UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE TECNOLOGIA QUÍMICA
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA III

TRANSFERÊNCIA DE CALOR EM ESTADO NÃO ESTACIONÁRIO (OU
TRANSIENTE)

São Luís - MA
2016

Fábio Alejandro Carvajal São Luís 2016 .ANA BEATRIZ DA PAIXAO RIBEIRO NUBIA CRISTINA FONSECA DE CARVALHO TATIANA BORGES DINIZ TICIANE MORAIS DE RIBAMAR TRANSFERÊNCIA DE CALOR EM ESTADO NÃO ESTACIONÁRIO (OU TRANSIENTE) Pré-relatório apresentado ao curso de Engenharia Química como nota parcial da disciplina de laboratório de Engenharia Química III. Prof.

utilizou-se uma esfera de alumínio e outra de PVC.RESUMO Nesta prática experimental será analisado o processo de variação de temperatura no interior de dois corpos com a mesma forma geométrica e materiais distintos. alumínio. banho e Biot. . obtidos experimentalmente em função do número de Fourrier. PVC. Palavras-chave: Transferência de calor. Neste caso. Registrou-se a variação de temperatura no interior dos dois corpos esféricos e elaborou-se um gráfico com uma variação de temperatura adimensional. trançando-se também os valores do número de Biot e obtendo um valor médio do coeficiente de calor convectivo. que foram submetidas a um banho com temperaturas inferiores a 80°C. Fourrier.

Lista de figuras .

Lista de tabelas .

SUMARIO .

verificou-se que a temperatura do corpo varia ao longo do tempo comprovando-se que a transferência de calor ocorre em estado transiente. sistema de aquecimento e controle automático micro processado. controladores de temperatura da marca Ethik Technology (modelo 521/2D) com potência de 1500W. resolução de 0. OBJETIVOS Determinar do coeficiente de transferência de calor convectivo médio entre uma superfície sólida e um fluido. é necessário ter em atenção o número de Biot. sensor de temperatura tipo Pt 100. INTRODUÇÃO No contexto do estudo do comportamento térmico de um corpo que se pretende arrefecer ou aquecer. 7 . convecção e radiação. com sistema PID.1°C. Para verificar como ocorre essa transferência de calor em estado transiente. Este método permite calcular o tempo que demora um determinado corpo a atingir uma determinada temperatura ou calcular a que temperatura se encontra o corpo ao fim de um determinado tempo. termopares do tipo J. de quatro dígitos.1 Descrição dos equipamentos experimentais A aparelhagem experimental consiste basicamente de um banho maria ultratermostático criostato. termopar Pt 100 com saída USB. Para a aplicação deste método. um módulo de aquisição de dados (Data Logger portátil) da marca NOVUS Prod. Quando a temperatura do corpo depende apenas do tempo. 2. é possível utilizar o método dos parâmetros agrupados. MATERIAIS E MÉTODOS 3. capacidade de 13 litros. Este é um parâmetro adimensional que relaciona a resistência da condução no sólido e a resistência da convecção à superfície do mesmo. 3. sendo cada uma destas maneiras traduzida por uma série de equações e leis específicas. é necessário ter presente que a transferência de calor se pode dar por condução. indicação digital (Display Led). quando ocorre a imersão de um sólido a uma temperatura inicial T0 em um fluido a uma temperatura TT constante.1.

R. N. com diâmetro aproximado de 8. E.0 cm. precisão: +ou. anota-se o valor (T). taxa de aquisição: 8 a 128 amostras por segundo. a fim de obter a temperatura mais homogênea em todo o banho. anota-se a temperatura no centro da esfera inicial (T0). desliga-se o sistema. Este termopar está acoplado a um sistema de aquisição de dados onde se obtém a variação da temperatura do centro da esfera com o tempo. Entradas analógicas configuráveis: Termopares J. Insere-se a esfera de alumínio na imersão e aciona-se o sistema de aquisição de dados. capacidade para monitorar duas entradas analógicas universais e uma entrada digital e sensor interno de temperatura ambiente. Enquanto ocorre o aquecimento.1. S e B.2 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Duas temperaturas de banho menores que 80°C serão escolhidas. Após essa etapa. T. Após ter sido resfriado a esfera de alumínio. repete-se o mesmo procedimento desligando a circulação do banho a fim de comparar o efeito sobre os parâmetros térmicos. 4. possuindo um termopar conectado ao seu centro e suportes para a sua introdução no banho. para que seja possível a obtenção da variação de temperatura no centro da esfera com o tempo. um microcomputador. constituída por um material cujas propriedades físicas são conhecidas (alumínio) e inicialmente à temperatura T0 a qual será considerada uniforme em 8 . além de dois corpos de prova. K. software myPClab utilizando a porta USB. Os corpos de prova de alumínio e PVC apresentam formas esféricas.Eletrônicos Ltda.5°C. O banho deverá ser ajustado mediante um termostato para a temperatura mais alta com o sistema de circulação e refrigeração em funcionamento. Considerando uma esfera sólida de raio R. RESULTADOS E DISCUSSÕES As unidades utilizadas na análise dos resultados deste experimento deverão estar no Sistema Internacional (SI). 3. Repete-se o mesmo procedimento apenas para a esfera de alumínio. resfria-se o banho para uma temperatura mais baixa. Atingindo a temperatura desejada no banho. Quando a temperatura do banho estiver constante.

3−k ∂T =h ( T −T ❑ ) para t> 0 e r=R ∂r Onde. h = coeficiente de transferência de calor convectivo médio.2− c .t) reduz-se a: 2 1 ∂ T ∂ T 2 ∂T = + ( 2) ∝ ∂t ∂ r 2 r ∂ r Associadas às seguintes condições iniciais de contorno: c . 0 )=T 0 para 0< r < R ( ∂∂Tr )=0 para r=0 c . k =condutividade térmica do material. ∝ = difusividade térmica do sólido.toda a esfera. Em um determinado instante. t = tempo. colocamos a esfera em contato com o fluido à temperatura T. 1 ∂T ´ 2 =V T (1) ∝ ∂t Onde. para as coordenadas esféricas e T=T(r.1−T ( r . T = temperatura. 9 .

coeficiente de transferência térmica ou de calor convectivo. o qual é comumente definido como o volume do corpo dividido pela área da superfície do corpo. k =¿ Coeficiente condutivo de calor do corpo. considera-se o raio da esfera. De um modo geral essas relações expressam o fato de que: 10 . isto é. a solução da equação 2 é dada pela equação 3: ❑ exp −β2 ( αt /R 2) B sen β ( r / R ) [ n ] i [ n ] (3) T ❑ −T ❑ θ= =2 ∑ 2 T ❑−T 0 n=1 ( r / R ) [ β n + Bi ( Bi−1 ) sen βn ] Onde βn são as raízes da função de Bessel da equação 4. A literatura apresenta relações semiempíricas para fenômenos de convecção natural envolvendo uma superfície sólida a uma temperatura Ts e um fluido a uma temperatura T. a razão das resistências dentro do corpo e na sua superfície. β n cot ( β n ) + Bi−1=0 ( 4 ) Sendo Bi o número de Biot. No caso do estudo. O coeficiente de transferência de calor convectivo experimental representa evidentemente um valor médio em relação à posição como também em relação à temperatura da superfície do sólido. o qual expressa a razão entre o coeficiente de transferência convectiva de calor na superfície do sólido e a condutância específica do sólido. Define-se os termos da equação como: h = coeficiente de filme. que é uma função do tempo.Aplicando-se o método de separação de variáveis. L = comprimento característico. parâmetro adimensional definido como Bi=hL/ k .

Pr Nu=f ¿ . ∆ T = diferença de temperatura entre a parede do sólido e fluido. β= ρ❑−ρ (6) ρ ( T −T ❑ ) Ranz e Marshall (Chemical Engineering Progress. 141-166. vol. β = Coeficiente de expansão térmica definido pela equação 6. respectivamente.6 2 k μ ( 1 /4 1 CP μ 3 (7) k )( ) 11 . Pr é o número de Prandtl e Gr é o número de Grashof definido por: Gr= ρ2 gβ ∆T L3 (5) μ2 Onde. ρ e μ = massa específica e viscosidade do fluido. g = aceleração da gravidade. onde Nu é o número de Nusselt. imersa em um fluido à temperatura T ❑ . 48. a relação semiempírica: ´h D D3 ρ3 gβ ∆T =2+ 0. L = Dimensão do sistema. estabeleceram que para uma esfera de diâmetro D.Gr . (1952)).

J. R. O. 1981. 2000 12 . BIBLIOGRAFIA 1. Welty. 3..Pr ⁡ ¿ ¿ Ou seja .6 ( Gr ) ¿ a uma temperatura média dada por: T m=(T s +T ❑) .. New York : J. “Momentum.. and Mass Transfer”. J. Bennett. c1982. onde as propriedades físicas do fluido são calculadas em relação 1/ 4 Nu=2+0. 1968. C. Heat. São Paulo : E. E. R. CONCLUSÃO 6. “Princípios da Transmissão de Calor”. “Fundamentals of Momentum. c1977. 5. “Experimentos sobre Fenômenos de Transporte em las Operaciones Unitárias de la Indústria Química”.Crosby. 2.. 4. Willey. Kreith. New York : McGraw-Hill. Buenos Aires : Centro Regional Ayuda Tecnica. Blucher. Heat and Mass Transfer”.