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Alberto Bezerra de Souza
( Organizador )
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Juliana Soares Lima – Bibliotecária – CRB-3/1120)

SS719p

Souza, Alberto Bezerra de.
JurisFavoravel: Consumidor. / Alberto Bezerra de Souza. –
Fortaleza: Judicia Cursos Profissionais, 2013.
616 p. ; 17x24 cm. – (JurisFavoravel; v. 1)
ISBN 978-85-67176-08-6
1. Direito do Consumidor. 2. Consumidor. 3. Jurisprudência.
4. Código de Defesa do Consumidor. I. Souza, Alberto Bezerra
de. II. Título. III. Série.
CDD 342.5
CDU 366(81)(078)

Índices para catálogo sistemático:
1. Direito do Consumidor: Direito 342.5

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Fortaleza – Ceará – Brasil
Copyright © Judicia Cursos Profissionais Ltda., 2013.

DEDICATÓRIA

Aos meus pais, ALBERTINO MENESES e MARIA ELDI, alicerce da
minha vida, exemplo e orgulho para toda nossa família.
Aos meus amigos, de longas datas, também advogados, LUIZ ARTHUR
MELO e REGINALDO CASTELO BRANCO. Exemplo de profissionais.

NOTA DO AUTOR
No transcorrer da minha carreira de advogado, da qual já se vão mais
de duas décadas de atuação, sempre tive imensa dificuldade de inserir nas
minhas defesas criminais notas de jurisprudência, maiormente atualizadas.
Constantemente achei uma postura defensiva adequada. Não só isso, mas, em
verdade, uma conduta inarredável para uma segura peça processual de um
zeloso advogado.
Contudo, mesmo atualmente, com as infinitas ferramentas dispostas
em programas de informática, ainda há uma certa dificuldade em encontrar-se
julgados especificamente favoráveis às teses defensivas.
Diante da imensidade de julgados existentes, a busca por um único
julgado que adeque-se à sua tese é um trabalho árduo e que requer muita
paciência. Tal tarefa torna-se mais desgastante quando o advogado almeja,
a uma só vez, perquirir julgado que adeque-se ao tema desenvolvido e,
outrossim, de sorte a atender especificamente aquela determinada norma do
Código Penal levantada pela defesa.
Nesse contexto, surgiu a ideia de criar a série JurisFavorável, a qual
traz à tona decisões convenientes à defesa do acusado, seja de forma parcial
ou total. E, mais interessante ainda, é que os julgados estão dispostos atrelados
a determinada norma do Código Penal, ou seja, artigo por artigo.
Penso que não menos importante, nesse quadro, é que, por vezes, o
próprio julgado encontrado traz consigo tese(s) defensiva(s) que, obviamente,
irão agregar-se às demais, antes fomentadas pelo causídico.
Encerro essas considerações afirmando que sentir-me-ei extremamente
gratificado e feliz se, algum dia, encontrar-me com algum leitor que afirme
que este humilde trabalho fora útil ao seu mister.
Fortaleza(CE), outubro de 2013.

Alberto Bezerra de Souza
cursos@albertobezerra.com.br

SUMÁRIO
1 - DIREITO A INFORMAÇÕES
2 - ÔNUS DA PROVA
3 - PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE
3.1. recusa de prótese;
3.2. limite de tempo de internação;
3.3. recusa de ato cirúrgico;
3.4. recusa de exames laboratoriais;
3.5. reajuste por faixa etária;
3.6. responsabilidade civil;
3.7. período de carência;
3.8. cláusula excludente
4 - PUBLICIDADE ENGANOSA
5 - VENDA CASADA
6 - CONTRATOS BANCÁRIOS
6.1. juros remuneratórios;
6.2. juros moratórios;
6.3. multa contratual;
6.4. comissão de permanência;
6.5. alienação fiduciária;
6.6. leasing;
6.7. cartão de crédito;
6.8. cheque especial;
6.9. crédito direto ao consumidor;
6.10. empréstimo consignado;
6.11. cédula de crédito bancário;
6.12. cédula de crédito rural;
6.13. cédula de crédito industrial;
6.14. cédula de crédito comercial;

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6.15. correção monetária;
6.16. capitalização de juros
7 - RESPONSABILIDADE CIVIL
7.1. travamento de porta giratória;
7.2. devolução indevida de cheque;

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SUMÁRIO
7.3. furto de veículo/objetos em estacionamento;
7.4. atraso de voo;
7.5. erro de laboratório de análise clínica;
7.6. extravio de bagagens;
7.7. transporte de mercadorias;

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7.8. plano odontológico;
7.9. redução indevida de limite de crédito(banco);
8 - FORO DE ELEIÇÃO
9 – CONSUMIDOR (CARACTERIZAÇÃO)
10 – FORNECEDOR (CARACTERIZAÇÃO)
11 - SEGURO AUTOMOTIVO
12 - FALHA NO SERVIÇO
13 - RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PASSIVA
14 - AGÊNCIA DE VIAGEM
15 - TRANSPORTE AÉREO
16 - VÍCIO DO PRODUTO
17 - VÍCIO OCULTO
18 - ESCOLA E UNIVERSIDADE
19 - ERRO MÉDICO
20 - ERRO ODONTOLÓGICO
21 - PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA

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22 - LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS
23 - HOSPITAL
24 - CADASTROS DE RESTRIÇÕES
25 - FURTO DE CARTÃO
26 - SERVIÇOS PÚBLICOS
26.1. telefonia móvel;
26.2. energia;
26.3. água e serviço de esgoto;
27 - REPETIÇÃO DE INDÉBITO
28 - CONSÓRCIO
29 - DESCONSIDERAÇÃO DA
PERSONALIDADE JURÍDICA

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SUMÁRIO
30 - PRAZO DE GARANTIA
31 - CONSTRUTORA
32 - DEVER DE INFORMAÇÃO
33 - PRÁTICAS ABUSIVAS
34 - PRINCÍPIO DA BOA-FÉ
35 - CLÁUSULAS ABUSIVAS
36 - CONTRATO DE ADESÃO
37 - PREVIDÊNCIA PRIVADA
38 - INTERPRETAÇÃO DO CONTRATO
39 - TRANSPORTE URBANO
40 - RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA
41 - ONEROSIDADE EXCESSIVA
42 – DESISTÊNCIA DO PRODUTO OU SERVIÇO
43 – COBRANÇA EXPONDO O CONSUMIDOR
AO RIDÍCULO
44 – ANEXO I
44.1. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

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1 - DIREITO A INFORMAÇÕES
CONTRATO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. INTERESSE DE AGIR QUE
INDEPENDE DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
INTELIGÊNCIA DO ART. 5º, XXXV DA CF. FUMUS BONI IURIS
CONSISTENTE NO DEVER DE AMPLA INFORMAÇÃO AO CONSUMIDOR.
Periculum in mora prejudicado pela satisfatividade inerente à medida, embora fique evidenciado o dever do autor tomar as medidas cabíveis à defesa de
seus direitos antes de decorrido o respectivo lapso prescricional. Resistência
do réu à pretensão. Correta condenação ao pagamento de despesas processuais e honorários advocatícios. Verba honorária fixada com observância dos
critérios legais. Recurso improvido. (TJSP; APL 0032760-37.2010.8.26.0071;
Ac. 6976766; Bauru; Vigésima Quinta Câmara de Direito Privado; Rel. Des.
Walter Cesar Exner; Julg. 29/08/2013; DJESP 12/09/2013)
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENERGIA
ELÉTRICA. NÃO ATENDIMENTO AO DEVER DE INFORMAÇÃO.
SÚMULA Nº 7/STJ. DEVOLUÇÃO EM DOBRO. ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CDC. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE ENGANO JUSTIFICÁVEL. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ.
PRAZO PRESCRICIONAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CÓDIGO
CIVIL. MATÉRIA JULGADA SOB O RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS. RESP N. 1.113.403/RJ.
1. A decisão agravada foi acertada ao entender pela incidência da Súmula nº 7/
STJ, na hipótese em que se pretende a investigação a respeito do cumprimento
do dever de informação pela concessionária no momento da contratação para
fins de escolha da tarifa de energia mais adequada ao perfil do consumidor. 2.
Concluindo o acórdão recorrido pela ausência de engano justificável por parte
da concessionária em relação à cobrança indevida, não é dado a esta corte

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superior discutir a incidência do art. 42, parágrafo único, do CDC, ante o
óbice da Súmula nº 7/STJ. 3. A primeira seção do STJ, ao julgar o RESP n.
1.113.403/RJ, mediante o rito dos recursos repetitivos (art. 543-c do CPC),
entendeu ser aplicável o prazo regido pelo Código Civil, podendo ser ou de 20
(vinte) anos, conforme disposto no Código Civil de 1916, ou de 10 (dez) anos,
tal como previsto no Código Civil de 2002, a depender da aplicação da regra
de transição. 4. Agravo regimental não provido. (STJ; AgRg-AREsp 358.086;
Proc. 2013/0191087-6; RS; Segunda Turma; Rel. Min. Mauro Campbell
Marques; DJE 11/09/2013; Pág. 2034)
DIREITO DO CONSUMIDOR. REJEITADA PRELIMINAR DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. COMPRA DE IMÓVEL. COMISSÃO
DE CORRETAGEM. AGENTE ATUANDO SOB AS INSTRUÇÕES DO
FORNECEDOR. DESNATURAÇÃO DO CONTRATO DE CORRETAGEM. TRANSFERÊNCIA AO CONSUMIDOR DE SERVIÇO QUE
NÃO LHE FOI PRESTADO. CLÁUSULA ABUSIVA. VIOLAÇÃO À
BOA-FÉ OBJETIVA. CONSUMIDOR NÃO INFORMADO ADEQUADAMENTE. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. RECONHECIMENTO DA NULIDADE DE CLÁUSULA. DANOS MATERIAIS
DEVIDOS. REPETIÇÃO DO INDÉBITO DEVIDA. ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO, CDC. RECURSO IMPROVIDO.
1. Afasto a preliminar de cerceamento de defesa. O destinatário da prova é o
Juiz, sendo livre para formar o seu livre convencimento, cabendo-lhe determinar as provas necessárias à instrução do processo, podendo indeferir as inúteis
ou meramente protelatórias, nos termos dos artigos 130 e 131 do Código de
Processo Civil. 2. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei
n. 8.078/1990), que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção ao consumidor (art. 5º, XXXII, da Constituição Federal). 3. Fixadas as
normas e princípios que regulam o caso concreto, a pretensão do consumidor
deve ser amparada com base no princípio da boa-fé, 4º, III, e art. 51, IV, do
Código de Defesa do Consumidor, e no princípio da informação adequada,

III. IMPORTÂNCIA PAGA A TÍTULO DE COMISSÃO DE CORRETAGEM QUE NÃO INTEGRA O PREÇO DA UNIDADE AUTÔNOMA COLOCADA À VENDA. 228) JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS. para que seja devida a repetição. parágrafo único. Nas relações de consumo é desnecessária a prova da má-fé para aplicação da sanção do art. O fornecedor não comprovou que os serviços de intermediação foram efetivamente prestados ao consumidor. DEVER DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS. O fornecedor não pode transferir esse encargo ao consumidor. 6º. (TJDF. COBRANÇA INDEVIDA. Sentença reformada.622. mas o dever substancial de que o consumidor efetivamente as compreenda. reconhecimento que pode ser feito a pedido ou de ofício. Rec 2012. 8.165709-7. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. A comissão de corretagem é ônus de quem contratou os serviços do intermediador.1. AUSÊNCIA DE PREVISÃO CONTRATUAL OU ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR/ADQUIRENTE QUANTO À SUA RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. . se optou por não incluir esse custo no preço cobrado. QUEBRA DO DEVER DE INFORMAÇÃO. 42. 709. PRESUNÇÃO DE RESPONSABILIDADE DO VENDEDOR. O fornecedor tem o dever de informar qualificado. 4. 7. Pág. consubstanciada na cobrança indevida (ato ilícito) do fornecedor. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. A conseqüência do descumprimento de cláusula que viole o dever da boa-fé objetiva e o dever de informar adequadamente é a declaração de nulidade da respectiva cláusula. Ac.13 art. 6. PROBIDADE E BOA-FÉ POR PARTE DO FORNECEDOR.01. DJDFTE 11/09/2013. Rel. PRESCRIÇÃO NÃO EFETIVADA. 5. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. porquanto basta a falha na prestação do serviço. Recurso provido. Juiz Hector Valverde Santana. sobretudo quando não lhe informou adequadamente sobre o ônus. do Código de Defesa do Consumidor. em que não basta o mero cumprimento formal do oferecimento de informações. CIVIL E PROCESSO CIVIL. também do Código de Defesa do Consumidor. 9. Desig. COMISSÃO DE CORRETAGEM PAGA PELO COMPRADOR.

INTERPRETAÇÃO DO ART.Restou evidenciado nos autos que o consumidor/adquirente não assumiu o compromisso de pagar comissão por corretagem. DESPROVIMENTO. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. a responsabilidade do pagamento pode ser do comprador. DJDFTE 10/09/2013. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Verificado o dever . IMPOSSIBILIDADE DE RECUSA.14 1 . impõe-se ao fornecedor o dever de informar claramente a respeito do dos valores a serem desembolsados. INCISO II. 3 .030157-8. nos termos do art. INTELIGÊNCIA DO ART. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO.01. Juiz Leandro Borges de Figueiredo. para conhecimento pormenorizado de seus termos. 44. 709. Pág.O valor da corretagem não estava incluso no valor do negócio. fl. A ocorrência do pagamento não indica a concordância do consumidor com o ato. pois não se verifica qualquer engano justificável a determinar a devolução simples. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. Rel.A quantia deve ser devolvida em dobro. 6º. FINANCIAMENTO. Condeno os recorrentes ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% do valor da condenação.172. 42 do CPC. É certo que. impondo-se a devolução da quantia despendida a este título para se evitar enriquecimento ilícito da parte ré. III. PRETENSÃO DE RECEBIMENTO DE VIA CONTRATUAL PELO CONSUMIDOR.Não ocorreu a prescrição trienal do direito do autor que ajuizou o processo em 08/03/2013. DIREITO À INFORMAÇÃO. 319) APELAÇÃO. Ac. 2 . já que no momento da contratação o consumidor é parte vulnerável. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Ao consumidor deve ser assegurado o direito à exibição do contrato firmado com instituição financeira. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 4 . DEVER DE EXIBIÇÃO. (TJDF. 844. tendo pago o valor da corretagem em 11/03/2010.1. haja vista tratar-se de documento comum entre as partes. na forma do art. 5 . mas por não ser a praxe. Rec 2013. deve o consumidor receber informação clara a respeito.Recurso conhecido e desprovido. DOCUMENTO COMUM ÀS PARTES. 724 do Código Civil.

CONSUMIDOR. faz jus o autor à restituição dos valores referentes às semanas não usufruídas do curso ao exterior. Julg. RESTITUIÇÃO DAS SEMANAS NÃO USUFRUÍDAS. COMPRA E VENDA DE FILMADORA. A autora não alegou defeito no produto adquirido. Desta forma. DJERS 10/09/2013) RECURSO INOMINADO. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DO CURSO REGULAR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA. (TJRS. em especial o fato de que produziria filmes em alta definição (high definition). Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho. DANO MORAL CONFIGURADO.15 de exibir. conforme contratado. 844.21. CURSO NO EXTERIOR. mas o fato de o mesmo não apresentar todas as características referidas pelo vendedor quando da compra e venda. Sendo incontroverso o dispêndio do montante referido no contrato. 16) CONSUMIDOR. Rel.2013. INDENIZATÓRIA. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. DANO MORAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. por outro lado. Porto Alegre. Segunda Turma Recursal Cível. Recurso parcialmente provido. austrália. inciso II. 04/09/2013. Parte autora que pleiteia repetição dos valores pagos a maior.2011. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DEFEITUOSA. Pág.8. deve ser mantida a sentença de primeiro grau e. por conseguinte. AC 200. entrado em contato para solução do problema. Quarta Câmara Especializada Cível. nos termos do art. RESCISÃO. o produto não carecia ser levado à assistência técnica. diversas vezes.040395-9/001. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. negado provimento ao recurso apelatório interposto pela instituição financeira sucumbente. o que o preposto da ré confirmou que não é possível. (TJPB. CARACTERÍSTICA DO PRODUTO. RecCv 31254-44. a título de curso de língua estrangeira em sidney. reconhecido. uma vez que a operadora de turismo não disponibilizou a extensão do programa. DJPB 10/09/2013.9000. Dano moral. sendo obrigação da . Des. DEVER DE INFORMAÇÃO. do código de processo civil. ainda que o autor tenha.

AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA.Patamar mais do que módico.2012. Novo Hamburgo. 5. 03/09/2013. O corretor não age. sem lastro em cláusula contratual expressa e válida.00 . 4. DEVER DE INFORMAÇÃO. como intermediário ou prestador autônomo de serviço. COMISSÃO DE CORRETAGEM. que é decenal.R$ 1. e arts. é abusiva a cláusula que transfere ao adquirente o ônus do pagamento de comissão de corretagem. dando ensejo à rescisão do contrato.8. Primeira Turma Recursal Cível. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR.099/1995. Valor de indenização fixado em . Rel.9000. e sim ao prazo prescricional ordinário. O consumidor não aufere qualquer proveito com a suposta intermediação empreendida pelo corretor. inciso IX. pagando a diferença. 12. Acórdão lavrado em conformidade com o disposto no art. COBRANÇA ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR. A mera assinatura de recibo de pagamento da comissão.16 ré aceitar a devolução do mesmo. nesta hipótese.21.PRESCRIÇÃO. mas como verdadeiro preposto da construtora. Tratando-se de aquisição de imóvel em construção diretamente da construtora. PREJUDICIAL DE MÉRITO . não se limitando a simples inadimplemento contratual. não é suficiente para transferir ao consumidor o ônus do pagamento da . Julg. 2. Dever de informação violado pela ré. Des. pois a aquisição é pactuada diretamente com a construtora. (TJRS. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. de modo a facilitar a atividade empresarial desta. 98 e 99 do Regimento Interno das Turmas Recursais. até porque a consumidora dispôs-se a adquirir outra filmadora. 1. A proposta de compra com recibo de sinal e o instrumento de promessa de compra e venda não informam claramente ao consumidor a assunção do ônus da comissão de corretagem. PRAZO PRESCRICIONAL ORDINÁRIO. A pretensão de ressarcimento de parcelas amparada em discussão sobre a validade ou abrangência de cláusulas contratuais não se submete ao prazo prescricional das ações de enriquecimento sem causa. RecCv 6200985. Pedro Luiz Pozza. Recurso desprovido. o que não foi aceito pela ré. Dano moral caracterizado no caso concreto. de maior preço. 46 da Lei nº 9. Unânime. 3.000.

51.01. 2. 7. RECURSO IMPROVIDO. DJDFTE 04/09/2013. Rec 2013. do Código de Defesa do Consumidor. 8. estes fixado em 15% (quinze por cento) sobre o valor atualizado da condenação. 4. Pág. sobretudo quando não lhe informou adequadamente sobre esse ônus. 1. O fornecedor tem o dever de informar qualificado. a pretensão da consumidora deve ser amparada com base no princípio da boa-fé.078/1990).037216-9. conforme art. O fornecedor não comprovou que os serviços de intermediação foram efetivamente prestados à consumidora. 6. 6. 4º. 5º. 6º. Juiz Antônio Fernandes da Luz. se optou por não incluir esse custo no preço cobrado. e art. Rel. em que não basta o mero cumprimento formal do oferecimento de informações. Nas relações de consumo é desnecessária a prova da má-fé para aplicação da sanção do art. mas o dever substancial de que a consumidora efetivamente as compreenda.17 comissão de corretagem. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. 7. e no princípio da informação adequada. do Código de Defesa . A consequência do descumprimento de cláusula que viole o dever da boa-fé objetiva e o dever de informar adequadamente é a declaração de nulidade da respectiva cláusula. DEVOLUÇÃO EM DOBRO DOS VALORES. IV.099/95. art. COMISSÃO DE CORRETAGEM. art. Recurso conhecido e desprovido. III. Fixadas as normas e princípios que regulam o caso concreto. 5. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. III. 42. A comissão de corretagem é ônus de quem contratou os serviços do intermediador. Sentença mantida por seus próprios fundamentos.1. da Constituição Federal). parágrafo único. (TJDF. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. xxxii. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção ao consumidor (art. 55 da Lei nº 9. reconhecimento que pode ser feito a pedido ou de ofício. 3. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Ac. 284) DIREITO DO CONSUMIDOR. Condeno a recorrente ao pagamento das custas processuais e os honorários advocatícios.784. também do Código de Defesa do Consumidor. CLÁUSULA ABUSIVA. O fornecedor não pode transferir esse encargo à consumidora. 707.

A capitalização dos juros é vedada. mesmo quando convencionada entre as partes. do STJ). COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA COM A NOMENCLATURA DE JUROS MORATÓRIOS. sendo. do CDC. sob a nomenclatura de juros moratórios. Recurso improvido. em que não é possível identificar no custo do dinheiro os juros remuneratórios e a capitalização. Desig. deve ser mantida a disposição contratada. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. porquanto basta a falha na prestação do serviço. Antônio BISPO: A Lei nº 8070/90. NATUREZA DO CONTRATO. concebeu um sistema de proteção ao consumidor que fixa parâmetros de conduta que devem ser observados pelos fornecedores de serviços e servem como medida para a aferição da legalidade da prestação fornecida. salvo as exceções expressamente previstas na Lei. O Código de Defesa do Consumidor aplica-se aos contratos bancários (Súmula nº 297. 275) APELAÇÃO CÍVEL.002729-3. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL. consubstanciada na cobrança indevida (ato ilícito) do fornecedor. Juiz Hector Valverde Santana. possível a revisão e afastamento das cláusulas abusivas dos contratos. Como a comissão de permanência foi prevista de maneira indireta. 6º. Rec 2013. LEASING. Ac. tomando-se por base a legítima expectativa do consumidor. TIAGO PINTO: APELAÇÃO. Rel. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS.861. ILEGALIDADE. VEDAÇÃO. O direito à repetição em dobro requer a presença de dois requisitos: que a quantia cobrada seja indevida e comprovação da má-fé do credor. 706. REQUISITOS NÃO DEMONSTRADOS. correta a nulidade da cláusula contratual que estipulou a cobrança de tal encargo.11. tem-se a violação de um dever inquestionável de cuidado e de adstrição à legalidade que afronta . Nos termos do art. para que seja devida a repetição.1. DES. por conseqüência. 8. Verificada a cobrança de juros e encargos indevidos pelos bancos. DJDFTE 30/08/2013. Pág. DES. No caso específico e dada a natureza do contrato de leasing. REPETIÇÃO EM DOBRO. III. APLICAÇÃO DO CDC.18 do Consumidor. o consumidor tem direito que sejam prestadas informações claras acerca do pacto. (TJDF. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS.

REPETIÇÃO EM DOBRO. CABÍVEL. inciso I.062115-6/001. 7º. a corretora de imóveis é contratada pela construtora ou incorporadora. ensejam a repetição do pagamento indevido. fica descaracterizado o engano justificável. que inclui construtora. Rel. 3. AUSENTE. por praxe do mercado. cabendo ao contratante do serviço arcar com seu custo.Recurso conhecidos e . cujo conhecimento deve ser dado previamente à assinatura do instrumento (art. 54. § 1º do Código de Defesa do Consumidor. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL NOVO. 334. APCV 1. ENGANO JUSTIFICÁVEL. 4. TRANSFERÊNCIA DO ÔNUS AO CONSUMIDOR. 5. FORNECEDORES. EXIGÊNCIA. 25.Não é ilegal a transferência do custo da comissão de corretagem do contratante. 22/08/2013.19 o parâmetro de conduta determinado pelo princípio da boa-fé objetiva. mas exige-se cláusula expressa. aplicando-se a dobra prevista no art.Na venda de imóveis novos. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 46 do Código de Defesa do Consumidor) e por ser limitativa do direito do consumidor deve ser grafada em destaque e de fácil compreensão (art. art.12. 42.0024. ao consumidor. do Código de Processo Civil). incorporadora. imobiliárias e corretores de imóveis são solidariamente responsáveis pelos resultados danosos ao consumidor advindos do contrato nos termos dos arts.A ausência de cláusula que transfere do contratante ao consumidor a obrigação de pagar a comissão de corretagem. construtora ou incorporadora. 18 e art. COMISSÃO DE CORRETAGEM. § único. autorizando a incidência do parágrafo único do artigo 42 do CDC. § único do Código de Defesa do Consumidor. DEVER DE RESTITUIR. Des. fato notório que dispensa prova (art. Julg. RELAÇÃO DE CONSUMO. e por ser dever do fornecedor informar adequadamente o consumidor. Tibúrcio Marques. (TJMG.As operações de compra e venda de imóveis novos são relações de consumo e todos os intervenientes na cadeia de fornecimento. ou sua obscuridade. DJEMG 30/08/2013) CONSUMIDOR. CLÁUSULA EXPLICITA E DESTACADA. 1. § 4º do Código de Defesa do Consumidor). SOLIDARIEDADE. 2. AUSENTE. sob pena de não obrigarem o mesmo.

700. consoante disciplina a resolu ção nº 3. não sendo aplicável o percentual referente ao cet. Custo efetivo total.Recorrentes vencedores. deve ser confrontada a taxa efetiva dos juros remuneratórios com a média praticada pelo mercado à época da contratação. Ac. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. dada a ausência de sua contratação. AÇÃO ORDINÁRIA DE REVISÃO CONTRATUAL E ANULAÇÃO DE CLÁUSULAS ILEGAIS.008804-7. DJDFTE 30/08/2013. 6º. A capitalização mensal dos juros. 250) APELAÇÃO CÍVEL.517/2007 do BACEN. expressa e de fácil compreensão pelo consumidor. Juiz Flávio Augusto Martins Leite. atualmente reeditada sob o nº 2170-36/2001. AFERIÇÃO COM BASE NA TAXA DE JUROS REMUNERATÓRIOS. RECONHECIMENTO PELO ATO SENTENCIAL. PREQUESTIONAMENTO. INFORMAÇÃO ART. 706. INADMISSÍVEL. Para aferição da abusividade na pactuação dos juros. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. tributos.20 provido para condenar a Recorrida a repetir em dobro o valor referente à comissão de corretagem. não há quanto a este aspecto. seguros e outras despesas. incluindo taxas de juros. 6. (TJDF. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA A DIREITO BÁSICO DO CONSUMIDOR.03. INAPLICABILIDADE DO CET (CUSTO EFETIVO TOTAL). sem sucumbência. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA NÃO PACTUADA. interesse recursal a legitimar a insurgência do . Decidindo o r. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. porquanto abrange todos os encargos fixos. nos termos do voto. tarifas. EXIGÊNCIA INDEVIDA. Pág. Rec 2013. III. não obstante seja possível após a entrada em vigor da MP nº 1963-17/2000. AUSÊNCIA DE CONTRATAÇÃO EXPRESSA. IMPOSSIBILIDADE DE COBRANÇA. por se tratar de encargo que onera substancialmente o contrato deve estar prevista de forma clara. ABUSIVIDADE NÃO VERIFICADA.1. Rel. Ato sentencial pela não incidência da comissão de permanência. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS EM PERIODICIDADE INFERIOR A UM ANO. PACTUAÇÃO DOS JUROS DENTRO DA TAXA MÉDIA PRATICADA PELO MERCADO À ÉPOCA DA CONTRATAÇÃO. DO CDC.

II. Impossibilidade. Revisão de contrato anterior. Título executivo. e no art.21 banco apelante para obter o reconhecimento da imprevisão da cobrança de tal encargo. certeza e exigibilidade. Possibilidade. 1. Relª Desª Cleuci Terezinha Chagas. Cédula de crédito bancário. Alegações genéricas. e esta cédula é título executivo. Prescindível se faz a citação pelo órgão colegiado. do código de processo civil. Julg. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. A execução proposta pela instituição financeira está amparada em uma cédula de crédito bancário. Pactuação expressa. Possibilidade. . Pág. 5. por sua natureza. Inocorrência.ÔNUS DA PROVA APELAÇÃO CÍVEL. APL 30431/2013. Julgamento antecipado da lide. Caracterização. 6. Capitalização de juros. taxa de juros e demais encargos incidentes preenche os requisitos do art. Cobrança de encargos pactuados. Inocorrência 4.931/2004. Cédula de crédito bancário. pois não ocorre cerceamento de defesa quando à matéria. 1. Recurso desprovido. 3. 4. 7. 21/08/2013. 585. além de expor a relação de causalidade com o título executivo. Liquidez. DJMT 30/08/2013. (TJMT. Sendo os elementos constantes nos autos suficientes para formar o convencimento do julgador. dos dispositivos utilizados com fins de prequestionamento. A ficha gráfica que retrata o demonstrativo de evolução do 2débito com o valor da dívida. 614. não constitui o julgamento antecipado violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Juros contratados à taxa fixa. 258) 2 . EMBARGOS A EXECUÇÃO. APELO DOS EMBARGANTES. Para discutir contrato anterior em sede de embargos à execução. 2. inciso VIII. prescinde da realização de outras provas além das que já constam dos autos. Inocorrência. o devedor deve apontar de forma detalhada quais foram as eventuais práticas abusivas incidentes no ajuste antecedente que macularam a formação do contrato exequendo. Planilha de cálculo infringência ao art. consoante disposto na Lei nº 10. Excesso de execução. em sede recursal. Cerceamento de defesa. Tangará da Serra. Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor. 614 do CPC. 3. 2. Quinta Câmara Cível. Possibilidade de inversão do ônus da prova 8. do cpc.

AUSÊNCIA DE PERÍCIA CONTÁBIL. PRELIMINAR CERCEAMENTO DE DEFESA. APLICABILIDADE DO CDC ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS SÚMULA Nº 297 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. Décima Terceira Câmara Cível.214-1 FLS. ApCiv 1062696-3. inciso I. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. NÃO OCORRÊNCIA. PARTE QUE QUANDO INTIMADA SOBRE AS PROVAS QUE PRETENDIA PRODUZIR PLEITEOU O JULGAMENTO ANTECIPADO. inclusive de cédula de crédito bancário. 7. AGRAVO RETIDO. 6. (TJPR. DJPR 02/09/2013. POSSIBILIDADE. VIII. HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA E INTELECTUAL DA AUTORA. A Lei nº 10931/2004. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA APELAÇÃO CÍVEL Nº 1046. sendo possível a contratação de juros em qualquer patamar. Des. CHEQUE ESPECIAL. APELAÇÃO. do Código de Defesa do Consumidor. Rel. inc. autoriza a capitalização de juros em periodicidade avençada entre as partes no contrato de cédula de crédito bancário. Pág. Nos termos do artigo 6º. 28. pois no presente caso o valor devido é o que está na cédula de crédito bancário. SÚMULA Nº 297 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PACTA SUNT SERVANDA. 38. 297) APELAÇÃO CÍVEL. Telêmaco Borba. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. As normas do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos contratos bancários. REQUISITOS PRESENTES. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. acrescido dos encargos conforme demonstrativo de débito e previsão contratual. Luis Carlos Xavier. é possível a inversão do ônus da prova quando presente a verossimilhança nas alegações ou demonstrada a hipossuficiência. esta não encontra limite na Lei de usura. APLICAÇÃO DA TAXA MÉDIA DE . APLICABILIDADE ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. ainda que firmados por pessoa jurídica. Inexiste excesso de execução. Não se verifica ilegalidade na estipulação de taxa fixa de juros.22 5. eis que se tratando de instituição financeira. § 1º. 2 MÉRITO REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS. em seu art. JUROS REMUNERATÓRIOS.

Possibilidade. Décima Terceira Câmara Cível. CDC DEMONSTRADOS DEFERIMENTO. 3limitação em 12% ao ano. Cabimento. 42. É devida a repetição do indébito de forma dobrada. DE PROVA DA PACTUAÇÃO ENTRE AS PARTES. CABIMENTO. Pág. Cabível a cobrança de juros capitalizados em período inferior a um ano por força do acórdão proferido no incidente de inconstitucionalidade nº 8063372/01. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. ApCiv 1046214-1. CONTUDO. 1. Juros remuneratórios. 475-n do código de processo civil. Poder judiciário tribunal de justiça apelação cível nº 1046. Descabimento. consoante parágrafo único do artigo 42 do código de defesa do consumidor. REQUISITOS DO ART. DA MP 217036/2001. Sucumbência mantida. Recurso conhecido e parcialmente provido para determinar a repetição de indébito na forma dobrada. Juiz Conv. DIREITO DO CONSUMIDOR. Luiz Henrique Miranda. (TJPR. Repetição de indébito forma dobrada independe de comprovação da má-fé. NA PARTE CONHECIDA. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. DJPR 02/09/2013. parágrafo único. Aplicação do art. 6º. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. do Código de Defesa do Consumidor. RECURSO CONHECIDO PARCIALMENTE E. In casu. AUSÊNCIA DE TAXA NO CONTRATO. . POSSIBILIDADE DE COBRANÇA NOS MOLDES DA SÚMULA Nº 472. 1.23 MERCADO. VIII. Recurso adesivo. AUSÊNCIA. STJ. desde que expressamente contratada. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE PELO COLENDO ÓRGÃO ESPECIAL. por presunção de má-fé. ARTIGO 5º.214-1 fls. o que não foi comprovado. Incidência do art. RECURSO DESPROVIDO. Rel. PARCIALMENTE PROVIDO PARA RECONHECER A POSSIBILIDADE DA COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA DESDE QUE NÃO CUMULADA COM OUTROS ENCARGOS. 296) AÇÃO ORDINÁRIA. Aplicação da taxa média de mercado. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 806337-2/01. Maringá.

VIII. PRECEDENTES. UTILIZAÇÃO DO SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO DA TABELA PRICE. ART. PREQUESTIONAMENTO. º 2. 5º da MP n. Estando presentes um dos requisitos previstos no art. RECONHECIDA INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. Pág. Assim. Levando-se em consideração que a capitalização dos juros remuneratórios não foi prevista no contrato objeto da lide. Quinta Câmara Cível. É possível a revisão judicial dos contratos bancários. 359. RESPEITADOS. CONTRATO QUE NÃO APRESENTA AS TAXAS DE JUROS MENSAL E ANUAL. INVIABILIDADE. Carlos Alberto Alves da Rocha. deve a decisão que deferiu a inversão do ônus da prova ser mantida. 14) CIVIL. DJMT 19/08/2013. INVERSÃO. do CDC. APLICAÇÃO DO CDC. 6º. SENTENÇA QUE CONSIDEROU AS TAXAS DE JUROS MENCIONADAS NA EXORDIAL. (TJMT. Aplicabilidade do CDC. 07/08/2013. Tangará da Serra.170-36/2001 que permitia capitalização mensal de juros. 5º DA MP Nº 2. AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO NO INSTRUMENTO DE CONTRATO. à exceção dos casos expressamente permitidos por Leis esparsas. de acordo com as normas insertas no Código de Defesa do Consumidor. é necessária a demonstração de hipossuficiência do consumidor ou a verossimilhança de suas afirmações. sua cobrança em negócios jurídicos . PODER DE EXIGIBILIDADE DOS CONTRATOS DE ADESÃO E PRINCÍPIO DO PACTA SUNT SERVANDA.24 Para a inversão do ônus da prova. a capitalização de juros é vedada. Julg. IMPOSSIBILIDADE. PARÁGRAFO ÚNICO. Esta corte de justiça firmou entendimento pela inconstitucionalidade do art. CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. MÁ FÉ CARACTERIZADA. SÚMULA Nº 297 DO STJ. inc. CONSUMIDOR. DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS C/C REVISÃO DE CONTRATO. DO CDC. Des.170-36/2001. Repetição do indébito. REPETIÇÃO DO INDÉBITO REFERENTE À PRÁTICA DO ANATOCISMO. AI 55516/2013. Capitalização dos juros. CPC. Rel. DESNECESSIDADE. ÔNUS DA PROVA. INTELIGÊNCIA DO ART. 42. VIABILIDADE. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DO RECURSO. VIABILIDADE.

026099-7/002. 333. SIM. DO CPC).078/90. João Rebouças. Julg. quando for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. com a repetição do indébito nos termos do art. SITUAÇÃO PASSÍVEL DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. na forma da Lei. quando a demanda versa sobre relação de consumo. Desig. . POSSIBILIDADE. o banco demandado arcar. DO CDC. O FATO DE TER SIDO COBRADO INDEVIDAMENTE É. Rel. 05/09/2013. impôs ao Estado a promoção. DO CDC.12. 6º. DJEMG 13/09/2013) APELAÇÃO INDENIZAÇÃO C. À RÉ. DEMONSTRAR FATO IMPEDITIVO. VIII. Terceira Câmara Cível. está no contexto da facilitação da defesa dos direitos do consumidor. CABIA. AC 2013. POIS. II. devendo. 42. Des. (TJRN. da Constituição Federal de 1988. Superior Tribunal de Justiça. INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO DANOS MATERIAIS E MORAIS PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TELEFONIA. Rel. inciso XXXII. Na linha de reiterados precedentes jurisprudenciais do c. REQUISITOS DO ART. AÇÃO ORDINÁRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.25 como estes que se analisa torna-se indevida e caracteriza má fé. Vale dizer. NA CONDIÇÃO DE CONSUMIDOR. prevista pela Lei nº 8. portanto. O artigo 5º.C. VIII. CAPUT. parágrafo único. do cdc. segundo as regras ordinárias da experiência (art. é a da inversão do respectivo ônus. inciso VIII).005399-1. VERIFICADA A VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES. Natal. que serão apuradas pelo julgador. a regra probatória. 6º. A inversão do ônus da prova. DJRN 30/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Des. AGIN 1. MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO AUTOR (ART.0024. Rogério Medeiros. não é automática e depende de circunstâncias concretas. (TJMG. ESTÁ O AUTOR. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Subordina-se ao critério do juiz. 6º. FAVORECIDO PELA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA PRESCRITA NO ART. neste caso específico. da defesa do consumidor.

Matão. considerando ainda a situação socioeconômica das partes. 21/08/2013.26 A cobrança indevida formulada contra o consumidor. Trigésima Câmara de Direito Privado. Ac. APL 0004539-60. AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. É possível o pedido de exibição de documento nos próprios autos. Lino Machado. APLICABILIDADE DO CDC.12. por parte do agressor. HIPOSSUFICIÊNCIA DO CONSUMIDOR. APLICABILIDADE.0347. e o caráter compensatório à vítima. DJESP 29/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.2008. para cadastro de inadimplentes. Rel. também indevidamente. 6953975. (TJMG. Rel. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. Des.0702. POR CONSEGUINTE. RELAÇÃO DE CONSUMO PAUTADA NA VULNERABILIDADE DO AGRICULTOR. DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. DJEMG 13/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. tendo em vista tais parâmetros. envolvendo o caráter repressivo de novas ofensas.8. Apelação desprovida. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. juntamente com o envio do nome do autor. patente a aplicabilidade das normas e princípios esculpidos pelo Código de Defesa do Consumidor. (TJSP. tendo escopo probatório. AQUISIÇÃO DE INSUMOS AGRÍCOLAS. Julg. 05/09/2013.059115-2/001. razão pela qual a indenização dos danos morais deve ser adequada às circunstâncias do caso sob exame. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Antônio Bispo. AGIN 1. .26. Configurada a relação de consumo. Des. CONTRATO DE FINANCIAMENTO E EXTRATOS. Sentença em onze mil e seiscentos e vinte e cinco reais. IRRESIGNAÇÃO QUANTO À APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E. Julg. representam circunstâncias passíveis de indenização por dano moral. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. cuja quantificação deve pautar-se pela razoabilidade. não foi exagerado o valor arbitrado na r.

encerrará o ciclo a que se destinava. não há que se falar em conexão e tão pouco em reunião dos processos para julgamento conjunto. §1º. CONTRATO NULO. AI 45187/2013. nos termos do art. visto que essa é a sua finalidade. além de plenas condições para se defender por parte da empresa agravante. jurídica e fática do agricultor pessoa física diante da estrutura. para o solo. DJMT 21/08/2013. ou seja. DEVOLUÇÃO EM DOBRO. Des. entendimento doutrinário e jurisprudencial dominante é no sentido de que se aplica aos .27 O termo destinatário final expressamente descrito na Lei é mitigado pela doutrina e jurisprudência para a adequação aos casos concretos em atendimento a finalidade da norma. torna-se destinatário final. amplo conhecimento técnico e de informações sobre os produtos agrícolas comercializados. No presente caso. esse produto quando utilizado na terra. porte econômico. (TJMT. 523. aplicam-se as normas consumeristas. Dirceu dos Santos. conhece o CDC os consumidores-equiparados. O agricultor ao adquirir produtos e insumos agrícolas. aplica-se o Código de Defesa do Consumidor em razão das vulnerabilidades técnica. APLICAÇÃO DO CDC. Ademais. 28) AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO. do CPC. Comodoro. Julg. ABUSIVIDADES. Rel. informacional. o último elo da cadeia econômica. Sendo diversos os contratos objetos das ações ajuizadas pelo autor em face do banco réu. Quinta Câmara Cível. mesmo que não preencha a de destinatário final econômico do produto ou serviço (cláudia Lima marques). AGRAVO RETIDO. CONEXÃO. Pág. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. SUCUMBÊNCIA E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. os quais por determinação legal merecem a proteção especial de suas regras. Não merece conhecimento o agravo retido que não teve o pedido de apreciação reiterado nas razões recursais ou na resposta da apelação. portanto. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. Além dos consumidores stricto sensu. 07/08/2013. Trata-se de um sistema tutelar que prevê exceções em seu campo de aplicação sempre que a pessoa física ou jurídica preencher as qualidades objetivas de seu conceito e as qualidades subjetivas (vulnerabilidade).

do art. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 358. patente a aplicabilidade das normas e princípios esculpidos pelo Código de Defesa do Consumidor. A sanção prevista no artigo 42. DJEMG 13/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ficando a parte autora vencida na totalidade dos pedidos. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. admite-se a capitalização mensal dos juros. DEVER DE EXIBIÇÃO. MERA DECLARAÇÃO. Julg. tendo escopo probatório. deverá arcar com as custas. DEFERIR.024209-6/001. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. Antônio Bispo. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. . o que não se aplica quando este cobrou taxas que se encontravam previstas em contrato. EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO. (TJMG. despesas processuais e honorários advocatícios. I -Configurada a relação de consumo. ASSITÊNCIA JUDICIÁRIA. APLICABILIDADE. III. do Código de Defesa do Consumidor. Para a concessão da Assistência Judiciária Gratuita basta a mera declaração de hipossuficiência. 2. somente tem aplicação quando há dolo ou culpa por parte do credor. devolução em dobro da quantia. APCV 1. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. A inversão do ônus da prova deve ser deferida somente quando comprovada pelo consumidor sua hipossuficiência técnica ou financeira. 29/08/2013.123745-7/001. Rel. devendo esses ser fixados na forma do §4º.0707. mas tão somente nos contratos firmados posteriormente à sua entrada em vigor e desde que haja previsão contratual expressa. 20 do CPC. É possível o pedido de exibição de documento nos próprios autos. parágrafo único.28 contratos bancários o Código de Defesa do Consumidor. 05/09/2013. Rel. AGIN 1.11. EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS EXTRATOS DE CADERNETA DE POUPANÇA. II.12. (TJMG. Des. Com a edição da MP n. AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS.170-36/2001. RECUSA INJUSTIFICADA DO BANCO. Des. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Valdez Leite Machado. Modificado o que restou decidido na sentença. DJEMG 13/09/2013) RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL.0024. Julg. POSSIBILIDADE.

22) CONSUMIDOR. APL 48811/2012. ÔNUS DO QUAL NÃO SE DESINCUMBIU. 04/09/2013. FRAGILIDADE DO SISTEMA DE CONTRATAÇÃO DO SERVIÇO. Pág. ATO ILÍCITO DEMONSTRADO. PEDIDO DA INICIAL. INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE AS PARTES. Relª Desª Clarice Claudino da Silva. PROVA DA CONTRATAÇÃO QUE COMPETIA À RÉ. Segunda Câmara Cível. O descumprimento da ordem de exibição dos documentos implica na penalidade de busca e apreensão. VIII. PROVA DA CONTRATAÇÃO QUE COMPETIA À RÉ. DJMT 13/09/2013. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTROS DE INADIMPLENTES.29 DO CPC DESCUMPRIMENTO.00. conforme prevê o inciso III do art. TELEFONIA. Na hipótese.000. QUE DEVE SER CONSIDERADO COMO MERA ESTIMATIVA. POR SE TRATAR DE PEDIDO DE BALCÃO. QUE PERMITE PARTES. EM QUE A PARTE AUTORA REQUEREU A CONDENAÇÃO NO VALOR DE R$ 4. AÇÃO DE DESCONSTITUIÇÃO DO DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. (TJMT. com fundamento no art. 6º. QUE PERMITE AÇÃO FRAUDULENTA DE TERCEIROS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. AUSÊNCIA DE CONTRATO ASSINADO PELA PARTE AUTORA. Provada a existência da conta poupança e que a documentação requerida é comum às partes. QUANTUM . Assim. de modo que é imperiosa a inversão do ônus da prova. 358 do CPC. do CDC. FRAGILIDADE DO SISTEMA DE CONTRATAÇÃO DO SERVIÇO. AUSÊNCIA DE CONTRATO ASSINADO PELA PARTE AUTORA. Julg. BUSCA E APREENSÃO DO BEM. Capital. a instituição financeira é a parte mais forte do pacto e é seu dever mantém registros organizados sobre suas atividades. não há dúvida de que o banco apelado não pode se recusar à exibição. ÔNUS DO QUAL NÃO SE DESINCUMBIU. VALOR INDENIZATÓRIO QUE NÃO COMPORTA REDUÇÃO. DEVER DE DESCONSTITUIR O DÉBITO. não há como negar ao consumidor hipossuficiente as informações relativas à conta poupança. DANO MORAL PURO.

Vedada a cobrança em virtude da inexistência .099/95. da Lei n.000. Pedido da parte autora. Juros limitados à taxa média de mercado fixada pelo BACEN ante a ausência de comprovação da taxa de juros praticados nas operações. a desconstituição do débito. Devida. Se a parte autora nega a existência da relação contratual de linha telefônica e. Porto Alegre. 46. Rel. 04/09/2013. impunha-se à ré. 3º. Comissão de permanência. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA PARA AFASTAMENTO DA ASTREINTE FIXADA. A inclusão indevida em órgão de proteção ao crédito configura o dano moral in re ipsa.000. O valor indenizatório arbitrado (R$ 6. Juros remuneratórios. não trouxe aos autos qualquer documento assinado que demonstrasse a adesão da autora ao contrato de telefonia. a teor do art. INCIDÊNCIA DO CDC. Hipótese em que admitida a incidência de capitalização apenas em periodicidade anual ante a ausência de comprovação de pactuação expressa. Indiscutível a incidência do Código de Defesa do Consumidor à espécie (Súmula nº 297 do e. provar a existência da relação jurídica.2013. Recurso desprovido. do CDC. VALOR QUE NÃO COMPORTA REDUÇÃO.30 FIXADO NA SENTENÇA MANTIDO.9000. REVISÃO CONTRATUAL. do CPC. e art. que requereu em R$ 4. Alexandre de Souza Costa Pacheco. (TJRS. que deve ser considerado como mera estimativa. 333. na esteira do art. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. PORQUANTO FIXADO EM CONSONÂNCIA COM OS PARÂMETROS ADOTADOS POR ESTAS TURMAS RECURSAIS EM CASOS ANÁLOGOS. Des. é consequência o dever de indenizar. 9. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. 14. Superior Tribunal de Justiça). II. Configurada a conduta ilícita e os danos.8. par.00) não comporta redução. ainda mais por se tratar de pedido de balcão. RecCv 12556-87. Segunda Turma Recursal Cível. Julg. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. por consequência.00 o quantum indenizatório a título de danos morais. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. assim. o débito apontado. Porém. Contrato acostado aos autos.21.

ante a previsão expressa de incidência do referido encargo. devendo. TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA. NÃO OCORRÊNCIA.21. não há falar em legitimidade da união ou/e ANEEL. PRELIMINAR INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. Décima Primeira Câmara Cível.2013. no caso a enersul. (TJRS. vai mantida a cobrança do mesmo. COBRANÇA INDEVIDA. serem afastados os demais encargos moratórios (juros e multa). SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. Possibilidade. porém. INCIDÊNCIA DO CDC. AUSÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO COM A ANEEL E/OU UNIÃO AFASTADA. Julg. sendo competente para julgar a causa a Justiça Estadual. Compensação e repetição de indébito. 7º da Lei n. Recurso não conhecido no ponto. incidindo juros de mora a contar da citação. Unânime. devendo figurar no pólo passivo somente a concessionária do serviço público.7000. AC 33586380.31 de previsão contratual. conheceram em parte do recurso e na parte conhecida deram-lhe parcial provimento. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. PERÍODO DE COBRANÇA INDEVIDA. Relª Desª Katia Elenise Oliveira da Silva. Contratos não acostados aos autos. No caso de existência de valores a serem repetidos. Vedação de inscrição em cadastros restritivos de crédito. DJERS 12/09/2013) AÇÃO DECLARATÓRIA. C/C RESTITUIÇÃO DE VALORES. POSSIBILIDADE DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Incumbe a enersul devolver aquilo que . O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às relações mantidas entre os usuários e as concessionárias de serviço público.987/95. 8. desde que haja o depósito das parcelas vencidas e vincendas nos parâmetros estabelecidos nesta decisão. 04/09/2013. Descaracterização da mora. incidindo o IGP-m no que toca aos primeiros 60 dias de atraso.8. estes deverão ser atualizados pelo IGP-m desde a data do efetivo pagamento. conforme o art. Vera Cruz. Inovação em sede recursal. incidindo o IGP-m. Na ação envolvendo restituição de valores cobrados indevidamente dos usuários do serviço de fornecimento de energia elétrica. Tac. Vedada a cobrança em virtude da inexistência de previsão contratual. Desconstituíram em parte a sentença de ofício. A partir do 61º dia de atraso.

Rel. uma vez que a parte autora foi vitoriosa em seu pleito principal. PRESTADORA DE SERVIÇO QUE DEMONSTRA O VÍNCULO CONTRATUAL. em decorrência de erro de cálculo posteriormente verificado.23%. DJPA 11/09/2013.0002. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Rec. DEVER DE EXIBIR DOCUMENTOS COMUNS. SERVIÇO DE TELEFONIA. superior ao que efetivamente era devido.32 cobrou em demasia. Valor de indenização que se mostra excessivo. INSURGÊNCIA DO CONSUMIDOR. (TJPA. 72/05. superior ao que efetivamente era devido. PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA. Dano moral configurado. Quinta Câmara Cível. ocorreu no período compreendido entre abril de 2004 e dezembro de 2007. que é a devolução.6. Des. DJMS 11/09/2013) CONSUMIDOR. Dourados. e nessa ocasião a tarifa foi calculada de acordo com a resolução homologatória n.2012. Rel. de 43. que fixou o reposicionamento tarifário em 50. Operadora de telefonia que não conseguiu comprovar que prestou serviço adequado. Pág. APL 0805652-32. AGRAVO PROVIDO. ocorreu no período compreendido entre abril de 2004 e dezembro de 2007. Essa restituição deve se dar em parcela única e imediata. AI . RELAÇÃO DE CONSUMO.81%. Vladimir Abreu da Silva. O excesso de reposicionamento tarifário.8.81%. 72/05. razão pela qual viável inverter o ônus probatório e carrear à concessionária a obrigação de exibir o contrato e demais documentos solicitados na inicial. 145) EXIBIÇÃO INCIDENTAL. Recurso parcialmente provido. do valor pago a maior a título de energia elétrica. DOCUMENTOS. e nessa ocasião a tarifa foi calculada de acordo com a resolução homologatória n. que fixou o reposicionamento tarifário em 50. Juiz Max Ney do Rosário Cabral. O pedido de sucumbência recíproca improcede. EMPRESA DE TELEFONIA. de 43. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. de uma só vez. 2012. O excesso de reposicionamento tarifário. (TJSC. (TJMS.23%.001511-6. A ação de adimplemento contratual envolve relação de consumo.12.

BLOQUEIO DA LINHA TELEFÔNICA. Quarta Câmara de Direito Comercial. FUNÇÃO PUNITIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL. Alexandre de Souza Costa Pacheco.8. José Inacio Schaefer.33 2013. Cachoeirinha. TELEFONIA MÓVEL.500. RecCv 13618-65. conforme e-mails juntados aos autos. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. 429) CONSUMIDOR.004339-2. Julg. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. Julg. HIPOSSUFICIÊNCIA DO . o que evidencia a falha na prestação do serviço.9000.21. A ré. RECUSO DE APELAÇÃO. DJERS 10/09/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL.500. não produziu qualquer prova para elidir a verossimilhança das alegações do autor. SAQUES E DEMAIS OPERAÇÕES BANCÁRIAS NÃO RECONHECIDAS. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Des. Não comporta redução o valor indenizatório arbitrado (R$ 2. ESTANDO EM CONSONÂNCIA COM OS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. (TJRS.00). por outro lado. AUSENTE PROVA DE QUE O SERVIÇO TENHA SE MANTIDO REGULAR. Blumenau. assim. FURTO DE CARTÃO MAGNÉTICO. 03/09/2013. Restou comprovado pela prova documental que o telefone do autor ficou impossibilitado de realizar e receber chamadas. Recurso desprovido. Indevido. impingindo ao usuário dificuldades e transtornos que excedem a condição de mero dissabor. Rel. ÔNUS QUE INCUMBIA À RÉ. pois em consonância com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. o bloqueio da linha telefônica. Pág. E-MAILS ACOSTADOS PELO AUTOR QUE COMPROVAM A TESE INICIAL. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. IMPOSSIBILITANDO RECEBER E EFETIVAR CHAMADAS. Des. VALOR ARBITRADO DE R$ 2. CARACTERIZADA A MÁ PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. 04/09/2013. constituindo o dano moral indenizável. DJSC 11/09/2013. Segunda Turma Recursal Cível.2013. DANO MORAL CONFIGURADO.00 QUE NÃO COMPORTA REDUÇÃO. Rel.

(TJPR. Des.8. CADASTRO POSITIVO. não tendo o banco demonstrado qualquer elemento que possa apontar unicamente à apelada a culpa pela fraude por ela noticiada. SISTEMA DE PONTUAÇÃO PARA CONCESSÃO DE CRÉDITO. 15) AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. a retirada de numerário da conta bancária do cliente.0001. DECISÃO MONOCRÁTICA. DO CDC. Des.34 CONSUMIDOR. Considerando a possibilidade de violação do sistema eletrônico e tratando-se de sistema próprio das instituições financeiras. DJPR 10/09/2013. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Pág. RECURSO DESPROVIDO. Décima Terceira Câmara Cível. A sentença objeto do apelo se mostra consentânea com o entendimento dos tribunais acerca da hipossuficiência e da possibilidade de ocorrência de fraudes. Wellington José de Araújo. VIII. Em razão da verificação de vulnerabilidade e hipossuficiência da pessoa jurídica. somente passível de ser ilidida nas hipóteses do § 3º do art. há de se manter a decisão monocrática que admitiu a aplicabilidade do CDC e consequente inversão do ônus da prova à pessoa jurídica destinatária final do serviço. Rel. Agr 1103196-6/01. Segunda Câmara Cível. CONCENTRE SCORING. DJAM 10/09/2013. Curitiba. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DETERMINOU A APLICAÇÃO DO CDC E DEFERIU A INVERSÃO AO ÔNUS DA PROVA À PESSOA JURÍDICA VERIFICAÇÃO DE VULNERABILIDADE E HIPOSSUFICIÊNCIA NOS TERMOS DO ART. . (TJAM. Pág. Luis Carlos Xavier. 14 do CDC (stj. RESPONSABILIDADE CIVIL. Rel. 168) AGRAVO DE INSTRUMENTO.04. acarreta o reconhecimento da responsabilidade objetiva do fornecedor do serviço. CONSUMIDOR. 6º. AC 0254321-30. MANUTENÇÃO.2011. sem o consumidor tenha qualquer culpa no ocorrido. Apelo conhecido. POSSIBILIDADE. não reconhecida por esse. RESP 1155770/ pb). mas desprovido.

RecCv 13697-44. do Código de Defesa do Consumidor. VIII. de plano. possível a inversão do ônus da prova.099/95. DANOS MORAIS IN RE IPSA. Os documentos acostados às fls. AÇÃO DE DESCONSTITUIÇÃO DE DÍVIDA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 9000. A demandada.2013 . ANOTAÇÃO. resta configurado o dano moral in re ipsa. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. ÔNUS QUE COMPETIA À RÉ. não aportou aos autos. notadamente em razão da inversão do ônus probatório.8.2013.7000.8. Carazinho. DA QUAL A AUTORA ALEGA NUNCA TER SIDO CLIENTE. (TJRS. INDEVIDA. a verossimilhança da alegação e a hipossuficiência do consumidor.220.21. Julg. aceita-se a inversão do ônus da prova. por sua vez. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. sobretudo a de ilegalidade do chamado “cadastro positivo”. Bastava à comprovação da regularidade do débito a apresentação do contrato firmado. nos termos do art. quais sejam. Sendo indevida a inclusão em órgão de proteção ao crédito. desde que cumpridos os requisitos legais.35 Tratando-se de relação de consumo. 46 da Lei nº 9. MOTIVADA POR DÉBITO RELATIVO À FATURA COM VENCIMENTO EM MAIO DE 2010. EFETUADA PELA EMPRESA DE TELEFONIA. 13 e 62 evidenciam que a autora foi inscrita nos órgãos de restrição ao crédito em razão de fatura emitida pela empresa de telefonia (oi s/a. INSCRIÇÃO EM ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO.) com vencimento em maio de 2010. A parte autora afirma que jamais foi cliente da requerida. porquanto fixado conforme entendimento adotado pelas turmas recursais em casos análogos. AI 361816-46. Nona Câmara Cível.21. O valor indenizatório não comporta redução. Relª Desª Iris Helena Medeiros Nogueira. a teor do artigo 6º. 06/09/2013. embora de fácil produção. . (TJRS. Recurso desprovido.00). não logrou produzir qualquer prova capaz de afastar a impugnação do débito. MANUTENÇÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO ARBITRADO (R$ 6. operada nas relações de consumo. documento que. E cabia à demandada comprovar a veracidade de suas alegações. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO DO SERVIÇO. Agravo de instrumento provido. PORTANTO. Presente a verossimilhança das alegações da parte autora.

04/09/2013. 132 do CPC. a hipossuficiência de que trata o referido dispositivo consumerista. somente ocorre quando o acervo probatório for insuficiente para permitir a resolução da lide. inciso VIII do CDC ante a hipossuficiência dos autores. justifica a inversão do ônus da prova nos termos do art. exatamente este que . a complexidade técnica na produção da prova para aferir a alegada falha. 1) O princípio da identidade física do juiz não é absoluto.36 Capão da Canoa. Julg. 5) No caso concreto. não é apenas econômica. em que na pretensão indenizatória dos autores se aponta falha no atendimento médico de que resultou na perda do ente querido. DJERS 10/09/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. SERVIÇO MÉDICO HOSPITALAR. Precedentes do STJ. Rel. Segunda Turma Recursal Cível. 4) Na insuficiência de prova para a justa e adequada resolução da controvérsia. Alexandre de Souza Costa Pacheco. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 3) A utilização da regra de julgamento com base na inversão do ônus da prova. e dentre as várias possibilidades de diagnósticos foi descartado o problema cardíaco. Des. 2) Na hipótese. Até porque. ou se poderia ser evitada se adotados outros procedimentos e diligências.210/213 deveriam os réus comprovar que seus profissionais não agiram com culpa ao atender o paciente. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 6º. só ensejando nulidade do acórdão se importar em violação ao contraditório e à ampla defesa. chegou-se a apontar problema de coluna. problema renal. Como os próprios réus expressamente desistiram da produção da prova pericial. APELAÇÃO CÍVEL E AGRAVO RETIDO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. colhe-se da instrução processual que o falecido ente querido dos autores passou pelo atendimento de vários médicos que sequer conseguiram diagnosticar o problema do paciente. PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ. mas também técnica. deferida a inversão do ônus da prova na decisão saneadora de f. pois o contratante/consumidor em regra não tem acesso e nem condições de verificar as circunstâncias em que a morte ocorreu. REGRA DE JULGAMENTO. Prejuízo intuitivo não é suficiente para reconhecer violação ao art. assumiram o risco de uma resolução adversa às suas pretensões.

8. recusa de prótese. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 51. nada foi feito nesse sentido. Apelação provida. as constantes queixas da vítima se constituíam em fatores determinantes para que os médicos no mínimo aprofundassem pesquisa. ABUSIVIDADE.0001. NÃO COMPROVAÇÃO POR PARTE DA OPERADORA. 24) 3 . 03/09/2013. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Rel. (TJAP. Assim. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. Pág. OPORTUNIDADE DE MIGRAÇÃO DE PLANO. DJEAP 09/09/2013. restam por configurados os requisitos para a responsabilização das rés na obrigação de indenizar os autores pela perda do ente querido. não agindo com cautela.03. . AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE A NEGATIVA TENHA AGRAVADO O QUADRO CLÍNICO DO USUÁRIO. PLANO DE SAÚDE. Julg. COBERTA PELO PLANO. Porém.PLANOS E SEGUROS DE SAÚDE 3. INTERPRETAÇÃO FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR.656/98. APELAÇÃO CÍVEL. a demora no tratamento adequado.37 levou a vítima a óbito. ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.2010. Mário Mazurek. E § 1º. OFENSA À BOA-FÉ OBJETIVA. APL 0001880-20. OBRIGAÇÃO DE CUSTEIO DOS MATERIAIS RECONHECIMENTO. RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO. APLICAÇÃO DA LEI Nº 9. a discrepância entre os diagnósticos da equipe médica das apeladas diante do grave problema da vítima. conquanto a falta de um diagnóstico claro não seria suficiente para caracterizar a responsabilidade das rés. 7) Agravo retido não provido. II. 6) Não havendo a parte ré se desincumbido do ônus de provar a inexistência de culpa no atendimento médico dispensado ao paciente. Juiz Conv. PRÓTESE NECESSÁRIA À CIRURGIA CORONARIANA. DO CDC. IV. com a realização de exames mais abrangentes para que se pudesse dar o tratamento adequado o mais rápido possível.1. Câmara Única. RECUSA DE COBERTURA DE STENTS.

efetivamente. que omisso o contrato. SEGUNDO A SEGURADORA. RECUSA INDEVIDA. do estatuto consumerista. 2. o que por certo fere o princípio da razoabilidade e a finalidade básica do contrato. 47 DO CDC). deve ser afastada a indenização por danos morais. CONTRATO QUE NÃO EXCLUI A COBERTURA PARA A DOENÇA CARDÍACA QUE ACOMETE O SEGURADO (ATEROSCLEROSE CORONARIANA) E O RESPECTIVO TRATAMENTO. Décima Câmara Cível. ApCiv 1016551-0. prova de que houve sofrimento psíquico intenso.38 1. Rel. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR (ART. É de se declarar nula a cláusula contratual que afasta a cobertura de stent necessário para o bom termo de cirurgia coberta pelo plano de saúde. Pág. Curitiba. VI. (TJPR. Luiz Lopes. DJPR 30/07/2013. não se olvidando. DA LEI N. CONTRADIÇÃO ENTRE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA DE QUE O REEMBOLSO SÓ SERÁ LIMITADO ÀS TABELAS PRATICADAS PELO PLANO SE O ATENDIMENTO FOR REALIZADO EM HOSPITAL NÃO CREDENCIADO . INCIDÊNCIA DA LEGISLAÇÃO CONSUMERISTA (SÚMULA Nº 469 DO STJ). nos termos do que dispõe o art. NEGATIVA DE REEMBOLSO INTEGRAL DAS DESPESAS MÉDICO-HOSPITALARES SUPORTADAS PELO SEGURADO. Des. 12. 9. DEVE OBEDECER ÀS NORMAS POR ELA DETERMINADAS E À LEGISLAÇÃO VIGENTE (ART. PLANO DE SAÚDE. ademais. não havendo. INDENIZAÇÃO.656/98). DANOS MORAL E MATERIAL.656/98. As circunstâncias do caso demonstram que a recusa da operadora do plano de saúde à cobertura do procedimento indicado à recuperação do quadro clínico apresentado pelo autor. 47. ADMISSÃO DA APLICABILIDADE DA LEI N. e também. 9. 46) DIREITO OBRIGACIONAL. porquanto não propicia ao consumidor hipossuficiente ter imediato conhecimento de seu alcance. ainda. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CIRURGIA COM UTILIZAÇÃO DE PRÓTESE (STENT). RESSARCIMENTO QUE. qualquer margem interpretativa deve ser resolvida em favor do consumidor. não ensejaram complicação no seu estado de saúde. donde.

uma vez que a parte autora é beneficiária do plano de saúde contratado pela primeira demandante. não é o caso dos autos. mesmo diante de quadro de urgência. da Lei n. na medida em que se trata de relação de consumo. Não prospera o pedido de ilegitimidade ativa. julgada procedente na origem. Eládio Torret Rocha.656/98). 119) APELAÇÃO CÍVEL. que objetiva o pagamento de valores referente ao procedimento cirúrgico. consoante traduz o art. 3º.085741-3. o que. §2º do CDC. 10. Trata-se de ação cominatória. O reembolso parcial das despesas. RECUSA DE COBERTURA DE MATERIAL ESSENCIAL PARA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. PRÓTESE. CONDICIONANTES QUE NÃO SE APLICAM AO SEGURADO. todavia. 04/07/2013. APLICAÇÃO DO CDC. Blumenau. DEVER DE INFORMAÇÃO. e por consequência. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. Quarta Câmara de Direito Civil. RECUSA DE COBERTURA INDEVIDA. optar por realizar o procedimento em hospital ou prestador não credenciado. Des. AÇÃO COMINATÓRIA. justifica-se apenas quando existirem prestadores de serviço credenciados ao plano e o beneficiário. DJSC 15/07/2013. Rel. DANO MORAL. 9. tem legitimidade para discutir as cláusulas que regulam a contratação. inaplicável o prazo de 180 . In casu. bem como utilizar-se de cobertura não prevista no contrato. (TJSC. utilizando-se de serviços assegurados no contrato e na mencionada legislação de regência (art. Inteligência da Súmula nº 469 do STJ. no qual restou comprovado que o autor. internou-se em hospital atendido pelo rede unimed. INEXISTÊNCIA DE LESÃO À TITULAR DO PLANO. VII. ACIDENTE DE TRABALHO. REEMBOLSO INTEGRAL DEVIDO. INDENIZAÇÃO QUE DEVE SER RESTRITA AO SEGURADO QUE SOFREU A NEGATIVA INDEVIDA. É aplicável o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de seguro. SEGUROS. de acordo com à legislação aplicável à espécie.39 E FOREM UTILIZADOS SERVIÇOS NÃO ASSEGURADOS NO CONTRATO. PLANO DE SAÚDE. Pág. Julg. AC 2012. livre e espontaneamente.

ABUSIVIDADE DA EXCLUSÃO DA COBERTURA.21. Rel. RECUSA DE COBERTURA DE PRÓTESE PENIANA INFLÁVEL POR ALEGADA FALTA DE PREVISÃO CONTRATUAL. Assim. O AUTOR TEM DIREITO DE SE TRATAR MEDIANTE EMPREGO DA TÉCNICA MAIS MODERNA. sob o fundamento de que acidente de trabalho é risco excluído do contrato. ART. Sapucaia do Sul. da Lei nº 9. Julg. a internação e os honorários médicos foram autorizados pela seguradora.656/98. inciso VII. 51. a seguradora demandada não poderia negar a cobertura do plano de saúde.40 dias de carência pela seguradora demandada é ilegal.7000.656/98. Sentença mantida. hipótese não evidenciada nos autos. Se o ato cirúrgico.2010. como é o caso de próteses essenciais ao sucesso de cirurgias ou tratamento hospital decorrente da própria intervenção cirúrgica.8. Ademais. haja vista que o segurado não tinha conhecimento das cláusulas gerais do respectivo plano. a cláusula que dispõe sobre a co-participação do usuário ao pagamento de 50% sobre o valor de órteses ou próteses é ilegal. AC 527481-22. apenas aumentou-se a cobertura do plano anterior celebrado no ano de 2004. pois contraria expressamente o disposto no artigo 10. veda o fornecimento de próteses. Des. o artigo 10. 13/06/2013. (TJRS. da Lei nº 9. Ainda. Sexta Câmara Cível. CDC. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 93 DESTE TRIBUNAL (EMPREGO DE PRÓTESE QUANDO INERENTE AO ATO CIRÚRGICO). órteses e seus acessórios não ligados ao ato cirúrgico. Outrossim. a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica em rejeitar a recusa de cobertura de fornecimento de instrumental cirúrgico ou fisioterápico. uma vez que as partes não celebraram um novo contrato. inciso VII. situação que se evidencia no caso do material necessário para a cirurgia realizada pelo autor. mostra-se descabida a negativa de cobertura de material eleito pelo médico como essencial para o sucesso da intervenção. . Niwton Carpes da Silva. APLICAÇÃO TAMBÉM DAS SÚMULAS NºS 95 E 96 DESTE TJSP (A PRESCRIÇÃO MÉDICA HÁ DE SER SEMPRE PRESTIGIADA). DJERS 21/06/2013) PLANO DE SAÚDE. Apelação desprovida.

ex officio. 2. Recurso provido para revogação da determinação de produção de prova. para verificação da correção da prescrição médica. PLANO DE SAÚDE. MATERIAL IMPORTADO E NÃO NACIONALIZADO. a prova pericial poderá ser realizada. São Paulo. 21/05/2013.8. AI 0026323-91. Prevalece ainda. Cesar Ciampolini. CDC. determina também. ABUSIVIDADE. . Art. 1. Décima Câmara de Direito Privado. A tempo e hora.26. ante a recusa da ora recorrente em fornecer o equipamento requisitado pelo médico a ser utilizado no procedimento cirúrgico. a restituição do valor desembolsado por este para realização de uma cirurgia de colocação de prótese uretral da sua funcionária e. à vista das aludidas Súmulas desta Corte. se bem que mitigado. Não vigora no processo civil brasileiro plenamente o princípio inquisitório.0000. Reclama da sentença do juiz de primeiro grau que procedeu o pedido do autor/ apelado. 6771475. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. CONFIGURAÇÃO DANOS MORAIS. APELAÇÃO CÍVEL. daria ensejo à perda do objeto relativa ao mencionado ponto. PRECEDENTES STJ. Destaco. requer a concessão de efeito suspensivo e a reforma da decisão recorrida. a realização de prova pericial. Rel. Descabimento. por oportuno. QUANTUM INDENIZATÓRIO PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. a duas. CIRURGIA PARA COLOCAÇÃO DE PRÓTESE URETRAL. tendo em vista que a suspensão do cumprimento da decisão ocorreria até o pronunciamento definitivo da Câmara. Julg. 130 do CPC. no caso.41 Decisão judicial que. Des. (TJSP.000. Ac. Fim. a desnecessidade de atribuição de efeito suspensivo ao recurso nesse momento processual. Pois bem. o pagamento da quantia de R$ 6. o que acontece neste instante e. determinando. em que pese o argumento do ora apelante. 3. enquadrando­se na exclusão . RECUSA DE COBERTURA PELA UNIMED.00 (seis mil reais) a título de danos morais. vindo a ser requerida pela parte contrária. de qualquer forma.2013. a uma. ao proclamar o que está acima. de que deixou de fornecer o material suplicado pelo simples fato de o mesmo “ser importado e não nacionalizado. o princípio do dispositivo. SENTENÇA MANTIDA. DJESP 21/06/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.

o valor de R$ 6. POSSIBILIDADE.144/SP. Em tal situação. ao pedir ao pedir a autorização. é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça: PLANO DE SAÚDE ­ CIRURGIA DE ANEURISMA CEREBRAL. DJe 13/05/2008) 6. pode realmente aferir o que vem a ser necessário para o tratamento.00 (seis mil reais) fixado pelo juiz de piso. 88). de abalo psicológico e com a saúde debilitada. prejudicar irreparavelmente a saúde e vida do paciente. Desta feita. Emanuel Leite Albuquerque. uma vez que.06. porquanto observa plenamente os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. (TJCE. 4. UTILIZAÇÃO DE MATERIAL IMPORTADO. TERCEIRA TURMA. é passível de nulidade cláusula limitativa de cobertura quando o contrato prevê intervenção cirúrgica.2009. por via de consequência. (RESP 952. a UNIMED não pode se abster à cobertura do custo do material importado imprescindível ao êxito da cirurgia. Des. 8. quando este é necessário ao bom êxito do procedimento cirúrgico coberto pelo plano de saúde e não existente similar nacional. sem rebuço. Sentença mantida. Ministro Humberto Gomes DE BARROS. De mais a mais. a meu ver. Pág. Rel. AC 0138037­50. já se encontra em condição de dor. como ocorreu na hipótese (fl. a cláusula que impõe limites à realização de procedimentos médicos é abusiva e viciada de ilegalidade. Recurso conhecido e desprovido. julgado em 17/03/2008. 26) . DJCE 27/02/2013. 5. à luz do código consumerista. Primeira Câmara Cível. 7. É que. que nestes casos é o senhor da razão.8. Rel. Nesta direção. apenas o médico. a necessidade de concessão de tal material. Por fim. vejo. conquanto nos contratos o mero inadimplemento não seja causa para ocorrência de danos morais.0001. uma vez que tal recusa poderia. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. não merece reforma. QUANDO INEXISTENTE SIMILAR NACIONAL. ­ É abusiva a cláusula contratual que exclui de cobertura securitária a utilização de material importado. Precedentes do STJ.000.42 de cobertura prevista no próprio instrumento contratual”. pois. a jurisprudência do Superior Tribunal vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa da seguradora em suportar os custos com o material necessário para a realização da cirurgia.

A teor da Súmula nº 302 do STJ. QUINZE DIAS. do CDC. CIVIL E CONSUMIDOR. CLÁUSULA ABUSIVA. SÚMULA Nº 302 DO STJ. NULIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. cria para os contratantes a obrigação de atuar com lealdade. PLANO DE SAÚDE. PLANO DE SAÚDE. J. A nulidade de cláusula limitadora de direitos do consumidor contratante de serviços de plano de saúde é medida que se impõe em razão da legítima expectativa criada. CLÁUSULA ABUSIVA. um dever positivo de lealdade. 4. Rel. inciso II. como forma de retirar a desvantagem criada em relação ao consumidor.J. 155) CONSUMIDOR. STJ. 51. LIMITAÇÃO DE TEMPO DE INTERNAÇÃO EM CLÍNICAS DE DESINTOXICAÇÃO. do CC).005382-5. nula de pleno direito.2. CRIAÇÃO DE LEGÍTIMA EXPECTATIVA. portanto.05. introduzindo no negócio jurídico o componente ético. 1. 2. inciso IV. Recurso conhecido e desprovido. § 1º. Costa Carvalho. Des. Ac. nos moldes do art. DJDFTE 11/07/2013. 691. 187 e 422. RELAÇÃO DE CONSUMO. Revela-se abusiva e. cooperação e eticidade. notadamente aquela que limita o prazo de internação. a cláusula contratual estipulada em plano de saúde que limita em 15 (quinze) dias o prazo de internação em clínicas para desintoxicação de usuários de entorpecentes. BOA-FÉ OBJETIVA. 2. IV. (TJDF. vetor de interpretação dos contratos. SENTENÇA MANTIDA. a fim de restabelecer o equilíbrio contratual e a lealdade entre as partes. eis que coloca o consumidor em desvantagem exagerada e restringe direitos inerentes à natureza do contrato. limite de tempo de internação. a ponto de tornar impraticável a realização de seu objeto. EQUILÍBRIO CONTRATUAL ROMPIDO.065. Rec 2011. conforme enunciado de Súmula nº 302 do c. “É abusiva cláusula contratual . LIMITAÇÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA.43 3. É nula cláusula restritiva de direitos do consumidor. Pág. REESTABELECIMENTO. nos exatos termos do Artigo 51. do Código de Defesa do Consumidor. 1.1. ou seja. 3. O princípio da boa-fé objetiva (artigos 113. Segunda Turma Cível.

conquanto o órgão regulador. Ac. SÚMULA Nº 302 DO STJ. Recurso provido em parte. VEROSSIMILHANÇA NA ALEGAÇÃO DO CONSUMIDOR E RISCO DE DANO IMEDIATO. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA. CONTRATO DE 2001 E DE TRATO SUCESSIVO. AGIN 1. (TJMG. NEGATIVA DE COBERTURA PELA SEGURADORA. DJEMG 21/05/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. verossimilhança da alegação e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. CLÁUSULA ABUSIVA. PLANO DE SAÚDE. 4. por absoluta falta de respaldo legal. face teor da Súmula nº 302 do STJ. IMPOSSIBILIDADE. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. LIMITAÇÃO DE TEMPO DE COBERTURA PARA INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA. 09/05/2013. do CPC. PLANO DE SAÚDE.141701-7. Existindo verossimilhança na alegação de que o plano de saúde nega injustificadamente a cobertura ilimitada de internação psiquiátrica. Para deferimento da tutela antecipada exige-se a presença dos requisitos previstos no do art. Des. 273. 688. não pode se sobrepor às disposições contidas no Código de Defesa do Consumidor. DJDFTE 02/07/2013. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERNAÇÃO DE EMERGÊNCIA EM UTI.0223. Cruz Macedo. Relª Desª Marcia de Paoli Balbino. Pág. “ 3.025823-9/001. Não há falar em condenação de honorários advocatícios em recurso de agravo.059. Quarta Turma Cível. ao editar ato administrativo normativo.1. possível o deferimento da tutela antecipada de prorrogação da cobertura do tratamento.01. APELAÇÃO. Recurso não provido. Julg. quais sejam. O disposto na Resolução nº 11 do CONSU não respalda a limitação do tempo desse tipo de internação. CLÁUSULA CONTRATUAL ABUSIVA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM AGRAVO. (TJDF. devendo tais normas regulamentadoras ser também interpretadas da maneira mais favorável ao consumidor. Rec 2010.44 de plano de saúde que limita no tempo a internação hospitalar do segurado. . Rel. REQUISITOS PRESENTES. 120) PROCESSUAL CIVIL. em sendo o contrato de trato sucessivo e por haver risco de dano imediato de difícil reparação. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DE CARÊNCIA DE 180 DIAS. RECURSO PROVIDO EM PARTE.12.

45 ART. 677. podem exigir dos segurados apenas o prazo máximo de vinte e quatro horas para a cobertura dos casos de urgência e emergência. Quinta Turma Cível. Nesse sentido. mediante o pagamento de remuneração. 5. 4.C da Lei nº 9. em observância ao art. O art. I.de emergência. Precedente Turmário. 20. alínea “c”. . Ac. 35-C DA LEI Nº 9.01. no período de carência. revela-se abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita o atendimento emergencial. Há relação consumerista entre o plano de saúde e o segurado. assim entendidos os resultantes de acidentes pessoais ou de complicações no processo gestacional”. Rec 2012. 12. DJDFTE 20/05/2013. nos termos do art. decorrendo apenas dois meses entre o ajuizamento da ação e a data da sentença. Des. 3. 357) . impossibilitando a realização plena do seu objeto e frustrando as legítimas expectativas do consumidor quando da contratação do plano de saúde. Pág. da referida Lei dispõe de forma clara que os planos de saúde. inclusive. do CPC).656/98. 221). apenas à cobertura ambulatorial de 12 horas.044. do CPC. 1. De acordo com o art. como a recorrida no de consumidora. §§ 3º e 4º. 3º do CDC). Recurso parcialmente provido. quando o beneficiário encontra-se no gozo do período de carência. João Egmont. tanto a recorrente se enquadra no conceito de fornecedora (art.2. II . 2. 2º do CDC. 4. 330. “A cláusula contratual que limita o tempo de atendimento nos casos de urgência e/ou emergência até as primeiras 12 (doze) horas. V. Rel. Dada a simplicidade da lide que foi.656/98.1. Relator Romeu Gonzaga Neiva. importa seja reduzida a verba honorária fixada. julgada antecipadamente (art. caracterizado em declaração do médico assistente. uma vez que aquele presta serviços de natureza securitária. quando fixarem períodos de carência. 35. REDUÇÃO. “ (20070111320097APC. (TJDF. é abusiva. 09/07/2009 p. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.de urgência.014168-0. Desse modo. eis que restringe direitos inerentes à natureza do contrato. é obrigatória a cobertura do atendimento nos casos de “I . 6. diante da diligencia com que se houve o Magistrado. como tal definidos os que implicarem risco imediato de vida ou de lesões irreparáveis para o paciente.

Ao dever de reparar impõe-se configuração de ato ilícito. APLICAÇÃO DO CDC. estes estão submetidos aos regramentos do CDC por conterem obrigações de trato sucessivo. V. ÔNUS SUCUMBENCIAIS. . IV. sem iminente risco à vida da paciente. recusa de ato cirúrgico. uma vez que não se trata de situação na qual a paciente já se encontrava com o quadro clínico e emocional já debilitado e comprovadamente agravado em decorrência da conduta da ré. não restaram configurados os alegados danos morais. de modo que ausente demonstração de um destes requisitos não há que se falar em condenação. COMINATÓRIA. DJEMG 12/08/2013) CIVIL E PROCESSO CIVIL. OBRIGAÇÕES DE TRATO SUCESSIVO. AUSÊNCIA DE PREVISÃO CONTRATUAL. AÇÃO COMINATÓRIA. Há sucumbência recíproca quando ambas as partes saem vencedoras e vencidas da demanda.3. APELAÇÃO CÍVEL. diante da relevância do bem jurídico em discussão.11. Des. mostra-se ilegítima. nexo causal e dano.Apesar de censurável o comportamento da ré em negar indevidamente cobertura de procedimento médico à autora. A Lei nº 9.656/98. CIRURGIA BARIÁTRICA. CONDENAÇÃO MANTIDA.656/98 não retroage aos contratos firmados antes de sua vigência. A negativa do plano de saúde para realização de cirurgia bariátrica. 186 e 187 do CC/02. o direito à vida e à dignidade humana. APLICAÇÃO DO CDC. INSTRUMENTO ANTERIOR A LEI Nº 9. INDENIZAÇÃO INDEVIDA. I. nos termos dos arts. (TJMG. João Cancio. 927.019874-7/001. contudo. que negou a realização de cirurgia eletiva. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO DO PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. com amparo na ausência de previsão contratual específica do procedimento e sem demonstração do custo do tratamento existente à época da contratação. RECUSA INJUSTIFICADA.0701. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. Rel. devendo os ônus de sucumbência ser fixados de forma proporcional. APCV 1. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. 06/08/2013. ENFERMIDADE QUE NÃO ENVOLVE RISCO DE MORTE.46 3. qual seja. III. PLANO DE SAÚDE. II. CIRURGIA BARIÁTRICA. Julg.

quais sejam. 333. por entendê-la como justa e necessária ao caso dos autos. 20 do . verifica-se que o montante arbitrado não se afigura excessivo. 47 do CDC. NÃO COMPROVAÇÃO DE DOENÇA PREEXISTENTE. 1. Cabe ao médico da paciente prescrever o tratamento mais adequado ao caso.000. Por fim. bem como do fato de que. entendo que deve ser minorada a reparação pecuniária. tendo como parâmetro a jurisprudência pátria a respeito de lesões dessa natureza. com fulcro no art. Incidem. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA RESOLUÇÃO Nº. tomando em consideração a maior ou menor extensão da doença. II. Considerando-se as condições pessoais da ofendida e da ofensora. tendo sido solicitada a autorização da cirurgia em 17/12/2012 e somente autorizada pelo plano em fevereiro de 2013. ainda.766/05 DO CFM. I. merece ser resguardada. VI. dois médicos especialistas atestaram a necessidade imperiosa de realização da cirurgia. mas para o importe de R$ 6. Ademais.47 RECUSA INJUSTIFICADA. pelo princípio da boa-fé. Restou claro que a cirurgia pretendida se destina à manutenção da saúde da segurada. REDUÇÃO DO “QUANTUM” INDENIZATÓRIO ARBITRADO A TÍTULO DE DANOS MORAIS. finalidade visada pelo consumidor ao contratar o plano de saúde e que. as normas do CDC. pois de natureza consumerista a relação de direito material existente entre a autora e o plano de saúde. previstos na resolução nº 1. A apelante não desincumbiu do ônus de comprovar a alegação de doença preexistente. IV. no caso concreto. e. segundo o art.00 (seis mil reais). II do CPC. a intensidade e o grau da culpa desta. em atendimento à antecipação dos efeitos da tutela. no que tange ao pedido de redução da verba advocatícia arbitrada no primeiro grau. devendo ser realizada a interpretação mais favorável ao consumidor.766/05 do CFM. bem como a gravidade dos efeitos da sua conduta. estando em consonância com as peculiaridades da causa e com os parâmetros definidos no §3º do art. MANUTENÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. direito à saúde e à vida. V. na hipótese “sub judice”. restaram devidamente preenchidos os requisitos para a realização da cirurgia bariátrica. III. bem como a gravidade ou não do quadro clínico apresentado e as demais circunstâncias capazes de influenciar na recuperação da saúde do paciente e. mormente diante dos direitos tutelados.

656/98. 29/07/2013. o que por certo fere o princípio da razoabilidade e a finalidade básica do contrato. Des. Segunda Câmara Cível. PLANO DE SAÚDE. prova de que houve sofrimento psíquico intenso. revelando-se razoável e eticamente condizente com o trabalho desempenhado pelo advogado da requerente no acompanhamento do presente feito. ApCiv 1016551-0. DJPR . 47. ainda. (TJPR. E § 1º. APLICAÇÃO DA LEI Nº 9. É de se declarar nula a cláusula contratual que afasta a cobertura de stent necessário para o bom termo de cirurgia coberta pelo plano de saúde. Recurso conhecido e parcialmente provido. porquanto não propicia ao consumidor hipossuficiente ter imediato conhecimento de seu alcance. IV. DO CDC. ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Relª Desª Iolanda Santos Guimarães. RENOVAÇÕES SUCESSIVAS DO CONTRATO. e também. Ac.48 CPC. INTERPRETAÇÃO FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. DJSE 02/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. deve ser afastada a indenização por danos morais. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. As circunstâncias do caso demonstram que a recusa da operadora do plano de saúde à cobertura do procedimento indicado à recuperação do quadro clínico apresentado pelo autor. COBERTA PELO PLANO. VII. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE A NEGATIVA TENHA AGRAVADO O QUADRO CLÍNICO DO USUÁRIO. (TJSE. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 51. 1. que omisso o contrato. 10952/2013. efetivamente. ABUSIVIDADE. Luiz Lopes. PRÓTESE NECESSÁRIA À CIRURGIA CORONARIANA. Curitiba. Rel. AC 2013213546. qualquer margem interpretativa deve ser resolvida em favor do consumidor. II. do estatuto consumerista. não ensejaram complicação no seu estado de saúde. nos termos do que dispõe o art. Décima Câmara Cível. OPORTUNIDADE DE MIGRAÇÃO DE PLANO. ademais. não havendo. donde. OBRIGAÇÃO DE CUSTEIO DOS MATERIAIS RECONHECIMENTO. OFENSA À BOA-FÉ OBJETIVA. Julg. 2. RECUSA DE COBERTURA DE STENTS. NÃO COMPROVAÇÃO POR PARTE DA OPERADORA. não se olvidando.

AC 2012. 46) DIREITO OBRIGACIONAL. CONTRADIÇÃO ENTRE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. no plano de saúde. Blumenau. é ilógico e atenta contra o princípio da razoabilidade. AÇÕES INDENIZATÓRIA E MEDIDA CAUTELAR INOMINADA. SEGURADA PORTADORA DE ARTROSE NO JOELHO. previsão de cobertura quanto à doenças ortopédicas e.656/98. PLANO DE SAÚDE. Eládio Torret Rocha. DANO MORAL CONFIGURADO. que a empresa que gerencia o plano de saúde substituísse ao médico na escolha da terapia mais adequada. Se assim não fosse. o que o contrato tem de dispor é sobre quais as patologias cobertas. como tem entendido o STJ e esta corte. Rel. Des. 9. Julg. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CIRURGIA COM COLOCAÇÃO DE PRÓTESE. contraditoriamente.0578579. 1. 47 DO CDC). RECUSA SOB ALEGAÇÃO DE LEGÍTIMA EXCLUSÃO CONTRATUAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA. RECURSOS DESPROVIDOS. Quarta Câmara de Direito Civil. igualmente. (TJSC. NEGATIVA INDEVIDA. DJSC 25/06/2013. suceder restrição ao pagamento dos custos quanto à procedimento cirúrgico e aos materiais indicados pelo médico para o êxito desse procedimento (prótese total de joelho). Pág.49 30/07/2013. estar-se-ia concebendo. 104) DIREITO OBRIGACIONAL. INDENIZAÇÃO. no entanto. ADMISSÃO DA APLICABILIDADE DA LEI N. 06/06/2013. INTERPRETAÇÃO FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR (ART. 2. a circunstância de haver. IMPOSSIBILIDADE. Assim. se o plano é concebido para atender os custos pertinentes a tratamento de determinadas doenças. NECESSIDADE DE REALIZAÇÃO DE CIRURGIA COM . Pág. DANOS MORAL E MATERIAL. Em tema de seguro saúde. CONTRATO QUE NÃO EXCLUI A COBERTURA PARA A DOENÇA CARDÍACA QUE ACOMETE O SEGURADO (ATEROSCLEROSE CORONARIANA) E O RESPECTIVO TRATAMENTO. não sobre os tipos de tratamentos cabíveis a cada uma delas.

REEMBOLSO INTEGRAL DEVIDO. Julg. internou-se em hospital atendido pelo rede unimed. Des. INCIDÊNCIA DA LEGISLAÇÃO CONSUMERISTA (SÚMULA Nº 469 DO STJ). bem como utilizar-se de cobertura não prevista no contrato. NEGATIVA DE REEMBOLSO INTEGRAL DAS DESPESAS MÉDICO-HOSPITALARES SUPORTADAS PELO SEGURADO. livre e espontaneamente. 47 DO CDC). CONTRADIÇÃO ENTRE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. mesmo diante de quadro de urgência. todavia. RESSARCIMENTO QUE.085741-3. RECUSA INDEVIDA.656/98). Quarta Câmara de Direito Civil. CONDICIONANTES QUE NÃO SE APLICAM AO SEGURADO. utilizando-se de serviços assegurados no contrato e na mencionada legislação de regência (art. não é o caso dos autos. 10. PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA DE QUE O REEMBOLSO SÓ SERÁ LIMITADO ÀS TABELAS PRATICADAS PELO PLANO SE O ATENDIMENTO FOR REALIZADO EM HOSPITAL NÃO CREDENCIADO E FOREM UTILIZADOS SERVIÇOS NÃO ASSEGURADOS NO CONTRATO. no qual restou comprovado que o autor. Blumenau. AC 2012. 9. de acordo com à legislação aplicável à espécie. o que.656/98). APELO PARCIALMENTE PROVIDO. DA LEI N. 119) .50 UTILIZAÇÃO DE PRÓTESE (STENT). INDENIZAÇÃO QUE DEVE SER RESTRITA AO SEGURADO QUE SOFREU A NEGATIVA INDEVIDA. DJSC 15/07/2013. justifica-se apenas quando existirem prestadores de serviço credenciados ao plano e o beneficiário. 9. VII. (TJSC. 12. 04/07/2013. DANO MORAL. O reembolso parcial das despesas. Rel. VI. SEGUNDO A SEGURADORA. optar por realizar o procedimento em hospital ou prestador não credenciado. DEVE OBEDECER ÀS NORMAS POR ELA DETERMINADAS E À LEGISLAÇÃO VIGENTE (ART. Pág. Eládio Torret Rocha. da Lei n. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR (ART. INEXISTÊNCIA DE LESÃO À TITULAR DO PLANO.

OBESIDADE MÓRBIDA. APLICAÇÃO DO ART. CDC. Pág. SÚMULA Nº 469 DO STJ.2006.8. respectivamente. Durval Aires Filho. INTERPRETATIO CONTRA STIPULATOREM. RECURSO DESPROVIDO. RECUSA INDEVIDA DE PLANO DE SAÚDE.2010. Apelo conhecido e parcialmente provido. Redução do quantum indenizatório de R$ 60.00 (dez mil reais).06. o qual se mostra mais adequado ante a recusa da cirurgia. IMPOSSIBILIDADE. DIREITO CIVIL. (TJCE. Indenização que não se deve mostrar irrisória ou abusiva a ponto de levar ao enriquecimento sem causa do ofendido.06. 9768-95. Cláusula de limitação abusiva.0001).0001.2005.000. Precedentes invariáveis desta 7ª Câmara Cível.8.0001. EXPRESSA REGULAMENTAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE ­ANS.8. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER EM CARÁTER DE URGÊNCIA. Sentença reformada quanto ao montante indenizatório. SENTENÇA PRIMEVA PROCEDENTE. PLANO DE SAÚDE HAPVIDA ASSISTÊNCIA MÉDICA LTDA. (acórdãos nº. Inadimissibilidade ante a situação médica emergencial do recorrido.00 (sessenta mil reais) para R$ 10. RECUSA DE TRATAMENTO MÉDICO. . 2600-76. TEMA PACÍFICO. CONSUMIDOR.06. 47. ALEGAÇÃO QUE O AGRAVADO SE ENCONTRA NO PERÍODO DE CARÊNCIA. JULGADOS EXPRESSIVOS DO STJ. 99) APELAÇÃO CÍVEL.51 APELAÇÃO CÍVEL. DJCE 11/07/2013.2006. nº.000. CIRURGIA PARA RETIRADA DE TUMOR INTRACRANIANO.0001.8. AC 0088871­54. INCIDÊNCIA DAS REGRAS DO CDC. Máxima constitucional do respeito à dignidade da pessoa humana. Des. Rel.06. 3º. AÇÃO ORDINÁRIA. INCONTÁVEIS PRECEDENTES DO STJ. OBRIGAÇÃO DE FAZER. nº. 488146-58. CONTRATO DE ADESÃO. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ­CDC. Art. Dano moral configurado. INDICAÇÃO MÉDICA DE CIRURGIA BARIÁTRICA (REDUÇÃO DE ESTÔMAGO). Juros moratórios e correção monetária consoante as Súmulas nº 54 e 362 do STJ. VALE O BROCARDO ROMANO. Da CF/88. Sétima Câmara Cível.

confira­se o entendimento das Turmas que compõem a Segunda Seção do STJ: AGRAVO REGIMENTAL ­ AÇÃO ORDINÁRIA ­ PLANO DE SAÚDE ­ CIRURGIA DE REMOÇÃO DE TECIDO EPITELIAL APÓS A SUBMISSÃO DA PACIENTE­SEGURADA À CIRURGIA BARIÁTRICA­ PROCEDIMENTO NECESSÁRIO E COMPLEMENTAR AO TRATAMENTO DA OBESIDADE.. bem como à erradicação das outras co­morbidades que acompanham a moléstia em grau severo. Outro do STJ: (. Recurso Especial a que se nega provimento. Nessa hipótese. não se admitindo que a tutela constitucional dos direitos do consumidor seja limitada com base em meras suposições. ademais. No ponto.656/98 ­que prevê expressamente a cobertura para a cirurgia de redução de .420/ MG. QUARTA TURMA. A gastroplastia. julgado em 22/11/2011. 3. 5. Outrossim. a importância do princípio da equivalência das prestações nos contratos comutativos. ao tratamento das outras tantas co­morbidades que acompanham a obesidade em grau severo. (RESP 1175616/ MT. na esteira de diversos precedentes do STJ. indicada como tratamento para obesidade mórbida. não se desconsidera. não se confundindo com simples tratamento para emagrecimento. Rel. deve­se observar. vocacionada. porém.) 2. revela­ se como cirurgia essencial à sobrevida do segurado. A propósito. revela­se como cirurgia essencial à sobrevida do segurado. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO. 2. Rel. indicada como tratamento para obesidade mórbida. INCLUSIVE. a Lei nº 9. Ministro MASSAMI UYEDA. longe de ser um procedimento estético ou mero tratamento emagrecedor. POR DETERMINAÇÃO LEGAL ­ALEGAÇÃO DE FINALIDADE ESTÉTICA DE TAL PROCEDIMENTO ­AFASTAMENTO NECESSIDADE ­ COBERTURA AO TRATAMENTO INTEGRAL DA OBESIDADE ­ PRESERVAÇÃO DA FINALIDADE CONTRATUAL ­ NECESSIDADE ­ RECURSO IMPROVIDO. Destart.. (AGRG no AREsp 52. julgado em 01/03/2011.52 1. de forma apriorística. ESTE INCONTROVERSAMENTE ABRANGIDO PELO PLANO DE SAÚDE CONTRATADO. DJe 04/03/2011) 4. que a Gastroplastia. TERCEIRA TURMA. é de se reconhecer que a aplicação desse cânone depende da verificação de um substrato fático específico que aponte para uma real desproporção entre as prestações. DJe 12/12/2011) 3. mostra­se ilegítima a negativa do plano de saúde em cobrir as despesas da intervenção cirúrgica.

pois a controvérsia. Des. 8. .2000. exames laboratoriais e materiais descartáveis Sentença de procedência. verbis: As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor. passou a sinalizar os casos em que a cirurgia bariátrica é obrigatória e a dispor acerca do oferecimento de tal procedimento médico pelas entidade de saúde suplementar. 7. se desenvolve unicamente na perspectiva da análise do contrato firmado em data anterior a tal Lei. A propósito. Ação condenatória Internação hospitalar Recusa à cobertura de fisioterapia. a jurisprudência do STJ se orienta no sentido de proporcionar ao consumidor o tratamento mais moderno e adequado. conforme visto. NEGO PROVIMENTO ao Apelatório manejado pela CAMED ­Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil.53 estômago ­é ponto irrelevante. Pág. acolhida pelas codificações modernas. A interpretação das cláusulas contratuais deve favorecer a extensão dos direitos do consumidor. A interpretação dessas cláusulas contratuais segue as regras especiais de interpretação dos negócios jurídicos estandardizados.Omissão quanto aos pedidos de exames laboratoriais. sem dela lhe tirar e nem por.4. 10. PLANO DE SAÚDE. em substituição ao procedimento obsoleto previsto especificamente no contrato. convém destacar que a Agência Nacional de Saúde.8. recusa de exames laboratoriais.0001. 47. CDC. reconhecendo a gravidade de tal morbidade. Tal representa a versão moderna do princípio. AC 0782602­65. que lança suas raízes no direito romano: Interpretatio Contra Stipulatorem ou Interpretatio Contra Proferentem. 6. para manter a Sentença Singular. DJCE 25/06/2013. Oitava Câmara Cível. citra petita Cláusula limitativa que deve ser interpretada à luz do Código de Defesa do Consumidor e da Lei nº 9656/98 Aplicáveis as Súmulas nºs 96 e 100 deste Tribunal e 469 do STJ. Deste modo. inclusive o disposto no art. 69) 3.06. deve ser reconhecida a abusividade da negativa do plano de saúde em cobrir as despesas da intervenção cirúrgica necessária à garantia da própria sobrevivência do segurado. 9. Francisco Darival Beserra Primo. Ademais. Rel. (TJCE.

2011. Negativa de custeio de exames laboratoriais. Associação que deve assumir a responsabilidade contratada. Ac. Rel. hospitalares e laboratoriais Recusa indevida de autorização do exame do qual necessitava a apelada. DJESP 15/08/2013) PLANO DE SAÚDE.2012. independentemente de tratar-se de uma entidade que não vise lucro. do Código de Defesa do Consumidor e das Súmulas n.26. indicado por médico especialista Irrelevante o fato de não constar referidos exames no rol de procedimentos da ANS ou de que o procedimento sequer existia ao tempo da contratação Precedentes do TJSP Incidência no caso do CDC e da Lei nº 9. APL 0131059-25. (TJSP.8. inciso IV. 6890919. 02/07/2013. nos termos do art. VERBA HONORÁRIA Corretamente fixada Descabimento de revisão Recurso desprovido. Des. Apelada que deve propiciar aos associados. do RITJSP. desta Corte Prestação de serviços contratada com a recorrente para preservação da saúde da apelada Sentença mantida. São Paulo. Nº 100. Necessidade inequívoca do tratamento. Afastamento.8. 252. São Paulo. (TJSP.0100. Julg. Julg. João Batista Vilhena.26. além de medicamentos indicados à tentativa de restabelecimento da saúde do paciente. 6853011. 95 e 96 . DJESP 18/07/2013) APELAÇÃO CÍVEL. 13316). APL 0138440-50. Relª Desª Viviani Nicolau. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. PET/CT e ressonância magnética. Décima Câmara de Direito Privado. 30/07/2013. Recusa que coloca em risco o objeto do contrato.Recurso da autora provido e negado provimento ao recurso da ré. Ac. 1-.0100. “(V. PLANO DE SAÚDE. Aplicação do disposto no artigo 51.656/98 Inteligência da S.54 medicamentos e materiais descartáveis Reconhecimento pelo Tribunal por força dos artigos 515. serviços médicos. Terceira Câmara de Direito Privado. § 1º e 516 do CPC -Imprescindibilidade dos procedimentos realizados e materiais descartáveis utilizados para o tratamento da paciente e sua recuperação.

incluindo materiais.5. ao princípio da boa-fé que deve nortear os contratos consumeristas. PLANO DE SAÚDE.Recusa que coloca em risco o objeto do contrato. 6617489. Incidência do disposto no artigo 421 do Código Civil. Rel. REAJUSTE EM RAZÃO EXCLUSIVA DE MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA.2012. Fixação em 20% do valor da condenação. Excesso não reconhecido. Aplicação do disposto no artigo 51. RECURSO IMPROVIDO. DJESP 19/04/2013) 3. Donegá Morandini. Donegá Morandini. Terceira Câmara de Direito Privado. ainda. PLANO DE SAÚDE. 2.. Julg. São Paulo. Aplicação da Súmula nº 96 desta Corte. Ac. Afastamento. SENTENÇA MANTIDA.8. 26/03/2013. 2. 26/03/2013.26. inciso IV. Julg.Atenuação e redução do princípio do pacta sunt servanda. 3.0011. ao princípio da boa-fé que deve nortear os contratos consumeristas. APELO IMPROVIDO.Verba honorária. exames laboratoriais e honorários de anestesista.26. APL 0004812-38. 1-. do Código de Defesa do Consumidor. vez que compatibilizado com o trabalho desenvolvido pelo patrono do autor..0011.8. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. nos termos do artigo 252 do Regimento Interno deste Egrégio Tribunal. SENTENÇA MANTIDA. . Atenuação e redução do princípio do pacta sunt servanda. Incidência do disposto no artigo 421 do Código Civil. (TJSP. (TJSP. Ofensa. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER.Ofensa..55 desta Colenda Corte.2012. Rel. APL 000465480. Des. Des. reajuste por faixa etária. 6616484. Terceira Câmara de Direito Privado. Necessidade inequívoca da realização dos procedimentos. ainda. Negativa de custeio do tratamento indicado ao segurado. nos termos do disposto no artigo 252 do Regimento Interno deste Egrégio Tribunal de Justiça. 3. DJESP 19/04/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Ac. São Paulo.

VEDAÇÃO DO REAJUSTE.8. Agravo regimental desprovido. AÇÃO REVISIONAL. CONTRATO CELEBRADO ANTES DA LEI N. CASO CONCRETO. Pág. 4. Julg. Limitação do reajuste decorrente da adaptação do contrato antigo aos ditames da Lei n 9. Conforme jurisprudência pacífica desta corte e do e. 1. LIMITAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. ABUSIVIDADE VERIFICADA NO CASO EM APREÇO. 9. Terceira Turma. Recurso do autor parcialmente provido. Faixa etária. Prequestionamento. Apelação interposta contra a sentença que julgou parcialmente procedentes pedidos deduzidos em “ação declaratória de abusividade de cláusula. Recurso do autor provido. RESTITUIÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE COBRADOS. Quinta Câmara Cível. quando operados em percentuais superiores aos autorizados pela ans. No tocante ao pedido de restituição de valores decorrente da declaração de abusividade de cláusula do contrato de plano de saúde.C. FAIXA ETÁRIA.7000. Abusividade. Rel. PLANO DE SAÚDE. STJ. Recurso da ré desprovido. Aplicação do estatuto do idoso e do CDC.2013. AC 248865-12. Posicionamento revisto. 418) APELAÇÕES CÍVEIS. a previsão de reajuste em razão da faixa etária é abusiva. (STJ. 2012/0217649-0.21. devendo ser declarada nula. Relª Desª Isabel Dias Almeida.541. REAJUSTE DA MENSALIDADE. DJERS 30/08/2013) PLANO DE SAÚDE. Jurisprudência pacífica desta corte.56 Incidência do CDC e do estatuto do idoso. STJ. AgRgAREsp 244. Proc. 20.656/98. O julgador não está obrigado a enfrentar todos os dispositivos legais suscitados no processo. é aplicável a prescrição decenal prevista no artigo 205 do CC. . REAJUSTE DECORRENTE DE ADAPTAÇÃO DO PLANO. Caxias do Sul. 31/07/2013. §4º do CPC. Paulo de Tarso Sanseverino. DJE 15/08/2013. na esteira da atual orientação do c. MG. C. Valor mantido. Honorários advocatícios. REAJUSTE DA MENSALIDADE EM RAZÃO DA MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. PRESCRIÇÃO. Min. UNIMED. Súmula nº 83/STJ. 5.656/98 E DO ESTATUTO DO IDOSO. nos termos do art. 2. 3. (TJRS. no ponto.

2008). Rel.911/SP.A devolução dos valores deve ser na forma simples. 5. 9.57 Repetição de indébito e indenização por danos materiais”. Vedação do reajuste. a partir de 01/10/2003. em tese. Precedentes. a relação jurídica existente entre as partes caracteriza-se como sendo de consumo.26. Aplicação do prazo decenal previsto no art. a título de diferença entre o valor já especificado e o efetivamente cobrado da autora.8. parágrafo único. 9. sendo desinfluente a natureza jurídica da entidade que presta os serviços. autorizada somente a incidência da correção monetária. Sexta Câmara de Direito Privado. do Código Civil. 10. 389. Contudo. não faz jus ao ressarcimento pleiteado.03. devidos à luz do disposto nos arts.0100/50000. Julg. mas que mantém plano de saúde remunerado” (RESP n. 3.Danos materiais.2012. ainda que se diga sem caráter lucrativo. no período de 01 ano antes da propositura da presente demanda. Os honorários advocatícios contratuais não se confundem com os honorários de sucumbência (art. entre outros: A) declarar abusivos os reajustes incidentes sobre as mensalidades do plano de saúde. 20 do CPC) e são. 8. 6949702. na medida em que não caracterizada a má-fé da ré. EDcl 0114292-72.656/98 e anterior ao Estatuto do Idoso. 91 do TJSP. 42. no caso a cobertura médico-hospitalar.Prescrição. do CDC). Des. 2. . b) condenar a ré a devolver à autora os valores pagos a maior. quer seja a partir de sua vigência.A superveniência de reestruturação dos planos oferecidos pela ré e a extinção do plano de saúde não afetam a lide em questão. 205. Alexandre Lazzarini. Min. ALDIR PASSARINHO Júnior. São Paulo. considerando-se que a autora não comprovou os gastos dispendidos a esse título.Apelação da ré parcialmente provida. Ac. a partir da propositura da ação. está sempre amparada contra a abusividade de reajustes de mensalidades ocorridos com base exclusivamente na mudança de faixa etária. DJe 10. (TJSP. O reajuste das mensalidades permitido refere-se aos reajustes anuais determinados pela ANS. Apelação da autora parcialmente provida. devendo ser objeto de ação própria.Já decidiu o Superior Tribunal de Justiça que “a relação de consumo caracteriza-se pelo objeto contratado. A consumidora quer seja antes da vigência do Estatuto do Idoso. para. 7. 469.Contrato anterior à Lei n. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e Súmula n. Rel. A devolução dos valores indevidamente pagos pela autora deve ser realizada de forma simples e não em dobro (art. 4. Assim. 6. 395 e 404 do CC.

0229-1. Primeira Turma Recursal. Julgamento de acordo com art. PLANO DE SAÚDE. PRESCRIÇÃO AFASTADA. RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO ÂNUA NO TOCANTE AO REAJUSTE DE FAIXA ETÁRIA. ILEGALIDADE DA CLÁUSULA DE REAJUSTE CONTRATUAL. INCONFORMISMO DA AUTORA. PORÉM DE FORMA SIMPLES. Devolução das quantias pagas que deve ocorrer somente a partir de junho de 2008. não podendo atingir parcelas já quitadas anteriormente sem .805. Consumidor maior de 60 anos nulidade dos reajustes praticados após a vigência do estatuto do idoso. IMPOSSIBILIDADE. em decorrência da renovação automática do contrato a cada período de doze meses. Invalidade das cláusulas contratuais por serem consideradas abusivas sentença mantida. PLANO DE SAÚDE. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 91 DO TJSP. 15 3º do estatuto do idoso. ALEGAÇÃO DE REVELIA. INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO ÂNUA. CLÁUSULA DE REAJUSTE DO PRÊMIO DE DIFÍCIL COMPREENSÃO QUANDO DO RESPECTIVO CÁLCULO. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CUMPRIMENTO DA REGULARIZAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL NOS AUTOS. (TJBA.2006.741/03). Proibido o aumento em razão da idade. POSSIBILIDADE DE DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS A MAIOR. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. AFRONTA AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA CONTRARIANDO O DISPOSTO NO ESTATUTO DO IDOSO (LEI Nº 10. Improvimento do recurso.58 13/06/2013. Rec. DJESP 29/08/2013) RECURSO INOMINADO. REAJUSTE ABUSIVO. MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. DJBA 27/08/2013) PLANO DE SAÚDE. 0000371-34. Relª Juíza Sandra Sousa do Nascimento Moreno. CONTRATO DE ADESÃO DE TRATO SUCESSIVO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 469 DO STJ.

Relª Desª Silvia Sterman. Rec 002138303. não há justificativa para a reforma da sentença que obsta o abuso. Julg. lV. Recurso da ré desprovido e parcialmente provido o da autora.10. AÇÃO REVISIONAL. I. 19/08/2013. DESPROPORCIONALIDADE COM RELAÇÃO AOS ÍNDICES DAS OUTRAS FAIXAS ETÁRIAS. DJEMA 27/08/2013) . (TJMA. (TJSP. Quando no caso concreto se verifica que o reajuste aplicado é desproporcional em relação ao acréscimo das outras faixas etárias. em razão da Apelada ter completado 60 (sessenta) anos de idade. Quinta Câmara Cível. mas o excesso cometido a pretexto de reajuste pela mudança de faixa etária deve ser obstado em homenagem às disposições do Código de Defesa do Consumidor que afastam a aplicação de cláusulas que estabeleçam prestações abusivas. 6906805. II. Ac.26. É certo que os valores cobrados a título de plano de saúde devem guardar proporcionalidade com o risco a ser assumido pela operadora do plano. HONORÁRIOS. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Julg. 30/07/2013. São Paulo. APELO IMPROVIDO. MANUTENÇÃO. Apelação improvida. III. PLANO DE SAÚDE. DJESP 23/08/2013) PROCESSO CIVIL E CONSUMIDOR. DISCUSSÃO LIMITADA AO REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. atuariais não há prova que demonstre que vinham sendo aplicados tais reajustespara compensar aumento de custos da operadora. Apesar da afirmação no Apelo de que há legalidade em reajustes anuais.0001. mas apenas da aplicação do reajuste por faixa etária impugnado.2009.0008. REAJUSTE.8. 134263/2013. APL 0207314-77.2008. Ac. Relª Desª Maria das Graças de Castro Duarte Mendes.8.59 ressalvas. VERIFICAÇÃO DE EXCESSO NO CASO CONCRETO. Não se justifica o pleito de redução da verba honorária quando não é demonstrado pela Apelante que a valor fixado desatende as disposições do § 4º do artigo 20 do CPC. Nona Câmara de Direito Privado. V.

PLANO DE SAÚDE REAJUSTE EM DECORRÊNCIA DA MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA MAJORAÇÃO DA MENSALIDADE. 3. 6946967. 252 do RITJSP.2011. Hipossuficiência do consumidor. Corte e do Col. Abusividade caracterizada. Direito que tem sucedâneo no princípio da dignidade da pessoa humana e no principio do solidarismo. Lei nº 10. APL 0007924-92. Julg. Ac. SEXAGENÁRIO. Precedentes desta Eg. São Paulo. Des. Impossibilidade. IMPOSSIBILIDADE. Estatuto do Idoso. do Estado e da iniciativa privada proteger o idoso. Desequilíbrio contratual devolução dos valores pagos a mais reembolso em dobro dos valores pagos descabimento ausência de má fé na cobrança indevida dano moral inocorrência ausência de dolo mero aborrecimento que não gera direito à indenização sentença parcialmente reformada. APL 0178867-26. 2.0100. Recurso desprovido.741/2003. Ofensa à Constituição da República. 8º).8. Princípio da proteção integral (art. STJ. 1. Apelo do autor improvido recurso da ré provido. Sentença mantida.26. PLANO DE SAÚDE. interpretação das cláusulas contratuais de forma a ele mais benéfica. VEDAÇÃO. nos termos do art. Rel. Direito ao envelhecimento (art.0223. CONSTITUIÇÃO FEDERAL.2011. (TJSP. Segunda Câmara de Direito Privado. 6907146. Efetividade da proteção constitucional. Rel. (TJSP. Marco regulatório dos direitos dos idosos. Estatuto do Idoso. 230).8. Guarujá. Incidência. Giffoni Ferreira. Décima Câmara de Direito Privado. Julg. DJESP 26/08/2013) APELAÇÃO. Contrato . 4.60 APELAÇÃO . ESTATUTO DO IDOSO. ABUSIVIDADE VEDAÇÃO LEGAL ESTATUTO DO IDOSO. MAJORAÇÃO. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. Cesar Ciampolini. 06/08/2013. CARÁTER DISCRIMINATÓRIO. Ac. 13/08/2013. Constituição Federal. Reajuste da mensalidade do plano de saúde em decorrência única e exclusiva da mudança de faixa etária de idoso. REAJUSTE POR FAIXA ETÁRIA. Dever da família.26. DJESP 23/08/2013) PLANO DE SAÚDE. PROTEÇÃO AO IDOSO. Des.

§ 3º. Recurso não provido. APL 002479944. Recurso desprovido. Recurso conhecido e não provido. . CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. sendo permitida a sua redução em observância dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Ac. Ofensa ao art. 3. (TJSP. DJDFTE 15/08/2013. Segunda Turma Cível. Precedentes do Eg. É abusiva a cláusula que prevê reajuste do plano de saúde em 166. PLANO DE SAÚDE. Impossibilidade. da Lei nº 10. FAIXA ETÁRIA. por se tratar de norma de ordem pública. de 2003 (estatuto do idoso) tem aplicação imediata. REAJUSTE DAS MENSALIDADES DE PLANO DE SAÚDE EM RAZÃO DA MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA.O artigo 15. da Lei nº 10. Julg. 91) APELAÇÃO CÍVEL.2009. 15. (TJRS. PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE.8. Aplicação do estatuto do idoso e do CDC.11. porque também seria autorizar o aumento diferenciado ao idoso. Discriminação. Relª Desª Fátima Rafael.26. Unânime. Conforme jurisprudência pacífica desta corte e do e. ESTATUTO DO IDOSO. devendo ser declarada nula.61 de trato sucessivo e renovação automática. a previsão de reajuste em razão da faixa etária é abusiva. 2. Rec 2010. Ac.741/2003. por afrontar as disposições do Código de Defesa do Consumidor e do estatuto do idoso. § 3º. Des.005835-0. não podendo ofender a regra de irretroatividade das Leis e ao ato jurídico perfeito.8%.741. Reajuste de mensalidade em decorrência da idade. AÇÃO REVISIONAL. Idoso. 702. em decorrência da mudança da faixa etária. REAJUSTE DA MENSALIDADE. IMPOSSIBILIDADE. Jundiaí. Precedentes do Tribunal. STJ. 06/08/2013. DJESP 23/08/2013) APELAÇÃO. STJ. AC 270270 -07 . Descabe o reajuste das mensalidades por modificação de faixa etária no patamar de 33%. Décima Câmara de Direito Privado. 1. Pág. Rel. Sentença mantida. UNIMED. 6917227.095. AUMENTO EM PERCENTUAL ABUSIVO. Carlos Alberto Garbi. (TJDF. Sentença mantida.0309.1.

OCORRÊNCIA. Caxias do Sul. IV e § 1º. 6. DANO MORAL. In casu. 1.6. o valor da indenização arbitrada na sentença (R$5. 7. DEMORA NA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO MÉDICO. pois ausente contrarrazões. Quinta Câmara Cível. SENTENÇA MANTIDA. precisou permanecer em jejum por 27 (vinte e sete) horas até se submeter ao procedimento AMIU (Aspiração Manual Intra Uterina). 31/07/2013. equilibradamente. conjugar. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO DE URGÊNCIA.A fixação do quantum indenizatório a título de danos morais possui natureza subjetiva e deve ser feita pelo magistrado de acordo com parâmetros de proporcionalidade e razoabilidade. CONSUMIDOR.cinco mil reais) seguiu esses parâmetros. Sentença mantida. . responsabilidade civil.Recurso conhecido e improvido. II do CDC). após diagnóstico de gravidez anembrionária. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. a pretexto de limitar a cobertura do plano. DJERS 06/08/2013) 3.A Súmula de julgamento servirá de acórdão. 51. provocando evidente desequilíbrio na relação jurídica estabelecida entre as partes (art. 37) não justifica a demora de 24 horas para a liberação do tratamento de urgência. cria verdadeiro obstáculo à realização de procedimento médico.2013. Julg. devendo-se.7000. com aborto retido. em razão dos obstáculos perpetrados pela seguradora de saúde para autorizar a operação médica.00. 2.Na espécie.Fica a parte recorrente condenada ao pagamento de custas processuais. HOSPITAL CONVENIADO. 3. caput.Considera-se abusiva cláusula contratual que. Isso porque a consumidora. prescindindo de revisão. Relª Desª Isabel Dias Almeida. a capacidade econômica e a finalidade pedagógica dirigida à parte que paga com a tentativa de se evitar o enriquecimento sem causa da parte beneficiada.8.000. para a sua fixação. Sem condenação ao pagamento de honorários advocatícios. a demora injustificada para autorizar a intervenção cirúrgica extrapola o limite do mero aborrecimento. 5.21.A exigência contratual de prévia autorização para procedimento médico (fl.62 . 4. PLANO DE SAÚDE.

PRECEDENTES DO STJ. ademais. ainda que não esteja previsto no rol da ans. DJDFTE 03/09/2013. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA ACEITA PELO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA.0101679. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO. (TJDF. RECURSO DESPROVIDO. Ac. CONFIGURAÇÃO. ele deve ser interpretado da maneira mais favorável ao consumidor. AUSÊNCIA DE EXCLUSÃO EXPRESSA E DESTACADA NO CONTRATO DA CIRURGIA PLEITEADA. DESNECESSIDADE. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. 47 do Código de Defesa do Consumidor. Omisso o contrato quanto à exclusão expressa do procedimento cirúrgico. Rec 2013. SENTENÇA MANTIDA. É devida a cobertura de procedimento que não contenha exclusão expressa e destacada no contrato. RECUSA INDEVIDA. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. PREVISÃO CONTRATUAL DE PRÓTESES E ÓRTESES LIGADAS AO ATO CIRÚRGICO. REITERAÇÕES DAS RAZÕES CONTIDAS NA CONTESTAÇÃO. ROL MERAMENTE EXEMPLIFICATIVO DOS PROCEDIMENTOS BÁSICOS A SEREM COBERTOS PELOS PLANOS DE SAÚDE. PLANO DE SAÚDE. “conquanto geralmente nos contratos o mero inadimplemento não seja causa para ocorrência de danos . DANO MORAL.63 conforme regra do artigo 46 da Lei nº 9. Juiz Carlos Alberto Martins Filho. PREQUESTIONAMENTO. APELAÇÃO. o qual. INTERPRETAÇÃO DO CONTRATO EM FAVOR DO CONSUMIDOR. MANIFESTAÇÃO EXPRESSA ACERCA DE DISPOSITIVOS LEGAIS. 47 DO CDC. constitui mera referência dos procedimentos básicos a serem cobertos. Pág. DANO MORAL.07. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. APLICAÇÃO DO ART. CERATOCONE. nos termos do art. 276) OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. AUSÊNCIA. MANUTENÇÃO. ABUSIVIDADE CARACTERIZADA.507. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 167/08 DA ANS. Rel. ABUSIVIDADE. 707. IMPLANTE DE “ANEL DE FERRARA”.1.099/95.

AC 200. publicado dje 26/03/2008). 50 da Resolução CNSP 117/2004 e o art. a exigência do aviso de sinistro preenchido pelo médico que assistiu ao segurado. ao pedir a autorização da seguradora. (TJPB. SENTENÇA MANTIDA. 46 do CDC. o que contraria o disposto no art. Juiz Conv. Diante da alegada essencialidade das informações a serem prestadas no aviso de sinistro objeto de discussão. de abalo psicológico e com a saúde debilitada” (stj. já se encontra em condição de dor. QUANTUM ARBITRADO PARA INDENIZAÇÃO. uma vez que a sentença julgou totalmente procedente o pedido autoral. com especificação dos documentos básicos previstos a serem apresentados para cada tipo de cobertura. julgado em 11/03/2008. Wolfram da Cunha Ramos. relatora ministra nancy andrighi. 4. uma vez que. . deveria estar prevista expressamente no contrato ao invés de ser informada apenas pela Central de Atendimento após a ocorrência do evento. RESP 986947/rn. 2. Desse modo. IMPOSSIBILIDADE. Desnecessidade de manifestação expressa acerca de todos os dispositivos legais invocados na decisão recorrida. a jurisprudência desta corte vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde. CONTRATO DE SEGURO VINCULADO A CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. CIVIL E CONSUMIDOR. 72 da Circular SUSEP 302/2005 estabelecem que sejam informados os procedimentos para liquidação de sinistros. revelando­se adequado o quantum indenizatório arbitrado no primeiro grau. O art. Quarta Câmara Especializada Cível. 3. EXIGÊNCIA DE APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO SEM PREVISÃO CONTRATUAL EXPRESSA.027423-0/002. com firma reconhecida. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. 1. Rel. 20) APELAÇÃO CÍVEL. Pág.64 morais. ADEQUAÇÃO. é inquestionável que se trata de documento básico que deveria estar expressamente informado no contrato para cobertura nos casos de falecimento. DANO MORAL CONFIGURAÇÃO.2009. A situação descrita nos autos configura dano moral indenizável. DJPB 03/09/2013. Ausência da sucumbência recíproca.

O descredenciamento desprovido de aviso prévio e no curso de tratamento médico gera direito à indenização por danos morais.No pedido de reparação por danos morais não se exige que o autor indique um valor certo. III. Antônio Abelardo Benevides Moraes. CONTINUIDADE DO TRATAMENTO CUSTEADA PELO PACIENTE. DANO MATERIAL. 32) DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. não se entrevendo julgamento ultra petita no simples fato de ser fixado um valor acima daquele dado à causa. ILEGALIDADE E ABUSIVIDADE RECONHECIDAS. por se tratar de peculiaridade do negócio. CONSUMIDOR. podendo deixar a tarefa ao livre arbítrio do juiz. sendo obrigado a custear às suas expensas as sessões subsequentes. tem caráter meramente estimativo. nessas circunstâncias.8. pois agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. Terceira Câmara Cível. OCORRÊNCIA. vez que não constitui ato ilícito a ela imputável a demora natural nas tratativas atinentes ao recredenciamento.06. DANO MORAL. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO ULTRA PETITA. Rel. (TJCE. Des. lV. porém desprovidos. Descabe a denunciação à lide da empresa mantenedora do hospital no qual se fazia o atendimento do segurado. Recursos conhecidos. além do que o . FIXAÇÃO DENTRO DOS PARÂMETROS DE RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. SENTENÇA MANTIDA. AUSÊNCIA DE AVISO PRÉVIO AO SEGURADO. VALOR DA REPARAÇÃO. RESSARCIMENTO DAS DESPESAS.2006. AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO HOSPITAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. sem que o segurado tenha sido comunicado a respeito com no mínimo de 30 (trinta) dias de antecedência. Pág. o qual. até porque já se encontrava com a saúde debilitada e em condição de padecimento e abalo psicológico. DESCREDENCIAMENTO DE HOSPITAL NO CURSO DE TRATAMENTO QUIMIOTERÁPICO. Preliminar rejeitada. CONDENAÇÃO APENAS DA SEGURADORA. DJCE 29/08/2013. AC 0086251­ 69. I.0001. II.É ilegal e abusiva a suspensão do credenciamento de hospital durante o curso do tratamento de quimioterapia. PLANO DE SAÚDE.65 5.

REJEITADAS. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 134087/2013. Apelação desprovida.10. APLICABILIDADE. PLANO DE SAÚDE.656/98. CIRURGIA.10. como se extrai do art. NÃO CABIMENTO. A recusa indevida de cobertura por plano de saúde enseja dano moral. RECURSO PROVIDO EM PARTE. CONTRATO ANTERIOR À LEI Nº 9. Rec 0010451-19.0024. e não com o hospital. Rel. As operadoras de planos de saúde não podem recusar a cobertura de despesas com o fornecimento de prótese. PRÓTESE. sendo abusiva a cláusula de exclusão. Julg. DJEMA 26/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. JULGAMENTO CITRA PETITA E ILEGITIMIDADE. JUROS DE MORA. PRELIMINARES. do Código Civil. caput. CITAÇÃO. DJEMG 26/08/2013) PLANO DE SAÚDE. 20/08/2013.66 segurado contratou o plano de saúde com a seguradora. DANO MORAL. (TJMA. 944. DEMORA INJUSTIFICADA PARA LIBERAÇÃO DE AUTORIZAÇÃO DE CIRURGIA.2009. Rel. Des. CARACTERIZADO. incidem os juros moratórios a partir da data da citação. TERMO INICIAL. (TJMG. CÓDIGO DE DEFESA DO . V. 20/08/2013. não comportando redução quando fixada em valor condizente com as circunstâncias do caso e com os parâmetros desse Tribunal. PRÓTESE INERENTE AO ATO CIRÚRGICO E NECESSÁRIA A SEU ÊXITO. Des. Marcelo Carvalho Silva. COBERTURA DEVIDA. A indenização por dano moral deve ser fixada em valor suficiente apenas para reparar o dano. Segunda Câmara Cível.8. CLÁUSULA RESTRITIVA ABUSIVA. LEI Nº 9. PRECEDENTES RECENTES DO STJ. conforme entendimento consolidado do STJ. Ac. Julg.073569-5/001. -Tratando-se de responsabilidade contratual. ABUSIVIDADE E ILEGALIDADE. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Amorim Siqueira. RECUSA DE COBERTURA.0001. REDUÇÃO DA INDENIZAÇÃO. APCV 1. quando esta estiver relacionada ao procedimento cirúrgico recomendado coberto pelo plano e for necessária ao êxito da cirurgia.656/98.

26. Carlos Alberto Garbi. . DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO. 10 e 12 da Lei nº 9. Plano de saúde. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 469 DO STJ E DAS SÚMULAS NºS 95 E 96. RECUSA INDEVIDA DE TRATAMENTO INDICADO À AUTORA PELO MÉDICO ASSISTENTE. Eventual cláusula contratual contrária a dispositivo de Lei deve ser tida como não escrita. Incidência da Lei nº 9.2012. AÇÃO COMINATÓRIA. Precedentes do Eg.8. § 1º.656/98. 51. APL 0031171-45. PRESCRIÇÃO MÉDICA QUE VISA RESTABELECER A SAÚDE DO CONVENIADO E NÃO PODE SER QUESTIONADA PELO PLANO DE SAÚDE.078/90. da Lei nº 8. por abusiva e ilegal. Des. Dano moral. Plano-referência (arts. PLANO DE SAÚDE. Santo André. A operadora não pode limitar ou condicionar a autorização da cirurgia. Impossibilidade. STJ. INDENIZAÇÃO QUE DEVE SER ARBITRADA COM RAZOABILIDADE. DJESP 23/08/2013) PLANO DE SAÚDE. VIA ORAL. COBERTURA DE MEDICAMENTO QUIMIOTERÁPICO.656/98). 2. Ac. 4. Rel. Valor da indenização adequadamente arbitrado (R$ 10. NECESSIDADE DO MEDICAMENTO E RESPECTIVO TRATAMENTO.0554. I. Incidência do Código de Defesa do Consumidor. Recurso não provido. Plano que deve cobrir tudo o que for necessário para o pleno restabelecimento do paciente.00). SOB RISCO DE MORTE.000. CONTRATO QUE SE SUJEITA ÀS REGRAS CONTIDAS NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. NEGATIVA INDEVIDA DE COBERTURA CONTRATUAL. AUTORA COM HISTÓRICO DE CÂNCER. que está fundada em pedido médico. 06/08/2013. 3. PROCEDÊNCIA MANTIDA. 1.67 CONSUMIDOR. DANO MORAL. A recusa injustificada de cobertura de plano de saúde acarreta dano moral ao consumidor. DANO MORAL RECONHECIDO. 6917155. inc. Ofensa à regra do art. PARA TRATAMENTO CONTRA CÂNCER. Décima Câmara de Direito Privado. (TJSP. Injustificada demora na liberação de autorização para cirurgia. Julg.

Artur Arnildo Ludwig. Ac. período de carência. “É obrigatória a cobertura do atendimento de emergência que implique risco imediato à vida do paciente” (art. Quinta Câmara de Direito Privado. é abusiva. CONSUMIDOR. CONFIGURADO.7. este já se encontra em condições de saúde debilitada.000. Des. A jurisprudência do e. Recurso da autora provido. HEMODIALISE. Julg. quando o beneficiário encontra. eis que restringe direitos inerentes à natureza do contrato. 1. INAPLICABILIDADE. haja vista que tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia do segurado. RISCO À SAÚDE E À VIDA DO PACIENTE. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. Deram provimento ao apelo da autora e negaram provimento ao recurso adesivo.8. vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos de recusa injustificada de cobertura de plano de saúde.656/98). em reiteradas oportunidades. 6924470. (TJSP. DJERS 12/08/2013) 3.2011. ATENDIMENTO EMERGENCIAL. NEGATIVA DE COBERTURA.a cláusula contratual que limita o tempo de atendimento nos casos de urgência e/ou emergência até as primeiras 12 (doze) horas.2012. Sexta Câmara Cível.68 Indenização devida e fixada em atendimento aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade em R$10. AC 503765-29. Des. SEGUROS. NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO.26. Lajeado. Edson Luiz de Queiróz. não provido o da ré. Julg. APL 0061297-82. 07/08/2013. Rel. NÃO SE JUSTIFICA A NEGATIVA DE COBERTURA CONTRATUAL. DANO MORAL. vez que ao pedir a autorização da seguradora. STJ. Rel. PERÍODO DE CARÊNCIA. PLANO DE SAÚDE.0100. 2. impossibilitando a realização plena do seu objeto e . São Paulo.8.21. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. (TJRS. 35-c. 31/07/2013.00. DJESP 22/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Lei nº 9.7000.se no gozo do período de carência.

mostrando-se viável extrair do contrato cláusula eivada de vício e.01. PLANO DE SAÚDE. a injusta recusa oportuniza sofrimento e dor fora do comum. em regra. COMPLICAÇÃO EM SEU ESTADO CLÍNICO. IMPRESCINDIBILIDADE. FALHA DO SISTEMA OPERACIONAL. O valor indenizatório deve pautar-se pelas balizas da proporcionalidade e da razoabilidade. Os contratos de plano de saúde estão sob a égide do Código de Defesa do Consumidor. 118) APELAÇÃO CÍVEL. Mario-Zam Belmiro. STJ. Pág. VALOR INDENIZATÓRIO.01. DJDFTE 03/09/2013. Precedentes deste eg. RECÉM NASCIDO. 2.096165-5. Pág. AUSÊNCIA DE EXIGÊNCIA DE CARÊNCIA. razão por que os limites e condições de cobertura devem ser vistos com maior amplitude. Rel. contrária aos princípios da boa-fé e da equidade contratuais. (TJDF. Adespeito de a negativa de cobertura para a realização do parto da esposa do segurado. Terceira Turma Cível.69 frustrando as legítimas expectativas do consumidor quando da contratação do plano de saúde.1. configurar mero inadimplemento contratual. PERÍODO DE CARÊNCIA. (TJDF. Rel. Ac. CONFISSÃO. consequentemente. ATENDIMENTO EMERGENCIAL. TJDFT e do col. 3. MIGRAÇÃO DE PLANO DE SAÚDE PARA CATEGORIA SUPERIOR. Recurso parcialmente provido. Des. INDENIZAÇÃO.1. Romeu Gonzaga Neiva. NECESSIDADE DE . Aindenização por dano moral fundamenta-se na existência de uma conduta do autor do ilícito hábil a amparar pretensão reparatória e. não rendendo azo. Quinta Turma Cível.365. APELAÇÃO CÍVEL. 169) CONSUMIDOR. à reparação por danos morais. 706.853. 707. portanto. INCIDÊNCIA DO CDC. Rec 2009. Des. UTI NEONATAL. 3. por si só. REDUÇÃO.181616-8. 4. Apelação desprovida. 1. DJDFTE 02/09/2013. Ac. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE PARTO. carrear-se a ele a responsabilidade pelo dano. RESPONSABILIDADE DO PLANO DE SAÚDE COM AS DESPESAS. EXISTÊNCIA. 4. QUANTUM. DANO MORAL. Rec 2010. Unânime.

717/RJ. uma vez que. De acordo com a Súmula nº 469. . COBERTURA. do Colendo Superior Tribunal de Justiça. de abalo psicológico e com a saúde debilitada. 14/08/2013. “Na linha dos precedentes desta Corte. º 9. Des.12. “ (STJ. que ultrapassam os meros dissabores.656/98. APL 50847/2013. Quinta Câmara Cível.. Min. excepcionalmente. RISCO A SAÚDE E A VIDA. agrava a situação psicológica e gera aflição. pois tal fato agrava a situação de aflição psicológica e de angústia no espírito do segurado. inteligência do art. É obrigatória a cobertura no atendimento de urgência e emergência que implique em risco imediato a vida ou a higidez física do paciente. já se encontra em condição de dor. PLANO DE SAÚDE. diante de situações emergenciais graves nas quais a recusa de cobertura possa frustrar o próprio sentido e razão de ser do negócio jurídico firmado.. A jurisprudência do Colendo Superior Tribunal de Justiça vem reconhecendo o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura securitária. APLICAÇÃO DO CDC. “aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde”. caracterizando o dano moral indenizável. Capital. Terceira Turma. da Lei n. (TJMT.528 /MA. 32) APELAÇÃO CÍVEL. independentemente do prazo de carência estabelecido no contrato. OBRIGATORIEDADE. DJMT 26/08/2013. Nos casos de negativa de cobertura por parte do plano de saúde. URGÊNCIA DE ATENDIMENTO DURANTE O PERÍODO DE CARÊNCIA DO CONTRATO. CONFORMIDADE COM O PARECER MINISTERIAL. RESP 341. Dirceu dos Santos. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 4. Rel. AGRG no AREsp 213169 / RS. DEVER DA OPERADORA DE CUSTEAR OS GASTOS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. Pág. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO. Julg. Nancy Andrighi. ao pedir a autorização da seguradora. nos casos de urgência. 11/10/2012). Precedentes: RESP 657.70 INTERNAÇÃO. o período de carência contratualmente estipulado pelos planos de saúde não prevalece. 12.2005. em regra não se trata de mero inadimplemento contratual. A recusa indevida de tratamento médico. Rel. DJ 12.

bem como exigências impeditivas à autorização de procedimento cirúrgico regularmente coberto na apólice de seguro.se necessária a revisão das cláusulas limitadoras dos direitos inerentes à própria natureza da relação.030458-2/001. DANOS MORAIS. (STJ. DJ 18. Min.71 Quarta Turma.05.0702. QUANTUM. Menezes Direito. PERÍODO DE CARÊNCIA.2006. Julg. Min. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO DE URGÊNCIA. LEGITIMIDADE DO SUCESSOR HERDEIRO. -O período da . Humberto Gomes de Barros. Veiga de Oliveira. se insurja contra a sentença se utilizando de recurso independente ou adesivo. PLANO DE SAÚDE. Primeiro recurso provido e segundo recurso não provido. Rel. PRECEDENTES STJ. Quarta Turma.11. MENSURAÇÃO. Ministra Maria ISABEL Gallotti. o valor indicado na exordial para o arbitramento de danos morais é meramente estimativo. DIREITO DO CONSUMIDOR. 13/08/2013. APCV 1. permitindo que o autor. RESP 880035/ PR.12. DJe 23/11/2009). AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. Rel. Min. AGRG no AG 846077/RJ. Barros Monteiro.218/PB. CABIMENTO DA REPARAÇÃO INDENIZATÓRIA. NEGATIVA DE COBERTURA.2004. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO.390/RJ. autorizando. ABUSIVIDADE. Consoante entendimento do Superior Tribunal de Justiça. Rel. IMINENTE RISCO DE MORTE. REDUÇÃO. Rel.2007 AGRG no AG 520. DJEMG 23/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL.. QUARTA TURMA. AGRG no AG 1393699/MS. Consideram-se abusivas qualquer estipulação excludente de tratamento absolutamente necessário à preservação da vida humana. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DJ 05. Des.04. É cabível o exame das cláusulas do Contrato de Plano de Saúde à luz dos princípios que regem a relação de consumo. DJ 18. QUARTA TURMA.06. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. Terceira Turma. Jorge Scartezzini. julgado em 29/09/2009. (TJMG. Min.. Rel. DJe 28/03/2012) e (RESP 944. caso não se satisfaça com o valor indenizatório fixado. Rel. Terceira Turma. julgado em 20/03/2012. DJ 09.2005. de forma que não há se falar em intangibilidade da força do pacta sunt servanda. Rel.

Impõe-se a desconsideração da estipulação prevista em Contrato de Plano de Saúde. Precedentes. sendo de manifesta urgência a realização do procedimento médico (artigos 12. notadamente em se tratando de hipótese de sucessão processual. Odireito de exigir a reparação por lesão aos direitos de personalidade transmite-se aos herdeiros. notadamente se o paciente encontra-se em situação de iminente risco de morte. haja vista colocar o consumidor em desvantagem exagerada. que estabelece o prazo de carência de 180 dias para a internação hospitalar. A jurisprudência do STJ tem reconhecido o direito ao ressarcimento dos danos morais advindos da injusta recusa de cobertura de seguro saúde. sobretudo quanto se trata de medidas de tutela à saúde. . não podem ser consideradas como meros aborrecimentos ou simples dissabores passíveis de acontecer no cotidiano. extrapolam os limites da razoabilidade.656/98). vem a óbito. Precedentes. no curso do processo. O quantum indenizatório baseia-se em princípios de prudência e de bom senso. causando mais angústia ao espírito do paciente. Recurso principal parcialmente provido. ambos da Lei nº 9. inciso V. cuja mensuração se dá com lastro em ponderado critério de proporcionalidade e razoabilidade. além de já se encontrar vulnerável pelo padecimento físico decorrente do mal que o acomete. o qual. Ocorrências que agravam a situação de aflição psicológica. regularmente coberto pela apólice e essencial ao tratamento e cura da doença. além de serem incompatíveis com a equidade e com a boa-fé. em que os filhos prosseguemem ação de reparação de danos morais ajuizada pelo próprio lesado. e 36-C. por parte do plano de saúde. os incômodos sofridos pelo requerente. Prejudicado o recurso adesivo. É indubitável a ocorrência do dano moral ao paciente beneficiário do Plano de Saúde que. em autorizar procedimento médico/cirúrgico de urgência. observando-se a gravidade da repercussão da ofensa e as circunstâncias específicas do evento. bem como a natureza do direito subjetivo fundamental violado. alínea “c”. evidenciando-se abusivos. Sentença .72 carência e a limitação temporal para a internação. imprescindíveis à preservação do bem maior e absoluto. sente-se também impotente e abandonado ante a recusa injusta. que é a Vida.Deve ser reduzida a condenação indenizatória por dano moral se o quantum fixado na instância a quo se mostrar manifestamente exacerbado e desproporcional à finalidade reparatória e sancionatória do instituto.

512. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.01. (TJMT. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. º 9. RISCO A SAÚDE E A VIDA. independentemente do prazo de carência estabelecido no contrato. PLANO DE SAÚDE. Des. CPC. Quinta Câmara Cível. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO LIMINAR AO AGRAVO DE INSTRUMENTO. REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. DJMT 20/08/2013. DJDFTE 20/08/2013. Pág. AGRAVO REGIMENTAL RECEBIDO COMO AGRAVO INTERNO (ART. Otávio Augusto. sendo a matéria já pacificada por esta Corte. Terceira Turma Cível. 07/08/2013. CPC). COBERTURA. NECESSIDADE DE INTERNAÇÃO. da Lei n. ART.192911-3. 557. PRAZO DE CARÊNCIA. APL 36060/2013. Capital. 12. INCIDÊNCIA DO CDC. (TJDF. 557. inclusive com fundamento na Súmula nº. Ac. RECONSIDERAÇÃO AFASTADA. É obrigatória a cobertura no atendimento de urgência e emergência que implique em risco imediato a vida ou a higidez física do paciente. 129) APELAÇÃO CÍVEL. Dirceu dos Santos. HEMORRAGIA GASTROINTESTINAL E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA. AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. Julg. PERÍODO DE CARÊNCIA. IMPRESCINDIBILIDADE. inteligência do art. Nas relações entre as prestadoras de planos de saúde e seus clientes incide o Código de Defesa do Consumidor. PLANO DE SAÚDE. COMPLICAÇÃO EM SEU ESTADO CLÍNICO. Rec 2011. Des. OBRIGATORIEDADE. Unânime. do Superior Tribunal de . CAPUT.1. ATENDIMENTO EMERGENCIAL. PRETENSÃO RECURSAL EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO TJCE. ABUSIVIDADE. DIREITO À SAÚDE E À VIDA. 41) PROCESSUAL CIVIL. Pág. COBERTURA QUE SE IMPÕE. 701. §1º.73 parcialmente reformada. 469.656/98. Rel. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. Rel.

razão pela qual está evidenciada a excepcionalidade apta a afastar a cláusula contratual que fundamentou a negativa de cobertura. UNIMED NATAL. PLANO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE.. 51. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. pois o valor da vida humana se sobrepõe a qualquer outro interesse.2013. APELAÇÃO CÍVEL. 43) 3. Não há qualquer ilegalidade na decisão agravada. 2. Ministro Paulo DE TARSO SANSEVERINO. AG 0028578­77. ABUSIVIDADE.8. ou sejam incompatíveis com a boa­fé ou a equidade”. DJe 17/09/2012) 3. a cirurgia indicada à Agravada deve ser realizada. NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA (ARTROPLASTIA) PARA IMPLANTAÇÃO DE PRÓTESE NO JOELHO. do Código de Defesa do Consumidor é claro em dispor que “São nulas de pleno direito. atestou risco de morte da paciente. pois o relatório médico indicativo do procedimento. Sexta Câmara Cível. (TJCE.8. Pág. Vislumbra­se que no presente caso. abusivas. TERCEIRA TURMA. 4. que de maneira adequada aplicou a devida solução ao caso em tela.0000/50000.. Rel. mesmo que não preenchido o prazo de carência. entre outras coisas. DJCE 15/08/2013. . Até porque o art. AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. o Superior Tribunal de Justiça tem entendimento consolidado no sentido de que: “A cláusula que estabelece o prazo de carência deve ser afastada em situações de urgência.06. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. “ (RESP 1243632/RS. cláusula excludente DIREITO DO CONSUMIDOR. Precedentes específicos da Terceira e da Quarta Turma do STJ. conforme verificou o juízo singular e nos termos da orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça. Relª Desª Maria Vilauba Fausto Lopes. Embora o prazo de carência contratual para determinados procedimentos esteja amparado em Lei. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: (.) IV ­ estabeleçam obrigações consideradas iníquas.74 Justiça. como o tratamento de doença grave. CLÁUSULA CONTRATUAL EXCLUDENTE DE COBERTURA. julgado em 11/09/2012. que trata de direito à saúde e à vida.

Recurso conhecido e desprovido. O PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO RESPONDE OBJETIVA E SOLIDARIAMENTE PELOS ATOS CULPOSOS DE TERCEIRO QUE O CONDUZ E QUE PROVOCA O ACIDENTE. Des. P. OU QUE O TRANSPORTE SEJA GRATUITO OU ONEROSO. porém. DEVER DE INDENIZAR QUE SE IMPÕE. (TJRN. II. REL. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA.656/98. DANO E NEXO CAUSAL COMPROVADOS. APELAÇÕES CÍVEIS. EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE NÃO . AC 2013. PRECEDENTES DO STJ. não podendo prevalecer cláusula que exclua procedimentos necessários ao pronto restabelecimento do quadro geral de saúde do usuário/paciente. Rel. TERCEIRO CONDUTOR. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. A assistência à saúde é de livre iniciativa privada. O SEU MAU USO CRIA A RESPONSABILIDADE PELOS DANOS CAUSADOS A TERCEIROS. Mesmo em relação aos consumidores que aderiram a contrato de plano de assistência à saúde. Natal. ARTIGO 186 C/C O ARTIGO 927 DO CÓDIGO CIVIL. 279). antes do início da vigência da Lei nº 9. REJEIÇÃO. RELATOR. P/ ACÓRDÃO MINISTRA NANCY ANDRIGHI. a sua realização seja necessária. TERCEIRA TURMA. MINISTRO ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO. conforme art.011220-2. ” (STJ. RESP 577902/DF. Terceira Câmara Cível. encontra-se sujeita a limitações e fiscalizações. POUCO IMPORTANDO QUE O MOTORISTA NÃO SEJA SEU EMPREGADO OU PREPOSTO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. JULGADO EM 13/06/2006. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. UMA VEZ QUE SENDO O AUTOMÓVEL UM VEÍCULO PERIGOSO. por ser de natureza pública. III. 199. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PROPRIETÁRIO DO AUTOMÓVEL. DJ 28/08/2006. “EM MATÉRIA DE ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. a fim de evitar risco imediato de vida ou lesões irreparáveis ao paciente. CULPA. PUBLICAÇÃO.75 INADMISSIBILIDADE. DJRN 30/08/2013) PRELIMINAR. não poderá ser negada a cobertura de implantação de prótese. de acordo com atestado médico. Cláudio Santos. I. da CRFB. quando.

A existência das causas excludentes de responsabilidade é onus probandi que recai sobre os apelantes. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. há de examinar-se a responsabilidade do condutor e proprietário do veículo no enfoque da cláusula geral da responsabilidade subjetiva. 1. fica obrigado a repará-lo. entendendo que ela abrange a espécie de danos estéticos. DEVER DE INDENIZAR. CLÁUSULA CONTRATUAL AMBÍGUA. ” 4. Assim. A apólice do seguro expressamente prevê a cobertura nos casos de danos materiais e corporais. prevista no artigo 186 c/c o artigo 927. Juiz Conv. APÓLICE DE SEGURO. 246 do STJ. adoto a interpretação extensiva dessa cláusula contratual.76 DEMONSTRADAS. 5. No caso sub judice. DANOS MORAIS. e em momento nenhum foram compro.008235-3/001. HIPÓTESE DA SÚMULA N. Para fazer-se a dedução no valor indenizatório arbitrado judicialmente. 10) . DESPROVIMENTO DE AMBOS OS RECURSOS. MATERIAIS E ESTÉTICOS CONFIGURADOS. da indenização relativa ao seguro obrigatório. SURGIMENTO. que a vítima tenha recebido a respectiva indenização relativa ao dpvat.vadas nos autos. AC 001. em face da ausência de definição da cobertura por danos corporais.2009. é necessário. 2. NECESSIDADE DE ABATER-SE DA INDENIZAÇÃO RELATIVA AO SEGURO OBRIGATÓRIO DPVAT. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECEBIMENTO DO SEGURO DPVAT PELA VÍTIMA. IMPOSSIBILIDADE. Súmula nº 387 do STJ: “é lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. Segunda Câmara Especializada Cível. antes. João Batista Barbosa. ambos do Código Civil. Rel. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 47 DO CDC. (TJPB. 3. nos termos da Súmula n. DJPB 27/08/2013. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR. negligência ou imperícia causar dano a outrem. com arrimo do artigo 47 do CDC. 246 DO STJ NÃO CONFIGURADA. Pág. Desses dispositivos se infere que aquele que por ação ou omissão voluntária.

São Paulo. Clóvis Castelo. EDcl 0124594-63. caso da AIDS. Ac. Rel. Des. 6905140. CLÁUSULAS EXCLUDENTES DE COBERTURA CÓDIGO CIVIL/2002 RELATIVIZAÇÃO DA AUTONOMIA DA VONTADE OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA E DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO CONTRATO DE ADESÃO.0100/50000. A cláusula de contrato de seguro de vida com cobertura securitária para doenças graves e excludentes de tratamento de doenças infecto-contagiosas. Corte Sessões de fisioterapia e fonoaudiologia Cobertura contratual Inexistência de óbice para a sua prestação no domicílio do paciente Dano moral não caracterizado. São Paulo. Ac. (TJSP.2012. 6884526. é nula porque abusiva. Recurso provido em parte. DJESP 09/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Julg. CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO. aplicam-se as disposições do CDC. MORTE PASSAGEIRO EM ASSALTO A MÃO ARMADA EM ÔNIBUS. Nona Câmara de Direito Privado.26. 26/02/2013. Rel.2008. ainda mais quando a adesão da consumidora ocorreu já em sua vigência. RELAÇÃO DE CONSUMO.26. (TJSP. Piva Rodrigues.8. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR. Embargos à execução procedentes e recurso provido. CLÁUSULA CONTRATUAL EXCLUDENTE DE COBERTURA ABUSIVIDADE INCIDÊNCIA DO CDC SÚMULA Nº 90 DESTA E.8. PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NO CDC. Des.0000. FATO ESTRANHO À . Trigésima Quinta Câmara de Direito Privado. APL 913418456. DJESP 12/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL PLANO DE SAÚDE “HOME CARE” INDICAÇÃO MÉDICA. 10/07/2013. Julg. RESPONSABILIDADE CIVIL.77 CONTRATOS DE SEGURO DE VIDA E DOENÇAS GRAVES. Nos contratos de trato sucessivo. ABUSIVIDADE RECONHECIDA PROVIMENTO RECURSAL.

PLANO DE SAÚDE.Somente se aplica as disposições do Código de Defesa do Consumidor à pessoa jurídica. como é o caso dos autos. EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. 1 .78 ATIVIDADE DE TRANSPORTE. 5 . PACIENTE . 4 .08. a culpa exclusiva de terceiro é causa suficiente para elidir a responsabilidade civil objetiva do prestador de serviços.Devem ser observados os prazos prescricionais previstos no código consumerista. 09/07/2013.Excepcionalmente pode ser modificado o valor dos honorários sucumbenciais. Julg. da Lei nº 8.078/90 (CDC). o que não é o caso dos autos. CONTRATO CELEBRADO ANTES DA LEI Nº 9. Primeira Câmara Cível. CONTRATO DE TRATO SUCESSIVO. POSSIBILIDADE EXCEPCIONAL NO CASO CONCRETO. IMPROCEDÊNCIA EM RELAÇÃO AO CAPÍTULO DA SENTENÇA.078/90. Precedente consolidado no STJ. Fortuito externo. APLICA-SE AO CASO. em seu § 3º da Lei nº 8. MODIFICAÇÃO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA E DANOS MORAIS. quando houver relação de consumo e a contratante estiver em condição de vulnerabilidade. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. RECURSO PROVIDO. 3 . havendo cláusula excludente da cobertura securitária no contrato.8.0011. ENTENDIMENTO PACIFICADO NO ÂMBITO DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ.2011. DJES 22/07/2013) PLANO DE SAÚDE. Relª Desª Janete Vargas Simões. quando na sentença for fixado em quantia irrisória ou exorbitante. QUE.Deve ser mantida a sentença que julga improcedente a liti sdenunciação da companhia seguradora. CONTRATO DE SEGURO. APL 0005060-39. nos termos do artigo 17. mesmo que seja a relação de consumo se dê por equiparação. POR ESSE MOTIVO. 2 . que dispõe: “equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento”.656/98. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.Conforme estabelece o artigo 14. CLÁUSULA EXCLUDENTE DE COBERTURA. caracterizando quebra do nexo de causalidade entre a conduta do prestador de serviços e o dano causado ao consumidor. (TJES. EFEITOS PRODUZIDOS DURANTE O PERÍODO DE VIGÊNCIA DA LEI.

DJESP 18/07/2013) APELAÇÃO CÍVEL. PROCEDIMENTO SEM CARÁTER ESTÉTICO. INCIDÊNCIA DO CDC. (TJMT. Pirapozinho. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. Recurso improvido. 30) .2010. Rel. PRECEDENTES. EXEGESE DO ART. APL 14444/2013. no contrato. APL 000428495. Julg. exclusão explícita da cobertura. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL PARA O CONSUMIDOR. Nona Câmara de Direito Privado. RISCO À SAÚDE DO PACIENTE. CLÁUSULA EXCLUDENTE DE COBERTURA. por conta disso. NECESSIDADE DE CIRURGIA. Dirceu dos Santos. (TJSP. Capital. ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA RESTRITIVA DE COBERTURA. Pág.26. É injustificável a recusa da prestadora de serviço médico-hospitalar de custear os exames médicos de PET ct tórax (tomografia por emissão de pósitrons). mormente quando não há. Quinta Câmara Cível. Julg. PLANO DE SAÚDE. O contrato de prestação de serviços médico-hospitalares submete-se aos ditames do Código de Defesa do Consumidor e. DJMT 10/07/2013. COBERTURA.8.0456. 18/06/2013. eventual dúvida na interpretação de cláusula contratual resolve-se a favor do beneficiário do plano de saúde. 47 DO CDC. Des.79 ACOMETIDA DE CÂNCER FOI SUBMETIDA À MASTECTOMIA DA MAMA ESQUERDA. 6829772. DEVER DE COBERTURA CARACTERIZADO. Relª Desª Silvia Sterman. Violação do princípio da boa-fé objetiva e causa de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato. NEGATIVA DE COBERTURA DE PRÓTESE PARA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA. INEXISTÊNCIA DE CLÁUSULA EXCLUDENTE OU RESTRITIVA DO EXAME. CUSTEIO DEVIDO. EXAME MÉDICO COM IMAGENS FUNCIONAIS PROVENIENTES DE TOMOGRAFIA NEGADOS. Ac. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. prescritos por médico competente. 26/06/2013. OBRIGAÇÃO DE FAZER.

80 AÇÃO DE RESSARCIMENTO DE DESPESAS MÉDICO. Rel. com fundamento no artigo 267.00. PRÊMIO DE UM CELULAR. DEVER DE EFETUAR EXAMES PRÉVIOS CAPAZES DE DIAGNOSTICAR EVENTUAIS DOENÇAS. pelo que . Ressarcimento das despesas no valor de R$12.000. DESTE E. APL 0325907-89.00. ganharia prêmios. Extinção do feito. Danos morais. BOA-FÉ DO CONSUMIDOR PRESUMIDA. à época da contratação de plano de saúde. Des. informando que se encontrasse uma sequência de três fotos iguais. IMPROCEDÊNCIA EM PRIMEIRO GRAU. 6822133.HOSPITALARES E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. não se exigiu prévio exame médico admissional. VISANDO COBERTURA PARA CIRURGIA DE REDUÇÃO DE ESTÔMAGO (BARIÁTRICA). após ter raspado a cruzadinha encontrou três celulares e. Fixação com respeito ao princípio da razoabilidade e proporcionalidade em RS 5. (TJSP. Recurso provido. DJESP 02/07/2013) 4 .2009. foi informada de que deveria pagar R$ 35.PUBLICIDADE ENGANOSA CONSUMIDOR. “CRUZADINHA PREMIADA”. Julg. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 105. 15/05/2013. Trata-se de ação que busca indenização por danos extrapatrimoniais. Votorantim.0000. ANTES DA ASSINATURA DO CONTRATO. para sua surpresa. Ocorrência. ILEGITIMIDADE PASSIVA. inciso VI do CPC. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Recurso improvido. Tribunal de Justiça: Não prevalece a negativa de cobertura às doenças e às lesões preexistentes se. CLÁUSULA EXCLUDENTE DE COBERTURA PARA DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES.00 por mês para ter direito ao celular pós pago. Sentença mantida. Edson Luiz de Queiróz.26.721. Negativa injustificada de cobertura do procedimento.8. PUBLICIDADE ENGANOSA. corrigidos desde o desembolso até o efetivo pagamento. PLANO DE SAÚDE. Quinta Câmara de Direito Privado. devido a empresa infocel celulares ter entregue à demandante uma “cruzadinha premiada”. Ac.

A reclamação iniciou seis dias após a compra. restando. Mesmo após ter sido o técnico da assistência chamado por duas vezes. do CPC. a qual se mostrou inexistente quando do ajuizamento da presente ação. AÇÃO ANULATÓRIA DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE BEM DURÁVEL C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 20/08/2013. com fulcro no artigo 267. O ônus de comprovar a não veiculação da publicidade enganosa é da ré. DJERS 23/08/2013) CONSUMIDOR. Assim. conforme preceitua o art. as funções punitiva. a teor do que estabelece o art. obstaculizado o prazo decadencial até a resposta do fornecedor. assim. RecCv 40031-52. embora tenha sido enviada à assistência técnica. impõe-se a manutenção da sentença que julgou extinto o feito. dissuasória e reparatória são sopesadas como critério para a fixação do quantum . como reputar a responsabilidade pela publicidade disponibilizada à empresa vivo s/a. A preliminar de decadência. (TJRS. QUANTUM MANTIDO.81 entendeu ter sido ofendida nos atributos da sua personalidade. Trata-se da compra de uma televisão que não apresentou as características que o consumidor teria visto em publicidade na loja. cabível o desfazimento do negócio. inciso VI do CPC. VÍCIO DE PRODUTO. do CDC. portanto. tampouco merece ser acolhida. expressamente relatou que a promoção que desencadeou na presente demanda foi ofertada pela empresa infocel celulares. não havendo. Não merece prosperar o pleito de ver reformada a decisão hostilizada. Além disso.8. diante da ilegitimidade da demandada para figurar no polo passivo da lide. Não se desincumbindo do ônus dessa prova. DANO MORAL CONFIGURADO. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. Primeira Turma Recursal Cível. Soledade.2012.9000. 38. No que se refere à ausência de envio do produto à assistência técnica. PUBLICIDADE ENGANOSA. Des. o mesmo permaneceu. por se tratar de vício de aparente ou de fácil constatação. e que. ora ré. o televisor apresentava um barulho intermitente. No que tange ao dano moral. além de a autora não ter atacado corretamente a decisão sentenciante.21. Julg. II. não prospera. Recurso improvido. o televisor continuou a apresentar o barulho. Isso porque. 333. Rel. Carlos Francisco Gross.

uma vez que não foram objeto de debate pela instância ordinária. Sentença mantida. constata-se ainda a rápida exibição de uma legenda com a descrição: “ chamadas até 5 minutos custam R$0. tenho como adequado o valor de r$3. DO CDC.49/Min) Após. . composição.099/95. informações corretas. prazos de validade e origem. Já o art. entre outros dados. Incide ao caso a Súmula nº 282 do STF. em obediência aos parâmetros utilizados pelas turmas em casos análogos. (TJRS. Recursos desprovidos.21.2013. noventa e nove centavos”. capaz de induzir o consumidor a erro.8. garantia. PRINCÍPIO DA VERACIDADE DA PUBLICIDADE. Julg. Durante a apresentação do comercial. 3. nos termos do art. 2. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características.00. 37. o que inviabiliza o conhecimento do especial no ponto por ausência de prequestionamento. posteriormente. Sentença que merece ser mantida por seus próprios fundamentos. precisas.99 sem tributos (preço final RJ R$1. “ (fls. qualidades.9000. Não há como apreciar o mérito da controvérsia com base na dita malversação dos artigos 56 e 57 do CDC. RecCv 3511-59. Terceira Turma Recursal Cível.99”. Quanto ao fato de o valor cobrado referir-se apenas aos primeiros 05 minutos de ligação. Dois Irmãos. ouvem-se sons enfatizando os seguintes dizeres: “5 (cinco) minutos. “R$0. 46 da Lei nº 9. trata-se da legalidade de multa imposta à Intelig Telecomunicações em razão de publicidade enganosa por ter veiculado desconto especial com o slogan “Fale até 5 minutos por 0.82 indenizatório. 1. a oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar. preço. a cobrança passa a ser conforme o plano básico. 270/271). 27/06/2013. Consta nos autos que “durante a encenação aparecem atores levantando placas com as descrições “5 minutos”. PUBLICIDADE ENGANOSA. Relª Desª Adriana da Silva Ribeiro. 31 do Código de Defesa do Consumidor.99” e. ART. DJERS 02/07/2013) ADMINISTRATIVO. claras.000. sendo desnecessário discriminar o valor de cada dano. garantia. Em relação ao quantum indenizatório fixado pelo juízo de origem. §1º. No presente caso. LEGALIDADE DA MULTA APLICADA PELO PROCON. 37 proíbe de forma expressa a publicidade enganosa. Nos termos do art.

a prestadora de serviços fez constar em legenda os seguintes dizeres. PUBLICIDADE ENGANOSA. Pela análise do quadro fático desenhado pelo Tribunal a quo.99. finda por induzi-lo a erro ou tão somente coloca dúvidas acerca do produto ou serviço oferecido.49/Min)”-. Mauro Campbell Marques. ou seja. tampouco tal nefanda prática também colha que deva estar evidenciada de plano sua ilegalidade. R$1.99 sem tributos. o valor da ligação de 5 minutos seria. COMPRA E FINANCIAMENTO DE IMÓVEL. a luz do Código de Defesa do Consumidor (art.83 não há qualquer dúvida. Rel. LEI Nº . (Preço final RJ. A dúvida surge quanto ao próprio valor a ser pago nas ligações de duração menor ou igual ao período de 5 minutos. nessa parte. (Preço final RJ. Recurso Especial parcialmente conhecido e. por omitir dado essencial para formação do juízo de opção do consumidor. 5. 4. fica evidenciado que a publicidade veiculada pela recorrida é capaz de induzir o consumidor a erro quanto ao preço do serviço. a prova da vontade de enganar o consumidor.99 X 5 minutos) e. ou seja. para sua configuração. a cobrança passa a ser conforme o plano básico contratado pelo consumidor. 2011/0275068-0. CDC). mas. sem cálculo dos tributos. 6. 19/03/2013.99 (noventa e nove centavos). não R$ 0. R$1. em tempo hábil para leitura: “Chamadas até 5 Min custam R$0.95 (R$ 0. conclui-se pela publicidade que o custo de uma ligação de até 5 minutos será de R$0. contaminando sua decisão. 37. ISENÇÃO DE ITBI. ao passo que pela leitura da legenda exposta consta informação de que tal valor refere-se à unidade do minuto falado durante os primeiros 5 minutos . não exige. provido.338. Julg. até porque. podendo ser considerada enganosa. conforme relatado pelo acórdão. A publicidade enganosa. uma vez que houve explicação clara acerca da sistemática de cobrança adotada. o informe veiculado não é enganoso. (STJ. REsp 1. DJE 01/04/2013) ADMINISTRATIVO E CIVIL. como expresso no slogan. Nesse ponto. a publicidade pode ter aparência de absoluta legalidade na sua vinculação. Min. R$4. Segunda Turma. não gerando dúvida que o valor exposto é inaplicável em ligações de duração maior que 5 minutos. após esse lapso temporal. Em razão do princípio da veracidade da publicidade. 7.317.99 sem tributos.“Chamadas até 5 Min custam R$0.49/Min)”. concluindo-se que. MG.. Proc.

o autor alega na inicial que. NÃO COMPROVAÇÃO. DANOS MORAIS EM FACE DE DANIFICAÇÃO NO IMÓVEL. 6. . 4. que reside com sua família.84 8. § único do cdc). não tendo concluído o serviço por determinação do próprio demandante. Dos depoimentos realizados em juízo. O Supremo Tribunal Federal. fixou o entendimento de que “as instituições financeiras estão. em dobro (cf. a ensejar a intervenção do poder judiciário. cujo objeto de contrato é o imóvel em questão. 1. tendo agido em decorrência da solicitação e autorização externadas pela esposa do autor. ART. todas elas. 297 do Superior Tribunal de justiça. e. sem risco na sua estrutura. construtora demandada). em face dos acontecimentos. RESTITUIÇÃO EM DOBRO. Previsão do art. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. segundo a qual “o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras”. AC 553327-se (ac-2) 5. 3. do valor pago indevidamente pelo autor a título de ITBI e a título de sinal para aprovação da compra do imóvel. sem problema aparente. a construtora demandada não se omitiu aos reparos. Demonstrada cabalmente à relação contratual entre a Caixa Econômica federal e o autor.078/1990. 42. POSSIBILIDADE. percebe-se que parte das afirmações lançadas na inicial não correspondem com a verdade dos fatos. reafirmando-se a orientação contida na Súmula n. 42. não sabendo explicar as motivações da presença da construtora demandada em seu imóvel. Ação ordinária na qual se requer a condenação da Caixa Econômica federal e da construtora e empreendimento imperial Ltda no pagamento de indenização por danos morais. Na hipótese. PARÁGRAFO ÚNICO. a restituição. que a destruição do imóvel acarretou danos externos e internos. encontrou-o danificado. Não havendo qualquer ilegalidade no ato das demandadas (caixa econômica federal. embora tenha financiado e recebido o imóvel. 2. Além de se tratar de pequenas fissuras na parte externa do imóvel. devendo ser ressarcido pelo dano moral sofrido. é de reconhecer a legitimidade passiva desta instituição financeira para atuar no pólo passivo da presente demanda. não se deve falar em indenização por danos morais. ao julgar a ação direta de inconstitucionalidade n. alcançadas pela incidência das normas veiculadas pelo código de defesa do consumidor”. caixa seguros s/a. 2591.

SE.. não entre particulares. conforme extratos bancário acostado às fls. a publicidade enganosa veementemente rechaçada pelo Código de Defesa do Consumidor (art. objeto do contrato de financiamento entre o autor (particular) e a Caixa Econômica federal (empresa pública federal). I da cf/88. assim. a recorrente veiculou anúncio no encarte do feirão da casa própria. Apelação do autor conhecida em parte. aos negócios feitos diretamente com a construtora. 10. Rel. Não obstante conste no recibo acostados aos autos. Segunda Turma. ao contrário. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. . em face da comprovada má-fé da construtora. do pagamento realizado a título de ITBI. Reconhecimento do direito do autor ao ressarcimento.05.4. quando na realidade tal isenção correspondia. que o valor de R$ 3. PROPAGANDA VEICULADA EM REVISTA. caracterizando. oportunizando aos interessados a negociarem imóveis acessíveis e ainda com isenção das despesas de escritura e ITBI.900. conforme justificativa legada. em face das fissuras surgidas.8500. em relação à corretora de imóveis demandada. foi depositado diretamente na conta corrente da pessoa física da corretora. Fed. Embora a construtora demandada não tenha se esquivado de sua responsabilidade quanto à reparação do imóvel. I da cf/88. AC 0005414-62. na verdade. 42. 37 da Lei nº 8. DEJF 26/03/2013. o que afasta a incidência do art. improvida. Extinção do feito. apenas. 324) APELAÇÃO CÍVEL. Apelação da construtora. AC 553327-se (ac-3) (TRF 5ª R. 11. na parte conhecida. vez que à relação jurídica entre o autor (particular) e a corretora (particular) destoa daquelas elencadas no art.85 7. nos termos do art. 109. parágrafo único da Lei nº 8. Francisco Wildo Lacerda Dantas. sem julgamento do mérito. 109. Des. Pág. como ocorreu na espécie. Apelação de viviane lins Gonçalves de Almeida prejudicada.078/90. VINCULAÇÃO DA OFERTA. e. 9. o que afasta a competência da justiça federal para julgar o feito.00 serviria como “sinal” da compra do imóvel. 8. 43. serviu de pagamento do serviço de corretagem.2010. tanto é que o valor não foi revertido a favor da CEF. PUBLICIDADE ENGANOSA.078/1990). em dobro.

ofertados de maneira concorrente. à latere.214. AFRONTA A FUNÇÃO SOCIAL DA EDUCAÇÃO E AOS PRINCÍPIOS CONSUMERISTAS.04. Antoninho Lopes. SÚMULA Nº 266. porque obriga o fornecedor. In casu. a prestação onerosa de um serviço educacional de 3º grau e. (TJDF. PRELIMINAR AGITADA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA. NORMA ESTADUAL CONSTITUCIONAL.1.86 1. DJDFTE 19/04/2013. 3. REJEITADA. quer dizer. LEI ESTADUAL Nº 7. VEDAÇÃO. DO STF. TESE DO CONFISCO. Quarta Turma Cível. VENDA CASADA. ABUSO DO DIREITO. RELAÇÃO COM ALUNOS (VULNERÁVEIS) QUE É REGIDA PELO CDC. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. 669. Rec 2009. Des. COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR DO ESTADO DE SERGIPE EM REGULAMENTAR MATÉRIA CONSUMERISTA.009253-2. Restando mais do que patente o atrelamento dos serviços. seja pelo princípio da vinculação. oferta um segundo serviço. o estacionamento em seus domínios territoriais. REJEITADA. 110) 5 . Toda publicidade deve ser suficientemente precisa. Recurso desprovido. BIS IN IDEM. lateralmente. Pág. DIÁLOGO DAS FONTES. SEGURANÇA DENEGADA. afora a cobrança dupla pelo mesmo serviço (bis in idem). este de depósito (estacionamento) também oneroso. que gera abuso de direito. ou na unit ou em via pública. Ac. 2.595/2013. DIREITO DE PROPRIEDADE X CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. residindo nisso a venda casada. INSTITUIÇÃO SUPERIOR DE ENSINO. IMPETRANTE QUE PRESTA SERVIÇO ESCOLAR. COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO. em qualquer meio de comunicação. MENSALIDADE UNIVERSITÁRIA E COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO. seja pelo princípio da boa-fé. Rel. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ainda que velada.VENDA CASADA MANDADO DE SEGURANÇA. MÉRITO. . isto é. a instituição de ensino oferta o serviço principal. via um segundo contrato. PROIBIÇÃO. com relação aos produtos oferecidos. pela falta de opção de estacionamento.

TODAVIA. independentemente da existência de culpa. RELAÇÃO DE CONSUMO. TELEFONIA MÓVEL. Des. ASSUMEM OS RISCOS. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à. Nos termos do art. Uma vez constatada a ocorrência do dano moral. “o fornecedor de serviços responde. prestação dos serviços. 4. 1. DAÍ RESPONDENDO SOLIDÁRIA E OBJETIVAMENTE PELOS DANOS CAUSADOS AO CONSUMIDOR. 12118/2013. Os riscos do negócio não podem ser transferidos ao consumidor. 2. 7&deg. prática de método comercial desleal pelas empresas demandadas em desfavor da consumidora recorrida. esta faz jus à. do CDC. (TJSE. TODOS QUE CONCORRERAM PARA A EFETIVAÇÃO DO NEGÓCIO.595/2013 passou a proibir. Sentença mantida .87 em detrimento da função social da educação e da principiologia consumerista e civilística. Nos termos do parágrafo único do art. NOS TERMOS DO CDC. a empresa ora recorrente possui legitimidade parar figurar na presente demanda jurídica. 3. Tribunal Pleno. Preliminar de ilegitimidade passiva novamente afastada. justa compensação financeira. VENDA DE APARELHO CELULAR E PLANO DE TELEFONIA MÓVEL. DJSE 20/08/2013) RECURSO INOMINADO. de modo que eventual discussão acerca da culpa do evento danoso deve ser travada estritamente entre os fornecedores do serviço em ação regressiva. MS 2013105020. referente à. Rel. SENTENÇA A QUO QUE RECONHECEU A VENDA CASADA E CONDENOU AS EMPRESAS DEMANDADAS SOLIDARIAMENTE AO PAGAMENTO DE DANO MORAL. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”. Ac. porquanto participou como intermediária da venda do aparelho celular e do plano de telefonia móvel à. consumidora recorrida. práticas abusivas que a Lei estadual nº 7. RECURSO DO COMERCIANTE VISANDO RECONHECER SUA ILEGITIMIDADE PASSIVA OU INEXISTÊNCIA DE SOLIDARIEDADE. daí exsurgindo a responsabilidade solidária e objetiva da recorrente. Roberto Eugenio da Fonseca Porto. COBRANÇAS MENSAIS SOB A FORMA DE OPERAÇÃO DE CRÉDITO (OI PAGGO). 14 do CDC.

o direito à informação clara sobre o negócio.0011/50001. 252 do Regimento Interno deste Tribunal. correta a extinção do processo em relação a ela. QUANTO AO ESCLARECIMENTO DO CONTEÚDO DO SERVIÇO E DO NEGÓCIO CONTRATADO SENTENÇA MANTIDA.8. II. Recurso conhecido e não provido. ambos do CDC. procedeu à prática abusiva de venda casada. 252 DO RITJ/ SP.0146-1. DJESP 12/08/2013) . com fulcro no art. 0004726-74. Julg. o consumidor não pode ser obrigado a contratar serviço que não tem interesse e vontade. 5784345. Paulo Ayrosa. mormente pelo fato de não ter sido observado. Por não ter comprovado o autor que a corré.26. Ac. VI.É descabida a cobrança de verba atinente a serviço de assessoria técnico-imobiliária do qual o autor não contratou. 42 do CDC. do CPC. pelo fornecedor do serviço. POR ESTA. IV. (TJSP. Relª Juíza Martha Cavalcanti Silva de Oliveira. Des. ART. devendo a corré ser condenada a devolver em dobro o que indevidamente recebeu. DE VENDA CASADA EXTINÇÃO MANTIDA SERVIÇO DE ASSESSORIA TÉCNICO-IMOBILIÁRIA COBRANÇA INDEVIDA CONSUMIDOR QUE NÃO PODE SER COMPELIDO A CONTRATAR SERVIÇO QUE NÃO TEM INTERESSE E VONTADE FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO VERIFICADA. intermediadora do negócio imobiliário. na forma do art.88 pelos seus próprios fundamentos. VI.2008. com fulcro nos incisos II e III do art. 14/02/2012.2010. 267. I-. cujos fundamentos ora se adotam como razão de decidir. 6º. São Paulo. RECURSOS NÃO PROVIDOS. Rel.805. (TJBA. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. Assim. Primeira Turma Recursal. e 51. devendo a sentença ser mantida integralmente. Rec. POR SEUS FUNDAMENTOS. em conformidade com o parágrafo único do art. DO CPC) EM RELAÇÃO À CORRÉ INTERMEDIADORA AUSENTE COMPROVAÇÃO DE PRÁTICA. 267. DJBA 13/08/2013) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS CORRETAGEM REPETIÇÃO DE INDÉBITO EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO (ART. EDcl 0001572-12.

39. RESTOU CARACTERIZADA A PRÁTICA DA VENDA CASADA.875. FATO ESTE. COM PAGAMENTO EM PARCELAS FIXAS E POR TEMPO DETERMINADO. 2. A SEREM PAGOS EM 36 (TRINTA E SEIS) PARCELAS DE R$ 164. NO ENTANTO. SENTENÇA QUE DECLAROU RESOLVIDO O CONTRATO CELEBRADO E CONDENOU A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA A DEVOLVER AS PARCELAS PAGAS. Evidente que o reclamante foi induzido ao erro pela instituição financeira. O RECLAMANTE REALIZOU CONTRATO PARA AQUISIÇÃO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO NO VALOR DE R$ 3. SACOU A QUANTIA DO CARTÃO DE CRÉDITO E CREDITOU O VALOR NA CONTA DO AUTOR. a forma de cobrança efetuada pelo demandado. JUROS E ENCARGOS BEM ACIMA DOS PRATICADOS NA MODALIDADE DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. UM CARTÃO DE CRÉDITO DE FÁCIL ACESSO. DISPONIBILIZA-SE AO CONSUMIDOR. DESCONTOS ALÉM DO ACORDADO EM CONTRATO. RECONHECIDO PELO RECLAMADO EM SUA CONTESTAÇÃO. VIA DOCUMENTO DE TRANSFERÊNCIA ELETRÔNICA. QUE É VEDADA PELO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR (ART. 4. GERANDO ASSIM. DENTRO DO QUAL PODERÃO SER REALIZADOS CONTRATOS DE EMPRÉSTIMOS.89 RECURSO INOMINADO. DE ONDE FOI REALIZADO UM SAQUE IMEDIATO E COBRADO SOBRE O VALOR SACADO. A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA NÃO DEBITOU DIRETAMENTE O VALOR EM CONTA CORRENTE DO RECORRENTE. EFETUOU A CONTRATAÇÃO DE UM CARTÃO DE CRÉDITO. NA MODALIDADE DE EMPRÉSTIMO (RMC). 3.00 (CENTO E SESSENTA E QUATRO REAIS). NEXO DE CAUSALIDADE. através do desconto do valor mínimo da fatura diretamente nos benefícios do consumidor gera lucro exorbitante à instituição financeira e . NO CASO EM TELA.06 (TRÊS MIL OITOCENTOS E SETENTA E CINCO REAIS). MAS SIM. ALÉM DO AVENÇADO NO CONTRATO. O CONSUMIDOR FIRMA O NEGÓCIO JURÍDICO ACREDITANDO TRATAR-SE DE UM CONTRATO DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. 1. INCISO I). FICANDO RESERVADO CERTO PERCENTUAL.

RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. VENDA CASADA. Rel. como recolhidas. DJCE 15/07/2013. 39.2012. VENDA CASADA. Rec 006.547-3. BOLETO BANCÁRIO. parte final.099/95. 58) REVISÃO DE CONTRATO. O contrato de arrendamento mercantil é um contrato complexo. 13.0001.06.90 e torna a dívida impagável. Juiz Paulo Afonso Vieira Gomes. da Lei nº 9. (TJMA. Sem condenação em honorários advocatícios. AC 0379367­09. Sentença que declarou resolvido o contrato nº 197105170. Ac. 11. CAPITALIZAÇÃO. Sentença mantida. 12. Pág. 8. que envolve . Correção monetária e juros de mora a contar da sentença. 6. VEDAÇÃO DO ART. Sexta Câmara Cível. 7. 46. JUROS. Recursos conhecidos e desprovidos.025. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO. 007/2013. DJEMA 01/08/2013) APELAÇÕES CÍVEIS. PRÊMIO DE SEGURO. 9. realizados diretamente nos vencimentos do recorrente. prática de cunho claramente abusivo. em razão do adimplemento efetuado pelo reclamante e condenou o reclamado a devolução simples da quantia descontada. Jucid Peixoto do Amaral. 5. TAC. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.Sentença mantida em seus próprios fundamentos. Restituição na forma simples. Súmula DE JULGAMENTO que serve de acórdão.2010. Prejudicado o pedido do recorrente para afastar a condenação em restituição em dobro. Evidenciado os descontos indevidos relativos a cobrança da fatura de cartão de crédito. I DO CDC. nos termos do art. Custas processuais. CDC. pois a sentença vergastada condenou apenas a restituição simples da quantia indevidamente descontada. (TJCE. Rel. Daí entender que a sentença deverá ser mantida integralmente. SEGURO DE VIDA. que excedeu ao avençado no contrato em questão. após a quitação do empréstimo efetivamente realizado. RESTITUIÇÃO SIMPLES. 10. vez que o valor mínimo da fatura corresponde apenas aos juros e encargos de refinanciamento do valor total da dívida.8. Des. ARRENDAMENTO MERCANTIL.

V. PREVISÃO CONTRATUAL. INAPLICABILIDADE DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1. devendo ser afastada a capitalização de juros. TAC. caracterizando abusiva “venda casada”. MANUTENÇÃO. RELATIVIZAÇÃO DO PACTA SUN SERVANDA. Ementa: APELAÇÃO CÍVEL.91 APELAÇÃO CÍVEL. é abusiva a cobrança de taxa de cadastro. Nos termos das Resoluções nº 3. REVISÃO DE CLÁUSULAS. desde que tal estipulação esteja prevista e que tal previsão seja clara. de tarifas por emissão e remessa de boleto de cobrança. CONTRATO BANCÁRIO.963/2000 tem como finalidade disciplinar a administração de recursos de caixa do Tesouro Nacional. POSSIBILIDADE. A imposição de seguros retira o direito de escolha do consumidor. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DOS JUROS. 3.516/07 do Banco Central. para permitir a revisão contratual pelo Poder Judiciário. ILEGALIDADE. sendo admissível unicamente quando existir previsão legal. a fim de buscar o pronunciamento do Poder Judiciário sobre a invalidade de cláusulas que se mostrem abusivas e coercitivas. permite-se a capitalização de juros. A capitalização de juros. PREVISÃO EM CONTRATO. TEB E TARIFAS DE REGISTRO E AVALIAÇÃO DE BEM. SEGUROS. V. com periodicidade inferior a um ano.693/09 e 3. ainda . CAPITALIZAÇÃO. VENDA CASADA. A repetição do indébito deve se dar de forma simples. desde que haja expressa previsão contratual.518/07.963/2000. A Medida Provisória nº 1. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. bem como do custo com serviços para liberação de crédito.078 / 90. já que a má-fé na cobrança não restou comprovada. APLICAÇÃO DO CDC. SERVIÇOS DE TERCEIROS. inteligível e ostensiva. Nos contratos bancários celebrados a partir de 30/03/2001. ideia reforçada com o advento da Lei Federal 8. IMPOSSIBILIDADE. COBRANÇA AFASTADA. A cobrança de “serviços de terceiros” é própria da operação negocial e conta com a autorização do Banco Central. em regra é vedada. que veio em socorro ao consumidor contra aquele detentor do maior poder econômico. É perfeitamente plausível e legal a pretensão do consumidor de rever o contrato de financiamento firmado com a instituição financeira. não as relações das instituições financeiras com particulares. sendo pacífica a relativização do princípio do pacta sunt servanda.

INTELIGÊNCIA DA SÚMULA Nº 472/STJ. não tem interesse processual a instituição financeira em ver restabelecida a cobrança de suposto encargo. INTELIGÊNCIA DO ART.931/2004. e previsão explícita. EIS QUE EXPRESSAMENTE PACTUADA. CDC. LIMITADA À SOMA DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. Rel. 10.1. A comissão de permanência quanto pactuada. AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL. LEI Nº.92 que prevista contratualmente. 28. SENTENÇA REFORMADA EM PARTE. Pereira da Silva. I. no vernáculo. MORATÓRIOS E MULTA CONTRATUAL. amparo legal para a incidência dos juros capitalizados mensalmente (art. 28. 2. no caso concreto. OU DA SENTENÇA. APELAÇÃO CÍVEL. juros remuneratórios.931/2004). ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. §1º.11. ABUSIVIDADE. §1º. que a taxa de juros mensal incidirá sobre o valor emprestado em regime de capitalização composta. Gutemberg da Mota e Silva) (TJMG. Segundo recurso não provido. DJEMG 05/07/2013) 6 . RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO DEVIDA. (Des. da Lei nº. I. deve ser mantida no contrato. Não tendo sido a tarifa de emissão de carnê objeto da petição inicial. Primeiro recurso provido em parte. APCV 1. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. VEDAÇÃO IMPOSTA PELO ARTIGO 51. NÃO CONHECIMENTO. SOB PENA DE ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. POSSIBILIDADE. Des. Havendo. PEDIDO QUE NÃO FOI OBJETO DE PEDIDO NA INICIAL. excluindo-se apenas eventuais . CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. 1. 25/06/2013. XII. ou de decisão pela sentença. 3. COBRANÇA LÍCITA. POR REPASSAR CUSTO ADMINISTRATIVO AO CONTRATANTE. lícita sua cobrança. TEC. Julg.0707. TARIFA DE ABERTURA DE CRÉDITO. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. 10.CONTRATOS BANCÁRIOS 6.021659-5/001. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO.

POR . XII. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. APELAÇÃO 01. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO PARCIALMENTE PARA PODER JUDICIÁRIOTRIBUNAL DE JUSTIÇA APELAÇÃO CÍVEL Nº 934. IMPOSSIBILIDADE.93 excessos verificados por conta de cumulações indevidas. MÉRITO. 2LIMITAR OS JUROS REMUNERATÓRIOS À TAXA MÉDIA DE MERCADO. dje 16/11/2010) 4. em seu art. 566) APELAÇÃO CÍVEL. DOCUMENTOS CONSTANTES NOS AUTOS SUFICIENTES PARA FORMAR O CONVENCIMENTO DO JULGADOR. Reconhecida a cobrança de encargos abusivos. 01 E 02. (resp 1. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 306 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. (TJPR.17 REEDITADA PELA MP 2170-36. 5. DJPR 13/09/2013. SUSPENSÃO DOS EMBARGOS À AÇÃO MONITÓRIA ATÉ JULGAMENTO DA EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. APLICAÇÃO DA TAXA MÉDIA DE MERCADO. e de cobrança. DESNECESSIDADE. PRELIMINAR. primando se pelo aproveitamento da estipulação das partes. NÃO CABIMENTO.114/rs. ApCiv 0956353-3. sob pena de enriquecimento sem causa do credor. Juiz Conv. JUROS REMUNERATÓRIOS. APELAÇÃO 02.7806 FLS. NÃO OCORRÊNCIA. deve ser repetida àquele que pagou indevidamente. MP1963.058. compensados previamente com eventual saldo devedor. prática essa expressamente vedada pela legislação consumerista. Pág. PRELIMINAR. CHEQUE ESPECIAL. PROVA PERICIAL. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. PESSOA JURÍDICA QUE SE ENQUADRA NO CONCEITO DE CONSUMIDOR. Pato Branco. NULIDADE DO TÍTULO AUSÊNCIA DE OUTORGA UXÓRIA. Décima Oitava Câmara Cível. PRELIMINAR. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE PELO ÓRGÃO ESPECIAL. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. 51. EMBARGOS À AÇÃO MONITÓRIA. DEVEDOR SOLIDÁRIO QUE NÃO SE CONFUNDE COM AVALISTA OU FIADOR. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR APLICABILIDADE. ABUSIVIDADE. Rel. por repassar custos inerentes à própria atividade da instituição financeira ao consumidor. cdc. Luis Espíndola. Abusiva a cobrança das tarifas de abertura de crédito.

Assim. Assegura-se a aplicação da média de mercado estipulada pelo BACEN quando evidenciada a abusividade na taxa pactuada entre as partes. . nos termos do acórdão proferido no incidente de inconstitucionalidade nº 579. RECURSO NÃO CONHECIDO NESTA PARTE. Demonstrada a abusividade dos índices de juros praticados. Pág. É descabida a alegação de ilegitimidade passiva quando o próprio réu se autodenomina como atual responsável pelos contratos firmados com a parte indicada no polo passivo da petição inicial. ApCiv 0934780-6. impõe se a limitação à taxa média de mercado. A MP 1963-17. Décima Terceira Câmara Cível. cabendo aos órgãos fracionários à aplicação deste posicionamento. 1. AÇÃO REVISIONAL. MEDIDA NECESSÁRIA. INOCORRÊNCIA. 4. RESTITUIÇÃO DOS VALORES INDEVIDAMENTE EXIGIDOS. em contratos de cartão de crédito.94 MAIORIA DE VOTOS. somente ocorre quando não há sequer o pagamento mínimo. PARÁGRAFO ÚNICO. 2. pelo menos. CARTÃO DE CRÉDITO. 474) APELAÇÃO CÍVEL. (TJPR. MULTA. DO CDC. não há capitalização quando o devedor sempre efetuou. Não se conhece de recurso na parte em que pugna pela modificação de matéria que sequer foi objeto de análise na sentença. 1. que autorizava a cobrança de juros capitalizados em periodicidade inferior a anual. JUROS REMUNERATÓRIOS. foi objeto de declaração de inconstitucionalidade pelo órgão especial desta corte. QUITAÇÃO DO MÍNIMO DA FATURA. MATÉRIA QUE NÃO FOI OBJETO DA SENTENÇA. o pagamento do valor mínimo da fatura. DJPR 13/09/2013. ILEGITIMIDADE PASSIVA. COMPENSAÇÃO DE HONORÁRIOS. LIMITAÇÃO À TAXA MÉDIA DE MERCADO. 2. A cobrança de juros capitalizados. ANATOCISMO NÃO CONFIGURADO. PROVIDÊNCIA QUE ENCONTRA AMPARO NO ART. POSSIBILIDADE. reeditada pela MP 2170-36. Relª Desª Lenice Bodstein. RESTITUIÇÃO DE FORMA SIMPLES. 42. CAPITALIZAÇÃO. Maringá. 3. PROVA DA ABUSIVIDADE.047-0/01.

Nos contratos regidos pelo Código de Defesa do Consumidor não valem as cláusulas implícitas. Pág. Capitalização mensal. muito . NO MÊS DA CONTRATAÇÃO. possibilitando. (TJPR. DJPR 12/09/2013.626/33. Décima Quinta Câmara Cível. a revisão das cláusulas havidas por abusivas e ofensivas à legislação nacional. inclusive no que se refere à abusividade dos juros contratados. parcialmente provida. (Súmula nº 306/stj). É devida a restituição na forma simples de valores indevidamente cobrados pelo banco ao longo da relação jurídica contratual. O princípio pacta sunt servanda não é absoluto. Rel. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. POSSIBILIDADE DE REVISÃO HIPÓTESE EM QUE O BANCO NÃO JUNTA O CONTRATO CELEBRADO ENTRE AS PARTES IMPOSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO DA ABUSIVIDADE OU NÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. Assim. se pode condenar ao pagamento de encargo cuja prova não se fez a contento quanto a ter sido efetivamente contratado. Des. CLÁUSULAS ABUSIVAS. reputam-se verdadeiros os fatos articulados 51 na inicial. em especial o Código de Defesa do Consumidor. em virtude do caráter público das normas violadas no contrato. 518) APELAÇÃO CÍVEL. Muito menos.95 5. Jucimar Novochadlo. Código Civil e o Decreto nº 22. JUROS CONTRATADOS ABUSIVOS. SITUAÇÃO QUE INDUZ À VERACIDADE DOS FATOS DEDUZIDOS NA INICIAL. deve ser interpretado de forma relativa. 6. ApCiv 1078270-6. Os honorários advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca. assegurado o direito autônomo do advogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte. na parte conhecida. Não tendo o réu juntado o contrato objeto da ação. comissão de permanência inexistência de prova da contratação dos respectivos encargos verbas indevidas. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. então. Apelação cível parcialmente conhecida e. portanto. REDUÇÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS À TAXA MÉDIA DE MERCADO INDICADA PELO BANCO CENTRAL DO BRASIL. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras (Súmula nº 297 do stj). Maringá.

citado. (TJMS. § § 3º e 4º. I) é possível a cobrança da taxa de abertura de crédito e da taxa de emissão de boleto. Rel. Reforma parcial da sentença.8. AC 2013213359. assim.2011. Quarta Câmara Cível. Comissão de permanência. Decisão unânime. Des. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. não cumulado com os juros moratórios. não se pode falar na existência de obrigação por parte do autor quanto ao pagamento delas. . Julg. Previsão legal contida no artigo 28 da Lei nº 10931/2004.96 embora a comissão de permanência e a capitalização mensal dos juros remuneratórios sejam admissíveis. desde que expressamente contratadas. Ii) recurso do autor conhecido e provido. Ac. INPC. nos termos do artigo 421 do Código Civil e de iterativa jurisprudência do Superior Tribunal de justiça sobre o tema. Dorival Renato Pavan. Verba indevida. Juros remuneratórios. ENCADEAMENTO DE CONTRATOS. juros moratórios. Possibilidade de uso do encargo. Apelo conhecido e provido parcialmente. Recurso do réu conhecido e improvido. de expressa contratação entre as partes. não se pode estabelecer tais verbas como devidas porque não há prova da contratação e. Não comprovação da contratação. devem elas resultar. Primeira Câmara Cível. Se o réu. Rel. Campo Grande. deixa de juntar o contrato celebrado entre as partes. APL 0803923-08. desde que contratada. Des. Cédula de crédito bancário. CAPITALIZAÇÃO. Ausência de interesse em recorrer. Ausência de contrato. AÇÃO MONITÓRIA. § 1º e 54. Previsão contratual. 13333/2013. LIMITE. Ausência de demonstração de previsão contratual sobre a TR. 03/09/2013. (TJSE. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. REVISÃO. DJSE 12/09/2013) CONTRATO.0001. Possibilidade de capitalização mensal dos juros. Precedentes desta corte e da corte superior. contudo.12. da Lei nº 8. JUROS REMUNERATÓRIOS. Roberto Eugenio da Fonseca Porto. Taxa de abertura de crédito possibilidade de cobrança.078/90. observado o regramento imposto pelos artigos 51.2. DJMS 02/09/2013) 6.

. 2. Décima Quarta Câmara de Direito Privado. configurado com a cobrança muito superior à média dos preços praticados no mercado. 4. cabe afastar tal cumulação. Havendo previsão de cobrança de multa contratual e juros moratórios cumulados com comissão de permanência. Presidente Venceslau. as partes quedaram-se inertes. DJESP 11/09/2013) AGRAVO INTERNO.97 PRECLUSÃO. deve prevalecer a menor taxa. e que.8. Melo Colombi. em caso de eventual previsão de taxa contratual inferior à soma acima. Recurso não provido.0483.061. resta preclusa a revisão dessas avenças. moratórios e da multa contratual”. Conforme Súmula nº 472 do STJ. porque. com observação de que cabe ao credor optar pela cobrança da comissão ou dos demais encargos de mora. A limitação da taxa de juros remuneratórios depende da demonstração de abuso. Julg. “a cobrança de comissão de permanência cujo valor não pode ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios. 6985823.530. SÚMULA Nº 287 DO STJ. 1. com observação. Nas cédulas de crédito bancário em que há expressa previsão de cobrança de juros mensalmente capitalizados. PRECEDENTES. com repercussão geral da matéria (RESP 1. AFASTAMENTO DA TBF COMO INDEXADOR DE CORREÇÃO MONETÁRIA. (TJSP. Ac. 2. Des. Rel. LIMITAÇÃO DOS JUROS MORATÓRIOS EM 1% AO ANO. 557 DO CPC. 28/08/2013.26. APL 0006573-46. DESPROVIMENTO DO PRESENTE RECURSO ANTE A NÃO VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. 3.2012. RS). apesar da oportunidade dada pelo juízo para realização de provas pertinentes. EMBARGOS À EXECUÇÃO CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. de acordo com decisão do STJ. Ainda que haja encadeamento de contratos e seja possível a revisão das avenças cujos débitos confessados culminou na cédula de crédito bancário objeto do feito. essa cobrança é válida. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO PRECEDENTE RECURSO DE APELAÇÃO.

Des. multa contratual. 04/09/2013. CONTRATO DE CESSÃO DE . F. 6992934. desprovido. Rel. 498) AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL EMBARGOS À EXECUÇÃO. Ac.26. DJPR 12/09/2013. Julg. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Marechal Cândido Rondon. Agr 1031273-7/01. em favor da patrona dos embargantes montante adequado recurso do embargado desprovido e recurso dos embargantes parcialmente conhecido e. (TJPR. APL 0000971-50. Décima Quinta Câmara Cível. Décima Segunda Câmara de Direito Privado. 21.00. Relª Juíza Conv. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. parágrafo único do CPC no valor de R$ 2. na parte conhecida.0588.98 Agravo interno desprovido. São José do Rio Pardo.2012. 5º. Pág. DJESP 10/09/2013) 6.3. Elizabeth M. Manutenção da multa de 10% insurgência dos embargantes quanto a esse percentual cálculos que acompanharam a ação executiva elaborados com a aplicação de multa de 2% percentual que se encontra em conformidade com a norma consumerista desnecessidade de alteração da sentença atacada nesse tópico interposição do recurso que não resultará aos embargantes situação mais favorável do que aquela apresentada pelo exequente ausência de interesse recursal recurso dos embargantes não conhecido neste tópico. APELAÇÃO EMBARGOS À EXECUÇÃO CÉDULA DE CRÉDITO RURAL juros remuneratórios alteração do percentual aplicado originalmente por meio de aditivos inadmissibilidade subsistência dos encargos pactuados inicialmente no contrato precedentes do STJ juros de mora vedação legal de cobrança de juros moratórios à taxa superior a um por cento ao ano. parágrafo único do Decreto-Lei nº 167/67 redução ao percentual de 1% ao ano mantida. (TJSP. nos termos do art. Rocha. Castro Figliolia. SUCUMBÊNCIA embargos à execução parcialmente acolhidos honorários advocatícios fixados nos moldes do art.000.8.

0100. Des. IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. SENTENÇA. POR INICIATIVA DOS AUTORES. com a condenação das rés. Ac. APL 021851547. no percentual de 10% sobre o valor pago atualizado desde o desembolso. devem arcar com a multa livremente ajustada. NÃO CARACTERIZAÇÃO. DJESP 10/09/2013) . DANOS MORAIS. CONTRATO DE CESSÃO DE DIREITO DE OCUPAÇÃO DE UNIDADE HABITACIONAL HOTELEIRA EM SISTEMA DE TEMPO COMPARTILHADO. PROCEDÊNCIA PARCIAL RECONHECIDA. Julg. NÃO CARACTERIZAÇÃO DO CARÁTER PROTELATÓRIO. Antonio Rigolin. o que afasta a possibilidade de cogitar de reparação nesse aspecto. Não se tratando de situação em que o dano moral se presume in re ipsa. RECURSO IMPROVIDO. faz-se necessária a demonstração efetiva de sua ocorrência para justificar o reconhecimento do direito à reparação. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ABUSIVIDADE CONFIGURADA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. INSUBSISTÊNCIA RECONHECIDA. CANCELAMENTO DO AJUSTE. que por isso é excluída. ARTIGO 51 DO CDC). (TJSP. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Entretanto.8. ADMISSIBILIDADE. C. REDUÇÃO EQUITATIVA (ARTIGO 412 DO CÓDIGO CIVIL C.99 DIREITO DE OCUPAÇÃO DE UNIDADE HABITACIONAL HOTELEIRA EM SISTEMA DE TEMPO COMPARTILHADO. No caso. Não sendo possível identificar o propósito de protelar o andamento do processo. apresentando-se excessivo o valor fixado. a restituir o saldo. inviável se mostra imposição da multa. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.26.2010. 6989336. RESCISÃO UNILATERAL POR INICIATIVA DOS AUTORES. solidariamente. MULTA CONTRATUAL. considerando-se que não usufruíram dos serviços oferecidos e pleitearam a rescisão apenas cinco meses depois de formalizado o contrato. os transtornos vividos pelos autores não chegaram a caracterizar verdadeira situação de dano moral. Adotando os autores a iniciativa de rompimento unilateral do ajuste. 03/09/2013. RECURSO PROVIDO. razoável e adequada se apresenta a redução da multa. IMPOSIÇÃO DE MULTA. Rel. São Paulo.

100 MONITÓRIA AÇÃO FUNDADA EM CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE (CHEQUE ESPECIAL) INEXISTÊNCIA DE PRESCRIÇÃO.ausência do Decreto de emergência ou calamidade por parte do município. 11) . Jovino de Sylos Neto. Pág. Marcos William de Oliveira. REDUÇÃO DA MULTA CONTRATUAL PARA 2%. Vedada capitalização diária/mensal dos juros contratação anterior à MP nº 1963-17/2000 comissão de permanência não aplicada. AÇÃO PROPOSTA DENTRO DO LAPSO PRESCRICIONAL. (TJSP. MULTA MORATÓRIA FIXADA EM 10%. Ac. . 29/01/2013.8. (TJPB. ART. Rel. REJEITADA.26. CÉDULA RURAL HIPOTECÁRIA. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.000767-4/001.775/2008. PRELIMINAR DE INOVAÇÃO RECURSAL. DJESP 10/09/2013) AÇÃO MONITÓRIA. Terceira Câmara Especializada Cível. Demanda procedente em parte recurso parcialmente provido. I. AC 032. MULTA MORATÓRIA REDUZIDA AO PATAMAR DE 2%. PREJUDICIAL DE PRESCRIÇÃO. REJEITADA. Julg. PRONUNCIAMENTO NOS AUTOS. ENCARGOS DE INADIMPLEMENTO. Des.0001/50000. CC/02 APLICAÇÃO DO CDC (LEI Nº 8078/90) INOCORRÊNCIA DE CERCEAMENTO DE DEFESA. PREVISÃO CONTRATUAL. São Paulo. Rel. bem como o reconhecimento do governo federal de tais situações.2007. prevê que “nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista”. 6986884. DJPB 09/09/2013. – Súmula nº 285 do Superior Tribunal de justiça. SÚMULA Nº 285 DO STJ. o que implica a inaplicabilidade da Lei nº 11.2011. APELAÇÃO CÍVEL. Juiz Conv. EDcl 014297164. Décima Sexta Câmara de Direito Privado. 206. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. § 5º.

considerando-se que nesse percentual. 15. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA. ABUSIVIDADE. O valor indicado pelo autor está em consonância com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. 51/CDC traz uma ideia de justiça contratual. Cumpre salientar que o termo empregado (intime-se) reveste-se na verdade da citação prevista pelo artigo 18. RESCISÃO CONTRATUAL. 5. art. a decisão de fl. afigura abusiva a cláusula contratual que estipula o percentual de 70% (setenta por cento) sobre o valor total pago até o distrato. ressaltando a hipótese de revelia.fé. 51. O consumidor tem direito ao desfazimento do contrato e restituição do valor pago e o dever de compor o prejuízo suportado pelo promissário vendedor. ADEQUAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. e art. a pretensão do recorrido deve ser amparada com base no princípio da boa. ficam incluídos os impostos e despesas havidas com a compra e sua rescisão. “O juiz adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime. POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DO VALOR DA CLÁUSULA PENAL. “ dessa forma. pois possui a finalidade de cientificar o réu/ recorrente da demanda intentada. a título de cláusula penal. do Código de Defesa do Consumidor. da Lei nº 9.101 DIREITO CIVIL. MULTA (CLÁUSULA PENAL). atendendo aos fins sociais da Lei e às exigências do bem comum. inerente à eficácia interna da função social do contrato. de . a revelia está caracterizada. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. uma vez que possibilitou ao ré/recorrente prazo para contestar as alegações do autor/recorrido. 1. O art. encontra respaldo legal. A Lei nº 9. PRELIMINAR DE NULIDADE REJEITADA. pois apta a ensejar enriquecimento ilícito. IV.099/95. 4º. Fixadas as normas e princípios que regulam o caso concreto.099/95 traz em seu artigo 6º. Trancorrido o prazo de 15 dias. também do Código de Defesa do Consumidor. 51. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. II. III. inclusive. Porém. qual seja 10% do valor efetivamente pago pelo consumidor. 2. 4. e no princípio do equilíbrio econômico do contrato. SENTENÇA MANTIDA. art. que dispõe que são nulas de pleno direito as cláusulas consideradas abusivas ou incompatíveis com a boa-fé. 3.

conforme regra do art. Em razão de incidir na espécie o Código de Defesa do Consumidor. 1. desde que expressamente pactuada.2000. (TJMS. conforme disposto no enunciado da Súmula nº 285/ stj. MANTIDA. A Súmula de julgamento servirá de acórdão. REVISÃO CONTRATUAL. Rel. Fernando Mauro Moreira Marinho. mereceu ser reduzida para 2%. DJMS 21/08/2013) . no caso. motivo pelo qual. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. MULTA CONTRATUAL DE 10% REDUZIDA PARA 2%. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS EXPRESSAMENTE CONTRATADA.17/2000 (em vigor como MP 2. DJDFTE 03/09/2013. a cobrança da multa moratória na alíquota de 10% só poderá ser mantida para contratos firmados antes da vigência da Lei nº 9.827/ RS. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.8. data da publicação da medida provisória n. Pág. de maior gravidade do que a lesão prevista nos artigos 157 e 171 do Código Civil. CÓDIGO DO CONSUMIDOR.963. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. Tal consequência do CDC é.12. (TJDF. 6. inclusive. º 973. que alterou o código consumerista. Ac. 46 da Lei nº 9.472.102 forma a gerar nulidade absoluta (e não relativa) quando uma cláusula consagra o vício da lesão ao consumidor.07. Campo Grande. APL 0021303-43. Terceira Câmara Cível. RESP n. Caso em que o instrumento previu expressamente a capitalização diária de juros. Des. Recurso conhecido e improvido. Rel. 707. EMBARGOS DE DEVEDOR.2012. Rec 2012. reconhecidamente legal nos termos do recurso paradigma. CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL.0001.3. É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano em contratos celebrados após 31.170-36/2001).037398-8. O recorrente deverá arcar com o pagamento das custas e honorários advocatícios que fixo em R$ 10% sobre o valor da condenação devidamente corrigido. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho.099/95.1. 267) APELAÇÃO CÍVEL.298/96.

APLICAÇÃO DO CDC ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. sendo portanto inadmissível que seja cumulada com a correção monetária.298. JUROS REMUNERATÓRIOS. MULTA E CORREÇÃO MONETÁRIA. ART. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. MULTA MORATÓRIA. LIMITAÇÃO DE 2% AO ANO. TJLP. a partir do advento da Lei nº 9. PERCENTUAL MÁXIMO DE 12% AO ANO. pois estaria a submeter o devedor ao injusto bis in idem. POSSIBILIDADE.595/64 não estejam os juros bancários limitados a 12% ao ano. as notas de crédito rural. SÚMULA Nº 288 DO STJ. 2. A multa moratória deve ter limitação em 2%.08. 52.103 PROCESSUAL CIVIL. comercial e industrial acham­se submetidas a regramento próprio (Lei nº 6. razão pela qual deve ser utilizada como índice de correção monetária. 1. No caso em apreço.840/80 e Decreto­Lei nº 413/69) que conferem ao Conselho Monetário Nacional o dever de fixar os juros a serem praticados. INACUMULAÇÃO COM JUROS REMUNERATÓRIOS E MORATÓRIOS. 3. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. de 01. SÚMULA Nº 297 DO STJ. como visto. que . 4. é constituída como um instrumento de atualização monetária do saldo devedor.1996. CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS. A comissão de permanência só poderá incidir quando restar caracterizada a inadimplência do devedor e. PREVISÃO CONTRATUAL EXPRESSA. § 1º DO CDC. entendimento sedimentado na Súmula nº 288. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento de que é possível a incidência do TJLP aos contratos bancários. DECRETO­LEI Nº 167/67. POSSIBILIDADE. É perfeitamente aplicável o Código Consumerista nas relações jurídicas bancárias. REVISIONAL DE CONTRATO. VEDAÇÃO AO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. REDUÇÃO DO ÔNUS SUCUMBENCIAL PARA 10% SOBRE O VALOR DA CONDENAÇÃO NA RESTITUIÇÃO DOS VALORES EXCESSIVAMENTE PAGOS. SENTENÇA PARCIALMENTE MANTIDA. APELAÇÃO CÍVEL. conquanto na regência da Lei nº 4. 5. REPETIÇÃO DE INDÉBITO CONFIGURADA. DEVOLUÇÃO NA FORMA SIMPLES. restou pactuado no contrato a TJLP. APLICAÇÃO CABÍVEL EM CONTRATOS BANCÁRIOS. conforme inteligência da Súmula nº 297 do STJ. No tocante à limitação da taxa de juros.

59) JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. No entanto. RESCISÃO CONTRATUAL. após o re­cálculo do débito apurado na avença.O consumidor tem direito de pedir cancelamento das passagens aéreas adquiridas e a restituição do valor pago. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.104 alterou o Código de Defesa do Consumidor. DJCE 09/07/2013. MULTA ABUSIVA.0001.Apenas o fato de se tratar de passagem com tarifa reduzida e restar previamente ajustada a multa. máxime se a recorrida não comprova o efetivo prejuízo. 1. Des. não . . Com efeito. revigorada pela MP nº 2. (TJCE. 8. desde que expressamente pactuada. sobre o valor pago. entendendo como válida a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano. CABIMENTO.Na hipótese. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.170­36/2001. decorrente da impossibilidade de substituir o recorrido por outro passageiro. nos termos do art. Da análise da documentação acostada aos autos verifica­se a existência de previsão contratual acerca da incidência da capitalização de juros. sendo aplicável apenas aos contratos firmados em data posterior a sua vigência.2000. 7. Apelação conhecida e parcialmente provida. cumpre-lhe compor o prejuízo suportado pelo fornecedor. A ratio essendi da repetição do indébito remete à necessidade de se evitar o enriquecimento ilícito da parte beneficiada. 876 do Código Civil de 2002. como ocorre no caso em epígrafe. REDUÇÃO PROPORCIONAL.06. Rel. CONSUMIDOR. aos contratos celebrados a partir de 31 de março de 2000. AC 0763127­26. 6. esse entendimento é o que tem prevalecido nos tribunais pátrios.38% e 100%.963­17. 9. A jurisprudência tem reconhecido a aplicação da Medida Provisória nº 1.8. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA. afigura abusiva a cobrança de multa em percentual que varia de 49. na forma simples. Pág. PROCESSO CIVIL. 2. CANCELAMENTO DE PASSAGENS AÉREAS. Francisco Bezerra Cavalcante. inclusive neste. com base nos parâmetros estabelecidos neste decisum. 3. A fixação dos honorários advocatícios deve ser realizada de forma a zelar pela dignidade da atividade profissional. logo a sua prática é admissível. deverá operar­se a compensação. Sétima Câmara Cível.

vencida. Ac. havendo sucumbência mínima de uma das partes.1.030777-5. 5. 240) RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL. a condenação em custas processuais e honorários advocatícios deve ser atribuída exclusivamente à parte contrária. não impede o reconhecimento da abusividade da cobrança. parágrafo único. oriunda da desproporcionalidade da multa aplicada. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 5º DO DECRETO-LEI Nº 167/67 E DA SÚMULA Nº 93 DO STJ. SUCUMBÊNCIA MAJORITÁRIA DOS APELADOS. Des. do CPC. 4. Sem custas e sem honorários à falta de contrarrazões. majoritariamente. Consoante o que preceitua o artigo 21. EMBARGOS À EXECUÇÃO. a redução da multa efetivada pelo juiz sentenciante. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 21. Dirceu dos Santos. PREVISÃO CONTRATUAL. MULTA CONTRATUAL.Correta. CDC. na forma do artigo 46 da Lei nº 9099/95. EXEGESE DAS SÚMULAS NºS 285 E 297 DO STJ. via de conseqüente. Julg. (TJDF. Rel. Artigo 51. APLICAÇÃO DO CDC. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 52. Relª Juíza Wilde Maria Silva Justiniano Ribeiro. pois.200.105 justifica a cobrança excessiva e. 670. às notas de crédito rural é aplicável a capitalização mensal de juros. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. § 1º. (TJMT.Recurso conhecido e não provido. § 1º. deve ser mantida a redução da multa contratual para o patamar previsto no artigo 52. DO CDC. Pág. Consoante interpretação do artigo 5º do Decreto-Lei nº 167/67 e da Súmula nº 93 do STJ. NOTA DE CRÉDITO RURAL. DJDFTE 19/04/2013. APL 115767/2012. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. REDUÇÃO MANTIDA. POSSIBILIDADE. 55) . Quinta Câmara Cível. DO CPC. DJMT 25/04/2013. do CDC. Rec 2012. Sendo aplicável o código consumerista ao caso em análise. desde que previamente acordado entre as partes. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. PARÁGRAFO ÚNICO. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. servindo a Súmula de julgamento como acórdão.07. Pág. 03/04/2013.

MANUTENÇÃO.106 APELAÇÃO CÍVEL. POSSIBILIDADE. REVISÃO DO NEGÓCIO JURÍDICO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Rel. INADMISSIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. AP 661631-9. Súmula nº 297 do STJ: o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. Nas cédulas de crédito rural. HONORÁRIOS ADVOCATICIOS.03.10). que prevê somente a cobrança de juros e multa no caso de inadimplemento. RECURSO DESPROVIDO. DJ 17.05. Daí que possível e necessária a revisão e modificação do contrato quando nele presentes cláusulas contratuais que estabeleçam obrigações e prestações desproporcionais para as partes contratantes. APLICAÇÃO. sem que se cogite de violação do princípio da pacta sunt servanda. os juros estão limitados a 12% ao ano. a cédula rural pignoratícia tem disciplina específica no Decreto-Lei n. FORMA SIMPLES. a ser apurado na fase de liquidação. LIMITE LEGAL. desde que não haja prova de autorização pelo Conselho Monetário Nacional ao credor para que este possa exceder o limite previsto. . 02. Não obstante a possibilidade da cobrança da comissão de permanência em contratos de crédito e financiamentos. possível redução da multa moratória para 2%. porque não se pode vislumbrar a má-fé da . REDUÇÃO DA MULTA CONTRATUAL. industrial ou comercial.298/96. 52. 876 do Código Civil. sob pena de enriquecimento ilícito da parte. JUROS REMUNERATÓRIOS.). §1. REPETIÇÃO INDÉBITO. Hayton lee swain filho. COMISSÃO PERMANÊNCIA. 167/67.06. CÉDULA RURAL PIGNORATÍCIA E HIPOTECÁRIA. desse modo. (. O contrato sob análise foi celebrado em momento posterior à vigência da Lei nº 9. 15ª ccível. 05.. bem como os princípios da autonomia da vontade e da liberdade de contratar passaram a ser interpretados em conjunto com os princípios modernos da equivalência material das partes. nos termos do art. º. (tjpr.. 04. boa-fé objetiva e função social do contrato. 01. que alterou a redação o art. CARÊNCIA DA AÇÃO. REVISIONAL DE CONTRATO COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. de forma simples. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. O princípio clássico da obrigatoriedade dos contratos. Des. Com a cobrança de encargos indevidos pelo apelante há o dever de devolução desses. NÃO VERIFICADA. POSSIBILIDADE.

CDC. CONTRATO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL FINANCEIRO. MP 2. comissão de permanência. próprio dos contratos de financiamento. (TJPR. 5º. entendo que a comissão de permanência deve ficar limitada à taxa de contraprestação fixada no . como as cédulas de crédito bancário. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. FORMA. não há estipulação de juros remuneratórios. STJ. STJ. Apelação cível desprovida.100807-6/003. STJ) V. Paulo Cezar Bellio. I. JUROS MORATÓRIOS. Rel.4. A capitalização mensal dos juros moratórios é vedada. VI. II. como não houve estipulação de juros remuneratórios. rural e comercial. 258) 6. VII.05.170-36. 5º da Medida Provisória nº 2170/2001 declarada incidentalmente pela Corte Superior do TJMG. os juros moratórios poderão ser convencionados até o limite de 1% ao mês” (Súmula nº 379. No caso sub judice. LIMITAÇÃO. ut Súmula nº 297. INEXISTÊNCIA DE CONTRATAÇÃO. SÚMULA Nº 379. salvo exceções legais. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. A contratação e cobrança de comissão de permanência não restaram provadas. “Nos contratos bancários não regidos por legislação específica. ART. III. ApCiv 1011118-5.0707. além de antecipação do valor residual garantido (VRG). no incidente de inconstitucionalidade de nº 1. CAPITALIZAÇÃO. em decorrência da locação do bem. Pág. Des. industrial. Inconstitucionalidade do art.107 instituição financeira. ILEGALIDADE. AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO DE JUROS REMUNERATÓRIOS. não há que se falar em abusividade dos juros remuneratórios e nem de capitalização destes. No contrato de arrendamento mercantil financeiro firmado entre as partes. mas sim a estipulação de remuneração devida pelo arrendatário. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELA CORTE SUPERIOR DO TJMG. CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS MORATÓRIOS. lV. Curitiba. DJPR 12/07/2013. Via de consequência. APLICABILIDADE. Décima Sexta Câmara Cível.

. POSSIBILIDADE. RECURSO DO MUTUÁRIO.0035. (TJMG. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 472 STJ. Des. II. ABUSIVIDADE. a repetição de indébito deve ser realizada em dobro. ou seja. JUROS DE MORA ABUSIVOS. Rel. conjugadas com a do art. . Nos casos em que for constatada a cobrança indevida. acrescida dos juros de mora de 1% ao mês e multa de 2%.931/2004. Des. LEI Nº 10. e seu valor não pode ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato. APELO CONHECIDO E PROVIDO EM PARTE. APLICAÇÃO DO RECURSO REPETITIVO RESP Nº 1.108 contrato. moratórios e da multa contratual.001918-7/001. Julg.0024.10. Nos casos de cobrança abusiva.114/RS. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. aquela realizada em desacordo com o restou expressamente contratado.058. em observância aos princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato. Rel. 421 do Código Civil.10. DJEMG 13/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. 10/09/2013. A possibilidade de revisão contratual não se restringe à hipótese do art. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. 478 do Código Civil. (TJMG. João Cancio. APCV 1. 10/09/2013. consignando que a cobrança de comissão de permanência exclui a exigibilidade dos juros remuneratórios. mas de acordo com o que restou expressamente contratado. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. Mota e Silva. Julg. TARIFA BANCÁRIAS. CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA DE JUROS.059720-2/001.RECURSO DO BANCO. ENCARGOS DA MORA. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. ARRENDAMENTO MERCANTIL. ENCARGOS MORATÓRIOS. I. O Superior Tribunal de Justiça editou a Súmula de nº472. PREVISÃO EXPRESSA NO CONTRATO. DJEMG 13/09/2013) APELAÇÕES CÍVEIS. APCV 1. autorizam a revisão do contrato para se afastar abusividades. VIII. mesmo que não tenha ocorrido qualquer mudança extraordinária que torne excessivamente oneroso o cumprimento da avença. a repetição deve ser realizada de forma simples. sendo que as normas do CDC. REVISÃO CONTRATUAL.

931/2004. § 1º do cdc) e. em caso de inadimplência. 4. mais os juros moratórios limitados a 12% ao ano. a prática é legal. permite-se ao credor. Há capitalização composta de juros no cálculo das parcelas com base na tabela price. Recurso da instituição financeira conhecido e provido em parte para consignar que. compensando-se nos termos Súmula nº 306 do stj. parágrafo único do CDC.058. Comissão de permanência. Ressalva do entendimento do relator. Custas e despesas processuais na mesma proporção. dos valores pagos a título de tac . Nos termos do recurso repetitivo RESP nº 1. com a inadimplência. COMPENSAÇÃO. para atender o postulado da informação clara ao consumidor (artigos 6º. ainda. a correção monetária. 2. Repetição em dobro. §1º. 1. apenas a cobrança do valor que resulta da soma dos juros remuneratórios à taxa média de mercado limitada aos remuneratórios contratados. Honorários advocatícios. 3. I da Lei nº 10. o que for menor). restituem-se ao consumidor os valores pagos a esses títulos. 8. de forma dobrada. PROPORCIONAL AO PROVEITO ECONÔMICO OBTIDO NA DEMANDA. se contratada.114/rs. 6. Apelo do consumidor conhecido e parcialmente provido para determinar a devolução. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. a correção monetária. Tarifas bancárias. nos termos do artigo 28.109 LEGALIDADE. Capitalização composta de juros. mais os juros moratórios (de 1% ao mês). RESTITUIÇÃO EM DOBRO. a mera previsão de que o duodécuplo da taxa mensal é inferior à taxa anual de juros remuneratórios. -não é suficiente. 10%. APELO DO MUTUÁRIO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. mais a multa (de 2%) e. se for a hipótese. a multa contratual (com a limitação do artigo 52. somente se pode cobrar do devedor os juros remuneratórios (limitados pela taxa pactuada ou pela média do BACEN. Contratadas em valores abusivos e não correspondentes a serviço efetivamente prestado. -havendo previsão expressa no contrato da ocorrência de capitalização composta de juros mensais. 5. III. Ressalva do relator. que entende não existir capitalização composta de juros. Proporcionalização mediante incidência do percentual de 10% sobre a expressão financeira da vitória e da derrota de cada uma das partes. Nos termos do artigo 940 do CC e do artigo 42. é devida a restituição em dobro dos valores indevidamente pagos pelo devedor. 46 e 52 do cdc).

Londrina. CLÁUSULA EXPRESSA. AUSÊNCIA DE ABUSIVIDADE. É vedada a cobrança de comissão de permanência cumulada com demais encargos moratórios. Des. devendo ser reduzidos ao percentual indicado. JUROS REMUNERATÓRIOS. DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL-CMN. ABUSIVOS. MANTIDA. AFASTADA. sendo possível a incidência do custo efetivo total. o excesso deve ser abatido do saldo devedor do empréstimo. JUROS REMUNERATÓRIOS. Os juros remuneratórios contratados mostram-se abusivos. COMPENSAÇÃO DE FORMA SIMPLES. quando expressamente pactuada nas cláusulas do contrato. sob pena de enriquecimento indevido. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. Os honorários advocatícios devem ser distribuídos proporcionalmente quando as partes saem como vencedor e vencido. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA.110 e tarifa de serviços de terceiros. ALTERADO. Décima Oitava Câmara Cível. desde que as taxas e tarifas que a compõe não sejam abusivas. SEGUNDA APELAÇÃO. DJPR 13/09/2013. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. 550) RECURSOS DE APELAÇÕES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. quando superior a taxa média divulgada pelo Banco Central do Brasil. APLICAÇÃO DO CUSTO EFETIVO TOTAL-CET. em percentual adequado ao número . ApCiv 0994150-6. AFASTADA. VALOR PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. POSSIBILIDADE COM BASE NA RESOLUÇÃO Nº. Renato Lopes de Paiva. PERCENTUAL ADEQUADO AO NÚMERO DE PEDIDO DECAÍDOS. (TJPR. Cet. PERCENTUAL ADEQUADO AO NÚMERO DE PEDIDO DECAÍDOS. PERCENTUAL SUPERIOR A MÉDIA DE MERCADO. PRIMEIRA APELAÇÃO. de forma simples. IMPOSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO COM OUTRO ENCARGO MORATÓRIO. MANTIDOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Rel. BACEN. REDUÇÃO. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. Verificado o pagamento em valores superiores ao efetivamente devidos. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA.517. Pág. 3. HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. A capitalização de juros é válida. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO.

DJPR 12/09/2013. E COBRANÇA NÃO COMPROVADA. Primeira Câmara Cível.058. Carlos Mansur Arida. 03/09/2013. CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. indefere-se o pedido de exclusão de tal . Pág. alienação fiduciária. Décima Oitava Câmara Cível.111 de solicitações decaídas. que deve ser declarada nula. CDC. ApCiv 0982869-9. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. 555) 6. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. Pág. Rel. IMPOSSIBILIDADE DE REPASSE AO CONSUMIDOR. Ausente também a previsão contratual quanto à comissão de permanência.5. Des. INCISO XII. APL 51389/2013. cujo valor fora arbitrado de forma razoável. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 51. CUSTO ADMINISTRATIVO INERENTE AO CONTRATO. 15) REVISIONAL. RECURSO REPETITIVO (RESP 1. IMPOSSIBILIDADE DE EXCLUSÃO. Rel. REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Evidencia-se a prática de juros capitalizados mensalmente pela não correspondência entre o resultado da multiplicação da taxa mensal por doze (meses). PRÁTICA VEDADA.114 RS) E SÚMULA Nº 472 DO STJ. OCORRÊNCIA. Recurso parcialmente provido. ABUSIVIDADE. 2. por ausência de previsão expressa. COMISSÃO DE OPERAÇÃO ATIVA E TARIFA DE EMISSÃO DE CARNÊ. APLICAÇÃO DO CDC E REVISÃO CONTRATUAL. Curitiba. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA NÃO PACTUADA. (TJPR. TARIFAS ADMINISTRATIVAS. 1. e não comprovada sua cobrança indevida. (TJMT. Julg. AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO EXPRESSA. DJMT 12/09/2013. Tangará da Serra. AUSÊNCIA DE PREVISÃO EXPRESSA. Marcos José Martins de Siqueira. Des.

Luiz Zanelato. Luis Espíndola. A imprescindibilidade da exibição do documento original representativo da cédula de crédito bancário funda-se na possibilidade de circulação e transferência da cártula por meio de endosso em preto. sob pena de indeferimento da peça vestibular e extinção do processo sem apreciação do mérito. (TJPR. sendo verdadeiramente incompatíveis com a boa. Londrina. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. § 1º. nos moldes do art. conforme prevê o § 1º do art. com alienação fiduciária.112 verba. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. Rel. 51.045645-8/0001. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO. 557. Décima Oitava Câmara Cível. DETERMINAÇÃO DE EXIBIÇÃO DO DOCUMENTO ORIGINAL SOB PENA DE EXTINÇÃO DO PROCESSO.931. AO RECURSO POR MANIFESTO CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE DE JUSTIÇA. (TJSC. DECISÃO UNIPESSOAL ACERTADA. . Campos Novos. CDC. por isso. DO CPC) EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. Subst. de 2-82004. 563) AGRAVO INTERNO (ART.fé e a equidade. CONTRATO DE FINANCIAMENTO GARANTIDO COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA REPRESENTADO POR CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. 3. LIMINARMENTE. Rel. Julg. do código de defesa do consumidor. TÍTULO DE CRÉDITO EM QUESTÃO SUJEITO AOS PRINCÍPIOS DA CARTULARIDADE E CIRCULARIDADE. 10. Câmara Civil Especial. 05/09/2013. sendo nulas de pleno direito. As tarifas administrativas são intrínsecas à própria atividade de financiamento e. na medida em que colocam o consumidor em desvantagem exagerada. Pág. Des.00. DJSC 13/09/2013. pressupõe necessariamente a comprovação da constituição em mora do devedor e a instrução da petição inicial com a via original do título de crédito. A ação de busca e apreensão de bem financiado mediante cédula de crédito bancário. 29 da Lei n. afigura-se abusivo que sejam transferidas ao financiado. Juiz Conv. PETIÇÃO INICIAL INSTRUÍDA COM FOTOCÓPIA DESSE TÍTULO DE CRÉDITO. IRRESIGNAÇÃO DO REQUERENTE POR AGRAVO DE INSTRUMENTO. ApCiv 0932924-0. AG-AI 2013. DJPR 13/09/2013. inciso XII.

Des. APL 0000680-83. 324) RECURSO APELAÇÃO. Rel. DJESP 12/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Nhandeara. o pagamento integral da dívida. por outro lado. 29/08/2013. Apesar da Lei nº 10.2012. Ac.8. Ademais. sob a ótica consumerista. 54. ademais. (TJSP.26. para tanto.26. BUSCA E APREENSÃO FUNDADA EM CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR PURGAÇÃO DA MORA. o credor fiduciário é titular da propriedade resolúvel. POSSIBILIDADE. Agravo desprovido. Des. não se exigindo. Julg. Guarulhos. Aplicação.8.0000. do CDC.113 Pág. Lino Machado.2013.0383. o devedor fiduciante é titular da propriedade sujeita a condição suspensiva. 6995095. persiste o direito de o devedor fiduciante purgar a mora com o depósito das parcelas até então vencidas. 6977009. e que se. por um lado. § 2º. nos termos do art. Sentença mantida. Vigésima Quinta Câmara de Direito Privado. a purgação da mora é medida que decorre da interpretação legal. 04/09/2013.931/04 ter dado nova redação aos parágrafos do artigo 3º do Decreto-Lei nº 911/69. do Código de Defesa do Consumidor. Marcondes D’ Ângelo. Ac. Julg. Rel. Trigésima Câmara de Direito Privado. Considerando-se a possibilidade da purgação da mora sem a rescisão do contrato. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA BUSCA E APREENSÃO PURGAÇÃO DA MORA. DJESP 11/09/2013) . (TJSP. AI 2012048-06. continua sendo permitida purgação da mora nos contratos de alienação fiduciária. Recurso de apelação não provido. sob pena de desnaturar a própria natureza do contrato de financiamento garantido por alienação fiduciária.

o prazo complementar de quarenta e oito horas determina a complementação de apenas uma única parcela (dez foram depositadas).0000. Ac.0000. CONEXÃO DE CAUSAS. A PURGAÇÃO DA MORA COM O DEPÓSITO APENAS DAS PRESTAÇÕES ATÉ ENTÃO (DATA DO DEPÓSITO) VENCIDAS. CARACTERIZADA A CONEXÃO ENTRE A AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO E A AÇÃO REVISIONAL.26. Lino Machado. Itararé. AI 200258285. 6991910. Des. Agravo desprovido. a qual venceu entre a propositura da ação e a data do depósito (11ª prestação devida). AI 2003965-98. Recurso improvido. Ac.2013. DJESP 11/09/2013) .114 AGRAVO DE INSTRUMENTO AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO FUNDADA EM CONTRATO DE FINANCIAMENTO COM CLÁUSULA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. não há como deixar de reconhecer sua natureza de purgação da mora.8. Orlando Pistoresi. Nada obstante o depósito das prestações em atraso tenha sido efetivado nos autos da ação revisional. CABIMENTO. PURGAÇÃO DA MORA POSSIBILIDADE DECISÃO MANTIDA. Julg. RECONHECIMENTO. NA JURISPRUDÊNCIA. pelo que se afigura escorreita a suspensão da medida liminar de busca e apreensão do veículo. Trigésima Câmara de Direito Privado.26.2013. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. 04/09/2013. BUSCA E APREENSÃO E AÇÃO REVISIONAL. (TJSP. VEM SENDO ADMITIDA. Des. DJESP 11/09/2013) ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. (TJSP. Trigésima Câmara de Direito Privado. 04/09/2013. Rel. Além disso.8. Ribeirão Preto. IMPÕE-SE A REUNIÃO DAS AÇÕES PARA JULGAMENTO CONJUNTO. BUSCA E APREENSÃO DEPÓSITO DA TOTALIDADE DAS PRESTAÇÕES VENCIDAS NOS AUTOS DE AÇÃO REVISIONAL PURGAÇÃO DA MORA RECONHECIMENTO SUSPENSÃO DA MEDIDA LIMINAR. 6994347. Rel. Julg.

tendo em vista que é direito subjetivo do devedor purgar a mora. 02. 54. Para a purgação da mora em ações de busca e apreensão fundadas em pacto adjeto de alienação fiduciária. ART. 527. tornou-se omisso quanto à possibilidade do devedor de purgar a mora. A purga da mora somente deve compreender as parcelas vencidas . PURGAÇÃO DA MORA. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO EM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Agravo regimental conhecido e não provido. I.0000/50000. PURGAÇÃO DA MORA PARCELAS VENCIDAS. PARCELAS VENCIDAS. EXCLUSÃO DAS VINCENDAS. O artigo 527. do qual se extrai o princípio da conservação dos contratos de consumo. VENDA ANTECIPADA OU REMOÇÃO DO BEM. NECESSIDADE DE PRÉVIA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL. em atenção aos princípios da ampla defesa. Rel. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. DJMS 09/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. porquanto previsto no art. AgRg 400808628. bem como no art. Todavia.2013.LEGALIDADE. Juiz Vilson Bertelli. I.12. 401 do CC/02.115 AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO A RECURSO EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE. com a alteração trazida pela Lei nº 10. 01. (TJMS. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. do contraditório e do devido processo legal. Segunda Câmara Cível. do CDC. Campo Grande. RECURSO IMPROVIDO. exercer esse direito. 03.8. A remoção da Comarca ou a venda antecipada do veículo apreendido depende de prévia autorização judicial. Nº 911/69. DO CPC. § 2º. O Decreto nº 911/69. do código de processo civil permite ao relator negar seguimento ao agravo quando manifestamente improcedente ou em confronto com a jurisprudência dominante do respectivo tribunal. em sede de busca e apreensão pelo Dec. é suficiente o depósito das parcelas vencidas acrescida dos encargos moratórios até a data do depósito.931/04. dúvida não há de que o devedor pode.

sendo. AI 4580/2013. COM A PURGAÇÃO DA MORA. cabe ao consumidor optar entre a resolução do contrato em que incorreu em inadimplemento e a sua manutenção. POSSIBILIDADE. porquanto tal faculdade deriva de outras disposições legais previstas em nosso ordenamento jurídico. Julg. o direito do devedor fiduciante à purgação da mora ainda subsiste nas ações de busca e apreensão. efetuando efetuando a purgação da mora . ESCOLHA DO CONSUMIDOR. ART. Rel. Relª Desª Maria Helena Gargaglione Póvoas. com exclusão das prestações vincendas. 54. BUSCA E APREENSÃO. Admissibilidade. 6976096. 15) ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. 3º do Decreto-Lei nº 911/69. Julg. EDcl 008685191. Recurso desprovido.931/04. 3º. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Des.931/04 ao art. DJMT 09/09/2013. POSSIBILIDADE. ou seja. “cabendo a escolha ao consumidor” (art.0000/50000. mas desde que alternativa. § 2º. § 1º. Em que pese a nova redação dada pela Lei nº 10. 26/06/2013. É admitida nos contratos de adesão a cláusula resolutória. devidamente acrescidas dos encargos contratuais. O cálculo para a purgação da mora compreende apenas as parcelas vencidas. DJESP 09/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.26. Ac. ART. DO CDC. PURGAÇÃO DA MORA. Segunda Câmara Cível. Várzea Grande. Pág. 25/06/2013. PURGAÇÃO DA MORA. 54. § 2º. Vigésima Oitava Câmara de Direito Privado. DO DECRETO-LEI Nº 911/69. desnecessário o depósito das parcelas vincendas. (TJSP.116 até a data do depósito. NOVA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 10. do CDC). Itapeva. RESOLUÇÃO DO CONTRATO OU SUA MANUTENÇÃO. (TJMT. Depósito das parcelas vencidas. PAGAMENTO DAS PARCELAS VENCIDAS ACRESCIDAS DOS ENCARGOS CONTRATUAIS. portanto.2013.8. CLÁUSULA CONTRATUAL RESOLUTÓRIA. Cesar Lacerda.

LIMINAR DEFERIDA. Des. que no prazo legal purgou a mora. DJESP 05/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Comprovada a purgação da mora pelo devedor. a obrigação de restituir o bem converte-se em perdas e danos. abrangendo apenas as prestações vencidas. Des. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. do Decreto-Lei nº 911/1969.12. PURGAÇÃO DA MORA. Julg. consistente no pagamento do valor de mercado do veículo à época da alienação.2013. AGIN 1. PURGAÇÃO DA MORA COMPROVADA RESTITUIÇÃO DO BEM AO DEVEDOR. Demonstrado que o credor fiduciário vendeu o bem de forma prematura. 6979565. 29/08/2013. Possibilidade de purgação da mora pelo devedor fiduciante no prazo de cinco dias após executada a liminar. impedindo assim a sua restituição ao apelante. com a utilização da tabela FIPE como parâmetro. (TJMG.0000. Recurso desprovido. Vigésima Sétima Câmara de Direito Privado. com a redação dada pelo artigo 56 da Lei nº 10. DJEMG 06/09/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO.117 mediante a quitação do débito em atraso. QUANTUM INDENIZATÓRIO. Gilberto Leme.931/2004. § 2º. Rel. AI 2008651-36. VENDA EXTRAJUDICIAL DO VEÍCULO. José de Carvalho Barbosa.0015532/001. 3º. (TJSP. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. que vendeu o bem extrajudicialmente. VALOR DE MERCADO DO VEÍCULO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. e a impossibilidade de restituição do veículo por parte do credor fiduciário. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. Ac. UTILIZAÇÃO DA TABELA FIPE COMO PARÂMETRO.8. Para a fixação do quantum da indenização pelo . RECURSO PROVIDO. BUSCA E APREENSÃO. Inteligência do art.26.0175. Rel. IMPOSSIBILIDADE. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. Araraquara. fica caracterizando o ilícito passivo de reparação. CONVERSÃO DA OBRIGAÇÃO DE RESTITUIR EM PERDAS E DANOS. 27/08/2013. Julg.

118 pelo dano moral causado. DEFERIMENTO. ARBITRAMENTO. CONSOLIDAÇÃO DA POSSE E PROPRIEDADE DO BEM EM MÃOS DO DEVEDOR. RESPONSABILIDADE CONTRATUAL.A execução da liminar e a consolidação da posse e propriedade do bem representativo da garantia na pessoa do credor fiduciário antes do desate da ação. conquanto a própria deflagração da ação esteja condicionada à caracterização e comprovação da sua mora. à medida que. contudo. (TJMS. atento sempre ao princípio da razoabilidade. Rubens Bergonzi Bossay.12. ILEGALIDADE. §§ 1º e 2º). deferida a liminar e apreendido o bem oferecido em garantia. CARACTERIZAÇÃO. Des. art. 2. COMPENSAÇÃO PECUNIÁRIA DEVIDA. APREENSÃO DO VEÍCULO OFERECIDO EM GARANTIA. se descurado de salvaguardar os direitos e interesses do devedor fiduciário. conquanto coadunadas com o devido processo legal que emoldura o procedimento ao qual está sujeita . DANO MORAL. CONFIGURAÇÃO.0001. ALIENAÇÃO DO AUTOMÓVEL NO CURSO DA AÇÃO E ANTES DA EXPIRAÇÃO DO PRAZO ASSEGURADO PARA PURGAÇÃO DA MORA. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE PERDAS E DANOS MORAIS E MATERIAIS. Campo Grande. PURGAÇÃO DA MORA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. não tendo. APL 0813798-65. COMPOSIÇÃO. o julgador deve aproximar-se criteriosamente do necessário a compensar a vítima pelo abalo sofrido e do valor adequado ao desestímulo da conduta ilícita.8. quitar o débito remanescente e tornar-se proprietário pleno da coisa (DL nº 911/69. MAJORAÇÃO.2012. LIMINAR. ainda lhe é assegurada a faculdade de. PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DEPÓSITO JUDICIAL TEMPESTIVO. 3º. CITAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. Rel. Terceira Câmara Cível. AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. observado o interregno legalmente assinalado. TERMO INICIAL.O devido processo legal na ação de busca e apreensão decorrente de alienação fiduciária é permeado pelas nuanças próprias da execução da obrigação garantida por alienação fiduciária. DANO MATERIAL. 1. DJMS 02/09/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL.

ensejam a caracterização do dano moral ante a inolvidável afetação que experimenta o obrigado fiduciário nos predicados decorrentes dos direitos da personalidade. a frustração da recuperação da posse do automóvel que traduz a garantia. ignorada a regulação procedimental. 5. -. auto. dignidade. §§ 6º e 7º). pois lhe enseja a perda de tudo o que vertera e é sujeitado a transtornos. além de sujeitarem-na credora aos efeitos modulados pela legislação especial (DL nº 911/69. se aperfeiçoa com a simples ocorrência do ato ilícito que se qualifica como sua origem genética. 6. ante o fato de que os direitos da personalidade não são tarifados. em contrapartida. 3º.estima. tranquilidade etc. a credora venha a alienar o veículo representativo da garantia. os efeitos decorrentes do procedimento adotado. 3. a despeito de emendada a mora.119 a busca e apreensão derivada de alienação fiduciária.Apreendido que a credora fiduciária procedera à alienação do veículo objeto do financiamento que fomentara e que. 4. atentando-se para a gravidade dos danos havidos e para o comportamento do ofensor. não reclamando sua qualificação que do ocorrido tenha derivado qualquer repercussão no patrimônio material do lesado. lhe havia sido oferecido em garantia fiduciária à revelia do depósito elisivo efetuado tempestivamente pelo devedor fiduciário com vista a purgar a mora que lhe fora impingida. credibilidade. irradia danos materiais e morais ao obrigado. O dano moral. derivando que. que recomenda que o importe fixado não seja tão excessivo a ponto de ensejar uma alteração na situação financeira dos envolvidos nem tão inexpressivo que redunde em uma nova ofensa ao vitimado. maculando os seus sentimentos e impregnando indelével nódoa na sua existência. frustrações e ofensa à credibilidade que exorbitam os efeitos do simples inadimplemento contratual. não legitimam que. deve ser efetivada de forma parcimoniosa e em ponderação com os princípios da proporcionalidade. antes da expiração do prazo assegurado ao obrigado fiduciário para emendar sua mora. porque afeta diretamente os atributos da personalidade do ofendido. ante as ofensas que experimentara no que lhe é mais caro. art. honra. A mensuração da compensação pecuniária devida ao atingido por ofensas de natureza moral. A responsabilidade da instituição financeira pelos danos advindos da falha administrativa em que incidira que culminara com a . e da razoabilidade. conquanto permeada por critérios de caráter eminentemente subjetivo.

INOBSERVÂNCIA DOS DITAMES LEGAIS. DJDFTE 28/08/2013. SENTENÇA ANULADA. NECESSIDADE DE OPORTUNIZAR A EMENDA DA INICIAL. Desprovido o apelo da ré e parcialmente provido o recurso adesivo do autor. BUSCA E APREENSÃO. com o propósito de reintegrar a posse do bem ao legítimo proprietário.004656-0. se houver. ainda . APELAÇÃO. Unânime. Pág. Apelação e recurso adesivo conhecidos. conforme enunciado da Súmula nº 72 do Egrégio Superior Tribunal de Justiça: “A comprovação da mora é imprescindível à Busca e Apreensão do bem alienado fiduciariamente. sem resolução do mérito.06. IV do Código de Processo Civil. (TJDF. a notificação válida do devedor. Teófilo Caetano. o que determina que os juros moratórios incidentes sobre a condenação que lhe fora imposta sujeitem-se à regra geral. Des. IMPOSSIBILIDADE. NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL EXPEDIDA POR ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. Ac. ou pela notificação extrajudicial feita por intermédio do Cartório de Títulos e Documentos. Primeira Turma Cível. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 284 DO CPC. 2. comprova­se a mora do devedor pelo protesto do título. NÃO COMPROVAÇÃO DA MORA. por considerar ausente o pressuposto essencial para constituição do pedido. 705.1. 1.120 alienação indevida do veículo oferecido como garantia das obrigações derivadas do contrato de financiamento com alienação fiduciária que firmara com consumidor é de natureza contratual. Sendo certo que “na alienação fiduciária. 7. “ 3. Rec 2011. pois é o ato que demarca o momento em que. que é considerada válida se entregue no endereço do domicílio do devedor. Infere­se da análise dos fólios que o magistrado singular extinguiu liminarmente o feito. in casu. Rel. Importante salientar que a comprovação da mora constitui pressuposto essencial para o desenvolvimento válido e regular do processo de Busca e Apreensão. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. incorre em mora. tendo como termo inicial a citação. ciente da sua obrigação. nos termos do artigo 267.810. EXTINÇÃO DE PLANO DO FEITO SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO. 75) PROCESSUAL CIVIL.

Decreto Lei nº 911/69. Des. Pág. assiste razão ao magistrado singular quando considerou deficiente a documentação acostada aos autos. DE OFÍCIO. DEVEDOR NÃO CONSTITUÍDO EM MORA. Rel. (TJCE. p. O direito de o credor fiduciário reaver o bem que se encontra na posse do . julgado em 17/08/2006. 4. Inteligência do artigo 2º. Sentença mantida. TERCEIRA TURMA. o juiz monocrático não consignou o direito do autor de emendar a inicial. 560) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Rel. estabelece o art.06. Fazenda Rio Grande. Ausência de pressuposto de constituição do processo. no prazo de dez (10) dias. 47) APELAÇÃO CÍVEL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.8.Apelo CONHECIDO E PROVIDO. Extinção do processo pela ausência de comprovação da constituição em mora do devedor. PROTESTO INVÁLIDO. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE. No que tange à matéria. DJCE 13/09/2013. Des. Assim.121 que não seja entregue pessoalmente a ele’’. Por outro lado. Sentença anulada. Rel. determinará que o autor a emende. §2º. AÇÃO DE BUSCA E APREENSSÃO. Ministra NANCY ANDRIGHI. AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL. Luis Espíndola. ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito. 282 e 283. 284 do Código de Processo Civil: “Verificando o Juiz que a petição inicial não preenche os requisitos exigidos nos arts.2012. DJ 04/09/2006. Emenda da inicial oportunizada e não satisfeita.0001. EXTINÇÃO DO PROCESSO. Pág. 5. extinguindo precocemente o processo sem solução do mérito. Ação de busca e apreensão. ApCiv 1060565-5. Quinta Câmara Cível. LIMINAR. Notificação extrajudicial juntada aos autos ineficaz. DJPR 13/09/2013. (RESP 810717/RS. Clécio Aguiar de Magalhães. posto que ausente a comprovação da mora. AC 0054952­64. “ 6. I. Décima Oitava Câmara Cível. ou a complete. 270). (TJPR. Recurso não provido. Contrato de financiamento garantido com alienação fiduciária.

Processo extinto. Constituição em mora.21. Adiante. uma vez que estes são condição de procedibilidade da ação de busca e apreensão. Falta de pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo. No caso concreto. Portanto. 3º. Extinção do feito sem resolução do mérito. Des. ocorrendo a intimação por carta protocolada. a notificação enviada pelo credor não foi recebida no endereço informado no contrato. Jorge André Pereira Gailhard. 06/09/2013. de “ausência” do devedor para fins de sua comunicação. outrossim. do Decreto-Lei nº 911/69. sem resolução de mérito. Impossibilidade no caso concreto. (TJRS. sendo informado que a devedora “mudou-se”. III. A notificação do devedor. AI 316962-64. não estando a devedora regularmente constituída em mora. a teor do que dispõe o art. II. 267. não é válido o protesto para fins de constituição em mora. Cientificação levada a efeito por serventia estranha a do domicílio do notificando. Magistrado a quo que julga o processo extinto.8. Julg. Rel. de ofício. em decisão monocrática. Décima Quarta Câmara Cível. no mesmo endereço para o qual foi remetida a notificação extrajudicial anterior. Outrossim. Constatação. Irresignação da demandante. do CPC. Invalidade do procedimento adotado. o credor levou o título à protesto. Inocorrência no caso concreto. de ofício. do CPC. Mora não comprovada.122 devedor está diretamente ligado à caracterização da mora do último. sob o fundamento de inocorrência de comprovação da mora. deve ser julgado extinto o processo. não se admite que a notificação ou o protesto ocorram após o ajuizamento da ação. Contudo. Santo Antônio da Patrulha. Medida de rigor. 267. para a constituição em mora. Emenda à inicial. Contrato de financiamento de veículo com cláusula de alienação fiduciária. deve ocorrer por carta registrada. DJERS 12/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. lV. por intermédio do cartório de títulos ou documentos. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO.7000. Agravo prejudicado.2013. Constituição . ou pelo protesto do título. eis que a intimação ocorreu em endereço no qual a devedora não mais residia. Exegese do art. com base no art. Exigência de que a notificação extrajudicial e o protesto sejam realizados pelo cartório de títulos e documentos da Comarca da residência do devedor. IV. inciso IV.

“a”. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. José Carlos Carstens Kohler. 284 do código de processo civil em face da natureza da demanda proposta. 265. portanto. Impossibilidade de postergação da comprovação da mora para momento processual ulterior ao manejo da ação. Rel. SUSPENSÃO DO PROCESSO. DJSC 11/09/2013. Des. porquanto a perfeita caracterização da mora resta afetada por prejudicialidade externa (art. AC 2013. SENTENÇA CASSADA.02. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. PREJUDICIALIDADE EXTERNA. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. CELERIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. 03/09/2013. (TJMG. . (TJSC. verifico que. Pág.012100-8/001. 1) após realizar uma consulta processual. APELO PROVIDO. resta evidente que. ART. Blumenau. existe uma ação revisional manejada pelo recorrido e que nestes autos existe um provimento judicial determinando a abstenção da ora recorrente de retomar o bem através de busca e apreensão. deve estar materializada no ato da propositura da demanda. Des. 265. Inaplicabilidade do art. AÇÃO REVISIONAL. “A” DO CPC. Julg. APCV 1. SUSPENSÃO DO FEITO. DESFIGURAÇÃO DA MORA. PREJUDICIALIDADE EXTERNA. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. Estando a apuração da dívida em aberto na dependência do julgamento de ação revisional. 2) em que pese o fato de a jurisprudência ainda não ter um posicionamento uníssono acerca da existência de conexão entre a ação de busca e apreensão e a ação revisional. de fato. do CPC). IV. Rogério Coutinho.0317.052562-9. EXTINÇÃO DO FEITO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. Julg. Manutenção da sentença extintiva que se torna inarredável. DJEMG 26/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. ao menos.123 em mora que se configura como pressuposto processual e que. IV. Rel. deve o feito ser suspenso. Quarta Câmara de Direito Comercial. 436) APELAÇÃO CÍVEL. NÃO OCORRÊNCIA. 21/08/2013. Rebeldia improvida.

O ajuizamento anterior de ação revisional é causa prejudicial externa à apreciação da ação cautelar de busca e apreensão. SUSPENSÃO DA AÇÃO CAUTELAR ATÉ O JULGAMENTO FINAL DA AÇÃO REVISIONAL. APL 001403628. PREJUDICIALIDADE EXTERNA. “ (AGRG no AG 923.2012. DJES 16/08/2013) AGRAVO. MANUTENÇÃO DA POSSE DO BEM EM MÃOS DODEVEDOR. data de julgamento: 14/03/2011. julgado em 23.124 existe um caráter de prejudicialidade entre as mesmas. 418) CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL.Recurso conhecido e provido. classe: Agravo de instrumento. Terceira Câmara Cível. Decisão proferida em conformidade com posicionamento jurisprudencial. data da publicação no diário: 31/03/2011) 4) apelação provida. Precedentes agravo improvido. em que se discute o . 1.2009. gravo de instrumento. estejam em discussão em demanda revisional anteriormente ajuizada.08.8. (TJPR. Manutenção.04. DEPÓSITO DE VALORES JUDICIALMENTE. Prejudicialidade externa. (TJES. Ação de busca e apreensão. Negado provimento ao recurso.2009) III . AJUIZAMENTO ANTERIOR DA AÇÃO REVISIONAL.05. Pág.836. Seguimento negado. cujo inadimplemento ensejou a mora. Stewalt Camargo Filho.MG. Ministro sidnei beneti. Agr 09973926/02. Rel. BUSCA E APREENSÃO. Willian Silva. Suspensão do processo. terceira turma. dje 12. 24100914944. AGRAVO DE INSTRUMENTO. na hipótese em que as obrigações contratuais. Des. 06/08/2013. órgão julgador: Quarta Câmara Cível. 3) “há relação de prejudicialidade entre as ações de busca e apreensão e revisional relativas ao mesmo contrato de alienação fiduciária. DECISÃO A QUO REFORMADA.0002. Julg. DJPR 24/07/2013. Ação revisional anteriormente ajuizada. relator: Maurílio Almeida de Abreu. Rel. Rel. Décima Sétima Câmara Cível. (TJES. o que justifica a suspensão da ação de busca e apreensão. Francisco Beltrão. Des. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA.

Agravo provido. AG Inst 0001734-65. 380/STJ) que o simples ajuizamento da demanda revi sional não tem o condão de afastar os efeitos da mora (CF. pois é igualmente cediço (verbete sumular nº. a ação revisional foi ajuizada em Comarca diversa que.No caso de demandas conexas tramitando em circunscrições diversas . conquanto a prevenção . na ausência dela. segunda seção. Rel. julgado em 17/08/2010.0000. se assim entender conveniente (V. A rigor. o caso concreto impõe a observância . (TJAC. tem-se admitido. uma vez que são discutidos a ilegalidade e o abuso nos encargos contratuais.530/RS.Se dê em favor do juízo que primeiro efetivar a citação válida e. e AGRG no RESP 1118954/SC. enquanto pendente demanda revisional anterior. seja admitida a regra da propositura primeira da ação.: STJ. CONEXÃO. PECULIARIDADES. : STJ. Ministro sidnei beneti. DJAC 05/02/2013. ainda mais quando se verifica a consignação de valores mensalmente por parte do consumidor. ao que tudo indica. 3) no caso dos autos. 1) Com efeito. caso haja fundamento suficiente para tanto.8. quarta turma. julgado em 27/09/2011. 2) entrementes.125 inadimplemento ensejador da mora sobre o mesmo objeto obrigacional. por prejudicialidade externa. Des. Rel. Pág.061. Ministra nancy andrighi. 2. dje 10/09/2010). 543-c do CPC. rito do art. Roberto Barros. Rel. à vista da incerteza da ocorrência da mora. terceira turma.g. também. a jurisprudência vem reconhecendo a conexão existente entre a ação de busca e apreensão e a ação revisional consignatória. COMPETÊNCIA. PREVENÇÃO. dje 10/03/2009. a critério do julgador. na qualidade de depositário judicial. AGRG no RESP 1190940/SP. Câmara Cível.01. o magistrado pode reunir as demandas a fim de evitar julgamentos contraditórios. 5) AGRAVO DE INSTRUMENTO. 4) ademais. Rel. AÇÃO REVISIONAL. dje 05/10/2011). a mera suspensão da ação de busca e apreensão. RECURSO PROVIDO.2012. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. até a decisão final da ação revisional. Ministro aldir passarinho Junior. refoge às regras de competência atinentes à matéria. PREJUDICIALIDADE. Justificável a mantença da posse do bem em mãos do devedor. 3. RESP 1.

a fim de se manter a competência do juízo a quo para processar e julgar a demanda de origem.8. o mandado inicial . AI 0072860-50. decerto poderá a parte interessada opor. Ac. Julg. sem prejuízo de eventual constituição em mora inadmissibilidade de garantia da posse do carro. Rel. lembrando sempre que “a simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora do autor”. não se mostra obrigatória. consoante dito alhures. não havendo assim motivo hábil.0000. tendo ainda o réu/devedor tomado ciência inequívoca do feito por ensejo do comparecimento espontâneo nos autos. Araraquara. Des.Já estava em fase de cumprimento. quais sejam. 6) quanto à ação revisional em trâmite perante a Comarca de Belo Horizonte.126 de duas peculiaridades. que: (I) o juízo ora agravado corresponde justamente ao domicílio do consumidor. C.8. DJESP 10/09/2013) . capaz de justificar a revogação da ordem de busca e apreensão do veículo objeto do contrato dito inadimplido. diante da presença de depósitos mensais dos valores ditos incontroversos.26. Agravo parcialmente provido. a competente exceção.08. Quarta Câmara Cível. o presente recurso merece ser provido. caso queira a união dos feitos que. 5) firme em tais considerações.2013.0011. naquele juízo. por ora. e (II) ao que parece. Jovino de Sylos Neto. AI 0101908-52. 18/02/2013. 6986921. COM PACTO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. Julg. (TJSP. em harmonia à regra de competência absoluta emanada do CDC.C. (TJES. Décima Sexta Câmara de Direito Privado. mesmo que para ventilar a suposta prevenção de juízo outro. caso ocorra fundamento suficiente para tanto. Pedido de nulidade de cláusulas consideradas abusivas impossibilidade de negativação do mutuário.Que inclusive deferira a liminar .2012. Relª Desª Eliana Junqueira Munhos. 7) recurso provido. 25/06/2013. DJES 26/02/2013) TUTELA ANTECIPADA EM AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO PARA AQUISIÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. sobretudo ante a possibilidade de eventual suspensão por prejudicialidade. embora aconselhável.

DJERS 05/09/2013) 6. pois não caracterizada a mora.2013. PURGAÇÃO DA MORA. Décima Quarta Câmara Cível. a antecipação de tutela fica condicionada aos depósitos mensais das prestações vincendas. inviável. VI. alterada pela Lei n. Contrato de arrendamento mercantil (leasing). leasing. Inversão do ônus da prova. AÇÃO REVISIONAL. por ora. Recurso desprovido. Assim. Agravo parcialmente provido. POSSIBILIDADE. afastar o agravante da posse do bem ou permitir a inscrição do seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. (TJRS. 6. 02/09/2013. deve ser deferida a tutela antecipada. nos casos de inadimplemento quando já proposta ação de reintegração de posse.21.127 AGRAVO DE INSTRUMENTO. admite-se a purgação da mora mediante o pagamento das parcelas vencidas. Falta de interesse recursal. Jorge André Pereira Gailhard.6. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. APELAÇÃO CÍVEL.132/1983.7000. Rel. na data da contratação. Matéria objeto de petição não examinada ainda . São Leopoldo. O instituto do arrendamento mercantil é disciplinado pela Lei n. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE.8. 7. Possibilidade. I.099/1974. Julg. Diante da abusividade dos juros remuneratórios contratados. Sentença que julgou extinto o feito com fulcro no art. Alegação do arrendante de impossibilidade de restituição do bem reintegrado na posse. possibilitando-se o afastamento dos efeitos da inadimplência. 267. do CPC. Contrato juntado. Apelação cível. Ação de reintegração de posse. No entanto. II. CONTRATO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING). LIMINAR DE REINTEGRAÇÃO DEFERIDA. com capitalização mensal. Des. ABUSIVIDADE EM ENCARGO DO PERÍODO DA NORMALIDADE CONTRATUAL. Deferimento na origem. Apesar de não haver regras legais próprias. em decisão monocrática. revogou a liminar e determinou a restituição do bem. recalculadas com base na taxa média de juros divulgada pelo Banco Central. AI 34604965.

AC 2011. Impossibilidade de supressão de instância. DJESP 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Admissibilidade. Cláusula resolutiva expressa. Paulo Roberto Camargo Costa. NOTIFICAÇÃO JUDICIAL OU EXTRAJUDICAIL. Recurso não conhecido no ponto. ARRENDAMENTO MERCANTIL. Des. Julg. Ac. Recurso desprovido. o esbulho traduz-se na . LEASING. Rel. Purgação da mora pelas parcelas vencidas. Revogação da liminar. Dimas Rubens Fonseca. 19/08/2013. PROTESTO POR EDITAL. Rel.26. Medida deferida liminarmente. 13/08/2013. Vigésima Oitava Câmara de Direito Privado. Pág. Não se conhece no apelo de matéria relativa a fato novo. DJSC 23/08/2013. 134) AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO NA POSSE. Capital. Possibilidade ante a inexistência de vedação legal. AUSÊNCIA. ART. I.8. Des. ART. Piracicaba. A ação de reintegração de posse exige a comprovação do esbulho para que seja reconhecido o direito autoral. Eficácia condicionada. em se tratando de reintegração de veículo objeto de arrendamento mercantil. 557.087669-2. SENTENÇA MANTIDA.0000. Inteligência do § 2º do art.128 pelo juízo de primeiro grau. RECURSO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE E CONFRONTANTE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL E TRIBUNAIS SUPERIORES. ARRENDAMENTO MERCANTIL. COMPROVAÇÃO DA MORA. Terceira Câmara de Direito Comercial. Julg. (TJSP. (TJSC. SEGUIMENTO NEGADO. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. 6959925. sendo certo que. a ser dirimida quando do cumprimento de sentença. REQUISITOS. POSSIBILIDADE. AI 2007951-60. Fato novo a ser enfrentado quando do cumprimento da sentença. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Direito que deverá ser exercido no prazo para resposta. pena de subtrair-se às partes uma instância. INCISO VI. 267.2013. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. 54 do Código de Defesa do Consumidor.

caput. IMPOSSIBILIDADE. Rel. . o protesto tirado não se mostra hábil a suprir requisito indispensável à válida e regular constituição do processo.129 constituição do devedor em mora. incerto ou inacessível. de modo a que atinja sua finalidade social. II. III. 02/09/2013. deve-se negar seguimento. Ac. com opção concedida ao arrendatário para a compra do bem.335693-5/001. em se tratando de ação de reintegração de posse.2013. com observação. improcedente. NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL. Des. APCV 1. Rel. do Supremo Tribunal Federal.0000. AI 0096488-66. DJEMG 06/09/2013) ARRENDAMENTO MERCANTIL. nos termos do art. Des. 6986904. ou de Tribunal Superior. IV.492/97. 29/08/2013. (TJMG. Julg. lV. através de competente notificação judicial ou extrajudicial. prejudicado ou em confronto com a Súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo Tribunal. DEVEDOR. qual seja. É válido o protesto efetivado por edital. da Lei nº 9. Não tendo o credor se desvencilhado desse ônus. Julg. DJESP 06/09/2013) CIVIL E PROCESSO CIVIL. (TJSP. ex vi do disposto no art. a constituição do devedor em mora V.0024. 15. do Código de Processo Civil. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. VI. 267. ARRENDAMENTO MERCANTIL. ESCRITÓRIO. Reintegração de posse Purgação da mora pedida pela arrendatária Indeferimento Decisão que não merece prevalecer Prevalência do interesse na conservação do contrato.11. Santa Bárbara d’Oeste. Newton Teixeira Carvalho. desde que fique demonstrado que o devedor estava em local ignorado. a possibilidade de purgação da mora preserva os interesses de ambas as partes e mantém a comutatividade contratual. Trigésima Terceira Câmara de Direito Privado.26.8. para fins de comprovação da mora. A constituição em mora é pressuposto de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo. sem o qual o feito deve ser extinto. o que não vem em prejuízo da arrendante Agravo de instrumento provido. Considerando-se a natureza e os objetivos do contrato de arrendamento mercantil. em parte. ADVOCACIA. Ao recurso manifestamente inadmissível. Sá Duarte.

MORA. expedida por serventia extrajudicial ou pelo protesto do título. 1. Pág. Relativização do princípio do pacta su nt servanda. Relª Juíza Cíntia Daniela Bezerra de Albuquerque.003216-2. 31/07/2013. requer a notificação prévia. DJDFTE 13/09/2013. Rec 2013.8. Exercício regu lar de direito. Ordem de emenda da inicial inobservada indeferimento. A constituição do devedor em mora. cartão de crédito. (TJPE. Aplicabilidad e do CDC. notificação encaminhada ao devedor por escritório de advocacia. Decisum parcialmente reformado. Juros remuneratórios abusivos (15. Natal. Pág. Não supre a exigência legal. 0006984-38. INOCORRÊNCIA. DJRN 26/07/2013. (TJRN. Pág. Recurso conhecido e não provido. 117) DIREITO PROCESSUAL CIVIL.2013. AC 2013.0990. Rel. Decisão mantida. DJEPE 09/09/2013.116. DECISÃO MANTIDA. Reforma neste ponto.99% ao mês). Apelo em actio revisional de contrato de cartão de crédito.17. Quinta Turma Cível. Ac. Possibilid ade de revisão das cláusulas contratuais. Pretenso dano moral pela inscrição indevida no cad astro de inadimplentes. 2. Relª Desª Gislene Pinheiro de Oliveira. Julg. Conhecimento e provimento parcial. Extinção do processo sem resolução do mérito.015639-9. Ausência de prova da entrega da notificação extrajudicial no endereço do devedor. 710. Terceira Câmara Cível. (TJDF.130 CONSTITUIÇÃO. Inocorrência.7. Redução para taxa média d e mercado que se impõe (5% ao mês). de modo a caracterizar o esbulho e possibilitar a reintegração de posse do bem.2. Contrato de arrendamento mercantil.00. 1529) 6. Rec. Saraiva Sobrinho. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. 3. 35) . Des. Ação de reintegração de posse.

09. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS.Após a vigência da MP nº 2. Incidente que é o CDC nos contratos bancários e de cartão de crédito conforme disposição do seu artigo 3º. AC-AgRg 387975-45. AÇÃO REVISIONAL C/C CONSIGNATÓRIA. tendo-se em conta. CAPUT.8. IIIVerificada a pactuação de juros em taxas abusivas. parágrafo 2º. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO APELO. é correta a adequação do pacto à realidade econômica. mas não está obrigado a apreciar cada uma das alegações trazidas pelas partes.O julgador. (TJGO. AÇÃO REVISIONAL. 557. caput. a capitalização mensal dos juros somente será admitida se expressamente pactuada no contrato. em observância à legislação consumerista e aos princípios da transparência.170-36/2001. APLICABILIDADE DO ARTIGO 557. PORÉM IMPROVIDO. ao prestar a jurisdição. DJGO 11/01/2013. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. quando foi proferida com fulcro no art. APLICABILIDADE DO CDC. V. IV.131 AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA EM RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL. do CPC e está de acordo com o entendimento dominante deste Tribunal de Justiça e dos Tribunais Superiores. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. POSSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. da boa fé e da razoabilidade que devem sempre pautar as relações negociais. 149) APELAÇÃO CÍVEL.0011. JUROS ABUSIVOS. de forma clara. admite-se sua revisão judicial . deve resolver as questões debatidas. I . II. o que não ocorreu no caso dos autos. CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. nos termos da Súmula nº 297 do Superior Tribunal de Justiça. tampouco fazer referência a cada artigo de Lei citado pelo recorrente. Aparecida de Goiânia. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO.O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. Pág.Incabível a modificação da decisão monocrática via agravo regimental.2011. Relª Desª Maria das Graças Carneiro Requi. CARTÃO DE CRÉDITO. a ausência de fato novo a ensejar a reforma do julgado. ainda.

Admitida a repetição do indébito no caso dos autos.963-17/2000. Des. (TJRS.21. Apelo provido em parte.8. Patamar constitucional de juros não autoaplicável e já revogado Limitações constantes da Lei da Usura (Decreto nº 22. é possível a compensação dos valores pagos pelo devedor. tal hipótese.C. conforme art. Cláudio Baldino Maciel.2009. Porto Alegre.170-36/2001 e pactuação expressa após a sua vigência não provada Anatocismo ilícito expurgado Inexistência de previsão contratual da comissão de permanência. com o valor do débito remanescente. Rel. 6º. Inscrição negativadora nos cadastros de crédito inadmitida . Constatada a abusividade nos juros remuneratórios contratados. declara-se a nulidade da respectiva cláusula com fundamento nos arts. Conforme entendimento consolidado no STJ. 4º do Decreto nº 22.626/33) não vinculantes das instituições financeiras Legalidade da cobrança desde que limitada ao percentual de juros remuneratórios à taxa média de mercado divulgada pelo BACEN.626/33. V e 51. Entendimento consolidado pela Súmula nº 322 do STJ. É vedada a capitalização de juros em periodicidade inferior a anual no caso dos autos. IV do CDC. Décima Segunda Câmara Cível. por acarretar. AC 28120803. independentemente da prova do pagamento em erro. determinando-se a incidência da taxa selic como índice de remuneração. reeditada sob nº 2. 03/09/2009.7000. Repetição de indébito Contrato de cartão de crédito Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor Prescrição e decadência inocorrentes Intromissão de fundamento jurídico novo ampliando a lide originária Inexistência de relação direta de garantia Indeferimento do pedido denunciatório que não acarreta perda de eventual direito de regresso. onerosidade excessiva ao consumidor. Ação ordinária de revisão de contrato C. inciso V. DJERS 16/09/2013) CONTRATO BANCÁRIO. Litigância de má-fé não reconhecida. prevalecendo a taxa aplicada se mais favorável ao mutuário Capitalização mensal vedada antes da entrada em vigor da Medida Provisória nº 1. decorrentes de cláusulas invalidadas.132 conforme artigo 6º. é inadmissível a cobrança de comissão de permanência cumulada com juros moratórios e multa.009 do CC/16 e 368 do CC/02. Julg. Conforme artigos 1.

Julg. primeira parte. Vigésima Câmara de Direito Privado. CONTRATO BANCÁRIO REVISÃO POSTULADO DO PACTA SUNT SERVANDA QUE NÃO É APLICÁVEL DE FORMA ABSOLUTA HIPÓTESE EM QUE. Monte Azul Paulista. CONSAGRADO NO ART. 5º.626/33 Juros que. MAS PORQUE PRESTA UM SERVIÇO CONSUMIDO PELO CLIENTE. Recurso improvido. cheque especial. CONTRATOS DE CHEQUE ESPECIAL E DE EMPRÉSTIMO AÇÃO REVISIONAL DISTRIBUÍDA EM 28. NÃO PORQUE ELE SEJA FORNECEDOR DE UM PRODUTO. Rel. 206 DO ATUAL CC. DJESP 13/09/2013) 6. MEDIANTE A EDIÇÃO DA SÚMULA Nº 297.5. 26/08/2013. NÃO SE PRESSUPÕE AUTONOMIA PLENA DE VONTADE IMPOSSIBILIDADE DE SE COGITAR DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA INTANGIBILIDADE DO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRETENDIDA A REVISÃO DOS CONTRATOS DESDE FEVEREIRO DE 1983 INAPLICABILIDADE DAS DISPOSIÇÕES DO ATUAL CC. APL 916272043.8. do CDC Caso não tenha ocorrido . XXXVI. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR INSTITUIÇÃO BANCÁRIA BANCO RÉU SUJEITO ÀS REGRAS DO CDC. 46. PRESCRIÇÃO. QUE É O SEU CONSUMIDOR FINAL ENTENDIMENTO QUE ACABOU SENDO CONSOLIDADO PELO STJ. Des.8. 6978585. 2. todavia.133 Procedência em parte. não se submetendo aos limites do Decreto nº 22.2009.0000. 177 DO ANTERIOR CC REVISÃO CONTRATUAL DESDE MAIO DE 1989 QUE DEVE SER ADMITIDA INAPLICABILIDADE DO INCISO III DO § 3º DO ART. devem ser previamente informados ao consumidor Art. Contrato bancário Juros remuneratórios Instituições financeiras que podem cobrar juros remuneratórios livremente.028 DESTE DIPLOMA AÇÃO QUE ENVOLVE DIREITO PESSOAL PRAZO PRESCRICIONAL DE VINTE ANOS ART. NAS CONTRATAÇÕES DE CONSUMO. (TJSP. Ac. POR FORÇA DO ESTATUÍDO NO ART.2009.26. DA CF. Correia Lima.

José Marcos Marrone. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO ROTATIVO. RELAÇÃO DE CONSUMO SÚMULA Nº 297 DO STJ. 6932387.8.134 Necessidade de exibição de todos os contratos celebrados entre as partes. Carlos Abrão. Julg.0150/50000. AGRAVO RETIDO.0356. Boa-fé objetiva substituição da capitalização mensal pela anual juros remuneratórios pela taxa de mercado isolamento da comissão de permanência recurso parcialmente provido. (TJSP. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DE ASSISTENTE TÉCNICO PARA ÍNICIO DE PRODUÇÃO DE PROVA PERICIAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. DJESP 16/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. exigindo-se a efetiva demonstração de prejuízo . Julg. PRELIMINAR DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTEIREZA DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL.2005. EMBARGOS À EXECUÇÃO. Rel. Rel. Ac. 431-a do código de processo civil. Cosmópolis. CERCEAMENTO DE DEFESA. REJEIÇÃO. NÃO COMPROVAÇÃO. Vigésima Terceira Câmara de Direito Privado. configura nulidade de natureza relativa. 6922356. CHEQUE ESPECIAL. Des.8. Des. assim como dos respectivos extratos de movimentação bancária desde a sua abertura Sentença anulada. EDcl 0004110-10. Trigésima Sétima Câmara de Direito Privado. FALTA DE LIQUIDEZ DO TÍTULO. EXECUÇÃO. NULIDADE NÃO CARACTERIZADA. Apelo provido. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA RECURSO. A falta de intimação das partes para acompanharem o início da produção da prova pericial.2009. 07/05/2013. Mirandópolis. 1.26. 14/08/2013. APL 0003576-88. LIMITAÇÃO DOS JUROS AO TETO DE 12%. (TJSP. Ac. IMPUGNAÇÃO FEITA FORA DO PRAZO. DJESP 28/08/2013) APELAÇÃO AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO CONTA CORRENTE CHEQUE ESPECIAL DESCONTO DE PROMISSÓRIA ONEROSIDADE EXCESSIVA ANATOCISMO. nos termos do art. CAPITALIZAÇÃO MENSAL.26.

591/STF). Conforme o enunciado de Súmula nº 233 do Superior Tribunal de Justiça. devendo o magistrado respeitar os pedidos formulados pelas partes.135 pela parte. conforme preceituam os artigos 580 e 586 do código de processo civil. 245. JUROS REMUNERATÓRIOS. Relª Desª Simone Lucindo. Ac. os limites da lide são traçados pela petição inicial e pela contestação. englobando a entrega da prestação jurisdicional na forma mais completa e convincente possível. por lhe faltar a certeza. 4. Rec 2013. CONTRATO DE CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. Havendo sentença devidamente fundamentada e tendo sido analisandos todos os pedidos formulados pelas partes não há que se falar em ofensa ao referido princípio processual. judicial ou extrajudicial. Não tendo arguido a violação processual na primeira ocasião em que se manifestou nos autos. a fim de que o ato processual seja declarado nulo. Nos termos do art. ainda que acompanhado de extrato de conta-corrente. líquida e exigível. o qual deve exprimir obrigação certa. não é título hábil a aparelhar processo de execução. 79) 6. AÇÃO REVISIONAL. CONTRATO DE ADESÃO. PROCESSO CIVIL. preliminar rejeitada e no mérito improvida.9.1. caput. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS EM . DJDFTE 11/09/2013. APELAÇÃO. Apelação conhecida. 3. crédito direto ao consumidor. CIVIL.103279-2. ou seja. 5. a liquidez e a exigibilidade necessárias. 709. com base neste princípio. agravo retido improvido. O princípio da inteireza da prestação jurisdicional diz que a ordem jurídico-constitucional assegura aos cidadãos o acesso ao judiciário em uma concepção ampla. exige-se a presença de título executivo. FLEXIBILIZAÇÃO DO PACTA SUNT SERVANDA.564. Assim.01. o contrato de abertura de crédito. sob pena de preclusão. 2. 6. Prevalência do princípio pas de nulitte sans grief. (TJDF. tal oportunidade fica preclusa para o embargante/apelante. do código de processo civil. Pág. APLICAÇÃO DO CDC ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (SÚMULA Nº 297/STJ E ADI 2. Primeira Turma Cível. Em sede de atividade de execução. a nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos.

2000. que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano. tendo como objeto determinada importância em dinheiro. JUROS REMUNERATÓRIOS. O contrato de financiamento em exame é espécie de mútuo bancário.963­17/00. Des. 5. É possível a capitalização mensal de juros em contratos de financiamento firmados posteriormente à entrada em vigor da MP nº 1. 192 da Constituição. LIMITE 30% DE TODOS OS DESCONTOS SOBRE O SALÁRIO LÍQUIDO DO CLIENTE. Oitava Câmara Cível. 294 e 296 do STJ. CONTRATO.06. não implicando violação à autonomia de vontade das partes. É vedada a cumulação de comissão de permanência com correção monetária ou quaisquer outros encargos moratórios. Francisco Darival Beserra Primo. . 3.136 CONTRATO POSTERIOR À MP Nº 1. DJCE 31/05/2013. conforme determina a Súmula Vinculante nº 7. DESCONTO. Sentença reformada para se restabelecer a taxa de juros contratada. em contrato de adesão. Admite­se a flexibilização do pacta sunt servanda. AC 0625027­ 91. que consiste no empréstimo efetivado por alguém (mutuário) junto a uma instituição financeira (mutuante). 4. desde que por período inferior a um ano e expressamente pactuada. Pág. Rel. 73) 6. Apelação conhecida e parcialmente provida.8.963­17/00. AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO EXPRESSA ­IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DO ENCARGO. (TJCE. uma vez que o aderente não tem poder para discutir as cláusulas contratuais. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. empréstimo consignado.10. conforme teor das Súmulas nº 30. A norma do § 3º do art. revogada pela Emenda Constitucional nº 40/2003. VEDAÇÃO À CUMULAÇÃO DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA E OUTROS ENCARGOS ­CORREÇÃO MONETÁRIA. 6.0001. 7. MULTA E JUROS MORATÓRIOS. 2. tinha a sua aplicabilidade condicionada à edição de Lei Complementar. APELAÇÃO CONHECIDA PARCIALMENTE PROVIDA. Assinala a Súmula nº 297 do STJ a aplicabilidade do CDC às instituições financeiras. o que não ocorre no caso em apreço.

Julg. 24/07/2013. A possibilidade de se obter empréstimo em consignação no limite de até 30%. REVISIONAL DE CONTRATO. IV.0506. Ribeirão Preto. Oitava Turma Especializada. PENHORA DE 30% DA REMUNERAÇÃO. Admissibilidade do desconto em folha desde que respeitado o limite de 30% do rendimento líquido.0001. Julg. APL 0010533-80. nos termos do art.22. ART. Ac. Com isso. Julg. Recurso improvido. Kiyochi Mori. 177) . 8. Rel. 649. (TJSP. X. não cabem descontos resultantes de contratos de empréstimo quando superarem o limite de 30% desse rendimento. Rel. AI 0004489-34. 6908577. Melo Colombi. da CF e 649. DEJF 05/08/2013. 31/07/2013. 649. Pág. 3. IMPOSSIBILIDADE. 1. bem como aos artigos 7º. APL 0023562-92. IMPOSSIBILIDADE. Des. visa-se garantia à dignidade da pessoa humana.02. IV.2010.8. PENHORA DE 30% DA REMUNERAÇÃO.112/90. o restabelecimento dos descontos previstos no contrato de empréstimo consignado no limite de 30% sobre a remuneração da réu independentemente da margem consignável. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DJESP 20/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Recurso provido. Pág. Relª Juíza Fed. Décima Quarta Câmara de Direito Privado. DO CPC.. 130) AGRAVO DE INSTRUMENTO.26. do CPC. IV. por isso. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ainda que exista pacto expresso permitindo os descontos. Pretende a agravante. MARGEM CONSIGNÁVEL. 2. EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. ART. 649.0000. O salário tem caráter alimentar e. DO CPC. Maria Helena Cisne. Conv. (TJRO.8.2011. Esse teto é previsto na Lei à Lei n. do código de processo civil.4.2013.137 1. para a garantia do crédito cobrado em sede de execução por título extrajudicial. (TRF 2ª R. haja vista a sua natureza essencialmente alimentar. Des. IV. não desconfigura a impenhorabilidade de tais valores. DJERO 08/08/2013. EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL. 24/07/2013.

386/2008. de forma a observar o regramento legal.138 AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. Agravo regimental não provido. 4º”. CAPUT. DJE 27/02/2013) CIVIL. DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO. 2. EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS COM DESCONTO EM FOLHA DE PAGAMENTO. CARÁTER ALIMENTAR. DJDFTE 29/05/2013. Ricardo Villas Boas Cueva. 8º. 678.733.774. caput. 2. NEGÓCIO JURÍDICO BANCÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA. 1. O art. excluído do cálculo o valor pago a título de contribuição para serviços de saúde patrocinados por órgãos ou entidades públicas. Julg. 139) . Apelo provido. Impossível a análise de Lei Municipal em sede de Recurso Especial.051980-7. Pág.1. tendo em vista o caráter alimentar dos vencimentos. com redação dada pelo Decreto nº 6. LIMITAÇÃO EM TRINTA POR CENTO (30%) DA REMUNERAÇÃO BRUTA. Proc. Des. ART. Terceira Turma. (TJDF. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL. Min. DO DECRETO Nº 6.01. do Decreto nº 6. LIMITAÇÃO EM 30% DOS VENCIMENTOS. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que os descontos em folha de pagamento decorrentes de empréstimo consignado devem obedecer ao limite de 30% da remuneração. Ac. 8º. na forma prevista nos incisos I e II do art. LEI MUNICIPAL. (STJ. Quarta Turma Cível. Rel. Se os descontos mensais das prestações do empréstimo consignado ultrapassam o limite de trinta por cento (30%) da remuneração bruta do servidor público federal. Rel. 3. 3. Arnoldo Camanho de Assis. 18/12/2012. 1. AgRg-Ag 1. RS.409.574/2008 dispõe que a “soma mensal das consignações facultativas de cada consignado não excederá a trinta por cento da respectiva remuneração. Rec 2009. 2011/0100342-6.386/2008. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. o valor das parcelas há que ser reduzido.

ter se certificado de que a contratação não excederia os limites legais. LIMITE DE 30% DOS VENCIMENTOS.008566-8/001. MARGEM CONSIGNÁVEL NÃO OBSERVADA PARA CONTRATAÇÃO MÚTUO BANCÁRIO. AÇÃO CAUTELAR INOMINADA. AGIN 1. 9º. Tendo em vista que a instituição financeira que concedeu o empréstimo consignado à parte autora não observou que a margem consignável do mutuário ultrapassou o limite de 30%. implica . I. 28/05/2013. no que se refere ao excedente. RESTRIÇÃO DE DESCONTOS EM RELAÇÃO AO CONTRATO. Arnaldo Maciel. inc. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. violando o disposto no art. Julg. Tendo em vista o caráter alimentar dos vencimentos e os princípios da razoabilidade. Des. A manutenção dos descontos na folha de pagamento. se mostram excessivos os descontos em folha de pagamento superior a 30% da remuneração líquida. incumbe à instituição financeira readequar o valor da prestação. devendo o saldo excedente ser acrescido ao final do contrato com parcelas excedentes ao prazo contratado. DJEMG 05/06/2013) AÇÃO REVISIONAL. GARANTIA DO MÍNIMO EXISTENCIAL. não pode o banco efetuar qualquer desconto na folha de pagamento da parte. do Decreto estadual nº 3. DECISÃO REFORMADA.139 AGRAVO DE INSTRUMENTO.008/2010. Admite-se como válido o desconto de empréstimo em conta corrente quando livremente pactuado entre os contratantes. não devendo o mesmo ultrapassar o limite de 30% do vencimento do mutuário. embora limitados. Rel. POSSIBILIDADE. antes de conceder o crédito. ADIMPLEMENTO REGULAR DO CONTRATO.13. facultando ao credor a cobrança do restante por outras vias. IMPOSSIBILIDADE DE INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. (TJMG. RECURSO DESPROVIDO.0145. DIGNIDADE DA PESSOA. dignidade da pessoa humana e garantia do mínimo existencial. sendo certo que deveria a referida instituição. RAZOABILIDADE. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO EM FOLHA DE PAGAMENTO. De acordo com o princípio da boa-fé. se for o caso.

2109/2013. 30/04/2013. DEVOLUÇÃO DE FORMA SIMPLES. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. sendo incabível a inscrição de seu nome em cadastros de proteção ao crédito. POSSIBILIDADE. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. pois a margem consignável já havia sido ultrapassada na data da concessão do terceiro empréstimo. . determinou a suspensão dos descontos realizados pelo agravante. não excessivo. Agravo improvido. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. DESDE QUE CONVENCIONADA. Julg. 3. LIMITAÇÃO DOS DESCONTOS DOS CONTRATOS DE EMPRÉSTIMO EM 30% DO VALOR DOS VENCIMENTOS DO AGRAVADO. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS SEM EXPRESSA CONVENÇÃO ENTRE AS PARTES. DESNECESSIDADE DE ALTERAÇÃO DA PERIDIOCIDADE DA MULTA. RECURSO IMPROVIDO. Primeira Câmara Cível. Des. DO CPC. cujas parcelas deveriam ser descontadas da aposentadoria do agravado. PRESENÇA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ART. Multa diária pelo descumprimento fixada em valor razoável. DJMT 24/05/2013. A decisão agravada. 4. Des. 9) AGRAVO DE INSTRUMENTO. MULTA DIÁRIA FIXADA EM VALOR RAZOÁVEL PELO JUÍZO A QUO. o somatório dos descontos mensais ultrapassava o limite legal de trinta por cento. considerando a ordem cronológica de assinatura dos contratos. Rel. 273. Pág. IMPOSSIBILIDADE. PEDIDO JULGADO IMPROCEDENTE. (TJMT. Rel. Primeira Câmara Cível. DJSE 08/03/2013. 1. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. desmerecendo reparos. (TJSE.140 adimplemento regular do contrato. Decisão mantida. AI 43591/2012. Ac. João Ferreira Filho. Netônio Bezerra Machado. 2. Periodicidade adequada. AI 2012217042. POSSIBILIDADE. Firmados três contratos de empréstimo consignado. Pág. EXPRESSA CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. 5) APELAÇÃO CÍVEL.

0000.555-8/001. sob pena de enriquecimento injustificado do credor. Rizzatto Nunes. DJPB 02/09/2013. Leandro dos Santos. por se tratar de encargo fixado unilateralmente pelo credor -Juros remuheratórios livres para os bancos.8. de 31 de março de 2000. EXECUÇÃO POR TÍTULO EXTRAJUDICIAL. 10) 6. quando não há expressa convenção entre as partes. inclusive pela ilegal aplicação da Medida Provisória nº 2170 -36. Primeira Câmara Especializada Cível. Cálculo por arbitramento. caso contrário serão devidos ã razão de 1% ao mês Após o vencimento da dívida. a capitalização deve ser excluída. mas.11. pela não observância obrigatória dos requisitos determinados na LC 95/98 (artigo 7o). com determinação.2008. o STJ tem entendido que nas operações realizadas pelas instituições financeiras permite-se a capitalização dos juros na periodicidade mensal desde que expressamente pactuada e o contrato tenha sido celebrado a partir da publicação da medida provisória n. Rel. EMBARGOS DO DEVEDOR. (TJPB. desde que previamente ajustados com o consumidor. Embargos parcialmente providos. Julg.931/2004. incidem apenas correção monetária pelos índices oficiais. Comissão de permanência que também é afastada. APL 9085370-13. Sorocaba. 01/07/2009. Provimento parcial do recurso. Ac.2011. DJESP 27/08/2013) .963-17. cabendo ao banco o ônus jurídico e financeiro de sua elaboração (art. Pág. Des. Relação de consumo -Incidência das regras do CDC.26. consistente em crédito fixo. que apresentam grave vício de origem. com possibilidade de revisão das cláusulas contratos e de toda a relação negociai existente entre as partes Capitalização mensal de juros afastada. Des.141 No tocante aos juros compostos. 6º. VIII do CDC). 1. 6929776. AC 200. (TJSP.040. cédula de crédito bancário. Vigésima Terceira Câmara de Direito Privado. juros de mora e multa contratual no limite máximo de 2%. Cédula de crédito bancário. Rel. Recurso provido em parte. Inexistindo prova da má-fé do promovido é devida a devolução dos valores considerados abusivos de modo simples. que deu origem à Lei nº 10.

PREVISÃO CONTRATUAL DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS QUE DEVE SER EXPRESSA E OSTENSIVA. mormente o Código Civil. 544) AÇÃO REVISIONAL. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA E TELEOLÓGICA QUE CONDUZ À PREVALÊNCIA DA REGRA DO CÓDIGO CIVIL. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. . o qual expressamente veda a capitalização de juros inferior à anual. Lei nº 10. PREVISÃO NÃO VERIFICADA NO CASO. AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO. A capitalização de juros só é permitida por Lei desde que pactuada. sendo omisso com 2 relação à periodicidade que a capitalização pode ser praticada. 2. Esta interpretação sistemática e teleológica impede que o artigo 13 da citada Lei seja visualizado como autorizador da capitalização de juros em periodicidade inferior a anual. ApCiv 0800844-8. 54. §4º DO CDC.142 CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL NÃO PROVIDA. Guarapuava. Relª Desª Ivanise Maria Tratz Martins. FACE PREVISÃO DO ARTIGO 591 DO CÓDIGO CIVIL DE 2002.931/2004. Ausente a previsão expressa no instrumento contratual de capitalização de juros. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. Pág.931/2004. DJPR 13/09/2013. CONTRATO BANCÁRIO. na medida em que o contrato bancário é um contrato de adesão. DESDE QUE EXPRESSAMENTE CONTRATADA E LANÇADA ANUALMENTE. Décima Oitava Câmara Cível. LEI Nº 10. Deve ser interpretada em consonância com todo o ordenamento jurídico pátrio. realizado unilateralmente pela instituição financeira. nos moldes do artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor. Isto porque o texto da Lei. esta deve ser afastada. 1. (TJPR. NOS MOLDES DO ART. A pactuação da capitalização de juros deve ser expressa e ostensiva. deve ser lido em consonância com o artigo 591 do Código Civil. APELAÇÃO CÍVEL. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS POSSIBILIDADE. A legislação aplicável aos contratos de cédula de crédito bancário.

REVISÃO DE CONTRATO. 51. REPETIÇÃO DE INDÉBITO NA FORMA SIMPLES.100369-3/001. INEXISTÊNCIA DE MÁ-FÉ. IMPOSSIBILIDADE. a cobrança da comissão de permanência cumulada com juros moratórios. nos termos do art. no entanto. da Lei nº 10. § 1º. conforme previsão do art. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. do Código de Defesa do Consumidor. do Supremo Tribunal Federal.12. 42. APELAÇÃO CÍVEL. (TJMG. 591. A aplicação de capitalização composta de juros se mostra abusiva e incompatível com o Código de Defesa do Consumidor. DJEMG 13/09/2013) . do Código de Defesa do Consumidor. no caso de inadimplência. I. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NA Lei nº 10. O contrato que prevê. prevê a possibilidade de capitalização de juros. devendo a mesma ser aplicada na forma simples. Ausente a má-fé.143 A capitalização mensal dos juros é permitida nos contratos bancários celebrados em data posterior à publicação da MP 1. O art. ILEGALIDADE. desde que pactuada. incidente sobre a parcela vencida. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO.0024. é excessivamente oneroso e abusivo. deve a restituição ser feita na forma simples. e deve ter esta cláusula anulada. IMPOSSIBILIDADE. APCV 1. não se podendo falar em limitação de juros à taxa de 12% ao ano. Newton Teixeira Carvalho. que disciplina a Cédula de Crédito Bancário. VV. RECURSO PROVIDO. parágrafo único. Rel. juros remuneratórios e multa moratória de 2%. tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de Lei Complementar”. Segundo a Súmula Vinculante nº 7. 28. sem. “A norma do §3º do artigo 192 da Constituição. LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS À 12% AO ANO. depende da constatação de má-fé do banco. revogada pela EC 40/2003. A dobra prevista no art. do Código Civil. Julg.963-17/2000. afirmar que esta pode ocorrer mensalmente.931/04. que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano. 05/09/2013. Des. COBRANÇA DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA CUMULADA COM OUTROS ENCARGOS. devendo ser aplicada a capitalização simples anual.931/04.

na medida em que o contrato bancário é um contrato de adesão. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. são aplicáveis as normas do CDC. art. i). NO CASO. 4º. APELAÇÃO CÍVEL I. RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. PREVISÃO CONTRATUAL DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS QUE DEVE SER DESTACADA. DESDE QUE EXPRESSAMENTE CONTRATADA E LANÇADA ANUALMENTE. Havendo relação de consumo e em se tratando de consumidor vulnerável (CDC. DEVIDA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO NA FORMA DOBRADA. sendo omisso com relação à periodicidade que a capitalização pode ser praticada. cabendo a revisão contratual (CDC. FACE PREVISÃO DO ARTIGO 591 DO CÓDIGO CIVIL DE 2002. v). nos moldes . CAPITALIZAÇÃO DE JUROS POSSIBILIDADE. §4º DO CDC. A legislação aplicável aos contratos de cédula de crédito bancário.144 AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO. A pactuação da capitalização de juros deve ser expressa e ostensiva. 1. 54. LEI Nº 10. Lei nº 10. Esta interpretação sistemática e teleológica impede que o artigo 13 da citada Lei seja visualizado como autorizador da capitalização de juros em periodicidade inferior a anual. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DESDE QUE NÃO CUMULADA COM OUTROS ENCARGOS DECORRENTES DA MORA.931/2004. mormente o Código Civil. inclusive no que se refere à relativização da força obrigatória dos contratos. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA.931/2004. deve ser lido em consonância com o artigo 591 do Código Civil. 2 APELAÇÃO CÍVEL II. Deve ser interpretada em consonância com todo o ordenamento jurídico pátrio. realizado unilateralmente pela instituição financeira. INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA E TELEOLÓGICA QUE CONDUZ À PREVALÊNCIA DA REGRA DO CÓDIGO CIVIL. ILEGALIDADE NAS COBRANÇAS DE TAC E TEC.2.. NORMAS DE ORDEM PÚBLICA. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. NOS MOLDES DO ART. o pacta sunt servanda. 6º. o qual expressamente veda a capitalização de juros inferior à anual. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. 3. PREVISÃO NÃO VERIFICADA. A capitalização de juros só é permitida por Lei desde que pactuada. art. Isto porque o texto da Lei.

CONTRATO DE FINANCIAMENTO. é devida exclusivamente a comissão de permanência. É abusiva a cobrança da tac e tec. 4. sem cumulação com outros encargos como correção monetária. 192. CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. CONTRATO FIRMADO APÓS A VIGÊNCIA DA MP Nº 1. juros moratórios. ApCiv 0829390-7. De acordo com jurisprudência firmada neste Tribunal e no Superior . Havendo cobrança indevida e pagamento pelo consumidor. 2. DESDE QUE EXPRESSAMENTE PACTUADA. JUROS CONTRATADOS MANTIDOS POR NÃO DISCREPAREM DA TAXA MÉDIA DE MERCADO À ÉPOCA DO AJUSTE. DJPR 13/09/2013. art. INEXISTÊNCIA DE LIMITAÇÃO À TAXA DE 12% AO ANO. esta deve ser afastada 2. Pinhais.145 do artigo 54 do Código de Defesa do Consumidor. O § 3º do art. Pág. Relª Desª Ivanise Maria Tratz Martins. parágrafo único).058. No período de inadimplência.5.963­17/2000. Décima Oitava Câmara Cível. tinha sua aplicabilidade condicionada à superveniência de Lei Complementar. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 42. § 3º DA CF/88. JUROS REMUNERATÓRIOS. DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. SENTENÇA REFORMADA EM PARTE. 192 da CF/88. POSSIBILIDADE. 1. por serem despesas administrativas inerente à própria atividade da instituição financeira. A comissão de permanência deverá ser cobrada de acordo com a taxa contratada ou pelo somatório dos encargos 3 moratórios e remuneratórios. INAPLICABILIDADE DO ART. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. revogado pela EC nº 40/2003.114 rs). 545) APELAÇÃO CÍVEL. ou juros remuneratórios (Súmulas nºs 30 e 296 do stj). (TJPR. SEJA NA PERIODICIDADE ANUAL OU MENSAL. multa contratual. Súmula Vinculante nº 7 do STF. Os juros remuneratórios praticados pelas instituições financeiras não estão limitados à taxa de 12% ao ano. que não chegou a ser editada. Ausente a previsão expressa no instrumento contratual de capitalização de juros. é devida a repetição em dobro do indébito. sem haver necessidade de comprovação da má-fé do fornecedor (cdc. SÚMULA VINCULANTE 07 DO STF. o que for menor (resp 1.

§ 3º DO DECRETO LEI Nº 167/67. I. IMPOSSIBILIDADE. VV. RECURSO DESPROVIDO. De outro lado. logo sua prática mostra­se inadmissível. prevê a possibilidade de capitalização de juros. Julg. 28. uma vez descaracterizada a mora. Na hipótese dos autos ausente tal requisito. cédula de crédito rural. AC 0030500­29. Sétima Câmara Cível. DJEMG 06/09/2013) 6. AVAL DE PESSOA FÍSICA. sem. do Código Civil. 74) APELAÇÃO. Des. a comprovação da mora do devedor é um dos pressupostos da busca e apreensão no Decreto­Lei nº 911/69.2011.0064. a cobrança de juros capitalizados mensalmente no período de normalidade é apta a descaracterizar a mora. AGRAVO DE INSTRUMENTO. da Lei nº 10. devendo ser aplicada a capitalização simples anual. 591. Apelação conhecida e parcialmente provida. 4. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS MENSAL.8.12. conforme previsão do art. NULIDADE DA GARANTIA. O art. CAPITALIZAÇÃO. 29/08/2013.06. APELAÇÃO CÍVEL. Pág. 60. . EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE CÉDULA DE CRÉDITO RURAL DE PESSOA FÍSICA. (TJCE. no entanto. que disciplina a Cédula de Crédito Bancário.0261. Newton Teixeira Carvalho. REVISÃO DE CONTRATO. Sentença reformada em parte.004976-0/001.963-17/2000. § 1º. A capitalização mensal dos juros é permitida nos contratos bancários celebrados em data posterior à publicação da MP 1.146 Tribunal de Justiça. (TJMG. Rel. Francisco Bezerra Cavalcante. a incidência de capitalização de juros nos contratos firmados por instituições financeiras. DJCE 12/09/2013. Rel. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. JUROS. é permitida. APCV 1. Des. impõe­se a manutenção do bem em nome do promovente. desde que haja expressa pactuação nesse sentido.No caso em tela. ART.931/04. desde que pactuada.12. seja na periodicidade anual ou na mensal. afirmar que esta pode ocorrer mensalmente. Assim. 3.

A cédula de crédito rural submete-se ao regime jurídico de direito cambiário. Stj. Redução. art. Sexta Câmara Cível. § 3º). 60. Décima Quinta Câmara Cível. não podem ter outra garantia senão aquelas oferecidas pelo seu emitente. EMBARGOS À EXECUÇÃO CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. Rel. Fica ressalvada a hipótese de a cédula ter sido emitida por empresa. deve ser reconhecida a prescrição. Stj. Julg. essas que têm uma garantia real.147 “a idéia que extraio do parágrafo 3º do art. Prescrição reconhecida. EXECUÇÃO DE CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. Br). 2. Des.723/sp. quando se admite a garantia dos seus sócios. Título que se submete ao regime de direito cambiário. ApCiv 1087937-5. SÚMULA Nº 287 DO STJ. prestadas por terceiros em cédula rural hipotecária sacada por pessoa física (dl 167/67. Br). ” (resp 599545/ sp. 2. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO PRECEDENTE RECURSO DE APELAÇÃO. AI 60559/2012. ou por outra pessoa jurídica” (resp 232. “são nulas as garantias.. Juracy Persiani. é a de que a cédula de crédito rural hipotecária ou pignoratícia. Humberto Gomes de barros. Des. 1. in www. Jus. Rel. 60. DESPROVIMENTO . 524) AGRAVO INTERNO. Jucimar Novochadlo. Rel. Incabível a pleiteada redução dos honorários. reais ou pessoais. in www. DJMT 16/09/2013. Pág. Prazo prescricional de três anos. considerando-se ter o arbitramento judicial obedecido aos critérios legais. 11/09/2013. Min. 3ª t. 1. isto é. Min. PRECEDENTES. Inadmissibilidade. Ruy Rosado. LIMITAÇÃO DOS JUROS MORATÓRIOS EM 1% AO ANO. Honorários advocatícios. Jus. 28) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. lido no seu contesto. DJPR 12/09/2013. Pág. Apelação cível não provida. Rel. inclusive no tocante ao prazo prescricional de três anos para o ajuizamento de execução visando a sua cobrança. Maringá. AFASTAMENTO DA TBF COMO INDEXADOR DE CORREÇÃO MONETÁRIA. (TJMT. (TJPR. Decorrido mais de três anos entre a data do ajuizamento da execução e o vencimento da dívida. Diamantino.

148 DO PRESENTE RECURSO ANTE A NÃO VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. do Decreto-Lei nº 167/1967 Precedente do Superior Tribunal de Justiça. 498) AÇÃO DECLARATÓRA DE NULIDADE DE AVAL CÉDULA DE CRÉDITO RURAL SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. Trigésima Sétima Câmara de Direito Privado. Unânime. SENTENÇA MANTIDA RECURSO DESPROVIDO. Relª Juíza Conv. DJPR 12/09/2013.2011. APL 0000180-17. Julg. que versa sobre eventual direito pessoal constituído na vigência do Código Civil de 1916.0383.8. §3º. Sentença desconstituída. Sérgio Gomes. Apelo provido. (TJRS. Julg.26. Relª Desª Liege Puricelli Pires. Ac. 03/09/2013.7000. Décima Sétima Câmara Cível. PRESCRIÇÃO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. Prescrição não reconhecida. Marechal Cândido Rondon. Tratando-se de ação que visa à repetição de quantia paga indevidamente. PRAZO VINTENÁRIO. Des. Nhandeara. COLLOR I (MARÇO/90).8. AVAL Garantia prestada por terceiro em cédula de crédito rural emitida por pessoa física Inadmissibilidade Violação expressa à norma do artigo 60. Prazo prescricional a ser contado a partir da data do efetivo prejuízo e não da data do vencimento do título. Rel. 29/08/2013. Décima Quinta Câmara Cível. 1. 6990845. (TJSP. DJERS 10/09/2013) . CÉDULA DE CRÉDITO RURAL PIGNORATÍCIA E HIPOTECÁRIA.21. Agravo interno desprovido. F. (TJPR. Elizabeth M. 557 DO CPC. DJESP 11/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. AC 443404-46. ou seja. Agr 1031273-7/01. Sarandi. Pág.2012. Rocha. de se aplicar o prazo prescricional de 20 anos previsto no artigo 177 daquele diploma.

26/08/2013.8. 2. ISENÇÃO TEMPORÁRIA. LIMITAÇÃO DE JUROS A 12% AO ANO.26.060/50. nessa parte. 1. Em se tratando de cédulas de crédito rural. de 12% a.a. É que. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DO PACTA SUNT SERVANDA E DA AUTONOMIA DE VONTADE DAS PARTES. Des. aplica­se o Código de Defesa do Consumidor. 167/67. por abordar temas não tratados no processo. Andradina.149 APELAÇÃO AÇÃO REVISIONAL CÉDULA DE CRÉDITO RURAL SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA MANUTENÇÃO.0024. INCONFORMAÇÃO QUANTO À AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM SUCUMBÊNCIA. RECURSO DE APELAÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Taxa de juros remuneratórios Art.626/33 (LEI DA USURA). RELAÇÃO DE CONSUMO. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. SUSPENSÃO DO PAGAMENTO PELA PRAZO DE CINCO ANOS. Apelação conhecida apenas em parte e. POSSIBILIDADE. Rel. INCIDÊNCIA DO DECRETO Nº 22. nessas situações. DJESP 10/09/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. Precedentes Peça recursal inepta quanto ao mais. quando os recursos financiados não visam à aquisição de bens que integrarão o produto final da atividade produtiva do mutuário. Décima Nona Câmara de Direito Privado. Ricardo Pessoa de Mello Belli. Ac. 12 DA LEI Nº 1. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL PIGNORATÍCIA. caracterizando o devedor como destinatário final dos recursos. Julg. desprovida. APL 0005059-48. Por terem os contratos objetos .2010. DECRETO­ LEI N. os recursos não são repassados a terceiros. como na hipótese dos autos. 6984158. PREVISÃO LEGAL. (TJSP. nos termos da Súmula nº 297 do STJ. 5º do Decreto-Lei nº 167/67 exigindo que a taxa dos juros para operações tais seja aprovada pelo Conselho Monetário Nacional Caso dos autos em que não se demonstrou a chancela do CMN sobre a taxa estabelecida para o negócio Quadro impondo a aplicação dos juros legais. ART. PARTE VENCEDORA E VENCIDA BENEFICIÁRIA DA JUSTIÇA GRATUITA. APLICAÇÃO DO CDC.

2004. AC 0000620­63. que alterou o Código de Defesa do Consumidor. MULTA MORATÓRIA DE 10%. RECURSO ESPECIAL. Recurso Especial a que se nega seguimento.0055. 406 do nCCb). 2. Apelação e recurso adesivo desprovidos. 5. 3. LIMITAÇÃO A 2%.060/50. Rel. fundamentado no art.626/33 (Lei da Usura). Pág. Des. em face do acórdão proferido pelo tribunal de justiça do Estado do Rio Grande do Sul. 9. Cédula de produto rural. (art. interposto pela cooperativa regional tritícola serrana Ltda. para tão somente reformar a sentença recorrida na parte que deixou de condenar o recorrido. Entrega de coisa incerta.298/96. Quinta Câmara Cível. 167/67. Precedentes do STJ. findo o qual estará prescrita a obrigação. CONTRATO CELEBRADO DEPOIS DA VIGÊNCIA DA LEI N. 22. da Constituição Federal. Decisão 1. Juros de mora de 12% a. Recurso adesivo. alíneas “a” e “c”. (TJCE. IMPOSSIBILIDADE. 4. não implicando violação à autonomia de vontade das partes. à execução. Redução para 2%. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. DJCE 09/09/2013.06. Apelo conhecido e parcialmente provido. pelo prazo máximo de cinco anos. os juros remuneratórios são limitados ao percentual de 12% ao ano. diante da incidência do Decreto n. A. 4.298/96. A cobrança da multa moratória na alíquota de 10% só poderá ser mantida para contratos firmados antes da vigência da Lei nº 9. no ônus de sucumbência. no caso dos autos. 1.150 da demanda natureza de contrato de adesão. Cuida-se de Recurso Especial. Embargos. Unânime. não lhes sendo aplicáveis as determinações da Lei n. III. é plenamente admissível a flexibilização do princípio do pacta sunt servanda. uma vez que o aderente não tem poder para discutir as cláusulas contratuais. 30) DIREITO CIVIL. enquanto durar a situação de pobreza. (fl. nestes termos ementado: apelação cível. mas à suspensão do pagamento. 98) os embargos de . parte vencedora e vencida. ser mantida a redução para 2%. Nas cédulas de crédito rural. 105. Multa.595/64. a teor do artigo 12 da Lei nº 1. O beneficiário da justiça gratuita não tem direito à isenção da condenação nas verbas de sucumbência. Francisco Suenon Bastos Mota.8. regidas pelo Decreto­ Lei n. merecendo.

Min. ao Decreto-Lei n. No presente caso. sem indicar de forma precisa o artigo. a recorrente aponta violação dos arts. Rel.298/96. o fato de a CPR ter sido instituída por legislação específica não impede sua submissão.929 instituiu a CPR. Nas razões do especial. pois firmado em 25. qual seria sua correta interpretação. tampouco em que medida teria o acórdão recorrido vulnerado a Lei federal. ainda. quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia.10. 3. 9298/96.10. 3º e 10 da Lei n. A alegação genérica de violação à Lei federal. cabendo as partes ajustarem em tal sentido. 8.929/1994. 167. é pacífico o entendimento desta corte superior no sentido de ser possível a redução da multa moratória de 10% para 2% nos contratos celebrados após a vigência da Lei nº 9. 8. Defende a possibilidade da pactuação de multa moratória no patamar de 10% na cédula de crédito rural pactuada. 2009/0079361-7. consta dos autos que se pretende a execução de cédulas de crédito rural firmadas em 25. Não se revela admissível o recurso excepcional.969/1973. Luis Felipe Salomão. de 1º/08/1996.2004. DJE 06/09/2013. 167. Incidência da Súmula nº 284-STF. 5. 1.2004. REsp 1.764/71. 6865) . embora preveja uma multa de 10% em caso de cobrança. sendo também o caso dos autos. no que tange aos encargos de inadimplemento nela não pre. mas não consta do seu teor quais encargos podem ser cobrados em caso de inadimplemento. RS. que deu nova redação ao artigo 52. em razão do que dispõe o §1º do artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor. 2. O recurso não merece acolhida. Em se tratando de cédula de crédito rural. Pág. além de dissídio jurisprudencial. 2. na sua redação originária.137. O DL n. restou superado quando da vigência da Lei n. a Lei n. que dispõe sobre títulos de crédito rural.016. ensejam deficiência de fundamentação no Recurso Especial. Quarta Turma. Decido. parágrafo ou alínea. Proc. (STJ. Portanto. § 1º do art. inviabilizando a abertura da instância excepcional. 627 da Lei n. 5. à Lei n.151 declaração opostos foram rejeitados. bem como em que consistiu a suposta negativa de vigência da Lei e. E tal redução se aplica a todas as modalidades de contratos submetidos ao CDC e celebrados na vigência dessa Lei. da legislação tida por violada. § 10 do CDC e reduziu para 2% a multa das obrigações inadimplidas. Confira o trecho do aresto estadual: na verdade.

Em decorrência da mora. Em sendo . Nº 22. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. Os documentos constantes nos autos são suficientes para o deslinde da questão. § 1º do CDC. mas. É firme entendimento do Superior Tribunal de justiça de que.152 EMBARGOS À EXECUÇÃO.196/2001. bem como a Súmula nº 121 do STF. em relação a elas não incide a letra do art. A limitação da multa contratual em 2%. embora haja previsão contratual de incidência de comissão de permanência. prevê a possibilidade de cobrança somente de juros e multa. autorizada a cobrança de multa de 10% prevista no art.530. a concessão do benefício não é automática. Nos termos da Súmula nº 298/ STJ. comercial e industrial. desde que pactuada. 1. º 1. 3. nos termos do art. CRÉDITOS CEDIDOS À UNIÃO POR FORÇA DA MP 2. º 9. 8. de 01. contudo o alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira. 6. uma vez que o § único do art. disciplinadas pelo Decreto-Lei nº 167/1967. de modo que. alterado pela Lei n. principalmente porque se trata de questões de direito.08. 4º do Dec. os juros remuneratórios poderão ser majorados até 1% ao ano. direito do devedor nos termos da Lei. é possível a capitalização mensal de juros em casos específicos. 52. Segundo entendimento do e. 71 do Decreto-Lei nº 167/67. 5. devem ser afastados seus consectários legais. sendo imprescindível o preenchimento dos pressupostos legais de fato e de direito. há muito tempo conhecidas e examinadas pelo poder judiciário.626/33. ALONJAMENTO DA DÍVIDA. A segunda seção do egrégio STJ. 5º. Superior Tribunal de justiça. tal encargo é inexigível nas cédulas de crédito rural. do referido diploma legal.298. “”. DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. previstos em Lei. como nas cédulas de crédito rural. LEI Nº 11.061. SUCUMBÊNCIA. no julgamento do Recurso Especial n. 4. 7.1996.775/2008. CERCEAMENTO DE DEFESA. ENCARGOS MORATÓRIOS. consolidou entendimento no sentido de que o reconhecimento da abusividade nos encargos exigidos no período da normalidade contratual (juros remuneratórios e capitalização) descaracteriza a mora e. o que dispensa a produção de provas para a análise das questões ora discutidas 2. em conseqüência. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. aplica-se tão somente aos contratos bancários firmados após a vigência da referida alteração legislativa.

POSSIBILIDADE. LEI Nº 9. Relª Desª Fed. (TJMA. 4.138/95. 18/07/2013.153 recíproca a sucumbência. Julg. caput. PEDIDO DE ALONGAMENTO. DEJF 06/09/2013. CÉDULAS DE CRÉDITO RURAL. PR.2013. do CPC. LIMITAÇÃO E CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS.238/96. os honorários advocatícios devem ser suportados pelas partes em idêntica proporção e integralmente compensados. APELRE 0011358-32. 28/08/2013. Pág. na medida em que devem ser acionados todos os agentes envolvidos na cadeia negocial.9999. SECURITIZAÇÃO. Kleber Costa Carvalho. AGRAVO DESPROVIDO. 132322/2013. SECURITIZAÇÃO. 1. CRÉDITO NÃO TRIBUTÁRIO. 80) AGRAVO REGIMENTAL NA APELAÇÃO CÍVEL. 21.404. embora possível. fato esse que não poderia se dar. Eventual revisão das cédulas de crédito que deram origem à cédula de securitização. Julg. nos moldes do art. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA.. Terceira Turma. somente tem lugar na via ordinária. desde que preenchidos os requisitos legais (Súmula nº 289 do STJ). Des. 1. (TRF 4ª R. mormente porque preenchidos corretamente os requisitos estampados na Lei nº 9138/95 e pelo fato de o referido ter se eximido de apontar o motivo para tanto. Ficou regularmente comprovado nos autos que o apelado comprovou abuso por parte da instituição bancária no indeferimento do direito ao alongamento da dívida inscrita em cédula de crédito rural. ENCARGOS MORATÓRIOS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. Primeira Câmara Cível. RESOLUÇÃO BACEN 2. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO GERAL DA DÍVIDA. DJEMA 24/07/2013) AGRAVO. Rel. Ac. Rec 30189/2013. DECISÃO MONOCRÁTICA. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. Marga Inge Barth Tessler. Agravo regimental não provido. 2. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. . É direito do devedor e não faculdade do credor o alongamento de dívidas originárias de crédito rural.

Não estando prevista nas normas específicas que regem a cédula rural ou o alongamento das dívidas rurais. Negaram provimento à apelação.154 inclusive o banco do brasil. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. Maria Lúcia Luz Leiria. º 2.2013. 14/08/2013. Novo Hamburgo. parágrafo único. na forma da súmula n. AC 261216-17. A cédula rural de securitização submete-se às normas gerais protetivas do consumidor. estabelecida na lei n. º 9. 5. é de ser deferida a assistência judiciária gratuita postulada (TRF 4ª R. Em seu lugar. º 297 do superior tribunal de justiça. cédula de crédito industrial. estando ainda sujeita a uma disciplina específica.21.196-3/01. deve ser mantida a sentença.404. Unânime. apenas multa moratória e juros. os juros remuneratórios devem incidir à taxa máxima de 3% ao ano. º 167/67. da lei n. Honorários advocatícios adequadamente fixados. º 2.8. 3.138/1995 e na resolução n. Inexistindo nos autos quaisquer elementos aptos a infirmar a presunção de pobreza que milita em favor dos embargantes por conta da declaração efetuada. Vigésima Câmara Cível.13. Relª Desª Fed. APELAÇÃO CÍVEL. com capitalização somente em periodicidade anual. Pág.238/96. AÇÃO REVISIONAL. 58. º 9. 413/69. Relª Desª Walda Maria Melo Pierro.7000.9999. procedimento manejado exclusivamente pela fazenda pública. a teor do Decreto-Lei n. 422) 6.138/95. Nas cédulas de crédito industrial não se admite a cobrança de comissão de permanência. 5º. nas cédulas rurais securitizadas. DEJF 28/01/2013. porém. em verdade. inciso ii. (TJRS. incidem apenas juros moratórios limitados em 1% ao ano e a taxa selic diária. Terceira Turma. DJERS 30/08/2013) . com a aplicação apenas subsidiária dos preceitos do decreto-lei n. No caso. parágrafo 5º. 2. PR. Julg. Na forma do artigo 5º.. 4. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. Julg. um mero financiamento rural. art. nos moldes do artigo 5º da mp n. sob pena de reformatio in pejus. já que não materializa. e art. AG-AC 0018892-61. a título de remuneração no período do inadimplemento nas cédulas de securitização. o que não é cabível em sede de execução fiscal.2012. a cobrança da comissão de permanência é indevida. 16/01/2013.

Rel. 13/08/2013. SÚMULA Nº 211/STJ. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. . mesmo com a oposição dos embargos de declaração. (TJRS. Des. Proc. parcialmente. MULTA MORATÓRIA. Pág. Apelação da embargada desprovida. I. . Santo Ângelo. Sidnei Beneti.7000. Súmula nº 83/STJ. 1. deduzindo sua pretensão por meio da petição inicial.8. Julg. do código civil) a ação de cobrança de dívida fundada em título de crédito sem força executiva. Sentença desconstituída. JUROS MORATÓRIOS. 3.21.386. Cédula de crédito industrial. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. a ausência de deliberação do Conselho Monetário Nacional implica a limitação dos juros remuneratórios em 12% ao ano. MT. 453) APELAÇÃO CÍVEL. No caso de títulos de crédito rural. Juros remuneratórios. PRESCRIÇÃO. AC 255147-66. industrial e comercial. . SENTENÇA EXTRA PETITA. § 5º. EMBARGOS À EXECUÇÃO. de ofício. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. a qual o magistrado deve ficar adstrito. 206. Apelação do embargante provida.Agravo regimental improvido. Terceira Turma. Marco Antonio Angelo. 2011/0052584-0. 2. Rel. Min. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. PREQUESTIONAMENTO. O autor é quem fixa os limites da lide.2013.Não examinada a matéria objeto do Recurso Especial pela instância a quo. Décima Nona Câmara Cível. A repetição do indébito ou a compensação deve ser admitida quando houver o reconhecimento de abusividade. (STJ. DJE 05/09/2013. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. incide o Enunciado nº 211 da Súmula do Superior Tribunal de justiça.A jurisprudência da corte se firmou no sentido de que prescreve em 5 (cinco) anos (art.155 AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO. Repetição do indébito ou compensação. SÚMULA Nº 83. AgRg-AREsp 5. DJERS 20/08/2013) . PERDA DA FORÇA EXECUTIVA.

CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. a taxa de juros constante da cédula será elevável de 1% (um por cento) ao ano. Fernando Quadros da Silva. Fed. o julgamento monocrático é plenamente admissível em casos em que haja jurisprudência consolidada no âmbito do colendo Superior Tribunal de justiça e deste egrégio tribunal. MULTA CONTRATUAL. nas cédulas de crédito industrial. LIMITAÇÃO EM 12% AO ANO. JUROS DE MORA. 5º DO DECRETO-LEI Nº 413/1969. . Caso o recorrente. SC. 10/07/2013. Consoante entendimento do colendo Superior Tribunal de justiça. CUMULAÇÃO COM JUROS DE MORA. (TRF 4ª R. A aplicação do artigo 557 do código de processo civil tem por finalidade desobstruir as pautas dos tribunais. LEGALIDADE. com acréscimos. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE FATOS NOVOS. PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. AC 2002. 5º da Lei maior. Des. Rel.72.156 PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DA LEI DE USURA ANTE A OMISSÃO LEGISLATIVA DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL.969. EMBARGOS À EXECUÇÃO. 1. JUROS REMUNERATÓRIOS.005059-2. 1% AO ANO. ENTENDIMENTO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 41) AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. no agravo regimental. Pág. Mantido o parcial provimento da apelação. Julg. RECURSO DESPROVIDO. a comissão de permanência não pode ser cumulada com quaisquer outros encargos remuneratórios ou moratórios. 10% AO ANO. em obséquio ao direito fundamental à duração razoável do processo.05. ART. PRECEDENTES DO STJ.. DEJF 19/07/2013. RECURSO REPETITIVO. Nos termos do parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Lei nº 453. 2. 3. não traga argumento novo suficiente para acarretar a modificação da decisão monocrática. em caso de mora. Terceira Turma. 5º DO DECRETO-LEI Nº 413/1969. Segundo o atual entendimento do STJ. PRECEDENTES DO STJ. consoante o inciso lxxviii do art. ADMINISTRATIVO. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. À luz desse prisma. de 09 de janeiro de 1. 2. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. 1. a multa contratual pode ser pactuada em 10% (dez por cento) 5. 4.

Des. (TJGO. não poderão ser superiores a 02% do valor da prestação”. Rel. DO ART. que havia alterado o § 1º.06. na data de 24 de outubro de 2000. Mantença da sentença singular. Daí porque. A matéria já se encontra sumulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 39) .0001. APLICAÇÃO. 52. Pretende reformar a sentença tão­somente na parte que resolveu reduzir de 10% (dez por cento) para 02% (dois por cento) o percentual da multa moratória fixada no contrato de cédula de crédito industrial. de vez que proferida sobre o manto das disposições legais aplicáveis à espécie e do entendimento jurisprudencial dominante. Pág. SÚMULA Nº 285 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Quarta Câmara Cível. 1.298/96. Recurso conhecido.298/96. DJCE 16/07/2013. já quando da vigência da Lei nº 9. exatamente. APELAÇÃO CÍVEL. DJGO 18/07/2013. QUE MODIFICOU O § 1º. AC 0618180­73. não pode prevalecer a cláusula aditada ao contrato. Primeira Câmara Cível.8.157 o desprovimento do recurso é medida que se impõe. SÚMULA Nº 297 DO STJ. 4. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. APLICAÇÃO. CDC. 2. do Código de Defesa do Consumidor e que dispôs o seguinte: “as multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo. 5. A Súmula nº 297 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem admitido a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos firmados com as instituições financeiras. 6. 3. mas desprovido. LEI Nº 9. AC-AgRg 0141453-71. sob o protocolo nº 285. que fixou a multa moratória de 10% (dez por cento). Relª Desª Sandra Regina Teodoro Reis. do art.2000. isto. Emanuel Leite Albuquerque. 52. PREVENDO MULTA MORATÓRIA DE 02% (DOIS POR CENTO) SOBRE O VALOR DA PRESTAÇÃO. RECURSO CONHECIDO. mas desprovido. 145) PROCESSO CIVIL. Agravo regimental conhecido. MAS DESPROVIDO. (TJCE. de 28/04/2004 “Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista”. Posse. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Pág.8.2008. MULTA.09.0132.

LIMITAÇÃO. (TJSC. prevê apenas a cobrança de juros remuneratórios. Rel. incide a limitação de 12% ao ano. Taxa de juros a longo prazo atrelada aos juros remuneratórios. do Decreto-Lei nº 413/1969.2011. Julg. 5º. Cobrança de encargos abusivos na normalidade. Expurgo. Recurso da empresa correntista conhecido em parte e acolhido parcialmente. comercial e industrial acham-se submetidas a regramento próprio (Lei nº 6. Des. Reclamo do banco desprovido.840/80 e Decreto-Lei nº 413/69) que conferem ao Conselho Monetário Nacional o dever de fixar os juros a serem praticados. Ministro SIDNEI BENETI. Expurgo por afronta ao princípio da transparência.626/33 (Lei da Usura)” (AGRG no RESP 1159158/MT. Rel. Capitalização mensal.6. Carência de ação. Incompletude do demonstrativo do débito. julgado em 14. DJe 22. Execução. Correção monetária. Ausente interesse recursal. prevista no Decreto nº 22. Embargos parcialmente procedentes. AÇÃO MONITÓRIA.2011). Sistema price no aditivo. Prequestionamento. Pág. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. TJLP. 2. Iliquidez do título. Renegociação de dívida indemonstrada. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. Conhecimento inviabilizado nestes temas. parágrafo único. Brusque. Sobrestamento da mora. 09/07/2013.6. . Excesso de execução. TERCEIRA TURMA. DJSC 16/07/2013. Potestatividade. Sucumbência redistribuída. 282) AGRAVO REGIMENTAL. AC 2012. A legislação especial que rege as cédulas de crédito industrial não admite a cobrança da comissão de permanência. Aditivo. Inconformismo de ambas as partes.085740-6.158 CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. Planilha que permite avaliar os critérios utilizados no cálculo. Quarta Câmara de Direito Comercial. INADMISSIBILIDADE. Cláusula expressa. JUROS REMUNERATÓRIOS. José Inacio Schaefer. pois a norma. CÉDULA DE CRÉDITO INDUSTRIAL. Abusividade. em seu art. 1. Diante da omissão desse órgão governamental. “As notas de crédito rural. Juros remuneratórios em doze por cento ao ano. Preliminar rejeitada. qualquer que seja o percentual. Falta de pactuação desta como indexador. Inocorrência.

7000.14. ausente comprovação de autorização do CMN para taxas superiores. Apelação provida. Limitação em 12% ao ano.8. EMBARGOS À EXECUÇÃO. Relª Minª Isabel Gallotti. Rel. Bayard Ney de Freitas Barcellos. CONTRATOS BANCÁRIOS. Des. Julg.0429. Mora debitoris. DJERS 27/08/2013) EMBARGOS À EXECUÇÃO. correção monetária. Des. Julg.21. conforme previsão contratual. DJE 06/03/2013) 6. Descabida a incidência nos títulos ora em cobrança executiva. Sucumbência redimensionada.159 moratórios e multa para o inadimplemento.2013.15. A cobrança de encargos abusivos no período da normalidade autoriza a descaracterização da mora. RECURSO DESPROVIDO. NOTA E CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL. 08/08/2013. AC 1170619. Estrela. Quarta Turma. AÇÃO MONITÓRIA. JUROS MORATÓRIOS LIMITADOS A 1% AO ANO. A capitalização dos juros é mensal. Recurso desprovido. a cláusula de inadimplemento da cédula de crédito comercial deve observar a limitação dos juros moratórios à taxa de 1% ao ano. (TJRS. 26/02/2013. CHEQUE PRESCRITO. (STJ. AgRg-AREsp 66. Rel. Eduardo Mariné da Cunha. 3. 2011/0176289-2. cédula de crédito comercial. Proc. DJEMG 20/08/2013) 6.009574-3/001. CORREÇÃO MONETÁRIA. Décima Primeira Câmara Cível. em parte. Julg. APCV 1.06. Agravo regimental a que se nega provimento.745. Comissão de permanência. Nos termos do Decreto-Lei nº 413/69. JUROS MORA. CÉDULA DE CRÉDITO COMERCIAL. RS. JUROS REMUNERATÓRIOS. APELAÇÃO CÍVEL. (TJMG. 21/08/2013. .

Des. DJEMG 13/09/2013) Monitória embargos cheques prescritos documental hábil à instrução da inicial desnecessidade de descrição apriorística da causa debendi embargante que. em nome próprio. da Lei nº 6. art. VVP. os juros de mora. Julg. : Os juros de mora devem ser contados somente a partir da citação e não do vencimento do débito. Valdez Leite Machado) (TJMG. Outrossim. APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA CONTRATO DE GIRO FÁCIL. Fernandes Lobo. APL 008381625. 1º. 05/09/2013. por outro lado. São José do Rio Preto.2005.26. o juiz é o destinatário da prova e deve decidir quais provas são relevantes à formação de sua convicção. Vigésima Segunda Câmara de Direito Privado. Ao presente caso não se aplicam as regras do Código de Defesa do Consumidor. implica . Pessoa física que se confude com a pessoa jurídica devedora principal patrimonios que se integram um ao outro. Rel. (TJSP. DJESP 30/08/2013) APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA CONTRATO DE GIRO FÁCIL.0699. bem como a correção monetária.11. não nega tê-los firmados precedentes não-desincumbência do ônus de que trata o art. Ac.160 Em ação monitória fundada em cheque prescrito. 333. o fato do Apelante pessoa física ser avalista.8. RECURSO IMPROVIDO NESTE PONTO.0576. (Des. Estevao Lucchesi. que se confundem precedentes. Des. Julg. Correção monetária que incide a partir do ajuizamento da ação (par. uma vez que a relação jurídica existente entre as partes litigantes denota que os produtos/serviços adquiridos fazem parte da cadeia produtiva da empresa Apelante. CPC embargante que se constitui em firma individual.899/81 juros de mora da citação precedentes decisão mantida recurso não provido. Não há que se falar em cerceamento de defesa ante o julgamento antecipado da lide. Rel. Código de Defesa do Consumidor NÃO INCIDÊNCIA.002766-0/001. que utiliza os valores recebidos para implementar sua atividade comercial. CERCEAMENTO DE DEFESA INOCORRÊNCIA. 6947492. 2º. Ademais. devem incidir a partir do vencimento do título. II. 15/08/2013. APCV 1.

6939854. afastando-se a cobrança dos demais encargos moratórios contratuais.26. Eduardo Siqueira. Os juros. as Súmulas nºs 30.2011.963-17. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS CONTRATO FIRMADO POSTERIORMENTE À MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1. 1061530/RS e 1063343/RS. EDITADA EM 30 DE MARÇO DE 2000 POSSIBILIDADE ANTE EXPRESSA CONTRATAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL. Julg. DJESP 23/08/2013) 6. juros moratórios. AGRAVO REGIMENTAL. LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS POSSIBILIDADE ANTE A AUSÊNCIA DE PROVA DO VALOR CONTRATADO. RELATIVIZAÇÃO DO . Trigésima Oitava Câmara de Direito Privado. “Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional. de rigor a reforma da r. RECURSO PROVIDO NESTE PONTO. juros remuneratórios ou multa moratória. capitalização de juros PROCESSUAL CIVIL. A incidência de comissão de permanência sobre o débito não é vedada. APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA CONTRATO DE GIRO FÁCIL. para que permaneça a cobrança da comissão de permanência calculada de acordo com a taxa média de mercado. Tendo em vista que o contrato prevê a cobrança cumulada da comissão de permanência com outros encargos (CF. São Bernardo do Campo. RECURSO PROVIDO NESTE PONTO. deve ser limitado à média de mercado.8. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. RECURSO IMPROVIDO NESTE PONTO. Sentença guerreada.16. Des. quando não pactuados. Rel. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. APL 0026968-44. 294 e 296. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. desde que na mesma operação não haja a cumulação com correção monetária. observando-se. 14/08/2013. Cláusulas 31 e 32). APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA CONTRATO DE GIRO FÁCIL. RECURSO IMPROVIDO NESTE PONTO. a fim de se evitar a flutuação da taxa a critério exclusivo da instituição financeira. (TJSP. Ac. para tanto.161 na desconsideração do mesmo como destinatário final. é admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano”. do STJ e os Recursos Especiais nºs 1058114/RS. APELAÇÃO AÇÃO DE COBRANÇA CONTRATO DE GIRO FÁCIL.0564.

AUSÊNCIA DE PACTUAÇÃO. a informação sobre os termos do contrato deve ser adequada e clara. Cabe ao Estado­ Juiz. “ (Processo AGRG no RESP 921104 / RS. No entanto. Relator(a) Ministro Hélio QUAGLIA BARBOSA. assim como esta colenda Corte. a fim de manter a supremacia da ordem pública. 375) 2. descaracteriza­se a mora” (RESP 1302738/ SC.170­36/2001 aos contratos celebrados a partir de 31 de março de 2000. possibilitando sua revisão quando verificada a ilegalidade ou afronta aos princípios finalísticos que o informam. A douta Ministra NANCY ANDRIGHI faz a ressalva: “A contratação expressa da capitalização de juros deve ser clara. A previsão normativa do caput do art. 557 do Código de Processo Civil dispõe acerca da possibilidade do relator negar seguimento a recurso com esteio em jurisprudência dominante dos Tribunais e não necessariamente pacífica. para afastar eventuais ilegalidades. O Superior Tribunal de Justiça. como é o caso do ora entelado (data do contrato ­ 30/10/2009). ainda que tenha havido quitação ou novação. 4. do Código de Defesa do Consumidor. SENTENÇA REFORMADA EM PARTE. tem reconhecido a aplicação da Medida Provisória nº 2. Reconhecida a abusividade dos encargos exigidos no período de normalidade contratual. PARA DETERMINAR SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. tudo conforme o disposto no inciso III. 3. Rel. Acrescento que. “A revisão dos contratos é possível em razão da relativização do princípio pacta sunt servanda. julgado em 03/05/2012. 6º. não se verifica nos autos previsão expressa que autorize a cobrança de juros capitalizados. intervir no contrato.162 PRINCÍPIO PACTA SUNT SERVANDA. TERCEIRA TURMA. ainda que existam outras decisões igualmente . ARRIMO EM JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE. além de expressa. art. Portanto. não podendo ser deduzida da mera divergência entre a taxa de juros anual e o duodécuplo da taxa de juros mensal. especialmente a respeito dos riscos que apresentem. Órgão Julgador T4 ­ QUARTA TURMA Data do Julgamento 22/05/2007 Data da Publicação/Fonte DJ 04/06/2007 p. PRECEDENTES. 1. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. precisa e ostensiva. Jurisprudência dominante é aquela que predomina na orientação da Corte. Ministra NANCY ANDRIGHI. DJe 10/05/2012).

PRESTAÇÃO DE CONTAS. QUITAÇÃO MENSAL DOS JUROS. PRAZO PRESCRICIONAL. Antônio ABELARDO BENEVIDES MORAES) RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.0127. do Código Civil de 1916 era vintenário e. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. Precedentes desta Corte de Justiça. 52) PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO.163 ponderáveis em sentido diverso. IRREGULARIDADES. INAPLICABILIDADE.06. EMANUEL LEITE ALBUQUERQUE. Ante o texto do artigo 6º da norma consumerista.2011. INTELIGÊNCIA DO ART. IMPUTAÇÃO DO PAGAMENTO. Apelação 74988245200080600011. 177. muito embora seja indiscutível que o patrimônio do mutuário seja incomparável ao da instituição financeira. 28/04/2011. PRESCRIÇÃO VINTENÁRIA. Prescrição. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. 1. AG 0478858­52. Inversão do ônus da prova. 5ª Câmara Cível. Agravo retido. CARÁTER PESSOAL. AGRAVO RETIDO. PROVA DA CONTRATAÇÃO. RECURSOS. PRESENÇA. 5. que pelo art. MANUTENÇÃO DO ÔNUS. o que parece ser o caso em análise. pela nova legislação . 15/04/2011. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. DECAIMENTO MÍNIMO DO AUTOR. Pág. para fins de inversão do ônus da prova. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA. o critério da hipossuficiência econômica não pressupõe a disparidade patrimonial entre as partes. 04/09/2009. ILEGALIDADE. SEGUNDA FASE. DJCE 12/09/2013. 4ª Câmara Cível. Quarta Câmara Cível. Maria IRACEMA Martins DO VALE. REQUISITOS. PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO DO JUIZ.0001/50000. RECURSO DESPROVIDO. APELAÇÃO E AGRAVO RETIDO. CLÉCIO AGUIAR DE MAGALHÃES. PRINCÍPIO DA SUCUMBÊNCIA. A ação de prestação de contas tem caráter pessoal sendo regida pelo prazo prescricional geral. Apelação 79361124200080600011. 354 DO CÓDIGO CIVIL. MANUTENÇÃO DO EXPURGO. AUSÊNCIA. (TJCE. LAUDO PERICIAL. Relª Desª Vera Lúcia Correia Lima.8. 1ª Câmara Cível. mas somente a carência de meios do consumidor. Apelação 2000. (Apelação cível 76740485200080600011.0939­6/1. COMPROVAÇÃO. 2.

Recurso de apelação desprovido. no caso. 5. EM QUALQUER PERIODICIDADE.ApCiv 1008910-4.2001. respectivamente impostas. inexistindo qualquer irregularidade a ser sanada. 1. VALIDADE DA EXIGÊNCIA. 205). RELAÇÃO CONTRATUAL ANTERIOR À VIGÊNCIA DA MEDIDA PROVISÓRIA N. o laudo pericial apresentado conta com todos os critérios suficientes ao reconhecimento de sua regularidade e validade. A sucumbência deve ser sopesada tanto pelo aspecto quantitativo quanto pelo jurídico em que cada parte decai de suas pretensões e resistências. 2028 das disposições finais e transitórias.963-17. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO.8. CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS. NO PERÍODO DA INADIMPLÊNCIA. AINDA. ADESÃO AO CARTÃO QUE OCORREU EM OUTUBRO DE 1998. 384) APELAÇÃO CÍVEL. III DO GRUPO DE CÂMARAS DE DIREITO COMERCIAL E RECURSO ESPECIAL N. AÇÃO DE REVISÃO. SUBMETIDO AO RITO DO ARTIGO 543-C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DJPR 14/06/2013. DOS JUROS DE MORA E DA MULTA CONTRATUAL. Laudo pericial. “A importância cobrada a título de comissão . Jurandyr Souza Junior. Princípio da sucumbência. Des. Rel. 2. DE 23. 1. RECURSO PROVIDO EM PARTE. 1. DO PACTO EXPRESSO AUTORIZANDO A PRÁTICA. 2. 4.3. AUSÊNCIA. TAMBÉM. ATUALMENTE REEDITADA SOB O N. Engenheiro Beltrão. 3. Agravo retido desprovido. PORQUE FOI DEMONSTRADO O PACTO. VEDAÇÃO DA COBRANÇA DE JUROS CAPITALIZADOS. O juiz é o destinatário das provas produzidas na lide e.058. (TJPR . ENUNCIADO N. Capitalização de juros.164 civil passou a ser de dez anos (art. DE 31. Décima Quinta Câmara Cível.17036. devendo se observar o disposto no art. A capitalização dos juros remuneratórios pressupõe a presença de autorização legislativa e contratual.114/RS. CLÁUSULA PREVENDO A COBRANÇA DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA QUE FOI MANTIDA NA SENTENÇA. Pág. Flagrada a incidência de juros capitalizados e inexistindo cláusula contratual possibilitando esta prática é certo que devem ser restituídos os valores cobrados a este título.2000.

Des.AC 2012. É válida a capitalização de juros. MORA DESCARACTERIZADA ­INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO ­INDEVIDA. Cabe ao Poder Judiciário intervir no contrato. possível o impedimento de inscrição do nome . O princípio pacta sunt servanda. 5. fica descaracterizada a mora e. afirmando que não existe cumulação com outros encargos de mora. com isso. pois sua aplicação prática está condicionada a outros fatores. Julg.165 de permanência não poderá ultrapassar a soma dos encargos remuneratórios e moratórios previstos no contrato. REVISIONAL DE CONTRATO. é princípio mitigado. 2. como a função social do contrato. SENTENÇA MANTIDA. do CDC. Defende a apelante a cobrança de comissão de permanência. b) juros moratórios até o limite de 12% ao ano. a força obrigatória dos contratos. Não o fazendo. § 1º. era da recorrente a obrigação de comprovar a pactuação expressa da capitalização dos juros. (TJSC . CAPITALIZAÇÃO DOS JUROS ­PACTUAÇÃO EXPRESSA NÃO DEMONSTRADA ­IMPOSSIBILIDADE.2009). 150) APELAÇÃO CÍVEL. Em 12. DJSC 14/06/2013. PRINCÍPIO PACTA SUNT SERVANDA ­RELATIVIZAÇÃO. relator para o acórdão o ministro João Otávio de noronha. Invertido o ônus da prova. São José. e c) multa contratual limitada a 2% do valor da prestação. CIVIL. “ (Recurso Especial n. desde que expressamente pactuada. Quinta Câmara de Direito Comercial. Rel. Constatada a cobrança de encargos ilegais. segunda seção.081832-5. Pág. 3. j. não tendo feito prova do alegado. Contudo. 52. 1058114. nos termos do art. possibilitando sua revisão quando verificada a ilegalidade.8. as regras que beneficiam o aderente nos contratos de adesão e a onerosidade excessiva. deve ser mantida a sentença que veda a referida cumulação. não podendo ultrapassar o percentual contratado para o período de normalidade da operação. do rio grande do sul. 1. Jânio Machado. 4. deve ser mantida a sentença no ponto em que afasta do débito os valores decorrentes da prática do anatocismo. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA­ VEDADA A CUMULAÇÃO COM OUTROS ENCARGOS DE MORA. ou seja: A) juros remuneratórios à taxa média de mercado. 10/06/2013.

pela sua fórmula exponencial. exceção feita às hipóteses legalmente previstas (Súmula nº 93 do Superior Tribunal de Justiça). e 52.21. MORA DESCARACTERIZADA. Busca e apreensão. 4. 19) APELAÇÃO CIVEL. Pág. Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor às operações de concessão de crédito e financiamento. 5.7000. Julg. 1.0001.06. Canoas. Improcedência. DJERS 29/08/2013) EMBARGOS INFRINGENTES. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. TABELA PRICE. 6. “A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada” (Recurso Especial n. Des. CONTRATOS DO SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. caso verificada a cobrança de valores indevidos. j. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. ILEGALIDADE. AC 0268274­90. 6. 22/08/2013. (TJCE. Francisco Auricélio Pontes. Não conhecido o apelo interposto pelo consumidor na ação de busca e apreensão. III. DJCE 02/09/2013. Mora descaracterizada. Possibilidade de incidência de capitalização mensal de juros após a edição da medida provisória nº 2. Ausente previsão contratual expressa. 973827/RS. Segunda Câmara Cível. Apelo interposto pelo consumidor na ação de busca e apreensão. AC 179183-67. III. Rel. do CDC). AÇÃO REVISIONAL CONEXA COM AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. Súmula n.8. Cabível a compensação e/ou repetição simples. 297 do STJ. Violação ao direito de informação do consumidor (arts.2013.2000. Relª Desª Judith dos Santos Mottecy.8. (TJRS. Ausência de interesse recursal. geradora do .166 do pretenso devedor nos órgãos de restrição ao crédito.170/2001 e desde que expressamente pactuada no contrato. 3. Apelo do consumidor na ação revisional provido em parte. Apelo da instituição financeira improvido. Sendo a tabela price. Comissão de permanência afastada. 1. O sistema jurídico nacional veda a capitalização dos juros. Recurso improvido. 27/06/2012). Décima Quarta Câmara Cível. 2. 6º.

sendo obrigada a esperar por longo tempo do lado de fora até seu ingresso ser franqueado por uma porta lateral Prestação de serviço defeituoso. Excesso por parte dos prepostos do réu. Embargos infringentes acolhidos.00 Arbitramento em consonância com os critérios legais. 14 caput.21. em virtude do travamento da porta giratória da agência. 2. Itapevi. APELAÇÃO. Des. 6822268. Verba honorária majorada.167 anatocismo. EI 29318550. 16/08/2013.1. Julg.7000. Ac. Quantum indenitário bem fixado”. A exigência de encargos abusivos. (TJSP. Dano moral configurado. Recurso parcialmente provido. ambos do CDC Dano moral configurado Indenização fixada em R$ 10. Porto Alegre.8. observados os princípios da . Impossibilidade de a autora ingressar nas dependências do banco-réu. DJERS 28/08/2013) 7 . Julg. 04/06/2013.2006.000. Rel. Responsabilidade civil Portadora de deficiência física que tem sua entrada em agência bancária retardada em razão de descaso dos prepostos do banco Litígio que não envolve discussão acerca da utilização de porta giratória e de seu eventual travamento Prova dos autos que atesta ter sido a autora tratada com menosprezo pelos funcionários da agência.RESPONSABILIDADE CIVIL 7. por maioria. (TJRS. Décima Sexta Câmara de Direito Privado.2013. travamento de porta giratória. para esse fim. DJESP 27/08/2013) DANO MORAL. Aparato legítimo.26. autoriza a descaracterização da mora. deve ser banida do contrato. 6º. nos termos do art.0271. com ofensa a direito básico do consumidor. VI e art. APL 0005049-78.8. INCIDENTE OCORRIDO EM PORTA GIRATÓRIA. Indenização devida. Quinto Grupo de Câmaras Cíveis. impeditivo do regular cumprimento do contrato. Coutinho de Arruda. Relª Desª Iris Helena Medeiros Nogueira. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.

0004. fato que poderá não causar prejuízo a ser reparado a esse título.2009. a apelada foi impedida de ingressar na agência após ter sido submetida à revista por policiais militares que atestaram que ela não portava instrumento metálico lesivo à segurança. ou seja. Ac. não pelo constrangimento acarretado pelo travamento da porta em si.168 razoabilidade e da proporcionalidade e seu duplo caráter compensatório e punitivo Recurso desprovido. causando constrangimento à apelada e ensejando a condenação à indenização por dano moral. fazendo com que ela assuma contornos de uma mera contrariedade. estes sim. dos desdobramentos que lhe possam suceder. Redução. as quais poderão minorar os efeitos da ocorrência. de reparação (stj.00 (catorze mil e quatrocentos reais) fixado na r. São Paulo. agravá-los. A indenização de R$ 14.00 (três mil reais). passíveis. Configuração. terceira turma. Indenização reduzida a R$ 3. (TJSP. tendo em vista os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. No caso em tela.2005). Dano moral. O Superior Tribunal de justiça já se manifestou no sentido de que o dano moral poderá advir. V. lV. DJESP 23/08/2013) DIREITO CIVIL. 06/08/2013. Alexandre Marcondes. Des. A utilização inadequada ou abusiva de tal equipamento. a fim de propiciar a segurança da instituição bancária e dos usuários dos estabelecimentos. III. Julg. relator Min. Castro filho.05. 6910323. Impedimento de ingresso após comprovação de ausência de objeto metálico. AGRG no AG 524457. DJ 09. Responsabilidade civil. de outro modo.8. assim consideradas as iniciativas que a instituição bancária ou seus prepostos venham a tomar no momento. entretanto. degenerando o que poderia ser um simples contratempo em fonte de vergonha e humilhação. o impedimento foi injustificado e arbitrário.400. Rel. II. APL 0209484-34. Indenização. mas. dá ensejo a indenização por danos morais. Razoabilidade e proporcionalidade I.26. Terceira Câmara de Direito Privado. Apelação parcialmente provida VI. Travamento de porta giratória.000. Sentença é excessivo tendo em vista as circunstâncias do caso concreto. A utilização de porta giratórias é medida imperativa. Resta assente na jurisprudência pátria o entendimento de que a correção monetária da quantia fixada a título de . ou.

dje 11. DJERS 29/07/2013) DIREITO PRIVADO. STJ: a correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do arbitramento. e AGRG no EDCL no AG 583. Segunda Turma Recursal Cível. 24/07/2013.21.2007. DEJF 08/02/2013. Julg.9000.09.2013. 3ª turma. j. Rel. DEJF 09/08/2013.2005. AC 0008565-54. DANO MORAL.6108. 217) .11.294/sp. Rel. II. 294) RECURSO INOMINADO. Situação vivenciada pelo autor que ultrapassa a seara do mero dissabor.2011. no caso em tela. j. Luís Paulo Cotrim Guimarães. Julg. Fed. III.. Des. RecCv 7220-05. SP. I. Ministro castro filho.6100. (TRF 3ª R. SP. Ministro Fernando Gonçalves. CABIMENTO. Peculiaridades do caso concreto.03.2007. Pág. 03. Recurso provido. Julg. (TJRS. EDcl-AC 0032475-18. Quantitativo indenizatório fixado de acordo com os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. DJ 28. Fed.10. Canoas. 2ª seção.11. situação constrangedora que enseja reparação por dano moral. Dano moral configurado. Segunda Turma. Segunda Turma.4. Roberto Behrensdorf Gomes da Silva.8. 26. consoante com a edição da Súmula nº 362 do e. Rel. Des. AÇÃO INDENIZATÓRIA.4. a partir da prolação do acórdão que diminuiu o quantum fixado.2003. Recurso provido. Hipótese de desdobramentos do travamento da porta giratória configurando situação de constrangimento e vergonha a autora. TRAVAMENTO DE PORTA GIRATÓRIA. Precedentes do STJ: ERESP 436.070/ce. Travamento de porta giratória e proibição de ingresso em agência bancária. 09/01/2013. Ilegalidade da conduta da ré ao impedir o ingresso da autora na agência.03.. (TRF 3ª R. Peixoto Junior.169 danos morais deverá ser feita a partir da data de seu arbitramento. Rel. Pág.2005. em parte. 30/07/2013. Des. Rel. INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS.

RECURSO CONHECIDO. mas o beneficiário (f e t.000.170 7. MÉRITO.000. O valor arbitrado a título de danos morais. R$ 7. Conforme salientado pela I.2. O interesse de agir é configurado pela necessidade. 4. PRELIMINAR REJEITADA. cujo valor foi descontado de sua conta. e surge quando a parte sofre um prejuízo.00). restou incontroverso que a autora emitiu cheque regular. que pleiteia reparação por danos morais. CONSUMIDOR. VALOR RAZOÁVEL E PROPORCIONAL (R$ 7. DEVOLUÇÃO DE CHEQUE PELO BANCO SACADO SEM JUSTO MOTIVO. Preliminar de carência da ação por ausência de interesse de agir afastada. 1. 3.00 (sete mil reais).se razoável e proporcional. a sentença é útil e necessária para a autora. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 388 DO STJ. a situação fora agravada porque o réu-recorrente promoveu o bloqueio do valor da cártula de cheque na conta corrrente da recorrida. 5. DANO MORAL CARACTERIZADO. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos.Terceiro estranho à lide). necessitando da intervenção do poder judiciário para se resguardar. FATOS INCONTROVERSOS. o que tornou indisponível a quantia tanto ao seu beneficiário. IMPROVIDO. PRELIMINAR DE FALTA DE INTERESSE DE AGIR REJEITADA. quanto à própria autora. 2. Magistrada a quo. No caso em concreto. Preliminar rejeitada. utilidade e adequação. teve a cártula devolvida pelo banco sacado. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO AGRAVADA PELO BLOQUEIO DO VALOR DA CÁRTULA DE CHEQUE NA CONTA CORRENTE DA AUTORA-RECORRIDA. UTILIDADE E NECESSIDADE DA TUTELA JURISDICIONAL. com Súmula de julgamento . Recurso conhecido e improvido. mostra. Comércio . Na hipótese. com a aposição do motivo 30 (cheque furtado ou roubado). que se viu obrigada a contrair um empréstimo para quitar o seu débito junto àquele. A Súmula nº 388 do STJ determina que a simples devolução indevida do cheque caracteriza dano moral. ABALO DA HONORABILIDADE DA AUTORA PERANTE SEU CREDOR. devolução indevida de cheque. inviabilizando a redução. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.

DJE 13/09/2013. Ac. Pág. PRESENÇA DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE. 2010/0078870-0. 254) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. condenou-o a pagar à recorrida o valor de R$ 6. Sentença que. reconhecendo a conduta ilícita do recorrente. DECISÃO AGRAVADA QUE CONHECEU E DEU PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL PARA JULGAR PROCEDENTE O PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Decisão impugnada mantida.192. 2. DEVOLUÇÃO INDEVIDA DE CHEQUES POR FALTA DE FUNDOS. Débito em conta corrente sem prova da natureza e da autorização pelo titular da conta. Daí o provimento do apelo nobre para julgar procedente o pedido de indenização por danos morais pela devolução indevida de cheques por ausência de fundos na conta-corrente do autor. com a redução indevida do saldo. PRECEDENTES. Condenado o recorrente vencido ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação. AgRg-REsp 1.099/95. RESPONSABILIDADE DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. Quarta Turma. DEVER DE INDENIZAR QUE SE IMPÕE. na forma do artigo 46 da Lei nº 9.171 servindo de acórdão. MG. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. 1. DJDFTE 16/09/2013. Além da presença dos requisitos de admissibilidade necessários ao conhecimento do Recurso Especial. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Pág. DANOS MORAIS RECONHECIDOS. causando inegáveis prejuízos morais ao consumidor. Agravo regimental a que se nega provimento. Rel. Rec 2013. à devolução de cheque. 3.01.1. Rel. 710. (TJDF. verifica-se que não incide óbice ao conhecimento do apelo. (STJ.037983-8.317. Min. Proc. Prestação defeituosa do serviço. à míngua de qualquer demonstração de seu desacerto.000.00 .816. ora agravado. levando. Responsabilidade civil. Raul Araújo. 4218) RECURSO INOMINADO.

Acórdão lavrado em conformidade com o disposto no art. necessidade de prevenção e capacidade financeira do ofensor. utilidade e adequação da ação proposta. Rec. Julg. 0008234-93. Ainda que haja sido efetuado no prazo legal. Quinta Turma Recursal. não induz necessariamente a procedência do pedido ou o acolhimento do valor pretendido a título de indenização por danos morais. Cabe ao . 1 . o que configura a devolução indevida caracterizadora de dano moral. DJBA 12/09/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. as condições da ação são auferidas com a análise da questão do mérito. A instituição financeira não se desincumbiu do ônus de comprovar a insuficiência de fundos que ocasionou a devolução do cheque. Des. portanto. Rel. 13) demonstrou que havia saldo suficiente para compensação do cheque.A revelia apenas torna incontroversos os fatos alegados na petição inicial. inciso IX. DEVOLUÇÃO INDEVIDA. requisitos estes que se encontram presentes na ação proposta.2009.O interesse de agir decorre da necessidade.Falha na prestação do serviço.099/1995. consoante previsto no art. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Preliminar rejeitada. Ademais. 5 . O recurso deve ser preparado nas 48 horas seguintes à sua interposição. (TJBA.0113-1. independentemente de intimação. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO DO JULGADOR. 46 da Lei nº 9.172 (seis mil reais). Ausência de comprovação de preparo. 4 .Não se mostra excessivo o valor da indenização por dano moral. 3 . Edson Pereira Filho. a título de indenização por danos morais.00. nos termos da Súmula nº 388 do STJ. Deserção. e artigos 12.099/95. REVELIA. de acordo com a teoria da asserção. No juizado especial cível. § 1o. Enquanto que o consumidor. VALOR RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. por meio de extrato bancário (fl. DANO MORAL CONFIGURADO. pois está em conformidade com a gravidade da violação. 02/09/2013. 98 e 99 do regimento interno das turmas recursais. 42. sob pena de deserção. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. o preparo do recurso deve ser feito no prazo de até quarenta e oito horas seguintes à interposição. da Lei nº 9. a falta da sua comprovação nos autos acarreta o não conhecimento do recurso.000.805. CHEQUE. 2 . fixado em R$ 6.

quando existente saldo suficiente na conta da autora (fl. comportando a aplicação da Súmula nº 388. agência de gravataí. o cheque é do Banco do Brasil. RS. portanto. Franca a responsabilidade do banco Banrisul pela falha na prestação do serviço. § 3º. DJDFTE 11/09/2013. 212) CONSUMIDOR. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. 21). Referiu que a cártula foi devolvida por falta de fundos pelo banco Banrisul mesmo tendo fundos suficiente na conta. caso que. conforme os atuais parâmetros adotados pelas turmas recursais em casos análogos.Recursos conhecidos. nos termos do art.173 julgador avaliar se os fatos descritos caracterizam ilícito indenizável. Rel. DÉBITO NA CONTA CORRENTE DA AUTORA. Indevida. do CPC. Rec 2012. Aduziu a autora ter emitido o cheque nº 852093. sendo sacado o Banco do Brasil s/a. No cheque. O banco Banrisul é parte legítima pra responder a presente ação e. Postulou indenização pelos danos morais suportados. desde que o correntista devedor tenha saldo em sua conta-corrente para suportar o montante do débito. 7 . a devolução feita ao beneficiário por suposta insuficiência de fundos em 24-04-2012.07. POR BANCO DIVERSO DO SACADO. bem como arbitrar a indenização devida. do Superior Tribunal de Justiça . Pág. RESPONSABILIDADE DO BANCO QUE APÔS O CARIMBO DE DEVOLUÇÃO NO CHEQUE. em 20 de abril de 2012. No caso dos autos. 6 .036762-7. PELA ALÍNEA 12.§ 3º. 515. A apresentação foi feita no banco Banrisul. 515. cabível o julgamento do mérito.Cada parte arcará com os honorários dos respectivos advogados.1. DEVOLUÇÃO INDEVIDA DE CHEQUE. levada à compensação na conta da autora em 24-04-2012. JULGAMENTO COM BASE NO ART.746. Ac. DANO MORAL CONFIGURADO. DO CPC. Inquestionável o dano moral decorrente nessa situação. RESPONSABILIDADE CIVIL. autoriza a fixação do quantum indenizatório em . mas improvidos. onde a autora possui conta-corrente. Juiz Antônio Fernandes da Luz. Custas pela parte ré. já estando o feito instruído. 707.A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. (TJDF. onde mantém conta corrente. sacado é o banco que fará o pagamento ao beneficiário.

174 R$ 3. Sem verificar esse fato. Melo Colombi. Julg. Recurso provido. EMISSÃO POR MELIANTE.00 mediante parcelamento. Ribeirão Preto. A correção monetária dar-se-á pelo IGP-m a contar desta data. Des. enseja o dever de reparar.21. Ac.2008. Décima Quarta Câmara de Direito Privado. 04/09/2013.9000. RecCv 23473-68. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO.8. sendo a primeira cártula no . Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler. com a emissão de dez cheques. 1. verificar a assinatura constante nelas.26. Rel. cumpria ao banco.2013. a capacidade econômica das partes e as finalidades reparatória e pedagógica desse arbitramento.0506. ao receber as cártulas. 4. DEVER DE INDENIZAR.00 (três mil reais). Relatou a autora que adquiriu uma piscina no valor de R$ 4. não merecendo redução ou majoração. MOTIVO DA DEVOLUÇÃO DOS CHEQUES. já que indevida. Essa fixação é realizada dentro do prudente arbítrio do juízo. há que se observar as circunstâncias da causa. 6985824.825. Embora caiba ao ex-correntista inutilizar os cheques em seu poder após encerramento da conta. DJERS 11/09/2013) CHEQUE. o arbitramento foi adequado.8. NÃO COMPENSAÇÃO DAS REFERIDAS CÁRTULAS QUE CULMINOU NA INSCRIÇÃO INDEVIDA DO NOME DA AUTORA NOS CADASTROS RESTRITIVOS DE CRÉDITO. RESPONSABILIDADE DA CASA BANCÁRIA. Gravataí. ENCERRAMENTO DE CONTA. (TJSP. negligenciou seu dever. (TJRS.000. No caso. No arbitramento do dano moral. Segunda Turma Recursal Cível. DANO MORAL PURO. dando azo à indevida inclusão do nome do ex-cliente em cadastro de emitentes de cheques sem fundos. acrescido de juros moratórios de 1% ao mês a contar da citação. Julg. CESSÃO DE CRÉDITO. Recursos não providos. 28/08/2013. APL 0021322-38. 3. DJESP 11/09/2013) AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. 2. Tal inclusão. SUPOSTO DÉBITO DECORRENTE DE CONTRATO DE AQUISIÇÃO DE UMA PISCINA.

400006 as questões da entrega da cártula e dano moral foram solucionadas. do banco ITAÚ.00 (quatro mil reais). Julg. Como em nenhum momento houve a negativa do referido débito e não se sabe quem está na posse atual da referida cártula. 400009. devido ao fato de que o cheque circulou e houve a cessão do suposto crédito. Inércia da instituição financeira em desconstituir a tese da autora (art. nos termos do art. 7º. Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler. (TJRS.00 cada. Cadastramento ilegal. da agência 0201. II.9000. Relatou que os cheques de números 400006 e 400009 não foram compensados por problemas oriundos do banco sacado.21.175 valor de R$ 1. correta a decisão de entrega do cheque de nº. RecCv 21394-19. de forma solidária. 400009. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. 2904427. Quantum indenizatório . Inscrição em serviço de proteção ao crédito por suposta devolução de cheque. sob pena de multa diária módica de R$ 100. relativo aos transtornos decorrentes da sua não compensação pelo banco ITAÚ (por equívoco quanto a ausência de provisão de fundos). mostra-se adequado e dentro dos parâmetros adotados pelas turmas recursais em casos análogos.000. O quantum indenizatório de R$ 4. ou in re ipsa. ressalvado o direito de regresso entre as empresas. Ausência de título devolvido. fixado na sentença. Sentença mantida.00 e as demais no valor de R$ 425. Dano in re ipsa. consolidada em 10 dias.8. Porto Alegre. De fato. Ato ilícito praticado. no processo 3. Postulou a devolução das mencionadas cártulas mais os danos morais daí decorrentes. A indevida inscrição do nome da parte autora no cadastro de inadimplentes enseja a reparação por dano moral puro. 04/09/2013. com trânsito em julgado. Segunda Turma Recursal Cível. Ação declaratória de inexistência de débito cumulada com indenizatória por danos morais. do CDC.0034134-3.10. da conta n. do CPC).00. com relação ao cheque nº. Quanto ao cheque nº. Recurso improvido. parágrafo único. Cártula que ao ser apresentada pela segunda vez foi devidamente compensada. todas as rés são responsáveis.2013. Abalo moral presumido.000. Dever de indenizar configurado. 333. cabendo à autora as medidas para a execução do julgado. Inscrição indevida.

gera o dever de indenizar. QUANTUM. DJMT 09/09/2013. INCLUSÃO NO CCF. consequente. inclusive com prova do boletim de ocorrência policial. DEVOLUÇÃO EQUIVOCADA DE CHEQUE. 04/09/2013. Guiomar Teodoro Borges. em decorrência da devolução equivocada de seu cheque. Sexta Câmara Cível. a inscrição do nome do correntista no SERASA. 189) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. APL 67137/2013. Quinta Câmara de Direito Comercial. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. se enquadra no conceito de serviço defeituoso. (TJSC. levando-se em conta o caráter compensatório para a vítima e o punitivo para o ofensor. do CDC. 04/09/2013. Julg.09. APCV 1.176 segundo critérios doutrinários. fixará o valor. Julg. 1) A inclusão indevida do nome do consumidor no CCF. Recurso conhecido e provido em parte. Guilherme Nunes Born. DANO MORAL CARACTERIZADO. ocasionando o protesto do cheque e. DJEMG 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Des. quando o banco havia sido comunicado do furto de folhas do talonário. A devolução indevida de cheque que aponta como motivo a insuficiência de fundos (alínea 21). devendo a Instituição Financeira responder pelos danos causados.069568-6. Redução que se impõe. DEVOLUÇÃO INDEVIDA DE CHEQUE POR INSUFICIÊNCIA DE FUNDOS (ALÍNEA 21). Pág. Julg. 29/08/2013. Pág. DESNECESSIDADE DA PROVA DE DANO PROCEDÊNCIA DO PEDIDO INDENIZATÓRIO. (TJMG. SERVIÇO DEFEITUOSO. §1º. DJSC 10/09/2013. Marcos Lincoln. norteado pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Blumenau. Rel. 2) A quantificação do dano moral obedece ao critério do arbitramento judicial. Capital. DANO MORAL CONFIGURADO. Rel. 37) . RECURSO PROVIDO. Des. (TJMT. Des. que. FALTA DE PROVISÃO DE FUNDOS. Rel. CHEQUE FURTADO.0024. AC 2012. 14. nos exatos termos do art.594413-8/002.

13/15). bastando que produza prova mínima do fato constitutivo do direito invocado.21. 1. pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”. pela juntada do cupom fiscal (fl. “a empresa responde. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DEVER DE INDENIZAR O PREJUÍZO MATERIAL. (TJRS. tendo em vista a teoria da redução do módulo da prova. 12) e boletim de ocorrência policial (fl. 3. DANO MORAL CONFIGURADO. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. Dessa forma. TEORIA DO RISCO DA ATIVIDADE.2013. 04/09/2013. FURTO E DANOS EM ESTACIONAMENTO. 2. 10). SOPESAMENTO DA PROVA EM PROL DO CONSUMIDOR.9000. furto de veículo/objetos em estacionamento. Julg. mostrando-se correta a condenação do réu ao ressarcimento da quantia relativa ao prejuízo material. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DEFICIENTE. tendo a parte autora demonstrado que esteve nas dependências do estabelecimento. em conformidade com o disposto na Súmula nº 130 do Superior Tribunal de Justiça. aliado aos orçamentos que comprovam os danos havidos no veículo (fls. segundo a qual. JUROS DE MORA. REPARAÇÃO DE DANOS. . RecCv 33710-64. perante o cliente. Responsabilidade objetiva do estabelecimento comercial. VEÍCULO ARROMBADO. TERMO INICIAL.8. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. desnecessário é que a parte autora disponha de prova presencial do fato ocorrido no interior do estacionamento do réu. Porto Alegre. QUANTIFICAÇÃO. ESTACIONAMENTO. há de ser feito o sopesamento do ônus probatório a seu favor. Na espécie. CIRCUNSTÂNCIAS QUE CONDUZEM À CONCLUSÃO DE VERACIDADE DA VERSÃO DA AUTORA. 4. DEVER DE GUARDA. desincumbiu-se do encargo que estava ao seu alcance produzir. FURTO DE PERTENCES E OBJETOS PESSOAIS. Segunda Turma Recursal Cível. Recurso improvido.3. Assim. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 130 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.177 7.

de modo que o arrombamento e furto ocorrido em suas dependências. devendo o valor arbitrado observar os princípios da razoabilidade e se aproximar dos parâmetros adotados por este tribunal e pelo Superior Tribunal de Justiça 3) tratando-se de indenização por danos morais.0477.178 Sentença mantida 1) o estabelecimento comercial que fornece estacionamento ao cliente responde pelo dever de guarda e depósito dos veículos. de modo que o arrombamento e furto ocorrido em suas dependências. norteado pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade.0252442/002. APCV 1. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. FURTO EM ESTACIONAMENTO DE SUPERMERCADO. DJEMG 09/09/2013) RECURSO INOMINADO. (TJMG. Rel. Rel. ensejam danos materiais e morais indenizáveis. desde que comprovados. que. ensejam danos materiais indenizáveis. . SÚMULA Nº 130 DO STJ. 04/09/2013. NÃO COMPROVAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. SENTENÇA. 1) Havendo fundamentação suficiente com análise das provas não há de se falar em nulidade da sentença por cerceamento de defesa. levando-se em conta o caráter compensatório para a vítima e o punitivo para o ofensor. Marcos Lincoln. MÉRITO. 04/09/2013. Des. que devem ser ressarcidos. desde que comprovados. que devem ser ressarcidos. DEVER DE GUARDA. MATERIAL E MORAL. Marcos Lincoln. 2) a quantificação do dano moral obedece ao critério do arbitramento judicial. Julg. APCV 1.000036-9/001. fixará o valor. DANOS.0223. FURTO DE PERTENCES E OBJETOS PESSOAIS. DJEMG 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Des. PRELIMINAR REJEITADA. NULIDADE. Julg.12. ESTACIONAMENTO. os juros de mora deverão incidir desde a data do fato danoso (Súmula nº 54 do STJ). CERCEAMENTO DE DEFESA. VEÍCULO ARROMBADO. LEGITIMIDADE ATIVA. PROCEDÊNCIA PARCIAL DOS PEDIDOS. DANOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DEFICIENTE. 2) O estabelecimento comercial que fornece estacionamento ao cliente responde pelo dever de guarda e depósito dos veículos. (TJMG.10.

além de estarem em seu nome os recibos relativos aos reparos efetuados. o réu reconheceu a ocorrência do arrombamento. 333.000. Aplicação da Súmula nº 130 do STJ e da teoria da redução do módulo da prova.179 Ainda que o autor não prove que o veículo esteja registrado em seu nome junto ao Detran. que tem caráter eminentemente administrativo. II. INDENIZAÇÃO DEVIDA. Pedro Luiz Pozza. RecCv 62763-27. E TER FICADO SEM O VEÍCULO COMO MEIO DE TRANSPORTE . Ademais. Prova suficiente de que o veículo do autor foi arrombado quando estava estacionado no pátio do supermercado de propriedade da ré. PROVAS COLHIDAS NO DECORRER DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL QUE EVIDENCIAM A SUBTRAÇÃO DO VEÍCULO NAS DEPENDÊNCIAS DO ESTABELECIMENTO COMERCIAL. DANOS MATERIAIS SATISFATORIAMENTE COMPROVADOS. EXEGESE DO ART. DJERS 06/09/2013) RESPONSABILIDADE CIVIL. Rel. SÚMULA Nº 130 DO STJ. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.21. na medida em que inclusive forneceu papelucho com a lista dos documentos necessários ao ressarcimento que. IRRELEVÂNCIA. Julg.8.2012. Porto Alegre. na medida em que do autor não se poderia exigir mais do que demonstrou em juízo. Des.00) QUE SE MOSTRA JUSTO E PEDAGOGICAMENTE EFICAZ PELO FATO DE A ESPOSA DO AUTOR ESTAR GRÁVIDA NA OCASIÃO. GRATUIDADE DO SERVIÇO DE GUARDA DO AUTOMOTOR E INEXISTÊNCIA DE CONTROLE DE ENTRADA E SAÍDA DE VEÍCULOS. DEVER DE VIGILÂNCIA. e cuja existência no interior do veículo foi razoavelmente comprovada. sabido que a propriedade da coisa móvel transfere-se pela simples tradição. Além disso. FURTO DE AUTOMÓVEL EM ESTACIONAMENTO DE LOJA DE DEPARTAMENTOS. Primeira Turma Recursal Cível. Recurso desprovido. QUANTUM INDENIZATÓRIO ARBITRADO (R$ 4. DANOS MORAIS. porque assim informou a testemunha ouvida em juízo. inexplicavelmente. presume-se que dele seja proprietário. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos.9000. (TJRS. 03/09/2013. pelo que é secundária a ausência de registro. Unânime. acabou não ocorrendo. dele sendo subtraídos bens arrolados na inicial.

5º. quando vem ao encontro de outros elementos de convicção existentes nos autos.180 DURANTE A GESTAÇÃO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INTELIGÊNCIA DO ART. Ac. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DOS ARTS. POR FURTO DE AUTOMÓVEL EM ESTACIONAMENTO DO RÉU QUE. DJSE 28/08/2013) APELAÇÃO. Responsabilidade civil. APESAR DE IMPUGNAR A OCORRÊNCIA. Roberto Eugenio da Fonseca Porto. Dever de guarda e conservação. sendo assim responsável pelo furto e danificação” (re n. 186 E 927 DO CÓDIGO CIVIL/02. Contudo. Art. (TJSC. assume. 160) APELAÇÃO CÍVEL. Primeira Câmara Cível. Sentença parcialmente reformada. 20. pela reparação de dano ou furto de veículo ocorridos em seu estacionamento”. 1. perante o cliente. Waldemar Zveiter). Min. 20/08/2013. ainda que a título gratuito. Rel. Nos termos do enunciado da Súmula n. O boletim de ocorrência. DJSC 03/09/2013. 27/08/2013. Marcus Túlio Sartorato. 3. Decisão unânime. 2. Brusque. a obrigação de guarda dos veículos. Pág. “O estabelecimento comercial que oferece estacionamento em área própria para comodidade de seus clientes. Terceira Câmara de Direito Civil. 12544/2013. passa a ser mais um elemento de convencimento. em princípio. NÃO TRAZ PROVAS NESSE SENTIDO. X. AC 2013. Transtornos e constrangimentos suportados pela vítima. Falha na prestação de serviços. § 3º do CPC. Des. Des. Julg. “a empresa responde.296-4. º 130 do STJ. DESCUMPRIMENTO DE SEU . Rel. º 320. não goza de presunção de veracidade. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS MATERIAIS. (TJSE.048307-7. em princípio. Dano moral configurado. Honorários advocatícios. Julg. RECURSO DESPROVIDO. AC 2013211138. quando elaborado exclusivamente pela declaração unilateral do autor. Súmula nº 130 do STJ. Apelo conhecido e provido. SENTENÇA MANTIDA. FURTO DE MOTOCICLETA EM ESTACIONAMENTO DA EMPRESA.

PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA. 1.2010. II. (TJSP. eis que dotada de legitimidade recursal para atuar no presente feito. 6912828. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANO MORAL. APL 0000798-24. atraso de voo.00. VALOR PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. CPC). independentemente de ser gratuito ou oneroso. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. PASSAGEIRO OBRIGADO A PERNOITAR EM AEROPORTO. SENTENÇA MANTIDA. VALOR PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. A disponibilização e a mera permissão de espaço para estacionamento de veículos dos clientes. Julg. impõe o dever de indenizar.O contrato . PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA. Aplicação da Súmula nº 130 do STJ.4. SENTENÇA MANTIDA.Recurso da VRG LINHAS AÉREAS INTELIGENTES S. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. João Pazine Neto. incorporadora da GOL. Des. ATRASO DO VOO. Rel. TRANSPORTE AÉREO. DJESP 23/08/2013) 7. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.918. Poá. EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE NÃO CONFIGURADA. 06/08/2013. Danos materiais configurados e estimados em R$ 13. DANO MORAL.26. PASSAGEIRO OBRIGADO A PERNOITAR EM AEROPORTO. 1. Sucumbência mantida.A. consoante os ditames do art. CONSUMIDOR.116 do Código Civil.181 ÔNUS PROBATÓRIO (ARTIGO 333. Sentença de procedência mantida. UMA VEZ QUE OS AUTORES FAZEM PROVA CONSIDERADA SUFICIENTE DE QUE A SUBTRAÇÃO LÁ OCORREU. que devem ser indenizados. 2. CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Ac. Recurso não provido.0191. TRANSPORTE AÉREO. Terceira Câmara de Direito Privado. ATRASO DO VOO. EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE NÃO CONFIGURADA. recebido. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.8.

DJe 04/10/2012). surge o dever de indenizar atribuído à empresa aérea. segundo o qual. 8. José DIVINO DE OLIVEIRA. 16/11/2011.Pela sistemática do Código de Defesa do Consumidor. Relator(a). 239. DJe-181 DIVULG 24-09-2009 PUBLIC 2509-2009 EMENT VOL-02375-03 PP-01081 RJSP V. Relator(a) p/ Acórdão. .A. Marco Aurélio. às 23h24. Min.549905. julgado em 20/09/2012. Ministro ANTONIO Carlos Ferreira. a responsabilidade civil nos casos como o dos autos é objetiva. QUARTA TURMA. Carlos BRITTO. 24/11/2011. 57. Relator.338/RJ. que foi obrigado a pernoitar no aeroporto por não possuir dinheiro em sua conta bancária (fl. 4. AGRG no AREsp 83. Publicado no DJE. . julgado em 17/03/2009.182 de transporte aéreo foi firmado com a Gol Linhas Aéreas Inteligentes S.As indenizações tarifadas previstas nas Convenções Internacionais (Varsóvia. 3. 6. Haia e Montreal) não se aplicam às fixações de reparação de danos morais decorrentes de má prestação do serviço de transporte aéreo internacional. às 06h25. restando. 5.Belo Horizonte. Min. patente sua legitimidade passiva para atuar no presente feito. em seu artigo 14. o que acarretou a remarcação do voo para o dia 06/03/2013. 7. com embarque previsto para o dia 05/03/13. 6ª Turma Cível. No mesmo sentido é o entendimento no Supremo Tribunal Federal.Não há dissenso quanto à ausência de qualquer assistência material ao consumidor. às 22h10. 137143). inciso II do citado artigo. 384. e desembarque no mesmo dia. 20110110227053APC. Primeira Turma. Não sendo reconhecida a excludente prevista no § 3º. e desembarque no mesmo dia. 19). Rel. (RE 351750. p.Acrescente-se que eventual cancelamento decorrente de força maior não exime a empresa aérea de prestar a devida assistência material. trecho Rio de Janeiro . 2009. n. às 07h25. Acórdão n. pois.A alegação da companhia aérea de que o atraso teve como causa questões metereológicas não foi comprovada. a qual independe de demonstração de culpa. “Afastam-se as normas especiais do Código Brasileiro da Aeronáutica e da Convenção de Varsóvia quando implicarem retrocesso social ou vilipêndio aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor”.. Ausente qualquer documento apto a revelar o real motivo da falha na prestação do serviço. Data de Julgamento. Pág. prevalecendo o Código de Defesa do Consumidor (STJ. Precedente no TJDFT. sob pena de afronta à teoria da aparência.Incontroverso o cancelamento do voo 1996.

1.Condenada a recorrente ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. §1º. DJDFTE 16/09/2013. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. CONSUMIDOR. mister levar em consideração a gravidade do dano. pois não se tratava de pacote turístico. Ac.1. Rec 2013. de 9 de março de 2010. Juiz Carlos Alberto Martins Filho. Portanto. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.A Súmula de julgamento servirá de acórdão. 10. fixados em 10 % do valor da condenação. 12. a peculiaridade do lesado. O CDC estabelece que o fornecedor somente poderá se exonerar da obrigação de reparar o danos. falha na prestação e serviços. além do porte econômico da lesante. informações adequadas. percebo que a alteração do voo somente poderia ocorrer em face de problemas meteorológicos. SENTENÇA MANTIDA. 4. Ao analisar a questão. RESPONSABILIDADE DA EMPRESA AÉREA.A falha na prestação do serviço causou transtornos que ultrapassam o mero aborrecimento do cotidiano.183 conforme determinação do art. 13. transferindo-a à empresa que vendeu o bilhete. Pág.040553-9. 3. ou denominado “”apagão aéreo””. Razoável e suficiente o quantum indenizatório fixado na sentença.Recurso conhecido e improvido. (TJDF. conforme regra do artigo 46 da Lei nº 9. TRANSPORTE AÉREO. No caso em exame. A recorrente procura excluir a sua responsabilidade pelo atraso no voo. Rel. 2. ATRASO NO VOO. 710. 9. III da Resolução da ANAC nº 141. salvo nas hipóteses elencadas. 14. 11. como bem ressaltou a meritíssima juíza de 1º grau não houve qualquer ajuda da empresa. A agência de viagens não teve culpa exclusiva no caso. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. se o voo atrasou tal fato constitui. A falha do serviço da recorrente . 284) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. como fornecimento de alimentação. na hipótese de culpa exclusiva do consumidor e/ou de terceiro.Na seara da fixação do valor da indenização devida. Também não se pode deixar de lado a função pedagógico-reparadora do dano moral consubstanciada em impingir a ré uma sanção bastante a fim de que não retorne a praticar os mesmos atos.01. o que impõe o dever de indenizar os danos morais suportados.099/95.926.

APLICABILIDADE.352.11. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO A TÍTULO DE DANOS MORAIS.184 é bem clara e não guarda relação de causalidade com eventual falha da agência. REDUÇÃO. 710. TRANSPORTE AÉREO. DJDFTE 13/09/2013. Rel. Havendo relação de consumo prevalecem as disposições do Código de Defesa do Consumidor. e os danos decorrentes devem ser indenizados. SENTENÇA MANTIDA. Wanderley Paiva. o termo inicial para a incidência dos juros de mora. Rec 2009. APCV 1. Ac. (TJDF. bem como o atraso de voo. a teor do que dispõe o art.078/90. a condição das partes. Juiz João Fischer. Rel. 8. 14 da Lei n. nos termos da Súmula nº 54 do STJ. 28/08/2013. (TJMG. ABALO MORAL INDENIZÁVEL. ATRASO NO VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM.1. EVENTO DANOSO.000705-0.06. Em se tratando de indenização por dano moral. Observados os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade que informam a fixação da indenização por danos morais. a gravidade e intensidade da ofensa moral.0024. DJEMG 30/08/2013) . CDC. 5. IMPOSSIBILIDADE. CONDIÇÃO FINANCEIRA DO OFENSOR. Des. bem como o grau de culpa do causador do dano. Julg. caracteriza defeito na prestação de serviço ofertado pela empresa. com inteligência judicial que considera adequadamente as circunstâncias da lide.. NEGLIGÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. não há que se falar em redução do quantum fixado. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Pág. O extravio de bagagem em transporte aéreo. mantenho a sentença pelos seus próprios fundamentos. 200) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.178807-1/001. TERMO INICIAL DE INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA. Nesse prisma. é a data do evento danoso. PREJUIZO MATERIAL DEVIDAMENTE COMPROVADO. Recurso conhecido improvido.

1. 5. Des. TRANSPORTE AÉREO. APELAÇÃO CÍVEL. ATRASO DE VOO. Luís Francisco Franco. tiveram que pernoitar em Porto Alegre. VIII. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. Sentença confirmada pelos próprios fundamentos. as autoras tiveram suas bagagens extraviadas temporariamente. 6º.9000. não havendo muitos horários de ônibus. 2. CDC. CONDUTA ILÍCITA DA COMPANHIA AÉREA. 3. Quantum indenizatório fixado em R$ 3. Rel. DJERS 13/08/2013) PROCESSUAL CIVIL. 08/08/2013.Art.000. CONEXÃO ATRASADA. RecCv 61384-51. Terceira Turma Recursal Cível. Recurso desprovido. o que resultou na realização corrida da conexão em Campinas/Porto Alegre. O extravio da bagagem é fato incontroverso. conforme prova testemunhal colhida (fls. É dever das companhias aéreas transportar o passageiro e sua bagagem de modo incólume ao seu destino. Dano moral configurado diante do tempo de espera. sendo que ao chegarem na capital. que demorou em torno de 05 horas. nos termos do art. Soledade. 4. Ausência de comprovação de fato impeditivo. Julg. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Houve atraso no vôo das autoras de Londrina/Campinas. (TJRS. ATRASO DO VOO.21. DEVER DE . TRANSPORTE AÉREO. 6. 27/28).8. em razão da espera pelas bagagens. Ademais. 7. FALHA NO SERVIÇO.185 CONSUMIDOR. por residirem no interior do estado do RS. bem assim aos parâmetros utilizados pela turma para julgamentos símiles. Tal responsabilidade que se afigura objetiva. atendendo aos critérios da razoabilidade e proporcionalidade. modificativo ou extintivo do direito da parte autora. TRATAMENTO INADEQUADO AOS PASSAGEIROS. Configurada relação de consumo na qual prospera a inversão do ônus da prova. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. com fulcro no Código de Defesa do Consumidor . BAGAGEM ENTREGUE COM CINCO HORAS DE ATRASO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. depois de suas chegadas. VÍCIO DO SERVIÇO. tanto que as autoras chegaram 24 horas após o previsto à sua cidade. 14 do Código de Defesa do Consumidor.2012. o desgaste e de todos os transtornos que geraram profissionalmente às autoras.00.

QUARTA TURMA. lV. AGRG no Ag1365430/RJ. 23/07/2013. (TJMA. AGRG no AG 1410672/RJ. I. AGRG no AG 1343941/RJ. com amparo nas normas relativas à responsabilidade civil. devem incidir a partir da data da citação. sem que isto configure enriquecimento ilícito. DJe 24/08/2011. Rec 0046882-81.2011. DJe 25/11/2010. V. DJe 06/09/2011. julgado em 18/11/2010. III. CARACTERIZAÇÃO.186 INDENIZAR. estando circunscrito aos ditames do art. nas indenizações por dano moral. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. julgado em 12/04/2011. além do caráter repressor da medida.0001.A fixação do montante indenizatório do dano moral deve atender aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.8. QUANTUM INDENIZATÓRIO. TERCEIRA TURMA. Rel. Precedentes do STJ: AGRG no AG 1306693/RJ. TERCEIRA TURMA. por se tratar de responsabilidade contratual. e a correção monetária observa o que prescreve a Súmula nº 362 do STJ. Deve ser mantido o percentual de honorários advocatícios quando espelhar razoabilidade frente às peculiaridades da causa e ao desempenho profissional do advogado. Marcelo Carvalho Silva. 132594/2013. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ministra NANCY ANDRIGHI. Ministro RAUL Araújo.000. MANUTENÇÃO. Rel.10. DJEMA 31/07/2013) . Rel. Segunda Câmara Cível. Ministro SIDNEI BENETI. que impõe reparação própria.00 (sete mil reais). julgado em 09/08/2011. Rel. É firme o entendimento jurisprudencial no sentido de que a falha no serviço de transporte aéreo consiste em ato ilícito. para o qual se faz cabível a revisão. Julg. DJe 19/04/2011. TERCEIRA TURMA. julgado em16/08/2011. II. Rel. VI. quando a fixação de base for inferior ou excessiva. 20 do CPC. Apelo desprovido. cabendo ao prudente arbítrio dos juízes a fixação do montante. Ac. Des. Circunstâncias do caso concreto que impõem a manutenção do quantum indenizatório em R$ 7. Os juros de mora. ADEQUAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS).

(TJSP. reconhecendo o direito do autor à indenização por danos morais Danos morais que se comprovam com o próprio fato (damnum in re ipsa) Valor da indenização reduzido. Recurso provido em parte. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DESCABIMENTO TRATANDO-SE DE AÇÃO EM QUE SE DISCUTEM OS DANOS CAUSADOS EM RAZÃO DE ALTERAÇÃO DA ROTA DE VIAGEM AÉREA E ATRASO DE VOO. 6871481. com a inclusão de trecho terrestre e atraso de voo operado pela ré Responsabilidade objetiva da companhia aérea por danos causados ao consumidor Inteligência do art.2012. ciente da alteração do trajeto da viagem. Décima Terceira Câmara de Direito Privado. com outro passageiro. 16/07/2013. Des. PRESCRIÇÃO INOCORRÊNCIA AÇÃO INDENIZATÓRIA DECORRENTE DE RESPONSABILIDADE PELO FATO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE AÉREO DE PASSAGEIROS RELAÇÃO DE CONSUMO EVIDENCIADA APLICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PREVISTA NO ART. 14 do CDC Transportadora ré que. de um aeroporto para o outro. Ação indenizatória por danos morais Transporte aéreo de passageiros Alteração na rota da viagem aérea. deixou de providenciar veículos suficientes para o transporte dos passageiros pela via terrestre. Rel. 27 DO CDC PRESCRIÇÃO INOCORRENTE RECURSO NEGADO. APL 0029395-17. Francisco Giaquinto. DJESP 31/07/2013) . submetendo a autora a longo período de espera.0196.26. Franca.8. A COMPANHIA AÉREA É PARTE LEGÍTIMA PASSIVA PERTINÊNCIA SUBJETIVA PASSIVA EVIDENCIADA PRELIMINAR REPELIDA. em condições desconfortáveis Requerida que em outra ação baseada nos mesmos fatos alegados pela requerente. em consonância aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade Sentença parcialmente reformada Recurso provido em parte.187 INDENIZATÓRIA TRANSPORTE AÉREO. Ac. Julg. transigiu.

ATRASO DO VOO.Não deve ser reduzido o valor da indenização. SOLIDARIEDADE. Restou comprovado que o voo de retorno do autor atrasou por 24 horas. DANO MATERIAL COMPROVADO.Ilegitimidade passiva. 22 e art. “o transportador está sujeito aos horários e itinerários previstos. 98 e 99 do regimento interno das turmas recursais. regular e tempestivo. Rec 2012. ATRASO DE VOO. 737 do Código Civil. mas não provido. 25 § 1º. Rel. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. 5 . em face do que dispõe o art.00. A obrigação de indenizar pelos danos causados aos consumidores recai sobre todos fornecedores que se encontram na cadeia econômico-produtiva. conforme definido no art. Pág. Juiz Aiston Henrique de Sousa. CONDIÇÕES . parágrafo único c/c art. 7º. Recurso próprio. 14 do CDC. 46 da Lei nº 9. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.1. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR APLICÁVEL À ESPÉCIE. INEXISTÊNCIA DE EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE. 4 . 1 . nos termos do art. tais como a com a aquisição de novos bilhetes aéreos. Não caracteriza fato de terceiro o descumprimento de obrigação a cargo da companhia aérea que mantém relação com agência de viagem.Falha na prestação do serviço.Acórdão elaborado de conformidade com o disposto no art. do CDC. 684. DANO MORAL CONFIGURADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. no valor de R$ 500. Preliminar rejeitada. necessidade de prevenção e condição financeira do agressor.01. no valor de r$3.164686-4.000. 3 .099/1995. pelo recorrente. FALHA NO SERVIÇO.991. Ac. TRANSPORTE AÉREO.Recurso conhecido.188 DIREITO DO CONSUMIDOR. DJDFTE 20/06/2013. (TJDF. se esta foi fixada em conformidade com a gravidade da violação. Configurado dano moral in re ipsa. salvo motivo de força maior”. inciso IX. 200) APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. A agência de viagens responde solidariamente pelos danos decorrentes da inexecução ou execução irregular do contrato firmado. 2 . 12. sob pena de responder por perdas e danos. ocasionado gastos. No contrato de transporte aéreo de passageiros. Custas e honorários advocatícios.

o qual se justifica em razão do próprio tipo de relação que o CDC tutela. há de ser fixada a indenização em valor consentâneo com a gravidade da lesão. bem como os técnicos. Desse modo. bastando para o consumidor comprovar o dano e o nexo de causalidade. problemas climáticos. em razão de atraso de voos. por força do simples fato da sua violação em virtude do desconforto.PROVIMENTO DOS RECURSOS. isto é. encontram-se dentro do campo da previsibilidade e são inerentes ao serviço prestado. sem . VERBA HONORÁRIA. caracterizando-se como fortuito interno. porque os autores não aterrissaram no aeroporto previamente ajustado. estão englobados na ideia de risco da atividade.189 CLIMÁTICAS INADEQUADAS. PERCENTUAL CONDIZENTE PARA REMUNERAR O TRABALHO DO CAUSÍDICO. sequer alojou os consumidores/autores. funda-se na teoria do risco da atividade (risco criado ou risco objetivo). O dano moral decorrente de atraso de voo prescinde de prova. o que não afasta a responsabilidade. observadas posição familiar. FIXAÇÃO RAZOÁVEL LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO O CARÁTER PEDAGÓGICO E CONDIÇÕES ECONÔMICAS DOS ENVOLVIDOS. sendo que a responsabilidade de seu causador opera-se in re ipsa. O Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor pela prestação do serviço de forma defeituosa. A responsabilidade da companhia aérea. Caracterizado o dano moral. OCORRÊNCIA. cultural. o qual se justifica em razão do próprio tipo de relação que o CDC tutela. o contrato de prestação de serviço fora descumprido. RISCO DA ATIVIDA. Tal responsabilidade funda-se na teoria do risco da atividade (risco criado ou risco objetivo). social e econômico-financeira do ofendido e as condições econômicas e o grau de culpa do lesante. ainda. notadamente quando a empresa aérea sequer prestou as informações suficientes e adequadas. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. de modo que com a indenização se consiga trazer uma satisfação para o ofendido. política. DES. VALOR INDENIZATÓRIO. DANO MORAL IN RE IPSA. da aflição e dos transtornos suportados pelo passageiro. fornecendo-lhe hospedagem e alimentação suficientes (porquanto aquelas fornecidas foram a destempo e inadequadas) e.DE. sob pena de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos.

218. 17) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. ERRO DE CONDUTA. VALOR INDENIZATÓRIO E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. 689. DJPB 30/07/2013. Quarta Câmara Especializada Cível.013997-9/001. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CONSUMIDOR. (TJPB. e. COMPROMISSOS PARTICULARES SACRIFICADOS.00 pelos danos morais suportados pelo autor. Pág. Observadas tais diretrizes pelo magistrado. ainda. TRANSPORTE TERRESTRE DISPONIBILIZADO PELO RÉU. APELAÇÃO CÍVEL. Rec 2013. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. QUANTUM INDENIZATÓRIO. EXAME REPETIDO E RESULTADOS CONFIRMADOS.000. CANCELAMENTO E REMARCAÇÃO DO VOO.2009. ATRASO DE 12 HORAS. MANUTENÇÃO. Rel.1. Flavio Fernando Almeida da Fonseca. 475-J DO CPC EXCLUÍDA.01. HIV. RESPONSABILIDADE E DANO MORAL CONFIGURADOS. mantido deve ser o quantum. LABORATÓRIO. João Alves da Silva. RECURSO ADESIVO. MULTA DO ART. Des. Indevido o pedido de reembolso pelas despesas de taxi. uma sanção para o ofensor. ANÁLISE CLÍNICA. Rel.004222-4. CORREÇÃO MONETÁRIA. 221) 7. CONSUMIDOR EQUIPARADO. Recurso conhecido e parcialmente provido. PROCEDIMENTOS DA PORTARIA Nº 488/1998/MS. (TJDF. Juiz Conv. PREQUESTIONAMENTO. TRANSPORTE AÉREO. AC 200. erro de laboratório de análise clínica. Pág. […]. 1. DJDFTE 05/07/2013. para condenar o réu a pagar o valor de R$ 2. DANOS MORAIS CARACTERIZADOS.190 configurar enriquecimento sem causa. Ac.5. O Código de Defesa do Consumidor equiparou a vítima do acidente de consumo (pessoa que foi atingida pelo fato do produto ou do serviço) a . DANOS MATERIAIS INEXISTENTES.

sejam vítimas de evento danoso decorrente dessa relação (art. por ter sido arbitrada com base nos artigos 20. (TJGO. Pág. do código de processo civil e em consonância com o princípio da causalidade. DJGO 01/04/2013. ao ponto de incentivar o ofensor a repetir o ato que causou dano à vítima. Recurso adesivo conhecido.6. . o magistrado deve estar norteado pelos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Geraldo Gonçalves da Costa. nem tão pequena que torne inexpressiva. para os fins de responsabilizar o fornecedor de produto ou serviço defeituoso de forma objetiva.09. 2. A entrega de laudo de exame com resultado irreal e a desobediência a procedimentos técnicos estabelecidos pelo ministério da saúde na portaria 488/1998. Rel. 4. 475-j. sendo assim. AC 0190251-48. na sentença. Sobre o montante indenizatório dos danos morais incidem a correção monetária pelo INPC. 17. 7. por não se mostrar o momento apropriado. extravio de bagagens. Rio Verde.8.191 consumidor. Recurso de apelação conhecido e parcialmente provido. conforme a Súmula nº 362 do STJ. Ao fixar o valor indenizatório. não cabendo aplicação da multa do art. sujeitando à proteção do CDC aqueles que. após o trânsito em julgado da ação. caracterizaram defeito do serviço. Quinta Câmara Cível. 5.0137. 6. a partir do seu arbitramento. dando ensejo à responsabilização civil do laboratório perante os consumidores. exigindo-se a prévia intimação da parte sucumbente para pagamento da condenação. 10.2008. a responsabilidade do fornecedor é objetiva. A relação do paciente com o laboratório é de consumo e. embora não tenham participado diretamente da relação de consumo. Mostra-se infundado o pleito de prequestionamento levantado pelo recorrente. bastando que o consumidor prove o defeito na prestação do serviço. do CPC. Atento ao grau de zelo demonstrado pelo causídico e a natureza da causa. 8. 328) 7. Aplica-se analogicamente a Súmula nº 410 do STJ. deve ser mantida a verba honorária fixada na sentença. §3º. 9. Des. 3. o dano e o nexo de causalidade. A reparação do dano moral não deve ser tão grande que se converta em fonte de enriquecimento. cdc). mas desprovido. estando a matéria exaustivamente analisada nos autos.

APCV 1. DANO MORAL E MATERIAL. Rec. EXTRAVIO DE BAGAGEM. como apenas uma mal foi extraviada. CONFIGURAÇÃO. Julg. RELAÇÃO DE CONSUMO. RECURSO CONHECIDO PARCIALMENTE PROVIDO.000. PRINCIPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. RESPONSABILIDADE DA EMPRESA DE TRANSPORTE AÉREO. RAZOABILIDADE.00 (cinco mil reais). EXTRAVIO DE BAGAGEM. V. é razoável que se divida o valor total do prejuízo pela quantidade de malas. MÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DA EMPRESA DE TRANSPORTE AÉREO.O autor demonstrou o gasto total com as compras realizadas no exterior.00 (cinco mil reais). II. impõe-se o dever de indenizar atribuído à transportadora que não conseguiu cumprir com da autora foi violada. 2013. DANOS MORAIS E MATERIAIS CONFIGURADOS.192 DANO MORAL E MATERIAL. DJPA 12/09/2013. Recurso conhecido e parcialmente provido.000347-5. I. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de transporte aéreo internacional. DANOS MORAIS E MATERIAIS. Em se tratando de responsabilidade objetiva. III. Condenação ao pagamento de custas e honorários no importe de 10% (dez por cento). . 10/09/2013. o que resultou no vaor de R$ 5. Relª Juíza Valdeíse Maria Reis Bastos.027112-3/001. SENTENÇA MODIFICADA NO TOCANTE AO VALOR INDENIZATÓRIO.000. EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM. 100) APELAÇÃO CÍVEL. VOO INTERNACIOANAL. INDENIZAÇÃO. Rel. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. razão pela qual deverá ressarcir os prejuízos daí decorrentes. Mota e Silva. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DJEMG 13/09/2013) RECURSO INOMINADO. (TJMG. FIXAÇÃO DO QUANTUM. Pág.6. VALOR.0708. TRANSPORTE AÉREO. (TJPA. Danos morais reduzidos para o montante de R$ 5.08. Des.

(TJRS. O extravio da bagagem. Décima Primeira Câmara Cível. Porto Alegre. sem que acarrete enriquecimento sem causa das vítimas. nunca deve ser fonte de enriquecimento para a parte autora. DJERS 12/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. servindo. que sirva de exemplo para a parte ré. Quantum majorado.2012. À unanimidade. por si só. Des. AC 240812-42. Apelação provida. seja em razão do agravamento da condição de vulnerabilidade do consumidor. AC 55879090. Kiyochi Mori. 101) APELAÇÃO CÍVEL. Julg. deram provimento ao recurso. APL 0020510-28. DJERS 11/09/2013) . Bayard Ney de Freitas Barcellos. Devida a majoração do valor arbitrado a título de indenização por danos morais. Pág. EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM. 04/09/2013. Rel. TRANSPORTE AÉREO. não exclui o dever de indenizar. TRANSPORTE AÉREO. além dos atrasos dos voos e demais contratempos pelos quais passou a autora justificam a indenização por danos morais. 04/09/2013.8.lhe apenas como compensação pela dor sofrida. Julg. 14/08/2013.21.193 FIXAÇÃO. Erechim. uma vez que situações dessa natureza rompem com a tranquilidade psíquica da pessoa.0001.2012.2013. diante da falha na prestação do serviço de transporte aéreo.7000. seja em razão dos compromissos que perde.22. a fim de que seja suficientemente para compensar o sofrimento suportado pelos autores. Relª Desª Katia Elenise Oliveira da Silva.21. Julg. mas. O extravio temporário de bagagem. DANOS MORAIS. Dano moral caracterizado. REDUÇÃO. A indenização por danos morais deve alcançar valor tal. Des. (TJRS. bem como para evitar que atos semelhantes venham a ocorrer por parte da empresa aérea. EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM.7000. DJERO 12/09/2013. (TJRO.8. ainda que temporário. ATRASO DE VOO. Décima Primeira Câmara Cível. por outro lado. Rel.8.

APLICABILIDADE. NEGLIGÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO A TÍTULO DE DANOS MORAIS.194 AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS. Insurgência quanto ao reconhecimento de danos morais e sua quantificação. o transtorno e o sofrimento que essa circunstância gera no espírito do passageiro. Eládio torret Rocha). CDC. bem como o dano infligido à parte em favor de quem é imposta a indenização. 2008. Comprovado o prejuízo material. situação que certamente escapa da condição de mero dissabor cotidiano” (AC n.065854-4. ABALO MORAL INDENIZÁVEL. CONDIÇÃO FINANCEIRA DO OFENSOR. 280) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Impossibilidade de redução do quantum indenizatório. a indenização pelo dano suportado é medida que se impõe. Rel. (TJSC. Pedro Manoel Abreu. Terceira Câmara de Direito Público. TRANSPORTE AÉREO. REDUÇÃO. Fato que causou significativo transtorno ao consumidor. Manutenção da sentença. atendendo a dois objetivos: Atenuação do dano causado ao lesado e reprimenda ao lesante pelo ilícito cometido. É inquestionável o abalo moral sofrido por passageiro que teve sua bagagem extraviada por falha operacional de empresa aérea. INDENIZAÇÃO DEVIDA. sendo inegáveis o aborrecimento. TRANSPORTE AÉREO. de urussanga. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. demonstrado através de notas fiscais e documentos verossímeis. Navegantes. EXTRAVIO DE BAGAGEM. TERMO INICIAL DE INCIDÊNCIA . Importa observar o grau de culpabilidade e a condição econômica da parte a quem se vai impor a sanção. Des. AC 2013. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DJSC 02/09/2013. 27/08/2013. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.029673-5. Recurso desprovido. Julg. Rel. IMPOSSIBILIDADE. ATRASO NO VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM. Pág. Des. A indenização por danos morais é fixada por equidade pelo magistrado. PREJUIZO MATERIAL DEVIDAMENTE COMPROVADO.

assim.195 DE JUROS DE MORA. Havendo relação de consumo prevalecem as disposições do Código de Defesa do Consumidor. QUANTUM MANTIDO. EXTRAVIO DE BAGAGEM. há imperatividade na sua aplicação.078/90. posto se tratar de norma de ordem pública. tendo ocorrido a perda da bagagem. II. Rel. 28/08/2013. APCV 1. a gravidade e intensidade da ofensa moral. o termo inicial para a incidência dos juros de mora. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. sendo certo que. Des. a condição das partes. inciso v). Verificando-se comprovada a falha na prestação do serviço de transporte em referência.11. O extravio de bagagem em transporte aéreo. nos termos da Súmula nº 54 do STJ. não há que se falar em redução do quantum fixado. Em se tratando de responsabilidade objetiva. III. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. Observados os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade que informam a fixação da indenização por danos morais. SENTENÇA MANTIDA. tendo sido a defesa do consumidor exigência expressa no texto constitucional (artigos 5º. para que se caracterize a responsabilidade do fornecedor. com inteligência judicial que considera adequadamente as circunstâncias da lide. (TJMG. . na medida em que cabia à empresa aérea zelar pela chegada da bagagem ao seu destino final e não cumpriu o seu dever. Wanderley Paiva. apresentando-se. e os danos decorrentes devem ser indenizados. bem como o grau de culpa do causador do dano.0024.178807-1/001. caracteriza defeito na prestação de serviço ofertado pela empresa. Julg. a teor do que dispõe o art. EVENTO DANOSO. TRANSPORTE AÉREO. 14 da Lei n. bem como o atraso de voo. Os dispositivos da legislação protetiva do consumidor são de observância obrigatória.. DJEMG 30/08/2013) CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. I. inciso xxxii. e 170. Em se tratando de indenização por dano moral. como certo o dever de indenizar. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADOS. é a data do evento danoso. basta a demonstração da falha na prestação do serviço e o nexo causal entre aludida falha e os prejuízos suportados pelo consumidor. 8.

7. (TJSE. vislumbra-se que tal ato proporcionou à recorrida notórios danos materiais. Relª Juíza Conv. os itens elencados se afiguram coerentes com a viagem realizada e com os hábitos da apelada. deve-se permitir sua utilização como fonte de enriquecimento sem causa. conforme demonstrado através de vasta prova documental. razão pela qual. de sorte a propiciar uma compensação para o lesado e uma punição para o agente lesante. equanimidade. mas. pelo que resta claro também o sofrimento de danos morais. trata-se de dano moral “in re ipsa”. Iolanda Santos Guimarães. se mostra razoável a manutenção do “quantum” fixado pelo juízo “a quo”. diante da aflição e situação vexatória sentidas ao chegar a seu destino e constatar que houve a perda de sua bagagem. configura-se patente o constrangimento sofrido pela recorrida. portanto. gerando na mesma um impacto emocional. Outrossim. Ademais. isenção e imparcialidade. transporte de mercadorias. deve ser mantido o valor fixado a título de danos materiais. 12628/2013. listagem aleatória. devendo operar em seu exercício a sensatez. VI. 26/08/2013. devido à falha na prestação de serviços e ao fato de não ter sido solucionado tal problema. VII. DJSE 30/08/2013) 7. é fixado pelo órgão judicante por meio de um juízo de eqüidade. como ocorreu neste caso. RESPONSABILIDADE CIVIL TRANSPORTE DE MERCADORIA RESPONSABILIDADE DA RÉ PELAS AVARIAS ADVINDAS DO INADEQUADO ARMAZENAMENTO DA MERCADORIA OBJETO DO CONTRATO DE TRANSPORTE CELEBRADO ENTRE AS PARTES CONHECIMENTO DE TRANSPORTE DO QUAL CONSTAVA A . 335 do CPC. considerando-se as circunstâncias do caso. ladeado por um sentimento de desconforto. V. em hipótese alguma. Recurso conhecido e desprovido. visando coibir reincidências. IV. Segunda Câmara Cível. não se mostrando. Embora unilateral a relação do conteúdo da mala perdida. O montante indenizatório respectivo ao dano moral. cuja comprovação prescinde somente da prova do fato. Julg.196 consoante restou incontroverso e se depreende da carta de inventário e dos e-mails acostados. AC 2013216142. pelo que. de acordo com as normas de experiência previstas no art. Ac.

197 INFORMAÇÃO DE QUE A CARGA DEVIA SER TRANSPORTADA E ARMAZENADA EM TEMPERATURA “REFRIGERADA”. Vigésima Terceira Câmara de Direito Privado. ABRANGENDO O VALOR INTEGRAL DOS DANOS SOFRIDOS ARTS. 03/04/2013.0000. CAPUT. PARA A HIPÓTESE DE AVARIA DE CARGA EM TRANSPORTE AÉREO. NÃO EM TEMPERATURA “AMBIENTE”. Apelo da autora provido em parte. todavia. a título de lucros cessantes. TODOS DO CDC CASO EM QUE. Julg. 6º.8. Responsabilidade civil Lucros cessantes Pleito indenizatório devido Montante. RESPONSABILIDADE CIVIL DANOS EMERGENTES VALOR PRETENDIDO PELA AUTORA QUE NÃO PODE SER ACEITO EM SUA INTEGRALIDADE HIPÓTESE EM QUE AS DESPESAS COM DESPACHANTE NÃO FICARAM NÍTIDAS RECONHECIDA A INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. E 51. Rel. José Marcos Marrone. que deve ser apurada em regular liquidação de sentença. Des. que não pode ser aceito nos moldes pleiteados na inicial da ação Critério utilizado pela autora que não se presta à elucidação do montante que deixou de ganhar Notas fiscais juntadas que levam em consideração o valor final da venda. Ac. Responsabilidade civil Danos morais Mercadoria avariada em contrato de transporte Conduta lesiva da ré que decorreu de simples inadimplemento contratual.2008. A RÉ DEVE INDENIZAR A AUTORA PELOS PREJUÍZOS A QUE DEU CAUSA. VI. cabendo destacar-se que não se trata de dano moral puro Indenização por danos morais rejeitada Procedência parcial da ação. 6636405. RELATIVAMENTE AOS DANOS EMERGENTES COMPROVADOS. APL 9199406-68. REPARAÇÃO.26. não apenas o lucro oriundo dessas transações Indenização. I. Campinas. QUE DEVE SER AMPLA. DJESP 16/04/2013) . ADMITIDA A SUA RESPONSABILIDADE PELOS FATOS NOTICIADOS NA PETIÇÃO INICIAL. 25. (TJSP.

inclusive por diferentes clínicas credenciadas pela ré.Direito à resolução do contrato com o pagamento dos danos materiais consistentes na devolução do valor pago pelo tratamento (R$ 205. o que não logrou fazer. FRATURA DO DENTE. TRATAMENTO DE CANAL. . ADESÃO A PLANO DE SAÚDE ODONTOLÓGICO. DANO MORAL EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO. culminando com a perda do dente e necessidade de substituição por prótese.960. não se eximindo esta em afastar os vícios de qualidade na consecução destes. . . frente ao laudo técnico apresentado pela recorrida. .Danos morais excepcionalmente configurados no caso em tela diante da deficiente prestação dos serviços por parte dos credenciados pela ré.Falha na prestação de serviços na medida em que não possibilitada a continuidade e o término do tratamento em vista do descredenciamento dos profissionais conveniados. poderia a ré juntar aos autos parecer técnico dos profissionais que atenderam a recorrida. . Afasto. Desnecessária a realização de perícia. bem como pela demora no tratamento em razão de descredenciamento de profissionais indicados. plano odontológico. portanto. AÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CONTRATO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO. AFASTADAS AS PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JEC E INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. CONSUMIDOR.00).8. DIREITO À RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO E DO DANO MATERIAL PARA REPARAÇÃO DO DENTE.00) e da quantia para a finalização deste e colocação da prótese (R$ 1. pois protocolado dentro do prazo. .Recurso tempestivo. 14 do CDC. em que pese na distribuição do foro.198 7. . uma vez que as provas acostadas aos autos são suficientes para o julgamento do processo.Quantum . Por outro lado. NECESSIDADE DE PRÓTESE. a incompetência do jec.Incontroverso que os serviços odontológicos foram prestados. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.Aplica-se ao caso em comento o disposto no art. culminando com os danos ao dente da autora e da necessidade de substituição por prótese. inexistindo provas de qualquer hipótese excludente da responsabilidade objetiva do prestador de serviços.

inclusive por diferentes clínicas credenciadas pela ré. CONSUMIDOR. Rel. não se eximindo esta em afastar os vícios de qualidade na consecução destes. com os devidos acréscimos. a incompetência do jec. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RecCv 1733789. 14 do CDC. AFASTADAS AS PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JEC E INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO. . na medida em que evita o enriquecimento indevido da parte autora e ao mesmo tempo serve de punição á demandada em razão da conduta de descaso adotada em relação à consumidora. . DJERS 23/01/2013) AÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CONTRATO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO. pois protocolado dentro do prazo. frente ao laudo técnico apresentado pela recorrida. portanto.Aplica-se ao caso em comento o disposto no art. Por outro lado. culminando com os danos ao dente da autora e da necessidade de substituição por prótese. Unânime.9000. Pedro Luiz Pozza. (TJRS. pois adequado aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. FRATURA DO DENTE. Recurso desprovido.Incontroverso que os serviços odontológicos foram prestados. -sentença mantida pelos seus próprios fundamentos.2012.8. em que pese na distribuição do foro. . . TRATAMENTO DE CANAL. Primeira Turma Recursal Cível. NECESSIDADE DE PRÓTESE. 18/12/2012. poderia a ré juntar aos autos parecer técnico dos profissionais que atenderam a recorrida. Des. Afasto. ADESÃO A PLANO DE SAÚDE ODONTOLÓGICO.199 indenizatório que não comporta redução. Julg. o que não logrou fazer.21. Santa Maria.Recurso tempestivo. Preliminares afastadas. DIREITO À RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO E DO DANO MATERIAL PARA REPARAÇÃO DO DENTE. DANO MORAL EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO. .Falha na prestação de serviços na medida em que não possibilitada a continuidade e o término do tratamento em vista do descredenciamento dos profissionais conveniados. Desnecessária a realização de perícia. inexistindo provas de qualquer hipótese excludente da responsabilidade objetiva do prestador de serviços. uma vez que as provas acostadas aos autos são suficientes para o julgamento do processo.

-sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. (TJRS. Recurso desprovido.Danos morais excepcionalmente configurados no caso em tela diante da deficiente prestação dos serviços por parte dos credenciados pela ré. redução indevida limite de crédito(banco). Rel.Direito à resolução do contrato com o pagamento dos danos materiais consistentes na devolução do valor pago pelo tratamento (R$ 205. Impossibilidade dever de indenizar configurado. sem autorização. Recurso desprovido. APELO DO BANCO. Dano moral. Não cabimento.200 .00) e da quantia para a finalização deste e colocação da prótese (R$ 1. Juros moratórios. 1.8. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. pois adequado aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. 3. Primeira Turma Recursal Cível. 5. Tendo os honorários advocatícios sido fixados de forma .9000. 3. . bem como pela demora no tratamento em razão de descredenciamento de profissionais indicados. configura ato ilícito passível de indenização. Unânime. 2. Pedro Luiz Pozza. RecCv 1733789. APELAÇÃO CÍVEL. O cancelamento do limite de crédito de cheque especial. em atenção ao princípio da boa-fé contratual. Honorários advocatícios. Retenção de salário. Prequestionamento da matéria. culminando com a perda do dente e necessidade de substituição por prótese. com os devidos acréscimos. Redução impossibilidade. na medida em que evita o enriquecimento indevido da parte autora e ao mesmo tempo serve de punição á demandada em razão da conduta de descaso adotada em relação à consumidora. Cancelamento de limite de crédito. 1. Santa Maria. . 18/12/2012. Súmula nº 54 do STJ. Incidência desde o evento danoso. Preliminares afastadas. Não procede o pleito de diminuição do quantum indenizatório a título de dano moral se a redução depreciar os 2desígnios de compensar a vítima e inibir a prática de condutas semelhantes. 4. 2. Des.960. sem prévia comunicação ao correntista e a apropriação do salário para liquidação do saldo devedor.21.9. Ausência de prévia notificação.00). PROCEDÊNCIA PARCIAL.Quantum indenizatório que não comporta redução.2012. DJERS 23/01/2013) 7. Possibilidade. Julg. Redução do valor.

INDEVIDA. Pág. (TJPR. Paulo Cezar Bellio. Paranaguá. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Pág. NÃO CABIMENTO. Ciente da liberalidade da instituição financeira em disponibilizar limite de crédito em conta corrente (cheque especial). Devolução indevida de cheques por insuficiência de fundos. Décima Sexta Câmara Cível. Rel.201 proporcional à complexidade do trabalho desenvolvido e ao tempo despendido com a causa. Apelação cível 01 desprovida. conforme a Súmula nº 54 do stj. 5. Cancelamento unilateral de limite de cheque especial pela entidade bancária. o seu tempo de duração. 02. . Luis Carlos Xavier. Curitiba. 4. ApCiv 1055077-7. ApCiv 1031863-1. SENTENÇA MANTIDA. Décima Terceira Câmara Cível. 265) RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO ORDINÁRIA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E PEDIDO LIMINAR. DANO MORAL. Des. CANCELAMENTO DO LIMITE DO CHEQUE ESPECIAL DO CORRENTISTA SEM PRÉVIA INFORMAÇÃO. como a extensão do dano. condição econômica das partes. impõe-se manter a quantia estabelecida na sentença. Apelação cível 02 desprovida. Des. Dever do banco em informar o cliente quando do cancelamento do crédito. Em caso de responsabilidade extracontratual. 01. 02. De ofício conceder os benefícios da Assistência Judiciária Gratuita ao apelante 01. JUSTIÇA GRATUITA. Possibilidade de prequestionamento da matéria quando abordada pela decisão. os juros moratórios incidem a partir do evento danoso. Banco que deixou de comunicar o consumidor acerca do cancelamento do crédito. 01. 03. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. CONCESSÃO. DEVOLUÇÃO DE CHEQUE POR INSUFICIÊNCIA DE SALDO. (TJPR. DJPR 12/07/2013. CONFIGURADO. DJPR 25/07/2013. Rel. e grau de reprovabilidade da conduta. 207) APELAÇÃO CÍVEL. Fixa-se a indenização por dano moral consoante as circunstâncias de fato. MAJORAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.

Des. Lesão à honra e à respeitabilidade. tais como a situação econômico-financeira e social das partes litigantes. A empresa autora pretendia comprovar a exposição vexatória a que foi submetida. Sentença reformada em parte.015191-2. Precedentes do STJ. Marcus Túlio Sartorato. Impossibilidade de redução. Inocorrência na espécie. tudo para não ensejar um enriquecimento sem causa ou insatisfação de um. Taxa selic. Indenização aquém dos padrões da câmara em casos análogos.202 Devolução indevida de cheque. Inaplicabilidade. Impossibilidade. Alteração ex officio. com fundamento em redução de limite de crédito. Recurso provido.00). Terceira Câmara de Direito Civil. Conta corrente com limite de crédito (cheque especial).000.000. (TJSC. o dolo ou grau da culpa do responsável. 09/04/2013. Dano moral a ser reparado porque presumível na espécie. Dano moral configurado pelo vexame e humilhação no cancelamento do limite de crédito. a intensidade do sofrimento impingido ao ofendido. que teria acarretado devolução de cheques. DJSC 16/04/2013. Julg. devem ser observados alguns critérios. em especial o princípio da dignidade da pessoa humana. RECURSOS DE AMBOS OS LITIGANTES. Juros moratórios. 435) CONTRATO BANCÁRIO. Rel. Canoinhas. Incidência desde o evento danoso. a ocorrência e extensão dos danos alegados. CANCELAMENTO DE LIMITE DE CRÉDITO SEM PRÉVIO AVISO. CERCEAMENTO DE DEFESA. que . Preliminar suscitada por ambas as partes.00. AC 2013. sem prévio aviso. Ação de indenização por danos morais e materiais. nem a impunidade ou a ruína do outro. Para a fixação do quantum indenizatório. Valor mantido em face da inexistência de recurso visando sua majoração. e o Banco réu. Correção monetária a partir do arbitramento. Demanda proposta por empresa correntista em face de instituição financeira. Indenização por danos morais fixada em R$ 10. Conduta imprudente e ilícita do banco réu que não se coaduna com os direitos fundamentais insculpidos na Carta Magna. matéria é essencialmente de direito. Ação julgada procedente. Insurgência no tocante ao quantum indenizatório fixado (R$ 10. Responsabilidade evidenciada. Súmula nº 388 do STJ. Pág.

Moura Ribeiro. Décima Oitava Câmara de Direito Privado. Rel. “É abusivo o cancelamento do limite de crédito em conta-corrente (cheque-especial). já que o mero dissabor não o configura. APL 0006597-33. subsidiariamente. Julg. 6º. em contrato ainda vigente. 25/06/2002). NANCY ANDRIGHI. Ac. Ac. O correntista deve ser previamente informado da extinção do limite do crédito em conta-corrente” (RESP 412. Rel.26. (2) não estão presentes os requisitos que ensejam a obrigação de reparar o dano moral.000. 6595128. 6585471. 14/03/2013. Julg. Décima Primeira Câmara de Direito Privado. corrigidos à data do pagamento a partir da publicação da sentença.0445. Pindamonhangaba.8.651/MG.203 impossibilitou compensação de cheques anteriormente emitidos. DJESP 01/04/2013) Contrato de abertura de crédito em conta-corrente (cheque especial) Ação de indenização por danos materiais e morais julgada parcialmente procedente Inconformismo do banco-réu firme nas teses de que (1) o limite de crédito concedido ao correntista foi cancelado porque ele não estava em dia com suas obrigações. assim como os honorários Acolhimento parcial Correntista que não foi comunicado sobre o cancelamento do limite do cheque-especial Direito de informação Inteligência do art. Indenização bem fixada. Jurandir de Souza Oliveira.26. 13/03/2013.2009.00.2008. DJESP 25/03/2013) . devido à inadimplência do correntista em contrato diverso. j. do CDC Desnecessidade de prova do dano que se presume a partir do ato ilícito Redução do montante indenizatório Valor indenizatório reduzido e fixado em R$ 3. Configuração pelo só fato da coisa (in re ipsa). Des. Des. (TJSP. RECURSOS IMPROVIDOS. Min.0002. (3) o valor arbitrado a título de dano moral deve ser reduzido. e. São Paulo. que não foi provado. Sentença mantida. (TJSP. III. APL 0235200-69. Rel.8. mais os juros da mora de 1% ao mês desde a citação Verba honorária mantida Recurso parcialmente provido.

FORO DE ELEIÇÃO PROCESSO CIVIL. 6º. usuários dos serviços de crédito. VIII. Inteligência dos art. 18. lV. A cláusula de eleição de foro em contrato de adesão pode ser declarada nula. CONTRATO DE ADESÃO. do CDC. 112. de ofício. . parágrafo único. do CPC. DJDFTE 04/09/2013. III. cujas regras são de ordem pública. quando verificada a sua abusividade.854.V. disposto no artigo 5º. e art. aplicando-se o CDC às relações havidas com seus cooperados. COOPERATIVA DE CRÉDITO E COOPERADO. LIII. sob pena de violar o princípio do juiz natural. Ac. NULIDADE. art. DECLINAÇÃO DE OFÍCIO. § 1º. Não pode o autor escolher aleatoriamente o juízo no qual irá litigar. devendo observar a cláusula contratual que trata sobre foro de eleição. AÇÃO MONITÓRIA. 6º. Negou-se provimento ao recurso. COMPETÊNCIA. por se tratar de causa fundada em relação de consumo. e 51. Sexta Turma Cível. pode o consumidor renunciar à prerrogativa a ele conferida quanto ao ajuizamento da ação no seu domicílio. dificultando-lhe o acesso à Justiça.2. CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO. uma vez que não é admissível a declinação da competência territorial. Des. 194) AGRAVO DE INSTRUMENTO. (TJDF. I. Rec 2013. APLICAÇÃO DO CDC.00.018792-5. a justificar o controle de ofício da competência (CDC. pelo Juiz. II.595/64. em flagrante afronta ao princípio da facilitação do acesso ao Poder Judiciário. O trâmite de processo em foro distinto do domicílio do consumidor resulta em desvantagem particularmente notável e que acarreta sacrifício desproporcional para a defesa. Pág. COMPETÊNCIA DO FORO DO DOMICÍLIO DO CONSUMIDOR OU LOCAL ESTIPULADO EM FORO DE ELEIÇÃO. Cassa-se a decisão que declina da competência para o foro do domicílio do consumidor. VIII). V. 707. POSSIBILIDADE. Rel. AÇÃO QUE ENVOLVE RELAÇÃO DE CONSUMO. da Lei nº 4. As cooperativas de crédito integram o Sistema Financeiro Nacional. José Divino de Oliveira. da CRFB/88. Tratando-se de relação consumerista. XV. nos termos do art.204 8 .

art. APLICABILIDADE.205 e porque a regra é instituída em benefício do próprio consumidor. INC. Raul Araújo. 112). Pág. dentro das limitações impostas pela Lei. Marcos Lincoln) SÚMULA: DAR PROVIMENTO AO AGRAVO. Julg. (TJMG. VII E VIII. segunda seção. Competência relativa. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. (Des. Nelson Juliano Schaefer Martins.0024. “Nos casos em que o consumidor. CDC. AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO BANCÁRIO CUMULADA COM PEDIDOS DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO E ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. IMPOSSIBILIDADE. Órgão Especial. ELEIÇÃO PELA CONSUMIDORA AUTORA DO FORO DA COMARCA DE PALHOÇA POR FACILITAR A DEFESA DE SEUS DIREITOS. Alexandre Santiago. Min. que pode a ela renunciar. Des. a competência é relativa. Modificação de competência em prejuízo aos interesses da consumidora. Impossibilidade. DJEMG 30/08/2013) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. AGIN 1. somente podendo ser alterada caso o réu apresente exceção de incompetência (CPC. DJSC 27/08/2013. 07/08/2013. Julg. 28/08/2013. elege. a Comarca que melhor atende seus interesses. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. FORO DO DOMICÍLIO DO CONSUMIDOR. Des. INCS. E 101. São José. sem prova convincente neste sentido.039802-2. Conflito julgado procedente para declarar a competência do juízo suscitado. Rel. autor da ação. “ (AGRG no CC n. 33 do Superior Tribunal de Justiça. Alteração apenas mediante a arguição de exceção. . 6º. Súmula n.05.088038-0/001. 124351/DF. 1) AGRAVO DE INSTRUMENTO.12. j. CC 2013. Rel. não sendo possível sua declinação de ofício nos moldes da Súmula nº 33/STJ. FORO DE ELEIÇÃO. 08. I. NORMA DE ORDEM PÚBLICA. Rel.2013) (TJSC. Competência declinada para a Comarca de são José por ter o magistrado interpretado se tratar do local de domicílio da autora. ARTS.

Julg. Versando a ação originária sobre revisão de contrato de financiamento de imóvel. Cabral da Silva. Rel. DECISÃO MANTIDA. AI 0119150-24. CORREÇÃO DA MEDIDA. FORO DO DOMICÍLIO DO CONSUMIDOR QUE DEVE PREVALECER. AÇÃO DE EXECUÇÃO AJUIZADA NO FORO DE ELEIÇÃO. (TJMG. Des. é cabível ao julgador. Julg. (TJSE. FORO DE ELEIÇÃO. não prevalecendo cláusula de eleição ou as disposições gerais alusivas à competência previstas no CPC. RÉU QUALIFICADO COMO DESTINATÁRIO FINAL DO PRODUTO. Precedentes do STJ. 95 DO CPC. Americana. 95 do CPC. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE IMÓVEL. 01/08/2013. CONTRATO QUE ESTÁ SUBMETIDO AO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. inclusive de ofício.0570. reconhecer a nulidade da cláusula de eleição de foro. DJEMG 26/07/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. 16/07/2013.11. o foro competente é o do domicílio do consumidor. Des. Tratando-se de ação em que as regras do CDC são aplicáveis. I. 6898062. . Recurso improvido. ACOLHIMENTO EM 1º GRAU. Rel. Ac.206 O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às Instituições Financeiras. (TJSP. devendo prevalecer o foro de seu domicílio. II. AGIN 1. Exegese do artigo 6º. NULIDADE.2013. Tratando-se de relação de consumo. RELAÇÃO DE CONSUMO. DJESP 08/08/2013) PROCESSO CIVIL E CONSUMIDOR. INAPLICABILIDADE DO ART. inciso VIII do Código de Defesa do Consumidor.8. RELAÇÃO OBRIGACIONAL.000190-8/001. não há que se falar em demanda de cunho reipersecutório e de aplicação do art.26. quando prejudicial ao consumidor. Ruy Coppola.0000. Remessa dos autos à Comarca do consumidor. Agravo regimental improvido. III. Trigésima Segunda Câmara de Direito Privado.

c/c o art. PROCESSO CIVIL. Segunda Câmara Cível. por seu turno. PRELIMINAR DE INAPLICABILIDADE DO CDC REJEITADA. PREVALECE O FORO DE ESCOLHA DO CONSUMIDOR. 101. Mérito. A cláusula de eleição de foro estipulada em contrato deve ser afastada nas relações de consumo. no momento da compra. porquanto. Ac. A DEMANDA NÃO VERSA SOBRE DIREITO REAL. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL POR CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO AFASTADA. CONSUMIDOR. Em se tratando de questão de natureza essencialmente obrigacional. do Código de Defesa do Consumidor. Cobrança de taxa de transferência (1% do valor do imóvel). 6º. assim. A cobrança do valor de 1% sobre o valor atualizado do imóvel a título de taxa de transferência de cessão de direitos é claramente abusiva. Preliminares rejeitadas. o foro do domicílio do consumidor como prevalente para resolução da controvérsia. 1. constituindo.207 AgRg 2013215927. Improvido. 12395/2013. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL REJEITADA. Não prospera a preliminar de inaplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor à espécie. INAPLICABILIDADE DA REGRA DE COMPETÊNCIA DO FORUM REI SITAE. A posterior cessão dos direitos do imóvel. a autora era destinatária final do bem. sendo que posterior cessão dos direitos do imóvel não descaracteriza a relação consumerista. I. a fim de facilitar a defesa da parte hipossuficiente. 3. Iolanda Santos Guimarães. porquanto não se relaciona a qualquer serviço prestado pela empresa. Cláusula abusiva. não tem o condão de descaracterizar a relação consumerista. 4. e a recorrente. a recorrida era a destinatária final do bem. DJSE 26/08/2013) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. CONTRATO DE CESSÃO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. ensejando a . 2. VIII. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. por óbvio. deve ser afastada a regra de competência absoluta descrita no artigo 95 do código de processo civil. Dever de restituição simples da quantia paga. RELAÇÃO DE CONSUMO. Relª Juíza Conv. a fornecedora. conforme o art. No ato da compra. Recurso conhecido.

284) AGRAVO DE INSTRUMENTO. 36) . A controvérsia cinge­se na aplicação do Código de Defesa do Consumidor para a fixação do foro competente para apreciar a demanda. Recurso conhecido e improvido. Pág. evidentemente. (TJCE. Rel. ­Agravo de Instrumento conhecido e improvido. (TJDF.208 nulidade absoluta de sua previsão.8. 1. 51. representa. 5.099/95.2013. Ac. ABUSIVIDADE. na forma do artigo 46 da Lei nº 9. com Súmula de julgamento servindo de acórdão. CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO. 2. a teor do que dispõe o art. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. que devem viger em contratos que supostamente são bilaterais. Preliminar de ausência de peça obrigatória rejeitada. Condenado o recorrente vencido ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) do valor da condenação. inciso IV. O contrato celebrado entre os litigantes. Quarta Câmara Cível. CORRETAGEM EM BOLSA DE VALORES.01. Pág. uma relação de consumo que enseja a aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor. em que o Agravado se apresenta como destinatário final.492.1. do CDC. ­Decisão interlocutória confirmada. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Rec 2013. 4. ­ Unânime. 704. DJDFTE 22/08/2013.06. A eleição do foro de São Paulo em contratos de adesão representa verdadeira cláusula abusiva.008517-2.0000. Relª Desª Maria Iracema Martin do Vale Holanda. pois fere os princípios de liberdade para contratar e de igualdade entre as partes contratantes. DJCE 14/08/2013. que tem como objetivo uma atividade remunerada consistente na realização de operações nas bolsas de valores. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Preliminares rejeitadas. por meio da documentação apresentada. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. é patente a tempestividade do recurso. pois. 3. AI 0026125­12.

ver o que foi decidido em acórdão de 4 de novembro de 2002. 51. art.209 AGRAVO DE INSTRUMENTO. I. impostergáveis a título de cumprimento de norma processual. introduzido pela Lei nº 11. Ver também art. do Código de Defesa do Consumidor. 112. FORO DE ELEIÇÃO. 101. INTELIGÊNCIA DO ART. parágrafo único. I. § 4º. 40) AGRAVO DE INSTRUMENTO AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. I. de 16 de fevereiro . e 54. Relª Desª Cleuci Terezinha Chagas. do CC de 2002). DOMICÍLIO DO CONSUMIDOR. até porque também se estende aos direitos da parte no processo o princípio geral que veda o exercício irregular de direito (V. IV e XV. (TJMT. nos arts. RECURSO IMPROVIDO. do CPC. NÃO ENQUADRAMENTO ENQUANTO INSUMO DA ATIVIDADE PRODUTIVA DA EMPRESA CONTRATANTE. art. Quinta Câmara Cível. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE RASTREAMENTO POR SATÉLITE. dispositivos de ordem pública. Esta tese apoia-se. DJMT 13/08/2013. Deve ser reconhecida a relação consumerista se a empresa era a destinatária final do serviço contratado para rastreamento e monitoramento de veículos. DECISÃO MANTIDA. inciso I. caput. 6º. 31/07/2013. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA REJEITADA DECISÃO MANTIDA. Pág. DO CDC.593-0/0. APLICAÇÃO DO CDC. 160. NENHUMA VALIDADE TÊM AS CLÁUSULAS DE ELEIÇÃO DE FORO SE IMPLICAM DIFICULTAÇÃO DE ACESSO DO CONSUMIDOR À DEFESA JUDICIAL DE SEU INTERESSE. do Código Civil. Julg. porquanto não tinha por objetivo de inseri-los na sua cadeia produtiva. do CDC outorga a prerrogativa ao consumidor lesado de ajuizar a ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços no foro do domicílio do autor. O artigo 101. 188. mais especificamente. da Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.280. AI 47084/2013. no Conflito de Competência nº 93. mas apenas proteger sua frota. Capital. VII e VIII. No sentido do texto.

CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Agravo regimental conhecido e desprovido. no entanto. Na hipótese de interposição de agravo regimental que apenas renova a discussão evidenciada no recurso de agravo de instrumento. Rel. 6894796. I. Ribeirão Preto. FACILITAÇÃO DA DEFESA. AUSÊNCIA DE ELEMENTO NOVO. Ac.0000/50000. CONTRATO DE ADESÃO. Trigésima Câmara de Direito Privado. Des.210 de 2006. Goiânia. Pág.26.0000. Segunda Câmara Cível. VIII. Des.2013. sendo-lhe vedado.8. ou mesmo onde possui sede ou filial a parte adversária. O magistrado pode “ex officio” declinar de sua competência para o juízo do domicílio do consumidor. VEDAÇÃO DE ELEIÇÃO DE FORO AO ALVEDRIO DO CONSUMIDOR. FORO DO DOMICÍLIO DO CONSUMIDOR OU DO RÉU. COMPETÊNCIA ABSOLUTA. 413) . eleger a Comarca a seu livre alvedrio. Eudelcio Machado Fagundes.09. DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA. (TJGO. todavia. porquanto a jurisprudência do STJ reconheceu que o critério determinativo da competência nas ações derivadas de relações de consumo é de ordem pública. Julg. III. sem trazer qualquer novo fundamento capaz de ensejar a reforma da decisão impugnada. seu desprovimento é medida que se impõe. AÇÃO REVISIONAL.8. caracterizando-se como regra de competência absoluta. 6º. pelo local da residência do consumidor.2013. 26/06/2013. DJESP 12/08/2013) AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. Rel. II. POSSIBILIDADE. abrir mão desta prerrogativa e demandar na Comarca onde se realizou o negócio jurídico. sem um nexo lógico relacionado ao próprio negócio jurídico. DJGO 07/08/2013. (TJSP. Agravo desprovido. AI-AgRg 0210309-22. de regra. EDcl 0076371-54. Poderá o consumidor. Em ações da presente jaez firma-se a competência. Lino Machado. independente de cláusula de eleição ou qualquer outra porventura estipulada (art. DESPROVIMENTO DO REGIMENTAL. cdc).

Para essa corrente relação de consumo seria aquela onde o consumidor se apresenta como destinatário final do produto. em geral. 2º e 3º do Código de Defesa do Consumidor. os contratos firmados entre empresários estão sujeitos à disciplina geral do Código Civil. A HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA DA EMPRESA. ainda que a agravada seja pessoa jurídica e utilize os serviços da agravante como insumo de suas atividades empresariais. pode-se aplicar o CDC no caso de estar demonstrada a sua fragilidade (vulnerabilidade/ hipossuficiência) em relação à agravante. Recurso conhecido e não provido. POSSIBILIDADE. PEDIDO DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. perante o outro. o que se entende por consumidor. PESSOA JURÍDICA COMO CONSUMIDORA. DJAL 06/09/2013. Contudo. CONFIGURADA. 1. AI 0006474-39.02. 2º do CDC.0000. temperamentos também já foram feitos. o Código de Defesa do Consumidor em duas hipóteses: se um dos empresários contratantes é consumidor. em situação de vulnerabilidade análoga à dos consumidores. CONSUMIDOR. fornecedor e produto/serviço de consumo.211 9 – CONSUMIDOR (CARACTERIZAÇÃO) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Diversas teorias surgiram em torno dos arts. duas grandes teorias surgiram: a maximalista (objetiva) ou finalista (subjetiva).8. Pág. Primeira Câmara Cível. a teoria finalista. que no mercado figura normalmente como fornecedora. os quais definem. (TJAL. Rel. Basicamente. Des. 24) . no entanto.2012. em face de seus próprios fornecedores. ex lege. pode-se falar que. uma empresa. É que. EM RELAÇÃO À OPERADORA DE CARTÃO DE CRÉDITO. pode vir a se configurar como consumidora ou assemelhada. atendendo a uma necessidade pessoal e sem que coloque novamente o produto ou serviço na cadeia de consumo. Muito se discute acerca da relação jurídica de consumo. por vezes. aplicando-se-lhe. A teoria que prevaleceu foi a segunda. ou se está. no conceito do art. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. Dessa forma. Tutmés Airan de Albuquerque Melo. APLICAÇÃO DAS NORMAS DO CDC. Assim. IN CASU.

A legitimidade diz com a pertinência subjetiva da ação. que se enquadra na condição de destinatário final do serviço. VÍCIOS DO PRODUTO. CDC. AÇÃO INDENIZATÓRIA. Abuso de direito flagrado. Quantum indenizatório. Décima Segunda Câmara Cível. portanto. teria sido prestado por terceiro.00 (oito mil reais). INEXISTÊNCIA DE PROVA QUANTO À ALEGADA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PELO FORNECEDOR. Mostra-se manifestamente abusivo o cadastramento de consumidor por suposto inadimplemento de serviço não prestado. Rel. Julg. que vai permitir a rescisão dos dois ajustes. AÇÃO PROCEDENTE. 1. ao revés.21. Documentos. COLHEITADEIRA. 2.7000. contratante de serviço de rastreamento veicular. ou seja. existindo dois contratos. (TJRS. nos termos do art. sendo mesmo de se presumir o dano moral. que indiciam o rastreamento. a exigir a condenação da ré ao pagamento de indenização por dano moral. eventual vício do produto. AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA CUMULADA COM INDENIZAÇÃO. de que a instituição financeira faça parte da . DJERS 02/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. o da compra e venda de colheitadeira e o de financiamento para a sua aquisição. José Aquino Flôres de Camargo. APLICABILIDADE.000. Apelo provido.8. conforme parâmetros adotados por esta câmara quando há inscrição nos cadastros de inadimplentes. uma vez que. Autor.2013. Hipótese que ultrapassa o mero dissabor. com a relação jurídica de direito material que envolve as partes litigantes. DANO MORAL CONFIGURADO. 29/08/2013. Valor que vai arbitrado em R$ 8. COBRANÇA INDEVIDA COM INSCRIÇÃO NEGATIVA DO CONSUMIDOR. no período referido. Des.212 APELAÇÃO CÍVEL. 3. 2º do CDC. Banco réu que deve permanecer no pólo passivo da lide. Necessidade. AC 200000-55. tendo em vista as cobranças indevidas e a inscrição do nome do autor nos cadastros de inadimplentes. CONTRATO DE SERVIÇO DE RASTREAMENTO VEICULAR. Não-Me-Toque. Prova que incumbia ao fornecedor.

Prova pericial realizada três anos após o fato. o julgador monocrático tenha entendido pela não incidência do CDC (art.8. do § 4º. inserindo-se no conceito de consumidor descrito no art. Afetação íntima não caracterizada. Dom Pedrito. Danos morais inocorrentes. Des. situações de vexame e efetivo constrangimento. Os motivos não fazem coisa julgada. AC 633269-25. Em tratando de sentença condenatória. que impediam a sua devida utilização. e não a apreciação equitativa. deste mesmo dispositivo legal.2010. do CPC. (TJRS. Não há falar em decadência do direito dos autores. que concluiu que a máquina foi vendida aos autores com defeitos.7000. § 3º. Danos materiais comprovados pela necessidade de locação de outra máquina para o término da colheita. Honorários redefinidos. Configura-se dano moral o abalo ao equilíbrio psicológico do indivíduo. EMBARGOS À EXECUÇÃO. . 18 § 1º do CDC. Pertinência subjetiva. INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONFISSÃO DE DÍVIDA E OUTRAS AVENÇAS. advindo de fato que lhe provoque humilhação. Nelson José Gonzaga. mantêm com este último um contrato de parceria agrícola. sem descompassos com o laudo pericial. Vícios do produto que não foram solucionados no prazo de trinta dias previsto no art. mas somente cezar. Os co-autores Paulo e andré. Legitimidade ativa dos três autores para o ajuizamento desta ação. Rescisão do contrato com o retorno das partes ao status quo ante.213 lide. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. Rel. Preliminares afastadas. Prova testemunhal em consonância. inciso I do CPC). Julg. O adquirente de colheitadeira para a sua lavoura de arroz é o destinatário final do aludido produto. 2º do CDC. ainda que não tenham firmado os contratos colocados em disputa. Dissabor e contratempo que não culminaram em abalo psíquico indenizável. 22/08/2013. POSSIBILIDADE DE REVISÃO DO CONTRATO. Desimporta que para decidir a exceção de incompetência neste feito. DJERS 29/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Décima Oitava Câmara Cível. Agravo retido desprovido. Unanime. 469. na área em que seria utilizado o maquinário adquirido para a colheita do arroz. Precedentes. Precedentes deste tribunal e do STJ. há incidência do artigo 20. Negaram provimento às apelações e deram parcial provimento ao recurso adesivo. Possibilidade de rescisão contratual.21.

caso sucumbente ao final da demanda. 2º. Rel. caput) que são distintos e não se confundem. Possibilidade. a capitalização dos juros em periodicidade mensal. visando adequá-lo ao ordenamento jurídico vigente e afastar eventuais abusividades e onerosidade excessiva. 22/08/2013. (TJRS. Pedro Celso Dal Pra.214 Possível a revisão judicial do contrato. Instituições financeiras que estão sujeitas à legislação consumerista. art. (TJPR. Décima Sexta Câmara Cível. Deram provimento ao apelo. Segunda fase. Ag Instr 1025137-9. Não cabimento. Capitalização mensal dos juros. 19) e sucumbência (CPC. 6º. art. Renato Naves Barcellos. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Pretensão de obrigar o estado ao pagamento dos honorários periciais. Des. Conceitos de antecipação da despesa processual (CPC. Tratando-se de relação jurídica mantida entre instituição financeira e cliente. Viii). 301) . Prestação de contas. em que este se utiliza dos serviços prestados como destinatário final. caput) inversão do ônus da prova (CDC. Consumidor (pessoa natural) presunção de ser o destinatário final (CDC. MP 1963-17/2000. 2º do CDC). DJERS 28/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. possível. art. com base na Constituição Federal e na legislação infraconstitucional. DJPR 26/08/2013. inc. AC 317121-07. Antecipação dos honorários periciais.2013. Rel. Décima Oitava Câmara Cível. Pretensão de se exonerar da responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais. Londrina. Decisão que não imputou ao banco o ônus do adiantamento. Recurso não provido na parte conhecida. Des. art. Falta de interesse recursal.7000. Impossibilidade do banco se aproveitar de prerrogativa que se aplica única e exclusivamente ao beneficiário da justiça gratuita e não se comunica ao não beneficiário sucumbente.21. Possibilidade na espécie. nos contratos firmados após o início de vigência da medida provisória nº 1963-17/2000. Unânime. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Carazinho. Inviabilidade na espécie. De acordo com a jurisprudência atual do Superior Tribunal de Justiça. plenamente aplicáveis as normas do Código de Defesa do Consumidor (art.8. Recurso não conhecido neste ponto. Julg. Pág. 20.

tornando-o relativo. TAC.963. SERVIÇOS DE TERCEIROS. desde que pactuada entre as partes contratantes. 2º do CDC. quais sejam:. sua cumulação com outros encargos. No caso em exame como a comissão de permanência não esta disposta expressamente em contrato. HONORÁRIOS SUCUMBENCIAIS -DISTRIBUIÇÃO. pois colocam o cliente em desvantagem desproporcional. A quantia . vedada. ainda que por equiparação. “serviços de terceiros” e “avaliação do bem”. IMPOSSIBILIDADE. tornado-se. APLICABILIDADE.17/2000). CAPITALIZAÇÃO.215 AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. Inteligência dos artigos 39. RESTITUIÇÃO DE FORMA SIMPLES. requer a presença de dois requisitos. limitada à taxa contratada entre as partes para remunerar o contrato. Recurso provido -o Código de Defesa do Consumidor é aplicável aos contratos bancários. sem que isso enseje insegurança jurídica. deve ser fixada no limite dos juros remuneratórios contratados. I e III. REGISTRO DE CONTRATO. abusivas segundo os princípios e regras do Código de Defesa do Consumidor. porém. mesmo em se tratando de pessoa jurídica. conforme pacificado na Súmula nº 297 do STJ. É possível a cobrança de comissão de permanência. conforme preceitua o art. do CDC. uma vez que a contraprestação do cliente bancário é o pagamento mensal das parcelas pelo empréstimo tomado. A capitalização de juros é admitida para os contratos celebrados a partir de 31 de março de 2000 (MP nº 1. a taxas de mercado. em dobro. O direito à repetição. Considerando a vulnerabilidade do consumidor frente o fornecedor de bens e serviços. proporcionando a defesa do consumidor em caso de pactos abusivos. REPETIÇÃO DE INDEBITO. manifestamente. V. desde que haja relação de consumo. adequar-se-á o princípio pacta sunt servanda. Sob a égide do Código de Defesa do Consumidor. e 51. A “tarifa de cadastro”. resta caracterizada a relação de consumo. FINANCIAMENTO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PESSOA JURÍDICA. resultam em enriquecimento ilícito por parte da instituição financeira porque não têm causa ou fundamento legal. § 1º. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA CUMULADA COM OUTROS ENCARGOS. TARIFA DE AVALIAÇÃO DO BEM. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. face à função social do contrato e à boa-fé das partes.

RECONHECIMENTO DE OFÍCIO. RECURSO DESPROVIDO. os honorários advocatícios devem ser distribuídos entre as partes. I. AGRAVO DE INSTRUMENTO. APCV 1. 13/08/2013. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CARACTERIZAÇÃO. Tarifa de serviços de terceiros.V. Julg. Rel. 06/06/2013. AGIN 1. mormente por se referir a direito consumerista. Comprovada a prestação de serviços. ainda que não tenha fins lucrativos.0105. COMPROVAÇÃO. FORNECEDOR. APLICABILIDADE. Tem que haver prova da má-fé por parte do credor. A sentença que entendeu de forma diversa deve ser reformada em parte. POSSIBILIDADE. mediante o pagamento de mensalidade e rateio de despesas. Tarifa de cadastro. A cobrança da taxa de abertura de crédito. Julg. Financiamento. registro de contrato e avaliação do bem. RESPONSABILIDADE CIVIL.11. Inexistindo tais requisitos a cobrança será simples. V.0707. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Leite Praça.216 cobrada deve ser indevida e. DJEMG 18/06/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Des. CDC. sendo aplicável à espécie o Código de Defesa do Consumidor. Tratando-se de questão de ordem pública. DJEMG 23/08/2013) 10 – FORNECEDOR (CARACTERIZAÇÃO) PROCESSUAL CIVIL. Instituição financeira. INCOMPETÊNCIA.revisão contratual. INEXISTÊNCIA DE FINS LUCRATIVOS.12. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DOS . caracteriza-se a Associação como fornecedora de serviços. Relª Desª Mariângela Meyer. dentre outras. para o foro de domicílio do consumidor. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO HOSPITAL PELOS DANOS OCASIONADOS PELOS SEUS PROFISSIONAIS MÉDICOS. TA. deve ser declinada a competência. II.035257-7/001. (TJMG. RELAÇÃO DE CONSUMO. não é ilegal e nem abusiva quando se encontra expressamente estipulada e quantificada no contrato. de ofício. (TJMG. ASSOCIAÇÃO. -havendo sucumbência recíproca.020864-2/001.

Sentença. da análise do conjunto fático-probatório. conforme preceitua o artigo 473 do código de processo civil. Inexistindo o nexo causal. incisos I. não cabe cogitar indenização. a autora tem o dever de demonstrar a existência de conduta culposa. isto é. julgada improcedente na origem. Isto porque. cabendo a parte autora comprovar o ato ilícito ocorrido por culpa do médico profissional. o que descaracteriza a suposta falha na prestação de serviços. A culpa do nosocômio se faz pelo fato do serviço prestado com defeito. mormente porque a responsabilidade do nosocômio depende da análise da conduta culposa do profissional a ele vinculado. §2º do CDC. incidindo no presente caso a preclusão consumativa. negligente ou imperito. na medida em que a relação vertida nos autos se trata de relação de consumo. para que o hospital responda objetivamente pelos danos ocasionados pelos seus profissionais médicos. Trata-se de ação de indenização na qual a parte autora afirma negligência no atendimento médico prestado pelos demandados. do Código de Defesa do Consumidor. a prova testemunhal coligida no caderno processual foi conclusiva . do Código de Defesa do Consumidor. Na responsabilidade objetiva não se exige a comprovação da culpa. §4º. 217-218. como fornecedor de serviço. uma relação de causa e efeito entre a conduta do agente e o dano que se pretende reparar. tem a responsabilidade civil objetiva pelos defeitos relativos à sua prestação.217 LIBERAIS. §1º. bastando seja demonstrado o dano e o nexo causal. ainda que haja prejuízo sofrido pela parte. Deve haver nexo de causalidade. que não procederam no atendimento adequado ao paciente. O hospital demandado. In casu. não é possível concluir que o atendimento prestado à autora pelo médico vinculado ao hospital tenha sido imprudente. uma vez que o juízo de origem indeferiu a designação de nova data para a realização de prova pericial em virtude de que a autora não compareceu ao horário agendado. consoante traduz o artigo 3º. É aplicável o Código de Defesa do Consumidor. nos termos do artigo 14. . NECESSIDADE DE APURAÇÃO DE CULPA. Incabível a desconstituição da r. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. II e III. a qual interpôs agravo de instrumento que foi desprovido às fls. AUSÊNCIA DE PROVA. tendo em vista o disposto no artigo 14. o nexo de causalidade e o dano sofrido. Não obstante.

a culpa e o nexo causal. cabendo a parte autora comprovar o ato ilícito ocorrido por culpa do médico profissional. não restou comprovado nos autos à ocorrência de ato ilícito perpetrado pelo médico do hospital demandado. cabia a parte requerente comprovar a existência de conduta culposa. IRRESIGNAÇÃO. §2º do CDC. consoante traduz o artigo 3º. haja vista que o atendimento médico foi prestado com a devida prudência e eficiência para com os sintomas e diagnóstico apresentado pela autora. Dessa feita. São Marcos.8. do CPC. do ônus probatório que lhe recaia. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.21. AC 92026-61.2010. sobretudo porque a responsabilidade da parte ré dependia exclusivamente da análise da conduta culposa do médico. DESPROVIMENTO DO APELO E DO RECURSO ADESIVO. Ademais. RECURSO ADESIVO. IMPOSSIBILIDADE. MAJORAÇÃO DO VALOR.7000. NÃO ACATAMENTO. ex vi legis do artigo 333. (TJRS. uma vez que sequer compareceu na perícia médica agendada pelo juízo de origem. Inteligência da Súmula nº 469 do STJ. diante da ausência dos pressupostos imprescindíveis ao reconhecimento do dever de indenizar. Sentença mantida. 29/08/2013. DJERS 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. Des. DIREITO DO CONSUMIDOR. pois em se tratando de responsabilidade civil subjetiva. inciso I. É aplicável o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de seguro. não se desincumbindo. NEGATIVA NA REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO CIRÚRGICO.218 no sentido de que a autora recebeu o tratamento adequado pelo médico do hospital demandado. na medida em que se trata de relação de consumo. o nexo de causalidade e o dano sofrido. Apelação desprovida. É evidente o dano moral . impõe-se a manutenção da sentença de improcedência e o desprovimento do recurso. a parte autora não produziu nenhuma prova contundente. a parte autora não logrou êxito em demonstrar o ato ilícito imputado a parte demandada. quais sejam. DANO MORAL CONFIGURADO. assim. Niwton Carpes da Silva. Rel. Assim sendo. Sexta Câmara Cível. a fim de comprovar a negligência dos demandados no seu atendimento médico. Desta forma. SENTENÇA MANTIDA. Julg.

760-9/001. Des. Pág. Apelação da ré. 1.219 experimentado pela parte autora que. 1.2008. o que dá ensejo aos danos morais ora pleiteados ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CORRÉ IGUATEMI Não configurada Tendo em vista a configuração da relação de consumo. a capacidade econômica do ofensor. O devedor responde pelos juros de acordo com o artigo 395 do código de processo civil. Quantum mantido. Rel. CDC) Negado provimento ao recurso. Ac. ambas apelantes fazem parte da cadeia de consumo. bem como as condições da ofendida. Julg. DJESP 05/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. EDcl 0139535-31.0002/50000. Por fim. 12) APELAÇÃO AÇÃO DECLARATÓRIA C.8. nos termos do art. APELAÇÃO DOS AUTORES. Inocorrência Preclusão da prova pericial Fatos narrados pelo autor dados como incontroversos INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO Configurado Impossibilidade de exigência do adimplemento da parte contrária. 6965656. em momento de extrema necessidade. Prescrição. Primeira Câmara Especializada Cível.26. Inocorrência. CONTRATO DE PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA. AC-RA 200. Juros de mora. BRASIL TELECOM S/A. além da reprovabilidade da conduta ilícita praticada. (TJSP. 3º. DJPB 06/09/2013. DIREITO PRIVADO. 13/06/2013. Des.C. Leandro dos Santos. (TJPB. Hugo Crepaldi. há que se ter presente que o ressarcimento do dano não se transforme em ganho desmesurado. INDENIZAÇÃO POR PERDAS E DANOS CERCEAMENTO DE DEFESA. São Paulo.025. o termo inicial é a data de vencimento estabelecida no edital de oferta pública. No caso em tela. importando em enriquecimento ilícito. viu injustificadamente negada a cobertura médica esperada. O valor a ser arbitrado a título de indenização por dano moral deve levar em conta o princípio da proporcionalidade.2006. Rel. Vigésima Quinta Câmara de Direito Privado. 476 do Código Civil INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS Cabível Duplicata protestada indevidamente. sendo consideradas fornecedoras (art. A prescrição da pretensão de complementação acionária .

Ausência de interesse recursal. Pretensão de complementação da subscrição de ações e. sucessivamente. Juros remuneratórios. Inocorrência. Deve ser aplicado o Código de Defesa do Consumidor à espécie. 5. 4. Honorários advocatícios. Vigésima Quarta Câmara Cível. Oferta pública aceita. que estabelecem. Ocorrência no caso dos autos. do código buzaid.2013. Sentença que acolheu o primeiro pleito. o que deve ser feito através da exibição dos extratos bancários da época da aceitação da oferta pública. Ausência de pedido expresso. Cabe a parte autora a comprovação de que os valores devidos não foram depositados. DJERS 04/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Precedentes deste areópago.8. AÇÃO DE ADIMPLEMENTO CONTRATUAL. do CPC. Passo Fundo. 28/08/2013. 523. Apelação da ré parcialmente conhecida e. respectivamente. Inteligência do art. Irresignação da ré. Apelo não conhecido no ponto. Rel. § 1º. 177 do Código Civil de 1916 e . Apelação dos autores provida. desprovida. requerendo a sua apreciação pelo tribunal. Responsabilidade da união em razão de ter figurado como acionista controladora na época da celebração do pacto. Inteligência do artigo 20.220 reger-se-á pelos artigos 177 do Código Civil de 1916 ou 205 do Código Civil de 2002. Matéria em debate que se submete à disciplina do art. na parte conhecida. Julg. Considerando a natureza do feito e o trabalho desenvolvido. Fernando Flores Cabral Junior. Preliminar de ilegitimidade passiva ad causam afastada. Inviabilidade de conhecimento. registrando a possibilidade de conversão em perdas e danos. tipificando evidente relação de consumo a prestação do serviço de telefonia. (TJRS. correta a decisão que ficou os honorários advocatícios em 10% sobre o valor da condenação. 2. de indenização correspondente. como preliminar da apelação. Insurgência fulminada pelo manto da preclusão. § 3º. quanto por eventual indenização decorrente da impossibilidade de cumprimento desta obrigação. Sucessora da empresa estatal prestadora de serviços de telecomunicações que detém legitimidade para responder tanto pela complementação das ações não subscritas ao consumidor. Des.21. 3. AC 307090-25. Prescrição. os prazos de vinte e dez anos.7000. Agravo retido. uma vez que o aderente não figura como acionista. Aplicação do CDC.

Inteligência do art. Consequência da condenação. Critério correto. ] em ações de perfazimento obrigacional resultante da subscrição deficitária de ações de empresa de telefonia. Sentença mantida. Quarta Câmara de Direito Comercial. 271) . Hipossuficiência constatada.. no caso de conversão da obrigação em indenização por perdas e danos. Mérito. Des. Precedentes deste pretório e do STJ. Exegese dos arts. Inversão do ônus da prova. os honorários advocatícios não devem ser fixados em valor determinado. Relação de consumo caracterizada.221 arts. Ademais. Aldir passarinho Junior). vier a ser encontrada na etapa de liquidação” (des. Montante indenitário.. apresentam onerosidade excessiva ao investidor.. sobre a quantia que. “[. Honorários advocatícios. 205 e 2. Rel. § 3º.. 2º e 3º da Lei nº 8. Valor da ação conforme a maior cotação do período compreendido entre a integralização e o trânsito em julgado. Prescrição.051842-8. DJSC 03/09/2013. Julg. Necessidade. “[. bonificações e juros sobre o capital próprio. AC 2013. a tal título. Possibilidade. este tem direito a receber a quantidade de ações correspondente ao valor patrimonial na data da integralização” (Min. Agravo retido não conhecido e apelo improvido. Pág. do CPC.078/90. Matéria de fundo albergada. Manutenção em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação. Incidência. ] na complementação de ações em contrato de participação financeira firmado entre a Brasil telecom s/a e o adquirente de linha telefônica. Código de Defesa do Consumidor. Decisão da segunda seção da corte da cidadania. 20. Urussanga. Reconhecimento da necessidade da complementação de valores mobiliários. Surgimento do direito apenas empós o reconhecimento do direito às ações complementares. 27/08/2013. tendo como base de imposição o valor patrimonial das ações a serem complementadas ou.028 do Código Civil de 2002. Trindade dos Santos). mas em percentual. (TJSC. Pagamento dos dividendos. Inocorrência. adotado o de 15%. Pleito de alteração. José Carlos Carstens Kohler. Lapso temporal extintivo que não se completou. conforme a Lei dos recursos repetitivos.

razão pela qual não se perquire a existência ou não de culpa dos consumidores. RECURSO IMPROVIDO. A solidariedade dos fornecedores decorre do próprio sistema de defesa do consumidor.76 (oitenta e dois reais e setenta e seis centavos). 5º. 8. PASSAGEM AÉREA CANCELADA. da Constituição Federal de 1988). sentença que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. HOSPEDAGEM. A recorrente. EMBARQUE APENAS NO DIA SEGUINTE. . a recorrente não deve responder pelos danos materiais e morais. a título de danos morais. a qual harmoniza-se com o sistema de produção e consumo em massa. 3º do Código de Defesa do Consumidor).00 (quatro mil reais).000. A recorrente se enquadra no conceito de fornecedor (art. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção do consumidor (art. alternativamente. XXXII. HORÁRIO DE RETORNO TAMBÉM ALTERADO. a fim de condenar a recorrente ao pagamento da quantia de R$ 4. O termo fornecedor inclui todos os participantes da cadeia de produção e distribuição de serviços. NEGADA REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. e ao passo que aufere os lucros oriundos da atividade. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. o art. pelos danos materiais sofridos. A teoria do risco do negócio ou atividade é a base da responsabilidade objetiva do Código de Defesa do Consumidor. Requer a improcedência dos pedidos iniciais ou.222 DIREITO DO CONSUMIDOR. por conseguinte. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. a redução do quantum indenizatório. Trata-se de recurso interposto contra a r. dispõe que tendo mais de um autor a ofensa. todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. PERDA DE PASSEIOS TURÍSTICOS CONTRATADOS.078/1990). protegendo a parte mais frágil da relação jurídica. PACOTE DE VIAGEM COM TRANSPORTE AÉREO. Assim. TRASLADOS E PASSEIOS INCLUSOS. alega que na hipótese dos autos somente deve ser responsabilizada a empresa aérea. parágrafo único. e ao pagamento do valor de R$ 82. 7º. em síntese. uma vez que comercializa produtos aos consumidores. do Código de Defesa do Consumidor.

099. DJDFTE 02/09/2013. NEGO PROVIMENTO ao recurso e mantenho a r. 9. é do fornecedor/recorrente. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. portanto. obrigando a recorrida a viajar apenas no dia seguinte. o ônus da prova. o que feriu sua dignidade e a desrespeitou. 245) . pela falha na prestação do serviço. 14.1. Responde.00 (quatro mil reais). bem como a alteração do vôo de volta e a perda de passeios turísticos já contratados. Juiz Hector Valverde Santana. Rel.223 assume também os riscos do negócio. O cancelamento da passagem aérea. Ante o exposto. considerando-se a gravidade da conduta da recorrente.01. Vencida a parte recorrente. ser responsabilizada pelos danos morais causados. comunicado apenas na hora do embarque. a repercussão do fato no meio social e a natureza do direito violado. 9.032907-9. proporcionalidade e razoabilidade. A doutrina e a jurisprudência estão apoiadas na assertiva de que o prejuízo imaterial é uma decorrência natural (lógica) da própria violação do direito da personalidade ou da prática do ato ilícito. do potencial econômico e características pessoais. sentença recorrida. O valor fixado de R$ 4. de 26 de setembro de 1995. não pode ser tido como excessivo. 55 da Lei n. capaz de romper com o nexo de causalidade entre sua conduta e o dano experimentado pela consumidora. 46 da Lei n. punitiva e preventiva. em caso de causa excludente de ilicitude. A extensão do dano material está devidamente comprovada pelos documentos acostados aos autos. além do grau de culpa do agente. § 3º. 707. compensatória.000. (TJDF. Ac. Pág. O quantum a ser fixado deverá observar as seguintes finalidades. os quais fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação. Nos termos do art.217. Rec 2013. Acórdão lavrado conforme o art. a teor do art. o qual não demonstrou haver qualquer causa excludente da responsabilização. obedecidos os critérios da equidade. frustrou a legítima expectativa da consumidora de usufruir da viagem conforme havia planejado. A inadequação do procedimento adotado pela recorrente com a sistemática do direito do consumidor foi demonstrada. de 26 de setembro de 1995. deverá arcar com custas processuais e honorários advocatícios. por conseguinte. Deve. bem como o seu potencial econômico.099. do Código de Defesa do Consumidor.

daí resulta o dever de indenizar. 557. Evidenciado que a rge. 28/08/2013. sendo desnecessário perquirir a respeito da culpa do agente causador dos danos.21. VALOR CIRCUNSCRITO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E . ART. DO CPC). RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.7000. Julg. auto-estima e decoro. ENERGIA ELÉTRICA. DJERS 02/09/2013) DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. diversamente do que ocorre com a pessoa física. ANULAÇÃO DO DÉBITO. Agravo interno desprovido. 37. § 1º. atributos ínsitos à alma humana. 14 e 22. Gaurama. A pessoa jurídica. Ausente demonstração escorreita da ofensa à honra objetiva da pessoa jurídica. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. (TJRS. parágrafo único. ocasionou a queima de uma bomba hidráulica. o regime a ser aplicado é o da responsabilidade civil objetiva.2013. ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADE NO MEDIDOR. improcede a pretensão indenizatória por danos morais. Proposta a demanda indenizatória contra concessionária de serviço público de energia elétrica.224 AGRAVO INTERNO. DA CF E ARTS. ao substituir a rede de transmissão de energia na sede da parte autora. SUBSTITUIÇÃO EQUIVOCADA DE REDE DE TRANSMISSÃO DE ENERGIA EM UNIDADE CONSUMIDORA. § 6º. correspondente à sua reputação perante terceiros. AG 227049-71. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. as quais não foram impugnadas pela demandada. não pode ser ofendida em sua honra subjetiva. INCIDÊNCIA DO CDC. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Rel. Danos materiais devidamente comprovados através das notas fiscais juntadas aos autos pela parte autora. Des. Nona Câmara Cível. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. do CDC. Pessoa jurídica. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Danos materiais. § 6º. (ART. QUEIMA DE EQUIPAMENTO. pois desprovida de dignidade.8. PROCEDIMENTO UNILATERAL DA CONCESSIONÁRIA. 14. §§ 1º E 3º E 22 DO CDC. da CF e dos arts. Danos morais. Incidência do art. Miguel Ângelo da Silva. DANOS MORAIS. APELAÇÃO. mas pode ver abalada a sua honra objetiva. 37.

1. JUROS LEGAIS DEVIDAMENTE APLICADOS APELAÇÃO IMPROVIDA. Ac. tornando incoerente. c/c 219. Unanimidade. 5.8. UNANIMIDADE. 6. Incidência das regras do Código de Defesa do Consumidor. 405. sob pena de enriquecimento ilícito. 14 do CDC. A respeito da condenação por repetição de indébito verifico que a sentença deve ser mantida. entendo que os juros devem ser computados desde a citação. portanto. Quinta Câmara Cível. 3. 2. a metodologia utilizada para o cálculo da fatura cobrada. posto que não houve comprovação da fraude de energia. haja vista que a apelada efetuou o pagamento da fatura. por seu turno. 4. nos termos dos artigos 2º e 3º da Lei nº 8. ART. vez que a recorrente enquadra-se como destinatária final.000. 20 CPC. 26/08/2013.00 (quatro mil reais). o Código de Defesa do Consumidor é expresso ao prever a necessidade de efetiva reparação. data da sentença. nos termos do art. 7. A fixação dos danos morais sob o ângulo compensatório deve ser mantida no valor de R$ 4. consoante dispõe o art. não amparada na legalidade. CPC.10. consumidora. 134446/2013. O fornecedor de serviços responde objetivamente pelos danos causados. DJEMA 30/08/2013) . VI e VII. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Raimundo Barros. nos termos do art. sobre o dano moral. (TJMA. de forma que a proteção da parte hipossuficiente é ampla em casos como o presente.0040. conforme preconiza o STJ. Quanto aos danos morais.2011. Enquantoa correção monetária. através do enunciado da Súmula nº 362. atendendo aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade para o caso concreto. deve incidir a partir da fixação da indenização. sendo irrazoável entender-se pela exclusão dos danos morais sob o argumento de inexistência dos mesmos.225 PROPORCIONALIDADE. Julg. Os juros e correção monetária. perdendo os efeitos o termo de confissão de dívida e parcelamento de débito. Des. inclusive. não havendo necessidade de se perquirir sobre sua culpa. 6º. 5.078/90. Rel. que sequer está assinado. Rec 09063-90. Apelação conhecida e improvida. A ausência da prova de fraude acarreta a inexigibilidade dos valores cobrados a título de diferença de consumo. enquanto a recorrida figura como fornecedora de serviços. CC.

Denúncia. INTERNET.8.21. Considerando-se as particularidades do caso concreto.7000. Rel. Dever de indenizar configurado. Nona Câmara Cível.2012. deve ser majorado o valor da condenação. uma vez que procedeu à exclusão do conteúdo abusivo à imagem da autora somente após determinação judicial. do CDC. uma vez que o google se enquadra no conceito de fornecedor de serviços. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ainda assim há o ganho indireto do fornecedor. DJERS 24/01/2013) . embora o serviço prestado pelo google não seja pago diretamente pelos usuários finais. USO INDEVIDO DE IMAGENS EM SITE DO GOOGLE (BLOGGER). Grande repercussão das imagens publicadas na web sem a autorização da autora. 3º. A reparação moral deve atenuar. AC 445348-49. 19/12/2012. a natureza jurídica da condenação e o princípio da proporcionalidade. Majoração. Apelo da ré desprovida. § 2º. Existe relação de consumo entre a empresa ré e os usuários do blogger. mas punindo razoavelmente o responsável a fim de evitar reincidência da conduta danosa. Precedentes jurisprudenciais.226 APELAÇÃO CÍVEL. Responsabilidade imputada ao servidor de hospedagem. Apelo da autora provida. Bento Gonçalves. A expressão mediante remuneração leva à compreensão de que devem ser incluídos todos os contratos nos quais é possível identificar uma remuneração indireta do serviço. Tasso Caubi Soares Delabary. Des. Julg. Quantum indenizatório. o que ocorre na espécie. não obstante esta o tenha notificado extrajudicialmente a priori. o dano causado por terceiro. Grave prejuízo à imagem da autora que requer a procedência plena do quantum vindicado na inicial. RESPONSABILIDADE CIVIL. diante da sua desídia e posterior negativa. ao menos minimamente. sendo inegável a incidência das regras da Lei consumerista. levando-a a expressivo constrangimento no espaço público. donos das contas que autorizam o uso do blogger. DANO MORAL. conforme estatui o art. (TJRS. Danos morais configurados. sem que represente locupletamento ilícito para a vítima do dano. Expressiva exposição constrangedora. Negativa à notificação extrajudicial.

TERCEIRA TURMA. ACIDENTE DE TRÂNSITO. DANO E NEXO CAUSAL COMPROVADOS. HIPÓTESE DA SÚMULA N. PRECEDENTES DO STJ.LIGÊNCIA DO ARTIGO 47 DO CDC. REL. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. DJ 28/08/2006. MATERIAIS E ESTÉTICOS CONFIGURADOS. DEVER DE INDENIZAR. OU QUE O TRANSPORTE SEJA GRATUITO OU ONEROSO. “EM MATÉRIA DE ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. EXCLUDENTES DA RESPONSABILIDADE NÃO DEMONSTRADAS. TERCEIRO CONDUTOR. UMA VEZ QUE SENDO O AUTOMÓVEL UM VEÍCULO PERIGOSO. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR. POUCO IMPORTANDO QUE O MOTORISTA NÃO SEJA SEU EMPREGADO OU PREPOSTO. APÓLICE DE SEGURO. RESP 577902/DF. RELATOR. NÃO COMPROVAÇÃO DO RECEBIMENTO DO SEGURO DPVAT PELA VÍTIMA. MINISTRO ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO. ARTIGO 186 C/C O ARTIGO 927 DO CÓDIGO CIVIL. P. O PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO RESPONDE OBJETIVA E SOLIDARIAMENTE PELOS ATOS CULPOSOS DE TERCEIRO QUE O CONDUZ E QUE PROVOCA O ACIDENTE. DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE. 1. O SEU MAU USO CRIA A RESPONSABILIDADE PELOS DANOS CAUSADOS A TERCEIROS. ” (STJ. INTE. P/ ACÓRDÃO MINISTRA NANCY ANDRIGHI. há de examinar-se a responsabilidade do condutor e proprietário do veículo no enfoque da cláusula geral da responsabilidade . DESPROVIMENTO DE AMBOS OS RECURSOS. PUBLICAÇÃO. No caso sub judice. 279). ILEGITIMIDADE PASSIVA DO PROPRIETÁRIO DO AUTOMÓVEL. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. 246 DO STJ NÃO CONFIGURADA. CLÁUSULA CONTRATUAL AMBÍGUA. NECESSIDADE DE ABATER-SE DA INDENIZAÇÃO RELATIVA AO SEGURO OBRIGATÓRIO DPVAT.227 11 .SEGURO AUTOMOTIVO PRELIMINAR. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. APELAÇÕES CÍVEIS. REJEIÇÃO. CULPA. SURGIMENTO. JULGADO EM 13/06/2006.

vadas nos autos.228 subjetiva. prevista no artigo 186 c/c o artigo 927. com arrimo do artigo 47 do CDC. 2. endereçados ao local de correspondência do segurado. em não o sendo. da indenização relativa ao seguro obrigatório. AC 001. Para fazer-se a dedução no valor indenizatório arbitrado judicialmente. com o segurado pagando a integralidade do débito perante o cartão de crédito. (TJPB. 3. acrescido do fato de que houve acordo entre as partes. Pág.2009. A existência das causas excludentes de responsabilidade é onus probandi que recai sobre os apelantes. Ausente prova de constituição do segurado em mora no pagamento do prêmio. entendendo que ela abrange a espécie de danos estéticos. João Batista Barbosa. 246 do STJ. Juiz Conv. Desses dispositivos se infere que aquele que por ação ou omissão voluntária. Segunda Câmara Especializada Cível. aliado ao fato de que há contrato entre a seguradora e instituição financeira administradora do cartão de crédito em que as parcelas do prêmio deveriam ser pagas. fica obrigado a repará-lo. antes. ” 4. é necessário. o que inexistiu. DJPB 27/08/2013. e. nos termos da Súmula n. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA DE RESCISÃO AUTOMÁTICA ART. A apólice do seguro expressamente prevê a cobertura nos casos de danos materiais e corporais. 51. em face da ausência de definição da cobertura por danos corporais. IV E XI DO CDC RECONHECIMENTO RECURSO PROVIDO. e em momento nenhum foram compro. deveriam ser pagas por meio de boleto bancário. a falta de pagamento de . adoto a interpretação extensiva dessa cláusula contratual. que a vítima tenha recebido a respectiva indenização relativa ao dpvat.008235-3/001. Súmula nº 387 do STJ: “é lícita a cumulação das indenizações de dano estético e dano moral. negligência ou imperícia causar dano a outrem. 5. 10) SEGURO DE VEÍCULO INDENIZAÇÃO SINISTRO OCORRIDO PAGAMENTO DAS PARCELAS DO PRÊMIO POR MEIO DE CARTÃO DE CRÉDITO MORA NO PAGAMENTO DO PRÊMIO CLÁUSULA CONTRATUAL DE ALTERAÇÃO DA FORMA DE PAGAMENTO INEXISTÊNCIA DE CONSTITUIÇÃO DO SEGURADO EM MORA POR MEIO DE REGULAR NOTIFICAÇÃO. ambos do Código Civil. Rel. Assim.

249) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. Pág. 18/06/2013. APENAS. São Paulo. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. Em atenção às diretrizes consumeristas sabidamente aplicáveis aos contratos de seguro.2012.26. 04/07/2013.229 de parcela do prêmio vencida antes do sinistro. COBRANÇA. tendo restado demonstrada a ocorrência do sinistro coberto pela apólice. SEGURO DE VEÍCULO. Eládio Torret Rocha. Ac. DJSC 16/07/2013. INEXISTÊNCIA DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO SOBRE A RESCISÃO CONTRATUAL. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. Complementação do valor da indenização devida. DANO MATERIAL COMPROVADO. EDcl 0143637-83. DJESP 02/08/2013) DIREITO OBRIGACIONAL. RESCISÃO DO CONTRATO. VALOR CALCULADO COM BASE EM TABELA INSERIDA NAS CONDIÇÕES GERAIS DO CONTRATO. Julg. CONHECIMENTO. SEGURO DE VIDA INDIVIDUAL. Recurso desprovido. ACIDENTE AUTOMOBILISTICO GERADOR DE INVALIDEZ PARCIAL E PERMANENTE. DANO MORAL NÃO CARACTERIZADO. (TJSC. Quarta Câmara de Direito Civil. RECURSO DA SEGURADORA PROVIDO PARCIALMENTE . ACIDENTE AUTOMOBILISTICO. Rel.0100/50000. Des. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Blumenau. o ressarcimento deve se ater ao valor integral da cobertura securitária. (TJSP. INDENIZAÇÃO PAGA A MENOR PELA SEGURADORA. MERO DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL. não é fato obstativo do direito à indenização. Rel. desconsiderados os percentuais limitativos estabelecidos em cláusula contratual a que não acedeu o segurado. Paulo Ayrosa. Des.8. Julg. DO CERTIFICADO INDIVIDUAL. 6873487. ABUSIVIDADE CONFIGURADA. AC 2012. CDC. AUSÊNCIA DE CIÊNCIA PRÉVIA DO SEGURADO ACERCA DAS CLÁUSULAS LIMITATIVAS. COBERTURA SECURITÁRIA DEVIDA. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR (ARTIGOS 46 E 47 DO CDC). IMPOSSIBILIDADE.077626-1.

CONTRATO DE SEGURO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. SENTENÇA MANTIDA. conforme interpretação sistemática dos artigos 7º. DJDFTE 14/03/2013. VEÍCULO DEIXADO PARA REPARO EM OFICINA AUTORIZADA.099/95). OCORRÊNCIA DE SINISTRO. Rec 2012. 18 e 20. 2. aborrecimento e desconforto experimentados pela autora envolvem controvérsia possível de surgir em qualquer relação negocial. Rel. sem a prévia comunicação do segurado acerca do inadimplemento.850. No caso em análise. A responsabilidade dos fornecedores na prestação de serviços é solidária e objetiva. (TJDF. com o objetivo de viabilizar purgação da mora. Sem custas processuais e sem honorários advocatícios ante a ausência de recorrente vencido (art. RECURSOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. sob o argumento de ausência de pagamento. Na hipótese. 3. a apólice estava plenamente vigente à época do acidente de trânsito.029071-7. Ac. O simples inadimplemento contratual não gera reparação por danos morais. Pág. pois implementado o risco é devida a indenização. por ser fato comum e previsível na vida em sociedade. é abusiva a conduta da seguradora que. O dissabor. embora não desejável. Nessa perspectiva. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA SEGURADORA. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. 660. A solidariedade dos fornecedores recorrentes é caracterizada pela existência da cadeia econômica de serviços e visa garantir .03. 1. 55 da Lei nº 9. Portanto. procede à rescisão do contrato de seguro de veículo. 1. a conduta da seguradora não chegou a caracterizar abalo moral propriamente dito.230 PARA EXCLUIR A CONDENAÇÃO POR DANOS MORAIS. condenar a seguradora ao pagamento de indenização é a medida que se impõe. 4. do Código de Defesa do Consumidor. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. EXCESSO DE PRAZO PARA REALIZAÇÃO DO CONSERTO. MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE REPARO CONTRATADO. 219) CDC. Recurso conhecido e parcialmente provido para excluir a condenação por danos morais. DANO MORAL CARACTERIZADO.1.

.231 o efetivo reparo do dano ao consumidor lesado. a falta de informação adequada acerca do prazo para efetiva conclusão do serviço e a privação do autor de seu transporte. SINISTRO. quando sua esposa estava grávida. 60). As inúmeras tentativas frustradas de obter o reparo do veículo objeto do sinistro em tempo razoável. Rel. (TJDF. não contém qualquer ressalva ao prazo estipulado pela seguradora. Juiz José Guilherme. r$2. é proporcional ao dano experimentado.00 (dois mil reais). ERRO NA FORMAÇÃO DE PERFIL DO PRINCIPAL CONDUTOR. MULTA AGRAVANDO O VALOR DE FRANQUIA.000. APELAÇÃO CÍVEL. 3. Condenados os recorrentes ao pagamento das custas processuais “ pro rata”. fixada em atenção aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Ac. DIFERENÇA DESPROPORCIONAL. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. INTERPRETAÇÃO QUE NÃO AFASTA A COBERTURA DE CASCO. O valor arbitrado. Rec 2011. a concessionária não apresentou qualquer prova da alegação de que teria informado ao consumidor que o prazo para reparo era de 60 dias úteis. DANO MORAL MINORADO.1. De outro norte. cada parte arcará com os honorários de seu patrono. CDC. Restou comprovada a demora injustificada do fornecedor em proceder ao conserto do veículo avariado. ademais. rendendo ensejo à configuração do dano moral. SEGURO DE AUTOMÓVEL. 318) AGRAVO RETIDO. 654. 140/141 não está assinado e. Pág. 20 dias úteis (fl. já que o documento às fls. 2. REQUISITOS CONFIGURADOS. não merecendo ser majorado ou diminuído. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. não merece reforma. 4. CLÁUSULA AMBÍGUA. 5. A indenização moderada. revela um quadro de circunstâncias que adjetivou a conduta desidiosa e gerou a violação à dignidade do consumidor. DJDFTE 20/02/2013. que ficou aproximadamente quatro meses na concessionária. Diante da sucumbência recíproca. e não o prazo estipulado pela seguradora.322.219768-2. Recursos conhecidos e improvidos.01. sendo justa a expectativa do consumidor de receber o veículo no menor prazo estipulado.

As normas do Código de Defesa do Consumidor se aplicam quando presentes as condições de fornecedor e de consumidor dos artigos 2º e 3º do referido código. RECURSO NÃO PROVIDO. CLÁUSULA PREVENDO QUE A INDENIZAÇÃO SERIA PAGA DE ACORDO COM TABELA PREVISTA NO CONTRATO. 18/04/2013. 2. Configurados o fumus boni júris e o periculum in mora no caso em questão. Julg. Pág. Rel. 6.2008. Dano moral configurado. (TJMS. modificativo ou extintivo do direito do autor. DJEMA 24/04/2013) APELAÇÃO CÍVEL. 3. o segurado inválido parcial e permanentemente tem direito ao recebimento integral da cobertura. INAPLICABILIDADE. DJMS 02/04/2013. APL 0004514-40.0001. Se a seguradora não comprova o ônus da prova foi invertido que o segurado sabia da existência de cláusula prevendo que a indenização para o caso de invalidez parcial e permanente seria paga de acordo com a tabela prevista no contrato de seguro de acidentes pessoais. Rec 0003420-79. nos termos do art. (TJMA.0021.10. Terceira Câmara Cível. 5. INVALIDEZ PARCIAL E PERMANENTE.12. retificando-se somente o direito de retenção dos valores não controvertidos. 32) . Tem legitimidade para pleitear ação indenizatória por fato do produto ou do serviço o consumidor direto e equiparado. não se inserindo nas condições restritivas os condutores apontados pela seguradora nos autos.2011. 127876/2013. Três Lagoas. Des. AÇÃO DE COBRANÇA. DIREITO AO RECEBIMENTO DA COBERTURA INTEGRAL. A seguradora não se desincumbiu de provar fato impeditivo. 4. ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. a liminar de obrigação de pagar quantia certa deve ser mantida. Josué de Oliveira. NÃO CONHECIMENTO PELO SEGURADO DESSA CLÁUSULA.232 1. 17 do CDC.8. Quarta Câmara Cível. Lourival de Jesus Serejo Sousa. CONTRATO DE SEGURO PARA ACIDENTES PESSOAIS. Ac. Rel. Agravo retido e apelação parcialmente providos.8. APLICAÇÃO DAS NORMAS DO CDC. Des. O relatório para preenchimento do principal condutor se mostra ambíguo.

DJRN 24/05/2013. DEVER DE REPARAR. INOPERÂNCIA DO SERVIÇO DE MONITORAMENTO. AC 2010. mesmo nos casos em que a dosagem etílica no sangue se revela superior à permitida em Lei. EMBRIAGUEZ. APELO CONHECIDO E PROVIDO. E DO ART. AUSÊNCIA DE PROVA DO NEXO CAUSAL ENTRE O TEOR ALCOÓLICO PRESENTE NO SANGUE DO SEGURADO E O SINISTRO. 2. inexistindo responsabilidade da empresa demandada . DANOS MORAIS. MORTE DO SEGURADO EM ACIDENTE AUTOMOBILÍSTICO. CONFIGURAÇÃO. não é causa apta.015801-0. VIII. OBRIGAÇÃO DE MEIO. SEGURO DE VIDA EM GRUPO PRESTAMISTA. Rel. COMPROVAÇÃO NOS AUTOS. Apelo conhecido e provido. CLÁUSULA RESTRITIVA. PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. dje 21/03/2011). Rel. (TJRN. DO CPC. FALHA DO SERVIÇO. DO CDC. a eximir a seguradora de pagar a indenização pactuada. Obrigação de meio. DANOS MATERIAIS NÃO CONFIGURADOS. ROUBO DO AUTOMÓVEL. 75) APELAÇÕES CÍVEIS. AGRAVAMENTO DO RISCO AFASTADO. 1. INTELIGÊNCIA DO ART. CDC. tem a seguradora o ônus de provar que a embriaguez foi a causa determinante para o ocorrência do sinistro. quarta turma. INDENIZAÇÃO DEVIDA. AÇÃO DE COBRANÇA. RESPONSABILIDADE CIVIL. A constatação do estado de embriaguez do condutor do veículo. 6º. para que tenha sua responsabilidade excluída. Pág. por si só.233 CIVIL. julgado em 01/03/2011. II. Ao revés. Dilermando Mota. INEXISTÊNCIA DO DEVER DE GARANTIA (SEGURO) DO VEÍCULO. ÔNUS DA PROVA QUE INCUMBIA À SEGURADORA. Des. Hipótese dos autos em que o contrato celebrado entre as partes tinha por objeto da prestação de serviços o monitoramento de veículo automotor à distância. PRECEDENTES DESTA CORTE E DO O STJ. Ministro raul Araújo. Primeira Câmara Cível. (agrg no AG 1322903/rs. 333. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE MONITORAMENTO DE VEÍCULO.

AUTORA QUE PRETENDE OBTER. 26/06/2013. EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. imperioso o reconhecimento do dano moral. não assiste razão à apelante em pretender eximir-se da obrigatoriedade exibitória de documento comum (art. Esteio. EXEGESE DOS ARTS. Falha na prestação do serviço. 5º E 6º. Por assim ser. Por maioria. II. OBRIGATORIEDADE DA EXIBIÇÃO. . DOCUMENTO COMUM. Todavia.21. 74 DA SUSEP. no caso. § ÚNICO. EM FACE DA SEGURADORA.8. Des. à unanimidade. Julg. as seguradoras têm o dever de guardar documentos relativos aos processos administrativos liquidatórios de sinistros ao menos até o integral decurso do prazo prescricional correspondente ao direito material que lhe assegura ou neles previstos — o qual. é vintenário. inc. POR SER ANTIGO DEMAIS. DJERS 01/07/2013) CAUTELAR. Nona Câmara Cível.7000. 1. pois aplicável a norma geral do art.234 como seguradora do bem pela ocorrência de roubo do veículo a afastar sua responsabilidade por danos materiais consistentes na reparação do valor correspondente ao valor do veículo roubado. E ARTS. ALEGAÇÃO DO ENTE SEGURADOR DE QUE JÁ HOUVE A DEVIDA QUITAÇÃO.2012. 177 do CC/1916. DEVER DE GUARDA ATÉ A EXPIRAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL DO DIREITO MATERIAL QUE LHE ASSEGURA. DO CPC. SOFRIDO POR SEU FILHO EM 1991. RELAÇÃO JURÍDICA DEMONSTRADA. Em tema de seguro pessoal obrigatório de acidente de trânsito – DPVAT. 2. INC. AC 57369770. Dever de reparação. tendo sido demonstrado nos autos que houve falha na prestação do serviço de monitoramento. proveram o recurso da ré.194 DO CC. deram provimento ao apelo do autor e. 1. na medida em que o serviço não funcionava já dias antes do roubo sofrido pelo autor. sem indicar as posições de localização do automóvel. DA CIRCULAR N. 844. Rel. 844. COM O FITO DE BENEFICIAR-SE DO SEGURO DPVAT. 43 DO CDC. A DOCUMENTAÇÃO RELATIVA A PROCESSO ADMINISTRATIVO DE SINISTRO AUTOMOBILÍSTICO. Tasso Caubi Soares Delabary. Art. PORÉM O RESPECTIVO RECIBO PERDEU-SE. RECURSO IMPROVIDO. (TJRS. 14 do Código de Defesa do Consumidor.

6º. do CPC). Paulo Ayrosa.235 II. . (TJSC. deveriam ser pagas por meio de boleto bancário. DJSC 01/04/2013. aliado ao fato de que há contrato entre a seguradora e instituição financeira administradora do cartão de crédito em que as parcelas do prêmio deveriam ser pagas. a falta de pagamento de parcela do prêmio vencida antes do sinistro. DJESP 28/06/2013) APELAÇÃO COBRANÇA SEGURO FACULTATIVO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. IV E XI DO CDC RECONHECIMENTO RECURSO PROVIDO. com o segurado pagando a integralidade do débito perante o cartão de crédito. VIII. DO CDC.0689449.8. não é fato obstativo do direito à indenização. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. 18/06/2013. APL 0143637-83. QUANDO DESNECESSÁRIA A PRODUÇÃO DE OUTRAS PROVAS. CABIA.26. 333. e. o que inexistiu. 21/03/2013. POIS. Ausente prova de constituição do segurado em mora no pagamento do prêmio. Ac. Rel.2012. Des. Eládio Torret Rocha. FAVORECIDO PELA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA PRESCRITA NO ART. AC 2012. (TJSP.0100. ESTÁ O AUTOR. Julg. 6808260. porque remoto. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA DE RESCISÃO AUTOMÁTICA ART. em não o sendo. À RÉ PROVAR A EXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO. 236) SEGURO DE VEÍCULO INDENIZAÇÃO SINISTRO OCORRIDO PAGAMENTO DAS PARCELAS DO PRÊMIO POR MEIO DE CARTÃO DE CRÉDITO MORA NO PAGAMENTO DO PRÊMIO CLÁUSULA CONTRATUAL DE ALTERAÇÃO DA FORMA DE PAGAMENTO INEXISTÊNCIA DE CONSTITUIÇÃO DO SEGURADO EM MORA POR MEIO DE REGULAR NOTIFICAÇÃO. 51. NA CONDIÇÃO DE CONSUMIDOR. Jaraguá do Sul. endereçados ao local de correspondência do segurado. diante da simples alegativa de que o documento pretendido pela beneficiária. CAPUT. Des. São Paulo. Quarta Câmara de Direito Civil. DO CPC). Pág. MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO AUTOR (ART. Rel. II. acrescido do fato de que houve acordo entre as partes. Julg. perdeu-se com o tempo.

em síntese.00 (quatro mil reais). Agravo retido e apelação do autor desprovidos Apelação da ré conhecida em parte e. caput. Trata-se de recurso interposto contra a r. Lino Machado. ÔNUS PROBATÓRIO.078. alega a inexistência de ato ilícito a ensejar a condenação . EMPRESA AÉREA. a título de danos materiais. 330. 14 § 3º. TROCA DE PORTÃO DE EMBARQUE. (TJSP.24 (um mil setenta e oito reais e vinte e quatro centavos). do CPC)””. (f. DJESP 22/03/2013) 12 . sentença que julgou parcialmente procedentes os pedidos iniciais. a alegada distância entre os portões não foi objeto de impugnação específica. sendo certo que não há irregularidade ao condicionar-se o pagamento do capital segurado à apresentação. Ademais. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. e R$4. DO CDC. pelo que se tornou fato incontroverso (art. à seguradora. I. 302. a título de danos morais. 6580338.8. na parte conhecida. Não se há de falar em julgamento extra petita. 11/12. bem como por não existir qualquer prova juntada pela ré quanto à manutenção ou alteração do portão que foi indicado à passageira.000. DO CPC).26. APL 904914557. Julg. desprovida.FALHA NO SERVIÇO DIREITO DO CONSUMIDOR. Trigésima Câmara de Direito Privado. nos quais não consta qualquer indicação sobre o portão de acesso à aeronave. O d. Ac.236 É LÍCITO AO JUIZ JULGAR A LIDE ANTECIPADAMENTE (ART.0000. TEORIA DO RISCO DO NEGÓCIO. ART. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS.2009. RECURSO IMPROVIDO. 13/03/2013. Franca. NEGADA REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. Rel. Des. a fim de condenar a recorrente ao pagamento do valor de R$1. providências que são previstas no negócio jurídico celebrado entre as partes. pelo segurado. 37) A recorrente. da documentação solicitada e da transferência do salvado. Juízo de Primeiro Grau entendeu que “”A informação inadequada quanto ao procedimento de embarque restou caracterizada pelos documentos de fls.

caracterizada como um meio de satisfação da vítima em razão da privação ou violação de seus direitos da personalidade. a qual harmoniza.se com o sistema de produção e consumo em massa. Nesse momento.237 por danos morais. humilhações. em conseqüência. do Código de Defesa do Consumidor. § 3º. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção do consumidor (art. o qual não demonstrou haver qualquer causa excludente da responsabilização. A segunda finalidade refere-se ao caráter punitivo.099/1995. os documentos trazidos aos autos e as demais provas produzidas corroboram as alegações da recorrida. o ônus da prova. protegendo a parte mais frágil da relação jurídica. é do fornecedor/recorrente. para poder chegar ao seu destino. bem como se insurge contra o valor fixado para a reparação. que concorrem simultaneamente. A primeira finalidade da reparação do dano moral versa sobre a função compensatória. 9. restou patente que houve violação aos direitos da personalidade da consumidora. esclareça-se que a tarifação do dano moral atenta contra a efetiva reparação da vítima. do Código de Defesa do Consumidor. a fez perder o voo e a obrigou a adquirir nova passagem aérea. Para fixação do valor da reparação do dano moral. transtornos e aborrecimentos. 5º. Quanto ao dano moral. A teoria do risco do negócio ou atividade é a base da responsabilidade objetiva do Código de Defesa do Consumidor. V. conforme art. pois experimentou constrangimentos. Nos Juizados Especiais. em razão de informação errada passada pela recorrente. capaz de romper com o nexo de causalidade entre sua conduta e o dano experimentado pela consumidora. o sistema jurídico considera a repercussão do ato ilícito em relação à vítima. Nos termos do art. Quanto ao valor fixado. o operador do direito deve observar as suas diversas finalidades. da Constituição Federal). 5º. expresso no art. que. e os seus critérios gerais e específicos. o juiz dirigirá o processo com liberdade para apreciar as provas produzidas e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. XXXII. 14. 5º. da Constituição Federal de 1988 e no art. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Ainda assim. 8. em caso de causa excludente de ilicitude. VI. de modo a atender ao princípio da reparação integral.078/1990). da Lei n. em que o sistema jurídico responde ao agente causador do dano. sancionando-o com o dever de reparara . 6.

O valor fixado de R$4. ainda.01. Pág.238 ofensa imaterial com parte de seu patrimônio. considerando-se o potencial econômico e gravidade da conduta da recorrente. 1 . a repercussão do fato no meio social e a natureza do direito violado. em favor da autora. bem como atender a critérios específicos. 325) DIREITO DO CONSUMIDOR. DJDFTE 09/09/2013. os critérios gerais da equidade. sentença recorrida. Ac. a teor do art. deverá arcar com custas processuais e honorários advocatícios. 46 da Lei n. 55 da Lei n. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.944. 9. 708. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Juiz Hector Valverde Santana. 9. (TJDF. mas com o inequívoco propósito de alcançar todos integrantes da coletividade.099/1995. sentença deve ser confirmada por seus próprios fundamentos. NEGO PROVIMENTO ao recurso e mantenho a r. SENTENÇA MANTIDA.099. 46 da Lei nº 9. Vencida a parte recorrente. Rel.1. REPETIÇÃO DE INDÉBITO DEVIDA.00 (quatro mil reais) não pode ser tido como excessivo.Acórdão elaborado de conformidade com o disposto no art.099/1995. Rec 2013. proporcionalidade e razoabilidade.000. Ante o exposto. entendido como uma medida de desestímulo e intimidação do ofensor. nos termos do art. A terceira finalidade da reparação do dano moral relaciona-se ao aspecto preventivo. o potencial econômico e características pessoais. esclarecendo-se que o valor do dano moral não pode promover o enriquecimento ilícito da vítima e não deve ser ínfimo a ponto de aviltar o direito da personalidade violado. alertando-os e desestimulando-os da prática de semelhantes ilicitudes. COMPANHIA AÉREA.034593-7. os quais fixo em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. AQUISIÇÃO DE OUTRA PASSAGEM. Acórdão lavrado conforme o art. tais como o grau de culpa do agente. inciso IX. 9.099. DANOS MATERIAIS E DANOS MORAIS CONFIGURADOS. 12. 98 e 99 do Regimento Interno das Turmas . A r. de 26 de setembro de 1995. BILHETE COM NOME INCOMPLETO. 46 da Lei n. DANO PRESUMIDO. O quantum a ser fixado deverá observar. de 26 de setembro de 1995. PASSAGEIRO IMPEDIDO DE EMBARCAR DURANTE O “CHECK IN.

sob a alegação de irregularidade no preenchimento de seu nome no bilhete de embarque. pois suplanta o liame de mero dissabor. Pág. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DJDFTE 09/09/2013. DANO MORAL.01. RESTITUIÇÃO EM DOBRO. 708. irritação ou mágoa para ingressar e interferir de forma intensa na dignidade da pessoa humana. Ac.00 (Dois mil reais) estão de acordo com a orientação da doutrina e a jurisprudência. 3 . Rel. do Código de Defesa do Consumidor dispõe que o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito. DESCONTO DE PARCELAS INDEVIDAMENTE. 310) DIREITO DO CONSUMIDOR. 5 . Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Sentença mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos. atendem aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade e o valor da indenização por danos morais no patamar de R$ 2. Recurso próprio. caracteriza falha na prestação do serviço capaz de gerar indenização por danos morais na modalidade in re ipsa. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso.Evidenciado nos autos que a Empresa de Transporte Aéreo impôs ao consumidor a obrigação de adquirir outra passagem aérea durante o “check in. § único. 14 do CDC. razão pela qual não merece reforma. 2 .Condeno a recorrente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação. Rec 2013. Juiz Antônio Fernandes da Luz. (TJDF. 4 .Os critérios considerados pela decisão recorrida.239 Recursais. regular e tempestivo. VALOR RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. acrescido de correção monetária e juros legais.026767-2.982. como condição para embarcar no mesmo voo. 42. uma vez que o art.A repetição do indébito sobre o valor despendido pelo passageiro para aquisição de outra passagem no momento do embarque é medida que se impõe.000. a teor do que dispõe o art. . CONTRATO DE FINANCIAMENTO QUITADO ANTECIPADAMENTE. salvo hipótese de engano justificável. A responsabilidade do fornecedor é objetiva.1.Recurso conhecido e desprovido. 6 .

QUEDA DE ALUNO DURANTE ATIVIDADE ESTUDANTIL DESPORTIVA. Dano moral configurado na forma do art. são suficientes para revelar a falha na prestação do serviço que a instituição financeira disponibiliza no mercado. RELAÇÃO DE CONSUMO. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. DJDFTE 09/09/2013. 3 . 6 . nos termos do art. pois está em conformidade com a gravidade da violação. inciso IX. regular e tempestivo.01. 333. RESPONSABILIDADE PELO FATO DO SERVIÇO. (TJDF.Dano moral. DO CDC. A realização dos referidos descontos diretamente na folha de pagamento da recorrida. necessidade de prevenção e capacidade financeira do ofensor. fixado em r $ 3.00. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.Acórdão elaborado de conformidade com o disposto no art. mas improvido. 309) APELAÇÃO CÍVEL.Não se mostra excessivo o valor da indenização por dano moral.Recurso conhecido. 2 . 42 do CDC. apesar da alegação da recorrente. Rec 2013. os descontos indevidos na conta do consumidor autorizam a aplicação do art.Condeno a recorrente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 15% (quinze por cento). I A III. Rel. Pág. No entanto. 15). 46 da Lei nº 9.980. realizou descontos de três parcelas na conta da recorrida relativos a dois contratos de financiamentos quitados antecipadamente. 5 . não há comprovação nos autos. 98 e 99 do regimento interno das turmas recursais. para que a recorrente restitua os valores com a dobra legal. 7 .099/95. DEVER DE VIGILÂNCIA. 708. 4 . FRATURA NASAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. nos termos do art.099/1995. 14. Juiz Antônio Fernandes da Luz. conforme confissão em contestação. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. de que os valores indevidamente descontados foram ressarcidos. 55 da Lei nº 9. valor este que deve incidir sobre a condenação. II.017522-6.Repetição do indébito.1.000. Ac. Ante a ausência de engano justicável. ADOÇÃO DA TEORIA DO RISCO DO EMPREENDIMENTO. impedindo a liberação da margem consignável para realização de novo financiamento conforme planejado (fl. 12. 14 do CDC. CONDUTA OMISSIVA LIMITADA À FALTA DE ADEQUADO E IMEDIATO SOCORRO AO . do CPC. Recurso próprio. ART. § 1º.É incontroverso que a recorrente.240 1 .

dispensando a prova do efetivo prejuízo sofrido pela vítima em face do evento danoso. AC 17616368. DANO MORAL IN RE IPSA. Falha na prestação do serviço evidenciada pela ausência de adequado e imediato socorro ao aluno pela instituição de ensino. fazendo imediata comunicação aos genitores do menor. RESPONSABILIDADE CIVIL. Responsabilidade objetiva do fornecedor pelos acidentes de consumo. NO SENTIDO DE MAJORAR A QUANTIA INDENIZATÓRIA .241 MENOR. Nona Câmara Cível. Rel.8. ALEGAÇÃO DE FATO IMPREVISÍVEL NÃO PROVADO. Hipótese em que a prestadora de serviço deveria dispensar ao consumidor (=aluno) pronto atendimento no momento do acidente. bem assim às peculiaridades do caso concreto. Des. Miguel Ângelo da Silva. Julg. DJERS 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DO CONSUMIDOR. 28/08/2013. APELO CONHECIDO E PROVIDO. Esteio. pois estabelecido em atenção aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA DA AÇÃO MANTIDA.21. RECURSO MANEJADO COM O FIM DE REFORMAR A SENTENÇA DE PISO QUANTO AO VALOR INDENIZATÓRIO FIXADO.7000. SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO DE ÁGUA MEDIANTE AVISO PRÉVIO. Adotada a teoria do risco do empreendimento pelo Código de Defesa do Consumidor. Dano moral in re ipsa. Apelo desprovido (TJRS. SUSPENSÃO NÃO PREVISTA POR 05 (CINCO) DIAS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. AGRAVAMENTO DO SOFRIMENTO E DAS SEQUELAS ADIVINDAS DA QUEDA. todo aquele que exerce atividade lucrativa no mercado de consumo tem o dever de responder pelos defeitos dos produtos ou serviços fornecidos. circunstância que agravou o tempo de sofrimento e as seqüelas advindas da queda durante a atividade esportiva de que resultou fratura nasal. MORAL CONFIGURADO. CUJO LAPSO TEMPORAL FORA ESTABELECIDO DAS 6:00 ÀS 18:00HS DO DIA 08/10/2010.2013. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. independentemente de culpa. Montante da indenização arbitrado na sentença que se considera adequado. ENTE PÚBLICO QUE PRESTA SERVIÇO PÚBLICO.

00 (setecentos reais). da Constituição Federal. . DANO MORAL CONFIGURADO. Rel. RECURSO INOMINADO. II. 37. Majoração do valor de R$ 500. de forma a proporcionar ao ofendido uma satisfação pessoal. da Constituição Federal. 2. I. a questão deve ser solucionada sob a égide do Código de Defesa do Consumidor. PRODUTO NÃO ENTREGUE. em atenção aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Ac. para o valor de R$ 700. Julg. consoante determina o art. trata-se de reclamação cível proposta pela consumidora ao argumento de que contratou assinatura de revista e teve descontado valore no cartão de crédito. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. § 6º. Patente a relação de consumo. o qual tutela a consumidora na presente questão por seu artigo 6º. (TJSE. ARTIGO 14 DO CDC. CONSUMIDOR. ESTORNO DEVIDO. PAGAMENTO PARCELADO POR CARTÃO DE CRÉDITO. a intensidade da culpa do serviço prestado. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. AC 2013214126. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. II. as condições econômicas e sociais das partes. Primeira Câmara Cível. Em apertada síntese. ASSINATURA DE REVISTA.242 DO VALOR DE 500. Des. bem como se sopesando a gravidade do fato. de maneira a amenizar o sentimento do seu infortúnio.00 (SETECENTOS REAIS) EM ATENÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE. 13168/2013. bem como regulamenta o disposto do artigo 5º. 1. Recurso conhecido e provido. inciso xxxii. a magnitude do dano. contudo. AUSÊNCIA DE PROVA IMPRESCINDÍVEL. 02/09/2013. segundo a qual há o dever de indenizar independentemente da existência de culpa da prestadora de serviço público. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. CPC. Em se tratando de sociedade de economia mista prestadora de serviço público.00 (quinhentos reais) arbitrado à guisa de dano moral pelo juiz sentenciante. III.00 (QUINHENTOS REAIS) PARA O PATAMAR DE 700. Ruy Pinheiro da Silva. DJSE 09/09/2013) JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. impõe-se à aplicação da responsabilidade objetiva. ARTIGO 333.

bem como a inexistência e incomprovação do dano moral. a extensão do dano experimentado. reduzo o dano moral arbitrado ao importe de R$ 1. Sem custas e honorários sucumbenciais. 134 e 135. modificativo ou extintivo do direito da autora. em especial o sentimento de angústia.8. a teor do que dispõe o artigo 333. de forma que não ensejar o enriquecimento sem causa do ofendido. Ao final.2011. qual seja. 7. mas que surta os esperados efeitos pedagógicos no ofensor. Também não comprovou a inexistência de falha no serviço prestado. Em sua defesa a recorrente atribui a responsabilidade a terceiro. 5. em conformidade ao artigo 14. (TJAC. Recurso conhecido e parcialmente provido. que a culpa tenha sido exclusiva do consumidor. insegurança e transtorno desencadeados pela situação vivenciada. do CPC.319.00 (dois mil reais). Pág. Rel. bastando para tanto a demonstração da conduta. 7. bem como o grau de culpa do recorrente para a ocorrência do evento. decorrente do abalo a direito da personalidade. o qual foi arbitrado ponderando as condições pessoais dos envolvidos. 0025836-72.000. Pelo fornecimento de produtos e/ou serviços prestados a empresa responde objetivamente pelos danos que eventualmente der causa. Ac. mais a restituição da parcela descontada no cartão de crédito no importe de R$ 216. tudo em consonância ao disposto no artigo 14 do CDC. Juiz Romário Divino Faria. do resultado e a relação de causalidade. que a devolução dos valores não era devida. ante o resultado do julgamento. ou mesmo. DJAC 06/09/2013. resumindo-se a defesa em meras alegações. 6. 2. norteado pelos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. a recorrente foi condenada ao pagamento de danos morais no importe de R$ 2. fls. Dano moral (in re ipsa) configurado.2. 3. Contudo. pelo que requer a improcedência da reclamação (fls.243 nunca recebeu o produto e os valores da compra não foram restituídos. § 3º. inciso II. Primeira Turma Recursal. 12) . ou ainda. Invertido ônus da prova a recorrente não se desincumbiu da obrigação de demonstrar fato impeditivo.0070. tenha diligenciado de todas as formas cabíveis em tempo razoável no intento de proceder a entrega do bem.00 (duzentos e dezesseis reais).00 (hum mil reais). Rec. 2. 4. do CDC. 1.000.01. 10/24).

pelo qual lhe vem sendo cobrado mensalmente o valor de R$ 187.85 (cento e oitenta e sete reais e oitenta e cinco centavos). Ano XX nº 4. o qual regulamenta o disposto no artigo 5º. o recorrente manteve-se inerte. e mesmo não havendo solicitado. Frise-se não haver comprovação de entrega da minuta contratada ao consumidor. CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMO INCONTROVERSO. modificativo ou extintivo do direito do autor. trata-se de reclamação cível proposta pelo recorrido ao argumento de que celebrou contrato de empréstimo bancário com o recorrente.244 JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. DÉBITO EM CONTA E COBRANÇA POR BOLETOS. do CPC. não apresentou o contrato e comprovante de depósito financeiro ou saque em nome do recorrido em juiízo. vem lhe gerando prejuízo e ampliando o débito existente. . o desconto-consignado parcial e a cobrança por boletos. a questão deve ser norteada pelo Código de Defesa do Consumidor. Contudo. tenho por certo o pacto financeiro entabulado entre as partes. Em apertada síntese.99 (duzentos e quarenta e sete reais e noventa e nove centavos). 3. embasando sua defesa em meras alegações. OBRIGAÇÃO DE FAZER IMPOSTA NA SENTENÇA MANTIDA. RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. recebeu cartão de crédito. ao menos quanto ao mútuo pecuniário. da constiuição federal de 1988. DANO MORAL CONFIGURADO. Dano moral é aquele que traz como consequência ofensa à honra. COBRANÇA INDEVIDA. CONTRATO DE MÚTUO E DEMONSTRATIVO DE DÉBITO OMITIDOS. 1. Pela análise acurada dos autos. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA.992 apresentação do contrato e demonstrativo do seu débito em aberto. a teor do que dispõe o artigo 333. pelo que discorda e requer a 11 Rio Branco. inciso II. inciso xxxii. não demonstrada a previsão e clareza contratual ao consumidor aderente em contrato por adesão. contrariando a boa-fé e clareza contratual. posto que não se desincumbiu de comprovar fato impeditivo. 2. quinta-feira 5 de setembro de 2013. para o pagamento em parcelas mensais de R$ 247. Invertido o ônus da prova. 4. 5. eis que reconhecido pelo autor e ratificado pelo recorrente-reclamado. mais danos morais. ao afeto. FALHA NO SERVIÇO. Patente a relação de consumo.

como a falta de atenção da fornecedora e ausência de assistência. sem necessidade de ocorrência de prejuízo econômico.2012. 11) JUIZADOS ESPECIAIS. é causa que justifica indenização a título de dano moral. 4. de maneira incólume. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. à profissão. à saúde. 7. Rel. CONTEÚDO DA SENTENÇA MANTIDO PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.01. o transporte das bagagens que lhe são postas sob custódia temporária. ao respeito. ao nome. pelo recorrente.0070. DESLOCAMENTO DO AUTOR E AQUISIÇÃO DE NOVO PRODUTO. Dano configurado. DJAC 06/09/2013. O extravio de bagagem. Rec 2012. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho. quando associado a outros dissabores. pela ofensa a direitos da personalidade do consumidor. Obrigação de fazer mantida pelos próprios fundamentos. Primeira Turma Recursal. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. DJDFTE 06/09/2013.822. 001543662. EXTRAVIO DE BAGAGEM NECESSÁRIA PARA O TRANSPORTE DE BEBÊ. Voto Súmula nos termos do artigo 46 da Lei nº 9. ao crédito. 11. Custas e honorários.06. TRANSTORNOS QUE ULTRAPASSAM OS MEROS DISSABORES. Pág. Custas e honorários pela recorrente vencida. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.317.8.1.099/95. Deve estar lastreado em ato ilícito ou abusivo que tenha a potencialidade de causar abalo à reputação. (TJDF. ao bem estar e à vida. estes no importe de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. à psique. Recurso conhecido e improvido. 3. Juiz Romário Divino Faria. CONSUMIDOR. 2. (TJAC. 1. Ac. 708. Pág. Rec. administrar e fiscalizar. TRANSPORTE AÉREO. Ac. 6.014604-4. As empresas aéreas têm o dever. Recurso conhecido e improvido.245 à liberdade. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS. 257) . Rel. visto que priva o consumidor da utilização de suas coisas. por mera observância das normas legais aplicáveis à aviação comercial. Dano material que se justifica para recompor os gastos do consumidor com o evento lesivo. 7. de conduzir. a boa-fama e/ou sentimento de auto-estima do indivíduo. maximizando a angústia de quem viaja com bebê de colo.

DATA DO EVENTO DANOSO. ILICITUDE CARACTERIZADA. 28/08/2013. JUROS DE MORA. o qual. COBRANÇA QUE NÃO CORRESPONDE AOS SERVIÇOS CONTRATADOS. Sinop. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ NÃO DEMONSTRADA.246 APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL C/C CANCELAMENTO DE DÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. tampouco supervalorização desses préstimos. Dirceu dos Santos. 17 DO CPC. TERMO INICIAL. Os critérios para a fixação dos honorários advocatícios são objetivos e estão definidos no art. APL 41000/2013. no caso. CORREÇÃO MONETÁRIA. DATA DO ARBITRAMENTO. Julg. MAJORAÇÃO DO VALOR FIXADO NA SENTENÇA. TERMO INICIAL. deve estar presente uma das hipóteses do rol taxativo do art. Para que haja condenação por litigância de má-fé. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Quanto à correção monetária aplica-se a Súmula nº 362 do STJ e aos juros a Súmula nº 54 do mesmo tribunal superior. prescinde de provas (in re ipsa). O registro indevido nos órgãos de proteção ao crédito gera o dever de indenizar. Pág. Des. em face da ocorrência de dano moral. DJMT 06/09/2013. ADMISSIBILIDADE. 20 do CPC. Rel. É ilícita a cobrança que não corresponde aos serviços contratados. Tais circunstâncias devem ser necessariamente levadas em conta para que não haja aviltamento dos serviços profissionais. 63) . Quinta Câmara Cível. SÚMULA Nº 54 DO STJ. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. (TJMT. SÚMULA Nº 362 DO STJ. AUSÊNCIA DAS HIPÓTESES DO ART. Mantém-se o valor fixado a título de indenização decorrente de dano moral que se mostra adequado e razoável. INSCRIÇÃO INDEVIDA DO NOME DO CONSUMIDOR NOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO. RECURSO DA PRIMEIRA APELANTE DESPROVIDO E RECURSO DO SEGUNDO APELANTE PARCIALMENTE PROVIDO. DANO MORAL CONFIGURADO. estando de acordo com os parâmetros adotados pela câmara em hipóteses semelhantes. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. 17 do CPC.

restando à míngua de relevante instrumento de . os quais são quantificados sob a ótica da razoabilidade e proporcionaldiade. FALHA NO SERVIÇO BANCÁRIO. SITUAÇÃO QUE ULTRAPASSA O MERO DISSABOR. Ricardo Vital de Almeida. vez que se trata de vício do serviço. (TJPB. Vistos.247 APELAÇÃO CÍVEL RESPONSABILIDADE CIVIL E DIREITO DO CONSUMIDOR. Rel. TELEFONIA. SERVIÇO INDISPONÍVEL. contudo. relatados e discutidos os autos acima. de monta absurda. Juiz Conv.081-2/001. QUANTUM INDENIZATÓRIO QUE NÃO COMPORTA ALTERAÇÃO. 18 do CDC. AC 001. PLEITO DE ELEVAÇÃO DA INDENIZAÇÃO PARA 50 SALÁRIOS MÍNIMOS. DJPB 06/09/2013.007. sem olvidar-se. A teoria do desestímulo não se dá de forma desmedida. SENTENÇA MANTIDA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DE AMBAS AS DEMANDADAS. art. A responsabilidade das demandadas é solidária. A técnica dominante para fixar o valor da indenização aplica cumulativamente os critérios compensatórios e do valor do desestímulo. PORTABILIDADE. após o pedido de portabilidade. viu seu próprio número de telefone ser alienado a terceiro. Dano extrapatrimonial reconhecido ante os abalos sofridos pela parte autora quando. CONSUMIDOR. bem como mantendo-se impossibilitada de receber ligações provenientes de determinada operadora. QUANTUM COMPENSÁTORIO À VÍTIMA E DESESTIMULADOR DE REITERAÇÃO ILÍCITA. a teor de expressa disposição legal. de reconhecer as ilegaldiades perpetradasque merecem razoável indenização na esfera extrapatrimonial. ACOLHIMENTO PARCIAL. pois o judiciário não se presta a compactuar com indenizações milionárias. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.2009. DESCONTO EM CARTÃO DE CRÉDITO EFETUADO POR DÍVIDA INEXISTENTE -DANO MORAL EVIDENCIADO. Terceira Câmara Especializada Cível. DANO MORAL EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO. PROVIMENTO PARCIAL. 16) RECURSO INOMINADO. DANOS MORAIS. Pág.

(TJRS. Relª Desª Marta Borges Ortiz. DANO MATERIAL COMPROVADO.00. nos moldes da Súmula nº 362 do STJ. Recursos improvidos. RecCv 7583-89. PERDA DE DADOS. BOA-FÉ E LEALDADE DO CONSUMIDOR. (TJRS. DEVER DE INFORMAÇÃO.500. ademais. Recurso limitado à impugnação ao valor da condenação em danos morais. Julg. CARTÃO DE CRÉDITO HIPERCARD. tanto mais quando utilizado para trabalho. vez que fixado em conformidade com os parâmetros adotados pelas turmas recursais cíveis em casos análogos. Porto Alegre. Primeira Turma Recursal Cível. Termo inicial da correção monetária fixada corretamente na data da publicação da sentença.9000.8. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. ou seja.2013.9000. Quantum indenizatório fixado em R$ 1. 03/09/2013.000. bem como em relação ao termo inicial da correção monetária e juros legais. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. CONTRATAÇÃO VERBAL DE PROVEDOR HOSPEDEIRO (HOSTING) DE WEBSITE. que não comporta alteração. O quantum indenizatório fixado em 2.00 que se mostra condizente com as circunstâncias do caso concreto e atende ao fim pedagógico-punitivo da medida. Juros incidentes da data da citação em vista de que responsabilidade civil contratual se cuida. . que se perfaz parcimonioso e que de resto não desgarra da ordinariedade da verba concedida em situações assemelhadas. Primeira Turma Recursal Cível. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO. RecCv 6852-93.248 comunicação. a partir do arbitramento do dano. DEVER DE INDENIZAR.21.21. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. CRÉDITO DISPONIBILIZADO AO AUTOR. Relª Desª Marta Borges Ortiz. Valor.8. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR. 03/09/2013. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR. Recurso improvido. Santa Maria. Julg. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DANO MORAL EXCEPCIONALMENTE CONFIGURADO.2013. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.

evidente que a ela incumbe a responsabilidade pela falha na prestação do serviço. Demonstrada a inoperância (congelamento) do website da autora por meio de prova documental e inspeção judicial. Neste sentido. por si só.21. Contudo.249 É do provedor hospedeiro a responsabilidade por disponibilizar espaço de seu servidor para hospedar a home page do contratante. RecCv 6758-48. era igualmente da ré. RESPONSABILIDADE DA . até mesmo em razão de inexistir qualquer prova neste sentido. A demandada atribui a culpa da inoperância do site à falha de programação (cuja responsabilidade seria de empresa diversa que criou a home page da autora).9000. e sendo da ré o ônus de disponibilizar a página para acesso aos usuários da internet. 27. tendo em vista que a requerida é quem tem o controle e supervisão dos comandos da página hospedada e não o programador. na hipótese restou evidenciado os diversos contatos da autora com a ré a fim de resolver o problema no site. Dano moral excepcionalmente reconhecido. a título de dano extrapatrimonial em vista do caráter punitivo-dissuasório da medida. inviável o acolhimento da excludente da culpa.000. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. Recurso improvido. não enseje a reparação subjetiva. Relª Desª Marta Borges Ortiz. Julg. sem que tenha a recorrente apresentado impugnação.8.00. Embora a falha na prestação do serviço. sem êxito. CORTE DA ENERGIA INDEVIDO. cujo backup. Má prestação de serviço que ocasionou a perda dos dados da autora divulgados em seu website. INQUILINO COMO USUÁRIO DOS SERVIÇOS DA CONCESSIONÁRIA. Primeira Turma Recursal Cível. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. INDENIZAÇÃO. o qual perdurou por pelo menos seis meses. 03/09/2013. à ré incumbia a comprovação da culpa da autora ou de terceiro. INTERRUPÇÃO DAS FÉRIAS. Porto Alegre. o qual unicamente criou a página da demandante. IMÓVEL LOCADO.2013. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR. segundo a prova testemunhal e a míngua de contratação com disposição diversa. permitindo que qualquer usuário da internet a acesse. evidenciado o descaso e desrespeito ao consumidor. (TJRS. razão pela qual acertada a condenação ao pagamento de R$ 2. Dano material consistente na criação de novo endereço eletrônico comprovado por meio do orçamento da fl. ônus do qual não se desincumbiu.

Primeira Turma Recursal Cível. Porto Alegre. Rel.500. Julg. COMPRA COLETIVA. 03/09/2013. (TJRS. a suspensão da energia imotivada. é a concessionária responsável pelos danos causados frente a ele. valor este mais adequado às circunstâncias do caso concreto diante dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.21.00. não somente por ser um serviço essencial. Rio Pardo.250 OPERADORA FRENTE. O autor demanda ação indenizatória por danos morais decorrentes de suspensão indevida do serviço de energia elétrica no imóvel por ele alugado para passar as férias. REVELIA.000. RECUSA.2012. Julg. DESCONTOS. Sentença reformada para julgar procedente o pedido do autor. mas considerando que foi a causa de interrupção das férias do autor. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA. Pedro Luiz Pozza. valor que atende aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade diante das circunstâncias do caso concreto. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO .21. RECURSO DO CONSUMIDOR. Des. Valor dos danos materiais limitado aos orçamentos juntados aos autos. QUEDA DE ENERGIA. RecCv 52414-62. DJERS 06/09/2013) CDC.9000. Unânime.2012. os quais são fixados em R$ 2. CONDENAÇÃO SOMENTE DA RESTITUIÇÃO DOS VALORES. Assim.000. ENERGIA ELÉTRICA.00. Recurso provido. Des. para veraneio. e restando incontroverso em demanda anterior que o corte ocorreu indevidamente. Sendo o autor o usuário dos serviços da concessionária enquanto alugava o imóvel.8. QUEIMA DO COMPUTADOR E PERDA DOS DADOS. Primeira Turma Recursal Cível. OCORRÊNCIA DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. DANO MORAL CONFIGURADO.9000. (TJRS. Pedro Luiz Pozza. RecCv 60042-05.8. Recurso provido em parte. Valor dos danos morais reduzido de R$ 6. 03/09/2013. Rel. Unânime. CUPONS. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS.00 para R$ 3. caracteriza os danos morais pretendidos. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR.

8. DJAC 05/09/2013. Rec.251 CONFIGURADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. DANO MORAL CONFIGURADO. este ônus não pode ser repassado ao consumidor. . 1. Defesa do comércio reclamado no sentido de que a culpa foi do site de compras coletivos.01. Rel. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. SENTENÇA REFORMADA PARCIALMENTE. 3. Segunda Turma Recursal. Juiz José Augusto Cunha Fontes da Silva. DANO MATERIAL PRESENTE. 5. Sentença que condenou a empresa somente na restituição dos valores. Súmula nº 362) e juros de mora a partir do evento danoso (stj.2011. Recurso parcialmente provido para fixar o valor do dano moral em r$2. e que não possui qualquer vínculo com a relação negocial entre reclamado e terceiro.614. Dano morais configurados. Recusa no fornecimento dos produtos adquiridos conforme estipulado. Pág. Em que pese os argumentos do reclamado. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. (TJAC. Sem custas e sem condenação em honorários advocatícios em razão do resultado do julgamento. 6. Consumidor que comprou em site de compras coletivos 04 (quatro) cupons para jantar no estabelecimento reclamado. SENTENÇA REFORMADA. que não colocou o nome do consumidor na lista de confirmação de quem adquiriu os cupons. Súmula nº 54). hipossuficiente por natureza. podendo o recorrente ajuizar ação de regresso contra o responsável pela suposta falha. 0600960-04. CDC. Recurso do consumidor.0070. 13) RECURSO INOMINADO. com correção monetária a partir do arbitramento (stj.00 (dois mil reais) por conta do caso específico. TRANSPORTE AÉREO. Pedido de condenação da reclamada em danos morais. VALOR ARBITRADO ADEQUADO. SITUAÇÃO QUE ULTRAPASSA A ESFERA DO MERO DISSABOR. 4. com desconto de 50% (cinquenta por cento).000. Ac. 2. ALTERAÇÃO DO HORÁRIO DO EMBARQUE SEM COMUNICAÇÃO AO PASSAGEIRO. Falha na prestação do serviço ocorrente.

. artigos 3º. pois se o reclamante tivesse tido seu retorno regular não haveria gasto. O valor estabelecido em razão dos danos morais se mostra dentro dos padrões de razoabilidade e proporcionalidade.252 1. INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Lei nº 9.099/95. A venda das passagens aéreas por agência de viagem é caso típico de fortuito interno que não elide a responsabilidade do fornecedor do serviço. 12) CÍVEL. A empresa gol linhas aéreas é parte legítima para figurar no polo passivo da presente lide posto que foi quem prestou o serviço ao autor. 46 DA LEI Nº 9. 7. a ausência de comunicação prévia e efetiva ao passageiro da antecipação do horário de saída do vôo e do novo horário de embarque também é de sua responsabilidade. SENTENÇA CONFIRMADA PELOS SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. (TJAC. 55. DJAC 05/09/2013. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Primeira Turma Recursal. Recurso conhecido e parcialmente provido. a empresa gol linhas aéreas.099/95). por conseguinte.0070. SÚMULA DO JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO. DEVER DE INDENIZAR. Relª Juíza Luana Claudia de Albuquerque Campos. RESPONSABILIDADE OBJETIVA E CDC.099/95. A empresa deve arcar com as despesa de telefonema e frigobar. Pág. ou seja. As despesas com alimentação no aeroporto de Brasília fogem da responsabilidade da empresa aérea. RELAÇÃO DE CONSUMO.316. 0004581-58. anac) e não no aeroporto de escala ou de conexão. in casu.01.2011. 2. no aeroporto de partida (resolução nº 141. o cancelamento ou a interrupção de vôo ocorre no ato do embarque.8. Ac. É evidente os transtornos suportados pelo recorrido que traduz lesão moral passível de reparação. 5. DANO MORAL CONFIGURADO. 4. ART. 8. O fato alegado se encontra no âmbito da linha de desdobramento da prestação do serviço e. 55 CAPUT DA LEI Nº 9. 7. 4º e 14. que somente se dá quando o atraso. Rec. Afastada a alegação de culpa exclusiva de terceiro. 6. Sem condenação em custas processuais e em honorários advocatícios (art. INSCRIÇÃO INDEVIDA DO NOME DO NOME DO AUTOR NO SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. INCIDÊNCIA DO ART. 3.

Recursos desprovidos. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS VERIFICADA.2012.099/95. condeno o recorrente ao pagamento de honorários advocatícios.8. AC 319949-73. Dano moral caracterizado. o que fora observado do juízo a quo. Verba honorária mantida. Porto Alegre. É objetiva a responsabilidade da instituição pelos danos causados ao consumidor em decorrência de inscrição indevida no cadastro de inadimplentes. na forma do art. Unânime. devida a indenização que deverá ser arbitrada segundo os princípios da proporcionalidade. 55.0007. 4. decorrente do próprio ilícito. ou seja.22. Segundo entendimento pacificado do STJ “a própria inclusão ou manutenção equivocada configura o dano moral in re ipsa. APLICAÇÃO DO CDC. por consequência. 28/08/2013.8. AÇÃO INDENIZATÓRIA. corrigidos monetariamente. 2. Julg. 322) APELAÇÃO CÍVEL. TRANSPORTE. SOB ALEGAÇÃO DE QUE NUNCA ASSINOU QUALQUER CONTRATO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL DE VEÍCULO. Restando demonstrado o dano moral.2013. RIn 1001871-24. Dever de indenizar. Quantum mantido. porquanto inexistente qualquer débito.761).21. no percentual de 10% (dez por cento). DJERS 05/09/2013) AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA CUMULADA COM DANOS MATERIAIS E MORAIS MOVIDA CONTRA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. Recurso conhecido e não provido. APLICAÇÃO DO TEOR DA SÚMULA Nº 479. (TJRS. caput da Lei nº 9. DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DJERO 05/09/2013. RELAÇÃO DE . dano vinculado à própria existência do fato ilícito. Relª Desª Katia Elenise Oliveira da Silva. e custas processuais. cujos resultados são presumidos” (AG 1. conforme índices oficiais do TJ/RO. CANCELAMENTO DE CRUZEIRO MARÍTIMO. 3. RECURSO ADESIVO.253 1. Rel. Décima Primeira Câmara Cível. 02/09/2013. Juiz Marcos Alberto Oldakowski. Pág. Julg.7000. (TJRO.379. sobre o valor da condenação. razoabilidade e adequação.

6959990. Rel. Ac. São Paulo.8. INSCRIÇÃO DO CONSUMIDOR EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. com juros de mora de 1% ao mês desde a citação. (TJSP. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE AS PARTES. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO PRESTADOR DE SERVIÇOS (ART. EMPRESA DE TELEFONIA. do Código de Processo Civil. Honorários advocatícios sucumbenciais que devem ser majorados para 20% sobre o valor da condenação. DIMINUIÇÃO QUE SE IMPÕE. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.0000. ante os parâmetros estipulados pelo artigo 20. APL 912995786. 14. observada a justa e condigna remuneração dos advogados.00 (três mil reais).000. COBRANÇA DE VALORES INDEVIDOS. . pago a título de honorários contratuais.2009.254 CONSUMO CONFIGURADA. 21/08/2013.26. DO CDC). Julg. MOTIVO PELO QUAL O VALOR ARBITRADO A TÍTULO DE DANO MORAL DEVE SER MANTIDO. AUTORA APENAS NECESSITOU REALIZAR DILIGÊNCIAS PARA SOLUCIONAR A PENDÊNCIA. PARTE QUE DEU CAUSA AO PROCESSO DEVE SUPORTAR AS DESPESAS TIDAS PELA PARTE CONTRÁRIA COM ADVOGADOS. Quinta Câmara de Direito Privado. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. CONSIDERANDO PARÂMETROS DE RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DEVER DE RESTITUIR OS VALORES INDEVIDAMENTE COBRADOS. devidamente atualizados pela Tabela Prática deste Egrégio Tribunal desde o desembolso. Cabimento da restituição do valor de R$ 3. Recurso provido parcialmente. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. Des. ILICITUDE DA CONDUTA DO RÉU INCONTROVERSA. Edson Luiz de Queiróz. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS DEVEM ESTAR ABRANGIDOS NA CONDENAÇÃO POR PERDAS E DANOS. QUANTUM ESTIPULADO EXACERBADO. DJESP 05/09/2013) PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR.

AC 2012.009504-4. 2. Rec 2013. tida como indevida. 4. Pág. RECURSO CONHECIDO MAS IMPROVIDO. 1. Juiz Flávio Augusto Martins Leite. DJDFTE 06/09/2013. Danos morais configurados. Recurso parcialmente provido. SITE DE PESQUISA DE PREÇOS. 708.625. (TJRN.004645-2. DEVER DE REPARAR O DANO SOFRIDO.1. SOLIDARIEDADE COM A LOJA INDICADA.255 A empresa de telefonia apelante não logrou comprovar a legalidade da cobrança.Recorrente sucumbente.Os fornecedores de produtos são responsáveis solidários pelos vícios nele contidos. 257) CONSUMIDOR.Recurso conhecido mas improvido.Não fornecido o produto contratado. SOLIDARIEDADE ENTRE FORNECEDORES. SOLIDARIEDADE PASSIVA. apenas para diminuir o valor fixado a título de indenização por danos morais. faz jus o consumidor à repetição do valor pago e das cártulas dadas para pagamento futuro.01. Sem honorários por ausência de contrarrazões. Relª Desª Judite de Miranda Monte Nunes. OBRIGAÇÃO. . dentre eles a ausência de entrega. ILEGITIMIDADE PASSIVA REJEITADA. Rel. DJRN 04/09/2013) 13 – RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA PASSIVA CONSUMIDOR. (TJDF. Ac. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. ônus que era seu. RELAÇÃO DE CONSUMO. 3. AUSÊNCIA DE ENTREGA. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Condenação à restituição de valores indevidamente cobrados. que tem respaldo no artigo 940 do Código Civil. RESCISÃO DO CONTRATO. RECURSO CONHECIDO MAS IMPROVIDO. REPETIÇÃO DO VALOR PAGO. arcará com custas processuais. com nexo de causalidade entre a conduta ilícita e o dano causado. Segunda Câmara Cível. FORNECEDORES DE PRODUTOS. INFLUÊNCIA NAS OPÇÕES DO CONSUMIDOR.

2. 2. COBRANÇA INDEVIDA QUE GERA INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE DEVEDORES.928. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. DJDFTE 29/08/2013.1.1. 3. Na hipótese de defeito na prestação de serviços.Recurso conhecido mas improvido.O serviço de pesquisa de preços influencia a opção de compra do consumidor. Mario-Zam Belmiro. implica na prestação de serviço ao consumidor e estabelece a solidariedade entre fornecedores prevista no art. APELAÇÃO CÍVEL. Recurso desprovido. Sentença mantida por seus próprios fundamentos a teor do art.010232-6. 128) CONSUMIDOR. 706.016034-5.Recorrente vencida.Direcionado o consumidor à loja com menor preço. Ac.07. Rec 2012. Pág. 244) CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL. Ac. DJDFTE 30/08/2013. Pág. 46 da Lei nº 9.099/95. 3. intitulada “parceira”. que atuou conjuntamente com a loja de departamentos para a viabilização e maximização das compras e vendas dos veículos. (TJDF. 1.692. quanto a revendedora responsável pela alienação do bem. CONTRATO DE FINANCIAMENTO. São legítimos para integrar o polo passivo da lide tanto a instituição financeira. . Rel. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA REJEITADA. SOLIDARIEDADE. uma vez que se trata de responsabilidade objetiva. LEGITIMIDADE PASSIVA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. Rel. Des. Rec 2008. EMPRESAS DO MESMO GRUPO ECONÔMICO. mormente quando dirige este à loja eletrônica com o menor preço. DEFEITO OCULTO. Terceira Turma Cível. § único do CDC. DANO MORAL CONFIGURADO. Juiz Flávio Augusto Martins Leite.05. com a sujeição evidente ao Código de Defesa do Consumidor.256 1. 7º. arcará com custas processuais e honorários de advogado fixados em 20% do valor corrigido da condenação. o malogro do negócio importa no dever de reparar o dano sofrido em razão da solidariedade entre fornecedores. (TJDF. 4. há solidariedade entre os integrantes da cadeia. 705. SOLIDARIEDADE.

NECESSIDADE. MANUTENÇÃO. 704. ostentando a mesma logomarca são solidariamente responsáveis pelos danos causados ao consumidor. 3. PRELIMINAR REJEITADA. SOLIDARIEDADE. que operam no mesmo estabelecimento. preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. REPARAÇÃO. DANO MORAL CONFIGURADO. SEGURADORA.A reparação de dano moral razoável e proporcional não merece reforma. PRELIMINAR REJEITADA E NO MÉRITO IMPROVIDOS.028016-5.257 REPARAÇÃO. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA REJEITADA. 1. NEGATIVA DO PAGAMENTO.Recorrentes integralmente sucumbentes. DOENÇA PREEXISTENTE QUE AFASTA A INDENIZAÇÃO. Sentença mantida por seus próprios fundamentos a teor do art.A cobrança de débito ilegítimo que enseja inscrição em cadastros de inadimplentes gera dano moral. Ac. que operam no mesmo estabelecimento.1. 2. CONHECIMENTO PRÉVIO DO CONTRATANTE.099/95. ostentando a mesma logomarca são solidariamente responsáveis pelos danos causados ao consumidor. 1. OFENSA AO ESTADO DE LUTO QUE ATINGE A PERSONALIDADE. RAZOÁVEL E PROPORCIONAL.Recursos conhecidos.Instituições integrantes do mesmo grupo econômico. Juiz Flávio Augusto Martins Leite. Rec 2013. RECURSO CONHECIDO. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. E NO MÉRITO IMPROVIDO. Rel. 46 da Lei nº 9. 5.475. 2. CONTRATO DE SEGURO DE VIDA. arcarão com custas processuais e honorários de advogado fixados em 20% do valor corrigido da condenação para cada um. e no mérito improvidos.A cláusula de exclusão de cobertura em razão de doença . (TJDF. 295) CONSUMIDOR.Instituições integrantes do mesmo grupo econômico.01. RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. 4. DJDFTE 22/08/2013. ÔNUS DA PROVA. RECURSOS CONHECIDOS. EMPRESA DO MESMO GRUPOS ECONÔMICO. Pág.

(TJDF. 5. Juiz Flávio Augusto Martins Leite. o bloqueio do cartão no dia 20/01/2011. de forma a afastar a boa-fé objetiva.012542-0. ofende atributos da personalidade e gera dano moral a ser reparado. DJDFTE 22/08/2013. 06). A afirmação de que o banco recebedor teria incorrido em erro na leitura do código de barras do documento que não afasta a responsabilidade da ré. 6. 704. 295) CONSUMIDOR. DANO MORAL CONFIGURADO IN RE IPSA.04. vez que realizado antes de decorrido o prazo determinado. BLOQUEIO DESMOTIVADO DO CARTÃO. daí advindo a solidariedade respectiva (fl. 7. Indisponibilidade do título de crédito procedido pelo banco demandado que não se justifica. PAGAMENTO DA FATURA VIA CORRESPONDENTE BANCÁRIO. vez que autorizou aquela instituição a receber valores em seu nome.470. Rec 2012.A reparação de dano moral fixada com razoabilidade e proporcionalidade merce ser mantida. afigura-se indevido. COM CÓDIGO DIVERSO.Recorrente vencido. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. conforme apregoado na fatura referida. 3. Assim. preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada e no mérito improvido.Recurso conhecido. CARTÃO DE CRÉDITO. Rel. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.1. SOLIDARIEDADE DO BANCO RÉU QUE AFASTA A ILEGITIMIDADE PASSIVA. Ac. . por ocorrer em momento de luto e sofrimento. porquanto existente informação na fatura quanto à possibilidade de pagamento até 15 dias após seu vencimento. 4.258 preexistente demanda a demonstração de que o contratante soubesse da existência e alcance da doença à época da contratação. possuindo o título vencimento em 15/01/2011. que é presumida. Pág.Por tratar-se de fato extintivo do direito do segurado.A negativa injustificada ao pagamento de prêmio de seguro por morte. a prova desse conhecimento prévio da doença incumbe à seguradora. cuja contratação prévia buscou justamente minorar. Afigura-se ilícito o bloqueio desmotivado do cartão de crédito do autor. arcará com custas processuais e honorários de advogado fixados em 20% do valor corrigido da condenação. porquanto há na fatura a opção de pagamento através da rede bancária conveniada.

Primeira Câmara Cível. situação que ensejou diversos contratempos ao consumidor.9000. RESPONSABILIDADE DO FABRICANTE POR PREJUÍZOS SOFRIDOS PELO CONSUMIDOR. (TJMS. valendo-se de sua experiência e do bom senso. Quantum indenizatório fixado em R$ 4. CADEIA NEGOCIAL. 23/07/2013. com atenção à razoabilidade. E EMPRESA DE COBRANÇA. SOLIDARIEDADE PASSIVA CONFIGURADA. RecCv 5806575. DANOS CONFIGURADOS. que ficou impossibilitado de usufruir dos bens da forma esperada.259 .00 que comporta redução para R$ 2. Passo Fundo. Des. Primeira Turma Recursal Cível. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO.000.2008. APLICABILIDADE DO ART.0001/50000. Campo Grande. exsurgindo. RECURSO NÃO PROVIDO.00. o dever de indenizar. ATRASO NA ENTREGA. daí. Dano moral que se afigura in re ipsa diante do evidente abalo creditício vivenciado pelo autor e que se chancela. ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA. 47 DO CÓDIGO DE DEFESA .A. UNIDADE EVIDENCIADA. MÉRITO. também. (TJRS. Restando incontroversa nos autos a fabricação e montagem inadequada dos móveis encomendados.12.21. Rel. AgRg 0119173-30. atento à realidade da vida e às peculiaridades de cada caso.8. DJERS 20/08/2013) AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. SOLIDARIEDADE. Para a fixação dos danos morais o juiz tem o dever de orientar-se pelos critérios sugeridos pela doutrina e pela jurisprudência.8. ILEGITIMIDADE PASSIVA. AQUISIÇÃO DE MÓVEIS PLANEJADOS. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS.2012. Recurso parcialmente provido. DJMS 05/08/2013) DANO MORAL. caracterizado está o dano moral puro. Sérgio Fernandes Martins. em nome do caráter punitivo-pedagógico da medida. Julg. BANCO SANTANDER BRASIL S. montante que melhor se adequa aos parâmetros adotados pelas turmas recursais cíveis em casos análogos e que lastro encontra nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade aplicáveis ao caso concreto.000. Relª Desª Marta Borges Ortiz.

SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA. Rel. Frustração. SEGURO DE CRÉDITO. LEGITIMIDADE PASSIVA. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. SENTENÇA CASSADA. Honorabilidade do nome civil não atingida.0236/50000. FALHA DO SISTEMA BANCÁRIO. Revolta momentânea que não equivale a dano moral.26. o fornecedor responde solidariamente com o fabricante pelos defeitos relativos ao fornecimento de produtos ou serviços. O dano de ordem moral exige que a conduta lesiva possa tirar o equilíbrio do psiquismo humano. do Código de Defesa do Consumidor. ou a personificação da alma. Situação peculiar que pode promover revolta e desassossego. Des. mas que não importa em signo depreciativo ao ser humano. DJESP 05/08/2013) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Ibitinga. Hipótese que se estreitara em si mesma. QUITAÇÃO DO MÚTUO. Décima Primeira Câmara de Direito Privado. EDcl 0006867-05. CORRESPONDÊNCIAS ENVIADAS. aborrecimento e tédio que são inábeis para desiquilibrar a consciência humana. NOME CIVIL NÃO LEVADO A CADASTRO DESABONADOR. TESE AFASTADA.8. REGULARIZAÇÃO SUPERVENIENTE. DEMORA NO CONSERTO DO VEICULO. ÓBITO DO CONSUMIDOR. 32.2008. 6880254. Peculiaridade que não exprime a presença de humilhação. tais como os vícios de qualidade . FATO RECONHECIDO. discriminação ou dor sobre os atributos da personalidade civil da consumidora. Julg. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA. Rômolo Russo. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. Nos termos do que dispõe o artigo 18. COBRANÇA DE DÍVIDA. (TJSP. Recurso provido para julgar improcedente a ação. Somente haverá dano moral diante da real lesão a valores existenciais e espirituais da pessoa humana. mesmo em situação continuada. Ac. AUSÊNCIA DE PEÇAS DISPONÍVEIS.260 DO CONSUMIDOR. Indenização. SOLIDARIEDADE ENTRE A FABRICANTE E A CONCESSIONÁRIA. 18/04/2013.

RCIN 1633/2012. Des. RESPONSABILIDADE PELOS DANOS CAUSADOS AO CONSUMIDOR. 06/03/2013. Descumprindo a fabricante o dever legal que lhe é imposto. que não prestou adequadamente o serviço de assistência técnica. AÇÃO INDENIZATÓRIA. 32. Recurso conhecido e não provido. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. ainda como expiação à parte reclamada. Sentença cassada. DÍVIDA JÁ QUITADA. (TJMT.000. 4.0145.09. 3. após receber o título de crédito mediante endosso o leva a protesto.261 ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. escolher se ajuizará a ação contra a fabricante e a concessionária. NEGLIGÊNCIA. do CDC). RELAÇÃO DE CONSUMO SOLIDARIEDADE ENTRE MANDANTE E MANDATÁRIO. Incumbe ao consumidor. ou apenas contra uma delas. mister reconhecer a responsabilidade entre elas. Julg. em caso de responsabilidade solidária. José Marcos Vieira. Rel.558575-1/001. A jurisprudência do e. (TJMG. APCV 1. assegurar a oferta de componentes e peças de reposição (art. é presumido e não carece de prova da existência do dano para surgir a obrigação de indenizar. servindo. O valor da condenação estabelecida na sentença (r$ 4. Superior Tribunal de justiça é firme no sentido de que o dano moral. MÉRITO. Responde por danos materiais e morais o banco que. e a concessionária. Se in re ipsa. DJEMG 15/03/2013) RECURSO INOMINADO. Legitimidade passiva da fabricante. configura. 1. SENTENÇA MANTIDA. decorrente de inscrição irregular em cadastros de inadimplentes. ÔNUS DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA EM VERIFICAR A IDONEIDADE DO TÍTULO. Hildebrando da Costa . PROTESTO INDEVIDO. permanecendo com o veículo por 04 (quatro) meses sem informar ao consumidor o motivo da demora. DANO MORAL CONFIGURADO. Turma de Câmaras Criminais Reunidas. QUANTUM RAZOÁVEL RECURSO NÃO PROVIDO. Rel. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO MANDATÁRIO. ou seja.00) satisfaz o caráter reparatório. sem verificar sua legitimidade e sem comprovar o mandato e suas cláusulas. Des. REJEIÇÃO. 2.

do CDC Correto reconhecimento. 142) 14 . (TJSP. IV. . PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DEFEITUOSO. para a hipótese de cancelamento Flagrante nulidade Infringência ao art.AGÊNCIA DE VIAGEM APELAÇÃO CÍVEL. O arbitramento deve ocorrer com moderação.0342.11. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL COM PLEITOS CUMULADOS DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E DE CONCESSÃO DE LIMINAR DEMANDA DE CONSUMIDOR EM FACE DE AGÊNCIA DE VIAGENS.262 Marques. Pág. EM RAZÃO DE FORTES CHUVAS. DJEMG 06/09/2013) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PACOTE DE VIAGEM. DJMT 21/03/2013. O fornecedor de pacote turístico é responsável pelos danos decorrentes de falha na prestação dos serviços. mas deverá ser desestímulo à repetição da conduta danosa do ofensor. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. 12/03/2013. HOTEL SEM CONDIÇÕES DE RECEBER OS TURISTAS. DANOS MORAIS E MATERIAIS DEMONSTRADOS. Rel. Newton Teixeira Carvalho. 51. APCV 1.011435-8/001. INDENIZAÇÃO DEVIDA. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA AO CONSUMIDOR POR PARTE DA AGÊNCIA RESPONSÁVEL. 29/08/2013. Julg. (TJMG. considerando-se o grau da culpa e as condições econômico-financeiras das partes. Sentença de parcial procedência para declarar rescindida a avença e reduzir para 10% a multa contratual pela desistência da viagem Manutenção do julgado Necessidade Pedido de cancelamento efetuado com mais de 30 dias da data marcada para o embarque Cláusula contratual que previu cobrança de “taxa” de 100%. Julg. O valor da reparação não deve constituir enriquecimento sem causa. Apelo da ré desprovido. Des. AGÊNCIA DE TURISMO RESPONSÁVEL PELA VENDA DE PACOTE DE VIAGEM.

Porto Alegre. Quantum indenizatório fixado em R$ 2. RecCv 1024-19. porquanto a suposta dívida alvo de inscrição é decorrente de contratação de pacote de turismo cancelado. LEGITIMIDADE PASSIVA DA AGÊNCIA DE VIAGEM. (TJRS. Verossimilhança nas alegações da demandante de que pagou a multa pela desistência do contrato. Inscrição negativa que se mostra indevida. ante o distrato entre as partes. quando do cancelamento do pacote turístico. A requerida cvc .8. DJESP 29/08/2013) CONSUMIDOR. Relª Desª Marta Borges Ortiz.Brasil operadora de viagens s/a afigura-se legítima a responder pela inscrição ilícita do nome da autora no rol de maus pagadores. teria optado por efetuar o pagamento integral do pacote para utilizar os créditos posteriormente. . Des. Julg. PACOTE DE TURISMO.2012. Recurso improvido. PAGAMENTO DE MULTA.263 APL 0706874-65. Ac. cabia à agência de viagens vir a resgatar os títulos cedidos. QUANTUM MANTIDO. conforme documentação acostada às fls.00 que não merece reparo.000. não teria créditos a usufruir. Primeira Turma Recursal Cível. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO QUANTO À PACTUAÇÃO DE CONVERSÃO DO PAGAMENTO DE PACOTE DE VIAGEM CANCELADO EM CRÉDITO PARA UTILIZAÇÃO EM OUTROS PACOTES OFERECIDOS PELA CVC. DANO MORAL CONFIGURADO. 6964259.26. 20/24. não se mostra crível a alegação da ré de que a autora teria contratado outros sete pacotes de viagem. uma vez que fixado até mesmo aquém aos parâmetros adotados pelas turmas recursais em hipóteses análogas mas que se mantém á míngua de recurso da parte autora. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. Ademais.21. INSCRIÇÃO EM ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO INDEVIDA. 21/08/2013. Marcos Ramos. Rel.2013. uma vez que na condição de inadimplente.0704. Dano moral decorrente da inscrição indevida que se afigura in re ipsa. Trigésima Câmara de Direito Privado.8. São Paulo. com o efetivo pagamento da multa. CANCELAMENTO.9000. Ainda que tenha havido a cessão de crédito à empresa financiadora (aymoré s/a). porquanto não restou comprovado que a requerente.

do Código de Defesa do Consumidor. APELAÇÃO. sendo estes o grau de culpa da parte ofensora e o seu potencial econômico. Restando comprovada falha no serviço.264 Julg. Relª Desª Ana Maria Duarte Amarante Brito. Imperioso se faz mencionar que a indenização por danos morais possui as seguintes finalidades. Sexta Turma Cível. a equidade e a proporcionalidade ou razoabilidade. Ac. equiparam-se a consumidores as vítimas do evento. Para a fixação do quantum devido. DJDFTE 05/06/2013. utiliza-se critérios gerais.981.094231-4. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA AO CONSUMIDOR POR PARTE DA AGÊNCIA RESPONSÁVEL PELA VENDA DO BILHETE. 214) CIVIL. a prestação pecuniária deve ser um meio de compensação pelos constrangimentos. as condições pessoais da parte consumidora e a natureza do direito violado. 680. DANO MORAL CARACTERIZADO. a repercussão social do ato lesivo. além de prevenção quanto à ocorrência de fatos semelhantes.1. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. punição para o infrator. CANCELAMENTO DE VÔO. VIAGEM IMPOSSIBILITADA. INCLUSÃO INDEVIDA. bem como específicos. DJERS 23/08/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. Os fornecedores devem acautelar-se com os serviços fornecidos. consequentemente. QUANTUM INDENIZATÓRIO. AGÊNCIA DE VIAGEM. Nos termos do artigo 17. PERDA DE PACOTE TURÍSTICO E DE . (TJDF. aborrecimentos e humilhações experimentados pela parte consumidora. respondendo pelos danos causados à parte consumidora. como o prudente arbítrio. Rec 2012. BOLETOS. assumindo os riscos pelas atividades desenvolvidas e. o bom senso. 20/08/2013. FALHA NO SERVIÇO.01. Apelações conhecidas e não providas. LEGITIMIDADES ATIVA E PASSIVA. a mera ocorrência do fato narrado basta para constituir o direito à reparação. sendo desnecessária a demonstração de qualquer dor interna que possa ter vivenciado. Pág. surge para a parte fornecedora o dever de reparação pelo dano moral experimentado Quando se trata de dano moral.

Recurso parcialmente provido. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA SOBRE OS DANOS MATERIAIS. Des. INDENIZAÇÃO DEVIDA. IMPOSSIBILIDADE DE EMBARQUE EM VÔO POR CANCELAMENTO DO BILHETE AÉREO. ILEGITIMIDADE PASSIVA. A legitimidade passiva é atribuída à pessoa que opõe resistência à realização do direito material do autor. DANO MORAL PRESUMÍVEL. PERDA DE PACOTE TURÍSTICO.265 CRUZEIRO CONTRATADO NO DESTINO. A indenização pelos danos morais sofridos pelos ofendidos deve ser estabelecida em valor suficiente e adequado para a compensação dos prejuízos por eles experimentados e para desestimular a prática reiterada da conduta lesiva pelo ofensor. APELAÇÃO. APCV 1. entretanto. MAJORAÇÃO DO QUANTUM. AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA AO CONSUMIDOR POR PARTE DA AGÊNCIA RESPONSÁVEL PELA VENDA DO BILHETE E PELA COMPANHIA AÉREA. ESTABELECIMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. DANO MORAL PRESUMÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. DJEMG 09/04/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. Julg. PRELIMINARES REJEITADAS. não se podendo prestar. que foi supostamente atingido. RECURSOS PRINCIPAIS PARCIALMENTE PROVIDOS E RECURSO ADESIVO NÃO PROVIDO. Preliminares rejeitadas. para o enriquecimento desproporcional daqueles. A indenização pelos danos morais sofridos pela ofendida deve ser estabelecida em valor suficiente e adequado para a compensação dos prejuízos .11.012277-0/001. MÉRITO. 02/04/2013. DESCABIMENTO. INDENIZAÇÃO DEVIDA. (TJMG. Rel. REDUÇÃO DO QUANTUM. PRELIMINARES.0701. AGÊNCIA DE TURISMO RESPONSÁVEL PELA VENDA DA PASSAGEM AÉREA E COMPANHIA AÉREA RESPONSÁVEL PELOS BILHETES. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. VIAGEM IMPOSSIBILITADA. Corrêa Carmargo. MANUTENÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA.

Corrêa Carmargo. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. por mera observância das normas legais aplicáveis à aviação comercial. Ac. CONSUMIDOR. o transporte das bagagens que lhe são postas sob custódia temporária.1. As empresas aéreas têm o dever. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Rel. Pág. 4. (TJMG. de conduzir. 3. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Recurso conhecido e improvido. 02/04/2013. não se podendo prestar. DJEMG 09/04/2013) 15 .06. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. TRANSPORTE AÉREO. quando associado a outros dissabores. administrar e fiscalizar. (TJDF. maximizando a angústia de quem viaja com bebê de colo. Custas e honorários pela recorrente vencida. TRANSPORTE AÉREO.028644-3/001. para o enriquecimento desproporcional daquela.266 por ela experimentados e para desestimular a prática reiterada da conduta lesiva pelo ofensor. EXTRAVIO DE BAGAGEM NECESSÁRIA PARA O TRANSPORTE DE BEBÊ. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho.014604-4. Dano material que se justifica para recompor os gastos do consumidor com o evento lesivo. O extravio de bagagem. de maneira incólume. Julg. DESLOCAMENTO DO AUTOR E AQUISIÇÃO DE NOVO PRODUTO. TRANSTORNOS QUE ULTRAPASSAM OS MEROS DISSABORES. CONTEÚDO DA SENTENÇA MANTIDO PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.TRANSPORTE AÉREO JUIZADOS ESPECIAIS. Des. APCV 1. entretanto. 257) RECURSO INOMINADO. é causa que justifica indenização a título de dano moral. como a falta de atenção da fornecedora e ausência de assistência. 1.0145. DJDFTE 06/09/2013. 2. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS. Recursos principais parcialmente providos recurso adesivo não provido. CDC.822. 708. Rec 2012.11. visto que priva o consumidor da utilização de suas coisas. ALTERAÇÃO DO HORÁRIO DO EMBARQUE SEM COMUNICAÇÃO AO PASSAGEIRO. DANO . Rel.

Afastada a alegação de culpa exclusiva de terceiro. As despesas com alimentação no aeroporto de Brasília fogem da responsabilidade da empresa aérea. Sem condenação em custas processuais e em honorários advocatícios (art. O fato alegado se encontra no âmbito da linha de desdobramento da prestação do serviço e. É evidente os transtornos suportados pelo recorrido que traduz lesão moral passível de reparação. APLICAÇÃO DO CDC. VALOR ARBITRADO ADEQUADO. o cancelamento ou a interrupção de vôo ocorre no ato do embarque. . 6. a empresa gol linhas aéreas. 8. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO.267 MORAL CONFIGURADO. a ausência de comunicação prévia e efetiva ao passageiro da antecipação do horário de saída do vôo e do novo horário de embarque também é de sua responsabilidade. DANOS MATERIAIS E MORAIS. 1. Primeira Turma Recursal. 12) APELAÇÃO CÍVEL. 2. ATRASO DE VÔO. Lei nº 9. 3.8. DANO MATERIAL PRESENTE. 4º e 14.2011. A empresa gol linhas aéreas é parte legítima para figurar no polo passivo da presente lide posto que foi quem prestou o serviço ao autor. Pág. Recurso conhecido e parcialmente provido. A venda das passagens aéreas por agência de viagem é caso típico de fortuito interno que não elide a responsabilidade do fornecedor do serviço. pois se o reclamante tivesse tido seu retorno regular não haveria gasto. O valor estabelecido em razão dos danos morais se mostra dentro dos padrões de razoabilidade e proporcionalidade. 4. que somente se dá quando o atraso. anac) e não no aeroporto de escala ou de conexão. 0004581-58. no aeroporto de partida (resolução nº 141. PERDA DE CONEXÃO.316. SENTENÇA REFORMADA PARCIALMENTE. Relª Juíza Luana Claudia de Albuquerque Campos.01. 5. (TJAC. Ac. A empresa deve arcar com as despesa de telefonema e frigobar. ou seja. 55.099/95). Rec. in casu. artigos 3º. 7. por conseguinte.0070. DJAC 05/09/2013. TRANSPORTE AÉREO. 7.

O dano moral neste caso é evidente. sujeitando-os a percorrer de ônibus um trajeto de 470 km. SENTENÇA MANTIDA.A substituição do transporte aéreo por terrestre sem oferecimento de informações claras ao consumidor e colocação de outras alternativas.Correta a sentença . Quebra de confiança. Apelo improvido. DANO MORAL CONFIGURADO. configura defeito na prestação do serviço. pois a empresa aérea não deu outra alternativa aos recorridos.8. Não prospera a preliminar de ilegitimidade passiva da agência de turismo. Danos materiais:. a fazer incidir. Falta de zelo da requerida. tendo eles na família idosos e uma criança com síndrome de down.268 1. Manutenção do valor da indenização. Porto Alegre. Rel. Conteúdo comprovado nos autos. DJERS 05/09/2013) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. conheço o recurso. MAU TEMPO. A parte autora tem o direito de ser ressarcida pelos prejuízos materiais decorrentes da má prestação. e ainda. Victor Luiz Barcellos Lima. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 7º. parágrafo único do CDC). SUBSTITUIÇÃO DO TRANSPORTE AÉREO PELO TERRESTRE. Preliminar rejeitada. 3 .7000. visto que atende o caráter pedagógico e punitivo da condenação. (TJRS. 2 .21. as normas do estatuto consumerista (CDC . PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE REJEITADA. como a reacomodação em outro vôo ou o reembolso. CONSUMIDOR. CANCELAMENTO DE VÔO EM AEROPORTO DE ESCALA. enquadra-se aos parâmetros utilizados por esta câmara. Danos morais: Comprovado nos autos o dano moral experimentado pelo consumidor. Décima Segunda Câmara Cível. inconteste.Código do consumidor). AC 589236-13. 29/08/2013. PRESTAÇÃO DEFEITUOSA DE SERVIÇOS.Preliminar. 1 . porquanto enfrentou situação desalentadora e desrespeitosa em razão do descaso da ré frente ao atraso de vôo contratado e conseqüente perda da conexão de vôo internacional. pois é fornecedor que participa da cadeia de consumo (art. Presentes os pressupostos de admissibilidade. em oito horas. 3. NÃO OFERECIMENTO DE INFORMAÇÕES CLARAS AO CONSUMIDOR DE OUTRAS ALTERNATIVAS (REACOMODAÇÃO OU REEMBOLSO). 2. Des. 4 . Aplicação do cdc: A relação entre as partes trata de uma típica relação de consumo.2011. Julg.

JUROS MORATÓRIOS. 707. Rel. No caso. (TJDF. Rel.Recurso conhecido e desprovido. CORREÇÃO MONETÁRIA. além do grau de culpa do agente.1. 301) APELAÇÃO CÍVEL. O quantum a ser fixado para reparação dos danos morais deverá observar as seguintes finalidades. O valor dos danos morais deve ser mantido. do potencial econômico e características pessoais. Não havendo evidente excesso. CONEXÃO PERDIDA. 5 . Sentença reformada. DANOS MATERIAIS E MORAIS. Juiz Hector Valverde Santana. 279) DIREITO DO CONSUMIDOR.00 para outro recorrido. Ac. eis que atendeu aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.000.000. Desig. DJDFTE 04/09/2013.023007-2. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. punitiva e preventiva. deve ser respeitado o juízo de primeiro grau por deter melhores condições de avaliar as peculiaridades e minúcias do caso. RECURSO ADESIVO. Pág. por estar mais próximo das partes do litígio e da produção da prova testemunhal em audiência. APLICAÇÃO DO CDC. 1. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Juiz Leandro Borges de Figueiredo. Custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% do valor da condenação. TRANSPORTE AÉREO. 2. 3. Rec 2013. Rec 2013. ATRASO DO VOO. 707. pelo recorrente.049560-2. (TJDF.269 que condenou as empresas recorrentes. .01. compensatória. ao pagamento de indenização pelos danos morais no importe de R$ 8. a repercussão do fato no meio social e a natureza do direito violado.990. SENTENÇA REFORMADA. TRANSPORTE AÉREO. ATRASO DE VÔO.1. configurou dano moral o atraso do voo que culminou com a perda da conexão e impôs ao passageiro a espera do dia seguinte para chegar ao destino. obedecidos os critérios da equidade. Ac.00 para um e R$ 5. DANO MORAL CONFIGURADO.659. Sentença mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos. proporcionalidade e razoabilidade. DJDFTE 04/09/2013. Pág.01.

21.7000. vez que atende ao caráter punitivo e preventivo da condenação. Danos morais: Comprovado nos autos o dano moral experimentado pelo consumidor. (TJRS. Recurso adesivo parcialmente provido. Conteúdo comprovado nos autos. Des. Valor da indenização fixado em R$ 4. Correção monetária: Dano moral individual incide desde a data da publicação da decisão que o fixou. TRANSPORTE AÉREO. 3. 5. 29/08/2013. DJERS 04/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. o qual atende o caráter pedagógico e punitivo da condenação. Bento Gonçalves.Código do consumidor). Falta de zelo da requerida. VIOLAÇÃO DE BAGAGEM. porquanto enfrentou situação desalentadora e desrespeitosa em razão do descaso da ré frente ao atraso de 20hs do vôo contratado.500. APLICAÇÃO DO CDC. AC 14096890. Apelo improvido. inconteste. Danos morais: Comprovado nos autos o dano moral experimentado pela consumidora.2011. enquadra-se aos parâmetros utilizados por esta câmara.00. Julg. Décima Segunda Câmara Cível.8.Código do consumidor). a fazer incidir. Danos materiais:. Victor Luiz Barcellos Lima. as normas do estatuto consumerista (CDC . Apelo provido. as normas do estatuto consumerista (CDC . Juros moratórios: Inaplicável o disposto na sumula 54 do STJ. 2. Décima Segunda Câmara Cível.000. a fazer incidir.7000. Julg.270 1. Aplicação do cdc: A relação entre as partes se trata de uma típica relação de consumo. Quebra de confiança. inconteste. visto que a indenização decorre de relação contratual. Rel. e ainda. A parte autora tem o direito de ser ressarcida pelos prejuízos materiais decorrentes da má prestação. 4. (TJRS. 29/08/2013.2011. Rel. DANOS MORAIS. Quebra de confiança. 2.21. Aplicação do cdc: A relação entre as partes se trata de uma típica relação de consumo. AC 79184-15. porquanto enfrentou situação desalentadora e desrespeitosa com a violação de sua bagagem e extravio de alguns de seus pertences. Des. Porto Alegre. Victor Luiz Barcellos Lima. Majoração do valor da indenização para R$ 7.8. Falta de zelo da requerida.00. DJERS 04/09/2013) . para cada autor. 1.

CDC. a indenização pelo dano suportado é medida que se impõe. TRANSPORTE AÉREO. situação que certamente escapa da condição de mero dissabor cotidiano” (AC n. A indenização por danos morais é fixada por equidade pelo magistrado. AC 2013. CONDIÇÃO FINANCEIRA DO OFENSOR. Des. Recurso desprovido. Julg. Importa observar o grau de culpabilidade e a condição econômica da parte a quem se vai impor a sanção. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Des.029673-5. INDENIZAÇÃO DEVIDA. ATRASO NO VOO E EXTRAVIO DE BAGAGEM. Comprovado o prejuízo material.065854-4. REDUÇÃO. o transtorno e o sofrimento que essa circunstância gera no espírito do passageiro. DJSC 02/09/2013. (TJSC. OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. 27/08/2013. de urussanga. atendendo a dois objetivos: Atenuação do dano causado ao lesado e reprimenda ao lesante pelo ilícito cometido. Fato que causou significativo transtorno ao consumidor. 280) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. EXTRAVIO DE BAGAGEM. demonstrado através de notas fiscais e documentos verossímeis. APLICABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. Insurgência quanto ao reconhecimento de danos morais e sua quantificação. Rel. Eládio torret Rocha). Pedro Manoel Abreu. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO A TÍTULO DE DANOS MORAIS. Pág. ABALO MORAL INDENIZÁVEL. PREJUIZO MATERIAL DEVIDAMENTE COMPROVADO. Terceira Câmara de Direito Público. Manutenção da sentença. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 2008. Rel. sendo inegáveis o aborrecimento.271 AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS. TERMO INICIAL DE INCIDÊNCIA . TRANSPORTE AÉREO. NEGLIGÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. É inquestionável o abalo moral sofrido por passageiro que teve sua bagagem extraviada por falha operacional de empresa aérea. Navegantes. Impossibilidade de redução do quantum indenizatório. bem como o dano infligido à parte em favor de quem é imposta a indenização.

I. a condição das partes.11. posto se tratar de norma de ordem pública. basta a demonstração da falha na prestação do serviço e o nexo causal entre aludida falha e os prejuízos suportados pelo consumidor. é a data do evento danoso. Havendo relação de consumo prevalecem as disposições do Código de Defesa do Consumidor. Observados os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade que informam a fixação da indenização por danos morais. DJEMG 30/08/2013) CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL. inciso xxxii. para que se caracterize a responsabilidade do fornecedor. tendo ocorrido a perda da bagagem. . bem como o atraso de voo. TRANSPORTE AÉREO. sendo certo que. APCV 1. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. O extravio de bagagem em transporte aéreo.0024. EVENTO DANOSO. Rel. Des. inciso v). II. a teor do que dispõe o art. o termo inicial para a incidência dos juros de mora. bem como o grau de culpa do causador do dano. QUANTUM MANTIDO. DANO MATERIAL E MORAL CONFIGURADOS. nos termos da Súmula nº 54 do STJ. como certo o dever de indenizar. apresentando-se. SENTENÇA MANTIDA.. Os dispositivos da legislação protetiva do consumidor são de observância obrigatória. e os danos decorrentes devem ser indenizados. Wanderley Paiva. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 14 da Lei n. tendo sido a defesa do consumidor exigência expressa no texto constitucional (artigos 5º. a gravidade e intensidade da ofensa moral. III. com inteligência judicial que considera adequadamente as circunstâncias da lide. e 170. na medida em que cabia à empresa aérea zelar pela chegada da bagagem ao seu destino final e não cumpriu o seu dever. 28/08/2013.178807-1/001. há imperatividade na sua aplicação. Em se tratando de responsabilidade objetiva. EXTRAVIO DE BAGAGEM. não há que se falar em redução do quantum fixado.078/90. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Verificando-se comprovada a falha na prestação do serviço de transporte em referência. caracteriza defeito na prestação de serviço ofertado pela empresa. Em se tratando de indenização por dano moral. 8. (TJMG. assim.272 DE JUROS DE MORA. Julg.

considerando-se as circunstâncias do caso. ladeado por um sentimento de desconforto. vislumbra-se que tal ato proporcionou à recorrida notórios danos materiais. deve-se permitir sua utilização como fonte de enriquecimento sem causa. configura-se patente o constrangimento sofrido pela recorrida. de sorte a propiciar uma compensação para o lesado e uma punição para o agente lesante. os itens elencados se afiguram coerentes com a viagem realizada e com os hábitos da apelada. Recurso desprovido. VI. mas. V. Danos materiais comprovados. 335 do CPC. gerando na mesma um impacto emocional. Terceira Turma . (TJSE. Julg. como ocorreu neste caso. Outrossim. TRANSPORTE AÉREO. deve ser mantido o valor fixado a título de danos materiais. pelo que. Novo Hamburgo. listagem aleatória. em hipótese alguma. Ademais. Falha na prestação do serviço. não se mostrando. equanimidade. se mostra razoável a manutenção do “quantum” fixado pelo juízo “a quo”. 26/08/2013. devendo operar em seu exercício a sensatez. cuja comprovação prescinde somente da prova do fato. Iolanda Santos Guimarães. Unânime. visando coibir reincidências. trata-se de dano moral “in re ipsa”.9000. pelo que resta claro também o sofrimento de danos morais. Recurso conhecido e desprovido. IV. 12628/2013. diante da aflição e situação vexatória sentidas ao chegar a seu destino e constatar que houve a perda de sua bagagem. RecCv 6401-68. de acordo com as normas de experiência previstas no art.2013. razão pela qual. Ac. devido à falha na prestação de serviços e ao fato de não ter sido solucionado tal problema. O montante indenizatório respectivo ao dano moral. Segunda Câmara Cível. portanto. no trecho de ida a viagem profissional. REPARAÇÃO DE DANOS. DJSE 30/08/2013) CONSUMIDOR. Relª Juíza Conv. é fixado pelo órgão judicante por meio de um juízo de eqüidade. conforme demonstrado através de vasta prova documental. Embora unilateral a relação do conteúdo da mala perdida. Dano moral configurado. (TJRS. Quantum adequado às circunstâncias do caso concreto e aos parâmetros praticados pela turma em casos análogos.21.8. AC 2013216142. VII.273 consoante restou incontroverso e se depreende da carta de inventário e dos e-mails acostados. isenção e imparcialidade. Extravio definitivo de bagagem.

00 que não comporta majoração. TRANSPORTE AÉREO.9000.000. § único e 28. RecCv 19421-29. ambos do CDC. Porto Alegre. 14 DO CDC. ART. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 21/08/2013. Descabimento. Recurso improvido. Solidariedade da recorrente. DJERS 27/08/2013) CONSUMIDOR. danos materiais estes reconhecidos na sentença.8. Inteligência dos artigos 7º. Danos morais configurados. DJERS 26/08/2013) PROCESSUAL CIVIL. INOCORRÊNCIA DE CASO FORTUITO OU DE FORÇA MAIOR. §3º. Julg. empresa que atuou em consórcio com a cia. RecCv 5409-10. Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler.21. em relação à recorrente. Unânime. .2013. TRANSPORTE AÉREO. Aérea uruguaia. Terceira Turma Recursal Cível. 22/08/2013. Julg. Porto Alegre. SERVIÇO DEFEITUOSO PRESTADO PELA COMPANHIA ÁREA. CANCELAMENTO IMOTIVADO DE VÔO INTERNACIONAL.9000. Des. Pedro Luiz Pozza.21. Rel. Rel. Fato que se resumiu a retenção da mala avariada vazia para conserto e não reembolso de passagem não utilizada. Para a viabilização da venda da passagem. DJERS 27/08/2013) RESPONSABILIDADE AÉREO. mas tão somente em relação à devolução do valor pago pelo bilhete e não reembolsado ao consumidor. por não ter responsabilidade pelo cancelamento de vôos decorrentes da falência da cia.274 Recursal Cível.8. Responsabilidade objetiva pela falha na prestação do serviço. CANCELAMENTO. Pedro Luiz Pozza. BILHETE NÃO RESSARCIDO. CONSUMIDOR TRANSPORTE Recurso apenas da autora visando majorar a indenização por danos morais. (TJRS. CIVIL. COMPANHIA AÉREA REVEL. a indenização por dano moral. Afastada.2013. Segunda Turma Recursal Cível. Des. (TJRS. Valor de R$ 1. Julg. Recurso parcialmente provido. 22/08/2013. VÔO.

0079401/002. inviabilizam que prospere o presente recurso. vindo a ocorrer o cancelamento do vôo em Brasília. Face às particularidades do caso em julgamento. assistência que restou sonegada. CANCELAMENTO DE VOO. não sendo prestada assistência com . Des. VIAGEM DE TURISMO. eis que não se enquadra nas hipóteses de caso fortuito ou força maior. 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O caso em voga apresenta algumas particularidades que devem ser levadas em conta e. Ademais. constato que a pretensão recursal não se amolda às hipóteses de exclusão da responsabilidade objetiva prevista no art. Ainda que tenham ocorrido problemas relativos à greve de funcionários no país em que seria feita a conexão para retorno ao Brasil. inclusive. tendo em vista que o atraso e posterior cancelamento do voo não restaram devidamente informados. o aeroporto de Foz de Iguaçu operou normalmente no dia 10/06/2011. FORÇA MAIOR AFASTADA. TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL. o constrangimento vivenciado pelos apelados poderia ter sido evitado caso a prestação de serviço fosse fornecida a contento. e. EINF 1. DANO MORAL E MATERIAL CONFIGURADOS. por conseguinte. 27/29. 14/08/2013. 1. GREVE DE FUNCIONÁRIOS NA ARGENTINA QUE NÃO EXIME A RÉ DE PRESTAR A ASSISTÊNCIA DEVIDA AO CONSUMIDOR.275 CONJUNTO PROBATÓRIO.11.. 302 do CPC. Restou comprovado o descaso da empresa que sequer compareceu ao juizado especial para tentar amenizar a situação vivenciada pelos embargados. o único vôo cancelado foi o da empresa embargante. Rogério Medeiros. (TJMG. tornando-se então incontroverso. Conforme o documento de fls. O embarque ocorreu em Belo Horizonte. segundo apontado no caderno processual. nos termos do artigo art. 25/26. importante destacar que tal fato não foi minimamente enfrentado na contestação acostada aos autos.0687. DJEMG 23/08/2013) REPARAÇÃO DE DANOS. Julg. a ré não está desobrigada a prestar a devida assistência aos consumidores. Rel. conforme documentos de fls. A falta de impugnação precisa e específica a cada um dos fatos gera a presunção de verdade do que foi exposto.

EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM. 20/08/2013. 1. (TJRS. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. 4. 3. RecCv 3527-13. LEGITIMIDADE PASSIVA DA CVC EMPRESA DE TURISMO. Danos materiais consistentes na aquisição de roupas e produtos de uso pessoal comprovados por meio de notas fiscais e que se mostram compatíveis com as características da viagem e período de permanência no destino. porquanto em vista do retardo. a partida somente foi possibilitada um dia após a previsão. VIAGEM INTERNACIONAL. medicamentos e produtos de higiene. DJERS 23/08/2013) CONSUMIDOR. sem que no período tenha tido qualquer justificativa. Responsabilidade que se afigura objetiva nos termos do art.8.276 alimentação e acomodação adequada. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. 2. Recurso improvido. Quantum indenizatório a título de abalo subjetivo fixado em R$ 2. que caracteriza dano moral tendo em vista o evidente desconforto da requerente diante da ausência de vestuário.9000. Extravio da bagagem por 17 dias. Julg. Danos materiais consistentes nos valores da hospedagem e alimentação na Argentina durante o período de espera para novo voo que deve ser ressarcido ao demandante. Cumpre as companhias aéreas o dever de transportar o passageiro e sua bagagem de modo incólume ao destino. TRANSPORTE AÉREO. 3. tanto mais em país distinto em que as . 2. DANO MORAL CONFIGURADO. DANO MATERIAL COMPROVADO. Primeira Turma Recursal Cível.000. tampouco oferta de alimentação.00 que não comporta modificação dadas as circunstâncias do caso concreto. Relª Desª Marta Borges Ortiz. 4. somente quando a autora já havia retornado de viagem. tendo em vista que o pacote turístico foi adquirido diretamente na empresa cvc. estando nele incluído o transporte aéreo contratado e oferecido pela operadora de turismo. Porto Alegre. Dano moral que transcende o mero dissabor. 14 do Código de Defesa do Consumidor. não se descurando de que os passageiros permaneceram mais de 4 horas no salão de embarque. A operadora de viagens responde solidariamente pela má prestação do serviço de transporte. aguardando o mesmo.2013.21.

bem como restou fixado até mesmo em patamar superior aos parâmetros adotados pelas turmas em hipóteses análogas. 20/08/2013.00. O valor de R$ 4. não há como afastar a responsabilidade objetiva da empresa ré para indenizar os autores pelos danos morais sofridos.000. a capacidade econômica das partes. Roberto José Ludwig. o demandado não acostou aos autos qualquer prova que sustentasse a sua alegação. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. Faxinal do Soturno. . 20/08/2013.21.9000. Primeira Turma Recursal Cível. portanto. PRESTAÇÃO DEFICIENTE. Recurso parcialmente provido. Recurso parcialmente provido. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA EMPRESA RÉ.9000. Na defesa. que dizem com overbooking e retirada de aeronave. Rel. TRANSPORTE AÉREO. RECOLOCAÇÃO EM VOO DIVERSO. para cada autor. DJERS 23/08/2013) PROCESSUAL CIVL. porquanto adequado às circunstâncias do caso concreto. Primeira Turma Recursal Cível. a parte ré alega a ocorrência de problemas técnicos na aeronave. Relª Desª Marta Borges Ortiz. QUANTUM REDUZIDO. OVERBOOKING. Julg.2013. (TJRS. uma vez que os autores restaram impedidos de retornar a Porto Alegre no horário contratado.8. responsabilidade pelo fato ocorrido. por questão de segurança. RecCv 19123-37. possuindo. mostra-se adequado para reparar os danos sofridos. INDENIZATÓRIA.277 condições climáticas eram diferentes. Entretanto. Quantum indenizatório fixado em R$ 5. abandonado o grupo menor de idade. com separação em relação ao grupo.8. (TJRS. Julg.2013. SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO. O dano moral fixado aos autores merece redução pelos parâmetros das turmas recursais em casos semelhantes. CONSUMIDOR. RecCv 282907. 5. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. não sendo possível a utilização de todos os acentos disponíveis. Porto Alegre. Des.21. não havendo excludentes de responsabilidade civil e ocorrendo a prestação de serviços deficiente.00 que não merece ser majorado.000. DJERS 23/08/2013) RECURSO INOMINADO. TRANSPORTE AÉREO. Dessa forma.

SOFRIMENTO QUE ULTRAPASSA O MERO INCÔMODO. Desª. ALTERAÇÃO. 2010.2012).2006). Na hipótese. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. Não verificadas essas excludentes.. inibitório e reparador da verba. j. a fim de que reste proporcional. Des. os fins pedagógico. de Montreal e do Código Brasileiro de Aeronáutica. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE REGISTRO DO CONTEÚDO DAS MALAS.057834-6. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR COM INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. desconforto e sofrimento moral merecedores de compensação pecuniária’. Rel. ‘Nos litígios que envolvem perda de bagagem e/ou objetos de seu interior. JAIRO FERNANDES Gonçalves..De acordo com a jurisprudência desta Câmara.”.278 DANIFICAÇÃO DE BAGAGENS E SUBTRAÇÃO DE OBJETO. Em 07. a responsabilidade civil é objetiva. DANO MORAL. § 3º.08.2012. ‘ (AC 2008. Des. “.017515-6. além da extensão do dano e o grau de culpa e capacidade econômico-financeira do ofensor.11. elidida apenas se demonstrada alguma excludente de responsabilidade contida no artigo 14. em demandas que versam responsabilidade civil decorrente de transporte aéreo.A compensação por danos morais deve considerar. “ (TJSC. do Código de Defesa do Consumidor. AC 2003. a manutenção do arbitrado em primeiro grau de jurisdição é medida imperativa.‘O extravio de bagagem causa vários inconvenientes ao consumidor. Maria DO ROCIO LUZ SANTA RITTA. Rel. “. principalmente com a exigência ao passageiro de declaração de bagagens e seus valores [. prevalece a aplicação do Código de Defesa do Consumidor em detrimento das Convenções Internacionais de Varsóvia. “Na linha dos precedentes desta Câmara e da jurisprudência desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça. AC n.064802-4. notadamente à mingua de impugnação específica bastante. Observadas essas balizas. adicione-se que os bens (e seu valor) são compatíveis com a viagem e sua duração. relª. j. QUANTUM INDENIZATÓRIO. DEVER DE INDENIZAR.] a medida que se impõe é a condenação da empresa aérea ao pagamento de danos materiais oriundos do extravio dos objetos alegados na inicial. FARTA PROVA DOCUMENTAL. (TJSC.06. . em 16. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. Henry Petry Júnior.). Em 28. gerando angústia.

6924173. 05/08/2013. 944. Os tratados e convenções internacionais (normas supralegais) estão sujeitos à análise de compatibilidade vertical Princípio da Supremacia da Constituição.044597-4. Videira. submetendo o consumidor a tratamento vexatório. Jaime Ramos. Vigésima Câmara de Direito Privado. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. 291) APELAÇÃO AÇÃO INDENIZATÓRIA TRANSPORTE AÉREO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR INDENIZAÇÃO NÃO TARIFADA CONVENÇÃO DE VARSÓVIA MITIGADA FATOS INCONTROVERSOS DANOS MORAIS INDENIZÁVEIS. cognoscível o dever de indenizar quanto aos danos morais artigo 186 e 927. DJESP 22/08/2013) JUIZADOS ESPECIAIS. EXTRAVIO TEMPORÁRIO DE BAGAGEM. Fatos narrados não impugnados pela parte contrária incontroversos. Des.26. 15/08/2013. APL 0067592-52. Quarta Câmara de Direito Público.8. Narrativa fática que denota falhas sucessivas na prestação de serviço.00 QUE ATENDE AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. TRANSTORNOS QUE ULTRAPASSAM OS MEROS DISSABORES. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.. (TJSP. Julg. TRANSPORTE AÉREO INTERNACIONAL.0000. CONTEÚDO DA SENTENÇA .279 (TJSC. DEVOLUÇÃO DA BAGAGEM EM LOCAL DIVERSO QUE DEMANDOU NOVO DESLOCAMENTO DO AUTOR.2009. inteligência do artigo 302.00. do Código de Processo Civil. Rel.. Danos morais arbitrados em quantia suficiente para reparar o dano (art. DANOS MORAIS CARACTERIZADOS. prevista na Convenção de Varsóvia (1929) precedentes. Ac. AC 2013.000. DJSC 22/08/2013. Relª Desª Maria Lúcia Pizzotti.. Pág. QUANTUM FIXADO EM R$ 4. CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. PERDA DO DIA DE TRABALHO. do CC) e causar efeito pedagógico no agente do ato ilícito R$8. do Código Civil. A superveniência da Constituição Federal de 1988 e do Código de Defesa do Consumidor (1990) afasta a indenização tarifada. São Paulo. Julg. RECURSO PROVIDO.000..

por si só. assim. não trazendo aos autos qualquer comprovação da inexistência do vício na prestação dos serviços ou fato que configure a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Condenada a recorrente vencida ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 15% (quinze) sobre o valor corrigido da condenação. bem observados os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho. sendo encaminhada à Receita Federal.000. pelos danos decorrentes do extravio da bagagem do recorrido. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.140625-0. Ac. 703. 14 do CDC. DJDFTE 20/08/2013. Danos materiais comprovados. Rel. visto que priva o consumidor da utilização de suas coisas. 5.SP. ao invés de ser devolvida no local de destino. A falha na prestação do serviço foi de tal monta que a bagagem já desembaraçada na fiscalização aduaneira. aberta. vistoriada e multada. (TJDF.280 MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. A relação entre as partes é consumerista. 2. ou seja. Pág. 1. respondendo.1. que o consumidor retornando de viagem ao exterior. 3. é causa que justifica indenização a título de dano moral.VÍCIO DO PRODUTO . após ser localizada. a responsabilidade civil das empresas de transporte aéreo pelo extravio de bagagem é objetiva. ainda que temporário. consoante determina o art. Rec 2012. modificativo ou extintivo do direito do autor. Conteúdo da sentença mantido por seus próprios fundamentos. 4. 6. e depachá-la para Brasília se viu compelido a comprar nova passagem e retornar a São Paulo.00 (quatro mil reais) a título de reparação por dano moral. pois sua bagagam foi devolvida para o aeroporto de Guarulhos e detida na Receita Federal. Confirma-se o conteúdo da sentença que fixa valor de R$ 4.01.673. mormente quando se considera o caso em comento. retornou para sua origem . em conexão. A ré/recorrente não se desincumbiu do ônus da prova quanto à existência de fato impeditivo. 303) 16 . Recurso conhecido e desprovido. Brasília. O extravio de bagagem. depois de passar sua bagagem pela alfândega.

também. 1. 2.Afastada. pois não houve nenhuma necessidade de prova complexa para o deslinde meritório. é de ser mantida a decisão que em antecipação da tutela determina o depósito em juízo do valor do automóvel seguido da sua entrega ao fornecedor. VÍCIO DO PRODUTO. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA. DEFEITO AUTOMÓVEL NOVO LOGO APÓS ENTREGA. ANTECIPAÇÃO DA TUTELA DETERMINANDO O DEPÓSITO JUDICIAL DO VALOR DO BEM SEGUIDO DA DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO MEDIANTE TERMO DE ENTREGA DECISÃO ESCORREITA. § 1º. a decisão eiva-se do vício de nulidade. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO. Sexta Câmara Cível. ainda que de forma sucinta. Capital.la a mácula de nulidade. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS. CONTEÚDO DA SENTENÇA MANTIDO PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 04/09/2013. Preliminar de nulidade da sentença rejeitada.Os membros de uma cadeia de fornecimento possuem legitimidade passiva e respondem solidariamente pelos vícios . RECURSO NÃO PROVIDO. ART. Na segunda situação. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA AFASTADA. porque inexiste motivação. 3. a argumentação de incompetência do sistema de Juizado Especial. Des. AI 49397/2013. própria da sistemática dos Juizados Especiais. Rubens de Oliveira Santos Filho. sendo incorreto atribuí. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. AQUISIÇÃO DE AUTOMÓVEL ZERO QUILÔMETRO.Há de se diferenciar motivação sintética de ausência de motivação.281 AGRAVO DE INSTRUMENTO. Pág. VÍCIO DO PRODUTO. 18. a decisão judicial explicita as suas razões. Na primeira hipótese. Demonstrados pelo consumidor a aquisição do bem e os sucessivos encaminhamentos à concessionária sem que os vícios fossem sanados. 27) DIREITO DO CONSUMIDOR. Rel. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DJMT 09/09/2013. DEFEITO NÃO SANADO APÓS SUCESSIVOS RETORNOS À CONCESSIONÁRIA. (TJMT. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. Julg.

tendo sido entregue ao cliente produto de qualidade diversa. o qual afirma a intenção da demandada em providenciar a troca do colchão defeituoso por outro. do CPC. ser o prazo de garantia inferior ao declarado pelo requerente.152899-8. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho.282 de seus produtos e suas falhas. PROVA TESTEMUNHAL E FOTOGRÁFICA. pautada em conformidade com os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. com base na teoria do risco do negócio ou atividade. 26. 7. II. 6. 333. 52). COLCHÃO. 68/70). 254) CONSUMIDOR.1. a teor do que preceitua o art. Ausente comprovação das assertivas trazidas pelo fabricante. não podendo causar enriquecimento ou empobrecimento das partes envolvidas.826. DEFORMIDADE DURANTE O PRAZO DE GARANTIA. Despesas processuais pela Recorrente vencida. do CDC. Inteligência do art.Os danos materiais foram claramente evidenciados pelas provas coligidas aos autos e o recorrente não apresentou nenhuma prova capaz de ilidir o nexo de causalidade entre o vício do produto e os danos experimentados. Ac. DECADÊNCIA NÃO EVIDENCIADA. cabível a indenização moral arbitrada pelo Juízo a quo. Pág. DEVER DE SUBSTITUIÇÃO DO BEM POR OUTRO IDÊNTICO OU RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO. § 2º. DJDFTE 06/09/2013. bem como haver tentado a substituição do colchão por outro de . Rel. ônus do qual não se desincumbiram. Diante da prova documental acostada aos autos (fotografias de fls. assim como haver ocorrido a tentativa de troca do bem. inc. VÍCIO DO PRODUTO. Rec 2012. 4. quais sejam. 708.O valor da reparação por dano moral deve atender ao chamado “binômio do equilíbrio”. de modelo distinto. porquanto comprovou documentalmente o autor o vício do produto durante o prazo de garantia fornecido pelo fabricante (fl. devendo ao mesmo tempo desestimular a conduta do ofensor e consolar a vítima. (TJDF. Não há falar em decadência. cabia às rés apresentar prova a desconstituir o direito pleiteado. 5.01.Patente o dano. acrescida do depoimento de baltazar dutra dos Santos (fl.Recurso conhecido e improvido. que é a base da responsabilidade objetiva do CDC. 54). Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.

Recurso improvido.7000.8.R$ 1. RESPONSABILIDADE CIVIL. Havendo vício de qualidade do produto que o torna impróprio ao uso a que se destina e restando inviabilizada a substituição da peça avariada do aparelho televisor adquirido pelo demandante. INVIABILIDADE.283 igual modelo. inc. porquanto não mais fabricada. impõe-se seja ratificada a sentença singular que condenou as demandadas. Cachoeira do Sul.2013. Relª Desª Marta Borges Ortiz. DECISÃO MONOCRÁTICA. Des. VÍCIO DO PRODUTO. com fulcro no art.21. Miguel Ângelo da Silva. Não é qualquer dissabor ou incômodo que rende ensejo à reparação por dano moral. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. 03/09/2013. Apelo parcialmente provido. incumbe à fabricante demandada restituir a quantia paga. Rel. à substituição do produto no prazo de dez dias ou conversão em pagamento do valor despendido na compra do bem . AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. II. Danos morais não configurados.00. Primeira Turma Recursal Cível. (TJRS. do CPC. DJERS 05/09/2013) CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. APARELHO DE TELEVISÃO. § 1º-a. RecCv 5140-68. VÍCIO DE QUALIDADE DO PRODUTO. INC.800. 557. Honorários advocatícios de sucumbência. Julg. Nona Câmara Cível. Exarada sentença condenatória. DEFEITO NA PLACA PRINCIPAL DO APARELHO. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO. Majoração. Situação retratada no feito em que este não se configurou. 29/08/2013.9000. AC 30150589. (TJRS. 18.2013. DJERS 06/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. do CDC. Honorários advocatícios arbitrados em 15% sobre o valor da condenação. 18. Julg. II. conforme prevê o art.8. DO CDC. . de forma solidária. SUBSTITUIÇÃO DE PEÇA FORA DE LINHA. ART. DEVOLUÇÃO DO VALOR PAGO. 20 do CPC.21. §1º. Vacaria. § 1º. a fixação da verba honorária deve atentar aos percentuais do § 3º do art.

Se o taxista ficou privado de seu instrumento de trabalho. Demandada proposta dentro do prazo de garantia contratual. Afastamento. 1. o vício persiste. faz jus à indenização do que razoavelmente deixou de lucrar. nos termos do art.010329-0. 4. 18 do CDC. 2. CDC) que só tem início após findo o período assecuratório concedido pela própria fornecedora. Recursos conhecidos e desprovidos. 67) CONSUMIDOR. PRIVAÇÃO DO BEM. 30/08/2013. à escolha do consumidor.284 Indenização por danos materiais (restituição da quantia paga) e morais. (TJSC. VÍCIO DO PRODUTO. este fixados em 10% sobre a . Recurso conhecido. LUCRO CESSANTE. Des. Insurgência da fabricante e da concessionária. Falha no sistema de refrigeração apresentada meses após a aquisição (umedecimento e superaquecimento). 18. II. Pág. 402 do Código Civil. Sentença mantida. deve prevalecer para fins de fixação dos lucros cessantes a declaração de renda média bruta emitida pelo Sindicato dos Permissionários de Táxis. Mérito. Brusque. Ronei Danielli. tornando viável a pretensão de restituição da quantia adimplida. Se inexistem nos autos elementos aptos a descredenciá-la. Decadência. desprovido. Recorrente condenado a pagar as custas processuais e honorários advocatícios. Os fornecedores respondem solidariamente pelos danos oriundos da impossibilidade de o adquirente do veículo zero quilômetro usufruir o bem em virtude de vício do produto. Permanência do problema mesmo após a substituição do respectivo painel. Rel. AC 2011. mesmo submetido o veículo a reparo no prazo legal (art. 5. quando. CDC). §1º. Sentença de parcial procedência. No mérito. Julg. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO POR TAXISTA. Lapso legal de reclamação (art. Não se exige do consumidor a indefinida espera para resolução do problema. Preliminar rejeitada. Sexta Câmara de Direito Civil. 26. PROPRIEDADE DO VALOR ARBITRADO. 3. Tampouco é razoável impingir-lhe o ônus da desvalorização do bem mediante a substituição de peça de grande destaque (painel) que acarrete a alteração de suas características originais. DJSC 05/09/2013. Possibilidade do manejo direto das prerrogativas dispostas no art. sobre a qual incide dedução equitativa relativa ao custo de operação do veículo e ao descanso semanal do profissional.

Direito à restituição dos valores pagos. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA. Quantum indenizatório fixado em R$ 1. AUSÊNCIA DE CONSERTO NO PRAZO LEGAL. ensejando o direito de a parte demandante postular o desfazimento do negócio. não podendo ser utilizado para o fim ao qual se destinava.01. REMESSA PARA ASSISTÊNCIA TÉCNICA.2013. situação que fere a confiança depositada nas empresas comerciantes. (TJDF. Dano moral configurado. 3. 06/08/2013. Dano moral não configurado na hipótese. INDENIZATÓRIA. VÍCIO DO PRODUTO. Pág. RecCv 4637379. a concessão de indenização por danos morais somente deve ser deferida em casos excepcionais. (TJRS. Segunda Turma Recursal . Inadimplemento contratual. RecCv 26882-52.1. por si só. Lucas Maltez Kachny. tendo em vista que o produto adquirido pela parte autora apresentou defeitos. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. DJERS 04/09/2013) CONSUMIDOR. Descabe falar em incompetência do juizado especial cível. Julg. 2.8. Ac. não é crível que um aparelho eletrônico de quantia considerável esteja inutilizável em poucos meses após a aquisição. DJDFTE 04/09/2013.009231-7. Ausência de solução do problema. Rec 2013. 5. VÍCIO DO PRODUTO.775. Primeira Turma Recursal Cível. Recurso provido. Descumprimento contratual configurado. Ora. não viola direitos da personalidade. Alegrete. Televisor adquirido com defeito e enviado à assistência técnica.000. porquanto o caso em tela não apresenta maior complexidade. 4.9000. Recurso parcialmente provido. RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO. 301) CONSUMIDOR. Em matéria de responsabilidade contratual. 707. Situação que ultrapassou o mero dissabor cotidano. Dois Irmãos. (TJRS. Rel.2012.285 verba condenatória.9000. que.21.00 (mil reais). NOTEBOOK. Relª Juíza Edi Maria Coutinho Bizzi. em especial por se tratar de bem de uso essencial na vida moderna. Des. sendo desnecessária a realização de perícia. 1.21.8.

a promovida olvidouse em demonstrar a inexistência dos vícios apontados pela promovente. II. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICABILIDADE DO ART.286 Cível. Sendo a hipótese de vício e não de fato do produto. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA AO ART. APLICAÇÃO DO ART. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA ACRESCIDA DE CORREÇÃO MONETÁRIA. SEGUIMENTO NEGADO AO APELO. contrariando. ÔNUS PROBATÓRIO. 557. isto é. CAPUT. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. a legislação consumerista prevê a aplicação do instituto da solidariedade. CONSERTO DO PRODUTO NÃO REALIZADO. AQUISIÇÃO DE MERCADORIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. § 1º. 18. DEVIDO. Julg. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. DANO MORAL. 333. INEXISTÊNCIA DE PROVAS CONTRÁRIAS AS ALEGAÇÕES DA AUTORA. VÍCIO DO PRODUTO. DJERS 04/09/2013) APELAÇÃO. acrescida de correção monetária ou o abatimento proporcional do . II. PRELIMINAR. REJEIÇÃO. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. provas suficientes para tanto. a devolução da quantia dada em pagamento na aquisição dos produtos. Diante das regras de facilitação de defesa dos direitos do consumidor e de sua hipossuficiência. INDENIZAÇÃO DEVIDA. sendo responsáveis pelos vícios apresentados. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO COMERCIANTE. 18. MÉRITO. remanesce imperioso a aplicação do art. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS C/C ANTECIPAÇÃO DE TUTELA POR VIOLAÇÃO DE NORMAS CDC. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ. Existindo vícios de qualidade nos produtos adquiridos pelo consumidor. do código de processo civil. todos aqueles que participaram da relação de consumo. §1º. os termos constantes do art. deixando de colacionar ao caderno processual. dessa forma. ILEGITIMIDADE PASSIVA.078/1990. DANO MATERIAL. 333. ARGUIÇÃO. a substituição do bem por outro de mesma espécie. II. 07/08/2013. OCORRÊNCIA. da Lei nº 8. oportunizando ao consumidor acionar qualquer um dos envolvidos.

ocasionando angústia. RECURSO IMPROVIDO COM DETERMINAÇÃO. mas dependia do envio do código de postagem. CONSUMIDOR. OCORRÊNCIA.A indenização por dano moral tem caráter dúplice: Serve de consolo ao sofrimento . o que não se pode aceitar. DESRESPEITO AO CONSUMIDOR BEM CARACTERIZADO. houve dano moral e a verba indenizável não deve ser modificada. V e X.. humilhação ou submetendo alguém à situação capaz de violar de forma exacerbada sua higidez psíquica. através de decisão monocrática. 557.002237-8/001. Des. (TJPB. permite ao relator negar seguimento a recurso. do Supremo Tribunal Federal. INDENIZAÇÃO RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. O dano moral materializa-se quando há violação ao princípio da boa-fé. considerando o transcurso do prazo de 30 (trinta) dias. imagem ou qualquer dos direitos personalíssimos tutelados no art. quando este estiver em confronto com Súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal.2011. AC 026. DANO MORAL TIPIFICADO. pelo o que não ocorreu sob vários pretextos inaceitáveis. sem que o fornecedor tenha sanado os vícios.. mas a inoperância da fabricante-ré prevaleceu. ALEGAÇÃO DE VÍCIO DE QUALIDADE DO PRODUTO. O art. Rel. EQUIPAMENTO NÃO SUBMETIDO À AVALIAÇÃO POR DESÍDIA DA FABRICANTE-RÉ. da Constituição Federal de 1988. Sem dispor de assistência técnica no local. DJPB 03/09/2013. Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho. caput. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VALORES DESEMBOLSADOS. do código de processo civil. a autora só podia encaminhar o produto para o serviço especializado indicado pela fábrica. pois representa a compensação na medida da proporção sofrida pela ofendida. COMPRA E VENDA DE COMPUTADOR.. 3. Pág.287 preço. 2. bem como sua honra. ou de tribunal superior. 11) APELAÇÃO.A autora buscou atendimento insistentemente. 1.A fabricante-ré dificultou muito a sanação do vício do microcomputador adquirido pela autora. MÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. 5º. representando verdadeiro desrespeito ao consumidor. Por isso.

18. os pedidos são interpretados restritivamente. INOCORRÊNCIA. AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO DO PROCON MUNICIPAL. Des. DESPROVIMENTO.2010. MANUTENÇÃO DA DECISÃO ADMINISTRATIVA DO PROCON. 4. Então. DEFEITO NÃO SOLUCIONA.2012.DO. DO CDC. § 1º. mas também não pode ser tão irrisória que não provoque qualquer esforço ao devedor para adimpli-lo. § 1º. PRODUTO DE MÁ QUALIDADE NÃO SUBSTITUÍDO POR OUTRO EM MELHORES CONDIÇÕES DE USO.Nos termos do art. Juiz Conv. o qual afeta a qualidade do bem. quando obedecido o contraditório e a ampla defesa.. nos termos do art. FABRICANTE DE TELEFONE MÓVEL. compreendendo-se.8. com a finalidade de que aja de modo a evitar novas vítimas e ocorrências semelhantes. do código de defesa do consumidor. APARELHO CELULAR COM PROBLEMAS. no principal. . Presidente Prudente. APLICAÇÃO DO ART. RAZOABILIDADE DO MONTANTE FIXADO. 18. 27/08/2013. os juros legais. (TJPB. Segunda Câmara Especializada Cível.288 experimentado pelo ofendido e tem cunho educativo ao causador do dano.26. havendo quebra da boa-fé objetiva. AC 001. DESCABIMENTO. deve substituir o objeto adquirido ou restituir o valor pago.026455-3/001. Adilson de Araújo. João Batista Barbosa. DEFESA DO CONSUMIDOR. 6968615. PRÁTICA ABUSIVA. VÍCIO DO PRODUTO. AUTO DE INFRAÇÃO. MATÉRIA QUE SE CONFUNDE COM O MÉRITO RECURSAL. 18 do Código de Defesa do Consumidor. PRELIMINAR DE DESRESPEITO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. 293 do CPC. entretanto. APLICAÇÃO DE MULTA. O fabricante responde pelo vício do produto. diminuindo-lhe a segurança que dele se pode esperar. DJESP 03/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. Rel. REDUÇÃO DO QUANTUM DA MULTA. Rel. Julg. (TJSP. o qual impõe multa ao fabricante quando descumpre o disposto no art. DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS. Não pode ser fonte de enriquecimento de um. É válido o processo administrativo. APL 0001019-36.0482. Ac. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado.

pela reparação dos danos causados por defeitos relativos aos produtos e prestação de serviços que disponibiliza no mercado de consumo. Assim.A indenização por danos extrapatrimoniais deve ser suficiente para atenuar as conseqüências das ofensas aos bens jurídicos tutelados.Dano extrapatrimonial . RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO FORNECEDOR DO PRODUTO. REDUÇÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO DO DANO EXTRAPATRIMONIAL. por dano extrapatrimonial. não significando. 12) APELAÇÃO CÍVEL. . mas não conseguiu utilizá-lo no dia da cerimônia. Aplicação das disposições do CDC ao caso.O fornecedor de produtos e serviços responde. e frustrando a expectativa legítima da consumidora na locação do produto. VÍCIO DO PRODUTO. Tais questões encontram-se sumuladas pelo STJ. caracteriza o dever de indenizar. fato que a toda evidência. um enriquecimento sem causa. Responsabilidade objetiva do fornecedor do produto .289 DJPB 02/09/2013.Dano patrimonial . ao contrário do sustentado pela parte ré/apelante. bem como juros de mora de 1% ao mês desde a data de ocorrência do evento danoso (Súmulas nºs 362 e 54 do Superior Tribunal de Justiça). por outro lado. Pág.A autora alugou o vestido de noiva da ré. DANOS PATRIMONIAIS E EXTRAPATRIMONIAIS CONFIGURADOS. sobre o montante reparatório deverá incidir correção monetária pelo IGP-m. . independentemente da existência de culpa. a .Não assiste razão à parte apelante no ponto. bem como deve ter o efeito de punir o responsável de forma a dissuadi-lo da prática de nova conduta. uma vez que estava em desacordo com os últimos ajustes e faltando acabamento. ARTIGO 18 DO CDC. a contar desta data (arbitramento). pois a fornecedora descumpriu o dever de qualidade decorrente do defeito apresentado na peça locada. CONTRATO DE ALUGUEL DE VESTIDO DE NOIVA.Termo inicial dos juros e da correção . Houve violação a direito de personalidade pela quebra de confiança. RESPONSABILIDADE CIVIL. causando grande constrangimento. Quantum indenizatório . Redução do valor fixado na sentença. .Dever de indenizar . TERMO INICIAL DOS JUROS E CORREÇÃO.Na situação.

APELAÇÃO CÍVEL. Presidente Epitácio. Assim. INCISO II. Manifesto desrespeito que enseja a reparação Valor arbitrado na sentença equivalente a dez salários mínimos é proporcional ao dano. sem que o defeito fosse sanado. 18. I. ADEQUAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. 18. Trigésima Quinta Câmara de Direito Privado. A vendedora do produto é responsável diante da regra disposta no CDC quanto à solidariedade na cadeia de consumo em relação ao vício. Rel.00 (quinhentos reais). CARACTERIZAÇÃO. (TJRS. Julg. com cobrança por serviço no prazo de garantia Perda de procedimento cirúrgico pela perda do contrato. DJESP 02/09/2013) DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. AC 8335374. OCORRÊNCIA. DO CDC. com caráter pedagógico e atende julgados orientadores Recursos não providos.2013. § 1º. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA. MANUTENÇÃO. Apelação parcialmente provida. Julg. Incontroversos os fatos. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.2010. inc.290 comprovação do aluguel de um outro vestido para a cerimônia está comprovada através do recibo da fl. Nona Câmara Cível.8. Des. 28/08/2013. Des. INTELIGÊNCIA DO ART. QUANTUM INDENIZATÓRIO.7000. APLICAÇÃO DO CDC LEGITIMIDADE DA FORNECEDORA DIRETA. 26/08/2013. Jose Malerbi. Ac. JUROS E CORREÇÃO .8. Leonel Pires Ohlweiler. razão pela qual o pedido de indenização merece acolhida. OPÇÃO DO CONSUMIDOR. 6962659. São Luiz Gonzaga. APARELHO DE TELEFONE CELULAR. a parte autora cumpriu com o ônus do artigo 333.21. AUSÊNCIA DE CONSERTO NO PRAZO DE 30 (TRINTA) DIAS. té porque foi responsável pela oferta da garantia que leva sua marca. do CPC. DANOS MORAIS. VÍCIO DO PRODUTO.26. APL 0006112-51. Dano moral Menosprezo total ao consumidor. nos termos do decidido no primeiro grau. DJERS 02/09/2013) PRODUTO COM VÍCIO CELULAR GARANTIA LEGAL E CONTRATUAL.0481. Rel. no valor de R$ 500. (TJSP.

V.291 MONETÁRIA. VÍCIO DO PRODUTO.10. III. .2011. sem que isto configure enriquecimento ilícito. I. DJEMA 30/08/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. § 1º. 20 do CPC. incisos I a III. por se tratar de responsabilidade contratual. a substituição do produto por outro da mesma espécie. Rel.00 (três mil reais).0001. e a correção monetária observa o que prescreve a Súmula nº 362 do STJ. revela-se inarredável a ocorrência de dano moral indenizável e não mero aborrecimento. monetariamente atualizada. ou III. Julg. Os juros de mora. VII. Circunstâncias do caso concreto impõem a manutenção do quantum indenizatório em R$ 3. em perfeitas condições de uso. do Código de Defesa do Consumidor). Des. alternativamente e à sua escolha: I. quando a fixação de base for inferior ou excessiva. pode o consumidor exigir. lV. além do caráter repressor da medida. a restituição imediata da quantia paga. ACÓRDÃO (TJMA. estando circunscrito aos ditames do art. II. o abatimento proporcional do preço (art. Ac. Segunda Câmara Cível. devem incidir a partir da data da citação. A fixação do montante indenizatório do dano moral deve atender aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Apelo desprovido.Deve ser mantido o percentual de honorários advocatícios quando espelhar razoabilidade frente às peculiaridades da causa e ao desempenho profissional do advogado. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. II. para o qual se faz cabível a revisão. extrapolando os limites da razoabilidade e deixando o consumidor privado de tão importante ferramenta de comunicação.8. VI. Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias. Reconhecido o atraso demasiado no conserto de aparelho de telefone celular. Marcelo Carvalho Silva. cabendo ao prudente arbítrio dos juízes a fixação do montante. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. Rec 0026273-77. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam. DANOS MATERIAIS E MORAIS. nas indenizações por dano moral. 18.000. 27/08/2013. 134487/2013.

DANO MORAL CARACTERIZADO. APL 0035390-31. Julg. Roberto José Ludwig.21. NECESSIDADE DE RETÍFICA DO MOTOR.2013. COMPRA DE TELEVISÃO. Autor que viajava a trabalho e usava o aparelho para se comunicar com clientes e com sua família. Recurso improvido. Dever de indenizar. Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor.9000. Relª Desª Ana Lucia Romanhole Martucci. Sentença mantida pelos próprios fundamentos. SENTENÇA REFORMADA. Mantido o quantum arbitrado. PREJUDICIAL DE DECADÊNCIA AFASTADA. Recurso desprovido. Ressarcimento do valor do bem móvel. STJ). Legitimidade passiva.8. 03/09/2013. Inversão do ônus da prova.VÍCIO OCULTO RECURSO INOMINADO. 362. Jundiaí. CONSUMIDOR. Ademais. Rel. (TJRS. Estrela. Des. Recusa da loja autorizada ao atendimento. . Danos morais.26. VÍCIO OCULTO. DJERS 06/09/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR.8. 15/08/2013. 6943395. DJESP 29/08/2013) 17 . utilizava o produto como instrumento de trabalho.0309. sob alegação de mau uso do aparelho. VÍCIO OCULTO. Responsabilidade do comerciante pela venda de automóvel com vício de qualidade conforme artigo 18 do CDC.292 Aparelho celular apresentado por três vezes à assistência técnica dentro do prazo de garantia contratual. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. Primeira Turma Recursal Cível. Julg. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA DEVIDA. CORREÇÃO MONETÁRIA E JUROS DE MORA DOS DANOS MORAIS A PARTIR DA FIXAÇÃO (SUM. Excepcional frustação psicológica em proporção a ensejar reparação civil. RecCv 22002-17. Relação de consumo. Fornecedor que não se desincumbiu de provar culpa exclusiva do consumidor.2010. por não representar valor excessivo. DEMORA INJUSTIFICADA NO CONSERTO. Sexta Câmara de Direito Privado. (TJSP. Ac.

DIREITO POTESTATIVO. 3. por interpretação analógica da Súmula nº 362 do STJ.09. Rel. privacidade ou intimidade. Recusando o fornecedor de produto durável a sanear vício oculto na coisa ou abater respectivo valor do débito. Juiz Hector Valverde Santana.293 1. APCV 1. Recurso provido. liberdade. Restituição dos valores. obedecidos os critérios da equidade. Ac. 18 DO CDC. (TJMG. além do grau de culpa do agente. Danos morais configurados. pode o consumidor resolver o contrato.1. 297) APELAÇÃO. Decadência afastada.0303. (TJDF. como a imagem. CRITÉRIO DE CONFIGURAÇÃO. Julg. Constatada a existência de vício do produto.657. Demora no conserto da televisão. 4. Para fazer jus à reparação por dano moral o reclamante tem que demonstrar a ocorrência de ato violador de algum dos direitos da personalidade.. nome. A incidência dos juros de mora da indenização por danos morais. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. proporcionalidade e razoabilidade. é direito do consumidor rescindir . compensatória. O quantum a ser fixado deverá observar as seguintes finalidades. 22/08/2013. RECONHECIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO. Pág. RESOLUÇÃO DO CONTRATO. a repercussão do fato no meio social e a natureza do direito violado. ART. DANO MORAL. Sentença reformada. DJEMG 30/08/2013) CONSUMIDOR REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS COMPRA E VENDA DE VEÍCULO VÍCIO OCULTO DO PRODUTO RECONHECIMENTO DIREITO À REPARAÇÃO DO DANO DESGASTE NATURAL OU DEFEITO NOVO NÃO COMPROVAÇÃO ÔNUS DA RÉ. 5. Contrato rescindido. Relª Desª Cláudia Maia.021322-8. voltando as partes ao status quo ante. VÍCIO OCULTO NÃO SANEADO PELO FORNECEDOR. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. 2.03. DJDFTE 04/09/2013. reputação. do potencial econômico e características pessoais. Desig. punitiva e preventiva.009621-3/001. Rec 2012. deve ser a partir do arbitramento do valor. 707.

CONTRAPEDIDO PROCEDENTE.2012. assim como os valores despendidos. 6873440. EDcl 019933579. havendo sido o vício constatado em 24/11/2011 e a ação ajuizada em 06/01/2012. 20/08/2013. Des. EMISSÃO DE CHEQUES VISANDO O PAGAMENTO DO VEÍCULO QUE RESTOU INCONTESTE. porquanto o prazo conta-se a partir da evidenciação do vício. a partir de 30/03/2012.0100/50000. cerca de 70 dias após. Julg. 18.294 o contrato. Rel.00. Montenegro. II DO CPC RECONHECIMENTO CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE MULTA E INDENIZAÇÃO ART. Paulo Ayrosa. Julg. com a estagnação do motor.2009.26. pretendendo induzir em erro a Justiça.00. mantendo-se hígida a dívida do autor frente ao réu e relativa aos cheques cuja emissão aliás sequer contesta no valor de R$ 4. 26 e 28. Primeira Turma Recursal Cível. nos termos do art. No presente caso. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ ALTERAÇÃO DA VERDADE DOS FATOS ART. acrescido de juros legais de 12% ao ano. PRESCRIÇÃO NÃO EVIDENCIADA. Ac. VÍCIO OCULTO.000.000. Preliminar de decadência não evidenciada.000. (TJRS.8. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. do CDC. ou seja. III. (TJSP. tal fato não resolve o contrato de compra e venda firmado entre as partes. Recurso parcialmente provido. a partir da citação. 17. correspondentes aos cheques acostados às fls. Impõe-se a condenação da ré às penalidades da litigância de má-fé quando altera a verdade dos fatos. Conquanto tenha o automóvel adquirido pelo autor apresentado problema tão logo ocorreu a aquisição. devidamente corrigida.00 a contar de 30/12/2011 e R$ 2. vez que não decorridos 90 dias da constatação da mácula ao bem. Relª Desª Marta Borges Ortiz. 04/06/2013. valor a ser corrigido pelo IGP-m a partir das datas pactuadas. reavendo a quantia paga. DJESP 28/08/2013) CONSUMIDOR. DJERS 23/08/2013) . ou seja. DEVER DE DEVOLUÇÃO DO VALOR DESPENDIDO NO CONSERTO. São Paulo. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado.8.9000. RecCv 6492070.21. não há falar em decadência. R$ 2. 17 E § 2º DO CPC PERTINÊNCIA. § 1º.

sujeito a certos defeitos estéticos. a fim de se adequar aos parâmetros adotados pelas turmas recursais cíveis em casos análogos. porquanto. DJERS 23/08/2013) RECURSO INOMINADO. DEVOLUÇÃO DO VALOR DESPENDIDO NA AQUISIÇÃO DO BEM. VÍCIO OCULTO.06.2012. porquanto mercadoria de mostruário. REPARAÇÃO DE DANOS. As relações de consumo devem ser revestidas de transparência.295 CONSUMIDOR. CONSUMIDOR. Quantum indenizatório arbitrado em R$ 4.21. Primeira Turma Recursal Cível.00. o que evidentemente acarreta transtornos que desbordam ao mero aborrecimento cotidiano. (TJRS. do CDC. responde esta. Julg.Cinco meses . por eventuais defeitos imputados ao produto. RecCv 61682-43. tendo em vista o alargado período . Havendo a autora comprovado os danos materiais decorrentes da perda de alimentos por ausência de refrigeração. a teor do que preconiza o art. entretanto. SENTENÇA MANTIDA. bem manifestamente essencial. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO COMERCIANTE AFASTADA. de forma solidária. a teor da Súmula nº 54 do STJ. que comporta minoração para R$ 2. conduzidas pelo princípio da boa-fé. REPETIÇÃO DE INDÉBITO E DANO MORAL CONFIGURADO. DANOS MORAIS QUE COMPORTAM MINORAÇÃO. Uruguaiana. 20/08/2013. VÍCIO OCULTO. Recursos parcialmente providos.000.000. Ratifica-se o afastamento da preliminar de ilegitimidade passiva da corré lojas Colombo. VEROSSIMILHANÇA NAS ALEGAÇÕES DO AUTOR. Dano moral excepcionalmente configurado. atuando como comerciante do bem. Relª Desª Marta Borges Ortiz. DEFEITO NÃO SOLUCIONADO NO PRAZO DE 30 DIAS. Constatação de vícios . deve ser garantido o pleno funcionamento. REFRIGERADOR. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. PRODUTO DE MOSTRUÁRIO. confirma-se a condenação das rés à restituição do valor de R$ 222.00.8.9000. 18. Produto comercializado com desconto especial. Juros incidentes a partir da citação.Em que a autora permaneceu privada da utilização do refrigerador. APARELHO CONDICIONADOR SPLIT.

São Paulo. (TJSP. bem como o valor gasto na tentativa da instalação do produto.00. Des. MAS DECLARADO (DE OFÍCIO) QUE A REQUERIDA DEVE PAGAR O VALOR DE R$ 38.000. modelo e ano daquele adquirido (devolvendo a Autora o veículo defeituoso) e a restituir os valores relativos à franquia do seguro e às despesas com táxis APELAÇÃO (DA REQUERIDA) E RECURSO ADESIVO (DA AUTORA) IMPROVIDOS. APL 012506465. Julg. (TJRS. para condenar a Requerida a pagar a quantia correspondente ao preço de um veículo da mesma marca. Primeira Turma Recursal Cível.0100.26.21. considerando o descaso para o consumidor autor. Rel. Julg. E QUE A EXPEDIÇÃO DA GUIA DE LEVANTAMENTO EM FAVOR DA AUTORA SOMENTE OCORRERÁ APÓS A DEVOLUÇÃO DO VEÍCULO E A ENTREGA DOS DOCUMENTOS DO VEÍCULO.00. não sendo de conhecimento do consumidor. 6911381. DJESP 19/08/2013) . no valor de R$ 274. Dano moral configurado. Ac. Devolução da quantia paga pela mercadoria. Tramandaí.00.2010. 20/08/2013. devido a uma cirurgia a qual se submeteu. Roberto José Ludwig. Rel. DJERS 23/08/2013) CONSUMIDOR VÍCIO OCULTO NO MOTOR DE VEÍCULO RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA DANOS MATERIAIS E MORAIS. na importância de R$ 300. fixado em R$ 2.9000. Mostra-se perfeitamente adequado o valor da indenização por danos morais.8.2013.575. Des. Comprovado defeito no motor do veículo Veículo com pouco tempo de utilização e baixa quilometragem Requerida não comprovou a tese de defesa (utilização de combustível de baixa qualidade ou adulterado) Autora utilizou serviço de táxi enquanto o veículo era reparado SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. que é pessoa idosa e apresenta dificuldade para se comunicar.8. Segunda Câmara de Direito Privado. Flavio Abramovici.00. Recurso improvido.296 ocultos pelo técnico no momento da instalação do aparelho condicionador split. 06/08/2013. COM CORREÇÃO MONETÁRIA DESDE 02 DE SETEMBRO DE 2010 E JUROS MORATORIOS DE 1% AO MÊS DESDE A CITAÇÃO. RecCv 2009859.

000. quantum arbitrado de forma moderada. 18. obrigações positivas e líquidas sem termo pré-estabelecido. C. percebe-se que com a redução de valor concedido à indenização por dano moral. Sendo assim. na pessoa de seu advogado. 10% (dez por cento) sob o valor da condenação (r$ 22. O STJ pacificou seu entendimento que esse prazo se inicia no primeiro dia útil subsequente à intimação do devedor. consoante previsão do art. entretanto. DANO MORAL CONFIGURADO. REQUERIDA NÃO PODE SE EXIMIR DA RESPONSABILIDADE PELA VENDA DE PRODUTO VICIADO. caso isto ocorra.498.00 (três mil reais). poderia ser revisto para maior os valores arbitrados aos honorários sucumbênciais. Descaso do fornecedor em apresentar solução para o problema. Computador impróprio para os fins a que se destinava. pela imprensa oficial. Recurso conhecido e parcialmente provido.. devendo ser reduzido seu valor para o patamar de R$ 3.297 APELAÇÃO CÍVEL. DANO MATERIAL.93). APLICAÇÃO DO ART. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. § 1º DO CDC. ou seja. 405 do c. Honorários sucumbências. devendo ser reformada a sentença . mantenho a condenação em 10% (dez por cento) sobre o atual valor da condenação. IRRESIGNAÇÃO DA DEMANDADA. de molde a lhe ocasionar abalo à sua honra e dignidade. privando a parte autora de utilizar o computador que adquirira para trabalhos acadêmicos. 475-j do CPC. na qual a constituição em mora do devedor depende de interpelação judicial ou extrajudicial (CC. Entretanto. estes fluem a partir da citação. parágrafo único). Juros moratórios do dano material originário de uma relação contratual. art. por ser caso de obrigação com mora ex persona. quantum arbitrado desarrazoado. acarretará reformatio in pejus. Constrangimento configurado. ensejando o enriquecimento sem causa. DEFEITOS DO COMPUTADOR ALEGADOS PELA DEMANDANTE E COMPROVADOS POR MEIO DE PROVAS TESTEMUNHAIS E AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO. Multa do art. RECURSO PELA REFORMA DA DECISÃO DE PRIMEIRO GRAU. 397. COMPRA DE COMPUTADOR QUE APRESENTOU VÍCIO OCULTO. não podendo a multa pelo inadimplemento incidir de forma automática após os 15 dias do trânsito em julgado.

MARCO INAUGURAL A PARTIR DA CIÊNCIA. Cezário Siqueira Neto. Pág. Adquirente e proprietário do veículo detêm legitimidade ativa para exigir do fornecedor a restituição dos valores dispendidos para o conserto do vício oculto constatado. Câmara Especial Regional de Chapecó. PRAZO NONAGESIMAL. PRODUTO DURÁVEL. Rel. e que os juros moratórios relativo ao dano material fluam a partir da citação. §3º DO ART. AC 2008. ART. DJSC 09/08/2013. ART. 12/08/2013. 18. Guilherme Nunes Born. DEFEITO NO MOTOR. 26. Rel. inciso I. VÍCIO OCULTO. Des. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. art. AC 2013202257. (TJSE. CDC. 11862/2013. CDC) e se interrompe com a reclamação formulada pelo consumidor (§ 2º. MÉRITO. §2º. tem como marco inicial a data da ciência do redibitório (§3º. INCISO II. São Miguel do Oeste. (TJSC. VI C/C ART. DECADÊNCIA. Des. Decisão unânime. VEÍCULO ADQUIRIDO E TRANSFERIDO PARA O NOME DO APELADO. Na relação de consumo. COMUNICAÇÃO PRÉVIA. DANOS E LIAME DE CAUSALIDADE COMPROVADOS. AGRAVO RETIDO. o prazo decadencial de 90 dias prescrito no inciso II do art. em se tratando de vício oculto. DO CDC. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 475-j do CPC. VÍCIO OCULTO. CDC. CDC). Recurso desprovido. INCISO I. ILEGITIMIDADE ATIVA.031307-3. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. 26. PERTINÊNCIA SUBJETIVA DO PROPRIETÁRIO EM BUSCAR A RESTITUIÇÃO DO VALOR GASTO PARA SANAÇÃO DO VÍCIO OCULTO CONSTATADO. 421) . DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO. INTERRUPÇÃO DO LAPSO DECADENCIAL. Segunda Câmara Cível. mantendo a decisão monocrática nos seus demais termos.298 no tocante a necessidade de intimação do patrono do requerente para aplicação da multa prevista no art. do art. DJSE 16/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULO. 26. 26. CDC. 26 do CDC. INCISO II DO ART. AUSÊNCIA DE PROVA DA NEGATIVA. Julg. 6º. Ac. PREJUDICIAL DE MÉRITO AFASTADA. 26.

Ac. DANO MORAL NÃO . ART. RECONHECIMENTO RECURSO NÃO PROVIDO. RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO. 04/06/2013. Impõe-se a condenação da ré às penalidades da litigância de má-fé quando altera a verdade dos fatos. REMESSA PARA ASSISTÊNCIA TÉCNICA.0100/50000. reavendo a quantia paga. pretendendo induzir em erro a Justiça. Julg. 17. do CDC. APARELHO DE SOM DEFEITUOSO. (TJMT. Rel. assim como os valores despendidos. RESPONSABILIDADE DO FABRICANTE E COMERCIANTE. REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAL E MORAL. Constatada a existência de vício do produto. 17 E § 2º DO CPC PERTINÊNCIA. 28) CONSUMIDOR REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS COMPRA E VENDA DE VEÍCULO VÍCIO OCULTO DO PRODUTO RECONHECIMENTO DIREITO À REPARAÇÃO DO DANO DESGASTE NATURAL OU DEFEITO NOVO NÃO COMPROVAÇÃO ÔNUS DA RÉ. II DO CPC RECONHECIMENTO CONDENAÇÃO AO PAGAMENTO DE MULTA E INDENIZAÇÃO ART.26. Julg. 26 § 3º DO CDC. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ ALTERAÇÃO DA VERDADE DOS FATOS ART. CONDENAÇÃO.8. Rel. São Paulo. 6873440. Paulo Ayrosa. é direito do consumidor rescindir o contrato. Juracy Persiani. Des. independente de culpa. 31/07/2013. Rondonópolis.299 RECURSOS DE APELAÇÃO CÍVEL. DJMT 06/08/2013. DJESP 02/08/2013) CONSUMIDOR. (TJSP.2009. A fabricante e o comerciante respondem pelo dano moral decorrente da falta de reparo ou substituição do aparelho defeituoso. APARELHO CELULAR. 18. OXIDAÇÃO. DANO MATERIAL. RECURSOS DESPROVIDOS. EDcl 019933579. APL 115893/2012. devidamente corrigida. AUSÊNCIA DE CONSERTO. nos termos do art. VÍCIO OCULTO. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. § 1º. Sexta Câmara Cível. VÍCIO OCULTO. Pág. Des. DANO MORAL CONFIGURADO. III. DEVOLUÇÃO DO VALOR PAGO.

SUBSTITUIÇÃO POR VEÍCULO SIMILAR. 24/07/2013. Rel.2013. DECADÊNCIA. INOCORRÊNCIA. DJERS 30/07/2013) RECURSO INOMINADO. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. em vista da extrema desconsideração com que tratado o autor.8. DEFERIMENTO. Porto Alegre. Não há falar em decadência se o problema apresentado pelo veículo surgiu logo depois da compra e venda. Ainda que a nota fiscal relativa aos reparos não contenha a identificação do veículo do autor. pois lá os danos morais foram postulados com base em causa de pedir diversa. cobrando o respectivo custo. persistindo por longo período. DJERS 15/07/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. Des. refletindo mero dissabor do cotidiano. DIREITO DO CONSUMIDOR. prestou depoimento o mecânico que confirmou a realização daqueles. 09/07/2013. Cleber Augusto Tonial. Dano moral não configurado. Recurso desprovido.2012.9000. AUTOMÓVEL ZERO KM. que tentou por inúmeras vezes resolver o problema com o veículo.Partes. tinha o consumidor o direito de faze-los às suas expensas. Primeira Turma Recursal Cível. Unânime. .8. A ré não logrou êxito em comprovar a inocorrência do defeito ou mau uso do aparelho pelo consumidor. a despeito das várias tentativas de solução dos defeitos por parte da ré. pedido e causa de pedir. Pedro Luiz Pozza. (TJRS. Rel. não efetuando a ré devidamente os reparos. sem qualquer solução por parte da revenda. Ausência de litispendência em relação à demanda anterior. nenhuma exitosa. Segunda Turma Recursal Cível.300 CONFIGURADO. Des. Julg. RecCv 11717-62. Julg. Danos morais devidamente caracterizados. ônus que lhe cabia. Recurso desprovido. VÍCIO OCULTO.21. a tríplice identidade . (TJRS. DANOS MATERIAIS E MORAIS. RecCv 63568-77. diante da inexistência de afronta aos atributos da personalidade do consumidor. 2. 1.21. Osório.9000. assim. Caso em que. COMPRA E VENDA DE VEÍCULO USADO. não havendo. TUTELA ANTECIPATÓRIA. VÍCIO OCULTO.

AG Inst 0001938-12. considerados os elementos que demonstram a existência do vício e o dever que recai sobre a agravada. OFENSA A OBRIGAÇÃO DA CONTRATANTE-RÉ EM AGIR . 4) 18 . para manter a decisão que concedeu os efeitos da antecipação de tutela. o perigo de demora também se verifica. POIS ATENDIAM SOMENTE AOS INTERESSES LUCRATIVOS DA INADIMPLENTE RÉ. OU A DAR CONTINUIDADE EM OUTRO CURSO DA PRÓPRIA RÉ OU DEFERIA-SE A SUA TRANSFERÊNCIA PARA OUTRA INSTITUIÇÃO DE ENSINO. FICANDO O ALUNO LIMITADO. a sua escolha (artigo 18. constitui fonte de renda para o agravado. enquanto fornecedora.ESCOLA E UNIVERSIDADE JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. do código de defesa do consumidor). NESTE CONTEXTO. CURSO SUPERIOR OFERTADO E INTERROMPIDO UNILATERALMENTE MOTIVADO EXCLUSIVAMENTE PELOS INTERESSES ECONÔMICOS DA RÉ (UNIVERSIDADE).301 1. pois o automóvel viciado. VERIFICA-SE A OMISSÃO DOLOSA QUANTO A POSSIBILIDADE DA DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS DIANTE DA INTERRUPÇÃO DO CURSO PROMETIDO. de repará-lo no curso do prazo de garantia.0000. Ac. Adair José Longuini. 3. na medida em que objeto de contrato de locação com terceiros. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. GRAVE FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. Des. Em juízo de cognição não exauriente. Além do mais. Rel. (TJAC. 2. Primeira Câmara Cível. cuja privação lhe traria sérios prejuízos econômicos.8.177. a restituição da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço. o consumidor tem direito de exigir a substituição do produto. Pág.01. DJAC 26/04/2013. Se o fornecedor deixa de sanar o vício no prazo máximo de 30 (trinta) dias. AS OPÇÕES OFERTADAS AO ALUNO-AUTOR FORAM DE FORMA INCOMPLETA. 14. as alegações do agravado são verossímeis e estão respaldadas por prova inequívoca de que lhe assiste direito à substituição do bem viciado por outro similar. DANOSA E VICIADA. Recurso conhecido e improvido. CONSUMIDOR.2012.

099/1995. AUSÊNCIA DE DECLINAÇÃO DOS FUNDAMENTOS LEGAIS DA DECISÃO. PROVAS REALIZADAS SUFICIENTES PARA AUTORIZAR O JULGAMENTO ANTECIPADO.263. (TJDF. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ARTIGO 396. POR PARTE DA RÉ. DESNECESSÁRIA A INDICAÇÃO DE CADA ARTIGO DE LEI OU PRECEDENTES NOS TRIBUNAIS. 223) AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. DECISÃO DE IMPROCEDÊNCIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS EM CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO.302 COM LEALDADE NA EXECUÇÃO DO CONTRATO. DJDFTE 02/09/2013. Ac.026365-3. Pág. DOCUMENTO JUNTADO QUE NÃO PODE . EM PRIMEIRO GRAU. na forma do art. 46 da Lei n. QUANDO DA CITAÇÃO E OFERECIMENTO DE DEFESA. SOB ALEGAÇÃO DE FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS. E POR FIM. IMPOSSIBILIDADE DE JUNTADA DO DOCUMENTO. A Súmula de julgamento servirá de acórdão. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. OFENSA AO DIREITO DO CONSUMIDOR A INFORMAÇÃO CLARA QUANTO A POSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS. Condenada a Recorrente a pagar as custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação. SOMENTE EM FASE RECURSAL. PRELIMINARES. NULIDADE INEXISTENTE. DOCUMENTO QUE JÁ SE ENCONTRAVA DE POSSE DA RÉ. DEVIDA A DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS.1. CERCEAMENTO DE DEFESA.01. 9. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. AFASTAMENTO. 707. Rec 2013. Rel. PERCEBE-SE QUE AS OPÇÕES OFERTADAS ERAM DESVANTAJOSAS E DESPROPORCIONAIS AO CONSUMIDOR. A RESPEITO DE TODOS OS ASPECTOS E PONTOS ABORDADOS. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. E CONVENIENTEMENTE SEM NENHUM ÔNUS PARA A INADIMPLENTE INSTITUIÇÃO DE ENSINO.

AUTORA COMPROVOU. DANOS MATERIAIS.00 COM CONSULTA MÉDICA. FALHA NA SEGURANÇA DOS ALUNOS REPRESENTA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DEFEITUOSO E INDUZ AO DEVER DE INDENIZAR. CAUSANDO-LHE DANOS MORAIS E FINANCEIROS. AUTORA VÍTIMA DE AGRESSÕES PERPETRADAS POR OUTRA ALUNA E SUA ACOMPANHANTE (ESTA NÃO MATRICULADA E NÃO FREQUENTADORA DO LOCAL). AS QUAIS LHE CAUSARAM GRAVES FERIMENTOS EM SEU ROSTO. FORNECEDOR DE SERVIÇO QUE RESPONDE PELOS DANOS SOFRIDOS PELO CONSUMIDOR. FUNCIONÁRIOS DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO. COM CORREÇÃO DESDE O DESEMBOLSO E JUROS DE MORA A PARTIR DA CITAÇÃO. PRELIMINARES REJEITADAS. DANOS MORAIS SUFICIENTEMENTE EVIDENCIADOS. GASTO NO VALOR DE R$120. ALÉM DISSO.303 SER CONHECIDO. QUE ESTUDAVA NO REFERIDO ESTABELECIMENTO DE ENSINO. MESMO QUE NÃO FIQUE COMPROVADA A CULPA DO PRIMEIRO. APLICAÇÃO DAS NORMAS CONTIDAS NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. VEZ QUE A RÉ FORNECE SERVIÇOS EDUCACIONAIS PARA A AUTORA. POR MEIO DE RECIBO. DEMANDA QUE ENVOLVE RELAÇÃO DE CONSUMO. RÉ QUE FACILITOU O INGRESSO DE TERCEIRA PESSOA ESTRANHA À UNIVERSIDADE. Fixação do valor da indenização deve observar o princípio da razoabilidade e . PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À AUTORA FOI DEFICIENTE. INEXISTÊNCIA DE PROVA PARA EXIMIR A RESPONSABILIDADE DA UNIVERSIDADE. AS AGRESSÕES ACARRETARAM DOR. SEM PROVA DE SUA IDENTIFICAÇÃO. MÉRITO. NO INTERIOR DO ESTABELECIMENTO RÉU. DEVENDO OCORRER O RESSARCIMENTO DESTE MONTANTE. ACARRETANDO SENTIMENTO DE VERGONHA E HUMILHAÇÃO. SOFRIMENTO E NECESSIDADE DE TRATAMENTO POR APROXIMADAMENTE TRÊS DIAS. ALUNA VIOLENTAMENTE AGREDIDA NA FRENTE DE COLEGAS. REPERCUSSÃO SOCIAL INQUESTIONÁVEL.

consistente em pagamento de multa de 20% sobre o valor de parcelas vincendas. São Paulo.26. 30/04/2013.8. tendo em vista que a instituição de ensino teve custos administrativos e que devem igualmente ser compensados.21. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. DJESP 16/08/2013) CONSUMIDOR.000.00. (TJRS. fixados em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação. DESCONSTITUIÇÃO DE DÉBITOS.38. Recurso provido. correspondente a 80% da inscrição efetuada. 6908107. ABUSIVIDADE DE MULTA SOBRE PRESTAÇÕES VINCENDAS. Rel. pela demandada. o qual deverá ser corrigido monetariamente a partir da presente data e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês nos termos do art. DJERS 06/05/2013) RECURSO INOMINADO. Julg.899/81. CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO.8. Condenação da ré no pagamento das custas. 405 do Código Civil. Quinta Câmara de Direito Privado. RecCv 9033-04. afigura-se abusiva a imposição de cláusula penal ao aluno. MANUTENÇÃO DA PENALIDADE INCIDENTE SOBRE A MATRÍCULA. FECHAMENTO DE UNIDADE DE CURSO SUPERIOR. 54. Ac. 24/07/2013. . corrigido na forma da Lei nº 6. Preliminares rejeitadas. embora se mostre inadequada a devolução integral dos valores pagos. Relª Desª Marta Borges Ortiz. Destarte. RESPONSABILIDADE CIVIL. RECURSO IMPROVIDO. CANCELAMENTO DE CURSO EM UNIVERSIDADE.304 proporcionalidade e atentando para tais princípios. CABIMENTO. À luz do art.9000. Aplicável a penalidade unicamente ao valor pago pela autora a título de taxa de matrícula. TRANSFERÊNCIA NÃO QUERIDA PELA AUTORA. a retenção integral se mostra abusiva. referido valor é fixado em R$ 10. Julg. em caso de desistência de curso ofertado pela ré. INGRESSO EM OUTRA UNIVERSIDADE.0000. APL 0330317-93. Des. Primeira Turma Recursal Cível. do valor de R$ 549. impondo-se a devolução. II e § 2º do CDC. despesas processuais e honorários advocatícios. Edson Luiz de Queiróz.2012. bem como a desconstituição dos demais débitos. (TJSP.2009. inc. Porto Alegre.

O serviço prestado de forma defeituosa. mas do fato de que a distância entre sua residência e a sede principal da ré era extremamente grande. tinha a expectativa de ali concluir os estudos. diante da ocorrência de bullying. DJERS 18/03/2013) INDENIZAÇÃO. com clara violação aos atributos de personalidade da consumidora. BULLYING SOFRIDO POR ALUNO. Unânime. (TJRS. RecCv 526014. é de responsabilidade exclusiva da recorrente. deixando de zelar pela sua integridade emocional e física. a autora. com prejuízo à autora. em local próximo à sua residência. Nesse caso. Porto Alegre. De lembrar que a opção da autora por outra universidade não decorreu de capricho. A recorrente tinha conhecimento de que poderia vir a ter de desocupar o prédio. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos.2013. não tendo sido aproveitadas por essa quaisquer disciplinas cursadas no estabelecimento desativado. quando iniciou seu curso superior na unidade mantida pela recorrente em bairro de Porto Alegre. Dano moral também evidenciado. que deve indenizar os prejuízos sofridos pela autora. Valor da indenização fixado em .8. Recurso desprovido. pois a disputa judicial com o locador do imóvel já estava em andamento quando da matrícula da autora.R$ 2.9000.305 Na hipótese. Rel. Julg. considerando que a expectativa da autora de formar-se em determinado prazo restou podada pelo fechamento da unidade onde iniciou seus estudos.21.000. o fechamento da unidade. não merecendo redução. MÁ-PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Documentos juntados pela autora demonstrando que ela ingressou em curso idêntico em outra universidade. devendo assim ser indenizada pelas despesas com a matrícula nas disciplinas necessárias para o cumprimento do currículo. DIREITO DO CONSUMIDOR. ESCOLA PARTICULAR. que optou por ingressar em outra universidade. 12/03/2013.Patamar mais do que adequado. Primeira Turma Recursal Cível. Des. por não ter a escola particular garantido a sua aluna a segurança esperada. . enseja dano moral. a implicar grandes deslocamentos.00 . Pedro Luiz Pozza. que não foi de modo algum advertida de que poderia a unidade vir a ser fechada antes da conclusão do curso. em especial o uso de duas linhas de ônibus.

Rec 2009.710. Primeira Turma Cível. 66) DIREITO DO CONSUMIDOR. Recurso de Apelação conhecido e não provido. Em relação à segurança que se espera dos serviços prestados pelos estabelecimentos de educação infantil. APL 0022742-81. Rel. por mostrarem-se admissíveis e dentro do limite do risco que razoavelmente é tolerável da atividade exercida.0001. As instituições de ensino infantil encontram-se regidas pelo Código de Defesa do Consumidor e respondem objetivamente pelos defeitos na prestação dos serviços educacionais. RECURSO DA RÉ IMPROVIDO. DJERO 19/07/2013. Des. Ac. COMPENSAÇÃO POSTERIOR NEGADA PELA ESCOLA. Do ônus probatório de .07. não poderia a escola ter negado a renovação de matrícula da autora. DIREITO A RENOVAÇÃO DA MATRÍCULA NEGADA SEM FUNDAMENTO. desde que devidamente comprovado.1. 666. 72) APELAÇÃO. Comprovada a compensação. embora gerem dissabores. PROVA EM SENTIDO CONTRÁRIO. ACIDENTE NAS DEPENDÊNCIAS DA ESCOLA.8. Pág. DJDFTE 11/04/2013.0165928. DÉBITO ATRASADO ACORDADO MEDIANTE EMISSÃO DE CHEQUE PARA NÃO CESSAR A PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. (TJRO. DEVOLUÇÃO DO TÍTULO POR FALTA DE INDICAÇÃO EXPRESSA DO BENEFICIÁRIO. CONSUMIDOR. Julg. não ensejam reparação por danos morais. Alexandre Miguel. Pág. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO EDUCACIONAL. DEVER DE SEGURANÇA E DE CUIDADO. (TJDF. DANO MORAL. 2. A instituição de ensino não admitiu ter recebido o valor do cheque emitido pelo titular da conta-corrente para satisfação da obrigação. 3. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO EDUCACIONAL. sob o argumento de que havia débito em aberto. há acidentes que. RESPONSABILIDADE CIVIL.22.306 passível de indenização. Relª Desª Simone Lucindo. 10/07/2013.2010. 1.

a autora perdeu várias aulas e depois acabou se transferindo para outro estabelecimento de ensino fora da sua cidade. DJESP 30/04/2013) APELAÇÃO. DANO MORAL CARACTERIZADO. (TJSP. a dificuldade criada na renovação da matrícula alegando estado de inadimplência da autora. DO CDC. Por isso. 6678358. PEDIDO DE MAJORAÇÃO ACOLHIDO EM PARTE. 20. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.Impedida de entrar no campus sob a alegação de estar inadimplente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA CONFIGURADA PELOS FORNECEDORES ATUANTES NA CADEIA DE CONSUMO. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado.0309. A quitação plena da obrigação está demonstrada pelo extrato bancário. Des. pois teve que se deslocar para outro estabelecimento de ensino distante de sua cidade.. cujo documento idôneo a ré não trouxe prova suficiente para refutálo. ARBITRAMENTO EM R$ 10. Jundiaí. LEGITIMIDADE PASSIVA DA RÉ FRANQUEADORA. Ac. II. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL CUMULADA COM PEDIDO INDENIZATÓRIO. Julg. A majoração da verba indenizatória resulta o seu caráter dúplice. APELAÇÃO. AFLIÇÃO E CONSTRANGIMENTO. SITUAÇÃO QUE GEROU ANGÚSTIA. VÍCIO DO SERVIÇO. POSSIBILIDADE. APLICAÇÃO . INADIMPLEMENTO DA AUTORA NO CASO NÃO COMPROVADO.Não agiu no exercício regular do seu direito a ré. causou verdadeiro constrangimento. APL 0032341-79.8.000. 23/04/2013.00. RECURSO ADESIVO. 7º. SOLIDARIEDADE RECONHECIDA. 2. Rel. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. RENOVAÇÃO DA MATRÍCULA NEGADA PELA RÉ. Evidente o constrangimento que ultrapassou a esfera do mero aborrecimento.26. com a finalidade de evitar novas vítimas e ocorrências semelhantes. CURSO DE IDIOMAS. INTELIGÊNCIA DO ART.2010.. Adilson de Araújo. 1. angústia e clara sensação de sofrimento.307 demonstrar que não houve o repasse da importância discutida não se desincumbiu. RECURSO DA AUTORA PROVIDO EM PARTE E DA RÉ IMPROVIDO. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. HIPÓTESE DO ART. FECHAMENTO DA ESCOLA FRANQUEADA POR MOTIVOS FINANCEIROS. pois serve de consolo ao sofrimento já apontado e tem cunho educativo aos causadores do dano. PARÁGRAFO ÚNICO.

TRATAMENTO CONTRA DISFUNÇÃO ERÉTIL. APREENSÃO.ERRO MÉDICO DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. Ac.26. RECURSO NESSA PARTE PROVIDO. RECONHECE-SE A HIPÓTESE DE SUCUMBÊNCIA PARCIAL E COMPENSAÇÃO PROPORCIONAL. APL 0111418-95. GRAVIDADE DO FATO. CARACTERIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE. Rel. CLÍNICA MÉDICA. DJESP 30/01/2013) 19 . QUANTUM INDENIZATÓRIO. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO ADEQUADA ACERCA DOS EFEITOS COLATERAIS ADVERSOS DO TRATAMENTO. 34 DA LEGISLAÇÃO CONSUMERISTA.2009. INTELIGÊNCIA DO CAPUT DO ART. ORIGEM. Julg.308 DO §1º. REDUÇÃO. RECONHECIMENTO. Des. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. São Paulo. ACOLHIMENTO. 22/01/2013. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA . IMPOTÊNCIA SEXUAL IRREVERSÍVEL.8. SEQUELA. 21 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CRITÉRIO SUBJETIVO. atingindo todos os fornecedores que diretamente ou indiretamente interviram na cadeia de consumo. CAPACIDADE ECONÔMICA DAS PARTES. A responsabilidade objetiva por vício do serviço é patente pelo não oferecimento do curso devidamente contratado. DESACOLHIDO TRÊS DOS CINCO PEDIDOS FORMULADOS NA PETIÇÃO INICIAL.sentença. PEDIDO. ERRO DO PROFISSIONAL QUE ATENDERA O PACIENTE. DANO MORAL. EFEITO GRAVE. pois apenas dois dos cinco pedidos formulados foram acolhidos na r. ALEGAÇÃO DE ERRO MÉDICO. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. 25 E ART. COMPENSAÇÃO PECUNIÁRIA. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS E MATERIAIS.0011. Adilson de Araújo. RECURSO NESSA PARTE IMPROVIDO. NEGLIGÊNCIA. (TJSP. Reconhecida a sucumbência parcial da autora. PARÂMETROS. o que enseja a restituição da quantia paga. 6450351. APELAÇÃO. DO ART. CONSEQUÊNCIAS ENSEJADAS AO PACIENTE.

Aliado ao fato de que o tratamento médico desprovido de natureza estética encerra. derivara da negligência do profissional médico que realizara o tratamento por não ter informado e instruído adequadamente o paciente.309 PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE. se não adequadamente tratada no prazo de 4 (quatro) horas do início dos sintomas. IMPUTAÇÃO À AUTORA. a apuração da responsabilidade da entidade deve ser pautada pelo critério subjetivo. disposição. a apreensão de que o paciente não fora devidamente informado e alertado dos riscos do tratamento e. culminando com efeito adverso que comprometera a funcionalidade do órgão sexual do paciente de forma definitiva. a responsabilidade do profissional da medicina é sempre apreendida sob o critério subjetivo. sobretudo. obstando que o paciente procurasse atendimento imediato de forma a prevenir os efeitos da manifestação adversa que o afetara. resultando que. e não de resultado. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. priapismo -. risco de grave reação adversa previsível. 3. art. obrigação de meio. 2. § 4º). ADEQUAÇÃO. caracterizando-se como ofensa aos predicados da sua personalidade. conferindo legitimidade ao cabimento de compensação pecuniária coadunada com a gravidade dos efeitos que experimentara. bem-estar. porque afeta diretamente os atributos da personalidade do ofendido. ainda que formulada a pretensão em face da clínica cujo quadro de pessoal integra. não alcançando a responsabilidade afetada à prestadora risco integral pelos serviços que fomenta através dos profissionais que integram seu quadro social (CDC. fica patenteado que o serviço médico não fora pautado pelas cautelas recomendadas para sua realização. o efeito lesivo consubstancia fato gerador do dano moral. impotência sexual permanente e irreversível. 4. à medida que as restrições ensejadas afetam a higidez física. mas originária da negligência em que teria incidido o profissional que atendera o consumidor. em regra. auto-estima e tranqüilidade do lesado. Apreendido que a intercorrência havida. com possibilidade de evolução para impotência sexual irreversível.Emergindo do tratamento médico. ministração de medicamentos via intracarvenosa. maculando os seus . O dano moral. pois não derivada a falha imprecada a qualquer deficiência no aparato fomentado. 14. das providências que deveria adotar se manifestado o efeito adverso.

(TJDF. tendo sempre como base de cálculo o valor da condenação (CPC. ser fixada em percentual incidente sobre o valor da causa mediante apreciação equitativa do juiz de forma a apreender importe apto a compensar os trabalhos efetivamente executados pelos patronos da parte autora. Ac. 20.01.A compensação pecuniária derivada do dano moral deve ser efetivada de forma parcimoniosa e em conformação com os princípios da proporcionalidade. Rec 2010. -. dignidade. Teófilo Caetano. atentando-se para a gravidade dos danos havidos e para o comportamento do ofensor e do próprio lesado em face do ilícito que o vitimara. e da razoabilidade. ante as ofensas que experimentara no que lhe é mais caro. 708. RESPONSABILIDADE CIVIL. CIRURGIA. Des. nem tão inexpressivo que redunde em uma nova ofensa à vitima. que recomenda que o importe fixado não seja tão excessivo a ponto de ensejar alteração na situação financeira dos envolvidos.310 sentimentos e impregnando indelével nódoa na sua existência. Intervenção do ministério público a ausência de prévia autorização judicial para a propositura de demanda pelo curador não macula o processo. 68) CONSUMIDOR. não reclamando sua qualificação que do ocorrido tenha derivado qualquer repercussão no patrimônio material do lesado. auto-estima.1. honra. credibilidade. 7. ensejando que sua expressão seja modulada de forma a não interferir no equilíbrio da economia interna do lesante. Unânime. observado o zelo com que se portaram. reconhecida a sucumbência mais expressiva da parte ré. Pág. 6. ANESTESIA.Apelações conhecidas e parcialmente providas. ERRO MÉDICO. integridade física/ psicológica. art. A falta de intervenção do ministério público nas causas em que há interesse de incapaz não acarreta nulidade processual . Rel. DJDFTE 05/09/2013. Primeira Turma Cível. PROCESSO CIVIL. DANOS MORAIS. necessariamente. se aperfeiçoa com a simples ocorrência do ato ilícito que se qualifica como sua origem genética.074915-4. AUTORIZAÇÃO. quando existir aprovação ulterior pelo juiz. tranqüilidade etc. a verba honorária. 5. o local de execução dos serviços e a natureza e importância da causa.447.Em se tratando de ação condenatória. deve. AÇÃO PROPOSTA PELO CURADOR. §§ 3º e 4º). JUROS DE MORA.

1. Como o risco de falha. em face das muitas nuances do corpo humano. utiliza. a repercussão social do ato lesivo. A responsabilidade dos médicos subsiste na modalidade subjetiva. Pág. do STF. os juros de mora incidem a partir da citação. Nos termos da Súmula nº 490. “”a pensão correspondente a indenização oriunda de responsabilidade civil deve ser calculada com base no salário-mínimo vigente ao tempo da sentença e ajustar-se-á às variações ulteriores. APLICAÇÃO DO CDC. ERRO MÉDICO. de insucesso e até de lesões está sempre presente na prestação de serviços médicos e.01. o bom senso. E. Relª Desª Ana Maria Duarte Amarante Brito. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.311 se oportunizada a manifestação do parquet para tomar ciência da sentença e diante da ausência de prejuízo ao curatelado. a imperícia. . A responsabilidade dos hospitais e clínicas de saúde por atos dos seus administradores é objetiva. sendo estes o grau de culpa da parte ofensora e o seu potencial econômico. a equidade e a proporcionalidade ou razoabilidade. Na responsabilidade contratual. que seja garantido determinado resultado prático. pelos princípios da persuasão racional e da livre apreciação das provas. POSSIBILIDADE. pela própria natureza de suas intervenções.117516-6. “” para a fixação do quantum devido à título de danos morais. deve ele se ater àquelas que considerar relevantes ao deslinde da demanda. O julgador não está obrigado a deferir todos os requerimentos de provas feitos pela parte.571. uma vez que. como o prudente arbítrio. (TJDF. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PRONTO SOCORRO. diante da imprevisibilidade da parada cardiorrespiratória relacionada com a anestesia. Ac. Rec 2006. 192) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 14 DO CPC. bem como específicos. apesar de não se poder exigir do médico. DECISÃO MANTIDA. DJDFTE 28/08/2013. demanda-se constante observação pelo profissional anestesista até que o paciente saia do quadro anestésico. Sexta Turma Cível. imprudência ou negligência no cuidado com o paciente são causas de responsabilização do profissional.se critérios gerais. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. 704. as condições pessoais da parte ofendida e a natureza do direito violado.

que são devidos por todas as pessoas que incidam no fato gerador. proveniente do pagamento de impostos. a incidência do princípio da reserva do possível. INTERCORRÊNCIAS. ERRO MÉDICO.11. Jaciara. ERRO MÉDICO. Des. circunstância que justifica a incidência do Código de Defesa do Consumidor. Por ausência de fundamentação. ante a prevalência do direito fundamental. É cediço que o Sistema Único de Saúde é custeado por recursos públicos. portanto. APLICABILIDADE DO CDC. MIOMECTOMIA PROCEDIMENTO. (TJMG. não há como deixar de reconhecer a ocorrência de remuneração da prestação de serviço neste caso. NÃO-INCIDÊNCIA. § 3º. EFEITOS. Relª Desª Helena Maria Bezerra Ramos. SERVIÇO PRESTADO PELO SUS. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. PRINCIPIO DA RESERVA DO POSSÍVEL. Julg. por meio dos recursos públicos. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. 14. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA DOS MÉDICOS.312 A responsabilidade civil do Pronto Socorro de Casa de Caridade é de ordem objetiva. Julg. Afrânio Vilela. mas se o serviço prestado pelo nosocômio foi defeituoso ou se a culpa foi exclusiva do consumidor ou de terceiro (art. é nula a parte da decisão que deferiu a inversão do ônus da prova. 10) DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. 06/08/2013. não cabendo investigar a culpa de seus prepostos para sua condenação. por toda a coletividade. Rel. . Eventuais limitações ou dificuldades orçamentárias não podem servir de pretexto para negar. o sagrado direito à saúde e à vida. AI 126596/2012.0476. NULIDADE CONFIGURADA. aos cidadãos. RECURSO PROVIDO EM PARTE. AGIN 1. DJMT 24/07/2013. garantido nas disposições constitucionais. Quarta Câmara Cível. 25/06/2013. não havendo que se cogitar. I e II). DJEMG 21/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. (TJMT. Logo.001255-8/001. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. Pág. nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor.

do CPC. não se aperfeiçoara o nexo de causalidade passível de enlaçar os atos praticados por seus prepostos ao resultado danoso . o silêncio da paciente consumidora determina o aperfeiçoamento da coisa julgada. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. 244).313 TRÂNSITO EM JULGADO. ressoando como fato intangível a ausência de falha médica no procedimento ao qual se submetera. AFASTADA. DEMONSTRAÇÃO. INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. sobejando que fora elidido o erro imputado aos profissionais. pois inexorável que a finalidade do protocolo fora. não sendo pautada pela teoria do risco integral. AGRAVO RETIDO. A responsabilidade da pessoa jurídica fornecedora de serviços médico-hospitalares ostenta natureza objetiva sob a modalidade do risco da atividade. segundo sua ótica. A omissão da parte quanto à formulação de pedido expresso destinado ao exame do agravo retido que interpusera no fluxo procedimental enseja o não-conhecimento do inconformismo na expressão da regra inserta no artigo 523. 2. aferido que não houvera defeito na prestação dos serviços que fomentara de forma especificada. DEFEITO NOS SERVIÇOS. CONTRAPONTO DO RISCO. AFERIÇÃO. EXCLUDENTE. RECONHECIMENTO. Afastada a responsabilidade dos médicos que realizaram o procedimento médico ao qual se submetera a consumidora e que. determinando a aplicação do princípio da instrumentalidade das formas à espécie (CPC. OUTROS MEIOS. Conquanto não estampado na peça recursal a data em que fora protocolada. art. RESPONSABILIZAÇÃO DA CLÍNICA NA QUAL REALIZADO O PROCEDIMENTO. RECURSO. 1. IMPERATIVO. deve ser reconhecida a tempestividade. se o fato é passível de ser apreendido através de outros elementos materiais. § 1º. TEORIA DO RISCO DA ATIVIDADE. INEXISTÊNCIA. 3. emergindo dessa modulação que. 4. atingida. CONDENAÇÃO. por outros meios. DEVER DE SEGURANÇA. REITERAÇÃO NO APELO. INEXISTÊNCIA. teria sido permeado por intercorrência decorrência de culpa dos profissionais. PROTOCOLO DA SERVENTIA AUSÊNCIA TEMPESTIVIDADE. DANO MORAL. notadamente mediante os andamentos processuais em ponderação com a data apostada na peça recursal e a data em que recolhido o preparo. NÃO CONHECIMENTO.

01.1. 186 E 951. 67) APELAÇÃO CÍVEL. equipamento cirúrgico. acessórios de monitoramento etc -. Não deve prosperar o suscitado vício de nulidade da sentença por esta não ter analisado os argumentos da defesa e ferir o princípio da motivação das decisões. 1. posto que a convicção do Magistrado a quo foi formada após uma fase de instrução rigorosamente desenvolvida. Rel. APLICAÇÃO DO CDC. Ac. 6. rompendo o liame indispensável à germinação da obrigação indenizatória (CDC.572. DANO MORAL DEVIDO. NULIDADE DA SENTENÇA INEXISTENTE. Desig. 5. (TJDF. 14). Maioria. bem como. CC ART. sob pena de se transmudar.314 experimentado pela consumidora. art. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO E DA INSTITUIÇÃO MÉDICA. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ERRO MÉDICO. PENSÃO MENSAL VITALÍCIA NO VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE. estando a sentença fundamentada no instituto da reparação civil. Des. cuja responsabilidade é apurada sob o critério subjetivo.sala cirúrgica. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. STF SÚMULA Nº 341. DANO. CDC ART. os pressupostos para tal foram . LEGITIMIDADE PASSIVA CONFIGURADA. não se afigura respaldado se responsabilizar a clínica na qual o procedimento fora consumado pelo resultado não esperado sob a premissa de que sua responsabilidade é de natureza objetiva se não houvera falha ou defeito nos serviços que fomentara diretamente . por via oblíqua. Apelo provido. 693. SENTENÇA MANTIDA. Apelação conhecida. a responsabilidade do médico em objetiva e em obrigação de resultado à margem da sua natureza jurídica e da legislação positivada. PERDA DE VISÃO APÓS CIRURGIA DE CATARATA. DANO MATERIAL. 14. §4º. Pág. DJDFTE 19/07/2013. Primeira Turma Cível. NEXO CAUSAL E CULPA DEVIDAMENTE ESTABELECIDOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. Agravo retido não conhecido. Teófilo Caetano. Elida a culpa dos profissionais na realização do procedimento cirúrgico.035913-7. Rec 2013. PERÍCIA SUPRIDA PELO EXAME DE CORPO DE DELITO. CONDUTA. QUANTUM COMPENSATÓRIO PAUTADO NA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE.

art. da existência de meio insidioso ou cruel. especificamente para o caso em questão a do Código Civil de 1916 em seus arts. sendo a relação jurídica que se estabelece entre médico. Não houve cerceamento de defesa nem afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa. conforme orientação do STJ. ademais a parte ré teve a oportunidade de se manifestar acerca destes fatos durante os demais atos da instrução processual. em sede de réplica. a disposição acerca da responsabilidade subjetiva dos profissionais liberais em sua atuação técnica­profissional.315 devidamente analisados. indicou a cirurgia. 6. Presente a legitimidade passiva ad causam do médico réu. 159 e 1. enfermidade incurável ou deformidade permanente. bem como realizou o atendimento médico inicial do autor. Na aferição da responsabilidade por erro médico. mencionou a existência de ações de indenização semelhantes em face do médico réu. pois a parte autora. e ainda acompanhou o pós­operatório do paciente. como forma de resposta à defesa. perigo de vida. aplica­se a estes casos o Código de Defesa do Consumidor. 4. do instrumento ou meio utilizado. Aplica­se a responsabilidade objetiva do nosocômio somente quando o ato lesivo decorre dos . oferecendo ao juiz as informações técnicas necessárias para a formação de seu convencimento. A ausência de prova pericial foi suprida pelo exame de corpo de delito realizado por dois peritos respondendo quesitos acerca da existência de ofensa à integridade à saúde do paciente. 7. instituição médica e paciente de natureza contratual. encontramos amparo na legislação civil. acerca da habilidade e reputação do profissional e da realização dos procedimentos cirúrgicos dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde. durante a fase instrutória. sendo possível a inversão do ônus da prova diante da hipossuficiência e vulnerabilidade técnica do paciente. Encontramos no CDC. e ementa que decidiu pela manutenção da suspensão preventiva do exercício profissional deste. não foi solicitada nenhuma perícia complementar pelo médico réu.545. atuou na equipe médica que realizou o procedimento cirúrgico. 3. que depende do aferimento da ocorrência da culpa subjetiva em qualquer de suas modalidades. § 4º. 2. 5. 14. apresentada em contestação. entretanto. incapacidade permanente. seja imprudência. pois este é o administrador e representante legal do Instituto de Oftalmologia do Pirambu. e se havia resultado em incapacidade para ocupações habituais. Ademais. imperícia ou negligência.

50) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. . AC 0058309­96. esta responsabilidade seria subjetiva no sentido de somente depois de averiguada a presença de culpa na conduta do médico é que poderá ser responsabilizada a instituição médica pelo dano causado ao paciente. PROCEDÊNCIA. ANESTESIA PERIDURAL.316 serviços única e exclusivamente relacionados com o estabelecimento empresarial propriamente dito.06. com quantum indenizatório pautado nos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. PÓS OPERATÓRIO. (TJCE. caso em que pode ser fixada no valor do salário mínimo vigente. DJCE 10/04/2013.0001. RECURSO DESPROVIDO. Dano moral devido por ofensa à integridade física do autor. da negligência no pós­operatório. Dano material através de pensão mensal vitalícia diante da lesão grave de caráter permanente com perda da função visual do olho direito e incapacidade para o trabalho. APELAÇÃO CÍVEL. O conjunto probatório dos autos deixa plenamente estabelecido a presença de todos os pressupostos necessários para o dever de indenizar. NEGLIGÊNCIA. da ausência de informações suficientes acerca da cirurgia e seu prognóstico e ainda. 9. Referindo­ se o ato lesivo aos serviços técnico­ profissionais dos médicos que ali atuam. Oitava Câmara Cível. CIRURGIA BARIÁTRICA.2005. sendo este um direito de sua personalidade. Relª Desª Maria Iraneide Moura Silva. DIREITO DO CONSUMIDOR. ERRO MÉDICO EVIDENCIADO. Pág. 8. DANOS MORAIS E MATERIAIS DEVIDOS. o resultado da perda da função visual do olho direito e a incapacidade para trabalho que requeira visão plena. sendo presumível que a vítima trabalhe e tenha renda mensal para sua sobrevivência. estando evidenciada a conduta operatória e a lesão sofrida. arbitrada independente de comprovação da renda mensal do autor. o nexo causal entre o ato cirúrgico e o dano sofrido pelo autor. 11. PARESTESIA MOTORA DOS MEMBROS INFERIORES. e a culpa em virtude de fortes indícios de conduta inapropriada recorrente do médico réu. Conheço do recurso para NEGAR­LHE PROVIMENTO no sentido de manter inalterados os termos da sentença adversada. 10. AÇÃO INDENIZATÓRIA.8. LAUDO PERICIAL DESCONSIDERADO.

(TJES. restou incontroverso nos autos que as lesões suportadas pela recorrida decorrem exclusivamente de complicações pós-anestésicas.8. APL 0012685-66. vigente à época dos fatos. lV .08. especialmente no período indicado alhures. o que. II . cujo medicamento requer maiores cuidados. constitui missão exclusiva do estado/juiz.A conclusão da perícia técnica.Na hipótese sub examem. inclusive. o “juiz não está adstrito ao laudo pericial. porquanto além de emitir juízo de valor a respeito da culpa.2007. V . não identificado nas primeiras 08 (oito) horas. atraindo a aplicação da resolução CFM nº 1. PARAPLEGIA. não merece prosperar. DJES 12/06/2013) AÇÃO DE REPARAÇÃO CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Segunda Câmara Cível. Rel. acerca da ministração de anticoagulantes. Namyr Carlos de Souza Filho. Desig. Julg.Recurso conhecido e. inciso VIII. que “todas as consequências decorrente do ato anestésico são de responsabilidade direta e pessoal do médico anestesista. 14/05/2013. que desconsiderou os sintomas relatados pela paciente. que de acordo com o artigo 436. por conseguinte. não coaduna com as respostas aos quesitos apresentados pelo juízo a quo e pelo próprio recorrente. pela inocorrência de negligência ou imperícia médica.317 I . preconizada no artigo 6º. cabendo ao profissional demonstrar que não agiu com culpa ou dolo. cuja regulamento estipula em seu inciso V. a responsabilidade do recorrente pela má prestação de serviço. . no sentido de que as sequelas da recorrida fazem nexo com a complicação pós anestésica. por maioria de votos. do Código de Defesa do Consumidor. sendo certo. “ III .A responsabilidade subjetiva do profissional médico disposta no artigo 14. do código de processo civil. não exclui a possibilidade de inversão do ônus da prova. por negligência do médico anestesista.0011. especificamente em periciais médico-legais. ensejando o dever de indenizar.363/93. do mesmo diploma legal. deste modo. a manutenção da sentença guerreada. AGRAVO RETIDO DO HOSPITAL EVANGÉLICO DE VILA VELHA PUGNANDO PELO RECONHECIMENTO DA ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. outrossim. ERRO MÉDICO. podendo formar sua convicção com outros elementos ou fatos provados nos autos”. Des. improvido. causadas por hematoma peridural.Evidente.

ressoa com clareza as razões recursais à motivação pela qual entende a responsabilização do médico pelos danos materiais e morais decorrentes do procedimento cirúrgico. 5. in casu.a incapacidade laborativa da apelante não se restringe apenas a sua dificuldade de mobilidade. DANO MORAL CONFIGURADO.00. Não se reconhece a ilegitimidade passiva ad causam da entidade hospitalar quando há possibilidade de responder solidariamente por defeito na prestação do serviço.dano moral configurado e arbitrado em R$ 150. PRELIMINAR DE RENÚNCIA TÁCITA DO RECURSO CONTRA O MÉDICO/APELADO. INDENIZAÇÃO DEVIDA NO VALOR DE R$ 150. circunstância a qual afasta a alegação de renúncia tácita do recurso contra o médico/apelado. 3.mérito: Incide a responsabilidade civil solidária dos apelados. CULPA DO MÉDICO/APELADO CARACTERIZADA EM RAZÃO DA SEQUELA MEDULAR OCORRIDA DURANTE O PROCEDIMENTO CIRÚRGICO E DA FALTA DO DEVER DE INFORMAÇÃO À PACIENTE SOBRE POSSÍVEIS SEQUELAS. Agravo improvido. APELAÇÃO CÍVEL. É consabido que não se conhece do recurso interposto sob mero protesto ou declaração de insatisfação com a decisão adversa ao recorrente. § 4º DO CDC. 1. caso seja comprovada a culpa do médico. No entanto. REJEITADA. MÉRITO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO PARCIALMENTE.000. 14. 6. vez que a paraplegia acometida à apelante decorreu de procedimento cirúrgico em que houve a perfuração do canal medular. o apelante forneceu ao tribunal as razões de seu inconformismo e o seu pedido de reexame da decisão. RESPONSABILIDADE CIVIL SOLIDÁRIA DOS APELADOS. mas .na hipótese vertente. ART.00 (cento e cinquenta mil reais) em observância aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e atendidas as condições econômicas das partes. 4. PRELIMINAR DE INOBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE. DANO MATERIAL FIXADO EM 03 (TRÊS) SALÁRIOS MÍNIMOS A TÍTULO DE PENSÃO MENSAL VITALÍCIA. ante à inequívoca existência de conduta culposa por parte do médico/recorrido. Preliminar rejeitada. REJEITADA.000. Preliminar de inobservância ao princípio da dialeticidade rejeitada. 2.318 IMPROVIDO.

pois em total sintonia com o ilícito praticado. no que tange os valores nela arbitrados. Julg. 3.08. INCIDÊNCIA DO CDC. (TJES. quais sejam utilização de sonda para urinar (autocateterismo vesical). Aos atos dos médicos aplica-se a teoria clássica que instituiu no ordenamento jurídico a responsabilidade civil subjetiva. o que implica no reconhecimento da obrigação de indenizar pelos danos materiais acarretados. (3º) o liame de causalidade entre o dano e a conduta ilícita. Recurso conhecido e provido parcialmente. foram devidamente analisadas as condições financeiras das partes. o que torna imprescindível para haver condenação a averiguação da seguinte trilogia: (1º) a ação ou omissão dolosa ou culposa. tanto a título de condenação por danos morais quanto materiais. 7. Além disso. e. DJES 22/05/2013) APELAÇÕES CÍVEIS. Ao profissional da saúde que age com falta de zelo e precauções. OBRIGAÇÃO DE MEIO. implementando prática grosseira ou destoante da ortodoxia médica recomendada para a realização do exame no paciente. DEMANDA PROPOSTA CONTRA CLÍNICA PARTICULAR E PROFISSIONAL DA SAÚDE RESPONSÁVEL PELO EXAME. Desª Janete Vargas Simões. o dano sofrido pela vítima e. Redefinição dos prazos iniciais relativos à incidência da correção monetária e juros moratórios.2008. ainda. Relª Desig. deve ser proclamada a hipótese de erro passível de gerar pleito indenizatório. Primeira Câmara Cível. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS E MATERIAIS COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. ERRO MÉDICO. Juiz de primeiro grau. 1.8. Manutenção da sentença proferida pelo mm. . 4. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DOS PROFISSIONAIS LIBERAIS. 30/04/2013. APL 002656807.319 principalmente ao seu próprio estado físico-clínico e as suas necessidades especiais.0024. reeducação intestinal com dieta tipo laxativa com estímulo dígito-anal com manobra e uso de medicações para controle de dores crônicas. 2. Pensão mensal vitalícia fixada no importe de 03 (três) salários mínimos. tudo em conformidade ao entendimento consolidado no superior tribunal de justiça. o caráter pedagógico da indenização. RELAÇÃO MÉDICO PACIENTE. (2º) o prejuízo.

Conjunto probatório que demonstra a ocorrência da culpa do médico demandado na condução do procedimento cirúrgico com o esquecimento de corpo estranho junto ao osso da paciente. VALOR DA CONDENAÇÃO. 14 do CDC. Sexta Câmara Cível.8. VALOR DA INDENIZAÇÃO. ERRO MÉDICO. Des. advindo o falecimento da vítima. CULPA COMPROVADA. (TJRS. FALHA NO DIAGNÓSTICO DE DOENÇA. Pág.003096-8. DANO MORAL CONFIGURADO. pois incidente o § 4º do art. DJERO 18/03/2013. Pág. 68) APELAÇÃO CÍVEL. ART. §4º DO CDC. APL 0181874-14.2011. Seguada Câmara Especializada Cível. 3) APELAÇÃO CÍVEL. Artur Arnildo Ludwig. Des.2009. AC 2011. APLICAÇÃO DO CDC. RESPONSABILIDADE CIVIL. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO MÉDICO. se condizente com a capacidade econômica dos responsáveis pelo ato ilícito. 05/03/2013. 14.0001. INTERVENÇÃO CIRÚRGICA PARA EXTRAÇÃO DE FRAGMENTO DE OSSO ILÍACO PARA POSTERIOR IMPLANTE BUCAL. Rel. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. Rel. Recursos parcialmente providos. por sua vez. HOSPITAL E LABORATÓRIO.8.22. (TJPI. MANUTENÇÃO. MORTE.320 5. Sansão Saldanha. não merece alteração. deve ter provada a culpa. Des. Julg. 28/02/2013. ERRO NO TRATAMENTO MÉDICO. DJERS 08/03/2013) .0001.7000. Recurso de apelação desprovido. (TJRO. O valor da condenação. Rel. AC 37175181.21. em decorrência de erro consistente na falha de diagnóstico de doença e tratamento inadequado. José Ribamar de Oliveira. DJPI 20/02/2013. 1. Julg. Respondem objetivamente pela falha na prestação dos serviços o hospital e o laboratório. Montenegro. A responsabilidade pessoal do médico é subjetiva e.

Revela culpa. lamentavelmente. de paralisia cerebral. DA FORMA QUE SE LHES COMPETIA. de síndrome hipóxico-isquêmica. a causa eficiente para o desenvolvimento. RESPONSABILIDADE CIVIL. NA VÉSPERA DE COMPLETAR 04 (QUATRO) ANOS DE IDADE. INEXISTÊNCIA DE AMÍUDE MONITORAMENTO. ao fim e ao cabo. pelo neonato. 1. EM VIRTUDE DE PARALISIA CEREBRAL. NO PROLONGAMENTO DO ATO MÉDICO E NO ACOMETIMENTO DE SÍNDROME HIPÓXICO-ISQUÊMICA POR ELE. A CULPA DO HOSPITAL E DO MÉDICO PELO ACOMETIMENTO DA DOENÇA. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. por imperícia e negligência. RECURSOS DESPROVIDOS. até a sua precoce e trágica morte antes que completasse 04 (quatro) anos de idade. implicaram no prolongamento despropositado da expulsão do feto do útero materno e no acometimento. EXISTÊNCIA DA OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR. DO ÔNUS DE PROVAR A NÃO CULPABILIDADE PELO EVENTO DANOSO. PRECEDENTES DA CORTE. caracterizadora de ilícito civil. por ele. ARCABOUÇO PROBATÓRIO DOCUMENTAL QUE DEMONSTRA. AUSÊNCIA DE PERQUIRIÇÃO. PELO MÉDICO. a qual consubstanciou. DEMANDADOS QUE NÃO SE DESINCUMBIRAM. a indesculpável sucessão de erros na condução dos procedimentos médico-hospitalares de parturição. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA POR FORÇA DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR E DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA CARGA DINÂMICA DA PROVA. MORTE DO FILHO DOS DEMANDANTES. O QUE RENDEU ENSEJO À PARALISIA CEREBRAL. PELO OBSTETRA.321 EMBARGOS INFRINGENTES EM APELAÇÃO CÍVEL. PARTURIÇÃO QUE SE REVELOU TRAUMÁTICA. DA PARTURIENTE E DO FETO DESDE A INTERNAÇÃO ATÉ O PARTO. ESTREME DE DÚVIDA. ATO ILÍCITO CARACTERIZADO. A RESPEITO DA NECESSIDADE E CONVENIÊNCIA DO PARTO CESÁREO. ERRO MÉDICO CONFIGURADO. . os quais agravaram o risco próprio do nascimento e que. CULMINANDO NA DISTOCIA DE CLAVÍCULA DO FETO.

RECONHECIMENTO. a responsabilidade do profissional da odontologia é sempre apreendida sob o critério subjetivo. RESPONSABILIDADE. EI 2012.ERRO ODONTOLÓGICO CIVIL E DIREITO DO CONSUMIDOR. 1. COMPENSAÇÃO PECUNIÁRIA. a apuração da responsabilidade da entidade deve ser pautada pelo critério subjetivo.058819-2. 06/05/2013. Eládio Torret Rocha. (TJSC. MANUTENÇÃO. Pág. DORMÊNCIA DA LÍNGUA POR MAIS DE 5 ANOS. obrigação de meio. Rel. em regra. APLICAÇÃO. incumbindo ao profissional e ao nosocômio. ERRO DO PROFISSIONAL QUE ATENDERA A PACIENTE. Des. resultando que. na ação de reparação civil em virtude de erro médico-hospitalar. Balneário Camboriú. Aliado ao fato de que o tratamento odontológico desprovido de natureza estética encerra. NEGLIGÊNCIA E IMPERÍCIA. CLÍNICA ODONTOLÓGICA. PARÂMETROS. ANESTESIAMENTO DO NERVO LINGUAL. RESULTADO INCOMPATÍVEL COM OS RISCOS NATURAIS DO PROCEDIMENTO. pois não derivada a falha imprecada . REPARAÇÃO DO DENTE Nº 37. 149) 20 . DANO MORAL. GRAVIDADE DO FATO. TÉCNICA INADEQUADA. 333 do código de processo civil. CARACTERIZAÇÃO. A repartição do ônus da prova. demonstrar a não culpabilidade pelo evento danoso. CAPACIDADE ECONÔMICA DAS PARTES. por força da inversão do ônus da prova que rege as relações de consumo e do princípio da carga dinâmica da prova. foge ao regramento genérico defluente do art. Desig. ORIGEM.322 2. ainda que formulada a pretensão em face da clínica cujo quadro de pessoal integra. DJSC 13/05/2013. QUANTUM INDENIZATÓRIO. CONSEQUÊNCIAS ENSEJADAS À PACIENTE. PARESTESIA APARENTEMENTE IRREVERSÍVEL. PROCEDIMENTO ODONTOLÓGICO. e não de resultado. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE. Grupo de Câmaras de Direito Civil. Julg. ANESTESIA. NATUREZA SUBJETIVA.

afetando a mastigação e fala da paciente. honra. porque afeta diretamente os atributos da personalidade do ofendido. ante as ofensas que experimentara no que lhe é mais caro . determinando que experimente dificuldades de locução e matisgação. 2. maculando os seus sentimentos e impregnando indelével nódoa na sua existência.derivara da negligência e imperícia do profissional de odontologia que realizara o procedimento e que compromete a funcionalidade de apêndice importante. O dano moral. não reclamando sua qualificação que do ocorrido tenha derivado qualquer repercussão no patrimônio material do lesado.323 a qualquer deficiência no aparato fomentado. -. tanto que resultara na intercorrência aferida. Apreendido que a intercorrência havida . Emergindo do procedimento odontológico de reparação do dente nº 37 o anestesiamento do nervo lingual da paciente. disposição. determinando que viesse a ficar com a borda lateral esquerda da língua dormente por mais de 5 (cinco) anos. A mensuração da compensação pecuniária devida ao atingido por ofensas de natureza moral.integridade física/psicológica. auto-estima. § 4º). e que a realização do procedimento não fora pautado pelas cautelas recomendadas para sua realização nem conduzido com perícia. conferindo legitimidade ao cabimento de compensação pecuniária coadunada com a gravidade dos efeitos que experimentara. se aperfeiçoa com a simples ocorrência do ato ilícito que se qualifica como sua origem genética. não alcançando a responsabilidade afetada à prestadora risco integral pelos serviços que fomenta através dos profissionais que integram seu quadro social (CDC. dignidade. 14. conquanto permeada por critérios de caráter eminentemente subjetivo ante o fato de que os direitos da personalidade não são . indicando que a parestesia que a aflige é de natureza permanente. mas originária da negligência e imperícia em que teria incidido o profissional que atendera a consumidora. 5. bem-estar. deve ser reconhecida a imperícia e negligência em que incidira o profissional que o conduzira. art. 4. tranqüilidade etc. credibilidade. caracterizando-se como ofensa aos predicados da sua personalidade.parestesia lingual parcial de natureza aparentemente permanente . determinando a responsabilização da clínica cujo quadro de empregados integra pelos efeitos provocados pelo erro em que incidira. consubstancia fato gerador do dano moral. auto-estima e tranqüilidade da lesada. 3. à medida que as restrições ensejadas afetam a higidez física.

a qual somente pode ser reconhecida caso evidenciada a culpa. e da razoabilidade. .324 tarifados. . . CIRURGIÃO-DENTISTA. o que permitiria ao perito avaliar com maior precisão sua conduta. .Manutenção dos honorários advocatícios sucumbenciais. DANOS MORAIS. Apelação da autora parcialmente provida. §4º. é aferida mediante a constatação de falha na prestação do serviço.1. atentando-se para a gravidade dos danos havidos e para o comportamento do ofensor. A perícia. §3º do CPC. a inversão do ônus da prova (artigo 6º. Primeira Turma Cível. Rec 2009. em atenção à extensão dos danos e ao parâmetro da câmara em casos análogos. Está expressa no art. sequer trazendo prontuário médico com o registro das consultas.09. A responsabilidade civil do profissional liberal. deve ser efetivada de forma parcimoniosa e em ponderação com os princípios da proporcionalidade. VIII do CDC). 14. TRATAMENTO DE CANAL. 6. (TJDF. não só pela hipossuficiência do consumidor em caso eminentemente técnico.Majoração do valor da indenização. PROFISSIONAL LIBERAL. 57) APELAÇÃO CÍVEL. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Apelação do réu desprovida.009572-6. RELAÇÃO DE CONSUMO. .19. Ac. evidenciados principalmente pela dor física suportada.261. RESPONSABILIDADE CIVIL.Cenário em que inarredável a conclusão de imperita atuação profissional. no caso. DJDFTE 06/05/2013. Des. AC 133538. VALOR DA INDENIZAÇÃO. Pág. (TJRS. mas também pela não disponibilização de documentos sobre a intervenção adotada.Impositiva. à luz da legislação de proteção ao consumidor. 673. 20. . Apelação conhecida e desprovida. do CDC. em atenção aos vetores do art. ÔNUS DA PROVA. indicou o nexo causal entre a sinusite e o tratamento realizado pelo réu. o réu não se desincumbiu de comprovar a adequação da técnica empregada. Rel. que recomenda que o importe fixado não seja tão excessivo a ponto de ensejar uma alteração na situação financeira dos envolvidos nem tão inexpressivo que redunde em uma nova ofensa ao vitimado.Na hipótese. muito embora prejudicada pelos parcos elementos trazidos pelo profissional. Teófilo Caetano. Unânime. dando causa aos danos morais sofridos.

ALTERAÇÃO NO TERMO INICIAL PARA CÁLCULO DOS JUROS DE MORA INCIDENTES SOBRE A INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. porquanto postulado expressamente nas apelações seu conhecimento por esta corte. o que somente ocorreu diante da .7000. caput e § 1º. conforme ônus imposto pelo artigo 523. ATO ILÍCITO CONFIGURADO. apresentando-se como o elemento de prova idôneo e concreto para o desate dos pontos controvertidos. 14). Ato ilícito verificado. E ESTÉTICOS. CONDENAÇÃO MANTIDA. A aferição de sua responsabilidade civil depende da apuração de culpa. por conta de publicidade feita pela requerida. do CDC. RECONHECIMENTO DA VALIDADE. diante de inequívoca existência de vínculo empregatício entre o profissional e a pessoa jurídica. TRATAMENTO DENTÁRIO. DJERS 19/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL.21. DANOS MATERIAIS E MORAIS. Nona Câmara Cível. CLÍNICA ODONTOLÓGICA. 3. LEGITIMIDADE PASSIVA. Perícia médica feita em juízo. As clínicas odontológicas e os demais estabelecimentos da saúde respondem nos termos do Código de Defesa do Consumidor (art. não havendo justificativa suficiente para que seja desconsiderada. 14/08/2013. sendo que o demandante somente procurou o atendimento.325 2013. Relª Desª Marilene Bonzanini Bernardi.8. cuidando de matéria submetida à legislação consumerista. § 4º. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. sendo que somente serão responsabilizados quando comprovada a culpa do profissional liberal prestador de serviços (cirurgião-dentista). do código de processo civil. porquanto o atendimento prestado ao autor não era o mais recomendado para o seu caso. O tratamento odontológico configura prestação de serviços na área da saúde. MORAIS. conforme a regra do art. Mantido o reconhecimento da legitimidade passiva da clínica odontológica flesch Ltda. Cachoeirinha. RESPONSABILIDADE CIVIL. que foi elaborada por profissional hábil e isento. TRATAMENTO FEITO SEM A OBSERVÂNCIA DA MELHOR TÉCNICA. ou determinada a realização de nova perícia. Conhecidos os agravos retidos. 2. PERÍCIA OFICIAL. 14. 1. 4. Julg. AUSÊNCIA DE INFORMAÇÃO AO PACIENTE.

nos registros burocráticos. que deixou de analisar os problemas pretéritos dentários do autor.21. Determinação de utilização da data da citação como termo inicial para tal fim. com possível inversão do ônus da prova da culpa Arts. Manutenção da condenação da requerida ao custeio do tratamento ao qual o autor deverá se submeter. Danos materiais verificados.666. Valor da indenização fixado de acordo com as circunstâncias do caso concreto e os precedentes. 5. numa topografia não habitual Dentista que não demonstrou que tal fato não decorreu de conduta culposa sua Prejuízo material em proporção (R$ 2. 10/07/2013. VIII. Porto Alegre.C.000. sendo que a ausência de cuidado se refletiu. Dano sofrido pelo paciente. uma vez que as fichas de atendimento possuíam informações divergentes.326 ausência de cuidados mínimos por parte da ré.66) Dano moral in re ipsa (R$ 7. ERRO ODONTOLÓGICO X DANOS MATERIAL E MORAL Consumidora hipossuficiente que se submeteu a seis implantes dentários Hipótese em que dois deles se mostraram defeituosos. Unânime. Manutenção da condenação ao pagamento de indenização por danos morais.2013. Alteração no termo inicial para cálculo dos juros de mora de 1% ao mês incidentes sobre o montante indenizatório. uma vez que não se trata de responsabilidade civil extracontratual. tendo em vista que passou a ter dificuldades para falar e mastigar. Nona Câmara Cível. AC 17972585. C. 6º. alheia às particularidades inerentes ao exercício da ciência odontológica Isto não significa. § 4º. certeza de vitória. 405 do CC e Súm.7000. inclusive. entretanto. do CDC Medida factível ante a cristalina hipossuficiência técnica da autora. 362 do STJ Recurso provido . o que lhe prejudicou esteticamente e fisicamente. diante dos danos causados à sua dentição por conta do tratamento errôneo efetuado. 6. Julg. visto que colocados em contato com o nervo alveolar inferior. Relª Desª Iris Helena Medeiros Nogueira. muito menos torna possível a condenação de alguém sem um razoável juízo de certeza acerca da culpa imputada Premissa de julgamento. consistentes na necessidade do autor de realizar tratamento reparatório futuro. o que influenciaria no tratamento a ser utilizado. (TJRS. Agravos retidos desprovidos. Imputação Hipótese de responsabilidade subjetiva. 14.00) Correção monetária e juros de mora Art. DJERS 16/07/2013) ERRO ODONTOLÓGICO.8. Apelo parcialmente provido.

DECADÊNCIA. APL 0007889-72. Ac. CONTA CORRENTE. DJPR 10/09/2013. ARTIGO 26. ApCiv 0991656-1. mas o questionamento de lançamentos ocorridos em conta corrente. quando a demanda não visa a verificação de vícios no serviço. PEDIDO GENÉRICO. II DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. AUSÊNCIA. PISO DE CERÂMICA. DANO MORAL CONFIGURADO.26. PRIMEIRA FASE. Relª Desª Lenice Bodstein. É entendimento pacífico deste tribunal de justiça que ao propor a ação de prestação de contas não há necessidade de que a parte impugne de forma especifica os lançamentos dos quais não concorda. Pág. 6586862. do Código de Defesa do . DEFEITO NO PRODUTO. II. 1. FORNECIMENTO DE EXTRATOS. RECURSO DA FABRICANTE NÃO CONHECIDO. Sétima Câmara de Direito Privado.0568. II do Código de Defesa do Consumidor. POR DESERÇÃO. (TJPR. (TJSP. São João da Boa Vista. 158) INDENIZATÓRIA.2008. 1. DECADÊNCIA AFASTADA. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. Julg. mormente porque a presente ação se funda na falta de informação. Ferreira da Cruz. 13/03/2013. Colombo. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO E DESPESAS COM ASSENTAMENTO DO PISO.8. Rel. INAPLICABILIDADE. De acordo com o disposto no artigo 26. Des. ENUNCIADO Nº 08 DESTE GRUPO DE CÂMARAS. DEVER DE PRESTAR CONTAS QUE PERMANECE. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. INCOMPATIBILIDADE DE RITOS. CONSUMIDOR.327 em parte. DJESP 01/04/2013) 21 . INOCORRÊNCIA.PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA APELAÇÃO CÍVEL. Décima Terceira Câmara Cível. 2. Inaplicável o prazo decadencial previsto no artigo 26.

é de noventa dias o prazo para reclamar a existência de vício aparente ou de fácil constatação. INDENIZATÓRIA. do Código de Defesa do Consumidor. 3. A autora juntou aos autos fotografias que comprovam as rachaduras e manchas no piso.2013. diante da necessidade de nova troca de piso.21. impõe-se o reconhecimento da responsabilidade do fornecedor. 12/19.328 Consumidor. COBRANÇA DE SERVIÇO NÃO CONTRATADO. bagunça e desconforto àqueles que ocupam a residência. . Julg. Quantum indenizatório mantido. Também resta configurado o dano moral. 5. da Lei nº 9. fabricante do produto. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. tendo formulado reclamação em 22/05/2012. tendo em vista a regra processual ditada pelo artigo 42. Restando comprovado o vício de qualidade no produto que o torna inadequado ao consumo. nos termos do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA. impõe-se a procedência do pedido de restituição do valor pago. fls. a quem atribui legitimidade. ENERGIA ELÉTRICA. parágrafo primeiro. fl. considerando que é a parte ré responsável pela cobrança vertida nas contas telefônicas em que foram debitados os valores em favor dos terceiros. à vista de toda a inconveniência enfrentada. a consumidora constatou o defeito em março de 2012. 04/09/2013. (TJRS. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. nos termos do artigo 18. e danos daí decorrentes. Preliminar de ilegitimidade passiva afastada. Segunda Turma Recursal Cível.9000. 11. 4. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. gerando sujeira.8. em casos análogos. porquanto arbitrado em consonância com os parâmetros utilizados pelas turmas recursais. No caso em tela. Santa Maria. Cerâmica Ltda. II. DANO MORAL.099/95. não se conhece do recurso interposto pela ré bella gress ind. Recurso da ré tumelero improvido e recurso da ré bella gress não conhecido. pois a situação ultrapassa o mero dissabor. 6. Finalmente. PRESCRIÇÃO NÃO IMPLEMENTADA. “SEGURO SUPER LIGADO AP PLUS. 2. RecCv 33858-75. parágrafo primeiro. CONFUGURADO. uma vez que ausente a juntada da respectiva guia de preparo. consubstanciados no valor pago para o assentamento do piso. Assim. O pedido .

Ausência de prova acerca da contratação dos serviços impugnados. Portanto. IV. do Código Civil.9000. PRESCRIÇÃO. evidenciado o descaso e o desrespeito da ré para com o consumidor. Passo Fundo.8. SEGURO HABITACIONAL. os valores pagos indevidamente. ante os abalos sofridos pelo autor nas tentativas de cancelar a cobrança do serviço não contratado. associada à verossimilhança da insurgência do consumidor e à sua hipossuficiência. SFH. AGRAVO RETIDO. O quantum arbitrado na sentença a quo deve ser mantido. Alteração de entendimento das turmas recursais cíveis no tocante. CLÁUSULA . Julg. nos termos do artigo 42. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. Dano extrapatrimonial reconhecido.2013. de rigor a manutenção da sentença de parcial procedência da ação. em casos análogos. Recurso improvido. NÃO OCORRÊNCIA. Desta forma. razão pela qual deve ser aplicado o prazo trienal. não há falar na implementação de prescrição trienal. INAPLICABILIDADE. que. MEDIDA PROVISÓRIA N. 12. autorizam a conclusão da ausência de ajuste no tocante. Segunda Turma Recursal Cível. tendo em vista que a ação foi ajuizada em outubro de 2012. TERMO INICIAL NA DATA DA NEGATIVA FORMAL DO PAGAMENTO. RecCv 3327930. DANOS DECORRENTES DE VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO NÃO SOLUCIONADOS. porquanto inferior aos parâmetros adotados pelas turmas recursais cíveis. previsto no artigo 206. APELO. 513/2010 CONVERTIDA NA LEI N. em dobro. IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DO POLO PASSIVO EM RESPEITO AO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA SEGURANÇA JURÍDICA. § único.409/11. MÉRITO.21. atinente à cobrança de serviços não contratados. do Código de Defesa do Consumidor. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. SOLIDARIEDADE DAS SEGURADORAS QUE PARTICIPAVAM DO SEGURO HABITACIONAL NA OCASIÃO EM QUE CONSTATADAS AS AVARIAS NO IMÓVEL. O QUE SE DEU LOGO APÓS A CONSTRUÇÃO DO IMÓVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE RESPONSABILIDADE OBRIGACIONAL SECURITÁRIA. §3º. gerando o dever de restituir. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL E FORMAL. constitui hipótese de enriquecimento ilícito. 04/09/2013. (TJRS. ILEGITIMIDADE PASSIVA NÃO RECONHECIDA.329 de repetição.

SH/ SFH.055772-3. QUE EM SEU ART. ”SEGURO HABITACIONAL. DESª. PREVISÃO DE COBERTURA. (EM APELAÇÃO CÍVEL N.330 CONTRATUAL.2011). DISPÕE FICAR O FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÕES SALARIAIS. DENISE KRÜGER PEREIRA). DA APARENTE INCONSTITUCIONALIDADE DO ATO. IMPOSSIBILIDADE. QUE CONTAVA COM GARANTIA DE EQUILÍBRIO PERMANENTE E EM NÍVEL NACIONAL DO FUNDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009. J. POR DINHEIRO PÚBLICO. EM 15. AI N. FCVS AUTORIZADO. DE CRICIÚMA. REL. AO FINAL. PARECE PERMITIR A ALTERAÇÃO DA RELAÇÃO JURÍDICA PERFEITA ESTABELECIDA ENTRE SEGURADORA E MUTUÁRIOS. A ASSUMIR OS DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO SEGURO HABITACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. AINDA. DE MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. E ASSIM PORQUE AINDA NÃO HÁ NOTÍCIAS DE QUE REFERIDA ASSUNÇÃO DE DIREITOS E OBRIGAÇÕES TENHA SE DADO. MARIA DO ROCIO LUZ SANTA RITTA. EM CONTRARRAZÕES. BDI (BENEFÍCIOS OU BONIFICAÇÕES E DESPESAS INDIRETAS) E ENCARGOS SOCIAIS SOBRE AS OBRAS JÁ REALIZADAS. INTERPRETAÇÃO MAIS FAVORÁVEL AO CONSUMIDOR. “A SUPERVENIÊNCIA DA MP Nº 513/2010. QUE SEGUINDO AS BASES DA ENFADONHA E INCONSTITUCIONAL MEDIDA PROVISÓRIA Nº 478/09 (SENDO DIVERSOS OS PRECEDENTES NESSE SENTIDO). 2011. MULTA DECENDIAL. NÃO SE PODENDO OLVIDAR. INDENIZAÇÃO DEVIDA. EM NADA ALTERA A DISCUSSÃO ENTABULADA. POSSIBILITANDO QUE EVENTUAIS INDENIZAÇÃO JUDICIAIS FIXADAS EM FACE DA SEGURADORA SEJAM CUSTEADAS. . 733846-1. I. 1º. EM OPÇÃO QUE CLARAMENTE AFRONTA O PRINCÍPIO DA MORALIDADE” (TJPR. PEDIDO. ÔNUS SUCUMBENCIAIS INALTERADOS. APLICABILIDADE. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA.09. NA FORMA DISCIPLINADA EM ATO DO CONSELHO CURADOR DO FUNDO DE COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÕES SALARIAIS CCFCVS. RELA. DESA.

Carlos Alberto Menezes direito). CONFORME RECIBOS DE PAGAMENTOS. 29/08/2013. abarcada pela regra geral do Art. 6º. a incorporadora/construtora.032368-2. o prazo prescricional aplicado à espécie é de dez anos. Nos termos do Art. Pág. conforme deduzido na sentença. AUSÊNCIA DE AJUSTE EXPRESSO. 1. (TJSC. Min. DJSC 10/09/2013. INOBSERVÂNCIA DO ART. ambos do CDC. OBRIGAÇÃO DE PAGAMENTO DE SERVIÇOS DE INTERMEDIAÇÃO NÃO ASSUMIDOS PELO COMPRADOR. 3. Des. A pretensão deduzida em juízo se refere ao instituto da repetição do indébito. O ônus de pagar o corretor de imóveis pertence àquele que o contrata. logo. A seguradora é responsável quando presentes vícios decorrentes da construção. logo. inciso III e Art. DEVOLUÇÃO EM DOBRO. ao consumidor assiste o direito de ser informado de forma . não havendo como se sustentar o entendimento de que assim examinada a questão haveria negativa de vigência do art. AGENTES ATUANDO SOB AS INSTRUÇÕES DO FORNECEDOR. na espécie. INFORMAÇÃO INADEQUADA. ora recorrente. Quarta Câmara de Direito Civil. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA EM CONTRATO DE ADESÃO.460 do antigo Código Civil. 206. CABIMENTO DIANTE DA AUSENCIA DE ENGANO JUSTIFICÁVEL. Da prescrição. 722 DO CÓDIGO CIVIL. “ (STJ . Jorge Luis Costa Beber. Rel. naturalmente atendido por seu preposto. Precedentes do STJ e desta Corte.RESP 813. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. TRANSFERÊNCIA AO CONSUMIDOR DE SERVIÇO QUE NÃO LHE FOI PRESTADO. COMISSÃO DE CORRETAGEM. Subst. COMISSÃO DESTINADA À PRÓPRIA VENDEDORA. 205 do CC e não do inciso IV do parágrafo 3º do Art. AC 2012. 1. INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA.331 1. 95) JUIZADOS ESPECIAIS. Julg. 2. COMPRA E VENDA DE UNIDADE. DESNATURAÇÃO DO CONTRATO DE CORRETAGEM. Joinville. não cumpre a obrigação pela intermediação da venda do imóvel. INOCORRÊNCIA. Rel. Ao consumidor que se dirigiu espontaneamente ao stand de vendas da recorrente. PRESCRIÇÃO.898/SP. 31.

A referida despesa não foi incluída no valor do imóvel. 68/69) também não traz o valor cobrado a título de corretagem. CÉDULA RURAL HIPOTECÁRIA. prevê que “nos contratos . PREVISÃO CONTRATUAL. Relª Desigª Juíza Marília de Ávila e Silva Sampaio. Demais disso. Ac.829.01. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Informação inadequada. 4. estes fixados em 10% do valor da condenação. . 6. REJEITADA. Rec 2012. Recurso da ré conhecido e improvido. Custas e honorários pela recorrente vencida. o dever de arcar com a comissão de corretagem.078/90. Recurso da autora conhecido e provido para condenar a apelada à devolução em dobro do valor pago a titulo de comissão de corretagem de R$ 19. MULTA MORATÓRIA REDUZIDA AO PATAMAR DE 2%. APELAÇÃO CÍVEL. ENCARGOS DE INADIMPLEMENTO. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO.194308-2. PRELIMINAR DE INOVAÇÃO RECURSAL. Sem condenação ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios à míngua de recorrente vencido. SÚMULA Nº 285 DO STJ. PREJUDICIAL DE PRESCRIÇÃO. 708.332 clara e precisa. pagos a mais pela autora. MULTA MORATÓRIA FIXADA EM 10%.Súmula nº 285 do Superior Tribunal de justiça.00. não há qualquer previsão contratual que impute ao promitente comprador. bem como não há elementos probatórios que indicam haver o consumidor expressamente contratado o serviço de corretagem. Pág. que afasta a exigibilidade de qualquer outra importância que não a constante da promessa de compra e venda firmada. ora recorrido. da Lei nº 8. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 5. (TJDF. PRONUNCIAMENTO NOS AUTOS. DJDFTE 09/09/2013. REJEITADA. a teor do art. 308) AÇÃO MONITÓRIA. inciso III. 6º.1. AÇÃO PROPOSTA DENTRO DO LAPSO PRESCRICIONAL.344. A forma de pagamento descrita (fls. O simples preenchimento de um recibo nesses termos não comprova que o consumidor tenha recebido as devidas orientações a esse respeito. Restou indemonstrado nos autos que o consumidor tenha sido esclarecido sobre este ônus ou sequer tenha anuído com este pagamento.

Demandas de natureza condenatória submetem-se a prazos prescricionais e não decadenciais. 26 DO CDC. CONSUMIDOR.ausência do Decreto de emergência ou calamidade por parte do município. Juiz Conv.333 bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor incide a multa moratória nele prevista”. Desse modo. 11) PROCESSUAL CIVIL. que é de 5 (cinco) anos.2004 (CÓDIGO DE OBRAS E EDIFICAÇÕES DO MUNICÍPIO DE NATAL). destinam-se à busca da solução junto ao fornecedor. CINCO ANOS. é de reparação de danos (indenizatória). desde o início do processo.000767-4/001. considerando que a pretensão veiculada pelo autor. 26 do CDC. Rel. DEMANDA DE CUNHO CONDENATÓRIO QUE SE SUBMETE A PRAZO PRESCRICIONAL E NÃO DECADENCIAL. bem como o reconhecimento do governo federal de tais situações.775/2008. (TJPB. QUEBRA DA LEGÍTIMA EXPECTATIVA DO CONSUMIDOR. CONSTRUÇÃO DE APARTAMENTO COM ALTURA DO “PÉ DIREITO” (MEDIDA VERTICAL. DJPB 09/09/2013. XLII. VIOLAÇÃO AOS DEVERES ANEXOS DA BOA-FÉ OBJETIVA.2011. VIOLAÇÃO LITERAL A DISPOSITIVO DE LEI. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO RESCIDENDO. 55. Os prazos decadenciais. cuja prescrição só ocorre em 5 (cinco) anos contados do conhecimento do dano e de sua autoria. 3º. Pág. Terceira Câmara Especializada Cível. RESCISÓRIA. .01. EM METROS. PRESCRIÇÃO. ART. ACÓRDÃO RESCIDENDO QUE APLICOU O PRAZO DECADENCIAL DO ART. PELA ABNT E POR LEI. DANO RELACIONADO A VALOR FUNDAMENTAL PROTEGIDO PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988 (MORADIA). INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. não excluindo nem impossibilitando a ação de reparação de danos. a ela se aplica o prazo prescricional do art. 27 DO CDC. de acordo com o art. o que implica a inaplicabilidade da Lei nº 11. DE 27. ENTRE O PISO E O TETO DE UM EDIFÍCIO) ABAIXO DO LIMITE ESTABELECIDO PELO CREA. 27 do CDC. DA LEI COMPLEMENTAR N. tipificados no art. 27 da referida . INCIDÊNCIA DO ART. AC 032. Marcos William de Oliveira.

. II. em regra. fórmulas. do CDC. nada influindo na reparação pelos danos materiais e morais pretendidos.é. Todavia. o construtor responde. porquanto rege a hipótese o art. não poderá o consumidor exigir do fornecedor do serviço as providências previstas nos arts.2011). montagem. Em 25. por caracterizar mero aborrecimento. somente atinge a pretensão autoral vinculada ao vício apresentado no bem. a pretensão de indenização dos danos por ele experimentados pode ser ajuizada durante o prazo prescricional de 5 (cinco) anos. aplicável o prazo de prescrição de 5 (cinco) anos previsto no art. o descumprimento de contrato gera dano moral quando envolver valor fundamental protegido pela Constituição Federal de 1988. 18 ou 20 do mesmo diploma. A pretensão de indenização dos danos por experimentados pelo autor pode ser ajuizada durante o prazo prescricional de 5 (cinco) anos. Construção de apartamento em descumprimento às normas técnicas e com . . terceira turma. relatora ministra nancy andrighi. envolvendo controvérsia possível de surgir em qualquer relação negocial. independentemente da existência de culpa. Em 21.141/sp.10. embora não desejável.segundo entendimento do STJ. tais como saúde. j. 27 do CDC na hipótese em que o consumidor almeja obter reparação civil em virtude de danos decorrentes de erro na construção de unidade habitacional por ele adquirida. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. relator ministro vasco della giustina (desembargador convocado do tjrs).09.acrescente-se que conforme posição reiterada na jurisprudência. j. o prazo decadencial previsto no art.292. terceira turma.04. fabricação. manipulação. danos morais. quarta turma.2012 e Enunciado nº 411 do cjf).334 Lei. 26. AGRG no aresp 52. . sendo fato comum e previsível na vida social. 27 do Código de Defesa do Consumidor (agrg no AG 1013943/rj. 27 do CDC (resp 683. o simples inadimplemento contratual não gera. Em 04. bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. porquanto rege a hipótese o art. j. porém. . relator ministro luis felipe salomão. relator ministro luis felipe salomão. moradia e trabalho (resp 1. Em 20.2010). pois. dissabor.2010. na esteira da posição do colendo STJ. escoado o prazo decadencial de 90 (noventa) dias previsto no art. quarta turma.038/ sp. 12 do CDC. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto. 26 do CDC.809/rs. construção.com efeito. j. Segundo dicção do art.12.

006501-7. DJRN 09/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. João Rebouças. PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. ARTIGO 27 DO CDC.335 altura que não segue os parâmetros mínimos estabelecidos na legislação de regência constitui defeito no projeto. RECURSO NÃO PROVIDO. sendo apta a ensejar reparação por danos morais. É nula a cláusula contida em contrato de participação financeira em programa comunitário de telefonia que veda o ressarcimento ao consumidor do montante investido. Em se tratando de demanda que tem por objeto relação de natureza pessoal. PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA EM INVESTIMENTO NO SERVIÇO TELEFÔNICO. DANO MORAL. MÉRITO. NEGÓCIO DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA PRECEDENTE IMPOSSIBILIADE DE INEXISTÊNCIA DE DOCUMENTO DE EXISTÊNCIA DO BEM MÓVEL.0010. Rel. ART. Tribunal Pleno. ADIMPLEMENTO CONTRATUAL. Des. BRASIL TELECOM PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO AFASTADA. 6. ARTIGO 186 DO CÓDIGO CIVIL QUANTUM INDENIZATÓRIO. (TJRN. REJEITADA. DJMS 06/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. HIPOSSUFICIÊNCIA E VEROSSIMILHANÇA DA ALEGAÇÃO DEMONSTRADAS. (TJMS. VIII DO CDC. Julizar Barbosa Trindade.2012. ARTIGO 402 DO CÓDIGO CIVIL. PRELIMINAR.8. o prazo prescricional é o vintenário na égide do CC de 1916 ou 205 do atual. NÃO DEMONSTRADOS. JUROS DE MORA A CONTAR DO EVENTO DANOSO CORREÇÃO . NULIDADE DA CLÁUSULA QUE VEDA O RESSARCIMENTO AO CONSUMIDOR. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.12. AR 2011. CONTRATO COMPRA E VENDA VERBAL. Fátima do Sul. NEGOCIAÇÃO INCONTROVERSA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. Segunda Câmara Cível. FARDO PROCESSUAL NÃO SUPORTADO PELO RÉU LUCROS CESSANTES. Rel. AÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA C/C DANOS MORAIS E LUCROS CESSANTES. Des. PRESCRIÇÃO PRAZO 05 ANOS. APL 0800336-14.

Por se referir de relação de consumo. do CDC. valendo anotar que. De acordo com o art. desde que o magistrado. a regra que incide na espécie é a do art. no caso dos autos. consubstanciadas na verossimilhança das assertivas exordiais e na hipossuficiência de uma das partes. 402 do Código Civil. Em que pese a transmissão da propriedade se dê com a tradição. é mister o reconhecimento da prevalência dos princípios e normas de ordem pública do Código de Defesa do Consumidor que. A indenização a esse título requer comprovação segura dos ganhos razoáveis que a parte lesada deixou de obter em razão do ato ilícito causado pela parte lesante. nos termos do art. mesmo sendo aplicável a legislação consumerista ao caso concreto. VIII. exatamente o caso em comento. com o fim de facilitar a defesa dos direitos do consumidor. não se podendo conferir indenização por prejuízo hipotético ou incerto. a questão em apreço não se discute a transferência da propriedade e sim a obrigação assumida pelo banco-réu de fornecer algum documento que comprovasse a procedência do maquinário. inexiste óbice legal em se determinar a inversão do ônus da prova. convença-se da presença dos requisitos autorizativos da inversão. a seu critério. ou quando for ele parte tecnicamente hipossuficiente. 6º. Em que pese tratar-se de contrato verbal. 27 do CDC. 206 do Código Civil. haja vista que a questão sub judice diz respeito a negócio entabulado entre consumidor que adquiriu produto do banco. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. que ao entabular um negócio com a instituição financeira ficou no aguardo por todo esse tempo pela entrega do documento da máquina que havia adquirido. e não a do art. o prazo prescricional aplicável é o de cinco anos previsto no ordenamento protetivo do consumidor. de ofício. a mencionada inversão do ´onus probandi´ não ocorre automaticamente.336 MONETÁRIA INCIDENTE DA DATA DO ARBITRAMENTO. Inegável o transtorno e o abalo moral sofrido pelo autor. mas depende de circunstâncias concretas a serem apuradas pelo juiz no contexto. o juiz poderá inverter o ônus da prova. Isso porque. constatando a presença da verossimilhança das alegações do consumidor. iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. Assim. como destinatário final. ora fornecedor. A reparabilidade do dano moral alçada ao plano .

à substituição do produto no prazo de dez dias ou conversão em pagamento do valor despendido na compra do bem . da Carta Política.337 constitucional. 333. ser o prazo de garantia inferior ao declarado pelo requerente. e expressamente consagrada na Lei substantiva civil. um valor justo ao ressarcimento do dano extrapatrimonial. em seus artigos 186 combinado com 927. APL 114710/2012. 28/08/2013. Cachoeira do Sul.2013. valendo-se de seu bom senso prático e adstrito ao caso concreto. COLCHÃO. PROVA TESTEMUNHAL E FOTOGRÁFICA. do CPC. incisos V e X. exige que o julgador. no artigo 5º. assim como haver ocorrido a tentativa de troca do bem. Recurso improvido. impõe-se seja ratificada a sentença singular que condenou as demandadas. acrescida do depoimento de baltazar dutra dos Santos (fl. de modelo distinto. Ausente comprovação das assertivas trazidas pelo fabricante.9000. Primeira Turma Recursal Cível. cabia às rés apresentar prova a desconstituir o direito pleiteado. Relª Desª Maria Helena Gargaglione Póvoas.R$ 1. DJMT 06/09/2013. de forma solidária. Não há falar em decadência. 54). Sentença mantida por seus próprios fundamentos. Segunda Câmara Cível. a teor do que preceitua o art. 18) CONSUMIDOR. bem como haver tentado a substituição do colchão por outro de igual modelo. tendo sido entregue ao cliente produto de qualidade diversa. porquanto comprovou documentalmente o autor o vício do produto durante o prazo de garantia fornecido pelo fabricante (fl. quais sejam. DECADÊNCIA NÃO EVIDENCIADA. VÍCIO DO PRODUTO. o qual afirma a intenção da demandada em providenciar a troca do colchão defeituoso por outro. Pág.21.800. 26. Vera. 03/09/2013. 68/70). ônus do qual não se desincumbiram. 52). Relª Desª Marta Borges Ortiz. Julg. II. DJERS 06/09/2013) . Diante da prova documental acostada aos autos (fotografias de fls. § 2º. (TJRS. Inteligência do art. inc. (TJMT. DEVER DE SUBSTITUIÇÃO DO BEM POR OUTRO IDÊNTICO OU RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO.8.00. Julg. DEFORMIDADE DURANTE O PRAZO DE GARANTIA. do CDC. RecCv 5140-68. pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. arbitre.

7. cdc). para os fins de responsabilizar o fornecedor de produto ou serviço defeituoso de forma objetiva.LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS APELAÇÃO CÍVEL. dando ensejo à responsabilização civil do laboratório perante os consumidores. embora não tenham participado diretamente da relação de consumo. conforme a Súmula nº 362 do STJ. Sobre o montante indenizatório dos danos morais incidem a correção monetária pelo INPC. 8. ao ponto de incentivar o ofensor a repetir o ato que causou dano à vítima. LABORATÓRIO. ERRO DE CONDUTA. o dano e o nexo de causalidade. QUANTUM INDENIZATÓRIO. PREQUESTIONAMENTO. A relação do paciente com o laboratório é de consumo e. ANÁLISE CLÍNICA. CONSUMIDOR EQUIPARADO. sendo assim. HIV. Atento ao grau de zelo demonstrado pelo . A entrega de laudo de exame com resultado irreal e a desobediência a procedimentos técnicos estabelecidos pelo ministério da saúde na portaria 488/1998. 475-J DO CPC EXCLUÍDA. sujeitando à proteção do CDC aqueles que. MULTA DO ART. O Código de Defesa do Consumidor equiparou a vítima do acidente de consumo (pessoa que foi atingida pelo fato do produto ou do serviço) a consumidor. caracterizaram defeito do serviço. a responsabilidade do fornecedor é objetiva. A reparação do dano moral não deve ser tão grande que se converta em fonte de enriquecimento. Ao fixar o valor indenizatório.338 22 . 17. 1. 6. o magistrado deve estar norteado pelos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. a partir do seu arbitramento. PROCEDIMENTOS DA PORTARIA Nº 488/1998/MS. VALOR INDENIZATÓRIO E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. 3. bastando que o consumidor prove o defeito na prestação do serviço. Mostra-se infundado o pleito de prequestionamento levantado pelo recorrente. MANUTENÇÃO. CORREÇÃO MONETÁRIA. RESPONSABILIDADE E DANO MORAL CONFIGURADOS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. sejam vítimas de evento danoso decorrente dessa relação (art. EXAME REPETIDO E RESULTADOS CONFIRMADOS. 5. nem tão pequena que torne inexpressiva. 2. RECURSO ADESIVO. 4. estando a matéria exaustivamente analisada nos autos.

AC 0190251-48. não se lhe pode imputar solidariedade pelo serviço defeituoso prestado pelo . Des. que gera sofrimento e pode ser evitado. DJGO 01/04/2013. por laboratório. §3º. Sucumbência a cargo dos apelados. Obrigação de resultado e responsabilidade de natureza objetiva. Sétima Câmara de Direito Privado. do CPC. (TJSP. Recurso de apelação conhecido e parcialmente provido. Rel. Art. 06/02/2013. Dano estético não caracterizado. Improcedência decretada. Julg. mas sem grande “magnitude patológica”. Rio Verde. ERRO. 9.00.2008. (TJGO.26. Insurgência da autora Laudo pericial que demonstra erro injustificável. Aplica-se analogicamente a Súmula nº 410 do STJ. Diagnóstico inexato. do código de processo civil e em consonância com o princípio da causalidade. TEORIA DA CAUSALIDADE ADEQUADA. 328) Indenização por dano moral e estético Erro de diagnóstico em resultado de exame de laboratório de análises clínicas. INDENIZAÇÃO. após o trânsito em julgado da ação. exigindo-se a prévia intimação da parte sucumbente para pagamento da condenação. 6939341. AUSÊNCIA DE NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE O SERVIÇO POR ELA PRESTADO E O EVENTO LESIVO À CONSUMIDORA. Geraldo Gonçalves da Costa. Recurso adesivo conhecido. não cabendo aplicação da multa do art. Sentença reformada. na sentença. deve ser mantida a verba honorária fixada na sentença.0000/50000.0137. Pág. Dano moral caracterizado pela repercussão psicológica.8. São Paulo. fornecido. 1.09. mas desprovido.8. Quinta Câmara Cível.339 causídico e a natureza da causa. por ter sido arbitrada com base nos artigos 20. Miguel Brandi. EDcl 013828765. Indenização fixada em R$ 10. Des.000. Constatando-se que a operadora do plano de saúde não contribuiu direta ou indiretamente para o resultado danoso experimentado pela consumidora. 475-j. Rel. 14 c/c o 3º do CDC. 10. EXAMES LABORATORIAIS.2008. Ac. INEXISTÊNCIA. CORRESPONSABILIDADE DA OPERADORA DO PLANO DE SAÚDE. Recurso parcialmente provido. DJESP 22/08/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. por não se mostrar o momento apropriado.

21/05/2013. configuradores do dano moral. 14 DO CDC. O montante fixado a título de danos morais deve servir para reparação do dano e repressão à conduta ilícita. Interlocutório que deferiu medida liminar para impor à cooperativa requerida a manutenção do credenciamento da agravada como prestadora de serviços. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE. Hildebrando da Costa Marques. Se o laboratório se encontra nas dependências de hospital. ERRO DE DIGITAÇÃO.656/1998. 3. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DJMT 18/06/2013. ocasiona sérios transtornos e angústias. Des. Julg. ARTIGO 17 DA LEI N.340 RECURSO INOMINADO. que implica em diagnóstico de doença grave em paciente. (TJMT. 9. se pertencem ou não ao mesmo proprietário. Presença dos requisitos do fumus boni juris e do periculum in mora. DANO MORAL CONFIGURADO. Rel. Quantum fixado em R$ 7. LABORATÓRIO QUE FICA NA DEPENDÊNCIA DE HOSPITAL TEORIA DA APARÊNCIA. Decisão . SOFRIMENTO E ANGÚSTIA DOS PAIS. A legitimidade passiva afere-se segundo as alegações contidas na petição inicial (teoria da asserção). ART. Recurso conhecido e parcialmente provido. SUSPEITA DE DOENÇA GRAVE EM CRIANÇA.000. RECLAMAÇÃO INDENIZATÓRIA. EXAME LABORATORIAL. isto é. LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS. 4. Turma de Câmaras Criminais Reunidas. TEORIA DA ASSERÇÃO ANÁLISE DA RESPONSABILIDADE NO MÉRITO DA LIDE. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. AÇÃO CAUTELAR INOMINADA. RCIN 1006/2012. o que faz incidir a teoria da aparência. Responsabilidade solidária entre o hospital e o laboratório. Pág. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 69) AGRAVO DE INSTRUMENTO. o consumidor não tem como saber das cláusulas contratuais estabelecidas entre as duas empresas. 5. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA.00 (sete mil reais). 2. 1. O erro de digitação em resultado de exame laboratorial. filho dos recorrentes.

(TJSC. além de também alcançarem os laboratórios credenciados. podem por estes ser denunciadas. combatida pelos arts. configura prática abusiva. caso descumpridas. Subst. portanto. Agravo retido Não reiteração em sede de apelação Artigo 523. Caçador. da Lei nº 9. Uma vez demonstrado o provável prejuízo ao laboratório de análises clínicas oriundo da rescisão unilateral do contrato de prestação de serviços. tudo a conspirar favoravelmente ao deferimento do pleito liminar. RESP n. 17. já que estão na iminência de perder o credenciamento. 48 e 51. a presença dos pressupostos atinentes às cautelares. pois frustra a legítima expectativa do consumidor” (STJ. 9. Nancy andrighi.HOSPITAL INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. Quarta Câmara de Direito Civil. para fins de descredenciamento. 9. § 1º do Código de Processo Civil Não conhecimento. Agravo de instrumento conhecido e desprovido. em favor da agravada.656/98. rela. bem assim a ausência do preenchimento dos requisitos estampados no artigo 17. AI 2012. 6º.656/1998. “O descredenciamento efetuado pela recorrida sem a observância dos requisitos previstos pelo art. que a conduta da unimed atenta contra o princípio da boa-fé objetiva que deve guiar a elaboração e a execução de todos os contratos.2011). § 1º. 29/08/2013. dje 04. XIII e § 1º. DJSC 10/09/2013.032931-6. II. A incidência das exigências timbradas no art. 94) 23 . e o perigo de dano. Destaco. também intitulado de fumaça de bom direito.656/1998. IV. é de ser reconhecido. Julg. Mina. 1. 17 da Lei n. Pág.119. traduzidos pelo juízo de probabilidade da pretensão de fundo. Des. 30.03. Rel. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS Erro médico Acidente sofrido em ambiente de trabalho Atropelamento por empilhadeira Debilidade parcial permanente na mão do apelado Fragmento ósseo detectado . da Lei n.341 mantida. ainda. e não apenas pela agência nacional de saúde – Ans ou por algum consumidor contrariado com as omissões das operadoras do plano no tocante ao cumprimento daquelas imposições. do CDC. § 1º.044/SP. Jorge Luis Costa Beber.

Rel.2009.0100.0100. Ac. Julg. por conta da extensão dos danos Indenização por danos morais fixada em 35 salários mínimos Atendimento aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade Conversão para a data da sentença como forma de evitar que o valor do salário mínimo sirva como indexador Acréscimo de correção monetária a contar da fixação. Sétima Câmara de Direito Privado. Moreira Viegas.2008. Rel. Responsabilidade civil do hospital caracterizada Caracterização de defeito do serviço Artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. 6895628. com observação.8. 31/07/2013. APL 0233050-49.342 por tomografia computadorizada apenas em retorno posterior do apelado ao nosocômio Erro de diagnóstico configurado. DJESP 08/08/2013) INDENIZAÇÃO. Danos materiais e morais. 6846924. podendo sua apuração ser relegada para liquidação de sentença Recurso não provido.26. Des. Não conheceram do agravo retido e negaram provimento ao recurso de apelo. como também a imperícia no atendimento diagnóstico imediato da paciente.8. Erro médico Falha na prestação de serviços do hospital. Danos materiais e morais fixados adequadamente Observância aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Walter Barone. Ademais.26. 03/07/2013. as despesas com serviços funerários são consequência lógica do falecimento da vítima. com observação. Quinta Câmara de Direito Privado. Demonstração do nexo causal entre a septicemia decorrente do trauma assistido pelo hospital credenciado da ré. (TJSP. Ac. 14 do CDC Pensão mensal vitalícia em razão de debilidade permanente adequadamente fixada em 10% do último salário recebido antes da cirurgia. Des. DJESP 01/08/2013) . Não apresentação de prontuários médicos dos atendimentos Inversão do ônus da prova Inteligência do inciso VIII do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor Admissão da veracidade dos fatos alegados na inicial Inteligência do artigo 359 do Código de Processo Civil Existência de nexo causal Atendimento adequado poderia ter evitado a debilidade permanente Responsabilidade objetiva do hospital e do plano de saúde Inteligência do art. Recurso não provido. APL 0111618-29. Julg. (TJSP. São Paulo. São Paulo.

para que reste configurada a responsabilidade do médico. a qual evoluiu para uma perfuração do esôfago em razão da falta de cuidados específicos. Responsabilidade civil solidária do nosocômio. AUSÊNCIA DE CUIDADOS MÉDICOS NECESSÁRIOS. O fato de o réu luciano ter sido absolvido no juízo criminal não altera tal silogismo. restando evidente o dever de indenizar. por intempestiva. resta operada a preclusão consumativa. Precedentes d STJ. PERFURAÇÃO DO ESÔFAGO DE MENOR APÓS REALIZAÇÃO DE ENDOSCOPIA. o que desencadeou no óbito deste. DUPLA INTERPOSIÇÃO CONTRA A SENTENÇA. § 4º. RESPONSABILIDADE CIVIL. o nexo causal e o dano. indicado medicamento brônquio-dilatador. sob pena de violação ao princípio da unirrecorribilidade recursal. sendo que a ausência de qualquer um destes elementos afasta o dever de indenizar. Exegese dos artigos 186 do Código Civil e 14. tendo o médico pediatra. necessária se faz a prova dos seguintes pressupostos: A conduta culposa do agente. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. o que não impede o ajuizamento da ação indenizatória. respondem independente de culpa pelo serviço defeituoso prestado ou posto à disposição do consumidor. Tendo a apelação adesiva do réu Antônio sido precedida de interposição de apelação. É cediço que os hospitais. responsabilidade que é afastada sempre que comprovada a inexistência de defeito ou a culpa exclusiva do . ao seu turno. RECURSO ADESIVO. sem prévio exame ao paciente.343 APELAÇÃO CÍVEL. Precedentes jurisprudenciais. informar aos familiares deste e aos prepostos do nosocômio réu a existência de grave lesão no local. Hipótese em que ficou devidamente demonstrada a falha nos serviços prestados pelos médicos demandados. contudo. na qualidade de prestadores de serviços. ALEGAÇÃO DE ERRO MÉDICO. sem. porquanto tal provimento se deu em razão da ausência de provas. impondo-se o não conhecimento do recurso adesivo. do Código de Defesa do Consumidor. UNIRRECORRIBILIDADE RECURSAL. ÓBITO DO PACIENTE. Segundo a teoria da responsabilidade subjetiva. a qual deixou de ser recebida pelo julgador originário. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. Responsabilidade médica. tendo o endoscopista efetuado a retirada de corpo estranho do esôfago do paciente. Do dever de indenizar.

ante o manifesto sofrimento da genitora e irmã do infante. ou de terceiro. conduz à manutenção do montante em 200 salários mínimos para cada uma das autoras. contudo. corrigidos monetariamente. Dano material. Norma constitucional que veda a vinculação do salário-mínimo para qualquer fim. do CPC.400. Caso em que restou incontroverso o ato ilícito praticado por médico pediatra vinculado ao hospital demandado. É cediço que. I. Pensão mensal.344 consumidor. Explicitação da sentença para determinar que o cálculo do montante indenizatório. sobretudo. de 1% ao mês. Dano moral. É devido o pensionamento à genitora pela morte de filho . quando da fixação do quantum indenizatório. sendo impositivo o reconhecimento da responsabilidade solidária da pessoa jurídica. a ser pago pelos réus às autoras. do ofendido e do bem jurídico lesado. Cabimento. pois indemonstrada a necessidade de cuidados psicológicos ou psiquiátricos. Na fixação da reparação por dano extrapatrimonial. Manutenção. ex vi do art. Mantida a condenação dos réus ao pagamento dos prejuízos materiais suportados pelas autoras. o qual se presume. Dano moral que colore a figura do danum in re ipsa. bem como dos custos necessários ao tratamento psiquiátrico do quadro depressivo apresentado pela mãe da vítima. aliada às demais particularidades do caso concreto. deve corresponder ao valor de R$ 124. da condenação dos réus a arcar com as despesas de tratamento da irmã do de cujus. 7º da CF. sem importar. atentando. desde a citação. incumbe ao julgador. Inteligência do artigo 333. em razão do não conhecimento do recurso interposto por aquele. Precedentes. A análise de tais critérios. 14. com algum critério de atualização. em razão das despesas com o funeral do infante. contudo. bem como que o médico que realizou a endoscopia fora indicado pelo nosocômio. pode o julgador utilizar o salário-mínimo como medida. arbitrar quantum que se preste à suficiente recomposição dos prejuízos. § 3º do CDC. para as condições do ofensor. correspondentes a 200 vezes o salário-mínimo vigente na data da sentença. Quantum indenizatório. e acrescidos de juros de mora. no entanto. Explicitação da sentença. deve ser indicado pelo magistrado o montante da condenação em termos monetários.00 (cento e vinte e quatro mil e quatrocentos reais). e aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Inteligência do inciso IV do art. a partir da mesma data até o efetivo pagamento. Afastamento. enriquecimento sem causa da vítima.

no valor equivalente a 2/3 do salário mínimo. mesmo que este. 526 do CPC não implica o não conhecimento do recurso. excluída da condenação o período compreendido entre os 25 até os 65 anos. IMPOSSIBILIDADE.21. Décima Câmara Cível. Des. AJUIZAMENTO CONTRA O HOSPITAL. DJERS 31/07/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. MAS NÃO PROVADA PELO AGRAVADO. CAUSA DE PEDIR FUNDAMENTADA NA ALEGAÇÃO DE ERRO MÉDICO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE. RELAÇÃO DE CONSUMO. DECISÃO MANTIDA. Paulo Roberto Lessa Franz. (TJRS. pois se aplica a teoria da aparência. ainda não contribuía para o sustento da família. Julg. Apelo do réu parcialmente provido. 23/05/2013. no ponto. 526. até o dia em que alcançaria os seus 25.345 menor. A finalidade da norma inserta no art. Sentença parcialmente reformada. porque essa preliminar somente pode ser acolhida se arguida e provada pela parte agravada.7000. porque o consumidor não é obrigado a saber da relação jurídica existente entre ele e os profissionais que atendem em suas dependências. Rel. Deferida pensão mensal em favor dos autores. . Apelo das autoras parcialmente provido. a contar da data em que a vítima completaria 14 anos. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA. RECURSO CONHECIDO. 88 do CDC é a facilitação do exercício do direito do consumidor nas demandas em que não puder identificar todos os responsáveis pela colocação de determinado produto no mercado. AC 494962-23.8. e como as relações de consumo constituem um microssistema. Precedentes do c. Recurso adesivo não conhecido. REJEIÇÃO. CPC. Caxias do Sul. PRELIMINAR ARGUIDA. DESCUMPRIMENTO DO ART. RECURSO NÃO PROVIDO. O descumprimento da diligência prevista no art. ao tempo do evento.2012. STJ. Precedentes desta corte e do STJ. O hospital possui legitimidade passiva para responder por eventual procedência do pedido na ação que tem por causa de pedir eventual erro médico na realização de procedimento cirúrgico em suas dependências. a melhor orientação é a extensão da vedação da denunciação da lide às ações que se fundamentam na prestação de serviço.

Constatada a existência de corpo estranho (rolo de gaze) dentro da perna da autora – Prova testemunhal unissona – Documento que atesta a formalização da reclamação. AGIN 1. e – Pedido de improcedência da demanda. após a realização desse. aforada pelo paciente contra o hospital e o médico responsável. Evandro Lopes Da Costa Teixeira. Negligência médica caracterizada por ter sido deixado corpo estranho (rolo de gaze) no interior da perna da paciente. B – Cerceamento de defesa afastado sob o mesmo fundamento do agravo. caput. todavia. 11/07/2013. ocorrência de dano moral – Erro médico – Responsabilidade solidária – Médico e hospital. Irresignação do médico e do hospital. d – Nulidade da sentença por cerceamento de defesa em razão do indeferimento da prova pericial requerida. Responsabilidade objetiva. C – Ilegitimidade passiva do hospital apelado. Recurso desprovido. Dever de indenizar mantido. Relação de prestação de serviços. Obrigação de meio. DJEMG 23/07/2013) APELAÇÕES CÍVEIS. Sentença de parcial procedência. Conduta negligente que resultou em um novo procedimento de drenagem.0024.10. Julg. Responsabilidade solidária entre hospital e médico. Ausência de comprovação do dano material. II – Recurso do hospital: C – Alegação de ilegitimidade passiva do hospital. Ação de indenização por danos materiais c/c danos morais. Prova constante nos autos indicativa do nexo causal entre a conduta do médico e a existência dos danos. Possibilidade configurada. Autora que foi submetida a procedimento cirúrgico para retirada de varizes e. durante a realização do procedimento cirúrgico. Prova pericial destinada a afastar a responsabilidade do médico. Des. Recursos improcedentes. E – Código de Defesa do Consumidor. 14. Aplicabilidade. D – Cerceamento de defesa afastado sob o mesmo fundamento do agravo. I – Recurso do médico: A . passou a sentir dores e inchaço. Rel. Configurada. b -fundamentação de cerceamento de defesa em razão do indeferimento de prova pericial. Art.346 (TJMG. do CDC. Responsabilidade que deriva da existência de defeito na .Pedido de apreciação de agravo retido.032027-4/001. Desnecessidade neste caso face ao restante do elenco probatório constante nos autos. A – Agravo retido.

do Código de Defesa do Consumidor. 16/07/2013. SEM QUALQUER DÚVIDA. A legitimidade passiva do Hospital em caso de alegação de erro médico se concretiza na medida exata em que.08. (TJRS.000. DJEMG 05/04/2013) . 187) APELAÇÃO CÍVEL. Des. Pereira da Silva. Rel.7000.067952-9/005. AGIN 1. possui ele responsabilidade pelos atos praticados em suas dependências. Pág. DJERS 19/07/2013) A LEGITIMIDADE PASSIVA DO HOSPITAL EM CASO DE ALEGAÇÃO DE ERRO MÉDICO SE CONCRETIZA NA MEDIDA EXATA EM QUE. Viamão. §4º. POSSUI ELE RESPONSABILIDADE PELOS ATOS PRATICADOS EM SUAS DEPENDÊNCIAS. em que se requer cuidados e procedimentos específicos. Luís Augusto Coelho Braga. Des. Julg. Recursos conhecidos e desprovidos. Erro médico praticado por preposto do hospital demandado. consubstanciadas na desídia dos médicos e enfermeiros durante os vários atendimentos prestados à filha da autora. NOS TERMOS DO QUE PRESCREVE O ART. DJSC 23/07/2013. Joinville. Dever de indenizar. AC 2012. Julg. Rel. Relª Desª Subst.2011. Ocorrência. deram parcial provimento ao apelo. 14 do Código de Defesa do Consumidor. nos termos do que prescreve o art. Necessidade de aplicação do artigo 14. Primeira Câmara de Direito Civil. AC 336611-83.00. Dano moral. Sexta Câmara Cível.8. Sentença confirmada. máxime quando concernentes a atividades hospitalares. Minoração da indenização ao montante de R$ 16. RESPONSABILIDADE CIVIL MÉDICA EMPRESARIAL. 19/03/2013. À unanimidade. (TJSC.0687.069103-5. 27/06/2013.347 prestação do serviço. Discussão da culpa.21. Conjunto probatório que aponta para ocorrência de negligência e imperícia. Julg. em especial a demora em informar o falecimento aos familiares. sem qualquer dúvida. (TJMG. Denise de Souza Luiz Francoski.

QUANTUM ARBITRADO A TÍTULO DE DANOS MORAIS EM CONSONÂNCIA COM OS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. portanto sujeita às disposições definidas no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor. ERRO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO MÉDICO. diante do quadro de hipotermia. 1. art. SENTENÇA MANTIDA À UNANIMIDADE. mas também porque a questão se insere nas relações de consumo. parágrafo único). Na presente demanda é incontroversa a ocorrência da responsabilidade objetiva. Do . Do dano moral. 2. quando da intervenção cirúrgica. nesta incluídos os hospitais. Da responsabilidade objetiva. independentemente de culpa. induvidoso. O dano foi decorrente de uma intervenção cirúrgica nas dependências do hospital apelante e. portanto. não só por força da incidência da teoria do risco (CPC. uma vez que foi estabelecida uma relação contratual de consumo entre paciente e hospital. ademais. implícita a sua responsabilidade objetiva. conquanto existente um liame entre a falha na prestação do serviço e os danos sofridos pela recorrida. PROCEDIMENTO QUE CAUSOU QUEIMADURAS E CICATRIZES EM PACIENTE. RESPONSABILIDADE CIVIL. 14 do CDC. em razão do quadro de hipotermia apresentado pela recorrida no momento da realização de cirurgia de apêndice supurada. restando caracterizado o dano moral.348 APELAÇÃO CÍVEL. 927. APELAÇÃO CONHECIDA E IMPROVIDA. resultado de uma falha na prestação do serviço por parte dos enfermeiros na utilização das bolsas de água quente que ocasionaram deformidades permanentes (queimaduras e cicatrizes) no corpo da apelada. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO HOSPITAL. 3. Nexo de causalidade. ante a circunstância das queimaduras e cicatrizes sofridas pela apelada terem decorrido da inadequada utilização das bolsas de água quente pela equipe de enfermeiros do hospital particular apelante. Distinguem-se duas hipóteses de responsabilidade médica: A decorrente da prestação do serviço direta e pessoalmente pelo médico como profissional liberal e a responsabilidade médica decorrente da prestação de serviços médicos de forma empresarial. em que o prestador de serviço está obrigado a reparar os danos causados por defeitos na prestação do serviço. Art. DANOS MORAIS DEVIDOS.

2.349 quantum arbitrado a titulo de danos morais.CADASTROS DE INADIMPLENTES CONSUMIDOR. 4. Terceira Câmara Cível Isolada. Belém. 22 e 59) o uso de conta para o recebimento de salário e o encerramento da relação trabalhista. inciso I. Julg. o recorrente admitira migração da originária conta salário para a conta de depósito que originou o débito (f. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E NÃO PROVIDO. 28/02/2013. o cliente não assina contrato. Sentença mantida à unanimidade. na contestação (f. Pág. REPARAÇÃO DO DANO MORAL.se razoável e proporcional aos fatos relatados. Afinal. mas não fez prova dessa contratação. E o dano moral decorre do abalo à imagem e honra do recorrido diante de sua inserção e manutenção no sistema de proteção ao crédito. ou seja. Ac. Aliás. da Resolução CMN 3. COBRANÇA DE TARIFAS DE MANUTENÇÃO DA CONTA E APONTAMENTO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. Na conta destinada ao recebimento de salário. apelação conhecida e improvida. DJPA 06/03/2013. 27). ABERTURA DE CONTA PARA RECEBIMENTO DE SALÁRIO. do ofensor. Rel. Daí a ilegitimidade da cobrança de tarifas na referida conta. Precedentes do STJ. porquanto atendida a repercussão econômica dele.402/06. AC 20063005920-9. que se presume. verifica-se na prova documental (f. À unanimidade nos termos do voto do desembargador relator. Ao contrário. O contrato é firmado diretamente entre a instituição financeira e a entidade pagadora. dano . por si só. Valor arbitrado a título de danos morais mostra. a que alude no recurso. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. a dor experimentada pela vítima e ao grau de dolo. MULTA FIXADA PARA O DESCUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE BAIXA DA RESTRIÇÃO. 146) 24 . o dever de indenizar e constitui dano moral in re ipsa. 117047. 1. (TJPA. Roberto Gonçalves de Moura. O recorrente não exibiu o contrato de abertura da conta corrente. 36/37). “a inscrição ou a manutenção indevida em cadastro de inadimplentes gera. assinado pelo recorrido. Des. CONDENAÇÃO. nos termos do artigo 2º. que é a empresa onde o beneficiário da conta trabalha.

autoriza ao juiz modificar o valor ou a periodicidade da multa. 23/24). Ministro Castro Meira. falta gravame a justificar o interesse recursal na redução da multa. 233) RESPONSABILIDADE CIVIL. Precedentes: STJ .07.1. COBRANÇA INDEVIDA. 3.124.543/MG.696. se a multa poderá ser aplicada em quantia inferior àquele valor estabelecido inicialmente pelo juiz. especialmente a capacidade financeira do ofensor (instituição financeira) e o tempo de permanência da restrição (superior a um ano na data da sentença . em 15% do valor da condenação. Pág. Rel.AGRG no AG 1. (TJDF. Ac.029601-7. do Código de Processo Civil. INSCRIÇÃO DE CONSUMIDOR EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. parágrafo 5º. Quarta Turma.350 vinculado a própria existência do fato ilícito. deve amoldar-se a cada caso. por óbvio. o que. Neste ponto.761/SP. a Lei não fornece critérios. a discussão em sede de recurso inominado sobre a exorbitância do valor arbitrado.AGRG no RESP 1. cujos resultados são presumidos” (STJ . punitiva. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Juiz Fábio Eduardo Marques. Recurso conhecido parcialmente e não provido. Terceira Turma. bem assim às circunstâncias da causa. Segunda Turma. estes arbitrados.099/95. no caso. 477/2007 DA ANATEL.143. AGRG no AG 1. Rel. Rel. 6. Destarte. No presente caso afigura-se razoável e proporcional o arbitramento feito na sentença. permite ao magistrado impor multa para efetivação da tutela específica e o parágrafo 6º.147. SERVIÇO NÃO PRESTADO. DJDFTE 11/09/2013. nos termos do artigo 55 da Lei nº 9. a doutrina e jurisprudência apontam critérios para servir de parâmetros na fixação do valor. Rec 2012. DESCUMPRIMENTO. 4. Condena-se o recorrente vencido no pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. DA RESOLUÇÃO N. TELEFONIA. em observância às finalidades compensatória. O artigo 461. RECURSO . daquele dispositivo. Rel. INDENIZAÇÃO MANTIDA. Ministro Luis Felipe Salomão).F. sendo descabido. 5. DANO MORAL CARACTERIZADO. portanto.949/RS. AGRG no AG 1.379. Rel.766/SP. até mesmo de ofício e diante de sentença transitada em julgado. Ministro Aldir Passarinho Junior. pedagógica e preventiva da condenação. 709. Para o arbitramento na compensação do dano moral. ADEMAIS. Ministro Sidnei Beneti.

em contrapartida. Julg. DJSC 11/09/2013. O valor fixado a título de indenização por dano moral deve proporcionar a justa satisfação à vítima. 28/08/2013.070173-8. Primeira Câmara de Direito Público. DJMT 10/09/2013. ou sua permanência indevida. A simples inclusão do nome. DANO MORAL CONFIGURADO. contudo. AÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. BOA-FÉ OBJETIVA. Capital. 14 DO CDC. NÃO PAGAMENTO DO VALOR DO SEGURO PARA QUITAÇÃO DE DÉBITO. impondo-lhe impacto financeiro a fim de dissuadi-lo da prática de novo ilícito. Subst. Dirceu dos Santos. (TJMT. Rel. Rel. (TJSC. PRESENÇA DOS PRESSUPOSTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL. Quinta Câmara Cível. que se configura in re ipsa. Julg. sem. 27/08/2013. no órgão de proteção ao crédito é fato gerador de constrangimentos e transtornos na vida do inscrito. APL 6976/2013. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. alertar o ofensor sobre a conduta lesiva. Juros de mora a contar do ato ilícito e correção monetária a partir do arbitramento. isto é. Pág. Todo aquele que se disponha a exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos. Pág. AC 2012. INSERÇÃO DE NOME NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES. Enunciados nºs 54 e 362 da Súmula do STJ. DEVER DE . Criciúma. acarretar enriquecimento sem causa.351 DESPROVIDO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 439) APELAÇÃO CÍVEL. provocando-lhe dano moral indenizável. ART. Adequação de ofício. independentemente de culpa. VIOLAÇÃO POSITIVA DO CONTRATO. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. 16) CONSUMIDOR. CONTRATAÇÃO DE SEGURO DESEMPREGO PREMIÁVEL. Des. prescinde de prova. Des. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. compensando o abalo experimentado e. Paulo Henrique Moritz Martins da Silva.

8. POIS. já que fixado em patamar usualmente adotado pelas turmas recursais em casos análogos.Faxinal do soturno e afirma nunca ter residido em outra localidade. Porém. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. 333.00). Des. INEXISTÊNCIA DE DÉBITO RECONHECIDA. É obrigação da companhia telefônica verificar a autenticidade dos documentos que lhe foram apresentados para a contratação de serviço de telefonia. Inexistindo nos autos a comprovação de que o débito que ensejou a inscrição nos órgãos de proteção ao crédito foi contraído efetivamente pela parte autora. DANO MORAL PURO. é consequência o dever de indenizar. e art. RESPONSABILIDADE DA RÉ BRASIL TELECOM. impunha-se à ré Brasil telecom. 3º. não trouxe aos autos qualquer documento contendo a assinatura do autor para demonstrar que ele contratou os seus serviços de telefonia. QUE NÃO COMPROVA QUE O DÉBITO FOI CONTRAÍDO PELO AUTOR. EMITIU NOTIFICAÇÃO. NA CONDIÇÃO DE ARQUIVISTA.9000. Faxinal do Soturno. (TJRS. ATO ILÍCITO DEMONSTRADO. Alexandre de Souza Costa Pacheco. Rel. por consequência. SENTENÇA MANTIDA. RecCv 8978-19.352 INDENIZAR. par. O SERASA comprovou ter enviado notificação prévia à inscrição ao demandante no endereço informado pela corré Brasil telecom. Valor indenizatório mantido (R$ 6. a teor do art. Configurada a conduta ilícita e os danos. sendo sua a obrigação de adotar todas as cautelas necessárias para evitar que terceiro munido de dados pessoais de outrem realize contratação fraudulenta. visto que o autor é advogado na localidade de Santos anjos . provar a existência da relação jurídica. 14. do CPC. presume-se a ocorrência de fraude. o débito apontado. sendo isento de responsabilidade. do CDC. O risco decorrente da atividade desempenhada pela ré não pode ser suportado pela parte autora. A inclusão indevida em órgão de proteção ao crédito configura o dano moral in re ipsa.000. Recurso desprovido.2013. VALOR INDENIZATÓRIO ARBITRADO DE ACORDO COM O ENTENDIMENTO DAS TURMAS RECURSAIS. Se o autor nega a existência da relação contratual e. . AUSÊNCIA DE RESPONSABILIDADE DO SERASA. II. sendo que o débito foi constituído na cidade de Santa Maria/RS. Segunda Turma Recursal Cível.21.

Julg. Nona Câmara Cível. do código de processo civil. Decisão monocrática. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO . AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA. CONSECTÁRIOS. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. deverá incidir correção monetária pelo IGP-m.2013/fl. DJERS 10/09/2013) DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. bem como condenada a requerida ao pagamento de indenização por danos morais. SENTENÇA REFORMADA. Porto Alegre. Relª Desª Iris Helena Medeiros Nogueira. DIREITO DO CONSUMIDOR. ATÉ A AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO.21. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 03/09/2013. gera o dever de indenizar. 5. CADASTROS DE INADIMPLENTES. § 2º. 3. NÃO CONHECIDOS. 19). Apelo provido.353 Julg. O caso em exame diz com pedido de indenização por dano moral decorrente do cadastramento do nome de consumidor em rol de inadimplentes sem a prévia comunicação. a contar desta data. RESPONSABILIDADE CIVIL.2013. Sobre o montante indenizatório. PROVA DOCUMENTAL. 4. que. e juros de mora de 1% ao mês desde a data em que o demandante tomou conhecimento da existência da restrição creditícia (05. Quantum indenizatório fixado em r$2. NÃO CUMPRIMENTO DO DISPOSTO NO ARTIGO 43. Art.00 (dois mil reais). pois tal valor se encontra de acordo com as circunstâncias do caso concreto e com os precedentes deste órgão fracionário. 2. no âmbito da responsabilidade civil. 20 do CPC. Determinado o cancelamento do registro negativo de crédito irregular. AC 340887-89. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Irresignação apreciada na forma do artigo 557. OPORTUNIDADE.7000. como determina o § 2º do artigo 43 do Código de Defesa do Consumidor. Honorários advocatícios fixados em 15% sobre o valor da condenação. Configurada a conduta contrária à Lei.8.000. 04/09/2013. (TJRS. DOCUMENTOS PRODUZIDOS EM SEDE DE RECURSO. DANO MORAL CONFIGURADO.02. Nos autos não há prova de que tenha havido prévia notificação. DANO MORAL.

sob pena de preclusão. Pág. 3.00) .828. MULTA ARBITRADA.1. Dessa forma. 19/21). resta evidenciado que a inclusão em órgão de proteção ao crédito é indevida. 2. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. O dano moral arbitrado deve obedecer aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. adimpliu a obrigação regularmente (fls. devidamente justificadas e respeitado o contraditório. 5. DANO MORAL PURO. 397 do CPC). mesmo assim. Em conformidade com o preceituado no artigo 475-J do CPC. Sem custas e sem honorários. DJDFTE 06/09/2013. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES DECORRENTE DE DÉBITO PARCELADO E ADIMPLIDO REGULARMENTE. A jurisprudência desta Corte afirma que a inscrição indevida em cadastro de inadimplentes é suficiente para caracterização do evento danoso. EXISTÊNCIA. 17-18) e.00 (quatro mil reais). teve seu nome cadastrado nos órgãos de proteção ao crédito (fls. Rel.354 DE INADIMPLENTES. a multa deve ser fixada até o limite da condenação.000. Até o momento. 708. Rec 2013. 4. VALOR INDENIZATÓRIO ARBITRADO DE ACORDO COM OS PARÂMETROS DA TURMA PARA SITUAÇÕES IDÊNTICAS. Recurso conhecido e parcialmente provido. ocorridos após a prolação da sentença (Art.220. por consequência lógica. Ac. sob pena de enriquecimento ilícito. salvo situações extraordinárias. da Lei nº 9. estando vetada na seara recursal a admissão de provas que não revelam fatos novos. (TJDF. decorre o dever de indenizar. configurando o dano moral in re ipsa e. A parte autora demonstrou ter acordado o pagamento do débito em 48 parcelas.08. 33. O valor indenizatório arbitrado (R$ 6. SENTENÇA MANTIDA. As provas documentais devem ser apresentadas até o momento da audiência de instrução e julgamento. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS C/C OBRIGAÇÃO DE FAZER. 263) CONSUMIDOR.099/95 c/c art. Juiz Lizandro Garcia Gomes Filho. LIMITE IMPOSTO. Reforma do quantum indenizatório estipulado na sentença para o valor de R$ 4. REFORMA DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.000122-2. 1. ATO ILÍCITO.

4.8. Rel.Renegociado o débito e pagos os valores negociados. motivo pelo qual há direito do autor à indenização a título de dano moral. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. DJEMG 06/09/2013) . a declaração da inexistência de débito é medida que se impõe. DJDFTE 06/09/2013.A manutenção do nome do consumidor em cadastros de inadimplentes após o pagamento do débito enseja reparação por danos morais. Segunda Turma Recursal Cível. 29/08/2013. APCV 1. 04/09/2013. Rel. pois de acordo com o parâmetro adotado pela turma para casos idênticos. (TJMG.2013. RECURSO PROVIDO. No caso de inscrição indevida no SPC/SERASA. MANUTENÇÃO EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. DEVER DE INDENIZAR.9000. que não mantêm nenhuma relação jurídica com ela.0024.355 deve ser mantido. Alexandre de Souza Costa Pacheco. Rec 2013.1.21. Des. Julg. QUITAÇÃO DAS PARCELAS. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. Ac. Os documentos constantes dos autos comprovam que houve defeito na prestação do serviço ou ato ilícito praticado pelo réu. Pág. ATO ILÍCITO CONFIGURADO. antes de negativar o nome do consumidor. DÉBITO INEXISTENTE. Age com negligência a instituição financeira que não faz a devida conferência da documentação. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.0035658. sem sucumbência. (TJDF. NOTIFICAÇÃO PRÉVIA.Recurso conhecido e provido nos termos do voto. 46 da Lei nº 9. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.11.11. Julg. (TJRS. 3. MAJORAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. 1.099/95.Recorrente vencedora. DANO MORAL. SPC. 708. RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDA. o prejuízo moral decorre da simples inscrição. Recurso desprovido.481. Rel.162173-6/001. Newton Teixeira Carvalho. 265) INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. nos termos do art. 2. Juiz Flávio Augusto Martins Leite. Des. RecCv 1353294. Porto Alegre.

DIREITO DO CONSUMIDOR. RELAÇÃO DE CONSUMO. É objetiva a responsabilidade da empresa pelos danos causados ao consumidor idôneo em decorrência de inclusão indevida em cadastro de inadimplentes. 02/09/2013. 2. NEGATIVAÇÃO INDEVIDA. Pág. PELO CONSUMIDOR. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR DANO MORAL.8. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS CUMULADA COM INDENIZATÓRIA DE DANOS MORAIS. bem como não seja tão ínfima que passe despercebido pela parte ofensora. DANO MORAL CONFIGURADO. (TJRO.00 na sentença primeva mostra-se justo para reparar os danos causados. Juiz Oscar Francisco Alves Junior. DO NOME DO AUTOR EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. VEDAÇÃO EM AÇÕES QUE VERSAM SOBRE RELAÇÕES DE CONSUMO (ART. Julg. o quantum fixado em r$2. no necessário efeito pedagógico de evitar futuros e análogos fatos. POSSIBILIDADE DE ESCOLHA. No presente caso. o STJ já consolidou o entendimento de que a inclusão indevida do consumidor no cadastro de serviço de proteção ao crédito configura o dano moral presumido (AG. 1. Rel. DJERO 06/09/2013. a preocupação de não se permitir que a reparação transforme-se em fonte de renda ilícita. assim como o grau da ofensa moral. PELO RÉU. compete ao julgador observar as melhores regras ditadas para a sua fixação. na ausência de critérios definidos. bom senso. e do ofendido.22. preventiva ou pedagógica e aos princípios gerais da prudência. levando em consideração as condições econômicas do ofensor. assim.356 CÍVEL. 334) APELAÇÃO E RECURSO ADESIVO. atento às finalidades compensatória. 1. 88 DO CDC). consistindo.0016. DEVER DE INDENIZAR. punitiva. INEXISTÊNCIA DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO DA SERASA.761). No que concerne ao quantum da reparação do dano moral. Nesse sentido. RESPONSABILIDADE OBJETIVA E CDC. PRELIMINAR DE DENUNCIAÇÃO DA LIDE AFASTADA. proporcionalidade. INSCRIÇÃO. razoabilidade e adequação.000.2011.379. DE QUEM PRETENDE ACIONAR . INCLUSÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. RIn 1000444-96.

APL 0018621-10. Blumenau. DJERO 05/09/2013. E 25. Moreira Chagas. não podendo ser irrisório para a parte que vai pagar nem consistir em fonte de enriquecimento sem causa para a vítima. Julg. AC 2012. Sentença de procedência mantida (art. Cesar Ciampolini.0000.2008. TELEFONIA.8. 66) RESPONSABILIDADE CIVIL. Incidência da taxa selic. Ac. Forma de cálculo dos juros moratórios e correção monetária. (TJRO. Rel.038456-3. Pág. DANO MORAL. A valoração do dano moral deve ser feita segundo os critérios da razoabilidade e da proporcionalidade. APL 012498396. VALORAÇÃO. DO CDC). Décima Câmara de Direito Privado. Primeira .357 (ARTS. Enunciados nºs 54 e 362 da Súmula do STJ.26. Juros de mora a contar do ato ilícito e correção monetária a partir do arbitramento. Julg. Des. (TJSP. majorado apenas o montante da indenização por danos morais. São José do Rio Preto. Rel.8. 7º. INSCRIÇÃO DE CONSUMIDOR EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. INSCRIÇÃO NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES. Apelação do réu desprovida e recurso adesivo do autor parcialmente provido. DANO MORAL CARACTERIZADO. DÉBITO QUITADO. exercendo as funções reparadora do prejuízo e preventiva da reincidência do réu na conduta lesiva. MANUTENÇÃO DA NEGATIVAÇÃO.0001. 27/08/2013. FALTA DE PROVA DA ORIGEM DO DÉBITO. PAR$ ÚNICO. § 1º.22. DANO MORAL CONFIGURADO. A manutenção do nome do consumidor em cadastro de inadimplentes por dívida já quitada enseja a declaração de sua inexistência e a consequente reparação por danos morais. QUANTUM INDENIZATÓRIO FIXADO NA ORIGEM QUE SE MOSTRA INADEQUADO. REPARAÇÃO DEVIDA. 252 do RITJSP). Adequação de ofício. (TJSC. Recurso desprovido.2010. 6938553. INDENIZAÇÃO DEVIDA. DJESP 06/09/2013) CIVIL E CONSUMIDOR. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. Des. 13/08/2013.

O ato fraudulento praticado por terceiro não ilide a responsabilidade do recorrente. 1 . (TJDF. DJSC 05/09/2013. Des. sendo devida a indenização por danos morais.00 (sete mil reais). 278) . a título de indenização pelos danos morais sofridos pela recorrida é excessivo. Em atenção aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade deve. Rel. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA Nº 385 DO STJ. Paulo Henrique Moritz Martins da Silva.00 (quatro mil reais). Pág. DJDFTE 04/09/2013. 3 . pois cumpre as funções reparatória. CONSUMIDOR. Pág. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.000.358 Câmara de Direito Público. TEORIA DO RISCO DO NEGÓCIO OU ATIVIDADE. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. a inscrição do nome do consumidor nos órgãos de proteção ao crédito configura má prestação de serviço. INSCRIÇÃO INDEVIDA DO NOME DO CONSUMIDOR EM CADASTRO DE INADIMPLENTES.1. já que a única outra inscrição da autora no cadastro de inadimplentes é posterior àquela determinada pela parte ré.O valor de R$ 7. VALOR EXCESSIVO ARBITRADO A TÍTULO DE DANOS MORAIS. punitiva e pedagógica esperadas da condenação.01. 123) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. pelo recorrente/fornecedor na contestação. Aplica-se ao caso a teoria do risco do negócio ou atividade em que a responsabilidade é objetiva do Código de Defesa do Consumidor. FRAUDE.035511-8. Sem custas e sem honorários. 707. Rel. Rec 2013. Julg. Ac.Diante do reconhecimento da fraude.Inaplicável no caso a Súmula nº 385 do STJ.000. demonstrando a inadequação do serviço prestado. sem causar enriquecimento indevido ao autor. FORNECEDOR QUE NÃO SE ATENTA PARA OS CUIDADOS NECESSÁRIOS A EVITAR O DANO.Recurso conhecido e parcialmente provido. o quantum ser fixado em R$ 4. 2 . pois sua desídia com relação à segurança de seus procedimentos contribuiu para a efetivação do dano. 27/08/2013. 4 . Subst.987. Juiz Leandro Borges de Figueiredo.

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.0702. ENTENDIMENTO DO STJ. Restou caracterizado o ato ilícito. DIREITO DO CONSUMIDOR.21. CCF. 543-C do CPC) de que a ausência de comunicação prévia ao devedor. 43 DO CDC. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO.470705-9/001. Décima Sétima Câmara Cível. a teor do disposto no artigo 43. INCLUSÃO DO NOME NO CADASTRO DE INADIMPLENTES. (TJRS. fichas. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. o consumidor terá acesso às informações existentes em cadastros. Sentença mantida. 03/04/2013. Unânime. NÃO COMPROVAÇÃO DA PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C TUTELA ESPECÍFICA E DANO MORAL. ante a inexistência de prévia notificação ao consumidor de que seu nome seria inscrito em cadastro de inadimplentes. (TJMG. Apelo desprovido. CONFIGURADO. 43. Em consonância com o art. DJEMG 30/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. AC 7592286. 43. caracteriza dano moral. § 2º. AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. Porto Alegre. REGRA DO ART. sobre a inscrição de seu nome nos cadastros restritivos de créditos. INSCRIÇÃO DO NOME DO . bem como sobre as suas respectivas fontes. 3. Relª Desª Liege Puricelli Pires. O STJ pacificou entendimento. CADASTRO DE INADIMPLENTES. DO CDC. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO EM FOLHA. Ausente sucumbência recíproca (artigo 500 do código de processo civil). o cancelamento é medida que se impõe. 28/08/2013. 2. não é de ser conhecido o recurso adesivo.359 APELAÇÃO CÍVEL. § 2º. Relª Desª Mariza Porto. 1. do Código de Defesa do Consumidor. Recurso adesivo não conhecido. (art. Julg. SENTENÇA MANTIDA. II.7000. Presente a irregularidade nos registros coletados junto ao CCF. DANO MORAL. § 2º do Código de Defesa do Consumidor (CDC).8. I. QUITAÇÃO DE DÍVIDA.2013.08. DJERS 03/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. ART. Julg. APCV 1. CONTINUIDADE NOS DESCONTOS DE PARCELAS.

os órgãos mantenedores de cadastros possuem legitimidade passiva para as ações que buscam . § 2º. Terceira Câmara Cível. IMPROVIMENTO. Não se verifica que tenha havido desrespeito ao princípio da dialeticidade no caso em tela. Rel. 22/08/2013. 1. 134391/2013. a inscrição indevida do nome do consumidor em cadastro negativo de restrição ao crédito após a quitação da dívida. 1. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA DIALETICIDADE RECURSAL. Inteligência dos arts. insurgindo-se a requerida contra seus fundamentos. 3. (TJMA. 14. Julg. DJEMA 29/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. INEXISTÊNCIA. Lourival de Jesus Serejo Sousa. 2. inciso X. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA. da CF/88 (Precedentes do STJ). quando o empréstimo já havia sido quitado. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DO ARTIGO 20 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. Des. Apelação conhecida e improvida. passível de indenização. 543-C DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL SÚMULA Nº 359 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Rec 20456/2013. vez que a sentença foi adequadamente atacada. AUSÊNCIA DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. APRECIAÇÃO EQUITATIVA DOS CRITÉRIOS OBJETIVOS CONSTANTES DAS ALÍNEAS DO § 3º. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. DANO MORAL CONFIGURADO. DEVER DE COMUNICAR O CONSUMIDOR PREVIAMENTE DA INSERÇÃO DE SEU NOME NA SERASA ARTIGO 43.360 CONSUMIDOR EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. Ac. Consoante decidido pelo Superior Tribunal de justiça. APLICAÇÃO SISTEMÁTICA DOS RECURSOS REPETITIVOS. AÇÃO DECLARATÓRIA E CONDENATÓRIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS MANTIDOS. 1.. ART. 34 do CDC e 5º. Deve ser ressarcido em dobro o valor das parcelas indevidamente descontadas em folha de pagamento de servidor. sob a égide dos recursos repetitivos. Configura lesão moral. INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. 2.

do nome de devedor em seus cadastros restritivos. Colombo. Rel. MANUTENÇÃO. Recurso conhecido e não provido.3. ATO ILÍCITO. Relª Desª Rosana Amara Girardi Fachin. 146) DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO DEVIDA. ANOTAÇÃO INDEVIDA. CULPA EXCLUSIVA DE TERCEIRO NÃO CONFIGURADA. sob pena de cancelamento dos apontamentos. É obrigatória a comunicação prévia do consumidor a respeito da inscrição de seu nome nos cadastros de restrição ao crédito. julgado em 10/12/2008. inclusive quando os dados utilizados para a negativação são oriundos do CCF do Banco Central ou de outros cadastros mantidos por entidades diversas. Pág. DJPR 27/08/2013. JUROS DE MORA. cópia dos documentos .361 a reparação dos danos morais e materiais decorrentes da inscrição. dje 01/04/2009). A excludente do nexo causal prevista pelo artigo 14. mas não dispensa a existência do nexo causal entre a conduta lesiva e o dano. que remete à apreciação equitativa do juiz com supedâneo nos incisos do §3º do mesmo artigo legal. ApCiv 1058301-0. os honorários advocatícios devem ser fixados com base no artigo 20. § 2º. do código de processo civil. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. exigindo. CADASTRO DE INADIMPLENTES. II do CDC. segunda seção. 4. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO FORNECEDOR DE BENS E SERVIÇOS. a teor do disposto no artigo 43. Tratando-se de causa em que não há condenação. por exemplo. se consubstancia no fato imputável exclusivamente ao terceiro ou à vítima. do Código de Defesa do Consumidor. Ministra nancy andrighi. sem prévia notificação. § 3º. CONTRATAÇÃO REALIZADA POR FALSÁRIO. TERMO INICIAL. DANO MORAL CONFIGURADO. CRITÉRIOS DA PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE. § 4º. QUANTUM INDENIZATÓRIO. o que inocorre quando não há evidências de que o fornecedor de bens e serviços tenha se acautelado contra a fraude por ocasião da contratação. Décima Segunda Câmara Cível. A responsabilização civil do fornecedor de serviços prescinde da comprovação da sua culpa no dano causado ao consumidor. (resp 1061134/ RS. (TJPR.

Negar provimento ao apelo.FURTO DE CARTÃO DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. que tenha havido conferência de assinatura. acarreta o reconhecimento da responsabilidade objetiva do fornecedor do serviço. APCV 1. RESP 1155770/ pb). Sebastião Pereira de Souza.0134. De acordo com a Súmula nº 54 do Superior Tribunal de Justiça. não necessitando restar do processado a comprovação das repercussões do ato ilícito ou culposo no âmbito individual. Considerando a possibilidade de violação do sistema eletrônico e tratando-se de sistema próprio das instituições financeiras. HIPOSSUFICIÊNCIA DO CONSUMIDOR. Julg. A sentença objeto do apelo se mostra consentânea com o entendimento dos tribunais acerca da hipossuficiência e da possibilidade de ocorrência de fraudes.10. ao menos. O quantum indenizatório de dano moral deve ser fixado em termos razoáveis. FURTO DE CARTÃO MAGNÉTICO. (TJMG. Apelo conhecido. RECUSO DE APELAÇÃO. DJEMG 26/08/2013) 25 . mas desprovido. SAQUES E DEMAIS OPERAÇÕES BANCÁRIAS NÃO RECONHECIDAS. Em relação ao abalo sofrido. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. sem o consumidor tenha qualquer culpa no ocorrido. somente passível de ser ilidida nas hipóteses do § 3º do art.362 pessoais exibidos pelo suposto falsário tornando imaginável.015405-0/001. Rel. devendo dar-se com moderação. tratando-se de responsabilidade extracontratual. não tendo o banco demonstrado qualquer elemento que possa apontar unicamente à apelada a culpa pela fraude por ela noticiada. 14/08/2013. para não ensejar a idéia de enriquecimento indevido da vítima e nem empobrecimento injusto do agente. às circunstâncias em que se encontra o ofendido e a capacidade econômica do ofensor. já se posicionaram doutrina e jurisprudência no sentido de que se presume o prejuízo nos casos de reparação civil a título de dano moral. devem incidir juros de mora a partir do evento danoso. proporcional ao grau de culpa. . não reconhecida por esse. a retirada de numerário da conta bancária do cliente. Des. 14 do CDC (stj.

363 (TJAM. DIREITO CIVIL. Rel.8. 15) CONSUMIDOR. Segunda Câmara Cível. ESTE FOI INDEVIDAMENTE USADO.Inscrição indevida do nome do autor junto aos órgãos de restrição de crédito. PLEITO INDENIZATÓRIO. Santa Cruz do Sul. CARTÃO DE CRÉDITO. DJERS 21/08/2013) JUIZADOS ESPECIAIS. FURTO. 2 .Cartão que só deveria ser usado mediante apresentação de documento pessoal. Recurso provido. Pág. PROVIDÊNCIAS DE BLOQUEIO. NEGLIGÊNCIA.0001. É DE SER CONFIRMADA A SENTENÇA QUE ADEQUADAMENTE FIXA O VALOR A SER PAGO .2012. OBSERVADOS OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE. 5 . AC 0254321-30. APESAR DE A AUTORA TER TOMADO TODAS AS PROVIDÊNCIAS PARA BLOQUEAR O USO DO CARTÃO. PEDIDO DE MINORAÇÃO. José Antônio Coitinho. Wellington José de Araújo. Julg. Des. COBRANÇAS IMPINGIDAS À CONSUMIDORA. RecCv 34438-42. DANO MORAL.2011. DIREITO DO CONSUMIDOR. INSCRIÇÃO INDEVIDA DO NOME DO AUTOR JUNTO AOS ÓRGÃOS DE RESTRIÇÃO DE CRÉDITO. RECURSO INOMINADO. 16/08/2013.Inexistem provas a demonstrar a licitude do valor cobrado na fatura do cartão de crédito da parte autora. (TJRS.Débito que deve ser declarado inexistente. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.21. Rel. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DO DÉBITO. Des. Segunda Turma Recursal Cível.8. 4 . DANO MORAL CONFIGURADO. E O DÉBITO FOI A ELA IMPOSTO.Danos morais configurados. FIXAÇÃO DO QUANTUM.9000. DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DÍVIDA E DETERMINAÇÃO DE EXCLUSÃO DO NOME DA AUTORA DE CADASTROS DO SPC E SERASA. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO. EXISTÊNCIA DE SENTENÇA ANTERIOR. RESCISÃO DO CONTRATO ENTRE AS PARTES. REPARAÇÃO DE DANOS. NOVA INCLUSÃO INDEVIDA. DJAM 10/09/2013. USO INDEVIDO DO CARTÃO.04. CULMINANDO COM SUA INCLUSÃO EM ROL DE DEVEDORES. 1 . 3 .

Mesmo assim. A sentença atacada deve ser confirmada. ele foi indevidamente utilizado. seu limite extrapolado. pois observa os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade . houve a baixa na restrição cadastral e a condenação ao pagamento de indenização a título de dano extrapatrimonial. 5. Na ação promovida pela autora perante o 7º Juizado Especial Cível de Brasília (1-305526/2008). A reinserção do nome da consumidora em cadastros do SPC/SERASA configura ato ilícito e abusivo. SEM CONFIGURAR ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. a fim de bloquear o uso do cartão. 157-160. comprovou ter cumprido espontaneamente a condenação imposta na sentença monocrática. A outra ré. com as cobranças remetidas à consumidora.364 A TÍTULO DE REPARAÇÃO POR DANO EXTRAPATRIMONIAL. Dessa maneira. e Atlântico Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados. ainda mais por se tratar de dívida judicialmente reconhecida como inexistente. Trata-se de ação reparatória por danos morais em desfavor do Banco Santander (Brasil) S. A sentença a quo reconheceu que as rés não impugnaram especificamente os documentos apresentados pela autora. O cartão de crédito da autora. 3. Ainda assim. 1. 4. . que reincluiu o nome da autora em cadastro de maus pagadores. procedendo a recorrida a todos os trâmites necessários. nem comprovaram a legitimidade da negativação. o contrato com a instituição financeira foi rescindido.500. Banco Santander recorre pugnando pela redução do valor da indenização. fornecido pela instituição financeira recorrida. justificando a indenização por dano extrapatrimonial. culminando com a inclusão do seu nome em cadastros do SPC/ SERASA. o banco e o fundo de investimento foram condenados solidariamente ao pagamento de indenização no montante de R$ 2. o banco teria cedido o crédito inexigível à empresa Atlântico Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados. foi furtado. SENTENÇA CONFIRMADA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS.A. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 6.00 (dois mil e quinhentos reais). ATENDIMENTO À FINALIDADE REPARATÓRIA E PEDAGÓGICA A SER ALCANÇADA COM O SISTEMA DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. 2. às fls.

FURTO. FALHA DO SERVIÇO PRESTADO. REFEISUL E CARTÃO DE CRÉDITO. (TJRS. FURTO DOS CARTÕES DA CONTA-CORRENTE. Acórdão lavrado por Súmula de julgamento. PRECEDENTES DO STJ. Julg. Pedro Luiz Pozza. 7.00.21. Primeira Turma Recursal Cível. sem configurar enriquecimento sem causa. aquém do usualmente utilizado pelas turmas recursais cíveis e que.2012.8. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÍVIDA.791. à finalidade reparatória e pedagógica a ser alcançada com o sistema de indenização por dano extrapatrimonial. USO INDEVIDO POR TERCEIRO. 8. Des. Rec 2012. INSCRIÇÃO DA CONSUMIDORA NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES. conforme permissão do artigo 46 da Lei dos Juizados Especiais Cíveis. DJDFTE 06/09/2013. DJERS 06/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. SAQUES E COMPRAS REALIZADAS APÓS A OCORRÊNCIA. ART. portanto. CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.9000. que arcará também com os honorários advocatícios. fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação.161204-7. 708. COMUNICAÇÃO DO FURTO PROCEDIDA NO MESMO DIA DO FURTO. Ac.01. Relª Juíza Diva Lucy de Faria Pereira Ibiapina. RecCv 60673-46. Recurso desprovido. não merece minoração. 230) RECURSO INOMINADO. RETARDO NO CANCELAMENTO DOS CARTÕES.1. 03/09/2013.000. dessa maneira. Rel. 14 DO . CARTÃO DE CRÉDITO. Quantum indenizatório fixado em r$5. DESCONSTITUIÇÃO DO DÉBITO. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. CONFIGURAÇÃO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. Sentença confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos. RESPONSABILIDADE DO EMISSOR DO CARTÃO. Recurso conhecido e improvido. (TJDF. Pág. DANOS MORAIS IN RE IPSA. 9. Atende. Cachoeirinha. CONSUMIDOR.365 e fixa adequadamente o valor a ser pago a título de reparação por dano moral. Custas pelo recorrente. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA.

respondendo.8. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. 1. no mesmo dia do ocorrido.21. o fato de terem sido furtados os cartões bancários. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES INICIAIS. POSSIBILIDADE. Relª Desª Ana Lúcia Carvalho Pinto Vieira Rebout. (TJRS. o infortúnio vivenciado. PREQUESTIONAMENTO. DESCONSTITUIÇÃO DA TOTALIDADE DOS DÉBITOS CONTRAÍDOS APÓS O FURTO. devida a .7000. assim. Não reconhecendo a autora as compras impugnadas e estando comprovado o delito e a utilização do seu cartão de crédito por outra pessoa. Julg. quanto ao prequestionamento feito no apelo. consistindo. que não providenciou o cancelamento dos cartões e da conta-corrente a tempo de impedir as compras e os saques realizados após o furto.366 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO AFASTADA. Erechim. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. em mero dissabor cotidiano decorrente do fato a que se sujeitou a autora. 15/08/2013. NÃO CONFIGURAÇÃO. DJERS 20/08/2013) INDENIZATÓRIA. como procedido. COMUNICAÇÃO OPORTUNA À ADMINISTRADORA DO CARTÃO. As provas colhidas aos autos demonstram que a parte autora se desincumbiu do ônus que lhe competia. senão a resolver sua controvérsia típica. DEVER DE INDENIZAR DE FORMA DOBRADA. por si só. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO. cujas rubricas vieram satisfatoriamente comprovadas. de forma dobrada. II. Outrossim. não está o acórdão obrigado a enfrentar destacadamente todos os dispositivos legais vazados na lide. AC 4974607. não tem o condão de ensejar reparação. Décima Segunda Câmara Cível. tão logo teve a ciência do furto. AUSÊNCIA DAS EXCLUDENTES DO § 3º.2012. quanto à indenização por danos morais deflagrados. CONSUMIDOR. Apelo parcialmente provido. pelos valores descontados indevidamente da conta dos autores. Por fim. Resta caracterizada a falha do serviço prestado pelo banco. DO DISPOSITIVO CITADO. tomando as providências necessárias para comunicar o furto dos cartões bancários.

. RecCv 27050-54. Demonstrado que o consumidor.21. inclusive. 2. É ônus da instituição financeira. AUSÊNCIA DE PROVA DA CULPA EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR. 3. no caso concreto. consoante lançamentos efetuados na fatura com vencimento em 06/01/2013. Cabe à administradora de cartões. o reconhecimento de sua responsabilidade.8. exonerar-se provando dolo ou culpa exclusiva do consumidor. se em confronto com as demais provas dos autos. 4. 2. Segunda Turma Recursal Cível. QUANTUM INDENIZATÓRIO. utilizando-se de meios que dificultem ou impossibilitem fraudes e transações realizadas por estranhos em nome de seus clientes. a extensão e a gravidade do dano. Recurso improvido. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO.367 desconstituição dos débitos contraídos após o furto. em parceria com a rede credenciada. com isso. de rigor a manutenção da sentença singular. CONSUMIDOR. 07/08/2013.9000. demonstrando. O quantum indenizatório a título de danos morais deve atender aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. 1. além do caráter punitivo-pedagógico da medida. Na hipótese dos autos. tenha ou não ocorrido furto. considerando-se. Porto Alegre. CRITÉRIOS DE FIXAÇÃO. DJERS 12/08/2013) APELAÇÃO CÍVEL. DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS CUMULADA COM DANOS MORAIS. e isso independentemente de qualquer ato do consumidor.2013. no mesmo dia do furto de seu cartão de crédito. a verificação da idoneidade das compras realizadas. Portanto. INSCRIÇÃO INDEVIDA NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. (TJRS. DANO MORAL CONFIGURADO. comunicou à administradora acerca do fato. 37/39. não sendo possível a presunção de má-fé deste. fls. o banco réu. em se tratando de questões voltadas à responsabilidade civil. VÍCIO DE QUALIDADE NOS SERVIÇOS. a capacidade econômica do agente. 3. não pode ser responsabilizado por despesas realizadas mediante falsificação. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. já providenciou o estorno dos valores contestados. Julg. COBRANÇAS INDEVIDAS POR COMPRAS PERPETRADAS.

9000. Configurada a falha na prestação do serviço. INCLUSÃO INDEVIDA EM CADASTRORESTRITIVO DE CRÉDITO. CONSUMIDOR. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande.8. UTILIZAÇÃO POR TERCEIROS. Primeira Turma Recursal Cível. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO EINDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO DEVIDAMENTECOMUNICADO. Recurso improvido. DJERS 26/07/2013) APELAÇÃO CÍVEL. A aplicação da multa por litigância de má-fé decorre da subsunção da conduta imputada à parte a uma das hipóteses do art. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO BANCO RÉU. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO E DOCUMENTOS.2013. INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. Arnoldo Camanho de Assis. 23/07/2013. SENTENÇA MANTIDA. Des. OCORRÊNCIA.000. Verossimilhança da alegação e hipossuficiência do consumidor. COMPRAS FRAUDULENTAS. RecCv 17491-73. o qual foi extrapolado. Apelo parcialmente provido.21. 133) INDENIZATÓRIA.368 5. Pág.00. DEVER DE RESTITUIÇÃO DO PREJUÍZO MATERIAL SOFRIDO. do CPC. Sentença reformada. EXEGESE DO ART.1. é conseqüência o dever de restituição dos valores.008350-0. Responsabilidade objetiva do banco réu caracterizada. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Rel.07. Ac. DJDFTE 01/08/2013. (TJRS. que reza: “as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias”. Canoas. Quarta Turma Cível. sendo fato incontroverso que o limite de saque diário correspondia a R$ 1. 17.697. Rec 2011. (TJDF. Inversão do ônus probatório. inexplicavelmente. nos termos do verbete da Súmula nº 479 do STJ. CONTESTAÇÃOQUE NÃO LOGROU PROVAR UMA DAS HIPÓTESES EXCLUDENTES DERESPONSABILIDADE DO PRESTADOR DE SERVIÇO. bem como comprovado o prejuízo sofrido pelo autor. 14 . RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO BANCO. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Julg. 6. 696.

Juiz Conv. Pág. Rel. (TJRR. (TJRS. no caso. 4. Falibilidade na segurança da instituição bancária. Responsabilidade da instituição financeira. AC 0010. Euclydes Calil Filho. Rel. 14/03/2013. não havendo que se investigar sobre eventual culpa para aferição dessa responsabilidade. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TELEFONIA MÓVEL REAJUSTE DO . Sentença mantida. a ausência do defeito ou a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. DANO MORAL. 3. que permitiu a ocorrência de saque. é objetiva.369 E SEGUINTES. Recurso parcialmente provido. RECURSODESPROVIDO. CONFIGURADO.8. A inclusão indevida em cadastro de órgão de proteção ao crédito enseja em reparação pordano moral. Terceira Turma Recursal Cível.9000. telefonia móvel. INSCRIÇÃO INDEVIDA. Julg. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Débito gerado indevidamente. REPARAÇÃO DE DANOS.1. bastando que o consumidor comprove o dano e o nexo causal. FURTO DE CARTÃO DE CRÉDITO. RecCv 4077984. Luís Francisco Franco.179834-1. 1. Direito à restituição simples dos valores.2012. por defeito naprestação do serviço. Novo Hamburgo.07. O art. uma vez causado o abalo na consistência patrimonial de quem tem seu nomenegativado. 14 do CDC dispõe claramente que a responsabilidade do fornecedor. 2. Des. empréstimo e extração de cheques em nome da autora. DJERS 19/03/2013) 26 . SENTENÇA MANTIDA.21.SERVIÇOS PÚBLICOS 26. Quantum indenizatório que não comporta redução. Inscrição indevida nos órgãos de proteção ao crédito. 10) CONSUMIDOR. Dano moral caracterizado in re ipsa. DJERR 30/04/2013. Compete ao fornecedor o ônus de provar os fatos capazes de elidir sua responsabilidade. Recurso desprovido.

(TJRS. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS LINHA TELEFÔNICA SEM FUNCIONAMENTO. TELEFONIA MÓVEL. evidenciando a desconsideração desta para com o consumidor. Julg.370 PREÇO DO SERVIÇO EM DESACORDO COM OS TERMOS CONTRATUAIS ABUSIVIDADE E ARBITRARIEDADE RECONHECIMENTO MANUTENÇÃO DO VALOR INICIALMENTE FIXADO. mormente tendo em vista que o autor procurou solucionar o problema com a ré. Recurso improvido. omitindo os parâmetros de reajuste do preço do serviço. dá ensejo ao dano moral.9000. SENTENÇA MANTIDA.21.2011. Segunda Turma . Ac. Diante da inversão do ônus da prova. (TJSP. Araras. CDC).8.0038. sem obter êxito. RecCv 33756-53. quanto à existência de sinal na região. 42. bem como a condenação da ré à restituição em dobro do montante pago indevidamente pela autora. cabia à requerida comprovar as alegações defensivas. Recurso da autora provido em parte. Rel. Santa Maria. Recurso da ré improvido. Trigésima Câmara de Direito Privado. nos termos do artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor. no que não logrou êxito. 6992076. ausente qualquer prova da regularidade do sinal de telefonia e que tivesse o autor usado seu terminal telefônico. DEVENDO A CONCESSIONÁRIA RESTITUIR EM DOBRO O MONTANTE PAGO INDEVIDAMENTE PELO AUTOR (ART. Não tendo a concessionária prestado à contratante informações relevantes e suficientemente precisas por ocasião da celebração do negócio jurídico. sendo de rigor a manutenção do valor originariamente fixado.2013. 04/09/2013. a fim de se adequar com os parâmetros adotados pelas turmas recursais em casos análogos.26.8. DANO MORAL CONFIGURADO. Quantum indenizatório que comporta majoração. Des. A falha na prestação dos serviços. DJESP 11/09/2013) CONSUMIDOR. QUANTUM MAJORADO. o aumento injustificado da tarifa mostra-se abusivo e arbitrário. Orlando Pistoresi. USO DO CELULAR INVIABILIZADO. APL 001399923. acarretando a impossibilidade de uso da linha telefônica por determinado período. INDENIZATÓRIA.

Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. Roberto Behrensdorf Gomes da Silva. por outro lado. Indevido.21. Segunda Turma Recursal Cível. A ré. Indenização por danos morais com função precipuamente punitiva e dissuasória. E-MAILS ACOSTADOS PELO AUTOR QUE COMPROVAM A TESE INICIAL. RecCv 30121-64. (TJRS.371 Recursal Cível.500.8. 04/09/2013. impingindo ao usuário . Santa Cruz do Sul. DJERS 10/09/2013) RECURSO INOMINADO. Julg. CONSUMIDOR. Valor indenizatório mantido. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. o bloqueio da linha telefônica.00 QUE NÃO COMPORTA REDUÇÃO. TELEFONIA MÓVEL. ÔNUS QUE INCUMBIA À RÉ. VALOR ARBITRADO DE R$ 2. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. não produziu qualquer prova para elidir a verossimilhança das alegações do autor. Responsabilidade solidária tanto da empresa doadora como da empresa receptora perante o consumidor. 04/09/2013. o que evidencia a falha na prestação do serviço. PORTABILIDADE DE LINHA DE TELEFONIA MÓVEL. em especial quando não demonstrado quem deu causa ao problema. ESTANDO EM CONSONÂNCIA COM OS PRINCÍPIOS DA PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE. assim. AUSENTE PROVA DE QUE O SERVIÇO TENHA SE MANTIDO REGULAR.2013.9000. BLOQUEIO DA LINHA TELEFÔNICA. Recurso improvido. Des. FUNÇÃO PUNITIVA DA RESPONSABILIDADE CIVIL. Alegação de vício do serviço consistente no não recebimento de chamadas de determinada operadora. conforme e-mails juntados aos autos. CARACTERIZADA A MÁ PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. IMPOSSIBILITANDO RECEBER E EFETIVAR CHAMADAS. DANO MORAL CONFIGURADO. Restou comprovado pela prova documental que o telefone do autor ficou impossibilitado de realizar e receber chamadas. Julg. Rel.

00). Até cobrança equivocada a ré realizou. tendo tal transtorno perdurado 48 dias sem qualquer solução. e-mails e reclamação na ANATEL foram gerados.500. Realizada a portabilidade do número de telefone da autora para a ré. CABIMENTO. Alexandre de Souza Costa Pacheco. AÇÃO INDENIZATÓRIA. o prazo de regularização do serviço em 24 horas foi descumprido. INJUSTA DEMORA NA REGULARIZAÇÃO DA LINHA CONTRATADA PELA AUTORA. (TJRS. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Des. INDENIZAÇÃO. pois em consonância com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Rel. MANIFESTO ABUSO E DESCASO NA SOLUÇÃO DO PROBLEMA. APELAÇÃO. PACOTE DE DADOS E VOZ. Julg.2013. FATORES TÉCNICOS DESSA ORDEM DEVEM SER MOMENTÂNEOS E NÃO DURADOUROS. Cachoeirinha. ALÉM DA LINHA TELEFÔNICA ADICIONAL QUE INJUSTIFICADAMENTE PERMANECERAM INATIVOS POR 48 DIAS MESMO DEPOIS DA AUTORA SE SOCORRER DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO AO CLIENTE E DA ANATEL. DJERS 10/09/2013) APELAÇÃO. mas depois. TELEFONIA MÓVEL. CONSUMIDOR. DANO MORAL RECONHECIDO. reconhecendo a não utilização do serviço. PORTABILIDADE DO NÚMERO ANTIGO. reajustou a fatura emitida. SE HAVIA PREVISÃO CONTRATUAL DE INDISPONIBILIDADE OU DEGRADAÇÃO DE SINAL. do que se conclui que a linha da autora realmente apresentava defeito técnico que a empresa de telefonia não conseguiu afastar rapidamente. Recurso desprovido. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TELEFONIA. Vários protocolos. constituindo o dano moral indenizável.9000. NECESSIDADE APENAS DE . RecCv 13618-65. pois o telefone da autora não fazia e tampouco recebia ligações. Segunda Turma Recursal Cível.372 dificuldades e transtornos que excedem a condição de mero dissabor. Não comporta redução o valor indenizatório arbitrado (R$ 2. 04/09/2013.21. mas a ré insistia na assertiva de que a linha da autora estava em ordem. RECURSO IMPROVIDO NESSA PARTE. O serviço de internet também se encontrava inativo.8.

6º. pois permaneceu 48 dias sem poder utilizar seu telefone. POIS. 2. (TJBA. Danos morais configurados. sempre atentando-se às condições sociais e financeiras das partes para que não importe em enriquecimento sem causa. Ac.O valor arbitrado. não se mostrou proporcional e razoável para atingir sua finalidade indenizatória: Prevenir condutas futuras. DJBA 09/09/2013) APELAÇÃO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TELEFONIA MÓVEL CELULAR MEDIDA CAUTELAR EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.26. NA CONDIÇÃO DE CONSUMIDORA. Relª Juíza Maria Lucia Coelho Matos. Rel. CONSUMIDOR. 6995047.2005. Responsabilidade objetiva. Rec. entretanto. Diversas tentativas de resolução do conflito no âmbito administrativo. ESTÁ A AUTORA.8.500.805. Suspensão indevida do serviço. a redução da verba indenizatória resulta necessária. Profissional de odontologia. Primeira Turma Recursal.. APL 008045963. TELEFONIA MÓVEL. CABIA. DJESP 10/09/2013) RECURSO INOMINADO.Cabe indenização por dano moral quando há má prestação do serviço de telefonia. FAVORECIDA PELA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA PRESCRITA NO ART. Julg.0100. Redução do quantum indenizatório. Adilson de Araújo. 03/09/2013. a autora teve prejuízos no desempenho da sua atividade. inclusive com reclamação junto à ANATEL. Declaração de inexigibilidade do débito. Des. À RÉ PROVAR A EXISTÊNCIA DE .2012. DO CDC. Recurso conhecido e parcialmente provido.00. 1.373 REDUÇÃO DO VALOR ARBITRADO PARA R$ 7. sobretudo quando a existe violação da justa expectativa do consumidor em usufruir dos serviços contratados que injustificadamente permaneceram inativos.. FATURA COMPROVADAMENTE ADIMPLIDA. COBRANÇA INDEVIDA. punir o responsável do ato lesivo e ressarcir a vítima. Alegação da empresa acionada de erro no repasse do valor pelo banco recebedor. Trigésima Primeira Câmara de Direito Privado. Por isso.0001-1. VIII. (TJSP. 0145443-91. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO NESSA PARTE. São Paulo.

DANO MORAL CONFIGURADO. São Paulo. nem em cautelar preparatória ou incidental (artigos 844 e 845 do Código de Processo Civil)” (RESP nº 581. Rel. (TJSP. Lino Machado. em síntese. Min.8.000.0008. de acordo com a jurisprudência do STJ. Min.764/CE. DJ de 27/02/2007) e RESP nº 887. RECURSO IMPROVIDO.725/RJ (1ª Turma. Humberto Gomes de Barros. A recorrente.374 FATO IMPEDITIVO. Todavia. 333. Carlos Alberto Menezes Direito. 252 DO RITJSP. 3ª Turma.332/RS (3ª Turma. Min. STJ. SENTENÇA. alega inexistir dano moral. No mesmo sentido acórdãos proferidos RESP nº 695. não se aplicando em caso de ação própria de exibição. 28/08/2013. TELEFONIA MÓVEL. EM PARTE. Requer a reforma .2009. SENTENÇA. para condenar a ré a pagar R$ 3. 6977365. 359 DO CPC. TAL COMO CONSTOU DO DISPOSITIVO DA R. INTERRUPÇÃO DO SERVIÇO SEM MOTIVO. NOS TERMOS DO ART. O d.26. MODIFICANDO-SE TÃO SÓ EM RELAÇÃO ÀS CONSEQUÊNCIAS PREVISTAS NO ART. DJ de 29/06/2004). CAPUT. Des. Rel. NEGADA DE REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. Ac. Rel.00 (três mil reais). DJESP 04/09/2013) DIREITO DO CONSUMIDOR. Trigésima Câmara de Direito Privado. a título de danos morais. O autor narra que teve a sua linha telefônica cancelada injustificadamente pela empresa ré. As consequências da não exibição dos documentos determinada judicialmente só podem ser aferidas no processo de conhecimento que venha a ser proposto contra a parte que se recusou a exibir os documentos. Juízo de Primeiro Grau julgou procedente o pedido inicial. FICAM RATIFICADOS OS FUNDAMENTOS DA R. movida contra terceiro (artigos 360 a 362 do Código de Processo Civil). MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DA AUTORA (ART. DO CPC). Rel. 359 do CPC só ocorre “nos casos de incidente processual. Julg. a presunção de veracidade prevista no art. STJ. II. A QUAL SE MOSTRA SUFICIENTEMENTE MOTIVADA. Teori Albino Zavascki. Apelação provida em parte. APL 0103720-47. DJ de 07/05/2007).

empresa de telefonia celular. DJDFTE 02/09/2013. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Juiz Hector Valverde Santana. punitiva e preventiva. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.08. Rec 2013.223. de 26 de setembro de 1995. A recorrente. 46 da Lei n. que o quantum indenizatório seja reduzido.375 da r. do potencial econômico e características pessoais. Vencida a parte recorrente. obedecidos os critérios da equidade. A teoria do risco do negócio ou atividade é a base da responsabilidade objetiva do Código de Defesa do Consumidor.00 (três mil reais) não pode ser tido como excessivo. ao se considerar a gravidade da conduta da recorrente. além do grau de culpa do agente. Quanto ao dano moral. a qual harmoniza-se com o sistema de produção e consumo em massa e protege a parte mais frágil da relação jurídica. sentença. de 26 de setembro de 1995. Ac. 707.099. 9. deverá arcar com custas processuais e honorários advocatícios. Pág.001167-4. XXXII. proporcionalidade e razoabilidade. 5º. ainda que por suspeita de fraude. alternativamente. concessionária de serviço público. os quais fixo em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação.078/1990). para que os pedidos iniciais sejam julgados improcedentes ou. transtornos e aborrecimentos. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção do consumidor (art. a repercussão do fato no meio social e a natureza do direito violado. sem previamente comunicar ao recorrido. Rel. da Constituição Federal). NEGO PROVIMENTO ao recurso e mantenho a r. O valor fixado de R$ 3. compensatória. a teor do art. não poderia ter bloqueado a linha telefônica. Ante o exposto. pois experimentou constrangimentos. Acórdão lavrado conforme o art. (TJDF.000. 8. 9. 55 da Lei n. restou patente que houve violação aos direitos da personalidade do consumidor. 248) .099. O quantum foi fixado em observância às seguintes finalidades. bem como o seu potencial econômico. razão pela qual não se perquire a existência ou não de culpa do consumidor. sentença recorrida.1. em razão do bloqueio da linha telefônica.

14. Montante da indenização arbitrado na sentença reduzido em atenção aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. Agravo interno desprovido. Transtornos experimentados pela parte autora que. PRELIMINAR DE ATRIBUIÇÃO DO EFEITO SUSPENSIVO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. daí resulta o dever de indenizar. Comprovada a cobrança indevida do serviço telefônico não contratado pelo usuário.21. “ut” art. ultrapassam o limite do tolerável e admissível. REJEITADA. do CDC. TELEFONIA MÓVEL. afetando-lhe a dignidade pessoal. do CDC. RESPONSABILIDADE PELO FATO DO SERVIÇO. Repetição do indébito em dobro. SERVIÇO NÃO CONTRATADO. Nona Câmara Cível.2013. Não demonstrada a contratação do serviço.8. bem assim às peculiaridades do caso concreto. Incidência do art. (TJRS. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Ruptura do dever de segurança. DO CPC). Defeito do serviço evidenciado através do modo de seu fornecimento. AG 271684-40. RESPONSABILIDADE CIVIL. Des. 557. Arbitramento do quantum indenizatório. § 1º. ART. § 1º. Danos morais configurados. parágrafo único. 28/08/2013. DJERS 02/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. § 1º. mostra-se indevida a sua cobrança.376 AGRAVO INTERNO (ART. CONTRATAÇÃO . Passo Fundo. Ademais. impondo-se a devolução em dobro da quantia paga indevidamente pelo consumidor.7000. Redução. Miguel Ângelo da Silva. RELAÇÃO DE CONSUMO. não guarda consonância com o parâmetro usualmente adotado pelo colegiado em situações similares. Julg. 42. DO CDC. I. COBRANÇA INDEVIDA. Incômodos e aborrecimentos que excedem a condição de mero dissabor. Rel. DÉBITO INEXISTENTE. Valor do indébito a ser apurado em liquidação de sentença. MÉRITO INCLUSÃO INDEVIDA DO CONSUMIDOR EM CADASTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. I. 14. Dano moral caracterizado. somados às tentativas infrutíferas de cancelar o serviço na via extrajudicial.

Relª Desª Cleuci Terezinha Chagas. RECURSO IMPROVIDO. Havendo falha na prestação de serviços pela operadora de telefonia celular em virtude do apontamento indevido do nome da autora no cadastro de serviço de proteção ao crédito. em face de débito oriundo de contrato de prestação de serviço de internet móvel não cumprido e pela consumidora jamais utilizado. energia. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. 21/08/2013. DJMT 30/08/2013. 17 do CPC. MINORAÇÃO. DO CDC. atentando-se ao grau de culpa do ofensor. Não merece guarida a tese excludente de responsabilidade a qual atribuiu a culpa exclusiva à autora.377 DE SERVIÇO DE INTERNET MÓVEL NÃO ATENDIDA. O instituto da litigância de má-fé demanda prova robusta e inequívoca de que a parte agiu de forma desleal nos autos. do art. que admite presunção. o que afasta na hipótese em apreço a aplicabilidade do inciso II. Despicienda se faz a análise da preliminar ventilada no que concerne a necessidade de atribuição do efeito suspensivo ao recurso quando o juízo singular profere despacho recebendo o apelo em seu duplo efeito. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA EMPRESA. . extensão dos danos e capacidade econômica das partes. INAPLICABILIDADE DO ART. § 3º. Pág. QUANTUM INDENIZATÓRIO. (TJMT.2. diversamente do que ocorre com a boa-fé. SERVIÇO NÃO HABILITADO PARA O CONTRATANTE. impõe-se a condenação por danos morais. DANO MORAL IN RE IPSA. IMPOSSIBILIDADE. com dolo ou culpa. motivo pelo qual a simples dedução em juízo de pretensão equivocada não autoriza o seu reconhecimento. A fixação do quantum indenizatório a título de danos morais deve sopesar os critérios de razoabilidade e proporcionalidade. pois é certo que a empresa contribuiu para que o dano se consumasse. Julg. NÃO CONFIGURADA. II. APL 28914/2013. 14. ARBITRAMENTO RAZOÁVEL. porquanto não se subsume a nenhuma das hipóteses do art. 14 do CDC. NEGLIGÊNCIA DA OPERADORA DE TELEFONIA CELULAR CONFIGURADA. Quinta Câmara Cível. Alto Garças. MODEM NÃO INSTALADO. 258) 26. § 3º.

estabelece-se desde a citação. INÉRCIA DA CONCESSIONÁRIA EM REALIZAR A LIGAÇÃO DA ENERGIA . a gravidade da culpa. RAZOABILIDADE. 72 da resolução nº 456/2000 da ANEEL. cabe à concessionária comprovar em juízo que tal irregularidade partiu do consumidor.12. Na hipótese de irregularidade em medidor de energia. conforme pretendido pelo apelante. QUANTUM. o termo inicial de incidência dos juros de mora é a data do evento danoso (Súmula nº 54 do stj). os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. ENERGIA ELÉTRICA COBRANÇA DE DÉBITO APURADO DE FORMA UNILATERAL PELA CONCESSIONÁRIA. Ao fixar o valor da indenização por danos morais. Contudo. Des. considerando a extensão do dano. Quarta Câmara Cível. TERMO INICIAL. Rel. ensejando o dever de indenizar.8. Paschoal Carmello Leandro. consoante estabelece o inciso II do art. de acordo com as particularidades de cada caso. ALEGADA IRREGULARIDADE NO MEDIDOR DE ENERGIA. JUROS DE MORA. a fim de evitar a reformatio in pejus. (TJMS. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. Em caso de utilização de procedimento irregular em medidor de energia. Corumbá. Em se tratando de reponsabilidade civil extracontratual. NÃO COMPROVAÇÃO DE QUE O CONSUMIDOR TENHA DADO CAUSA À IRREGULARIDADE DO MEDIDOR. 72 DA RESOLUÇÃO Nº 456/2000 DA ANEEL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. A não comprovação de que suposta fraude no medidor de energia elétrica tenha sido causada pelo consumidor caracteriza conduta ilícita. APL 0801423-11. REFORMATIO IN PEJUS. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDO.2012. a concessionária deve solicitar uma perícia técnica a fim de apurar se o consumo energético registrado na unidade consumidora é o efetivamente utilizado. deve o julgador agir com bom senso.378 APELAÇÃO CÍVEL. PLEITO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA.0008. DANOS MORAIS COMPROVAÇÃO. NÃO OBSERVÂNCIA DO INCISO II DO ART. DJMS 11/09/2013) CONSUMIDOR.

consolidada em R$ 5. Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler. RecCv 18814-16. Rel. O recurso da ré comporta parcial provimento para limitar o valor fixado a título de astreinte. (TJMS. Segunda Turma Recursal Cível. Recurso parcialmente provido. Recurso conhecido e improvido. DJMS 11/09/2013) . Os argumentos tecidos pela ré no sentido de que não há delimitação da rua pela prefeitura não vingam tendo em vista as fotografias acostadas pelo autor que demonstram o fornecimento do serviço (fls. 19/22). LEGITIMIDADE DO CONSUMIDOR PARA PLEITEAR TAL DEVOLUÇÃO RECURSO IMPROVIDO. INCLUSÃO DOS TRIBUTOS PAGOS INDEVIDAMENTE.2013.2012. Requereu o autor o fornecimento de energia elétrica. na qualidade de contribuinte de direito e de fato. Naviraí. Dorival Renato Pavan.9000.0029/50000. Referiu a existência de rede de energia elétrica. RECURSO DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA.379 ELÉTRICA NO IMÓVEL DO AUTOR. Relatou que está construindo uma residência e solicitou o serviço conforme protocolos.8. DECISÃO MANTIDA.12. Postulou o fornecimento do serviço. de sorte que a concessionária de energia elétrica deve restituir a ela os tributos pagos indevidamente. visto sua relação pessoal e direta com a situação que constitui o fato gerador do tributo discutido. 21/08/2013. (TJRS. AgRg 000579825. Rejeita-se a arguição de ilegitimidade ativa da autora.000. Quarta Câmara Cível. DEVOLUÇÃO DE VALORES INDEVIDAMENTE PAGOS PELO SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA. TENDO EM VISTA QUE O IMÓVEL ESTÁ LOCALIZADO EM ÁREA JÁ ATENDIDA PELO SERVIÇO.00 (cinco mil reais). suportando a carga econômica que dela advém. por ser ela o sujeito passivo da obrigação tributária. Julg. DJERS 26/08/2013) AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. AGIR IRREGULAR DA CONCESSIONÁRIA.21.8. Des. Torres. mas não foi atendido.

em face do que dispõe o Art. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. (TJRS. DANOS MORAIS. 37. 14. Julg. 23/07/2013. independentemente de culpa. posto que.2013. OCASIONANDO MORTE DE ANIMAIS. § 6º da CF e o Art. Caxias do Sul. DESLOCADO DA REDE DE ALTA TENSÃO. consequentemente. DJERS 20/08/2013) JUIZADO ESPECIAL DE FAZENDA PÚBLICA.8. Valor dos animais que deve ser ressarcido ao autor. NEGATIVAÇÃO INDEVIDA. Primeira Turma Recursal Cível.9000. A inclusão o nome do autor nos cadastros de proteção ao crédito se referem a faturas a partir de dezembro de 2011. é de natureza objetiva. RecCv 1263906. As concessionárias de serviços públicos são objetivamente responsáveis pelos danos decorrentes da má prestação de serviço. de acordo com a previsão constitucional expressa e as disposições do Código de Defesa do Consumidor. Recurso improvido. logo. que não deixa dúvidas acerca do nexo de causalidade entre os danos e a falha de serviço da ré. COBRANÇA. CONSUMIDOR NÃO TITULAR DA UNIDADE CONSUMIDORA DE ENERGIA ELÉTRICA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. ainda. FIO DE ENERGIA ELÉTRICA.21. ao rescindir contrato de locação do imóvel dirigiu-se ao posto de atendimento da requerida e protocolou pedido de desligamento (fl. 1. tendo em vista que adequadamente estimado por veterinário. fl. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. RECURSO DESPROVIDO. A responsabilidade da concessionária de energia. 2.380 CONSUMIDOR. CEB. 14) em outubro de 2011. declaração. DIREITO DO CONSUMIDOR. as próximas faturas deveriam ser emitidas no nome do . DÉBITO INEXISTENTE. O autor tomou todas as precauções necessárias para se desvencilhar da emissão de faturas em seu nome. em momento posterior ao protocolo do pedido de exclusão de seu nome. 3. DEVER DE RESSARCIR O PREJUÍZO MATERIAL. 14 do CDC. pelos danos causados em decorrência das falhas na prestação dos seus serviços.

considerando-se o tempo para demora da execução do serviço. Recurso parcialmente provido. nos termos do Art.099/95. 709. EM RAZÃO DE QUEDA E OSCILAÇÃO DE ENERGIA. (TJDF. A negativação indevida do nome do autor nos órgãos de proteção ao crédito representa dano moral passível de indenização. Dano moral configurado. Hipótese em que restou comprovada nos autos a relação de causa e efeito entre o evento danoso.00) está em conformidade com os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. REPARAÇÃO DE DANOS.2013. por ação ou omissão.8. Ac. porquanto adequado aos parâmetros de razoabilidade e proporcionalidade. Segunda Turma . Juiz Leandro Borges de Figueiredo. Rec 2013. APARELHOS DANIFICADOS E PERECIMENTO DE ALIMENTOS. não há prova do dano material na extensão pretendida. 20. COMPROVADOS EM PARTE. Planalto.9000. bastando à vítima a comprovação do evento lesivo e do nexo causal entre este e a conduta do agente. merecendo ser minorada a indenização material. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.000. Rel. O valor arbitrado (R$ 5. Cediço que sendo a empresa demandada concessionária de serviço público.01. § 3º do CPC. É devida a reparação material pelos danos causados. Condenado o recorrente vencido ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que fixo em 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação devidamente corrido. decorrentes de queda e oscilação de energia elétrica. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. DANO MORAL CONFIGURADO. houver dado causa.185. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. 4. DEVER DE REPARAÇÃO DOS DANOS MATERIAIS. QUANTUM MINORADO. aplicando-se o arbitramento. 5. responde objetivamente pelos danos que. 46 da LJE. devendo ser mantido o quantum arbitrado na sentença. com lastro no artigo 6º da Lei nº 9.051932-4. na consecução de seu mister.381 proprietário do imóvel. Recurso conhecido e desprovido. RecCv 34739-52. QUANTUM MANTIDO. DJDFTE 10/09/2013. consoante determinação do Art. Todavia.21.1. (TJRS. 324) CONSUMIDOR. Pág. Acórdão lavrado por Súmula de julgamento.

pelos danos que. por ação ou omissão. REPARAÇÃO DE DANOS. bastando à vítima a comprovação do evento lesivo e do nexo causal entre este e a conduta do agente. ATO ILÍCITO DEMONSTRADO.8.382 Recursal Cível.2013. responde. houver dado causa. RecCv 33397-06. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. 04/09/2013. COBRANÇA DE VALOR REGULARMENTE PAGO. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. objetivamente. (TJRS. ILEGITIMIDADE PASSIVA AFASTADA.9000. INCONSISTÊNCIA DE DADOS EM RAZÃO DO NÃO REPASSE DO PAGAMENTO PELO AGENTE ARRECADADOR. É devida a reparação material pelos danos causados.21. FATURA DE ENERGIA ELÉTRICA. DEVER DE REPARAÇÃO. 04/09/2013. Dever de indenizar reconhecido. Recurso improvido. decorrentes de oscilação de energia elétrica. NA MEDIDA EM QUE ARBITRADO AQUÉM DOS PARÃMETROS UTILIZADOS PELAS TURMAS RECURSAIS. FALHA QUE NÃO PODE SER OPOSTA AO CONSUMIDOR. Segunda Turma Recursal Cível. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. Hipótese em que restou comprovada nos autos a relação de causa e efeito entre o evento danoso. Julg. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. . Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande. SENTENÇA MANTIDA. Cediço que sendo a empresa demandada concessionária de serviço público. DANO MORAL PURO. Julg. INTEGRANTE DA CADEIRA DE FORNECEDORES. MÁQUINA DE LAVAR E SECAR DANIFICADA. Dois Irmãos. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. EM RAZÃO DE OSCILAÇÃO DE ENERGIA. na consecução de seu mister. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO.

ÔNUS DA PARTE QUE A ALEGOU. assim. FATO ALEGADO PELA CONCESSIONÁRIA.21. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. Constrangimento moral que emerge dos transtornos causados pelo . IMPUGNADO PELO CONSUMIDOR E FUNDADO EM FRAUDE NÃO DEMONSTRADA. POR SE TRATAR DE FATO POR ELA ALEGADO. 46 da Lei nº 9. SUPOSTA DIFERENÇA DE CONSUMO ESTIMADA COM ADOÇÃO DE CRITÉRIO ABUSIVO. (TJRS. a inclusão indevida em órgão de proteção ao crédito. restando configurados os danos morais. ENERGIA ELÉTRICA.00 não comporta redução. DÉBITO PRETÉRITO. Alexandre de Souza Costa Pacheco.9000. É ilegal a interrupção do fornecimento de energia elétrica fundada em débito pretérito e resultante de incomprovada adulteração do aparelho medidor. Todavia. Julg.04.383 Os documentos acostados pela autora demonstram o regular adimplemento da fatura de luz vencida em 20. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. que ensejou sua inclusão no rol de inadimplentes. Evidenciada. INTERRUPÇÃO DO FORNECIMENTO.099/95. Rel. O valor indenizatório de R$ 4. Dano moral. PROVA. INVIABILIDADE DESSE DOCUMENTO PARA DEMONSTRAR AS IRREGULARIDADES APONTADAS.2013. DJERS 10/09/2013) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Recurso desprovido. FRAUDE NO APARELHO MEDIDOR. obviamente. já que fixado em patamar aquém do entendimento adotado pelas turmas recursais em casos análogos. Ré que admite a ocorrência de falha do agente arrecadador no repasse das informações. os danos decorrentes não podem. Segunda Turma Recursal Cível. nos termos do art. ILEGALIDADE. in re ipsa.000. POR TER SIDO PRODUZIDO UNILATERALMENTE.8. devendo ser suportados pelo recorrente.12. RecCv 13435-94. CABE À CONCESSIONÁRIA PROVAR A EXISTÊNCIA DE IRREGULARIDADE NO APARELHO MEDIDOR. ser repassados ao consumidor. Des. 04/09/2013. Santo Augusto. TERMO DE OCORRÊNCIA DE IRREGULARIDADE.

384

corte indevido. Valor arbitrado. Se o valor arbitrado revela-se insuficiente
para compor a reparação do dano moral experimentado, impõe-se sua majoração. Reconvenção improcedente. Recurso parcialmente provido. (TJSP; EI
0015244-43.2011.8.26.0564/50000; Ac. 6986238; São Bernardo do Campo;
Vigésima Oitava Câmara de Direito Privado; Rel. Des. Cesar Lacerda; Julg.
03/04/2013; DJESP 09/09/2013)
CONSUMIDOR. DESCONSTITUIÇÃO DE DÉBITO. ENERGIA
ELÉTRICA. FATURA DE MARÇO/2012 QUE REVELA EXCESSIVO
CONSUMO, INCOMPATÍVEL COM A MEDIÇÃO USUAL DA UNIDADE CONSUMIDORA. ÔNUS DA PROVA DO EFETIVO CONSUMO CABÍVEL À CONCESSIONÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO DO SERVIÇO.
O consumo registrado no mês de março/2012 mostra-se excessivo se comparado aos meses anteriores ou posteriores. A tese de que seria em decorrência
do acúmulo registrado em razão de que não efetivada a leitura não se sustenta,
pois o histórico trazido pela concessionária demonstra que somente em dois
meses não foi realizada a leitura efetiva, não sendo suficiente para alterar tão
significativamente o consumo registrado no mês contestado. Portanto, correta
a sentença ao desconstituir o débito relativo à fatura vencida em 18/03/2012.
Todavia, merece reparo no que concerne à quantia de kwh a ser utilizada para
a emissão de nova fatura. Esta deve obedecer à média de consumo dos últimos doze meses atuais (setembro/2012 a agosto/2013), qual seja, 142,25 kwh,
acrescida da diferença não cobrada nos meses de janeiro/2012 (76,25 kwh) e
fevereiro/2012 (76,25 kwh), quando não houve a efetiva leitura, resultando
assim em um total de 294,75 kwh. Por fim, descabe a suspensão dos serviços,
sendo mantida a liminar deferida, a não ser que o autor receba a nova fatura e
não proceda ao pagamento desta. Recurso provido em parte. Unânime. (TJRS;
RecCv 61629-62.2012.8.21.9000; São Leopoldo; Primeira Turma Recursal
Cível; Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg. 03/09/2013; DJERS 06/09/2013)

385

CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO. CORTE DA ENERGIA INDEVIDO. IMÓVEL LOCADO. INTERRUPÇÃO DAS FÉRIAS. FALHA NA
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. INQUILINO COMO USUÁRIO DOS
SERVIÇOS DA CONCESSIONÁRIA. RESPONSABILIDADE DA OPERADORA FRENTE. DANO MORAL CONFIGURADO.
O autor demanda ação indenizatória por danos morais decorrentes de suspensão indevida do serviço de energia elétrica no imóvel por ele alugado para
passar as férias. Sendo o autor o usuário dos serviços da concessionária enquanto alugava o imóvel, para veraneio, e restando incontroverso em demanda anterior que o corte ocorreu indevidamente, é a concessionária responsável
pelos danos causados frente a ele. Assim, a suspensão da energia imotivada,
não somente por ser um serviço essencial, mas considerando que foi a causa
de interrupção das férias do autor, caracteriza os danos morais pretendidos, os
quais são fixados em R$ 2.000,00, valor que atende aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade diante das circunstâncias do caso concreto. Sentença reformada para julgar procedente o pedido do autor. Recurso provido.
Unânime. (TJRS; RecCv 60042-05.2012.8.21.9000; Porto Alegre; Primeira
Turma Recursal Cível; Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg. 03/09/2013; DJERS
06/09/2013)
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. ENERGIA ELÉTRICA. FRAUDE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA.
APLICAÇÃO DO ARTIGO 6º, INCISO VIII, DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. TERMO DE OCORRÊNCIA E INSPEÇÃO
LAVRADO DE FORMA UNILATERAL PELA CONCESSIONÁRIA.
INSUFICIÊNCIA.
O Termo de Ocorrência e Inspeção lavrado pela concessionária, por si só,
não constitui prova suficiente para demonstração da ocorrência de fraude no
relógio medidor de consumo de energia elétrica, de modo que a declaração de
inexistência do débito apurado, com a consequente impossibilidade do corte
de energia, era medida de rigor. Recurso improvido. (TJSP; APL 0015078-

386

21.2012.8.26.0032; Ac. 6974543; Araçatuba; Trigésima Câmara de Direito
Privado; Rel. Des. Orlando Pistoresi; Julg. 28/08/2013; DJESP 04/09/2013)
CONSUMIDOR. ENERGIA ELÉTRICA. REVELIA. QUEDA DE
ENERGIA. QUEIMA DO COMPUTADOR E PERDA DOS DADOS.
FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA. OCORRÊNCIA DE DANOS MATERIAIS E MORAIS.
Valor dos danos materiais limitado aos orçamentos juntados aos autos. Valor
dos danos morais reduzido de R$ 6.500,00 para R$ 3.000,00, valor este mais
adequado às circunstâncias do caso concreto diante dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Recurso provido em parte. Unânime. (TJRS;
RecCv 52414-62.2012.8.21.9000; Rio Pardo; Primeira Turma Recursal Cível;
Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg. 03/09/2013; DJERS 06/09/2013)
APELAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE DÉBITO
CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. FRAUDE. É DA CONCESSIONÁRIA O ÔNUS DE
PROVAR QUE O CONSUMIDOR, PRATICANDO FRAUDE, PAGOU
A MENOR PELO FORNECIMENTO DE ENERGIA EFETIVAMENTE
CONSUMIDA.
A simples lavratura de TOI não constitui, por si só, prova definitiva da fraude,
o que, aliás, não pode ser admitido, sob pena de se malferir os princípios constitucionais relativos ao direito de defesa, prestigiando-se exceção contrária
ao Estado de Direito. Corte indevido. Dano moral caracterizado. Apelo a que
se dá provimento. (TJSP; APL 0001423-96.2012.8.26.0576; Ac. 6983640;
São José do Rio Preto; Vigésima Nona Câmara de Direito Privado; Rel. Des.
Pereira Calças; Julg. 28/08/2013; DJESP 05/09/2013)

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CONSUMIDOR. REPARAÇÃO DE DANOS. EQUIPAMENTO E APARELHOS DANIFICADOS, EM RAZÃO DE OSCILAÇÃO DE ENERGIA. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA.
DEVER DE REPARAÇÃO.
É devida a reparação material pelos danos causados, decorrentes de oscilação
de energia elétrica. Cediço que sendo a empresa demandada concessionária de
serviço público, responde, objetivamente, pelos danos que, na consecução de
seu mister, por ação ou omissão, houver dado causa, bastando à vítima a comprovação do evento lesivo e do nexo causal entre este e a conduta do agente.
Hipótese em que restou comprovada nos autos a relação de causa e efeito entre
o evento danoso. Dever de indenizar reconhecido. Recurso improvido. (TJRS;
RecCv 26713-65.2013.8.21.9000; Flores da Cunha; Segunda Turma Recursal Cível; Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande; Julg. 07/08/2013; DJERS
04/09/2013)
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. ENERGIA ELÉTRICA. COBRANÇA DE DÉBITO
APURADO DE FORMA UNILATERAL PELA CONCESSIONÁRIA.
ALEGADA IRREGULARIDADE NO MEDIDOR DE ENERGIA. NÃO
OBSERVÂNCIA DO INCISO II DO ART. 72 DA RESOLUÇÃO Nº
456/2000 DA ANEEL. NÃO COMPROVAÇÃO DE QUE O CONSUMIDOR TENHA DADO CAUSA À POSSÍVEL FRAUDE. RECURSO IMPROVIDO.
Inexistindo prova de que o consumidor tenha alterado o relógio medidor de
energia elétrica, mediante prática fraudulenta, não há como obrigá-lo ao pagamento de quantias supostamente consideradas como consumidas e não pagas. Precedentes. (TJMS; APL 0044958-44.2012.8.12.0001; Campo Grande;
Quinta Câmara Cível; Rel. Des. Luiz Tadeu Barbosa Silva; DJMS 02/09/2013)

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AGRAVO DE INSTRUMENTO. ENERGIA ELÉTRICA. ALEGAÇÃO
DE FRAUDE NO MEDIDOR PELA CONCESSIONÁRIA. DISCUSSÃO
JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE DE CADASTRAMENTO DO NOME
DO CONSUMIDOR EM ÓRGÃO DE INADIMPLENTES. JURISPRUDÊNCIA.
Estando em discussão o débito decorrente de recuperação do fornecimento de
energia elétrica, por fraude no medidor, não é legítima a inscrição em cadastro
de inadimplentes. Agravo de instrumento provido de plano. (TJRS; AI 34334494.2013.8.21.7000; Porto Alegre; Vigésima Segunda Câmara Cível; Relª Desª
Marilene Bonzanini Bernardi; Julg. 27/08/2013; DJERS 02/09/2013)
RESPONSABILIDADE CIVIL. CONSUMIDOR. DEMONSTRAÇÃO
DE VULNERABILIDADE. PRESCRIÇÃO REJEITADA. MÉRITO.
CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. COMPROVAÇÃO DE
CULPA. ART. 37, §6º CF/88. INTERRUPÇÃO NO FORNECIMENTO
DE ENERGIA. NECESSIDADE DE AVISO PRÉVIO. APLICAÇÃO DO
ART. 6º, § 3º DA LEI N. 8.987/95 E ART. 22 DO CDC. ILEGALIDADE.
RESPONSABILIDADE CIVIL DA COELCE RECONHECIDA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 20, § 3º, CPC.
1. A controvérsia a ser dirimida nestes autos trata do direito à indenização
decorrente da interrupção do fornecimento de energia elétrica sem aviso
prévio por parte da concessionária. 2. Preliminar de prescrição rejeitada. É
aplicável aos profissionais liberais o prazo prescricional do art. 27 do CDC,
em face de se verificar, no caso, a vulnerabilidade do recorrente. 3. No mérito,
sendo a Coelce empresa privada, prestadora de um serviço público sob o regime de concessão, obedece às regras de responsabilidade objetiva nos termos
do § 6º do Art. 37 da CF/88. 4. Constata­se, nos autos, defeito no fornecimento
do serviço prestado pela Coelce, quando, negligentemente, deixou de proceder ao necessário aviso prévio, como expressamente determina o § 3º do Art. 6º
da Lei nº 8.987/95 e Art. 22 do CDC. 5. Dano moral arbitrado em R$ 5.000,00
(cinco mil reais), patamar que não exorbita a justa medida para a hipótese,

389

considerando as especificidades do caso. 6. Honorários arbitrados consoante
aplicação do art. 20, § 3º do CPC. ­ Apelo conhecido e parcialmente provido. ­ Sentença reformada. ­ Unânime. (TJCE; AC 0005602­67.2007.8.06.0071;
Quarta Câmara Cível; Relª Desª Maria Iracema Martin do Vale Holanda;
DJCE 27/08/2013; Pág. 22)
CONSUMIDOR. ENERGIA ELÉTRICA. AUTORA QUE DETÉM A
POSSE DO IMÓVEL. SOLICITAÇÃO DE LIGAÇÃO DE ENERGIA.
NECESSIDADE DE EXTENSÃO DA REDE. NÃO COMPROVADA A
INVIABILIDADE TÉCNICA. NEGATIVA DA CONCESSIONÁRIA.
MOTIVOS INSUFICIENTES. SERVIÇO QUE SE CARACTERIZA
COMO ESSENCIAL. SENTENÇA MANTIDA.
Não há como questionar, em sede de recurso, o impedimento da juíza leiga,
até porque a Lei nº 9.099/95 (art. 30) exige que o seja por meio da competente
exceção, o que ademais não determinaria a inviabilidade do julgamento cuja
responsabilidade incumbe à magistrada togada. Autora que pretende a ligação
de energia no imóvel onde reside. Os motivos da concessionária para negativa
da ligação não se sustentam, pois descabida a exigência de comprovação da
propriedade quando a autora refere estar na posse do imóvel. Além disso, os
documentos por ela trazidos demonstram ter solicitado a regularização do imóvel junto ao município, bem como evidenciam o nome do logradouro onde
situado e o número do imóvel. Além disso, a concessionária não demonstra existir inviabilidade técnica para expansão da rede, não sendo os motivos acima
suficientes a não permitir a expansão da rede e promover a ligação da energia
ao imóvel da recorrida, serviço que sabidamente é essencial às atividades do
ser humano. Ademais, as fotografias trazidas aos autos mostram a existência
de rede de energia no local, bem como o final desta situa-se a pouca distância
do imóvel da recorrida, no qual pretende o fornecimento dos serviços. Por tais
razões, impõe-se a manutenção da sentença pelos seus próprios fundamentos,
com os devidos acréscimos. Recurso desprovido. Unânime. (TJRS; RecCv
10242-71.2013.8.21.9000; Rosário do Sul; Terceira Turma Recursal Cível;
Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg. 22/08/2013; DJERS 27/08/2013)

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AÇÃO ANULATÓRIA. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DÉBITO PRETÉRITO. NATUREZA PESSOAL. IDENTIFICAÇÃO DO CONSUMIDOR. INEXIGIBILIDADE DO DÉBITO EM
FACE DE NOVO USUÁRIO. CORTE NO FORNECIMENTO DE ENERGIA PELO DÉBITO PRETÉRITO. DANO MORAL CONFIGURADO. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DO VALOR.
HONORÁRIOS CONDIZENTES COM COMPLEXIDADE DA AÇÃO.
APELAÇÃO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. O serviço de energia elétrica é de natureza pessoal, identificando-se o consumidor pelo cadastro do usuário, motivo pelo qual o débito pretérito apurado
não pode ser revertido em face de terceiro que esteja utilizando o medidor em
data posterior à da cobrança. 2. O fornecimento de energia elétrica é serviço
essencial, motivo pelo qual seu corte indevido em razão de débitos pretéritos é apto a ensejar dano moral indenizável ao consumidor. (TJMG; APCV
1.0479.07.129444-7/001; Rel. Des. Marcelo Rodrigues; Julg. 13/08/2013;
DJEMG 26/08/2013)
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
CONSUMIDOR. ENERGIA ELÉTRICA. OSCILAÇÕES E CONSTANTES QUEDAS DE ENERGIA ELÉTRICA EM DECORRÊNCIA DA OMISSÃO DA CONCESSIONÁRIA NA RESOLUÇÃO DO
PROBLEMA. APLICAÇÃO DO ART. 333, I, DO CPC, QUANTO AOS
DANOS MATERIAIS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM MANTIDO.
Postulou o autor, em decorrência das sucessivas oscilações e quedas no fornecimento de energia elétrica, indenização pelos danos materiais e morais
suportados, tendo em vista a omissão da concessionária para a resolução do
problema. A ré, muito embora sustente serem inverídicos os fatos, não traz
prova alguma no sentido de afastar as alegações iniciais, muito menos das

391

diligências efetuadas para sanar o problema enfrentado. Tratando-se de
relação de consumo, incumbe a ré fornecer serviço adequado, eficiente, seguro ainda mais quando presta serviço essencial, contínuo, como versa de forma expressa o art. 22 do CDC. O recurso da ré comporta parcial provimento
para afastar a condenação a título de danos materiais. O autor postula a perda
da produção de leite equivalente a 580 litros no mês mencionado, 43 leitões,
uma matriz e 150 vacinas, mais danos de ordem moral, sequer comprovando
os danos suportados. Cabível a condenação a título de danos morais. Além
da falha administrativa imputada à ré, cabendo condenação a título punitivo
ou dissuasório, no presente caso, verossímeis as alegações do autor, a ensejar condenação a título compensatório, ainda mais quando já houve várias
reclamações a respeito. Dano moral que redunda em conseqüente constrangimento, acrescido das privações e sofrimentos advindos do serviço ineficiente
do fornecimento de energia, pois o funcionamento de uma residência e o desempenho da profissão do autor como agricultor depende do fornecimento
desse serviço essencial. Conforme os atuais parâmetros adotados pelas turmas
recursais em casos análogos o quantum indenizatório foi fixado corretamente
em R$ 3.000,00 (três mil reais). Recurso parcialmente provido. (TJRS; RecCv 21313-70.2013.8.21.9000; Frederico Westphalen; Segunda Turma Recursal Cível; Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler; Julg. 21/08/2013;
DJERS 26/08/2013)
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
CONSUMIDOR. DEMORA INJUSTIFICADA DO RESTABELECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. AGIR IRREGULAR DA CONCESSIONÁRIA. DANOS MORAIS CONFIGURADOS.
Sustentou a autora que, em razão de reformas no imóvel no dia 02-10-2012
solicitou o desligamento da energia para substituir a entrada de luz. O desligamento se deu no dia 08-10-2012 e no mesmo dia houve a substituição da
entrada, dentro dos padrões exigidos pela ré. Entrou em contato com a ré no
mesmo dia para a religação, mas a energia somente foi reativada em 23-102012, 24 dias após a solicitação. Requereu indenização pelos danos

392

Houve, de fato, demora injustificada do restabelecimento do serviço de fornecimento de energia elétrica. Muito embora a ré alegue que o adiamento se
deu em decorrência de fortes temporais, nada provou. A situação enfrentada
pela autora, que foi privada do fornecimento de energia por tão longo período, pois o funcionamento de todos os aparelhos eletrodomésticos depende do
fornecimento desse serviço essencial, aliado ao fato de ter crianças em casa,
autoriza a fixação de danos morais, que transborda o mero dissabor cotidiano.
O recurso da autora comporta provimento em relação ao quantum indenizatório fixado na sentença, de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), o qual
deve ser majorado, pois fixado abaixo dos parâmetros usualmente adotados
pelas turmas recursais cíveis para casos análogos. Indenização que vai fixada
R$ 4.000,00 (quatro mil reais), mantidos os consectários fixados na sentença.
Recurso provido. (TJRS; RecCv 19887-23.2013.8.21.9000; Tramandaí; Segunda Turma Recursal Cível; Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler;
Julg. 21/08/2013; DJERS 26/08/2013)
RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. ENERGIA ELÉTRICA.
MORTE DE ANIMAL NA PROPRIEDADE DO AUTOR. QUEDA EM
CRATERA ABERTA NO SOLO VISANDO À TROCA DE POSTES DE
TRANSMISSÃO DE ENERGIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA
DA CONCESSIONÁRIA DO SERVIÇO PÚBLICO. DANO MATERIAL
COMPROVADO.
A empresa concessionária de serviço público afigura-se responsável pelos
danos causados em razão do mau fornecimento da rede de energia elétrica,
responsabilidade esta que se afigura objetiva. Comprovado, pelo demandante,
o prejuízo material decorrente da morte acidental de um terneiro da sua propriedade que veio a cair em uma cratera aberta e assim mantida pela empresa
ré, quando da troca dos postes de transmissão de energia elétrica, o que se evidencia por meio de prova documental (fls. 53/58), impõe-se a manutenção da
condenação da requerida ao reembolso do valor de R$ 1.000,00, corrigidos na
forma da decisão singular. Sentença mantida por seus próprios fundamentos.
Recurso improvido. (TJRS; RecCv 7305-88.2013.8.21.9000; São Luiz

393

Gonzaga; Primeira Turma Recursal Cível; Relª Desª Marta Borges Ortiz; Julg.
20/08/2013; DJERS 23/08/2013)
CONSUMIDOR. FALHA NO FORNECIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA. REPARAÇÃO DE DANOS RELATIVOS À PERDA DA
QUALIDADE DO FUMO EM VIRTUDE DA INTERRUPÇÃO DO
PROCESSO DE SECAGEM. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA CONCESSIONÁRIA DO SERVIÇO PÚBLICO DE FORNECIMENTO DE
ENERGIA ELÉTRICA. DEMONSTRAÇÃO ACERCA DO FATO, DO
DANO E DO NEXO CAUSAL A JUNGIR AMBOS. PRECEDENTE
CONVERSÃO DO FEITO EM DILIGÊNCIA. PROVA QUE ALBERGA
A TESE DO AUTOR.
Aplica-se o CDC ao fato em análise, na forma do art. 14, § 1º, do Código de
Defesa do Consumidor. A empresa concessionária de serviço público afigura-se responsável pelos danos causados em razão da suspensão do fornecimento de energia elétrica, conforme dispõe os artigos 14 e 22 do Código
de Defesa do Consumidor. Comprovado, no caso concreto, o nexo causal
entre a interrupção do fornecimento de energia e a perda do fumo (dano),
através de prova documental, qual seja, laudo realizado por técnico agrícola
da agromil produtos agropecuários (fl. 08) e bem assim pela prova testemunhal, impunha-se a procedência da demanda, o que aqui se chancela. Sentença
mantida por seus próprios fundamentos. Recurso improvido. (TJRS; RecCv
4943-16.2013.8.21.9000; São Lourenço do Sul; Primeira Turma Recursal
Cível; Relª Desª Marta Borges Ortiz; Julg. 20/08/2013; DJERS 23/08/2013)

26.3. água e serviço de esgoto;
DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO DO CONSUMIDOR.
AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. TARIFAS DE COLETA E
TRATAMENTO DE ESGOTO NO MUNICÍPIO DE FOZ DO IGUAÇU.
INEXISTÊNCIA DA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS AO TEMPO DA

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COBRANÇA. (I) CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA.
POSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA PROVA PERICIAL REALIZADA NA ACP 884/95. (II) PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL GERAL DO CÓDIGO CIVIL.
(III) COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO DA TARIFA. PRINCÍPIO
DA FACILITAÇÃO DA DEFESA DO CONSUMIDOR (ART. 6º, VIII,
CDC). DEVER DA CONCESSIONÁRIA EM CONSERVAR DADOS
ALUSIVOS AOS SEUS CONSUMIDORES. RECURSO CONHECIDO
E NÃO PROVIDO.
1. A natureza jurídica da remuneração dos serviços de água e esgoto, prestados
por concessionária de serviço público é tarifária, consubstanciando, assim,
contraprestação de caráter não tributário, de forma que o prazo prescricional
para o período reclamado é o de 20 (vinte) anos (art. 177, cc/1916) e, após a
vigência do atual Código Civil, é de 10 (dez) anos (art. 205 c/ c art. 2.028/
cc). 2. A sanepar, prestadora de serviços de grande porte, detém as melhores
condições do que os consumidores de manter, em seus arquivos, de forma organizada, a documentação referente às operações que realiza (CDC, art. 4º, I
e III e art. 6º, viii). 3. A cobrança indevida do serviço público de esgoto enseja
a repetição de indébito em dobro ao consumidor, independentemente da existência ou não da má-fé do prestador do serviço. Incidência do art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor. Precedentes do stj. (TJPR;
ApCiv 1040285-6; Foz do Iguaçu; Décima Segunda Câmara Cível; Relª Desª
Ivanise Maria Tratz Martins; DJPR 03/09/2013; Pág. 125)
APELAÇÕES CÍVEIS. CDC. FORNECIMENTO DE ÁGUA. SERVIÇO
ESSENCIAL. SUSPENSÃO COM AVISO PRÉVIO. DEMORA EXCESSIVA NO REABASTECIMENTO. EXCESSO DE PRAZO SEM
PRESTAÇÃO DE ASSISTÊNCIA AO CONSUMIDOR. FALHA NA
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RECURSO DA COMPANHIA DE SANEAMENTO.

395

I. Preliminarmente, ausência de cerceamento de defesa, devido à falta de produção de prova pericial, já que diante do decurso do tempo (quase 02 anos) da
ocorrência do evento danoso, torna-se infrutífera a realização deste meio de
prova. II. Afasta-se a nulidade da sentença devido a inexistência do despacho
saneador, já que houve a constituição e desenvolvimento regular do processo
e das condições da ação durante todo o trancurso do feito, possuindo o magistrado de 1º grau, ao decidir a lide, elementos seguros para decidir o pleito. III.
Dano moral configurado. Observa-se que foi ajuizada uma grande demanda
de processos decorrentes do mesmo fato. Sendo assim, o valor da indenização
estabelecido na sentença vergastada (dois mil reais) é excessivamente oneroso para o fornecedor, levando ainda em conta que o montante aqui especificado atende também ao caráter compensatório. Valor arbitrado de maneira
desproporcional. Redução do valor da condenação por danos morais para R$
500,00 (quinhentos reais). Minoração dos honorários advocatícios do patrono
do apelado, para R$ 200,00 (duzentos reais), valor que se tem por compatível
com a causa em exame, observadas as circunstâncias do artigo 20, §§ 3º e 4º,
do código de processo civil. Recurso conhecido e dado parcial provimento.
Recurso da autora: majoração do quantum indenizatório. Recurso improvido.
(TJSE; AC 2013215502; Ac. 12137/2013; Segunda Câmara Cível; Rel. Des.
Cezário Siqueira Neto; Julg. 13/08/2013; DJSE 20/08/2013)
JUIZADO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. RECURSO INOMINADO. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ÁGUA. AUMENTO
ABRUPTO NO CONSUMO REGISTRADO NA FATURA MENSAL. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. PRINCIPIO FUNDAMENTAL DO CDC, COROLÁRIO DO PRINCIPIO DA TRANSPARÊNCIA,
FORMATAÇÃO DOS PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS NO
MERCADO. DESATENDIMENTO AOS ARTIGOS 6º, III E 22 DO
CDC. REFATURAMENTO DAS CONTAS. JUNTADA DE COMPROVANTE DE CORTE INDEVIDO NO FORNECIMENTO DE ÁGUA.
DANOS MORAIS CARACTERIZADOS E ARBITRADOS EM PATAMAR ADEQUADO (R$ 3.000,00). O PAGAMENTO EM EXCESSO DA
FATURA IMPUGNADA COMPROVADO. REPETIÇÃO DO DÉBITO

VAZAMENTO DECORRENTE DE RACHADURA. prevalece a presunção de boa-fé do consumidor. FORMATAÇÃO DOS PRODUTOS E SERVIÇOS OFERECIDOS NO MERCADO.s quais não deu causa. Porto Alegre. DJERS 15/08/2013) JUIZADO ESPECIAL. (TJBA. Rec. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBRANÇA EM VALOR EXCESSIVO. DEFEITO NÃO SOLUCIONADO.2010. Danos morais configurados no caso concreto. POR PARTE DO . Valor majorado. COROLÁRIO DO PRINCIPIO DA TRANSPARÊNCIA. PROVA DE REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA. 18. 3. Recurso improvido. DJBA 22/01/2013) CONSUMIDOR.0103-1.2013. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. Diante da ausência de contraprova do fornecedor. para adequá-lo aos parâmetros adotados pelas turmas recursais em casos análogos.8. 07/08/2013. AUSÊNCIA DE PROVA DO MAU USO. Julg. Relª Desª Vivian Cristina Angonese Spengler. VICIO NO PRODUTO. INCIDÊNCIA DO ART. O prestador tem o dever de controle no fornecimento do serviço. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ÁGUA. FEITA POR ESTIMATIVA. (TJRS. 0010156-68. Sentença mantida. § 1ª. IMÓVEIS SEM HIDRÔMETRO.21. Assim como o consumidor deve pagar pelo que utilizou. 4. tem o direito de saber por que houve descontrole nas cobranças à. Segunda Turma Recursal Cível. RESERVATÓRIO DE ÁGUA. DO CDC. III E 22 DO CDC. DESATENDIMENTO AOS ARTIGOS 6O. é fato ensejador de dano moral.805. serviço essencial. 1. RECURSO INOMINADO. Recurso parcialmente provido. Relª Juíza Nicia Olga Andrade de Souza Dantas. II. tendo que estabelecer meios confiáveis para determinação do consumo. RecCv 17283-89. IMPOSSIBILIDADE. PRINCIPIO FUNDAMENTAL DO CDC.396 QUE SE IMPÕE. que deve ser reparado civilmente. O corte indevido no fornecimento de água. 2. Devolução do valor pago já reconhecido em primeiro grau.9000. Primeira Turma Recursal.

demonstram a verossimilhança na alegação do consumidor de possível defeito na prestação do serviço. DJBA 12/03/2013) JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. A alegação de defeito na prestação do serviço só afastará a responsabilidade civil do fornecedor se for demonstrado que o serviço foi prestado sem defeito ou que houve culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros (§3º do art. Assim como o consumidor deve pagar pelo que utilizou. tendo que estabelecer meios confiáveis para determinação do consumo. 14.2008. com relação à média dos outros meses de ano. 2.805. Primeira Turma Recursal. 3. equipara. CONSUMO ATÍPICO DE ÁGUA. CAESB. VALOR MENSAL COBRADO SUPERIOR À MÉDIA HABITUAL. cabendo à empresa pública a prova . NULIDADE PARCIAL DA SENTENÇA. PARA INSTALAÇÃO DOS MEDIDORES. 3.se a fornecedor de serviço a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal. ÔNUS DE PROVA DO FORNECEDOR (§3º DO ART. Rec. As grandes discrepâncias na fatura de cobrança de água. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 22). Diante da ausência de contraprova do fornecedor. Deste modo. Recurso parcialmente provido. (TJBA. 14). tem o direito de saber por que houve descontrole nas cobranças à. Relª Juíza Nicia Olga Andrade de Souza Dantas. 2. no que se refere ao fornecimento de água. CONDENAÇÃO A REPETIÇÃO DO INDÉBITO QUE POSSUI CARÁTER EXTRA PETITA. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor nas relações entre os órgãos da Administração Direta e Indireta (art. 1. VÍCIO DO SERVIÇO CARACTERIZADO.397 CONSUMIDOR. prevalece a presunção de boa-fé do consumidor. REFATURAMENTO DAS CONTAS. ALEGAÇÃO DE DEFEITO DO SERVIÇO. 0011035-46. CAESB. O prestador tem o dever de controle no fornecimento do serviço. AUSÊNCIA DE PROVA DA CULPA EXCLUSIVA DO CONSUMIDOR OU DE TERCEIRO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. 1. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. Sentença reformada para afastar a repetição do indébito.0103-1.s quais não deu causa. CDC).

PROCEDÊNCIA MANTIDA. pelo longo período que não houve consumo no imóvel. DEBATE JUDICIAL SOBRE DÉBITO APURADO PELA CONCESSIONÁRIA. TERMO DE INSPEÇÃO PREDIAL QUE SE CONFIGURA COMO MERO INDÍCIO DE FRAUDE. AÇÃO UNILATERAL DA CONCESSIONÁRIA. Rec 2012. De qualquer sorte.099/1995. silenciando-se a respeito desse ônus e ancorada apenas na alegação de que o hidrômetro não apresentou defeito quando de sua verificação.00 (cem reais). na computação da coluna de AR na tubulação. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. ADMISSIBILIDADE. ÔNUS DO QUAL NÃO . NULIDADE INOCORRENTE. AUSÊNCIA DE PROVA ISENTA DE IRREGULARIDADE. ÀGUA E ESGOTO. LIMINAR CONCEDIDA PARA EVITAR A SUSPENSÃO DO FORNECIMENTO.01. Ac. INCIDÊNCIA DA REGRA PREVISTA NO ART. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR. PLEITO DEDUZIDO EM CONTESTAÇÃO QUE ENSEJAVA RECONVENÇÃO. conforme regra dos arts. PROVA POSITIVA A CARGO DA CONCESSIONÁRIA.1. SENTENÇA. (TJDF. APURAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE FRAUDE. Recurso conhecido e improvido. DO CPC.II.515. Sem custas processuais. 12. No caso específico. não fica afastada a possibilidade de que o excesso na cobrança tenha decorrido de vício do hidrômetro. A Súmula de julgamento servirá de acórdão. 651. DJDFTE 06/02/2013. 27 da Lei n.125379-7. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. 4. 9. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE DÉBITO. Pág.398 de sua inexistência. mantém-se a sentença que determinou à empresa pública a revisão dos valores cobrados.153/2009 e 46 da Lei n. 540) TUTELA ANTECIPADA. PROVA TESTEMUNHAL QUE NÃO TERIA O CONDÃO DE ALTERAR O DESFECHO DA LIDE. Rel. 333. Condenada a ré/recorrente ao pagamento de honorários advocatícios fixados em R$ 100. AFIRMAÇÃO DO AUTOR DE QUE NÃO PRATICOU A FRAUDE E NEM CONSUMIU A DIFERENÇA APONTADA. CERCEAMENTO DE DEFESA. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. INOCORRÊNCIA. ÔNUS DA PROVA.

11/06/2013. MÉRITO.REPETIÇÃO DE INDÉBITO DOBRADO PRESTAÇÃO DE CONTAS EM SEGUNDA FASE. DA MP 2170-36/2001. CORTE NO FORNECIMENTO DE ÁGUA. CORTE NO FORNECIMENTO EFETIVADO ANTES DE COMPROVADA A IRREGULARIDADE. DJESP 18/06/2013) 27 . COBRANÇA REFERENTE A SUPOSTO CONSUMO PRETÉRITO. JUROS REMUNERATÓRIOS APLICAÇÃO DA TAXA MÉDIA DE MERCADO EXCETO SE A TAXA APLICADA IN CASU FOI MAIS BENÉFICA PARA O CONSUMIDOR. (TJSP. DA PROVA DE PACTUAÇÃO ENTRE AS PARTES. rejeitado o agravo retido. Décima Quinta Câmara de Direito Privado. CONTUDO.065 . DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INDENIZAÇÃO DEVIDA. Araldo Telles. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS.26. Des. § 1º. CORTE QUE VIOLARIA O ART. APL 0003987-45. DANO MORAL. 42 DO CDC. LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS.00 que está em consonância com o binômio reparação para o ofendido e reprimenda para o ofensor. Julg. ARTIGO 5º.0223. Arbitramento em R$ 3. IMPOSSIBILIDADE DECORRENTE DA INEXISTÊNCIA DE DÉBITO. PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇAAPELAÇÃO CÍVEL Nº 1.2009. PRELIMINAR. 6790621. APLICAÇÃO DO ARTIGO 515. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. AINDA QUE DECLARADO EXIGÍVEL O DÉBITO. MATÉRIAS NÃO TRATADAS PELA SENTENÇA DEVOLUÇÃO INTEGRAL DA MATÉRIA AO TRIBUNAL. ABALO EFETIVO E NÃO MERO DISSABOR. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE PELO COLENDO ÓRGÃO ESPECIAL. SUPRESSÃO AUTORIZADA SOMENTE EM CASOS DE DÉBITO ATUAL. Ac. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. CITRA PETITA. Guarujá.8. SENTENÇA. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 806337-2/01.000.399 SE DESINCUMBIU. TARIFAS. Rel. Recurso desprovido.040 . INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA.

desde que expressamente contratada. É devida a repetição do indébito de forma dobrada. . consoante parágrafo único do artigo 42 do código de defesa do consumidor. In casu. CONSUMIDOR. LIMITAR A TAXA DE JUROS À TAXA MÉDIA DE MERCADO. ou quando ausente a pactuação ou o contrato nos autos.400 -4 FLS. A COBRANÇA DAS TARIFAS. COBRANÇA INDEVIDA.040. ApCiv 1040065-4. READEQUANDO-SE A SUCUMBÊNCIA. 482) RECURSO INOMINADO. Poder judiciário tribunal de justiçaapelação cível nº 1. REGISTRO DO NOME DA AUTORA EM CADASTROS DE ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. PARÁGRAFO ÚNICO. REPETIÇÃO DO INDÉBITO DE FORMA DOBRADA. por presunção de má-fé. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA LEGITIMIDADE DA INSCRIÇÃO. 2TARIFAS. INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE AS PARTES. REPETIÇÃO DOS VALORES COBRADOS INDEVIDAMENTE NA FORMA DOBRADA INCIDÊNCIA DO ARTIGO 42. Impõe-se limitar a taxa à média de mercado divulgada pelo BACEN para o período. (TJPR.2. por refletir o índice consentâneo com o momento do movimento econômico definido por órgão reconhecidamente confiável na política financeira. TELEFONIA. o que não ocorre. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO PARA AFASTAR A CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. 33. POSSIBILIDADE DESDE QUE AUTORIZADAS PELO BACEN E CONTRATADAS PELO CORRENTISTA AUSÊNCIA DE PROVA DE CONTRATAÇÃO NO CASO CONCRETO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. 1. E CONDENAR A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA À REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO. quando pactuada a taxa de juros e diante de sua abusividade. Cabível a cobrança de juros capitalizados em período inferior a um ano por força do acórdão proferido no incidente de inconstitucionalidade nº 8063372/01. DJPR 13/09/2013. CONFORME ARTIGO 42 CDC. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Décima Terceira Câmara Cível. 4.065-4 fls. Maringá. MULTA . Pág. Relª Desª Lenice Bodstein.

RecCv 8195-27. montante que se mostra até mesmo aquém dos parâmetros adotados pelas turmas recursais cíveis em casos análogos. QUANTUM SUPERVALORIZADO. dispensa a efetivação de prova de seu alcance. o valor indevidamente cobrado a título de parcelamento da suposta dívida.9000. 14. por ora. do CDC. cabia a ré/recorrente comprovar a existência de relação contratual com o autor. não se desincumbiu de tal ônus. ASTREINTE.21. portanto. CABIMENTO. II DO CDC. que se impõe. não restando comprovada a origem do débito cobrado. INOCORRÊNCIA. PROCEDÊNCIA. PRIVAÇÃO DE PARTE DO SALÁRIO POR DOIS MESES CONSECUTIVOS. parágrafo único.00. Primeira Turma Recursal Cível. Julg. PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE EXCLUDENTE DE RESPONSABILIDADE CONSISTENTE NO FATO DE TERCEIRO. de forma dobrada. §3º. tem por escopo impor coercitividade ao recorrente no cumprimento do quanto fora a ele condenado. A multa cominatória. Relª Desª Marta Borges Ortiz. Vacaria. acarretando dano moral indenizável. Dano in re ipsa e que. Assim é que. devendo-se a empresa ré restituir.000. Repetição do indébito. Frente à relação consumerista estabelecida entre as partes. deduzindo-se o prejuízo dos efeitos nefastos que da própria inscrição advém.8. DESCONTO INDEVIDO DE PARCELAS DE EMPRÉSTIMO CONSIGNADO NA FOLHA DE PAGAMENTO E CONTA BANCÁRIA DO AUTOR. DANO MORAL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZATÓRIA POR DANO MORAL C/C REPETIÇÃO DOBRADA DO INDÉBITO. O registro em cadastros de devedores inadimplentes mostra-se indevido. A multa fixada. Todavia. a negativação que derivou por abusiva e ilegal. 03/09/2013. Quantum indenizatório mantido em R$ 5. não comporta redução e vai consolidada. Recurso improvido (TJRS. . por ser presumido. a teor do que preceitua o art.2013. ART. NEGÓCIO FIRMADO ENTRE A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA E FALSÁRIO. em dobro. DJERS 05/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. 42. astreinte.401 COMINATÓRIA. Sentença mantida. tem-se.

28/08/2013. Aliás. APL 140642/2012. Supervalorizado o dano pelo juízo singular. (TJMT. explicitamente albergada pelo art. DJMT 06/09/2013. APELO PARCIALMENTE PROVIDO. Julg. Relª Desª Marilsen Andrade Addário. ABATIMENTO DO VALOR JÁ REEMBOLSADO. ALEGADA DEVOLUÇÃO DOS VALORES DESCONTADOS. “segundo a doutrina e a jurisprudência do STJ. INVIABILIDADE. TELEFONIA. SERVIÇO NÃO CONTRATADO PELO CONSUMIDOR. do CDC. Exegese da teoria do risco do negócio ou da atividade. a teor da regra do parágrafo único do art. Não havendo comprovação de que a devolução dos valores descontados indevidamente do patrimônio do autor tenham se dado antes da propositura da demanda. ” (STJRESP 685. REPETIÇÃO DO . PRETENDIDA EXCLUSÃO DO DANO MATERIAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE AS DEVOLUÇÕES TENHAM SE DADO ANTES DO AJUIZAMENTO DA DEMANDA. REPONSABILIDADE CIVIL.402 NECESSIDADE DE REDUÇÃO. 14 do CDC. com o abatimento dos valores já reembolsados. PROPORCIONALIDADE. descabe falar em exclusão do indébito em dobro do valor da condenação. INDENIZAÇÃO COM CARÁTER DISSUASÓRIO. Paranaíta. Pág. é desnecessária a caracterização de má-fé por parte do fornecedor. parágrafo único. 21) APELAÇÃO CÍVEL. 944 do cc/02. REPETIÇÃO DOBRADA QUE INDEPENDE DA COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ. Segunda Câmara Cível. as empresas fornecedoras de bens e serviços respondem objetivamente pelas vicissitudes empresariais.662/RJ). Para a repetição de indébito em dobro prevista no artigo 42. COBRANÇA INDEVIDA. incumbe à superior instância a redução do quantum indenizatório a fim de adequá-lo a um importe razoável e proporcional ao dano impingido ao lesado. tais como o desconto indevido na folha de pagamento de valores referentes a parcelas de empréstimo consignado pactuado com falsário que por este se faz passar. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. o fato de terceiro só atua como excludente da responsabilidade quando tal fato for inevitável e imprevisível.

PARÁGRAFO ÚNICO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO PARA AFASTAR A CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS E DETERMINAR A REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO. CABIMENTO. (TJPR. Cabível a indenização com caráter dissuasório. 42.2. DJERS 06/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL REVISIONAL DE CONTRATO. INCIDÊNCIA DO ART. Santa Rosa. .8.21.053. AC 158854-34. parágrafo único. In casu. poder judiciário tribunal de justiça apelação cível nº 1.2013. conforme parâmetros adotados pela câmara. Des. POR MAIORIA DE VOTOS.403 INDÉBITO NA FORMA DOBRADA. Eugênio Facchini Neto. Décima Nona Câmara Cível. Descumprimento da decisão liminar não caracterizado. . ARTIGO 5º. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS. 1. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. Cabível a cobrança de juros capitalizados em período inferior a um ano por força do acórdão proferido no incidente de inconstitucionalidade nº 8063372/01. DESDE QUE PACTUADA. Verba honorária adequadamente fixada na sentença.00 (cinco mil reais). EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. Quantum indenizatório majorado para R$ 5. Comprovado o pagamento de quantias superiores àquelas contratadas. DA MP 2170-36/2001. Improvido o apelo da ré. 2desde que expressamente contratada. ante a conduta da ré que se reitera em diversas demandas do gênero. do CDC.7000. Julg. FORMA DOBRADA INDEPENDE DE COMPROVAÇÃO DA MÁ-FÉ. procede o pleito de restituição em dobro. INCIDENTE DE INCONSTITUCIONALIDADE Nº 806337-2/01. consoante parágrafo único do artigo 42 do código de defesa do consumidor. Rel. por presunção de má-fé. (TJRS. 27/08/2013.000. 42. É devida a repetição do indébito de forma dobrada. o que não ocorre. DECLARAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE PELO COLENDO ÓRGÃO ESPECIAL. Parcialmente provido o do autor. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO. POSSIBILIDADE.887-5 fls. nos termos do art.

APELAÇÃO CÍVEL. a teor do que preceitua o art. (TJRS. mormente quando o prazo de duração do consórcio é extenso. IMÓVEL. Considerando que a demandada não cuidou de aos autos entranhar prova hábil a chancelar a asserção de que a parte autora houvesse. Luiz Henrique Miranda. do Código de Defesa do Consumidor. do CDC. TAXA DE ADESÃO. senão cuidando de alegar a concreção desta solicitação. Pág. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO. buscado o serviço ora impugnado. Relª Desª Marta Borges Ortiz. Juiz Conv. 199) TELEFONIA. Ademais. Com o advento do Código de Defesa do Consumidor. JUROS DE MORA. Deve ser reduzida a taxa de administração quando ultrapassa os limites da razoabilidade e coloca o consumidor em exagerada desvantagem.21. parágrafo único. CONSUMIDOR. . nos termos do art. a autora demonstrou o pagamento das faturas cuja restituição ora se determina. SERVIÇO NÃO CONTRATADO.CONSÓRCIO CIVIL. em face da evidente abusividade da cláusula que prevê a restituição até trinta dias após o término do plano. RecCv 64907-71. 2. Julg. 51. DJPR 23/08/2013. de fato.2012. Cachoeira do Sul. 42. de forma dobrada. admite-se a devolução do numerário ao consorciado desistente antes do encerramento do grupo.9000. DEVOLUÇÃO. de modo a chancelar a decisão na origem proferia no que toca à repetição do indébito. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. Rel. tem-se que de seu encargo probatório não se desvencilhou.404 ApCiv 1053887-5. que se impõe. inciso IV e § 1º. Décima Terceira Câmara Cível.8. SEGURO HABITACIONAL. CONFORME ARTIGO 42 CDC. CLÁUSULA PENAL. Recurso improvido. Londrina. CONSÓRCIO. DESISTÊNCIA. DJERS 08/08/2013) 28 . 1. Primeira Turma Recursal Cível. COBRANÇA INDEVIDA. REPETIÇÃO DO INDÉBITO DE FORMA DOBRADA. 06/08/2013. com o que nada há a ser alterado na decisão atacada.

Não havendo nítida comprovação sobre os danos experimentados pelo consórcio em razão da saída de um de seus membros. Mario-Zam Belmiro. Ac. do Código de Processo Civil. Os juros de mora têm incidência a partir da citação. pois. constante do artigo 53.078/90. para a prefixação de prejuízos. na hipótese de desistência do consorciado. o consumidor desistente só se torna obrigado diante dessa prova.847. Terceira Turma Cível. portanto. A retenção da taxa de adesão. buscando. 5. mostra-se inviável a aplicação do instituto da cláusula penal compensatória (que constitui-se em prefixação de perdas e danos). inciso I. nos termos do artigo 319. DJDFTE 11/09/2013. (TJDF. Pág. 6. 708. segundo norma de ordem pública específica.1. DO CPC APLICABILIDADE DO CDC EXIGÊNCIA DE GARANTIA PARA LIBERAÇÃO DE CARTA DE CRÉDITO GARANTIA NÃO PREVISTA NO CONTRATO ILEGALIDADE ARTIGO 43. 4. do CDC. § 2º da Lei nº 8.405 2. DO CDC E ARTIGO 186. nos termos do § 2º do artigo 2º do CDC. DO CPC PREQUESTIONAMENTO RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. não havendo espaço. ex vi do art. Rec 2010. DO CDC DANO MORAL ARTIGO 14. A contestação apresentada fora do prazo legal para a defesa enseja a aplicação dos efeitos da revelia. justifica-se a aplicação das normas consumeristas. REVELIA ARTIGO 319. Rel. depende da efetiva comprovação de seu emprego no pagamento de despesas com a venda de cotas e a remuneração de representante ou corretores. DO CC PRESENTES OS REQUISITOS MONTANTE INDENIZATÓRIO IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO TUTELA ANTECIPADA ARTIGO 273. uma vez que as regras consumeristas vedam a denominada “”venda casada””. 3. nos termos do artigo 39. Desig. do CPC.007335-9. amenizar as eventuais distorções e os .07. por conseguinte. A vedação de prática ou inserção de cláusulas abusivas tem por fim promover a igualdade dos contratantes. Recurso desprovido por maioria. Des. 104) APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS CONTRATO DE CONSÓRCIO. 219. Instaurada entre as partes uma relação contratual de consórcio. A quantia paga relativa ao seguro habitacional deve ser devolvida ao consumidor.

sob pena de não poder ser exigida. a interpretação das cláusulas contratuais for contraditória. Se no contexto contratual.2012. não há necessidade de constar. independentemente da existência de culpa. INDUÇÃO DO CONSUMIDOR EM ERRO.0010. quais sejam. (TJMS. De acordo com o artigo 14. Para o cabimento dos recursos excepcionais é necessário que a matéria constitucional ou federal que se quer levar aos tribunais superiores tenha sido julgada. APL 0801141-64. RECURSO ADESIVO. nos termos do que dispõe o artigo 47. DANO MORAL. Des.8. Presentes os requisitos delineados no artigo 186 do Código Civil surge o dever de indenizar. Recurso conhecido e não provido. RESCISÃO CONTRATUAL. deve ser concedida a antecipação da tutela. Rel. . deve ser privilegiada a interpretação mais favorável ao consumidor. Terceira Câmara Cível. AUSÊNCIA DE CONTEMPLAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. Oswaldo Rodrigues de Melo. do CDC todo aquele que se dispõe a exercer alguma atividade no campo do fornecimento de bens ou prestação de serviços tem o dever de responder pelos fatos e vícios resultantes do empreendimento. De outra parte. do CPC.406 desequilíbrios que decorrem da natural primazia que detêm os grandes prestadores de serviços sobre o público consumidor em geral. não bastando que pudesse tê-lo sido. a existência de fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou o abuso do direito de defesa. na decisão recorrida para que se tenha a matéria como prequestionada. A necessidade de garantia para a liberação de carta de crédito ao consorciado contemplado deve estar expressamente prevista no contrato. VENDA COMO COTA CONTEMPLADA. Tem obrigação de indenizar pelos danos morais e materiais aadministradora de consórcio que condiciona a liberação da carta de crédito à prestação de garantia não prevista no contrato. DJMS 11/09/2013) RECURSO INOMINADO. CONTRATO DE CONSÓRCIO. o artigo da CF ou da Lei. Presentes os requisitos contidos no artigo 273. a verossimilhança da alegação. O valor da indenização deve ser aferido com base nos critérios da razoabilidade e demais aspectos de ambas as partes. conforme prudente arbítrio do julgador.12. Fátima do Sul. expressamente. do CDC.

responde a administradora perante o autor. Primeira Turma Recursal Cível.9000. e por isso determinando a restituição imediata das parcelas pagas pelo autor. .2012. por duas oportunidades. RecCv 57169-32. QUESTÃO FÁTICA. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO PARA O GRUPO. Des. Do mesmo modo. devidamente credenciada por ela. do CPC. Recursos das rés conhecidos em parte e desprovidos na parte conhecida. ambas frustradas quando soube que a cota adquirira não estava contemplada. INAPLICABILIDADE. fazendo-o crer que estava adquirindo uma cota contemplada de consórcio. DJERS 06/09/2013) CONSUMIDOR. 514. nem mesmo como principal. Rel. Julg. 03/09/2013. Unânime.8. Pedro Luiz Pozza. (TJRS. nos termos do contrato e legislação vigente. em ação própria. Descumprimento do art. Recurso adesivo do autor não conhecido. pois o autor. ADEQUAÇÃO. RECURSOS PARCIALMENTE PROVIDOS. POSSIBILIDADE. Decretando a sentença a rescisão do contrato por vício de consentimento. Tramandaí. RESCISÃO. CONSÓRCIO. 932 do Código Civil.407 Nos juizados especiais cíveis não há recurso adesivo. II. Razoes dissociadas. uma vez informado de que a cota que adquiriu era contemplada passou a gestionar na aquisição de imóvel. AUSÊNCIA DE VINCULAÇÃO. ressalvado o direito de regresso. Dano moral caracterizado no caso concreto. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DAS PARCELAS PAGAS DESCONTADAS AS PENALIDADES PREVISTAS NO CONTRATO. Aplicação do art. APELAÇÃO. TAXAS ABUSIVAS DECOTE. Legitimidade passiva da intermediadora do negócio entre autor e administradora de consórcios. PRECEDENTE STJ. por a intermediadora agiu como sua representante. DESISTÊNCIA. pois foi seu preposto quem induziu o consumidor em erro. por manejado fora do prazo legal. SENTENÇA ULTRA PETITA. quando apurado que estava aderindo a um grupo cuja primeira assembleia realizou-se em momento posterior.21. não se conhece do recurso das rés que se insurgem contra essa disposição sob o argumento de que o autor deve esperar o encerramento do grupo para receber a restituição dos valores pagos. pelo que não pode ser conhecido o recurso interposto pelo autor.

sem prejuízo para o grupo. inarredável a rescisão do contrato com retorno das partes ao status quo ante. Havendo exclusão ou desistência do cotista. pela sistemática dos recursos repetitivos. 3.408 1. A contemplação do aderente depende da sorte (sorteio). ou seja. pode ser equacionado na instância revisora. Encerra abuso de direito a exclusão do consorciado. sob pena de violação do princípio da adstrição ou correlação da sentença ao pedido inaugural. conforme verbetes de Súmulas nºs 5 e 8. imediatamente. nos contratos de consórcios de imóveis. A retirada do consorciado que verteu para autofinanciamento da sua cota o equivalente a 12. 6. É de se reconhecer que o percentual de 18% (dezoito por cento) é exagerado em se tratando de consorciado excluído. para quem não haverá mais prestação de serviço. não aproveita ao desistente/excluído. que contribui apenas para a aquisição do seu próprio bem (autofinanciamento). como forma de abreviar a espera. O RESP. pode durar o prazo do contrato. 10. não pode o magistrado atuar de ofício. 4. 1119300/RS. Apenas outorgou ao Banco Central a competência para fiscalizar os atos das empresas do ramo de consórcios. com cancelamento de sua . aquela que concede ao demandante mais do ele pleiteou. na pior das hipóteses. apresentando-se razoável a taxa de administração de 10% (dez por cento).177/1997 não deixaram ao alvedrio da administradora de consórcios a prática de taxas sem limitação. ou dos lances que se dispõe a ofertar. 7. Apesar de não haver limite para fixação da taxa de administração. 2. do STJ. 11. As disposições da Lei nº 8. tem-se que a oferta de lance total (100%) do valor da cota. Da mesma forma que a desistência/exclusão do consorciado. nas assembléias. § 2º. 5. que. da lavra do eminente ministro luis felipe salomão. consoante dicção do art. não prejudica a vida financeira dos demais integrantes do grupo. bem como a interpretação de cláusula contratual não ensejam a atuação do colendo STJ. sem a necessidade de declaração de nulidade do julgado. Mesmo se cuidando de relação de consumo. 9. deve-se primar pela razoabilidade do percentual escolhido. por qualquer deles. 1º. passando ao largo a avaliação da prova que demonstra a inexistência de prejuízo ao grupo a que pertencia o consorciado. A reavaliação da prova nas instâncias ordinárias. O vício da sentença ultra petita. . da resolução nº 8/2008. aprecia apenas a questão central. sendo exigido pedido expresso da parte.25% do valor ajustado (fundo comum + fundo de reserva) não traz prejuízo ao grupo.

009603-7. (TJDF. 98) APELAÇÃO (ADETEC) VENDA DE CONSÓRCIO PROPAGANDA ENGANOSA. IMEDIATAMENTE. NA VERDADE. Julg. IMÓVEL.2009. APL 0191187-79. SE TRATA DE COMPRA DE QUOTA DE CONSÓRCIO. 708. RESTITUÇÃO DAS PARCELAS PAGAS. Dano moral configurado indenização arbitrada que não se revela exagerada ou desproporcional sentença mantida. . Rescisão do contrato admissível com devolução das prestações pagas. RETENÇÃO. RECURSO IMPROVIDO. Relª Desª Fátima Rafael. 3 recursos conhecidos e desprovidos. CARACTERIZAÇÃO. DESEMBOLSO. INVESTIMENTO.26. Ac. 14/08/2013. DJDFTE 04/09/2013.0100. Rec 2011. Recurso improvido.1.026. APELAÇÃO. ÔNUS DA PROVA. Apelação (socicon) venda de consórcio propaganda enganosa. na verdade. (TJSP. 12. Recursos conhecidos e parcialmente providos. 6942474. Caracterização. Unânime. CLÁUSULA PENAL.8. se trata de compra de quota de consórcio. CASO EM QUE O CONSUMIDOR É LEVADO A ACREDITAR QUE RECEBERÁ O VEICULO IMEDIATAMENTE QUANDO. Caso em que o consumidor é levado a acreditar que receberá o veiculo imediatamente quando. COGÊNCIA. Segunda Turma Cível. IMPOSSIBILIDADE.07. Investimento. Rel. RESCISÃO DO CONTRATO ADMISSÍVEL COM DEVOLUÇÃO DAS PRESTAÇÕES PAGAS DANO MORAL CONFIGURADO INDENIZAÇÃO ARBITRADA QUE NÃO SE REVELA EXAGERADA OU DESPROPORCIONAL SENTENÇA MANTIDA. TAXA DE ADESÃO. Pág.409 senha de acesso às movimentações financeiras do grupo e da administradora. DJESP 02/09/2013) CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL. 2. Ac. RECURSO PROVIDO. Des. SEGURO DE VIDA. CULPA DA ADMINISTRADORA. CONSÓRCIO. sem a devolução imediata daquilo que verteu para o autofinanciamento de sua cota. São Paulo. Carlos Abrão. DESISTÊNCIA/EXCLUSÃO. Décima Quarta Câmara de Direito Privado. CORREÇÃO MONETÁRIA.

PREQUESTIONAMENTO. A omissão da administradora. relativamente às duas cotas de consórcio. Pág. Carlos Rodrigues. 172) APELAÇÃO CÍVEL. QUITAÇÃO DO SALDO DEVEDOR. levando-se em conta que a correção monetária não implica ganho. 5. MORTE DO CONSORCIADO. PRELIMINAR. mas simples recomposição do valor da moeda.1. Cuidando-se de ato jurídico perfeito.134449-6. Ac. Des. AÇÃO DE DECLARATÓRIA C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO E CONDENAÇÃO EM DANOS MORAIS. deve arcar com a inércia do preposto que inviabilizou a utilização da carta de crédito. impende considerar que a demandante faz jus à devolução integral dos valores pagos. que logicamente não podia ser provado pela autora. MÉRITO. Recurso provido. Rel. 2. CONTRATO DE CONSÓRCIO.646. 5. . MATÉRIA SUFICIENTEMENTE DEBATIDA. não pode sofrer os efeitos limitativos do novel ordenamento. POSSIBILIDADE. fazendo incidir a hipótese de inversão do ônus probatório. DJDFTE 12/08/2013. constitui fato negativo.01. Se os valores das prestações do financiamento do imóvel adquirido pela consumidora junto à construtora. CONTRATAÇÃO DE SEGURO DE VIDA. AFASTADA. a adesão a cotas de consórcios antes da edição da Lei nº 11. de não outorgar a carta de crédito. Quinta Turma Cível. a tempo e modo. Reconhecida a culpa da administradora. expedida em favor da contemplada.795/2008. não configura discordância por parte da consorciada o simples pedido de atualização de tais importâncias no contrato de garantia. INCIDÊNCIA DO CDC. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.410 1. Delegando a recorrida a confecção e formalização do contrato de compra e venda do imóvel indicado pela consorciada a escritório de advocacia. 700. 3. Rec 2010. e o valor expresso na carta de crédito sofriam reajustes mensais. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO POR AUSÊNCIA DE DIALETICIDADE. (TJDF. 4. ÔNUS DA PROVA DO FORNECEDOR EM COMPROVAR A INEXISTÊNCIA DA CONTRATAÇÃO DO SEGURO. devidamente atualizados a partir de cada desembolso. Verba sucumbencial invertida.

Como é cediço.12. conforme se alegou na inicial.Teoria da aparência. 3. Incidência da culpa in vigilando. o processo é dialético. DJMS 07/08/2013) APELAÇÃO. como consequência lógica do contraditório. SOLIDARIEDADE ENTRE AS EMPRESAS. à parte que alega a existência de determinado fato incumbe o ônus de demonstrar sua veracidade para que o fato dê origem a algum direito. Em nosso ordenamento existe uma regra geral dominante no sistema probatório. RECURSO PROVIDO EM PARTE.2010. Não possibilidade do evocamento da ausência de conhecimento ou autorização da contratação de serviço de terceiro para afastar a responsabilidade. (TJMS. LEGITIMIDADE PASSIVA. fundamentar. 2. 3. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.0001.411 1. 4. sendo que nele todos os sujeitos do processo que comparecerem para a emissão de um ato processual devem motivar. RESPONSABILIDADE CIVIL. Havendo prova da contratação do seguro de vida pelo consorciado. por meio de publicidade e de práticas . DEVOLUÇÃO DAS PARCELAS PAGAS. 1. que se afasta.Aplicação do Código de Defesa do Consumidor por se tratar de relação consumerista. tais como contratos de consórcio para aquisição de bens. Rel. CONSÓRCIO. 2. EXTENSÃO DOS EFEITOS DO RECURSO AOS DEMAIS LITISCONSORTES. Campo Grande. permite a utilização da sua logomarca e nome pelas outras demandadas. CONDENAÇÃO INDEVIDA.Apelante arguiu preliminar de ilegitimidade. TEORIA DA APARÊNCIA. A empresa que. APL 0005488-74. é desnecessária a manifestação expressa do acórdão sobre dispositivos legais. Terceira Câmara Cível. fazendo crer. Oswaldo Rodrigues de Melo. Se a questão já foi suficientemente debatida. Des.8. modificativo ou extintivo do direito do autor de ter a quitação da obrigação e a restituição de valores pagos indevidamente após o falecimento do consorciado. qual seja. caberia ao fornecedor o ônus de demonstrar a inexistência de fato impeditivo. Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos casos que envolvam relação de consumo. POSSIBILIDADE. TORPEZA PRÓPRIA. 5. expor as razões de fato e de direito que dão base à pretensão formulada. DANOS MORAIS.

A administração do consórcio. DJDFTE 29/05/2013. é parte legitima para responder pela ação indenizatória. Ressalva do ponto de visto da relatora para prestigiar a jurisprudência do c.DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA .8. atentando contra os princípios que regem as relações de consumo. Pág. Aplicação do princípio da nemo auditur propriam turpitudinem allegans. Recurso conhecido e provido em parte. a meu sentir. Segunda Turma Cível.01. Antônio Abelardo Benevides Moraes. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO A 20%. estabeleceu. Estando os litisconsortes passivos unidos por uma relação jurídica indivisível. 91) 29 . CONSÓRCIO. ao condicionar a restituição dos valores pagos pelo desistente à finalização do grupo consorcial. STJ em sede de Recurso Especial repetitivo.1. há que estender os efeitos deste recurso aos demais litisconsortes. Rel. DEVOLUÇÃO DOS VALORES PAGOS APÓS ENCERRAMENTO DO GRUPO. 5. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que as partes não podem se beneficiar da própria torpeza. 52) APELAÇÃO CÍVEL.412 comerciais que era responsável pelo empreendimento consorcial. consoante entendimento consolidado pelo c. 4. Rec 2007.951/72. Mas. DJCE 16/04/2013. Terceira Câmara Cível. STJ. (TJDF. (TJCE. ABUSIVIDADE.06. obrigação de esperar que coloca o consumidor em posição de excessiva desvantagem. 6. 679. Diversamente do que ocorre com os consórcios para aquisição de bens móveis. AC 0509313­ 83. Des. CONSUMIDOR. A redução pleiteada pode ser efetivada quando a taxa ultrapassar os limites da razoabilidade. a devolução das parcelas pagas pelo consorciado desistente deve ocorrer no prazo de até 30 (trinta) dias da data contratualmente prevista para o encerramento do grupo de consórcio. Pág.147614-8.0001. Ac.2000. a taxa de administração dos consórcios imobiliários não sofre a limitação expressa no Decreto nº 70.477. Relª Desª Carmelita Brasil. DESISTÊNCIA.

413 AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEFERIMENTO.8. (TJSP. Vigésima Nona Câmara de Direito Privado. Rel. (TJSP. §5º. Recurso não provido. INCLUSÃO DOS DIRETORES DA COOPERATIVA. Botucatu. Ac.C. PEDIDO DE REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS ILEGITIMIDADE PASSIVA NÃO CONFIGURADA ELEMENTOS PRESENTES NOS AUTOS QUE DEMONSTRAM QUE HOUVE ASSUNÇÃO DO FUNDO DE COMÉRCIO E EXTINÇÃO DE FATO DA ANTECESSORA POSSIBILIDADE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA APLICAÇÃO DO ARTIGO 28. a culpa recíproca em razão do descumprimento do artigo 134. EDcl 0074716-47. . APL 0016614-28. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR RECURSO DA RÉ IMPROVIDO.0079. Não oferecimento de outros bens idôneos à penhora. Carlos Alberto de Salles. Julg.0000/50000.2013. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. Bem móvel obrigação de fazer C. DO CDC. 50 DO CÓDIGO CIVIL E AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. DJESP 23/08/2013) BEM MÓVEL OBRIGAÇÃO DE FAZER C. Santos. Terceira Câmara de Direito Privado. 6915051.26. 6933692. 28. do código de trânsito brasileiro sentença reformada pedido inicial parcialmente procedente recurso do autor provido em parte.C. ainda. Desconsideração da personalidade jurídica decorrente de obstáculos ao ressarcimento do consumidor. § 5º. Pedido de reparação por danos morais transferência da titularidade do veículo pela empresa adquirente omissão caracterizada responsabilidade da concessionária pela regularização do bem junto ao departamento de trânsito dano moral existência indenização que deve observar a finalidade de evitar a reiteração de comportamento danoso sem representar enriquecimento ilícito ao demandante fixação que deve observar.8. Rel. 28/05/2013. Relação jurídica reconhecida por decisão de mérito transitada em julgado. DECISÃO FUNDADA NA HIPÓTESE DO ART. Des. 2. Des.2009.26. INEXISTÊNCIA. Ac.

a aplicação da teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica prescinde dos demais requisitos contidos no art. § 5º. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. APLICAÇÃO DO ART. (TJMS. PRECEDENTES DO STJ. de mera comprovação de insolvência da pessoa jurídica e de que a sua existência pode ocasionar obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados ao consumidor.2012.0000. 28. Des. DJESP 21/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. § 5º DO CDC. para a desconsideração da personalidade jurídica. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. TEORIA MENOR. Fernando Mauro Moreira Marinho. RELAÇÃO DE CONSUMO. 28. Rel.8. § 5º. DJMS 19/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO NÃO PROVIDO. Campo Grande. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. do CDC. CONSUMIDOR QUE BUSCA O ADIMPLEMENTO DE REPARAÇÃO PECUNIÁRIA ASSENTADA EM DECISÃO COM TRÂNSITO EM JULGADO. FRUSTRAÇÃO DA EXECUÇÃO. do mesmo dispositivo legal. UNÂNIME. POSSIBILIDADE. 28. Tal determina a necessidade. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. os credores não negociais da pessoa jurídica podem ter acesso ao patrimônio dos sócios. Terceira Câmara Cível. 14/08/2013. bastando a . INTELIGÊNCIA DO ART. em atenção ao art. o que determina que o § 5º.12. deverá ter interpretação autônoma. Conforme entendimento firmado no Superior Tribunal de justiça.414 Francisco Thomaz. DO CDC. 28 do CDC. I. DEVEDORES (PESSOAS JURÍDICAS) SEM VALORES EM CONTA BANCÁRIA. fundada em relação de consumo. AI 0605060-75. Julg. No contexto das relações de consumo. mediante a aplicação da disregard doctrine. NECESSIDADE DE SIMPLES COMPROVAÇÃO DE INSOLVÊNCIA E DE SE REMOVER OBSTÁCULO QUE IMPOSSIBILITE O RESSARCIMENTO DO PREJUÍZO CAUSADO AO CONSUMIDOR.

Des. ou a demonstração de confusão patrimonial (teoria objetiva da desconsideração). ..000/mg. Infrações éticas disciplinares. 9333/2013. ESTIPULAÇÃO DO CONTRATO SOCIAL QUE ATRIBUIU A ELE A ADMINISTRAÇÃO ISOLADA DA EMPRESA. . Entende também o STJ que a. EXEGESE DO ART.Do caso concreto.. II. COBRANÇA DE VALORES PERTECENTES AO LOCADOR APROPRIADOS INDEVIDAMENTE PELA CORRETORA IMOBILIÁRIA. (TJSE. Segunda Câmara Cível. Há mais de uma década busca a parte agravada ver concretizado o seu crédito já chancelado pelo poder judiciário contra empresa que não possui patrimônio para cumprir com suas obrigações. AI 2013208146. INDÍCIOS DE ABUSO DA PESSOA JURÍDICA. RESP 737. Rel. CAPUT E §5º DO CDC. II a desconsideração da pessoa jurídica no CDC. para além da prova de insolvência. 25/06/2013. Pág. Ac. levam à conclusão da existência de fortes indícios do desvio de finalidade e abuso de direito da personalidade jurídica da empresa devedora por parte de seus sócios. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. Julg. terceira turma. regra geral no sistema jurídico brasileiro.415 caracterização da dificuldade de reparação dos prejuízos sofridos em face da insolvência da sociedade empresária. Cezário Siqueira Neto. Ministro Paulo de tarso sanseverino. Efetivamente. tais constatações somadas ao fato de que o crédito buscado tem origem na apropriação indevida de numerários não repassados ao agravado. dje 12/09/2011.. I. Recurso conhecido e provido. DJSE 02/07/2013. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE PARA ATIGIMENTO DOS BENS DO SÓCIO É DE RIGOR. ou a demonstração de desvio de finalidade (teoria tribunal de justiça do estado do paranásubjetiva da desconsideração).a teoria menor da . não pode ser aplicada com a mera demonstração de estar a pessoa jurídica insolvente para o cumprimento de suas obrigações. Teoria maior da desconsideração. 28. Rel. PENHORA DE VALORES DE SÓCIO QUE INGRESSOU EM MOMENTO POSTERIOR À ASSUNÇÃO DA DÍVIDA POSSIBILIDADE. 9) AGRAVO DE INSTRUMENTO. aqui. a qual teve sua inscrição cancelada pelo conselho federal de corretores de imóveis) por cometimento de. Exige-se.

Pág.a aplicação da teoria menor da desconsideração às relações de consumo está calcada na exegese autônoma do § 5º do art. AGRAVO PARCIALMENTE PROVIDO. porquanto a incidência desse dispositivo não se subordina à demonstração dos requisitos previstos no caput do artigo indicado. contudo. (TJPR. Décima Primeira Câmara Cível. independentemente da existência de desvio de finalidade ou de confusão patrimonial. 28. Adesconsideração da personalidade jurídica constitui medida de caráter excepcional. 1. incide com a mera prova de insolvência da pessoa jurídica para o pagamento de suas obrigações. Tribunal de justiça do estado do paraná. RESP 279. (stj. do CDC. BLOQUEIO DE ATIVOS FINANCEIROS EM CONTAS BANCÁRIAS DOS SÓCIOS. TEORIA DA MENOR DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. pois apenas nas hipóteses em que se revelarem infrutíferas é que se poderá considerar a personalidade jurídica . a realização de diligências para localização de bens penhoráveis em nome da pessoa jurídica. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. DILIGÊNCIAS PARA LOCALIZAÇAO DE PATRIMÔNIO DA EXECUTADA. . 2.273/sp) agravo de instrumento não provido. Londrina. acolhida em nosso ordenamento jurídico excepcionalmente no direito do consumidor e no direito ambiental. Gamaliel Seme Scaff. a mera existência da pessoa jurídica. . aplica-se a teoria menor da disregard doctrine. mesmo que não exista qualquer prova capaz de identificar conduta culposa ou dolosa por parte dos sócios e/ou administradores da pessoa jurídica. mas pelos sócios e/ou administradores desta. isto é. DJPR 07/08/2013. 47) PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. AGRAVO DE INSTRUMENTO.416 desconsideração. Ag Instr 0997533-7. cuja adoção exige o atendimento dos pressupostos legais específicos. Em se tratando de relações de consumo. ainda que estes demonstrem conduta administrativa proba.para a teoria menor. mas apenas à prova de causar.Imprescindível. o risco empresarial normal às atividades econômicas não pode ser suportado pelo terceiro que contratou com a pessoa jurídica. Rel. que dispensa a prova de fraude ou abuso de direito. Des.

28. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. Rel. BLOQUEIO DE VALORES DERIVADOS DE EMPRESA DA QUAL TAMBÉM É SÓCIO. ADQUIRENTE DE IMÓVEL NÃO ENTREGUE POR CONSTRUTORA.417 como obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados ao consumidor (art. PENHORA DE BENS PESSOAIS DO SÓCIO. Décima Segunda Câmara de Direito Privado. (TJDF. 118) CUMPRIMENTO DE SENTENÇA.26. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA COM BASE NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.Agravo parcialmente provido apenas para determinar a realização de novas diligências na busca de bens penhoráveis em nome da Executada. Ac. MÉRITO. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. Disto decorre que a personalidade não pode ser razão impeditiva de ressarcimento de danos experimentados pelos consumidores.2013. TEORIA MENOR DA CONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE . mesmo que em detrimento da autonomia patrimonial da pessoa jurídica. Terceira Turma Cível. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.610.2. Ac. Araçatuba. 684. Como a relação jurídica está sujeita ao diploma consumerista.8. 6876649. (TJSP. Agravo não provido. parte desprotegida na relação jurídica e vulnerável. SUBSTITUIÇÃO DA PENHORA. O objetivo do artigo 28 do CDC (assim como as demais normas consumeristas) é preservar o interesse do consumidor. MATÉRIA AFETA À DEFESA DESTE ÚLTIMO LITIGANTE. 3. Julg. REJEIÇÃO. DIFICULDADE PARA O RESSARCIMENTO DO DANO. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO EXECUTADO. CDC). Getúlio de Moraes Oliveira. DJDFTE 06/08/2013. o encerramento da atividade empresarial e a inexistência de bens em nome de devedor autorizam a ignorância da personificação da sociedade empresária a princípio executada. AI 0064390-28. Des.00. DECISÃO MANTIDA.006456-3. § 5º. Relª Desª Sandra Galhardo Esteves. Pág. DJESP 02/08/2013) AGRAVO DE INSTRUMENTO. Rec 2013. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO.0000. 24/07/2013.

sempre que a personalidade do devedor for. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. não cabendo à agravante alegar em nome próprio suposta infração à direito alheio. porquanto se dará toda a chance de reação ao interessado. do CPC quando a substituição da penhora foi solicitada em razão da baixa liquidez das cotas patrimoniais da agravante (v) e quando a dificuldade quanto ao pagamento dos débito autoriza o deferimento do pedido de substituição da penhora. mesmo que não exista qualquer prova capaz de identificar conduta culposa ou doloso por parte dos sócios e/ou administradores da pessoa jurídica”. na forma do seu § 5º. “o art. excesso de poder. ainda que estes demonstrem conduta administrativa proba. 28. houver abuso de direito.418 ART. obstáculo ao ressarcimento do prejuízo causado pelo consumidor. Nesta hipótese. DESNECESSIDADE DA DEMONSTRAÇÃO DE FRAUDE OU ABUSO DE DIREITO. a desconsideração da pessoa jurídica acontece independentemente de se configurar fraude ou abuso de direito. § 5º). fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. isto é. 28 do CDC. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores” (CDC. em detrimento do consumidor. A intimação para substituição da penhora é matéria afeta à defesa do executado. tem uma eficácia extremamente ampla. Ele poderá . “o princípio da desconsideração da personalidade jurídica. 656. OBSTÁCULO AO RESSARCIMENTO DE PREJUÍZOS AO CONSUMIDOR. De acordo com essa teoria. de alguma forma. § 5º. de alguma forma. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. art. mas pelos sócios e/ou administradores desta. DO CDC. o risco empresarial normal às atividades econômicas não pode ser suportado pelo terceiro que contratou com a pessoa jurídica. “o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. Não há violação ao art. 28. O “deferimento da desconsideração em um processo de execução ou no cumprimento da sentença não representa qualquer ofensa aos princípios do contraditório e ampla defesa. e que pode ser utilizado. […] também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. 28. previsto no art. § 5º do Código de Defesa do Consumidor elegeu a teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica. infração da Lei.

art. (TJRS. 28. DJPB 01/08/2013. Sexta Turma Cível. PESSOA JURÍDICA.2013. 14) DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA.21. cabível a desconsideração da personalidade jurídica da empresa executada. do Código de Defesa do Consumidor. § 5º).032. Agravo provido.7000. Pág. DJDFTE 31/07/2013. APELAÇÃO CÍVEL.012644-3. se a personalidade jurídica do devedor for obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados ao consumidor (CDC. sobretudo se. Admite-se a desconsideração da personalidade jurídica para atingir os bens dos sócios. Nona Câmara Cível. […]. há evidências de formação de grupo econômico e o devedor. 696. Pág.00. 143) AGRAVO INTERNO. sem justificativa. Rel. Jair Soares. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. 28.2. João Alves da Silva. AÇÃO DE EXECUÇÃO.003760-4/001. 10/07/2013. Relª Desª Iris Helena Medeiros Nogueira. ART. COM NOME SIMILAR. Ac. Quarta Câmara Especializada Cível. Des. CONSUMIDOR. Unânime. Diante da evidente natureza consumerista da relação havida.419 exercer sua defesa plenamente por meio de ação autônoma de embargos de terceiro ou ainda por meio da interposição do recurso de agravo de instrumento”. o que se reconhece em face do artigo 28. Rio Grande. Des. OBSTÁCULO À SATISFAÇÃO DO CRÉDITO. Rec 2013. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ABERTURA DE OUTRA EMPRESA. (TJDF. DJERS 16/07/2013) CIVIL. retarda o cumprimento da obrigação. CABIMENTO NA HIPÓTESE. ESVAZIAMENTO DO PATRIMÔNIO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. Rel. Agravo interno desprovido.1999. §5º. AI 200.8. AGRAVO DE INSTRUMENTO. (TJPB. Julg. AG 263215-05. ABUSO DE . e a frustração da execução inicialmente movida contra a pessoa jurídica. somada à insolvência da sociedade. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. §5º.

DESCONSIDERAÇÃO. caracterizado pela ausência de numerário na única conta corrente de sua titularidade. a desconsideração da personalidade jurídica. foram penhorados bens de valores inferiores ao da dívida. (TJES. DO ART. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA.Art. portanto. sem que haja qualquer indício de interesse da empresa em honrar o pagamento.E não no artigo 50 do Código Civil.1999. APL 0019025-74. tratando a executada de repristinar fundamentos desde longa . A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade empresária consubstancia medida excepcional. bem como a abertura de outra empresa pelo seu sócio majoritário. 28 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.0021. Portanto. utilizando-se de nome comercial extremamente similar. APLICAÇÃO DO § 5º. 50. 28.Evidenciam não mais se encontrar a empresa em funcionamento. O credor/exeqüente.420 PERSONALIDADE JURÍDICA. do Código Civil. Julg.8. Contudo. Primeira Câmara Cível. que implica verdadeira invasão no patrimônio dos sócios. 1. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE INTERESSE NO PAGAMENTO POR PARTE DA PESSOA JURÍDICA.08. DJES 15/07/2013) EMBARGOS À EXECUÇÃO. Subst.Dois pela executada e um pela sócia . tenta receber os valores a que tem direito por determinação judicial. veio calcada nas disposições do Código de Defesa do Consumidor . dada a agressividade da medida. A desconsideração da personalidade jurídica. O esvaziamento do patrimônio de uma determinada sociedade. caracteriza de forma suficiente. na hipótese dos autos. do Código de Defesa do Consumidor. Rel. Lyrio Regis de Souza Lyrio. Des. sendo plenamente cabível. 2. desde o distante ano de 2005. 28 § 5º do CDC . o abuso de personalidade jurídica. tanto mais quando reiterados os argumentos lançados em embargos opostos anteriormente. postura que aliada à interposição iterada de embargos à execução . nos termos do art. acertada a desconsideração da personalidade jurídica. 02/07/2013. e do art. verificados os obstáculos causados ao ressarcimento da exeqüente.

Como o certificado de garantia prevê expressamente a cobertura de “degradação de revestimento por influências climáticas normais”. Preliminar afastada. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. Recurso desprovido. Tendo as telhas adquiridas pelo autor apresentado defeito dentro do prazo de garantia contratualmente previsto. A contagem dos prazos decadenciais previstos no art. assim. DIREITO À TROCA DAS TELHAS. A alegação. com a retirada pela ré daquelas instaladas na residência da autora. de dez anos. Recurso improvido. de que o envelhecimento da telha e a modificação de suas características originais não caracteriza “degradação de revestimento” em nada prejudica a pretensão autoral. . Imperativa.8. OBRIGAÇÃO DE FAZER. acerca das coberturas do seguro. nos termos do §2º. portanto. na ocasião da contratação. acerca de seu agendamento. embora a recorrente sustente ter recusado a troca das telhas defeituosas em 2007.PRAZO DE GARANTIA CONSUMIDOR. de forma clara. a manutenção da sentença que determinou a recolocação das telhas. inclusive. COMPRA E VENDA DE TELHAS. Porto Alegre. Primeira Turma Recursal Cível. DEFEITO INCONTROVERSO. PRELIMINAR AFASTADA. deliberando. do dipositivo legal. DJERS 21/06/2013) 30 .2012. E. Cabia à demandada informar a parte autora. os emails acostados demonstram que no ano de 2011 as partes ainda tratavam acerca da substituição. concluiu pela inclusão de eventual desgaste natural do produto. 26 do CDC somente tem início após a negativa do fornecedor em atender à reclamação formulada pelo consumidor.9000. PEDIDO DE SUBSTITUIÇÃO EFETUADO DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA. principalmente nas cláusulas de confusa redação. (TJRS. 30/04/2013.421 data rechaçados. Relª Desª Marta Borges Ortiz. inexiste justificativa para a recusa da substituição. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RecCv 13885-71. I.21. PERDA DE BRILHO. e porquanto devidamente veiculado o pedido. é evidente que o consumidor. Julg.

9000.R$ 1. Inteligência do art. ônus do qual não se desincumbiram. DJERS 06/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. CUJO MOTOR VEIO A FUNDIR. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. Cachoeira do Sul. de forma solidária. a teor do que preceitua o art. Julg. DECADÊNCIA NÃO EVIDENCIADA. Des.21. inc.2013.8. ser o prazo de garantia inferior ao declarado pelo requerente. Diante da prova documental acostada aos autos (fotografias de fls. Lajeado. Rel. cabia às rés apresentar prova a desconstituir o direito pleiteado. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO ZERO QUILÔMETRO.9000. VÍCIO DO PRODUTO. 26. acrescida do depoimento de baltazar dutra dos Santos (fl. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. 68/70). Ausente comprovação das assertivas trazidas pelo fabricante. do CDC.8. 04/09/2013. de modelo distinto. § 2º.800. porquanto comprovou documentalmente o autor o vício do produto durante o prazo de garantia fornecido pelo fabricante (fl. Alexandre de Souza Costa Pacheco. PROVA TESTEMUNHAL E FOTOGRÁFICA. Primeira Turma Recursal Cível. DJERS 10/09/2013) CONSUMIDOR. RecCv 5140-68. 333. assim como haver ocorrido a tentativa de troca do bem. Segunda Turma Recursal Cível. impõe-se seja ratificada a sentença singular que condenou as demandadas. à substituição do produto no prazo de dez dias ou conversão em pagamento do valor despendido na compra do bem . o qual afirma a intenção da demandada em providenciar a troca do colchão defeituoso por outro. 54). II. 52). DEVER DE SUBSTITUIÇÃO DO BEM POR OUTRO IDÊNTICO OU RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO. APÓS PASSAR PELA REVISÃO .00. Julg. Relª Desª Marta Borges Ortiz. DEFORMIDADE DURANTE O PRAZO DE GARANTIA. 03/09/2013.2013. bem como haver tentado a substituição do colchão por outro de igual modelo.21.422 (TJRS. tendo sido entregue ao cliente produto de qualidade diversa. RecCv 10785-74. do CPC. COLCHÃO. Não há falar em decadência. quais sejam. Recurso improvido. (TJRS.

nos termos dos artigos 6º. 2. não produz qualquer prova em tal sentido. DANOS MORAIS INDEVIDOS. JUNTO À CONCESSIONÁRIA. DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA. ante o que deixou de lucrar durante o período em que o automóvel. retratados nas notas fiscais constantes dos autos. do Código de Defesa do Consumidor. Se não comprova que cumpriu com o dever legal de informação. sob pena de banalizar o instituto do dano moral. já que veio a submeter o veículo à revisão tardia. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. o que ocasionou a fusão do motor. sabendo que o veículo seria utilizado em aulas práticas de auto-escola. pessoa jurídica. desvirtuando-o do seu propósito. afirma que teve sua reputação no meio social abalada. EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE NÃO CONFIGURADAS. ante o cancelamento de diversas aulas.423 PROGRAMADA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. Incumbe ao fornecedor. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE QUE O CONSUMIDOR FOI DEVIDAMENTE INFORMADO A RESPEITO DA NECESSIDADE DE SUBMETER O AUTOMOTOR À REVISÃO ANTECIPADA. POR SE ENQUADRAR O AUTOMÓVEL NO DENOMINADO USO SEVERO. consubstanciados nos gastos com a retificação do motor. III e 31. assim como os lucros cessantes. JÁ QUE UTILIZADO PARA REALIZAÇÃO DE AULAS PRÁTICAS EM AUTO ESCOLA. não há como se ter patenteada a ofensa à honra objetiva. A jurisprudência tem decidido que mero dissabor ou contratempo não ensejam reparação. 3. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA REFORMADA. por tratar-se de demanda em uso severo. 1. Já que se tratava de cliente antigo e que sempre adquiria automóveis para tal finalidade. máxime se não comprova qualquer causa excludente de responsabilidade. Se a autora. . todavia. Devidos são os danos emergentes. tendo que dispensar alunos. em especial. ALEGAÇÃO DOS FORNECEDORES DE QUE A REVISÃO DEVERIA TER SIDO FEITA EM PRAZO MENOR. Informar lhe a respeito da necessidade de reduzir o prazo para as revisões periódicas. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. induzindo o consumidor a erro. utilizado para aulas práticas de auto-escola. deve responsabilizar-se pelos danos causados. a alegada culpa exclusiva da vítima. APENAS A TÍTULO DE DANOS MATERIAIS.

estes últimos a serem apurados em sede de liquidação de sentença por arbitramento. Décima Câmara Cível. inc. 18. Guaraniaçu.9000. Luiz Lopes. INC. Des. Ocorre que o produto somente foi encaminhado à assistência técnica não autorizada em decorrência da falha no dever de informar da ré. 18. Cabia a requerida comprovar que orientou a consumidora quanto ao conserto do produto. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA AO CONSUMIDOR. (TJRS. a mencionada empresa somente constatou o defeito na impressora. Caso em que a autora comprovou que o produto . Rel. não tendo a ré prestado as informações quanto ao procedimento para eventual encaminhamento à assistência técnica ou mesmo efetuado o conserto no prazo legal. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. DJERS 23/08/2013) REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. cingindo-se a alegar a perda da garantia pela utilização de assistência técnica não autorizada.Apresentou defeito durante o prazo da garantia contratual. Relª Desª Marta Borges Ortiz.8. Tratando-se de relação de consumo e não tendo a demandada comprovado que prestou assistência a autora ou mesmo que a existência do defeito no produto se deu por culpa exclusiva da requerente. II. Primeira Turma Recursal Cível. APLICAÇÃO DO ART. 1. ônus do qual não se desincumbiu. DECADÊNCIA DO DIREITO AUTORAL NO TOCANTE À INDENIZAÇÃO POR . Pág. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VALOR PAGO PELO PRODUTO. senão robustecendo a asserção quanto ao tipo de problema antes detectado. II. § 1º. Recurso improvido. IMPRESSORA HP QUE APRESENTOU DEFEITO NO PRAZO DA GARANTIA CONTRATUAL. 20/08/2013. Julg. ApCiv 1033698-2. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Alvorada.424 ficou paralisado.Impressora hp . DJPR 29/08/2013. RecCv 2148-37. Ademais. tem a consumidora o direito de ressarcimento do valor pago pela impressora. § 1º. na forma do art.2013. do Código de Defesa do Consumidor. 2. (TJPR. 202) CONSUMIDOR.21. restituindo-o à autora sem o efetivo reparo.

GARANTIA. CONFORME PRECEITUA O ARTIGO 31 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DECEPÇÃO E FRUSTRAÇÃO AO ADQUIRIR CADEIRA DE RODAS. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO REFERENTE AOS DANOS MORAIS. BEM COMO OS RISCOS QUE APRESENTAM À SAÚDE E SEGURANÇA DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO APRESENTADA PELO AUTOR. RECURSOS DE APELAÇÃO INTERPOSTOS POR AMBAS AS PARTES. PORTANTO.250. ARTIGO 26. PARÁGRAFO 2º. CLARA.425 DANOS MATERIAIS. considerando que não houve ofensa moral capaz de gerar direito à indenização ou. PRECISA E OSTENSIVA SOBRE AS CARACTERÍSTICAS. POSTO QUE COMPROVADA FALTA DE INFORMAÇÃO ACERCA DAS PROPRIEDADES DE UMA CADEIRA DE RODAS ADQUIRIDA PELO PROMOVENTE. O QUE DEMONSTRA SER ESTE VALOR ADEQUADO A REPREENDER A CONDUTA DO FORNECEDOR E A COMPENSAR A DECEPÇÃO SOFRIDA PELO CONSUMIDOR. QUALIDADES. APELAÇÃO APRESENTADA PELO PROMOVIDO. QUANTIDADE.00 (SEIS MIL. A SENTENÇA CONCEDEU INDENIZAÇÃO NO PATAMAR CORRESPONDENTE A R$ 6. Em seu recurso. PREÇO. SENTENÇA DE PARCIAL PROVIMENTO DO PEDIDO. O AUTOR PEDE QUE OS DANOS MORAIS CONCEDIDOS A SEU FAVOR SEJAM MAJORADOS. PRAZO DE VALIDADE E ORIGEM DO OBJETO. que . AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES PRECISAS E CLARAS. alternativamente. COMPOSIÇÃO. O ADQUIRENTE DE UM BEM OU SERVIÇO DEVE SER INFORMADO DE FORMA CORRETA. EM SEU RECURSO. o promovido pede a reforma total da sentença. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. DUZENTOS E CINQUENTA REAIS). 1. NÃO MERECE REFORMA A SENTENÇA QUE FIXOU O REFERIDO MONTANTE INDENIZATÓRIO. Afirma que a compra da cadeira de rodas se deu por livre e espontânea vontade do adquirente. pede a redução do quantum indenizatório. COM EFEITO. INCISO II E PARÁGRAFO 3º DO CDC. ESCORREITA A SENTENÇA QUE ATENDEU AO PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.

Trata-se de recurso interposto contra a r. solidariamente. NÃO SE APLICA AO CASO. Des. ao apresentar o produto ao cliente. 3. Na verdade.Assim. por fim. sentença que julgou procedente o pedido inicial para rescindir o contrato e condenar as empresas rés. acaba por infringir o Código de Defesa do Consumidor o fornecedor que olvida. que apresentou diversos vícios . INSTITUTOS DIVERSOS. 2. pessoa portadora de deficiência física. escorreita a sentença de primeiro grau. Recurso conhecido e desprovido. PRODUTO ESSENCIAL. ME (MBS World of Business) e Kenko Light Photon.500.2011. RESCISÃO CONTRATUAL E RESTITUIÇÃO DEVIDA. AC 0030106­22. CDC. Rel. ART. informações prestadas tardiamente podem gerar transtornos. nem reduzido o valor indenizatório. não havendo que ser reformada. 4. A autora.500. NO MÉRITO. viu­se envolvido em um negócio jurídico que lhe gerou expectativas e. solicitando a devolução do valor entregue a título de sinal. FALTA DE INTERESSE DE AGIR E IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. RECURSO IMPROVIDO. VÍCIO NO COLCHÃO MAGNÉTICO.00 (sete mil e quinhentos reais). CAPUT E § 1º. 18.06. Afirma ter comprado um colchão magnético pelo preço de R$ 7. DJCE 29/01/2013. ILEGITIMIDADE PASSIVA.00 (sete mil e quinhentos reais). Destarte.426 poderia ter se recusado a aceitar o produto. Pág. (TJCE. Francisco Suenon Bastos Mota. propôs ação de rescisão contratual e restituição contra MB de Souza Comercio. AFASTADA A ALEGAÇÃO DE PREJUDICIAL DE MÉRITO DECADÊNCIA DO DIREITO DE ARREPENDIMENTO. frustrando expectativas. A DISCUSSÃO VERSA SOBRE VÍCIO NO PRODUTO. desgosto e prejuízo. a restituírem à autora R$ 7. 36) DIREITO DO CONSUMIDOR. PROBLEMAS APRESENTADOS DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA LEGAL E DE GARANTIA CONTRATUAL. SENTENÇA CONFIRMADA. Quinta Câmara Cível. REJEITADAS AS PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DOS JUIZADOS ESPECIAIS.Compulsando os autos verifica­se que o consumidor.8. de prestar­lhe informações claras e precisas sobre o bem. Maria Fernandes Maia Gonçalves.0064.

Tal meio de prova mostra-se desnecessário ao deslinde da questão posta à análise. 9. determina que os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios dos produtos e serviços. 18. do Código de Processo Civil. Preliminarmente alega incompetência absoluta dos juizados especiais. sustenta a decadência do direito de arrependimento. 5. para apreciá-las e para dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica. No caso. que o juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas. 5º. O d.099/95.recorrente resiste à pretensão autoral. ilegitimidade passiva. falta de interesse de agir e impossibilidade jurídica do pedido. posto que não há vedação expressa no ordenamento jurídico ao pedido da autora. da Lei Federal n. em face do princípio da inafastabilidade da jurisdição (art. o colchão foi comprado em 06/12/2012 (f. No caso dos autos. 427. Dispõe o art. Juízo de Primeiro Grau considerou que o vício foi detectado dentro do prazo de garantia legal. do Código de Defesa do Consumidor. Afasto a prejudicial de mérito de decadência do direito de arrependimento. A autora reclama de vícios no produto. XXXV). Como prejudicial de mérito. quando as partes apresentarem documentos elucidativos que a ele sejam suficientes para o desate da lide. caput. estabelece que ao magistrado é facultado a dispensa da prova pericial. No mérito. O direito de arrependimento não se aplica ao caso. 05) e a solicitação do conserto feita . A preliminar de incompetência absoluta dos Juizados Especiais por necessidade de prova pericial não prospera. a tutela pretendida afigura-se adequada para solucionar a crise jurídica narrada pela autora e necessária. assim reconheceu a responsabilidade das empresas. Um dos problemas apresentados foi a queima do vibrador massageador.427 com menos de três meses de uso. Rejeito a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. visto que até o momento o réu. instituto que não se confunde com o direito de arrependimento. O interesse de agir se consubstancia na necessidade-adequação e está presente sempre que o autor puder obter uma situação mais favorável por intermédio da tutela jurisdicional. Afasto a preliminar de falta de interesse agir. Rejeito a preliminar de ilegitimidade passiva. O art. como se deu no caso dos autos. A Kenko Light Photon interpôs recurso. defende a regularidade de sua conduta e que a autora não se desincumbiu do ônus probatório. sendo desnecessário recorrer a meios alternativos para solução do litígio. Acresça-se que o art.

004589-6. em seu art.1. 55 da Lei n. O § 3º do art. dentro não só do prazo legal de noventa dias. determina que os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor. não se desincumbindo do ônus do art. de 26 de setembro de 1995. Ante o exposto. do Código de Defesa do Consumidor. a teor do art. em favor da autora. (TJDF. § 3º. por sua vez. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção do consumidor (art.428 menos de dois meses depois (f.099.078/1990). por sua vez. rotulagem ou mensagem publicitária. da embalagem. Rec 2013. 18. A ré-recorrente. 18. XXXII. deverá arcar com custas processuais e honorários advocatícios. a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto.099.843. da Constituição Federal). O vício do produto e o fato de que ele não foi sanado dentro do prazo legal são incontroversos nos autos. 9. O cerne da demanda consiste em perquirir se o produto apresentou o vício. Vencida a ré-recorrente. podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 14. em razão da extensão do vício. Terceira Turma Recursal dos Juizados . caput. Ac. se esse vício foi sanado dentro do prazo legal e se existiu alguma das excludentes de responsabilidade previstas no art. 5º. sentença por seus próprios fundamentos. 9. Acórdão lavrado conforme o art. a controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8. assim como por aqueles decorrentes da disparidade. § 3º. 46 da Lei n. 14. 333. II. uma vez que não houve impugnação específica. os quais fixo em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. dispõe que o consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1º sempre que. No mérito. respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. com a indicações constantes do recipiente. como dos prazos de garantia assumidos pela ré-recorrente (f. do Código de Defesa do Consumidor. do Código de Defesa do Consumidor. O Código de Defesa do Consumidor. NEGO PROVIMENTO ao recurso e mantenho a r. de 26 de setembro de 1995. 06). Tampouco comprovou uma das excludentes de responsabilidade do art. 685. não comprovou a inexistência do vício ou que efetuou os reparos. diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial. 12v).03.

o consumidor não havia sido ressarcido. 12. SENTENÇA REFORMADA. condenando a empresa recorrida a pagar à recorrente . sendo constatado vício em 22 de março de 2011. CONHEÇO do presente recurso e DOU-LHE PROVIMENTO para reformar a sentença de origem. reconhecer o dano moral pleiteado. 3. tendo em vista a caracterização de mero descumprimento contratual. RECURSO RESTRITO AO ARBITRAMENTO DE DANOS MORAIS. 1. Não tendo o vício sido sanado dentro do prazo previsto no art. Rel. é medida que se impõe. 5. 4. contudo. sem. Importante salientar que. 2. CONFIGURAÇÃO. AQUISIÇÃO DE TV LCD DE 40””. Tal fato extrapola o mero dissabor da convivência cotidiana. portanto. AÇÃO ANULATÓRIA. bem como no controle remoto. da data de encaminhamento do produto à assistência técnica. No caso. a reforma da sentença originária. o Juízo de origem julgou pela parcial procedência do pedido. dentro. condenando a empresa recorrida a ressarcir a recorrente o valor de R$ 2. tampouco havido a substituição do produto defeituoso. 18 do CDC. CONSISTENTE NA NEGATIVA DE TROCA DO PRODUTO POR OUTRO OU RESTITUIÇÃO DO VALOR PAGO. atingindo atributos da personalidade do consumidor lesado.359. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.429 Especiais do Distrito Federal. Forte nessas razões. Pág. 22/03/2011. DJDFTE 25/06/2013. Assim. do prazo de garantia de 01 ano. 291) JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. Recurso restrito à reforma da sentença no sentido de serem arbitrados danos morais para a causa em questão. quase 01 ano e 04 meses depois. conforme documento de fl. Juiz Hector Valverde Santana. VÍCIO DO PRODUTO APRESENTADO DENTRO DO PRAZO DE GARANTIA. a recorrente adquiriu aparelho de TV junto à empresa recorrida na data de 24 de abril de 2010. placa de sinal. no sentido de serem arbitrados valores aptos a repararem os danos morais sofridos. trezentos e cinqüenta e nove reais e noventa centavos).90 (dois mil. DESÍDIA DO FORNECEDOR. Encaminhado a assistência técnica. até a prolação da sentença em 13/07/2012. CONSUMIDOR. constatou-se mau funcionamento nos fones. valor pago pelo produto.

A controvérsia acerca do cumprimento de contrato de promessa de compra e venda de imóvel adquirido durante a construção deve ser dirimida à luz das normas consumeristas. LEGALIDADE. aplicando-se a multa contratual no caso de atraso na entrega da obra cuja responsabilidade foi exclusiva da construtora. 3. 6. por se tratar de fato previsível. Correta a inversão da cláusula penal em prol do consumidor. A não entrega do imóvel no prazo ajustado no contrato impõe à promitente vendedora a obrigação de compor os lucros cessantes. 5. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. 2. A suposta demora na liberação da carta de habite. INDENIZAÇÃO POR LUCROS CESSANTES. 202) 31 . 4. INCC.CONSTRUTORA PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. 674. cabível a atualização monetária do saldo devedor pelo incc . considerando-se com termo final a data da entrega do imóvel. à vista de que o adquirente deixou de auferir ganhos de aluguéis.430 a quantia de R$ 2. Ainda que configurada a mora do vendedor. a título de danos morais.099/95. Apelo conhecido e . CORREÇÃO DO SALDO DEVEDOR.00 (dois mil reais).1.704. Sem custas e honorários advocatícios. Rel. (TJDF.se não constitui motivo de força maior. que são comprovados diante da própria mora. MULTA CONTRATUAL. APLICABILIDADE. porquanto referido índice reflete as variações dos custos da matéria prima utilizada na construção até a efetiva entrega do bem e foi livremente pactuado pelas partes. Juiz João Fischer. CONDENAÇÃO.000. Pág. DJDFTE 09/05/2013. Ac.042614-3. 1. mantendo-se os demais termos. à ausência de recorrente vencido. de risco inerente à atividade desenvolvida pela empresa ré. em consonância com o princípio do tratamento isonômico que deve ser dado às partes. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. quando os poderia ter auferido. Rec 2012.01. Decisão proferida conforme regra do artigo 46 da Lei nº 9. RESPONSABILIDADE DA CONSTRUTORA.Índice nacional da construção civil.

(TJMS. dentre eles. VIOLAÇÃO AOS DIREITOS DO CONSUMIDOR.2011. Estando o decisum proferido no processo administrativo suficientemente fundamentado.0001. LEGITIMIDADE PASSIVA. Campo Grande. AÇÃO ANULATÓRIA. Terceira Câmara Cível. DJDFTE 12/09/2013. Unânime. 93) APELAÇÃO CÍVEL. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. não há que se falar em nulidade. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. Des.1. SENTENÇA MANTIDA. DEVER DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES ILEGALMENTE COBRADOS. MULTA APLICADA PELO PROCON. Rel. a qual poderá levar em consideração diversos fatores. ILEGITIMIDADE DA CONSTRUTORA. Segunda Turma Cível.8. AFASTADA. APL 0034221-16. COBRANÇA DE CORRETAGEM. Rec 2011. A fixação de multa em valor irrisório não é suficiente para atender a sua finalidade que é a de punir o fornecedor de serviços e desestimular a repetição da infração.07.12. DJMS 12/09/2013) CONSUMIDOR. Oswaldo Rodrigues de Melo.990. A empresa que cobra comissão de corretagem indevidamente deve ser responsabilizada pelo pagamento da multa imposto pelo procon ainda que não seja a beneficiária final dos valores obtidos a tal título. REDUÇÃO DO VALOR DA MULTA.038000-9. Recurso conhecido e não provido. a condição econômica do infrator. NULIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO PROCESSO ADMINISTRATIVO.431 e parcialmente provido. A aplicação da multa por infringência aos direitos do consumidor depende tanto da atuação do legislador quanto do juízo discricionário da autoridade competente. LEGITIMIDADE DO PROCON PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE. IMPOSSIBILIDADE RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. REJEITADA. CONSTRUTORA. Ac. (TJDF. 709. . COMISSÃO DE CORRETAGEM. Pág. Relª Desª Fátima Rafael.

se o fato de que o custeio das despesas com corretagem não se enquadra entre os deveres secundários do comprador. originária de venda de imóveis. estabelecidos pelo art. coordenador Min. Estabeleçam obrigações consideradas iníquas. 725 do Código Civil). Cezar peluso. 2. informação e lealdade contratual. Acrescenta. na medida em que fere a boa-fé objetiva. da forma mais satisfatória ao credor e menos onerosa ao devedor””. pela boa-fé ou pelos bons costumes””. Tanto a construtora quanto a imobiliária respondem solidariamente por ato de seus representantes. A função social interna do contrato “”implica a necessidade de os parceiros se identificarem como sujeitos de direito fundamentais e titulares de igual dignidade. disciplina que “”são nulas de pleno direito. Contudo. deverão colaborar mutuamente nos deveres de proteção. 5. o vendedor do imóvel. 34 do CDC. 51. Desta feita. IV. Sentença mantida por seus próprios fundamentos. Assim. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. 187 do Código Civil que “”também comete ato ilícito o titular de um direito que. 409). Além disso. tem como uma de suas funções o controle do exercício do direito subjetivo das partes. o Código de Defesa do Consumidor. entre outras. fixados em 10% sobre o . princípio norteador dos negócios jurídicos. de forma a evitar o abuso de direito. A construtora possui legitimidade passiva para figurar em feito que cuida da cobrança de comissão de corretagem. a função social dos contratos e a principiologia adota no Código de Defesa do Consumidor. in casu. abusivas.432 1. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que. ED. 2ª edição. o pagamento da comissão. Condenada a recorrente ao pagamento das custas e honorários advocatícios. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. a boa-fé objetiva. Inegável que. ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade””. (Código Civil comentado. 8. Manole. pág. verificado o resultado útil do negócio jurídico de compra e venda. Preliminar de ilegitimidade passiva rejeitada. em seu art. 7. é ônus de quem contrata o serviço de corretagem. é devido o recebimento da respectiva remuneração (art. lV. pois a finalidade de ambos é idêntica. 3. 4. ao exercê-lo. nos termos do art. A transferência ao adquirente de bem imóvel da obrigação do pagamento da comissão de corretagem mostra-se abusiva. 490 do Código Civil. Dispõe o art. 6. Recurso conhecido e improvido. O adimplemento. intermediado por corretor.

Rec 2012. DESCUMPRIDO PRAZO PARA ENTREGA DE IMÓVEL OBJETO DE COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA. DESDE O DECURSO DO PRAZO DE TOLERÂNCIA DE 180 DIAS ATÉ A ENTREGA EFETIVA DO IMÓVEL. FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. . CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL.433 valor da condenação. SENTENÇA LÍQUIDA. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.1. O QUE CARACTERIZA A RESPONSABILIDADE DA CONSTRUTORA PELOS PREJUÍZOS SOFRIDOS PELO AUTOR. Juiz Carlos Alberto Martins Filho. AGRG NO RESP 1202506/ RJ. 3. 216) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL NA PLANTA. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA REJEITADA.153/09 e 46 da Lei nº 9. ATRASO NA ENTREGA. É CABÍVEL A CONDENAÇÃO POR LUCROS CESSANTES. FATO INCONTROVERSO. Ac. NESSE SENTIDO. RECURSO CONHECIDO.468.192579-3. (TJDF. 709. NÃO É ILÍQUIDA A SENTENÇA SE O TOTAL DA INDENIZAÇÃO PODE SER OBTIDO MEDIANTE SIMPLES CÁLCULO ARITMÉTICO. 9. MERO CÁLCULO ARITMÉTICO. conforme regra dos artigos 27 da Lei nº 12. MÉRITO. FIXAÇÃO DE ALUGUEL NA MÉDIA DO MERCADO IMOBILIÁRIO. DJDFTE 11/09/2013. PORQUE HÁ PRESUNÇÃO DE PREJUÍZO DO PROMITENTE-COMPRADOR. O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA FIRMOU ENTENDIMENTO DE QUE. PRELIMINAR DE NULIDADE DO DECISUM REJEITADA. RESTOU INCONTROVERSO NOS AUTOS. LUCROS CESSANTES. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. A Súmula de julgamento servirá de acórdão. DIANTE DO DECRETO DA REVELIA ALIADO À DOCUMENTAÇÃO CARREADA AOS AUTOS. PRELIMINAR REJEITADA.01. PRECEDENTE CITADO. Pág. 1. Rel. CONSUBSTANCIADO NO ATRASO INJUSTIFICADO NA ENTREGA DE IMÓVEL COMPRADO NA PLANTA. O INADIMPLEMENTO CONTRATUAL DA RÉ-RECORRENTE. 2. MINISTRO SIDNEI BENETI.099/95. IMPROVIDO. REL.

RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 2. PRELIMINAR REJEITADA.03. bem como pela restituição dos valores pagos em decorrência da rescisão contratual. 722 do Código Civil. Ac. Rec 2013. não resta dúvida .099/95. Rel. 5. DJE 24/02/2012. Em relação à comissão de corretagem. 709. 3. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. RESCISÃO CONTRATUAL POR INADIMPLEMENTO. COM Súmula DE JULGAMENTO SERVINDO DE ACÓRDÃO. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DAS PARCELAS PAGAS.00 por mês). Pág. porquanto aquela empresa atuou como mera corretora.232. quando verificado que o valor mensal arbitrado pelo juiz a quo foi calculado com base na média dos valores demonstrados nos autos (R$ 900. NA FORMA DO ARTIGO 46 DA Lei nº 9. DUAS APELAÇÕES. CLÁUSULA PENAL REDUZIDA EQUITATIVAMENTE PARA 10% SOBRE O VALOR PAGO.434 TERCEIRA TURMA. nos termos do art. realizando apenas a aproximação dos contratantes. ÔNUS SUCUMBÊNCIAIS. CONDENADO O RECORRENTE VENCIDO AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS QUE FIXO EM 10% (DEZ POR CENTO) DO VALOR DA CONDENAÇÃO. O autor pugna pela revisão de cláusulas penais de contrato de promessa de compra e venda de um apartamento. DJDFTE 10/09/2013.1. Merece ser acolhida a preliminar de ilegitimidade passiva da primeira apelante para responder solidariamente pela revisão de cláusulas contratuais e devolução dos valores pagos para aquisição do imóvel. APELO DA CORRETORA PARCIALMENTE PROVIDO E APELO DA CONSTRUTORA IMPROVIDO. Mantém-se o quantum indenizatório por lucros cessantes referentes aos locatícios. 1. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. 329) DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (TJDF. NÃO ACOLHIDA PREJUDICIAL DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO.014231-5. 4. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CORRETORA EM RESPONDER PELA REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL.

impondo-lhe.1. STJ.Recurso Especial improvido.1. diante da rescisão de contrato de promessa de compra e venda de imóvel.. 5. dje 04/04/2013). 205 do código de processo civil. por sentença que não tenha decidido a respeito da restituição. submete-se ao prazo prescricional de 10 (dez) anos.se in casu. em favor da construtora. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. o prazo prescricional previsto no art. § 3º. terceira turma. proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. do mesmo diploma.435 que as rés devem responder solidariamente. “I . constante do artigo 206. 53 do Código de Defesa do Consumidor. constitui uma prática abusiva. É que tal ato. e não ao prazo de 3 (três) anos. importaria em ônus excessivo para o comprador. 4.2. na prática. considerando-se a natureza e o conteúdo do contrato. cumpre ao juiz adequar o percentual de perda das parcelas pagas a um montante razoável. para 10% sobre o valor das prestações efetivamente pagas pelo consumidor. Ministro sidnei beneti. 3. que não foram restituídos diante de rescisão judicial.Assentado na instância monocrática que a aplicação da cláusula penal. Precedente do c. I. como pactuada no compromisso de compra e venda de imóvel. A pretensão ao recebimento de valores pagos. a perda da quase totalidade das prestações pagas. 39. 5. conforme previsão do art. É que. “1. além de não constar no contrato. por ocasião da rescisão de contrato de promessa de compra e venda de imóvel. “ (RESP 1297607/RS. Rel. 51 do CDC se presume exagerada. 4. entre outros casos. 2. a vontade que se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. aplicando. dentre outras práticas abusivas. que prevê que é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. e atendendo-se ao espírito do que dispõe o art. incisos IV e V. é uma conseqüência do próprio desfazimento do negócio jurídico entabulado. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso. nos termos do § 1º do art. A restituição dos valores pagos. condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. quando a Lei não lhe haja fixado prazo menor. . 5. porquanto impingiram ao consumidor o pagamento de uma verba que não era de sua responsabilidade. de 10% sobre o valor total do imóvel. constitui consectário natural do próprio desfazimento do negócio. Deve haver a redução da cláusula penal que estabelece a retenção. A restituição dos valores pagos. previsto no artigo 205 do Código Civil. o qual dispõe que prescreve em dez anos a pretensão.

2007. Ac. Rel. São Paulo. RETENÇÃO INDEVIDA DE VALORES PAGOS PELO AUTOR. Sálvio de Figueiredo Teixeira. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA.26. CAPUT. COMPROVAÇÃO DO DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL PRATICADO PELOS RÉUS. 178) PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Trigésima Primeira . João Egmont. EDcl 920355107. condena as partes ao pagamento. ABANDONO DA OBRA E SUBTRAÇÃO DE MATERIAIS ADQUIRIDOS PELO AUTOR. PRECLUSÃO. E §5º DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Recurso improvido. 709.436 II . AUSÊNCIA DE ADITAMENTO OU ALTERAÇÃO CONTRATUAL. DESNECESSIDADE DE PRODUÇÃO DAS PROVAS ORAL E PERICIAL CONTÁBIL POSTULADAS. FALÊNCIA DA CONSTRUTORA EM DECORRÊNCIA DA MÁ ADMINISTRAÇÃO DOS SÓCIOS.149533-2. EMPREITADA GLOBAL. INCIDÊNCIA DA REGRA PREVISTA NO ARTIGO 28. Condenação dos réus ao pagamento do valor gasto para finalizar a obra e da multa contratual. CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIO RESIDENCIAL. Pág. podendo renegociá-lo.1.8.01. DJ 21/09/1998. Correta a sentença recorrida que.075.0000/50000. Ac. Rec 2010. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. a retenção pelo promitente vendedor de 10% do total das parcelas quitadas pelo comprador. Quinta Turma Cível. quarta turma. 6875843. estes fixados em 10% sobre o valor da condenação. (TJDF. das custas e dos honorários advocatícios. “ (RESP 85936/SP. MERO REAJUSTE REALIZADO DE ACORDO COM EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL. Min. 6. 166). em princípio. mas não equivalente. diante da sucumbência recíproca. levando-se em conta que o vendedor fica com a propriedade do imóvel. 7.A jurisprudência da quarta turma tem considerado razoável. na proporção de 20% para as rés e 80% para o autor. Des. INTERPRETAÇÃO LÓGICO-SISTEMÁTICA DA EXORDIAL. Rel. p. POSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO DO PEDIDO. DJDFTE 10/09/2013. Apelo da corretora parcialmente provido e apelo da construtora improvido. (TJSP. DANOS MATERIAIS CONFIGURADOS.

DJESP 10/09/2013) APELAÇÃO CÍVEL. sob pena de esvaziamento do instituto. MORA. foi de que a construtora fosse considerada em mora até o dia em que o notificou da averbação do habite-se. Sendo da construtora a responsabilidade averbação do habite-se no registro de imóveis. caracterizada está a mora da construtora. Julg. não o fez. a construtora deveria ao menos ter averbado o habite-se dentro do prazo estipulado no contrato. Este c. que delimita a prestação jurisdicional. sendo certo que se está diante de cláusula penal moratória. CONSUMIDOR. CLÁUSULA PENAL. e sendo esta providência necessária à entrega das chaves. 5. 1. é possível sua cumulação com a indenização por lucros cessantes. sem configurar bis in idem. 6. RESPONSABILIDADE DA CONSTRUTORA. CLÁUSULA DE TOLERÂNCIA FIXADA EM DIAS ÚTEIS. que. NATUREZA MORATÓRIA. Entretanto. Rel. POSSIBILIDADE. eis que tais institutos possuem naturezas distintas. ABUSIVIDADE. CUMULAÇÃO COM LUCROS CESSANTES. em nada influenciando no valor da multa penal moratória. determinando o seu cômputo em dias corridos. 3. CÔMPUTO DO PRAZO EM DIAS CORRIDOS. 2. Contudo. não demonstrou a ocorrência de nenhum fato capaz de afastar sua responsabilidade pelo atraso no cumprimento da obrigação. Sobressai das cláusulas penais moratórias sua função coercitiva. Corte tem entendido que só se considera entregue o imóvel na data do recebimento das chaves pelo promitente-comprador. 4. TERMO INICIAL. Assim. ATRASO ENTREGA IMÓVEL. Para que não incorresse em mora. declarando. É dizer. Esta e. Tribunal tem reiteradamente proclamado a validade da cláusula de tolerância. o pedido do autor.437 Câmara de Direito Privado. Des. Assim. CORREÇÃO PELO IGP-M A PARTIR DA AVERBAÇÃO DO HABITE-SE. tendente a reforçar o vínculo obrigacional e compelir a parte em mora à satisfação do compromisso acordado. . contudo. ademais. 16/04/2013. O cumprimento parcial da obrigação só tem relevância quando tratar-se de multa penal compensatória. Precedentes. Hamid Bdine. o próprio autor considerou a obrigação adimplida nesta data. a abusividade da fixação do prazo em dias úteis.

legitimando que se acautele e estabeleça a prorrogação como fórmula justamente de viabilizar a . PREVISÃO DE DILATAÇÃO SEM NECESSIDADE DE JUSTIFICAÇAO. 2. não se reveste de ilegalidade ou abusividade a cláusula que prevê a prorrogação do prazo de entrega do imóvel em construção prometido à venda.283.J. 1. CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. a regularização das unidades objeto de empreendimento executado sob a forma de incorporação imobiliária. 108) CIVIL E DIREITO DO CONSUMIDOR. INDENIZAÇÃO. (TJDF. tais como as intempéries climáticas.1. pois sujeita a fatores que. IMPOSSIBILIDADE. INADIMPLEMENTO CULPOSO DA CONSTRUTORA. ATRASO. PRAZO DE ENTREGA.187425-7. Rel. Desde que pactuada em prazo razoável e compatível com o empreendimento a ser executado. CARACTERIZAÇÃO. Des. Costa Carvalho.438 não pode o promitente-comprador ser penalizado pela demora na adoção de tal providência. pois inteiramente encartadas como fatos inerentes à construção civil. Deu-se parcial provimento ao recurso. 7. independentemente de justa causa. LEGITIMIDADE. não estão afetados à álea de previsibilidade sistemática e precisa da construtora. J. de materiais e maquinários. elidirem sua culpa pelo atraso havido na conclusão da unidade que prometera à venda. não podendo ser assimiladas como fato fortuito ou força maior passíveis de. conquanto previsíveis. pois encerra a previsão regulação consoante a natureza das atividades inerentes à construção civil. As intercorrências inerentes à obtenção de documentos em órgãos públicos. Segunda Turma Cível. ENTREGA. 706.01. de modo que a correção pelo IGP-M deve ocorrer somente a contar da data da averbação. MULTA CONTRATUAL E LUCROS CESSANTES. CUMULAÇÃO. a falta de mão-de-obra. Ac. às intempéries e às exigências burocráticas destinadas à regularização do empreendimento e obtenção da “carta de habite-se” traduzem fatos inerentes à álea natural das atividades da construtora e incorporadora. DJDFTE 29/08/2013. Pág. IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO. Rec 2012. que envolve. traduzindo eventos imprevisíveis. obviamente. CLÁUSULA PENAL COMPENSATÓRIA.

439 conclusão do empreendimento dentro do prazo estimado e participado ao adquirente. deve comprovar que os prejuízos que sofrera efetivamente excederam o prefixado na cláusula penal. 3. além da sanção motivada pela inadimplência. . O atraso injustificado na conclusão e entrega do imóvel em construção prometido à venda traduz inadimplemento contratual culposo da vendedora. art. Configurado o atraso injustificado na entrega do imóvel prometido à venda. pois refletem os lucros cessantes que deixaram de auferir enquanto privado do uso da coisa. incorrendo a promitente vendedora em mora quanto à conclusão e entrega do imóvel que prometera à venda. ensejando que o consumidor ficasse privado de dele usufruir economicamente durante o interstício em que perdurara a mora da construtora. 6. representando a prefixação dos prejuízos que sofrera. não pode ser contemplado com qualquer importe a título de lucros cessantes (CC.lhe o direito de ser compensado pecuniariamente pela vantagem econômica que deixara de auferir no interregno em que persistira a mora. compreendendo. sujeitar-se-á a pena convencional equivalente a 1% do valor do contrato. sejam compostos os danos ocasionados ao consumidor traduzidos nos frutos que deixara de auferir com a fruição direta ou locação do apartamento. os prejuízos experimentados pelo promissário comprador com o atraso traduzidos no que deixara de auferir com a fruição direta ou locação do imóvel. resultando que. não evidenciando o promissário comprador que o que deixara de auferir com o imóvel prometido enquanto perdurara o atraso em que incidira a vendedora na entrega suplanta o que lhe é contratualmente assegurado. assiste. por mês de atraso ou pro rata die. pois consubstanciam lucros cessantes que efetivamente deixara de auferir. 416. encerra nítida natureza compensatória. 5. o prazo de prorrogação convencionado. irradiando efeitos materiais. optando por exigir indenização superior à convencionada. 4. determinando que. inclusive. cujo montante deve ser aferido com lastro nos alugueres que poderiam ter sido gerados pela unidade imobiliária. ou seja. A natureza compensatória e sancionatória da cláusula penal encerra a apreensão de que a pena convencional compreende os prejuízos experimentados pelo contratante adimplente. considerado. resultando que. pois privara o adquirente do uso do imóvel desde a data prometida até a data em que se aperfeiçoara a entrega. do preço convencionado. A cláusula penal que prescreve que.

que. ATRASO NA ENTREGA DE IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO. derivando que. Pág. EXIGIBILIDADE APÓS INTIMAÇÃO DO ADVOGADO VIA DJE.805.07. sendo que o prazo máximo para tanto era até janeiro de 2011. inclusive porque a inadimplência da promitente vendedora não pode ser transformada em fonte de locupletamento ilícito ao adimplente (CC. incluindo. 475-J DO CPC. qualificada a mora da promissária vendedora na entrega do imóvel que prometera a venda. 705. Primeira Turma Cível. RESPONSABILIDADE DAS CONSTRUTORAS PELO PAGAMENTO DE TAXAS CONDOMINIAIS DURANTE O PERÍODO DE ATRASO. deve ser interpretada em consonância com seu alcance e destinação. Des. Apelações conhecidas e desprovidas.1. DJDFTE 28/08/2013. uma vez que o “habite-se” do imóvel da autora só foi averbado em 20/7/2012. MULTA DO ART. IMPOSSIBILIDADE DE DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE CLÁUSULA QUE TRATA DO PRAZO DE 180 (CENTO E OITENTA) DIAS DE TOLERÂNCIA PARA CONCLUSÃO DA OBRA. DANOS MORAIS INDEVIDOS. A cláusula penal de conteúdo compensatório destina-se a sancionar a inadimplente de forma proporcional ao inadimplemento e assegurar a composição dos prejuízos experimentados pela contraparte. Rel. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. deve sofrer a incidência da disposição penal. DUAS APELAÇÕES. INEXISTÊNCIA DE CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR. (TJDF.se a tolerância de . 7. 884). e não fomentar ganho indevido ao contratante adimplente. 8. contudo. Teófilo Caetano. DIFERENÇA DO SALDO DEVEDOR DECORRE APENAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. É incontroverso nos autos que houve atraso no cumprimento do contrato de promessa de compra e venda de imóvel em construção.012243-5.440 parágrafo único). DEVER DE PAGAR ALUGUERES EM VIRTUDE DOS LUCROS CESSANTES. Rec 2012. 1. art. APELOS PARCIALMENTE PROVIDOS. 79) DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. que afastam qualquer composição superior ao que prescreve se não comprovado que os prejuízos experimentados pelo adimplente superam o que alcança. Unânime. Ac.

Enquanto não realizada a tradição do imóvel. há previsão contratual expressa de que apenas após a averbação do “habite-se” do imóvel seria possível a assinatura de financiamento bancário e a imissão na posse do imóvel adquirido. não possibilitaram à autora o ingresso no imóvel objeto do contrato de promessa de compra e venda. diante das vicissitudes que podem ocorrer durante a construção de um prédio.1 chuvas e greves no transporte público são fatos cotidianos e previsíveis. em virtude do inadimplemento do devedor (quantum lucrari potui). 5. acarreta para este o dever de pagar determinada quantia pela inexecução da obrigação. a ser calculado em liquidação de sentença. cujos efeitos eram passíveis de ser evitado ou impedido. naquilo que o credor razoavelmente deixou de lucrar. entre janeiro/2011 a maio/2011 e por este deverá pagar uma quantia correspondente ao valor do aluguer.2 tivesse o adquirente da unidade imobiliária recebido-a no tempo convencionado.1 aliás. o que foge do conceito previsto no art. consistente naquilo que o credor possivelmente deixou de ganhar ou.1 lucro cessante. 6. 1. de entregar o imóvel no prazo convencionado. pela demandada. 5.1 no caso concreto. enfim. até a averbação do “habite-se”. 2. 4. mas o que importa é que se viu privado do imóvel durante certo e determinado período. assim não se mostrando aquela que prevê o prazo de tolerância de 180 (cento e oitenta) dias para entrega do imóvel pela construtora. Com efeito.441 (cento e oitenta) dias. Não há se falar em condenação das rés ao pagamento da diferença do saldo devedor do imóvel relativa à data em que deveria ter sido entregue. 4. tal fato não tem o condão de tornar nulas cláusulas contratuais entendidas pela autora como abusivas. quem deve responder pelas taxas e despesas condominiais é o detentor de sua posse (do imóvel). Apesar da aplicação do Código de Defesa do Consumidor. In casu. ou seja. tal obrigação remete às rés. trata-se de cláusula de uso recorrente nesta espécie de contrato. uma vez que não foram . ou não. que. 5. parágrafo único. 3. 393. 3. Sabido e consabido que a inexecução das obrigações acarreta conseqüências para o devedor e no caso dos autos o não cumprimento da obrigação. poderia tê-la alugado. 2.1. é o que o credor razoavelmente deixou de auferir. do Código Civil. em outras palavras. não há nos autos quaisquer elementos para embasar a alegação das rés no sentido de que o prazo para a entrega da obra foi alterado em razão de caso fortuito/força maior.

o que representaria bis in idem. 7. ganho ou investimento.2.442 aplicados juros contratuais ou quaisquer outros encargos sobre as parcelas que estavam para vencer. não é difícil imaginar o incômodo e a frustração resultantes do atraso da entrega do imóvel. mas a simples reposição de valores da moeda. apenas. relatada pelo eminente desembargador José divino de oliveira.1 in casu.. que “esta indenização não objetiva pagar a dor ou compensar o abalo moral. “ (. já resulta em uma obrigação da construtora de pagar uma determinada importância pelo que o adquirente teria deixado de ganhar. ou seja.A não entrega de imóvel no prazo estipulado não pode. defeso em nosso ordenamento. como antes mencionado e decidido. se for também compelido a desembolsar certa soma. ser considerada fato gerador de dano moral. procedendo as rés apenas à incidência de correção monetária de tais valores. V. tais aborrecimentos. 6. ensina Washington de barros Monteiro. ao pagamento de compensação por danos morais”. Civil . cuida-se apenas de impor um castigo ao ofensor e esse castigo ele só terá. que se capacita assim de que impune não ficou o ato ofensivo”. . no caso dos autos.2 precedentes da casa. na medida em que não tem aptidão para gerar ofensa aos atributos da personalidade de forma a ensejar a compensação pecuniária. não têm o condão de gerar dano moral. Entretanto. o que não deixa de representar consolo para o ofendido.19a ED.1 apelação cível 20110112351419apc.. 7.1. o atraso na entrega do imóvel. via diário de justiça. razão pela qual estarse-ia apenando a construtora duas vezes pelo mesmo fato. por si só. por si só. 7. 7. em verdade. 475-j do CPC é a intimação da parte.2. 414). que alimentou expectativas de receber um bem recém construído em perfeitas condições de uso e habitabilidade. de inadimplemento contratual solucionável por pedido de condenação em danos emergentes e lucros cessantes” (in apelação cível 20100710143757apc ana Maria duarte amarante brito). O termo a quo para contagem do prazo previsto para a aplicação da multa do art. porém.) III .2 “é cediço que o atraso na entrega do imóvel traz aborrecimentos ao comprador. sem a qual poderia traduzir inconteste enriquecimento ilícito da parte autora. A correção monetária não representa um plus. O inadimplemento contratual não é de todo imprevisível e não dá ensejo. (curso de dir. por meio de seu patrono. Trata-se. pág. para . 5. 8. 7. Acerca do tema danos morais. o fato gerador da pretensão relativa aos danos morais.

VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO. 1. Pág. ainda. como destinatário final desse serviço.142. 9. (acórdão n. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. 704.443 cumprimento da sentença. relator ângelo passareli. RESPONSABILIDADE CIVIL POR DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL. NEGÓCIO JURÍDICO FIRMADO ENTRE CONSTRUTORA/ INCORPORADORA E CONDOMÍNIO. VIII. Rec 2012. DJDFTE 21/08/2013. Rel. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES E HIPOSSUFICIÊNCIA TÉCNICA PRESENTES. 2. RELAÇÃO DE CONSUMO EVIDENCIADA. “(. INEXISTÊNCIA. Quinta Turma Cível. Des. Décima Câmara Cível.. 624991. Rel. DJ 11/10/2012 p. inc. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO. (TJPR. PROMESSA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. 8. DJPR 16/08/2013. CONSUMIDOR. Ac. via diário de justiça.008088-4. Curitiba. 223) AGRAVO DE INSTRUMENTO. segundo as regras ordinárias de experiência (art. Apelação cível parcialmente provida. Ag Instr 1027275-2. 20080111348367apc. da legislação consumerista). 119). ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. 6º. e o condomínio. Encontrando-se a construtora como prestadora de serviços. (TJDF. João Egmont. Luiz Lopes. pessoa jurídica por ficção. FATO DO PRÍNCIPE. Precedentes do STJ. quais sejam. a inversão do ônus probatório na presente demanda.. 475-j do CPC depende de intimação da parte.1 noutras palavras. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA CABÍVEL DECISÃO REFORMADA. INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAL CORRESPONDENTE AO ALUGUEL DO IMÓVEL NO PERÍODO DE . 235) CIVIL.01.) 6 . Des. Apelações parcialmente providas.A contagem do prazo para a aplicação da multa prevista no art. porquanto presentes as circunstâncias autorizadoras. Pág. é aplicável o Código de Defesa do Consumidor ao caso em apreço. na pessoa de seu advogado. Possível.1. verossimilhança das alegações ou hipossuficiência do consumidor. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.

Restando demonstrado o atraso na entrega da obra. e a data da efetiva entrega das chaves. 1. na hipótese. TERMO INICIAL. pois o próprio autor ou alguém por ele designado poderiam morar no imóvel. 3. tampouco se pode alegar a existência de situação imprevisível apta a caracterizar o denominado “”fato do príncipe””. Comar. O atraso na entrega do imóvel gera danos materiais ao adquirente. vez que a simples expedição do “”habite-se”” não viabiliza a utilização do bem pelo demandado. deve ela responder pela cláusula moratória. DEMORA NA AVERBAÇÃO DO HABITE-SE IMPUTADA À CONSTRUTORA. com o prazo de tolerância de cento e oitenta (180) dias. não tendo havido qualquer alteração legislativa aplicável à espécie. não sendo possível excluir a responsabilidade da construtora. por fato imputável à construtora. ante a ausência de averbação deste na matrícula . o que impossibilitou a concessão de financiamento bancário. Revogou a permissão da construção. se o mesmo não estivesse locado. sobretudo porque o fato alegado constitui situação fática que encontra respaldo na legislação atinente ao controle do espaço aéreo. incidir no período compreendido entre a data prevista para a entrega do imóvel. não se caracterizando culpa exclusiva de terceiro. que não promoveu a averbação do habite-se no prazo devido.444 ATRASO. devendo a condenação a esse título. não havendo que se falar em retroagir o termo final para a data de expedição de “”habite-se””. cuja incidência não exclui a responsabilização civil por perdas e danos decorrentes da inadimplência. de caráter punitivo pelo descumprimento da obrigação contratual. 2. em razão de a obra a ser construída encontrar-se abrangida por rotas de aproximação do aeroporto de Brasília. A indenização correspondente ao pagamento de aluguel mensal pelo prazo de atraso segue iterativa jurisprudência sobre o tema e reflete os lucros cessantes. tampouco a possibilidade de obtenção do financiamento. lucros cessantes pelo que o autor deixou de auferir impossibilitado de usar e gozar do imóvel. além do prazo de tolerância. vigente à época da contratação e início da obra. sob o argumento de que o comando da aeronáutica. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. vez que a concessão de alvará e sua revogação/ anulação é ato administrativo inerente à própria atividade de incorporação imobiliária.

226) APELAÇÃO CÍVEL. (TJDF. relator. Recursos conhecido e improvido. 16/01/2013. Ac. RETENÇÃO DO SINAL. no valor de R$ 1. oitocentos e cinquenta reais). 9099/95. 5.00 (mil. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Antoninho Lopes. É POSSÍVEL A CONDENAÇÃO DA PROMITENTE VENDEDORA. Ausência de prova de litigância de má-fé.1.445 do imóvel. 103) 4. publicado no dje. QUE DEU CAUSA AO DESFAZIMENTO DO NEGÓCIO. Honorários pelo recorrente vencido.850. 701. SE AUSENTE DISPOSIÇÃO CONTRATUAL A RESPEITO. NÃO HÁ QUE SE FALAR EM RETENÇÃO DA QUANTIA PAGA A TÍTULO DE SINAL. Rec 2012. ARBITRAMENTO. ENSEJA O DIREITO DO CONTRATANTE ADQUIRENTE AO RESSARCIMENTO DOS ALUGUÉIS SUPORTADOS APÓS A EXPIRAÇÃO DO PRAZO CONTRATUAL. DANO MORAL. MORMENTE QUANDO CONSTITUÍDO EM ARRAS CONFIRMATÓRIAS OU INÍCIO DE PAGAMENTO DO PREÇO AJUSTADO.646654. 46 da Lei n. data de julgamento.09. 22/01/2013.537. 4ª turma cível. HAVENDO RECONHECIDO ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. NO PAGAMENTO DE MULTA EM FAVOR DO PROMITENTE COMPRADOR. CUMULAÇÃO. RESSARCIMENTO. Precedente:(acórdão n. Juiz João Fischer.0248544. Rel. Decisão proferida nos termos do art. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. VALOR DA INDENIZAÇÃO. POSSIBILIDADE. Arnoldo camanho de Assis. Pág. 20110910050744apc. IMPOSSIBILIDADE. A QUAL PODE SER FIXADA PELO JUIZ. ALUGUEL. Pág. CULPA DA CONSTRUTORA. E NÃO LOGRANDO ÊXITO EM DEMONSTRAR A CONSTRUTORA A FALTA DE ENTREGA POR IMPOSSIBILIDADE DE CONTRATAÇÃO DO FINANCIAMENTO PELO CONSUMIDOR. revisor. EM RAZÃO DO INJUSTIFICADO ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL. O DESCUMPRIMENTO DO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. MULTA. . DJDFTE 15/08/2013. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL.

O valor da indenização deve ser fixado de acordo com os preceitos da proporcionalidade e razoabilidade. ao passo que o pagamento dos aluguéis diz respeito às despesas decorrentes da mora da construtora. Relª Desª Vera Andrighi. Aplicável o Código de Defesa do Consumidor. Pág. Preliminar de nulidade rejeitada. INDEFERIMENTO DE PROVA TESTEMUNHAL.11. levando-se em conta a condição econômica das partes e a repercussão do evento danoso.446 A cumulação do ressarcimento dos aluguéis com a multa pelo atraso não implica bis in idem.07. NULIDADE.037412-2/001. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Julg. Apelação desprovida. ou seja. I. SENTENÇA. A sentença deve conter relatório. DJDFTE 03/07/2013. II. CERCEAMENTO DE DEFESA. Rel.014903-3. Sexta Turma Cível. visa compensar a impossibilidade de se usufruir do imóvel como era de direito do comprador. uma vez que a mencionada multa tem natureza compensatória. 686. fundamentação e dispositivo. V.987. O inadimplemento contratual pode ensejar a reparação extrapatrimonial quando as consequências do descumprimento desbordam os aspectos patrimoniais e atingem a própria pessoa do credor da obrigação. Estevao Lucchesi.1. (TJMG. DISPOSITIVOS LEGAIS. O indeferimento de prova testemunhal desnecessária ao deslinde da lide não acarreta cerceamento de defesa. (TJDF. 118) . sendo inegável a afronta a atributos personalíssimos daquele que vê frustrada a legítima expectativa de usufruir de bem imóvel adquirido a duras penas. Desprovido o agravo retido e rejeitada a preliminar de cerceamento de defesa. DJEMG 09/08/2013) INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. 01/08/2013. Des. III. Rec 2010. Ac. o que não se confunde com artigos de Lei. lV.0702. CONSTRUTORA. OUTORGA DE ESCRITURA. LEGITIMIDADE PASSIVA. O contrato é de prestação de serviços para construção e entrega de unidade autônoma em empreendimento imobiliário. APCV 1. A Construtora que se obriga a construir e também a realizar toda a atividade de incorporação imobiliária tem legitimidade passiva para a ação que demanda o cumprimento da obrigação de outorgar a escritura de compra e venda.

CONTRATO DE COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL NA PLANTA. e não importa na exigência de vantagem manifestamente exagerada do consumidor ou no desequilíbrio contratual. VALOR DO ALUGUEL. FALTA DE INTERESSE RECURSAL. COMPROVAÇÃO. IMPERTINÊNCIA. FIRMADO COM CONSTRUTORA. considerando a . ALÉM DO PRAZO DE TOLERÂNCIA. de 11 de setembro de 1990. 1. pois foi comprovado o recolhimento do devido preparo. Código de Defesa do Consumidor. RELAÇÃO DE CONSUMO. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO DA PARTE RÉ. e por versar o apelo das empresas demandadas apenas acerca dos pontos em que foram sucumbentes.078. RISCOS ORDINÁRIOS DA ATIVIDADE EMPRESARIAL. AÇÃO VISANDO A REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E A CONDENAÇÃO POR PERDAS E DANOS. CRISE ECONÔMICA E ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA. 3. CASO FORTUITO E FORÇA MAIOR. NEXO DE CAUSALIDADE. JULGAMENTO ULTRA PETITA. LUCROS CESSANTES CONSUBSTANCIADOS EM ALUGUÉIS QUE O CONSUMIDOR DEIXOU DE AUFERIR. do CDC. ATRASO NA ENTREGA DO BEM. inciso XII. A relação jurídica estabelecida no contrato de promessa de compra e venda de imóvel é relação de consumo. CONDENAÇÃO DEVIDA. CLAUSULA QUE ESTIPULA PRAZO DE TOLERÂNCIA DE 180 DIAS PARA A ENTREGA DO IMÓVEL. APELAÇÃO. uma vez que não equivale à ausência de prazo para o cumprimento da obrigação. independente da ocorrência de evento extraordinário. LEGALIDADE. CORREÇÃO. por não haver violação ao art. DESERÇÃO.447 DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. NÃO CONFIGURAÇÃO. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. CONSUMIDOR. 39. EXISTÊNCIA E EXTENSÃO DOS PREJUÍZOS. Não é nula a cláusula contratual que concede ao fornecedor um prazo de 180 (cento e oitenta) dias de tolerância para a entrega da obra. Rejeita-se a preliminar de não conhecimento do recurso sustentada pelos autores. NÃO CONFIGURAÇÃO. 2. quando as partes emolduram-se nos conceitos de consumidor e fornecedor previstos nos artigos 2º e 3º da Lei nº 8.

448

complexidade que envolve a construção de um edifício residencial de grande
porte. 4. Não tendo sido cumprido o prazo contratual pelo fornecedor, mesmo
após transcorrido o prazo de tolerância, este incorre em mora, devendo arcar
com os prejuízos advindos do descumprimento injustificado da avença, salvo
se comprovar a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, nos termos dos
artigos 393 e 396, ambos do CPC. 5. No caso dos autos, os recorrentes não
comprovaram a ocorrência de justificativa plausível para o descumprimento do prazo previsto na avença, sendo certo que eventuais infortúnios decorrentes indiretamente da crise econômica global, bem como a suposta escassez
de mão de obra, não configuram caso fortuito ou força maior, tratando-se de
intempéries próprias da atividade econômica exercida pelas empresas apelantes, que quando define seu cronograma de obras deve observar os riscos de sua
atividade, que não podem ser suportadas pelo consumidor. 6. A obtenção de
recursos no Sistema Financeiro Nacional, ou a existência de ativo suficiente
para o adimplemento da obrigação, que sequer foram comprovadas nos autos,
não afeta a relação consumeirista estabelecida entre as partes, pois atinente à
própria atividade econômica exercida, cujos riscos dos negócios são exclusivos do fornecedor. 7. A parte recorrente não comprovou a redução da força
de trabalho em seu quadro de empregados, e não é razoável que empresa do
ramo de construção civil não leve em conta a dificuldade em contratar mão
de obra especializada, quando da elaboração do seu cronograma de entrega
de obras. 8. Os danos suportados pelos autores decorrem diretamente da mora
das apelantes, sendo latente a presença do nexo de causalidade entre o evento
danoso e os prejuízos dele advindos. 9. O descumprimento injustificado da
avença pela construtora, acarretando a indisponibilidade do bem para o contratante, que ficou impedido injustamente de gozar da propriedade do imóvel,
é prova suficiente para reconhecer a obrigação do fornecedor em reparar as
perdas e danos amargados pelo consumidor, consubstanciados nos lucros cessantes decorrentes dos aluguéis que razoavelmente deixou de receber. 10. No
caso dos autos há prova suficiente acerca da razoabilidade do valor pretendido
pelos demandantes como lucros cessantes, e os apelantes não apresentaram
elementos capazes de infirmar tal constatação. 11. Merece reforma a sentença
de primeiro grau, apenas para adequar o valor do aluguel ao pedido formulado

449

pelos autores da petição inicial, pois é defeso ao poder judiciário condenar o
réu em quantidade superior ao objeto demandado, o que configura inadmissível julgamento ultra petita, por violar o princípio da inércia da atividade jurisdicional. 12. Recursos conhecidos, rejeitada a preliminar suscitada e negado
provimento ao recurso dos autores, e dado parcial provimento ao apelo dos
réus. (TJDF; Rec 2011.07.1.036532-6; Ac. 678.908; Primeira Turma Cível;
Rel. Des. Alfeu Machado; DJDFTE 28/05/2013; Pág. 68)
CIVIL E CONSUMIDOR. APELAÇÃO. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL NA PLANTA. ATRASO NA ENTREGA. AUSÊNCIA DE JUSTIFICATIVA. RESCISÃO CONTRATUAL. DEVOLUÇÃO DOS
VALORES PAGOS. PARCELA ÚNICA. ARRAS. TAXA DE ADMINISTRAÇÃO. RETENÇÃO. CULPA EXCLUSIVA DA CONSTRUTORA.
IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO.
O atraso no início ou finalização da obra, sem justificativa, induz à quebra
do contrato de compra e venda de unidade imobiliária, cujas consequências
devem ser debitadas exclusivamente à construtora. A restituição dos valores
pagos pelo consumidor, de forma parcelada, revela-se abusiva e ofende o disposto no artigo 51, incisos II e IV, do Código de Defesa do Consumidor, mormente considerando que a contratada foi a única responsável pela inexecução
do contrato. As arras (ou sinal de pagamento) não se destinam ao pagamento da comissão de corretagem, cuidando-se esse pagamento de atribuição do
vendedor. Na dicção do artigo 418, do Código Civil, não possui direito à retenção das arras o responsável pela inexecução do contrato. O mesmo raciocínio se aplica à taxa de administração. A compra de imóvel na planta, de forma
parcelada, não impede que o comprador usufrua da unidade habitacional, tão
logo seja entregue. Ademais, não há vedação legal ou contratual no sentido
de que o comprador somente possa tomar posse do imóvel após a quitação
global do preço do bem. A falta de quitação do valor do contrato não constitui
impedimento para a percepção de aluguéis, se o parcelamento atuou como
facilitador para a compra e venda do bem em perspectiva, isto é, na planta. Recurso conhecido e desprovido. (TJDF; Rec 2012.01.1.076534-2; Ac. 664.092;

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Terceira Turma Cível; Rel. Des. Esdras Neves; DJDFTE 08/04/2013; Pág.
122)
APELAÇÃO CÍVEL. CONSUMIDOR. PROMESSA DE COMPRA E
VENDA DE IMÓVEL NA PLANTA. ARRAS. INADIMPLEMENTO DA
CONSTRUTORA. DEVOLUÇÃO EM DOBRO.
Consoante o que dispõe a norma do art. 417 do Código Civil, as arras ou sinal
se caracterizam pela entrega, por parte de um dos contratantes, de quantia ou
outro bem móvel que traduz a celebração e garantia do contrato. A norma do
art. 418, por sua vez, estabelece que se a inexecução contratual for atribuída a
quem recebeu as arras, poderá quem as deu haver o contrato por desfeito e exigir sua devolução em dobro. (TJDF; Rec 2008.01.1.046610-7; Ac. 661.437;
Segunda Turma Cível; Relª Desª Carmelita Brasil; DJDFTE 18/03/2013; Pág.
235)

32 - DEVER DE INFORMAÇÃO
CONTRATO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. INTERESSE DE AGIR QUE
INDEPENDE DE PRÉVIO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO.
INTELIGÊNCIA DO ART. 5º, XXXV DA CF. FUMUS BONI IURIS
CONSISTENTE NO DEVER DE AMPLA INFORMAÇÃO AO CONSUMIDOR.
Periculum in mora prejudicado pela satisfatividade inerente à medida, embora fique evidenciado o dever do autor tomar as medidas cabíveis à defesa de
seus direitos antes de decorrido o respectivo lapso prescricional. Resistência
do réu à pretensão. Correta condenação ao pagamento de despesas processuais e honorários advocatícios. Verba honorária fixada com observância dos
critérios legais. Recurso improvido. (TJSP; APL 0032760-37.2010.8.26.0071;
Ac. 6976766; Bauru; Vigésima Quinta Câmara de Direito Privado; Rel. Des.
Walter Cesar Exner; Julg. 29/08/2013; DJESP 12/09/2013)

451

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. TARIFA DE ENERGIA
ELÉTRICA. NÃO ATENDIMENTO AO DEVER DE INFORMAÇÃO.
SÚMULA Nº 7/STJ. DEVOLUÇÃO EM DOBRO. ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CDC. INCIDÊNCIA. AUSÊNCIA DE ENGANO JUSTIFICÁVEL. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ.
PRAZO PRESCRICIONAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CÓDIGO
CIVIL. MATÉRIA JULGADA SOB O RITO DOS RECURSOS REPETITIVOS. RESP N. 1.113.403/RJ.
1. A decisão agravada foi acertada ao entender pela incidência da Súmula nº 7/
STJ, na hipótese em que se pretende a investigação a respeito do cumprimento
do dever de informação pela concessionária no momento da contratação para
fins de escolha da tarifa de energia mais adequada ao perfil do consumidor.
2. Concluindo o acórdão recorrido pela ausência de engano justificável por
parte da concessionária em relação à cobrança indevida, não é dado a esta
corte superior discutir a incidência do art. 42, parágrafo único, do CDC, ante
o óbice da Súmula nº 7/STJ. 3. A primeira seção do STJ, ao julgar o RESP n.
1.113.403/RJ, mediante o rito dos recursos repetitivos (art. 543-c do CPC),
entendeu ser aplicável o prazo regido pelo Código Civil, podendo ser ou de 20
(vinte) anos, conforme disposto no Código Civil de 1916, ou de 10 (dez) anos,
tal como previsto no Código Civil de 2002, a depender da aplicação da regra
de transição. 4. Agravo regimental não provido. (STJ; AgRg-AREsp 358.086;
Proc. 2013/0191087-6; RS; Segunda Turma; Rel. Min. Mauro Campbell
Marques; DJE 11/09/2013; Pág. 2034)
DIREITO DO CONSUMIDOR. REJEITADA PRELIMINAR DE
CERCEAMENTO DE DEFESA. COMPRA DE IMÓVEL. COMISSÃO
DE CORRETAGEM. AGENTE ATUANDO SOB AS INSTRUÇÕES
DO FORNECEDOR. DESNATURAÇÃO DO CONTRATO DE CORRETAGEM. TRANSFERÊNCIA AO CONSUMIDOR DE SERVIÇO
QUE NÃO LHE FOI PRESTADO. CLÁUSULA ABUSIVA. VIOLAÇÃO
À BOA-FÉ OBJETIVA. CONSUMIDOR NÃO INFORMADO ADEQUADAMENTE. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO.

452

RECONHECIMENTO DA NULIDADE DE CLÁUSULA. DANOS MATERIAIS DEVIDOS. REPETIÇÃO DO INDÉBITO DEVIDA. ART. 42,
PARÁGRAFO ÚNICO, CDC. RECURSO IMPROVIDO.
1. Afasto a preliminar de cerceamento de defesa. O destinatário da prova é o
Juiz, sendo livre para formar o seu livre convencimento, cabendo-lhe determinar as provas necessárias à instrução do processo, podendo indeferir as inúteis
ou meramente protelatórias, nos termos dos artigos 130 e 131 do Código de
Processo Civil. 2. A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei
n. 8.078/1990), que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção ao consumidor (art. 5º, XXXII, da Constituição Federal). 3. Fixadas as
normas e princípios que regulam o caso concreto, a pretensão do consumidor
deve ser amparada com base no princípio da boa-fé, art. 4º, III, e art. 51, IV, do
Código de Defesa do Consumidor, e no princípio da informação adequada, art.
6º, III, também do Código de Defesa do Consumidor. 4. O fornecedor tem o
dever de informar qualificado, em que não basta o mero cumprimento formal
do oferecimento de informações, mas o dever substancial de que o consumidor efetivamente as compreenda. 5. A conseqüência do descumprimento de
cláusula que viole o dever da boa-fé objetiva e o dever de informar adequadamente é a declaração de nulidade da respectiva cláusula, reconhecimento que
pode ser feito a pedido ou de ofício. 6. A comissão de corretagem é ônus de
quem contratou os serviços do intermediador. O fornecedor não pode transferir esse encargo ao consumidor, se optou por não incluir esse custo no preço
cobrado, sobretudo quando não lhe informou adequadamente sobre o ônus. 7.
O fornecedor não comprovou que os serviços de intermediação foram efetivamente prestados ao consumidor. 8. Nas relações de consumo é desnecessária a
prova da má-fé para aplicação da sanção do art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, porquanto basta a falha na prestação do serviço,
consubstanciada na cobrança indevida (ato ilícito) do fornecedor, para que
seja devida a repetição. 9. Recurso provido. Sentença reformada. (TJDF; Rec
2012.01.1.165709-7; Ac. 709.622; Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal; Rel. Desig. Juiz Hector Valverde Santana;

453

DJDFTE 11/09/2013; Pág. 228)
JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS. CIVIL E PROCESSO CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM
PAGA PELO COMPRADOR. PRESCRIÇÃO NÃO EFETIVADA. IMPORTÂNCIA PAGA A TÍTULO DE COMISSÃO DE CORRETAGEM
QUE NÃO INTEGRA O PREÇO DA UNIDADE AUTÔNOMA COLOCADA À VENDA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO CONTRATUAL OU
ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR/ADQUIRENTE QUANTO À SUA
RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO. PRESUNÇÃO DE RESPONSABILIDADE DO VENDEDOR. COBRANÇA INDEVIDA. QUEBRA DO DEVER DE INFORMAÇÃO, PROBIDADE E BOA-FÉ POR
PARTE DO FORNECEDOR. DEVER DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
1 - Não ocorreu a prescrição trienal do direito do autor que ajuizou o processo em 08/03/2013, tendo pago o valor da corretagem em 11/03/2010, fl. 44.
2 - Restou evidenciado nos autos que o consumidor/adquirente não assumiu
o compromisso de pagar comissão por corretagem. É certo que, nos termos
do art. 724 do Código Civil, a responsabilidade do pagamento pode ser do
comprador, mas por não ser a praxe, deve o consumidor receber informação
clara a respeito. 3 - O valor da corretagem não estava incluso no valor do
negócio, impondo-se a devolução da quantia despendida a este título para se
evitar enriquecimento ilícito da parte ré. A ocorrência do pagamento não indica a concordância do consumidor com o ato, já que no momento da contratação o consumidor é parte vulnerável, impõe-se ao fornecedor o dever de
informar claramente a respeito do dos valores a serem desembolsados. 4 - A
quantia deve ser devolvida em dobro, pois não se verifica qualquer engano
justificável a determinar a devolução simples, na forma do art. 42 do CPC.
5 - Recurso conhecido e desprovido. Condeno os recorrentes ao pagamento
das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em 10% do valor da
condenação. (TJDF; Rec 2013.01.1.030157-8; Ac. 709.172; Primeira Turma
Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal; Rel. Juiz Leandro Borges

454

de Figueiredo; DJDFTE 10/09/2013; Pág. 319)
JUIZADOS ESPECIAIS CIVEIS. CIVIL E PROCESSO CIVIL. COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COMISSÃO DE CORRETAGEM PAGA
PELO COMPRADOR. RECIBO DE PAGAMENTO COM INFORMAÇÃO CLARA E INEQUÍVOCA ACERCA DA IMPORTÂNCIA
PAGA PELA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CORRETAGEM. ILEGITIMIDADE PASSIVA NÃO RECONHECIDA. ALEGAÇÃO DA
VENDEDORA DE DESCONHECIMENTO DO PAGAMENTO DE
CORRETAGEM. IMPORTÂNCIA PAGA A TÍTULO DE COMISSÃO
DE CORRETAGEM QUE NÃO INTEGRA O PREÇO DA UNIDADE
AUTÔNOMA COLOCADA À VENDA. AUSÊNCIA DE PREVISÃO
CONTRATUAL OU ANUÊNCIA DO CONSUMIDOR/ADQUIRENTE
QUANTO À SUA RESPONSABILIDADE PELO PAGAMENTO.
PRESUNÇÃO DE RESPONSABILIDADE DO VENDEDOR. COBRANÇA INDEVIDA. QUEBRA DO DEVER DE INFORMAÇÃO,
PROBIDADE E BOA-FÉ POR PARTE DO FORNECEDOR. DEVER
DE RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
1 - Preliminar de ilegitimidade passiva - O fornecedor que participa da cadeia
de consumo responde pelos danos causados ao consumidor (art. 7º, parágrafo
único do CDC), preliminar rejeitada; 2 - Restou evidenciado nos autos que o
consumidor/adquirente não assumiu o compromisso de pagar comissão por
corretagem. É certo que, nos termos do art. 724 do Código Civil, a responsabilidade do pagamento pode ser do comprador, mas por não ser a praxe, deve
o consumidor receber informação clara a respeito. 3 - O valor da corretagem
não estava incluso no valor do negócio, impondo-se a devolução da quantia
despendida a este título para se evitar enriquecimento ilícito da parte ré. A
ocorrência do pagamento não indica a concordância do consumidor com o ato,
já que no momento da contratação o consumidor é parte vulnerável, impõe-se
ao fornecedor o dever de informar claramente a respeito do dos valores a serem desembolsados. 4 - Recurso conhecido e desprovido. Condeno o

455

recorrente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que
fixo em 10% do valor da condenação. (TJDF; Rec 2013.01.1.007987-3; Ac.
709.174; Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal;
Rel. Juiz Leandro Borges de Figueiredo; DJDFTE 10/09/2013; Pág. 318)
APELAÇÃO. AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS. FINANCIAMENTO. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. PRETENSÃO
DE RECEBIMENTO DE VIA CONTRATUAL PELO CONSUMIDOR.
DIREITO À INFORMAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DO ART. 6º, III, DO
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DOCUMENTO COMUM
ÀS PARTES. IMPOSSIBILIDADE DE RECUSA. DEVER DE EXIBIÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 844, INCISO II, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. DESPROVIMENTO.
Ao consumidor deve ser assegurado o direito à exibição do contrato firmado
com instituição financeira, para conhecimento pormenorizado de seus termos,
haja vista tratar-se de documento comum entre as partes. Verificado o dever
de exibir, nos termos do art. 844, inciso II, do código de processo civil, deve
ser mantida a sentença de primeiro grau e, por conseguinte, negado provimento ao recurso apelatório interposto pela instituição financeira sucumbente.
(TJPB; AC 200.2011.040395-9/001; Quarta Câmara Especializada Cível; Rel.
Des. Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho; DJPB 10/09/2013; Pág. 16)
CONSUMIDOR. INDENIZATÓRIA. CURSO NO EXTERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DO CURSO REGULAR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA. RESTITUIÇÃO DAS SEMANAS NÃO USUFRUÍDAS. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. PRESTAÇÃO DE
SERVIÇO DEFEITUOSA. DANO MORAL CONFIGURADO.
Parte autora que pleiteia repetição dos valores pagos a maior, a título de curso
de língua estrangeira em sidney, austrália. Sendo incontroverso o dispêndio do
montante referido no contrato, faz jus o autor à restituição dos valores

456

referentes às semanas não usufruídas do curso ao exterior. Dano moral, por
outro lado, reconhecido, uma vez que a operadora de turismo não disponibilizou a extensão do programa, conforme contratado, ainda que o autor tenha,
diversas vezes, entrado em contato para solução do problema. Recurso parcialmente provido. (TJRS; RecCv 31254-44.2013.8.21.9000; Porto Alegre;
Segunda Turma Recursal Cível; Relª Desª Fernanda Carravetta Vilande; Julg.
04/09/2013; DJERS 10/09/2013)
PROCESSO CIVIL. ILEGITIMIDADE PASSIVA. INOCORRÊNCIA.
CONSUMIDOR. AQUISIÇÃO DE IMÓVEL NA PLANTA. COMISSÃO
DE CORRETAGEM. COBRANÇA ABUSIVA. ÔNUS DO VENDEDOR.
DEVER DE INFORMAÇÃO.
1 - Preliminar - Ilegitimidade passiva ad causam. Tento as partes celebrado
contrato de compra e venda, a pretensão de repetição de indébito advém da
relação contratual. Preliminar rejeitada. 2. Tratando-se de aquisição de imóvel
em construção diretamente da construtora, é indevida a cobrança de comissão
de corretagem ao adquirente. 3. O consumidor não aufere qualquer proveito
com a suposta intermediação empreendida pelo corretor, pois a aquisição é
pactuada diretamente com a construtora. O corretor não age, nesta hipótese,
como intermediário ou prestador autônomo de serviço, mas como verdadeiro
preposto da construtora, de modo a facilitar a atividade empresarial desta. 4.
O instrumento de promessa de compra e venda e documentos pré-contratuais
que o acompanham não informam claramente ao consumidor a assunção do
ônus da comissão. A mera assinatura de recibo genérico, sem lastro em cláusula contratual expressa e válida, não é suficiente para transferir ao consumidor
o ônus do pagamento da comissão de corretagem. 5. Tratando-se de cobrança
indevida feita a consumidor, a devolução deve ser dobrada, conforme preceitua o art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor. 6. Recurso
conhecido e provido para reformar a sentença e julgar procedente o pedido
inicial, condenando-se as recorridas à devolução dobrada da comissão de corretagem, solidariamente. (TJDF; Rec 2013.07.1.009141-3; Ac. 708.974; Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal; Rel. Juiz

457

Antônio Fernandes da Luz; DJDFTE 09/09/2013; Pág. 316)
CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CARTÃO
DE CRÉDITO HIPERCARD. DEVER DE INFORMAÇÃO. CRÉDITO
DISPONIBILIZADO AO AUTOR. BOA-FÉ E LEALDADE DO CONSUMIDOR. DEVER DE INDENIZAR. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO.
Recurso limitado à impugnação ao valor da condenação em danos morais,
bem como em relação ao termo inicial da correção monetária e juros legais.
Quantum indenizatório fixado em R$ 1.500,00 que se mostra condizente com
as circunstâncias do caso concreto e atende ao fim pedagógico-punitivo da
medida. Valor, ademais, que se perfaz parcimonioso e que de resto não desgarra da ordinariedade da verba concedida em situações assemelhadas. Termo
inicial da correção monetária fixada corretamente na data da publicação da
sentença, ou seja, a partir do arbitramento do dano, nos moldes da Súmula nº
362 do STJ. Juros incidentes da data da citação em vista de que responsabilidade civil contratual se cuida. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos. Recurso improvido. (TJRS; RecCv 6852-93.2013.8.21.9000; Santa
Maria; Primeira Turma Recursal Cível; Relª Desª Marta Borges Ortiz; Julg.
03/09/2013; DJERS 06/09/2013)
RECURSO INOMINADO. RESPONSABILIDADE CIVIL. CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE FILMADORA. CARACTERÍSTICA DO PRODUTO. DEVER DE INFORMAÇÃO. RESCISÃO. DANO
MORAL.
A autora não alegou defeito no produto adquirido, mas o fato de o mesmo não
apresentar todas as características referidas pelo vendedor quando da compra
e venda, em especial o fato de que produziria filmes em alta definição (high
definition), o que o preposto da ré confirmou que não é possível. Desta forma,
o produto não carecia ser levado à assistência técnica, sendo obrigação da ré
aceitar a devolução do mesmo, até porque a consumidora dispôs-se a adquirir

458

outra filmadora, de maior preço, pagando a diferença, o que não foi aceito pela
ré. Dever de informação violado pela ré, dando ensejo à rescisão do contrato.
Dano moral caracterizado no caso concreto, não se limitando a simples inadimplemento contratual. Valor de indenização fixado em - R$ 1.000,00 - Patamar
mais do que módico. Sentença confirmada por seus próprios fundamentos.
Recurso desprovido. Unânime. (TJRS; RecCv 62009-85.2012.8.21.9000;
Novo Hamburgo; Primeira Turma Recursal Cível; Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg. 03/09/2013; DJERS 06/09/2013)
CONSUMIDOR. PACOTE DE VIAGENS. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. “CARTÃO DE TURISTA” PARA INGRESSO NO DESTINO, QUE DEVERIA SER ADQUIRIDO, SEGUNDO A AGÊNCIA E
A OPERADORA DE TURISMO, EM SÃO PAULO, ANTES DO EMBARQUE. IMPEDIMENTO DE EMBARQUE EM PORTO ALEGRE
ANTE A AUSÊNCIA DE REFERIDO DOCUMENTO. LEGITIMIDADE PASSIVA. DANOS MATERIAIS E MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO.
Considerando que o impedimento de embarque ocasionou todos os transtornos passados pela autora, não há como afastar-se a legitimidade passiva de todas as rés. Em que pese portasse a autora bilhete internacional e seja obrigação
da companhia aérea a fiscalização da documentação do passageiro antes do
embarque, considerando que o voo da autora não era direto para Cuba e que
a mesma informou ao preposto da companhia aérea que faria a aquisição do
referido “cartão de turista” no aeroporto em São Paulo, o que se mostrava
viável pelo tempo da conexão (mais de doze horas), deveria o mesmo pelo
menos manter contato com a empresa parceira que faria o trecho internacional da autora para verificar a informação que lhe era dada pela passageira.
Desmembramento da passagem em dois trechos, uma nacional e outro internacional, que permitiu o embarque da autora em outro voo sem referido
cartão, entretanto, sem tempo para o prosseguimento nos demais voos, atrasando a viagem. Responsabilidade da agência de viagens e da operadora em
razão da falta de diligência. Sabedoras da imposição às companhias aéreas

459

para que fiscalizem a documentação do viajante e de que a autora não portaria
o “cartão de turista”, exigido para ingresso em Cuba, quando do embarque em
Porto Alegre, deveriam ter desmembrado a passagem em momento anterior ou
providenciado referido cartão à autora para o embarque já na origem, evitando
assim os danos por ela sofridos. Inviável o acolhimento da tese de culpa exclusiva da companhia aérea, pois o impedimento de embarque em Porto Alegre
ocorreu também por ausência de documento essencial para ingresso em Cuba,
sendo obrigação do agente e operador de viagens a correta informação ao
consumidor. Reconhecida a responsabilidade das rés pelo ocorrido, devidos os
danos materiais, fixados adequadamente. Danos morais configurados diante
dos transtornos vividos, evitáveis tivessem as rés honrado com seu dever de
respeito e informação ao consumidor, sendo indiscutível que o atraso de um
dia no inicio das férias e, conseqüentemente, perda de um dia no pacote adquirido, transborda a barreira do mero dissabor cotidiano. Quantum indenizatório fixado em r$3.000,00, mantidos, pois adequado ao caso concreto. Recursos desprovidos. Unânime. (TJRS; RecCv 57481-08.2012.8.21.9000; Porto
Alegre; Primeira Turma Recursal Cível; Rel. Des. Pedro Luiz Pozza; Julg.
03/09/2013; DJERS 06/09/2013)
DIREITO DO CONSUMIDOR. COMISSÃO DE CORRETAGEM.
AFASTADA PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE PASSIVA.
COMISSÃO DE CORRETAGEM. REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. CLÁUSULA ABUSIVA.
DEVOLUÇÃO EM DOBRO DOS VALORES. ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO DO CDC. RECURSO DO FORNECEDOR IMPROVIDO.
RECURSO DO CONSUMIDOR PROVIDO. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA.
1. Afastada a preliminar de ilegitimidade passiva. A solidariedade dos fornecedores decorre do próprio sistema de defesa do consumidor. Assim, o art.
7º, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, dispõe que tendo
mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação
dos danos previstos nas normas de consumo 2. A controvérsia deve ser

GARANTIA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA DA MICROSOFT. 4. do Código de Defesa do Consumidor. LEGITIMIDADE DO MPF. III. se optou por não incluir esse custo no preço cobrado. Sentença parcialmente reformada. para que seja devida a repetição. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA CONTRATUAL. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção ao consumidor (art.656. 6º. a pretensão do consumidor deve ser amparada com base no princípio da boa-fé. APELAÇÃO. LICENCIAMENTO DE PROGRAMA DE COMPUTADOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. 297) PROCESSUAL CIVIL.460 solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 707. Relª Juíza Edi Maria Coutinho Bizzi. O fornecedor não comprovou que os serviços de intermediação foram efetivamente prestados ao consumidor.01. Recurso do consumidor provido. 42. 5. sobretudo quando não lhe informou adequadamente sobre o ônus. 51. 5º. O fornecedor não pode transferir esse encargo ao consumidor. também do Código de Defesa do Consumidor. mas o dever substancial de que o consumidor efetivamente as compreenda. DIREITO CONSTITUCIONAL E CIVIL. DJDFTE 04/09/2013. da Constituição Federal). A comissão de corretagem é ônus de quem contratou os serviços do intermediador. em que não basta o mero cumprimento formal do oferecimento de informações. III. IV. O fornecedor tem o dever de informar qualificado. XXXII. parágrafo único. Rec 2012.078/1990). Pág. e art. EXONERAÇÃO . INTERESSES DO CONSUMIDOR. do Código de Defesa do Consumidor. Fixadas as normas e princípios que regulam o caso concreto. art. porquanto basta a falha na prestação do serviço. DEVER ANEXO AO DA RESPONSABILIDADE CIVIL. Recurso do fornecedor improvido. Nas relações de consumo é desnecessária a prova da má-fé para aplicação da sanção do art. (TJDF. 6. reconhecimento que pode ser feito a pedido ou de ofício. 8. art. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. e no princípio da informação adequada.1. 3. 8. A conseqüência do descumprimento de cláusula que viole o dever da boa-fé objetiva e o dever de informar adequadamente é a declaração de nulidade da respectiva cláusula. 7. 9. consubstanciada na cobrança indevida (ato ilícito) do fornecedor.198795-6. 4º. Ac.

III. RECURSO DO MPF PARCIALMENTE PROVIDO. A fim de que o consumidor possa exercer os direitos previstos no CDC. a forma de transmissão da restrição ao consumidor não seguiu o dever de transparência. Em outras palavras: o consumidor desembolsaria o capital necessário à aquisição. DANOS MATERIAIS CONFIGURADOS.461 POUCO TRANSPARENTE. mas apenas . lV.078/1990 historicamente assegurou. A Lei nº 9. Mesmo que se considerasse válida a disposição contratual. V. correm o risco de não exercer os direitos que a Lei nº 8. A ação civil pública objetiva a declaração de nulidade de cláusula de licenciamento de programa de computador e o reconhecimento de dever de informação sobre a exclusão de responsabilidade técnica. parágrafo único. VI. de informação (artigo 6º. quando dispõe acerca da comercialização dos programas de computador. As condições da ação presentes. VIII.609/1998. Basta que o fabricante ou integrador desapareça. Os interesses pertencem aos adquirentes de direitos de uso de software. da Lei nº 8. III. que deles compartilham uniformemente. o adquirente apenas se inteiraria da exclusão de assistência técnica no momento da abertura da embalagem e do funcionamento da máquina digital. para cuja defesa está habilitado o ministério público (artigos 81.078/1990). VII. mediante a detecção de mau uso ou de comportamento de outro integrante da cadeia produtiva. A cláusula que exonera a microsoft do dever de assistência técnica e o atribui exclusivamente ao fabricante ou integrador viola os direitos do consumidor e do usuário de programa de computador. I. responsabilizando-se por sua erradicação ou dela se eximindo. ao não contarem com a assistência técnica da microsoft. prevê que tanto o titular quanto o comercializador respondem pela garantia técnica do produto no prazo de validade da versão comercializada. . Detentores de relação jurídica com a microsoft. De acordo com a própria microsoft. Os usuários de software previamente instalado no computador. LIQUIDAÇÃO E EXECUÇÕES INDIVIDUAIS. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. CONDENAÇÃO GENÉRICA. Configura-se direito coletivo em sentido estrito. I. II e 82. II. o fornecedor deve fazer a análise técnica e apontar a impropriedade encontrada. negue o problema de fornecimento ou o atribua ao criador do programa digital. do cdc).

a teor do que preceituam os artigos. Antonio Carlos Cedenho. 6º. Apelação do ministério público federal a que se dá parcial provimento. Incumbia à empresa fornecedora demonstrar que o serviço era acessível na localidade de residência da autora. Outras singularidades são admissíveis. INTERNET BANDA LARGA 3G. não tem potencial para comprometer em níveis intoleráveis a incolumidade moral de eventuais prejudicados. (TRF 3ª R. ou seja.078/1990. Des. INEXIGIBILIDADE.6100. RESPONSABILIDADE CIVIL.. DEVER DE INFORMAÇÃO. 1208) APELAÇÃO CÍVEL. completa e transparente. inc.4. Danos morais. XI.2002. Pág. título III. MULTA RESCISÓRIA. Rel. DESFAZIMENTO DO CONTRATO POR ATO IMPUTÁVEL À EMPRESA DE TELEFONIA. A informação sobre a área de cobertura do serviço de internet 3g deve ser fornecida ao consumidor previamente à celebração do contrato. daí resulta o dever de indenizar. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. SP. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. por envolver. III e 14 do CDC. Trata-se de interesses individuais homogêneos. DEJF 02/09/2013. que retratam a perda do investimento e as despesas adicionais com o apoio operacional de terceiros. AC 0024428-89. interesses materiais. da Lei nº 8. AUSÊNCIA DE SINAL. Fed. Quinta Turma. O inadimplemento contratual. Evidenciada a inscrição indevida do nome da parte autora em cadastros de inadimplentes. XII. Danos morais inexistentes. Dano moral in re ipsa. X.462 conheceria a cláusula na própria ocasião de uso do produto. cuja reparação segue a sistemática do capítulo II. 19/08/2013. de modo a permitir sua fruição e utilização para a finalidade a que se destinava. de forma clara. como. por exemplo. com possibilidade de liquidação e execução individuais (artigos 95 e 97). dispensando a prova do . Cada consumidor que não pôde usar a assistência técnica da microsoft teve prejuízos específicos.03. IX. a princípio. Julg. profere-se uma condenação genérica. a impossibilidade de exercício de profissão ou de um trabalho acadêmico em razão de pane do computador.

Rel.7000. Montante da indenização arbitrado na sentença que se considera adequado. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.09. Manutenção. configuram um quadro com habilidade técnica de violar direito da personalidade.463 efetivo prejuízo sofrido pela vítima em face do evento danoso. quais sejam atendimento emergencial e paciente idosa (76 anos). Recurso conhecido e improvido. (TJRS. VALOR RAZOÁVEL E PROPORCIONAL (R$ 2. DJERS 02/09/2013) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. com Súmula de julgamento servindo de acórdão. Ac. 28/08/2013. mostra-se razoável e proporcional. (TJDF. 706. aliada às circunstâncias peculiares do caso vertente. AC 205005-58.00).099/95.009629-5. NA HIPÓTESE. 3. Não há honorários advocatícios. R$ 2.815. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. FATO INCONTROVERSO. porquanto não foram ofertadas contrarrazões. Condenado o recorrente vencido ao pagamento das custas processuais. Nona Câmara Cível. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.1. DJDFTE 30/08/2013. 2. bem assim às peculiaridades do caso concreto. Rec 2013. Na espécie. CONSUMIDOR. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. na forma do artigo 46 da Lei nº 9. Miguel Ângelo da Silva. o valor arbitrado a título de danos morais. Julg.00 (dois mil reais). Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. Arbitramento do quantum indenizatório. Rel.000. FALHA NO DEVER DE INFORMAÇÃO. bem como a ausência de informação precisa à recorrida acerca das razões para o atraso e de uma previsão de entrega. CONFIGURADO. Charqueadas. Des. inviabilizando a redução.2013. pois estabelecido em atenção aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade. ATRASO INJUSTIFICADO NA ENTREGA DE EXAME LABORATORIAL (MAIS DE 2 HORAS). 1. Apelação desprovida.8.21.000. PACIENTE IDOSA. A demora injustificada da ré/recorrente para entregar exame laboratorial à autora (mais de 2 horas). ATENDIMENTO DE EMERGÊNCIA. 220) . Pág. DANO MORAL.

até mesmo de ofício. DEVER DE INFORMAÇÃO. FORNECIMENTO DAS FATURAS DETALHADAS.2007.2012. CARÁTER INTIMIDATÓRIO QUE VISA PROVOCAR ÂNIMO SUFICIENTE PARA DAR CUMPRIMENTO À DETERMINAÇÃO JUDICIAL. ressalvada a faculdade conferida ao juiz para modificá-la. Recurso parcialmente provido. SUBSTITUIÇÃO DOS PRODUTOS POR AQUELES OFERTADOS. Rel. Não comporta redução multa diária fixada em valor razoável. PESSOA JURÍDICA TOMADORA DE SERVIÇOS COMO DESTINATÁRIA FINAL. Ac. porém apenas quando o abalo atinge sua honra objetiva. Cesar Lacerda. São Paulo. ALEGAÇÃO DA RÉ DE INDISPONIBILIDADE DOS BENS. INCIDÊNCIA DO ART.464 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. DE 07.PRÁTICAS ABUSIVAS AÇÃO DECLARATÓRIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. 18.26. CABIMENTO. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral. Ofensa à honra objetiva. Dano moral. § 1º. Descumprimento contratual não gera dano moral indenizável. Vigésima Oitava Câmara de Direito Privado. se ela se tornar insuficiente ou excessiva. TELEFONIA MÓVEL. EDcl 0008702-15. 6939687.08.8. MULTA DIÁRIA. PROCEDIMENTO DE ARTROSCOPIA NO JOELHO DIREITO EMERGENCIAL NEGATIVA DESCABIMENTO LIMITAÇÃO QUE SE CONSTITUI PRÁTICA ABUSIVA EM DETRIMENTO DA DEFESA E DO RESPEITO AO USUÁRIO CONTRATO SUBMETIDO . PLANO DE SAÚDE. Julg. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 10/06/2013. Pessoa jurídica. DJESP 26/08/2013) 33 . MULTA DIÁRIA. PRECEDENTES DO STJ. (TJSP. CDC E RESOLUÇÃO DA ANATEL N. I. Des.0001/50000. 477. MICROEMPRESA FAMILIAR. CARACTERIZAÇÃO DA RELAÇÃO DE CONSUMO. APARELHOS ENTREGUES À USUÁRIA EM DESCONFORMIDADE COM O CONTRATADO. DO CDC. sua indenização depende de prova específica a respeito. APARELHOS CELULARES PARA USO PESSOAL.

O MONTANTE DA INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL DEVE SER SUFICIENTE PARA COMPENSAR O ABALO SOFRIDO PELA VÍTIMA.465 AOS DITAMES DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR SÚMULA Nº 469 DO STJ COBERTURA DEVIDA DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA SÚMULA Nº 96 DESTA CORTE. Julg. no que toda à indenização por dano mora Dano material reduzido para o valor efetivamente demonstrado nos autos. 5. SÚMULA Nº 397). ENSEJANDO DANO MORAL. Rel. 1 O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR É APLICÁVEL ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS (STJ. 6972994. corrigidos desde os desembolsos. 4. (TJSP.0100. com observações. NADA IMPEDE QUE A INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL SEJA FIXADA EM SALÁRIOS MÍNIMOS. Sentença reformada em parte Recurso provido em parte. Autorização expedida somente após a citação da ré Dano moral devido Valor adequado considerando-se as condições de fato e de direito das partes Correção monetária incidente a partir do arbitramento.2011. APL 0178782-40. Beretta da Silveira. com incidência de juros de mora a partir evento danoso. Terceira Câmara de Direito Privado. VEDADO APENAS SEU USO COMO . com incidência de juros de mora a partir da citação. Des. DESCONTO EM BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. COBRANÇA. DANO MORAL E MATERIAL. O ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO NÃO SOLICITADO CARACTERIZA PRÁTICA ABUSIVA DO FORNECEDOR. MONTANTE. AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS RESPONDEM OBJETIVAMENTE PELOS DANOS GERADOS POR FORTUITO INTERNO RELATIVO A FRAUDES E DELITOS PRATICADOS POR TERCEIROS NO ÂMBITO DE OPERAÇÕES BANCÁRIAS (STJ. DJESP 11/09/2013) RESPONSABILIDADE CIVIL. 27/08/2013.8. SÚMULA Nº 479). 3. Ac.26. São Paulo. ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO NÃO SOLICITADO. 2. EXPRESSAMENTE PROIBIDA PELO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. BEM COMO PARA PUNIR E INIBIR A REINCIDÊNCIA DA CONDUTA DESIDIOSA DO OFENSOR.

2008. O banco.466 FATOR DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 29/08/2013. Julg. Rel. ainda que de ofício. por se tratar de matéria de ordem pública. II. a fim de lhes restituir integralmente o valor. com observação. (TJMA. DJESP 04/09/2013) APELAÇÃO. (TJSP.8. Recurso não provido. O valor do dano moral deve ser arbitrado segundo os critérios de razoabilidade e proporcionalidade. ASSINATURA DE REVISTA. Relª Desª Raimunda Santos Bezerra. O envio de cartão de crédito não solicitado e o desconto indevido em benefício previdenciário caracterizam ato ilícito. Súmula nº 362). A alteração do termo inicial dos juros moratórios e da correção monetária. PRÁTICA ABUSIVA. pelas instâncias ordinárias. Des. PRECEDENTES DO STJ.26. nos termos do §1º do art. AÇÃO DE DANOS MORAIS. não podendo ser irrisório e nem consistir em fonte de enriquecimento ilícito. Julg. A correção monetária incide desde os descontos indevidos. ou seja. William Marinho. 2. AUSÊNCIA DE CONTRATAÇÃO OU AUTORIZAÇÃO DO CONSUMIDOR. 6931971. não caracteriza julgamento extra petita ou reformatio in pejus. 134577/2013. Ac. 3. pelo fato de ter participado da cadeia de consumo. LANÇAMENTO DE PARCELAS EM CONTA CORRENTE. JUROS DE MORA.0240. III -Apelo provido. OFENSA A DISPOSITIVOS DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. Rancharia. 4. Súmula nº 54). I. Precedentes do STJ. APL 0001509-47. A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do arbitramento (STJ. de modo que os juros de mora fluem desde o evento por se tratar de responsabilidade extracontratual (STJ. 25 do CDC. CORREÇÃO MONETÁRIA. 1. por também ser fornecedor e ter pactuado com o débito de renovação automática sem o consentimento do apelante. Primeira Câmara Cível. Ac. RESPONSABILIDADE CIVIL. Rec 14872/2011. Décima Oitava Câmara de Direito Privado. DJEMA 02/09/2013) . LEGITIMIDADE DO BANCO. ORDEM PÚBLICA. 31/07/2013. TERMO INICIAL.

APLICAR FÓRMULA OU ÍNDICE DE REAJUSTE DIVERSO DO LEGAL OU CONTRATUALMENTE ESTABELECIDO. 3. JUROS APLICADOS ACIMA DOS PRATICADOS NO MERCADO. DO STJ PACIFICOU O ENTENDIMENTO DE QUE OS JUROS MORATÓRIOS PODERÃO SER CONVENCIONADOS ATÉ O LIMITE DE 1% AO MÊS. “ (ART. 8. 4. APELAÇÃO CÍVEL AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO C/C REVISÃO CONTRATUAL. PROCESSO CIVIL. 39. Julg. JUROS REMUNERATÓRIOS FIXADOS BEM ACIMA DA MÉDIA NACIONAL APLICADA AO MERCADO À ÉPOCA DA CONTRATAÇÃO. A COBRANÇA FOI PERPETRADA EM DESFAVOR DA PESSOA FÍSICA. CONSUMIDOR. Recurso conhecido e desprovido. DE ACORDO COM PESQUISA REALIZADA AO SÍTIO DO BACEN. Des. XI. 1. APL 0018296-44. 13/08/2013.0048.08. 543. CONFORME PRECEDENTE DO STJ NO RESP Nº 973827/RS. 2. PRELIMINAR DE ILEGITIMIDADE ATIVA REJEITADA. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS E JUROS MORATÓRIOS SEM PREVISÃO CONTRATUAL EXPRESSA. CONSIGNAÇÃO E REVISIONAL DE CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR E OUTRAS AVENÇAS. DJES 20/08/2013) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. do CDC. RESTOU DEVIDAMENTE COMPROVADO NOS AUTOS QUE A PRÁTICA ABUSIVA FOI PROMOVIDA PELA . Segunda Câmara Cível. DENTRE OUTRAS PRÁTICAS ABUSIVAS. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.CDC). O ENUNCIADO Nº 379. A conduta da apelante violou o inciso XI.467 PROCESSUAL CIVIL. A CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS NÃO ESTAVA EXPRESSAMENTE PACTUADA PELO QUE SUA INCIDÊNCIA ESTA VEDADA. do artigo 39. 7.2011. “É VEDADO AO FORNECEDOR DE PRODUTOS OU SERVIÇOS. SOB O REGIME DO ART. C.8. Rel. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO. 5. E NÃO DA PESSOA JURÍDICA QUE CONTRAIU O EMPRÉSTIMO FINANCEIRO. Álvaro Manoel Rosindo Bourguignon. (TJES. COBRANÇA DE CRÉDITOS REALIZADA DE FORMA ABUSIVA. MÉRITO.

Condenada a recorrente vencida ao pagamento das custas processuais e . inevitavelmente haverá exposição do consumidor a situação vexatória. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. O autor se desincumbiu satisfatoriamente de seu ônus probatório (art.se a reparação a título de danos morais. Preliminar rejeitada. IMPROVIDO. QUANTUM FIXADO EM CONSONÂNCIA COM OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE (R$ 1.00). com Súmula de julgamento servindo de acórdão. O quantum indenizatório a título de danos extrapatrimoniais deve ser fixado em harmonia com princípios da razoabilidade e proporcionalidade recomendados ao caso em espécie e atendidos os efeitos compensatórios. NA HIPÓTESE. 2. sob o fundamento de que o empréstimo que originou a cobrança foi contraído em nome de pessoa jurídica (“OZETTI VIDEO FILMAGEM Ltda”). Preliminar de ilegitimidade ativa ad causam rejeitada.000.099/95. caput. 4. I. carreando aos autos documentos que comprovam que a cobrança abusiva foi promovida pela ré/recorrente. porquanto a prática abusiva foi perpetrada em desfavor do recorrido (pessoa física administradora da pessoa jurídica). as demais circunstâncias valorativas relacionadas às partes. Se as cobranças se repetem por vários dias sucessivos.468 RÉ/RECORRENTE.00 (hum mil reais). Situação que suplanta o liame do mero dissabor.000. DANO MORAL. CPC). 333. os critérios considerados pela MMa. CONFIGURADO. 3. configurando a cobrança abusiva a teor do art. SENTENÇA MANTIDA PELOS SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ainda. 1. punitivos e preventivos. razão pela qual não merecem reforma. PRELIMINAR REJEITADA. ao quantificar o valor da indenização no patamar de R$ 1. para interferir de forma intensa na dignidade da pessoa humana. impõe. Dessa feita. estão de acordo com a orientação da doutrina e da jurisprudência. tais como condição econômico-financeira e gravidade da repercussão da violação. Não prospera a arguição de ilegitimidade ativa do autor. Recurso conhecido e improvido. RECURSO CONHECIDO. com várias chamadas por dia acompanhadas do envio de inúmeros e-mails. observando-se. na modalidade damnum in re ipsa. do CDC. 5. na forma do artigo 46 da Lei nº 9. Nesse diapasão. 42. NÚMERO EXCESSIVO E CONTINUADO DE LIGAÇÕES. Juíza.

DA CF). GARANTIAS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO (ART. Juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca. A esta. 1.625. 5º.469 advocatícios que fixo em 10% (dez por cento) do valor da condenação. DO CDC. no caso. 212) TELEFONIA. V. Ac. 5º. Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Pág. INSCRIÇÃO DO NOME DO AUTOR EM ORGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO INCLUSIVE SEM COMUNICAÇÃO PRELIMINAR DO APONTAMENTO. 14 DO CDC. A Constituição Federal atribui aos consumidores a condição de detentores de direito fundamental e aponta a defesa deste como princípio da ordem econ&ocirc. não sendo lícita cobrança mensal e indeterminada de tarifa por parte da operadora. 22 do CDC) ao consumidor. Cuida-se. do que não se desincumbiu. REPETIÇÃO DO INDÉBITO COM EXCLUSÃO DO PERÍODO FULMINADO PELA PRESCRIÇÃO. INDEPENDENTEMENTE DE COMPROVAÇÃO DE CULPA. É dever da concessionária de serviços públicos.038984-7. LV. CONDUTA ABUSIVA. 170. COMPLEXIDADE DA CAUSA. PROVIMENTO DO RECURSO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. PRÁTICA ABUSIVA A TEOR DO ART. fornecer serviços adequados. INEXISTENCIA. REFORMA DA SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU. A ENSEJAR A RESPONSABILIDADE OBJETIVA. xxxii e art. eis que o controle dos vícios do serviço se perfaz através da informação do que lhe foi efetivamente prestado. açambarcando poderes inerentes a entes estatais que por autorização legal podem cobrar tributos. DJDFTE 16/08/2013.mica (art. RELAÇÃO DE CONSUMO. COBRANÇA INDEVIDA DE PULSOS ALÉM DA FRANQUIA. MÁ PRESTAÇÁO DE SERVIÇO. competia comprovar a regularidade do serviço prestado.1. eficientes e seguros (art. (TJDF.01. CONFORME ART. V . DEVER JURÍDICO QUE NÃO PODE CONDICIONAR-SE A REGULAMENTAÇÃO DAS AGENCIAS REGULADORAS. 39. IMPROPRIEDADE DA ALEGAÇÃO DE VULNERAÇÃO DA CONSTITUIÇÁO FEDERAL. 702. Rec 2013. que não pode ser violado por eventual deficiência técnica da operadora. de direito subjetivo do consumidor. Rel.

Segunda Turma Recursal. Terceira Turma. DO CDC. IMPROVIMENTO DOS EMBARGOS . Doutrina e jurisprudência acerca do tema. Julg. Proc.2005. ABUSO DE DIREITO CONFIGURADO. 18/12/2012. violando frontalmente o disposto no artigo 39. SP. CONSUMIDOR. CONHECIMENTO. O envio do cartão de crédito. da má prestação de serviço. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Relª Juíza Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo. REsp 1. DJE 04/03/2013) PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. (STJ. INCIDÊNCIA DO ART. 2. III. Paulo de Tarso Sanseverino.0001-1. caracteriza prática comercial abusiva. sem pedido pretérito e expresso do consumidor. VENDA ASSISTIDA NAS LOJAS FÍSICAS E NOS CALL CENTERS DAS CONCESSIONÁRIAS. Rel. Min. ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO NÃO SOLICITADO. Preliminares rejeitadas. (TJBA. a exigência de prova do dano moral se satisfaz com a simples demonstração da indevida inscrição. TRANSFORMAÇÃO EM SERVIÇO OPCIONAL. devem ser conhecidos os embargos . 3. portanto. REITERAÇÃO OPORTUNA. sem culpa do consumidor para o evento danoso.805. PREÇOS MENORES. TAXA DE EMISSÃO OU SERVIÇO. PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA. por isso. ainda que bloqueado.470 CF/88). 2010/0110074-0. INC. Tratando-se de responsabilidade objetiva.117. COBRANÇA PARA REMUNERAR O CUSTO OPERACIONAL DA VENDA ASSISTIDA JÁ INSERIDO NO VALOR DA TARIFA.199. VANTAGEM EXCESSIVA. Recurso Especial PROVIDO. 39.1) Embora opostos antes de aberta a contagem do prazo recursal e. 2. EXISTÊNCIA DE OPÇÃO DE COMPRA NA INTERNET. INTERPOSIÇÃO ANTES DO INÍCIO DO PRAZO RECURSAL. PRÁTICA ABUSIVA. IMPOSSIBILIDADE. 1. do Código de Defesa do Consumidor. DJBA 06/08/2013) RECURSO ESPECIAL. PASSAGENS AÉREAS. 0122355-24. EMBARGOS INFRINGENTES. ostentando a reputação de intempestivos. V. Rec.

portador de cardiopatia grave. CONFIGURAÇÃO DE PRÁTICA ABUSIVA. que o agravado tinha relação harmoniosa a seguradora/agravante. V. Diante da recusa por parte da empresa agravante na referida renovação do contrato. RESCISÃO UNILATERAL. levando­se .0001. in casu.8. cumprindo as obrigações contratuais recíprocas durante vários anos.3) O custo operacional da comercialização de passagens aéreas nas lojas físicas e nos call centers. 3.2009. já está inserido no valor da tarifa. o agravado viu­se desamparado sendo portador de cardiopatia grave. houve reiteração à irresignação pela parte embargante . inc. sendo quase impossível aderir a novo contrato. LEALDADE E FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO. Pág. Allianz seguros s. Interpôs agravo regimental. (TJAP.471 infringentes se. Seção Única. EI 0014891-53. Mário Gurtyev. uma vez que o atendimento dos clientes nas lojas físicas e nos call centers das concessionárias é atividade indissociável da prestação do serviço de transporte aéreo .2) A existência de uma opção de compra de bilhetes de passagens aéreas a preços menores na internet não transforma a venda assistida em serviço opcional justificador de taxa adicional. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.4) Embargos improvidos. INOBSERVANCIA AOS PRINCÍPIOS DA BOA­FÉ. do Código de Defesa do Consumidor . Des. Julg. insistindo no direito de rescindir unilateralmente contrato de seguro. 09/11/2010. DJEAP 22/05/2013.03. vedada ao fornecedor de serviços pelo art. para remunerar os mencionados custos específicos. 2. 1. em momento oportuno. DIREITO DO CONSUMIDOR. eis que caracteriza a exigência de vantagem manifestamente excessiva. 27) PROCESSO CIVIL. Procedimento que confronta jurisprudência dominante no STJ. razão pela qual a cobrança da taxa de emissão ou serviço. A. AGRAVO REGIMENTAL EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA QUE JULGOU PROCEDENTE O PLEITO AUTORAL. CONTRATO DE PLANO DE SEGURO DE VIDA EM GRUPO RENOVADO ININTERRUPTAMENTE POR 8 ANOS. 39. sem sombra de dúvidas. configura prática abusiva. Rel. A rescisão unilateral do contrato de seguro prejudicaria demasiadamente o segurado/agravado. Verifica­se.

(TJCE. 1 . 42. DJCE 28/05/2013. 51. Des.0001/2. RECURSO PROVIDO. Pág.O fornecedor tem o dever de informar qualificado. Precedentes desta egrégia corte estadual e do Superior Tribunal de Justiça. 2 . conforme inteligência dos artigos 39 e 51 do Código de Defesa do Consumidor. VIOLAÇÃO À BOA-FÉ OBJETIVA. art. restou caracterizada a abusividade da cláusula contratual limitadora. ART.8. Por isso. TRANSFERÊNCIA AOS CONSUMIDORES DE SERVIÇO QUE NÃO LHES FOI PRESTADO. 4 . PRÁTICA ABUSIVA. AGENTES ATUANDO SOB AS INSTRUÇÕES DO FORNECEDOR. a pretensão dos recorrentes deve ser amparada com base no princípio da boa-fé. AG 5283­52. em que não basta o mero cumprimento formal do oferecimento de informações.A comissão de corretagem é ônus de quem contratou os serviços do intermediador. O fornecedor não pode transferir esse encargo ao . da Constituição Federal). 4. art. 33) DIREITO DO CONSUMIDOR.078/1990). 4º. VIOLAÇÃO AO DEVER DE INFORMAÇÃO. 5 . REPETIÇÃO DO INDÉBITO DEVIDA. e no princípio da informação adequada. III.A controvérsia deve ser solucionada sob o prisma do sistema jurídico autônomo instituído pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8. xxxii. DESNATURAÇÃO DO CONTRATO DE CORRETAGEM.Fixadas as normas e princípios que regulam o caso concreto. III. do Código de Defesa do Consumidor. CONSUMIDORES NÃO INFORMADOS ADEQUADAMENTE.2006. IV. Teodoro Silva Santos. Rel. reconhecimento que pode ser feito a pedido ou de ofício. CONSTRUTORA/INCORPORADORA IMOBILIÁRIA. e art. COMISSÃO DE CORRETAGEM. que por sua vez regulamenta o direito fundamental de proteção ao consumidor (art.A conseqüência do descumprimento de cláusula que viole o dever da boa-fé objetiva e o dever de informar adequadamente é a declaração de nulidade da respectiva cláusula. SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA. PARÁGRAFO ÚNICO. Agravo regimental conhecido e não provido. CDC. mas o dever substancial de que o consumidor efetivamente as compreenda. 5.06. Quarta Câmara Cível. 3 . 5º. também do Código de Defesa do Consumidor. 6º.472 em consideração sua idade e sua enfermidade.

663. COBRANÇA INDEVIDA DE ANUALIDADE. 7 . Rel. Data de Publicação: DJe 01/07/2011) II ­ O comete ato ilícito. gerando inadimplência fictícia e inscrição do nome do consumidor em cadastros restritivos de crédito. 39. T4 ­QUARTA TURMA. quando. causadora de dano moral indenizável. consubstanciada na cobrança indevida (ato ilícito) do fornecedor. INSCRIÇÃO DO NOME DA PARTE AUTORA EM CADASTRO DE ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO.078/90. do Código de Defesa do Consumidor. Relator: Ministro ALDIR PASSARINHO Junior. (TJDF. I ­ A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento de que não há falar em prova do dano moral. ATO ILÍCITO. Data de Julgamento: 15/03/2004. 172). sentimentos íntimos que o ensejam (1181205 RS 2010/0032033­7. o sofrimento. 42. se optou por não incluir esse custo no preço cobrado. mas. Juiz Hector Valverde Santana. EMISSÃO DE CARTÃO DE CRÉDITO SEM PRÉVIA SOLICITAÇÃO. a empresa ou a instituição financeira.07.05. DJDFTE 26/03/2013. Sentença parcialmente reformada. Ac. parágrafo único. fornecendo ao cliente cartão de crédito por ele não solicitado.Recurso provido. Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Data de Publicação: DJ 03. (514358 MG 2003/0019708­7. 6 . Data de Julgamento: 28/06/2011. da Lei n.2004 p. para que seja devida a reparação. previsto no art. 455) DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSO CIVIL. sobretudo quando não lhe informou adequadamente sobre esse ônus.1. porquanto basta a falha na prestação do serviço. III ­A prova do nexo causal entre a conduta conduta da empresa e o dano se perfaz evidenciadamente no próprio protesto que ensejou a equivocada inscrição do nome da autora no . 8 .021818-5.473 consumidor. Pág. na prova do fato que gerou a dor. sim.As recorridas não comprovaram que os serviços de corretagem foram efetivamente prestados aos consumidores. T3 ­TERCEIRA TURMA. 8.243. DANO MORAL CARACTERIZADO. Rec 2012. PRÁTICA ABUSIVA. Relator: Ministro SIDNEI BENETI.Nas relações de consumo é desnecessária a prova da má-fé para aplicação da sanção do art. inciso III.

mas também do nexo causal. Relator: Ministro MASSAMI UYEDA. (811523 PR 2006/0188891­4. Isso porque. 90) CDC. Data de Publicação: DJ 22. IMPOSSIBILIDADE. RECURSO IMPROVIDO. REDUÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO.06. DJCE 03/05/2013. Data de Julgamento: 15/02/2011. DANO MORAL DEVIDO.0075.000. PROPORCIONALIDADE. Além disso.2011. como se depreende facilmente da leitura do documento acostado à folha de número 28 destes autos. 1) Verificado nos autos a exposição da autora a uma situação vexatória.2008 p. SENTENÇA MANTIDA.8. o que deixa indiscutível a caracterização não só do dano e da conduta ilícita. 1) e outros. pois os constrangimentos. na modalidade damnum in re ipsa. RAZOABILIDADE. Rel. INDENIZAÇÃO. impõe-se a reparação a título de danos morais. IV ­APELAÇÃO CONHECIDA E IMPROVIDA. Francisco de Assis Filgueira Mendes. transtornos e aborrecimentos experimentados pela autora suplantam o liame de mero dissabor. a fornecedora de serviços não se exime da responsabilidade civil sobre o fato. EXPOSIÇÃO DO DEVEDOR EM SITUAÇÃO VEXATÓRIA. 2) O quantum indenizatório a título de danos imateriais deve ser fixado em harmonia com princípios da razoabilidade e proporcionalidade recomendados ao caso em .474 cadastro dos órgãos de proteção ao crédito. Des. Relator: Ministro VASCO DELLA GIUSTINA [DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS]. PRÁTICA ABUSIVA CARACTERIZADA. T4 ­QUARTA TURMA. a inscrição no SPC foi realizada pela autora. (1321630 BA 2010/0116775­3. IV­ Considerando o valor das condenações pelo Superior Tribunal de Justiça em casos análogos ao presente. tem­se que o valor de R$ 10. AC 0009114­07. ainda que se considerasse como verdadeira a argumentação apelatória de que o dano se deu por fraude cometida por terceiros. Data de Julgamento: 24/03/2008. Pág. DAMNUM IN RE IPSA. irritação ou mágoa. Segunda Câmara Cível. Data de Publicação: DJe 22/02/2011). T3 ­TERCEIRA TURMA.04. para ingressar e interferir de forma intensa na dignidade da pessoa humana.00 (dez mil reais) arbitrado pelo juízo da primeira instância se encontra razoável e proporcional. COBRANÇA DE DÍVIDA. (TJCE.

INEXISTÊNCIA DE ANOTAÇÃO PREEXISTENTE.Faturas adimplidas pelo consumidor sem inclusão da denominada tarifa de . DJDFTE 10/05/2013. Juiz José Guilherme.475 espécie e atendidos os efeitos compensatórios. razão pela qual não merecem reforma. observando-se ainda demais circunstâncias valorativas relacionadas às partes. Cobrança de tarifa de processamento indevida. SÚMULA Nº 385 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA INAPLICÁVEL. Nesse diapasão. CDC).1. DANO IN RE IPSA. Rec 2012. ao quantificar o valor da indenização por danos morais no patamar de R$ 2.É vedado pelo Código de Defesa do Consumidor condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço (art. DEVER DE INDENIZAR RECONHECIDO. INSCRIÇÃO DO NOME DO CONSUMIDOR EM CADASTRO DE DEVEDORES INADIMPLENTES. Rel. I. 2. Compra de produto eletrônico vinculada a proposta de contratação de cartão de crédito para parcelamento do preço da venda. DANO MORAL. tais como condição econômico-financeira e gravidade da repercussão da violação. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.01. Ac. Pág. 227) JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. 3) RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. PRÁTICA ABUSIVA VEDADA. LESÃO EXTRAPATRIMONIAL CONFIGURADA. AQUISIÇÃO DE PRODUTO ELETRÔNICO CONDICIONADA A ADESÃO A CARTÃO DE CRÉDITO PARA PARCELAMENTO DO DÉBITO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. os critérios considerados pela MMa. 674.896.00. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Juíza. A recorrente deverá arcar com o pagamento das custas e honorários arbitrados em 10% do valor da condenação cuja exigibilidade resta suspensa porquanto milita sob o pálio da gratuidade de justiça. 1. Prática abusiva que afasta a legalidade de cobrança de quaisquer outros valores que não o do produto adquirido.000. COBRANÇA DE TARIFA DE PROCESSAMENTO INADIMPLIDA. (TJDF. punitivos e preventivos. 39. estão de acordo com a orientação da doutrina e da jurisprudência.036136-8. RELAÇÃO DE CONSUMO.

476 processamento. ilícita. Juiz Aiston Henrique de Sousa. VENDA CASADA. 667.1.Recurso conhecido. CONTRATO DE ANÚNCIO. Dever de reparar reconhecido. DJDFTE 12/04/2013.01. 4. Constitui prática abusiva. Dano moral configurado. 237) DIREITO DO CONSUMIDOR.0354978. Rec 2012. Rel. Relª Juíza Diva Lucy de Faria Pereira Ibiapina. Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal. Ac. 2 . no valor equivalente a 10% do valor da condenação. condicionar o fornecimento de um serviço ao fornecimento de outro (art. Inexistência de anotação preexistente a efetivada pela parte ré. Inaplicabilidade do Enunciado nº 385 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. AÇÃO ANULATÓRIA DE TÍTULO DE CRÉDITO. 39. 12. portanto. Rec 2010. Pág. Recurso próprio. 98 e 99 do regimento interno das turmas recursais.Recurso conhecido e provido.024094-0. Diferença no pagamento considerado devido pelo fornecedor. mas não provido. Indenização extrapatrimonial arbitrada em R$2. Pág.Acórdão elaborado de conformidade com o dispositivo no art. Nesta situação se enquadra a conduta do banco que exige a aquisição de títulos de capitalização como condição para contratação de empréstimo. Ac.000.000. 3. (TJDF. Reparação arbitrada em R$2. inciso IX. e.00 (dois mil reais). e arts.1.099/1995. 3 . inciso I do CDC).Sem custas adicionais e sem honorários advocatícios ante a ausência de recorrente vencido. (TJDF. . Primeira Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal.00 (dois mil reais).Venda casada. regular e tempestivo. Ilicitude.316. Inclusão do nome da parte autora em cadastro de devedores inadimplentes. DJDFTE 20/03/2013. 662.03. Anotação desabonadora. RELAÇÃO DE CONSUMO. O interregno de dois dias entre uma operação e outra não descaracteriza o ilícito. 46 da Lei nº 9. FINANCIAMENTO E AQUISIÇÃO DE TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO. Sentença que se confirma pelos seus próprios fundamentos. PRÁTICA ABUSIVA. Sentença reformada para julgar procedente o pedido de indenização por dano moral. 242) APELAÇÃO CÍVEL. 1 .624. Custas processuais e honorários advocatícios. pelo recorrente.

39. o prazo para o consumidor exercer o seu direito de arrependimento conta-se da data da assinatura do contrato ou do ato de recebimento do produto ou serviço. COBRANÇA DE TARIFA DE .477 DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.0024. 49 do CDC.283460-4/003. INAPLICABILIDADE. PRÁTICA ABUSIVA. A Resolução Normativa nº 44 de 24 de julho de 2003 da ANS veda a exigência de cheque caução por parte dos prestadores de serviços no ato ou anteriormente à prestação do serviço. Julg. REVISIONAL DE CONTRATOS. DJEMG 05/06/2013) APELAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. ONEROSIDADE EXCESSIVA À AUTORA. RESOLUÇÃO NORMATIVA 44 ANS. Não demonstrada a vontade da consumidora na realização do ajuste em questão e a sua onerosidade excessiva. ATENDIMENTO HOSPITALAR. 51. 09/05/2013. XII. nos termos do art. PRÁTICA ABUSIVA. DO REFERIDO DIPLOMA LEGAL. APLICAÇÃO. Rel. APELAÇÃO. Nilo Lacerda. IV DO CDC. Segundo a norma anotada no art. CÉDULAS DE CRÉDITO BANCÁRIO. 29/05/2013. Des. ART. (TJMG.254668-6/001. QUITAÇÃO.10. A exigência de cheque como caução para internação hospitalar em favor da apelante trata-se de prática abusiva. ART. CDC E LEI Nº 10. escorreita a sentença que julgou procedente o pedido. Julg. AUSÊNCIA DE TERMO A QUO PARA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. Antônio Bispo. CLÁUSULA PENAL PREVENDO O PAGAMENTO DE 40% DO VALOR CONTRATUAL EM CASO DE DESISTÊNCIA APÓS O PERÍODO DE 7 DIAS E DESPROPORCIONALIDADE ENTRE O PREÇO E O SERVIÇO PACTUADO. IV do Código de Defesa do Consumidor. AÇÃO DE COBRANÇA.931/04. ART.0105. Des. PRAZO PARA ARREPENDIMENTO. 49 DO CDC. (TJMG.08. CHEQUE CAUÇÃO. Rel. Recurso Desprovido. APCV 1. DJEMG 17/05/2013) CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 51. OCORRÊNCIA. APCV 1.

conforme pacificado na Súmula nº 297 do STJ. RECURSO PROVIDO EM PARTE. RESTITUIÇÃO DEVIDA. APCV 1. CONDUTA ABUSIVA. RESTITUIÇÃO NECESSÁRIA DE FORMA SIMPLES CORRESPONDENTE AO VALOR COBRADO INDEVIDAMENTE. sendo devida a sua restituição simples ao consumidor que a pagou ao quitar a dívida. mediante redução proporcional dos juros e demais encargos. total ou parcialmente. I. Relª Desª Marcia de Paoli Balbino. VENDA CASADA. RECURSOS NÃO PROVIDOS.143219-3/001. CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. INCORPORADORA E IMOBILIÁRIA.478 LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA. VIOLAÇÃO A BOA-FÉ OBJETIVA E AO DEVER DE INFORMAÇÃO. ARTIGO 39. (TJMG. AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE VALORES C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRÁTICA ABUSIVA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. CABIMENTO. O pagamento dos serviços de corretagem só pode ser exigido do comprador do imóvel quando ele contrata o profissional. É vedada a cobrança de tarifa pela liquidação antecipada do débito. COMISSÃO DE CORRETAGEM. 13/12/2012.10. 52. ART. CONSTRUTORA. O CDC é aplicável aos contratos bancários. ainda que prevista contratualmente. 52. DJEMG 08/01/2013) APELAÇÕES CÍVEIS. se houver relação de consumo e no que couber. § 2º. ou quando há livre negociação entre as partes. Julg. O valor a ser restituído deve corresponder ao valor efetivamente cobrado pela instituição financeira de forma indevida. VENDA DO IMÓVEL CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA COMIS SÃO DE CORRETAGEM. Verificada a relação de consumo. OBRIGAÇÃO IMPUTADA AO COMPRADOR SEM EXPRESSA CONTRATAÇÃO. § 2º DO CDC. CDC. Conforme art. do CDC o consumidor tem a possibilidade de pagamento prematuro da dívida.0024. . Recurso provido em parte. PRÁTICA VEDADA PELO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. prevalece a aplicação das normas do Código de Defesa do Consumidor sobre as do Código Civil.

MANUTENÇÃO DA SENTENÇA. Primeira Câmara Cível. SÚMULA Nº 469 DO STJ. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. 724 do Código Civil. a transferência do ônus do pagamento da comissão de corretagem ao consumidor se mostra ilegal e abusiva. clara e ostensiva. APL 0040259-44. Constatado que os serviços de intermediação imobiliária da mgarzon eugênio foram contratados pela vendedora mb engenharia e pela gestora brookfield.479 Não se aplica o disposto no art. Rel. Pág. PRÓTESE IMPORTADA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Campo Grande. APLICAÇÃO DO CDC. Divoncir Schreiner Maran. A negativa de arcar com os custos de implantação de prótese. PRÁTICA ABUSIVA. (agrg no AG 1140102/sc) (TJMS. APLICAÇÃO DO ART. Necessidade de demonstração da má-fé dos credores restituição na forma simples. IMPLANTAÇÃO DE PRÓTESE. que impôs ao consumidor o pagamento da comissão. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO.8. INDICAÇÃO DO MÉDICO DA PACIENTE. é necessário haver contratação expressa. Porém. Nada obsta que as partes convencionem que o pagamento da comissão de corretagem fique a encargo do comprador. A jurisprudência nacional é pacífica quanto à aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde.12. Des. nos termos da Súmula nº 469 do STJ. Recurso adesivo. não é agasalhada pela jurisprudência pátria. A segunda seção do Superior Tribunal de justiça firmou o entendimento no sentido de que a devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor somente é possível quando demonstrada a má-fé do credor. PLANO DE SAÚDE. 21 DO CPC. uma vez que cabe ao médico da paciente prescrever o tratamento mais . o valor respectivo deverá ser ressarcido aos apelados. Recurso não provido.2011. por consistir em transferência indevida de custo do empreendimento e. 30) APELAÇÃO CÍVEL. Devolução em dobro do indébito. por este motivo.0001. NEGATIVA DE CUSTEIO. de forma solidária por ambas as apelantes. Recursos improvidos. uma vez que a contratação da imobiliária foi feita pela incorporadora. DJMS 19/03/2013. pelo simples fato dela ser importada. PREVISÃO CONTRATUAL DE COBERTURA. o que inocorreu na hipótese.

Má prestação de serviço. AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. DESCABIMENTO. a manifestação da vontade fora viciada. Danos morais configurados. Decisão unânime. 21 do cpc. Julg. Pág. APELAÇÃO CIVEL. 26/03/2013. APL 0007779-07.17. Primeira Câmara Especializada Cível. DECISÃO UNÂNIME.8. Inversão do ônus da prova. nos termos do art. Eduardo Augusto Paura Peres. ESTADO DE PERIGO (ART. 234) DIREITO CIVIL E CONSUMERISTA. 156. Não deve. AC 200.2010. DJEPE 04/04/2013. o acompanhante ser obrigado a suportar o pagamento das despesas hospitalares realizadas. 9) PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR.0810. Nesse tipo de situação. O ato arbitrário dos hospitais. (TJPE. Des. BLOQUEIO DE CONTA CORRENTE EM RAZÃO DE DÉBITO DE CARTÃO DE CRÉDITO. Rel. ASSINATURA DE ACOMPANHANTE EM TERMO DE RESPONSABILIDADE PELO INTERNAMENTO DO PACIENTE. PRÁTICA ABUSIVA. Rel. tendo em vista que a parte . serão recíproca e proporcionalmente distribuídos e compensados entre eles os honorários e as despesas. Pág.480 adequado ao caso.0285758/002. VÍCIO DE CONSENTIMENTO -SENTENÇA MANTIDA. Se cada litigante for em parte vencedor e vencido. portanto. DJPB 25/06/2013. 2. Des. CONFIGURAÇÃO DE PRÁTICA ABUSIVA DO NOSOCÔMIO. AÇÃO MONITÓRIA. de impor ao acompanhante do paciente a responsabilidade pelas despesas que vierem a ser realizadas para o cumprimento do contrato é ineficaz. RECURSO IMPROVIDO. HIPÓTESE EM QUE ESSA OBRIGAÇÃO FOI ASSUMIDA POR CONTA DA GRAVIDADE DOS FATOS. Sexta Câmara Cível.2008. 1. Responsabilidade objetiva do banco. Sentença mantida. Marcos Cavalcanti de Albuquerque. Apelo improvido. DO CC). (TJPB. ENCARGO QUE O HOSPITAL PRETENDE CONSTITUIR EM TÍTULO JUDICIAL E RECEBER DO CONSUMIDOR.

0001. II. Julg. OFENSA AO PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL E DA BOA-FÉ. Sentença mantida. 161) 34 .PRINCÍPIO DA BOA-FÉ PLANO DE SAÚDE COLETIVO.8. não possuindo nenhuma outra alternativa.656/98. 13. Rel.2010. NEGATIVA AO CUSTEIO DE DESPESAS. § único. JURISPRUDÊNCIA DESTA CÂMARA E DO TRIBUNAL. ou assina o contrato ou deixaremos aquela vida à sua própria sorte. (TJSP. CONTRATO DE ADESÃO. OFENSA AO CDC E À LEI Nº 9. RESPONSABILIDADE CIVIL. Décima Câmara de Direito Privado. Recurso não provido. Santo André. 51. DJEPE 05/02/2013. Heriberto Carvalho Galvão. IV E §1º DO CDC. inc. DJESP 13/09/2013) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRATAMENTO CIRÚRGICO DA TROMBOSE. CONSUMIDOR. assinar e/ou aceitar a obrigação excessivamente onerosa (art. Rel. Poderíamos dizer nestes casos. Pág. Procedência mantida. Quinta Câmara Cível. INC. Julg. restando por configurada a prática coercitiva e abusiva contra o consumidor. Juiz Conv. mesmo que na modalidade coletiva. EDcl 0027672-24. 156 do cc). CAARJ. IMPLANTE DE FILTRO GREENFIELD. Aplicação do art. que incide no caso dos autos por força da Súmula nº 469. IMPOSSIBILIDADE. Ac. PROCEDÊNCIA MANTIDA RECURSO NÃO PROVIDO. 6979136. Não é cabível a rescisão unilateral de contrato de plano ou de seguro saúde. do STJ.26. VIOLAÇÃO À BOA-FÉ OBJETIVA E AO PRINCÍPIO DA CONFIANÇA. ART. Des.2010. 3. DANO MORAL . Decisão unânime. (TJPE. APL 0031545-91.481 estava brutalmente abalada emocionalmente.17.0554/50000.8. CLÁUSULA ABUSIVA. Entendimento desta Câmara e da maioria da jurisprudência do Tribunal. 25/06/2013. RESCISÃO UNILATERAL IMOTIVADA. Carlos Alberto Garbi. da boa-fé e aos ditames do CDC. A cláusula contratual que autoriza a denúncia do ajuste ofende ao princípio da função social. se não. 30/01/2013. Recurso improvido. da Lei dos Planos de Saúde.

Constando no relatório e voto. provas. Com clareza a decisão embargada expressou que a cláusula que exclui a cobertura para o implante do filtro greenfield é reputada abusiva e nula de pleno de direito. omissão ou contradição. todos os fundamentos importantes para a causa de pedir. A omissão apta a ser suprida pelos embargos declaratórios é aquela advinda do próprio julgamento e prejudicial à compreensão da causa. EMBARGOS VISANDO APENAS AO PREQUESTIONAMENTO. os embargos devem obedecer aos ditames do art. DESCABIMENTO. somente. 4. APLICAÇÃO DO MÉTODO BIFÁSICO DE QUANTIFICAÇÃO DO DANO. nos termos do art. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA PARA DIMINUIR O VALOR DA CONDENAÇÃO. As funções dos embargos de declaração são. E uma interpretação que aceitasse a exclusão do custeio de tal material cirúrgico e dos procedimentos para sua instalação violaria frontalmente os ditames da boa-fé em seu aspecto objetivo. O contrato do plano de saúde apresentado prevê expressamente a cobertura de uma série de procedimentos. 535 do CPC. Mesmo nas hipóteses de prequestionamento. mas sim com o seu livre convencimento (art. e não aquela que entenda o embargante. ainda mais como meio transverso de forçar a subida de recurso extraordinário. OMISSÃO. que são partes integrantes do julgado. o juízo não está obrigado a descrevê-los detalhadamente no acórdão. aspectos pertinentes ao tema e da legislação que entender aplicável ao caso. 1. jurisprudência. 131 do cpc). 5. Sem obscuridade. O magistrado não está obrigado a julgar a questão de acordo com o pleiteado pelas partes. afastar do acórdão qualquer omissão necessária para a solução da lide. IV e § 1º do CDC. utilizando-se dos fatos.482 CONFIGURADO. INÉPCIA DA INICIAL. devem ser rejeitados. INEXISTÊNCIA. 51. 2. não permitir a obscuridade por acaso identificada e extinguir qualquer contradição entre premissa argumentada e conclusão. 3. CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. A omissão . 6. uma vez que a cobertura de seguro saúde é apta para gerar uma legítima expectativa e confiança da parte do segurado de que estará coberto contra situações em que necessite de procedimentos e material consentâneo para a manutenção de sua vida (princípio da confiança). tais como a cirurgia vascular e angiologia. inc.

de origem comum (CDC. lançar e comercializar veículo no ano como .5101. 154) RECURSO ESPECIAL. os embargos devem obedecer aos ditames do art.. (TRF 2ª R. CONSUMIDOR. 1.4. a propor.Embargos de declaração destinam-se a corrigir eventual omissão. de modo que legitimado. Des. prática usual no país. AÇÃO CIVIL PÚBLICA PROCEDENTE. Sem obscuridade. constitui prática comercial abusiva e propaganda enganosa e não de “reestilização” lícita. 535). contra a fabricante. art. e não aquela que entenda o embargante. Marcus Abraham. Embargos de declaração desprovidos. 9. Rel. ainda mais como meio transverso de forçar a subida de recurso extraordinário.483 apta a ser suprida pelos embargos declaratórios é aquela advinda do próprio julgamento. 535 do CPC. . não constituindo via própria ao rejulgamento da causa 2. CASO “PÁLIO FIRE MODELO 2007”. ação civil pública em prol de consumidores lesados por prática comercial abusiva e propaganda enganosa. 7. obscuridade ou contradição intrínsecos ao julgado (CPC.o ministério público tem legitimidade processual para a propositura de ação civil pública objetivando a defesa de direitos individuais homogêneos. PROPAGANDA ENGANOSA. LANÇAMENTO NO MESMO ANO DE 2006 DE NOVO MODELO 2007. DEJF 12/09/2013. PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA. EDcl-AC 0019863-94. DIREITO INDIVIDUAL HOMOGÊNEO. art. no caso. Fed. .2005. Inadequada a via dos embargos de declaração como forma de reexame do julgado. devem ser rejeitados. Mesmo nas hipóteses de prequestionamento. “REESTILIZAÇÃO” DE PRODUTO. PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA. Pág. Quinta Turma Especializada. 8. omissão ou contradição. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. . iii). e prejudicial à compreensão da causa. 81. o que se configura.embora lícito ao fabricante de veículos antecipar o lançamento de um modelo meses antes da virada do ano. INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO. ALEGAÇÃO DE REESTILIZAÇÃO LÍCITA AFASTADA. RJ. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. VEÍCULO 2006 COMERCIALIZADO COMO MODELO 2007.02. 3.

2011/0155718-5. resta desde já arbitrado o valor do dano moral individual (item 5 aludido) em 1% do preço de venda do veículo. Min. item 5). (STJ.adequada a condenação. REsp 1. precisa e correta. 6. com juros de mora a partir da data do evento danoso. simplesmente lançou outro automóvel “pálio fire modelo 2007”. depois. vendido apenas em 2006. no mesmo ano. antes e durante a contratação. como modelo do ano seguinte. Proc. 5. deve-se. em regra. Terceira Turma. realizada pelo acórdão ora recorrido. DJE 09/09/2013. opta pela compra do modelo do ano.ao adquirir um automóvel. 7. sendo de se salientar que um dos principais aspectos da boa-fé objetiva é seu efeito vinculante em relação à oferta e à publicidade que se veicula. .342. devidamente corrigido. de forma clara. .484 sendo modelo do ano seguinte e. visando a sanar quaisquer dúvidas e assegurar o equilíbrio da relação entre os contratantes. circunstância que minimiza o efeito da desvalorização decorrente da depreciação natural. isto é. . RS.pelo exposto. adquiridos esses modelos pelos consumidores. com alteração de vários itens. com novos detalhes. observa-se que. o que leva a concluir haver ela oferecido em 2006 um modelo 2007 que não viria a ser produzido em 2007. nem mesmo comercializando mais o anterior em aludido ano seguinte. após divulgar e passar a comercializar o automóvel “pálio fire ano 2006 modelo 2007”. ferindo a fundada expectativa de consumo de seus adquirentes em terem. a fim de viabilizar a mais eficaz liquidação determinada (ementa do acórdão de origem. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE DANOS MORAIS E MATERIAIS C/C ANTECIPAÇÃO DE TUTELA POR VIOLAÇÃO DE . Pág. de modo a proteger a legítima expectativa criada pela informação. a ser pago ao primeiro adquirente de cada veículo. um veículo do ano. 4. aquele cujo modelo deverá permanecer por mais tempo no mercado. quanto ao fornecimento de produtos ou serviços. Sidnei Beneti. no ano de 2007. que se confunde com o da aquisição à fábrica (Súmula nº 54/STJ). Caso em que o fabricante. que obriga prevenir a delonga na satisfação do direito.899. daí a necessidade de que as informações sobre o produto sejam prestadas ao consumidor. o consumidor. ostensiva. nega-se provimento ao recurso especial. Rel. 1670) APELAÇÃO. e considerando o princípio da demora razoável do processo. paralisar a fabricação desse modelo e lançar outro.

DEVIDO. II. § 1º. contrariando. MÉRITO. da Lei nº 8. dessa forma. DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. §1º. APLICABILIDADE DO ART. provas suficientes para tanto. MANUTENÇÃO DO DECISUM. remanesce imperioso a aplicação do art. ÔNUS PROBATÓRIO. a legislação consumerista prevê a aplicação do instituto da solidariedade. DANO MATERIAL. PRELIMINAR. CONSERTO DO PRODUTO NÃO REALIZADO. ocasionando angústia. RESTITUIÇÃO DA QUANTIA PAGA ACRESCIDA DE CORREÇÃO MONETÁRIA.078/1990. INEXISTÊNCIA DE PROVAS CONTRÁRIAS AS ALEGAÇÕES DA AUTORA. a substituição do bem por outro de mesma espécie. INDENIZAÇÃO DEVIDA. sendo responsáveis pelos vícios apresentados. acrescida de correção monetária ou o abatimento proporcional do preço. 333. Diante das regras de facilitação de defesa dos direitos do consumidor e de sua hipossuficiência. OCORRÊNCIA. ARGUIÇÃO. Existindo vícios de qualidade nos produtos adquiridos pelo consumidor. do código de processo civil. AQUISIÇÃO DE MERCADORIA. II. 333. II. considerando o transcurso do prazo de 30 (trinta) dias. os termos constantes do art. APLICAÇÃO DO ART. isto é. ILEGITIMIDADE PASSIVA. humilhação ou submetendo alguém à situação capaz de violar de forma exacerbada sua higidez psíquica. NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA AO ART. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO COMERCIANTE. 18. oportunizando ao consumidor acionar qualquer um dos envolvidos. imagem ou qualquer dos direitos . todos aqueles que participaram da relação de consumo. REJEIÇÃO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ. O dano moral materializa-se quando há violação ao princípio da boa-fé. a devolução da quantia dada em pagamento na aquisição dos produtos. bem como sua honra. a promovida olvidouse em demonstrar a inexistência dos vícios apontados pela promovente. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CAPUT. 557. deixando de colacionar ao caderno processual. VÍCIO DO PRODUTO. DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DANO MORAL. 18.485 NORMAS CDC. Sendo a hipótese de vício e não de fato do produto. sem que o fornecedor tenha sanado os vícios. SEGUIMENTO NEGADO AO APELO.

11) PROCESSO CIVIL.Ofertado extracontratualmente pela operadora. HOME CARE. de fármacos e de materiais adequados aos procedimentos de higienização. 3. NORMAS QUE REGEM OS PLANOS DE SAÚDE. por não haver oportunidade para o consumidor manifestar sua vontade. AC 026. DECISÃO MANTIDA.Presentes as exigências impostas pelo art. da Constituição Federal de 1988. O art.486 personalíssimos tutelados no art. deve fornecer todo o aparato indispensável à sobrevivência digna . do código de processo civil. nas circunstâncias deste caso. 5º. causando ônus desproporcionais ao hipossuficiente ­e o CDC garante maior proteção ao consumidor. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCIDÊNCIA DO CDC. não apenas um tratamento. DJPB 03/09/2013. com sequelas de AVC. OFERTA EXTRACONTRATUAL. substituindo o internamento hospitalar. 273 do CPC para a concessão da tutela antecipada na primeira instância.Trata­se de paciente com 91 (noventa e um) anos. Súmula nº 469 do STJ. ao que parece. Pág. a fim de restabelecer o equilíbrio contratual. PLANO DE SAÚDE. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DEFERIDA. quando este estiver em confronto com Súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. INCIDÊNCIA. por sua própria vontade.A relação existente entre os litigantes é de consumo. 4. e sendo o serviço home care. ou de tribunal superior.002237-8/001. 5. carente do uso de oxigênio em cilindro para respirar. V e X.Nos pactos tipicamente de adesão. PRESENÇA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES. 1. aspiração. dentre outros. 2. Des. 557. Rel. permite ao relator negar seguimento a recurso. pelo que se subordina às normas do Código de Defesa do Consumidor. mas uma verdadeira internação domiciliar. (TJPB. através de decisão monocrática.2011. dependente dos cuidados de terceiros. caput. gastrotomizada. Frederico Martinho da Nóbrega Coutinho. PRINCÍPIO DA BOA­FÉ OBJETIVA. restando­lhe tão somente a opção de aceitar as disposições contratuais. o plano de saúde. acamada. do Supremo Tribunal Federal. é possível relativizar o princípio do pacta sunt servanda­ sobretudo quando o fornecedor ou prestador de serviços não age de acordo com a boa­fé objetiva.

Caso em que o de cujus contribuiu para o plano de previdência privada por mais de 50 anos. Terceira Câmara Cível. Rel. Pensão por morte . diante do exposto no art. Mérito . 6. atinente à complementação de aposentadoria. .487 da beneficiária. MIGRAÇÃO PARA O PLANO PE/RCC. APURAÇÃO DO VALOR DA PENSÃO. Antônio Abelardo Benevides Moraes. . sendo plenamente aplicáveis as disposições do Código de Defesa do Consumidor. REVISÃO DE BENEFÍCIO.0000. 6º. inclusive deste ente fracionário.Recurso conhecido e não provido. 26) APELAÇÃO CÍVEL.Percebe-se a inobservância aos direitos básicos do consumidor. da Lei nº 9. MBM PREVIDÊNCIA PRIVADA. DEVER DE INFORMAÇÃO E TRANSPARÊNCIA. DJCE 29/08/2013. Fartos precedentes desta Corte. (TJCE.A matéria tratada no presente feito. conforme Súmula nº 321 do STJ. limite prescricional previsto pela Súmula nº 291 do STJ. como se no hospital estivesse. III do CDC. PRINCÍPIO DA BOA-FÉ ENTRE OS CONTRATANTES.2013. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR.Deve-se levar em consideração o princípio da boa-fé que norteia as relações contratuais cuja finalidade fundamenta-se no cumprimento do objetivo contratual e a realização