Coastwatch 2009/10

20 Anos a Olhar Pelo Litoral
Í NDICE
Índice Índice de Figuras 2 4

1 – O projecto Coastwatch ........................................................................................................................................ 5 2 – Metodologia 6

3 – Coordenação do projecto Coastwatch ................................................................................................................ 6 4 – A campanha 2009-2010 ....................................................................................................................................... 7 5. Resultados da monitorização ................................................................................................................................ 7 5.1 – A - Área Coberta 8 5.2 – A- Participantes 9 5.3 – A- Data do Inquérito ....................................................................................................................................... 11 5.3 – A- Data do Inquérito ....................................................................................................................................... 11 5.4 – A- Conhecimento do local .............................................................................................................................. 11 5.5 – A- Designação do Local ................................................................................................................................... 12 5.6 – A- Tipo de acesso ............................................................................................................................................ 12 5.7 – B- Tipo de Costa e altura das arribas ............................................................................................................. 13 5.8 – B- Descargas 13

5.9 – C – Zona supratidal - Coberto ......................................................................................................................... 14 5.10 – C – Zona supratidal - Flora ............................................................................................................................ 14 5.11 – C –Avifauna 15

5.12 – D – Zona Intertidal - Coberto........................................................................................................................ 15 5.13 – D – Flora 16

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6 - CONCLUSÃO 23

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20 Anos a Olhar Pelo Litoral
Í NDICE
DE

F IGURAS
6 7 8 9 9 9 11 11 12 12 13 13 13 14 14 15 15 16 17 18 19 20 20 22

MAPA DE CAMPO ALGUNS TESTEMUNHOS DOS PARTICIPANTES PERCENTAGEM DA EXTENSÃO DO NUT MONITORIZADA PARTICIPANTES POR TIPOLOGIA ENTIDADES PARTICIPANTES PERCENTAGEM DE PROFESSORES POR DISCIPLINA DATA DA MONITORIZAÇÃO – CONHECIMENTO DO LOCAL UNIDADES COM DESIGNAÇÃO ESPECIAL POR TIPOLOGIA. TIPO DE ACESSO TIPO DE COSTA ALTURA DAS ARRIBAS - ANÁLISE Á ÁGUA - COBERTURA DA ZONA SUPRATIDAL – FLORA DA ZONA SUPRATIDAL PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA AVIFAUANA - COBERTURA DA ZONA INTERTIDAL PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA FLORA DA ZONA INTERTIDAL . PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA FAUNA DA ZONA INTERTIDAL . RESÍDUOS – OBJECTOS DE GRANDES DIMENSÕES RESÍDUOS – OBJECTOS DE GRANDES DIMENSÕES PERCENTAGEM DE RISCOS IDENTIFICADOS COBERTURA DA ZONA INTERIOR CONTÍGUA DISSONÂNCIA URBANÍSTICA (%)

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1–O
PR OJECTO

C OA STWATCH

O Coastwatch é um projecto que consiste na caracterização ambiental da faixa costeira, contando com a participação dos colaboradores interessados. Surgiu na Irlanda, em 1988, e desenvolveu-se em vários países da Europa. O projecto Coastwatch tem como principais objectivos melhorar o conhecimento da situação ambiental do litoral português e, sobretudo, sensibilizar as escolas, outras instituições e população em geral para os problemas resultantes dos impactos da actividade humana na faixa litoral. Dentro deste quadro a sensibilização dos mais jovens relativamente a esta problemática é fundamental, sendo este facto o fundamento principal do projecto. Objectivos Gerais:  Recolher dados, a partir do preenchimento de um questionário, relativos a vários aspectos ambientais do litoral português;  Sensibilizar e informar o público, de forma a tornarem-se activamente envolvidos na protecção do litoral;  Armazenar e analisar os dados obtidos de uma forma facilmente utilizável na gestão costeira e na protecção do litoral;  Disponibilizar os dados, a todos os interessados e participantes no projecto;  Contribuir para o inter-associativismo e para a criação de sinergias entre instituições ligadas ao ambiente e à gestão costeira. Objectivos específicos:  Sensibilizar e informar o público escolar, nomeadamente, o que reside no litoral, para os problemas actuais desta área;  Envolver os jovens, em idade escolar, em actividades de ar livre e sensibilização ambiental, de complemento curricular e de alternativa ocupacional;  Desenvolver técnicas de observação;  Desenvolver o espírito científico e espírito crítico;  Desenvolver técnicas de trabalho de campo;  Aumentar os conhecimentos sobre os aspectos ambientais, nomeadamente sobre os ecossistemas litorais.
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2 – M ETODOLOGIA
O levantamento da informação obtém-se a partir do preenchimento de um questionário, em trabalho de campo, por unidade (troços de 500m), em blocos contínuos de 5km. Esta metodologia desenvolve-se um pouco por todo o litoral com a estreita colaboração de ONGA, autarquias, escolas e outras entidades distribuídas de norte a sul do
F IG . 1: M APA DE C AMPO

país, em interacção directa com as escolas locais e

colaboradores interessados. Mapa de campo Após a campanha no terreno, os elementos retirados dos questionários são introduzidos numa base de dados alfanumérica e submetidos a tratamento estatístico com vista à identificação da importância dos diferentes parâmetros que interferem na qualidade ambiental da costa portuguesa, e posteriormente divulgados num Seminário. No Seminário, são igualmente divulgados os trabalhos realizados por escolas e coordenadores regionais, principais intervenientes no processo.

3 – C OORDENAÇÃO

DO PROJECTO

C OAST WATCH

O GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente - é uma associação de defesa do ambiente de âmbito nacional, aberta à participação de todos os interessados. Constituiu-se legalmente em 1986, mas a sua existência enquanto grupo de reflexão e educação na área do ambiente remonta a 1981. A divulgação da iniciativa Coastwatch, a elaboração dos documentos necessários, a logística de todo o projecto e a coordenação nacional, estão a cargo do GEOTA.

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4–A
CAMPANHA

2009-2010

O Coastwatch cumpriu 20 anos com a campanha 2009/10. Vinte anos a sensibilizar e a olhar pelo litoral, a sensibilizar jovens e cidadãos em geral, a mobilizar voluntários, a integrar currículos escolares, a criar hábitos de cidadania e participação pública, a desenvolver técnicas de observação e trabalho de campo.

F IG . 2: A LGUNS TESTEMUNHOS DOS PARTICIPANTES

Mapa de campo

5. R ESULTADOS

DA MONITOR IZAÇÃO

O questionário de 2009/2010 é constituído pelos seguintes capítulos: A - Informação sobre o local e sobre quem preenche o questionário B – Análise geral da unidade C – Zona Supratidal D – Zona Intertidal E – Resíduos e poluição nas várias zonas da costa F – Ordenamento do território G - Informações
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5.1 – A - Á REA C OBERTA
A área total coberta pela monitorização foi de 423km. Mais uma vez, as condições meteorológicas que se fizeram sentir aquando do período de monitorização, com precipitação intensa e ventos fortes influenciaram a concretização de muitas das saídas de campo agendadas. Nesta campanha, a região Autónoma da Madeira não monitorizou qualquer bloco, dado a intempérie a que teve sujeita. Na região Minho-Lima também não se realizou qualquer monitorização.

Percentagem da extensão do NUT monitorizada

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

91%

44% 23% 9% 0% 29% 21% 25% 10% 11% 4% 11% 0%

F IG . 3: P ERCENTAGEM DA EXTENSÃO DO NUT MONITORIZADA

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5.2 – A- P ARTICIPANTES
Total de participantes por tipologia

A campanha 2009/10 decorreu de Novembro de 2009 a Março de 2010, tendo sido
3902

Total Alunos 2950 307 267

monitorizados 423 km de costa. Estiveram envolvidos directamente na campanha 3902 participantes - 2950 alunos, 267 professores, 307 escu(o)teiros, 206 participantes individuais e 134 elementos de ONG. Participaram ainda 161 entidades (90 escolas, 14 ONGA, 14 agrupamentos de escu(o)teiros, 27 autarquias

Escu(o)teiros Professores
Participantes Independentes/outras entidades Participantes de ONG Coordenadores Regionais

206
134 38

F IG . 4: P ARTICIPANTES POR TIP OLOGIA

eMapa de campo 16 outras associações/entidades). Poderemos considerar o número de participantes superior ao registado, dado que muitas das fichas de participação não chegam a ser enviadas à Coordenação Nacional, assim como alguns relatórios, bases de dados e outras informações.
Total de entidades participantes na campanha 2009/10

Professores por disciplina (%)
outras disciplinas Línguas EVT/EV MAT EF Bio/Geo Geografia 1º ciclo 1,5 1,5 1,5 2,2 4,1 4,5 5,6 6,4 6,7

Total 16

161

Outras associações/entidades

Escolas 27

90

Autarquias 14

ONG

Grupos/ClubesAmbiente
CFQ

7,1
21,0

Escu(o)teiros

14

CN
Não descriminadas

37,8

F IG . 5: E NTIDADES PARTICIPANTES

F IG . 6: PERCENTAGEM DE P ROFESSORES POR DISCI PLINA

Mapa de anos Como noscampoanteriores, as escolas são as entidades presentes em maior número, confirmando a importância

que estas têm no Projecto. As dificuldades de transporte, seguido das condições meteorológicas e dificuldades de logística dentro da escola, são alguns dos factores apontados pelos docentes para a não concretização da monitorização.
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Embora com expressões diferentes e variadas, o projecto Coastwatch é utilizado por um vasto painel de disciplinas, como parte integrante do projecto curricular de turma. O item “Não descriminadas” diz respeito a todos os professores que não referiram a disciplina no preenchimento da ficha.

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5.3 – A- D ATA
DO I NQUÉRITO

Data das monitorizações
Março (40%)
Maio (1%) Abril (10%) Não respondido (19%)

Fevereiro (19%)

Janeiro (7%)

Dezembro (3%)

Novembro (1%)

F IG . 7: D ATA DA MONITORIZAÇÃO

Mapa de campo

Dado o atraso na data de abertura da campanha, e o seu prolongamento até ao final de Março, resultou em que muitas das saídas de campo tenham sido realizadas já em 2010. O estado do tempo condicionou ainda as saídas nos dois primeiros meses do ano, correspondendo a Março o maior número de saídas de campo. Realizaram-se ainda algumas saídas em Abril e Maio.

5.4 – A- C ONHECIMENTO

DO LOCAL
Conhecimento do local

Quanto ao conhecimento do local, os valores assinalados confirmam o facto de que a maior parte dos participantes acompanhar o Coastwatch há muitos anos.
Bom (52 %) Regular (37 %)

Não respondido (4 %)

1ª visita (7 %)

F IG . 8– C ONHECIMENTO DO L OCAL

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5.5 – A- D ESIGNAÇÃO
DO

L OCAL

Designação do local

Área Protegida (290) Sem designação (230)

Rede Natura 2000 (131) Zona balnear (194)

A s áreas de praia e áreas protegidas constituem a maior parte dos blocos monitorizados, tal como em anos interiores, facto a que não é alheio as suas acessibilidades.

Desconhecido (36)

Bivalves (23)

Convenção de Ramsar (59)

F IG . 9: U NIDADES COM DESIGNAÇÃO ESPECIAL POR TIPOLOGIA .

5.6 – A- T IPO
O acesso às

DE AC ESSO unidades foi feito

maioritariamente a pé (74% dos blocos).

Acesso à unidade

Veículo motorizado & A pé 0% Interdito

6%

Inacessível 2% A pé Veículo motorizado Não respondido 3% 0% 20% 40% 60% 80% 15% 74%

F IG . 10: T IPO DE ACESSO

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5.7 – B- T IPO
DE

C OSTA

E ALTURA DAS AR RIBAS
Altura das arribas rochosas
40%

Tipo de costa
64%

28%

19%

28%
12%

8%

11%
0% 1% 0%

Não respondido

Alta

Média

Baixa

Alta & Média

Alta & Baixa

Média & Baixa

Não respondido

Não rochosa

Rochosa

Rochosa e Não rochosa

Fig. 11: T IPO DE COSTA

Fig. 12:A LTURA DAS ARRIBAS

Apesar de em termos de terminologia a costa ser caracterizada em rochosa, arenosa e lodosa, na prática existem troços em que, costa rochosa e arenosa se complementam. O predomínio de monitorização em costa arenosa é já uma característica da monitorização do projecto. A maioria dos participantes localizam-se em áreas de costa arenosa e, na prática, tendo em conta que o público-alvo dominante é jovens, opta-se por áreas mais acessíveis e menos perigosas como é o caso de falésias. As zonas de estuário, pelas particularidades de ecossistema de sapal são menos atractivas para os participantes.

5.8 – B- D ESCARGAS
Caracterizar as descargas líquidas no mar ao longo da unidade continua a oferecer algumas dúvidas aos participantes. A campanha 2009/10 analisou 140 descargas naturais e 72 descargas artificiais. Na realidade o número seria superior, caso não houvesse entradas assinaladas e analisadas de forma incoerente e elegível, o que implicou a sua rejeição na introdução da Base de Dados.
Fig. 13 - A NÁLISE Á ÁGUA www.geota.pt | http://coastwatch-coastwatch.blogspot.com | coastwatchnacional@gmail.com 30 de Junho de 2010 13

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5.9 – C – Z ONA
SUPRATIDAL

- C OBERTO
Coberto - Zona Supratidal
Canas/Juncos (171) Areia (465) Outra vegetação (281)

Rocha (184)

Construção de edifícios (116)

Formas de controle de erosão (55)

Fig. 14 - C OBERTURA DA Z ONA S UPRATIDAL

5.10 – C – Z ONA

SUPRATIDAL

- F LORA

A Zona Supratidal é a zona coberta pelo mar na época das

Flora - Zona supratidal
Junco [Juncus marítimos]
Lodosa

102
72 12 20

marés

vivas.

Assim,

está

Caniço [Phragmites australis] Tabua [Thypha latifolia] Outro

sempre emersa fora desse
Rochosa

período. A flora é por isso adaptada características. a estas

Cravo-das-areias [Arméria pungens]
Funcho-marítimo [Crithmum sp.] Líquenes [Verrucaria maura e lichinia liquenoides] Outro

57
16 39 49

Planta pioneira de dunas embrionárias [Elymus farctus]
Arenosa

151
206 161 93

Estorno [Ammophila arenaria] Cardo-marítimo [Erygium maritimum] Camarinha [Corema álbum]

Outro

21

F IG . 15 – F LORA DA Z ONA S UPRATIDAL

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5.11 – C –A VIFAUNA
Avifauna - Zona supratidal
Garça-real Flamingo Cegonha-branca Garajaus Corvo marinho Andorinha-do-mar Andorinhão Guincho Airo 0 Gaivota Pombo da rocha Outro 20 90 297 21 41 11 31 56 67 93 27

A

avifauna

do

litoral

português é muito diversa e variada, de acordo com a região. Com efeito, cada

ecossistema contém em si espécies que poderão ser únicas. Como não seria de esperar a espécie gaivota, dominante com uma é a

F IG . 16: PRINCIPAIS REPRESENTANTES DA AVIFAUANA

clara

preponderância, tal como é visível quando caminhamos ao longo do litoral português.

5.12 – D – Z ONA I N TERTIDAL - C OBERTO
Tal como na zona Supratidal, o tipo de coberto predominante é Areia e Rocha. Existe também uma percentagem substancial de Lodo.
Coberto - Zona Intertidal
Calhaus rolados (92)

Gravilha (21)
Areia (456)

Rocha (161)

Lodo (120)

Construção artificial (74)

Fig. 17 - C OBERTURA DA Z ONA I NTERTIDAL

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5.13 – D – F LORA
Flora - Zona Intertidal
Morraça [Spartina maritima]

37 21

Lodosa

Salicórnia [Salicornia ramosissima] Erva-marinha [Zoostera marina] Outro Bodelha [Fucus spiralis] Alface-do-mar [Ulva spp.]

33
0 12 29

Rochosa

Alga verde [Codium tomentosum] Alga calcária [Lithophylum spp] Laminaria [Saccorhiza polyschides] Alga vermelha [Corallina spp.] Outro Erva-marinha [Zoostera marina]

62
29 5 38

0
28 145

Arenosa

Resíduos de algas e/ou plantas na linha de maré

Resíduos de conchas e material orgânico animal na linha de…
Outro

0

175

Fig. 18:P RINCIPAIS REPRESENTANTES DA FLORA DA ZONA INTERTIDAL .

A flora referenciada nas unidades analisadas varia consoante o tipo de coberto atrás citado. Assim, não é de estranhar o predomínio de algas verdes e algas vermelhas, típicas de zonas de praia e arriba, onde o coberto dominante é rocha e areia.

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5.14– D – Fauna
Fauna - Zona Intertidal
Alforrecas Anémonas Anelídeos Mexilhões Lapas Caranguejos Cracas Cabozes 0 Ouriços Estrelas Taínhas/Fataças Golfinhos Ratos 4 2 3 12 19 23 49 27 28 89 7 25 8 11 12 7 45 42 30 Vivos 38 Mortos 93 98 100 102

26

Fig. 19:P RINCIPAIS REPRESENTANTES DA F AUNA DA ZONA INTERTIDAL .

Todas as espécies assinaladas foram encontradas em maior quantidade, vivas, excepto os golfinhos.

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5.15 – E – R ESÍDUOS
E

P OLUIÇÃO – O BJECTOS

DE

G RANDES

DIMENSÕES

Objectos de grandes dimensões
Resíduos de construção e demolição

Destroços de barcos; 97

Monos Lixo doméstico em sacos ou amontoado; 180

REEE

Veículos em fim de vida; 24

Fig. 20: RESÍDUOS – O BJECTOS DE GRANDES DIMENSÕES

Os objectos de grandes dimensões encontrados ao longo das unidades monitorizadas, campanha após campanha continuam a reflectir o nível de cidadania praticado no nosso país. O predomínio dos itens
lixos domésticos em sacos ou amontoados e materiais de construção mantém-se.

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5.16 – E – Resíduos e Poluição
Resíduos
Vidro Metal Latas com produtos potencialmente perigosos Plástico Papel e Cartão (pacotes de sumo, leite,etc.) Sacos plást. Caixas de madeira Aparelhos pesca Material médico e sintético Têxteis Papel e cartão (revistas, livros, etc.) Resíduos verdes (Troncos de madeira) Tábuas e outra madeira não incluida em resíduos verdes) Pneus Pilhas, baterias de telemóveis e outras, excepto as de … Baterias de veículos automóveis Outros como por exemplo: cerãmica, copos de plástico,…

Fig. 21: RESÍDUOS – O BJECTOS DE GRANDES DIMENSÕES

A quantidade de resíduos encontrados, continua a ser impressionante, predominando uma vez mais os plásticos. De notar ainda que, as garrafas de vidro e as latas de bebidas, objectos perigosos para a saúde
pública, têm ainda uma expressão considerável.

Não embalagem

Embalagens

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5.17 – F – Percepção de Risco

Perda qualidade ambiental 16%

Espécies infestantes 10%

Riscos identificados

Perda de Biodiversidade 12% Edificações em risco 7% Outros 5%

O conceito de risco diz respeito às consequências que os fenómenos naturais ou induzidos pela acção antrópica têm nas pessoas e bens . No caso do litoral, muitos dos

Erosão costeira 31%

factores de risco provêm do mar: risco de erosão, risco de poluição por derrames de petróleo, riscos de

Pressão turística 11% Extracção de inertes 8%

contaminação

das

quintas

de

aquacultura por algas tóxicas, entre outros. De acordo com o assinalado, a erosão costeira continua a ser o

Fig. 22: PERCENTAGEM DE RISCOS IDENTIFICADOS

indicador percepcionado pelos participantes como detendo o maior risco.

5.18 – F – Cobertura da Zona Interior Contígua
Relativamente ao Coberto na zona interior
Outros Eminantemente urbana Áreas Verdes

58
170

contígua, salientam-se os Matos e as Áreas Eminentemente
237

Urbanas.

Um

número

10

significativo de inquéritos não continha
108
62

Matos
Floresta

qualquer resposta a esta questão.

Culturas agrícolas
Pastagem

59
86

Sapal
Erro - Não Respondido

244

Fig. 23:C OBERTURA DA Z ONA I NTERIOR CONTÍGUA www.geota.pt | http://coastwatch-coastwatch.blogspot.com | coastwatchnacional@gmail.com 30 de Junho de 2010 20

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5.19– F – Dissonância urbanística na Zona Interior Contígua

Excesso de construção Outros 1% 9% Proximidade dos edifícios à praia e/ou arriba 13% Imóveis degradados 6% Erro - Não Respondido 69%

Incluído

pela

primeira

vez

no

questionário, a questão relativa à Dissonância Urbanística na zona

interior contígua, não foi respondida na maioria dos inquéritos, talvez por ser um item novo ou eventualmente por dificuldade em entender a

Altura dos edifícios 2%

questão, uma vez que grande parte dos participantes pertencem ao 3º nível do ensino básico.

Fig. 24:D ISSONÂNCIA URBANÍSTICA (%)

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6 - CONCLUSÃO
O Projecto Coastwatch concluiu mais uma campanha, este ano com algumas dificuldades acrescidas. Baseado em grande medida no voluntariado, o Projecto Coastwatch exige, acima de tudo, boa vontade e disponibilidade de todos os que o abraçam, independentemente de pertencerem a Associações de Defesa de Ambiente, Universidades, Autarquias, escolas, escuteiros ou participantes individuais. Sem a dedicação de todos, a campanha deste ano não teria sido concretizável. A menor cobertura deste ano deveu-se às condições atmosféricas, a que também não foram alheias as modificações na coordenação e na logística do projecto. Por outro lado, uma maior burocratização a que o sistema de ensino está sujeito (com as alterações no estatuto da carreira docente), a oferta de um vasto painel de projectos aliciantes para as escolas, exigem que o Coastwatch se actualize tornando-se menos pesado em termos de logística (fichas de inscrição, fichas de avaliação, relatórios, …) tempo que seria mais estimulante aplicado na monitorização em si. Tal como tem sido referido nas últimas campanhas, o projecto em si e os participantes beneficiariam com a actualização dos mapas /ortofotomapas e a criação de um site interactivo onde pudessem estar todos os documentos necessários ao desenvolvimento do projecto e uma base de dados online.

A 21ª campanha Coastwatch inicia-se em Setembro, contamos convosco para participarem.

Coordenação Nacional Coastwatch

Apoios:

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