EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CÍVEL

REGIONAL DE BANGU/RJ

Autos nº. 0006946-31.2015.8.19.0204

ALIANÇA ADMINISTRADORA DE BENEFÍCIOS
DE SAÚDE S.A., pessoa jurídica de direito privado devidamente inscrita no CNPJ/MF sob o
nº 08.407.581/0001-92, com sede na Rua Dr. João Teixeira, nº 522, sala 04, 1º andar, Centro,
na cidade de Luziânia (GO), por sua advogada que esta subscreve, nos autos da ação ajuizada
por MARIA ANGELICA PEREIRA LIMA e SAMARA PEREIRA DOS SANTOS
LIMA, vem à presença de Vossa Excelência apresentar

C O N T E S T A Ç Ã O

consubstanciada nas razões de fato e direito a seguir aduzidas.

1. SÍNTESE DA LIDE

Av. Tancredo Neves, n. 620, cj. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020
TF 71 3023.5451 l TF 71 3012.0526 l secretaria@caiodruso.adv.br

1.

Declaram as Autoras serem usuárias do serviço

de assistência à saúde administrado pela empresa Ré, figurando a Sra. Maria Angélica Pereira
Lima como titular e a Sra. Samara Pereira dos Santos Lima como dependente.
2.

Aduz a Sra. Samara Pereira que possui um

quadro de perda de sensibilidade absoluta no quadrante nasal, com grande risco de perda da
visão do olho direito, de modo que necessitou de atendimento médico no dia 03/03/2015, o
qual foi negado, sob o argumento de que a apólice objeto da lide estava cancelada.
3.

Asseveram que tentaram resolver o impasse

administrativamente, todavia não obtiveram êxito.
4.

Por sua vez, à fl. 43, a parte Autora informou que

5.

Assim, ingressaram com a presente demanda

seu plano voltou a ser ativado.

pugnando pela indenização por danos morais.

6.

Contudo, conforme será demonstrado adiante, as

alegações e pretensões das Autoras não podem prosperar, motivo pelo qual deve ser julgada
improcedente a presente demanda.

2. PRÉVIO ESCLARECIMENTO SOBRE A RELAÇÃO JURÍDICA EXISTENTE
ENTRE AS PARTES

7.

Inicialmente, mister se faz aclarar o vínculo

jurídico havido entre as partes, a fim de tornar possível a atribuição das responsabilidades de
cada uma delas e, consequentemente, poder-se decidir a causa de forma escorreita.

8.

As Autoras subscreveram proposta de adesão à

apólice de seguro-saúde, coletiva por adesão, firmado com a ASSIM (Operadora de Plano de
Saúde), sob a administração da Acionada (Administradora de Benefícios).

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9.

Tais esclarecimentos são essenciais, já que a

análise do presente caso deve ser feita à luz das Resoluções Normativas - RN - 195 e 196 da
Agência Nacional de Saúde Suplementar - a ANS, as quais dispõem sobre a classificação dos
planos e seguros saúde e sobre a Administradora de Benefícios, respectivamente, e não pela
Lei n° 9.656/98, que regra os contratos individuais, na esteira do que recentemente decidiu o
Colendo STJ (AIDD nº 1.282.034 – SP; decidido em 02/02/2011; Ministro relator VASCO
DELLA GIUSTINA).

3. PRELIMINARMENTE
3.1. DA ILEGITIMIDADE ATIVA
10.

Com efeito, as Autoras ingressaram com a

presente demanda em face da negativa de atendimento ocorrida exclusivamente em relação à
Sra. Samara Pereira.
11.

Desse modo, pela própria narrativa autoral, se

percebe que a Sra. Maria Angélica Pereira Lima é parte ilegítima para figurar no polo ativo,
devendo ser excluída da lide.

3.2. DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DA ACIONADA – A ADMINISTRADORA
NÃO É RESPONSÁVEL POR AUTORIZAÇÃO OU NEGATIVA DE
PROCEDIMENTOS – RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DA CORRÉ
(OPERADORA) - ARTIGOS 2º E 3º DA RESOLUÇÃO NORMATIVA 196 DA
ANS.
12.

Como se viu, as Autoras ingressaram com a

presente demanda em face da Acionada, a qual figura como mera Administradora da Apólice
objeto da lide.

13.

Assim,

tem-se

que

as

atribuições

da

ACIONADA cingem-se à administração da apólice em questão, conforme relação jurídica
acima explicitada, de sorte que a reivindicação contida na petição inicial jamais poderá lhe
afetar.

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14.

Com efeito, tem-se que o plano esteve ativo

durante todo o mês de fevereiro e março de 2015, sendo a eventual recusa de realização
dos exames clínicos por questão de cobertura e/ou outros diz respeito à questão
relacionada com as atribuições da Operadora de Saúde.

15.

O artigo 2º da Resolução Normativa 196 da

Agência Nacional de Saúde – ANS estabelece que as atribuições da Administradora de
Benefícios cingem-se a:

Art. 2º Considera-se Administradora de Benefícios a pessoa jurídica
que propõe a contratação de plano coletivo na condição de estipulante
ou que presta serviços para pessoas jurídicas contratantes de planos
privados de assistência à saúde coletivos, desenvolvendo ao menos
uma das seguintes atividades:
I – promover a reunião de pessoas jurídicas contratantes na forma do
artigo 23 da RN nº 195, de 14 de julho de 2009;
II – contratar plano privado de assistência à saúde coletivo, na
condição de estipulante, a ser disponibilizado para as pessoas jurídicas
legitimadas para contratar;
III – oferecimento de planos para associados das pessoas jurídicas
contratantes;
IV – apoio técnico na discussão de aspectos operacionais, tais como:
a) negociação de reajuste;
b) aplicação de mecanismos de regulação pela operadora de plano de
saúde; e
c) alteração de rede assistencial.
Parágrafo único. Além das atividades constantes do caput, a
Administradora de Benefícios poderá desenvolver outras atividades,
tais como:
I - apoio à área de recursos humanos na gestão de benefícios do plano;
II - terceirização de serviços administrativos;
III - movimentação cadastral;
IV - conferência de faturas;
V - cobrança ao beneficiário por delegação; e
VI - consultoria para prospectar o mercado, sugerir desenho de plano,
modelo de gestão.

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16.

Ademais, a mesma Resolução, em seu artigo 3º,

traz informação vital ao bom entendimento das atribuições desta Ré, vejamos:
Art. 3º A Administradora de Benefícios não poderá atuar como
representante, mandatária ou prestadora de serviço da Operadora de
Plano de Assistência à Saúde nem executar quaisquer atividades
típicas da operação de planos privados de assistência à saúde.

17.

Vê-se, portanto, que não é atribuição da

Administradora de Benefícios deliberar sobre questões relacionadas à autorização ou negativa
de procedimentos, como no presente e caso, pois que isto é competência exclusiva da
Operadora de Saúde.

18.

A

ANS,

em

seu

site,

disponibiliza

esclarecimentos acerca das atribuições de uma Administradora de Benefícios - ora
contestante, e da Operadora de Plano de Saúde, através de um quadro 1 elucidativo que se
copia abaixo:

19.

Fica evidente, portanto, que a Acionada, na

condição de estipulante de planos privados de assistência à saúde, coletivo por adesão, tem
atuação claramente delimitada pela ANS - que inclusive exige o regular registro para autorizar
1

http://www.ans.gov.br/index.php/planos-de-saude-e-operadoras/contratacao-e-troca-de-plano/dicas-paraescolher-um-plano-de-saude/planos-coletivos

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o funcionamento das administradoras de benefícios – não se confundindo em nenhum aspecto
com a atuação das Operadoras/Seguradoras de saúde.

20.

Neste sentido é o entendimento jurisprudencial:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. PLANO DE SAÚDE COLETIVO.
Ilegitimidade da estipulante do contrato de assistência à saúde.
Inteligência do art. 801 do Código Civil. Beneficiário que deve dirigir
a pretensão diretamente contra a operadora do plano de saúde, para a
execução
do
contrato.
RECURSO
PROVIDO,
PARA
RECONHECER A ILEGITIMIDADE PASSIVA DA AGRAVANTE
E EXTINGUIR O FEITO, COM FUNDAMENTO NO ART. 267,
INCISO VI, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (TJSP, Agravo de
Instrumento 990100665375. Relator(a): Paulo Alcides. Comarca:
Limeira. Órgão julgador: 6ª Câmara de Direito Privado. Data do
julgamento: 01/07/2010)

21.

Mister se faz transcrever a decisão do MM. Juízo

da 2ª Vara do Juizado Especial Cível da Capital – Vergueiro – São Paulo, nos autos do
processo nº 0005973-05.2011.8.26.0016, publicada em 15/07/2011, in verbis:
Acolho a preliminar de ilegitimidade passiva da ré ACCESS
CLUBE DE BENEFÍCIOS, atualmente denominada QUALICORP
ADMINISTRADORA DE BENEFÍCIOS S/A, haja vista que, na
qualidade de administradora de benefícios está proibida de
executar quaisquer atividades típicas da operação de planos
privados de assistência à saúde, não lhe cabendo, portanto,
responder solidariamente pela obrigação discutida nestes autos, como
pretende o autor. Assim, julgo extinta a ação, sem resolução do
mérito, em relação à referida corré, nos termos do artigo 267,
inciso VI, do Código de Processo Civil. (Grifamos)

22.

Da mesma forma, é o entendimento do MM.

Juízo da 30ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, nos autos do processo nº
583.00.2011.131163-2, vejamos:
Reconheço a ilegitimidade passiva da QUALICORP. A QUALICORP
autua, apenas, como administradora do contrato. A pessoa
responsável por definir quais os procedimentos são alvo de
cobertura e quais não são é, apenas, a ré SUL AMÉRICA, visto que é
ela parte contratante. Ademais, apenas a ré SUL AMÉRICA, por ser
parte contratante, pode ser compelida a cumprir obrigação de fazer
consistente no cumprimento de obrigação estipulada em contrato.
No mais, não pode a ré QUALICORP responde por pedido de
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indenização por danos morais sofridos em razão de negativa de
cobertura, por total ausência de nexo causal. A conduta da ré
QUALICORP, de apenas transmitir a informação de que houve
negativa de cobertura, indica que atua como simples prestadora de
serviços, em favor da ré SUL AMÉRICA, sem autonomia ou poderes
de questionamento. A ré QUALICORP não se obrigou, perante a
autora, a lhe proporcionar cobertura pelas despesas médico
hospitalares havidas em tratamentos médicos, de modo que não
pode ser obrigada a cumprir tal obrigação, nem, tampouco, ser
responsabilizada pelos danos provocados por negativa de
cobertura. (Grifamos)

23.

Conclui-se, desta forma, que a Administradora

de Benefícios não tem qualquer ingerência na autorização ou negativa de
procedimentos; ao revés, ela está vedada de exercer qualquer atividade no ramo de
saúde, e, desse modo, é parte ilegítima para figurar no polo passivo da presente
demanda.

24.

Portanto, deve o presente feito ser julgado extinto

sem resolução de mérito, nos termos do art. 485, VI, do Código de Processo Civil.

4. DO MÉRITO
4.1. DA VERDADE SOBRE OS FATOS – PLANO REGULARMENTE ATIVO IMPROCEDÊNCIA DOS PEDIDOS

25.

Na remota hipótese de ser superada a preliminar

acima arguida, o que se admite apenas em atenção ao princípio da eventualidade, no mérito
tem-se que melhor sorte não assiste às Autoras, de maneira que, da mesma forma, deverá ser
julgada improcedente a presente demanda.

26.

Conforme restará evidenciado, nada há de ilegal

na conduta da Acionada, impondo-se o julgamento de improcedência da presente demanda.

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27.

Ademais, importa esclarecer que a parte Autora

menciona que o cancelamento do seu plano de saúde teria sido indevido, porém,
diferentemente do que pretende fazer crer, não há registro no sistema da Contestante de
qualquer negativa de atendimento.

28.

Em seus argumentos, a Autora informa que

solicitou junto a Operadora a autorização de procedimento, porém, o mesmo lhe foi
negado. Dessa forma, não tem a Acionada qualquer responsabilidade pela negativa de
autorização de procedimentos, sendo que tais procedimentos sequer passam por sua
validação ou ciência, prova disso é que não há nos autos, qualquer documento demonstrando
a comunicação feita pela Autora a esta Ré.

29.

Com efeito, o plano iniciou vigência em

01/04/2014, no grupo familiar para ASSIM, tendo como forma de pagamento débito em
Conta, com vencimento para o dia 01 de cada mês, na modalidade pré-pagamento.

30.

É possível perceber que as cobranças foram

efetuadas regularmente e o plano da Autora este ativo no sistema da empresa Ré.
31.

Nesse sentido, segue ficha financeira com a

identificação dos pagamentos:

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32.

Não é demais trazer à baila a ausência de prova

da negativa de realização dos exames clínicos, sendo que a parte Autora não se desincumbiu
de seu ônus probatório, a teor do art. 373, I, do Código de Ritos.

33.

Assim, resta demonstrada a ausência de má

prestação do serviço pela contestante.

4.2. AUSÊNCIA DO DEVER DE INDENIZAR – FALTA DE DANO MORAL MERO DISSABOR E ABORRECIMENTO SÃO INSUSCETÍVEIS DE
CAUSAR DANO MORAL INDENIZÁVEL

34.

Caso se entenda que a conduta da Ré foi

ilegítima, o que se admite apenas pelo princípio da eventualidade, ainda assim não se poderá
condenar as Rés a pagarem indenização por danos morais à parte Autora, porquanto se algum
dano moral a situação narrada na via exordial causou, este não passou de mero dissabor e
aborrecimento.

35.

Assim sendo, o ordenamento jurídico hodierno

firmou entendimento segundo o qual o mero dissabor e o aborrecimento, por si sós, não
são capazes de gerar dano moral indenizável, conforme se pode extrair do trecho de
sentença a seguir transcrito, recentemente proferida em caso semelhante ao presente. Confirase:

(...) Em relação ao dano moral, não é devida a indenização. Os meros
dissabores da vida cotidiana não se confundem com o prejuízo moral com
repercussão

patrimonial.

Nesse

sentido:

“Dano

Moral

Puro.

Caracterização. Sobrevindo, em razão de ato ilícito, perturbação nas
relações psíquicas, na tranqüilidade, nos entendimentos e nos afetos de
uma pessoa, configura-se o dano moral, passível de indenização”. (STJ REsp 8768/SP, Rel. Min. BARROS MONTEIRO). No caso dos autos, o
que se extrai é que a Autora teve meros aborrecimentos, insuscetíveis de
indenização. (...) (Processo nº 223.01.2009.009410-7, controle nº 2276/09;

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Ação de Obrigação de Fazer c/c Reparação de Danos; Sandra Aparecida da
Silva Alves de Oliveira X Acces Clube de Benefícios Ltda e Unimed do
Estado de São Paulo; MM. Juízo da 2ª Vara Cível da Comarca de
Guarujá/SP; 29/4/2010).

36.

No mesmo sentido caminha o entendimento do

firmado pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça – STJ -, in verbis:
“CIVIL. DANO MORAL. NÃO OCORRÊNCIA. O mero dissabor não
pode ser alçado ao patamar do dano moral, mas somente aquela
agressão que exacerba a naturalidade dos fatos da vida, causando
fundadas aflições ou angústias no espírito de quem ela se dirige.
Recurso parcialmente conhecido e, nessa parte, provido.” (Processo:
REsp 215666/RJ. Relator(a): Ministro Cesar Asfor Rocha (1098). Órgão
Julgador: T4 - Quarta Turma. Data do Julgamento: 21/06/2001. Data da
Publicação/Fonte: DJ 29.10.2001 p. 208; RSTJ vol. 150 p. 382)

37.

De fato, o dano moral deve ser analisado caso a

caso, sob pena de se perpetuar flagrante injustiça àqueles que supostamente causaram a
outrem efetivo dano.

38.

Nesse sentido, em parecer específico publicado

em dezembro de 1996 no Boletim de número 49 da Associação dos Advogados de São Paulo,
foi destacado pelo Ilustre Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Dr. José
Osório de Azevedo Júnior, que determinados sentimentos íntimos, por serem inexpressivos,
não são passíveis de reparação, verbis:
“Convém lembrar que não é qualquer dano moral que é indenizável. Os
aborrecimentos, percalços, pequenas ofensas, não geram o dever de
indenizar. O nobre instituto não tem por objetivo amparar as
suscetibilidades exageradas e prestigiar os chatos.”

39.

E os magistrados brasileiros não discrepam desse

entendimento, conforme se extrai de trecho de recente decisão proferida em caso análogo

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(processo nº 2010.03.1.001444-5; processado perante o 2º JEC da Circunscrição Judiciária de
Ceilândia – DF). Confira-se (...) Dano moral é sofrimento. E o que sofreu o autor? A mera
expectativa de ter um plano de saúde? Precisava ele de um tratamento de urgência, de
emergência? Se precisava, não o disse. Ora, dano moral é coisa realmente grave. Veja-se o
que diz respeitado doutrinador: 'Destina-se o instituto a atender àquelas pessoas atingidas
por acidentes ou atos ilícitos que lhe causaram profundo sofrimento. Se os sentimentos
experimentados não se caracterizam como uma dor tormentosa, excepcional, significativa,
não é o caso de fixar indenização por danos morais. Desde sempre, a doutrina tem
recomendado moderação no trato da matéria para que não tome por referência pessoas frias
e insensíveis, nem a sensibilidade extremada e doentia, mas as medias." ( Fábio Ulhôa
Coelho, Curso de Direito Civil, Volume 2, pág. 431) Ou, como quer outro, de forma até mais
radical:"Em uma palavra, dano moral é aquele que tira a alegria de viver, ou que deprime de
tal maneira que o ofendido fica com vergonha de aparecer em público, de encarar os
conhecidos e amigos. Fora daí, o que existe é aborrecimento comum, fruto do conflito natural
das relações inter-humanas." (Antônio Lindenberg C. Montenegro, "Ressarcimento de
Danos", Lumem Iures, 8ª. Ed. Pag. 138) E, sinceramente, não detecto profundo sofrimento
ou perda da vontade de viver, que pudesse caracterizar a espécie de dano. DEUS LIVRE O
AUTOR DE TER, REALMENTE, UM DANO MORAL, A PERDA DE UM FILHO, A
PERDA DE UM MEMBRO, VERGONHA PELA UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE SUA
IMAGEM... (...).

40.

Portanto, apenas os comportamentos que geram

profundo abalo psíquico ao sujeito são capazes de gerar a incidência da indenização por danos
extrapatrimoniais, o que definitivamente não é o caso dos autos.

5. CONCLUSÃO E PEDIDOS

41.

Por todo o exposto, requer seja a demanda

julgada extinta sem resolução de mérito, pela ilegitimidade ativa e passiva, nos termos do
artigo 485, VI, do Código de Processo Civil.

42.

Na hipótese de não entender desta forma este

MM. Juízo, o que se admite apenas pelo princípio da eventualidade, requer seja julgada

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improcedente a presente demanda, afastando-se da contestante qualquer responsabilidade na
lide, inclusive e especialmente quanto às condenações postuladas.

43.

Protesta provar o alegado por todos os meios de

44.

Requer, ademais, que as intimações sejam

prova admitidos em Direito.

veiculadas em nome da advogada RENATA DE SOUSA DE CASTRO VITA, inscrita na
OAB/BA 24.308, com endereço profissional indicado na procuração em anexo, sob pena de
nulidade, conforme estabelecido pelo art. 272, §2º, do Código de Processo Civil.

Nestes termos,
Pede deferimento.
Rio de Janeiro/RJ, 5 de maio de 2016

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