– 11.

o ANO
Português

CADERNO
DE APOIO
AO PROFESSOR
CONCEIÇÃO COELHO • FÁTIMA AZÓIA • FÁTIMA SANTOS

∫ Propostas de planificação
∫ Situações de aprendizagem
∫ Recursos de apoio
à aprendizagem
∫ Testes de avaliação
com tipologia de exame

ÍNDICE

NOTA INTRODUTÓRIA ..................................................................

3

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO NO SISTEMA EDUCATIVO PORTUGUÊS....

4

AULA DIGITAL ............................................................................

8

CONTRIBUTOS PARA O DESENVOLVIMENTO CURRICULAR..................

10

• Finalidades da disciplina de Português ..............................................
• Objetivos da disciplina de Português ................................................

10
10

EXPLORAÇÃO DAS SEQUÊNCIAS DE ENSINO
Sequência de ensino-aprendizagem n.o 1
A. Planificação .............................................................................

12

B. Em interação: Situações de aprendizagem .........................................

13

C. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem ......

17

D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem .................

24

E. Teste de avaliação n.o 1 .................................................................

32

Sequência de ensino-aprendizagem n.o 2
A. Planificação .............................................................................

43

B. Em interação: Situações de aprendizagem .........................................

44

C. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem ......

46

D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem .................

54

E. Teste de avaliação n.o 2.................................................................

59

Sequência de ensino-aprendizagem n.o 3
A. Planificação..............................................................................

72

B. Em interação: Situações de aprendizagem .........................................

73

C. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem ......

76

D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem .................

81

E. Teste de avaliação n.o 3 ................................................................

87

1

Sequência de ensino-aprendizagem n.o 4
A. Planificação .............................................................................

98

B. Em interação: Situações de aprendizagem .........................................

99

C. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem .......... 102
D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem .................

115

E. Teste de avaliação n.o 4................................................................. 120

Sequência de ensino-aprendizagem n.o 5
A. Planificação ............................................................................. 132
B. Em interação: Situações de aprendizagem ......................................... 133
C. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem ...... 136
D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem ................. 143
E. Teste de avaliação n.o 5 ................................................................ 146

SOLUÇÕES DOS RECURSOS DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO
E À AVALIAÇÃO DAS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM ........................ 157

Nota: Este Caderno encontra-se redigido conforme o novo Acordo Ortográfico.

2

sob a forma de grelhas simplificadas. partindo de um significado contextual e interacional e buscando a transformação para intervir na realidade. apresentando o CAP instrumentos auxiliares da prática avaliativa. procurando familiarizar os alunos com o modelo de exame de final de ciclo. A língua portuguesa pode ser. o veículo de todas as interações! As Autoras 3 . progressivamente mais complexas e que exigem um olhar do aluno sobre os seus limites e potencialidades. avaliar os procedimentos adotados na resolução das atividades. procurando. Daí que este CAP proponha um trabalho em torno de situações de aprendizagem globais. onde se procura averiguar do grau de desenvolvimento das competências preconizadas pelo Programa. simultaneamente.NOTA INTRODUTÓRIA O Caderno de Apoio ao Professor (CAP) do Interações do 11. qualquer aprendizagem é inócua. no final de cada sequência. Sem este propósito de intervenção. As propostas apresentadas configuram um paradigma fundamentado num modelo dinâmico de aprendizagem. a aula de Português deve provocar aprendizagens. A avaliação é diversificada e emerge das situações de aprendizagem. no qual o aluno (re)constrói o saber. criando novas relações com o conhecimento. No desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Mais do que um momento em que se apresentam conceitos. A avaliação mais formal surge em testes globais. afinal. Todas as propostas aqui apresentadas foram construídas na convicção de que a aprendizagem constitui um processo dialógico problematizador e que só é possível em sintonia e conexão com os outros.o ano pretende ser um instrumento de apoio à atividade dos docentes na promoção de uma aprendizagem significativa e contextualizada. o professor busca formas criativas e estimulantes para desafiar as estruturas cognitivas dos alunos.

como darwinismo. A posição destas três letras no alfabeto é a seguinte: …j. adotou também o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor Lince desenvolvidos pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional. chega ao fim um período de 100 anos durante o qual a língua portuguesa teve duas ortografias oficiais distintas. 3. y. Todas as regras ortográficas que não são referidas mantêm-se. 2. tal como a própria língua. em 1911. w. Estas três letras podem. as regras de utilização mantêm-se as mesmas. Apesar de a nova ortografia comum ter provocado alterações tanto na ortografia portuguesa como na brasileira. x. Este facto foi provocado pelos portugueses que. k. 4. Kuwait. portanto. por exemplo.pdf A Resolução do Conselho de Ministros que determina a entrada em vigor da nova ortografia. de janeiro de 2011. A Resolução da Assembleia da República. Obrigatoriedade de inicial minúscula em alguns nomes próprios e formas de cortesia (Base XIX). Em 2011. está permanentemente disponível em: http://dre. símbolos e unidades internacionais de medida. ser utilizadas em palavras originárias de outras línguas e seus derivados ou em siglas. aqui apresentam-se apenas as regras que alteram a ortografia a utilizar no sistema educativo português. em especial das bases ou regras acima identificadas e das respetivas notas explicativas. inalteradas.org Alfabeto k w y As letras k. com a entrada em vigor da nova ortografia que aqui se apresenta.portaldalinguaportuguesa. A consulta deste texto pode ser complementada com a leitura do diploma legal que aprova a nova ortografia.pt/pdf1sdip/1991/08/193A00/43704388. Também a terminologia utilizada nesta brochura é a adotada no ensino básico e secundário e não a do texto legal. estas duas ferramentas são muito úteis para esclarecer as inevitáveis dúvidas e estão disponíveis gratuitamente no sítio: www.O novo acordo ortográfico no sistema educativo português Principais alterações Por Paulo Feytor Pinto A ortografia da língua portuguesa. Uma vez que o texto legal que descreve a nova ortografia prevê exceções e não é exaustivo na exemplificação. Supressão de acento em palavras graves (Base IX). tornaram-na oficial e não consultaram os brasileiros. km ou watt. Apesar desta novidade. l… …v. tem sofrido alterações ao longo do tempo. 4 . adotaram uma nova ortografia. formas verbais e locuções (Bases XV-XVII). Supressão e/ou substituição do hífen em palavras compostas e derivadas. Introdução das letras k. Supressão das letras c e p em sequências de consoantes (Base IV). de agosto de 1991. w e y fazem parte do alfabeto da língua portuguesa. w e y no alfabeto (Base I). com financiamento público do Fundo da Língua Portuguesa. As alterações introduzidas na ortografia são as seguintes: 1. z. 5.

fevra e fêvera.Minúsculas sábado agosto verão sul senhor Silva A letra minúscula inicial é obrigatória nos: – nomes dos dias: sábado. g e m mantêm-se na escrita em português europeu padrão de sequências idênticas de consoantes: subtil. antártico. noturno. tal como na oralidade. – designações de edifícios: igreja do Bonfim ou Igreja do Bonfim. conceção. domingo. terça-feira. A letra minúscula inicial é obrigatória também nas formas de tratamento ou cortesia: senhor Silva. Já existiam em português outras palavras com mais de uma grafia. contacto. mulher. como em sector e setor. oh. adjetivo. dezembro. lh e nh: homem. atração. janeiro… – nomes das estações do ano: verão. ótimo. C&P ação facto ótimo apto As letras c e p são suprimidas sempre que não são pronunciadas pelos falantes mais instruídos. como acontece em algumas sequências de consoantes: ação. primavera… – nomes dos pontos cardeais ou equivalentes. outubro. exceto na primeira palavra: Amor de perdição ou Amor de Perdição. compacto. sumptuoso… Assim. amnistia. ata. mas não quando eles referem regiões: sul. ator. súbdito. cardeal Santos… A letra inicial tanto pode ser maiúscula como minúscula em: – títulos de livros. eucalipto. coletânea. amígdala. na escrita temos Egito e egípcio. adepto. As letras b. faccioso. quarta-feira… – nomes dos meses: agosto. inverno. sintático… As letras c e p mantêm-se apenas nos casos em que são pronunciadas: facto. perentório. – nomes que designam cursos e disciplinas: matemática ou Matemática. leste. mas o Ocidente. pacto. setembro. segunda-feira. Aceita-se a dupla grafia quando se verifica oscilação na pronúncia culta. apto. outono. estupefacto. – designações de arruamentos: rua da Liberdade ou Rua da Liberdade. omnipresente… A letra h mantém-se tanto no início e no fim de palavra como nos dígrafos ch. 5 . novembro. oriente e ocidente europeu. núpcias. corrupção. letivo. vinho. fricção. chega. como febra.

Acento
joia heroico leem veem pera para
O acento agudo é suprimido das palavras graves cuja sílaba tónica contém o ditongo oi. Generaliza-se portanto
a regra já aplicada em dezoito e comboio. Assim, passamos a ter: joia, heroico, boia, lambisgoia, alcaloide, paranoico…
O acento circunflexo é suprimido das formas verbais graves, da terceira pessoa do plural, terminadas em
eem. Assim, passamos a ter: leem, veem, creem, deem, preveem…
O acento gráfico, agudo ou circunflexo, é suprimido das palavras graves que não têm homógrafas da
mesma classe de palavras. Assim, para pode ser uma preposição ou uma forma do verbo parar, tal como acordo já
podia ser um nome ou uma forma do verbo acordar. Outros exemplos são: acerto (verbo ou nome), coro (verbo ou
nome), fora (verbo ou advérbio)…
O acento agudo mantém-se na escrita em português europeu padrão das formas verbais da primeira pessoa
do plural, do pretérito perfeito do indicativo, dos verbos da primeira conjugação: gostámos, levámos, entregámos,
andámos, comprámos…

Hífen
autoavaliação

paraquedas

semirrígido

suprassumo

fim de semana

hei de

O hífen é suprimido das palavras derivadas em que a última letra do primeiro elemento – o elemento não
autónomo – é diferente da primeira letra do segundo elemento: autoavaliação, autoestrada, agroindústria, antiamericano, bioalimentar, extraescolar, neoidealismo…
O hífen mantém-se nas derivadas começadas por ex, vice, pré, pós, pró, circum seguido de vogal ou n, pan
seguido de vogal ou m, ou ab, ad, ob, sob ou sub seguido de consoante igual, b ou r. Assim, continuamos a ter: pós-graduação, pan-americano, sub-região…
O hífen mantém-se nas derivadas em que o segundo elemento começa por h, r ou s. No primeiro caso, mantém-se a regra anteriormente em vigor: anti-herói, pan-helénico…
O hífen é suprimido de palavras cuja noção de composição se perdeu, tal como já tinha acontecido com pontapé.
Assim, passamos a ter: paraquedas, mandachuva…
O hífen é substituído por r ou s, duplicando-o, nas palavras derivadas e compostas acima referidas em que a
última letra do primeiro elemento é uma vogal e a primeira letra do segundo elemento é um r ou um s : semirrígido, suprassumo, antirroubo, antissemita, girassol, madressilva, ultrassecreto…
O hífen é substituído por um espaço em branco nas locuções substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais: fim de semana, cão de guarda, cor de vinho…

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O hífen é substituído por um espaço em branco nas quatro formas monossilábicas do verbo haver seguidas
da preposição de: hei de, hás de, há de e hão de.
Mantém-se a ortografia em exceções pontuais tais como desumano, cor-de-rosa…
O hífen mantém-se em todos os restantes casos:
– generalidade das compostas: cobra-capelo, ervilha-de-cheiro, mal-estar, tenente-coronel…
– derivadas em que a última letra do primeiro elemento é igual à primeira letra do segundo elemento: anti-ibérico, hiper-realista…
– formas verbais seguidas de pronome pessoal dependente: disse-lhe, disse-o, dir-te-ei…
– encadeamentos vocabulares: estrada Lisboa-Porto, ponte Rio-Niterói…

7

AULA DIGITAL
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publicitários são alguns dos vídeos disponibilizados na Aula Digital, que permitem explorar, de forma original
e criativa, os diferentes conteúdos programáticos.

• Áudios – gravações de leituras expressivas de diversos textos do manual.
• PowerPoint – apresentações multimédia sobre as principais obras e autores abordados no manual (Um
olhar sobre…) e temas como publicidade, discurso político ou dramatização.

• Testes Interativos – extenso banco de testes interativos personalizáveis e organizados de acordo com os
diversos temas do manual.

• Links Internet – sugestões de endereços de páginas na Internet com conteúdos de apoio às matérias exploradas em contexto de sala de aula, com vista a complementar informação e a alargar conhecimento.

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8

cena IV • Frei Luís de Sousa. quem • A herança de Padre 2 António Vieira • Sermão de Santo António aos Peixes – Capítulo I • Sermão de Santo António aos Peixes – Capítulo V (excerto) • Sermão de Santo António aos Peixes – Capítulo IV são eles • A arquitetura barroca • O problema da história única • Memória ao 3 5 • «Num bairro moderno» • «Cristalizações» • «Deslumbramentos» • «Contrariedades» • «De tarde» • «Provincianas» apreciação crítica • Um olhar sobre a publicidade • Código da Publicidade (documento) • Formulário de Reclamação do Consumidor (documento) • A retórica ou a arte de convencer (documento) • Testes interativos • Argumentar para • Educação. ato I. capítulo IV (excertos) PowerPoint realidade e ficção • Conhecer Eça de Queirós • Testes interativos • Um olhar sobre Os Maias • Nas nossas ruas. 4 • Ler um artigo de Outros recursos • Tragédia e Drama • Testes interativos • Um olhar sobre Frei Luís Conservatório Real de Lisboa • Frei Luís de Sousa. • Testes interativos ao anoitecer • Um olhar sobre a poética de Cesário Verde 9 . cena XI • Louvor a Garrett. ato III. de António Mega Ferreira (excerto) • Os Maias. capítulo VIII • Eça de Queirós. um tesouro convencer a descobrir. capítulo XVII (excerto) • Os Maias. ato III.Materiais multimédia Sequência CD Áudio Singles e publicidade radiofónica 1 Vídeos • Vídeo Tvnet sobre a enzima protetora da malária • Eles andam aí (vídeos 1 e 2) • Um mundo multirriscos • Pluralidade cultural – índios no Brasil. de Jacques • Um olhar sobre o Sermão Delors (documento) de Santo António aos • Testes interativos Peixes de Sousa • Os Maias. cena VIII • Frei Luís de Sousa.

garantindo o acesso a um capital cultural comum.o anos dos Cursos Científico-Humanísticos e Cursos Tecnológicos do Ensino Secundário. 11. organização. • Promover o conhecimento de obras/autores representativos da tradição literária. • Assegurar o desenvolvimento do raciocínio verbal e da reflexão. 1 Programa de Português do 10. de responsabilidade. nomeadamente através do recurso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).»2 Objetivos da disciplina de Português: • «Desenvolver os processos linguísticos. promovendo valores de autonomia. através da participação em práticas de língua adequadas. conscientes do papel da língua no acesso à informação e do seu valor no domínio da expressão estético-literária. • Contribuir para a formação do sujeito.»1 Finalidades da disciplina de Português: • «Assegurar o desenvolvimento das competências de compreensão e expressão em língua materna. tratamento e gestão de informação. capacidades e competências decorrentes do processo de ensino formal. reconhecendo as suas diferentes finalidades e as situações de comunicação em que se produzem. aliando o uso funcional ao conhecimento reflexivo sobre a língua. 10 . • Desenvolver capacidades de compreensão e de interpretação de textos/discursos com forte dimensão simbólica. mas também os do domínio da publicidade e da informação mediática. • Promover a educação para a cidadania. páginas 2 e 3. página 6.o. atribuindo à escola a função de incrementar a capacidade de compreensão e expressão oral e escrita do aluno.CONTRIBUTOS PARA O DESENVOLVIMENTO CURRICULAR «O programa de Português valoriza o exercício do pensamento reflexivo pela importância de que se reveste no desenvolvimento de valores. de espírito crítico. • Interpretar textos/discursos orais e escritos. fora da Escola e em todo o seu percurso de vida. • Formar leitores reflexivos e autónomos que leiam na Escola. através do conhecimento progressivo das potencialidades da língua. • Desenvolver a competência de comunicação. onde predominam efeitos estéticos e retóricos. 2 Idem. nomeadamente os textos literários. para a cultura e para o multiculturalismo.o e 12. cognitivos e metacognitivos necessários à operacionalização de cada uma das competências de compreensão e produção nas modalidades oral e escrita. pela tomada de consciência da riqueza linguística que a língua portuguesa apresenta. • Proporcionar o desenvolvimento de capacidades ao nível da pesquisa.

• Proceder a uma reflexão linguística e a uma sistematização de conhecimentos sobre o funcionamento da língua. a sua gramática. 11 . página 7. com vista a uma utilização correta e adequada dos modos de expressão linguística. da cidadania. de acordo com as finalidades e situações de comunicação. • Utilizar métodos e técnicas de pesquisa. • Desenvolver práticas de relacionamento interpessoal favoráveis ao exercício da autonomia. cooperação e solidariedade. o modo de estruturação de textos/discursos. como forma de descobrir a relevância da linguagem literária na exploração das potencialidades da língua e de ampliar o conhecimento do mundo.• Desenvolver o gosto pela leitura dos textos de literatura em língua portuguesa e da literatura universal. nomeadamente com o recurso às TIC. registo e tratamento de informação. do sentido de responsabilidade.»3 3 Idem. • Expressar-se oralmente e por escrito com coerência.

EXPRESSÃO ESCRITA • Texto publicitário. página 51. artigos de apreciação crítica. discursiva/textual. pesquisa em vários suportes. Planificação 10 blocos 90 minutos (20 aulas) Competências transversais • Comunicação: Componentes linguística. Escuta/visionamento: • Documentário de índole científica: A árvore genealógica da humanidade. operações de planificação. COMPETÊNCIAS NUCLEARES COMPREENSÃO ORAL • Publicidade (comercial e institucional): Jogos Santa Casa. execução e avaliação da escrita e da oralidade.o 1 A. Água das Pedras. apresentação e defesa de opiniões. textos publicitários.. elaboração de ficheiros. LEITURA Textos informativos (páginas 15 a 28) • A arte de chamar a atenção.. estratégica.SEQUÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM N. página 52.. desenvolvimento do espírito crítico. • Estratégica: Estratégias de leitura e de escuta adequadas ao tipo de texto e à finalidade.. Água das Pedras. • Reclamação/Protesto. EXPRESSÃO ORAL • Textos publicitários. • Descrição e interpretação de imagens. conceção e utilização de instrumentos de análise. • Artigos de apreciação crítica. Leitura seletiva: • Loucos por anúncios. (Continua) 12 . utilização das TIC. Eles andam aí. • Formação para a cidadania: Tomada de consciência e exercício de direitos e deveres. seleção e organização de informação. • Outros documentários e exemplos de publicidade selecionados na comunicação social por professores e alunos. Tipos de texto: Artigos científicos e técnicos. • Textos de apreciação crítica. reclamação/ protesto Testes de compreensão oral (CD áudio/ manual): • Documentário de índole científica: A árvore genealógica da humanidade. • Publicidade (comercial e institucional): Jogos Santa Casa . • A retórica ou a arte de convencer (Aula Digital)... Eles andam aí. sociolinguística.

• Artigos de apreciação crítica (sociedade. economia.o 1 • Visionamento de documentário de índole científica (manual). • Reclamação/Protesto. aspeto e modalidade. Em interação: situações de aprendizagem • Documentário de índole científica. editorial. • Artigos científicos e técnicos. • Tropos e figuras retóricas. sintaxe. cultura). política. Leitura recreativa: Contrato de Leitura. B. editorial. construção de um plano-guia.COMPETÊNCIAS NUCLEARES • Artigos científicos e técnicos. • Consolidação dos conteúdos de morfologia. • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. • Interação verbal em torno das ideias expressas no documentário. tomada de notas. 50 anos depois • Cinema e democracia • Sistemas quânticos e eterna juventude Leitura global: Textos do manual e outros selecionados pelo(a) professor(a) e pelos alunos em revistas e jornais da atualidade. o meu pai e eu • As salas de aula. • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). • Oficina de escrita (planificação): – Planificação de texto a partir das ideias expressas no documentário: construção do universo de referência/ tópico. cultura). • Identificação de vocabulário específico e construção de glossário de termos científicos. determinação da situação e objetivos de comunicação. FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA AVALIAÇÃO • Tempo. • Publicidade (comercial/institucional). economia. • Deteção da estrutura do documentário. Situação de aprendizagem n. classes de palavras. • Reclamação/Protesto. política. LEITURA Leitura analítica: • Jovens cientistas europeus em Lisboa • Pura adrenalina • Está aí alguém? • Lugar ao sol • Direito à esperança • O meu avô. Imagem fixa e em movimento: Imagens de publicidade comercial e institucional. 13 . • Artigos de apreciação crítica (sociedade. texto publicitário.

• Elaboração de glossário de termos científicos.o 2 • Pesquisa e constituição de Webfólio/Portefólio de artigos científicos e técnicos. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Apresentação oral e registo de conclusões. • Leitura analítica individual de um editorial trazido pelo par com quem o aluno trabalhou inicialmente – registo escrito. • Seleção dos artigos por área de ciência/técnica. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.o 3 • Leitura. – Relevância do tema tratado. – Modo como influencia a opinião pública a tomar aquele posicionamento como verdadeiro ou certo. 14 . • Apresentação à turma do resultado da pesquisa. • Produção de um texto individual. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. Situação de aprendizagem n. • Produção de um PowerPoint com informação relevante extraída dos artigos para ser apresentado à turma. em trabalho de pares. • Constituição de pequenos grupos por área científica/técnica de interesse dos alunos.Avaliação: • Avaliação da interação verbal. Avaliação: • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. utilizando vocabulário específico. de um editorial apresentado pelo professor: – Deteção da opinião do meio de comunicação – ponto de vista da entidade/instituição. • Auto e coavaliação do trabalho em pares. – Enquadramento no género de discurso jornalístico que é persuasivo por natureza e visa orientar os indivíduos e a sociedade em geral. • Avaliação do plano construído. • Alargamento do conhecimento: pesquisa de um termo/experiência apresentado(a) nos artigos que suscite a curiosidade intelectual do grupo. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. a partir de um dos artigos analisados e da informação recolhida. Situação de aprendizagem n. • Leitura analítica individual de um editorial. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Leitura dos artigos selecionados para levantamento de vocabulário específico e informação. – Afirmações que conferem ao editorial um estatuto de autoridade.

• Apresentação oral e registo de conclusões. • Leitura de imagem. Situação de aprendizagem n. – Vocabulário (valorativo ou depreciativo). economia. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. isto é. • Anúncio publicitário produzido. com recurso à função informativa. • Oficina de escrita (planificação. de influenciar o leitor.o 5 • Trabalho em pequenos grupos em torno de anúncios publicitários escritos e audiovisuais. – Levantamento de exemplos utilizados para comprovar a tese e ilustrar os argumentos. – Identificação do tom utilizado.Situação de aprendizagem n. – Expressão de pontos de vista e de juízos de valor. • Elaboração individual de um artigo de apreciação crítica. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Verificação da consecussão do objetivo de atingir a eficácia persuasiva. – Características. 15 . • Ficha de funcionamento da língua a partir do anúncio. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo.o 4 • Constituição de quatro grandes grupos para leitura de artigos de apreciação crítica (sociedade. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. – Registo de argumentos que revelem a apreciação crítica do autor do artigo. crítica e argumentativa da imagem e a figuras de estilo/tropos adequados. • Produção de um anúncio publicitário que evidencie a relação entre o verbal e o visual. cultura). • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. • Procedimentos de leitura para cada grupo: – Identificação de sequências informativas e de sequências argumentativas. de acordo com a intenção da crítica. política. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Registo da utilização de linguagem valorativa ou depreciativa. – Estratégias argumentativas. • Levantamento dos recursos expressivos que suportam a informação/crítica/argumentação. • Identificação de características da linguagem publicitária/dos mecanismos de persuasão. – Identificação da tese defendida. textualização e revisão): – Elaboração de um artigo de apreciação crítica (manual): – Estrutura.

razões apresentadas. 16 . • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.Situação de aprendizagem n. linguagem que suporta a reclamação/o protesto. em pares. argumentação evidenciada. de textos onde seja evidente a reclamação/o protesto: levantamento de factos/situações. • Ficha de funcionamento da língua a partir do texto. soluções alternativas propostas. em pares. de reclamação/protesto sobre tema à escolha.o 6 • Leitura. • Elaboração. Avaliação: • Produção individual de reclamação/protesto.

mas atualmente ameaçada por destruição de habitat.pt 17 . munidos de recipientes para a identificação das larvas de anfíbios. calçaram as botas de borracha e os impermeáveis e durante alguns meses percorreram vários charcos.C. ajudando a valorizar o património natural daquela zona e. Manuel Candeias Gonçalves. isto é. uma espécie de rã da família Discoglossidae – também chamada de rã-de-focinho-pontiagudo –. os três alunos da Escola Secundária Dr. a rã-defocinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi ). lanternas e máquina fotográfica. despertar os mais novos para os temas relacionados com a ecologia. réguas. Com o projeto Anfíbios e répteis: completar o atlas para a região de Odemira. descobrir a vida selvagem alpina e. conseguiram garantir a presença na Semana Internacional de Investigação que durante sete dias junta. entre os 17 e os 20 anos. Em Portugal. Orientados pela professora Paula Canha. na Suíça. na Suíça. que foram encontradas em quadrículas nas quais a equipa do Atlas não as detetou. O objetivo é que os participantes desenvolvam um trabalho de investigação sobre uma área. A descoberta valeu-lhes o terceiro lugar no Concurso Nacional para Jovens Cientistas e Investigadores e a participação na Semana Internacional de Investigação. a biodiversidade. de várias nacionalidades. a promover a sua conservação efetiva. podendo fazer análises de campo para obter as conclusões necessárias. De entre as espécies com maior número de novos registos. o comportamento animal ou as diferentes espécies de plantas. pela primeira vez. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem Jovens identificaram espécie de rã-de-focinho-pontiagudo 5 Três alunos da Escola Secundária Dr. Fonte: www. destacam-se: o tritão-de-ventre-laranja (Lissotriton boscai ). A ideia surgiu quando «nos deparámos. simultaneamente. por outro lado. Francisco Silva. A presença dos «jovens investigadores» na Suíça conta com o apoio da Fundação da Juventude. entidade que vai promover a organização da Final Europeia para Jovens Cientistas. no próximo mês de setembro. considerada espécie protegida. que vai decorrer entre 27 de junho e 3 de julho. todos da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves conseguiram identificar. na região de Odemira. explicam os alunos.cienciahoje. com o Atlas editado em 2008 pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e percebemos que espécies que estávamos habituados a ver na zona de Odemira não se encontravam registadas nas respetivas quadrículas». a cobra-cega (Blanus cinereus ). mais de 20 jovens cientistas. a cobra-de-ferradura (Hemorrhois hippocrepis ) e a cobra-de-capuz (Macroprotodon brevis ). Manuel Candeias Gonçalves identificaram novas espécies de anfíbios e répteis da Região de Odemira. João Pedro Pereira e Rúben Gonçalinho. 10 15 20 25 A ideia desta Semana é promover o contacto com a natureza. a decorrer em Lisboa.

para se poder transformar. dizem os físicos. o sustentáculo em que. «É quase como se um cão tivesse ido dar um passeio e voltado transformado num gato». Foram estes laboratórios a detetar a metamorfose da partícula. até. estamos a aproximar-nos de uma coisa fundamental: a física dos neutrinos com massa poderá ter desempenhado um papel no desequilíbrio entre matéria e antimatéria. quer estejamos a falar de uma parede. As estrelas e as centrais nucleares produzem-nas. 65 mil milhões destas partículas por centímetro quadrado. o desequilíbrio que possibilitou que as duas entidades não se tivessem aniquilado por completo depois do Big Bang. Enterradas 1400 metros abaixo da superfície para ficarem protegidas dos raios cósmicos.» Lucia Sillig. do laboratório de Gran Sasso.o 174. A colisão produz outras partículas elementares que se desintegram rapidamente. 5 10 Estas partículas mínimas são impercetíveis. assenta toda a física das partículas. Essa confirmação experimental é importante porque. in Courrier Internacional. Porém está em todo o lado: em cada segundo chegam até nós. presume que o neutrino não tem massa – tal como o fotão. como dizem os físicos – de um tipo para outro. desde há décadas. a partícula mensageira da luz. Acontece que o Modelo-Padrão. perto de Roma. Contudo. o neutrino precisa de ter massa. o corpo humano. pode sofrer uma mutação brusca – oscilar. como anunciaram os cientistas da equipa internacional da experiência Opera. 20 25 Foi no meio desta horda de partículas do tipo muão que os investigadores apanharam nas suas redes uma partícula tau. «Isso poderia permitir-nos compreender por que razão o mundo é feito de matéria e não de antimatéria. Como só raramente interagem com a matéria. em 1930. O neutrino apresenta-se sob três formas ou «sabores»: o neutrino do eletrão. o neutrino do muão e o neutrino do tau. Para Alain Blondel. um detetor. só viria a ser detetada 30 anos mais tarde. aguarda os biliões de biliões de neutrinos de muão enviados pelo CERN. Teorizada pelo físico austríaco Wolfgang Pauli.A dança das partículas fantasmas O neutrino é uma partícula engraçada. segundo a teoria. os neutrinos do muão. fazendo desaparecer. iniciada em 2006. 15 A experiência Opera teve início no CERN. constituído por 150 mil tijolos de chumbo e por emulsões fotográficas. de uma pessoa ou dos 732 quilómetros de subsolo que separam o CERN (Centro Europeu de Física das Partículas). agosto de 2010 (texto com adaptações) 18 . as salas de teste do laboratório de Gran Sasso foram construídas viradas para Genebra. sobretudo. Dentro delas. onde se procede à aceleração de protões – partículas elementares de carga positiva – contra um alvo de grafite. atravessam-na como fantasmas inofensivos. n. vindas do Espaço. tal como a radioatividade natural e. em Genebra.

3. de acordo com o sentido do texto. 3. 6.Leitura interativa 1. 4. Faz três perguntas sugestivas a partir das informações contidas no artigo.» 5. Refere-te à relevância e atualidade do tema explorado. b) «atravessam-na como fantasmas inofensivos» (linha 5-6). 19 . 2. Explicita o facto que leva os físicos a afirmar: «É quase como se um cão tivesse ido dar um passeio e voltado transformado num gato. Atenta nas seguintes afirmações: a) «O neutrino é uma partícula engraçada» (linha 1).1 Explica cada uma delas. c) «Essa confirmação experimental é importante» (linha 23). Especifica o tema deste artigo. Relaciona o título com o tema que indicaste na questão anterior.

Antes de se lançar no webdesign.1 os Asperger. A partir das ideias contidas no texto. Susan Conza dirige. 3. verdadeiras ou falsas. para evitar percalços que possam inviabilizar o trabalho. diz a sorrir Susan Conza.. como a mecânica e a informática. o nome que os Asperger dão às pessoas normais: o sogro da diretora é o responsável pelos recursos humanos e pela gestão de projetos. O aparecimento da Internet ajudou-nos imenso: sentimo-nos mais à vontade a comunicar por correio eletrónico do que por telefone. «(…) e já me questionei se não seremos os representantes de uma nova etapa na evolução da espécie humana» (linhas 16-17). Estamos muito bem adaptados ao mundo digital e já me questionei se não seremos os representantes de uma nova etapa na evolução da espécie humana». Geralmente inteligentes.Admirável mundo próprio Assíduas e pontuais. – Perspetiva a rentabilidade. Susan Conza acompanha os funcionários nas deslocações aos clientes. Daniel Saraga. «Compreendemos mal a linguagem corporal.1 Explica o contexto em que surge esta afirmação. propensão para a mentira. agosto de 2010 (texto com adaptações) Leitura interativa 1. estabelecendo metas. Salienta as razões que permitem validar a opinião de que a sinceridade e a criatividade podem ser uma vantagem na política e nas empresas. 5 Aos 37 anos. – Estabelece o horário de trabalho. mas também sem rodeios. Medo da solidão. Trabalho de grupo: Imagina que vais constituir uma empresa. as pessoas afetadas por síndroma de Asperger adaptam-se surpreendentemente bem ao mundo digital.. hipersensibilidade e negação da realidade: os neurotípicos também têm alguns defeitos. 1. mas uma sociedade anónima lucrativa». a firma especializara-se em testes aos programas informáticos. a Asperger Informatik tem seis funcionários e dá lucro. Sem arrogância. «A nossa franqueza total pode parecer brusca. Esta sinceridade e a criatividade podem ser uma vantagem na política e nas empresas.2 os neurotípicos.. francas e unívocas. – Sê criativo. as subtilezas da língua e as metafóras. 2. Fundada há dois anos. – Traça o perfil dos funcionários. «Não somos uma instituição social. in Courrier International. uma forma ligeira de autismo. nunca os reconhecem. A ambiguidade desestabiliza-nos: as coisas têm de ser claras. História de sucesso numa empresa suiça onde estão em maioria. n. as pessoas com esta doença revelam competências em áreas técnicas. uma empresa de informática fora do comum: emprega técnicos com síndroma de Asperger. . 4. uma tarefa meticulosa e repetitiva que se adequa na perfeição a um Asperger. caracteriza: 1. Mas. a quem não faltam humor e encanto.. – Esboça a hierarquia. Damos connosco a sonhar: um mundo onde as manipulações dos políticos e as ligações de amizade darão lugar a trocas diretas.». as artes e as línguas. ao contrário dos Asperger. Se pensamos que um chefe não tem razão.o 174. em Zurique. dizemos. 2. nomeadamente em grandes gabinetes por onde circulam dezenas de pessoas. afirma a diretora que também sofre da doença. 20 – Apresenta a tua visão de futuro. Elabora um breve estudo de implementação: – Indica o ramo de atividade. 10 15 20 A empresa emprega dois «neurotípicos».

não haver ameixas para o novo néctar da Compal. Comprava um carro novo para a minha irmã e outro para o meu irmão. não levaram uma ameixa! A Compal orgulha-se de ter as ameixas mais procuradas de todas. 21 . À Sara. deitei unhas à enxada. b) Olhe. Aposte nos jogos da Santa Casa. sumiram-se de tal maneira.Compreensão oral Filme publicitário Jogos Santa Casa Se eu ganhasse. atão e depois. Depois. Abateu-se uma luz. Abalaram. pegava em todos os meus amigos e fazia uma festa numa ilha deserta. Fruta que faz tão bem como sabe. Já ali estava um objeto não identificado. Pensei logo. era p’ra aí dez p’ras cinco quando comecei a sentir os cães alvoraçados. parecia uma pipa serrada ao meio que fazia UUUUUUUUUUUUUU!!!! Com medo que me roubassem as ameixas soltei os cães – era só o que faltava. também. e se as roubam? O que é que digo aos senhores da Compal? Eles precisam das ameixas para fazer o novo néctar. assim p’ro vermelho. comprava um colar de diamantes. a primeira coisa que fazia era comprar uma casa com piscina e com vista para o mar. Este é o outro lado dos jogos. vai fazer muita gente feliz. se não ganhar. Se ganhar. aquilo parecia um ovo estrelado de ferro. parado ali por cima daquele carreiro. Fruta que faz tão bem como sabe. nunca mais os vi! A Compal orgulha-se de ter as ameixas mais procuradas de todas. ficou dia. sempre que apostar está a apoiar inúmeras instituições que todos os dias levam esperança e sorrisos a milhares de pessoas. Novo Compal Clássico Ameixa. Comprava um barco para os meus pais. Vai daí. Filmes publicitários Eles Andam Aí a) Cheguei de manhãzinha. Novo Compal Clássico Ameixa. mais uns maganos que vêm roubar as ameixas.

qualquer que seja o meio de difusão utilizado. quaisquer bens ou serviços. 22 . por sinais acústicos e. Artigo 8. 4. É proibida. 1 Decreto-Lei n. ofenda os valores. promover o fornecimento de bens ou serviços. nomeadamente. a imagem ou as palavras de alguma pessoa. O separador a que se refere o número anterior é constituído. (…) Artigo 6. g) Encoraje comportamentos prejudiciais à proteção do ambiente. através da introdução de um separador no início e no fim do espaço publicitário. a palavra «publicidade» no separador que precede o espaço publicitário. que tenha por objetivo. não se considera publicidade a propaganda política. com o objetivo direto ou indireto de: a) Promover. na televisão.o Princípio da licitude 1. identificabilidade. língua. depreciativamente. 2. qualquer forma de comunicação feita por entidades de natureza pública ou privada. quando aquela tenha os estrangeiros por destinatários exclusivos ou principais. político ou religioso. A publicidade efetuada na rádio e na televisão deve ser claramente separada da restante programação.Código da Publicidade1 Artigo 3. para efeitos do presente diploma. A publicidade tem de ser inequivocamente identificada como tal.o 330/90 de 23 de outubro (excertos). também. não prevista no número anterior.o 74/93. território de origem. objeto ou fim. no caso da televisão. princípios. h) Tenha como objeto ideias de conteúdo sindical. n. por sinais óticos ou acústicos. 3. 2. 3.o 61/97 de 25 de março. É admitida a utilização excecional de palavras ou de expressões em línguas de outros países quando necessárias à obtenção do efeito visado na conceção da mensagem. a publicidade que: a) Se socorra. Artigo 7. d) Contenha qualquer discriminação em relação à raça.o 275/98. religião ou sexo. industrial. É proibida a publicidade que. conter. de forma percetível para os destinatários. b) Promover ideias. Para efeitos do presente diploma. princípios e instituições fundamentais constitucionalmente consagrados. b) Estimule ou faça apelo à violência. na rádio.o Princípios da publicidade A publicidade rege-se pelos princípios da licitude. Considera-se publicidade. publicidade qualquer forma de comunicação da Administração Pública. veracidade e respeito pelos direitos do consumidor. 3. sem prejuízo do disposto no número seguinte. Considera-se. e) Utilize. iniciativas ou instituições. de 10 de março. mesmo que em conjunto com a língua portuguesa. com vista à sua comercialização ou alienação. de instituições. de 9 de setembro. c) Atente contra a dignidade da pessoa humana.o 6/95.o Princípio da identificabilidade 1. de 17 de janeiro e n. bem como a qualquer atividade ilegal ou criminosa. pela sua forma. no âmbito de uma atividade comercial. símbolos nacionais ou religiosos ou personagens históricas. n. f) Utilize linguagem obscena. Só é permitida a utilização de línguas de outros países na mensagem publicitária. devendo. 2. sem autorização da própria.o Conceito de publicidade 1. com as alterações introduzidas pelos Decretos-Lei n. artesanal ou liberal. direto ou indireto.

A retórica ou a arte de convencer 5 O político quer mostrar a relevância das suas ideias. é necessária ou não a ajuda externa para a crise financeira que o país atravessa. E pode também servir não só para esbater diferenças. quando se fala de retórica. mas. que a tónica deve ser colocada nas perguntas? Quando as opiniões e os pontos de vista se tornam problemáticos. dossiê coordenado por Jean François Dortier. Quando insultamos alguém que acaba de provocar um acidente de automóvel estamos a distanciarmo-nos desse comportamento. o estilo. não apenas para propor respostas. 30 Mas como as respostas caducam e as respostas válidas ainda fazem pouco eco. ou entre dois adversários políticos ou simplesmente um casal que discute a decoração da sala. as pessoas afirmam a sua posição ou tentam diminuir a distância que as separa. n. publicidade ou barra do tribunal). A forma. A publicidade é disso um exemplo por excelência. Considera-se mesmo que ela está na base do discurso científico (persuasão implícita sob o disfarce de demonstração) e que está na linguagem comum do dia a dia. A retórica está em toda parte e muito para além das suas áreas tradicionais (política. Associada à propaganda. novembro de 2009 23 . a retórica foi mal vista.o 209. há a possibilidade de manipular o auditório fazendo-o acreditar em respostas que não o são. a retórica não se limita às alegações jurídicas ou ao discurso político. Uma sociedade de comunicação. O publicitário quer promover um produto. as figuras (de retórica) servem pois para fazer passar as respostas sem argumentar a questão. isso acontece porque uma questão se impõe: é preciso reformular programas ou repensar a noção de escola. pede-se para se justificarem as respostas para que elas sejam validadas (como respostas). o que obriga a encontrar argumentos. Foi necessário que a sociedade se liberalizasse e se abrisse à pluralidade de opiniões. O adolescente quer convencer os pais a deixá-lo sair à noite. Se assistimos a um debate sobre educação. Somos todos retóricos. É esse o caráter racional da retórica. O intelectual quer convencer o mundo da relevância da sua visão do mundo. E isso também é retórica. para negociar o que pode separar cada pessoa de outra pessoa. 10 15 Sempre que surge um problema na comunicação. Texto adaptado de «La rhétorique d’Aristote à Obama» in Sciences Humaines. Afinal. Neste sentido. à publicidade (muitas vezes enganosa) e a muitas outras formas de sedução. a elegância. O advogado de defesa deve demonstrar a inocência do seu cliente. onde cada um tenta convencer. a retórica gozava de pouca consideração. 25 A retórica só adquire sentido em relação ao ato de questionar. que tipo de materiais vamos privilegiar num espaço a ser usado por crianças pequenas. sobretudo. para que se aceitasse como normal e saudável que houvesse debates contraditórios. quando não seduzir. muitas vezes enganadora. Durante muito tempo. mas para as reforçar. então. só pode ser dominada por uma retórica preocupada em criar acordos e consensos. à manipulação. 20 A retórica serve. porque é que se diz.

A solução para alguns dos problemas ambientais pode vir do Sol. 5. o autor estabelece uma ligação entre o tema desenvolvido e outros assuntos da edição do jornal. 14. A ação do Sol na atmosfera terrestre impede a expansão das energias renováveis. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem Avaliação da competência de compreensão oral Ouve. 6. No contexto civilizacional atual. 8. o Sol desencadeia apenas situações funestas no ser humano. A libertação de elevadas quantidades de dióxido de carbono atenua os problemas ambientais. 9. O Sol tem sido tema de reflexão desde épocas remotas. Segundo a mitologia clássica. Em geral. o homem faz o culto solar. 12. No início do período do iluminismo. Com o aparecimento das religiões monoteístas. mas também graves prejuízos. o editorial «Lugar ao sol». 17. 16. o rei Luís XVI passou a ser conhecido como o Rei-Sol. 15. 11. 3. atentamente. 10. Os egípcios consideravam o sol como símbolo da vida. O editorial apresenta uma linguagem manifestamente objetiva. 24 F . Charles de Gaulle e Winston Churchill viveram no século XVIII.D. Um dos assuntos a abordar na edição é o dos protestos dos índios do Amazonas. em detrimento do astro-rei. 4. 13. V 1. O desenvolvimento da tecnologia trouxe-nos privilégios. 18. o autor referencia publicações de jornais da atualidade. da autoria de Rui Cardoso. Atualmente. tinha uma dupla função. o Sol era designado de deus Rá. 7. 19. através da dessalinização. Na parte final do texto. O telescópio de Galileu trouxe a Terra para o centro do universo visível. Para terminar o editorial. deus do Sol. O calor pode servir para obtermos água. Assinala com uma X a opção que te parece correta. o Sol ganha protagonismo como divindade. o editorial é um texto jornalístico bastante relevante. Para os gregos. 20. Apolo. 2.

interagindo. d) Demonstra competência argumentativa na forma como sustém uma linha de argumentação. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 25 . c) Textualiza com coesão. b) Pronuncia as palavras com clareza. exprimindo-se num tom de voz audível e conjugando adequadamente o acento. interesses. hábitos e atitudes de trabalho. com todos os intervenientes. a entoação e o ritmo. através da comunicação oral. de forma crítica e solidária. coerência e sequencialização.Avaliação da competência de expressão oral Interação verbal Parâmetros a) Intervém voluntária e pertinentemente. mostrando segurança e compreensão dos assuntos colocados à discussão. e) Manifesta.

Avaliação da competência de leitura Avaliação do trabalho de pesquisa de artigos científicos e técnicos em vários suportes a) Seleciona informação relevante. Parâmetros c) Organiza de forma coerente e estruturada um glossário de termos científicos. d) Produz um PowerPoint de qualidade com a síntese da informação recolhida. Alunos 26 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . e) Apresenta de forma dinâmica e relevante os trabalhos realizados. b) Mobiliza a informação de forma correta e adequada.

b) Explicita as questões organizadoras do texto. Parâmetros c) Salienta a relevância e a atualidade do tema. e) Identifica o contributo para a difusão da cultura científica. d) Distingue factos de opiniões.Textos científicos e técnicos a) Identifica as características específicas do tipo de texto. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 27 .

e) Usa um tom expressivo e um ritmo adequados. a) b) c) d) e) f) g) Observações 1. rigor e correção.o Apresentação oral e registo de conclusões a) Apresenta a tese defendida pelo autor. g) Verifica a eficácia das estratégias persuasivas na receção textual. e) Distingue a linguagem valorativa ou depreciativa utilizada. Grupos d) Sintetiza as estratégias persuasivas utilizadas. c) Salienta a intencionalidade crítica.o 28 b) c) d) e) f) g) Observações . f) Articula com clareza.o 3.o 4.o 2. cultura) a) Identifica sequências informativas/sequências argumentativas. Grupos d) Deteta os exemplos utilizados para comprovar a tese e ilustrar os argumentos. identificando o tom utilizado.Trabalho de grupo: Leitura de artigos de apreciação crítica (sociedade.o 2. b) Explicita os pontos de vista/argumentos evidenciados pelo autor. c) Seleciona os argumentos que revelam a apreciação crítica do autor do artigo.o 3. g) Regista as conclusões enunciadas pelos colegas. b) Identifica a tese defendida. f) Reconhece a intencionalidade crítica. economia.o 4. política. a) 1.

Publicidade a) Identifica a intencionalidade. Parâmetros c) Interpreta a mensagem. d) Identifica os recursos expressivos (visuais e verbais) que servem a mensagem publicitária. relacionando imagem e texto. e) Avalia a eficácia persuasiva. b) Descreve e analisa os constituintes verbais e visuais. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 29 .

e) Utiliza. Alunos 30 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . b) Expressa um juízo de valor fundamentado em argumentos válidos. continuidade e progressão temática.Avaliação da competência de expressão escrita Texto de apreciação crítica a) Evidencia uma estrutura formal (título/introdução/desenvolvimento/conclusão). d) Mobiliza recursos adequados à intenção comunicativa. Parâmetros c) Articula com coerência. com correção linguística. uma linguagem valorativa/depreciativa.

b) Expõe com clareza e pertinência o(s) motivo(s) da reclamação/do protesto. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 31 . Parâmetros c) Apresenta argumentação consistente para fundamentar a reclamação/o protesto. e) Redige com correção linguística. d) Demonstra capacidade crítica e interventiva. propondo soluções pertinentes.Reclamação/Protesto a) Aplica a estrutura da reclamação/do protesto.

num misto de protesto e festa. no entanto. Enquanto serviram de exemplo. sabe-se a extrema dificuldade da situação. territórios. e em Portugal muito grave. que há uma dúzia de dias encheram ruas e praças de Lisboa e do Porto. No entanto. com esse mesmo civismo e sem violência. mesmo ignorando se alcançamos a meta. com exemplar civismo. no Iémen. Desconhecem-se as consequências. abriram as portas a regimes mais democráticos e sérios. há ainda outras «desgraças»: desde a subida em flecha do preço do petróleo e dos alimentos até ao terrível sismo e tsunami no Japão. 32 José Carlos de Vasconcelos. não sendo de agora. apesar de todos os avanços e progressos globais. que rápida e muito significativamente vendeu ali 1 milhão e 300 mil exemplares – e que foi agora editado em Portugal (pela Objetiva) com um certeiro prefácio de Mário Soares. E que o progressivo desenvolvimento de regiões. ou aumentar o rendimento per capita. ainda cresçam as tremendas desigualdades sociais. etc. aliás. sobretudo a nível científico e tecnológico. a Europa e o mundo em geral passam por um momento especialmente difícil. de 93 anos. corrupção. mais o subsequente acidente nuclear em Fukushima. no Barém. até massacres. tirania – às vezes. Se necessário. que mostrou à exuberância a justeza do «nuclear não» e sobre cujos efeitos ainda há imensas dúvidas. ainda em tanto sítio se mantenham aquelas situações. embora subsistam perigos. à beira de uma crise política. 23 de março de 2011 . onde a ONU. miséria. os cidadãos se indignem. Aliás. injustiça. De resto. países. fome. consulta o vocabulário que se apresenta nas notas de rodapé. não seja acompanhado de uma melhor distribuição da riqueza. não haver nenhuma resposta de fundo capaz e com resultados satisfatórios. apesar de diminuir a miséria. Em Portugal estamos. terão de procurar novas respostas. sobretudo jovens. iniquidade1. A procura de «respostas» 5 10 15 20 25 30 Portugal. designadamente na Líbia. 2 PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. o seguinte editorial. Veremos como tudo vai terminar. ameaças. na Tunísia e no Egito. Todos teremos de as procurar. apesar de tudo. genocídios –. decidiu intervir para evitar o bombardeamento e o extermínio de civis. mormente em alguns países africanos. Portugal é o país da UE em que as desigualdades sociais são maiores.o 1 GRUPO I A Lê. em muitas circunstâncias. em várias latitudes. é saudável e indispensável que. A indignação como primeiro passo para a(s) mudança(s) necessárias – eis o que poderá ser o início de um bom caminho.. dentro do atual modelo de sociedade. As muitas dezenas de milhares de pessoas.TESTE DE AVALIAÇÃO N. clamando contra a situação atual e reclamando melhores condições de vida. Creio. da autoria de José Carlos Vasconcelos. (…) Algumas daquelas situações levaram ao promissor triunfo. isso não é de agora – e não convém esquecer o passado e suas lições: estudos credíveis (por exemplo do PNUD2) mostram que. têm sido e continuam a ser. 1 Iniquidade – injustiça. a nível europeu. de revoluções populares que já afastaram ditadores corruptos e. é cada vez mais incompreensível e insuportável que. tristes realidades do nosso tempo. Acrescendo à grave crise económica e financeira ainda não superada. in Jornal de Letras. Aliás. como o resistente ao nazismo Stephane Hessel. para não dizer. Este não é o local próprio para análises e comentários políticos. Dos mais jovens aos mais velhos. Entretanto. com queda de governo e eleições antecipadas. dramático. que publicou em França o opúsculo Indignai-vos. atentamente. muito bem. a miséria e a pobreza têm diminuído a nível mundial. foram detonadores da contestação a regimes iguais ou piores – na Líbia.. Quando às vezes já nem se sabe quais são as perguntas. antes amiúde. perduráveis.

num texto de oitenta a cento e trinta palavras. industrial. com vista à sua comercialização ou alienação. 3. as respostas aos itens que se seguem. qualquer forma de comunicação feita por entidades de natureza pública ou privada. b) Promover ideias.: /dir-se-ia/).Apresenta. com o objetivo direto ou indireto de: a) Promover. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. Esclarece a situação socioeconómica de Portugal no contexto europeu. B «1. no âmbito de uma atividade comercial. quaisquer bens ou serviços. relacionando-a com aspetos da linguagem valorativa e subjetiva presentes no editorial.: /2011/). Observações relativas ao item B 1. 1. 2. Para efeitos de contagem.o 1 do artigo 3. 33 . Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. princípios. de forma clara e bem estruturada. Justifica a opinião do autor face aos problemas que aborda no texto. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. comenta. para efeitos do presente diploma.o do Código da Publicidade Fazendo apelo à tua experiência de leitura e de visionamento/audição de textos publicitários. 2. as estratégias publicitárias que causam maior impacto no interlocutor/potencial consumidor. 4. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco.» N. iniciativas ou instituições. Explicita as razões que possibilitam classificar o texto transcrito como um editorial. Explica a estruturação lógica do editorial em análise. Qualquer número conta como uma única palavra. Considera-se publicidade. artesanal ou liberal.

páginas 63-64 1. d) incrementar a formação em ciência e em tecnologia. 5 10 15 Tem-se assistido em todo o mundo a um declínio do número de jovens que procuram cursos e carreiras de ciência e tecnologia. Fundação Francisco Manuel dos Santos. cuja concretização ficou bastante aquém do previsto). da ciência e da tecnologia? As causas são várias. se compararmos os nossos índices dessas profissões com os índices dos países mais desenvolvidos da Europa. c) é necessário desenvolver a vocação científica nos jovens. Seleciona. c) diminuir o número de cientistas e de engenheiros. a que pertencemos. necessita de mais pessoas com formação em ciência e tecnologia. a única opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. mas entroncam todas no distanciamento entre ciência e sociedade. comunicações. não é menos certo que parte importante da sociedade receia a ciência. o número do item e a letra que identifica a opção correta. está associada a perigos.). Como superar este evidente desfasamento entre oferta de jovens e procura pela sociedade e pelo mercado? Porque é que os jovens se afastam. no sentido estrito. como o derrame petrolífero no golfo do México). não se encontrando interiorizada a noção de que o risco é inerente a qualquer atividade humana e que a própria ciência. 1. b) circunscrever os currículos de alguns cursos superiores. Toda a Europa. em cada um dos itens de 1 a 7. poderá prever. 2. E o problema atinge-nos também. em favor da procura de cursos de ciências sociais. Se é verdade que a ciência é impulsionadora do progresso social. para se desenvolver rumo à «economia mais desenvolvida do mundo» (um objetivo da Estratégia de Lisboa do ano 2000. Lisboa. d) é imperativo inibir a vocação científica nos jovens. A ciência em Portugal. Carlos Fiolhais (2011). habitação. etc. chegando mesmo em alguns casos extremos a recusá-la liminarmente. b) os jovens revelam reduzida vocação científica. lazer. mais e melhor do que ninguém. alimentação. mas também para a aplicação da ciência na vida prática. Segundo o autor do texto… a) há muitos jovens com grande vocação científica. proporcionando aos cidadãos níveis de conforto inalcançáveis sem o seu concurso (em múltiplos fatores: na saúde. Isso pressupõe o fomento de vocações científicas. transportes. etc. o que significa não só vocações para a criação da ciência. se autoexcluem. evitar e diminuir os riscos. Para atingir um dos objetivos da Estratégia de Lisboa 2000. é prioritário… a) reduzir o tempo dos cursos para algumas profissões. artes. pode mesmo dizer-se. Fomento de vocações científicas Uma sociedade desenvolvida necessita de atrair para a ciência e tecnologia alunos em quantidade e qualidade suficientes. Precisamos de mais cientistas e engenheiros. A ciência. na folha de respostas. Escreve. depois dos desastres de Bhopal e Chernobyl (para não falar de outros mais recentes.GRUPO II Lê atentamente o texto seguinte. 34 .

porque… a) o texto é de um autor brasileiro. c) futuro do modo conjuntivo. 35 . 4. 2. Ao usar os parênteses (linha 14) d) o enunciador recorre ao aspeto gramatical genérico. c) complemento indireto. d) complemento direto. No discurso parentético (linha 14). Com a expressão «o risco é inerente a qualquer atividade humana» (linha 18) e) o enunciador recorre à modalidade deôntica. de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto. encontramos… a) uma personificação. A superação do desfasamento entre a lógica da procura de jovens com formação científica e a respetiva oferta poderá residir… a) na total ausência de progresso social. 3. a) o enunciador recorre à ironia. d) uma enumeração. d) a oração é subordinada. mais e melhor do que ninguém. 2. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B. 5. Com o segmento «a própria ciência. c) há uma incorreção sintática. f) o enunciador demarca uma citação. o pronome encontra-se anteposto ao verbo. b) uma sinestesia. Em «a recusá-la liminarmente» (linhas 15-16). A forma verbal «compararmos» (linha 6) encontra-se no… a) futuro do modo indicativo. c) uma gradação. 7. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. b) presente do modo indicativo. b) a frase se encontra na negativa. Coluna A Coluna B 1. d) presente do modo conjuntivo. d) nas lacunas da sociedade do conhecimento. h) o enunciador explicita a possibilidade de existirem outros exemplos. Com a expressão entre aspas «economia mais desenvolvida do mundo» (linha 8). 4. g) o enunciador faz uso da modalidade epistémica.3. c) no distanciamento entre ciência e sociedade. Com o advérbio «liminarmente» (linhas 15-16) c) o enunciador introduz um modificador restritivo. na folha de respostas. evitar e diminuir os riscos» (linhas 18-19) b) o enunciador introduz um modificador do predicado. 5. Em «não se encontrando interiorizada a noção» (linha 17). poderá prever. o constituinte «-la» desempenha a função sintática de… a) complemento do adjetivo. 6. b) na aproximação entre ciência e sociedade. as letras e os números correspondentes. b) complemento oblíquo. Escreve.

Respeita os aspetos formais da carta. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –. aduzindo argumentos que sustentem a tua contestação e propondo uma solução para o problema. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. Para efeitos de contagem. Qualquer número conta como uma única palavra. • Nos outros casos. com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras. Observações 1. 2. FIM 36 . dirigida à Direção da escola.: /dir-se-ia/). mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.GRUPO III Imagina que os laboratórios da tua escola se encontram desprovidos de materiais essenciais para a realização de experiências. Escreve uma carta de reclamação.: /2011/). correta e bem estruturada. há que atender ao seguinte: • A um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de zero pontos.

.................................................................................................................................................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam............................................. 6 pontos – Estruturação do discurso ... ..... um ou dois aspetos referentes à situação do país no contexto europeu.......... com eleições antecipadas.................................... com pertinência e rigor.. dois dos aspetos relativos à situação do país no contexto europeu.........Critérios específicos de classificação GRUPO I A 1...... • Portugal é o país da UE que apresenta maiores desigualdades sociais........................................................... 5 1 Apresenta....................................... .................................... 3 pontos 3 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Apresenta...................................................................................................................................................................... • Crise política...................................................... • Crise económica e financeira muito grave........................... – Correção linguística ......... •… 37 ................ 7 2 Apresenta... 9 3 Apresenta................................................................................... 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ..................................... todos os aspetos inerentes à situação do país no contexto europeu........ dois dos aspetos referentes à situação do país no contexto europeu...... com imprecisão............................... ou outros considerados relevantes: • Situação difícil de toda a Europa....................................................................................................................................... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) .. com acentuadas imprecisões......................... com pertinência e rigor.......................................................................................................

2. ................................................................................................................................................................................................................................................................
.............................

15 pontos

Critérios específicos de classificação

• Aspetos de conteúdo (C) ......................................................................................................................................................................................................................... 12 pontos
• Aspetos de organização e correção linguística (F) ...................................................................................................................................................
– Estruturação do discurso ........................................................................................................................................................
– Correção linguística ..................................................................................................................................................................

8 pontos
4 pontos
4 pontos

Níveis
de desempenho

Descritores

Pontuação

4

Explicita, com clareza e pertinência, a opinião do autor, destacando evidências da linguagem valorativa e subjetiva.

12

3

Explicita, com clareza e pertinência, a opinião do autor, mas não
destaca evidências da linguagem valorativa e subjetiva.
Ou
Destaca aspetos da linguagem valorativa e subjetiva, mas não
explicita a opinião do autor, com clareza e pertinência.

9

2

Expõe, com imprecisão, a opinião do autor, transcrevendo alguns
exemplos da linguagem valorativa e subjetiva.

6

1

Expõe, com muita imprecisão, a opinião do autor.
Ou
Transcreve alguns exemplos da linguagem valorativa e subjetiva.

3

Cenário de resposta
A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam, ou outros considerados relevantes:

• Desencanto do autor perante as dificuldades que assolam a humanidade («miséria, fome, injustiça, iniquidade,
corrupção, tirania»; «massacres, genocídios»), ideias marcadas pela subjetividade da expressão «tristes realidades
do nosso tempo».

• Consciência de que esta situação tem abrangido várias gerações.
• Recurso à expressão valorativa e subjetiva «incompreensível e insuportável», para salientar que, numa sociedade
caracterizada pelo progresso científico e tecnológico, permanecem as desigualdades sociais.

• Triunfo das revoluções em países subjugados a regimes ditatoriais («promissor triunfo»).
• Aprovação, através da expressão «muito bem», da operação da ONU na Líbia.
• Apologia da intervenção dos cidadãos em defesa do interesse coletivo.
• ...

38

3. ................................................................................................................................................................................................................................................................
.............................

20 pontos

Critérios específicos de classificação

• Aspetos de conteúdo (C) ......................................................................................................................................................................................................................... 12 pontos
• Aspetos de organização e correção linguística (F) ...................................................................................................................................................
– Estruturação do discurso ........................................................................................................................................................
– Correção linguística ..................................................................................................................................................................

8 pontos
4 pontos
4 pontos

Níveis
de desempenho

Descritores

Pontuação

4

Explica, com rigor e clareza, a estruturação do editorial, identificando a introdução, o desenvolvimento (exposição, argumentação e exemplificação) e a conclusão.

12

3

Explica, com rigor e clareza, as partes constituintes do discurso
(introdução, desenvolvimento e conclusão), mas não explicita,
com precisão, os argumentos.

9

2

Explica, com algumas imprecisões, as partes constituintes do
discurso (introdução, desenvolvimento e conclusão).

6

1

Refere, com muitas imprecisões, as partes constituintes do discurso (introdução, desenvolvimento e conclusão)..

3

Cenário de resposta
A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam, ou outros considerados relevantes:

• Introdução (primeiro parágrafo): Apresentação sucinta do tema; generalização das dificuldades e das injustiças
sociais em Portugal, na Europa e no mundo.

• Desenvolvimento (segundo, terceiro, quarto e quinto parágrafos): Referencial histórico (situações do passado
que se repetem no presente; contexto político em Portugal); argumentação: injustiça das desigualdades sociais;
continuidade dessas situações numa sociedade marcada pelo progresso científico e tecnológico; confirmação e
exemplificação: revoluções populares que tentam inverter as assimetrias sociais; intervenção da ONU em defesa
de cidadãos comuns; retoma da referência à situação de Portugal (crise política; contestação)...

• Conclusão: A atitude de cidadania deve pautar-se pela intervenção não violenta...
•…

39

4. ................................................................................................................................................................................................................................................................
.............................

15 pontos

Critérios específicos de classificação

• Aspetos de conteúdo (C) .........................................................................................................................................................................................................................

9 pontos

• Aspetos de organização e correção linguística (F) ...................................................................................................................................................

6 pontos
3 pontos
3 pontos

– Estruturação do discurso ........................................................................................................................................................
– Correção linguística ..................................................................................................................................................................

Níveis
de desempenho

Descritores

Pontuação

4

Explicita, com rigor e pertinência, as características do texto que
permitem a sua integração no editorial, salientando tratar-se de
um género jornalístico que expressa opinião

9

3

Explicita as características do texto que permitem a sua integração no editorial, referindo tratar-se de um género jornalístico que
expressa opinião.

7

2

Explicita, com algumas imprecisões, características do texto que
possibilitam a sua classificação de editorial.

5

1

Explicita, com muitas imprecisões, características do texto que
possibilitam a sua classificação de editorial.

3

Cenário de resposta
A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam, ou outros considerados relevantes:

• Género do discurso jornalístico que expressa a opinião através de uma linguagem valorativa e subjetiva.
• Discurso sobre os factos mais importantes no espaço político-social-económico com abrangência nacional
(Portugal) e internacional (a Europa e o mundo)

• Pretende persuadir o público, levando-o a tomar aquele posicionamento como verdadeiro ou certo.
• Texto exortativo e persuasivo, visando a orientação dos indivíduos e da sociedade em geral.
• ...

40

.................................................. com rigor e pertinência....... memória e aquisição) e o método DDPC (dramático........ aludindo e evocando............ demonstrando um bom domínio do tema............ o impacto de diversas estratégias publicitárias no público.................... ou outros considerados relevantes: • A mensagem publicitária contém uma significação indireta........ descritivo... interesse.... 18 5 Comenta.... persuasivo................ através da associação e da conotação… • Os argumentos recaem sobre a criação de um significado complexo.................... mas que desencadearão no público a atitude determinada pelos objetivos da publicidade........ com rigor e pertinência.... que se vem associar à marca e àqueles que a consomem.............. tecendo considerações gerais e incipientes..................... compra) são recorrentes na publicidade.... com muita imprecisão........ 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam............................................................... 6 1 Comenta.... o impacto de diversas estratégias publicitárias no público..... • As imagens sonoras e visuais são estratégias publicitárias muito eficazes.................... segundo mecanismos significantes que podem parecer complicados...... – Correção linguística ....... evidenciando um bom domínio do tema............ as férias ou a amizade são desta forma invocados....................... o impacto de diversas estratégias publicitárias no público.......... com imprecisão e pouco rigor........ evidenciando um domínio suficiente do tema............... 12 3 Comenta............. conotado positivamente....................B Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .......... com algum rigor e alguma pertinência............... o impacto de diversas estratégias publicitárias no público............................................. evidenciando um excelente domínio do tema.......... A beleza.......... a felicidade familiar....... a riqueza........................................................................................ com algum rigor e alguma pertinência............. por metonímia....................... • O método AIDMA (atenção.......... 18 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ......... desejo........ evidenciando um domínio suficiente do tema................ 12 pontos – Estruturação do discurso .................................. 15 4 Comenta..................... o impacto de diversas estratégias publicitárias no público........................ 9 2 Comenta.. o impacto de diversas estratégias publicitárias no público..................................................... •… 41 ........ 7 pontos 5 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 6 Comenta.........

......... – com progressão temática evidente....... 5............... flexão verbal... – tipo de texto – carta formal de reclamação com caráter expositivo-argumentativo... • Apresenta a disposição gráfica dos elementos distintivos da carta (destinatário com fórmula de tratamento adequada............ assinatura.... – Garante a manutenção de conexões entre coordenadas de enunciação (pessoa.... 1.........................)........ 4.... pelo menos.............. 6... 5 Morfologia e sintaxe • Recorre a estruturas sintáticas variadas e complexas...... 4... data....... h). 3. 7... 5..................................... as marcas de início de parágrafos.........) 5 Repertório vocabular • Usa um registo de língua adequado ao texto.................... b). – com abertura............... inequivocamente. tempo. c). 20 • Redige um texto que respeita totalmente o tema........ designadamente conetores diversificados de tempo..... uma sequência descritiva relativa à situação exposta e dois argutextual mentos.. e) Descritores do nível de desempenho Pontuação 3 Estabelece quatro ou cinco correspondências corretas... • Domina processos de conexão interfrásica (concordância........... 9 1 Estabelece uma correspondência correta....... d)........ Tema e tipologia • Integra. propriedades de seleção.......... 5 • Não dá erros ortográficos..... espaço) ao longo do texto.... • Assinala......... assunto.. fórmulas de abertura e de despedida..... 30 pontos • Correção linguística ........ 2.............. 1.. … – Assegura a manutenção de cadeias de referência (através de substituições nominais.... b)... – Produz um discurso coerente: – com informação e argumentação pertinente...................... c)........ • Recorre a um repertório lexical variado.......GRUPO II Chaves de correção: 1. 20 pontos Parâmetros Estruturação temática e discursiva • Cumpre integralmente a instrução quanto a: – tema (escreve um texto sobre a dificuldade de realizar aulas práticas nos laboratórios da escola)........... d)... 5 Estrutura e coesão • Domina os mecanismos de coesão textual: – Recorre a processos variados de articulação interfrásica...... d)... de sequencialização...... c).... Níveis de desempenho 2...................... 3...... 3 GRUPO III Critérios específicos de classificação • Estruturação temática e discursiva ........ 2.. 15 2 Estabelece duas ou três correspondências corretas............ pronominais…). 10 Coerência e pertinência da informação Ortografia e pontuação 42 Pontuação .. desenvolvimento e conclusão adequados.... b)................... • Pontua de forma sistemática e pertinente.... g)...

sociolinguística. motivações e ações. • Formação para a cidadania: Construção de uma identidade pessoal e cultural através da reflexão sobre ideias. discursiva/textual. Sermão de Santo António aos Peixes . • Coesão. elaboração de ficheiros. pesquisa em vários suportes. coerência e progressão textual. Textos informativos: Leitura seletiva: (páginas 68 a 72. • Processos fonológicos.o 2 A. execução e avaliação da escrita e da oralidade. • Vídeos da RTP2 selecionados pelos alunos e pelo(a) professor(a) e disponíveis no YouTube. Leitura literária: • Sermão de Santo António aos Peixes. • Estratégica: Estratégias de leitura e de escuta adequadas ao tipo de texto e à finalidade. «Comunicado dos povos indígenas do Xingu». Escuta/visionamento: • «Um mundo multirriscos». operações de planificação. apresentação e defesa de opiniões. • Sermão de Santo António aos Peixes (capítulo IV). um tesouro a descobrir». seleção e organização da informação. Expressão oral • Exposição (a partir de plano-guia). «Objetivo: mudança». sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio . • «Entre o sonho e a realidade». Leitura analítica: • Discurso do secretário-geral da ONU. Leitura global: • Outros discursos políticos e comunicados selecionados pelo(a) professor(a) e pelos alunos. • «A herança do Padre António Vieira». conhecimento e aceitação das diferenças do outro. • Relações semânticas entre palavras. exposição. Planificação 12 blocos de 90 minutos (24 aulas) Competências transversais: • Comunicação: Componentes linguística. conceção e utilização de instrumentos de análise. 74 a 102) • Excerto de Carta sobre o achamento do Brasil. • Comunicado: – Planificação. • Discurso político. Tipos de texto: Sermão. • Texto expositivo-argumentativo. • Sermão de Santo António aos Peixes (capítulo IV). 43 . utilização das TIC. desenvolvimento de capacidades críticas. textualização. • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. textos expositivo-argumentativo COMPREENSÃO ORAL COMPETÊNCIAS NUCLEARES EXPRESSÃO ORAL EXPRESSÃO ESCRITA LEITURA FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA AVALIAÇÃO Testes de compreensão oral (CD áudio/manual): • «Um mundo multirriscos». Padre António Vieira. • Consolidação de conteúdos: classes de palavras. • «A herança do Padre António Vieira». «Educação. • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). • «Todo o discurso de Vieira é empolgante».SEQUÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM N. estratégica. • Processos irregulares de formação das palavras. Kofi Annan. morfologia e sintaxe. revisão. • Comunicado. Leitura recreativa: • Contrato de Leitura.

Em interação • Texto argumentativo. texto expositivo-argumentativo. Avaliação: • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. 44 .B.o 2 • Leitura. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Recolha e seleção de discursos políticos do passado e da atualidade: Semelhanças e diferenças na estrutura e nos temas abordados. • Discurso político. • Avaliação da ficha de funcionamento da língua. • Identificação de tese e estratégias de argumentação. – Deteção do ponto de vista (explícito ou implícito) do autor. • Exposição (a partir de um plano-guia previamente fornecido). • Comunicado. Situação de aprendizagem n. – Análise da cadeia argumentativa: Argumentos e exemplos utilizados na defesa do ponto de vista. Situação de aprendizagem n. tomada de notas. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Registo escrito individual – posicionamento crítico relativamente ao tema abordado no texto analisado. • Deteção da estrutura do discurso. em trabalho de grupo. de um texto argumentativo/expositivo-argumentativo: – Identificação do tema. • Apresentação oral e registo de conclusões. • Ficha de funcionamento da língua a partir do texto analisado. de Padre António Vieira (excertos). • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Sermão de Santo António aos Peixes. • Avaliação do comunicado. • Apresentação oral dos resultados da pesquisa.o 1 • Audição de discurso político (manual). • Produção de um texto individual – posicionamento crítico face ao tema exposto pelo autor do texto estudado em grupo. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. • Enquadramento do discurso no seu tempo: Pesquisa sobre o autor e sobre o contexto de produção. • Redação de um comunicado a partir das ideias transmitidas pelo discurso político. • Interação verbal em torno das ideias expressas no discurso. possíveis contra-argumentações. recursos mobilizados para refutar as possíveis contra-argumentações. persuasão e manipulação.

• Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Discussão com o par do enfoque a emprestar ao tema. – Esquematização do excerto (estrutura e ideias transmitidas). – Divisão lógica e coerente da parte da exposição que cabe a cada um. • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. – Identificação de marcadores e conetores discursivos. • Avaliação da exposição oral. de um excerto do Sermão de Santo António aos Peixes (louvor ou crítica a um peixe): – Identificação do peixe e do louvor/crítica respetivo/a. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em pares.o 3 • Leitura. • Apresentação oral e registo de conclusões. 45 . textualização e revisão): – Produção de um texto argumentativo individual que apresente um louvor ou uma crítica a uma situação da sociedade contemporânea. em grupo. – Apresentação da exposição com os recursos de apoio.Situação de aprendizagem n. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. – Levantamento dos princípios lógicos subjacentes à argumentação. • Conceção de um quadro global analítico que evidencie os louvores e as críticas presentes no Sermão. – Comparação do peixe em questão com Santo António. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. Avaliação: • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. • Oficina de escrita (planificação. Situação de aprendizagem n. – Comparação do louvor/crítica com a atualidade. – Reconhecimento da argumentação e da exemplificação. • Texto argumentativo individual.o 4 • Exposição oral a partir de um plano guia previamente fornecido (manual) – trabalho de pares: – Preparação da exposição a partir do tema e do plano apresentado (seleção de recursos de apoio).

mesmo se universalmente partilhado. não encontram solução. eventualmente. em 1989. à grande difusão das informações acerca dos efeitos da violência. Educação. 30 O medo destes riscos. A entrada neste mundo «multirriscos». simultaneamente. assiste-se. em especial. Ora. Impelidos por estas rápidas alterações. mesmo de armas nucleares. todos sentimos necessidade de segurança contra estes riscos ou. a paz parece. menos impossível do que durante a Guerra Fria. partilhada por todos os habitantes do planeta. seja incapaz de dominar estes fenómenos. do bloco soviético virou uma página da história mas. que perturba e inquieta profundamente a consciência mundial. não tem o mesmo significado simples de dissuasão nem de segurança contra o risco de uma guerra entre dois blocos. mais ou menos generalizada. a fim de os minimizar. é fruto de uma competição generalizada. tiram vantagens desta evolução e os que apenas lhe sofrem os inconvenientes. 20 Mesmo tendo resolvido o problema da não proliferação dos testes nucleares. Edições Asa. e a revelação da multiplicidade de riscos que pesam sobre o futuro do mundo coloca o observador perante numerosos paradoxos: o poder totalitário revela-se frágil. agora. implica entidades não institucionais. Jacques Delors (coordenação). há muito tempo já. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI. sem dúvida. as tensões latentes que existiam entre nações. constituído por elementos ainda por decifrar.C. é uma das características dos finais do século XX. mas os seus efeitos persistem. designadamente a ONU. ao mesmo tempo. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem Um mundo multirriscos 5 10 15 A queda. devido. pois. como menos improvável. para os quais as grandes organizações mundiais e. nunca foram tantas as ocasiões de divisão e de conflito. também. não afeta com a mesma intensidade os que. o fim da Guerra Fria. Mas há quem. para ver quem detém as armas mais sofisticadas. comunidades religiosas. a impressão geral que se tem é ambígua: nunca anteriormente o sentimento de solidariedade foi tão forte. o mundo não está livre dos efeitos de novas e sofisticadas armas químicas ou biológicas. considerar a queda de alguns regimes totalitários como um avanço da liberdade e da democracia. página 44 46 . Ao risco de conflitos entre as nações vem. juntar-se o das guerras civis e da violência. de os controlar. um tesouro a descobrir. mas. mercenários daqueles que querem obter o poder pela violência. o perigo para a humanidade é que estas pessoas se tornem reféns e depois. pelo menos. É correto. A incerteza quanto ao destino comum da humanidade assume novas e variadas formas. pois ninguém está livre da violência. como associações políticas ou grupos terroristas. bem como as diversas chancelarias. mas a guerra surge. esta corrida aos armamentos não diz respeito apenas a alguns Estados. etnias. por razões económicas e políticas. 25 Além da incerteza sobre o próprio destino. Neste caso. constituindo outros tantos focos de agitação ou causas de conflitos declarados. que agora surgem à luz do dia. que marcara os decénios precedentes. Mas há muito caminho a percorrer ainda. Talvez a Guerra Fria encobrisse. ao declínio da ideia de Estado nacional e ao aumento dos nacionalismos. paradoxalmente. ou pressentido como tal. de algum modo. A acumulação de armas. deu origem a um mundo mais complexo e inseguro e sem dúvida mais perigoso.

em Washington. Para que os seus alunos tenham condições de analisar e debater. um receio incómodo de que o declínio da América seja inevitável e a próxima geração tenha que diminuir as suas expetativas. mas também devido ao nosso fracasso coletivo em fazer escolhas difíceis e preparar o país para uma nova era. incluindo a Internet. O nosso país está em guerra contra uma vasta rede de violência e ódio. a América prosseguiu não só devido à competência e visão dos que estavam no poder. 1 Proferido a 20 de janeiro de 2009. Perderam-se casas. Estados Unidos da América. o professor pode recomendar que os alunos consultem. consciente dos sacrifícios consentidos pelos nossos antepassados. Poder-se-á também sugerir uma ida à Câmara Municipal da sua área de residência para assistirem a uma reunião da vereação camarária. entre outros. através dos vários meios de comunicação. mas também porque Nós o Povo nos mantivemos fiéis aos ideais dos nossos antepassados e leais aos documentos fundadores. Com o tempo. Contudo. Quarenta e quatro americanos prestaram juramento como presidentes. fecharam-se empresas. de Barack Obama. Assim deve ser com esta geração de americanos. discursos proferidos em congressos partidários e na Assembleia da República. Os nossos cuidados de saúde são demasiado caros. as nossas escolas falham muitas vezes e cada dia traz-nos mais provas de que as formas como utilizamos a energia fortalecem os nossos adversários e ameaçam o nosso planeta. A nossa economia está muito enfraquecida em consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns. em sala de aula. Discurso de tomada de posse do presidente dos Estados Unidos da América Barack Obama1 Caros compatriotas. com a mediação de políticos. Que nos encontramos no meio de uma crise é agora bem compreendido. Assim tem sido.. C. passou-se a utilizar a palavra para designar os responsáveis pelos negócios públicos. Agradeço ao Presidente Bush pelo serviço prestado ao nosso país e pela generosidade e cooperação demonstradas durante a transição. Nestes momentos. Menos mensurável mas não menos profunda é a falta de confiança em toda a nossa terra. grato pela confiança que me concederam. O discurso seguinte. revela a força das palavras e como elas podem aglutinar pessoas em torno de um ideal. eliminaram-se empregos. 5 10 15 Estou aqui hoje com humildade perante a tarefa que nos é imposta. sujeitos a dados e estatísticas. o discurso dos políticos.Discurso político Na Grécia Antiga. Daí surgiu o discurso político. Estes são indicadores de crise. Tudo era decidido na Ágora. Estas palavras foram proferidas em momentos de grande prosperidade e em águas calmas de paz. quantas vezes o juramento é prestado no meio de nuvens acumuladas e tempestades violentas. 47 . o político era o cidadão da pólis (cidade entendida como comunidade organizada). que utilizavam palavras persuasivas para obter decisões de interesse para o bem comum ou para impor seus próprios pontos de vista ou os de quem representavam. baseado na oratória (arte de falar em público) e na retórica (arte de convencer os outros através da oratória ou outras formas de comunicação). a praça onde se realizavam as assembleias. D.

Hoje. A partir de hoje. os nossos produtos e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada. Pelo contrário. a unidade de objetivos ao conflito e à discórdia. Continuamos a ser o país mais próspero e poderoso à face da Terra. do que homens e mulheres livres podem realizar quando a imaginação se junta a um fim comum e a necessidade à coragem. Faremos tudo isto. suportaram o chicote e lavraram a terra dura. Várias vezes estes homens e mulheres lutaram e sacrificaram-se e trabalharam até ficarem com as mãos gretadas. se conseguem uma reforma digna. transmitida de geração em geração: a promessa feita por Deus de que todos são iguais. que durante demasiado tempo estrangularam a nossa política. Por nós. O que os cínicos não conseguem compreender é que a situação mudou. A nossa jornada nunca foi de atalhos nem de nos contentarmos com pouco. Mas uma coisa é certa. É chegado o momento de reafirmar a nossa perseverança de espírito. Hoje. compreendemos que a grandeza nunca é um dado adquirido. As nossas mentes não são menos criadoras. redes elétricas e linhas digitais que sustentem o nosso comércio e nos unam. Mas o nosso tempo de nos recusarmos a mudar de planos. Esta é a jornada que prosseguimos hoje. Nem tem sido uma via para os de coração fraco. que durante tanto tempo nos consumiram. viemos proclamar o fim de pequenos agravos e falsas promessas. riqueza ou fação.20 Hoje. que nos levaram por caminhos longos e difíceis para a paz e a liberdade. esse tempo sem dúvida que já passou. mas mais frequentemente homens e mulheres obscuros na sua tarefa. A nossa capacidade continua inalterável. alguns celebrados. E transformaremos as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isto. maior do que todas as diferenças de berço. há trabalho a ser feito. Por nós. devemos erguer-nos. embalaram os seus parcos bens terrenos e atravessaram oceanos em busca de uma nova vida. 25 30 35 40 45 50 55 60 48 Continuamos a ser um país jovem. de levar avante esse dom precioso. têm sido os que correm riscos. os que fazem coisas. mas segundo as Sagradas Escrituras é chegado o momento de pôr de lado as criancices. Aproveitaremos o sol e os ventos e o solo como combustível para os nossos carros e fábricas. A questão que se coloca hoje não é se o nosso governo é demasiado grande ou pequeno. estamos reunidos porque escolhemos a esperança ao medo. se podem pagar os cuidados de saúde. recriminações e dogmas gastos. digo-vos que os desafios que enfrentamos são reais. todos são livres e todos merecem uma oportunidade de alcançar a felicidade. O estado da economia exige ação arrojada e rápida e nós agiremos não só para criar novos empregos. Onde a resposta for afirmativa. São graves e são muitos. Construiremos estradas e pontes. no mês passado ou no ano passado. sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de reconstruir a América. mas se funciona. Há alguns que questionam a amplitude das nossas ambições. labutaram em fábricas e povoaram o Oeste. Têm a memória curta. tenciona- . Ao reafirmar a grandeza da nossa nação. de protegermos interesses mesquinhos e de adiarmos decisões desagradáveis. América: serão vencidos. Porque se esqueceram do que este país já fez. os que trabalham. Tem de ser ganha. Para onde olharmos. Por nós. os que preferem o ócio ao trabalho ou que procuram apenas o prazer da riqueza e da fama. lutaram e pereceram em lugares como Concord e Gettysburg. Normandia e Khe Sahn. que sugerem que o nosso sistema não pode suportar planos demasiado grandiosos. se ajuda as famílias a arranjar empregos com um salário decente. Os nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando começou a crise. de optar por melhorar a nossa história. essa ideia nobre. mas para lançar novas bases para o crescimento. já não se aplicam. para que pudéssemos ter uma vida melhor. que os argumentos políticos viciados. Não será fácil vencê-los num curto período de tempo. Voltaremos a dar à ciência o lugar que merece e dominaremos as maravilhas da tecnologia para melhorar os cuidados de saúde a um custo menor. Consideraram a América maior do que a soma das nossas ambições individuais.

que à medida que o mundo fica mais pequeno a nossa bondade comum se revela e que a América deve desempenhar o seu papel anunciando uma nova era de paz.mos avançar. deixarem de lado maus hábitos e fazermos o nosso trabalho com transparência. que as linhas da tribo em breve desaparecem. Com amigos antigos e antigos inimigos. mas que vos daremos a mão se quiserem abrir o vosso punho. que des49 . Para aqueles que se agarram ao poder através da corrupção. de cada homem. uma cooperação ainda maior e compreensão entre as nações. sabiam que o nosso poder aumenta através de prudência na sua utilização. 95 Sabemos que a nossa herança de retalhos é uma força e não uma fraqueza. O seu poder de gerar riqueza e aumentar a liberdade é ímpar. elaboraram uma carta para garantir o Estado de Direito e os Direitos do Homem. procuramos um novo caminho a seguir baseado no interesse e respeito mútuos. porque só assim podemos restaurar a confiança vital entre o povo e o seu governo. Para os líderes em todo o mundo que procuram semear o conflito ou culpar o Ocidente pelos males da sua sociedade. fiquem a saber que o vosso povo irá julgar-vos por aquilo que conseguirem construir e não pelo que destroem. das maiores capitais à pequena aldeia em que o meu pai nasceu. a nossa segurança resulta da justeza da nossa causa. uma carta que se expandiu pelo sangue de gerações. fazer recuar o espetro do aquecimento global. Os nossos Pais Fundadores… Os nossos Pais Fundadores. nem nos dá o direito de fazermos o que nos apetece. 90 Aos povos de países pobres prometemos trabalhar convosco para fazer prosperar as vossas quintas e deixar correr água limpa. judeus e hindus e descrentes. a todos os outros povos e governos que nos estão a ver hoje. E aqueles que gerem os dólares públicos terão de prestar contas. Nós somos os defensores deste legado. nem recuaremos na sua defesa e para aqueles que procuram avançar os seus objetivos. mas também com alianças sólidas e convicções duradouras. provocando o terror e matando inocentes. dizemos que agora a nossa coragem é mais forte e não pode ser quebrada. o mercado pode descontrolar-se. os programas serão terminados. porque provámos o gosto amargo da Guerra Civil e da Segregação e emergimos desse capítulo negro mais fortes e mais unidos. Se a resposta for negativa. Somos moldados por todas as línguas e culturas de todos os cantos da Terra e. Começaremos responsavelmente por deixar o Iraque para o seu povo e forjar uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Não pediremos desculpas pela nossa forma de viver. fiquem a saber que se encontram no lado errado da história. 65 70 75 80 85 Também a questão que nos é colocada não é se o mercado é uma força para o bem ou para o mal. Compreenderam que só o nosso poder não basta para proteger-nos. O êxito da nossa economia nunca dependeu apenas da dimensão do nosso Produto Interno Bruto. da fraude e do silenciamento de dissidentes. não podem sobreviver-nos e nós derrotá-los-emos. Esses ideais ainda iluminam o mundo e não desistiremos deles por conveniência. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos. para gastarem com sensatez. E assim. Guiados por estes princípios uma vez mais. rejeitamos como falsa a escolha entre a nossa segurança e os nossos ideais. 100 Para o mundo muçulmano. E aos países como o nosso. trabalharemos incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear. sem um olhar atento. mas do alcance da nossa prosperidade. Quanto à defesa comum. para alimentar corpos famintos e nutrir espíritos famintos. da habilidade de estendermos a oportunidade a todos os que a desejarem. que um país não pode prosperar durante muito tempo quando só favorece os ricos. temos de acreditar que os ódios antigos um dia acabam. confrontados com perigos que dificilmente conseguimos imaginar. a força do nosso exemplo das qualidades moderadas de humildade e sobriedade. Pelo contrário. mulher e criança que procure um futuro de paz e dignidade e que estamos prontos a liderar mais uma vez. podemos enfrentar essas novas ameaças que exigem um esforço ainda maior. Lembrem-se de que as gerações anteriores enfrentaram o fascismo e o comunismo não só com mísseis e tanques. não por caridade mas porque é a via mais segura para o nosso bem comum. fiquem a saber que a América é amiga de cada país. mas esta crise veio lembrar-nos que.

coragem e jogo limpo. mulheres e criança de todas as raças e religiões se podem unir em celebração ao longo desta magnífica alameda e a razão pela qual um homem cujo pai há menos de sessenta anos não podia ser atendido num restaurante local. 135 Portanto. É a coragem do bombeiro de correr por uma escada cheia de fumo. No ano do nascimento da América. Eles têm algo a dizer-nos. O inimigo avançava. A capital estava abandonada. Os instrumentos que temos para os enfrentar podem ser novos. lealdade e patriotismo –. entregando-a com segurança às gerações futuras. Mas os valores dos quais depende o nosso êxito – honestidade e trabalho árduo. o altruísmo do trabalhador que prefere trabalhar menos horas a ver um amigo perder o emprego. neste inverno de dificuldades. onde nada a não ser a esperança e a virtude podiam sobreviver… que a cidade e o país. dizemos que não podemos continuar indiferentes ao sofrimento fora das nossas fronteiras. 140 América. sabendo com toda a certeza que não há nada mais compensador para o espírito. nem podemos consumir os recursos mundiais sem nos preocuparmos com as consequências. mas que cumprimos alegremente. uma vontade de encontrar significado em algo maior do que eles próprios. 130 Obrigado. assinalemos este dia com a memória de quem somos e do longo caminho percorrido. que defina tão bem o nosso caráter. enfrentemos mais uma vez as correntes geladas e as tempestades que surgirem. mas também a vontade de um pai de alimentar um filho. mas porque encarnam o espírito de missão. 50 . nos meses mais frios. Têm sido a força silenciosa do progresso ao longo da nossa história. Com esperança e retidão. patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. é precisamente este espírito que todos devemos ter.105 frutam de relativa abundância. Que os nossos filhos digam que quando fomos postos à prova recusámos deixar terminar esta jornada. Este é o significado da nossa liberdade e do nosso credo – a razão pela qual homens. É a bondade de receber um estranho quando os diques rebentam. O que é exigido é um regresso a estes princípios. Este é o preço e a promessa de cidadania. neste preciso momento. Que Deus vos abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América. e de olhos postos no horizonte e com a graça de Deus transportámos essa grande dádiva da liberdade. o nosso país conta com a fé e a determinação do povo americano. lembramo-nos com humilde gratidão dos bravos americanos que. Nós honramo-los não só porque são os defensores da nossa liberdade. o pai da nossa nação mandou que estas palavras fossem lidas ao povo: «Que se diga ao mundo futuro… que num inverno rigoroso. O que nos é exigido agora é uma nova era de responsabilidade. do que entregarmo-nos de alma e coração a uma tarefa difícil. um pequeno grupo de patriotas estava apinhado à volta de fogueiras quase apagadas nas margens de um rio gelado. deveres que não aceitamos com relutância. que finalmente decidem o nosso destino. Porque o mundo mudou e nós devemos mudar também. 110 Ao considerarmos o caminho que se estende à nossa frente. 120 125 Os nossos desafios podem ser novos. um reconhecimento da parte de cada americano de que temos deveres para connosco. em última análise. estes são antigos. A neve estava manchada de sangue. Estas são coisas verdadeiras. lembremo-nos destas palavras imortais. perante os perigos comuns. Esta é a origem da nossa confiança: saber que Deus nos convida a moldar um destino incerto. alarmados com um perigo comum. tolerância e curiosidade. tal como os heróis que tombaram e jazem em Arlington sussurram através dos séculos. para o nosso país e para o mundo. que nos guiam nas horas mais difíceis. No momento em que o resultado da revolução estava mais em dúvida. não voltámos as costas nem vacilámos. 115 Porque por muito que o governo possa e deva fazer. saíram para enfrentá-lo». pode estar aqui à vossa frente a prestar o mais sagrado juramento.

51 . propondo uma estrutura interna. Tal como no Sermão.1 Assinala as partes constituintes deste discurso. juntamente com o uso de variações de intensidade e inflexão da voz. de Padre António Vieira. O discurso do presidente Obama foi escrito com a finalidade de ser «pregado» à semelhança do Sermão de Santo António aos Peixes. na perfeição.1 Identifica alguns desses artifícios. asseguram. 2. salientando a sua organização contrastiva. Comenta este discurso.Leitura interativa 1. a atenção dos ouvintes. 1. 2. 3. também neste discurso podemos verificar que o autor recorre a um conjunto de artifícios que.

Comunicado do Conselho de Ministros de 7 de abril de 2011
I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:
1. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização da despesa com a aquisição de vacinas
contra a infeção por vírus do papiloma humano, no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.
Esta Resolução autoriza a realização da despesa, no valor global de 12 118 772,00 euros, com a aquisição de
vacinas contra a infeção por vírus do papiloma humano, no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.
2. Decreto-Lei que estabelece especificações técnicas para a análise e monitorização dos parâmetros
químicos e físico-químicos caracterizadores do estado das massas de água superficiais e subterrâneas e
procede à transposição da Diretiva n.o 2009/90/CE, da Comissão, de 31 de julho de 2009
Este Decreto-Lei estabelece as especificações técnicas para a análise e monitorização dos parâmetros químicos e físico-químicos, caracterizadores do estado das massas de água superficiais e subterrâneas, garantindo que
se atinjam os objetivos de qualidade estabelecidos numa diretiva comunitária sobre a matéria.
Assim, em primeiro lugar, de modo a garantir a qualidade e a comparabilidade dos resultados analíticos dos
laboratórios para efetuar a monitorização química do estado da água, determina-se que todos os laboratórios
devem observar, para a validação dos métodos de análise utilizados, a norma NP EN ISO/IEC 17025, que estabelece
requisitos gerais de competência para laboratório de ensaio e de calibração.
Em segundo lugar, estabelece-se que os métodos de análise química da água devem cumprir determinados
critérios de desempenho mínimo.
Determina-se ainda, em terceiro lugar, que para se efetuarem análises químicas, os laboratórios devem
demonstrar a sua competência, através de uma acreditação. No entanto, sempre que sejam introduzidos novos
parâmetros a analisar, a demonstração de competência num período transitório de um ano pode ser efetuada através da participação em programas de ensaio de aptidão reconhecidos a nível internacional ou nacional.
Atribui-se às administrações das regiões hidrográficas a responsabilidade de garantir a monitorização e a análise químicas do estado da água.
3. Decreto-Lei que estabelece os procedimentos de elaboração de listas e de publicação de informações
nos domínios veterinário e zootécnico, aprova diversos regulamentos relativos a condições sanitárias, zootécnicas e de controlo veterinário e transpõe a Diretiva n.o 2008/73/CE, do Conselho, de 15 de julho de 2008
Este Decreto-Lei estabelece a harmonização no domínio veterinário e no domínio zootécnico das regras relativas ao registo, elaboração, atualização, transmissão e publicação das listas dos estabelecimentos, bem como dos
laboratórios nacionais de referência, de modo a assegurar um acesso mais simples a essas listas por parte dos operadores económicos, transpondo uma diretiva comunitária sobre a matéria.
O diploma prevê também a simplificação dos procedimentos relativos às trocas de informação no domínio zootécnico, designadamente no que se refere aos concursos de equinos, bem como à criação e manutenção de livros
genealógicos por parte das organizações e associações de produtores ou por empresas privadas.
4. Resolução do Conselho de Ministros que autoriza a realização de despesa com a aquisição de serviços
de disponibilização e locação de meios aéreos destinados ao combate aos incêndios florestais
Esta Resolução autoriza a realização de despesa, no montante global de 12 983 740,00 euros, valor ao qual
acresce o IVA, com a aquisição de serviços de disponibilização e locação de meios aéreos necessários à prossecução
52

das missões públicas de combate aos incêndios florestais atribuídas ao Ministério da Administração Interna, durante
o ano de 2011.
Os incêndios florestais constituem uma ameaça que afeta sazonalmente o nosso país, tal como acontece nos
países da bacia mediterrânica em geral, obrigando à prossecução de um conjunto de ações de ordenamento do território, de desenvolvimento rural, de sensibilização, de prevenção, de vigilância e fiscalização e de combate aos
incêndios.

Contextualização do Sermão de Santo António aos Peixes
É dentro das lutas que dividem os jesuítas e os colonos, por causa dos indígenas, que Vieira profere este sermão. (…)

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Os colonos exploravam de uma forma desumana os índios. Os jesuítas não podiam permitir tal atrocidade.
Eram homens sem escrúpulos que enriqueciam à custa do suor e do sangue dos pobres índios. Vieira defendia os
seus direitos e pretendia a abolição de leis que os tornavam cativos. A palavra era (…) a maior arma [de Padre
António Vieira]. No Sermão XIV, na Baía, refere: «E que cousa há na confusão deste mundo mais semelhante ao
inferno destes nossos Engenhos, e tanto mais quanto de maior fábrica? Por isso tão bem recebida aquela breve e
discreta definição de quem chamou a um Engenho do açúcar: doce inferno (…).»
Tentou comunicar, por cartas, ao Rei D. João IV a insustentável situação. Enviou uma primeira carta em abril
de 1654, na qual expunha todo o problema; na seguinte propunha possíveis soluções. Eis aqui excertos de algumas:
«No estado do Maranhão, Senhor, não há outro ouro nem outra prata mais que o sangue e o suor dos Índios: o sangue se vende nos que se cativam, e o suor se converte no tabaco, no açúcar e nas mais drogas que com os ditos
Índios se lavram e fabricam (…) Desde o princípio do mundo, entrando o tempo dos Neros e Dioclecianos, não se executaram em toda a Europa tantas injustiças, crueldades e tiranias como executou a cobiça e impiedade dos chamados conquistadores do Maranhão. (…) nenhum destes índios vai senão violentado e por força, e o trabalho é
excessivo, e em todos os anos morrem muitos, por ser venenosíssimo o vapor do tabaco; o rigor com que são tratados é mais que de escravos; os nomes que lhes chamam e que eles muito sentem, feiíssimos; o comer é quase
nenhum, a paga, tão limitada que não satisfaz a menor parte do tempo, nem do trabalho (…) Assim ausentes e divididos não podem os índios ser doutrinados, e vivem sem conhecimento da fé, nem ouvem missa, nem a têm para a
ouvir, nem se confessam pela Quaresma, nem recebem nenhum outro Sacramento, ainda na morte (…).»
Não vendo progressos na sua resolução, [Padre António Vieira] decidiu embarcar para o reino a 14 de junho de
1654 e colocar o rei ao corrente de tudo. Aproveitando o facto de a 13 de junho ser o dia de Santo António, no calendário litúrgico, pronuncia o célebre Sermão de Santo António aos Peixes, que deixou enraivecidos os espíritos por
aquelas paragens, tão profundas foram as suas palavras.
Em Lisboa, depois de uma atribulada viagem, tentou a alteração de algumas leis de forma a limitarem o poder
dos colonos que viam no índio mão de obra barata que exploravam sem piedade. Esta contenda, entre jesuítas e
colonos, remonta à época dos descobrimentos.
Finalmente, em abril de 1655, conseguiu que fosse dada «a exclusividade da faina das missões» aos jesuítas.
O tema do sermão é a denúncia das atrocidades que os índios sofrem às mãos dos sanguinários colonos. Toda a
crítica é feita sob a forma de alegoria na qual os peixes simbolizam os vícios dos homens.

30

Rodrigues Lapa classifica o sermão como «uma obra-prima do humorismo». É, na verdade, um quadro interessante este pintado por Vieira. Igualmente interessante é o conhecimento que mostra ter da história natural que lhe
permite uma descrição tão viva e clara dos peixes retratados.
Fernanda Carrilho (2008), Sermão de Santo António aos Peixes, O texto em análise, Lisboa, Texto Editores, páginas 57-58.

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D. Recursos de apoio à avaliação
das situações de aprendizagem
Avaliação da competência de compreensão oral
Ouve, atentamente, uma breve contextualização da obra Sermão de Santo António aos Peixes, de Padre
António Vieira. Seleciona a opção que considerares correta.

1. O Sermão de Santo António aos peixes é proferido
num contexto de lutas entre...
a) colonos e índios.
b) missionários jesuítas.
c) colonos e jesuítas.
d) povos indígenas.

2. Os jesuítas eram...
a) complacentes face às atitudes dos colonos.
b) inflexíveis para com os indígenas.
c) benévolos para com os marinheiros.
d) intolerantes face às crueldades dos colonos.
3. Os colonos...
a) evangelizavam os indígenas.
b) enriqueciam à custa dos índios.
c) trabalhavam arduamente.
d) divertiam-se com os jesuítas.
4. O engenho do açúcar era considerado o...
a) maravilhoso paraíso.
b) desumano inferno.
c) doce inferno.
d) ardente inferno.
5. Padre António Vieira denunciou as injustiças dos
colonos a...
a) Pêro Vaz de Caminha.
b) D. João VI.
c) D. João IV.
d) D. Manuel I.

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6. Muitos índios morriam devido a...
a) não se converterem.
b) lutas entre tribos.
c) contendas com os missionários.
d) inalarem o vapor do tabaco.
7. Padre António Vieira viajou para Portugal no dia...
a) 13 de junho de 1654.
b) 14 de junho de 1654.
c) do seu aniversário.
d) de Santo António.
8. O Sermão de Santo António aos Peixes foi pregado...
a) em Lisboa.
b) em São Paulo.
c) no Rio de Janeiro.
d) no Maranhão.
9. Padre António Vieira consegue...
a) completar legislação em defesa dos índios.
b) que seja alterada legislação em benefício dos índios.
c) que seja alterada legislação em benefício dos
colonos.
d) aprovar novas leis no estado do Maranhão.

10. Segundo o autor Rodrigues Lapa, o Sermão de
Santo António aos Peixes é...
a) uma obra-prima da dramaturgia.
b) uma obra-prima do lirismo.
c) uma obra-prima do humorismo.
d) uma obra-prima da narrativa.

Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 55 . utilizando uma entoação e mímica expressivas. utilizando um vocabulário rico. a) Produz um discurso coerente e coeso. desenvolvido numa sequência lógica e apoiado em informação pertinente.Avaliação da competência de expressão oral Exposição Parâmetros a) Apresenta e fundamenta o seu ponto de vista sobre um tema. imprimindo um ritmo adequado de modo a persuadir o interlocutor. a) Exprime-se com correção linguística. diversificado. a) Revela autonomia e criatividade. adequado e pertinente. a) Adequa o discurso à situação.

Parâmetros c) Salienta os princípios lógicos subjacentes à argumentação.Avaliação da competência de leitura Texto expositivo-argumentativo a) Identifica o tema e o ponto de vista (explícito ou implícito). Alunos 56 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . b) Reconhece a argumentação e a exemplificação. e) Regista os recursos linguísticos e expressivos que suportam o tipo de texto. d) Verifica o uso de marcadores e conetores discursivos ao serviço da exposição/argumentação.

Trabalho em grupo Parâmetros a) Colabora de forma empenhada. e) Contribui. d) Organiza a informação de forma adequada. fomentando um ambiente de trabalho propício à evolução do trabalho. b) Dinamiza o grupo. c) Planifica o trabalho a realizar e seleciona a informação recolhida de acordo com os objetivos. dando opiniões pertinentes e aceitando/potenciando as opiniões dos colegas. cumprindo o plano de trabalho ou propondo alterações/reajustamentos pertinentes. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 57 . de forma decisiva. para a apresentação do produto final e para a partilha dos conhecimentos adquiridos.

apresentando a problemática. • Mancha gráfica organizada. introduzindo argumentos relevantes. Estratégias de superação 58 Sem dificuldade Com dificuldade Com grande dificuldade . g) Revela correção linguística h) Legibilidade gráfica: • Margens respeitadas.Avaliação da competência de expressão escrita Texto argumentativo Descritores a) Identifica a problemática para reflexão. b) Inicia o texto com uma introdução. f) Finaliza o texto com uma conclusão. e) Fundamenta opiniões e pontos de vista com exemplos elucidativos. revelando • Coesão aspeto-temporal • Coerência lógica-concetual • Coesão lexical e interfrásica d) Revela progressão temática. sintetizando o raciocínio efetuado. • Apresentação cuidada. • Grafia legível. c) Textualiza.

nem nadar. lhe não basta a um peixe tão pequeno todo o mar. capítulo V (excerto) 1 Ícaro – personagem da mitologia grega que tentou voar com asas de cera. que voar por cima das antenas. e cai palpitando. e permite o mesmo Deus que tenha os perigos de ave. A Natureza deu-te a água. ou os braços. para que cada um se contente com o seu elemento. Aos outros peixes do alto. e não para cima! Padre António Vieira. deu o sobrenome. Ouvi o caso de um Voador da terra. pois sois peixes. Que caia Simão. senão no género dele. vieram-se-lhe a queimar as asas. a vós sem fisga. ou na corda. na qual era famosíssimo. e não queirais voar. Dizei-me. Vê. quiseste ser ave. que não sois ave. e já não és ave. e queira outro elemento mais largo.) Eis aqui Voadores do mar. e o Voador toca na vela. nem anzol. e por isso sois mais mofino que todos. e mais os de peixe. Contentai-vos com o mar. não vos fez Deus para peixes. o que sucede aos da terra. Bem seguro estava ele do fogo. estaria muito bem morto. mas porque quis ser borboleta das ondas. e voastes sem perigo. Vai o navio navegando. Quem pode nadar. Pouco há nadavas vivo no mar com as barbatanas. que sendo o mar tão imenso. e o ar para elas. que aos outros do vosso tamanho. voador. e não é pequena a queixa. nem quebre a cabeça. porém a oração de S. e caindo lá de cima o Mago. e conhecereis. que só vós tivestes asas. ao Voador mata-o a vaidade de voar. Voadores. Pois porque tivestes maiores barbatanas. tempo virá em que não voe nem nade. e todas as cordas laços como ave. e viver. O Voador fê-lo Deus peixe.TESTE DE AVALIAÇÃO N. pois porque vos meteis a ser aves? O mar fê-lo Deus para vós. está muito bem caído. senão que nos olhos também de todos quebrasse. mata-vos a vossa presunção. peixes. À vista deste exemplo. Pedro. Peixes.. como correu pela posta o teu castigo. 5 10 15 20 25 30 Com os Voadores tenho também uma palavra.o 2 GRUPO I A Lê atentamente o texto seguinte. mata-os o anzol. e com nadar. Se o Voador não quisera passar do segundo ao terceiro. e eu já te vejo posto ao fogo. Quanto melhor lhe fora mergulhar por baixo da quilha. depois que Ícaro1 se afogou no Danúbio. Dir-me-eis. que vos deu Deus maiores barbatanas. Simão Mago. o castigo da ambição. Mas vede. Não quero que repareis no castigo. e agora jazes em um convés amortalhado nas asas. Oh Alma de António. como quebrou. Peixes. que morra. Quisestes ser melhor que os outros peixes. tu não quiseste senão o ar. os pés. tomai todos na memória esta sentença. também. e o vosso capricho. senão os pés? (. que se achava presente. e com efeito começou a voar muito alto. voou mais depressa que ele. por isso haveis de fazer das barbatanas asas? Mas ainda mal porque tantas vezes vos desengana o vosso castigo. olhai para as vossas espinhas. sinalou o dia. e ele quis ser ave. não haveria tantos Ícaros no Oceano. fingindo-se. nem peixe: nem voar poderás já. e a sua isca é o vento. Se o mar tomara exemplo nos rios. Aos outros peixes mata-os a fome. Não contente com ser peixe. Todas as velas para ele são redes como peixe. Quem quer mais do que lhe convém. porque soubestes voar para baixo. e engana-os a isca. Mas que de uma queda tão alta não rebente. em que nos olhos de toda Roma havia de subir ao Céu. ou a fisga. não quis Deus que morresse logo. que ele era o verdadeiro Filho de Deus. e ainda entre os peixes não dos melhores. e quer voar. Sermão de Santo António aos Peixes. contente-se cada um com o seu elemento. Se acaso vos não conheceis. e para as vossas escamas. e cair morto. 59 . senão peixe. não viera a parar no quarto. quando nadavam na água. e o Marinheiro dormindo.. Grande ambição é. que o seu atrevimento e a sua arte diabólica o merecia. a quem a Arte Mágica. perde o que quer. e o que tem. Voador. mas estas derreteram e Ícaro caiu no oceano e afogou-se.

3. 2. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. 60 . Explicita o significado dos aforismos presentes no início do segundo parágrafo (linhas 21 e 22). B Onde as leis. Padre António Vieira. Localiza o excerto transcrito na estrutura global da obra Sermão de Santo António aos Peixes. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. onde a verdade. Lúcio de Azevedo (1931).: /dir-se-ia/). 4. Observações relativas ao item B: 1. tendo presente que o orador segue os preceitos da retórica clássica. 1. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. de forma clara e bem estruturada. Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. as respostas aos itens que se seguem. Justifica a apóstrofe final a Santo António (linhas 32 e 33). Lisboa. in J. Livraria Clássica Editora. História de António Vieira. Para efeitos de contagem. tendo em conta a tua experiência de leitura da obra Sermão de Santo António aos Peixes.: /2011/). onde a justiça. de oitenta a cento e trinta palavras. Se o império da mentira não fora tão universal no mundo pudera-se suspeitar que nesta nossa ilha tinha a sua corte a mentira. página 209 Comenta o excerto transcrito. a verdade que vos digo é que no Maranhão não há verdade.Apresenta. volume 1. Escreve um texto bem estruturado. onde a razão e onde o mesmo Deus parece estar longe (…) Não gastemos tempo. Qualquer número conta como uma única palavra. 2. Explica as consequências da ousadia dos voadores. tendo em atenção a globalidade do Sermão.

GRUPO II Lê atentamente o texto seguinte. Lisboa. Construíram-se nações. a batata-doce. c) viajantes ilegais. Acredita-se que. As embarcações trouxeram também enganos e mal-entendidos. alguns destes povos tenham sido reduzidos a um décimo da sua população originária. a) ambiciosos mercadores. Epidemias mataram milhões desses «índios».. 61 . Mas o desafio de cruzar os mares estimulou. o engenho e a arte de ser humano.. de outras raças. A linha que costurou o nosso país veio da água. Durante séculos não se procedeu apenas ao comércio de mercadorias. b) descobriu a Índia. porque… a) descobriu o Brasil. Sempre partilhámos com os deuses o milagre de caminhar sobre as águas. Colombo designou os habitantes da costa da América de índios. 2. Outras marcas sobreviveram durante séculos. (. 1.. no oceano Índico. Na costa moçambicana os navios eram a agulha que costurava esse imenso pano onde ainda hoje se estampam diversidades. páginas 65-67 1. não foi nunca retificado. a goiaba e a papaia são genuinamente africanos. Acreditava estar perante um povo das Índias. um cruzamento de culturas. É difícil imaginar quantas trocas se faziam já no século XIV entre as mais longínquas paragens. d) indígenas brasileiros. Ficou para sempre e para todos (incluindo para os mal batizados «índios»). b) roedores marinhos. Os ratos foram notáveis disseminadores de doenças e pragas. o oceano Índico foi um caminho. Pensageiro frequente. o caju. Por suas águas chegaram navegantes de outros continentes. o amendoim. desde há muito. em cada um dos itens de 1 a 7. Mia Couto (2010). um século depois da chegada de Colombo. Escreve. fruto de equívoco. de outras religiões. A bandeira que nos cobre é um pano de muitos variegados e fios. Editorial Caminho. Acreditamos que viagens tão difíceis exigem os atuais e sofisticados meios náuticos. As viagens realizaram trocas de produtos alimentares.) Mais que obstáculo. de línguas. do desejo de ser outro. c) pensava estar no Brasil. Os ratos eram. Seleciona. Foram os navegadores portugueses os maiores responsáveis por esta disseminação. Os navegantes europeus trouxeram com eles doenças contra as quais as populações americanas não haviam adquirido resistências. de culturas e de genes.. a única opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Quando Colombo desembarcou na Costa da América batizou os habitantes locais de «índios». na folha de respostas. o número do item e a letra que identifica a opção correta. Muito do que incorporamos na nossa dieta quotidiana vem dessas américas. Todos eles foram importados e chegaram a África no porão de alguma pequena nau lusitana. Moçambique foi tecido do mar para o interior. Muitos moçambicanos acreditam que produtos como a mandioca. Outros passageiros 5 10 15 20 Os navios trouxeram não apenas riquezas mas furtivos e clandestinos passageiros que davam pelo nome de ratos. d) pensava estar na Índia. Nunca nos conformámos com o destino e o lugar que nos coube. A história das navegações não é feita só de glórias. O nome. da viagem.

um cruzamento de culturas» (linha 19) f) o enunciador estabelece uma conexão aditiva. d) imagem. identificamos a presença da… a) hipálage. h) o enunciador faz uso de um mecanismo de coesão referencial lexical por hiponimia 62 . b) originários da Europa. g) o enunciador introduz o predicativo do sujeito. c) lexical. b) agressões físicas. A palavra «variegados» (linha 24) significa a) matizados. amendoim. c) alegres. Com a enumeração «a mandioca. c) provenientes da Ásia. 5. as letras e os números correspondentes. O pronome pessoal «eles» (linha 11) é um mecanismo de coesão… a) interfrásica. 2. 4. a goiaba e a papaia» (linha 16) c) o enunciador recorre a uma conexão contrastiva. 3. na folha de respostas. d) fenómenos da natureza. a batata-doce. o b) o enunciador traduz um nexo de causalidade. A papaia e a goiaba são frutos… a) genuinamente africanos. 6. b) calorosos. d) temporal. Com a oração «Quando Colombo desembarcou na Costa d) o enunciador faz uso de um mecanismo de coesão por da América» (linhas 7 e 8) meronímia.3. de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto. c) sinestesia. b) gramatical. d) uniformes. Coluna A 1. Com o grupo nominal «Os navios» (linha 1) e) o enunciador introduz o sujeito da frase. Escreve. Muitos nativos índios morreram devido a… a) falta de imunidade. 7. Com o constituinte «um caminho. d) procedentes das Américas. Com o uso de «também» (linha 7) Coluna B a) o enunciador estabelece uma referência temporal. 4. c) carências nutritivas.. 5. b) comparação. o caju. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B. 2. Em «os navios eram a agulha que costurava esse imenso pano onde ainda hoje se estampam diversidades» (linhas 20 a 21).

de língua. Artigo 2. de opinião política ou outra.GRUPO III Partindo dos dois primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.o Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração.gov.pt/pt/GC18/Portugal/SistemaPolitico/dudh/Pages/DeclaracaoUniversaldosDireitosHumanos. escreve um texto expositivo-argumentativo.: /2011/).o Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. sem distinção alguma. de origem nacional ou social. um exemplo significativo. de duzentas a trezentas palavras. de cor. 2. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. Para efeitos de contagem. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –.: /dir-se-ia/). devidamente estruturado. devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. de religião. Fonte: http://www. no mínimo. de nascimento ou de qualquer outra situação. Artigo 1. a dois argumentos e ilustra cada um deles com. há que atender ao seguinte: • A um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de zero pontos. • Nos outros casos.aspx Observações: 1. FIM 63 . Qualquer número conta como uma única palavra. Fundamenta o teu ponto de vista recorrendo. Dotados de razão e de consciência. no qual fundamentes a tua perspetiva sobre a importância dos princípios consignados nos artigos transcritos. de fortuna. pelo menos. um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. de sexo.portugal. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. nomeadamente de raça.

.......................... •… 64 .................................... ou outros considerados relevantes: • O Sermão apresenta três partes fundamentais: o exórdio (capítulo I....... metáfora dos homens................................................................... a argumentação (desenvolvimento do tema............................................................ com pertinência e rigor........................ ........................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam........................... 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ................................................ o excerto na estrutura global do Sermão de Santo António aos Peixes........... a invocação)....... onde se encontra....................................................................................................................... 5 1 Localiza........... 9 3 Localiza.................................... 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso ....................................... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) .................................................. III......... 7 2 Localiza............................ através da exposição e confirmação: capítulos II................... com acentuadas imprecisões....... também........................................ • O excerto localiza-se.............................................................................. .................................... com pertinência e rigor.................................. no capítulo V (repreensões em particular).................. o excerto na estrutura global do Sermão de Santo António aos Peixes........Critérios específicos de classificação GRUPO I A 1........................................... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Localiza....................... o excerto na estrutura global do Sermão de Santo António aos Peixes........................................ pois..................... IV e V) e a peroração (conclusão exortativa)... • O orador apresenta os defeitos particulares dos peixes..................... o excerto na estrutura global do Sermão de Santo António aos Peixes................ com algumas imprecisões.......................................... – Correção linguística ...................... fazendo o respetivo enquadramento na obra.........

....................2.............. com pertinência.......................... 6 1 Explica............................................................ ......... metáfora da morte.... a sua ousadia...... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explica............................................................ 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) .......... com esporádicas imprecisões........................................ tentam voar....... – Correção linguística .................... • Como os voadores não são aves................................... ou outros considerados relevantes: • Os voadores....................................... as consequências da ousadia dos voadores........................ 9 2 Explica........................... 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso ..................... com pertinência e rigor.. 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ............................................................................ e todas as cordas laços como ave....................................................................................... com acentuadas imprecisões.. • ...» • A tentativa de entrar num elemento que não é o seu (o ar) leva-o ao fogo......................... 12 3 Explica.................................................................................................................................... • A excessiva ambição do voador é castigada: «Todas as velas para ele são redes como peixe..................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam..................................................... .......... as consequências da ousadia dos voadores......................................................................... presunção e vaidade têm como consequências a sua destruição e a sua morte................................................................. porque têm maiores barbatanas do que os outros peixes.................................................... as consequências da ousadia dos voadores....................................... 65 ................... as consequências da ousadia dos voadores............................

.................................. o significado dos dois aforismos............................ 9 3 Explicita.....3............... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ......................................................................... tempo virá em que não voe nem nade») constituem máximas de vida.. com pertinência e rigor........... ....... com pertinência....... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explicita...................................................... o significado dos dois aforismos.................................................... o capricho e a vaidade poderem originar a desgraça................................................................ 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ..... «Quem pode nadar e quer voar................................................................ 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso ....... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam...................... inclusivamente................................ 7 2 Explicita..... 5 1 Explicita................................................. ou outros considerados relevantes: • Ambos os aforismos («Quem quer mais do que lhe convém..................................................................................... perde o que quer e o que tem»....................... o significado dos dois aforismos...................................................................................................................... a morte.............................. com algumas imprecisões...................................................................... alertando para o facto de a ambição........................................................................ – Correção linguística ........ ........................ o significado dos dois aforismos................................ a perdição e..... •… 66 ............................. com acentuadas imprecisões...........................................................................

...................... e dar a conhecer ao rei esta situação............................. a apóstrofe a Santo António.................. a apóstrofe a Santo António... com acentuadas imprecisões.............. tendo em atenção a globalidade da obra... ou outros considerados relevantes: • Descontente com a violência e a exploração que os colonos do Maranhão exerciam sobre os índios............................... com pertinência. e voastes sem perigo..................................................... com alguma pertinência....................... .... proferindo o Sermão de Santo António aos Peixes....................... no dia 13 de junho......4... porque soubestes voar para baixo..................................................................................... .. tendo em atenção a globalidade da obra.. 6 1 Justifica.............................. 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ...................................................................................... 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso .................. 12 3 Justifica........................................ na véspera da sua partida........... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Justifica.......... • . • A bondade e a humildade de Santo António contrastavam com a ambição e a desumanidade dos colonos do Maranhão............................................................................................... que só vós tivestes asas.......................... Padre António Vieira decidiu embarcar para o reino....................................... – Correção linguística ....................................................................... 9 2 Justifica..... 67 ............................................................................................. no dia 14 de junho de 1654................................................................................. e não para cima») e criticando os vícios e defeitos dos segundos............................. 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ... enaltecendo as virtudes do primeiro («Oh Alma de António........... com pertinência e rigor.............. No entanto.......................... aproveita o facto de se comemorar o dia de Santo António........................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam........................ a apóstrofe a Santo António................................... a apóstrofe a Santo António............ • Padre António Vieira estabelece um paralelo entre a ação do Santo medieval (Santo António) e as atitudes dos homens seus contemporâneos........

.......................... em 1653..................................... • ........... o excerto transcrito.. o excerto transcrito........... de Padre António Vieira.............................. • O Sermão de Santo António aos Peixes........................... com pertinência e rigor................ o excerto transcrito.................................... fazendo referências que refletem um muito bom conhecimento da obra............ – Correção linguística .......... possibilitam a crítica à arrogância («roncadores»).................... com alguma pertinência e menor rigor............ 68 ............ • Os peixes................. 12 3 Comenta............................................ 15 4 Comenta........... situação que não era divulgada ao rei...................................... o excerto transcrito... à vaidade («voadores») e à traição («polvo»)..B Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ...... 6 1 Tece comentários gerais sobre o excerto transcrito. a mentira e a insensatez dos colonos indignaram o missionário.... Vieira descobriu que mais de dois milhões de índios tinham sido mortos.......................... associando-o ao Sermão de Santo António aos Peixes.... 18 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) .. fazendo referências que refletem um bom conhecimento da obra................ de Padre António Vieira.. Níveis de desempenho Descritores Pontuação 6 Comenta... fazendo referências que refletem um conhecimento suficiente da obra. de Padre António Vieira... • Através da alegoria........................ associando-o ao Sermão de Santo António aos Peixes... associando-o ao Sermão de Santo António aos Peixes........................... de Padre António Vieira..... critica os defeitos dos homens e denuncia a mentira e as atrocidades dos que enriqueciam à custa dos indefesos índios......... com acentuadas imprecisões... associando-o ao Sermão de Santo António aos Peixes......... de Padre António Vieira............ com pertinência e rigor................................. de Padre António Vieira........................................ ao parasitismo («pegadores»)........... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam.. associando-o ao Sermão de Santo António aos Peixes............ o missionário jesuíta atinge os defeitos dos homens que andam permanentemente à procura de «como hão de comer................. fazendo referências que refletem um conhecimento suficiente da obra.............................. 9 2 Comenta............. fazendo referências que refletem um conhecimento insuficiente da obra..... pregado no Maranhão............. ou outros considerados relevantes: • Padre António Vieira dedicou-se arduamente à sua vocação de missionário............... 12 pontos 7 pontos 5 pontos – Estruturação do discurso ....................................... com ligeiras ou esporádicas imprecisões................ e como se hão de comer»........ difundindo a fé cristã e tentando proteger a vida dos indígenas... • Quando chegou ao Brasil..... pouco relevantes para o tema proposto e que revelam um conhecimento incipiente do Sermão de Santo António aos Peixes..... metáfora dos homens................. 18 5 Comenta.............. o excerto transcrito...................

2. – Fundamenta a perspetiva adotada em (pelo menos) dois argumentos. 6. com adequação. 5. a). justificados pela intencionalidade do discurso e marcados (com aspas ou sublinhados). • Mobiliza. conetores diversificados e outros mecanismos de coesão textual. 4. com adequação e intencionalidade. 3. de forma inequívoca. d). 3 GRUPO III Níveis de desempenho Descritores do nível de desempenho Pontuação • Trata.. a).. devidamente proporcionadas e articuladas entre si de modo consistente. 1. 3. 30 • Faz uso correto do registo de língua adequado ao texto. 1. conclusão). – Utiliza. refletindo uma planificação prévia e evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual: – Apresenta um texto constituído por três partes (introdução. distintos e pertinentes. Níveis de desempenho 2. 7. 4. Descritores do nível de desempenho Pontuação 3 Estabelece quatro ou cinco correspondências corretas. a). o seu ponto de vista. 2.).GRUPO II Chaves de correção: 1. desenvolvimento. cada um deles ilustrado com (pelo menos) um exemplo significativo. c).. uma informação ampla e diversificada: – Produz um discurso coerente e sem qualquer tipo de ambiguidade. f). que se encontram. 9 • Redige um texto estruturado. sempre com eficácia argumentativa. 5. figuras de estilo. d). eventualmente com esporádicos afastamentos. o tema proposto (liberdade e igualdade de direitos humanos). recursos da língua (repertório lexical variado e pertinente. • Mobiliza expressivamente. sem desvios. e). d). procedimentos de modalização. b). h). no entanto. 15 2 Estabelece duas ou três correspondências corretas. 69 . – Marca corretamente os parágrafos. g). 9 1 Estabelece uma correspondência correta. – Define. individualizadas. pontuação.

70 18 . – Fundamenta a perspetiva adotada em (pelo menos) dois argumentos adequados. mas apresentando alguns afastamentos que afetam pontualmente a adequação global. no entanto. pontuado. a inteligibilidade. a adequação geral do discurso. nem sempre com eficácia argumentativa: – Produz um discurso globalmente coerente. individualizadas. desenvolvimento. eventualmente com lacunas que não afetam. 7 • Redige um texto estruturado. embora apresente desvios pouco relevantes. o tema proposto (liberdade e igualdade de direitos humanos). corretamente os parágrafos. conclusão). em geral. 6 21 • Trata o tema proposto (liberdade e igualdade de direitos humanos). sem desvios. mas pouco variado. o registo de língua adequado ao texto. • Utiliza. 5 • Redige um texto pouco estruturado. – Define com suficiente clareza o seu ponto de vista. mas apresentando um único exemplo e pouco significativo. • Mobiliza informação diversificada. • Mobiliza um repertório lexical adequado. embora sem incorreções graves. apesar de algumas ambiguidades evidentes. refletindo uma escassa planificação e evidenciando um domínio apenas suficiente dos mecanismos de coesão textual: – Apresenta um texto constituído por três partes (introdução. apesar de esporádicos afastamentos que não afetam. • Mobiliza um repertório lexical adequado e variado. – Utiliza adequadamente conetores e outros mecanismos de coesão textual. porém. – Marca corretamente os parágrafos. – Define o seu ponto de vista. • Mobiliza informação suficiente. refletindo uma planificação e recorrendo a mecanismos adequados de coesão textual: – Apresenta um texto constituído por três partes (introdução. – Fundamenta a perspetiva adotada em (pelo menos) dois argumentos adequados. – Utiliza apenas os conetores e os mecanismos de coesão textual mais comuns. articuladas entre si de modo pouco consistente. proporcionais e satisfatoriamente articuladas entre si. conclusão). com suficiente eficácia argumentativa: – Produz um discurso coerente. cada um deles documentado com (pelo menos) um exemplo apropriado. 24 • Utiliza o registo de língua adequado ao texto. em geral. – Marca. porém. por ambiguidades pouco relevantes. desenvolvimento.8 27 • Trata. mas com falhas esporádicas.

mas sem manifestar consciência do registo adequado ao texto.pt/np3/exames) 71 . por vezes. frequentemente. porém. – Define um ponto de vista identificável. com impropriedades que não perturbam. com os de outros tipos textuais. mas nem sempre claramente inteligível. porque o compreendeu mal ou porque não se cinge a uma linha condutora e se perde em digressões. – Não cumpre a instrução no que diz respeito à tipologia textual ou apresenta um texto em que traços do tipo de texto solicitado se misturam. – Marca parágrafos. 3 • Redige um texto com deficiências de estrutura. não raro redundante e/ou inadequado. com desequilíbrios de proporção mais ou menos notórios e com deficiências ao nível da articulação entre elas. 6 • Redige um texto com estruturação muito deficiente. • Mobiliza pouca informação e com reduzida eficácia argumentativa: – Produz um discurso com alguma coerência. • Utiliza. a comunicação. registos de língua distintos. por vezes de forma inadequada e recorrendo. ou apresenta exemplos pouco adequados. ou um único registo inadequado. indiferenciadamente. • Utiliza vocabulário elementar e restrito. em número significativo. afastamentos do registo de língua adequado ao texto.gave. – Utiliza poucos conetores. mas fá-lo de forma confusa. • Utiliza um vocabulário simples e comum. Ver critérios gerais de classificação das provas de Exame Nacional (http://www. 1 • Mobiliza muito pouca informação e sem eficácia argumentativa: – Produz um discurso geralmente inconsistente e. a construções paratáticas. desprovido de mecanismos elementares de coesão textual. 2 9 • Aborda lateralmente o tema (liberdade e igualdade de direitos humanos). ininteligível. sem critério.4 15 • Trata globalmente o tema (liberdade e igualdade de direitos).min-edu. – Não define um ponto de vista identificável. conclusão) ou em que as mesmas se encontram insuficientemente marcadas. – Fundamenta a perspetiva adotada em um único argumento ou em dois argumentos redundantes e não apresenta exemplos. desenvolvimento. mas com desvios notórios. evidenciando um domínio insuficiente dos mecanismos de coesão textual: – Apresenta um texto em que não distingue com clareza três partes (introdução. mas com incorreções de alguma gravidade. 12 • Apresenta.

SEQUÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM N. expositivo-argumentativos e resumo. • Estratégica: Estratégias de leitura e de escrita adequadas ao tipo de texto e à finalidade. textos argumentativos. espetáculo teatral e Frei Luís de Sousa». • Outros textos selecionados pelo(a) professor(a) e pelos alunos. Leitura de imagem fixa: Imagens do romantismo. Leitura literária: • Frei Luís de Sousa. Leitura analítica: • Frei Luís de Sousa (páginas 132 a 183). (Continua) 72 . elaboração de ficheiros. • Louvor a Garrett. sociolinguística. EXPRESSÃO ORAL Expressão oral: • Dramatização (páginas 191 e 192) EXPRESSÃO ESCRITA • Texto expositivo-argumentativo. conceção e utilização de instrumentos de análise. • Formação para a cidadania: Construção de uma identidade cultural. apresentação e defesa de opiniões. pesquisa em vários suportes. Planificação 12 blocos de 90 minutos (24 aulas) Competências transversais: • Comunicação: Componentes linguística. de António Mega Ferreira. Leitura recreativa: • Contrato de Leitura. reconhecimento da importância da herança do passado na construção do presente. seleção e organização da informação. assunção dos valores da democracia. da liberdade e da responsabilidade como valores consensuais a defender. – Valor simbólico de alguns elementos. execução e avaliação da escrita e da oralidade. – Intenção pedagógica. • «Drama. utilização das TIC. operações de planificação. ORAL • Louvor a Garrett. produção de resumo. • Resumo de textos expositivo-argumentativos. COMPETÊNCIAS NUCLEARES Testes de compreensão oral: • A viagem de Almeida Garrett. COMPREENSÃO • Memória ao Conservatório Real. de Almeida Garrett (leitura integral): – Categorias do texto dramático. Leitura global: • Frei Luís de Sousa. LEITURA Textos informativos: (páginas 198 a 199 (Em interação)) Leitura seletiva: • «Frei Luís de Sousa – personagem histórica». de Almeida Garrett. • Memória ao Conservatório Real de Lisboa. Escuta/visionamento: • A viagem de Almeida Garrett – documentário. – Sebastianismo. discursiva/textual. de Almeida Garrett. de António Mega Ferreira. Tipos de texto: Drama. • «Um destino inflexível a pesar sobre os homens».o 3 A. estratégica. – Ideologia romântica.

nomeadamente a sua ligação ao teatro. diretivos. Avaliação: • Avaliação do teste de compreensão oral. declarativos). compromissivos. formas de tratamento). • Interação verbal em torno das ideias expressas no documentário. expressivos. 73 . • Atos ilocutórios e força ilocutória: – Atos ilocutórios diretos e indiretos. • Apresentação oral dos resultados da pesquisa.FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA AVALIAÇÃO Análise do discurso. • Memória ao Conservatório Real de Lisboa. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. de Garrett. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. B. – Princípios reguladores da interação discursiva (princípios de cooperação. • Leitura literária: Frei Luís de Sousa (leitura integral). • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. máximas conversacionais. • Teste de compreensão oral (manual). • Adequação discursiva (registos formal e informal. • Pesquisa em vários suportes sobre a vida e a obra de Garrett. – Implicatura conversacional. • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. Em interação • Documentário A viagem de Almeida Garrett. • Processos interpretativos inferenciais: – Pressuposição. • Texto expositivo-argumentativo. • Consolidação de conteúdos: morfologia. • (Re)Construção em PowerPoint da biografia de Garrett a partir dos dados do documentário e da pesquisa efetuada (trabalho em grandes grupos). pragmática e linguística textual: • Interação discursiva: Discurso. – Tipologia dos atos ilocutórios (assertivos. sintaxe.o 1 • Visionamento de documentário sobre Almeida Garrett. • Dramatização. Situação de aprendizagem n. • Resumo de texto expositivo-argumentativo. tomada de notas. princípio de cortesia e saber compartilhado). classes de palavras. • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). • Elementos do discurso oral e deixis.

• Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. de Garrett. – Caracterização das personagens presentes em cena e ausentes. • Avaliação da interação verbal. • Dramatização. • Construção de um guião orientador de dramatização (manual).Situação de aprendizagem n. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Classicismo e romantismo presentes na caracterização/atitude das personagens. • Apresentação oral e registo de conclusões. – Leitura dramatizada de um excerto da cena II.o 3 • Leitura analítica. Situação de aprendizagem n. • Identificação de informação relevante que configure um momento de pré-leitura: – Assunto de índole trágica. – Enquadramento no modo dramático. 74 . • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Poucas personagens. – Os indícios trágicos. – O sebastianismo. das cenas I e II do Ato I de Frei Luís de Sousa (questionário no manual): – Importância da leitura e o seu reflexo cultural e moral. – Valor simbólico de alguns elementos/situações. Situação de aprendizagem n.o 4 • Constituição de quatro grandes grupos para leitura da cena VIII do Ato I (questionário no manual): – Contraste entre as personagens em cena. – Assunto de caráter nacional e histórico. – Registo das decisões tomadas pelas personagens e motivos que as impelem. – Apresentação oral e registo de conclusões. – Registo individual escrito das primeiras impressões de leitura da peça de Garrett. em trabalho de grupo. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. – Contenção de cenas. – Ação simples. • Avaliação do registo escrito das impressões de leitura. • Pesquisa sobre romantismo e classicismo em Frei Luís de Sousa. – Hibridismo de género – drama ou tragédia? • Interação verbal em torno da informação identificada e de uma possível antecipação de conteúdo. – Caráter didático.o 2 • Audição do texto Memória ao Conservatório Real de Lisboa. – Recurso à prosa. Avaliação: • Avaliação do teste de compreensão oral. • Teste de compreensão oral (manual).

o 5 • Leitura analítica. • Figuras de retórica. 75 . • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Oficina de escrita (planificação. – O sebastianismo. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Reagrupamento das ideias: observância das técnicas do resumo. em trabalho de grupo. • Processos de influência sobre o destinatário. – Valor simbólico de alguns elementos/situações. • Tipos de argumentos. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral dos resultados da leitura analítica e da pesquisa efetuada. • Avaliação do resumo. • Alusões e subentendidos. – Importância das didascálias. • Pesquisa sobre a batalha de Alcácer Quibir e o seu impacto na sociedade portuguesa da época. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. • Progressão temática e discursiva. • Estratégias do sujeito. • Argumentação e contra-argumentação.• Elaboração de um PowerPoint de apresentação dos resultados da pesquisa. Situação de aprendizagem n. Madalena. textualização e revisão): – Elaboração de um resumo de texto expositivo-argumentativo (manual): • Compreensão do(s) texto(s)-fonte (oral/escrito). síntese. XIV e XV do Ato II de Frei Luís de Sousa (questionário no manual): – Importância do diálogo travado entre as personagens Romeiro e D. • Oficina de escrita (planificação. – Consequências do regresso do Romeiro. – A superstição popular como suporte ideológico do romantismo. textualização e revisão): – Elaboração de um texto argumentativo – discurso de Manuel de Sousa incitando a resistir ao invasor ou um apelo à luta contra uma situação da sociedade contemporânea que constitua um atentado aos direitos humanos: • Estrutura canónica de base da argumentação: tese. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral dos resultados da leitura analítica e da pesquisa efetuada. • Dramatização da cena XV. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. das cenas XI. – A anagnórise. • Avaliação do texto argumentativo. • Apresentação oral e registo de conclusões. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Elaboração de um PowerPoint de apresentação dos resultados da pesquisa. • conetores predominantes. antítese.

nem o romance.) há toda a simplicidade de uma fábula trágica antiga. enérgica e natural como as de Sófocles. que me não julguei obrigado a ser escravo da cronologia. lido a 6 de maio de 1843 76 . desenhar do nu e a não buscar poesia nenhuma nem de intervenção nem de estilo fora da verdade e do natural. posto que eu não creia no verso como língua dramática possível para assuntos tão modernos. apaixonada como as de Eurípedes. não se obra pelo punhal ou pelo veneno: foram duas mortalhas que caíram sobre dois cadáveres vivos. nem carateres violentos de nenhum género. acendendo. Casta e severa como as de Ésquilo. se os quiserem fazer com a «Arte de verificar as datas» na mão. também não sou tão desabusado contudo que me atreva a dar a uma composição em prosa o título solene que as musas gregas deixaram consagrado à mais sublime e difícil de todas as composições poéticas..) E di-lo-ei porque é verdade – repugnava-me também pôr na boca de Frei Luís de Sousa outro ritmo que não fosse o da elegante prosa portuguesa que ele.) Nem amores. um frade.) Para ensaiar estas minhas teorias de arte.. sem um tirano que se mate ou mate alguém pelo menos no último ato.. e um peregrino que apenas entra em duas ou três cenas – tudo gente honesta e temente a Deus – sem um mau para contraste. Senhores. pela índole há de ficar pertencendo sempre ao antigo género trágico. um escudeiro velho. aquela unção e delicada sensibilidade que o espírito do Cristianismo derrama por toda ela. a vela da esperança que se não apaga com a vida. eu quis ver se era possível excitar fortemente o terror e a piedade ao cadáver das nossas plateias. porque a minha... porque em suas mesmas dificuldades estavam as condições de sua maior propriedade.. quebrar-lhe a energia.. e como só imagino que as possa haver sobre factos e pessoas comparativamente recentes. (. (. que se reduzem a pintar do vivo... gastas e caquéticas pelo uso contínuo de estimulantes violentos.) Nenhuma ação mais dramática.) Contento-me para a minha obra com o título modesto de drama.. ou devem reger. (... (. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem Memória ao Conservatório Real de Lisboa (. essa composição de forma e índole nova. nem aventuras. tem.C.. Não lhe dei todavia esse nome porque não quis romper de vizeira com os estafermos respeitados dos séculos. demais do que essoutras. Almeida Garrett.. Memória ao Conservatório Real de Lisboa. mais trágica do que esta.. O que escrevi em prosa.. mais do que ninguém. só peço que a não julguem pelas leis que regem.. nem a epopeia são possíveis. (...) Escuso dizer-vos... deduziu com tanta harmonia e suavidade.. se na forma desmerece da categoria. (. Com a ação que se passa entre pai. A catástrofe é um duplo e tremendo suicídio.) Na história de Frei Luís de Sousa (.) Esta é uma verdadeira tragédia – se as pode haver. até às últimas trevas da morte... mas as situações são poucas: estender estas de invenção era adelgaçar a força daquela... nem paixões. Nem o drama..... Eu sacrifico às musas de Homero não às de Heródoto. Demais.... pudera escrevê-lo em verso (. mãe e filha.. escolhi este assunto.

não sei quantas representações teatrais. o pó. só foi conhecido em 1982). o que o «Ninguém» do Romeiro me deixava entrever é que. se tenham complementado – devo ter caído na «poção mágica» do Romeiro de Frei Luís de Sousa. participei ativamente. havia – há – no texto literário um amplo espaço de indeterminação. De forma evidentemente não consciente. e o pálido fanal» é tudo o que me lembro. corriqueira «vidinha» de todos e cada um de nós. aquela «ameaça» à normalidade feliz do triângulo Maria-Madalena-Manuel de Sousa Coutinho. a quotidiana. convém que se recorde. o sinal de uma coisa que mais tarde. no início dos anos 70. que dá para a Avenida Álvares Cabral. Aquele Romeiro. o Frei Luís de Sousa foi. andávamos pelo Sá de Miranda e pelo Camões). na quase impenetrável opacidade da literatura que íamos conhecendo (não chegáramos ao Eça. para lá do dito. mas é natural que ambas as experiências. aí li Tchekov pela primeira vez. eu não sabia que algum fundo de verdade histórica existia naquele punhado de retratos apenas esboçados por Garrett. para mim. a teatral e a literária. do estudo clássico de Joel Serrão). para lá da obsolescência adivinhável da tradução e da imagem nítida de. de um segredo que nos cabe adivinhar ou (o que é ainda melhor) simplesmente reconhecer. situado no primeiro andar de uma das alas do edifício principal. o «Ninguém» carregado de presságio daquela espécie de fantasma de D. muito mais tarde. minha colega de turma). reconheceria como «desassossego» (o livro do dito. Frei Luís de Sousa foi a primeira exceção a este distanciamento entre nós e a literatura que nos ensinavam. É claro que só muito mais tarde descobri em Manuel de Sousa Coutinho o soberbo prosador. do explícito. a emoção. ou. filmes e telefilmes. Quer dizer que. por maioria de razão. Aí fui escudeiro na Farsa de Inês Pereira. podia saber que o episódio perturbador do Romeiro era enxerto sebastianista (o sebastianismo ficaria para mim envolto em nevoeiro até à leitura. essas. o desconcerto. aumentado pelas muitas releituras. a esta tendo legado a magistral Vida de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires. talvez a partir de 1963. aliás. ter contracenado com Ana Zanatti. porque os textos literários nos eram dados como coisas finais. pelo menos. havia um grupo de teatro. definitivas. funcionando em estado puro de verosimilhança.) 77 . cuja vida se dividiu entre a aventura e a literatura. absoluta e exclusivamente literário. estava ausente qualquer ligação com a vida. hoje atribuído a Frei António da Encarnação. o espaço do mistério. mas adivinhado com a mesma excitação com que somos capazes de antecipar uma sequência já conhecida de um filme visto e amado mais de uma vez (. aí disse poemas de Musset («Sobre os móveis. foi para mim uma fonte de mistério. O meu fascínio era. Aí – ou nas aulas de Português. eu pressentia a vibração de uma outra literatura. fora de quaisquer considerações históricas ou ideológicas. tudo estava lá. uma literatura que não se esgotava na aparência da sua imaginária «perfeição». João de Portugal era uma espécie de «buraco negro» pelo qual se esvaía a normalidade da literatura como corpus de coisas a aprender – mas de cujo ensino.. animado por Maria Helena Lucas. Dos ensaios do Alfageme.Louvor de Garrett Entre as muitas coisas novas e diferentes que então se praticavam no Pedro Nunes. Leio o Frei Luís de Sousa antecipando sempre aquele momento catártico já prenunciado por mil e um sinais. o excesso emocional. nesse espetáculo. As récitas. nessa altura. Nem. lembro-me bem: passavam-se na vastidão álgida do ginásio antigo. Nessa altura. parece-me. tinham normalmente lugar no pequeno palco arranjado para o efeito na sala dos professores. Li o texto pela primeira vez quando tinha 13 ou 14 anos – e ainda não me refiz do fascínio inicial. naquela indecisão histórica que a figura do Romeiro vem transformar em autêntica tragédia. Ora. Ao mesmo tempo. em frente do Jardim-Escola João de Deus. tudo eu imaginava lá figurar.. o primeiro texto «aberto» que me era dado ler: o suspense. no qual. aí fiz um papel em O Alfageme de Santarém. por isso.

E qual de nós pode dizer que nunca se sentiu. neste momento em que existe? «Eu só estou bem onde não estou». Com Garrett comecei a aprender o que quer dizer. Todas as personagens vivem um mal-estar. E é extraordinária a curta frase com que Manuel de Sousa Coutinho. furtei as minhas paredes a essa injúria (a requisição dos procuradores) com nova e inaudita metamorfose: foram-se abaixo em fumo e cinzas. uma vez e outra e outra? O espaço de representação de Frei Luís de Sousa é atravessado por um vendaval permanente: ninguém está bem naquele lugar. quem pode dizer. «ninguém». literariamente. 8 de fevereiro de 1999 78 . a literatura passou a ser. Manuel de Sousa acaba por incendiar aquela casa. como se com isso quisesse exorcizar pelo fogo a causa de toda a inquietude. para ouvir o eco que o silêncio entre as palavras nos envia – ou a música que faria da obra-prima de Garrett a ópera portuguesa por excelência. no delírio que a febre e os seus sonhos de grandeza alimentam? E Telmo conforta-se na sua apegada ternura pela menina. cuja causa difusa. ser moderno. ainda que por instantes. descreve o incidente. entre os sustos cheios de presságio de Maria e as meias palavras de Telmo.Dorme Maria. afinal de contas. no prefácio às Obras Poéticas de Jaime Falcão: «Possuído de extraordinária exaltação. como se a pureza que ela lhe entrega limpasse a recordação de uma qualquer culpa passada? E Dona Madalena. que realmente sossega nos braços de Manuel de Sousa? E Manuel de Sousa. o autêntico. João de Portugal. antes de ser drama histórico. in Público. corporizada no fantasma de D. é. que o leva de Lisboa à outra margem. António Mega Ferreira. o terreno onde se desenhava o risco dos limites e a experiência do indivisível. lembram-se? E é preciso ler Frei Luís de Sousa em voz alta. prisioneiro deste desejo de não ser. quem aquieta esta extenuante vontade de ação.» Frei Luís de Sousa é o livro do desassossego português. narrativa amorosa ou tragédia sebastiana. aos meus olhos. por isso. Sei hoje – e sei dizê-lo – porque é que o Frei Luís de Sousa foi tão importante para mim: a partir daí. ninguém está bem no seu papel e.

engenho. pelo que sobre si é dito (ou escondido). a perguntar. sabe latim. curiosidade. compreende tudo. inteligente. orfã e sem ninguém aos dezassete anos. Tem crescido demais. respeita D. falas entrecortadas. Madalena. A parte final da cena faz deduzir a questão política que virá a ser importante no final do capítulo. um espírito. inocente. santo amo. amava muito D. gestos e comportamentos das personagens Nervosa. Madalena. o familiar quase parente. usa palavras misteriosas e alusões frequentes a D. é sangue de Vilhenas e de Sousas. é ela o motivo principal da conversa entre as duas personagens em cena. obedece a Telmo como uma filha. A carta escrita na madrugada da batalha de Alcácer Quibir prepara o leitor/espetador para o decorrer da «tragédia». tem treze anos. Crença no sebastianismo e no regresso do seu primeiro amo que muito ama. Sebastião. bom português. Um mistério parece ensombrar a vida desta personagem. amigo velho e provado. evita falar no assunto que a preocupa)). 79 . fiel servidor. guapo cavalheiro. não é muito forte. um anjo. mais do que a Manuel de Sousa. João de Portugal Caracterização D. acredita em agoiros e profecias. Madalena e por isso acaba também por evitar falar sobre o assunto-tabu. Madalena Telmo Maria Manuel de Sousa Direta: Elementos fornecidos pelas personagens Viúva. dotes admiráveis. a quem muito ama. caráter inflexível. uma viveza.Resposta à questão n. nobre e honrada senhora. formosura. desapareceu na batalha com o pai e outros fidalgos. percebe-se que é precoce. Madalena. anjo de formosura e bondade. para não penalizar Maria. João de Portugal. espelho de cavalaria e gentileza. chorou a perda do marido e procurou-o durante sete anos. flor dos bons. escreveu uma carta onde diz que vai voltar a ver a mulher vivo ou morto. é delgadinha. alcançou um poder no espírito de D. aterrada (comportamento muito agitado. fidalgo de primor e de boa linhagem. insegura. bom mareante. espírito perspicaz. É instruído. Primeiro marido de D. nobre amo. honrado fidalgo. aio e amigo de D.o 4 da leitura interativa da página 140: D. O escudeiro valido. cavaleiro de Malta. amigo de Maria. está sempre a querer saber. Indireta: Elementos deduzidos pelo leitor a partir das atitudes.

que contrastam com as acima mencionadas. da verdade e da beleza. o absoluto do amor. diurna. note-se que a natureza clássica («locus amoenus») é aprazível. apresentando um cunho próprio resultante da expansão ultramarina) basearam a sua doutrina na imitação da Antiguidade Clássica (grega e romana. estrofes irregulares e da prosa no género dramático. no entanto. que. fazendo desta a realização imaginária da sua vida. estando inerentes a inquietação e o desequilíbrio. rebelde. em Paris. do racionalismo do século XVIII. o sentimento e a exaltação do eu interior. • Privilegia-se a fuga no tempo e no espaço. na morte. a fatalidade. já os árcades procuravam um estilo mais direto. o natural. seus modelos e regras). pela afirmação das nacionalidades e independências políticas. no mistério. povoada por seres selvagens. a religião. a espontaneidade. Com as revoluções ocorridas entre 1820-1831. por outro. Vejamos as suas principais características: • Valoriza-se o indivíduo em si mesmo. Lurdes Aguiar Trilho (2008). a melancolia. liberaliza-se a forma. apesar do controlo exercido pelo poder central sobre as publicações periódicas. oposto ao estilo clássico. Na génese do romantismo está o acesso da burguesia à literatura. o homem transfere-se para a obra. descritivo e individualizante. Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. tumultuosa. registando-se com frequência a ironia e o sarcasmo. sobriedade e serenidade. Texto Editores. da justiça. agreste. Também eles atribuíram à literatura uma função social e nacional que será ponto de partida para os primeiros românticos. com a participação ativa de Alexandre Herculano e Almeida Garrett. nasce o «mal du siècle» que pode ter como manifestação o protesto político. verificam-se grandes vagas de emigração. dos seus desejos ou da raiva contra os seus próprios limites enquanto ser humano. este é assumido como um misto de sublime e de grotesco. se vinham desenvolvendo temas e estilos que anteviam a criação de um novo conceito de literatura. • O herói romântico é incompreendido e perseguido pela sua singularidade: busca o infinito. o romantismo ganhou firmeza. tendo os emigrados repartido-se entre França e Inglaterra. o misticismo. onde o romantismo estava em florescimento. • Enaltece-se a imaginação. sombria. valorizando o primado da razão e daí o equilíbrio corpo/espírito. primaveril. o ser genial de cada indivíduo. é excessivo. fatal. Tendo em conta algumas características da época anterior (classicismo). nomeadamente no uso do verso livre. dominado pelo coração. das tradições do classicismo como modelos e. solitário. vindo a ter o seu apogeu com Camilo Castelo Branco e sendo substituído pelo realismo em 1871. a fluência vocabular predominantemente emocional e o gosto pelo coloquialismo do discurso com marcas nítidas da oralidade. forma/conteúdo. É em plena emigração que Almeida Garrett publica as suas primeiras obras: Camões (1825) e D. procurando a sua pureza imaginária através de uma contestação às regras da sociedade. Branca (1826). na imitação da Natureza. por um lado. associada aos estados de alma e capaz de provocar sensações violentas. pelo pitoresco e popular. harmonia. simétrica. a sensibilidade. a evasão no sonho. da nostalgia causada pela impossibilidade de alcançar o absoluto e da frustração da condição humana. sintomático do que é próprio e nacional e não alheio. • Verifica-se o contraste entre a realidade idealizada e a história e privilegia-se a liberdade e o nacionalismo. • Centra-se nos jogos de contrastes e antíteses. tão cara aos românticos que na sua época aderem a causas autonomistas e liberais (…). notívagos («locus horrendus»). devido à vitória dos liberais na guerra civil de 1832-34. com o surto do jornalismo que nasce em meados do século XVII e se desenvolve durante o século XVII. • A paisagem romântica é revolta.O romantismo O romantismo em Portugal está ligado à transformação revolucionária da sociedade portuguesa no início do século XIX. os artistas do Renascimento (em Portugal sobretudo no século XVI. no fantástico e o gosto pela tradição. Deve notar-se. como se manifestavam os cânones do classicismo. páginas 146-149 . anteriormente à revolução liberal. Com o regresso dos emigrados. O texto em análise. 80 Dulce Pereira Teixeira. na meditação. assim como o sofrimento. Lisboa. O romantismo caracteriza-se pela rejeição. não sendo a este alheio o interesse pela Idade Média como época representativa do surgimento das nações.

11. 20. da justiça. Assinala com X as respostas que considerares verdadeiras (V) ou falsas (F). Os românticos preocupam-se com a imitação dos textos da Antiguidade Clássica. Em 1825 e 1826. Os românticos cultivaram os princípios do racionalismo iluminista do século XVIII. Os textos românticos apresentam marcas de oralidade. 8. os românticos valorizam o que é alheio em detrimento do nacional. O herói romântico procura o infinito. Em Portugal. Por oposição à natureza aprazível dos artistas do Renascimento. 2. Em Portugal. 9. o sentimento e a exaltação do eu interior. o absoluto do amor. 15. a sensibilidade. 5. No texto dramático. 10. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem Avaliação da competência de compreensão oral Ouve atentamente o texto «O romantismo». Tal como os escritores do classicismo. Para os primeiros escritores românticos. Os escritores clássicos valorizam a razão e o equilíbrio entre forma e conteúdo. a espontaneidade. Garrett publica os poemas Camões e D. a religião e o misticismo. a literatura tinha uma função nacional e social. 16. A paisagem clássica é designada de locus horrendus. enaltece-se a imaginação. 12. da verdade e da beleza. na esteira do locus amoenus do classicismo. O herói romântico é dominado pela razão. o romantismo tem o seu apogeu com Camilo Castelo Branco. 81 . 18. evidenciando-se o interesse pelo Renascimento. Branca em Inglaterra. o natural. 6. 4. 19.D. tumultuosa. O romantismo caracteriza-se pela aceitação dos modelos clássicos. 14. evidenciando o gosto pelo coloquialismo. 7. 3. 17 Os românticos optaram pelo versilibrismo e pela irregularidade estrófica. o romantismo emerge num clima de paz política. Corrige as afirmações falsas. os escritores românticos manifestam preferência pelo verso. privilegia-se a liberdade e o nacionalismo. V F 1. A paisagem romântica é revolta. os românticos manifestam preferência pela natureza sombria e agreste. No romantismo. No romantismo. Os românticos valorizam o indivíduo. 13.

Parâmetros c) Evidencia coordenação da voz. Alunos 82 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . e) Perspetiva o impacto geral da representação nos espetadores. do gesto e do movimento relativamente ao texto. b) Manifesta eficácia comunicativa da organização e da estrutura do texto.Avaliação da competência de expressão oral Dramatização a) Mobiliza informações relevantes contidas no texto representado. d) Faz uso correto do registo de língua e do tom adequados ao texto.

alguma coisa há de ser. para professarem a vida religiosa. filha!» i) «Voz do povo.. e aqui estais prostrados no pó da terra. Telmo diz acreditar no regresso de D. irmão Luís de Sousa. mas que tem atormentado o meu…» h) «Minha senhora mana! — A bênção de Deus te cubra. Escreve. esperança de leal amigo. Dona Madalena e Manuel de Sousa vão para a capela. 6 Dona Madalena lê dois versos d’Os Lusíadas. Dona Madalena de Vilhena 3. 1 Maria mostra as papoilas murchas a D.» 2. que é por força o nosso. Madalena. 7 8 9 10 Maria diz a Telmo que Dona Madalena está muito angustiada desde que se mudaram para o palácio que fora de D. Frei Jorge Coutinho 5. O Romeiro 6. as letras e os números correspondentes. voz de Deus. Ordena as afirmações que se seguem. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. Maria diz que morre «de vergonha». 83 . devido à existência de uma carta deixada a Frei Jorge. João de Portugal. 3 O Romeiro fala com D.» f) «Meu pai morreu desastrosamente caindo sobre a sua própria espada: quem sabe se eu morrerei nas chamas ateadas por minhas mãos? Seja. de acordo com a sequência cronológica dos acontecimentos em Frei Luís de Sousa. pois em tudo quisestes despir o homem velho. no dia da batalha. Madalena e Frei Jorge. na folha de respostas. minha senhora mãe: eles que andam tão crentes nisto. 4 Manuel de Sousa destrói a sua casa para que os governadores não se instalem naquele espaço. de Almeida Garrett 1. abandonando também ao mundo o nome que nele tínheis! — Soror Madalena! Vós ambos que já fostes nobres senhores no mundo.. senhora. os que eu me importava achar… contaram com a minha morte.» d) «(possuída de grande terror)» e) «Manuel de Sousa Coutinho. Coluna A 1. não me lembreis de tudo o que eu era. 5 Miranda anuncia a chegada de um peregrino vindo dos lados de Espanha.» b) «Meu senhor chegou: vi agora daquele alto entrar um bergantim. 2 Maria e Manuel de Sousa vão a Lisboa.» c) «Parentes!… os mais chegados. meu bom Telmo! que diz com vosso coração. Manuel de Sousa 2. fizeram a sua felicidade com ela: hão de jurar que me não conhecem. Dona Maria de Noronha 4. de modo a obteres uma correspondência adequada entre o nome e a fala da personagem. Telmo Pais Coluna B a) «Não digais mais.Avaliação da competência de leitura Ficha de verificação de leitura Frei Luís de Sousa.» g) «Dúvida de fiel servidor. João de Portugal. nesse humilde hábito de pobres noviços. Faz corresponder a cada nome de personagem da coluna A um único segmento textual da coluna B.

Assinala a opção que te parece correta... c) nobre. Madalena. a) lírico. c) D. c) imprudente.10 O Romeiro é. c) predominantemente em verso. a) ninguém. a) imatura.12 Maria de Noronha revela-se. b) em prosa. 3.. c) irmão de D. c) um escudeiro da família.. atentamente. a) um peregrino impostor.. . 3. b) o segundo marido de D. a) em verso. a) pai de Maria. Madalena...3. c) quatro atos. c) irmão de D. João de Portugal. as afirmações transcritas.. a) tio de Miranda..7 Frei Jorge é. 3. 3..11 O Romeiro é reconhecido quando profere a palavra.9 Manuel de Sousa é. João de Portugal. b) narrativo... a ação decorre.3 No primeiro ato.8 Maria de Noronha. c) no palácio de D.. c) dramático. Sebastião... 3. b) corajosa. 3. b) três atos.1 Frei Luís de Sousa é um texto. a) no palácio de Manuel de Sousa. Madalena. b) tem dezoito anos.. 3. c) arrojada..6 Telmo Pais é.. Lê.2 A obra estrutura-se em. a) tem oito anos. a) receosa. b) precoce.. b) irmão de Manuel de Sousa. Madalena revela-se... b) cunhado de D. a) o primeiro marido de D. 3.4 O texto está escrito. b) na capela. Madalena.. 84 3.5 D. 3. c) tem treze anos. b) D.. 3. 3. b) rei. Madalena.. a) dois atos.

sempre com eficácia argumentativa.Avaliação da competência de expressão escrita Texto expositivo-argumentativo a) Trata. d) Faz uso correto do registo de língua adequado ao texto. sem desvios. e) Mobiliza expressivamente. b) Mobiliza. refletindo uma planificação prévia e evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual. Parâmetros c) Redige um texto estruturado. com adequação e intencionalidade. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 85 . uma informação ampla e diversificada. o tema proposto. recursos da língua.

mantendo a rede semântica e o limite de palavras. e) Utiliza corretamente a ortografia. Parâmetros c) Mantém a enunciação e a ordem do texto. d) Produz um texto conciso e coerente. Alunos 86 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . b) Conserva as ideias fundamentais e os exemplos importantes.a) Reconhece o assunto global do texto. a pontuação e os conetores frásicos. identificando as suas relações lógicas.

Os dois valorosos campos. 87 . não? Madalena – Minha querida Maria.) Que febre que ela tem hoje. um dia de névoa muito cerrada… Que ele não morreu: não é assim. ninguém nesta casa gosta de ouvir falar em que escapasse o nosso bravo rei. de forma clara e bem estruturada. a teu tio Frei Jorge e a teu tio Lopo de Sousa. 1. Sebastião… ninguém tal há de dizer. mas põe-se logo outro. é o da ilha encoberta onde está el-rei D. não é o que diz: Postos estão. que não morreu e que há de vir.o 3 GRUPO I A Lê atentamente o texto a seguir transcrito. — Meu pai. não é. Telmo. é o outro. minha senhora mãe: eles que andam tão crentes nisto. E eu vou-me embora. nem de coisa nenhuma dessas. as respostas aos itens que se seguem.TESTE DE AVALIAÇÃO N. nem de tais histórias. Oh! essa ainda é pior. queria-te ver mais alegre. que chora) Minha querida mãe. 5 10 15 Maria (entrando com umas flores na mão. que tu hás de estar sempre a imaginar nessas coisas que são tão pouco para a tua idade! Isso é o que nos aflige. 4. voz de Deus». minha mãe. Maria – Voz do povo. e o faz tornar para a cena) – Bonito! Eu há mais de meia hora no eirado passeando — e sentada a olhar para o rio a ver as faluas e os bergantins que andam para baixo e para cima — e já aborrecida de esperar… e o senhor Telmo. Frei Luís de Sousa Apresenta. e indo-se depois de lhe tomar as mãos. acarinhando-o). então! — Veem. Interpreta o provérbio «Voz do povo. Localiza o excerto transcrito na estrutura externa e na estrutura interna de Frei Luís de Sousa. o nosso santo rei D. vai-te: não quero mais falar. 2. folgar mais. Madalena para dissuadir a filha de determinadas ideias. voz de Deus. (aparte. tu dizes coisas! Pois não tens ouvido. o pobre do rei. nem ouvir falar de tal batalha. e que até às vezes dizem que é de mais o que ele faz e o que ele fala… em ouvindo duvidar da morte do meu querido rei D. Sebastião. Filipe. Sebastião. e com coisas menos… 20 25 Maria – Então. Caracteriza a personagem Maria de Noronha a partir do excerto transcrito. — Minha querida mãe! Telmo – E é assim: não se fala mais nisso. pois ele não é por D. frente a frente. imagina essas quimeras para se consolar na desgraça. veem?… também minha mãe não gosta. fica pensativo e carrancudo: parece que o vinha afrontar. a teu pai e a mim. Explicita os argumentos utilizados por D. contar tantas vezes como aquilo foi? O povo. alguma coisa há de ser. se voltasse. Mas ora o que me dá que pensar é ver que. atendendo ao contexto em que é proferido. sem se importar de mim! — Que é do romance que me prometestes? não é o da batalha. que não pode sofrer estes castelhanos. que é tão bom português. muda de semblante. coitado. aqui posto a conversar com minha mãe. 3. chora… ela aí está a chorar… (vai-se abraçar com a mãe. ora pois então! — Vai-te embora. — Ó minha mãe. que se aflige. minha mãe? Madalena – Minha querida filha. meu Deus! queimam-lhe as mãos… e aquelas rosetas nas faces… Se o perceberá a pobre da mãe! Almeida Garrett. encontra-se com Telmo. tirado aqui o meu bom velho Telmo (chega-se toda para ele.

d) no pretérito imperfeito do conjuntivo. Na expressão «em que escapasse o nosso bravo rei» (linha 13). Na expressão «névoa muito cerrada» (linhas 7-8). Sebastião percorre a literatura do século XIX como uma espécie de espetro. página 531 Fazendo apelo à tua experiência de leitura de Frei Luís de Sousa. a) no grau superlativo relativo de superioridade. c) no grau superlativo relativo de inferioridade.B O mito de D. 3. Na primeira fala de Maria.. a letra correspondente à alternativa correta. a) um advérbio. d) um pronome. c) no pretérito imperfeito do indicativo. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. Observações relativas ao item B 1. 2. 1. na tua folha de respostas. Relê a cena transcrita no Grupo I. Dicionário do Romantismo literário português. 88 . a) no presente do indicativo. Para cada um dos itens que se seguem. independentemente dos algarismos que o constituam (ex.. a palavra «Bonito!» (linha 1) é. Editorial Caminho. c) uma interjeição. de acordo com o sentido do texto. Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. b) no grau superlativo absoluto analítico. 2. Qualquer número conta como uma única palavra. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. assumindo formas específicas que se cruzam com o nacionalismo romântico e com a forma como ele encarou a relação entre a literatura e o poder... Para efeitos de contagem. d) no grau superlativo absoluto sintético.. comenta. a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática. GRUPO II 1. o verbo está.. escreve.: /2011/).: /dir-se-ia/). num texto de oitenta a cento e trinta palavras. o adjetivo «cerrada» está. b) um adjetivo. b) no presente do conjuntivo. Lisboa. Teresa Almeida (1997).

a) nobiliárquica. 5. Coluna B a) o enunciador traduz uma ideia com valor não restritivo. de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto.. b) ilocutório compromissivo.. as letras e os números correspondentes. Na expressão «Minha querida Maria» (linha 18). b) ilocutório assertivo. minha mãe?» (linha 8). b) honorífica. d) o enunciador traduz um nexo de fim. 4. e) o enunciador introduz o sujeito da frase.. b) o enunciador introduz um vocativo na frase. A frase «Minha querida filha. na folha de respostas.4. c) ilocutório compromissivo. c) o enunciador recorre a um pronome possessivo. f) o enunciador traduz uma ideia com valor restritivo. d) espácio-temporal.. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A 1. Escreve. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B.. c) ilocutório diretivo. 2. d) ilocutório declarativo. aqui posto a conversar com minha mãe» (linha 3). c) eclesiástica. h) o enunciador recorre a um determinante possessivo. 6. d) familiar. 7. Com o adjetivo «bravo» (linha 13) 3. g) o enunciador faz uso de uma didascália. tu dizes coisas!» (linha 9) evidencia um ato. d) ilocutório diretivo. 2. Com o constituinte «Minha querida Maria» (linha 18). Com a expressão «para se consolar na desgraça» (linha 10). Com a palavra «minha» (linha 20). a) ilocutório expressivo. a) pessoal. Ao usar parênteses (linha 1). o locutor realiza um ato. No segmento textual «e o senhor Telmo.. a) ilocutório assertivo. 5. b) espacial. a palavra «aqui» é um deítico. o locutor recorre a uma forma de tratamento. c) temporal... Com a questão «Que ele não morreu: não é assim. 89 .

unificadas no plano comum do espetáculo. Luiz Francisco Rebello (1953). Lisboa Observações: 1. 10 Inicialmente um texto. – Nos outros casos. há que atender ao seguinte: – A um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de zero pontos. viva. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –. a quem se dirige e destina. 5 A arte teatral nasce do encontro entre duas forças convergentes: a obra. é por via dele que se transmite ao público o pensamento do autor. porém. real. O ator é o elo de ligação entre estes dois elementos: a ele compete produzir a descarga elétrica resultante da aproximação desses dois pólos.» 15 20 Épocas houve da história do teatro em que o ator (. é um dos elementos essenciais dessa síntese. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. num texto de cento e cinco a cento e trinta palavras. tornado. o teatro não se esgota. A obra escrita pelo poeta implica a presença do ator (que emprestará a sua pessoa às personagens por aquele concebidas) e o mundo em que este há de evoluir e viver o conflito ideado pelo autor. concorrem harmoniosa e proporcionalmente para atingir o objetivo comum: o espetáculo teatral. 3 Nietzsche – filósofo alemão. visto que esse predomínio de uma das partes do todo sobre o próprio todo equivale ao rompimento do equilíbrio pressuposto pela síntese das artes. um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. 1 Poeta – neste contexto. Assim. O fenómeno dramático primordial consiste em ver-se a si próprio metamorfoseado e agir como se realmente se vivesse dentro de um outro corpo. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. e portanto também a do ator. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. e o público.GRUPO III Resume o texto a seguir transcrito. «O prazer da metamorfose – escreveu Nietzsche3 em A origem da tragédia – é a condição prévia de toda a arte dramática. concebida pelo poeta1 dramático e animada sobre as tábuas do palco pelo encenador.: /dir-se-ia/). num modo superior de expressão em que todas as formas artísticas – da poesia2 à declamação e à mímica. Os momentos mais altos da história do teatro são aqueles em que – como sucedeu na Grécia Antiga. 90 . contudo. O ator. não coincidem com os períodos áureos da arte dramática. 4 Isabelina – relativa ao reinado de Isabel. Tais épocas. sensível e presente. 2 Poesia – neste contexto. significa literatura. com um outro caráter. a sua marcha. Qualquer número conta como uma única palavra. os seus gestos.. harmoniosamente se fundem. com a sua presença física. significa autor. constituído por trezentas e cinquenta e seis palavras. vem o teatro a resolver-se numa verdadeira síntese das artes. nesse texto. da pintura e da arquitetura à música – colaboram e. no apogeu da Idade Média ou na Inglaterra Isabelina4 – todas as artes. a sua voz. embora gravitando em torno do texto e ordenadas em sua função. «O Ator» in Separata da Enciclopédia da Vida Corrente.. graças à sua intervenção.) ocupou o lugar predominante adentro da síntese teatral. Para efeitos de contagem.: /2011/). 2.

.............. ou outros considerados relevantes: • Estrutura externa: Ato I............ 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ..... ............................ 9 3 Localiza.............................................................................. •… 91 ......... o excerto em Frei Luís de Sousa................... com pertinência e rigor........................... com esporádicas imprecisões............................................ com acentuadas imprecisões............................................................ com pertinência............. 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ................................................................................ • Após o longo diálogo entre Dona Madalena e Telmo...................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam............... evidenciando um conhecimento suficiente da obra...... 6 pontos – Estruturação do discurso .................. • Estrutura interna: Exposição (apresentação do tema e das personagens)...............Critérios específicos de classificação GRUPO I A 1............................................. 7 2 Localiza...... evidenciando um bom conhecimento da obra.............................................................................................................. – Correção linguística .................................................... evidenciando um conhecimento insuficiente da obra................................................................................................................................. o excerto em Frei Luís de Sousa................................. o excerto em Frei Luís de Sousa.................................................. evidenciando um muito bom conhecimento da obra............................... o excerto em Frei Luís de Sousa.................................................. as palavras de Maria de Noronha vêm confirmar os receios da mãe.......... 5 1 Localiza............. de Frei Luís de Sousa.................................................................. que nos dá a conhecer o passado da família.................. 3 pontos 3 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Localiza... na cena II............................. .

................................................................................................................................ •… 92 3 pontos 3 pontos ............................................................ Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explicita............... 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ................................................................................ com rigor............ – Correção linguística ............. com acentuadas imprecisões.... ou outros considerados relevantes: • Dona Madalena evoca as palavras de Frei Jorge e do tio Lopo de Sousa................................................................................ .......................................................... os argumentos utilizados por Dona Madalena para dissuadir a filha da crença no regresso do rei.................. • Dona Madalena diz que aqueles assuntos não são adequados à idade da filha..................................................... 6 pontos – Estruturação do discurso ........................... • A personagem argumenta que essas ideias sobre o regresso do rei são crendices populares.............. .................................. com rigor e pertinência........................... os argumentos utilizados por Dona Madalena para dissuadir a filha da crença no regresso do rei...................................................................................................... 7 2 Explicita.................................. 9 3 Explicita.............2.. com algumas imprecisões.......................... para dissuadir Maria..................................................... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) .................. os argumentos utilizados por Dona Madalena para dissuadir a filha da crença no regresso do rei............................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam................................................................................................................................................ os argumentos utilizados por Dona Madalena para dissuadir a filha da crença no regresso do rei................................................. 5 1 Explicita.......

......................................... com rigor e pertinência............................ ....................................... o provérbio................................................. argumentando que a «voz do povo» terá algum fundamento................... o provérbio.................................. ......... pela religiosidade.................................. ou outros considerados relevantes: • Maria manifesta crença na voz do povo... 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ........................................................................................ 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso . o provérbio............................... com rigor............ com algum rigor............ pelo popular e a crença em adágios........................................................ • Maria de Noronha é o protótipo da personagem romântica.......... 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .......3................................. mas tem dificuldade em enquadrá-lo no contexto em que é proferido....... tendo em atenção o contexto em que é proferido......................................................................................................................................................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam................ 9 2 Interpreta................................................................................ o gosto por temas da história nacional.. por isso........................ tendo em atenção o contexto em que é proferido...................................................... – Correção linguística ..................................................... 6 1 Interpreta...... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Interpreta...................................................................... revelando........ o provérbio............................................................................ •… 93 ................................... com acentuadas imprecisões............. 12 3 Interpreta....

..... • Supersticiosa e crente na voz do povo («Voz do povo.................................. •… 94 ............................................................... • É carinhosa.................... com pertinência e rigor................. a personagem Maria de Noronha......... 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso ........................ – Correção linguística ................................ manifestando um grande patriotismo («o nosso bravo rei................ apoiando-se no excerto transcrito........... Sebastião»)....... «vai-se abraçar com a mãe..........................................................................4....................... acarinhando-o».............................................................................................................................................................. meiga e sensível («chega-se toda para ele. apoiando-se no excerto transcrito...................................... 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ........................ • Revela perspicácia e sentido de responsabilidade....................................... a personagem Maria de Noronha......................................................... 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ..................... ou outros considerados relevantes: • Maria de Noronha interessa-se por assuntos da história nacional............................... ...... que chora»). ....................................) põe-se logo outro.......................................................................... com pertinência........................................... 9 2 Caracteriza........................ a personagem Maria de Noronha......................................................... muda de semblante... fica pensativo e carrancudo»)... voz de Deus»).......................................... sendo muito precoce e observadora para a sua idade («meu pai (..... com acentuadas imprecisões...... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Caracteriza................................. 6 1 Caracteriza........ o nosso santo rei D............ 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam........... 12 3 Caracteriza............................. com esporádicas imprecisões............ a personagem Maria de Noronha.........

............. 18 5 Comenta.......... 18 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ................................. a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática..... Por isso..... – Correção linguística . a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática.... 12 pontos 7 pontos 5 pontos – Estruturação do discurso ..................... fazendo referências que refletem um conhecimento suficiente da obra Frei Luís de Sousa....................... com ligeiras ou esporádicas imprecisões...........B Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ............. • Telmo compromete-se a não verbalizar esse assunto junto de Maria.......... 9 2 Comenta... fazendo referências que revelam um bom conhecimento da obra Frei Luís de Sousa............................... desaparecera nessa batalha.............. Sebastião................................ fazendo referências que revelam um muito bom conhecimento da obra Frei Luís de Sousa.......... fazendo referências que revelam um conhecimento suficiente da obra Frei Luís de Sousa..... Consequentemente................. com rigor e pertinência... Sebastião..... elogia o rei e acredita que ele há de voltar num «dia de névoa muito cerrada»................ primeiro marido de Dona Madalena.... manifesta a convicção de que o seu primeiro amo haveria de voltar.................... • D....... fazendo referências que refletem um conhecimento insuficiente da obra Frei Luís de Sousa....... pouco relevantes para a temática proposta...... João de Portugal............... Dona Madalena revela-se supersticiosa e assustada com a possibilidade da vinda de D........................................... a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática..... para esta família. João de Portugal significaria a destruição do matrimónio de Dona Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho......................... no entanto............... a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática.. mas sim a fatalidade. com alguma pertinência e menor rigor............ • O regresso de D............. na batalha de Alcácer Quibir.................. 6 1 Tece comentários gerais sobre a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática....................................................... • O eventual regresso de D............................ Níveis de desempenho Descritores Pontuação 6 Comenta.. não significaria a salvação............. a 4 de agosto de 1578........ 12 3 Comenta................ •… 95 .... João de Portugal........... tal como grande parte da nobreza portuguesa............................ 15 4 Comenta......................................... com acentuadas imprecisões.......................................................... não gosta que Telmo e Maria falem nesse assunto............... ou outros considerados relevantes: • O sebastianismo é um mito com origem no desaparecimento do rei D...... com rigor e pertinência................. crente na voz do povo... a relevância do mito sebastianista para a compreensão da ação dramática.............. • Maria................................. 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar quatro dos aspetos que a seguir se enunciam..... que refletem um conhecimento incipiente da obra Frei Luís de Sousa............

..... 5.... através da referência aos seguintes tópicos: – O encontro................ b)... 4. texto.... Descritores Pontuação 4 Estabelece quatro ou cinco correspondências corretas. 1...... a)............. público........... 4........................ d)..... obra................ 3... no todo ou em parte. Preservação da informa– A contribuição harmoniosa de todas as artes na produção do ção nuclear do texto espetáculo teatral.............. Níveis de desempenho 2................ h).......... espetáculo... b)................ g). 2........... 9 2 Estabelece uma correspondência correta.. tais como: arte teatral. 15 3 Estabelece duas ou três correspondências corretas.................................. 2........ a)........... constituindo a sua metamorfose em personagem a condição da arte dramática..... 5..... entre dramaturgo e público como princípio da arte teatral...... – Preservação da rede semântica relativa ao tema.... 1. Pontuação 20 (Continua) 96 .... autor.......GRUPO II Chaves de correção: 1................ através do ator..... – O espetáculo teatral como síntese das diferentes artes...... metamorfose.. – O ator como um dos elementos fundamentais dessa síntese. 30 pontos • Correção linguística ...... equilíbrio................ 7....... d)..... a qual deverá integrar vocábulos e expressões constantes no texto.... arte dramática......................... história do teatro.... 20 pontos Parâmetros Descritores do nível de desempenho • Mantém a informação nuclear do texto... b)... 6..... síntese das artes.......... d).......... 3..... ator....... c)................. 3 GRUPO III Critérios específicos de classificação • Estruturação informacional e discursiva .... c)... como característica dos momentos mais altos da história do teatro.... ou seus equivalentes.............

isento de marcas de enunciação do sujeito produtor do resumo. de sequencialização… – Assegurando a manutenção de cadeias de referência (através de substituições nominais. optando por construções mais económicas: supressão de expressões sintáticas ou lexicais repetitivas.• Recorre a um discurso conciso. flexão verbal. • Mantém a ordem do texto-fonte. • Usa um registo de língua adequado ao texto. 1..). 5 Morfologia. Critérios de correção da Prova Escrita de Português de 2001. propriedades de seleção. 1. • Domina processos de conexão interfrásica (concordância. mantendo informação e argumentação pertinente. uso de vocabulário genérico que substitua expressões nominais mais específicas (hiperónimos e expressões englobantes Estratégias discursivas com valor anafórico). • Recorre a um repertório lexical variado. • Assinala as marcas de início de parágrafos. • Domina os mecanismos de coesão textual: – Recorrendo a processos variados de articulação interfrásica. • Respeita o limite de palavras. designadamente conetores diversificados de tempo. pronominais…). • Pontua de forma sistemática e pertinente.a chamada 97 . 5 Coerência e coesão Cf. 10 • Produz um discurso coerente. 5 Ortografia e pontuação • Não dá erros ortográficos. próprias do resumo • Mantém o registo discursivo do texto-fonte. sintaxe e repertório vocabular • Recorre a estruturas sintáticas complexas.a fase..

EXPRESSÃO ESCRITA • Síntese de textos expositivo-argumentativos. de Eça de Queirós: – Categorias do texto narrativo. Tipos de texto: Romance. – Contexto ideológico e sociológico. COMPREENSÃO • Excerto do capítulo IV d’Os Maias. Leitura literária: • Os Maias. de Eça de Queirós (páginas 214 a 261). elaboração de ficheiros. • Excertos gravados no CD áudio de Interações. apresentação e defesa de opiniões pessoais relevantes sobre situações diversas e reflexão sobre pontos de vista. realidade ou ficção. síntese. Leitura global: • Os Maias. Planificação 16 blocos de 90 minutos (32 aulas) Competências transversais: • Comunicação: Componentes linguística. produção de síntese.o 4 A. execução e avaliação da escrita e da oralidade. de Eça de Queirós. LEITURA Textos informativos: (páginas 281 a 282 (Em interação)) Leitura seletiva: • Texto de Carlos Reis sobre Eça de Queirós. desenhos humorísticos (função crítica da imagem). Leitura recreativa: • Contrato de Leitura. desenvolvimento de capacidades críticas.SEQUÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM N. • Estratégica: Estratégias de leitura e de escuta adequadas ao tipo de texto e à finalidade. operações de planificação. – Valores e atitudes culturais. utilização das TIC. • Formação para a cidadania: Construção de uma identidade cultural. EXPRESSÃO ORAL • Debate (páginas 266 a 268). ORAL Escuta/visionamento: • Eça de Queirós. sociolinguística. discursiva/textual. Leitura analítica: • Excertos d’Os Maias. – Características da prosa queirosiana. pesquisa em vários suportes. (Continua) 98 . • «O realismo como nova expressão de arte». COMPETÊNCIAS NUCLEARES Testes de compreensão oral: • Eça de Queirós. seleção e organização da informação. debate. conceção e utilização de instrumentos de análise. realidade ou ficção – documentário. estratégica. • Excerto do capítulo IV d’Os Maias. Leitura de imagem fixa: Caricaturas.

• Interação verbal em torno do PowerPoint sobre a biografia de Eça. sintaxe. • Semântica: – Valor dos adjetivos (valor restritivo e não restritivo). de Eça de Queirós. • Leitura de imagem: caricaturas. classes de palavras. pragmática e linguística textual: – Reprodução do discurso no discurso (citação. a incluir no Webfólio/Portefólio. – Valor das orações relativas (valor restritivo/explicativo). – Polissemia. discurso direto. desenhos humorísticos (função crítica da imagem). Em interação • Documentário sobre a vida e obra de Eça de Queirós.(Continuação) FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA AVALIAÇÃO • Lexicologia: – Neologia. • Leitura literária: Os Maias. • Síntese de texto expositivo-argumentativo Situação de aprendizagem n. • Consolidação de conteúdos: Morfologia. B. • Eça visto por outros : Constituição de um conjunto de recursos. tomada de notas. • Debate. • Teste de compreensão oral (manual). • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. • Análise do discurso. discurso indireto livre).o 1 • Visionamento de documentário sobre a vida e obra de Eça de Queirós. 99 . • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). representativos da receção pelo público/crítica literária da obra do escritor ao longo dos tempos. discurso indireto. • Interação verbal em torno das ideias expressas no documentário.

100 . • Seleção das caricaturas/dos desenhos por área (por exemplo. • Registo individual escrito de um texto expositivo-argumentativo sobre o tema do trabalho realizado em grupo. • Apresentação oral e registo de conclusões. de excertos selecionados d’Os Maias. – Linguagem e estilo queirosianos.Avaliação: • Avaliação do teste de compreensão oral.o 3 • Leitura de imagem: caricaturas. • Produção de um texto expositivo-argumentativo individual. política). • Produção e apresentação de um esquema que exemplifique essa caricatura. – A intriga principal. o simbólico e o trágico. – A crónica de costumes. • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.o 2 • Leitura analítica. de acordo com os temas sugeridos (manual): – Realismo e naturalismo. – Narrador e processo narrativo. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. • Constituição de pequenos grupos e trabalho em torno de uma das caricaturas selecionadas ou de um dos cartoons selecionados. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. • Avaliação da interação verbal. Situação de aprendizagem n. • Apreciação crítica dos recursos constantes do Webfólio/Portefólio. • Apresentação oral num PowerPoint sugestivo e registo de conclusões. • Avaliação do esquema/leitura de uma caricatura. • Levantamento dos recursos expressivos e dos mecanismos de persuasão que suportam a crítica. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. desenhos humorísticos (função crítica da imagem). • Identificação de características da linguagem visual/verbal utilizada. – O histórico. Situação de aprendizagem n. • Pesquisa e constituição de Webfólio/Portefólio de caricaturas/desenhos humorísticos. • Seleção de excertos d’Os Maias que configurem um exemplo de caricatura escrita. Avaliação: • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. em trabalho de grupo.

não o deixando esmorecer. elaborarem a síntese oral do processo e das conclusões do debate. • Debate no grupo-turma: – Discussão das ideias-força de cada grupo.Situação de aprendizagem n. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. Situação de aprendizagem n. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho de pares.o 4 • Oficina de escrita (planificação. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. • Síntese escrita das conclusões do debate. – Verificação da eficácia argumentativa. através da introdução de questões pertinentes que relancem a discussão. – Discussão em torno do tema apresentado (manual). • Síntese oral final. textualização e revisão): – Síntese de texto expositivo-argumentativo (manual) em trabalho de pares. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.o 5 • Constituição de quatro grandes grupos para preparação prévia de debate. – Registo escrito dos melhores argumentos/contra-argumentos e exemplos. • Avaliação da participação no debate e da síntese oral final. • Seleção de um aluno moderador e dois alunos secretários. – Dinâmica que o moderador imprime ao debate. encarregados de tirar notas durante o debate para. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. no final. • Avaliação da síntese escrita. 101 .

Filho dos amores de Carolina Pereira d’Eça e de José Teixeira de Queirós. ruma a Coimbra. assumindo o cargo de cônsul em Havana. viverá a adolescência. um ensinamento como esse de que a vida é demasiado preciosa para que nos deixemos maçar. As funções diplomáticas nunca se mostraram incompatíveis com a escrita e a publicação – a sua bibliografia é publicada por esta ordem: O Crime do Padre Amaro (1876). francês e castelhano) traça o perfil biográfico do autor d’Os Maias. este trabalho (que tem edições legendadas em inglês. guardava um sorriso para os seus quatro filhos.o 26. Com guião e apresentação do reputado queirosiano A. torna-se diplomata. Cem anos depois. n.» Segue-se nova «viagem» para o espetador. viver com os pais e com os irmãos. O essencial da formação do escritor estava assegurado. teve uma infância decerto confortável. onde. A Relíquia (1887). e aos quatro filhos do casal. mas desprovida do afeto dos pais. nascido naquela cidade costeira a 25 de novembro de 1845. Eça de Queirós. Embora nunca deixe de assinalar a importância literária destas obras e do seu autor. Seguir-se-ão os postos de Newcastle. lugares que depois se tornarão o palco de personagens inesquecíveis como João da Ega. lendo frequentemente passagens de livros. Maria Eduarda. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem Vídeo-documentário: O homem que nunca se maçava 5 10 15 20 25 30 Nas palavras da filha. E para sempre assim me conservei na vida. Recordações como esta surgem no filme da SinalVídeo. a Casa Havaneza.pt/encarte/ecasempre. O Primo Basílio (1878). onde falecerá em 1900. finalmente. o Aterro. o Café Martinho (supremamente elogiado no romance A Capital ). com quem escreveu As Farpas e O Crime da Estrada de Sintra. José Maria de Eça de Queirós. realidade e ficção. quase aos pés de Antero que improvisava. à morte destes quando contava dez anos. Sobre esses anos vividos em Coimbra. A sua obra continua perfeitamente atual. Os Maias (1888). Em 1872. torna-se um janota (como recorda a filha). Dos cuidados de uma ama. Mesmo na tarefa árdua de burilar a escrita. residente em Vila do Conde.htm 102 . Emília. o modo como se indignou contra as condições de trabalho dos trabalhadores macaenses em Havana e o profundo amor e respeito que devotou à esposa. Dona Maria Eça de Queirós (falecida em 1970). recordará: «Também me sentei num degrau. passará para casa dos avós paternos em Verdemilho (Aveiro) e. entre as quais o Dicionário de Eça de Queirós ). Eça de Queirós: realidade e ficção nunca perde de vista o homem. Dâmaso Salcede. num enlevo. Aborda a sua profunda e longuíssima amizade por Ramalho Ortigão. Aos 21 anos. para o colégio da Lapa no Porto. adivinha-se a personalidade do escritor subjacente à sua obra.instituto-camoes. produzido e financiado pelo Instituto Camões. Fonte: www. a escutar. Campos Matos (autor de várias obras. Palma Cavalão. Fazendo juz ao seu título – Eça: realidade e ficção – o filme cruzará a partir de então a vida e a obra do escritor. Eça terá uma experiência inédita: ruma a Lisboa para. Luísa e o seu primo Basílio. Carlos da Maia. o Passeio Público. Bristol e Paris. frequentando os lugares da boémia chique da capital – o Grémio Literário.C. Em 1861. sob grande austeridade. circunstância que terá profundas consequências na evolução literária de ambos. A ação do filme começa na Póvoa de Varzim. onde cursará Direito e encontrará Antero de Quental. cartas e testemunhos. Artur Corvelo. a homenagem é completa. como um discípulo. Com morada na Praça do Rossio. Ao longo dos anos acumulará funções oficiais com a escrita. Ao contrário de muitos outros artistas do século XIX. os seus contemporâneos não tardaram a reconhecer-lhe o talento.

As Farpas
Crónica mensal da política, das letras e dos costumes

5

Ah! É verdade, já nos esquecia! Este mês caiu um ministério e subiu outro! Também – se pomos aqui este facto
trivial, é só para completar a crónica do mês. De resto estamos como o país: que caiam ministérios ou que subam,
que é que isso nos faz a nós – a vós, pobres homens da província que trabalhais e pagais, a vós burgueses que gozais
as vossas rendas, a vós comerciantes que vendeis as vossas peças de pano cru, a vós árvores que ramalhais, a ti sol
que nos crias? Um ministério vai, outro vem; uns têm, outros não, são bens de sacristão, cantando vêm cantando
vão. Pobres deles! Vivem e não têm vida; pousam o pé e não deixam pegada; morrem e nada nos falta.
Este outono vai bom: as colheitas no Douro não foram más, e algumas árvores, já meias desfolhadas, começam
a destacar, no tom outonal, sobre a palidez do ar!

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Oh! Eles também não são precisos para nada, os ministérios! Tire-se o ministério, e o país continuará a viver, as
sementeiras fazem-se, os tributos pagam-se, os pobres enterram-se, os rios descem para o mar, os agiotas vencem!
É sempre o mesmo! Se têm minoria, dissolvem, fazem outra câmara com maioria, mas daí a pouco, essa maioria tornou-se minoria, e como não podem dissolver outra vez – caem! Ocupados nisto não podem fazer mais nada!
Ele, até o melhor era deixar que cada ministério dissolvesse as câmaras que quisesse! Ficava um ministério para
sempre. Já a gente os conhecia. É verdade que assim também os conhece. De mais! Pobre gente! entretém-se
naquilo! Também se não fosse a política que seria de muita gente? Que seria do sr…. Por exemplo? Ele não é agricultor, ele não é escritor, ele não é tenor, ele não é Cora Pearl, ele não é a corveta Estefânia… Se não fosse político…
credo, que o pobre homem era capaz de não ser coisa nenhuma! Ah! A política: excelente arrumação! Pudera! Ela é
a posição dos nulos, a ocupação dos vadios, a ciência dos ignorantes, o préstimo dos inúteis, a grandeza dos medíocres, a renda dos que não têm renda!... Mas em que estávamos nós a falar? No ministério. Sim, coitado, foi feliz,
subiu!»
Eça de Queiroz; Ramalho Ortigão, in Maria Filomena Mónica (2004) (coordenação),
As Farpas, Lisboa, Publicações Principia, páginas 201-202

103

Ficha de verificação de leitura d’Os Maias, de Eça de Queirós

Capítulo I
1. Indica a data em que tem início a narração d’Os Maias.
a) 1820.
c) 1875.
b) 1870.
d) 1887.
2. Assinala o subtítulo do romance Os Maias.
a) Cenas da vida doméstica.
b) Episódios da vida romântica.
c) Episódios da vida aristocrática.
d) Cenas da vida oitocentista.
3. Os Maias são uma família. Explicita o seu estatuto social e as três últimas gerações dessa família.
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____________________________________________________________________________________________________________________________

4. Identifica o nome da casa que os Maias foram habitar e onde se situava.
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____________________________________________________________________________________________________________________________

5. Assinala o nome da estátua que existia no jardim dessa casa.
a) Cupido.
b) Vénus.
c) D. Afonso Henriques.
6. Identifica o elemento mais novo da família.
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7. Determina o que era Santa Olávia e onde se situava.
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8. Explica quem era o Reverendo Bonifácio.
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9. Identifica o país estrangeiro em que Afonso e a sua mulher viveram.
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10. Nomeia o filho de ambos, sintetizando, numa frase, a maneira como foi educado.
__________________________________________________________________________________________________________________________

11. Indica o nome da mulher por quem este se viria a apaixonar.
__________________________________________________________________________________________________________________________

12. Clarifica o motivo pelo qual lhe chamavam negreira.
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13. Descreve a reação de Afonso quando o filho lhe pediu autorização para se casar.
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Capítulos II, III e IV
1.

Explicita os países que Pedro da Maia e Maria Monforte visitaram após o casamento.
______________________________________________________________________________________________________________________

2. Assinala o bairro de Lisboa onde o casal se instalou.
a) Santos.
b) Janelas Verdes.
c) Arroios.
d) Campo de Ourique.
3. Identifica o amigo do casal que virá a conhecer Carlos quando adulto.
____________________________________________________________________________________________________________________________

4. Explica o motivo da escolha do nome de Carlos.
____________________________________________________________________________________________________________________________

5. Assinala o número de filhos que Pedro da Maia e Maria Monforte tiveram.
a) Um filho.
b) Dois filhos.
c) Quatro filhos.

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Descreve a atitude de Pedro após a fuga de Maria. Personagem Steinbroken Craft Cruges Cohen 106 Profissão/Ocupação Nacionalidade . Eugénia Silveira. ___________________________________________________________________________________________________________________________ 7. Explicita as revelações feitas a Afonso acerca do paradeiro da neta. ___________________________________________________________________________________________________________________________ 10. Identifica o local do consultório de Carlos. Refere os planos daquele. Identifica os filhos de D. Carlos formou-se em Medicina. ___________________________________________________________________________________________________________________________ 9. Especifica os seus projetos. ___________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________ 12. ___________________________________________________________________________________________________________________________ 13. Aspetos Sim Não Estudo do latim Exercício físico Estudo de línguas vivas Conhecimentos teóricos Conhecimentos práticos 8. ___________________________________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________________________________ 11. Assinala os aspetos que podem caracterizar o tipo de educação que Afonso quis proporcionar ao neto. Ega é o grande amigo e companheiro de Carlos.6. sua esposa. Preenche o seguinte quadro acerca das personagens indicadas.

a) Dona Maria. Sintetiza como eram passados os serões em casa dos Maias. Indica o sítio onde viu Carlos. d) A João da Ega. c) A Alencar. VI e VII 1. d) Trindade. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 107 . Refere alguns locais de Lisboa por onde deambulam as personagens.Capítulos V. b) São Luís. Nesse jantar discutiram-se vários assuntos. d) No Teatro São Luís. 3. uma mulher que o impressionou.1 Explicita os objetivos desse jantar. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 7. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 5. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 2. b) No Chiado. ________________________________________________________________________________________________________________________ 8. b) Os menus. b) Aos Maias. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 4. pela primeira vez. Assinala o teatro que Carlos frequentava. a) Aos Cohen. 7. a) As mulheres. Determina quem é que entra em conflito nesse jantar e o motivo de tal confronto. Clarifica o que pretende dizer Ega com a expressão «Vamo-nos gouvarinhar». 9. a) No Hotel Central. Menciona o sítio onde decorre o jantar organizado por Ega. c) São Carlos. d) Desportos. mencionando quem os frequentava. Identifica-os. c) Teorias literárias. 6. c) Na Rua de São Francisco. Identifica a quem pertencia a famosa Vila Balzac.

d) Fruta. a expressão «Chique a valer!». d) Eusebiozinho. b) Coelho guisado. Indica onde Carlos decide ir e o objetivo que o leva a fazer esta viagem. IX e X 1. c) Alencar. Identifica o trajeto percorrido pelos dois amigos até chegarem a Sintra. Carlos volta a encontrar a mulher que o tinha impressionado muito. Identifica a personagem que repete. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 3. __________________________________________________________________________________________________________________________ 11. 14. Indica três locais de Sintra referidos neste capítulo. com frequência. 108 c) No Nunes. . __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 13. Assinala onde Carlos e o amigo ficam instalados. Indica quem acompanha Carlos a Sintra e a recomendação que lhe é feita ao sair de casa. c) Ovos com chouriço. b) Dâmaso. Explica o que designa a expressão Petits Pois à la Cohen. Assinala o que. __________________________________________________________________________________________________________________________ 12. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 2. a) Coelho à caçador. __________________________________________________________________________________________________________________________ Capítulos VIII. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 5. b) Na Lawrence. 4. Explicita as revelações que são feitas a Carlos acerca do seu passado. a) No Central. na companhia de: a) Ega. o amigo de Carlos comeu. durante o percurso. d) No Tivoli.10.

__________________________________________________________________________________________________________________________ 8. um «desejo brutal de espancar» Dâmaso.6. Descreve o sítio onde decorrem as corridas de cavalos e o ambiente que as rodeia. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 15. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 7. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 11. d) Lawrence. A determinada altura. Apresenta o motivo que leva Carlos a sentir. b) Condessa da Gouvarinho. após a corrida de cavalos. Descreve em que consiste a agradável surpresa de Carlos. a) Raquel Cohen. b) Palácio da Pena. Assinala a mulher com quem Carlos tem uma relação adúltera. c) D. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 13. Explica o estado de espírito com que Carlos deixa Sintra e a sua origem. 9. Assinala o sítio para onde se dirigem de seguida. Sintetiza o que acontece de inesperado no início da soirée dos Cohens. relevando o aspeto dessas personagens. Identifica-o. 14. os dois companheiros encontram um amigo comum. Maria da Cunha. Identifica quem lá encontram. d) Ministra da Baviera. a certa altura. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 109 . a) Seteais. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 12. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ 10. Descreve a reação do amigo de Carlos no final deste passeio. c) Monserrate.

d) Afonso. Carlos as suas tardes e que tipo de sentimentos o dominava. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 3. após regressar do seu exílio em Celorico. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 110 . ____________________________________________________________________________________________________________________________ 2. a) A escravatura. c) Dâmaso. 8. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 11. Explicita como evoluiu a amizade entre Carlos e Dâmaso. c) A ópera. XII e XIII 1. 9. Menciona onde se instalou Ega. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 6. b) Alencar. Um acontecimento inesperado verifica-se na estação de Santa Apolónia. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 7. Explica o comportamento da Condessa de Gouvarinho em relação a Carlos.Capítulos XI. Explicita o motivo da ida de Carlos a casa de Maria Eduarda. Indica o local de Lisboa onde morava a mulher que atraía Carlos. agora. Indica-o. Refere de que modo evoluiu a relação de Carlos e Madame Castro Gomes e o que ambos decidiram. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 5. ao dirigir-se a Carlos e Ega. d) A moda. façam alguma coisa. durante e após este jantar. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 10. Mas pelo amor de Deus. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 4. b) As teorias literárias. disse: «Pois então façam vocês essa revolução. Indica qual a personagem que. Assinala o tema abordado durante o jantar em casa dos Gouvarinhos.» a) Cruges. Identifica quem veio também numa dessas tardes e que ambiente se gerou. Refere como passava.

c) MacDonald. a) Vénus e Marte. __________________________________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ Capítulos XIV e XV 1. Explica como decorria a relação entre Carlos e Maria Eduarda e qual a sua intenção. Identifica e situa a nova casa de Maria Eduarda. __________________________________________________________________________________________________________________________ 15. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 4. d) Guerra de Troia. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 5. Refere outras revelações feitas posteriormente por Maria Eduarda.12. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 2. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 3. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 111 . b) Mac Gren. Identifica a personagem que revelou a Carlos aspetos desconhecidos sobre Maria Eduarda. Assinala o que representava o quadro que impressionou Madame Castro Gomes na visita à casa dos Olivais. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 7. 6. Explica como reagiu Carlos. João Batista. Explica o que aconteceu à Gouvarinho. a) Mac Cartney. António. b) S. 14. Menciona a razão pela qual ficou impressionada com tal quadro. c) S. Explica o que era a «Toca». __________________________________________________________________________________________________________________________ 13. d) Mac Green. Assinala o verdadeiro nome de Maria Eduarda. Explicita as revelações feitas por essa personagem.

Identifica a personagem que fala com Ega sobre Maria Eduarda. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 10. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 11. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ Capítulos XVI a XVIII 1. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 13.8. c) A Tarde. Identifica a personagem que conta toda a verdade a Carlos. Assinala o nome do jornal que publicou um artigo sobre Carlos. a) Sentinela do Diabo. b) Corneta do Diabo. Identifica a personagem que mandara publicar tal artigo. Menciona o conteúdo do artigo. Explicita a revelação feita e os argumentos existentes que confirmavam essa revelação. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 4. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 3. Indica o motivo pelo qual também Ega se quis vingar dessa personagem. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 5. Explica como acabou a questão. Identifica o redator do artigo. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 12. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 2. 9. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 112 . Refere-te ao modo como decorreu o sarau do Teatro da Trindade. Clarifica o que se passa a seguir entre Carlos e Maria Eduarda. d) O Diabo.

Menciona o que acontece a Afonso e onde. pauta as suas vidas. Refere o que acontece de inesperado quando os dois amigos visitam o Ramalhete. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 113 . Identifica essas pessoas. Ao passearem por Lisboa. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 13. Indica ao fim de quanto tempo se reencontram de novo Carlos e Ega. explicando em que sentido tinham evoluído. Explica o que faz Carlos depois do grande desgosto. Carlos e Ega encontram pessoas conhecidas. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 10. Explicita de que maneira termina o romance. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 11. Explicita o que aconteceu a Maria Eduarda. naquele momento. Conseguem levar essa teoria à prática? Porquê? ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 14.6. Indica a teoria de vida referida pelos dois e que. Refere a opinião de Carlos sobre a capital após todos aqueles anos. ____________________________________________________________________________________________________________________________ 9. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 12. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 8. ____________________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________ 7.

o 26. a O Primo Basílio. – o escritório do Dr.. • Largo do Pelourinho: Onde João da Ega encontra o Sr. • Restauradores: «Um obelisco. a A Capital. – o Raposão – «como o Rossio não há» (A Relíquia). Então. 114 . Guimarães. corri a saciar-me! Ah. Champagne. • Avenida da Liberdade: «Ora aí tens tu essa Avenida...» (Os Maias ). a José Matias. A Ilustre Casa de Ramires e Correspondência de Fradique Mendes. • Hipódromo de Belém (atual zona residencial a oeste do Mosteiro dos Jerónimos): «Estavam todas as senhoras que vêm no high life dos jornais. • Alto do Chiado: Onde acaba Os Maias . os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela Rampa de Santos e pelo Aterro sob a primeira claridade luar que subia. – o Gonçalinho (A Ilustre Casa de Ramires). Vaz Correia (Conde de Abranhos). batidos do sol. erguia um traço cor de açúcar na vibração fina da luz de inverno. e os largos globos dos candeeiros que o cercavam. as das terças-feiras dos Gouvarinhos. a Os Maias. A expressão do tempo – o tempo psicológico – 2 anos = toda a vida. • Rossio: – No n. com borrões de bronze no pedestal. Reno. Borgonha. – Espaço central por onde passam todas as personagens queirosianas. «Ega oferece o Jantar a Cohen no Hotel Central» (Os Maias ). solitário e egoísta. a Alves & Cia. Era no Rossio que se situava: – o consultório de Carlos da Maia (Os Maias).» (Os Maias ). hem?. a Singularidades de uma Rapariga Loira e a A Catástrofe. portador de toda a «tragédia» (Os Maias). enquanto ele corria. rogou a Ega que esperasse um bocadinho. buscar os papéis da Monforte» (Os Maias ). que dia! Jantei num gabinete do Hotel Central.. «Maria Eduarda viera indignada da Praça da Figueira» (Os Maias ). • Hotel Central: «Então.o andar. as dos camarotes de São Carlos.. Já não é mau!» (Os Maias ). sobre o atual café Nicola. situava-se a residência dos pais de Eça. com a mesa alastrada de Bordéus. A maior parte tinha vestidos sérios de missa. acima. demolido em 1949. • Teatro da Trindade: «Ega voltou a falar dos inundados do Ribatejo e do sarau literário e artístico que em benefício deles se ia cometer no salão da Trindade» (Os Maias ).» (O Mandarim). • Praça da Figueira: Aqui funcionava o mercado. • Largo do Pelourinho (Praça do Município): «Como estavam no Pelourinho [o senhor Guimarães]. A Relíquia. a A Tragédia da Rua das Flores. O Conde de Abranhos. para apanhar o americano. • Rampa de Santos (atual Calçada Ribeiro Santos)/Aterro (avenida 24 de Julho) «Ainda o apanhamos! De novo a lanterna deslizou e fugiu. couraçado de libras. Também com Lisboa se relacionam O Mandarim. 4. • Hotel Bragança: O hotel dos vencidos da vida.Roteiro queirosiano em Lisboa Lisboa serve de cenário ao capítulo final d’O Crime do Padre Amaro. brilhavam» (Os Maias).

Carlos é interpelado por. a) cumprimentou-o com muito afeto. b) da cozinha. a) levante Afonso da Maia. c) da sala. d) protagonista. 8. Carlos. De manhã. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem: Avaliação da competência de compreensão oral Ouve atentamente o excerto do capítulo XVII d’Os Maias. d) de bilhar... o narrador recorre a uma.. b) proferiu uma saudação em voz baixa. c) esgueirou-se rapidamente para o salão. c) vá chamar o doutor Azevedo. Para descrever a barba de Afonso.... 6. b) homodiegético. 115 . a) Vilaça. o narrador é. A ação decorre. c) antítese. a) hipálage. b) pensa realizar uma viagem pela Europa. c) leva-o para casa. Carlos. A governanta pede a um moço que.. 7. a) autodiegético.. d) tenta levantá-lo.. c) lembra-se dos seus tempos de estudante. Seleciona a opção que considerares correta.Neste excerto.. b) esbarrou na porta. Afonso da Maia estava tombado sobre a mesa.. de Eça de Queirós. a) deseja repousar num local longínquo. Para tentar salvar o avô. Compreendendo que o seu segredo fora descoberto. b) vá acordar Carlos da Maia. c) Ega. b) borrifa-o de água. b) em Santa Olávia. d) comparação. Carlos entrou no quarto às escuras e. 4. 9. d) tropeçou na cama. 1... b) Batista. c) no Ramalhete. Quando entrou em casa e avistou a figura do avô. a) tropeçou num sofá. 10. Carlos... d) recuou e parou num recanto. d) considera que a solução seria o suicídio. 3. a) do quintal. d) Dâmaso. 2. b) metáfora. d) se dirija para a padaria.. 5. c) bateu na cómoda.. d) em Celas.D. c) heterodiegético.. a) vai ao consultório.. a) nos Olivais..

Avaliação da competência de expressão oral Debate (participação) a) Gere com pertinência o tempo que tem para intervir. Parâmetros c) Defende os seus pontos de vista. argumentando e desenvolvendo estratégias discursivas persuasivas. b) Mobiliza informação adequada ao tema em debate. Alunos 116 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . d) Interage produtiva e corretamente com os outros. e) Evita interromper a intervenção dos restantes intervenientes e repetir o que já foi dito.

Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 117 . e) Apresenta as conclusões. d) Evita que os intervenientes se desviem do assunto. por escrito. Parâmetros c) Regista. d) Colabora com o moderador na dinamização da discussão.Debate (moderador) a) Expõe sumariamente o assunto a debater. b) Mobiliza informação adequada ao tema em debate. procurando ser imparcial. b) Colabora com o moderador na gestão do tempo e da ordem das intervenções. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total Debate (secretário) a) Regista com rigor os pedidos de intervenção. Parâmetros c) Estabelece uma relação entre as diversas opiniões expressas. os aspetos relevantes da discussão. e) Apresenta oralmente a síntese dos aspetos relevantes da discussão.

b) Mobiliza recursos linguísticos adequados à leitura de imagem. Parâmetros c) Analisa os constituintes da imagem.Avaliação da competência de leitura Leitura de imagem a) Descreve os elementos constitutivos da imagem. com pertinência e criatividade. procurando as suas relações e a sua função. e) Descodifica a simbologia subjacente à imagem. hipóteses de leitura interpretativa. d) Constrói. Alunos 118 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total .

Parâmetros f) Apresenta o texto na terceira pessoa com indicação do(s) autor(es). identificando as suas relações lógicas. c) Produz um texto conciso e coerente. a pontuação e os conetores frásicos. b) Conserva as ideias fundamentais e os exemplos importantes. respeitando o limite de palavras. mantendo a rede semântica. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 119 .Avaliação da competência de expressão escrita Síntese a) Reconhece o assunto global do texto. d) Utiliza corretamente a ortografia.

e continuou a seguir pensativamente as faíscas que erravam sobre as achas. O aposento. Havia uma procissão e o Eusebiozinho ia de anjo. com as mãos nos bolsos. os cristais e as garrafas de soda..TESTE DE AVALIAÇÃO N. olhava a brasa da acha que morria na cinza branca. sem uma asa. Vilaça! 20 25 30 O administrador. andava couraçado de rolos de flanelas! Passava os dias nas saias da titi a decorar versos. meu caro Vilaça. sentado agora à borda de uma cadeira... com uma satisfação profunda: – É levado do Diabo. Eu ia dando cabo do Carlos. leva-o para o sótão. Depois ergueu a cabeça. Bebeu metade da sua soda e. um anjo depenado e sovado. Em primeiro lugar ia-o matando porque embirra com anjos. estiolado. na penumbra suave. estava adormecido tepidamente. como subitamente decidido. etc. Ele por curiosidade um dia abrira este livreco e vira lá «que o Sol é que anda em volta da Terra (como antes de Galileu). reclinado para as costas da poltrona. fez estalar os dedos. Tinha três ou quatro meses mais que Carlos. ergueu-se. os repuxos cantavam alto no silêncio da noite. e o Carlos.. Vilaça. depois ficou calado. apodera-se dele. esboçou uma risadinha muda. por uma educação à portuguesa: daquela idade ainda dormia no choco com as criadas. para onde há de ir e onde há de parar. todo desfrisado... para murmurar. a que as velhas estantes de pau-preto davam um ar severo. As Silveiras. Em baixo. como ao acaso: – Aquele rapazito é esperto. Vilaça! O Carlos não gosta dele. excelentes mulheres. com as cortinas bem fechadas. no entanto. já vestido de anjo. envolvido no fumo do cachimbo: 120 . perguntou tranquilamente.. Depois. distraímo-nos. as lentejoulas. – Eu tremo de o ver cá. recomeçara a falar do Silveirinha.» E assim lhe estavam arranjando uma armazinha de bacharel. hesitou ainda. toda a vestimenta celeste em frangalhos!. tossiu de leve. que o andava a rondar. Ia abrir os lábios. nunca o lavavam para o não constiparem. sem mover a cabeça. olhando Afonso. disse estas palavras: – Vossa Excelência sabe que apareceu a Monforte? Afonso. e que Nosso Senhor todas as manhãs dá as ordens ao Sol. passando a mão pelas barbas. mas estava enfezado. Enfim. de pé e pensativo.. mandaram-no cá para o mostrar à viscondessa. Afonso da Maia. com as mãos nos joelhos.o 4 GRUPO I A Lê atentamente o texto a seguir transcrito. Pois senhores.. e os galões de ouro. que se acomodava junto ao fogão. como esquecido e vago. quando nos aparece o Eusebiozinho aos berros pela titi. etc. e.. um resto de lume na chaminé. acrescentou... Foi já há meses. enchendo alegremente o cachimbo. Vilaça teve outra risadinha silenciosa. e o globo do candeeiro pondo a sua claridade serena na mesa coberta de livros. com a outra a bater-lhe os calcanhares dependurada de um barbante. numa mesa baixa. 10 15 – Quem? O Eusebiozinho? – disse Afonso.. com as pernas estiradas para o lume. Mas o pior não foi isso. a coroa de rosas enterrada até ao pescoço. e tivemos aí um desgosto horroroso. Imagine você o nosso terror. coitadas. páginas inteiras do Catecismo de Perseverança.. os tules.. 5 Enquanto o escudeiro rolava para o pé da poltrona de Afonso...

por uma educação à portuguesa» (linhas 23-24). 2. de Madrid. a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia. Expõe sucintamente o episódio humorístico protagonizado por Carlos e Eusebiozinho. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. mas estava enfezado. páginas 64-65 Apresenta.: /2011/). Viu-a lá o Alencar.. a preocupação ardente de Afonso da Maia fora tirar-lhe a filha que ela levara. Gaspar Simões considerou-o (. Os Maias (prefácio e cronologia de Maria Filomena Mónica). e que era muito de Arroios. as tuas respostas aos itens que se seguem. comenta. 121 . Havia anos que entre eles se não pronunciava o nome de Maria Monforte. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. Lisboa. Explica as características da tradicional educação portuguesa oitocentista presentes no texto.. Mas a esse tempo ninguém sabia onde Maria se refugiara com o seu príncipe: nem pela influência das legações. A. estiolado. Lisboa. Dicionário de Eça de Queirós. 2. Texto Editores. Eça de Queirós (2004). esse rapaz que escreve. Explicita o efeito expressivo da personificação na expressão «os repuxos cantavam alto no silêncio da noite» (linha 3) 4. Para efeitos de contagem. página 389 Fazendo apelo à tua experiência de leitura de Os Maias. se pôde descobrir a «toca da fera». quando se retirara para Santa Olávia. Esclarece a reação (ou reações) que as palavras iniciais de Vilaça provocam em Afonso da Maia. 1. Eusebiozinho «tinha três ou quatro meses mais que Carlos. Qualquer número conta como uma única palavra. B Tido como obra-prima do romance português. em Paris..: /dir-se-ia/). Observações relativas ao item B 1. de forma clara e bem estruturada.. de Londres. Editorial Caminho.) «a mais perfeita obra de arte literária que ainda se escreveu em Portugal depois d’Os Lusíadas». Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. Esteve até em casa dela. Ao princípio. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.35 – Em Lisboa? – Não senhor. num texto de oitenta a cento e trinta palavras. nem pagando regiamente a polícia secreta de Paris. 3. Campos Matos (1988). como dizia então o Vilaça. 40 E ficaram calados.

b) complemento direto. c) composição morfológica. 3. d) antítese. escreve. 2. 6. 1. 7.GRUPO II 1. A forma verbal «recomeçara» (linha 23) encontra-se... O processo de formação da palavra «Eusebiozinho» designa-se. b) de dimensão interativa. c) instrucional. c) dicendi. a) derivação por sufixação. c) sinestesia. d) preditiva. c) complemento indireto. de acordo com o sentido do texto.. a) argumentativo.. 122 . a) no pretérito imperfeito do indicativo.. No segmento textual «Quem? O Eusebiozinho? – disse Afonso» (linha 8)... a) sujeito. d) no pretérito perfeito do indicativo.. d) narrativo. b) conversacional. a) expositiva. Na expressão «uma risadinha muda» (linha 20).. O primeiro parágrafo do texto é uma sequência textual. a) personificação. b) descritiva.. acrescentou» (linha 18) atualiza o protótipo textual. identificamos uma. b) derivação por prefixação. b) hipálage. a letra correspondente à alternativa correta. o constituinte «Vilaça» desempenha a função sintática de. Vilaça!» (linha 9). d) composição morfossintática. na tua folha de respostas.. Para cada um dos itens que se seguem. O segmento «Bebeu metade da sua soda e. está presente um verbo. passando a mão pelas barbas. c) no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.. 5... d) de opinião. a) de sentimento. d) vocativo. 4. Relê o excerto d’Os Maias transcrito no Grupo I. c) narrativa. b) no futuro do indicativo. No segmento textual «Eu tremo de o ver cá.

um dono ou empregado desse mesmo bar. e) o enunciador põe em evidência que se trata de uma exceção à regra de concordância. 3. em «Eu tremo de o ver cá» (linha 9). f) o enunciador contrói o campo semântico de «vestimenta celeste». É uma pausa no dia. g) o enunciador recorre a um mecanismo de coesão frásica. «tules». o de um balcão de um bar. por favor! 5 10 Luís Afonso é um exemplo de humor minimalista: tudo começa pela mudança de uma letra (diríamos melhor de «um fonema») que nos faz saltar do «cartoon» para o «bartoon». e assim cria um cenário conhecido. as letras e os números correspondentes. c) o enunciador traduz subjetividade.) é o de terem todos o mesmo cenário. Com as palavras «asa». e é nesta aceção que surge como personagem central «o leitor de jornais». a atualidade não se obtém através de uma participação nos factos. h) o enunciador retoma o referente «Aquele rapazito» (linha 7) GRUPO III Faz uma síntese do texto a seguir transcrito. Ao usar o nome Eusebiozinho (linha 8). Ao usar o adjetivo em posição pré-nominal. se bem que com uma pequena 123 . Uma das características que distinguem os desenhos (. 2. a «conversa fiada» e a «conversa afiada». Com o pronome pessoal «o». Escreve. um lugar de confidências ou invenções pessoais. embora o mais frequente seja aquele que duplica o próprio dono do bar. de um «p» para um «b». o da «conversa de bar». um comentário dos acontecimentos. através dessa forma de distanciamento e envolvimento que é da ordem do que oscila entre o jornal e a televisão. 5. d) o enunciador recorre a um mecanismo de coesão referencial gramatical.. num texto de cento e vinte a cento e quarenta palavras. e um interlocutor.. em «Havia anos» (linha 38). em «velhas estantes» (linha 1). na folha de respostas. de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto.2. 4. Alguns dos interlocutores reincidem. «galões de ouro». três bancos em que quase sempre apenas um está ocupado. b) o enunciador contrói o campo lexical de «vestimenta celeste». uma máquina de cervejas. «lentejoulas» (linhas 14-16). Para Luís Afonso. mas. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez. Coluna A Coluna B 1. a) o enunciador recorre a um mecanismo de coesão interfrásica. às vezes acompanhado pela mulher. Ao usar o verbo haver no singular. Whisky duplo. «coroa de rosas». constituído por quinhentas e vinte e duas palavras. «barbante». sim.

talibans. mas estes desenhos conseguem criar a sua própria banda sonora através dos gestos e dos movimentos dos olhos. por favor!» (. como se disse. Qualquer número conta como uma única palavra. – Nos outros casos.: /dir-se-ia/). por vezes volta-se para dentro como quem fica perplexo e reflete. por vezes há pálpebras que descem sobre o olhar. ou os olhos ficam mais próximos de espanto ou emoção. ou o olhar ganha uma espécie de lateralidade como quem insinua o que está a dizer. Lisboa. há o jovem de camisola e calças às riscas. as mesmas situações. padres) – e nunca nos surge uma pessoa concreta (não há caricaturas. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /2011/). Eduardo Prado Coelho (prefácio) in Luís Afonso. O trabalho de Luís Afonso é um trabalho sobre lugares-comuns da vida coletiva. aliás. comentada. Para efeitos de contagem. Mas há a mulher de calças e longa cabeleira negra e frisada (mas de tempos a tempos muda de roupa e põe uma saia). Publicações Dom Quixote Observações: 1. Por vezes o espanto configura-se na mão segurando o queixo.15 20 25 30 diferença de cabelos. Por vezes o olhar é frontal. há o intelectual de gravata com flores e óculos. as mesmas personagens anónimas ou representativas de determinados grupos sociais (militares americanos. 2. (. Reencontramos um cenário idêntico. transformada em lugar-comum... há o jovem robusto e mal barbeado com um gorro na cabeça.. O código comunicacional é extremamente escasso e feito de discretas marcas quase subliminares. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –. A realidade é concentrada e depurada através da sua medição discursiva: existe na medida em que é dita.) E temos ainda uma longa teoria de personagens que simbolizam os grandes protagonistas da atualidade política. 10 anos de Bartoon. FIM 124 . representante estudantil da chamada «geração rasca». há que atender ao seguinte: – A um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de zero pontos. desde o homem das cavernas que faz as gravuras de Foz Côa até às mulheres de burka. quando vê o estado do mundo que criou: «um whisky duplo. da sua matriz extremamente reduzida. que cabe a frase decisiva.) O leitor poderá nem reparar.. há apenas amostras de uma realidade complexa). É a este. O prazer que resulta destes «cartoons» vem. há o marialva endividado e o homem de negócios de óculos escuros. e o próprio Deus em pessoa numa versão de Pai Natal.

........................................................................................... 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ........................ com esporádicas imprecisões.............. 9 3 Esclarece............................................................ que se orgulha da inteligência e destreza do neto («É levado do Diabo»)......... que enche «alegremente o cachimbo» e aproveita para narrar um episódio que ridiculariza Eusebiozinho e a educação retrógrada que lhe é ministrada.......... 5 1 Esclarece............ os efeitos que as palavras de Vilaça provocam em Afonso da Maia......... 7 2 Esclarece...................... • A evocação do episódio narrado provoca uma «satisfação profunda» em Afonso........... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Esclarece............................................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam..................... 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso ............................................... ....... com pertinência e rigor.....................................................................................Critérios específicos de classificação GRUPO I A 1... com acentuadas imprecisões............................. 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ................................................................................................ com pertinência................................................................................................................................................................ – Correção linguística .......................... ou outros considerados relevantes: • A afirmação de Vilaça («Aquele rapazito é esperto») desperta a satisfação de Afonso....... os efeitos que as palavras de Vilaça provocam em Afonso da Maia...... .......................................... •… 125 ............................................................................................................................. os efeitos que as palavras de Vilaça provocam em Afonso da Maia................................................ os efeitos que as palavras de Vilaça provocam em Afonso da Maia...........................................................................................

............2............................................................................................................................... 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ........................................................... 8 pontos 4 pontos 4 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Expõe sintetizadamente.......... 6 1 Expõe.............. – Correção linguística .................................. levou-o para o sótão e destruiu toda a indumentária do pequeno Silveirinha............................................................... com pertinência............................................................... o episódio protagonizado por Carlos e Eusebiozinho......................................................... mas revela pouca capacidade de síntese......... ...................................................................... 12 3 Expõe sintetizadamente e com pertinência.... 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .......................................................... o episódio protagonizado por Carlos e Eusebiozinho............ ou outros considerados relevantes: • Eusebiozinho vai a Santa Olávia para mostrar a «vestimenta» de anjo que iria levar na procissão..... que não simpatizava com Eusebiozinho e que embirrava com anjos.. com rigor e pertinência......................... com acentuada imprecisão........................................... •… 126 . o episódio protagonizado por Carlos e Eusebiozinho.................... revelando muita dificuldade na elaboração da síntese.......................................................................................................................................... ........................................ o episódio protagonizado por Carlos e Eusebiozinho.................. – Estruturação do discurso ............................................................. 9 2 Expõe..................................................................... mas Carlos............. 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam..........................................................................

................................................... canta e.............................................. Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explicita................................ 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam.............................. ou outros considerados relevantes: • Na expressão «os repuxos cantavam alto no meio da noite».............................. 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ........... com algumas imprecisões...... ......................................................................... – Correção linguística ........................... símbolo de vida.................................................. o efeito expressivo da personificação..................................... tranquilidade.......................... • Esta personificação desperta a sensação de uma perfeita comunhão entre a Natureza e a paz que se vivia naquele lar........................................................................................................... •… 127 ....... sugerindo o bem-estar de Afonso e do neto... com acentuadas imprecisões............. 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso ..... com pertinência......................................................... sobrepõe-se às trevas («noite»)....... 7 2 Explicita....................................................... • A água........................... harmonia................................................................................................ o efeito expressivo da personificação................................................ 9 3 Explicita.................. a personificação sugere alegria................ o efeito expressivo da personificação.............. por isso.......................... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ................................................................................. .........3.................................................................. com rigor e pertinência.... 5 1 Explicita..................... o efeito expressivo da personificação........

as características da tradicional educação portuguesa oitocentista presentes no texto............. • Memorização em detrimento do desenvolvimento do espírito crítico («Passava os dias nas saias da titi a decorar versos»)........................................................................ ................................................................................................................. as características da tradicional educação portuguesa oitocentista presentes no texto.............................................. as características da tradicional educação portuguesa oitocentista presentes no texto............... – Estruturação do discurso ................... com rigor e pertinência.............................. 6 1 Explica........................................................................................................................... com acentuadas imprecisões. 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ......................... ou outros considerados relevantes: • Superproteção feminina («ainda dormia no choco com as criadas»)....................................4............................................................................ • Consequências: Criança atrofiada..................... 12 3 Explica............................... •… 128 ............................ as características da tradicional educação portuguesa oitocentista presentes no texto. 9 2 Explica.......................................................................... 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ........... 8 pontos 4 pontos 4 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explica....... andava couraçado de rolos de flanelas»)....................................... – Correção linguística ............................ ............... • Culto exacerbado da religiosidade («páginas inteiras do Catecismo de Perseverança»).... com alguma imprecisão........................ dependente das «saias da titi» e da mamã.................................................................................. com pertinência.................. medrosa..................................... • Aprendizagem de conceitos retrógrados («vira lá “que o Sol é que anda em volta da Terra (como antes de Galileu)”»)................................. enfezada............................... • Afastamento da higiene diária para não contrair doenças («nunca o lavavam para o não constiparem............. 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam........................................

...................................................... fazendo referências que refletem um conhecimento insuficiente da obra Os Maias....... 15 4 Comenta............................ fazendo referências que refletem um conhecimento suficiente da obra Os Maias............ com acentuadas imprecisões............... no entanto...................... 12 pontos – Estruturação do discurso ...... • Quando Carlos vai a Sintra à procura de Maria Eduarda.... fazendo referências que revelam um bom conhecimento da obra Os Maias.............. a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia................. tinha lá «o seu talher»....................................... Alencar estivera a declamar os seus românticos versos no sarau do Teatro da Trindade........ o seu poema «Flor de Martírio»...................................... numa paixão inocente.......... «Flor de Martírio» e O Segredo do Comendador é inimigo da literatura realista e naturalista..................... Alencar...................... com alguma pertinência e menor rigor.......... fazendo referências que revelam um muito bom conhecimento da obra Os Maias.... com rigor e pertinência...... •… 129 ..... Elvira.......... que refletem um conhecimento incipiente da obra Os Maias................ 18 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ...............B Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .............. a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia...................... emocionado......................... de Pedro e Maria Monforte....... • No episódio do Hotel Central.................. proclamava-se «cavaleiro e poeta» de Maria.. 7 pontos 5 pontos Níveis de desempenho Descritores Pontuação 6 Comenta..... a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia... associa-se à geração de Pedro da Maia...... Acompanha o desfecho trágico de Pedro da Maia.. dedicando-lhe.. com ligeiras ou esporádicas imprecisões..... 9 2 Comenta.......................... encontra Alencar........ • Na noite em que Guimarães revela o grau de parentesco entre Carlos e Maria Eduarda.......................................................... de quem era amigo.................... 18 5 Comenta......... O poeta de Vozes de Aurora........................... com rigor e pertinência........................................................................ a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia............... fazendo referências que revelam um conhecimento suficiente da obra Os Maias..... abraça Carlos e evoca saudosamente o passado e o seu grande amigo Pedro da Maia.......... a relação que existe entre a personagem Alencar e a família Maia............................................. Frequentava a casa de Arroios....... 12 3 Comenta............ – Correção linguística .................... pouco relevantes para a temática proposta... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os dois primeiros aspetos que a seguir se enunciam e/ou outros considerados relevantes: • Personagem secundária do romance Os Maias...... 6 1 Tece comentários gerais sobre a personagem Alencar......

... a qual deverá integrar vocábulos e expressões constantes no texto... tais como: Luís Afonso.......... c)... a). protagonistas da atualidade... 3........ através de: – manutenção dos tópicos: • Luís Afonso é um modelo do humor.............. d).. b).. 15 2 Estabelece duas ou três correspondências corretas.. atualidade............................ através dos cartoons................. nomeadamente os protagonistas da atualidade política.......... • O cartoonista apresenta vários tipos sociais........... gestos.... optando por construções mais económicas: supressão de expressões sintáticas ou lexicais repetitivas.. ou seus equivalentes. 5.. 1.. Descritores do nível de desempenho Pontuação 3 Estabelece quatro ou cinco correspondências corretas... • Os olhos e o movimento das personagens são pormenores a que o leitor deve estar atento............... movimentos............ 20 pontos Parâmetros Estrutura informacional......................... uso de vocabulário genérico que substitua expressões nominais mais específicas (hiperónimos e expressões englobantes com valor anafórico)... 1..... • O recurso aos mesmos cenários e às mesmas personagens constitui traço distintivo dos seus desenhos...... • O texto pode apresentar marcas de enunciação do sujeito produtor da síntese e fazer referências diretas ao autor do texto-fonte («Segundo o autor.... b)...... c)............. 4........ discursiva e linguística Pontuação Preservação da informação nuclear do texto • Preserva a informação nuclear do texto............... 10 ............... 3... cartoon... 2.......... – manutenção da rede semântica relativa ao tema.... b)..... cenário............. • A ordem do texto-fonte pode ser alterada. d).......... Níveis de desempenho 2. 2... 20 Estratégias discursivas próprias da síntese • Recorre a um discurso conciso....... 6................. conseguindo excelentes resultados com técnicas minimalistas... h)..... c).... 9 1 Estabelece uma correspondência correta... 4...»)........... 3 GRUPO III Critérios específicos de classificação • Estruturação informacional e discursiva • Correção linguística 130 ............... 7. d).......... no todo ou em parte........ personagens............... 30 pontos ..... desenhos......................GRUPO II Chaves de correção: 1. e).......... 5......

• Domina processos de conexão interfrásica (concordância. designadamente conetores diversificados de tempo. de sequencialização…. flexão verbal. sintaxe e repertório vocabular Ortografia e pontuação • Produz um discurso coerente mantendo informação e argumentação pertinente. • Pontua de forma sistemática e pertinente. • Recorre a um repertório lexical variado.. propriedades de seleção. • Domina os mecanismos de coesão textual: – recorrendo a processos variados de articulação interfrásica.).Coerência e coesão Morfologia. • Usa um registo de língua adequado ao texto. pronominais…) • Recorre a estruturas sintáticas complexas. 5 • Não dá erros ortográficos. 10 131 .. – assegurando a manutenção de cadeias de referência (através de substituições nominais. • Assinala as marcas de início de parágrafos.

elaboração de ficheiros. – A oposição cidade/campo. ORAL Escuta/visionamento: • Home – O mundo é a nossa casa. EXPRESSÃO ESCRITA • Texto expressivo e criativo. Leitura recreativa: • Contrato de Leitura. (Continua) 132 . apresentação e defesa de opiniões. pesquisa em vários suportes. de Jacinto do Prado Coelho. execução e avaliação da escrita e da oralidade. Planificação 10 blocos de 90 minutos (20 aulas) Competências transversais: • Comunicação: Componentes linguística. de Hélder Macedo. • Audição de poemas do CD áudio do manual. • Produções áudio e audiovisuais diversas. surrealismo e fotografias de Lisboa Antiga. • Resumo e síntese de texto expositivo-argumentativo. operações de planificação. textos argumentativos e expositivo-argumentativos. Leitura global: • Poemas de Cesário Verde e poemas de homenagem a Cesário Verde. realismo. seleção e organização da informação. • Texto argumentativo e expositivo-argumentativo. Leitura seletiva: • «Cesário Verde». COMPETÊNCIAS NUCLEARES Testes de compreensão oral: • Home – O mundo é a nossa casa. estratégica. COMPREENSÃO • «Provincianas». discursiva/textual. utilização das TIC. Tipos de texto: Textos líricos. • Formação para a cidadania: Construção de uma identidade cultural. • «A cidade e o campo». Leitura analítica: • Poemas de Cesário Verde (páginas 296 a 317).SEQUÊNCIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM N. • Debate. Leitura de imagem fixa: Imagens do impressionismo. conceção e utilização de instrumentos de análise. Textos informativos: (páginas 329 a 331 (Em interação)) LEITURA Leitura literária: • Poesia de Cesário Verde: – O repórter do quotidiano. • Estratégica: Estratégias de leitura e de escuta adequadas ao tipo de texto e à finalidade. de autores do século XX.o 5 A. textos expressivos e criativos. interação com a realidade de forma crítica e criativa. EXPRESSÃO ORAL • Exposição oral. sociolinguística.

deteção de inadequações e de insuficiências e determinação de estratégias de aperfeiçoamento. • Resumo e síntese de texto expositivo-argumentativo. • Exposição oral. • Avaliação da participação no debate. Situação de aprendizagem n.FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA AVALIAÇÃO • Paratextos. • Texto expressivo e criativo. • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. Avaliação: • Avaliação do teste de compreensão oral. • Debate sobre as ideias expressas no documentário. • Deteção da estrutura do documentário. • Leitura literária: Poesia de Cesário Verde. textualização. revisão): – Produção de texto expositivo-argumentativo a partir das ideias expressas no documentário: construção do universo de referência/tópico. • Avaliação das competências e avaliação do Webfólio/Portefólio (facultativo). tomada de notas. • Teste de compreensão oral (manual). • Debate. construção de um plano-guia. Em interação: situações de aprendizagem • Documentário Home – O mundo é a nossa casa. • Audição de poemas. • Noções de versificação. • Tipologia textual (protótipos textuais). • Oficina de escrita (planificação. • Autoavaliação e coavaliação para regulação das aprendizagens. 133 . determinação da situação e objetivos de comunicação.o 1 • Visionamento de documentário. B. • Texto argumentativo e expositivo-argumentativo.

Situação de aprendizagem n. – Associação de cada conjunto de imagens a um poema. • Recolha e seleção de imagens representativas do impressionismo.o 2 • Constituição de antologia de poemas de e sobre Cesário Verde. por cada elemento do grupo. em trabalho de grupo (manual). e associação com a poesia de Cesário Verde: – Leitura das imagens apresentadas. • Avaliação da correção e da pertinência das informações contidas no PowerPoint. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. demonstrando-a com argumentos. • Constituição de grupos para trabalho sobre a poesia de Cesário Verde: – Leitura analítica de um poema. – Mobilização criativa dos versos de Cesário – «O poema da turma. Situação de aprendizagem n. • Apresentação oral e registo de conclusões. relembrando o processo de operacionalização das suas diversas fases: enunciar uma tese.. • Pesquisa sobre o impressionismo: características. – Integração das imagens em três grupos. • Elaboração de um texto expressivo e criativo individual a partir do verso selecionado. à maneira de Cesário. justificando a escolha.• Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. – Apresentação. convocando o estudo da poesia de Cesário Verde. dando-lhes um título.o 3 • Leitura de imagem. das razões da sua escolha. – Seleção do verso preferido de cada elemento do grupo. de acordo com as temáticas estudadas. Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Oficina de escrita (planificação.o 4 • Exposição oral sobre o tema futuro das cidades (manual). • Avaliação do texto expositivo-argumentativo. • Avaliação de texto expressivo e criativo.. confirmando-a com exemplos e apresentando uma conclusão. Situação de aprendizagem n. • Seleção de excertos de poemas representativos da linguagem impressionista. Avaliação: • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral. • Avaliação da leitura analítica. textualização e revisão): 134 . • Auto e coavaliação do trabalho em grupo. • Audição de poemas (manual). • Construção de PowerPoint que evidencie as aprendizagens realizadas sobre o impressionismo para ser apresentado à turma. – Produção de um PowerPoint com dados sobre a análise efetuada para ser apresentado à turma.». • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.. autores mais representativos. • Avaliação da interação verbal e da apresentação oral..

Avaliação: • Avaliação da exposição oral. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas.– Elaboração de um texto expositivo-argumentativo individual. • Participação ativa no trabalho da oficina de escrita. expondo. • Elaboração individual de um texto expositivo-argumentativo. • Avaliação do resumo e da síntese. Situação de aprendizagem n. • Balanço individual do trabalho desenvolvido e das aprendizagens realizadas. cujo tema esteja relacionado com a poesia de Cesário Verde. argumentando e concluindo o ponto de vista do aluno sobre o que poderá/deverá ser o futuro das cidades. 135 . Avaliação: • Auto e coavaliação do trabalho em pares.o 5 • Trabalho em pares: Resumo e síntese (semelhanças e diferenças no manual) de um mesmo texto.

impele-nos à reflexão. A palavra. questionando as nossas ações coletivas e individuais. sem uma ação rápida e eficaz. «é tarde demais para ser pessimista». pois. As imagens selecionadas são de uma beleza comovedora. O mundo é a nossa casa. mas está tão fragilizado que. Acabaste de ler/ver Home. Leitura de imagem móvel 1. tal como se diz no filme. muitas vezes poética.C. corre o risco de desaparecer. por favor» numa personificação evidente do próprio planeta como se este. clamasse por ajuda. Suporte Televisão Informática (Internet/DVD) Vídeo Cinema Proximidade/distância da câmara 136 Plano de conjunto Plano americano Plano semiconjunto Plano aproximado Plano médio Grande plano/Insert . Home vai mais longe na sua abrangência. Assinala o que te parecer mais apropriado. Recursos de apoio ao desenvolvimento das situações de aprendizagem Home – O mundo é a nossa casa (introdução): O documentário começa com «Ouça-me. As imagens aéreas em mais de cinquenta países traçam o percurso da humanidade. mesmo na sua tragicidade. coadjuvadas por uma narração em voz off e uma banda sonora que salienta a urgência do agir em defesa do planeta. agonizante. Semelhante ao teor de Uma verdade inconveniente.

Ângulo de visão Horizontal Cima para baixo Baixo para cima Movimentos da câmara Panorâmico Travelling Género Policial Musical Documentário Ficção científica Comédia Suspense Drama psicológico Funções da imagem Referencial ou descritiva Narrativa Argumentativa Estética 137 .

as tuas impressões sobre o documentário. O documentário quer sublinhar um ponto de vista. Aluno: ___________________________________________________________________________________________________________________ 138 . Refere-te a duas ou três medidas imprescindíveis para minorar os «males» da «nossa casa».2. agora. 4. Expõe o teu sobre o mesmo assunto. 3. tendo em conta os seguintes aspetos: Título Banda sonora Discurso Impacto das imagens Estratégias persuasivas Propostas de implicação do espetador/ouvinte. Exprime.

enxadas! 70 Ai o palheiro das servas Se o feitor lhe tira as chaves! Elas chegam às catervas. É certo. Para as derregas dos milhos e molhadelas da monda.Assírio & Alvim. ao sustento. que fresca! Bela mulher. Entre favais palpitantes Há solos bravos. 30 E os campos. Para comprarmos os gados. Nesta manhã pitoresca. E os grãos e as sementes Que ficam doutros outonos Acordam hoje frementes Depois duns poucos de sonos. 40 Mas nem tudo são descantes Por esses longos caminhos. 15 Toda a paisagem se doura. 25 Cresce o relevo dos montes. Por várzeas que fazem onda. Quando acasalam as aves E se fecundam as ervas!. às espinhosas Subiu-lhes o sangue ao rosto. 60 De roda pulam borregos. Floridas. Tímida ainda.Provincianas 5 Olá! Bons dias! Em março Que mocetona e que jovem A terra! Que amor esparso Corre os trigos. 2009. O inverno deixou-nos. Assim há praças de gente Pelos domingos calados! 55 Enquanto a ovelha arredonda. Enchem então as cardosas As moças desses labregos Com altas botas barrosas De se atirarem aos regos! 65 Ei-las que vêm às manadas Com caras de sofrimento. Primaveril. que se movem Às vagas dum verde garço! 10 Como amanhece! Que meigas As horas antes de almoço! Fartam-se as vacas nas veigas E um pasto orvalhado e moço Produz as novas manteigas.. semanalmente. Murmuram como umas fontes Os rios que dias antes Bramiam galgando pontes. Que expulsam seus habitantes 45 É nesta quadra de amores Que emigram os jornaleiros Ganhões e trabalhadores! Passam clãs forasteiros Nas terras de lavradores. Como seios ofegantes. milhas e milhas. maninhos. 50 Tal como existem mercados Ou feiras. Com fouces. Com povos de espaço a espaço. Cesário Verde. Nas grandes marchas forçadas! Vêm ao trabalho. O livro de Cesário Verde. criadora! 20 Bom Sol! As sebes de encosto Dão madressilvas cheirosas Que entontecem como um mosto. ondulante. sim senhora. sachos. páginas 127-130 139 . Fazem-se às mil maravilhas. com ilhas! 35 Pois bem. Vão tribos de sete filhos. Dir-se-ia o mar de sargaço Glauco..

Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse captar melhor as nuances da luz e da natureza. um desdém. mas ainda se vestem pelos sinais que foram do seu deslumbramento e cristalização: os anos passaram e mais atento parece ter ficado ao que corresse à sua volta – levou para a cova a sentida desilusão de não lhe ligarem muito. um sorriso. A fonte das cores estava nos raios do Sol. que foi o conde de Monsaraz. E por isso o Livro de Cesário se lê e relê no anseio de reinventar o tempo e poder imaginá-lo perdido ou não nesta Lisboa. revejo Cesário na memória dos anos e dos tempos. e houve quem amasse tanto Cesário ao ponto de fixar o texto correto ou anotar muitas das suas cartas aos amigos. 5 10 A arte alegre e vibrante dos impressionistas enche os olhos de cor e luz. em agosto de 1880. publicada numa folha bem impressa. seu irmão de jornada e de destino. in www. enfatizando a luz e o movimento. na rua dos Fanqueiros. não serem lidos os seus versos e por isso sempre desabafava nas cartas aos amigos. da natureza. e numa delas dizia a Macedo Papança. Uma mudança no ângulo destes raios implica uma alteração de cores e tons. nem num noticiário. limpa. tantos anos passados. ninguém disse bem. quando as pessoas já não andam ao ritmo do coupé ou do landau. É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local. a intensidade das cores e a sensibilidade do artista. O impressionismo mostra a graciosidade das pinceladas. no século XIX. recente. que criou uma nova visão concetual da natureza utilizando pinceladas soltas. Os impressionistas retratam os reflexos e efeitos que a luz do Sol produz nas cores da natureza. depois de ter publicado esse belo poema «Sentimento dum ocidental» em homenagem a Camões: «Ah! Quanto eu ia indisposto contra tudo e contra todos! Uma poesia minha.apagina. Porque a provada amizade de Silva Pinto. e ainda o posso imaginar ao balcão da loja de ferragens de seu pai. porém com as variações causadas pela mudanças das horas do dia e das estações ao longo do ano. nem numa conversa comigo. não obteve um olhar. tudo pôde recuperar da poeira das revistas e dos jornais em que ficaram muitos dos seus poemas. sugestão de felicidade e de vida harmoniosa transparecem nas imagens criadas pelos impressionistas. E não sei entabular outro diálogo a não ser pela leitura dos seus poemas ou no olhar atento do retrato de Columbano que por aí anda espalhado em vários livros ou de um desenho sério e grave de António Fernando. comemorativa de Camões. ninguém falou. e sei do prazer que tive na descoberta dos seus poemas.Texto para resumo e síntese Evocação de Cesário Verde 5 10 15 20 Na reedição da Poesia Completa de Cesário Verde. paro junto do pequeno jardim na rua Dona Estefânia que tem o seu nome. sonhados para lá dos limites da vida prática que levou. que em conjunto emocionam quem contempla as suas obras. transparências luminosas.pt Impressionismo O impressionismo é um movimento artístico surgido em França. ninguém disse mal!» Fonte: Serafim Ferreira. mesmo no centro da Baixa Pombalina e lisboeta. uma observação! Ninguém escreveu. claridade das cores. A presença dos contrastes. observo o busto de bronze que permanece aqui desde o centenário do nascimento. livro que trago debaixo do braço depois de passar pela «Bertrand» da avenida de Roma (passe a publicidade). 140 .

Mas. todos lhe queriam falar. 3 de outubro de 2009 141 . não seria o que é. É lá que é a sua casa. ou com os amigos dos amigos – e isso lhe bastava! Todos a queriam ver. o mais surpreendente. acabavam antes do fim. o verde do jardim e o almagre das paredes encontram-se e festejam-se. Os gestos cruzavam-se e colidiam. Isto é. fugir para a pintura. A consciência da seleção torna quem foi selecionado ainda mais seletivo. Estava com os amigos. Batia-nos no rosto. Tudo o que lá está mostra que os grandes artistas são capazes de alcançar o mundo. de enigmas. essa desocupação tão ocupada. A casa encheu-se de gente. mesmo quando os ouviu durante horas a fio. como num filme. Queria levar isso na memória disso. naquela peça. 30 35 A Paula não diz lugares-comuns. e mais gente. a sua prisão – nesse ateliê que parece os bastidores de um teatro. A sua aura. De o destruir.. no jardim. começavam depois do princípio. Não sete. existia o movimento dos corpos e dos copos.» No dia seguinte. nem setecentos – mas sete mil! Eu estava lá. As cores exteriores. E nós éramos os seus anões. o mais forte. fazia de Paula Rego – Branca de Neve na casa da floresta. nem setenta. um rato. Penso que. de suspeitas. de adivinhas. Ganha o mais ágil. todos a queriam tocar. Quando saí. Toda essa gente obedecia aos quadros. A Casa das Histórias. Paula Rego estava ali e estava fora dali. contente e cansada. o quadro olhado. Foi Proust quem empurrou os mundanos e a mundanidade. Sabe aproximar-se com distância. finalmente. Todos cumprimentavam todos com o sorriso de todos. fugir para Londres. A montanha-russa das vozes andava para cima e para baixo. escolheu as palavras certas para não dizer o que se costuma dizer («Obrigado por ter vindo». José Manuel dos Santos. E de memórias. de moralidades. todos a queriam ouvir. Cheia de histórias. in Expresso. um cão. De o substituir. um porco. Tudo se cruzava e se cortava. surgia dela um grande plano. o seu castelo. de repente. Estava vestida como para uma peça de teatro em que fizesse de Paula Rego. Dizem-se palavras que a mostram. E sabe distanciar-se com proximidade. de castigos. mas. fazem-se sinais que a escondem. Sabe falar com silêncios que a defendem. e mais gente. e uma delas diz que aqui não ganha o mais inteligente. aquela ali. olha e vê animais: «Este é um gato. como que suspensa. Este darwinismo mundano tem as suas leis. Corria um silêncio murmurado de exclamações. um coelho. a mão agarrada. de narrativas. em Cascais.. Proust dizia que o artista é o escravo de uma rainha chamada solidão. o gosto e. a face beijada. falei-lhe pelo telefone: estava tão atordoada que ia fugir. A casa está cheia de génios bons e maus. cheio de bonecos sob a luz. Ela sabe isso. o que melhor se sabe adaptar. Sabe andar com passos que a recuam. sem a memória dele. Nestas alturas. voltei a olhá-la. Subjugada. de segredos. não. que põem a vista num turbilhão de onde não sai mais. Vi aquela arquitetura que tem o rigor na imaginação e às vezes mesmo no desespero. Quem lá estava não queria esquecer que lá esteve. de crueldades. De o dominar. Ela é sempre ela. com o seu génio ágil e uma estratégia exata para que não a culpem de o ter. aquele. As conversas caíam umas sobre as outras. Em todo aquele dia. em momentos assim. também lhe pertence. Havia a festa da festa: os braços dançavam em vez das pernas. de crimes. o remorso. a ênfase da ocasião davam àquele dia o prestígio da História. Cá fora. porque é verdadeira e imaginativa como ela. Todos estavam alegres por estarem ali e todos estavam ali para estarem alegres. ou o mais sábio. Então. E queria levar consigo a frase ouvida. aquela. olhava-os como se olham as imagens nas igrejas antigas. por exemplo). Estava ainda mais cansada e mais feliz. para um vazio de que teve longamente a experiência. A sua obra é escrita contra esse vazio. a malícia segue a alegria. O jardim estava cheio de gente que a ocultava. Fugir para dentro de si. Sabe rir com risos que a protegem. e ela chamou-me. de ameaças. o valor da obra.Paula Rego 5 10 15 20 25 Ela estava fatigada e feliz.

A cidade feliz A minha utopia urbana é a cidade do encontro. os idosos – mas muitos mais.» 5. um rato. um coelho. a mais conceituada e internacional pintora portuguesa. partindo da perspetiva exposta no excerto transcrito e da leitura dos textos de Cesário Verde. olha e vê animais. museu da pintura de Paula Rego. que deixou irem-se fragmentando os espaços e as redes de proximidade. Explica o que pensa o autor da «mundanidade». uma tragédia banalizada em paisagens de asfaltos. E combater a solidão no Portugal urbanizado deveria ser das nossas maiores prioridades.» Exprime a tua opinião sobre o que Paula Rego veria nas pessoas ao pensar: a) «Este é um gato. Pois a solidão imposta é das mais duras formas de pobreza. a nossa intimidade necessitam do encontro com o outro para crescer e ser mais humanas. para muitos. Interpreta a seguinte afirmação: «Tudo o que lá está mostra que os grandes artistas são capazes de alcançar o mundo. Num texto bem estruturado. Traça o perfil de Paula Rego de acordo com a visão de José Manuel dos Santos. Fundamenta o teu ponto de vista. dois olhares. 8. a nossa liberdade. A solidão é uma tragédia. de consumos. (…) João Seixas. «Penso que. apresenta uma reflexão sobre a temática da cidade. 142 .» b) «Aquela. in Público. De o substituir. uma observação do mundo. apresenta a tua reflexão sobre a realidade filtrada/subjetivada pelo olhar de cada um deles. dos afetos e das amizades. recorrentemente. 3. recorrendo a argumentos e exemplos significativos.» 4. Esta crónica revela características literárias. 2. Não te esqueças de ilustrar as tuas afirmações com exemplos textuais. E é grande a solidão no Portugal cheio de urbanização e com pouca cidade.. um cão.» c) «Aquele.Leitura interativa José Manuel dos Santos escreveu este texto a propósito da inauguração da Casa das Histórias. 5 10 Somos. A literatura/pintura revela sempre. E. 6. Não necessariamente constante mas sempre possível. Sim. Analisa cuidadosamente o comportamento dos convidados tendo em atenção a ironia do autor do texto.» d) «Aquela ali.1 Num texto organizado e estruturado. A solidão deve ser uma escolha e não uma imposição. 8. em momentos assim. 1. Refere o que significa para ti a arte. Dois artistas.. 13 de março de 2011 9. De o destruir. referidos nos estudos da felicidade como uma sociedade pouco feliz. Paula Rego/ Cesário Verde. não. um porco. Aponta três aspetos da escrita de José Manuel dos Santos que confirmem esta opinião. de televisões e de futebóis sempre iguais. De o dominar. de cento e cinquenta a duzentas e cinquenta palavras. 7. de uma forma ou de outra.

a) sente-se seguro quando observa «Milady».D. Recursos de apoio à avaliação das situações de aprendizagem Avaliação da competência de compreensão oral Ouve. a) ao orgulho de Ana de Áustria.. 6. para que. o poema «Deslumbramentos». a) a classe aristocrata. 9. c) na aristocracia. O olhar de «Milady» é. Seleciona a opção que considerares correta. 7. a) passa do plano coletivo para o individual. d) sente que abomina contemplar «Milady». d) nobre e terna. Podemos inferir que esta mulher é. 3... O sujeito poético sente-se atraído pela mulher como se esta fosse um. d) na Áustria. A metáfora «flor de luxo» sugere. d) esta não circule de noite. b) refere que é perigoso contemplar «Milady». O poeta refere que encontrou aquela mulher. b) esta prossiga outro caminho. 4. b) no clero.... b) palácio. O sujeito poético adverte a mulher. Para concluir o poema.. d) na plebe. 10.. 5. atentamente.. a) diamante. d) sente-se um farrapo humilhado. 8. b) distante e gélido. a) carinhoso e amável.. c) havia muito tempo. a) no povo. c) faz uma alusão ao ambiente campestre. d) à agressividade de Ana de Áustria. A altivez da figura feminina é comparada. b) sofisticada e gélida. a) gentil e afetuosa. c) artificial e carinhosa. c) o aroma da mulher. a) esta não se isole... 143 . d) agressivo e confortador. c) à simpatia de Ana de Áustria. b) à sensatez de Ana de Áustria. o sujeito poético. c) expressa que odeia contemplar «Milady».. b) a beleza feminina. d) o amor avassalador. b) passa do plano individual para o coletivo. a) no dia anterior.. c) tesouro. O sujeito poético... c) indiferente e arrogante. c) esta tenha cuidado.. d) brilhante. b) em Inglaterra. de Cesário Verde.. A mulher referida pelo «eu» poético integra-se. 2. 1...

utilizando um tom de voz audível.Avaliação das competências de leitura e de expressão oral Apresentação do livro do Contrato de Leitura a) Comprova a leitura do livro. Parâmetros d) Expõe com clareza. b) Produz um discurso coerente. apresentando referências pertinentes. pertinente e variado. d) Mobiliza um vocabulário adequado. motivando os colegas para a leitura. e) Exprime-se com fluência e expressividade. Alunos 144 a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total . recorrendo a informações relevantes.

mobilizando recursos expressivos pertinentes e referências culturais.Avaliação da competência de expressão escrita Texto expressivo e criativo a) Apresenta uma estrutura adequada à tipologia textual escolhida. Parâmetros c) Utiliza um tom adequado ao tema. b) Desenvolve um tema. d) Revela criatividade na forma que escolheu. Alunos a) 40 b) 40 c) 40 d) 40 e) 40 Total 145 . e) Redige com correção linguística e legibilidade gráfica.

Já não receias tu essa vaquita preta. 1. cosida com o muro. Do seio do lugar – casitas com postigos – Vem-nos o leite. a minha companheira Nem força teve em si para soltar um grito. Ombros em pé. nesse tempo. Desciam mais atrás. de madrugada. um giro pelo vale: Várzeas. amigos! Nós dávamos. pegos. azenhas1 e ruínas. Mas batizam-no primeiro. 3 Percale – ou percal é um tecido de algodão. 2 Turinas – raça de gado bovino. Como um homenzarrão servi-lhe de barreira! 5 10 15 20 Em meio de arvoredo. 146 . malhadas e turinas2. ao recolher dos pastos. Em Petiz I De tarde Mais morta do que viva. Cujo pregão vos tira ao vosso sono. E.o 5 GRUPO I A Lê atentamente o texto a seguir transcrito. Que eu seguirei. silêncios vastos! E os fartos animais. Em caso de necessidade. medrosa. as mães. os dois. 2. tetas a abanar. páginas 90-91 Apresenta. E eu. 1 Azenhas – moinhos movidos a água. e fina. Assírio & Alvim. de luneta! Cesário Verde. prendi por um chavelho? Juro Que estavas a tremer. Roçavam pelo teu «costume de percale3». Explicita o efeito expressivo das sensações presentes na composição poética.TESTE DE AVALIAÇÃO N. transcrevendo um exemplo de cada uma delas. o leiteiro. fino e liso. de largas ancas. em bilhas. as tuas respostas aos itens que se seguem. de forma clara e bem estruturada. consulta o vocabulário que se apresenta nas notas de rodapé. Pulavam para a fonte as bezerrinhas brancas. O livro de Cesário Verde. Sintetiza o episódio apresentado pelo sujeito poético neste poema. 2009. Leva-o. um destro e bravo rapazito. povoações.

o neurocientista Adrian Owen. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. pelo menos. já o tivesse afirmado há um século: os neurónios podem trocar de ligações entre si. Nesse caso.. Explica a presença dos dois momentos temporais a que o sujeito poético se reporta. Será que isso significa que a ginástica mental é inútil? De modo algum: Cajal tinha razão. B A participação ativa na vida rural levou (. Nós. a figura feminina. Publicações Dom Quixote. os resultados não se refletiam nos testes que avaliavam de modo científico a memória.: /dir-se-ia/). Um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. considerado o pai da neurologia moderna. 4. Qualquer número conta como uma única palavra. pelo que convém exercitá-los. Hélder Macedo (1986).) Cesário a reformular o básico contraste entre campo e cidade. a partir do poema. para retardar o seu aparecimento? Uma montanha de ideias e soluções rodeia a tão propagandeada ginástica cerebral. até que ponto será possível melhorá-lo? Podemos fazer algo para evitar que as doenças de Parkinson ou de Alzheimer nos esvaziem a mente quando formos idosos ou. páginas 45-46 Fazendo apelo à tua experiência de leitura de O livro de Cesário Verde. Caracteriza. O problema é saber como. embora a pontuação que obtinham fosse cada vez melhor (como seria de esperar quando se apanha o jeito de matar marcianos). esclareceu um dos autores da investigação. Sim. ninguém tem dúvidas sobre a necessidade de exercitar a massa cinzenta. «Não houve absolutamente nenhum efeito de transferência». Fortifique o cérebro! 5 10 15 A plasticidade do cérebro continua a surpreender-nos. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. comenta o excerto acima transcrito. A fim de comprová-lo. uma leitura de Cesário Verde.: /2011/).. É aquilo que nos faz ser como somos. num texto de oitenta a cento e trinta palavras. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco.430 voluntários entre os 18 e os 60 anos tiveram de se entreter com um dos referidos programas. 11. alargando-o para abranger as realidades da experiência rural em contraste com a abstração metafórica do campo bucólico. GRUPO II Lê antentamente o seguinte texto. Se moldamos com a experiência o órgão pensante.3. da Universidade de Cambridge (Inglaterra). 2. A revista Nature fez eco de um estudo que demonstrava a ineficácia dos videojogos cujos anúncios mostravam adultos muito felizes quando conseguem «distinguir maçãs de peras» num ecrã. O cérebro opera em função das ligações que estabelece entre os neurónios. Para efeitos de contagem. Lisboa. Observações relativas ao item B 1. muito embora Santiago Ramón y Cajal. o raciocínio e a aprendizagem. o que 147 .

No estudo sobre o impacto dos videojogos na aprendizagem foi divulgado. c) pela revista Super Interessante . b) por Santiago Ramón y Cajal. o autor recorre a um. página 26 1. 3. b) é cancelada a atividade cerebral. As experiências efetuadas com pacientes e. Pode também deixar momentaneamente de lado a máquina de calcular e fazer algumas contas. e são ativadas áreas cerebrais relacionadas com a informação que se está a obter. O estudo de problemas neurológicos teve início. c) os neurónios ficam inertes.. o número do item e a letra que identifica a opção correta.. numa época ultratecnológica. O exercício muda a face dos nossos neurónios: os vínculos aumentam e tornam-se mais ricos. b) argumento de autoridade..o 156. d) na antiguidade. a) argumento por analogia. c) argumento dedutivo.. em animais submetidos a exercício físico moderado mostram claramente um aumento do respetivo rendimento cerebral. ou de um documentário.) 25 Primeira lição: quer manter o cérebro em forma? Pois arranje um bom livro e mergulhe nas suas páginas. Correr um pouco não mata. a única coisa que se «acende» é a zona visual. a) recentemente. ou tentar aprender outra língua. Luís Miguel Ariza. Quando lemos. não se instale no sofá. (. é bastante menor do que a proporcionada por um livro. na folha de respostas. sobretudo. 2. ou tocar um instrumento musical. quando vemos algo num ecrã. c) há meio século. abril de 2011... Em contrapartida. ou então uma revista com histórias surpreendentes que estimulem a sua curiosidade e imaginação (. d) a ausência de atividade.). Compre uma bola de fitness e faça ginástica. d) argumento sobre causas.. o leitor não tem necessariamente de envergar um traje virtual e ser protagonista de Tron para pô-lo à prova.. b) há um século. Foram feitas experiências para observar o que acontece quando se lê: o cérebro recria paisagens e emoções.. d) pela Universidade de Cambridge. c) a leitura de um livro.. n. 4. b) o visionamento de documentários. … a) o cérebro reduz a criação de imagens. Seleciona. em cada um dos itens de 1 a 7. Passeie ou frequente aulas de dança. d) são estimuladas as áreas cerebrais. é aconselhável. a) na revista Nature. 5. a) a prática de videojogos. Além disso.. O cérebro agradece os desafios e. 148 . a única opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreve.. Para exercitar os neurónios. 1. in Super Interessante.20 falha? A carga intelectual de um videojogo. No início do texto (linhas 1 a 3).

. b) o enunciador retoma o referente «a plasticidade do cérebro». Escreve. Ao usar os verbos «passear» e «frequentar» (linha 26) a) o enunciador apresenta alternativas. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B. a) um advérbio de inclusão.. mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex. g) o enunciador traduz um nexo de causa. c) o enunciador introduz um nexo de fim. as letras e os números correspondentes. b) valor causal. há que atender ao seguinte: – A um texto com extensão inferior a oitenta palavras é atribuída a classificação de zero pontos. f) o enunciador introduz uma oração relativa.6. 2. 3. considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco. Utiliza cada letra e cada número apenas uma vez.. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –. de modo a obteres uma afirmação adequada ao sentido do texto. contribuíram para a tua opção de leitura. independentemente dos algarismos que o constituam (ex. h) o enunciador retoma o referente «os neurónios». Qualquer número conta como uma única palavra. d) o enunciador introduz uma oração subordinada adverbial concessiva. na folha de respostas. FIM 149 . b) um advérbio de frase. 2. um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até cinco pontos) do texto produzido. Observações: 1. a) valor restritivo. d) valor explicativo. d) um advérbio conetivo. 5. devidamente estruturado. c) valor consecutivo. 7. e) o enunciador exorta à realização de ações.: /2011/).. c) um advérbio de afirmação. – Nos outros casos. no qual apresentes uma apreciação crítica sobre um dos livros que leste no âmbito do Contrato de Leitura. Coluna B Com o constituinte «-los» (linha 3) Ao usar a palavra «cujos» (linha 8). 4. de algum modo. GRUPO III Escreve um texto. Coluna A 1. 2. O segmento textual «considerado o pai da neurologia moderna» (linha 2) tem. Para efeitos de contagem. Refere o(s) elemento(s) paratextuais que. A palavra «Sim» (linha 6) é. de duzentas a trezentas palavras. Com as conjunções «ou» (linha 22) Ao usar o segmento «para pô-lo à prova» (linha 25).: /dir-se-ia/).

.................................................................... ...................................................... ............ com acentuadas imprecisões................................... o sujeito poético e a sua companheira foram surpreendidos por uma «vaquita preta».. também.................................. 9 2 Sintetiza................ o episódio apresentado pelo sujeito poético no poema.............................................. nas povoações. com esporádicas imprecisões.................. pela manhã...................................... o episódio apresentado pelo sujeito poético no poema....................................................... O poema apresenta-nos um cenário rural............... com pertinência e com rigor............. que se aproximou e assustou a rapariga................... o jovem rapaz.................... •… 150 ...... 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ....... evidenciado.......................................................................... – Correção linguística ..................... 12 3 Sintetiza...................................... com pertinência...... assumindo a atitude de um «homenzarrão»......................... o episódio apresentado pelo sujeito poético no poema.................................................................................................................. agarrou o animal............................................................ o episódio apresentado pelo sujeito poético no poema 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam.......... fazendo alusão ao momento em que o gado recolhe aos estábulos.................... ou outros considerados relevantes: • Durante um passeio pelo campo..................... a atividade dos leiteiros que vendem o leite.................. 6 1 Sintetiza.......... para proteger a companheira............................................... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Sintetiza............................................. 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ............. 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso ..................................................................................................Critérios específicos de classificação GRUPO I A 1.............................. Porém...

........... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam...... • Ouvem-se «silêncios vastos»................ ao longe................... 6 1 Explicita.. o pregão do leiteiro entrará no ambiente urbano (sensações auditivas: «o leiteiro / cujo pregão vos tira ao vosso sono. / Roçavam pelo teu “costume de percale”»)..... amigos!»)........... transcrevendo um exemplo de cada uma delas.................................. «Em meio de arvoredo............. .. com rigor e pertinência...................................... pegos» (sensações visuais)........ avistam-se «várzeas................. • Veem-se as «bezerrinhas brancas» e as «malhadas turinas»............. com algumas imprecisões....................................................................................... ........ povoações.................... com acentuadas imprecisões......................... •… 151 .............................................. o efeito expressivo das sensações presentes na composição poética................................... mas não transcreve um exemplo de cada uma delas...................................................................... de manhã............................... com pertinência............................... ou outros considerados relevantes: • As expressões que remetem para as sensações contribuem para que o leitor participe no «quadro» impressionista.... mas não explicita o respetivo efeito expressivo. 8 pontos 4 pontos 4 pontos – Estruturação do discurso ............ – Correção linguística ............ 12 3 Explicita...... o efeito expressivo das sensações presentes na composição poética.................. azenhas e ruínas».................. Ou Transcreve alguns exemplos de sensações presentes no poema................................................... percecionando o espaço rural apresentado....... ao recolher dos pastos................................................................................................................ 20 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ....................... transcrevendo um exemplo de cada uma delas........ 12 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ...... Ou Transcreve um exemplo de cada uma das sensações presentes no poema........................................................................ mas não explicita o respetivo efeito expressivo...... naquele cenário rural...... mas não transcreve um exemplo de cada uma delas............................. mas.. 9 2 Explicita................................................................................................ o efeito expressivo das sensações presentes na composição poética.. Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explicita..........................2.......................... • A figura feminina assusta-se aquando da aproximação de um animal (sensação tátil: «E os fartos animais. o efeito expressivo das sensações presentes na composição poética...............................

.......... • Ao longo da composição poética.... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Caracteriza.. / Ombros em pé............... ou outros considerados relevantes: • A figura feminina pertenceria...........................................................................................................3. 6 1 Caracteriza. 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso .... a figura feminina......... com alguma imprecisão......................... e fina........ com pertinência......................................... a figura feminina................................................ .............. provavelmente................ à burguesia ou à aristocracia................................................................... não estando familiarizada com o ambiente rural........................................................................................... com rigor e pertinência............. o que se reflete no seu comportamento aquando da aproximação de uma «vaquita preta»: «estavas a tremer. • O facto de a rapariga vestir um «costume de percale» e usar «luneta» permite traçar o retrato de uma figura feminina urbana................................ a figura feminina..................................... é reiterado o seu receio dos animais («Nem força teve em si para soltar um grito»)......................................................... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam.............................. 12 3 Caracteriza.............................. ....... medrosa........... •… 152 .................................................................................. 9 2 Caracteriza... – Correção linguística ..................................................................................................................................................................... cosida com o muro.......................................................................... a figura feminina....... 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .. de luneta!»............................................................. 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ........................ com acentuadas imprecisões..........

..................................... • No presente................................................................ ............................................... •… 153 ....................................... com alguma ironia: perante uma situação de perigo imaginário..................................... com algumas imprecisões................ Níveis de desempenho Descritores Pontuação 4 Explica........................................ a presença dos dois momentos temporais a que o sujeito poético se reporta... que protegeu a sua assustada companheira...................................................... 9 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ................................................. – Correção linguística ............................................................... sentiu-se um «destro e bravo rapazito»................ 5 1 Explica....................................... a presença dos dois momentos temporais a que o sujeito poético se reporta..................................................... e pergunta se a figura feminina ainda receia aquela «vaquita preta»........................................................... • O poeta evoca um episódio passado................................. 6 pontos 3 pontos 3 pontos – Estruturação do discurso .................................. 9 3 Explica............... sugerindo a contextualização do episódio na infância de ambos..................... com acentuadas imprecisões..................................................................... evoca o passado............................ 15 pontos Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) ..... fazendo o seu autorretrato................... ....................... a presença dos dois momentos temporais a que o sujeito poético se reporta....................................................4........................................................................ o sujeito poético... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os aspetos que a seguir se enunciam.. com pertinência........................ a presença dos dois momentos temporais a que o sujeito poético se reporta............................. com rigor e pertinência............. ou outros considerados relevantes: • Construção do poema em dois tempos: o da escrita e o da história................. 7 2 Explica.................... através da memória...............

o trabalho rural é apresentado em primeiro plano.......... 3 Cenário de resposta A resposta deve contemplar os dois primeiros aspetos que a seguir se enunciam.............. fazendo referências que revelam um bom conhecimento da obra de Cesário Verde............... fazendo referências que refletem um conhecimento suficiente da obra de Cesário Verde...................... com acentuadas imprecisões. • O campo não é apresentado apenas como um espaço idílico e bucólico....... o excerto transcrito...... com rigor e pertinência.. o excerto transcrito...... pouco relevantes para a temática proposta................................................. • No poema «Nós»...................................................... mas........ com rigor e pertinência................ •… 154 .............................................. saúde e vida... com alguma pertinência e menor rigor..... o excerto transcrito........... a cidade surge conotada com a repressão...... fazendo referências que revelam um conhecimento suficiente da obra de Cesário Verde...... essencialmente... a dicotomia cidade/campo.................... 9 2 Comenta.. 18 pontos • Aspetos de organização e correção linguística (F) ...........B Critérios específicos de classificação • Aspetos de conteúdo (C) .............................. 12 3 Comenta.......................... com ligeiras ou esporádicas imprecisões.................................. o excerto transcrito.. • A sua integração e a sua experiência rural levam a que o poeta se identifique com o povo comum e se sinta fortalecido em contacto com a natureza....... consequentemente............... associada ao trabalho duro dos trabalhadores rurais.......................... • Em «Provincianas»......... 12 pontos 7 pontos 5 pontos – Estruturação do discurso ....... doença e morte e o campo é exaltado como símbolo de liberdade.................................. confinamento.... o excerto transcrito.... 15 4 Comenta....................................................................................... revelando um muito bom conhecimento da obra de Cesário Verde..................... – Correção linguística ............. salientando-se a rudeza da atividade das personagens e algumas injustiças e conflitos sociais.................................... Níveis de desempenho Descritores Pontuação 6 Comenta.... que refletem um conhecimento incipiente da poética do autor................................... e/ou outros considerados relevantes: • Cesário apresenta o contraste entre a sociedade industrial e a sociedade agrária e....................................................... por exemplo. fazendo referências que refletem um conhecimento insuficiente da obra de Cesário Verde................ 6 1 Tece comentários gerais sobre Cesário Verde................... como uma realidade concreta............................... 18 5 Comenta..

são descontados dois (2) pontos. • Por cada erro de ortografia repetido (incluindo acentuação. a cotação relativa a aspetos de correção linguística será igualmente proporcional a 1/3. Fatores de desvalorização no domínio da correção linguística: • Por cada erro de sintaxe ou de impropriedade lexical. b). 155 . é descontado um (1) ponto. c). h). • Por cada erro inequívoco de pontuação ou por cada erro de ortografia (incluindo erro de acentuação.). Descritores do nível de desempenho Pontuação 3 Estabelece quatro ou cinco correspondências corretas. Se o aluno obtiver 1/3 nos aspetos de conteúdo. • Os descontos por aplicação dos fatores de desvalorização. são efetuados até ao limite das pontuações indicadas para este critério. d). apenas é descontada uma ocorrência. é descontado um (1) ponto.GRUPO II Chaves de correção: 1. erro por ausência de letra maiúscula quando obrigatória e erro de translineação). 6. 15 2 Estabelece duas ou três correspondências corretas. b) aspetos de organização e correção linguística (40%). 4. 7. 3. 5. etc. 4. 3 GRUPO III Critérios gerais de classificação dos testes 1. b). e). 9 1 Estabelece uma correspondência correta. ausência de indicador(es) de corte de texto. • Os descontos por erro de citação de texto ou de referência a uma obra são efetuados até ao máximo de cinco (5) pontos na totalidade do instrumento de avaliação. 5. c). • Por cada erro por incumprimento das regras de citação de texto (ausência ou uso indevido de aspas. a cotação é percentualmente distribuída pelos seguintes parâmetros: a) aspetos de conteúdo (60%). etc. 3. f).) ou de referência a uma obra (ausência de sublinhado ou de uso de aspas no título. Níveis de desempenho 2. a). 1. Nos itens de resposta aberta de composição curta/composição extensa. 2. a). c). 2. no domínio da correção linguística. 1. d). usos convencionais de letra maiúscula e erro de translineação).

O afastamento integral dos aspetos de conteúdo relativos a cada um dos itens implica a desvalorização total da resposta. até ao máximo de (5) cinco pontos. é atribuída à resposta a classificação de zero pontos.Sempre que for indicado um número mínimo e/ou máximo de palavras para a elaboração da resposta. depois de aplicados todos os critérios definidos para o item.gave. deve ser tido em conta o seguinte: a) Os limites explicitados correspondem a requisitos relativos à extensão de texto.min-edu. Se da aplicação deste fator de desvalorização resultar uma classificação inferior a zero pontos. Fonte: http://www. b) O incumprimento dos limites de extensão implica o desconto de (1) um ponto por cada palavra a mais ou a menos.html 156 . que devem ser respeitados.pt/np3/294.

ou seja. propensão para a mentira.1 São assíduos. compreendem mal a linguagem corporal. ao detetarem uma partícula de neutrino tau.1 a) É uma partícula engraçada pois está em todo o lado. 5. Contributo para a construção de novas teorias sobre matéria e antimatéria.1 Ao explicar a sua adaptação ao mundo digital. a ambiguidade desestabiliza-os. A metamorfose levada a cabo pela dança das partículas fantasma é tão surpreendente. adequam-se a tarefas meticulosas e repetitivas. porém é impercetível e sofre metamorfoses. como um fantasma inofensivo. tal como o neutrino. 1. No entanto. hipersensibilidade e negação da realidade. compreensão das razões do mundo ser constituído por matéria e não antimatéria. relação com o Big Bang. os neutrinos raramente interagem com a matéria. 2. são francos e falam sem rodeios. 4. são inteligentes. com uma nova forma de comunicação. c) A experiência Opera deu conta da mutação das partículas de neutrinos muão.SOLUÇÕES DOS RECURSOS DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO E À AVALIAÇÃO DAS SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM Sequência 1 «A dança das partículas fantasmas» (página 18) 1. atravessando-a. o fotão sofresse mutações como se tivesse massa? – Onde nos poderá levar a física dos neutrinos com massa? 6. O título A dança das partículas fantasmas relaciona-se com o tema na medida em que. para se transformar o neutrino precisa de possuir massa. Susan Conza ventila a hipótese de os Asperger constituírem uma nova fase da espécie humana. revelam competências em áreas técnicas. não reconhecem os seus defeitos. Ao contrário dos Asperger. Exemplos de perguntas: – Que relação tem o CERN com o laboratório San Sasso? – E se. é produzida até pelo corpo humano.2 Têm medo da solidão. 2. O tema é a mutação dos neutrinos. adaptam-se muito bem ao mundo digital. não lhe provoca nenhuma alteração. as subtilezas da língua e as metáforas. como o texto especifica. 3. seja ela qual for. inofensivos por atravessarem a matéria sem nela provocarem alterações. sentem-se mais à vontade a comunicar por correio eletrónico do que por telefone. Por isso são como fantasmas. como nos surpreenderíamos se assistíssemos à transformação de um cão em gato. b) Não se detetam pois raramente interagem com a matéria. «Admirável mundo próprio» (página 20) 1. Neste caso a confirmação da experiência é importante porque toda a física das partículas presume que o neutrino não tem massa. pontuais. 157 .

9.1 • De «Estou aqui hoje com humildade…» (linha 2) até «…esta geração de americanos. • De «Que nos encontramos no meio de uma crise…» (linha 10) até «…tenha de diminuir as suas expetativas.» (linha 53): Projeção do futuro. V.3. a fé inabalável no povo americano.» (linha 18): Diagnóstico do estado de coisas. francas e unívocas.» (linha 81): A lição e o exemplo da história. • De «Portanto. V. a diversidade étnica e cultural é uma força e não uma fraqueza. independentemente dos seus ofícios. As razões consistem na possibilidade de erradicar as manipulações da política e das ligações de amizade e de construir relações diretas.» (linha 128): Com o exemplo dos bravos e a ajuda de todos será possível ser melhor.» (linha 105): As parcerias e as promessas aos seus aliados e amigos. 3. estes devem ser travados com os mesmos valores. • De «Nós somos os defensores deste legado…» (linha 82) até «…anunciando uma nova era de paz. à Constituição. F. V. 2. do modo de vida americano. assinalemos este dia…» (linha 129) até «…os Estados Unidos da América. 11. 8. A história da América foi feita por todos.» (linha 45): O sacrifício dos que foram para a América como o sonho da terra prometida. F. 4. devemos erguer-nos…» (linha 46) até «Faremos tudo isto. 7. F. 18. Constituição. • De «Há alguns que questionam a amplitude das nossas ambições…» (linha 54) até «…entre a nossa segurança e os nossos ideais. V. 10. • De «Hoje. V. 5. V. 13. a articulação e a excelente dicção do orador devem ser assinaladas como um fator determinante na captação da atenção dos ouvintes. 12. V. digo-vos que os desafios…» (linha 19) até «…uma oportunidade de alcançar a felicidade. embalaram os seus parcos bens terrenos…» (linha 34) até «…sem dúvida que já passou. 15.» (linha 141): Assinalar este acontecimento como a revalidação de todos os princípios da luta pela liberdade e dos valores democráticos que fizeram da América o que ela é. • De «Ao considerarmos o caminho…» (linha 106) até «…prestar o mais sagrado juramento. 158 . • De «Por nós. • De «Ao reafirmar a grandeza da nossa nação…» (linha 28) até «…por caminhos longos e difíceis para a paz e a liberdade. F. assim como o seu carisma e a sua presença física. V. V. 14. o que está em jogo. ponto de partida. • De «Os nossos Pais Fundadores…» (linha 71) até «…qualidades moderadas de humildade e sobriedade. Compreensão oral (página 24) 1.» (linha 95): Continuação do legado herdado. 6. a boa figura.» (linha 9): Agradecimento e homenagem à história. V.» (linha 33): A força está nos novos desafios e em não desistir. F. • De «A partir de hoje.» (linha 27): Promessa de vencer apesar das dificuldades. • De «Para o mundo muçulmano…» (linha 96) até «…nós devemos mudar também. apesar de instrumentos e desafios novos. V. 17. F. 16. o que tem de ser feito. F. aos Pais Fundadores e aos seus representantes ao longo dos tempos. 2. 19.1 • A voz poderosa e invulgar. Sequência 2 Discurso de tomada de posse de Barack Obama (página 47) 1. F. carta. F.» (linha 70): Concessão aos adversários. 20.

Sequência 3 Avaliação da competência de compreensão oral (página 81) 1. Aproveitaremos o sol e os ventos e o solo como combustível para os nossos carros e fábricas. favorecendo a coerência e a clareza da sua mensagem: a cada progressão temática das suas intenções políticas. Para além das técnicas retóricas e da eloquência do orador. apontando soluções para cada um dos problemas diagnosticados. c). 4. a construção do seu discurso gira em torno de três ideias-chave: a esperança num mundo melhor. de enumerações e de comparações. poder-se-á ainda acrescentar que a sua origem africana personifica o caráter multicultural que caracteriza os Estados Unidos. redes elétricas e linhas digitais que sustentem o nosso comércio e nos unam. que desde o famoso «yes we can» (que ficou para a posteridade). 2. demarcando-se claramente de um passado de estagnação e de falta de confiança para um futuro de prosperidade e de esperança. Voltaremos a dar à ciência o lugar que merece e dominaremos as maravilhas da tecnologia para melhorar os cuidados de saúde a um custo menor. 6. F – Em Portugal. a tranquilidade que inspira confiança. 3. b).» • O uso de metáforas. 7. d). invocando as grandes personalidades e os homens e as mulheres anónimos que fizeram e fazem a grandeza da América. mas também pelos aspetos programáticos: é importante o que vamos fazer e como vamos fazer. Garrett publica os poemas «Camões» e «D. b). A construção rigorosa do seu discurso assenta em oposições simples e binárias para demarcar as suas prioridades. 2. As suas palavras são profundamente marcadas pela negociação.a elegância. capaz de convocar para o seu discurso parceiros e adversários. c). opõe o que os seus potenciais opositores criticam. F – Em 1825 e 1826.  A sua sensibilidade faz dele um cidadão de perfil conciliador. galvanizou não só os americanos mas todo o planeta. a emotividade. o uso do nós em vez do eu. 159 . 3. E transformaremos as nossas escolas e universidades para satisfazer as exigências de uma nova era. 9. 8. 5. V 3. d). • A confissão de humildade e agradecimento. a união de todos para forjar a mudança tendo como referência os valores fundadores da nação americana. d). b). grato pela confiança que me concederam. Este/estes – enunciação e enumeração das suas prioridades. o apelo às referências e aos fundamentos da nação americana. • Construções simétricas: «Construiremos estradas e pontes. o sorriso. 10. o romantismo emerge num clima revolucionário. Branca» em Paris. consciente dos sacrifícios consentidos pelos nossos antepassados» denota uma extraordinária capacidade oratória (potenciada pela sua formação em Direito). c). Avaliação da competência de compreensão oral (página 54) 1. Sugestão de resposta: O discurso do presidente americano ao ser iniciado com as palavras «Estou aqui hoje com humildade perante a tarefa que nos é imposta. a quem alguém já chamou o novo Cícero. • A repetição anafórica: Hoje – presentificação do momento da sua eleição como início de mudança e rutura com o passado. a capacidade do povo americano para fazer o impossível. c).

em Lisboa. c). Sequência 4 Verificação de leitura d’Os Maias (páginas 104 a 113) 1. V Avaliação da competência de leitura Verificação de leitura de Frei Luís de Sousa (página 83) 1. 5. a).2. 3. 7. 10. 2. 3. 2. 9.4. 2. 15. a). g). F – Os românticos rejeitaram os princípios racionalistas do século XVIII. 160 . 5. V 12. V 14. F – No romantismo. V 8. c).1. V 17. 16. 4. b). 6.9. d). c). c). é o locus horrendus. representante da alta burguesia. 13. 3. 5. 3. b). f). b). b). V 11. 10. 19. 9. F – O romantismo caracteriza-se pela rejeição dos modelos clássicos. 2. V 18. Afonso da Maia e seu neto Carlos instalam-se no Ramalhete. Os Maias são uma família lisboeta. 6. num conjunto de três gerações sucessivas: Afonso da Maia (primeira geração).6.12. F – O herói romântico é dominado pelo sentimento. V 5. Pedro da Maia (segunda geração) e Carlos da Maia (terceira geração). 8. 3. 3. revela-se gosto pela Idade Média. na rua de São Francisco. F – A paisagem clássica é designada de locus amoenus. F – No texto dramático. 3. a). 3. os românticos valorizam o que é próprio e nacional e não alheio. 3. 3. 3.4. F – A paisagem romântica é revolta e tumultuosa. 7. 4. 3. às Janelas Verdes. 1.8. 20.11.7. 3. b).3. a). 3.5. 3. 6. i). 3. 4. os escritores românticos manifestam preferência pela prosa. b). F – Os escritores clássicos preocupam-se com a imitação dos modelos da Antiguidade Clássica. no outono de 1875. 1. F – Tal como os escritores do classicismo. b). h). a).10.

Maria Eduarda Runa. 8. o que o seduzia na medicina era essa vida a sério. inglês. Cruges: Pianista. impõe este tipo de educação ao filho.6. o Cruges. 12. o Taveira. A escolha do nome Carlos Eduardo deve-se ao facto de Maria Monforte estar a ler uma novela cujo herói tinha este nome. Apaixona-se por Maria Monforte. VI e VII 1. diletante. 6. Eusébio Silveira (Eusebiozinho) e Teresinha. 161 . Era o gato «pesado e enorme angorá. em Resende. c). Capítulos V. finlandês. o poeta. Memórias de um Átomo. a sua mãe. b). prática e útil. 10. Pedro é o filho de ambos e teve uma educação à antiga portuguesa. 11. Steinbroken: Diplomata da Finlândia. 11. estudo de línguas vivas: sim. 13. Esta alcunha pejorativa deve-se ao facto de o seu pai estar ligado ao comércio de escravos. atraiam-no agora estes lados militantes e heroicos da ciência. Pedro casa com Maria Monforte contra a vontade de seu pai e partem para Itália. III e IV 1. Após as diligências de Afonso para encontrar a sua neta. 5. o marquês de Souselas. Diogo. depois para França. 3. Cohen: Banqueiro. Ega queria escrever um livro. coleciona obras. 7. privilegiando o latim e algumas práticas fossilizadas. Estudo do latim: não. 9. branco com malhas louras». deixando uma carta para o pai. exercício físico: sim. acaba por se suicidar. Afonso reage muito mal e não lhe dá a pretendida autorização. foi-lhe transmitido que esta morrera em Londres. Afonso e Eduarda Runa viveram em Inglaterra. o que o «condena» ao suicídio por não o ter preparado para enfrentar as adversidades da vida. «o fiel companheiro de Afonso». O avô fazia o seu whist com os velhos parceiros: D. Santa Olávia era uma enorme quinta. 8. Carlos queria exercer a sua profissão. 12. incapaz de enfrentar e resolver a adversidade. o Sequeira e o conde de Steinbroken. 13. em pleno Rossio. Pedro fica completamente transtornado. Carlos da Maia 7. Carlos montou o seu consultório num lugar nobre da capital. português. o solar que a família possuía. na margem esquerda do Douro. 2. conhecimentos teóricos: não. português. de ter feito fortuna como comandante de um navio de transporte de escravos. conhecimentos práticos: sim. ser útil. 10. 4. Craft: Sem profissão. Capítulos II. Tomás de Alencar. que acompanha a família para a nova morada. 9.

seu infame. já no regresso. o Hotel Central. 10. Carlos deixa Sintra desolado por não ter visto ou encontrada a deusa. Nunes. o Aterro… 4. b). depois de avistarem as primeiras casa de Sintra. O amigo de Carlos. 7. 3. por Alencar. 8. 6. 5. Encontraram o Eusebiozinho e o amigo Palma acompanhados de duas espanholas. a casa dos Gouvarinhos (às terças-feiras). O teatro. seguiram via Porcalhota e finalmente o break foi penetrando sob as árvores do Ramalhão. d). Confrontam-se Ega e Alencar por defenderem teorias literárias diferentes: Ega é defensor das novas teorias da literatura. Carlos conhece. castelo da Pena. a brasileira que esperava encontrar. No Hotel Central. 8. a). 7. Por ele estar perto da brasileira e Carlos não a ter visto. 10. passaram pela estrada de Benfica. 11. pois nunca tinha ido a Sintra e sua mãe recomenda-lhe que traga as queijadas. sucumbido exclamou – «Esqueceram-me as queijadas». esta discussão revela uma sociedade dominada por valores tradicionais. o Grémio Literário. 11. 12. Ega pretende homenagear Cohen. alguns aspetos da vida de seus pais com os quais ele convivera. 14. 12. IX e X 1. c). 4. o outro objetivo é o de apresentar Carlos à sociedade lisboeta. «Você. a Lola e a Concha. É Dâmaso Salcede. 5. Capítulos VIII. 2. 13. o poeta. Lawrence. durante o período em que viveram em Lisboa. c) teorias literárias. 9. ponha-se já no meio da rua!» 162 . É Cruges. c). ao contrário de Alencar que defende o ultrarromantismo. Ega quer dizer que se vão à procura de companhia feminina para se divertirem. Encontraram Alencar. 7.1 Neste jantar. do realismo e naturalismo. c). Carlos saiu de casa. pois assim presta homenagem ao Cohen e à esposa. 9. o marido de Raquel. 6. a). 3. Esta expressão é o nome de um prato (ervilhas) à Cohen. representante da geração de 70. passou pela rua de São Francisco para apanhar Cruges. Carlos decide ir a Sintra com o objetivo de poder ver Maria Eduarda. a que se opõe uma nova geração. por quem Ega está apaixonado e com a qual mantinha uma relação. O romance entre Ega e Raquel Cohen é descoberto e Ega é posto fora de casa dos Cohen.2.

2. XII e XIII 1. 14. b).13. Carlos ficou lívido. A Condessa de Gouvarinho faz alusões indiretas às novas ocupações de Carlos. procura dar aulas de piano em Londres mas nada dá certo. que ela era uma mulher a quem ele pagava. a vida atribulada com sua mãe. 163 . b) . 11. Capítulos XIV e XV 1. Carlos compra uma casa nos Olivais para Maria Eduarda se instalar. Carlos recebe um bilhete da Senhora Castro Gomes. acusando-o de passar o seu tempo com a brasileira. d). O conde de Gouvarinho decide acompanhar a esposa ao Porto que ia aos anos do pai. Carlos vai a casa de Maria Eduarda a seu pedido para consultar a governanta inglesa. Foi Dâmaso que também por lá apareceu e houve algum desagrado. 8. onde Maria Eduarda e Carlos da Maia partilharam as suas juras de amor. a filha Rosa a seu cargo. 5. vindos de outros. 6. Maria Eduarda conta a Carlos a sua infância. 3. Dâmaso revela o seu mau caráter e má formação e difama Carlos cheio de despeito. Foi Joaquim Álvares de Castro Gomes. 2. b). discutem e terminam a relação. 5. tornando-se o ambiente um pouco pesado. Maria Eduarda morava na rua de São Francisco. 15. que veio para os braços dele. passa fome e vê a sua filha a passar privações e é aí que conhece Castro Gomes. Objetivamente ligada à habitação de alguns animais. Carlos passava as suas tardes na rua de São Francisco em grande enlevo amoroso. 7. a sua mãe está doente e falida. As corridas de cavalos decorrem numa quintarola arranjada para o efeito. Maria Eduarda muda-se para a Toca nos Olivais. Por causa da cabeça cortada e do sangue… 15. A relação amorosa de Carlos e Maria Eduarda evolui e têm a intenção de ficar juntos. de Maria Eduarda. a). 13. 12. nos Olivais. 4. Capítulos XI. 9. 4. A Toca era o recanto idílico. Ele revela-lhe que Maria Eduarda não é sua mulher e que ela é afinal Madame Mac Gren. 6. assombrado «só lhe restava o sentimento atordoado de uma coisa muito bela. se fazia em pedaços de lama…» Carlos revolta-se e pensa na rutura. Instalou-se no Ramalhete. a sua fuga com o irlandês que morre na guerra. 10. A Gouvarinho pede explicações a Carlos. e que caia de repente. 14. a toca representa simbolicamente o território de Carlos da Maia e de Maria Eduarda. sentindo-se preterido por Maria Eduarda. 3. 7. Miss Sara. resplandecendo muito alto.

a pedido de Carlos. 5. 9. b). continua a manter a relação incestuosa. ajudando a retocar a imagem soturna da sociedade portuguesa. Ega convence-o a escrever uma carta na qual se retratava e refere que estava bêbedo quando proferiu as injúrias sobre Carlos. seguindo uma receita de almanaque. 2. 8. 11. 6. É Ega que conta a Carlos toda a verdade. 5. no jardim do Ramalhete. Dâmaso Salcede. 14. c). Que está decadente. pois Vilaça. 164 . Devido ao facto de Dâmaso ter acompanhado os Cohen e a Raquel. Essas pessoas evoluíram para pior. 3. 7. Carlos reconhece e aceita o castigo e decide afastar-se de Maria Eduarda. 4. em contraste com a beleza da terra. O sarau foi um verdadeiro desastre. Carlos regressa a Lisboa e reencontra Ega. Carlos. São uns ditos difamatórios e injuriosos a respeito de Carlos da Maia.8. 3. de ataque de apoplexia. cada vez pior – «arrasta os seus derradeiros dias. a velha Lisboa fidalga». b). de um estímulo que os fizesse sair da decadência em que se encontravam. Ambos começam a dar espirros aflitivos. após uma primeira reação de revolta. Talvez ambos precisassem de uma luz. Porém. a). os lençóis. 12. as roupas… 13. 2. enraizados num sentimentalismo educacional e sociais ultrapassados. c). 4. 9. 8. d). d). 7. 9. Cruges e Ega vão a casa de Dâmaso desafiá-lo. Capítulos XVI a XVIII 1. Palma Cavalão. cheio de despeito. b). O romance acaba com uma nota irónica de Carlos e Ega correndo atrás do «americano» enquanto convictamente proclamavam que nada na vida os faria apressar o passo. 12. 6. fizera espalhar camadas espessas de pimenta branca sobre os móveis. Afonso morre de desgosto. 13. 10. o tio de Dâmaso. que vive em Paris. 10. a). um casamento de conveniência «para afrontar juntos a velhice». Ia casar com alguém mais velho do que ela. Avaliação da competência de compreensão oral (página 115) 1. As suas vidas parecem pautar-se por uma espécie de fanatismo muçulmano – «Nada desejar e nada recear… Não se abandonar a uma esperança nem a um desapontamento». Ele revela que Maria Eduarda é filha de Maria Monforte e de Pedro da Maia e entrega a Ega uma caixa com documentos comprovativos. 11. logo a seguir correm para apanhar o «americano» que lhes permitirá chegar a horas ao jantar que marcaram no Hotel Central. 10. c). evidenciando o gosto convencional e fossilizado dos portugueses dominados por valores caducos. b). Passados dez anos. a Sintra durante o verão. É o Senhor Guimarães. caquética e caturra. Podemos então concluir que a teoria que tentavam pôr em prática era apenas uma defesa para evitar novos fracassos.

Sequência 5 Leitura interativa (página 141) 1. solidária…. arisco. é muito perspicaz para tudo o que está à sua volta.»).»). de suspeitas. o quadro olhado. a face beijada. c) prosperidade. e mais gente. a) felino. • Comparação. de ameaças. é sempre genuína. o génio artístico de alguns criadores tem o privilégio de tocar o mundo. mundanidade é o mundo das aparências e do jogo social. ou seja. inventada por Proust é uma maneira de estar de quem nada faz/produz a que ele chama «desocupação». mas.»). Os gestos cruzavam-se e colidiam. 5. mostrando. o barulho de vozes que se entrecruza. os convidados observavam a pintura de Paula Rego com exclamações de aprovação e até com alguma reverência. embora saiba sempre o que dizer de modo a proteger-se. através da arte.». Sabe aproximar-se com distância. no entanto a «festa da festa». a mão agarrada. «Havia a festa da festa: os braços dançavam em vez das pernas. pois. De acordo com a visão de José Manuel dos Santos. 7. muito «ocupada» a gerar vazios. economicista…. d) indefinição. 6. • Quiasmo («Todos estavam alegres por estarem ali e todos estavam ali para estarem alegres. os sorrisos. inteligente…. • Antítese («Paula Rego estava ali e estava fora dali. Recursos expressivos (exemplos): • Aliteração («cruzavam-se e colidiam. existia o movimento dos corpos e dos copos. Aquando da inauguração da Casa das Histórias. poupança. tudo o que a pintura de Paula Rego representa é. b) fidelidade. Tudo o que está naquela Casa. de enigmas. Resposta pessoal. «Isto é. de crueldades. amiga. colocando a sua pintura (moderna) ao lado pintura antiga. Assim. 2. afinal. Afinal. o ruído de «copos e de corpos» de «braços que dançam em vez de pernas». de o dominar para o destruir e para o substituir. de moralidades. • Enumeração («E queria levar consigo a frase ouvida. Segundo o autor a mundanidade. ou seja o lado social. denunciando. da pintura de Paula Rego. de crimes. nesta casa. • Ironia («Cá fora. E de memórias. a visão do homem na sociedade com as suas forças e as suas fraquezas. contribui para que cada um se veja com maior nitidez no espelho da pintura. analisando o comportamento das pessoas como se fizesse um estudo para os seus quadros. museu da pintura de Paula Rego. • Dupla adjetivação («fatigada e feliz»). consequentemente. Havia.»). e mais gente. • Repetição expressiva («A casa encheu-se de gente. E sabe distanciar-se com proximidade. de adivinhas.»). não se expondo demasiado. Primeiro plano de Paula Rego. neste caso. no jardim. Não diz lugares-comuns. os gestos. as conversas de circunstância. pois. mas também de se violentar a si ou a outrem. de narrativas. de o apreender na sua totalidade e. no entanto. de castigos. a mesma importância.». 3. de segredos. ambiguidade. esperteza… 4. É distante e próxima. Visualismo descritivo: Escrita cinematográfica em planos sucessivos de conjuntos de pessoas como se fossem quadros sociais. a capacidade de se superar.»). o estar ali para se mostrar e para ser visto. 165 . Paula Rego faz o que quer e não os que os outros esperam dela. conferindo-lhe.

d). b).»). com grande densidade e complexidade relacional. como as que habitam a poesia narrativa de Cesário Verde. • Desenvolve temas difíceis de ver «retratados» que nos perturbam e nos emocionam. • Cada vez mais populosas. próxima de cada um. todos lhe queriam falar. a).». a). tal como a proximidade e as relações sociais. 6. • A cidade do futuro pode ser uma cidade de aprendizagem e de educação permanente. de maus tratos. • a inclusão é uma miragem. o fosso entre o egoísmo e a bondade parece muito maior e a batalha que se trava é a da humanidade. • O poeta transfigura o que observa. b). • Cesário pinta com palavras à maneira dos impressionistas. onde os contrastes são cada vez mais violentos. Avaliação da competência de compreensão oral (página 143) 1. • As cidades tornaram-se em lugares de desencontros e de solidão. • A sua enorme capacidade de observar criticamente o que vê lembra os «quadros revoltados» de Cesário Verde. 8. todos a queriam ouvir. 5. 7. denuncia o outro lado que sustenta a ostentação e a grandeza. de opulência e de miséria. c). fugir para a pintura. onde os idosos engrossam as estatísticas de suicídios. • O poeta foca lugares nauseabundos que nunca tinham sido colocados em verso. filtrando a realidade através dos sentidos. • Os seus quadros são cheios de imaginação e ousadia que exprimem por vezes um olhar infantil. medo. fugir para Londres. A cidade do encontro pode deixar de ser utopia e passar a ser possível. as cidades são espaços de modernidade. Tópicos: • A busca de melhores condições de vida e de oportunidades leva as pessoas a imigrar para as grandes cidades. 4. 8. • Elogia os trabalhadores que honestamente ganham o seu pão e critica os que nada fazem e que exploram os mais fracos. uma cidade nova e madura na sua liberdade e na sua intimidade. 9. c). • Paula Rego conta-nos autênticas histórias nos seus quadros. • A cidade do encontro pode também ser urbana. exprimindo as suas emoções. 9. 2.1 Tópicos: • A pintura de Paula Rego traduz um olhar lúcido e cru da realidade social. «Todos a queriam ver. • As suas figuras são pessoas vulgares. de negligência ou de indiferença. b). Cesário também apreende de modo lúcido e crítico a vida social. • Na sua deambulação. mas também de degradação. a). espaços de verdadeiras tragédias sociais. todos a queriam tocar. 10. revolta e terror. Os seus transbordam de emoções: ironia. («Fugir para dentro de si.Simetrias nas construções frásicas. • Na cidade. colocando-se sempre do lado dos mais fracos e mais desfavorecidos. 166 . c). o encontro de culturas quase não acontece. 3.

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Interações 11.o ano • Caderno de Apoio ao Professor .