Amor”, de Clarice Lispector

Posted on 5 de novembro de 2012 by angelakim

A narrativa conta a história de Ana, uma mulher casada, com dois filhos.
Ela tinha uma vida normal e seguia sempre uma rotina, costurava para
os meninos, recebia seu marido e tirava a poeira dos móveis.
Um dia, quando voltava do mercado, subiu ao bonde e se sentou
cansada, quando vê um senhor de idade que era cego. Ela fica intrigada
com aquele homem cego que estava mastigando chiclete e fica ali
pensando nele. Essa intriga era tanta que ela perde seu ponto de
descida e acaba descendo no Jardim Botânico. Ali ela fica até o anoitecer
quando percebe que está sozinha e começa a gritar para que abram o
portão.
Quando chega à casa, ela abraça o filho, depois senta-se em uma
cadeira e depois vai até a cozinha ajudar a empregada a preparar o
jantar. Ela continuava pensando no homem cego e em como a vida
era cruel de fazer aquilo com um pobre homem. Ela então abraça o filho
a ponto de machucá-lo e diz ao filho que nunca a deixe esquecêlo. Quando todos vão embora ela se olha no espelho e o fogão faz um
barulho. Ana se assusta, mas aquele barulho faz com que ela volte à
vida. Então ela abraça o marido e diz a ele que não quer que ele sofra. O
marido, sem entender nada, ri e os dois vão dormir.
A história é contada por um narrador onisciente, ou seja, ele não
participa da história mas sabe tudo o que acontece e os pensamentos
dos personagens. Ele conta os fatos de cima, como se enxergasse tudo
que acontece e consegue saber tudo que os personagens pensam,
porém não participa da história. A narrativa não dá detalhes dos
espaços. A autora só nos menciona três espaços: sua casa, o bonde e o
Jardim Botânico, sendo os dois últimos os principais.
Os personagens são poucos, mas o protagonista é Ana, uma mulher
casada com dois filhos. Ela levava uma vida feliz e cotidiana, quando um
homem cego muda totalmente sua perspectiva da vida.
A narradora sofre uma série de mudanças de sentimentos pelos fatos
que ocorrem durante a história, que acabam afetando-a de maneira
direta ou indireta. Direta porque acaba interferindo em sua vida pessoal.
E indireta porque ela percebe que o que havia afetado, o que havia
mudado, era tudo por causa do velho cego que ela viu no bonde.

sem se ocupar toda hora.” O título se relaciona de uma maneira indireta com o conto. Assim podemos relacionar o título com a história. sua vida era sempre muito ocupada. Antes da mulher se encontrar com o velho cego. em rápido afago. Tudo era estranho. a maneira que o autor representa o mundo (de um mundo injusto com as pessoas). nunca! disse ela.O conto nos transmite a ideia que às vezes algo nos intriga tanto que podemos passar dias até mudar uma pessoa. que são dois termos a uma frase. — Não quero que lhe aconteça nada. organiza o conto. espiou-a com maior atenção. pensando mais no amor pelo marido e filhos. os leitores. Isto faz com que nós. Plano de expressão. “Mas diante do estranho rosto de Ana. criando novos significados às palavras. Antes sua vida era sem amor ou até com amor demais e depois de ter se encontrado com o cego velho a sua vida fica com o amor mais presente . ela começa olhar a vida de uma maneira diferente. vincula os conteúdos para recriá-los em sua organização. pensemos que ela sempre se ocupava por falta de amor. pensava que tudo que ela fazia era para os outros. E plurissignificação. o termo que lemos e o termo que o autor pensa ou o personagem.” Depois que Ana encontra o velho cego no bonde. Todo o Jardim triturado pelos instantes já mais apressados da tarde. conotação e plurissignificação: ” Ao seu redor havia ruídos serenos. cheiro de árvores. sempre vivia arrumando as coisas da casa para seus filhos e para seu marido e quando ficava um minuto sem fazer nada. Os aspectos que se destacam no conto são: função estética. o jeito que uma pessoa vive e a sua rotina. Conotação. Depois atraiu-a a si. Exemplo de plano de expressão. pequenas surpresas entre os cipós. De onde vinha o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. grande demais. suave demais.