 7:56. Jo 6:70. Sua posição à direita indica não só a glória. Alguns recomendam que a última frase do v. 13:17) ou coisas (ICo 1:27. Então. 34 como duas perguntas. Não adoramos a um Cristo morto. identifica os dois grupos.

35) incomparável nos tornamos vencedores. mas vivo. por cujo amor (v. o ódio dos ímpios contra os justos tem sido constante (ver Cl 4:29. Neste versículo. que o levou a exclamar: “Graças a Deus. somos vito­ riosos sobre elas. Isso não significa que Deus precise ser persua­ dido a fazer coisas boas a Seu povo. Paulo usa uma palavra que retrata o excesso de bênçãos de Deus sobre a necessidade do ser humano (Rm 5:20). literal­ mente. Aquele que nos amou. stenochõria (ver com. Esta pala­ vra composta só ocorre aqui. 27 (ver com. pode apontar para a revelação especial desse amor em Sua morte (Rm 5:6). As Escri­ turas afirmam claramente que Cristo é nosso intercessor e advogado junto ao Pai (Hb 7:25. Não é apenas um Cristo vivo. Neste capí­ tulo. 9:24. 2Co 11:23-33). 12. Pois Aquele que nos amou a ponto de dar a Si mesmo vive em nós para continuar a obra da salvação (G1 2:20). os anjos são repre­ sentados como sendo espíritos ministradores. no NT. evidentemente. justificar e glorificar. Somos entregues à morte. Hb 7:25). 37. Paulo se refere a sofrimentos ante­ riores do povo de Deus eomo típicos de per­ seguições a que os cristãos estavam expostos em seus dias. mas um Cristo entronizado em poder. com. Este é. Ele descreve a direção e a intercessão de Cristo e do Espírito Santo. tentação tão forte. que vive para interceder por Seu povo (cf. Angústia. hupernikaõ. ser ilustrada pela ora­ ção intercessória de Cristo por Seus discí­ pulos (Jo 17:11. a referência é a Cristo. Ver com. Do gr. o amor de Cristo por nós. Porém. de Rm 2:9). chõrizõ. Evidcntcmcnte. Amor de Cristo. “por meio dAquele que nos amou”. 636 . 12). e nikaõ. o crente continua a obter vitória espi­ ritual (2Co 12:10). Paulo acrescenta razões diversas para a certeza de que nada pode separar o cristão do amor de Cristo. A Bíblia retrata todo o Céu em constante atividade para salvar os eleitos. Como está escrito. 24). Hb 4:14-16. Não há aflição tão pesada. 9:11. 36. Sc alguém se perder eter­ namente será o resultado da própria decisão de resistir e rejeitar o amoroso propósito e o poder de Deus para salvar. ljo 3:12). Desde a entrada do pecado. “amou”. tendo em conta as próprias experiências (ver ICo 4:10-13. Paulo fala sobre a obra do Pai ao cha­ mar. Separará. “acima”. 1Jo2:1. Paulo é habilitado a falar sobre este assunto. 26). Em vez de as tribulações nos separarem do amor de Cristo (Rm 8:35). que ele depende. Em outros textos. que não possa ser supe­ rada por meio dc Cristo. Alguém pode distanciar o crente do amor de Cristo? Pode fazer com que Ele deixe de amar Seus filhos? Nenhuma das coisas que Paulo menciona fará Cristo amar menos os fiéis.8:35 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 578 Intercede. do v. Os males mencionados neste versículo eram todos comuns aos primeiros cristãos. Não é ape­ nas um Cristo poderoso. Tribulação. podemos todas as coisas por meio dAquele que nos fortalece (Fp 4:13). O tempo passado. Portanto. de Rm 5:5). entugchanõ. Do gr. pois Ele tanto amou o mundo que deu Seu Filho unigênito. Paulo experimentou e reconheceu esse poder salva­ dor. Esta é a palavra usada para a súplica do Espírito Santo. em vez de nosso amor por Cristo (cf. Do gr. Ou. 35. “con­ quistar”. A natureza dessa intercessão divina pode. cf. Somos mais que vencedores. Apesar das afli­ ções. de Rm 5:3. “colocar um espaço entre os dois”. alia. talvez. “superar na conquista” ou “conquistar gloriosamente”. mas um Cristo de amor salvífico. portanto. * “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb 1:14). Do gr. “esta­ mos sendo mortos”. Do gr. Uma citação do SI 44:22. de hyper. no v. Não é de um Cristo morto. O Céu não podia fazer mais.

2Pe 2:4. nem a vida. a palavra em si não indica qualidade particular. 6:4-10. No entanto. A pró­ pria indefinição serve para enfatizar o argu­ mento de Paulo de que não há nada que se possa imaginar em todo o universo criado. 19. Jd 6). Eles são mencionados no NT. Paulo pode estar enfatizando seu argumento. O uso desses termos enfatiza ainda mais a ideia de universalidade. lCo 9:27). Ver com. no tempo ou na eternidade. 2Co 1:4-10. Seria incon­ cebível que os anjos de Deus.«« ção da palavra após a frase “coisas do porvir”. Ef 6:12). bem como aos poderes sobrenaturais que tentam exer­ cer domínio maligno sobre as pessoas (cf. chõrizõ (ver com. xvi) a coloca. v. nem no Céu nem na Terra. O décimo é suficientemente amplo para incluir qualquer coisa que tenha sido omitida. Anjos. pois a vinda de Cristo seria precedida pela apostasia e o apareci­ mento do anticristo (2Ts 2). Em 1 Pedro 3:22. 35). falando hipoteticamente. com todo poder. cf. e não os maus. se morremos. para o Senhor morremos” (Rm 14:8). Do gr. 25:41. 38. 23. dynameis. e pro­ dígios da mentira” (2Ts 2:9). E essa apari­ ção seria acompanhada pela “eficácia de Satanás. que afaste o cristão de seu amado Salvador. No entanto. procurassem alienar a mente dos cristãos de seu Salvador. do v. E possível que nesta passagem retórica Paulo não tivesse a intenção de que cada uma des­ tas expressões fosse muito bem definida. se possa esperar que ela esteja associada a “principa­ dos” (Ef 1:21). embora. Comparar com lCo 3:22. Esta pala­ vra se refere aos governantes civis. Do gr. assim como “coisas presen­ tes” e “do porvir” são dimensões explícitas do tempo. 637 . 19. a confiança de Paulo permanecia inabalável. 22. do v. Paulo expressa a convicção pessoal de que nenhum poder. iodos os termos talvez devam ser tomados em seu sentido mais geral. As evidên­ cias textuais requerem (cf. de Rm 5:8). Paulo enumera dez itens que não podem nos separar do amor de Deus. Ele diz com isso que é impossível ao crente cair e se perder (ver Cl 1:23. quando ascendeu ao Céu. 15). Separar. Mesmo que os anjos bons tentassem desviar Seu povo do amor de Cristo. No entanto. “Altura” e “profundidade” podem ter sido usadas para expressar simplesmente dimen­ sões do espaço. Nem a morte. Coisas do presente. p. ou que sua influência tivesse essa tendência. Estou bem certo. “poderes” são mencionados junto a “anjos” e “autorida­ des” que foram sujeitados a Cristo. Do gr. e sinais. Amor de Deus. cf. lCo 15:24. As experiências do tempo pre­ sente já eram suficientemente probantes para Paulo e os primeiros cristãos (Rm 8:18. “O amor de Cristo” (v. para o Senhor vivemos. lPe 4:12). 39. Comparar com “se vivemos. enviados para ministrar aos santos (Hb 1:14). 3:10. 19). Poderes. Alguns comentaristas sugerem que a referência de Paulo aos “anjos”. “principa­ dos” e “potestades” pode refletir a designa­ ção judaica da hierarquia dos anjos (ver a obra apócrifa Enoque 61:10. o que obviamente não fariam. “estou con­ vencido”. reve­ lado a nós e que trabalha em nosso favor na pessoa de Cristo (ver com. Cl 1:16. lCo 6:3. de forma mais natural. nem a profundidade. como faz em Gálatas 1:8. Ef 1:21.ROMANOS que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (lCo 15:57). Ou. geralmente os bons. cf. Significa que nada pode nos tirar de Cristo contra nossa von­ tade (ver com. A altura. pode nos separar do amor divino. 8:39 Mas o futuro reservava ainda mais provas de engano e angústia. 35) não é outro senão “o amor de Deus”. A distinção deve ser expressa ou ficar implícita pelo contexto (ver Mt 1:20. eles não poderíam fazê-lo! Principados. 2:10. que parece ser o propósito de Paulo nestes versículos (comparar com Ef 3:18. de Jo 10:28). Qualquer outra criatura. archai.

144. 210. T2. San. CBV. MDC. 28. 214. 553. MCH. CC. 474. 175 30 . T7. 165 26 . 517. T3 67. PE. 467. 172. 188 37-39 . 350 38. 432. T4. 341 9-PJ. 316. CE. 154. 246. 262. T9. CBV. San. 263. 259. CC. 476. GC. DTN. 320. 326. intercede por nós “segundo a vontade de Deus” (v. PP. 616 17 -AA. 468. Tl. PP. Ed. 175. 78 6. 458.4. 34 . Com esta expressão de confiança ilimitada no amor salvífico de Deus (v. 351. CBV. Essa fé deve se apoiar numa pessoa cujo amor seja tão grande e cujo objetivo de salvar seja tão forte que tenha tomado todas as providências possíveis para tanto. Ed. 45. MJ. 312. 69. e Cristo morreu por nós.PR. 147. Justiça e salvação vêm pela fé. 313. 95. 157. 741. Te. 287. 184. 386 11 . Então. CBV. T2. GC.DTN. 104. T5. e agora intercede por nós à direita do Pai (v. T2. MS. 229 28-AA. “Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós” (5:8). MDC. T4. 123. PP. cuja vontade e propósito é nossa salvação (Rm 8:29. CPPE. 95. 590. T8 177. Por exemplo: “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5:5). T2. 104. 82. PE. CPPE. 368. 64. 163 31 . T8. 230. GC. San. 34). 27). GC. 442. TM. 443. 26. 319. 288 35. 63. 245 32 . 199. 638 T7. 287 35 . 263.GC. 240.MCH. 316. 183. 174. DTN. 483. GC. 66. 263. 16. CBV. T8. 391. 30. 481. T7. T2. 332 14-MDC. 645 31. 579. OE. Ed. 74. GC.CBV. 111. GC. 30). 350. T3. T3. 466 3-DTN. CM. 69. 111.DTN. 489.T5. MDC. CBV. Tl. 509. CES. 328. 326. 69. 30. 60. 14. 85. 13. 90 34. 320. 251. 673. 330 3. CC. 739 16 — Ev. 185. PP. T3. CC. PP. T9. 326. TM. 251. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 30. FEC.GC. 223. 22. 154. 309.GC. 149 14. 568. 345 36. 517.PJ. PP. FEC.17-T8. 242. 827. 72. 229. 409. 116. T5. San. 542. 124. 132. 125 22-CS. 424. os cristãos devem se unir ao após­ tolo em prestar a Cristo confiança e obe­ diência irrestrita. CC. 93 18-AA. 127. 288 . PJ. OE. 37. CPPE. CPPE. o Espírito. Ed.39 -AA. T8. 31-39). 36. MCH. T9. T5. 39 -AA. 126 15. T5. 36. do Filho e do Espírito Santo na manifesta­ ção do amor divino. Ed.AA. CM 21. WHITE 1 . 216.AA. 468 37 -OC. 33 24 . 538. PE. 61. T2. 161. 96. 66 31-39 -T2. 477. 217. FEC.PJ. 95. 540. 456. T5. Te.CS. FEC.PJ.440. 833. T6. 95. 286 29 . 131. 267 7. 170 2 . CC. 468. BS.PP. 17. T2. 633. 18. T3. T4. 319. Ev. 477. 348. T2. 68. 84. 28. T6. 59 33. 467. T5. 454. Tl.DTN. 373 4 . MDC.DTN. 118. 487. Paulo atinge o clímax da explica­ ção do plano de Deus para a restauração da humanidade. 517. MDC. 577. 33. 32-SC. 51. MCH.8:39 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Paulo retrata a cooperação suprema do Pai. 71. MJ. CBV. MDC. 574. 34. 154. TM. MDC. 115. 37 -AA. 29. 169. 341. 419.

19 Tu. e amada. 7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos. 26 e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois Meu povo. ó homem. 11 E ainda não eram os gêmeos nascidos. a minha própria consciência: 2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração. 9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo. o qual é sobre todos. porque nem todos os de Israel são. Amém! 6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado. 16 Assim. pois. 8 Isto é. por amor de meus irmãos. e Sara terá um filho. não só dentre os judeus. mas de usar Deus a Sua misericórdia. meus compatriotas. 32 Por que poucos israelitas abraçam a justiça pela fé. pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? 21 Ou não tem o oleiro direito sobre a massa. preparados para a perdição. separado de Cristo. 1 Digo a verdade em Cristo. 4 São israelitas. 3 porque eu mesmo desejaria ser anátema. 13 Como está escrito: Amei Jacó. segundo a carne. nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus. 639 . israelitas. pois. de fato. para desonra? 22 Que diremos. mas também den­ tre os gentios? •< 25 Assim como também diz em Oseias: Chamarei povo Meu ao que não era Meu povo. 18 Deus tem misericórdia de quem Ele quer. Isaque. 18 Logo. 21 O oleiro pode fazer o que quiser com o barro. mas por aquele que chama). se Deus. ao conceber de um só. a quem também cha­ mou. as alianças. pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! 15 Pois Ele diz a Moisés: Terei misericór­ dia de quem Me aprouver ter misericórdia e compadecer-Me-ei de quem Me aprouver ter compaixão. segundo a carne. não por obras. me dirás: De que se quei­ xa Ele ainda? Pois quem jamais resistiu à Sua vontade? 20 Quem és tu. para mostrar em ti o Meu poder e para que o Meu nome seja anuncia­ do por toda a terra. mas também Rebeca. 12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. 14 Que diremos. suportou com muita longanimidade os vasos de ira. estes filhos de Deus não são pro­ priamente os da carne. 10 E não ela somente. ali mesmo serão chamados fi­ lhos do Deus vivo. tem Ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem Lhe apraz. 5 deles são os patriarcas. mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. não depende de quem quer ou de quem corre. 25 O chamado dos gentios e a rejeição dos israelitas. querendo mostrar a Sua ira e dar a conhecer o Seu poder. 24 os quais somos nós. 7 Nem todos os descendentes de Abraão são filhos da promessa. tes­ temunhando comigo.ROMANOS 9:1 Capítulo 9 1 Paulo se entristece pelos israelitas. nosso pai. mas devem ser conside­ rados como descendência os filhos da promessa. que para glória preparou de antemão. 23 a fim de que também desse a conhecer as riquezas da Sua glória em vasos de misericórdia. a legislação. porém. não minto. Deus bendito para todo o sempre. quanto à eleição. para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro. pre­ valecesse. Pertence-lhes a adoção e também a glória. virei. no Espírito Santo. e também deles des­ cende o Cristo. porém Mc aborrecí de Esaú. o culto e as promessas. 17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei. à que não era amada. para discutires com Deus?! Porventura.

Mas. Testemunhando. pois? Que os gentios. não chegou a atingir essa lei. o clímax triunfante de Romanos 8 e passa a considerar um problema que o enche de “grande tristeza e incessante dor” (Rm 9:2). 10 e 11. por que Israel não se encontrava entre os herdeiros dessa salva­ ção? Se a boa-nova da salvação é o cumpri­ mento das promessas a Israel. 30 Que diremos. 8:16. 33-36). 11-22). 29 como Isaías já disse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência. como alguém que estava unido a Cristo. Seus frequen­ tes conflitos com os judeus e os judaizantes naturalmente lançavam dúvidas sobre seu amor à própria nação. ITm 2:7. 28 Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra. 25:24). 15:26. mas sua discussão completa sobre a questão foi reservada para Romanos 9. ter-nos-íamos tornado como Sodoma e seme­ lhantes a Gomorra. 31 e Israel. então. O Espírito Santo é “o Espírito da verdade” (jo 14:17. Em primeiro lugar. despertou neles a mais amarga oposição. 2Co 2:17). cabalmente e em breve. No Espírito Santo. Ele dedi­ cou um capítulo inteiro para provar que o evangelho da salvação pela fé está apoiado no AT (Rm 4). Paulo já vinha preparando o cami­ nho para a discussão desse difícil tópico. e da aceitação dos gen­ tios (v. Em seguida. 32 Por quê? Porque não decorreu da fé. Por que os judeus. embora o evangelho esteja disponível a judeus e gentios. rejeitaram tão amplamente o evangelho? Se o evangelho traz a certeza de salvação para os eleitos de Deus. Em Romanos 3:1. Mas Paulo não descreve a nação como estando sem esperança. Paulo falou sobre a união do crente com o Espírito de Deus (Rm 8:9. 14-29). 6-13). declara que a causa da rejeição não era por alguma falha no cumprimento das promessas de Deus a Israel (v. Paulo afirma o amor por seu próprio povo (Rm 9:1-3). e sim co­ mo que das obras. Não minto. em vez disso. como prova da veracidade do que está prestes a dizer (cf. Ele passa a falar da salvação de “um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11:1-10). Paulo deixa. 33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo. G1 1:20. a que decorre da fé. 11. Paulo apela para sua expe­ riência. Digo a verdade. ele mesmo começou a considerar o problema direta­ mente. A razão está na rejeição “da jus­ tiça que vem da fé” (Rm 9:30—10:21). 2:10). Comparar com 2Co 11:31. o remanescente é que será salvo.9:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 27 Mas. 16). e o testemunho de uma cons­ ciência iluminada por Ele e sob Sua influên­ cia deve ser um guia verdadeiro e seguro. Em Cristo. salientando que. Paulo estava ciente de que muitos judeus o consideravam um trai­ dor (At 21:28. Nem há qualquer injustiça da parte de Deus nesse assunto (v. 22:22. e que os judeus eram culpados de pecado (2:17-24). foi apresentado primeiramente aos judeus (Rm 1:16. todavia. 16:13). evidências da sabedoria e da glória de Deus (v. Por isso. o povo escolhido de Deus. vieram a alcançá-la. O mesmo verbo é usado em Rm 2:15. 1. 640 . ele expressa a sinceridade de sua preocupação para com seu povo nestes termos fortes. certamente deveria contar com a aprovação daqueles a quem fora especialmente designada. e aquele que nela crê não será confundido. rclativamente a Israel. que buscava a lei de justiça. que não buscavam a justificação. Ele também havia enfatizado que Deus não faz acepção de pessoas (2:11). de Rm 5:5. Tropeçaram na pedra de tropeço. dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar. Ver com.

Israel. Os judeus achavam que essas alianças punham Deus sob a obrigação de favorecê-los com Sua proteção e Sua bên­ ção. se não. lupõ. só Israel tinha tido o privilégio de tal manifestação da presença de Deus (ver com. 35. A frase grega é uma expressão idiomática que significa um desejo real. mas já abandonado como algo impraticável. Jr 31:9. e seus irmãos espi­ rituais eram os membros da igreja cristã (cf. ou. que caracteriza a raça. que eram irmãos de Paulo pela relação racial. “estaria dese­ jando” ou “estava orando”. mas havia condições que tornavam impossí­ vel o cumprimento (ver a mesma expressão. 4. No NT. Neste caso. Ver com. latreia. Ou seja. Tem havido discussão sobre o significado desta expressão forte de Paulo. p. Ao mesmo tempo. Culto. pois. Ver com. lSm 4:22. A glória. Ne 9:13. 24:16. Ver com. Do gr. 9. Mc 3:33-35). “sem sair”. traduzido como “serviço” (Hb 9:1). acima de todas as outras nações. o shekinah no tabernáculo e no primeiro templo (ver Ex 16:10. à qual Paulo se refere como “o Israel de Deus” (G1 6:16). Há apenas mais uma ocor► rência desta palavra no NT (ver 2 Tm 1:3). Desejaria. “dor”. lRs 8:10. Este versículo não dá o motivo para a tristeza de Paulo. “angústia”. em G1 4:20). “dor”. Legislação. Porque. literal­ mente. risca. de Rm 8:15. Ex 2:24). às leis dadas no Sinai. ignoravam suas obri­ gações e não cumpriam as condições sobre as quais as alianças estavam firmadas. 40:34.me. Alianças. a referência parece ser ao sinal visí­ vel da presença de Deus. do livro que escreveste” (Ex 32:32). cf. odunê. 4. Do gr. Segundo o espírito. de Rm 2:15. At 23:1. Israelitas. Aqui. Segundo a carne. Dt 14:1. sem a obediência. Dt 32:6. traria bênçãos (cf. que recebeu de Deus o nome de “Israel”. A solução mais simples parece ser a com­ paração com a oração de Moisés: “Agora. 13. 641 . Coração. anunciada em Êxodo 4:22: “Israel é Meu filho. 2. Paulo era mem­ bro do Israel espiritual. de Rm 3:23. 24:16. de jo 1:14). os judeus. Dor. Anátema. Paulo não os chama de “hebreus”. Como descendentes de Jacó. 7. adialeiptos. A resposta de Deus a Moisés mostra que essa oração não poderia ser aten­ dida. perdoa-lhe o pecado. em que latreia é novamente traduzido como “serviços sagra­ dos”). 3. Entre todas as nações. A referência é. Rm 2:17-29). A referência é ao serviço do santuário (ver Hb 9:6. sem dúvida. Hb 9:5). Do gr. Meu primogênito” (cf. Ver com. peço-te.ROMANOS Consciência. Uma vez que todo o propósito do sis­ tema cerimonial era desenvolver um povo santo e ensinar-lhe as disposições do plano da justificação pela fé na vinda do Redentor. Isso foi visto na coluna de nuvem e de fogo. O chamado de Abraão e à sua descendência para ser o povo peculiar de Deus marcou o início desta “adoção” (ver vol. Estas são “as alianças da pro­ messa” às quais os gentios eram “estranhos” (Ef 2:12. nome que os distinguia pela lin­ guagem. o título é transferido para 9:4 a igreja cristã. tinha sido favorecido pela revelação da vontade de Deus (Dt 4:8. pala­ vra que ocorre só aqui e em 1 Timóteo 6:10. Tristeza. Adoção. O desejo estava em sua mente. mas eviden­ cia sua sinceridade. 11. Literalmente. 12-14). eles eram herdeiros das promessas feitas aos pais (Ef 2:12). de Rm 1:21. Os 11:1). “tristeza”. Paulo já havia repreendido os judeus por pensar que a mera posse da lei. ele usa o título que designa sua posição como povo escolhido de Deus. Do gr. ver também Gn 17:2. 14). “Riscarei do Meu livro todo aquele que pecar contra Mim” (Ex 32:33). Em vez disso. nem de “judeus”. Incessante. o termo inclui a relação entre Deus e Israel. na luz brilhante no monte Sinai.

Fp 2:10. Paulo menciona a des­ cendência do Messias de sua própria nação. Natural mente. 53. Abraão. Com diferentes pontuações. O Cristo. Mais à frente. Comparar com Rm 11:36. com. texto da RV e margem). No versículos anteriores. cf. Os judeus reputavam por grande mérito ser descendentes desses nobres antepas­ sados (ver com. Revistas teológicas daquele tempo dedicaram espaço conside­ rável à questão. Ao enumerar esses privilé­ gios. Hb 7:6). Essa tem sido a visão tradi­ cional e é a interpretação oferecida pela ARA e a maioria das outras versões. Todas as outras bênçãos apontavam para esse pri­ vilégio mais sublime. de Lc 23:43). 5 gerou muitos debates. Deus bendito eternamente”. Segundo a carne. O ponto básico é que a passagem deve ser interpretada como uma declaração da divindade de Cristo. Sobre todos. Paulo relaciona os muitos bene­ fícios e privilégios que Deus havia confiado a Israel como Seu povo escolhido. Esta é a redação prefe­ rida pela RSV.9:5 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA os israelitas tinham sido altamente favore­ cidos por lhes ser confiados os “serviços sagrados”. 5. Deles. por­ tanto. 11. A passagem. Como clí­ max dessas bênçãos. e Paulo então dá a des­ crição mais detalhada de Cristo: “o qual é sobre todos. Nota Adicional a João 1). seja ben­ dito para sempre”. o qual é sobre todos. ou “Deus. 7:32). Uma delas é deixar sem pontuação. O problema tinha que ver com o fato de os manuscritos gregos origi­ nais terem sido escritos sem qualquer forma de pontuação. O Messias tem outra natureza. Rm 1:3. A interpretação da última metade do v. O maior de todos os privilégios concedidos aos israelitas foi que o Messias nasceu como um judeu. três possí­ veis interpretações da passagem foram pro­ postas (cf. Paulo limita a ori­ gem judaica de Jesus a Sua natureza humana (cf. §► 2Co 11:22). 4). Isaque e Jacó eram considerados os “patriarcas” (At 3:13. 17. 2:9. Jo 8:39. Cl 1:16. Uma terceira possibilidade é colocar um ponto após a palavra “carne” e traduzir o res­ tante do versículo como: “Aquele que é Deus acima de tudo seja bendito para sempre”. Deus seja [é] bendito eternamente”. Jo 2:14-16). Esta descrição do supremo poder e da digni­ dade dAquele que era um israelita por des­ cendência humana ressalta os privilégios da nação judaica. é a interpretação mais simples e natu­ ral da construção gramatical do versículo. Isso é ensinado em inúmeras passagens do NT (ver Jo 1:1-3. que está acima de tudo. G1 3:16. Uma segunda possibilidade é colocar uma vírgula depois da palavra “carne” e um ponto depois de “todos”. de Mt 3:9. Cristo é realmente divino e é “sobre todos”. De forma que o texto poderia ser lido como “o qual é sobre todo deus ben­ dito eternamente”. em 1881. que não a da carne. “de quem”. As discussões chegaram a um ponto alto com o lançamento do NT da versão inglesa revi­ sada (RV). a solução era uma questão de interpretação (cf. Paulo dá o motivo de sua “incessante 642 . A expressão de Paulo sobre a humanidade de Cristo parece exigir como antítese essa clara afirmação de Sua divindade (cf. Patriarcas. Ou. Estas são as promessas do AT a respeito do Messias e de Seu reino e do futuro glorioso de Israel (ver também At 26:6. Paulo fala do amor de Deus por Israel “por causa dos patriarcas” (Rm 11:28). Promessas. O qual é. Considerá-la assim. ou colocar uma vír­ gula depois da palavra “carne” e fazer toda a passagem se referir a Cristo como afirmação de Sua divindade. Mas esse privilégio não fora hon­ rado (ver Mt 21:13. Mas essa descendência se restringia à natu­ reza física. Rm 1:3). e é a mais adequada ao contexto. Referindo-se ao título e posi­ ção como “o Messias”. então diria: “De quem é Cristo segundo a carne. 21. Ef 1:20-22.

12-15). Estes são os descen­ dentes meramente físicos. como em Romanos 8:17: “se somos filhos. Eles foram os únicos a ter a relação de aliança com Deus. mas isso não inclui todos os que poderiam afirmar a descendência de jacó. As palavras “em 9:8 Isaque será chamada a tua descendência” são uma citação da LXX de Gênesis 21:12 (cf. “por meio de Isaque”. 29). a Isaque e seus descendentes foram feitas as promessas. portanto. Palavra de Deus. Isto se refere. Filhos. somos também herdeiros”. Israelitas. Ou. Ou seja. ekpvptõ. Ver Cl 3:29. literal­ mente. os descenden­ tes de Jacó. 13-17. A mesma palavra grega traduzida como “em” (en) é traduzida como “pelo” (Mt 9:34) e “por” (iCo 6:2. 4. Ismael não foi incluído. literalmente: “pois nem todos os que são de Israel. aceita pela fé. Mas as bênçãos de salvação não são herdadas pela ascendên­ cia natural. herda­ ram as promessas e receberam os privilégios como povo escolhido. Deus atri­ bui responsabilidades a pessoas e nações segundo Sua vontade (ver com. O que Paulo está dizendo é que nem todos os que des­ cendem de Israel pertencem realmente a ► Israel no pleno significado espiritual desse nome. No entanto. p. tor­ nou possível a eles se tornarem os pais de 643 . Filhos de Deus. mas simplesmente que Deus tinha escolhido os descendentes de Isaque para serem Seus representantes perante o mundo. Ou seja. Chamada. 6. Paulo expressa o princípio de que a verdadeira filiação a Abraão e a verdadeira filiação a Deus não dependem da descendência física. Haja falhado. aos descendentes de Abraão por meio de Isaque. A partir dessa distin­ ção entre Isaque e Ismael. cf. Cada privilégio mencionado lembra o propósito original de Deus para Israel e o destino glorioso reservado para essa nação (ver vol. A passa­ gem diz. Cl 3:7-9. a palavra de Deus não falhará. Seu propósito ao fazer esta declara­ ção é dizer que a palavra de Deus a Israel não falhou. Paulo não pretende que a dor por seus compatriotas seja entendida como fracasso da promessa de Deus a Israel. Paulo já havia explicado que os crentes em Cristo são os verdadeiros filhos de Abraão (Rm 4. Paulo se refere aos filhos de Israel segundo a carne. Paulo se refere ao caso de Isaque. Nem todos os de Israel. são Israel”. tanto Isaque quanto Ismael eram filhos de Abraão. Mas. “cair fora”. Não pensemos. O cumprimento da promessa de Deus é limitado àqueles que reúnem as con­ dições dessa relação de aliança. sem qualquer outra limitação. como foi Ismael (ver G1 4:23). no sentido mais amplo. de Dn 4:17). Realmente. “falhar”. Filhos da promessa. p. No entanto. Essa era uma verdade dura para os judeus devido à crença mais acariciada deles de que o sim­ ples fato de ser judeu torna a pessoa um filho de Deus. a promessa divina foi dada a Israel. 7. Em Isaque. his­ toricamente. Mas a promessa de Deus. de Ez 25:1). Descendentes. Isso não significa que Ismael e seus descendentes estavam fora do alcance da salvação. 8. Cl 1:16). Hb 11:18). 4. ver com. Rm 2:28. Os da carne.ROMANOS 584 tristeza”. ela era muito encorajadora para os gentios. Segundo a carne. a vontade e o propósito declarados de Deus. Ele nas­ ceu quando já havia passado o tempo para Abraão e Sara terem filhos naturalmente. ao mesmo tempo. Eles deveríam revelar os princípios de Seu reino perante as nações a fim de que o mundo fosse atraído a Ele (ver vol. Os descenden­ tes de Abraão não têm os direitos de herança simplesmente por recitar sua ascendência física até ele. Do gr. que nascem no curso natural dos acontecimentos. Para esse remanescente fiel e obediente. Sem dúvida.

Era neces­ sário que Paulo enfatizasse esse ponto por­ que os judeus entendiam mal a relação de aliança e se valiam dela. não pode ser esse o conceito de Paulo neste versículo. 10. pelo Espírito. A promessa não dependia do nas­ cimento. 207. da mesma forma. 12). 208. distribui os dons. “como Lhe apraz” (v. 9. não por causa de qualquer mérito obtido pelas obras. pois foi a ela que se dirigiu a profecia citada no v. No grego. apresenta uma ilustração ainda mais clara. Mas essa doutrina é contrária à Palavra de Deus (ver com. Paulo. 12. Portanto. “de acordo com esta estação” (citação de Gn 18:10. “escolher” ou “eleger” (ver com. virei. quando Deus disse: “Por esse tempo. lTs 1:4. Da mesma forma. Deus nomeia pes­ soas e nações segundo Sua vontade (ver com. referindo-se à conhecida história de Isaque e Ismael. Isto é. 11 e. Literalmente. As pessoas podem procurar “com zelo. 6). filhos da promessa (ver G1 4:21-31). No entanto. eklegomai. as situações peculiares na vida delas foram diferentes. Do gr. Pode-se objetar que a eleição de Isaque e a rejeição de Ismael são facilmente compreen­ didas. 453. de maneira nenhuma signifi­ cava que seu irmão foi eleito para se perder. Paulo continua a explorar o princípio de que a simples conexão com a nação judaica “segundo a carne” não signi­ fica participação na promessa mais do que significava nos dias de Isaque e Ismael. “permanecesse”. Jacó foi escolhido para ser o progenitor da nação pela qual Deus planejava difundir o conhecimento de Sua vontade. sobre a eleição em relação à salvação. Simplesmente porque Jacó foi escolhido como progenitor da nação que seria o povo de Deus repre­ sentante dEle. a ênfase está sobre o termo “promessa”. Não fosse pela promessa e pela intervenção divina. de Rm 8:33. ver PP.9:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Isaque (ver com. O significado. E não ela somente. citando a predição do Senhor a Abraão (v. é a partir do novo nascimento sobrenatural que os gentios podem se tornar filhos de Abraão. Não por obras. do v. Eleição. 12. de Rm 8:29. Os gêmeos tinham por pai o patriarca da nação escolhida. Rm 11:5. Essa dedução é injustificada. Palavra da promessa. Isaque. é claro: Rcbcca é mencionada em lugar dc Isaque. Prevalecesse. 2Pe 1:10). Mas a escolha de Jacó em detrimento de Esaú não podia ser explicada dessa forma. Aquele que chama. “processo de esco­ lha”. do v. de Rm 8:29). os melhores dons” (ICo 12:31). apesar de Jacó e Esaú terem o mesmo pai e a mesma mãe. Mas também Rebeca. Por esse tempo. “seleção” (ver At 9:15. ele 644 . A ela. “con­ tinuasse”. Esta passagem tem sido usada para apoiar a doutrina de que Deus predestina alguns para a salvação e outros para a condenação eterna. mas é Deus que. de Rm 4:18-21). De um só. A frase pode ser traduzida como “a palavra é uma pro­ messa”. Provém do verbo gr. 7. 12. 14). assim como Paulo.] nascidos. 7). 7). O raciocínio de Paulo é que. nosso pai. Assim como Paulo descreveu a eleição de Isaque. enquanto Hagar era apenas uma escrava (Gn 16:1). Ainda não eram [. A frase que ► começa com estas palavras é interrompida pelo parêntese no v. 11. 454). no entanto. 28. No entanto. O nascimento de Isaque era uma promessa. ver com. O fato de o mais novo ter a preeminência sobre o mais velho foi predito a Rebeca antes de seu nascimento (ver com. Ele fez uma pro­ messa. então. pois suas origens eram idênticas. Isaque não teria nascido.. Estas palavras enfatizam que havia apenas um pai. continua no v. e Sara terá um filho”. Ou. tendo em vista que Sara era esposa de Abraão. 7-11). O apóstolo explica aos judeus. TM. indepen­ dentemente do caráter. eklngê. A partir daqui. Este é o oposto de “falhasse” (v. depois. que a mera ascendência étnica ao povo escolhido não garante as bênçãos da salvação. Jacó e Esaú..

mas aconteceu na história posterior de seus descendentes (ver com. mas que Deus pre­ feriu escolher Jacó a Esaú como progenitor da nação escolhida (ver com. Amei Jacó. para essa conclusão. 19. como a palavra é entendida hoje. Certamente. Este versículo não explica o motivo da escolha de Jacó e a rejeição de Esaú por parte de Deus. Jesus fala sobre “aborrecer” pai e mãe (Lc 14:26) e “odiar” a própria vida (Jo 12:25. 16. não de salvação. Paulo começa então a provar 9:16 que nem mesmo a presente rejeição signi­ fica que Deus é injusto. Uma citação de Malaquias 1:2 e 3. Porém Me aborreci de Esaú. Que diremos. O fato de a eleição divina de Jacó em detrimento de Esaú também incluir as nações que deles descenderíam está claro na predição inicial. Israel e Edom. Citação de Ex 33:19. Paulo mostra que a escolha do Israel espi­ ritual (ver com. 13. Pois. Paulo res­ ponde a essa questão apelando a uma auto­ ridade que não pode ser questionada por um judeu. tendo em vista o fracasso dos judeus em cumprir o propósito divino. Será servo do mais moço. Os descendentes bem como os antepassados estão incluídos. Da mesma forma. Era comum nos tempos bíblicos o uso do termo “aborrecer” nesse sentido. 10. Assim. citando Gênesis 25:23. Esta predição não se cumpriu literalmente no caso de Esaú e Jacó. Há injustiça [. 11). Mas Paulo argumenta que esses exem­ plos envolvem um princípio que justificaria a exclusão da então descrente nação judaica. A eleição de Israel e a rejeição de Ismael e Esaú foram exemplos das escolhas de Deus que um judeu gostaria vivamente de apro­ var. é plenamente coerente com Sua atitude no passado. Isso é evidente a partir do contexto de Malaquias 1:2 e 3.. A segunda está no v. 14. comparar com Mt 6:24. Paulo enfa­ tiza que cabe a Deus decidir quem serão Seus representantes na Terra. ARC). Deus não estava sendo infiel a ninguém. que sabe o que é melhor e que “silenciosa­ mente. Chamando a igreja cristã a cumprir Seus propósitos para com o mundo.ROM ANOS descreve a eleição de Jacó. ele espera uma objeção imediata. do v. repetindo a predição divina a Rebeca. O fato de Deus não reve­ lar Sua glória a outros da maneira com o fez a Moisés não é qualquer forma de injus­ tiça. de Gn 25:23). 173). mas do direito de Deus de eleger Seus representantes. 15. “os conse­ lhos de Sua própria vontade” (Ed. ver com.]? A construção grega implica uma resposta negativa. A conclusão extraída das pala­ vras de Deus a Moisés é que a eleição do povo escolhido não depende da vontade ou esforço humano. em questão de eleição. Deus estava seguindo o mesmo prin► cípio que empregou originalmente quando escolheu os israelitas e rejeitou os edomitas e os ismaelitas. 645 . Terei misericórdia. mas da sabedoria de Deus. ele descreve a história dos dois filhos e dos dois povos que deles descenderam. Como está escrito. de Ml 1:3). A questão não é de salvação pes­ soal. ver SI 84:11). decide segundo Sua própria vontade. a preferência de Jacó por Raquel implicava “aborrecer” Lia (Gn 29:30.. de Rm 3:4. pois as Escrituras deixam claro que Deus. De modo nenhum! Ver com. As palavras foram ditas a Moisés em conexão com seu pedido para ver a glória de Deus. Em vez disso. Deus não pode ser acusado de ser injusto. “Deus é sábio demais para errar e bom demais para reter qualquer coisa boa aos que andam em retidão” (CC. de Mt 21:33-43). 31. Citação de Ex 33:19. Esta expressão não indica aborrecimento. Referindo-se à história dos patriarcas. pacientemente” executa. 96. Quem. pois? Esta pergunta introduz a primeira de duas possíveis objeções que um judeu poderia apresentar ao argumento de Paulo.

O endurecimento do coração resulta de rebe­ lião contra a revelação divina e rejeição ao Espírito de Deus. Paulo parte para a conclusão geral a partir dos exemplos citados. Isto indica esforço extenuante. 19. às vezes. A citação de Exodo 9:16 tem algumas variações e faz parte das palavras dirigidas por Moisés ao faraó após a praga das chagas. 5:7. Levantei.•< corda com a LXX. Deus oferece a salvação a todos (lTm 2:4). e 4:7. Paulo usou as palavras "Ele diz”. até que. Mas de usar Deus. Se aqueles que Ele escolhe para executar determinada tarefa falham. thelõ. Logo. Embora. Anteriormente. Na Bíblia. o rei merecesse ser destruído. 17. em que descreve a res­ surreição. 22). Outros veem uma referên­ cia mais geral ao fato de Deus levar o faraó ao palco da história (cf. 267). Seja anunciado. 14). de Rm 4:21). FIc 1:6. Fp 2:16). 646 . de Rm 8:29. porém. isto é. o faraó não havia perecido nas pragas até então. Paulo havia falado como Deus entrega as pessoas às consequências inevitáveis de sua desobe­ diência obstinada (Rm 1:24. 32). Hebreus 3:8. como no v. 15. “Deus diz”. Mostrar em ti o Meu poder. A frase usada por Paulo con. do v. “deseja”.9:17 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Corre. Há apenas mais uma ocorrência desta palavra grega no NT (I Co 6:14). inspirada nas corridas a pé. às vezes. O contexto de Exodo 9:16 indica que a passagem significa “Eu te levantei [da doença]”. Ele escolhe outros para tomar seu lugar. A metáfora. o endurecimento do coração do faraó. As Escrituras são personificadas nesta fórmula de citação (ver também Cl 3:8. Tu. em Sua sabedoria. isto é. Essa interpretação é con­ trária às Escrituras (ver com. 15. Deus opera mediante as nações e seus líderes para cumprir Seus propósitos na Terra (ver com. Zc 11:16) e. Deus havia preservado sua vida e nele cum­ pria Seu propósito. ver com. Tem Ele misericórdia. “seja publicado amplamente”. Deus escolhe os instrumentos pelos quais executa Seus propósitos. cumprir uma finalidade específica (ver com. 28. Ver com. sklêrunõ. mas sua posição como líder de uma grande nação em seu tempo. Paulo escolhe a última representa­ ção por ser mais adequada a seu propósito. como sendo produzido por Deus (Êx4:21. sobre o endurecimento do coração do faraó. 26. Mas. 26. Uma coisa que esta passagem definiti­ vamente não quer dizer é que Deus havia predestinado o faraó a uma vida de rebe­ lião e destruição. Para isto mesmo. Em Romanos 9:15. Neste contexto. 16. Quer. Ninguém pre­ cisa temer ficar fora do alcance da reden­ ção. ver PP. finalmente. exegeirõ. A Escritura diz. para introduzir a citação das palavras de Deus a Moisés. As outras ocorrências desta palavra no NT estão em Atos 19:9. de Dn 4:17). Do gr. de Rm 9:16). é recorrente nos escritos de Paulo (ICo 9:24. A tradu­ ção literal de Exodo 9:16 diz: “mostrar-te o Meu poder”. Endurece. Do gr. 18. As pes­ soas são exortadas a cooperar com os planos divinos e a não correr sem que o Senhor as tenha chamado (ver Jr 23:21). Ou. Em Exodo. A contínua obstinação do faraó levou a manifestações cada vez maiores do poder divino. de 2Cr 18:18). por seu intermédio. 13. Este propósito de Deus ainda está sendo cumprido onde quer que o livro de Exodo seja lido. Do gr. 7:3). outras vezes. Deus é representado por fazer o que não impede (ver com. O objetivo é afir­ mado no restante do versículo. Novamente. devido ao seu caráter rebelde. G1 2:2. me dirás: Isto introduz a segunda objeção que pode ser levantada contra o argumento de Paulo (v. A questão em análise não é a salvação pessoal do faraó. o pró­ prio monarca foi forçado a admitir o poder superior de Deus (Ex 9:27). é descrito como sendo autoproduzido (Ex 8:15.

11). literalmente. plassõ. “poder” ou “autoridade”. Is 64:8. Deus tem per­ feita liberdade para lidar com as pessoas segundo Seus propósitos e não segundo os delas. 13). 45:9. Do gr. 647 .. em que é usado para descrever a inca­ pacidade dos fariseus de “responder” a Jesus. suge­ rindo que ninguém o pode fazer. Vontade. Calvino concluiu por este texto que Deus criou arbitrariamente alguns para a salvação e outros para a destruição. por que Ele ainda encontra falha nele?” (comparar com Ex 9:15. Do gr. Do gr. Deus tem o direito de distribuir dons segundo Sua von­ tade (ver com. Paulo volta à questão que as motivou. Objeto. Lucas 14:6. Ele enfatiza que. Há apenas outras duas ocorrências de boulêma no NT: Atos 27:43 e 1 Pedro 4:3. 9:21 20. Por não entender o argumento de Paulo. que é thelêma (Rm 2:18. Como criador. você. em outras seções desta mesma epístola. Por que me fizeste assim? Subentendese uma crítica à presunção de queixar-se contra Deus. Paulo lembra que a verdadeira relação nesse caso é a da criatura com seu Criador. Deus age pelo bem das pessoas e das nações. Portanto. Paulo pode se refe­ rir aqui a Jeremias 18:6. 12:2. 15:32). Direito. Negar que Deus tem o direito de fazer o ser humano como desejar equi­ vale a afirmar que o oleiro tenha completo controle sobre o barro. 23) e que salva todo aquele que O invoca (Rm 10:12. o ser humano tem que direito de reclamar ou de questionar os atos de Deus? Em vez de responder às perguntas levantadas no ver­ sículo anterior.]? A ordem das pala­ vras em grego e o significado literal da frase seria: “O homem. neste versículo. quem é você?” Um contraste enfático é sugerido entre Deus e o ser humano. Boulêma define melhor a ideia de propósito consciente e deliberado. isso não tem a ver com a oportunidade de salvação pessoal. antapokrinomai. No caso do faraó. O verbo relacio­ nado. 3:22. se a conduta deles estiver de acordo com Seu propósito e for resultado de Sua vontade irresistível? Essa objeção pode lembrar a repreensão de Deus ao faraó: “Ainda te levantas contra o Meu povo. Paulo afirma que Deus não mostra parcialidade (Rm 2:11). para não deixá-lo ir?” (Ex 9:17). A outra ocorrência deste verbo no NT. como com argila ou cera. Paulo não tenta responder por com­ pleto essa objeção. afirma-se a natureza condi­ cional das promessas de Deus (Jr 18:7-10). a palavra pode sugerir a contradição a uma resposta que Deus já deu. na verdade.ROMANOS De que se queixa ele ainda? A ques­ tão pode ser parafraseada como: Se Deus endurece o coração de alguém. al­ guns teólogos têm visto nestes versículos algumas idéias que o apóstolo nunca defen­ deu. Da mesma forma. A comparação do poder de Deus com o controle que um oleiro tem sobre o barro é comum no AT (Paulo cita aqui Is 29:16. Evidentemente. 21. -plasma. exousia. e: “até quando recusarás humilhar-te perante Mim?” (Ex 10:3). Esse con­ ceito do propósito de Deus não está de acordo com a explicação de Paulo. que julga cada um segundo as suas obras (Rm 2:6-10. 16).. “responder por contradição”. Do gr. em Seu governo sobre o mundo. como Ele pode encontrar falha nessa pessoa? Como Deus pode culpar os pecadores. o oposi­ tor diria: “Se Deus decidiu endurecer o cora­ ção do rei. Discutires. Esta não é a palavra comum do NT para “vontade”. significa “moldar” ou “formar”. Quem és tu [. considerando que tra­ tam do mesmo assunto: a relação de Deus com Israel e o direito divino de lidar com a nação como julgar melhor. Resistiu. boulêma. cf. cf. O uso que o apóstolo faz dessas palavras de Isaías é apropriado. Nessa declaração de Jeremias. do v. Jr 18:6). A pergunta significa: “Quem está resistindo à vontade de Deus?”.

A partir da mesma matéria. Ira. Ele restringe com paciência Sua ira e preserva os vasos preparados para a des­ truição. Se o primeiro for o correto. mas o sentido é claro. Do gr. 22. Mas. Ou seja. Ver com. Dificilmente isso poderia ser interpretado como sendo “vasos merecedo­ res de misericórdia”. ou experimentam a ira. de Rm 3:23. Cf. Seu poder. mas a cons­ trução não é incomum (ver Lc 19:41. tanto para * seu próprio bem como para o bem supremo de Sua igreja. “mas se Deus”. o oleiro pode optar por fazer um vaso para fins nobres e outro para uso mais humilde. Paulo não quer dizer que Deus tinha preparado os vasos de ira para a destruição. Do mesmo barro. consequente­ mente.9:22 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Mas. 23. “o que Lhe é possível” (v. A paciência de Deus pelos que estão prepa­ rados para a destruição também tem o pro­ pósito de mostrar misericórdia para com os que estão dispostos a cumprir o plano de Deus. 3:16. E verdade que a longanimidade de Deus pode ser “desprezada” e. para dar ainda maio­ res manifestações de Seu poder e determi­ nação em punir a crueldade e a opressão (ver PP. em que o propósito da “paciência e longanimidade” de Deus é levar os pecadores “ao arrependi­ mento”). na realidade. Paulo estaria dizendo que Deus suporta pacientemente os vasos da ira porque deseja revelar Sua ira e poder em um juízo final mais terrível. do v. Da mesma forma. sobre o significado do termo “glória de Deus”. Preparados. Deus tem autoridade sobre toda a huma­ nidade e lida com as pessoas de acordo com Seus propósitos. ver com. Deus poupou a vida do faraó (v. Jo 6:61. como na frase “filhos da ira” (Ef 2:3). Rm 2:4. A ligação gramatical entre os v. elas trazem ruína sobre si mesmas. Literalmente. Paulo afirma que se Deus tem direito de lidar com Suas criatu­ ras da maneira que Lhe parecer melhor. Muitas vezes. 17). Ou seja. suportando com paciência o monarca obstinado. Querendo. os vasos que receberam e experimentaram misericórdia. de 2Cr 18:18). Deus considera apropriado permitir que pessoas e nações sofram as consequências de sua própria rebelião. 62). Alguns comentaristas interpretam isto como “porque Deus quer”. Se Deus. Longanimidade. Embora os judeus tivessem merecido a ira. 42. como no caso dos “vasos 648 . 17). a Bíblia representa aquilo que Deus permite como se fosse algo feito diretamente por Ele (ver com. Assim. outros. se a segunda ou a ter­ ceira tradução estiver correta. Deus lhes mostrara paciência. katartizõ. ainda assim. que. de Rm 1:18. Riquezas da Sua glória. resultar no endurecimento do coração e em mais severidade no juízo. mas apenas que eles estavam “maduros” ou “prontos” para isso. Ef 1:18. Mas o objetivo principal da paciên­ cia de Deus é dar à humanidade a oportuni­ dade para que se arrependa. Vasos. como no caso do faraó. na forma encontrada aqui. como “enquanto quer’ ou “embora Deus queira”. o significado seria que. Ele tem exercido paciência com todos. A constru­ ção grega é diferente da traduzida como “já dantes preparou”. 268). A fim de que também desse a conhecer. de Rm 2:4. Literalmente. a seu critério. por exemplo. Vasos de misericórdia. pode ser traduzida como “prontos” para a destruição. Cl 1:27. De ira. embora Deus queira dar a conhe­ cer Seu poder e Seu ódio contra o pecado. que merecem a ira. A frase está incompleta. 22 e 23 é imperfeita. Ao trabalhar para a salvação da humanidade. Paulo continua com a figura do oleiro e do barro. A última interpretação parece con­ cordar melhor com o contexto e com o tema da epístola (ver. por sua obstinação e perversidade. Ver com. 23.

Paulo passa então das profe­ cias aplicáveis ao chamado dos gentios para outras sobre a rejeição de todos. cf. literal­ mente: “Chamarei o não Meu povo de Meu povo e os não amados de amados” (sobre o significado da afirmação de Oseias em seu contexto original. Mais uma vez. espe­ cialmente quando trata de temas polêmicos. de Rm 9:22). Sf 2:7. 713. 4. No lugar. a igreja cristã. 649 . Os 1:6. ver com. 10:12. Zc 8:6. A doutrina do remanescente era uma parte importante da mensagem de Isaías. 'proetoimazõ. no mesmo lugar em que as tribos. Ou seja. Isto parece significar que. J1 2:32. embora não idêntica ao hebraico nem à LXX. 2Tm 1:9). 24. Uma segunda citação do AT. as variações não alteram o significado da profecia. Outros profetas do AT também mencionam frequentemente o “remanescente” (ver jr 6:9. literalmente. “só um remanescente”. A misericórdia de Deus nunca é merecida. E sucederá que (ARC). Uma citação de Isaías 10:22 e 23. At 23:6). Gentios. de Os 1:10). as palavras gregas dizem. Am 5:15. Paulo pro­ cura apoiar suas conclusões no AT. será executado afinal por meio de Sua igreja na Terra hoje” (PR. 30). Isaías. do v. Então ele mostra que tanto o chamado aos gentios como a salvação de um remanescente de Israel estavam previstos pelos profetas. Paulo mos­ tra como a promessa se cumprirá em relação à igreja (ver com. Clama. os gentios. Preparou de antemão. 46:3). literalmente. 9. 3:13. ver vol. 31:7. Não só dentre os judeus. Uma citação de Oseias 2:23. embora não descreva Deus preparando vasos de ira para a destruição (ver com. 23:3. Os quais somos nós. 11:11-16. à exceção de um remanescente de Israel. e ele a enfatiza repetidamente (Is 1:9. 13). Este retorno não deveria ser apenas do exílio. Chamarei. Paulo afirma que é Deus quem prepara os vasos de misericórdia para a glória. 28. No entanto. A igreja cristã é constituída de judeus e gentios. Ez 6:8. 8. de Oseias 1:10. 26. 12). 5:7. 14:22.ROM ANOS de ira” (ver com. Paulo introduz o assunto a ser discutido até o final de Romanos 11. Será salvo. 7:28. de Os 2:23. A outra ocorrência deste verbo no NT encontrase em Efésios 2:10. A salvação é oferecida a judeus e gentios nas mesmas condições (Rm 3:22. 12:44. ou mais tarde. 27. As palavras de Isaías refle­ tem a promessa feita a Abraão (Gn 22:17). Como também diz. “Um Remanescente Voltará”. O versículo pode ser tra­ duzido. Deus prepara Seu povo de antemão para a glória (Rm 8:28-30. 31. 7:18. 22). Ninguém é chamado e salvo porque é judeu.-«g tará”. Com esta referência aos gen­ tios. 37:4. palavra que indica intenso fervor (ver Jo 1:15. 14. Paulo enfatiza a universalidade da graça divina (cf. Cumprirá. 9). não idêntica ao hebraico nem à LXX. 32. seriam chamados povo de Deus. Ainda que o número. Portanto. O remanescente. Da forma como foram citadas por Paulo. Foi incluída no comissionamento divino do profeta para ser mensageiro a Israel (Is 6:13). Do gr. Mq 2:12. O texto hebraico diz: “vol. cf. mas “ao Deus forte” (Is 10:21). haviam sofrido a vergonha de ouvir que não eram povo de Deus. Do gr. 25. Rm 3:29. 4:7. como: “por uma palavra. 10:20-22. p. Isaías foi ainda instruído pelo Senhor a chamar um dc seus filh os de Shear-jasub. a quem foram atribuídos os privilégios concedidos no passado a Israel. a nação escolhida. é uma predição do chamado das tribos da diáspora. “Aquilo que Deus propôs realizar em favor do mundo por intermédio de Israel. 9:28 Em seu contexto original. Areia do mar. neste con­ texto. 21-23). Significa. krazõ. Ag 1:12. a tradução grega “será salvo” repre­ senta correta mente a intenção da profecia. 37.

Is 13:19. G1 1:9). pois. O hebraico de Isaías 1:9 diz: “um pequeno remanescente”. p. mas. 650 . No entanto. Outra interpreta­ ção faz logos se referir às promessas de Deus a respeito de Israel. A LXX. A decisão depende de as palavras de Isaías serem con­ sideradas como uma predição ou como uma descrição da situação de Israel em seu tempo. Como Sodoma. Logos ocorre mais de 300 vezes no NT. A expressão mais longa é a da LXX (sobre o significado do texto hebraico. Am 4:11. ver com. Em qualquer caso. 50:40. 29. Lm 4:6. 31. termo usado no NT com diversos significados. ao longo dos séculos. “abre­ viando” (ARC) pode se referir ao próprio Israel. Que diremos. Se o Senhor. 5. essa linhagem ininterrupta de testemunhas se manteve fiel a Deus e às condições de Suas promessas a Abraão (Rm 11:4. a não ser por esse rema­ nescente. Mas. Paulo então se volta para a responsabilidade humana. Is 6:13. Lc 20:3) e “contas” (Hb 13:17). Os gentios. Do gr. os judeus não conseguiram encontrála. “pergunta” (Mc 11:29. Neste último caso. os representa como “des­ cendência”. Ainda uma terceira interpretação considera que “antes” significa “em uma passagem ante­ rior”. Vários significados são possíveis neste contexto em particular.9:29 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA completando[-a] e abreviando [-a] em justiça. naturalmente. ver com. Mc 6:11. bem como Paulo. Alguns gentios alcançaram a justiça. SI 22:30. At 1:16). e é traduzido como “obra” somente aqui. E tradu­ zida como “notícia” (Mc 1:45). cf. Jr 49:18. 27. Logos é o equivalente grego ao heb. e introduz o ponto em d is. porque a procuraram no caminho errado. “hostes”.« cussão seguinte: a falha c a culpa dos judeus. cumpridas apenas em grau limitado no remanescente. porque uma breve palavra”. Apesar da infi­ delidade e da apostasia dominante. 2Co 7:3. Do gr. a rejeição de Israel seria tão com­ pleta como a de Sodoma e Gomorra. Ou. Outros entendem que sig­ nifica simplesmente “disse em um momento anterior” (cf. “exér­ citos” (sobre o significado do título “Senhor dos Exércitos”. da qual a nação brotará nova­ mente (cf. Paulo estaria usando as palavras de Isaías como suas próprias a fim de descrever a condição semelhante de Israel em seus dias. a citação ó apropriada para o raciocínio do apóstolo. A declaração seria de uma parte anterior dos escritos de Isaías (Is 1:9). de Is 10:22). Dos Exércitos. A destruição de Sodoma e Gomorra é frequentemente mencionada no AT como exemplo de destruição violenta (ver Dt 29:23. os “rema­ nescentes” do v. Lc 10:12). A conclusão que Paulo faz de sua discussão até aqui é: a promessa de Deus não falhou. xvi) a omissão das pala­ vras “em justiça. logos. 24. Palavra. “filhos”. pela ACF. Sabaoth. Já disse. de Jr 7:3). levanta a questão do v. Sf 2:9).” Esse signifi­ cado está por trás da seguinte tradução da passagem em questão: “Pois o Senhor exe­ cutará na Terra a Sua sentença. O objetivo da citação é dizer que. sendo traduzido em geral por “palavra”. Uma citação de Isaías 1:9. Ou. porque uma breve palavra o Senhor vai trazer sobre a Terra”. Alguns tomam isto como significando “anunciou” ou “predisse” (cf. dabar. Mt 24:25. tsebaoth. 30. Is 6:12. enquanto os gentios obtiveram justiça. evidências tex­ tuais apoiam (cf. Os 2:23). Descendência. pois? Tendo enfati­ zado a autoridade e a justiça divina na rejei­ ção dos judeus e na vocação dos gentios. Um deles é sugerido pela tradução de logos em Romanos 14:12: “Assim. 32: “Por que?”. transliteração do heb. cujo número seria muito reduzido na seleção do remanescente. rápida e definitivamente” (NVI). Jesus também Se refere a essas cidades quando fala do juízo divino (Mt 11:23. um pequeno rema­ nescente manteve a aliança. cada um de nós dará contas [logos] de si mesmo a Deus. 13). Isso.

Cristo veio para trazer justiça a todos os que a aceitam pela fé. a compreenderam. cf. mas não alcançavam é “a lei de justiça”. Como que das obras. “para uma lei”. Esta frase tem sido interpretada de diversas maneiras. de Rm 3:27. Tanto diõkõ quanto katalambanõ são usados em conexão com a pista de corridas (ver com. de Rm 9:16. Outros entendem que a frase significa que os judeus buscavam um princí­ pio e uma regra de vida moral e religiosa que os tornasse justos (comparar com o uso da palavra “lei” na expressão “lei da fé”. “ofensa” (1 Pe 2:8). Este verbo significa. “como se fosse pelas obras”. Anteriormente. Os judeus pensa­ vam ter encontrado esse princípio em seu sis­ tema de leis morais e religiosas. “perseguir”. eles não estavam deliberadamente buscando-a. em contraste com os judeus legalistas. p. Literalmente. que a buscavam de outra maneira. ICo. xvi) a omissão da expressão “da lei” (ARC). Do gr. Paulo indica que era opinião dos judeus que a justiça podia ser obtida desta forma. e sim como que das obras da lei”. ou seja. Porque. o que. que tinham o privilégio de possuí-la (ver com. seus princípios de justiça não poderíam produzir a justiça que procuravam. mas que. e as pessoas não são capazes de prestar essa obe­ diência por si mesmas. Literalmente. Esta definição do tipo de justiça que os gentios obtiveram explica o aparente paradoxo de terem alcançado a justiça pela qual não estavam se esforçando. katalambanõ. 31. Buscavam. Essa lei. Evidências textuais favorecem (cf. A lei de justiça. uma justiça que pro­ duz lei. ofenderam-se com Ele e Sua mensagem. Rm 7:23). Fp 3:12). mas não conseguia alcançá-la. na verdade. Por essa frase qualificadora. mas obtiveram a “justiça”. A primeira parte da res­ posta diz. Isso os levou a multiplicar ainda 9:32 mais as leis religiosas na busca legalista de um princípio de vida que os tomasse justos aos olhos de Deus. A razão para essa falha é que a justiça da lei exige o perfeito cumprimento da lei. “chocar-sc con­ tra” (Mt 4:6. xvi) a omissão de “justiça” nesta segunda frase (comparar ARA e ARC). visto que nunca foram capazes de viver de acordo com os requisitos da lei. Vieram a alcançá-la. bem adaptada ao contexto. 32. Paulo afirma que os gentios. proskoptõ. cf. Paulo diz que os gentios não busca­ vam. por isso. Alguns a consideram uma referência especí­ fica à Ieí do AT. “uma lei de justiça”. era impossível (ver Rm 2:25-3:20). Ele não diz que não havia nenhum desejo ou anseio por justiça entre os gentios. Perfeita justiça só é possível pela fé (Rm 3:21. Do gr. que sequer estavam se esforçando para obter a justiça. A ênfase de Paulo nestes versículos está na natureza legalista da busca de Israel por justiça. p. Lc 4:11).1:9. metaforicamente. 9:24. os judeus não conseguiam chegar aos ideais prescritos pela lei nem à justiça que perseguiam. de Rm 2:14). Era tão arraigada a crença errônea de que a justiça podería ser obtida pelas obras. Israel seguia “uma lei de justiça”. Mas. que esta os levou a se 651 . literalmente: “porque não decor­ reu da fé. No entanto. “tropeçar” (Jo 1. o que Paulo diz que os judeus perseguiam. Outra interpretação. dependendo da justiça de uma lei que não podiam obedecer. Do gr. Paulo falou sobre os gentios que preenchem os requisitos da lei. No entanto. 22). como os judeus. eles a receberam.ROMANOS questão que Paulo discute deste ponto até Romanos 10:21. é considerar a frase a “lei de jus­ tiça” equivalente a “justiça que se baseia na lei”. ver com. Mas os judeus. Eles pensavam que poderíam se tornar justos mediante as obras. diõkõ. “colheram”. literalmente. “obtiveram”. Evidências textuais favorecem (cf. 10) e. Consequentemente. quando a salvação lhes foi ofe­ recida no evangelho. Literalmente. embora não tenham qualquer código revelado. Tropeçaram. Da fé.

Evidentemente. 1 Irmãos. 19 Israel é ciente dos planos divinos. Citação de Isaías 28:16 e 8:14. A predição reúne as duas classes que Paulo descreve: aqueles para quem Cristo é motivo de escândalo e aqueles para quem Ele é a pedra angular de sua fé (ver SI 118:22. 5 Ora.9:33 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA oporem abertamente ao Salvador e. 8). 24). a ênfase está na confiança que tem o que exerce fé em Cristo e avança para o alvo da soberana voca­ ção de Deus. porém não com entendimento. confessares jesus como Senhor c. At 4:11). mas também permite a mesma tradução. final­ mente. desconhecendo a justiça dc Deus e procurando estabelecer a sua própria. serás salvo. 49 Capítulo 10 5 A diferença entre a justiça da lei e a da fé. 3 Porquanto. isto é. 6 Mas a justiça decorrente da lê assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?. Ao acrescentá-la. Em ambos os casos. mas o “poder” e “sabe­ doria de Deus” para os crentes (ICo 1:23. Se Paulo usa o verbo no sentido literal de “tropeçar”. O hebraico diz: “não se apressará”. Mc 12:10. 207 20. 376 27-29 . cm teu coração. PP. a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos. isto é. 4 Porque o fim da lei é Cristo.versículos descrevem os judeus como perse­ guindo sinceramente a meta da justiça. até a matarem-No. Não será confundido. Lc 20:17. T6. Nela. 187 21-26-AA. Pedra de tropeço. 9 Se. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.AA. Ele é pedra de tropeço para os infiéis e desobedientes. Está escrito. 19. a palavra da fé que pregamos. 3 . 21 -T8.AA.PE 50.AA. o problema não estava na pedra. 261. na tua boca c no teu coração. Esta é a tra­ dução da LXX. Mt 21:42. para justiça de todo aquele que crê. Esta expressão não está na LXX nem no texto hebraico de Isaías 28:16. estes So. para levantar Cristo dentre os mortos. Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela. mas não idêntica ao hebraico nem à LXX. para trazer do alto a Cristo. WHITE 1-5 . 379 28 . não se sujeitaram à que vem de Deus. Paulo enfatiza a referência pessoal a Cristo. isto é. O “Cristo crucificado” era “escân­ dalo” para os judeus. mas na atitude daqueles para quem ela se tornou motivo de tropeço. 2 Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus. T8. creres que Deus o res­ suscitou dentre os mortos. 75. com a tua boca. 11 Judeus e gentios que creem andam na luz. 33. mas precioso aos que têm fé (lPe 2:7. 233. mas tropeçando sobre a própria Pessoa que veio ajudá-los a alcançá-la. 8 Porém que se diz? A palavra está perto de ti. 129 11 -GC. Pedro aplica estes dois versí­ culos a Cristo (lPe 2:6-8). 652 . COMENTÁMOS DE ELLEN G. 7 ou: Quem descerá ao abismo?. 374 2. 18 Os gentios recebem a palavra.

portanto. 30. “querer”. diz: Todo o dia es­ tendí as mãos a um povo rebelde e contradizcnte. eudokia. G1 1:14). 13). 2. Comparar SI 69:9 e Jo 2:17. que nEle crê não será confundido. “rogo” (cf. Paulo desejava sinceramente a salvação de seus compatriotas judeus. uma oração geral (Rm 1:10). 13 Porque: Todo aquele que invocar o nome mundo. assim. G1 3:15). Por isso. Isso mostra que ele não consi­ dera o caso deles sem esperança. 9. Fp 3:6). Ele mesmo havia sido “extre­ mamente zeloso das tradições de [seus] pais” (G1 1:14). Súplica. invocarão Aquele em quem gado isso ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: Eu vos porei em ciúmes com um povo que £► não creram? E como crerão nAquele de quem nada não é nação. Paulo podia fazer isso a partir da própria experiência. É significativo que. Paulo fale em orar pela sal­ vação deles. 12 Pois não há distinção entre judeu e grego. os que foram mencionados antes (Rm 9:3133). Ef 6:18. 9. discutida no cap. Ef 1:5. xvi) a variante “por eles”. incluindo os judeus (Rm 1:16. antes de apontar a falha e a culpa de seu povo. e as Suas palavras. Do gr. e a pre­ 11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele gação. 14Como. lCo 14:20. Fp 1:15. como alguns entendem a doutrina da predestinação. eles não alcançaram 653 . e Paulo descreve o ardor deles pela religião durante esse período. após a discussão sobre a rejeição de Cristo pelos judeus. cf. apesar de sua culpa. Zelo por Deus. “petição”. O tema discutido neste capítulo é afirmado em Romanos 9:31 a 33. 18 Mas pergunto: Porventura. O cap. com gente insensata Eu vos provo­ ouviram? E como ouvirão. quem acreditou na 21 Quanto a Israel. Do gr. a fé vem pela pregação. Se Paulo considerasse essa rejei­ ção como resultado de uma determinação de Deus para a destruição deles. Como está escrito: Quão formosos são os pés dos 20 E Isaías a mais se atreve e diz: Fui acha­ do pelos que não Me procuravam. se não forem enviados? carei à ira. nossa pregação? 1. Por que lhes dou testemunho. deêsis. Paulo utiliza esta expressão com frequência quando deseja ser enfático (cf. 22:3.ROMANOS 10:2 17 E. Mas. Deêsis descreve um pedido particular e se distingue de proseuchê. até aos confins do para com todos os que O invocam. 10:12). ele não teria orado para que eles ainda fossem salvos. porém. p. 5:5). Os judeus se orgulhavam de seu zelo por Deus e pela lei (At 21:20. A favor deles. por certo: Por toda a terra se fez ouvir a Sua voz. Fp 4:6. Que sejam salvos. Evidências textuais favo­ recem (cf. a partir da palavra deomai. iTm 2:1. A triste história dos judeus é que. 2:13. ele afirma que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v. isto é. não terá che­ do Senhor será salvo. 8:12. Rm 7:1. 12:1. 2Ts 1:11. não ouviram? uma vez que o mesmo é o Senhor de todos. O evangelho é para todos. “aprova­ ção”. Irmãos. Paulo reitera sua preocupa­ ção pela salvação deles (cf. “implorar” ou “orar”. revelei-Me aos que anunciam coisas boas! 16 Mas nem todos obedeceram ao evange­ que não perguntavam por Mim. rico Sim. Rm 9:1-3). O pronome indica a ligação entre os dois capítulos. Comparar com o uso da palavra em Mt 11:26. 19 Pergunto mais: Porventura. lho. porém. ape­ sar do fervor religioso. Boa vontade. estava familiarizado com o zelo equivocado deles (ver At 22:3. pois Isaías diz: Senhor. se não há quem pregue? 15 E como pregarão. 3:29. que Israel não alcançou a justiça porque a buscava com base nos méri­ tos próprios. pela palavra de Cristo. 10 é uma continuação do raciocínio de Paulo sobre a rejeição de Israel.

40). hwpotassõ. Desconhecendo. Do gr. Sujeitaram. A religião deles era legalista e formal. Ele parece encon► trar nesse zelo mal direcionado alguma coisa para incentivar. Este versículo explica que o zelo dos judeus era “não com entendi­ mento”. e eles mostravam mais zelo para com os rituais e a letra da lei do que para com Deus. E quanto mais os judeus perdiam de vista a justiça de Deus. histêmi. em vez de buscar a justiça dAquele a quem todas essas coisas apontavam. 4. Jo 5:39. Do gr. crer “em o nome de Seu Filho” (ljo 3:23). mas tam­ bém da rejeição como povo escolhido. Assim. está com ênfase. Antes de discutir as falhas deles. Paulo parece falar de seu zelo por Deus como algo que. No entanto. ele primeiro aponta para uma boa qualidade (Rm 1:8). dá fruto para si mesmo” (Os 10:1. ARC). O fim da lei é Cristo. os judeus estavam realmente trabalhando para si mes­ mos. Nenhum obstáculo para a salvação pela graça é tão grande quanto a autojustificação do pecador. não só da ignorância. Se estivessem dispostos a obedecer à vontade de Deus. A justiça de Deus. Porquanto. Confiantes na própria justiça. em si mesmo. “esforçar-se para”. Os judeus não estavam sem tal conhecimento (gnõsis). Por causa da indispo­ sição em se submeter ao mandamento de Deus. mas o zelo deles não era inteligente. pois a essência da fé é confiar e obedecer. Do gr. Fp 3:9). os judeus se baseavam em suas próprias obras (cf. Estabelecer. Rm 1:28. é louvável. mas faltava-lhes o verdadeiro conhecimento que os poderia ter levado a servir a Deus correta­ mente. eles ainda poderíam ser salvos. A forma verbal aqui empregada é mais bem tradu­ zida como “submeteram-se”. Os judeus se orgulhavam de seu conhecimento de Deus e da lei divina (Rm 2:17-20). Essa relutância em crer era a causa. a religião deles degenerou para um forma­ lismo de autoglorificação e autossuficiência. Rm 6:14). 3. não se dispunham a ceder o coração a um plano que exigia que con­ fessassem não ter justiça aceitável (Is 64:6) e que a salvação dependia dos méritos de outrem. isto é. literalmente. “instituir”. os judeus revelaram que sua fé em Deus era inoperante. Oseias já dizia: “Israel é uma vide fron­ dosa. Estas palavras têm sido interpretadas como se Cristo fosse o fim da lei como tal (cf. Paulo mostra que essa ignorância era indesculpável. Cristo sendo o cumprimento da lei (cf. a palavra “fim”. eles teriam chegado ao conhecimento da verdade (ver Jo 7:17). telos. Tg 4:7. G1 3:24). Entendimento. cf. pala­ vra que denota conhecimento pleno e pro­ fundo (cf. “obedecer” (cf. A primeira 654 . zêteõ. Em vez de buscar a justiça de Deus. O fervor sem discernimento tornou-se fanatismo. A palavra sugere o orgulho dos judeus no esforço para desenvolver justiça própria. pois os judeus haviam tido todas as oportuni­ dades para se tornar iluminados (Rm 10:1421. mas recusavam obedecer à vontade de Deus. A aparência de obediên­ cia era um disfarce para a corrupção inte­ rior (Rm 2:17-29). 3:20).10:3 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA a justiça (Rm 9:30-32). 5:5). Consideravam os sacri­ fícios e as ordenanças como meios de jus­ tiça. verbo que comumente significa “colocar-se sob ordens”. No texto grego. Ver com. se o zelo fosse direcionado para o verdadeiro caminho da justiça. não com­ preendiam o significado das palavras e das obras de Deus. Embora conhecessem a Lei e os Profetas. Mais tarde. Mt 5:17) e Cristo sendo o fim da lei como meio de salvação (cf. Do gr. Eles tinham sido favorecidos com o conhecimento de Deus (Rm 3:1. de Rm 1:17. a esperança de que. 2). Em seu professo zelo por Deus. Procurando. mas se recusaram. lPe 2:13. “buscar”. epignõsis. mais rigorosos se tornavam no cumprimento dessas formas de estabele­ cer a justiça própria.

literalmente. Deve-se observar. “lei” (ver com. com base em conceitos judaicos. O propósito de Deus para proclamar sua lei era revelar a pecaminosidade do ser humano (Rm 3:20) e a necessidade de um Salvador (G1 3:24). ou não há salvação (cf. a exemplo de Israel. Paulo então descreve o contraste entre a justiça pela lei e a justifica­ ção pela fé. como Paulo mostra em Romanos 1 a 3. podería ser obtida pela lei nos tempos do AT. Hb 11:4. e que não pode ser cumprida por pecadores não regenerados (Rm 8:5-8). tornando acessível aos seres humanos a justiça per­ feita de Cristo (ver com. as pessoas estão isentas da obediência à lei de Deus. e que. em geral. e não a uma lei específica. No NT. Moisés. mas na condição de povo salvo pelo sacri­ fício do cordeiro. No contexto de Levítico 18:5. que diz: “Portanto. no texto grego. em Cristo. os Meus estatutos e os Meus juízos guar­ dareis. imolado na Páscoa. 5: “Moisés escreveu que o homem que pratica a jus­ tiça baseado na lei viverá por ela. de Rm 3:31). A segunda apresenta uma proposição verdadeira. por Sua graça (Ex 3:6-9). Mas essa é uma condição que jamais foi cumprida pelo ser humano caído. de Rm 2:12). Este versículo não significa que a justiça. Não há graça nem misericórdia na lei. “escrever”. é um equívoco (ver com. mas a terceira é a que melhor se enquadra no contexto deste versículo. 13 e 21 e Ncemias 9:13 e 29 também sugerem que a condição pode ser cumprida. com linguagem extraída do AT. a fé substituiu a lei como forma de justiça. Além disso. a justiça pela lei exige o per­ feito cumprimento da lei. em Cristo. que Deus entregou a lei ao povo de Israel (Ex 20) não na condi­ ção de escravos no Egito para que fosse cum­ prida e. cumprindo-os. A passagem tam­ bém não pode ser usada para afirmar que Cristo é o fim da lei como tal e que. xvi) para a seguinte variante do v. 5. na verdade. G1 3:12). É significativo que. ele também mostra que não há contradição entre o AT e o NT sobre esse assunto.Afé não aboliu a lei. não há um artigo definido (“a”) antes da palavra nomos. 4:3-5. É a lei como método de obtenção de justiça que foi levada ao fim. o que indica que Paulo se refere à lei. G1 3:10-13). Paulo cita essas palavras para mostrar que. Ela deve ser obser­ vada criteriosamente. Mas os judeus tinham torcido o propó­ sito de Deus e usavam as leis. Escreveu. Há evidência textual (cf. no entanto. 10:5 Ao fazer isso. os cristãos recebem a graça do evangelho e são chamados a exercer 655 . de Rm 8:4). Deus revelou apenas um caminho pelo qual a humanidade pode­ ría ser salva: a fé no Messias (Gn 3:15. de Rm 3:31). Tudo o que a lei exige deve ser cumprido. Paulo contrasta o caminho da jus­ tiça de Deus pela fé com a tentativa humana de obter a justiça pela lei. como meio de estabe­ lecer a própria justiça. Eles deveríam obedecer a Deus a fim de perma­ necer na condição de salvação dada a eles por Deus. As referências a essa mesma passagem em Ezequiel 20:11. Do gr. Rm 4). por isso. Portanto. o povo pudesse ser salvo. Desde a queda de Adão. Cristo veio elimi­ nar esse uso equivocado da lei e apontar o caminho de voltaàfé. com a vinda de Cristo. o homem viverá por eles” (cf. Ora. só pode haver condenação para os que dependem de seu próprio cumprimento da lei para se justificarem diante de Deus (Rm 3:20). antinomista. por­ tanto. o des► dobramento da argumentação mostra que Paulo trata de lei em sentido geral. a lei de Deus é descrita como um conjunto de esta­ tutos e juízos que poderíam ser guardados e mediante cuja observância as pessoas seriam mantidas na vida. mas a confirmou (ver com. grnphõ. cf.” A cita­ ção é de Levítico 18:5. p. tanto morais quanto cerimoniais.ROMANOS 595 interpretação. A mensagem do evangelho é que Cristo é o fim da lei como forma de justiça a todo aquele que tem fé.

Esses textos não devem ser tomados para supor que a justiça pode ser obtida pela guarda da lei sem o exercício da fé. Moisés enumera as bênçãos prome­ tidas a Israel mediante a obediência à lei de Deus. Assim como Paulo ressalta a justificação pela fé em Abraão. que creu e obedeceu a Deus. Ap 18:7. As palavras de Moisés. Ele usa as palavras do próprio Moisés para lembrar aos judeus legalistas que a justiça só vem para os que obedecem perfeitamente. Muitos comentaristas encontram difi­ culdade no lato de Paulo usar palavras de Moisés que parecem pertencer apenas à lei. Assim. os fariseus e. Eles esperavam justiça e vida como recompensa pela estrita obser­ vância da lei. Moisés fala àqueles a quem tinha dito anteriormente: “Deus. 24:48. Paulo perso­ nifica a justificação pela fé. teu Deus. mas que já foi revelada e deixada clara. 5) e a certeza de que podemos obter a justificação pela fé (v. a impossibilidade de se obter a justiça por intermédio da lei (v. Isto é. O relacionamento deles com Deus era puramente legalista. aqui ele destaca a essência da justificação pela fé na experiência dos israelitas salvos do Egito para viver em novidade de vida em Canaã. Não perguntes em teu coração.] para amares o Senhor. as afirmações em Romanos 10:4 são provadas pelo testemunho de Moisés. cf. o povo judeu entretinha essa visão errônea. ou seja.. Jesus respondeu ao doutor da lei que buscava “a justiça que é da lei”. para que vivas” (Dt 30:6). e que a promulgação da lei por intermédio de Moisés foi parte desse plano. Mt 3:9. elogiasse a justiça pela lei e em lugar da fé. Mas o ser humano não é capaz de prestar essa obe­ diência. de Ez 16:60. O problema é resolvido quando se reco­ nhece que a justificação pela fé sempre foi o método de Deus para salvar a huma­ nidade. entendidas à luz dos atos salvíficos de Deus no êxodo. Mas a dificuldade reside na suposição de que a lei e o evangelho são opostos entre si. não é razoável supor que Moisés fosse ignorante sobre o relacionamento entre a lei e o evangelho. O apóstolo poderia ter dito: “Moisés fala assim sobre a justificação pela fé”. geralmente um mau pensamento (ver também Dt 15:9. Moisés foi usado por Deus para dar o grande sistema de tipos e cerimônias que simbolizavam o plano da justificação pela fé em Cristo.10:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA fé no Redentor a fim de obter o perdão dos peeados e receber graça para a obediência (ver com. 6-8). Estas palavras de Deuteronômio 9:4 são usadas por Paulo para introduzir sua citação de Deuteronômio 30:12 a 14. O mesmo com a sabedoria (Pv 1:20. Assim diz. “Dizer no cora­ ção” é uma expressão idiomática hebraica que significa “pensar”. 6. de screvem uma justiça que. uma citação de Dt 30:11-14. Ele fala da fun­ ção da lei para os israelitas circuncidados de coração. de fato. Deus procurou levá-los a uma experiência mais elevada. é fruto da fé no Cordeiro de Deus. Quem subirá ao céu? Moisés pronun­ ciou estas palavras para indicar que a Palavra de Deus não está longe nem fora do alcance. Ele se refere ao Israel convertido e fiel. de Ez 16:60). indicando: “Faze isto e viverás” (Lc 10:28).. como se esti­ vesse falando por si mesma. Lc 11:49) e a exorta­ ção (Hb 12:5). para descrever a justificação pela fé. SI 14:1. circuncidará o teu coração [. A fim de expor o mal-entendido dessa posição. 18:21. Por isso. Paulo não se apropria das pala­ vras de Moisés sobre a lei para aplicá-las a algo que Moisés não tinha em mente. não por meio da fé e da graça. ao falar sobre a obediência aos mandamentos de Deus. Decorrente da fé. fala desta maneira. Além disso. mas eles se recusa­ ram a avançar (ver com. 20:11. por influência deles. Paulo cita Levítico 18:5. Nesse capí­ tulo. 36:26). ICo 7:37). nem que. de todo o coração e de toda a tua alma. Contudo. Paulo 656 . A aliança com Deus era pelas obras.

“dizer a mesma coisa que outra pessoa”. palavra traduzida como “direi” (Mt 7:23). Para trazer do alto a Cristo. A pala­ vra que Moisés descreve como “mui perto de ti. cf. Confessares. Assim. 8. Assim. Paulo contrasta a simplicidade da justificação pela fé à tarefa trabalhosa e sem esperança de buscar a justiça da lei (Rm 10:2. Inclui tudo o que Deus decla­ rou sobre o único meio de salvação: a fé em Seu Filho Jesus Cristo. pois Cristo já veio”. Em ambos os casos. de Mc 5:10). a justificação pela fé lhes foi oferecida. A palavra está perto de ti. de Ez 36:26). também não havia necessidade de ninguém descer ao abismo para encontrar a Cristo. O pro­ pósito dessa passagem do AT era garantir a Israel que Deus provera condições para que a lei pudesse ser cumprida.ROMANOS aplica as mesmas palavras ao evangelho. Se esta tradução (equivalente a “que”. 657 . Do gr. Quem descerá ao abismo? Em vez de “Quem passará por nós além do mar?” (Dt 30:13). Significa. o Senhor lhes ofereceu uma nova aliança (ver com. A fé é lógica. 3. de Ez 16:60). A saber (ARC). Abismo. lite­ ralmente. KJV) for mantida. visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hb 4:2. homologeõ. 5). Porém que se diz? Isto é. a mensagem do evangelho em relação à lé. Isso inclui o que Deus revelou sobre Sua lei. Mas os israelitas foram reticentes em receber essa aliança dada a Adão e renovada ► a Abraão (ver com. Eles esco­ lheram. abussos. aonde Cristo tinha “descido”. Que pregamos. Se “porque” for preferido. Paulo acrescenta isto para enfatizar que a verdade da justifica­ ção pela fé não é desconhecida. o evangelho que anuncia a lé como meio da justiça. G1 3:8). do v. buscar a justiça por seus próprios esforços em obedecer. mas pode ser entendida por todos dispostos a ouvir. mas sem sucesso. a confissão de um crente é sua expressão de concordân­ cia com tudo o que Deus declarou ser ver­ dade. Por intermédio de jeremias. Ele já ressuscitou. Ou seja. a revelação ainda mais clara da Palavra de Deus. Paulo pergunta: “Quem descerá ao abismo?” Assim como não havia necessi­ dade de os israelitas procurarem no além-mar para encontrar os mandamentos de Deus. dada em Cristo. Como se Ele não houvesse chegado ainda. Paulo estaria se referindo ao conteúdo da mensa­ gem sobre a fé. para a cum­ prires” (Dt 30:14) é a mesma que “a palavra da fé” pregada por Paulo. 6). “professam” (Tt 1:16) e “confissão” (Hb 3:1). Os judeus já não podiam se desculpar. 9. ale­ gando ignorância (v. Paulo estaria dando uma prova de que a pala­ vra da fé está próxima. 14-21). o que diz a justificação pela fé? Paulo continua a per­ sonificar a justificação (ver com. nosso pecado e nossa necessidade do Salvador. 7. o apóstolo mostra que o conteúdo da mensa­ gem da fé corresponde ao ensino de Moisés em Deuteronômio. Tudo o que era exigido deles era crer e confessar. Do gr. em lugar disso. Os pro­ fetas do AT tentaram levar o povo a aceitar as disposições do eterno plano de Deus. “de acordo com”. de jr 31:31-34). “mas a palavra da pregação nada lhes aprovei­ tou. Ezequiel ressaltou a necessidade de um “novo coração” e “novo 10:9 espírito” (ver com. A palavra estava “perto” deles. As pessoas revelavam fé no Redentor apresentando seus sacrifícios de animais e observando os demais requisitos da lei. na tua boca e no teu coração. O crente justificado diz: “Não duvido: O Filho de Deus já Se fez homem e habitou entre nós. Esta é a única ocorrência desta expressão no NT. Paulo parece aplicar o termo ao lugar dos mortos. “abismo” (ver com. A palavra da fé. Assim. A aliança eterna feita com Adão no Éden provia per­ dão para a transgressão e a graça habilitadora para a obediência por meio da fé no Messias por vir.

de Rm 1:16). a aprovação divina de Seu sacrifício (ver com. ele dá a ordem normal: fé. passagem também citada por Pedro no sermão do Pentecostes (At 2:21). bem como Seu poder de justificar e salvar os pecadores (ver com. Em contraste com a justiça pela lei (Rm 10:5). 7. Os hebreus eram conhecidos como os que invocavam Yahweh. que é a “cabeça da igreja” (Ef 5:23) e “Senhor de todos” (At 10:36). no v. resulta em salvação (cf. 2Tm 2:22. econô­ micas e individuais desaparecem. todas as distinções étnicas. Os judeus atri­ buíam senhorio apenas a Deus. ver Nota Adicional a João 1). sociais. 10. Deus O ressuscitou. O mesmo é o Senhor de todos. Ef 1:7. e essa mudança resulta em justifi­ cação e justiça (Rm 3:22. 22:16. Cristo é “Senhor de todos” (At 10:36. sobre a divin­ dade de Cristo. Invocar o Senhor ou invocar o nome do Senhor é uma expres­ são habitual quase equivalente a adorar o Senhor. 11:33. Uma citação de ísaías 28:16 (ver com. Os gen­ tios adoravam o imperador como seu senhor. 21. do v. 11. A Escritura diz. e não do que somos capazes dc fazer. A firme confissão diante do mundo. 60. Mas os cristãos reconheciam a Cristo como o Senhor dos céus (ICo 15:47). A confissão do senhorio de Cristo inclui a dis­ posição de seguir Sua liderança e obedecer a Seus mandamentos (Jo 14:21. E significativo ver esta expressão de Cristo no NT. de Rm 1:4). A ressurreição foi a confirmação das reivindi­ cações de Cristo. 9:14. Rm 8:32. 11). No v. Fp 2:11). A disposição de confessar a Cristo em pala­ vras e ações é o teste do verdadeiro discipulado (Mt 10:32. “que Jesus é o Senhor” (cf. 12. Rm 3:29. sendo que a adoração é devida somente a Deus. Ap 2:10). a justificação pela fé depende do que Cristo fez e pode fazer. depois confissão. o gentio (ver com. Fp 2:10. Isto introduz a explicação de Paulo acerca de “todo aquele”. Ele não tem uma provisão para os judeus e outra para os gentios. a deci­ dida defesa do que se acredita ser verdade. pois. Ap 3:5). Judeus e gentios pecaram e necessitam de salvação (ver com. Que O invocam. 8. o coração não represen­ tava as afeições em contraste com o intelecto. Ou. 30). 3:8). Paulo sugere que a fé envolve completa mudança interior. o “Filho unigênito” de Deus (Jo 3:16). Normalmente. Grego. este é um claro reconheci­ mento da divindade de Cristo (ver At 7:59. Ao se referir à crença “com o coração”. A evidência externa da mu­ dança interior é a confissão verbal. Deus proveu apenas um meio pelo qual as pessoas po­ dem ser salvas. Judeus e gentios têm o mesmo Senhor (cf. em que a boca é mencionada antes do coração. mantida até o t* fim. a crença vem antes da confissão. cf. de Rm 4:25). Os judeus entendiam que a passagem de Joel 658 . ljo 2:3. Assim. Os cristãos eram os que invocavam a Cristo (ICo 1:2). mas Paulo segue a ordem do v. o cristão reconhece o triunfo de Cristo sobre o pecado c a morte. Rm 14:9. Ver com. de Rm 9:33). cf.10:10 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Jesus como Senhor. Confessa. 5:1). Esta expressão não está no texto de ísaías. O coração. Crendo que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos. 4). Ou seja. de Rm 1:21. 10. “diferença” (cf. Distinção. Rm 3:22). Não há limite para os recursos do Senhor (cf. Pois. Rico para com todos. Ou. de Rm 3:23). 11. 13. que redimiu toda a humanidade (Jo 3:16). Lc 12:8. Todo aquele. Os judeus consideravam o coração como sede da vida interior. Uma comparação entre Romanos 10:9 e 10 indica que “Senhor” aqui se refere a Jesus. Todo aquele que invocar. Paulo enfatiza que o evange­ lho é destinado a todos. o Pai. do pensamento c do sen­ timento. Pode ter surgido do hábito de iniciar um discurso a uma divindade com a menção de seu nome. Uma citação de J1 2:32. Para eles. Ver com. 2:7. Creres. ICo 12:3.

Mesmo que Israel Tendo declarado a universalidade da salva­ tenha ouvido o evangelho. mas da incre­ dulidade dos judeus. 18)? Isso não poderia ser. Do gr. pois a mensagem do evangelho foi procla­ 14.]? mada cm todos os lugares. Jo 4:38. também o pregado a todos. Se o evangelho é destinado a todos. da maneira de se obter justiça. 10:1. porém. p. Quão formosos são os pés. 17:18. Para con­ Como está escrito. 19. como está implícito na apostellõ. devem primeiro crer. ele deve ser como o Pai enviou Seu Filho. 21). neste capítulo. em seguida. é possível que não tivesse compreendido (v. feita de forma livre e breve. 17). 15. pois Isaías também predisse que alguns res de Yahweh seriam libertos no dia do juízo.ROM ANOS 10:15 599 significava que todos os verdadeiros adorado­ Não. como Moisés e Isaías para que todos tenham a mesma oportuni­ descreveram. eles são um povo rebelde e obstinado (v. do qual vem “apóstolos”. os judeus são de Is 52:7. mostra que essas condições proclamam a salvação”. como Paulo mensagem divina deve ser feita por alguém já havia explicado. Argumentam que. Os judeus. Portanto. O fato real é que. Paulo enviaram outros (cf. Assim expressão “todo aquele” (v. xvi) a omissão desta frase. mudando o singular pelas condições para se “invocar o Senhor” “que anuncia” para o plural e omitindo “que e. 19)? Isso também ção pela fé. 7:25.. Paulo então discute as condições não poderia ser. pois. evangelho foram enviados a fim de que todos Ao utilizar esta citação. como Isaías profetizou (v. Evidên­ mido da seguinte forma: os pregadores do cias textuais favorecem (cf. Uma citação de vencê-los de sua grande culpa nessa ques­ Isaías 52:7. indesculpáveis por sua incredulidade. 14)? os mensageiros comissionados foram envia­ Sim. seguinte. 14:14. Cada pergunta é dos e menos esclarecidos eram capazes de < entendê-lo (v. 14 e 15 aos versículos restantes do capí­ tulo. Jr 1:7. Ver com. gador enviado por Cristo é ouvir o próprio Cristo (2Co 5:20). gentios estão incluídos na profecia. E assim por diante. os gentios menos privilegia­ dade. 14 e 15 com a pas­ de Seus representantes. não receberíam a mensagem (v. os v. lCo 1:17). 16. talvez por ter signifi­ o plano de Deus. invocarão [. Ele menciona essas condições como uma série de perguntas. Judeus e cris­ tãos consideravam que essa seção de Isaías todos crerem prova que não ouviram (v. foram cumpridas. 13). 14 a 21 pode ser resu­ Que anunciam a paz (ARC). Outros preferem conectar Filho enviou Seus apóstolos. Como. O Senhor fala por meio Alguns conectam os v. e eles. como Isaías já havia dito. O raciocínio dos v.. Ouvir o evangelho de um pre­ podem. Lc 9:2. As pala­ E possível que alguns dos judeus não tenham vras “toda a carne” (J1 2:28) mostram que os ouvido falar (v. Paulo procura mostrar que eles tiveram ampla oportunidade de conhecer e entender tindo “sobre os montes”. ção do evangelho aos gentios. e a conclusão é assumida não podem alegar a ignorância do evange­ claramente e constitui a base da pergunta lho como desculpa para a incredulidade. 3. 15). Ele começa perguntando cado só local ou poético. sob a orientação do Espírito de Cristo. Se não forem enviados. de Is 52:7). “E como cre­ rão naquele de quem nada ouviram?” Não De quem. 16)? 659 . A proclamação da não trata da missão aos gentios. os judeus um argumento. eram “ignorantes” acerca comissionado por Deus (cf. Será que o fato de nem dos (ver com. At 26:17. Paulo sugere que tivessem a oportunidade de crer (v. sagem anterior e os relacionam com a prega­ 15. por isso. por sua vez. Paulo aplica a passagem a Cristo. Por exemplo: “Como invocarão Aquele em quem não creram?” Não podem. o evangelho foi pregado. Portanto. 23:21). 20). omi­ tão.

No AT. Ou. hupakouõ. lCo 14:7). ao contrário do que faz a ARC. não ouviram? Ou. por isso. 16 (ver com. A palavra é apropriada neste contexto. phthoggos. a expressão tem o sentido literal de “linha de medir” (ver com. Imediatamente após sua des­ crição dos mensageiros das boas-novas (Is 52). Este versículo é uma importante declaração da natureza e da fonte da verdadeira fé. Voz. Como meio de desenvolver uma fé operante. que o evangelho foi pregado a todo o mundo. Os judeus ouviram. que ocorre duas vezes neste versículo.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA apontava para a obra do Messias. pronunciada de forma a imitar o som produzido pela vibração de um instrumento musical (cf. Obedeceram. aos judeus. euaggelizõ. Do gr. “dar ouvidos”. Mas pergunto. em que Paulo des­ creve a incredulidade com que foi recebida a mensagem do evangelho. do qual vem a palavra euaggelion. Paulo vê nisso uma representação da pregação global do evan­ gelho. Do gr. 38). Para ver a ligação entre os v. pela palavra de Cristo”. como resultado de ouvir”. fica evidente a conexão entre os v. Essa citação também traz a implicação (cf. 8). no v. O salmista compara a revelação de Deus em Suas obras (SI 19:1-6) com a revelação especial de Si mesmo em Sua palavra (SI 19:7-11). Iíteralmente. p. “boas-novas”. 16 e 17. a mensagem de Cristo. e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos” (SI 19:1). O texto hebraico não contém a palavra “Senhor”. de Rm 1:1). 16 e 17: “quem acreditou na nossa prega­ ção? E. verbo traduzido como “acreditou”. akoê. A fé genuína não é cega confiança que precisa ser exercida na ausência de provas. Paulo passa a refutar essa objeção. Que anunciam coisas boas. de Rm 1:1). representando “a mensagem sobre a fé” (ver com. xvi) a variante “a pala­ vra de Cristo” (ARA). As boasnovas da libertação do cativeiro babilônico simbolizam a boa notícia da salvação. Do gr. Evangelho. Evidências textuais apoiam (cf. mas não atenderam. Palavra de Deus (ARC). deriva de pisteuõ. Isaías diz: A citação é de Tsaías 53:1. 16. por certo. Ele afirma. Fé. “fé” ou “crença”. deve-se observar que a língua grega não tem duas palavras para “crença” e “fé”. não aceitaram o evangelho. Os judeus podiam alegar que não tiveram a oportunidade de ouvir e. a fé vem pela pregação. “atender” (ver com. Pregação. e. signi­ fica “ouvir” (ARC). e faz sua afirmação com base nas palavras do Salmo 19:4. do v. “obe­ decer. Sim. A fé é a convicção das coisas que não se podem ver (Hb 11:1). e usa as palavras do salmista para 660 009 10:16 . do v. O pronome subentendido “eles” se refere a “nem todos”. 8). De acordo com o salmista. do contrário. O subs­ tantivo gr. não poderia ter sido ouvida e crida. assim. Esta é a correção de Paulo à sugestão de que eles não tinham ouvido a mensagem. não há substituto para o estudo e a prática da palavra de Deus. de Rm 3:3). Rm 10:15) de que a mensa­ gem foi dada. “boa notí­ cia" (ver com. Isto pode significar “a mensagem acerca de Cristo”. Isaías prediz o fracasso das pessoas por receber a mensagem (comparar com a declaração do cumprimento dessa profecia em jo 12:37. como “a pala­ vra da fé” (v. de Rm 5:19). Do gr. a “voz” da natureza é a testemunha silenciosa com a qual “os céus proclamam a glória de Deus. con­ vicção que deve ser fundamentada no conhe­ cimento da Palavra de Deus. “evangelho” (ver com. pistis. 17. A deso­ bediência dos judeus também foi prevista pelo profeta. ao contrá­ rio. 16. e a pregação. do SI 19:4). Sendo atribuído o mesmo significado ao termo. mas ela ocorre na LXX. palavra onomato­ paica. Porventura. 18. “será-* que não conseguiram ouvir?” A construção grega desta pergunta indica que se espera uma resposta negativa e que a desculpa não pode ser admitida. ou seja.

a paciência e a longanimidade de Deus para com Seu povo. Não terá chegado isso ao conhe­ cimento de Israel? Ou. como Moisés havia pre­ dito. “falantes contra”. Isaías diz. 661 . A inesperada fé dos gentios deveria ser uma repreensão aos privilegiados e ilu­ minados. Antes de seu martírio. pois. Apesar da revelação de Deus por meio de Moisés e dos profetas. mais do que como o^S hebraico. 18. 19. Paulo cita Isaías 65:2. “contraditórios”. 18:4. 10:1). No entanto. Fui achado. que transmitiu a Israel as vantagens da aliança em relação aos gen­ tios. os judeus estavam revelando uma característica que há muito havia sido apontada e condenada pelos profetas. dentro de sua geração. de Rm 1:21). 14:1. 28:17. Ou seja. GC. “será que Israel não sabia?” Como no v. ainda não tinha sido levado à Espanha (ver Rm 15:20. evidentemente. portanto. Isto é. Citação de Deuteronômio 32:21. ver também Lc 13:34). 670. adoravam ídolos de madeira e pedra (ver com. provavelmente. Em vez disso. Moisés. Os gentios são chamados de ] 0:2 ] “não-nação” porque não estavam em relação de aliança com Deus. neste capítulo. Primeiramente (ARC). de Lc 2:1). apesar de persistir na desobediência e de recusar Seus apelos. Israel permaneceu ignorante acerca do caminho da justiça de Deus. 11:19. mesmo os que rejeitaram a Cristo reconhecerão que Deus sempre foi gracioso e longânimo (Ap 15:4. Paulo queria provocar ciúmes em seus compatrio­ tas. Finalmente. 671). 20). o evangelho tinha sido pregado relativamente a todos os luga­ res. 24.ROMANOS descrever como o “som” dos pregadores da palavra da fé percorrem “toda a Terra”. também tinha criado a norma de fé pela qual essa posição favorecida podería se rever­ ter no futuro (ver Dt 32:18. Assim fazendo. Eu vos porei. 17:1. a mensagem sempre foi levada “primeiro aos judeus” (At 9:20. Eram “gente insensata” por­ que não tinham recebido a mesma revelação de Deus. 13:5. o apóstolo esperava que. Com um povo que não é nação. A atitude de Deus. Citação de Isaías 65:1. era o propósito primordial de Paulo. segundo a LXX. por suas orações. afirmando que. no que diz respeito a Israel. cf. 96). Estêvão fez a mesma acusa­ ção (At 7:51-53. é plena de ternura e compaixão. Contradizente. Do gr. Todo o dia. O profeta fala em nome de Deus. a mensagem de fé já havia se espalhado tão amplamente em todo o mundo que Paulo é justificado ao fazer esta declaração geral. Ao mostrar misericórdia para com os gentios. Ao recusar e resistir ao evangelho. Isaías expressa. pela pri­ meira vez na linha profética. “o mundo habitado” (ver com. Diz. 10. Quanto a Israel. Ed. Rm 9:25). Mundo. mostrar que nenhum israelita podia se desculpar sob a alegação de que nunca tinha ouvido do evangelho. Por ocasião da escrita desta epístola. 20. Ver Dt 32:21. Deus estava admitindo como Seu povo nações que os judeus estavam acostumados a considerar inferiores (ver Rm 11:14). 2. Rm 1:16) e. a construção grega sugere uma resposta negativa. Deus esperava provo­ car ciúmes em Seu próprio povo e inspirá-lo a ter zelo por Ele (comparar com Os 2:23. mesmo com rebeldes. oikoumenê. Além disso. mas ainda incrédulos judeus (cf. Rm 9:30-33). Ele estende o braço da misericórdia aos rebeldes e contradizentes. 21. 19. o evangelho foi levado “a toda cria­ tura debaixo do céu” (Cl 1:23. Na verdade. Moisés já dizia. seu povo se arrependesse e acei­ tasse a salvação em Cristo (Rm 9:1-3. a exemplo de Israel (ver Dt 4:5-8). Isto é. 28). Literalmente.

T2. 15 Porque. igualmente o será a sua totalidade.T1. . 18 Os gentios não podem se gloriar. 7 Que diremos. 165. 709. se for santa a raiz. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias. sendo oliveira brava. TM. foste enxertado em meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira. e procuram tirar-me a vida. olhos para não ver e ouvidos para não ouvir. arrasa­ ram os Teus altares. 19. 21 . 5 Assim. T4.PR. endurecidos. 4 Que lhe disse. mas a eleição o alcançou. 110.11:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA COMENTÁRIOS DE ELLEN G. < 17 Se. 224 17 . DTN. e o seu abatimento. que não dobraram os joelhos diante de Baal. e só eu fiquei. 6 E. 251 11. 536 11. WHITE 1 . CPPE. rejei­ tado o Seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão. 11 Pergunto. em riqueza para os gentios. se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo. também os ramos o serão. 109. 249 14-OE. 343 3.DTN.LA. 242. pela sua transgressão.DTN. alguns dos ramos foram que­ brados. glo­ rifico o meu ministério. pois: porventura. veio a salvação aos gentios. 26 Há promessa de salvação para eles. e tu.AA. que será o seu restabelecimento. até ao dia de hoje. 367 20. também agora. 184 10. posso incitar à emulação os do meu povo e salvar alguns deles. 9 E diz Davi: Torne-se-lhes a mesa em laço c armadilha. a quem de an­ temão conheceu. sobrevive um remanescente segundo a elei­ ção da graça. T5. da tribo de Benjamim. do contrário. 458 Capítulo 11 1 Deus não rejeita Israel. porém. T9. 399. T6. dizendo: 3 Senhor. 232.13-DTN. 374 2. T3. 8 como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento. 489. 375. porém. 12-MS. que sois gentios! Visto. 16 Há esperança de conversão para todos. isso não conseguiu. 7 Alguns foram eleitos e outros. 55.AA. mataram os Teus profetas. 10 escureçam-se-lhes os olhos. pois: terá Deus. 2 Deus não rejeitou o Seu povo. 100 20 . 52 14. porventura. no tempo de hoje. 372 6-9 . 147. pois. e os mais foram endurecidos. PP. para que não vejam. tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas. se é pela graça. 401. em tropeço c punição. T5. para pô-los em ciúmes. se forem santas as primícias da massa. 403 12. 12 Ora. 14 para ver se. já não é pelas obras. de algum modo. 662 602 ] Pergunto. PR. que eu sou apóstolo dos gentios. pois? O que Israel busca. quanto mais a sua plenitude! 13 Dirijo-me a vós outros.PJ. 15-T7. 21. se o fato de terem sido eles rejei­ tados trouxe reconciliação ao mundo. pois. senão vida dentre os mortos? 16 E.MDC. a graça já não é graça. e fiquem para sempre encurvadas as suas costas. a resposta divina? Reservei para Mim sete mil homens. como insta perante Deus contra Israel. 33 Os planos de Deus são insondáveis.

ROM ANOS

11:1

18 não te glories contra os ramos; porém, se
te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a
raiz, mas a raiz, a ti.
19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebra­
dos, para que eu fosse enxertado.
20 Bem! Pela sua incredulidade, foram que­
brados; tu, porém, mediante a fé, estás firme.
Não te ensoberbeças, mas teme.
21 Porque, se Deus não poupou os ramos na­
turais, também não te poupará.
22 Considerai, pois, a bondade e a severidade
de Deus: para com os que caíram, severidade; mas,
para contigo, a bondade de Deus, se nela perma­
neceres; doutra sorte, também tu serás cortado.
23 Eles também, se não permanecerem na in­
credulidade, serão enxertaclos; pois Deus é pode­
roso para os enxertar de novo.
24 Pois, se foste cortado da que, por natureza,
era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em
boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na
sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!
25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis
este mistério (para que não sejais presumidos em
vós mesmos): que veio endurecimento em parte a
Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.
26 E, assim, todo o Israel será salvo, como está
escrito: Virá de Sião o Libertador e Ele apartará
de jacó as impiedades.

27 Esta é a Minha aliança com eles, quando
Eu tirar os seus pecados.
28 Quanto ao evangelho, são eles inimigos
por vossa causa; quanto, porém, à eleição, ama­
dos por causa dos patriarcas;
29 porque os dons e a vocação de Deus são
irrevogáveis.
30 Porque assim como vós também, outrora, fostes desobedientes a Deus, mas, agora,
alcançastes misericórdia, à vista da desobediên­
cia deles,
31 assim também estes, agora, foram deso­
bedientes, para que, igualmente, eles alcancem
misericórdia, à vista da que vos foi concedida.
32 Porque Deus a todos encerrou na deso­
bediência, a fim de usar de misericórdia para
com todos.
33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sa­
bedoria como do conhecimento de Deus! Quão
insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!
34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?
Ou quem foi o Seu conselheiro?
35 Ou quem primeiro deu a Ele para que lhe
venha a ser restituído?
36 Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele
são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eterna­
mente. Amém!

1. Pergunto, pois. Estas palavras mar­
cam o início de uma nova etapa na argumen­
tação de Paulo a respeito da condição dos
judeus. “Pois” ou “portanto”, do gr. oun, pode
se referir à descrição de Isaías da desobediên­
cia de Israel (Rm 10:21) ou a toda a discussão
anterior da rejeição de Israel. Até aqui, nos
cap. 9 e 10, Paulo explicou que Deus, como
criador soberano, é livre para rejeitar Israel da
posição de povo escolhido. Além disso, uma
vez que os judeus recusaram o caminho da
justiça de Deus, eles devem ser rejeitados.
A rejeição, no entanto, é da posição de nação
escolhida (ver vol. 4, p. 17-22), não da opor­
tunidade de salvação.

Rejeitado. Do gr. apõtheõ, literalmente,
“repelir”, “afastar de si” (cf. At 7:27). A forma
da pergunta em grego sugere resposta nega­
tiva: “Deus não repudiou Seu povo, não é
mesmo?” Essa pergunta surge naturalmente,
após o que foi dito sobre a falta de fé e a
desobediência de Israel. No entanto, Paulo
levanta a questão a fim de respondê-la de
forma enfática.
Seu povo. Paulo podia ter em mente
a passagem do AT: “Pois o Senhor não há
de rejeitar o Seu povo, nem desamparar
a Sua herança” (SI 94:14; cf. ISm 12:22)
para, com isso, antecipar a negação pres­
tes a ser feita.

663

11:2

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

De modo nenhum! Ver com. de Rm 3:4.
Porque eu também. Paulo mos­
tra que nem todos os judeus foram rejeita­
dos. Ele mesmo era israelita e foi aceito por
Deus. Ele sabia por experiência que as bên­
çãos prometidas lhe pertenciam. Muitos
► outros judeus cristãos podiam testemunhar
a mesma experiência de Paulo.
Descendência de Abraão. Ver com.
de Mt 3:9.
Tribo de Benjamim. Por esta referên­
cia, Paulo afirma que era do próprio núcleo da
nação judaica. As tribos de Judá e Benjamin
estiveram unidas por ocasião da revolta das
dez tribos do Norte ( I R s 12:21) e mantiveram
a continuidade teocrática da nação judaica
depois do exílio em Babilônia (Ed 4:1; 10: 9).
Assim, um descendente da tribo de Benjamin
era, de fato, “hebreu de hebreus” (Fp 3:5;
cf. 2Co 11:22).
2. Não rejeitou. Paulo nega a questão
que levantou no v. 1.
Seu povo. Mesmo que Israel, como
nação, houvesse rejeitado profeta após pro­
feta e, finalmente, selado sua rejeição do
evangelho ao crucificar a Cristo, Deus não
os rejeitou como indivíduos (ver AA, 375).
E verdade que Deus havia abandonado a
Israel “como nação” (PE, 213; GC, 615).
“Devido à incredulidade e à rejeição do pro­
pósito do Céu para eles, Israel como nação
perdera sua ligação com Deus” (AA, 377).
No entanto, isso não significa que Deus
houvesse retirado toda possibilidade de sal­
vação em relação aos judeus que cressem
em Cristo. A mensagem de Romanos II é
de esperança para os judeus. Deus ainda os
chama, bem como aos gentios (ver vol. 4,
p. 17-21; ver com. de Rm 9:6).
Conheceu. Ver com. de Rm 8:29.
De Elias. Litcralmcntc, “cm Elias”, que
significa, provavelmente, “na passagem da
Escritura que contém a história de Elias”.
A frase pode ainda ser traduzida como “por
Elias”, isto é, Elias foi quem pronunciou a

passagem citada. Este último caso pode ser
demonstrado a partir da literatura rabínica
(ver Strack e Billerbeck, Kommentar zum
Neuen Testament, vol. 3, p. 288).
Insta. Do gr. entugchcmõ, “reunir-se
com”, “conversar com”, portanto, “defender”,
“apelar” (ver com. de Rm 8:26). O apelo pode
ser em favor de alguém (Rm 8:27, 34) ou con­
tra alguém, como neste caso.
3.
Senhor, mataram. Citação de
1 Reis 19:10 e 14. As palavras foram ditas
por Elias quando fugia de Jezabel para a
caverna no monte Horebe (ver com. de
IRs 19). A essa altura, o profeta acreditava
que toda a nação de Israel havia se apostatado e que só ele permanecera fiel. Mas
Deus respondeu que, embora fosse verdade
que a nação como um todo O tivesse aban­
donado, ainda havia um remanescente de
adoradores fiéis.
4. Resposta divina. Do gr. chrêmatismos,
“a resposta divina”, a única ocorrência desta
palavra no NT. Ela vem do verbo chrêmatizõ,
usado no NT para descrever uma comuni­
cação ou um aviso divino (ver Mt 2:12, 22;
Lc 2:26; At 10:22; Hb 8:5; 11:7).
Reservei para Mim. Ou, “deixei para
Mim”; citação de 1 Reis 19:18.
Diante de Baal. Do gr. tê Baal, lite­
ralmente, “da Baal”. Às vezes, também na
LXX (ver Os 2:8; Sf 1:4), o nome grego de
“Baal” é precedido pelo artigo definido
feminino {tê), embora Baal seja masculino.
Uma explicação é que, apesar de Baal ser
um ídolo masculino, frequentemente, ima­
gens pagãs de deuses eram designadas pelo
feminino, daí a tradução “imagem da Baal”.
Outra possível explicação é que os judeus,
que tinham aversão a pronunciar o nome de
Baal, desenvolveram o costume de ler, em
seu lugar, a palavra feminina “vergonha”,
heb. hosheth, gr. aischunê (ver IRs 18:19, 25,
na LXX). Essa substituição pode ter estado na
mente de Paulo quando escolheu usar o
artigo feminino.

664

ROMANOS

604

5. Assim, pois, também. No tempo de
Elias, a apostasia de Israel não era tão univer­
sal quanto parecia. Da mesma forma, tam­
bém a rejeição de Cristo pelos judeus não
era tão completa como alguns podiam supor.
Havia, então, um remanescente fiel. Deus
ainda estava lidando com Seu povo sob os
mesmos princípios.
Remanescente. Do gr. leimma, do
verbo leipõ, “deixar”. Leimma não ocorre em
nenhum outro lugar do NT. “Remanescente”
é traduzido de kataleimma (Rm 9:27) e de
loipos (Ap 11:13; 12:17; 19:21). No entanto,
o significado das duas palavras não é subs­
tancialmente diferente.
► Eleição da graça. Deus escolhe, para
constituir o remanescente, aqueles que acei­
tam a graça. Eles não obtêm esse direito por
causa de obras, mas porque aceitaram livre­
mente a graça (v. 6). A razão pela qual havia
apenas um remanescente de fiéis deixados
em Israel é que a massa dos judeus confiava em
suas próprias obras, em vez de confiar na
graça de Deus. Portanto, Deus retirou o
Espírito de graça e entregou os impenitentes à dureza de seus corações (v. 7-10).
O remanescente fiel, nos dias de Paulo, era
constituído por aqueles que aceitaram Jesus
como Messias e que se tornaram membros
da igreja cristã (ver AA, 376, 377).
6. Se é pela graça. Ou seja, se a elei­
ção do remanescente é pela graça. Neste
versículo, contra qualquer mal-entendido,
Paulo procura deixar clara a doutrina da
justificação pela graça de Deus mediante a
fé. Se a salvação é pela graça, já não é mais
na base do que os seres humanos fazem.
Caso contrário, a graça já não seria graça.
Se os remanescentes merecessem ser elei­
tos, já não haveria graça no trato de Deus
com eles. A ideia da graça imerecida, dada
livremente, é contrária à dos salários aufe­
ridos ou da recompensa merecida. Se o dom
de Deus pudesse ser ganho como salário, a
graça perderia o sentido. No entanto, todos,
665

11:7

a não ser o remanescente de Israel, foram
incapazes de entender isso.
Já não é pelas obras. Evidências tex­
tuais favorecem (cf. p. xvi) a omissão do res­
tante deste versículo, cujo significado já está
incluído na primeira metade do mesmo.
Já não é graça. Literalmente, “já não
se torna graça”. Ou seja, a graça deixa de ser
o que era.
7. Que diremos, pois? Que conclusão
deve ser extraída das verdades aqui declara­
das? Uma vez que Deus não rejeitou o povo
de Israel, qual é exatamente sua posição?
Paulo passa então a mostrar que a declaração
de Romanos 9:31 deve ser entendida no sen­
tido de que, embora, como nação, Israel não
tenha atingido o objetivo, a falha não é com­
pleta. Uma parte de Israel, os eleitos, atingiu.
Busca. O tempo presente indica que
a busca ainda está em andamento. Como
nação, Israel estava e ainda está em busca
da justiça, a mesma que não conseguiu
obter. O objeto da busca de Israel, procura­
do da maneira errada, já foi explicado em
Romanos 9:31 e 32; 10:2 e 3. O princípio
básico apresentado nesses textos foi repetido
em Romanos 11:6.
Conseguiu. Do gr. epitugchanõ, “atingir
a marca”, portanto, “alcançar”, “obter”.
A eleição. Ou, os eleitos. Pode ser com­
parado com a expressão “a circuncisão”, ou
seja, os que foram circuncidados (Rm 3:30;
4:9). Paulo enfatiza que os salvos devem sua
condição inteiramente à graça e à eleição
divinas.
Foram endurecidos. Do gr. pornô,
“endurecer”, “tornar-se empedernido”, “tornar-se insensível” (cf. 2Co 3:14). A citação
do AT em Romanos 11:8 fala de Deus como
o único responsável por este endurecimento.
Na linguagem bíblica, às vezes, se diz que
Deus faz aquilo que não impede (ver com.
de 2Cr 18:18).
Portanto, fica claro que os crentes judeus,
assim como os crentes gentios, são salvos

11:8

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

605

somente pela graça (Rm 11:6; cf. Ef 2:8).
Quanto aos demais de Israel, eles foram
endurecidos não porque Deus os rejeitou
(Rm 11:1, 2), mas porque queriam a justiça
das próprias obras em vez de se submeteram
à justiça de Deus (Rm 10:3).
8. Como está escrito. Uma combinação
de frases de Deuteronômio 29:4; Isaías 6:9,
10; e 29:10. A situação de torpor espiritual
de Israel não era nova na história da nação.
Espírito. Aqui, a condição mental;
pode ser comparada a “espírito angustiado”
(Is 61:3), “espírito de mansidão” (ICo 4:21) e
“espírito de escravidão” (Rm 8:15).
Entorpecimento. Do gr. katanuxis,
derivado de um verbo que significa, literal­
mente, “ferroar violentamente” (ver At 2:37),
portanto, “atordoar”, como por um golpe ou
uma emoção avassaladora (ver Gn 34:7;
Dn 10:15, na LXX). No entanto, a palavra
hebraica, em Isaías 29:10, significa “um
sono profundo”, como o que caiu sobre Adão
(Gn 2:21), Abraão (Gn 15:12) e os servos de
► Saul (ISm 26:12).
A afirmação de que é Deus quem dá
esse espírito de entorpecimento deve ser
entendida no mesmo sentido do endure­
cimento que Deus traria ao coração das
pessoas (ver com. de Rm 9:18; cf. 11:7).
Desde a queda de Adão, a condição natu­
ral da humanidade tem sido de insensibi­
lidade espiritual (ICo 2:14). Por Sua graça,
Deus procura mudar essa condição e des­
pertar a percepção espiritual e, ao mesmo
tempo, apresenta as verdades da salvação.
Mas, quando as pessoas resistem persis­
tentemente à graça, Deus, que não força
ninguém, retira Sua graça e deixa o ser
humano com as consequências naturais
de sua resistência obstinada.
Para não ver. A recusa em aceitar a
graça divina resulta da falta de lucidez para
discernir as coisas espirituais (ICo 2:14).
Até ao dia de hoje. Isto lembra o
relato detalhado feito por Estevão sobre a
666

história de Israel para provar o mesmo ponto
(At 7:2-53).
9. Diz Davi. Citação do Salmo 69:22
e 23, diferente do hebraico e da LXX. No
contexto original, o salmista invoca a ira de
Deus sobre seus inimigos, a quem ele consi­
dera que também são inimigos de Deus (ver
com. de salmos “de maldição”, vol. 3, p. 703).
Várias passagens do Salmo 69 são emprega­
das por escritores do NT como referência
profética ao Messias, o sofredor sem pecado
(ver com. de SI 69). Estas palavras citadas por
Paulo são aplicadas aos que rejeitam a Cristo.
Mesa. Do gr. trapeza, que pode designar
também o que está sobre a mesa. Os Targuns
interpretam esta mesa como algo espalhado
diante do Senhor, como nas festas de sacri­
fício. As bênçãos que os judeus aprecia­
vam se tornaram uma maldição para eles.
Da mesma forma, as Escrituras, as leis e
as instituições religiosas, nas quais eles
confiavam para a vida e salvação dadas por
Deus (Jo 5:39, 40; Rm 2:17; AA, 99, 100;
DTN, 212), se tornaram uma armadilha e
um empecilho. Os dons de Deus para eles,
por terem sido mal interpretados e mal uti­
lizados, tornaram-se a causa de sua queda e
da persistência na incredulidade. Os mais
preciosos dons do Céu, quando usados de
forma inadequada, trazem problemas para
quem os recebe.
10. Escureçam-se-lhes os olhos.
O escurecimento dos olhos é usado como
figura da cegueira espiritual (ver com. de
Is 6:9, 10). Assim, embora possuíssem claras
revelações da vontade de Deus, os judeus per­
maneceram ignorantes acerca do significado
e propósito das mesmas, ao passo que alguns
gentios foram capazes de compreendê-las.
Encurvadas. Do gr. sugkamptõ, literal­
mente, “dobradas juntas”, como dos cativos,
cujas costas eram encurvadas sob fardos.
O salmo diz: “Faze que sempre lhes vacile
o dorso” (SI 69:23). A expressão de Paulo
concorda com a LXX. A imagem sugerida

os judeus. Ao utilizar essas citações do AT. Do gr. Jo 1:16. Aos gentios. Mas o tropeço deles resultou no anún­ cio do evangelho aos gentios. 11. Rm 13:10. paraptõma é traduzida como “ofensa”. literal­ mente. deveria ser como um incentivo aos judeus.ROMANOS é de temor e desânimo. “a totalidade”. Os privilégios os haviam tornado negligentes e apáticos. em Isaías 31:8. hêttêvia. paraptõma. mas falharam na tarefa. 13-16). A rejeição do evangelho pelos judeus e a crescente oposição por parte deles promoveram grandemente a pregação do evangelho aos gentios bem como sua acei­ tação (ver At 8:4. “escorregão [ou queda] para fora”. como se dissesse: “Eles não tro­ peçaram a ponto de cair. Este pode ser o significado aqui. Pô-los. “perda”. “o que foi preenchido”. A sua queda (ARC). Riqueza para os gentios. Cl 1:19). Do gr. Mc 7:2 -9). De modo nenhum. eles foram rejei­ tados como nação. a condição pecaminosa deles não era nova nem diferente da que havia no tempo de Moisés e dos profetas. Ver com. Mas o 667 . 11. Ef 1:23. do v. Ou. “derrota”. Além disso. Os judeus foram chamados para ser missionários de Deus ao mundo (ver vol. de Rm 3:4. Deve ser entendida como variante literária de “riqueza do mundo”. 11:12 A visão de outros recebendo esses privi­ légios deveria despertá-los de sua apatia e inspirá-los a compartilharas bênçãos então desfrutadas pelos gentios. Para que caíssem. Este versículo des­ creve bem a condição dos judeus incrédulos. Os comentaristas discordam quanto ao significado exato deste versículo. plêrõma. Ou seja. “de modo a cair”. Esse foi o caso na experiência de Paulo em Antioquia da Pisídia (At 13:45-49). Riqueza para o mundo. Em Romanos 5:15 a 20 . 12. Muitos ficaram ofendidos com Cristo. mas também uma derrota. 1). por sua vez. Plenitude. 4. não é?” Os judeus realmente “tropeçaram na pedra de tropeço” (Rm 9:32. alguns comentaristas preferem compreender hettema como referência ao declínio de Israel. ou no sentido ativo: “o que enche”. pois não consegui­ ram obter o que procuravam. em que significa claramente “derrota”. Abatimento. O mundo gentio ouviu falar das “insondáveis riquezas” (Ef 3:8). 3:19. “preenchimento” (cf. A incredulidade dos judeus não foi apenas um passo em falso e uma transgressão. Caíssem. 11:19-21). 33). A rejeição da nação de Israel como embaixadora escolhida para o mundo e o chamado da igreja cristã para a evangelizaçâo dos gentios (Mt 28:18-20) resulta­ ram num poderoso movimento missionário. No entanto. O mundo fora deixado na ignorância. Argumentam que essa interpretação preserva uma antítese mais exata de “pleni­ tude” no final do versículo. em que é traduzida por “derrota”. Também ocorre uma vez na LXX. Paulo mostra que a descrição que fazia sobre a condição de seus irmãos judeus era apoiada pelas Escrituras em que eles criam. Nas tentativas contínuas de estabelecer a justiça própria. por essa derrota. p. A outra ocorrência desta palavra no NT é em 1 Coríntios 6:7. Isso. A construção grega pode ser interpre­ tada como expressão tanto de objetivo como de resultado. a carga de exigências legais era sempre aumen­ tada (ver Mt 23:4). “fracasso”. Tropeçaram A construção grega da pergunta implica resposta nega­ tiva (v. ICo 10:26. Porque. Eles deram atenção às formas exteriores dos rituais e cerimônias e perderam o discerni­ mento espiritual e a capacidade de apreciar as verdades morais e espirituais essenciais (ver Mt 23:23-25. Esta palavra pode ser entendida no sentido passivo. O último é o mais apropriado neste contexto. Ver com. e muitos aceita­ ram a Cristo. Do gr. !► “um passo em falso”.

Portanto. 15:7). dos gentios. o argumento do v. de Rm 1:13). Neste versículo. gentios produza influência favorável sobre os judeus (ver com. Paulo havia negado que Deus tivesse rejeitado Seu povo (Rm 11:1. apobolê. proslêpsis. 21. 13-31). “eles” como povo escolhido para uma missão no mundo. e os segunda pessoa. 11. xvi) entre “pois”. “recepção”. estavam sendo desfrutadas em argumentação sobre a condição dos judeus afeta a posição dos gentios (v. Do gr. Comparar com lCo faz uma pausa para explicar. parazêloõ. ele afirma isso. 4. de Rm 11:11). p. A nação de Israel. meus parentes (cf. grande medida pelos gentios. assim. A inclusão desta expres­ por causa da falta de fé. Ele expressa a esperança crentes em todos os lugares eram reconcilia­ dos com Deus. Vós outros. 14. Do gr. 12). mas seu sig­ mes a seus irmãos judeus e. Rm 10:20). Meu povo. fala da chegada à igreja dos judeus que acei­ tam Cristo. Salvar alguns. 15. Incitar à emulação. segunda frase com: “glorifico o meu ministé­ Reconciliação ao mundo.11:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA (Rm 10:19. então. O fato de terem sido eles rejeita­ seu zelo para levar avante sua incumbência dos. “vós” (v. Ou. Paulo chega a um ponto em que sua çãos oferecidas primeiramente a eles. em que é traduzida desejo de salvar seus irmãos judeus o tornava ainda mais zeloso em trabalhar pela salvação como “perderá”. 2). pois isso faria bem aos judeus e traria mais bem ainda aos gentios. mas que. 11. entre parênte­ ses. 12 é Visto. A palavra ocorre no NT aos gentios operavam com o mesmo fim. Cl 1:20). Ministério. Paulo con­ rio”. Porque (ARC). empenhando-se para levar o evangelho a eles.). cf. que tanto seu amor por seus irmãos como 9:22. A palavra não ocorre rificava seu ministério a fim de trazer ciú­ em nenhum outro texto no NT. Paulo glorificava seu ministério de Rm 11:2. Evidências textuais repetido de outra forma. pois. As evidências tex­ tuais se dividem (cf. 14). de fato. foi rejeitada. xvi) o acréscimo da palavra “pois” abandonar a maior parte de Seu antigo povo entre “visto que”. (NTLH). Apesar de ter que apoiam (cf. palavra traduzida como “pôr em ciúmes” 668 . No entanto. quanto mais se a reparação dessa (citada em Rm 10:19). O objetivo de Paulo é despertar 13. Deus anulou isso são separa esta frase da anterior. p. Ele glo­ “aceitação”. A mesma tradução nos três argumento principal de Paulo parece ser de que. que sois gentios. mas um rema­ (v. NVI. que sois gentios”. 22). Este versí­ culo fornece uma evidência adicional de que esforços missionários deste produziam gran­ a igreja de Roma cra composta em grande des resultados (ver vol. 11:11). Paulo se referiu aos judeus na terceira pessoa. se a perda e derrota dos judeus foram casos não obscureceria a conexão com a pro­ provocadas por Deus para produzir riqueza fecia original de Deuteronômio 32:16 e 2] aos gentios. p. TB). salvar nificado é claro pelo uso do verbo do qual ela é derivada (ver Rm 14:3. o evangelho de Cristo se espalhou a todas as nações do mundo. Algumas versões colocam um ponto após siderava seu ministério como uma obra de “gentios” (ARA. Seu só aqui e em Atos 27:22. “dirijo-me para reconciliar consigo aqueles que não a vós outros. de que o sucesso de seu ministério entre os Restabelecimento. 12). Paulo alguns deles (v. aqui. diakonia. as duas afir­ mações são apropriadas. Do gr. etc. e se conecta à O haviam “procurado” (cf. reconciliação (2Co 5:18. perda significar riquezas para todos! Rm 9:3). Do gr. e os aos gentios. “trabalho” Após a rejeição da nação de Israel (ver com. 19. mas. parte por gentios (ver com. “e” e nos judeus o desejo de compartilhar as bên­ “mas”. mas se dirige aos gentios na nescente fiel tinha aceitado o Messias. que.

Se a raiz é santa. “agora”. O chamado e a con­ versão dos gentios eram contrários à expec­ tativa judaica. como indiví­ duos. 16. A referência é aos judeus incré­ dulos. toda a massa: aqueles que. Os 14:6). Lc 15:24. Do gr. nunca é realizado. 32). Alguns dos ramos. xvi) a omissão da palavra “raiz”. por causa da morte de Cristo. ou de “zambujeiro” (ARC). p. Evidências textuais apoiam (cf. por exemplo. como resultado da pregação do evangelho. 4 Forem quebrados. Primícias. de Mt 21:33-43). esse mesmo propósito para a salvação do mundo também será con­ cluído. posteriormente. phurama. de Mt 21:43). “no lugar dos ramos cortados”. Jesus Sc comparou a uma videira. A perda da condição de povo eleito. também se usa a frase “em lugar deles” (ARC). No entanto. A expressão “vida dentre os mortos” não é usada em outras passagens do NT para a “ressurreição”. de? “pois”. Paulo declara. mas também o da nação. A oferta das primícias santificava toda a massa. por rejeitarem Cristo. assim como o propósito de Deus foi cumprido no “restabe­ lecimento” de Israel. Jeremias repre­ senta Israel como uma oliveira (ver Jr 11:16. No entanto. O “reino de Deus” foi tirado deles e “entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mt 21:43).ROMANOS Raiz. cf. A figura representa a condição dos gentios. e os discípulos. 377). mas de algo que já estava ocorrendo na experiência de muitos gentios. este Comentário assume que a linguagem de Paulo aqui é figurativa (cf. indicando que. a laranjeira num tronco de limão. de dedicar uma porção da massa de farinha a Deus. Paulo se refere à cerimônia descrita em Números 15:19 a 21. O enxerto do ramo de uma árvore selvagem no tronco de uma árvore cultivada é um processo que. Tornaste participante. selaram não só o próprio destino. E. No entanto. 11:17 . Da raiz e da seiva. Esta é a tradução mais simples. 381). literalmente. O procedimento comum é o enxerto de um ramo de fruto agradável em um “porta-enxerto” de fruto amargo. bem como outras passagens do AT (SI 80:8. que antes não conhe­ ciam as bênçãos da aliança da salvação. de Rm 11:23. 24). As primícias representavam a pri­ meira parte da colheita do evangelho entre os judeus (ver AA. como. que. foi definitiva. ou seja. Paulo estava se referindo a mudanças rápidas que varre­ ríam o mundo. se tor­ naram membros da igreja cristã. e o reino de Cristo será anunciado na ressurreição. Alguns comen­ taristas têm entendido esta declaração de forma literal. normalmente. que o enxerto dos gentios no porta-enxerto de Israel é “contrário à natureza”. Literalmente. Oliveira brava. Paulo usa uma segunda metáfora para expressar a mesma ideia. Jesus deixou isso bem claro na parábola dos lavradores maus (ver com. 24. “aquilo que está misturado”. aos ramos (Jo 15:1-6). Isto pode ser entendido como “um broto de oliveira selvagem”. “entre os ramos bons”. Paulo não fala de uma possibilidade futura. Ou seja. O reino de Deus foi tirado deles e “dado a uma nação que dê os seus frutos” (ver com. Muitos judeus espiritualmente mortos aceitariam Jesus Cristo e se uniríam na proclamação do evangelho (ver AA. A expressão “o seu restabelecimento” não deve ser vista como uma previsão de que o status anteriormente atribuído a Israel estivesse para ser restaurado e que a nação judaica voltaria a ser o povo escolhido de Deus. 17. Ver Ef 3:6. eles podem ser salvos pela união com a igreja cristã (ver com. Do gr. “foram quebrados”. ou seja. 669 608 Vida dentre os mortos. no v. Massa. Is 5:7). Em meio deles. Os cristãos gentios se tornaram participan­ tes do plano eterno divino de salvação. a árvore inteira também é santa. Igualmente o será. Foste enxertado.

Não poupou. Com os que caíram. Evidências textuais apoiam (cf. Ao contrário. portanto. 670 Não te ensoberbeças. de Rm 3:12). “isso é verdade”. xvi) apoiam a omissão deste verbo. “falta de fé”. chrêstotês. viessem a se vangloriar sobre os judeus que caíram. 18. 22. os judeus desobedientes. Teme (ARC). “de rigor infle­ xível”. O relacionamento de Deus com os gentios mostra que Ele é bondoso e longânimo (cf. O advérbio relacionado. Ou seja. “eu”. lembrando os cristãos gentios de como eles haviam se tornado membros do Israel espiritual. xvi) a omissão do artigo “os” (ARC). apotomõs. Nem todos os ramos foram quebrados. de Rm 3:3. Este versículo explica a razão pela qual os gentios convertidos deviam temer. O egoísmo é implícito no texto grego pelo pronome pessoal enfático ego. Seria totalmente ina­ ceitável que cristãos gentios. como nesta suposição. Do gr. A palavra pistis é traduzida por “fé”. é um aviso para que se apegue à fé como a única condição para permanecer como ramo enxertado. 4:1). A maneira de permanecer na bondade e na graça de Deus (At 13:43) é “permanecer firmes na fé” (Cl 1:23). Para contigo. Do gr. no sentido de ficar convencido. p. na frase “que eu fosse enxertado”. Apesar de seu privilégio como crentes. Rm 2:4) e usa de bondade para com os que nEle confiam. Do gr. kalõs. apotomia. Os gentios foram acei­ tos devido à fé. ARC). não tinha motivos para ser vaidoso. “pare de pensar em coisas elevadas”. beneficiados pe­ la salvação por meio dc Israel e chamados para serem arautos dessas bênçãos. Severidade. Além disso. Por outro lado. Mas teme. Mc 12:32). dos v. Paulo já havia afirmado que a rejeição dos judeus resultou no enrique­ cimento dos gentios (ver com. O cristão gentio não pos­ suía mais méritos do que o judeu. que Deus tivesse rejeitado Seu povo com a finalidade única de levar bên­ çãos aos gentios. é traduzido como “rigor” (2Co 13:10) e “severamente” (Tt 1:13). Mais razão havia « para que os enxertos selvagens temessem que Deus não os poupasse. O excesso de confiança e a falsa sensação de segurança levariam aos mesmos resultados que os judeus haviam experimentado (ver Hb. mas cui­ dar para não cair como outros caíram (ver com. “cortar”. a fé não permanece na pessoa cuja “alma se incha” (Hc 2:4. Este versículo 609 11:18 . Bondade. Dirás. Incredulidade. Paulo continua a corrigir a falsa segurança expressa no versículo anterior. Os gentios. “concedido” (cf. inde­ pendentemente de seus méritos ou posição. na frase seguinte.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA o que não altera o significado. 11-15). como se fossem de mais valor que os judeus. o relacionamento de Deus para com os judeus revela a severidade com que Ele trata os que confiam em si mesmos. Não te glories. Há uma estreita relação entre as duas palavras no grego. Ou. Deus não poupara os ramos naturais quando pecaram. literal­ mente. “bene­ volência”. apistia. Quando a verdadeira causa da rejeição de Israel é reconhecida. Portanto. Mas seria arrogância imaginar. “gentileza” (ver com. Se nela permaneceres. Paulo admite que alguns ramos foram quebrados e que outros foram enxertados. Alguns ramos. Mediante a fé. Evidências textuais (ver p. Portanto. Os judeus tinham sido rejeitados devido à pró­ pria incredulidade. Outras evi­ dências apoiam a variante “seiva que vem da raiz” (NVI). 10:17). E derivada do verbo apotemnõ. Esta palavra não ocorre em outras passagens do NT. 21. 20. não se afastando da confiança na misericórdia alcançada. “que corta”. se cometessem o mesmo pecado. não há por que o cristão gentio se vangloriar. estás firme. Bem! Do gr. 19. o crente gentio não devia se “ensoberbecer”.

“fechar [os olhos ou a boca]”. 79). à transforma­ Deus ter esse poder de restaurar é ilustrado ção dos santos na segunda vinda (ICo 15:51). Quanto mais. 24). “parcial” seria o estado espiritual dos judeus. 12:1. Entre os pagãos. 13. de todo quebrados (v. lTs 4:13. ser cortados. aos como para os implementos místicos e orna­ mentos usados nos mesmos (sobre o uso do quais Paulo se refere. que deviam ser conhe­ mérito próprio. tar a bondade de Deus e. 17). O endurecimento de 25. 2Co 1:8. Ef 3:1-6. a palavra tem afetado (v. de alguma forma. assim. Ef 3:3. O “rema­ nescente segundo a eleição da graça” não foi longo dos escritos de Paulo. Cl 1:26. p. à admissão dos gentios ao reino de Deus (Rm 16:25. ver Ele fala desses cristãos desde o v. A conversão de gen­ mente. são os cristãos gentios. tios pagãos e ignorantes à aliança da salvação O mistério que Paulo menciona é o pro­ mostra que Deus é bem capaz de restaurar pósito de Deus de salvar judeus e gentios os judeus rejeitados. “sábios em vós mesmos”.ROMANOS 11:25 ensina que há a possibilidade de se cair da cristãos. cf. Até o fim dos tempos. era usado para segredos aceitação deles daquilo que os judeus haviam rejeitado constituía. pala­ desse plano divino. Ef 4:18). a palavra se refere a um símbolo que requer As duas frases-chave nos v. 26). mystêria. Paulo inclui nes­ Paulo considerava que sua missão era tas frases. e não a algo que Ele queira manter em segredo. Até que. mas apenas “em parte”. Ef 1:9. a dureza são dadas a conhecer pela revelação divina (Rm 16:25. 5. especial­ 24. 6:19. interpretação. 17:5 e 7. um ou doutrinas secretas. Ignoreis. Comparar com Rm 1:13. “Alguns dos ramos” não foram o sentido de coisas que. vol. 26). mystêrion. ICo 2:7-10. o apóstolo descreve toda a graça. O fato de ficada pelo casamento (Ef 5:32). Paulo procura evitar que os nada a myõ. ICo 2:7. Endurecimento. ou “sábios verbal myeo significa “iniciar” e está relacio­ por vós mesmos”. mas também o poder de restaurar (lTm 3:16). Ao todo o Israel. além da compreensão ICo 10:1. à oposição do anticristo (2Ts 2:7) e. Deus não só tem a Ele aplica o termo à encarnação de Cristo vontade. bem dulos. Assim. Era o termo téc­ crentes gentios desprezarem os judeus incré­ nico para cerimônias e ritos secretos. na conversão dos gentios (ver v. O endurecimento não veio a postos a receber a revelação. põrõsis (cf. Apesar da dificuldade deste texto. Em Apocalipse 1:20. “segredo”. 4). como alguns entendem. então ele ensinaria a salvação univer­ (Rm 16:25. O pro­ sal. mystêrion. pois nidade em Cristo havia sido revelado aos 671 . “iniciado”. Aqui indica “emboNo NT. embora não pos­ sam ser compreendidas pela mente humana. Se. Do gr. Mistério. 5). Presumidos em vós mesmos. 27). Literal­ vra relacionada com mystês. para o reino dos céus. “insensibilidade espiritual”. geralmente gentios se tornassem vaidosos por supor que a no plural. à união de Cristo com a igreja. Do gr. termo “mistério" na literatura Qumran. 2:2. mystêrion se refere a algo que tamento mental”. tipi­ os que foram cortados da oliveira. no sentido humana (Rm 11:33). Mc 3:5. A forma mente. Israel seria usado. é certo pósito eterno de Deus de redimir a huma­ que ele não ensina a salvação universal. literalmente. Eles também. a população total dos tornar conhecida “a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos” gentios e “todos” da raça judaica segundo a carne. lTm 3:9). Esta frase indica que os “irmãos”. Cl 1:26. Não havia motivo para os cidos apenas por iniciados. 26. para a concretização grego clássico de “coisa oculta”. Rm 11:7. 23. Deus deseja revelar aos que estejam dis­ Em parte. Os crentes podem desprezar e rejei­ revelação cristã como um mistério (Rm 16:25. 25 e 26 são “a ple­ nitude dos gentios” e “todo o Israel” (v.

do v.11:26 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA há várias declarações inequívocas em opo­ sição a essa doutrina (cf. de Jó 19:25. Ele mostrou como os ramos. por­ tanto. 50:2. de SI 48:2). juntos. mas com os judeus indivi­ duais que aceitarem Jesus como Messias e forem enxertados no porta-enxerto do ver­ dadeiro Israel (v. Essa visão se funda­ menta na observação de que a preocupa­ ção de Paulo em Romanos 11 é a salvação dos israelitas. 32. Uma citação de Isaías 59:20 e 21. 25). Jerusalém (ver com. Paulo mos­ tra como a profecia se cumprirá. Paulo não ensina a salva­ ção universal para gentios nem para judeus (ver com. Do gr. ao qual são acrescentados os judeus que aceitam a Cristo durante a era cristã. que represen­ tam os judeus incrédulos. a citação de Paulo diz “a partir de Sião”. “incredulidade”. e que a nação finalmente cumprisse seu destino divino. Como está escrito. Is 2:3. na segunda.A salvação dos primeiros é des­ crita na expressão “todo o Israel será salvo”. ele nunca imaginou a conversão de toda a nação. judeus e gentios. Rm 1:18. Se as pessoas escolhem endurecer o coração contra o evangelho. O endurecimento do coração. “Todo o Israel”. Outros comentaristas afirmam que “todo o Israel” representa o Israel espiritual. e que. desta forma”. foram quebrados. do v. 672 . Deus não impõe a salvação a ninguém. portanto. “redentor” (ver com. A predição de Isaías expressava a esperança de que um avivamento alcançasse as fileiras do apóstata Israel. Fica evidente que ele cria que muitos rejeitavam os esforços por salvá-los. 14) fossem salvos. Todo o Israel. Ou seja. portanto. Mq 3:8). Sião. Cl 6:15. 5). mais semelhante à LXX do que ao hebraico. não conclusão ou tempo. O texto hebraico de Isaías 59:20 dizgoel. por que só a geração de judeus que viver no tempo do fim teria a oportunidade da salvação por algum decreto divino? Paulo expressa a esperança de que “alguns deles” (v. asebeia. Além disso. Só é possí­ vel Deus salvar uma nação na medida em que as pessoas aceitem a Cristo por si mesmas. Ele não interfere nessa escolha. Plenitude. em que Paulo menciona a “plenitude” dos judeus. 27:9. A modifica­ ção pode ter sido sugerida por diversas pas­ sagens (SI 14:7. 53:6. Jacó. 2:111. Libertador. Pelo enxerto desses ramos. a árvore represen­ tando o Israel espiritual. O advérbio expressa maneira. Essa visão se fundamenta na ideia de que Paulo está completando sua ilustração da oliveira. Impiedades. e a destes últimos por “até haja entrado a ple­ nitude dos gentios”. Alguns comentaristas afirmam que o remanescente fiel (ver com. Dt 25:5-10. 23). 29. Mq 4:2). é de resultado de escolha deliberada. Explicou também como os ramos cortados poderiam se unir novamente ao porta-enxerto. 16). que. cf. represen­ tando os gentios. 26. à comunidade do povo de Deus. não com a nação judaica. Do gr. Haja entrado. “impiedade em pensamento e em ação”. 12. Ou seja. “A plenitude dos gentios” pode ser entendida como referência aos gentios que aceitam as disposições da salvação. Os dois grupos são distinguidos ao longo do capítulo pela referência aos judeus na terceira pessoa e aos gentios. foram enxertados. constituem “todo” o verdadeiro Israel (Rm 2:28. voltaria a ser com­ pleta. 4:7-10). do v. E assim. de Rm 9:18). que é representada pela oliveira boa e na qual alguns dos gentios já estavam enxertados. a responsabilidade não é colocada sobre Deus (ver com. Ele contrasta a salvação deles com a dos gentios. 13. Em vez da expres­ são da LXX “pelo amor de Sião”. Ver com. Rt 3:12. 2Ts 1:7-10). e como os brotos de oliveira selvagem. ao reino de Cristo. Isto é. Israel (ver Nm 23:21. representa a totalidade dos salvos. constitui “todo Israel” que será salvo. kai houtõs. Por isso. SI 78:5. “e.

. Assim também estes. mas eles falharam. a se converter da trans­ gressão. por sua vez. “sem arrependimento”. ao fato de Deus ter escolhido Israel para ser Seu povo. Minha aliança. literal­ mente. ametamelêta. Quanto [. 6:23). “a Minha aliança”. “de acordo com a eleição”. Assim. Comparar com Rm 9:25. e que salvará o remanes­ cente fiel entre eles. A única outra ocorrência desta palavra no NT é em 2 Coríntios 7:10. Paulo. Irrevogáveis. 31. charismata. Quando o Redentor condu­ zir o remanescente (Rm 9:27). 15. a aliança quebrada será renovada. aqui. Talvez uma referência à hostilidade dos judeus para com o evangelho. de Rm 5:15. A base da nova aliança de Deus com Israel era o perdão dos pecados (ver Jr 31:31-34). sugkleiõ. O significado da frase “Deus encerrou a todos em desobediência” é esclarecido pela tradução da LXX do Salmo 78:62: “Entregou o Seu povo à espada”. Literalmente. mas um remanes­ cente dele será salvo. 5).] à eleição. “dons da graça” (ver com. Literalmente. Comparar com At 3:25. Do gr. Do gr. Desobediência. apeitheia. Encerrou. Deus havia escolhido os judeus para serem Seus embai­ xadores ao mundo. Dons. Amados. Sugkleiõ também é traduzido como “encer­ rar” (G1 3:22. Deus não Se arrepende de ter chamado a descendência de Abraão e lhe ter dado dons (ver Nm 23:19. provavel­ mente se referindo ao princípio da eleição. Tt 1:2. A desobed iência dos judeus resultou em o evan­ gelho ser levado aos gentios (At 13:46). no tempo da igreja cristã. como uma rede que prende uma infinidade de peixes (Lc 5:6). antes da pregação do evangelho entre os gentios. Por isso. falando então sobre os judeus que. 32. Alguns comentaris­ tas consideram que esta referência adicio­ nal tinha o propósito de provocar um ciúme piedoso em Israel por ver os gentios desfru­ tando “a misericórdia e as bênçãos de Deus” (v. A antiga desobediência deles deveria reprimir todos os sentimentos negativos que os gentios pudessem ter a respeito da desobediência dos judeus (v. os judeus são amados por Deus. 29. 19). 12. 18-20). 28. ver com. Hb 6:18. foi estendido o convite para a salvação dos gentios. por causa da deso­ bediência. Vocação. Paulo expressa essa verdade como uma razão para crer que Deus ainda oferece 11:32 perdão e salvação àqueles a quem chamou e escolheu e sobre quem derramou tantas bên­ çãos (Rm 9:4. 11. apeitheõ. As pessoas podem falhar. lite­ ralmente. se puseram em pé de igualdade com os gentios. Deus não mudou de ideia em relação a Israel (ver com. Rm 9:4. Tg 1:17). Desobedientes. tornaram-se realmente inimigos de Deus. Este último sentido é refletido na tradução “ini­ migos de Deus” (NTLH). Do gr. 23). Os judeus perderam todos os privilégios da aliança e só podem ser recebidos de volta da mesma forma pela qual os gentios o são. tendo rejeitado Cristo. Ele usa a revelação de Sua mise­ ricórdia aos gentios para levar misericórdia novamente aos judeus. Paulo já havia descrito como Deus entregou 673 . 11). Mesmo rejeitados. A misericórdia. “Ele os encerrou para a espada”. e Deus pode mudar de método.. Por causa dos patriarcas. Então. SI 89:34-36. Ez 24:14. Do gr. Outrora. Do gr. como Paulo já havia explicado (v. Ou seja. 5. e Deus não mais se lembrará de seus pecados (comparar com Hb 8:6-13). 30. de Rm 8:30. mas nunca abandona Seu propósito. Por vossa causa. Inimigos. ou ao fato de que. de Mt 21:33-46). “aprisionar juntos”. O resultado da exclusão dos judeus foi o chamado aos gentios. ou seja. Sobre a natureza do chamado de Deus. desviado da semente de Abraão. ISm 15:29. Deus usou a desobediência dos judeus como uma ocasião para levar misericórdia aos gentios (At 13:46).ROMANOS 27.

Tudo começou com a condenação de todos os pecadores (Rm 1. Deus procura ensinar-lhe o hor­ ror do pecado e revelar a absoluta fraqueza de quem se separa do poder divino. Quem. por vezes. a plenitude incomensurável e inesgotável. Não que o pecado da incredulidade e da desobediên­ cia seja desejado por Deus. Uma parte da sabedoria de Deus pode ser conhecida (Rm 1:20). Profundidade. com seu grande intelecto e aguçada percepção das coisas de Deus. devemos contar com as amplas evidências de Seu amor. conheceu [. Para a razão humana alienada. mas não toda ela (cf. misericórdia e poder. Mesmo a atitude do ser humano contra Deus é transformada por Ele em ocasião para cumprir Seu plano. Assim. O hebraico diz: 674 .. Mas Deus está pronto e dis­ posto a ter misericórdia de todos (2Pe 3:9). ao permitir que o ser humano se envolva com as consequências da própria rebeldia. 3:16. Do gr. Nem todos aceitam se submeter à misericórdia de Deus. Juízos. leva a irromper em reconhecimento pela infinita sabedoria e bondade de Deus. afirmada em Romanos 11:32. Deus é capaz de extrair o bem até mesmo do mal. Desobediência. Ou seja. Todos os Seus atos sábios e pacientes com os seres humanos caídos têm cooperado para o cumprimento desta finalidade: a revelação do amor divino na salvação dos pecadores. apeitheia. Fp 4:19. estão em conformidade com Seu grande esforço para salvar. anexichniastoi.11:33 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA os seres humanos aos seus pecados (ver com. Neste versículo.]? Uma citação de Isaías 40:13. Deus permite aos que tentam estabelecer a pró­ pria justiça mediante as obras colherem os resultados inevitáveis dessa atitude. “decisões”. incluindo judeus e gentios. esses juízos são tão insondáveis quanto o grande abismo (SI 36:6). O livro de Jó é um comen­ tário sobre o mistério inescrutável dos cami­ nhos de Deus (cf. embora. Assim. difíceis de se entender. A primeira parte deste versículo pode ser traduzida como: “O profundidade da riqueza e da sabedo­ ria e do conhecimento de Deus!” A sabedoria de longo alcance de Deus é demonstrada em Sua intervenção nos eventos a fim de cumprir Seus propósitos de salvação (ver lCo 1:21-24. ICo 2:16). Paulo alcança o clímax de seu raciocínio. As pessoas são livres para acei­ tar e rejeitar.. “A ira de Deus [. O salmista declara que “os Teus juízos [são] como um abismo profundo” (SI 36:6). revelada] do Céu contra toda impie­ dade e perversão” (Rm 1:18) dá lugar à mise­ ricórdia que alcança todos os povos da Terra. conforme a tradu­ ção da LXX (cf. 34. Do gr. de Rm 1:24. Inescrutáveis. quando o pecado está presente. com. 2) e termina com misericórdia a todos. literalmente. Essa grande verdade. Deus nos revela Sua sabedoria e Seus propósitos até à medida que é para nosso bem. pois. como aquelas pelas quais Israel foi rejeitado.. 10:12. 18. Mas. Mesmo Paulo. “que não podem ser rastreados”. admitidos. e os gentios. Ef 3:9-11). Por meio desses recursos insondáveis de Sua glória e graça. A todos. Paulo declara que todas as relações de Deus com a humanidade. como no v. Jó 5:9. Comparar com Rm 2:4. Além disso. Ou. cf. A outra ocorrência da palavra no NT é em Efésios 3:8. Ef 1:7. Ele procura deixar claro a todos que a sal­ vação só pode ser obtida pela fé e pela sub­ missão ao amor. Riquezas. à misericórdia e ao poder transformador revelados em Cristo. Iodas as pessoas.. Misericórdia para com todos. 9:10). Ec 8:17). 2:7. 9:23. é constrangido a reconhecer que as deci­ sões e os caminhos de Deus estão além da limitada compreensão humana. 31. Deus é sábio para orga­ nizar Seu governo de forma a anular o mal com o bem. Tanto da sabedoria. 33. de Rm 1:18).

266. CC. Este versículo fala do conhecimento e da sabedoria de Deus. 179. que apresenteis o vosso corpo por sa­ crifício vivo.22-AA. ou o que ensina esmere-se no fazê-lo. 9 O que Deus exige de nós. 261. Hb 2:10). 19 A vingança é proibida.21 . porém. 2 E não vos conformeis com este século.]? Citação de Jó 41:11. 182. diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia. Nenhum dom divino pode ser considerado como pagamento de um favor ou de uma oferta feita a Deus. Porque dEle. FEC. Pois todas as coisas foram cria­ das por Ele (ver At 17:24. 378 33 . seja segundo a proporção da fé. pois. WHITE 1-5. 22. 11-15-AA. 106. T5. E todas as coi­ sas são dirigidas para a elaboração de Seus propósitos e a glória de Seu nome. 426. 282 Capítulo 12 1 A misericórdia motiva a agradar a Deas. At 17:28. de Suas riquezas. 5 assim também nós. 287 34-36 . Fp 4:20. 285. com liberalidade. digo a cacla um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém.. o v. T8. 239 17.CPPE. 6 tendo. 238.T7. 249 16. dediquemo-nos ao ministério. 2Tm 4:18. 3 Ninguém deve se exaltar mas. 375 16 . 35.CBV. 301. pois. pela graça que me foi dada. CBV. antes. conquanto muitos. T8. Paulo aponta o erro dos judeus. mas sublime doxologia. 699. Lhe ensinou?” Paulo justifica as exclamações feitas em Romanos 11:33. Ed.ROMANOS '‘Quem guiou o Espírito do Senhor.. Paulo chega ao fim de mais uma seção doutrinária e argumentativa de sua epístola. para que experimenteis qual seja a boa. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. Hb 13:21. da sabedoria e da riqueza de Deus. 6 servir na função para a qual foi chamado. 25. pelas misericórdias de Deus. 675 . TM. 4 muitos Porque assim como num só corpo temos membros. de que se pode conquistar o favor de Deus mediante as obras. 424. citando textos do AT que falam do conheci­ mento. cf. Este versículo dá a razão pela qual não se pode fazer de Deus um devedor. 438. pense com mode­ ração. ou. 377. o que contribui. 306 23-36-AA. GC. 172. sendo Seu conselheiro. Com essa breve. MCH. irmãos. 3 Porque. Mais uma vez. 290. 527. seja a glória. Quem primeiro deu a Ele [. Todas as bênçãos se originam de Sua graça. que é o vosso culto racional. A Ele. segundo a medida da fé que Deus repar­ tiu a cada um. 35. 7 se ministério. somos um só corpo em Cristo c membros uns dos outros. T6. 376. santo e agradável a Deus. 8 ou o que exorta faça-o com dedicação. 11:36 36. DTN. agradá­ vel e perfeita vontade de Deus. o que preside. Tudo que vive deve a contínua existência e ativi­ dade Àquele que “opera tudo em todos” (ICo 12:6. 433. 1 Rogo-vos. mas nem todos os membros têm a mesma íunção. 26. mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. 48.PJ. T6. ICo 8:6). G1 1:5. Comparar com Rm 16:27.

na 676 614 com diligência. porque. Do gr. o desenvolvimento har­ monioso das faculdades físicas. Paulo então se volta para a aplicação prática da justificação pela fé. porque está escrito: A Mim Me per­ tence a vingança. 11 No zelo. amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. O propósito de Deus é restaurar completamente os pecadores. Rogo-vos. reconciliação bem como transformação. Isto pode se referir à misericórdia de Deus (Rm 11:32-36) ou. 2). esfor­ çai-vos por fazer o bem perante todos os homens. se o teu inimigo tiver fome. ARC). 20 Pelo contrário. se tiver sede. fazendo isto. Pois. mente e espírito (lTs 5:23). 18 se possível. como convém a sua nova condição. Deus mostrou grande misericórdia ao dar Seu Filho para morrer pelos pecadores e para perdoar a rebelião. perseverantes. Vosso corpo. A verdadeira santificação é a dedica­ ção de todo o ser: corpo. tor­ nando-os aptos a viver em Sua presença. ele os exorta a dedicar a Ele suas faculdades intelectuais e espirituais (v. sede pacientes na tribulação. Ao contrário. não sejais remissos. tende paz com todos os homens. servindo ao Senhor. “apresentai” (comparar com o uso da palavra em Lc 2:22. pala­ vra que exprime a mais terna compaixão (ver 2Co 1:3). Ef 5:27. Inclui justificação e santificação. preferindo-vos em honra uns aos outros. dá-lhe de comer. deve levar uma vida de pureza e santidade. Misericórdias. paristêmi. Em amor e gratidão. aquele que é justificado e santificado torna-se cada vez mais disposto a obedecer.4 cendci com o que é humilde. condes. E uma palavra mais forte do que eleos. Paulo apresenta essas ter­ nas misericórdias como o motivo da obediên­ cia. mas vence o mal com o bem. Paulo deixa claro que a justificação pela fé e a salva­ ção pela graça não permitem a ilegalidade ou o descumprimento dos mandamentos de Deus. apegando-vos ao bem. compreender e cumprir “a boa. pois “a justiça da lei” está sendo cumprida nele (Rm 8:4. 1 a 11. mentais e espirituais. “vos coloqueis [ou. traduzida como “misericórdia” em Romanos 11:31. para que a imagem de Deus. Ele mostra que jus­ tificação pela fé significa não só perdão dos pecados. 14 abençoai os que vos perseguem. Eu é que retribuirei. agradável e perfeita von­ tade de Deus” (Rm 12:2). Paulo primeiramente apela aos cristãos para que consagrem o corpo a Deus. quem exerce misericórdia. com alegria. a toda a argumentação precedente da epístola. que explicou nos cap. em lugar de serdes orgulhosos. de forma mais geral. Assim. a fim de que se dedicassem a Ele. 19 não vos vingueis a vós mesmos. ou seja. oiktirmoi. mas dai lugar à ira. Detestai o mal. Cl 1:28). mas também novidade de vida. “permaneçais”] ao lado de”. 17 Não torneis a ninguém mal por mal. Do gr. procura conhecer. dá-lhe de beber. quanto depender de vós. portanto. sede fervoro­ sos de espírito. 15 Alegrai-vos com os que se alegram e cho­ rai com os que choram. na oração. Então. abençoai e não amaldiçoeis. Uma vez que o crente foi justificado pela fé em Cristo e restaurado como filho de Deus e membro da família celestial. 9 O amor seja sem hipocrisia. não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Apresenteis. 12 regozijai-vos na esperança. 1. da qual Romanos 11:32 a 36 é o clí­ max. praticai a hospitalidade. 10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal. diz o Senhor. amados.12:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 16 Tende o mesmo sentimento uns para com os outros. literal mente. 21 Não te deixes vencer do mal. 13 compartilhai as necessidades dos santos. .

7:34). cego ou vítima de qualquer defor­ midade (Lv 1:3. 9. num ato de culto que diz respeito à sua razão. Por isso. A vida cristã em pureza e santidade é um ato de adora­ ção espiritual. os cristãos devem apresentar o corpo na melhor condi­ ção possível. 17:1. Em Hebreus 9:1 é tra­ duzido como “serviço sagrado” (cf. devem ser submetidas ao controle de Deus. dessa forma. Este termo se refere a um culto religioso. . Sacrifício vivo. pela fé. 6:18. Toda oferta era examinada e. Todas as faculdades e virtudes devem ser preservadas puras e santas. Rm 9:4). Este versículo eleva o significado dos princípios do viver saudável. o ser humano foi criado. por sua vez. Agradável. Do gr. O inimigo do bem sabe disso e. Portanto. assim fazendo. O adorador cristão se apresenta vivo com todas as suas energias e faculdades dedicadas a Deus. Culto. 26. Tt 2:9). latreia. Literalmente. O Deus que amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho para salvar deleita-Se quando os peca­ dores se convertem dos hábitos autodestrutivos e se dedicam a Ele. para oferecer sacrifí­ cios espirituais. caso 677 12:1 contrário. razão e entendimento. cf. deve controlar a vida” (PR. Só então. o animal era rejeitado. 10. porque. Os sacrifícios do sistema cerimonial do AT eram de animais mortos. 6:19. “O régio poder da razão. O propó­ sito de Deus para os crentes é a completa restauração. submete à vontade de Deus tudo o que há nele e abre o caminho para a plena restauração da ima­ gem divina em si. que tentava libertar os pagãos de suas práticas degradantes (ver Rm 1:24. 7) e estabele­ cer os novos conversos numa vida de pureza (ver lCo 5:1. ARC. santificada pela graça divina. O sacrifício já não consiste de animais. O crente rea­ liza um ato de adoração espiritual. 2Co 12:21). a purificação e o fortalecimento da integri­ dade física. Isso torna possível a Ele cumprir Seu propósito de restaurá-los e levá-los de volta à perfeição em que foram originalmente criados. 3:1. 19. E um ato de culto preser­ var as faculdades físicas na melhor condição. em contraste com o que é exterior e formal. agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (lPe 2:5. e estas. 11:21. a dedicação de si mesmo a Deus não pode ser aceitável. juntamente com mente limpa e coração con­ sagrado. a condição da mente e da vida espiritual depende da condição do corpo. Esse requisito não é arbitrário. 27. Nessa perspectiva. Ml 1:8). Dt 15:21. Pedro descreve os crentes como “um sacerdócio santo. originalmente. Santo. Em grande medida. de bom grado obedece a essa ordem de manter a saúde do corpo. 489). Fp 4:18. “bem agradá­ vel” (cf. o cristão que. 162). Cl 3:5. ele apelou para que apresentassem seus “membros” a Deus como “instrumentos de justiça” (Rm 6:13.ROMANOS qual. ofere­ cendo a Deus um corpo santo e saudável. 22:20. necessariamente. bem como dos poderes mentais e espirituais. se descoberta qualquer mancha. T3. O sacrifício cristão é o ser vivo. Isso inclui. mas da própria pessoa. Os judeus eram proibidos de oferecer em sacrifício um animal que fosse coxo. Os resultados dessa obra maligna estavam evidentes a Paulo. Portanto. ► o crente poderá sentir-se apto a oferecer a Deus o “culto racional”. O contrário impede a obra divina de restauração. Cl 3:20. O cristão deve colocar as tendências da natu­ reza física sob o domínio das faculdades supe­ riores de seu ser. cf. se submete à maneira divina de salvar. Paulo fala de um culto que diz respeito a mente. Qualquer prática nociva ou condescendência egoísta que diminua a força física torna mais difícil que o desenvolvimento mental e espiri­ tual ocorra. Da mesma forma. lCo 6:15. seja restaurada (Cl 3:10). é essencial que as forças físicas sejam mantidas com a boa saúde e o melhor vigor possível. dirige suas tentações para enfraquecer e degradar a natureza física.

Em outras partes do NT. E. ICo 10:31). A pala­ vra é usada para descrever a transfiguração de Cristo (Mt 17:2. A vida pura e o excelen­ te desenvolvimento físico. Ao contrá­ rio. White. Também des­ creve a transformação do crente à imagem de Cristo (2Co 3:18). “lógico”. assim como o caráter de Cristo é reproduzido cada vez mais no crente (ver PJ. Essa renovação. logikos. ao ser o interior transformado pelo poder do Espírito Santo. Se já não tem mente carnal. mental e espiri­ tual desses jovens foram uma demonstração do que Deus faz por aqueles que se entre­ gam a Ele e procuram cumprir Seu propósito (ver com. O resultado é que “temos a mente de Cristo” (ICo 2:13-16). em que “espiritual” é a tradução preferível (ver com. Do gr. mas a mente de Cristo. A santificação da mente se revela por um modo de vida mais santo. “os filhos deste mundo” (Lc 16:8. Racional. Ef 5:10. “assumir a forma de outro padrão”. Renovação da vossa mente. E iluminado para rejeitar as formas de conduta desta época má. Pela renovação da mente. Assim. O cristão não deve seguir os costumes de sua época. Conformeis. Do gr. ali). Fp 1:10). Antes da conversão. 489). quando vivia segundo a carne (Rm 8:12). o poder de raciocínio e a faculda­ de de discernir entre o certo e o errado estão sob o domínio dos impulsos corporais. dokimazõ. em seguida. 1:12. a mente é posta sob a influência do Espírito de Deus. deve passar por completa transformação mediante a renovação da mente. assim. metamorphoõ. a vida exterior é progressi­ vamente alterada. de Mt 13:39. Esta palavra significa testar e aprovar. Século. ressuscitar (Rm 6:4. A outra ocorrência desta palavra no NT é em 1 Pedro 2:2. de Dn. Foi assim que a corte de Babilônia viu em Daniel e seus companheiros “a ilustração da bon­ dade e beneficência de Deus e do amor de Cristo” (PR. Review and Herald. Transformai-vos. Inclui o duplo processo de decidir qual é a vontade de Deus e. “época” (ver com. 69). Rm 2:18. Só a mente renovada pelo Espírito Santo pode interpretar corretamente a Palavra de Deus. que começa quando o crente é convertido e nasce de novo. 18/12/1913). A mente é descrita como “carnal” (Cl 2:18). como era seu hábito anterior. Paulo afirma que o cristão não deve reproduzir os costumes externos e passageiros deste mundo. “racional”. pois o “homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4:16) para o “pleno conhecimento” (Cl 3:10). As Escrituras inspiradas só podem ser compreendidas pela ilumina­ ção do mesmo Espírito por meio de quem 678 . 24:3). 18). aiõn. 20:34) pode ser traduzido como “os filhos deste século”. é capaz de reconhecer e compreender a verdade (Jo 7:17). A pala­ vra é traduzida com o significado de “amol­ dar-se”. Mas. A morte da velha vida na carne e o início da nova vida no Espírito (Rm 6:3-13) são descritos como “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3:5). “As palavras: ‘Também vos darei um novo coração’ significam: Vou lhes dar uma nova mente” (Ellen G. é uma transfor­ mação progressiva e contínua. em 1 Pedro 1:14. “espiritual”. na conversão. literalmente. 11. Do gr. Mc 9:2). Do gr. o crente é habilitado a saber o que Deus deseja que ele faça. suschêmatizõ. 13) e ser nova cria­ tura (2Co 5:17. ► de onde vem a palavra “metamorfose”. aprovar e agir em conformidade com ela (cf. A santifica­ ção inclui tanto a separação dos costumes mundanos como a transformação interior. ele está disposto a fazer a vontade de Deus e. Experimenteis. ser­ vindo como exemplo vivo da graça salvífica de Deus e participando com mais força e vigor na obra de difundir o evangelho. mas ser transfor­ mado em sua natureza interior. Do gr. essa mudança é descrita como nascer de novo (Jo 3:3). 2. G1 6:15). cf.12:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 616 O motivo é que o cristão glorifica a Deus em seu corpo (ICo 6:20.

Mas isso ou sua influência. O orgu­ 5. não importando seu ofício a influência e o poder espiritual. 15:10. por riqueza. Pela graça. sõphroneõ. “modo Moderação. não pensar demasiadamente sobre si mesmo. há aqui um jogo que a igreja. 15:15. e isso não deixa espaço para autoestima des­ virtuada. 11. quanto maior a fé. assim como o corpo humano. coopera­ a si mesmo. de acordo com o qual se autoridade para declarar a vontade de Deus. Rm 1:5. pois que os cristãos de Roma caíssem na mesma quanto maior a medida da fé. Função. mas nem se ensoberbecer além do que deveria pensar. de Deus. Na mas pensar de modo a estar sóbrio. “cargo”. e a extensão das habilidades e. Essa ilustração do corpo e seus mem­ ► de estar protegido contra o envolvimento bros é desenvolvida de forma mais completa em empreendimentos e responsabilidades para os quais Deus nunca o capacitou (ver em 1 Coríntios 12:12 a 27. cristãos devem ter humildade e bom-senso é 2Co 10:13). Não pense. Cada cristão precisa se fami­ liarizar com os pontos fracos. A fé apresenta um novo padrão de medida. Mas. No grego. si mesmo. “ter a ideia correta”. presunção espiritual dos crentes de Corinto.. assim. G1 2:9. A medida da fé. mais elevada será a percepção da dependência de Deus. Do gr.. A tradução literal seria: “Para não rentes funções a executar. Paulo inclui cada membro individual da igreja de Roma. a demonstrar os resultados práticos da mente renovada e iluminada. Com estas palavras enfáti­ Percebe-se que. quando a fé assume o comando. Do gr. com dife­ português. A segunda parte deste ção da mente. que é boa. o bem-estar e o progresso de todos é uma advertência contra superestimar-se dependem do espírito de amor. Primeiramente. já cernimento iluminado e julgamento sóbrio. Um só corpo em Cristo. a pessoa apropriado dos dons espirituais para a cons­ tem poder para discernir as reais limitações trução unificada da igreja. ele posição ou erudição. O cristão consagrado reco­ versículo pode ser traduzida como: “para que nhece sua dependência da graça de Deus experimenteis e aproveis qual é a vontade por todo dom espiritual que possa desfrutar. 319). OE. 297). “ter de agir”. Assim lhoso e vaidoso não tem uma ideia correta de como muitos membros compõem um só 679 . mente sadia”. A humildade é o efeito imediato iCo 2:10. Paulo passa então com mente carnal não regenerada avaliase pelos padrões do mundo. pode determinar com precisão a natureza conferida a ele como apóstolo (cf.” Esta igreja. praxis. 14. A razão pela qual os de onde estava escrevendo (ver ICo 1-5. Num só corpo. Paulo fala em virtude de sua de suas habilidades. 4. ICo 3:10. Talvez o apóstolo temesse não pode ser um motivo para orgulho. Porque [. e a mente se renova. bem como ção e estima recíproco entre os membros. a NTLH ressalta o conteúdo dessa vontade. Essas funções são necessárias e importantes. O cristão vê a si mesmo com dis­ De acordo com a tradução ARA. com os traços positivos de seu caráter. Ef 3:2.] digo. agradável e perfeita”. padrão pelo qual se deve medir.ROMANOS 12:5 foram originalmente dadas (ver jo 16:13. 7. 8). a fim cada um exercendo suas funções designa­ das. de palavras que não pode ser reproduzido em é composta de muitos membros. Este é o verdadeiro A diferença de significado é pequena. maior será cas. A pessoa 3. da entrega a Deus e à consequente renova­ Qual seja a boa. 16. OE. Está sempre se esfor­ çando para dar a impressão de ser maior do fala da humildade e sobriedade de espírito que convêm ao crente consagrado e do uso que realmente é. todas parecem igualmente gloriosas. são descri­ tas as características da vontade de Deus. A cada um.

só homens “cheios 680 618 corpo humano. 4:15. 24. ICo 12:5. cada um em sua própria esfera. do presente ou do futuro (ver Êx 7:1. para o serviço da igreja. 7. e os membros todos sujeitos a Ele (Ef 1:22. Nas Escrituras. parecem ser talen­ tos naturais de que o Espírito Se apropria. a fim de atender às diferentes necessidades de seus irmãos e disseminar o evangelho a cada nação.12:6 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Proporção. 28). concedidos de acordo com a vontade e o propósito de Deus. 13). entre outros (ICo 12:28). este termo se aplica a qualquer palavra inspirada e não deve ser limitado à predição de eventos. 6. língua e povo. 2Co 3:8. 2Tm 4:5. 11). O texto grego diz. Profecia. que o dotou com esses dons para esse fim (ver com. 11:8. Assim. ICo 14:3. Do gr. 5:18. Uma vez que todos pertencem a um só corpo. Paulo foi nomeado apóstolo (ver com. Essa uni­ dade da igreja cristã sugere a interdependên­ cia de seus membros. em que é traduzida como “socorro”. 12:25. 77. Às vezes. Paulo descreve Cristo como a cabeça da igreja. 9:1. 2Co 8:4. 11:29. Pela mesma graça. 9. 16. ICo 16:15. 3). E tanto um dom da graça de Deus como o é a profecia. no tempo dos apóstolos. Cl 1:18). Rm 15:31. Paulo desenvolve esse assunto com mais detalhes em 1 Coríntios 12 (ver com. 21:19. O termo é usado no NT em sentido geral em referên­ cia a todos os ministérios e cargos da igreja (ver At 1:17. aparentemente. Esta expressão foi acrescentada e. Lc 1:76. em nosso ministério”. A fonte de sua força e influência não está em si mesmos. 11:29. do v. ali). Uma vez que Paulo fala aqui de diferen­ tes dons e distingue “ministério” de profe­ cia. para o bem comum da igreja. Dediquemo-nos. diakonia. Muitas vezes. 2) e se torna capaz de fazer um julgamento sóbrio (v. outros cren­ tes foram designados como profetas. mes­ tres. Todos os dons espirituais são “dons da graça”. pertencem indi­ vidualmente uns aos outros. 3). At 15:32. No grego clás­ sico. charismata. Os que os recebem não têm motivo para vaidade. 6:23. 12:4. O sentido é que os que foram chamados para esse tipo de serviço devem se dedicar a ele. de forma correta. bem como dos estrangeiros. De acordo com a graça recebida. operadores de milagres e curadores de doentes. ensino e exortação. Pela graça de Deus. do v. Ela é a origem da palavra “analogia”. dos doentes. 3). os membros da igreja cristã são dotados de grande variedade de poderes espirituais. assim também. Estas são qualidades e faculdades especiais transmitidas aos cren­ tes pelo Espírito Santo. Diferentes. Ministério. aumentando seu poder e santificando seu uso. 6:3. 20:24. 16. Rm 1:11. parece evidente que a palavra deve ser entendida no sentido mais limitado de serviço em assuntos temporais e externos. Do gr. O significado espiritual desse serviço é enfatizado pelo fato de que. O signi­ ficado da expressão “de acordo com a pro­ porção da fé” é indicado pela frase paralela < “segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. Ef 4:12. 25. Jesus é o único que une e vitaliza toda a congrega­ ção de crentes. O trabalho de atender às necessidades temporais da igreja não deve ser considerado de pouca impor­ tância. a multidão de cristãos é um só corpo em Cristo. Do gr. Rm 11:13. Dons. lTm 1:12. é usado em sentido especial de distribui­ ção de assistência e atenção às necessida­ des físicas (At 6:1. era usada como termo matemático. 25). palavra que ocorre somente aqui no NT. tais como o suprimento das neces­ sidades dos pobres. 3). 9. . 12. ICo 7:7. literalmente: “Ou ministério. 5:15. ele avalia correta­ mente as próprias habilidades e poderes e empregá-los adequadamente e com humil­ dade a serviço de Deus. “dons da graça” (cf. 4:1. analogia. Se a mente do cristão foi renovada (v. Paulo ordena que os crentes trabalhem unidos. Um profeta pode falar do passado.

“hilariante”. O termo significa “contribuir” ou “compartilhar” os próprios bens e as riquezas (comparar com Lc 3:11. 2Co 8:4. Seu trabalho é organizar. Essas qualidades são dons do Espírito Santo. Ef 6:5. Exorta. Do gr. 9:11. A palavra é usada no NT para quem ocupa posição de autori­ dade ou influência. metadidõmi. 5. “singeleza de propósitos”. Diligência. Paulo faz alguma distinção entre o ato de dar esmolas e a prática da bon­ dade. Exerce misericórdia. cuja influên­ cia orientadora é necessária para o uso cor­ reto das riquezas (cf. como Paulo instruiu Timóteo (lTm 5:17). o mestre é alistado logo depois de apóstolos e profe­ tas. Cl 3:22) e não para se gloriar. Ef4:28).” Seja ao confortar os enlutaclos ou ao aliviar os sofredores. “cuidado” (2Co 7:11). spoude. quem 681 . a ARA traduz esta expres­ são por “sem demora” (Mc 6:25). Do gr. lCo 16:1. 45.ROMANOS do Espírito Santo e de sabedoria” eram colo­ cados sobre “o ministério diário” da assistên­ cia (At 6:1. At 2:44. Alguns têm o dom especial de estimular as pessoas à ação. impressionar a mente e aplicar à vida prá­ tica as verdades reveladas. Portanto. de Mt 5:4). “sinceri­ dade”. ao coração e à vontade. Do gr. G1 2:10). Literalmente. O ensino é dirigido ao entendimento. e o cristão que delas foi dotado deve dedicar todo esforço ao trabalho a ele designado. Do gr. Este é o dom de “governo” (lCo 12:28). 8:16) e “diligência” (2Co 8:8). Talvez ele se refira a formas de mos­ trar misericórdia como “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações” (Tg 1:27). lTm 5:17) ou em casa (lTm 3:4. Nesta lista de dons. o mes­ tre cristão que tem fé na liderança da igreja de Cristo dedica-se inteiramente em seu ministério. 44). de que se ori­ ginam as palavras portuguesas “hilaridade”. 8. Liberalidade. sobretudo. espera-se energia e zelo. Ensina. “consolação” (comparar com Rm 15:5. paralilêsis. 3). O Espírito de Deus nomeia os crentes para o tipo de serviço para o qual são mais adequados e estão de acordo com o propó­ sito divino para a igreja. A acei­ tação do cristianismo implicou pobreza para muitos dos primeiros crentes. 13). nem devem desprezar seu trabalho como sendo de menor importância e consequên­ cia. Contribui. O cristão que compartilha os bens com os outros deve fazê-lo com singeleza de coração (cf. ou confortá-las quando em afli­ ção. os anciãos que traba­ lham no ensino são dignos de “dupla honra”. Em 1 Coríntios 12:28. “apressa­ damente” (Lc 1:39). seja na igreja (lTs 5:12. Não deve nutrir qualquer ostentação nem obje­ tivo egoísta. 39. portanto. 12). e tornou-se necessário que fossem apoiados pelas ofertas 12:8 liberais de seus irmãos na fé (cf. haplotês. “apelo”. hilarotês. Mt 6:3. “aquele que é colocado à frente”. O que preside. 19:21). “encorajamento”. cf. De toda pessoa em posição de liderança. Os que foram chamados por Deus para ser mestres não devem lamentar não terem sido conside­ rados prontos a ser profetas ou apóstolos. “curar os quebrantados de coração” (Is 61:1. Lc 4:18) e visitar os doentes ou presos (Mt 25:36. Alegria. Paulo passa então dos dons que qualificam para um cargo específico na igreja a outros de natureza mais geral. Fp 2:1). A exortação visa. “solicitude” (2Co 7:12. Essa sinceridade e generosidade também são dons do Espírito. embora o adjetivo (hilaros) seja usado em 2 Coríntios 9:7: “Deus ama a quem dá com alegria. Em outras passagens do NT. desenvolver. Além disso. Esse é um dom de Deus a ser empre­ gado para a edificação da igreja (ver com. às vezes. Este dom con­ siste em um entendimento iluminado e na habilidade da exposição clara. Essas foram as qualificações que deram a Apoio grande poder (ver At 18:24-28). Do gr. Essa é a única ocorrência da palavra no NT. “liberalidade” (ver 2Co 8:2. Rm 15:26.

361. que ocorre o sugerido na passagem quase paralela de Filipenses 2:3: “por humildade. mas está disposta a honrar os outros. “genuíno”. Do gr. pessoa não busca a própria honra ou vanta­ Seu objetivo será sempre combater o mal gem. Do gr. Amor. “zelo”. Do gr. uns aos outros. A ordem literal das palavras desta parte do ver­ 9. dução. sas formas: “prefiram dar honra aos outros “sincero”. Paulo aqui conclui literalmente. philadelphia. agapê (ver com. PP. Os atos de bondade realizados com ânimo e alegria são de mais elevado “colar [ou “cimentar”]. Do gr. como filhos e filhas do mesmo Pai (cf. os cren­ truir os crentes acerca do exercício do maior de tes devem manter aquela mesma calorosa afei­ todos os dons e do princípio básico de todo o ção que os parentes próximos. Seu objetivo e sua ale­ deve existir entre os memhros da igreja (com­ gria serão cumprir com fidelidade os deve­ parar com 1Ts4:9. a palavra é aplicada à irmandade alegre (ver CBV. portanto. ele teria corrigido as más mover a honra ao próximo. de Mt 5:44. Da discussão sobre o uso correto amai-vos cordialmente”. As Escrituras regis­ 11. e encorajar o bem. Esta é a a discussão acerca dos dons espirituais com única ocorrência da palavra no NT. a algo que a pessoa se mantém longe do Um resultado do verdadeiro amor é que a mesmo. lhe confiou. PP. ICo 13:1). como Preferindo-vos. Os crentes devem conside­ Os vários dons que Paulo menciona devem ser exercidos no devido espírito e para rar-se mutuamente com amor. 4:11. bondosa e e carinho existente entre parentes próximos. Ela tem sido interpretada de diver­ Sem hipocrisia. 24). em 1 Coríntios 12 e 13. bom grado. As virtudes enume­ grega aqui traduzida como “preferindo-vos « radas em Romanos 12:9 a 21 são o desenrolar em honra uns aos outros” é de difícil tra­ do genuíno amor cristão. ICo 13:6). A frase uma referência ao amor. “exerce misericórdia” deve deixar claro que 18-22. mais do que a si próprios” (NVI). mesmo que seja numa pessoa amada. Mc 3:35). lPe 1:22. tendências dos jovens. sículo é: “em amor fraternal.12:9 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 620 Lv 10:1. O amor de EJi por seus Os cristãos. serão mais dispostos a prestar respeito do filhos rebeldes não revelou essas marcas de autenticidade. Hb 13:1. dos dons espirituais. “juntar-se” valor do que aqueles praticados apenas pelo a algo (ver Mt 19:5. o bem de todos. “ir antes como líder”. 575-579). “real” ou “verdadeiro”. 360. “se esfor­ Só é verdadeiro o amor que repele o que é cem para tratar uns aos outros com respeito” mau e se apega ao bem (cf. Ninguém deve ambicionar honra para si mesmo. o serviço é prestado voluntariamente e de Apegando. spoudê-. At 8:29). Spoudê é traduzido como 682 . mas cada um deve pro­ sido verdadeiro. literalmente. lSm 3:13. proêgeomai. Do gr. Assim. philostorgoi. Do gr. cumprimento do dever. apostugeõ. Caso seu amor tivesse que a recebê-lo. 2. 2Pe 1:7). res a que Deus lhe chamou. Do gr. tram os resultados desastrosos da indulgên­ cia cega em lugar do verdadeiro amor (ver “ardor”. Amai-vos cordialmente. (NTLH). Do gr. Portanto. considerando só aqui no NT e significa aversão tão grande cada um os outros superiores a si mesmo”. Paulo afirma que. Nem vai pensar de si mesmo termo que descreve o vínculo estreito que além do que deveria. anupokrilos. Jesus era constante­ 10. O cristão não desprezará a posição ou função particular que o Senhor Amor fraternal. No zelo. da família cristã. mente cercado por sofredores e enfermos. Paulo passa então a ins­ em amor por seus irmãos em Cristo. Talvez o significado pretendido seja Detestai. kollaõ. “fervor”. O amor sincero não pode tolerar o mal. termo que expressa o terno amor e sempre agia de forma gentil. verdadeiro cristianismo: o amor. motivados pelo amor genuíno.

e é usada para descrever o servo mau na parábola dos talentos (Mt 25:26). cf. No reino de Deus não há lugar para preguiçosos (cf. 14). “hesitantes”. A virtude da resistência era neces­ sária nos tempos angustiosos pelos quais a igreja passava nos dias de Paulo. Do gr. Servindo ao Senhor. que. pois é o amor de Cristo que “constrange” ou “controla” Seus seguidores (2Co 5:13. Do gr. hii-pomcme. 18). pacientes. Com o coração em chamas. 12. E ela que permite ao cristão olhar para além da escuridão e das dificuldades do mundo presente para as coisas invisíveis e eternas (2Co 4:17. 6:5-8). 183. Do gr. Paulo não se refere a negócios seculares. na tribulação. no v. que é o amor. 8). Isso é indicado por 1 Coríntios 13:7: o amor “tudo espera”. assim. Fervorosos.” Paulo já havia elo­ giado o espírito de alegria (v. alegria. ver com. Remissos. Seu fervor lhe dá poder com as pessoas (At 18:25. O apóstolo 683 . A palavra ocorre com fre­ quência na LXX. Zelo e fervor são naturais no coração de quem reconhece. Apoio é descrito como alguém que era “fervoroso de espírito” (At 18:25). mas uma experiência alegre e vitalizante. de Rm 5:3). Em Romanos 5:2. A esperança. “ferver”. e “o fervor que lhe caracterizava os ensi­ nos [dava-lhe] acesso a todas as classes” (AA. sob circunstâncias ainda mais difíceis. encontra a mais profunda satisfação em ministrar às necessidades dos semelhantes. Assim como o Senhor. TM. ele fala da alegria “na esperança da gló­ ria de Deus”. Talvez Paulo esteja falando sobre o espírito humano inspirado e encorajado pelo Espírito de Deus. mas deve colo­ car o coração a serviço do Senhor (Cl 3:23). ele tem uma energia que outros não conhecem. em Provérbios (ver Pv 20:4. e é explicada em Romanos 8:20 a 25. As três orientações deste versículo parecem ainda mais claras quando se mantém a ordem das palavras como estão no grego: “Na espe­ rança. perseverantes. zeo. 28) e lhe traz o poder de Deus. “demorados”. oknêroi. hupomenõ. O cristão não deve per­ mitir que seu zelo esmoreça. 24. o cristão não murmura contra Deus nem alimenta inimizade contra os persegui­ dores. 546). na oração. Os preguiçosos não foram motiva­ dos pelo amor e pelo sacrifício de Cristo a ponto de estar dispostos a se unir com todas as forças ao Mestre na obra urgente de res­ gate dos pecadores. Ef. Esta palavra pode se referir tanto ao espírito humano quanto ao Espírito de Deus. Ele permanece em seu posto de dever. “preguiçosos”. Aqui. 184). fervente e profundamente sincero”. O cris­ tão zeloso sempre mantém o interesse na causa de Deus. “supor­ tar” (cf. brota da virtude fun­ damental. “paciência”. O apóstolo João era “pregador de poder. e outros). Essa perseverança foi exemplificada por Cristo. Espírito. literalmente. A esperança cristã é a causa da alegria. que está trabalhando “como para 0 Senhor e não para homens” (Cl 3:23. Compartilha o amor 12:12 de Cristo pela humanidade caída e. O zelo descrito no versículo anterior logo encontra oposição e problemas. mas ao zelo e energia espirituais. apesar das provações que isso envolva. “descuida­ dos”. Mas. 8. “tímidos”. Regozijai-vos na esperança. com a esperança da glória de Deus diante de si. Pacientes. “lentos”. em qualquer esfera de atividade em que esteja servindo. sofreu mais do que qualquer de Seus segui­ dores. O zelo permanente é resultado do genuíno amor cristão. pois a falta de zelo é marca de egoísmo e falta de amor. bem como mui­ tas das virtudes cristãs. ele sempre se apressa para onde quer que haja algum bem a ser feito. pois sua comida “consiste em fazer a vontade dAquele que [o] enviou e realizar a Sua obra” (Jo 4:32-34). como se estivesse a ponto de ebulição. O crente consagrado e ativo não considera o exercício de suas fun­ ções cristãs como um trabalho desinteres­ sante e penoso.ROMANOS “diligência”.

Os que são “da família da fé” merecem cuidado espe­ cial (GI 6:10). 2Co 8:1-7. A hospitalidade que os crentes praticavam uns para com os outros contribuía para os vínculos que mantinham unidos os membros dispersos da igreja. Além disso. Isso ocorria em vista do grande número de viajantes e per­ seguidos. Do gr. ITm 5:22. Abençoai. muitas vezes com má intenção. Paulo fala do tratamento dos cristãos aos amigos. enlogeõ. “abrigar os estranhos”. “atuar como parceiro” (ver Rm 15:27. Perseguem. literalmente. “compartilhar”. O termo indica que os cristãos não devem apenas ofere­ cer hospitalidade. literalmente. 24. Das duas formas de simpa­ tia mencionadas neste versículo. de que é dever do cristão amar seus inimi­ gos e vencer o mal com o bem. 13. O mesmo Espírito que traz “amor” (cf. “perseverar”. Lc 6:28. Esse dever só pode ser realizado pela pessoa cuja mente foi renovada pelo Espírito (v. 2:4). 2Co 1:4. “perseguir”. 2Ts 1:4-6). A mesma palavra é traduzida como “tivessem pronto” (Mc 3:9). Ver com. 14. Hospitalidade. no v. lPe 3:11). Isso é muito mais do que dar esmolas. Do gr. “persistir”. lTs 5:15. proskartereõ. 9). A simpatia em todas as circunstâncias é uma evidência da autenti­ cidade do amor. lTs 1:6. Do gr. “invocar bênçãos sobre”. “continuar firmes”. Do gr. At 1:14. Hb 13:16. Tt 1:8. 13. Hb 13:2. No v. portanto. 26. Rm 15:25. “seguir após” (comparar com lCo 14:1. diõkõ. “tomar parte em”. Santos. Paulo antecipa o pensamento que desenvolve mais plenamente nos v. diõkõ. “per­ seguir”. lite­ ralmente. de Rm 1:7. Muitos cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo com aqueles que mantinham a mesma fé (ver At 8:1. Rm 12:9) e “alegria” (v. O demorar-se nas coi­ sas que são de cima (Cl 3:2) e medir cada ato e impulso pela contemplação da glória e da vontade de Deus é o antídoto contra a impaciência sob provocação e oposição. 17 a 21. neste versículo. Compartilhai.] continuamente” (At 10:7) e “atendendo constantemente” (Rm 13:6). Do gr. ITm 3:2. os cris­ tãos consideraram a hospitalidade uma das mais importantes virtudes cristãs (cf. 6:4. 26:11). Unicamente pela constante comunhão com Deus é que o cristão pode conservar a força e a coragem para suportar os desafios próprios da fé (ver At 1:14. como aqui. Do gr. As palavras de Paulo são semelhantes às de Jesus (ver Mt 5:44. 9:2-5. lCo 16:1. lPe 4:9). a primeira talvez seja a mais difícil. Perseverantes. Esta é a mesma palavra traduzida como “pra­ ticai”. 12) tam­ bém desperta “paciência” e “temperança”. 15. “serviam [. Desde cedo.12:13 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA sabia por experiência que os sofrimentos por causa de Cristo seriam intensos (ver Rm 8:35. GI 2:10). 13. ele indica o tratamento adequado aos inimigos. O cristão deve “perseguir” a hospitalidade para com os irmãos e aben­ çoar os ímpios que os “perseguem”. Cl 4:2). é uma aplicação prática do princípio do amor (Rm 12:9). koinõneõ. “domínio próprio” (GI 5:22. Hb 12:14. Deus dá o Espírito aos que dese­ jam Sua presença constante (Jo 16:23. isso é evidente em seu esforço para arrecadar fundos para a assis­ tência dos conversos atingidos pela pobreza (cf. Parece mais fácil 684 . Paulo pra­ ticava o que pregava.. Fp 4:15. “falar bem de”. 23). Praticai. Nós “abençoamos” nossos perseguidores. e atendê-las como se fos­ sem as suas próprias. philoxenia.. mas estar ansiosos por praticá-la. lPe 4:13). 3:3-7. “amor aos estranhos”. A conexão entre o amor e a persistência tam­ bém é sugerida em 1 Coríntios 13:7: o amor “tudo suporta”. Alegrai-vos. lPe 3:9). Com essa prescrição. 2) e cujo amor é “sem hipocrisia” (v. cf. Paulo afirma que os cris­ tãos devem compartilhar as necessidades de seus irmãos na fé. quando oramos e tra­ balhamos por seu bem.

Literalmente. "retribuais”. não confia na presunção da própria habili­ Condescendei. ver com. em inundação. 32.. Do gr. nas quais o sentido desfavorável é indicado receptiva ao ensino. os cristãos patia que deve haver entre os membros da devem ter a mente semelhante à de Jesus. A palavra “pagueis de volta” (sobre o princípio aqui estabelecido. certamente. Mas ale­ Paulo esteja falando de “deveres humildes” grar-se com o sucesso e as alegrias dos outros ou “tarefas humildes”. "O amor [. Humilde. lite­ dade e compreensão nem se recusa a ouvir ralmente. Mas essa se satisfazem com os infortúnios dos outros.nosas e trabalhar com elas em favor de sua salvação (Fp 2:5-8). O texto grego aqui é ambí­ 17. “sábios por vós mesmos”. 4:2). "não cui­ deis das coisas altivas” (TB). aos mas não é impossível que. Paulo compara a sim­ para com os outros”. e a dor e a maldade. 2Pe 3:17). não se ensoberbece” (ICo 13:4). presunção ou des­ Pv 3:7). Esse tipo de orgulho é um pecado contra o amor cristão. forma de servo” e “Se humilhou”. cf. 2Co 13:11. Portanto. deve existir associar a qualquer um dos seus semelhan­ tes (ver OE. der com os outros. Está pronto a reconhe­ cer suas limitações e seus erros. Essas manifestações de egoísmo são tendên­ falta de amor e simpatia tornaria impossí­ cias naturais do coração não regenerado. os cristãos tão deve compartilhar dos sentimentos e aspi­ rações de seus irmãos (cf. guo e pocle se referir tanto a homens humil­ des como a coisas humildes. 16.622 ROMANOS 12:17 ► e natural simpatizar-se com a dor. grega para “humilde” (tapeinos) é usada O amor devolve o mal com o bem e trabalha para pessoas. O cris­dispôs a humilhar-Se por amor de Suas cria­ turas corrompidas.. "não te ensoberbeças” (Rm 11:20). pois sig­ se ufana. Ao contrário. não pelo verbo. Ao contrário. ver com. e a apren­ pelo contexto. até mesmo aos conselhos de lizações espirituais (ver ICo 12). “carregar consigo”. Ou. 10. Em vel aos crentes ter “o mesmo sentimento uns 1 Coríntios 12:26 e 27. que significa “sábios na própria opinião” (cf. 10). devem estar dispostos a “rebaixar-se” para se Fp 2:2. esperanças e desejos comuns. o Em lugar de serdes orgulhosos. 24. Jd 24). "assumiu a simpatia junto ao túmulo de Lázaro (Jo 11:35. Entre os cristãos. sempre a harmonia que resulta de um obje­ Sábios aos vossos próprios olhos. A harmo­ nia não pode existir onde há pessoas cuja Deus. O cristão que tem a mente renovada prezo pelos outros. Não torneis. Tende o mesmo sentimento. “entregar-se”. de Mt 5:38-48). neste contexto. "submeteramor e humildade. de Tg 1:9. Ou. para promover bênçãos. sunapagõ. Mesmo sendo divino. que tados a considerar com algum desdém os irmãos mais humildes (Tg 2:1-9). que diz respeito à boa pobre. Isaías adverte: “Ai dos que mente esteja determinada a "coisas altivas” são sábios a seus próprios olhos e pruden­ tes em seu próprio conceito!” (Is 5:21. Há só mais duas ocorrên­ de seus irmãos e mantém a mente aberta e cias deste verbo no NT (G1 2:13. 685 . de Rm 11:25). Ele Se alegra com a salvação Se aproximar de pessoas humildes e pecami­ mesmo do pecador mais indigno (ver Lc 15:5. em outras passagens do NT. 23. e exista ambição pessoal. Ele não “cuidava das igreja com a que é mantida por uma parte do corpo para com a outra. portanto. 533). tivo comum. "sujeitar-se”. O orgulho pode ser motivado até por rea­ finalmente.] não com. Portanto. 330-336. ele respeita o julgamento se”. e não destruição. Rm 15:5. Jesus chorou em coisas altivas”. Os opostos dessas A maioria dos membros da igreja era virtudes são a inveja. a fim de DTN. requer nobreza de caráter. como por uma os conselhos dos outros. nifica desprezo pela opinião dos outros e. Se o filho de Deus Se 7. e os poucos ricos podem ter sido ten­ sorte dos outros.

Os seguidores de uma causa impopular que que­ rem convencer outros da veracidade e exce­ lência de sua mensagem devem fazer com que seu comportamento esteja acima de qualquer suspeita. Citação de Deuteronômio 32:35. lTs 5:15. Mas. assim. em Romanos. em que Paulo explica que vingar a nós mesmos é “dar lugar ao diabo”. Mas há momentos em que a fidelidade ao princípio pode implicar incorrer no anta­ gonismo dos outros. seja irrepreensível não só diante de Deus. Para isso. 18. Portanto. Algumas vezes. Paulo nunca teve medo de incorrer em oposição quando o dever ou a consciência o exigiam. amados”. No entanto. alegria. Em um mundo cujo príncipe é Satanás. ou seja. kala. Paulo pode estar se referindo à versão LXX de Provérbios 3:4. de modo a não ofender desnecessariamente e. A conexão com o versículo anterior é evidente. Os cristãos nunca devem bus­ car vingança contra quem os trata injusta­ mente. E impossí­ vel persuadir e antagonizar as pessoas ao mesmo tempo. o cristão deve sempre se certificar de que. nunca devem se engajar em atividades ou empreen­ dimentos de caráter duvidoso que coloquem em descrédito não só a si mesmo. Essa é a maneira de agir ditada não só pelo amor.12:18 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA outros (cf. todo-amoroso e perfeito pode julgar e punir os malfeito­ res com justiça." A outra: “dai espaço para”. “coisas nobres”. Em Deu­ teronômio. Paulo acres­ centa a qualificação: “se possível”. O artigo definido antes da palavra “ira” indica que a referência é à ira de Deus (cf. paz. Literal­ mente. é usada como um consolo ao povo de Deus. esta declaração é um alerta ao povo de Deus. IPe 3:9). mas também pelo bom-senso. lCo 13:5. que foi um conflito 686 quase constante. é direcionada aos apóstatas. Rm 12:14. No entanto. Uma delas é: “Dai tempo ou espaço para que vossa própria raiva esfrie. mas tam­ bém todo o corpo cristão. outras duas interpreta­ ções desta passagem têm sido propostas. O cristão deve fazer sua luz brilhar diante dos semelhantes. “coisas corretas”. Tanto a linguagem como o pensamento dessa ordem são ilustrados em Efésios 4:27. quando deve­ ríam encorajar o crescimento do fruto do Espírito: amor. Do gr. devido a bondade e jus­ tiça transparente. Em Hebreus. Está escrito. “Dar lugar” significa “dar espaço” para que a ira vingadora de Deus opere. “agir depois de pensar”. Apenas um Deus onisciente. que não seja por sua culpa. Tanto quanto se refira ao cristão. 6. longanimidade (G1 5:22). Devem deixar o assunto com Deus. mas aos olhos de todos. que é . “com referência àquilo proceder de vós”. A ordem das pala­ vras no grego é “não vos vingueis. Essa interpretação é confirmada pelas palavras seguintes: “a Mim Me pertence a vingança. pronoeõ. Eu é que retribuirei”. se a paz for quebrada. Esforçai-vos. despertar hostilidade dos outros. O registro da própria vida de Paulo. Quanto depender de vós. desde que dependa de vós”. Os que estão cheios de pensamentos de vingança dão oportunidade a que Satanás inspire ira. o cristão deve pensar e agir a fim de que sua conduta. comparar com Hb 10:30. Fazer o bem. Do gr. nenhuma dessas interpretações se ajusta ao original grego nem ao contexto. isto é. os soldados de Cristo não devem esperar que tudo seja paz. de Rm 5:9). A fim de desarmar a opo­ sição. cedei à “ira de vosso adversário”. “coisas boas”. Não vos vingueis. 19. com. Dai lugar à ira. “até aqui. para que vejam suas boas obras e gíorifiquem ao Pai que está nos céus (Mt 5:16). ódio e amargura. aconselha e exorta aqui os cristãos à cautela e previdência. No entanto. ele deve fazer tudo que puder para manter a paz. mostra que nem sempre é possível manter em paz.

Sofre derrota quem permite que seu humor seja afetado e seus princípios cris­ tãos de amor e domínio próprio sejam aban­ donados. CBV. 133. Tl. 381. Ev. 19. T5. 123. 162. PP. CPPE. 489. 301. 505. 21. Devido à vida de rebeldia. não de força. LA. 244. cf Dt 32:40-43. MCH. “vindicação”. 104. 16 8 . Ver com. de Pv 25:22. WHITE 1 . as boas obras praticadas para teu inimigo. 194. 361. T5. 404. Citação de ► Provérbios 25:21 e 22. 5 . 352. GC. Se o teu inimigo. 704. 214. 243. no presente contexto. Tl. 351. 20. 42. FEC. 70. TI. MCH. 10-T3. CM. pode-se desarmar o inimigo (cf. 23. TM. 157. 63. 421. 164. 480. 183. 75. GC. At 7:24. T7. 165. 27. 171 10-AA. 72. 224 1. 115. P]. FEC. “A glória dAquele que é amor os destruirá” (DTN. Assim. 174. 149. eles se puse­ ram tão fora da harmonia com Deus que Sua própria presença lhes é um fogo devorador (2Ts 1:6-10. 49. 240. 178 10. T5. CE. No dia da vingança de Deus. MJ. Deus os vinga no devido tempo. TM. 58. San. T4. 423. 126. 67. tanto pelo contexto do AT como do NT. 346. PP. os ímpios receberão as inevitáveis consequências da própria esco­ lha. Com ela. . 191. 108. não citadas aqui por 12:21 Paulo: “e o Seniior te retribuirá”. 51. TI. Da mesma íorma. T5. 195 8-13-Tl. 448. 541. 492. 153. T3. 163. 119. 441. Não te deixes vencer do mal. CS. 692 687 9 . MCH. 71. O cristão que é transformado à imagem de Deus (Rm 12:2) mostra por sua maneira de tratar os inimigos que seu cará­ ter se torna mais e mais semelhante ao de Deus. 542 3 . Ap 6:15-17). que a Ele clamam dia e noite?” (Lc 18:7. mas revelou amor e misericórdia. 6. lPe 2:14). 654. Pv 15:1) e conquis­ tar outra pessoa. 65.13-T3. MJ. CBV. 56. 22. 419. T4. 83. T6. MCH. o significado geral é resumido nas palavras: “Não te deixes vencer do mal. 275. 289 4. 479. 446.T4. 185. 125.T4. A bondade é a melhor vingança que o cristão pode tomar contra um inimigo. Provérbios 25:22 termina com estas palavras.MCH. Ap 6:9-11). 162 10.ROMANOS 624 perseguido injustamente. Brasas vivas. DTN. 161. 126. CS. 439. 764). 301. Te. 239.AA. 285. 159. PR. Mas quem controla o desejo de vingança e faz do mal sofrido uma oportuni­ dade para mostrar bondade obtém a vitória sobre si mesmo e sobre os poderes do mal. quanto mais eficaz. 11 -T2. T2. 316. 2-CRA. “punição” (cf. 678. 473. ekdikêsis. pois “não fará Deus justiça aos Seus escolhidos. 318. 108. 143. A ideia de vingança pessoal deve ser eliminada a partir da expressão usada aqui: a justiça vingadora é de Deus. CPPE. 325. LA.T5. mas vence o mal eom o bem” (Rm 12:21). pois Ele impõe plena justiça a todas as partes.LA. 86. 77. mas de fraqueza. 65. T3. 82. 224 11. 2Co 7:11. 165. Do gr. CRA. 113 2-CS. 130. 325 9. T6. T3. 44. 317. paciência e Ionganimidade de Deus que leva as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4). 489. “retribuição”. Amontoar brasas vivas sobre a cabeça de um oponente significa um ato de amor. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 269. 121. que é amor (ljo 4:8). ou seja. 262. TM. 694. T2. 301. Isso está indicado. A vingança é um sinal. 351. T2. 645. Te. Vingança. Essa atitude não é apenas mais nobre. Deus não retribuiu aos pecadores a vingança que mereciam. 289. CBV. e não de maldade. E a bon­ dade. 2Ts 1:610. 23. T9. 62.

tributo. 625 1 Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores. 14 mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.PE. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela. 186 16. como em pleno dia. 172. BS. embriaguez e obras das trevas são incompatíveis com o evangelho. 20 17.13:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA T2. significando “as autorida­ des que se colocam acima” (ver lPe 2:13. 278. Tl. T3. Todo homem. “obedecer”. não em contendas e ciúmes. 12 Vai alta a noite. “aqueles que estão em posição de autoridade sobre os outros”. se fizeres o mal. 13 Andemos dignamente. San. 157. 52. quando se faz o bem. T4. Deixemos. MJ. CC. com. T4. tudo nesta palavra se re­ sume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 11 E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono. para castigar o que pratica o mal. não cobiçarás. se há qualquer outro mandamento. cada pessoa (ver com.MCH. e sim quando se faz o mal. mais perto do que quando no princípio cremos. a quem imposto. hupotassõ. de sorte que o cumprimento da lei é o amor. atendendo. T2. porque são ministros de Deus. honra. não somente por causa do temor da punição. 18. 150. 7 Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tri­ buto. 500. 193. mas também por dever de consciência. 276. Esteja sujeito. pois. T7. 8 O amor é o cumprimento da lei. exceto o amor com que vos ameis uns aos outros. a este serviço. Do gr. agora. também pagais tributos. cf. 673. Autoridades superiores. e vem chegando o dia. vingador. as obras das trevas e revistamonos das armas da luz. teme.TM. não furtarás. pois quem ama o próximo tem cumpri­ do a lei. 400. 10 O amor não pratica o mal contra o pró­ ximo. por­ que a nossa salvação está. T6. não em impudicícias e dissoluções. CM. T3. respeito. e. 97. a quem honra. “estar em sujeição”. 29 15. 143.MCH. 239 12-PJ. 9 Pois isto: Não adulterarás. Entretanto. 274 21 . 445.CBV. “sub­ meter-se”. 5 E necessário que lhe estejais sujeitos. e os que resis­ tem trarão sobre si mesmos condenação. Ou seja. 48 13-LA. 8 A ninguém fiqueis devendo coisa algu­ ma. e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. 701. T5. 4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. 688 .CBV. MCLI. 356 19 . 3 Porque os magistrados não são para temor. pois é ministro de Deus. 486 Capítulo 13 1 Obrigações devidas aos magistrados. 1. 2 De modo que aquele que se opõe à autori­ dade resiste à ordenação de Deus. a quem respeito. porque não há autoridade que não proeeda de Deus. de SI 16:10). Literalmente. não em orgias e bebedices. porque não é sem motivo que ela traz ► a espada. 12. 330 18. não matarás. 196. 255. 20. de Rm 2:9. imposto. constantementc. 11 Gida. 469. 191. T9. 459. 6 Por esse motivo.

Essa instrução era muito necessária nos dias de Paulo. As palavras gregas nos v. como Paulo pôde testificar a partir de sua própria experiência (ver At 22:24-30). 5:29). mais tarde. Da mesma forma. mas que significa “força”. Paulo aqui se refere à sentença proferida pelas autori­ dades do governo. sob essas circunstâncias. Visto que desobedecer “aos poderes que existem” é resistir à ordenação de Deus. “se alinha contra a autoridade”. Há outra ocorrência desta palavra no NT. Não há autoridade que não proceda de Deus. Do gr. Que se opõe à autoridade. “ordenar”. “resistem” (primeira ocorrência) e “ordenação” são todas construídas sobre a mesma raiz tassõ. Pedro ordena que os cristãos se sujeitem “a toda instituição humana por causa do Senhor” (lPe 2:13-17). a não ser pelo que pratica o mal. diatagê. Deve ser ciistinguida de dynamis. Isso dá uma força antitética à pas­ sagem que não pode ser representada em nossa língua. Paulo exorta os crentes a orar por aqueles que exercem autoridade (lTm 2:1. O AT afirma que Deus ergue um e depõe outro (ver com. “organizar” ou “definir”. 34. de Dn 4:17. nem todos os governantes pertencem a essa classe. Ao longo desta seção. Lc 12:11. Ou seja. O que Paulo diz pode ser traduzido lite­ ralmente como: “aquele que se coloca contra o que é divinamente ordenado”. Em geral. “ins­ tituídas”. o poder de governar ou mandar. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos gover­ nos civis nem indica que é dever do cris­ tão sempre se submeter a eles. pois os judeus viviam num clima turbulento. Nero. “o que é ordenado”. 4:25. Teria tam­ bém resultado na renúncia à proteção do Estado romano. 2) e a obedecer-lhes (Tt 3:1). a demonstração de seme­ lhante espírito de insubmissão representaria 13:3 incorrer no mesmo descontentamento que começava a cair sobre os judeus. nenhuma autoridade humana existe. o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 4:19. geralmente. em outros textos. “o que está definido”. literal mente.ROMANOS cf. Portanto. Não deve tomar nas próprias mãos resistir ou depor “os poderes constituídos”. isto é. 2. “entra em ordem de batalha contra a autoridade”. 1 e 2. 35). traduzidas como “sujeito”. 5:16. 20. Ordenação. Além disso. em Atos 7:53. de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Por isso. como ministros de Deus neste mundo (Rm 13:4). Na realidade. foi responsável pelo martírio do apóstolo. os governantes não devem ser temidos. O raciocí­ nio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens. No entanto. “condena­ ção”. Tt 3:1). Do gr. é verdade que os virtuosos não têm nada a temer das 689 . sobre aqueles que resistem. a palavra traduzida como “poder” (exousia) significa “autoridade”. Literal­ mente. e revoltas já se desperta­ vam em várias partes do império romano. Condenação. o cristão deve apoiar a autoridade. Às vezes. 3. Dn 2:21. Para os cristãos. também traduzida como “poder” (cf. “juízo” (Rm 2:2. a penalidade que as autoridades impõem também representa o juízo e a ira de Deus sobre o rebelde. cf. 11:33). a não ser pela permissão de Deus e sob Seu controle. A manuten­ ção do poder ou a perda da autoridade está nas mãos de Deus. ICo 1:18). as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e. o imperador romano na época em que Paulo escreveu esta carta. a rebeldia teria trazido vergonha sobre a igreja cristã e sua mensagem de amor fraternal e paz. Por exemplo. que muitas vezes foi uma bênção para os primeiros cristãos. pois muitos deles têm perseguido o bem. em que é traduzida como “ministé­ rio”. Por Ele instituídas. “poder [ou capacidade'] para realizar”. Rm 1:16. Não são para temor. krima.

Como “ministro de Deus”. Paulo pode estar enfatizando a adequação e a necessidade de obediên­ cia ao poder civil. (ver lTs 4:6). o serviço de Deus descrito nos v. Dela. de que se origina a palavra “liturgia”. Bem. entendem que 690 . Ou. “funcionários públicos”. 12). Pagais tributo. 4 (ver com. 3. Portanto (ARC). não são para temor pelos que praticam boas obras. Ministro. como servo e representante de Deus. Esta não é a mesma palavra traduzida como “ministro" no v. “vingador”. Pela utilização deste termo. o governo civil com seus tributos. “por causa da ira”. O contexto sugere que este não é um mandamento. é vantagem ao cristão submeter-se a suas exigências (ver lTm 2:1. Vingador. Nos papiros gregos. o termo é geralmente utilizado para “um repre­ sentante legal”. A espada. Alguns comentaristas consideram que este versículo é a conclusão da argumentação de Paulo sobre o dever dos cristãos de obede­ cer ao Estado. Evidentemente. Uma vez que o Estado existe como servo de Deus para um bom pro­ pósito. Do gr. 15). Para castigar. xvi) a omissão desta palavra. A este serviço. Portanto (ARC). diakonos. os pri­ meiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos. p. Queres tu [. mas uma declaração de fato. “servos”. Para teu. “servo” (Rm 15:8. novamente. a variante “pagais” é preferível a “pagai”.]? Do gr. o cristão não tem motivo para temer sua autoridade. Diakonos também é a palavra usada para descrever o cargo de diácono (lTm 3:8. 2. Ou seja. “querer”. Neste caso. em que Paulo apre­ senta as razões para a obediência. Temor da punição. Literalmente. Ao contrário. Isto introduz o motivo da declaração anterior. ekdikos. mas porque é certo obedecer. “cm teu interesse”. os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. Isto é. 2). ali). existem para um pro­ pósito benéfico e. revestindo-o com certa sacralidade de caráter como “servos públi­ cos de Deus”.13:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA autoridades civis. Rm 15:16. como a palavra é tra­ duzida em Romanos 12:12. como tais. signi­ ficando “da autoridade governante”. talvez em obediên­ cia ao ensinamento de Cristo (Lc 20:20-25). do v.. “desejar”. Referindo-se ao “poder”. Há apenas mais uma ocorrência desta palavra no NT. “para a ira”. como ordenado por Deus “tanto para castigo dos malfeitores como para louvor dos que praticam o bem” (lPe 2:14). 16:1). por isso. lPe 2:14. O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e. Esta é a verdadeira razão para a existência do governo civil.. “com perseverança”. assim. não se demorando em qua­ lificar sua declaração com exceções específicas. Assim. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina. As duas palavras são usadas para ser­ viços seculares. Rm 12:19). será elogiado por sua boa conduta (cf. Evidências textuais apoiam (cf. Ministros. “para tua vantagem”. Autoridade. que se reflete em Romanos 13:7. Literalmente. leitourgoi. Hb 8:2). o cris­ tão deve obedecer. Paulo expressa uma verdade geral. Os governos. Aqui. para promover o bem. Atendendo. Do gr. 6. 7. Literalmente. Visto que. não só porque quer evi­ tar a punição. “a partir dela". 4. Apoiando. Do gr. Símbolo da autoridade do governante para aplicar punição. constantemente. 5. Ou seja. thelõ. Refere-se aos qua­ tro versículos anteriores. mas este termo também é aplicado especialmente ao ministério sacer­ dotal (cf. 3 e 4. “autoridade”. em geral. cabe ao estado aplicar a punição sobre os malfeitores (v.

Eles trans­ formaram a lei do amor de Deus num código rígido de requisitos legais sem vida. A verda­ deira obediência é uma questão de coração 13:9 . 34. phoros. Comparar com lPe 2:17. Assim como pecado é a deso­ bediência à lei. Tem cumprido. Não se fala de cumprimento exterior. mas passavam por alto as questões mais importantes da lei: a fé. Honra. Falso testemunho (ARC). “todos” refere-se a pessoas. 3:2). de Rm 2:12. interpretam este versículo como uma afirmação do princípio geral. Sua lei não pode ser perfeitamente obedecida por mera conformidade exterior à letra. “dever”. Outros. Lc 11:42). ao contrário. Jesus procurou revelar mais uma vez o verdadeiro propósito dos mandamentos do Pai. Rm 2:28. mas do amor sin­ cero. Ameis uns aos outros. Embora as referências a mandamentos específicos do decálogo (Rm 13:9) indiquem que Paulo tinha essa lei em mente. Ouem ama os seme­ lhantes cumpre a intenção e o propósito da lei. Portanto. 35). Literalmente. 28). não medo no sentido de temor ou terror (comparar com lPe 2:18. Lc 10:27. o amor é. O cris­ tão deve pagar tudo o que deve. Tributo. e a máxima de Paulo seria: “pagai a todos o que lhes é devido”. Nos papiros. Nesse caso. e que a marca distintiva de um discípulo obediente é o amor aos semelhan­ tes (Jo 13:34. ver com. literalmente. Ou seja. Quem ama o próximo não vai roubá-lo nem tirar sua vida. significando aqui o respeito com que cada autoridade deve ser considerada. Ama o próximo. Do gr. os mandamen­ tos que Paulo cita. mas também dar a devida hon­ ra e o respeito a seus governantes estava em contraste com o crescente sentimento de re­ belião que agitava os judeus prestes a atrair destruição sobre a própria nação (ver Josefo. não vai dar falso teste­ munho a seu respeito ou cometer adultério com sua esposa. no mínimo. apesar dos cla­ ros ensinamentos de Moisés sobre o assunto (ver Lv 19:18. de Mt 17:25). A ninguém fiqueis devendo. no entanto. Mc 12:29-34. mesmo da hor­ telã. encontra-se o sentido de “alu­ guel” (comparar com Lc 20:22). 9. Portanto. junto a “lei”. Ver com. ali). do endro e do cominho. Evidências textuais (cf. que é o cumprimento da lei (Rm 13:10).13. No entanto. “o cum­ primento da lei” (Rm 13:10). p. Dt 6:5. a misericórdia e o amor de Deus (Mt 23:23. ou “iniquidade” (ljo 3:4. cf. o fato de Paulo não fazer nenhuma tentativa de apresentar uma lista 691 628 “todos” se refere às autoridades. Por isso. Lei. visto que sempre há a oportunidade para fazer o bem. sugere que ele podia estar falando de “lei” como um princípio. “imposto”. Ele ensinou que todos os mandamentos se resu­ mem no amor (Mt 22:37-40. 10:12). aplicável tanto à seção anterior como às seguintes. Todos os mandamentos de Deus estão fundamentados no princípio do amor (Mt 22:34-40. ARC. Imposto. o conselho do apóstolo de que os cristãos de Roma deviam não apenas pagar tributo. Eles esta­ vam prontos a dar o dízimo. phobos. Os judeus foram lentos para crer e praticar essa verdade fundamental. nem cobiçar seus bens. 11. telos (ver com. Do gr. xví) favorecem a omissão deste mandamento. Pois isto. para os judeus. “ama o outro”. mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. Respeito.4-7 [258-270]). Na épo­ ca de Paulo. a ausência do artigo “a” no original. O amor mútuo é uma obrigação infinita. os agentes do go­ verno romano habilitados a coletar impostos e taxas eram. Guerra dos Judeus. Ele pode ter sido acrescen­ tado por um copista para completar a lista familiar da segunda tábua dos mandamen­ tos. objeto do ódio e desprezo. Rm 13:9). Do gr. a justiça. 29). 8. da mesma forma.ROMANOS e de espírito (cf.

sua expectativa daquele grande dia não estava menos viva (cf. Ap 1:3). 694697). O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigi­ lância. o dia do Senhor virá como . inicialmente cremos. as moças “foram todas tomadas de sono e adormece­ ram” (Mt 25:5. de Mc 1:15. Do gr. para os que dor­ mem indiferentes. 692 Despertardes. ljo 2:18. 8).. Este termo não se aplica ao tempo em geral. 'cum­ primento”. ICo 7:29. con­ tinua sendo verdade que. a ordem regular é encontrada em Mt 19:18). No entanto. Por “salvação”. 2). "preenchimento” (v. Pois. Ev. “resu me”. de ICo 13:4-6. e há condições a serem cumpri­ das antes que Cristo possa vir (ver Ev. Tudo nesta palavra se resume. Ver com. Na parábola das dez virgens. plêrõma. o sexto. sendo o sétimo colocado antes do sexto (a mesma disposição ocorre em Mc 10:19. hõra êdê. 25:13). o tempo deste verbo aponta ao pas­ sado. 12 e 13. 17. At 19:2. cf. para a liberdade da gló­ ria dos filhos de Deus” (v. A constante expec­ tativa da vinda do Senhor foi a atitude de espírito que Cristo ordenou em suas repeti­ das advertências (cf. anake-phalaioõ. Evidências textuais (cf. Como um motivo urgente para o cumpri­ mento de seus deveres. A lei. medido. 2Ts 2:1. Assim. 20. Digo isto. Os crentes de Roma não podiam deixar de estar cientes do momento crítico em que viviam. “a hora já é” (cf. Provavelmente. cf. Hb 10:25. “a redenção do nosso corpo” (v. ou a um período ou época críticos (ver com. Cremos. O amor não pratica. Do gr. ICo 15:51. Tempo. ou fixo. Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na pro­ ximidade da segunda vinda de Cristo (cf. “e se há qualquer outro mandamento”. quando se aceitou inicialmente a fé (cf. Já é hora. um contínuo e vital senso da brevidade do tempo e da iminência do retorno de Cristo é a motivação indispen­ sável para completar o trabalho necessário e atender as condições exigidas. "lei” (ver com. iPe 4:7).. AA. Tg 2:11. do v. 2Pe 3. xvi) apoiam a variante “acordarem” (NTLH). No grego. “e isto”. 21). Amarás. Entretanto. Uma citação de Lv 19:18 (ver com. Mt 24). 37. o mesmo manuscrito coloca o sétimo mandamento em primeiro lugar na série dos cinco últimos. 23) e a libertação da natureza “do cati­ veiro da corrupção. Ou seja. p. Salvação está [. depois o oitavo e em seguida. Do gr.13:10 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA completa é indicado pelas palavras. cf. hairos.] mais perto. 695. a li). essa expectativa foi qualificada pela cautela: “daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt 24:36). Desde o prin­ cípio. Lc 18:20. 8). Sono. 15:2). Paulo estivesse seguindo a ordem de um manuscrito da LXX. Cumprimento. Do gr. ICo 3:5. A ordem que segue é a do Códice Vaticano. dar fim à indulgência própria e a se revestirem “do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13:14). A ordem dos mandamentos é diferente do original (Ex 20:13-15). 52). e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus” (Rm 8:19). lTs 4:15. Literalmente. mas a um tempo definido. 10. Outros escritores do NT com­ partilhavam a mesma expectativa (ver IPe 4:7. Paulo os exorta a repelir toda indiferença e indolência. O fato de que o tempo tem se estendido mais do que o esperado não significa que a palavra de Deus falhou. que é o resumo dos deveres cristãos prescritos nos cap. ICo 7:29. Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória. 2. e Paulo não havia se esquecido dessa precaução (ver lTs 5:1. Literalmente. Em Êxodo 20:13 a 15. 265). Mt 24:44. em Deuteronômio 5:17. 11. Há um trabalho a ser feito. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor. Ap 22:12. lTs 5:6).

Fp 4:5. aselgeiai. Noite. Dissoluções. “imoralidade”. 17. 25. em Romanos 6:13 (comparar com a descrição da armadura do cristão. lPe 4:3). “diversões”. lPe 2:1). Ef 4:22. “de boa maneira”. Os ímpios pro­ curam esconder seus atos de violência e luxúria na calada da noite (lTs 5:7. Revesti-vos. cf. Orgias. 12. “sensua­ lidade”. “devassi­ dão”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo (Rm 1:24-31). Obras das trevas. Esta palavra é usada várias vezes no NT para descrever o aban­ dono de maus hábitos (cf. “decentemente”. 12. literalmente. euschêmonõs. “libertinagem”. Hb 10:25). Cl 3:12-14). vivamos. e deve andar como filho da luz (Ef 5:8). São os “filhos da luz” (lTs 5:5) que travam a batalha espiritual com as armas da luz. e “de nenhum modo esca­ parão” (lTs 5:3). Deixemos. NOTA ADICIONAL A ROMANOS 13 Alguns dos escritores do NT parecem falar da vinda de Cristo como um evento a ocorrer imediatamente. Ciúmes. a natureza depravada (Rm 8:1-13). Da luz. 2Co 10:4). “brigas”. 12. zelos. Do gr. Impudicícias. Tg 5:8. lPe 4:7. em Ef 6:11-18). G1 4:19). “inveja”. Mas o cristão deve se comportar como se 13:14 vivesse sempre na luz. Cada novo passo nesse desen­ volvimento pode ser considerado um novo revestir-se de Cristo. 693 . “farras” (cf. 8:13). Portanto. 3. E traduzido por “instrumentos”. A vida com a qual ele estava vestido devia ser con­ tinuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade (Ef 4:24. Dignamente. “honradamente”. koitai. eris. Contendas. o cristão deve vestir a armadura da ver­ dade e da justiça. portanto. “graciosamente”. 13. Andemos. G1 5:21. “festanças”. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo. “despojar-se”. Vários textos são citados como exemplos típicos desse pensamento (Rm 13:11. mas o cristão não deve condescendcr com a satisfação de emoções e desejos profanos.ROMANOS 629 ladrão de noite. 9. 21-24). 13. 14. Tendo comparado a atual con­ dição espiritual de seus leitores ao “sono”. lTs 4:12). Pj. e o refletirá para o mundo (ver 2Co 3:2. As “armas da luz” são assim designadas para contrastá-las com as “obras das trevas”. Ou seja. kõmoi. Do gr. 69. contrastando a vida presente com a que está por vir. Paulo adverte os cren­ tes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. Ele é filho do dia. Do gr. como a noite com o dia (cf. Do gr. “deixar de lado”. Do gr. G1 5:19). hopla (ver Jo 18:3. e não estavam limitados a eles (ver Rm 2:3. Cl 3:8. Ef 5:11. Tg 1:21. comportemo-nos. Então. Ou seja. 2Co 12:21. apotithêmi. Do gr. Paulo continua a figura. “indecência” (cf. para estar pronto para a luz do dia de Cristo. Hb 10:25. Em seu lugar. Do gr. A carne. No v. Como em pleno dia. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. não da noite (lTs 5:5). lTs 4:15. 12). ICo 7:29. que está raiando. e o cristão que persevera nessa experiência transformadora imi­ tará mais e mais perfeitamente a vida e o caráter de Cristo. Armas. Os cristãos são chamados “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (lPe 2:9). IJo 2:18). Paulo representa o próprio Cristo co­ mo sendo a armadura do cristão. ►Hb 12:1. o cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos car­ nais que o cristão deve mortificar (Rm 6:12. A palavra é traduzida também como “decência” e “dignidade” (ICo 14:40. Do gr.

pois. Essa vivida apresentação do segundo advento começou com Enoque. Na verdade. para exercer juízo contra todos” (Jd 14. Pedro escreve de maneira semelhante: “Virá [. 2. ARC). e por instrução direta de Cristo. eles apresentaram aos cren­ tes a exortação constante e o alerta sobre o dia do Senhor. 694 . a todo tempo. As afirmações de Cristo são a melhor exposição disso. Foi esse fato da brevidade e da imprevisibilidade da segunda vinda.. Paulo ecoa as palavras do Senhor: “O Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (lTs 5:2). Certos fatos se destacam na discussão bíblica sobre o fim do mundo e a vinda de Cristo. um prólogo para o grande clímax “para o qual se move toda a criação”. A luz resplandecente do dia de Deus parece excluir tudo mais dos olhos e da mente do profeta. para que pos­ sais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc 21:34-36). senão que os escritores do NT escrevessem sobre o advento com o tom de iminência? Isso não traz nenhuma sombra sobre sua inspiração. com essa única limitação sobre a revelação. para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as consequências da orgia. ele pode sentir como se o grande dia estivesse exatamente à sua frente. vigiai. Pois há de sobrevir a todos os que vivem sobre a face de toda a Terra. que mais se deve esperar. O Senhor não considerou apropriado revelar o “dia e hora” (Mt 24:36) de Sua vinda e pediu a Seus seguidores constante vigilância para que aquele dia não viesse sobre eles como “ladrão”. juntamente com a certeza do evento que deu à pregação do advento a ênfase de iminência. Os escritores bíblicos enfatizam que o dia do Senhor virá repentinamente. ele pode até não ter sabido disso. Assim.] como ladrão. Por revelação. Os escritores bíblicos falam sobre o assunto tão dominados pela grandeza. Vigiai. pelo menos potencial mente. muitas vezes. que será repentina e inesperada. pelo menos. Os escritores bíblicos sempre falam da certeza do advento. Ele disse: “Portanto. porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt 24:42). o Dia do Senhor” (2Pe 3:10). Não há nada no contexto para suge­ rir que Enoque entendesse que a vinda do Senhor ocorrería vários milhares de anos mais tarde. Diante disso.quanto no NT. pode-se acreditar ser possível uma conclusão coerente acerca da ins­ piração das Escrituras e do segundo advento de Cristo. Isso é verdade tanto no AT y. de forma inesperada.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 630 Alguns se apressam em concluir que os escritores bíblicos estavam confusos ou. orando. da embriaguez e das preocupações deste mundo. que Sua vinda será precedida por tempos tumultuados. E. que declarou aos ímpios em sua época: “Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades. “Acautelai-vos por vós mesmos. eles sabiam que Ele virá outra vez. “o sétimo depois de Adão”. como um laço. 3. O leitor tem a nítida impressão de que o escritor inspirado considera tudo o que precede o advento como sendo de menor importância.. Foi-lhe revelado que o Senhor viria cm juízo. à luz dos mesmos. e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente. glória e natu­ reza culminante do evento para cada pessoa e para toda a criação que muitas vezes referem-se a isso como se fosse o único grande evento por vir. Qualquer leitor da Bíblia que tomar suas palavras em seu sentido mais evi­ dente concluirá que “o dia do Senhor virá” (2Pe 3:10. e que eles e aque­ les a quem ministravam deveriam estar em constante vigilância. Mas o assunto não requer essa conclusão. Mas não lhes foi revelado o “dia e hora”. nada mais importava. que nada se pode conhecer quanto ao tempo da vinda de Cristo. Esses fatos são os seguintes: 1. Na ver­ dade. 15).

sobre a circuncisão por exemplo. At 1:6.ROMANOS Fica evidente que. Quando Cristo enumerou aos discípulos cer­ tos eventos-chave que precederíam Sua vinda e que servem como sinais do acontecimento. apesar de uma declaração ser feita a determinados crentes. lança mais luz sobre a questão das declarações do NT que refletem imediatismo. pelo plano de Deus. “Então. a Seus segui­ dores que viveriam do século 18 em diante. alguns concluíram assim. sem dúvida. às vezes. vistas no contexto histórico. inclusive os apósto­ los. os vivos. declarando: “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva auto­ ridade” (At 1:7). O Senhor. Assim. Mas Paulo desejava que os tessalonicenses concluíssem que o dia do Senhor estava à vista deles? Evidentemente. nesse ponto. tive­ ram relevância para a geração deles. Ele cobriu um período de cerca de dois milênios. Os autores bíblicos não escreveram simplesmente para seu tempo ou para deter­ minada congregação à qual uma carta. ao contrário. pensaram que Cristo podería voltar em seus dias. Se assim fosse. Cristo estava alertando os doze discípulos quanto a enganos ameaçadores. ela pode se aplicar tanto a eles quanto a seus descendentes espirituais. virdes o abominável da desolação de que falou o pro­ feta Daniel. os profetas não deveríam ter conhecimento acerca de datas objetivas para a segunda vinda de Cristo. pois. No entanto. por exemplo. os que ficarmos até à vinda do Senhor” (lTs 4:15). mas que viveria para ver a volta do Senhor (cf. silenciou os questionamentos dos discípulos quanto ao momento de suas ações futuras. 7).” (v. no lugar santo. as Escrituras falam à congregação imediata no tempo do escritor. e ainda mais especificamente. O fato de os escritores bíblicos terem escrito para exortação. e talvez mais particularmente.. Em sua primeira carta aos Tessalonicenses. advertência e instrução a -<£ todos os que viverem até o segundo advento. 23). até que o Senhor retorne. Então. mas em cer­ tos textos elas se referem também. a uma geração posterior. 4. a todas as gerações. Mas todo o con­ texto leva a entender que Ele falava também.. Quando começou a falar da queda de Jerusalém. eles escreveram. sob inspiração e. antes da ascensão. “os irmãos”. a relevância das Escrituras teria terminado com a geração que recebeu as mensagens dos autores guiados por Deus. da qual Daniel falou em termos de profecia.. Mas Ele continua discutindo a “grande tribulação”. imediatamente após a ascensão. E verdade que algumas coisas que eles escreveram. enquanto outras partes. E verdade que as mensagens. A maior parte do material das Escrituras é colocada em um contexto histórico de determinadas pessoas e determina­ dos contextos passados. há evidências no NT de que Deus deu luz aos autores inspirados quanto ao tempo que transcorrería até a segunda vinda de Cristo. e na sua segunda carta ele voltou ao assunto: “Irmãos. Em vez disso. seria destinada. Paulo escreveu sobre o advento e disse: “nós. e segue com a exortação: “Então. pode-se dizer que. O pronome “vós” refere-se aos discípulos. se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo [João] não morrería” (Jo 21:23). sem estar conscientes disso. no que diz respeito à vinda de nosso Senhor 695 . Essa compreensão nos protege contra conclusões apressadas sobre a inspiração do escritor quando ele fala dos eventos futuros. Parece evidente que. se alguém vos disser. Mas.. a qual cobriría até o século 18. Ele disse: “Quando. são dirigidas a um grupo particular vivendo naquele momento.” (Mt 24:15). têm cada vez mais relevância conforme o clímax da história terrestre se aproxima. a quem Ele estava falando em nível imediato.

Semelhantemente. portanto. Os crentes deviam seguir a luz profética “até que o dia clareie”. anteriormente. pois ele diz em sua segunda epístola. supondo tenha chegado o Dia do Senhor” (2Ts 2:1. assim. 2). Mas vós. anteriormente. Um fato importante seria certa “apostasia” (v. 2Tm 4:6-8). foram ditas pelos santos profetas. quer por epístola. 5. pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Na sabe­ doria de Deus. para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa” (lTs 5:1-4). entenda” (Mt 24:15). Em sua cela da morte. 3). até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração” (2Pe 1:19). sede. ele os exorta à fir­ meza e constância (2Ts 2:15-17). quer por espírito. tanto mais confirmada a palavra profética. quer por palavra. as quais tratam de grandes períodos de tempo e que permitem saber quando o advento estaria “próximo. não há necessidade de que eu vos escreva. com facilidade. nessa mesma epístola. Tendo delineado para eles alguns acontecimentos que precederíam o advento. Parece. como se procedesse de nós. isso mesmo transmite a homens fiéis e tam­ bém idôneos para instruir a outros” (2Tm 2:2). portanto. que. não estais em trevas. Paulo escreveu a seu filho espiritual Timóteo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas. Fica claro que Pedro ensinou que algum período de tempo devia transcorrer antes do segundo advento. como vêm as dores de parto à que está para dar à luz. Esse apelo dos apóstolos aos escritos dos profetas repercute as palavras de Cristo a respeito do que “o profeta Daniel” havia escrito dos eventos futuros: “quem lê. Quando andarem dizendo: Paz e segurança. e de nenhum modo escaparão. desde que os pais dormiram. nos últimos dias. tendo em conta. deve-se reconhecer que a Bíblia contém certas profecias sobre a vinda do Senhor. todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:2-4). escrita não se sabe quanto tempo após a primeira: “Para que vos recor­ deis das palavras cjue. andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda? Porque. que quando usou “nós” (lTs 4:15). O “nós” indicaria que ele per­ tencia à congregação ininterrupta de fiéis ao longo dos séculos. ele declarou: “Temos. mas falando daqueles cristãos que estariam vivos nos últimos dias. nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente. Ao discutir a segunda vinda. virão escarnecedores com os seus escárnios. Em seguida. se daria sobretudo depois de sua morte (At 20:28-30. bem como do man­ damento do Senhor e Salvador. Trata-se particularmente dos livros de Daniel e do Apocalipse. o fim de todas as coisas está próximo. Paulo explica em outro texto. Pedro escreveu: “Ora. criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (lPe 4:7). irmãos. esses livros foram pouco entendidos nos primeiros 696 . na melhor das hipóteses. ele passa a descrever acontecimentos que devem ocorrer antes do advento (v. nem vos perturbeis. Nesse cenário de exortação aos fiéis para guiar os passos pela luz da profecia. eis que lhes sobrevirá repentina destruição. Será que essas palavras se aplicam à congre­ gação imediata a quem ele escreveu? A resposta parece ser negativa. Paulo declarou aos Tessalonicenses: “Irmãos. às portas” (Mt 24:33). foram ditas pelos santos profetas”. Paulo não estava se incluindo. E mais razoável supor que essas palavras de Pedro sugerem que ele estava ansioso por algum evento futuro que produziría certo tipo de escarnecedores. E claro que Paulo estava instruindo Timóteo de que haveria algum tempo pela frente antes que Cristo viesse. antes de ► tudo. e fazeis bem em atendê-la. 3-12). Antes. relativa­ mente aos tempos e às épocas. ensinado pelos vossos apóstolos. como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso. Mas tal “apostasia”.COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 632 Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele. Pedro convida os crentes a se recordarem “das palavras que.

Ev. por que julgas teu irmão? E tu. Com a convicção dessas profecias cumpridas. 12 Assim. por que desprezas 0 teu? Pois todos comparece­ remos perante 0 tribunal de Deus. 18 14 . porque dá graças a Deus. 712 7 . para 0 Senhor vivemos.LA. Decorridos os grandes períodos proféticos. somos do Senhor. 707. BS. outro julga iguais todos os dias. porque 0 Senhor é poderoso para o suster. 171. T5. 435.CES 95. está próximo. 13 Não nos julguemos mais uns aos outros. nem morre para si. 13 Devem cuidar para não servir de escândalo. De fato. T5. 1 Acolhei ao que é débil na fé. 393. MDC. Tl. se vivemos. 467. de uma forma que não era possível antes. 15 O apóstolo mostra que a atitude de condenar é errada por diversas razões. “os tempos e as épocas” pro­ féticos (lTs 5:1). 8 Porque. 9 Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. 219. de que nenhuma coisa é de si mesma 697 . diz o Senhor. Suas profecias de tempo permitem conhecer. CPPE. de fato. Hoje a luz brilha das páginas de Daniel e do livro do Apocalipse.GC. se morremos. FEC. CM. para o Senhor morremos. diante de Mim se dobrará todo joelho. 719. no Senhor Jesus. 18 11 . 465. TM. é que se pode justificar a proclama­ ção com a certeza da mensagem sobre a proximidade do dia de Deus. 3 !' 4 Quem és tu que julgas 0 servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pc ou cai. T2. quando seriam compreendidas. T5. porém. 162.14-CS. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. e quem come para o Senhor come. tendo chegado o tempo do fim. 6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz. 1 1 Como está escrito: Por Minha vida. 3 quem come não despreze o que não come. e o que não come não julgue o que come. pois. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. mas estará em pé. Em grande parte. 49 Capítulo 14 3 Os crentes não devem desprezar nem condenar uns aos outros. 5 Um faz diferença entre dia e dia. as profecias apocalípticas per­ mitem concluir que o fim de todas as coisas. mas o débil come legumes.ROMANOS séculos da era cristã. WHITE 1 -PP. porém. algumas das profecias de Daniel deveríam ser “encerradas e seladas até ao tempo do fim” (Dn 12:9). 7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo. 14 Eu sei e estou persuadido. 257. e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus. 579 12. por­ que Deus o acolheu. tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão. e toda língua dará louvores a Deus. 103. 252 11. 220. 382. T5. 231. 88. 93 8 . 2 Um crê que de tudo pode comer.CM. 107. T8. cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. 181 10. pois.T4. para discutir opiniões. não. 10 Tu. 290. T8. elas eram destinadas para o tempo do fim. vivamos ou morramos. Quer. pelo contrário.

Isso se torna evidente quando se estuda este capítulo à luz de cer­ tos problemas religiosos e afins que perturba­ vam alguns dos cristãos do primeiro século. em si. também como resultado da antiga educação e crença. Em 1 Coríntios 8. (2) para abo­ lir a distinção entre carnes limpas e imundas e (3) para remover toda distinção entre dias. provavel­ mente. No entanto. proslambanõ. Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova. Do gr.14:1 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 20 Não destruas a obra de Deus por causa da comida. 22 A fé que tens. . não compartilharem de suas idéias. Paulo esteja lidando com o mesmo problema. “tomar a si mesmo”. e tudo o que não provém de fé é pecado. devem ser recebidos na comunhão cristã como irmãos. não lhe são obri­ gatórios. em comer alimentos dedi­ cados a eles. na realidade. nem todos tinham esse “conhecimento” e podiam 698 634 impura. como alimentação (v. abolindo. Ou seja. e têm sido usadas por alguns: (1) para depre­ ciar a alimentação vegetariana. 19Assim. seguimos as coisas da paz e tam­ bém as da edificação de uns para com os outros. o problema do irmão amadurecido versus o débil. Todas as coisas. Mas. por causa de comida. porque o que faz não provém de fé. A epístola aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da carta aos Romanos. em 1 Coríntios 8 e Romanos 14. 2) e obser­ vância de dias (v. Ele está ansioso para ser salvo e está disposto a fazer tudo o que crê que lhe é exigido. Paulo disse aos conver­ sos. Em Coríntios. na medida em que os ído­ los não eram nada. tam­ bém é mencionado. 17 Porque o reino de Deus não é comida nem bebida. em Corinto que. especialmente aqueles que parecem ser mais expe­ rientes. 1. nem fazer qualquer outra coisa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender ou se enfraquecer. no que se refere à alimentação. 23 Mas aquele que tem dúvidas é condena­ do se comer. Parece razoável concluir que. As declarações de Paulo em Romanos 14 foram interpretadas de várias maneiras. 18 Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens. De acordo com os antigos costumes. são lim­ pas. e paz. 16 Não seja. Paulo menciona diversos problemas que podem causar mal-entendidos entre os irmãos. aquele que tem compreensão limitada dos princípios da jus­ tiça. nem beber vinho. Paulo não está fazendo nenhuma dessas três distinções. e alegria no Espírito Santo. 21 E bom não comer carne. o teu irmão se entristece. 6). na verdade. pois. vituperado o vosso bem. tem-na para ti mesmo pe­ rante Deus. o problema é identificado como a ◄ ingestão de alimentos sacrificados aos ído­ los. ele tenta tornar certa sua salvação pela observância de regras e regula­ mentos que. Os que são “débeis na fé”. não faças perecer aquele a favor de quem Cristo morreu. tanto do judaísmo como do paganismo. o sábado do sétimo dia. os sacerdotes pagãos praticavam um extenso comércio dos sacrifícios de animais ofere­ cidos aos ídolos. já não andas segundo o amor frater­ nal. para esse é impura. devido à experiência prévia. No entanto. Para ele. Ele as considera obriga­ tórias para a salvação e se sente angustiado e confuso quando vê outros cristãos. mas justiça. na imaturidade de sua expe­ riência cristã (ver Hb 5:11-6:2) e. assim. Acolhei. ele explica que. porque Cristo assim os recebeu e acolheu (Rm 15:7). treinamento e diferenças de discernimento espiritual. Débil na fé. também nada havia de errado. mas é mau para o homem o comer com escândalo. pois. 15 Se. salvo para aquele que assim a conside­ ra. 5. Por causa da tua comida. essas normas assumem grande importância. no entanto.

Paulo exortou os que não tinham problemas quanto a esses alimentos a que não colocas­ sem uma pedra de tropeço no caminho de um irmão mediante o consumo dos mesmos (Rm 14:13). Assim. mesmo sob o judaísmo. era inevi­ tável que entre os cristãos judeus surgissem dúvidas sobre a conveniência de observar certos “dias” e feriados judeus. Portanto. nem a repudiar de uma só vez todos os rituais cerimoniais. sob qualquer forma. nem rejeita a milenar distinção bíblica entre carnes limpas e imundas. e que só os 'débeis' poderíam 699 . Paulo não ensina nem mesmo sugere a abolição do sábado do sétimo dia. Paulo não trata de alimentos prejudi­ ciais à saúde. já não era obrigatória.). portanto. Rm 14:2). era consagrado entre as santidades eternas do decálogo. de Rm 3:31). nem exclui o sábado do sétimo dia da lei moral (ver com. o que significa que sua alimenta­ ção era restrita a “legumes”. parecia melhor que as práti­ cas da lei cerimonial judaica desaparecessem gradualmente. Diante desses fatos. que. Na verdade. Aquele que é maduro na fé considera um ato de adoração espiritual o manter a boa saúde (Rm 12:1. conforme a mente e a cons­ ciência fossem iluminadas. E. está em harmonia com a decisão do concilio de Jerusalém e. Por receio de escandalizar outros. Embora houvesse ensinado que a circuncisão não era nada (ICo 7:19). os primeiros cristãos não foram chamados a cessar abruptamente a participação nas fes­ tas judaicas anuais. etc. lança luz sobre pelo menos uma das razões pelas quais o concilio tomou essa posição sobre o assunto (ver com. mas não é apropriado considerar assim apenas porque era obser­ vado sob o regime mosaico. proferidas. Alford infelizmente conclui que essa lingua­ gem não poderia ter sido usada se a lei do sábado estivesse em vigor sob o evangelho. em seu comentário sobre Romanos 14:5 e 6: “A partir desta passagem sobre a observância de dias. isto é. em Romanos 14. de Cl 2:14-16) e que. entre os terrores do Sinai. Os judeus deveriam observar sete sábados cerimo­ niais anuais. quem alega isso enxerga nos argumentos de Paulo algo que ele não defende.estar físico. muitos cristãos judeus compreendiam apenas vagamente que a lei cerimonial tinha sido cumprida em Cristo (ver com. Outro fato que lança luz sobre a questão é que. vegetais (cf. quando esteve na Terra: ‘O Filho do homem é senhor também do sábado' (Mc 2:28) — será difícil demonstrar que o apóstolo queria dizer que devia ser classificado por seus leitores entre aqueles dias festivos judaicos que desa­ pareceríam. alguns cristãos se abstinham de alimentos cárneos. Em face das circunstâncias. Sua admoestação. de ICo 8). se o sábado fosse meramente um dos dias das festividades judaicas. considerando que o sábado era mais antigo que o judaísmo. De fato. Fausset e Brown. O próprio Paulo participou de uma série de festas depois de sua conversão (At 18:21. ele providenciou para que Timóteo fosse circuncidado (At 16:3) e concordou em cumprir um voto de acordo com as determinações 14:1 do antigo código (At 21:20-27). Assim. em conexão com suas festas anuais (ver Lv 23:1-44. Isso tem sido reconhecido por comentaris­ tas como Jamieson. de Cl 2:14 -17). ICo 10:31). à primeira vista. sem dúvida. Ele já havia deixado claro (Rm 12:1) que o verdadeiro crente fará com que seu corpo seja conservado santo e agradável a Deus como um sacrifício vivo. e que o próprio Legislador disse. de At 15).ROMANOS não sentir a consciência livre para consumir esses alimentos (ver com. torna-se evidente que Paulo. independentemente do efeito sobre seu bem. certamente. Ele não afirma que o cris­ tão amadurecido na fé pode comer qualquer coisa. como não foi nenhuma outra parte do judaísmo. não depre­ cia a alimentação de “legumes” (vegetais). ver com. Certamente não poderia. a partir de então.

Em Romanos 12 e 13. As duas partes estão erradas. “jogar fora como não sendo nada”. Esse mesmo amor e respeito mútuos assegurarão harmonia contínua entre o corpo de crentes. 3. lachana. Em contraste com “está em pé”. Os crentes “débeis” são bem-vin­ dos à comunhão. Do gr. Cai. 4. só por amor. A argumentação de Paulo é que o crente que se abstém não deve condenar. no v. literal­ mente. “vegetais” (ver com. Alguns entendem que isto significa firmeza moral e espiritual (cf. Os que tinham mais fé. G1 5:13). Paulo se dirige ao irmão débil. 20) e aqueles pelos quais Cristo morreu (v. Paulo exorta os cristãos amadurecidos a levar em conta ► os problemas de seus irmãos débeis. Do gr. A palavra grega usada aqui para “servo” (oiketês) é rara no NT. uma vez que “julgas” corresponde ao “julgue” do v. por sua liberdade. “olhar para baixo”. toda essa crítica está fora de lugar. outros. 8. assim como Deus o acolheu (Rm 15:7). Legumes. não destrua a obra de Deus (v. Ela dá o sentido de um “empregado doméstico”. ambas revelam orgulho espiritual. proslambanõ. “disputas sobre opiniões”. 2. alguém que é respon­ sável diante de Deus. Está em pé.” Em Romanos 14:1 a 15:14. “O reino de Deus não é comida nem bebida. ele mostra que a fonte da unidade e da paz na igreja é o genuíno amor cristão. portanto. fraqueza que aqueles que tinham mais luz deveríam tole­ rar. O amadu­ recido na fé vai “[seguirj as coisas da paz” (v. depen­ dendo se “Deus” ou “Senhor” é aceito como o sujeito da última parte do versículo (cf. 3. 9). por seus costumes de comer. Isso. mas ordena paciência e tolerância nesses assuntos. Do gr. em outros aspectos. Servo alheio. Fp 1:27). o irmão ama­ durecido. e não diante do con­ servo que o critica. ocorrendo pou­ cas vezes (Lc 16:13. “tratar com desprezo”. que não tem critérios em comer de tudo (v. O raciocínio de Paulo é que a fé man­ tida por um lhe permite comer coisas que a fé mantida por outro não lhe permite. Os irmãos amadure­ cidos não são chamados a resolver ou julgar os critérios de quem seria débil na fé. neste caso. Ou. de Rm 3:3). mas não com a finalidade de criar controvérsias. SI 1:5).0 cristão deve “acolher” seu irmão. Ou seja. At 10:7. pois a pura fé atua pelo amor (G1 5:6). Despreze. ICo 16:13. revela a presença do Espírito Santo. lPe 2:18). O crente “débil” (Rm 14:1) condena um dos servos de Deus. “tem fé” (ver com. A censura é muitas vezes uma característica daqueles cuja experiência reli­ giosa se fundamenta em grande parte no cumprimento de exigências exteriores. Se Deus perdoou peca­ dos desse crente e o aceitou como Seu filho. pois man­ tém uma conexão mais estreita com a famí­ lia. a despeito das opiniões divergen­ tes e das restrições em matéria de religião. mas justiça. Crê. seriam inclinados a olhar com des­ dém sobre a estreiteza dos “débeis na fé” (v. 19) e vai tomar cuidado para que. 1). 17). 2). Discutir opiniões. no que diz respeito aos alimentos. v. 15). “servo de outro”. revelaria que a fé dos supos­ tamente amadurecidos ainda era deficiente. 1. e uma vez que sua vida. de Deus ou de Cristo. Ou. e alegria no Espírito Santo” (v. exouthenev. do v. “tomar a si mesmo”. natural­ mente. Esta é a palavra traduzida por “aco­ lher”.14:2 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA imaginar que estava em vigor. Deus o acolheu. aquele a quem Deus aceitou e recebeu em Sua igreja nessa liberdade (ver ICo 10:29. Ou. Julgue. em vez de amor cristão. naturalmente. Paulo não discute a conve­ niência de comer certos alimentos ou absterse deles. 1). Tu que julgas. e paz. beber ou qualquer outra prática pessoal. diferente de um escravo comum. que significa absolvição ou aprovação aos olhos de Deus (cf. Acolheu. Alguns consideram esta uma falha moral e 700 .

Os crentes cuja fé os capacita a aban­ donar imediatamente todos os feriados ceri­ moniais não devem desprezar os outros cuja fé é menos experiente. O motivo de ambas as partes é o mesmo. Mas Paulo sugere que. E o espí­ rito de amor e tolerância que deve prevale­ cer. “plena­ mente convencido” (ver com. de Rm 14:1). Os amadurecidos na fé devem “suportar as debilidades dos fracos” (Rm 15:1). Ou. e para a glória de Deus. As quatro ocor­ rências da palavra neste versículo são do gr. Paulo discute então a observân­ cia de dias especiais. O irmão mais amadurecido dá graças a Deus por “todas as coisas” (v. seja na observância. de acordo com a luz que 14:6 recebeu. Deus (ARC). Quem distingue. “pôr as afeições sobre” (Fp 3:19. mantendo a ideia do mestre e seu servo. Alguns. Julga. 5. lCo 10:31). O significado fica inalterado. “aprovar”. o pensamento da frase anterior. Aquele cuja fé é “fraca” (v. 1) procura evitar por outros meios. Ao contrário. 701 . do v. exerce sua liberdade cristã nos assuntos em questão será fortale­ cido e apoiado por seu Mestre. p. Nem. Os dois termos são utilizados no primeiro desses dois sentidos. O termo é também traduzido por “mente”. Seu irmão débil dá graças a Deus por aquilo que come. pela fé. qualquer que seja o perigo. introduzida na primeira parte deste versículo. de forma negativa. Literalmente. krinõ. pois a frase repete. o crente que. “fazer ficar em pé”. como condenação ou desaprovação no juízo. Não se deve privar a ninguém da liberdade de ter a própria posição quanto ao dever pessoal (com­ parar com DTN. por sua vez. “julgar”. 1. tem poder para preservá-lo dos perigos que a liberdade envolve. “avaliar”. Não faz (ACF).. p. 1) pode até temer que o irmão ?§► amadurecido esteja em grande perigo por não compartilhar seus critérios. Mas. Do gr. 6. E o que Deus espera de cada um de Seus servos é que “esteja inteiramente convicto em sua pró­ pria mente” e siga conscientemente as próprias convicções. ele insiste que os cren­ tes cheguem a conclusões claras e definidas. que aqui significa “observar”. outra causa de discór­ dia e confusão entre os crentes (ver com. o que fazem a maioria das versões. ou desprezo para com os que ainda são “crianças” (Hb 5:13). Cada crente é responsável por si diante de Deus (Rm 14:10-12). que chamou o servo para a liber­ dade (G1 5:13). 11] e de Colossos [Cl 2:16.” Suster. Cl 3:2). o Mestre. Evidências textuais (cf. “estimar”. 550. comparar com questão semelhante nas igrejas da Galácia [G1 4:10. Ed. estes últimos podem criticar os que lhes pare­ cem liberais.. de Rm 4:21). Evidências textuais (cf. outros. ao mesmo tempo. em 1 Coríntios 10:12: “Aquele [. peri­ gos esses que o irmão “débil” (v. devem fazê-lo com amor por aqueles de opiniões diferentes. Rm 11:11. 2) e participa de seu alimento para a glória de Deus (cf. interpretam que esta frase se refere à absol­ vição no juízo. Entre os seguidores de Cristo não deve haver força nem compulsão. entretanto.ROMANOS espiritual (cf. no uso ou na abstinência de alimentos. 'phroneõ. Paulo não sugere que os cristãos não discutam assuntos sobre os quais pode haver discor­ dância. abstém-se de alimentos que possam ter sido sacrificados aos ídolos (ver com. Opinião bem definida. Para o Senhor. 17]). xvi) apoiam a omissão da frase: “o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz”. xvi) apoiam a variante “o Senhor” ou “o Mestre”. Apesar das críticas de seu irmão censurador. 17). Não há espaço para a crítica daque­ les cujos pontos de vista e práticas podem ser diferentes. assim como Cristo tomou sobre Si as fraquezas de todos. seja na negligência de um dia.] que pensa estar em pé veja que não caia. 22).

15). 6. “cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14:12). seja “para a ressur­ reição do juízo” (Jo 5:29. Ap 14:13). “estaremos para sempre com o Senhor” (lTs 4:16. o cristão dará conta de si mesmo a Deus (v. Pois todos os mortos ressuscitarão. que este não é o sen­ tido principal.]? A primeira parte deste versículo tem ênfase no grego: “Mas tu. Do gr. Paulo expande então como uma regra geral da vida o pensamento sugerido pela frase “para o Senhor”.. 9). na primeira parte da frase. igualmente na vida ou na morte. quando morre. e o que des­ preza é o que conscientemente acredita que “pode comer de todas as coisas” (v. p. Ressurgiu (ACF). 702 . para o próprio prazer e de acordo com os próprios desejos. Considerando que todos os crentes são igualmente súditos e ser­ vos de Deus. “tornar-se senhor de”. E seu ohjetivo não viver “para si mesmo”. Mediante Sua ressur­ reição. De Cristo (ARC). A inversão da ordem habitual destas palavras talvez seja devida à ordem das palavras sobre Cristo. No texto grego. porém. 17). xvi) apoiam a variante “de Deus”. são responsáveis perante o Senhor. Somos do Senhor. a fim de que Cristo Se torne Senhor de mortos e dos vivos. Não é só na questão dos alimentos e dos dias especiais que o cristão faz tudo “para o Senhor”. Para ser Senhor. 8. Todos. Naquele dia. débeis e experientes. Esse jul­ gamento usurpa uma prerrogativa de Deus (Rm 14:10. Vive para si. Para esse fim. Os débeis e os amadurecidos na fé. Toda a vida cristã pertence ao Senhor (Rm 14:8) e. ele o faz com refe­ rência ao Senhor. Jo 11:11). “por que tu desprezas teu irmão?” O que julga o irmão é o que “come legumes”. porque. Que direito alguém tem de julgar quem pertence a Cristo? 9. o cristão deve viver como alguém que vai “[comparecer] perante o tribunal de Deus” (v. pois são propriedade adquirida para Ele (At 20:28. estarão diante do tribunal divino. Evidências textuais (cf. xvi) apoiam a variante “morreu e reviveu”. “gover­ nar”. “Os mortos em Cristo ressuscita­ rão” e. seja “para a ressurreição da vida”. perten► cemos a Cristo. Ou seja. 2Co 5:10). Ec 9:5. Mesmo na morte. Cristo adquiriu um povo. 12). Cristo foi entronizado à des­ tra do Pai. Fp 2:8-11. a palavra “todos” está enfatizada. A questão da natureza da alma deve ser determinada com base em outras passagens que tratam da condição da alma na morte. pois Ele é o “Senhor tanto de mortos como de vivos” (v. por que julgas teu irmão?” Ou. Deve ser lembrado. Ele liberta os que comprou (ver com. A inter­ pretação éstá fora de sintonia com o res­ tante das Escrituras. 2). Ef 1:14). eles não têm o direito de julgar uns aos outros. Ou seja. p.14:7 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 7. Mediante Sua morte. para Sua glória e de acordo com Sua von­ tade (ver 2Co 5:14. Por que julgas [. o cristão pertence a Cristo. 13). knrieuõ. 10. e o domínio universal Lhe foi entregue (ver Mc 14:62. Depois de Sua morte e ressurreição. adormece “em Jesus” (lTs 4:14. assunto que Paulo não trata aqui (ver Jó 14:21. Nem mesmo os que rejeitam a Cristo podem escapar da res­ ponsabilidade perante Ele pela morte. então. de Rm 4:25). Todos compareceremos. De mortos como de vivos. Este versículo é usado por alguns para defender que a alma é imortal e que a morte só transfere o crente de uma esfera de serviço consciente para outra.. Evidências textuais (cf. e que todos devem compare­ cer perante o mesmo tribunal. Hb 1:3). Paulo enfatiza o pensamento de que tudo o que o cristão faz. cf. Ef 1:20-22. ICo 6:20. como o contexto deixa evi­ dente. cf. cf. 16:19. mas “para o Senhor”. 10). As palavras deste versículo têm sido mui­ tas vezes aplicadas à influência que as pes­ soas exercem sobre seus semelhantes. Ap 20:12. no devido tempo. Portanto. no v.

Js 23:7. logos (ver com. ninguém é responsável perante o outro. justificáveis. mas que o muitas vezes. da iluminação do Espírito (comparar com 12. Por essa afirmação enfática. o con­ não julgar é que as pessoas são responsáveis. se isolada razão com um trocadilho. esclarecida pelo Espírito. versículo. a expressão “diaria­ a determinação de não provocar a queda de um irmão. “determinar” (ver lCo 2:2. o significado alternativo “con­ vicção pessoal. ICo 8:4).ROMANOS 14:14 A redação “de Cristo” pode ter vindo da pas­ amadurecidos na fé. cada um de nós de si mesmo dará contas do v. por amor. deve ser entendida em sentido absoluto. Rm de seus irmãos débeis.. ao hebraico. Tg 5:16: “confessai [. 2Cr 15:14. a definição soalmente responsável diante de Deus. Do gr. terão consi­ sagem paralela (2Co 5:10). ali). Assim. repetida o “débil” (v. 1) se abstém de comer. Do gr. Esta é a particular. que não seja a crítica dos outros. De si mesma. sua declaração. o Pai. no grego. mas forma. ponsabilidade de cada crente: “Assim. vai deração pelos sentimentos e pela consciência julgar o mundo por meio de Cristo (cf.. A convicção de Paulo sentação de todos ao Senhor e o reconheci­ brota de demorada comunhão com Cristo e mento solene de Sua soberania. Citação de Isaías seja verdade que.] os vossos peca­ (cf. exomologeõ. Está escrito. proíbe imediatamente Tt 3:12). 14. em cada caso. deve ser determi­ segunda razão pela qual os crentes não nada pelo contexto. Paulo expressa a própria con­ No entanto. Se é que deve haver algum julga­ essa dedução (ver com. portanto. que é de uma advertência dir”. Na (Rm 14:1) deve se basear em amor e não no citação original de Isaías. A expressão “nenhuma coisa” não a Deus. Nesta frase. o amor ao próximo lhe proíbe de nhecer”. para abandonar todos os critérios legalistas Dará louvores. Eu sei. 13. Ambos os significados podem ser ade­ ele mostra que a consideração pelos débeis quados ao contexto de Romanos 14:11. 1). O contexto. Embora 11. Não nos julguemos. cf. e terão cuidado para 2:16. Os alimentos dos quais e juiz. seria a declaração de um liber­ usa a palavra “julgar” no sentido de “deci­ tino. Paulo dá essa tas” (ICo 6:12). A primeira razão de Paulo para mente” pode ser interpretada no sentido de todos os dias da semana. Is 19:18) assinala a apre­ No Senhor Jesus. evitar ofendê-los ou confundi-los. 2Co 2:1. A segunda razão é sua regra. Apesar de o cristão ser livre o caráter universal do juízo final. que é senhor texto mostra que o sábado estava excluído. Por exemplo. cada um é pes­ mais de um sentido. atribui ênfase à res­ Nenhuma coisa. Isto é. os alimentos de que Paulo tratou (ver com. Da mesma mento. as palavras transmitem Em questões de consciência. ele do contexto. Este último significado é usar essa liberdade. Estas palavras enfatizam estar mútuo. mas a Deus. em Êxodo 16:4. “reco­ do passado. de Rm 9:28). Os crentes 703 .” Contas. At 17:31). contra a imoralidade. com algumas variações em relação cia. pois. neste contexto. dos”). se isso puder prejudicar um irmão “débil na fé” (Rm 14:1). Em Lucas 10:21. não a si mesmas. a palavra é traduzida como “graças”. Deus. A ordem das palavras deste Rm 9:1). quando Paulo disse: “todas as coisas me são líci­ devem criticar uns aos outros. Frequentemente. “louvar”. todos os cristãos são responsáveis pelo bemTodo joelho. do amor cristão. comum na LXX (ver lCr 29:13). em matéria de consciên­ 45:23. o juramento de reconhecimento de que esses critérios são homenagem expresso pela palavra “jurar” (cf. No entanto. fessar” ou “reconhecer” também é possível sobre a liberdade do cristão e o direito de rejeitar certos critérios que outros alimentam (cf.

koinos. Certamente.] vituperado.. Por causa da tua comida. “não de acordo com o amor” (comparar com Rm 13). Enquanto mantém essa convicção. o tratamento simpá­ tico daqueles cuja consciência parcial mente iluminada impede que façam uso de deter­ minados alimentos. “por tua comida” (ver com. por condescendência egoísta. apesar de “comuns” para o mundo. ICo 8). Do gr. Ele pode estar errado. 1). não são os tipos de alimentos que são impuros em sua pró­ pria natureza. isolada. Para esse fim é impura. “blasfemar” (ver Rm 3:8. de Mc 7:2). mas na visão que o crente tem deles. pelo jul­ gamento de outro ponto de vista. pode se referir tanto ao futuro 704 639 irmão amadurecido aceita. Do gr. blasphêmeõ. A interpretação deve ser limitada aos alimentos específicos em dis­ cussão e ao problema específico com o qual o apóstolo lida. Ou. Essa dor pode resultar em destruição. vives. eram proibidas aos judeus (ver com. isso pode resultar na destruição de sua fé. Este termo era usado para descre­ ver as coisas que. comportas (cf. o que estaria associado a práti­ cas que considera pecaminosas. Paulo não dissipa todas as distinções entre alimentos. O reino de Deus.] segundo o amor. o cristão que. “comum”. Cristo morreu. os cristãos amadurecidos na fé estarão dispostos a renunciar ao prazer de alguma comida ou bebida favorita em favor dos débeis. por exemplo. Isto provavelmente se refere à fé dos mais experientes. 23). Ele deu Sua vida. Do gr. uma vez violada. 17. “pois”. Literalmente. fica enfraquecida. Seja [. de ICo 8:7-13). do v. com. mesmo sobre algo que considera perfeitamente adequado.. e seus irmãos não devem destruí-los por questão de indul­ gência sobre certos alimentos. Ou. Esta expres­ são. Seja o que for que influencie alguém a violar a consciência. e faz com que seja uma questão de consciên­ cia a abstinência desses alimentos. Portanto. ou pode ser levado pelo exemplo dos amadurecidos a con­ cordar com atitudes que lhe parecem peca­ minosas (ver lCo 8:10-12). 15. 1) crê que não deve comer ali­ mentos oferecidos aos ídolos. mas devem sua mancha aos escrúpulos da consciência (ver com. Mas (ARC). aparente­ mente ligando este versículo ao argumento anterior. o sacrifício pedido é insignificante. Literalmente.14:15 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Andas. 10:30). Devem cuidar de não dar motivos para que outros os censurem pelos danos que sua conduta pessoal tenha pro­ vocado a algum irmão muito criterioso (ver com. . A cons­ ciência. literalmente.. exerce influência tão destruidora. tal prática seria um erro para ele. Em com­ paração com o que Cristo fez. Ele deu a vida para salvar os débeis (v. de Mc 7:19). 16. é culpado da perda de uma pessoa pela qual Cristo mor­ reu (cf. O irmão débil é ofendido e tem a consciência perturbada ao ver os cren­ tes mais experientes entregando-se ao que ele considera pecaminoso. Uma violação pode levar a outra até que a fé seja destruída. Vosso bem. termo gerai para “alimento”. Não [. pois ele pode se afas­ tar da fé. 4 de Rm 13:13). ou seja. Entristece. mas não seria adequado que ele agisse em violação do que ele conscientemente supõe que Deus requeira (v. 23). Impura. que têm mais conhecimento e liberdade (ver lCo 8:9-11. ICo 10:30). brõma. O cris­ tão “débil” (v. A impureza não se encontra na natureza dos alimentos. Comida. Os amadurecidos não devem permitir que o uso egoísta da liberdade dê ocasião para que os “débeis na fé” (Rm 14:1) condenem algo que para eles é uma coisa boa. Não faças perecer..

ROMANOS

crítica” (ver uso do termo em ICo 11:19;
2Co 10:18; 2Tm 2:15).
19. Seguimos. O versículo diz, literal­
mente: “Então, busquemos as coisas da paz
e as coisas que nos edifiquem mutuamente”
(cf. lTs 5:11; ver também ICo 14:26).
20. Destruas. Do gr. kataluõ, literal­
mente, “derrubar”. A palavra é usada para
descrever a demolição de algo que foi cons­
truído. Portanto, dá-se sequência aqui à
figura iniciada com o termo “edificação”, lite­
ral mente, “construção”, no v. 19. Pela mera
questão de comida, os cristãos não podem «
lutar contra Deus, derrubando e destruindo
0 que Ele construiu.
A obra de Deus. Comparar com ICo 3:9;
Ef 2:10.
Comida. Do gr. brõma, alimentos em
geral.
Limpas. Ver v. 14; cf. ICo 10:23.
Com escândalo. Isto pode se refe­
rir tanto ao irmão amadurecido que, apro­
veitando-se da própria liberdade, ofende o
“débil”, ou ao “débil” (v. 1) que, pelo exemplo
do amadurecido, é encorajado a comer o que
sua consciência não permite (ver ICo 8:10).
A maioria dos comentaristas prefere a pri­
meira interpretação. Se isso estiver correto,
Paulo estaria dizendo que “é errado a pes­
soa ser uma pedra de tropeço para os outros
por causa do que come”.
21. E bom. O cristão amadurecido deve
estar disposto a abrir mão de sua liberdade
nessas questões relativamente insignifican­
tes, em vez de ofender o irmão débil (cf.
ICo 8:13).
Carne. Do gr. krea, “alimentos cárneos”. A palavra ocorre somente aqui e em
1 Coríntios 8:13. Em Romanos 14:15 e 20, é
usada brõma, termo para alimentos em geral.
Vinho. Evidentemente, a carne e o
vinho eram os principais objetos de escân­
dalos religiosos para os “débeis”, provavel­
mente porque era usados pelos pagãos nos
sacrifícios aos ídolos.

705

640

reino da glória (cf. ICo 6:9, 10) como ao pre­
sente reino da graça (ver com. de Mt 4:17;
Mt 5:2, 3). Obviamente, este último é o sig­
nificado pretendido aqui. A essência do reino
de Deus não está em coisas exteriores, mas
na graça interior da vida espiritual.
Comida nem bebida. Ou, “comer e
beber”. Estas questões são insignificantes,
quando comparadas com o que, na verdade,
constitui o reino de Deus. Presumivelmente,
o cristão cuja fé é amadurecida estará ciente
da natureza espiritual do reino de Deus.
Na verdade, o conhecimento dessa ver­
dade vital é parte do “bem” mencionado no
v. 16. Certamente, então, esse conhecimento
deverá impedi-lo de lutar contra o irmão débil
ou de destruí-lo com questões irrelevantes.
Justiça. Ou seja, uma forma justa
de viver, agir corretamente (cf. Rm 6:19;
Ef 4:24).
Paz. Inclui não só a reconciliação com
Deus (Rm 5:1), mas também a harmonia
e o amor na igreja (cf. Rm 14:19; Ef 4:3;
Cl 3:14, 15).
Alegria no Espírito Santo. Esta é a
condição dos que “vivem no Espírito” (Gl 5:25;
cf. Rm 15:13; Gl 5:22; lTs 1:6). Os amadureci­
dos na fé entendem que o reino de Deus con­
siste em graças espirituais como estas, e não
em coisas materiais como comida e bebida.
Assim, no que diz respeito à liberdade cristã
no comer e beber, eles preferem restringir a
própria liberdade a permitir que o exercício
dela destrua a paz da igreja (Rm 14:13). Não
querem que o irmão débil seja levado a fazer
o que, para ele, seria injusto (v. 14), ou que
tire dele a alegria no Espírito por ofender a
própria consciência (v. 15).
18. Deste modo. Evidências textuais
(cf. p. xvi) apoiam a tradução “nisto” (ARC).
O crente que age com amor conquista a boa
vontade de seu irmão, em lugar de colocar
uma pedra de tropeço em seu caminho.
Aprovado. Do gr. dokimos, “testado”,
“capaz de resistir ao teste da inspeção e da

14:21

14:22

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

Nem fazer qualquer outra coisa.
As palavras “qualquer outra coisa”, embora
supridas, estão implícitas no texto grego.
Paulo acrescenta esta advertência geral
para esclarecer qualquer atividade que,
embora legítima em si mesma, possa per­
turbar ou confundir o crente que ainda não
está convencido de que tais ações sejam
divinamente permitidas. O cristão que pla­
neja determinada atitude deve perguntar
não só se tal coisa é correta, mas também
se isso afetará ou não o próximo.
Tropeçar. Do gr. proskoptõ, “bater con­
tra”, “tropeçar”, “ir contra”, metaforicamente,
“ofender-se”.
Ofender. Evidências textuais (cf. p. xvi)
apoiam a omissão da frase “ou se ofender
ou se enfraquecer”. No entanto, essas idéias
estão implícitas em “tropeçar”.
Se enfraquecer. Literalmente, “ser
fraco”, o que significa que o crente mais
experiente deve cuidar em todos os assun­
tos sobre os quais a consciência dc seu irmão
débil possa ser afetada.
22. Tens tu fé? (ARC). Evidências tex­
tuais (cf. p. xvi) apoiam a variante: “A fé que
tens” (ARA). O pronome “tu” é enfático no
grego. “Fé”, neste contexto, é fé para “comer
de todas as coisas” (v. 2).
Tem-na para ti mesmo. Esta fé não deve
ser exercida abertamente para escandalizar

(v. 1) o “débil”, mas deve ser mantida entre
si mesmo e Deus.
Bem-aventurado. Do gr. makarios (ver
com. de Mt 5:3). Esta é a felicidade de
uma consciência clara e confiante.
Aprova. Do gr. dokimazõ (ver com. de
Rm 12:2).
23. Tem dúvidas. Ou, “debate dentro
de si mesmo”. Isto se compara à pessoa de
coração dividido (Tg 1:6; cf. Mt 21:21; Mc
11:23; Rm 4:20).
E condenado. Do gr. katakrinõ, “conde­
nar”. Aquele que come, apesar das dúvidas
de sua consciência, é condenado.
Fé. Aqui, referindo-se à convicção do
certo e errado, resultando na determina­
ção de fazer o que acredita ser a vontade de
Deus. Paulo afirma aqui que, se o cristão não
age por convicção pessoal de que o que faz
é certo, mas, em vez disso, segue o juízo de
outros, sua ação é pecaminosa. Não se deve
violar a própria consciência. Mas ela pode
requerer treinamento. Pode sinalizar que
certas coisas sejam erradas, quando dc fato
podem não ser. Assim, até que seja conven­
cido pela Palavra e pelo Espírito de Deus de
que determinada atitude é boa, o crente não
deve seguir a consciência por si só. Não deve
fazer dos outros o critério para sua conduta;
deve ir às Escrituras e aprender por si mesmo
seu dever sobre o assunto (ver T2, 119-124).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE
4 - MDC, 57
5 - DTN, 550
7-CPPE, 33; FEC, 191,
206; OE, 396; MCH,
212; PR, 94; CC, 120;
T4, 72, 339, 493, 562;
T5, 386, 565; T6, 236,

242; T7, 50, 296
10 - CBV, 166
12- DTN, 550; T4, 654;
T5, 399
13- CBV, 166; TI, 420;
T2, 87, 552; T5, 352
16 - CPPE, 257; Ev, 680;

706

PE, 70; T5, 593
17 -TM, 422, 497;
T2, 319
19 - DTN, 356; T6, 460
23 - GC 436; MJ, 198;
T5, 437

ROM ANOS

15:1

Capítulo 15
I Os experientes devem apoiar os débeis. 2 Não se pode agradar a si mesmo, 3 pois
Cristo não fez assim; 7 mas acolher uns aos outros, como o fez Cristo tanto
a judeus 8, 9 como a gentios. 15 Paulo explica por que escreveu
como o fez 28 e promete vê-los, 30 solicitando suas orações.
1 Ora, nós que somos fortes elevemos supor­
tar as debilidades dos fracos e não agradar-nos
a nós mesmos.
2 Portanto, cada um de nós agrade ao próxi­
mo no que é bom para edificação.
3 Porque também Cristo não Se agradou a Si
mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos
que te ultrajavam caíram sobre mim.
4 Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para
o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela pa­
ciência c pela consolação das Escrituras, tenha­
mos esperança.
5 Ora, o Deus da paciência e da consolação
vos conceda o mesmo sentir de uns para com os
outros, segundo Cristo Jesus,
6 para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus
Cristo.
7 Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como
também Cristo nos acolheu para a glória de Deus.
8 Digo, pois, que Cristo foi constituído mi­
nistro da circuncisão, em prol da verdade de
Deus, para confirmar as promessas feitas aos
nossos pais;
9 e para que os gentios glorifiquem a Deus
por causa da Sua misericórdia, como está escri­
to: Por isso, eu Tc glorificarei entre os gentios c
cantarei louvores ao Teu nome.
10 E também diz: Alegrai-vos, ó gentios, com
o seu povo.
11 E ainda: Louvai ao Senhor, vós todos os
gentios, e todos os povos O louvem.
12 Também Isaías diz: Haverá a raiz de Jessé,
Aquele que Se levanta para governar os gentios;
nEle os gentios esperarão.
13 E o Deus da esperança vos encha de todo
o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos
de esperança no poder do Espírito Santo.

14 E certo estou, meus irmãos, sim, eu
mesmo, a vosso respeito, de que estais possuí­
dos de bondade, cheios dc todo o conhecimen­
to, aptos para vos admoestardes uns aos outros.
15 Entretanto, vos escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à
memória, por causa da graça que me foi outor­
gada por Deus,
16 para que eu seja ministro de Cristo Jesus
entre os gentios, no sagrado encargo de anun­
ciar o evangelho de Deus, de modo que a ofer­
ta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo
Espírito Santo.
17 Tenho, pois, motivo de gloriar-me em
Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus.
18 Porque não ousarei discorrer sobre coisa
alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por
meu intermédio, para conduzir os gentios à obe­
diência, por palavra e por obras,
19 por força de sinais e prodígios, pelo
poder do Espírito Santo; de maneira que, desde
Jerusalém e circunvizinhanças até ao Ilírico,
tenho divulgado o evangelho de Cristo,
20 esforçando-me, deste modo, por pregar
o evangelho, não onde Cristo já fora anuncia­
do, para não edificar sobre fundamento alheio;
21 antes, como está escrito: Hão de vê-Lo
aqueles que não tiveram notícia dEle, e compreendê-Lo os que nada tinham ouvido a Seu
respeito.
22 Essa foi a razão por que também, muitas
vezes, me senti impedido de visitar-vos.
23 Mas, agora, não tendo já campo de ativi­
dade nestas regiões e desejando há muito
visitar-vos,
24 penso em fazê-lo quando em viagem para
a Espanha, pois espero que, de passagem, estarei
convosco c que para lá seja por vós encaminhado,

707

15:1

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

depois de haver primeiro desfrutado um pouco a
vossa companhia.
25
Mas, agora, estou de partida para
Jerusalém, a serviço dos santos.
26 Porque aprouve à Macedônia e à Acaia le­
vantar uma coleta em benefício dos pobres den­
tre os santos que vivem em Jerusalém.
27 Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são
devedores; porque, se os gentios têm sido partici­
pantes dos valores espirituais dos judeus, devem
também servi-los com bens materiais.
28 Tendo, pois, concluído isto e havendolhes consignado este fruto, passando por vós, irei
à Espanha.

29 E bem sei que, ao visitar-vos, irei na ple­
nitude da bênção de Cristo.
30 Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor
Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que
luteis juntamente comigo nas orações a Deus a
meu favor,
31 para que eu me veja livre dos rebeldes
que vivem na Judeia, e que este meu serviço em
Jerusalém seja bem aceito pelos santos;
32 a fim de que, ao visitar-vos, pela vontade
de Deus, chegue à vossa presença com alegria e
possa recrear-me convosco.
33 E o Deus da paz seja com todos vós.
Amém!

1. Nós, que somos fortes. Literalmente,
“mas os fortes”. A palavra traduzida como
“fortes” significa “poder” ou “poderoso”, e
descreve os espiritualmente amadurecidos.
Esses crentes estão firmes e devem ajudar
os outros a ficar firmes.
Suportar. Do gr. bastazõ, “acolher” ou
“levantar”. A palavra é usada muitas vezes
no sentido de “suportar”, “aturar com paciên­
cia”, como é possivelmente o caso aqui (ver
Mt 20:12, “suportamos”; Ap 2:2).
Debilidades. Ou, “fraquezas”, “falhas”,
aqui especificamente os atos que revelam
debilidade na fé, como critérios desnecessá­
rios ou julgamentos errôneos. Os amadureci­
dos são capazes e, de fato, devem tolerá-los
com paciência.
Agradar-nos a nós mesmos. Em vez
de insistir nos próprios direitos e desejos, o
cristão deve estar disposto a subordiná-los
ao bem-estar dos irmãos, mesmo quando
estes pareçam débeis (ver ICo 9:19, 22; cf.
lCo 10:24, 33; 13:5, 7; Fp 2:4).
2. Próximo. Provavelmente, com a inten­
ção de um termo mais amplo do que “débil”
(v. 1), incluindo também os amadurecidos.
Para edificação. Ou seja, para bene­
ficiar o próximo e ajudá-lo em seu cresci­
mento espiritual. Paulo não quer dizer que

os mais experientes devem agradar os débeis
por concordar com suas opiniões e práticas,
nem condescender com o que eles acham
que seja bom.
3. Não Se agradou a Si mesmo. Paulo
ilustra e reforça o dever de sacrificar o próprio
prazer para o bem dos irmãos, referindo-se
ao exemplo supremo de amor abnegado. Cristo
Se dispôs a abrir mão até mesmo da glória
celestial pelo bem da humanidade caída, e
espera que haja correspondente abnegação
e sacrifício por parte dos que Ele veio salvar e
abençoar (verT5, 204). Certamente, Seus ser­
vos (Rm 14:4) não devem se considerar exal­
tados demais para não seguir o exemplo do
Mestre (ver Fp 2:5-8; lPe 2:21).
Como está escrito. Uma citação de SI
69:9 (ver com. ali).
4. Foi escrito para o nosso ensino.
Ou, “para nossa instrução” (cf. ICo 10:11;
2Tm 3:16). Paulo enfatizou a natureza per­
manente do AT. Mesmo com a revelação
maior em Cristo, o NT, então em processo
de produção, o AT mantém seu lugar como
fonte segura da moral e da fé.
Paciência. Do gr. hupomonê, “resistên­
cia”, “firmeza” (ver com. de Rm 5:3).
Consolação. Do gr. paraklêsis, “encora­
jamento”. Foi para trazer essas bênçãos que

708

ROM ANOS

15:8

643

“o Deus de paciência e consolação” (v. 5) fez do início do cap. 14. Os crentes devem reco­
com que as Escrituras fossem escritas.
nhecer uns aos outros como cristãos e tra­
tar uns aos outros como tais, mesmo tendo
Das Escrituras. Ou, “que as Escrituras
trazem”, ou “derivadas das Escrituras”. De opiniões diferentes sobre questões diversas.
Se Cristo esteve disposto a nos receber, com
acordo com a construção grega, é possível
todas as nossas fraquezas (Lc 5:32; 15:2),
que estas palavras devam ser conectadas uni­
devemos certamente estar prontos a nos aco­
camente a “consolação”.
Esperança. As Escrituras inspiram
lher mutuamente.
Uns aos outros. Paulo dirige este apelo
esperança naqueles que suportam o sofri­
mento por amor a Deus e para o bem de aos amadurecidos e aos débeis.
Nos. As evidências textuais se dividem
seus semelhantes. A resistência que o cris­
(cf. p. xvi) entre esta e a variante “vos”.
tão está habilitado a exercer e o conforto que
Para a glória de Deus. Estas palavras
recebe na aflição confirmam e fortalecem
a esperança (sobre a relação entre paciência e podem se referir gramaticalmente à recep­
ção dos pecadores por Cristo ou à aceitação
esperança, ver Rm 5:3-5; lTs 1:3).
5. O Deus da paciência. Comparar mútua entre os crentes. Qualquer das duas
com as expressões: “o Deus da esperança” coisas promove a glória de Deus.
(v. 13), “o Deus da paz” (Rm 15:33; Fp 4:9;
8. Foi constituído. Literalmente,
“tornou-se”.
lTs 5:23; Hb 13:20), “o Deus de toda con­
solação” (2Co 1:3), “o Deus de toda graça”
Ministro. Do gr. diakonos, “servo” (ver
com. de Rm 13:4).
(lPe 5:10).
O mesmo sentir. Literalmente, “pen­
Da circuncisão. Literalmente, “de cir­
sar a mesma coisa” (ver com. de Rm 12:16).
cuncisão”. Alguns entendem que esta decla­
Paulo não ora pela uniformidade de opinião,
ração significa que Jesus foi um “ministro da
mas por um espírito de unidade e harmonia,
circuncisão”, no sentido de ser ministro
da aliança da qual a circuncisão era um
► apesar das diferenças de opinião.
Segundo Cristo Jesus. A simples uni­
sinal. Outros interpretam que a passa­
dade ou unanimidade não é o que Paulo gem significa que Cristo veio para minis­
trar “àqueles que foram circuncidados”, os
deseja para os irmãos, mas um espírito de
unidade representado pelo modelo perfeito judeus (sobre esse significado de “circun­
dAquele cujo objetivo era fazer, não a própria cisão”, ver Rm 3:30; 4:12; G1 2:7; Ef 2:11).
vontade, mas a vontade dAquele que O enviou Cristo veio em primeiro lugar para ministrar
(Jo 6:38). A mente ou a atitude de Cristo deve à “casa de Israel” (Mt 15:24).
ser a de todo seguidor dEle (Fp 2:5).
O propósito de Paulo, em Romanos
6. Concordemente. Do gr. homothu15:7 a 12, é enfatizar a universalidade da
madon, “de comum acordo”, “por unanimi­
graça de Deus em Cristo, como demons­
dade”. Esta unidade era característica da
trado em relação aos judeus e gentios.
igreja apostólica (At 1:14; 2:46).
Cristo Se dispôs a submeter-Se a tudo que
Uma voz. A unidade de mente e de fosse necessário a fim de resgatar as cria­
coração resulta em harmonia de louvor e
turas caídas, onde estivessem. Portanto,
adoração.
os cristãos, sejam judeus ou gentios, ama­
Deus e Pai. Ou, “o Deus e Pai” (cf. Jo 20:17; durecidos ou débeis, devem estar dispos­
Ef 1:17).
tos a se acolherem mutuamente, assim
7. Acolhei-vos. Ou, “recebei” (cf. Rm 14:1). como Cristo os acolheu (v. 7), a ser mutua­
Esta é uma conclusão geral para o raciocínio
mente considerados, apesar das fraquezas

709

15:9

COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA

644

e falhas (v. 1), e a se empenhar para a edi­
ficação da igreja (v. 2).
9. Para que os gentios. Esta cons­
trução grega oferece dificuldades de inter­
pretação. Provavelmente, o sentido seja de
que Cristo Se tornou “ministro da circun­
cisão” a fim de confirmar as promessas e
para que os gentios glorificassem a Deus.
A manifestação que Cristo faz da veracidade
de Deus, por cumprir as promessas feitas a
Israel, também é a base da misericórdia de
Deus aos gentios. Ele foi “ministro da cir­
cuncisão”, a fim de que não só judeus, mas
também gentios fossem salvos. Portanto, os
cristãos judeus devem estar dispostos a aco­
lher os gentios convertidos e a tratá-los como
irmãos. Da mesma forma, os cristãos gen­
tios devem ser atenciosos para com os cren­
tes judeus, entendendo que a misericórdia
de Deus lhes sobreveio porque os judeus
foram rejeitados como nação (ver com. de
Rm 11:15).
Como está escrito. Citação do Salmo
18:49. Os v. 9 a 12 mostram que, desde o
princípio, o plano salvífico de Deus incluía
judeus e gentios.
Cantarei louvores. Do gr. exomologeõ,
com o significado de “louvar” (ver com. de
Rm 14:11).
10. Alegrai-vos, ó gentios. Uma cita­
ção de Deuteronômio 32:43 (sobre o propó­
sito da citação, ver com. de Rm 15:9).
11. Louvai ao Senhor. Uma citação do
Salmo 117:1 (sobre o propósito da citação, ver
com. de Rm 15:9).
12. Isaías diz: Uma citação de Isaías
11:10 (ver com. ali).
A raiz. Neste caso, “o rebento que brota
da raiz” (cf. Ap 5:5; 22:16). Este versículo
mostra que o Messias dos judeus seria o
desejo e a esperança dos gentios.
Governar. Como rei dos reinos da graça
► e da glória (ver com. de Mt 4:17; 5:3).
Esperarão. Sobre a relação da esperança
com a salvação, ver com. de Rm 8:24.

13. Esperança. Do gr. elpis, “confiar”,
de elpizõ, “esperança”. A denominação “da
esperança” é sugerida pela frase de encerra­
mento do v. 12: “nEle os gentios esperarão”.
No vosso crer. Paulo ora para que a fé
proporcione aos crentes uma vida cheia de
alegria, paz e esperança, como resultado da
verdadeira fé e da presença do Espírito Santo
(cf. Rm 5:1, 2; G1 5:22). Quando esses frutos
do Espírito forem cultivados, haverá amor e
harmonia entre os crentes. Judeus e gentios,
amadurecidos e débeis, todos viverão juntos
na alegria e na paz, na esperança comum de
partilhar da glória de Deus (Rm 5:2).
14. Certo estou. Ou seja, “estou con­
vencido sobre vós”.
Eu mesmo. Paulo conclui a argumen­
tação da epístola com uma explicação
sobre os motivos de escrever aos crentes
em Roma (v. 15-22), uma declaração sobre
seus planos futuros (v. 23-33) e a sua sau­
dação pessoal comum (Rm 16). Romanos
15:14 a 33 corresponde à introdução em
Romanos 1:8 a 15.
Bondade. Comparar com G1 5:22; Ef 5:9.
Todooconhecimento.
Particularmente,
o conhecimento da verdade espiritual, co­
mo o possuído pelos amadurecidos na fé
(cf. 1 Co 8:1, 7, 10, 11). Antes, Paulo já havia
advertido os coríntios de que “o saber ensoberbece, mas o amor edifica” (ICo 8:1).
Felizmente, os cristãos romanos tinham
a combinação desejável de “bondade” e
“conhecimento”.
Aptos para vos admoestardes. Ou,
“qualificados também para exortar”, “com­
petentes também para aconselhar”.
15. Em parte. Cf. Rm 11:25. Isto é, em
algumas partes da epístola. Paulo parece
falar com mais ousadia do que a convicção da
“bondade” e do “conhecimento” (Rm 15:14)
de seus leitores parece fazer necessário.
Trazer [...] à memória. Do gr.
epanamimnêskõ, “chamar de volta à mente”,
“refrescar a memória”. Este verbo não ocorre

710

Comparar com Hb 2:17. Ministro. 16. Por força de sinais e prodígios. Essa oferta é “aceitável” a Deus (cf. Os trabalhos de Paulo como apóstolo evidenciam a origem divina de seu chamado (Rm 1:1). Por palavras e por obras. Espírito Santo. Ver com. ou seja. Paulo não se aventura a falar de nada a não ser daquilo que Cristo realizou por meio dele. Ele reconhece que não tinha nada de que se gloriar (Rm 3:27). Uma “obediência da fé” (Rm 16:26. havia feito todas as coi­ sas em Cristo e por meio dEle (2Co 10:17. Deus usou outros agentes. Lc 24:19. Ou seja. Hb 2:4). Obediência. literalmente. mediante a pregação e a vida (cf. para intimidar. At 14:3. Do gr. e os prodígios. No entanto. mas “em Cristo Jesus”. 204). de Rm 13:6). o êxito apostólico. 18. de Rm 8:9) são aceitáveis a Deus. de Jo 14:26. ver com. a graça de seu minis­ tério indicado como apóstolo (ver com. Paulo pro­ curou relembrar aos cristãos romanos as verdades fundamentais do evangelho. Circunvizinhanças. 12:3). 19:11). vol. por discurso e ação. Em outros textos. p. purificados e con­ sagrados a Deus pelo Espírito Santo. Ou seja. 7:22. 5. por isso. Do gr. Espírito Santo. A pregação do evangelho é sua função sacer­ dotal. Paulo se representa como um sacerdote ministrando. ou seja. são o sacrifício. Os crentes gentios. Os “sinais” (semeia) enfatizam a importância dos milagres como meio de revelar e confirmar a verdade espiritual. mas ele não pretende falar das coisas realizadas por outros. O significado desta expressão não é claro. além de Paulo. bem como seu motivo para se referir à sua vocação como apóstolo (Rm 15:15. 2Co 10:11). como minis­ tro do evangelho. 15:12. Graça. ao altar. A expres­ são “por força de sinais e prodígios” fala do poder que os sinais têm para convencer. Paulo limita sua glória a seu ministé­ rio como sacerdote do evangelho. “algo trazido a”. 16). 5:1. “em poder de sinais e prodí­ gios” operados pelo “poder do Espírito de Deus”. em que o contexto mostra que a expres­ são “as coisas concernentes a Deus” des­ creve os deveres de um sacerdote diante de Deus. At 1:1.ROM ANOS em nenhum outro texto do NT. Ef 5:2). No sagrado encargo. devido «2 a Cristo. O apóstolo limita a enumeração de seus êxitos apenas àquilo com que ele próprio estava diretamente rela­ cionado. prosphora. cf. Ver com. 19. Paulo se refere aos milagres como “credenciais do apostolado” (2Co 12:12. Oferta. Alguns têm enten­ dido que os “arredores” (ARC) se referem às 711 . mas que. Literalmente. Gloriar-me. Literalmente. A palavra não ocorre em nenhum outro texto no NT. Entre os gentios. parece ser o de justificar a autoridade que ele exerce sobre os membros da igreja de Roma. de Rm 1:5). escrevendo-lhes a carta. As duas palavras têm significados semelhantes. de At 9:15. Os “prodígios” (terata) expressam o efeito dos milagres sobre as testemunhas como manifestações de poder sobrenatural (cf. serviço que 15:19 ele considera como apresentar uma oferta ao Senhor. Seu propósito ao mencionálos. “ministrando como sacerdote”. leitourgos (ver com. continua a descrever o sucesso de seu trabalho. Somente as ofertas santificadas pelo Espírito Santo (ver com. lPe 2:5). Concernentes. “Sinais e prodígios” é uma frase comum no NT para descrever os milagres cristãos (ver 2Co 12:12. de Rm 1:5. “uma oferta” (At 21:26. 17. A glória de Paulo não estava em si mesmo. Não ousarei. Fp 4:13). especialmente entre os gentios. Estas palavras qualificam o verbo “fez” e se referem à pregação do evangelho por parte de Paulo e a tudo o que ele tinha sido habilitado a fazer e sofrer em seu ministério.

Certamente. epipotheõ. Esforçando-me. Muitas vezes. 22. 28. como o Ilírico. topos. Tt 3:13. 3Jo 6). Do gr. “com frequência”. 2Tm 4:1. II. mas as exigências do trabalho e os problemas demorados como os que encontrava o haviam impedido. em Rm 12:19. 2Co 1:16. mas pre­ serva o sentido. a oeste. a partir das quais o evan­ gelho pudesse ser levado às regiões adjacen­ tes. Anunciado. Paulo tinha coberto todo o território entre os pontos nomeados. O trabalho pioneiro tinha sido concluído. Não há evidências con­ clusivas. Citação de Isaías 52:15. aqui significando “espaço”. klimata. 23). Finalmente. observando que o procedimento cum­ pria as profecias do AT. p. Evidências textuais (cf. O trecho fica incompleto. Desfrutado um pouco a vossa com­ panhia. bíblicas ou históricas. xvi) recomendam a omissão desta frase. Espanha. 88. A frase diz. ele se sentia livre então para fazer a viagem a Roma. Como está escrito. ta polia. talvez. Do gr. Paulo sentia não haver mais oportunidade naquela parte do mundo para o tipo de trabalho a que tinha sido nomeado. lPe 2:2). 20. “extensão” (comparar com o uso do termo. Literalmente. Paulo desejava a companhia dos cristãos romanos. “preenchido”. Do gr. “anseio” (comparar com o uso do verbo relacionado. 16. 21. que pode significar “há muito”. 25. Outros inter­ pretam que a frase descreve a extensão dos esforços missionários de Paulo a partir de Jerusalém até os “arredores”. Do gr. 21:5. A província romana situada ao norte da Macedônia. Essa foi a razão. o apóstolo tinha sido impedido de visitar Roma por causa do desejo de completar a pregação do evangelho nas regiões por onde tinha viajado. E traduzido como “esforçar-se” (2Co 5:9) e “diligenciar” (lTs 4:11). pelo menos na época em que escre­ via esta epístola. Hb 12:17).15:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA apoiam (cf. Ef4:27. Ilírico. de ir a Roma (Rm 1:13). Fp 1:8. lCo 16:6. Apesar de seu desejo de ver os crentes de 712 646 regiões ao redor de Jerusalém. Regiões. Paulo defende sua prática de pregar onde o nome de Cristo era desconhe­ cido. xvi) a variante pollakis. a oportunidade. já que não mais tinha “campo de atividade nestas regiões” (v. Até esse tempo. 23. literalmente: “Se de vós primeiramente em certa medida eu puder ser preenchido”. philotimeomai. Do gr. Seja por vós encaminhado. epipothia. a fim de se apressar para a Espanha. no mar Adriático. Evidências textuais . Ele não tinha a pretensão de ter pregado em todas as cidades dessas regiões. Paulo esperava que os cristãos romanos fizes­ sem tudo que podiam para fazer prosperar sua viagem à Espanha. Essa área marcou os limites das viagens de Paulo. mas estabeleceu igrejas em todos os principais centros. 2Co 10:15. Estou de partida para Jerusalém. “esforçar-se ansiosamente”. 89). Estarei convosco. < lTs 3:6. Campo de atividade. mas apenas por pouco tempo. em Rm 1:11. 24. ou. Paulo considerava sua vocação e dever realizar trabalho pioneiro. p. Comparar com lCo 3:10. O registro bíblico não men­ ciona se Paulo entrou neste território ou se simplesmente trabalhou até seus limites. Paulo evitava pregar em lugares em que as pessoas já tivessem sido ensinadas a crer em Cristo e invocar Seu nome em confissão pública e adoração. de que Paulo tenha conseguido chegar à Espanha (ver p. Talvez ele sentisse que poderia receber deles o mesmo cari­ nho e apoio de outras igrejas que haviam enviado companheiros para sua jornada (ver At 15:3. Desejando há muito. A mesma intenção é expressa no v. Essa demonstração de hospitalidade é comum no Oriente. “oportunidade”. Fundamento alheio. Divulgado. Paulo teve muitas vezes a intenção.

Paulo ainda pre­ o evangelho e as bênçãos espirituais foram cisava e pedia as orações de outros crentes comunicados aos gentios. No entanto. Mesmo sendo cheio « dos dons de um apóstolo. “na plenitude da bên­ ção de Cristo”. A congregação de ca esforço extenuante. Sem ela. 31). Tg 2:2). 26). nitude da bênção de Cristo”. Evidências tex­ Santos. Ou. Do gr. ver ICo 9:11). Isto é.ROMANOS 15:31 713 647 Roma. Ver com. iTs 5:25. 24. cf. Do evangelho (ARC). “agonizar com”. Pobres dentre os santos. a julgar pelo relato cipal igreja da região. certamente eles deveriam “servi(ver At 21:30. 2Co 8:1-6. membros da igreja de Jerusalém eram pobres. de At 16:9. Do gr. onde estava localizada a prin­ (At 28:16). sunagõnizomai. Do gr. p. Concluído isto. (ver 2Co 1:11. 4-7. literalmente. G1 2:10. de fato. Rm 11:30). Primeira região do traba­ tuais (ver p. gem prevista para Roma são mencionadas A Espanha. 6:1. Nem todos os Amor do Espírito. de Rm 1:7. o amor que o Espírito inspira. mas havia muitos pobres entre eles (ver literalmente. “desobedientes” (cf. Paulo fala de sua preocupação de que a assistência aos membros mais pobres de contribuição fosse tratada de forma livre de Jerusalém. a passagem diz: “na ple­ Uma de suas principais cidades foi Filipos. Ou seja. a oferta que ele los com bens materiais”. At 24:17).10). koinõnia. a fim de levar ção. a bênção completa. termo sugere a ideia da partilha e da comu­ 30. Paulo sentia ser seu dever primeira­ adequadas no que diz respeito à contribui­ mente ir na direção oposta. Seja bem aceito. Paulo havia. A frase pode ser nhão representada pela oferta (sobre como a oferta foi coletada. A capi­ mas não da maneira que ele esperava tal era Corinto. Cl 4:3. Grécia continental (ver mapa. Essa viagem a Jerusalém e a via­ qualquer suspeita (2Co 8:14-23). Ou seja. 2). Luteis juntamente. 29. entregar planejava entregar (ver com. nais”. “car­ 2Ts 3:1. Denota aqui as coisas que dizem res­ peito à vida física. Mas a “bên­ Acaia. 28. Isto sugere que Paulo a contribuição aos santos de Jerusalém (ver com. 9:1. 25). como alimentos e roupas 31. oida. seu ministério Coleta. (sobre este sentido de “carnal”. 2. Paulo estava apreen­ Em retribuição aos grandes dons espirituais sivo quanto a possibilidade de hostilidade que os gentios haviam recebido dos santos de por parte de judeus incrédulos em Jerusalém Jerusalém. Ef 6:18. O sentido. frase. Ou seja. O termo impli­ At 4:32-5:4. traduzida como: “por [ou. “comunhão”. Do gr. “irmandade”. “certifi­ dido os judaizantes na igreja de Jerusalém car-se”. Bem sei. isso está registrado em Plenitude da bênção. A intenção de Paulo de visitar Roma finalmente se cumpriu. Meu serviço. Incluía o Peloponeso e parte da ção” é o evangelho. ofen­ Consignado. 25. sua defesa perante Félix (At 24:17). xvi) apoiam a omissão desta lho de Paulo na Europa (ver com. do v. 19. Ver com. Do gr. tinha dúvidas se a oferta seria recebida com gratidão. Bens materiais. Rebeldes. O uso deste em Roma foi. Por nosso Senhor. 30. deve ser de por causa da atitude deles em relação ao que tivessem sido tomadas todas as medidas ritual judaico e à questão da admissão dos . indica seriedade Jerusalém era a igreja-mãe a partir da qual na oração (cf. de Filipcnses (Fp 1:12-20). 19). de acordo com a utilização ilustrada nos papiros. ver ICo 16:1-4. sem dúvida. 11:29. Ele cumpriu seus planos de retornar a Jerusalém. São devedores. V] nosso Senhor Jesus Cristo”. do v. 26. Com razão. sphragizõ. Lc 22:44). “conhecer”. sarkikos. em Atos 19:21. aqui. “garantir”. do v. 27. Macedônia.

245. 440. Comparar com ICo 4:21. 430 13-MCH. 566. 388 10 . 422. Ou. 2Co 2:1. mas também todas as igrejas dos gentios. LIR. aqui.FEC. 252. que muito trabalhou por vós. ele chegou a Roma. porque tem sido protetora de mui­ tos e de mim inclusive. “verdadeira­ mente”. Saudai os da casa de Aristóbulo. 398 3-MS. 3 Saudai Priscila e Áquila. O Deus da paz. T3. 605 1-3 -OE. gentios (ver At 21:20-24). 31 e 32. O título é especial­ mente oportuno. 51. Pela vontade de Deus. 204. 457. T5. T2. c isto lhes agradeço. 18. 6 Saudai Maria. 12-FEC. Saudai os da casa de Narciso. « 9 Saudai Urbano. “encontrar descanso”. de Mt 5:18). nem para COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 151. . 32. 324. que estão no Senhor. T5. pelo menos não da forma espe­ rada (At 27. eles poderiam achar que era impossível aceitar cor­ dialmente uma oferta daqueles que por tanto tempo eles estavam acostumados a desprezar. Aqui é enfa­ tizada a necessidade de sempre se subme­ ter à vontade de Deus. 17 aconselha-os a evitar os causadores de dissensões e ofensas.15:32 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA “recrear-se”. 578 11. que é nosso cooperador em Cristo. 190 Capítulo 16 3 Paulo saúda os irmãos. 8 Saudai Amplíato. meu dileto amigo no Senhor. que está servindo à igreja de Cencreia. primícias da Ásia para Cristo. “fielmente” (ver com. 190. 215 4 . 319 24-AA. A bênção da paz mencionada na abertura da carta ocorre novamente perto do fim (ver com. 418. Com alegria. Recrear-me. 394. os quais são no­ táveis entre os apóstolos e estavam em Cristo antes de mim. meus cooperadores em Cristo Jesus. Paulo ansiava por um período de descanso e paz em uma comu­ nidade amigável de fiéis. Evidentemente. de Rm 1:7). A maneira como Paulo seria recebido em Jerusalém teria influência sobre o fato de ele chegar à cidade de Roma “com alegria”. T2. e também meu amado Estáquis. 2 para que a recebais no Senhor como con­ vém aos santos e a ajudeis em tudo que de vós vier a precisar. 4 os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça. 20 6-T5. T5. 674. WHITE 1 . 229. 76. 10 Saudai Apeles. De fato. Amém. tendo em vista o que Paulo havia mencionado nos v. T6. meus paren­ tes e companheiros de prisão. 430. 33. não somen­ te eu.Ev. T5. 21 transmite saudações e encerra com louvor e gratidão a Deus. 324. Por isso. 248 5-7-T4. T3. amên. 11 Saudai meu parente Herodião. 157. 373 27-Tl. 5 saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. T4. 445. 7 Saudai Andrônico e Júnias.DTN. T6. 152 5. como a igreja de Roma parece ter sido. mas não “com alegria”. 28). GC. 6-T1. Saudai meu querido Epêneto. aprovado em Cristo. T2. 714 648 1 Recomendo-vos a nossa irmã Febe. Do gr.

Nada se sabe sobre ela. e a sua mãe. não só financeiramente. por quero que sejais sábios para o bem e símplices meio de Jesus Cristo. e igualmente 21 Saúda-vos Timóteo. por isso. 2. Priscila. vos Pátrobas. Amém! para o mal. é evidente que ela não pre­ cisa de assistência devido a pobreza. eleito no Senhor. xvi) a variante “Prisca”. 26 e que. paristêmi. afastai. Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles. Protetora. Ajudeis. Cencreia. em desa­ firmar segundo o meu evangelho e a pregação cordo com a doutrina que aprendestes. Pelo menos. como também política e socialmente. diakonos. “ajudadora”. O uso deste termo sugere que o cargo de “diaconisa” já devia estar estabelecido na igreja cristã primitiva. p. 16 Saudai-vos uns aos outros com ósculo 24 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja santo. meu cooperador. em breve. de um modo digno dos santos. meus parentes. todos. 22 Eu. Porto oriental de Corinto. Do gr. a igreja. em algum sentido. Do gr. segundo o mandamento do Deus eter­ no. nosso Senhor. Febe pode ter sido uma mulher em posição de ajudar os irmãos crentes. esmagará de­ 12 Saudai Trifena e Trifosa. conforme a revelação do mis­ vos deles. enganam o coração féticas. no femi­ nino. 14 Saudai Asíncrito. Nereu e sua irmã. com eles. 19 Pois a vossa obediência é conhecida por nações. E possível que Febe tivesse assun­ tos jurídicos em Roma. Amém! 17 Rogo-vos. e o irmão Quarto. Servindo. com dado a conhecer por meio das Escrituras pro­ suaves palavras e lisonjas. neste capítulo. Isto é. aspazomai. loca­ lizado a cerca de sete quilômetros da cidade. Senhor Jesus seja convosco. A palavra ocorre somente aqui no NT. Flegonte. além do que é dito aqui. àquele que é poderoso para vos con­ que provocam divisões e escândalos. Tanto esta palavra como aquela traduzida como “questão" (pragma. com todos vós. tério guardado em silêncio nos tempos eternos. em sentido espiri­ tual. tesoureiro da cidade. literalmente. e. Como alguém que havia “hospe­ dado a muitos”. que também tem sido mãe para mim. para a obediência por fé. e 27 ao Deus único e sábio seja dada glória.ROMANOS 16:3 20 E o Deus da paz. A mesma palavra também é traduzida como “saúda”. Jasom e Sosípatro. Saudai. que noteis bem aqueles 25 Ora. a única ocorrência da palavra no NT. agora. Era uma companheira cristã. lCo 6:1) são termos usados em processos judiciais. irmãos. cf. as quais trabalha­ vam no Senhor. Todas as igrejas de Cristo vos saúdam. Como convém aos santos. que escrevi esta epístola. e que os membros da igreja de lá pudessem ser de alguma ajuda para ela. me alegro a vosso respeito. prostatis. Lúcio. meu hospedeiro e de toda 15 Saudai Filólogo. Do gr. 13Saudai Rufo. pelos séculos dos séculos. Do gr. Febe. Hermes. se tornou manifesto e foi 18 porque esses tais não servem a Cristo. uma serva ou ministra da congregação de Cencreia. Nossa irmã. entre todas as dos incautos. Evidências textuais ates­ tam (cf. Febe era. 3. da qual 715 . 1. Ela pode ter sido a porta­ dora da epístola de Paulo. Tércio.de Jesus Cristo. e sim a seu próprio ventre. “protetora”. A graça de nosso também muito trabalhou no Senhor. O nome significa “radiante” ou “brilhante”. que baixo dos vossos pés a Satanás. “diaconisa”. Hermas e os irmãos que se reúnem saúdo no Senhor. 23 Saúda-vos Gaio. Saúda-vos Erasto. “estar ao lado”. Saudai a estimada Pérside. Isto é. Júlia.

Antes de mim. Evidências textuais (cf. Portanto. ICo 16:19. O nome significa “louvável”. Entre os apóstolos. 26. xvi) favorecem a variante “Amplíato” (ARA). eles haviam aceitado o cristianismo antes da conversão de Paulo. episêmoi. tendo em vista os trabalhos de Paulo entre elas. Notáveis. suggeneis. Paulo era pessoalmente familiarizado com ele. embora esta não seja única a interpretação da passagem. (Rm 9:3). Quando os judeus foram expulsos de Roma. O nome significa “espiga de grãos”. do qual “Amplias” é uma forma abre­ viada. “tendo uma marca”. 7. conquistados na pro­ víncia da Ásia. 8. “ilustres”. 15). Nada mais se sabe dele além de que era “aprovado em Cristo”. 6. O nome significa “homem vencedor”. a declaração parece entrar em con­ flito com 1 Coríntios 16:15. “Urbanus”. portanto. O significado pode ser que eles eram bem conhecidos pelos apóstolos. Por nós (ARC). p. Andrô­ nico e Júnias podem ter sido presos com Paulo durante uma de suas várias prisões (ver 2Co 11:23). Alguns comentaristas consideram que é provável que este Aristóbulo fosse neto de Herodes. Áquila. para locais de reunião. Júnias. volta­ ram para Éfeso (2Tm 4:19). Na casa deles. eles se mudaram para Efeso (At 18:18. Da casa de Aristóbulo. Andrônico. Paulo não deixa claro se Aristóbulo era cristão ou não. Meu dileto amigo. era um judeu de Ponto. ICo 16:19). Evidências textuais (cf. em algum momento. A frase “meu amado” indica que Paulo o conhecia pessoalmente. Apeles. Numa ocasião desconhecida. Do gr. Priscila e Áquila chegaram a Corinto. a não ser pelo que é mencionado aqui. Acáia (ACF). nome latino que significa “educado”. Maria. Este pode ser um nome de homem ou de mulher. Sua própria cabeça. Provavelmente não seja nenhuma outra Maria mencionada no NT. No momento da redação desta epístola. 9. 19. Ou seja.16:4 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA 649 “Priscila” é a forma diminutiva. termo que pode­ ría se aplicar apenas a seus escravos. sunergoi. Do gr. Os crentes de Roma podem ter tido vários desses pontos de encontro (Rm 16:14. Parentes. Companheiros de prisão. 5. e ► onde eles foram convertidos (At 18:1-3). Eles podem simplesmente ter estado presos. Epêneto foi um dos primeiros con­ versos. 4. provavelmente. Evidências textuais (cf. onde Paulo os encontrou. Os primeiros cris­ tãos. Priscila e Áquila haviam arris­ cado a vida por Paulo. da hospitalidade dos irmãos que punham suas casas à dispo­ sição (cf. Nada se sabe sobre ele. Urbano. seu marido. Cl 4:15. 716 . xvi) apoiam a variante “por vós” (ARA). Estáquis. sem dúvida. xvi) apoiam a variante “Ásia” (ARA). Do gr. “companheiros cativos”. não tendo igrejas. Literal­ mente. Cooperadores. 10. p. Se for “Acáia”. estavam de volta a Roma. significa “compatriotas”. p. por causa do evangelho. dependiam. Amplias (ACF). mas depois. “selados”. aqui. Mais tarde. Estas seriam espe­ cialmente gratas. “cole­ gas de trabalho”. Literalmente. Fm 2). por Cláudio. Literalmente. as “primícias”. Epêneto. talvez durante o ata­ que dos judeus em Corinto (At 18:6-18) ou ainda no tumulto em Efeso (At 19). O nome vem do latim e significa “ampliado”. aparentemente. Ou. como Paulo. o Crande. Certamente. Igrejas dos gentios. At 12:12. “aqueles de Aristóbulo”. ou que eles próprios eram ilus­ tres apóstolos.

Símplices. “incontaminado”. Herodião. “sem dolo”. com. Sábios. Filólogo. Comparar com 2Ts 3:14. Não se pode demonstrar defi­ nitivamente se esse Rufo é o mesmo men­ cionado em Marcos 15:21. Paulo expressa con­ fiança na idoneidade dos crentes romanos (Rm 15:14). de Mt 26:48). Doutrina.ROM ANOS 11. Seu próprio ventre. Incautos. Divisões. As igrejas de Cristo. Um judeu. só em Hebreus 7:26. Provavelmente. 7). “estar atento a”. O apóstolo havia experimentado os resultados negativos dessas influências na Galácia e em Corinto. do v. Afastai-vos deles. os falsos mestres haviam pro­ vocado pouco dano. Modo habitual de saudação no oriente (ver também ICo 16:20. “prestar aten­ ção”. 14. de Mt 5:29). Asíncrito. Pérside. Até aquele momento. como é indi­ cado pela expressão “meu parente” (ver com. Fp 3:17-19. “puro”. “discurso lisonjeiro”. 2Co 13:12.] mãe para mim. Cl 2:20-23). akeraioi. Rufo. “ensino” ou “instrução”. exapcitaõ. Paulo 16:19 interrompe as saudações para advertir os crentes romanos contra falsos mestres que poderíam perturbar sua harmonia e destruir sua fé. Seus motivos são vis e seus objetivos são egoístas (cf. As cinco pessoas men­ cionadas neste versículo não são identifica­ das em outros textos.. Talvez o infame favorito de Cláudio. aqui. “enganar completamente”. Do gr. “sem mis­ tura”. duas irmãs. as únicas outras ocor­ rências no NT. p. no NT. como o filho de Simão de Cirene. Muitos dos nomes deste capítulo também ocorrem em inscrições relativas aos componentes da casa de César. “inocente”. 19. Sua mãe [. Do gr. em que é traduzida como “inculpável”. cf. Do gr. skopeõ. 13. Isto se refere. “servir como escravo” (ver com. 15). Ósculo santo. dichostasiai. nem é apresentada a §► razão para seu agrupamento. “tropeços” ou “obstáculos” (ver com. Que estão no Senhor. 717 . 12. eulogia. Seu nome não ocorre em outros tex­ tos do NT. 18). “ficar de olho”. Nome de uma mulher cristã ativa. Vossa obediência. Nada mais se sabe sobre elas. 5. Estas palavras sugerem que os outros da casa não eram cristãos. Lisonjas. além daqui. Os quatro nomes mencio­ nados aqui não são identificados em outros textos. douleuõ. “louvor”. A palavra ocorre. A coincidência geral dos nomes é importante à luz da menção de Paulo sobre os santos “da casa de César”. “inocente”. 6:6. Evidências tex­ tuais atestam (cf. Esta lrase não ocorre em outras passagens do NT. A mesma palavra é traduzida por “divisões” (ICo 3:3) e “dissensões” (Cl 5:20). 16. Suaves palavras. Do gr. Os irmãos. xvi) a variante “todas as igrejas de Cristo”. chrêstologia. Escândalos. Servem. “separações” ou “desuniões”. cikakoi. “palavras agradáveis” mesmo sem sinceridade. “dissensões”. didachê. mas estava ansioso para que eles estivessem atentos. condenado à morte depois da ascen­ são de Nero. 17.. Do gr. (Fp 4:22). Do gr. v. 15. Do gr. Do gr. Ela não era a verdadeira mãe de Paulo. referindo-se aqui às verdades fundamentais do cristianismo. 18. skandala. Do gr. Narciso. Trifena e Trifosa. de Rm 1:1. Do gr. a outra congregação cristã reunida em algum lugar em Roma (cf. Comparar com o conselho de Jesus para ser “prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt 10:16). talvez. Noteis. Enganam.

de Rm 1:7. Erasto. oikonomos. de Rm 1:7). Mistério. Irmão. Parentes. No Senhor. Do gr. Tércio. Rm 1:11). Isto tanto pode significar “o que Jesus Cristo pregou” como “a pregação sobre Jesus”. “com­ patriotas” (Rm 9:3). “esmagar”. Segundo o meu evangelho. Este nome ocorre em outros quatro textos no NT (At 19:29. Ver com. 21). Tesoureiro. de G1 6:11). FIb 13:20. Literalmente. O secretário de Paulo. Quarto. Ele é chamado de “meu hospedeiro e de toda a igreja”. equivalente ao latino aedilis. uma vez que Paulo alerta contra influências que põem a paz da igreja em perigo (cf. p. com exceção de Gálatas. que sig­ nifica “nosso irmão” (TB). Ora. Efésios e Tito. Este mistério é o propósito eterno de Deus de sal­ var Suas criaturas caídas (ver ICo 2:6. iTs 1:1. de Atos 20:4. Jesus Cristo é o tema do evangelho de Paulo (ver também Rm 1:3. 18 (ver com. Ele deve ter seguido com interesse as instruções de Paulo aos cristãos de Roma. E poderoso. Paulo pensava na vitória que esperava que os crentes roma­ nos desfrutassem ao “evitar” os falsos mes­ tres que tentariam dividi-los e confundi-los. como é tra­ duzida a mesma frase grega em Efésios 3:20. “o irmão”. suntribõ. suggeneis. Ef 3:3-10. “reforçar”. batizado por Paulo em Corinto (ICo 1:14). “é capaz”. Sosípatro. No discurso de abertura da epístola aos Romanos (Rm 1:1-7). mas então che­ gara para juntar-se a Paulo na vcspera da sua partida para Jerusalém (ver At 20:1-4). 2:16. Tércio não era um mero escriba. ver com. Ou. Fp 4:20. Paulo menciona o nome deste que foi um dos primeiros conversos e companheiro de trabalho em todas as outras epístolas. 20. “tor­ nar estável”. de Rm 11:25. A referência a Deus por este título é apropriada. 21. Esmagará. comis­ sário de ruas e edifícios públicos (ver com. Fp 1:1. Do gr. 10:8-13. Fm 1). Do gr. 20:4. Paulo conclui a carta aos Romanos com a melhor de todas as suas doxologias (cf. 3Jo I). Para vos confirmar. Pode ser o mesmo que Sópatro. “adminis­ trador”. talvez porque a igreja se reunisse na casa dele. aqui. stêrizõ. Talvez o que fora anfitrião de Paulo em Tessalônica (At 17:5-9). “confirmar”. ICo 1:14. Cl 4:18. O Deus da paz. O evangelho de Paulo era a mensagem de salvação que lhe fora confiada. 25. Cl 1:1. Do gr. Lúcio. o nome de Timóteo não está associado ao do apóstolo. Talvez ele estivesse ausente quando a carta foi iniciada. Evidências textuais (cf. A pessoa mencionada aqui pode ser Gaio. que não está longe. 2Ts 3:17. de At 19:22). ali). A pregação de Jesus Cristo. “estabe­ lecer” (cf. Jasom. A graça. A última é a tradução mais simples e adequada ao con­ texto. Paulo parece ter ditado suas cartas a um escriba e acrescentado uma saudação de próprio punho (ver lCo 16:21. o qual procura destruir a paz do povo de Deus. 24. Geral­ mente. em sentido cristão. Àquele. Timóteo. Ver com. Graça. 23. Desconhecido de outra maneira. que destrói Satanás. a quem o apóstolo então permite que envie ► uma saudação em seu próprio nome. Isto indica o tipo de assis­ tentes que Paulo empregava. 2Ts 1:1. Comparar com Rm 2:16. xvi) favorecem a omissão deste versículo (ver com. 718 . Cl 1:26). como em outras epístolas (ver 2Co 1:1. Ver At 19:22. Esse triunfo sobre as forças do mal é reto­ mado em cada vitória vivida pelos cristãos sobre a tentação e o engano. mencionado em Atos 13:1. Ele é o “Deus da paz”. de Rm 15:33). 7. Gaio. com. G1 1:6-8). Possivelmente o Lúcio de Cirene. 22. Paulo aguarda com expectativa a vitória final predita em Gênesis 3:15.16:20 COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA Esta não é a mesma palavra que ocorre no v. mas um irmão.

Glória. Rm 15:33. 26. desde a vinda de Jesus (ver DTN. “para trazer a obediência da fé”. pela fé em Jesus Cristo. de Rm 1:5). 10. Rm 11:33. de Rm 3:23. “em épocas passadas” “Desde tempos eternos” (ARC) o plano de Deus para salvar a humanidade pela fé em Cristo esteve guardado em silên­ cio. OE. 334 17-19-T8. Isto é. 22. ou “para ganhálos à obediência que provém da fé” (ver com. DTN. Para a obediência por fé.16:27 ROMANOS Nos tempos eternos. então. Comparar com lTm 1:17. T8. 167 20 . Agora. T6. 58. 2. cf. 22. 27. 126. 159. Rm 10:15). O plano divino de salvar a humanidade.T3. 343 17 . Há evidência textual (cf. de Mt 5:18.Tl. foi pre­ visto no AT e está em plena conformidade com seus ensinamentos (ver Rm 1:1. Ed. COMENTÁRIOS DE ELLEN G. 2Tm 1:9. Jd 25. 23. Foi por meio destas que o mistério de Deus foi “dado a conhecer a todas as nações”. após Romanos 14:23 ou Rm 15:33.2-T6. Ao Deus único. Das Escrituras. Ou seja. 5). 34) e que se tor­ nara objeto desta epístola. WHITE 1. 270 . 25 a 27. se tornou manifesto. Ver com. mas. 3:21). 3). Amém! Ver com. Ou.AA. Paulo estava convicto de que recebera ordens diretas para pregar aos gen­ tios (Rm 1:1. Segundo o mandamento. A sabedoria de Deus foi especialmente exibida no plano que então fora revelado (cf. fora revelado. 52 719 25 . p. 526. Os men­ sageiros do evangelho são chamados ao trabalho por ordem de Deus (ver At 13:2. xvi) para a inserção dos v. Tt 1:2.