Dados

A568p

de Catalogaçã na publicação (CIP) Internaciona!
(Câmara Brasileir do Livro •••
Brasil)

Andrade. MárIo do. 1893-1945_
Poesias completas
/ MárIo do Andrade
; edição
Diléa Zanotto ManIIo. - Bolo Horizonte : ltatiaia ;
Editora ela Universid
de São Paulo. 1987.
(Obras
Andrade

completas

crítica

de

São Paulo :

do MárIo de

; 2)

1. Poesia

brasilei 1. ManIIo.

DiIóa Zanotto.

U. Título.

Série.

87.0824

CDD-I69.915
(ndlcel

pela

catáJoso

1. Poesia : Século 20 : Literatura
2. Século 20 : Poesia : Literatura

lillenlitlco:
Brasileir
Brasileir

869.915
869.915

1987

Direitos de Propriedade Literária adquiridos pela
EDITORA ITATIAIA LIMITADA
Belo Horizonte

IMPRESSO NO BRASIL
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111.

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tNDlCB GERAL

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DESCRIÇAO DAS EDIÇOES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
DESCRIÇAO OOS ORIGINAIS. . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . .

39

POESIAS COMPLETAS
PAUU~U.

.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

55

A MAJUO DE ANDRADE
PREFACIO INTERESSANT1SSIMO
. . . . . . . . . . . . . ..
INSPIRAÇAO
;...........................
O TROV APOR
OS CORTEJOS
A ESCALADA
RUA DE SAO BENTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..
O REBANHO. . . . . . . . . . . .. .. . . .. . . . .. .. . . .. .. .. . .. .
TIET2
PAISAGEM N. 1
ODE AO BURGUM
TRISTURA
DOMINGO
O DOMADOR. .. .. .. .. .. . .. . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . ..
ANHANGABAtJ
:............................
A CAÇADA
NOTURNO

DESVAIRADA

57
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. . . . . . . .. . .. . . . .. . . . . . . . . 4 . .PAISAGEM N. . . . . . . . . • . 2 .. . .. . . . . . . 100 PAISAGEM N. . . 3 " 99 COLLOQOE SENTIMENTAL 99 RELIGIAO . . . . . ... . . . . .. . 96 TU 97 PAISAGEM N. . . . . . 102 AS ENFIBRATURAS DO IPIRANGA 103 .. . . . . . .. .

:Afario de Andrade PAULICEA DESVAIRADA .

. Mestre. .. Mas não sei.. o seu Mestre. Mário de Andrade 14 de dezembro de 1921 S.A MARIO DE ANDRADE Mestre querido. daquele que neste momento de martírio muito a medo inda vos chama o seu Guia. Permiti-me que ora vos oferte este livro que de vós me veio..PAULO . Recebei no vosso perdão o esforço do escolhido por vós para único discípulo. Prouvera Deus! nunca vos pertube a dúvida feroz de Adriano Sixte . mas de vossa experiência recebi a coragem da minha Verdade e O orgulho do meu Ideal. Nas muitas horas breves que me fizestes ganhar a vosso lado dizíeis da vossa confiança pela arte livre e sincera. o seu Senhor. se me perdoareis a distância mediada-entre estes poemas e vossas altíssímas lições.. Não de mim.

como para justificar o que escrevi. Para quem me rejeita trabalho perdido explicar o que. Alguns dados. Para quem ) me aceita são inúteis ambos. Nem todos. antes de ler. apesar de interessante. . já não aceitou. Sem conclusões. Dai a ( razão deste Prefácio Interessantíssimo. Este prefácio. confrontando obra e 'I dados. I 4 Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só • para corrigir. Os curiosos terão prazer t em descobrir minhas conclusões. E. inútil.) • . Verhaeren Leitor: Está fundado o Desvairismo.PREFÁCIO INTERESSANTtsSIMO "Dans mon pays de fiel et d'or j'co suis la Ioi".

'e o autor deste llvió-seriahijJQçrita st~retendesse representar orientação moderna" ainda não compre~m:-- que * Livro evidentemente impr ra. 7 Os arquitetos fogem do góticae nova. Não é inspiração provinda de Deus. Sou passadista. onde principia a seriedade. segundo modernos. confesso. Talvez digam de mim o que disseram do criador de Alá. do Greco. confesso. de Ingres. "tende a despojar o homem de todos os seus aspectos contingentes e efêmeros. " * .. Maomé não é profeta. Na escultura Rodin é ruim. é um homem que faz versos. Nem eu sei. Os músicos desprezam Debussy.Aliás muito diffcil nesta prosa saber onde termina a blague. filiando-se. Sou passadista.. A poesia . * 6 E desculpe-me por estar tão atrasado dos movimentos artísticos atuais. esfera. os imaginários africanos são bons. erro grave o'fmpressionismo. para apanhar nele a humanidade" . Que se apresente com algum sinal revelador do seu destino. genuflexos diante da polifonia catedralesca de Palestrina e João Sebastião Bach.. nos volumes elementares: cubo. Os pintores desdenham Delacroix como Whistler. como os antigos profetas". Diferença cabal entre nós dois: Maomé apresentava-se como profeta. * "Este Alcorão nada mais é que uma embrulhada de sonhos confusos e incoerentes. julguei mais conveniente apresentar-me como louco. Ninguém pode se libertar duma só vez das teonas-avÓs que bebeu. para além dos tempos históricos. etc. mas criada pelo autor.. para se apoiarem na calma construtiva de Rafael.

trazendo ao fundo pardo da vida. * 12 futurista (de Marinetti1. publicam seus versos. a cor da venez. Oswald de Andrade. A culpa é minha. a quanto houver de peuedia ou cardo. chamando-me de futurista. irei morar onde as Desaraças e viverei de colorir sorrisos nos Ubios dos que imprecam moram.Disse e repítc-oç'Ienho pontos e contacto com o futurismo. rimei. Exemplo? ARTISTA o meu desejo é ser pintor . Tal foi o escândalo. dar tons de roaa e de OW'O. por esmola. embora não tenham evidentemente a envergadura de Vicente de Carvalho ou de Francisca Júlía. como eles. Martins Fontes. Paulo Setúbal. ou que choraml * II Os Srs. cujo ideal em piedades te acrisola. publicar meus versos metrificados. Veronese! teus quadros e teus frbos.Lionardo. Era ~~ . Quaudo erEonti-ar o maoaoclal das tintas e os p~is exaltados com que pintas. Podia. E fazem muito bem.Você já leu São João Evangelista? Walt Whitman? Mallanné? Verhaeren? * \O Perto de dez anos metrifiquei. Laurindo de Brito.1ana escola. fazendo abrir-se ao mundo a ampla corola do IOnho ilustre que em meu peito auardo Meu anseio é. errou. que desejei a morte do mundo. Sabia da existência do artigo e deixei que saísse.

Tanto ridicularizariam meu silêncio como esta grita.vat~'\lI!lIII' SIdr Qa' OMCUrICIll<le. Creio mesmo que é impOssível compreender inteiramente à primeira leitura pensamenlOfl!L assim esquematizados sem uma certa prática. Perdoe-me dar algum valor a meu livro.HOJe tenho orgulltO. 14 Há neste mundo um senhor chamado Zdislas MUner. e que. .~ discutiriam minhas idéias (que nem são minhas): discutiram minhas intenções. No que estes se tornam condenáveis é em não pensar que um autor que assina não escreve unidades pelo -.'Indifel'eiltil deWatteàu. Nem é "f" nisso que um poetà pode queixar-se dos seus leitores. simples prazer de experimentar tinta. como o . sob essa. extravagância aparente havia um sentido porventura interessant1ssimo. João Epstein.salvar o lindo 'herdeiro do vizinho. Já agora não me calo. NAo me pesaria reentrar na obscuridade. Entretanto escreveu isto: "O fato duma obra se afastar de preceitos e regras aprendidas. ' ADdarei a vida de braços no ar. sendo pai.•alia do que escreve. Não há pai que. que havia qualquer coisa por compreender". • 13 "Alguns leitores ao lerem estas frases (poesia citada) não compreenderam logo. pa". abandone o filho corcuDcla que se afoga. não dá a medida do seu valor". ' e * 1S Todo escritor acredita na . A ama-de-leite do conto foi uma grandfssima botina I desnaturada. Si não mostra é por vaidade também. Si móstra é por vaidade. Pensei qae'.

que. Independe do maior ou menor alvo de quem o sofre. não é defeito. Arte. . mas meio legítimo de expressão. ignorância. violenta. de sentimentalidades românticas. Uso de cachimbo. Entroncamento é sueto para os condenados da prisão alexandrina./ Criamô-Io para vestir com ele quem fere nosso orgulho. de pormenores inúteis ou inexpressivos. Por ele vida e sonho se irmanam. cria frases que são versos inteiros." 19 A inspiração é fugaz. " • • 20 Que Arte não seja porém limpar versos de exageros coloridos. consciente. somada a Lirismo. nascido no subconsciente. não consiste em prejudicar a doida carreira do estado lírico para avisá-lo das pedras e cercas de arame do caminho. 13 Um pouco de teoria? Acredito que o lirismo.16 Nlo fujo do ridiculo. . . dá Poesia (1). sem prejuízo de medir tantas sílabas.icom acentuação determinada. 17 O ridículo é muitas vezes subjetivo. acrisolado num pensamento claro ou confuso. . Exagero: símbolo sempre novo da vida como do sonho. esterilidade. Deixe que tropece. Arte é mondar mais tarde o' poema de repetições fastientas. Há porém raro exemplo dele neste livro. Tenho companheiros ilustres . Qualquer impecilho a perturba e mesmo emudece. E. caia e se fira.

Todavia comprazem. reproduzindo o feio.1 .. Não me venham dizer que o artista. por meio de alterações sistemáticas das relações naturais entre as suas partes.. Luis Carlos. Belo da •.••••.se os artistas em exprimir o singular encanto da feiúra. 22 Taíne disse que o ideal dum artista consiste em "apresentar. porém. só porque está expressado com grandeza.. arte. AnitaMalfatti falava-me outro dia no encanto sempre novo do feio. pena. comoção.... .• . faz obra bela. horrível. O belo horrível é uma escapatória criada pela dimensão da orelha de certos filósofos para justificar a atração exercida.•. em todos os tempos. • 24 Belo da arte: arbitrário. 23 lá raciocinou sobre o chamado. O Sr. "".""' •••••... Mas você deve saber que há milhõe de exageros na obra dos mestres.•. transitório . O'artista sublima tudo"...•.. completa e claramente qualquer caracteristica essencial e saliente deles. "belo horrível"? ~ J:. é desvirtuar ou desconhecer o conceito da beleza..•. de modo a tornar essa característica mais visível e dominadora". "'. Mas feio = pecado . pelo feio sobre os artistas.21 '''O vento senta no ombro das tuu velas!" Shakespeare. convencional.•. mais que os próprios objetos.questão de moda. Atrai...•• ~_'Y... Ora Anita MaIEatti ainda não leu Emilio Bayard: "O fim lógico dum quadro é ser agradável de ver.~I •. reconheço que tem o direito de citar o mesmo em defesa das suas "Colunas".•.".. o horrível..•. Chamar de belo o que é' feio..•• . Homero já escrevera que a terra mugia debaixo dos pés de homens a cavalos.

circunstâncias de tempo. • 25 Nossos sentidos são frágeis. preconceitos. permite criar todo um ambiente de realidades ideais onde sentimentos. etc . ignorâncías.. maioria) fonüiíâêformadores ~ ~ . exageradas.. Esta idealização livre. desenvolve-se em comparações afastadas. Fujamos da natureza! Só assim a arte não se ressentirá da ridícula fraqueza da fotografia . • . objetivo. provenientes das nossas taras físicas e morais: doenças. ora inconsdentememe... de lugar. sem delimitação qualificativa nenhuma.(a grande .. Machado de Assis do Brás Cubas). musical. como um universal. tanto mais subjetivo quanto mais~ afastar do &10 natuí"ãl. belezas e defeitos se apresentam na sua plenitude heróica. OUtros mfiram o que qUiserem. A percepção das coisas exteriores é fraca. tem o poder de nos conduzir a essa idealização livre. seres e coisas. Só idealmente podemos conceber 0$ objetos como os atos na sua inteireza bela ou feia. colorida.ltodin do Balzac. antipatias. ~nfuõ que o hêIíi artisti ~ mais artístico. ou indica os objetos. subjetiva.g eternidade que a natureza tiver. Beethoven da Pastoral. Não sei que futurismo pode existir em quem quase perfilha a concepção estética de Fichte. ~ repr~r Mbu'c:snem este é seu im T os os des artis ora CPll5Ciente U~afae:asM~s. indisposições. A arte que. mesmo tirando '05 seus temas do mundo. sem exatidão aparente.. Pouco me Importa . hereditariedade. prejudicada por mil véus. que ultrapassa a defeituosa percepção dos sentidos.

não consiste em estudar a guerra do Paraguai antes do ilustre acaso de Pedro Álvares. sem obriplção de retorDo periódico. chocando-se lindamente. Razão para que me insultem? .• 27 Mas não desdenho baloiços dançarinos de redondilhas e decassílabos.26 Nlo l!lCho mais SJ"lIÇa nenhuma nisso da sente submeter comoçõea • um leito de Proc:usto para que obtenham. os diversos metros pares. • 2~ Sobre a ordem? . EXIste a ordem dos oolegiais infantes que saem das escolas de mãos dadas. Quem canta seu subconsciente . usei indiferentemente. Adquiro outros. ~. primeiro livro. Existe uma ordem nos estudantes das escolas superiores que descem uma escada de quatro em quatro degraus. inda mais alta. sou como a Argentina: enriqueço-me. número convencional de 1fIabes. em ritmo coovendonal. Acontece a comoção caber neles.Repugna-me. Nesta questão de metros não sou aliado. certo. com efeito. dois a dois. o que Musset chamou: "L'art de servir à point un dénoement-bíen cuit". "li Ouem leciona História do Brasil obedecerá a uma ordem que. n. Agora liberto-me também desse preconceito. Entram pois às vezes no cabaré rítmico dos meus versos. na fúria desencadeada dos elementos. Existe uma ordem.

UIO dela. dos contatos exteriores. Acontece que o tem" às vezes descaminha. falàndo a retérica exata das reivindicações. não abuso. reJigí(l~Ii. têm assonâncías admiráveis. E possui O admirabilíssimo "ão". Costumo andar sozinho.seguirá a ordem Imprevísta das comoções. porque verdades filosóficas. souber afastar-se idealmente dela. não usaram rima. . o impulso clama dentro de nós como turba enfurecida. verá a imponente desenvolver-se dessa alma coletiva. Seria engraçadíssimo que a esta se dissesse: "Alto lá! Cada qual berre por sua vez. . 2 Minhas reívmdicações? Liberdade.ISàoaparente. Homero. não são convencionais como a Arte. 15 Marinetti foi grande quando redescobriu o noder sueestivo.rdades. são ". das associações de Imagens. Homero./ . Quem . Sei embridá-Ja nas minhas verdades filosóficas e relillio~. guarde-o para o fim!" A turba é con{1. Virgílio. " A língua brasileira é das mais ricas e sonoras. associativo. sirnbólieo. Tanto não abuso! Não pretendo obripr ninguém a seguir-me. '3 Virgílio. e quem tiver a arg!1ment~ !Dllis forte.

Seta . para a nossa senseção. e apeou auxiliar poderosíssimo. Quer ver? A poética está muito mais atrasada que a música. contendo pensamento inteligível.. ••L-. pelo fato mesmo de se não seguirem intelectual. Não formam enumeração. reduzido ao mínimo telegráfico.•. não mais melodias. formando. . ~_ . Cantigas . Chamo de verso melódico o.. com rara exceção até meados do século 19 francês. se sobrepõem umas às outras. " fizermos que se sigam palavras sem ligação imediata entre si: estas palavras. Explico mílhor: Harmonia: combinação de sons simultâneos.•...._ .•. gramaticalmente. Ora..._" _..UDi~.. Cada uma é frase.. Lutas . Marinetti errou: fez dela sistema. e inda bebo no copo dos outros... musical da palavra em liberdade. para enriquecer-se com os infinitos recursos da harmonia. ~: __ . Esta abandonou. UA. A poética. • 36 Sei construir teorias engenhosas. ~_ .. si em vez de unicamente usar versos melódicos horizontais: "Mnezarete.. _~. mesmo que melodia musical: arabesco horizontal de vozes (sons) consecutivas. talvez mesmo antes do século 8. a pálida Phrynea Comparece ante a austera e rígida assemblea Do Areópago supremo .•. Sinto que o meu copo é grande demais para mim. Ali6s: ftIha como Adio..--. o regime da melodia quando muito oitavada. mas harmonias. Uso palavras em liberdade. Estas palavras não se ligam. período elíptico. Exemplo: "Arroubos . a divina.. foi essencialmente melódica.:•. Povoar! .

si em vez de usar só palavras soltas..de frase (melodia). esponidicas. como fazendo-o mais variado. por vezes ricas. a palavra chama a atenção para seu insulamento e fica vibrando. mais imprevisto. Mas. Alguns mesmo conseguiram formar harmonias. . nAo fazendo esquecer a primeira palavra. à espera duma frase que lhe faça adquirir significado e QUE NÃO VEM.. Assim: em vez de melodia (frase gramatical) temos acorde arpejado. em PllUliciill Desvairada usam-se o verso melódico: "São Paulo ~ um palco de bailados I'USl108". uso frases soltas: mesma sensaçio de superposição. harmonia.• cL _~ __ . Portanto: polifonia pcética... A bnma neva . n_~~ __ . e a polifonia ~ (um e às vezes dois e mesmo mala versos conaecutivos): "A engre:napm trepida . Assim.. Para ajuntar à teoria: 1.imultaneamente ririas frases e verio de que sou capaz". Provo inconsciencia: Victor Hugo.C'J Encontro anedota em Galli.! __ • . "Lutas" não dá conclusão alguma a "Arroubos". Harmonias porém inconscientes.. . nas mesmas condições. " -Que tal? Não ie esqueça ponm que outro vir' destruir tudo iso que construi. As jogatinas ...•. e. As outras vozes fazem o mesmo. ".. exclamou depois de ouvir o quarteto do Riaoletto: "Façam que poasa combinar . o verso harmOnk:o: "A cainça1ha . A Bolsa .o verso harmônico. fica vibrando com ela.° 37 Os ~os poéticos do passado conseguiram dar maior interesse ao verso melódico.I . não j' de palavras (notas) mas de frases (melodias). muita vez harmOnico. mais comotivo.. nlio só criando-o mais belo.

sempre sentiram o grande encanto da dissonância.. porque não faziam parte de frase alguma.lhes com o "Só-quem-ama" de Bilac.'8 Há certas figuras de retórica em que podemos Ver embrião da harmonia oral. mas mediata.19 Comentário à frase de Hugo. não tinham . naturalmente) recorde-se do tumulto desordenado das muitas idéias que nesse momento lhe tumultuaram no cérebro. A realização da harmonia poética efetua-se na inteligência. poesia. Entretanto: si você já teve por acaso na vida um acontecimento forte. dança terminada. antes baralham-se tornam-se incompreensíveis. Na arte do tempo coordenamos atos de memória consecutivos. de que fala G. Migot. como a musical. Ou com os versos de Heine de que Bilac tirou o "Só-quem-ama". como na lição das sinfonias de Pitágoras encontramos germe da harmonia musical. não se continuavam. resultante de estados de conscíêncía sucessivos. nos sentidos. porque palavras não se fundem como sons. Este todo. dá a compreensão final. E si tão apreciada ~ justo porque poetas como músicos.. A compreensão das artes do tempo nunca é imediata. 4: 40 Os psicólogos não admitirão a teoria .genuína dissonãncia." . Harmonia oral não se realiza. Victor HUI!<> errou querendo realizar objetivamente o que se realiza subjetivamente. E responder. 3. imprevisto (já teve. que assimilamos num todo final. reduzidas ao mlnimo telegráfico da palavra. Antítese . completa da música. Essas idéias. dentro de nós.

porque sendo estagnação não pode conter em si um progresso. Descobriu. A nós compete esquematizar rnetodizar as lições do passádo. Y . Bilac representa uma fase destrutiva da poesia. Explíca-se historiciunente seu defeito: Tarde é um apogeu.. O nosso primitivismo representa uma nova fase construtiva. _ _. leitor. uma evolução ascensional. genialmente. As decadências não vêm depois dos apogeus. verdadeiras harmonias acompanhando a melodia enérgica e larga do acontecimento.. O defeito de Bilac foi não metodizar o invento. sextas. Assim. Volto ao poeta.Pirama). Ele fez como os criadores do Organum medieval: aceitou harmonias de quartas e de quintas desprezando terceiras. a folha e o inseto. a erva e o pássaro. . os ninhos e a hera.. a harmonia poética. monótona série de . Não tenho tempo para explicar: estude si quiser. Daí. ressoavam. a pedra e o tronco. antes dele empregada raramente (Gonçalves Dias. lendo isto. O apogeu já é a decadência.. pela sucessão rapidíssima. a fauna e a flora._. sobrepunham-se. 5.° 4\ Bilac. a água e o réptil. em parte ao menos. tirar dele todas as conseqüências. para a língua' brasileira. é muitas vezes tentativa de harmonia poética. porque toda perfeição em arte significa destruição. amontovam-se. na cena de luta..__ _. Sem ligação.-. verdadeiras simultaneidades. o ar e o chão.. a flor e a fera" dá impressão duma longa. todos os demais intervalos.Juca . Tarde.I . sem conconlincia aparente embora nascidas do mesmo acontecimento formavam. o estilo novo do livro.--""'1'-"'-' -"-y--. O número das suas harmonias é muito restrito. Imagino o seu susto.

mais ou menos. o harmonlsmo modernO. Por isso poetas sinceros confessam nunca ter escrito seus milbores versos. (1) 42 Lirismo: eStado efetivo sublime . inútil.vizinho da sublime loucura.m~ I~tanellmo. número 11 • U.lo~ . DOOeIIlbro. mas diz Que é "utopia fi.· __ brc. AI. e bondosamente concede ao leitor a glória de colaborar nos poemas. * 43 Ribot disse algures que inspiração é telegrama cifrado transmitido pela atividade inconsciente à atividade consciente que o traduz. que o * (1) H' 6 ou 8 __ 0lqlUI cota teoria aoo m•••• a1DÍlPJO. Essa atividade consciente pode ser repartida entre poeta e leitor. Epstein. excessiva. incaPaz de ~ o ouvinte e dar·lhe a lGIsaçio do-cnpúcuIo na mata.quintas ínedieYaia. 44 "A linguagem admite a forma dubltativa mármore não admite". Renan.ue Acho-c:. Uterúio" oblel'V8. da nviIta Esprlt No:neau.llte.i~teraSl. Assim aquele que Dio escorcha e esmiuça friamente o momento líríeo. Amadeu Amaral. Preocupaçlo de ~ca e de rima prejudica a naturalidade livre do 1iriamo objetivado. o sr. Milhor do que isso não posso fazer. Tenho a felicidade de escrever meus milhores V~.Recebo apa. entre nós. OODtiDuoD' do estudo "O FenOmeno d~~. fastidiosa. Rostand por exemplo: e. • Q.Iú Esprlt Nmtve4U: tIlÍDbAO _ •••••• rrelicio Intere5UDtf •• lmo.

. . Sou contrabandista I E contrário à lei da vacina obrigatória. ao desembarcar do Eldorado do Inconsciente no cais da terra do Consciente. Mas é psicologicamente Impossível livrar-me das injeções e dos tõnícos. a Inteligência. "Entre o artista plástico e o músico está o poeta. 46 Você está reparando de que maneira costumo andar sozinho .Acontece que meu inconsçiente não sabe da exisUnc:ia de gramáticas. 48 Parece que sou todo Instinto. enquanto atinge as possibilidades do músico no fundo obscuro do inconsciente". obscuridade na' terrlnha progressista. que se avizinha -do artista plástico com a sua produção consciente. * * / . 49 A gramática apareceu depois de organizadas as Iinguas. Que quer você? Consigo passar minhas seda. tendência pronuncladamente intelectualilta. E como Dom Lirismo é contrabandista .. Nio é verdade... nem de Hnguas organizadas. Há no meu livro... Dom Lirismo sofre mais uma visita alfandegária. -é inspecionado pela viSita médica.. 47 Dom Lirismo. sem pagar direitos. descoberta Por Freud. De Wagner. que a denominou Censura. e nio me desagrada. que o allmpa dos macaquinhos e de toda e qualquer dOença que possa espalhar Confusão.

~2 Escrever arte moderna não significa jamais para mim representar a vida atual no que tem de exterior: automóveis. graves insultos não sofre neste pref6cio interessantíssimo. . s I Pronomes? Escrevo brasileiro.se Você perceberá com facilidade que si na minha poesia a gramática às vezes ~ desprezada. da-me uma ortografia. elas têm nele sua razão de ser. -. Reamheço maia a exístêncía de temas eternos. Preiéclo: rojlo do meu eu superior. 54 Não quis também tentar primitivismo vesgo e insincero. naturalistas e críticos sobre os primitivos das eras passadas. Esteticamente: fui buscar entre as hipóteses feitas por psicólogos. cinema. ex-gozo-amargo-de-infelizes. Somos na realidade os primitivos duma era nova. mas porque sendo meu livro moderno. pátria. amor e a presença-dos-ausentes. não alterando o resultado. 53 Sei mais que pode ser moderno artista que se inspire na Grécia de Orfeu ou na Luailinia de Nun'Alvares. Versos: paisagem do meu eu profundo. expressão mais humana e livre de arte. Si uso ortografia portuguesa é porque. Si estas palavras freqüentam-me o livro não é porque pense com elas escrever moderno. passlveis de afeiçoar pela modernidade: universo. asfalto.

. Partiti da cotesti cite son morti". Sentimos.•.. Nosso desejo: alumiar.. anima viva. Os meus amigos . r". Achei.. muita gente me disse: "Nio entendi".rnitivn . esta seria por certo o "Farolismo". Agora não me digam que ando ~ proava de originalidade. é minha.A•.••. Evidentemente meu livro é bom. tanto eu como meu amigos. Si gênios: indicaremos o caminho a seguir..•••. percebi mais duma vez que sentiam. bestas: naufrágios por evitar. A extrema-esquerda em que nos colocamos nAo permite meio-termo. Com o vário alaúde que construi.• ".••. pertence-me.. "J Canto da minha maneira. estava. Pessoas houve porém que confessaram: "Entendi. não para reproduzir. lK Escritor de nome disse dos meus amigos e de mim que ou éramos gênios ou bestas. "E tu che sé costí.•. •. mas nio eritendiam.. mas não senti". Si fôssemos tão carneiro.•• ~. a ponto de termos escola coletiva.•. 17 Quando uma das poesias deste livro foi publicada. porque já descobri onde ela. l6 Por muitos anos procurei-me a mim mesmo.rroro no hnrnpr'n nr.S5 o passado é lição para se meditar.. Que me importa si me não entendem? Não tenho forças bastantes para me universalizar? Paciência. A. me parto por essa selva .-~I . o anseio do farol.. Acho que tem razão.

La Noce Massacrée. Jornal do Comércio. urram-se.. ideais.cantarei a principio só. sofrimentos. Há umas palavras também em João Cocteau. que cantei. Quem não souber cantar não leia Paisagem n. que berrei. Leia frase de Gourmont sobre contradição: 1. . não me recordo onde. Quem não souber urrar não leia Ode ao Burguês. Eu vivol * 62 Aliás versos não se escrevem para leitura de olhos mudos. Mas canto ~ agente simp'tico: faz renascer na alma dum outro predisposto ou apenas sinceramente curioso e livre. Rui Barbosa tem sobre ela página lindíssima. 6 de Junho. Desprezar: A Escalada. alguma que se embalarão 11cadência libertária dos meus versos. Sofrer: Colloque Sentimental. farei que as próprias pedras se reunam em muralhas 11magia do meu cantar. Sempre hei-de achar também algum. o mesmo estado lírico provocado em nós por alegrias. não vale coislssima nenhuma. que ri. 60 Minha mão escreveu a respeito deste livro que "não tinha e não tem nenhuma intenção de o publicar". Versos cantam-se. não leia Religião. * 61 Mas todo este prefácio.0 volume das Promenades Littéraires. com todo o disparate das teorias que contém. choram-se. E dentro dessas muralhas esconderemos nossa tribo. Perdoar: a cantiga do .O1. Garanto porém que chorei. Quando escrevi Paulicéia Desvairada não pensei em nada disto. Quem não souber rezar. Nesse momento: novo Anfião moreno e caixa-d'óculos.

um dos solos de Minha Loucura. Não continuo. • 64 Próximo livro fundarei outra. Repugna-me dar a chave de meu livro. * 66 Poderia ter citado Gorch Fock. . Quem for como eu tem essa chave.berço. 6~ E não quero discípulos. "Desvairismo" . 63 E está acabada a escola poética. das Enfibraturas do Ipiranga. Evitava o Prefácio Interessantíssimo. Em arte: escola = imbecilidade de muitos para vaidade dum só. "Toda canção de liberdade vem do cárcere".

PAULICÉIA DESVAffiADA .

.

Elegâncias sutis sem escândalos. Luis de. Arlequinal! .. Trajes de losangos. Cinza e ouro .. Outras vezes é um doente. Os meus amores são flores feitas de original! .... Sousa São Paulo! comoção de minha vida. Perfumes de Paris. São Paulo! comoção de minha vida. O TROVADOR Sentimentos em mim do asperamente dos homens das primeiras eras .. Forno e inverno morno . Cantabona! Cantabona! Dlorom . Intermitentemente. Algodoal!. Arys! Bofetadas lírtca= no Trianon. Luz e bruma. Galicismo a berrar nos desertos da América. sem ciúmes .INSPIRAÇÃO "Onde até na força do verão havia tempestades de ventos e frios de crudelíssimos inverno" Fr.. As primaveras de sarcasmo intermitentemente no meu coração arlequinal. um frio na minha alma doente como um longo som redondo. Sou um tupi tangendo um alaúde! ..

Queres te assentar no píncaro mais alto? Catedral? . . . de Cubatão-nara os aue andam s.ozinhns~ .iram homens fracos. odos os sempres das minhas visões! "Bon giorno.) . Estas cruzes.. Cospe os fardos! (São Paulo é trono. .Estas cadeias da virtude!.. odos iguais e' desiguais. O Empurrão na Escuridão.OS CORTEJOS lonotonias das minhas retinas . Champanhações ..) Principiarás escravo. os jorros dentre a língua trissulca e pus e de mais pus de distinção . caro". [uando vivem dentro dos meus olhos tão ricos... lerpentinas de entes frementes a se desenrolar . . uns macacos..) . magros .. A ESCALADA (Maçonariamente. lorríveis as cidades! 'aidades e mais vaidades.. . erpentinas de entes frementes a se desenrolar.a grande boca de mil dentes. iarecem-me uns macacos.Alcantilações!.Não há ponto final no morro das ambições. As bebedeiras do vinho dos aplaudires .. Istes homens de São Paulo. irás a Chico-Rei! (Há fita de série no Colombo..Tripinga-te! (Os empurrões dos braços em segredo. lada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! Ih! os tumultuários das ausências! 'aulicéia .. baixos.) - Adeus lírios. Film naciona!. estas crucificações da honra! .. Ladeiras sem conto! . . o .E as imensidões das escadarias! ..

. ta. O Clube Comercial. Há navios de vela para os meus naufrágios! E os cantares da uiara rua de São Bento. (E ei-lo na curul do vesgo Olho-na-Treva. A Bolsa . Não tenho navios de vela para mais naufrágios! Faltam-me as forças! Falta-me o ar! Mas qual! Não há sequer um porto morto! "Can you dance the tarantella ". tchim!) És rei! Olha O rei nu! Que é dos teus fardos. Es rico.Deixei-os lá nas margens das escadarias... . és grandíssimo.Tripinga-te. ra. . Há feit-a de carnes brancas.. .Estes mil quilos da crença! . . As jogatinas . és monarca! Alguém agora t'os virá trazer.) RUA DE SÃO BENTO Triângulo. São as califórnias duma vida milionária numa cidade arlequinal. Onde nas violetas corria o rio dos olhos de minha mãe. pum! Toca a banda da polícia: ta.Sossega. 5 10 15 Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas. Hermes Pança?! .. pa. Mas a desilusão dos sombrais amorosos . A Padaria Espiritual.) .15 20 25 (Sono tré tustune per i ragazzini. Pobres arrozais! Pobres brisas sem pelúcias lisas a alisar! A cainçalha.. pa. Alcançarás o sólio e o sol sonante! Cospe os fardos! Cospe os fardos! Vê que facilidade as tais asas? (Toca a banda do Fieramosca: Pa."Achl ya". as minhas delícias das asfixias da alma! Há leilão.

o )esciam.. Entre estas duas ondas plúmbeas de casas plúmbeas. le nunhAm a nads:ar . . ~ verde. -. )h! 'minhas al~! '. iludavam-se pouco a pouco em cabras! :rescem-lhes os cornos. verde. feito de IDADp&-l'OIU. •mígram olifutlllOlnotumos.. telefone: Além... à fábrica de tecidos dos teus êxtases..l99t . . 5 Nem chegarás tão cedo .tas os deputados i:hal*is altos. . lá nos muito-ao-lonaes do horizonte..airem de mlos dadas do CoIJlTellO . :omo um' possesllO num em meus aplausos ~os salvadorea do meu estado amado! .. )h! minhas aluclnaçllesl . ~ rua Marechal Deodoro . los verdes eaperaAÇU: sob as franjas de ouro da tarde. três projetos ...... ~ vi os chapéus altos do meu estado amado. :omo um . ~ as esperançaa de ver tudo aalvo! luas mil reformas.Minha Loucura.. acalma-te! Veste o water-prooj dos tam~! O. verde! .. intellsentea. :om os tJiAnsub de madeira no pescoço. descem-lhesbarbinhas .possesao JWIIl ~ em meus aplaulos ios heróil do _ eatado amadol .. vascolejantea.. de ruiulI dadaa • •ntre o trepidar _lbi. vê. c~ altoa.. iob o P'lio vespera1. a sua chaminé de céu azul! o REBANHO )hl minhas ahK:inaÇões1 ri os deputados.

Rente do Palácio do senJwr presidente .... . ...Nadador! Vamos ... Oh! minhas' a1111lÚJaÇ&l1! / TIETA Era uma vez um 00 . Porém os Borbas-Gatos dos ultra-nacionais esperiamente! Havia nas manhãs cltetae de Sol do entUliumo as mon~ da-..: E as JigAnteaa vitôriu! As embarcações rumo do abismal Descaminho .. m.' E a santificaçio da morte! Foram-Ie os 0*-1'. sob os plátanos... PAISAGEM N.llhia de&eàa..~. CaIitips . Arlequinal. Passa um São Um tralalá. . (Maia. . . HatStores. .. Há neves de perfumes no ar.) . . .. Quina Migone... A guarda-cívica! Prisão! prisão civilização? . Faz frio. LutaiI .' . Daqui a duas horas queima Sol. Pleno verão. E a ironia das pernas das costureirinhas Parecidas com bailarinas .~'s. Arroubos .. Necessidade a Para Que haja Bobo.. cantando.111 Minha Londres cIa5 neblinas finas.. . ·Bo hoje da tarmaliDMl.partir pela via dum MatoGrosso? -' lo! Mai!.. O vento é como uma navalha Nas mãos dum espanhol.da braçada. Vado a pranzare conla Rutb. . muito frio. Povoar! Ilitmos de Brec:heret! . Os dez mil milhões de rosas paulistanas.. Há duas horas queimou Sol.' ..

Como um gosto de lágrimas na .à!f dast~ Olha a vicia dos IIOAOSsetembrosl Fará Sol? Choveri? Arlequinall Mas l chuva dos rosais O êxtase fará sempre SoIl . A inquieta a1acricWte' cIa ÍDvemia.••...oo.. homem que iIeiro.1 osCOadal Jo6eIl os duques zurrosl Que vivem dentro de muros sem pulos. •••• IIIiIma&. 'Enquanto o cinzento das ruas lUTePiadu Dialoga um lamento com o vento . italiano.boIla••..U Meu coração seote4e muito 'triate ...". PIIl'll diaenm 48 •• fiIIIIJI' lia teDhora falam o fl1I!IIClIs E tocam o Printemps com •• unbMl Eu insulto o burau&-~tol u~Jiadi~~il3~~O:-=.. :e. insulto as aristoaacias cautalOUlsl Os barões lampe6e.uto o buq'uea-n1qwal. 10 E gemem UJIIUelI ck..buqu&1 ' A dipadD:ltemáita .•• Eu. ODB AOBUllGU8S -"'1 O S Eu m. O burguê8.. ' Meu coraçio sente-ee muito alqrel Este friozinho artebitado 20 Dá uma vontade de sortir! E sigo. sempre um caateloso ~poucol O -00'. E vou' sentindo.~.de SIoPalol O homem-auval o --. .

..Um colar .nlial ódio l ~Odip: ••• __ ellll1llWa. 040 Odio e iDsubol 0dI0 e I'1Iiftl Odio e mal.n PQàçioIMMdlaI Todo. Morte às adiposidades cerebrais! Morte ao ~sall Ao ~I ao burgu&-tilburil Padaria SIÚÇa !Morte viva ao Adriano! "Ai.20 2$ JO Morte ~ gordura! .. . ódio! . teus anos? . Cheinmdo Rligiio e que nio crêem Deus! Oclio vermelho! Oclio f-. .. Morte ao ~ de (li0ii. que te darei peJo. filha. lIeIII peqIio! Fora! Pul FOI'Il o bom baques!.do! Odio dc:tiool Odio fundamento. •• ~~I De mIos nas costas! Marco eu o compasso! Eia! Dois a doial pn..l OdilUQueai dWaIcd •••• toe nem ~ HS-~. para.tos rquIares Odio _ rd~ ~ MQrWe inft. oh! gelatina pasma! ·Ohl-pat'lIe de batlltas moralsl Ohl c:abeIos DalI venta! oh! carecas! ddlo ••• taIlpel'aDIaI..Como e quinhentos!!! Mas DÓS morremos tlefuaet" / ec:-I Co~te a ti mamo. . Centn1 do __ iDebriame .

.. Pobres cabelos cortados da nossa monja! .. Chamei-a Solítude das Plebes ... .. Paulicéía... Mas há rendez-vous na meia-noite do Armenonville . Minha alma corcunda como a avenida Sio Joio . E dizem que os polichinelos sào alegres! Eu nunca em guisos 1108 meus interiores arlequinais! .. Há matrimônios assim ... Olha o edífício: Matadouros da Continental. Ninguém os assistirá nos jamais! As permanências de ser um na febre! 10 Nunca nos encontramos .. Os Vícios Yiciaram-me na bIljulaçlo _ sacrifícios . 15 E tivemos uma filha... uma só ... Batismos do SF..TRISTURA Profundo. Registeí-a no cartório da Consolação .. Imundo meu coraçio .. minha noiva.. cura Bruma: água-benta das garoas monótonas .

entre os convenientes perenemente . Futilidade. E o meu xará maravilhoso! . A Bertini arranca os cabelos e morre. Qual Bartõ .. ...Futilidade. em rendas. . Figuras imóveis .. Trinta e cinco contos! Tens dezmilréis? Vamos ao COr50 ..... Viste Marilia? E Filis? Que vestido: pele só! Automóveis fechados . Drama de adultério. As romas de Petrõnío . civilização .. Momamente em gasolinas .. mas o sacerdote no "Confiteor".... / Tantos telégrafos sem fio! Santa Cecilia regorgita de corpos lavados e de sacrilégios picturais . Hoje quem joga? . As meninas mordem os beiços pensando em fita alemi . E filar cigarros a quinzena inteira .. Enterro. Os anjos. Tiros ...DOMINGO 5 10 U 20 25 30 Missas de chegar tarde. Contrastar! . . Ir ao corso é lei. . .Futilidade. . civilização.. ..Futilidade... Fugas ... Imaculado! As meninas sonham masculinidades . de beiços . E o leito virginal .. O Paulistano..... E também as familias dcmínícaís por atacado.. . Mas Jesus Cristo nos desertos.. civilizaçio . Central. civilização... e dos olhares acrobáticos... O bocejo do luxo. Para o Jardim América das rosas e dos ponta-pés] Friedenreich fez goal! Comer! Que juiz! Gostar de Blanco? Adoro.. Tom Mix! Amanhã fita alemã . Tudo azul e branco! Descansar .

sem dragões dos torreões . oh meus olhos saudosos dos ontens Esse espetécl. Asfaltos. 10 Lânguidos boticeIlis a ler Henry Bordeaux Nas clausuras. Um noite.. olhai. topázios e rubis . ~ • 4 • ~ ••• '" •• . Alturas da Avenida..25 Passa galhardo um1i1bo deimiaraDte. camltucá e tanprinal Guardate! Aos aplausos do esfusiante clown. Heróico sucessor da raça heríl dos bandeirantes. .laranjada Chiria. 15 Umclnzento de úsica e Mário . oh gmchos PaulistllS ancestremente! 20 E oh cavalos de cólera sanaüineal Laranja da China. paga 011 duzentos réis. um ouro. Calvicies de Pensllvlnia.. Oh larguezas dos meus itineririGs . Mário. Bonde 3. Gritos de gaticismo. altos repuxos de poeira Sob o arlequinal do céu ouro-rosa-verde .to encantado da Avenidal Revivei. Louramente domando um automóvel! ANHANGABAO Parques do Anhanll"baií nos fogaréus da aurora . Estátuas de bronze nu correndo eternamente.....As sujidades implaas do urbanismo.. Onde um Sol bruxo se dispersa Num triunfo persa de esmeraldas.. Na frente o tram da irrigação. laranja da Chinal Abacate. Solicitudesl SoliCitudesl Mas .. São cinco no banco: um branco. ~ Filets de manuelino.. Vastos. .o DOMADOR....

." Onde as tuas bananeiras? Onde o teu rio frio encanecido pelos nevoeiros. onde as tuas Aguas. nada de alegrias! . a escalar..aminha! .. Monte 510 Bernardo sem cães para os alvfssimos! CataclISmos de herofsnlol . Pnuido de estaias perfuaaudo em rosais o esqueleto ~ do JDOrCe8O ... a glória . Viver os respeitqsamen!-.. Vencer. Tripudiares galosl . contando histórias aos sacis? . cobrindo uma éclop que n60se. .. 15 Estes meus parques do Anhangabaü ou de Paris.5 10 O carvalho votivo etrondido DOI orgulhos do bicho de mtnnore parido no Salon .Nlo foi.. 20 Meu querido palimpsesto sem valor! Crônica em mau latim . O ftllto ••..Foi. DO. onde as mágoa& dos teus sapoa? "Meu pai foi rei! Foi. Os cinismos plantando o estancJ. . Os AMis quase todos muito ruln..... em lama. / E o contraste boçal do lavrador que sem amor afia a foice .• Nada de ~ia. . A CAÇADA A bruma neva ...... Clamor de vitórias e dolos .........de. Cospe os fardosl 10 Mas sobre a turba adejam os c:artues de Pilpel e Tirita como grandes mariposas de sooho queimando-se na hu ...Vu.... E o maxixe do crime puladioho na eternizaçio doa tr& dias .. 5 enviando para todo o universo novas ClIJ'tu.(.Nio foí. cre- . Roubar..rte.a de ViJ'Iiliol •.

passa o Oswald de Andrade mariscando gênios entre a multidão!. ... A engrenagem trepida. para carac:terizar deliciou mania do Oswald.. Honra ao mérito! Os virtusosos hão-de sempre ser louvados e retratificadol . HB!ot rep'étlu IqItlmamente a frue IA ouvida.. C il:l uqu~ lc... Viva virgem vaga desamparada.Abade Liszt da minha filha monja. dos criminosos que fazem [danos .. os moços. ArI~ulnal! .. Os quarenla-lfaus das riquezas! O vento gela . A bruma neva . Mas viva o Ideal! God save the poetry! ... Não houve pJállo.. • eDIAo lu •• r comum entre DÓ&.. Abandonos! Ideais pálidol! Perdidos os poetas. Mais um crime na Mo6ca! Os jornais estampam as aparências dos grandes que fazem anos.. 20 25 30 3S 40 Não há mais lugares no boa-vista triangular.11.. O vento gela .. na Cadillac mansa e glauca da ilusão. Malfadada! Em breve não será mais virgem nem dCSlUllparada! Terá o amparode todos os desamparos! Tossem: O Diirio! A Platea .. os loucos! Nada de asas! nada de ~Ia! nada de alegria! A brumaneva . Formigueiro onde todos se mordem e devoram..lIlMa ~.A última imqem está numa cr6nica rutilante de Hélíos. ..Dl Im 1IlIICII... Lívidos d~anos por um tostio Também quero ler o aniversário d05 reis .. VC::UUU:. Uma síncope: a aereia da polícia que vai prender um bêbedo no Piques . Fermentação de ódios egoísmos para a caninha-do-O' dos progredires . Nota: .

Com cabeleira feita de alianças polidas . Num perfume de heliotrópios e de poças Gira uma flor-d<HDal: . tomba e rola no chio . '.. Sapateando nos triIIlos.. E 88 nuvens baixas muito grossas. Cuspindo um oriffcio na treva cor de cal . .... Feitas de corpos de mariposas.. Sapateando ní'.s trilhos. Vejo do Turquestl.. As lassitudes dos sempres imprevistos! .... .......NUTUKNU Luzes do Cambucl pelas noites de crime . E as nuvens baixas muito grossas. E traz olheiras que escurecem alma' . Rumorejando na epidenne das árvores ...ulato cor de ouro.. . - Batat' assat'ô furnn! . Os diabos andam no ar Corpos de nuas carregando .... .. Ondula no ar a nostalgia das Baías .•• Um cheiro pesado de [baunilhas Oscila... Violão. E os bondes passam como um fogo de artif(ciO... Calor! . Calor.... "Quando eu mOrrer .~ Um in. Rumorejando na epiderme das árvores ....Batat'· ~'6 15 20 25 J funm! . : Fundiu esterlinas' entre as unhas roxas NOlIoscilantes de Ribeirio Preto . 5 10 Ginpm os bondes como umfoso de artifkio. Feitas de corpos de mariposas.. Calor! . Luzes do Cambuci pelas noites de crime! . Ferindo um jlfifício na treva cor de cal.

Jorrando um orificio na treva cor de cal . 5 Oh! para além vivem as primaveras eternas! As casas adormecidas parecem teatrais gestos dum explorador que o selo parou no frio .:. Estas minhas grades em girbdolas de jasmins..... do polo . Arlequinall Arlequillall As nuvens baixaa muito çossas.. - Batat' assat'O funm! . Brancos? E que os dica latam _ jardinal Ninguém.. E meu céu todo um rojlo de Jqrimu! . E o ciúme univenal •• fanflllTll8 glorious De saias oor-do-rosa e gravataa cor-de-rou! . Brancos . Sapateando nos triJho!. ODeIeflorem lnu:emas Para 06 encontro& dos guerreiros brancos .. PAISAGEM N... Mas sobre estas minhas grades em girlndolas de jasmins. Enquantp as tiav_ do Cambucinos.. e as onças pardas das montanhas no longe ... Marasmos . Rumorejando na epiderme das árvores. é 50 E os bondes riscam como um fotlO de artifício.. ninguán..çados! Idílíos sob os plátanos! ..... Balcões Da cauteJa Ia~jante..1ivres Da liberdade doa lábiosentreabe1105! .. ninguém se importa! Todos embarcam na Alamcda dos Beijos da AvenFllI M8s eu ..O 2 Escuridlo dum meio-dia de invemia . EltreIneções .30 35 40 45 E as almas acordando •• inios dos enJ... Feitas de corpos de mariposas.. O céu l! toda uma batalha convencional de conjetti brancos.. O estelário delira eu! camagens de luz.

quá! Vamos dançar o fali-traI da daelperança. torna ai lua paese! •. Sarabandani a tfsica.. / dos céus azuis nas 6pU. as doenças jocotoam em redor .J. Verde . Que vive dum bocejo entre dois galanteios 'I:'. as invejas. 'vestidas de eletrlçidade e psolina.cor dos olhos dos loUcos! Lembras-te? I~ As barcarolas Deus recortou a alma de Paulicéia num cor de cinza sem odor . < TU Morrente chama espIga... minha Karsavina! Quã...••. os crimes' e também as apoteoses' da ilusão ..•••• Ç"' •••• I .u._ . . a rir.ltalianinha..10 Lá para as bandas do lpiranga as oficinas tossem ....cor dos olhos dos loucos! As cascatas das violetas para os •.•••. . quá. a ambição. a rir dos nossos desiguais! ~. Todos os estiolados são muito brancos... Mais morta inda no esplrito! Espírito de fidalga... Mas o Nijlns!r:y sou eu! E vem a Morte... 2' Grande funçio ao ar livre! Bailado de Cocteau cornos barulbadores Opus 1921 30 São'Paulo I! um palco de bailados russos.. Os invernos de Paulicéia são como enterros de. verdes. .. Mas os homens pas8lllIl sonambulando E rodando Dum l!lltIdo nefário. Oh! para além vivem as primaveras 20 eternasl . Primaveral .1_ •.l~ I~ 1 de Ruaolol •• L.._.. •.••__ .

Toda insultos nos olhos. Pura neblina da manhã! Mulher que és minha madrasta e minha mãe! Trituração ascencional dos meus sentidOs! Risco de aeroplano entre Mop e Paris! Pura neblina da manhã! Gosto dos teus deaejos de crime turco E das tuas ambições retorcidas como roubos! Amo-te de pesadelos taciturnos. morrente chama esgalga. Ás alucinações crucifícantes De todas as auroras do meu jardim! .suOnica.. Toda convite nmsa boca 10uca de nlborea! Costureirinha de S40 Paulo. Never more! Emílio de Menezes insultou a memória do meu Poe . Materialização da Canaã do meu Poe . ltalo-franco-luso-brasfifco. Meio fidalga. meio barregã. Grepusculares e por isso mais ardentes.. 30 Oh! Incendiária dOI meus a1éns sonoros! Tu és o meu gato preto! Tu me esmagaste nas paredes do meu sonho! Este sonho medonho! E serás sempre. Gosto dos seus c:repuscuJares... Bandeirantemente! Lady Macbeth feita de névoa fina.10 IS 20 2S Mulher mais ]oDp Que os pasmos aluc:iDados Das torres de SIo Bento! Mulher feita de asfalto e de 1amas de várzea.

... (E si pusesse um verso de CrisEal No De Profunllil? ..Tens razão.. lábios pesados de adultério . como um tristemente longo .. Os homens passam encharcados ... Chove? ) Sorri uma garoa cor de cinza.. Casas nobres de estilo... O arco-íris dos perfumes . ombros nus.O 3 .cogumelo ~ podrid~s ...... Os reflexos dos vultos curtos Mancham o pelit-pavi . ~ ~ r~uge:. ) De repente Um raio de Sol arisco 20 RisCa o chuvisco ao meio. Este lírico plátano de rendas mar . .... põe a máscara! .....Mário. As rolas da Normal U Esvoaçam entre os dedos da garoa .. Muito triste. Ali em frente . O jazz-band dá cor ...... Higienópolis! . 10 O rei de Tule jOgou a taça ao mar . . Mas a noite é toda um véu-de-noiva ao luar! s A preamar dos brilhósllás mansões . COLLOQUE SENTIMENTAL Tenho os pés chagados !lOS espinhos das calçadas .. As Babilônias dos meus desejos baixos . tens razão.... Enriqueceres em tragédias ..PAISAGEM N. Mas neste largo do Arouche Posso abrir meu guarda-chuva paradoxal. minha Loucura. O clamor dos cofres abarrotados de vidas .. .. A casa Kosmos Dia tem Impermeáveis em Iiquidaçio .. Ombros nus...

sem roubos o carnaval dos títulos .. RELlGIAO Deus! creio em Ti! Creio na tua Bíblia! Não que a explicasse eu mesmo. Porque a recebi das mãos dos que viveram as iluminações! . ..Sem crimes.. Mas eu sou conde! ..Vê? Estas paragens trevas de silêncio .Deixe-me por O lenço no nariz.. .. . Nada de asas.. As casas-sem luzes E a mirra dos martírios inconscientes .Perdão...Apre! respiro.. a escorrer . Um fio de lágrimas sem nome! ... a escorrer.. hein! Dou-lhe gorgeta e cale-se... -Para os esgotos! Para os esgotos! 30 ... . 20 Percebeu. Pensei que era pedido. 15 . Só conheço Paris! . Si não fosse o talco adeus sacos de farinha! Impiedosamente . nada de alegria . Sabe que existe um Brás.Mas olhe.Venha comigo então.. em baixo das portas. ... Esqueça um pouco os braços da vizinha .Sou conde! . 25 A rua toda nua . um Bom Retiro? . Tenho todos os perfumes de Paris! . O sultão tem dez mil.. A Lua.Cavalheiro .

os meus joelhos criaram escudos de defesa contra vós! . No poço das minhas erronias vi que reluzia a Lua dos teus perdoares! . . venho depositar aos vossos pés verdes a coroa de luz da minha loucura! Alçançai para mim a Hospedaria dos 1amais Iluminados! . . ' "Santa Maria.Cantai como me arrastei por vós! Dizei como me debrucei sobre vós! lU 15 lI) Mas dos longínquos veio o Redentor! E no poço sem fundo das minhas erronias vi que reluzia a Lua dos seus perdoares! . Naves de Santa Efigenia. .. e 05 mações.lhe-ia os meus dinheiros e minhas mias tamWm! Santa Maria dos olhos verdes. . e que nem sabem ser Pecado! Oh! minhas culpas e meus tresvarios! E as nobilitações dos meus arrependimentos chovendo para a fecundação das Palestinas! Confessar! . mãe de' Deus"./ 10 Rio-me dos Luteros parasitais e dos orgulhos soez. verdes.es que não sabem ser orgulhosOs da [Verdade. 15 Noturno em sangue do 1ardim das Oliveiras!" .Catolicismo! sem pinturas de Calixto! . . As humildades . . . . •• A minha mãe-da-terra é toda os meus entusiasmos: dar. que são pecados vivos.

Os caminhões rodando. estalidos .. 10 Oh! as indiferenças maternais! . E a coroação com os próprios dedos! Mutismos presidenciais. As bandeiras e os clarins nos armazéns abarrotados . para trás! Ponhamos os (Vitória!) colares de presas inimigas! Enguirlandemâ-nos de café-cereja! Taratá! e o pean de escárnio para o mundo! Oh! este orgulho máximo de ser paulistamente!11 . estrépitos.... Rumor surdo e rouco. Mas as ventaneiras dos largos cruzados! .. s Na confluência o grito inglês da São Paulo Railway . as carroças rodando. . as ameaças. Rumor surdo e rouco.. Muito ao longe o Brasil com seus braços cruzados . estalidos ...... Rápidas as ruas se desenrolando. E o largo coro de ouro das sacas de café! .. E o largo coro de ouro das sacas de café! .. Hostilizar! .o 4 Os caminhões rodando. as audácias superfinas! . Fogem os fazendeiros para o lar! . Cincinato Braga! . as carroças rodando.PAISAGEM N. Rápidas as ruas se desenrolando. Mas as ventaneiras da desilusão! a baixa do café! .. As quebras... 15 20 Lutar! A vitória de todos os sozinhos! . estrépitos..

PI.. _ whal wIlat •. QaoIldo • aoHata canta bi liIIDcIo orquatral _ aaIvo rnenclonodoI..IDAIlBS AURIVERDBS (hi aa_te falta •• -l ~ InatnJmoalol _... _I" SItdu_ Diatribuiçio du vozes: os ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS - (escritora e demaio artffbo I.. Noo ClllI'OO cIoo ORlENTALISIIOI CONVENCIONAIS.um. Outros __ ~ . E.. AI.. "0. lnatrumentiatu cIirlIicIoa por _tros .oçal de execuçIo: A eapIanada cio Teatro MuDiclpol.. OS SANDAPIUlUOS INDIFERENTES .) - 1.•~. viIlcIoo cio ~. Sio poa1o •• ._~ ~~ _~_~o 1aDciDante viou........ coatnl1lOo. SoHlta.. \VOe i.. t e cantam u JUVEND. meamo aaIm. ' AS JUVENILIDADBS AURIVBRDBS ... me I have -.aqo... lIada e ~ •••••.. AS SRNJlCTUDBS TlU!MUUNAS . . im_te <OI'Cl aflDadIaImo de oopranoo.Sopraao Ilpiro. cadu DOten:apleoo que lOII>M IObre OI jardim..(_ e burirueoea) . barítonos.o.__ tOllOl e baixos. •••• te pobre) . zeDHIO • COIllI'aI<JOtO cIoo _tros./ AS ENFIBRATURAS DO IPIRANGA (Oratório profuo) To have -.. 00 lnatrumenlol que _ -. Ac:ompanlwnento de orq •••••tra e banda. e1.Coro •• oopranlatu. _ junla-te • ~ J! um Iulti formidadr>. flautas. cIartM •• QuIncIo .. bmlroo. sempre _I Que o dlp WoIte< VOIl Sl<>IziDIl MINHA LOUCURA .. ••.Teooreo.cIesaflaam.(DÓOl. DOlI..(operariado..

cada timbre poc lUa vez. Na Aurora do Now DIa Prclúdio As caixM anunciam a arraiada." E começa o oratório profaoo.OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS estão nas janela. do Hotel Carlton c mesmo da Uvraria Alves. e terraço.i. Os SANDAPILARIOS INDifERENTES berram do Viaduto do Ch. que teve por AS ENFIBRATURAS DO IPIRANGA DOm~ . do Teatro Municipal. enunc:lam. d. Tipop-afia Weilf)ol.OOOcantores c:onc:crtam apreuadamente as_taa e tomam f6lep> com enquanto os borá. da Prefeitura. da Rôtiaaerie.i. Mas as JUVENILlDADES AURlVERDES <silo em baixo. as trompas. com os pés enterrados no solo. sem desenvolvimento. MINHA LOUCURA no meio delas. As SENECTUDES TREMULINAS disseminaram-se pelas sacadas do Automóvel C)U~.O hac vite. nem harmon.zaçlo o tema: "Utiliua est saepe ee seauius quce non habeat multas conlOlationes in --". entre lafIOI oiUncloo reflexivos. o órllo. ao longe. nos parques do Anhanpbaú. Todos OI 5SJ.

As ignortncias Iluminadas. pé de anjo! Foral Fora o que ~ de despertar! ... Na fremente celebraçio do Universal! . as 1IllUlPS.AS JUVENlLIDADES AURIVERoES (pIaDIuImo) Nós somos as 'Juvenilidades Auriverdes! As franjadas flImulas das bananeiras. 5 Os lirismos doa sabiás e das jandaias. As esmeraldas das araras. os cajus Almejam localizar-se triunfantemente. Nós somos as Juvenilidades Auriverdesl 10 As forças vivas do torrão natal. Os rubis dos colibris. Os novos sóis luscofusco1ares Entre os sublimes das dedicaçõesl ... Todos para a fraterna música do Universal! 1$ Nós somos as Juvenilidades Auriverdes! OS SANDAPILÁRIOS INDIFERENTES (num •••••••pIdo prelo) 20 Vá de rumorl Vá de rumorl Esta gente não nos deixa mais dormir! Antes "E lucevan le steIle" de Puccinil Oh! pé de anjo. Os abacaxis.

. doutrina de cipó! Usamos capas de seda..Pão de Icaros sobre a toalha extática do azul! Os tuins esperanças das nossas ilusões! Suaviloquências entre as delíquescêncías so Dos sáfaros. Per omnia saecula saeculorum moinhos terão mó! Anualmente de sobrecasaca. l'llCOlDOÇllJD mais alto. Sobracemos as muralhas! Investe com os cardos! Rasga-te nos acúleos! Tomba sobre o chão! 45 . não de paletó. incertas) Magia das alvoradas entre magnólias e rosas ..os 25 30 35 40 UKlbNTAL1:)MU:) CUNVbNClONAIS Somos os Orientalismos Convencionais! Os alicerces não devem cair mais! Nada de subidas ou de verticais! Amamos as chatezas horizontais! Abatemos perobas de ramos desiguais! Odiamos as matinadas arlequinais! Viva a Limpeza Pública e os hábitos morais! Somos os Orientalismos Convencionais! Deve haver Von Iherings para todos os tatus! Deve haver Vitais Brasis para os urutus! Mesmo peso de feijão em todos os tutus! Só é nobre o passo dos jaburus! Há estilos consagrados para Pacaembus! Que os nossos antepassados foram homens de truz! Não lhe bastam velas? Para que mais luz! Temos nossos coros SÓ no tom de dó! Para os desafinados. aos raios do maior solar! .. é só escovar o pó! Diariamente à mesa temos mocotó! . .. Vamos visitar o esqueleto de nossa grande avó! Glória aos iguais! Um é todos! Todos são um só! Somos os Orientalismos Convencionais! AS JUVENILIDADES AURIVERDES (perturbadas com o fabord1o. Apelos do estelário visível aos a1guéns ..

•.I AS SENEcruDES TREMULINAS (tempo 6S 70 H 80 Quem são estes homens? Maiores menores Como ~ bom ser rico! Maiores menores.3 V.•.•.3.•. E as instituições? as Nio podeI Nio pode! de minueto) ..•.lLlU.•• .uaIlolV...)l Anda! Não pares nunca! Aliena o duvidar E as vacilações perpetuamente! .... que bom!) Da alta madrugada No largo do Paiçandu! Alargar as ruas .J.••~ .la U. aó3 p."'iW.. Das nossas poltronas Maiores menores Olhamos as estátuas Maiores menores Do signor Ximenes . " A.O grande escultor Só admiramos os célebres E os reco~endados tambéml Quem tem galeria Terá um Bouguereau! Assinar o Urico? Elegância de preceito! Mas que paulíficâncía Maiores menores O Tristão e I solda Maiores menores Preferimos os coros Dos Orientalis mos Convencionais! Depois os sanchismos (Ai! gentes.A.•...aV""'o&'"' •..•.•.

. 95 100 Estas marés da espuma branca E a onipotência intransponlvel dos rochedos! Intransponivelmente! Oh! . Os cérebros das cascatas marulhantes E o beneficio das manhãs solenes do Brasil de harpa) ... Mas as minhas tranças muito negras Emaranharam-se nas raizes do jacarandá ... Mas as minhas mãos muito frágeis Apoiaram-se nas faldas do Cubatllo. A traição das mordaças! E a paixão oriental dissolvida no mel! . A minha voz tem dedos muito claros Que vão roçar nos lábios do Senhor.1I_ndos 105 I 10 Estas nuvens da tempestade branca E os telhados que não deixam à chuva batizar! Propositadamente! Oh! ... Os meus olhos têm beijos muito verdes Que via cair às plantas do Senhor...90 Maiores menores Mas não há quem diga Maiores menores Quem são esses homens Que cantam do chão? (a ocqucatra súbito emudece. Os cérebros das cascatas marulhantes E o beneficio das manhãs serenas do Brasil! (JITlII1des . depois duma lIlUlde PllIalhada de Timbales) MINHA LOUCURA (recitativo e bablda) Dramas da luz do luar no segredo das frestas Perquirindo as escuridões .

11S

120

Estas espigas da colheita branca
E os escalrachos roubando a uberdade!
Enredadamente! Oh! ...
Os meus joelhos têm quedas muito crentes .I
Que vão bater no peito do Senhor;
Mas os meus suspiros muito louros
Entreteceram-se com a rama dos cafezais ..
Os cérebros das cascatas marulhantes
E o benefício das manhãs gloriosas do Brasil!

~,tro_,,,,,,,)

AS SENECTUDES TREMULINAS
(iniciando uma ••••• ta)

Quem é essa mulher!
~ louca, mas louca
Pois anda no chão!

ASJUVENILIDADES

AURIVERDES
(num crescendo fantástiClD)

125

130

135

ódios, invejas, infelicidades! ...
Crenças sem Deus! Patriotismos diplomáticos!
Cegar!
Desvalorização das lágrimas lustrais!
Nós não queremos mascaradas! E ainda meDOS
Cordões "Flor-do-abacate" das superfluidades!
Os tumultos da luz! ... As lições dos maiores! ...
E a integralização da vida no Universal!
As estradas correndo todas para o mesmo final! ...
E a pátria simples, una, intangivelmente
Partindo para a celebração do Universal!
Ventem nossos desvarios fervorosos!
Fulgurem nossos pensamentos dadivosos!
Clangorem nossas palavras proféticas
Na grandeyprof~~~_"1~~
__~__,

A passiflora! o espanto! a loucura! o desejo!
Cravos! mais cravos para nossa cruz!

OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS
(Tutti. O crac:endo ~ resolvido
marcha fúnebre)

numa solene

Para que escravos? Para que cruzes?
Submetei-vos à metrificação!
IS A verdadeira luz está nas corporações!
Aos maiores: serrote; aos menores: o salto ...
E a glorificação das nossas ovações!

AS JUVENILIDADES AURIVERDES
(num

iO

clamor)

Somos as Juvenilidades Auriverdes!
A passiflora! o espanto! a loucura! o desejo!
Cravos! mais cravos para nossa cruz!

OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS
(a tempo)

iS

Para que cravos? Para que cruzes?
Submetei-vos à poda!
Para que as artes vivam e revivam
Use-se o regime do quartel!
~ a riqueza! O nosso anel de matrímôníol
E as fecundidades regulares, refletidas
.
E os perenementes da ligação mensal
.

AS SENECruDES

TREMULINAS
(aos miados de f1autim impotente)

Bravíssimo!

Bem dito! Sai azar!

nl!:. nPrPnpTnllOntpc

,.J~ ]100.,..;'''

!:lft11l':ll11

AS JUVENILIDADES AURlVERDES
(berrando)

160

Somos as Juvenilidades Auriverdes!
A passiflora! o espanto! a loucura! o desejo!
Cravos! mais cravos para nossa cruz!

./

OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS
(da capo)

165

170

Para que cravos? Para que cruzes?
Universalizai-vos no senso comum!
Senti sentimentos de vossos pais e avós!
Para as almas sempres torresmos cerebrais!
E a sesta na rede pelos meios-dias!
Acordar às seis; deitar às vinte e meia;
E o banho semanal com sabão de cinza,
Limpando da terra, ca1mando das erupções ....
E a dignificação bocejal do mundo sem estações! ...
Primavera, inverno, verão, outono ...
Para que estações?

AS JUVENILIDADES AURlVERDES
G6 vocifennteo)

175

Cães! Piores que cães!
Somos as Juvenilidades Auriverdes!
Vós, burros! malditos! cães! piores que cães!

OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS
(oempre man:ba fúDebre, cada vez JIIlÜIforte poráa)

Para que burros? Para que cães?
Produtividades regulares. Vivam as maleitas!
Tnh.rrnit~"",lac

rtP nn141lO'arlac:

rprhu;:l

Na prosa Macedo. na escultura Fídías: Corot na pintura.. Vós. cidades.. os que detesta. Valsas de Godard no piano alemão.Nas arquiteturas renascença gálica. . Não existe esse sufixo: quero sim bater milhor o ritmo. nos versos Leconte. Concertos de meia à luz do lampeão. o noivo .. mulher. Na música Verdi... eternamente eterna.. ~qui o leitor. Marido.. se for partidário dos ORIENTALISMOS. as cidades. porá nomes de escri-es paulistas que aprecia e das JUVENILIDADES. AS JUVENILIDADES AURIVERDES (numa lrita descompassada) Malditos! Boçais! Cães! Piores que cães! Somos as luvenilidades Auriverdes! A passiflora! . as filhas. as cidades. cidades. malditos! boçais! OS ORIENTALISMOS CONVENCIONAIS (lfO o corso E as as e mil aos domingos. o chá no Trianon . cidades (1) AS JUVENILIDADES AURIVERDES (ffff) Seus borras! Seus bêbedos! Infames! Malditos! A passiflora! o espanto! a loucura! o d . D'Annunzio e Bourget! E na vida enfim. Exemplo m meu próprio nome: E as mariocidades.

bem como as SENECTU· DES TREMULlNAS e os SANDAPlLA.. A oro questra evaporou-se. tçaDdo CIOouvi<loo • JIr&Ilde.. !!! Silêncio. para . a nossa . Os mautri sucumbiram. Mais cravos . ORIENTALlSMOS CONVENCIONAIS. sublimes. choraocIo. Descansai! Ponde os lábios na terra! Ponde osolhosna terra! Vossos beijos finais.. AS JUVENILlDADES AURIVE. à múima Verdade.RDES (loucos.. . 200 (fffff) . / Das antiguidades às atualidades. Ao fim das idades sem desigualdades Ouem há-de ...RIOS INDIFERENTES fulfram e se esconderam. Caiu..tombadas no 0010. . tombando ••••wtos) Seus (A maior palavra feia que o leitor conhecer) Nós somos as JuveniJidades Auriverdes! A passiflora! o espantol . vossas lágrimas primeiras Para a branca fecundação! Espalhai vossas aImas sobre o verde! Guardai nos mantos de sombra dos manacás Os vossos vagalumes Interiores! Inda serão um Sol nos ouros do amanhA! de . e na solidlo da noite das mil estréias •• JUVENILIDADI!S AIIRI· VERDES . Cravos!. a loucura! o desejo! . espavorida. cboraodo o arrepeodImonto do tresvarío final. e as perpetuidades Das celebridades das nossas vaidades.... ~. . . MINHA LOUCURA (••••• lDOIlte _ adormentar) 205 210 • c:antip Chorai! Chorai! Depois dormi! Venham os descansos veludosos Vestir os vossos membros ....OS ORIENTALlSMOS CONVENCIONAIS ... O. aliás.

Os orvalhos .l4-_ •. As vésperas do azul ... Os votivos . (Chorai!) Das praias sem borrascas. As borboletas . (Chorai!) Das florestas sem traições de guaranis (DepoIs dormi!) 1"###BOT_TEXT### •••.••. Digo-vos eu nos mansos Oh! Juvenilldades Auriverdes.. meus irmãos: Chorai! Chorai! Depois dormi! Venham os descaDllOl veludosoe Vestir os vossos membros! ..... Tereis a cultura da recordaçlo! Que o Cruzeiro do Sul e a saudade dos martlrios Plantem-se na tumba da noite em que sonhais .. Descansai! Diutumamente cantareis e tombareis...c.. As rosas . Fechai vossos peitos! Que a noite venha depor seus cabelos aléns Nas feridas de ardor dos cutilados! E enfim no luto em luz. . As preces subidas As graças vertidas ... Ondular do vai-vem! Embalar do vai-vem! Para a restauração o vinho dos noturnos! .... As milhores vozes para vosso adormentar! Mas o Cruzeiro do Sul e a $8Udade dos martirios .... Importa?! ......•••••••• __ w.. _11 . D __ T_ •••• I__ ...220 22' 230 2H 240 24S 2'0 A IDllD5anoite com seus dedos estelares Fechará nossas pálpebras ... Mas em vinte anos se abrirão as searas! Virão os setembros das floradas virginais! Virão os dezembros do Sol pojando os grânulos! Virão os fevereiros do café-cereja! Virão os marços das maturações! Virão os abris dos preparativos festivais! E nos vinte anos se abririo as searas! E virão os maios! E virão os malos! Rezas de Maria Bimbalhadas . O todo-dia dos imolados sem razIo .....

.) (As JUVENILIDADES namente surdas. patadas.254 Venham os descansos veludosos Vestir os vossos membros ...... os desertos . hotéis . lAUS DEO . zurros.cresce uma enorme vaia de anorioe.escancaradas. os Caíns . "/ AURIVERDES e MINHA WUCURA adormecem eterenquanto das ide palácios.. dormindo) Eu . a maldição. t1PQl1nf1ao. Descansai! (quase a sorrir.. leal ••••. mas c:eps .

no Brti. comércio e especulação: Eram famosos os chás das cinco. bem como palco de graÍldes bailes de carnaval. Mário de Andrade faz nova referência ao cíne-teatro Colombo em sua crônica "Lar498 . Fl'llIIÇ& Pinto e inaugurado em 20 de fevereiro de 1908. pela Cia Dramática Italiana. Como nos conta Frederico Branco. Algodoall .PRECISANDO A CIRCUNSTANCIA Pareceu-nos importante precisar os dados de circunstAncia apreendidos nos textos poéticos de Mário de Andrade. (Frederico Branco . ~ nou primeiramente como restaurante-confeitaria de luxo com o nome de Belvedere. sob a direção do Cel.. 12: "Há fita de série no Colombo." COWMBO: famoso teatro no Largo da Concórdia. servidos ao ar livre com . do ator Bognese. tomou-se cinema. o Parque Siqueira Campos.. 7: "Bofetadas líricas no Trianon . em toda sua plenitude..No tempo de Trianon.. Anos mais tarde. em São Paulo. edificado em 1907. ao leitor de hoje. " TRlANON: edifício construido no inicio deste século na encosta do bosque que seria. na Avenida Paulista. gelados finos".) * "ESCALADA" V. alimentada pela' riqueza antiga do café e a nova fortuna da indústria. Tomou-se o centro da "ostentação e feira de vaídades da década de lO. com o drama de Giacomettí Maria Antonieta. PAULIC~IA DESVAIRADA "INSPIRAÇAO" V. a fim de que os poemas possam aparecer.

. •. a Padaria Espiri~I •. PADARIA ESPIRITUAL: movimento surpdo em ~ (1892 . promoveu conferências e saraus. " ciscano muito freqüentado por M6rio de ADlInIde. onde o assunto eram OI ... (Jacinto Silva .).) . no centro lia:. 1: "Triângulo" .. Publicou o qUÜlllllUlll O. lteorpnl •••.. Tál no Diário N acionai). ." ~ Americano .1898). . e Crônicas V.. Paulo p!e5 ~. " ... Aos sábados.1ft!)'. !'fl:! ca.. procissões e desfiles cívicos. do A rua Direita considerada a rua da elegância.. ..• ~ "~(i! Comparação juntando dois momentos de ruplUra.. 1932. .-" * "'Id''...São Paulo Naquele Tempo: 1895 . as conversas giravam em tomo do café. P' ".. congtegando jovem artista.. . "RUA DE SAOBENTO" V."" .20: "Toca a banda do Fieramosca: Pa. Participava .•• com alamares e laço húngaro dourado nos braços.IV'. los. (V..:W Paulo trajando: "chapéus à bersaglíerí. e uma pluma pendente do outro.. Direita e XV de Novembro.se reuniam em bares e cafés.' Na Rua de São Bento. pa.. .ij{ tada ao lado.: Príncipe de Gales. pa.••••• foi demolido e aí está hoje o Banco Geral do Comérdo.~ . TRIANGUW: assim era chamada a confluência Bento..' . era obrigatório. IN. •••....ua 15 era a rua dos bancos. a das Bolsas de Merc:lldotillt' •• . • chiques atraia o público feminino. R.JOI" FIERAMOSCA: referência à banda de música ÉttÓre p~ de festas.A cidade dé 51&' ••••• 1.~~ud MoIséI""l':' PM/fIMO ~ Po. Próximo ao Comercial ficava o W·... .. Caracterizo1He.'•.. de aba grandé lIiW.' .go da Concórdia" no Diário Nacional de 14 fev. . 15: "O Clube ComerciaL. se.. com . iJIicW'''''''' pela atitude boêmia e pelo espírito de troça.. 0' .'.P~.. ".. recepciODOU.•••• " • . e _1••• . CLUBE COMERCIAL: funcionou no edífícío _ Ramos de Azevedo na rua Ubero Badaró.D~ ~i ..' . recebia a "alta burguesia paulista". V.

:.. ins~:j ao poeta os versos de Paulicéia Desvairada. .. obra.1--' ESPERlAMENTE: alusão ao Clube Espéria. .~ Poema recitado por Mário no Teatro Municipal de São p. de 13 de. no Correio Paulistano. Ha~ stores.. por italianos." V. .. em 1963..' . V. 8: "Ritmos de Brecheretl E a santificação da Morte~"·n~ BRECHERET.•. fala sobre Serafino Chiodi (V. adq ••. coração comercial de São Paulo.Artes Plásticas).'.. Opus 24 para piano. fundado em l. Doze de seus trabalhos fazem parte da Coleção (V.:~ de:2 V... '. 2: "Porém os Borba-Gatos de ultra-nacionais esperiamentel'" ~. 24: "Padaria Suíça! Morte viva ao Adriano!" '<t'l . Satirizada pelo poeta. . como pianolatria. Meias de HAT STORES: famosa chapelaria de Serafino Chiodi.•. O Gedeão do Modernismo: 1920/22). ·t~. Barrel~. provocou grande impacto e."TIET2"'l\ V..'li":' ~"'I~i.. de Menotti Del Picchia. ·~i(j. situado à rÚa Formosa: esnecializado em nães e dol:êj . ..11. 12: "E tocam o Printemps com as unhasl" o. . de certa forma.. Yoshie S. durante a Semana de Arte Moderna.' 1921.d'j novembro de 1899.!. retoma o nome·p~.' PADARIA SUIÇA: renomado estabelecimento da cidade de_ Paulo... Peça de repertório das "filias-familias" da bur~b sia paulistana. " "OD"O DURO"... Victor (1894 . A crilQ ~ dera o. Partici~. Durante as guerras mundiais tomou o lII!I'IIIa de Floresta ~sporte Clube. 12: "Quina Mignone. Santos margens do Tietê.'"· .. '. debaixo de grande v V.:. nl)' dó século XX.' . zada na rua Direita. Monumento às Bandeiras sua maior e . ~t PRlNTEMPS: sonata de Beethoven em Sol maior.'. vamente dos momentos iniciais da formação do grupo ~ nista de São Paulo.. "O Semeador de Elegâncias" a crôoil:a '....o.maiS imPO~. Coleção Mdrio de Andrade . por MA..1955): Escultor. A sua Cabeça de Cristo (1920). à Av.

1lO~. r.. Qual BartlI . E. Prancesca (E.. 11-13: "Frledenrelch fez goall Comerl Que julzl Gostar de Bianco? Adoro. 11: "Mas bli rendez-vous na meia noite do Armcnooville ... ao São Paulo. pagavam freqtila~ _1~Jl[ ft_l_ a. 38: "Todos para a Central do meu rancor iDebriautel" .. " ....:.V. • paulista. tenoeu ao GennAnia. Cognominada a "Regina indestronivel" pela .... FRlEDENREICH. o meu xari maravi1hoiol ../ "TRISTURA" V. (ReYlata ~. os ciDe ColalllbO da Concórdia . aos 43 ano. T1wmas Edwt'n (1880 - :. M6rkl --. ~t·( ~ FITA ALEMÃ' na cWcIllIa de 20.1984): fllho de alemIo •• mulata foi jogador de futebol durante vinte e Mil ••••• ' ••••.. MIX..~ .x~l~ O=fie~can::. a elite do futebol paulista na d6cada de 20.:. " ARMENONVILLE: Conhecido bordel no Largo do ~. aq~:"" V. Tiros . esporàdi~ae.. Tom Mixl Amanhi fita aleml .c? BERTINI. ex-larso do PaIAcio.J.e Mafalda..." . Blanco e o "xará maravilbolo". . viram jopr.o. .. de beiços .. Foi considerado pela crítica espor'Iha_ 'ti maiores centro-avantes Que o Brui1 ji teve.. 1940): estreiaDdo em'19lO... sua carreira no FIamenp. * "DOMINGO" V. . Encerrou.(. CENTRAL: Delegacia de Policia localizada no Pitio do CoWpo.· filmes. Arthur (1892 .. em 1m.T_----I . (Dicionário de Atores e Di4rio Popul4r). ... ao lpiraop. ' voltando a figurar depois disso. ao Americano.~ DO LIirID ••••• --'-_ .. comparam-no a Pelé. Frledenreidl· ~ •• lado de BartO..rI.'I'_.Iena Seracini Vitiell. 26-28: "A Bertíni arranca os cabelos e morre Fugas . Cessa seu trabaIbQ ç.~.J_ WF &_ •••_ "J_I ":.): CODIi."{la primeira diva do cinema italiano.

'... Chiâií1!t. atual Blmdeira.logo se esgotavam. Durante toda a década de lO. Sodré . fundado ••• São Paulo em 1.. ~ . " .':'. '... 26. laranja da Chinal Abacate.'~ ':. Foi fechado em 1942..iif~ * "NOTURNO" .~: . Esporte. e propaganda.. (Idem).. "" DllJUO POPULAR: periódico paulistano fundado em nov. V. 1910).. as batatas . Imprensa no Brasil). por se posicionar om '. ··v A PLAT1UA: jornal de oposição à monarqula. 51: "Batat'assat'ô furnn! . (Nelson W.. governo de Floriano Peixoto.i~ :>:4 V.({ "·. laranja da China. um bêbedo no Piques ..' da polltica do Eixo naaí-fascísta. das batatas doces ao fomo.i6 . 27: "Tossem: O Diário! a Platea .. passava o 1~.0 de julho de 1888 por Horácio de ~. feita pelo povo * "A CAÇADA" V. Penteado .'lj 1'nIIçJ'. ao anoitecer.. voltando a circular poucd'" ~.BelmV_Mo. . o jornal teve sua circulação suspensa por a•• ··. po depois. Ligava-se ao Bexiga. '. Em 1894. 18: "que vai prender do modernismo paulista..: '1 PAPEL E TINTA: revista em 1921. cambucá e tangerina. 10: "Mas sobre a turba adejam os cartazes de Papel e Tint. V_J didas a um tostão cada. " PIQUES: Bairro da cidade de São Paulo.:\:f.." ." Paródia dos acordes iniciais do Hino Nacional. V. cesto à cabeça apregoando.bro de 1884 por José M. com a mesma denominaçlo. dtJ."ODOMAOOR" V. 13.T_ as mais diversas secções: Palcos e Salõea. O jornal continua em clrculaçlo até o t.21·22: "Laranja da China. ~. ..A H . Lisboa e Américo de Campos.

~o ~ Ramos de Azevedo. localizado à Rua Direita.. tendo Mário perdido al. tomou-se histórica. A performance de Nijinski e 'amara Platanova Karsavina em O Espectro da Rosa. minha Karsavina!" / NDINSKI.am ••. . que se notabilizou por sua capacidade de permanecer durante longo tempo no ar. Poema e artisq causaram grande escAndalo.510. baiJa. quando no alÚIO "O meu poeta futurista" no Jornal do Com~rcio. dê suas alunas de piano. Seu desempenho _ O Espectro da Rosa. de· ÚI Dama). .· 2" V. "PAISAGEM N. 14: "As Referêncía a "Caetano jetado por rolas da Normal" às moças da primeira Escola Normal de . tinos do mundo."PAISAGEM N. em estilo renascentista. 4: "A casa Kosmos nAo tem impermeáveis em liquicleçio'" CASA KOSMOS: conceituado estabelecimento comercial.· 3" V.Paulo. Vaslav (1889 . na Praça da Rep6blica." * 11. _ Londres. especializado em roupas feitas. em que dá um salto de vários metrcIit.1950): um dos mais perfeito. V. lançou Mário de Andrade. em 1911. é dificilmente igualado. (Diccionario dei BaIlet . * Poema transcrito por Oswald de Andrade.Sio ~i 27 de maio de 1921. de Campos". 30-31: "Mas o Nijinski sou eu! E vem a Morte. 14.

..:* sua obra Da vida dos nossos animais.' .:~i~ The StJo PauIo's Railway Company Ltd: empSl . .V:: * "AS ENFIBRATURAS DO IPIRANGA"dsb V.' ding a Alfred Pouglas. (Ri~. 29: "Deve haver Von Iherings para todos os tatual". V.:1 * . DE PROFUNDIS: o livro conhecido sob este titulo parte de um texto que Oscar Wilde enviou do árcere :.FomuzçtJo Histórica de StJo Paulo).1'###BOT_TEXT###quot;. fisionomia da cidade de São Paulo com os meIho.· .1933): Diretor do ~~ . '.:.. 5: "Na conflu!ncia " .~. AIJI Ipiranga. . . ..L ~\ :~ .. '.<~~:- V lHERING.. . a obra -. Publicado em 1905.. 2 a ~: tração ~ come cada experiência "adquire valor e ~ de arte . (Idem).. ' . c'.. "PAISAGEM N . cio (1515? .o~." Mauá e seus sócios. Em 1933.1585). Rudolph von (1853 . ~ ruuio úttert1rio: Opere IO~-·\tl i1iid l!:EI" . . 16-17: "(B si pudesse um verso de Crisfal No De Profundis? .. feitos nas proximidades da estrada de ferro. . Aberta ao tráfego em 1867 vem .. saiu publicâdã.oi V..•• " o gri~ inIlea da SAo Paulo w'. ~ ferroviário formado em Londres em 1869 pelo V .': ponto culminante da vida e da filosofia wildeana. Von Ihering realizou imJlOl1l!lMlill trabalhos sobre a fauna brasileira. '. Na l!poca.. Durante muito tempo a autoria da por sua insplraçlo bucólica. foi atribuída a BernardIm ltItiéIWi CrisfaI ~ a forma anagram6tica de CRIStóvio PALcIo.'.f~.}'1~ . o museu dedicava-se apenas à ~ ~ Mineralogia e à Zooloala. ) CRISFAL: «Ioga de poeta portugu!s Cristóvio de ~.. .

64: "Do signo. Tdcido de (1899 - 1~) . nas avenidas. com projeto baseado na telà de Pedro Américo O Grito do lpiranga. (V. V. Sio Paulo.. por Mário de Andrade na crônica "O grande escultor" no Di4rio NIICimuIl. ou então.V.-a p6 pelo Trianon.r Xímenes" XIMENES.rbo intrlUlSitivo. de fato.QUI XII. Ccntenario da Independência. satiricamente. Em 1927 Ximenes foi. ALMEIDA. 5: "Tácito hoje não veio".. nos dias de Carnaval f. Foi um dos grandes amiaos de MA. colaborou na revista Klaxon. " CORSO: era costume. * . * LOSANGO CA... 191: " . na d6cada de lO. 23 ne novo 1927.. "INSPIRAÇAO").. .. . Ettore (1885 . o chá no Trianon . TIái e Cr6rrica 110 ~oN~.. as fanúliu paa. ·0 cono dos domingos. a figura focalizada. ~ 1922 venceu o COIlCUr$O para o monumento comemorathlb 80 1. TRlANON: (V..poeta do grupo modernista de 810 Paulo. innlo do autor ae Soror Dolorosa. O corso do Carnaval ~ novamente objeto de atençio de Mário de Andrade em AltUIr.-o cono de carro.1926): escultor italiano. como o "Bolo de Noiva". Monumento do lpiratqa conhecido. "Que sonol" V. popularmente.