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541C4180
Nº 98858/2015 – ASJCIV/SAJ/PGR

Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, em 01/06/2015 19:16. Para verificar a assinatura acesse
Recurso Extraordinário 748.543 – RS
Relator: Ministro Marco Aurélio
Recorrente: Estado do Rio Grande do Sul
Recorrido: Tradener Ltda.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL.
ICMS. INCIDÊNCIA. OPERAÇÃO INTERESTADUAL.
COMPRA E VENDA. ENERGIA ELÉTRICA. IMUNIDADE
CONSTITUCIONAL. ART. 155, § 2º, X, B.
1 – A norma constitucional reguladora da operação interes-
tadual de energia elétrica imuniza a tributação de ICMS re-
lativamente ao Estado remetente da energia elétrica,
permitindo ao Estado destinatário o exercício de sua capa-
cidade impositiva sobre a entrada do insumo em seu terri-
tório.
2 – Parecer pelo provimento do recurso extraordinário do
Estado do Rio Grande do Sul.

Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do
Rio Grande do Sul em face de acórdão do Superior Tribunal de
Justiça que reformou a decisão da instância de origem e reconhe-
ceu a não incidência do ICMS em operação interestadual de com-
pra e venda de energia elétrica destinada a ser insumo em processo
de industrialização.

sofreu diversas autuações do fisco do Estado do Rio Grande do Sul.543 – RS Originariamente. pela legislação tributária. agente autorizado para compra http://www. o empreendimento recorrido surpreendeu-se com as autuações do fisco do Estado do Rio Grande alçadas em. 2 . duzentos e sessenta mil UPFs. Após apresentado laudo pericial. Ultrapassadas as instâncias administrativo-fiscais sem que te- nha visto qualquer êxito. Entretanto.31605D00. o recorrido. multa e juros moratórios.001C20D5. pos- teriormente sucedida pela Braskem S/A. a pretensão do ora recorrido foi julgada improcedente pela primeira instância. portanto.541C4180 e venda de energia elétrica no mercado atacadista e sediado no Es- tado do Paraná. Por conta de a operação de venda interestadual de energia elétrica não estar. cujo objeto era o fornecimento de trinta megawatts médios para o processo de in- dustrialização de polietilenos e propilenos pelo período de 1º de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2006. materializadas nos Autos de Lançamento 0012592625 e 0012592633. empreendimento com domicílio fiscal no Estado do Rio Grande do Sul. referente ao valor principal de ICMS. por ter celebrado contrato de compra Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. aproximadamente. a distribuidora ingressou com ação anu- latória no foro de Porto Alegre.PGR Recurso Extraordinário 748.mp.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. no âmbito da incidên- cia do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.mpf.transparencia. Para verificar a assinatura acesse e venda de energia elétrica com a Ipiranga Petroquímica S/A. em 01/06/2015 19:16. a transação. não o considerou para os fins de fixação dos custos.

por sua 22ª Câmara Cível.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195.31605D00. à vista do preenchimento dos requisitos de admissibilidade. Com fundamento no art.mpf. submeteu-se a discussão ao Plenário Virtual para detecção da necessária repercussão geral da matéria. o Superior Tribunal de Justiça. procedeu-se à convoca- ção do Ministério Público Federal para a elaboração de parecer.541C4180 de Justiça do Rio Grande do Sul. Para verificar a assinatura acesse especial. determi- nou a conversão do agravo no correspondente recurso especial.543 – RS Em segundo grau. inad- mitiu-se o recurso especial posteriormente interposto.001C20D5. negou provimento ao recurso. o Ministro Relator daquela Corte. deu provi- mento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e julgar procedente a demanda originária. Acatada a preliminar pelos Ministros. admitido na instância de origem. por sua 1ª Turma.PGR Recurso Extraordinário 748. Já no Supremo Tribunal Federal. interposto recurso de apelação. em 01/06/2015 19:16. sucedendo-se assim a apresentação de recurso extraordinário. 557. o Tribunal http://www.transparencia. Foram interpostos. A decisão recorrida restou assim ementada: 3 . Na análise do agravo de instrumento para destrancamento do Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS.mp. dois embargos de declara- ção. Napoleão Nunes Maia Filho. De igual forma. § 1º-A do CPC. com inversão dos ônus de sucumbência estabelecidos na sentença. Os autos vieram à Procuradoria-Geral da República. à una- nimidade. os quais foram rejeitados. sucessivamente.

Possui re- percussão geral a controvérsia acerca do alcance da imunida- de tributária.001C20D5. ALÍNEA “B”. III E 3º. ENERGIA ELÉTRICA. prevista no artigo 155. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – ALCANCE – INTERMEDIÁRIA NA AQUISIÇÃO E ALIENAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL VERIFICADA. Para verificar a assinatura acesse A linha de julgamento da Suprema Corte segue a orientação a partir do seguinte entendimento firmado no aresto da repercus- são geral: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA – ARTIGO 155.541C4180 DO IMPOSTO QUANDO A ENERGIA É DESTINADA AO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO (LC 87/96.. III).543 – RS RECURSO ESPECIAL. CIRCUNSTÂNCIA EVIDENCIADA NOS AUTOS POR MEIO DE PROVA PERICIAL. § 2º. ICMS. RECURSO ESPECIAL PROVIDO PARA REFORMAR O ACÓRDÃO E JULGAR PROCEDENTE A DEMANDA.. A controvérsia aqui tratada centra-se na incidência ou não do ICMS sobre a operação de compra e venda interestadual de ener- gia elétrica para a industrialização de derivados de petróleo.31605D00.mpf. as seguintes pre- missas no recurso extraordinário: (i) a imunidade tributária especí- fica para operações interestaduais de energia elétrica. alínea “b”.. da Constituição Federal. portanto. OPERAÇÃO INTERESTADUAL DE FORNECIMENTO.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195.transparencia. § 2º.PGR Recurso Extraordinário 748. ARTS.mp. 2º. INCISO X. em 01/06/2015 19:16. A procuradoria estadual fixou. difere da sistemática de creditamento tributário e. § 1º. à intermediária que adquire energia elétrica e a aliena a consumidores no mesmo estado. TRIBUTÁRIO. desnaturando a alegação de comercialização ou industrializa- ção da energia elétrica. Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. NÃO INCIDÊNCIA http://www. em essência. inciso X. 4 . disciplinada pela Constituição Federal. não haveria qualquer similitude entre ambas as situações e (ii) o empreendimento petroquímico qualifica-se como consumidor final da energia elétrica fornecida pela recor- rida.

inclusive lubri- ficantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados” (in CAR- RAZZA.543 – RS A Corte a qua. da Lei Complementar 87/96. inclusive lubrificantes.541C4180 tigos 2º. No mesmo sentido: MELO. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados.mp.transparencia. III. os pressupostos para este julga- mento demandam o cotejo entre os fatos da causa e a imunidade tributária específica normatizada para as operações interestaduais que envolvam energia elétrica e tipificada no art.PGR Recurso Extraordinário 748. b. No entanto. julgou não haver incidência de ICMS no fornecimento interestadual de ener- gia elétrica ao adquirente que a utiliza em processo de industriali- zação. X. a regra limita o poder impositivo do Estado de origem na tributação das operações interestaduais com os alu- didos produtos. 1 A despeito da jurisprudência do STF.001C20D5.31605D00. Curso de Direito Constitucional Tributário. determina a Constituição Federal a não inci- dência do ICMS sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. e 3º. em 01/06/2015 19:16. Malheiros. considerando os precedentes fundados nos ar- http://www. da Constituição Federal: “É que esta é uma imunidade ampla e irrestrita. 2000. 155. tal como afirmado nos autos e comprovado por meio de Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. 15ª Ed. p. Roque Antônio. b. e energia elétrica. A uma primeira análise da norma constitucional. José Eduardo Soa- 5 . parcela da doutrina professa a ausên- cia de qualquer incidência de ICMS nas hipóteses do art. 547.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195.mpf. alcançando todas as operações interestaduais com petróleo. Primeiramente. § 2º. mas abre ensejo à tributabilidade em relação ao Estado de destino1. § 2º. §1º. da Constituição Federal. Para verificar a assinatura acesse prova pericial. III. 155. em razão da competência da Suprema Corte se firmar exclusivamente para o julgamento de causas que veiculem teses de natureza constitucional. X.

br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. imunidades e isenções do ICMS.PGR Recurso Extraordinário 748. 2 A hipótese de imposição do ICMS nas operações com energia elétrica – Peculiaridades nas operações interestaduais. poten- cializadas as operações comerciais de circulação e beneficiamento Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS.mpf.mp. 237. Para verificar a assinatura acesse de tais mercadorias e de outras que dependam do uso direto de combustíveis ou energia elétrica como insumo importante em sua manufatura.Vol. http://www.541C4180 Os Estados detentores de jazidas de petróleo ou agraciados com relevante potencial hidrelétrico acabam por ter um acréscimo na- tural de ingressos tributários por verem. julho-2001.31605D00. 742. o que tornaria desequilibrada a reversão do ICMS in- cidente sobre as saídas interestaduais de tais produtos. p.Vol. Não incidência. tal como acentua Ives Gandra da Silva Martins2. de constituciona- lidade duvidosa.543 – RS Há razoabilidade na lógica subjacente a esse entendimento. 7ª Ed. Revista dos Tribunais. ressai a tributação de ICMS a ser cobrada da distribuidora de energia elétrica em respeito à mecânica da substituição tributária. res de. ICMS – Teoria e Prática. p 333 e MA- CHADO. Quanto à sistemática prevista pela Lei Complementar 87/96. p. 39. haja vista ausência de qualquer menção específica registrada em assento constitucional. ago-1997. não socorre à recorrida tendo em conta que a inexistência fática de qualquer comercialização ou industrialização da energia elétrica pelo empreendimento petroquímico adqui- rente.transparencia. Revista Tributária e de Finan- ças Públicas. 2004. dada à sua condição de consumidor final do produto e o seu uso voltado exclusivamente como insumo para a fabricação de po- lietilenos e propilenos. 11. 6 . Hugo de Brito.001C20D5. em 01/06/2015 19:16. em seu território. que prevê cláusula de não incidência do ICMS para as operações destinadas à industrialização e à comercialização. Dialética.

ao qual caberá a integralidade do imposto. em 01/06/2015 19:16.088. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumi- dor. da Lei Complementar 87/96 dispõe ser contribu- inte a pessoa física ou jurídica que. ICMS. 155. quando não desti- Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. da relatoria do Ministro Ilmar Galvão. ditou a orientação pela tri- butação das operações envolvendo lubrificantes e combustíveis lí- quidos e gasosos pelos Estados destinatários desses produtos. desde a remessa até o consumo. que tal regra constitucional consti- tui benefício fiscal em favor do Estado destinatário da mercadoria. ILMAR GALVÃO. Para verificar a assinatura acesse nados a comercialização ou industrialização. § 2º. com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar. B. Entende o STF. pará- http://www. ao qual caberá. (RE 198088. DJ de 05 set 2003) 7 .543 – RS Dadas essas características.541C4180 grafo único. Amplamente citado nos autos.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. mas do Estado de destino dos produtos em causa.mp. o precedente discutido no Recurso Extraordinário 198. Recurso conhecido.transparencia. em sua totalidade. 4º. Consequente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais.mpf.31605D00. adquira lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica de outro Estado. no caso. na forma da ementa seguinte: TRIBUTÁRIO. a norma inscrita no art. X.001C20D5. IV. Tribunal Pleno. há muito. mesmo sem habitualidade. a exigência tributária do Es- tado de São Paulo. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART.PGR Recurso Extraordinário 748. DERIVADOS DO PETRÓLEO. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. evidenciando lícita a imposição tributária em questão. mas desprovido. o ICMS sobre eles incidente. Relator Min.

que analisou a aplicação da dita http://www. calculado o im- posto sobre o preço então praticado na operação final e assegurado seu recolhimento ao Estado ou ao Distrito Fede- ral. o da Consti- tuição de 1967. em 01/06/2015 19:16. por ocasião da saída do produto de seus estabelecimen- tos. na condição de contribuintes ou de substitutos tributários. Para verificar a assinatura acesse e. produtos equiparados à energia elétrica para os fins da incidência do favor constitucional. do Estado destinatário. § 9º.transparencia.] § 9º Até que lei complementar disponha sobre a matéria.543 – RS Na dicção do voto condutor. em última razão. as empresas distribuidoras de energia elétrica. quer sejam contempladas com recursos naturais aproveitáveis pelo mercado de consumo ou não. 34. ainda que destinado a outra unidade da Federação. do Ato das Dispo- sições Constitucionais Transitórias: Art. mantido. mas.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. dispõe o art..31605D00.541C4180 cláusula de imunidade tributária às operações com lubrificantes e combustíveis. em desfavor da aplicabilidade irrestrita da imuni- dade tributária em estudo. e pelas posteriores. 8 . Ademais. sim. 34.mp. a regra imunizante não foi disposta na Constituição Federal em benefício da cadeia produtiva Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS.. à conta dos efeitos tributários da arrecadação frente ao federalismo fiscal adotado pelo texto constitucional e de um necessário equilíbrio financeiro entre as diversas regiões brasi- leiras. conforme o local onde deva ocorrer essa operação. do consumidor final do produto. pelo pagamento do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias incidente sobre energia elétrica. serão as responsá- veis. até então.mpf. desde a pro- dução ou importação até a última operação.001C20D5. [. com a redação dada pela Emenda nº 1. de 1969.PGR Recurso Extraordinário 748. O sistema tributário nacional entrará em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao da pro- mulgação da Constituição.

como tal. evita o benefício exclusivo dos poucos Estados refinadores de petróleo e permite que a arrecadação vá beneficiar os Estados destinatários. 155.transparencia. X. em 01/06/2015 19:16. na alínea questionada.541C4180 butação de empreendimentos de distribuição de energia elétrica em razão da saída do produto do respectivo estabelecimento ainda que destinado a outra unidade da Federação. A tornar mais clara a exegese da regra imunizante. Portanto. ainda que a regra seja transitória. ao mesmo tempo.543 – RS Pela leitura direta. a não-incidência prevista no art.001C20D5. o Ministro Sepúlveda Pertence. Não desconheço que é infeliz – como já se acentuou – a utilização. é coerente com esse sistema. tem de regra o sentido de uma relação bi- 9 .088. a um tempo. entendida essa imunidade como instituída em benefício do consumidor. § 2º.31605D00. na medida em que. Portanto. conclui-se que tal norma já admitia a tri- http://www. o que por si só não invalida a coerência do Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. afirmou: Ora. tal como interpretada pelo eminente Ministro-Relator e os que o acompanharam. a convivência da norma de transição com a regra originária da imunidade de ICMS só é possível se se garantir a tri- butabilidade exclusiva do Estado destinatário da mercadoria em exame. não encontraria nenhuma explicação racional e desafiaria qualquer inspiração isonômica. do vocábulo 'operações'.PGR Recurso Extraordinário 748. efetivamente. agravaria o conflito que a regulação nacional tendeu evitar.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. como também. que. em voto proferido nos autos do já citado RE 198. B. as operações de compra e venda interestadual de ener- gia elétrica já recebiam tratamento constitucional favorável à tri- butação. Para verificar a assinatura acesse raciocínio. Ao contrário.mp. ao invés de solver conflitos. ela.mpf.

e 216. ILMAR GALVÃO.127-AgR. Relator Ministro Moreira Alves.transparencia. no RE 213.088.396. TEORI ZAVASCKI. de tal modo a dar ao preceito a inteligência de que a não incidência.31605D00.PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF: RE 198.541C4180 logicamente o sentido da palavra 'operações destinadas a ou- tros Estados'.308.867. entre outros. A imunidade ou hipótese de não-incidência contemplada na alínea "b" do inc. 155 restringe-se ao Es- tado de origem. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS ENVOLVENDO COMBUSTÍVEIS E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. há aí que reduzir teleo- http://www. Relator Ministro Moreira Alves. de minha relatoria. X do § 2. BENEFÍCIO QUE NÃO SE APLICA AO CONSUMIDOR FINAL. COMBUSTÍVEL E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 155. DJe-096 de 21 mai 2013) SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. e o RE 201. não impedirá a in- cidência no momento posterior.09. Relator Ministro Sepúlveda Pertence.mp. 10 . IMUNIDADE. Relator Ministro Marco Aurélio. ICMS. o RE 272. Agravo regimental desprovido. Mas creio que para evitar o absurdo. onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos. independentemente de se tratar de consumidor final ou in- termediário.543 – RS lateral. a que.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195. REL. o RE 227. § 2º. data venia. Para verificar a assinatura acesse cia do STF a respeito do tema: TRIBUTÁRIO. Convém considerar ainda a relevante e pacífica jurisprudên- Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS.mpf. não abrangendo o Estado de destino da mercadoria. MIN. PRECEDENTES. DJ DE 05. Relatora Ministra Ellen Gracie. ART.º do art.PGR Recurso Extraordinário 748. Relator Min. No mesmo sentido. de que fui relator. em 01/06/2015 19:16. Entendimento reiterado nos REs 220. LEGITIMIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. conduziria à interpretação contrária.001C20D5.088. A legitimidade do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária foi afirmada pelo Supremo Tribunal Federal.2003. naquele momento.466-AgR. (RE 296199 AgR.703. X. Entendimento adotado no julgamento do RE 198. B.

677. de 31. DJ 19 dez 2002)3 http://www. SEPÚLVEDA PERTENCE. RE 304008 AgR. Relator Min. consignar a manifestação exarada no Pare- cer 1839 – RJMB/pc.mp. o que pode ocorrer. B.867.001C20D5. Relator Min. independentemente de se tratar de consumidor final ou intermediário. Precedentes: RE 213.mpf. MOREIRA ALVES. por fim. RE 227466 AgR.579/98 e 1. § 2º. Rodrigo Janot Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. 11 . TRIBUTÁRIO. 3 No mesmo sentido: RE 227466 AgR. que revogou os Decretos nºs 2. ofertado nos autos do RE 524. DERIVADO DE PETRÓLEO. RE 201703. por motivos de política fiscal. Relator Min.541C4180 Importa. 1. onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos. MAURÍCIO CORRÊA. 2. Relator Min. da lavra do então Subprocurador-Geral da República e atual Procurador-Geral da República. EROS GRAU. RE 255434 AgR. Relator Min. restringe-se ao Estado de origem. AI 400969 AgR. entre outros. X. RE 414588 AgR.543 – RS (RE 190992 AgR.396. 3. RE 414. a qualquer tempo. Relator Min. PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA. AC 2537. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA: INEXISTÊNCIA. da CF. EROS GRAU.01. MAURÍCIO CORRÊA. em que acolheu a tese aqui defendida e cuja ementa segue transcrita: CONSTITUCIONAL. SEPÚLVEDA PERTENCE. O Supremo Tribunal Federal já afirmou a legitimidade constitucional do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária. 155. Relator Min. GILMAR MENDES. RE 216. O Decreto nº 260. A imunidade tributária prevista no art. Relator Min. ÓLEO DIESEL.588-AgR.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195.019/99 — que restabeleciam os benefícios fiscais relativos ao pagamento do ICMS na saída de óleo die- sel destinado à CEA. OPERAÇÃO INTERESTADUAL.PGR Recurso Extraordinário 748. X. RICARDO LEWANDOWSKI (decisão monocrática). ILMAR GALVÃO. bem como na saída do referido deri- vado de petróleo destinado à ELETRONORTE — revoga isenções concedidas às empresas que especifica. 155. DA CF. Para verificar a assinatura acesse Monteiro de Barros. Relator Min. inter plures.01.transparencia. b. ELLEN GRACIE. § 2º. RE 224630 AgR.31605D00. ART. Relator Min. em 01/06/2015 19:16. não abrangendo o Es- tado de destino da mercadoria. Relator Min. AI 749431 AgR.

001C20D5. Parecer pelo provimento do recurso. http://www. tampouco lhe é permitido. O Judiciário.mpf. pela via da declaração de inconstitucionalidade.31605D00.mp. 1º de junho de 2015. Ante o exposto. Inteligência da Súmula nº 339 do Su- Documento assinado digitalmente por RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS. opina a Procuradoria-Geral da República pelo provimento do recurso extraordinário do Estado do Rio Grande do Sul. Para verificar a assinatura acesse premo Tribunal Federal.br/atuacao-funcional/consulta-judicial-e-extrajudicial informando o código 5E2BC195.541C4180 4. não pode conceder benefício fiscal a quem não é destinatário da norma. em 01/06/2015 19:16. alterar o sentido da lei para ampliar o raio de sua incidência.transparencia. 5. que não dispõe de função legislativa.PGR Recurso Extraordinário 748.543 – RS dado que o benefício fiscal não foi concedido por prazo certo ou em função de condições onerosas. Rodrigo Janot Monteiro de Barros Procurador-Geral da República JCCR/UASJ 12 . Brasília (DF).