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SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS – MP/RS

SUMÁRIO
Lei Complementar n° 10.098/94..................................................................................................................

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Atos Administrativos....................................................................................................................................

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Controle da Administração Pública..............................................................................................................

70

Responsabilidade Civil do Estado...............................................................................................................

83

Improbidade Administrativa.........................................................................................................................

111

Serviços Públicos.........................................................................................................................................

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Poder de Polícia...........................................................................................................................................

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Questões......................................................................................................................................................

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MP/RS - SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS

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DIREITO ADMINISTRATIVO
LEI COMPLEMENTAR
10.098/1994
Dispõe sobre o estatuto e regime jurídico único
dos servidores públicos civis do Estado do Rio
Grande do Sul.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - Esta lei dispõe sobre o estatuto e o regime
jurídico dos servidores públicos civis do Estado do
Rio Grande do Sul, excetuadas as categorias que,
por disposição constitucional, devam reger-se por
estatuto próprio.
Art. 2º - Para os efeitos desta lei, servidor público é a
pessoa legalmente investida em cargo público.
Art. 3º - Cargo público é o criado por lei, em número
certo, com denominação própria, consistindo em
conjunto de atribuições e responsabilidades
cometidas a um servidor, mediante retribuição
pecuniária paga pelos cofres públicos.
Art. 4º - Os cargos públicos estaduais, acessíveis a
todos os brasileiros que preencham os requisitos
legais para a investidura, são de provimento efetivo e
em comissão.
§ 1º - Os cargos em comissão, de livre nomeação e
exoneração, não serão organizados em carreira.
§ 2º - Os cargos em comissão, preferencialmente, e
as funções gratificadas, com atribuições definidas de
chefia, assistência e assessoramento, serão
exercidos por servidores do quadro permanente,
ocupantes de cargos técnicos ou profissionais, nos
casos e condições previstos em lei.
Art. 5º - Os cargos de provimento efetivo serão
organizados em carreira, com promoções de grau a
grau, mediante aplicação de critérios alternados de
merecimento e antigüidade.
Parágrafo único - Poderão ser criados cargos
isolados quando o número não comportar a
organização em carreira.
Art. 6º - A investidura em cargo público de
provimento efetivo dependerá de aprovação
prévia em concurso público de provas ou de provas
e títulos.
Parágrafo único - A investidura de que trata este
artigo ocorrerá com a posse. (Vetado pelo
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa,
conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)

Art. 7º - São requisitos para ingresso no serviço
público:
I - possuir a nacionalidade brasileira;
II - estar quite com as obrigações militares e
eleitorais;
III - ter idade mínima de dezoito anos;
IV - possuir aptidão física e mental;
V - estar em gozo dos direitos políticos;
VI - ter atendido às condições prescritas para o
cargo.
§ 1º - De acordo com as atribuições peculiares do
cargo, poderão ser exigidos outros requisitos a
serem estabelecidos em lei.
§ 2º - A comprovação de preenchimento dos
requisitos mencionados no “caput” dar-se-á por
ocasião da posse. (Vetado pelo Governador e
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE
n.º 66, de 08/04/94)
§ 3º - Para efeitos do disposto no inciso IV do “caput”
deste artigo será permitido o ingresso no serviço
público estadual de candidatos portadores das
doenças referidas no § 1º, do artigo 158 desta Lei,
desde que:
I - apresentem capacidade para o exercício da
função pública para a qual foram selecionados, no
momento da avaliação médico-pericial;
II - comprovem, por ocasião da avaliação para
ingresso e no curso do estágio probatório,
acompanhamento clínico e adesão ao tratamento
apropriado nos padrões de indicação científica
aprovados pelas autoridades de saúde.
Art. 8º - Precederá sempre, ao ingresso no serviço
público estadual, a inspeção médica realizada pelo
órgão de perícia oficial.
§ 1º - Poderão ser exigidos exames suplementares
de acordo com a natureza de cada cargo, nos
termos da lei.
§ 2º - Os candidatos julgados temporariamente
inaptos poderão requerer nova inspeção médica, no
prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data que dela
tiverem ciência.
Art. 9º - Integrará a inspeção médica de que trata o
artigo anterior, o exame psicológico, que terá caráter
informativo. (Vetado pelo Governador e mantido pela
Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de
08/04/94)

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por igual período. Parágrafo único . II .A indicação do órgão. III .As condições para a realização do concurso serão fixadas em edital. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. que será publicado no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação. se tiverem relação direta com as atribuições do cargo pleiteado. CAPÍTULO IV DA LOTAÇÃO Art. cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. § 1º . V . e sua composição deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado. efetivamente. devam ter exercício os servidores.Os componentes da banca examinadora deverão ter qualificação.sorteio público. § 4º . § 5º . considerando o peso respectivo. sendo que os pontos a eles correspondentes não poderão somar mais de vinte e cinco por cento do total dos pontos do concurso. podendo ser prorrogado. com caráter eliminatório. de 08/04/94) § 3º .PROFESSORANDRESAN.º 66. 14 . observados os limites fixados para cada repartição ou unidade de trabalho. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. 16 . Parágrafo único .reversão. se houver.º 66. as atividades específicas da repartição e as características individuais apresentadas pelo servidor. em condições de serem nomeados.A lei reservará percentual de cargos e definirá critérios de admissão das pessoas nas condições deste artigo. 13 . prevalecendo a que tiver maior peso.COM. Parágrafo único . uma única vez. na forma do regulamento.A nomeação far-se-á: I . obedecerá aos seguintes critérios: 4 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS II . conforme DOE n.reintegração. 12 . com antecedência mínima de 3 (três) dias úteis da sua realização.recondução.aproveitamento.O prazo de validade do concurso será de até 2 (dois) anos.WWW.BR TÍTULO II DO PROVIMENTO. igual à exigida dos candidatos.A nomeação em caráter efetivo obedecerá rigorosamente à ordem de classificação dos aprovados. não será aberto novo concurso para o mesmo cargo. I .Serão considerados como títulos somente os cursos ou atividades desempenhadas pelos candidatos. 17 . 15 . os conhecimentos específicos exigidos para o exercício do cargo. através de concurso público para preenchimento de vagas existentes no quadro de lotação de cargos dos órgãos integrantes da estrutura organizacional do Estado. PROMOÇÃO.As provas deverão aferir. sempre que possível. quando se tratar de candidato aprovado em concurso público para provimento em cargo efetivo de carreira ou isolado.maior nota nas provas de caráter eliminatório. de 08/04/94) Art.O concurso público tem como objetivo selecionar candidatos à nomeação em cargos de provimento efetivo.nomeação.em comissão.São formas de provimento de cargo público: III . VACÂNCIA. IV . CAPÍTULO III DA NOMEAÇÃO Art.em caráter efetivo. observará a relação entre as atribuições do cargo.readaptação. quando se tratar de cargo de confiança de livre exoneração. § 2º . Art. CAPÍTULO II DO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO Seção I Disposições Gerais Art. conforme DOE n. .Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de concorrer nos concursos públicos para provimento de cargos. VI . ressalvada a hipótese de opção do candidato por última chamada. Art. que será divulgado através de edital publicado na imprensa. § 1º .O desempate entre candidatos aprovados no concurso em igualdade de condições. 11 . Art.Não ficarão sujeitos a limite de idade os ocupantes de cargos públicos estaduais de provimento efetivo.Enquanto houver candidatos aprovados em concurso público com prazo de validade não expirado. REMOÇÃO E REDISTRIBUIÇÃO CAPÍTULO I DO PROVIMENTO I .maior nota nas provas de caráter classificatório. II . no mínimo. no interesse da Administração.O recrutamento é geral e destina-se a selecionar candidatos.Lotação é a força de trabalho qualitativa e quantitativa de cargos nos órgãos em que. 10 . podendo ser de provas ou de provas e títulos. Seção II Do Concurso Público Art.

Se a posse não se der no prazo referido no artigo 18. emprego ou função pública. reversão e aproveitamento. dar-lhe exercício e providenciar nos elementos necessários à complementação de seus assentamentos individuais. Art. bem como a nomeação em outro cargo.Ficam dispensados da exigência do exercício de cargo ou função de confiança.BR § 2º . o prazo para a posse começará a fluir a partir do término do afastamento. nos seguintes casos: I .O servidor somente poderá ser posto à disposição de outros órgãos da administração direta.O servidor somente poderá ser posto à disposição de outras entidades da administração indireta do Estado ou de outras esferas governamentais. mediante autorização do Governador.Tanto a lotação como a relotação poderão ser efetivadas a pedido ou “ex-officio”.O prazo de que trata este artigo. para exercer função de confiança. a contar da nomeação. CAPÍTULO VI DO EXERCÍCIO III .O servidor poderá afastar-se do exercício das atribuições do seu cargo no serviço público estadual. com a conseqüente exoneração do anterior. por escrito. 20 . § 3º . será contado a partir da publicação do ato no Diário Oficial do Estado. prevista nos parágrafos anteriores: § 2º . § 2º . 23 . I . 24 .A posse poderá dar-se mediante procuração específica.o Governador do Estado.Nos casos de nomeação para cargos em comissão ou designação para funções gratificadas. II .O servidor removido ou redistribuído “ex officio”.os afastamentos nos casos em que haja necessidade comprovada e inadiável do serviço. Art.Posse é a aceitação expressa do cargo. § 3º . para todos os efeitos.estudo ou missão especial de interesse do Estado. § 4º . Art. sob pena de responsabilidade.WWW. aos seus subordinados hierárquicos.Quando se tratar de servidor legalmente afastado do exercício do cargo. I . § 1º . será tornada sem efeito a nomeação.São competentes para dar posse: II . 25 . terá 15 (quinze) dias para entrar em exercício. § 1º . § 3º . será apurada através do ponto. CAPÍTULO V DA POSSE Art. Art. Art.os Secretários de Estado e os dirigentes de órgão diretamente ligados ao chefe do Poder Executivo.Na hipótese de o servidor encontrar-se afastado do exercício do cargo. desde que haja previsão em convênio. II . nos termos do regulamento.Compete à chefia imediata da unidade administrativa onde for lotado o servidor. aos titulares de cargos de sua imediata confiança. § 3º . formalizada com a assinatura do termo no prazo de 15 (quinze) dias. MP/RS . não interrompem o exercício.PROFESSORANDRESAN. o servidor deverá apresentar declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo. Parágrafo único . prorrogável por igual período a pedido do interessado. para o exercício de funções correlatas às atribuições do cargo.COM. Art. Parágrafo único . cultural ou artística. § 2º .A efetividade do servidor será comunicada ao órgão competente mensalmente. Art.Será tornada sem efeito a nomeação do servidor que não entrar em exercício no prazo estabelecido neste artigo. 19 . se foram cumpridas as formalidades legais prescritas para o provimento do cargo. para os casos de reintegração.A readaptação e a recondução.estudo ou missão científica. na forma do regulamento.os afastamentos de servidores para o Sistema Único de Saúde.A autoridade a quem couber dar posse verificará. a lotação será compreendida no próprio ato.colocação à disposição.Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo e dar-se-á no prazo de até 30 (trinta) dias contados da data da posse. 18 . atendendo ao interesse da Administração.A aferição da freqüência do servidor.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 5 . incluído neste prazo. autarquias ou fundações de direito público do Estado. 22 .No ato da posse. para o exercício de cargo ou função de confiança. o tempo necessário ao deslocamento para a nova sede. o prazo a que se refere este artigo será contado a partir do término do afastamento. 21 . § 1º . que deva ter exercício em outra localidade.

649/01) § 1º .No caso de condenação. V . querendo. se é com ou sem ônus para a origem.Do pedido de afastamento do servidor deverá constar expressamente o objeto do mesmo. de 08/04/94) 6 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Art. cumprido o estágio probatório. Art.COM. 27 . mediante a apuração dos seguintes requisitos: I . a qual será submetida à avaliação da autoridade competente.Consideram-se extraordinárias as horas de trabalho realizadas além das normais estabelecidas por jornada diária para o respectivo cargo. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. CAPÍTULO IX DO REGIME DE TRABALHO Art.Por necessidade imperiosa de serviço.Do pedido de afastamento do servidor deverá constar expressamente o objeto do mesmo. § 1º . Parágrafo único . conforme o caso. conforme DOE n. quando não discriminado em lei ou regulamento.disciplina. § 3º . conforme o caso. observado o disposto no parágrafo único do artigo 54.O horário extraordinário de que trata este artigo não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária diária a que estiver sujeito o servidor. o horário de trabalho dos órgãos públicos estaduais. o servidor poderá ser convocado para cumprir serviço extraordinário.O servidor que apresente resultado insatisfatório será exonerado ou.° 11. (Vide art. facultada a opção em pecúnia ou folga. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. observado o previsto no artigo 113. conforme DOE n. continuará afastado até o cumprimento total da pena. de 08/04/94) Art. pelo prazo de 5 (cinco) dias.Pelo serviço prestado em horário extraordinário. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa.PROFESSORANDRESAN. II . 30 .O Governador do Estado determinará.responsabilidade.O servidor nomeado em virtude de concurso.O servidor preso para perquirição de sua responsabilidade em crime comum ou funcional será considerado afastado do exercício do cargo.Estágio probatório é o período de 2 (dois) anos em que o servidor. se estável. servindo o período restante para aferição final. com base em resultado apurado em inquérito administrativo.Em caso de recusa do servidor em ser cientificado. ficará em observação e durante o qual será verificada a conveniência ou não de sua confirmação no cargo. à apreciação do órgão competente. 6. serão apurados na forma do regulamento. terá considerado este tempo como de efetivo exercício. nos termos do regulamento. § 3º . § 2º .assiduidade. 29 . 28 . § 4º . § 2º .º 19/98) § 2º . nomeado em caráter efetivo. III . 34 .º 66. na forma do artigo 12. os quais poderão ser desdobrados em outros. apresentar sua defesa.WWW. 26 . a autoridade poderá valer-se de testemunhas do próprio local de trabalho ou. em caso de inassiduidade.Os requisitos estabelecidos neste artigo.eficiência. o prazo de sua duração e. nos termos da lei.º 66.º 66. conforme DOE n. 32 .Antes da formalização dos atos de que trata o § 1º.produtividade. para. Art. e se esta não for de natureza que determine a demissão. o servidor que interromper o exercício por mais de 30 (trinta) dias consecutivos será demitido por abandono de cargo. CAPÍTULO VIII DA ESTABILIDADE § 1º . 33 .BR § 3º . . de 08/04/94) Art. sendo-lhe ressarcidas as diferenças pecuniárias a que fizer jus. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. desde que devidamente autorizado pelo Governador. em igual prazo.º da Emenda Constitucional Federal n. o servidor terá direito a remuneração. Art. a cientificação poderá ser por correspondência registrada. IV .Absolvido. observado o disposto no inciso IV do artigo 80. que será submetida. o prazo de sua duração e. após dois anos de efetivo exercício. adquire estabilidade no serviço público. Art. se é com ou sem ônus para a origem.A aferição dos requisitos do estágio probatório processar-se-á no período máximo de até 20 (vinte) meses.Salvo nos casos previstos nesta lei.O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado. será dada ao servidor vista do processo correspondente. CAPÍTULO VII DO ESTÁGIO PROBATÓRIO Art. 31 . ou mediante processo administrativo em que lhe tenha sido assegurada ampla defesa. (Vide Lei Complementar n.Considera-se serviço noturno o realizado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte.

II . dentro da respectiva categoria funcional. na forma da lei.As promoções de grau a grau.O servidor a quem cabia a promoção receberá a diferença de retribuição a que tiver direito. a mudança de local de trabalho. observado o disposto nos artigos 51 a 53. 43 . CAPÍTULO X DA PROMOÇÃO Art.COM. com ressarcimento de prejuízos decorrentes do afastamento. se necessário.PROFESSORANDRESAN. podendo ser processada a pedido ou “exofficio”.A verificação de que o servidor tornou-se inapto para o exercício do cargo ocupado.Definido o cargo. Parágrafo único . MP/RS . 41 . 40 . alternadamente. serão cometidas ao servidor as atribuições do cargo indicado. Art. observada a habilitação e a carga horária exigidas para o novo cargo. Parágrafo único . nos cargos organizados em carreira. Art. ou ao resultante de sua transformação. § 2º .O órgão competente poderá indicar a delimitação de atribuições no novo cargo ou no cargo anterior. em benefício do servidor a quem cabia por direito. indicará o cargo em que julgar possível a readaptação. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. Parágrafo único . serão cometidas as respectivas atribuições ao servidor em estágio experimental. será realizada pelo órgão central de recursos humanos do Estado que à vista de laudo médico.Somente poderá concorrer à promoção o servidor que: I . exceto quando se tratar da percepção de vantagens cuja natureza é inerente ao exercício do novo cargo. Art. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. mediante acompanhamento sistemático.Na hipótese de o cargo ter sido extinto. em virtude de modificações em sua aptidão vocacional ou no seu estado físico ou psíquico. o ato que formalizou indevidamente a promoção. apontando aquelas que não podem ser exercidas pelo servidor e.Readaptação é a forma de investidura do servidor estável em cargo de atribuições e responsabilidades mais compatíveis com sua vocação ou com as limitações que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental. será aposentado. obedecerão aos critérios de merecimento e antigüidade. por ato de autoridade competente. 35 . sempre que possível.WWW. que deverá assegurar critérios objetivos na avaliação do merecimento. será determinada a aposentadoria do readaptando. estudo social e psicológico.No caso de inexistência de vaga. ficará assegurada ao servidor a remuneração correspondente à do cargo que ocupava anteriormente. Art. § 1º . o que poderá ser realizado na mesma repartição ou em outra. CAPÍTULO XI DA READAPTAÇÃO Art. até que se disponha deste para o regular provimento. pelo órgão competente. verificada a incapacidade para o serviço público.preencher os requisitos estabelecidos em lei. § 4º . Art. 42 .não tiver sido punido nos últimos 12 (doze) meses com pena de suspensão. Art. § 2º . sem direito a indenização. 37 . o servidor ficará em disponibilidade. em cargo compatível com a aptidão do servidor.Encontrando-se provido o cargo. § 3º . ou não em multa. convertida. 39 .Realizando-se a readaptação em cargo de padrão de vencimento inferior. às peculiaridades do caso. CAPÍTULO XII DA REINTEGRAÇÃO Art.Promoção é a passagem do servidor de um grau para o imediatamente superior. 36 .Verificada a adaptabilidade do servidor no cargo e comprovada sua habilitação será formalizada sua readaptação.BR Parágrafo único . § 1º .Em nenhuma hipótese poderá a readaptação acarretar aumento ou diminuição da remuneração do servidor. § 3º .Se o resultado da inspeção médica concluir pela incapacidade para o serviço público.O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica e. em conseqüência de decisão administrativa ou judicial.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 7 . atendendo. 38 .Será anulado.A hora de trabalho noturno será computada como de cinqüenta e dois minutos e trinta segundos. por prazo não inferior a 90 (noventa) dias.A readaptação será efetivada. sempre que possível.Reintegração é o retorno do servidor demitido ao cargo anteriormente ocupado.

CAPÍTULO XIV DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO Seção I Da Disponibilidade Art.A abertura da vaga ocorrerá na data da publicação da lei que criar o cargo ou do ato que formalizar qualquer das hipóteses previstas neste artigo.º 66. a critério da autoridade competente. 53 . (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. V .Aproveitamento é o retorno servidor em disponibilidade obrigatoriamente.A exoneração dar-se-á: I . não será computado o tempo em que o servidor. Art. após a reversão.Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: Parágrafo único . Parágrafo único . com a natureza e vencimento compatíveis com o que ocupara. exclusivamente para fins de nova aposentadoria.A vacância do cargo decorrerá de: I . 44 .Para efeito deste artigo. no mesmo cargo ou no resultante de sua transformação.O servidor estável ficará em disponibilidade até seu aproveitamento em outro cargo. conforme DOE n. 52 . quando: a) se tratar de cargo em comissão.exoneração. observado o disposto no artigo 52.A reversão far-se-á. submetido à inspeção médica. III . na hipótese de reversão. aplicam-se as disposições dos artigos 18 e 22. 50 . 8 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . CAPÍTULO XVI DA VACÂNCIA Art. à atividade do e farse-á.WWW.O tempo em que o servidor esteve aposentado será computado.a pedido do servidor. II . Parágrafo único . § 1º . II .BR CAPÍTULO XIII DA REVERSÃO Art. Art. IV .PROFESSORANDRESAN. relativas à posse e ao exercício. Art. tenha se licenciado em razão da mesma moléstia. 54 .aposentadoria.recondução.Ao servidor que reverter.falecimento.Encontrando-se provido o cargo de origem. Art. Parágrafo único . 51 . Art. I . em cargo de vencimentos compatíveis com o ocupado. se o servidor não entrar em exercício no prazo de 30 (trinta) dias. 55 . a pedido ou “ex-officio”. 56 .readaptação. será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade. 46 .COM.Salvo doença comprovada por junta médica oficial. atribuições e anteriormente Art. a insubsistência dos motivos determinantes da aposentadoria.O servidor em disponibilidade será aposentado se. o servidor será aproveitado em outro. 45 . for declarado inválido para o serviço público.A disponibilidade decorrerá da extinção do cargo ou da declaração da sua desnecessidade. de 08/04/94) Art. acrescido das vantagens permanentes. Parágrafo único . VI . respectivamente. CAPÍTULO XV DA RECONDUÇÃO Art. salvo se sobrevier outra moléstia que o incapacite definitivamente ou for invalidado em conseqüência de acidente ou de agressão não-provocada no exercício de suas atribuições. § 2º . Seção II Do Aproveitamento Art.O servidor que reverter não poderá ser aposentado antes de decorridos 5 (cinco) anos de efetivo exercício. quando verificada.O provento da disponibilidade será igual ao vencimento do cargo.demissão.reintegração do anterior ocupante do cargo.obtenção de resultado insatisfatório em estágio probatório relativo a outro cargo. na forma do regulamento.O servidor que reverter terá assegurada a retribuição correspondente à situação funcional que detinha anteriormente à aposentadoria. em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública estadual. 49 .Reversão é o retorno à atividade do servidor aposentado por invalidez.“ex-officio”. 47 .O servidor com mais de 60 (sessenta) anos não poderá ter processada a sua reversão. por junta médica oficial. 48 . II .O órgão central de recursos humanos poderá indicar o aproveitamento do servidor em disponibilidade. Art.

quando o afastamento houver sido expressamente autorizado pelo Governador do Estado e sem prejuízo da retribuição pecuniária.falecimento de cônjuge. irmãos.de uma repartição para outra. enteado e menor sob guarda ou tutela. de provimento em comissão.422/10) § 1º .de uma unidade de trabalho para outra. a redistribuição. Art. 63 . estadual ou municipal. a remoção. ou dos registros funcionais.WWW. II . § 2º . serão colocados em disponibilidade. a pedido ou “ex-officio”. mediante comprovação. exclusivamente. madrasta ou padrasto.Nos casos de extinção de órgão ou entidade.Remoção é o deslocamento do servidor. CAPÍTULO XVIII DA SUBSTITUIÇÃO Art.júri e outros serviços obrigatórios por lei. IX . até 8 (oito) dias consecutivos.A demissão decorrerá de aplicação de pena disciplinar na forma prevista em lei. os servidores estáveis que não puderem ser redistribuídos. para ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços. por motivo de saúde do servidor. Art. de outro cargo.PROFESSORANDRESAN.missão ou estudo noutros pontos do território nacional ou no exterior. CAPÍTULO XVII DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO Seção I Da Remoção Art. sogros. ascendente.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 9 . dentro da mesma repartição. observar-se-á o disposto no artigo 147. cujos planos de cargos e vencimentos sejam idênticos. companheiro ou companheira.O disposto neste artigo não se aplica aos cargos definidos em lei como de lotação privativa.Sendo o servidor removido da sede. exceto para efeito de promoção por merecimento.deslocamento para nova sede na forma do artigo 58. ouvidas. que for também servidor estadual. na forma da lei. nos termos deste artigo. TÍTULO III DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I DO TEMPO DE SERVIÇO § 1º . extinção ou criação de órgão ou entidade. II . computáveis para os efeitos dos artigos 102 e 103 desta lei. previamente designados pela autoridade competente. exceto para promoção por merecimento. do cônjuge deste ou dependente. conforme DOE n. VIII . previamente. descendente. V . MP/RS .COM. Art.férias.realização de provas. Art. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. até seu aproveitamento na forma do artigo 51. a pedido. 59 .Redistribuição é o deslocamento do servidor com o respectivo cargo. I .ºs 11.Os servidores investidos em cargos em comissão ou funções gratificadas terão substitutos. os quais serão convertidos em anos. de 08/04/94) VII . considerados estes como período de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.casamento. dar-se-á. de um quadro de pessoal ou entidade para outro do mesmo Poder. Seção II Da Redistribuição Art. com ou sem mudança de sede: Parágrafo único .º 66. (Vide Leis n. III . inclusive nos casos de reorganização. 64 . durante seus afastamentos ou impedimentos eventuais.A remoção por permuta será processada a pedido de ambos os interessados. sempre que possível. as chefias envolvidas. mediante prévia verificação da existência de vaga. IV . Art. X .A apuração do tempo de serviço será feita em dias.Deverá ser sempre comprovada por junta médica. 1 (um) dia por mês.Dar-se-á.São considerados de efetivo exercício os afastamentos do serviço em virtude de: I . § 2º . na forma do artigo 123. 62 . 61 . 60 .BR b) não forem satisfeitas as condições do estágio probatório. até 8 (oito) dias. § 3º . 58 .exercício pelo servidor efetivo. a remoção do cônjuge.O substituto fará jus ao vencimento do cargo ou função na proporção dos dias de efetiva substituição iguais ou superiores a 10 (dez) dias consecutivos. 57 . VI . não sendo possível.doação de sangue.desempenho de mandato eletivo federal.407/00 e 13.Os dias de efetivo exercício serão computados à vista dos comprovantes de pagamento.

autarquias. sociedades de economia mista e empresas públicas. e) para concorrer a mandato eletivo federal. estadual ou municipal. quando se tratar de reversão. vinculada à previdência social. 71 . III . congressos e similares. XII . 68 .de serviço ativo nas forças armadas e auxiliares prestado durante a paz.em que o servidor: a) esteve em disponibilidade. devidamente comprovada por atestado médico. Parágrafo único . b) para tratamento da própria saúde ou de pessoa da família. estadual ou municipal. as férias poderão ser acumuladas até o máximo de dois períodos anuais. juntamente com o acréscimo constitucional de 1/3 (um terço). § 3º .Será pago ao servidor. nomeação. não inferiores a 10 (dez) dias consecutivos. § 1º . anualmente. IV . d) por motivo de acidente em serviço.Computar-se-á integralmente. admissão. observada a compensação financeira entre os diversos sistemas previdenciários segundo os critérios estabelecidos em lei. agressão nãoprovocada ou doença profissional. .Durante as férias. Art. Art. ou qualquer outra.COM. f) para desempenho de mandato classista.de serviço prestado pelo servidor em função ou cargo público federal. XVI . não acumuláveis e intransferíveis. o acréscimo constitucional de 1/3 (um terço) da remuneração do período de férias. XIV . o servidor terá direito a todas as vantagens inerentes ao cargo como se estivesse em exercício.É facultado o gozo de férias em dois períodos. até 3 (três) dias por mês.Constitui tempo de serviço.É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.prestação de prova em concurso público. Art.O servidor gozará. § 1º . anterior ao ingresso no serviço público estadual. XIII . fundações. estadual ou municipal. pago antecipadamente. o anteriormente prestado ao Estado pelo servidor que tenha ingressado sob a forma de contratação. com remuneração. para todos os efeitos legais. desde que comprovado o vínculo regular. 65 . correlacionado às atribuições do cargo. terá direito. para efeito de aposentadoria e disponibilidade o tempo: I .É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função em órgão ou entidade dos Poderes da União. independentemente de solicitação. quando no efetivo exercício de suas atribuições. 69 .PROFESSORANDRESAN.participação de assembléias e atividades sindicais. § 2º . na forma do artigo 127. 66 . a 20 (vinte) dias consecutivos de férias por semestre.de serviço prestado em atividade privada.BR XI . estados. g) para participar de cursos.WWW. sem prejuízo da retribuição. na forma da lei. próximas a fontes de irradiação. 70 .Na hipótese de férias parceladas poderá o servidor indicar em qual dos períodos utilizará a faculdade de que trata este artigo. 10 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Art. 67 . V . II . Art. municípios. Art.moléstia.O servidor que opere direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas.assistência a filho excepcional. à adotante e à paternidade. computando-se em dobro o tempo em operação de guerra. por ocasião das férias. exceto para efeito de promoção por merecimento.Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício.licença: a) à gestante. § 2º .O pagamento da remuneração de férias será efetuado antecipadamente ao servidor que o requerer. 30 (trinta) dias de férias. XV . b) já esteve aposentado. CAPÍTULO II DAS FÉRIAS c) prêmio por assiduidade. mediante pronta comunicação à chefia imediata.correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal.Por absoluta necessidade de serviço e ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. Art. antes do início do referido período.participação em programas de treinamento regularmente instituído.

relativa ao mês em que a exoneração for efetivada. MP/RS . sendo vedada vinculação ou equiparação para efeitos de remuneração de pessoal.indenizações. iguais ou superiores a 60 (sessenta) minutos. a critério da administração e com reposição de custos.WWW.Se o servidor vier a falecer.O servidor que tiver gozado mais de 30 (trinta) dias de licença para tratar de interesses particulares ou para acompanhar o cônjuge.O vencimento do cargo efetivo. Art. quando já implementado o período de um ano.gratificações e adicionais. Art. Parágrafo único .727/96) Art.As férias somente poderão ser interrompidas por motivos de calamidade pública. 80 .O vencimento.º 66.No caso de faltas sucessivas.a remuneração relativa aos dias em que faltar ao serviço. Art. I . desta lei.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 11 . § 1º . somente após um ano de efetivo exercício contado da data da apresentação fará jus a férias. 82 . 74 . ou mandado judicial. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. Parágrafo único . 85 . nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. exceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial. será paga aos dependentes legalmente constituídos.PROFESSORANDRESAN.O servidor perderá: II . relotado.a parcela da remuneração diária. descontadas eventuais parcelas já fruídas. Parágrafo único . Art. CAPÍTULO IV DAS VANTAGENS Art.O servidor exonerado fará jus ao pagamento da remuneração de férias proporcionalmente aos meses de efetivo exercício. a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . 73 . é irredutível. III . serviço militar ou eleitoral ou por superior interesse público.COM. Art. Parágrafo único . poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. 77 . removido ou reconduzido. seqüestro ou penhora.º 10. tiver mais de 30 (trinta) dias de faltas não justificadas ao serviço. no ano antecedente àquele em que deveria gozá-las.Vencimento é a retribuição pecuniária devida ao servidor pelo efetivo exercício do cargo. 84 . acrescido das vantagens de caráter permanente.Salvo por imposição legal. proporcional aos atrasos. descontadas eventuais parcelas correspondentes à antecipação. correspondente ao padrão fixado em lei. II .um terço de sua remuneração durante o afastamento do exercício do cargo. § 2º . convocação para júri. a retribuição relativa ao período.(REVOGADO pela Lei Complementar n. 78 . serão computados para efeito de desconto os períodos de repouso intercalados. IV . a título de vencimento básico. CAPÍTULO III DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO Art. Art. Art.Remuneração é o vencimento do cargo acrescido das vantagens pecuniárias estabelecidas em lei. Parágrafo único . III . não é obrigado a apresentar-se antes de concluí-las. 83 . 75 .Mediante autorização do servidor.Terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar eventuais débitos com o erário.Perderá o direito às férias o servidor que. quando em gozo de férias. ausências e saídas antecipadas. importância inferior ao salário mínimo. 79 . Art. nas hipóteses previstas no artigo 27. conforme DOE n.Nenhum servidor receberá.Além do vencimento. 81 . o servidor que for demitido ou exonerado.As reposições e indenizações ao erário serão descontadas em parcelas mensais não excedentes à quinta parte da remuneração ou provento.avanços.BR Art.A não-quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição na dívida ativa. comoção interna.O servidor readaptado. 72 . Art. na hipótese de conversão da pena de suspensão em multa. na forma definida em regulamento. IV .a metade da remuneração.honorários e jetons. que lhe assegure o direito a férias. 76 . de 08/04/94) Art.O pagamento de que trata este artigo corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer jus o servidor na forma prevista no artigo 69.

injustificadamente. a qual se aplica. para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores.diárias.Entende-se por sede a localidade onde o servidor estiver em exercício em caráter permanente. Art.Correm por conta da Administração as despesas de transporte do servidor e de sua família.O servidor que se afastar temporariamente da sede.A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor. Seção I Das Indenizações Art. o servidor não poderá receber a qualquer título.Não serão devidas diárias nos casos de remoção a pedido. 94 .As vantagens de que trata o artigo 85 não serão incorporadas ao vencimento. Art. do Distrito Federal. também a diárias destinadas à indenização das despesas de alimentação e pousada. a gratificação de representação e a gratificação de permanência em serviço. 91 . Parágrafo único . seja qual for o motivo ou a forma de pagamento. excetuando-se os avanços.No afastamento para exercício de cargo em comissão. . por qualquer motivo não se afastar da sede.O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando. igualmente. é facultada a opção pela percepção da gratificação de representação correspondente às atribuições da função titulada. o adicional por tempo de serviço.COM. nem nas hipóteses em que o deslocamento da sede se constituir em exigência permanente do serviço. no interesse do serviço. não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses de remuneração. § 2º .As vantagens de que trata o artigo 85 não são incorporadas ao vencimento. em razão de seu cargo. em atividade. Art. com mudança de domicílio. Art. a gratificação de representação.O servidor que receber diárias e. nos termos desta lei.A diária será concedida por dia de afastamento. as disposições do “caput” e parágrafo 1º dos artigos 102 e 103 desta lei. 95 . 89 .Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo. de incorporação aos proventos de aposentadoria e para cálculo de vantagens decorrentes do tempo de serviço.As vantagens pecuniárias não serão computadas. III .A gratificação de representação por exercício de função integra o valor desta para os efeitos de incorporação aos vencimentos em atividade.Será concedida ajuda de custo ao servidor efetivo do Estado que for nomeado para cargo em comissão ou designado para função gratificada. a gratificação por exercício de função e seus acessórios e a gratificação de permanência em serviço. 90 .WWW. 93 . 96 . 87 . sob o mesmo título ou idêntico fundamento. acrescida dos avanços e o adicional por tempo de serviço. § 3º .PROFESSORANDRESAN. Art. § 3º . bagagens e bens pessoais. ou outras organizações públicas. 12 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Subseção I Da Ajuda de Custo Art. § 1º . nem acumuladas.transporte. fica obrigado a restituí-las integralmente.A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalações do servidor que. § 2º .BR Art. nenhuma outra vantagem pecuniária dos órgãos da Administração Direta ou Indireta. nas quais tenha sido mandado servir. em virtude de mandato eletivo. no prazo de 5 (cinco) dias. nos termos da lei. o servidor não receberá ajuda de custo do Estado. excetuando-se os avanços. 88 . sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. fará jus. a gratificação por exercício de função.Constituem indenizações ao servidor: I . 88 . conforme se dispuser em regulamento. o adicional por tempo de serviço. II .ajuda de custo. em objeto de serviço. Parágrafo único . ou reassumi-lo. Art. além das passagens de transporte. não se apresentar na nova sede.Aos titulares de cargos de confiança optantes por gratificação por exercício de função já incorporadas nos termos da lei. 86 . Art. Art. 92 . com mudança de domicílio em caráter permanente. no prazo de 30 (trinta) dias. dos estados ou dos municípios. Parágrafo único .Para os efeitos deste artigo entende-se por acessórios dos cargos e funções de confiança. em atividade. compreendendo passagens. passe a ter exercício em nova sede. § 1º . Subseção II Das Diárias Art. em outro órgão ou entidade da União.Salvo os casos previstos nesta lei.Os servidores que incorporaram gratificação por exercício de função em atividade e os servidores inativos terão seus vencimentos e proventos revistos na forma estabelecida neste artigo.

relativas ao local ou à natureza do trabalho. o servidor terá concedido automaticamente um acréscimo de 5% (cinco por cento). terá incorporada.Por triênio de efetivo exercício no serviço público. assistência ou assessoramento. ao vencimento do cargo.adicional por tempo de serviço. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. acrescido das vantagens permanentes. serão calculadas sobre o vencimento. ou quando não ocorrer tal hipótese. de 08/04/94). III .O funcionário que tenha exercido o cargo de Secretário de Estado.Por triênio de efetivo exercício no serviço público. por 2 (dois) anos completos. ao servidor será concedido automaticamente um acréscimo de 3% (três por cento). para execução de serviços externos.WWW. Seção II Dos Avanços Subseção I Da Gratificação por Exercício de Função Art. § 2º . 101 .Quando mais de uma função gratificada ou cargo em comissão houver sido exercido no período. Subseção III Da Indenização de Transporte I .A função gratificada será percebida pelo exercício de chefia. serão calculadas sobre o valor básico fixado em lei e serão percebidas pelo servidor que a elas fizer jus. V . hipótese em que será observado o disposto no parágrafo seguinte. que deverão ser pagas antes do deslocamento. Art. na forma da lei. denominado avanço.gratificação por regime especial de trabalho. calculado na forma da lei. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. cumulativamente ao vencimento do cargo de provimento efetivo. calculado.O servidor fará jus a tantos avanços quanto for o tempo de serviço público em que permanecer em atividade.COM. 102 . II . X . Art. por exercício de atividades de serviço VI . no mínimo. 97 . deverá restituir as diárias recebidas em excesso. 97 . § 3º . por 1 (um) ano. o valor da função que tenha desempenhado por mais tempo. VIII . será incorporado aquele de maior valor.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 13 . inclusive sob a forma de função gratificada. até o limite máximo de 100% (cem por cento). em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento.O disposto no “caput” e no parágrafo anterior não se aplica ao servidor cuja primeira investidura no serviço público estadual ocorra após 30 de junho de 1995. a importância equivalente a 20% (vinte por cento) do valor da função gratificada. fará jus à incorporação do valor equivalente à gratificação de representação correspondente. denominado avanço. Art. Art. se do sexo masculino ou 15 (quinze) anos. e que houver exercido cargo em comissão. como vantagem pessoal. conforme DOE n.gratificação por exercício de função.As diárias.abono familiar. Parágrafo único . percebido pelo servidor que a elas fizer jus. MP/RS . que será de 2 (dois) anos para esta situação.O servidor efetivo que contar com 18 (dezoito) anos de tempo de serviço computável à aposentadoria.gratificação natalina. IX .Será concedida indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção. § 2º .O servidor fará jus a tantos avanços quanto for o tempo de serviço público em que permanecer em atividade. IV . computado na forma dos artigos 116 e 117. na proporção estabelecida pelo “caput”. Art. se do sexo feminino. conforme DOE n. que deverão ser pagas antes do deslocamento. na forma do regulamento. 99 . no período previsto no “caput”. de 08/04/94). VII . na forma da lei.Na hipótese de o servidor retornar à sede.º 66.As diárias.gratificação por exercício insalubres. computado na forma dos artigos 116 e 117.gratificação de permanência em serviço. desde que desempenhado. por força das atribuições próprias do cargo. ressalvado o período mínimo de que trata o parágrafo anterior. § 1º . penosas ou perigosas.gratificação de representação.º 66. Seção III Das Gratificações e Adicionais Art.BR Parágrafo único . a cada 2 (dois) anos. 98 . na forma do regulamento. na forma da lei. XI .PROFESSORANDRESAN. na forma da lei.Serão deferidos ao servidor as seguintes gratificações e adicionais por tempo de serviço e outras por condições especiais de trabalho: § 1º .outras gratificações. 100 . conforme previsto em regulamento. na forma da lei.gratificação extraordinário.gratificação por serviço noturno.

Subseção II Da Gratificação Natalina Art. sem prejuízo da remuneração e demais vantagens. máximo de 80% (oitenta por cento) do valor. § 4º . de 30 de agosto de 1994.Na hipótese do inciso anterior. por um período mínimo de 5 (cinco) anos consecutivos ou 10 (dez) intercalados. b) 22 anos. como vantagem pessoal. 100% (cem por cento) do valor. máximo de 40% (quarenta por cento) do valor.O cálculo da vantagem pessoal de que trata este parágrafo terá sempre em conta os valores atualizados dos vencimentos e as gratificações adicionais e.O disposto no “caput” e nos parágrafos anteriores não se aplica ao servidor que não houver exercido cargo em comissão. por mês de efetivo exercício. mesmo sob forma de cargo em comissão. V . até 30 de junho de 1995. 104 . será incorporado aquele de maior valor. III . 103 . bem como os seus incisos anteriores.O servidor efetivo que contar com dezoito (18) anos de tempo computável à aposentadoria e que houver exercido cargo em comissão.COM. hipótese em que será observado o disposto no parágrafo seguinte. igualmente.WWW. salvo se optar pelas vantagens do cargo efetivo. perderá a vantagem enquanto durar a investidura. § 4º . deduzidos os descontos legais. por dois (02) anos.O Estado indenizará o servidor pelo eventual descumprimento do prazo de pagamento das obrigações pecuniárias relativas à gratificação natalina. por dois (02) anos completos. § 2º . ou quando não ocorrer tal hipótese.A cada dois (02) anos completos de exercício de função gratificada. inclusive sob a forma de função gratificada. IV . VII .Será concedida ao servidor que esteja no desempenho de suas funções uma gratificação natalina correspondente a sua remuneração integral devida no mês de dezembro.A gratificação natalina é devida ao servidor afastado de suas funções. observado o disposto no § 1º do artigo anterior. terá continuidade o cômputo dos anos de serviço para efeito de percepção dos vinte por cento a que se refere este parágrafo. inclusive sob a forma de função gratificada. atribuídas a servidores efetivos ou estáveis. c) 24 anos. II . § 5º . . desde que desempenhado. investido em cargo em comissão ou função gratificada. d) 26 anos. se for o caso. VI . na forma estabelecida em decreto. somente será paga a partir da data em que o funcionário retornar ao exercício de cargo de provimento efetivo ou. no mês de dezembro.BR § 3º . observada a seguinte correspondência com o tempo computável à aposentadoria: a) 20 anos.PROFESSORANDRESAN.O disposto neste parágrafo aplica-se. a importância equivalente a 20% (vinte por cento) do valor da função gratificada. nas condições estabelecidas neste artigo.O pagamento da gratificação natalina será efetuado até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada exercício. o valor da função que tenha desempenhado por mais tempo. considerando-se as frações iguais ou superiores a 15 (quinze) dias como mês integral. permanecendo no cargo em comissão ou função gratificada. Art. ocorra ou não a percepção da vantagem.A função gratificada será incorporada integralmente ao provento do servidor que a tiver exercido. for inativado. I . § 1º . cuja base de cálculo será o valor desta. VIII . acrescida de 1% (um por cento) ao mês e paga juntamente com o valor total ou parcial da referida gratificação.A indenização referida no parágrafo anterior será calculada com base na variação da Letra Financeira do Tesouro do Estado – LFTE/RS.O funcionário no gozo da vantagem pessoal de que trata esta Lei.A gratificação de que trata este artigo corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer jus o servidor. no mínimo.O servidor que tenha exercido o cargo de Secretário de Estado fará jus à incorporação do valor equivalente à gratificação de representação correspondente.Quando mais de uma função gratificada ou cargo em comissão houver sido exercido no período.A vantagem de que trata o “caput” deste parágrafo. corresponderá novo acréscimo de 20% (vinte por cento) até o limite de 100% (cem por cento). máximo de 60% (sessenta por cento) do valor. anteriormente à aposentadoria.248. os avanços trienais e qüinqüenais. 14 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS § 3º . optar pelos vencimentos e vantagens do cargo de provimento efetivo. terá incorporada ao vencimento do cargo. que excederem a dois iniciais. às gratificações previstas no artigo 3º da Lei Complementar nº 10. ou ainda.

114 . cujo cálculo incidirá sobre as parcelas que compõem seu provento.WWW. e mantidas as condições previstas no “caput”.A gratificação de que trata este artigo será incorporada aos vencimentos. Art. enquanto permanecer em exercício.BR § 5º .6123% (seis mil cento e vinte e três décimos de milésimo de um inteiro por cento) ao mês. insalubres ou perigosos. observado o disposto no artigo 34. Parágrafo único . 109 . das operações e locais previstos neste artigo. sobre a remuneração do mês da exoneração.727/96) § 2º . 113 . periculosidade ou penosidade deverá optar por uma delas nas condições previstas na lei. (REVOGADO pela Lei Complementar n. 112 . acrescida de 0. prestado em horário noturno. 105 . uma gratificação especial de 20% (vinte por cento) das importâncias que integrariam o provento da inatividade. § 1º . “pro-rata die”.O direito às gratificações previstas neste artigo cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. Art.O valor da hora de serviço extraordinário. Parágrafo único . à razão de 4% (quatro por cento) ao ano.Os servidores que exerçam suas atribuições com habitualidade em locais insalubres ou em contato com substâncias tóxicas radioativas ou com risco de vida. “pro-rata die”.A gratificação de que trata o artigo anterior somente será atribuída ao servidor para atender às situações excepcionais e temporárias.A servidora gestante ou lactante será afastada.O servidor que fizer jus às gratificações de insalubridade.A indenização de que trata o parágrafo anterior será calculada com base na variação da Letra Financeira do Tesouro – LFT –. 111 . respeitado o limite máximo previsto no § 2º do artigo 33. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. 110 . nos termos da lei. e paga juntamente com o valor total ou parcial da referida gratificação. Subseção III Da Gratificação por Exercício de Atividades Insalubres. a partir do primeiro mês do quarto ano de sua percepção. § 5. alíneas “a” e “b”. deste artigo. 107 . Subseção VI Da Gratificação de Permanência em Serviço Art.É extensiva aos inativos a percepção da gratificação natalina. na forma do artigo 158. calculada na forma do § 1º do artigo anterior. poderá ser deferida.Os locais de trabalho e os servidores que operem com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. e cuja permanência no desempenho de suas funções for julgada conveniente para o serviço público. 106 .O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. fazem jus a uma gratificação sobre o vencimento do respectivo cargo na classe correspondente.8118% (oito mil cento e dezoito décimos de milésimo de um inteiro por cento) ao mês. conforme DOE n. por ato do Governador.O servidor exonerado terá direito à gratificação natalina. de 08/04/94) § 1º . 108 . de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria.As disposições deste artigo não se aplicam quando o serviço noturno corresponder ao horário normal de trabalho. inciso III.º 66. e paga juntamente com o valor total ou parcial da referida gratificação. Subseção V Da Gratificação por Serviço Noturno Art. Perigosas ou Penosas Art.º 10. Art. Parágrafo único . Art.º A indenização de que trata o § 4º será calculada com base na variação da Letra Financeira do Tesouro – LFT – acrescida de 0. o servidor fará jus à incorporação de 4% (quatro por cento) da importância que integraria o provento da inatividade.Ao servidor que adquirir direito à aposentadoria voluntária.Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos.A cada novo ano de exercício. Art.Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses de exercício.COM.A gratificação de que trata este artigo será incorporada aos vencimentos após decorridos 5 (cinco) anos de sua percepção. MP/RS .O serviço noturno terá o valor-hora acrescido de 20% (vinte por cento). proporcionalmente aos meses de exercício. § 2º . Subseção IV Da Gratificação por Exercício de Serviço Extraordinário Art. enquanto durarem a gestação e a lactação. passando a exercer suas atividades em local salubre e em serviço compatível com suas condições. após decorrido o prazo de que trata o parágrafo anterior. na data de implementação do requisito temporal.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 15 .PROFESSORANDRESAN. será acrescido de mais 20% (vinte por cento). Parágrafo único . Art.

§ 4º O servidor. será considerado.COM. III . será deferida por período máximo de dois anos.Ao servidor que adquirir direito à aposentadoria voluntária com proventos integrais e cuja permanência no desempenho de suas funções for julgada conveniente e oportuna para o serviço público poderá ser deferida.cônjuge inválido. 116 . por ato do Governador. uma gratificação de permanência em serviço de valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do seu vencimento básico. § 1º . nos percentuais de 15% ou de 25%. 115 . o tempo de serviço prestado a cada cargo isoladamente.Quando se tratar de dependente inválido ou excepcional. cabendo o pagamento somente ao implemento de 15 ou de 25 anos de tempo de serviço. quando a aplicação do disposto no “caput” deste artigo resultar em um valor de gratificação inferior ao desse vencimento básico. 117 . anteriormente concedido. estadual ou municipal. nem será incorporada aos vencimentos ou proventos da inatividade.filho inválido ou excepcional de qualquer idade.Na acumulação remunerada. que seja comprovadamente incapaz.BR Art.Ao servidor ativo ou ao inativo será concedido abono familiar na razão de 10% (dez por cento) do menor vencimento básico inicial do Estado. exceto aos que tenham implementado. sendo admitidas renovações por igual período. e juízo de conveniência e oportunidade do Governador.114 . poderá ser chamado a prestar serviço em local diverso de sua lotação durante o período da concessão da gratificação de permanência em serviço.filho menor de 18 (dezoito) anos. proporcional à carga horária. o abono será pago pelo triplo. uma gratificação especial de 35% (trinta e cinco por cento) do vencimento básico. Subseção VIII Do Abono Familiar Art. § 3° . contados na forma desta lei. o adicional de 15% (quinze por cento) ou 25% (vinte e cinco por cento) calculados na forma da lei. comprovadamente incapaz. ao completar 15 (quinze) e 25 (vinte e cinco) anos de serviço público.A gratificação adicional. 118 . anteriormente concedido. § 2º A gratificação de que trata este artigo tem natureza precária e transitória e não servirá de base de cálculo para nenhuma vantagem.PROFESSORANDRESAN.WWW. as condições de percepção.Compreende-se. mediante iniciativa da chefia imediata do servidor. até a referida data. autarquias e fundações de direito público.filho estudante. Parágrafo único . ratificada pelo Titular da Pasta a que estiver vinculado o órgão ou entidade. II . Parágrafo único . § 1º Fica assegurado o valor correspondente ao do vencimento básico do Padrão 16 do Quadro Geral dos Funcionários Públicos do Estado. será concedida em percentual igual ao tempo de serviço em anos. IV .A gratificação de que trata este artigo. Art. 114 Ao servidor que adquirir direito à aposentadoria voluntária com proventos integrais e cuja permanência no desempenho de suas funções for julgada conveniente e oportuna para o serviço público estadual poderá ser deferida. por ato do Governador. a partir da data referida no parágrafo anterior. prestado à administração direta. até a idade de 24 (vinte e quatro) anos. respectivamente.O servidor.A concessão do adicional de 25% (vinte e cinco por cento) fará cessar o de 15% (quinze por cento).A concessão do adicional de 25% (vinte e cinco por cento) fará cessar o de 15% (quinze por cento). Parágrafo único . como serviço estadual o tempo em que o servidor tiver exercido serviços transferidos para o Estado. Art. para efeito de adicional. desde que não exerça atividade remunerada. mediante iniciativa da chefia imediata do servidor e juízo de conveniência e oportunidade do Governador. fração superior a seis meses como um ano completo.Para efeito de concessão dos adicionais será computado o tempo de serviço federal. § 3º A gratificação de que trata este artigo será deferida por um período máximo de dois anos. considerando-se quando for o caso. pelos seguintes dependentes: I . anteriormente concedido. Art. que tem natureza precária e transitória. § 2º . 16 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .A concessão do adicional de 25% (vinte e cinco por cento) fará cessar o de 15% (quinze por cento). a quem for deferida a gratificação de que trata o “caput” deste artigo. que não perceba remuneração. computados até a data de vigência desta Lei. à razão de 1% ao ano. passará a perceber. respectivamente. para efeitos de percentual de concessão. Parágrafo único . Subseção VII Do Adicional por Tempo de Serviço Art. § 1º . também. sendo admitidas renovações por igual período.A vantagem de que trata este artigo não será mais concedida a partir da data de vigência desta Lei.

BR § 2º .É assegurado o afastamento do servidor efetivo. sob as penas da lei. Art.A concessão do abono terá por base as declarações do servidor. receberá jeton. Art. II .WWW. na localidade da nova residência ou mais próxima. licença: I .O servidor.Ao servidor poderá ser concedida licença para freqüência a cursos. ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida antes de decorrido período igual ao do afastamento. Parágrafo único . na forma da lei. fica autorizado a se afastar do exercício do cargo. sem prejuízo de sua remuneração. III . sem prejuízo da remuneração e demais vantagens.PROFESSORANDRESAN. mãe ou responsável por excepcional. inclusive fora do Estado e no exterior. seminários. MP/RS . II . congressos.São condições para percepção do abono familiar que: I . mediante autorização judicial.gerência.membro de banca de concurso. 1º e 2º graus. Art. Seção IV Dos Honorários e Jetons Art. execução ou atividade auxiliar de concurso. em tratamento. 123 . 121 . Parágrafo único .os dependentes relacionados neste artigo vivam efetivamente às expensas do servidor ou inativo.As alterações que resultem em exclusão de abono deverão ser comunicadas no prazo de 15 (quinze) dias da data da ocorrência. 126 . bem como aos menores sob sua guarda. em qualquer época. independentemente de vaga.No caso de ambos os cônjuges serem servidores públicos. no desempenho do encargo de membro de órgão de deliberação coletiva legalmente instituído. físico ou mental.durante os dias de provas em exames supletivos e de habilitação a curso superior. desde que o conteúdo programático esteja correlacionado às atribuições do cargo que ocupar.Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da Administração. pai. 120 .O servidor somente será indicado para participar de cursos de especialização ou capacitação técnica profissional no Estado. pelo órgão competente do Estado.O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge. que vivam na sua companhia.Fica vedada a concessão de exoneração ou licença para tratamento de interesses particulares ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo.O servidor. Parágrafo único . CAPÍTULO V DAS CONCESSÕES Seção I Das Vantagens ao Servidor Estudante ou Participante de Cursos.a invalidez de que tratam os incisos II e IV do “caput” deste artigo seja comprovada mediante inspeção médica. aos tutelados e aos menores que.COM. CAPÍTULO VI DAS LICENÇAS Seção I Disposições Gerais Art. Seção II Da Assistência a Filho Excepcional Art. 122 . Art.por acidente em serviço.Estendem-se os benefícios deste artigo aos enteados. 119 . planejamento.Será concedida. Congressos e Similares Art.O servidor fará jus a honorários quando designado para exercer. no País ou no exterior. as funções de: II . quando necessário. sob pena de ser considerado faltoso ao serviço. nos seguintes casos: I .Por cargo exercido em acúmulo no Estado.para tratamento de saúde.treinamento de pessoal. 124 .professor. fora do horário do expediente a que estiver sujeito. matrícula em instituição congênere do Estado. I . com ônus para o Estado. 125 . II . ao servidor. § 4º . é assegurada. com autorização judicial. aos filhos ou enteados do servidor. 127 . para os estudantes de ensino superior. Art. em cursos legalmente instituídos. IV . Art. estejam submetidos a sua guarda. quando houver correlação direta e imediata entre o conteúdo programático de tais cursos e as atribuições do cargo ou função exercidos. § 3º . deverá comprovar perante a chefia imediata as datas em que se realizarão as diversas provas e seu comparecimento. na forma a ser regulamentada. 128 . encontros e similares. o direito de um não exclui o do outro. por período de até 50% (cinqüenta por cento) de sua carga horária normal cotidiana.O servidor.durante os dias de provas finais do ano ou semestre letivo. Parágrafo único . não será devido o abono familiar. a título de representação na forma da lei.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 17 .

excepcionalmente. IX .Para a concessão de licença a servidor acometido de moléstia profissional. salvo nos casos dos incisos VII. 131 . 135 . nas hipóteses de licença para tratamento de saúde.WWW. licença para tratamento de saúde. § 4º . a inspeção médica poderá ser realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. VII . § 2º .para concorrer a mandato público eletivo. o servidor deverá reassumir imediatamente o exercício do cargo. se a ausência exceder a 30 (trinta) dias. X . Art.especial.Ao servidor nomeado em comissão somente será concedida licença para tratamento de saúde. quando ficar comprovada a impossibilidade absoluta de realização de exame por órgão oficial da localidade. Seção II Da Licença para Tratamento de Saúde Art.Será concedida. então. Art.O servidor em licença para tratamento de saúde deverá abster-se do exercício de atividade remunerada ou incompatível com seu estado. o laudo médico deverá estabelecer sua rigorosa caracterização. precedida de inspeção médica realizada pelo órgão de perícia oficial do Estado.por motivo de doença em pessoa da família. serão consideradas como prorrogação. pela mesma moléstia. 129 . § 5º . logo após a sua realização. porém. ficará à disposição do órgão de perícia médica.As licenças.A inspeção será feita por médicos do órgão competente. sujeitando o servidor à demissão. Art.O servidor acidentado em serviço será licenciado com remuneração integral até seu total restabelecimento.Findo o período de licença. as faltas ao serviço correrão sob a responsabilidade exclusiva do servidor. VI . desde que haja sido submetido à inspeção médica para ingresso e julgado apto e nos casos dos incisos II. quando. salvo prorrogação ou determinação constante do laudo. IV. a pedido ou “ex-officio”.retorno ao exercício do cargo. com ou sem limitação de tarefas.O atestado referido no parágrafo anterior somente surtirá efeito após devidamente examinado e validado pelo órgão de perícia médica competente. 132 .Sempre que necessário.O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome ou à natureza da doença. VIII . § 2º . IX e XII.O resultado da inspeção será comunicado imediatamente ao servidor. § 1º .concessão de nova licença ou de prorrogação. § 1º .PROFESSORANDRESAN. Parágrafo único . Parágrafo único .BR III . III . V .para o exercício de mandato eletivo.para prestação de serviço militar. observado o disposto no artigo 26. VIII e XI deste artigo. II . 130 .prêmio por assiduidade.readaptação.A infringência ao disposto neste artigo implicará perda da remuneração. III. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. para fins de aposentadoria. Seção III Da Licença por Acidente em Serviço Art. com ou sem limitação de tarefas. esta ser especificada através do respectivo código (CID). indicando se o caso é de: I . XII . 133 .Nas licenças por períodos prolongados. sob pena de ser considerado faltoso. ao servidor.à gestante. 134 . Parágrafo único . com intervalos inferiores a 30 (trinta) dias. 18 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Art.O servidor não poderá recusar-se à inspeção médica. à adotante e à paternidade. e por junta oficial.para o desempenho de mandato classista. salvo se houver necessidade de exames complementares. sob pena de ser sustado o pagamento de sua remuneração até que seja cumprida essa formalidade.para acompanhar o cônjuge. ser admitido atestado médico particular. . § 3º . Art. sob pena de imediata suspensão da mesma.O servidor não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses.No caso de o laudo registrar pareceres contrários à concessão da licença.Poderá. sediada na Capital ou no interior. XI . devendo. deverá o órgão de perícia médica pronunciar-se sobre a natureza da doença. § 6º . por motivo de doença em pessoa da família e à gestante. antes de se completarem 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.para tratar de interesses particulares. constituída de 3 (três) médicos nos demais casos. IV .COM.

Art. quando seu regime de trabalho obedecer a turno único. descendente. com intervalos inferiores a 30 (trinta) dias.de mais de quatro até seis anos. Seção IV Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art.Para concessão de licença e tratamento ao servidor.º 13. licença de 120 (cento e vinte) dias.A doença será comprovada através de inspeção de saúde. 90 (noventa) dias. simultaneamente. I .À servidora adotante será concedida licença a partir da concessão do termo de guarda ou da adoção. Parágrafo único . I .Equipara-se a acidente em serviço o dano: Seção V Da Licença à Gestante. 120 (cento e vinte) dias. Parágrafo único . 144 . as licenças.de mais de seis anos. quando seu regime de trabalho obedecer a dois turnos. II .Ao término da licença a que se refere o artigo anterior. sem prejuízo da remuneração. 136 . Art. 120 (cento e vinte) dias.com 1/3 (um terço) da remuneração.sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. no período que exceder a 365 (trezentos e sessenta e cinco) até o máximo de 730 (setecentos e trinta) dias.À servidora gestante será concedida. 141 . de ascendente. o servidor terá direito à licençapaternidade de 15 (quinze) dias consecutivos. o direito de comparecer ao serviço em um turno. II . 150 (cento e cinqüenta) dias. no prazo de 10 (dez) dias da ocorrência. (REVOGADO pela Lei n. é assegurado à servidora lactante.de mais de dois até quatro anos.com 2/3 (dois terços) da remuneração. ou a três horas consecutivas por dia. desde que relacionado. 180 (cento e oitenta) dias. é indispensável a comprovação detalhada do fato.de zero a dois anos. sem prejuízo da remuneração. 141 . II . III .de mais de dois até quatro anos. Art.BR Art. decorridos 30 (trinta) dias do evento.Configura-se acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor. em instituições públicas ou por ela conveniadas. desde que menor. desde que comprove ser indispensável a sua assistência e esta não possa ser prestada.WWW. 138 .de zero a dois anos.com a remuneração total até 90 (noventa) dias.117/09) Art. licença de 180 (cento e oitenta) dias. com o exercício do cargo. pela mesma moléstia. Art.À servidora gestante será concedida. à Adotante e à Paternidade I . 139 .No caso de natimorto.de mais de quatro até seis anos.A licença de que trata o artigo anterior será concedida: III . Art. 142 . no período que exceder a 90 (noventa) e não ultrapassar 180 (cento e oitenta) dias. 90 (noventa) dias. mediante inspeção médica. 30 (trinta) dias. o servidor terá direito à licençapaternidade de 8 (oito) dias consecutivos.O servidor acidentado em serviço terá tratamento integral custeado pelo Estado. durante o período de 2 (dois) meses. mediata ou imediatamente. 140 . IV . MP/RS . 60 (sessenta) dias. Art.Pelo nascimento ou adoção de filho. 137 . enteado e colateral consangüíneo. 144 . no período que exceder a 180 (cento e oitenta) e não ultrapassar a 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. Art. Art. III . Parágrafo único . a ser procedida pelo órgão de perícia médica competente. a servidora será submetida a inspeção médica e. serão consideradas como prorrogação.O servidor poderá obter licença por motivo de doença do cônjuge.decorrente de agressão sofrida e não-provocada pelo servidor no exercício das atribuições do cargo. II .Pelo nascimento ou adoção de filho.Para os efeitos deste artigo. com as atribuições do cargo. Parágrafo único .sem remuneração. mediante processo “exofficio”.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 19 .O tratamento recomendado por junta médica não oficial constitui medida de exceção e somente será admissível quando inexistirem meios e recursos necessários adequados. em razão de acidente em serviço ou agressão não-provocada no exercício de suas atribuições. IV . IV .de mais de seis anos. proporcional à idade do adotado: I .COM. Parágrafo único . mediante inspeção médica. até o 2º grau. reassumirá o exercício do cargo. se julgada apta. desde que menor.PROFESSORANDRESAN. 143 .

na hipótese da transferência de que trata o artigo anterior.Para os efeitos deste artigo. quando este for transferido. de que trata este artigo.O período de licença. terá direito à licença. de âmbito estadual ou nacional. como de efetivo exercício.É assegurado ao servidor o direito à licença para o desempenho de mandato classista em central sindical.A licença será concedida mediante pedido do servidor. alínea “f”. sob pena da perda de vencimento e. se a ausência exceder a 30 (trinta) dias. somente poderão ser computados. para acompanhar o cônjuge.PROFESSORANDRESAN.Nos casos dos afastamentos previstos nos incisos XIV. § 4º .O servidor poderá ser lotado. devidamente instruído. para tratamento de saúde do servidor e de até 2 (dois) meses por motivo de doença em pessoa de sua família. 147 . 148 . Parágrafo único . observado o disposto no artigo 26. Autárquica ou Fundacional. não se houver afastado do exercício de suas funções terá direito à concessão automática de 3 (três) meses de licença-prêmio por assiduidade. § 2º . Art.A licença poderá ser negada. tudo por qüinqüênio de serviço público prestado ao Estado. alínea “b” e XV do artigo 64. o servidor reassumirá imediatamente. um período máximo de até 4 (quatro) meses. . para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo Federal.Ao servidor convocado para a prestação de serviço militar será concedida licença. com a remuneração do cargo efetivo. sindicato. como se nele estivesse em exercício.Nos casos dos afastamentos previstos nos incisos XIV.WWW. e XV do artigo 64. caso a licença seja negada.O servidor poderá. não será computável como tempo de serviço para qualquer efeito. pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos. § 1º . para tratamento de saúde do servidor. somente serão computados. Seção X Da Licença-Prêmio por Assiduidade § 2º . de 2 (dois) meses. Seção VII Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art. não serão considerados interrupção da prestação de serviço os afastamentos previstos no artigo 64. reassumir o exercício do cargo.O servidor detentor de cargo de provimento efetivo. estável. 146 . para outro ponto do Estado ou do Território Nacional. tudo por qüinqüênio de serviço público prestado ao Estado. a qualquer tempo. 149 . incisos I a XV. 150 . por motivo de doença em pessoa de sua família e de 20 (vinte) dias.Concluído o serviço militar.A licença de que trata este artigo será concedida nos termos da lei.O servidor que. nos termos da legislação específica. poderá ser concedida licença para tratar de interesses particulares. núcleos ou delegacias. § 2º . 145 . § 1º . Seção VIII Da Licença para Acompanhar o Cônjuge Art. provisoriamente.Não se concederá nova licença antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior. § 2º . desde que para o exercício de atividade compatível com seu cargo. de demissão por abandono do cargo. salvo hipótese de imperiosa necessidade.O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da licença. contados desde a data em que tenha reassumido o exercício do cargo. considerando-se como faltas os dias de ausência ao serviço.Quando a desincorporação se verificar em lugar diverso do da sede. como de efetivo exercício. em repartição da Administração Estadual Direta. 20 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS § 2º . quando o afastamento for inconveniente ao interesse do serviço. devidamente comprovada à autoridade a que estiver subordinado. associação de classe ou entidade fiscalizadora da profissão. Art. observado o disposto no artigo 64.À mesma licença terá direito o servidor removido que preferir permanecer no domicílio do cônjuge. desta lei. para os efeitos deste artigo. por um qüinqüênio ininterrupto. no caso de moléstia do servidor. sem remuneração. § 1º . federação. o prazo para apresentação será de 10 (dez) dias. para os efeitos deste artigo. um período máximo de 4 (quatro) meses. independentemente de solicitação própria. estadual ou municipal. com todas as vantagens do cargo. § 1º . alínea “b”.BR Seção VI Da Licença para Prestação de Serviço Militar Art.COM. § 3º . inciso XIV.Ao servidor detentor de cargo de provimento efetivo. Seção IX Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art. devendo ser renovada a cada 2 (dois) anos. § 3º . em confederação. estável. sem remuneração.

podendo afastar-se do exercício de suas atividades.Ao entrar em gozo de licençaprêmio. a receber a sua remuneração do mês de fruição antecipadamente. avanços e adicionais.COM. § 1º . será feita na forma do artigo 62 desta lei. 154 .O número de servidores em gozo simultâneo de licença-prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa de trabalho.O recurso será dirigido à autoridade que tiver proferido a decisão ou expedido o ato. § 2º . § 1º .O período de duração desta licença será considerado como tempo de efetivo exercício para todos os efeitos legais.A pedido do servidor. estadual ou distrital. II .Eleito.Cabe pedido de reconsideração. a pedido. 1095 (um mil e noventa e cinco) dias. Art. proferido a primeira decisão ou praticado o ato. Art. para efeito da formação do qüinqüênio.contada em dobro. será afastado do cargo. recorrer e de representar. como tempo de serviço para os efeitos de aposentadoria. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. terá desconsideradas.WWW. até 3 (três) faltas não justificadas verificadas no período aquisitivo limitado a 31 de dezembro de 1993. 168 . § 2º . a decisão ou o ato. Art. vedada a desconversão.No caso de afastamento do cargo. Seção XI Da Licença para Concorrer a Mandato Público Eletivo e Exercê-lo Art.O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído “ex-officio” para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. CAPÍTULO VIII DO DIREITO DE PETIÇÃO Art. § 2º . III .O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. que não poderá ser renovado. b) não havendo compatibilidade de horário. em defesa de direito ou legítimo interesse próprio. Seção XII Da Licença Especial para Fins de Aposentadoria Art. Art.O pedido de reconsideração deverá conter novos argumentos ou provas suscetíveis de reformar o despacho. 155 . § 1º .investido no mandato de prefeito.PROFESSORANDRESAN. pedir reconsideração. com a aprovação da chefia.tratando-se de mandato federal. II . a licença-prêmio poderá ser: I . sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. será afastado do cargo. como interrupção do tempo de serviço público prestado ao Estado. o servidor terá direito. 153 .O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. o servidor será considerado em licença especial remunerada. 170 . § 2º .BR § 3º . como última instância administrativa. aplicam-se as seguintes disposições: I . Parágrafo único . § 1º .Ao servidor investido em mandato eletivo.O servidor que à data de vigência desta Lei Complementar detinha a condição de estatutário há. do indeferimento do pedido de reconsideração. Art. considerada a necessidade do serviço.gozada. como se em exercício estivesse.O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro de 30 (trinta) dias. Art. 167 . no mínimo. Art. o servidor ficará afastado do exercício do cargo a partir da posse.Decorridos 30 (trinta) dias da data em que tiver sido protocolado o requerimento da aposentadoria. o servidor continuará contribuindo para o órgão da previdência e assistência do Estado. 152 . ficará afastado do cargo.Caberá recurso. 156 . MP/RS . sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 21 . no todo ou em parcelas não inferiores a 1 (um) mês. salvo se antes tiver sido cientificado do indeferimento do pedido. 169 . gerador do direito da licença-prêmio.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário perceberá as vantagens do seu cargo. 157 . Art.É assegurado ao servidor o direito de requerer. 151 .O pedido de aposentadoria de que trata este artigo somente será considerado após terem sido averbados todos os tempos computáveis para esse fim. à autoridade que houver prolatado o despacho.A apuração do tempo de serviço normal.O servidor que concorrer a mandato público eletivo será licenciado na forma da legislação eleitoral.

quando cabíveis. 177 . houver sido o Governador. quando o despacho não for publicado. ressalvadas as protegidas por sigilo.WWW. o pedido de reconsideração. Art. interrompem a prescrição administrativa. ou que afetem interesses patrimoniais e créditos resultantes das relações de trabalho.São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo. dentro do prazo de 5 (cinco) dias. IX . poderá o servidor dirigi-la direta e sucessivamente às chefias superiores.zelar pela economia do material que lhe for confiado e pela conservação do patrimônio público.observar as normas de segurança e medicina do trabalho estabelecidas. para efeitos do artigo.O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias.A decisão sobre qualquer recurso será dada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias. quanto aos atos de demissão e cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. atendendo-as sem preferências pessoais.Se não for dado andamento à representação. no órgão em que servir. XI . XIII . VI .representar contra ilegalidade.Para o exercício do direito de petição é assegurada vista do processo ou documento. se a solução não for de sua alçada.120 (cento e vinte) dias nos demais casos.Entende-se por força maior. não podendo ser relevada pela Administração.O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. quando o ato não for publicado.tratar com urbanidade as partes. 173 .Em caso de provimento de pedido de reconsideração ou de recurso. Parágrafo único . 22 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS c) às requisições para defesa da Fazenda Pública. § 2º . para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal. II . XII . dentro de suas atribuições. II . ao servidor ou a procurador por ele constituído. 175 .O direito de requerer prescreve em: I . forfixado outro prazo. pelo interessado.A prescrição é de ordem pública. XIV . .COM. na repartição. VII . V .A representação está isenta de pagamento de taxa de expediente. devidamente comprovado. o efeito da decisão retroagirá à data do ato impugnado. salvo quando. § 1º .A representação será dirigida ao chefe imediato do servidor que. a encaminhará a quem de direito. X . em razão das atribuições do seu cargo. salvo motivo de força maior. exceto quando manifestamente ilegais. 171 . a) o público em geral. prestando as informações requeridas que estiverem a seu alcance.providenciar para que esteja sempre em dia no seu assentamento individual.ser assíduo e pontual ao serviço. b) à expedição de certidões requeridas.Terá caráter de recurso. Art. 174 .PROFESSORANDRESAN. por prescrição legal. 172 . seu endereço residencial e sua declaração de família.5 (cinco) anos.manter conduta compatível com a moralidade administrativa.desempenhar com zelo e presteza os encargos que lhe forem incumbidos. quando o prolator do despacho. I . decisão ou ato. VIII . III . omissão ou abuso de poder. IV .O pedido de reconsideração e o de recurso. Parágrafo único .cumprir as ordens superiores. TÍTULO IV DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I DOS DEVERES DO SERVIDOR Art.BR § 3º . § 4º .atender com presteza: § 2º .representar ou levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver conhecimento. Art.manter espírito de cooperação com os colegas de trabalho. a ocorrência de fatos impeditivos da vontade do interessado ou da autoridade competente para decidir.São deveres do servidor: Art. § 1º . 176 . Art. contados a partir da data da publicação da decisão recorrida ou da data da ciência. bem como o uso obrigatório dos equipamentos de proteção individual (EPI) que lhe forem confiados.observar as normas legais e regulamentares. Art.ser leal às instituições a que servir.

o desempenho de encargos que competirem a si ou a seus subordinados. 178 . XXIII . § 2º . sem prévia permissão da autoridade competente.praticar usura. XIV . qualquer proveito.ingerir bebidas alcoólicas durante o horário de trabalho ou drogar-se.ausentar-se do serviço durante o expediente. em razão de suas atribuições. em prejuízo de suas atividades. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau e do cônjuge. a pessoas estranhas à repartição. MP/RS .participar de gerência ou administração de empresa privada. comissão. XVI . V . VI . por si ou como representante de outrem. ou intermediário junto a repartição pública.entregar-se a atividades político-partidárias nas horas e locais de trabalho. industrial ou civil de caráter oneroso.A representação de que trata o inciso XIV será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. bem como apresentar-se em estado de embriaguez ou drogado ao serviço. sem prévia autorização do chefe imediato.participar de atos de sabotagem contra o serviço público. com o Estado.retirar.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em atividades particulares ou políticas. XX . qualquer documento ou objeto existente na repartição. sob qualquer das suas formas. exceto na qualidade de acionista. em detrimento da dignidade do serviço público. criticá-los do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço. ressalvados os encargos de chefia e as comissões legais.WWW.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. ressalvado o disposto no artigo 267.coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se à associação profissional ou sindical. estabelecimento ou instituição que tenha relações industriais com o Estado em matéria que se relacione com a finalidade da repartição em que esteja lotado.cometer. fora dos casos previstos em lei. em cargo ou função de confiança. VII . XVII . IV . parecer ou despacho.PROFESSORANDRESAN. caso em que o servidor será considerado como exercendo cargo em comissão. comissões.celebrar contrato de natureza comercial. XV .Será considerado como co-autor o superior hierárquico que.Não está compreendida na proibição dos incisos XII e XIII deste artigo a participação do servidor na presidência de associação.valer-se do cargo ou função para lograr proveito pessoal ou de outrem. porém.valer-se da condição de servidor para desempenhar atividades estranhas às suas funções ou para lograr. VIII .exercer.COM. podendo.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 23 . presentes ou vantagens de qualquer espécie. cônjuge ou parente até o segundo grau civil.aceitar representação. emprego ou função em empresa. XXIV . em informação. cotista ou comanditário. ou com objetivos político-partidários. XVIII . XXII . como procurador. seu subordinado. às autoridades e a atos da administração pública estadual. § 1º . emprego ou pensão de país estrangeiro.atender pessoas na repartição para tratar de interesses particulares. recebendo denúncia ou representação a respeito de irregularidades no serviço ou de falta cometida por servidor. XIII . de sociedade civil ou exercer comércio. assegurando-se ao representando ampla defesa.manter sob sua chefia imediata.promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. X . salvo quando se tratar de função de confiança de empresa. XIX . direta ou indiretamente. de modo depreciativo. da qual participe o Estado.receber propinas.Ao servidor é proibido: XII . mesmo fora do horário de expediente. CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. IX .atuar. III .exercer ou permitir que subordinado seu exerça atribuições diferentes das definidas em lei ou regulamento como próprias do cargo ou função. XI .proceder de forma desidiosa. deixar de tomar as providências necessárias a sua apuração. na direção ou gerência de cooperativas e entidades de classe.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. ou como sócio. modificar ou substituir. I . em trabalho assinado.BR § 1º . II . XXV . XXI .referir-se.

penais e administrativas poderão acumular-se.COM. assim como as instâncias civil. 189 . ser encaminhado a tratamento médico especializado.A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor nesta qualidade. VI .PROFESSORANDRESAN. 179 .como gradação de penalidade mais grave. Art.multa. conforme DOE n.º 11. 186 .º 66. (Redação Complementar n.Pelo exercício irregular de suas atribuições. de 08/04/94) Parágrafo único . Art.A destituição de cargo em comissão ou de função gratificada. Art.A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias.A suspensão. penal e administrativa.A indenização de prejuízo causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no artigo 82. Art. § 3º . por critérios de oportunidade e conveniência. conforme DOE n. 183 .928/03) dada pela Lei IV .repreensão. § 1º .na violação das proibições consignadas nesta lei. IV . sem a manifestação optativa do servidor.destituição de cargo em comissão ou de função gratificada ou equivalente. 187 . conforme DOE n. Art.demissão. § 2º . (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. 24 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS II . na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.A repreensão será aplicada por escrito. penal e administrativamente.suspensão. m(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa.quando a infração for intencional ou se revestir de gravidade.BR § 2º . 182 . § 1º .São penas disciplinares: Art.cassação de disponibilidade.Na aplicação das penas disciplinares.nos casos de reincidência em infração já punida com repreensão. § 3º .WWW. por comprovado motivo de dependência. Art.É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. o servidor responde civil. na falta do cumprimento do dever funcional ou quando ocorrer procedimento público inconveniente.suspensão e multa. tendo em vista circunstância atenuante. II . sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. VII . empresas públicas. 185 . 184 . V . serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos delas resultantes para o serviço público. independe da apuração de falta funcional. observado o disposto no artigo anterior. sendo umas e outras independentes entre si. em ação regressiva. de 08/04/94) III . a Administração sustará o pagamento da posição de última investidura ou admissão.Verificada a acumulação indevida. o servidor deverá.O servidor detentor de cargo de provimento efetivo quando investido em cargo em comissão ficará afastado do cargo efetivo. excetuadas as hipóteses previstas em dispositivo constitucional. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. obrigatoriamente. II .º 66.As sanções civis. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. doloso ou culposo.Transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias.Tratando-se de dano causado a terceiros.cassação de aposentadoria. o servidor será cientificado para optar por uma das posições ocupadas. Art. I . 180 . 188 . CAPÍTULO III DA ACUMULAÇÃO CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art. por sua natureza e reduzida gravidade. . que importe em prejuízo à Fazenda Estadual ou a terceiros.º 66. Art. de 08/04/94) CAPÍTULO IV DAS RESPONSABILIDADES Art. não demande aplicação das penas previstas neste artigo.A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função.A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo.Na hipótese de violação do disposto no inciso IV. III . que não poderá exceder a 90 (noventa) dias. será o servidor advertido particular e verbalmente. responderá o servidor perante a Fazenda Pública.Quando se tratar de falta funcional que. implicará a perda de todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo e aplicar-se-á ao servidor: I . § 2º . 181 .

§ 3º . Art. suspensão e multa serão automaticamente cancelados após 10 (dez) anos. a pedido.exercer advocacia administrativa.acumulação ilegal de cargos. no qual tenha sido reconhecida sua inocência. IV . 190 .A suspensão não será aplicada enquanto o servidor estiver afastado por motivo de gozo de férias regulamentares ou em licença por qualquer dos motivos previstos no artigo 128.que deixar de atender notificação para prestar depoimento em processo disciplinar.ineficiência ou falta de aptidão para o serviço. VII . bem como propuser. efeito ou reincidência. XVI . Parágrafo único . do qual se apropriou em razão do cargo.Uma vez submetido a inquérito administrativo. § 1º . gratificações adicionais de 15% (quinze por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) e licençaprêmio.incontinência pública e conduta escandalosa na repartição. 194 . cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. permitir. VI .revelação de segredo.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 25 . intercalados. XIII . não gerará nenhum direito para fins de concessão ou revisão de vantagens. XIV . Art. II . o servidor só poderá ser exonerado.que atestar falsamente a prestação de serviço. sem justo motivo. durante um ano. injustificadamente. XVII . o servidor não tenha praticado nenhuma nova infração.COM.abandono de cargo em decorrência de mais de 30 (trinta) faltas consecutivas. salvo em legítima defesa própria ou de terceiros. VII . IX . ou de fato ou informação de natureza sigilosa de que tenha conhecimento. ou aposentado voluntariamente.responsável pelo retardamento em processo sumário. a pena de suspensão poderá ser convertida em multa na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de remuneração. obrigando-se o servidor a permanecer em exercício durante o cumprimento da pena.WWW. repreensão. empregos ou funções públicas. XV . XII .que. depois da conclusão do processo. cometida em serviço. Art.Atendendo à gravidade da falta. desde que. Art.prática de administração pública.aplicação irregular de dinheiro público.falta de exação no desempenho das atribuições.reincidência na transgressão prevista no inciso V do artigo 189. IX . VIII . salvo quando se tratar de depoimento em processo judicial.improbidade administrativa.transgressão de quaisquer proibições dos incisos XVII a XXIV do artigo 178.A demissão será aplicada. ao servidor que. § 4º . mesmo que ao servidor seja assegurado afastamento legal remunerado durante o respectivo período. a qual constará sempre no ato de demissão fundamentado nos incisos X a XIV do artigo 191. MP/RS .corrupção passiva nos termos da lei penal.Quando houver conveniência para o serviço. X .lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio estadual. ou receber a retribuição correspondente a trabalho não realizado. na forma deste artigo. Art. 192 . § 2º . XI . 191 . neste período.PROFESSORANDRESAN. incorrer na perda da função pública na forma da lei penal.ausências excessivas ao serviço em número superior a 60 (sessenta) dias.indisciplina ou insubordinação grave ou reiterada. outros crimes contra a Parágrafo único . VI . considerada a sua gravidade.Os efeitos da conversão da suspensão em multa não serão alterados.O servidor será punido com pena de demissão nas hipóteses de: I . de tal gravidade que resulte em lesões pessoais ou danos de monta. se recusar a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente. à prestação de serviço extraordinário.BR V . também. quando verificada a impossibilidade de readaptação. V .O ato que demitir o servidor mencionará sempre o dispositivo legal em que se fundamentar. exceto para fins de concessão de avanços.A multa não acarretará prejuízo na contagem do tempo de serviço.O cancelamento do registro.que se recusar.ofensa física contra qualquer pessoa. a demissão poderá ser aplicada com a nota “a bem do serviço público”. VIII . III . condenado por decisão judicial transitada em julgado.Os registros funcionais de advertência. policial ou administrativo-disciplinar. 193 .

também. a de repreensão.A ação disciplinar prescreverá em: I .6 (seis) meses.em 18 (dezoito) meses.º 14. a prescrição será regulada pela lei penal. II .Quando as faltas constituírem. até o máximo de 90 (noventa) dias-multa. 197 .suspensão. de cassação de disponibilidade. de cassação de aposentadoria. V . § 4º A prescrição da pretensão punitiva será objeto de: III . as de suspensão. 195 .O prazo de prescrição começa a fluir a partir da data do conhecimento do ato por superior hierárquico.interrupção.Para a aplicação das penas disciplinares são competentes: III .WWW. (REVOGADO pela Lei Complementar n. de demissão por abandono de cargo e por ausências sucessivas ao serviço.A prescrição interrompe-se pela instauração do processo administrativo disciplinar. a de repreensão. 26 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS b) da emissão do relatório de que trata o art. o prazo de prescrição começa a fluir a partir da data em que o servidor reassumir as suas funções ou cessarem as faltas ao serviço. Art. § 4º . dirigentes de autarquias e de fundações de direito público até suspensão por 10 (dez) dias. em outro processo de qualquer natureza. intercalados. a partir: a) da instauração do processo administrativodisciplinar. Art. Art. § 1º . e demissão.os Secretários de Estado.821/15) § 1º . pela autoridade processante. IV . II . § 2º . e de destituição de cargo em comissão ou de função gratificada ou equivalente. em caso de repreensão. a prescrição será regulada pela lei penal. IV . II . 245. na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de provento.BR Parágrafo único .infringir a vedação prevista no § 2º do artigo 158. inclusive judicial.em 5 (cinco) anos.PROFESSORANDRESAN.incorrer na hipótese do artigo 53. 196 . I . I . até a de suspensão e multa limitada máximo de 30 (trinta) dias.24 (vinte e quatro) meses.em 24 (vinte e quatro) meses. I . no seu restante: a) enquanto não resolvida. a de cassação de aposentadoria e a de disponibilidade.em 12 (doze) meses. também.em 12 (doze) meses. § 2º .12 (doze) meses. as penas por abandono de cargo ou ausências não justificadas ao serviço em número superior a 60 (sessenta) dias. Art. § 3º .18 (dezoito) meses. de os ao ao III . a de demissão. Parágrafo único .COM.os titulares de órgãos diretamente subordinados aos Secretários de Estado. II .Consideradas as circunstâncias previstas no § 1º do artigo 187.os titulares de órgãos em nível de supervisão e coordenação. até suspensão por 5 (cinco) dias.Para o abandono de cargo e para a inassiduidade. .o Governador do Estado em qualquer caso.Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do servidor que: I . questão de que dependa o reconhecimento da transgressão. a de demissão. de multa. a pena de cassação de aposentadoria poderá ser convertida em multa.Quando as faltas constituírem.em 6 (seis) meses.Excetua-se do disposto neste artigo o servidor estável processado por abandono de cargo ou por ausências excessivas ao serviço. durante um ano.as demais chefias.em 24 (vinte e quatro) meses. por superior hierárquico. falta punível com a pena de demissão.O prazo de prescrição começa a fluir a partir da data do conhecimento do fato. nos casos de suspensão ou multa. IV . II . crime ou contravenção. III . as de suspensão e de multa. crime ou contravenção. quanto à repreensão.A aplicação das penas referidas no artigo 187 prescreve nos seguintes prazos: I . III . 197 . II .houver praticado. na atividade. quanto às infrações puníveis com cassação de aposentadoria ou disponibilidade. continuando o prazo a correr. começando o prazo a correr por inteiro. por abandono de cargo ou faltas sucessivas ao serviço. dirigentes autarquias e de fundações de direito público e titulares de órgãos diretamente subordinados Governador.

demissão.BR b) a partir da instauração de sindicância até a decisão final pela autoridade competente. ou ainda. 202 . 198 . II . § 5º A prescrição da pretensão executória é a mesma da punitiva. se houver. os fatos apurados na sindicância a tal conduzirem. no prazo de 3 (três) dias úteis. a denúncia deverá ser arquivada por falta de objeto material passível de ensejar qualquer punição consignada nesta lei. II . até a decisão final da autoridade competente. cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. mesmo sem indicação de autoria. podendo ser prorrogado por até igual período. MP/RS . acompanhado dos elementos que instruírem o processo. 203 . 199 . desde que contenham a identidade do denunciante e sejam formuladas por escrito. da materialidade de fato ou de sua autoria. 200 .COM. quando a gravidade da ação ou omissão torne o autor passível das penas disciplinares de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. quando os dados forem insuficientes para sua determinação ou para apontar o servidor faltoso ou.A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público estadual ou prática de infração funcional é obrigada a promover sua apuração imediata. o autor da representação e o servidor implicado.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 27 .º deste artigo.Se a sindicância concluir pela culpabilidade do servidor. § 2º . assegurada ampla defesa ao acusado. determinar a realização de sindicância. será este notificado para apresentar defesa. pela aplicação da penalidade cabível de sua competência. Art.a contar da emissão. de posse do relatório do sindicante.Toda autoridade estadual é competente para. sendo este determinado.Somente poderá ser sugerida a instauração de inquérito administrativo quando.Fica suspenso o curso da prescrição: TÍTULO V DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art.WWW. se estiver na sua alçada.As denúncias sobre irregularidades serão objeto de averiguação. aplicando-se-lhe a causa suspensiva constante do inciso II. § 5º .sindicância. do § 4. até a decisão final da autoridade competente.a contar da emissão do relatório de sindicância. para fins de confirmação da autenticidade. de forma sumária. quando este recomendar aplicação de penalidade. pela autoridade processante de que trata o § 4º do artigo 206. indicando.enquanto não resolvida. o provável culpado. o sindicante traduzirá no relatório as suas conclusões gerais. § 2º . qual a irregularidade ou transgressão praticada e o seu enquadramento nas disposições da lei reguladora da matéria. preliminarmente. documentalmente provada ou manifestamente evidente. em outro processo de qualquer natureza. questão prejudicial da qual decorra o reconhecimento de relação jurídica. do relatório previsto no artigo 245. § 3º . se possível. querendo. Parágrafo único .O sindicante desenvolverá o encargo em tempo integral.As irregularidades e as infrações funcionais serão apuradas por meio de: I . se houver. Art. no prazo de 10 (dez) dias. comprovadamente. no âmbito da jurisdição do órgão sob sua chefia. Art. ou pela instauração de inquérito administrativo. mediante meios sumários ou processo administrativo disciplinar. ouvido. 201 . Parágrafo único .Quando a aplicação da penalidade ou a instauração de inquérito for de autoridade de outra alçada ou competência. sob pena de se tornar co-responsável. a qual deverá ser concluída no prazo máximo de 30 (trinta) dias úteis. CAPÍTULO II DA SINDICÂNCIA I . não for a falta confessada. na forma do inciso II do artigo 200. § 1º . quando na sindicância ficar comprovada a ocorrência de irregularidades ou falta funcional grave. no prazo estabelecido neste artigo. ficando dispensado de suas atribuições normais até a apresentação do relatório final. alínea “a”.O sindicante efetuará diligências necessárias ao esclarecimento da ocorrência e indicação do responsável.PROFESSORANDRESAN.A sindicância será sempre cometida a servidor de hierarquia igual ou superior à do implicado.A autoridade. Art. III . Art.inquérito administrativo. decidirá pelo arquivamento do processo.Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. § 1º . a esta deverá ser encaminhada a sindicância para apreciação das medidas propostas.Reunidos os elementos coletados.

ou que tenha relação direta com o exercício do cargo em que se encontre efetivamente investido. até 3º grau. que deverá ser emitido também nos casos em que o processo for encaminhado à decisão final de dirigente máximo de autarquia ou fundação pública. designados pela autoridade competente. de imediato. sem motivo justificado. quando as circunstâncias de cunho excepcional assim o exigirem. 211 . consangüíneo ou afim. Art. 28 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS § 5º . Art. assegurando o sigilo absoluto e necessário à elucidação do fato. II . sendo pelo menos um com titulação em Ciências Jurídicas e Sociais. 212 .º 66.Na hipótese anterior.PROFESSORANDRESAN. conforme DOE n.BR CAPÍTULO III DO AFASTAMENTO PREVENTIVO Art.julgamento.processo administrativo disciplinar.Sempre que necessário. 204 . findo o qual cessarão definitivamente os seus efeitos.O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar não poderá exceder a 60 (sessenta) dias. 208 .O presidente da comissão designará. Parágrafo único . Art.O processo administrativo disciplinar será conduzido por comissão composta de 3 (três) servidores estáveis. o servidor que tenha feito a denúncia de que resultar o processo disciplinar. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias. 209 . detalhando as deliberações adotadas.O processo administrativo disciplinar se desenvolverá.Não poderá integrar a comissão. § 4º . de mais de uma comissão. por mais de duas sessões. Art. admitida a sua prorrogação por igual período.As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. para secretariá-la. até a entrega do relatório final.A comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. defesa e relatório. § 1º . será coletivo o parecer previsto no inciso IV do artigo 115 da Constituição Estadual. sem prejuízo de ser passível de punição disciplinar por falta de cumprimento do dever funcional. Art. § 1º . propriamente dito.O servidor poderá fazer parte. 206 . em linha reta ou colateral. na condição de Autoridade Processante. compreendendo a instrução. que indicará. observando-se. simultaneamente.Nos casos em que a decisão final for da alçada exclusiva do Governador do Estado ou de dirigente máximo de autarquia ou fundação pública.As reuniões da comissão serão registradas em atas. § 2º . (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa. ou exigido pelo interesse da Administração. bem como o cônjuge ou parente do acusado. a substituição do faltoso. as demais normas do procedimento. . de 08/04/94) § 3º .COM. nem estarem ligados ao mesmo por qualquer vínculo de subordinação. contados da data da publicação do ato que constituir a comissão. tanto da acusação como da defesa.WWW. ocorrendo a partir do ato que constituir a comissão. um servidor que não poderá ser escolhido entre os componentes da mesma. CAPÍTULO IV DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR EM ESPÉCIE Art. Parágrafo único .instauração. Parágrafo único . necessariamente.A ausência. de qualquer dos membros da comissão ou de seu secretário. o processo administrativo disciplinar será conduzido por Procurador do Estado. 205 . 207 .O membro da comissão ou o servidor designado para secretariá-la não poderá fazer parte do processo na qualidade de testemunha. sem prejuízo da remuneração. mesmo que o processo administrativo disciplinar ainda não tenha sido concluído. dispensados de suas atividades normais. III . determinará.Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade ou infração funcional.A comissão somente poderá deliberar com a presença absoluta de todos os seus membros. no que couber. podendo esta ser incumbida de mais de um processo disciplinar. a comissão desenvolverá seus trabalhos em tempo integral. 210 . a autoridade instauradora do processo administrativo disciplinar poderá determinar o afastamento preventivo do exercício das atividades do seu cargo. o seu presidente. § 2º .O afastamento poderá ser prorrogado por igual período. Art.Os membros da comissão não deverão ser de hierarquia inferior à do indiciado. nas seguintes fases: I . dentre eles. ficando seus membros e respectivo secretário. com formação superior. nem exercer a função de secretário.O processo administrativo disciplinar é o instrumento utilizado no Estado para apurar responsabilidade de servidor por irregularidade ou infração praticada no exercício de suas atribuições. Art.

Art. 225 . g) rasuras e emendas não ressalvadas em parte substancial do processo.Todos os termos lavrados pelo secretário da comissão. suscetíveis de influírem na apuração da verdade ou decisão do processo. Art. 224 . tais como. Art. arrolar e reinquirir testemunhas. a autoridade que determinar a instauração do processo administrativo disciplinar providenciará para que se instaure. 219 . 215 . 214 . se houver. f) acréscimos ao processo depois de elaborado o relatório da comissão sem nova vista ao indiciado. Art. terão formas processuais. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar.WWW. 216 . não implicará na permanência ou retorno do mesmo ao serviço público se. na forma determinada nesta lei. Art. pelo denunciante ou pelo acusado. recorrendo. deverá ser iniciado no prazo de 5 (cinco) dias úteis. § 2º .As autoridades administrativas e policiais se auxiliarão.Quando o inquérito administrativo for precedido de sindicância. observadas as provas de habilitação estabelecidas em lei. b) a falta de citação ou notificação. 222 . Parágrafo único . 226 . quando necessário. Art. assegurada ao acusado ampla defesa. que seregerá pelas normas da legislação comum. instaurado pela autoridade competente para aplicar a pena disciplinar.Para os exames de laboratório. resumindo-se tanto quanto possível. Art. Art. Art.Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração praticada consta capitulada como ilícito penal.A absolvição do processo crime.Na fase do inquérito. para que ambos os inquéritos se concluam dentro dos prazos fixados nesta lei.Idêntico procedimento compete à autoridade policial quando se tratar de crime praticado fora da esfera administrativa. conclusão. 217 .As irregularidades processuais que não constituírem vícios substanciais insanáveis.PROFESSORANDRESAN. Art.COM. o inquérito policial. ou a requerimento da parte com legitimidade para tanto. 221 . autuação. a técnicos e peritos. não determinarão a sua nulidade. em processo administrativo disciplinar regular. devendo fundar-se a sua argüição em texto legal. produzir provas e MP/RS . acareações. juntada. a autoridade competente providenciará no encaminhamento de cópias dos autos ao Ministério Público. 227 . contados da data em que for publicada a designação dos membros da comissão.Figurará sempre. 213 . Parágrafo único . 223 . a que for submetido o servidor.A nulidade poderá ser argüida durante ou após a formação da culpa. 218 .No processo administrativo disciplinar. a folha de antecedentes do indiciado.BR Art.É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador habilitado. investigações e diligências cabíveis. porventura necessários.O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório.O processo administrativo disciplinar. CAPÍTULO V DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO Seção I Das Disposições Gerais Art. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. o relatório desta integrará a instrução do processo como peça informativa.Quando ao servidor se imputar crime praticado na esfera administrativa.A designação dos peritos deverá obedecer ao critério da capacidade técnica especializada. Art. devendo o presidente rubricar as folhas acrescidas. recebimento de certidões. objetivando a coleta de provas. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. poderá ser argüida suspeição. sob pena de ser considerada inexistente. mutuamente. nos autos do processo. recorrer-se-á aos estabelecimentos particulares somente quando inexistirem oficiais ou quando os laudos forem insatisfatórios ou incompletos. 220 . § 1º . e) os atos da comissão praticados apenas por um dos seus membros. Art.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 29 . compromissos. Art. na falta de servidores aptos a prestarem assessoramento técnico. simultaneamente. com a utilização de todos os meios de prova em direito admitidos. e só poderá recair em pessoas estranhas ao serviço público estadual. podendo as mesmas serem produzidas “ex-officio”. c) qualquer restrição à defesa do indiciado. data.Acarretarão a nulidade do processo: a) a determinação de instauração por autoridade incompetente. d) a recusa injustificada de promover a realização de perícias ou quaisquer outras diligências convenientes ao esclarecimento do processo.Será feita por ordem cronológica de apresentação toda e qualquer juntada aos autos. intimação. vista. tiver sido demitido em virtude de prática de atos que o inabilitem moralmente para aquele serviço.

fora da sede de sua repartição.Se a testemunha for servidor público. na forma dos arts. e conterá dia. 228 . servidores.PROFESSORANDRESAN. § 3º . Art.No caso de mais de um indiciado. retendo uma delas. possam esclarecer a ocorrência. presumivelmente.Na hipótese de a comissão entender que os elementos do processo são insuficientes para bem caracterizar a ocorrência. § 5º .O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes.COM. proceder-se-á à citação por hora certa. para interrogatório e acompanhamento do processo.O indiciado tem o direito.Quando o indiciado comparecer voluntariamente junto à comissão. contados a partir da primeira publicação. § 2º . juntando-se ao processo o comprovante do registro e o aviso de recebimento.As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. a expedição do mandado será remetida ao chefe da repartição onde servir. § 2º . no mínimo.aos membros da comissão e ao secretário da mesma.Serão assegurados transporte e diárias: I . caso não o possuir. ou de nenhum interesse para os esclarecimentos dos fatos. § 6º . com defensor dativo designado pelo presidente da comissão. quando se tratar de provas periciais. na condição de denunciante. indiciado ou testemunha. no processo disciplinar. ou não. § 2º . 234 . que. § 7º . autuará portaria e demais peças existentes e designará dia. pessoalmente ou por intermédio de defensor.A citação do indiciado será feita.O indiciado poderá requerer ao presidente da comissão a designação de defensor dativo. meramente protelatórios.O presidente da comissão. 231 . 227 a 229 do Código de Processo Civil. procedendo-se da mesma forma com relação ao que se encontre em lugar incerto e não sabido ou afastado da localidade de seu domicílio. Art. ao instalar os trabalhos. à vista de. 30 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS § 8º . dentro do prazo de 3 (três) dias úteis.Só será admitida a intervenção de procurador. juntando-se comprovante ao processo.ao servidor convocado para prestar depoimento. requerendo medidas que julgar convenientes. Seção II Dos Atos e Termos Processuais Art. não indicar outras em substituição. citando o indiciado.Feita a citação e não comparecendo o indiciado. será dado como citado. sua qualificação e a tipificação da infração que lhe é imputada. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. quando a comprovação do fato independer de conhecimentos especializados de peritos. após a apresentação do respectivo mandato. 2 (duas) testemunhas. hora e local para a audiência inicial. Art. a comissão intimará as pessoas. cada um deles será ouvido separadamente. § 1º .Se as testemunhas de defesa não forem encontradas e o indiciado. até o máximo de 8 (oito). as intimações e as notificações serão feitas pelo secretário da comissão. Parágrafo único . dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis após o interrogatório. hora e local em que procederá à inquirição. poderá ouvir previamente a vítima ou o denunciante da irregularidade ou infração funcional.A citação pessoal. II . a citação será feita por via postal.BR contraprovas e formular quesitos. sempre que divergirem em suas declarações.Estando o indiciado afastado do seu domicílio e conhecido o seu endereço em outra localidade. . apresentando ao destinatário o instrumento correspondente em duas vias para que.Caso o indiciado se recuse a receber a citação.O indiciado. pessoalmente ou por via postal. § 1º . local. revestido das formalidades legais. a qual será anexada ao processo. § 3º .Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. objeto do inquérito.Não havendo indiciado. prosseguir-se-á nos demais termos do processo. poderá requerer diligência. 232 . com prazo de 15 (quinze) dias úteis. a citação será feita por edital.Será indeferido o pedido de prova pericial. deverá o fato ser certificado. em carta registrada. § 4º . Art. com antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis da data marcada para audiência. 230 . devendo apor seus cientes na segunda via. produzir prova documental e arrolar testemunhas. se houver. hora. Art.Quando houver fundada suspeita de ocultação do indiciado. Art. 233 . passe recibo devidamente datado na outra.WWW. com a indicação do dia. a assistir aos atos probatórios que se realizarem perante a comissão. § 1º . o processo prosseguirá à revelia. 229 . Parágrafo único . podendo ser promovida acareação. publicada no órgão oficial por 3 (três) vezes.

bem como os militares. inclusive. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. Art. podendo. proceder-se-á à acareação dos depoentes.Se a defesa tiver sido dispensada ou apresentada antes da fluência do prazo. o Governador do Estado. dentro de 10 (dez) dias. da qual participe.O incidente de sanidade mental será processado em autos apartados e apensos ao processo principal. § 1º . contra o indiciado. para. os federais e os municipais. estaduais ou municipais de níveis hierárquicos a eles assemelhados. de alguma das partes. porém.Na formação material do processo. facultando-selhe. após expedição do laudo pericial. estado civil. a comissão promoverá as diligências que se fizerem necessárias à elucidação do objeto do inquérito. se for o caso. providências no sentido de serem elas ouvidas na polícia. Art.Durante o curso do processo. a seguir. 241 . minucioso relatório. por último. intimarse-á o indiciado. Parágrafo único . § 1º . declarando o nome. o mandato. 237 .Ao ser inquirida uma testemunha. as indicadas pela comissão e. Art.Esgotado o prazo de defesa. excepcionalmente. Art. serão notificados por intermédio das repartições ou unidades a que servirem. MP/RS . e em que grau. bem como à inquirição das testemunhas. a critério da comissão. encaminhando.Os servidores estaduais arrolados como testemunhas serão requisitados junto às respectivas chefias e. após despacho do presidente. recorrer a técnicos e peritos. porém. reinquiri-las.As testemunhas serão inquiridas separadamente. a testemunha será qualificada. Art. ouvindose previamente. 245 . ou seu defensor legalmente constituído.Os órgãos estaduais atenderão com prioridade às solicitações da comissão. § 1º .O prazo de defesa. face à inconteste comprovação da inocência do indiciado. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. sendo-lhe facultada vista aos autos na forma da lei. ou quais suas relações com qualquer delas.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 31 .O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. § 2º . caso em que este poderá produzir novas provas objetivando sua defesa. § 3º .Compete à comissão tomar conhecimento de novas imputações que surgirem. os dirigentes máximos de autarquias. se possível no mesmo dia. Art. § 1º .COM.A testemunha somente poderá eximir-se de depor nos casos previstos em lei penal. § 2º . àquela autoridade. a fim de evitarse que uma ouça o depoimento da outra. os Secretários.O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. Art. o presidente poderá solicitar à autoridade policial competente. todos os termos lavrados pelo secretário terão forma sucinta e. o depoimento será colhido em dia. 239 . bem como. pelo menos. § 2º . § 3º . durante o curso do processo.A juntada de documentos será feita pela ordem cronológica de apresentação mediante despacho do presidente da comissão.Se arrolados como testemunha.BR Art. 244 . quando possível. revestido das formalidades legais que permita a intervenção de procurador. 236 . sobre a qual devam ser ouvidas. 240 . § 1º . contados da data da intimação.PROFESSORANDRESAN. padronizada. 243 . o prazo será comum e de 20 (vinte) dias. § 2º . resumindo as peças essenciais dos autos e mencionando as provas principais em que se baseou para formular sua convicção. as arroladas pelo indiciado. as apresentadas pelo denunciante. sendo-lhe.O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do sindicado. um médico psiquiatra. hora e local previamente ajustados entre o presidente da comissão e a autoridade. facultada breve consulta a apontamentos.Ultimada a instrução do processo.O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o local onde será encontrado.No caso em que as pessoas estranhas ao serviço público se recusem a depor perante a comissão. se é parente. profissão. poderá ser suprimido.Antes de depor. quando esta a julgar desnecessária. as demais não poderão estar presentes. para tanto. a matéria reduzida a itens. Art. por intermédio do presidente da comissão. Art. 235 .WWW. 238 . a comissão apresentará. apresentar defesa por escrito. 242 . não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito.A cópia da ficha funcional deverá integrar o processo desde a indiciação do servidor. no prazo de 10 (dez) dias. contar-se-á o destinado à feitura do relatório a partir do dia seguinte ao da dispensa da apresentação. Parágrafo único . § 2º . bem como outras autoridades federais.Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado.Havendo 2 (dois) ou mais indiciados.Na hipótese de depoimentos contraditórios ou divergentes entre si. Art.

32 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . onde aguardará o julgamento. no prazo marcado para julgamento.Apresentado o relatório. ao seu arquivamento.a instauração de inquérito administrativo se inexistirem provas das situações mencionadas no inciso anterior. justificadamente. ser-lhe-á permitido continuar em exercício. CAPÍTULO VI DO PROCESSO POR ABANDONO DE CARGO OU POR AUSÊNCIAS EXCESSIVAS AO SERVIÇO § 1º . comunicar o fato ao órgão de apoio administrativo da repartição que promoverá as diligências necessárias à apuração da ocorrência. § 2º . desde logo.Quando o número de faltas não justificadas ultrapassar a 30 (trinta) consecutivas ou 60 (sessenta) intercaladas durante um ano. § 3º . Art. a intenção do faltoso em abandonar o cargo. o ônus da prova cabe ao requerente.Em caso de falecimento. no decurso do correspondente processo administrativo disciplinar. a juízo da autoridade competente. I . § 2º . sugerindo. após.Salvo em caso de ficar caracterizada.Deverá. § 4º . as horas serão convertidas em dias. a pena que couber. a título precário. quando o servidor estiver sujeito a regime de plantões.PROFESSORANDRESAN. bem como quaisquer outras que lhe pareçam de interesse do serviço público estadual.Para aferição do número de faltas. dar-se-á ciência da solução do processo ao autor da representação e à comissão. o prazo para julgamento final será de 20 (vinte) dias. Art. 249 . ou existindo. forem julgadas insatisfatórias. 246 . § 2º . requerer sua exoneração. § 1º . § 3º . sob pena de se tornar coresponsável. encaminhará o pedido ao órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar.O processo administrativo disciplinar poderá ser revisto. coação ilegal ou circunstância ligada ao estado físico ou psíquico do servidor. por abandono de cargo ou por ausências excessivas ao serviço. 248 .Quando não for da alçada da autoridade a aplicação das penalidades e das providências indicadas. § 5º . a comissão ficará à disposição da autoridade que houver instaurado o inquérito para qualquer esclarecimento ou providência julgada necessária.WWW. a absolvição ou a punição. da decisão que proferir. objeto de acusação. 247 .É dever do chefe imediato conhecer os motivos que levam o servidor a faltar consecutiva e freqüentemente ao serviço. se a autorizar. 251 .No caso de incapacidade mental. estas serão propostas a quem de direito competir. expedirá os atos decorrentes do julgamento e determinará as providências necessárias a sua execução. as provas que instruírem o processo e as razões de defesa. a repartição onde o servidor estiver em exercício promoverá sindicância e. a qualquer tempo ou “ex-officio”.No relatório. procedendo-se.BR § 3º .O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Secretário de Estado ou autoridade equivalente que. o exercício do seu cargo.No processo revisional. § 1º . Parágrafo único .a solução.No caso de ser proposta a demissão. o servidor terá o prazo de 5 (cinco) dias para apresentar defesa. sugerir providências tendentes a evitar a reprodução de fatos semelhantes ao que originou o processo. § 6º . ausência ou desaparecimento do servidor.Na hipótese do parágrafo anterior. a comissão. Art. ou julgado no prazo determinado no § 3º.COM. propondo. 250 . em seu relatório. separadamente. proporá: § 4º . § 4º . as irregularidades.É facultado ao indiciado. à vista do resultado nela colhido. a comissão apreciará em relação a cada indiciado. CAPÍTULO VII DA REVISÃO DO PROCESSO Art.A autoridade julgadora promoverá a publicação em órgão oficial. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência ou inadequação da penalidade aplicada.O pedido da revisão não tem efeito suspensivo e nem permite agravação da pena. que contribua para não caracterizar o abandono do cargo ou que possa determinar a justificabilidade das faltas. automaticamente. uma única vez.Constatadas as primeiras faltas. nesse caso. sem prejuízo da conclusão do processo. II . § 3º . se ficar provada a existência de força maior. também.O relatório da comissão será encaminhado à autoridade que determinou a sua instauração para apreciação final no prazo de 30 (trinta) dias. qualquer pessoa de sua família poderá requerer revisão do processo.Se o processo não for encaminhado à autoridade competente no prazo de 30 (trinta) dias. Art. no prazo de 8 (oito) dias. o indiciado poderá reassumir. Art.Cumprido o disposto no parágrafo anterior. deverá o chefe imediato. a revisão poderá ser requerida pelo respectivo curador.

II . nos termos da lei. Art. 255 . será declarada sem efeito a penalidade aplicada.complementação de pensão. na forma da lei. obrigatoriamente.O dia 28 de outubro é consagrado ao servidor público estadual. 261 . a Administração estadual poderá efetuar contratações de pessoal.atender a outras situações de urgência que vierem a ser definidas em lei. na forma prevista em lei específica.A lei regulará o atendimento gratuito de filhos e dependentes de servidores. VII .ao montante das despesas realizadas. restabelecendo-se todos os direitos do servidor.combater surtos epidêmicos. ser contribuinte do órgão previdenciário de que trata este artigo. quando em atividade. TÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES GERAIS. II . as despesas de transporte do corpo correrão à conta de recursos do Estado. 253 . VI . durante o qual poderá determinar as diligências que julgar necessárias. fora do local de trabalho. considerados eventuais acúmulos legais. Parágrafo único . TÍTULO VII DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO IV .atender situações de calamidade pública.Ao cônjuge ou dependente do servidor falecido em conseqüência de acidente em serviço ou agressão não-provocada. será devido o auxílio-transporte. será concedida complementação da pensão que. inclusive em outro Estado ou no exterior. Parágrafo único . em creches e pré-escola.aposentadoria.O auxílio-funeral é a importância devida à família do servidor falecido.Todo servidor abrangido por esta lei deverá. correspondente à necessidade de deslocamento do servidor em atividade para seu local de trabalho e vice-versa. na forma da lei. à adotante e licença paternidade. na forma prevista nesta lei: I .licença para tratamento de saúde. subordinando-se o pagamento à apresentação dos comprovantes da despesa. autarquia ou fundação de direito público.auxílio-funeral. no exercício de suas atribuições. § 1° .abono familiar. consideram-se como necessidade temporária de excepcional interesse público as contratações destinadas a: I . MP/RS . III . a concessão dos seguintes benefícios. de zero a seis anos.Caberá ao Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul a concessão de benefícios e serviços.PROFESSORANDRESAN.A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias de prazo para a conclusão dos trabalhos. Art. contados do recebimento do processo. especialmente ao Estado. III . ativo ou inativo. Art. V . no prazo de 20 (vinte) dias.O processo de concessão de auxílio-funeral obedecerá a rito sumário e concluirse-á no prazo de 48 (quarenta e oito) horas da prova do óbito.O Estado manterá órgão ou entidade de previdência e assistência médica.O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade nos termos do artigo 246. 256 .Para atender necessidade temporária de excepcional interesse público. nos termos da lei. Art.Para os fins previstos neste artigo. 258 . Art.COM. 260 . por prazo determinado. Art. TÍTULO VI DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA AO SERVIDOR Art.WWW. II .Caberá.Em caso de falecimento de servidor ocorrido quando no desempenho de suas funções. somada à que perceber do órgão de Previdência do Estado.Além das concessões de que trata este artigo. TRANSITÓRIAS E FINAIS CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. em valor equivalente: I .a um mês de remuneração ou provento que perceberia na data do óbito.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 33 . 259 . Art. respeitando o limite fixado no inciso anterior. § 2º .licença por acidente em serviço. 254 .Julgada procedente a revisão. Parágrafo único .BR Art. quando promovido por terceiros. 262 . 257 . § 3º . Art. odontológica e hospitalar para seus servidores e dependentes.licença-gestante. perfaça a totalidade da remuneração percebida pelo servidor. mediante contribuição. 252 .O Estado concederá o auxílio-refeição.

a transformação da respectiva função será para o cargo de provimento efetivo em classe correspondente. 276 . Art. bem como os servidores estabilizados vinculados à Consolidação das Leis do Trabalho.Os prazos previstos nesta lei serão contados em dias corridos.Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por esta lei.Equipara-se ao cônjuge. quanto à prática de atos administrativos.A atribuição de qualquer direito e vantagem. observada a identidade de denominação e equivalência das atribuições com cargos correspondentes dos respectivos quadros de pessoal. salvo quando se tratar de função de imediata confiança e livre escolha. 264 . 268 . das autarquias e das fundações de direito público. no exercício de suas atribuições. 275 . nas áreas de suas respectivas atuações. o prazo vencido em dia em que não haja expediente.WWW. ficam transformados em cargos de provimento efetivo. Art. 270 . no prazo de 90 (noventa) dias após a promulgação desta lei. os servidores estatutários da Administração Direta. 34 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Art. 267 . na qualidade de servidores públicos. excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. a companheira ou companheiro que comprove união estável como entidade familiar.Poderão ser conferidos.Os servidores estaduais. no âmbito da administração estadual. 274 . ressalvadas as comissões legais. somente produzirá efeito a partir da data da publicação no órgão oficial. ficando prorrogado.Os servidores celetistas de que trata o “caput” deverão manifestar. 266 . aprovada pelo Decreto-Lei nº 5452. bem como concessão de medalhas. CAPÍTULO II DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS Art. nem eximir-se do cumprimento de seus deveres. Art. porém. 272 . Art. a opção de não integrarem o regime jurídico por esta estabelecido. poderá a autoridade suprimir as críticas irrogadas. Art. quaisquer pessoas que vivam às suas expensas e constem no seu assentamento individual. Art. sofrer discriminação em sua vida funcional.Por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. exceder de dois o número de auxiliares nessas condições.Consideram-se da família do servidor.Serão assegurados ao servidor público civil os direitos de associação profissional ou sindical. enquanto durar a medida.BR Art. observados os princípios gerais nela consignados. 269 . a competência dos respectivos titulares. não podendo.Nos órgãos em que já exista sistema de promoção para servidores celetistas.Os cargos ocupados pelos nomeados interinamente e as funções correspondentes aos extranumerários e contratados de que trata este artigo. formalmente. não decorre nenhum direito ao servidor. cuja concessão dependa de ato ou portaria do Governador do Estado. 271 .Os avanços e os adicionais de 15% (quinze por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) serão pagos a partir do primeiro dia do mês em que for completado o período de concessão. § 1º . como próprio do seu cargo ou função. respeitada. não estão sujeitos a sanções disciplinares por crítica irrogada em quaisquer escritos de natureza administrativa. § 2º . 263 . diploma de honra ao mérito.COM. 273 .O servidor que esteja sujeito à fiscalização de órgão profissional e for suspenso do exercício da profissão. Art. autarquia e fundações de direito público.O disposto nesta lei é extensivo às autarquias e às fundações de direito público.PROFESSORANDRESAN. em classe inicial.É vedado às chefias manterem sob suas ordens cônjuges e parentes até segundo grau. além do cônjuge e filhos.Do exercício de encargos ou serviços diferentes dos definidos em lei ou regulamento. para o primeiro dia útil seguinte. de 1º de maio de 1943.A requerimento do interessado. Art. Art. prêmios pela apresentação de ideias. Parágrafo único . o servidor não poderá ser privado de quaisquer dos seus direitos. inventos ou trabalhos que possibilitem o aumento da produtividade e a redução de custos operacionais. § 3º . inclusive os interinos e extranumerários. na forma do regulamento. Art. Parágrafo único . não poderá desempenhar atividade que envolva responsabilidade técnico-profissional. Parágrafo único . . condecoração e louvor. 265 . em número certo.O Poder Executivo regulará as condições necessárias à perfeita execução desta lei. Art. ou de outra autoridade com competência para tal. salvo os indelegáveis.Os dirigentes máximos das autarquias e fundações de direito público poderão praticar atos administrativos de competência do Governador.

de 29 de março de 1980. dos servidores celetistas que passarem a integrar o regime jurídico na forma do artigo 276.672. extinguindo-se à medida que vagarem.São considerados extintos os contratos individuais de trabalho dos servidores que passarem a integrar o regime jurídico na forma do artigo 276. estendida às autarquias pela Lei nº 1. ressalvados os Quadros próprios. que continuarão a adotar o regime da Lei nº 4. fica assegurada ao servidor.As disposições da Lei nº 7. Art. Parágrafo único . Art. MP/RS .Os saldos das contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. ficando-lhes assegurada a contagem do tempo anterior de serviço público estadual para todos os efeitos. 284 .Aplicam-se as disposições desta lei aos integrantes do Plano de Carreira do Magistério Público Estadual. será computado 1/12 (um doze avos) por mês de efetivo exercício no regime anterior. de 22 de abril de 1974. enquanto não editada a lei complementar de que trata o art.COM. nominalmente identificável. o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembléia geral da categoria. § 1º .WWW. Art. 277 . a legislação trabalhista. poderão ser sacados nas hipóteses previstas pela legislação federal vigente sobre a matéria. inclusive para os efeitos do inciso I do artigo 151 da mesma Lei. Art. observado o quadro de pessoal próprio. vinculados à entidade responsável pela administração de portos de qualquer natureza. não serão consideradas as situações de fato em desvio de função. c) de descontar em folha. sem ônus para a entidade sindical a que for filiado.O saldo da conta individualizada de servidores não optantes pelo FGTS reverterá em favor do Estado ou da entidade depositante. 154 da Lei nº 6. na forma prevista no art. a legislação portuária federal e a política nacional de salários. 19 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Federal. após o vencimento do prazo de vigência. até 01 (um) ano após o final do mandato. inclusive como substituto processual. instituída pelo Decreto-Lei nº 1. correspondem as atuais classes. terá assegurado o cômputo desse período para fins de concessão de licença-prêmio. hidrovias e obras de proteção e regularização. terão carreira de promoção própria.Ao servidor público civil é assegurado. § 6º . dela decorrentes: a) de ser representado pelo sindicato.Os cargos de provimento efetivo resultantes das disposições deste artigo.PROFESSORANDRESAN. aplicando-se ao período restante o disposto no § 2º deste artigo. 283 . excetuados os providos na forma do artigo 6º. 282 .Os graus relativos aos cargos organizados em carreira a que se refere esta lei. § 2º . 31 da Constituição do Estado.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 35 .Os contratados por prazo determinado terão seus contratos extintos. § 5º . Rios e Canais.A diferença de proventos será concedida somente quando o empregado satisfizer os requisitos da aposentadoria pela legislação estadual em vigor e que sejam estáveis no serviço público. Art.Para efeitos de aplicação deste artigo. 134 da Constituição do Estado do Rio Grande do Sul. por servidores celetistas e estatutários. permanecerão em vigor até a edição de lei complementar. nos termos da Constituição Federal e da Constituição Estadual. desta lei. que não conflitarem com os princípios estabelecidos por esta lei. cujos cargos são providos no sistema de carreira. desta lei.A exceção de que trata o artigo 1º se estende aos empregados portuários e hidroviários. 279 . indistintamente. o direito à livre organização sindical e os seguintes direitos. exceto se a pedido. entre outros. imediatamente.Para integralizar o período aquisitivo de férias regulamentares de que trata o § 1º do artigo 67. 281 . não tenha completado o qüinqüênio de que trata o artigo 150 desta Lei Complementar.851/52 e Ato 206/76 – DEPREC. Art. até 31 de dezembro de 1993.BR § 4º . criados por lei. aplicase ao pessoal contratado diretamente sob regime jurídico trabalhista do Departamento Estadual de Portos. Art.A diferença de proventos.O servidor que houver implementado o período aquisitivo que lhe assegure o direito a férias no regime anterior. § 7º .860/65.Excepcionada a situação prevista no parágrafo 3º deste artigo. b) de inamovibilidade do dirigente sindical. vinculado à Previdência Social Federal. Art.366.O servidor que. a teor do art. a título de vantagem pessoal. Parágrafo único . como parcela autônoma. será obrigado a gozá-las. prevista no art. 278 . § 3º .145/46. 280 . na forma da lei. a diferença resultante entre a remuneração básica da função anteriormente desempenhada sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e a do cargo da classe inicial da categoria funcional para a qual foi transposto. exceto para os fins previstos no inciso I do artigo 151.

288 . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.BR Art.Ressalvados os direitos adquiridos. projeto de lei que trate do quadro de carreira dos funcionários de escola. Art. 286 . a contar da data da promulgação desta lei. Art. o Poder Executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo.Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. 289 . 287 .As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.No prazo de 180 (cento e oitenta) dias.PROFESSORANDRESAN.Fica o Executivo autorizado a abrir créditos suplementares necessários à cobertura das despesas geradas por esta lei. são revogadas as disposições em contrário. 285 . . Art. produzindo seus efeitos a contar de 1º de janeiro de 1994.COM. 36 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Art.WWW.

pois produzirá os efeitos previstos na lei. ele é chamado de Fato Jurídico. os acontecimentos podem ser divididos em Ato ou Fato. que produz efeitos jurídicos imediatos. pois no Brasil a administração manifesta-se nos três poderes (Judiciário. que causará a vacância do cargo. regimentos. certidões. resoluções. pareceres. pois são classificados como atos materiais. limpeza de ruas.COM. Pode-se dizer. e) Os contratos. sob regime jurídico de direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário. com observância da lei. Exemplos de Ato da Administração: a) Doação. De forma semelhante iremos desdobrar os conceitos do Ato. em sentido amplo.BR TEORIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Conforme o conceito puro adotado pelo Direito Civil. Fato: são acontecimentos que independem do homem ou que dele dependem apenas indiretamente. Conclusão: Fato Administrativo ≠ Fato da Administração. realização de serviço. Quando o Fato ocorrido corresponder à descrição contida na norma legal (lei em sentido amplo). que todo ato praticado no exercício da função administrativa é um Ato da Administração. Legislativo e Executivo). apreensão de mercadorias. MP/RS . permuta. conhecimento. f) Os decretos.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 37 . mesmo que sejam atos de direito privado. pois são atos de opinião. de efeitos gerais e abstratos chamados de atos normativos. b) Demolição de casa. Quando o fato produzir efeitos jurídicos no campo administrativo será chamado de Fato Administrativo. Di Pietro conceitua Ato administrativo como uma declaração do Estado ou de quem o represente. Ato: é a conduta imputada ao homem. De forma mais restrita.PROFESSORANDRESAN. Exemplo: o falecimento de um servidor público. juízo ou valor. g) Os atos administrativos propriamente ditos. compra e venda e locações pela administração. portarias. que estão disciplinados no regime jurídico constitucional. Se o fato não produzir qualquer efeito no campo do administrativo será chamado então de Fato da Administração. c) Atestados.WWW. d) Os atos políticos.

ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO José dos Santos Carvalho Filho conceitua o ato administrativo como “a exteriorização da vontade de agentes da Administração Pública ou de seus delegatários. Autoexecutoriedade e Tipicidade. sim. 38 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . em decorrência desse atributo. que serão divididas em Presunção de Legitimidade. Já José dos Santos Carvalho Filho explica que “essa característica não depende de lei expressa. até prova em contrário. pelo só fato de serem emanados de órgãos administrativos. dita presunção só existe até serem questionados em juízo. salvo expressa disposição legal.WWW. que. como ato emanado de agente integrante da Estrutura do Estado”. ou seja. nessa condição. os atos materiais. sob regime de direito público. Isto é: milita em favor deles uma presunção “juris tantum” de legitimidade. ainda que tenham a mesma natureza daqueles. desempenha algumas atribuições dos outros Poderes. e ficam incluídos Orgânico ou Formal todos os atos da Administração. Esta. Por fim. é uma característica comum aos atos administrativos em geral.PROFESSORANDRESAN.BR CRITÉRIOS PARA DEFINIR O ATO ADMINISTRATIVO Ato administrativo é o que ditam os órgãos administrativos. Critério Objetivo. Funcional ou Material Ato administrativo é somente aquele praticado no exercício concreto da função administrativa. como os atos normativos do Executivo. com observância às regras estabelecidas nas normas legais. que os atos administrativos foram emitidos com observância na lei. mas deflui da própria natureza do ato administrativo. os contratos. Imperatividade. declarações. as subsequentes referidas não se aplicam aos atos ampliativos”. presume-se. que reveste tais atos. ensina que “a presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei. seja ele editado pelos órgãos administrativos ou pelos órgãos judiciais e legislativos. 1. atestados. que vão determinar sua emissão. paralelamente. vise à produção de efeitos jurídicos. de se presumirem verdadeiros e conformes ao Direito. todos dotados de fé pública”. mas. os atos enunciativos. Embora haja três Poderes. Maria Sylvia Zanella di Pietro. cada qual exerce predominantemente uma função que lhe é própria. Critério Subjetivo. ficam excluídos os atos provenientes dos órgãos legislativo e judicial. A presunção de veracidade diz respeito aos fatos.COM. com o fim de atender ao interesse público”. “é a qualidade. Assim ocorre com relação às certidões. a judicial e a administrativa. informações por ela fornecidos. em decorrência desse atributo. Atributos do Ato Administrativo representam então as qualidades e os adjetivos dessa exteriorização de vontade. Para Celso Antônio Bandeira de Mello. presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administração. Esse critério parte da divisão de funções do Estado: a legislativa. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE Esse atributo presume que o ato administrativo origina-se em conformidade com a lei. a distribuição das funções entre eles não é rígida. até prova em contrário.

. o que não ocorreria se a cada momento tivesse que submeter suas decisões ao crivo do Judiciário. Segundo Celso Antônio Bandeira de Mello “é a qualidade pela qual os atos administrativos se impõem a terceiros. podendo se valer até do uso da força. a imperatividade só existe nos casos que imponham obrigações. porque não caberia o uso direto da coerção. nada justificaria tal submissão. sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário. independentemente de sua concordância”. 2. se não cumprida. Além do mais. ao administrado. Nesse caso. Portanto. como as sanções punitivas. b) Executoriedade: privilégio da ação de oficio que permite à administração executar diretamente a sua decisão pelo uso da força.WWW. como licenças.COM. IMPERATIVIDADE É a possibilidade de a Administração impor obrigações unilaterais a terceiros. executa e atinge seu objetivo. ou nos casos previstos em lei. “a autoexecutoriedade tem como fundamento jurídico a necessidade de salvaguardar com rapidez e eficiência o interesse público. onde há o risco à saúde e à segurança. Nesse mesmo sentido. Celso Antônio Bandeira de Mello enfatiza que “a executoriedade não se confunde com a exigibilidade”. atestados. permissões. a Administração também tem a incumbência de exercer função estatal – a função administrativa”. vejamos: a) Exigibilidade: a administração toma decisões executórias criando obrigações para o particular sem a necessidade de ir preliminarmente a juízo. este último não cria qualquer obrigação para terceiros sem a sua concordância”. certidões.BR Presunção de Legitimidade = Legalidade + Veracidade do ato. onde há o emprego de meios diretos de coerção. sem a necessidade do reconhecimento do Judiciário ao direito da Administração penalizar tal descumprimento. AUTOEXECUTORIEDADE Característica peculiar onde a Administração após a prática do ato. MP/RS . faz uma diferenciação entre exigibilidade e executoriedade. definidos em lei. como multa. autorizações. Sendo assim. uma vez que assim como o Judiciário tem a seu cargo uma das funções estatais – a função jurisdicional . Maria Sylvia Zanella Di Pietro ensina que a “a Administração pode autoexecutar as suas decisões. há atos onde a imperatividade não existe. Nas palavras de José dos Santos Carvalho Filho. Maria Sylvia Zanella di Pietro define “a imperatividade é uma das características que distingue o ato administrativo do ato de direito privado. Contudo. 3. e nos atos enunciativos. para o cumprimento do ato. sem necessidade de intervenção do poder judiciário”. Essa exceção ocorre nos direitos solicitados pelos administrados. com meios coercitivos próprios.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 39 . tipo multas. na exigibilidade são utilizados meios indiretos de coerção. como pareceres. se houver a necessidade de prevalência do interesse coletivo diante de situação emergente. Isto quer dizer que. mas não executável. da força inclusive. a Administração impõe o cumprimento de uma obrigação visando atender ao princípio da supremacia do interesse público. em caso de descumprimento à obrigação decorrente do ato. A obrigação é exigível. e na executoriedade.PROFESSORANDRESAN. Na situação da construção. Há atos que possuem exigibilidade e não tem executoriedade. a Administração pode intimar o administrado a realizar uma construção de calçada em frente à casa. Contudo. mesmo contrariando interesses privados. pode resultar em uma penalidade.

Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes normas: a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou.BR 4. estão definidos em lei. objeto. forma. visto que depende da aceitação do particular. motivo e objeto. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo anterior. Hely Lopes Meirelles menciona como sendo cinco os requisitos necessários à formação do ato: competência. independente da denominação são essenciais para a validade do ato e para a produção de seus efeitos. esse atributo assegura aos administrados que a Administração não praticará atos inominados (sem previsão legal). todos os seus atos atendem ao princípio da legalidade. Importante salientar que o atributo da tipicidade só existe com relação aos atos unilaterais. regulamento ou outro ato normativo.COM. c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei. os seguintes elementos: competência. elementos. e) desvio de finalidade. é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. finalidade. d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito. partes integrantes. conceituandoos no parágrafo único do mesmo artigo. pressupostos. e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto.717/65). Art. explícita ou implicitamente. TIPICIDADE Conceitua Maria Sylvia Zanella Di Pietro “é o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados. nos casos de: a) incompetência. Parágrafo único. portanto. motivo e finalidade.PROFESSORANDRESAN. É importantíssimo salientar que a Lei de Ação Popular (Lei nº 4. ou seja. b) vício de forma. condições de validade. d) inexistência dos motivos. Assim. enumera no seu artigo 2º. em que se fundamenta o ato. b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato. na regra de competência. componentes.WWW. ELEMENTOS OU REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO Alguns autores ao tratar deste assunto utilizam o termo requisitos. forma. 40 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Para cada finalidade que a Administração pretende alcançar existe um ato definido em lei”. c) ilegalidade do objeto. Não existe nos contratos porque não imposição de vontade da administração.

a forma. competência é o conjunto de atribuições das pessoas jurídicas. o motivo e a finalidade. C) Em razão do tempo: para o exercício das atribuições.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 41 . com a participação de vários órgãos ou agentes Para Di Pietro “sujeito é aquele a quem a lei atribui competência para a prática do ato”. revogação da delegação etc. órgãos e agentes. No direito público. sendo que no direito civil o sujeito precisa ter capacidade. aposentadoria. término de mandato. B) Em razão do território: em que as funções são desempenhadas (competência “ratione loci”). Portanto.717/65.BR Maria Sylvia Zanella Di Pietro. as atribuições de cada órgão ou autoridade recebem o nome de competência. para ela são apenas cinco os elementos do ato administrativo: sujeito. e no direito administrativo. COMPETÊNCIA Competência nada mais é de um poder-dever legal atribuído a alguém para à prática de um ato administrativo. com início a partir da investidura legal e término na data da demissão. D) Em razão do fracionamento: a competência pode ser distribuída por órgãos diversos. exoneração. objeto.COM. nos termos do Código Civil Desta forma. deve ser capaz. MP/RS .WWW. (competência “ratione temporis”). 1. alegando que “a competência é apenas um dos atributos que ele deve ter para validade do ato. quando se trata de procedimento ou de atos complexos. além de competente.PROFESSORANDRESAN. de muita relevância num Estado federal. A distribuição de competência do agente se efetua com base em vários critérios: A) Em razão da Matéria: incluídas entre suas atribuições. levando-se em conta o grau hierárquico e possível delegação (competência “ratione materiae”). Agente competente significa o representante do poder público a quem o texto legal confere atribuições que o habilitam a editar determinados atos administrativos. fixadas pela lei. porém em relação ao elemento competência procurou utilizar o termo Sujeito. falecimento. utilizando os cincos contidos no artigo 2º da Lei 4. procurou denomina-los como elementos do ato administrativo. além da capacidade o sujeito precisa ter competência. sendo a competência a condição primeira de sua validade.

2. porém há casos em que se admite atos administrativos verbais ou mesmo por sinais convencionais. o qual constitui requisito vinculado e imprescindível à sua perfeição. não só a exteriorização do ato. entretanto são raramente utilizados. a) Pressuposto de direito é o dispositivo legal em que se baseia o ato. mas também todas as formalidades que devem ser observadas durante o processo de formação da vontade da Administração. nesse sentido.COM.PROFESSORANDRESAN. independente se o ato seja discricionário ou vinculado. vez que nasce da lei em sentido amplo. Sendo assim. 4. ou seja. pois é sempre legal. porque o direito positivo não admite ato administrativo sem finalidade pública ou desviado de sua finalidade específica. e até os requisitos concernentes à publicidade do ato. se diz que a finalidade do ato administrativo é sempre a que decorre explícita ou implicitamente da lei. fala-se que o ato pode ter a forma escrita ou verbal. e na concepção ampla. nesse sentido. Di Pietro. se diz que o ato administrativo tem que ter sempre finalidade pública. Procedimento nada mais é do que uma sucessão de atos administrativos. o modo pelo qual a declaração se exterioriza. MOTIVO Segundo Hely Lopes Meirelles.. Segundo Di Pietro. “motivo ou causa é a situação de direito ou de fato que determina ou autoriza a realização do ato administrativo”. de decreto. os atos administrativos são escritos. “a inexistência da forma induz a inexistência do ato administrativo”. na concepção restrita de forma. considera-se o ato dentro de um procedimento.BR Conclusão: a competência não é presumida. 3. Como regra. FINALIDADE A finalidade nada mais é do que o interesse público a atingir = resultado. também diferencia a forma do ato administrativo com o procedimento administrativo: A doutrina divide a forma em duas concepções: a) Uma concepção restrita: que considera forma como a exteriorização do ato. nesse sentido. portaria. 42 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . b) Em sentido restrito: finalidade é o resultado específico que cada ato deve produzir.WWW. FORMA Segundo Hely Lopes Meirelles. resolução etc. A forma nada mais é do que a exteriorização do ato administrativo. a) Uma concepção ampla: que inclui no conceito de forma. conceitua motivo como “pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato administrativo”. conforme definido na lei. Hely Lopes Meirelles. a finalidade é o efeito mediato. Para Di Pietro. pode-se falar em fim ou finalidade em dois sentidos diferentes: a) Em sentido amplo: a finalidade sempre corresponde à consecução de um resultado de interesse público. “considera-se cada ato isoladamente.

948-DF. limitem ou afetem direitos ou interesses. Sebastião Reis Júnior. motivação NÃO é elemento ou requisito do ato.neguem. quando: I . em atenção à teoria dos motivos determinantes.COM. para garantir a legalidade do ato administrativo. no mínimo. por escrito. Min. na sequência. configurando vício de legalidade – justificando o controle do Poder Judiciário – se forem inexistentes ou inverídicos. pois seria. Conclui que a motivação é necessária tanto para os atos discricionários. 50. um comportamento da Administração que gera legítima expectativa no servidor ou no jurisdicionado não pode ser depois utilizado exatamente para cassar esse direito. seja vinculado seja discricionário. DA MOTIVAÇÃO Art. mesmo que a lei não exija a motivação.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 43 . bem como se faltar adequação lógica entre as razões expostas e o resultado alcançado. ou seja.WWW. Assim. julgado em 26/9/2012) Para finalizar. IV . MS 13. Vinculado com o motivo. MP/RS . de tal modo que. Por outras palavras.imponham ou agravem deveres. de que os pressupostos de fato realmente existiram. implicam a sua nulidade. se inexistentes ou falsos.784/99 (Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal). com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. II . assim. encargos ou sanções. Rel. motivação é a exposição dos motivos. Conclusão1: motivo é a causa ou situação que termina a atuação do Estado. O administrador está vinculado aos motivos postos como fundamento para a prática do ato administrativo.decidam recursos administrativos. V .PROFESSORANDRESAN. há a teoria dos motivos determinantes em consonância com a qual a validade do ato se vincula aos motivos indicados como seu fundamento. não cabendo ao agente público indeferi-lo se satisfeitos os seus requisitos.BR b) Pressuposto de fato. de situações que levam a Administração a praticar o ato. indefere o pleito justamente em razão da falta de decisão judicial favorável ao agente. Conclusão2: motivo é elemento ou requisito do ato. aos princípios da confiança e da boa-fé objetiva. Motivação é a exposição dos motivos. cabe ressaltar a disposição legal sobre o tema previsto na Lei nº 9. (STJ.dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório. corolários do princípio da moralidade. de acontecimentos. ofendendo. como o próprio nome indica. quando a Administração motiva o ato.decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública. III . prestigiar a torpeza. corresponde ao conjunto de circunstâncias. Os atos administrativos deverão ser motivados. quanto para os atos vinculados. é a demonstração. ele só será válido se os motivos forem verdadeiros Veja julgamento recente do STJ sobre o tema: Há direito líquido e certo ao apostilamento no cargo público quando a Administração Pública impõe ao servidor empossado por força de decisão liminar a necessidade de desistência da ação judicial como condição para o apostilamento e. Segundo a autora. O ato administrativo de apostilamento é vinculado.

ocorrerá a atuação discricionária da Administração. ATENÇÃO: . possível. desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados. Por outro lado. decisões ou propostas.importem anulação. conferindo-lhe o poder-dever de analisar a situação concreta e de escolher. Nessa situação. algumas vezes a lei concede ao administrador liberdade de atuação. Conclusão: o objeto é aquilo sobre o que o conteúdo dispõe. “objeto ou conteúdo é o efeito jurídico imediato que o ato produz”. 44 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. o objeto deve ser lícito. coisas ou atividades sujeitas à ação do Poder Público”.decorram de reexame de ofício.deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres. VII . à forma e à finalidade. 5. “todo ato administrativo tem por objeto a criação.COM. já que com referência à competência. ATO DISCRICIONÁRIO E ATO VINCULADO Administração Pública ora atua com certa margem de liberdade ora atua sem liberdade alguma. revogação.BR VI . uma dentre as opções legais. pois a lei não deixa ao administrador qualquer possibilidade de apreciação subjetiva na edição do ato administrativo. Nesse caso. laudos. pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões. OBJETO/CONTEÚDO Segundo Hely Lopes Meirelles. serão parte integrante do ato. objeto. o ato praticado é vinculado ou regrado. regulando integralmente todos os elementos ou requisitos do ato administrativo: sujeito. Forma e Finalidade são sempre VINCULADOS. . que ato administrativo é uma espécie de ato jurídico. propostas e relatórios oficiais. suspensão ou convalidação de ato administrativo.WWW. neste caso.Os elementos da Competência. Conclui ainda. Di Pietro. que. certo e por fim moral. informações. clara e congruente. modificação ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. motivo e finalidade. § 1o A motivação deve ser explícita. desta forma. § 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito. forma. § 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza.PROFESSORANDRESAN. VIII . pois são discricionário. segundo critério de conveniência e oportunidade.O MÉRITO do ato administrativo está nos elementos MOTIVO e OBJETO. a lei impõe limitações. Mas a discricionariedade é limitada ao elemento motivo e objeto.

ou seja. IV . ou entidade. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. ao lado do desvio de finalidade ou desvio de poder.112/90. Lembre-se que a competência não se presume. b) Por desvio de finalidade ou desvio de poder. Vejamos: VÍCIOS RELATIVOS AO SUJEITO a) OS VÍCIOS DE COMPETÊNCIA: acontece nos casos de usurpação de cargo ou função. MP/RS . cuja competência para fazê-lo não lhe foi atribuída por lei.BR ANULAÇÃO E INVALIDAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO Os atos administrativos podem ser acometidos de vícios ou defeitos capazes de afetar cada um de seus elementos: sujeito. O excesso de poder verifica-se quando o agente público extrapola os limites de sua competência. Nesse caso.pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. 143 da Lei nº 8. bem como para resguardar terceiros de boa-fé. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . função de fato e excesso de poder. ou porque é usurpador de cargo ou função. A usurpação de cargo ou função e a função de fato decorrem da falta de titulação do sujeito à prática do ato. órgão. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. Exemplo: ocorre no caso do chefe substituto que exerceu funções além do prazo determinado.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias. Vamos analisar os vícios em cada elemento. objeto.pela autoridade que houver feito a nomeação. Conclusão: Abuso de Poder pode ocorrer em duas situações: a) Por excesso de poder.PROFESSORANDRESAN. III . forma. pois resulta da lei. Veja o art. quando se tratar de destituição de cargo em comissão.WWW.pelo Presidente da República. ou porque exerce função administrativa aparentando ser titulado para tal (agente putativo).SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 45 . Exemplo: a autoridade competente para aplicar penalidade de suspensão.COM. são espécies do gênero abuso de poder. II . pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. comprometendo a validade do ato ou de seus efeitos. o ato é válido pela aparência de legalidade que encerra. 141. O excesso de poder. impõe a de demissão. motivo e a finalidade. o agente não detém habilitação legal para exarar o ato administrativo. Art.

II . diz-se que haverá vício quanto ao objeto se for ilícito. Maria Sylvia Zanella Di Pietro oferece os seguintes exemplos de vícios quanto ao objeto: a) ato proibido por lei: desapropriação de imóvel do Estado membro pelo Município.784/99: Art.PROFESSORANDRESAN. o vício existe sempre que o ato deva ser exteriorizado por determinada forma e isso não se verifica. Exemplo: o edital é a forma correta para convocação dos interessados a participar de concorrência. 19. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges. III . para efeitos disciplinares. d) ato indeterminado: desapropriação de bem não definido com precisão. moral e determinado. Art. ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge. Não existindo o pressuposto de fato ou o pressuposto de direito.tenha participado ou venha a participar como perito. 19 e 20. companheiro ou parente e afins até o terceiro grau.WWW. VÍCIOS RELATIVOS AO MOTIVO Haverá vício quanto ao motivo se ele for inexistente ou falso. igualmente acarreta defeito do ato administrativo sob o aspecto da forma. O impedimento gera uma presunção absoluta de incapacidade. ambos da Lei 9. 46 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . o ato será viciado. deve ser possível. A falta de motivação. 18. enquanto que a suspeição acarreta apenas presunção relativa de incapacidade. Sendo assim. Veja os art. testemunha ou representante.esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. b) ato impossível: nomeação para cargo inexistente. VÍCIOS RELATIVOS AO OBJETO O objeto do ato. 18.BR Os vícios de capacidade referem-se ao impedimento e à suspeição. parentes e afins até o terceiro grau. Art. c) ato imoral: parecer feito sob encomenda apesar de contrário ao entendimento de quem o profere. VÍCIOS RELATIVOS À FORMA O vício relativo à forma consiste na omissão ou na observância de incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato. impossível. Exemplo de inexistência de pressuposto de direito: ato praticado com fundamento em norma revogada. companheiros. imoral e indeterminado.tenha interesse direto ou indireto na matéria. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente. quando exigida para a prática do ato. Portanto. Parágrafo único. abstendo-se de atuar. É impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que: I . A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui falta grave.COM. 20. o motivo é o pressuposto de fato e de direito que autoriza a prática do ato. além de lícito.

desde então. também chamada de saneamento. denominado desvio de finalidade ou desvio de poder. Exemplos: desapropriação de um bem imóvel para prejudicar inimigo do administrador. vejamos: MP/RS .COM. OBS: A convalidação só é possível se o ato puder ser reproduzido validamente no momento presente. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. Nesse caso. convalidação. CONVALIDAÇÃO Conforme Maria Sylvia Zanella Di Pietro. quanto o ato praticado atende a interesse público diverso daquele estabelecido explícita ou implicitamente na regra de competência. Haverá desvio de poder ou desvio de finalidade tanto se o ato praticado se desviou de qualquer interesse público. O Judiciário o faz no exercício do controle de legalidade. é o ato administrativo pelo qual é suprido o vício existente em um ato ilegal. o vício é sanável. a partir da expedição do ato administrativo ora anulado. mas depende de provocação para analisar a legalidade do ato administrativo. ato inválido. Veja o art. verifica-se quando o agente pratica ato visando a fim diverso daquele previsto. Exemplo: exoneração do servidor a pedido sem que inicialmente tenha havido pedido formal. os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração. a apresentação posterior do referido pedido por parte do particular convalida o ato administrativo. com efeitos retroativos à data em que este foi praticado. A Administração Pública o faz pelo poder de autotutela podendo anular o ato de ofício ou desde que provocada.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 47 . 55 da Lei 9. na regra de competência.PROFESSORANDRESAN. Atinge.784/99 sobre o tema: Art.BR Exemplo de inexistência de pressuposto de fato: demissão de servidor em razão de abandono de cargo e posterior verificação de seu falecimento. VÍCIOS RELATIVOS À FINALIDADE O vício relativo à finalidade.WWW. Remoção de servidor para puni-lo. explícita ou implicitamente. 55. A anulação do ato administrativo pelo exercício da autotutela está consagrada em duas Súmulas do STF. portanto. Tanto a Administração Pública quanto o Judiciário podem anular os atos administrativos que se encontrem viciados. Ou seja. Opera efeitos “ex tunc”. já que ato inválido não pode gerar efeitos. ANULAÇÃO OU INVALIDAÇÃO A ANULAÇÃO é a retirada do ato administrativo por razões de ilegalidade. 346 e 473. razão única do não comparecimento ao serviço.

] Art.784/99 sobre o tema: Art. Veja o art. desde agora. em todos os casos. a partir da revogação para frente. já que tem poderes de rever o ato de ofício ou mediante a via recursal pelo efeito devolutivo do recurso. contados da data em que foram praticados. respeitados os direitos adquiridos. 50. SÚMULA Nº 473 . revogar o ato administrativo. extinguindo ato válido. revogação. a revogação é privativa da Administração.STF .importem anulação. porque deles não se originam direitos. 53. e ressalvada. a autoridade que editou o ato administrativo é normalmente a autoridade competente para a revogação. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. uma vez que não pode decidir sobre a conveniência e a oportunidade do administrador. ou revogá-los. anular ou revogar. A autoridade superior também costuma ter competência para tanto. 64. [. vejamos: Art. e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. respeitados os direitos adquiridos. segundo os critérios da conveniência e oportunidade. Assim..STF .. A Administração deve anular seus próprios atos. salvo comprovada má-fé.WWW.. porque proporciona ao administrador um exame de mérito para decidir ou não pela retirada do ato. modificar. quando eivados de vícios que os tornam ilegais. suspensão ou convalidação de ato administrativo.Enunciado: A administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos. Art. o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento.de 03/12/1969 . quando eivados de vício de legalidade. quando: [. Esse assunto também encontra respaldo jurídico na Lei 9. os efeitos da revogação operam “ex nunc”. O ato de revogação é discricionário. respeitados os direitos adquiridos. com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. total ou parcialmente.] Art. 53. a apreciação judicial. se a matéria for de sua competência. isto é. a decisão recorrida. Os atos administrativos deverão ser motivados.Enunciado: A administração pode anular seus próprios atos. Por isso. 48 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . A Administração deve anular seus próprios atos. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos. REVOGAÇÃO A revogação implica retirada do ato por razões de conveniência e oportunidade..COM. Diferentemente da anulação. 55 da Lei 9..BR SÚMULA Nº 346 .784/99. O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar. 54. [. por motivo de conveniência ou oportunidade. na sua função típica.PROFESSORANDRESAN.] VIII .. não cabendo ao Judiciário. quando eivados de vício de legalidade. § 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato.de 13/12/1963 . § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos.

que.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 49 . Exemplo da exoneração de servidor que tem efeitos contrapostos da nomeação. que abrange: a) Por revogação. tais como certidões. atestados.PROFESSORANDRESAN. 2) Os que exauriram os seus efeitos. informações. e) Contraposição: quando emitido ato com fundamento em competência diversa que gerou o ato anterior. LIMITES DA REVOGAÇÃO Segundo classificação de Maria Sylvia Zanella di Pietro NÃO PODEM SER REVOGADOS os seguintes atos: 1) Os atos vinculados. c) Cassação: por inadimplência total ou parcial do administrado que não cumpre o estabelecido em lei ou contrato. podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres. 5) Os integrantes de um procedimento. 2) Desaparecimento do sujeito ou do objeto. d) Caducidade: quando norma superveniente torna inadmissível a situação antes permitida. neste caso. clara e congruente. 3) Aqueles em que a competência já se exauriu em relação ao objeto do ato. vejamos: MP/RS . CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS A classificação dos atos administrativos não é pacífica entre os doutrinadores. 4) Os meros atos administrativos. b) Por invalidade. porque a novo ato ocorre a preclusão com relação ao ato anterior. Ex: a interposição de recurso contra o ato administrativo impede que a autoridade inferior o revogue porque ele está submetido à apreciação de autoridade superior. 3) Por renúncia. ATENÇÃO: NÃO cabe revogação de ato administrativo ilegal. Porém.WWW.BR § 1o A motivação deve ser explícita.COM. pois a revogação pressupõe um ato válido. votos. serão parte integrante do ato. 4) Por retirada. EXTINÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS Os atos administrativos extinguem-se por: 1) Cumprimento de seus efeitos. vamos apresentar uma classificação mais usual e aceita em concursos. decisões ou propostas. 6) Os que geram direitos adquiridos.

BR QUANTO A SEUS DESTINATÁRIOS: ATOS GERAIS São os atos normativos. sem qualquer conteúdo decisório. podem ser gerais ou individuais. QUANTO AO SEU ALCANCE INTERNOS Os atos que só produzem efeitos no interior das repartições administrativas. Alguns autores ainda incluem nesta categoria os atos negociais com os administrados. Ex: nomeação de servidor. visando gerir seus bens e serviços. sendo suficiente a cientificação dos destinatários. ATOS INDIVIDUAIS São os destinados a pessoa ou pessoas determinadas. Os atos de efeitos internos dispensam a publicação em órgão oficial para que tenham vigência. 50 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Os atos de efeitos externos dependem de publicação em órgão oficial para que tenham vigência e efeito contra todos. Nesse caso. tanto os atos internos. sendo informado por prerrogativas concedidas à Administração Pública em relação aos administrados.COM.PROFESSORANDRESAN. quanto os atos externos. sob um regime jurídico derrogatório do direito comum. ATOS DE EXPEDIENTE São os destinados a conferir andamento aos processos e papéis nas repartições públicas. ATOS DE GESTÃO São os praticados pela Administração Pública sem as prerrogativas de autoridade. QUANTO AO SEU OBJETO ATOS DE IMPÉRIO Caracterizam-se por sua imposição coativa aos administrados. EXTERNOS São os atos que produzem efeitos para além do interior das repartições administrativas. que se destinam a todas as pessoas numa mesma situação.WWW.

seja unitário ou colegiado. CLASSIFICAÇÃO DO ATO ADMINISTRATIVO EM ESPÉCIES Maria Sylvia Zanella Di Pietro aponta a seguinte divisão: atos administrativos quanto ao conteúdo e quanto à forma de que se revestem. COMPOSTOS São os atos que resultam da vontade de um órgão. Quanto ao conteúdo. de controle (aprovação e homologação) e enunciativos (parecer e visto). O poder judiciário não pode avaliar as razões de conveniência e oportunidade (mérito). MP/RS . licença.PROFESSORANDRESAN. deliberação do Tribunal de Impostos e Taxas. Cabe ao administrador apenas a verificação da existência de todos os elementos expressos em lei para a prática do ato. visto. COMPLEXOS São os atos que decorrem da manifestação de pelo menos dois órgãos. os atos administrativos podem ser negociais (autorização. Exemplo: decreto do Presidente da República referendado pelo Ministro de Estado. Quanto à forma. ele estará proibido da prática do ato.BR QUANTO AO SEU REGRAMENTO VINCULADOS Possuem todos seus elementos determinados em lei. mas dependente da manifestação prévia ou posterior por parte de outro órgão. despacho e alvará. não existindo possibilidade de apreciação por parte do administrador quanto à oportunidade ou à conveniência. QUANTO À FORMAÇÃO DOS ATOS SIMPLES São os atos que decorrem da manifestação de um só órgão.WWW. destacam-se os seguintes atos: decreto. Caso todos os elementos estejam presentes. laudo técnico são atos compostos. resolução. unitários ou colegiados. homologação. caso contrário. o administrador é obrigado a praticar o ato administrativo. circular. devendo pautar suas escolhas de acordo com as razões de oportunidade e conveniência.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 51 .COM. A discricionariedade é sempre concedida DISCRICIONÁRIOS por lei e deve sempre estar em acordo com o princípio da finalidade pública. cujas vontades formam um ato único. O administrador pode decidir sobre o motivo e sobre o objeto do ato. portaria. apenas a legalidade. Os atos que dependem de aprovação. Exemplo: desapropriação de bem imóvel pelo Presidente da República. permissão e admissão). Exemplo: a concessão de aposentadoria ao servidor em razão de invalidez depende de laudo técnico que ateste dita invalidez. a competência e a forma (exteriorização) do ato.

Portanto. de regra. É o ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública confere.BR ATOS ADMINISTRATIVOS QUANTO AO CONTEÚDO É ato unilateral. mediante o qual a Administração Pública faculta ao administrado o exercício de uma atividade. a Lei nº 8. a quem atende aos requisitos legais. Atende a um direito do administrado. Alguns doutrinadores ensinavam que o ato administrativo discricionário e precário. É ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública exerce o HOMOLOGAÇÃO controle de legalidade do ato administrativo a posteriori. manifestando-se prévia ou posteriormente à sua prática. constitui condição de eficácia do ato.WWW.PROFESSORANDRESAN. mediante o qual a Administração Pública outorgava ao particular a execução de um serviço público ou a utilização privativa de bem público. Ex: autorização para porte de arma. que disciplina as concessões e permissões de serviço público. a inclusão em estabelecimento governamental para a fruição de um serviço público.987/95. não é mais possível designar a permissão de serviço público como ato administrativo unilateral. mediante o qual a Administração AUTORIZAÇÃO Pública faculta ao administrado a prática de ato material ou o uso privativo de bem público. de cunho vinculado. Ex: o ingresso de um estudante em estabelecimento oficial de ensino. Ex: permissão de serviço público de transporte e permissão de instalação de banca de jornal em calçadas. conforme a Constituição Federal (artigo 175. Ex: homologação do procedimento licitatório pela autoridade competente. inciso I). a internação hospitalar em estabelecimento público de saúde. menciona a permissão como contrato de adesão. Por ser discricionário. Nesse mesmo sentido. a permissão de serviço público é um contrato. precário. LICENÇA É ato unilateral. sendo. ATOS ADMINISTRATIVOS DE CONTROLE APROVAÇÃO É ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração Pública exerce o controle sobre um certo ato jurídico. Ex: licença para construir. PERMISSÃO ADMISSÃO Mas. gratuito ou oneroso. . pois é um contrato de adesão. 52 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .COM. desde que preenchidos os requisitos legais. de cunho discricionário. Atende a um interesse do administrado.

Ex: visto do chefe imediato a pedido encaminhado por servidor à autoridade de superior instância.WWW. Veja o art. responsabilizando-se quem der causa ao atraso. internas e uniformes. o parecer deverá ser emitido no prazo máximo de quinze dias. das autoridades aos seus subordinados. § 1o Se um PARECER OBRIGATÓRIO E VINCULANTE deixar de ser emitido no prazo fixado. MP/RS . VISTO É ato unilateral de controle formal de outro ato jurídico. Ex: alvará para porte de arma para pesca (autorização).SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 53 . alvará de licença para dirigir (licença). DESPACHO São as decisões proferidas pela autoridade administrativa em requerimentos e processos sujeitos à sua apreciação. ATOS ADMINISTRATIVOS QUANTO À FORMA DECRETO É a forma pela qual se revestem os atos individuais ou gerais praticados pelos Chefes do Poder Executivo nas diversas esferas de governo (Presidente da República. O parecer não é vinculativo para a autoridade Administrativa. diversas dos Chefes do Executivo. complementando EA PORTARIA norma geral. veiculando ordens escritas.784/99: PARECER Art. ALVARÁ É a forma pela qual se revestem a licença e a autorização para a prática de ato submetidos ao poder de polícia. salvo norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo. por determinação da autoridade. Governadores e Prefeitos).BR ATOS ADMINISTRATIVOS ENUNCIATIVOS É o ato mediante o qual os órgãos consultivos emitem opiniões sobre assuntos técnicos ou jurídicos de sua competência. o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. 42 da Lei 9. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão consultivo. a não ser que a lei estabeleça tal vinculação na hipótese em concreto. Ex: decreto regulamentar (ato geral). não implica concordância quanto ao seu conteúdo.PROFESSORANDRESAN. § 2o Se um PARECER OBRIGATÓRIO E NÃO VINCULANTE deixar de ser emitido no prazo fixado. o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação. para todos os outros casos idênticos. CIRCULAR Visa ao ordenamento do serviço.COM. decreto de nomeação (ato individual). 42. Fala-se em despacho normativo sempre que uma decisão conferida a um caso concreto deva ser observada. RESOLUÇÃO São formas pelas quais se revestem os atos gerais ou individuais praticados por outras autoridades. sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.

decreto. Podem apresentar-se com a característica de generalidade e abstração (decreto geral que regulamenta uma lei). nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público. Exemplos: licença. atestados e pareceres. visando a punir as infrações administrativas e condutas irregulares de servidores ou de particulares perante a Administração.BR Mas.COM. podem ser expedidos por chefes de serviços aos seus subordinados. isto é. ou emitir uma opinião sobre determinado assunto. Emanam do poder hierárquico. não obrigam aos particulares.WWW. Exemplos: regulamento. segundo Hely Lopes Meirelles. portarias. processos e arquivos públicos. 54 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . avisos. ATOS NEGOCIAIS São todos aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao particular. vinculados quanto ao motivo e ao conteúdo. destruição de coisas e afastamento temporário de cargo ou função pública. ATOS PUNITIVOS São aqueles que contêm uma sanção imposta pela lei e aplicada pela Administração. ou individualidade e concreção (decreto de nomeação de um servidor). constantes de registros. Exemplos: certidões. circulares. ordens de serviço ou memorandos. ATOS ORDINATÓRIOS São os que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. autorização e permissão. regimento e resolução. ATOS ENUNCIATIVOS São todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou a atestar um fato. ofícios. por isso. Exemplos: multa administrativa.PROFESSORANDRESAN. Exemplos: instruções. interdição administrativa. sendo sempre. Logo. podemos agrupar os atos administrativos em 5 cinco tipos: ATOS NORMATIVOS São aqueles que contém um comando geral do Executivo visando ao cumprimento de uma lei.

que terá efeito retroativo. um defeito que não pode ser corrigido. ANULÁVEL É o ato que contém defeitos. finalidade. as ações legais eventualmente praticadas por ele durante o período em que atuou permanecerão válidas. deverão ser respeitados os direitos de terceiros de boa-fé que tenham sido atingidos pelo ato nulo. mas sim aqueles expressamente previstos em lei e analisados no item seguinte. É o que nasce com vício insanável. declarando sua nulidade. motivo e objeto. Pode estar perfeito.BR Outra classificação importante para a prova: QUANTO À VALIDADE VÁLIDO NULO É o que atende a todos os requisitos legais: competência. Exemplo do primeiro caso é a multa emitida por falso policial. Cite-se a nomeação de um candidato que não tenha nível superior para um cargo que o exija. ele deve ser observado até que haja decisão. manifestação de vontade da Administração Pública.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 55 . sem sê-lo. desde o início. Não produz qualquer efeito entre as partes. No entanto. A partir do reconhecimento do erro. Ressalte-se que. se mantido o defeito. do segundo. forma. pronto para produzir seus efeitos ou estar pendente de evento futuro. porém.PROFESSORANDRESAN.WWW. poderá ser "salvo" e passar a válido.COM. em face dos atributos dos atos administrativos. entre as partes. MP/RS . o ato será nulo. seja judicial. Atente-se que nem todos os defeitos são sanáveis. o ato é anulado desde sua origem. a ordem para matar alguém. seja administrativa. ou que contém um objeto juridicamente impossível. convalidados. que podem ser sanados. ou seja. INEXISTENTE É aquele que apenas aparenta ser um ato administrativo. se corrigido. São produzidos por alguém que se faz passar por agente público. Por outro lado. Porém.

por isso não se confunde com o imperfeito. Termo é evento futuro e certo. 3) Tratando-se de comprovada má-fé. Esta é a adequação do ato à lei. estando apenas aguardando o implemento desse acessório. CONSUMADO É o ato que já produziu todos os seus efeitos.WWW. 56 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .PROFESSORANDRESAN. Perfeição não se confunde com validade. publicação. sem liberdade de ação. 4) o poder discricionário vincula o administrador à forma e à finalidade do ato. sujeita-se a condição ou termo. como o casamento. Condição é evento futuro e incerto. PENDENTE Para produzir seus efeitos. faltando. a homologação. 6) o ato administrativo é um ato jurídico. marcado por características que o individualizam no conjunto dos atos jurídicos. ainda que após o prazo decadencial de cinco anos. não está apto a produzir seus efeitos. 2) Ratificação é a forma de convalidação apropriada para casos de vício de competência da autoridade que pratica o ato. estando apto a produzir seus efeitos. ele pode ser invalidado pelo Poder Judiciário ou pela própria Administração Pública. mas já completou seu ciclo de formação. como uma data específica.COM. a perfeição refere-se às etapas de sua formação. ou outro requisito apontado pela lei. Exemplifique-se com a exoneração ou a concessão de licença para doar sangue. Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “atos administrativos”. pois se trata de uma declaração que produz efeitos jurídicos.BR QUANTO À EXECUTABILIDADE PERFEITO É aquele que completou seu processo de formação. por exemplo. IMPERFEITO Não completou seu processo de formação. É uma espécie de ato jurídico. a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. 1) Verificado que o ato apresenta vício de legalidade. nada mais havendo para realizar. pois representa o perfil das principais bancas. portanto. 5) ato vinculado impõe ao agente público a restrição rigorosa aos preceitos legais. a administração pública pode anular atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários.

SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 57 . não se admite que o Poder Judiciário revogue atos administrativos ilegais praticados pelo Poder Executivo. ao fundamento de que a lei exige essa conclusão. a João não assiste razão. que determinou a remoção do servidor João. por meio do qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria Administração Pública. 9) Um adolescente. obrigações para os administrados. inclusive para impetração de mandado de segurança. Nesse contexto. ao argumento de que possui direito público subjetivo de permanecer lotado em seu órgão de origem. no exercício de atividade delegada. que tem como uma de suas características a possibilidade de a administração impor seus atos independentemente da concordância do particular. com catorze anos de idade. de forma a confirmá-los no todo ou em parte. Insatisfeito. 12) Consoante a doutrina majoritária. a decisão do diretor da escola particular. é correto afirmar que a convalidação do ato é o processo de que se vale a Administração para aproveitar atos administrativos com vícios superáveis ou sanáveis. unilateralmente e por ato administrativo.BR 7) Os atos administrativos são emanados de agentes dotados de parcela do Poder Público e. pois se trata de ato discricionário no qual a autoridade administrativa tem liberdade na valoração dos elementos do motivo e do objeto do ato. negou-lhe o certificado. Portanto. foi aprovado no vestibular para medicina.WWW. 13) A convalidação pode abranger os elementos forma e competência do ato administrativo e terá efeitos ex tunc. a administração pública pode invalidar seus próprios atos. Houve recurso hierárquico para o secretário de Estado de Educação. A escola privada. que se localiza mais próximo de sua residência. MP/RS .COM. sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário. por motivo de interesse público. 10) Com base em seu poder de autotutela. 11) O atributo da imperatividade permite que a administração pública constitua. pode ser considerada como ato administrativo. Trata-se de decorrência do poder extroverso do Estado. No caso em tela. o qual. sem a qual esse adolescente não pode fazer a matrícula na universidade pública. que negou a emissão do certificado.PROFESSORANDRESAN. uma vez que as escolas particulares agem por delegação do Estado e os atos praticados com base nesse poder delegado são considerados como de autoridade pública. com base em parecer jurídico facultativo. por isso. estão revestidos de certas características que os tornam distintos dos atos privados em geral. é correto citar o atributo da autoexecutoriedade. mas não tinha concluído o ensino médio ainda. estudante de uma escola privada. negou-lhe igualmente a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio. João impetrou mandado de segurança pretendendo a invalidação do ato. 14) Em matéria de ato administrativo. 8) O Secretário de Segurança Pública do Amazonas praticou ato administrativo.

que se caracteriza por criar. é a manifestação da vontade do Estado. será possível aplicar a denominada avocação. 24) O ato que aplica determinada sanção a um servidor público configura exemplo de ato constitutivo. resguardar. pode-se afirmar que o ato de gestão é praticado pela administração. mesmo que estes não sejam hierarquicamente subordinados aos que possuam a competência originária. pode ser delegada a outros órgãos ou agentes. que se relacionam. o ato administrativo. sem exercício de supremacia sobre particulares 17) A Administração pública atua por meio da edição de atos administrativos. modificar ou extinguir direitos. Assim. e complementar à lei. classificação e invalidação dos atos administrativos e possível afirmar que se classificados como internos não exigem publicação na imprensa oficial. se não houver impedimento legal. servindo para satisfazer o interesse público e e regido pelo direito público. 22) No âmbito federal. 19) Nesse âmbito constam os denominados atos de império que compõem a classificação de acordo com o seu objeto. declarar.COM. tais como as licenças. havendo autorização legal. 23) A convalidação abrange os elementos. contados da data em que foram praticados. o direito da Administração Pública de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para seus destinatários decai em cinco anos. que podem veicular atos de natureza vinculada. salvo comprovada má-fé. que tem por fim imediato criar. 58 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . por exemplo. a forma e a competência do ato administrativo e possui efeitos ex tunc.PROFESSORANDRESAN. o fundamento do ato administrativo e o mesmo do ato jurídico. que pode ter origem em qualquer um dos três poderes. Nesse tópico. com o intuito de efetuar revisão do ato proferido p ela autoridade originária. modificar.WWW. no caso dos alvarás. Essa relação é válida e condizente com o ordenamento jurídico. 18) O ato administrativo é uma espécie de ato jurídico e possui alguns requisitos dentre os quais a competência do agente público para praticar o ato. 21) A competência.BR 15) O ato administrativo é uma especie do ato jurídico. como elemento do ato administrativo. transferir ou extinguir direitos. 20) Sobre os atributos. acrescido da finalidade pública. de diferentes espécies e conteúdos. Dessa forma. 16) Com referência à classificação dos atos administrativos. bastando cientificar os interessados. extraído da teoria geral do direito.

Por algum equívoco.PROFESSORANDRESAN. vício de competência e. que.. servidor público. a autoridade determinou que. 28) Jonas. era inoportuno ao interesse público. Nesse caso é possível a convalidação do ato administrativo que deferiu as férias a José da Silva. que nada sabia a respeito das férias e. No que concerne à classificação dos atos administrativos. aquela altura. servidora pública. requereu suas férias. MP/RS . desde que nao acarretem lesão ao interesse público. publicou portaria na qual foram expedidas determinações especiais a seus subordinados.WWW. 27) Considere duas situações hipotéticas: O Prefeito de Boa Vista praticou ato administrativo de competência exclusiva da Presidente da República. há vício de legalidade não apenas quando inexistentes ou inverídicos os motivos suscitados pela administração. A propósito da validade dos atos administrativos narrados. haja vista a inexistência dos requisitos legais para a adoção dos citados institutos.BR 25) O servidor responsável pela segurança da portaria de um órgão público desentendeu-se com a autoridade superior desse órgão. No mesmo dia.290/DF – Rel. Castro Meira.”. incorretas ambas as condutas. 32) Henrique.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 59 .2011). Josefina. mas pelo encarregado de outro setor. Aqui. desatento. seu pedido não foi analisado por seu chefe competente para o deferimento ou indeferimento. Para se vingar do servidor. embora válido. a portaria constitui ato administrativo ordinatório. 30) Determinada norma estabelece que cabe ao Diretor do órgão administrativo X a edição de específicos atos administrativos. no terceiro dia. por vício de finalidade. Nesse contexto. mediante formulário específico.COM. no que se refere ao elemento do ato. com efeitos retroativos. trata-se de identificar. a ordem exarada pela autoridade superior é ilícita. para o mês de junho. saiu de férias. Na situação apresentada. a denominada competência. É CORRETO afirmar que o acórdão tem como fundamento e é consoante à Teoria dos motivos determinantes. então. ele anotasse os dados completos de todas as pessoas que entrassem e saíssem do imóvel. Min. Sobre o tema. e.) o administrador vincula-se aos motivos elencados para a prática do ato administrativo. no primeiro. servidor público e chefe de determinada repartição pública. servidor público federal. José da Silva. DJe 14. descobriu o equívoco. (MS 15. estranhava a ausência do zeloso servidor. ambos os atos são nulos. mas também quando verificada a falta de congruência entre as razões explicitadas no ato e o resultado nele contido. as deferiu. demitiu o também servidor público José por ser seu desafeto. nem prejuízo a terceiros. seu chefe. 29) O STJ proferiu decisão com o seguinte teor: “(. anulou ato administrativo que. existindo.11. vício relativo à finalidade. no segundo. revogou ato administrativo que já havia exaurido seus efeitos. 31) José da Silva. inexistindo qualquer falta grave que justificasse a punição. a partir daquele dia. 26) Há possibilidade expressa de convalidação de atos administrativos que apresentem defeitos sanáveis..

BR 33) Paola. ao constatar o vício. resguardar. praticou ato administrativo com vício em seu motivo (indicação de motivo falso). 38) O ato administrativo editado com liberdade de opção dentro da finalidade da lei. 35) Felipe. extinguir e declarar direitos. o ato administrativo praticado por Paola será nulo. sem prazo determinado. com escopo de prosseguir na posse direta do bem e explorar sua atividade comercial. modificar. consistente em quiosque situado na orla da Avenida Atlântica. Inconformado. o direito à prestação de um serviço público. ocupante exclusivamente de cargo em comissão no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. servidora pública estadual.PROFESSORANDRESAN. por estar acometido de doença da dengue. por ato do Presidente do Tribunal. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria. revogando a permissão e intimando o particular de tal decisão. transferir. onde a Administração Pública o pratica pela maneira e nas condições que repute mais convenientes ao interesse público. 39) O ato administrativo unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece ao particular. foi exonerado do cargo. independentemente da tutela judicial. a municipalidade resolveu retomar a posse do imóvel. porque a permissão de uso é ato unilateral. denomina-se Autoexecutoriedade. Inconformado. motivo pelo qual não assiste razão a Felipe. praticado segundo critérios de oportunidade e conveniência do agente público. 60 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . 36) O Município de um Balneário praticou ato de permissão de uso de bem público. Joaquim manejou medida judicial cabível. O pleito de Joaquim não merece prosperar. discricionário e precário. particular interessado no aludido ato.WWW. 37) Dentre os atributos do ato administrativo. em favor de Joaquim. denomina-se discricionário. que preencha os requisitos legais. aquele que representa o poder-dever da Administração Pública.COM. 34) Ato administrativo é manifestação unilateral de vontade da Administração pública que. agindo nessa qualidade. Felipe pretende impetrar mandado de segurança para retornar ao cargo. de executar determinados atos administrativos diretamente. com base no regime jurídico-administrativo. Carlos. Sua dispensa ad nutum foi um ato administrativo discricionário. durante período em que estava de licença médica para tratamento de saúde. tenha por fim imediato adquirir. denomina-se admissão. por motivo de interesse público devidamente fundamentado. sendo seu pleito prontamente acolhido pela Administração pública. requereu a aplicação da teoria dos motivos determinantes. Nesse caso. Um ano após a prática do ato.

sempre que. haja vista que os atos administrativos podem ser objeto de múltiplas classificações. serviço ou utilização de determinados bens particulares ou públicos. 47) É um ato negocial. Sobre os atos administrativos negociais (classificação usada por Hely L. tenha transcorrido prazo razoável e dos atos decorram efeitos favoráveis para destinatários de boafé. correto afirmar que a validade do ato jurídico pode ser aferida no momento de seu aperfeiçoamento. 44) Os atos administrativos estão sujeitos ao controle jurisdicional para a análise de sua legalidade. quando é produzido. MP/RS . a prestação dos serviços públicos à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade de desempenho. Lhe é autorizado. nos termos da lei. e mediante licitação. dever este que encontra limite. 42) A presunção de legitimidade é uma das características do ato administrativo e produz como efeitos a autoexecutoriedade e inversão do ônus da prova. 46) Existência. ela é útil para sistematizar o estudo e facilitar a compreensão. mas caso os direitos que dele decorreriam sejam passíveis de conversão em indenização. No que concerne ao desfazimento dos atos administrativos e seus efeitos. através do qual a Administração Pública delega. ou seja. o que é balizado por limites. é correto afirmar que quando presente vício de legalidade. discricionário e precário. 45) Sabe-se que a Administração pública tem a prerrogativa de rever seus próprios atos quando eivados de vícios. Esses aspectos interagem e se relacionam na análise casuística dos atos administrativos. conforme o critério em função do qual sejam agrupados. rever seus atos sob o prisma da conveniência e oportunidade. pelo qual o Poder Público possibilita ao pretendente a realização de certa atividade.WWW. de Mello). validade e eficácia do ato administrativo são conceitos correlatos. assinale a alternativa correta: A autorização é ato unilateral. ainda. muito embora alterações normativas posteriores convidem a sucessivas reanálises sobre a validade dos atos cuja produção de efeitos se perpetua no tempo. a Administração tem o dever de anular o ato administrativo. contudo.COM. Meirelles) ou in specie (classificação usada por Celso A. Nesse sentido a edição de determinado ato poderia ensejar limite ao poder de revogação. B.BR 40) Apesar de se saber que a classificação dos atos administrativos não é uniforme entre os publicistas. a título precário e revogável.PROFESSORANDRESAN. Este é um conceito de Permissão de Serviço Público. sendo. ficaria superado o impedimento.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 61 . por sua conta e risco. porém distintos. uma vez que são editados a pedido do particular como forma de viabilizar o exercício de determinada atividade ou a utilização de bens públicos. 43) É certo que a Administração se manifesta por meio de atos administrativos. 41) Os atos administrativos negociais são também considerados atos de consentimento.

Com a devida supervisão do professor responsável pelo estágio forense universitário. esta. registrado e publicado. restou comprovado que os referidos pressupostos eram falsos. Ricardo foi corretamente informado de que sua exoneração foi um ato administrativo discricionário. os Avisos. não exigindo. Posteriormente. 54) Com relação à teoria dos motivos determinantes. extinguir e declarar direitos. Ricardo foi exonerado do cargo em comissão. tenha por fim imediato adquirir. Como pressupostos declarados pelo Diretor no ato de edição da referida autorização. Meses depois. entre outros. 53) O Diretor de uma escola da rede pública. para oferecer aos pais dos alunos e à população em geral serviços de orientação profissional. e não deve ser invalidado pelo Poder Judiciário por ausência de ilegalidade. corresponde à definição de ato administrativo. 62 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .BR 48) A revogação produz o desfazimento de ato discricionário válido. 50) São atos administrativos ordinatórios. transferir. 55) Em obediência ao princípio da solenidade das formas. as circulares. o ato praticado pelo Diretor deve ser considerado inválido. Ricardo buscou orientação no escritório modelo de uma faculdade de Direito sobre a viabilidade jurídica de manejar medida judicial para retornar ao cargo de Diretor. agindo nessa qualidade. a ampla experiência da entidade privada no referido mister. constou. com base em juízo de conveniência e oportunidade. expressa motivação. as ordens de serviço são exemplos de atos administrativos ordinatórios. Na situação narrada. ou impor obrigação ao administrado ou a si própria. o que levou ao questionamento acerca da validade da autorização concedida. concedeu autorização a uma entidade privada para utilizar salas de aula durante os finais de semana. que. os Despachos. 51) Toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública. com destaque. 52) As instruções. as Portarias e as Ordens de Serviço. retomando suas funções afetas ao cargo efetivo originário. o ato administrativo deve ser escrito. em que a Administração Pública possui liberdade na avaliação da oportunidade e conveniência para a prática do ato.COM. 49) Ricardo é servidor público estadual ocupante de cargo efetivo e foi nomeado para exercer cargo em comissão de Diretor do departamento de pessoal da Secretaria Estadual de Cultura. é correto afirmar que mesmo que um ato administrativo seja discricionário. não se admitindo no direito público o silêncio como forma de manifestação de vontade da administração. com apresentação de dados que evidenciavam o sucesso dos programas por ela implementados.WWW. Inconformado.PROFESSORANDRESAN. modificar. portanto. se existir. passa a vincular o agente. resguardar. em face da ausência de correspondência entre a realidade e os motivos de fato indicados para a sua edição. as portarias.

não havendo liberdade de apreciação da conduta. em atos vinculados e atos discricionários. o direito da administração de anular esses atos administrativos decairá em cinco anos. ocupante de cargo efetivo de analista judiciário. presenciou determinada situação no corredor do fórum. se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis a seus destinatários. o Estado está vinculado à veracidade do motivo fático que utilizou para revogar a permissão de uso. Esse ato administrativo de cunho declaratório é revestido de presunção relativa de que os fatos ali constantes são verdadeiros e de que tal ato foi praticado de acordo com a lei. 62) Jonas é jornaleiro de profissão e obteve da Prefeitura Municipal uma “permissão não qualificada e incondicionada de uso de bem público”. Em razão disso. unilateral e precário. Passados alguns dias.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 63 . 58) É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 60) Mariana. comprovou-se que o Estado não realizou nem nunca teve a real intenção de realizar as obras de expansão. o Estado alegou que iria ampliar as instalações físicas do hospital e revogou a permissão de uso. Mariana lavrou termo de informação circunstanciada narrando o que presenciou. salvo se houver comprovada má-fé. quanto à liberdade de ação.COM.PROFESSORANDRESAN. 59) O Estado do Rio de Janeiro. para exploração de uma lanchonete em hospital estadual. 61) De acordo com a doutrina de Direito Administrativo. é correto afirmar que a pretensão do particular está baseada na teoria dos motivos determinantes. observadas as formalidades legais. 57) Os atos administrativos podem ser classificados. contados da data em que forem praticados. que ocorrem quando o agente se limita a reproduzir os elementos que a lei previamente estabeleceu. Tal ato é discricionário. No entanto. MP/RS . os atos administrativos podem ser classificados como vinculados. quanto ao critério da liberdade de ação. porque. Nesse contexto. em frente à sala de audiências da Vara de Família. a fim de viabilizar seu retorno às atividades na lanchonete.WWW. em logradouro urbano. apesar de a permissão de uso ser ato discricionário e precário. envolvendo as partes que aguardavam a próxima audiência. No mês seguinte. firmou ato de permissão de uso de bem público com particular.BR 56) Os atos da administração que apresentarem vício de legalidade deverão ser anulados pela própria administração. especialidade Assistente Social do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. para fins de instalação de banca de jornais e revistas. Tal atributo ou característica do ato administrativo é chamado pela doutrina de Direito Administrativo como presunção de veracidade e legitimidade. o particular pretende invalidar judicialmente o ato administrativo que revogou a permissão. Por ordem do meritíssimo juiz.

65) A revogação e a anulação são modalidades de desfazimento ou retirada do ato administrativo. pois os atos administrativos gozam da presunção de legitimidade e veracidade. respectivamente. e portanto. em decorrência de motivos de conveniência e oportunidade e da presença de vícios que o tornem ilegal. é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido. o licitante X apresentou recurso contra a decisão de habilitação do licitante Y. alegando que apesar deste ter apresentado uma certidão negativa de débitos fiscais. depois de editado. significa que sua execução material pode ser colocada em prática pela própria Administração pública. sendo necessária prova inequívoca para desconstituir a presunção que o acoberta. no entanto. um ato administrativo. 71) A teoria do ato administrativo é de fundamental importância para a compreensão do Direito Administrativo e seu estudo nos demonstra as espécies de atos administrativos. com suas formalidades. de presunção que admite prova em contrário. tratando-se.PROFESSORANDRESAN. 70) O vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato. 64) Objeto do ato administrativo significa o efeito prático pretendido com a edição do ato administrativo ou a modificação por ele trazida ao ordenamento jurídico. princípios e demais características.COM. não podem ser desconsiderados com base em meras alegações. conforme exigência editalícia. pois o recorrente tinha ouvido falar que o licitante Y possuía débitos com o Fisco federal. explícita ou implicitamente. estabelecido para que a Administração pública cumpra de forma célere suas funções.BR 63) Sabe-se que. no tocante a essa matéria a revogação do ato administrativo é o instrumento jurídico por meio do qual a Administração Pública promove a retirada daquele por razões de conveniência e oportunidade. na regra de competência. emitida pela Receita Federal. 67) A incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do agente que o praticou. assinale a opção que indica o resultado do recurso apresentado É totalmente improcedente. aplicável para ambos os casos a autotutela. 69) O desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando fim diverso daquele previsto. Dessa forma. 66) Quando se afirma que determinado ato administrativo regularmente editado e válido é dotado do atributo da autoexecutoriedade. ela deveria ser desconsiderada. 64 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Esse atributo dos atos administrativo é denominado presunção de legitimidade.WWW. produz efeitos como se válido fosse até sua impugnação administrativa ou judicial. 68) A inexistência dos motivos se verifca quando a matéria de fato ou de direito. em que se fundamenta o ato. 72) Durante um procedimento licitatório. independentemente de prévia autorização ou determinação judicial. Nesse caso.

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73)
No que tange à competência como elemento ou requisito dos atos administrativos ao
contrário dos atos praticados na vida civil, a incapacidade absoluta do agente nem sempre leva
à nulidade do ato administrativo.
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01 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TCE-SP - Prova: Auxiliar da Fiscalização Financeira II
Considere que o responsável pela consultoria jurídica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente tenha
proferido parecer, em resposta à consulta formulada por órgão técnico encarregado de licenciamento
ambiental, acerca dos requisitos jurídicos aplicáveis à situação narrada, correspondente a obras de
transposição de águas entre reservatórios que abastecem a região metropolitana. Referido parecer
jurídico
a) constitui um ato da Administração, porém não corresponde a um ato administrativo, eis que este
somente se caracteriza quando possua efeito enunciativo.
b) constitui uma manifestação da função administrativa atípica do órgão jurisdicional, não podendo,
portanto, ser considerado ato administrativo em sentido formal.
c) é, formalmente, um ato administrativo de natureza enunciativa, que produz efeitos jurídicos apenas no
âmbito interno.
d) não é, materialmente, um ato administrativo em sentido estrito, dado que encerra uma opinião e não
uma manifestação de vontade da Administração que produza efeitos concretos.
e) é, materialmente, um ato administrativo eis que emanado de órgão integrante do Poder Executivo,
independentemente de produzir efeitos concretos em face de terceiros.
02 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-PB - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa
A imperatividade que reveste os atos administrativos
a) independe da presença dos elementos ou requisitos, visto que se trata de mera exteriorização da
vontade da Administração pública, que sempre se impõe ao administrado independentemente de sua
vontade.
b) substitui a decisão judicial quanto à possibilidade de se fazer válido, dependendo apenas da
concordância do destinatário.
c) impõe aos destinatários dos mesmos sua obrigatoriedade, como atributo destinado a garantir o interesse
público, que é a finalidade de toda a atuação da Administração pública.
d) se vincula diretamente à eficácia, esta que enseja auto-executoriedade a todos os atos que predica.
e) se relaciona com a eficácia, na medida em que é a exteriorização dos efeitos do ato, mas distingue-se
da exequibilidade, que depende de intervenção judicial.
03 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR) - Prova: Técnico Judiciário - Área
Administrativa
O atributo do ato administrativo que permite que ele seja “posto em execução pela própria Administração
pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário" (PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito
Administrativo. 28. ed., São Paulo:Atlas, p. 243), é a:
a) imperatividade, porque cria obrigações e se impõe independentemente da concordância do destinatário
do ato ou de terceiros.
b) autoexecutoriedade, que deve estar prevista em lei, como a autorização para apreensão de mercadorias
e interdição de estabelecimentos.
c) autoexecutoriedade, sempre que a discricionariedade administrativa entender mais útil ou pertinente
agir desde logo, sem aguardar a conclusão das diligências em curso.
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d) imperatividade, que autoriza o emprego de meios próprios de execução dos próprios atos,
indiretamente, como a imposição de multas, ou diretamente, com a demolição de construções.
e) exigibilidade, que trata apenas de meios diretos de coercibilidade, inclusive materiais, como interdição
de estabelecimentos, apreensão de mercadorias e demolição de construções.
04 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-AP - Prova: Técnico Judiciário - Administrativo
Clodoaldo, servidor público e chefe de determinada repartição pública, decidiu anular ato administrativo,
pois detectou vício em um de seus requisitos. Esmeralda, atingida pela anulação do ato, questionou o
ocorrido, alegando ser hipótese de convalidação e não de anulação do ato administrativo. Posteriormente,
constatou-se que Esmeralda tinha razão. No caso narrado, o ato administrativo em questão continha vício
de
a) objeto, por ser diverso do previsto na lei para o caso.
b) motivo, haja vista conter situação fática que não ocorreu.
c) finalidade, pois desviou-se da finalidade pública.
d) competência, pois não se tratava de competência outorgada com exclusividade.
e) forma, por ser indispensável à existência do aludido ato.
05 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-AP - Prova: Técnico Judiciário - Administrativo
Considere a seguinte situação hipotética: o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá emitiu certidão a
Ariovaldo, atestando a inexistência de registro de inscrição (título de eleitor) em nome do interessado
perante a Justiça Eleitoral. No dia seguinte à emissão da certidão e antes de entregá-la a Ariovaldo, o
Tribunal decidiu revogá-la por razões de conveniência e oportunidade. No caso narrado, a revogação
a) é possível, desde que o Tribunal tenha constatado algum equívoco na citada certidão.
b) é possível, mas deve ser feita pelo Judiciário e não pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral.
c) é possível, por ter ocorrido antes que a certidão produzisse seus efeitos.
d) não é possível, pois a certidão já produziu seus efeitos.
e) não é possível, pois a certidão é ato administrativo que não comporta revogação.
06 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-SE - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa
Considere as seguintes assertivas concernentes ao instituto da convalidação:
I. Na convalidação é suprido vício existente em um ato ilegal, com efeitos retroativos à data em que este
foi praticado.
II. Não se admite, ainda que excepcionalmente, que a convalidação seja feita pelo administrado.
III. Em situações excepcionais, admite-se a convalidação de ato administrativo com vício de motivo.
Está correto o que se afirma em
a) II e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II, apenas.
d) I, apenas.
e) I, II e III.
07 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-SE - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa
Considere as seguintes assertivas:
I. O ato administrativo com vício de finalidade admite convalidação.
II. A finalidade corresponde ao efeito mediato que o ato produz.
III. O ato administrativo com vício de finalidade comporta revogação.
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IV. Há vício de finalidade quando o ato desvia-se da finalidade pública ou, ainda, quando praticado com
finalidade diversa da prevista em lei para o caso.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III.
b) I e III.
c) I, II e IV.
d) I.
e) II e IV.
08 - Ano: 2015 - Banca: FCC - Órgão: TRE-SE - Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa
Um dos poderes decorrentes da relação hierárquica consiste em editar atos normativos. A propósito de
tais atos é correto afirmar que
a) podem, excepcionalmente, obrigar pessoas estranhas à relação hierárquica.
b) são apenas e tão somente decorrentes da relação hierárquica.
c) confundem-se com os regulamentos.
d) as resoluções não se enquadram em tais atos.
e) são considerados atos normativos de efeitos externos.
09 - Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: TCU - Prova: Técnico de Controle Externo
Acerca da invalidação, da revogação e da convalidação dos atos administrativos, julgue o item a seguir.
Agirá de acordo com a lei o servidor público federal que, ao verificar a ilegalidade de ato administrativo
em seu ambiente de trabalho, revogue tal ato, para não prejudicar administrados, que sofreriam efeitos
danosos em consequência da aplicação desse ato.
CERTO

ERRADO

10 - Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: TCU - Prova: Técnico de Controle Externo
Acerca da invalidação, da revogação e da convalidação dos atos administrativos, julgue o item a seguir.
Conforme a teoria dos motivos determinantes, a validade do ato administrativo vincula-se aos motivos
que o determinaram, sendo, portanto, nulo o ato administrativo cujo motivo estiver dissociado da situação
de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua realização.
CERTO

ERRADO

11 - Ano: 2015 - Banca: CESPE - Órgão: TCU -Prova: Técnico de Controle Externo
Acerca da invalidação, da revogação e da convalidação dos atos administrativos, julgue o item a seguir.
A revogação de atos pela administração pública por motivos de conveniência e oportunidade não possui
limitação de natureza material, mas somente de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo
quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito do serviço
público federal.
MP/RS - SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS

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Órgão: TCU . e aplicou pena de advertência. relativo ao ato administrativo. CERTO ERRADO 13 . b) vício relativo ao objeto do ato administrativo. aferindo sua legitimidade formal e.Banca: FCC .Órgão: MPE-PB . de modo a controlar ato do administrado Francisco.Banca: FCC .Prova: Técnico de Controle Externo Julgue o item seguinte . 16 .Banca: CESPE . É proibido delegar a edição de atos de caráter normativo.Órgão: TRT . No caso narrado.Banca: CESPE . d) negocial. CERTO ERRADO 14 . c) vício de finalidade do ato administrativo.BR CERTO ERRADO 12 . e) vício relativo à forma do ato administrativo.Ano: 2015 .Administração Marlon.Ano: 2015 . e) punitivo. dando-lhe exequibilidade. O visto corresponde a ato administrativo a) enunciativo.Banca: CESPE . relativo ao ato administrativo.Prova: Técnico . equivocou-se.Prova: Técnico de Controle Externo Julgue o item seguinte . Ao delegar a prática de determinado ato administrativo. CERTO ERRADO 15 .WWW. assim. há a) mera irregularidade.Órgão: TCU . d) vício de motivo do ato administrativo.Prova: Técnico de Controle Externo Julgue o item seguinte . c) ordinatório.Ano: 2015 . b) normativo. ao invés da pena de suspensão. ao aplicar penalidade ao servidor Milton. 68 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . praticou o ato administrativo denominado visto.COM. a autoridade delegante transfere a titularidade para sua prática. Decretos não são considerados atos administrativos.Prova: Técnico Ministerial Manoel.Ano: 2015 .Órgão: TCU . chefe de determinada repartição pública.PROFESSORANDRESAN. relativo ao ato administrativo.3ª Região (MG) .Ano: 2015 . inexistindo qualquer vício no ato administrativo. servidor público estadual.

Área Administrativa Considere os seguintes atos administrativos: I. ele anotasse os dados completos de todas as pessoas que entrassem e saíssem do imóvel. IV. III. contendo matéria administrativa pertinente à organização dos trabalhos. apenas c) I.Ano: 2015 . por isso. Com referência a essa situação hipotética. O ato administrativo em questão classifica-se como a) ordinatório b) enunciativo.PROFESSORANDRESAN. julgue o item que se segue. II e III. por exemplo.Prova: Técnico .Prova: Técnico do Ministério Público O servidor responsável pela segurança da portaria de um órgão público desentendeu-se com a autoridade superior desse órgão. GABARITO: 01: 02: 03: 04: 05: 14: 15: 16: 17: 18: 19: 20: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: MP/RS . emitiu ofício aos seus subordinados. b) III. Ato administrativo discricionário.COM. d) negocial.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 13: 69 . julgue o item subsequente. e) punitivo.Órgão: MPU .Banca: CESPE . c) normativo. apenas. como. administrativamente.Órgão: TRT . III e IV d) II e IV. quando eivado de vício de legalidade. a ordem exarada pela autoridade superior é ilícita. questionar-se. Ato Administrativo vinculado. Para se vingar do servidor. 18 . apenas. CERTO ERRADO 20 . a partir daquele dia. II.Ano: 2015 . apenas. Os atos praticados pelos servidores do MPU possuem presunção de legitimidade. servidor público federal e chefe de determinado setor.Prova: Técnico do Ministério Público Acerca do regime jurídico dos servidores públicos federais. a certidão.Ano: 2015 .Banca: FCC .Banca: FCC . e) I.Órgão: MPU . por vício de finalidade CERTO ERRADO 19 . Ato administrativo com vício de forma. a autoridade determinou que. Pode ser objeto de anulação.Órgão: TRE-RRProva: Técnico Judiciário .Banca: CESPE .WWW.3ª Região (MG) . o descrito em: a) II.Ano: 2015 . O mero ato administrativo.BR 17 . em caráter oficial. II. não sendo possível. a veracidade dos fatos expostos em declaração por eles exarada. Na situação apresentada.Administração José.

associação ou sindicato é parte legítima para. 60 dias a disposição de qualquer contribuinte. da gestão orçamentária. sobre a execução dos planos de governo. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. c) Qualquer cidadão. 70 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Exemplo: o controle que o Ministério da Previdência exerce sobre determinados atos administrativos praticados pela autarquia INSS. avais e garantias. c) O julgamento anual pelo CN. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal. III . IV . Veja os seguintes exemplos: a) A sustação pelo CN. sistema de controle interno com a finalidade de: I . Os Poderes Legislativo.BR CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 74. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. criou-se vários mecanismos constitucionalmente previstos à disposição dos administrados.Os responsáveis pelo controle interno. associação ou sindicato é parte legitima para.COM. nos termos da lei.apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE CONFORME A ORIGEM 1) CONTROLE INTERNO: Aquele exercido dentro de um mesmo poder. Fundamento Constitucional: Art. bem como dos direitos e haveres da União. § 2º . na forma da lei denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. § 1º . anualmente. quanto à eficácia e eficiência. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. partido político. por ele apresentados. 3) CONTROLE PUPULAR Já que a administração deve sempre atuar visando à satisfação do interesse público.exercer o controle das operações de crédito.PROFESSORANDRESAN. de forma integrada. sob pena de responsabilidade solidária. Veja os seguintes exemplos: a) As contas do Município devem ficar.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. das contas prestadas pelo Presidente da República e apreciação dos relatórios. à moralidade administrativa. II .Qualquer cidadão. para exame e apreciação. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. automaticamente ou por meio de órgãos integrantes de sua própria estrutura.WWW. b) A anulação de um ato do poder Executivo por decisão Judicial. na forma da lei. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico cultural.comprovar a legalidade e avaliar os resultados. b) Qualquer cidadão é parte legitima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público o de entidade de que o Estado participe. 2) CONTROLE EXTERNO Diz-se externo quando exercido por um poder sobre atos administrativos praticados por outro poder. de atos normativos do poder executivo que exorbitem do poder regulamentar. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. que possibilitem a verificação da regularidade da atuação da Administração. partido político. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. Executivo e Judiciário manterão.

ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. Veja os seguintes exemplos: a) A fiscalização da execução de um contrato Administrativo.receber petições. pelo CN de atos normativos do Executivo que exorbitem o poder regulamentar. na forma da lei. CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE CONFORME O MOMENTO DE EXERCÍCIO 1) CONTROLE PRÉVIO OU PREVENTIVO Quando exercido antes do início da pratica ou antes da conclusão do ato. 3) CONTROLE SUBSEQUENTE OU CORRETIVO É exercido após a conclusão do ato. [.BR CF/88 .. da escolha de ministros dos tribunais superiores. os Estados. a declaração de sua nulidade ou mesmo conferir eficácia do ato..Art. sistema de controle interno com a finalidade de: [.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 71 . a realização de uma auditoria durante a execução do orçamento. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. associação ou sindicato é parte legítima para. b) o acompanhamento de um concurso pela corregedoria competente. Os Poderes Legislativo. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. 58. o DF ou os Municípios possam contrair empréstimos externos. CF/88 . O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. do Presidente do Banco Central do Brasil etc. de forma integrada. MP/RS .] § 2º Qualquer cidadão. 2) CONTROLE CONCOMITANTE É exercido durante a realização do ato e permite a verificação da regularidade de sua formação. do Procurador-Geral da República. CF/88 . Veja os seguintes exemplos: a) A autorização do Senado Federal necessária para que a União. 74.Art. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. constituindo-se requisito para a validade ou para produção de efeitos do ato controlado. reclamações. ficando o autor.] § 2º Às comissões. a homologação de um concurso público.PROFESSORANDRESAN. partido político. a sustação. à moralidade administrativa. salvo comprovada má-fé. 5º . Mediante o controle subseqüente é possível à correção de defeitos do ato. c) Concessão de uma medida liminar em mandado de segurança preventivo que impeça a pratica ou a conclusão de um ato administrativo que o administrado entenda ferir direito líquido e certo seu. Veja os seguintes exemplos: a) Homologação de um procedimento licitatório..WWW. b) A aprovação do Senado Federal.Art.COM. Executivo e Judiciário manterão. em razão da matéria de sua competência. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.LXXIII .. cabe: IV .

ou seja. Perceba a redação da sumula 473 do STF “a Administração pode anular seus próprios atos. restringe-se à verificação do enquadramento da entidade controlada no programa geral do governo e à avaliação objetiva do atingimento. Pode também ser exercido pelo poder judiciário ou pelo Poder Legislativo. CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE QUANTO À AMPLITUDE 1) CONTROLE HIERÁRQUICO É típico do poder Executivo. sendo sempre um controle interno.PROFESSORANDRESAN. 3) CONTROLE ADMINISTRATIVO É o controle que a própria Administração realiza sobre suas atividades. normalmente ao próprio poder que editou o ato apenas nos casos previstos na CF o poder Legislativo ode exercer controle de mérito sobre atos praticados pelo poder Executivo. Resulta o controle hierárquico do escalonamento vertical dos órgãos da Administração direta ou das unidades integrantes das entidades da Administração indireta. que pode estar na Constituição. porque deles não se originam direitos. por sua vez. É o corolário imediato do princípio da legalidade. controlam hierarquicamente suas superintendências. 2) CONTROLE DE MÉRITO Visa verificar a eficiência. é simplesmente denominado controle administrativo. por motivo de conveniência ou oportunidade. 72 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . em todos os casos. denominado poder de tutela encontra fundamento legal no Decreto 200/1967 que se aplica a Administração federal. os casos previstos na Constituição. as quais. e também exercido o controle hierárquico. por ser a forma mais comum de controle. Veja os seguintes exemplos: a) Na Administração direta federal. O controle finalístico. 2) CONTROLE FINALISTICO É aquele exercido pela Administração direta sobre as pessoas jurídicas integrantes da Administração Indireta. Deriva do poderdever autotutela que a Administração tem sobre seus próprios atos e agentes.BR CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE CONTROLE QUANTO AO ASPECTO CONTROLADO 1) CONTROLE DE LEGALIDADE OU LEGITIMIDADE Verifica-se se o ato foi praticado em conformidade com a Lei. refere-se a ele como Supervisão Ministerial. a oportunidade e a conveniência do ato controlado. a apreciação judicial”. respeitados os direitos adquiridos e ressalvada. pela entidade. quando eivados de vícios que os tornem ilegais. Faz-se o confronto entre uma conduta administrativa em uma norma jurídica.WWW. b) No âmbito da Administração Indireta. na lei ou mesmo em ato administrativo de conteúdo impositivo. quando o presidente de uma autarquia controla os atos dos superintendentes subordinados e estes sobre os atos dos chefes de departamentos. uma vez que fundamentado numa relação de vinculação entre pessoas (e não em subordinação entre órgãos ou agentes) é um controle limitado e teológico. que exercem sobre suas delegacias e assim por diante. O controle do mérito compete.COM. os ministérios exercem controle hierárquico sobre suas secretarias. O controle finalístico. de suas finalidades estatutárias. ou revoga-los.

PROFESSORANDRESAN. Operacional: controla-se a execução das atividades administrativas em geral. diretamente. do modo mais econômico. 49 X “Compete ao Congresso Nacional fiscalizar e controlar. ou por qualquer de suas Casas. 49 da CF. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA A fiscalização financeira e orçamentária é exercida sobre os atos de todas as pessoas que administrem bens ou dinheiros públicos e encontra fundamento constitucional no art.WWW. legitimidade. como um Controle Político. será exercida pelo Congresso Nacional. incluídos os da Administração Indireta” c) Tem previsão expressa para o controle da delegação no Art. dos empenhos e despesas. f) g) Legitimidade: aperfeiçoando o controle da legalidade. orçamentária. Art. Significa afirmar que o controle externo não se restringe ao confronto formal entre ato e lei. financeira. representando um plus em relação a esta. na realização da despesa pública. e educacional) MP/RS . d) Patrimonial: incide sobre os bens do patrimônio público. tais como assistência social. “É da competência exclusiva do Congresso Nacional: V . 70 da CF/88. verificando-se a observância dos procedimentos legais e sua adequação à maior eficiência e economicidade. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. c) Orçamentária: diz respeito à execução do orçamento. 70.BR 4) CONTROLE LEGISLATIVO O controle Legislativo. Configura-se sobretudo. pois toda a atividade administrativa é norteada pelo princípio da legalidade. e pelo sistema de controle interno de cada Poder. valorando se o órgão procedeu. da melhor maneira para se atingir uma adequada relação custo-benefício. hospitalar. ou parlamentar.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 73 . i) Aplicação das subvenções: (valores repassados pelo poder público para subsidio e incremento de atividades de interesse social. de estoques ou que estejam em uso pela Administração. e) Legalidade: confronta o ato praticado pela Administração com as normas jurídicas de regência.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”. DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. mediante controle externo. razão pela qual podem ser controlados aspectos relativos à legalidade e à conveniência do poder Executivo que estejam sendo controlados. os atos do poder Executivo. b) A previsão genérica deste controle está prevista na CF no art. O controle financeiro tem as seguintes áreas alcançadas: a) Contábil: onde a preocupação é com a correção da formalização dos registros das receitas e despesas b) Financeira: o controle se efetiva por meio de acompanhamentos de depósitos bancários. é o exercido pelos órgãos legislativos ou por comissões parlamentares sobre determinados atos do poder Executivo. A fiscalização contábil. economicidade. dos pagamentos efetuados. h) Economicidade: verificando a adequação e compatibilidade na realização das despesas públicas. Possui as seguintes características: a) É um controle externo. constantes de almoxarifados. quanto à legalidade. ingressos de valores. moveis e imóveis.COM.

49. economicidade. execução dos planos de obrigações de natureza c) Governador de assuma governo. se verificada ilegalidade. Prestará contas IX . Art. Território. normativos do Poder previamente. Determinar prazo. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas.sustar os atos III aprovar administração direta e indireta. bens e valores públicos da Administração direta e indireta. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. se não atendido. por voto aplicação das subvenções e renúncia Executivo que secreto.WWW.PROFESSORANDRESAN. legitimidade. a qualquer título. a escolha de: Congresso Nacional. nesta Constituição. que utilize. quanto à legalidade. Aplicar aos responsáveis. pecuniária. 2. sustar a execução do ato impugnado. É da Art. mediante controle regulamentar ou dos a) Magistrados.julgar anualmente b) Ministros do Tribunal qualquer pessoa física ou jurídica. Atenção: O controle dos Tribunais de Contas sobre os atos ou contratos da Administração é feito a posterior.BR DASTRIBUIÇÕES DO TRIBUNAL DE CONTAS As principais atribuições dos Tribunais de Contas. e pelo sistema de controle interno limites de delegação casos estabelecidos de cada Poder. Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal. para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei e. X fiscalizar e 74 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . 4. responda. operacional e patrimonial da União e das entidades da do Congresso Nacional: Senado Federal: V .COM. bem como a das concessões de aposentadorias. que estabelecera. as sanções previstas em lei. COMPETÊNCIAS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL CONGRESSO NACIONAL SENADO TCU 70. guarde. nos externo. Apreciar a legalidade dos atos de admissão de pessoal. ou que. na Administração direta e indireta. pública as contas prestadas de Contas da União ou privada. multa proporcional ao dano causado ao erário. em nome desta. Excetuam-se dessa apreciação as nomeações para cargo de provimento em comissão. competência exclusiva privativamente ao financeira. pelo Presidente da indicados pelo gerencie ou administre dinheiros. comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. arrecade. estabelecidas na CF são: 1. orçamentária. que podem ser realizadas a qualquer tempo. 3. entre outras cominações. bens e República e apreciar os Presidente da valores públicos ou pelos quais a União relatórios sobre a República. 52. Compete Art. e as contas daqueles que derem causa a perda. Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. 5. será exercida pelo exorbitem do poder pública. A fiscalização contábil. após argüição de receitas. reformas e pensões. mediante elaboração de parecer prévio.salvo as inspeções e auditorias (controle concomitante). legislativa. Parágrafo único.

reformas e pensões.COM.fixar. maioria absoluta e por V . por iniciativa própria.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União. no todo ou Federal. de forma direta ou do Procurador-Geral da indireta. de Comissão técnica ou de em parte.fiscalizar as contas nacionais das voto secreto.PROFESSORANDRESAN. acordo. d) Presidente e Art. ou por qualquer de suas Casas. VI .apreciar. excetuadas as nomeações Municípios. administração direta e indireta.dispor sobre bem como a das concessões de limites e condições para aposentadorias.apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. da X . limites globais para o III . a empresas supranacionais de cujo capital exoneração. incluídas dos Estados.aprovar.BR controlar. a Estado. XII . de ofício. cargos que a lei mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de determinar. inspeções e auditorias de declarada natureza contábil. VIII . dos valores públicos da administração direta e Estados. MP/RS . a concessão de ressalvadas as melhorias posteriores que garantia da União em não alterem o fundamento legal do ato operações de crédito concessório. a montante da dívida legalidade dos atos de admissão de a qualquer título. recursos repassados pela União mediante convênio. República. e as contas e dos Municípios. República. do Distrito indireta. daqueles que derem causa a perda. pessoal. Executivo e Federal. dos Territórios sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. e) Procurador-Geral da ao qual compete: I . o auxílio do Tribunal de Contas da União. IV . operacional e decisão definitiva do patrimonial.WWW. V autorizar operações externas de II . ao Distrito Federal ou a Município.realizar. seu recebimento. por proposta extravio ou outra irregularidade de que do Presidente da resulte prejuízo ao erário público. de demais responsáveis por dinheiros. os atos do Poder Executivo. nos termos do tratado República antes do constitutivo. O controle externo. 71. inconstitucional por orçamentária. do Distrito Federal e dos as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. externo e interno. do Senado execução. e demais entidades referidas no XI . por inciso II.julgar as contas dos administradores e natureza financeira. de lei inquérito. para cargo de provimento em comissão. nas unidades administrativas Supremo Tribunal dos Poderes Legislativo. na consolidada da União.apreciar as contas prestadas f) titulares de outros anualmente pelo Presidente da República. incluídos os da administração indireta. XIII . financeira. diretamente.suspender a Câmara dos Deputados. a cargo do diretores do banco Congresso Nacional. será exercido com central. incluídas as fundações e Federal. social a União participe.fiscalizar a aplicação de quaisquer mandato. ajuste ou outros instrumentos congêneres.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 75 . bens e interesse da União. para fins de registro. término de seu VI . Judiciário.

sustar. contratação. XI . 1) Cláudio Sarian Altounian. é correto afirmar: É atividade que integra o controle administrativo. § 3º As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. contratos administrativos que foram firmados com violação à CF ou à lei. ao Poder Executivo as medidas cabíveis. aduz que “O controle da aplicação de recursos públicos é de extrema relevância para o crescimento do país. fiscalização e utilização”. que “apenas a atuação integrada de todas as esferas de controle assegurará uma eficiente aplicação dos recursos públicos na execução de obras”. na obra intitulada “Obras públicas: licitação. se não atendido. o mesmo autor.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. de imediato. que estabelecerá. por meio de decisão própria. entre outras cominações. Financeira e Orçamentária) do Capítulo VII (Da Administração Pública). ainda. a execução do ato impugnado.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.aplicar aos responsáveis. as sanções previstas em lei. comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. X . multa proporcional ao dano causado ao erário. IX . Em relação à fiscalização da aplicação dos recursos públicos. 76 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .PROFESSORANDRESAN. pois representa o perfil das principais bancas. o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. que solicitará. se verificada ilegalidade. Afirma. Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “controle da administração pública”.BR VIII . exercido pelo Poder Executivo e pelos órgãos de administração dos demais Poderes sobre suas pró.WWW.COM. a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. 2) O TCU não tem competência para sustar ou anular. tanto que a matéria foi alçada ao texto constitucional na Seção IX” (Da Fiscalização Contábil. § 1º No caso de contrato.prias atividades.

bem assim dos agentes políticos do Estado. reforma e pensão. inclusive. O espaço mínimo permitido para a circulação era de 1.50 m (um metro e cinquenta). 4) o Tribunal de Contas da União é competente para apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. Com a substituição desses dirigentes. sem atentar. como expressão da autotutela. bem como questionados judicialmente em sede de Ação Popular. os fiscais autuaram o estabelecimento. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. sendo possível. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. bem como o controle da legalidade desses atos no âmbito judicial. como medida de proteção ao patrimônio ambiental. é correto afirmar que a interposição de ação civil pública pode ser aplicada para a desocupação de unidades de conservação. objeto de apontamentos pelos órgãos de controle interno e externo. devido à colocação de mesas e cadeiras na calçada. atendendo a solicitações de natureza política. Em consequência. 7) Durante operação de fiscalização a bares e restaurantes.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 77 . sendo suas conclusões. a fim de que se discutam os limites ao exercício do poder de polícia. Referido ato administrativo pode ser revogado pela própria Administração. É possível o oferecimento de impugnação administrativa ou judicial. a Secretaria de Urbanismo do Município observou que o "Bar do Seu Silva" não respeitava o limite para a passagem de pedestres. com base no poder de tutela. por razões de conveniência e oportunidade. se for o caso. Considerando os mecanismos de controle aos quais se submete a Administração pública é cabível a revisão ou anulação dos atos pela própria Administração.WWW. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em 60 (sessenta) dias a contar de seu recebimento. os quais já haviam sido. inclusive. mediante requerimento de um terço de seus membros. contudo. inclusive pela Secretaria Tutelar da autarquia. 8) Suponha que determinados dirigentes de uma autarquia estadual tenham praticado atos de gestão em desacordo com as finalidades institucionais da entidade. tenha aprovado escala de férias dos servidores do órgão. para as condições de manutenção da regularidade do atendimento ao público. encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. responsável pela área de pessoal de um órgão público.PROFESSORANDRESAN. MP/RS . determinaram a sua interdição e recolheram mesas.BR 3) as comissões parlamentares de inquérito. 6) Nos processos perante o Tribunal de Contas da União. pretendeu-se rever tais atos.60 m (um metro e sessenta) e o bar só liberara um espaço de 1. 9) Suponha que determinado diretor. cadeiras e barris de chope. de forma que a manutenção da escala poderá prejudicar o bom andamento do serviço. a imposição de multa e condenação pelos danos causados.COM. A propósito desses instrumentos. como a observância dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. 5) Dentre os mecanismos postos à disposição dos administrados para controle da Administração pública estão o mandado de segurança e a ação civil pública. é dispensável o contraditório e a ampla defesa quando da apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria. em conjunto ou separadamente.

Nesse contexto. é correto afirmar que o controle legislativo é aquele executado pelo Poder Legislativo sobre os atos da Administração Pública. efetivado pelos Poderes Legislativo e Judiciário e alicerçado nos mecanismos de controles recíprocos entre os Poderes. como expressão de melhor gerenciamento dos recursos orçamentário-financeiros.BR 10) O controle da Administração Pública é o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de Poder. 16) A Administração Pública deve atuar com legitimidade. que estabelecerá. é passível de questionamento e controle. entre outras cominações. 11) O ato administrativo discricionário está sujeito a controle judicial. Como consequência de tal constatação em controle externo. 14) A fiscalização do Município será exercida mediante controle externo pelo Poder Legislativo Municipal. realiza o controle externo dos Poderes Executivo e Judiciário. na medida em que as funções a serem desempenhadas seriam as mesmas que motivaram a realização do concurso público. Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verifica que o pagamento realizado à empresa contratada foi 40% (quarenta por cento) maior do que o devido. por exemplo. 78 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . segundo as normas pertinentes a cada ato e de acordo com a finalidade e o interesse coletivo na sua realização. poderá o Tribunal de Contas aplicar aos responsáveis as sanções previstas em lei. pois a atuação da Administração pública convolaria a expectativa de nomeação por parte dos candidatos em direito subjetivo. quando o Tribunal de Contas. Nesse sentido. este último. foram aprovados 18 (dezoito) advogados e 25 (vinte e cinco) engenheiros. considerando precedentes jurisprudenciais do Superior Tribunal de Justiça. A diretoria deliberou. A decisão da Administração pública. inclusive e em especial pelos candidatos aprovados no concurso. órgão de controle financeiro que integra o Legislativo. como. por aguardar 12 (doze) meses para a nomeação dos aprovados. ciente de que essa nomeação estaria dentro do prazo de validade do concurso.PROFESSORANDRESAN. Durante esse prazo de 12 (doze) meses. respeitados os limites da discricionariedade conferida à Administração. a diretoria autorizou a realização de concurso público para contratação de engenheiros e advogados. 15) Unidade da Prefeitura Municipal de Caieiras realiza licitação e contrata empresa privada para a prestação de determinado serviço. Findo o concurso. 13) Pressionado pelos servidores que compõem o quadro de determinada empresa pública.COM. é correto afirmar que o controle administrativo deriva do poderdever de autotutela que a Administração tem sobre seus próprios atos e agentes. entendeu que as funções dos futuros servidores poderiam ser supridas pelo preenchimento dos cargos em comissão existentes. então. considerando a despesa ilegal. sobretudo no que se refere à presença de motivação. 12) controle interno e à controle externo de seus atos. multa proporcional ao dano causado ao erário. via de regra.WWW.

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17)
A edição de um ato administrativo contrário ao sistema jurídico vigente é passível de
anulação pela Administração Pública ou pelo Poder Judiciário, respeitados os direitos
adquiridos e os terceiros de boa-fé.
18)
Com relação ao controle externo e interno da Administração Pública, pode-se afirmar
como correto que o controle de mérito e de legalidade exercido pela Administração Pública
sobre sua própria atividade independe de provocação da parte interessada.
19)
Os órgãos de controle interno de determinada autarquia federal apontaram a
ocorrência de danos ao patrimônio da entidade, especialmente em função da inadequada
conservação de seus imóveis, alguns dos quais de valor histórico. A situação narrada
poderá ensejar, mediante provocação de qualquer pessoa, a instauração, sob a Presidência do
Ministério Público, de Inquérito Civil para averiguar a existência de fundamentos para a
propositura de Ação Civil Pública.
20)
o controle, em razão da legalidade dos atos administrativos, é exercido tanto pela
Administração como pelo Poder Judiciário.
21)
Agente público municipal verifica uma irregularidade em um processo licitatório
promovido por órgão da Administração Pública Municipal, que causa a nulidade do certame.
Em razão disso, deve ele instar a autoridade competente a promover a anulação do certame,
já que a Administração possui a prerrogativa de autotutela, que lhe permite rever os atos ex
officio.
22)
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verifica que, em determinada unidade
da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, foi realizada uma despesa ilegal. Neste
caso, considerando os limites do controle externo previstos na Constituição Federal, pode o
Tribunal de Contas aplicar ao responsável multa proporcional ao dano causado ao erário.
23)
Conforme entendimento jurisprudencial do STF e do STJ, assinale a opção correta
considerando os temas improbidade administrativa e as formas de controle da
administração pública. É possível a demissão de servidor por improbidade administrativa por
meio de PAD, independentemente de ação judicial, caso existam elementos comprobatórios da
prática de ato de improbidade.
24) O controle orçamentário destina-se a fiscalizar e a corrigir as infrações às leis de
meios, ao orçamento plurianual, às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual, zelando
pela legalidade e pela legitimidade da disposição do dinheiro público.
25)
Sabe-se que a Administração pública está sujeita a princípios expressos e implícitos,
cuja inobservância acarreta consequências em diferentes esferas e graus de extensão.
Sobre o impacto dos princípios na validade dos atos jurídicos, é correto afirmar que o
controle exercido pelo Poder Judiciário sobre a atuação da Administração pública pode ensejar
anulação ou desfazimento de atos administrativos com fundamento no descumprimento de
princípios.
MP/RS - SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS

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26)
A União decidiu implementar um amplo programa de privatizações de empresas
estatais. Ocorre que determinada parcela da população mostrou-se inconformada com essa
diretriz política, vislumbrando potencial lesividade ao patrimônio público. Considerando os
meios de controle jurisdicional dos atos administrativos e seus limites, afigura-se
juridicamente viável pedido de anulação, por um único cidadão no uso de seus direitos
políticos, mediante Ação Popular, em relação a atos concretos praticados pela União para
implementação do programa, quando identificada ilegalidade e lesividade do ato.
27)
Isis, servidora pública, praticou ato administrativo com vício de finalidade (o ato não
tinha finalidade pública; visava interesses particulares). Em razão do vício e após
provocação dos interessados, o aludido ato foi invalidado pelo Poder Judiciário. A propósito
do tema, é correto afirmar que a invalidação, quando feita pela própria Administração pública,
independe de provocação do interessado.
28)
Os Tribunais de Contas têm competência para fiscalizar as despesas dos Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público.
29)
O controle dos atos administrativos exercido pelo Poder Legislativo, com auxílio do
Tribunal de Contas, considerando o disposto na Constituição Federal, é executado sem
prejuízo dos controles exercidos pelo Executivo e pelo Judiciário, possuindo alcance próprio,
inclusive atingindo alguns aspectos do mérito do ato administrativo, e admitindo a participação
dos administrados.
30)
O Vice-prefeito do Município de Pipoca do Oeste contratou seu cunhado para o cargo
de assessor de gabinete, seu sogro para o cargo de motorista e seu irmão para o cargo de
assistente administrativo. Considere que esses três cargos sejam comissionados e
vinculados à Administração municipal de Pipoca do Oeste. Considerando que a Súmula
Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal dispõe que: “a nomeação de cônjuge,
companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau,
inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em
cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de
confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em
qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”.
Portanto, Súmulas vinculantes devem ser observadas pelo Poder Executivo; assim, contra a
conduta do Vice-prefeito cabe reclamação ao Supremo Tribunal Federal, que poderá anular as
três contratações.
31) A análise da prestação de contas de uma autarquia federal pelo Tribunal de Contas
da União é exemplo de controle posterior e externo.
32)
A Constituição da República de 1988 estabelece que qualquer cidadão é parte
legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural;

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33)
O direito de petição como controle da atividade administrativa pode sofrer restrições
quando o assunto for sigiloso.
34)
No que respeita ao controle legislativo da Administração Pública, dispõe a Constituição
Federal ser da competência exclusiva do Congresso Nacional sustar os atos normativos do
Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa.
35)
No que respeita ao controle da Administração Pública, diz-se controle "finalístico" o que
a norma legal estabelece às entidades autônomas, indicando a autoridade controladora, as
faculdades a serem exercitadas e as finalidades objetivadas.
36)
Ação Popular é um instrumento de defesa dos interesses da coletividade, utilizável por
qualquer de seus membros, no gozo de seus direitos cívicos e políticos. Por ela não se
amparam direitos próprios mas, sim, interesses da comunidade.
37)
Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério
Público, ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e
indicando-lhe os elementos de convicção.
38)
Tales, servidor público federal, praticou ato administrativo discricionário. Felipe,
administrado, inconformado com o aludido ato, interpôs recurso e o ato está sob apreciação
da autoridade hierarquicamente superior a Tales. Entretanto, após a interposição do
recurso, Tales decide revogar o ato praticado. Na hipótese narrada, Tales não poderá
revogar o ato, pois já exauriu sua competência relativamente ao objeto do ato.
39)
A Administração pública, é sabido, está sujeita a princípios expressos e implícitos no
exercício de suas funções. A observância desses princípios está sujeita a controle, do que é
exemplo o controle exercido pelo Legislativo, pelo Judiciário e pela própria Administração, sem
prejuízo da participação do usuário no bom desempenho das funções administrativas, o que
lhes confere, inclusive, direito à informações sobre a atuação do governo.
40)
Conforme entendimento do STF, preenchidos concomitantemente os seguintes
requisitos, é possível o controle judicial nas políticas públicas: natureza constitucional da
política pública reclamada; existência de correlação entre a política pública reclamada e os
direitos fundamentais; prova de omissão ou prestação deficiente e não justificada pela
administração pública.
41)
O Supremo Tribunal Federal possui orientação no sentido de que a contratação em
caráter precário, para o exercício das mesmas atribuições do cargo para o qual foi promovido
concurso público, implica preterição de candidato habilitado quando ainda subsiste a plena
vigência do referido concurso, o que viola o direito do concorrente aprovado à respectiva
nomeação.
42)
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça possui orientação no sentido de que
não há que se falar na presença de discricionariedade no exercício do poder disciplinar pela
autoridade pública, sobretudo no que tange à imposição de sanção disciplinar, o que torna
possível o controle judicial de tais atos administrativos de forma ampla.

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respeitados os direitos adquiridos. reforma e pensão. 82 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .BR 43) Segundo a orientação predominante no Superior Tribunal de Justiça. 44) Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. o Poder Judiciário não pode substituir a banca examinadora. no caso de atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários. segundo a Lei nº 9. porquanto sua atuação cinge-se ao controle jurisdicional da legalidade do concurso público. reconduzido ao cargo de origem. nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram.WWW. 47) Em relação ao controle externo exercido pelo Poder Legislativo. todavia.PROFESSORANDRESAN. salvo comprovada má-fé. e o eventual ocupante da vaga. com auxílio dos Tribunais de Contas.se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado. contados da data em que foram praticados. se estável. sem direito a indenização. será ele reintegrado. 46) A Administração deve anular seus próprios atos quando eivados de vício de legalidade e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade. é correto afirmar que este último poderá solicitar para exame cópia de edital de licitação já publicado. até o dia útil imediatamente anterior à data de recebimento das propostas. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 45) Excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria.COM. O direito/dever de anulação. tampouco se imiscuir nos critérios de correção de provas e de atribuição de notas. decai.784/99 em cinco anos.

PROFESSORANDRESAN. nessa qualidade. só haverá responsabilização se houver dano comprovado. para ser imposta e executada contra o EnteEstado pressupõe que haja ocorrido e demonstrado um dano causado a terceiro/particular por conduta de agente público. ocorrendo o dano. que pode ser um dano material ou moral. uma relação de triangulação como requisito objetivo na responsabilidade civil do Estado. Ou seja. causarem a terceiros. então.WWW. Percebe-se. a Responsabilidade Civil do Estado será cabível se demonstrado a ocorrência de um dano ou prejuízo suportado por terceiro. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. A responsabilidade civil do Estado constitui modalidade d e responsabilidade extracontratual. § 6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. b) O partícula/terceiro lesado c) O agente do Estado. Naturalmente que. Mas tratando-se da Pessoa Jurídica – Ente Público – ESTADO. prevendo regras ou cláusulas de responsabilidade. CONCEITO: RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO No direito brasileiro podemos responsabilizar alguém em três esferas distintas: penal. Nesse sentido.COM. Portanto. pois não há contrato prévio entre o Estado e o terceiro particular. civil e administrativa. Fundamento constitucional – Artigo 37. a responsabilização será somente na esfera civil.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 83 . MP/RS . a sanção aplicável no caso de responsabilidade civil do Estado será o pagamento de indenização pecuniária necessária para reparar os prejuízos causados pelo agente responsável. pois pressupõe a existência de três elementos: a) O Estado. a responsabilidade extracontratual.BR RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.

causarem a terceiros.BR Tais requisitos são facilmente extraídos da Constituição Federal. nessa qualidade. § 6º .WWW. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Imperioso frisar que a responsabilidade civil do Estado será devida por atos ilícitos e atos lícitos praticados pelo agente. Assim. a licitude ou não do ato. P o i s o Estado era um ente todo poderoso. Concluímos da redação do texto constitucional que é o Estado que deverá reparar os prejuízos causados por seus agentes. insuscetível de causar danos e muito menos de serresponsabilizado. o Estado. Contudo. §6º. não irá influenciar no direito do particular em pedir uma indenização do Estado pelos danos sofridos. 37.As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes.COM. Tal conduta do Estado chama-se ação de regresso. por ação ou omissão. TEORIA DA RESPONSABILIDADE COM CULPA COMUM 84 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . poderá cobrar do agente causador do dano ressarcimento correspondente ao valor indenizado. depois de indenizar a vítima. vejamos: CF/88 – Art. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA TEORIA DA RESPONSABILDIADE CIVIL DO ESTADO TEORIA DA IRRESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO No período dos Estados absolutistas o Estado não tinha qualquer responsabilidade pelos atos praticados por seus agentes. desde que prove ter o agente agido com dolo ou culpa. Nesse sentido podemos concluir que: a Responsabilidade civil extracontratual do Estado é representada pela obrigação de reparar danos causados a terceiros em decorrência de comportamentos lícitos ou ilícitos. pois disciplina a responsabilidade civil do Estado pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no seu Art. 37. Tal pensamento era traduzido pela máxima: the King can do no wrong = o rei não erra. imputáveis aos agentes públicos.PROFESSORANDRESAN.

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Com a evolução da sociedade e após a superação da teoria da irresponsabilidade do Estado,
surge a teoria da responsabilidade doEstadono caso de ação culposa de seu agente. T a m b é m
c h a m a d a d e Teoria Civilista da Culpa.
A aplicação dessa teoria dependia da separação de dois conceitos de atos praticados pelo
Estado. Nesse sentido, temos que distinguir: os atos de império e os atos de gestão.
Para a Teoria civilista da Culpa, o Estado somente responderia pelos prejuízos decorrentes de
seus atos de gestão.
Atos de gestão são aqueles atos desprovidos de supremacia estatal, praticados pelos seus
agentes para a conservação e desenvolvimento do patrimônio público e para a gestão dos
seus serviços;
Por outro lado, o Estado não responderia pelos atos de império, que seriam aqueles
a t o s praticados com supremacia estatal.
Assim, conforme a teoria civilista, o Estado responderia pelos danos causados por seus
agentes ao praticarem atos de gestão. Mas, seria necessário comprovar a culpa do agente
causador do dano, como condição de responsabilidade do Estado.
Tal ônus de provar a culpa recaia no particular prejudicado, que teria que identificar o agente
estatal causador do dano, além de demonstrar a culpa do agente.
Essa teoria foi aplicada no Brasil desde o período de Império até a Constituição de 1946.

TEORIA DA CULPA ADMINISTRATIVA

A teoria da culpa administrativa desvinculou a responsabilidade do Estado da ideia de culpa do
agente estatal como condição de responsabilidade.
Nesse período, a culpa recaia no serviço público, em que o terceiro lesado não precisava
identificar o agente estatal causador do dano, pois bastava comprovar que o serviço público
não funcionou ou funcionou de forma insatisfatória, não necessitando apontar a culpa do
agente.
Essa teoria também exige a demonstração de culpa, mas não a culpa subjetiva do agente, e
sim uma culpa atribuída ao Estado pelo serviço público inadequado.
Por isso a doutrina chama essa teoria de culpa administrativa ou culpa anônima, pois é
desnecessidade de individualizar a conduta do agente, bastando comprovar a culpa do serviço
público.
Podemos concluir que a culpa administrativa ocorre quando:
a)

Demonstrado a inexistência do serviço;

b)

Mau funcionamento do serviço;

c)

Retardamento do serviço.
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Atualmente, a teoria da culpa administrativa é utilizada no direito brasileiro para
responsabilização do Estado nas omissões administrativa, como veremos mais a frente.

TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO

Na teoria do risco administrativo, o Estado tem o dever de indenizar o dano causado ao
particular, independentemente de falta do serviço ou de culpa dos agentes públicos.
Nesse caso, basta comprovar o dano decorrente de atuação estatal que surgirá para o Estado
a obrigação de indenizar o particular lesado.
Percebe-se que na teoria da culpa administrativa exige-se a comprovação da falta do serviço.
Já pela teoria do risco administrativo exige-se, apenas, a comprovação do fato do serviço,
motivador do dano ao particular.
Para a teoria do risco administrativo, a culpa é substituída pelo de nexo de causalidade entre
a conduta do agente público e o prejuízo sofrido pelo administrado.
Portanto, comprovado o fato do serviço e o nexo de causalidade entre o fato e o dano
ocorrido, nasce para o Poder Público a obrigação de indenizar o particular.
Assim, na teoria do risco administrativo a responsabilidade do Estado independe de
qualquer espécie de culpa, tanto do Estado ou do agente público.
No mesmo sentido, o particular que sofreu o dano não tem o ônus de provar a presença
da culpa do Estado ou culpa do agente.
Por isso é chamada de Responsabilidade Civil Objetiva do Estado, pois dispensa a
comprovação do elemento subjetivo – culpa.

Por outro lado, é possível ao Estado excluir ou atenuar a indenização, desde que demonstre
a ocorrência de excludentes de responsabilidade, quais sejam:
a)

Culpa da vítima que pode ser exclusiva ou concorrente;

b)

Força maior;

c)

Caso fortuito.

Sendo as s im, o Estado pode demonstrar que houve culpa por parte do particular, eximindose de responsabilidade, podendo, inclusive, inverter a relação processual, compelindo o
particular para que pague indenização dos prejuízos suportados pelo Estado.

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TEORIA DO RISCO INTEGRAL
Na teoria do risco administrativo o Estado é responsável pelas condutas de seus agentes
públicos, independentemente de prova de culpa do Estado ou do Agente, admitindo
excludentes que afastam o dever de o Estado reparar o eventual prejuízo.
Por outro lado, na teoria do risco integral, o Estado é chamado de segurador universal, pois é
obrigado a indenizar os prejuízos suportados por particular/terceiros, m e s m o que
resultantes da culpa exclusiva da vítima ou de caso fortuito ou força maior. Ou seja, não
admite a aplicação de excludentes de responsabilidades.
A responsabilidade do Estado é Objetiva, bastando comprovar a existência do evento danoso e
do nexo de causalidade para que surja a obrigação de indenizar, porém sem a
possibilidade de aplicas as excludentes de sua responsabilidade.
Embora divergente na doutrina, os danos causados por acidentes nucleares é uma
hipótese de aplicação da teoria do risco integral com fundamento no art.21, XXIII, alínea d,
da CF/88, vejamos:
Art. 21. Compete à União:
[...]
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio
estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o
comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e
condições:
[...]
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa;

Já a responsabilidade por danos ambientais, além de aceito pela doutrina, também é
aceito pelos tribunais superiores como forma de aplicação da teoria do risco integral.

Cabe ainda lembrar que, conforme previsto na Lei 10.744/2003, a doutrina também
s a l i e n t a como exemplo de aplicação da teoria do risco integral a responsabilidade da
União para indenizar danos decorrentes de ataques terroristas e atos de guerra a
aeronaves brasileiras.

RESPONSABILIDADE OBJETIVA: ART. 37, §6º DA CF

O art. 37, §6º da Constituição Federal assim dispõe: § 6º - As pessoas jurídicas de direito
público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
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A doutrina ensina que esse dispositivo constitucional consagra no Brasil a
responsabilidade extracontratual objetiva da Administração Pública, na modalidade risco
administrativo.
Sendo assim, a Administração Pública tem a obrigação de indenizar o dano causado a
terceiros por seus agentes, independentemente da prova de culpa no cometimento da lesão
(e independentemente da existência de contrato entre ela e o terceiro prejudicado).
A responsabilidade objetiva prevista no art. 37, §6º da CF alcança:

a)
Todas as pessoas jurídicas de direito público (administração direta, autarquias e
fundações de direito público), independentemente das atividades que exerçam;
b)
As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos (empresas
públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas de direito privado que prestem
serviços públicos);
c)
As pessoas privadas, não integrantes da Administração Pública, que prestem
serviços públicos mediante delegação (concessionárias, permissionárias e detentoras de
autorização de serviços públicos).

Portanto, um órgão da administração direta, uma empresa estatal prestadora de serviços
públicos e uma concessionária de serviço público respondem igualmente pelos danos que
seus agentes causarem a terceiros, tendo a obrigação de indenizar os prejuízos causados.
No caso dos danos provocados pelos órgãos da administração direta, quem responde é o
próprio ente político (União, Estados, DF e Municípios), detentores que são da personalidade
jurídica (os órgãos são despersonalizados).
Vale destacar que no art. 37, §6º da CF a responsabilidade objetiva do Estado decorre dos
danos causados a terceiros por seus agentes, desde que estejam atuando na condição de
agentes públicos, e não em suas atividades particulares. Nesse sentido, não importa se a
atuação do agente foi lícita ou ilícita; o que interessa é exclusivamente ele agir na
qualidade de agente público.
OBS: A responsabilidade extracontratual objetiva do Estado decorre apenas de danos
provocados por alguma conduta comissiva = ação de seus agentes.
OBS: Já Na hipótese de prejuízos provocados pela omissão do Poder Público, a
responsabilidade civil é, como regra, de natureza subjetiva (teoria da culpa administrativa).

RESPONSABILIDADE CIVIL DAS EMPRESAS ESTATAIS

Conforme o art. 37, §6º da CF, as empresas públicas e as sociedades de economia mista
prestadoras de serviço público entidades de direito privado, também se submetem à
responsabilidade de natureza objetiva pela Teoria do risco administrativo.
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Sendo assim. permissionárias. 37. mas na modalidade culpa administrativa. os internados em hospitais públicos e crianças em escolas públicas). 175 da CF/88. A culpa administrativa atribuída ao Poder Público origina-se do descumprimento do dever legal p e l a falta no serviço que o Estado deveria ter prestado e não prestou ou prestou de forma inadequada.BR Contudo. c o n f o r m e art. o STF p o s i c i o n o u . Nesse sentido. 37 da CF/88. EXCEÇÃO: atos omissivos PODEM acarretar a responsabilidade objetiva do Estado nos mesmos moldes do §6º do art. das entidades exploradoras da atividade econômica será utilizada a teoria civilista ou culpa comum.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 89 . pois sua responsabilidade é de natureza subjetiva. Nesse diapasão. não estão abrangidas pelo art. mesmo não pertencendo a Administração Pública.COM. 37. a responsabilidade civil objetiva. Mas o Estado pode delegar serviços públicos a particulares. No caso. que assumirão o encargo de apenas executar o serviço em nome do ente público. em regra existe a necessidade de comprovar o elemento culpa para a responsabilização do Estado. RESPONSABILIDADE CIVIL DAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS O serviço público é incumbência do Poder Público.s e d i z e n d o q u e a responsabilidade civil das concessionárias e permissionárias prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e também não-usuários do serviço. não integrantes da Administração Pública como as concessionárias. permanecendo a titularidade do serviço de posse do Estado. MP/RS . §6º da CF/88 as empresas públicas e as sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica.WWW. bastando a comprovação do dano causado agente na qualidade de prestador de serviço público. se estenderá às pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos. a responsabilidade será de natureza subjetiva. nos casos em que o Estado tem o dever legal de garantir a integridade de pessoas ou coisas que estejam sob sua proteção direta (Ex: os presidiários. prevista no art. §6º da CF/88. onde será necessária a demonstração de culpa do agente. RESPONSABILIDADE CIVIL POR OMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO No caso de omissão.PROFESSORANDRESAN. Nesse caso ocorre somente a delegação da execução. pois a entidade assumi a prestação do serviço público por sua conta e risco.

visto que a posterior absolvição do réu pelo júri popular não caracteriza. submetida a investigação penal pelo poder público. Sem temor de que suas decisões possam ensejar a responsabilidade do Estado. Nessa situação hipotética. na esfera cível. Enfim. no que se refere à responsabilidade civil por atos judiciais. o ônus delas decorrentes é igual para todas as pessoas que se encontram na mesma situação.PROFESSORANDRESAN. Responsabilidade do Estado por atos do Poder Judiciário. seja absolvido. 2) Considere que o Poder Judiciário tenha determinado prisão cautelar no curso de regular processo criminal e que. não se aceita a tese da responsabilidade civil do Estado nos casos de prisão preventiva de acusado que. Ainda. o cidadão aprisionado tenha sido absolvido pelo júri popular. podendo alterar. Há quem defenda que o Poder Judiciário é soberano. apenas pelo fato de ter ocorrido prisão cautelar. pode o Estado ser condenado. independentemente de dolo ou culpa. §§ 6 da Carta de 1988" Art. erro judiciário. a regra é a irresponsabilidade civil do Estado. em decorrência direta da prisão. pois o poder legislativo atua no exercício da soberania. Em relação aos atos legislativos a regra é da irresponsabilidade. e. não se pode alegar responsabilidade civil do Estado. sem qualquer limitação que não decorra da Constituição Federal.WWW. Em relação aos atos praticados pelo Poder Judiciário. embora não tenha tido qualquer participação ou envolvimento com o fato criminoso. 4) Se determinada pessoa. Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “responsabilidade civil”. com relação ao aprisionado. no caso de erro judiciário cometido na esfera penal. 5º. Nessa hipótese. revogar. 37. º. O poder legislativo edita normas gerais e abstratas dirigidas a toda a coletividade. 1) Segundo entendimento do STJ. Que os juízes têm de agir com independência no exercício das suas funções. for vítima da decretação de prisão cautelar. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. Devese enfatizar que o erro judiciário de que trata a CRFB/1988 em seu artigo 5. a responsabilidade extracontratual do Estado é objetiva. independe de dolo ou culpa do magistrado. criar ou extinguir situações. depois. o art. perder o seu emprego. salvo nos casos expressamente previstos na lei. a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. "é importante sintetizar: a regra é a inexistência de responsabilidade civil por atos jurisdicionais. por si só. LXXV: O Estado indenizará o condenado por erro judiciário. pois representa o perfil das principais bancas. também há divergência doutrinária. no caso de revisão criminal julgada procedente. segundo jurisprudência majoritária. isto é. 3) De acordo com a jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal (STF). segundo entendimento do STF. não quebrando o princípio da igualdade de todos perante os ônus e encargos sociais. Portanto. a indenizar a vítima do erro. excepciona-se essa regra. posteriormente.COM. restringese a erro concernente à esfera penal. LXXV. Aplica-se à hipótese. Conforme Marcelo Alexandrino e Vicente de Paulo.BR Responsabilidade do Estado por atos do Poder Legislativo. é imprescritível a pretensão de recebimento de indenização por dano moral decorrente de atos de tortura ocorridos durante o regime militar de exceção. Especificamente em relação ao erro judiciário. A responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes. tal situação acarretará responsabilidade civil objetiva do Estado. 90 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .

O material atingiu o veículo de Alberto. independentemente da comprovação de seu dolo ou culpa.) O mandado de segurança foi requerido.. é correto afirmar que a morte de um detento no interior do estabelecimento prisional. ocasionou danos estruturais em trinta imóveis privados. Nesta situação. sendo prescindível a demonstração da culpa.WWW. dentre eles o da igualdade de ônus e encargos sociais. Visando à obtenção de indenização pelos danos sofridos. sob a sanção de proibição do tráfego. um comando genérico e abstrato. que encontra fundamento em vários princípios.. na RDA 20/42). que estava regularmente estacionado em via pública. desde que a inconstitucionalidade tenha sido declarada pelo Poder Judiciário (no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade pelo judiciário representa um prius necessário da responsabilidade do Estado. é correto afirmar que há responsabilidade do Estado por danos causados a particulares decorrentes de lei declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário. MP/RS . Por força desse julgado não estavam obrigados a pagar e promover a repetição do indébito. RE 8. caberá a responsabilidade do Estado. 10) Funcionário da área técnica de sociedade empresária concessionária de serviço público de telefonia móvel realizava conserto em uma antena instalada em torre de telefonia celular. Alberto buscou assistência jurídica na Defensoria Pública. o Estado tem o dever de reparar os danos causados aos moradores de referidos imóveis. no Município de Fortaleza. quando deixou uma ferramenta cair da altura de quinze metros. oportunidade em que lhe foi informado que incide a responsabilidade civil objetiva da concessionária. tem sido a administração do sistema prisional. Negada a segurança. Os recorrentes obtiveram a anulação por inconstitucional da exigência administrativa. seja por ato de terceiro ou por suicídio. Acerca do tema. abrindo o debate acerca da possibilidade de participação do setor privado na administração do sistema penitenciário. dado o risco iminente de desabamento. não preventivamente.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 91 . só mais tarde a obtiveram desse Tribunal os impetrantes. A reparação em princípio é devida.889 – “(. 8) “Se da lei inconstitucional resultar algum dano aos particulares. exceto no caso excepcional de leis que determinem situações jurídicas individuais. esse julgado desconhece os efeitos produzidos pelo ato ilegal antes e depois.PROFESSORANDRESAN. que responde pelos danos causados por seu agente. mas para remover uma exigência já verificada. acórdão do TJ/SP. em regra. de sorte que o dano não será diretamente imputável a lei inconstitucional” 9) Obra pública metroviária executada pelo Estado do Ceará. e considerando a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Sendo a lei. enseja a responsabilidade objetiva do Estado. 6) Acerca da responsabilidade civil extracontratual do Estado. o dano aos particulares emergirá de atos praticados em decorrência da lei inconstitucional. evidentemente. na atualidade. cuidando-se da denominada responsabilidade extracontratual do Estado.BR 5) Um dos grandes desafios do administrador público. obrigando os respectivos moradores a deixarem suas residências. solução que não se harmoniza com a concessão da segurança”.COM. 7) STF.

Apressado por conta do horário em que deveria chegar ao ponto final. é correto afirmar que a norma ali veiculada não se aplica aos entes da Administração Indireta que se dedicam ao desempenho de atividade econômica em sentido estrito.PROFESSORANDRESAN.BR 11) Conforme o STJ.” Considerando-se que tal disposição veio a ser complementada pela edição de outros dispositivos legais acerca do assunto.910. causando a queda e a consequente invalidez de Aderbal. que deverá indenizar a vítima.LXXV . 16) Sendo a existência do nexo de causalidade o fundamento da responsabilidade civil do Estado.WWW. prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal. de 6 de janeiro de 1932 estatui: “Art. idoso de 70 anos. aplica-se a responsabilidade civil objetiva da concessionária. independentemente de comprovação do dolo ou culpa do motorista.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. 13) Não é obrigatória a denunciação à lide de empresa contratada pela Administração para prestar serviço de conservação de rodovias nas ações de indenização baseadas na responsabilidade civil objetiva do Estado. 12) A responsabilidade civil do Estado pela integridade física dos detentos tem natureza objetiva. excludentes de responsabilidade. iniciou o embarque em ônibus de sociedade empresária concessionária do serviço público de transporte coletivo municipal. 17) A CF prevê indenização em favor do condenado por erro judiciário. conforme o princípio da actio nata. dos Estados e dos Municípios. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença.COM. 15) O termo inicial do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de indenização contra ato do Estado ocorre no momento em que constatada a lesão e os seus efeitos. 1° As dívidas passivas da União. em regra. nas relações que estabelecem no exercício de tais atividades. (art. o Decreto n° 20. 14) É quinquenal o prazo de prescrição para a propositura de ação de indenização por ilícito extracontratual contra a Fazenda Pública. é imprescritível a pretensão de recebimento de indenização por dano moral decorrente de atos de tortura ocorridos durante o regime militar. No caso em tela. o motorista do coletivo acelerou o nibus sem atentar para o passageiro idoso que nele ainda não concluíra o embarque. 19) Nos casos de responsabilidade objetiva por risco integral. seja qual for a sua natureza. esta deixará de existir quando houver culpa exclusiva da vítima. 20) Aderbal. estadual ou municipal. 92 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . 5º .) 18) Acerca da prescrição nas relações envolvendo a Administração pública. ao contrário do que ocorre nos casos de responsabilidade objetiva por risco administrativo. não se admitem.

afastada a possibilidade de ser invocada alguma excludente da responsabilidade. que a assinatura era falsa e que a procuração fora efetivamente utilizada no processo de alienação. A decisão de processar a concessionária de serviço público possui amparo no ordenamento jurídico vigente. 23) Uma empresa privada. vez que as concessionárias de serviço público respondem objetivamente pelos danos que causarem no desempenho de suas atividades. ensejando a responsabilidade objetiva do município. A medida pode ser procedente. afigura-se como solução coerente com o ordenamento jurídico a responsabilização objetiva do Estado.PROFESSORANDRESAN. ajuizou medida judicial para buscar ressarcimento do município. bastando que o dano seja produzido pelo sujeito na qualidade de prestador de serviço público. exercida por meio de delegação do Poder Público. ou não. lesando o real titular do domínio do bem. 27) O Estado responde por danos nucleares objetivamente. independentemente de a vítima ser usuário ou terceiro. impedindo acesso por alternados. 22) Determinado município iniciou programa de canalização de córregos. Pretende o administrado a responsabilização objetiva da empresa. mas sucessivos e extensos períodos. Determinado empresário. posteriormente. 24) O Tabelionato de Notas de um determinado município procedeu ao reconhecimento de firma de uma procuração que outorgava poderes para alienação de um imóvel.COM. Além do mau cheiro causado pelas obras. cabendo direito de regresso em face dos agentes responsáveis. 26) Se determinada pessoa sofre danos em razão de mau atendimento em hospital público. inconformado com o tempo de duração das obras e diante da relevante queda de faturamento de sua empresa viu-se obrigado a reduzir seu quadro de funcionários. a fim de implementar parte do programa de governo pertinente a saneamento. sem prejuízo do direito de regresso em face do causador dos danos.WWW. 25) A responsabilidade das concessionárias e permissionárias de serviços públicos será objetiva. 28) De acordo com a teoria do risco integral. está sendo processada em ação de indenização movida por um administrado que se feriu gravemente ao cair em um bueiro que estava com a tampa deslocada. nesta hipótese. no caso de dolo ou culpa. usuária do serviço é irrelevante. houve interrupção da avenida que margeava o córrego. concessionária de serviço público de distribuição de gás. Apurouse. é suficiente a existência de um evento danoso e do nexo de causalidade entre a conduta administrativa e o dano para que seja obrigatória a indenização por parte do Estado.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 93 .BR 21) À luz do regramento da doutrina. em decorrência da atividade notarial. a responsabilidade civil da Administração Pública por tais danos é de natureza objetiva. gerando insatisfação também para os demitidos. Diante desse cenário. Em função desse cenário. MP/RS . e da interpretação constitucional jurisprudencial em relação à responsabilidade civil do Estado o fato de a vítima do dano causado por prestador de serviço público ser. comprovados os danos excepcionais e extraordinários impostos à empresa. aplicando-se. a teoria do risco integral.

causa de sua morte. Seus genitores ajuizaram ação em face do Município. 32) Maurício conduzia sua motocicleta de forma imprudente e sem cautela. fazendo com que a mesma figurasse como devedora. com velocidade superior à permitida no local. Na hipotética situação narrada. deficiente visual. mesmo sendo ocupante de cargo em comissão. se for comprovado que agiu com dolo ou culpa. referido cidadão possui direito de ser indenizado pelo Estado pelos prejuízos decorrentes da conduta do servidor público. a qual. e deve ressarcir a administração dos valores gastos com a indenização que venha a ser paga a Paulo. notadamente em função de sua inabilitação em licitação da qual estava participando. com veículo particular dirigido por Paulo. contudo. em tese. Diante dessa situação. de propriedade do ente ao qual é vinculado. Maurício perdeu o controle de sua moto e sofreu acidente fatal. equivocadamente. Essa situação gerou prejuízos concretos para o cidadão. Rafael pode ser responsabilizado. Mesmo estando cientes da deficiência visual da cidadã.BR 29) Suponha que um servidor público tenha cometido erro na alimentação do sistema informatizado de distribuição de ações judiciais. equivocadamente. Na hipótese em tela.PROFESSORANDRESAN. 31) Maria.COM. que foi preterido em processo de seleção para emprego de vigilante e também obrigado a desocupar o quarto na pensão onde residia. 30) Um servidor da Secretaria da Fazenda lançou. A referida empresa acionou judicialmente a Fazenda Estadual. 33) Rafael. chocou o veículo que dirigia. em via pública municipal calçada com paralelepípedo e molhada em noite chuvosa. o contribuinte deparou-se com o apontamento errôneo e solicitou a correção. é correto concluir que não obstante ser caso. a existência de antecedente criminal para determinado cidadão. que ocorreu dois dias depois. durante o exame. aplica-se a responsabilidade civil objetiva do Município. dados de uma determinada empresa no sistema de informações de dívidas tributárias. Necessitando de uma certidão negativa de débitos. dirigiu-se ao posto de saúde municipal para consulta de urgência. com dor abdominal aguda. regressivamente. O tombo ocasionou-lhe traumatismo crânio-encefálico. Ao passar por tampa de bueiro existente na pista. o que levou a constar. a Fazenda deverá indenizar o contribuinte pelos prejuízos suportados. independentemente da comprovação de dolo ou culpa deste. 94 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . causando-lhe danos materiais.WWW. pleiteando indenização pelos prejuízos sofridos em decorrência do erro. fato que exclui a responsabilidade do poder público. sendo desnecessário comprovar o elemento subjetivo de seus agentes. o acidente ocorreu por culpa exclusiva da vítima. No caso em tela. com insignificante desnível em relação ao leito. a paciente sofreu uma queda. demorou um considerável período de tempo. pleiteando indenização pelos danos materiais e morais. independentemente de comprovação de culpa do mesmo. os funcionários da unidade de saúde não adotaram as medidas pertinentes consistentes em cuidados especiais com a locomoção e acomodação de Maria para evitar acidentes e. A paciente foi encaminhada para exame de raio X. agente público. de responsabilidade civil objetiva do Município. desde que comprovado o nexo de causalidade com a conduta do agente público.

em atendimento de urgência. uma vez que ele não forneceu o número de seu CPF. MP/RS . para efeito do dever de indenizar o cidadão. mas também de suas genitoras. Apurou-se que o erro havia ocorrido em virtude de homonímia e que tal cidadão. efetuado por servidor do TRE/GO. demonstrada culpa da vítima. restou apurado que coincidiam. quando. 35) Autoridades policiais efetuaram a prisão de determinado cidadão. não só o nome dos homônimos. 39) A responsabilidade dos agentes públicos. conforme a teoria do risco administrativo. razão por que ajuizou contra o Estado ação pleiteando indenização por danos morais. especialmente em decorrência de restrições de crédito. sofreu diversos prejuízos morais e patrimoniais. 38) Determinado servidor da Secretaria da Fazenda inseriu informações falsas sobre cidadão. 36) A atual jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça assentou-se no sentido de que o prazo prescricional da pretensão de reparação civil deduzida contra a Fazenda Pública é de 5 (cinco) anos. dependendo.WWW.BR 34) Em decorrência do lançamento indevido de condenação criminal em seu registro eleitoral. Nesse caso. sob a acusação de prática de ilícito penal qualificado. incluído o magistrado que atuou na ação penal. nesta qualidade. um cidadão que não havia cometido nenhum crime. fazendo com que o referido cidadão passasse a figurar no cadastro de inadimplentes. se esteja conduzindo a pretexto de exercê-las.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 95 . O primeiro cidadão mencionado terminou por ser absolvido e posto em liberdade. o réu persistia alegando sua inocência. havia se recusado a fornecer ao tribunal o número de seu CPF. instado pelo TRE/GO em determinado momento.COM. afirmando que jamais estivera no local dos fatos. Em sua defesa. Checados os documentos de identificação. é regressiva e subjetiva. considerando o período em que foi injustamente privado de sua liberdade responde civilmente o Estado no caso de ser demonstrada ação ou omissão dos agentes públicos ou mesmo do serviço. Dois anos após o início da ação penal. as autoridades policiais locais efetuaram a prisão em flagrante de outro cidadão pela prática de crime da mesma natureza daquele que motivou a condenação acima mencionada. A responsabilidade do Estado pelos danos sofridos pelo cidadão é objetiva. o poder público poderá alegar culpa do cidadão na geração do erro. que é um pequeno empresário. da comprovação do nexo de causalidade entre a conduta do servidor e os danos sofridos. causam danos a terceiros. que forme nexo de causalidade com os danos experimentados pelo cidadão que ficou preso indevidamente. no cadastro de contribuintes do Estado. ao menos. Diante dessa situação.PROFESSORANDRESAN. 37) Haverá responsabilidade estatal quando o agente público causador do dano indenizável estiver no exercício das suas funções ou. o cidadão. ocasião em que se constatou homonímia em relação às duas pessoas. ficou impedido de votar na eleição presidencial. a indenização poderá ser atenuada ou excluída. Durante a tramitação da ação penal. Em relação a este. seu desafeto.

A responsabilidade do Município independe da demonstração de culpa do agente público. deverá provar que houve o dano resultante da atuação administrativa do Policial Civil “Y”. do Estado. rebeliões. falta de preparo dos agentes carcerários. por descuido. sua esposa pediu-lhe o divórcio e seus filhos e amigos não quiseram mais contato algum com ele. ao ajuizar a ação em relação ao Estado. No caso em tela. é correto afirmar que o cidadão “K”. péssimas condições de higiene. estando com a sirene ligada. A responsabilidade civil do Estado. ao transportar um paciente de emergência. independentemente de culpa. Considerando essa situação hipotética. mas pode ser mitigada ou mesmo excluída caso seja demonstrada a culpa concorrente ou exclusiva da vítima.WWW. são requeridos para fins do direito de regresso do Estado perante o agente. com os avisos luminosos e sonoros ligados. visto que a responsabilidade civil estatal pela integridade dos presidiários é objetiva em face dos riscos inerentes ao meio em que eles estão inseridos por conduta do próprio Estado. parente de um paciente. 96 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Ênio entrou em depressão e se suicidou dentro da cela. somente. 41) Em face de greve de serventuários da Justiça alguns candidatos à vagas abertas por uma prestigiada empresa de tecnologia não puderam se submeter ao correspondente processo seletivo. a responsabilidade estatal por omissão admite pesquisa em torno da culpa da vítima. sendo necessários vários pontos para suturar a lesão. Maria sofreu significativo rasgo em seu braço. doenças. Após um ano de prisão. Com relação à responsabilidade civil. perante referidos cidadãos independe de comprovação de dolo ou culpa do agente. assinale a alternativa correta: Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. segurava uma seringa que tinha acabado de usar e. em razão da responsabilidade objetiva do Estado. 43) A propósito da responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e das de direito privado prestadoras de serviços públicos. para o fim de abrandá-la ou mesmo excluí-la. durante a noite. em tema de indenização em favor de Maria. ao ultrapassar um semáforo vermelho.BR 40) Joana. para ser indenizado pelos danos que a viatura provocou em seu veículo. 45) Ênio foi condenado a dezessete anos de prisão por meio de sentença penal condenatória transitada em julgado. durante o serviço policial.PROFESSORANDRESAN. atropelou um pedestre que atravessava a rua fora da faixa. 42) Considere que a viatura “X” da Polícia Civil do Estado do Ceará. por não terem logrado obter certidões necessárias para comprovar a inexistência de antecedentes criminais. aplica-se a responsabilidade civil objetiva do Estado. ou aquiliana. segundo a qual não há necessidade de análise do dolo ou culpa de Joana. distraído com o seu telefone celular.COM. seus herdeiros ajuizaram ação de indenização por danos materiais e morais contra o Estado. conduzida pelo Policial Civil “Y”. acabou ferindo com a agulha Maria. colidiu contra o veículo particular do cidadão “K”. tendo que receber imediato atendimento médico. Sob a custódia do Estado. Em razão desse fato. durante seu horário de expediente. elementos esses que. enfermeira ocupante de cargo efetivo em um Hospital Estadual. 44) Uma ambulância do Município. violências das mais diversas. deparou-se com um sistema prisional inepto para tutelar os direitos fundamentais previstos no texto constitucional: celas superlotadas. assinale a opção correta acerca da responsabilidade extracontratual. com base no entendimento jurisprudencial do STF e do STJ: Não é necessário demonstrar a culpa da administração pública. Agregaram-se a isso problemas pessoais: além de ter contraído doenças.

os danos causados pelos seguintes agentes empregados de uma empresa pública que desenvolve atividade econômica em regime de concorrência. o que pôde ser provado por meio de boletim de atendimento médico feito no hospital Municipal de Niterói. a regra de responsabilidade objetiva em razão de comportamento comissivo aplica-se tanto aos danos causados a usuários como a terceiros não usuários. e este. no caso de dolo ou culpa do agente. Antônio não percebeu que se aproximava um perigoso cruzamento e foi obrigado a frear bruscamente o ônibus.COM. tendo as provas documental e pericial comprovado a precariedade da conservação pública do local. ao mesmo tempo. a ação de regresso será proposta em relação a seus sucessores. condicionada à comprovação de dolo ou culpa. além de fotos do local e do depoimento de testemunha que presenciou o fato. eis que o hospital negou-se a realizar parto iminente alegando falta de leito disponível. Em razão da distração. 53) As associações públicas se sujeitam ao regime de responsabilidade objetiva estabelecido no art. deverá entrar com ação de regresso contra o mesmo. 47) O Estado foi condenado judicialmente a indenizar cidadã por danos sofridos em razão da omissão de socorro em hospital da rede pública. não estão incluídos. então. A ocorrência de omissão é específica do Município. causando um tombo na passageira idosa Dona Gertrudes. O acidente resultou em lesões no tornozelo esquerdo compatíveis com o acidente. pois a causa do evento que provocou o dano foi a falta de cumprimento pelo ente público do dever de conservação e fiscalização das calçadas.PROFESSORANDRESAN. 50) Antônio. 49) Diante da jurisprudência mais recente dos nossos Tribunais. Diante de tal condenação. conduzia o coletivo e. conversava com uma bonita jovem.BR 46) Segundo a disposição constitucional que rege a responsabilidade civil da administração.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 97 . na responsabilização objetiva do ente a que pertencem. entende-se que o Estado poderá exercer direito de regresso em face do servidor que negou a internação com base na responsabilidade subjetiva do servidor. Dona Gertrudes foi à Defensoria Pública buscar auxílio para ajuizar ação indenizatória. 48) Maria caiu abruptamente em buraco existente na calçada da Rua Sem Número. que quebrou o fêmur e ficou hospitalizada por três meses. 51) Em caso de falecimento de servidor que tenha sido o autor do ato danoso em razão de conduta culposa ou dolosa. O terceiro lesado deverá propor a ação em face do Município. 37. MP/RS . Após receber alta. para propiciar segurança à circulação dos pedestres.WWW. 52) Segundo entendimento atual do Supremo Tribunal Federal. motorista de ônibus da empresa concessionária de transporte público municipal. ocasião em que foi informada de que se aplica ao caso a responsabilidade civil objetiva da concessionária de serviço público. com relação à responsabilidade do Município por danos causados a terceiros por seus agentes. § 6o da Constituição Federal. em flagrante investida romântica.

mas ficará inviabilizado de exercer o direito de regresso contra qualquer agente. caberá indenização baseada na responsabilidade civil objetiva do Município. de algum modo. deverá ajuizar ação de indenização apenas contra a Fazenda Pública. na forma da lei. 61) A conduta do lesado.COM. aplica-se a responsabilidade civil objetiva do Município. caso em que a União responderá por tais danos. causou a João. acabou o ingerindo junto com o sanduíche. Em razão dos danos morais e materiais sofridos por João. em termos de responsabilidade civil do prestador do serviço público. a depender da extensão de sua participação para o aperfeiçoamento do resultado danoso. causou a terceiros. denunciar o servidor à lide. para fazer valer o seu direito de regresso. dirigia caminhão oficial do Município e falava ao telefone celular enquanto trafegava. 98 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Vários passageiros sofrem lesões. de 7 anos. que levou à colisão – é categorizada. sendo prescindível a análise do elemento subjetivo e assegurado o direito de regresso contra Maria nos casos de dolo ou culpa. para buscar o ressarcimento do dano sofrido. é relevante e tem o condão de afastar ou de atenuar a responsabilidade civil do Estado. o que não afasta a necessidade de demonstração do nexo de causalidade. 58) José. 59) Durante uma viagem de ônibus público. 57) Há responsabilidade civil do Estado pelos danos causados a particular por seus agentes no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las. se o entender cabível. o particular que. 60) Caso seja impossível a identificação do agente público responsável por um dano. o veículo tem seu pneu estourado e vem a colidir com um poste. motorista da Secretaria Municipal de Obras. 62) Com respeito ao tema da responsabilidade civil do Estado. Por descuido. que agiu com culpa. Maria deixou cair um objeto pontiagudo enquanto preparava o lanche dos alunos e o estudante João. nessa qualidade. o Estado será obrigado a reparar o dano provocado por atividade estatal.WWW. nessa qualidade. 56) O Superior Tribunal de Justiça admite a modalidade subjetiva de responsabilidade para o Estado nos casos de omissão. No caso em tela. 55) Maria é servidora pública e trabalha como merendeira na cozinha da Escola Municipal Letras e Artes. que responde pelos danos que seu agente.BR 54) A excludente de responsabilidade referente a atos de terceiros não se aplica na hipótese de atentado terrorista contra aeronaves de matrícula brasileira operadas por empresas brasileiras de transporte aéreo público. o fato causador do acidente – a explosão do pneu. como fortuito interno. João foi levado ao hospital. podendo esta. Nesse caso. que responde pelos danos que seu agente.PROFESSORANDRESAN. sentir-se prejudicado por ato de servidor da Administração Pública. onde ficou internado por um mês. assegurado o direito de regresso contra o motorista. acabando por colidir com um veículo de particular que estava regularmente estacionado em via pública.

COM. mas está sempre condicionada à existência de um dano causado a terceiro por comportamento omissivo ou comissivo do agente público. desnecessário aferir a existência de dolo ou culpa do agente. em vista da adoção. desde que o dano causado não afete indistintamente a toda sociedade. que poderá ser indenizada a vítima que demonstre especial e anormal prejuízo decorrente de norma declarada inconstitucional pelo próprio Supremo Tribunal Federal. causem danos a terceiros. no direito administrativo a responsabilidade pode se originar de atos ou comportamentos que. 65) É correto afirmar que a Constituição Federal de 1988 acolheu a responsabilidade objetiva do Estado. 64) Diferentemente do que ocorre no âmbito do direito privado. bastando a existência da relação de causa e efeito entre a ação ou omissão administrativa e o dano sofrido pela vítima. 66) A Constituição vigente assegura à Administração Pública o direito de regresso contra o agente responsável pelo ato ou omissão administrativa que causa dano a terceiro. o mau funcionamento ou a falha da Administração. e que o prejuízo reclamado não se possa qualificar como razoável pelo convívio em sociedade. Todavia.WWW. 70) Há responsabilidade do Estado. da teoria da responsabilidade objetiva do Estado com base no risco administrativo. não obstante lícitos. MP/RS . e sim a uma pessoa ou a um grupo determinável. 69) O Supremo Tribunal Federal já decidiu. condicionou esse direito de regresso à prova de dolo ou culpa do agente. é correto afirmar aplica-se subsidiariamente à Administração Pública Direta sempre que o delegado do serviço público não apresente condições de sozinho reparar o dano. no direito brasileiro. no qual a responsabilidade civil está estreitamente vinculada à existência de ato ilícito. os danos patrimoniais gerados pela intervenção do Estado em determinado setor impõem-lhe o dever de indenizar os prejuízos causados.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 99 . 68) A responsabilidade da Administração Pública será afastada se comprovada ausência do nexo causal entre o dano e a ação do Estado. ou seja. 67) De acordo com o STF. ou de quem exerce em seu nome uma função pública. mesmo diante de atos lícitos. em matéria de responsabilidade estatal. atos ilícitos. 71) A respeito da teoria da imputação normativa aplicada à responsabilidade patrimonial do Estado.PROFESSORANDRESAN. de comportamentos materiais ou de omissão do Poder Público. diverso daquele que caracteriza a relação entre a Administração Pública e a vítima. o que confere a essa relação o caráter subjetivo.BR 63) A responsabilidade patrimonial pode decorrer de atos jurídicos.

colidiu com a traseira de seu carro. quanto na esfera judicial. Supondo que os órgãos de segurança tenham sido avisados a tempo e. 78) João conduzia seu veículo por via pública e parou no sinal vermelho. independentemente de João não ser usuário do serviço no momento do acidente. 74) A responsabilidade do agente público. que realizava transporte público coletivo intramunicipal de passageiros. alegando que não restou comprovada a culpa do motorista e que João não era usuário do serviço público. é subjetiva. comprovar a culpa do agente. adotando a tese mais benéfica em sua defesa. João foi informado de que. sendo possível afirmar que a teoria do risco administrativo.COM. houve um processo evolutivo caracterizado pela existência de diversas teorias. de repente. a destruição de vitrines de lojas. ao ingressar com ação regressiva. por parte do servidor. deve arcar com os riscos naturais decorrentes de suas numerosas atividades. com base na responsabilidade civil objetiva do Estado. 100 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . O ente ao qual se vincula o servidor deverá arcar com o dano e não poderá ser ressarcido em relação a esse dano. o sinal de trânsito mudar para a cor verde. recusou-se a realizar qualquer pagamento a título de indenização. com base na doutrina.BR 72) Algumas manifestações populares terminam em atos de vandalismo. por isso. Caso a administração não reconheça desde logo a sua responsabilidade e não haja entendimento entre as partes quanto ao valor da indenização. ensejando a responsabilidade civil do Estado. seria cabível o ajuizamento de ação indenizatória. 76) No exercício da função administrativa. é possível afirmar que a conduta estatal estará qualificada omissiva culposa. atualmente predominante na jurisprudência. o prejudicado poderá propor ação de indenização contra a pessoa jurídica causadora do dano. que se aplica ao caso por se tratar de concessionário de serviço público. o Estado responde objetivamente tanto no caso de danos morais quanto no de danos materiais causados a terceiros por seus agentes.PROFESSORANDRESAN. 77) Tanto o dano moral quanto o dano material são passíveis de gerar a responsabilidade civil do Estado.WWW. devendo o Estado. causador do dano a particular. devendo reparar os danos causados pelos atos de multidão. ainda assim. não tenham comparecido os seus agentes. concessionária do serviço público municipal. considera o Estado mais poderoso que os administrados e. não havendo que se perquirir acerca do elemento subjetivo do motorista do ônibus. como fundamento da responsabilidade objetiva do Estado. João escutou um barulho e percebeu que um ônibus. parado. 73) No âmbito da responsabilidade civil do Estado. como por exemplo. Enquanto aguardava. Ao buscar assistência jurídica na Defensoria Pública. A empresa de ônibus. 75) A reparação de danos causados pelo Estado a terceiros pode ser feita tanto no âmbito administrativo.

com o Estado. c) não tem o dever de reparar os danos causados aos moradores de referidos imóveis. d) pode ser responsabilizado somente com a demonstração de culpa do agente público e nexo causal em relação aos danos. ocasionou danos estruturais em trinta imóveis privados. acerca da responsabilidade do Estado perante a CF. por se tratar de comportamento lícito estatal consistente na construção de obra pública. o Estado a) tem o dever de reparar os danos causados aos moradores de referidos imóveis. dado que na hipótese a obra metroviária é executada por empresa que mantém. cuidando-se da denominada responsabilidade extracontratual do Estado. tão somente.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 101 . b) tem o dever de reparar os danos causados aos moradores dos referidos imóveis. Nesta situação.WWW.PROFESSORANDRESAN. Certo Errado MP/RS . que tem origem na violação de cláusulas do instrumento de contrato. tratandose da denominada responsabilidade contratual. em razão do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. mas. a empresa contratada para execução das obras. O Estado é civilmente responsável por danos decorrentes de lei declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário. e) não é responsável pela reparação dos dados. no Município de Fortaleza. que encontra fundamento em vários princípios. desde que reste demonstrada sua ação culposa ou dolosa. dado o risco iminente de desabamento.COM. Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: FUB Prova: Assistente em Administração Julgue o próximo item. contrato de execução de obra pública.BR #DEOLHOABERTO – TESTE SEUS CONHECIMENTOS! Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TCE-CE Prova: Técnico . obrigando os respectivos moradores a deixarem suas residências.Administração Obra pública metroviária executada pelo Estado do Ceará. dentre eles o da igualdade de ônus e encargos sociais. que não gera o dever de indenizar.

A decisão de processar a concessionária de serviço público a) não possui amparo no ordenamento jurídico pois deveria ter sido ajuizada em face da concessionária e do Estado.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: FUB Prova: Assistente em Administração Julgue o próximo item. vez que as concessionárias de serviço público respondem objetivamente pelos danos que causarem no desempenho de suas atividades. d) possui amparo no ordenamento jurídico. que restringe a responsabilidade objetiva ao Estado. acerca da responsabilidade do Estado perante a CF. A responsabilidade objetiva do Estado dispensa a demonstração de nexo de causalidade entre a conduta do agente administrativo e o dano sofrido pela vítima. 102 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . inevitável e imprevisível.COM.PROFESSORANDRESAN. Pretende o administrado a responsabilização objetiva da empresa. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: MANAUSPREV Prova: Técnico Previdenciário . concessionária de serviço público de distribuição de gás.WWW. vez que há solidariedade na responsabilidade. tendo em vista que se tratou de evento de força-maior. e) não possui amparo legal. mas a empresa responde sob a modalidade subjetiva.Administrativa Uma empresa privada. c) não é coerente com o ordenamento jurídico. está sendo processada em ação de indenização movida por um administrado que se feriu gravemente ao cair em um bueiro que estava com a tampa deslocada. porque tem personalidade jurídica de direito privado. b) possui amparo no ordenamento jurídico vigente.

o Estado será obrigado a reparar o dano provocado por atividade estatal. Certo Errado MP/RS . a depender da extensão de sua participação para o aperfeiçoamento do resultado danoso.COM. A conduta do lesado.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 103 .PROFESSORANDRESAN. julgue o item a seguir. julgue o item a seguir. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: ANATEL Prova: Nível Médio Acerca da responsabilidade civil do Estado.WWW.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: ANATEL Prova: Nível Médio Acerca da responsabilidade civil do Estado. é relevante e tem o condão de afastar ou de atenuar a responsabilidade civil do Estado. Caso seja impossível a identificação do agente público responsável por um dano. mas ficará inviabilizado de exercer o direito de regresso contra qualquer agente.

julgue o item a seguir. Certo Errado 104 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Tal qual o ressarcimento pelo particular por prejuízo ao erário. julgue o item a seguir. é imprescritível a pretensão do administrado quanto à reparação de dano perpetrado pelo Estado.PROFESSORANDRESAN. De acordo com o princípio da presunção de constitucionalidade.COM.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: ANATEL Prova: Nível Médio Acerca da responsabilidade civil do Estado.WWW. o Estado não pode ser responsabilizado por danos oriundos de lei posteriormente declarada inconstitucional. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: ANATEL Prova: Nível Médio Acerca da responsabilidade civil do Estado.

comprovar a culpa do agente. venham a causar a terceiros. d) A demonstração da ocorrência do fato administrativo e do dano causado é suficiente para gerar ao Estado a obrigação de indenizar. a) A responsabilidade do agente público. excetuados os casos dos agentes sem vínculo típico de trabalho e dos agentes colaboradores sem remuneração. é subjetiva. com fundamento na teoria do risco administrativo. nessa qualidade. causador do dano a particular.WWW. dotada de personalidade jurídica de direito privado e exploradora de atividade econômica. devendo o Estado. assinale a opção correta. c) A responsabilidade do agente público. venham a causar a terceiros. MP/RS . assinale a opção correta. responderá objetivamente pela reparação de danos a terceiros. e) Os casos de ilícito omissivo impróprio são equiparáveis aos atos comissivos para efeito de responsabilidade civil do Estado. excetuados os casos dos agentes sem vínculo típico de trabalho e dos agentes colaboradores sem remuneração. comprovar a culpa do agente. devendo o Estado. causador do dano a particular. Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TJ-CE Prova: Técnico Judiciário . é subjetiva. c) Entidade integrante da administração indireta. com fundamento na teoria do risco administrativo.PROFESSORANDRESAN. a) A demonstração da ocorrência do fato administrativo e do dano causado é suficiente para gerar ao Estado a obrigação de indenizar.Área Administrativa Acerca da responsabilidade civil do Estado. b) O Estado é civilmente responsável pelos danos que seus agentes.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 105 . ao ingressar com ação regressiva.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TJ-CE Prova: Técnico Judiciário . ao ingressar com ação regressiva. responderá objetivamente pela reparação de danos a terceiros. nessa qualidade.Área Judiciária Acerca da responsabilidade civil do Estado. e) Entidade integrante da administração indireta. dotada de personalidade jurídica de direito privado e exploradora de atividade econômica.COM. d) O Estado é civilmente responsável pelos danos que seus agentes. b) Os casos de ilícito omissivo impróprio são equiparáveis aos atos comissivos para efeito de responsabilidade civil do Estado.

prestadora de serviço público. O servidor que. Nesse caso.º 8. causou danos a particulares. d) inexistente. no exercício de sua função.16ª REGIÃO (MA) Prova: Técnico Judiciário . intencionalmente.Área Administrativa Francisco é servidor de sociedade de economia mista. Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: MTE Prova: Agente Administrativo Acerca da disciplina do funcionalismo público no Brasil.COM. c) subsidiária. b) subjetiva. Em determinada data. julgue os itens subsequentes no que tange à disciplina constitucional e à Lei n. em ação regressiva. ficará obrigado ao ressarcimento. a responsabilidade da sociedade de economia mista pelos danos ocasionados é a) objetiva. Francisco. por descumprimento de seus deveres funcionais. Certo Errado 106 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .112/1990. e) disjuntiva. causar dano ao erário.PROFESSORANDRESAN.WWW.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: FCC Órgão: TRT .

Com referência a essa situação hipotética. Provado que o motorista da SUFRAMA não agiu com dolo ou culpa. a superintendência não estará obrigada a indenizar todos os danos sofridos pelo condutor do veículo particular Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: SUFRAMA Prova: Técnico de Contabilidade Um veículo da SUFRAMA. invadiu a pista contrária e colidiu com o veículo de um particular. derrapou. conduzido por um servidor do órgão. derrapou.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 107 . julgue os itens que se seguem. Certo Errado MP/RS . a superintendência não estará obrigada a indenizar todos os danos sofridos pelo condutor do veículo particular.WWW.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: SUFRAMA Prova: Agente Administrativo Um veículo da SUFRAMA.PROFESSORANDRESAN.COM. invadiu a pista contrária e colidiu com o veículo de um particular. Provado que o motorista da SUFRAMA não agiu com dolo ou culpa. O acidente resultou em danos a ambos os veículos e lesões graves no motorista do veículo particular. julgue os itens que se seguem. Com referência a essa situação hipotética. O acidente resultou em danos a ambos os veículos e lesões graves no motorista do veículo particular. conduzido por um servidor do órgão.

BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: Polícia Federal Prova: Agente Administrativo Considere que. ainda que se comprove que o motorista da viatura policial dirigia de forma diligente e prudente. em consequência. tenha causado acidente e.WWW. uma pessoa. durante uma operação policial. uma viatura do DPF colida com um carro de propriedade particular estacionado em via pública. por ação própria e exclusiva.PROFESSORANDRESAN. sofrido várias lesões. Certo Errado 108 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . no recinto de uma repartição pública.COM. julgue os itens subsequentes. Considere que. Nessa situação. Nessa situação hipotética.Tecnologia da Informação Com relação à responsabilidade civil do Estado e aos princípios da administração pública. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: STF Prova: Técnico Judiciário . estará caracterizada a responsabilidade civil do Estado pelos prejuízos físicos e patrimoniais decorrentes do acidente. a administração responderá pelos danos causados ao veículo particular.

Área Administrativa Julgue os itens seguintes.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: STF Prova: Técnico Judiciário . estando assim o dever de indenizar condicionado à comprovação do elemento subjetivo da culpa ou dolo.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 109 . do dano e do nexo de causalidade entre a conduta e o dano. referentes à responsabilidade civil do Estado. Nos casos de condutas omissivas. referentes à responsabilidade civil do Estado.Área Administrativa Julgue os itens seguintes. a doutrina e a jurisprudência dominantes reconhecem a aplicação da teoria subjetiva. É causa de exclusão da responsabilidade civil do Estado a ausência de comprovação da conduta estatal. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: STF Prova: Técnico Judiciário . Certo Errado MP/RS .COM.PROFESSORANDRESAN.WWW.

perícia e prudência. referentes à responsabilidade civil do Estado. A responsabilidade das empresas de direito privado prestadoras de serviços públicos pelos danos causados por seus agentes não é objetiva.WWW. julgue os itens seguintes.PROFESSORANDRESAN. Considerando a teoria da responsabilidade civil adotada no Brasil.BR Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: STF Prova: Técnico Judiciário .Área Administrativa Julgue os itens seguintes. Certo Errado Direito Administrativo Responsabilidade civil do estado Ano: 2013 Banca: CESPE Órgão: ANCINE Prova: Todos os Cargos A respeito da responsabilidade civil do Estado e do controle da administração. caso o Estado demonstre que se comportou com diligência. Certo Errado Respostas 13: 14: 110 01: 15: 02: 16: 03: 17: 04: 18: MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 05: 19: 06: 20: 07: 08: 09: 10: 11: 12: . estará isento de indenizar.COM. sendo necessária a comprovação de culpa para viabilizar sua responsabilização na esfera civil.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: CAPÍTULO I Das Disposições Gerais Art.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 111 . cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: V . na forma e gradação previstas em lei.COM. 37. § 4º. da Carta Maior. LEI Nº 8. nos termos do art. emprego ou função na administração pública direta. benefício ou incentivo.PROFESSORANDRESAN. 37. a perda da função pública. MP/RS . indireta ou fundacional e dá outras providências. sem prejuízo da ação penal cabível. cargo. §4º.429. que o legislador regulamentou o texto constitucional com a publicação da Lei 8. emprego ou função na administração pública direta. de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. fiscal ou creditício. Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer AGENTE PÚBLICO. 15. É vedada a cassação de direitos políticos. a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.improbidade administrativa. § 4º . a condenação por improbidade administrativa poderá implicar em suspensão dos direitos políticos por força do art. Mas foi somente em 1992.429/92 dispondo sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção. contra a administração direta. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.BR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: LEI Nº 8. dos Estados. do Distrito Federal. Art. inc. Consequentemente. indireta ou fundacional a qual passamos a analisar a partir de agora. IV. indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. cargo. senão vejamos: Art.WWW. DE 2 DE JUNHO DE 1992.429. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. da CF/88. nestes casos. de Território. 37. Parágrafo único. DE 2/6/1992. limitando-se. O dever de punição dos atos de improbidade administrativa tem fundamento constitucional no art. dos Municípios. serão punidos na forma desta lei. servidor ou não. 15.

de órgão público. todo aquele que exerce. 2° Reputa-se agente público. dos Municípios. por eleição. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade. indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União. Dica: Cade o princípio da eficiência? R: esta lei é de 1992 e o princípio da eficiência foi introduzido somente em 1998. contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. 3° As disposições desta lei são aplicáveis. com a EC nº 19 na CF/88. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. benefício ou incentivo. caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público.Empresa incorporada ao patrimônio público ou de . para a indisponibilidade dos bens do indiciado. dolosa ou culposa.COM. Art. designação.Administração direta.contra o patrimônio de entidade que receba subvenção. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público OU ensejar enriquecimento ilícito. Art. do agente ou de terceiro. do Distrito Federal. Art. dar-se-á o integral ressarcimento do dano.PROFESSORANDRESAN. mandato. moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano. impessoalidade. perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. Parágrafo único. dos Estados. àquele que. Art. Art. ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito. nomeação. mesmo não sendo agente público (terceiro particular). cargo. 112 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . no que couber.Entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual . . para os efeitos desta lei. limitando-se. a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. nestes casos. emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão. Art. Art. . de Território.BR Dica: Entidades ou Bens protegidos pela Lei: . induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de 50% do patrimônio ou da receita anual. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. fiscal ou creditício.WWW. 6° No caso de enriquecimento ilícito.

Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao Erário Art.retardar ou deixar de praticar. na regra de competência. I . e notadamente: I . 11. caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao Ministério Público. Art. Art. 10. malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade.BR CAPÍTULO II Dos Atos de Improbidade Administrativa QUADRO SISTEMÁTICO SOBRE OS ATOS DE IMPROBIDADE Art. função. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito. para si ou para qualquer forma para a outrem.revelar fato ou circunstância de que móvel ou imóvel. 6° No caso de enriquecimento ilícito. DOLOSA OU CULPOSA. Parágrafo único.PROFESSORANDRESAN. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano. bem incorporação ao patrimônio III . perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio. ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.receber. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança. imparcialidade. I .facilitar ou concorrer por indevidamente. do agente ou de terceiro.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 113 . para a indisponibilidade dos bens do indiciado. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo. que enseje perda patrimonial. dinheiro. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão. 1º desta lei.WWW. ato de ofício. desvio. de pessoa física ou tem ciência em razão das atribuições e MP/RS . apropriação. emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. ou particular. Art. e notadamente: Art. II . Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão. e lealdade às instituições.praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto.COM. e notadamente: Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública Art. dolosa ou culposa. mandato. legalidade. dar-se-á o integral ressarcimento do dano. 1° desta lei.

utilizar. de usura ou de qualquer outra atividade ilícita. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei. ou ainda a prestação serviço particular. equipamentos preço inferior ao de mercado. locação de bem público ou IV . fiscalização e aprovação de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas. veículos. rendas. para facilitar a espécie. (Redação dada pela Lei nº 13. direta ou regulamentares aplicáveis à indireta. mencionadas no art. ou material de qualquer V . sem observância econômica. aquisição. 1º desta lei. de serviço por parte delas. V . de propriedade aquisição.negar publicidade aos atos oficiais. VI 114 - VII conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. empregados ou legais e regulamentares ou terceiros contratados por aceitar garantia insuficiente ou inidônea.ordenar ou permitir a MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS que deva permanecer em segredo.permitir ou facilitar a natureza.frustrar a licitude de concurso público. permuta ou locação por ente estatal por preço de bem integrante do inferior ao valor de patrimônio de qualquer das mercado. bem ou serviço. 1° desta lei. de contrabando. direto ou indireto. verbas ou valores 1° por preço superior ao do patrimônio de qualquer das valor de mercado. bens.WWW. teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria.doar à pessoa física ou locação de bem móvel ou jurídica bem como ao ente imóvel. permuta ou espécie.descumprir as normas relativas à celebração. IV . percentagem. em obra ou desta lei. a título de comissão. que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. entidades referidas no art. ou dispensá-los indevidamente. antes da respectiva divulgação oficial. por máquinas. de narcotráfico. jurídica.COM. II .perceber vantagem das formalidades legais ou econômica. (Incluído pela Lei nº 13. rendas. gratificação ou presente de quem tenha interesse. III . sem a observância II . VIII .revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro. VIII .deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo.permitir ou facilitar a o fornecimento de serviço alienação. para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar. de 2015) . VII . direta ou indireta. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. receber vantagem IX .019. permuta ou III .PROFESSORANDRESAN.realizar operação financeira trabalho de servidores sem observância das normas públicos.perceber vantagem 1º desta lei.frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos. direta ou indireta. permuta ou locação ou à disposição de de bem ou serviço por preço qualquer das entidades superior ao de mercado. ou a contratação despersonalizado. V . entidades mencionadas no art.permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens. de lenocínio.BR qualquer outra vantagem econômica. rendas. para facilitar a regulamentares aplicáveis à alienação. de bens. direta ou das formalidades legais e indireta.deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação. de 2014) (Vigência) IX . essas entidades.receber vantagem econômica de qualquer natureza. bem como o VI . VI . entidades referidas no art.146. ainda que de de serviços pelas fins educativos ou assistências. ou aceitar promessa de tal vantagem. 1º IV .

facilitar ou concorrer.COM. medida.agir negligentemente arrecadação de tributo renda. VII . cargo. XII . ou sobre quantidade. empregados ou terceiros contratados por essas entidades. ao patrimônio particular de pessoa física ou jurídica. rendas. XVI . qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. equipamentos ou material de qualquer natureza. bem como no que respeito à conservação patrimônio público. ou sem observar X .PROFESSORANDRESAN. direta ou indireta.aceitar emprego. por qualquer forma.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 115 . facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente. peso. de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. na ou diz do XI . para si ou para outrem. para omitir ato de ofício. máquinas.perceber vantagem formalidades previstas na lei. bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público. as formalidades previstas na lei. XIII . realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. econômica para XV – celebrar contrato de rateio intermediar a liberação ou de consórcio público sem aplicação de verba pública suficiente e prévia dotação de qualquer natureza. verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas mediante celebração de parcerias. de 2014) (Vigência) XII . por qualquer forma. emprego ou função pública.permitir. em obra ou serviço particular. bem como o trabalho de servidor público.liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular. veículos. 1° desta lei. durante a atividade. em proveito MP/RS . VIII . para a incorporação.receber vantagem econômica de qualquer natureza. (Incluído pela Lei nº 13. 1° desta lei.019.BR econômica de qualquer natureza.adquirir. providência ou declaração a que esteja obrigado. direta ou indiretamente. orçamentária. XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as IX . X . para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art.WWW.usar. sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. de bens.permitir que se utilize. no exercício de mandato. ao seu patrimônio bens. XI incorporar. 1º desta lei. rendas.

ressarcimento integral do . se houver. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. XVII .ressarcimento integral do dano. (Incluído pela Lei nº 13. 10 .COM.permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens.PROFESSORANDRESAN.liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.agir negligentemente na celebração. de 2014) (Vigência) PENAS Art. de 2014) (Vigência) XXI . fiscalização e análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas.019. 116 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS integral III . 12 I . sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. dano. 11 do .ressarcimento dano.BR próprio. . de 2014) (Vigência) XVIII . (Incluído pela Lei nº 13.na hipótese do art. rendas. (Incluído pela Lei nº 13.na hipótese do art.019. de 2014) (Vigência) XX .liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie. (Incluído pela Lei nº 13.019. de 2014) (Vigência) XIX . 1° desta lei.na hipótese do art. (Incluído pela Lei nº 13.019.WWW. bens. quando houver.019. verbas ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração de parcerias. rendas. 9 II .

se concorrer esta circunstância. MP/RS . pelo prazo de três anos. . CAPÍTULO III Das Penas Art. direta ou indiretamente. . III .proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente.WWW. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. 11. pelo prazo de 03 anos.BR . Independentemente das sanções penais. . ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.suspensão dos direitos .suspensão dos direitos políticos de 3 a 5 anos. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.suspensão dos direitos . políticos de 8 a 10 anos. ressarcimento integral do dano. pelo prazo de cinco anos. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. políticos de 5 a 8 anos. pelo prazo de dez anos.pagamento de multa civil de . de acordo com a gravidade do fato: I . pelo prazo de 05 anos.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 117 . . se concorrer esta circunstância. ressarcimento integral do dano. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos.perda dos bens ou .COM. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.perda da função pública.na hipótese do art. . pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente. direta ou indiretamente. direta ou indiretamente. Parágrafo único. perda da função pública.perda da função pública. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações. direta ou indiretamente. . perda da função pública. perda da função pública.perda dos bens ou valores valores acrescidos acrescidos ilicitamente ao ilicitamente ao patrimônio.perda da função pública. pelo prazo de 10 anos. suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos. pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. 12. direta ou indiretamente.proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. quando houver. ressarcimento integral do dano. II .na hipótese do art. .na hipótese do art. 10. 9°.pagamento de multa civil de até 100 de até 03 vezes o valor do até 02 vezes o valor do dano e vezes o valor da remuneração acréscimo patrimonial e percebida pelo agente e . civis e administrativas previstas na legislação específica. se houver. patrimônio. suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos.proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. direta ou indiretamente.PROFESSORANDRESAN.pagamento de multa civil . pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado.112. localizado no País ou no exterior. 16. dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência econômica do declarante. abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro. 148 a 182 da Lei nº 8. poderá entregar cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com o disposto nos arts.BR CAPÍTULO IV Da Declaração de Bens Art. a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos que. se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. a seu critério. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá. a bem do serviço público. Art. títulos. 822 e 825 do Código de Processo Civil. quando for o caso. Art. designar representante para acompanhar o procedimento administrativo. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.WWW.PROFESSORANDRESAN. ações. dentro do prazo determinado. § 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação. em despacho fundamentado. e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais. o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens. para suprir a exigência contida no caput e no § 2° deste artigo . § 3º Será punido com a pena de demissão. § 1° A declaração compreenderá imóveis. § 4º O declarante. que será escrita ou reduzida a termo e assinada. a comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a decretação do seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 13. Havendo fundados indícios de responsabilidade. móveis.COM. 14. em se tratando de servidor militar. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. em se tratando de servidores federais. as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento. será processada na forma prevista nos arts. de 11 de dezembro de 1990 (trata do Processo Disciplinar) e. emprego ou função. a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. de acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. a requerimento. § 3º Atendidos os requisitos da representação. 22 desta lei. A rejeição não impede a representação ao Ministério Público. e. 15. nos termos do art. Parágrafo único. excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. conterá a qualificação do representante. § 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato. semoventes. com as necessárias atualizações. § 1º A representação. CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial Art. ou que a prestar falsa. dinheiro. cargo. 118 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .

observada a legislação vigente. promoverá as ações necessárias à complementação do ressarcimento do patrimônio público. rejeitará a ação. caput e § 1o. o disposto no § 3o do art. Art. 221. contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no exterior. o exame e o bloqueio de bens. poderá abster-se de contestar o pedido. aplica-se. § 4º O Ministério Público. em decisão fundamentada. § 11. § 12.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 119 . contados da data da efetivação da medida cautelar. contra as autoridades. cujo ato seja objeto de impugnação. para oferecer manifestação por escrito. Dica: Medida Cautelar no Código de Processo Civil Art. § 5o A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. § 8o Recebida a manifestação.Regula a ação popular. o juiz extinguirá o processo sem julgamento do mérito. funcionários ou administradores que houverem autorizado. 806. tiverem dado oportunidade à lesão. Da decisão que receber a petição inicial. Dica: Lei nº 4. § 7o Estando a inicial em devida forma. § 6o A ação será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da existência do ato de improbidade ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas. será proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada. dentro de 30 dias da efetivação da medida cautelar. de 29 de junho de 1965. reconhecida a inadequação da ação de improbidade. ratificado ou praticado o ato impugnado. se não intervir no processo como parte. que poderá ser instruída com documentos e justificações. 6o da Lei no 4. nos termos da lei e dos tratados internacionais. § 10. .BR § 2° Quando for o caso.I. a juízo do respectivo representante legal ou dirigente. § 3o No caso de a ação principal ter sido proposta pelo Ministério Público. atuará obrigatoriamente. por omissas. do Código de Processo Penal. como fiscal da lei. 16 a 18 do Código de Processo Civil. o pedido incluirá a investigação. será o réu citado para apresentar contestação.COM. se convencido da inexistência do ato de improbidade. sob pena de nulidade. 1º. o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do requerido. o juiz. quando esta for concedida em procedimento preparatório. MP/RS . § 2º A Fazenda Pública. no prazo de 30 (trinta) dias. desde que isso se afigure útil ao interesse público. ou que. Art.WWW. Em qualquer fase do processo. § 9o Recebida a petição inicial.PROFESSORANDRESAN. Aplica-se aos depoimentos ou inquirições realizadas nos processos regidos por esta Lei o disposto no art. A ação principal. no que couber. quando for o caso. § 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades referidas no art.717. dentro do prazo de 15 dias. no prazo de 30 dias. de 29 de junho de 1965. da improcedência da ação ou da inadequação da via eleita. 17. aprovado. § 1º É vedada a transação. e contra os beneficiários diretos do mesmo. ou poderá atuar ao lado do autor. acordo ou conciliação (TAC) nas ações de que trata o caput. que terá o rito ordinário.). caberá agravo de instrumento (A. Cabe à parte propor a ação. inclusive as disposições inscritas nos arts.717.

quando o autor da denúncia o sabe inocente. os ministros de Estado. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro beneficiário.019. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe: I . CAPÍTULO VII Da Prescrição Art.até 05 anos após o término do exercício de mandato. os senadores e deputados federais. § 1o O Presidente e o Vice-Presidente da República. morais ou à imagem que houver provocado. II . em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito. (Incluído pela Lei nº 13. formuladas pelas partes e deferidas pelo juiz. sem prejuízo da remuneração. conforme o caso. de ofício. os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União. II . A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. os secretários de Estado. bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local. salvo quanto à pena de ressarcimento. os deputados às Assembleias Legislativas Estaduais. o Ministério Público. Art. Além da sanção penal. dos Estados. 18. quando a medida se fizer necessária à instrução processual. 1o desta Lei. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas: I . de 2014) 120 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . 22. 20. 23.Art. 19. os membros do Poder Judiciário. Parágrafo único. os governadores de Estados e Territórios.WWW. Art. emprego ou função. 221. os presidentes do Senado Federal. Art. de cargo em comissão (CC) ou de função de confiança (FC). A autoridade judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo. caso em que as perguntas. Pena: detenção de seis a dez meses e multa.da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. do Distrito Federal.BR Dica: CPP . Ihes serão transmitidas por ofício. 14.da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. CAPÍTULO VI Das Disposições Penais Art. o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais. os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios.COM. Art. A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento ou a reversão dos bens. a requerimento de autoridade administrativa ou mediante representação formulada de acordo com o disposto no art. O Presidente e o Vice-Presidente da República. dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz.dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público. 21. poderá requisitar a instauração de inquérito policial ou procedimento administrativo.PROFESSORANDRESAN. III . Para apurar qualquer ilícito previsto nesta lei. Parágrafo único.até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão optar pela prestação de depoimento por escrito.

II . já ocorreu prescrição da pretensão autoral.PROFESSORANDRESAN. em tese. pois representa o perfil das principais bancas. Na defesa prévia do assistido. 142. a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. Art. de janeiro a dezembro de 2009. 7) A proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. dentre outros argumentos. ter causado dano ao erário. o Ministério Público Estadual ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa imputando a Marcelo a prática de conduta que. destinada a apurar a prática de ato de improbidade e. pelo prazo de dez anos. 1) O Brasil já vivenciou inúmeros casos envolvendo corrupção em diversas esferas de poder. Marcelo buscou auxílio jurídico na Defensoria Pública. o que levou à promulgação de leis com o intuito de desestimular a prática de atos de corrupção. contudo. os atos de improbidade foram disciplinados pela Lei Federal no 8. o Defensor Público alegou corretamente que. requerida pelo Ministério Público. quanto à advertência.em 5 (cinco) anos. Nesse sentido.em 2 (dois) anos. ainda que a representação seja rejeitada pela autoridade administrativa. 6) Nas ações por improbidade administrativa.COM. Acerca do tema. Segundo o referido regime jurídico.429/1992. a indisponibilidade de bens. ferem direta ou indiretamente os princípios constitucionais e legais da Administração pública”. 8) Em apuração preliminar. possuindo natureza civil e devidamente tipificados em lei federal. 5) A ação de improbidade administrativa é forma de responsabilização cível do agente ímprobo. sem. não atinge os proventos de aposentadoria do demandado. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.em 180 (cento e oitenta) dias. III .BR Dica: Lei 8.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 121 . são algumas das sanções previstas para o responsável pelo ato de improbidade administrativa. 4) Marcelo exerceu cargo em comissão de Assessor Executivo em determinado Município do Estado de Rondônia.WWW. responsável por supervisionar as obras do Fórum da Comarca X. atentou contra princípios da administração pública e frustrou a licitude de concurso público. as sanções de perda da função pública e suspensão dos direitos políticos somente se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. direta ou indiretamente. quanto à suspensão. pois a ação deveria ter sido proposta no prazo de até cinco anos após o término do exercício do cargo em comissão. A ação disciplinar prescreverá: I . quanto às infrações puníveis com demissão. Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “improbidade administrativa”. 3) Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação.429/92. Por estar desempregado desde sua exoneração e em situação de hipossuficiência econômica. de acordo com a Lei nº 8. com o intuito de aplicação de pena disciplinar de demissão ao servidor público ímprobo. o § 1 O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.112/90. 2) Para Alexandre de Moraes atos de improbidade são “aqueles que. Em abril de 2015. é correto afirmar que o ato de improbidade administrativa pode ser reconhecido em âmbito administrativo. utilizou – em obra particular MP/RS . cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. não há impedimento para que essa representação seja encaminhada ao Ministério Público. verifica-se que servidor do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

que trata dos atos de improbidade administrativa. caracterizando-se como sujeito passivo. vantagem econômica indevida para que favorecesse determinada empresa em um procedimento licitatório. tenham recebido comissão de prestadores de serviços da referida empresa para contratá-los por valores significativamente superiores aos praticados no mercado. dentro do prazo determinado. de praticar ato de ofício ao qual estava obrigado pela legislação aplicável. em si. da mesma forma que o pagamento de despesa antes da sua liquidação. auditor fiscal. havendo. para si ou para outrem. o Diretor Presidente pode ser sujeito ativo de ato de improbidade. indícios de que tenha recebido vantagens pessoais das empresas contratadas.429/92. 14) Suponha que gestores de empresa privada. 13) Configura ato de improbidade administrativa adquirir. Fernando praticou ato de improbidade que atenta contra os princípios da Administração pública e as penas aplicáveis alcançam também Carlos. Constatou-se que a conduta de Fernando objetivou beneficiar Carlos. julgue os itens a seguir. não constitui crime. Considerando essa situação hipotética. servidora pública federal estável. Após o curso regular do processo administrativo disciplinar. com o fim de fundamentar a deliberação pela autoridade competente. integrante de comissão de licitação de determinado órgão público do Poder Executivo federal. confirmada a responsabilidade de Maria na prática delituosa.BR de construção de sua residência de veraneio – máquinas. De acordo com a Lei nº 8. 9) O agente público que se recusar a prestar declaração dos bens exigida pela Lei Federal o n 8. com preços muito acima daqueles praticados pelo mercado.429/92. no exercício de mandato.PROFESSORANDRESAN. que dispõe sobre os atos de improbidade administrativa tanto os gestores como os fornecedores estarão sujeitos às penas previstas na Lei de Improbidade. com base na legislação aplicável ao caso. 19) Diretor Presidente de uma empresa com participação minoritária do Estado em seu capital social. nos limites estabelecidos no referido diploma legal. de acordo com as disposições da Lei federal nº 8. 10) Organização privada que não possua a maior parte do seu patrimônio formada por capital público poderá ser vítima de improbidade administrativa. das normas constantes no Regimento Geral da Universidade ou em normas complementares. 122 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .429/92. no exercício do cargo. limitada a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre as contribuições dos cofres públicos. no que couber. ainda. emprego ou função pública. amigo seu que solicitou que não efetuasse o lançamento de débito tributário de sua responsabilidade. independentemente do percentual de participação acionária da União no capital da empresa. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. de forma subsidiária. De acordo com as disposições da Lei n° 8. relacionado à estrutura administrativa da universidade. cargo. No caso narrado. 11) Um servidor administrativo da UnB. deixou. recebeu diretamente.429/92. 17) A sanção de perda da função pública decorrente de sentença em ação de improbidade administrativa não tem natureza de sanção administrativa.WWW.COM. firmou diversas contratações danosas à empresa. bens de qualquer natureza. foi aplicada a pena de demissão. indevidamente.429/92. o ato de improbidade administrativa. 16) Embora possa corresponder a crime definido em lei. 12) O pagamento de despesa sem prévio empenho caracteriza ato de improbidade administrativa. poderá fazer uso das disposições contidas no Estatuto da Universidade e. cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público. será punido com a pena de demissão a bem do serviço público. A infração praticada por Maria caracteriza-se como ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito. ao analisar determinado processo. o servidor praticou ato de improbidade administrativa previsto expressamente na lei como ato que importa enriquecimento ilícito. Nos termos da Lei Federal n o 8. na qual a União detenha participação no respectivo capital social. 18) Fernando. 15) Maria. equipamentos e materiais que se encontravam à disposição para a construção do Fórum.

cometerá um ato de improbidade administrativa e estará sujeito à perda da função pública. de contrabando. às seguintes consequências pelo ato de improbidade administrativa: suspensão dos direitos políticos. No caso em tela. que ocorre em instituição de ensino superior localizada no Município de São Paulo. dentre outras. entendeu o Prefeito por direcionar os recursos recebidos para outro programa de interesse da população.BR 20) Um Chefe do Executivo municipal celebrou convênio com o Estado do qual faz parte para receber recursos destinados a programa esportivo para jovens carentes apresentado por entidade sem fins lucrativos e com notória especialização no tema. para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar.COM. não apenas de rentabilidade. que ocupou o cargo de Secretário de Estado de Administração. conforme orientação jurisprudencial na esfera do Superior Tribunal de Justiça. bem como de veículo pertencente ao Legislativo Municipal. A conduta do Procurador Geral é ilícita. com a exposição dos indícios e as razões da imprescindibilidade da medida. o Ministério Público local intentou ação de improbidade. sofreu significativos prejuízos financeiros em função da aplicação de suas disponibilidades de caixa em operações de risco. pois é ato de improbidade administrativa usar. 23) Determinada sociedade de economia mista. o gestor está sujeito. mas também de perda de parcela do capital aplicado. o Ministério Público poderá formular pedido de acesso às movimentações bancárias e a dados fiscais do investigado. em tese. sem qualquer remuneração e sem a observância de MP/RS . que conta com a participação majoritária da União em seu capital social. perda da função pública. Assim.PROFESSORANDRESAN. no bojo do citado processo judicial. mas já não possui qualquer vínculo com o Poder Público. devidamente abastecido com recursos públicos. que ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa. 26) Na investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. de lenocínio. 27) José da Silva. enquanto os atos que importam enriquecimento ilícito (art. a conduta do Diretor Financeiro da empresa pode. Na situação narrada. 22) O Tribunal de Contas do Estado da Bahia verificou que determinado gestor estadual percebeu vantagem econômica indevida e direta para facilitar a aquisição de bem imóvel pelo Estado.WWW. nos termos da Lei que regula as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento. Para seu deslocamento. que atinge mais de 500 quilômetros por mês. de narcotráfico. indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário. por preço superior ao valor de mercado. que abrange os agentes públicos como potenciais sujeitos ativos. responde a uma ação de improbidade. bem como utilizar. 24) O Policial Civil que recebe vantagem econômica de qualquer natureza. o Diretor justificou a decisão de investimento pelo potencial de maximização dos ganhos e pela busca de lucratividade a ser perseguida pela entidade. da Lei n o 8. são aplicáveis somente a condutas dolosas. utiliza-se de motorista que é servidor efetivo da Câmara Municipal. por ter autorizado o uso de uma série de imóveis do Estado por um particular. rendas. cuja urgência foi caracterizada por fato superveniente. Independentemente da análise de regularidade e da prestação de contas do convênio. em serviço particular. para sua procedência. 11).429/1999.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 123 . direta ou indireta. a Corte de Contas remeteu a documentação pertinente ao Ministério Público Estadual. 21) Duas vezes por semana. bens. Celebrado o convênio e recebidos os recursos. Restou comprovado que o Diretor Financeiro da empresa tinha conhecimento do risco envolvido.10) admitem a forma culposa. o Procurador Geral da Câmara Municipal de Caieiras realiza curso de pós-graduação em direito. capitulada no artigo 11. 9º) e os atos que atentam contra os princípios da administração pública (art. assim considerados também os dirigentes e empregados de entidades da Administração Indireta. 25) Apenas os atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário (art. de usura ou de qualquer outra atividade ilícita. por expressa disposição do caput deste dispositivo. qual seja. de recuperação de dependentes químicos. o fechamento da única clínica particular que oferecia esses serviços. Questionado. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial do Município. em proveito próprio. A ação proposta dependerá. o trabalho de servidor público. dirigido ao juízo cível. em face da sua natureza privada. configurar ato de improbidade administrativa. da demonstração de dolo na atuação do Prefeito. com fundamento na prática de ato que causa prejuízo ao erário.

30) A Lei no 8. 31) Joaquim é diretor de uma empreiteira. Diante desse quadro. Não obstante orientação superior. especificamente no que se refere à atuação de Joaquim. alcançam aqueles que praticaram o ato de improbidade lesivo à empresa privada ou dele se beneficiaram.COM. comprometendo-se a aplicar os recursos de acordo com plano de trabalho previamente aprovado pelo órgão federal responsável pela gestão do programa.429/1992.BR qualquer formalidade legal. 124 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .PROFESSORANDRESAN. que determinou o sigilo do orçamento da Administração. Paulo poderá ser responsabilizado por ato de improbidade. 29) Paulo é servidor público e ordenador de despesas de de. identificou superfaturamento em contratos de fornecimento de equipamentos. Podem ser sujeito passivo destes atos a Administração direta e a indireta. caso seja condenado pelo ato de improbidade. as disposições previstas na Lei no 8. não obstante possa haver imputação de ilícito em outras esferas.429/92. relativas aos atos de improbidade administrativa. considerada regular e válida. caput. entendeu por bem iniciar procedimento de pregão para aquisição de suprimentos de escritório. da Constituição Federal. Responsável pelas licitações do órgão.WWW. 32) Determinada empresa privada recebeu subvenção da União. causam prejuízo ao erário e atentam contra os princípios da Administração pública. do Distrito Federal e dos Municípios. José da Silva. dos Estados. compreendendo os que importam enriquecimento ilícito. tendo sido apurado em regular investigação que ele vinha gratificando servidores públicos para obtenção de informações privilegiadas que viabilizavam o sucesso da empresa nas licitações das quais participava. promulgada para regulamentar o artigo 37. com indícios de apropriação de parcela de tais recursos por dirigentes da empresa e também pelos fornecedores. inclusive a fundacional. Diante da situação narrada. de qualquer dos Poderes da União.terminado órgão da Administração pública direta. proveniente de programa de fomento à inovação tecnológica. 28) É possível a demissão de servidor por improbidade administrativa por meio de PAD. Auditoria independente contratada pela empresa para exame de suas demonstrações financeiras. caso existam elementos comprobatórios da prática de ato de improbidade. poderá estar sujeito à perda dos direitos políticos. independentemente da comprovação de prejuízo ao erário. tendo em vista que seu cargo não se equipara a agente público para fins legais. independentemente de ação judicial. no intuito de garantir a qualidade dos produtos a serem adquiridos. limitada a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a subvenção pública recebida. não pode haver responsabilização por ato de improbidade. disciplina os denominados Atos de Improbidade Administrativa. De acordo com o ordenamento jurídico em vigor. Paulo acabou alterando o valor de referência a pedido de um conhecido fornecedor.

Incumbe ao Poder Público. vejamos: Art.WWW. vejamos: a) Critério subjetivo: que considera a pessoa jurídica prestadora da atividade. Usaremos a classificação da Maria Sylvia Zanella Di Pietro para definir o serviço público. c) Critério formal: que considera o regime jurídico: que pode ser exercido sob regime de direito público ou de direito privado. por meio de concessão ou permissão. Passaremos a sintetizar esses conceitos para a sua prova. b) Critério material: que considera a atividade exercida. Do referido artigo é possível tirar algumas conclusões: a) A criação do serviço público é regulada por lei. A lei disporá sobre: I . Di Pietro classifica ainda serviço público em elemento formal e elemento material.os direitos dos usuários. 175. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. Parágrafo único. O serviço público é incumbência do Estado e sempre depende do Poder Público para a sua concretização. assim o serviço público é aquele prestado pelo Estado. MP/RS . a prestação de serviços públicos.  A reponsabilidade pelo serviço é objetiva.a obrigação de manter serviço adequado. seja direta ou indiretamente.COM. 175.  Os bens são públicos. b) A gestão do serviço público incumbe ao Estado. sempre através de licitação. bem como as condições de caducidade. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. vejamos: Elementos formal: o regime jurídico a que se submete o serviço público também é definido por lei. que pode fazê-lo diretamente. ou indiretamente.PROFESSORANDRESAN. Assim. na forma da lei.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 125 . Encontramos o fundamento constitucional no art. II . o regime pode ser de direito público ou de direito privado.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. III .política tarifária.  As decisões apresentam os atributos do ato administrativo. ou até mesmo por pessoas jurídicas criadas pelo Estado com essa finalidade. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. por meio de seus órgãos. veja as principais diferenças: Regime Jurídico de direito público (serviços não comerciais ou industriais):  Os agentes são estatutários. Nesse sentido o serviço tem como objetivo a satisfação de necessidade coletiva.BR SERVIÇOS PÚBLICOS. IV .

BR  Os contratos regem-se pelo direito administrativo. energia elétrica. Hely Lopes Meirelles cita como exemplos o serviço de taxi e de despachante. enquanto os bens vinculados ao serviço têm regime semelhante ao dos bens públicos de uso especial. por esse motivo seguiremos nessa linha. Quanto ao objeto os serviços podem ser administrativos. comerciais ou industriais e sociais Serviços administrativos na visão de Hely Lopes são os que a administração executa para atender as necessidades internas ou preparar os outros serviços que serão prestados ao público. pois a gratuidade é. pois. Elemento material: o serviço público corresponde a uma atividade de interesse público. por meio de concessionário por permissionário. Somente no serviço comercial é que a própria natureza do serviço exclui a gratuidade a exemplo do transporte público. ela pode ser inferior ao custo. mas apenas por ele autorizados. Por esta razão. Serviços 126 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS Comercial ou Industrial é aquele que a . regulamentados e fiscalizados. não são assumidos nem executados pelo Estado. Serviços impróprios são os que. contudo. Como consequência é possível afirmar que a atividade estatal pode ser prestada com prejuízo.WWW. CLASSIFICAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO O tema classificação dos serviços públicos não é unanime na doutrina. vejamos: Serviços Próprios e Impróprios Serviços próprios do Estado são aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público e para a execução dos quais a Administração usa da sua supremacia sobre os administrados. mas nem toda a atividade de interesse público é serviço público. seja direita ou indiretamente. água. com equiparação aos servidores públicos para determinados fins. todo serviço público visa atender a necessidades públicas. embora atendendo também a necessidade coletiva.PROFESSORANDRESAN. Tal contribuição visa manter o equilíbrio financeiro entre os contratantes. percebemos a grande utilização da classificação dada pela Profª Di Pietro. Sendo assim. a regra que prevalecem em inúmeros serviços e mesmo que seja cobrada uma contribuição do usuário.  Em regra os contratos seguem a regra do direito comum civilista. Regime Jurídico de direito privado (serviços comerciais ou industriais):  Em regra o pessoal se submete ao direito do trabalho.COM. são prestados por órgãos ou entidades públicas (execução direta) ou indiretamente.  Os bens não afetados a realização do serviço público submetem-se ao do direito privado.

Concessão patrocinada e concessão administrativa. exclusivos do Estado Serviços não exclusivos podem ser executados pelo Estado ou pelo particular. navegação aérea. os estatutos podem ser alterados. Serviços Exclusivos encontram-se na Constituição como o serviço postal. nem os contratados pela administração tem direito adquirido à manutenção de determinado regime jurídico. Uti singuli são aqueles que tem finalidade a satisfação individual e direita. Formas de Gestão do Serviço Público A Constituição Federal permite várias formas de gestão.  Inaplicabilidade relativa da exceptio nom adimpleti contractus contra a administração. Di Pietro salienta que nos contratos administrativos tal princípio traz consequências.BR administração pública executa. mediante autorização do poder público como saúde. Como consequência disso. os contratos também podem ser alterados ou mesmo rescindidos unilateralmente para atender o interesse público. tendo aplicação especial em relação aos contratos administrativos e ao exercício da função pública. tais como:  Imposição de prazos rigorosos ao contratante. Portanto. gás.PROFESSORANDRESAN. Gestão direta pelas pessoas jurídicas da administração indireta executantes do serviço. B) Princípio da Mutabilidade do regime jurídico ou da flexibilidade dos meios aos fins: autoriza mudanças no regime de execução do serviço para adaptá-lo ao interesse público.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 127 .  Reconhecimento de privilégios para a administração. C) Princípio da igualdade dos usuários: desde que a pessoa satisfaça as condições legais. Exemplo da energia elétrica. nem os servidores públicos.COM. vejamos: a) b) c) d) Gestão direita pelo próprio órgão executante do serviço. direta ou indiretamente. serviços de Serviços Exclusivos ou não telecomunicações. radio fusão. correio aéreo nacional. Concessão e permissão de serviços públicos. assistência social e educação.  Aplicação da teoria da imprevisão para permitir a continuidade do serviço. previdência social. para atender as necessidades econômicas.WWW. Serviço Social é o que atende a necessidade coletiva essencial como saúde. educação. Ela faz jus à prestação do serviço sem qualquer distinção de caráter pessoal. PRINCÍPIOS NORTEADORES DO SERVIÇO PÚBLICO A) Princípio da continuidade do serviço público: o serviço não pode parar. Podem ser Uti singuli ou uti transporte. universi Uti universi são prestados a coletividade. mas usufruídos apenas indiretamente pelos indivíduos. previdência e cultura. Exemplo da iluminação pública e saneamento. MP/RS . nem os usuários do serviço.

fluviais e lacustres.. os serviços locais de gás canalizado. os serviços públicos de interesse local. vejamos: Art. garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. 128 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. Compete aos Municípios: [. 176. f) os portos marítimos. concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora.] XI . e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. concessão ou permissão. que disporá sobre a organização dos serviços. sempre através de licitação. Compete à União: [. os serviços de telecomunicações. IV ..] § 2º .PROFESSORANDRESAN.explorar.BR e) Contrato de gestão com as organizações sociais Segue abaixo os principais dispositivos constitucionais sobre a concessão e permissão no direito brasileiro. Art.COM.Cabe aos Estados explorar diretamente. II .. Parágrafo único. e pertencem à União. Art. ou mediante concessão. e de sons e imagens. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.] V . Art.o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos.a obrigação de manter serviço adequado.WWW. c) a navegação aérea. diretamente ou mediante autorização. incluído o de transporte coletivo.os direitos dos usuários. bem como as condições de caducidade. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. na forma da lei. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais. [. 21. A lei disporá sobre: I .organizar e prestar. nos termos da lei. d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. a prestação de serviços públicos. III . em lavra ou não. As jazidas. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. 30. que tem caráter essencial. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação.. observados os princípios desta Constituição. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água... o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação.política tarifária. Incumbe ao Poder Público. ou que transponham os limites de Estado ou Território.explorar. na forma da lei. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. para efeito de exploração ou aproveitamento. 175. XII . 25. Art. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. diretamente ou mediante autorização.

MP/RS . mediante licitação. mediante licitação. feita pelo poder concedente. IV . III . na modalidade de concorrência. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Capítulo I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. mediante licitação. por sua conta e risco e por prazo determinado.COM.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 129 . 1o As concessões de serviços públicos e de obras públicas e as permissões de serviços públicos reger-se-ão pelos termos do art. de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.WWW. Art. total ou parcial. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. Art.poder concedente: a União. pelas normas legais pertinentes e pelas cláusulas dos indispensáveis contratos. a título precário. da prestação de serviços públicos. o Distrito Federal e os Municípios promoverão a revisão e as adaptações necessárias de sua legislação às prescrições desta Lei. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização. no interesse nacional.permissão de serviço público: a delegação. por esta Lei. o Distrito Federal ou o Município. os Estados. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas. à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho. o Estado.PROFESSORANDRESAN. Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. Nesse próximo ponto iremos analisar os dispositivos legais sobre esse assunto. por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País. buscando atender as peculiaridades das diversas modalidades dos seus serviços. 175 da Constituição Federal. por sua conta e risco. na modalidade de concorrência.BR § 1º A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere o "caput" deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União. precedido ou não da execução de obra pública. 3o As concessões e permissões sujeitar-se-ão à fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação. CONCESSÃO E PERMISSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS LEI Nº 8. Parágrafo único. conservação. objeto de concessão ou permissão.concessão de serviço público precedida da execução de obra pública: a construção. na forma da lei.987.concessão de serviço público: a delegação de sua prestação. em cuja competência se encontre o serviço público. II . delegada pelo poder concedente. e dá outras providências. 175 da Constituição Federal. 2o Para os fins do disposto nesta Lei. A União. por sua conta e risco. DE 13 DE FEVEREIRO DE 1995. reforma. considera-se: I . ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público. com a cooperação dos usuários.

de 11 de setembro de 1990. ato justificando a conveniência da outorga de concessão ou permissão. segurança. que deverá observar os termos desta Lei. observadas as normas do poder concedente. eficiência. III . § 1o Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade.obter e utilizar o serviço. 7º-A.receber serviço adequado. de direito público e privado.por inadimplemento do usuário. dentro do mês de vencimento. será formalizada mediante contrato. atualidade. Art. As concessionárias de serviços públicos. nos Estados e no Distrito Federal. (Redação dada pela Lei nº 9. considerado o interesse da coletividade. precedida ou não da execução de obra pública. previamente ao edital de licitação. cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. caracterizando seu objeto.078. Capítulo III DOS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS USUÁRIOS Art. 7º. II . Capítulo IV DA POLÍTICA TARIFÁRIA o Art. generalidade. continuidade.levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham conhecimento. conforme estabelecido nesta Lei. área e prazo. são obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário. V . de 1998) IV .receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses individuais ou coletivos. são direitos e obrigações dos usuários: I .648. Art. referentes ao serviço prestado. quando: I . 8 (VETADO) 130 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . do equipamento e das instalações e a sua conservação.WWW. § 2o A atualidade compreende a modernidade das técnicas. quando for o caso. Capítulo II DO SERVIÇO ADEQUADO Art. 5o O poder concedente publicará.COM. 6o Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários. VI .BR Art.contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são prestados os serviços.comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação do serviço. 4o A concessão de serviço público.motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações. § 3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso.PROFESSORANDRESAN. nas normas pertinentes e no respectivo contrato. o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos. das normas pertinentes e do edital de licitação. bem como a melhoria e expansão do serviço. com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços. II . Sem prejuízo do disposto na Lei no 8. e.

precedida ou não da execução de obra pública. 13. o poder concedente deverá restabelecê-lo. Art.a maior oferta. 15. Art. VI . 14. IV . Sempre que forem atendidas as condições do contrato.melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de propostas técnicas. para mais ou para menos. 17 desta Lei.a combinação. a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro. II e VII.COM.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 131 . 10. com vistas a favorecer a modicidade das tarifas. § 4o Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial equilíbrio econômicofinanceiro. alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais. § 3o Ressalvados os impostos sobre a renda. dois a dois. a possibilidade de outras fontes provenientes de receitas alternativas. III . Capítulo V DA LICITAÇÃO Art. (VETADO) Art.melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica. ou VII . II . será objeto de prévia licitação.BR Art. No atendimento às peculiaridades de cada serviço público. concomitantemente à alteração. sua cobrança poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para o usuário. moralidade. considera-se mantido seu equilíbrio econômico-financeiro. As fontes de receita previstas neste artigo serão obrigatoriamente consideradas para a aferição do inicial equilíbrio econômico-financeiro do contrato. V . MP/RS . após a apresentação da proposta. no edital de licitação. 11. em favor da concessionária. Art. dos critérios referidos nos incisos I. conforme o caso. Art. a criação. 12. 9o A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas nesta Lei. com ou sem exclusividade. No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes critérios: I . observado o disposto no art. acessórias ou de projetos associados. nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade. do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório. As tarifas poderão ser diferenciadas em função das características técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários. § 2o Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas.WWW. complementares. nos casos de pagamento ao poder concedente pela outorga da concessão. § 1o A tarifa não será subordinada à legislação específica anterior e somente nos casos expressamente previstos em lei. poderá o poder concedente prever. no edital e no contrato.melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica. publicidade.o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado. Toda concessão de serviço público. com preço fixado no edital. quando comprovado seu impacto.melhor proposta técnica. igualdade. implicará a revisão da tarifa. Parágrafo único.PROFESSORANDRESAN.

para sua viabilização. ainda que em consequência da natureza jurídica do licitante. especialmente: I . necessite de vantagens ou subsídios que não estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os concorrentes.BR § 1o A aplicação do critério previsto no inciso III só será admitida quando previamente estabelecida no edital de licitação. Art. IX . IV . Art. § 2o Para fins de aplicação do disposto nos incisos IV. os critérios e as normas gerais da legislação própria sobre licitações e contratos e conterá. desclassificada a proposta de entidade estatal alheia à esfera político-administrativa do poder concedente que. da idoneidade financeira e da regularidade jurídica e fiscal. complementares ou acessórias. VI .os critérios de reajuste e revisão da tarifa. estudos e projetos necessários à elaboração dos orçamentos e apresentação das propostas. XI . § 3o O poder concedente recusará propostas manifestamente inexequíveis ou financeiramente incompatíveis com os objetivos da licitação.os critérios. nos casos em que houver sido extinta a concessão anterior. metas e prazo da concessão.as possíveis fontes de receitas alternativas. local e horário em que serão fornecidos.WWW. para sua viabilização. 132 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . aos interessados. VII . será dada preferência à proposta apresentada por empresa brasileira.os direitos e obrigações do poder concedente e da concessionária em relação a alterações e expansões a serem realizadas no futuro.as características dos bens reversíveis e as condições em que estes serão postos à disposição. salvo no caso de inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. qualquer tipo de tratamento tributário diferenciado.os critérios e a relação dos documentos exigidos para a aferição da capacidade técnica. ou para a instituição de servidão administrativa. § 1o Considerar-se-á. VI e VII. o edital de licitação conterá parâmetros e exigências para formulação de propostas técnicas.a indicação dos bens reversíveis. necessite de vantagens ou subsídios do poder público controlador da referida entidade.o objeto. 5o desta Lei.a expressa indicação do responsável pelo ônus das desapropriações necessárias à execução do serviço ou da obra pública.prazo. O edital de licitação será elaborado pelo poder concedente. no que couber. VIII . Considerar-se-á desclassificada a proposta que. bem como as provenientes de projetos associados. observados.a descrição das condições necessárias à prestação adequada do serviço. também. V. XII . indicadores. Art. A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade. § 4o Em igualdade de condições. 16. III . para garantir a continuidade da prestação do serviço.os prazos para recebimento das propostas. II . julgamento da licitação e assinatura do contrato. inclusive com regras e fórmulas precisas para avaliação econômico-financeira. fórmulas e parâmetros a serem utilizados no julgamento técnico e econômico-financeiro da proposta. V . 18.COM. os dados. 17. § 2o Inclui-se nas vantagens ou subsídios de que trata este artigo. que comprometa a isonomia fiscal que deve prevalecer entre todos os concorrentes. X .PROFESSORANDRESAN.

XIV . 18-A. IV . Art. quando aplicáveis. devendo o vencedor da licitação ressarcir os dispêndios correspondentes. contratos. no interesse do serviço a ser concedido. desde que previsto no edital. obras e despesas ou investimentos já efetuados. investigações. realizados pelo poder concedente ou com a sua autorização. no caso de consórcio. IV . levantamentos. MP/RS .proclamado o resultado final do certame. Art. dentre os quais os elementos do projeto básico que permitam sua plena caracterização. 23 desta Lei.WWW. observar-seão as seguintes normas: I . É facultado ao poder concedente. antes da celebração do contrato. os dados relativos à obra. os termos do contrato de adesão a ser firmado. Art. 19. se constitua em empresa antes da celebração do contrato. a minuta do respectivo contrato. especificados no edital. até que um licitante classificado atenda às condições fixadas no edital. a participação de empresas em consórcio. vinculados à concessão. sem prejuízo da responsabilidade solidária das demais consorciadas. O edital poderá prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. II .BR XIII . o licitante será declarado vencedor. de constituição de consórcio. e assim sucessivamente.nos casos de concessão de serviços públicos precedida da execução de obra pública.apresentação dos documentos exigidos nos incisos V e XIII do artigo anterior. Os estudos. a constituição e registro do consórcio. É assegurada a qualquer pessoa a obtenção de certidão sobre atos. decisões ou pareceres relativos à licitação ou às próprias concessões. nos termos do compromisso referido no inciso I deste artigo. XV . determinar que o licitante vencedor. bem assim as garantias exigidas para essa parte específica do contrato. 21. Art. público ou particular.inabilitado o licitante melhor classificado. 22. para verificação do atendimento das condições fixadas no edital. projetos.encerrada a fase de classificação das propostas ou o oferecimento de lances. na hipótese em que for permitida a participação de empresas em consórcio. que conterá as cláusulas essenciais referidas no art.PROFESSORANDRESAN. Quando permitida. subscrito pelas consorciadas.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 133 . 20. XVI . o objeto será adjudicado ao vencedor nas condições técnicas e econômicas por ele ofertadas. Art.verificado o atendimento das exigências do edital. por intermédio de mais de um consórcio ou isoladamente.as condições de liderança da empresa responsável.comprovação de compromisso. II . estarão à disposição dos interessados. por parte de cada consorciada.nos casos de permissão. na licitação. adequadas a cada caso e limitadas ao valor da obra. III .nos casos de concessão. serão analisados os documentos habilitatórios do licitante com a proposta classificada em segundo lugar. de utilidade para a licitação. hipótese em que: I . § 2o A empresa líder do consórcio é a responsável perante o poder concedente pelo cumprimento do contrato de concessão.COM.impedimento de participação de empresas consorciadas na mesma licitação. será aberto o invólucro com os documentos de habilitação do licitante mais bem classificado.indicação da empresa responsável pelo consórcio. III . § 1o O licitante vencedor fica obrigado a promover.

inclusive os relacionados às previsíveis necessidades de futura alteração e expansão do serviço e consequente modernização. indicadores. bem como a implementação de projetos associados.ao modo. IV . III .à exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas da concessionária. Os contratos relativos à concessão de serviço público precedido da execução de obra pública deverão.aos critérios.aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações devidas à concessionária. sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa responsabilidade. a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa.às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita a concessionária e sua forma de aplicação. 24. cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente. 134 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . dos métodos e práticas de execução do serviço. inclusive a arbitragem.ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais. Parágrafo único.estipular os cronogramas físico-financeiros de execução das obras vinculadas à concessão. IX . pela concessionária. O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato.às condições para prorrogação do contrato. VII . (VETADO) Art.aos casos de extinção da concessão. forma e condições de prestação do serviço. dos equipamentos. II . aos usuários ou a terceiros. a concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes. 25.à forma de fiscalização das instalações.aos bens reversíveis. quando for o caso. e XV . XIII . acessórias ou complementares ao serviço concedido.ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste e a revisão das tarifas.ao objeto. e II . de 23 de setembro de 1996.COM. X . VI .PROFESSORANDRESAN. 23. fórmulas e parâmetros definidores da qualidade do serviço. Art. das obrigações relativas às obras vinculadas à concessão. Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido.à obrigatoriedade.exigir garantia do fiel cumprimento.aos direitos.aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do serviço. nos termos da Lei no 9. XIV . Art. aperfeiçoamento e ampliação dos equipamentos e das instalações. § 1o Sem prejuízo da responsabilidade a que se refere este artigo. XII . 23-A. adicionalmente: I . São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas: I . à área e ao prazo da concessão. bem como a indicação dos órgãos competentes para exercê-la. XI . V .307. VIII . forma e periodicidade da prestação de contas da concessionária ao poder concedente.WWW. garantias e obrigações do poder concedente e da concessionária.BR Capítulo VI DO CONTRATO DE CONCESSÃO Art.

a serem eleitos pelos quotistas. § 1o A outorga de subconcessão será sempre precedida de concorrência. não se estabelecendo qualquer relação jurídica entre os terceiros e o poder concedente.COM.097. nas sociedades regidas pela Lei 6. de 2015) I . para os fins dispostos no caput deste artigo. § 1o Para fins de obtenção da anuência de que trata o caput deste artigo. 116 da Lei no 6. (Incluído pela Lei nº 13. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a caducidade da concessão. para promover sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços. a serem eleitos em Assembleia Geral pelos acionistas.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 135 .097. de 2015) § 3o Configura-se o controle da concessionária. de 2015) § 1o Na hipótese prevista no caput. forem outorgados os seguintes poderes: (Incluído pela Lei nº 13. o poder concedente exigirá dos financiadores e dos garantidores que atendam às exigências de regularidade jurídica e fiscal. o poder concedente autorizará a assunção do controle ou da administração temporária da concessionária por seus financiadores e garantidores com quem não mantenha vínculo societário direto.097. (Redação dada pela Lei nº 13. podendo alterar ou dispensar os demais requisitos previstos no inciso I do parágrafo único do art. (Redação dada pela Lei nº 13.comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor.404. § 2o O subconcessionário se sub-rogará todos os direitos e obrigações da subconcedente dentro dos limites da subconcessão.097.PROFESSORANDRESAN. desde que expressamente autorizada pelo poder concedente. idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço. o pretendente deverá: I . de 2015) § 4o Configura-se a administração temporária da concessionária por seus financiadores e garantidores quando. 27. Nas condições estabelecidas no contrato de concessão. de 15 de dezembro de 1976. a propriedade resolúvel de ações ou quotas por seus financiadores e garantidores que atendam os requisitos do art.atender às exigências de capacidade técnica. Art. nas demais sociedades.097.404. e II . 27-A. É admitida a subconcessão. Art.BR § 2o Os contratos celebrados entre a concessionária e os terceiros a que se refere o parágrafo anterior reger-se-ão pelo direito privado. (Incluído pela Lei nº 13. sem a transferência da propriedade de ações ou quotas.097. nos termos previstos no contrato de concessão. de 2015) Art.097. § 2o (Revogado). de 2015) § 2o A assunção do controle ou da administração temporária autorizadas na forma do caput deste artigo não alterará as obrigações da concessionária e de seus controladores para com terceiros.WWW. de 2015) § 3o (Revogado). 27. de 2015) MP/RS . de 15 de dezembro de 1976. ou administradores. (Redação dada pela Lei nº 13.097.097. poder concedente e usuários dos serviços públicos. de 2015) § 4o (Revogado). § 3o A execução das atividades contratadas com terceiros pressupõe o cumprimento das normas regulamentares da modalidade do serviço concedido. 26. (Incluído pela Lei nº 13. (Incluído pela Lei nº 13.indicar os membros do Conselho de Administração. (Incluído pela Lei nº 13.

097. que representem. a cessão do crédito não terá eficácia em relação ao Poder Público concedente senão quando for este formalmente notificado. de 2015) § 5o A administração temporária autorizada na forma deste artigo não acarretará responsabilidade aos financiadores e garantidores em relação à tributação. (Incluído pela Lei nº 13. III . VII . em caráter fiduciário.WWW.na hipótese de ter sido indicada instituição financeira. V .097. e VIII . II .os pagamentos dos créditos cedidos deverão ser depositados pela concessionária ou pela instituição encarregada da cobrança em conta corrente bancária vinculada ao contrato de mútuo. de 2015) § 6o O Poder Concedente disciplinará sobre o prazo da administração temporária. na qualidade de representante e depositária. encargos. serão considerados contratos de longo prazo aqueles cujas obrigações tenham prazo médio de vencimento superior a 5 (cinco) anos. parcela de seus créditos operacionais futuros.outros poderes necessários ao alcance dos fins previstos no caput deste artigo. IV . Parágrafo único.COM.exercer poder de veto sobre qualquer proposta submetida à votação dos acionistas ou quotistas da concessionária. Parágrafo único.074.sem prejuízo do disposto no inciso I do caput deste artigo. de 2015) IV . inclusive com o poder concedente ou empregados. 28. Nos contratos de financiamento. 136 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . Para garantir contratos de mútuo de longo prazo.o mutuante poderá indicar instituição financeira para efetuar a cobrança e receber os pagamentos dos créditos cedidos ou permitir que a concessionária o faça. fica a concessionária obrigada a apresentar a essa os créditos para cobrança. de 2015) Art. sendo vedada a retenção do saldo após o adimplemento integral do contrato.097. de 1995) Art.o contrato de cessão disporá sobre a devolução à concessionária dos recursos excedentes. prejuízos aos fins previstos no caput deste artigo.097. as concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da concessão. (Incluído pela Lei nº 13. independentemente de qualquer formalidade adicional. VI .097. destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão. sanções. 28-A. conforme previsto no inciso IV do caput deste artigo. até o limite que não comprometa a operacionalização e a continuidade da prestação do serviço.o contrato de cessão dos créditos deverá ser registrado em Cartório de Títulos e Documentos para ter eficácia perante terceiros.BR II . a serem eleitos pelos acionistas ou quotistas controladores em Assembleia Geral. ônus. (Incluído pela Lei nº 13.PROFESSORANDRESAN.indicar os membros do Conselho Fiscal. observadas as seguintes condições: I . ou possam representar. de 2015) III . (Incluído pela Lei nº 13. (Incluído pela Lei nº 13. em qualquer de suas modalidades. (Revogado pela Lei no 9. as concessionárias poderão ceder ao mutuante.a instituição financeira depositária deverá transferir os valores recebidos ao mutuante à medida que as obrigações do contrato de mútuo tornarem-se exigíveis.os créditos futuros cedidos nos termos deste artigo serão constituídos sob a titularidade do mutuante. obrigações ou compromissos com terceiros. Para os fins deste artigo.

estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço.BR Capítulo VII DOS ENCARGOS DO PODER CONCEDENTE Art. da concessionária e dos usuários. III . recursos técnicos. às obras. VIII . VI .homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta Lei. receber.aplicar as penalidades regulamentares e contratuais. Capítulo VIII DOS ENCARGOS DA CONCESSIONÁRIA Art. bem como a seus registros contábeis.cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão. promovendo-a diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária. Art.declarar de necessidade ou utilidade pública. Parágrafo único. das providências tomadas. contabilidade. o poder concedente terá acesso aos dados relativos à administração. e. III .manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão. econômicos e financeiros da concessionária. na forma prevista nesta Lei. No exercício da fiscalização. para fins de instituição de servidão administrativa. XI . II . MP/RS . nos casos e condições previstos em lei. em até trinta dias. X .cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as cláusulas contratuais da concessão.regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua prestação. preservação do meio-ambiente e conservação. II . produtividade. nos casos previstos nesta Lei e na forma prevista no contrato. em qualquer época. Incumbe à concessionária: I . A fiscalização do serviço será feita por intermédio de órgão técnico do poder concedente ou por entidade com ele conveniada. V .prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários. 29. nos termos definidos no contrato. V . promovendo as desapropriações. caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis.intervir na prestação do serviço.PROFESSORANDRESAN. por comissão composta de representantes do poder concedente.estimular o aumento da qualidade. das normas pertinentes e do contrato.COM. nas normas técnicas aplicáveis e no contrato. e XII .declarar de utilidade pública os bens necessários à execução do serviço ou obra pública.WWW. IX .incentivar a competitividade. IV . Incumbe ao poder concedente: I .permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso. IV .extinguir a concessão. apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários. 31. aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço. periodicamente. conforme previsto em norma regulamentar.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 137 .prestar serviço adequado. os bens necessários à execução de serviço ou obra pública. 30. diretamente ou mediante outorga de poderes à concessionária.zelar pela boa qualidade do serviço. caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações cabíveis. que serão cientificados. VII .

Cessada a intervenção. e VIII . Art. o poder concedente deverá. Parágrafo único. inclusive de mão-de-obra. § 1o Se ficar comprovado que a intervenção não observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada sua nulidade. haverá a imediata assunção do serviço pelo poder concedente. § 1o Extinta a concessão. IV . se não for extinta a concessão. § 2o O procedimento administrativo a que se refere o caput deste artigo deverá ser concluído no prazo de até cento e oitenta dias. Capítulo IX DA INTERVENÇÃO Art. a administração do serviço será devolvida à concessionária. Art. bem como o fiel cumprimento das normas contratuais. que responderá pelos atos praticados durante a sua gestão. sob pena de considerar-se inválida a intervenção. Extingue-se a concessão por: I .BR VI . e VI .zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço. retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis. no caso de empresa individual. 32.rescisão. bem como segurá-los adequadamente. instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades.falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular. VII . feitas pela concessionária serão regidas pelas disposições de direito privado e pela legislação trabalhista.COM. As contratações. 34.caducidade. avaliações e liquidações necessários. sem prejuízo de seu direito à indenização. 138 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço.encampação. conforme previsto no edital e no contrato. precedida de prestação de contas pelo interventor.promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente. A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente.PROFESSORANDRESAN. regulamentares e legais pertinentes. não se estabelecendo qualquer relação entre os terceiros contratados pela concessionária e o poder concedente. II .anulação. no prazo de trinta dias. direitos e privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e estabelecido no contrato. Parágrafo único. assegurado o direito de ampla defesa.captar. 35. O poder concedente poderá intervir na concessão. V . III . devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária. o prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida. que conterá a designação do interventor.advento do termo contratual. procedendo-se aos levantamentos.WWW. 33. § 2o Extinta a concessão. Declarada a intervenção. Capítulo X DA EXTINÇÃO DA CONCESSÃO Art. com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço.

37. § 1o A caducidade da concessão poderá ser declarada pelo poder concedente quando: I .a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão. nos termos contratuais. técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido.COM.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 139 . Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão. § 5o A indenização de que trata o parágrafo anterior. mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização. de todos os bens reversíveis. Art. na forma do art. A reversão no advento do termo contratual far-se-á com a indenização das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis.BR § 3o A assunção do serviço autoriza a ocupação das instalações e a utilização. VI . detalhadamente. § 2o A declaração da caducidade da concessão deverá ser precedida da verificação da inadimplência da concessionária em processo administrativo. nos devidos prazos. § 4o Nos casos previstos nos incisos I e II deste artigo. 36 desta Lei e do contrato.WWW. os descumprimentos contratuais referidos no § 1º deste artigo. II . Art. Art. do art.a concessionária perder as condições econômicas. indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço. de 21 de junho de 1993. § 3o Não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes de comunicados à concessionária. independentemente de indenização prévia.a concessionária não atender a intimação do poder concedente para. ainda não amortizados ou depreciados. na forma do artigo anterior.666. a critério do poder concedente. a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais. será devida na forma do art. antecipando-se à extinção da concessão. no curso da concessão. III . ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior.a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço. apresentar a documentação relativa a regularidade fiscal. 29 da Lei nº 8. na forma dos arts. e as normas convencionadas entre as partes.o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente. em 180 (cento e oitenta) dias. MP/RS . procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária. que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido. 38. 27. pelo poder concedente. e VII .a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações. assegurado o direito de ampla defesa. IV . critérios. o poder concedente. tendo por base as normas. § 4o Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência. 36 e 37 desta Lei. 36. por motivo de interesse público. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará. descontado o valor das multas contratuais e dos danos causados pela concessionária. a caducidade será declarada por decreto do poder concedente.PROFESSORANDRESAN. dando-lhe um prazo para corrigir as falhas e transgressões apontadas e para o enquadramento. calculada no decurso do processo. respeitadas as disposições deste artigo.a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto. V .

Não há consenso doutrinário na questão. A partir de referido microssistema constitucional. Nada obstante. por meio de licitação na modalidade concorrência. estabelecendo. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. que a lei disporá quanto aos direitos dos usuários. a política tarifária e a obrigação de manter serviço adequado. inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente. 140 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. Art. de fiscalizar o cumprimento das disposições legais e regulamentares. obrigações ou compromissos com terceiros ou com empregados da concessionária. não resultará para o poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos encargos. Art. no âmbito das relações de trabalho e emprego. Na hipótese prevista no caput deste artigo. bem como a permissão de serviço público feita pelo Poder Concedente. pois representa o perfil das principais bancas. que observará os termos desta Lei. Aplica-se às permissões o disposto nesta Lei. Parágrafo único. 47. 174o da Independência e 107o da República. 2) Em matéria de classificação dos serviços públicos. Capítulo XI DAS PERMISSÕES Art. os serviços prestados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados. A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão. inclusive as relacionadas à saúde e segurança. até a decisão judicial transitada em julgado. 13 de fevereiro de 1995. Brasília.WWW. à pessoa física ou jurídica.PROFESSORANDRESAN. Parágrafo único. são formas de delegação da prestação de serviços públicos a particulares a concessão de serviço público feita pelo Poder Concedente à pessoa jurídica. de acordo com as opções e prioridades da Administração. mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim. Art. Revogam-se as disposições em contrário. a Constituição Federal dispõe no seu artigo 175 quanto às formas de prestação de referida atividade. 1) Conceituar serviço público é matéria das mais árduas. e em conformidade com os recursos de que disponha. correto é afirmar que a União detém o monopólio sobre os serviços da Loteria Federal e da Loteria Esportiva. 46. 3) No tocante ao serviço público. 4) A atribuição da Inspeção do Trabalho. de acordo com a doutrina de Direito Administrativo. não se caracteriza como serviço público em sentido estrito. 40. é correto afirmar que serviços coletivos (uti universi) são aqueles prestados a grupamentos indeterminados de indivíduos. O contrato de concessão poderá ser rescindido por iniciativa da concessionária. ônus. ainda. no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente. como a iluminação pública. mediante licitação.BR § 6o Declarada a caducidade. Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “serviços públicos”. das demais normas pertinentes e do edital de licitação. 39.COM.

ao cancelamento de saídas e aos motoristas que se recusavam a ligar o ar-condicionado dos veículos. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. na forma da lei. necessariamente. desrespeitando as condições determinadas pelo Poder Concedente em relação à frota disponível. O Poder Concedente. quando referido ônibus envolveu-se em acidente. O consórcio alegou que a MP/RS . 6) São objetos atribuídos à concessão.PROFESSORANDRESAN. outra empresa que venha a assumir a prestação do serviço público. 8) O poder concedente poderá intervir na concessão. sendo ela autorizada pelo primeiro. 9) Dalva era passageira de ônibus intermunicipal que fazia a linha entre Vitória de Santo Antão e Jaboatão dos Guararapes. mediante delegação do poder público. o concessionário do serviço resolveu paralisar sua prestação por um dia inteiro. em seu art. a utilização de bem público por particular com ou sem possibilidade de exploração comercial. vantagens ou utilidades que se destacam da Administração e se transferem ao concessionário. poderá. aos quais. com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço e o fiel cumprimento das normas contratuais. Em virtude dos ferimentos. acompanhada ou não da execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. regulamentares e legais pertinentes. tenha causado forte insatisfação da população. que passou a exigir do Poder Concedente a revogação do aumento. retomar o serviço por motivo de interesse público. mediante encampação.WWW. não responde pelos danos causados à usuária pela prestadora anterior. Dalva acabou se submetendo a cirurgias reparadoras. Essas modalidades enquadram-se em duas grandes categorias.COM. a outorga (de subconcessão) será precedida de Concorrência pública. objeto de concessão.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 141 . e a concessão para prestação de serviços à Administração. na Administração Pública: a delegação da execução de um serviço público ao particular. 175. o reajuste de pedágio. medida essa que deve ser formalizada por decreto. A inexecução parcial do contrato poderá acarretar a declaração de caducidade da concessão.BR 5) A sociedade de economia mista que atue como concessionária de serviço público se submete à obrigação constitucional de manter serviço adequado. Do relato. condicionada a autorização legislativa específica e após prévio pagamento da indenização prevista legalmente. 10) Havendo previsão de subconcessão no contrato original de concessão estabelecido entre o Poder Público e o particular. quanto à delegação dos serviços públicos na descentralização por colaboração. é uma parcela de poderes. ou seja. é atribuída a sua mera execução. a exemplo da continuidade e da isonomia. 11) Suponha que em determinada rodovia estadual. assevera que incumbe ao Poder Público. após regular seleção licitatória. remanescendo todavia sequelas funcionais e estéticas decorrentes do acidente. 7) A Constituição Federal. sendo a concessão translativa aquela na qual o Estado delega ao concessionário a execução de um serviço ou obra que seriam de sua atribuição. o serviço é prestado por particulares. Diante disso. regularidade de viagens e índices de conforto. a prestação de serviços públicos. deve-se concluir que em caso de extinção do contrato de concessão. sem a participação de outros veículos. sempre através de licitação. a delegação da execução de obra pública. devido aos atrasos. precedida de processo administrativo em que se assegure a ampla defesa. linha essa explorada em regime de concessão pela Empresa Expresso Caramuru S/A. consórcio de empresas privadas permissionário de serviços públicos de transporte de passageiros passou a prestar os serviços de forma deficiente. 12) Após as constantes reclamações dos usuários do serviço de transporte interestadual de passageiros. direitos. com base na legislação que rege a matéria. 13) Em determinado Município. bem como aos princípios que regem a prestação de serviços públicos. a fim de mostrar o transtorno que a falta de ônibus em circulação poderia causar à população. aplicado em conformidade com o regramento estabelecido no contrato de concessão. pretendendo acolher o pleito da população.

mediante licitação. pela concessionária. ainda. 15) Determinado Município pretende ampliar a oferta de transporte coletivo aos cidadãos. o Poder Concedente possui a prerrogativa de revogar a permissão. 19) O termo concessão pode ser empregado para definir alguns institutos jurídicos. em verdade. A orientação jurídica lançada nos autos do processo administrativo não procede. Nesse contexto. A estruturação do modelo foi submetida ao órgão jurídico competente. sempre com prévia licitação. 17) Uma concessionária de serviço público de transporte continuou prestando o serviço por 6 (seis) meses após o término do prazo de vigência contratual. O objeto da contratação pretendida pode ser classificado como serviço de natureza contínua. na medida em que a estruturação pretendida pela Administração pública constituiu hipótese de descentralização de competências. a pedido informal do Município concedente.987/1995. Assim. poderá ser objeto de pagamento por indenização. quanto à figura de quem os presta. uma vez que a empresa em questão submete-se ao regime típico das empresas privadas. por meio da cobrança. disponibilizando novas linhas de ônibus e modernizando a frota existente. que possui caráter precário. que sinalizou pela inviabilidade da transferência direta. existem dois tipos de serviços: os centralizados (prestados em execução direta pelo próprio Estado) e os descentralizados (prestados por outras pessoas). a prestação de serviços públicos”. 18) A Administração pública federal é titular do serviço público de energia elétrica. regida pela Lei n o 8. de obrigações estabelecidas contratualmente relativas a indicadores de qualidade. De acordo com as disposições legais aplicáveis. 14) Determinado ente da administração pública deseja realizar procedimento licitatório para a contratação de serviços de segurança patrimonial armada para seu edifício sede. o poder concedente poderá decretar a intervenção no contrato. 175 da Constituição da República dispõe que “incumbe ao Poder Público. é correto afirmar que a permissão de serviço público é a delegação. via de regra.PROFESSORANDRESAN. considerando que a concessionária não tenha dado causa a essa nulidade. Uma das alternativas juridicamente possível para atingir tal finalidade seria a outorga de permissão do serviço público de transporte de passageiros à empresas privadas. com instauração de procedimento administrativo que deverá ser concluído no prazo máximo de 180 dias. constituindo. de tarifa do usuário. pretendendo transferir a produção dos recursos energéticos à sociedade de economia mista que integra a Administração indireta. fixada pelo Poder Concedente. para fins de ressarcimento pelos serviços executados. 20) O Art. enquanto que a concessão de uso de bem público pode ensejar a cobrança de preço público do concessionário. o que afasta a incidência do regime licitatório.BR tarifa cobrada dos usuários. sempre mediante prévio procedimento licitatório. evitando. na forma da lei. A qualificação que se atribuir ao termo induz a consequências e aplicações diversas. a título precário. sob pena de caracterizar concorrência desleal. No que se refere à concessão de serviço público e à concessão de uso. conforto e pontualidade do serviço prestado aos usuários.COM. aduzindo a necessidade de licitação. delegação de serviço público. 16) Em um contrato de concessão firmado entre um Município e empresa privada para a exploração de serviços públicos de transporte de passageiros verificou-se o reiterado descumprimento. 142 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . por decreto. sabe-se que a concessão de serviço público. prejuízo aos usuários. estaria defasada. para que houvesse tempo hábil para finalizar o procedimento licitatório em curso para nova contratação com mesmo objeto. sempre através de licitação.WWW. pelo concessionário. sendo esta a razão da deterioração da qualidade do serviço. e delegar a prestação dos serviços a outro consórcio. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. Esse período de execução de serviços sem cobertura contratual. remunera-se. mediante concessão ou permissão. Diante de tal situação.

PROFESSORANDRESAN.WWW. 27) O Estado do Rio de Janeiro. a doutrina de Direito Administrativo ensina que se aplica especificamente o princípio da continuidade. o particular pretende invalidar judicialmente o ato administrativo que revogou a permissão. evoluiu no tempo e. para exploração de uma lanchonete em hospital estadual. o Estado alegou que iria ampliar as instalações físicas do hospital e revogou a permissão de uso. Nesse contexto. a fim de retomar a prestação direta de tal serviço. 22) Quanto à classificação dos serviços públicos. é correto afirmar que a pretensão do particular está baseada na teoria dos motivos determinantes. por motivo de interesse público. apesar de a permissão de uso ser ato discricionário e precário. obteve na Câmara Municipal a aprovação de lei autorizativa específica e procedeu ao prévio pagamento de indenização à concessionária. à interrupção do serviço e ao princípio da continuidade. ou seja.987/95. e foram tão amplas. de acordo com o nosso ordenamento pátrio um dos elementos de definição do serviço público é o formal. 25) Segundo o entendimento jurisprudencial dominante no STJ relativo ao princípio da continuidade dos serviços públicos. é correto conceituar como serviços próprios do Estado aqueles que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder Público e para a execução dos quais a Administração usa sua supremacia sobre os administrados. sua prestação deve ser contínua para evitar que a paralisação provoque colapso nas múltiplas atividades particulares. em caso de estar inadimplente pessoa jurídica de direito público prestadora de serviços indispensáveis à população.BR da prestação de serviços públicos. 21) Em tema de serviços públicos. 28) No que diz respeito à prestação de serviço público ofertado por concessionária ou permissionária. por certo. Para tal. firmou ato de permissão de uso de bem público com particular. o Estado está vinculado à veracidade do motivo fático que utilizou para revogar a permissão de uso. o corte de fornecimento de serviços públicos essenciais. enfatizando que as primeiras noções de serviço público surgiram na França.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 143 . 24) Conforme destaca Maria Sylvia Zanella di Pietro. atualmente. De acordo com a Lei nº 8. 26) Prefeito municipal decidiu extinguir contrato de concessão de serviço público de abastecimento de água potável.COM. não é legítimo. comprovou-se que o Estado não realizou nem nunca teve a real intenção de realizar as obras de expansão. o qual indica que os serviços públicos não devem sofrer interrupção. ainda que cumpridos os requisitos legais. todas as atividades do Estado. porque. não é tarefa fácil definir o serviço público. quer no que diz respeito aos seus elementos constitutivos. por sua conta e risco. com a chamada Escola de Serviço Público. que predica que o enquadramento de determinada atividade material nessa categoria pressupõe previsão legal ou constitucional. que abrangiam. observadas as formalidades legais. durante o prazo da concessão. a fim de viabilizar seu retorno às atividades na lanchonete. Esse conceito. feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho. No mês seguinte. pois a sua noção sofreu consideráveis transformações no decurso do tempo. assinale a opção correta de acordo com a legislação de regência e a jurisprudência do STJ: será ilegítimo o corte no fornecimento de serviço público essencial caso a inadimplência do usuário decorra de MP/RS . 23) A concessão administrativa é modalidade de parceria público-privada caracterizada como contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta. Em razão disso. Passados alguns dias. o prefeito se valeu da seguinte forma de extinção do contrato de concessão: encampação. quer no que concerne à sua abrangência. algumas delas.

o que motivou a preocupação com o atingimento dos padrões internacionais de segurança e ressocialização. nos moldes do que prevê a Lei n° 8. e. 31) Uma determinada concessionária de serviços públicos ferroviários experimentou relevantes e significativos prejuízos em razão de grave deslizamento de parte de um morro próximo à malha ferroviária. delegou o serviço público para ser executado pela concessionária por sua conta e risco. Foi necessário. dentre eles o da mutabilidade do regime jurídico e o da continuidade dos serviços públicos. 33) Na reversão. os bens afetos ao serviço público retornarão ao Poder Concedente em razão do término no prazo contratual. A prestação de serviço público de forma indireta se dá mediante o regime de concessão ou permissão. este poderá contratar uma concessão de serviço público. reservada a titularidade do serviço público ao ente federado. 34) Determinado Município pretende contratar a prestação de serviço de transporte público urbano. a primeira a ser edificada com essa finalidade específica. longo trabalho de identificação do agente contaminante e complexa e vultosa descontaminação. a responsabilidade pela descontaminação incumbe à concessionária. na qual alguns serviços seriam prestados pelo parceiro privado. em razão das fortes chuvas ocorridas na região. devendo o particular respeitar os princípios que lhe são próprios.PROFESSORANDRESAN. bem como que a responsabilidade pelo passivo ambiental pela execução da obra foi atribuído para a concessionária. ou seja. que pode. para execução por conta e risco do contratado.987/1997. houve interrupção dos serviços por período superior a 30 (trinta) dias. sua prestação pode se dar de forma direta ou indireta.WWW. na hipótese de intercorrência não passível de identificação anterior pelos licitantes. A propósito desse modelo e dos serviços objeto de delegação pode ser adequado o modelo proposto. invocar os atrasos no cronograma e os vultosos prejuízos comprovados para pleitear o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. isoladamente considerados. Considerando-se que o perímetro da rodovia foi indicado pelo poder concedente. 32) Sabe-se que a Administração pública tem.BR débitos pretéritos. 35) O serviço público é campo de atuação próprio do Estado. Além dos prejuízos pela destruição de bens da concessionária e de particulares. assim.COM. no entanto. reservandose ao poder concedente as atividades pertinentes ao ciclo de imposição de ordem ou normatização e ao ciclo de sancionamento. O contrato. a concessionária identificou a existência de contaminação do solo em trecho significativo do perímetro indicado pelo poder concedente. em razão de sua essencialidade. Ocorre que durante as obras de implantação da rodovia. a modelagem idealizada foi uma concessão administrativa. Os Serviços Públicos são atividades prestadas pelo Poder Público ou por Particular. de que o acidente poderia ter sido evitado caso tivessem sido adotadas as prevenções cabíveis. uma vez que a interrupção pressupõe o inadimplemento de conta relativa ao mês do consumo. obedecem a diversos princípios. Em razão desse incidente o poder público poderá ser responsabilizado a indenizar os bens dos particulares caso se demonstre a ocorrência de culpa do serviço. 30) Determinado Estado da Federação pretende licitar a construção e a gestão de uma unidade prisional feminina. 144 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . dentre suas funções a obrigação legal de prestar Serviços Públicos à população. Dentre as alternativas juridicamente possíveis ao Município. Assim. 29) Determinado ente federado celebrou regular contrato de concessão do serviço público de exploração de rodovia precedida de obra pública. partindo da premissa de que são delegáveis os ciclos de consentimento e fiscalização do poder de polícia. no entanto. dentre eles o da continuidade e modicidade tarifária. uma vez que inexiste condições para a prestação direta pelo ente público.

Por desenvolverem atividades públicas de Estado por delegação. cultural. turístico e paisagístico. conservação da natureza. integram a administração indireta. Sendo assim. a flora. Consequentemente. em decorrência do poder de polícia. Compete à União. em prol do interesse da coletividade. do Distrito Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: Federal e dos Municípios: III . VII . pesca. histórico. O conceito legal do poder de polícia está contido nos artigos 77 e 78 do CTN. VI .proteger o meio ambiente e meio ambiente. estético.responsabilidade por dano ao VI . excepcionalmente. as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos. aos União. Portanto. 24. proteção do meio ambiente e controle da poluição.proteção ao patrimônio histórico.WWW.COM. Art. Conclusão1: Um dos meios pelo quais a administração exerce seu poder de polícia é a edição de atos normativos de caráter geral e abstrato. como regra. defesa do solo e dos recursos naturais. as obras e outros bens de valor histórico. suas formas. que incluem o exercício do poder de polícia e a tributação. artístico ou cultural. à exceção da Ordem dos Advogados do Brasil. pode haver competências concorrentes na regulação e no policiamento e fiscalização. IV . possuindo personalidade jurídica de direito público. a combater a poluição em qualquer de bens e direitos de valor artístico. artístico. VIII . em benefício da coletividade ou do próprio Estado. a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. turístico e VII . da CF/88. dos Estados. caça.proteger os documentos.PROFESSORANDRESAN. vejamos: MP/RS .impedir a evasão. tem competência exclusiva para exercer o poder de polícia a entidade que dispõe de poder para regular a matéria. atividades e direitos individuais. fauna. Como determinadas competências constitucionais são concorrentes. o exercício concorrente do poder de polícia por diferentes entes federativos melhor observará o princípio da eficiência se a gestão for associada. os conselhos de fiscalização profissional.BR DO PODER DE POLÍCIA OU LIMITAÇÃO ADMINISTRATIVA Para a doutrina majoritária Poder de polícia é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. Vejam a confrontação dos artigos 23 e 24. na esteira do moderno federalismo de cooperação. 23. a competência para o exercício do poder de polícia é do ente federativo competente para regular a matéria. ao consumidor. os monumentos.preservar as florestas. É competência comum da Art. Conclusão2: Um dos meios de atuação do poder de polícia de que se utiliza o Estado é a edição de atos normativos mediante os quais se cria limitações administrativas ao exercício dos direitos e das atividades individuais.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 145 . a administração pode condicionar ou restringir os direitos de terceiros. artístico e cultural.florestas. a fauna e paisagístico. ambos. É o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual.

Parágrafo único. b) Polícia judiciária. efetiva ou potencial. com observância do processo legal e.COM. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que. ou a utilização. em razão de interesse público concernente à segurança. o conceito de poder de polícia não abrange atos típicos do Poder Judiciário. sem abuso ou desvio de poder. no âmbito de suas respectivas atribuições. Seu objetivo será não permitir as ações anti-sociais. A polícia judiciária é exercida pelas corporações especializadas (polícia civil e polícia federal). pois em sentido estrito abrange só o executivo!!! O Estado pode agir em duas áreas de atuação estatal.WWW. São incluídos aqui a polícia militar (policiamento ostensivo) e os vários órgãos de fiscalização como os das áreas da saúde. Conforme Di Pietro “O poder de polícia reparte-se entre Legislativo e Executivo. limitando ou disciplinando direito. Art. têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia. São as áreas administrativa e judiciária. educação. em sua dupla acepção. interesse ou liberdade. por exemplo. Assim. prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição. Perceba a sutileza dessa frase: O poder de polícia. age como polícia administrativa quando emite passaportes e polícia judiciária quando realizada inquérito policial. de serviço público específico e divisível. o poder de polícia abrange dois conceitos: a) Em sentido amplo: corresponde a atividade estatal de condicionar a liberdade e a propriedade ajustando-as aos interesses coletivos. A polícia administrativa protege os interesses maiores da sociedade ao impedir. restringe-se a atos do Poder Executivo. enquanto que a polícia judiciária é a função de prevenção e repressão de crimes e contravenções. As taxas cobradas pela União. trabalho. 77. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. A polícia administrativa é dividida entre diferentes órgãos da Administração Pública. A polícia judiciária é de caráter repressivo. Para a Professora Maria Sylvia Zanella DI PIETRO. citando Celso Antônio Bandeira de Mello. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária.BR Art. abrange atos do poder legislativo quando edita as leis em abstrato e do poder executivo quando edita os regulamentos em geral. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. aos costumes. a exemplo das intervenções como regulamentos. à ordem. a polícia judiciária se rege pelo Direito Processual Penal. por exemplo. pelo Distrito Federal ou pelos Municípios. Um mesmo órgão pode exercer atividades de polícia administrativa e judiciária. 78. o poder de polícia é exercido por meio de uma atividade denominada polícia administrativa. Resposta:(ERRADO). regula a prática de ato ou abstenção de fato. 146 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . comportamentos individuais que possam causar prejuízos maiores à coletividade. previdência e assistência social. à disciplina da produção e do mercado. a) Polícia administrativa. Mesmo em sentido amplo. A Polícia Federal. Sua razão de ser é a punição dos infratores da lei penal. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. Assim.” b) Em sentido estrito: abrange apenas os atos do poder executivo. pelos Estados.PROFESSORANDRESAN. A polícia administrativa tem um caráter preponderantemente preventivo. autorizações e licenças. à higiene.

c) somente atos de natureza fiscalizatória. da força policial para obrigar o administrado a cumprir a decisão. Também tem a liberdade de fixar as condições para o exercício de determinado direito. se for o caso. quando contestadas pelo particular. Este atributo também não é inerente a todos os atos administrativos. Por exemplo: é discricionária a fixação do limite de velocidade nas vias públicas. Mas para isso será necessário o preenchimento de três condições: a) a entidade deve integrar a estrutura da administração indireta.WWW. ATRIBUTO DA AUTOEXECUTORIEDADE: a Administração Pública pode exercer o poder de polícia sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 147 . de realizar diretamente e imediata à execução forçada.PROFESSORANDRESAN. Um dos princípios informadores da atividade administrativa é o da supremacia do interesse público.BR CARACTERÍSTICAS OU ATRIBUTOS DOS PODER DE POLÍCIA Não existe uma unanimidade quanto a classificação dos atributos por parte da doutrina. A autoexecutoriedade só é possível quando prevista expressamente em lei e em situações de emergências. a administração estará vincula e não poderá alegar conveniência ou oportunidade. Conclusão: o poder de polícia. ATRIBUTO DA DISCRICIONARIEDADE: a Administração Pública tem a liberdade de estabelecer. de acordo com sua conveniência e oportunidade. como regra. a decisão administrativa impõe-se ao particular ainda contra a sua vontade ou concordância. b) competência delegada conferida por lei. Ressalte-se que não é necessária a autorização do Poder Judiciário para a prática do ato. quais serão as limitações impostas ao exercício dos direitos individuais e as sanções aplicáveis nesses casos. DELEGABILIDADE DO PODER DE POLÍCIA José dos Santos Carvalho Filho entende que inexiste qualquer vedação constitucional para que pessoas administrativas de direito privado possam exercer o poder de polícia na modalidade fiscalizatória. A única exceção é a cobrança de multas. a administração se vale de meios indiretos de coação. ou seja. e a imperatividade decorre da instrumentalização deste princípio. a Administração obrigase a cumpri-las. vejamos: a) Exigibilidade: resulta da possibilidade que tem a administração de tomar decisões executórias. ATRIBUTO DA COERCIBILIDADE: Os atos administrativos podem ser impostos aos administrados independentemente da concordância destes. Contudo. b) Executoriedade: consiste na faculdade que tem a administração quando já tomou decisão executória. nas quais é necessária a atuação imediata da Administração Pública. limites e sanções. em que preenchido os requisitos legais. mas é vinculada a imposição de sanções àqueles que descumprirem os limites fixados. As multas de trânsito são um exemplo de sanções aplicadas no exercício do poder de polícia do Estado. sendo seus atos vinculados. Nesse caso. MP/RS . Porém. Maria Sylvia Zanella di Pietro divide a Autoexecutoriedade em dois princípios. mas é sempre possível seu controle posterior desse ato. é discricionário a exemplo da autorização para porte de arma de fogo. vamos elencar o que é pacífico pelas bancas examinadoras sobre esse ponto. se quiser de opor terá que ir ao judiciário. a partir do momento em que foram fixadas essas condições.COM. pois nos atos que para produzirem os seus efeitos dependem exclusivamente de um interesse do particular (atos negociais) a Administração limita-se a certificar. Usando. mas em determinadas situações será vinculado a exemplo da licença para dirigir. sem a intervenção prévia do poder judiciário. atestar ou emitir opinião.

Rel. a saber: (i) legislação. DJe 10/12/2009) Conclusão: é possível delegar apenas os atos de consentimento e fiscalização! MEIOS DE ATUAÇÃO A polícia administrativa pode atuar de modo preventivo ou repressivo. No âmbito da limitação do exercício da propriedade e da liberdade no trânsito. Outra classificação também aceita pelas bancas de concurso considera que os meios de atuação podem ser: a) atos normativos: a lei cria limitações ao exercício de direitos e o Executivo. O conteúdo do alvará pode ser uma licença ou uma autorização.COM. TRÂNSITO. SEGUNDA TURMA.PROFESSORANDRESAN. etc. etc. disciplina a aplicação da lei nos casos concretos. portarias. interdição de atividade.). Rel. (REsp 817. Luiz Fux. a emissão da carteira corporifica a vontade o Poder Público (consentimento). são estabelecidas normas e outorgados alvarás para que os particulares possam exercer seus direitos de acordo com o interesse público. licença. PODER DE POLÍCIA. ordem. por meio de decretos. nos julgados abaixo: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO.186/MG. (STF. (iii) fiscalização e (iv) sanção. a atuação do poder de polícia é essencialmente preventiva. 4. As atividades que envolvem a consecução do poder de polícia podem ser sumariamente divididas em quatro grupo. apreensão de mercadoria contrabandeada. PODER DE POLÍCIA. Somente o atos relativos ao consentimento e à fiscalização são delegáveis. vistoria. esses grupos ficam bem definidos: o CTB estabelece normas genéricas e abstratas para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (legislação).WWW.534/MG. a atuação repressiva inclui atos de fiscalização e a aplicação de sanções administrativas. autorização. Plenário. etc. A punição do administrado depende da prévia definição do ato como infração administrativa. Min. Em sua atuação preventiva. SANÇÃO PECUNIÁRIA APLICADA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. Por sua vez. pois aqueles referentes à legislação e à sanção derivam do poder de coerção do Poder Público.. 5. DJe-180 12/09/2012. IMPOSSIBILIDADE. a Administração instala equipamentos eletrônicos para verificar se há respeito à velocidade estabelecida em lei (fiscalização). Apesar da existência de medidas repressivas. instruções. 148 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . b) atos administrativos e operações materiais de aplicação da lei ao caso concreto: inclui medidas preventivas (fiscalização. (ii) consentimento. notificação. e também a Administração sanciona aquele que não guarda observância ao CTB (sanção). julgado em 22/03/2012. julgado em 10/11/2009. DELEGAÇÃO DOS ATOS DE FISCALIZAÇÃO E SANÇÃO A PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO. publicado em 13/09/2012) ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA DE TRÂNSITO POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. ARE 662.) e medidas repressivas (dissolução de reunião.BR Essa linha de raciocínio foi aceita pelo STJ e pelo STF. 3. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. pois seu maior objetivo é evitar a lesão ao interesse público.

para as quais é admitida a delegação. portanto. condicione a liberação de veículo retido por transporte irregular de passageiros ao pagamento de multa anteriormente imposta. como aqueles encarregados da saúde. sem necessidade de remetê-la previamente ao Poder Judiciário. 3) No que diz respeito ao poder de polícia. que se manifesta. preventiva ou repressivamente. uma vez que representam atividades de gestão de interesse público. a fim de evitar que o interesse individual se sobreponha aos interesses da coletividade.WWW. 6) Constitui exemplo de poder de polícia a interdição de restaurante pela autoridade administrativa de vigilância sanitária. 7) Os atos decorrentes do poder de polícia são passíveis de controle administrativo. fiscalização e sanção. educação.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 149 . MP/RS .BR Separei para vocês as principais afirmativas que já apareceram em provas de concurso nos últimos anos sobre o tema “poder de polícia”. 14) Como o poder de polícia da administração se funda no poder de império do Estado. 11) A limitação administrativa. na hipótese de determinado veículo ser retido apenas por transporte irregular de passageiro. enquadram-se no âmbito da função administrativa do Estado. que leva em conta a conveniência e oportunidade. só poderá ser efetuada por meio de uma ação judicial de execução. não se estende às denominadas atividades de apoio. 5) O fechamento de casas noturnas é um exemplo do atributo da autoexecutoriedade em matéria de polícia administrativa. Já o controle de mérito. ato administrativo praticado. não realizam poder coercitivo e. embora tratem de atividades diversas. poderá ocasionar a revogação do ato.COM. consentimento. todavia. entende o STJ que. no exercício do poder de polícia. além das classificações que podem caracterizá-lo poder de polícia. 8) A autoexecutoriedade é atributo do poder de polícia e consiste em dizer que a administração pública pode promover a sua execução por si mesma. Consentimento e fiscalização. possa impor multa a um particular sem necessidade de participação do Poder Judiciário. mesmo que advinda de normas gerais e abstratas. cujo exercício constitui um dos fatos geradores da taxa. devem ser consideradas as quatro atividades relativas ao poder de polícia: legislação. 4) Considere que a prefeitura de determinado município tenha concedido licença para reforma de estabelecimento comercial. 10) A polícia administrativa pode ser exercida por diversos órgãos da administração pública. por isso podem ser delegados. Exemplo clássico é a cobrança de multa: embora a Administração. decorre do poder de polícia propriamente dito. se o interesse público assim o exigir. (STJ. a sua liberação não está condicionada ao pagamento de multas e despesas. atividade estatal de caráter repressivo e ostensivo que tem a função de reprimir ilícitos penais mediante a instrução policial criminal. caso não paga pelo particular. ato unilateral e vinculado. 9) O poder de polícia administrativa. regra que. Assim. difere do poder de polícia judiciária. é apresentada a definição legal de poder de polícia. REsp 817534 / MG) 13) A imposição coercitiva de deveres não pode ser exercida por terceiros que não sejam agentes públicos. Nessa situação hipotética. A existência de vício de legalidade resultará na invalidação do ato. por outro lado. não sendo possível que a administração. pois representa o perfil das principais bancas.PROFESSORANDRESAN. 15) No Código Tributário Nacional. indelegáveis. 2) A autoexecutoriedade de certos atos de poder de polícia é limitada. 16) Tanto a polícia administrativa quanto a polícia judiciária. trabalho e previdência social. o seu exercício não é passível de delegação a particulares. legislação e sanção constituem atividades típicas da Administração Pública e. a cobrança forçada dessa multa. a leitura dessas afirmativas é extremamente recomentada. por exemplo. 1) Nem toda atividade de polícia administrativa possui a característica da autoexecutoriedade. 12) De acordo com recente entendimento do STJ.

direito ou atividade individual que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a segurança nacional. 33) Consoante a doutrina majoritária. razão pela qual a doutrina aponta ser a coercibilidade indissociável da autoexecutoriedade no ato decorrente do poder de polícia. quanto por intermédio de atos concretos. 22) A polícia administrativa se expressa ora por atos vinculados. comprometendo.WWW. porém. preordenados a determinados indivíduos. quando se trata de medida urgente. há a discricionariedade que. em estabelecimento comercial. a segurança do trânsito e. por meio da realização de vistorias. é limitado pelo princípio da razoabilidade ou proporcionalidade. de conteúdo abstrato. 19) A edição de normas pertinentes à prevenção de incêndios compete à esfera estadual. do poder de império. 35) O ato administrativo decorrente do exercício do poder de polícia é autoexecutório porque dotado de força coercitiva. o poder da administração correspondente aos atos praticados pelo agente. e os atributos verificados nos atos administrativos que caracterizam a retenção do veículo e a aplicação de multa são chamados de poder de polícia. 27) Uma forma de manifestação do poder de polícia ocorre quando a administração pública baixa ato normativo. confere ao interessado consentimento para o desempenho de certa atividade que só pode ser exercida de forma legítima mediante tal consentimento. genérico e impessoal. entre outras. por exemplo. assim. 150 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . 23) O objeto do poder de polícia administrativa é todo bem. tem-se que a natureza preventiva e repressiva se aplica igualmente às duas. que decorre da discricionariedade que caracteriza a administração pública. sendo o poder de polícia relativo ao cumprimento dessas normas desempenhado pelos estados. disciplinando o uso de fogos de artifício. esbarra nas limitações impostas pela norma. 36) O poder de polícia. a natureza restritiva da atividade e a sua capacidade de limitar a liberdade e a propriedade. 26) Um agente de trânsito. 31) Na comparação entre a polícia administrativa e a polícia judiciária. consequentemente.COM. a atribuição do poder de polícia não pode ser delegada a particulares. verificou que determinado indivíduo estaria conduzindo um veículo em mau estado de conservação.BR 17) As licenças são atos vinculados por meio dos quais a administração pública. direitos ou atividades. 25) No exercício do poder de polícia. Considerando essa situação hipotética. pode a administração atuar tanto mediante a edição de atos normativos. 24) O poder de polícia da administração pública visa solucionar a tensão entre liberdade individual e defesa do interesse público. o agente de trânsito resolveu reter o veículo e multar o proprietário. 21) Para que a administração pública execute a demolição de uma construção irregular. 34) A polícia administrativa atua sobre bens. 29) As sanções impostas pela administração a servidores públicos ou a pessoas que se sujeitem à disciplina interna da administração derivam do poder disciplinar. ao realizar fiscalização em uma rua. a da população. Diante dessa situação. que é próprio e privativo do poder público. 30) Servidor da vigilância sanitária que apreende. enquanto a polícia judiciária atua sobre pessoas. produtos alimentícios fora do prazo de validade exerce poder de polícia. 18) A licença é um meio de atuação do poder de polícia da administração pública e não pode ser negada se o requerente satisfizer os requisitos legais para a sua obtenção. é amplamente aceita na doutrina a vedação da delegação do poder de polícia à iniciativa privada. Diversamente. não é necessária autorização judicial prévia. no que se refere à legalidade de sua edição e execução. 32) São características do poder de polícia. 28) Como atributo do poder de polícia. autoexecutoriedade e exigibilidade. 20) Os atos de polícia administrativa estão sujeitos à apreciação do Poder Judiciário. ora por atos discricionários. 37) É possível a existência de poder de polícia delegado. as sanções aplicadas a pessoas que não se sujeitem à disciplina interna da administração decorrem do poder de polícia. sendo esse poder exclusivo do Estado e expressão do próprio ius imperii. no exercício do poder de polícia. no entanto.PROFESSORANDRESAN. ou seja. que são valores jurídicos distintos.

falta a executoriedade. 39) O conjunto de atos normativos e concretos da administração pública com o objetivo de impedir ou paralisar atividades privadas contrárias ao interesse público corresponde ao poder polícia.PROFESSORANDRESAN. decorrentes do exercício do poder de polícia. 41) O exercício do poder de polícia não pode ser delegado a entidade privada. tal como a não concessão de licenciamento do veículo enquanto não forem pagas as multas de trânsito. 47) Atos administrativos decorrentes do poder de polícia gozam. 40) Não é obrigatória a obtenção prévia de autorização judicial para a demolição de edificação irregular. podendo a administração pôr suas decisões em execução por si mesma. por exemplo. mediante contrato celebrado. Entretanto. 44) Ainda que não lhe seja permitido delegar o poder de polícia a particulares. alguns desses atos importam exceção à regra. 48) A sanção administrativa é consectário do poder de polícia regulado por normas administrativas. 45) As medidas de polícia administrativa são frequentemente autoexecutórias. nesse caso. do atributo da autoexecutoriedade. faculta-se ao Estado a possibilidade de. 43) A fiscalização realizada em locais proibidos para menores retrata o exercício de polícia administrativa.BR 38) O atributo da exigibilidade. 42) As sanções de natureza administrativa.WWW. atribuir a pessoas da iniciativa privada o exercício do poder de polícia fiscalizatório para constatação de infrações administrativas estipuladas pelo próprio Estado. e. exigibilidade e executoriedade. A exceção ocorre porque tal atributo se desdobra em dois. 46) A licença é um ato administrativo que revela o caráter preventivo da atuação da administração no exercício do poder de polícia. ocorre quando a administração pública se vale de meios indiretos de coação para que o particular exerça seu direito individual em benefício do interesse público.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 151 . somente encontram legitimidade quando o ato praticado pelo administrado estiver previamente definido pela lei como infração administrativa. presente no exercício do poder de polícia. haja vista a administração não depender da intervenção do Poder Judiciário para torná-los efetivos. como. no caso de se impor ao administrado que este construa uma calçada. MP/RS .COM. em determinadas situações. em regra. sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.

a respeito do controle da administração e da responsabilidade civil do Estado. a) O poder de autotutela da administração pública pode ser exercido de ofício. devido à garantia constitucional de independência entre os poderes. b) Tanto o Poder Legislativo quanto o Judiciário exercem controle dos atos da administração pública. No controle judicial da atividade administrativa.Administração Julgue o item que se segue. devendo. devem-se observar limites que impeçam uma substituição do administrador pelo julgador.BR QUESTÕES Direito Administrativo Controle da administração pública Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PA Prova: Auxiliar Técnico . • • Certo Errado Direito Administrativo Controle da administração pública Ano: 2016 Banca: CETREDE Órgão: Prefeitura de Caucaia .COM. mediante recurso. a respeito do controle da administração e da responsabilidade civil do Estado.CE Prova: Agente de Fiscalização Marque a opção CORRETA. no exercício do controle externo. especialmente no que envolva a discricionariedade. para discutir conduta de servidor que configure ato de improbidade. não poderá ser instaurado processo administrativo disciplinar contra esse servidor. no caso de insurgência referente ao mérito do ato administrativo. A ação civil pública é instrumento válido de controle judicial da atividade administrativa. sobre o controle da administração pública. • • Certo Errado Direito Administrativo Controle da administração pública Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TCE-PA Prova: Auxiliar Técnico . 152 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .PROFESSORANDRESAN. apenas. mas. ser provocado pelo interessado. notadamente no que se refere às políticas públicas. c) Ajuizada a ação competente pelo Ministério Público. no que se refere à análise da legalidade.WWW. em decorrência da vedação ao bis in idem. a apreciação desses atos por esses poderes restringe-se aos aspectos de legalidade.Administração Julgue o item que se segue.

Deputado Estadual. Após processo administrativo disciplinar. no caso em tela. é exemplo de controle externo e posterior de ato administrativo. eram intensamente prejudiciais ao interesse público. conveniência e oportunidade na prática do ato administrativo impugnado. e) A apreciação. é correto afirmar que: a) em respeito ao princípio da separação dos poderes. pelo Senado Federal. pretendendo sua reintegração.WWW.COM. pode fiscalizar os atos do Executivo. c) o Poder Legislativo. em regra. e) da legalidade. não podendo se imiscuir na questão de mérito administrativo. não podendo se imiscuir na motivação do ato.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 153 . pela soberania jurisdicional. o Procurador-Geral de Justiça aplicou-lhe a pena de demissão. além de legislar. Direito Administrativo Controle da administração pública Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: MPE-RJ Prova: Técnico do Ministério Público – Área Administrativa Manoel. ao Poder Judiciário cabe a análise: a) apenas da legalidade do ato impugnado. em respeito ao princípio da inafastabilidade da jurisdição. c) da legalidade e do mérito administrativo do ato impugnado. b) a fiscalização do Poder Executivo somente é realizada pelo Tribunal de Contas. Diante da narrativa acima. no seu entender. Manoel recorreu ao Judiciário. foram travados intensos debates a respeito dos limites da atuação do Poder Legislativo e das demais estruturas de poder. b) apenas da questão de mérito administrativo do ato impugnado. praticou infração administrativa prevista no estatuto dos servidores públicos. De acordo com a doutrina e jurisprudência de Direito Administrativo. da escolha de magistrado realizada pelo Poder Executivo. MP/RS . um Poder não está autorizado a fiscalizar os atos de outro. Direito Administrativo Controle da administração pública Ano: 2016 Banca: FGV Órgão: MPE-RJ Prova: Técnico do Ministério Público – Área Administrativa João. Técnico estável do Ministério Público da área administrativa. d) da conveniência e oportunidade na prática do ato administrativo impugnado. Inconformado.PROFESSORANDRESAN.BR d) A pendência de apreciação de recurso administrativo interposto e recebido com efeito suspensivo impede a utilização das vias judiciárias para contestação do ato administrativo pendente de decisão. os quais. Ao final do discurso. fez inflamado discurso na Assembleia Legislativa a respeito da necessidade de serem fiscalizados certos atos praticados pelo Governador do Estado.

para a indisponibilidade dos bens do indiciado. identificando com “V” as verdadeiras e com “F” as falsas. impessoalidade. b) perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza. pode fiscalizar o Executivo. ( ) Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito. e) apenas o Ministério Público está autorizado a fiscalizar os atos do Poder Executivo. emprego ou função na administração pública direta.429/1992 dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato. assinalando a seguir a alternativa CORRETA. na sequência de cima para baixo: ( ) Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade. d) frustrar a licitude de concurso público. e) deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na legislação.º 8. caberá à autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar a autoridade policial. indireta ou fundacional.429/92 Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: Auxiliar administrativo De acordo com a Lei n. cargo. ato de ofício. assinale a única alternativa que NÃO constitui ato de Improbidade Administrativa que atenta contra os princípios da administração pública: a) retardar ou deixar de praticar.º 8. analise as afirmativas.PROFESSORANDRESAN. mediante provocação do legítimo interessado.Lei 8.429/92 Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: Auxiliar administrativo A Lei n. indevidamente. ( ) A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado.BR d) somente o Poder Judiciário. moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.429/1992. Nos termos da lei. Respostas 01: 02: 03: 04: 05: Direito Administrativo Improbidade administrativa . 154 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .COM. Direito Administrativo Improbidade administrativa .Lei 8.WWW. c) revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo. a fim de ser arquivada no Serviço de Pessoal competente.

429/92 Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: Auxiliar administrativo A respeito das Disposições Gerais. b) Somente as afirmativas I. apenas quando praticadas com dolo. II e IV estão corretas. se não intervier no processo como parte.WWW. II.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 155 . ( ) A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória. conforme previsto na Lei n. IV. III e IV estão corretas. Penas. seguem as seguintes afirmativas: I. sob pena de nulidade.BR ( ) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente não está sujeito às cominações da Lei de Improbidade Administrativa.º 8. A perda da função pública é uma das sanções às quais o responsável pelo ato de improbidade pode estar sujeito. III e IV estão corretas. c) Somente as afirmativas II e III estão corretas . Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade. d) Somente as afirmativas II. O Ministério Público. a) F – V – V – V – V b) V – F – V – F – F c) V – V – F – F – V d) V – F – F – F – V e) V – V – F – F – F Direito Administrativo Improbidade administrativa . Assinale a alternativa correta: a) Somente as afirmativas I. As ações que resultem em lesão ao patrimônio público obrigam o autor ao integral ressarcimento do dano.COM. MP/RS . e) Todas as afirmativas estão corretas. atuará obrigatoriamente como fiscal da lei. III.429/1992.Lei 8.PROFESSORANDRESAN. do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial dos atos de improbidade administrativa.

afirmar que um agente público praticou uma das condutas enquadradas nessa lei como improbidade administrativa significa dizer que ele praticou a) ilícito civil.COM. indireta ou fundacional. seguem as seguintes assertivas: I. e) crime contra a Administração Pública.429/1992. II.º 8. Assinale a alternativa correta: a) Existe uma assertiva correta b) Existem duas assertivas corretas c) Existem três assertivas corretas d) Existem quatro assertivas corretas e) Todas as assertivas estão corretas Direito Administrativo Improbidade administrativa .BR Direito Administrativo Improbidade administrativa . comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento. 156 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS .permitir. III. praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto na regra de competência. facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente. durante a atividade. Considerando o que dispõe esta lei. d) crime contra a ordem tributária. emprego ou função na administração pública direta.429/92 Ano: 2016 Banca: COMVEST UFAM Órgão: UFAM Prova: Técnico de Segurança do Trabalho Sobre os atos que se caracterizam como de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. conforme previsto na Lei n. c) contravenção penal.Lei 8.Lei 8. aceitar emprego. cargo. IV. b) crime comum.PROFESSORANDRESAN.WWW.429/92 Ano: 2016 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: Assistente em Administração A Lei nº 8.429/92 dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato.

que é bastante consensual na doutrina do Direito Administrativo. c) concessão. Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: ESAF Órgão: FUNAI Prova: Todos os Cargos Entre as modalidades de delegação da prestação do serviço público. d) são aqueles essenciais ao interesse público e podem ser custeados por tarifas.WWW. e) encampação. MP/RS .COM. b) atribuição. Com relação aos denominados serviços públicos gerais ou uti universi. c) são prestados para um número determinado de pessoas e podem ser custeados por taxas.BR Respostas 01: 02: 03: 04: 05: Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: FIOCRUZ Órgão: FIOCRUZ Prova: Assistente Técnico Existe uma classificação de serviços públicos. pode-se citar a a) nomeação. é correto afirmar que: a) eles apenas podem ser custeados por impostos. b) são serviços públicos não essenciais e podem ser custeados por preço público.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 157 .PROFESSORANDRESAN. e) denominam-se também por serviços não essenciais e podem ser custeados por taxas. Trata-se daquela que adota como critérios os destinatários do serviço público. d) avocação.

158 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . e serviços públicos indelegáveis são os que somente podem ser prestados diretamente pelo Estado. Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-PA Prova: Assistente em Administração Serviços públicos essenciais são aqueles que sem os quais a própria existência do Estado ou do cidadão estaria comprometida ou em risco. e) O primeiro é um oferecimento de comodidade material diretamente ao administrado.BR Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: Assistente em Administração Assinale a alternativa que apresenta as diferenças entre serviço público e poder de polícia. ao passo que o segundo pode ser delegado a particulares por meio de contrato administrativo precedido de licitação. a) O primeiro é prestado sob regime de direito público. enquanto que o segundo não pode ser executado por entidades autárquicas. c) O primeiro é executado apenas pela administração direta. e) limpeza urbana. constitui serviço público essencial e indelegável o seguinte: a) telefonia. d) segurança pública.COM. enquanto que o segundo é uma limitação administrativa ao uso da liberdade e da propriedade. Assim. ao passo que o segundo configura-se como atividade atípica.WWW. enquanto o segundo. sob regime de direito privado. b) O primeiro é atividade típica da Administração Pública. c) protesto de títulos. d) O primeiro é indelegável aos particulares.PROFESSORANDRESAN. b) registro de imóveis.

enquanto o segundo. A encampação. o poder MP/RS .PROFESSORANDRESAN. ao passo que o segundo pode ser delegado a particulares por meio de contrato administrativo precedido de licitação. enquanto que o segundo é uma limitação administrativa ao uso da liberdade e da propriedade. acerca da concessão de serviço público. ao passo que o segundo configura-se como atividade atípica.WWW. dá ao concessionário o direito a ressarcimento de eventual prejuízo por ele comprovado. e) O primeiro é um oferecimento de comodidade material diretamente ao administrado. a) O primeiro é prestado sob regime de direito público.COM. Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: COMPERVE Órgão: Câmara de Natal . é dotada de “poderes-deveres” que a permitem concretizar os seus fins. a Administração atua para viabilizar a concretização do interesse público. • • Certo Errado Respostas 01: 02: 03: 04: 05: Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: Assistente em Administração Assinale a alternativa que apresenta as diferenças entre serviço público e poder de polícia. limitando e condicionando a liberdade e a propriedade dos suj eitos. b) O primeiro é atividade típica da Administração Pública. São poderes -deveres da Administração Pública tradicionalmente apresentados pelos juristas brasileiros. segundo entendimento consolidado historicamente na doutrina jurídica brasileira.BR Direito Administrativo Serviços Públicos Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: INSS Prova: Técnico do Seguro Social Julgue o seguinte item. Em tal contexto. c) O primeiro é executado apenas pela administração direta. d) O primeiro é indelegável aos particulares. enquanto que o segundo não pode ser executado por entidades autárquicas.RN Prova: Guarda Municipal A Administração Pública.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 159 . sob regime de direito privado. que consiste em rescisão unilateral da concessão pela administração antes do prazo acordado.

a respeito dos atos administrativos. a) R. R. ( ) Concessão do alvará de licença. A autoexecutoriedade é atributo restrito aos atos administrativos praticados no exercício do poder de polícia. P d) P. R.COM. R. P.BR a) de polícia e o poder disciplinar. c) fictício e o poder real. P. R. ( ) Concessão de alvará de autorização. • • Certo Errado Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: ESAF Órgão: ANAC Prova: Técnico Administrativo Classifique as atuações relacionadas abaixo como exercício preventivo ou repressivo do poder de polícia marcando (P) para o exercício preventivo e (R) para o exercício repressivo. R.WWW. Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: INSS Prova: Técnico do Seguro Social Julgue o próximo item. d) de responsabilidade e o poder de irresponsabilidade. R. Ao final. P b) P. ( ) Aplicação de sanção. R. R. R e) R. R 160 MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS . b) da inércia e o poder da ação. assinale a opção que contenha a sequência correta. ( ) Atividade de fiscalização.PROFESSORANDRESAN. P c) R.

quanto aos fins. d) A atuação do poder de polícia restringe-se aos atos repressivos. direção e coercibilidade.Área Administrativa A respeito do poder de polícia. coercibilidade e objetividade.8ª Região (PA e AP) Prova: Técnico Judiciário .SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 161 .BR Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRT . e) Prescreve em cinco anos a pretensão punitiva da administração pública federal. Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: Prefeitura do Rio de Janeiro . imperatividade e autoexecutoriedade. sendo eles: a) discricionariedade. b) O poder de polícia. a proporcionalidade e a legalidade dos meios empregados pela administração são atributos do poder de polícia. assinale a opção correta. no exercício do poder de polícia.PROFESSORANDRESAN. pode ser exercido para atender a interesse público ou particular. direta e indireta. b) imperatividade. d) exclusividade. autoexecutoriedade e coercibilidade. a forma.RJ Prova: Assistente em Administração A atuação de um fiscal que se efetiva com a lavratura de auto de apreensão de determinado veículo que esteja trafegando em desacordo com a legislação em vigor é ato que decorre do exercício do seguinte poder: a) de prestar contas b) regulamentar c) hierárquico d) de polícia MP/RS .COM. e) discricionariedade. tempestividade e direção. a finalidade. a) A competência.RJ Órgão: Prefeitura de Rio de Janeiro . Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: FUNRIO Órgão: IF-BA Prova: Assistente em Administração O poder de polícia tem atributos específicos e peculiares ao seu exercício. c) objetividade. c) O exercício do poder de polícia pode ser delegado a entidades privadas.WWW.

c) disciplinar. A interdição de restaurante por autoridade administrativa de vigilância sanitária constitui exemplo de manifestação do exercício do poder de polícia. em razão de ter constatado violação das normas regulamentares pertinentes. por violação do disposto nas normas legais e regulamentares pertinentes. b) hierárquico.PROFESSORANDRESAN. sem licença do órgão sanitário competente. em sua acepção de fiscalização de atividades. em razão de ter limitado o exercício de direito individual em benefício do interesse público. Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: DPU Prova: Todos os Cargos Tendo como referência as normas do direito administrativo. em sua acepção de imposição de ordens. • • Certo Errado Respostas 14: 15: 162 01: 16: 02: 17: 03: 18: 04: 19: 05: 20: MP/RS – SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: 13: .WWW. d) regulamentar. e) de polícia. aplicou a determinada farmácia a pena de apreensão e inutilização de medicamentos que haviam sido colocados à venda.BR Direito Administrativo Poderes da Administração Ano: 2016 Banca: CESPE Órgão: TRE-PI Prova: Técnico de Administração Determinada autoridade sanitária. após apuração da infração.COM. em razão de ter apurado infração e aplicado penalidade. em processo administrativo próprio. Nessa situação hipotética. a autoridade sanitária exerceu o poder a) hierárquico. julgue o próximo item.