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Presidenta da República
Dilma Rousseff

Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
Nelson Barbosa

INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA - IBGE

Presidenta
Wasmália Bivar

Diretor-Executivo
Fernando J. Abrantes

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UNIDADE RESPONSÁVEL

Diretoria de Pesquisas

Coordenação de População e Indicadores Sociais
Barbara Cobo Soares

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
Diretoria de Pesquisas
Coordenação de População e Indicadores Sociais

Estudos e Pesquisas
Informação Demográfica e Socioeconômica
número 35

Síntese de Indicadores Sociais

Uma análise das condições de vida
da população brasileira
2015

Rio de Janeiro
2015

Inclui bibliografia e glossário. 2015. . Informação Econômica. 3. I.141:308(81) RJ/IBGE/2015-28 DEM Impresso no Brasil / Printed in Brazil . Brasil .Rio de Janeiro.Coordenação de Marketing/Centro de Documentação e Disseminação de Informações . Qualidade de vida – Brasil. 2. 2015 Elaboração do arquivo PDF Roberto Cavararo Produção de multimídia Helena Maria Mattos Pontes LGonzaga Márcia do Rosário Brauns Mônica Pimentel Cinelli Ribeiro Roberto Cavararo Capa Marcos Balster Fiore e Renato J. Informação demográfica e socioeconômica. II. Brasil – Condições econômicas – Estatística.Rio de Janeiro : IBGE. Aguiar.Brasil ISSN 1516-3296 Estudos e pesquisas Divulga estudos descritivos e análises de resultados de tabulações especiais de uma ou mais pesquisas. ISBN 978-85-240-4369-7 1. ISSN 1516-3296 . Indicadores sociais . IBGE. de autoria institucional.Brasil. em bolso. RJ . 5. 35) Acompanha um CD-ROM.IBGE Av. . Franklin Roosevelt. Informação Geográfica e Documentação e Disseminação de Informações.(Estudos e pesquisas. 7. Custo de vida – Brasil. 137p.Estatística.Condições sociais . Série. Gerência de Biblioteca e Acervos Especiais CDU 311. Coordenação de População e Indicadores Sociais. 166 . Brasil – População – Estatística. Coordenação de População e Indicadores Sociais.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . 4. n.CDDI Síntese de indicadores sociais : uma análise das condições de vida da população brasileira : 2015 / IBGE. ISBN 978-85-240-4369-7 (meio impresso) © IBGE. 6. Levantamentos domiciliares - Brasil.20021-120 . A série Estudos e pesquisas está subdividida em: Informação Demográfica e Socioeconômica.Centro .

Sumário Apresentação Introdução Aspectos demográficos Grupos sociodemográficos Educação Trabalho Distribuição de renda Domicílios Referências Anexo Quadro 1.Classificação das estimativas quanto à precisão Glossário .

. . Dado numérico não disponível. 0. e -0. 0.. 0. Não se aplica dado numérico.0.00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente negativo. .. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Convenções - Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento. -0. x Dado numérico omitido a fim de evitar a individualização da informação..0. -0.00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente positivo.

as tabelas em formato Excel. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar . a partir de temas de grande relevância para a construção de um quadro abrangente e integrado. Jovens. do Ministério da Educação. Educação.IBGE participa e acompanha. Tais informações da PNAD foram combinadas. cor ou raça e de rendimentos fo- ram abordadas de forma transversal em todos os capítulos.PeNSE. e Domicílios. considerando as distintas dimensões que envolvem a elaboração de um sistema de indicadores sociais.PNAD 2014. Grupos sociodemográficos. pesquisas e registros administrativos. O CD-ROM que acompanha a publicação contém. Além disso. cuja cobertura abrange todo o Território Nacional. englobando Crianças e adolescentes. além das informações do volume impresso. Trabalho. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade 2013. Pesquisa Nacional de Saúde . em formato PDF. de forma a revelar aspec- tos importantes dos temas aqui abarcados e sua evolução no tempo. das quais o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .PNS e bases de dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais AnísioTeixeira . assim como a comparação temporal de alguns indicadores. Roberto Luís Olinto Ramos Diretor de Pesquisas . Distribuição de Renda. A principal fonte de informação para a construção dos indicadores foi a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . em alguns capítulos. As desigualdades de gênero.INEP. Para esta edição foram analisados os seguintes temas: Aspectos demográ- ficos. Idosos e Famílias. como o Censo Demográfico 2010. à legislação brasileira pertinente e às agendas nacional e internacional de debate dos diferentes temas. a outras fontes de dados existentes. os indicadores estão referenciados às recomendações internacionais.Apresentação O s indicadores apresentados neste volume da Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 sistematizam um conjunto de informações sobre a realidade social do País.

. refletindo. como o Towards a system of social and demographic statistics e o Handbook on social indicators. A Síntese de Indicadores Sociais é uma importante fonte de informações para a análise das condições de vida da população brasileira e reflete. bem como da necessidade do seu enquadramento em uma perspectiva histórica. maior eficácia explicativa (INDICADORES.. do Grupo Projeto de Indicadores Sociais. O pioneirismo do IBGE na produção de indicadores sociais remete à criação. 1979. que a organização dos indicadores sociais seguisse esquemas conceituais pré-definidos. com periodicidade anual − com exceção dos anos censitários − a publicação manteve. por outro lado. Partindo da conceituação que confere dimensão sistêmica ao campo social. ao longo desses anos. que era marcado por crescentes críticas ao determinismo econômico na explicação de fenômenos sociais. o IBGE deu início à produção de uma série de estudos sobre as condições de vida da população brasileira. a proposta desenvolvida pelo referido grupo se opunha à organização puramente temática dos indicadores sociais.Introdução C om a publicação Indicadores sociais: relatório 1979. contestavam a utilização de indicadores econômicos – especialmente o Produto Interno Bruto . garantindo. que.. Propunha. em grande medida. com isso. iniciativa que teve como objetivo adequar a produção de estatísticas sociais do Brasil ao contexto internacional. em 1973.PIB – como proxy das condições de vida das populações. desde então. em linhas gerais.Tendo sua primeira versão lançada em 1998 e. a trajetória dos mais de 40 anos do IBGE na produção e análise dos Indicadores Sociais. as orientações de importantes publicações internacionais. p. cujas dimensões seriam apreendidas a partir de indicadores. sua estrutura baseada . em sua estrutura temática e abordagem conceitual. sem que fossem levadas em consideração as articulações existentes entre seus “múltiplos aspectos e relações”. 13).

MUNIC. como o Censo Demográfico. Para tais estimativas. onde foram propostos novos caminhos para a mensuração do bem-estar que incorporem não apenas indicadores de produção. optou-se por disponibilizá-las apenas no CD-ROM. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 na análise temática de indicadores. a atenção da sociedade e de usuários de informações sociais.PNAD. Dentre os levantamentos do IBGE. Devido ao número significativo de tabelas. a diversificação das formas de apresentação de resultados (com ênfase em diferentes recortes regionais e temáticos) e a proposição de novos temas para serem analisados evidenciam a adequação da Síntese para com as questões concernentes ao campo social debatidas na atualidade. a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar . 2009). informações que qualifiquem as formas de apropriação da riqueza gerada pelos países (STIGLITZ. Tal processo esteve embasado inicialmente no documento Report by the Commission on the Measurement of Economic Perfomance and Social Progress. . 696. ambiental e social em um mesmo framework de análise. utiliza diferentes fontes de informações internas e externas. SEN. destaca-se como principal a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios .ODS – que.ONU (United Nations . ilustra bem esta dinâmica. entre outros. Ao longo desses anos a Síntese procurou incorporar à sua estrutura analítica as variedades de aspectos que compõem o campo social e que demandam. por meio da Medida Provisória n. do então Ministério do Trabalho e Emprego 1 e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira . Para esta edição da Síntese foram feitos alguns ajustes na forma de apresentação dos resultados. O coeficiente de variação. Em primeiro lugar. ao partirem de uma concepção sistêmica de desenvolvimento.PeNSE e as Estatísticas do Registro Civil. para o período 2004-2014. disponibilizado no portal do IBGE. mediante sua fusão com o Ministério da Previdência Social. na Internet. que acompanha a publicação. também são incorporadas informações de comparação internacional.UN) – os denominados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável . Quando possível e pertinente. definido como a razão entre o erro- padrão e a estimativa. além de outras. as tabelas de todos os indicadores foram disponibilizadas. sendo geralmente apresentado em 1 O Ministério do Trabalho e Emprego passou a denominar-se Ministério do Trabalho e Previdência Social.2015. destacam-se os dados do Ministério da Saúde. Como forma de garantir maior precisão na interpretação dos resultados também foram calculados os coeficientes de variação (CVs) para todos os indicadores selecionados. de 02. Dentre as pesquisas e registros produzidos por outras instituições. Para tanto.10. e em formato Web. Mais recentemente houve a inclusão de elementos fundamentados nas ideias oriundas das discussões em torno da Agenda Pós-2015 da Organização das Nações Unidas . pela Síntese. Indicadores calculados a partir de pesquisas amostrais – como é o caso das PNADs − consistem em uma estimativa do valor real deste indicador para a população de interesse. é uma destas medidas. A progressiva incorporação de novos indicadores. é possível obter medidas que expressam o quão precisas são. integram as dimensões econômica.PNS.INEP. de indicadores que refletem as discussões tomadas no âmbito internacional em torno da redefinição do conceito de desenvolvimento. A recente inclusão. que ganhou força nas duas últimas décadas. organizada a partir da perspectiva das desigualdades sociais. a Pesquisa de Informações Básicas Municipais . mas principalmente. portanto. visando disseminar um número maior e mais completo de informações para os usuários. FITOUSSI. a Pesquisa Nacional de Saúde . ano a ano.

O Quadro 1. desigualdades raciais e de gênero. como forma de viabilizar a apreensão de transformações estruturais relativas às temáticas analisadas. . idosos e famílias). De forma geral. o Glossário traz a definição dos diversos conceitos e indicadores utilizados. análise de grupos sociodemográficos (crianças e adolescentes. condições habitacionais rurais e urbanas. Ao final da publicação. Com uma estrutura baseada em capítulos. aspectos demográficos da população brasileira. apresentado em anexo. características educacionais. Da mesma forma. mais precisa é a estimativa. e distribuição de rendimentos. jovens. contém a terminologia adotada para classificar os coeficientes de variação quanto à precisão. os temas abordados neste volume da Síntese contemplam.Introdução______________________________________________________________________________________ valores percentuais. privilegiou-se as análises para Grandes Regiões e Unidades da Federação. indicadores de mercado de trabalho. quanto mais próximo de (0) zero o coeficiente de variação. como de costume. construir séries históricas entre os anos de 2004 e 2014. sempre que possível. Procurou-se.

uma taxa de crescimento da população acima da média nacional (1. correspondendo a 21. CD-ROM).2%). Nordeste e Sul. As Regiões Norte (8.7% da população total do País. sua distribuição espacial e sua composição segundo diferentes características. Somente a Região Metropolitana de São Paulo (10.2% da população brasileira (Tabela 1. incluindo tanto o estudo das compo- nentes fecundidade. a população brasileira ainda apresenta forte nível de concentração nas Regiões Sudeste. O Estado de São Paulo detinha o maior contingente populacional.1.0% na taxa média geométrica de crescimento anual) (Tabela 1.3%) tinha participação percentual semelhante à do Estado de Minas Gerais (10. sua dinâmica no tempo. sendo que em Roraima residia somente 0. Apesar de continuarem sendo as regiões menos povoadas do País. frente à média nacional de 1. a despeito do crescimento acima da média nacional nas regiões menos povoadas.0%). o Norte e o Centro-Oeste tiveram um ligeiro avanço em termos de participação relativa no total da população brasileira.Aspectos demográficos U ma perspectiva importante na análise dos indicadores sociais e das condições de vida de qualquer sociedade corresponde ao seu comportamento demográfico.5%) e Centro-Oeste (7. o segundo mais populoso do Brasil.5%) apresentaram menor proporção de população residente. fornecem informações rele- vantes para entender o panorama social e contextualizar indicadores de outras áreas. mortalidade e migração. Neste capítulo são apresentados indicadores que.9% e 7. assim como o tamanho da população.0%.1. a Região Sudeste foi aquela em que residia a maior parte da população brasileira (42. Contudo. Isso se deve ao fato de estas regiões terem apresentado. quando o Norte e o Centro-Oeste detinham 7. na última década. na comparação com o ano de 2004. mesmo que usualmente não sejam diretamente alvo de políticas públicas. .7%. respectivamente. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2014. CD-ROM).

1% em 2014.7% em 2004 para 85.6%) e Goiás (92. Percebe-se que em todas as Regiões Metropolitanas.3%).6%).1.6%). 1 Segundo sua localização. Este critério é. Em 2004. de acordo com o Gráfico 1. Ainda assim.6%) e Tocantins (77.0% para 75. em 2014. Pará (78.2%). Os homens eram maioria no Mato Grosso. Rio de Janeiro apresentou maior proporção de mulheres (53.3%) a proporção de pretos ou pardos foi mais baixa. No País.2%).5%) e Centro-Oeste (59.1. com indicador da razão de sexo igual a 100.5%. passando de 71. em Santa Catarina (15.7%) apresentaram menores taxas. sendo que a composição da população por sexo foi de 51. São Paulo (96.6% de mulheres e 48. Pará e Rondônia. a chamada razão de sexo ao nascer. no Brasil.6%) das pessoas se declaravam como de cor ou raça preta ou parda. em 2014. CD-ROM). No mesmo período. Em 2014. mas na Região Norte houve o principal aumento.9%. O aumento na taxa de urbanização não foi muito expressivo para o Brasil na década. Distrito Federal (95. Em 2014. Como áreas urbanas consideram-se as áreas correspondentes às cidades (sedes municipais). enquanto Rio de Janeiro (97. A taxa de urbanização. A participação de pretos ou pardos na população foi bastante expressiva no Maranhão (80.0 (Tabela 1.0%) e Sul (23. a Região Nordeste apresentou a menor taxa de urbanização.2%) e São Paulo (37.7%). _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Uma questão relacionada à distribuição da população no território refere-se ao seu processo de concentração em áreas urbanas1. Como a mortalidade dos homens é maior para cada idade. e aTabela 1.3 no CD-ROM.2 nesta publicação.4 homens por 100 mulheres). A composição da população por sexo normalmente é medida pela razão de sexo. houve estabilidade na proporção de pessoas pretas ou pardas nas Regiões Norte (76. calculada pelo quociente entre o número de pessoas do sexo masculino por 100 pessoas do sexo feminino. ou seja.3 no CD-ROM.1 nesta publicação e a Tabela 1. medida pela proporção de pessoas que viviam em áreas urbanas. enquanto as que se declaravam como brancas foi 45. Bahia (79. a proporção de homens tende a diminuir com o aumento da idade. também. passou de 82. . Piauí (67. com razão de sexo superior a 100. o cenário era diferente. Nordeste (72. o domicílio é classificado como domicílio de situação urbana ou rural. Rio Grande do Sul (19.3%.3%). A situação rural abrange toda a área situada fora desses limites.7%). em 2014. geralmente em uma proporção de 105 nascimentos de meninos para cada 100 meninas.0. CD-ROM). 73.5%).2%). apresentavam maior concentração de mulheres que homens. e as únicas Unidades da Federação em que pessoas que se declararam como brancas eram maioria. em 2014). conforme o Gráfico 1.1%) e menor razão de sexo (88.2%) concentraram parte significativa de sua população em áreas urbanas (Tabela 1.2%. às vilas (sedes distritais) ou às áreas urbanas isoladas. a razão de sexo foi inferior a 100.4% de homens. Pará (70. Uma característica relevante para se analisar na população é sua distribuição por cor ou raça.6%).9 para o Brasil.0. que é definido por lei municipal. Os Estados do Maranhão (59. O Amapá apresentou equilíbrio na distribuição da população por sexo. enquanto nas Regiões Sudeste (46. em 2014.1%) e Alagoas (71. pouco mais da metade se declarava como branca (51. As razões de sexo mais elevadas são em geral encontradas em regiões rurais e de população mais jovem e também naquelas que recebem maiores fluxos migratórios. Entre as Unidades da Federação. Os domicílios de situação urbana são aqueles localizados nas áreas internas ao perímetro urbano de uma cidade ou vila. enquanto a proporção de pretos ou pardos era 48. ou seja. utilizado na classificação das populações urbana e rural.7%. a razão de sexo foi de 93.2%) o aumento na década foi mais expressivo. Paraná (31. uma população que possui uma maior idade média tende a possuir uma menor razão de sexo. mais da metade (53. Em todos os países do mundo nascem mais homens do que mulheres. Por esse motivo.

2 Centro-Oeste 56.0 0.7 18. segundo as Grandes Regiões .6 19.2 49.2 76.9 23.2 49.Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ Gráfico 1.7 50.8 46. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4 20.2 70.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 48.8 58.5 Sudeste 38.0 50.6 Fonte: IBGE.9 53.1 . Nota: Não houve pesquisa em 2010.0 70.3 76. Gráfico 1.2 45.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Branca 51.3 75.0 90.0 10.0 40.2 Fonte: IBGE.1 70.6 51.0 0.0 50.0 80.3 55.9 52.6 56.8 21.7 20.5 49.7 74.2 49. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.6 49.3 47. .Brasil .7 57.5 48.2004/2014 % 100.0 30.2 .3 71.0 42.3 45.2 52.0 90.3 43.Distribuição percentual da população.7 40.6 49.2 40.8 70.0 40.4 76.7 49.7 75.0 20.6 20.0 10.7 75.7 50.5 22.9 59.Proporção da população preta ou parda.0 60.6 76.3 46.6 Norte 75.0 70.0 20.0 80.2 52.8 72.0 50.0 30.9 70.4 70. Nota: Não houve pesquisa em 2010.1 74.2 58.6 51.5 56.9 53.9 52.1 55.0 40.8 42.0 Sul 16.4 45.0 70.5 Preta ou parda 48.0 51.0 72. por cor ou raça .0 46.3 Nordeste 69.0 51.4 22.2004/2014 % 100.0 50.0 60.2 48.2 57.

em 2060.6%.6 13. Em 2060.0 0.3 nesta publicação e a Tabela 1. de 33. caracterizado pelo aumento da participação percentual dos idosos na população e consequente diminuição dos demais grupos etários. Amapá e Amazonas (Tabela 1.0 10.1 21.0 50. (1) Dados projetados. é feita uma análise mais detalhada sobre os grupos de crianças e adolescentes.7%. realizada pelo IBGE.7% para 13.7 Fonte: IBGE.7%.Distribuição percentual da população residente. assim como a participação dos idosos de 60 anos ou mais de idade. de jovens e de idosos. Informações da Projeção da População por Sexo e Idade. passando de 35. Grupos sociodemográficos. Os estados com as maiores proporções de idosos foram Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. enquanto em 2014 este indicador já diminuiu para 45. onde cerca de 1 em cada 6 pessoas tinha 60 anos ou mais de idade.2.0 2004 2014 2030 (1) 2060 (1) 0 a 14 anos 27.3 . 2013) mostram a forte tendência de aumento da proporção de idosos na população: em 2030.7 38.9 40.6 17..0 20..1 21.3 24. a de jovens de 15 a 29 anos de idade de 15.9% para 40.0 30.2 no CD-ROM. em 2014. . Gráfico 1.3% e a de pessoas de 30 a 59 anos de idade. as pessoas de 0 a 29 anos de idade eram maioria (54.Revisão 2013. a proporção da população com até 14 anos de idade seria de 13. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014 e Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 . a proporção de adultos de 30 a 59 anos de idade teve aumento no período. por grupos de idade Brasil . enquanto os que tinham a maior proporção de crianças (até 14 anos de idade) foram o Acre. de 38.2004/2060 % 60.3 30 a 59 anos 35.0%. seria de 18. 2 No Capítulo 2.0 60 anos ou mais 9. divulgada em 2013 (PROJEÇÃO. é um fenômeno já evidente no País e tende a ficar mais marcante nas próximas décadas.0 15.6% e. Em 2004. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 O envelhecimento populacional.6 42.0 40. conforme o Gráfico 1. Por outro lado..7 18.0 15 a 29 anos 27.0%2.6 33.7 13. de 9. CD-ROM).7%.4%) na população.

Este indicador normalmente é separado em dois grupos etários.. o indicador mostra que houve ligeira diminuição do grupo que. enquanto para o grupo dos idosos.Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ A razão de dependência total é um indicador que relaciona os grandes grupos etários e reflete mudanças na estrutura etária populacional. o Brasil apresentaria razão de dependência total crescente no período da Projeção. 10. para 54. de 01. tornando-se três vezes maior do que o indicador atual.3 pessoas economicamente dependentes por 100 pessoas em idade potencialmente ativa. As mudanças na razão de dependência estão relacionadas ao processo de diminuição da fecundidade e de aumento na longevidade da população. No caso do grupo de idosos.. por hipótese. Ao analisar o indicador pelos grupos etários das pessoas economicamente dependentes. (WORLD. para 33. . no mesmo período.. consideraram-se as pessoas com menos de 15 anos de idade. De acordo com a Projeção da População por Sexo e Idade.6.. No Brasil. é importante destacar os desafios que surgem neste cenário. 3 Na revisão de 2015 das projeções populacionais realizadas pela Organização das Nações Unidas . há concordância na idade de 60 anos ou mais para a população idosa (HEALTH. entre 2030 e 2060. sendo um deles denominado razão de dependência de jovens e o outro razão de dependência de idosos. 2015b). em 2014.3 para 21. em 2014. do IBGE (PROJEÇÃO. passando de 43.2. 2013). que são considerados economicamente dependentes.. 0 a 19 anos ou 0 a 24 anos de idade. em 2004. passando de 56. 2013)3 .ONU (United Nations . Dado o rápido processo de envelhecimento populacional que vem sendo experimentado no País. que estão relacionados com a previdência social. A elevação no indicador estaria relacionado especialmente ao aumento na razão de dependência de idosos. Sendo assim.741. é economicamente dependente em relação ao grupo de pessoas potencialmente ativas. apesar da Organização das Nações Unidas .. Para definição do grupo de idosos foram consideradas as pessoas de 65 ou mais anos de idade ou 70 ou mais anos de idade.. conforme a Tabela 1. em 2060.. a assistência social.10.6. em 2060.4 (CD-ROM).8 para 87. disposto na Lei n. e 24.2 idosos de 60 anos ou mais de idade para cada grupo de 100 pessoas em idade potencialmente ativa.. a definição aplicada teve como referência o Estatuto do Idoso.5.4.2003 (BRASIL. o cuidado e a integração social dos idosos. em 2004. em 2030. o indicador teve elevação de 15. especialmente na população idosa. É medida pela razão entre as pessoas economicamente dependentes (jovens e idosos) e aquelas potencialmente ativas. nota-se que houve uma grande diminuição na razão de dependência dos jovens. 2003) e. A razão de dependência de jovens tende a diminuir para 27. que atingiria 63.ONU (United Nations - UN). Para definir o grupo dos jovens neste indicador.UN) não determinarem um critério único de idade. Na definição do grupo de jovens foram consideradas as pessoas de 0 a 14 anos. No grupo das pessoas potencialmente ativas estavam aquelas de 15 a 59 anos de idade.7.0. a razão de dependência total passou de 58. foram utilizados diferentes grupos etários para o cálculo da razão de dependência. a saúde.

91 1.72 78. De acordo com a Projeção da População por Sexo e Idade (PROJEÇÃO. a taxa de fecundidade estava acima do nível de reposição populacional (2.5 20. Maranhão (2. para 1.27).0 40..0 2.05 93.. Amapá (2.0 120.0 60.14 2.16 100.0 123.74 filho por mulher em 2014.7 1. Um indicador de fecundidade bastante utilizado é a taxa de fecundidade total (TFT) que mede o número médio de filhos nascidos vivos que uma mulher teria ao fim do seu período reprodutivo (definido como sendo de 15 a 49 anos de idade).85 85.61 1.2004/2014 (filhos por 1 000 mulheres) (filhos por mulher) 140. Roraima (2.5 63.6 1.3 60.4 .0 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Taxa específica de fecundidade das mulheres de 15 a 19 anos de idade Taxa de fecundidade total (filhos por 1 000 mulheres) (filhos por mulher) Fonte: IBGE. A distribuição etária da fecundidade é um aspecto importante e pode ser medida pelas taxas específicas de fecundidade. a taxa específica de fecundidade .0 2.Taxa de fecundidade total e taxa específica de fecundidade das mulheres de 15 a 19 anos de idade.15).Revisão 2013 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o Período 2000/2030 .7 1. e aTabela 1.32). Gráfico 1. em 2004.8 64. Os menores valores neste indicador foram observados em Santa Catarina e Distrito Federal (1.0 70.0 2. e é principalmente pelo seu comportamento que a estrutura etária da população é definida.4 nesta publicação..93 90.60 80.0 0.10 filhos por mulher) apenas nos Estados do Acre (2.8 1. Rio Grande do Sul (1. Em 2014.22) e Pará (2.5 48.34).8 1.6% neste indicador.14 filhos por mulher. Amazonas (2. Em 2014.57 filho por mulher).9 2.0 48.0 0. 2013).0 0. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 . a taxa de fecundidade total para o Brasil passou de 2.0 1.58) e Rio de Janeiro (1.84 3.60).39 2.74 1.5 2.Revisão 2013.5 60. conforme o Gráfico 1.5 no CD-ROM.52). _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 A fecundidade é uma das componentes da dinâmica demográfica. no mesmo ano considerado. dadas pela razão entre o número de filhos nascidos vivos no ano e o número de mulheres em cada grupo etário do período reprodutivo. segundo as Grandes Regiões . representando uma queda de 18.

78. É interessante apontar que a taxa específica de fecundidade das jovens de 15 a 19 anos do Norte em 2014 (93..4% para 17.9% tinha 18 ou 19 anos de idade. parte significativa (35.6) era significativamente maior do que este indicador para o Sudeste em 2004 (63.5 por mil para o período 2010-15) e abaixo dos níveis africanos (98.2% tinham de 15 a 17 anos de idade. somente 37. nota-se relação entre maior taxa específica de fecundidade das jovens e maior taxa de fecundidade total. sendo que somente 20. em média. para aquelas que tinham ao menos um filho nascido vivo.11 no CD-ROM. 56.1% estavam na condição de filha na unidade domiciliar e 34. em 2014.5 por mil). conforme a Tabela 1 nesta publicação e a Tabela 1. sendo que 73. para aquelas que não tinham filho nascido vivo. 63.3 por mil).8%) residia na Região Nordeste.5 no CD-ROM. realizada pelas Nações Unidas. e divulgadas em 2015 (WORLD.4%) residia na Região Sudeste. 65. de 91.1 horas semanais. passando de 18.1% ainda estavam estudando e 59.7 anos de estudo em média. a escolaridade foi de 8. correspondendo a 26. 92. De acordo com as projeções populacionais.5% da fecundidade no ano. a fecundidade adolescente no Brasil é próxima ao nível observado para a região da América Latina e Caribe (66.0% eram pretas ou pardas. Isso quer dizer que o grupo de idade de 20 a 24 anos era aquele em que as mulheres tinham a maior propensão a ter filhos no Brasil.3% eram pretas ou pardas.7% não estudavam e não trabalhavam na semana de referência. grande parte (40.0). Entre 2004 e 2014 este indicador passou de 78. Mesmo com a forte queda na taxa de fecundidade total nas últimas décadas.7% não estudavam e não trabalhavam na semana de referência. 69. A taxa específica de fecundidade das jovens de 15 a 19 anos de idade e a participação da fecundidade delas na fecundidade total permanece elevada (Tabela 1. mas mais elevada se comparada à Europa (16..8 para 60.4% no mesmo período.5% estavam na condição de filha na unidade domiciliar.Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ das mulheres de 20 a 24 anos de idade era a mais alta.9 filhos por mil mulheres nesta faixa etária.9 anos de estudo. CD-ROM).7% ainda estavam estudando e cerca de 14. a escolaridade foi de 7. 2015b). A taxa específica de fecundidade das mulheres de 15 a 19 anos de idade é importante por caracterizar a fecundidade adolescente. de acordo com o Gráfico 1.2% estavam na condição de cônjuge.5. É possível definir diferentes características das jovens de 15 a 19 anos de idade entre aquelas que tiveram algum filho nascido vivo e aquelas que não tiveram: em 2014. mas a participação deste grupo na fecundidade total permaneceu alta..2 por mil) e América do Norte (28. ao analisar as informações por Grandes Regiões.5 filhos por mil mulheres nesta faixa etária.4 nesta publicação e a Tabela 1. .5% delas cuidavam de afazeres domésticos por uma média de 27.

0 100.5 Cônjuge 7.9 Fundamental completo ou equivalente até médio incompleto ou equivalente 52.7 Preta ou parda 57.3 69.4 20. segundo as características selecionadas .5 11. (2) Exclusive as mulheres cuja condição no domicílio era de pensionistas.0 Condição na unidade domiciliar (2) 99.5 43.2 Filho 73.7 8.0 Só estuda 54.1 40.8 9. empregadas domésticas ou parente do empregado doméstico.1 35.8 Sul 13.9 7. indígena ou sem declaração.5 Grupos de idade 100.8 65.4 33.Proporção das mulheres de 15 a 19 anos de idade.0 29.4 15.6 34.9 6.7 99.3 27.6 Fonte: IBGE.6 Pessoa de referência 2.6 14.0 17.6 Até fundamental incompleto ou equivalente 22.1 Tipo de atividade na semana de referência 100.1 Estuda e trabalha 13.8 Sudeste 39.9 Nível de instrução mais elevado alcançado (3) 99.3 13.0 10.7 Afazeres domésticos na semana de referência Proporção que cuidava de afazeres domésticos 81.2 34.6 50.6 40.0 Só trabalha 12.0 100.9 Cor ou raça (1) 99.4 25.5 92.2 Anos de estudo Média de anos de estudo 8.7 5.0 15 a 17 anos 60.5 Número médio de horas que dedicava normalmente por semana aos afazeres domésticos 16.7 56.4 8.7 30.0 100. não trabalha e não procurava emprego 15.6 1.8 15.6 14. .9 7.0 100. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Tabela 1 .5 Nordeste 30.4 Centro-Oeste 6.0 100.Brasil .1 18 e 19 anos 40.2 59. (1) Exclusive as mulheres de cor ou raça amarela.2 Não estuda e não trabalha 19.9 78.9 4.2014 Proporção das mulheres de 15 a 19 anos de idade (%) Características selecionadas Presença de filho nascido vivo Total Nenhum filho 1 filho ou mais Grandes Regiões 100.0 44.7 99.3 98.8 80.5 Médio completo ou equivalente ou nível mais elevado 24.9 13. (3) Exclusive mulheres com nível de instrução não determinado.7 Proporção que não estuda.6 20.0 15.1 Outro parente ou agregado 15.0 36.0 63.0 100.6 10.7 99. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014.0 Norte 9.3 99.5 37.7 14. por indicação de presença de filho nascido vivo.7 Branca 41.7 99.7 59.9 54.

Ainda assim.. e em casos extremos. Para ilustrar o diferencial na fecundidade por cor ou raça e por escolaridade da mulher foi utilizado como indicador a proporção de mulheres que não tiveram filhos nascidos vivos. entre as mulheres de 15 a 49 anos de idade com maior escolaridade (8 anos ou mais de estudo). passando a 75. desenvolvimento socioeconômico.6 anos de vida. e expressa o número médio de anos de vida que se espera que um recém-nascido viva.1% não tinham filhos. as adolescentes podem se ver em situação de violência sexual (EARLY.. em 2014. em 2014. Entre as mulheres brancas de 15 a 49 anos de idade 41.1 anos) quanto para mulheres (81. Diferentes fatores podem estar associados à incidência diferenciada por grupos populacionais da gravidez na adolescência: em determinados contextos pode haver uma pressão social para que as mulheres se casem e tenham filhos precocemente.7% não tinham filhos. A esperança de vida ao nascer é determinada pelos fatores mencionados acima. percebe-se a necessidade de programas relacionados ao cuidado de crianças.. 2012). .9%. A desigualdade neste indicador é mais evidente por escolaridade da mulher: em 2014.8 do CD-ROM.. A esperança de vida ao nascer mais elevada foi observada em Santa Catarina. Em 2014. enquanto para aquelas com até 7 anos de estudo esta proporção foi de 20. entre outros fatores.Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ Pode-se notar que para muitas adolescentes que ficam grávidas sua educação formal pode ser interrompida de forma parcial ou permanente. Além disso. O diferencial no indicador por cor ou raça e por escolaridade foi mais expressivo para as mulheres de 20 a 29 anos de idade. existe a dificuldade em se estabelecer a relação causal entre gravidez de adolescentes e abandono precoce da escola.7 anos). tanto para homens (75. 2013). A menor diferença entre homens e mulheres na esperança de vida ao nascer foi em Roraima. de 5. maior proporção permanece não tendo filho (Tabelas 1. CD-ROM). e não se alterou de forma significativa entre 2004 e 2014.7.8 anos).6%. voltados para essas jovens que já tinham filhos e desejavam retornar ou mesmo não interromper os estudos devido à maternidade. enquanto para as pretas ou pardas o percentual foi de 35.6 e 1.. ou ao acesso limitado a métodos contraceptivos eficazes. 44. Desta maneira. 2013). ao final do período reprodutivo.3 anos. sendo também o estado em que as mulheres apresentaram esperança de vida ao nascer mais baixa (73.. ao manter o padrão de mortalidade observado no período. De acordo com dados da PNAD...5 desta publicação e na Tabela 1. nos diferentes grupos etários. demonstrado no Gráfico 1. a estimativa da expectativa de vida ao nascer para as mulheres foi de 78. melhorias médico- sanitárias.4% das mulheres de 15 a 49 anos de idade não tinham filho nascido vivo. 38..8 anos e para os homens de 71. a escolarização tardia e truncada tem efeitos potenciais sobre a forma de inserção no mercado de trabalho e o rendimento destas jovens (MOTHERHOOD. ou pode haver baixa perspectiva dessas adolescentes em relação à escolaridade e à inserção no trabalho produtivo. A mortalidade é também uma componente demográfica e sua evolução está relacionada com o perfil etário da população.1 anos em 2014. Em 2004. ou devido a lacunas no conhecimento sobre contracepção. a esperança de vida ao nascer para o brasileiro era de 71.6 anos. Pode-se notar que as mulheres com maior escolaridade adiam mais a maternidade e. de acordo com a Projeção da População por Sexo e Idade (PROJEÇÃO. fatores biológicos.

No entanto.7 mortes por mil nascidos vivos) e no Espírito Santo (9. Em 2004.1 69. e passou a 145. que corresponde ao número de pessoas que morrem nesta faixa etária em cada mil pessoas que atingem os 15 anos de idade.3 40.0 183.0 69. A probabilidade de morte de 15 a 59 anos de idade. em 2014.4 mortes em 2014.6) (Tabela 1. Os valores extremos.8 72..4) e Centro-Oeste (15.0 145.0 mortes por mil nascidos vivos.1 172.0 160.0 75. Ao analisar as informações por Grandes Regiões e Unidades da Federação.0 177.7 55. assim como o acesso e a qualidade dos recursos disponíveis para atenção à saúde materna e da população infantil (INDICADORES. 2008).0 204.5 50.0 140.0 152.0 120.0 70. Nordeste (18.1 73.0 260.0 20.9 65.9 203.0 60.4 144.6 71.0 30.5 .4 mortes por mil nascidos vivos.7 71. por mil pessoas que atingiam os 15 anos de idade.0 80. de forma geral. A estimativa da mortalidade infantil no Brasil.2% no indicador.0 200. CD-ROM).. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 1.2 80. foi de 14.0 126.0 35.0 76. em 2014.. pode-se notar a relação entre menor probabilidade de morte de 15 a 59 . é um indicador que reflete a mortalidade na idade adulta..0 10. na estimativa da taxa de mortalidade infantil foram observados no Amapá (23.7 180.0 220.1) apresentavam valores inferiores. Sudeste (11.0 0. Esse indicador mede a razão entre o número de mortes de crianças até um ano de idade e o número de nascidos vivos em determinado ano e local.2004/2014 (óbitos por 1 000 pessoas) (anos) 280. o que significa redução de 18. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 . uma vez que em 2000 era estimado em 29.2) com valores acima ao da média nacional.0 240.0 40.9 45.0 0.0 168.Revisão 2013 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o Período 2000/2030 . o que aponta uma queda pela metade da mortalidade infantil nesse período.0 25.0 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Probabilidade de morte entre 15 e 59 anos de idade Esperança de vida ao nascer (anos) (óbitos por 1 000 pessoas) Fonte: IBGE. A taxa de mortalidade infantil é um indicador reconhecido por refletir. 2013).Revisão 2013. segundo a estimativa de população mais recente realizada pelo IBGE (PROJEÇÃO. A melhoria neste indicador foi expressiva..6 60.0 15. enquanto.8.5 73.6). o indicador era de 177.0 20.1) e Sul (10. em 2014. segundo as Grandes Regiões .Esperança de vida ao nascer e probabilidade de morte entre 15 e 59 anos de idade. desigualdades regionais podiam ainda ser observadas neste indicador: Regiões Norte (18.. tanto as condições de desenvolvimento socioeconômico e de infraestrutura ambiental.1 75.6 74.1 72.0 5.9 77.0 85.2 180.0 100.2 119.7 mortes de 15 a 59 anos de idade.

. e Gonzaga.. mantido o padrão de mortalidade observado no período (WORLD. Uma forma de mensurar a distribuição da mortalidade por grupos etários é dada pela idade em que 90% da 4 A esperança de vida ao nascer é um indicador de longevidade populacional que corresponde.3 mortes por mil pessoas e a esperança de vida ao nascer de 77. Esta função é denominada como lx nas tabelas de sobrevivência.8 anos. e é conhecida também como curva de sobrevivência. enquanto na Região Sul a probabilidade de morte de 15 a 59 anos de idade foi de 119.6). nas últimas décadas e nos anos da projeção. em 2014. a esperança de vida de uma pessoa aos 60 anos de idade. O diferencial por sexo no indicador. O diferencial no indicador feminino por Unidades da Federação era marcante em 2014: Roraima foi o estado com menor expectativa de vida (20. e. no período de tempo analisado.6).. Um indicador de mortalidade que reflete a sobrevida dos idosos é a esperança de vida aos 60 anos de idade. Este tipo de informação é relevante ao se pensar nas questões colocadas entre o aumento da longevidade e a relação com a previdência social e saúde desse público. A distribuição da mortalidade por grupos etários pode ser medida utilizando vários indicadores.2 anos para as mulheres. HORIUCHI.2015b).. para 100 mil nascidos vivos no quinquenio 1950-1955.6 mortes por mil pessoas de 15 anos de idade). ou seja.. dada a distribuição de mortes por idades. a esperança de vida ao nascer4 é o mais comum. em 2014. que mede o número médio de anos que se espera que uma pessoa com 60 anos de idade tenha de vida. seria de 23. 1999). Queiroz e Machado (2008).Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ anos de idade e maior esperança de vida ao nascer. 5 A diminuição do número de mortes entre cada idade exata está associada com o fenômeno conhecido como compressão da mortalidade. 2013). CD-ROM). Os indicadores sobre a variabilidade da mortalidade por idade podem ser obtidos por meio das tábuas de mortalidade. mantendo o padrão de mortalidade existente na população em estudo.8 anos).8 no CD-ROM. De acordo com dados da Projeção da População por Sexo e Idade (PROJEÇÃO.9 anos.0 anos e para as mulheres de 23. seria de 21. que consiste em um aumento da concentração da idade à morte e também a uma “retangularização” da curva de sobrevivência (WILMOTH. ao manter o padrão de mortalidade observado no período. entre eles. O grande aumento neste indicador é reflexo da forte diminuição da mortalidade infantil.5 nesta publicação e a Tabela 1. 86 349 atingiam a idade exata de 1 ano. A Região Norte tinha a maior probabilidade de morte de 15 a 59 anos de idade (183. . sendo que para os homens este indicador seria de 20. Uma função disponível nas tábuas de mortalidade é o número de pessoas que atingem a idade x. Pode-se dizer que.. observada e projetada. Desta forma.. 2013).6 anos (Tabela 1.2 anos em 2060. estima-se que em 2030 a esperança de vida aos 60 anos de idade para ambos sexos seja de 23. Diferentes indicadores para medir a compressão da mortalidade são mencionados em Wilmoth e Horiuchi (1999). ou seja.6 anos)... conforme o Gráfico 1. há uma tendência de aumento do número de pessoas que sobrevivem em cada idade exata. Este indicador projetado para o quinquenio 2090-2095 seria de 99 730 pessoas (Gráfico 1. e atinja 25. De acordo com a Projeção da População por Sexo e Idade (PROJEÇÃO. a sobrevivência à idade exata x.0 anos para os homens e 27. diminui o número de mortes entre cada idade exata5 . em 2060.2 anos. e menor esperança de vida ao nascer (71.3 anos) para as mulheres de 60 anos de idade e Espírito Santo apresentou valor mais elevado (25.8. à idade média à morte. vai diminuindo com o aumento da idade (Gráfico 1. também. Normalmente esta função inicia-se com o valor de 100 mil pessoas à idade exata 0.

90% da população atingiria a idade de 36.3 anos (Gráfico 1. uma vez que. ainda havia grande concentração da mortalidade nas primeiras idades.7). a idade em que 10% desta população já haveria morrido.6 . para a população mundial nascida no quinquênio mais recente (2010-2015). Acesso em: nov.9 anos de idade e. em 1990-1995. históricos e regionais. Disponível em: <http://esa. da mesma forma.org/unpd/wpp>. ao passo que.1950/2095 Pessoas que atingem a idade exata x 100 000 90 000 80 000 70 000 60 000 50 000 40 000 30 000 20 000 10 000 10 000 0 1 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 75 70 80 85 90 95 1950-1955 100 000 86 349 80 978 79 696 78 931 77 863 76 294 74 253 71 819 69 025 65 812 61 950 57 172 51 231 43 806 34 901 24 897 14 873 6 588 1 932 336 1970-1975 100 000 90 813 87 830 87 201 86 821 86 251 85 391 84 232 82 769 80 959 78 694 75 717 71 642 66 086 58 549 48 682 36 623 23 390 11 241 3 612 685 1990-1995 100 000 95 722 95 049 94 803 94 525 93 970 93 057 91 875 90 467 88 763 86 569 83 594 79 455 73 668 65 740 55 337 42 613 28 450 14 577 5 010 995 2010-2015 100 000 97 967 97 567 97 425 97 287 96 847 96 168 95 416 94 539 93 421 91 903 89 792 86 889 82 833 77 336 69 939 60 074 47 471 32 347 17 025 6 137 2030-2035(1) 100 000 99 086 98 896 98 819 98 739 98 477 98 046 97 548 96 950 96 173 95 104 93 596 91 506 88 550 84 466 78 744 70 636 59 374 44 230 26 447 11 260 2050-2055(1) 100 000 99 448 99 336 99 290 99 242 99 098 98 858 98 576 98 231 97 771 97 114 96 147 94 763 92 746 89 877 85 650 79 278 69 717 55 505 36 615 17 798 2070-2075(1) 100 000 99 618 99 539 99 507 99 474 99 381 99 229 99 051 98 830 98 532 98 096 97 434 96 465 95 020 92 922 89 690 84 572 76 442 63 479 44 737 23 948 2090-2095(1) 100 000 99 730 99 674 99 650 99 627 99 564 99 465 99 349 99 206 99 011 98 721 98 269 97 591 96 556 95 025 92 555 88 456 81 620 70 081 52 231 30 522 Fonte: World population prospects: the 2015 revision: highlights and advance tables. maior concentração de mortes nas primeiras idades. No Brasil.6 e 1.Brasil . historicamente. 2015.. 6 O indicador que mede em que idade 90% da população ainda estaria viva foi escolhido para mensurar a distribuição da mortalidade por grupos etários. De acordo com asTábuas de vida divulgadas em 2015 nas projeções populacionais. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 população nascida viva. quanto maior for este indicador. Quanto mais jovem a idade deste indicador. por idade exata . Outros percentis da distribuição da mortalidade por grupos etários também poderiam ser analisados. considerando o padrão de mortalidade existente na população em estudo.5 anos (Gráficos 1. 90% da população mundial nascida em 1980-1985 atingiria a idade de 3. não refletiriam de forma tão evidente os diferenciais.un. É possível identificar este indicador na curva de sobrevivência ao observar a idade em que a função lx é igual a 90 mil pessoas (Gráfico 1. 2015b).. (1) Dados projetados. de 49. 2015. e em 2010-2015.6). .4 anos. Department of Economic and Social Affairs. Gráfico 1. ainda estaria viva6 ou. entretanto.7). no período ou ano analisado. mais a mortalidade estará concentrada entre os idosos. essa idade seria aos 38. New York: United Nations. realizada pelas Nações Unidas (WORLD. no ganho em anos de vida de crianças e jovens..Pessoas que atingem a idade exata x.

2 Ásia 3.7 53. todos países da Europa. enquanto em Santa Catarina esta idade seria de 57.7 4.0 1980-1985 1985-1990 1990-1995 1995-2000 2000-2005 2005-2010 2010-2015 Brasil 21. 2013). podem ser medidos por meio das Tábuas de Mortalidade. 7 As regiões mais desenvolvidas foram classificadas no World population prospects: the 2015 revision: key findings and advance tables (2015b).0 1.4 57.0 48. Na Região Norte o indicador seria de 44.4 anos em 1980-1985.org/unpd/wpp>.4 50. todos países da América do Norte.4 41.8 América Latina e Caribe 24.6 51.1 26. evoluindo de 21. Na América Latina dobrou a idade em que 90% da população ainda estaria viva. passando para 57. Acesso em: nov.5 55.3 Regiões mais desenvolvidas 51. e compreendem Japão. O indicador passaria de 0. 2015. além de Austrália e Nova Zelândia.5 30. Department of Economic and Social Affairs. Gráfico 1.1980/2015 Idade (anos) 70.5 anos para 49.2 19. As disparidades são marcantes ao se analisar os dados de mortalidade para a África no mesmo período.3 África 2.1 27.2 anos.0 32.2 Europa 49. para aqueles nascidos em 2014.0 60.0 0. Disponível em: <http://esa.5 4.2 57.7 58. 2015.8 53.3 anos em 2010-2015.0 44.8 47.5 Oceania 43. De acordo com esta fonte. Os dados para o Brasil foram próximos aos da América Latina.8 36.6 47.9 ano para somente 8.0 49.9 52. de 51.9 37.4 50.6 34.0 30.2 anos de idade no quinquênio atual.4 anos.9 Regiões menos desenvolvidas 0.5 Fonte: World population prospects: the 2015 revision: key findings and advance tables.Mundo .5 45.5 38.0 20.8 55.0 40.. para Unidades da Federação e Grandes Regiões.8 11.0 47.8 19.2 36.Idade em que 90% da população ainda estaria viva .3 54.7).2 56. .0 10.3 53.6 54.2 47.5 55.2 5. divulgadas pelo IBGE na Projeção da População por Sexo e Idade (PROJEÇÃO.Aspectos demográficos__________________________________________________________________________ Ao analisar este indicador para as regiões mais desenvolvidas7 observou-se que a idade já era bastante elevada em 1980-1985.2 42. para 49.4 53.5 2.0 50.5 50.2 57. Os diferenciais na idade em que 90% da população ainda estaria viva.9 6.4 52.0 1.5 anos no Maranhão. em 2014.2 8.7 .4 40.8 50.3 21. New York: United Nations.4 31.7 América do Norte 53.5 Mundo 3.9 1.un.5 anos no mesmo período de análise (Gráfico 1. 90% da população ainda estaria viva aos 40.1 11.0 43..7 anos em 2010-2015.8 8.. passando de 24.5 anos.5 49.3 28.

3 Fonte: IBGE.6 17. em 2014. com população residente basicamente formada por pessoas naturais da Unidade da Federação.4%) e Distrito Federal (51.1 30. ou seja. A Região Centro-Oeste foi a que apresentou menor proporção de população residente natural (69.2 10. A Região Nordeste foi a que apresentou maior proporção de pessoas residentes naturais (97.3%) não era natural da Unidade de Federação de residência no ano da pesquisa. CD-ROM).9 43. estão todas as Unidades da Federação da Região Nordeste.8 8.0 10.7 6. segundo as Unidades da Federação de residência atual .0%).4 18.8 50.1 45. utilizando a PNAD como fonte de dados.5 11. No outro extremo.4 18. Em 2014.8%). Mato Grosso do Sul (30. mais da metade da população de Rondônia (50.6 9.5 19.4%).0 18.4 4. não especificando o momento em que a migração ocorreu.0%) e Mato Grosso (38. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Para analisar a questão da migração.10 no CD-ROM.2004/2014 % 70.7 9.0 40.2% nasceram em outra região. .2 30.4 30.8 30. normalmente com menos de 10.0 38.0 60. seguida pela Região Sul (93.7 8. nem se outros deslocamentos ocorreram entre o nascimento e o deslocamento para o atual local de residência.2 23.3 2014 43.8 nesta publicação e a Tabela 1. Amapá (26.0 Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal 2004 50.8 13. além de Minas Gerais (8.2 5. foi feito o cruzamento entre a informação da população residente em determinada região e o quesito sobre Unidade da Federação ou país estrangeiro em que nasceu. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4%).0 9. Gráfico 1. Na composição da população residente da Região Norte.1%).1 11. resultado da migração ocorrida em algum momento no passado.1 24.2%).8% eram naturais desta Região e 15.0 50. Desta forma. quase 1/3 da população (30.5%) e Rio Grande do Sul (4. a proporção de residentes não naturais foi elevada também em Tocantins (30.2 49. permitindo verificar o resultado dos fluxos migratórios entre as regiões (ou entre as Unidades da Federação) ao longo do tempo.1%).9%) residente na Região Centro-Oeste era natural de outra região (Tabela 1.8 51.2 15.6 13.7 14. utilizando as informações sobre local de residência atual e local de nascimento.2 28.0 7.0 7.0 5.2 32. notou-se que.0 0. Ao analisar as informações para as Unidades da Federação.3 15.3 19. conforme o Gráfico 1.8 . tem-se dados sobre o estoque de pessoas naturais e não naturais em cada Região (ou em cada Unidade da Federação). Roraima (50.0 7. em 2004.1 30.0 20.5 13.5 7.1 9.Proporção da população residente não natural na Unidade da Federação.7 6.7 16.0% da população residente não natural. 84.5 4.4 11.9 6.0 30.9.8 8.6 26.2%).0 8.

Decreto n. de 19891. de 20.1979 (BRASIL. adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. além de estarem relacionados a programas e políticas públicas. visando proporcionar proteção especial a este grupo. 8. é o instrumento que prevê a garantia dos direitos desse público. A legislação brasileira anterior ao ECA . estão a Declaração dos Direitos da Criança. Para melhor entender esta dinâmica o presente capítulo buscou analisar o comportamento de alguns grupos populacionais que. o Estatuto da Criança e do Adolescente . O ECA. 17. por possuírem caraterísticas próprias.Grupos sociodemográficos A população brasileira é bastante heterogênea e tem passado por profundas mudanças demográficas.1959 e a Convenção sobre os Direitos da Criança.069. cujo foco são os seguintes públicos: crianças e adolescentes. garantindo-lhes gozo de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.1989. 1 Entre os instrumentos internacionais que dispõem sobre as condições de vida e o bem-estar das crianças.1990 (BRASIL. 1979) - dispunha sobre a assistência.10.1927 (BRASIL. responderam de forma específica a essas transformações. econômicas e sociais nas últimas décadas.ECA. tem uma abordagem mais abrangente e dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. Crianças e adolescentes O desenvolvimento e o bem-estar de crianças e adolescentes estão associados com uma melhora geral nas condições de vida na sociedade. .11. de 12.07. jovens. de 13.697. disposto na Lei n.943A. O ECA completou 25 anos em 2015 e foi inspirado pela Convenção sobre os Direitos da Criança. idosos e famílias. Tais segmentos populacionais são amparados por legislação específica e vêm sendo objeto crescente de estudos voltados para o acompanhamento de sua dinâmica. 1927). proteção e vigilância a menores de 18 anos que se encontravam em situação irregular. 6. de 10. Para tanto o capítulo foi separado em quatro seções. adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. por sua vez. e a Lei n. Em âmbito nacional. 1990).11.10. de 20.

em 2004.3 33. definiu como juventude o grupo de pessoas entre 15 e 24 anos de idade. considerou-se que o grupo de crianças seria formado pelas pessoas com até 18 anos de idade. define como jovens as pessoas de 15 a 29 anos de idade.7 23.1 25.1989. 1990). Mesmo sendo um grupo populacional que tende a diminuir.Proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade. Crianças e adolescentes de até 14 anos completos de idade correspondiam a 27.5 26.6%) e Santa Catarina (18.6% em 2014.0 25.5 24.5 20.1 no CD-ROM.9 33.5 23.0 20. considerando a idade como critério.7 24. Na Assembleia Geral das Nações Unidas de 20.7 29. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Para a definição de crianças e adolescentes. Nota: Não houve pesquisa em 2010. e adolescente é a pessoa com idade de 12 a 18 anos.5 Centro-Oeste 27.8 Sudeste 24.4 28. disposto na Lei n. no Rio de Janeiro (18.0 0.2 24.5 Sul 24. 2013b).6 21.9 21.9 24.8 21.2004/2014 % 40. ainda que as mesmas mantivessem proporções distintas.6 29.2 29.852.9 Nordeste 30. existem outras definições etárias para estes grupos. foram utilizados os instrumentos legais nacionais2.3 22. em 2014. Rio Grande do Sul (18.2013 (BRASIL.3 22. que tratou da Convenção sobre os Direitos da Criança. é importante enfatizar a relevância das políticas de saúde.4 23. de 05.0 19.8%) eram superiores ao observado na Região Sudeste (19.3 21.2 23. tanto em termos absolutos quanto percentuais.6 25. 12. educação e proteção social voltadas a este público. .1 29.7 23.9%) e Nordeste (23. Desta forma.8 20.8 27. enquanto o Estatuto da Juventude.2 32. de acordo com o ECA (BRASIL.0 22. conforme o Gráfico 2. por sua vez. que estão relacionadas. aos diferentes níveis de fecundidade.5 24.9 25.2 26.3 Fonte: IBGE.8 27.9%) o indicador foi menor. Assim.5 27.8 23.2 28.11.5%).5%). a proporção de crianças e adolescentes nas Regiões Norte (27.8% da população residente. criança é a pessoa com até 12 anos de idade incompletos.1 26. A Assembleia Geral das Nações Unidas.0 23.1 .5 31.6 Norte 34.1 nesta publicação e aTabela 2.11.9 31.4 27.8 21. Esta queda ocorreu em todas as regiões brasileiras. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. 2 Internacionalmente.3 22.0 20. Estes mesmos diferenciais se mantêm na análise por Unidades da Federação em 2014: a proporção de crianças e adolescentes de até 14 anos de idade no Acre correspondia a 31.0 30.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 27.1985. nesta seção o foco será em crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade.1% do total da população brasileira. por Grandes Regiões .0 20. passando a 21.9 25.08.0 10.2 19. Gráfico 2.9 21. de 18.2 22. Nesse sentido.6 24.8 22.

Gráfico 2.0 44. há maior exposição da população residente ao risco de doenças.1 46.0 20.4 12.1 20.0 30.2%) e Nordeste (16.6%. residentes em domicílios particulares permanentes com saneamento inadequado.3 18. Considera-se que.0 50. diminuindo para 44. 4 As três formas de saneamento foram consideradas inadequadas no domicílio. sendo mais agravante para aquelas residentes nas Regiões Norte (19. que passou de 21. para 13. quando as três formas de saneamento (água. simultaneamente.2 11. Notas: 1. Aspectos demográficos.1 23. A queda da mortalidade infantil está entre os avanços na garantia deste direito3 . esta situação foi observada para 9. simultaneamente. quando não havia abas- tecimento de água por meio de rede geral.7 13.8 9. em 2014.0 40.3%. que atingia 53.0 10.0 45.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ A vida e a saúde da criança e do adolescente estão entre os direitos fundamentais garantidos no ECA. Outro fator relacionado a este tema refere-se ao acesso a serviços de saneamento básico.1 13. e o lixo não era coletado direta ou indiretamente.7 15. abastecimento de água por meio de rede geral. em 2004. o esgotamento sanitário não se dava via rede geral ou fossa séptica ligada à rede coletora.6 17.3 Sem coleta de lixo direta ou indireta 21. por forma de inadequação . Domicílios.7 20.1%. A maior redução ocorreu na proporção de crianças que vivem em domicílios onde não há coleta de lixo.3 18.6 52. Em 2014.8 51. 2.7 21.6%).3 19.2 10.6 10.6 Com todas formas de saneamento inadequado. Não havia no domicílio.Brasil .5 14.4 15. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. e o lixo não era coletado. conforme o Gráfico 2. A principal forma de inadequação foi por ausência de esgotamento sanitário via rede geral ou fossa séptica.1 9.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Sem abastecimento de água de rede geral 23. em 2014. especialmente as crianças.2 .5 16.Proporção de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade. 3 Maiores detalhes sobre a mortalidade infantil no Capítulo 1.7% das crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade.0 13.1 18. de forma simultânea.2 e a Tabela 2.0 50.7 19. simul- taneamente (1) 15. esgotamento sanitário de rede geral ou fossa séptica ligada à rede coletora.6% das crianças e adolescentes de até 14 anos de idade. Não houve pesquisa em 2010. Maiores detalhes sobre saneamento no Capítulo 6.2 no CD-ROM.2 50.0 Sem esgotamento sanitário de rede geral ou fossa séptica 53.5 15.6 Fonte: IBGE.3 15.1 18.0 0.5 44. . esgoto ou lixo) são inadequadas no domicílio4.1 21. em 2004.7 53.2004/2014 % 60.

4%.3 . que variou de 44. 2015b).0 28.7% das crianças nesta faixa de idade receberam a primeira consulta médica no período de até sete dias depois da alta da maternidade. sendo que em 2014 o indicador diminuiu para 40. assegurada a convivência familiar e comunitária (BRASIL. O direito à convivência familiar e comunitária também é contemplado no ECA.0 21..1% das famílias residentes em domicílios particulares tinham ao menos uma criança ou adolescente de 0 a 14 anos de idade.0 0.0 33.0%) (PESQUISA. Esse indicador relaciona-se diretamente com a proximidade do serviço de saúde ofertado quanto com a correta orientação à mãe após o parto. 1990)..3).0 20. a maioria (87.0 40.0 5.PNS 2013. a área urbana (30. dispondo que toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio da sua família e. excepcionalmente..8%) das crianças e adolescentes de 0 e 14 anos de idade estava inserida na família na condição de filhos. Da mesma forma. mas houve grande diferencial regional no indicador.7 25. e em 11. levantou aspectos relacionados à saúde de crianças com menos de 2 anos de idade: somente 28.0 Brasil Urbano Rural Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fonte: IBGE.4%) apresentou percentual superior ao observado para a rural (20. como recomendado pelo Ministério da Saúde. Em 2014.0 10. cerca de um em cada cinco arranjos familiares residentes em domicílios particulares tinham presença de criança com até 5 anos de idade e cerca de um em cada três arranjos familiares residentes em domicílios particulares tinham presença de criança e adolescente com idade de 6 a 14 anos de idade. % segundo a situação do domicílio e as Grandes Regiões . Em 2014. residia no domicílio ao menos um dos pais..0 30.0 17.0 45.4 31. realizada pelo IBGE (PESQUISA. Em 2004..8 20. Gráfico 2.2013 50.5 30.4 nesta publicação e a Tabela 2.. ou seja.0 35.7 15. conforme o Gráfico 2. 2015b). 51.0 44. . Pesquisa Nacional de Saúde 2013.Proporção de crianças com menos de 2 anos de idade que receberam a primeira consulta médica no período de até 7 dias após alta da maternidade.3 no CD-ROM. em família substituta.8% dos casos eles foram indicados como outro parente na estrutura familiar.7% no Nordeste (Gráfico 2. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 A Pesquisa Nacional de Saúde .0% no Sul a 17.

sendo proibido trabalho noturno. especialmente nos grupos de 5 a 13 e de 14 ou 15 anos de idade. a política de lazer foi a mais recorrente nos municípios brasileiros (75. CD-ROM).8.Proporção de arranjos familiares residentes em domicílios particulares. 2010. em 2014.0% e para aqueles com 16 e 17 anos de idade foi de 27. Entre as políticas para proteção de direitos .4 .0 25.0 36. para o grupo de 10 a 14 anos de idade. e de qualquer trabalho a menores de 16 anos de idade.0 0 a 14 anos 0 a 5 anos 6 a 14 anos 2004 2014 Fonte: IBGE. 1990). Em 2014. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . Foi também investigada na Pesquisa de Informações Básicas Municipais ..6 30. 11.0 0. Por fim.2004/2014 % 60. Assim.0 51.0 40. estaduais e nacional (BRASIL. no grupo de pessoas de 5 a 13 anos de idade o nível de ocupação foi de 2.Brasil . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.1 50.4% dos municípios em 2014 (PERFIL.0 19. o ECA reitera a proibição de qualquer trabalho a menores de 14 anos de idade (BRASIL. 1998). um aspecto sobre a proteção social e o bem-estar de crianças e adolescentes está relacionado à inserção de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade em atividades produtivas. sendo que o número de horas dedicadas a esta atividade também foi superior para as meninas (em média. pois isto aumenta a exposição a problemas de saúde (acidentes) e dificulta ou impede sua presença na escola.9% dos municípios tinham conselhos municipais dos direitos da criança e do adolescente.4 40.MUNIC a existência de um conjunto de políticas.0%. O nível de ocupação diminuiu em todos grupos etários. sendo estes fatores limitadores de seu pleno desenvolvimento e aprendizado.0 29.7 20.4% dos meninos e 69. segundo duas vertentes: para promoção de direitos e para proteção de direitos.3 10. Em 1999.4% do total).. uma das diretrizes da política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente é a criação de conselhos municipais.4%. em relação aos valores de 2004. Com relação ao direito ao trabalho e à profissionalização. por grupos de idade .PNAD 2014..Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ Gráfico 2. passando para 98. Este quadro sugere que os diferenciais nos papeis de gênero no que concerne à responsabilidade pelas tarefas domésticas podem ser observados desde a infância (Tabela 2. com pelo menos uma criança ou adolescente.6% das meninas declararam cuidar de afazeres domésticos na semana de referência. 2015). perigoso ou insalubre a menores de 18 anos de idade. Assim. 1990). 41. para pessoas de 14 e 15 anos de idade foi de 12. Outro aspecto relacionado ao trabalho de crianças está na dedicação destas aos afazeres domésticos.2 horas semanais). 71. salvo na condição de aprendiz (BRASIL.

tratando-se de um instrumento democrático para influenciar as políticas e ações em direitos humanos para grupos específicos.5).1%. 5 Uma análise mais aprofundada do mercado de trabalho dos jovens se encontra no Capítulo 4. à sustentabilidade e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. houve ligeira queda de 32. à participação social e política e à representação juvenil consiste no incentivo à criação de conselhos de juventude em todos os entes da Federação (BRASIL.3% da população em 2004.9% dos municípios) (PERFIL.0%.3%. quando medida de acordo com os grupos etários específicos: entre os jovens de 15 a 17 anos de idade a frequência escolar aumentou de 81. Para o grupo de 15 a 17 anos de idade. Um dos aspectos do direito à cidadania.. sendo que o indicador dobrou em 2014 (10. 2015). _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 destaca-se a de enfrentamento à violência sexual em 4  044 municípios (72... somente 5.3%. ao abrir mão do trabalho para a dedicação exclusiva aos estudos.1%) (PERFIL. à educação. Jovens O grupo dos jovens de 15 a 29 anos de idade correspondia a 27. à participação social e política e à representação juvenil. A tendência de diminuição da participação deste grupo populacional é apontada pela Projeção da População por Sexo e Idade. à igualdade.0% no indicador daqueles de 18 a 24 anos de idade. os quatro primeiros temas foram abordados em maior profundidade. passando a 24. Nesta seção. que poderá resultar numa melhor inserção no mercado de trabalho5 e participação mais qualificada na vida social e política de sua comunidade.3%. 22. Trabalho. diminuindo a proporção de jovens que estudavam e trabalhavam na semana de referência. O Estatuto da Juventude.. mas ainda assim abrange apenas cerca de 570 municípios no País.. entre 2004 e 2014 (Gráfico 2.3%).. de erradicação do trabalho infantil presente em 3  637 municípios (65.. a frequência à escola é bem mais baixa. à cultura.0% em 2014.MUNIC. em 2030. em 2060.1. De acordo com a Pesquisa de Informações Básicas Municipais .4 no CD-ROM. é o instrumento legal que consolida os direitos dos jovens de 15 a 29 anos de idade. já para os jovens de 25 a 29 anos de idade.6% para 17. que já estariam no final do seu ciclo escolar. entre 2004 e 2014. de 59. em 2009.. ao trabalho e à renda. de 2013. à segurança pública e ao acesso à justiça (BRASIL.3% para 67.6%). de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . no mesmo período.2% para 30. CD-ROM). e 15.4% dos municípios brasileiros contavam com Conselho Municipal de Direitos da Juventude. 2013). atingindo 21. uma vez que. e a de atendimento socioeducativo ao adolescente em conflito com a lei.8% para 84. à profissionalização.0%. 2013b) – a frequência escolar diferenciada. 2013b). à saúde. 2013b).5 nesta publicação e aTabela 2. ao desporto e ao lazer.. realizada pelo IBGE (PROJEÇÃO. chegando a 11. Este resultado tem efeitos positivos na formação desses jovens. . no mesmo período. Cabe destacar em relação ao direito à educação – garantida no Estatuto da Juventude (BRASIL. ao território e à mobilidade. presente em 3 403 municípios (61. em 2014. o jovem tem maiores condições de ampliar sua qualificação para as etapas superiores de sua formação educacional. conforme o Gráfico 2. cabe destacar que aumentou de forma mais significativa a proporção daqueles que somente estudavam.PNAD (Tabela 2. quanto à cidadania. 2015).

um em cada cinco não frequentava escola e não trabalhava na semana de referência.1% para 23. Entre os jovens tem tido destaque o grupo que. medido pela relação entre os jovens que estavam trabalhando na semana de referência e o total de jovens. em 2004.0 0.1 46. enquanto entre aqueles com 18 a 24 anos o indicador chegou a 23.8 45. enquanto no grupo de 15 a 17 anos de idade houve queda no nível de ocupação6.0 40.2 21. conforme o Gráfico 2. Com relação ao direito à profissionalização.6 22.2004/2014 % 100.6 5. Nos grupos de 18 a 24 anos (61.9 22. .6 9.4%.0 9. para 57. neste último ano.4 e 2. entre os jovens de 15 a 29 anos de idade. No grupo de 15 a 17 anos esta proporção foi de 9.3 22.3 16. por grupos de idade e tipo de atividade na semana de referência . 1998). passando de 58.6 Não estuda e 19.0 90.0 15. No grupo que estava estudando considerou-se aqueles que declararam frequentar escola (frequentavam curso regular do ensino fundamental. educação de jovens e adultos ou supletivo do ensino médio.8 14. 7 A definição para aqueles que não estudavam foi obtida pelo quesito sobre frequência à escola. Aqueles que declararam não frequentar escola considerou-se no grupo que não estudava.6% em 2014) observou-se estabilidade do indicador no período analisado.Distribuição percentual de jovens de 15 a 29 anos de idade. podem-se notar também as diferenças por grupos de idade dentro do grupo dos jovens de 15 a 29 anos de idade.0 80.3 44. perigoso ou insalubre.5 3.1 22.0 60.0 Só trabalha 43.4 15. em 2014. conforme o Gráfico 2.5 nesta publicação e a Tabela 2.5 59. O nível de ocupação. teve ligeira diminuição no período. Embora não tenha sido verificada variação significativa entre 2004 e 2014. mestrado ou doutorado).7 23. Para os jovens de 25 a 29 anos de idade o indicador foi de 21.0 20. 6 É importante lembrar que para o grupo de 14 a 17 anos de idade é proibido o trabalho noturno. salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos de idade (BRASIL.0 Estuda e trabalha 15.4 não trabalha (1) Fonte: IBGE.7 8. regular do ensino médio.4 no CD-ROM. que passou de 31. ao trabalho e à renda.9 8.0 70. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.9%.5 nesta publicação e asTabelas 2.6 17. na semana de referência.1% entre 2004 e 2014.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ Gráfico 2.3 67. superior de graduação. pré-vestibular.5%.0% em 2014) e de 25 a 29 anos (75.7 20.Brasil . alfabetização de jovens e adultos.0 50. educação de jovens e adultos ou supletivo do ensino fundamental.5 .9%.3 65.7 13.3 67.5 8.6%.0 10.0 2004 2014 2004 2014 2004 2014 2004 2014 Total 15 a 17 anos de idade 18 a 24 anos de idade 25 a 29 anos de idade Só estuda 21. (1) Inclui os jovens que também não procuram emprego.0 30. não estudava e não trabalhava7.3 3.5 no CD-ROM. e de qualquer trabalho a menores de 16 anos de idade.

8 no CD-ROM. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 No grupo dos jovens de 15 a 29 anos de idade que não estudavam ou trabalhavam.6 horas para as mulheres e 11.. conforme o Gráfico 2.2 35.0 10. A análise de indicadores de mortalidade é uma importante forma de se inferir sobre questões relacionadas à saúde do jovem.4 24. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 .8% tinham ensino médio completo ou nível mais elevado.5 horas para os homens (Tabela 2.0 0..5 37.0 20. no quesito sobre a condição na unidade domiciliar eles eram relacionados na categoria de filho (47.7 Mulheres 10. homicídios e acidentes de trânsito – que atingem esse grupo populacional com mais frequência (TÁBUAS.6%) residia nas Regiões Nordeste ou Norte se comparada com a proporção do total de jovens residentes nestas regiões (38. CD-ROM). sendo neste grupo menor a proporção de homens (43.31. A sobremortalidade masculina8 neste grupo chegou a quase quatro vezes em 2014. Em 2014.2 8.1% das mulheres nesta categoria tinham ao menos 1 filho nascido vivo.5 9. este grupo correspondia a 13. evidenciam.6 10.2 10. em 2014: elevada proporção (45. realizada pelo IBGE (PROJEÇÃO.9 21.9 23. 8 A sobremortalidade masculina é obtida dividindo-se a probabilidade de morte masculina pela feminina.9% não tinham o ensino fundamental completo.0 22.2 24.9%) que cuidaram de afazeres domésticos. maior mortalidade masculina no grupo de jovens de 15 a 29 anos quando comparada com a feminina.Probabilidade de morte dos jovens de 15 a 29 anos de idade.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Total 24. a proporção de mulheres (91.7 Fonte: IBGE.0 15.9% do total de jovens de 15 a 29 anos de idade (Tabelas 2.5%).4 10. Gráfico 2.0 5. as mulheres (69.. ou seja.6 nesta publicação e a Tabela 1.3%).4. sendo que 29.1 37. tendo destaque também os que eram indicados como cônjuges (27.31. além de não frequentar escola também estavam fora da população economicamente ativa. 2013).5 33. disponíveis na Projeção da População por Sexo e Idade. em média).3 34.Brasil . .7 24.9%) eram maioria.6 .6%). mas 46. merecem atenção aqueles jovens que também não procuravam emprego. podem-se destacar as seguintes características. Da mesma forma. 2.2 37. em primeiro lugar.2004-2014 Óbitos por 1 000 pessoas 40.3 37.7 9.0 35.1 9. Os resultados das Tábuas de Mortalidade.2%) e pretos ou pardos (62.7 23.4 Homens 38.8 37.7 anos de estudo.5 21..9 8. 2013) para os anos de 2004 a 2014. tinham baixa escolaridade (8.6 23. por sexo .8 10. 58.1 36. CD-ROM). Tal comportamento pode ser explicado pela maior incidência de óbitos por causas violentas – principalmente.Revisão 2013..0 30. o número médio de horas dedicadas aos afazeres domésticos foi de 28.2 37.0 23.0 25.5%) que cuidaram de afazeres domésticos na semana de referência foi elevada. suicídios..9 9.

9%.0 8.5 40.1%). Dadas as diferenças na dinâmica demográfica regional.7 31.0 60. o que sugere maior exposição dos homens − especialmente das Regiões Norte e Nordeste do País − às mortes violentas.8 no CD-ROM.5 óbitos por mil)..Revisão 2013.3 óbitos por mil) e Sul (24.4 22.3 20.PNAD.5 óbitos por mil) são significativamente superiores às observadas para as Regiões Sudeste (22..1 30. De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . este indicador foi mais elevado para as Regiões Sul (15. além de menor intensidade. esta proporção seria de 18. A mortalidade das mulheres revela.Revisão 2013 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o Período 2000/2030 .7%. ou seja.0 24. em 2060.7 48. houve um aumento no grupo de 80 anos ou mais de idade na população.2003 (BRASIL.7 13. em 2014.0 15.10. Idosos As informações disponíveis nesta seção consideraram a definição de idoso como o grupo de pessoas de 60 anos ou mais de idade. para 13. Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000-2060 . realizada pelo IBGE (PROJEÇÃO. Além disso. a proporção de idosos de 60 anos ou mais de idade passou de 9.0 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total Homens Mulheres Fonte: IBGE.2014 Óbitos por 1 000 pessoas 80.6 30. que passou de 1. Nesse ano grande parte dos idosos de 60 anos ou mais de idade era composta por mulheres (55.8 14.9 no CD-ROM.7%. indica tendência de aumento da proporção de idosos na população.7%) e pessoas que se declararam como brancas (52. sendo o grupo etário que mais cresceu na população.0 70.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ Na análise por Grandes Regiões. conforme o Gráfico 2.7 .0 35.8 33.7 nesta publicação e a Tabela 1. como consequência do processo de transição demográfica.741.3 6.10. 10. em 2014. por sexo. de 33. para 1. 2013). por outro lado. Evidência a este fato está na sobremortalidade masculina que possui padrões semelhantes em todas as Grandes Regiões. Lei n.1%) e menos expressivo na Região Norte (9.8 nesta publicação e aTabela 2.7%. em 2004. como disposto no Estatuto do Idoso.7 óbitos por mil) e Nordeste (48. 2003).5 22.6%.9 6. observa-se que as probabilidades de morte dos homens jovens de 15 a 29 anos de idade das Regiões Norte (48. a cada três pessoas na população uma terá ao menos 60 anos de idade.2%) e Sudeste (15.2%..6%) (Tabela 2. de 01.0 48. Em 2030. em 2004. em 2014. conforme o Gráfico 2.6 21. observa-se que.0 50. segundo as Grandes Regiões .Probabilidade de morte dos jovens de 15 a 29 anos de idade.5 0. CD-ROM).5 11. padrão mais estável entre as regiões.4 10. A Projeção da População por Sexo e Idade. .7 8. Gráfico 2. e.

0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 9.0 8. esporte e lazer.2 10. e ao transporte. à previdência social.8 Sudeste 10.9 11.5 15. por Grandes Regiões . tema abordado em maiores detalhes no Capítulo 1.5 10. à dignidade e ao respeito.8 14.5 11.8 10. a fiscalização e a avaliação da política nacional do idoso (BRASIL.2 Centro-Oeste 7. à saúde. .3 13.9). 2015).2 10.7 10. Os seis primeiros temas são objeto de análise desta seção. quando comparado com as demais (Gráfico 2.8 8.3 9. que realizam a supervisão. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014..3 13.8 Fonte: IBGE.0 13.2 15.MUNIC 2014.1 Nordeste 9.1 12.9 12.7 11.1 12.2 9.2 6.7 9. Nota: Não houve pesquisa em 2010. o que condiz com a maior participação desse grupo etário nessas regiões.4 12. destaca-se o aumento da esperança de vida aos 60 anos de idade.6 13.1 Sul 10.4 12. à educação.4 10.8 9.6 9.1 8. foi captado na Pesquisa de Informações Básicas Municipais .9% em 2014 (PERFIL.6 9. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 2.8 11.1 7. o acompanhamento. Contudo. cultura.2 8.3 12. à assistência social.5 11.4 11.0 0. O Estatuto do Idoso (BRASIL. à alimentação. à profissionalização e trabalho.7 Norte 6.3 11. que passou de 35.1 10. à habitação. 9 Neste aspecto. primeiro tema investigado nesta seção. Aspectos demográficos.0 11.2 9.1 14.5% em 2009 para 61.4 12.7 13. à vida9. essas proporções permaneceram maiores nas Regiões Sul e Sudeste. Um aspecto sobre o direito à liberdade.6 7.. 2003) assegura às pessoas de 60 anos ou mais de idade a efetivação do direito à liberdade.0 4.2 6.1 11.2004/2014 % 16.8 . que estimou a proporção de municípios com presença de conselhos municipais de direitos do idoso.5 6.9 8.3 7. Houve um aumento significativo na proporção de municípios com conselhos municipais de direitos do idoso.1 11.9 10.Proporção de pessoas de 60 anos ou mais de idade. à dignidade e ao respeito do idoso.2 14.0 12.7 7.. 2003).7 12.

sozinhas.6 57.8 61. e para os homens o indicador foi de 6. andar em casa de um cômodo para outro no mesmo andar.2009/2014 % 80.9 63.Proporção de municípios com conselho municipal de direitos do idoso. tomar banho. 6.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ Gráfico 2. ir ao banheiro.6%.0 67. e deitar-se (PESQUISA. suas atividades de vida diária. levando em conta que o aumento da longevidade deveria ser acompanhado de qualidade de vida. o Sudeste apresentou proporções baixas nas idades analisadas. segundo as Grandes Regiões .8 60.8%. como: comer.7 38.8% das pessoas de 60 anos ou mais de idade tinham limitação funcional para realizar suas atividades de vida diária. quanto mais elevada a idade.1 28. Na Pesquisa Nacional de Saúde .0 60. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2009/2014... 2015b).8% para as mulheres e 5.1 40. No Brasil.5 37.3 38. Pode-se notar que o diferencial por sexo foi mais marcante na área rural. de 8. variando de 2.3% das mulheres de 60 anos ou mais de idade tinham limitação funcional para realizar suas atividades de vida diária.1%.0 55.3 40. Os diferenciais por sexo também são importantes: 7. vestir-se. 10 Como limitação funcional foi considerada a condição de não conseguir ou ter grande dificuldade para realizar a ativi- dade relacionada.0 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste 2009 2014 Fonte: IBGE.9 .. O segundo tópico avaliado diz respeito ao direito do idoso à saúde.PNS 2013 foram investigadas as limitações funcionais10 das pessoas de 60 anos ou mais de idade para realizar.5% para os homens (Tabela 1). segundo a Pesquisa. Entre as Grandes Regiões.. 2015b) (Tabela 1).. Verificou-se ainda que.0 20. maior era a proporção de pessoas com tais limitações.0 35. a 15. .0 0. para aquelas de 60 a 64 anos. para as de 75 anos ou mais de idade (PESQUISA..

10 nesta publicação e a Tabela 2. uma vez que é a mulher que tende a ser responsável pelas atividades de cuidado dentro da família. No mesmo sentido.9 3.1 9.4 15. 2015b).7%.. o cuidado dos idosos é uma questão que se coloca no debate e na agenda das políticas públicas.0 5. 2003) abordado nesta seção é o direito à educação.0 4.0 Sul 7.7 Rural 7.AVD (%) Grandes Regiões e Sexo Grupos de idade situação do domicílio Total De 60 a De 65 a Com 75 anos Masculino Feminino 64 anos 74 anos ou mais Brasil 6. em 2014.9 Sudeste 5.5 anos de estudo. Estes resultados apontam tanto para as questões de oferta de serviços e equipamentos públicos para atender este público com limitações funcionais.2013 Proporção de pessoas com 60 anos ou mais de idade com limitação funcional para realizar Atividades de Vida Diária . conforme o Gráfico 2. segundo as Grandes Regiões e a situação do domicílio .1 5. Com a tendência ao envelhecimento populacional.0% declararam precisar de ajuda para realizar as atividades de vida diária.6 2. em 2004.7 5.12 no CD-ROM11.1 Centro-Oeste 8.8 6.2 15.2 15. para 20. Pesquisa Nacional de Saúde 2013.3 3.6 Grandes Regiões Norte 5. 84.9 7. para 4. mas elevou- se de 3. Além disso.3 9. A média de anos de estudo das pessoas de 60 anos ou mais de idade é mais baixa do que a da população de 15 anos ou mais de idade.AVD.3 2. por sexo e grupos de idade. em 2014 e diminuiu a proporção daqueles com menos de 1 ano de estudo.8 13. . entre os idosos de 60 anos ou mais de idade que tinham alguma limitação funcional. O terceiro aspecto do Estatuto do Idoso (BRASIL.4 Nordeste 8.7 6.5 15. que passou de 36.1 7.9% não recebiam ajuda para realizar as atividades da vida diária (PESQUISA.4 5.4 7.9 5. 11 Levando em conta o aumento da escolaridade a cada nova geração de brasileiros. e 10.7 Situação do domicílio Urbano 6. em 2004.Proporção de pessoas com 60 anos ou mais de idade com limitação funcional para realizar Atividades de Vida Diária . Assim. quanto para um aspecto relacionado aos papeis de gênero.1 3. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Tabela 1 . É interessante observar que os grupos de anos de estudo com maior instrução se tornaram mais representativos no total da população de idosos em relação aos grupos de estudo com menor instrução.8 4. passando de 12..4 Fonte: IBGE.8% recebiam cuidados remunerados.3 7. 17. a proporção de idosos com 9 anos ou mais de estudo aumentou de forma expressiva.1 5.8 1.1 6. A PNS 2013 investigou o tipo de cuidado recebido por estes idosos: 78. que reduziram sua participação no total dessa população. é esperado que o progressivo en- velhecimento populacional faça com que gerações com maior nível educacional cheguem à terceira idade.3 14.3% no período.0 2.5% para 27.8 6.5 8.6 17.8 3.4 3.6 6.8 5.8% recebiam cuidados de familiares..8 5.7%.8 anos de estudo.4 18. observa-se redução de pessoas analfabetas ou com baixa instrução na medida em as gerações mais educadas substituam as menos educadas.3 4.

11 nesta publicação e as Tabelas 2. em 2013.4% em 2014 (Tabelas 2.0% dos idosos declarou assistir televisão por 3 horas ou mais ao dia (PESQUISA. 2. conforme o Gráfico 2.6 34... respeitadas suas condições físicas.7 30. CD-ROM). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.6 20. Entre os que não eram aposentados ou pensionistas (24.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Sem instrução e menos de 1 ano 36.7 32.5% para pessoas de 18 anos ou mais de idade.7 31.4 19.5 19.14.1 17.0 0. A aposentadoria ou pensão foi a principal fonte do 12 O nível recomendado de atividade física no lazer é de. por grupos de anos de estudo . Nota: Não houve pesquisa em 2010.0 21.0 20.7 13.5% para aqueles com 70 anos ou mais. Em 2014. Uma atividade comum de lazer para os idosos foi assistir televisão.2 28.4 19.4 27.0% para os homens com 65 anos ou mais e 23.1 4 a 8 anos 29.3 15. entre idosos de 60 anos ou mais de idade. Por outro lado.3 33. Em relação ao acesso dos idosos ao esporte e lazer.9 20.2004/2014 % 50.0 30.9 28.17 no CD-ROM.3 19.8%) verificou-se que o nível de ocupação foi maior do que para os idosos como um todo. o nível de ocupação dos homens é superior ao das mulheres em todas as faixas de idade analisadas.16.8 17.Brasil .1 31.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ Gráfico 2.3 1 a 3 anos 21.0 19.0 40.3 32.0 20. A média de horas trabalhadas foi de 33.8 9 anos ou mais 12.2% acumulavam aposentadoria e pensão. .. 150 minutos semanais de atividade física de inten- sidade leve ou moderada ou de. 9. O nível de ocupação de pessoas de 60 anos ou mais de idade foi de 29. pelo menos.4 17. e de 22. 57. mesmo diminuindo. medido por meio do acesso à aposentadoria e pensão.9%.0 10.4 14.1 17.7 Fonte: IBGE.10 . quarto tema investigado nesta seção. Finalmente.2 30. pelo menos. Sobre o quinto aspecto tratado nesta seção.1 31. o Estatuto do Idoso procura garantir o direito ao exercício da atividade profissional aos idosos. É importante observar que. a proporção de idosos que já eram aposentados e estavam ocupados na semana de referência foi de 16.2 32. 2014). 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa.9% e para as mulheres de 18.5% eram somente aposentados.6 34. o sexto tema tratado nesta seção é o direito à previdência social.6% para pessoas de 60 anos ou mais. sendo que para os homens o indicador foi de 41. a PNS evidenciou que. Nas idades mais avançadas o nível de ocupação é menor.5 16. a proporção de pessoas que praticaram o nível recomendado de atividade física no lazer12 foi somente de 13. intelectuais e psíquicas (BRASIL.5 35.5 34.5% eram somente pensionistas e 8. 2003).0 17.Distribuição percentual das pessoas de 60 anos ou mais de idade. cerca de 32.4 32. chegando a 30.1% em 2014.9 horas para os idosos de 60 anos ou mais de idade ocupados na semana de referência.15 e 2.5 32. valor abaixo do tempo médio para a população total ocupada.

Independentemente da abordagem teórica.3%).3 11.0 45.9 33.9 19. entre outras vertentes.8 23.6 17.Nível de ocupação das pessoas de 60. 65 e 70 anos ou mais de idade.2004/2014 % 50. demógrafos. além de ser relevante para o bem-estar econômico e social de seus membros.9 7.0 20. enquanto o trabalho correspondeu a 19. psicólogos.9 65 anos ou mais .Mulheres 10. previdência e assistência social.4 11.0 15.0 10.9 10. especialmente aqueles associados à seguridade social englobando a área da saúde. na população há uma tendência a ter mais idosos e menos crianças e adolescentes.8 65 anos ou mais . Famílias A família é instrumento fundamental na reprodução social de valores culturais.0 0.5 9. a fecundidade apresenta tendência de forte declínio.3 18.7 34. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.Homens 27.0 25.4 7.1 43.0% do rendimento.1 14.3 19.Mulheres 18. Para as pessoas de 65 anos ou mais de idade a participação do rendimento proveniente de aposentadoria ou pensão aumenta (76.4 40.5 20.0 26.3 21.2 33.4 44. sociais e na legislação estão alterando a composição das famílias ao longo do tempo.Homens 44.4%). _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 rendimento das pessoas de 60 anos ou mais de idade (66.9 29.6 11.4 10. antropólogos. por sexo .8 27.2 33.Brasil . As atualizações na legislação sobre .6 29. CD-ROM).9 40. Assim.5 9.6 10. normas e costumes. Nota: Não houve pesquisa em 2010.3 22.1 18.6 42.1 13.1%).0 29.9 20. sendo que o trabalho também foi uma fonte importante (29.5 14.11 .0 36. Gráfico 2.2 39.Mulheres 14.5 70 anos ou mais .9 60 anos ou mais .9 7.5 13. O aprofundamento da modernização das relações sociais.0 43.0 40.7 14. o aumento da escolaridade e da inserção das mulheres no mundo do trabalho também são fatores que produzem alterações nos arranjos familiares. A reflexão sobre família é parte do estudo de sociólogos.0 5.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 60 anos ou mais .0 30.0 25.9 16. as mudanças demográficas. Com a tendência de envelhecimento da população aumentam os desafios na concessão de benefícios e na cobertura de programas e serviços direcionados aos idosos.6 43.2 26. enquanto o rendimento do trabalho aumentou participação ao longo do tempo (Tabela 2.9 22.18.Homens 34.0 17. em todas as idades.4 30.5 29.9 10.0 35. As outras fontes de rendimento vêm perdendo importância no rendimento dos idosos. Enquanto aumenta a esperança de vida.1 70 anos ou mais .4 14.3 41.0 Fonte: IBGE. historiadores.

3 com filhos Arranjo familiar com parentesco . Disponível em: <http:// www.9 42. A participação percentual dos arranjos unipessoais aumentou no período de 2004 a 2014.0 40.3 6.3%. casamento entre pessoas do mesmo sexo13 também exercem efeito sobre a configuração das famílias.3 6.4 Arranjo familiar com parentesco .0 19.3 Outros tipos Arranjo familiar sem parentesco 0. consultar na publicação citada.7 15. 13 Para uma revisão sobre a evolução da legislação sobre divórcio e separação.2 6.0 10.gov.4 milhões.4 49.4 19.3 16.12 . Nota: Não houve pesquisa em 2010. cerca de 0. A família é tema recorrente no debate político e se constitui como público alvo de políticas e programas sociais. residentes na mesma unidade domiciliar e. .1 6.0% para 14.3 46.4 17.1 11.2004/2014 % 60. Para uma revisão sobre a evolução da legislação sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo.2 47. Gráfico 2.3 45. No mesmo período observou- se ligeira diminuição no total de arranjos familiares com parentesco.8% para 85.2 15. 40.0 0. e.3 Fonte: IBGE.4 16.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Arranjo unipessoal 10.3 16.2 13. separação.0 6. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. residentes na mesma unidade domiciliar.9 Casal sem filhos Arranjo familiar com parentesco .3 0. 2014. será denominado arranjo familiar. a 70.7 17. 5.12 nesta publicação e a Tabela 2.0 20.5 14.Brasil . Rio de Janeiro: IBGE. em 2004. Por meio de indicadores sobre famílias.6 11.2 0.1 49.3 0. mais recentemente.ibge.0 10. 2015.2 18.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ divórcio.0 6.Distribuição percentual dos arranjos familiares e unipessoais residentes em domicílios particulares.5 16. a pessoa que mora só em uma unidade domiciliar será denominada arranjo unipessoal e o conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco.2 6.4 13.5 19.0 43. 207 p. conforme o Gráfico 2. v.0 48. dependência doméstica ou normas de convivência.3 0. pretende-se delinear as características principais dos arranjos familiares e unipessoais no País. O total de arranjos familiares e arranjos unipessoais passou de 56.19 no CD-ROM.shtm>. De acordo com as definições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD. enquanto nos arranjos familiares sem parentesco houve estabilidade. de 89.6 11. união estável. a pessoa que mora só em uma unidade domiciliar14 .3%.br/home/estatistica/populacao/registrocivil/2013/default.1 17. 14 Nesta seção. o capítulo sobre casamentos. Acesso em: nov.4 18. a família é o conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco.8 5.5 12.0 16.4 10.3 0. 14.3 18.4%.3 0. obtidos principalmente da PNAD 2014. também. 51.0 30.3 0. por tipo .0 50.0 50.9 Casal com filhos Arranjo familiar com parentesco - Mulher sem cônjuge 18. em 2014.6 16.3 0.1 17. consultar o capítulo sobre divórcios na publicação ESTATÍSTICAS DO REGISTRO CIVIL 2013.9 6. dependência doméstica ou normas de convivência.3 0.2 milhões. de 10.

6 3. e aumentou para aqueles em que a mulher era indicada como a pessoa de referência.23. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 O arranjo familiar com parentesco mais comum foi o composto por casal com filhos.0 40.13 nesta publicação e a Tabela 2. Desta forma. em relação ao total de arranjos com filhos.0%.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Casal com filho . para 15.pessoa de referência do sexo masculino do sexo feminino Responsável sem cônjuge com filho .0 67. passando de 67.1%.2 55.4 61.0 70.3 65.2 3.2 3. em 2014.9 4.9%. em 2004.9 60. de acordo com o Gráfico 2.3% em 2014).0 25.6 3.9% em 2014).1 3.7%.9 50. percebe-se que a proporção dos arranjos formados por pessoa de referência sem cônjuge e com filho não se alterou muito no período.2 3. Na composição dos arranjos familiares com presença de filhos. conforme o Gráfico 2. houve uma tendência de crescimento na indicação da mulher como pessoa de referência na família. por tipo de arranjo e sexo da pessoa de referência .6 25. Nota: Não houve pesquisa em 2010.5 3. . especialmente nos arranjos formados por casal.13 .1 0.9%.12 nesta publicação e a Tabela 2.0 10. em 2004.6%.8 26. passou a 42. O arranjo formado por casal sem filhos tem ganhado importância e se tornou o segundo em participação (19. Essas mudanças na composição das famílias em relação à diminuição de arranjos com filhos estão relacionadas. residentes em domicílios particulares.9% em 2014) (Tabela 2.8 14.2004/2014 % 80. para 54. em 2014.3 25. com a queda da fecundidade. Outros tipos de arranjos correspondiam a 6.4 3. diminuiu a proporção daqueles que tinham o homem como pessoa de referência.4 25. ficando em torno de 25.22 no CD-ROM. e esta metodologia de coleta da informação não se alterou nesses anos.19 no CD-ROM. CD-ROM). Gráfico 2.2 10.9 54.9 26.Brasil .4 60.7 66. mas houve diminuição desse indicador no período: de 51. variando de 3.8 5.0 25.0 58.2 15.0% em relação ao total de arranjos com filhos.0 13.6 25. principalmente.3% do total de arranjos em 2014. em 2004.0 10.2 3.4 25. em 2014. A definição da pessoa de referência na PNAD era da pessoa assim considerada pelos demais membros na família. sem grande mudança na configuração por sexo da pessoa de referência.4% em 2004 para 10.3 63. apesar do critério de seleção da pessoa de referência ser subjetivo para cada arranjo familiar. enquanto a proporção de arranjos formados por mulher sem cônjuge e com filhos diminuiu ligeiramente a participação no período (16.pessoa de referência Casal com filho . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Responsável sem cônjuge com filho - pessoa de referência do sexo masculino pessoa de referência do sexo feminino Fonte: IBGE. Por outro lado.3 57.1 13.0 30. Este aumento relativo de arranjos formados por casal em que a mulher era a pessoa de referência também foi notado nos arranjos sem filhos residentes (3.4 26.1 3.0 7. nos arranjos compostos por casal com filhos.4 3.Distribuição percentual dos arranjos familiares com filhos residentes em domicílios particulares.7 20.

7% para 19. por sexo da pessoa de referência . 15 Para construção deste indicador.7 Casal sem filhos 10.9 sem cônjuge e sem filhos.7%15.9 4.7 27.7 e maiores de 34. Em 2014.7 10.3 de 16 anos de idade 46.4 16 anos de idade 32. 10.7 16 anos de idade 46.Brasil .5 26. No arranjo formado por casal com filhos.7 Casal com filhos Todos os filhos 32. especialmente no arranjo formado por pessoa de referência sem cônjuge e com filhos.4 4.6 e sem outros parentes.7%.6 16 anos ou mais 15.2 11. foi considerado o salário mínimo nominal vigente no mês de referência da PNAD em cada um dos anos analisados.2 e maiores de 31. na presença de filhos menores de 16 anos de idade foi maior a proporção de arranjos com rendimento familiar per capita inferior a ½ salário mínimo.1 cônjuge com filhos Todos os filhos 43.3 25. Destacam-se ainda os diferenciais por sexo da pessoa de referência. No entanto.2 7.26 no CD-ROM.0 16 anos ou mais 11.2 Pessoa de referência sem cônjuge.7%).Proporção de arranjos familiares residentes em domicílios particulares.6 Todos os filhos com 15. que tinham rendimento familiar per capita inferior a ½ salário mínimo.2 Pessoa de referência sem 29.6%).7 10.5 21. conforme o Gráfico 2. no arranjo formado por pessoa de referência sem cônjuge e com filhos este indicador chegou a 27.7 com outros parentes 20. mas não houve grandes diferenciais por sexo da pessoa de referência.2%).7 Total 25.9 menores 25.2014 % 19. conforme o Gráfico 2. em que houve maior representação quando a mulher era pessoa de referência (29. Gráfico 2.4 16 anos de idade 34.7% e para os arranjos de casais com filhos a 25.14 .14 nesta publicação e a Tabela 2. 12. foram marcantes os diferenciais por tipo de arranjo: no arranjo unipessoal foi menor a proporção de arranjos com rendimento familiar per capita inferior a ½ salário mínimo (4.0 Com filhos menores 45. com rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo.6 Pessoa de referência 16. sem filhos 10. seguido pelo arranjo de casal sem filhos (10.26 no CD-ROM.Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________ A proporção de arranjos familiares. .1 11.7 Total 17. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014.1%) em comparação ao homem como pessoa de referência (17.5 menores de 32.7 Total 18.14 nesta publicação e a Tabela 2.6 Unipessoal 4. entre 2004 e 2014.9 Com filhos menores 32.9 agregados Total Pessoa de referência Pessoa de referência do sexo masculino do sexo feminino Fonte: IBGE. passou de 23. residentes em domicílios particulares.9 Todos os filhos com 11.

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais
Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015

Na PNAD são coletadas informações sobre as famílias conviventes com uma
família principal, constituídas por, no mínimo, duas pessoas em cada família, residindo
na mesma unidade domiciliar. Entre 2004 e 2014, houve diminuição na proporção de
arranjos familiares conviventes no total de arranjos familiares, de 7,6% para 4,4%. Os
motivos para tal convivência foram levantados a partir de 2007 e, desde então, observou-
se queda relativa na convivência por motivo financeiro, de 56,4% em 2007 para 49,6%
em 2014. A convivência por vontade própria teve aumento relativo no período, de
33,5% para 40,6%, e a convivência por motivo de saúde ou outro motivo se apresentou
estável (10,1% para 9,8%, no mesmo período), conforme o Gráfico 2.15 nesta publicação
e a Tabela 2.27 no CD-ROM. As informações sobre convivência de famílias na mesma
unidade domiciliar são utilizadas nos estudos sobre déficit habitacional.

Gráfico 2.15 - Proporção de arranjos familiares conviventes e distribuição percentual
dos arranjos familiares conviventes com um arranjo principal em domicílios
particulares permanentes, por motivo para a convivência - Brasil - 2004/2014
%
60,0
56,4
53,2 53,9

49,3 49,1 49,5 49,6
50,0

41,1 41,9 41,8
40,6
40,0 38,9 38,2

33,5

30,0

20,0

10,1 9,7 9,8
9,0 8,6
10,0 7,9 7,8

7,6 7,5 7,5
6,1 5,4 5,9 4,6 4,5 4,6 4,4
0,0
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014

Proporção de arranjos familiares conviventes Motivo para a convivência dos arranjos familiares
conviventes Financeiro
Motivo para a convivência dos arranjos familiares Motivo para a convivência dos arranjos familiares
conviventes Vontade própria conviventes Saúde ou outros motivos

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.
Nota: Não houve pesquisa em 2010.

Um grupo que tem tido destaque na literatura sobre famílias são os casais em
que pessoa de referência e cônjuge tem rendimento, a mulher não teve filhos nascidos
vivos, vivendo sem a presença de outros parentes ou agregados no domicílio16 . Os
casais com duplo rendimento e sem filhos correspondiam a 4,3% dos casais, em 2004,
e em 2014 passaram a representar 6,7%. Ao se comparar a participação dos casais
DINC (double income no children) entre os casais sem filhos a proporção se eleva a
20,4% em 2014. Este fenômeno está relacionado com a maior inserção das mulheres
no mercado de trabalho, recebendo rendimentos, com a diminuição da fecundidade
e a postergação da maternidade.

16
Internacionalmente, esses casais são conhecidos como DINC – acrônico da expressão double income no children, en-
quanto no Brasil não há um acrônico estabelecido para os casais com duplo rendimento e sem filhos.

Grupos sociodemográficos_______________________________________________________________________

termo “geração canguru” tem sido usado para denominar o grupo de pessoas de 25
a 34 anos de idade que viviam na casa dos pais. A proporção de pessoas de 25 a 34
anos de idade que estavam na condição de filho no arranjo familiar passou de 21,2%,
em 2004, para 24,3%, em 2014, conforme a Tabela 2 nesta publicação e a Tabela 2.32
no CD-ROM. Entre essas pessoas da “geração canguru”, em 2014, 47,0% viviam na
Região Sudeste; 59,0% eram homens; 50,9% eram pretos ou pardos. Para as demais
pessoas de 25 a 34 anos de idade que não conviviam com os pais no domicílio, houve
diferenças: a maioria era de mulheres (54,9%), 52,0% eram pessoa de referência no
domicílio e 41,9% eram cônjuges.

Tabela 2 - Proporção das pessoas de 25 a 34 anos de idade residentes em domicílios
particulares, por condição na família, segundo as características selecionadas
Brasil - 2014

Proporção das pessoas de 25 a 34 anos de idade residentes em
domicílios particulares (%)
Características selecionadas Condição na família
Total Pessoa de referência, cônjuge,
Filho
outro parente ou agregado

Grande Região 100,0 100,0 100,0
Norte 8,9 7,2 9,5
Nordeste 27,6 27,4 27,7
Sudeste 42,1 47,0 40,5
Sul 13,6 11,5 14,2
Centro-Oeste 7,8 6,9 8,1
Sexo 100,0 100,0 100,0
Homem 48,5 59,0 45,1
Mulher 51,5 41,0 54,9
Cor ou raça (1) 99,2 99,2 99,2
Branca 44,2 48,3 42,9
Preta ou parda 55,0 50,9 56,3
Nível de instrução mais elevado
alcançado (2) 99,7 99,8 99,6
Até fundamental incompleto ou
equivalente 21,7 16,2 23,6
Fundamental completo ou
equivalente até médio incompleto ou
equivalente 16,4 11,9 17,9
Médio completo ou equivalente 37,6 36,8 37,9
Superior incompleto ou nível mais
elevado 23,9 34,9 20,3
Anos de estudo
Média de anos de estudo 9,9 10,7 9,7
Condição de ocupação na semana
de referência
Nível de ocupação na semana de
referência 77,4 76,2 77,7
Proporção desocupada na semana
de referência 5,9 8,0 5,2
Tipo de atividade na semana de
referência 100,0 100,0 100,0
Só estuda 2,3 4,1 1,7
Estuda e trabalha 6,7 9,5 5,8
Só trabalha 70,7 66,7 71,9
Não estuda e não trabalha 20,3 19,7 20,6
Proporção que não estuda, não
trabalha e não procurava emprego 15,0 12,7 15,8

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014.
(1) Exclusive as pessoas de cor ou raça amarela, indígena ou sem declaração. (2) Exclusive nível de instrução não de-
terminado.

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais
Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015

Em 2014, o nível de ocupação para as pessoas da geração canguru foi de 76,2%
enquanto para as demais pessoas que não viviam com os pais o nível de ocupação
foi 77,7%, o que mostra que a permanência na casa dos pais não está diretamente
associada com a falta de trabalho. Por sua vez, as pessoas da geração canguru eram
mais escolarizadas, pois 34,9% tinham ensino superior incompleto ou nível mais
elevado; a média de anos de estudo foi de 10,7 anos; e 13,6% ainda estudavam. Já
para aqueles que não residiam com os pais os indicadores apresentaram valores
mais baixos: 20,3% tinham ensino superior incompleto; a média de anos de estudos
era de 9,7 anos; e 7,5% ainda estudavam, conforme a Tabela 2 nesta publicação e a
Tabela 2.32 no CD-ROM. Nesse contexto, a opção de permanecer na casa dos pais
para prolongar os estudos fica evidenciada pelos indicadores. Outros motivos citados
em estudos, e não passíveis de captação em pesquisas da natureza da PNAD, são de
cunho psicológico como, por exemplo, a dependência emocional e a acomodação ao
padrão de vida dos pais.
Mesmo sendo uma fonte de informações essencial relativa a diversos temas na
área social, a PNAD apresenta limitações para medir novas formas na configuração
de famílias e domicílios. Entre os novos arranjos familiares mencionados em estudo
realizado pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (United Nations
Economic Commission for Europe - UNECE) (MEASUREMENT..., 2011), destacam-se
aqueles formados por casais do mesmo sexo e as famílias reconstituídas, em que
é possível obter informações de outras fontes de dados. As famílias reconstituídas
consistem em casais que coabitam, com uma ou mais crianças, em que ao menos
uma criança não seja filha de ambos co-residentes (MEASUREMENT..., 2011). Neste
sentido, o Censo Demográfico 2010 coletou informações detalhadas sobre as relações
de parentesco dentro do domicílio, e com isso foi possível identificar se a criança
era filha somente do responsável pelo domicílio, de ambos (responsável e cônjuge)
ou somente do cônjuge. De acordo com os resultados do Censo Demográfico 2010,
83,8% das famílias17 formadas por casais, residentes em domicílios particulares tinham
somente filhos que eram do casal; enquanto 16,2% das famílias formadas por casais
foram definidas como famílias reconstituídas; sendo que 5,8% tinham filhos somente
do responsável, 3,4% tinham filhos somente do cônjuge e 7,1% tinham as demais
configurações possíveis (CENSO DEMOGRÁFICO 2010, 2010a).
As informações sobre casais do mesmo sexo podem ser obtidas, de forma
parcial, por meio da pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2013, do IBGE18 . Dentre os
casamentos registrados, em 2013, cerca de 0,35% foram entre cônjuges do mesmo
sexo (ESTATÍSTICAS..., 2014). Além disso, de acordo com o Censo Demográfico 2010,
havia em torno de 58 000 casais de pessoas do mesmo sexo no País, correspondendo a
0,1% do total de unidades domésticas (CENSO DEMOGRÁFICO 2010, 2010b). Importante
mencionar que só foi possível identificar casais de pessoas do mesmo sexo no Censo
quando uma das pessoas do casal era indicada como pessoa de referência do domicílio.

17
Foram analisadas as famílias únicas e conviventes principais, pois nestas havia indicação da pessoa de referência do
domicílio. Nas famílias conviventes secundárias, ou de grau mais elevado, não foi feita indicação da pessoa de referência
e com isso não foi possível estabelecer as relações de parentesco, consanguinidade e adoção que seriam necessárias.
18
Em 14.05.2013, o Conselho Nacional de Justiça - CNJ aprovou a Resolução n. 175, determinando todos os Cartórios
de Títulos e Documentos em território brasileiro a habilitar, celebrar casamento civil ou converter a união estável em
casamento entre pessoas de mesmo sexo (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, 2013). Nesse mesmo ano o IBGE
investigou tais informações nas Estatísticas do Registro Civil.

É competência do governo federal. divide-se em três níveis: educação infantil. Os dados obtidos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . ensino fundamental. de 15 a 17 anos de idade. prioritariamente. foi possível ampliar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério . A educação básica. e ensino médio. que compreende formalmente a faixa de 0 a 5 anos de idade. dentre outras atribuições.Fundef. atuar no ensino superior e prestar assistência técnica e financeira às esferas estadual e municipal. por sua vez.06. realizada pelo IBGE. O acesso à edu- cação de qualidade e ao longo da vida é cada vez mais imprescindível para a inserção social plena. buscando garantir a equidade dos gastos nas diferentes Unidades da Federação. níveis salariais. etc. institucionalizado pela Lei n.Fundeb. Diferentes níveis edu- cacionais estão relacionados a diferentes hábitos de saúde. oportunidades de mobilidade social. escolhas religiosas. Em linhas gerais.494. 11. comporta­ mentos reprodutivos. de 20. informações sobre o perfil educacional da população são essenciais para se conhecer a realidade do Brasil e orientar políticas públicas que aprimorem as condições de vida dos brasileiros. Trata-se de um sistema administrativamente descentralizado. Com a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . de responsabilidade dos estados e do Distrito Federal.Educação A educação apresenta considerável impacto  nas  características socio­ econômicas e demográficas da população. formas de participação política. instituído pela . Esse sistema está legalmente organizado em dois níveis: educação básica e superior. 2007). foram continuadas e aprofundadas as políticas educacionais anteriormente adotadas. Nesse sentido.2007 (BRASIL. de 6 a 14 anos de idade. na última década. permitem retratar o sistema educacional brasileiro e monitorar diversas dimensões da escolaridade da população brasileira.PNAD. no qual a educação infantil e o ensino fundamental são de responsabilidade de oferta e gestão dos municípios enquanto o ensino médio é.

de 11. Acesso em: nov. [2015]. de 25.br/ images/pdf/pne_conhecendo_20_metas. de 04. cujas 20 metas nacionais têm vigência por 10 anos (BRASIL. 1996b). do Ministério da Educação. alterando o texto original da Lei de Diretrizes e Bases da Educação . de forma preliminar. no ano seguinte. 2014. DF]: Ministério da Educação. Acesso em: nov. consultar o documento PLANEJANDO a próxima década: conhecendo as 20 metas do plano nacional de educação. 59. distrital e municipais. foi aprovado o Plano Nacional de Educação . 1996a. 2015.12. para o Conselho Nacional de Educação .basenacionalcomum. 9.PNE.2013. [Brasília. 4 Para informações mais detalhadas. Merece destaque a Emenda Constitucional n. 3 Para informações mais detalhadas.LDB.11. realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais AnísioTeixeira . 11.ODM até 2030.br>.mec. o PNE passou a ser considerado o articulador do Sistema Nacional de Educação. 13. a obrigatoriedade da educação básica para a faixa de 4 a 17 anos de idade até 2016.11. os 193 Estados-membros das Nações Unidas aprovaram por unanimidade os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável .org/topics>.04. a qual norteará os objetivos de desenvolvimento e aprendizagem da educação básica em atendimento ao PNE. a quem caberá por lei a tarefa de aprovar a BNCC.gov.mec. Acesso em: nov. DF: Ministério da Educação. 2015.005. nas redes pública e privada. O Fundeb passou a destinar recursos para a educação básica.un.06. 2009) fez com que o PNE se tornasse uma exigência constitucional com periodicidade decenal. de escolas públicas localizadas em áreas urbanas. uma proposta para a Base Nacional Comum Curricular3 - BNCC. 2 Para informações mais detalhadas. o qual vigorou até 2006. O ODS 4.PIB para o seu financiamento2. de 11. no primeiro semestre de 2016. Disponível em: <http://pne.IDEB1. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Lei n.274.424. A Prova Brasil é uma avaliação em larga escala aplicada aos alunos das 4ª e 8ª séries (5º e 9º anos) do ensino fundamental. 2013a). o que significa que planos plurianuais devem tomá-lo como referência. A Lei n.Anresc (também denominada Prova Brasil) e da Avaliação Nacional da Educação Básica . ensino fundamental e ensino médio. possui 10 metas que buscam assegurar educação inclusiva. 9. Department of Economic and Social Affairs. Essa nova Agenda de Desenvolvimento Sustentável é composta por 17 objetivos e 169 metas. As duas avaliações medem o desempenho dos alunos em português e matemática.ODS. de 20. com previsão de percentual do Produto Interno Bruto . tanto na modalidade regular quanto na integrada à educação profissional e educação de jovens e adultos. 2014). O documento final deverá ser encaminhado pelo Ministério da Educação. Somado a esses avanços nas políticas educacionais. 2006). sobre educação. Em relação à agenda internacional de educação. A Emenda Constitucional n. Disponível em:<https://sustainabledevelopment. progressivamente. de 06. O desempenho dos alunos é medido por meio da Avaliação Nacional do Rendimento Escolar . que ampliou. instituída pela Lei n.12.PDE. equitativa e de qualidade e promover oportunidades de aprendizado ao longo da vida para todos4 . 59.ANEB.2009 (BRASIL. a obrigatoriedade do ensino fundamental foi ampliada de 8 para 9 anos através da Lei n. Disponível em: <http://www.1996 (BRASIL. de 24. 1 Esse indicador integra os resultados de desempenho dos alunos com as informações sobre rendimento escolar prove- nientes do Censo Escolar da Educação Básica.394. além de fornecerem informações sobre seu contexto socioeconômico.2006 (BRASIL.CNE.gov. que substituem os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio . servindo de base para a elaboração dos planos estaduais. Cumpre destacar ainda que esse ano foi elaborada pela Secretaria da Educação Básica.796.2009.pdf>.2014. Brasília.02. New York: United Nations. oficializou essa mudança. 2015.INEP. consultar: BASE nacional comum regular. A educação básica passou a ser obrigatória dos 4 aos 17 anos de idade e organizada em três etapas: pré-escola (nível obrigatório da educação infantil). e. Em 2006. A ANEB é aplicada para amostras de estudantes do 5º e 9º anos (4ª e 8ª séries) do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. o Plano de Desenvolvimento da Educação . deu clara ênfase ao ensino fundamental e definiu metas para a melhoria da qualidade a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica . 2015. 63 p. consultar: SUSTAINABLE development: goals. no dia 25 de setembro de 2015.1996 (BRASIL. Assim. 12. . de acordo com a Lei n.

1 85.8 67.2 98.2013 preveem a universalização da educação infantil na pré-escola para crianças de 4 e 5 anos de idade.0 72. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. este capítulo pretende avaliar a evolução da educação no Brasil a partir de uma seleção de indicadores ao longo dos últimos 10 anos.0 18.4 78. passando de 81.INEP.4 pontos percentuais. como o Censo da Educação Superior.2 do ODS 4.1 . A taxa de frequência escolar bruta das pessoas de 6 a 14 anos de idade permaneceu próxima da universalização.2 83.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 0 a 3 anos 13. Paralelamente.6 82.2 98.7 6 a 14 anos 96.1 no CD-ROM.1 84.Brasil . 2009). a proporção de jovens de 15 a 17 anos de idade que frequentava escola cresceu somente 2.0 60.1 82.4 98.6 4 a 5 anos 61. A ampliação da obrigatoriedade da educação básica para crianças a partir de 4 anos de idade representou um importante avanço no acesso à escola em uma fase crucial para o desenvolvimento cognitivo (ARAÚJO.2 23.4 20.5 97.1 nesta publicação e a Tabela 3.2004/2014 % 100.Educação_______________________________________________________________________________________ Tendo em vista esse quadro geral.6 pontos percentuais entre . 2011. Em 10 anos.2 24.2 84. Durante os 10 anos analisados.1 18.04. por grupos de idade .4 17.8% em 2004 para 84.5 96.3 Fonte: IBGE.4 82. passou de 33. o PNE e a Lei n. de 04.0 20.0 15.8 77. CD-ROM).Taxa de frequência bruta a estabelecimento de ensino da população residente.6% e 82.6 98. HECKMAN. é possível observar que houve uma diminuição da desigualdade de acesso à escola entre os quintos de rendimento mensal domiciliar per capita. as taxas de escolarização das crianças de 0 a 3 anos e de 4 e 5 anos de idade subiram de 13.4% e 61.8 81. Gráfico 3.796. conforme o Gráfico 3. isto é.7% em 2014.5 70.7 74.1 96.0 40. Observou-se crescimento do acesso à educação infantil de acordo com os dados da PNAD. CUNHA. Por sua vez.5 15 a 17 anos 81.5 62.5% em 2004 para 24.1 81.0 0.1.0 97. 12.3 84.4 13.8 21.7 84. A diferença entre o percentual de crianças de 4 e 5 anos que frequentavam escola do quinto com maiores rendimentos e do quinto com menores rendimentos caiu pela metade. Assegurar o acesso de meninos e meninas a escolas de qualidade na primeira infância que os preparem para o ingresso no ensino fundamental está previsto na Meta 4. tendo como fontes os dados anuais da PNAD e de pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira .9 97.5 pontos percentuais para 16.0 80. Nota: Não houve pesquisa em 2010.3% em 2014 (Tabela 3. além de dados provenientes de publicações internacionais.

os dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico .7 64.7 1.5 10.9 72.2 85. Austrália. Irlanda.4 80.6 17.3 76.0 3o quinto 63.oecd.8 0. Nota: Holanda.8 4o quinto 70. Gráfico 3.3 73.4 79.2 82.1 3.0 54.9 8.OCDE (Organisation for Economic Co-operation and Development .3 2.7 4.6 5o quinto 85.8 2.9 3.Proporção de crianças de 5 anos de idade que não frequentam instituição de ensino.2012 % 60.1 83.1 Fonte: IBGE.7 1.1 91.3).8 87.7 18.3 64.6 87.3 75.0 20.0 Indonésia Finlândia Turquia Colômbia Russia Eslováquia Brasil Coréia Chile República Checa Estônia Eslovênia Estados Unidos Polônia Grécia Japão Suécia Hungria Letônia Suíça Áustria Itália Israel Alemanha Noruega Espanha Luxemburgo Reino Unido Dinamarca Portugal Islândia Bélgica Nova Zelândia Fonte: Education at a glance 2014: OECD indicators.4 69.3 67.pdf>.8 71.0 0.8 1.7 85.9 7.Brasil . Por outro lado.4 20. segundo os países membros ou parceiros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico .OCDE e parceiros . Paris: Organisation for Economic Co-operation and Development .7 86.0 1. 2014.5 76. França. conforme pode ser observado no Gráfico 3.2 91.4 4.0 75. Disponível em: <http://www.0 80.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 1 quinto o 52.1 3.org/edu/Education-at-a-Glance-2014.OECD).3 0. Gráfico 3.1 94.4 10.7 72.1 75.0 67.4 30.5 3.4 77. Nota: Não houve pesquisa em 2010. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Acesso em: nov.2 83.0 58.1 50.OECD.2 . Argentina e México apresentaram proporção de 100% das pessoas de 5 anos de idade frequentando escola.8 30.2.5 88.6 2o quinto 58.3 .7 80.5 57.8 84.5 89.0 31. segundo quintos do rendimento mensal domiciliar per capita .7 61.9 79.6 73.5 81. .5 93.5 19.0 60.5 7.5 87.0 6.0 40.3 5. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 2004 e 2014.1 2.3 69. evidenciam que o Brasil estava entre os países membros ou associados a essa instituição com maior percentual de crianças de 5 anos de idade que não frequentavam escola em 2012 (Gráfico 3.2004/2014 % 100.2 52.4 6.9 92.4 9.Proporção das crianças de 4 e 5 anos de idade que frequentam instituição de ensino.0 11.6 67.0 20.4 4. 2015.7 2.0 40.1 91.2 2.

Scientific and Cultural Organization . (1) Exclusive pessoas com os anos iniciais do ensino fundamental completo.9 72. nos anos finais 15 a 17 anos. estejam ou não frequentando um curso mais elevado. Esse foi um dos indicadores propostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação.4 .5 89.3 75. isto é.4 52.0 85.3% e de 58.3%. excluindo as que já completaram esse nível. (3) Exclusive pessoas com o ensino médio completo. Esse percentual diminui à medida que se avança para os níveis subsequentes.0 20. por grupos de idade e nível de ensino .0 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 6 a 10 anos. a Ciência e a Cultura (United Nations Educational. Diversos estudos indicam que o atraso escolar é um dos grandes motivadores da evasão definitiva.Taxa de frequência escolar líquida a estabelecimento de ensino da população residente.1 90. conforme esperado pelo acúmulo de repetências ao longo do percurso escolar.1 91. .4).6 60. Logo. era de 91.5 49.1 58.7 72.8 75.Unesco)  para monitorar a Meta 4. em relação ao total de pessoas da mesma faixa etária.2004/2014 % 100.1 do ODS 4.Brasil .0 53. Nesse sentido. cuja finalidade é assegurar ensinos fundamental e médio gratuitos. de qualidade e equitativos para 5 Como o questionário de educação da PNAD passou a coletar informações sobre o ensino fundamental de nove anos a partir de 2007. a regularização do fluxo escolar é considerada um importante mecanismo de redução do abandono escolar (RIBEIRO.0 0. Gráfico 3.3 84. 1991).5 78.Educação_______________________________________________________________________________________ A universalização da educação básica obrigatória dependerá igualmente da melhoria na eficiência do sistema escolar. Mudanças no atraso escolar dos jovens de 15 a 17 anos de idade têm impacto sobre outra medida de eficiência do sistema de ensino: taxa de conclusão do ensino médio.7 87.0 55. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Em 2014. do 1º ao 5º ano. As taxas de frequência escolar líquida indicam a proporção de pessoas que frequentam escola no nível de ensino adequado à sua faixa etária. a taxa de frequência escolar líquida nos anos iniciais do ensino fundamental.0 90.6 51.6%.7 57.7 71.8 73. respectivamente.0 80.0 40. nos anos iniciais 11 a 14 anos. do ensino fundamental (1) do ensino fundamental (2) no ensino médio (3) Fonte: IBGE. conforme organização do sistema educacional brasileiro. Houve melhorias na adequação da idade em todos os níveis analisados ao longo dos anos5 (Gráfico 3. (2) Exclusive pessoas com os anos finais do ensino fundamental completo. as taxas de frequência escolar líquida para os anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) e para o ensino médio eram de 78. optou-se por iniciar a análise da frequência líquida para a faixa etária de 6 a 14 anos a partir desse ano.

9% em 2014 para os homens.7%. Colômbia (69. esse indicador para os jovens pretos ou pardos em 2014 era menor do que o dos jovens brancos em 2004 (Gráfico 3.7% em 2004. .9%). a adequação da idade em relação ao curso frequentado ainda é bastante desigual dependendo da região de moradia do estudante. enquanto. Chile (84. consultar o documento: LIST of proposals: (July 7 2015).1 pontos percentuais. A taxa de conclusão do ensino médio era de 54.5).org/sisgen/ConsultaIntegrada. cujo valor foi de 61.7%) superaram a taxa brasileira.Cepal (Comisión Ecnonómica para América Latina y el Caribe . New York: United Nations. 2015. Esse grupo etário representa as pessoas cuja idade era de 3 a 5 anos acima daquela esperada para frequência no último ano do ensino médio.6).9% desses estudantes estavam no nível de ensino recomendado para a sua faixa etária.0%).5% frequentavam o ensino superior. agravando seu atraso escolar. 2015. Como consequência. Em 2014. A vantagem das jovens pode estar relacionada a papéis de gênero que direcionam os jovens mais cedo para o mercado de trabalho. Department of Economic and Social Affairs. Disponível em: <http://interwp. atingindo 19. Peru (82. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 meninos e meninas.0 pontos percentuais acima da dos homens. O aumento da taxa de frequência escolar líquida no ensino médio certamente irá acelerar esse processo. asp?idIndicador=2119&idioma=e>.un. Um avanço nesse sentido pode ser observado por meio da queda significativa de 15. cursavam esse nível em 2014 (Gráfico 3.8% para 4. consultar: PORCENTAJE de personas de 20 a 24 años com educación secundaria completa por sexo. ligeiramente abaixo da taxa divulgada para o Brasil naquele ano. respectivamente. Outro indicador que está diretamente relacionado à evolução do atraso escolar é a proporção dos estudantes de 18 a 24 anos de idade que frequentava o ensino superior. Enquanto a proporção de estudantes de 18 a 24 anos que frequentavam o ensino superior ficavam acima da média nacional nas Regiões Sudeste. levando a resultados efetivos de aprendizado6 . Comisión Económica Para América Latina y el Caribe.Cepal)7. A taxa de conclusão do ensino médio passou de 45. [2015]. fazendo com que eles conciliem mais frequentemente estudo e trabalho. mais da metade desses jovens passou a ter pelo menos o ensino médio completo. 7 Para informações mais detalhadas. 45. Em complemento. O diferencial na taxa de conclusão do ensino médio era ainda maior entre jovens brancos e pretos ou pardos desse grupo etário.pdf>. divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe .3% na proporção dos estudantes de 18 a 24 anos que frequentavam o ensino fundamental entre 2004 e 2014. Cepalstat: base de datos. Contudo.5% para 60.2% e 45. Um indicador similar. 2015. 58. Acesso em: nov. entre os estudantes dessa faixa etária. evidencia que a taxa de conclusão do ensino médio para pessoas de 20 a 24 anos de idade na América Latina era de 57.2%).5% em 2013. 6 Para informações mais detalhadas. contra 16.7). nível adequado a essa faixa etária. em uma década.9%. 12. em 2004.1%) e Venezuela (72.5% cursavam o ensino superior em 2014. Sul e Centro- Oeste. O indicador foi calculado a partir da proporção de pessoas de 20 a 22 anos de idade que concluíram o ensino médio.5% dos jovens estudantes das Regiões Norte e Nordeste. somente 32. 114 p. enquanto que para as mulheres essa taxa atingiu 66. do total de estudantes pretos ou pardos dessa faixa etária. Santiago de Chile: Cepal. In: NACIONES UNIDAS.cepal.org/sdgs/files/IAEG-SDGs% 20-%20list%20of%20proposals%20-%2020150707. Acesso em: set. apenas 40. isto é. Esse percentual é abaixo daquele alcançado pelos jovens estudantes brancos 10 anos antes (Gráfico 3. Equador (64.8% entre 2004 e 2014. Disponível em: <http://unstats.

5 Norte 17.0 38.2 40.0 56.5 48.Proporção dos estudantes de 18 a 24 anos de idade que frequentam o ensino superior.1 55.8 54.8 40.5 58.4 67.6 32.3 59.4 17.0 75.8 65.6 Fonte: IBGE.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 32.4 40.6 51.0 65.2004/2014 % 100.4 62.5 51.6 62.Educação_______________________________________________________________________________________ Gráfico 3.1 62.6 52.0 25.8 55.5 58.6 64.4 46.9 Preta ou parda 33. por Grandes Regiões .3 52.5 Sudeste 43.3 32.7 62.7 52.7 21. Gráfico 3.0 Sul 50.5 55.0 42.2 51.0 60.0 0.6 .0 0.8 56.5 .4 71.4 36.6 26.6 46.Proporção de pessoas de 20 a 22 anos de idade que concluíram o ensino médio ou níveis posteriores.5 65.9 59.6 67.0 44.1 49.6 49. Não houve pesquisa em 2010.7 61.3 64.0 54. Notas: 1.Brasil .9 45.0 20.5 47.9 66.3 52.2 64.9 58.3 69.9 35.5 55.2004/2014 % 100.2 43.1 50.8 30.4 69.9 40.5 27.3 51. por sexo e cor ou raça .3 59.7 38.8 49.9 Homem 40.4 54.9 23.7 60.5 56.3 48.0 50.8 60.3 Fonte: IBGE.5 61.0 40.2 Nordeste 16.7 45.2 50.0 58.4 67.1 58.1 37.6 72. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4 29.4 70.8 60.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 45.6 57.4 34.6 46. Inclusive mestrado e doutorado. .7 Mulher 50.1 56.6 45.0 23.2 Centro-Oeste 39.7 66.6 20.2 65.4 52. 2. Nota: Não houve pesquisa em 2010. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.1 51.8 Branca 57.0 68.9 60.4 35.6 44.0 80.6 42.

Proporção dos estudantes de 18 a 24 anos de idade que frequentam o ensino superior.0 58.1 43. enquanto que a rede privada concentrou um percentual maior de alunos provenientes do quinto com maiores rendimentos (5º quinto).4 37.5 48. 15.5 44.1 57.4 Preta ou parda 16.8 40. Em relação ao ensino superior. Não houve pesquisa em 2010.8 50. fazendo com que os estudantes provenientes dos estratos de renda com menores rendimentos ampliassem sua participação.0 59. por sexo e cor ou raça . Inclusive mestrado e doutorado.9 21.7 18. em 2014.9 57.4 63.0 60.6 31.7 . respectivamente.Brasil .4 40.7 45.0% e 73.1 55. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 3.8 e 3.9 35. 2.4 39.8%.2004/2014 % 100. médio e superior era de 11. respectivamente (Tabela 3.9 25.9).3%.4 46.0 20. 12.5 Fonte: IBGE. A rede privada ampliou o seu atendimento nos ensinos fundamental e superior nos 10 anos analisados. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.2%.8 60.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 32.2 49.6%.3 52.6 65.0 80. CD-ROM).2 51.3 56. o percentual de estudantes que frequentavam instituições privadas de ensino fundamental.3 28.6 52.4 62.6 45.8 37. permaneceu a tendência de democratização no acesso às duas redes.7 66. ainda que tenha havido um aumento da participação do 1º quinto na rede privada de educação básica.5 Homem 29.10.0 40.3 Branca 47. Notas: 1.8% e 76.3 35.2 31.2 Mulher 36.0 42. A rede pública continuou atendendo uma proporção maior de alunos pertencentes aos 20% com menores rendimentos (1º quinto) no ensino fundamental e médio. Esses percentuais passaram para 14. enquanto os estudantes pertencentes ao quinto com maiores rendimentos se tornassem menos representativos no total (Gráficos 3.0 53. Em 2004.0 0.1 47.4 71.5 55.8 35.8 41.0 46.2 51.6 69. .

1 0.0 80.4 2. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Nota: Não houve pesquisa em 2010.3 13.Distribuição percentual de estudantes no ensino superior da rede privada.7 0.2 12.6 8.8 1.4 8.8 40.8 13.0 29.4 2. por quintos do rendimento mensal domiciliar per capita .2004/2014 % 100.9 7.8 40.2 20. .4 41.3 27.7 1.9 16.4 2.0 39.6 29.5 46.0 25.5 52.2 8.8 50.0 22.0 14.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 1o quinto 2o quinto 3o quinto 4o quinto 5o quinto Fonte: IBGE.6 13.9 48.9 2.3 6. Educação_______________________________________________________________________________________ Gráfico 3.0 48.5 26.9 8.2 10.7 6.0 4. por quintos do rendimento mensal domiciliar per capita . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 68.4 13.4 12.7 3.9 20.6 10.0 80.3 25.1 5.9 18.8 28.0 18.Distribuição percentual de estudantes no ensino superior da rede pública.0 52.4 25.2 2.9 .1 28.9 1.7 10.2 1.2 6.9 26.7 7.6 5. Gráfico 3.6 0.1 2.7 40.7 5.4 60.6 54.3 26.1 36.3 60.2 15.4 52.2 10.0 3.0 1.0 5.Brasil .0 42.6 1.6 14.8 .9 26.Brasil .0 25.9 56. Nota: Não houve pesquisa em 2010.9 3.8 11.0 23.7 11.9 7.2 25.2 9.6 0.0 23.9 27.0 25.4 17.0 39.7 0.7 65.2 16.0 6.9 5.9 3.7 58.0 29.8 64.5 47.4 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 1o quinto 2o quinto 3o quinto 4o quinto 5o quinto Fonte: IBGE.4 2.2 11.2004/2014 % 100.1 13.

instituição de ensino superior ou entidades externas. Prouni Parcial.8% e. etc) até o aumento do financiamento estudantil reembolsável (como o Fundo de Financiamento Estudantil . Assim. Esse percentual dobrou de 2009 a 2013. houve expansão de 808 902 para 1 123 580 do total de matriculados nesses cursos oferecidos pelo setor público durante o período. esse percentual atingiu 25. governo estadual. quase metade (44. passando de 5. disponível aos alunos das instituições privadas. 26. em 2013. Os Censos do Ensino Superior de 2009 e 2013 evidenciaram um aumento no percentual de alunos matriculados nas instituições públicas (federais. em 2009. houve aumento no percentual de matrículas em cursos de bacharelado presencial com financiamento estudantil reembolsável9 nas instituições privadas.FIES) e não reembolsável (como o Programa Universidade para Todos . 9 Tipos financiamento/bolsa estudantil reembolsável: FIES. Além disso. sendo que 29. Esse percentual passou de 5.Prouni). instituição de ensino superior ou entidades externas. Essas políticas vão desde o aumento das reservas de vagas nas instituições públicas direcionadas aos alunos de diferentes perfis (portador de deficiência. As instituições privadas de ensino superior (com fins lucrativos e sem fins lucrativos) também ampliaram o percentual de matrículas associadas a algum tipo de financiamento estudantil. com baixa renda familiar. seja através de subsídios aos juros pagos nos financiamentos estudantis reembolsáveis. estaduais e municipais) em cursos de bacharelado presencial que ingressaram por meio de reserva de vagas.4%. . a democratização do acesso ao ensino superior foi estimulada por uma série de políticas públicas.6% em 2009 para 11.6% em 2013. governo municipal.6% em 2013. seja por meio de financiamentos não reembolsáveis. como o FIES.3% das 2 842 203 matrículas no setor privado em curso de bacharelado presencial contavam com algum tipo de auxílio financeiro. governo estadual. etnias específicas. o percentual de matrículas com algum tipo de financiamento não reembolsável8 em cursos de bacharelado presencial nas instituições privadas era de 18. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Além do contexto favorável à ampliação do acesso ao ensino superior. sendo que 92. governo municipal.0% dessas bolsas pertenciam ao FIES.10). Em 2013.9% em 2009 para 21.9% dessas bolsas pertenciam ao Prouni.0%) dos 3 427 528 das matrículas no setor privado em curso de bacharelado presencial se beneficiava de algum tipo de auxilio financeiro (Gráfico 3. proporcionado pelo aumento do nível educacional da população e pelas melhorias nas condições econômicas das famílias que liberam jovens para seguirem estudando ao invés de se dedicarem exclusivamente ao trabalho. Em 2009. 8 Tipos de financiamento/bolsa estudantil não reembolsável: Prouni Integral. De forma mais intensa. procedente de escola pública.

PROUNI Parcial.7 22. (3) Financiamento estudantil: financiamento estudantil reembolsável ou financiamento estudantil não reembolsável.pdf>.0 29.8 12. Censo da Educação Superior 2009-2013. o que não equivale nem ao ensino fundamental completo (Tabela 3.9 10. .UNDP. A escolaridade média da população de 25 anos ou mais de idade aumentou de 2004 a 2014.5 26. 2014). o Brasil demorou quase 25 anos para atingir o patamar chileno. CD-ROM).0 5.4 em 1980.12.org/sites/all/ themes/hdr_theme/country-notes/CHL.0 44.0 37.0 40. É interessante observar que o Chile10 possuía uma média de anos de estudo de exatamente 6.8 anos de estudo completos. isto é. 2014) (Gráfico 3. conforme aponta o Human development report 2014.7 6.0 18. Instituição de Ensino Superior ou entidades externas.0 7. New York: United Nations Development Programme .8 30.6 21.3 25. 10 Para informações mais detalhadas sobre o tema. levando em conta o tempo requerido para a formação de cada nova geração. [5] p. (2) Não reembolsável: PROUNI Integral. Acesso em: nov. consultar o documento: EXPLANATORY note on the 2014 human development report composite indices: Chile: HDI values and rank changes in the 2014 human development report. governo estadual.INEP. 2014. governo municipal.Brasil .6 20.11).0 2009 2010 2011 2012 2013 Matrículas com financiamento Matrículas com financiamento Matrículas com financiamento (3) reembolsável (1) não reembolsável (2) Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira .Percentual de matrículas em cursos de bacharelado presencial nas instituições privadas com algum tipo de financiamento estudantil.Educação_______________________________________________________________________________________ Gráfico 3. publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento .PNUD (United Nations Development Programme . governo estadual.9 0.4 para 7. governo municipal.6 32. O aumento do acesso à educação básica e superior tem como consequência a elevação da escolaridade da população brasileira à medida que as gerações mais educadas substituem as menos educadas. 2015. elevando sua representatividade na população total.2009-2013 % 50.10 .0 25. Instituição de Ensino Superior ou entidades externas. (1) Reembolsável: FIES. Esse Relatório mostra que o Brasil e a Colômbia apresentaram as menores médias de anos de estudo da América do Sul para esse segmento da população (HUMAN….undp. Esse dado evidencia que o déficit educacional brasileiro é histórico e que sua alteração é necessariamente lenta. A taxa de analfabetismo e a média de anos de estudo atingidas pela população são um retrato do nível educacional acumulado ao longo de gerações de brasileiros.4 25. Disponível em: <http://hdr. passando de 6. de financiamento reembolsável e de financiamento não reembolsável .UNDP) (HUMAN….

2 5. Em 2004.br/hdr/Relatorios-Desenvolvimento-Humano-Globais. 2015.4 4.5 2o quinto 4. Além de comparações internacionais.3 6. os 20% com maiores rendimentos da população apresentavam um valor médio de anos de estudo quase três vezes maior do que aquele dos 20% com menores rendimentos.0 10. aspx?indiceAccordion=2&li=li_RDHGlobais>.4 4o quinto 6.3 5.6 4.6 6. a evolução da média de anos de estudo permite o acompanhamento do processo de democratização escolar.2 9.Brasil .12 .2012 10 9.7 10.8 4.3 5. Gráfico 3.8 10. por quintos do rendimento mensal domiciliar per capita .6 7. ao longo de 10 anos.1 5.1 7.3 10.9 7.9 5.1 5.5 8.2 6.8 8.7 7.2 5 0 Colômbia Brasil Equador Paraguai Suriname Guiana Uruguai Venezuela Peru Bolívia Argentina Chile Fonte: Human development report 2014: sustaining human progress: reducing vulnerabilities and building resilience.org.4 3. New York: United Nations Development Programme.1 6.7 6.1 6.2 10. reduziu-se a distância entre o 1º quinto e o 5º quinto.Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade. isto é.6 3. mas a desigualdade entre eles permaneceu significativa.6 7.0 6.0 4. segundo os países da América do Sul .4 7.0 5o quinto 9. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.6 7.6 7.5 10. Nota: Não houve pesquisa em 2010.3 3o quinto 5.7 7.2 4.1 7.4 4.9 10.7 5.4 10.0 9.5 5.2004/2014 15 10 5 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 1o quinto 3.12). _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 3. Disponível em: <http://www.5 8.8 6. .8 Fonte: IBGE.11 .0 5.7 5.7 5. Em 2014.pnud. das oportunidades de acesso ao ensino.Média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade.6 6. UNDP. essa vantagem do quinto com maiores rendimentos passou para praticamente duas vezes (Gráfico 3.9 8.3 7. 2014.8 9. A análise da média de anos de estudo por quintos do rendimento domiciliar per capita evidencia que.7 5.2 10. Acesso em: nov.

reduzindo a proporção de pessoas que não sabiam ler nem escrever de 11. A queda das taxas de analfabetismo ocorreu para todas as faixas etárias.4%).4 1.5 1.Taxa de analfabetismo.0 17.13 .2 27.5 10. pois os mais velhos passaram a representar uma parcela maior do total de analfabetos de 2004 a 2014.2% (Gráfico 3.0 3.13).6 2.2 pontos percentuais nessa taxa nos últimos 10 anos. como no caso da distribuição nacional.4 ou mais Fonte: IBGE. As faixas etárias de 35 a 54 anos de idade possuíam mais da metade (55. Nota: Não houve pesquisa em 2010.4 33.8 30.9 20 a 24 4.14 e Tabela 3.6 8.4 2. em 2004.1 10.9 15.6 20.0 10.4 anos 55 a 64 23.1 31.8 28.0 20. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.8 1.8 19.5 22.8 19.7%) dos analfabetos pertencentes ao 1º quinto em 2014.2 15.8 anos 65 anos 34.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 15 anos ou mais 11. CD-ROM). Em 2014. 58.7 14. O envelhecimento do perfil etário também ocorreu entre os analfabetos que faziam parte dos 20% com menores rendimentos de 2004 a 2014. esse percentual era de 46.14.6 1.5 3. pois gerações de diferentes estratos de renda vivenciaram o acesso à educação de forma desigual. Gráfico 3.1 2.3 15 a 19 anos 2. A distribuição da população analfabeta por grupos etários evidencia o envelhecimento dessa população.0 30. Em 2004. em 2004.2004/2014 % 40. sendo que a população com idade acima dos 65 anos permaneceu com a maior incidência de analfabetismo (26.7 26.5 8.6 1.Brasil .1 10. esse percentual era de 46. para 8.3 1. a maior parcela desses analfabetos não se concentrou entre os mais velhos.0 0.7%.7 8.0 9.2 1. como era esperado (Gráfico 3.Educação_______________________________________________________________________________________ Outro aspecto relevante com relação à realidade educacional brasileira é a evolução da taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade.8 13. enquanto que. .0 0.8 1.8 1.15 disponível no CD-ROM).3% em 2014 (Tabela 3. Entretanto.7 2.0 27.5%. Houve uma queda de 3.7 32.5 11. por grupos de idade .8 1.7 8.3 30.2 1.” Esses resultados são um retrato da dívida educacional brasileira.2% dos analfabetos tinham idade acima dos 55 anos.

.1 13.2 7.5 20.9 13.1 25.0 1o quinto 2004 5.7 19. mas também apontam para importantes desafios a serem enfrentados.5 18.3 1. foi verificado um aumento de frequência escolar para todas as faixas etárias analisadas da educação básica. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.2 38. ressaltando-se que esse processo não beneficiou a todos no mesmo ritmo.2004/2014 % 40.3 12.8 21. Contudo. observou-se uma melhora progressiva do fluxo escolar nos últimos 10 anos.0 7.0 20.0 17.1 Fonte: IBGE.4 16.0 10.9 15.8 4.8 21. Além disso. Por outro lado.14 .0 0. por grupos de idade.0 27.4 1o quinto 2014 2.7 2014 1. total e 1o quinto de rendimento mensal domiciliar per capita .4 12. Em termos gerais.4 24. mesmo que a universalização dos níveis recentemente incluídos no ensino obrigatório ainda não tenha sido alcançada.0 15 a 19 20 a 24 25 a 34 35 a 44 45 a 54 55 a 64 65 ou mais 2004 2.Distribuição percentual da população analfabeta.8 10. observou-se que a dívida educacional brasileira é histórica e que sua alteração é necessariamente lenta. Houve democratização do perfil dos estudantes no ensino superior nas redes pública e privada. Os dados apresentados pelas PNADs de 2004 a 2014 e outras fontes revelam uma série de avanços em diversos aspectos das características educacionais da população brasileira. além de aumento da população com ensino superior completo. o atraso escolar continua incidindo sobre um contingente significativo de estudantes.8 29.Brasil .3 3. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 3. levando em conta o tempo requerido para a formação de cada nova geração.0 30.7 6.

restritos ao período 2008-2009.rep. n. que teve uma desaceleração da atividade econômica. seis anos após a crise já é possível observar para a economia global uma retomada da atividade econômica e do emprego. entre outros aspectos. Acesso em: nov. evolução real do salário mínimo. expansão da renda do trabalho e da massa de rendimentos. p./ mar. os efeitos imediatos da crise no mercado de trabalho foram transitórios. p. No entanto. o comportamento do mercado de trabalho brasileiro no período seguiu uma trajetória diferente da maioria dos países desenvolvidos. Disponível em: <http://www. 34. o mercado de trabalho brasileiro registrou algumas mudanças estruturais como o aumento da taxa de formalização. v. regiões como a 1 Para informações mais detalhadas. principalmente para as economias desenvolvidas.Trabalho N os últimos 10 anos. 25. Revista de Economia Política. 2015. No Brasil. e o comportamento da economia nos anos seguintes seguiu uma trajetória que favoreceu o emprego. consultar: DEDECCA. Segundo o relatório World employment and social outlook: trends 2015. 2005. C.PDF>. Notas sobre a evolução do mercado de trabalho no Brasil. Os avanços do mercado de trabalho brasileiro no período ocorreram num contexto econômico de crescimento do País.br/PDF/97-6. jan. que reflete um cenário diferente do observado na década de 19901. elaborado pela Organização Internacional doTrabalho .ILO). acerca da evolução do mercado de trabalho brasileiro na década de 1990. . queda do nível de emprego e aumento da informalidade com a crise econômica e financeira de 2008. São Paulo: Centro de Economia Política: Ed.org. 1 (97). redução das desigualdades entre os estratos de renda. porém num nível inferior ao período pré-crise. Numa perspectiva internacional. 94-111. 94-111. S.OIT (International Labour Office . redução da taxa de desocupação. com uma taxa de inflação oficial inferior à meta máxima estabelecida e com redução das desigualdades sociais.

. associada com o aumento do preço das commodities. Além disso. cujo valor é inferior ao observado para a variação da população em idade ativa .. Os resultados dos indicadores por grupos de idade mostraram ainda que a PEA de 16 a 24 anos teve uma redução de 11.9% não tinham instrução ou o ensino fundamental era incompleto e cerca de 21. a não atividade é vista como um investimento da família em formação e qualificação. os indicadores da população não economicamente ativa . redução das desigualdades de rendimento por sexo e entre os estratos.5% desta população era formada por mulheres. tem crescido a parcela da população potencial fora do mercado de trabalho (não economicamente ativa). em 2014.4% eram jovens de 16 a 24 anos e 52.7%). A análise do comportamento dos indicadores de mercado de trabalho ao longo dos anos. aumento da formalidade. mas que não se equipara aos valores observados no início da década. seja na condição de ocupada ou procurando trabalho. Entretanto.PIA (19. que foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações agrícolas e de minerais. a PEA de 25 anos ou mais de idade teve uma expansão progressiva. No Brasil.1% das mulheres de 15 a 29 anos que não estudavam e não trabalhavam tinham pelo menos 1 filho (SÍNTESE. Contudo. O crescimento da PNEA tem sido uma preocupação de alguns estudiosos do assunto. 2014)3. por considerarem que o País não tem aproveitado adequadamente os benefícios da “janela de oportunidades” decorrente do processo de transição demográfica que. assim como na comparação internacional. mas considerando a intersetorialidade com as políticas educacionais. Esse resultado indica que a dinâmica de crescimento da população está mais acelerada que o ritmo de inserção da população no mercado de trabalho. disponibilidade de fluxos de capitais e aumento da demanda doméstica. . _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 América Latina e Caribe e países emergentes.. na comparação com o ano anterior. podendo ser interpretado como um reflexo da conjuntura econômica e política recente.0%.. leva a um aumento da população com idade para trabalhar (TURRA.. 2015a). A não participação dos jovens no mercado de trabalho a priori não deve ser visto como um aspecto negativo se. dificilmente é contextualizada tendo como “pano de fundo” a componente demográfica. Logo. a América Latina teve um crescimento médio anual de 3. passaram a apresentar um cenário diferente com o crescimento do desemprego e a desaceleração da economia2. juventude e desenvolvimento social. além das dinâmicas sociais e econômicas. cuja variação no período foi de 28. alguns indicadores apontam para um cenário diferente. crescimento do rendimento médio. 52. 3 Para maiores detalhes consultar o Capítulo 2. a não inserção no mercado de trabalho precisa ser analisada não somente a partir da perspectiva da política de emprego. segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2014. 2 Segundo o Relatório (WORLD.8% tinham 50 anos ou mais idade.PNEA mostraram que 69. a análise dos indicadores de mercado de trabalho a partir de uma perspectiva estrutural − com uma série anual de 2004 a 2014 − mostra que os efeitos da crise econômica e financeira de 2008 não interromperam a trajetória de avanço em importantes indicadores. No Brasil. num contexto de crescimento da economia e de expansão do rendimento familiar. desta publicação. cuja maior variação foi no grupo etário de 50 anos ou mais (53.. Por outro lado.7% entre 2003 e 2012. que nos períodos iniciais da crise não foram tão impactados.1%.0%). de gênero. tais como a redução da taxa de desocupação. Com efeito. o processo de transição demográfica em curso no País tem repercutido na estrutura do mercado de trabalho. a população economicamente ativa . inicialmente.7%. 57.PEA teve um crescimento de 16. Grupos sociodemográficos. Entre 2004 e 2014.

Gráfico 4. em 2060.1 4.0 -0.3 1.8% para 16. Pelo contrário.6 3. Disponível em: <http://repositorio.0 -2.0 0.6% no mesmo período.0 5. Segundo a Projeção da População por Sexo e Idade. de crianças e adolescentes para idosos. estabilidade e emprego. a partir de 2007 até 2040 a razão de dependência será inferior a 50%.0 -4.2 1. pois entre 2013 e 2014 houve um crescimento da PEA de 16 a 24 anos em 2. acerca do bônus demográfico e os efeitos sobre o mercado de trabalho. total e de 16 a 24 anos de idade .0 -1.gov.Trabalho________________________________________________________________________________________ QUEIROZ.0 -8. visto há uma parcela maior de ativos em relação aos inativos. investir em educação e qualificação da força de trabalho no contexto atual pode implicar numa inserção com mais qualidade no mercado de trabalho nas próximas décadas5.0 6. 5 Para informações mais detalhadas.0 2.1 Bruto População Economicamente 3. como uma tentativa de recompor o rendimento familiar.7 0. Rio de Janeiro: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada . 4 Um exemplo apontado por Turra e Queiroz (2005) é o bônus demográfico no sistema de seguridade social em virtude do aumento do percentual da população no mercado de trabalho. Projeto perspectivas do desenvolvimento brasileiro.. com um maior número de contribuintes tende “aliviar ou equilibrar” as despro- porcionalidades do sistema de proteção social. Acesso em: nov. p.pdf>. 384-390. que uma maior pressão no mercado de trabalho não necessariamente significa ocupação. Uma inserção com mais qualidade no mercado de trabalho. .0 4.br/bitstream/11058/3303/1/Livro4_macroeconomiadesenvol.PIB.9 1.2 Ativa População Economicamente 3.8 2.2 7. (Eixos estratégicos do desenvolvimento brasileiro.0 -0.1 1. da População Economicamente Ativa.8 -0.2005-2014 10.0 -6. Estima-se que. 2005)4 .1 mostra ainda que a dinâmica da PEA de 16 a 24 anos de idade nos últimos 10 anos não tem acompanhado a trajetória de crescimento do Produto Interno Bruto . voltando a subir em 2041 e invertendo os componentes da “dependência”.0 8.0 -3.2 -2.2 2.6 -1. mas a taxa de desocupação neste grupo etário saltou de 14.. em trabalhos formais. para cada 100 ativos. 2010. livro 4). In: MACROECONOMIA para o desenvolvimento: crescimento..1 2.7%. 2013). isto é. do IBGE.5 1.0 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Produto Interno 3.IPEA. haverá 66 inativos (PROJEÇÃO.ipea.Brasil . no entanto. tem apresentado um comportamento anticíclico o que sugere que os jovens têm aumentado a participação no mercado de trabalho nos períodos de desaceleração econômica.2 -6. Vale ressaltar.7 Ativa de 16 a 24 Fonte: IBGE.2 1. O Gráfico 4.1 3.Taxas de variação anual do Produto Interno Bruto. 2015. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014 e Sistema de Contas Nacionais. consultar: POPULAÇÃO adulta e bônus demográfico: as décadas de oportunidade.0 6. Logo.4 -3.1 .

8 56.0 População ocupada em trabalhos informais (em milhões) 19.6 População ocupada em trabalhos informais (em milhões) 25.1 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos informais (1) 899 1361 51.3 População economicamente ativa (em milhões) 51.0 População desocupada (em milhões) 4. Embora a PNEA seja majoritariamente feminina. No caso da população no mercado de trabalho.7 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 53.4 População desocupada (em milhões) 7.8 42.7 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos formais (1) 1818 2293 26.0 População ocupada (em milhões) 82. Isso é resultado também de uma maior saída (ou não entrada) da população masculina do mercado de trabalho no período.0 (-) 10.1 28.2 19. quase o dobro da variação na PNEA feminina.9 7.2 74.9 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 31.7 População economicamente ativa (em milhões) 90. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 De acordo com a Tabela 1.0 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos informais (1) 768 1165 51.4 18.9 População ocupada em trabalhos formais (em milhões) 22.2004/2014 População de 16 anos ou mais de idade Indicadores Variação 2004 2014 percentual 2014/2004 (%) Total População em idade ativa (em milhões) 130. Em relação à PIA.5%).9 População ocupada em trabalhos formais (em milhões) 37.4 (-) 6.7 19.1 155.7 14.Indicadores estruturais do mercado de trabalho para a população de 16 anos ou mais de idade.4 3.6 Fonte: IBGE.1 18.0 24.6 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos formais (1) 1616 2068 28. relativamente maior que a masculina (14.7 32. Tabela 1 .3 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 22.9 55.4 21.6 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos formais (1) 1314 1763 34.7 Homens População em idade ativa (em milhões) 62. é possível analisar a dinâmica dos principais indicadores estruturais do mercado de trabalho desagregados por sexo nos últimos 10 anos.1%. a variação da população feminina na condição de ocupada ou procurando trabalho foi de 18.7 18.9 67.1 População não economicamente ativa (em milhões) 39.5 4. cujo percentual é maior que o observado para a população masculina.7 98.7 População ocupada em trabalhos informais (em milhões) 44.7 População ocupada (em milhões) 34.8 38. as mulheres tiveram um crescimento no período de 20.9 81.1 (-) 10.0 (-) 8.2%.9 15.1%).5 28.5 População não economicamente ativa (em milhões) 10. .1 População ocupada (em milhões) 47.5 21.2 23. (1) Rendimento médio do trabalho principal em Reais (R$) inflacionados pelo INPC de setembro de 2014. por sexo.0 60.3 58.1 22.6 29.0 (-) 10. com indicação da variação percentual Brasil .6 43.9 População ocupada em trabalhos formais (em milhões) 15. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.2 Rendimento médio da população ocupada em trabalhos informais (1) 567 887 56.3 Mulheres População em idade ativa (em milhões) 67.2 População não economicamente ativa (em milhões) 28.5 50.9 41.6 35. foi na população masculina que se observou a maior variação (42.6 105.5 20.7 16.2 16.1 População economicamente ativa (em milhões) 39.6 49.0 24.3 População desocupada (em milhões) 3.5 (-) 7.4 42.3 46.

Disponível em: <http://www. 2015.0 milhões de mulheres de 16 anos ou mais de idade nesta condição. foram contabilizadas 4. as mulheres continuam sendo o segundo grupo populacional com a maior taxa de desocupação. visto que no período de 2004-2014 houve um aumento de 60.6%). Por outro lado.6% no contingente de ocupados em trabalhos informais. em 2004.PO que avançou 21. houve uma redução de 7. no que se refere a PNEA. enquanto o aumento da população masculina efetivamente no mercado de trabalho foi de 16. A Tabela 2 mostra a variação dos indicadores estruturais do mercado de trabalho nos últimos 10 anos considerando a estrutura de idade da população. Contudo. este percentual era 91. Entretanto. Observa-se. A mensuração do trabalho na sociedade numa perspectiva mais ampla não consiste apenas naquele realizado em troca de uma remuneração6. abaixo apenas da categoria de jovens. enquanto na população feminina essa variação foi de 21.6%.br/home/ estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/sinteseindicsociais2014/default. o que mostra que a maior participação das mulheres no mercado de trabalho não implica numa substituição de trabalho e sim no acúmulo. n. o que reforça este aspecto positivo na década de geração de empregos de maior qualidade para uma população mais escolarizada. considera-se ainda aquele realizado no âmbito dos domicílios voltado para as atividades domésticas e de cuidado. que várias pessoas com este perfil etário têm encontrado uma colocação no mercado de trabalho. o que mostra uma maior participação no mercado de trabalho da população com idade mais avançada. inclusive. Em contrapartida.3%. PEA e PO em função do processo demográfico de redução da parcela destes na população total. tem repercutido no indicador de evolução do rendimento real.9% em relação ao valor de 2004. 90. o que expressa uma redução de -10.ibge. E esse crescimento da formalidade.7% das mulheres ocupadas realizavam afazeres domésticos e de cuidados.9%. A taxa de desocupação neste grupo etário foi a que teve maior redução (-25. Rio de Janeiro: IBGE. CD-ROM). o número de homens ocupados que realizam afazeres domésticos e cuidados na última década teve um aumento de 29. o cenário é de redução da PIA. Um quadro que pouco se alterou nos últimos anos considerando que. considerando que foram as mulheres que apresentaram os maiores ganhos na última década. (Estudos e pesquisas. Entretanto. observa-se uma melhora na qualidade do emprego delas. Informação demográfica e socioeconômica. Contudo. Dado o processo de envelhecimento populacional no País. . apesar da maior dinâmica populacional feminina. Em 2014. de certa forma.0%. Em 2014. houve um aumento de 6. principalmente num contexto de crise econômica na qual reconhecidamente jovens e mulheres são os primeiros a sentirem os efeitos.0% no número de mulheres ocupadas em trabalhos formais. mas de grande parte dos países. 212 p.3%. Neste sentido.gov. Apesar do maior desemprego feminino.7% (Tabela 4.1. constata-se que as maiores variações ocorreram no grupo etário de 50 anos ou mais. Acompanha 1 CD-ROM. 2014. a variação da PEA com 50 anos ou mais de idade foi um pouco maior que a variação da PIA. que consome também uma parcela significativa do tempo das pessoas. 34). visto que o crescimento da PO foi ainda maior que as variações da PEA e PIA. consultar a página 127 da publicação: SÍNTESE de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2014.3%. entre os mais jovens. Acesso em: nov. O desemprego feminino tem sido uma preocupação não somente brasileira. 6 Acerca das diferentes formas de trabalho. sendo que na população masculina essa variação foi de 43.Trabalho________________________________________________________________________________________ O crescimento da inserção feminina no mercado de trabalho também é evidenciado pela variação da população ocupada .shtm>. As mulheres jovens são aquelas que encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho. considerando que em cada cinco jovens uma está desocupada.

5 63.9 (-) 4.9 1.1 População desocupada (em milhões) 7.9 10.2 0.8 População não economicamente ativa (em milhões) 39.6 21.1 21.6 83.2 26.1 6.7 (-) 10.2 Fonte: IBGE.1 69.2 53.8 6.5 (-) 25.8 População desocupada (em milhões) (-) 10.8 Taxa de desocupação (%) 8.6 67.6 Nível de ocupação (%) 63.3 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 24.5 81.7 População ocupada (em milhões) 98.8 2.2 4.1 3.7 54.2 78.2 População economicamente ativa (em milhões) 16.6 População ocupada (em milhões) 18.6 6.3 3.5 Nível de ocupação (%) 63.6 17.7 9.2 17.0 (-) 6.2 15.4 2.6 16.7 2.3 13.2 18.6 32.8 12.9 2014 População em idade ativa (em milhões) 155.5 15.6 Taxa de atividade (%) (-) 3.7 17.7 47.5 24.2 Taxa de atividade (%) 69.7 1.0 23.2 45.8 37.4 (-) 9.1 (-) 24.7 0.7 76.2 57.9 19.2 63.6 76.4 Taxa de atividade (%) 67.9 Nível de ocupação (%) (-) 0.9 3.1 2.6 População desocupada (em milhões) 7.5 71.3 67.3 58.2004/2014 População de 16 anos ou mais de idade Grupos de idade Indicadores Total De 50 De 16 a De 25 a De 40 a anos ou 24 anos 39 anos 49 anos mais 2004 População em idade ativa (em milhões) 130.5 População economicamente ativa (em milhões) 90.5 10.9 70.9 0.7 16.4 Taxa de desocupação (%) 6.1 78.8 7.1 33.9 7.8 (-) 8.0 Variação percentual 2014/2004 (%) População em idade ativa (em milhões) 19.7 21. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Tabela 2 .0 9.0 3.5 42.Indicadores estruturais do mercado de trabalho para a população de 16 anos ou mais de idade.0 18.8 5.8 11.4 27.7 50.3 0.2 47.1 (-) 11.2 (-) 7.9 10.6 15. por grupos de idade Brasil .8 51. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.6 23.6 13.7 (-) 5.7 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 67.2 População não economicamente ativa (em milhões) 50.0 53.8 15.4 (-) 17.7 2.5 1.6 55.6 67.2 47.4 Taxa de desocupação (%) (-) 23.1 2.3 22.7 17.1 31.7 52.6 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 68.0 População não economicamente ativa (em milhões) 28.1 7.7 13.9 População economicamente ativa (em milhões) 105.6 5.0 6.1 46.9 (-) 18.6 População ocupada (em milhões) 82.1 15.2 25.9 82.8 18.1 21.3 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 65.4 34.3 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 53.6 22.8 0.9 80.5 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 4.5 30.5 10.7 29.9 39.2 (-) 5. total e variação percentual.8 65.5 0. .

por sua vez. isto é.3%7. funcionário público estatutário. No período após a crise econômica de 2008. contudo. a PEA estava concentrada na categoria de ensino médio completo ou superior incompleto.7%). há 10 anos.. concentrando. em 2014. aspecto que é reforçado ao se evidenciar uma maior taxa de desocupação na população com este nível de ensino (9. conta-própria e empregador que contribuíam para a previdência social (PERFIL. o crescimento médio da taxa de formalização foi de 2. Com efeito. Comportamento semelhante é observado na PO e esta transição da PEA e da PO além do nível subsequente pode indicar uma segmentação do mercado de trabalho. pode-se afirmar que o nível fundamental completo não é o nível de maior demanda no mercado de trabalho. quase 48. 43. cujo percentual passou de 57. menos da metade da PO tinha carteira assinada ou contribuía para a previdência social e a disparidade da taxa de formalização entre homens e mulheres era cerca de 4. observou-se uma ligeira queda em relação ao ano anterior. de outro. em 2014. mas há ainda um percentual expressivo da população com esse nível de ensino (39. Em 2004. CD-ROM). não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto (52.0 pontos percentuais. 7 O conceito de trabalho formal baseia-se na definição da OIT que inclui empregado com carteira assinada. 2009). o que fez aumentar a lacuna entre as taxas por sexo (Gráfico 4. permite avaliar a dinâmica dos indicadores estruturais do mercado de trabalho segundo o nível de instrução da população. esse indicador reduziu significativamente.0%). de um lado. pois.0% da população desocupada .PD tinha os níveis de ensino médio completo ou superior incompleto.0% da PEA não tinha o ensino fundamental completo e. um grupo de trabalhadores com pelo menos o nível médio. o que pode indicar uma incapacidade do mercado em gerar postos de trabalho para a população com este perfil educacional ou há um descompasso de qualificação considerando as exigências do mercado de trabalho (Tabela 4.1%).2). Há 10 anos este quadro era diferente. Em 2014.. Em 2014. a taxa média de crescimento foi de 4. Neste período de 10 anos. militar. um grupo pouco escolarizado e. trabalhador doméstico com carteira assinada. mais da metade da PIA possuía baixa qualificação.Trabalho________________________________________________________________________________________ A Tabela 3. No caso da população que participa do mercado de trabalho houve uma transição no período.3% ao ano. Em 2004. particularmente para a PO feminina. cujo percentual estava bem acima do observado para a PEA com este nível de instrução (36.5% ao ano.5%). O percentual de ocupados em trabalhos formais tem seguido uma trajetória de expansão.. Entre 2004 e 2007. a proporção da população de 16 anos ou mais de idade ocupada em trabalhos formais aumentou 26.5%. .2.3% para 56.

0 2.7 (-) 19.9 2014 População em idade ativa (em milhões) 155.2 16.4 121.6 (-) 1.0 8.3 35.8 24.7 9. Incom- incom- pleto pleto pleto 2004 População em idade ativa (em milhões) 130.8 14.6 107. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.7 60.7 (-) 10.9 (-) 5.4 Taxa de desocupação (%) (-) 23.1 (-) 1.9 3.2 83.9 Taxa de atividade (%) (-) 3.2 58.8 24.3 2.0 9. .1 38.9 3.0 79.9 2.5 Taxa de atividade (%) 69.1 População não economicamente ativa (em milhões) 39.8 30.7 3.1 (-) 27.5 26.0 65.7 7.0 21.1 10.2 (-) 28. ou Ensino Superior ou Ensino mental Superior completo Médio incom.5 0.8 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 65.7 6.1 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 4.6 63.5 66.0 80.7 70.4 3.9 População não economicamente ativa (em milhões) 28. total e variação percentual.5 Nível de ocupação (%) 63.4 72.3 População ocupada (em milhões) 82.6 17.9 65.2 84.5 24.1 População desocupada (em milhões) 7.8 População ocupada (em milhões) 98.1 2.5 7.9 (-) 10.1 67.2 63.1 59.3 77.0 81. (1) Inclusive a população sem declaração de nível de instrução.6 7.3 65.8 71.7 5.2 77.3 14.4 36.8 15.9 18.6 4.5 (-) 2.2 14.4 61.8 6.1 21.2 33.9 66.9 Taxa de desocupação (%) 8.2004/2014 População de 16 anos ou mais de idade Nível de instrução Ensino Sem Ensino Funda- instrução Médio Indicadores Total mental ou Ensino completo Ensino (1) completo Funda.0 0.6 11.4 22.0 (-) 16.9 71.3 7.2 Nível de ocupação (%) (-) 0.7 120.1 66.6 População não economicamente ativa (em milhões) 50.1 21.5 0.5 8. por nível de instrução Brasil .4 População economicamente ativa (em milhões) 90.7 104.9 13.4 (-) 17.6 42.6 61.9 Proporção da população ocupada que realiza afazeres domésticos (%) 68.7 1.7 8.1 19.9 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 53.Indicadores estruturais do mercado de trabalho da população de 16 anos ou mais de idade.3 População desocupada (em milhões) (-) 10.0 (-) 11.1 32.3 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 24.9 (-) 43.6 População desocupada (em milhões) 7.1 6.0 (-) 1.2 Variação percentual 2014/2004 (%) População em idade ativa (em milhões) 19.9 13.4 1. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Tabela 3 .2 7.7 49.6 27.9 25.1 120.3 População economicamente ativa (em milhões) 16.1 (-) 20.9 14.8 Fonte: IBGE.6 59.7 57.4 104.0 53.8 20.7 39.5 56.1 1.7 Taxa de atividade (%) 67.3 10.8 10.2 70.5 (-) 23.6 População ocupada (em milhões) 18.7 Taxa de desocupação (%) 6.5 69.5 1.2 Nível de ocupação (%) 63.7 5.7 21.4 População economicamente ativa (em milhões) 105.1 População ocupada que realiza afazeres domésticos (em milhões) 67.

Nota: Não houve pesquisa em 2010.8 57. Tabela 4. (Gráfico 4.0 57.0 46.4% em relação à taxa de 2004.9 57.Trabalho________________________________________________________________________________________ Gráfico 4. O avanço da formalização no mercado de trabalho também é evidenciado quando analisada a distribuição da população segundo a posição na ocupação.3 43.2004/2014 % 60. conta com 68..IPEA.3 48.1 51. 8 Segundo a publicação Macroeconomia para o desenvolvimento: crescimento. em 2014.0 48.0% da população total de 25 anos ou mais de idade tem menos de quatro anos de estudo e 38. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4 51. enquanto na Região Sul.3 56.9 50. estabilidade e emprego. cujos vetores de determinação das ocupações estão associados à sobrevivência individual ou familiar (MACROECONOMIA. essas disparidades no mercado de trabalho.0 42. .2% da sua PO em trabalhos formais.2 .2 56.3 56.6% (Tabela 4. Apesar do avanço significativo da taxa de formalização da PO no País. por sua vez.8 55. As características da economia e a qualificação da mão de obra nessas regiões ajudam a explicar. p.0 56.0% e 26. mais de 30.5 Fonte: IBGE.0 40. as desigualdades regionais continuam elevadas.0 44.0 58. trabalhadores na produção e construção para próprio uso e não remunerados.1 49. CD-ROM).4.0 52.0%.0 52.8 44. por sexo .0 50.3. do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada .5 48.1%).3.7 Homens 47.8 54. o percentual da população na categoria de empregado com carteira de trabalho assinada era 31. respectivamente8 .0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 45. essas categoriais ocupacionais constituem setores pouco estruturados do merca- do de trabalho.2% e.9 46. estes percentuais são 16.7 46. Em 2004.7 58. A Região Sul. este percentual passou para 39..9 58. 2010. indicando uma variação de 29.6 Mulheres 43.Proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência em trabalhos formais.0 56.0 54. em parte.4 48. 337).0% da PO está nas categorias de conta- própria.5 58.1 53.. A Região Nordeste continua sendo aquela com a menor taxa. embora se tenha verificado a maior variação no período (43. Na Região Nordeste.2 47. CD-ROM).2 47.

apesar do ligeiro aumento.3 56. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 4. a taxa de desocupação total na América Latina e Caribe foi de 6.6 Sudeste 56. O relatório aponta ainda que tem aumentado a taxa de desocupação entre os jovens com nível superior em grande parte dos países.0 55. .2% (WORLD.4 30.9 29.9 50.2 47.0 60.6% em 2014.1 56.5 48.2 Centro-Oeste 46.2 Nordeste 27.0 57. O desempenho da taxa de desocupação nos últimos 10 anos tem sido de declínio.9 67. 9 Em 2014. a taxa de desocupação dos jovens de 15 a 24 anos.0 20. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.5 66.7 64.6 27.7% ficou ainda num patamar inferior ao registrado 10 anos atrás e na média do valor estimado para a América Latina e Caribe9 (Gráfico 4. a taxa de desocupação no período anterior à crise registrou um decréscimo médio de -2.6 36.8 31..8 61. a taxa de desocupação dos jovens de 16 a 24 anos teve uma redução de 7..2 Fonte: IBGE.2 35. 2015a). No Brasil. a taxa sofreu uma queda de 23..3 61.0 40.. cujas economias de vários países sentiram os efeitos da crise financeira global de 2008. No entanto. Nota: Não houve pesquisa em 2010.8 67.8 60.1%. a taxa brasileira de 6.3 58. mas registrou a taxa mais baixa em 2012 (6.1 58.1 51.0%. atingindo o valor de 16.1%) e.0 45.2 40.0 65.6 67. no período.2 Sul 52.2004/2014 % 70. como em vários países.9 57. os jovens e as mulheres têm sido os grupos populacionais mais afetados com o desemprego.7 61..0 35.9 37. três vezes mais que o valor observado para a população adulta. em 2014.9 58.1 38.4 68. apesar de o crescimento do nível educacional nesta coorte.0 38.0 56.1 58.5 60. esta não seguiu uma trajetória contínua de queda.4 59. como foi o ano de 2009.0 30.5 48.7 39. em 2014.4). Evidencia-se que a economia brasileira no período pós-crise não somente manteve a tendência de queda da taxa de desocupação.7 Norte 29.7 46.9 50.4%.5 54. No Brasil.8%). Segundo o relatório da OIT (WORLD.2%.7 39. visto que. havendo alguns períodos de aumento.8 33.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 45. por Grandes Regiões .4 57.6% e na União Europeia a taxa ficou em 10.1 66.0 25. 2015).7 33. seja como resposta a choques externos ou desaceleração da economia.4 30.1 48..9 40. Não somente no Brasil.Proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência em trabalhos formais.7 38. nos últimos 10 anos.6 49. o que representa um percentual acima do observado para a média dos países da América Latina e Caribe (13.5 65.9 52. foi de 13.7 31.3 .9% e nos anos que seguiram a crise (entre 2011 e 2014) a variação média foi de -4.7 53.0 50.

0 2.0 8.3 17. Contudo.0 14.1 6.CLT (Decreto-Lei n.4 7..3 2. a regulamentação de alguns direitos somente passou a vigorar .7 3.6 7.6 3. 72.Trabalho________________________________________________________________________________________ Vale ressaltar.4 2.5 3. Apesar do crescimento do número de trabalhadores em trabalhos formais nos últimos 10 anos.0 4. três categoriais profissionais têm baixa adesão ao Regime Geral de Previdência Social: os trabalhadores domésticos sem carteira de trabalho assinada.0 20.9 2.2 6.7 3.452. A lacuna entre a taxa de desocupação de homens e mulheres permanece elevada entre os países.0 5.7 9. tiveram os direitos trabalhistas equiparados aos dos demais trabalhadores formais.7 6.8 4.9 19. Gráfico 4. e somente.7 16.4 10. com a aprovação da PEC das domésticas (Proposta de Emenda Constitucional n.0 6.2 Mulher 11.4 .4% em 2014 (Tabela 4. atingindo o patamar de 2.2004/2014 % 22. Nota: Não houve pesquisa em 2010.4 6. No Brasil.5 3. 66/2012 e transformada em Emenda Constitucional n.5 12. No caso dos empregados domésticos.4 8.7 vez).2 5.6 6. os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta-própria.0 18.2 5. No grupo etário de 50 anos ou mais.6 29 a 35 7.3 8.7 16 a 24 17. CD-ROM). a redução da taxa de desocupação no período foi de -25..9 9.5.1 6. 2015a).8 16. por sexo e grupos de idade .0 10.1 8.6 9. no entanto.1 17.0 4. em 2012.0 4.7 4.5 7.9 5. o que indica que a experiência no mercado de trabalho tem sido um fator preponderante para o emprego.Taxa de desocupação das pessoas de 16 anos ou mais de idade.8 5.0 8. 5. que foram excluídos da reforma trabalhista desde a implantação da Consolidação das Leis do Trabalho .7 50 ou mais 3.04.0 16.1 8. assim como a criação de emprego em determinados setores tem favorecido esse grupo. que no caso brasileiro a redução da taxa de desocupação tem sido mais acentuada à medida que avança a idade. de 01.4 3.5 4.2013).3 40 a 49 5. a taxa de desocupação feminina é quase o dobro da taxa masculina e essa relação não se modificou na última década (1.4 14.1 2.5 4.0 10.1943).0 6.05.6%.4 Fonte: IBGE.2 3.8 7. isto porque a redução do nível de emprego tem se dado em setores cuja participação é predominantemente masculina.0 2.7 6.9 6.6 6.4 6.0 12.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 8. ressalta o relatório da OIT (WORLD.6 15.0 7. de 02..Brasil .7 Homem 6.0 8.0 14.6 15. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.3 3.6 10.2 2.

obri- gatoriedade do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço .2 25.6 24.0 sem carteira Trabalhadores por conta própria 14.0% no período. 150 foram: adicional noturno. Entre os trabalhadores por conta-própria. o que pode indicar um reflexo da mudança na legislação para esse grupo de trabalhadores (Tabela 4. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 0.201510.0 25. Nota: Não houve pesquisa em 2010.0%). seguro contra acidentes de trabalho e indenização em caso de despedida sem justa causa.0 18.06.4 15.0 15.Brasil . Em 2014. cerca de 92% dos trabalhadores são do sexo feminino. Logo. o que representou uma variação de 91. embora esse percentual corresponda uma variação de mais de o triplo no período. Gráfico 4.7 17. trabalhador doméstico sem carteira e trabalhadores por conta-própria que contribuem para a previdência social .7 Fonte: IBGE. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 em 2015 com a Lei Complementar n.5% na década (Gráfico 4.0 5. . salário-família.3 3.5 15.3 8.6.7% destes trabalhadores contribuía para a Previdência Social.FGTS por parte do empregador.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Empregados 11.7 4.0 10.0 sem carteira Trabalhadores domésticos 3.7 11. A segunda categoria com a mais baixa taxa de adesão ao Regime Geral de Previdência Social é a de empregados sem carteira (24.2004/2014 % 30.5). os empregados domésticos sem carteira contabilizavam 4. Na categoria de empregados domésticos.4 11.9 14. de 01.5 . Além disso.9 22.1 22.3 20.0% no percentual de empregados domésticos sem carteira que contribuíam para a previdência.7 16. CD-ROM).3 milhões de trabalhadores e apresentavam a mais baixa taxa de contribuição previdenciária (14.8 13. apenas 27.3 24. verificou-se que a proporção de empregadas domésticas de 16 anos ou mais de idade ocupadas com 10 Os direitos adquiridos pelo empregado doméstico a partir Lei Complementar n.0 15. considerando apenas essa categoria.9 5.3 17.8 4.0 20.7 3. houve uma variação de quase 18. que teve uma variação de quase 103.Proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência como empregados sem carteira. entre 2013 e 2014. seguro- -desemprego.4 20.6 27.6 13. auxílio-creche e pré-escola.8 15. 150.0%).

5 29. em 2004.0 30. como uma proxy daquelas que são “diaristas” e “mensalistas”.3 56.8 Fonte: IBGE.7.8 50. Houve um aumento de cerca de 19 pontos percentuais na proporção de contribuintes das “mensalistas”.4 13.0 20.5 45. Gráfico 4.0 50.4%) (Gráfico 4.7 13.9 40. respectivamente.1 48. segundo o grupo de horas trabalhadas na semana .7. esses percentuais reduziram em 11.7 36. em termos de variação percentual.8 28.3 40. CD-ROM).3 41.2 40 ou mais 37.8.8%. pôde-se verificar que a taxa de contribuição para aquelas com uma jornada de 40 horas semanais ou superior não somente era mais elevada como o dobro daquelas com jornada inferior a 40 horas na semana (56. enquanto entre os pretos ou pardos o percentual era 62. que ocorreu principalmente a partir de 2009 (Gráfico 4. para 40.7 23. Em 2014.Trabalho________________________________________________________________________________________ carteira e as que contribuíam para a Previdência Social individualmente aumentou significativamente nos últimos 10 anos. no entanto. CD-ROM).Proporção de empregadas domésticas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência que contribuem para a previdência social. a lacuna da taxa entre brancos e pretos e pardos praticamente não se alterou na década.6.5 14.0%).7 20. Tabela 4. O percentual de trabalhadores ocupados em trabalhos informais tem se reduzido nos últimos anos.2004/2014 % 60. no entanto.9 35.8%). mas revela que parcela expressiva da população preta ou parda ainda está em trabalhos informais (48. Tabela 4.6 41.0 10.3%.0 40.7%.3 pontos percentuais.3 30.8 18.0 0.7 42.6 .1 56.5 30. em 2014. Em 2004. o aumento foi mais elevado para as empregadas com jornada inferior a 40 horas semanais (73.0 30. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 27. Nota: Não houve pesquisa em 2010.Brasil .3 21.4 13.0%.7 e 14.4 39. Ao analisar a proporção de contribuintes total segundo o grupo de horas trabalhadas. .4 12. o percentual de brancos em trabalhos informais era 47.3 Até 39 horas 13. cujo percentual passou de 27.

alojamento e alimentação e transporte.2 36.2 44. mas também como decorrência das exigências do mercado de trabalho e advento de novas tecnologias.7 44.7 . Nota: Não houve pesquisa em 2010. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 30. No setor agrícola.0 35. administração pública.0 55.2004/2014 % 70. por cor ou raça .0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 54.2% dos trabalhadores não tem instrução ou apenas o ensino fundamental incompleto. houve uma redução também no nível seguinte. Nos últimos 10 anos.0 60.3 53.7 55. Em grande parte dos setores a escolaridade da PO está concentrada na categoria de ensino médio completo e superior incompleto. como a indústria.0 42.Proporção de pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência em trabalhos informais. armazenagem e comunicação.7 48.Brasil . _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 4.0 20.6 48. construção.0 43. respectivamente). mas a transição para o nível seguinte ocorreu em alguns setores como o agrícola. Somente no setor de educação.1 43.0 34. é possível verificar que há setores na economia que concentra ainda parcela significativa de trabalhadores pouco qualificados.3% da mesma. saúde e serviços sociais que a parcela da PO com nível superior completo supera os demais níveis.8% e 198.0 25.4 58. 74.9%. Em todos os setores houve redução do percentual da população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. demais serviços e atividades mal definidas. Em outros setores.5 37. o que mostra que não está .3 56.4 45.7 60.7 35. em 2014. comércio e reparação.0 45. apenas 14.3 Brancos 47.6 49. mas nos últimos 10 anos a população com ensino médio completo e superior incompleto e a população com ensino superior completo mais que dobrou no período (150.2 41.9 48. como o setor agrícola.7 61. a construção civil e o grupo de atividades mal definidas. por exemplo.0 50.9 50. embora este grupo represente. A distribuição da PO segundo o nível de instrução tem se alterado não somente em virtude do aumento da escolaridade da população.4 Fonte: IBGE.0 46.0 65. Quando analisada a distribuição da PO por setores de atividade segundo o nível de instrução. como mostra a Tabela 4.5 51.0 40.3%).1 42.3 Pretos ou pardos 62. a maior variação da PO ocorreu para aquelas pessoas com o ensino superior completo (104.1 49.8 52.

0 pontos percentuais (Tabela 4.4 23.4 5.9.7 41.2 39.0 Administração pública 5.7 21.0 11.6 (-) 7.1 Demais serviços 19.9 20.9 (-) 11.3 32.2 Construção 9.0 2.3 (-) 34.9 18.1 (-) 22.6 Indústria 12.0 1.2004/2014 População ocupada de 16 anos ou mais de idade Distribuição percentual.0 Alojamento e alimentação 55.3 52.6 20.4 0.3 40.3 32.Brasil .2 69.7 (-) 14.8 20.7 Educação.9 49.4 12.4 37.2 Comércio e reparação 14.6 9.6 50.3 8.0 Atividades mal definidas 0.4 8.1 12.8 67. visto que houve um enxugamento de mão de obra com escolaridade inferior que o nível superior.3 29. armazenagem e comunicação 3.0 20.7 (-) 29.7 36.0 99. armazenagem e comunicação 5.4 Transporte.População ocupada de 16 anos ou mais de idade.2 5.8 34.7 20.6 4.6 43. .9 13.4 29.0 8.4 37.8 198.5 (-) 33.8 45.2 12.3 (-) 7.6 37. Tabela 4 .3 8.1 4. saúde e serviços sociais 7.8 (-) 44.9 6. saúde e serviços sociais 37.2 (-) 52. ou Ensino Superior (1) ou Ensino mental Superior completo Médio incom.9 (-) 7.0 51.2 10. incom- incom- pleto pleto pleto 2004 Agrícola 16.8 Transporte.2 21.8 Variação percentual 2014/2004 (%) Agrícola (-) 16.3 Alojamento e alimentação 4. CD-ROM).5 12.1 Educação.9 26.2 61.5 4.1 47.6 23.3 19.1 2.3 3.2 5.9 74.4 (-) 36. Em 2004.1 42.6 10.3 36.4 Comércio e reparação 17.1 Administração pública 21.7 62.2 (-) 30.1 17. em 2014.Trabalho________________________________________________________________________________________ havendo uma transição gradual.1 27.6 34.8 24.9 35. armazenagem e comunicação 40.5 2014 Agrícola 13.9 (-) 32.2 Atividades mal definidas 0. por nível de instrução.2 14.6 48.1 16.3 2. (1) Inclusive a população sem declaração de nível de instrução. segundo os setores de atividade .9 Demais serviços 23.7 (-) 32.4 36.1 53. total e distribuição percentual.9 11.5 42.7 Construção 69.7 Transporte.3 Fonte: IBGE.7 13.6 210.3 24.7 27.4 83.6 10.1 60.9 41.2 26.9 18.1 43.4 3.9%) e.5 4.1 28.3 69. este setor já apresentava elevado percentual da PO com pelo menos o superior completo (34.6 33.4 150.9 Demais serviços 15.5 5. por nível de instrução (%) Ensino Sem Ensino Total Funda- Setores de atividade instrução Médio (em mental ou Ensino completo Ensino milhões) completo Funda.0 Alojamento e alimentação 2.5 Construção 5.5 Indústria 12.0 52.6 86.2 Atividades mal definidas (-) 71. saúde e serviços sociais 10. houve um aumento de 13. No caso do setor de educação.1 (-) 5.9 Indústria 5.0 81.5 24. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. saúde e serviços sociais a exigência tem sido ainda maior.0 21.4 Educação.0 109.0 Administração pública 4.3 21.6 Comércio e reparação 24.4 (-) 25.

passou para R$ 1 725.8 . Nota: Não houve pesquisa em 2010. A menor variação no período foi evidenciada para a população masculina em trabalhos formais (26.6%).0% do rendimento médio das mulheres em trabalhos formais (Gráfico 4.7%). O aumento foi mais acentuado para a população em trabalhos informais (51. por sua vez.00 e.0%).1% no período. o rendimento médio da PO no trabalho principal a preços de 2014 era R$ 1 197. Na última década houve uma pequena redução na desigualdade de rendimento entre homens e mulheres.0%. em 2014. pôde-se constatar que este teve um aumento de 44.8.10. Gráfico 4. principalmente no caso das mulheres nestes trabalhos (56. Em 2004. as mulheres em trabalhos informais recebiam em média 50.Brasil . em 2014. foi evidenciada entre as mulheres. por sexo .0% do rendimento médio dos homens e. Em 2004. mas com uma inserção diferenciada no mercado de trabalho. as mulheres ocupadas recebiam em média 70.1%).00 (Tabela 4. . Gráfico 4. essa relação passou para 74. CD-ROM).9).Rendimento médio real do trabalho principal das pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência e em trabalhos formais e informais. Em trabalhos formais a desigualdade de rendimento entre mulheres e homens era menor (77. A maior desigualdade de rendimentos.2004/2014 R$ 2 400 2 200 2 000 1 800 1 600 1 400 1 200 1 000 800 600 400 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 1 197 1 249 1 337 1 379 1 403 1 432 1 560 1 655 1 711 1 725 Trabalhos formais 1 616 1 682 1 787 1 779 1 793 1 832 1 903 2 002 2 048 2 068 Trabalhos informais 768 791 843 912 930 929 1 042 1 115 1 165 1 165 Homens 1 362 1 412 1 514 1 564 1 592 1 628 1 753 1 867 1 927 1 935 Homens em 1 818 1 887 2 001 1 984 2000 2044 2 113 2 240 2 287 2 293 trabalhos formais Homens em 899 914 978 1 068 1 088 1 097 1 216 1 295 1 356 1 361 trabalhos informais Mulheres 946 1 001 1 077 1 107 1 128 1 151 1 284 1 355 1 409 1 436 Mulheres em 1 314 1 374 1 471 1 474 1 485 1 524 1 607 1 670 1 720 1 763 trabalhos formais Mulheres em 567 601 643 687 705 694 790 856 888 887 trabalhos informais Fonte: IBGE. isto é. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 No que se refere à evolução do rendimento médio real da PO.

isto é.50.47 0.2004/2014 1. com 12 anos ou mais de estudo era R$ 27.66 0. CD-ROM). em 2014.71 0. sendo que.66 0. No período.75 0.0%.74 Razão mulheres/ homens formais 0. em 2004.00 0. Essa redução das disparidades de rendimentos segundo a escolaridade ocorreu devido a maior variação do rendimento entre os menos escolarizados.52 0. a variação foi de 25. Esse comportamento da desigualdade de rendimentos não se alterou nos últimos anos. Nota: Não houve pesquisa em 2010.49 0.80 0.0% para 76.71 0.77 Razão mulheres/ homens informais 0.74 0.65 0.20 0.76 0. paradoxalmente. aumenta o rendimento médio e.60 0.71 0.50 mulheres formais Fonte: IBGE.49 0.49 0.46 0.47 0.9% do rendimento dos homens.00 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Razão mulheres/homens 0.48 0.Trabalho________________________________________________________________________________________ Gráfico 4.54 0.3 vezes.0%.74 0.0% do rendimento dos homens e.54 0. o que correspondia a 3.63 0. Para a população de 5 a 8 anos de estudo.73 0. enquanto entre os mais escolarizados.0% e na categoria dos mais escolarizados. no nível de escolaridade seguinte (10 a 12 anos). Na categoria de 9 a 11 anos de estudo a redução da desigualdade foi de 67. na população de 6 a 9 anos de estudo a relação era 66.7% (RELACIÓN. com 12 anos ou mais de estudo.65 0. a redução foi de 61.8 vezes o rendimento- hora da PO com até 4 anos de estudo. .63 0.66 0. mas houve uma redução da magnitude da desigualdade entre 2004 e 2014.. o rendimento-hora médio das pessoas mais escolarizadas.59 Razão mulheres informais/ 0.65 0.64 0.Razão entre o rendimento médio do trabalho principal das pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência em trabalhos informais e formais. na população de até 4 anos de estudo o rendimento-hora das mulheres correspondia a 79. o crescimento do rendimento-hora médio da PO com até 4 anos de estudo foi de 76.72 0. 2015). na região.73 0. aumenta também a desigualdade de rendimento entre homens e mulheres11.70 0.11.74 0.73 0.75 0.0%. No início da década. o percentual era 70.54 0. A desigualdade de rendimento entre homens e mulheres é melhor compreendida quando controlada pela hora trabalhada e pela escolaridade dos indivíduos.58 0. 11 Na América Latina. A análise do rendimento-hora por grupos de anos de estudo mostra que à medida que avança a escolaridade da PO.0% para 73.44 0.3%.0%. na população com até 5 anos de estudo o percentual era 67. essa relação era 5.71 0.. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.75 0.0% para 66.6% e entre os mais os mais escolarizados (13 anos ou mais de estudo) o percentual era 69. por sexo Brasil . a relação passou de 71.58 0.44 0.71 0. em 2013..43 0.73 0. essa relação passou para 78.2%.65 Razão homens informais/ 0.9 . Em 2014.51 0.40 0. a desigualdade de rendimentos entre mulheres e homens segundo o nível de instrução tinha um comportamento diferenciado: em geral.59 homens formais 0.1% (Tabela 4. as mulheres recebiam em média 77.

Gráfico 4.0 horas (Gráfico 4.1 12. no mercado de trabalho.5 13. o aumento real do rendimento médio da PO foi acompanhado de uma redução na desigualdade entre os estratos (Gráfico 4. Tabela 4.3 11.4 13. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Outro importante avanço do mercado de trabalho evidenciado para década foi a redução da desigualdade de rendimento da PO entre os estratos. em 2014.6 Homens 16. Com efeito. No caso dos homens.2 10. enquanto na PO com os maiores rendimentos da distribuição (10%) o aumento foi de 115.1 11.4 horas.9 15. por sexo Brasil .6 horas semanais.2 14.12. menos da metade da jornada feminina neste tipo de trabalho.0 horas para 41.2 horas.2%.9 15.2 12.3 12.Razão entre o rendimento médio de todos os trabalhos dos 10% com maiores rendimentos e os 40% com menores rendimentos. No período. essa relação passou para 11. a jornada masculina com afazeres domésticos se manteve em 10 horas semanais.3 14.8 Mulheres 15.5 11. A jornada de homens e mulheres no trabalho remunerado e não remunerado pouco se alterou nos últimos anos. a jornada total feminina que.9 Fonte: IBGE. CD-ROM).7 13. o rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas com os maiores rendimentos (10%) era 16.10. a jornada no trabalho remunerado teve uma pequena redução de 2.9 11. Nota: Não houve pesquisa em 2010.2004/2014 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total 16.2%.9 12. Contudo.1 horas semanais passou para 5.5 horas semanais e na realização de afazeres domésticos houve uma ligeira queda no período de 22. passando de 44. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4 11.10 .3 12.9 10.7 13.3 12.3 horas semanais para 21.2 15.2 13. . era superior à jornada masculina em 4. CD-ROM).11.6. Tabela 4.8 14.13. Em 2004.2 vezes o rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas com os menores rendimentos (40%) e. o rendimento médio de todos os trabalhos da população com os menores rendimentos (40%) aumentou 200. No caso da população feminina ocupada a jornada no mercado de trabalho se manteve em 35. Com efeito.2 15.5 12. em 2004.2 14.

CD-ROM).3 51.trabalho principal .3 Fonte: IBGE.5% dos homens ocupados tinham esta jornada e.5 10. .6 51. houve um aumento da proporção de trabalhadores nesta condição.Trabalho 44.2 56.0 20.0 35. No trabalho remunerado.Trabalho________________________________________________________________________________________ Gráfico 4. por sua vez.9 52.6%. Nota: Não houve pesquisa em 2010.8 10.0 21. este percentual se reduziu para 37. ocorreram ainda algumas mudanças acerca da distribuição da PO segundo os grupos de horas trabalhadas. Em 2004.2 9.1 52.6 43.7 21.1 35.1 55.14.1 56.9 20. por sexo Brasil .0 30.afazeres 10. No caso da população com jornada superior a 44 horas semanais.3 Horas .Mulheres 35.0 52. em 2014.2 41.4 57.4 21. em 2014. em 2014.2 9.3 20.Média de horas semanais trabalhadas no trabalho principal. Na PO masculina.0 9.4 51. 47.11 .0 43. havia uma maior proporção de mulheres com jornada inferior a 40 horas semanais (41.4%).2004/2014 60.0 42. a redução foi de 26. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.1 56. houve uma redução do número de trabalhadores em ambos os sexos.9% dos homens e 42.2% para 18.Homens Horas .0 0.6 principal .9 22.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Horas . 49.6 36. este percentual passou para 32.2 36. houve uma concentração da PO com uma jornada de 40 a 44 horas.1 35.0 9.5 42.3 51.9 57.9 42.9% para 19. considerando que.9 41.1 58.0 52.0%.Mulheres 57.afazeres domésticos .8 35.3 22.9% das mulheres tinham esta jornada (Tabela 4.4 56.5 35.4 43. Em 2004.0 40.7 9. Logo.Mulheres 22. que passou de 16.0 21.5%. na última década.3 35.4 9.1%.3 43.2 10.0 10.5 Horas .8 22.Homens Jornada total . No caso das mulheres.9 51.0 50.5 35.0 domésticos .2 Jornada total .7 56. média de horas gastas em afazeres domésticos e jornada total das pessoas de 16 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência.Homens 53.

0% do rendimento médio dos homens em igual condição. 2015. A análise com esta perspectiva estrutural mostrou ainda que as mudanças na conjuntura econômica e política do período.6%.pdf>.br/central-de-conteudos/ publicacoes/publicacoes/2015/livro-raseam_completo. Disponível em: <http://www. 181 p.spm. consultar: BRASIL.8%. Em 2004. respectivamente. não interrompeu a trajetória de avanço dos indicadores. CD-ROM). DF.0% (Tabela 4. são atribuídos aos homens12. .6%. Em 2014 houve uma ligeira redução na desigualdade. enquanto na população masculina essa proporção era de 6. o que ilustra uma pequena redução da desigualdade considerando que. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 O indicador de proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade em cargos de direção ou gerência segundo o sexo. cujos avanços evidenciados ainda são marcados por uma elevada desigualdade tanto regional. em geral é calculado nos relatórios de gênero para avaliar o grau de empoderamento das mulheres na esfera econômica. as mulheres nestes cargos recebiam em média 70. na maioria dos casos. Portanto.15. Acesso em: nov. rendimento e escolaridade. os resultados dos indicadores apresentados neste capítulo permitem traçar um retrato do mercado de trabalho brasileiro na última década. Brasília. essa relação era de 67. tradicionalmente. 2015. Relatório anual so- cioeconômico da mulher 2014. 12 Para informações complementares. cor ou raça. Este é um indicador relevante para se avaliar a igualdade de condições e de oportunidades na sociedade visto que os espaços de poder e decisão. Além disso.gov. em 2004. cujas proporções passaram para 5. o percentual de mulheres nestes cargos era 4. Secretaria de Políticas para as Mulheres.0% e 6. como aquelas relativas aos atributos pessoais como sexo.

oportunidades e mesmo justiça distributiva permeia as discussões socioeconô- micas do passado e da atualidade. 2014c. Mudança estrutural para a igualdade: uma visão integrada do desenvolvimento. a estabilidade macroeconômica e as políticas sociais” (NAÇÕES UNIDAS. 2010. p. caminhos por abrir. tenha. 11). aponta que “os países da América Latina e do Caribe enfrentam hoje o desafio de seguir impulsionando os progressos significativos na redução da pobreza e do desemprego. crescimento. pobreza. 2014b). A preocupação com a temática na América Latina fez com que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Comisión Económica para América Latina y el Cari- be . No Brasil e na América Latina. bem como de ampliar os incipientes avanços na distribuição da renda. 18).Distribuição de renda A relação entre desigualdade. Nesse contexto. 2004).ONU (United Nations . o que representa um obstáculo para o bem-estar atual e o desenvolvimento futuro de suas sociedades e economias” (NAÇÕES UNIDAS.Cepal). 2014c. 2014a. assim como as discussões sobre estratégias de desenvolvimento (BOURGUIGNON. al- cançados em conjunto com a consolidação democrática. e Pactos para a igualdade: rumo a um futuro sustentável (NAÇÕES UNIDAS. fo- calizado suas ações na discussão de estratégias de desenvolvimento com redução das desigualdades.UN). fundada para contribuir ao desenvolvimento econômico e social da América Latina e Caribe. consolidadas nos documentos que compõem a chamada “trilogia da igualdade” da Instituição: A hora da igualdade: brechas por fechar. . essa discussão ganha relevância uma vez que “embora não seja a região mais pobre do mundo. desde 2010. agência regional da Organização das Nações Unidas . p. se destaca por ser a mais iníqua.

9 1.3 10.7 6.0 Chile 4.2 1.9 6. (1) Média ponderada de todos os países da região.cepal.5 3.9 4. chegou-se a um piso de crescimento na região (-1.1 0.0 -5. Entende-se que essa diminuição da desigualdade teria arrefecido o impacto da crise de 2008-2009.3 3.3 -3. após baixo crescimento no início do período. Em “0”.7 -1.0 -1.0 5.2 3.1 Fonte: Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe .org/cepalstat/WEB_CEPALSTAT/ Portada.0 6.1 México 6. devido.8 9.6 0.7 4.3%.5 4.0 3.0 10.9 2. teve o mesmo crescimento médio. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 As principais economias latino-americanas tendem a seguir ciclos econômicos similares.6 4.4 2.0 -15.0 0.7 2.2 5.0 4.4 4.4 8.8 5.0 6.3 -4.4 0.0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Brasil 4.9 0.0 5.0 3.9 8.5 5.0 1. todos teriam o mesmo rendimento.6 Venezuela 3. Entre 2000 e 2014. Estimações da CEPAL com base em fontes oficiais http://estadisticas. o que representa a máxima desigualdade.5 3. representando cerca de 38% do Produto Interno Bruto . Observando as taxas de crescimento desde o início dos anos 2000.1). principalmente.0 9. que ainda se mantém.1 4.9 -7.4 1.9 5.asp. .7 3.0% na região.2 8.0 % 15.4 -10.8 5.América Latina . o crescimento médio da América Latina foi de 3.5 1.6 3.0 5.PIB da região em 2014.6 4.6 4.2). mas com desaceleração nos anos mais recentes (Gráfico 5. ao aumento do rendimento dos seguimentos mais vulneráveis da população.4 5.7 4.7 3.9 1.7 0.9 1.0 -0. O Brasil.2 7.0 -10.9 3. Seis maiores economias com base no PIB de 2014.1 9. houve anos de crescimento relativamente alto e subsequente impacto da crise mundial de 2008-2009.1 0.4 -4. houve retomada.1 5.8 1.1 1. com diminuição do índice de Gini1 de cerca de 10.3 4.CEPAL.5 8.7 0.1 Argentina -0. por sua vez.0 4. enquanto em “1”.8 18.9 8.0 5.2 3. apenas uma pessoa concentraria todos os rendimentos.8 2. Gráfico 5.9 América Latina (1) 4.6 1.6 1.2000-2014 20.2%).2 5. 1 O índice de Gini dos rendimentos é uma medida desigualdade que vai de 0 a 1.9 4. Nota: 1.3 4.4 2.7 5.2 1.6 3.2 6.2 3.8 2. entre os países mais desiguais da região (Gráfico 5.2 -1.4 -8.5 Colômbia 2. Esta tendência concerniu tanto a América Latina quanto o Brasil.9 6.8 -4. Em 2009.7 2. 2.1 .Taxa de crescimento anual do Produto Interno Bruto total a preços constantes .8 5. A desigualdade de rendimentos mostrou queda nesse mesmo período.3 9. Desde então.5 4.0 0.7 6.

(2) Média aritmética de 15 países com dados disponíveis. medida pelas pesquisas domiciliares do IBGE. . o crescimento econômico.CEPAL. a variação positiva do PIB entre 2000 e 2008.62 0.56 Argentina (1) 0. cf. associada à crise econômica mundial de 2008.org/sisgen/SisGen_MuestraFicha.cepal.48 Venezuela 0.40 0. seguida por uma pausa em 2009. Em anos recentes. quando houve considerável crescimento (7.56 Panamá 0.Índice de Gini dos rendimentos per capita América Latina .45 Equador 0.40 0.56 Chile 0. Cabe ressaltar.48 0.49 0.49 Bolívia 0. com recuperação já em 2010.63 Brasil 0.Distribuição de renda____________________________________________________________________________ Gráfico 5.6%).55 0.56 Colômbia 0.58 Honduras 0. mostraram-se favoráveis à melhoria das condições de vida de sua população.53 Peru 0.1). observou-se desaceleração no ritmo de crescimento do PIB.45 0. em primeiro lugar.45 Uruguai (1) 0. em conjunto com a redução das desigualdades de renda.49 % 2000-2003 2010-2013 Fonte: Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe .48 Costa Rica 0.57 0. Nota: Dados corrigidos e harmonizados.53 México 0.54 0.55 América Latina (2) 0.47 0. http://interwp.51 0. observado a partir das variações anuais do PIB da última década (Gráfico 5.53 0. No Brasil.53 0.50 0.2 .períodos 2000-2003 e 2010-2013 0.asp?indicador=250&id_estudio=363 (1) Somente área urbana.56 Paraguai 0.56 0.53 El Salvador 0.

501 0.521 0.534 0.554 0.506 na Bahia. por este indicador.2004/2014 0.497 0.548 0.531 0. os estados com maiores níveis de desigualdade de rendimentos.450 0.485 0.3 .468 0.546 0.501 0.650 0.553 0.502 no Rio de Janeiro.453 Centro-Oeste 0.501 a 0.510 0.497 em 2014. Exclusive as informações das pessoas sem declaração de rendimento. pois as Regiões Centro-Oeste e Nordeste se mantêm como as regiões com maiores desigualdades.534 0.522 0.400 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 0. Cabe ressaltar que o Distrito Federal apresentou o maior índice de Gini entre os estados (0.465 0.509 0.526 0. 0. Tocantins. 2. Bahia.501 0.561 0.502 0. sendo. com rendimento.507 Fonte: IBGE.485 Sul 0. A análise do índice de Gini por Unidades da Federação.490 Sudeste 0.504 0.503 0. por Grandes Regiões .523 0.507 0.3 nesta publicação e a Tabela 5. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Independentemente das variações no ritmo de crescimento econômico.526 0.544 0.567 0.484 0. A dinâmica regional apresenta tendência similar. conforme o Gráfico 5.527 0. mostra que Rio de Janeiro.559 0. Notas: 1. mas com valores diferenciados entre si.531 0.501 0.555 em 2004. De 0.510 0. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. e 0.483 0.565).506 0. bem acima dos demais estados mais desiguais (0. em 2014.497 Norte 0.600 0.500 0.490 0.480 Nordeste 0.505 0. Paraíba e Acre apresentaram índices que variaram de 0.492 0.531 0.555 0.3 no CD-ROM.516 0. Não houve pesquisa em 2010. portanto. tem-se no País um decréscimo progressivo da desigualdade medida pelo índice de Gini do rendimento das pessoas de 15 anos ou mais de idade.532 0.484 0.550 0.532 0. .563 0.486 0.550 0.Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal das pessoas de 15 anos ou mais de idade.507 0.562 0.458 0. Distrito Federal. chega-se a 0. Gráfico 5.486 0.496 0.565 (Cartograma 1).519 0.501 nos demais).

por Unidade da Federação .” Outra forma de medir a desigualdade é pela relação entre o percentual do total dos rendimentos apropriados pelos 10% com maiores rendimentos sobre o percentual do total dos rendimentos apropriados pelos 40% com menores rendimentos – a chamada razão 10/40. .Distribuição de renda____________________________________________________________________________ Cartograma 5. o índice de Palma mostra diminuição da desigualdade no período analisado.9 no CD-ROM. O índice mostra estagnação desta relação em períodos mais recentes. Mesmo não incluindo todas as faixas de rendimento. com rendimento. O rendimento concentrado pelas pessoas com 10% maiores rendimentos representava 4.1% em 2011 e 13.6% do total dos rendimentos recebidos.1 . 2011). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014. é considerada uma medida interessante por dar destaque aos percentis de população cuja variação no conjunto de seus rendimentos tem o maior impacto na dinâmica da desigualdade (PALMA. conforme a Tabela 1 nesta publicação e a Tabela 5. Assim como o Gini. as pessoas com 40% menores rendimentos se apropriavam de 10. Distribuição de cores por quintos.Trata-se de uma medida que está em voga no âmbito internacional e é conhecida também como índice de Palma. Notas: 1.3 vezes o acumulado pelas pessoas com 40% menores rendimentos em 2004 e 3. Em 2004.3% em 2014. que são mais estáveis no tempo (COBHAM. enquanto o índice de Gini estaria mais relacionado às movimentações no meio da distribuição.2014 Fonte: IBGE. 2.1 vezes em 2014 – uma redução de 27.9% no período.Índices de Gini do rendimento mensal das pessoas de 15 anos ou mais de idade. percentual que alcança 13. Exclusive as informações das pessoas sem declaração de rendimento. 2013).

.2004/2014 Distribuição dos rendimentos de todas as fontes das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimentos. CD-ROM). pois os altos rendimentos estão influenciando mais fortemente o valor da média e afastando-a do centro da distribuição. Média e mediana diferem na forma de cálculo e também em razão da estrutura da variável estudada. R$ 2 635 e R$ 1 216. A mediana. 2001).2 2013 13. quanto maior a relação entre média e mediana. A razão entre rendimentos domiciliares per capita médios e medianos também é utilizada como uma medida de desigualdade (MEDINA.0 3.4 41. o Cartograma 2 mostra que elas encontravam-se no Distrito Federal.6 43.2 45. Já os menores rendimentos médios e medianos estavam em Alagoas (R$ 659 e R$ 407) e no Maranhão (R$ 669 e R$ 411) (Tabela 5. Não houve pesquisa em 2010.0 44.Brasil .5 2011 13.0 44.2 43.1 44. Na comparação com o Gini.1 Fonte: IBGE.4 3.6 43.0 3. por outro lado.6 43. corresponde ao valor central da distribuição2. por classes de rendimento. A média é influenciada por valores extremos.4 3. os três primeiros permanecem como as Unidades da Federação mais desiguais em suas distribuições de rendimento. Exclusive as pessoas sem rendimentos e sem declaração de rendimentos. requerendo.1 45. respectivamente.1 2014 13.3 43. Assim.Distribuição dos rendimentos de todas as fontes das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimentos. mais elevada é a desigualdade.7 44.0 43.1 2006 11. Acre. Amazonas e Roraima.3 4. Quanto às maiores razões entre média e mediana.6 41.2 2012 13.0 3.9 3.3 2005 11.9 42.PNAD é uma pesquisa que tem um plano amostral complexo. Notas: 1. as probabilidades não são iguais para todos os rendimentos coletados. cálculo esse que leva em conta a es- trutura do plano amostral. Dessa forma.6. então.0 2007 12. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Tabela 1 . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.9 3. 2. 2 A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . com estratificação e conglomeração.7 2008 12. Rio de Janeiro.6 2009 12. por classes de rendimentos (%) Ano Até 40% De mais de 40% a 90% De mais de 90% Índice de Palma (A) (B) (C) (C/A) 2004 10.4 44.9 45.9 4.6 45. Os maiores rendimentos médios e medianos em 2014 encontravam-se no Distrito Federal.3 45.5 4. um cálculo mais complexo para gerar a média e a mediana. e Índice de Palma .1 41.

Exclusive arranjos domiciliares sem rendimento e sem declaração de rendimentos. Notas: 1. Distribuição de cores por quintos. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo domiciliar era pensionista. segundo as Unidades da Federação . Distribuição de renda____________________________________________________________________________ Cartograma 5. 3. . 2. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014.2 .2014 Fonte: IBGE.Razão entre rendimentos domiciliares per capita médios e medianos dos arranjos residentes em domicílios particulares.

o crescimento do trabalho formal e o aumento da taxa de ocupação que.216 1.5 evidencia o crescimento real do rendimento ao mostrar a distri- buição percentual das pessoas residentes em domicílios particulares. Não houve pesquisa em 2010. Trata-se de um crescimento em termos reais de 50.4 nesta publicação e a Tabela 5. 4.5 nesta publicação e a Tabela 5. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 É importante mencionar que o rendimento médio e o mediano brasileiro tiveram crescimento real no período. há crescimento na participação de pessoas vivendo em domicílios com rendimentos entre ½ e 2 salários mínimos per capita.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Médio Mediano Fonte: IBGE. 3.2 no CD-ROM. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. respectivamente. Esses movimentos estariam relacionados fundamentalmente à dinâmica do mercado de trabalho. cuja renda constitui a maior parcela do rendimento da população. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Notas: 1. ao aumentar o poder de barganha dos trabalhadores. em relação a 2004.0 732 700 723 620 648 600. 3 Para maiores informações ver o Capítulo 4.0 200.7% para o rendimento mediano. estadual e municipal. nesse sentido. Trabalho. passando de. R$ 828 para R$ 1 245 e de R$  439 para R$ 732 entre 2004 e 2014.097 1. Por outro lado.4 .0 567 579 547 483 439 400. . assim como a um contingente expressivo de aposentados e pensionistas e beneficiários de algumas modalidades de políticas de transferência de renda nos âmbitos federal. 2015)3.015 1.0 947 969 878 828 800. conforme o Gráfico 5. Observa-se. em primeiro lugar.186 1 200.. Exclusive arranjos familiares sem rendimentos e sem declaração de rendimentos. que garantiu aumentos acima da inflação aos trabalhadores que recebem o piso salarial.036 1 000..245 1.0 1.9% em 2014 na proporção de pessoas que viviam em domicílios com rendimento de até ¼ de salário mínimo per capita. O Gráfico 5.6 no CD-ROM.2004/2014 1 400. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo familiar era pensionista. Destaca-se.3% em 2004 para 7.0 1.Rendimento mensal domiciliar per capita médio e mediano dos arranjos domiciliares residentes em domicílios particulares . por classes de rendimento em salários mínimos. Valores inflacionados pelo INPC de setembro de 2014. conforme o Gráfico 5. Não menos importante se encontra a política de valorização do salário mínimo. 2. viabilizou ganhos salariais reais em negociações coletivas (BALANÇO.3% para o rendimento médio e de 66. redução de 11. Gráfico 5..0 0.Brasil .

Funrural) ou pelo governo federal. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.2 26. Não houve pesquisa em 2010.8% em 2004 para 38. não são comuns aos estratos de mais baixa renda. R$ 380 em 2007.9 21. à transferências governamentais.5 7. e outros).3 20..3 21.8 4. máquinas.5 8. R$ 465 em 2009. espontâ- nea ou judicial. aluguel. p..5 28. . programa oficial de auxílio educacional (como o Bolsa Escola) ou social (Renda Mínima.6 nesta publicação e a Tabela 5.6 8.5 .3 17.5 15.3 21.0 16.6 27.0 11. Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social .5 18. parceria etc. Bolsa Família. R$ 678 em 2009 e R$ 724 em 2014.2 4. normalmente recebido de jubilação.4 no CD-ROM. Na faixa de menores rendimentos. abono de permanência em serviço.2004/2014 % 3.7 15.9 11. estadual ou municipal.1 10. inclusive sublocação e arrendamento de móveis.Distribuição de renda____________________________________________________________________________ Gráfico 5.2 16.2 20. Valores do salário mínimo: R$ 260 em 2004.0% em 2014.6 23. equipamentos animais etc. uma vez que os rendimentos provenientes de alugueis.3 18.. reforma ou aposentadoria paga por instituto de previdência (federal.2 19.1 20. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil .9 15.9 25. Notas: 1.7 11. Para esses grupos na base da pirâmide de rendimentos.6 16. R$ 540 em 2011.7 28.1 17. pensão paga por instituto de previdência (federal. (PESQUISA. 3.1 4.7 23.BPC-LOAS. aplicações financeiras etc.).5 28.0 27.7 5. 2013b.5 18.2 26. in- clusive Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural . entidade seguradora ou fundo de pensão.4 mudou pouco entre 2004 e 2014 para o total da população.3 11. os rendimentos de “outras fontes” ganharam importância nas faixas de renda de até ¼ de salário mínimo e entre ¼ e ½ salário mínimo per capita.6 18.4 6. “outras fontes” passaram de 18. doação ou mesada proveniente de pessoa não moradora na unidade domiciliar.6 2.9 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Até ¼ Mais de ¼ Mais de ½ Mais de 1 Mais de 2 Sem rendimento.1 16.Distribuição percentual das pessoas residentes em domicílios particulares. por classes de rendimento domiciliar per capita Brasil . no mês de referência. conforme o Gráfico 5. imóveis.5 6. caixa de assistência social. estadual ou municipal).6 8.PETI.8 27. 71).9 16. supõe-se que as “outras fontes” refiram-se. tendo o primeiro como principal fonte (mais de 75% ou ¾ do rendimento domiciliar).9 22. dividida em rendimentos do trabalho. No entanto. R$ 622 em 2012. 4 O rendimento mensal de outras fontes compreende: a) o rendimento mensal. na qualidade de beneficiária de outra pessoa. A estrutura de rendimentos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD.9 19. até ½ até 1 até 2 sem declaração Fonte: IBGE. proveniente de aplicação financeira (juros de papel de renda fixa e de caderneta de poupança.9 3.5 25. essencialmente.4 28. complementação ou suplementação de aposentadoria paga por entidade seguradora ou decorrente de participação em fundo de pensão. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo domiciliar era pensionista. no mês de referência. pensão alimentícia. de aposentadoria e pensão e “outras fontes”.8 15. R$ 415 em 2008. R$ 300 em 2005.1 4.1 10. dividendos etc. R$ 350 em 2006. que também as compõem. 2. e b) o rendimento médio mensal.6 16. governo federal..3 27. bônus. empregado doméstico ou parente de empregado doméstico.7 22..

2 2011 12.1 2006 22.7 2014 38.0 2005 5. Valores do salário mínimo: R$ 260 em 2004.0 17. Notas: 1.4 57. R$ 415 em 2008.5 76.5 6.9 75.1 75.2 18.9 2007 5.8 58.0 71.5 15. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.1 2012 34.0 Mais de ¼a½ 2009 10.2 61.0 76.7 74.0 17.8 2011 4.6 .1 77. R$ 540 em 2011.0 18.1 15.9 2013 4.0 70.2004/2014 2004 5.Distribuição percentual dos rendimentos. empregado doméstico ou parente de empregado doméstico.7 70.8 70.8 2008 24.7 18. 3.9 76.1 2006 6. R$ 350 em 2006.2 2008 10.9 6. R$ 678 em 2009 e R$ 724 em 2014.7 6.0 15.1 77.3 14.8 15. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo domiciliar era pensionista.3 18.3 16.3 2007 9.8 2005 8.8 76.7 6.1 Total 2009 5.8 2007 22.2 76.7 2013 12.6 2014 14.9 17.3 2013 35.5 73.5 74.5 77. R$ 622 em 2012. Não houve pesquisa em 2010.1 76.6 18.9 2008 5.4 74.9 6.6 14.4 18.8 8.8 Até ¼ 2009 26.5 77.6 71.3 2014 5.4 2005 18.2 % Outras fontes Trabalho Aposentadoria e pensão Fonte: IBGE. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 5.0 55. R$ 300 em 2005.4 8.3 15. R$ 380 em 2007.Brasil .2 18. 2.8 72.2 7.6 14. total e arranjos domiciliares com até ¼ de salário mínimo e de mais de ¼ a ½ salário mínimo de rendimento mensal domiciliar per capita .7 2006 11.3 68.0 66.2 2004 18.1 74.3 2004 9.8 2012 13.1 11. .3 76.1 2012 5.9 6.6 2011 32. R$ 465 em 2009.3 7.

2 2. Notas: 1. que chegou a 53.3 16.8 15.2 no CD-ROM.0 0. Unidades da Federação em ordem decrescente em 2014. .8 20.3 21.7 5.9 23. que. 3.4 31. Em 2014 a proporção de pessoas nesta classe de rendimento era cerca de 17 vezes maior no Estado do Maranhão em comparação com o Estado de Santa Catarina.2 4.4 23.4% no Estado de Santa Catarina em 2014.5 2.4 3.5 13. Gráfico 5. 2.2 1.4 6.0 6.5 3. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo domiciliar era pensionista.6 14.0 Maranhão Alagoas Acre Ceará Piauí Pará Bahia Pernambuco Amazonas Rio Grande do Norte Sergipe Paraíba Tocantins Roraima Amapá Rondônia Minas Gerais Espírito Santo Goiás Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Mato Grosso Paraná Distrito Federal Mato Grosso do Sul São Paulo Santa 2004 32.4 15.8 6.5% no Estado de Alagoas a 2.0 10. Com isso.0 30. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 15.1 3. em 2014.2% no Estado de São Paulo e 1.5 5.0 14. Estes últimos representavam 76.9 21.7 .3 2014 23.1 7.4 Catarina 2. Exclusive pessoas sem rendimento.9 21.6% em 2014.5 21.5 2.2 7.6 2009 25. empregado doméstico ou parente de empregado doméstico.8 15. esse indicador variou de 23.7 17.0 11.0 27. Mesmo com o crescimento da proporção de pretos ou pardos no topo da distribuição (eram 12.7 no CD-ROM.2 22.3 6.9 2.5 7.4 13.8 8.0% das pessoas entre os 10% com menores rendimentos e 17.7 nesta publicação e a Tabela 5.7 16.2 28. É importante ressaltar que a baixa participação da população de cor preta ou parda no estrato de maiores rendimentos contrasta com sua elevada participação na composição da população geral.6 21.8 5.8 nesta publicação e a Tabela 5. Este comportamento reflete.5 18.7 4.0 5.1 6.6% no Estado do Maranhão e 21. conforme o Gráfico 5.5 21. em larga medida.4% no 1% com maiores rendimentos.Distribuição de renda____________________________________________________________________________ As Regiões Norte e Nordeste do País concentram as maiores proporções de pessoas que vivem com até ¼ de salário mínimo per capita.1 12.0 17.1 14.0 20.0 25. segundo as Unidades da Federação .5 15.3 6.9 8.1 7.4 16. atinge de forma mais desfavorável às pessoas que se identificam como de cor ou raça preta ou parda. que eram quase 80% no 1% com maiores rendimentos em 2014.4 Fonte: IBGE.6 3. Valores do salário mínimo: R$ 260 em 2004.0 3.Proporção das pessoas residentes em domicílios particulares com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ de salário mínimo.9 5.8 5. 4.9 3.1 21. historicamente. conforme o Gráfico 5.0 16.0 5. Cabe destacar também a desigualdade de rendimentos segundo a cor ou raça da população.3 18.7 17.2 2.3 24.7 3.2 11.4 3. tanto em termos de condições de vida quanto de crescimento econômico.2004/2014 % 35.1 22. persiste uma grande diferença em relação àqueles que se declaram brancos.6 6. as históricas desigualdades regionais produzidas ao longo do processo de desenvolvimento brasileiro.4% em 2004).1 25. R$ 465 em 2009 e R$ 724 em 2014.0 15.0 4.2 24.0 16.

2 17.9 nesta publicação e a Tabela 5. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. a avaliação da distribuição das pessoas por décimos de rendimento mostra que há maior representação de brancos nos décimos mais altos ao longo dos 10 anos avaliados. Exclusive pessoa de cor ou raça amarela.1% dos pretos ou pardos se encontravam nesses estratos.6% em 2004.6 15. alterar substancialmente a estrutura de distribuição de rendimentos sob a ótica da cor ou raça da população.8 no CD-ROM.9% e 17.1 14. Em complemento.5 74. contra 41. Em 2004. contra 19.5 74.8 . _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 5. Do total de brancos. sem.9 75. por cor ou raça Brasil .6 22. .4 10. 2. conforme o Gráfico 5. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo familiar era pensionista.1 82.6 26. Classificação de rendimentos com base na renda domiciliar per capita. respectivamente.0 86.5 25.5 25.7 25. 41. Notas: 1. Analogamente.7 25. 38. Já os brancos eram 19.8% nos três décimos inferiores em 2014.7 86.0 23.8 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 10% com menores rendimentos 1% com maiores rendimentos Branca Preta ou parda Fonte: IBGE.2 24. Exclusive arranjos familiares sem rendimentos e sem declaração de rendimentos.0 85.9 16.7% estavam nos três décimos superiores em 2014. do total de pretos ou pardos.9 74.Distribuição das pessoas de 10 anos ou mais de idade com rendimento entre os 10% com menores rendimentos e o 1% com maiores rendimentos. tais proporções eram.3 23.8 75.8 73.1 11.7 16. 5.2 73.4 76. 4. indígena ou ignorada.9 14.6 79. 3.4 83.3 81.9 12.1% em 2004. praticamente sem modificação em 10 anos. 41.5% estavam nos três décimos inferiores em 2014.4 73.2 86.1 74. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.1 24. no entanto. Não houve pesquisa em 2010.5 83.2004/2014 % 12.2%. o que mostra que houve um ligeiro crescimento destes últimos no período. ao passo que somente 20.9 82.

8 13.4 12.2 6.6 8.9 7.1 12.7 8.4 6.4 7.7 15.Distribuição percentual da população residente.6 6.9 4.6 5.8 4.8 10.9 9.4 7.5 4.3 5.1 13.8 12.3 14.1 8.5 7.9 10.0 4.7 7.5 10.7 11.6 9.8 15.1 4.9 10.1 8.8 8.8 13.7 12. indígena ou ignorada.5 10.6 12.8 4.4 6. Exclusive arranjos familiares sem rendimentos e sem declaração de rendimentos.9 9.9 10.3 9.3 8.6 10.3 9.8 11.6 11.8 11.Distribuição de renda____________________________________________________________________________ Gráfico 5.1 9.5 6.8 11. Exclusive as pessoas cuja condição no arranjo familiar era pensionista.2 11.2 13.6 13.6 13.5 7.1 12.8 9.4 6.6 13.0 8.7 12.9 13.8 9.3 13.9 15. Exclusive pessoas de cor ou raça amarela.5 7.5 12.5 10.9 10.0 7.3 10.0 9.7 11. .3 11.5 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Branca Preta ou parda 1o décimo 2o décimo 3o décimo 4o décimo 5o décimo 6o décimo 7o décimo 8o décimo 9o décimo 10o décimo Fonte: IBGE.1 11.2 10. 2.9 9.0 9.4 7.6 13.1 8.0 8.5 9.4 4.6 7.8 16.4 9. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.7 11.6 9.4 7.2 8.3 14.0 13.5 12.3 8.4 12.9 6.5 7.2 7.2 5.3 11.6 14.1 9.3 6.2004/2014 % 3.1 9.2 12.3 9.6 15.2 10.9 4.1 12.1 11.1 10.5 7.7 13.3 12.3 8.4 6.0 15.7 15.3 8.0 4.0 11.1 10.5 10.8 10.6 12. Notas: 1.2 6. 3.0 6.1 10.0 9.8 6.3 9. por cor ou raça .4 6.0 8.3 11.9 .3 7. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.5 13.2 14.4 7.3 10.7 14.8 7.5 12.7 11.5 13.0 7.5 6.4 12.4 15.7 10.8 6.3 13.9 15. Não houve pesquisa em 2010.5 5.2 9.9 13.4 12.8 8.9 12.5 9.1 12.1 10.7 5.8 15. 4.2 9.9 16.3 5.0 14.3 12.3 9.3 13.6 6.3 5.8 13.7 14.4 6.5 11.2 8.4 13.9 10.7 12. segundo os décimos de rendimento mensal domiciliar per capita.3 5.0 9.Brasil .0 8.4 12.2 11.0 5.4 6.6 10.7 9.8 11.5 5.3 5.8 13.8 13.

a maioria dos indicadores diz respeito apenas aos domicílios particulares per- manentes. ao definir o direito à moradia. a Organização das Nações Unidas . 2 Para uma definição mais precisa de direito a moradia. abarcar as condições de vida e as relações sociais e econômicas associadas à ocupação daquele espaço. antes. Trabalho apresentado na 6th Session of the Committee on Economic.11 (1) of the covenant. 1991. entre 2004 e 2014. consulte o Glossário desta publicação. sendo 67.PNAD. [6] p. .0% restantes localizam-se em áreas rurais. Social and Cultural Rights. Os dados da PNAD indicam a existência. As áreas urbanas concentram 86.1 milhões de domicílios particulares no Brasil. 1 A expressão “acessibilidade financeira” foi utilizada aqui como tradução livre do termo em inglês affordability. realizada em Geneva. consultar: UNITED NATIONS. proteção contra fatores de risco e uma localização que não restrinja o acesso a oportunidades de emprego e equipamentos públicos de saúde e educação. acessibilidade financeira1 do domicílio.Domicílios O conceito de moradia não deve ser interpretado em um sentido estrito.a pesquisa não coleta informação a respeito das características dos domicílios improvisados. que são investigados mais a fundo pela PNAD. Para uma definição dos conceitos de domicílio particular improvisado e de domicílio particular permanente. em 2014. General comment n.org/Treaties/CESCR/Shared%20Documents/1_Global/INT_CESCR_GEC_4759_E. como saúde. segurança.0 milhões deles domicílios particulares permanentes e outros cerca de 100 mil domicílios particulares improvisados3 . ohchr. 2015.ONU (United Nations . 3 Nesta publicação. privacidade. igualdade de gênero. referente apenas à estrutura física do local de residência. utilizando-se as informações coletadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios . buscou-se examinar a evolução de indicadores relacionados a alguns desses elementos. 4: the right to adequate housing: art. de 67. entre outros componentes2. têm impacto sobre outros direitos sociais. do IBGE. Acesso em: nov. em razão do caráter temporário dos mesmos. Disponível em: <http://tbinternet. Social and Cultural Rights.doc>. por sua vez. Há acessibilidade financeira da moradia quando os custos financeiros da moradia não ameaçam ou comprometem outras necessidades básicas dos moradores. 1991. Todos esses elementos são afetados por políticas públicas e.UN) explicita que ele inclui a segurança da posse do domicílio (isto é.0% dos domicílios particulares brasileiros – os 14. Assim. Committee on Economic. acesso a serviços de saneamento e eletricidade. . transporte e trabalho. proteção contra despejos). deve. Nesta publicação.

92 2.1 milhões.85 3. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Para o mesmo ano. Na Tabela 6. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. historicamente.1. apresentavam maior média de moradores por domicílio.Número médio de pessoas em domicílios particulares.99. (CD-ROM).49 3.20 respectivamente. os casos extremos são o Amazonas. o Sul de 2.83 e o Sudeste de 2. . Entre as Unidades da Federação.45 3.03 moradores por domicílio.1 há um quadro sintético da variação do número médio de moradores por domicílio. Esse resultado sofre variação regional: ele é mais elevado nas Regiões Norte e Nordeste.73. resultando em uma média de 3.1 . a média de moradores por domicílio declinou. Ao longo do período abordado nesta publicação.99 2. é possível verificar também a evolução do número médio de moradores por dormitório.52 3. segundo a situação dos domicílios e Grandes Regiões. ao passo que o número de domicílios particulares cresceu 28. Além disso. há uma diferenciação entre os domicílios urbanos e rurais: nos primeiros. com 2. com 3.35 3.49 e 3.2004/2014 4. e o Rio de Janeiro. e.92.23 3.74.88 3.8% no período. a média de moradores foi de 2. a população residente em domicílios particulares no Brasil foi estimada em 203.97 2.83 Brasil Urbano Rural Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Situação Grandes Regiões do domicílio 2004 2014 Fonte: IBGE. nos últimos. Já o Centro-Oeste registrou uma média de 2. de 2004 a 2014. Gráfico 6. que tem um comportamento semelhante. de 3.03 2.23.05 3.41 3. onde a média de moradores por domicílio foi de 3. segundo a situação do domicílio e as Grandes Regiões .25 3. o número de domicílios particulares no Brasil cresceu mais rapidamente que a população residente nos mesmos – ou seja.20 3. O número de moradores de domicílios particulares aumentou 10.7%. Esse movimento aconteceu com maior intensidade nas áreas rurais e nas Regiões Norte e Nordeste − justamente as que. No Gráfico 6.97. A diminuição da média de moradores por domicílio entre 2004 e 2014 ocorreu em todas as Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas.

0 40.0 6..5 14.ODMs. tem-se a evolução da proporção de domicílios particulares permanentes em situação de adensamento domiciliar excessivo.3 10. há diversos critérios para classificação do adensamento domiciliar.5 11. no total de domicílios e entre os domicílios pertencentes ao 1º quinto de renda domiciliar per capita (isto é.9 4.0 30. Considera-se excessivamente adensados os domicílios com mais de 3 moradores por dormitório. que possuem um número muito elevado de moradores em relação ao espaço disponível no domicílio. Gráfico 6.. 2014)4 .0 16. 2. Nesta publicação. No âmbito do monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio . optou-se por considerar como excessivamente adensado um domicílio onde existam mais de três moradores por dormitório.7 10. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. Não houve pesquisa em 2010.2 . O adensamento domiciliar excessivo é considerado indesejável. .5 3.0% da população com menores rendimentos).6 3.0 12.8 20.5 3.6 4.2004/2014 % 50.2.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 1o quinto de rendimento Fonte: IBGE.Proporção de domicílios particulares permanentes com adensamento domiciliar excessivo. Notas: 1.9 14.Domicílios_______________________________________________________________________________________ A redução do número médio de moradores por domicílio e por dormitório está relacionada a uma queda da proporção de domicílios que registram uma situação de adensamento domiciliar excessivo – isto é. No Gráfico 6.. estabelecidos na Declaração do Milênio. os domicílios onde residem os indivíduos pertencentes aos 20. no total e no 1o quinto de rendimento domiciliar per capita Brasil . É entre os domicílios com menores rendimentos que há maior proporção de domicílios excessivamente adensados.2 0. em linha com o critério utilizado pelo Ministério das Cidades na definição do déficit habitacional (DÉFICIT. pois pode representar risco à saúde e trazer restrições à comodidade e privacidade dos moradores.6 17.4 6.4 4. 4 Internacionalmente.0 5.3 14. Esse critério não é perfeitamente aplicável aos dados da PNAD.0 18. A ocorrência dessa situação está bastante relacionada com a renda dos moradores.8 3.6 9. aprovada pela ONU em 2000. o critério adotado foi de classificar como excessivamente adensados os domicílios com mais de três pessoas por cômodo com mais de quatro metros quadrados (m²). pois ela não mensura a metragem dos cômodos.

Já entre os domicílios particulares permanentes do 1º quinto de rendimento domiciliar per capita.2%). de alvenaria (revestida ou não revestida). mas que persiste ainda uma diferença significativa. até alcançar 98.9%. seja nas instalações disponíveis para a realização das atividades domésticas.1%. Entre os anos de 2004 e 2014. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Pode-se verificar que a proporção de adensamento excessivo reduziu-se substancialmente.2% dos domicílios particulares permanentes encontravam-se nessa condição. por exemplo. e entre os domicílios rurais da Região Nordeste. a proporção de domicílios com paredes construídas com materiais permanentes avançou gradualmente.. Em 2004. a proporção de domicílios particulares permanentes com paredes de material durável já era bastante elevada para o conjunto do País (97. recuando 3. onde. tanto entre os domicílios de menores rendimentos como no total.) e a taipa não revestida. Percebe-se que as áreas rurais da Região Nordeste. especialmente nas áreas rurais: entre os domicílios de situação rural na Região Norte. Entre os materiais considerados não duráveis se encontram a palha. entre as informações produzidas pela PNAD.9% dos domicílios particulares permanentes da Região Norte estavam excessivamente adensados. tapumes. a proporção de domicílios excessivamente adensados caiu pela metade. na definição de domicílio de favela utilizado no monito- ramento dos ODM (GUIDE. Entre 2004 e 2014.. de 85. os domicílios brasileiros também passaram por transformações em suas características físicas. presentes.9%. de taipa revestida ou com madeira adequada para construção. tiveram uma elevação mais acentuada em termos de pontos percentuais. também em 2014. neste também há variação regional. a proporção era de 83. Em relação a esses temas. Em 2014. Da mesma forma que no indicador anterior. etc. No Gráfico 6. dois indicadores: a proporção de domicílios com paredes externas construídas predominantemente com material durável e a proporção de domicílios com banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores5 . 7. escolheu-se.9 pontos percentuais. partindo de uma proporção menor. apenas 1.3 pode-se acompanhar a evolução ano a ano desse indicador para o total nacional e para as áreas rurais da Região Nordeste. No total de domicílios particulares permanentes.2 pontos percentuais entre 2004 e 2014. seja nos materiais utilizados na construção. madeira inadequada (madeira de embalagens. 5 A durabilidade dos materiais utilizados na construção e a presença de sanitário exclusivo são critérios tradicionais de avaliação da adequação do domicílio. de acordo com a PNAD. 2003). predominantemente. Essa proporção era menor nas Regiões Norte e Nordeste. Foram consideradas como de materiais duráveis as paredes construídas. a redução foi de 8. A menor proporção foi registrada na Região Sul.. .

8 pontos percentuais.9 97.0% para 87. passando de 73.1% em 2014 e 2. que apresentou elevações moderadas em todas as edições da PNAD no período.0 60.8%. .8% em 2004). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.9 88.3 (CD-ROM) pode-se ver a evolução do indicador em cada Unidade da Federação. em 2014.3 .2 85. já era elevada a proporção de domicílios brasileiros que contavam com banheiro ou sanitário de uso exclusivo (93.2 98. e o Brasil seguiu avançando nesse indicador.5 87. deve-se ressaltar que a proporção de domicílios particulares permanentes no Brasil com paredes construídas com materiais não duráveis em 2014 era menos da metade daquela verificada em 2004 (foram 1.0 50. A presença nos domicílios particulares permanentes de banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores teve comportamento semelhante.3 87.7 98.0 90.6 97.9 98.2004/2014 % 100.0 70.0 86. Em 2004.Domicílios_______________________________________________________________________________________ Gráfico 6.7 98. Quanto ao resultado total nacional.2%). Nota: Não houve pesquisa em 2010.3 98.7 88. Essa elevação foi mais intensa entre os domicílios rurais.2 97.0 97. Na Tabela 6.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil Nordeste rural Fonte: IBGE. até atingir 97. que partiram de um patamar menor – nesse grupo a proporção de domicílios com banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores se expandiu 14.Proporção de domicílios particulares permanentes com paredes construídas predominantemente com materiais duráveis Brasil e Nordeste rural .6 91.6 90.3 98.8 90.8 80.1 85.3%. apesar de a evolução ser relativamente pequena em pontos percentuais.

por situação do domicílio Brasil . Entre os domicílios sem banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores. Já nas áreas rurais. Nota: Não houve pesquisa em 2010.6 79.3 76.6 85.1 97.0 60. com 83.0 98.6%.0 98.6 78. o Maranhão. e o Piauí. sendo mais frequente que os moradores de domicílios sem banheiros ou sanitários de uso exclusivo recorram a fossas rudimentares não cercadas por paredes ou que não disponham de qualquer tipo de instalação sanitária.9 98.2 97.6 98. Em 2014.1 97.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Total Urbano Rural Fonte: IBGE.7%.4 73. em áreas rurais.6 93. com 85.0 87.4 95.4 96. .4 98.Proporção de domicílios particulares permanentes com banheiros ou sanitários de uso exclusivo dos moradores. a ocorrência de sanitário compartilhado é mais rara.8 97.6 80. existiam no Brasil 1.8 97.8 milhão de domicílios particulares permanentes sem banheiro ou sanitário de uso exclusivo.6 90.2 93.6 98. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 6.2 milhão.2 95.0 81. As Unidades da Federação que registraram as menores proporções de domicílios com banheiro ou sanitário de uso exclusivo em 2014 foram o Acre.0 70.2004/2014 % 100. encontram-se tanto domicílios onde o banheiro ou sanitário é compartilhado por moradores de mais de um domicílio como também domicílios que não dispõem nem mesmo de instalações compartilhadas.1 74. O primeiro caso é mais comum nas áreas urbanas – ocorre com frequência nos domicílios do tipo casa de cômodos ou cortiço. com 82. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.4 .6 94. 634 mil estavam em áreas urbanas e 1.0 97.8 86.1 94.5 83.0 50.8%.3 96. Desses.

esgotamento sanitário por rede coletora e coleta direta ou indireta de lixo6 .2007. .9%. A proporção de domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros onde o abastecimento de água é feito por rede geral passou de 92. o conceito de saneamento básico. de 05. em 2004.7%. nas áreas rurais. houve um avanço de 1. acesso a ao menos um dos três serviços de saneamento analisados. O esgotamento por rede coletora. serviço que tinha oferta mais restrita em 2004.3% dos domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros não tinham. nos domicílios particulares permanentes urbanos brasileiros. mas a presença desse serviço no entorno dos domicílios não é mensurada pela PNAD.4 ponto percentual) e a proporção de cobertura da coleta direta ou indireta de lixo passou de 96. os serviços relacionados ao saneamento básico: abastecimento de água por rede geral. Quanto a essa temática. em 2014 (avanço de 6. passando de 65. em 2014. de acordo com os dados da PNAD.3%.9%. a baixa densidade populacional dificulta a extensão desses serviços e. 6 A rigor. definido na Lei n. Isso porque. observa-se a evolução entre 2004 e 2014 dos indicadores de acesso a cada um dos serviços. simultaneamente. em 2004. os indicadores produzidos nesta publicação dizem respeito apenas aos domicílios urbanos. além de acompanhar o comportamento da cobertura de cada um desses serviços. Por isso. Trata-se de serviços cuja existência depende fundamentalmente de ações do poder público.6%. Não se pode considerar que um domicílio dispõe de saneamento adequado a não ser que ele tenha acesso a soluções sanitárias adequadas tanto para o abastecimento de água como para o esgotamento e manejo do lixo – a ausência de soluções para qualquer uma dessas questões representa um fator de risco à saúde dos moradores. por outro lado.5. 11. para fornecimento de água. 29. Nos três serviços. permite a adoção de soluções individuais de saneamento (como poço artesiano. para 98. para 72.Domicílios_______________________________________________________________________________________ Outro conjunto de indicadores referentes aos domicílios que a PNAD permite monitorar diz respeito ao acesso domiciliar a alguns serviços.4 pontos percentuais).445. para 93. para esgotamento sanitário. tanto o abastecimento de água por rede geral como o esgotamento por rede coletora e a coleta direta ou indireta de lixo se expandiram entre 2004 e 2014. por exemplo).01.5%. Nas áreas urbanas. em 2014 (ou seja. em 2014 (avanço de 2. cabe também verificar a proporção de domicílios urbanos que têm acesso aos três serviços. Entre eles. Os resultados para cada Unidade da Federação e Regiões Metropolitanas estão disponíveis no CD-ROM que acompanha esta publicação. foi o que evoluiu mais rápido. ou fossa séptica sem ligação com rede coletora. No Gráfico 6. em 2004. abrange também a infraestrutura de dre- nagem e manejo de águas pluviais.7 pontos percentuais) – ainda assim. bem como de acesso simultâneo aos três. a expansão da oferta nas áreas urbanas foi bastante gradual.

3% para 90.7 98.2004/2014 % 100.9%.3 97.7 68.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Abastecimento de água por rede geral Esgotamento por rede coletora ou pluvial Coleta direta ou indireta de lixo Acesso simultâneo aos três serviços Fonte: IBGE.3 98.5 97. por tipo de serviço .5 70.5 70.0 71. a Nordeste de 39. o indicador de acesso simultâneo acompanha de perto o indicador de esgotamento sanitário.3 93.8 93.5 80. observam-se os resultados por Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas.0 97. a rede coletora de esgoto é.7 66. As Regiões Norte.0 50.7 96.1 66.0%.2 60.5 98. a Centro- Oeste de 38.5 .2% para 22.8 66.7% para 51.6 72.1 98.9 98.3 64.2 93. O avanço desses indicadores se deu de forma desigual entre as diferentes regiões.Proporção de domicílios particulares permanentes urbanos com acesso a serviços de saneamento. Nota: Não houve pesquisa em 2010. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 6. na maioria das vezes.3 72.9 66. Percebe-se que. Isso ocorre porque a oferta de rede coletora de esgoto em geral envolve um esforço maior por parte do poder público que a rede de abastecimento de água ou de coleta de lixo.6 70. Nos mapas a seguir.8 69.5%. em 2004 e 2014. a Sudeste de 87. Nordeste e Centro-Oeste partiram de uma proporção mais baixa de domicílios particulares permanentes com acesso simultâneo aos três serviços em 2004. embora não tenham ainda alcançado as proporções registradas nas Regiões Sul e Sudeste. ao longo de toda a série histórica. a Região Norte passou de 10. Sendo assim.2 93.5 92.4% para 50.2%. Entre 2004 e 2014.5% e a Sul de 60.6 72.2 93.6 93. o último dos três serviços a chegar aos domicílios.9 93.0 93.7 68. mas tiveram um crescimento maior no período.3% para 69. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.5 65.Brasil .9 92.4 70.6 68.0 65. .7 64.9 66.3 98.0 90.

Proporção de domicílios particulares permanentes rurais com acesso simultâneo aos três serviços de saneamento básico.1 . Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. segundo as Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas . .2004/2014 Fonte: IBGE.Domicílios_______________________________________________________________________________________ Cartograma 6.

3 60.0 0. 2004. embora não represente ainda a universalização. Foi justamente na Região Norte que se registrou o maior avanço desse indicador no período entre 2004 e 2014 – a região avançou 30. a proporção de domicílios rurais com iluminação elétrica mensurada pela PNAD foi de 97.7%. 98. Em 2014. Gráfico 6. ou seja.0 61. quase ⅕ dos domicílios rurais ainda não tinha acesso à energia elétrica. refletindo as condições sociais e geográficas da região. e sua expansão tem sido alvo de políticas públicas. número significativamente maior que o registrado em 2004.8 98.2 80.8%. a série histórica construída nesta publicação diz respeito apenas aos domicílios rurais – nesse recorte.9% dos domicílios particulares permanentes urbanos com iluminação elétrica. Por essa razão. o indicador evoluiu relativamente rápido. No ponto de partida da série histórica analisada aqui.6 pontos percentuais. No ambiente urbano. de 61.4 98.2 92.0 84. esse serviço já está muito próximo da universalização – a PNAD 2014 encontrou uma proporção de 99. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Outro serviço relevante é o acesso à energia elétrica.0 99.5 75. Nordeste.5% dos domicílios particulares permanentes rurais com iluminação elétrica. segundo as Grandes Regiões . . esse indicador tem expressiva variação regional.0% para a Região Norte.4%.7 97. a PNAD registrou 81.0 95.8 94.0 99. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.0 81.8%. ao contrário dos indicadores de saneamento básico.4% para 92. Centro-Oeste. Sudeste e Sul 99. 98.Proporção de domicílios particulares permanentes rurais com acesso a iluminação elétrica.0 20. Como esperado. 99. o indicador foi de 92.4 40.0%.2004/2014 % 100. uma tendência de convergência. Entre 2004 e 2014.0% – havendo. A maior restrição ao acesso à energia elétrica entre os domicílios do meio rural encontra-se na Região Norte.6. portanto.6 . Em 2014. como se pode observar no Gráfico 6. nesse quesito.0 Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 2004 2014 Fonte: IBGE. o acesso à energia elétrica é mais difícil e restrito.

Gráfico 6. Já a condição de próprio – ainda pagando.7 7. 7 Como a condição de ocupação é aferida na PNAD através da declaração dos moradores. O inverso ocorreu com o grupo que reúne os domicílios cedidos (quando o proprietário ou locatário é um não morador que consente na ocupação de terceiros. o imóvel pertence a um dos moradores7 e não há financiamento pendente.0 16.6 16.4 7. A categoria alugado apresentou uma tendência de elevação.7% em 2014.0 9.2 16.9 5.7 4. alugado etc.5% em 2014. 8 Esse resultado é condizente com a forte expansão do crédito habitacional no Brasil.5% em 2004 e apresentou um ligeiro decréscimo no período. chegando a 68.0 80.1 5.3 68. isto é.2 4.1 4.2004/2014 % 100.8 70. acumulando um incremento de 3.5 7. o arranjo por meio do qual os moradores ocupam aquela residência – se o domicílio é próprio.7 (CD-ROM). por condição de ocupação . a condição de ocupação mais comum nos domicílios brasileiros é a de domicílio próprio – já pago.4 16.2 4.0 17.9 18.9 69.1 69.4 70.2% em 2004 para 5.5 Próprio .3% em 20148 . Nota: Não houve pesquisa em 2010.5 9.0 60.1 69.7 . que recuou de 10. passando de 4. registrada a partir de 2009. isto é.0 69.5 Cedido ou outra condição 10. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.9 10. que corresponde aos imóveis ainda em financiamento. a condição de próprio não significa necessariamente que o imóvel esteja devidamente registrado e regularizado.9 7.0 20.7 Fonte: IBGE.7.3 Alugado 15.9% em 2004 para 7.pagando 4. A evolução da proporção de domicílios particulares permanentes em cada condição de ocupação entre 2004 e 2014 está detalhada no Gráfico 6. apresentou elevação.Domicílios_______________________________________________________________________________________ Outro aspecto importante para a caracterização dos domicílios brasileiros é a condição de ocupação. A proporção de domicílios particulares permanentes nessa condição era de 69.2 69.3 4.1 pontos percentuais entre 2004 e 2014.0 40.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Próprio .Distribuição percentual dos domicílios particulares permanentes.7 17.Brasil .0 0.4 4. sem exigir pagamento) e em outras condições.5 17. Entre as categorias utilizadas na PNAD.5 69.6 10.3 17. e os resultados para cada Unidade da Federação e Região Metropolitana são apresentados na Tabela 6. .4 9.3 4.já pago 69.

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais
Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015

Embora os domicílios de tipo próprio - já pago sejam os mais comuns tanto
nas áreas urbanas como nas rurais, a presença das demais formas de ocupação varia
bastante entre os dois contextos. Domicílios alugados ou financiados (próprio - ainda
pagando) são típicos das áreas urbanas. Enquanto isso, as áreas rurais ainda registram
uma proporção elevada de domicílios cedidos – em especial aqueles cedidos pelo
empregador –, apesar da redução registrada no período.

Gráfico 6.8 - Distribuição percentual dos domicílios particulares permanentes, por
condição de ocupação, segundo a situação do domicílio - Brasil - 2014
%

1,2

Rural 77,5 3,2 18,2

Urbano 67,0 5,9 21,0 6,0

Próprio - já pago Próprio - pagando Alugado Cedido ou outra condição

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014.

A distribuição dos domicílios pelas diferentes condições de ocupação está
relacionada a fatores culturais, econômicos e demográficos, e também às políticas
públicas e à própria organização do espaço urbano. A condição de domicílio próprio
reduz a vulnerabilidade das famílias residentes – sendo, nesse sentido, desejável.
Porém, não há uma relação unívoca entre maior desenvolvimento socioeconômico
de uma área geográfi ca e maior proporção de domicílios próprios9. No Gráfico 6.9
tem-se uma comparação internacional, onde é possível observar que alguns países
desenvolvidos registram uma proporção relativamente baixa de domicílios próprios,
ao mesmo tempo em que alguns países em desenvolvimento registram uma proporção
elevada.

9
Essa conclusão está presente em algumas publicações do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos
(United Nations Human Settlements Programme - UN-HABITAT), como, por exemplo: CITIES in a globalizing world: global
report on human settlements 2001. London: Earthscan; Nairoibi: United Nations Centre For Human Settlements - UN-
Habitat, 2001. 344 p. Disponível em: <http://unhabitat.org/books/cities-in-a-globalizing-world-global-report-on-human-
settlements-2001/>. Acesso em: nov. 2015.

Domicílios_______________________________________________________________________________________

Gráfico 6.9 - Proporção de domicílios particulares permanentes próprios,
segundo os países selecionados - 2011/2014
%
90,0
82,3 77,9 78,9
80,0 73,7
70,2 72,3 72,0 70,4
70,0 64,6 64,2 64,7
60,3
60,0 57,7

50,0 43,9 45,4
42,2
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
Brasil (2014)

Venezuela

Paraguai

Peru

Chile

Uruguai

Colômbia

Espanha

Portugal

Itália

Polônia

Reino Unido

França

Alemanha

Suécia

EUA (2014)
América do Sul (2013) Europa (2011)

Fontes: 1. IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2014. 2. Comissão Econômica para a América Latina e o
Caribe - CEPAL, Unidade de Estatísticas Sociais. 3. European Commission - Eurostat, Population and Housing Census
2011. 4. Bureau of the Census, Current Population on Survey.

A condição de domicílio alugado pode significar um fator a mais de vulnerabilidade
para as famílias residentes, na medida em que o aluguel consome parte do orçamento
domiciliar. Cabe, portanto, investigar a proporção de casos em que o aluguel corresponde
a uma parcela elevada da renda domiciliar.
Na Síntese de Indicadores Sociais, é classificado na situação de ônus excessivo
com aluguel o domicílio alugado onde o valor do aluguel mensal é igual ou excede
30,0% da renda domiciliar mensal10.
A situação de ônus excessivo com aluguel é especialmente preocupante no caso
dos domicílios onde a renda domiciliar já é de antemão escassa. Assim, trabalhou-
se nesta publicação com duas séries históricas, contemplando tanto a proporção de
domicílios em ônus excessivo com aluguel entre o total de domicílios particulares
permanentes como também a ocorrência dessa situação especificamente entre os
domicílios particulares permanentes pertencentes ao 1º quinto de renda domiciliar per
capita. A análise desse indicador está restrita aos domicílios urbanos, já que a condição
de alugado é rara nas áreas rurais. Os resultados nacionais para o período entre 2004
e 2014 estão no Gráfico 6.10.
A proporção de domicílios nessa situação, no total de domicílios urbanos, se
manteve estável entre 2004 e 2008, apresentando uma tendência de elevação desse ponto
em diante. Em 2004 essa situação ocorria em 4,4% do total de domicílios particulares
permanentes urbanos, o que equivalia a 24,6% dos domicílios urbanos alugados. Em 2014,
a situação de ônus excessivo ocorria em 6,0% dos domicílios particulares permanentes
urbanos, o que equivalia a 28,8% dos domicílios alugados urbanos.

10
O patamar de 30,0% da renda é utilizado por diversos órgãos nacionais e de outros países como critério para verificar
se os valores dos aluguéis ou de outros preços relacionados à habitação são acessíveis aos moradores do domicílio.
Como exemplo, podemos citar, no Brasil, o cálculo de Déficit Habitacional pela Fundação João Pinheiro (DÉFICIT..., 2014)
ou os critérios para concessão de crédito habitacional pela Caixa Econômica Federal, e, no exterior, o conceito de Core
Housing Need utilizado pelo Statistics Canada, a partir de formulação da Canada Mortgage and Housing Corporation
- CMHC (DEFINITIONS..., 2014).

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais
Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015

Gráfico 6.10 - Proporção de domicílios particulares permanentes urbanos com ônus
excessivo com aluguel, no total e no 1o quinto de rendimento domiciliar per capita
Brasil - 2004/2014
%
50,0

40,0

30,0

20,0
12,7
10,5 11,1
7,8 8,2 8,7 9,2 9,6
10,0 7,5 7,8

4,4 4,5 4,6 4,9 5,2 6,0
4,2 4,3 4,1 4,4
0,0
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014

Total 1o quinto de rendimento

Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014.
Notas: 1. Domicílios onde o valor do aluguel mensal iguala ou excede 30% da renda domiciliar mensal.
2. Exclusive domicílios sem rendimento, sem declaração de rendimento ou sem declaração de valor do aluguel.
3. Não houve pesquisa em 2010.

Entre as Unidades da Federação, a proporção de domicílios nessa condição em
2014 variava entre 10,7%, no Distrito Federal, e 1,6%, no Piauí. Os resultados para cada
Unidade de Federação e Região Metropolitana se encontram na Tabela 6.8 (CD-ROM).
Já entre os domicílios urbanos pertencentes ao 1º quinto de renda domiciliar
per capita, a tendência de elevação da proporção de domicílios em situação de ônus
excessivo com aluguel se expressou desde o início da série e foi mais acentuada. O
indicador se elevou 5,2 pontos percentuais, passando de 7,5%, em 2004, para 12,7%,
em 2014. Esses números equivaliam a 50,4% dos domicílios alugados do 1º quinto de
renda domiciliar per capita em 2004 e a 56,8% desse grupo em 201411.
Por fim, a PNAD mensura a presença no domicílio de alguns eletrodomésticos e
equipamentos eletrônicos. Esses bens não são meros itens de conforto ou indicadores
indiretos da situação econômica dos moradores. São determinantes da forma como
os moradores adquirem informações ou lidam com os afazeres domésticos, tendo,
portanto, interesse específico do ponto de vista dos indicadores sociais.
Além disso, embora a disseminação desses bens esteja bastante ligada ao poder
aquisitivo dos moradores, ela é influenciada também por políticas públicas, seja de
tributação, regulação ou oferta da infraestrutura necessária para o usufruto do bem.
Um conjunto desses bens diz respeito às Tecnologias de Comunicação e
Informação - TICs. No Gráfico 6.11 observa-se a evolução, entre 2004 e 2014, da
proporção de domicílios particulares permanentes brasileiros onde havia televisão
(a cores ou preto e branco), telefone (fixo ou celular) e microcomputador com acesso
à Internet.

11
Este comportamento pode estar relacionado à crescente valorização dos imóveis – tanto para venda quanto para loca-
ção – que ocorreu ao longo deste período.

embora não houvesse microcomputador com acesso à Internet.0 81.11 .6 40.2004/2014 % 100.5 90. Porém. as roupas eram lavadas manualmente13.7 71.Domicílios_______________________________________________________________________________________ Gráfico 6. mas continuou se expandindo gradualmente até 2011.4 23. Entre eles.3 pontos percentuais entre 2004 e 2014. .9 92.7%. porém. O computador com acesso à Internet teve comportamento semelhante.6 96.4 60. alguns já estão bastante próximos da universalização – como o fogão. como lavar as roupas em lavanderias ou em máquinas de lavar compartilhadas.3 93. Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal 2013 (2015). como se pode observar no Gráfico 6. entre 2004 e 2014.0 16. Um caso particularmente interessante é o da máquina de lavar. Outros bens estão mais relacionados aos afazeres domésticos. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. mas não chegou ainda a atingir metade dos domicílios brasileiros12. a proporção de domicílios particulares permanentes com posse de máquina de lavar. Percebe-se que a posse de televisão já se encontrava bastante disseminada em 2004.3 76.% dos domicílios particulares permanentes brasileiros em 2014. presente em 98.4 42. Em boa parte dos domicílios.2 13.2 91.2 97.8. os moradores podem ainda acessar a Internet fora do domicílio.2 74.Proporção de domicílios particulares permanentes com posse de bens duráveis. como celulares e tablets. essa proporção já era de 58.12. por alguns bens selecionados .3 42. Nota: Não houve pesquisa em 2010.Brasil .5 89. aumentando 28.9 84.6 0.9 80. uma tarefa comumente executada pelas mulheres.0 97. essas práticas ainda são minoritárias no Brasil.8 20.1 36.1 95.0 12.2 97.2 92.0 95.6% dos domicílios particulares permanentes brasileiros. ou a geladeira.2 40.9 94. ao con- trário do que ocorre em outros países. Entre 2011 e 2014. Partindo de um patamar muito menor.3% dos domicílios particulares permanentes brasileiros. O Brasil logrou expandir substancialmente. a posse de telefone avançou de forma mais acelerada. A elevação foi mais intensa no período entre 2009 e 2012. a proporção de domicílios particulares permanentes com televisão permaneceu estável. em 5. dispunha-se de outros dispositivos para esse fim. 13 É possível que os moradores de domicílios sem máquina de lavar adotem outras soluções. portanto.0 27.0 65. esse bem estava presente em apenas 34. presente em 97. avançando 29. 12 Deve-se notar. Além disso. Em 2014.9 pontos percentuais.8 20. que o acesso à Internet pode ser feito por outros equipamentos eletrônicos. Em 2004.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Telefone Televisão Microcomputador (fixo ou celular) com acesso à Internet Fonte: IBGE.2 91. De acordo com os dados do suplemento da PNAD.6%.

9 27. em termos de pontos percentuais.5 44.2 47. ao contrário de outros indicadores analisados nesta publicação.8 32.0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2011 2012 2013 2014 Brasil 34. bem como uma evolução mais acelerada dos indicadores relacionados à posse de bens duráveis.10 (CD-ROM).2% dos domicílios rurais. Sul e Centro-Oeste. É possível observar uma evolução positiva gradual dos indicadores relacionados à estrutura física e ao acesso a serviços. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004/2014. em pontos percentuais. embora reste ainda uma proporção considerável de domicílios em condições precárias e persistam restrições à acessibilidade financeira das habitações. no período. para 29.7 69.6 37.6 11.9 28.3 77. com menor proporção de posse em 2004.0 52. como expressa a elevação da proporção dos domicílios na condição de ônus excessivo com aluguel.12 . mas ela se deu com mais vigor.9 12. Em 2014.0 40. portanto.0 30. uma tendência de convergência entre as regiões.3%. ____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Gráfico 6. pode-se ver também a evolução da posse de máquina de lavar entre os domicílios particulares permanentes pertencentes ao 1º quinto de rendimento domiciliar per capita.3 70.7 35. .2 74.3 39.2 57. em 2014. no período entre 2004 e 2014.3 37.3 10.0 29.6 23.1% dos domicílios urbanos e em apenas 25. Neste estrato a proporção de posse passou de 6.5 25.4 25.5 16. a máquina de lavar estava presente em 64. em 2004.1 76. NaTabela 6. Percebe-se também que.0 20.8 Centro-Oeste 25. nas Regiões Sudeste.2 72.0 54.4 54.Proporção de domicílios particulares permanentes com posse de máquina de lavar roupa.2 Fonte: IBGE.2 34.5 54.8 Sul 51.0 80.3 35.9 50. foram justamente aquelas onde houve menor expansão.0 52. O conjunto de indicadores examinados indica que houve avanço nas condições de moradia no Brasil no intervalo entre 2004 e 2014. Esse indicador apresenta também variação expressiva entre as situações urbanas e rurais.8%.8 54.1 64. Esse indicador.1 62.5 58.6 Sudeste 46.7 18.9 38.4 51.3 57.6 31.8 27. As Regiões Norte e o Nordeste.8 15.8 58. houve expansão em todas as regiões. Nota: Não houve pesquisa em 2010.7 59.0 0.2 48.4 Nordeste 10.4 64. por Grandes Regiões .9 34.2004/2014 % 100.9 22.7 Norte 17.0 60.5 72.2 41. não apresenta.0 55.5 18.

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.Anexo Quadro 1 .Classificação das estimativas quanto à precisão Intervalo do coeficiente de variação Indicador Conceito CV (%) Z Zero Exata A Até 5 Ótima B Mais de 5 a15 Boa C Mais de 15 a 30 Razoável D Mais de 30 a 50 Pouco precisa E Mais de 50 Imprecisa Fonte: Baseado em Albieri (1999).

Glossário abastecimento de água por rede geral Forma de abastecimento de água em que o domicílio particular permanente é servido por água proveniente de uma rede de distribuição. de tarefas que não se enquadram no conceito de trabalho. com canalização interna ou. anos de estudo  Classificação estabelecida em função da série e do nível ou grau mais elevado alcançado pela pessoa. conversor de energia solar. cozinhar ou preparar alimentos. adensamento domiciliar excessivo Categoria em que se classifica o domicílio particular permanente que tem um número médio superior a três moradores por cômodo utilizado como dormitório. pelo menos. cuidar de filhos ou menores moradores. tais como: arrumar ou limpar toda ou parte da moradia. independentemente de ser proveniente de uma rede geral ou obtida de outra forma (gerador. ou não. considerando a última série concluída com aprovação. no domicílio de residência. acesso à iluminação elétrica Existência de iluminação elétrica no domicílio particular permanente. alfabetização  Ver pessoa alfabetizada aluguel mensal Valor do aluguel do domicílio particular permanente alugado relativo ao mês de referência da pesquisa. a partir da primeira série concluída com . A contagem dos anos de estudo tem início em: 1 ano. para o terreno ou propriedade em que se situa o domicílio. lavar roupa ou louça. orientar ou dirigir trabalhadores domésticos na execução das tarefas domésticas. Cada série concluída com aprovação corresponde a 1 ano de estudo. afazeres domésticos  Exercício. utilizando. passar roupa. etc). aparelhos eletrodomésticos para executar estas tarefas para si ou para outro(s) morador(es). ou limpar o quintal ou terreno que circunda a residência.

se do sexo masculino. invalidez permanente ou trabalho exercido sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. As pessoas que não declaram a série e o nível ou grau. . em 5 anos de estudo. A aposentadoria por invalidez é devida ao segurado que. podem ou não ser residentes. as pessoas ligadas por dependência doméstica. na mesma unidade domiciliar. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 aprovação de curso de ensino fundamental (com duração de 8 anos). arranjo familiar convivente Ver família convivente arranjo familiar sem parentesco Conjunto de pessoas ligadas por normas de convivência residentes na mesma unidade domiciliar. em 12 anos de estudo. exceto os casos especiais. respectivamente. arranjo unipessoal Pessoa que mora em uma unidade domiciliar sem outras pessoas ligadas por laços de parentesco ou normas de convivência. na mesma unidade domiciliar. de segundo grau ou de médio segundo ciclo. se do sexo feminino. a primeira série concluída com aprovação foi enquadrada em menos de 1 ano de estudo. esses limites são de 60 anos e 55 anos. a partir da primeira série concluída com aprovação de curso de médio primeiro ciclo. a partir da primeira série concluída com aprovação de curso de ensino médio. ou com informações incompletas ou que não permitem a sua classificação. empresa ou entidade para a qual a pessoa trabalha. classificada em 8 anos de estudo. ao contrário dos outros tipos de aposentadorias. O aposentado por invalidez tem cancelada a aposentadoria se voltar voluntariamente à atividade. ou 60 anos. aposentadoria  Pagamento mensal vitalício efetuado ao segurado em virtude de tempo de contribuição. Neste tipo de arranjo. até a nona série. a classificação segundo os anos de estudo foi construída de forma a harmonizar a duração do ensino fundamental de 9 anos para 8 anos. atividade  Finalidade ou ramo de negócio da organização. a segunda série. a classificação foi feita de acordo com a ocupação exercida. podem ou não ser residentes. podem ou não ser residentes. Para os trabalhadores conta própria. as pessoas ligadas por dependência doméstica. A aposentadoria por tempo de contribuição é devida ao segurado que completa. são reunidas no grupo de anos de estudo não determinados ou sem declaração. o que possibilita a comparação dos resultados com os das pesquisas anteriores. as pessoas ligadas por dependência doméstica e/ou normas de convivência. se do sexo feminino. se do sexo masculino. na mesma unidade domiciliar. Neste tipo de arranjo. A aposentadoria por idade é devida ao segurado que completa 65 anos de idade. Neste tipo de arranjo. idade. No período de transição da mudança da duração do ensino fundamental de 8 para 9 anos. arranjo familiar com parentesco Conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco residentes na mesma unidade domiciliar. em 1 ano de estudo. Na contagem dos anos de estudo para o ensino fundamental com duração de 9 anos. no mínimo. 35 anos de contribuição. ou 30 anos de contribuição. em 9 anos de estudo. é considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. de primeiro grau ou elementar. que são vitalícias. banheiro Cômodo destinado a banho e que também dispõe de vaso sanitário ou buraco para dejeções. no caso do trabalhador rural. a partir da primeira série concluída com aprovação de curso superior de graduação. e assim sucessivamente. estando ou não em gozo de auxílio-doença.

CNAE para as pesquisas domiciliares.CNAE-Domiciliar Classificação Nacional de Atividades Econômicas-Domiciliar . inclusive o domicílio cujo aluguel é integralmente pago. classificação de atividades  Ver Classificação Nacional de Atividades Econômicas Domiciliar . cedido – quando o domicilio é cedido gratuitamente por empregador de morador. estando integralmente quitado. Trata-se de uma oportunidade para o crescimento econômico. direta ou indiretamente. filho – pessoa que é filho. total ou parcial.ISIC (Clasificación Industrial Internacional Uniforme de todas las Actividades Econômicas . ainda que mediante uma taxa de ocupação ou conservação. próprio ainda pagando aquisição – quando o domicilio é de propriedade. por empregador de morador. total ou parcialmente.CNAE-Domiciliar Adaptação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas . independentemente da condição de ocupação do terreno. e não está integralmente quitado. de morador. independentemente da condição de ocupação do terreno. A CNAE-Domiciliar mantém-se idêntica à CNAE nos níveis mais agregados – seção e divisão. existindo ou não o vínculo matrimonial. total ou parcial. tanque ou depósito de serviço ou empresa de limpeza. com exceção das divisões do comércio em que não se distingue o varejo e o atacado – reagrupa classes onde o detalhamento foi considerado inadequado para as pesquisas domiciliares e desagrega algumas atividades de serviços que têm nestas pesquisas sua única fonte de cobertura. pago por morador. ou outra – quando o domicílio é ocupado em condição diferente das anteriormente arroladas. por exemplo. condição de ocupação do domicílio  Classificação do domicílio particular permanente em: próprio já pago – quando o domicilio é de propriedade. condição no domicílio e na família  Classificação dos componentes do domicílio (ou da família) quanto à relação de parentesco ou de convivência existente entre cada membro e a pessoa de referência ou seu cônjuge. de morador.CIIU). que posteriormente o recolhe. alugado – quando o aluguel do domicilio é. dirigentes de empresas e organizações (exceto de interesse público) e gerentes. instituição ou pessoa não moradora. cargo de direção  Grupo da Classificação Brasileira de Ocupações-Domiciliar . cônjuge – pessoa que vive conjugalmente com a pessoa de referência do domicílio (ou da família).Glossário_______________________________________________________________________________________ bônus demográfico  Momento em que a estrutura etária da população tem um grande contingente de pessoas em idade produtiva (normalmente definido de 15 a 59 anos) e um menor número de idosos e crianças. pública ou privada. instituição ou pessoa não moradora (parente ou não). das Nações Unidas. enteado. que atende ao logradouro em que se situa o domicílio. filho adotivo ou de criação da pessoa de referência do domicílio (ou . coleta direta do lixo Quando o lixo do domicílo é coletado diretamente por serviço ou empresa de limpeza. 3ª revisão.CBO- Domiciliar que inclui as seguintes ocupações: membros superiores e dirigentes do poder público. coleta indireta de lixo Quando o lixo do domicílio é depositado em caçamba. pública ou privada. A CNAE tem como  referência a International Standard Industrial Classification of all Economic Activities . no caso de invasão. como. em: pessoa de referência – pessoa responsável pelo domicílio (ou pela família) ou assim considerada pelos demais membros.

federal (Instituto Nacional do Seguro Social . Para contornar a grande densidade de empates em alguns valores específicos de renda (como o salário mínimo). e o último quinto possui as 20% unidades mais ricas. que. permitindo que os moradores se isolem. permitindo que os moradores possam entrar e sair sem passar por local de moradia de outras pessoas. sozinha ou com sócio.Dataprev. Na base de dados da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social . constituído por um ou mais cômodos. em conjunto com a ordenação da amostra por Unidades da Federação. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 da família) ou do seu cônjuge. preta. consolidando suas contribuições. o primeiro quinto de renda possui as 20% unidades mais pobres. A separação fica caracterizada quando o local de moradia é limitado por paredes. cada um com 20% das unidades desejadas. geraria uma alocação sistemática das unidades localizadas nos estados das Regiões Norte e Nordeste no grupo inferior (mais pobre). com a ajuda de trabalhador não remunerado. pensionista – pessoa que não é parente da pessoa de referência do domicílio (ou da família) nem do seu cônjuge e paga hospedagem ou alimentação. Assim.. . sem ter empregado e contando. domicílio Local de moradia estruturalmente separado e independente.INSS ou Plano de Seguridade Social do Servidor Público Civil da União). no trabalho principal. estadual (instituto de previdência estadual. arcando com parte ou todas as suas despesas de alimentação ou moradia. muros. incluindo os servidores das forças auxiliares estaduais). coreana etc. conta própria  Pessoa que trabalha explorando o seu próprio empreendimento. no secundário e em pelo menos um dos demais trabalhos que tem na semana de referência.). coberto por um teto. parda ou indígena. procede-se à randomização inicial da base. cor ou raça  Característica declarada pelas pessoas com base nas seguintes opções: branca. Um exemplo é a divisão em quintos de renda. amarela (pessoa que se declara de origem japonesa. ou não. incluindo os servidores das forças auxiliares municipais). A independência fica caracterizada quando o local de moradia tem acesso direto. cercas etc. decis de renda Ver divisão em percentis de renda divisão em percentis de renda Procedimento que visa agrupar as unidades de análise desejadas em grupos definidos a partir de uma medida de rendimento. empregado doméstico – pessoa que presta serviço doméstico remunerado em dinheiro ou somente em benefícios a membro(s) do domicílio (ou da família). contribuinte para instituto de previdência  Pessoa que contribui para instituto de previdência. na qual se obtém 5 grupos. ou municipal (instituto de previdência municipal. ou parente do empregado doméstico – pessoa que é parente do empregado doméstico e não presta serviço doméstico remunerado a membro(s) do domicílio (ou da família). chinesa. outro parente – pessoa que tem qualquer outro grau de parentesco com a pessoa de referência do domicílio (ou da família) ou com o seu cônjuge. agregado – pessoa que não é parente da pessoa de referência do domicílio (ou da família) nem do seu cônjuge e não paga hospedagem nem alimentação. Tal divisão é realizada por meio de um procedimento que calcula a proporção da população acumulada após ordenação da base pela variável de renda desejada. o contribuinte pessoa física constitui toda pessoa física que contribui para a Previdência Social a partir do cruzamento de informações de distintas bases a fim de se evitar a duplicidade de a mesma pessoa ser registrada como “empregado” ou na categoria “outros contribuintes”.

pastor. frade. apartamento ou cômodo). também. as regras estabelecidas para o convívio de pessoas que moram juntas sem estarem ligadas por laços de parentesco ou dependência doméstica. gruta etc. região ou município. produtos ou benefícios (moradia. rabino. inclui-se a pessoa que presta serviço militar obrigatório e.). tenda. Nesta categoria. freira e outros clérigos. empregado Pessoa que trabalha para um empregador (pessoa física ou jurídica). No passado. domicílio particular improvisado  Ver em domicílio particular domicílio particular permanente  Ver em domicílio particular dormitório  Cômodo que está em caráter permanente sendo utilizado para esta finalidade por morador do domicílio particular permanente. comida. roupas etc. empregador  Pessoa que trabalha explorando o seu próprio empreendimento. esgotamento sanitário  por rede coletora Forma de esgotamento em que o escoadouro do banheiro ou sanitário de uso dos moradores do domicílio particular permanente está ligado a um sistema de coleta que os conduz a um desaguadouro geral da área. residentes na mesma unidade domiciliar e. que esteja servindo de moradia. e. mesmo que o sistema não disponha de estação de tratamento da matéria esgotada. dependência doméstica ou normas de convivência. mercadorias. dependência doméstica ou normas de convivência. no ensino médio. carroça. com pelo menos um empregado. no ensino fundamental ou às pessoas de 18 anos de idade que não tiveram acesso ou continuidade de estudo. O domicílio particular é classificado em: permanente – localizado em unidade que se destina a servir de moradia (casa. educação de jovens e adultos  Modalidade da educação oferecida às pessoas de 15 anos ou mais de idade que não tiveram acesso ou continuidade de estudo.Glossário_______________________________________________________________________________________ domicílio particular  Domicílio destinado à habitação de uma pessoa ou de um grupo de pessoas cujo relacionamento é ditado por laços de parentesco. o sacerdote. . a educação de jovens e adultos teve as seguintes denominações: artigo 99 e supletivo. esperança de vida ao nascer  Número médio de anos de vida que um recém-nascido esperaria viver se estivesse sujeito ao padrão de mortalidade observado em dada população durante um dado período. vagão. esperança de vida aos 60 anos de idade Número médio de anos de vida que uma pessoa de 60 anos de idade esperaria viver se estivesse sujeito ao padrão de mortalidade observado em dada população durante um dado período. barraca. a pessoa que mora só em uma unidade domiciliar. embarcação. família  Conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco. por normas de convivência.) ou em prédio em construção. na idade apropriada. também. ministro de igreja. ou improvisado – localizado em unidade que não possui dependência destinada exclusivamente à moradia (loja. sala comercial etc. na idade apropriada. Entende-se por dependência doméstica a relação estabelecida entre a pessoa de referência e os empregados domésticos e agregados da família. geralmente obrigando-se ao cumprimento de uma jornada de trabalho e recebendo em contrapartida remuneração em dinheiro.

A Curva de Lorenz representa a distribuição real de rendimentos de uma dada população tendo. que relaciona o percentual acumulado da população em ordem crescente de rendimentos (eixo x) e o percentual acumulado de rendimentos (eixo y). no ano. variando de “0” (situação onde não há desigualdade) e “1” (desigualdade máxima. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 família reconstituída  Família formada por casais que coabitam com uma ou mais crianças. média de moradores por dormitório Total de habitantes residentes em domicílios particulares permanentes dividido pelo total de cômodos utilizados de forma constante como dormitório nos domicílios particulares permanentes. horas gastas em afazeres domésticos  Número de horas que a pessoa habitualmente dedica por semana aos afazeres domésticos. cujo valor do aluguel iguala ou supera a proporção de 30% da renda domiciliar mensal. e o número de mulheres neste mesmo grupo etário. no mínimo. fecundidade adolescente Taxa específica de fecundidade das jovens de 15 a 19 anos de idade. formato convexo. média de moradores por domicílios Total de habitantes residentes em domicílios particulares dividido pelo total de domicílios particulares. devem ser constituídas por. ônus excessivo com aluguel  Categoria em que se classifica o domicílio particular permanente alugado. O índice de Gini é uma medida numérica que representa o afastamento de uma dada distribuição de renda (Curva de Lorenz) da linha de perfeita igualdade. Normalmente o indicador é multiplicado por 1 000. em que ao menos uma criança não é filha de ambos os corresidentes. beneficente ou de cooperativismo. duas pessoas em cada família. índice (ou coeficiente) de Palma  Medida de desigualdade relativa também conhecida como "razão 10/40". média de anos de estudo Total de anos de estudo das pessoas de uma determinada idade dividido pelo total de pessoas do mesmo grupo etário. no mesmo ano. Quando os percentuais acumulados de população correspondem aos percentuais acumulados de rendimentos (10% da população com 10% dos rendimentos. Corresponde à razão entre o número de filhos nascidos vivos das mulheres de 15 a 19 anos de idade. . horas trabalhadas no trabalho principal  Número de horas habitualmente trabalhadas por semana no trabalho principal. durante pelo menos uma hora na semana. Quanto mais afastada da linha de perfeita igualdade. por exemplo). famílias conviventes Famílias que residem na mesma unidade domiciliar com uma família principal. mais desigual a distribuição. nível da ocupação  Percentagem das pessoas ocupadas de um grupo etário em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário. toda a renda apropriada por um único indivíduo). ou seja. É obtida a partir da razão entre o rendimento acumulado pelos 10% da população com maiores rendimentos em relação aos 40% da população com menores rendimentos. como aprendiz ou estagiário ou em ajuda a instituição religiosa. em geral. outro trabalhador não remunerado  Pessoa que trabalha sem remuneração. tem- se a linha de perfeita igualdade. índice (ou coeficiente) de Gini  Medida de desigualdade relativa obtida a partir da Curva de Lorenz.

Glossário_______________________________________________________________________________________

paredes construídas predominantemente com materiais duráveis Quando as
paredes externas do prédio onde se localiza o domicílio particular permanente são
predominantemente de alvenaria (tijolo, adobe, pedra, concreto pré-moldado ou
aparente), taipa revestida ou madeira aparelhada.

período reprodutivo Ver em taxa de fecundidade total

períodos de referência  Períodos fixados para a investigação das características de
interesse da pesquisa. Na PNAD 2014, os períodos de referência são: data de referência
- dia 27 de setembro de 2014; semana de referência – semana de 21 a 27 de setembro
de 2014; mês de referência – mês de setembro de 2014; e período de referência de 365
dias – período de 28 de setembro de 2013 a 27 de setembro de 2014.

pessoa alfabetizada  Pessoa capaz de ler e escrever pelo menos um bilhete simples
no idioma que conhece, inclusive a pessoa alfabetizada que se tornou física ou
mentalmente incapacitada de ler ou escrever.

pessoa de referência Ver em condição no domicílio e na família

pessoa desocupada  Pessoa sem trabalho, que tomou alguma providência efetiva de
procura de trabalho na semana de referência.

pessoa ocupada  Pessoa com trabalho durante toda ou parte da semana de referência,
ainda que afastada por motivo de férias, licença, falta, greve etc.

população economicamente ativa  População na condição de ocupada ou desocupada.

população projetada População estimada por meio do Método das Componentes
Demográficas, que leva em consideração a fecundidade, a mortalidade e a migração.

posição na ocupação  Relação de trabalho existente entre a pessoa e o empreendimento
em que trabalha. Segundo a posição na ocupação, a pessoa é classificada em:
empregado, trabalhador doméstico, conta própria, empregador, trabalhador não
remunerado membro da unidade domiciliar, outro trabalhador não remunerado,
trabalhador na produção para o próprio consumo, ou trabalhador na construção para
o próprio uso. Para efeito de divulgação, as categorias “trabalhador não remunerado
membro da unidade domiciliar” e “outro trabalhador não remunerado” são reunidas
em uma única, denominada “não remunerado”.

posse de máquina de lavar roupa  Existência de máquina de lavar roupa (aparelho
que desenvolve, de forma automática, todas as etapas da lavagem de roupa, desde a
entrada de água na máquina, passando pelos processos de agitação e enxágue, até
o de centrifugação), no domicílio particular permanente.

posse de microcomputador com acesso à Internet no domicílio Existência de
microcomputador, inclusive portátil, exclusive aparelhos de tipo tablet, no domicílio
particular permanente.

posse de telefone Existência de telefone, fixo ou celular, no domicílio particular
permanente.

posse de televisão Existência de televisão, preto e branco ou em cores, no domicílio
particular permanente.

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais
Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015

probabilidade de morte com 15 a 29 anos de idade Número de pessoas que morrem
com 15 a 29 anos de idade em cada 1 000 pessoas que atingem os 15 anos de idade,
na população residente em determinado ano.
probabilidade de morte com 15 a 59 anos de idade Número de pessoas que morrem
com 15 a 59 anos de idade em cada 1 000 pessoas que atingem os 15 anos de idade,
na população residente em determinado ano.
procura de trabalho Tomada de alguma providência efetiva para conseguir trabalho:
contato estabelecido com empregadores; prestação de concurso; inscrição em
concurso; consulta a agência de emprego, sindicato ou órgão similar; resposta a
anúncio de emprego; solicitação de trabalho a parente, amigo, colega ou por meio
de anúncio; tomada de medida para iniciar negócio etc.
quintos de renda Ver divisão em percentis de renda
razão de dependência de idosos  Razão entre a população idosa considerada inativa
(60 anos ou mais de idade) e a população potencialmente ativa (15 a 59 anos de idade).
Normalmente o indicador é multiplicado por 100.
razão de dependência de jovens  Razão entre a população jovem considerada inativa
(0 a 14 anos de idade) e a população potencialmente ativa (15 a 59 anos de idade).
Normalmente o indicador é multiplicado por 100.
razão de dependência  total Razão entre a população considerada inativa (0 a 14 anos
e 60 anos ou mais de idade) e a população potencialmente ativa (15 a 59 anos de
idade). Normalmente o indicador é multiplicado por 100.
razão de rendimentos  Relação entre os rendimentos médios mensais das pessoas
de determinado grupo etário, com rendimento, em determinados estratos (décimos)
populacionais ordenados em forma crescente de rendimentos. A razão 10/40 relaciona
o rendimento dos 10% com maiores rendimentos com os 40% com menores
rendimentos; a razão 20/20 relaciona o rendimento dos 20% com maiores rendimentos
com os 20% com menores rendimentos; a razão 1/50 relaciona o rendimento do 1%
com maiores rendimentos com os 50% com menores rendimentos.
razão de sexo  Razão entre o número de homens e o número de mulheres em uma
população. Normalmente o indicador é multiplicado por 100.
rendimento do trabalho principal  Rendimento do único trabalho que a pessoa tem
na semana de referência. Para a pessoa que tem mais de um trabalho, ou seja, para a
pessoa ocupada em mais de um empreendimento na semana de referência, adotam-
se os seguintes critérios para definir o trabalho principal desse período: o trabalho
da semana de referência no qual tem maior tempo de permanência no período de
referência de 365 dias; em caso de igualdade no tempo de permanência no período de
referência de 365 dias, considera-se como principal o trabalho remunerado da semana
de referência ao qual a pessoa normalmente dedica maior número de horas semanais.
Este mesmo critério é adotado para definir o trabalho principal da pessoa que, na
semana de referência, tem somente trabalhos não remunerados e que apresentam
o mesmo tempo de permanência no período de referência de 365 dias; em caso de
igualdade, também, no número de horas trabalhadas, considera-se como principal o
trabalho da semana de referência que normalmente proporciona maior rendimento.

Glossário_______________________________________________________________________________________

rendimento-hora do trabalho principal  Média do rendimento do trabalho principal
dividido pela média do número de horas trabalhadas.
rendimento mensal de outras fontes  O rendimento mensal de outras fontes
compreende: a) o rendimento mensal, no mês de referência, normalmente recebido
de jubilação, reforma ou aposentadoria paga por instituto de previdência (federal,
estadual ou municipal, inclusive Fundo de Assistência aoTrabalhador Rural - Funrural)
ou pelo governo federal; complementação ou suplementação de aposentadoria paga
por entidade seguradora ou decorrente de participação em fundo de pensão; pensão
paga por instituto de previdência (federal, estadual ou municipal), governo federal,
caixa de assistência social, entidade seguradora ou fundo de pensão, na qualidade
de beneficiária de outra pessoa; pensão alimentícia, espontânea ou judicial; abono de
permanência em serviço; aluguel, inclusive sublocação e arrendamento de móveis,
imóveis, máquinas, equipamentos animais etc.; doação ou mesada proveniente de
pessoa não moradora na unidade domiciliar; programa oficial de auxílio educacional
(como o Bolsa Escola) ou social (Renda Mínima, Bolsa Família, Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil - PETI, Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social
- BPC-LOAS, e outros); e b) o rendimento médio mensal, no mês de referência,
proveniente de aplicação financeira (juros de papel de renda fixa e de caderneta de
poupança, dividendos etc.); parceria; etc.

rendimento mensal de trabalho Rendimento mensal em dinheiro e valor, real ou
estimado, do rendimento em produtos ou mercadorias do ramo que compreende a
agricultura, silvicultura, pecuária, extração vegetal, pesca e piscicultura, provenientes
do trabalho principal, do trabalho secundário e dos demais trabalhos que a pessoa
tem na semana de referência da pesquisa, exceto o valor da produção para consumo
próprio. Para empregados e trabalhadores domésticos – remuneração bruta mensal a
que normalmente têm direito trabalhando o mês completo ou, quando o rendimento
é variável, remuneração média mensal relativa ao mês de referência da pesquisa.
Entende-se por remuneração bruta o rendimento sem excluir o salário-família e os
descontos correspondentes aos pagamentos de instituto de previdência, imposto de
renda, faltas etc., e não incluindo o 13º salário (14º, 15º salários etc.) e a participação nos
lucros paga pelo empreendimento aos empregados. A parcela recebida em benefícios
(moradia; alimentação; roupas; vales refeição, alimentação ou transporte etc.) não é
incluída no cômputo do rendimento de trabalho. Para empregadores e conta própria
– retirada mensal normalmente feita ou, quando o rendimento é variável, retirada
média mensal relativa ao mês de referência da pesquisa. Entende-se por retirada o
ganho (rendimento bruto menos despesas efetuadas com o empreendimento, tais
como: pagamento de empregados, matéria-prima, energia elétrica, telefone etc.) da
pessoa que explora um empreendimento como conta própria ou empregadora. Para a
pessoa licenciada por instituto de previdência, considera-se o rendimento bruto mensal
normalmente recebido como benefício (auxílio-doença, auxílio por acidente de trabalho
etc.) relativo ao mês de referência da pesquisa. Os empregados e trabalhadores
domésticos que recebem apenas alimentação, roupas, medicamentos etc. (benefícios),
à guisa de rendimento de trabalho, são incluídos no grupo “sem rendimento”.

rendimento mensal domiciliar  Soma dos rendimentos mensais dos moradores
da unidade domiciliar, exclusive as pessoas cuja condição na unidade domiciliar é
pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

fixada por lei. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. definida por lei municipal vigente por ocasião da realização do Censo Demográfico. A situação urbana abrange as áreas correspondentes às cidades (sedes municipais). O período reprodutivo está compreendido entre os 15 e os 49 anos de idade. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. rendimento mensal familiar per capita  Resultado da divisão do rendimento mensal familiar pelo número de componentes da família. empregado doméstico ou parente do empregado doméstico. situação do domicílio  Classificação da localização do domicílio em urbana ou rural. utilizado na classificação da população urbana e rural. ou não. exclusive os daqueles cuja condição no arranjo é pensionista. sanitário Cômodo ou local limitado por paredes de qualquer material. A situação rural abrange toda a área situada fora desses limites. por um teto. às vilas (sedes distritais) ou às áreas urbanas isoladas. coberto. Este critério é. taxa de desocupação  Proporção de pessoas desocupadas em relação ao total de pessoas economicamente ativas em um determinado grupo etário. taxa de frequência escolar bruta  Proporção de pessoas de um determinado grupo etário que frequenta escola em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário. de uma coorte hipotética. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 rendimento mensal domiciliar per capita  Resultado da divisão do rendimento mensal domiciliar pelo número de componentes da unidade domiciliar. Para o cálculo dos rendimentos em salários mínimos. taxa de conclusão do ensino médio Proporção de pessoas com 3 a 5 anos acima da idade esperada para frequência ao último ano do ensino médio (de 20 a 22 anos de idade) que concluíram esse nível. também. considera-se o valor nacional em vigor no mês de referência da pesquisa. taxa de analfabetismo  Proporção de pessoas analfabetas de determinado grupo etário em relação ao total de pessoas do mesmo grupo etário. rendimento mensal familiar Soma dos rendimentos mensais dos componentes da família. taxa de atividade Proporção de pessoas ocupadas ou desocupadas (população economicamente ativa) em relação ao total de pessoas em um determinado grupo etário. exclusive as pessoas cuja condição no arranjo familiar é pensionista. exclusive os daqueles cuja condição na unidade domiciliar é pensionista. . que dispõe de vaso sanitário ou buraco para dejeções. ao fim do período reprodutivo. taxa de conclusão do ensino fundamental Proporção de pessoas com 3 a 5 anos acima da idade esperada para frequência ao último ano do ensino fundamental (de 17 a 19 anos de idade) que concluíram esse nível. taxa de escolarização  Ver taxa de frequência escolar bruta taxa de fecundidade total  Número médio de filhos nascidos vivos que teria uma mulher. taxa de abandono escolar precoce  Proporção de pessoas de 18 a 24 anos de idade que não haviam concluído o ensino médio e não estavam estudando. salário mínimo  Remuneração mínima do trabalhador. estando sujeita a um determinado padrão de fecundidade.

trabalho  Exercício de: a) ocupação remunerada em dinheiro.Glossário_______________________________________________________________________________________ taxa de frequência escolar líquida  Proporção de pessoas que frequenta escola no nível de ensino adequado à sua faixa etária. destinados à própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar. trabalhador não remunerado membro da unidade domiciliar Pessoa que trabalha sem remuneração. durante pelo menos uma hora na semana. Normalmente o indicador é multiplicado por 1 000. conta própria ou empregador. pesca e piscicultura). taxa de urbanização  Proporção da população da área urbana em relação à população total. conta própria ou empregador. alimentação. em relação ao total de pessoas da mesma faixa etária. taxa específica de fecundidade Razão entre o número de filhos nascidos vivos. para a própria alimentação de pelo menos um membro da unidade domiciliar. taxa de mortalidade infantil  Número de óbitos infantis (menores de 1 ano de idade) em uma população em relação ao número de nascidos vivos. extração vegetal ou mineral. alimentação. durante pelo menos uma hora na semana. no ano. estradas privativas. para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar. desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana: em ajuda a membro da unidade domiciliar que tem trabalho como empregado na produção de bens primários (atividades da agricultura. . caça. durante pelo menos uma hora na semana. poços e outras benfeitorias. no mesmo ano. em uma ou mais unidades domiciliares. c) ocupação sem remuneração na produção de bens e serviços. trabalhador doméstico  Pessoa que trabalha em serviço doméstico remunerado em dinheiro ou benefícios. estradas privativas. conforme organização do sistema educacional brasileiro. b) ocupação remunerada em dinheiro ou benefícios (moradia. produtos. multiplicado por 1 000. roupas etc. na produção de bens do ramo que compreende as atividades da agricultura. silvicultura. silvicultura. pesca e piscicultura). mercadorias ou benefícios (moradia. pecuária. beneficente ou de cooperativismo. pecuária. e o número de mulheres no grupo etário considerado. pesca e piscicultura. caça. extração vegetal ou mineral. pecuária. ou d) ocupação desenvolvida. poços e outras benfeitorias (exceto as obras destinadas unicamente à reforma) para o próprio uso de pelo menos um membro da unidade domiciliar.) na produção de bens e serviços. extração vegetal. na produção de bens. ou na construção de edificações. exceto as obras destinadas unicamente à reforma. ou como aprendiz ou estagiário. pesca e piscicultura. silvicultura. em determinado ano. pecuária. durante pelo menos uma hora na semana. trabalhador na produção para o próprio consumo  Pessoa que trabalha. silvicultura. extração vegetal. em ajuda a membro da unidade domiciliar que é: empregado na produção de bens primários (que compreende as atividades da agricultura. em ajuda a instituição religiosa. trabalhador na construção para o próprio uso  Pessoa que trabalha. do ramo que compreende as atividades da agricultura. roupas etc.) no serviço doméstico. excluindo as que já completaram esse nível. na construção de edificações.

quando o banheiro ou sanitário é de uso exclusivo dos moradores do domicílio. incluindo os trabalhadores domésticos. ou comum a mais de um domicílio . tem somente trabalhos não remunerados que apresentam o mesmo tempo de permanência no período de referência de 365 dias. bem como os empregadores e trabalhadores por conta própria que contribuem para a previdência social. bem como os trabalhadores na produção para o próprio consumo e na construção para o próprio uso. incluindo os trabalhadores domésticos. para a pessoa ocupada em mais de um empreendimento na semana de referência.quando o banheiro ou sanitário é de uso comum dos moradores do domicílio e de pelo menos um outro domicílio localizado no mesmo terreno ou propriedade. . empregadores e trabalhadores conta própria que não contribuem para a previdência social. considera-se como principal o trabalho da semana de referência que normalmente proporciona o maior rendimento. Em caso de igualdade. também. uso do banheiro ou sanitário Classificação do uso do banheiro ou sanitário do domicílio particular permanente em: só do domicílio . trabalho informal Trabalho sem carteira assinada. Em caso de igualdade no tempo de permanência no período de referência de 365 dias. considera-se como principal o trabalho remunerado da semana de referência ao qual a pessoa normalmente dedica maior número de horas semanais. no número de horas trabalhadas. isto é. Para a pessoa com mais de um trabalho. na semana de referência. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 trabalho formal Trabalho com carteira assinada. trabalhadores não remunerados. Adota-se este mesmo critério para definir o trabalho principal da pessoa que. militares e funcionários públicos estatutários. considera-se como principal o trabalho da semana de referência no qual tem mais tempo de permanência no período de referência de 365 dias. trabalho principal Único trabalho que a pessoa tem na semana de referência da pesquisa.

processamento e tabulação dos resultados Cíntia Simões Agostinho Paulo César Dick Análise dos resultados Aspectos demográficos Cíntia Simões Agostinho Marcio Mitsuo Minamiguchi Grupos Sociodemográficos Cíntia Simões Agostinho Educação Betina Fresneda Trabalho Cristiane Soares Distribuição de renda Leonardo Athias Domicílios Bruno Perez Nilo César Coelho da Silva Colaboradores Maria Clara Chaves Lopes (Estagiária) Izabela Taitson Vieira (Estagiária) .Equipe técnica Diretoria de Pesquisas Coordenação de População e Indicadores Sociais Barbara Cobo Soares Coordenação geral da Síntese de Indicadores Sociais André Geraldo de Moraes Simões Revisão final dos textos Barbara Cobo Soares Claudio Dutra Crespo André Geraldo de Moraes Simões Programação.

_____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Projeto Editorial Centro de Documentação e Disseminação de Informações Coordenação de Produção Marise Maria Ferreira Gerência de Editoração Estruturação textual. tabular e de gráficos Beth Fontoura Katia Vaz Cavalcanti Fernanda Maciel Jardim Marisa Sigolo Diagramação tabular e de gráficos Aline Carneiro Damacena Beth Fontoura Fernanda Maciel Jardim Helena Maria Mattos Pontes Simone Mello Diagramação textual Solange Maria Mello de Oliveira Programação visual da publicação Luiz Carlos Chagas Teixeira Produção de multimídia Helena Maria Mattos Pontes LGonzaga Márcia do Rosário Brauns Mônica Pimentel Cinelli Ribeiro Roberto Cavararo Gerência de Documentação Pesquisa e normalização bibliográfica Ana Raquel Gomes da Silva Edgar de Albuquerque Santanna (Estagiário) Elizabeth de Carvalho Faria Karina Pessanha da Silva (Estagiária) Lioara Mandoju Maria Socorro da Silva Araújo Nadia Bernuci dos Santos Solange de Oliveira Santos Vera Lúcia Punzi Barcelos Capone Padronização de glossários Ana Raquel Gomes da Silva Elaboração de quarta capas Ana Raquel Gomes da Silva Gerência de Gráfica Impressão e acabamento Maria Alice da Silva Neves Nabuco Gráfica Digital Impressão Ednalva Maia do Monte .

n. 2004. Tendências demográficas: uma análise dos resultados da amostra do censo demográfico 2000. 2002. 2001. n. 1. n. Síntese de indicadores sociais 2002. n. n. Perfil dos idosos responsáveis pelos domicílios no Brasil 2000. n. 2001.13. 2001. 2005. 2000. 2003. 12. 7. Evolução e perspectivas da mortalidade infantil no Brasil. População jovem no Brasil. . 4. n. n. Tendências demográficas: uma análise dos resultados do universo do censo demográfico 2000. 1999. n. Tendências demográficas: uma análise dos indígenas com base nos resultados da amostra dos Censos Demográficos 1991 e 2000. 11. Indicadores sociais municipais: uma análise da amostra do censo demográfico 2000. 5. 10. 6.Série Estudos e Pesquisas Informação demográfica e socioeconômica . Síntese de indicadores sociais 2003.14. 1999. n. 2004.ISSN 1516-3296 Síntese de indicadores sociais 1998. 2002. n. n. n. Síntese de indicadores sociais 2000. Síntese de indicadores sociais 2004. Tendências demográficas: uma análise dos resultados da sinopse preliminar do censo demográfico 2000. 15. n. 8. 3. 2005. 9. Perfil das mulheres responsáveis pelos domicílios no Brasil 2000. Síntese de indicadores sociais 1999. 2002. 2004. 1999. 2. n. 16. Mapa do mercado de trabalho no Brasil 1992-1997. n.

n.ISSN 1517-1450 Saneamento básico e problemas ambientais em Goiânia. Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2007. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2010. n. 2013. Projeção da população do Brasil por sexo e idade 1980-2050. n. 26. . Indicadores sociais municipais: uma análise dos resultados do universo do Censo Demográfico 2010. Tábuas abreviadas de mortalidade por sexo e idade . 35. n. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2002. 2008. 2006. 1999. n. 2014. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2008. 2013 Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2013. 2007. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2009. 2010. n. n. 8. n. n.2010.6. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2010. Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil n. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2007. n. 2002. n. 21. 1. 2004. 2009. 2004. Tendências demográficas: uma análise da população com base nos resultados dos censos demográficos 1940 e 2000. Geoestatísticas de recursos naturais da Amazônia Legal 2003. 2015. n. Sistema de informações e indicadores culturais 2003-2005. 2007. 22. 2010. 25. 27. 17. Síntese de indicadores sociais 2006. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2012. Informação geográfica . 2006. 2010. 5. 23. n. revisão 2008. 19. Reserva ecológica do IBGE: ambientes e plantas vasculares. n. n. n. 18. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2015. Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2014. 7. 28. n. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2004. Grandes Regiões e Unidades da Federação. 2008. _____________________________________________________________ Síntese de indicadores sociais Uma análise das condições de vida da população brasileira 2015 Síntese de indicadores sociais 2005.Brasil. n. 2014. 32. n. 2011. Vetores estruturantes da dimensão socioeconômica da bacia hidrográfica do Rio São Francisco 2009.30. 4. 34.31. n. Sistema de informações e indicadores culturais 2003. 2010. 2. n. Estatísticas de Gênero: uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010. 2009. 2008. 3. 2008. 2009. n. 29. 33. n. 2006. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2008. n. 20. n. 24. 2012. n.

. 2. Estatísticas de Empreendedorismo 2010. Economia da saúde: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005. Demografia das empresas 2005. 2006. 4. Estatísticas de Empreendedorismo 2013. n. n. Estatísticas de empreendedorismo 2008. n. As fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil 2002. 2011. Demografia das Empresas 2013. 2011. 2007. n. 16. n. n. Demografia das Empresas 2012. Indicadores agropecuários 1996-2003. 2012. n. 26.9.13. 2015 Informação econômica . O setor de tecnologia da informação e comunicação no Brasil. ed. Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2003-2007. 2015. Economia do turismo: análise das atividades: características do turismo 2003. n. As fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil 2005. n. 2004.11. n. n. 1. Demografia das empresas 2006. n. 2013. Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2000-2005. 9. n. n. 2003-2006. n. Estatísticas de Empreendedorismo 2012. 2009. n. 2. 14. 2012.10.18. 2012.Série estudos e pesquisas________________________________________________________________________ Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2012. 2008.20.7.12. n. 109. 24. n. 2004. As fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil 2010.8. 22. 2015. Estatísticas de Empreendedorismo 2011. 2008. 2004. n. n. 2010. 2010. 2008. 2014. Demografia das Empresas 2011. n. 19. n. Indicadores de desenvolvimento sustentável: Brasil 2015.5. Demografia das empresas 2008.ISSN 1679-480X As micros e pequenas empresas comerciais e de serviços no Brasil 2001. n. 2009. Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2003-2009. 2012. 2004. n. Caracterização do setor produtivo de flores e plantas ornamentais no Brasil. n. 21. Economia do turismo: uma perspectiva macroeconômica 2003-2006. 3. 17. n. 2003. n. 25. Demografia das empresas 2009. 2012. 2014. Demografia das empresas 2010. 2008. 2013. 15.6. 23. n.