Projeto de Pesquisa

Formação dos Estados do Leste Europeu e suas
Problemáticas

Universidade Federal do Rio de Janeiro
Victor Bruno Santos Teixeira
Outubro de 2015

03 Objetivos______________________________________ Justificativas____________________________________ Revisão da Literatura_____________________________ Hipótese_______________________________________ Metodologia____________________________________ Notas_________________________________________ Bibliografia____________________________________ .Sumário Introdução ____________________________________ pág.

no livro “Nações e nacionalismo desde 1780 programa.Introdução Com o fim da primeira Guerra Mundial a Europa sofreu mudanças em suas fronteiras jamais vistas antes. ou por conflitos de autoafirmação de povos que por vezes pertenciam ao mesmo território. mito e realidade” de Eric J. outro grande marco foi a queda de grandes impérios que eram constituídos de diferentes povos e junto com a Revolução Russa deu origem a novas fronteiras. mas não se consideravam pertencentes da mesma nação. de um grande império. Hobsbawn. linguísticas. Contudo esses conflitos locais podem transbordar e passarem a integrar conflitos em um contexto internacional. assim afetando outras regiões que não o Leste Europeu. E. As delimitações fronteiriças na região do Leste Europeu são marcadas muitas vezes por disputa de influencias de grandes potencias. que fez com que potencias perdessem territórios. étnicas. atrelado a este fato. por exemplo. principalmente na Europa Oriental. onde diferentes etnias buscavam sua afirmação dentro de um mesmo país. potencias externas podem usar estes conflitos locais como pretexto para intervenções. ou para respaldo de outras ações internacionais. Este fato pode ser explicado através de algumas visões geopolíticas e conceitos de Estados-Nação. mas que estavam sob uma mesma tutela. Estes embates de etnias fez surgir conflitos nacionalistas na região da Europa Oriental. descritos. como dito anteriormente. as redefinições das fronteiras foram feitas por diversos motivos. como a Rússia. Para fazer uma analise dessas questões nacionalistas é necessário antes entender o conceito de nacionalismo e antes disso . o Austro-húngaro. por não terem o sentimento de pertencimento a uma determinada nação. Impérios como o Otomano. os quais são possíveis citar principalmente as delimitações feitas por tratados no pós-guerra. e o Russo deram origens a novos Estados que possuíam diferenças culturais. O surgimento desses novos Estados-Nações é mercado por disputas territoriais e mudanças nas fronteiras da região.

não é objetivo nem lógico. que nasceram derivados da queda dos impérios. é a língua de um Estado imperialista que dominava o território. onde os Estados que saíram perdedores da Guerra sofreram grandes restrições e isto fez florescer o sentimento de revanchismo. a língua de raiz do povo deste território fica geralmente como uma segunda língua ou se torna um dialeto falado em algumas regiões dos Estados. Critérios como língua. Este conceito ganhou mais espaço no período entre guerras. ou oficial. que foi quando novos Estados. A analise geopolítica desta região é de suma importante para entender alguns acontecimentos do Sistema Internacional. sendo uma das causas da Segunda Guerra Mundial. na Índia.entender o conceito de Estado-Nação. Um exemplo de contradição pode ser visto em Estados recentes. território e outros fatores. cada um com seu entendimento do conceito e sua aplicação no contexto histórico. são normalmente usados para descrever quais povos pertencem a uma determinada nação. ou que se libertaram da colonização. e também pelas consequências do fim Primeira Guerra. Conflitos locais tornam-se internacionais quando potencias externa passam a interferir nestes conflitos. como por exemplo. ou o inverso. onde grande parte da população fala inglês por conta da colonização da Grã Bretanha. A analise de obras de autores como Eric Hobsbawm. os conflitos locais atingem as potencias estrangeiras. ajuda a entender melhor o conceito de nação e nacionalismo. como apresentando em uma das obras de Hobsbawm. onde a Língua predominante. Para entender estes movimentos geopolíticos é necessário entender alguns conceitos da geopolítica internacional que facilitaram o entendimento dos movimentos estratégicos dos . cultura. portando não possuindo uma formula que se aplique a todas as nações. Anthony Smith e Anne Marie Thiessen. conceito que. enquanto o hindu seria a língua oficial deste povo. Nesta mesma época surgiram lideres que instigavam o nacionalismo como meio para se chegar ao poder e criar o revanchismo entre nações. O conceito de Estado-Nação é analisado por alguns autores. porém estes mesmo conceitos podem ser contraditórios e ambíguos.

Fazer um recorte temporal entre 1918 a 1945. quais são as problemáticas desta região no cenário internacional. “Obsessão por fronteiras”. Justificativa A realização deste tema busca acrescentar conteúdo. Objetivos da Pesquisa  Fazer uma breve analise do conceito de Estado-Nação que teve seu apogeu no entre guerras. para melhor compreender o papel destes países no cenário de conflito internacional. dará suporte para o entendimento de disputas por territórios que são recorrentes nesta região do planeta.  por parte das grandes potencias. Uma visão macro de construção desses Estados ajudara a compreender o jogo de interesse que existe. que já surgiram com  conflitos nacionalistas. Apresentar através de alguns autores geopolíticos e seus conceitos este ponto como sendo mais um dos motivadores de conflitos internacionais. como  por exemplo. e do conceito de nacionalismo. Para melhor exemplificar a formação da Europa Oriental buscarei trazer alguns exemplos específicos da formação de alguns Estados. junto a isto a analise da obra de Michel Foucher. Entender. Neste trabalho os conceitos de chekerboard e shatterbelts. . de Philip Kelly serão analisados e inseridos no contexto de disputas do Leste Europeu. Ucrânia e Polônia. através da formação dos países do leste europeu. nesta região. Recorte em alguns Estados para melhor exemplificar o tema da pesquisa.Estados no “tabuleiro do jogo” internacional. Vejo que este tema é pouco abordado nos estudos brasileiros no campo da formação da Europa e do contexto internacional em grandes eventos do passado quanto a conflitos atuais que possuem origens nesses conflitos nacionalistas. observando os Estados e conceitos que surgiram nesta época e que geraram consequências que persistem até o  cenário atual no Sistema Internacional. tanto no campo da geopolítica quanto no campo histórico politico da formação dos Estados-Nação. para melhor compreender o nascimento de alguns Estados neste mesmo período.

a Europa Centro-Ocidental. Revisão Literária O desenvolvimento do trabalho será feito através da leitura de autores importantes que permeiam o tema e que são de suma importância para o entendimento do contexto internacional e a analise da geopolítica da região. mas que na maioria dos autores foi abordada apenas a Europa Oriental. Esta analise acrescentara nos estudos históricos e geopolíticos das instituições no que cerne a visão brasileira na formação da Europa como um todo e não apenas como é normalmente estudado. abordando autores como Renan e outros autores que já tinham trabalhado sobre . abordados pelos autores. O autor Eric Hobsbawm trata em seu livro “Nações e nacionalismo desde 1780 programa. Antes de fazer a analise da conjuntura geopolítica da Europa Centro Oriental é necessário fazer um apanhado histórico e conceitual de qual a formação e significado do Estado-Nação e qual o significado. sendo usados como peças de um jogo de xadrez na geopolítica internacional. e foi quando diversos autores voltaram seus estudos para o entendimento das novas nações e suas formações. Em outros momentos essas mesmas potencias usam os Estados instáveis como estados satélites. Como dito antes o conceito de Estado-Nação teve seu apogeu no pós Primeira Guerra Mundial.A dissertação deste tema ajudara a entender temas complexos na analise do Sistema Internacional e a compreender também o porquê de existirem diversos conflitos étnicos que estão eclodindo nas ultimas décadas. mito e realidade” a construção do tema a respeito da formação do EstadoNação. Junto a esses conflitos étnicos culturais estão as disputas por influencias por parte das atuais potencias mundiais. ajudando a ter mais bases para criticas do atual cenário internacional. Por fim o estudo de este tema ira ser mais um complemento na formação do entendimento da historia global. sendo que a região que sofreu as maiores transformações foi o leste da Europa. do conceito de nacionalismo. que usam esses conflitos regionais como meio para adentrar na região e firmar sua hegemonia. pois será este o pilar para os conflitos regionais e as problemáticas internacionais que é tema abordado por este trabalho.

página 18)”. Para surgir a nação ante é necessário o surgimento do nacionalismo. Esses critérios que são préestabelecidos são uma tentativa de se objetivar o estudo de uma nação e sua formação. logo instável. mas que frequentemente falham. religião. etnia. ou seja. e vale como observação que a massa. . Para o autor não há uma definição clara para quais critérios definem uma nação. outros casos apresentam grupos que não possuem aspirações nacionalistas. Todos esses casos ocorrem devido a uma tentativa de tornar a nação um objeto de estudo fixo e universal. como religião e língua. pois a consciência nacional se desenvolve desigualmente em diferentes grupos. O nacionalismo pode ser definido como sendo um principio que sustenta que a unidade política e nacional deve ser congruente. Para Hobsbawm uma das formas de entender melhor a estruturação de uma nação é através de conceitos subjetivos. que o autor também procura desenvolver e analisa-lo como fator formador da nação. não se pode aplicar e todos os casos. e por fim existem casos que já existe uma nação. como descrito em Gellner. Contudo é comum ocorrer a obliteração de culturas preexistente por conta do afloramento do nacionalismo e surgimento de um sentimento de nação. cultura. a população mais baixa que move o Estado.o tema. porém ela não apresenta nenhum dos aspectos estabelecidos anteriormente. isto pode ser explicado. para delimitar as fronteiras da recém-surgida nação. como por exemplo. A melhor forma que Hobsbawm considera ser para analisar a formação de uma nação é através de seu âmbito mais baixo. “uma nação é um plebiscito diário”. ou seja. porém não possui ainda não são nações formadas. por existirem diversas variáveis e até mesmo ocasiões em que se foge a regra geral. A identificação de um povo com uma nação é mutável e pode ocorrer em um curto espaço tempo. como língua. citando Renan. E o estudo através desta analise não exclui as outras formas de identificação. é sempre a ultima a ser afetada. pois o estudo não pode ser logico e nem objetivo. mas que normalmente são usados alguns critérios. das pessoas comuns e não de seus porta-vozes e governos que muitas vezes podem não apresentar o real sentimento daquele grupo. Existem casos que o povo estudado possui as características objetivas. mas que ao contrario disto é mutável. o qual compõe o ser social. e que não é universal. “E para Hobsbawm a nação seria “Qualquer corpo de pessoas suficientemente grande cujos membros consideram-se como membros de uma nação” (introdução. portanto não podem ser consideradas nações.

Esse ponto wilsoniano serviu de base para os genocídios que se iniciaram na primeira guerra e foram até o holocausto de Hitler. grupos. diferentes povos passaram a compartilhar uma mesma nação. onde sucessivos acontecimentos ajudaram a criar este momento. . este ultimo. ou seja. As fronteiras delimitadas no tratado de Versalhes. pois o que ocorreu de fato foi o surgimento de multinações. o autor fala que esses tipos de movimentos cresceram devido à falta de algo concreto a se apegar por parte dos grupos menores. Com a queda dos impérios surgiram diversos novos Estados. povos que territorialmente pertenciam a um território. A ideia de homogeneizar os territórios por etnia e linguística. Iugoslávia. e através de um desses acordos. principalmente os que ocorreram após 1918. houveram movimentos que se diziam nacionalistas. buscaram colocar em prática o princípio wilsoniano de delimitar as fronteiras pela nacionalidade e pela língua. Porém está tentativa foi falha. Os Estados ficaram menores e passaram a abrigar minorias oprimidas. fez com que os Aliados passassem a seguir os preceitos wilsonianos aos bolcheviques. significava exterminar ou expulsar a maioria daquele mesmo território. Tchecoslováquia. . onde o objetivo era hegemonizar uma nação. Romênia. com algumas mudanças de acordo com a necessidade estratégica de potências. por vezes eram contrariados por opiniões adversas. ou seja.O apogeu do principio de nacionalidade se deu no final do século XIX com o fim da I Guerra Mundial. como o fim de grandes impérios e a Revolução Russa. Os acordos feitos no período entre guerra buscavam a paz e a afirmação das nações. semelhantes aos impérios que aprisionavam essas nações.Nação. Exemplos disso. como poloneses que se recusavam a assumir essa identidade e preferiam a Alemanha como sua nação Com a crescente busca por emancipação e autodeterminação. -Na consolidação desses Estados aqueles que propagavam a ideia de um nacionalismo. permaneceu a mesma. e estes movimentos eram liderados por intelectuais que tomavam a frente do movimento com uma estratégia adaptada do ocidente de emancipação colonial. Polônia. mas não passavam de movimentos de pequenos grupos culturais em busca da emancipação de governos estrangeiros. seguiram os padrões wilsonianos e de certa forma. mas se consideravam de outra nação. Ainda que esses grupos fossem insignificantes para o contexto dos territórios.

o que ocorre é convivência mutua e a disputa por espaços de influência na política para ganharem mais vozes no cenário nacional. uma história que estabelece uma continuidade com os ilustres antepassados. . Elementos formadores de uma nação que podem ser citados são. locais. o uso de esportes nas disputas amistosas entre nações. mas sempre houveram movimentos contrários a este grupo. por exemplo. pelo fato de haver diversas nações que possuem mais de um dialeto e não há como tornar um superior a fim de eliminar os demais. uma série de heróis modelos das virtudes nacionais. Nos Estados Unidos. unida por laços que não se resumem à submissão a um único soberano. nação sendo algo psicológico. em busca de um território próprio. Principalmente nos novos Estados. As nações multiculturais são menos estáveis do que as tradicionais. A nação é como uma grande comunidade. onde os indivíduos estão ligados a símbolos e crenças comuns os quais o Estado impõe sobre a comunidade. como por exemplo. os movimentos separatistas não são tão fortes quanto os federalistas. além da supremacia linguística. um folclore. querendo sua extradição ou separação. não se podem considerar os idiomas como formas de etnias. Ainda que existam movimentos extremistas de homogeneização da população. mas desenvolvendo e aprofundando alguns pontos diferentes. o que ocorre atualmente é adoção de uma língua oficial para fins oficiais. pois ocorrem disputas de poder e hegemonia. a grande população negra nunca teve um movimento grande e forte separatista. mas com a coexistência com os demais idiomas falados em um mesmo território. mas extremistas. uma língua. monumentos culturais. Hobsbawm não vê na língua uma forma de delimitação das nações. Thiessen aborda o tema de uma perspectiva similar a Anthony Smith. nem à pertença a uma única religião ou a um mesmo estrato social. o que ocorre normalmente é que essas diferentes etnias coexistem em um mesmo território. uma determinada mentalidade. mesmo que em alguns casos possa haver disputas. Ao passo que Anthony apresenta em seu livro. A autora Anne M.Uso da comunicação em massa e a imprensa para propagar o sentimento de unidade e pertencimento a uma mesma nação. Nestes Estados polietnicos. É usado para garantir a coesão interna do Estado-Nação.

O autor geopolítico Philip Kelly define como geopolítica como sendo a capacidade da geografia de inferir nas politicas nacionais e ações estratégicas de um país. como apresentado em um estudo feito sobre a obra de Philip Kelly. Ela nasce também de uma necessidade política do século XIX: legitimar o aparato político do Estado. com o controle de todos aparato da violência tanto interna quanto externa. na qual alianças estratégicas são formadas seguindo um padrão no qual prevalece o pensamento “Meu vizinho é meu inimigo. pode ser concebida com um caráter imutável. de dentro da região. ela não perde sua essência e. as forças e fraquezas inerentes às capacidades reais e potenciais de exercício de poder de unidades vizinhas. ou nenhum alinhamento teria a capacidade de controlar os outros países. não com autarquia e. Isso gera a percepção de que a autonomia está relacionada com soberania. E nesse sentido “é possível identificar que cada país leva em consideração. O primeiro pode ser entendido como sendo uma estrutura de balança de poder multipolar. É um modelo de equilíbrio no qual nenhuma força preponderante individualmente. Mesmo assim. Após ter apresentado aspectos do Estado-Nação é possível fazer uma analise geopolítica da região através de autores e conceitos que trabalham na temática de intervenções e posicionamentos estratégicos no cenário internacional. por isso. E diferente de Hobsbawm. o autor Anthony Smith vê o Estado-Nação como a forma mais estável de Estado onde o monopólio administrativo é garantido por leis em um território claramente delimitado por fronteiras. no seu planejamento. Os conceitos de checkerboard e shatterbelts ajudam a entender o porquê de algumas potencias possuírem tanto interesses nos Estados do leste Europeu. por isso. Através deste conceito entendemos o porquê ser tão disputada as fronteiras existentes na região e o motivo das diferentes ações políticas dos Estados para expandir suas fronteiras.”. com alianças e estratégias internacionais. processos de aproximação regional com base na conjunção de seus interesses nacionais. mas o vizinho do meu vizinho é meu amigo”. Já no conceito de shatterbelts se observa regiões onde as rivalidades militares entre potências estrangeiras se vinculam às . como estratégia de aumento de poder relativo. é possível para os países traçarem.A nação nasce de uma recuperação da memória histórica. mas compreende-se que ela deve se adaptar às transformações pelas quais vai ser submetida durante o tempo.

mesmo em tempos de paz. identidades coletivas. ou seja. portanto. Pode-se concluir da analise da obra do autor que os problemas residem nas demarcações de fronteiras feitas por características étnicos culturais. são compostas de estados que não se formaram completamente. que são efetivadas por organizações internacionais. Assim se explica a aplicação em áreas extremamente fragmentadas e desestabilizadoras do sistema internacional. se todos os programas anunciados de muros. aplicando os mesmo princípios para todas as nações como se fosse algo objetivo e servisse de base para todas as analises. Cada vez mais as disputas por fronteiras tem ganhado o cenário internacional por apresentarem conjunturas econômicas e politicas que afetam todo o jogo de influencias internacional. onde a União Europeia (UE) terá o desafio da continuidade do alargamento para o Leste visando se tornar um relevante player global. mais de 26 mi quilômetros de novas fronteiras internacionais foram instituídos. Michel Foucher acredita que o sistema internacional tende a reforçar um caráter policêntrico. mas são acessíveis a esses estados. conclusão que. outros 24 mil foram objeto de acordos de delimitação e de demarcação e. não . E em sua obra ele analisa o que já foi abordado aqui antes. O autor observa que quanto aos efeitos políticoespaciais da dissolução do império soviético. Como cenário de certeza. Outro geopolítico analisado é o Michel Foucher que diz “as fronteiras terrestres e marítimas tornaram-se. entretanto. apontam que os valores europeus da democracia e do liberalismo devem trazer estabilidade a mais países da Europa Central e Oriental. quando a Rússia recua do Leste Europeu e da Ásia Central: “Desde 1991. arenas de competição. cercas e barreiras metálicas ou eletrônicas fossem levados a cabo. De fato. são. Shatterbelt estão localizadas fora das esferas de influência das grandes potências. este autor esclarece que essa conceituação vem sendo usada para se referir a zonas de instabilidade. ou seja.disputas locais e trazem a possibilidade de uma escalada de conflitos. e mesmo internamente. as disputas por fronteiras. se alongariam por mais de 18 mil quilômetros”. que podem ter ganhado recentemente a sua independência ou possuírem fracas estruturas governamentais e que fazem parte os Estados que são fragmentados na região. um próspero mercado para as empresas de segurança eletrônica e para os escritórios de advocacia especializados em arbitragem internacional”.

a possibilidade de esta última permanecer como potência danubiana. A desintegração da URSS e a afirmação da Ucrânia e dos países bálticos como Estados independentes e apostados numa demarcação ao nível estratégico e económico relativamente à Rússia. que significam. a curto prazo.deve valer para a Rússia. o “desafio da extensão da União Europeia é decidir onde se devem fixar as fronteiras ocidentais e os limites da esfera de influência da Federação Russa. Os conflitos no centro e no leste europeu pode ser explicado através da expansão dos antigos grandes impérios que controlavam diversas nações todos sob um mesmo controle. inviabilizando. deixando. a qual parece não estar “disposta a desistir da soberania e a cumprir os critérios políticos que uma nova adesão implicaria.” Assim. a questão das fronteiras entre a Roménia e a Ucrânia.”. outro fator dos conflitos nacionalistas pode ser entendido como a falta de perspectiva na melhoria das condições de vida das populações mais atingidas pela instabilidade. qualquer tentativa de polarização estratégica . antes de mais. as fronteiras atuais da Ucrânia com a Polónia. a Checoslováquia e a Roménia (bem como as fronteiras ocidentais da Polónia com a Alemanha). Uma Rússia afastada estrategicamente da Europa central e oriental. A independência anti-russa da Ucrânia e dos países báltiços separa a Rússia da Europa central e da Europa balcânica e enfraquece potencialmente a sua posição militar preponderante no mar Báltico e no mar Negro. Simultaneamente. Com a retirada da URSS tendem a voltar à superfície as questões de fronteiras e de minorias nacionais que caracterizam essa região desde a reorganização geopolítica realizada após a Primeira Guerra Mundial. política e económica da URSS da sua esfera de influência na Europa central e balcânica. mas pretendendo exercer um papel europeu. Somado e estes fatores o sentimento nacionalista cria a expectativa de que eles não sejam mais governados por aquele mesmo poder. como resultado principal da sua presença pósSegunda Guerra Mundial. A analise da conjuntura dos principais conflitos europeus deve se iniciar nos primórdios da formação dos Estados como eles são hoje. necessita de que se mantenha a presença dos EUA na Europa e que se reforcem e operacionalizem os quadros institucionais de segurança europeia que envolva os EUA e a Rússia e reduzam a margem de manobra da Ucrânia. a independência da Moldávia ex-soviética abre caminho à reunificação romena e coloca. A retirada militar. nomeadamente. já que os territórios romenos anexados à Ucrânia lhe dão acesso à foz do Danúbio.

o que a Ucrânia não concorda. isolar e impedir uma aproximação entre os eslavos rebeldes (polacos e ucranianos) Um conflito atual que aborda o tema aqui trabalhado é o conflito na entre a Ucrânia e a Rússia. suas fronteiras devem ser respeitadas. pois envolve grupos significativos desta região que não possuem o sentimento nacionalista ucraniano. A segunda hipótese é a de que as formações dos Estados da Europa Oriental contem falha desde sua origem. especificamente no território da Criméia. escolher ser pertencente à Rússia ou não. . Essas potencias tentam usar este conflito local como meio para se alcançar a Rússia em seu território e poder observa-la de mais de perto. transformando este e uma guerra civil. alegando fazer parte de seu território e que como possuindo sua soberania como Estado. Algumas grandes potencias defendem que a população deve se autoafirmar. alegando que esta não esta respeitando o princípio de soberania afirmado em Westfalia. analisando suas ações e táticas. já que uma vez na historia este território fez parte do Estado Russo. mas que envolve potencias eternas. Este conflito pode ser considerado um conflito nacionalista. Estes grupos que movimentaram manifestações que levaram a uma escalada de conflitos. que no inicio são menores e com o tempo se expandem e transbordam a suas fronteiras. e até hoje possuem certos aspectos que são mais parecidos com a cultura e etnia russa. Hipótese A primeira hipótese é a de que os conflitos internacionais estão atrelados e às vezes tem suas origens em conflitos locais. Uma Rússia separada estrategicamente da Europa ocidental estará mais preocupada em conter. Outro fator do jogo internacional são sansões internacionais a Rússia. mas possuem um sentimento pró Rússia. Algumas grandes potencias utilizam deste confronto para rivalizar ainda mais com a potencia russa e acirrar ainda mais o jogo de influencia na região. e isto implica em perda de poder e influencia no cenário global.ucraniana na região que se estende do mar Báltico ao mar Negro. O posicionamento da Rússia quanto a este conflito é de anexar a Criméia a seu território.

assim. não sendo como apresenta uma das definições de nação. mito e realidade. A analise dos autores e suas abordagens ira ser feita para que se encontrem lacunas deixadas pelos autores. editora Paz e Terra.Oura hipótese é a de que a formação de novas nações no ente guerras foi influenciada pelas políticas internacionais da época e o contexto histórico do momento. University of Nevada Press. A observação de acontecimentos históricos e o estudo das obras selecionadas irão ajudar no desenvolver do tema aplicando os conceitos debatidos pelos autores na analise da conjuntura internacional. Para que assim as reivindicações que as disputas nacionalistas buscam ganhem uma visibilidade internacional. Por último a hipótese de que os novos Estados-Nação buscam que potencias externas intervenham nos conflitos locais. 1991(Introdução e O apogeu do nacionalismo: 1918 – 1950). logo podendo ganhar um maior suporte de organizações internacionais para a resolução dos mesmos. cinco edição. Smith . Anthony D. a autoafirmação dos povos da região. Bibliografia/Referencia Eric John Ernest Hobsbawm . 1991. . Método de Pesquisa O método que ajudara a desenvolver esta pesquisa ira ser a leitura de autores que abordam temas a respeito do tema pretendido.Nações e nacionalismo desde 1780 programa. como estudos paralelos ao tema. Junto às leituras outras fontes serão usadas para complementar a analise do tema.National Identity. portanto sendo uma forma de complementa as obras.

Dossiê: Geopolítica da integração: uma crítica às noções de checkerboard e shatterbelt na América do Sul. projeto e . Radical Livros. Centro Internacional Celso Furtado.Dezembro  Revisão dos capítulos 1 e 2  Redação do capitulo 3  Revisão do finalização. Lisboa Temas & Debates.Philip Kelly – Checkerboards and Shatterbelts: The Geopolitics of South America. University of Texas Press. 2009. 2015. Cronograma Meses Janeiro – Abril Atividade  Pesquisar fontes bibliográficas  Fazer fichamento das leituras Maio – Agosto  Redação das primeiras versões do capitulo 1 e 2 Setembro – Outubro Novembro . 2010 (Introdução). Michel Foucher – Obsessão por fronteiras. 2000 (Introdução – A Europa das Nações). Glauber Cardoso Carvalho . Anne Marie Thiessen – A Criação de Identidades Nacionais. Universidade Federal do Rio de Janeiro.