You are on page 1of 29

Unidade 1 - Repartição de responsabilidades na esfera dos poderes do

Estado - no mundo- Página 01


lay_barra_top
*Objetivo*

Ao estudar esta *Unidade 1*, você deverá ser capaz de:

Identificar a origem, na história, da repartição de


responsabilidade na esfera dos poderes do Estado no mundo.

Procure organizar seu processo de aprendizagem neste curso, em que você,


sem tutoria, é responsável por seu avanço. Utilize o espaço “Caderno” no
menu lateral, que pode ser dedicado às suas anotações pessoais.

Página 01
lay_barra_topilus_lockmontes

A idéia de divisão de responsabilidades na esfera dos poderes do Estado


surgiu com Montesquieu, estudioso e inspirador moderno desse modelo de
organização, inspirado pela doutrina de John Locke, famoso teórico,
político e filósofo inglês.

Montesquieu dividiu os poderes do Estado em três: Legislativo, Executivo


e Judiciário - separados e com funções distintas. Ele sugeriu que não
haveria melhor garantia para a liberdade dos cidadãos - e, ao mesmo
tempo, de eficiência do ponto de vista do funcionamento das instituições
políticas - do que a divisão tripartite dos poderes.

* Reflexão
*
* ** *
Por que razão assim pensava Montesquieu?
*
*
Bem, pode-se dar a resposta com base no seguinte argumento: o poder
“dividido” é mais democrático que o poder centralizado, e, na forma
concebida por Montesquieu, cada uma das instituições – Legislativo,
Executivo e Judiciário – seriam responsáveis pela condução de forma
autônoma e independente de tarefas de sua exclusiva competência.

Isso não significa que não devam ter qualquer relação uns com os outros.
Nesse tipo de divisão de tarefas, tanto em termos teóricos como
práticos, o aspecto mais interessante é a estrita colaboração que existe
entre esses Poderes.

* Em destaque*
* ** *
Cada um dos Poderes tem tarefas específicas a realizar. No entanto,
ajudam-se mutuamente, de modo que nenhum deles tenha mais poder que o
outro. Esse é o princípio fundamental que rege a tripartição de poderes.

A teoria de Montesquieu sofreu influências, evoluiu, e outros cientistas


políticos aprofundaram o estudo da teoria política, dando-lhe novo
enfoque a partir do próprio processo evolutivo da sociedade e dos novos
acontecimentos, como novas tecnologias, relações interpessoais e as
relações políticas, culturais e econômicas entre as nações.

Essas influências trouxeram, como consequência, um modelo tripartite de


divisão dos poderes de maneira mais condizente com a “nova sociedade”.

Unidade 2 - Repartição de responsabilidades na esfera dos poderes do


Estado - no Brasil
lay_barra_top
**Objetivo
**
Você deverá estar apto, ao final desta *Unidade 2*, a:

Identificar, na história do Brasil Império, a influência do modelo de


Montesquieu, na estruturação dos Poderes do Estado.

Página 01
lay_barra_top
**Brasil Império e os Poderes do Estado**
ilus_dpedro

No Brasil, ao abraçar a noção de Montesquieu, e seguindo o modelo


norte-americano de estrutura dos Poderes, todas as Constituições
passaram a adotar o princípio da separação dos poderes.
Logo após a transformação da Colônia em Império do Brasil, por meio de
decreto assinado pelo Imperador, em 1823, foi convocada a 1 Assembléia
Constituinte para estabelecer as bases da organização do Estado
brasileiro que, no geral, não difere da configuração que temos hoje.

A Constituição de 1824, a primeira que regeu o Império do Brasil,


estabeleceu que:

Os "Poderes e a Representação Nacional são: o Executivo, o Legislativo,


o Judicial e o Moderador".

Essa configuração dava poderes absolutos ao Imperador, que, além de


exercer o Poder Executivo, era o próprio Poder Moderador. Logo, em
última análise, prevalecia sempre a vontade imperial.

*Saiba mais
***
Ver "O Senado do Império" - de Affonso de E. Taunay - Coleção Memórias
Brasileiras, 1998.
Página 02
lay_barra_top
**A República e a Organização Definitiva dos Poderes**
**
Com a Proclamação da República, em 1889, e consequente fim do regime
imperial, a primeira Constituição Republicana (1891) deu forma
definitiva à organização dos Poderes da República Federativa do Brasil.
Aboliu o Poder Moderador, mantendo os outros Poderes com as funções como
hoje as conhecemos. Desde então, os textos constitucionais que o Brasil
já teve consagraram essa estrutura de organização política.

Assim, o Estado Brasileiro está organizado obedecendo à forma tripartite


de Poder: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário,
independentes e harmônicos.
*Saiba mais***

Para saber mais sobre o conceito de república, clique aqui.


<http://www17.senado.gov.br/trilhas/index.php/file/file/download/file/dXBsb2FkL2
NvbXBvc2VyL19jOGE2Y2I4OGExNTNhOTg2OTk1N2Q3NTFlYWMwZmYzMC5kb2M=>

*Curiosidade
*

Vale lembrar que até nos períodos autoritários, as constituições que os


regeram concebiam a existência, ao lado do Poder Executivo autoritário,
dos Poderes Legislativo e Judiciário, claro que com autonomia e
independência simbólicas!

O povo brasileiro era o titular de todo poder que seria exercido


diretamente ou por intermédio de seus representantes. Estes princípios
fundamentais sempre constaram das constituições posteriores, cabendo
destacar: a soberania popular, a tripartição dos Poderes, a eleição dos
representantes do povo.

Unidade 3 - O Poder Legislativo no Império do Brasil


*lay_barra_top
Objetivo
*
Você deverá ser capaz de:

Descrever a história do Poder Legislativo no Brasil Império.

Os objetivos propostos no curso servem de diretriz para o seu processo


de aprendizagem. Bons estudos!

Página 01
lay_barra_top
**O Poder Legislativo no Império do Brasil**

Como vimos, o Poder Legislativo nasce com a constituição do Império do


Brasil. O decreto do Imperador D. Pedro I convocou a primeira Assembléia
Constituinte para que desse à nação sua organização política,
estabelecendo, entre outros requisitos, a existência “dos Poderes e
Representação Nacional”, expressão inscrita no art. 10 do Título III da
Constituição de 1824.
Segundo esses dispositivos, “os poderes políticos reconhecidos pela
Constituição do Império do Brasil eram: o Poder Legislativo, o Poder
Moderador, o Poder Executivo e o Poder Judicial”.
O Poder Legislativo, designado como *Assembléia Geral*, e o *Imperador*
eram considerados os representantes
 da Nação brasileira (Constituição do
Império – CI - de 1824, arts. 9 a 12). Assim, o Poder Legislativo
delegado à Assembléia Geral exercia suas funções com a sanção do Imperador.
Algumas constatações merecem ser enfatizadas:
1 Desde o início da organização política da nação brasileira, sempre
prevaleceu o bicameralismo em nível federal, ou seja, o Poder
Legislativo formado por duas Câmaras: Câmara dos Deputados e Senado Federal.
2 As votações de projetos pelas duas Casas sempre foram realizadas com
a presença da maioria absoluta dos membros de cada uma delas
(Constituição de 1824, art. 25).
3 Nas reuniões conjuntas, isto é, quando a Câmara e o Senado se reuniam
para decidir sobre matérias que deveriam ser votadas em sessão das duas
câmaras, cabia ao Presidente do Senado a direção dos trabalhos.
4 As sessões das duas Casas eram públicas, e a legislatura foi
estabelecida em quatro anos (o espaço de tempo durante o qual deputados
e senadores exercem seus poderes).
5 As eleições para a Câmara ou Senado eram indiretas: os cidadãos
ativos, em assembléias paroquiais, escolhiam os eleitores de Província
e, estes, os representantes da nação (Constituição de 1824, art. 90).
6 A Constituição de 1824 estabelecia a inviolabilidade dos deputados e
senadores somente no tocante às opiniões que emitiam no exercício de
suas funções (CI, de 1824, art. 26).

Como em um colégio eleitoral, os paroquiais elegiam os representantes da


nação
num modelo assemelhado ao que existe até hoje nos Estados Unidos da
América.
A primeira constituição do Império do Brasil
continha dispositivos interessantes, como a exigência, para ser Senador,
de se ter um rendimento anual de oitocentos mil réis, seja por bens,
indústria, comércio ou emprego.
O cargo era privativo de brasileiro nato no gozo de seus direitos políticos
e que fosse pessoa de saber, capacidade e virtudes,
de preferência que tivesse prestado serviços à Pátria.
Vemos assim, por todos esses requisitos,
que o elitismo político foi a marca dos primórdios de nossa formação.
Unidade 4 - O Poder Legislativo e a República
lay_barra_top
**Objetivo
**

Espera-se que você possa:

Identificar, na história da República, o papel do Poder Legislativo, em


especial do Senado Federal, por meio das Constituições Brasileiras.

Esta é a última unidade deste primeiro módulo. Nela, vamos estudar


momentos importantes do Poder Legislativo, mais especificamente do
Senado Federal, da Constituição de 1891 à de 1988.

Vamos em frente!Página 01
**lay_barra_top
O Poder Legislativo e a República
**

** Constituição Republicana de 1891**


A 1 Constituição Republicana resultou do trabalho da Assembléia
Constituinte eleita em 1890 para essa finalidade.

** Constituições de 1934 e 1937**


Os conturbados períodos sob a regência dessas Constituições
corresponderam a profundas modificações no Poder Legislativo.
Houve substancial perda de funções políticas e legislativas, que
passaram a ser conduzidas pelo Poder Executivo, na figura forte do
Presidente da República, que, posteriormente (1937), se torna ditador civil.
O Senado Federal passa a ter papel secundário, tornando-se um órgão de
colaboração da Câmara dos Deputados (Constituição de 1934, art. 22) ou
transformado em Conselho Federal composto por representantes dos estados
e dez membros nomeados pelo Presidente da República, com reduzidas
funções legislativas (Constituição de 1937, art. 50).

** Constituição de 1946**
O novo ciclo de redemocratização, com a Constituição de 1946, devolveu
ao Poder Legislativo todas as prerrogativas perdidas, como a função
legiferante. Restabeleceu, também, a eleição direta, pelo sistema
majoritário, dos três senadores representantes dos estados.
A prerrogativa de propor leis passa a ser exercida em igualdade de
condições entre senadores e deputados, compartindo o Poder Legislativo
com o Poder Executivo e o Poder Judiciário na tarefa de condução dos
negócios do País.
Página 02
**lay_barra_top
Constituição de 1967*
*
**Novo poder discricionário se instalou a partir de 1964. Nesse período
de exceção democrática, que durou 21 anos, foi outorgada a Constituição
de 1967, imposta pelos militares vitoriosos sem aprovação por assembléia
constituinte.

Em 1969, a Emenda n 1 modificou a Constituição por meio de decreto-lei
baixado pela junta militar que governou durante o impedimento, por
motivo de saúde, do então presidente, General Costa e Silva.
O Congresso Nacional, entretanto, permaneceu aberto sob O regime
ditatorial, em virtude das pressões internacionais que, no pós-guerra
(2 Guerra Mundial), não aceitavam a existência de nações sem a livre
representação popular.

** Constituição de 1988**
**
A deterioração progressiva do regime militar no comando do Poder
Executivo deu lugar a uma transição democrática sem revoluções ou
traumas, negociada entre a sociedade civil, ávida por democracia, e os
próprios militares.
A convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, em 1986, resultou
na Constituição de 1988, considerada a mais liberal que já tivemos, pela
qual os direitos e as garantias individuais tornaram-se cláusulas
pétreas – aquelas que não podem ser modificadas – e os demais poderes
(Legislativo e Judiciário) tiveram sua capacidade funcional plenamente
restaurada.**
** Resumindo**

Terminamos o primeiro módulo deste curso. Nele pudemos observar que o


Senado Federal sempre existiu na história política brasileira, embora
tenha passado por momentos em que ora dividia suas funções legislativas
com a Câmara dos Deputados, ora exercia papel secundário, como se fosse
coadjuvante daquela Casa.

** Reflexão**
E nos dias de hoje, como se constitui o Senado Federal?

O Senado Federal, nos moldes atuais, é parte integrante do Poder


Legislativo, e, junto com a Câmara dos Deputados, exercem
papel fundamental para o exercício da democracia.
icon_imagen
Autoavaliação - Módulo I
Pelo menu lateral, acesse *Avaliações* e realize o exercício
de autoavaliação do módulo, que será corrigido pelo próprio sistema.

Unidade 1 - O Poder Executivo


lay_barra_top
*Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 1*, você deverá ser capaz de:

Caracterizar o Poder Executivo e diferenciá-lo dos demais poderes.

Página 01
**
*lay_barra_top
O Governo: Poder Executivo*

Estudaremos agora aquele que, em nosso sistema organizacional,


representa o Poder que “executa”, ou seja, a instituição responsável
pela condução das políticas macroeconômicas, de segurança, de relações
com Estados estrangeiros e as específicas, conduzidas por meio de
legislações emanadas do Governo.

O Poder Executivo, na esfera federal, é exercido pelo Presidente da


República, que governa auxiliado pelos Ministros de Estado, conforme
dispõe o art. 76 da Lei Maior. A Constituição brasileira consagra a
forma de governo Presidencialista no âmbito Federal e tem como
correspondente estadual os governadores de Estado e do Distrito Federal,
e, na esfera municipal, os prefeitos.

Esses cargos executivos, nos seus três níveis, devem ser exercidos por
brasileiros eleitos que preencham os requisitos estabelecidos no Código
Eleitoral.
****
* Saiba mais***

Para saber mais sobre os requisitos de elegibilidade, clique aqui.


<http://www17.senado.gov.br/trilhas/index.php/file/file/download/file/dXBsb2FkL2
NvbXBvc2VyL18zZWE3YjMzMzhlMjdiZjUxZDU4ZjFiODZiZWI0MTE0My5kb2M=>
Página 02
lay_barra_top

O modelo eleitoral brasileiro é, portanto, o de uma democracia


representativa, em que o Presidente, os Governadores, os Prefeitos, os
Deputados Federais, Estaduais e Distritais, e os Vereadores são eleitos
pelo voto direto, secreto, universal e periódico. Significa dizer que os
dirigentes são os representantes da sociedade e, em nome dela, exercem
suas funções.
No sistema Presidencialista, diferentemente do sistema Parlamentarista,
o Presidente da República é, ao mesmo tempo, o Chefe de Governo e o
Chefe de Estado. No Parlamentarismo, o Primeiro Ministro é o Chefe de
Governo; e o Presidente, ou o Monarca, dependendo do modelo
parlamentarista, é o Chefe de Estado, em muitos casos com poderes apenas
simbólicos.

O exercício do cargo executivo, em nível federal, estadual, do Distrito


Federal e municipal, impõe a responsabilidade de condução de políticas
econômicas e sociais que afetam diretamente a população, a nação, o
estado ou o município.
Como nosso estudo é centrado nas relações dos poderes da nação, vamos
nos ater somente às prerrogativas e aos deveres do Presidente da
República, como o responsável pela condução das políticas
macroeconômicas do país.
Página 03
lay_barra_top

O Poder Executivo é o único ator na formulação e confecção das políticas


orçamentárias, como:
* o Plano Plurianual;
* a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias);
* o orçamento anual e os créditos adicionais (CF, art. 166).
Esses são os principais instrumentos de política de governo. A
Constituição Federal estabelece, também, outras prerrogativas que são
exclusivas do Poder Executivo. Isso significa que somente o governo está
autorizado a introduzir determinado tipo de legislação.
Há uma peculiaridade do Poder Executivo no Brasil: a sua capacidade
legiferante. Essa prerrogativa não é usual em outros modelos
presidencialistas, como o dos Estados Unidos, já que nesse país o
orçamento - /budget/ - e o poder de veto são as únicas modalidades de
intervenção do governo no processo legislativo.
* Saiba mais***

Leia o texto complementar sobre o conceito de Capacidade Legiferante.


<http://www17.senado.gov.br/trilhas/index.php/file/file/download/file/dXBsb2FkL2
NvbXBvc2VyL18xYzU0Y2FmOGFjZGU5Y2UzMDBhMWMzY2E2NjQ4MjA2MC5kb2M=>

Pelas funções legislativas asseguradas ao Poder Executivo, podemos


observar que as “relações independentes e harmônicas” entre Executivo e
Legislativo são fundamentais para a estabilidade das instituições, se
considerarmos que tanto um quanto outro são dotados de mecanismos que
permitem a disputa ou a retaliação entre eles.
O Poder Executivo tem o poder de veto sobre os projetos do Legislativo e
a este é permitido rejeitar qualquer das propostas de iniciativa do
primeiro, remetendo-as ao arquivo. Por tudo isso, é sempre desejável e
perseguida com afinco a consolidação de relações cooperativas entre os
Poderes, para o bem da nação e do Estado Democrático de Direito.
Unidade 2 - O Poder Judiciário
lay_barra_top
*Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 2*, você deverá ser capaz de:

Caracterizar o Poder Judiciário e diferenciá-lo dos demais poderes.


Página 01
lay_barra_top
**
O Poder Judiciário*
*
O Judiciário, o Poder que faz a aplicação das leis de um país, é
responsável pela justiça no território de cada nação. É um dos pilares
do Estado Democrático de Direito, e se os outros dois poderes (Executivo
e Legislativo) devem ser independentes e harmônicos, o Poder Judiciário,
por razão de sua própria existência e sobrevivência, tem por obrigação
sê-lo.
Cabe, igualmente, ao Poder Judiciário a interpretação das leis, nos
casos de dúvida, bem como a declaração de inconstitucionalidade de uma
norma legal, através do Supremo Tribunal Federal.
Atualmente, como em todas as Constituições brasileiras, o Poder
Judiciário é composto dos seguintes órgãos:
* Supremo Tribunal Federal – STF;
* Superior Tribunal de Justiça – STJ;
* Tribunais Regionais Federais e Juizes Federais;
* Tribunais e Juízes do Trabalho;
* Tribunais e Juízes Eleitorais;
* Tribunais e Juízes Militares; e
* Tribunais e Juízes dos Estados, do Distrito Federal e Territórios.
* Saiba mais***
Veja como são escolhidos os ministros para todos os tribunais:

Este conjunto de entidades que compõem o Poder Judiciário é regido por


normas próprias estabelecidas no Estatuto da Magistratura, segundo
determina a Constituição (CF, art. 93).
A Constituição estabelece critérios segundo os quais o cidadão pode se
tornar um ministro, tanto do STF, como dos demais Tribunais Superiores.
Os ministros, para todos os tribunais, serão de livre escolha do
Presidente da República dentre os cidadãos com mais de 35 anos e menos
de 65 anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada (CF, arts.
101, 104, 107, 111 e 123). Uma vez escolhidos, os nomes indicados pelo
Presidente da República são submetidos ao Senado Federal, que, em
votação secreta, pode aprovar ou rejeitar as escolhas feitas.

Página 02
lay_barra_top
Para o exercício essencial da justiça, no nosso arcabouço jurídico, o
Ministério Público é instituição permanente e essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do
regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis
(CF, art. 127). Em resumo, compete ao Ministério Público a defesa dos
interesses da população contra os abusos cometidos com os recursos
 da
União. Trata-se de órgão que, segundo a Constituição (CF, § 2 do art.
127), e pela sua própria natureza, possui autonomia funcional e
administrativa asseguradas.

** Saiba mais**

Saiba mais sobre o Poder Judiciário e o processo legislativo - clique


aqui
<http://www17.senado.gov.br/trilhas/index.php/file/file/download/file/dXBsb2FkL2
NvbXBvc2VyL19lN2NlZGE3OGY4YmI5YTRiODVjM2FlMjU1MTg1YTVmNy5kb2M=>.

Unidade 3 - O Poder Legislativo


lay_barra_top
*Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 3*, você deverá ser capaz de:
Caracterizar o Poder Legislativo e diferenciá-lo dos demais poderes.
Página 01
lay_barra_top
Dentre todos os Poderes que constituem o sistema político brasileiro, o
Legislativo é o que sintetiza e encarna a idéia de democracia. A relação
é direta: não existe democracia sem Poder Legislativo, instituição que é
representativa da sociedade. É no interior deste Poder que as disputas
sociais ocorrem, sempre buscando o consenso para dirimir os conflitos de
interesses em jogo na sociedade diferenciada que forma uma nação.
Para os estudiosos da Ciência Política, o Parlamento, que forma o Poder
Legislativo, é a caixa de ressonância da sociedade.
É no Parlamento que os grandes temas de um país são debatidos e são
buscadas as soluções para harmonizar os diferentes interesses sociais.

*** Saiba mais*******

O modelo mais antigo de Parlamento de que se tem conhecimento é o da


Inglaterra - não se levando em conta a forma grega das assembléias
populares de onde se originaram os parlamentos.

A base de uma sociedade democrática é a existência de um Poder


Legislativo independente e livre.

ilus_congresso

Como vimos no módulo anterior, o Poder Legislativo é composto de duas


Câmaras:
* a Câmara dos Deputados, que representa o povo, ou seja, representa
as populações das unidades federadas;
* o Senado Federal, que representa os Estados e o Distrito Federal.

Ambos formam o Congresso Nacional ou Parlamento - termo comumente usado


para se referir à instituição legislativa.Página 02
lay_barra_top
Importante é saber que, qualquer que seja a denominação, o Poder
Legislativo é constituído por assembleias representativas eleitas pelo
povo. Este princípio é válido para todas as assembleias, seja:
* na esfera federal - Câmara e Senado;
* na esfera estadual - Assembleias Legislativas;
* na esfera municipal - Câmara de Vereadores; e
* no caso do DF - Câmara Distrital.

** Composição**
Os membros do Senado Federal são Senadores eleitos pelo sistema
majoritário para um mandato de 8 anos, que se renova a cada 4 anos, por
um terço e dois terços, respectivamente. A renovação para a Câmara dos
Deputados é feita a cada 4 anos, pela sua totalidade.
Assim, uma legislatura tem, exatamente, a duração do mandato de um
deputado, ou seja, 4 anos. Isso significa que o mandato de um Senador,
que é de 8 anos, cobre duas legislaturas. Cada Senador é eleito com 2
suplentes, que serão chamados em caso de renúncia ou impedimento do
titular.
Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal elegem 3 senadores,
que representam, no Senado, as unidades da Federação. No âmbito federal,
os membros das duas Casas que formam o Congresso Nacional, deputados e
senadores, possuem competência de legislar e de exercer, em igualdade de
condições, todas as tarefas que lhes são atribuídas, privativa e
exclusivamente, pela Constituição (CF, arts. 49, 51 e 52).
** Saiba Mais
**
Veja como era realizada a Eleição de Senadores no Brasil Império -
clique aqui.
<http://www17.senado.gov.br/trilhas/index.php/file/file/download/file/dXBsb2FkL2
NvbXBvc2VyL183ZDM0Yzg1MWZkMWQ5NTQzYTE0ZDM1N2VmNThiYzA0OS5kb2M=>
* *
**
Página 03
**lay_barra_top
Funções do Poder Legislativo
*
*Os Parlamentos modernos desenvolveram outras funções que não somente a
de legislar. É sabido que os governos, ou seja, as instituições
encarregadas de conduzir as políticas dos países, são adequadamente
instrumentalizados para dar respostas em tempo hábil às demandas da
sociedade, respostas que o Poder Legislativo, pela sua própria natureza,
não pode dar.
A característica essencial do Parlamento é a discussão, o debate, as
negociações, o que demanda um certo período de tempo para que o consenso
seja alcançado. Certo, igualmente, é que as deliberações do Poder
Legislativo são baseadas e alcançadas pelo consenso, fato que torna essa
instituição mais afinada com as normas e regras democráticas.
A seguir, estudaremos três funções importantes do Poder Legislativo.
Podem-se listar outras; contudo, abordaremos três que são bastante
visíveis. São elas:
* função legiferante;
* função educativa;
* função fiscalizadora.*
*
**
** Função legiferante**
**
Na forma concebida por Montesquieu, o Poder Legislativo era assinalado
com a “função de fazer as Leis”. Modernamente, os parlamentos ampliaram
suas atribuições. Além de manterem a capacidade legiferante - elaborar
leis, modificar ou revogar leis existentes -, atuam como meio de
comunicação entre o povo e o governo, e, como tal, forçam este a
responder às aspirações populares.
ilus_mill
Como observou um dos maiores estudiosos da instituição parlamentar, o
inglês Stuart Mill, o Congresso é, ainda, a caixa de ressonância da
sociedade. Isso significa dizer que todo e qualquer assunto ou situação
que de alguma forma afeta os cidadãos encontra eco dentro das Casas
Legislativas. As questões que afetam os cidadãos ou os interesses da
economia, emprego, saúde, entre outros, merecem a atenção dos
parlamentares na busca de solução para as partes envolvidas.

Página 04
*lay_barra_top
Função educativa
ilus_educ
*
O Parlamento exerce, hoje, um papel que poucos cientistas e jornalistas
políticos se dão conta, o de educador, na medida em que nele são
discutidas, debatidas e buscadas soluções e alternativas para os
problemas nacionais.
A prática cada vez mais frequente de ouvir segmentos da sociedade
organizada nas audiências públicas permite uma integração maior do
Parlamento com o povo, consolidando o processo de construção da
cidadania. A partir do confronto das ideias, chega-se muitas vezes a
soluções de consenso ou à ampliação maior do debate, de forma bastante
educativa.

** Função fiscalizadora*
*
A fiscalização dos atos do Poder Executivo é outra importante atividade
do Parlamento Nacional. Dessa forma, dedicaremos a essa função um maior
espaço de estudo em nosso curso.
A função fiscalizadora está amparada por dispositivos constitucionais
que asseguram aos deputados, senadores e comissões das duas Casas do
Congresso a competente prerrogativa para exercê-la de forma
independente. Além disso, constitui uma maneira importante de o
Parlamento ser coadjuvante da administração, pois ele acompanha as ações
do Governo, conforme as decisões tomadas em seus plenários.*
*
Página 05
lay_barra_top
Vários são os instrumentos que permitem à Câmara dos Deputados e ao
Senado Federal, por meio de seus parlamentares, individualmente, ou de
suas comissões, conduzir com eficácia essa função.
Vamos, a partir de agora, estudar alguns desses mecanismos.

** Comissões Parlamentares de Inquérito - CPI


**
A Constituição de 1988 retirou as amarras e limitações impostas, durante
o regime militar, às Comissões Parlamentares de Inquérito, dando assim
ao Parlamento Brasileiro um instrumento ao mesmo tempo eficaz
 e poderoso
para o exercício da função fiscalizadora. Estabelece o § 3 do art. 58
da Lei Maior, expressamente:

"As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de


investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros
previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela
Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou
separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a
apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões,
se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores”.

As conhecidas CPIs detêm poder de investigação praticamente ilimitado,


possibilitando, graças aos poderes que lhes são conferidos pela
Constituição, a mais ampla e profunda investigação a partir de fato
determinado.
Além disso, essas comissões contam, nos atos processuais que realizam,
com o subsídio jurídico contido no Código de Processo Penal. Com esse
instrumento, o Congresso Nacional vem cumprindo de forma satisfatória
sua importante função fiscalizadora, tendo em vista que os atos
praticados pela administração pública direta ou por seus agentes podem
ser submetidos a esse processo investigatório.

Veja mais sobre as comissões temporárias e permanentes no Módulo 3.

Página 06
**lay_barra_top
Requerimento de informações**
**
**O Congresso Nacional, seja por meio da Câmara dos Deputados ou do
Senado Federal, dispõe de outros mecanismos que possibilitam a
realização das tarefas de fiscalização do Poder Executivo.
Os senadores e deputados podem fazer requerimentos de informações a todo
e qualquer titular de órgão diretamente subordinado à Presidência da
República, entre os quais os Ministros de Estado. Estes devem prestar
esclarecimentos sobre os assuntos pertinentes às suas respectivas pastas
ou órgãos.
Vale enfatizar que, se a autoridade deixar de prestar as informações ou
se as informações forem falsas, estes titulares de cargos públicos serão
julgados por crime de responsabilidade. Isso implica seu afastamento do
serviço
 público, além das penalidades cabíveis, segundo o que determina
o § 2 do art. 50 da Constituição.

** Requerimento de convocação
**
Dispõem os congressistas e as comissões das respectivas Casas do
Congresso Nacional de outro dispositivo, igualmente contemplado na
Constituição, no caput do art. 50, que é a convocação de Ministros de
Estado e de titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência
da República para, perante o Plenário de cada Casa ou de suas comissões,
pessoalmente prestarem contas dos programas afetos às suas respectivas
pastas. Se forem convocados e não comparecerem, poderão ser incursos nos
crimes de responsabilidade.

* Fiscalização contábil, financeira e orçamentária*


Há, tanto na Câmara como no Senado, uma instância denominada Comissão de
Fiscalização e Controle, criada com a atribuição específica de exercer a
fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo, incluídos os da
administração direta e indireta.
A fiscalização dos atos do Poder Executivo é procedida pela Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização
 - CMO, de caráter
permanente, a que se refere o art. 166, § 1 , inciso II, da
Constituição, que lhe dá competência para emitir parecer sobre as contas
apresentadas, anualmente, pelo Presidente da República.
Finalmente, a Constituição ainda estabelece que a fiscalização, quanto à
legalidade e legitimidade da aplicação das subvenções, será exercida com
o auxílio do Tribunal de Contas da União - órgão auxiliar de controle
externo do Poder Legislativo. Esses mecanismos, juntamente com as
comissões parlamentares de inquérito, constituem poderoso aparelhamento
do Congresso Nacional para o desempenho de sua função fiscalizadora.
Página 07
lay_barra_top
O Senado Federal e a Câmara dos Deputados, por meio de suas comissões
permanentes, detêm a competência de realizar audiências públicas com
entidades da sociedade civil, receber petições, reclamações,
representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das
autoridades ou entidades governamentais. Esses mecanismos, ao alcance
das comissões permanentes, têm sido largamente utilizados no exercício
da função fiscalizadora.
Esses órgãos técnicos das duas Casas podem apreciar programas de obras,
planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento, sobre eles
emitir parecer e, ainda, propor a sustação dos atos normativos do Poder
Executivo que exorbitem do poder regulamentar.
Outro importante mecanismo de fiscalização está no fato de que compete
às comissões permanentes acompanhar, junto ao Governo, a elaboração da
proposta orçamentária, bem como a sua execução, e acompanhar, fiscalizar
e controlar as políticas governamentais pertinentes às áreas de sua
competência.
Enfim, esses são os pontos essenciais para que o cidadão brasileiro
possa se inteirar dos mecanismos que tanto a Constituição Federal
quanto o Regimento Interno de cada Casa do Congresso Nacional dispõem
para o exercício da fiscalização dos recursos públicos.

** Resumindo
*
*Estamos finalizando este módulo. Então, que tal relembrarmos alguns
pontos importantes?

Estudamos um pouco mais sobre os três Poderes da União (Legislativo,


Executivo e Judiciário) separadamente e vimos que a prerrogativa de
legislar é compartilhada pelos três. Isso ajuda a aperfeiçoar o regime
democrático no País, na medida em que estas funções partilhadas permitem
uma maior inter-relação dos Poderes da União e divisão de responsabilidades.
É importante enfatizar que a Constituição estabelece mecanismos de
freios e contrapesos de forma que possam exercer controle uns sobre os
outros, evitando-se, dessa forma, os abusos e excessos no exercício das
respectivas funções.

** Relembrando**

Assim, o Poder Legislativo tem como função “fazer leis”, mas, em


compensação, o Presidente da República - Poder Executivo - tem o poder
de veto; e o Poder Judiciário, por seu turno, pode declarar a
inconstitucionalidade de uma lei. *Portanto, ainda que independentes e
harmônicos, os poderes dispõem de mecanismos de controle que inibem os
abusos de uns e outros.
*

icon_imagen
Autoavaliação - Módulo II
Pelo menu lateral, acesse *Avaliações* e realize o exercício
de autoavaliação do módulo, que será corrigido pelo próprio sistema.

Unidade 1 - Atividades-fim
lay_barra_top
*Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 1*, você deverá ser capaz de:

Identificar, em linhas gerais, a atividade-fim do Senado Federal, e


apontar os passos gerais, no Senado Federal, para apresentação e
aprovação de um projeto de lei.

Página 01
*lay_barra_top
Definição
*
* *

Atividades-fim são aquelas necessárias para a realização das funções


legislativas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, conforme
atribuição dada às duas Casas pela Constituição Federal.
* *
Ora, para que as Casas que compõem o Congresso Nacional possam realizar
suas tarefas constitucionais de legislar, fiscalizar ou de educar, há a
necessidade de estrutura organizacional que permita a realização de tais
deveres.
Página 02
***lay_barra_top
Processo Legislativo
*
*

*
*** O Processo Legislativo
**
*
Corresponde aos procedimentos requeridos para que uma ideia se
transforme em projeto e, posteriormente, se aprovado pelo Poder
Legislativo, vire lei, após ser sancionado pelo Presidente da República.
Implica um longo caminho e muita negociação política.

Página 03
lay_barra_top
O Senado Federal exerce suas funções legislativas por meio das comissões
técnicas, que são pequenos plenários onde se desenvolvem os trabalhos da
Casa, no exercício da atividade-fim.
Para o exercício da função legislativa, ou seja, a atividade-fim, o
Senado Federal dispõe de normas e regulamentos no Regimento Interno,
aplicáveis a toda deliberação realizada por essa Casa.

*** Reflexão***

Então, qual é o caminho percorrido por um *projeto de lei* até que seja
transformado em *lei*?

Toda vez que um Senador apresenta uma proposição ela é:


* lida no Plenário;
* despachada para as comissões para que seja discutida, debatida
exaustivamente e, depois, seja emitido um parecer desses órgãos
técnicos;
*
encaminhada, juntamente com o parecer, ao Plenário da Casa, para
votação.

*** Caminho do Projeto


***

** Saiba Mais
**

Para um estudo mais aprofundado do Processo Legislativo, sugerimos


o curso oferecido pelo ILB, também na modalidade a distância, de
"Processo Legislativo". Para informações adicionais, clique aqui.
<http://www.senado.gov.br/sf/senado/ilb/asp/ED_Cursos_ProcessoLegislativo.
asp>

Unidade 2 - As comissões técnicas


lay_barra_top
* Objetivo*

Você, ao finalizar o estudo detalhado desta *Unidade 2*, deverá ser


capaz de:

Reconhecer as funções das Comissões Técnicas e sua forma de funcionamento.


Identificar os tipos de Comissões e sua composição.

As Comissões Técnicas são parte fundamental do processo legislativo.


Logo, este assunto merece uma unidade em separado e é considerado como
módulo fundamental, que tem o propósito de aprofundar o conhecimento
sobre o assunto.
Página 01
lay_barra_top

* Conceito
*
As comissões técnicas são pequenos plenários onde se desenvolvem os
trabalhos da Casa, no exercício da atividade-fim.
*
* Em destaque
**
O trabalho desenvolvido no âmbito das comissões técnicas é de tal ordem
fundamental para o processo legislativo que proposições submetidas ao
exame do Senado (ou da Câmara) deverão passar pelo crivo das comissões.

Nas comissões técnicas, além do debate sobre os projetos a elas


encaminhados, pode ocorrer a convocação de entidades civis, autoridades,
sindicatos, universidades e cidadãos para, juntamente com os
parlamentares, discutirem e oferecerem sugestões sobre as proposições.
Sem dúvida, esta prerrogativa, estabelecida no RISF (Regimento Interno
do Senado Federal), é uma demonstração clara do papel do Parlamento como
impulsionador da cidadania.
Página 02
*lay_barra_top
Funcionamento
*As comissões técnicas funcionam nos moldes de uma divisão de trabalho,
ou seja, elas são constituídas por parcela do total de Senadores,
atualmente 81, tendo cada uma delas uma função específica estabelecida
no RISF e composta por quantidade variada de membros.
* Tipos de Comissões*
**
**
O Senado Federal, de acordo com o Regimento, possui dois tipos de comissões:

A *Comissões temporárias*
Estas comissões têm duração até o término da tarefa para as quais foram
criadas.
Como exemplo, as Comissões Parlamentares de Inquérito são as mais
conhecidas. Outras, também, podem ser criadas em caráter temporário,
seja para representar o Senado em solenidades - /comissões externas/ -,
seja para tratar de assuntos específicos de interesse nacional, como a
que foi criada para oferecer subsídios e estudos sobre a transposição
das águas do Rio São Francisco - /comissões internas/.
Página 03
lay_barra_top
B *Comissões Permanentes *
As comissões permanentes são aquelas duradouras, ou seja, que permanecem
independentemente do encerramento da legislatura.
São compostas de Senadores que, por sua formação profissional, são
considerados “conhecedores” do assunto afeto a cada uma das comissões.
O líder de partido político ou bloco parlamentar faz a indicação dos
membros de seu partido que irão compor o órgão técnico, cuja composição
é renovada a cada dois anos, sendo designados pelo Presidente da Casa na
1 e na 3 sessões legislativas ordinárias.
Ressalvada a participação na Comissão de Fiscalização e Controle e na de
Legislação Participativa, os Senadores das comissões permanentes podem
fazer parte de duas comissões como titular e de duas como suplente.

Além da Comissão Diretora, as comissões permanentes, com suas


respectivas composições, são:
1 Comissão de Assuntos Econômicos - CAE, 27 Senadores;
2 Comissão de Assuntos Sociais – CAS, 29 Senadores;
3 Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania – CCJ, 23 Senadores;
4 Comissão de Educação, Cultura e Esporte – CE, 27 Senadores;
5 Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e
Controle – CMA, 17 Senadores;
6 Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa – CDH, 19
Senadores;
7 Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional – CRE, 19 Senadores;
8 Comissão de Serviços de Infraestrutura – CI, 23 Senadores;
9 Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo – CDR, 17 Senadores;
10 Comissão de Agricultura e Reforma Agrária – CRA, 17 Senadores;
11 Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática
- CCT, 17 Senadores.
Página 04
lay_barra_top
A Comissão Diretora, que é a mesma Mesa Diretora dos trabalhos do
Senado, é composta de 7 membros, eleitos a cada 2 anos. Nesse processo
de eleição é escolhido o Presidente do Senado, que é também o Presidente
do Congresso Nacional, ou seja, o Chefe do Poder Legislativo.
Os membros da Comissão/Mesa Diretora, à exceção do Presidente, podem
fazer parte de qualquer comissão permanente.
A curiosidade em relação à Comissão Diretora é que seus membros são os
titulares da Mesa. A Comissão Diretora exerce, no Senado, a função
administrativa; a Mesa, a função legislativa.
A Comissão Diretora pode apresentar proposição sobre sua política de
pessoal, regulamento, funcionamento, bem como é responsável pela redação
final das proposições de iniciativa do Senado e das emendas e projetos
da Câmara dos Deputados aprovados pelo Plenário (RISF, art. 98, incisos
I a V).

Enfim, o Senado Federal é responsável pela apreciação de proposições que


podem ser apresentadas pelos Senadores, Deputados, Presidente da
República, Supremo Tribunal Federal e Tribunais Superiores, e as
oferecidas pelo cidadão, conforme permite a Constitituição. (CF, art. 61)

Câmara e Senado podem ser Casa Iniciadora e Casa Revisora. Só não se


pode falar em revisão quando se trata de apreciação de proposta de
emenda à Constituição. Neste caso, ambas as Casas devem aprovar o texto
a ser promulgado.
Unidade 3 - Atividade-meio
lay_barra_top
* Objetivo*

Espera-se que após esta *Unidade 3 *você esteja apto a:

Reconhecer, em linhas gerais, a atividade-meio exercida pelo Senado


Federal, como suporte de sua função legislativa.
Página 01
**lay_barra_top
Definição
**
**

As atividades-meio são aquelas realizadas com o objetivo de manter o


Congresso Nacional funcionando dentro das normas estabelecidas na
Constituição.

Essa atividade-meio, ou seja, a função administrativa exercida pelo


Senado Federal, é regulada pelo Regulamento
 Administrativo do Senado 
Federal, através da *Resolução n 58/72*, alterada pela Resolução n 9,
de 1997.
*** Saiba mais*******

Nesta resolução estão definidas, entre outras coisas:


* as obrigações da direção do Senado no tocante às suas
responsabilidades sobre o quadro permanente dos servidores da Casa;
* a sua polícia interna;
* políticas voltadas para a modernização dos mecanismos que permitam
maior agilidade na condução das ações legislativas;
* política de treinamento e valorização de seu pessoal técnico.

As atividades-meio e fim, embora não guardem afinidades entre si, são


complementares, uma vez que é a atividade-meio a responsável pela
política de pessoal, de segurança, de material, enfim, de todas as ações
a serem tomadas para que o Senado Federal, como parte integrante do
Congresso Nacional, conduza as tarefas constitucionais que lhe competem.
A complexidade da sociedade brasileira reflete-se no crescente número de
demandas postas sobre o Senado, o que leva a Iistituição a estabelecer
normas que favoreçam a agilidade nas respostas.
Assim, para que sejam emitidas em tempo adequado e com a competência
exigida pela sociedade, o corpo de servidores do Senado Federal deve ser
dotado da melhor qualificação possível, para auxiliar os Senadores nas
comissões técnicas e a Direção da Casa nas funções administrativas.

icon_imagen
Autoavaliação - Módulo III
Pelo menu lateral, acesse *Avaliações* e realize o exercício
de autoavaliação do módulo, que será corrigido pelo próprio sistema.

Unidade 1 - Sessão Conjunta entre Senado e Câmara dos Deputados


lay_barra_top
* Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 1*, você deverá ser capaz de:

Descrever a relação do Senado Federal com a Câmara dos Deputados.


Página 01
lay_barra_top
A Constituição define que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, sob
a direção da Mesa do Congresso Nacional, reunir-se-ão em sessão conjunta
para:
* inaugurar a sessão
 legislativa
(art. 57, § 3 ,I, da CF);
* dar posse ao Presidente e Vice-Presidente da República (arts. 57,
§3 , III, e 78 da CF);
* promulgar emendas
 à Constituição
(art. 60, § 3 , da CF);
* discutir e votar o orçamento
(arts. 48, II, e 166 da CF); 
* conhecer de matéria
 vetada e sobre ela deliberar (arts. 57, § 3
IV; e 66, § 4 da CF);
* delegar ao Presidente da República poderes para legislar (art. 68
da CF);
* elaborar ou reformar
 o Regimento Comum
(art. 57, §3 , II, da CF)

Na condição de Congresso Nacional, em sessão conjunta, o Regimento Comum


é o repositório das normas e regulamentos que regem estas reuniões.
Obs.: Por proposta das Mesas das duas Casas, podem ser realizadas
sessões solenes destinadas a homenagear Chefes de Estado estrangeiros e
datas comemorativas nacionais.

Unidade 2 - Dia-a-dia dos trabalhos legislativos


lay_barra_top
* Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 2*, você deverá ser capaz de:

Visualizar a rotina dos trabalhos legislativos.


Página 01
**lay_barra_top
Dia-a-dia dos trabalhos legislativos*
*
No dia-a-dia dos trabalhos legislativos, Câmara dos Deputados e Senado
Federal realizam suas sessões ordinárias ou extraordinárias destinadas à
realização das atribuições constitucionais e regimentais de cada um. De
segunda a sexta-feira, as Casas do Congresso Nacional realizam suas
sessões individualmente, em cada plenário, em horários definidos em seus
respectivos regimentos.

Por determinação constitucional e reproduzida no Regimento Interno da


Câmara – RICD - e do Senado Federal – RISF, estas duas Câmaras realizam

suas sessões, anualmente, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1 de
agosto a 22 de dezembro, considerando-se esses períodos como sessões
legislativas ordinárias. Em caso de necessidade, o Congresso Nacional
pode ser convocado, extraordinariamente, em julho e de 15 de dezembro a
14 de fevereiro, que corresponde ao recesso parlamentar.
Unidade 3 - A relação do Senado com a Câmara dos Deputados
lay_barra_top
* Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 3*, você deverá ser capaz de:

Identificar a relação do Senado com a Câmara dos Deputados.


Página 01
**lay_barra_top
As relações entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados*
*
As relações mantidas entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal são
de /complementação do processo legislativo. /
A Constituição determina que toda proposição cuja tramitação se inicia
pela Câmara dos Deputados e sendo nela aprovada, será encaminhada ao
Senado Federal para que sobre ela também se pronuncie.

As de autoria do Presidente da República, de Deputados, de comissões da


Câmara, do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais Superiores, do
Procurador-Geral da República e dos cidadãos têm sua tramitação iniciada
pela Câmara.

Logo, a função de revisão q


<http://www.senado.gov.br/ead/Conteudo/PASEN/mod4_licc_t1.asp?COD_ATOR=2709&COD_
CURSO=22&COD_MATRICULA=4369#>ue
o Senado exerce sobre proposições originárias da Câmara também ocorre no
sentido inverso, isto é, os projetos de autoria de senadores ou de
comissões do Senado, aprovados, serão encaminhados à revisão da Câmara.

* Função de revisão*
* *

Esta função revisional distinguida pela Constituição às duas Casas


permite que Câmara e Senado possam emendar, modificar, alterar todas as
proposições e, até mesmo, rejeitar tudo que tenha sido aprovado por uma
delas.
No sistema de revisão, a Casa que iniciou o processo tem a palavra final
sobre as proposições, tendo em vista que as alterações propostas em
revisão deverão ser apreciadas pela Casa iniciadora.

* *

Página 02
lay_barra_top

Como vimos, existe uma profunda inter-relação funcional entre as duas


Casas, que periodicamente se reúnem, não somente para as sessões
anteriormente descritas, mas para o exercício das funções legislativas
conjuntas, como as comissões mistas formadas por deputados e senadores.
Até mesmo entre o corpo funcional esta integração e cooperação tornam-se
evidentes, posto que os técnicos de ambas as Casas trocam opiniões e
informações para melhor instruir os parlamentares no tocante às questões
de interesse legislativo.
Até mesmo a Constituição de 1988 procurou estreitar, ainda mais, as
relações entre Câmara dos Deputados e Senado Federal, estabelecendo que,
na composição da Mesa do Congresso Nacional, haveria uma mescla entre as
duas Casas. Assim é que diz a Carta Magna que “a Mesa do Congresso
Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal, e os demais
cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos 
equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal” (art. 57, § 5
da CF).

Página 03
lay_barra_top

Em todas as constituições foi reforçado o caráter de cooperação que deve


existir entre as duas Casas na realização dos trabalhos legislativos,
cujos resultados têm por objetivo a melhoria de vida da sociedade
brasileira.
O objetivo do Congresso Nacional é bem comum de nossa sociedade, tanto
que a Câmara dos Deputados representa a população dos Estados
brasileiros enquanto o Senado é a representação dos próprios Estados, o
que, em última instância, nos remete à função primordial do Parlamento.
Significa dizer que os representantes eleitos para a Câmara ou para o
Senado têm como objetivo encontrar as soluções para as demandas da
sociedade, o que só poderá ser alcançado em forma de trabalho
cooperativo. Essa integração é de tal ordem que, havendo a necessidade
de convocação extraordinária do Congresso, esta não poderá jamais ser
feita somente para uma das Casas.

icon_imagen
Autoavaliação - Módulo IV
Pelo menu lateral, acesse *Avaliações* e realize o exercício
de autoavaliação do módulo, que será corrigido pelo próprio sistema.

Unidade 1 - Senado e Poder Judiciário


lay_barra_top
* Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 1*, você deverá ser capaz de:

Identificar a relação do Senado Federal com o Poder Judiciário.


Página 01
lay_barra_top
O Senado Federal mantém com o Poder Judiciário relação estreita de
cooperação, através dos vários aspectos estabelecidos na Constituição.
Cabe ao Senado, por meio do oferecimento do competente projeto de
resolução, suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada
inconstitucional por decisão proveniente do Supremo Tribunal Federal.
O Senado é, também, a Casa que faz a sabatina do nome indicado pelo
Presidente da República para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal
Federal, e o aprecia.
Por seu turno, o Supremo Tribunal Federal é o fórum onde são julgados os
parlamentares pelos crimes por eles cometidos, além de ser o Presidente
desta Corte o juiz que preside o Senado nos casos de julgamento do
Presidente ou do Vice-Presidente da República e de Ministros de Estado,
acusados por crimes de responsabilidade.
Unidade 2 - Senado e Poder Executivo
lay_barra_top
* Objetivo*

Após o estudo desta *Unidade 2*, você deverá ser capaz de:

Identificar a relação do Senado Federal com o Poder Executivo.


Página 01
**lay_barra_top
Senado e Poder Executivo*
*
Em relação ao Poder Executivo, o sistema de cooperação é igualmente
estreito, posto que o Presidente da República, por mandamento
constitucional, tem que submeter ao Senado, por exemplo, a indicação dos
nomes escolhidos para embaixador do Brasil junto aos Estados estrangeiros.
Os projetos de autoria do Poder Executivo vão ao Senado para revisão
após a aprovação pela Câmara; as medidas provisórias, igualmente, são
revistas pelo Senado. As escolhas de todas as demais autoridades para o
exercício de função no governo federal passam pelo crivo do Senado
Federal. Por fim, vale lembrar que o Presidente do Senado Federal é o
terceiro na linha de sucessão, logo após o Presidente da Câmara, em caso
de impedimento ou vacância do cargo de Presidente (art. 80 CF).
Página 02
*lay_barra_top
* Resumindo** *
*
Não poderia ser de outra maneira a forma como o Senado, a Câmara Alta,
se relaciona com as demais instituições, visto que o produto final da
política é o bem-estar da sociedade, e este só pode ser alcançado pela
atuação conjunta de todos.
A relação com a Câmara é de parceria e irmandade, posto que são membros
do mesmo corpo legislativo. Já com os Poderes Executivo e Judiciário a
relação é de cooperação mútua, segundo a própria estrutura
organizacional do Brasil, que é de tripartição dos poderes, que são
harmônicos, autônomos e cooperativos entre si.

icon_imagen
Autoavaliação - Módulo V
Pelo menu lateral, acesse *Avaliações* e realize o exercício
de autoavaliação do módulo, que será corrigido pelo próprio sistema.

* **Concluindo*
* *
Enfim, terminamos por aqui nosso curso!

Nele, além de estudarmos um pouco da história da repartição dos Poderes


da União, vimos, também, a história do Poder Legislativo, a estrutura
organizacional do Senado Federal, suas relações com a Câmara dos
Deputados e, por fim, suas relações institucionais com os outros Poderes.
A partir de agora, você terá um novo olhar sobre esta Instituição - o
Senado Federal.

*icon_bibliotecaAvaliação Final*
Para concluir o curso, faça a *Avaliação Final*, clicando no menu à
esquerda, no item "Avaliações". Lembre-se que a Avaliação Final, além
de ser o único instrumento válido para a certificação do curso, não
poderá ser refeita. Logo, responda às questões apenas quando tiver
certeza da resposta.
ATENÇÃO: Uma vez aberta a avaliação final você tem 60 minutos para
finalizá-la e salvá-la. Passado esse prazo, o sistema fechará
automaticamente, salvando o que foi feito. Essa avaliação não poderá ser
acessada novamente.
Boa sorte!

Se você fizer jus ao certificado, o sistema lhe possibilitará imprimi-lo.

Nesse caso, ele poderá ser obtido, de imediato, em sua tela inicial do
curso, no mesmo local onde constam seus dados, quadro de avisos e acesso.
Lá surgirá um ícone que lhe permitirá imprimir seu certificado e, se
necessário, uma segunda via.
Caso não tenha obtido o desempenho necessário, não desista. Procure
inscrever-se futuramente neste ou em outro de nossos cursos.
Até breve.