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ésperas ·
do Recenseamento Geral do Brasil

LEIA:
I

"PONTOS DE ESTATISTICA"
3.a EDIÇÃO --,- 1940

pelo Dr. Lauro Sodré Viveiros. de Castro
Assistente Técnico da Comissão Censitária Nacional

OBRA ELOGIADA PELA JUNTA EXECUTIVA CENTRAL DO
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATíSTICA

Principais assuntos :
COMO BEM CONFECCIONAR UM QUADRO ESTATíSTICO- COMO
EXECUTAR CORRETAMENTE UM GRAFICO __,. AS PRINCIPAIS
FASES DE UM LEVANTAMENTO ESTATíSTICO - COMO ORGANI-
ZAR COM TÉCNICA UM QUÉSTÍONARIO - ,ORGANlZAÇÃO E OBJE-
TIVOS DA ESTATíSTICA INTERNACIONAL - ESTRUTURA DOS
SERVIÇOS ESTATíSTICOS NO BRASIL - COMO CALCULAR MÉ-
DIAS E OS VALORES MAIS IMPORTANTES EM ESTATíSTICA- A
CONSTRUÇÃO DOS NúMEROS-íNDICES- COMO OBTER UM CO-
EFICIENTE DE CORRELAÇÃO - A. LEI DO CRESCIMENTO DA PO-
PULAÇÃO- TAXAS DE NATALIDADE E MORTALIDADE__, TAXAS
DEMOGRAFICAS DOS PRINCIPAIS PAíSES DO MUNDO, ETC.
PREÇO - 12$000 EM TODAS AS LIVRARIAS DO BRASIL

Do mesmo autor :
j

A PROVA DE ESTATISTI~A
Coletânea de problemas resolvidos - preço 6$000 em todas as livrarias do Brasil
CONDIÇõES DE REMESSA - Para os funcionários de repartição de estatística,
prefeitos municipais, agentes de estatística, funcionários e delegados do Recen-
seamento de 1940, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Praça
Mauá, 7, 11.0 andar, Rio de Janeiro- de acôrdo com a sua circular n.O 19, atende
aos pedidos, livre de porte e com os seguintes preços: •"Pontos de Estatística" -
10$000, ~'A Prova de Estatística" - 5$000. Remessa em dinheiro, cheque ou
vale postal

ALGUMAS' EDIÇOES
DO SERVIÇO GRAFICO DO INSTITUTO
BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA

ANUARIO ESTATíSTICO DO BRASIL ...,- Ano II 1936. Ano III - 1937.
Ano IV·- 1938.
REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA, órgão do Conselho Nacional de
Geografia.
RESOLUÇõES das Assembléias Gerais do Conselho Nacional de E>\ltatística.
RESOLUÇõES da Junta Executiva Central do C. N. E.
DECRETO-LEI n.o 237, de 2 de Fevereiro de 1938 - Regula o início dos trabalhos
do Recenseamento Geral da República em 1940, e dá outras providências.
DECRETO-LEI n. 0 2 141, de 15 de Abril de 1940 - Regulamenta a execução do
Recenseamento Geral de 1940, nos têrrnos do Decreto-lei n ° 969, dé 21 de
Dezembro de 1938.
DECRETO n. 0 311, de 2 de Março de 1938 - Dispõe sôbre a Divisão Territorial
do País e dá outras providências.
DECRETO-LEI n. 0 969, de 21 de Dezembro de 1938 - Dispõe sôbre os Recensea-
mentos Gerais do Brasil.
MUNICíPIO DE SANTA TERESA - Estatística - Corografia - História.
PRONTUARIO DE LEGISLAÇÃO - tndice remissivo e alfabético dos assuntos
referentes ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no período de
6 de Julho de 1934 a 31 de Dezembro de 1937.
GIORGIO MoRTARA - A ESTATíSTICA NO ESTADO MODERNO.
"BRAZIL 1938" - A New Survey of Brazilian Life. Ecol!omic, financial, labour
and social conditions from a general point of vzew.
MIL'l'O!IT DA SILVA RoDRIGUES- ALGUNS CONCEITOS BASICOS DE ESTATíSTICA.
ALBINO ESTEVES- ALGUMAS SUGESTõES PARA A PROPAGANDA DO RECEN-
SEAMENTO DE 1940.
NORMAS DE APRESENTAÇÃO DA ESTATíSTICA BRASILEIRA - Resolução
n.o 75, de Julho de 1938, modificada pe~a de n ° 158, de 22 de Julho de 1939,
da Assembléia Geral do Conselho Nacional de Estatística Apêndice:
Decreto-lei 292, de 23 de Fevereiro de 1938, que regula o uso da ortografia
nacional. Formulário ortográfico.
JoAQUIM RIBEIRO COSTA- A ESTATíSTICA DA PRODUÇÃO NO ESTADO DE
MINAS GERAIS.
ANUARIO ESTATíSTICO DO DISTRITO FEDERAL- 1938.
ESTATíSTICA DO ENSINO - Separata do Anuário Estatístico do Br(lsil - 1938.
SINOPSE ESTATíSTICA DO BRASIL (Português e Inglês) - 1938.
LEGISLAÇÃO ORGANICA DO SISTEMA ESTATíSTICO-GEOGRAFICO BRASI-
LEIRO (1934-1939) .
A GLIMPSE INTO THE COMING FIFTH CENSUS OF BRAZIL (September 1st. -
1940) - Presented at the Eight American scientific Congress
BRAZILIAN STATISTICAL SYSTEM- Three Characteristic Documents submitted
to the Perusal of the Eight American Scientific Congress.
DIVISAO TERRITORIAL DO BRASIL - Discriminação sistematizada do quadro
territorial brasileiro resultante da execução do decreto-lei federal n. 0 311,
de 2 de Março de 1938, seguido de uma série de "Tabelas Regionais" que re-
gistram a hierarquia e a superposição das circunscrições judiciárias e ad- ,-,,1
ministrativas com as alterqções da divisão anterior vigorante até 31-12-1938.
STATISTIKA RESUMETO - Ekstraktita el la Brazila Statistika Jarlibro -
Jaro IV-1938.
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I

INSTI TU TO BRAS IL(I RO D( G(O GRAfIA ( (STA TIS TI c·A
PRESIDENTE :
Embaixador JOSÉ CARLOS DE MACEDO SOARES

O Instituto Braaiteiro de Geografia e Estatística, criado pelo Decreto no ~4609, de 6 de Julho de 1984, é umG entidede de na-
tureza federativa, subordinada diretamente à Presidência da República. Tem por fim, mediante a progressiva articulação e cooperação das
tras ordens administrativas da organização política da Repúhlica e da iniciativa particular, promover e Jazer executar, ou orientar tecnica-
mente em regime racionalizado, o levantamento sistemático de todas as estatísticas nacionais, bem como incentivar e coordenar as atividades
geoordficas dentro do país, no sentido de estabelecer a cooperação geral parG o conhecimento metódico e sistematiwdo da território brasüeiro
Dentro do Beu campo de atividades, coordena OB diferentes serviço• de estatística e de geografia, jiza diretivas, estabelece norma• técnicas, faz
ditndgação, propõe rejormas, recebe, anal:isa e utitiza stLgestões, forma especialistas, prepara ambiente javorául. às iniciativas .necessárias,
reclamando, em benefício dos seus objetivos, a colaboração das Ms órbitas de oovêrno e os esforços conjugados de todos os brasileiros de boa vontade

ESQUEMA E S T R UT U R AL
A formação estrutural do Instituto compreende dois sistemas um representante especial do Ministério da Educação e Saúde pelas
permanentes- o dos ~erviços E.~ta~ísticos e o dos ~erviços q"?~rá­ instituições do ensino da Geogfafia, de um representante especia\
fícos- e um de orgamza~ão per10d1ca- o dos SerVIÇOS Censttaru)s. do Ministério das Relações Exteriores, de um representante do Go-
vêrno Municipal da Capital da República e de um representante do
C, N. E (reúne-se ordióariamonte no terceiro dia útil de cada
1 -SISTEMA DOS SERVIÇOS I!:STATÍSTICOS quinzena); os Diretórios Regionais, nos Estados e no Território do
Acre, de composição variável, mas guardada a possível analogia
O Sistema dos Serviços Estatísticos compõe-se do Conselho com o D C. (reúnem-se ordinariamente uma vez por mês)
Nacional de Estatística e do Quadro Executivo.
3 "Órgãos Opinativos", isto é, Comissões TécnicM, tantas
A- coNSELHO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, órgão de orienta- quantas necessárias, e Corpo de Consultores Técnicos, subdividido
ção e coordenação geral, criado pelo Decreto n ° 24 609, de ti em Consultoria Nacional, articulada com o D C., e 21 Consultorias
de Julho de 1934, consta de: · Regionais, articuladas com os respectivos D. R i

1. Um "Órgão Administrativo", que é a Secretaria Geral do B -·QUADRO EXECUTIVO (cooperação federativa):
Conselho e do Instituto,
2 '-Órgãos Deliberativos'', que são: a Assembléia Geral, com- 1. "Organização Federal", com um órgão executivo central
posta dos membr~s da Junta Executiva Cen~ral, re~rese!ltando a - o Serviço de Geografia e Estatística Fisiográfica do Ministério
União e dos presidentes das Juntas Executivas Regwnms, repre- da Viação- e órgãos cooperadores- serviços especializados dos
senta~do os Estados, o DistritO Federal e o Território do Acre (reú- Ministérios da Agricultura, Viação, Trabalho, Educação, Fazenda,
ne-se anualmente no mês de Julho); a Junta Executiva Centra!, com- Relações Exteriores e Justiça, e dos Ministérios Militares (colabo·
posta do President_e do l nstituto, dos diretores da~ cinco ~~pa_r~ições ração condicionada)
Centrais de EstatlBtlca, representando os respectivos Mtmsterws, e 2 ''Organização Regional'', isto é, as repartições e institutos
de representantes designados pelos Ministérios. da Via~ão e Obr~s que funcionam como Órgãos centrais de Geografia nos Estados
Públicas, Relações ExteriOres, Guerra e Marmha (reune-se ordi-
nariamente no primeiro dia útil de cada quinzena e delibera ad re- 3. uorgani~ação Local",-os Diretórios. Municipais, Corpos
ferendum da Assembléia Geral); as Juntas Executivas Regionais, no de Informantes e Serviços Municipais com atividades geográficas
Distrito Federal, nos Estados e no Território do Acre, de compo-
sição variável, mas guardada a possível analogia com a J E C (reú-
nem-se ordinariamente nc primeiro dia útil de cada quinzena) 111- SISTEMA DOS SERVIÇOS CENSITÁRIOS
3 H Órgãos Opinativos", subdivididos em Comissões Têcm"cas'
isto é, "Comissões Perlfi.anentes" (estatísticas fisiográficas, esta- O Sistema dos Serviços Censitários compõe-se de órgãos deli-
tísticas demográficas, estatísticas econômicas, etc ), e tantas "Co- berativos- as Comissões Censitárias- e de Órgãos executivos,
missões ESpeciais" quantas necessária?, e Corpo de Consultores Téc- cujo conjunto é denominado Serviço Nacional de Recenseamento
nicos, composto de 32 membros eleitos pela Assembléia Geral
B -·QUADRO EXECUTIVO: A -COMISSÕES CENSITÁRIAS:
1. ''Organização Federal'', isto é, as cinco Repartições Centrais 1 A Comissão Ccnsitária Nacional, órgão deliberativo e con-
de Estatística- Serviço de Estatística Demográfica, Moral e Po- trolador, compõe-se dos membros da Junta Executiva Central do
lítica (Ministério da Justiça), Serviço de Estatística da Educação Conselho Nacional de Estatística, do Secretário do Conselho Na-
e Saúde (Ministério da Educação), Serviço de Estatística da Pre- cional de Geografia, do Diretor do Departamento de Imprensa e
vidência e Trabalho (Ministério do Trabalho), Serviço de Estatís- Propaganda, de um representante do Conselho Aturial e de três
tica da Produção (Ministério da Agricultura} e Serviço de Esta- outros membros- um dos quais como seu Presidente e Diretor dos
tística Econômica e Financeira (Ministério da FaZenda), e órgãos trabalhos censitários- eleitos por aquela Junta em nome do Con-
-cooperadores: Serviços e Secções de Estatística especjalizada em selho Nacional de Estatística, verificando-se a confirmação dos res-
diferentes departamentos administrativos pectivos mandatos mediante ato do Poder Executivo
. 2. uorganização Regional'', isto é, as Repartições Centrais 2 As 22 Comissões Censitárias Regionais, Órgãos orienta-
de Estatística Geral existentes nos Estados- Departamentos Es- dores, cada um das quais se compõe, do Delegado Regional do Re·
taduais de Estatística- no Distrito Federal e no Território do censeamento, como seu Presidente, do Diretor em exercício da re-
Acre- Departamentos de Geografia e Estatística-e os Órgãos co- partição central regional de estatística e de um representsnte da
Qperadores: Serviços e Secções de estatística especializada em dife- Junta Executiva Regional do Conselho Nacional de Estatística
-rentes departamentos administrativos regionais
3 As Comissões Censitárias Municipais, órgãos cooperadores,
3 "Organização Local", isto é, os Departamentos ou Serviços dada uma das quais constituída por três membros efetivos- o Pre-
Municipais de Estatística, existentes nas capitais dos Estados, e as feito Municipal, como seu Presidente, o Delegado Municipal do 'Re-
Agências nos demais Municípios censeamento e a mais graduada autoridade judiciária local, além
de membros colaboradores
1l- SISTEMA DOS SERVIÇOS GEOGRÁFICOS
O Sistema dos Serviços Geográficos compõe-se do Conselho
Nacional de Geografia e do Quadro Executivo R-SERVIÇO NACIONAL DE RECENSEAMENTO:

A- CONSELHO NACIONAL DE GEOGRAFIA, Órgão de orientação
e coordenação, criado pelo Decreto no 1 527, de 24 de Março 1 A HDireÇão Central", composta de uma Secretaria, da Di-
de 1937, consta de: visão Administrativa, da Divisão de Publicidade c da Divisão Téc-
nica .
1. Um "Órgão Administrativo", que é a Secretaria Geral do 2. As "Delegacias Regionais", uma em cada Unidade da Fe-
Conselho,
deração
2. "Órgãos 'Deliberativos", ou sejam a Assembléia Geral, com-
posta dos membros do Diretório Centml, representando a União, e 3 As "Delegacias Seccionais", em número de 117, abran-
dos presidentes dos Diretórios Regionais, representando os Estados gendo grupos de Municípios
e o Territ6rio do Acre (reúne-se anualmente no mês de Julho); o 4 As "Delegacias Municipais".
Diretório Centrol, composto do Presidente do Instituto, do Secretário
Geral do C N G., de um delegado técnico de cada Ministério, de 5 O "Corpo de Recensll&.dores"

Sede tio INSTITUTO: Praça Mauá, 7 -ll.o andar
RIO DE JANEIRO

I

CO~SfLHO ~ACIO~AL Df fSTATISTICA
CONSTITUIÇÃO DA JUNTA EXECUTIVA CENTRAL- portes: Aimoré Drumond; XIII - Estalistica das comunicações:
José Carlos de Macedo Soares, Presidente do I B G E e de seus Eugênio Gudin; XIV- Estatística comercial: Yalentim Bouças:
dois Conselhos; Heitor Bracet, reprcsrnt.ante do Ministério da Jus~ XV- Estatlstica de consumo: Nogueira de Paula; XVI- Esta-
tiça. c Negócios Interiores; Landulfo Antônio Borges da Fonseca, tística dos serviços urbanos: José Otacílio de Sabóia Medeiros; XVII
representante do Ministério das Relações Exteriores; José Correia - Estatíslica do serviço social: Fernando Magalhães; XVIII- Es-
de Melo, representante do Ministério da Guerra; Manuel Pinto Ri- tatística do trab~lho: Plínio Cantanhede; XIX- Estatística atuarial:
beiro Espíndola, representante do Ministério da Marinha; Lêo de Lino de Sá Pereira; XX- Estatística educacional: Lourenço Filho;
Ajonseca, representante do r.Iinistério da Fazenda; Alberto de Cer- XXI - Estatística cultural: Fernando Azevedo; XXII- Estatls-
qucira Lima, representante do Ministério da Agricultura; Joaquim tica moral: Alceu de Amoroso Lima; XXIII- Estalistica dos cultos:
Licínio de Souza Almeida, representante do Ministério da Viação e padre Helder Câmara; XXIV- Estatística policial: (vago); XXV
Obras Púb\icas; Osvaldo Gomes da Costa Miranda, representante do -Estatística judiciária: Filadeljo Azevedo; XXVI - Estatística
Ministério do Trabalho, Indústria c Comércio; Mário Augusto Tci~ da defesa nacional: General Francisco José Pinto; XXVII- Esta-
xeira de Freitas, Secretário Geral do I B G E c do Consolho, tística da organização administrativa: Francisco Sales de Oliveira;
representante do Ministério da Educação e Saúde XXVIII - Estatística financeira: Romero Estelita; XXIX- Es-
talistica política: Azevedo Amaral B -Representações: I - Agri-
PRESIDENTES DAS JUNTAS EXECUTIVAS REGIONAIS cultura: Fernando Costa; II -Indústria: A J Rener; III- Co-
~ ACRE: Francisco Braaa Sobrinho, diretor do Departamento de mércio: Lajaiete Bcljort Garcia; IV- Trabalho: João Carlos Vital;
Geografia e Estatística; AMAZONAS: Júlio Benevides Uchoa, di- V- Imprensa: Paulo Filho; VI- Ensino: Raul Leitão da Cunha;
retor do Departamento Estadual de Estatística; PARÁ: José Cou- VII- Religião: padre Leonel Franca
tinho de Oliveira, diretor do Dcp:trtamcnto Estadual de Estatística;
MARANHÃO: Cássio Reis Cosi,, diretor do Dcp>rtamcnto Esta-
COMISSÕES TÉCNICAS - I Comissão de Estatlsticas
dual de Estatística; PIAUÍ: João Bastos, diretor do Departamento
Fisiográficas: organização federal~ Cristovam Leite de Cast1 o e Fábio
Estadual de Estatística; UE \.RÁ: J Martins Rodriaues, secretário
de ~Macedo Soares Guimarães; organização regional- Raimundo
de Estado elos Negócios da Fazend1; RIO GRANDE DO NORTE:
Nobre Passos (Pará), Mário Barata (Ceará) e Everal Pimentel (Ser-
Manuel 1\-lartins Júnior, diretor do Departamento Estadual de
gipe) li Comissão de Estatísticas Demográficas: organização fe-
Estatística; PARAÍBA: Raul de Goes, diretor do Departamento
deral -Eurico Rangel e Luiz Nunes Briaas; organização regional
Estadual de Estatística; PERNAMBUCO: Apolônio Sales, secre-
-Antônio Luyon (Espírito Santo), Leônidas Machado (Rio Grande
tário de Agricultura, Indústria e Comércio; ALAGOAS: José Bar-
do Sul) e Sisenando Costa (Paraíba) 111 Comissão de Estatísticas
bosa Néto, diretor do Departamento Estadual de Estatística; SEH-
da Produção: organização federal- Luiz Faria Braaa e Dulce Matos
GIPE: João de Mesquita Lara, diretor do Departamento Estadual
M eurer; organização regional- Gustavo Godói (São Paulo), Joaquim
de Estatística; BA.ÍAi' 1ijrânio de Carvalho, diretor do Departamento
Ribeiro Costa (Minas Gerais) e Francisco Steele (Rio de Janeiro)
Estadual de Estatística; ESPÍRITO SANTO: Nelson Goulart Mon-
IV Comissão de Estatísticas da Circulação, Distribuição e Consumo:
teiro, secretário do Govêrno; RIO DE JANEIRO: Heitor Gurgel,
organização federal- Edgar Brandão Maldonado e Luiz Chaves
secretário do Govêrno; DISTRITO FEDERAL: Sérgio Nunes Ma-
do Couto e Silva; organização regional - Augusto de Lima Pontes
galhães Júnior, diretor do Departamento de Geografia e Estatística;
(São Paulo), lvon Magalhães Pinto (Minas Gerais) e José Maria de
SÃO PAULO: Djalma Forjaz, diretor do Departamento Estadual
Carvalho Yeras (Alagoas) V Comissão de Eslatísticas do Bem
de Estatística; PARANÁ: Augusto Be!trão Perneta, diretor do De-
Estar Social: organização federal-Heitor ElúiAlvim Pessoa e Lauro
partamento Estadual de Estatística; SANTA CATARINA: Yir-
Sodré Vit•eiros de Castro; organização regional:-Manuel .Martins
oílio Gualberto, diretor do Departamento Estadual do Estatística;
Júnior (Rio Grande do Norte), Newton Pire8 de Azevedo (Acre) e
RIO GRANDE DO SUL: Mem de Sá, diretor do Departamento
Cássio Reis Costa (Maranhão) VI Comissão de Estatística de
Estadual de Estatística; MATO GROSSO: J Ponce de Arruda•
Assistência Social: organização federal- Carlos Imbassaí e Antônio
Secretário Geral do Estado; GOIAZ: Balduíno Santa Cruz, diretor
Garcia de Miranda Neto,· organização regional- Virgílio Gualberto
do Departamento Estadual de Estatística; ~!IN AS GERAIS: Joa-
(Santa Catarina), Felipe Neri (Baía) c !rene Arruda (Mato Grosso)
quim Ribeiro Costa, diretor do Departamento Estadual de Esta-
VIl Comissão de Estatísticas Educacionais: organização federal
tística
-Mary Tuminelli c Zaíra Pinto; organização regional- Gastão
CONSULTORES TÉCNICOS- .4- Secções: I - Estalistica M Gouveia (Rio de Janeiro), Pedro Matos (Distrito Federal) c Delí
metodológica: Milton da Silva Rodrigues; l i - Estatística matemá- de Carvalho (Paraná) VIII Comissão de Estatísticas Culturais:
tica: J orye Kajuri; III - Estatística cosmográfíca: Lélio Gama; organização federal-AlbCJto 1lfartins e Germano Jardim; organi~

IV- Estalistica geológica: (vago); V - Estalislica climatológica: zação regional- E1 neslo Pelancla (Rio Grande do Sul), Sousa Barros
Sampaio Ferraz; VI- Estatística territorial: Evcrardo Backcuser; (Pernambuco) e Eglantine de Sousa (Amazonas) IX Comissão
VII- Estatlstica biológica: Almeida Júnior; VIII - Estatlstica de Estatísticas Administrativas c Políticas: organização federal-
antropológica: Roquete Pinto; IX- Estatlstica demográfica: Sérgio Custódio Viveiros c Ángelo Fioravanti; organização regional- An-
Milliet; X- Estatística agrícola: Artur Tôrres Filho; XI- Esta- tônio Matos (Baía), Balduíno Santa Cruz (Goiaz) cIsmar Bento Gon-
tística industrial: Roberto Simonsen; XII- Estatística dos trans- çalves (Piauí)

e a conciência do dever impôs-me vencer toda hesitação e aceitar a ár- dua tarefa como inerente à minha modesta mas dedicada colaboração à grande obra do recenseamento.ligado intimamente às funções dêste Ministério . da. Procurando interpretar a idéia inspiradora desta manifestação de propaganda censitária. a da diplomacia. antes implica fatalmente uma exposição árida e monótona. que será delineado pelos algarismos do nosso recenseamento. pela sua mesma natureza. que aquí tem o seu sacrário. (•) Conferência pronunciada no Palácio Itamarati. que se realiza sob os auspícios do Minis- tério das Relações Exteriores. não se presta a vôos ora- tórios. A outra e mais fina arte. confesso-me irreparavelmente profano. .SETEMBRO. . REVISTA BRASILEIRA DE ESTATISTICA Ano I I JULHO. no sentido melhor da palavra. pensei que se tornaria oportuno escolher para o~jeto da minha palestra um assunto . através da monotonia da forma. nesta arte. pelo Profes- sor Giorgio Mortara. no sentido pior. ." ERIA imperdoável a minha temeridade de falar nesta ilustre casa. parece existir uma daquelas absolutas incom- patibilidades de caráter que tornam ·impossível a convivência.o Censitária Nacional. Consultor Técnico da Comissã. Mas estou certo de que o público cultíssimo do Itamaratí saberá per- ceber. o profundo interêsse da subs- tância. 0 3 OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO RECENSEAMENTO *) I ( "Possa o quadro de trabalho e de paz. mas. A autoridade do convite tornou-me difícil recusar essa honra. Esta visa disfarçar pomposamente a verdade. provo- cação. se não tivesse a desculpa. Essa matéria. transfigurando-a. servir de padrão para o mundo de amanhã. S acostumada a mais puro idioma e a mais alta eloquência. aquela quer despí-la de todos os véus. entre a estatística. em 30 de Agosto último. ou pelo menos a atenuante.que ainda não teve adequado relêvo na vasta e multíplice ação desenvolvida para a divulgação dos fins do censo: os aspectos internacionais do recenseamento . Aliás. e a retórica. 1940 I N. talvez saiba encontrar o meio têrmo entre essas duas tendências extremas. para descobrí-la na sua nudez. l ~.

~m todos os países . já sabemos que os 40 a 45 milhões de brasileiros hoje existentes constituem mais ou menos 2% da população total do mundo. ou principalmente. se não tivesse havido censos no Brasil e nos demais países. 'I i' i I I''' . podem constituir utilmente o objeto de estatísticas compa- rativas internacionais. como o da con- duta social. Traduzir as conjeturas em observações. Não se esgotam com os dados dos censos as possibilidades destas comparações.hoje ao Brasil. indiscutíve(a quota naciol'Í. Ao contrário. pelo seu interêsse fiscal e econômico. as trocas internacionais de mercadorias e de outros valores. formam objeto de estatísticas especiais. * * * Os aspectos internacionais do recenseamento podem ser encarados sob dois' pontos de vista: o da documentação dos elementos nacionais na vida internacional. e dou prin- cípio à minha litania. 30 são apurados e 15 conjeturados. porém expressiva. muitos fenômenos sociais em regra encon· tram justamente fora dos censos as suas expressões numéricas mais completàs: tais. pelo censo! Em primeiro lugar. indulgência plenária antecipada. poder-se-ia dizer que. 30 milhões correspondem à população enumerada em 1920. os demais 15 milhões foram calculados conforme hipóteses sôbre a taxa de crescimento anual da população. por exemplo. entretanto. Mas não o saberíamos. ou morais. Mas quantos outros lados da participação nacional na vida mun- dial podem ser esclarecidos somente. Nenhuma estatística po- deria medir a contribuição helênica à excelência das artes ou a contri- buição romana à supremacia do direito. os referentes à quantidade e à qualidade da população. estabelecer assim de maneira definitiva e com autoridade i' '. e. Mas poucos algarismos chegam a indicar perfeitamente a participação dos Estados Unidos na pro- dução mundial do aço. Em forma paradoxal e imprecisa.f1l na população mundial. que ficam necessariamente muito arbitrárias. que. pelo menos. ou a do Brasil no abastecimento mundial do café. Naturalmente essa documentação fica limitada aos fenômenos que admitem expressão quantitativa e numérica. retificando-as se e como for necessário. por efeito das deficiências do registro civil. além dos aspect?s materiais da atividade humana. também aspectos intelectuais. · Dos 45 milhões de habitantes que as estimativas oficiais atribuem . dos 45 milhões de habitantes estimados. e o da documentação dos elementos interna- cionais na vida nacional. 4:l2 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Invoco. publicadas com periodicidade regular. como o da educação. I Na verdade. e sabemo-lo só com grosseira aproximação porque o último censo foi aquí realizado há vinte anos.ou.

decorreram 18 anos. não devia tardar ainda vinte anos . entre o primeiro recenseamento do Brasil.. desde 1890. Houve erros por excesso. de falhas notáveis na. como. assim no Brasil. comunicou a êste Mi~ nistério as dúvidas que tinham sido manifestadas naquela reunião sôbre a verossimilhança do rapidíssimo progresso Çlemográfico indicado pelo recenseamento de 1920 em comparação com os precedentes. Há poucos meses..ser . porém o valor do recenseamento de 1900 ficou muito re:. que não constitue somente o motivo condutor da propaganda censitada. nacional.. com a má- xima exatidão praticamente possível. A população dum país varia continuamente através do tempo. em outros . os que se empregam para obter as curvas diárias da temperatura. e confirmarão os resultados do censo precedente ou habili- tarão a retificá-los. Se fôsse possível dispor dum idôneo aparelho registrador. população apurada. através dos pontos conhecidos. . Em vários países já se adotaram intervalos quinquenais. nacional que discutia problemas econômicos e políticos conexos com a distribuição geográfica da população mundial. De fato. duzido pelas suspeitas.a maioria . determinou essa impressão de exagêro ? Com efeito. e do govêrno a todos os brasileiros.las podiam. poderia re- solver a dúvida. de alcance inter. entre o segundo e· o terceiro só dez anos. o representante do Brasil numa comissão inter-. como também uma legítima pergunta de todo brasileiro ao govêrno nacional.va ininterrupta da população. aos argumentos trazidos para sustentá. Passaram ainda vinte anos antes do recenseamento de 1920. o recenseamento de 1940 responderá. indiretamente baseadas sôbre o mesmo recenseamento. OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO RECENSEAMENTO na população conjunta dos países que dispõem de censos fidedignos! eis. o andamento da curva. da pressão atmosférica e de outros fenômenos meteorológicos. aquí uma primeira tarefa do recenseamento. os dados atuais permitirão a reconstrução aproximada dos passados.. com efeito. obter-se-ia a cur. a posição da curva em 1900 resultara indevidamente baixa. só por isso pôde . Em todo caso. de nascimento ou de adoção. Talvez essas dúvidas fôssem infunda- das. e pelas sucessivas avaliações da população do Brasil.aparecer muito alta a posição de 1920. ao quesito "quantos somos?". que surgiram. de modo que a execução desta grande contagem com intervalos de tempo relativamente breves constitue uma condição indispensável para poder reconstruir. mas para se tornar mais eficaz para êsse fim.. o dé 1890. representando a variação desta em função do tempo e indicando o número de' habitantes existentes em cada de~ terminado instante. Além disto. Somente um novo censo.decenais. Cada recenseamento revela-nos só um ponto dessa curva. e o segundo. ou só o' preenchimento das lacunas. que tinham afetado o recenseamento precedente. o qual indicou um número de habitantes que apareceu surpreendente- mente elevado. realizado com todos os con- troles sugeridos pela experiência nacional e internacional. o de 1872.

em particular. será necessária toda a capacidade e dedicação do pessoal consular para a completa realização desta parte do censo. porém. muitos dos problemas estatísticos nacionais. o familiar nas por estado civil e por condição no domicílio. O iminente recenseamento fornecerá sólidos alicerces para a solução dêsse problema singular. Mas a discussão ficou sendo uma contenda de conjeturas contra conjeturas. permanente- mente ou temporariamente. Com efeito. tempora- riamente. ou. A população não representa somente o meio em que se manifestam todos os fenômenos sociais. ou estão em viagem para êsses países. na data do censo. * * * No censo demográfico. o geo- gráfico-político nas por naturalidade e por nacionalidade. o econômico nas por ocupação e por meios de vida. não pode suprir a falta ou as deficiências das estatísticas de movimento. e a outros ainda. Será necessário. e que precisa ser bem conhecido para a apre- ciação e para a interpretação dêstes. Represe1üa também um fator decisivo de muitos dos acontecimentos que transformam o vulto do . não menos plausíveis. para afastá-las. o recenseamento pode resolver. assim como a fotografia não pode suprir a cinematografia. o intelectual nas por grau de cultura e por profissão. torna-se par- ticularmente delicada pelas dificuldades provenientes do estado de guerra em muitos países Logo. sendo confiada às autoridades consulares a execução da parte relativa aos brasileiros que se acham. sexo e idade. em países estrangeiros. etc. O recenseamento brasileiro de 1940 estende as suas investigações a todos os aspectos que ag01a enumerei. que os censos revelam sob variados aspectos. * * * Não é unicamente o número dos habitantes de cada país o que importa conhecer para as comparações internacionais e para a cons- trução de quadros mundiais. como um inventário não pode suprir o registro das compras e das vendas. de modo que vai fornecer o material mais rico e completo que podia ser desejado para as pesquisas comparativas internacionais. o Ministério das Relações Exteriores vai colaborar diretamente. O número dêstes "brasileiros no Exterior" não é grande. que vai reunir idealmente sob a bandeira nacional os filhos da pátria brasileira esparsos no mundo. mas não todos. melhor. entretanto. sendo principalmente uma estatística de estado. É também a composição desta população. uma reforma radical do registro civil para integrar o levantamento estatístico dos nascimentos e dos óbitos e tornar assim possíveis cálculos adequados da população nos intervalos entre os censos. a tarefa de recenseá-los.424 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA opostos outros argumentos. como o biológico nas clas- sificações por tipo étnico.

de modo que. as migrações. isto é. terminadas as apurações. dos serviços e dos transportes e comunicações. etc.• ' ' .0 de setembro de 1940. comunicações. população. e. figu- rativamente. aceitáveis por todos os países. o Brasil poderá trazer nas assembléias internacionais uma carteira de identi- dade excepcionalmente rica de informações. materiais e financeiros aplicados na exploração. equipamento produtivo. recursos.l. o recenseamento. de matérias primas principais e accessórias. logo. que êle mesmo compilou. minas. e na maior parte dos casos a extensão e a profundidade das indagações predispostas ultrapassam de muito êsses desideratos. como terras. inscrevendo nela os seus característicos: área. indicará também o resultado destas. duma carteira d~ identidade.. que compreendessem o máximo possível de informações reduzíveis a uma forma comum. a na- tureza das atividades nesta exercidas. no curso dos últimos decênios. cada país comparece provido. enquanto no domínio demográfico visa apurar a situação na data de 1. Na preparação do recenseamento atual foram consid*erados com muito cuidado êsses esquemas de investigações propostos pelas dife- rentes organizações internacionais. agrícola. no do- mínio econômico compreende também. congressos e comissões de técnicos trabalharam muito para unificar os critérios básicos das res- pectivas pesquisas estatísticas. o ~onhecimento da composição quantitativa e qualitativa da população constitue um auxílio inestimável para o homem de Estado de hoje e para o historiador de amanhã. os meios humanos. e só indireta e incompletamente informa sôbre acontecimentos anteriores. ao lado da parte estática. A parte estática do censo econômico indicará a extensão e os carac- teres dos recursos naturais explorados. . Geral- mente os desideratos foram satisfeitos. de fôrça motriz mecânica ·e de trabalho humano. trocas internas e internacionais. dependem. e particularmente pelo Instituto Internacional de Estatística e pelas instituições de Genebra. Com efeito. í:ste critério foi adotado em todos os sectores do censo econômico. . Todos êsses dados são de interêsse internacional. * * * Na comunidade internacional. As revoluções. A parte dinâmica indicará o em- prêgo efetivo de solo. instituições sociais. destinada à descrição da atividade produtora desenvolvida no ano de 1939. as guerras. comercial. a grandeza e a deca- dência das nações. às vêzes em parte preponderante. realizado no ano de 1939 para o desenvolvimento das várias atividades. procurando chegar à compilação de es- quemas.- . uma dinâmica. etc. constituindo elementos parciais do complexo mundial. industrial. produção efetiva. a produção obtida de bens ou de serviços . OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO RECENSEAMENTO 425 mundo. de desequilíbrios nos desenvolvimentos dos diferentes povos ou das dife- rentes classes sociais.

O censo social obterá inúmeras informações sôbre assuntos muito variados: das insti- tuições religiosas às educativas e culturais. destinada a indicar as atividades das várias instituições no ano de 1939: característico que estende muito a ação informadora dêste censo. etc. o censo econômico fornecerá uma visão integral. em- bora às vêzes pareçam intermináveis ao público. quando. dados expressos em quantidades físicas . o censo social integrará estas por novas informações.embora de diminuta importância. . o social possue. Em outro domínio. Estendendo-se a todas as categorias de atividade. Como o censo econômico. a sua fé. comprimento. dos diversos países. o recenseamento preencherá iacunas das estatísticas internacionais a respeito dêste país. nômica deles. também. da participação do Brasil na economia mundial..permitirão as com~araçõ'es através do tempo ou do espaço. . que é constituído pelo imenso território e pelos inesgotáveis recursos do Brasil. * * * Os quarenta e cinco minutos que constituem a duração lícita duma conferência tornam-se quasi sempre breves demais para o orador. Muitas linhas da carteira de identidade. que até agora ficarãm eni branco. e amiúde consegue apenas enfadâ-los. ponder "ignoramos" a quesitos sôbre assuntos econômicos.pêso.'. as suas esperanças . afastando as dificuldades resultantes das variações do valor !• da moeda em cada país e das diferenças entre as unidades monetárias . volume.. Quem fala queria co- municar aos ouvintes o seu entusiasmo. a todos os estabelecimentos . poderão ser preenchidas graças ao recenseamento. avaliações grosseiras. puderem apresentar as contribuições da estatística nacional e valorizar o co- nhecimento dêste vasto sector da economia mundial. As instituições sociais do Brasil são ainda pouco conhecidas no Exterior. e acrescentará notícias sôbre os assuntos que ainda não estão contem- piados nas estatísticas periódicas. A maior parte dêstes assuntos já constitue objeto de esta- tísticas periódicas. uma secção dinâmica. poderão ser substituídas pelos re- sultados de observações completas e fidedignas. a todos os ramos em cada categoria. dos serviços urbanos aos institutos carcerários-. em vez de serem obrigados a res:. Penso que será grande a satisfação dos representantes brasileiros nas reuniões internacionais. das associações profis- sionais às desportivas e recreativas. da organizações médico- -sanitária à assistência social e à beneficência.em cada ramo. 426 REVISTA BRASILEI~A DE ESTATíSTICA Dados expressos em valor monetário permitirão as comparações entre os diversos ramos de atividades e indicarão a importância eco:. O inquérito censitário oferecerá uma visão de conjunto apta a mostrar a importância e o desenvolvimento delas. contidas em outras linhas. ao lado da secção estática.

Não faltam investigações similares para outros países. ~alvez atinja os 2 milhões. já muito adiantada. outra fração-. sem sê-lo ainda de direito. tornou-se brasileira de fato. Uma fração deles adquiriu. porém. se muitos voltaram à pátria. O número dos alienígenas que hoje vivem no Brasil deve ultrapas- sar um milhão e meio. Esta é a razão da extraordinária importância internacional da nossa investigação. da natalidade. que estão incluídas no censo demográfico. isto é. indicando o nível de fecundidade que se poderia dizer normal ou fisiológico. OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO REOENSEAMENTO 427 O fundado receio dêste êxito negativÓ aconselha-me renunciar a uma ilustração mais ampla da contribuição que o recenseamento brasi- leiro vai levar à estatística internacional. o número dos que sobrevivem na data do censo e a idade do genitor na data do nascimento do primeiro filho. para não des- cuidar de informações que estão em relação imediata com alguns dos maiores problemas políticos. a nacionalidade brasileira. pondo em relêvo as in- dagações sôbre a fecundidade. vai ser obser- vada e descrita em todos os seus característicos uma fecundidade que. enquanto no Brasil. e conhecendo-se além disto a idade do genitor na data do censo. ------IIIIIÍm- . Fica. uma fração muito maior. ficou. a maioria. * * * Examinámos até agora o recenseamento sob o ponto de vista da _documentaçã. o número origi- nário dêstes.do que de obser- vações científicas. ou passaram a outros países. Embora o crescimento da população do BrasH nos últimos cem anos tenha sido determinado na maior parte pelo excedente dos nascimentos sôbre os óbitos. mais ou menos 4 milhões. dispor-se-á dos elemen- tos necessários e suficientes para uma completa descrição e análise da fecundidade. o número dos imigrantes que aquí afluíram foi grande Parece ter atingido aos 6 milhões neste período secular. em contraposição aos anormais ou patológicos a que caiu a fecundidade de muitas populações européias e norte-americanas . Sendo indicados. pela primeira vez na história destas pesquisas demográficas. Mas cumpre considerá-lo também sob o outro ponto de vista da documen- tação dos elementos internacionais na vida nacional. por -pessoa que teve filhos. e.o dos elementos nacionais na vida internacional. a paixão do de- mógrafo e a admiração por uma pesquisa de grande interêsse juntam-se para persuadir-me a fazer uma exceção à regra. tendo adotado a língua e os costumes locais. na maior parte do país. que fornecerá uma preciosa refe- rência para as estrangeiras. Entretanto. da prolificidade e da capacidade de reprodução da popu- lação brasileira: objetos até agora de conjeturas mais. por naturalização. mas foram estimuladas pelo desejo de esclarecer os modos e as causas da deca- dência. econômicos e sociais dos nossos dias. ainda não sofreu limitações pelo controle arti- ficial dos nascimentos.

e a idade. Deles. mesmo com referência à naturalidade dos pais. Na apuração dos resultados censitários. etc . religiosos ou étni- cos. indício de incompleta assimilação. serão também combinadas com as classificações por sexo. políticos. Vejamos só alguns exemplos. a língua falada no lar. surdo-mudez) serão· também analisados com referência à nacionalidade ou à naturalidade dos recenseados. a época em que fixou residência no Brasil. Tor- nar-se-á. fornecerão inúmeras informações sôbre a localização e os característicos da população de origem estrangeira. se for preciso. os quâis indicarão a loca- lização territorial. * * * Já no censo demográfico os aspectos internacionais da vida econô- mica do Brasil encontram numerosas referências. o sexo. a numerosidade. ou simplesmente por causa da brevidade do período transcorrido no Brasil. ambos estes grupos poderão ser ulteriormente subdivi- didos segundo a instrução. e outras. os defeitos físicos (cegueira. e a combinação destas classificações com as corres- pondentes a outros quesitos. mas é sobretudo no . A fecundidade. os estrangeiros. a época inicial da residência no Brasil.428 REVISTA BRASILEIRA DE EST~TíSTICA que. Os que falam habitualmente no lar uma língua diversa do po1 tu- guês serão classificados. e. a naturalidade do pai e da mãe. Os que forem brasileiros naturalizados serão clas- sificados segundo a sua naturalidade. As classificações por occupação. segundo a nacionalidade. os que forem brasileiros natos serão classificados segundo a na- turalidade dos pais. religião. o censo demográfico ainda faz indagações sôbre a sua eventual naturalização. Com efeito. segundo a sua nacionalidade. além dos quesitos sôbre a naturalidade e a nacionaii- dade do recenseado de origem estrangeira. grau da instrução que o recen- seado está recebendo ou já recebeu. o conhecimento do português. o conhecimento ou não conhecimento do português. O estudo dos problemas suscitados por essa situação. a combinação·entre as classificações correspondentes a ês- ses vários quesitos. assim. está atrasada no caminho da assimilação. sob a influência de fatores culturais. que consti- tuem objeto de discussão quotidiana. Outros aspectos econômicos serão revelados pelos dados sôbre a participação dos estrangeiros na propriedade imobiliária urbana e rural. Cada passo nessas classificações segundo caracteres combinados representa um avanço quanto à determinação das circunstâncias que concorrem para manter numa parte da população o uso habitual de línguas estrangeiras. encontrará elementos preciosos e objetivos nos resultados do recenseamento.. idade e nacionalidade. a composição e os caracteres dos vários grupos de naturais do Exterior. possível a análise da população de origem estrangeira sob vários aspectos econômicos e culturais.

o censo econômico indicará a produção dos gê- neros que constituem objeto de exportação. pelas estatísticas da importação. de merca- dorias. indicando as etapas do ca- minho que seguem as mercadorias. todas as correntes do tráfego internacional do ano de 1939. a quantidade total des- sas matérias. e nacionalidade de pessoas e de capitais. com o auxílio ainda dos dados sôbre a capacidade de produção. estas. a importante co- operação que os estrangeiros estão prestando ao desenvolvimento da economia brasileira. os sócios de sociedades de pessoas. aptas a integrar as das estatísticas do comércio exterior e as das demais secções do mesmo censo. telefônicas e radio- -elétricas . Os resultados do censo econômico oferecerão também elementos para o estudo dos custos de produção. Ficará assim ade- quadamente medida e localizada por território. no volume e nos rumos. O censo dir-nos-á onde e como são utilizadas: informa- ções. poderão ser comparados os custos de produção de determinados gêneros no Brasil e em outros países. os proprietários de emprêsas individuais. à colaboração dos capitais. poderão ser analisados os custos dos nossos produtos de exportação e indagadas as eventuais possibilidades de redução. serão discriminadas as matérias primas estrangeiras trans- formadas e os combustíveis e lubrificantes estrangeiros consumidos na exploração dessas atividades. categorias e ramos de atividade. passando do produtor ao consumidor através duma série de intermediários. A secção comercial do censo econômico fornecerá informações completas sôbre as compras e vendas de mercadorias no Exterior. aos serviços de transportes e comunicações. localizando-a geografica- mente e subdividindo-a por tipos. serão classificados por nacionalidade. . Poderá ser determinada a quota que nestes representam as matérias ~e origem estrangeira. Nas secções do censo econômico referentes às indústrias e aos transportes. Ao mesmo tempo. no ano de 1939. A secção do censo econômico referente aos transportes discrimi- nará os em serviço internacional: de passageiros. . No censo econômico. de grande relêvo para a discussão dos problemas de abaste- cimento e para o estudo das possibilidades de substituição das matérias estrangeiras por matérias nacionais. Ficarão assim definidas. Já conhecemos apro- ximadamente. e paralelamente serão classificadas as respectivas contribuições de capitais. às trocas de mercadorias e de va- lores mobiliários. assim permitirá avaliar melhor. Igualmente serão discriminadas as comunicações telegráficas. os participantes de sociedades de ca- pitais. de correio. por meio das informações relativas à constituição e à direção das em- prêsas. as possibili- dades de desenvolvimento das atividades exportadoras. •OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO RECENSEAMENTO 429 censo econômico que êles vão ser amplamente observados e descritos. nas trocas internacionais. na composição. no ano de HJ39.

ou visam a tutela de interêsses econômicos de países ou de grupos estran- geiros. Aquí. Assim. não faltam. porém.l - 430 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA A indicação das despesas feitas e das receitas arrecadadas no Ex- terior pelas emprêsas de transportes e de comunicações fornecerá dados auxiliares para a integração do balanço dos pagamentos internacionais do Brasil. não conhecem fronteiras. o do censo social. Indaga-se a naturalidade do recensead0 . de determinadas nacionali- dades. político e científico no sector demográfico. Pergunta-se qual a religião professada. apresentam in- terêsse quasi exclusivamente nacional. * * * As conexões internacionais são menos importantes. e às vêzes. científico-técnicas e culturais fruem de colaborações estrangeiras e cooperam em pesquisas internacionalmente organizadas. ou manteem unidos estrangeiros da mesma nacionalidade. estabelecimentos de ensino tendem a propagar línguas. instituições científicas.:. em grandes grupos. As informações pedidas. cul- turas e ideais. o interêsse é essencialmente cultural e moral. entretanto. eco- nômica e social do Brasil. a comparações internacionais. podem fornecer oca- sião. para estabelecer o quadro. dos serviços de higiene. as jnstituições religiosas. no terceiro grande sector do recenseamento. e administrativo. visam descrever o estado de fato. de vários tipos de associações. como já lembrei. e não pre. a consti" tuição étnica da população. socialmente importante. * * Cumpre salientar que as indagações censitárias teem o único fim de fornecer à administração pública. da distribuição dos habitantes segundo as re- ligiões e não para exaltar ou diminuir essa ou aquela crença. em geral. para apurar. associações <le vários gêneros representam secções de organizações internacionais. Quer-se saber a côr do recenseado. enquanto é principalmente material no sector econõmico. ou congregam brasileiros com estrangeiros. Logo. menos visíveis. aos estudiosos e. discriminando ca- racteres e circunstâncias. os elementos de inte- rêsse internacional. nem mesmo neste sector. como os dos melhoramentos urbanos. Mas. o mais amplo conhecimento da situação demográfica. aos cidadãos. em outros ramos as conexões internacionais aparecem mais evidentes. Alguns ramos dêste censo. parar o terreno para discriminações do estado de direito. embora adaptando-se às divisões políticas. e não para sancionar separações sociais segundo uma escala cromática. cuja compilação representa uma das mais importantes e árduas tarefas da estatística nacional.

. Brasileiros de nascimento e brasileiros de adoção. os quesitos referentes à nacionalidade visam apenas determinar a participação hodierna dos vários grupos estrangeiros na população e na vlda econômica do Brasil. OS ASPECTOS INTERNACIONAIS DO RECENSEAMENTO 431 e a dos seus pais. A diversidade das origens étnicas não atenua nos brasileiros a in- tensidade do sentimento nacional. deve assegurar o êxito triunfal do recenseamento. o orgulho.. 0 Vice-Presidente do Con- selho de Imigração e de Colonização. . Mercê dessa política. e pelos conúbíos fecundos. antes lhe confere um caráter parti- cular de solidariedade humana na elevação dos ideais comuns. Major Lima Câmara. Justamente êsse sentimento. _______ _ . fundem-se num só povo.. para ajudar a realização desta resenha colossal da população. a vida do Brasil. "no nosso país não há preconceitos raciais nem de origem. domo recentemente escreveu o egrégio 2. os descendentes das mais diversas estirpes con- fraternizam numa atmosfera de libenlade e de igualdade. para reconstruir as origens étnicas da população atual. e não preparar elementos para a restrição duma atividade cujo feliz desenvolvimento coopera em proporção notável na prosperidade do país. e os brasileiros consi- deram seus patrícios todos aqueles que trabalham pelo engrandeci- mento do Brasil". apagando ódios milenários e reconstituindo numa nação nova a primitiva unidade dos filhos de Adão. dos recursos e das atividades que constituem· a fôrça. Possa o quadro de trabalho e de paz. Analogamente. e pela co- munhão no trabalho... despertado e esclarecido pela propa- ganda. e não para formar graduações de preferência segundo a origem. todos devemos colaborar. com todas as nossas energias. Na alta humanidade destas palavras lapidares está exp:tessa a di- retriz fundamental daquela política pela qual o Brasil emerge como uma vasta ilha serena no oceano tempestuoso das lutas de nações e raças. que será delineado pelos al- garismos do nosso recenseamento. servir de padrão para o mundo de amanhã .

2 repercutiram nas va- riações das entregas dos primeiros comparadas às dos segundos. Economica. A Reconsideration of the Theory of Value. as- sume o caráter de uma "defesa permanente". Febr & May. atingindo mesmo. não obstante. The Economias of Impertect Oompetition (London. que no princípio oscilavam entre 61-64%. desde 1922. e esta. por exemplo. a par- tir do craque de 1929. E essa situação se afi- gura tão mais grave. Equador e as Colônias Africanas e Asiáticas. que podemos designar por "milds''. de acôrdo com a taxa marginal de substituição entre ambos. . Nlcaragua. levam 0. De após-guerra até 1937. como as variações de preço do café brasileiro em confronto com os de outras procedências. Após ter colimado a valo- rização artificial do produto. a baixa record de 49. 3 1 A!Ien & Hicks. Dados gs hábitos e gostos nos diferentes mercados col}sumidores. até que o alarmante declínio de nossas entregas e a negativa dos demais países cafeicultores em cooperar num esquema de ação comum. Quais as repercussões que os sucessivos planos adotados tiveram sôbre o consumo do café brasileiro em confronto com os de outras pro- cedências? Como contribuíram as manipulações do preço dessa mer- cadoria para o aumento ou diminuição de nossa quota nas entregas universais? O conceito A elucidação dêsse problema pode ser adequada- de elasticidade mente feita mediante o conceito de "elasticidade de de substituição substituição". apresentando na mesma época um coeficiente de aumento de 41% . para a consecução do "equilíbrio estatístico" entre a produção e o consumo. RoBINSON e outros . declinaram no fim desse período para 53-57%.2.7%. modernamente introduzido na ciência econômica por HICKS. op cit . 1933) 2 Apenas uma parte dêsses cafés é realmente do tipo "mUd". pág 56 . A anormalidade dessa situação teve como consequência a interven- ção do Govêrno brasileiro no mercado cafeeiro. e. JORGE KINGSTON (Professor de Estatística na Universidade do Brasil) A ELASTICIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DO CAFÉ BRASILEIRO O problema cafeeiro Um dos fatos impressionantes da economia ca- do Brasil feeira brasileira tem sido o progressivo deslo- camento deste produto nos mercados inter- nacionais. com efeito. se os mercados estão em equilíbrio. as unidades marginais de café brasileiro são permutadas por quantidades variáveis de cafés "milds". Roblnson J . por isso que a produção do Brasil não tem cessado de crescer num ritmo acelerado. o consumo mundial cresceu de cêrca de 34%. 1934. 1 O que nos importa primordialmente conhecer é. Brasil a uma radical alteração de sua política de defesa em fins de 193'l. essa taxa é evidentemente igual à razão entre os respectivos preços. :rio último ano. a política governamental se orienta. fornecem cafés de baixa qualidade 3 A!Ien & Hicks. as entregas do Brasil.

J F . pág 59. com a variações da renda dos consu- midores e certas medidas gerais da política comercial. tem-se H = f (P) Além da vantagem de focalizar o caráter de permutabilidade entre as mercadorias em aprêço. A elasticidade de substituição terá por definição. por exemplo. com uma velocidade constante c.The Injluence oj Price on Exports. cujas ações con- jugadas provocam o deslocamento regular da curva de substituição. e por P a relação entre os seus preços. assim. por isso que a sua ação se exerce sôbre ambos os têrmos das razões. pág 10 . as variações da renda e dos gos- tos e hábitos dos consumidores. 1939). t) e analogamente podemos definir a elasticidade de substituição parcial t!H P '1j=- t!P H a diferenciação se realizando em relação à variável P. contudo. introduzindo o tempo t como nova variável. 5 Na realidade. incremento relativo de H 'lj = ---------- incremento relativo de P sendo os incrementos infinitésimos e tomados ao longo das "curvas de indiferença". a de eliminar ou amortecer a influência de vários fatores que perturbam o fenômeno. cuja influência importa avaliar. Entre as fôrças. Represen:. noutros têrmos. Pode-se dar. de uma para outra época. Temos. con- siderando explicitamente a variável t. Report of Cowles Commisslon (Chicago.The Theory anã Measurement oi Demanà (Chicago. como equação dinâmica de superfície de substituição. traduzida pela equação supra. a mais simples que se possa considerar é que H seja uma função linear de P e t: H = a+ bP + ct Isso equivale a admitir que a reta de substituição mantém o seu coeficiente angular b enquanto desloca sua posição no decorrer do tem- po. tando assim por H a relação entre o consumo de café brasileiro e de "milds". dH P dP H A lei dinâmica Da concepção estática. conduzido sob essa forma. o mercado experimenta mutações dinâmicas. ou seja. mas. de substituição passamos para a dinâmica. A ELASTICIDADE DE SUBSTiTUIÇAO DO G~FE' BRASILEIRO 433 ' Podemos assim expressar as variações relativas das quantidades consumidas como uma função da taxa marginal de substituição. pois. 4 Isso se dá. 1938). H= f (P. da razão entre os preços das mercadorias em questão. tem o estudo. que o mo- • Derksen. Cada grupo de valores nos fornece um ponto da "curva ou superfície de substituição".. Quanto à forma da função. as- sinalam-se o crescimento da população. 5 Trata-se de uma extensão análoga à que permite passar da lei estática à lei dinâmica da demanda Schultz.aàaW••••••• . a determinação estatística dos parámetros da função H exige a observação das quanti- dades vendidas e dos preços vigentes no mercado durante largo espaço de te~po. H .

1 29.0 83.9 84.843 5 334 i47. além da quota do Brasil.4 70.1 14. Podemos considerar o primeiro como representativo dos IMPORTAÇÃO E PREÇO DO CAFÉ NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA QUANTIDADE EM 1 000 SACAS PREÇO (EM CTS f LB ) ANO H% P% Do Brasil De outros países Santos tipo 4 Medelin Excelso 1920 5 946 3 867 153.8 22.7 1927 7 741 3 105 249. o seu coeficiente angular nos dá a relação entre o que nesta substituição e na variação de preço se pode considerar como independente do tempo.0 23. e bem assim os preços do disponível em Nova Iorque. o abastecimento do mercado norte-americano.3 1922 6 073 3 356 181. I' .2 90.8 1921 6 350 3 797 167.. em cents por libra. Na determinação dos parâmetros utili- zamos o método de correlação múltipla gráfica. traçada com uma inclinação que e a média entre as inclinações das retas ligando os diversos pontos do diagrama em ordem cronológica.5 26. App!ication of a simp!ijieà methoà of graphic curvi!inear corre!ation. como a Colômbia. .1 18.5 18.0 16.2 FONTE: - Instituto de Café de Sao Paulo - .598 3 116 211.0 78. etc.0 22. e assim o Medelin colombiano constitue o tipo de café que efetivamente compete com o brasileiro .1 8.6 93.1 1935 8 585 4 719 182.0 11.6 74.9 81.8 14. A reta de regressão H1 H2. na sua maioria. Bureau of Agr!cultural Economics Report. 6 O mercado cafeeiro Apliquemos os princípios expostos ao estudo do norte-americano mercado norte-americano de café . entre as entregas de café do Brasil e as dos "milds".5 69.2 11.0 14.3 29.3 1923 7 087 3 582 197.5 19.0 12.8 22.7 1936 7. São Salvador. li'i! " Bean.1 1934 7 575 3971 190.5 12. representa aproximadamente a substituição entre o café brasileiro e os "milds". de países que.8 18.9 1932 6 993 4 382 159.7 24.6 74. donde termos de admitir funções de grau superior para representar a depen- dência em relação à variável t.9 26. provém.1 1931 9 365 3 829 244. Calculadas as razões H.1 9. L H . para o café "Santos tipo 4" e o "Mede- lin Excelso" . A tabela 1 nos dá as quantidades de café brasileiro e de "milds" consumidos nos Estados Unidos.4 1933 7 902 4 116 192.1 81.9 12.1 81.7 8.2 11. produzem cafés de primeira qualidade. or- ganizamos o diagrama de dispersão da Fig .5 78. ambos em percentagens.3 61.0 11.fll I I 434 REVISTA. J W F . ou melhor.Stuàies in the artificial control: of Raw Materials Supplies: No 3 - : 1 I I Brazilian Ooftee (London.668 3 632 211.0 1937 6 637 6 248 106.4 77.8 1928 7 272 3 750 193.2 1930 7 925 4 177 189. 1932) 'I I ' . " Anuano Estattsnco.9 1925 6.. 1939 Tabela 1 cafés brasileiros7 e o segundo como dos cafés "milds".9 1929 7 235 3 982 181.8 20.9 10.9 18.8 1926 7. 1929 li i 7 Rowe.9 23.3 85.6 10. México.0 28.0 1924 7 118 3 634 195.6 16.9 50.7 82. e as razões P entre os seus preços. Com efeito.2 10.0 10.BRASILEIRA DE ESTATíSTICA vimento da reta apresente uma aceleração positiva ou negativa. 1-A.

A ELASTICIDADE DE SUBSTITUI9lí."tl "' o 150 "" N 0::"' 37 100 50 60 70 80 90 100 Razão dos preços p 60 40 20 o "tl bil E o o o I 20 40 H.O DO OAFE' BRASILEIRO 435 I 200 UJ "' bD !c CD UJ . 1 . Fatores da substituição do café brasileiro no mercado norte-americano . 60 1920 1924 1928 1932 1936 200 o "tl bil E o o 150 I 32 • 7 Razão dos preços P Flg.

Portanto."" VALORES CALCULADÓS. segundo a reta de regressão H1 H2. 1001~~--.·. .1.58-- H i! li lili ~..58 P + 14._~----------~--~----------------~ 1924 1928 1932 1936 F!g 2 ..t' "' .. deter- mina um aumento (ou diminuição) de 1. O índice de correlação múltipla. corrigidos da tendência secular. corrigido de acôrdo com os graus de liberdade do sistema. entre os valores observados e os calculados para as razões de substituição.~1 VALORES OBSERVADOS . o condensamento dos pontos ao longo da reta não denota ne- nhum desvio sistemático.5. Mas. o êrro padrão de estima éS=± 17.883 t 2 [1] a origem dos tempos sendo o ano dy 1920.. .·1' -se que essas diferenças apresentam uma tendência nitidamente para- bólica. as diferenças. no período considerado. até 1928 o consumo de café brasileiro apre- sentaria um aumento progressivo. Daí podemos deduzir os parâmetros da equação representativa de H. A precisão com que a equação deduzida ex- plica as variações da substituição do nósso café pode ser observada também na Fig 2.. .74 .44 t . e o tempo. que é independente do preço. 73 % da variância se podem explicar pela ação das duas va- riáveis consideradas. a curva substituição ter-se-ia deslocado com uma aceleração negativa de 0.883-%. onde registramos os desvios dos valores ob- servados em relação à reta de regressão H1 H2 . em função do tempo. If 'I Ir li i! 436 REVISTA BRASI~EIRA DE ESTATíSTICA li i! No diagrama 1-B registramos. Podemos julgar o grau de ajustamento obtido mediante o diagrama 1-C. 1920 __ . 1.. Da equação [ 1 ] deduzimos o valor da elasticidade de substituição p 'lj = . é P = 0. ainda que os preços se mantivessem estáveis. . enquanto que após essa data êle de- cresceria. positivas ou negativas. A substituição do café brasileiro no mercado norte-americano A equação [ 1] significa que. a diminuição (ou aumento) de um por cento na razão P do preço do café brasileiro para o dos "milds".85. encontrando H = 275. 0.. :I: 200 "'m "' ~ "' "' m "O o ""m N 150 ~~~--------+---------~---------r--------~~--7 ~ •. ela exprime a dependência entre a parte da substituição entre os cafés. os demais fatores permanecendo constantes._~_.58% na razão das entregas do primeiro para os segundos.. Constata. assim. não obstante a estabilização dos preços.

Os mercados francês O maior mercado cafeeiro.90 e .63. Isso significa que. Na tabela 2 registramos as quantidades de café brasileiro e de outras pro- cedências importadas pelo mesmo . uma diminuição de 1 % em P. A ELASTICIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DO CAF. contudo. numa dada época. de que "the world and especially the American consumer. em parte. H = 317. após 1930. cor- responderia a um aumento de H de 0. se a curva de substituição se mantivesse fixa. então.5. após os Estados Uni- e i ta I i ano dos. Assim. essa situação só se altera a "partir de 1928 ' 0 As operações de arbitragem entre os vários mercados faz com que os preços do café tenham uma evolução quasl idêntica nos diversos países. 8 mas também devem ter preponderado fatores psicológicos. . O grau de ajustamento obtido se traduz pelo coeficiente de cor- relação múltipla R = 0. . firmando-se para o fim do período. No entretanto. Para o ano médio de 1928. 8 A observação de Rowe. A proporção da variância total em H. é de 83 % . a curva de substituição não se man- teve fixa. . and within reason the positlons may be descrlbed by saytng that the world demands from Brazil what the wild countrles cannot supply" (Rowe. mas deslocou-se segundo uma trajetória parabólica.10. porém. na hipótese de se ter mantido fixa a relação entre os preços do café brasileiro e dos "mllds". . achamos rJ =. pág 72) nos parece exces- siva A equação que deduzimos mostra que. e tivemos que basear os cál- culos nas mesmas i:'azões ij: que prevaleceram no mercado de Nova Iorque. ao contrário. 0.58% anuais.na primeira metade do período e decrescente na segunda.E' BRASILEffiO 437 Calculando-a para os anos terminais do período em aprêço. as politicas monetá- rias nacionais teem ocasionado fortes discrepâncias nos trends dos preços • . baseada em dados estatísticos até 1931. que se veem afeiçoando ao paladar dos cafés "milds".40 P . . tem-se rJ = . . contribue para uma baixa no valor de H de 10. &w••mwmm- . ' A inversão do movimento se dá exatamente em 1928. obter as cotações dos cafés "milds" naquela praça.4% em H.1.91. . é a França. com uma tendência ascendente . e o êrro padrão de estima S = + 20. Ela se deve atribuir. op.1. a elasticidade de substituição do café brasileiro apresenta inicialmente valores decrescentes (numericamente). que se pode explicar mediante relação linear entre os mencionados fatores.90% no ano inicial e 1. de 1920 a 1928. .16. oriundos da política ca- feeira adotada pelo Brasil. . would seem to have developed a strcing preference for mild coffees.. A equação [2] nos diz que..0. . uma variação para menos ou para mais de 1% em P provoca uma variação inversa de 1. a quota de entrega do primeiro relativa- mente aos segundos teria crescido.8.58 t [2] a origem dos tempos estando em 1924. e as in- certezas sôbre o futuro da política de controle oficial teriam contribuído para desviar as preferências dos importadores para os cafés "milds".. clt . Note-se que é a partir de então que se avo- lumam desmesuradamente os estoques retidos pelo Govêrno.9 Os diferentes aspectos de substituição do café brasileiro em França durante o período 1924/37 acham-se representados no gráfico 3. Mas a curva de substituição não se manteve fixa no de- correr do tempo. a uma mudança no gôsto e hábitos dos consumido- res. A equa- ção representativa de H é. Não nos foi possível.16% no final. respectivamente.

Fatores da substituição do café brasileiro no mercado francês ..il ij lj li 1 1'. i! 200 I ~ ""' ·I ~"' c 150 " ""' "O o '" N " "' 100 50 60 70 80 90 100 Razão dos p1 eços P 50 o "O Õ> t ü o o I 200 o "O Õ> t o 150 ü I 100 50 60 70 Razão dos precos P Fig 3 .' 436 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA 1.

médio e final de 1J = . e no fim do período pouco superior à metade da dêstes.7 FONTE: Instituto de Café de São Paulo .1 607 322. mas as nossas quotas teem decaído verticalmente... achamos TJ = .5% na razão H. p Para a elasticidade de substituição.5 249 65.8 1925 1.15 respectivamente .92 e um êrro padrão de estimaS= ± 90.0..4 1928 1.619 108.8 1932 1.0 561 547. cujo estudo oferece especial interêsse.. portanto. A elasticidade de substituição tem por expressão p ~. enquanto que uma flutuação de preço de 1% só acar- reta uma flutuação inversa de 3..167)-t com um índice de correlação múltipla P = 0. A ELASTICIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DO CAFE' BRASILEIRO 439 .7 1931 2.5 1937 1 359 78. em 1928. = ~ 1.8 590 424.8 1929 1. Nas figuras 4 e 5 podemos observar a correlação satisfatória entre os valores calculados e observados das razões H das entregas nesses dois mercados . Como se vê da tabela 2.0.2 1935 1.. tivemos TJ = .40 .4.0.6 1936 1 436 85.514 93.4 705 899. Tivemos alí uma situação privilegiada.2. temos "' = .6 611 405.732 157..74 e . IMPORTAÇÃO DE CAFÉ NA FRANÇA E ITALIA (Quantidade em 1. 000 sacas) FRANÇA I TAL IA ANO Quantidad3 H o/r) Quantidade H% 1924 1 999 235. a nossa contribuição no ano inicial foi 9 vêzes superior à dos demais competidores.0.041 171. 3.2 601 332.1 1933 1 679 105.57 e .- H Calculando-se para os anos terminais do período. 1939 Tabela 2 Outro mercado.3 1934 1 213 70. ~ 0. 3.1 327 94.8 327 161. ._______ _ .5 P + 724 (1.3 504 287.3 440 203.. 85% da variância total encontram assim sua explicação .4 611 423.5 -.656 158. Anuá1io Estatístico.6 1930 1 936 185. Essa equação revela a preponderância do deslocamento da curva de substituição. A evolução das razões H das entregas naquele mercado de nossos cafés pode ser representada pela equação H = 290 .3 426 186. de quasi fornecedores exclusi- vos. é o da Itália.524 124.71.6 1926 1 558 153.25 respectivamente. donde os H valores para os anos inicial.886 206.40.2 568 350.5 1927 1..

.soa ~c Cll "' 400 ""'o '"' N "' 0:: 300 200 . ~ 100 I '0 1924 1928 1932 1936 F!g 5 A substituição do café brasileiro no mercado italiano .':~~~ .~ • _-..J ':... FRANÇA 2 5o -1---1---... _ YALORES OBSERVADOS VALORES CALCULADOS I "'"'bO 150 ~c <I) "' ""'o '"' N "' 0:: 100 .111 -:-' 50 o 1924 1928 1932 1936 FI@ 4-A substituição do café brasileiro no mercado francês 900 ITÁLIA ao o VALORES OBSERVADOS VALORES CALCULADOS 700 600 I "'"'bO .

4 %. donde um ganho de 24. mostram que. As razões dos preços foram pois P = 90. a taxa de exportação foi redu- zida de mais de 2/3. por exemplo. Entre êsses. pôde o café brasileiro ser oferecido nas praças estrangeiras a preços muito mais vantajosos. Por decreto de 13 de Novembro daquele ano. por exemplo.1% .1 %. Uma idéia da importância que assume essa variável t na evolução da economia cafeeira se pode obter calculando qual a diminuição da razão P entre os preços que seria necessária para contrabalançar o des- locamento ãa curva de substituição. mas por vêzes passa a elástica . a diminuição do vo- lume de nossas exportações apresentava-se alarmante. as medidas restritivas da política comercial. êsse deslocamento consumiu 10. Noutros têrmos. parte dêsse ganho foi absorvida pelo deslocamento negativo da curva de substituição. mas que provocam uma al- teração progressiva no consumo do café. Para 1937. os débitos do Departamento Nacional do Café e o saldo do empréstimo "Coffee Realization" passaram a cargo do Govêrno. 7. o que corresponde a uma participação nossa no consumo total daquele país de 59. o valor de H passa a 145. restando apenas um saldo de 13. êle cai a 8. isto é.2% . ·· Cálculos análogos para os outros mercados. com a alteração na razão dos preços ha- . a conferência cafeeira de Havana terminara sem poder concertar um plano de ação comum entre todos os produtores para a defesa do café. Em Outubro. a cotação do "Medelin Excelso" desceu de 12. Para o mercado norte-americano. Os diminutos valores encontrados para coeficiente de elasticidade de substituição mostram que as manipulações de preço não possuérn eficácia decisiva para provocar o aumento do consumo. Nesse pltimo ano.2 e 66. as letras de exportação do café ficaram isentas do controle 'cambial. por li~ra. em novembro. isto é. para que a proporção çle café brasileiro no consumo total permanecesse estável de um para outro ano.6% e 4. devemos acentuar como provavelrn~nte mais importantes as mudanças de gôsto e hábitos dos consumidores. como vimos. segundo indicam as equações supra. França e Itália respectivamente de 9. A nova política Os resultados que vimos de expôr traduzem as ten- cafeeira do Brasil dências da situação cafeeira do Brasil no período 1920/1937.5 cents. que importaram numa radical transformação do esquema de defesa. O govêrno brasileiro foi levado então a tomar drásticas medidas. capaz de levantar a nossa quota nas entregas. os fatores psicológicos referentes aos planos de con- trole governamental. o "Santos tipo 4" cotava-se a 11.1%. são os fatores ligados ao tempo t.4 cents por libra. baseados nas equações que ded11zimos. Como contribuiu essa queda de preços para a expansão das vendas? Entre as duas épocas.7%. O café se apre- senta como um "produto diferenciado" e os mercados resistem à substi- tuição de urna espécie por outra. A ELASTICIDADE DE SUBSTITUIÇAO DO OAFE' BRASILEIRO 441 Elasticidade e deslocamento Que conclusões se podem inferir dêste da curva de substituição estudo? Primeiramente. Por outro lado.9. Geralmente êle funciona como uma mercadoria inelástica.2 a 11.3%. um cálculo simples mostra que a diminuição de P deveria ser nos Estados Unidos. Libertado assim de grande parte dos onus que sôbre êle pesavam. todas aquelas fôrças que não podemos medir diretamente. Mas. Mais importante que as variações de preço. que a elasticidade de substituição do café brasileiro é muito baixa . etc.7 %.

ci valor de H passaria em 1938 a 76. A conclusão a tirar-se é que essa baixa. com pequena margem de êrro.442 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA vida.1 França . as repercussões da baixa de preços con- sequente às novas medidas governamentais. bem como os valores observados e calculados de H.1938 (Quantidade em 1. A ta- bela 3 registra as entregas de café brasileiro e de "milds" nas diferentes praças.423 1 684 84. valores que correspondem. IMPORTAÇõES DE CAFÉ.8 Itália . 000 sacas) PAÍS DO BRASIL DE OUTROS PAíSES H % OBSERVADO H % CALCULADO ------.5 %. em 1938. não consegue levan- tar apreciavelmente a nossa quota nas entregas mundiais. e 58. 346 247 140. . dentro em pouco.1 142. ------ Estados Unidos 9 092 5 961 152. .8% na França e 142.. e sobretudo que medidas enérgicas e adequadas devem ser tomadas afim de que..7 % de café brasileiro sôbre o consumo total daqueles países.1% na Itália. o deslocamento negativo da curva de substituição não anule inteiramente o ganho conseguido. respectivamente. As equações deduzidas teriam permitido avaliar. ~-----. Confrontemos essas deduções com os resultados observados. -. 1. às percentagens de 43. em virtude do diminuto valor de elasticidade de substituição do nosso café..5 145.5 76.1 Tabela 3 Vê-se como os valores calculados de H se aproximam satisfatoria- mente dos observados.

às vêzes graves. para o Distrito Federal e o Município de São Paulo. pois estas exprimem a idade que o recenseado presume ter.8 Análise dos erros por arredondamento. Os erros nos censos do Brasil: idades infantis.9. de 2.2. . nas declarações cen- sitárias.14.6.4. pelas declarações censitárias. outros. 7. PRINCIPAIS TIPOS DE ERROS QUE SE ENCONTRAM. e não a que tem. mas apre- ciável nos atrasados. ANALISE DOS ERROS EXISTENTES NAS DISTRIBUIÇõES POR IDADE DA POPULAÇÃO DO BRASIL. na repar- tição por idade de uma !lopulação. uma parte dos recenseados que de fato teem outras idades. ainda. 9. Erros por arredondamento de idades . SEGUNDO OS CENSOS 1 . "repulsivas". Não há país no mundo cujos censos indiquem. modificam. que há idades "atrativas" em que se concentra. toda a boa vontade e disciplina do povq e toda a habilidade dos agentes recensea- dores não conseguem evitar erros. cone- xas com o baixo nível cultural de uma fração da população: fração pequena nos países adiantados quanto à educação pública. e falta um registro regular e completo dos nascimentos. via de regra. A omissão de indivíduos existentes (em particular quanto a crian- ças). . . . Envelhecimentos - 13.11 Ou- tros erros nas declarações de idade: rejuvenescimentos. Quando o recenseado ignora a sua idade.3. a enumeração de indiví- duos que não existem (fenômeno menos raro do que poderia supor o inexperiente nesta matéria). de modo completo e rigoroso. em geral. e. pelo qual se possa obter essa informação. Outras anomalias no censo de 1872 . meses e anos qe idade (quando se requerem indicações de dias para os menores de um . . sendo esta também ignorada pela família.5. Outros erros proveem da confusão entre o ano de idade acabado e o ano iniciado. NA REPARTIÇÃO POR IDADE DE UMA POPULAÇÃO. Possibilidades de com· pensação recíproca dos enos na formação de grupos poli-anuais de idade. a repartição por idade da respectiva população. da confusão entre dias. inconcientemente preferidos em virtude de hábitos de cada dia. Deficiências nos dois primeiros anos de idade e excedentes nos seguin- tes. outros erros determinados pela atração ou repulsão exercidas por certos algarismos . VIA DE REGRA. Se nos questionários se pergunta a "idade". ainda nestas raras condições ideais permanecem outras causas de êrro. a repetida enumeração de outros (sobretudo pessoas temporaria- mente afastadas do seu domicílio). segundo os censos . BASEADAS NOS CENSOS SUMARIO: 1. Somente nos países e épocas em que reina uma alta disciplina civil os erros consequentes dêsses fatores se tornam desprezíveis. Mas. Análise por Estados . não só nos algarismos absolu- tos. a repartição por idade. de 5. as declarações dos re- censeados ignorantes tendem a adensar-se em tôrno das idades expressas por números múltiplos de 10. assim.7. Pode-se dizer. . 3.12. as idades ímpares expressas por números em 1. como também nos proporcionais. são abandonadas. nos censos de 1920 e 1890 . 1. Erros introduzidos pelos agentes e órgãos executores do censo. Conclusão. às vêzes. GIORGIO MORTARA (Consultor Técnico da Comissão Censitária Nacional) ESTUDOS SôBRE A UTILIZACÃO DO CENSO DEMOGRÁFICO PARA A RECONSTRUCÃO DAS ESTATíSTICAS DO MOVIMENTO DA POPULAÇÃO DO BRASIL III. Análise para o Distrito Federal.10. Principais tinos de erros cue se encontram.

contrariamente à prescrição da lei. talvez. por outro lado. etc ) Se o nascimento de um filho foi registrado com atraso. sendo dada para isso uma data posterior à real.444 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA mês e de meses para os demais. nos questionários. das expressas por números "atrativos". os resultados originais do censo veem a ser alterados em virtude da intervenção dos órgãos censitários. Sentimen- tos de vaidade ou de outra natureza podem suscitar declarações de ida- de inexatas. foram levadas. a "data do nascimento". desde o agente recenseador até a repar- tição central nacional Motivos de interêsse impelem às vêzes os agen- tes a multiplicar artificiosamente a população. que nelas se verificaram. ou sem suficiente domínio da técnica dessas correções. da ação dos órgãos executivos do censo. não referir no boletim censitário a existência da criança. mês ou ano de sua existência. Há períodos da existência em que prevalecem erros por falta. as de- clarações dos ignorantes aglomeram-se em tôrno das datas memoráveis em virtude das guerras. o nas- cimento não foi declarado. até administrações municipais ou provinciais. que deveria ser indicada para as crianças recenseadas no curso do primeiro dia. Êste remédio pode ser pior do que o mal que pretende curar. criando no papel habi- tantes que não existem na realidade. também. em alguns países estrangeiros. Se se pergunta. a exclusão de indivíduos existentes. como é óbvio. pessoas de idade senil creem ser decrépitas. mais intensamente quanto às datas de nascimento mais próximas à do censo Os erros nas idades dos recenseados podem provir. sugerida pelo desejo de afastar erros que constatam ou que supõem existir. das que correspondem a idades "atrativas". senão também das pessoas de sua família (filhos de mulheres que querem parecer moças. felizes ou nefastos. afinal. Êsse mo- tivo para lacunas se faz sentir. E' claro que a enumeração de indivíduos inexistentes (como. cônjuges de pessoas que desejam figurar muito velhas. por meio do registro civil. devida a negligência ou a outra causa) altera sem possibilidade de remédio quer o número total dos habitantes. outros. que podem afetar a distribuição por idade de uma população recenseada. pessoas de idade madura creem ser mais moças do que o são. outros em que prevalecem erros por excesso: amiúde. para evitar assim a descoberta de sua falta e as consequentes sanções penais. provavelmente na declaração cen- sitária se tenderá a conservar essa data falsa. se. da parte não só daqueles diretamente interessados. por falsas concepções de prestígio. de "zero" meses ou de "zero" anos. 2 OS ERROS NOS CENSOS DO BRASIL: IDADES INFANTíS A precedente sinopse genérica dos principais erros. pois os que ignoram a data ficam obrigados a calculá-la partindo da idade que presumem ter. cataclismas ou outros grandes acon- tecimentos. para registro. quer a sua repartição por idade. Aos erros involuntários ajuntam-se os voluntários. revoluções. serve como introdução à sumária exposição específica de alguns erros evi- 1 Efeito de !gn01ância matemática e da tmp1essáo de que decla1ar a idade ":zero" equi- valelia a declmar inexistente a criança . pelo receio de controle. a adulterar para mais os dados censitários. se for aplicado sem bastante conhecimento da natureza e extensão dos erros que se verifi- caram. Outras vêzes. da repugnância 1 em denunciar como idade completa a de "zero" dias. Os erros involuntários dessas declarações não apresentam igual gravidade nem aspectos idênticos nas várias idades. menores de um ano) . os pais procurarão.

para as capitais estaduais. EM ANOS COMPLETOS CENSO o 1 2 3 4 (a) (b) (C) (d) (e) (f) 1872 355 342 152 054 174 258 183 143 194 665 1890 366 105 400 328 461 444 451 497 442 416 1900 761 202 574 574 552 977 547 843 538 947 1920 830 354 778 925 1 018 417 1 010 528 954 939 Somente em 1900 o número dos recenseados diminue do primeiro ao quinto ano. TABELA I Recenseados nos primeiros cinco anos de idade. separadamente por sexos para 1872 e 1900. contra 1 . 018. nos Estados do Sul (Incluído o Dis- trito Federal). e só 830. no Annuaire Statistique du Brésil (1908-1912). nos quatro censos qo Brasil IDADE. para o Brasil. em todos os censos. na relativa regularidade dos dados de 1900. onde no último ano anterior à operação cen- sitárla foram declarados apenas 39 708 nascidos vivos. Em 1890 e 1920. em 1928 Dados por grupos anuais de Idade. os nascidos declarados foram 109 772 e os recenseados no primeiro alio 291 914. e quasl o triplo no segundo grupo: Isto demonstra que multas crianças de cujo nascimento não houve registro foram computadas pelo censo. RECONSTRUÇAO DO MOVIMENTO DA POPULAÇAO DO BRASIL 445 dentes nas distribuições indicadas pelos censos brasileiros: 2 erros graves sobretudo no primeiro genuíno recenseamento da população dêste país. 1890 e 1900. separadamente por sexos. às págs 616- ·619. aparece excessiva do primeiro ao segundo ano de idade e insuficiente do segundo ao terceiro. Ao contrário. em 1890. Diretoria Geral de Estatística. para 461. e na 1 • parte do Vol. os dados da tabela I mostram como foi defeituosa a apuração do número dos vivos. o censo constatou a presença de 217 592 crianças no primeiro ano de idade. publicados pela. aparece mais que o quíntuplo dele no primeiro grupo de Estados.105 crianças no primeiro ano de idade. em face da irregularidade dos dados dos censos an- teriores e do seguinte. do terceiro ao quarto e do quarto ao quinto. 417 no terceiro. 3 Para a exata il:lterpretação do texto seguinte. advirta-se que nos censos do Brasil a Idade devia ser Indicada em anos completos (meses completos no primeiro ano de idade. . acha-se resumida. acham-se no primeiro dêstes tomos. • O exame comparativo do censo de l!J20 e da estatística dos nascimentos segundo o re- gistro civil demonstra que a maior parte das crianças não denunciadas para o registro foram objeto de declarações para o censo Assim. segundo os censos de 1872. os Estados e os Municípios. nessas idades. 270-309 A distribuição por idade. acha-se exposta nos dois tomo~ da parte 2 • do Vol. o conjunto dos dados censitários apresenta essa anomalia: os números dos recenseados são muito menores no primeiro e segundo anos de idade do que em cada um dos três seguintes. l i da mesma publicação. o de 1872. em parte. mas consideráveis também nos seguintes. da população recenseada em 1920. IV do Recenseamento do Brasil realizado em 1 de Setembro de 1920. a diminuição. manifesta-se o efeito de retoques dos resultados originais da apuração. dos Estados e das capitais. dias completos no primeiro mês). porém. 3 Começando pelas idades infantís. Não há razão para supor verossímil que existissem só 366.354 no primeiro ano. publicado pela Direction Générale de Statistlque em 1916.444 no terceiro. Fica-se em dúvida se essa anomalia provinha da omitida enumera- ção de urna parte das crianças nos dois primeiros anos de idade (omis- são que poderia ser explicada. nos Estados do Centro e do Este. em 1920. às págs 140- ·165. pela preocupação dos pais em não declarar para o censo crianças que não haviam sido declaradas para o registro civil) 4 ou provinha da deslocação aparente de urna parte 2 A distribuição por Idade das populações do Brasil. às págs. nos Estados do Norte e do Nordeste. o número dos recenseados no primeiro ano de idade deveria ser Inferior pelo menos de 10% ao número dos nascidos no ano anterior à data do censo. em combinação com o sexo e a natura- lidade. os nascidos declarados foram 323 806 e as crianças recenseadas 318 878 Se o registro fôsse completo. para o Distrito F~jderal. Além disto.

I L 2" 3" 4" 5" ANOS ID~EDE ' o I .r--30 20_ . 1900 19 2 o ao_ 1. ainda..1-20 10 r. ou. __20 I I I 10_ r. . '1. como parece mais provável. 1-10 ANOS DE IDADE . em consequência de erros nas declarações.! 20_ . __30 . 1900 e 1920 . I 2" a· I 4~ 5· f I 2· 3~ 4~ 5~ ANOS DE IDADE % 1. segundo os recenseamentos de 1872. Distribuiçao proporcional da populaçao nos primeiros cinco anos de idade. 2~ a· 4" 5· . 1890.446 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA delas para outràs idades... de ambas as causas. 'lo 18 72 189 o ao_ .10 ANOS ID'}fDE . .

Por exemplo. aptas a aumentar sobretudo os grupos de idade menos próximos do início da vida. a Província (atual Estado) do Piauí teria 14.tUÇAO DO MOVIMENTO DA POPULAÇAO DO BJ. aparece muito alto em confronto com os números nos anos seguintes. em 1890 e em 1920. examinando-se os dados da população dos Esta- dos e dos Municípios. e ainda sensivel- mente do segundo ao terceiro. 709 800 1900 2 975 543 2 601 581 2 045 455 1920 4 593 163 4 575 530 3 909 630 Brasileiros natos. feita a exclusãb dos imigrados . é maior do que o total das crianças no segundo e terceiro anos (355. RECONSTJ. pois os imigrados constituem menos de 1 % dos recenseados no segundo qulnquênlo de idade e menos de 2% no terceiro. ora agravadas. TABELA II Recenseados nos primeiros três quinquênios de idade. 3. a classificação mostra-se afetada por erros algo diferen- tes dos de 1890 e 1920. O número das crianças no primeiro ano de idade.575 209 4 536 395 3 839 997 Nunia população em que o número anual dos nascimentos fique constante através do tempo. 031 no terceiro. e o andamento indicado pela tabela II confirma essa suspeita.627 habitantes no primeiro ano de idade e somente 3. 312) ! :Este total aparece incrivelmente baixo. Indícios de omissões e deslocamentos também se manifestam pelo confronto. 5 A influência da tmtgração é multo pequena. 1920 4. através do tempo. Ao contrário. 342 contra 326. já dissemos que os dados publicados denun- ciam emendas. se encontram as mesmas anomalias reveladas pelo exame da população total.tASIL 447 Em 1872. nos quatro censos do Brasil IDADES EM ANOS COMPLETOS CENSO 0-4 5-9 10 -14 (a) (b) (C) (d) 1872 1 059 462 1 091 186 1 067 692 1890 2 121 790 2 068 685 1. se o censo de 1920 não mostrasse que ela também se manifesta quanto à população natural do Brasil. o número dos recenseados diminue nota- \Telmente do primeiro ao segundo quinquênio de idade. o número dos vivos seria maior. feito na tabela II. quer no terceiro quinquênio de idade. ora atenuadas. que. Poder-se-ia supor que a anomalia observada derivasse das imigra- ções. em 1920. vão aumentando do segundo ao quinto ano de idade. isto é. quer no segundo. . e a mortalidade em cada ano de idade tam- bém se mantenha constante. dos recenseados nos três primeiros quin- quênios de idade. o número dos vivos no primeiro quinquênio seria apenas ligeiramente superior ao dos recenseaqos no segundo. do que no pri- meiro. segundo o censo de 1872. conforme o censo de 1872. Quanto ao censo de 1900. embora não seja exagerado em relação à população total. em vez de diminuir. O número dos recenseados no primeiro ano de idade. em 1872. s 3 ANALISE POR ESTADOS Naturalmente. Diminuições mais acentuadas deveriam manifestar-se nos dados dos censos do Brasil. pois o número dos nasci- mentos tende a aumentar e a mortalidade a diminuir. 003 no segundo.

ao quarto em 10 casos. 681 e 13. em 1920. . subvertida. A tra- dicional pirâmide da distribuição da população por idade apresenta-se. o mínimo . 11. sem que êsse fenômeno possa ser atribuído à imigração. reunidos. de 22. na Paraíba. 680 habitantes no primeiro ano de idade e 52. Confrontando-se em cada Unidade Política os números dos recensea- dos nos quatro primeiros an<. até 30 anos. natural do Distrito Federal. no Maranhão).178 no quarto.164. no Maranhão 9. 113.2% da população total da Província . no Rio Grande do Norte os números correspondentes são 5. zona de mais cuidadoso levantamento. nos primeiros 10 anos de idade.isto é. isto é. 917 nos quatro anos seguintes. ao terceiro em 11.310. é apenas inferior ao dos recenseados no quarto ano. de 25.401). 214. o número dos recenseados no primeiro ano de idade. . em 1 • de Setembro de 1920 Em 1890. respectivamente no primeiro e no quarto ano. na Paraíba 10. contra 157.788 e 17.035. 256.. Comparação entre a população observada e calculada.900 e 10. e a repetição da anomalia em 1920 confirma o seu caráter de consequência de erros nas declarações de idade (os recenseados. 3.286 e 36. ao quarto ano em 14 casos e ao terceiro em 7.535 no quinto e 271.287 no Rio Grande do Norte. 11. 597 no pri- meiro quinquênio de idade.307 no segundo. 163. ao primeiro em 1. pois os estrangeiros constituíam apenas 2.144.909 e 26.1111 448 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíST!CA 3. em 1890. sendo em número de 13. mais no primeiro ano do que no conjunto dos quatro seguintes (12.683.022.210 no sexto. 264 no quinto. A Província (atual Estado) de Minas Gerais teria 60.103 no quarto.835.766 no ter- ceiro..>s de idade. Nenhuma razão aceitável parece sustentar a hipótese da real existência dêstes fortes excedentes do número das crianças no quarto ano de idade sôbre o número das crianças no primeiro ano.349 e 19. o máximo dêstes corresponde. enquanto no Distrito Federal.POPULAÇÃO OBSERVADA ••••••• POPUL·AÇ!fo CALCULADA I' ii 2· I a· 4~ 5~ 7" li .

neste recenseados) deveria resultar em menos do que o calculado pela 6 Boletim do Departamento Estadual de Estatistica. TA:!3ELA III Confronto entre os números calculados de vivos em 1920. terceiro. e na. à pág. em cada ano.Número calculado Número dos re- Ano de idade ou ano cidos vivos regis. em 1920. IV do Recenseamento de 1920. respectivamente. ao segundo em 3. págs 82-83. sobrevivência na I dos vivos em censeados em Diferença entre o I • IX . o número dos vivos efetivamente apurado pelo censo (naturais do Distrito Federal.. 4 ANALISE PARA O DISTRITO FEDERAL O exame dos dados do censo de 1920 para o Distrito Federal ofe- rece alguns indícios da origem dessa anomalia . RECbNSTRUÇAO DO MOV~ENTO DA POPULAÇAO DO BRASIL 449 corresponde. atesta que ela não exprime uma situação real.1920 na idade indicada censeados e o 1920 no ano indicado segundo a lá..75404 20 678 21 849 + 1 171 70 28 348 0.73961 18 406 18 688 + 282 Havendo para o Distrito Federal uma estatística dos nascimentos 7 bastante completa e uma tábua de mortalidade e de sobrevivência 8 aceitável.89712 29 274 26 546 .o 30 140 0. Uma vez que nos anos anteriores a essa data a mortalidade infantil foi em geral mais alta que a indicada pela tábua BC d. e uma parte dos sobreviventes (fração não grande do total. 1920-21. ano anterior ao censo. e os números indicados pelo censo Número dos nas. f. o número dos nascidos vivos re- gistrados no Distrito Federal.78649 23 363 23 053 .idade indicada (naturais do (no D. no Distrito Federal. dêste e de várias capitais. pode-se calcular. mostra um mínimo no segundo ano de idade. de 1894 a 1921. " O Anuário de Estatística Demógrafo-Sanitária. no Estado de São Paulo. acham-se no citado tomo I da parte 2 • do Vol. 310 40 5" 29 28 707 268 0. Coeficiente de so. ao segundo em 14.77006 0. São Paulo. I. ao Dis- trito Federal e à população conjunta. calculado anterior ao censo bua BC d f D Federal) turais dêsle) de 1920 (a) (b) (C) (d) (e) (0 ro 32 631 0.74528 20 635 21 420 + 9o 26 174 o74226 19 428 20 812 + 1 364 10° 24 886 0. às págs LXI-LXIII (tábua BO d f ) e LXIV-LXVI (tábua BO cap) . . publicado em 1923 pelo Departamento Nacional de Saúde Pública. mas não desprezível) emigrou para outros lugares. 6 A regularidade mesma com que se manifesta em tempos e lugares diferentes a inferioridade dos números dos recenseados no primeiro e segundo anos de idade. relativamente aos dos recenseados no terceiro e quarto anos. referentes.81669 24 615 17 626 .. F. nos primeiros dez anos de idade.76068 22 21 876 503 23 22 189 871 + + 313 1 368 6" 27 423 0. ao primeiro em 8 casos. indica.74904 21 234 21 333 + 78599 8o 27 688 0.IX.________ . segundo. o número aproximado dos naturais do Distrito Federal que sobreviveriam em 1. 6 989 30 29 705 0.1920 na número dos re- anterior ao censo de Irados no D. etc. n o 1 (Jan~iro de 1939) . Também o censo de 1934. 61. partindo do número de nascimentos regis- trados no primeiro. 2 728 2. Vol. em 1890. F. calculadas por Bulhões Carvalho segundo o censo de 1-IX-1920 e os óbitos do mesmo ano de 1920. · 8 As tábuas de mortalidade e de sobrevivência. e sim re- 1 presenta a consequência de omissões ou de erros usuais.0 de Setembro de 1920. ao primeiro ano em 18 casos. idade indicada.

talvez. li:sse excedente deriva. das quais em 134 as mães declararam que o registro tinha sido feito em pretorlas do centro da cidade e em 1 340 declataram não terem sido os filhos registrados. o Dr J P Fontenelle transcreve. 3.i 0 Embora as lacunas no reg!st10 dos nascimentos sejam. isto é. diante quer do número presumí- vel de vivos nestas idades. no conjunto do período entre o terceiro e o décimo aniver- sários. quer do número de recenseados nos anos de idade seguintes.. encont1a1am as visitadoras mais 1 474 ctianças nascidas na zona do Centro de Saúde de Inhaúma. De fato. segundo a tábua de sobrevivência. no qual afirma que " . dos que nascetam naquele ano. ao contrário.j l 2) ser provável um excedente dos recenseados nos anos de idade quarto. A dúvida agora exposta impede de chegar a uma con- clusão certa pelo exame dos dados referentes ao Distrito Federal. deduzido da tábua BC cap. à pág 347. 1935 e 1936. acha-se confirmada pelo estudo dos algarismos censitários referentes ao conjunto da população do Brasil. ou Ignorarem completamente se o tinham sido" 1 " O número que Indica o xmo ano anterior à data do censo indica também a idade. 11 representando a fração dos nascidos vivos no . de crianças pertencentes de fato aos dois primeiros anos de vida . encontra-se. 402. afirmar: 1) ser incontestável a deficiência do número dos recenseados nos primeiros dois anos de idade. sensível ex- cedente dos números observados sôbre os estimados. partindo do número de nascidos errado por falta. Nos sete anos de idade seguintes. o número de sobreviventes calculado. quinto. e o número Inicial N dos componentes da geração representada nesta tábua (so- bteviventes na idade zero) . Cumpre notar. NOS CENSOS DE 1920 e 1890 A opinião manifestada no parágrafo precedente. que o excedente observado pode também provir. No seu relatório sôbre A saúde pública no Rio de Janei1o. b) o coeficiente de sobrevivência no xmo ano de idade. e logo atribuível prin- cipalmente à omissão de uma parte dos recenseandos ou à deslocação de uma parte dos recenseados. total ou parcialmente. também no terceiro ano se verifica ligeira deficiência. relativamente.7%. em que a deficiência decorrente da maior mortalidade infantil e das emi- grações deveria tornar-se maior. sob 2). 13. 9 ' '~ Com efeito. a deficiência atinge 10. tornar-se-ia errado no mesmo sentido (neste caso. etc. isto é. no dia do censo. em parte da errônea inclusão nes- te período de idade de certo número de crianças pertencentes de fato ao primeiro e segundo anos de vida. o trecho de um ptecedente relatório de 1929. No conjunto dos três primeiros anos de idade. seria ainda maior a lacuna apurada nos dois primeiros anos de idade). ou seja de 5. . (b) ) . menores no Dis- trito Federal do que em qualquet out1a região do Btasil. Pode- -se.027.. para cada um dos dez primeiros anos de idade (ou ános anteriores à data do censo) : 10 a) o número dos naturais dêste país recenseados em 1. sôbre o verdadeiro número de pessoas exis- tentes nessas idades: excedente ao menos em parte determinado pela inclusão. ainda se manifestam em propor- ções não despreziveis . todavia. o número dos recenseados fica muito menor que o calculado no primeiro e no segundo ano de idade. A tabela IV indica.0% do total calculado: proporção alta demais para ser determinada pelos fatores acima indicados.450 REVISTA BRASILEIRA DE ÉSTATíSTICA aplicação dos coeficientes de sobrevivência ao número dos nascimentos. nestes grupos. como consta do confronto feito na tabela III. do incompleto registro dos nascimentos. 11 Razão entre o número médio V dos vivos no xmo ano de idade.0 de Setem- bro de 1920 no xmo ano de idade (cal. porém. 5 DEFICIÊNCIAS NOS DOIS PRIMEIROS ANOS DE IDADE E EXCEDENTES NOS SEGUINTES.

o andamento das taxas de natalidade assim calculadas mostra- -se muito irregular e absolutamente inverossí:rpil.22 8o 936 936 0.05 ao 1 014 674 0. RECONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO DA POPULAÇÃO DO BRASIL 451 ano anterior ao censo. calculada segundo os dados oficiais 13 (cal.68860 1 360 600 24 568 000 55.52 40 1 006 152 0. isto é. 12 Sendo o coeficiente de sobrevivência c igual à razão dos vivos no xmo ano de idade sôbre os nascidos dos quais êles provêm.68235 1 067 400 23 190 000 46.03 Essa taxa é a que haveria se o número de vivos apurado pelo censo no ano de idade fôsse exato e a mortalidade igual à da tábua BC cap. (c) ) . anterior ao censo ano indicado an- cado anterior ao 1920 do Brasil.88 50 949 938 0.. com uma média de 32. isto é. . no ano indicado cidos vivos no anterior ao censo de 1920.70614 1 345 300 26 797 000 50. . Torna-se óbvia a hipótese de que as taxas calculadas sejam erradas por falta no pri- meiro intervalo e por excesso no segundo. naturais idade indicada. etc. etc Sõbre êsses dados foi calculada a população ao fim de Fevereiro de 1920. 1918. 000 habitantes. a taxa de natalidade para êste ano (cal.88323 937 900 30 101 000 31. • e) a razão entre os nascidos vivos no xmo ano anterior ao censo e a população média do mesmo ano.77954 995 500 29 238 000 34. 836. e logo: N = V : c .73637 1 377 900 28 400 000 48. em 1937.9. (d) ) . do 3. 1919. a população estimada em 31 de Dezembro dos anos de 1920.0 e um máximo de 59. à pág. que seria encontrada pelo censo no xmo ano de idade se o nível da mortalidade em cada intervalo xmo anual de idade fôsse invariavelmente o indicado pela referida tábua e se a emigração fôsse nula (cal. em virtude de erros no mesmo sentido que afetem os dados censitários. etc.6 nascidos por 1. do 2 °. d) a população média do Brasil no xmo ano anterior à data do censo. -ano anterior à data do censo. . 979 264 0.71691 1 403 500 27 586 000 50. ano III. População média entre os nas- dos nascidos Ano de idade ou ano censeados em brevivência na vivos no ano indi. é indicada.69300 1 371 000 25 288 000 54.16 20 776 061 0. xmo Ora. (f) ) . 1919. com uma média de 52. c) o número aproximado dos nascidos vivos no xmo ano anterior à data do censo.. a divisão do número dos vivos por c reproduz o número dos nascidos Em fórmulas: c = v : N . (e) ) . e muito altas nos anos do terceiro ao décimo. 1937. na segundo a tábua de 1920 terior ao censo e a censo de 1920 (arredondada) população média i da de indicada BC cap (arredondado) (a) (b) (C) (d) (e) (I) lo 828 384 0. o número dos recen- seados em cada ano de idade.20 60 941 719 0. a qual pode ser considerada como população média do 1 °.78 70 950 115 0. calculado mediante divisão do número dos re- censeados pelo correspondente coeficiente de sobrevivência 12 (cal.0 . 1918. Coeficientes de so.68520 1 429 200 23 868 000 59. de modo que se deve presumir afetada por êrro a base do cálculo. publicado pelo Instituto Nacional de Estatística. TABELA IV Cálculo da natalidade no Brasil nos últimos dez anos precedentes ao censo de 1920 Número calculado Razão (x 1 000) Número dos re.88 wo 728 361 0.. As taxas de natalidade aparecem muito baixas no primeiro e segundo anos anteriores ao censo.38 9o . 13 No Anuário Estatístico do Brasil.69868 1 347 900 26 032 000 51.

como atestam. em 1872. já examinados no § 3. sem outra in- dicação no título. deve-se excluir a hipótese de que a anomalia observada exprima um fenômeno real. indicando a classificação por côr TABELA V Distribuição por idade. confirma-se a conclusão do parágrafo precedente. até o décimo sexto ano. 14 Recenseamento do Brasil em 1872: volumes OJganizados por províncias. pág 433 e idade. OUTRAS ANOMALIAS NO CENSO DE 1872 Uma ilustração singular dos erros quasi incríveis que afetam a classificação da população. sôbre a base do censo de 1890. Advirta-se que outras Províncias mostram anomalias ainda mais graves. sem dúvida não representam fatos. conduz a taxas de natalidade que mostram andamento seme- lhante ao exposto acima.452 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Desde que a execução do cálculo respectivo. . os dados para as de Minas Gerais e de Piauí. são apenas aparências. deles apre- sentamos um exemplo na tabela V. que constariam de nossos cálculos. até o 16 ° ano. e não há razão para acreditar que justamente nos últimos dois anos anteriores a cada censo a natalidade fique muito baixa depois de ter sido altíssima nos anos precedentes. por idade. na maior parte. 6. Logo. antes. sendo os recenseados classificados por ida- de segundo o sexo. é fornecida pela pu- blicação 14 que apresenta separadamente por freguesias os dados apu- rados no censo daquele ano. da população da Província de São Paulo. a côr e a sua condição de livres ou escravos. As grandes oscilações da natalidade nos períodos pré-censitários. segundo o censo de 1872 (*) Idade Brancos Pardos Caboclos Pretos Total (a) (b) (c) (d) (e) (f) A) Meses 1 1 540 710 133 364 2 747 2 1 349 539 121 275 2 284 3 1 319 602 119 269 2 309 4 1 461 610 113 300 2 484 5 1 507 602 146 309 2 564 6 1 653 665 170 390 2 878 7 1 442 644 167 341 2 594 8 1 599 727 165 384 2 875 9 1 602 730 198 420 2 950 10 1 630 811 227 427 3 095 11 1 953 845 256 463 3 517 B) Anos completos o 17 055 7 485 1 815 3 942 30 297 1 7 082 2 457 647 1 540 11 726 2 7 737 2 675 704 1 306 12 422 3 7 500 3 831 711 3 981 16 023 )Í 4 8 789 3 990 888 3 431 17 098 5 12 468 5 013 1 166 4 293 22 940 6 a 10 59 904 25 794 4 700 18 727 109 125 11 a 15 50 880 21 283 3 809 16 786 92 758 (*) Recenseamento do Brasil em 1872. da população da Província de São Paulo (atual Estado). Sem descer a uma análise pormenorizada dêstes dados. São Paulo. por exemplo.

na Alemanha.496.. de 1 a 11.. o censo de 1920 permite uma completa análise. sem distinção de sexos. 1l:ste enorme excedente revela um grave êrro. que vai do sexto ao décimo. citado. média dos de 49 e de 51 anos-.125. os dados foram reconduzidos ao grupamento usual. contra 736. veros. o número de recenseados cresce com a idade. -- ~-'-'}""'*"''"''· ·1··'. uma pe~quisa sôbre os erros . os erros deviam ser maiores do que nos municípios urbanos. . -sexto. que em seguida procuraremos medir. a causa determinante dos erros que conduzem à acumulação dos recenseados nas idades expressas por números múltiplos de 10 e nas demais "atrativas". que deveria figurar numa classificação por meses acabados. Dêstes erros.: grupamento di. branca. o número dos recenseados de 50 anos deveria aproximar-se muito da semi-soma dos de 49 e 51 anos. em vez disso. os recenseados de 50 anos :foram 737 716. as demais 19 ca- pitais.AÇAO '.DI>: BRASIL No primeiro ano de idade. 16 O Distrito Federal possuía 1. A tabela VI reproduz essa classifica- ção por idade. naquela época. e também inferior ao do quinquênio entre o décimo-primeiro e o décimo- -sexto aniversários.209. contra 8.na distribuição dos habitantes por anos de idade. porém. constituindo mais de 11% çla P\>Pulação total do Brasil. :1. 16 Na tabela VII. por exemplo.. do décimo-segundo ao décimo. símil. Cumpre ter em conta que no restante da população -'. para· a população. São Paulo. os dados estão expostos por anos isolados. 80. Por exemplo. · 7. referente às 19 capitais. As anomalias manifestam-se em alguns casos relativamente maio- res para a população de côr. o mês 12. por grupos quinque4ais e decenais (do sétimo ao décimo-primeiro.ade de 50 anos encontram-fie 28.157 873 habitantes. 758. . estava bastante baíxo. são.'736.ou seja a maior parte -. que deveria figurar numa classificação por meses iniciados. ERROS POR ARREPOND4MENTO DE IDADES A deficiente instrução é. e o Mu- nicípio de São Paulo.()33. em 1937.473 689 habitantes. para o Distrito Federal. 915 na de 49 e 5. a primeira hipótese parece mais. 1.ÇAO DO MOVIMENTO :DA >POPUI. 109 . além do sexto ano. a classifícação foi feita por meses: é c:utioso· observar que nela aparecem só_ onze meses. 92. ou. o primeiro número aparece quasi quádruplo do segundo. cujo nível cultural médio. •ficand<Y incerto se falta o mês O. 783. 579. - Apesar d'e ter só onze meses.: RECONS~U. Outras tabelas resumem elementos da corres- pondente classificação para as demais 19 capitais ou para algumas delas. 542 na de 51. o primeiro ano de idade· êoinpreende um número de recenseados quasi triplo do que figura no segundo iano! Para o quinquênio de idade seguinte aq primeiro ano.15 Merece posta em particular evidência a escassez dos recen- seados no segundo e terceiro anos de idade. do décimo-primeiro ao décimo- -quinto. todavia. pois fornece a classifica- ção por sexo e por grupos anuais de idade das populações do Distrito Federal e das capitais estaduais. na id. pois na seguinte classificação por anos as idades estão expressas em anos completos. também. O total de 3. \ · . 15 No Annuaire 1908-1912. confrontam-se os números. 17 Assim. do décimo-sétimo ao vigésimo-primeiro. 17 de fato. etc. Se a classificação censitária fôsse exata. ----------------. nlto se esclarecendo qual o processo adotado. fica.:- dos recenseados nas idades múltiplas de 10 com os dos recenseados nas idades imediatamente precedentes (em 9) e seguintes (em 1).) . etc. em vez de diminuir. muito inferior ao do quinquênio seguinte. muito graves. 4·84 recenseados.verso do usual. Nos três anos seguintes. O nú- mero referente ao quinquênio entre o primeiro e o sexto aniversários. também. oferece base mais que suficiente para.

sendo de TABELA VII Confronto entre o número dos recenseados nas idades múltiplas de 10 e nas imediatamente precedentes e seguintes. 38 446 53 505 33 336 1. excluído São Paulo . 5 458 no Distiito Federal e 3 418 em São Paulo. O número total dos recenseados foi de 1157 873 no Distrito Federal e de 579 033 em São Paulo. em 19 capitais ( *) IDADE EM O NÚMERO DOS RECENSEADOS NA IDADE Razão entre (c) (Anos completos) e a semi-soma (a) em 9 em O em 1 de (b) e (d) (b) (c) (d) (e) 10 . 4 540 18 7 458 109 2 1 861 106 4.665 3 549 66 2 064 1 183 91 87 12 17 23 062 13 063 42 13 175 5 658 67 1 715 997 92 68 16 18 26 256 14 956 43 10 312 4 556 68 2 499 1 135 93 46 12 19 24 580 13 149 44 9 924 4 242 69 1 329 617 94 35 15 20 28 688 15 269 45 13 807 6 228 70 3 628 1 664 95 77 18 21 23 431 12 088 46 9 227 4 103 71 848 393 96 70 23 22 27 786 14 128 47 7 444 3 648 72 1 339 696 97 31 10 23 25 639 13 098 48 10 755 4 903 73 912 444 98 50 8 24 25 793 12 779 49 7 284 3 153 74 963 444 99 45 7 (*) Os recenseados que declararam a idade de 100 ou mais anos foram 189 no Distrito Federal e 52 em São Paulo.09 50 8 915 28 484 5 542 3. Distrito São com.. 36 078 43 333 33 287 1. 25 206 14 403 31 15 313 6 204 56 5 773 3 142 81 281 74 7 25 671 14 739 32 21 923 8 593 57 3 837 2 268 82 346 115 8 25 373 13 296 33 16 598 6 842 58 5 508 2 853 83 215 76 9 23 390 12 131 34 16 164 6 634 59 3 732 1 761 84 257 94 10 25 829 13 300 35 20 436 8 435 60 9 207 5177 85 299 111 11 22 075 11 593 36 17 108 6 991 61 2 339 1 183 86 208 56 12 24 923 13 840 37 14 391 5 657 62 3 420 1 824 87 139 48 13 22 221 12 388 38 18 938 7 454 63 2 712 I 459 88 125 31 14 23 010 12 996 39 14 261 5 453 64 2 958 1 506 89 106 24 15 23 784 13 243 40 22 828 9 924 65 3 583 1 857 90 331 84 16 23 117 13 193 41 8.49 30 . Distrito São com. 24 263 48 496 16 545 2.------------------ o 28 888 15 994 25 27 335 12 654 50 15 596 7 894 75 1 150 581 1 19 696 11 324 26 24 145 11 505 51 4 617 2 468 76 838 361 2 26 292 13 869 27 23 256 10 234 52 7 454 3 856 77 508 238 3 26 502 14 380 28 26 121 11 095 53 5 410 3 037 78 861 354 4 26 491 14 852 29 19 231 8 444 54 6 154 3 385 79 442 139 5 25 590 14 442 30 28 673 13 029 55 6 244 3 710 80 1 163 402 6 . 16 247 39 045 9 041 3.Distrito São pletos Federal Paulo pletos Federal Paulo pletos Federal Paulo pletos• Federal Paulo (a) (b) (c) (a) (b) (c) (a) (b) (c) (a) (b) (C) -----------------. segundo o censo de 1-IX-1920 (*) Idade Idade Idade Idade em RECENSEADOS em RECENSEADOS em RECENSEADOS em RECENSEADOS anos anos anos anos com. Distrito São com.. os de idade desconhecida.33 (*) As capitais dos Estados..454 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA TABELA VI População do Distrito Federal e do Município de São Paulo por anos de idàde.94 60 70 .99 5.26 1 598 80 517 2 463 346 5.25 20 .. segundo o censo de 1920. que sempre deveria ficar próxima à unidade num censo exato. vai-se afastando progressivamente dêste nível à medida que a idade se eleva. A razão entre o número dos recenseados na idade múltipla de 10 e a semi-soma dos recenseados nas duas idades adjacentes.38 40.71 90 158 706 65 6.

03. Para atingir êsse fim. errado por excesso.94 para 50 e de 6. Havendo diferenças relativamente pequenas en- tre os valores obtidos pelas duas fórmulas. no Distrito Federal. ANALISE DOS ERROS POR ARREDONDAMENTO. :4140. 5.57 em Teresina e 7. e não da primeira.19 e 3. Dessa segunda razão.44. a razão entre os recenseados na idade de 60 anos e a semi-soma dos recenseados nas idades de 59 a 61 é de 2. 4. 4.26 em Maceió.28 em Goiaz. na média.33 para 90 (quanto às idades intermédias. de 3.59 em São Paulo. obtém-se razões diferentes. Com efeito. na legítima significação da expressão "medir".55 em Belém. Manaus. experimentámos. a razão é de 3.44 em Maceió. O confronto.80 em Aracajú. e a semi-soma dos números dos recenseados nas duas idades adjacentes. em consequência da maior ignorância. a média de 11 grupos anuais determinados pelo mesmo critério. de 3.40 em Cuiabá. respectivamente. 5. As razões calculadas cumulativamente para as 19 capitais são ín- dices da gravidade média dos erros por arredondamento das idades de- claradas. Por exemplo. vejam-se dados na tabela VII). 18 No Município de São Paulo. a razão calculada entre o número dos recenseados na idade redonda. feito no parágrafo precedente. Recife. mas não variam muito a graduação das capitais e a amplitude relativa das diferenças entre elas. os erros por arredondamento se manifestam mais graves para a população feminina do que para a masculina.55 e 6. tomámos a semi-soma deles como expressão aproximada definitiva do número dos vivos na idade 18 Para as demais capitais. em vez de 60 anos. Escolhendo-se outra idade redonda. indica a presença e a intensidade do êrro. de 3. 9.52. nesta idade. 10.58 em Niterói. de 3. 5.25. entre os recenseados na idade redonda e nas duas idades adjacentes. a· razão entre o número dos recenseados de 60 anos e a semi-soma dos de 59 e de 61. 2. de 2. Por exemplo.15 e 12.99 em Curitiba e 2. Belém. de 3. logo.70 em Pôrto Alegre . e. De modo geral. ora menores.20. procurámos calcular o número presumível das pessoas realmente existentes em cada idade múltipla de 10. 5. Salvador. 5.50. Mas.80. experimentámos aceitar como expressão aproximada do número dos vivos nessa idade a média dos recenseados nos 9 grupos anuais que teem no centro o da idade redonda. as razões são as seguintes: São Luiz. chega a 11. 7. 3. no Distrito Federal. Natal.61 no Recife. RECONSTRUÇAO DO MOVIMENTO DA POPULAÇA_D DO :ElRASIL 455 1.56 e 5. porém não mede essa intensidade. 8. 5.ade redonda. como ignoramos o verdadeiro número dos que teem a iÇI. PARA O DISTRITO FEDERAL E O MUNICíPIO DE SAO PAULO Para uma análise mais aprofundada dos erros ora examinados pareceu-nos oportuno escolher as populações dos dois mais importantes Municípios do Brasil: o do Distrito Federal e o de São Paulo. · Belo Horizonte.98 em Vitória.26.51 para os homens e de 3. que é de 4.47 em Paraíba.73 em Salvador. fica superior à que se obteria confrontando o número dos recenseados na idade redonda com o verdadeiro número dos vivos. encon- tram-se erros ora maiores.99.25 para 10 anos. 8.55 para as mulheres. Florianópolis. também. considerando-se isoladamente as várias capitais. poder-se-ia de- duzir diretamente uma medida do êrro relativo. errada por falta. Fortaleza. de 10.07. Conside- rando que a atração da idade redonda não age só nos intervalos anuais adjacentes. .74 e 6.11. mas chega muito mais longe. só poderemos che- gar a uma medida aproximada dêste êrro. enquanto desce a 3.

. 2 . 53. contra 4. DE: 52 A 61 ANOS DE 62 A 71 ANOS _20 18 16 14 . na idade de 50 anos.596 pessoa::... segundo os anos de idade. 10 Por exemplo. e de 20: 198 para cada um dos nove grupos intermédios.. DE: 42 A 51 ANOS --coe--•••. ' 4 . 381 pessoas calculadas.. 47.. os intermédios os de 46.. isto é. no Rio e de 3. com pêso de 9. em São Paulo. Nas secções A e B da tabela VIII. foram recensea- das. no Rio. respect1vamemoe...134 O êrro por excesso no censo seria de 7. 894...I I. Êste processo corresponde à formação de uma média aritmé- tica ponderada dos recenseados nos onze grupos anuais. Cumpre notar a pouca diferença entre as medidas rela- ' 10 . o ALGARISMO FINAL DA I D A OE 2 3 4 5 6 7 8 9 o III . os números assim calculados respectivamente para o Rio de Janeiro e São Paulo estão comparados com os números indicados pelo censo.. contra 8. 54 anos. de 22 a 71 anos redonda. no que diz respeito à idade de 50 anos..i I ..l \ \ 8 I I \.>sultados variam só levemente Aplicawmos esta segunda fó1mula em outro exemplo . 6 l . .l .215..760. os grupos extremos são os de 45 e 55. Por exemplo. os pesos de 10:200 e 20:200. de 86%. 15. '1 .198 para cada um dos dois grupos extremos. População do Distrito Federal em 1920. O ·cálculo ficà mais sill"ples adotando-se.456 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA POPULAÇÃO DE: 22 A 31 ANOS MILHARES DE: 32 A 41 ANOS __ 30~~~--+----+ -•-•••. em São Paulo. _10 12 . ou sejam 91%. 95 r<..

por exemplo. Nessa coluna se verifica que nas populações dos dois mais impor- tantes Municípios do Brasil (como nas das demais 19 capitais. feito o confronto. Tentámos também medir êsses erros. no Distrito Federal e no Município de São Pâulo (*) ' . necessariamente im- perfeito .8 50 15 596 8 381 7 215 86.20 TABELA VIII Comparação entre o número observado e o número calculado dos vivos em 1-IX-1920.4 70 1 664 876 788 90. · .269 13 493 1 776 13.6 ' (*) Os números calculados são médias ponderadas dos onze grupos anuais de idade que teem no centro o grupo de idade redonda Vide § 8.0 80 402 219 183 83. o número de vivos calculado fica provavelmente e~rado pór excesso (e. apresenta-se inferior à verdaçie o êrro do número ob•.1 40 9 924 6 069 3 855 63. ao ànos..1 60 9 207 4 435 4 772 107. ao menos até 60 anos. Para outros dados referentes à mesma capital. dos vivos de 70 e. advertindo-se que os dados "calculados" constantes tia mesma tabela foram obtidos pela fórmula Indicada na nota 19 . 21 Nas Idades senfs. nas idades redondas. como já vimos. ~ervado)._pois. (e) ) . E' provável que ainda cresça além dêste limite.6 70 3 628 1 761 1 867 106.0 80 1 163 562 601 106. 528. como o demonstra a tabela VIII (cal. não ten- támos calcular com maior aproximação o presumível núni. RECONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO ·DA POPULAÇÃO :bO BRASIL 457 tivas dos erros nas duas populações. decresce)1do..5 50 7 894 4 134 3 760 91.4 20 15. calculada como foi explicado Sendo os grupos senfs afetados ainda por erros de _exagêro nas Idades declaradas. resulta um êrro por excesso de 1 364. também nas outras idades a gra- vidade dos erros é mais ou menos a mesma no Rio e em São Pàulo. com~ parado o número de recenseados de 50 anos. o têrmo central da série dos verdadeiros valores correspondentes aos onze grupos anuais fica Inferior à média aritmética ponderada. para evitar o recurso a hipóteses incontroláveis · · · · -. as deficiências quanto aos recenseados nas idades adjacentes. rapidamente o número dos vivos à medida que aumenta a' Idade. embora isto não seja demonstrado pelo nosso cálculo.2 30 13 029 9 300 3 729 _40.0 30 28 673 21 507 7 166 3$. 21 Aos excedentes nos números dos recenseados nas idades redondas contrapõem-se. _em consequêncla..Distrito Federal 10 25 829 24 234 1 595 6. com o calculado. NÜMERO DOS VIVOS DIFERENÇA ENTR~ A OBSERVAÇÃO IDADE EM E O CALCULO ANOS COMPLETOS observado Calculado Absoluta Relativa (%) (a) (b) (C) (d) = (b). vide tabela XIII. 20 Outras capitais apresentam erros muito maiores Quanto a Maceió. confron- tando a semi-soma dos recenseados na idade precedente e na seguinte à redonda com o número calculado dos vivos nesta última (Vide tabela VIII bis).0 60 5 177 2 392 2 785 116. . já exa- minadas).3 40 22 828 14 648 8 180 55. a intensidade relativa dos erros cresce com a idade.6 20 28 688 25 389 3 299 13. de 258 %.(c) (e)= 100 (d) :(c) A. · .ei'ó. 1 892. isto é.9 8-São Paulo 10 13 300 13 247 53 0.

4 79 e 81 107 219 . como já dissemos. 1 385 -10. o número das pessoas de 50 anos.5 29 e 31 7 324 9 300 . a conespondente deficiência tesulta em 49 %. 371 -42. em vez disso.8 B-. outros no mesmo sentido aparecem nas demais idades múltiplas de 5 e nas expressas por números em 8 ou.5 29 e 31 17 272 21 507 -4 235 .IX .7 49 e 51 5 950 8 381 -2 431 -29. que dão as maiores con- tribuições aos arredondamentos. a de 50 anos) .2 19 e 21 24 005 25 389 . nas idades adjacentes às redondas. ao número calculado das pessoas de 50 anos.1 384 .1 400 -31. 876 .0 59 e 61 1 472 2 392 .2 (*) Os númetos calculados são médias pondetadas dos onze gtupos anuais de idade que teem no cent10 o gtupo da idade tedonda Vide § 8 Em um censo exato.9 39 e 41 4 501 6 069 .2 79 e 81 361 562 . 1 323 -32. por economia de espaço. uma parte das pessoas que tinham essas idades tendo declarado erroneamente idades pares ou múltiplas de 5.458 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA TA B E L A V I II bis Comparação entre o número observado e o número calculado dos vivos em I .19.São Paulo 9 e 11 11 862 13 247 .os dados da tabela IX. 22 Em Maceió.6. Também as idades em 4 mostram erros por falta. A proporção dos homens por 1. em 2. no Distrito Federal e no Município de São Paulo (*) NÚMERO DOS VIVOS DIFERENÇA E_NTRE A (MÉDIA DOS DOIS GRUPOS OBSERVAÇAO E IDADE EM ANUAIS INDICADOS) O CÁLCULO ANOS COMPLETOS Calculado Absoluta Relativa (%) (a) Observado (b) I (C) (d) = (b) -(c) (e) = 100 (d) :(c) I A. no censo do Rio esta semi-soma fica inferior de 29%. como atestam . 920 -38. Também nas demais idades em 9 e 1 os níveis dos erros pouco diferem nas duas capitais.5 19 e 21 12 619 13 493 . às vêzes. 1 568 -25. coincidiria com a semi-soma dos números das pessoas de 49 e de 51 anos.8 49 e 51 2 811 4 134 .1920. além das idades em 1 e 9.5 69 e 71 505. mais ou menos. 201 -35. e no de São Paulo de 32%. as idades em 3 e 7 apresentam consi- deráveis erros por falta. Ao contrário. 1 976 -21.6 69 e 71 1 089 1 761 672 -38. cêrca de metade das pessQ.0 59 e 61 3 035 4 435 . 874 . como mostra a precedente tabela Além dos erros por excesso nas idades redondas. isto é.limitados às idades 46-55. 22 A medida relativa do êrro tende a crescer com a idade.Distrito Federal 9 e 11 22 732 24 234 . 112 -51.ts de 49 e 51 anos declararam outra idade (sem dúvida. 5.1 502 . na maior parte.7 39 e 41 11 463 14 648 -3 185 -21. Observa-se nas populações das duas capitais a já notada prevalên- cia de erros no sexo feminino. 6. 000 mulheres aparece relativamente baixa nas idades .

45 596 39 077 + 6 519 + 16. 3 810 3 474 1 097 + 61 1 689 1 464 1 154 + 110 50 7 154 8 442 847 -189 3 725 4 169 893 -151 51 2 514 2 103 1 195 + 159 1 388 1 080 1 285 + 241 52 " 3 856 3 598 1 072 + 36 2 048 1 808 1 133 + 89 53 .7 6 35 288 36 698 . dos recenseados no Distrito Federal em 1-IX-1920. 5 141 -12.4 -18. . segundo o aigarismo final da idade. 3. nas idades de 46 55 anos.17 848 -35. em 1 e 9. TABELA IX Proporção dos dois sexos nas populações do Distrito Federal e do Município de São Paulo.4 Oa9 408 845 408 845 (*) Segundo o cl\lculo da tabela VIII (a). relativamente alta nas idades "repulsivas". 5.. 79 1 887 1 823 1 035 . confrontando a distribuição observada dos recenseados em 1920 no Distrito Federal com a calculada TABELA X Confronto entre a repartição. parece indicar que os resultados deles sejam aceitáveis.000 precedente mulheres e a média mulheres e a média Homens Mulheres'! decenal Homens Mulheres decenal (a) (b) (C) (d) (e) (b') (C') (d') (e') 46 4 991 4 236 1 178 + 142 2 106 1 997 1 055 + 11 47 3 935 3 509 1 121 + 85 1 868 1 780 1 049 + 5 48 5 409 5 346 1 012 .410 . 6 380 .2 4 36 455 41 596 .18. Esta concordância aproximada entre os dois cálculos. nas idades de 30 a 99 anos. EM I -IX ·1920 OBSERVADO E O CALCULADO DA IDADE EM ANOS COMPLETOS Segundo o cálculo Segundo o censo sôbre a tábua Absoluta Relativa (%) BC d. (a) (b) (c) (d) (e) o. o número correspondente seria 51 427. e a calculada segundo a tábua de sobrevivência BC d. j. RECbNSTRUOAO DO MOVDMENTO DA POPULAÇãO DO BRASIL 459 "atrativas" em O. f. DE 30 A 99 ANOS. feitos com métodos muito diversos.24 2 407 2 496 964 . 9 46 a 55 40 799 39 386 1 036 20 512 19 645 1 O# 9. OUTROS ERROS DETERMINADOS PELA ATRAÇÃO OU REPULSÃO EXERCIDAS POR CERTOS ALGARISMOS Na tabela X procuramos medir a atração ou repulsão exercida pelos vários algarismos finais da idade. NÜMERO DOS VIVOS NAS IDADES DIFERENÇA ENTRE O NÜMERO INDICADAS. 1.8 9 27 199 30 340 . ao contrário. NO ALGARISMO FINAL D. 8..8 053 + 1.5 1 32 150 49 998 . em que se concentra maior proporção de de~ clarações erradas de elementos do sexo feminino. em I-IX-1920 a DISTRITO FEDERAL SÃO PAULO IDADE EM ANOS Diferença Diferença RECENSEADOS Homens entre a RECENSEADOS Homens entre a COMPLETOS por 1.5 8 38 736 32 327 + 6 409 + 19.80 49 .000 precedente por 1. diferente só de 3 % dó calculado aqui. 81 426 (*) 53 040 + 28 386 + 53. F.8 7 28 065 34 445 .4 5. aparece. 3 141 -10.7 2 3 47 36 725 205 47 44 066 258 + 659 . 2 902 2 508 1 157 + 121 1 604 1 433 1 119 + 75 54 3 175 2 979 1 073 + 37 1 790 1 595 ' 1 122 + 78 55 3 053 3 191 957 .

845) apareceria deslocado.ol:as. 90 anos) ao das seguintes em 1 (isto é. 41. mediante a hipótese de um crescimento médio geométrico anual de 3 %. . 91 anos). devidos às atrações ou repulsões. . do grupo anual de idade a que de fato pertence para outro 'grupo. se as consecu~iv. modificada conforme a hi- pótese de um crescimento médio geométrico anual da popUlação de 3% .~ ~ _\ ~ 28 o ALGARISMO FINAL DA I D A DE o 2 3 4 5 6 ' I 7 8 9 IV . pa.460 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA segundo a tábua de sobrevivência BC d. daí às em 2. e integrados por números de imigrados tam- bém crescentes. segundo o algarismo final da idade. sem dúvida.30.f . Considerando que se verificam. os totais dos grupos já deveriam diminuir em consequência dos óbitos.ssando-~e do grupo das idades com algarismo final O (Isto é. e a distribuição calculada segundo a tábua de sobrevivência 23 Conslde1ando numa população o conjunto das idades de 30 a 99 anos.. dos recenseados em 1920 no Distrito Federal nas idades de 30 a 99 anos. 40. mais de um décimo da população de 30 a 99 anos (41 . . por efeito de erros na declaração da idade. as de 31. na classificÇtção censi- tária. . a diminuição será ainda maior: foi justamente esta circunstância que quisemos levar em conta em nosso calculo.Confronto entre a distribuição. . 973 sôbre 408. 60 56 52 ~ 48 ~~ 44 I~ J\ 40 I \ ~J \ 36 I \ /""""' ~ t:-- )~ 32 ~ i\. compensa- PDPULAÇAÕ POPULAÇA-O OBSERVADA MILHAR ES POPULAÇA·o CALCULADA 84 80 76 72 68 64 . como temos feito para o Dlstrl~o Fe- deral. provindo elas de números de nascidos crescentes no tempo. deduzida da análise do desenvolvimento real da população.23 No conjunto. e classificando os recenseados segundo o algarismo terminal da idade.' etc . .as gerações pro- viessem de números originais de nascidos constantes através do tempo J:l. as de .

Em Maceió.000 DE 30 A 99 ANOS respondente de- DA IDADE EM duzida do cál· ANOS COMPLETOS Distrito culo sôbre a São Paulo Araca]ú Maceió tábua BC d.27 136.7%.32 59.760 sôbre 3 391 (isto é. 66.64 115. em Maceió. a 18.95 354.68 108. porém.58 46.07 9 . 79.31 68. ' .53 60. a proporção dos que declararam uma idade múltipla . em I-IX-1920 · PROPORÇÃO DOS RECENSEADOS NAS IDADES INDICADAS. dizemos que nestas Idades há um êrro por excesso de 6. f.~.52 114. encontrando 45 596 pessoas no grupo das idades em 5. por definição. 1 000. de 12.bém acentuada a repulsão das idades em 7 e 3. RECONS.68 99. respectivamente. co! :(b) . isto é.25 4 89.29 2 116.91 46. ou seja de 3. contra cêrca de um quinto no Distrito Federal e em São Paulo.99 anos nos dois Municípios.00 1 000.5 e 18. vide .4 e 10.519 +· K.38 122.82 58.70 64. como sendo de Idade diferente: se K é o número delas.35 145.2%. Na mesma tabela XI são apresentadas as proporções corresponden- tes também a duas capitais em que os erros alcançam gravidade maior: Maceió e Aracajú.4% são as d_eficiê:ncias que correspondem às idades em 4 e 9.00 1 000. nias de 6•. 86.93 74.25. ele 16.75 86. mais 6.. erroneamente.16 208.71 99.36 112. o excedente é.7% ao calculado. 25 • Nas Idades de 60 a 99 ap. nas idades em 2. TABELA XI RéPartição proporcioiÚ:tl por idades.7% Isto. como se verifica do confronto feito na tabela XI.55 89.S19. os 45 596 recenseados compõem-se de 39.87 36.da população de 30 a 99 anos.de 10. sem dúvida. Federal (a) (b) (C) (d) (e) (f) o 199.8 e 16. de 1. é tam.94 129.46 41.K realmente pertencentes às Idades em 5 e de 6 519 + K não pertencentes a estas. segundo o algarismo final da idade.12 60.76 84. nas idades redondas concentra-se mais de um têrço . que indica a distri- buição proporcional da população de 30 a . A máxima atração é exercida pelas idades em O. pouco menos de um têrço.19. seguem-se as idades em 8 e 5. segundo o algarismo final destas.99 97. 52%).O. As proporções nas duas populações são tão próximas que a singular regularidade das alterações devidas ao~ erros até desperta admiração . Logo.26 95. em lugar das 39 077 que estimamos constituir . às quais corres- ponde um número de recenseados inferior de 35. Propor~ão cor-: ALGARISMO FINAL SÔBRE 1.40 89.00 $ão Paulo mostra características análogas às do Distrito Federal.79 72.26 91. sendo K sempre positivo.41 65.4%.00 1 000. a das idades em 6.06 54. 8. o número dos deslocados que figuram erroneamente no grupo das idades em 5 não é só i:i~ 6. algumas pessoas de Idade em 5 foram declaradas. 25 em Aracajú. não quer dizer que haviam sido declarados como pertencentes às· idades em 5 todos os que a elas realmente pertencem.519 que não per- tencem De fato. .os.17 89. dos recenseados em várias capitais. isto é.60 70. de fato aquele grupo.74 5 111.077 .5% ao calculado.81 101. respectivamente. com os excedentes. é de 52% •. .28 36.73 113.58 6 : 7 .64 94.e :(ç)'. de .47 309. nas idades de 30 a 99 anos.8%.12 3 88. apenas. A máxima repulsão é exercida pelas idades em 1. 1 .519.2'1 pàrece certo que a ~proporção real" dos erros exceda sensivelmente a que constaria dos al- garismos acima referidos .TRUQA:O DO MOVIMENTO DA" POPULAÇÀá iD.73 1 78. nas quais se registra um número de recenseados superior de 53.tabela XII~.64 75. algo menores. Um ex- 24 Por exemplo. mí- nirp.00 1 000. BRASlL ~461 ções parci~is entre· erfos nos sentidos opostos.21 Oa9. pois a deficiência chega.

462 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA cedente secundário observa-se nas idades em 5. (f) . reunindo-se em dois grupos quinquenais. dos erros das distri- buições por idade indicadas pelos censos. Pode-se ter uma idéia da amplitude dos erros confrontando as proporções referentes aos quatro Municípios com as calculadas pela tábua de sobrevivência BC d. retificada segundo a hipótese de um crescimento médio geométrico anual da população de 3% (vide tabe- la XI. etc Neste grupamento anal!tico. col.845. o grupamento torna-se eficaz para a sua quasi completa eliminação. isto é.5% . Todas as demais idades mostram deficiências das proporções dos recenseados em confronto com as estimadas: deficiências máximas nas idades em 1 e 7 e mínimas nas em 2 . obtendo-se assim uma repar- tição por grupos anuais muito mais próxima da verdade do que a originária. de O a 4 e de 5 a 9 anos. diante de erros relativamente muito maiores. quinquenais ou dece- nais).. outro me~or nas em 8: ambos mais acentuados do que os encontrados nas duas maiores capitais brasileiras. Mas. Torna-se muito improvável uma compensação total. a compensação recíproca dos erros tornar-se-ia algo menor do que no grupamento sintético.973 a 1. a outros. 4 e do outro todas as em 5. 9. isto é. vamos aludir nos próximos parágrafos. reunindo avisadamente estes grupos por intervalos poli-anuais (por exemplo. sendo relativamente moderados os erros. · Por exemplo. Se os erros nas declarações de idade alteram tão profundamente a classificação dos recenseados nos maiores centros administrativos e culturais do país e no mais recente dos quatro censos. ainda. 26 No caso do Distrito Federal. Outros erros já denunciámos. em outros casos. 8. de 15 a 19. de tal sorte que a soma do grupo poli- ·anual coincida exatamente com o número dos vivos que de fato estão naqueles limites de idade. uma recíproca compensação parcial dos erros por à tração ou repulsão. "" ConCletamente.997. nas zonas rurais. de 10 a 14. Lembre-se que os erros por atração ou repulsão de algarismos cons- tituem somente uma parte. sôbre 408. POSSIBILIDADES DE COMPENSAÇAO RECíPROCA DOS ERROS NA FORMAÇAO DE GRUPOS POLI-ANUAIS DE IDADE Como nos consecutivos grupos anuais de recenseados alternam- -se os erros por excesso e por falta. 1. o grupamento se deveria fazer em forma anal!tica em vez de sintética. mostra que. os deslocados por erros de atração ou repulsão re- duzem-se de 41. dever-se-iam grupar separadamente as idades de O a 4 anos. pode-se obter. nem sempre a maior. em vez de grupar de um lado todas as idades em O. 10. os grupos poli-anuais podem de novo ser cindidos em grupos anuais mediante interpolação. de 5 a 9. mesmo em 1920. todavia. . torna-se possível amiúde uma com- pensação parcial tão adiantada que permite uma reconstrução aproxi- mada da efetiva distribuição por idade. A percentagem dos deslocados por atração ou repulsão dos algaris- mos finais. 2. 3. 6. isto é. f. deveria aproximar-se de 20 % em Maceió e de 25 % em Aracajú. em cada intervalo. Conseguido um grau de com- pensação satisfatório. ficaria. de mais de 10'% a menos de 0. porém. o exame da coluna (d) na tabela X. na população desde 30 anos de idade. os dez grupos anuais. alterações ainda mais graves devem ter afetado esta classificação nos censos mais antigos e. ainda satisfatória. 7.

ambas "atra- tivas". o número de vivos deveria diminuir gradual e regularmente ao cres- cer da idade. resp1.110 28-32 7 254 35-39 4 668 34-38 4r:m 33-37 4 168 4ü-44 4 362 39-43 4 520 38-42 5 213 45--49 2. Variando os limites do grupamento quinquenal. 2 969. adotando como idades iniciais. são muito maiores. . Não há grupamento quinquenal que forneça uma distribuição re- gularmente qecrescente ao crescer da idade: isto pode explicar porque . 9 030. O primeiro dêsses grupamentos não se mostra eficaz. 55-64. 85-94. 65-74. ao contrário.. TABELA XII Grupamentos por quinquênios e por decênios de idade da população do Município de Maceió. de 53-57 anos. de 58-62.. 99 Reunindo-se por quinquênios de idade os grupos anuais dessa po- pulação.. de 48-52. 13 318. não se afasta o inconveniente.422 40--49 7 313 39--48 7 547 38-47 7 '938 5ü-59 4 373 49-58 4 583 48---57 5 040 6ü-69 2 219 59-68 2 290 58-67 2 462 7ü-79 900 69-78 937 68-77 1 033 8ü-89 206 79-88 215 78-87 269 9ü-99 66 89-98 65 88-97 69 (*) Os dados da coluna (b).. já acima considerada. 1 224. 426.. o grupo de 50 a 54 anos (que compreende a idade redonda) é mais numeroso que o de 45 a 49... verifica-se que o primeiro grupo. as em 9 e 4 e as em 8 e 3.1ctivamente..951 44--48 3 027 43-47 2 725 5ü-54 3 026 49-53 3 115 48-52 3 676 55-59 1 347 54-58 1 468 53-57 1 364 6ü-64 1 622 59-63 1 638 58-62 1 843 65-69 597 64-68 652 63-67 619 7ü-74 627 69-73 637 68-72 752 75-79 273 74-78 300 73-77 281 Sü-84 153 79-83 153 78-82 218 85-89 53 84-88 62 83-87 51 9ü-94 46 89-93 46 88-92 56 95--99 20 94-98 19 93-97 13 B. isto é. ~ ~ .. o de 70 a 74. res- pectivamente. as em O e 5. Na tabela XII (A) experimentamos três grupamentos por quinquênios. em 1-IX-1920 Idades em anos Idades em anos Idades em anos completos Recenseados Recenseados completos Recenseados completos (a) (b) (a') (b') (a") (b") A. 45-54. maior que o de 55 a 59.Grupos quinquenais 3ü-34 5 890 29-33 6. 7 ... REOONSTRUÇAO DO MOVIMENTO DA POPULAÇAO DO BRASIL 463 fica difícil realizar essa operação de forma satisfatória'.. integrados pelo número dos recenseados nas idades 25-29. maior do que o de 65 a 69. o de 60 a 64.. podem ser agrupados por decênios também na forma seguinte: 25-34. 35-44..Grupos decenais (*) 3ü-39 10 558 29-38 10 821 28-37 11. obteem-se resultados diversos ao mudarem-se os limites adotados. Vale a pena ilustrar essa dificuldade com o exemplo da população do Município de Maceió. 75-84. que os de 33-37. de 43-47. afetados por graves erros. fica aumentado ainda mais do que no precedente grupamento: os números dos recenseados de 38-42 anos.. compreendendo a idade em 8 e a múltipla de 10. Partindo das idades em 8 e 3.. Na realida- de. e também os grupos de 40 a 44 e de 90 a 94 anos aparecem aumentados de mais em confronto com os respectivamente precedentes. 5 977.428.

seguida a compensação cqmpleta entre os erros por excesso e por falta. e assim foram excluídas do grupo decenal 30-39. A primeira circunstância causou um êrro por excesso. etc. compreende. os por arredondamento. da atração das idades re{londas na formação de grupos decenais de idade para os recenseados no Município de Maceió em 1-IX-1920 DIFERENÇA ENTRE O AUMENTO LIQUIDO NUMERO DE VIVOS TRAZIDO À POPU· Recenseados NUMERO DE VIVOS OBSERVADO E O CAL· LAÇAO DO DECÊNIO no decênio NA IDADE INDICADA CULADO NA IDADE POR ELEMENTOS DO IDADE EM de idade ANOS COM· INDICADA PRECEDENTE que tem PLETOS como inicial Parte que a idade provém do Número Em% do indicada Censo Cálculo (*) Total decênio absoluto total de· precedénte cenal (a) (b) (c) (d) (e) (I) (g) (h) 30 10 558 3 039 1 284 1 755 585 77 0.27 determiná- mos o presumível número real dos vivos nas idades múlt~plas de 10 (30. declararam ter 40 anos.3 70. adotando como número presumível dos vivos na idade redonda a média aritmética ponderada dos onze grupos anuais. O número dos receri~eados de 30 a 39 anos. tendo no centro o dessa idade. Essa regularidade não significa.de redonda Vide § 10 lrl Aplicámos aquí uma fórmula mais simples.. porém. certo número de pessoas de idade real inferior a 30 anos (de 29.2 90 . Por outra parte.ps. isto é. declararam ter 30 anos. que foi adotado nos censos brasileiros.). REVISTAlBRASIL~IRA DE ESTATíSTICA os elaboradores dos censos brasileiros adotaram constantemente o gru- pamento decenal para as idades seguintes ao trigésimo aniversário. A diferença de 1. notamos que o grupo anual de 30 anos.. o nosso cálculo indica 1 . Procurámos estimar a m~dida aproximada dêsses erros. 755 mede aproximativa- mente o êrro por excesso em o número dos recenseados que declararam TABELA XIII Repercussões . por êrro involuntário ou voluntário.. que. certo número de pessoas que de fato estavam em idades de 39. e tomemos ainda uma vez. de 28 anos.. em cada grupo decenal. 039 vivos. que seja con. êsses erros em parte se com- pensaram reciprocamente na formação do grupo. etc. 10. Consideremos o tipo de grupamento decenal de 30 a 39. 66 37 9 28 9 ? ? (*) Os números calculados são médias ponderadas dos onze grupos anuais de idade que teem no centro o grupo de ida. Antes. como se vê pela tabela XII (B).9 80 206 121 38 83 28 19 9. com pesos de 1:20 para cada um dos dois têrmos extfemos e de 2:20 para cada um dos nove têrmos intermédios: · · · ·· . o pri- meiro do decênio. Limitando-nos aos maiores. 38 anos.4 60 2 219 1 161 285 876 292 184 8. como exemplo concreto.558..464 . em 1920. sem dúvida.313 2 408 885 1 523 508 66 0. de 40 a 49 anos. Por 'um processo análogo ao que seguimos para o Distrito Federal. como vamos mostrar mediante um exemplo. a segunda um êrro por falta no grupo decenal 30-39. o da população de Maceió. Na idade de 30 anos. etc. 284.7 40 ' 7. 40 anos. o censo indicara 3.). O grupamento da população de Maceió por dec~nios de idade mos- tra uma regularidade maior do que o por quinquênios. está alterado pelos erros · que já conhecem. 900 441 117 324 108 80 8.9 50 4373 1 892 565 1 327 442 150 3. etc. o grupamento deixa erros sistemáticos.

964 85-94 1 444 412 86-95 1 222 316 25-94 528 660 236 987 26-95 501 402 224 348 28 Advirta-se que essa proporção de um têrço quer representar uma hipótese.. e. por exemplo 25-34. em geral. 3. 40-49. sô- bre 10. podem-se diminuir.~. A diferença 585 . 25-34 218 759 95 234 26-35 211 860 91 015 35-44 150 038 61 919 36-45 143 409 59 712 45-54 87 748 42 675 46-55 8o 185 40 157 55-64 45 730 24 883 56-65 43. Concluindo: na formação dos grupos decenais 30-39. revelando-nos fortes deficiências nas idades em 1. e não uma avallação precisa e definitiva. ao decênio 30.parte. de. As precedentes análises dos algarismos censitários. porém. . 755) que. para o Distrito Federal e o Município de São Paulo. portanto. na maior . em virtude dos arredondamentos da idade.-39 figuram pelo censo no decênio 40-49. prudentemente. pertencem ao decênio 20-29. 4. na elaboração dos dados do censo de 1940. que cumpre esperar seja levada em conta.061 2 434 76-85 5 210 1. recenseadas em 1-IX-1920 nas idades de 25-26 a 95-96 anos > NÜMERO DOS RECENSEADOS IDADES EM N0MERO DOS RECENSEADOS IDADES EM ANOS COM· ANOS COM· PLETOS Distrito PLETOS.. que. de fato. já não se torna aplicável. figurariam pelo censo no decênio 30-39 .. indicaram-nos que uma parte considerável do excedente característico da idade redon- da corresponde às deficiências das idades seguintes e fica. afastar. no grupo decenal 30-39. Formando grupos decenais com outros limites.508 = 77 indica o excedente líquido dos recen. · Todavia.069 23 030 65-74 18 880 9 430 66-75 16 447 8 154 . foram puqlicados apenas por grupos decenais do tipo 30-39. Um exemplo dessa aplicação. 585 pessoas (um têrço do excedente de 1. essa advertência. aos dados dos quatro censos precedentes. consta da tabela XIV (para Maceió. nem para a União..contar 30 anos. 40-49. · 35-44. 29. Repet~ndo o cálculo para os grupos decenais seguintes (vide ta- bela XIII). até que no grupo 80-89 o excedente líquido transferido do grupo precedente chega a constituir 9. às vêzes. aplicável aos dados de 1920. compensada por estas no grupamento decenal executado a partir da idade redonda. etc.· seados. cuja gravidade crésce com a idade.7%. 36-45. 75'-84 6. etc. êsses erros. · Com procedimento paralelo. etc. etc. que só um têrço 28 do excedente constatado provenha do decênio precedente (idades 28. Torna-se. encontram-se excedentes relativos crescentes segundo o au- mento da idade. ou 26~35. Distrito São Paulo Federal São Pauló Federal (a) (b) (c) (a') (b') (c') ( ' .558).. devido aos referidos arredondamentos: excedente exíguo como percentagem do total dêste grupo (0.2% do total dos recenseados.): nesta hipótese. etc. vide nota à tabela XII) . os arredondamentos das declarações de idade tendem a determinar erros por excesso. f . que fo- ram publicados por grupos anuais. nem para os Estados isoladamente. para as capitais. calculámos que 508 pessoas perten- cent~s. Suponhamos.. TABELA XIV Grupamentos por decênios de idade das populações do Distrito Federal e do Município de São Paulo. fato.

7 60 9 207 4 472 4 376 4 424 + 4 783 + I08. quer para o Distlito Federal. por interpolação.3 65 I 857 2 038 I 946 I 992 .0 58 59 5 3 508 732 4 820 4 644 4 703 4 538 4 4 761 59I + 859 747 + I5.372 . no Distrito Federal e no Município de São Paulo (*) N Ú M E R O( DOS V I VOS DIFERENÇA ENTRE O IDADE EM NÚMEJ!O OBSERVADO E ANOS COM· A MEDIA DOS DOIS CALCULADO CALCULADOS PLETOS Observado 1 o cálculo 2 o cálculo Média Absoluta Relativa(%) (a) (b) (C) I (d) I (e) (f) l (g) A. logo. 29 O número dos vivos na idade de 60 anos. 63.6 59 I 761 2 528 2 421 2 474 - 60 5 177 2 444 2 341 2 393 + 2 784 + 116.I 118 . com efeito.2 64 2 958 3 82I 3 754 3 788 830 2I.7 I8. A diferença.9 65 3 583 3 668 3 605 3 637 54 I.2 I3. entre os resultados dos dois cálculos não atinge 3 % para o Disttito Federal e 5 o/o para São ?aulo Tomámos a média dos dois como têrmo de confronto para os dados do censo. 6. 48. 407 .103 2 024 2 2 150 071 . todavia.7 27. . difere pouco do calculado na tabela VIII por médias. o grupamento 55-64. a idade de 55 anos apresenta um considerável excesso dos recenseados sôbre o presumível númeiO dos vivos e a de 65 anos uma leve falta. 18. dos recenseados em 1-IX-1920. de 55 a 64 e de 65 a 74 anos de idade.466 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA A tabela XV apresenta um ensaio da c1sao. por interpolação. 62.3 6I 1 183 2 362 2 261 2 311 .I 921 45.4 57 2 268 2 695 2 584 2 640 .1 56 3 142 2 780 2 666 2 723 + 419 + I5. bastando. deficiências relativas menores às de 57.8 11.I 6I 2 339 4 303 4 2I7 4 260 . como valor aproximativo do efetivo número dos vivos em cada idade. 32. 30 A tabela :X.5 B-São Paulo 55 3 710 2 866 2 749 2 808 + 902 + 32.1 62 3 420 4 I39 4 060 4 099 679 I6. dos grupos decenais da XIV. para mostrar a regularidade da repartição por grupos anuais assim obtida.2 280 2 181 2 231 . Por economia de espaço.565 -. fornece por cisão dados anuais algo maimes do que os fmnecidos pela cisão do grupamento 56-65. nas idades de 55 a 65 anos. o exemplo limita-se às idades 56-65. 64. de 46 a 55.1 58 2 853 2 611 2 503 2 557 + 296 . A coluna (e) indica a média alitmética dos tesultados dos dois cálculos. de 56 a 65 e de 66 a 75. em grupos anuais.I4.V petmite comparar os dados obtidos pela cisão em grupos anuais de idade dos grupos decenais com idade inicial respectivamente em 5 (primeiro cálculo) e em 6 (segundo cálculo). O con- fronto dos grupos anuais do censo com os da interpolação põe mais uma vez em evidência as atrações e repulsões que já ilustrámos. 59. que exclue a primeira e compreende a segunda das 1 e feridas idades.2 63 64 1 I 459 506 2 2 199 118 2.691 .I35 . No exemplo concreto.8 62 1 824 .1 098 + 22.6 63 2 712 3 978 3 906 3 942 . calculado na tabela :X.Distrito Federal 55 6 244 5 370 5 212 5 291 + 662 953 + 18. no 2 o (coluna (à)) .713 + 28.8 (*) Intetpolação patabólica sôbte três grupos decenals de Idade: no 1 o cálculo (coluna (c)) de 45 a 54. Isto é.0 56 57 5 3 773 837 5 I83 5 000 5 040 4 870 5111 4 935 + . quer para São Paulo. apresenta-se mais elevado o grupo de 60 anos 29 e mais reduzido o de 61 . que compreende a primeila e exclue a segunda dessas idades. porém.I 230 3I. 30 TABELA XV Cisão em grupos anuais. Excedentes relativos menores correspondem às idades de 56 e 58 anos.V por interpolação.

034 10-14 1 952 343 1 887 654 1 034 15-20 1 930 880 2 165 821 892 21-24 1. e a determinação aproximada da medida. de "envelhecimento". é devido antes. procuran- do retificar a distribuição por idade da população brasileira segundo critérios objetivos. Encontram-se. que indica também as proporções para as demais idades. e eventualmente corrigí-los. mas. pa- rém. torna-se difícil a demonstração concreta da existência. Por exemplo. conforme as mais plausíveis hipóteses. sobretudo. e não a total. por grupos de idade. do que a erros por falta na declaração de idades realmente superiores ao trigésimo aniversário. de idades inferiores às reais. nas ida- des senís. para afastar a influência da imigração sôbre a composição por sexo. na maior parte. recenseada em I-IX-1920 IDADES NÚMERO DOS RECENSEADOS HOMENS EM ANOS POR 1000 COMPLETOS HOMENS MULHERES MULHERES (a) (b) (c) (d) 0-4 2 308.985 2 266 224 1 019 5-9 2 306 053 2 230. que TABELA XVI Proporções dos dois sexos. isto é. de naturalidade brasileira. chegamos para êsses grupos a números presumíveis de vivos constantemente inferiores aos indicados pelos censos. 25 878 18 038 1. que se verificam. como veremos. Achamos. como fenômeno singular. do que acontece com os erros estudados nos parágrafos precedentes. êste ex- cedente de recenseados. torna-se mais difícil. 14 506 679 14 538. por parte de adultos. que a importância deles seja menor que a dos erros já examinados e a dos er:ros no sentido oposto. na população do Brasil. porém. medí-los aproximadamente. . Sem dúvida. RECONSTRUÇÃO DO MOVnMENTO DA POPULAÇÃO DO BRASIL 467 11. indícios da existência de erros por rejuve- nescimento. a erros por excesso na declaração de idades realmente inferiores ao décimo- -quinto aniversário. entre os inúmeros erros dificilmente evitáveis nos censos. OUTROS ERROS NAS DECLARAÇõES DE IDADE: REJUVENESCIMENTOS Pode-se suspeitar com fundamento da existência de outros erros na distribuição da população por idade. Os grupos de idade tornados mais numerosos pelos erros de reju- venescimento deveriam ser. é corrente a opinião de que foram frequentes nos censos brasileiros declarações. porém. Examinando a composição por sexos da população natural do Brasil 31 recenseada em 1920. como alhures.548 998 81 Consideramos a população natural do Brasil. nota-se. os entre o décimo-quinto e o trigésimo aniversários. Os dados absolutos dos quais foram tiradas as pro- porções referidas no texto figuram na tabela XVI.002 939 1 024 208 979 25-29 1 123 761 1 185 324 948 30-39 1 618 702 1 569 639 1 031 40-49 1 088 945 1 023 126 1 064 50-59 633 844 615 167 1 030 60-69 342 255 345 237 991 70-79 123 789 141 814 873 80-89 36 402 47 630 762 90 e mais 11 903 18 324 660 Ignoradas.342 1. dessas alterações da verdade.436 Total . também estes de "rejuvenescimentos" aparecem no Brasil. todavia. Com efeito. .

deve depender também da maior pro- porção de declarações voluntariamente erradas por falta na população feminina do que na masculina. ao de 892 no sexênio seguinte.468 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATÍSTICA a proporção dos homens por 1 . 12. A forte baixa da proporção masculina no grupo central de- pende. há mais homens. a proporção dos homens é de 987 por 1. e. não porque a 32 Entre o trigésimo e o sexagésimo aniversários. em parte pela atração da idade redonda compreendida neste intervalo. 000 mulheres. e decrescente ao crescer da idade. no grupo de idade intermédio. A experiência internacional dos censos ensina que. mas. 32 indicadas pelo censo. para subir de novo a 979 entre o vigésimo-primeiro e o vigésimo- -quinto. Em todos os vinte Estados há. 064 e 1. Entretanto. O fenômeno do rejuvenescimento aparente de uma fração maior da população feminina do que da masculina fica confirmado pelo exame dos algarismos censitários para os vários Estados. entre os naturais do Brasil recensea- dos em 1920. ENVELHECIMENTOS A mesma dúvida fica insolúvel a respeito dos erros por enve- lhecimento. Não há razão para julgar conformes à verdade as proporções tão baixas de homens entre o décimo-quinto e o trigésimo aniversários e as tão altas entre o trigésimo e o sexagésimo. da p1opo1ção dos homens entre os recenseados. isto é. também entre o vigésimo-primeiro e o vigésimo-quinto aniversários. isto é. teem aparentemente mais mulheres do que homens. diminuindo-a no segundo (onde talvez concorram para o mesmo efeito também erros de e111velhecimento. todos os Estados. No conjunto das idades entre o décimo e o sexagésimo aniversários. 000 mulheres se precipita do nível de l . a proporção dos homens para 1 . pois se torna impossível estimar qual seja a fração dos erros causada pela ignorância e qual a fração imputável à deliberada vontade dos recenseados. 000 mulheres sobe respectivamente a 1. 030 nos três decênios seguintes. em geral. em nove deles. Depois de ter descido a 948 nas idades entre o vigésimo-quinto e o trigésimo aniversários. a mm talidade masculina no Brasil é muito maim do que a feminina: circunstância que fmia prever um nível particularmente baixo. esta proporção deveria ir descendo devagar do início ao fim dêsse intervalo de idade. êsse contraste aparente pode ser explicado pela maior ten- dência nas mulheres a declarar idades inferiores às reais. em parte. justa- mente o contrário do que mostra o censo. a proporção dos recenseados que declaram ter idades muito elevadas di- minue. 031. Os efeitos dêstes dois fatores confundem-se inextricavelmente. da inclusão neste da idade redonda de 20 anos. isto é. 034 atingido no terceiro quinquênio da existência. entre o décimo-quinto e o vigésimo-primeiro aniversá- rios. entre o décimo-quinto e o vigésimo-primeiro aniversários. o que au- menta a sua quota no primeiro intervalo de idade. . que teem gravidade relativamente maior que a dos erros no sentido oposto. em parte. de fato. em parte por voluntários rejuvenescimentos. em vez de seguir o andamento caprichoso e inverossímil que consta do censo. com o progresso da instrução. 1. através do tempo. analisados no parágrafo precedente. sem exceção. mais homens do que mulheres no grupo que compreende as idades entre o décimo e o décimo-quinto aniversários. mais frequentes para as mulheres do que para os homens). em que se concentram mais declarações erradas por ignorância de mulheres do que de homens.

as reduções foram pequenas nas regiões mais adiantadas.7 0.44 1.488 em 1920. de 25 a 13 no Estado de Santa Catarina. com efeito.60 1.11 0.3 6. septuagenários e até sexa- genários.28 1.culturalmente mais atrasadas mostram reduções ain- da maiores da proporção dos centenários.68 1.401 1. esta desceu de 284 a 25 por 100. muitos dêstes vieram a tor- nar-se apenas nonagenários. no Brasil.47 0. sendo o progresso cultural. a distribuição por idade dos recenseados em 1872 está comparada com as indicadas pelos censos posteriores.37 60-69 386 430 354 801 1. COM· PLETOS 1872 1890 1900 1920 1890 1900 1920 (a) (b) (C) (d) (c) (f) (g) (h) 10-19 2 159 3 110 3 899 7 492 1. Sôbre 100·.54 0. via de regra.82 40-49 901 1 233 1 347 2.000 habitantes no Estado de Minas Gerais e de 243 a 24 em Mato Grosso. Na tabela XVIII. em 1872. como. reduzindo-se de seis sétimos. haveria 130 centenários em 1872.25 0. passou de 567 a 83. descendo de 57.48 2.2 6. 13.44 100 e mais. ficam evidenciados particularmente os exageros do primeiro censo na · apuração da população senil.66 50-59 613 733 771 1 451 1.3 21 399.26 2.37 1. estavam .2 11 611..83 90-99 57 17 14 25 0. O número dos pretendidos nonagenários (pessoas entre o nonagé- simo e o· centésimo aniversários) também diminuiu de censo a censo.40 0. segundo os quatro censos IDADE EM RAZÃO PARA OS RECENSEADOS MILHARES DE RECENSEADOS EM EM 1872 DOS RECENSEADOS EM ANOS. TABELA XVII Distribuição por idade dos recenseados em idade superior ao décimo aniversário.30 0. 7 859.81 3.51 10 e mais. higiênico e econômico). por exemplo.92 2.343 em 1872 a 25. em proporção a 100.47 20-29 2 153 2 533 3 004 5 262 1.2 10 085.18 1. Os censos brasileiros confirmam a experiência dos demais países.43 1.52 80-89 112 61 45 93 0.33 0. dêsse modo. RECONf:iTRUÇAO DO MOVIMENTO DA' PbPULAÇAb DO BRASIL 469 cultura seja fatal à longevidade (poder-se-ia com maior razão susten- tar o contrárío. octogenários. em vez de números . Quasi de três quartos reduziu-se a proporção dos octogenários.000 habitantes. O número dos centenários (pessoas além do cent~simo aniversário) aparece duas vêzes menor em 1920 do que em 1872 (sendo de 6. de metade.44 30-39 1 263 1 802 2 035 3 5. acompanhado pelo progresso sanitário. Como se vê. As regiões que.7 1. 724 contra 13 . Ao contrário. ficado três vêzes maior .72 Na tabela XVII.197). embora a população total tivesse . mas porque com a difusão do exato conhecimento da idade individual desaparecem mui- tos dos falsos longevos que adornam de imerecido prestígio os censos das populações ignorantes.20 1. a dos septuagenários. Nos países que procederam ao con- trole da idade dos pretendidos centenários.79 0.49 2. a proporção dos aparentemente centenários sé reduziu de cinco sextos de 1872 a 1920.08 70-79 202 160 138 308 0.2 4.61 2. 43 em 1890 e só 22 em 1920. 000 habitantes.40 2.

No censo de 1920 já não se encontram proporções tão inverossímil- mente altas. desceu somente de 1. a 1.312 1872 726 231 87 38 1 082 Alagoas { 1890 1900 1920 1 062 631 I 102 382 193 354 109 55 104 28 12 24 1 581 891 I 584 1872 763 210 51 14 I 038 Distl ito Fedm a! { 1890 1900 1920 927 853 992 287 246 271 75 56 74 25 22 16 1 1 I 294 177 353 1872 2 000 I 110 567 130 3 807 BRASIL { 1890 1900 1920 I 113 796 1 006 425 262 303 119 82 83 43 25 22 1 1 I 700 165 414 No Brasil. 721. Rio Grande do Sul).144 a 1. ESTÃO NA IDADE DE UNIDADES POLÍTICAS CENSO 90-99 100 e mais 70-79 80-89 70 e mais anos anos anos anos anos (a) (b) (C) (d) (e) (f) (g) 1872 4 606 2 504 556 55 7 721 Rio Grande do Sul { 1890 1900 1920 I 165 891 1. em algumas Unidades Políticas do Brasil SÔBRE 100. 621. 721 a 1. para o conju1.367 a 1. o máximo de 2. de 7. em 1872. 807 por 100 000 habitantes.1to da população do Brasil. como as de 1872. Rio de Janeiro e Minas Gerais) e para três regiões com erros relativamente leves (Estados de Santa Catarina e Alagoas e Distrito Federal).420. 000 habitantes. no Estado de Santa Cata- rina.000 HABITANTES. onde já estava baixa. 414. a proporção dos recenseados além do septuagésimo ani- versário desceu de 3. para três regiões com erros muito graves (Estados do Rio Grande do Sul.075 392 265 266 113 74 63 39 25 16 1 709 I 255 I 420 1872 4 030 2 199 823 92 7 144 Rio de J aneil o { 1890 1900 1920 1 586 969 1 117 572 363 357 179 116 113 65 42 34 2 I I 402 490 621 1872 2 546 I 712 1 324 284 5 866 Minas Gerais { 1890 1900 1920 I 146 740 883 429 232 272 114 76 77 48 34 25 1 I 1 737 082 257 1872 973 282 87 25 I 367 Santa Catarina { 1890 1900 1920 I 139 822 959 361 236 279 68 51 61 26 17 13 1 594 1 126 1. Enquanto isso.111 por 100. e todavia supera sensível- . de recenseados além do septuagésimo aniversário. dado pelo Estado de Sergipe. no Estado do Rio Grande do Sul.000 habitantes.470 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA absolutos. no do Rio de Janeiro. é pouco mais que um quarto do máximo de 1872 acima indicado (7. confrontam-se números proporcionais a 100.312. de 7. em 1920. nos vários censos. TABELA XVIII Proporções dos grupos de idade senís.

embora muito menores do que nos precedentes censos. Uma análoga experiência para 1870. o precedente confronto basta para. cuja exata determinação se torna impossível. As omissões poderiam derivar da indisciplina. erros dêsse tipo apa:rece~ também nele. As inclusões poderiam derivar do deliberado propósito dos agentes re- censeadores ou dos órgãos locais do recenseamento. talvez em parte represente estimativas feitas pelos órgãos locais do censo mais do que resultados de uma legí- tima e escrupulosa enumeração. Uma vasta adulteração dêstes boletins implicaria ou em larga corrupção dos agentes recenseadores. Quanto aos demais censos. RECONSTRUÇÂO DO ''MdVIMENTO DA PÓP'uLAÇAO DÓ BRASIL 471 mente os máximos' secundários do Rio Grande do Norte (1. re- duziu a 154. fica. inclinados a multiplicar os recenseados para multipliMar os próprios ganhos. 200 o número de 359. duvidoso se estes dados também estão sensivelmente afetados por omissões de indivíduos existentes ou por inclusão de in- divíduos inexistentes. Com efeito. Ao contrário. número estimado. Não se acredite. nas delegacias censitárias. o número dos vivos além do septuagésimo aniver- sário ficou reduzido de cêrca de 380.889) e do Maranhão (1. Essa observação. 13 ERROS INTRODUZIDOS PELOS AGENTES E óRGAOS EXECUTORES DO CENSO Em nosso exame dos erros da repartição por idade. '· · . não há dúvida de que os erros originá- rios das declarações de idade se refletem fielmente nos dados publica- dos. As nôssas retificações não querem ser nada mais dó que uma apro- ximação à verdade. da ignorância ou da negligência do povo ou dos agentes recenseadores. mostrar o progresso alcançado entre o primeiro e o quarto censos do Brasil. a junção aos documentos censitários das indicações referentes a centenas de milhares ou a milhões de indivíduos inexistentes 33 exigiria uma orga- nização fraudulenta tão ampla que não poderia ficar despercebida.400. pOrém. o censo de 1920 foi realmente fundado sôbre boletins de família. municipais e estaduais. perturbariam sensivelmente _a distribuição por idade. umas e outras.ação total Nesses limites tal11ez as 'adições hão compensassem as prováveis omis- -sões de indivíduos existentes. •': · ·" ' . ou em intrincada rede de cumplicidade. toda- via.de suposto prestígio ou simplesmente o desejo de remediar supostas omissões. 200 vivos além do septuagésimo ani- versário. descura- mos em geral os dados publicados do censo de 1900. depois concen- trados no órgão central do censo e submetidos a apuração uniforme. e permite esperar que o quinto censo mostre um progresso ainda maior. que foram forte- mente corrigidos de modo que se torna impossível discernir neles os erros originários. porém. número observado. embora em princípio funda- do sôbre listas domiciliárias. porém. aos quais movem razões de interêsses e . Numa nossa expe- riência de retificação da distribuição por idade dos naturais do Brasil recenseados em 1920. 300. se justifica a opinião da improbabilidade de vastas 88 A' {(i~etética adição 'de ihdivíduos inexistentes devtlria superar 300 000 'para chegar a 1% da popü1. a cêrca de 349.699). que o censo de 1920 esteja isento dos erros por envelhecimento. seria difícil explicar diversamente as graves anomalias da repartição por idade. calculado conforme o censo de 1872. Cumpre observar que o censo de 1872.

que ousámos empreender. de omissões Em 1872. CONCLUSÃO A análise dos presumíveis erros na distribuição por idade dos re- censeados no Brasil mostrou-nos que estes erros. embora às vêzes gra- ves. talvez destinadas. todavia. esta. parece certa uma forte prevalência das omissões sôbre as eventuais adições " Em 1890. não apresentam tipos nem caracteres diferentes dos já conhecidos pela vasta experiência internacional dos censos. mas. A regularidade mesma com que amiúde se manifestam êsses erros facilita a sua correção aproximada e a consequente aproximada recons- trução da distribuição real dos habitantes. 34 não permite. 4 Em 1900. excluir a possi- bilidade de correções menores. por idade. como exporemos num próximo estudo.472 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA adulterações no censo de l920. na intenção dos au- tores. não aparecem indícios de adições. Tarefa. reparando-se omissões que afetaram também a primeim elaboração dos resultados . • 14. antes. a reparar omissões ou supostos erros nos resultados originários do censo. o censo teve que ser completado.

que procura atingir d~ntro do gra11 de rigor e pr~ci. a seu ver. Considerações O conhecimento dos fatos através das condições numen- gerais cas de sua ocorrência é hoje preocupação largamente di- fundida. ou consigná-lo ao lado do número de participantes de reunião congênere. apenas a presença de nú- meros. também. O. EM SESSAO SOLENE REALIZADA NO SALAO DA MUNICIPALIDADE.isso sim.números Elucidando . tal como. o de pessoas presentes. as quais o autor americano Secrist considera enquadráveis em três tipo::. como não há aritmética ou estatística sem . Nunca o é. distintas se apresentam entre si a "aritmética" e a "estatística". Por motivos que a seguir serão examinados. dar êsse número. fundamentais. realizada em outra data ou local diverso. nem geralmente. senão também entre os simples leigos que lhes sofrem as influências ou del~s se fazem espectadores atentos. que "um oceano de alga- rismos não é necessária.são permitido .esignação de "estatística". por si. ALEXANDER DE MORAIS (Do Serviço de Estatística Econômica e Financeira) A ESTATíSTICA E O RECENSEAMENTO. embora tendo ambas a unidade como têrmo inicial de suas construções e o número como seu têrmo final. não é precisamente fornecer "uma estatística" em si. en- tretanto. no mínimo Dizer que a uma reunião compareceram 500 pessoas.tU!l a Jorm~- . "Estatística" é o têrmo usado indistintamente para designar "quaisquer formas de expressão quantitativa sob que se apresentam os resultados de uma observação".grande número. uma estatística". por<. se a estatística pode ser considerada um "processo de contar". assim. porque esta se baseia sempre na exatidão dos re- sultados a que se aplica. no momento. embora nem toda observação fixada por algarismos corresponda ao conceito preciso contido no vocábulo A êsse respeito. técnico sueco cujo pensamento no de- correr desta exposição será frequentemente invocado. através de dois valores. já constitue uma exposição numérica a que se possa aplicar a cj. séries cronológicas ou históricas. um número isoladamente considerado. não se confunde. estrutUJ ais.assim sucede. E . e séries territoriais ou geográficas e séries condicionais. mas ainda a de grupamentos de valores entre si relacionados e sistemati- camente dispostos nas chamadas séries estatísticas. enquanto que aquel~ se contenta com meras aproxinla- ções. ou. por exemplo. pois a primeira condição para que se possa chamar "estatística" ao resultado da enumeração de um conjunto de unidades é que elas se apresentem grupadas em dois valores. A 13 DE ABRIL DE 1940) I. com a aritmética. tais como os correspondentes separada e respectivamente ao grupo de pessoas do "se~o masculino" e ao de pessoas do "sexo feminino".. o autor inglês Bowley faz ver que. melhor. porém.o seu ponto de vista sôbre o assunto. não apenas entre os homens de gabinete mais ou menos responsáveis pela orientação dêsses fatos.. pois não há 'número sem unidades. Não ~nvolve esta. DO PONTO DE VISTA DO MUNICíPIO (IDÉIAS DESENVOLVIDAS EM PALESTRA INICIAL DA SÉRIE PROMOVIDA PELA PREFEITURA DE JUIZ PE FORA. neste recinto.pelo cham~do efeito do . ponderá Guinchard. pelo menos.

porquanto bem possível seria verificar-se. em referência aos quais se executa o grupamento das respectivas uni::iades Admitindo. pois só a massa vultosa de casos registrados pode evidenciar as regularidades descritivas do grupo ou fornecer valores em cuja presença se tornem imponderáveis as deficiências resultantes de qualquer possível omissão de unidades Não bastaria. diferentes serão os números resultantes das operações levadas a efeito Números diversos se obterão evidentemente. o "filho transitoriamente internado num colégio" Do mesmo modo. nem talvez mesmo num único Estado para concluir que "nascem mais varões do que raparigas na espécie humana. consoante a consideremos formada "exclusivamente pelos indivíduos ligados entre si por laços de parentesco" ou "pela reunião de todos os indivíduos que vivem sob o mesmo teto" Das unidades que se tornam objeto de uma operação de contar. relativamente à separação entre a aritmética e a estatística. assim. uma definição. poder-se-á dizer que a unidade estatística é "cada indivíduo. como conceito puro. a perífrase unidade estatística. fica na dependência não só de critérios de apreciação pessoal variáveis. num único distrito. Em outras palavras: conforme compreender o sentido atribuído às unidades a enumerar cada um dos múltiplos encarregados do respectivo registro ou to- talização. como "resi- dentes" de um domicílio. outras particula- ridades: .se. ocasionalmente em viagem". é apenas "cada elemento de uma coleção con- . que. é sempre útil. deve. o assunto dentro de um aspecto possivelmente mais ade- quado às finalidades da presente exposição. também chamado dado subsidiário. ou não. a aproximação estatística todo o sen- tido de seu conteúdo. cada caso ou cada fato registrado isoladamente. com todas as características de seu modo de ser. por exemplo. como o são a população de um país. como valor estatístico. de outro lado. num único bairro. a for- mação do número indepedente da espécie da unidade de que êle representa o conjunto. mas bem precisa. numa proporção de cêrca de seis por cento". a unidade estatística se distinguG fundam:. o "hóspede even- tualmente presente". a quantidade de café produzida num município Daí. responsabilizado. o conjunto das propriedades agro- -pecuárias de uma região. como processos de contar que ambas se considerem. por analogia. como de métodos. por isso que "de qualquer forma. decorrendo em regra de operações distribuídas entre muitos indivíduos. aconselha Lívio Livi se dê uma "boa definição sem pretender tê-la exata". quanto às unidades a reunir. no momento de qualquer enumeração. assim. porém. a sua composição. de lhes realizar os registros. por Bowley pela falta de exatidão aritmética. já que serve para evitar equívocos de interpretação". se opõem. Como quer que seja. convém lembrar. ainda que me- díocre. como resultado de manipulação puramente aritmética.474 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA ção dos valores estatísticos. ter observado os nascimentos ocorridos num único lar. meras aproximações Ao efeito do grande número. nem sempre uniformes. entretanto. o "chefe de família. em lugar da locução dado primário. "estatistica- mente praticada". parece bem compreensível a dificuldade que existe em obter uma absoluta uniformidade de vistas entre todos os colaboradores a que se distribue o encargo de registrar e de contar as unidades dos chamados grandes números. em virtude do qual à exatidão dos valores finais.'ntalmente da unidade mate- mática. na segunda. distintos aspectos apresentará a "composição de cada família". não pode prescindir da in- fluência dos atributos ou caracteres de especificidade e de individualização. contando-se. para designar o elemento originário do número estatístico. o fundamento da distinção de Bowley entre a "aritmética" e a "estatística". no âmbito reduzido de qualquer dos citados grupos. da idéia de especificidade própria. com todas as notas descritivas de sua existência ou ocorrência" Por inseparável. na primeira. um sen- sível predomínio quantitativo de recém-nascidos do sexo feminino sôbre os do sexo masculino Encarando.

a apuração. a série estatística. Como expressões de conjuntos ou de grupos definidos e de suas partes. os dois 'têrmos extremos do binômio estatístico. ao agregarem-se nos diversos grupos de valores resultantes da classificação pré- via por que passam. que. portanto.e conveniente dosagem e mistura. é um trabalho que bem se aproxima do de eliminação das impurezas. de seus legítimos propósitos identificar indivíduos para divulgar qualidades. constituída pelos dados coletados em sucessivas fases. a seguir. Têrmo final dessa elaboração. E' por êsses motivos que se diz ser a estatística o "túmulo do indivíduo". Longe está. portadores Daí a possibilidade de assegurar às declarações prestadas para fins estatísticos um caráter rigorosamente confidencial. assinalar tendências de conjunto. tanto entre as autoridades públicas. As unidades registradas. os elementos a serem utilizados em. mas tão somente evidenciar o sentido das ações coletivas. A esta. então. a circulação da mercadoria nessas condições obtida. em caso algum. A ESTATíSTICA E O RECENSEAMENTO.da produto sua constituição e forma definitivas. descobrir. defeitos ou recursos de que sejam. consoante as palavras de Nicéforo. para efeito de uma construção estatística. para efeito cj. os números estatísticos indicações dos casos particulares que lhes forneceram as unidades componentes e são válidos exclusivamente para as coletividades a que se referem. que r~aliza justa- mente a transfórmação das características particulares dos fatos isolados nas propríedades genéricas da massa · . executada por meios mecânicos ou manuais. de quaisquer atributos de individuação". a crítica prévia. através das uniformidades reveladas pela massa dos casos. que dão a ca. apesar de constituir a manifestação do individual. fixar propriedades de grupos. porém. no acondicionamento pró- prio que. para fins cte exposição. pois. com:o . contém toda matéria prima no seu estado bruto. cuJa multidão cresce dia a dia. I . as diversidades in- dividuais só interessam como ponto de partida para as exposições numéricas el!tboradas no intuito de. de per si. salientar feitos pessoais.m ou mani- pulam ao mesmo sigilo profissional exigido dos médicos. efetivamente. qualquer fabricação Finalmente. assemelha-se às manipulações por que passam. DO PONTO DE VISTA DO MUNICíPIO ·475 siderado independent~mente de sua natureza e. em que devem ser distribuídas. sob as de- signações respectivas de coleta de dados originários e de exposição de resultados. Promo- vendo. Analogamente. em geral. correspondente à de cada grupo em que. entre os quais se intercala a elaboração dos dados. téem a sua especificidade própria substituída por uma espe- 'cificidade adquirida. lhe oferecem as tabelas e os gráficos. "a regra na variedade desordenada do Universo". de per si. de que é possível encontrar símiles. que lhes atribue a terminologia técnica. em suma. mais ou menos fiéis. se nos apresenta como um produto resultante do conjunto de operações aplicadas à mátéria prima. no exercício das atividades in- dustriais Assim. a classificação das unidades a totalizar dentro de cada um dos grupos. não podendo ser considerados independentemente do todo ou da massa de que façam ·parte. em sua expressão mais rica de pormenores. obrigando os que as recebe. do que resulta a transformação das características individuais em ca- racterísticas de conjunto. os trabalhos de divulgação colocam as séries estatísticas ao alcance dos respectivos consumí- dores. como o faz a His- tória. se in- cluírem. a que a técnica estatística sujeita aqueles dados originários. pois. Eis um aspecto fundamental sôbre que convém insistir no sentido de re- mover suspeitas de indiscrição ou prevenir falsas interpretações quanto aos ob- jetivos reais da atividade estatística. não oferecem. A observação ·do indivíduo e a descrição do grupo constituem. é bem a imagem das operações de máquina ou de manu- fatura. o fundamento mesmo do alcance máximo a que possam aspirar os seus resultados Não pretende ela.

por abranger múltiplos aspectos vinculados 'à vida social. para a citada finalidade. justificando-a com os argumentos a seguir resumidos: "Era usual . a Estatística Adminis- fratira comporta. o emi- nente técnico italiano Giorgio Mortara. "servir à administração da sociedade".476 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA entre os simples particulares. o cultural. entre os fins de sua prática mais c0rrente e de mais ampla repercussão. de todos os ramos da estatística: . Não obstante a evolução que a seguir a esten- deu do mundo supermgânico. coincide a "Estatística Administrativa" com a chamada "Estatís- tica Oficial". Em rela~ão às diversas sociedades de natureza política. descritiva das organizaç-ões administrativas de funcionamentc mais ou menos fixo e da res- pectiva atividade A Estatística Administrativa era. cuja integração constitue a sociedade em seu conjunto". . nos seguintes têrmos: "O ('onhecimento de UM estado atual. eis os principais objetivos da aplicação da estatística por parte da administração pública". propõe o técnico sueco a denominação de "Esta- tística Administrativa". em geral incumbe diretamente a essa própria admi- nistração.não entender como Estatística Administrativa senão a exposição numérica. assim. a aludida es- tatística adquiriu para a administração um acréscimo de importância tal que a definição estreita antes mencionada i á não corresponde à realidade nem às· circunstâncias deeorrentes da evolução No momento. cabe à "Estatística Administrativa" executar os registros destinados a permitir. a estatística "comuna! ou municipal". por essa mesma circunstância. como especial. mas ainda com intuitos de ordem pura- mente especulativa ou científica 11. tanto geral. atualmente. Assim concebida. estatística econômica. dada a denominação de "Estatística". Considerado em seus elementos. desdobra-se a "estatística administrativa" em tantos ramos quantas as ordens de poderes executivos a que incumbe o seu govêrno. estatística moral. estatística cultural. consoante palavras textuais de Guinchard. o "controle dos valores sociais.e êste uso persiste ainda em muitos casos . à XXI Sessão do Instituto Internacional de Estatística e intitulada "Estatística e Administração". a JJ1 ev'oão de suas consequências e de seus efeitos. o econômico. continua a "Estatística" a incluir.estatística demográfica. a aplicação do método estatístico a todos os variados domínios que interessam à administração Segue-se que uma esta- tística desti. hoje em dia. que sofregamente as procuram não ·apenas com preocupações de utilitarismo imediato.''ser o auxiliar mais importante e mais indispensável de todo estudo social metódico" E' o que assinala Guinchard. então." Sob a designação de "Estatística Administrativa" declara.c. o controle dos resultados das ações dirigidas com o fim de modificá-lo. Em tal sentido. tais como o demográfico. em comunicação apresentada no ano de 1933. A Estatística Administrativa. et. aos mundos orgânico e inorgânico. dêsse modo. principalmente. aos olhos dos po- deres públicos. Na realidade. a indagação de seus antecedentes e de suas causas. que ora presta o seu sábio concurso à obra do Recenseamento Geral de 1940. sôbre CUJaS finalidades discorreu. à sociedade.nada a servir diretamente uma administração pública e cujo custeio. abranger o domínio. como manifestação primária. em recente conferência. etc Para essa forma de atividade. afim de. fornecer as previsões destinadas a orientar a respectiva administração. que constituem a nação. deve. materiais e ideais. entender "a aplicação do método estatístico a cada campo de importância direta para a sociedade e para sua administração". um interêsse todo particular. constituiu o Estado um dos objetos originários de aplicação do pro- cesso de descrição sistemática a que foi. equiparada a um sub-produto da Contabilidade Administrativa. Segundo o pensamento desenvolvido nesse tra- balho. pelo conhecimento real e completo dos fatores que in- terveem em cada caso. há uma forma de atividade estatística que apresenta. seguida pela . aparecem. humano em seu objeto e sua organização e material.

por motivos óbvios de compreender e aos quais. se processa como que dentro de compartimentos estanques. No Brasil.as ordens de fatos de interêsse para a administração pública. distribuído por múltiplas dependências governamentais. realizando. em que o órgão central estende a sua a·tuação àpenas aos fatos conexos com aquelas atividades de govêrno a que é atribuída mais acentuada importânCia. b) articulada ou ordenada. b ') centralização parcial ou relativa.Planos políticos. as- sim. embora as iniciativas cor- relatas com a ocorrência de tais fatos pertençam à competência de vários mi- nistérios ou órgãos. na sua maioria. do seu núcleo tnais elementar. age autonomamente. a nação. à sua tessitura mais complexa. . Desdobrando-se através dos planos fundamentais da vida social. vem sendo promovido pela Comissão de brganização dos Serviços Estatísticos. constituída na sessão do México do Insti- tuto Internàcional de Estatística. o burgo. porém em acôrdo íntimo com um órgão coordenador geral. em que cada sector de distribuição. profundidade e minuciosidade que usualmente se exigem dos resultados da observação estatística. entre- tanto. em que cada sector de distribuição. 0 . se apresente como realização capaz de satisfazer no mais elevado. por completo. ao lado (ia "geral ou nacional". que a "estatística administrativa". Acompanhando. para fins simultaneamente de coleta e elaboração completa. qualquer deles. por aplicação do chamado princípio de cooperação ínter-admini[trativa. federação de unidades políticas disseminadas por extemo terri- tório. no mesmo plano ou em distintos . Quanto ao tipo de organização unificada ou centralizada. DO •PONTO DE VISTA: DO MUNICíPIO 477 estatística "provincial ou estadual". pode apresentar-se sob uma das modalidades aquí indicadas: a) centralização de princípio ou absoluta.0 . A ESTATíSTICA E·O R. nem mesmo reduzida apenas à órbita federal. Julin. O exame aprofundado das condições peculiares a cada um dêsses tipos. E'.. através dos quais se completa a ação governamental. com a forma de govêrno adotada. como relator dos primeiros trabalhos da comissãO em aprêço. parece lícito filiar a dois grandes tipos iniciais a organiza- ção da Estatística Administrativa: 1. do ponto de vista do município. em parte. haverá oportunidade de tornar. em que um órgão central promove í:. por motivo mesmo das questões suscitadas pela aludida comunicação de Guinchard. de parcas ou nenhumas letras. a organização centralizada não encontra meio propício ao seu funcionamento. dotado de meios de comunicação deficientes e habitado por uma população. apresenta a Estatística Administrativa tipos de orgariização diversos. organização unificada ou centralizada. grau às condições de atualidade. age na dependência funcional de um órgão suboratnante supremo. cada qual com suas vantagens ou defeitos e altamente correlato.descentralização vertical. em sua aplicação mundial. em continuação. organização diversificada ou distribuída. se- gundo a conceituou Guinchard. em um o que se faz no outro. criado em Fevereiro de 1931 e extinto logo em .oda a coleta e integralmente elabora os respectivos dados nas diver.descentralização horizontal. para fins simultaneamente de coleta e elaboração em grau mais ou menos avançado. em que o trabalho estatístico.rulho de . um p1incípio de hierarquização ínter-administratwa. desconhecendo-se. as idéias ex- pendidas pelo técnico belga A.EOENSEAMENTO. às vêzes em campos de exploração idênticos. 2. dentro de uma destas duas modalidades: . A organização estatística diversificada ou distribuída pode reduzir-se a uma das duas formas seguintes: a) desarticulada ou desordenada. do que é fácil citar exemplo recente: trata-se do Departamento Nacional de Estatística.

eis a árdua tarefa que lhe incumbe. dentro da qual se estruturam hoje os nossos serviços estatísticos. nada fácil. ainda. dêsse modo. todos três empenhados atual- mente no preparo do Recenseamento Geral. cujo êxito consolidará. às mais das vêzes apa- rentes e da duplicidade de esforços e de dispêndios. sob a designação de desarticulada ou desordenada Foi. "mais difícil ainda se torna a situação" Na parte complementar da tarefa. Carneiro Felipe. tem a Municipal "estatística municipal" duas funções precípuas a cumprir a de auxiliar da própria administração local e a de supri- dora das referências de que carece a elaboração das estatísticas "estadual e "nacional". na mesma data em que se abandonava o ensaio fundado em critério oposto Na modalidade do tipo de organização dive1 sijicada ou distribuída. que. na chefia do sector censitário. mas. estejam na ordem do dia. uma das mais hábeis aplicações em nosso meio IH. por cinco ministérios. essas exigências não se apóiam sôbre uma autoridade efetiva proveniente da existência de regula- mentos" (um dependendo exclusivamente da boa vontade dos declarantes). circunstâncias a que se não pode eximir a estruturação diversificada na variante citada. que. no atinente às necessidades dos respectivos governos em matéria de estatística re- gional e livremente solidários. pela sua organização em sistema de tipo centra- lizado. por incom- patível com as condições do meio. localizadas "intra" ou "extra" muros comunais . u'ma fonte de popula- ridade Quando. marcado para 1 ° de Setembro do ano corrente. manteem-se êles individualmente autônomos. essa tentativa de afastar da estatística ad- ministrativa federal brasileira. que ora vive e palpita pelo esfôrço e entusiasmo do triunvirato constituído por Macedo Soares. no complexo inter-administrativo em que se integra. assim. como muitas vêzes acontece. convenhamos. Estudando o seu papel técnico. há pouco. de aten- der às solicitações de outras origens. de que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística repre- senta. decorrente de levantamentos idênticos promovidos por órgãos distintos. em tudo quanto envolva os altos interêsses da estatística geral Assim se constituiu o organismo sui-gene1is. em caso algum. e Teixeira de Freitas. no preenchimento dessa dupla função. então. em definitivo. o Presidente Vargas criou o Instituto Nacional de Estatística. sob êste aspecto. Estatística Examinada em suas finalidades. das atribuições técnicas especializadas que nele haviam sido concentradas Falhara. oficial ou particular. na sociedade rela- tivamente restrita em que opera. o princípio da descentralização horizontal.478 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA 1934. próxima e remota. na sua intuição perfeita das soluções adequadas às realidades pátrias. é ainda Guinchard que declara achar-se a estatística comuna! destinada a constituir não só uma estatística administrativa "atual por excelência". os inconvenientes das contradições numéricas. como ainda uma estatística administrativa particularmente "profunda" e "minuciosa" nas suas pesquisas. sem dúvida. ao demais. do estado e da naçáo. na tríplice órbita do mu- nicípio. "prestar informações". na presidência suprema. na organização da estatística administrativa do país. que se tornam objeto dos registros Duas atividades opostas sintetizam. pela sua ligação mais imediata e direta com as medidas governamentais. dada a limitação inerente ao campo a que se aplica e o seu imediato contato com os próprios fatos. a função de qualquer órgão municipal de estatística: "pedir" e "dar" "Obter" informações e "prestar" informações. não se trata ape- nas de fornecer os dados necessários à administração local. no árduo pôsto de Secretário Geral. o sistema de cooperação ínter- -administrativa. com a consequente dispersão. denominado Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- tística após a extensão de sua atividade coordenadora dos âmbitos puramente estatísticos aos sectores geográficos Introduziu-se. sob qualquer dos dois prismas por que a consideremos como também o fez ver Guin- chard "O fato de exigir dados e respostas a um questionário não constitue absolutamente um prazer em si e não é.

das nações aos continentes e dos continentes ao mundo. como das anormalidades provenientes da complexidade das causas atuantes. vai da coleta dos dados. ou mes- mo modificar. tão fundamental da atividade esta- tística. mais uma vez há pouco citado. à divulgação dos resultados. mas tão somente criar oom êles. capazes de aplicação universal. por demais subtraída ao chamado efeito do "grande número". na feliz expressão do técnico sueco. "se lhe pede. conforme palavras de Guinchard. E' porisso que. Ampliando. Funções complementares.toda atividade da estatística municipal. frequentemente. sintomas e prognósticos. consoante anteriormente assinalado. em que tem sede. o prestimoso auxiliar. "uma hipótese de trabalho". De par com êsse trabalho de projeção externa da vida do município em que atua. ecqnômica. a projeção de seu trabalho técnico além dos limites do burgo. para a con- veniente orientação dos seus atos e iniciativas. ultrapassar os recursos de que. por cálculos verdadeiramente matemáticos. ampliar. Para a tanto atingir. A ESTATíSTIC.o âmbito municipal. pretender erigir tais prognósticos estatísticos em normas rígidas de um programa de realizações administrativas. no sentido de adaptá-lo. social e política do seu meio. a cada passo. nacional ou internacional" em que se devem integrar.lita. sem o que os dados oriundos das mais variadas fontes dificilmente se incorporariam.orientação da administração local e colaboração na estatís• tica geral . o prognóstico dos acontecimentos futuros". no atinente à fixação das tendências e das regularidades estatísticas A sua significação. êle se torna alvo das acusações de ineficiente e inútil. a seguir. assacadas. A êste propó~ito. DO PONTO DE VISTA DO MUNICíPIO 4'7& As exigências. contudo. a diretrizes de coordenação geral. e. nas duas funções de ordem técnica. podem. o pedir. à própria administração em cujo quadro se insere e que nela deve encontrar. Detentora dos dados mais atuais. o dar.te depurada das inexatidões devidas aos erros aciden- tais. participa da síntese última. por intermédio destas. concomitante- mente com êsses objetivos próximos. de direito e de fato. muitas vêzes. o modesto plano de coleta apto a satisfazer convenientemente aos propósitos da administração comuna!. Não se pode. lhe são ainda inerentes. o interêsse dos capitais disponíveis. é fácil de compreender que os resultados da estatística municipal não podem conduzir a revelações de larga valia. então. desenvolvida n. mais profundos e ma'is minuciosos.lar. de que carece. neste particu. contribuindo quer para a elevação do nivel . estabelecer.A E O RECENSEAMENTO. examinadas como essenciais . a curiosidade turística dos ávidos de ambientes sempre novos e a confiança dos ádvenas desejosos de clima político propício. de modo a provocar. na hora atual. cada vez mais. de caráter sócio-cultural. mais tarde. correspondem justamente os dois ex- tremos da cadeia de operações que. para pleno cumprimento das elevadas missões que no Estado Moderno lhe com- petem. A êsse duplo encargo de "pedir e "dar". atrativos e realizações locais. cabe-lhe colocar os elementos que possue à disposição da propaganda inteligente dos re- cursos. As primícias da fecunda frutificação da estatística municipal pertencem. podem chegar os despretensiosos resultados dos levantamentos locais a fornecer por sua fusão com as referências procedentes de inúmeras outras origens. no "todo estadual. por aqueles mesmos que se negaram a fornecer- -lhe os subsídio13 requisitados em instrumentos de coleta encaminhados a suas mãos para o devido preenchimento. só por exceção se poderá apresentar suficientemel). entretanto. sôbre as situações demográfica. Não se resume.dispõe o órgão de estatística. concorre a estatística municipal para a elaboração· das "estatísticas estaduais" e. deve ainda o respectivo serviço de estatística tomar parte saliente no movhnento educacional do povo que o hal. evidentemente. representada pela "estatística geral do país" Estendidos. no exterior. torna-se necessário.

encontra-se em outra daquelas teses. certamente. quando não apenas ficticiamente instituída. quer para a formação dessa mentalidade estatística indispen- sável ao êxito mesmo de suas iniciativas especializadas Não é sem importância esta última função da estatística municipal. no sentido não só de cooperarem na elevação do nível cultural das populações a que conjuntamente servem. para êxito e prestígio dos seus trabalhos. constitue simples apêndice ou excrescência duma "Secção de Arquivo". em que. em conse- . em largos traços. mesmo em centros de evolução social mais avan- çada. a que se lan- çavam os mais variados encargos. ensinando a preparar-lhes as respectivas informações. segundo Guinchard. impossibilitando-o. convocada para 12 de Outubro de 1930 e que se não chegou a realizar. concorre. pois. muita vez. exerce indiretamente uma elevadíssima função educativa sôbre todas as cama- das sociais E êsse papel ainda é mais sensível através da atuação pessoal dos Agentes de Estatística. explicando a significação e o alcance dos inquéritos que executam. ou através de sua corres- pondência. no sistema de cooperação ínter-administrativa. fazendo com que se considerem esforços e sacrifícios inúteis os que se empregarem para atender às solicitações dos Serviços de Estatística Urg~. entre nós. fastidiosa e inútil Tratando do assunto em duas das 33 teses que preparou para a primeira Conferência Nacional de Estatística.480 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA de cultura geral. nos três vocábulos onerosa. no complexo dos serviços públicos. atualmente. de seu turno. ainda. comentar e divulgar as fundamentais condições de vida da coletividade nacional. nela encontra. deveria sempre fazer jus pelos reais benefícios decorrentes de sua prática idônea e esclarecida No pleno exercício de sua finalidade educativa.e da minha parte não me canso de afirmá-lo -que o esfôrço permanente das repartições de estatística no sentido de levantar. e valorizada pelas resoluções. a planos secun- dários. até o advento do Ins- tituto Brasileiro de Geografia e Estatística. por isso mesmo. por todos os meios ao seu alcance. a estatística municipal como auxiliar indispensável à ação dos governantes Não escapou ela. o Dr. senão ainda no de reciprocamente se ajudarem e beneficiarem E isso porque a esta- tística. tornando-lhe conhecidas as iniciativas e realizações. as funções essenciais e complementares que lhe caracterizam a atividade. nem sempre merece o devido aprêço dos responsáveis pelo seu govêrno e muito menos goza dos foros de po- pularidade a que. foi. contra as opiniões tradicionais correntes a seu respeito. reagindo. Examinadas. se podem resumir. aquí. assim se expressa no texto de uma delas. a passagem aquí reproduzida: "Tem-se dito repetidamente. como claramente deixa ver Guinchard. é verdade. então introduzido na organização da estatística administrativa brasileira. a ignorância sôbre o alcance teórico ou prático das pesquisas estatísticas. Teixeira de Freitas. deve. lutar a estatís- tica municipal em defesa própria. deixando de lado a velha acusação de mentirosa. sem dúvida. o veículo que. "Ocorre. de abrir à luz a riqueza do seu legítimo conteúdo Com função perfeitamente definida. resta uma palavra ainda sôbre o que tem sido e o que é. o saco de inutilidades. apesar de incontestavelmente necessária à administração da sociedade moderna. que contornemos tamanha dificuldade A instrução e a educação ge- rais fogem. nesse particular às vicissitudes que a teem perseguido alhures. pa- rece perfeitamente clara a vantagem que existe no fomento de relações íntimas entre a "Estatística Municipal" e a "Imprensa". as quais. já pela atuação pessoal dos seus agentes. à influência dos órgãos estatísticos Mas uma instrução e uma educação estatística ficam sempre ao alcance deles e veem sendo de fato promovidas. em consequência da incompreen- são e da má vontade daqueles mesmos em cujo benefício desenvolve o seu tra- balho Relegada. já pela divulgação dos trabalhos estatísticos" E completando o pensamento. desfazendo preconceitos e vencendo resistências descabidas" Sob êste ponto de vista. cujo profundo conhecimento na matéria é de todos sabido. assim. oferecendo à imprensa copioso manancial de assuntos permanentemente em dia. portanto.

qual seja a da adoção de questionários perfeitamente idênticos. no espaço. sobretudo depois que as instituições de previdência social lança- ram. esposou. as características restantes. mas dele distintos. a compreensão do vocábulo. vão se tornando cada vez mais integrantes do conceito descritivo correspondente ao que se deva. nem nenhuma parte do território se devem achar excluí- das dos registros Ampliando. Ao mesmo tempo. quanto ao objeto. para essa plenitude de funções. IV. a uma classe única de unidades. quanto ao objeto e ao território. de acôrdo com o significado tradicional do têrmo. especificamente. Os :recenseamentos Sob o nome de recenseamento. :00 PONTO Dj!! VISTA Dó MUNICíPIO 4ill qúência tomadas â seu respeito. rriais ou menos extenso e considerado na integralidade de suas· unidades componentes. em tais censos. de acôrdo com o projeto de execução elabÇJrado pela Comissão Censitária Nacional. aquela diretriz. quando deixou de parte a· aproximação puramente semântica. simplesmente. entender como recenseamento Daí o pensamento de aproveitar a leve distinçãp assim surgida. é hoje corrente entre nós. dessa época à atual. simultaneidade e universali- dade. entende. que se passou a verificar E adquirindo. não apenas integ1alidade. até certo ponto. há pouco. apenas três das idéias fun- damentais contidas no vocábulo RECENSEAMENTO se encontram incorporadas. para fixar uma terminologia mais rica e precisa. por não vigorar a seu respeito qualquer recomendação de periodic~dade e. cada vez mais. para es- tabelecer.o 969. reduzida. e a da universalidade. realizados simultaneamente. que. a constituem. conforme as possibilidades e exigências de cada govêrno. admitire- mos que universalidade quer dizer. o autor citado que nenhuma classe de pessoas. Consideradas dentro da ampliação de compreensividade atribuída. que dispôs sôbre a reali- zação decenal dos recenseamentos brasileiros. um dos auxiliares mais importantes da administração local e um dos colaboradores mais efetivos da obra de aperfeiçoamento da estatística geral. em censos distintos. periodicamente. que "cada recenseamento abran- gerá. quanto ao plano de coleta. ao mesmo tempo que plenamente expressiva dessa complexidade crescente para que foram tendendo os aspectos investigados nos recenseamentos. daí resultando a criação generalizada dos respectivos órgãos. por se achar a universalidade. recursos mais ou menos amplos. consubs- tanciadas na repetição periódica e na extrema multiplicação dos campos. as condições de vida peculiares a um agregado humano. simultanea- mente. os aspectos demográficos. porém. compreende-se a forma particular de atividade estatística que se orienta no sentido de conhe- cer. Pela última delas. à acepção em que se vem verificando o uso da palavra CENso: são elas. E' o que exprime a tríplice caracterização sin- tetizada por Renini nas palavras periodicidade. a da simultaneidade. sob o segundo dêsses títulos. também. consoante ficou dito. como um con11f11-to de sete censos distintos.0 do seu artigo inicial. como seu sinônimo. a uma das características relacionadas por Renini. Além do têrmo recenseamento. de um lado. o recenseamento geral de 1940 se nos apresentará. E o Decreto-lei n. de 21 de Dezembro de 1938. de outro. as "Agências Municipais de Estatística" tendem. segundo . res- tringida à dupla condição de integralidade. em todas as suas variadíssimas modalidades. operações de natureza estatística. após a sua extensão do campo puramente demográfico ao econômico e ao social.ão deixar de parte uma característica de importância também capital no caso. Como quer que seja. mas ainda uniformidade. da índole de um recenseamento. mantida quanto aos registros. o papel da estatística municipal começou a ser alvo do devido aprêço. sob aspectos rigorosamente definidos e simul~aheamente registrados em questionários apropriados. econômicos e sociais do país". e prestígio. simultaneamente realizados. A ESTATíSTicA E O RECENSEAMENTO. e de uniformidade no plano dos questionários. o têrmo censo. no parágrafo 1. de modo a n.

a rigorosa homogeneidade exigida dos resultados tem. no ano de 1906. teem-se os chamados recensea- mentos gerais. respectivamente. o censo agrí- cola. 1890. a unidade de execução. efetivamente. no Estado de São Paulo. o pessoal necessá. maiores considerações. de pas- sagem há pouco assinaladas. segundo normas tão rigorosamente uniformes quanto possível. a Comissão Censitária Nacional e o Serviço Nacional de Recenseamento. Tendo aquele Instituto como eixo. enriquecidó nos seus recursos de terminologia. se processará dentro de um sistema rigorosamente correspondente às exigências fundamentais. ser distribuídos em três grandes categorias. condições fundamentalmente dis- tintas. a absoluta unidade de orientação a seguir nas operações de coleta e elaboração. Ainda que considerada em relação a agregados políticos de desenvolvimento muito mais elevado do que o correspondente à generalidade dos municípios bra- sileiros. em face das realidades brasi- leiras. não é de crer que a discussão da tese conduzisse a conclusão favorável àquelas diretrizes Admitido. Foi tese já proposta algures a da conveniência de se transferirem à estatís- tica municipal os encargos do recenseamento geral. que os tra- balhos censitários não devem perturbar a vida normal dos órgãos de estatística permanente e que. como operações de estatística administrativa. os dados tabulados. a iniciativa e a res- ponsabilidade dos recenseamentos gerais cabem integralmente. 1900 e 1920. havendo- -se verificado as quatro precedentes sucessivamente nos anos de 1872. ao govêrno central do país A estatística e o recenseamento apresentam. podem os recenseamentos. como condição precípua. respectivamente destinados a assegurar. sem a respon- sabilidade direta da sua Agência de Estatística. o censo dos serviços e o censo social E é possível que. a unidade de plano e o segundo. após a sua execução. em matéria de organização. na ordem técnica. cón- forme a sua condição de unive1 salidade se condicione aos limites do país. numa síntese última.rio àqueles trabalhos terá sempre de ser recrutado fora do corpo profissional da localidade. a qual só uma direção de responsabilidade suprema seria capaz de assegurar. em consequência. a não ser para efeitos de eventual cooperação. o recenseamento geral de 1940. por tradição e mesmo por princípio de direito. como ponto pacífico. Por demasiado prematuro. o primeiro. acham-se em pleno funcionamento dois grandes órgãos de existência transitória. e. que pode atingir a mais alta e efetiva valia Sob êste aspecto. de tal modo que ao órgão central nada mais coubesse senão reunir. do ponto de vista do município. isto é. dado o significado nacional do empreendimento. portanto. No plano municipal constituem referências dignas de nota. o censo dos transportes e comunica- ções. integrando- -se no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. constitue o recenseamento uma operação de estatística administrativa cuja coleta se processa no município. da coleta à exposição. Serão êles: o censo demográfico. tanto mais quanto. no momento. o censo comercial. em fins de 1938 Dada a compreensividade nacional dos seus desígnios. na plenitude das operações referentes ao respectivo território. de que o Brasil prepara no momento a quinta realização. por fim. Como recenseamento regional de notável alcance pode-se lembrar o de 1934. . nestes não intervém o órgão de estatística local. venha a consignar os dois têrmos recenseamento e censo. o recenseamento da capital da república. do estado ou do município Na primeira hipótese. o vocabulário técnico da estatística brasileira.482 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA plano uniforme para todo o país. o censo industrial. pois apesar de permanecer a comuna o centro primário de todos os registros. o assunto não comporta. o recentíssimo empreendimento levado a cabo pela Prefeitura do Município paulista de Limeira. pelos seus múltiplos elaboradores. com as leves diferenças de sentido que acabam de ser apreciadas Pelo que respeita a sua prática. Ao demais. parece afastado o único motivo que poderia aconselhar a inovação pretendida e que seria o tirocínio es- pecializado de tais funcionários.

O temor da conscrição militar (e a êste respeito. nem prestar à humanidade os benefícios que o Criador o encarregou de espalhar em tôrno de si. êsse bisbilhoteiro.:. não poderá o recenseamento cumprir os seus elevados destinos se o Município lhe não proporcionar os subsídios indipensá- veis à plena expansão de toda a sua energia geradora. ' 3. Sem o cadastro. Quanto a êste. verificação inicial e controle intermediário. as tabelas e os gráficos de divulgação final.se 117 Delegacias Seccionais.. Entre essas 1. sob a presidência dos respectivos prefeitos ·e reunindo os elementos de maior representação local. frequentemente acolhido como indesejável e que os importuna com infindáveis inquirições. pela consecução dos seguintes objetivos: 1. Assim também. às quais incumbem as duas tarefas sôbre que se fundamenta toda a grandiosidade da obra: o cadastro e a coleta. torna- -se necessário ter bem presente a magnitude de suas funções. através das duas opera- ções inerentes à fase prímária da atividade estatística e que são o cactastro e a coleta. Nos municípios se implanta. como elementos de articu}ação recíproca. sob a assistência direta de um agente recenseador. de tudo quanto exista na área comuna! em matéria de edifícios. a fronde em que florescem e frutificam. uma na capital de cada unidade federada. Um vegetal cujas raízes não encontram. de estabelecimentos comerciais ou industriais. Na sequência de fases através das quais se completa o ciclo municipal da execução de um recenseamento. no sub-solo a que se prendem. :po PONTO DE VISTA DO MUNICíPIO 483 Na periferia do sistema. de propriedades agro-pecuárias. 22 Comissões Censitárias. o receio das majorações tributárias. essa árvore gigantesca. controlar as possíveis omissões ou excessos. que tem na coleta as raízes. vidamente compreendidas pelos informantes: não é êle. quando não a na- tural reserva ante as indagações suscetíveis de suscitar melindres pessoais. certos pormenores introduzidos nos instrumentos de coleta do recenseamento de 1940 completam a tranquili- dade a êsse respeito. tais as preocupações a afastar do espírito. os principias necessários à formação da seiva não pode viver. senão em aparência. que a prudência técnica aconselha de evitar. para bem da coletividade sob ela abrigada. na elaboração. no momento de responder aos quesito~. isto é. 2. ao lado de outras tantas Dele- gacias Regionais. a quanti- dade dos questionários a serem distribuídos. do ponto de vista das uni- dades registráveis ou registradas nos impressos recolhidos. Assim. de domicílios. os cadastros são listas de localização e de sumária descrição das unidades censitárias definidas nas instruções baixadas a respeito. A ESTATíSTICA E O RECENSEAMENTO. agem para fins de propaganda e de àpoio aos órgãos de execução prim.que a contribuição individual de cada habitante do burgo atinge a plenitude de sua efetividade com o preenchJmento do questionário. nem sempre de. fixar o roteiro a ser observado pelos encarregados da sua distribuição e ulterior recolhimento. as Comissões Censitárias Municipais. de que depende o funcionamento harmônico e eficiente do todo. pois é daquele arrolamento prévio que resultam os meios que permitem conduzir o empreendimento com a devida firmeza e a necessária segurança. assim. no boletim de família do censo demográfico não .iria. intercalam. por espécies. cujo destino à primeira vista se não concebe possa corresponder aos reais interêsses de cada um. à cadastragem sucede a coleta dos dados em . conhecer. formulados. · O caráter confidencial das declarações prestadas para fins censitários é assegurado não apenas nas leis e regulamentos. as Delegacias Municipais dó Recenseamento. etc. o tronco e na exposição dos dados. pode-se equiparar o recenseamento a um salto no escuro. que lhe haja sidó distri- buído.574 unidades primárias e ós órgãos centrais. Trabalho preliminar a ser executado pelo delegado do recenseamento de cada município. já se assinalou a semelhança sonora entre os têrmos recensea- mento e recrutamento). de modo suficientemente aproximado.

Em sentido inverso. de que são promotores comuns. Isso implicará na majoração das taxas destinadas a fins de previdência individual ou social. no Brasil. da exatidão das idades declaradas. no atinente à eficiência dos registros. antes de tudo. só resta a certeza plena da finalidade exclusivamente esta- tística da grande coleta censitária a iniciar-se. 484 REVISTA BRASILEIRA DE ÉSTATíSTICA se exige o nome completo de cada indivíduo. os subterfúgios e os falseamentos. em texto de lei. o município: ótimo. em princípio. com todos os elementos a nosso alcance. mau grado constituir a debili- dade mental pesquisa hoje corrente incluída alhures nos questionários. dever funcional. a "todo aquele que exercer função pública. mas até mesmo opostas às exigências do bem comum. dever de solidariedade humana Dever cívico. predominar. onerando. serão sempre o que for a coleta processada na unidade administrativa primária da estrutura política. As indiscrições do agente recenseador. regular. inclusive representação diplomá- tica ou consular". uma vez que se acham estabelecidas penalidades rigorosas para toda e qualquer infração cometida contra a inviolabilidade do segrêdo censitário. do mais humilde ao mais proeminente. na afirmação feita. por- que o recenseamento coloca nas mãos de cada um de nós o destino de seu próxi- mo. se. entretanto. para que êles prestem suas declarações na devi- da forma. De outro lado. entre aqueles e estes devem. finalmente. porque taxa- tivamente imposto. aos legítimos interêsses dos indivíduos Para isso. confiança recíproca e cooperação estreita. a primeiro de Setembro próximo. na sociedade a que se refiram. Dever de solidariedade humana. mau grado a sua projeção nacional. Afastadas as dúvidas descabidas. estabelecer-se relações de entendimento mútuo. muitas vêzes mais de efeito interior do que de alcance externo. essa tendência a diminuir os números. obra dos recenseandos. assim. assim como a todas "as emprêsas e sociedades que gozem de favores dos cofres públicos". para evitar que as informações precárias de nossos concidadãos nos privem dos in- contestáveis benefícios proporcionados pelos resultados de um bom recensea- mento. é dever de legítima defesa de cada um de nós assisti-los. só cabe aos recenseadores intervir para fins de coordena- ção geral e de orientação imediata dos declarantes Em bem da causa suprema. E a coleta. se ela for boa. . a investigação além da surdo-mudez e da cegueira. federal. na espectativa de uma ilusão. os des- tinados ao recenseamento de 1940 não levam. con- substanciáveis numa tríplice ordem de deveres: dever cívico. porque obriga a todo membro do agregado político. fornecerão indicações de tal modo destituídas de sentido que as medidas administrativas assentadas sôbre elas chegarão a ser. ao mesmo tempo simples e sugestivo. o que demonstra a extrema precaução que houve em evitar aos informantes situações cons- trangedoras. do ponto de vista dos recenseamentos Estes. na qual. tão do agrado dos que não querem envelhecer. é. na sua qualidade de cidadão Dever funcional. em todos os municípios brasileiros e do seu destino supremo de servir. não apenas inócuas. quasi sempre parcas. mero exagêro verbalista ou metáfora puramente retórica. o que seria indispensável para finalidades militares ou fiscais. baixarão os limites da duração da vida média nas tabelas atuariais calculadas de acôrdo com a sobrevivência observada nas coletividades a que se devam aplicar. a tal respeito. em nada são de temer. se ela for péssima. se ela for sofrível. civil ou militar. desgraças pessoais de tal exterioridade. se a sua frequência tender para a ordem do grande número. mister se faz que as declarações recolhidas reproduzam fielmente a realidade dos fatos. sem motivos reais. pela larga proporção em que êle fica dependendo da sinceridade e da lealdade de nossa atitude ao prestarmos as declarações solicitadas nos questionários Para evidenciar que não vai. dos contribuintes das Companhias de Seguros de Vida ou dos Institutos de Pensões e Aposentadorias. através das revelações da massa. basta considerar o exemplo. Eis as graves responsabilidades que pesam sôbre cada munícipe. mau. as econo- mias. que o foca- lizá-Ias em nada espezinha o foro íntimo de seus portadores. finalmente. estadual e municipal. pois as evasivas.

senhoras e senhores. repousa. serão propostas. em última análise. o mais decisivo apoio. graças à dedicação cívica dos bons brasileiros. os muni- cípios brasileiros. no recenseamento de 1940. depende a excelência do produto. com segurança e sem risco de alterar. lhes haja sido atri- buído Sôbre a compensação justa e esclarecida de cada declarante como sôbre a lealdade. mais ou menos profundamente. prestar à obra fundamental de coleta dos dados.o postos à sua disposição. êle só. serão preenchidos cêrca de quinze milhões e meio de exemplares. afim de que ela se processe de tal modo que os resultados do recenseamento geral de 1940 possam traduzir. só nos dois censos de maior volume de unidades a recen- sear. assim. servindo-se a si mesmo. a mais irrestrita solidariedade e a mais efetiva cooperação. após a conclusão da coleta. cêrca de meio milhar de toneladas no valor aproxi- mado de um milhar e meio de contos de réis. Da quali- dade dessa matéria prima. ao todo e apenas no atinente ao papel empregado. Concluída que se acha a tarefa preliminar de planificação levada a cabo pela Comissão Censitária Na- cional. com exatidão e rigor. solicitude e espírito público com que se houver no fornecimento das informações primárias. afluirá de todos os pontos do país. exclusivamente na parte relativa à apuração do censo demográfico. pois. destinados aos registros concernentes à população do Brasil. já não apenas pelo Govêrno Federal. a cada habitante. no intuito de tornar ainda mais nítida a conciência de vossos deveres para com as auto- ridades e os auxiliares do recenseamento no município. o demográfico e o agrícola. cujo valor se nos apresenta. o êxito do magno em- preendimento e. A ESTATíSTICA E O RECENSEAMENTO. Conclusão Algumas considerações. largamente condicionado ao rigor e à integralidade da formi- dável massa de registros que. podem ser submetidas à vossa meditação. em seu conjunto. finais. ao conteúdo das respostas remetidas. quantidade a que o censo agrícola acrescentará ainda. mais que dos processos de transformação a que ela for ulteriormente submetida. a possibilidade de se ver aproveitada a imen- sa soma de esforços e de recursos que veem sencÍ. a cargo do Serviço Na- cional de Recenseamento Já está êste expedindo para o Brasil inteiro os im- pressos a serem utilizados na coleta de dados que se iniciará a primeiro de Setembro vindouro. na origem. devendo essa distribuição movimentar. de servir à sua pátria. mas ainda pelas próprias Administrações Re- gionais e Municipais No sentido. quarenta e cinco perguntas. DO PONTO DE VISTA DO MUNICíPIO 485 V. Salvo ligeiras revisões. cumpre a cada habitante dêste município. como supridores imediatos de tuda a matéria prima a ser ela- borada pelo órgão central do Serviço Nacional de Recenseamento. Eis as cifras mestras que permitem aferir. localizado na Capital da Re- pública. o sentido verdadeiro que. terão. a afirmação numérica de um grande Brasil! . consequentemente. Relativamente aos questionários propriamente ditos. como de todos os rincões do país. a grosso modo. Através dos boletins de família e dos boletins individuais. vai em pleno andamento a fase de pré-execução. das quais deverá resultar um número da ordem dos dois bilhões para a quantidade das respostas a serem manipuladas. o vulto da participação que. para o centro geral de apuração. pouco se poderá aí acrescer ou retirar. sôbre a grandiosidade da obra e sôbre a parte que vos toca no seu êxito ou no seu fracasso. mais de meio bilhão de res- postas.

resolvemos apresentá-lo neste trabalho. Na distribuição normal.__ _!_f-ti e 2 dt = v-. ti seja maior do que o. Risser publicou no "Bulletin de l'Institut des actuaires". deduzido êste último da frequência empírica acumulada atinente ao primeiro.. - ~1__ fti e 2 dt= __-.. Caso. Suponhamos representada por p' i a frequência relativa de todos os valores inferiores a x i.. E ..da frequência empiric~ e teórica da variável em aprêço. A possibilidade da consecução de tal intento baseia-se nas consi- deraçÇ)es :matemáticas abaixo. respondente a p' i é dada por: -t2 -2. a seguir.vem: -t2 -t2 -t2 2 1 2 2 1 +e(ti) l Jti e--dt= Jo e. . dando inicialmente a sua base matemática. o que se verifica quando p'i < +.. quando p'i >+.. O fundamento genérico do método consiste em realizar a compa- ração entre as duas distribuições. visando comparar mais rapidamente a dis- tribuição concreta de um fenômeno com a distribuição teórica de Gauss-Laplace. Por ser pouco conhecido entre nós. oo v-. mas pelo confronto da reta que define geometricamente a relação teórica entre a variável consi- derada e a que figura na integral de Sheppard com os diversos pontos que se podem constituir. PEDRO EGíDIO DE CARVALHO ·(Do Instituto de Higiene de São Paulo) DISTRIBUIÇÃO EFETIVA E DISTRIBUIÇÃO NORMAL DE UM FENôMENO SUA COMPARAÇÃO PELO MÉTODO DE RISSER M 1924. o e sendo a integral de Sheppard. associando cada valor observado da variável com o correspondente valor da variável que figura na integral de Shepp- ard.um processo gráfico. dt+jtie dt=- V 'lt -00 v 'lt -00 o 2 .!:_ __ fo e 2 dt-. o que se dá. e. oo v-.. porém. a frequência cor.r temos: . dt Pi 1 =~v-=-- !ti e 'lt -00 ' )~ Caso ti seja menor do que o. -t2 -t2 -t2 ---.. um exemplo ilustrativo. não por intermédio .

4977 -2. ' Pi = ++ e { + ti) Se fizermos. como se sabe.716I 0.08~9 -0. 357). é possível conhecer-se ~uais os ti que correspondem aos diversos x i Pois bem. pois.4973 2.4832 . se os resultados empíricos seguirem a lei normal.68 I 329 4 9I8 o 0.65 669 1 376 O.4998 -3.4993 -3.I.9998 0.2I6I 0. ti- rado do livro de Yule e Kendall: An Introduction to the Theory of Statistics.4844 2.2756 0.84 60.4I76 . vamos tomar um exemplo. da forma: X-121 t=--- (J expressão na qual 121 representa a média aritmética e u o desvio padrão.3400 0.64 394 707 0. Os conjuntos constituídos pelos valores da coluna (6) e os res- pectivos superiores da coluna (1) definem os pontos experimentais.9I52 0.76 72-73 202 8 451 0.4635 .0824 0. pág.4I52 1.0365 0.Elements of Statistics.60 14 20 0.0729 0. * * * Para melhor esclarecer a questão. .9936 0.I6 73-74 79 8 530 0.5000 00 A feitura do quadro não oferece maiores dificuldades: a obtenção das quatro primeiras colunas é evidente.9609 0.60 66-67 1 223 3 589 0.6I 4I 6I 0.4998 3.78 75.62 83 144 O.75 32 8 562 0.60 77 2 8 585 1.3397 -0. no caso contrário.9973 0.77 5 8 583 0.0023 0.9844 0. a seguir.8400 0. os pi iguais aos p' i observados. relativo à distribuição das alturas de 8.1.4929 -2.OI68 0. escrever: .4936 2.76 I6 8 578 0.I603 0.0071 0. Bowley. DISTRIBUIQAO EFETIVA E DISTRIBUIÇAO NORMAL DE UM FENôMENO 487 Estes dois resultados permitem.70 : 1 063 7 211 0.37 71.79 63 .39 64.99 65.4992 3. a coluna (5) é formada sub- traindo-se os valores da coluna (4) de+ quando tais valores são infe- riores a+ ou subtraindo-se+ dos referidos valores.72 392 8 249 0.21 67. a aproximação tendo sido realizada ao centésimo (v.I2 62. p.4181 0.58 2 2 0. O processo se realiza de acôrdo com o seguinte quadro: (3) Altura sem sapatos (polegadas) Frequências Frequências acumuladas 858Õ e(+ ti) +ti (1) (2) (3) (4) (5) (6) 57.71 646 7 857 0.0002 0. é evi- dente que entre os ti obtidos e os x i observados.18 68-69 I 230 6148 0.60 58. os valores da coluna (6) são conseguidos por intermédio da tabela rela- tiva à integral de Sheppard.0007 0.66 990 2 366 0.2.5729 0. ex.16 76.45 6I.59 4 6 0.0000 0.99 70.57 69 . que é.63 169 313 0.20 59. 585 indivíduos.9992 0.2244 -0.4609 1. deve-se passar a mesma relação que subsiste entre estas duas variáveis na curva de Gauss- -Laplace.49 74.

1).46 t = --~--- 2. 58 59 60 61 62 63 64 65 66 69 70 71 72 73 74 75 76 77 • Fig 1 No caso apresentado. tal resultado permite. pela equação: x-m t= é. ou seja. no caso atual. que ela é típica .488 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA A reta teórica. definida. pois. a representação gráfica é completada sem qualquer dificuldade (fig. há uma extraordinária coincidência entre a reta teórica e os pontos empíricos.57 De posse dêstes resultados. como vimos. a con- clusão de que a distribuição considerada segue praticamente a lei nor- mal. dada por: x-67.

culturalmente. ela é o slty para funcionários federais brasilei. vras. linguagem tipicamente emo- e um vaqueiro dos Pampas. o mitir as suas experiências. de súbito. a ou mesmo impossível. no tempo e no espaço. acima de todas. quando o fator distância. O programa dessas do pelos mesmos.cional. o Brasil e os Estados Unidos.se fazer entendi- monstrando inteiramente o apreciável al- ligação s o c i a 1 cance da iniciativa. por fim. dor da Comissão Censitária Nacional. o homem é que. como participante do Curso de Aperfei. dissertações foi dividido em dois ciclos . acompanhar as pro- vidências ligadas à operação censitária a Sem pre- homem se serve que se procedeu êste ano na grande na- ocupação de enu- ção americana. circundante. já então.de sons desconexos. só houves. pode- cientes política de países mos citar a mí- extensos como o mica. não jaz muito. é por meio lho que ora divulgamos. para instrumento de conferências semanais. essa comunidade um animal sociável por excelên. merar todas as vida interior no seamento.peculiares de expressão. o r i s o . os seus co- meio de se entenderem uns aos outros. fun. no dispõe. orientando-a A unidade segundo padrões técnicos modernos e efi.os seus desejos. os homens se tornaram insaciá. tre um agricultor do Planalto Central A música. nhecimentos.possue os seus meios de transporte e de comunicação. O riso e o chô- cionava no Brasil à maneira de rede ro. cum. lidades. uma linguagem comum. proveitoso de comunicação estágio nos Estados Unidos. o seu de linguagens que autor realizou. gestos e atitudes. as suas dúvidas. seria difícil. uma série de lhantes e. o seu mundo in- çoamento instituído na American Unlver- cionais. objetivando um pla- no de extensão cultural dos mais louváveis e interessantes. preimdida neste último. cujo êxito vem de. as suas emoções. para citar chôro. bem como de trans- veis porque lhes faltou. reci- procamente. para o corrente ano. der os seus seme- coesiva mais efi- ciente. Nome de proje- Agente admirável ção nos quadros estatisticos do pais. pertence o traba. de acôrdo com a definição mi. por exemplo. usada Chamam-se linguagens os meios de e compreendida que o homem se por todos serve para enten- Não há fôrça Serviço de Estatística da Previdên. a arte em suas variadas moda- dois exemplos americanos. BENEDITO SILVA (Diretor da Divisão de Publicidade do Serviço Nacional de Recenseamento) PRECISÃO E EXATIDÃO E.se de comum a língua portuguesa e o S lenar de Aristóteles. a principio o homem projeta entre os seres ra. cia. a linguagem é o agente e é O homem dispõe de numerosos também o "clima" da sociabilidade hu. n ã o há O cia e Trabalho. No episódio bíblico da Tôrre de tos. terior no mundo ros e. lência de que o prindo-lhe. Há cêrca de 50 uma destas linguagens . se expressam por meio de isolamento. o Sr Benedito Silva assinalou a sua atuação por um largo impulso na linguagens de que mundo exterior campanha publicitária que precedeu a exe- o homem moder- cução dos censos nacionais. isto é. Em outras pala- mais ativo do que "Legislação" e u Estatística" A série com- a 1 i n g u a g e m.meios de expressar os seus pensamen- mana.agentes de anos. Dirigindo a Divisão de Pu- para projetar sua blicidade do Serviço Nacional de Recen. en. Babel. ainda projeção da personalidade humana no não dominado pelos modernos meios ambiente social. na qualidade de observa- meio por exce. a sua inventividade. se expressa por meio de sons . se não houvesse linguagem propriamente dita Cada unidade de linguagem. a música e. é bem provável que.implica. organi- zou.

se expressam por meio de objetos inertes. etc. pois. escrevesse o seguinte. Cada palavra in- teligível é uma partícula independente de pensamento. mas. Figuremos que o repórter X. A liberdade aparente que me permito. transitando em sentido contrário. aquele que desempenha papel mais importante na vida da absoluta maioria dos seres humanos. do ponto de vista gramatical. etc. em dois ramos: a linguagem que se expressa por meio de palavras e a que se expressa por meio de números. fora dos domínios gramaticais. O mesmo não aconteceria se o repórter. a menção do choque de dois veículos é especulativa. que sofreu esmagamento parcial da caixa toráxica. colhendo de passagem a vítima. etc. Parece-me perfeitamente cabível que todas as informações contidas nesta suposta notícia de jornal poderiam ser absolutamente exatas. ao estabelecer a referida distinção entre palavra e número. na definição feliz de Gabriel Tarde. quando escrita. pro- jetou-se sôbre a escada externa da casa. e sim conceituar o que entendo por precisão e exatidão. "ontem à tarde" daria lugar a que o leitor imaginasse por conta própria que o desastre ocorrera em qualquer tempo. sobretudo. Consequentemente. palavras. destacado para redigir a notícia de um de- sastre. adotei o artifício de considerar palavra e número coisas distintas. há uma casa alta com várias janelas abrindo para ambas as ruas Um dos veículos. formado de acôrdo com certas regras. à tarde".ou seja o "espaço social das idéias". só não sendo esmagada contra a fatal escada. foi também atingida pelo veículo desgovernado. Em segundo lugar. chocaram-se violentamente. li:ste agente precioso de projeção da personalidade humana se divide. entretanto. "Ocorreu ontem. ferindo um cavalheiro que alí se encontrava parado. se expressa por meio de sons articulados. um pensamento será tanto mais impreciso quanto maior a sua elasticidade marginal para interpretações diversas. por exemplo: "ontem. Posto isto. como distintas real- mente são. um pensamento preciso será o que transmite a mesma noção ou o mesmo conjunto de noções ao maior número de pessoas. será explicada e também justificada. em vez de escrever "ocorreu ontem. De todos os instrumentos de comunicação entre o indivíduo e o mundo externo. Cada grupo de palavras. Tais os aspectos da lin- guagem escrita e falada que me proponho analisar na presente palestra Obser- ve-se. segundo afirmam as testemunhas. quando falada. Outras artes. a expressão inicial. falada ou escrita. prossigamos Por precisão entendo. entre as 13 e as 18 horas. o mais rico de recursos.combinação de sons vocais e alinhamento de símbolos gráficos . em consequência do choque. menção de deta- lhes.490 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA medidos e combinados segundo as regras que lhe são próprias. Um universo de palavras é uma linguagem. isto é. é uma unidade lógica de pensamento. ocorreu qualquer coisa". é o mais universal.se formam conceitos. como a pintura e a escultura. esquina da rua Álvaro Ramos. à medida que de- senvolver o tema. Per contra. porque o leitor não poderia determinar a . clareza. a linguagem propriamente dita. especificidade. Em frente ao local. à tarde. que. Uma senhora que passava no momento quasi teve morte idêntica. Mas ninguém negaria que se trata de linguagem altamente imprecisa. como o propósito não é tratar de questões de gramática. Dois veículos. por meio de símbolos convencionais Mediante estes dois recursos . tivesse precisado o momento do desastre. Em primeiro lugar. às 17 ho- ras e 15 minutos. quanto às for- mas por que circula. em que se cristalizam a inspiração e a habilidade do artista A linguagem propriamente dita. lamentável desastre na rua da Passagem. sem deixar margem para interpretações diferentes. graças à circunstância providencial de haver caído de lado". os números são igual- mente considerados palavras.

consistência e característicos peculiares. Para os idealistas. porém. :mste ponto de vista é falso. Previno que é estritamente dentro destas limitações mal esboçadas que enquadro o conceito de exatidão A linguagem que se expressa por meio de vocábulos dificilmente é precisa e. são passíveis de muitos graus de variação. PRECISAO E EXATIDAO 491 que espécie de veículos se referia a noticia. Imagine-se agora o que se pode passar quanto ao qua- lificativo boa. Que é a verdade? Podemos contornar essa dúvida. bastam ao meu propósito. Para o homem de Nova York. Pode acontecer que o que o indivíduo A considera casa. um habitante da cidade de Nova York. Se submetêssemos a um exame mais detido a notícia que figuramos. ou seja o vocábulo usado para rotular uma coisa física. aí temos uma sensação social contínua. para fins práticos. A um corpo físico de forma.é apenas choupana. Aceitando a definição de que. O conceito de exatidão é extremamente complexo Confunde-se com o de verdade. Ora. a noção de existência de árvore é exata ou convém que seja aceita como tal. se não é vista. entretanto. A árvore existe ainda que não seja vista. ver- dade é sensação social contínua. uma casa sera alta se tiver. varia agudamente. um de 3 ou quatro pavimentos já será muito alto. visível. ó qual pode ser objetivo ou subjetivo. Nossa mente não tem o poder de dar existência a coisas físicas. Em seguida. ao passo que. casebre e palácio . é percebido e entendido uniformemente pela maioria. vería- mos que cada uma de suas informações apresenta aquilo que poderíamos cha- mar elasticidade marginal para interpretações. porque nenhuma palavra existe que tenha um sen- tido único e universal. ainda há as nuances. de ve- rificação fácil e intuitiva . O carioca talvez considere alto um edifício que tenha 30 ou quarenta metros. . Seriam dois bondes. dois automóveis. chamamos universalmente árvore. para o cidadão de Chapecó. a extensão e a intensidade de cada sentido identificado com cada palavra. às mais das vêzes. entrando todos êles em choque de opinião. quando alguém diz . contentemo-nos em considerar exato aquilo que. um bonde e um: ônibus. Por êsse motivo. que é o de ilustrar o que en- tendo por ausência de precisão. mediante outro artifício. Generalizando-se no tempo e no espaço uma significação qualquer. palpável. Além dos significados diversos conduzidos pela maioria das palavras. emite julgamento."êste papel não me serve. o con- ceito de casa alta. Os ligeiros exemplos que acabo de comentar. E' objetivo quando decorre de uma circunstância externa real. Quem qualifica. porque é quadriculado" .Por exemplo. uma casa boa. ou seja uma verdade aceitável.emite um julgamento objetivo. digamos. E' o caso da árvore. ainda que contingenciada. como exemplo de expressão imprecisa. relativamente a determinada coisa. . E' o fato de ser per- cebida pela mente humana que comunica à árvore existência real. o que nos poderia levar diretamente aos domínios da mais torturante dúvida filosófica. mais de 100 metros de altura. um caminhão é uma carroça ? E assim por diante. o indivíduo B considera casebre e o indi- víduo C considera palácio. A extensão e a intensidade de significado da frase mais comum. tri- vial e bem caracterizada. entre si e ainda com o indivíduo D. Dá apenas significação às coisàs existentes. no mundo físico. entre. E' evidente que. é difusa. encontramos esta ---' "Em frente há uma casa alta com' várias janelas abrindo para ambas as ruas". digamos. a palavra casa. Note-se que estamos tratando de um conceito substantivo. uma árvore não existe. para o qual o que os outros chamam casa. por exemplo. um do Rio e outro de Chapecó.

do sentido subjetivo . muito especialmente. por natureza. para argumentar. Analisemos estas últimas em primeiro lugar.s.. qualquer outro número . Entretanto.uma casa boa. 'i conjunta ou isoladamente. porque os algarismos repelem. fatalmente. expressa pelo número 27. é o quantitativo . é efeito não de uma causa mas de um mosaico de causas. de resto.de pessóa para pessoa.que existem e atuam em cada um. o qualificativo quadriculado não representa uma opinião pessoal. embora precisa. incorporamos uma informação nova ao nosso cabedal de conhecimentos. Não é precisa porque as pa- lavras algumas. conforme já vimos. verificamos que o único elemento realmente preciso. na expressão uma casa boa. de haver mais ou de haver menos de 27 estabelecimentos comerciais naquele mu- nicípio. é absolutamente precisa Precisa porque não é suscetível de interpretações diferentes O número 27 - como. porém. conquanto inculquem uma noção quanti- tativa. qualquer dubiedade ou diversidade de sentido Linguagem precisa. mas está longe de ser precisa. As noções. que no município de Entre Rios há algumas. ao sabor de cada um. Esta informação se decompõe em noções qualitativas e quantitativ~~.representa para toda gente a mesma cousa. entretanto. ainda que inspirado pela pai- sagem. nem sempre significa linguagem exata Com efeito.variam de indivíduo para indivíduo. por antagônicos que se revelem seus pontos de vista pessoais. os conhecimentos. necessaria- mente Chamo a atenção para o exemplo. . isto é. conceitos distintos. e nalguns casos até mesmo pensamentos antagônicos As nuances de sentido do qualificativo boa poderão variar subs- tancialmente na intenção e no entendimento de cada julgador. por exemplo. ou diversas. Daí a objetividade do julgamento. nem habilitam o observador a optar por esta ou aquela Aquí há margem .para interpretações diferentes.físicas. por outro lado. mo- rais. como no caso. E admitindo-se. a mesma grandeza enunciada. formula um julgamento tipicamente pessoal.e margem larga . ou muitas farmácias. Seus conceitos são primários e banalíssimos. diversas e muitas é suscetível de variar. com intensidade variável de pessoa para pessoa e. de hora a hora. Aquí temos um caso típico de sensação social con- tínua. verdadeira. um tipo especial de pauta de papel é chamado quadriculado. as informações traduzidas em números podem não ser exatas. o julgamento humano. a extensão e o grau de intensidade do sen- tido . não fixam nenhuma quantidade. quando subjetivo. diversas e muitas.uma. pode não ser exata. mentais. que boa expresse a mesma noção para toda gente. salvo os débeis mentais. a mesma noção quantitativa Esta noção. psicológicas e até patológicas . o qualificativo pode incutir julgamentos muito diferentes. O julgamento é subjetivo quando representa uma opinião pessoal do autor. A noção quantitativa. Assim. O sentido das palavras algumas. pela primeira vez. insuscetível de dúvida. não se deve confundir precisão com exatidão. Quando ouvimos dizer. em cada caso individual. que "no município de Campo For- moso há 27 estabelecimentos comerciais" -. Continuamente e para a grande maioria das pessoas. pelo menos em grau.como varia. quanto ao que seja bom Mas. aquí não há margem para qualquer divergência sôbre a noção precisa veiculada pelo quantitativo uma A linguagem que se expressa por meio de números é necessariamente pre- cisa. esta informação pode ser exata.492 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA no caso. porque o qualificativo bela. ao analisá-lo. emitida em função do seu particular conceito de beleza. embora sempre sejam precisas. a ponto de não haver quem não os possa entender. ou de interpretações particulares. ainda que an- tagonismos não ocorram. e até por definição. Quando alguém exclama :__ "que bela paisagem ! " . Os observa- dores podem discordar quanto ao que seja casa e. que não podia ser mais corriqueiro . mas de- corre de uma situação de fato. conforme as circunstâncias. representa a opinião subjetiva do observador. Se alguém nos disser.

Nume- rosas indagações têm cabimento a êsse respeito. nuances diversas de sentido. igualmente. que êsse quantitativo.é. exatamente porque os conceitos "es- tabelecimento" e "comercial" são elásticos. os teatros. todos no mesmo prédio. ninguém poderá dizer que sejam exatas. por exemplo. se é o fato de um estabelecimento se dedicar ao comércio de mercadorias que lhe imprime."município de Campo Formoso" . e a noção de existência de alguma coisa. cumpre-nos verificar o que o nosso informante entende por "estabelecimento" e por "comercial". sorveterias.que entende nosso informante por "mercadorias" ? Somente os artigos de uso e consumo diários. que nosso informante elimine muit~J-S dessas dúvidas. como considera êle o caso da firma M. preciso por natureza. preparados farmacêuticos e apetrechos funerários ? . ou também aqueles artigos de uso ou consumo ocasional. as livrarias? Em que critério se baseia êle para definir a uni- dade "estabelecimento comercial"? Uma firma estabelecida com casa matriz à rua 13 de Maio e seis filiais localizadas em outros pontos da cidade . que se expressa por meio de algarismos. ou são substituídos por outros. restaurantes. demos de barato que a noção geográfi- ca . Quanto a estas. mas cada qual ocupando um andar diferente e dispondo de gerência e pessoal próprios ? São três estabelecimentos ? E' apenas um ? As hipóteses podem ser multiplicadas."no município de Campo For- moso há 27 'estabelecimentos comerciais". que se expressa por meio de palavras. o caráter comercial. êle teria excluído de um golpe os hotéis. teria sido in""' cluída em virtude de seu comércio. ou excluída em virtude de sua indústria ? Considera nosso informante estabelecimento's comerciais os hotéis. as agências de turismo. nem. só nos resta o item "estabelecimentos comerciais". agências de automóveis. as farmácias e drogarias.a noção de localização. cafés.p&stos de gasolina. os bancos. Desde que já nos ocupamos da noção quantitativa conduzida pelo número 27. Teria nosso informante. passíveis de conduzir diversos signi- ficados e. os cinemas. incluído os bancos entre os estabelecimentos comerciais componentes de sua informação ? A tenda de um sapateiro que faz seus produtos e os vende a varejo. as emprêsas de publicidade. açou- gues e outros estabelecimentos congêneres ? Com efeito. os motivos de perplexidade permanecem. sejam todas verdadeiras no exemplo sob comentário. e a linguagem difusa. os restaurantes. a fortiori. os teatros. como drogas. como os cafés e as emprêsas fu- nerárias. devemos con- cluir que tanto os restaurantes e as leiterias. as emprêsas de publicidade e as companhias de seguros Mas nem assim as dúvidas deixariam de ocorrer. como roupas e viveres. passemos a analisar as noções qualitativas in- tegrantes da informação contida nesta frase . drogarias. pode não ser exato Para não alongar muito a análise. indicada pelo verbo "há". . se- gundo o critério do nosso suposto informante. os cinemas. Suponhamos.~ PRECISAO E EXATIDÃO 493 '' Para tornar mais saliente a distinção que existe entre a linguagem precisa.. que explora três ramos comerciais distintos. expressa pelo monossílabo "no".. Aquí nos ocorre mais um: . Cabral & Cia. Já mostramos. acumulando assim os caracteres de fábrica e de loja. Teria êle in- cluído ou excluído as farmácias. que sejam precisas. . ou um conjunto de sete estabeleci- mentos distintos? E para efeito de determinar o número de estabelecimentos. ou flutuante. porém. Como se vê. as barbea- rias. Antes de mais nada.o quantitativo. padarias. um estabelecimento só. livrarias. as agências de representação. confeitarias. mediante a declaração de que considera "estabelecimentos comerciais" somente os que exploram o comércio de mercadorias. as agências de turismo. para nosso informante. as casas de câmbio. Nesse caso. são igualmente estabelecimentos comerciais. ou sejam as noções qualitativas que pre- tendo analisar. Já vimos que a informação é absolu- tamente precisa no que diz respeito a um de seus elementos . as barbearias. as casas de câmbio. dentro de cada um dêstes.

Incapaz de obter as informações exatas de que necessita para se orientar na vida. de que dispuser As faculdades naturais do homem. físicas e mentais. exata e precisamente. por incumbência social ou simplesmente por tendência inata. com que ampliamos indefinidamente. o qual. e mais recen- temente. como seja. I!) O caráter controvertido. o âmbito de ação do homem carece da amplitude compatível com as exigências da vida moderna. a invenção dos vários meios modernos de transporte. por exemplo. por exemplo. fide- digno. Não é necessário demonstrar que o homem moderno vive em busca perma- nente de conhecimentos exatos e precisos Seja um simples tecelão ou um di- plomata. aos métodos próprios com que se elaboram os conhecimentos exatos e precisos. tanto no campo fí- sico como no campo mental. com o manejo do qual enfrenta o conflito das competições na vida prática. o homem supriu igualmente essa incapacidade. principalmente no terreno profissional - uma conclusão desde logo se impõe. senão demonstrados. êle terá possibilidade de ser tanto mais eficiente e conciente quanto maior a dose de conhecimento preciso. depois a invenção da roda. recorrem. III) A distinção nítida que existe entre precisão e exatidão. que em dada ocasião alguém necessitasse de saber. flutuante ou difuso inerente às noções qua- litativas. para suprir essa incapacidade. o homem criou. mediante a criação e aperfeiçoa- mentos sucessivos de métodos especiais de observação. Incapaz de ver o infinitamente pequeno ou o infinitamente distante. teorias.ml combinação química. como já vimos. a sua função social. não importa o campo em que de- terminado indivíduo exerça suas atividades.~. a do cientista que sacrifica a vista na paixão do laboratór.e isto parece fora de dúvida. as nossas minguadas faculdades originais. IV) A superioridade incomparável dos conhecimentos exatos e precisos. leis. não importa. ou as reações de tal ou q. Incapaz de se lo- comover com uma velocidade maior do que a que é permitida pelo uso das próprias pernas. Mediante o uso exclusivo déssas faculdades. mediante a criação de instru- mentos. são naturalmente limitadas. se compõe de noções qualitativas e quantitativas? Parà . com espírito científico. como a que está sendo objeto das presentes considerações . Aqueles que. No dizer do sociólogo francês George Valois.494 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Seria ocioso e enfadonho passar em revista a multidão de dúvidas que po- dem ocorrer quando se analisa. mediante - primeiro a domesticação de animais. uma simples informa- ção. essa incapacidade. da mesma maneira. em suma. o homem su- priu. a história do pro- gresso humano não é mais do que a história da aplicação da capacidade huma- na para suprir as nossas deficiências naturais. Mas a amostra é bastante para que consideremos demonstráveis. ou exe- cuta da melhor maneira tarefas nobilitantes. um administrador ou um político. afim de formar o seu equipamento de experiência. ne- cessitam de colhêr informações exatas sôbre os fenômenos coletivos. um militar ou um cientista. se forem avisados."no municí- pio de Campo Formoso há 27 estabelecimentos comerciais". Vamos supor. qual o número de estabelecimentos comerciais exis~ tentes não somente no município de Campo Formoso mas em todo o Estado de Goiaz Que cumpriria ao interessado fazer para obter êsse conhecimento. pesquisando as causas de tal ou qual anomalia. Se é verdade que o conhecimento exato é uma das bases da ação inteli- gente. cumpre-lhe assenhorear-se de um mí- nimo de conhecimentos. os se- guintes pontos: !) O caráter preciso inerente às noções quantitativas. o microscópio e o telescópio.

O observador poderia.o inconveniente da colaboração interpretativa dos agentes enumeradores seria obviado. duração do trabalho. cada um deles recebesse instruções para visitar todos os estabelecimentos comerciais e semelhantes existentes em determinado município. ramo de comércio explorado. de modo absolutamente preciso. Figuremos agora que. outros ainda deixariam à margem as agências de representações e os escritórios de consigna- ções. em determinado mês. rica de conteúdo difuso. e preencher. rigorosamente.já se vê . A fixação dêsse critério exigiria. desde que esta fôsse feita segundo métodos apropriados. forma jurídica. Todavia. Para evitar êste êrro crasso. Uma vez contados ou enumerados. então. a conta- gem dos estabelecimentos. em relação a cada estabelecimento. composição da administração. o resultado da contagem seria um conhecimento exato e preciso. tais como: firma ou razão social. Estes. expressa por meio de palavras ? Se considerarmos que a expressão mais banal. convenientemente. tipo eco- nômico. como uma casa boa. por exemplo. Como definir. teriam que ser naturalmente devolvidos ao ponto de origem. em forma interrogativa.no caso. A contagem se faria. operando de acôrdo com certos métodos e mediante pro- cessos peculiares de classificação e totalização. incluiriam na contagem os estabelecimentos mistos. capital realizado. mas :nunca um conhecimento exato. cumpriria ao observador determinar. de 3. Suponhamos que o encarregado de orientar a contagem. nacionalidade dos pro- prietários. 800 estabelecimentos comerciais no Estado. o que seja um estabelecimento comercial? Como fazer centenas ou milhares de indivíduos interpretar de maneira rigorosamente igual uma definição complexa. alguns considerariam cada firma um estabelecimento apenas. despesas gerais ocorridas no ano do inquérito. contariam os bancos. para torná-las e:x:atas. esta revelasse a existência. evidentemente. que só por si invalidaria a operação inteira. o objeto da contagem. que combinaria as vantagens de ser preciso com as vantagens de ser exato. pouco importando o número de filiais a ela pertencentes. PRECISÃO E EXATIDÃO ~95 o~viar os erros prováveis relativos às noções quantitativas. seria indispensável o recurso da observação direta . Seria preciso porque a precisão é inerente às noções quantitativas expressas por algarismos. uns tantos caracteres inerentes aos estabe- lecimentos comerciais. Os questionários preenchidos. cada um se re- ferindo a um estabelecimento. semoventes. há meios de vencer essa dificuldade. antes de contar. então. capitais aplicados em imóveis. grupando-os se- . é suscetível de várias interpretações diferentes. certos conhecimentos técnicos especializados por parte de quem fôsse incumbido de planejar e conduzir a tarefa. Suponhamos mais que a cada agente enumerador fôssem entregues cen- tenas de exemplares do questionário assim elaborado e que. isto é. seria fatalmente inter- pretada pelos agentes enumeradores de acôrdo com o critério individual de cada um. uma vez que a expressão "estabelecimento comercial". o especialista determinaria o número de estabelecimentos comerciais existentes no Estado. afinal. etc. montante das transações efetuadas no ano do inquérito. louvar-se nesse resultado. não hesi- taremos em admitir que a definição precisa do que seja "estabelecimento comer- cial" constitue tarefa muito difícil. móveis e utensílios. Aí. Mediante êste recurso . Seria exato porque a exatidão viria como decorrência natural da operação de contagem. número de empregados. seria pois necessário que os agentes enumeradores obedecessem a um critério uniforme e bem definido. relacionasse numa fôlha de papel. outros. um questionário. valendo-se de sua experiência e de seus conhecimentos especializados. Mas. localização. realizada a contagem. aqueles deixariam de contar as farmácias. O resultado de tal contagem não seria mais do que uma soma absurda de unidades heterogêneas. além disso. ao cabo de lon- gas hesitações.

. afinal. e dado que a contagem seja planejada. antes da operação. Eu direi simples- mente que os conhecimentos exatos e precisos têm o poder mágico de apaziguar a inteligência humana. a forma jurídica. o montante dos capitais invertidos. tangendo-a da nebulosa da dúvida para a clareira solarenta da certeza. Como diz o ditado. Mas isso.demonstrar. nada mais é do que a descrição de um inquérito estatísti- co. além de muitas outras vantagens.496 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA gundo os caracteres lógicos que entendesse. conduzida e executada com as necessárias precau- ções . mais vale uma certeza do que mil conjeturas. Exatamente.representam conhecimentos exatos e precisos. tais como o ramo e o gênero do comércio. irretorquivelmente. o volume das transações. Um literato diria que os conhecimentos exatos e precisos. O intuito é claro . As informações obtidas mediante essa modalidade de pesquisa. oferecem a de valorizar a inteligência humana. Isso é uma descrição grosso modo das fases de um censo ou inquérito estatístico. que os censos são labo- ratórios de conhecimentos precisos e exatos. ' ~~ I ' ) . porque as causas de erros prováveis são previstas e obviadas.dirão os bem informados. etc. transportando-a do desconfôrto da dúvida para os do- mínios tranquilos da certeza possível. etc.

cumpre deixar bem claro.a série com o efetivo das crianças de 7 anos de idade. Em outros têrmos: consideramos o aspecto quantitativo e não o qualitativo. . Tentemos.todas elas já então de áreas conhecidas. e quais as consequências daí decorrentes. é essa. e não ao de "eficiência". ao menos encaminhar a solução da im- portante questão. Os educacionistas que teem procurado medir a insuficiência do aparelho escolar do ensino primário (fundamental comum). M. -vejamos.a Premissa O grau de "suficiência" do aparelho escolar deve ser aferido mediante a comparação da matrícula geral de alunos novos na 1. senão encontrar. l. A premissa refere-se.° Congresso Brasileiro de Geografia. A TEIXEmA DE FREITAS (Diretor do Serviço de Estatfstica da Educação e Saúde e Secretário Geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) DISPERSÃO DEMOGRÁFICA E ESCOLARIDADE SITUAÇAO DO PROBLEMA. Entretanto. Realizada a grande campanha censitária dêste ano. Procurando simplificar e aperfeiçoar cálculos e demonstrações que alhures temos feito. Todavia. ou ainda. deixando nossas conclusões submetidas ao pronunciamento do 9. sem dúvida.AS TR:I!:S SOLUÇõES QUE OS NúMEROS APONTAM Tese apresentada ao Nono Congresso Brasileiro de Geografia ARIANDO entre limites muito afastados os índices de densidade demo- V grá:fica das várias regiões e zonas do país. pela qual vamos co- nhecer os efetivos de todos os núcleos de população e a sua distribuição pelas diferentes circunscrições . em primeiro lugar. o que permitirá já se entrevejam aquele e outros aspectos correlatos da realidade brasileira. cuja investigação nos é tão necessária e a tão desencontradas suposições vem dando lugar. tem sido tema bastante con- trovertido o de fixat até que ponto a educação da infância. entre nós.ao grau de "suficiência". temos em vista o número de alunos que o aparelho escolar pode bem conter. mesmo antes daquela operação. as premissas que nos cumpre estabelecer.cálculos já agora retificáveis à luz de mais seguro material esta- tístico e de melhores métodos. pois. comparam a "matrícula geral" .o pro- blema encontrará bases seguras para uma solução definitiva. está sendo e pode vir a ser obra das escolas primárias· do tipo comum. . uma tese que merece examinada num cer- tame científico. alguns hábeis raciocínios podem levar-nos a uma grande simplificação nos têrmos do problema. e não o número dos que êle possa educar bem.

porque seria um contrassenso. no bom sentido de uma escola eficiente. como veremos. que não houverem sido reprovados.a população daquela idade que a legislação fixa (!Om época normal para início do tirocínio escolar. E daí uma série enorme de mal entendidos e confusões Causas dessas confusões e mal entendidos: a impropriedade do primeiro têrmo.isto é. porém. se deduzirá afinal a taxa da proporção em que o nosso sistema escolar de ensino elementa1 já atende à sua finalidade de educação fundamental da infância brasileira. A saber: . por um lado. e mais os seus próprios alunos que. essa matrícula.a população dentro dos variáveis limites legais de idade em que. segundo as legislações regionais. e inadequada compreensão dada ao segundo têrmo. se globalmente considerada. que as escolas brasileiras se insti- tuíssem e mantivessem.I~ outro lado: A matrícula geral . A escola não mede a sua capacidade pelo efetivo do seu discipulado total Nem por simples declaração legal de sua lotação ou pelo efetivo do magistério Nem ainda pelo número dos seus bancos ou pela amplitude das suas salas O discipulado. de . acrescidos os repetentes vindo do ano anterior. é êsse evidentemente.há de determinar-se por um quantitativo que abrangerá.de "suficiência" e "insuficiência"? É a população "em idade escolar". devam repetir o ano Se é assim que se deve determinar a capacidade virtual da escola primária brasileira . noutro sentido. .não a de todo o ensino primário. e depois. e para determinado nível médio de inteligência dos alunos. a capacidade virtual da escola.digamos . aproveitada apenas em mínima parte. à evidência. embora reconhecidamente com um pequeno êrro para menos. sim. primeiro.498 REVISTA BRASILEIRA úE ESTATíSTIC~ com a "população em idade escolar".deduzidos os óbitos. em cada uma das séries ulteriores à primeira. reprovados. E assim a capacidade virtual de uma escola.eis o que cumpre determinar em primeiro lugar.todos os alunos da série precedente.embora ela esteja. qualquer que seja o efetivo de alunos que daí decorrer para as séries subsequentes. fixar o têrmo subsidiário da comparação. Portanto. Em regra. . Dada. fundamental comum . . o quantitativo da matrícula geral de novos alunos na dita série. é função do limite da matrícula na 1. O têrmo fundamental. mas numa relação que não aquela erradamente praticada.a série do curso A capacidade dessa série poderá não se achar esgotada Mas na falta do conheci- mento exato da capacidade real da primeira série do ensino fundamental comum. mas apenas a do ensino geral. é claro que não se po- derá admitir. poderá ser tomada. mas na prática . dar sentido unívoco à expressão. Mas como? Um pouco de reflexão nos indicará o caminho. além da diversidade de critérios para a sua fixação. dir-se-á. . e a variável. é facultativa a escolha do momento ou período em que se deva iniciar o cumprimento do preceito da obrigatoriedade escolar (se êste existe). no curriculum prevista.qual será o têrmo de comparação para se deduzirem as suas taxas . .0 ano importa no compromisso de uma edu- cação completa. num certo ensino bem normalizado. na prática. no ano anterior.deve servir como um dos têrmos da com- paração para medir o aproveitamento dos lugares oferecidos pela escola pri- mária nacional O outro têrmo dessa comparação é exatamente a capacidade virtual da mesma escola. para os seus beneficiários. seria teoricamente a mesma da série inicial. confundem-se lamentavelmente cousas diversíssimas sob a de- signação de "população em idade escolar". como índice daquela capacidade. E obtida a medida dessa capacidade é que. É a única resposta possível Mas a questão ainda não está resolvida. na sua grande maioria para um curso de três séries. porque é preciso. mas tendo a sua capacidade absurdamente reduzida de série para série Claro que a aceitação de inscrições no 1.

E esta poderá ser para cada série a média ponderada das taxas verificad~s num determinado período. de nível primário.tl em relação ao qual tem o Estado o dever de prestar a assistência educativa de grau elementar. quatro ou cinco anos A "idade escolar". três. com efeito. ou a população de 6. não se tem a base completa para a relação a deduzir. tendo-a todavia à sua disposição. A matricula é admitida. Porque há que contar com a repetência. é claro que: . desde os seis anos. às vêzes. a idade que abrange os indivíduos cujo efetivo constitue a expressão limite do grupo socil. ou a taxa obtida C')fetivamente em cada ano calendário. sentir-se-á logo o absurdo da comparação. A legislação brasileira é muito variável nessa matéria. no Brasil e para o Brasil. a faéuldade ou a conveniência de matrícula Nem a de uma determinada idade. Qualquer totalização para o país.reendida nos limites normais da "idade escolar". ou então o total da população dos 6 aos 12 anos.em ensino de 3 anos. a idade em que mais geralmente começam os períodos de idade escolar fixados em nossa legislação. seja êste de um. nada menos de um quinto da população total. isto é. toma-se tampém. é destituída de sentido prático. dos 7 aos 9 anos Mas. dois. aquele curso que escolheram ou o que estava ao seu alcance. . em relação ao meio brasileiro . . não somente as que já se matricularam e abandonaram a escola. mas ainda. além da heterogeneidade da situação brasileira em tal assunto. ou ainda dos 7 aos 14. de 1 ou 2 anos. se se tiver em vista que. nesse particular. quer os próprios ex-alunos que já concluíram normalmente os estudos. Porque. e só pode ser.o cômputo do efetivo teórico do discipulado da escola primária brasi- leira (para o ensino fundamental comum) não há de abranger apenas essa po- pulação comP. sim. sem repetição de série. a "idade escolar" em sentido restrito. Ora.o ensino primário de 4 ou 5 anos não é oferecido a todo o país.a matrícula no ensino primário geral não tem eficiência.tal idade é.e aqui aparece a necessidade do têrmo subsidiário para a medida em vista . o curriculum do ensino primário fundamental comum é variável de 1 a 5 anos. ou ainda uma taxa padrão experimentalmente deduzida num ensino eficiente para crianças de nível intelectual médio. · Ora. .e assim. ou seja. e pela idade em que se acham. ou uma taxa preferida conforme a tendência observ~da no comportamento geral dos dados da estatística. computam-se erradamente como crianças que precisam de novas escolas. aquela dentro da qual. variavelmente. e a partir do limite inferior para a ma- trícula. neste último caso.esta é. possa uma criança fazer o curso que constitue a educação típica. oferecida a toda a população do país. por conseguinte. nem o poderia ser tão cedo. e toleram-se inscrições de adolescentes de 17 e até 18 anos. -mas o ensino de algumas escolas. numa hipótese. Dlàll~ERSAO DEMOGRAF!OA E EàOOtA!UtlADl!l 4fll) . . isto é. ou dos 8 aos 14. frequentemente. e na outra. . Ela há de ser. nos seus limites normais. Entretanto. sendo além disso apli- cada com grande tolerância.a população daquelas idades (genérica e arbitrariamente fixadas pelo comentador para todo o país) em que se presume fôsse acertado admitir a ma- trícula em qualquer dos anos do curso primário. . de 7 ou de 8 anôs.o que é mais grave -quer alguns grupos dé crianças que no seu Estado. pode facilmente trans- formar-se e deve transformar-se desde já . já não mais poderiam ser admitidas nas escolas. ou dos 7 aos 12. antes do limite mínimo de 7 anos. funda- mental comum. como o têrmo procurado. nem é aconse- lhável a título algum. em seu sentido estrito. isto é. não é esta a que se atribue.

na medida em que for desapare- cendo a evasão dos alunos inscritos. sim. Se na prática. . isto é. por via de consequência: o seu grau ou "índice de suficiência" será dado pela relação entre o quantitativo da matrícula de novos alunos no U! ano e o efetivo da população total de 7 anos Isto significa também que poderemos considerar sempre ao alcance da escola. - significativa da integral escolarização das crianças de 7 anos até a conclusão de um curso de 3 anos. pois não afeta o aspecto estatístico do problema. oferecerá ao mesmo tempo o meio de ava1iar . num certo sentido. pois os efetivos das populações de idades superiores às do grupo rigorosamente em "idade escolar". positiva.uma vez co- nhecido o número das crianças de 7 anos em determinada área de que se queira fazer um perímetro escolar . se. exata. por efeito do crescimento demo- gráfico e do obituário normal. Se numa fase de reajustamento intensivo. Ora.o o número de lugares que assegure a escolarização regular de toda a massa infantil. porém. compreendidas no seu perímetro escolar. a mais rápida e a mais rigorosa solução. serão via de regra inferiores aos daquele grupo. se o discipulado for passando a ser mais assíduo. reside.o discipulaclo virtual da respectiva escola Aí está o método muito simples. que seria criminosa Portanto. inscrevendo-se :) nessá série. .no mínimo tantas crianças de 7 anos de idade quantos forem os alunos novos da sua primeira série O que. 9 ou 10 anos De qualquer forma. em compensação. no fato de não ofe- recer o seu primeiro an. por exemplo. de 8. estatísticamente falando.0 ano da escola~ procuram-na. à limite teórico das necessidades do país em matéria de ensino primário há de ser o que a fórmula proposta estabelece. se o absentismo escolar for diminuindo. Não é fora de dúvida que a criança matriculada numa escola deve ter o seu lugar garantido até a conclusão do curso? Logo. o grau de "suficiência" da escola em relação ao corpo de discentes exigido para a educação de toda a infância brasileira. não se há de medir levando em conta o afastamento entre o discipulado efetivo e o discipulado virtual ll:sse afastamento também é de grande significação. fiel e exato a ser utilizado no assunto .em nada importa. Praticamente. a capacidade real das escolas se dilatará. a substituição. A variabilidade quasi astronômica entre as soluções que lhe teem sido propostas. mais ou menos generalizada. isto acarretará apenas superlotação episódica. crianças em número mais ou menos correspondente.J . l'eciprocamente. o problema comporta extraordinária simplificação. uma conclusão somente é possível.se assim é. - 500 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA O fato da realidade não corresponder à suposta compos1çao teórica. cede lugar a uma solução única . se os efetivos dos grupos demográficos das idades ulteriores tendem nor- malmente para níveis mais baixos do que o atingido por aquele. ainda. nem a opinião pública toleraria aquí a inércia governamental.fácil. automaticamente. forçoso será admitir-se que o aparelho escolar expandirá automaticamente sua capacidade real para não fechar as portas da escola às crianças que nela já lograram ou desejam e podem lograr inscrição Nenhum f_{OVêrno fugiria a êsse imperativo. .j . a sâber: a escola brasileira atingirá o seu ótimo de capacidade virtual desde que possa admitir no primeiro ano tantas novas inscrições quantas forem no país as crianças de 7 anos de idade E ainda. se a idade mais comumente preferida para a inciação escolar é de 'i anos. mas oferece outra relação que poderíamos talvez chamar. permitindo a mais clara. se. deixará sempre um saldo ell1 relação ao limite de matrícula calcado no efetivo do referido grupo. muitas crianças de 7 anos ainda não procuraram o 1. dos matriculandos de 7 anos por outros de idades superiores._<-. que ca- minhará rapidamente para a normalidade. em conse- quência. aquele limite pode ser excedido. o "índice de efi- ciência" do sistema escolar A falha ou insuficiência da escola em relação ao seu objetivo nacional.

outra mais elevada. ou depois de uma reprovação. ou mesmo em seguida a uma aprovação não final. a diferença entre a população de 10 anos e as aprovações no 3. todavia. pois. . E tal êrro limitar-se-a ao exagêro ou insuficiência da estimativa· da população de 7 anos Por enquanto só dispomos dos resultados do censo de 1920. pode-se diminuir a significação do êrro tomando-se. é-lhe muito inferior por lhe fugirem as seguintes parcelas: -crianças que teem escola a seu alcance. mas a aban- donam durante Q ano letivo. Por outro lado.que preferimos por ser a mais favorável de todas.0 ano constitue o limite mínimo da deficiência a preenchet no rendimento do sistema escolar. para o grupo de idade em questão. que permanecem na escola até o fim do ano. quanto ao ensino que a Nação jUlga indispensável a todos os seus cidadãos Nesse algarismo. Condicionado pelas novas matrículas no 1. a diferença entre a matrícula efetiva e o total de aprovaçõr~ exprime ainda um prejuízo. um ensino não apropeitado. E o ensino que lhes foi oferecido deve-se considerar. atribuindo ao grupo de 7 anos quanti- tativo inferior ao do grupo de 8 anos. • 2. mas ainda assim arrendondando-a para 33. Se comparamos o discipulado virtual com a matrícula efetiva.00%o. Enquanto a taxa milesimal dêste subiu f. Finalmente. poder-&e-á considerar o quantitativo de todo êsse grupo como expressão de um ensino mal aproveitado. DISPERSAO ·DEMOGRAFICA É ESCOLARIJ?ADE 501 t:rro só ocorrerá fora dos anos de recenseamento geral. como vimos. pelo censo de 1920.crianças em idênticas condições. de determinar q limite a que deve tender a capacidade do 1 ° ano primário.28. uma episódica flutuação da curva de distribuição da população por idades. ou a dos infantes de 3 anos (32. no caso. o ensino foi ministrado às crianças que integram o grupo.a Premissa A diferença entre a capacidade virtual do aparelho escolar e a matrícula efetiva exprime capacidade não aproveitada A diferença entre a matrícula efetiva e as aprovações exprime capacidade escolar mal aproveitada. t:sse. inverificável na . cun- vindo acentuar.m sem fazer exames. nulo ou incompleto. para o país. que tal limite só é válido para o caso. de jato. .28%o).t 32. a qual poderia ser à da idade de 8 anos (32. temo~ o di- reito de supor que a diferença correspond. para garantirmos margem de êrro seguramente favorável ao objetivo em vista. 0 ano significa o número de infantes em relação aos quais o esfôrço educativo do Estado ainda resultou. temos. E a diferença entre a população de 10 anos e as aprovações no 3.99%o).0 ano. o corpo discente sôbre o qual de fato se exerce integralmente a influência da escola. exprime-se o limite mínimo da deficiência numérica a preencher no rendimento quantitativo do ensino fundamental comum. mas um prejuízo menor Com maior ou menor regularidade.84 Portanto. mas se retir!J. com efeito. de f?.to. revelou. para aquele ano.a a crianças que nada ou quasi nada aprenderam. e quanto aos retirados da escola o aproveitamento não ficou comprovado e houve interrupção de um· curso que podia ser continuado e já motivou um onus à Nação. a do primeiro não passou de 30. uma taxa mais pru- dente que a fornecida. um discipulado virtual para o ensino primário Entretanto. Mas como em relação aos que repetiram o ano o seu não aproveitamento foi verifi- cado. Mas como se trata. poderemos tomar dentre a& taxas dos grupos próximos ao de 7 anos. afim de que o Govêrno venha a cumprir inti3gralmente o seu primordial dever em face das novas gerações. nela se matriculam. São velhos de 20 anos e podem levar a afastamentos apreciáveis da realidade.

por meio da simples expansão dos elementos ou unidades atuais.se negará a atender à majoração da matrícula no 1 ° ano das suas escolas. E o nível em que termina o segundo e começa o primeiro é dado pelo número das "aprovações virtuais". · ' Mas também é claro que as escolas atuais.a Premissa O deficit apontado na 2. das aprovações na 3. todavia. para crianças que as procurem pela primeira vez. 4. correspondente à dife- rença entre a população de 7 anos e a matrícula de novos alunos na 1. de repetência nula. ou escolas reunidas elevadas a grupos es- colares. os professores que bastem e o equipamento neces- sário. Mas o índice dessa deficiência tem duas compo- nentes. pela localização. É.. como já vimos. ou sejam repetentes do ano ou já tenham logrado promoção aos anos superiores ' Tudo efetivamente se resolverá em medidas normais de expansão: escolas isoladas passando a ter um ou dois professores adjuntos.20 ou 30. isto é. Consigam elas atrair o discipulado virtual do respectivo perímetro de influência e não lhes faltarão por certo os prédios suficientes.repetimos . pode ser desdobrado em uma parte .a premissa.a série que deveriam resultar da capacidade virtual do sistema escolar . dada a desorganizaÇão-em~que tem vivido o aparelho brasileiro de ensino elementar. Refere-se êle àquela parte da população em idade de ini- ciação escolar que ainda não se acha compreendida em perímetros escolares.a insuficiência da ma- trícula de novos alunos no 1 ° ano e a ineficiência da escola quanto ao rendi- mento quantitativo normal do ensino que oferece ao discipulado recebido. Mas isto não basta Permanece ainda um deficit insuprível por êsse ajus- tamente progressivo. 3. estão sendo. o equipamento atual das escolas estará proporcionado apenas ao seu parcial aproveitamento .a Premissa A parte ·insuprível a que se refere a premissa precedente des~ o dobra-se por sua vez em duas parcelas: uma. atraí- das iterativamente aos benefícios da educação. a que proverão os departamentos estaduais de ensino. 502 ~EVISTA SRASIL~!RA DE ESTATiSTlOA prática. não cobertas pelos perímetros escolares atuais. Essas crianças pertencentes aos grupos demográficos esparsos em áreas ainda. ou grupos escolares desdobrados Donde se vê que o ponto crucial do problema está na conquista e retenção do discipulado já compreendido no raio de ação das escolas existentes.a série. É óbvio que. a que re- presenta as crianças não escolarizáveis pela escola do tipo comum.ora de hábito. uma simples questão de ajustamento. di- . já se acham em condições de atender ao discipulado correspondente à sua capacidade Não lhes faltam alunos porque lhes falte o aparelhamento. portanto. não dispqndo. outra. ou escolas isoladas transformadas em escolas reunidas. nem muito menos nos anos subsequentes. formadores da nossa rede es- colar primária. resultantes dos dois aspectos já considerados .su- prível e outra msuprível. com os recursos normais ou extraordi- nários ao seu alcance Porque nenhum Govêrno . Onde quer que um agrupamento social ofereça um núcleo suficiente de crianças escolarizáveis . de escolas ao seu alcance. a que computa as crianças escolarizáveis pela criação de novas unidad~s es- colares instituindo novas áreas escolares.

lecida com bastante segurança por me~o da relação entre os !)ois grupos análogos realmente emergentes da vida escolar. aquele que. em que.a repe- tência provável . A educação primária é um beneficio que a Nação deve a todos os seus filhos Se estes não podem vir recebê-lo onde o Estado o pode ministrar nas escolas dos tipos comuns. ' Demais disso. mesmo para as escolas possíveis. ou mesmo.a Premissa Na análise a ser feita.. fugindo a um êrro comum.. e do maior número de aprovações na série precedente.. um direito. pois. J ) DISPERsAO DEMQGRAFIÓA.•. aí não tarda q11e aP. isto é. por exemplo. concorrem para isso. o qual ficou em ser como resultado da ineficiência do regime escolar Suposto êsse regime norma- lizado. uma vez que se trata de unidades escolares a serem criadas fora das condições atualmente aceitas para a sua abertura.. na mesma proporção em que se majoràr a matrícula de novos alunos..o nexo de interdependência que razoavelmente permitisse o cálculo de um pelo outro. Queremos dizer: a diferença em aprêço . quanto aos demais anos. por uma aglomeração artificial mas sem desambientação netn abandono do torrão natal. dará o volume de um po~encial de aprovações e repetência. para elas. em cada série.educandários de tipo especial (vilas escolares ou colônias escolas). e para o Estaào. A "repetência virtual". Vários fatores ~ aliás óbvios e que não vale a pena especificar . precisa intensificar-se e para isso é-lhe indispensável uma base estatís- tica. 5. áquele potencial tenderá a realizar-se em parcelas que se devem somar às ap1ovações e à repetência reais. e se a escola também não pode ir até o pequeno círculo dos seus lares dispersos. a proporcionalização entre as ocorrências virtuais pode ser estabe- ·. em se tratando de grandes números em massas bem uniformes na sua diversificação estrutural. ou as crianças e suas famílias simultaneamente. a diferença entre o seu quantitativo (diminuído êste.e que se não devem despovoar . tem que ser deduzida correlatamente com as "aprovações virtuais". um dever. Além do que. ainda quando esta se viesse a instalar mesmo com um número muito baixo de discentes. pela dispersão dos seus elementos. as crianças apenas..areça _a escola necessária. hão pode ser atendido por escola isolada. pois certamente nem todo o efetivo do grupo poderá ser atendido pela sim- ples criação de escolas do tipo comum. É: possível que a transposição da virtualidàde para a realidade acusasse linhas divisórias um pouco flutuantes em tôrno da rigorosa proporcionalidade entre as aprovações e as não aprovações da grande amostra constituída pelo rendimento atual da escola. o seil limite teórico.03 ga~o~ ~.novas inscrições e repetência . Isto porque falta a êsses dois elementos . Mas o exame dêsse aspecto da questão também requer base estatística. Mas é intuitivo que. há um elemento de cálculo . do obituário correspondente) e o das "aprovações reais no fim do ano" mais a "repetência real da mesma série no ano seguinte". quanto ao primeiro ano. Para estimar-se a capacidade virtual do sistema escolar. o primeiro daqueles grupos resulta da maior procura da escola..que cumpre estabelecer com segurança. lilsse esfôrço. Dada. venham receber a assistência educacional que é. levando em conta a repetência na proporção em que realmente ·ela se verifica. . a matrícula de uma série. será preciso encontrar uma solução pela qual o Estado leve às regiões em que essas populações se acharem . E ESCOLARIDADE '5. De fato. porém. não deve ficar ao abandono o efetivo restante. não é rigoroso o método pelo qual êsse elemento se majore.. ao passo que a repetência provém sempre das "não aprovações" da mesma série no ano precedente. será preciso orçar-lhes o quantitativo tendo em vista o mínimo do discipulado admissível.

não deve ser interpretada como elevação rápida do nível mental do discipulado.25 49. e apresenta com o mesmo grau de intensidade certa melhoria no rendimento da 2 a série em relação ao da 1 a. sem trazer qualquer proveito prático A norma.76 74. E é assim que. e outros de mecanismo ope- ratório muito difícil. - fraca esta última e bastante acentuada a primeira Essa melhoria. no rendimento da 3 a sôbre o da 2 a. pois.16 69. se tivessem feito exame. tratando-se de grandes números.e a experiência já no-lo demonstrou cte sobra .26 67.74 70. seriam aprovadas. . nota-se também que o com- portamento do fenômeno estudado se mantém mais ou menos estável. Sem embargo do que ficou dito.48 27.30 1936 48.49 23.10 72. porém. nem como eficiência maior do ensino nas séries superio- res E' óbvio que ela decorre da progressiva seletividade com que se constituem as séries ulteriores à primeira. aliás.79 73.18 32.35 \ Observanà. mal medidos alguns. razoável. porém.o-se que a diferença entre 100 e a soma de cada par de taxas corresponde ao obituário admitido para cada série. não podem ou não devem ser tomados em consideração.25 29 81 25.70 29. certo número de crianças que. muito provavelmente.08 76.78 25." Série ------- 1934 56.deve ser a maior simplificação possível. X 100) { Aprov X 100) Matrícula geral Matrícula geral -- 1a Série 2• Série 3" Série 1a Série 2" Série 3. em tais trabalhos .porquanto. pois.28 29. e ainda outra.26 43. ocorre um caso em que a repetência pode ser majorada com fundamento na sua proporcionalização à outra parte do corpo discente na série E' o caso do cálculo da repetência na matrícula geral (não referida em nossas estatísticas). com pe- quena amplitude de flutuações e sem revelar tendência regressiva. é justo supor-se que o abandono da escola no correr do ano letivo se verifique com in- tensidade mais ou menos igual em cada um dos grupos componentes de cadv série. tomando por base a repetência na ma- trícula efetiva Aquí a majoração proporcional é o único recurso admissível.73 51. .24 1935 53.cumpre assinalar .87 1937 50. no entanto. que vai naturalmente eliminando do corpo discente os menos aptos ou menos aplicados.30 45. que são de grande utilidade: TAXAS DE NÃO APROVAÇÕES Etj_TRE TAXAS DE APROVAÇÕES ENTRE OS OS NOVOS ALUNOS DE CADA SERIE NOVOS ALUNOS DE CADA SÉRIE ANOS {Não aprov. 504 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA conterá. quando os não viciassem.19 69. em virtude do próprio êxodo verificado. naturalmente. - e é.a Premissa Nos cálculos a efetuar para a análise do movimento escolar podem ser abandonados vários fatores que os complicariam sem tornar seus resultados apreciavelmente mais seguros O fenômeno social que êste estudo tem em vista é. nos cálculos subentendidos pelas conclusões desta tese. o que dá aproximação suficiente aos resultados da proporcionalização em aprêço 6. complicariam os cálculos. foram abandonados todos os fatores que se não julgaram já suficientemente conhecidos . e êsse número estará para os restantes (não aprovados) assim como os realmente aprovados estão para os que procuraram a escola no ano seguinte para repetir a série Esta proporcionalização dos resultados da nossa estatística educacional pode ser feita mediante as seguintes taxas. muito complexo Muitos dos seus elementos.

79 1935 41 560 147 4. concluséjes. 9I8 1930 1 241 ()39 .1 371 485 1 336 956 I 305 OI5 4. a admissão de alunos iniciados no lar e inscritos pela primeira vez em anos superióres a:o primeiro. 8 e 9 anos Essas taxas são reconhecidamente baixas.033 I 259 506 1 229 4I3 3 780 952 I933 1 317 992 1 284 811 1 254 115 3 856 918 I934 1 344 472 I 310 624 I 279 312 3 934 408 1935. . portanto. respectivamente para as idades de 7. a correlata variação dos obituários. a pop\llação de 7 anos para o pe- ríodo cujos dados nos vão interessar. I929 I 217.98 I937 ·..69 1934 40 74I 589 4.te que ps efetivos da popu- lação dos 7 aos 8 anos e dos 8 aos 9 se reduzam respectivamente de 5.p. .0 Assim sendo. 38 38I 385 4. ...211 I 163 171 .erminado para cada uma delas. 1 427 I49 1 39h2I9 1 357 981 4 176 349 .25 1929 36 884 375 4. segundo as estimativas oficiais: POPULAÇÃO ANOS Total · Por km 2 1927 ·. t. com razoável margem de segurança. I'' 35 445. as transferências dos discentes de unia para out. que procuramos· deduzir preferindo sempre• as hipóteses mais prudentes. Tudo isto posto.193 3 561. por ·exemplo. por meio das taxas médias verificadas nas grandes cidades. 1 210 380 1 181. da população total.ra escola.0 A população brasileira em idade' normal de iniciação escolar (7 anos) representa-se aproximadamente.33 1930 37 625 436 4.·"'.16 1928 36 157 910 4. Entre êles estão. 1.0I3 456 I936 I 399 040 I 363 818 1 331 234 4 094 092 I937 . precisamos aplicar a aludida taxa aos seguintes efetivos demográficos do Brasil.08 ' ~. etc Cunwre notar ainda que o obituário das três primeiras séries foi sempre de .184 I 186 541 1'158. Para calcular. temos os seguintes números e. a repetição da mesma série mais de uma vez.59%o e POPULAÇÃO ANOS De 7 ~nos De 8 anos De 9 anos Total 1927 I I69 710 I928 I 193. tendo em vista os grupos demográí'ícos a q:ue se referem e a composição real dos corpos discentes a que se aplicaram Mas os cálculos realizados ganha. 43 246 931 5.88 1936 : 42:398 151 4.753 4.51 1932 39 152 523 4.ram com isso razoável margem de segurança ao fixa- rem os "limites" que foram objeto de indagação. e admitindo-se cautelosame. r DISPERSAO DEMOGRÀFICA 'É ESCOLARIOADE 505 i e de real significação.60 1\l33 39 939 154 4. a distribuição do disci- pulado real pelas idades.463 3 633 482 193I I 266 586 I 234 698 1 205 200 3 706 484 1932 1 292. por 33%.42 1931 .

/~!57 4828% ~17. " (PROPOSIT AD AMENTE EXAGERADA) DA POPULAÇÃO TOTAL 1.861 1.344.754 2.993 ••1 [ 345....t.L 111111 111 1I ..l 11111 1 J. 2a 1. (al tbl ' i "--.657 I • rn I 3a 1.' ALUNOS N OVOS NA MATRÍCULA GERAL DA 1.736 1.551 a+ b=c= 1.612 ~ ~ l' 1.694.285 .606 t292 033 725864 1317.955 1. CRIANÇAS DE 7 ANOS.681 1 373.§8]-gll_~ 1.~~SJ.: .72°oo 69179 °{o i 08../i' DISCIPULADO INTEGRAL .1 1••1 1•1 A I c ./ .05° OQ 3a 1.- NOVOS REPETENTES OBITUÁRIO VENTES NÁO APROVAÇÕES 345153 • .852 25. A 87 QOA.858.149.:t.INTEGRAL E VIl d f (ENSINO FUNDAMENTAL COMUM).ft NÃO • 41 g 632 388 657 111 ~:· 493 ~431~3 [ ·." 702.992 740 448 1.399040 675 457 11.731 340." 1.f~~2Õ8 Cal tbl 1 SÉRIE f t : t t I 99\72% 6f)6°1 I I I 111.850. ~ . • 740 448 5618 OA. I' ""n·l'"J . 32.08% I 995.928 388 65 7 1378 419 c-d = 1 r~~ 6~7 Obituário SS (... 732 370.95%0 74.[ APROVAÇÕES 11 · . / t_ t ··.L ••1 lii.346.- NOVOS REPETENTES TOTAL APROVADOS • .l _.309 58161~ 62731~ .9441 2.731 APROVAÇÕES 2.i •• /-: 11111 e•: I 736. v. l 1932 1933 1934 1935 1936 1937 1 r ! ~~ NOTA O ESQUEMA SÓ ESPECIFICA DE MODO COMPLETO A ESTRUTURA E A DINÂMICA DOi:DI NA PARTE SUBSIDIÁRIA DAS DEDUÇÕES A EFETUAR.090..713 GERAL (d J 4. ~ --DIS CI PULADO TEORICO. MATRÍCULA GERAL ALU NOS MATRICULADOS \ SOBREVI- [ SÉRIES 1 .41&i93 4~~i119 / / / • NÃO APROVAÇÕES • 725 864 5619% .' P ." SÉRIE: ALUNOS NOVOS .9 76 343.. APROV AÇÕES E NÃO APROVAÇÕES 3.ERAL 428% ~I (d) a b=C = 1..2 08 408. 4 c-d=2 Ql!.755 1. 3 · "cii'.010.146 i Jff.472 755324 1371485 736 487 1.1.72o/oo 70.163 721806 751102.678. ../1 I rn V•: V•: 11111 B • : I I I ·[ APROVAÇÕE:..418. 754 Obit(~~rio 5 59 % 0 I+ b=C= 2.015 laJ lbl I I I I IE r t I i i I I i t I f t I I 99!41% ~19°~0 I I I I I I li .153 6.418 944 431.102.L .: •• v-: I rn /.·- APROVAÇÕES . 1' + +.:6.• ~5.1 19 410.26°.736..1I B 1 8 + ba \346.L ••l l•.... A·B =340 554 • 1a 1 427 1 49 675 457 11.002.348.CALCULADAS PELA TAXA DE 33 ofoo ALUNOS REPETENTES ..78 °/o + t I .48% t 29.570. ~·4 8°/o .l • ..427. 9944196o 4326~o 994 4196o 4574'o/o 99441%o 5116o/o 671 6816~ 702.r A MATRÍCULA GERAL ~ f-+ r--.0 15 ó71.448.'7is 74J a+ b= \}IJ~6_9§ __ 99441%o 43.L 11111 111.73% .493 7.d =_1.49% t 29.3 s:-s AL UNOS APROVADOS ALUNOS NÃO SÉRIES 1 .• 343. 417 836 923 604 386994 961999 a tb = 1. .696 717 156 MATRÍCULA 1341 440 Obituórlo 16 861 2.L ••1 l•.75 5r ÕÕ2·9·7·6 Cal Cb§ I SÉRIE 995. • • . 1••11•1 Ií[ -+ A I MATRÍCULA 1291969 419 632 1317.

437 :• al •• L~_.• .147.? . MATRÍCULA GERAL i ALUNOS MATRICULADOS --. ••.521 I "'ftii"'~ <~tiil" k " • • ·~~ ' NÃO 316 795 282 847 2 79 386 1." I 1fll.d= 1785 249 .L. A-8=609~' • ""' 1- .846 1.978 583. 742 414 281 636 672158 278190 APROVAÇÕES 8 32.724 m 3.p ~ <~~·~~~_.-----. APROVAÇÕES 29.. A tM 1937. m 1 I• I ---' la+b= 1. • 832..28% ..-· D.193.796.J.1~lll3j 31~795. •....49"/o t 32.9781583 307 1208178 578 524 1077.:..05°0< GERAL 2.l 1 •• .72%o 2.78% 29.176. I I A +.•1 l•1 1•• ..t... 578 524 53 70o/o 1-- ..~ :~ :~ ' ~.A ESCOLA PR·IMARIA ·BRASILEIRA~-.72%.218 609..916 258.381-1243 535 1 Cbl -. +- _ç~.~' ·~..---.024. 1.• 2.a .188 .511 315.48% + c.--.L. 1 •• .503.-S-:"O_B_R-EV-1-- .172 580.+ • 244 sa5 25..-----.b_".307 10... 1. APROVAÇÕES E NÃO APROVAÇÕES SÉRIE ~~~ ALUNOS APROVADOS SÉRIES 1----.J.036 1.774 a+ b=c=\268.: GERAL a b=C = 1. 583~~ ~~ 574~ • • NÃO I f .!!o:. t • A-8=258521.-+J.• . 1. 1.-----.263.. OS DADOS DOS DEMAIS ANOS ESTÃO INDICADOS SUMARIAMENTE.1I _:. s11 T315.464 1..Cal 3.. 70. Organização de Ariosto Pacheco de ASBis .L 1..j)o4 916 AP~VAÇÕES 761.031 ( dl 4..393 316. +. I al •• ~·~ t. MATRÍCULA (dJ 559%o GERAL I+ b=C=l.-t> I"' __ t_ I 424 451 56 18°/o APROVAÇÕES •• •• •• •• m ' 1• a I •• :."I' r:-·.249 2.-. +. ' l l I l J l•• 1•• I 1 1 •1 I 1•• A <. .-· ALUNOSNÃO I • l I 1• • I..510.•1 l•l 0~~~á~i:-~1o 036 +.. 439 i Cbl .~ SÉRIE: •• OS EFETIVOS REAIS FORNECIDOS PELA ESTATÍSTICA.." . '' ' ' ~ ~UAL. +.046 :5116% 99441%o '4574% 99441%o '4326% 99441%o 4326o/o 99441%o 1 !bl lal I 1 4919°/o 9Q4 41°/oo I ' I t I I + + : + t I t I t _t_ SÉI 1•• .!ooa12 -459. . i~% 99~ 095%o SÉRIE I t t I t t :•1 11·· . 285 1211.211. 1.575 3a • • 761 381 243. tt tt " 1lt .. Cal s$.795 6..~.~ ~. 48. 1.-t> I"' t I 519868 5618°. NOVOS REPETENTES TOTAL APROVADOS A L':!!:_t_g63 437 Obiluário -~51 38 950 348 MATRÍCULA 1a • • 596. 5618°. ! . APENAS PARA MAIORES ESCLARECIMENTOS CONSULTE-SE O TEXTO DA TESE.08°/0 995.IJI6 218 ~1810l rs75 290 l92769 ~'-571 014 442167' CS1s 962 .. NO CUR-SO DE TRES ANOS ~---PISCIPULAOO VIRTUAL----...73% NÃO APROVAÇÕES SÉRIES NOVOS REPETENTES OBITUÁRIO VENTES I .535 1 004.~J fg~J~4 t063 783 282 847 959129 279. • ALUNOS NOVOS NA MATRÍCULA GERAL DA 1. Désenho de Gabriel Augusto de Gouvêa.147950 I I r----."-..050 244 525 5.866 APROVAÇÕES : 596172 1580..439 1.__.. ..326 574224 1022115 519 868 925362 462 451 823159 Cbl Cal ~ 1937 1936 1935 1934 1933 1932 DISCIPULADO DE 1937.785.138 1.. •• :~ r.79°o 995.386 860178 MATRÍCULA Ob1~~1no \ 4 2 8 %.~.JI.950 355.

508 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA

4128%. (ta"as favoráveis das grandes cidades), temos que a população de 7 a 9
anos, expr~ssa, em média, pela taxa de 9,66%o da população total, pode ser
estimada, no período de 1932 a 1937 (referidos também os números de 1927 a
1931, que fornecem base para os cálculos necessários)' como se vê na tabela retro.
3.0 A população de 10, 11 e 12 anos, que as conclusões dêste trabalho
também utilizam, pode ser igualmente estimada, mediante as taxas do obituário
das idades' respectivamente precedentes, isto é, 4,05%o para a de 9 anos, 3,89%.,
para a de 10 anos, e 3,86%o para a de 11 anos Seus quantitativos são os seguintes:

POPULAÇÃO
ANOS
De 10 anos De 11 anos De 12 anos

1930 1 153 .502
1931 1 176 678 1 149 015 o
1932. 1 200 319 1 172 101 1 144 580
1933 1 224 434 1 195.650 1 167 577
1934 1 249 036 1 219 671 1 191 035
1935 1 274 131 1 244 177 1 214 963
1936 1 299 730 1 269 175 1 239 374
1937 1 325 843 1 294 674 1 264 276

4 ° A situação geral do ensino primarw brasileiro (fundamental comum),
-numa extensão variável de 1 a 5 anos,- exprime-se no período de 1932 a 1937,
pelos seguintes resultados globais:

·''
RESULTADOS 1932 1933 1934 1935 1936 1937

NÚMEROS ABSOLUTOS

Unidades escolares 26 213 27 770 28 619 30 785 32 481 34 7<49
Classes 92 741 91 972 98 916 107 409 109.800 112 020
Corpo docente 52 603 53 002 55 355 60 003 62 396 66 285
Matrícula geral 1 979 080 2 107 619 2 264 863 2 413 594 2 563 454 2 662 243
Matrícula efetiva 1 711 691 1 794.335 1 n8 o9o 2 045 551 2 156 950 2 245 154
Frequência 1 367 127 1 344 917 1 518 041 1 645 985 1 742 714 1 825 290
Promoções 533 701 735 552 798 943 821 551 944 467 979 922
Conclusões de curso 112 104 124 208 128 033 132 455 146 941 163 036
Aprovações em geral 645 805 859 760 926 976 954 006 1 091 408 1 142 958

NÚMEROS ÍNDICES

Unidades escolares 100 106 109 117 124 133
Classes 100 99 107 116 118 121
Corpo docente 100 101 105 114 119 126
Matrícula geral 100 106 114 122 130 135
Matrícula efetiva 100 105 112 120 126 131
Frequência 100 98 lll 120 127 134
Promoções 100 138 150 154 177 184
Conclusões de curso 100 lll 114 118 131 145
Apro vações em geral 100 133 144 148 169 177

Os números aquí alinhados já revelam uma realidade que, se oferece alguns
aspectos favoráveis, possue outros extremamente desfavoráveis Daí as parti-
cularizações que se seguem.

, DISPERSAO DEMOGRAFICA •E ESCOLARIDADE 5119
•,

RESULTADO'S.
I 1932
I 1933 1934 1935 1936. 1937

NÚMEROS PROPORCIONAIS
Habitantes por escola 1 494 1 438 1 424 1 350 1 305 1 ~45

-Classes:
-por 100 escolas .. 354 331 346 349 338 322
-por 100 professores . 176 174 179 179 176 169
'Professores por 100 esÓolas 201 191 193 195 192 191

Alunos matriculados:
- por WOO habitantes 50 53 56 58 60 6~
-por ej!eo)a , . 75 76 79 78 79 77
- por classé . , 21 23 23 22 23 24
- por professor. . '· 38 40 41 40 41 40
Matrícula efetiva por 1 000
alunos inscritos . . 865 851 847 84R 841 843
Frequência ·por 1 000 alunos
inscritos 691 638 670 682 680 686
Aprovações por 1.000 alunos
efetivos 377 479 484 466 506 509

Em 1 000 aprovações:
-promoções 826 856 862 861 865 857
-finais 174 144 138 139 135 143
Conclusões de cursõ por 1.000
crianças de 12 anos (1) 98 106 107 109 119 129

(1) Têrmo de comparação por ser de 5 anos a maior extensão do curso primário, que pode
ser feito assi.m dos 7 aos 11 anos

5.0 A· matricula geral nos três primeiros anos do curso primário geral
(fundamental comum) apresentou os seguintes resultados no período de 1934 a
1937 (período em relação ao qual já possuímos dados definitivos e praticamente
completos) :

ANOS Alunos Alunos Total Números %do total Obituáric
novos repetentes indices nas 3 séries

1" SÉRIE
1934 1 022 115 326 115 1 348.230 100 64,13 7.537
1935 1,077 326 312 445 1 389 771 103 61,83 7 769
1936 . l::J08 176 312 778' 1 520 954 113 63,64 8 502
1937 ~ ,~11 978 334 249. 1 546 227 115 62,51 8 643

2• SÉRIE
1934 384 721 82 617 467 338 100 22,23 2 000
1935 436 562 89 894 526 456 113 23,43 2 253
193{) 456 091 82 395 538 486 115 22,53 2 305
'
(937.
-·1; 476.905 93 585 570 490 122 23,07 2.442

3• SÉRIE
HÍ34 243 071 43 718 286 789 100 13,64 1 161
1935 281 972 49 202 331 174 115 14,74 1 341
1936. ~88 206 42 282 330 488 115 13,83 1 338
1937 3Q4 472 52 076 356 548 124 14,42 1 444

NAS 3 SÉRIES
1934 1 649 907 452 450 2 102 357 100 100,00 10 698
1935 1 Z95 860 451 541 2 247 401 107 100,00 11 363
1936. 1 p52 473 437 455 2 389 928 114 100,00 12 145
1937 1 p93 355 479 910 2 473 265 118 100,00 12.529

510 REVISTA BRASILEIRÁ DE ESTATíSTICA

~sses números revelam que a dinâmica da escolaridade brasileira, no seú
aspecto de "matrícula geral", vai apresentando, de modo indubitável, intensifi-
cação francamente progressiva Mas demonstram também que as anomalias de
distribuição do discipulado pelas três séries se mantém em característica esta-
bilidade, não afetada pelas ligeiras flutuações observadas. De um modo geral,
O!! três efetivos alinham-se decrescente e uniformemente, não indo o segundo
além de um pouco mais de um têrço do primeiro, e atingindo o terceiro a cêrca
de metade do segundo ou, ainda, pouco mais de 1,1m quinto do primeiro.
6. 0 Registrando os correspondentes algarismos da matrícula efetiva .no
mesmo período, temos o que se segue:

DIFERENÇA DO TOTAL
Proporção dos EM RELAÇÃO À MAlRI·
Alunos Alunos repetentes CULA GERAL
ANOS novos repetentes Total sôbre o total
% Absoluta I Relativa (%)

1• SÉRIE

1934 863 702 275 572 1 139 274 24,19 208 956 15,50
1935 915 411 265 487 1 180 898 22,48 208 873 15,03
1936 1 012 446 262 107 1 274 553 20,56 246 401 16,20
1937 1 015 652 280 105 1 295 757 21,62 250 470 16,20

2• SÉRIE

1934 325 789 69,962 395 751 17,68 71 587 15,32
1935 368.690 75 918 444 608 17,08 81 848 15,55
1936 384 755 69 508 454 263 15,30 84 223 15,64
1937 403 085 79 099 482 184 16,40 88 306 15,48

3• SÉRIE

1934 206.371 37 117 243 488 15,24 43 301 15,10
1935 238 321 41.585 279 906 14,86 51 268 15,48
1936 244 576 35 881 280 457 12,79 50 031 15,14
1937 260 678 44 586 305 264 14,61 51 284 14,38

NAS 3 SÉRIES

1934 1 395 862 382 651 1 778 513 21,52 323 844 15,40
1935 1 522 422 382 990 1 905 412 20,10 341 989 15,22
1936 1 641 777 367 496 2 009 273 18,29 380 655 15,93
1937 1 679 415 403 790 2 083 205 19,38 390 060 15,77

As conclusões do item precedente encontram confirmação nestes algarismos.
~les fazem, porém, uma outra revelação A repetência também apresenta uma
constante em nossa dinâmica escolar: oscilando entre um quinto e um quarto
do discipulado no 1 o ano, varia em tôrno de um sexto dos discentes no segundo
e desce a cêrca de um sétimo da matrícula no terceiro Por outro lado, a dife-
rença entre a matrícula geral e a matrícula efetiva, ou seja a evasão escolar no
decurso do ano letivo, se mantém com assinalável regularidade, oscilando com
fracas variações quasi rigorosamente entre os estreitos limites de 15 e 16% E isto
ocorre não só em todos os anos do período estudado como em todas as três séries,
sem qualquer tendência progressiva ou regressiva
7. 0 Se p!J,ssarmos a examinar o movimento de aprovações nas mesmas
séries aquí estudadas, encontramos:

DISPERSAO. DEMOG!t.AF.IOA E ÉSOéLA!tiDADl!l

%da matri' % do tot~l
ANOS Promoções Conclusões Total cuia geràl cor·
respondente das 3 séries
-· ······ . -··-···.

1." SÉRIE
1934. 415 619 1 422 417 041 30,93 50,56
19$5 . 434 017 356 434 373 31,26 50,66
19~6 531 614 878 532 492 35,01 53,92
19M 525 239 144 525 383 33,98 51,23
2.~ SÉRIE
1934. 241 592 3 310 244 902 52,40 29,69
1935 250 339 2 756 253 095 48,08 29,52
1936 .. 271 671 4 217 275 888 51,24 27,94
1937 292 937 6 221 299 158 52,44 29,17
a~ SÉRIE
1934 119 961 42.-948 162 909 56,80 19,75
1935 120 174 49 818 169 992 51,33 19,82
1936 122 225 56 874 179 099 54,19 18,14
1937' 141 123 59 875 200 998 56;37 19,60
NAS 3 SÉRIES
1934 777 172 47 680 824 852 39,23 100,00
1935 804 530 52 930 857 460 38,15 100,00
1936 925 510 61 969 987 479 41,32 100,00
1937 959 299 66 240 1.025 539 41,46 100,00

Dois outros aspectos se revelam através dêsses últimos números.
As aprovações também obedecem a um ritmo característico, não só quanto
à distribuição pelas três séries como ainda na distância que guardam relativa-
mente aos respectivos totais da matrícula geral
Sob o primeiro aspecto, vemQs que metade das aprovações se verificam
na 1.a série, distribuindo-se a parte restante, entre a 2.a e a 3.a séries, em quotas
que estão entre si como três para dois.
Já ao segundo aspecto observa-se um ínter-relacionamento de sentido inverso.
Porque se o rendimento de aprovações na La série quasi não atinge a um têrço
da matrícula, o mesmo índice já se apresenta elevado a mais de 50% nas duas
outras, sendo, porém, um pouco mais acentuado na terceiro. Esclarecem o fato
as considerações já feitas a propósito da 5.a premissa
s,o Considerando-se as aprovações .q.a 1.a, 2.a e 3.a séries, em 1937, e com-
parando-se-lhes os quantitativos com os grupos populacionais de 8, 9 e 10 anos,
que lhes constituem, respectivámente, os limites teóricos, istó é, e:kprimem o
optímum do rendimento escolar (se abstraída a repetência)' témos os seguintes
resultados:

DEFICIÊNCIA
ANOS AprovaçõeS Limite teórico
Àbsóluta I Relativa (%)
1• SÉRIE
1934 417 041 1 310 624 893 583 68,18
1935 434 373 1 336 956 902 583 67,51
1936 532 492 1 363 818 831 326 60,96
1937 . 525 383 1 391 219 865 836 62,24
2" SÉRIE
1934 244 902 1 279 312 1 034 410 80,86
1935 253 095 1 305 015 1 051 920 80,61
1936 275,888 1 33L234 I 055 $46 79,28
1937 299,158 1 1 357 981 J 058 823 1 77;97

35 1936 2 389 928 12 145 2 377 783 368 510 568 887 937 397 39.16 em 1~37.12 1936 1 520 954 87 502 1 512 452 237 899 463 399 701 298 46. em 1938. 201 420 390 267 591 687 43. 43.7 401 11 262 2 236 139 330.22 1937 2 473 265 12 529 2 460 736 377 531 525 861 903 392 36. ou menos de 1.206 138. como sua tendência regressiva é mínima Para só aludir ao rendimento final do curso de 3 anos. 2. vemos que a percentual das aprovações do 3 ° ano. se subiu a 13. .09 1935 2 24.50 1. 1 348 230 1 340 694.( 3 ) Resultados sujeitos .89 1935 1 389 771 7 668 1 382 103 201 205 412 029 613 234 44.18 193.65 1937 (3) 570 490 2 442 568 048 85 864 49 546 135 404 23.00 em média. e db outro lado.os novos da série imediata.65 {937 356 548 1 444 355 104 49 840 48 730 98 570 27.51 1935 857 460 3 916 102 3 058 642 78.para a série Total trícula geral tivo (1) seguinte (2) na série 1 a SÉRIE ""! 1934 .936 330 488 1 338 329 150 4. também no ano seguinte. só ganhando.00 19a!i 526 456 2 253 524 203 79 595 74 007 153 602 29. 591 669 418 . atingiu a 15. mas apenas no que se refere às crianças já inscritas em cada uma das 3 primeiras séries do curso.s1:í REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA DEFICIÊNCIA ANOS Aprovações Limite teórico Absoluta J Relativa (%) 3• SÉRIE 1934 162 909 1 249 036 1 086 127 86. Como se vê. não só o dejicít atinge nível elevadíssimo.84 NAS 3 SÉRIES 1934 824 852 3 838 972 3 014 120 78.a· retlflcaÇfí. pelos repetentes da série no ano seguinte.28 1937 1 025 539 4 075 043 3 049 504.83. 74.12.53 .ões da série .65 NAS 3 SÉRIES 1934 2 102 357 10 697 2 091 660 313 147 445 529 758 676 36.11 1937 (3) 1 546 227 8 643 1 537 584 241 827 427.73 3• SÉRIE 1'934 286 789 1 161 285 628 42 140 31 377 73 517 25. (1) Diferença.727 553 668 884 395 3~.918 56. portanto. em relação ao seu limite teórico (sem contar a repetência). pelos alur. No decurso No trânsito % da .22 1937 200 998 1 325 843 1 124 845 84.ma- geral ventes do ano le.o por serem ainda provisórios os dados da matricula de novos e de repetentes.29 2• SÉRIE 1934 ' 467 338 2 000 465 338 69 587 23 885 93 472 20.6.63 1935 331 174 1 341 329 833 49 927 67 632 117 559 35.8 693 49 282 97 975 29. entre a matricula geral (menos o obituário) e a matricula efetiva ~ (2) plferença entre a matricula efetiva e o total formado. em que foram tomadas as apróiiai. 0 A evasão escolar. de um lado.96 1935 169 992 1 274 131 1 104 139 86.10 1936 987 479 3 994 782 3 007 303 75.124 25.66 1936 179 099 1 299 730 1 120 631 86. 538 486 2 305 536 181 81.04 em 1934. para cada ano 9. apresenta-se da seguinte forma (abandonados fatores de pequena significação) : EVASÃO ESCOLAR ANOS Matrícula Obltufirio Sobrevi. sal v() para a 3 a série. apreciada não ainda em relação a todas as crianças que já poderiam estar na escola.

o-se. retenti- vidade normal ao discipulado que se lhe ofereceu. . 939 698 135 404 1 075 102 71.inscreveram na 1.774 832 511 5 108 Alunos repetentes 316 795 315 439 1 356 Total 1 510 188 355 774 1 147 950 6 464 3• SÊRIE Alunos novos 1 024 050 258 521 761 381 4 148 Alunos repetentes 244 525 243 535 990 Total 1 268 575 258 521 1 004 916 5 138 NAS 3 SÊRIES Alunos novos 3 429 421 1 223 326 2 190 064 16 031 Alunos repetentes 1 144 627 1 139 020 5 607 Total 4 574 048 1 223 326 3 329.68 12.084 21 638 11.66 Total 2 100 783 903 ~92 3 004 175 65.0 Todavta.036 2. na proporção que resulta dos seguintes quan-- titativos: · Diferença entre a CAPACIDADE NÃO Diferehça entre a capacidade real APROVEITADA (a+ b) ANOS DO CURSO capacidade vir· (deduzido o tual e a capaci· obituário) e o dadli real (a) disclpulado não Total % da capacidade evadido (b) virtual 1• Série 249 058 669 418 918 476 51. em 1937.16 2.• Sé~ie : . sem considerar os fa- tores de :menor importância referidos na premissa imediata àquela. e de maneira agora mais compreensiva.a premissa justifica. deduz-se que a capa- cidade virtual do aparelho escolár ficou desaproveitada. nos últimos ahos. de série para série. e desdobrando-se os efetivos escolares dai decorrentes mediante as ade- quadas proporcionalizações que a 5. agora. por falta de retentividade sôbre o discipulado..19 3• Série 912 027 98 570 1 010 597 79.• SÊRIE Alljllos novos 1 193 393 355. sem embargo dessa inacreditável evanescência da população escolar.0 Logo. DEMOGRAFICA E ESCOLARIDADE 513 10.0 'l'end. obteremos o seguinte cômputo da população virtual do sistema brasileiro de ensino funda- mental comum. se êle viesse apresentando.a série. em 1937. mantidas as condições de ren- dimento realmente verificadas em cada ano: ESPECIFICAÇÃO Matricula geral Não apro· vações I Aprovações I Obituário 1• SÉRIE Alunos novos 1 211 978 609 031 596 172 6 775 Alunos repetentes 583 307 580 046 3 261 Total 1 795 285 609 031 1 176 218 10. :PISPERSAO . verifica-se pela comparação dos números indfces . em conta a evasão escolar verificada em relação às crianças que já teem uma escola ao seu alcance e nela já se .

13. 18 pontos (ou mais 200%). é verdade). digamos (em suposição também precária. a matrícula de alunos novos no 1. em 10% da população em idade de iniciação escolar e já escolarizada ---' corresponderá às crianças que já estão compreendidas em perímetro escolar. a escola brasileira tem expandido a sua capacidade real em proporção maior do que o crescimento da população Eis a prova.0 ano ascende 19 pontos (ou mais 217%). a diferença entre a população "em idade de iniciação escolar " (7 anos) e a matrícula geral de novos alunos no 1 ° ano.514 REVISTA BRASILEIRA DE ESTA~fSTIOA que. apenas.86 1936 120 818 8. tantd nas suas matriculas de novds alunos no 1. Aprovações total no to ano no 3. já estaríamos em razoáveis condições para criar. o efetivo de aprovados nos 3 primeiros anos do curso.45 1936 190 864 13. pelo menos 5 alunos para a 1 a série. a matricula geral. ainda não vão à escola O que dá os seguintes quan- titativos: Crianças em idade de ini- ciação escolar mas não % do efetivo da população ANOS escolarizadas porque em idade de iniciação es- não procuram a escola colar 1934 102 211 7. sem fugir ao tipo comum de escola rural. 24 pontos (ou mais 300%) e o grupo dos aprovados na 3 a série.compu- tável. a rede complementar necessária para que o nosso sistema de ensino primário cumprisse integralmente sua missão E o efetivo das escolas então necessárias tenderia ao limite de 43 034 unidades Mas a hipótese não tem plausibilidade. de 1934 a 1937. fornecendo.98 1935 294 159 21. uma quota parte . subiu 6 pontos na escala centesimal. Dos totais referidos na conclusão precedente. por deficiência da obri- gatoriedade do ensino. enquanto a população. 23 pontos (ou mais 283%). MATRÍCULA NOS 3 PRIMEIROS ANOS Aprovações ANOS População Novos alunos nos 3 pri.0 ano. exprime-se.60 1935 107 733 7. 17 pontos (ou mais 183% J. a matrícula efetiva. em cada um dos perímetros. absolutos e relativos. pelos seguintes algarismos.0 ano melros anos Geral Efetiva 1934 100 100 100 100 109 100 1935 102 105 107 107 104 104 1936 104 118 114 113 120 110 1937 106 119 118 117 124 123 ' Como se vê.0 Por outro lado.0 Se as 215 171 crianças efetivamente sem escola em 1937 pudessem distribuir-se por perímetros escolares de 3 quilômetros de raio. mas.64 1937 215 171 15. quanto em relação aà discipulado total.08 14.64 1937 121 198 8. que bem traduzem a rapidez com que temos caminhaào para um optimum de capacidade escolat virtual: Quantitativos correspon· % do efetivo da população ANOS dentes às crianças não em idade de iniciação es- escolarizadas colar (7 anos) 1934 322 357 23.49 .

37 1935 186 426 13.149 717.696 11.15~ 702 015 7.° Ficam. •ou o tivessem feito somente no 2. agora de 10 anos.i57 671 681 3.156 1.0 ano: . 10 ou 11 anos.373.> DISPERSAO DÉMOGRAFICA É ESCOLÀRIDADE 515 15. .::. ou "repetentes".no 3.o ano: .59 1936 70 046 5. ocorre ainda uma tendência regressiva. . sôbre já não ter grande significação numenca o con- tingente das crianças ainda não escolarizáveis.o ano: . pois.como "novas". exprimindo o limite teórico da população escolar em 1937 e o rendimento que êsse ano letivo teria tido na hipótese formulada (mantidos os índices de repetência realmente apurados) para um curriculum de 3 anos: ESPECIFICAÇÃO I Matrícula geral I Não aprovações Aprovações Obltuãrlo 1. agora de 9.0 ano. as de 8 anos presumivelmente não aprovadas na mesma série em 1936 (quando ainda de 7 anos).0 ano de 1936 (as que . e as demais.776 Total 2 102.0 ano de 1936 (as que tivessem repetido o 1. -como "repetentes". já de 9 anos). ou tanto o 1.já nos são favoráveis os têrmos estatísticos do problema da educação primária brasileira sob o limitado ponto de vista das necessidades de aumehto da rede escolar: Crianças em idade de lni· % do efetivo da populaeão ANOS ciação escolar fora da em idade de iniciação es· área escolarizada colar 1934 220 146 16. e como "repetentes".sem embargo da dispersão demográfica . e as demais com 11 ou 12 conforme também houvessem repetido somente um ou outro ano. por meio das hipóteses e taxas que a observação e a estatística nos fornecem e que já foram utilizadas para o cálculo do corpo discente virtual.0 ) .0 ano de 1936 (as que só viessem repetir êsse ano. .0 ou neste e no 1. 16.01 1937 93 973 6. :msse discipulado teórico será obviamente constituído da seguinte forma. pode ser calculado para 1937 com suficiente precisão. isto é.0) .houvessem sido "novas" e já agora de 8 anos. já de 9 anos). - como repetentes.0 O discipulado total ou teórico do nosso sistema escolar de ensino fun- damental comum. Os resultados do cômputo assim se apresentam.'"'!~ .deduzido o obituário.978 Alunos repetentes 675. sujeita a flutuações.0 como o 2. todas as crianças de 7 anos. sem escola os seguintes efetivos da população "em idade de iniCiação escolar". que dão justa idéia de quanto. as não aprovadas no 3. . imaginando-se o mesmo regime total nos anos anteriores: -no 1.58 Por onde se vê que.& SÉRIE Aiunos novos 1 427. . agora com 10 anos.754 .Q06 717. as aprovadas no 1. e os respectivos repetentes.deduzido o obituário. as não aprovadas no 2. todos supostos aprovados.0 ano de 1936 (as que em 1936.no 2. mas bastante acentuada. o discipulado decorrente da total escolarização das crianças de 7 anos até concluírem o curso de 3 anos. é certo.como "novas matrículas".nesse ano fôssem "novas".como "novas" as aprovadas no 2. conforme não tivessem repetido nenhum ano.

-se os seguintes algarismos para a capacidade suplementar ainda necessária ESPECIFICAÇÃO Capacidade suplementar necessária em 1937 I % DOS EFETIVOS CORRESPONI.34 17.73 24...• SÉRill Alunos novos 254 726 21.09 Alunos repetentes 100 628 41.58 22.12 Nas 3 SÉRillS Alunos novos 794 840 23.62 2.07 18.64 Total 307. encontram.• SÉRill Alunos novos 1 348 993 340.15 Total 425 571 33.18 18. REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA ESPECIFICAÇÃO I Matrícula geral Não aprovações Aprovações I Obituário 2• SÉRIE Alunos novos 1. para 1937.0 ano.lENTES Virtuais Teóricos I• SÉRIE Alunos novos 215 171 17.75 15. essa capacidade teórica com a capacidad~ vírtl.75 3• SÉRIE Alunos novos 324 943 31.° Comparando-se.321 17.570 17.02 Total 1 081 316 23.59 Alunos repetentes 93 698 29.08 Alunos repetentes 92 150 15.82 Alunos repetentes 286 476 25.é's"' pon~nte às 12L198 crianças com:pr. decorrente do movi-.ml do 'sistema escolar (para um curriculum de 3 anos) .12 18.80 13.12 14.0 Entreta~to.955 3.0 ) não se .516.554 1 002 976 5 463 Alunos repetentes 345 153 343 755 1 398 Total 1 694 146 340 554 1 346 731 6 861 Nas 3 SÉRIES Alunos novos 4 224 261 1 489 423 2 715 199 19 639 ' Alunos repetentes 1 431 103 1 424 172 6 931 Total 5 655 364 1 489.15 29. mento de novas inscrições que se vem de fato verificando no 1.423 4.03 20.eendidas naj hipóte~e do item 14.83 Total 348 424 23.713 1 418 944 7.139 371 26.64 19.55 25.448 119 431 713 1 010 208 6 198 Alunos repetentes 410 493 408 736 1 757 Total 1 858 612 431. essa capacidade suplementar (deduzida 'a parte co..

empiricamente. . 978). ou 93% da população total brasileira (estimada para 1937 em .. Nem mesmo capaz de atemorizar-nos As experiências que a Nação já realizou.0 ano. tornar efetiva. habitavam a área já escolarizada do país Indo mais longe. ...397 Novos alunos a escolarizar no 1. ou ainda escolarizável pela escola rural do tipo comum.digamos. correspondente a 41 823.246. 94 Estes números. se bem delas não se utilizem.0 Daí decorrem . pois se todos os perímetros escolares fôssem integralmente distintos. em escolas do tido comum . em tôrno de cada escola. toda ela... no intuito de obter amplitude mais favorável para essa área escolarizada.AFICA E ESCOLARIDADE pode. . de 28. .. montava a nada menos de 36.. ..os seguintes cômputos sôbre as unidades escolares ainda necessárias e os efetivos a escola- rizar como "novos" no 1.0 ano.986 Escolas do tipo comum possivelmente necessárias (a 5 alu- nos novos no 1. pois muito provavelmente a média de crianças de 7 anos à disposição da 1. em 1937: Novos alunos a escolarízar no 1 ° ano. não nos oferecem um problema insolúvel. . é razoável admitirmos que mais de 10% daquele grupo infantil estejam ainda ao alcance das atuais escolas. 20.380 162. 9. 30 km 2) não formam pelo seu somatório aquele total. . na dita área já escolarizada. pois uma boa parte da população a que ela deveria beneficiar . como vimos. aproximando-se talvez de 10..0 A população de todas as idades a que corresponde. ensino primário fundamental comum Mas poderemos determinar um limite àquele somatório. por certo.27 km 2. que precisam de escolas em condições de funcionar para um mínimo de 5 alunos novos no 1.. o efetivo das crianças de 7 anos já provadamente escolarizáveis (isto é. . . . o efetivo escolarizável seria de 1. 46. . arredondando... 43. .ainda que em têrmos muito precários.0 ano. quanto à dis- tribuição. os círculos de 2 a 3 km de raio. . 19. 46. a área coberta pela rede escolar atual. .726 606 em 1937 E se. . teria atingido o seu máximo. ou.a série de cada uma delas será bem superior a 5. . no todo ou em parte. .. . impedindo isso que se deduza preci- samente a extensão territorial realmente coberta pelas unidades escolares de .091 ha- bitantes. Nos lugares densamente povoados duas ou mais escolas servem no todo ou em parte à área do mesmo perímetro. o número previsto para a criação de novas escolas do tipo comum é apenas um limite máximo. 1 211..986.0 ano. temos que 40. Não podemos determinar precisamente essa extensão territorial. ao todo. ou seja 5 alunos novos no 1. . 0 ano em vilas escolares ou internatos rurais . por unidade escolar) ..0 ano. in- dicam-lhe claramente o rumo a seguir Além do que.. 50% -estaria dispersa de tal forma... pode- remos incorporar às crianças escolarizáveis os 46. .399 273 habitantes. por escola) . mas de real significação para uma apreciação global . . visto como as áreas dos perímetros escolares (como tais considerados geralmente. . no limite superior..931). ou ainda. DISPERSAO DEMOGR. . em escolas do tipo comum. que não ofereceria possibilidade de povoar um perímetro escolar com o mínimo razoavelmente exigível para o funcionamento de uma escola do tipo normal. . . Nesse caso. . onde se acha a população escolarizada.o que pode reduzir a cêrca da metade o quantitativo orçado. com pequena margem de êrro. E êste é um dãdo importantíssimo Efetivamente: que é então que os números revelam neste particular? .987 Vilas escolares ou internatos rurais necessários (a 500 alunos novos no 1.

... 34 749 Unidades escolares a criar (a 5 alunos novos no 1.25 População que já se serve da assistência escolar ... ..470 a 1 324 380 km 2 ou 12. 520.. ainda... 423 840 habitantes ou 15. .1.091 ou. . . .29% .. . . .08 a 3. . .75 a 84.. . . • .r servida de assistência escolar: de 36 726 606 a 41 823 091 habitantes ou 84. pois. os seguintes limites: . . • 1.I -~-l i" llj!'_ ~hfrl · !'·~. ..325 a 1..58 habitantes Consequentemente: .92 ou.468 719 a 7 186 809 km z ou 87.910 Total (km 2) . ainda. ...0 ano) 9 397 Total ..92 a 96..~§1 '!"h Unidades escolares (existentes) . . área escolarizada ou escolarizável: de 1 042.. 36 726.87 a 0.. .. 1 324.. . por km 2 35. ..~----~~-~~~·.. . . por km 2 da superfície escolarizada ou escolarizá vel . . 518 REVISTA BUASILFIRA DE ESTATíSTICA Na hipótese que mais restringe o limite da área escolarizada. . Area não escolarizada ou não escolarizável por escolas do tipo comum: de 7. Densidade demográfica. . 41 823.População fora do alcance da assistência escolar: de 6. . . Densidade da população fora do alcance da assistência escolar: de 0. . . . passa- remos a ter: Unidades escolares (existentes) . .56 População que já se serve ou se pode servir da as- sistência escolar 40 399 273 População a ser possivelmente servida pela assistên- cia escolar . ..58 Donde.23 Na hipótese mais ampla. .. . • ..23 a 31.. . . .. 34. .44% -. . População servida ou que pode se. . .20 habitantes por km 2 . . 31. . . elevando-se ao máximo o quantitativo da sua população.749 :~~ área escolarizada (km 2) ..56% . 96. .... por km 2 da área escolarizada .. . • • . % da área total . . . .. . . 1 423 818 Total . . .. .. . . 35. . . . .71% ... . . . .. . . 44 146 área escolarizada (km 2) 1 042 470 área ainda escolarizável (km 2) 281. . .. . % da superfície total 15. 12.. . teremos: . • . 84..71 ou.042 470 ou. . .380 ou. . . . . % da população total ... ... . % da população total . . . .606 ou. computando-se a área escolarizada e a suposta ainda escolarizável. . . . .25 a 15. . .. . .. .

oferecendo ao mesmo tempo um alcance social e econô- mico muito mais extenso e mais profundo. aprovada pelo Pri- meiro Congresso de Ensino Regional.091 habitantes ou 96. 380 km 2.44% do total.. de um deficit fundamental de "socialização". .20) habitante por km 2. um grupo da coletividade nacional que presta ao país um enorme serviço e tem. realizar êsse desideratum? Para responder será preciso fixar primeiro êste outro ponto: de que decorre essencialmente a tríplice deficiência apontada? A resposta a esta indagaÇão preliminar impõe-se: da dispersão e da desedu- cação. ou seja:. Aliás. que não sabe e não pode nem zelar pela sua saúde. a êsse respeito escrevemos na tese sob o título "Orga- nização e educação do Brasil rural pelas Colônias-Escolas". 21. porém. que se realizou na cidade do Salvador em Novembro de 1934. em matéria de proteção e assistência.poucos brasileiros terão tido idéia clara a se~ respeito.809 km 2 ou 84. nem dar à sua vida valores de civilização. uma área que re- clama urgentemente ocupação efetiva. povoamento.a ser a primeira do gênero. ocupa uma ãrea seguramente inferior a 1. as 1 423 . "A população rurícola brasileira. correspon- dendo a 41 823. tem a sua ocupação demográfica efetivada por um escasso povoamento que abrange apenas 1. Quer isto dizer que o primordial dos nossos esforços de progresso deve ser no sentido de integrar a nacionalidade pela elevação do nível sanitário. Vale a pena. Eis o que então foi dito como síntese do estudo originaria- mente desenvolvido na conferência pronunciada na Sociedade dos Amigos de Alberto Tôrres em 6 de Março do mesmo ano. E é esta uma cir- cunstância que... Como.29% da população total. Estado da Baía. um largo crédito ainda não amortizado. A nossa população que já é ou já pode ser assistida pela escola. É essa a resultante necessária da tríplice incapacidade do nosso homem do campo. o âmbito territorial em que essa assis- tência é ou pode ser exercitada normalmente exprime ao mesmo tempo o "espaço social" da Nação Brasileira. ' ~r . destinados àquela indeclinável obra de assistência. 3. co}onização. todavia. é fato perfeitamente notório.0 Um recurso que talvez viesse dispensar as vilas escolares e os inter- natos rurais seria a criação das "Colônias-Escolas". oferece um índice de "valência" social e econômica incrivelmente baixo.71% do total. E como a educação primária é uma das 'formas essenciais da assistência que o Poder Público deve às populações.' DISPERSAO DEMOGRAFICA E ESCOLARIDADE 519 ' Fatos são estes da maior relevância para o país. 840 almas dispersas nesse atnplíssimo espaço constituem. sob a inspiração dos resultados da estatística brasileira. 324. "socialização". . no município de Remanso. ou seja. ou ainda a sua área· utilizada. E no entretanto. aquí reproduzir-se o que. advoga veementemente os sacrifícios exi- gidos para a criação das vilas escolares ou dos internatos rurais. ou menos de um (0. perante os governos. cada qual mais sombrio. numa palavra. Mas há no caso dois aspectos..186. Essa última parte do país . constituindo a parte restante do seu "espaço político" ou de dominação.423 840 almas. Se a densidade demográfica nesses 7 186. nem orientar pro- dutivamente o seu trabalho.. pois. êsse recurso resguardaria melhor as prerrogativas da familia e a sua influência insubstituível.nada menos de 7.809 km :! dá-lhes a significação de um enorme deserto a povoar e colonizar. sem dúvida alguma. quando sugerimos àquele soda- lício a iniciativa da criação da Colônia-escola que deverl. econô- mico e social das suas populações sertanejas e praieiras.

perdido em um quasi deserto.tendendo à condensação da massa d~mográ~ica.)''". O emprêgo isolado de cada um dos recursos apontados será sempre inócuo.. em têrmos de uma aproximação de famílias.>s as aptidões pessoais e as possibilidades sociais indispensáveis para a plena realização dos seus destinos humanos e cívicos. assim. '' I 520 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Logo. de par com dificuldades sem conta.. porque a influência negativa do lar acaba destruindo a influência superficial e efêmera do professor. a sua obra educativa. em que está a Nação.e colonização. Estradas teem chegado a inúmeras localidades sem lhes modificar em nada o rudimentarismo da vida social e econômica. outra causa não será senão provocar o centri- petismo social adequado. b) não sendo. mas sem lhes atenuar sensivelmente as deficiências sociais. e na justa medida de uma adequada organização rural. possível tentar êsse esfôrço também totalita- riamente 'ho asp·e~to da sua extensão... tanto vale dizer. E o esfôrço Cj. de tentá-los siquer a fundo e com verdadeiro espírito de justiça social. o problema da Civilização rural brasileira está posto em têrmos de gravitação social. ou não conseguem atrair.são outros tantos remé- dios já lembrados e ensaiados. tem ação unilateral. se as atingem. através de uma rede de pontos: de àtuação em condições de cobrir equitativamente todo o território pátrio. e a ignorância. a obra educativa capaz de proporcionar aos indivíduc.. assistência sanitária generalizada.. c•·~~. porque a vida éconômica dessas populações não está organizada. Postos de higiene teem funcio- nado anos a fio em muitos municípios. ação educativa profunda através das escolas rurais. diferenciada do arcabouço metropolitano. . ou não reteem as crianças das populações rurais. visando a um só tempo: por um lado. lares. isto é. por outro lado. A distribuição de auxílios para fomentar o trabalho agrícola e mesmo a :. dos habitantes dispersos nos latifúndios. então. porque o pêso dos fatores negativos. Gravitação no plano espiritual. ou não conseguem atingir utilmente as populações necessitadas ou. muitos teem sido os alvitres suscitados.. pois. •. . ao máximo. mas com êle fir- memente articulada na equilibrada estruturação de um organismo social bem ordenado. ou. mesmo concien- ciosamente exercida. à sua vez. Junte-se à incapacidade congênita e comprovada dêsses recursos a impossi- bilidade. por isso que tal esfôrço só visa unilateralmente a aproximação material das famílias sem realizar sôbre elas a socialização integral que se requer. Resolver tal problema. anula toda a iniciativa e toda a boa vontade do sertanejo humilde. · Para conseguí-1o. ou não atinge os seus fins por não saber apresentar os atrativos capazes de conseguir o deslocamento e a nova fixação do sertanejo. Gravitação no plano material. porém.ua assistência direta.ponto de partida para o entrelaçamento de vontades. entretanto. As escolas. fixação. assentar que: a) a sociaÜzação a que cumpre atrair as populações rurais há de ter um sentido integral. mas em função também do volume das massas a assistir e resgatar. alargamento. de inteligências e de sentimentos. Será fácil. dê ao Brasil em pouco tempo a verdadeira formação agrária. em nada lhes aproveitam.. da rede de comunicações. .. ou dá a êste apenas uma nova moldura ao quadro de miséria em que vegeta. . em colônias. Superficial e extensiva alfabetização. sobrelevará sempre a ação benéfica por aquele ~odq acaso acarretada.:' .. contrabalançado harmonicamente por um centrlfugismo anti-urbanístico. Toda essa terapêutica. . não tem fôrça para modificar o ritmo da vida sertaneja.. centripetismo que. fomento intensivo das ativi- dádes rurícolas. a condensação demográ~ fica. permanecendo imodificado. respeitando a integri- dade dos. há de êle ser realizado sob a inspiração de um profundo sent~mento de justiça social.

importa em reali- zar. III ~ Por outro lado. segundo seus rumos normais. a primeira visando o mínimo de educação global e prévia para os fins de útil cooperação social. ~ e mais ainda a obra educativa propriamente dita.- zação como contrapêso e remédio ao deformado e exagerado urbanismo que nos infelicita E essa condensação só poderá se:r feita em têrmos de conveniente aproximação ou avizinhamento das famílias e de sua ade. assim esclarecidos. isto é. nem de ver anulados os benefícios da obra escolar pela ação retrógrada e negativa de um defeituoso ambiente familial. apenas aos infantes ou mesmo também aos adolescentes. para a orga- nização do meio rural brasileiro no seu aspecto de "socialização" das res- pectivas populações. abrangendo em seu conceito toda a· instrução necessária ao me- neio da vida agrícola. para que ofereça rápidos re- sultados e possa em pouco tempo beneficiar a toda a coletividade. dada a sua finalidade. para o mélhor preparo das novas gerações.Compreendida nestes têrmos a "socialização" de que carecem as populações rurais brasileiras. efeito nas "colônias-escolas" . deve visar a efetiva rurali. . II ~ A condensação demográfica.já que se não poderia tentá-lo extensivamente de uma só vez.As colônias-escolas. de feição definitiva. DISPERSAO DEMOGRAFICA E ESCOLARIDADE 521 Do que fica dito ressaltam as seguintes conclusões: .'• I ~ A obra de socialização a que cumpre submeter as nossas dispersas e infelizes populações rurais deve ter um sentido integral. mas sim a todos os indivíduos. constituindo. IV . a de- finitiva colonização. e de modo a ·não dissociar a família e sim integrá-la no seu destino. com o iterativo prolongamento da educação. para a ascensão social e moral a que podem e devem aspirar todos os cidadãos de uma coletividade. a assistência educativa não há de dirigir-sP. de educaç~o da própria família. adolescentes e adultos. então sem mais o risco nem de dissociá-las das gerações anteriores. de um e de outro . quada vinculação à gleba pelo direito de propriedade plena e pela posse dos meios para explorá-la utilmente. obra de colonização e bbra de edu- cação. quaisquer que sejam as condições de aptidão pessoal. como núcleos. centros de irradiação do movimento de "socia- lização" racional do Brasil rural. visando a um só tempo a condensação demográfica e a regeneração do homem pela assistência educativa integrada com a assistência sanitária e a assistência econômica.s já então orientada esta preferentemente. que orientará os espíritos. e a segunua. portanto. pontos de apoio e. simultânea e conjugadamente. hão de ter as seguintes características: a) Destinam-se a "contratar" por um ano (se não puder ser por dois ou três) todos os indivíduos. V. Mas também é claro que tal esfôrço. porém. de vida e de fortuna.. ma. . ou mais rigorosamente. uma obra de educaçãq dos indivíduos na família. Estes dois objetivos exigem evidentemente: a) como núcleos de preparação intensiva e rápida dos grupos su- cessivos de famílias chamados aos benefícios da assistência regeneradora . é óbvio que. empreendê-la. portanto. E con- sequentemente tal assistência há de entender-se no sentido mais lato possível. b) como meio de expansão e fixação da obra socializante levada n. os organismos coloniais autônomos que em tôrno àquelas se forem criando e expandindo como instituições típicas. à defesa da saúde e ao exercício dos direitos e de- veres da cidadania.precisa desenvolver-se em duas etapas. VI .as "colônias-escolas".as "colônias agrícolas modêlo".

com a finalidade de instruí-los. pelo estímulo à liberdade. sanitárias e sociais da colônia. em perfeito regime de "escola ativa". de negociar. zootécnicas. e ocupar os "contratados". adestrá-los e educá-los. industriais. saneando-as e higieni- zando-as previamente. mas sob direção técnica e educativa conveniente. respeitada sempre a unidade família!. a ser utilizado de preferência em fornecimentos necessários à instalação e custeio das peque- nas propriedades a serem "abertas". a prática intensa do cooperativismo e das atividades propriamente sociais (religiosas. dos serviços destinados a facilitar a boa comercialização dos produtos da colônia. localizá-las na sede do estabelecimento. etc. alargar-lhes a compreensão da vid3. em todas as fainas agrícolas. concomitantemente. para ser distribuída a baixo preço e mediante pagamento a longo prazo aos colonos "formados". enquantq não integrada a vida social da coletividade. finalmente. de umas tantas famílias rurícolas da respectiva região. a educação das crianças das "famílias- -alunas" em organização capaz de assisti-las de maneira tal que fique o dia livre ao elemento feminino da colônia para as tarefas através das quais tenha êle também de fazer o seu adestramento e a sua educação VII .522 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA sexo. as colônias-escolas devem estar aptas a fixar os egressos do seu internato sui-generis. e ainda do regime de comunidade. recreativas. transigir. afim de. como recurso educativo. rotativa e adequadamente às condições individuais. comerciais. e) Continuação da assistência educativa direta às crianças e ado- lescentes das famílias ex-internadas. para todas as modalidades de convivência não incompatíveis com a conservação fundamental da vida de família. c) Utilizarão também simultaneamente. a cada família. em área cir~unvizinha ou próxima. durante o estágio de iniciação. de finalidade ordenatriz da vida social e cívica da nova comunidade" . tendo em vi~ta suas autônomas atividades futuras como pequenos proprietários agrícolas e cidadãos perfeitamente aptos à vida social b) Dev~m objetivar.. apenas ligeiramente guiada. b) Abertura. em habita- ções rústicas e modestas. administrativas. e) Facilitarão ainda aos internados a aprendizagem da prática das relações econômicas rurais.) . pela adjudicação a cada família de um pequeno lote anexo à res- pectiva moradia. no intuíto de promover-lhe a racionalização e adequá-lo às condicionantes do meio e às exigências dos mercados.Para realizar a segunda etapa da obra de socialização a que se destinam. retiradas de preferência dos mais baixos níveis sociais. /) Hão de iniciar. d) Terão de desenvolver também o espírito de iniciativa e de auto- -govêrno. culturais. c) Orientação de todo o trabalho rural a se desenvolver em tôrno de cada colônia-escola. g) Assistência geral. o enriquecimento dêsse ti-: rocínio intensivo com um trabalho educativo específico segundo técnicas c métodos apropriados. . d) Assistência sanitária desdobrada a toda a população da colônia em formação. mediante o seguinte programa: a) Saneamento prévio dessa área e seu loteamento. /) Centralização pro:visória. mas estilizadas e providas do mínimo de confôrto indispensável à moradia humana. etc. de um crédito. desportivas. para exploração por conta e deliberação próprias. em propor- ções adequadas. manejar o dinheiro e o crédito.

de 14 de Julho daq)lele ano. 916.e precariamente. mesmo. po- rém. para a população escolar virtual. do seu cdndicio- namento pelo meio telúrico à sua influência reajustadora das várias compo- nentes do seu grupo social.73% com um rendimento final de crianças aprovadas no ·3. antes de mais nada. pelo único meio possível . o qual mandava convocar a Convenção Nacional de Edu- cação.0 ano que. O aparelho escolar que temos já poderia provadamente atender bem a 80. como obra de socialização e preparação para a vida. . DISPERSÃO DEMOGR. do seu corpo ao seu espírito. podendo apresentar deficiências mais pronunciadas e até saldos a favor do aparelho escolar atual. deficiência ou excesso 'do efetivo populacional que por agora se lhes pode atribuir. mas principalmente em melhorar a escola. já não consiste em multiplicar escolas.também muito vastos. dos Estados e dos Municípios.muito mais urgente. cuja realização o Brasil há de enfrentar com espírito de decisão e ímpeto varonil. é a revita- lização do sistema atual. humanitária.a Convenção Nacional de Educação Porque só êsse pacto político administrativo. E exige preliminarmente que êsses esforços se entre-conhe- çam. .da organização eficiente dos serviços nacionais de geografia e estatística. resulta daí que as situações favoráveis ou desfavoráveis que a estatística educacional revelar para as Unidades da Federação isoladamente consideradas. que não está onde se supunha a incógnita do problema edu- cacional brasileiro.88% das crianças brasileiras escolarizáveis em curriculum de 3 anos Mas só atende .da União.representa é uma complexa obra de reconstrução e revitalização do nosso aparelho escolar.. é que o problema crucial do Brasil. apertas vale pouco mais de nada Vê-se. 004. já em 1937. O fundamento da nossa confiança está na magnífica e vitoriosa experiência que o Presidente Getúlio Vargas levou a efeito para resolver convenientemente os problemas . deu lugar à iniciativa do Govêrno Federal consubstanciada no Decreto n ° 24 787. via de regra.poderia ser eficiente se. se orientem convergentemente. sob pena de sacri- ficar a grandeza dos seus destinos.ou melhor. o que importa. e só é de 200. devido às grandes migrações internas verificadas no país posteriormente ao recenseamento de 1920 Não computando as atuais estimàtivas demográficas essas flutuações. previdente e inadiável tarefa da educação nacional.:tm. Ei-lo. e é forçoso reconhecer. Essa obra há de ser fruto dos esforços solidários áe todos os Governos . se harmonizem. da's nossas pesquisas estatísticas. Mas a exposição que vimos fazendo neste estudo lucrará com a reprodução aquí do -texto de uma outra tese que apresentamos ao já aludido Congresso de Ensino Regional.a 43. e com um ensino que.00% daquele limite. numa tentativa de educação que seria irrisória se não fôsse profundamente constrangedora para o país . 23. 0 O exame particularizàdo dos dados referentes a cada Unidade da Fe- deração revelaria situações bastante variáveis quanto aos aspectos aquí consi- derados.AFICA E ESCOLARIDADE 523 22. terá significação muito ilusória. Tarefa. aliás. se somem.998 ou 20. da sua estrutura à sua dinâmica. urgente e imperiosa. De um modo geral. num bom ensino. em verdade. difíceis e urgentes .0 Um ante-projeto preparado em 1934 sob os auspícios da Associação Brasileira de Educação. pois. poderia ser de 1. somente êsse totalitarismo sui-generis a um só tempo Se coaduna com a forma federativa do nosso regime constitucional e se apresenta apto a enfrentar a gigantesca. tanto quanto da iniciativa privada. essa ex-incógnita . talvez exprim. . Lourenço Filho.fruto também essa. em matéria de educação primária. O objetivo que essa incógnita. Já não é a dispersão demográfica o fator que onera e dá vulto ao problema Mais urgente e mais difícil que o desdobramento da rede escolar até as regiões que ela ainda não atinge e onde não. por iniciativa do Prof. Isto. com- plexos. não se transformasse em tipo adequado. A exposição de motivos e o texto dêsse decreto são a melhor fonte para se conhecer o alcance da iniciativa e os objetivos imediatos da Convenção.

surgiria a necessidade de instituir-se previamente um sistema de entendimento e de ação em comum entre a União e os Estados (senão . certas condições. sem prejuízo da variedade de que se deve revestir para atender aos determinismos mesológicos e sociais de cada região. deficitária. Admitia-se. se deva subordinar? Ou. de que poderia e deveria ser o seu conteúdo em face das exigências objetivas da realidade educacional brasileira. Mas a nova Carta Constitucional reconheceu a necessidade de se sistematizarem em conjunto as atividades das três esferas governamentais. de ma- neira fragmentária. mas a falta completa de unidade redundará em malefício ainda maior pela desmora- lização do salutar propósito constitucional de coordenar. de preferência.1o popular. será naturalmente prejudicial. gr. por um órgão técnico eficiente.. se sobrevier. o ensino complementar? . Como evitar então tais consequências? A solução só pode estar num. até há pouco. que se vem fazendo até agora. objetivará êle simultaneamente as três diretivas assinaladas? Como quer que seja. racionalizar e intensi- ficar a campanha educativa. desigual e desordenada. a um só tempo.ensino rural. precária e violenta. entre as vigentes organizações educacio:hais. o. cuidadosamente verificadas na intimidade dos sistemas escolares já em funcionamento. não se assentou ainda o que deva ser o Plano a que se refere a Constituição. o Plano de que se co- gita corre o risco: ou de não estabelecer a unidade fundamental e orgânica de que necessita a obra educativa em todo o país. in- compatível. estabelecendo par~ isso que a União fixaria o Plano Nacional de Educação. ex. ineficiente. na organização de sistemas educacionais inter-independentes. ou de implantar uma unidade artificiosa. pelos Governos co-inter~ssados na educação nacional? Visará tal Plano. unanimemente. de uns tantos princípios genéricos e de certos métodos cuja eficácia já tenha sido incontestavelmente demonstrada ou pela doutrina ou pela experiência das re. o ensino profissional. ao subvencio- namento dos Estados e dos municípios em função de tais ou quais circunstâncias? ou. de investigação. uma tal unidade. como atuação supletiva. Ora. reservando à União. por exemplo. no que respeita à educaçÉw popular propriamente dita. Será êle apenas o delineamento de um programa extensional a ser exe- cutado em determinado período de tempo.. sôbre ser dificílimo de traçar na situação atual em que nos achamos. certas características gerais a que o ensiJ.depois de um demorado trabalho preparatório. Ou aquele Plano terá antes por fim fixar apenas certos princípios. de uns quantos objetivos fundamentais. restringindo. certos programas. a ação do Govêrno Fe- deral. Mas infe- lizmente ainda não se fixaram de modo nítido as diretrizes a que se devam elas subordinar no exercício das respectivas atividades educacionais. ou teria o seu esquema de restringir-se a uma simples e mui limitada tentativa de generalização. com o espírito do regime e com as exig~ncias reais do problema. podeú- do caber à União qualquer iniciativa com o mesmo intuito. Entretanto. no Brasil. enfim. seja· o público ou ci privado. determinada modalidade educativa. de desconhecimento dos têrmos objetivos dos nossos problemas educacionais nas diversas regiões do território nacional. a diversificação intrínseca da atuação de cada ordem administrativa. que os Estados e os municípios deveriam agir livremente. certos métodos. que nenhuma das nossas três órdens administrativas se pode desinteressar da obra de educação popular. de um modo geral. dos têrmos desta alternativa Ou séria preciso que o Plano só se delineasse .524 REVISTA BRÁSILEIRA DE ESTATíSTICA "Reconhece-se hoje. giões do país mais adi::mtadas em matéria de educação Na primeira hipótese.

os Estados e os municípios). O que quer dizer que. sionar.a União "para cooperar com os Es- 'tados na orientação e desenvolvimento do ensino regional". Na segunda hipótese. com pe:rfeito conhecimento de causa e de todas as circunstâncias que devam ser atendida. de sentido substantivo. se é assim. todas suas possibilidades específicas. . na economia e intimidade de uma organização específica. integrando-lhe a intenção unificadora ~ impulsionadora. E assim a cooperação da União se desdobrará naturalmente em todas as formas que as leis federais permitirem. afim de se efetivarem aquelas pesquisas nas adequadas condições de unidade de programa. façam convergir or- ganicamente seus recursos. cha- madas a deliberar em comum sôbre o problema da educação nacional.. DISPERSAO DEMOGRAFICA E ESCOLARIDADE 525 desde logo entre a União. isto é. re- petimos. Ora. quanto antes. e ainda na consideração totalitária da vida educacional da Repú- . das suas experiências. . dos seus recursos. ou para completá-lo. condições 'e normas gerais que o Plano Nacional de Educação vier a fixar. na sua compreensão. capaz de lançar plena luz sôbre o sentido e o alcance que deva ter o Plano a ser de futuro traçado.segundo os princípios. em resposta à indagação da tese: I . sob todos os pontos f}e vista. ou para preparar por agora o Plano Nacional de Educação e dar-lhe em seguida plena eficácia. seja pela intetvenção do Govêrno Nacional. das suas realizações. constituindo o Plano um conjunto limitado de nor- mas. e de atuação racionalmente diversificada em função _ das condicionantes regionais e lo(!ais. seria ainda preciso cogitar-se.s. pela vinculação convencional que a sua personalidade e auto- nomia justificam. de modo a bem focalizar as necessidades vitais da educação nacional e a indicar os meios de satisfazê-las. O que é possível e cumpre assentar é que essa cooperação se deve dar na intimidade de um sistema que engrene convencionalmente as atividades das três ordens governativas que em tal matéria assumem responsabilidades. a organização prática em condições de-exerecer eficazmente aquelas atividades e preparar assim o regime racional em que todas as esferas governamentâis.digamos. . no seu sentido e nos"' fatores que a devem impul. situação. o Instituto Nacional de Educação. dos seus propósitos. de extensão.em qualquer hipótese.blica. política e administrativamente falando. todos seus esforços para a soluçãq integral do problema. seja pela co-obrigação convencional das autonomias governamentais em presença. complementarmente. os Estados e os municípios se· mancomunem. de uma comum conciência das dificuldades a vencer. mas orientada e aplicada segundo o que deli- berado for pelo órgão competente do sistema instituendo. . e solidarizando efetivamente.. de meticulosidade e dé valor técnico. é urgente. Donde as conclusões seguintes. de princípios e normas uniformes onde ocorresse identidade de circunstâncias. torna-se claro que não se deve pretender determinar a priorf em que modalidades se desdobrará a ação Q. . tudo sistemática e rigorosamente ordenado aos fins em vista. .instituída con- vencionalmente pelas entidades governativas e privadas co-intere~adas na obra educativa. é indispensável que a União. entre élas concertadas. para· se criar a possibilidade de uma supervisão conjunta da.Em matéria não somentP de "ensino regional".para efetivação da convergência de atividades executivas das três autônomas esferas de govêrno. e uma vez contornados os embaraços da sua recíproca autonomia. a totalidade dos órgãos técnicos e administrativos incumbidos da tarefa educacional. . deve a União cooperar com os Estados e também com os municípios e mesmo com a própria iniciativa particular. de pene- tração. e mesmo requerem no caso. o que vale dizer. no terreno da execução ou das normas adjetivas. para estabelecerem. mas de educação popular em geral. de qualquer forma. se acaso fixado desde logo.da articulação.

a ação. e dentro das linhas do Plano Nacional de Educação. Se todos reconhecem a urgência dessa arrancada . tem um imprevisto e não menos grave reverso. .. li:le dará a medida da capacidade e do . E as sedes departamentais surgiriam.a gravidade de um outro problema brasileiro: o do povoamento dos 7.Parece de todo ponto aconselhável que o Pacto ou Convenção I rl Nacional que tiver por objeto criar tal sistema. das resoluções do Conselho Nacional de Educação e das diretivas fixadas em comum pelas ordens de vontades autônomas co-dirigentes do sistema através do res- pectivo órgão deliberativo.Criado o Instituto Nacional de Educação cómo entidade confe- derativa . determinando ou inspi- rando. não há de ser aguardado passivamente pela Nação até que um movimento natural de expansão leve aos sertões ocidentais a nossa presença efetiva e lhes dê um significado real de posse e civilização. os Estados.Realizada a Convenção Nacional de Eduéação. sáveis pontos de apoio para tornar realidade magnífica a tão falada "Marcha para Oeste".e o próprio . que êsse po- voamento não pode. em forma estável e de inavaliável potencial de propulsão civilizadora.0 Educação. compreensão totalitária e rendimento integral. superadas todas as dificuldades que de outra forma tornariam necessariamente precária a utilidade dele. ou instituindo órgãos específicos. Certo. em condi- ções de oferecer a rede de metrópoles poderosas que nos dessem os indispen. .787.809 km2 que apenas estão nominalmente ocupados por 1.186. IV . da sua segurança e do seu fu- turo. desdobrar a política educacional brasileira no seu sentido mais elevado e mais compreensivo. Mas com a simultânea transformação do nosso quadro municipal em um sistema de co- munas ínter-consorciadas em departamentos. capazes de agir com a tríplice autoridade governamental de que o vinculo convencional deve investir' o Instituto. aos órgãos cen- trais do sistema por ela instituídos incumbiria não somente preparar efi- cazmente os elementos necessários a que o Conselho Nacional de Educação projete o Plano educacional previsto na Constituição da República. significação na- cional. ~···I 526 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA .seja realizado quanto antes.e agora em condições excepcionais. não deve. como vimos. pela ação dos organismos técnicos competentes. integração e revitalização do aparelho brasileiro de. a órbita do Poder Local. de 14 de Julho de 1934. integrando-se e vitalizando-se por êsse meio. caber-lhe-ia. E portanto há de resultar de um grande plano de redistribuição e aplicação racional das fôrças da comunidade em benefício do seu progresso. A obra de reorganização. III . tal movimento deve exprimir o poder da vontade nacional. ou 0. ora direta ora indireta. das normas da legislação ordinária.0 24. cen- trais ou regionais." O quadro que nos sugere a necessidade da Convenção Nacional de 24. então. o Terri- tório do Acre e o Distrito Federal li:sse pacto visaria a coordenação geral das atividades educacionais de todas as ordens administrativas. 423 840 habitantes. ensino primário é possível exatamente porque a área onde sua tarefa se torna realmente ingente não apresenta grande extensão e nela estão concen- trados 96.71% da população do páís. com uma inteligência renovada e clara.valor da raça para manter no seu patrimônio e sob sua influência uma área territorial que vale meio continente. pragmática e iterativamente. 'I ~ II ..aliás já autorizado ' pelo Decreto-lei n.. Mas essa mesma possibilidade faz-nos sentir. embora de início firmado apenas entre a União.de todos os serviços e instituições que se dedicarem no país à obra de educação popular. E então compreendemos. mas ainda assegurar plenamente a execução do dito Plano. Isto é: êsse movimento só pode ser a redivisão política do país. orien- tando-se no sentido de lhes imprimir diretrizes racionais.20 habitante por km 2.em ato ou em potência . que deva caber às entidades associadas..

que a Nação não sail>a hesitar e nem temer obstáculos na ocupação efetiva do seu esplêndido espaço vital e na salvaguarda da sua vocação histórica. E não esqueçam estes últimos . Não há dois caminhos a escolher. Agora é tempo de agir. esperamo-la dos nossos vanguardeiros . um apêlo ao nosso patriotismo. não o desencadeará um vago anseio patriótico. É de desper- tar os mortos .. Esta "mensagem" é um clamor à nossa conciência. É preciso. os guardiães da integridade nacional e os "estatistas". I)ISPERSAO DEMOGRAFICA E ESCOLARIDADE 527 Chefe do Govêrno a invoca. E seu entono é lancinante. mas só e só uma determinação intrépida.que não estarão à altura da sua missão se não forem a um só tempo ESTAT!STICOS e ESTADISTAS Poderá a Geografia apoiar a voz dos Números? . .então. uma causa é certa: êsse tropel de um povo que se quer assenhorear do seu destino. um grito de alerta ao nosso instinto de perma- nência.aqueles idos e lídimos heróis da epopéia bandeirante. A palavra de ordem.os educadores. segurança e engrandecimento. que sou- beram fazer o Brasil . pois. Eis como falaram os números Talvez nunca antes tenha a Nação ouvido uma advertência tão grave.

. MITCHELL. Desta se podem citar não só ou comércio não justifica uma ex- as obras "Capital and Interest" e "Dy. da Universidade do trar que a consecução do ideal de Brasil. de outro lado. a menos que seja acompanhado de um aumento da riqueza real.pansão do crédito bancário e que. "The economists have looked beneath ' the money surface of things ' to the labor and goods.. mas elas equivalem à que acabamos de mencionar. págs. :. liquidações e outras. em Chicago e além disso. namic Theory of Wealth Distl'ibution".jt' MONTGOMERY D ANDERSON (Professor da Universidade de Florida) SôBRE A "MOEDA NEUTRA" AUTOR do presente artigo reúne ao A argumentação de F. :< . o lucro líquido contábil. quando se emprega esta fórmula a todos os comerciantes em uma economia fechada.Jorge Kingston. que os seus argumen- tos em prol da moeda neutra conduzem. na qual lhe pertence a a favor da "moeda neu- HAYEK cátedra de Economia e Estatística. mas a definição acima nos dá uma formulação quantitativa substancialmente correta do lucro. A. but from the process of making money" . praticamente. Os contadores poderão divergir sôbre certos detalhes. é definido como o aumento em valor do capital possuído durante o período conta- bilizado. 2 • Ora. O título de professor da Universidade de Flórida. págs 124-125 2 Cf Business Cycles. virtual do lucro pecuniário.. ao suicí- dio da economia capitalista. por vêzes. tal como se depreende dos livros contábeis e como a concebe o homem de negócios médio baseado no senso comum.ney payments should remain in- rosos trabalhos publicados em revistas variable" . Thus the changes which affect the community 's well-being come. em inglês. isto é. "the amount of mo- Flórida. constata-se que as transferências de uma 1 Cf Prices and Production. mais as retiradas do capital sob a forma de dividendos.pecuniário. a produção da riqueza real é retar- dada na economia capitalista quando não há prosperidade pecuniária. or the sacrifices and utilities. 1 especializadas. mas. menos as transferências de capital que os capitalistas tenham feito de outras fontes para os respectivos negócios. "But the industrial and commercial processes by which goods are furnished are conducted by business men in quest of profits. em ·1934 e 1938. por intermédio de quem obteve a HAYEK importaria na eliminação revista o respectivo original. 25-26 . Demais. A tradução do estudo que ora divulgamos é devida ao Professor O nosso objetivo é demons- . portanto. e. Outras expressões se encon- trarão. respectivamente. E' certo que o lucro pecuniário não beneficia a coletividade. como nume. C. o tra" conclue com a regra geral de possuidQr de apreciável bagagem de que um aumento de produção científica. Como doutrina W. editadas. not from the processes which minister to it. which they assumed to be the real matters of concern . o lucro .

. Por êsses motivos. pode- mos escrever a seguinte fórmula. menos o que foi invertido pela conversão de bens de consumo em capital.4 ~·+Tc -Tnc I= dt.retirada do conjunto é possível. por isso que o valor numérico absoluto do lucro é aproximadamente igual à taxa instantânea. como segue: o lucro líquido é o acréscimo do valor do capital durante o período contábil. A taxa dessa transformação foi representada por Tc· O valor total da riqueza não-capital pode. como acontece com o capital. o lucro é o acréscimo em valor que figura nos livros de contabilidade no fim do período. por definição. no entanto. não obstante... Noutras palavras. enquanto o volume do lucro o é em dólares para o período que termina em certa época . a definição do lucro nã:o sé invalidará. A fórmula algébrica da taxa total do lucro líquido em uma economia fechada será.EDA NEUTRA" 529 a outra emprêsa não afetam o total. O lucro contábil é sempre calculado como uma variação em um intervalo de tempo finito. análoga à anterior: O=!l. e presumivelmente a riqueza não-capital se destina a 'finalidade diversa. a taxa expressando-se em dólares por intervalo de tempo em dado mo- mento.agregàdOs\ ·as quais · HAYEK não consegue ignorar na sua lógica das inter-relações individuais ''· · · . a não ser qué alguma parte do capital seja transformada em riqueza de outra espéHie. capital é a parte da riqueza possuída com fin~lidade de lucro. 4 HAYEK declara não gostar de conjuntos e médias Não obstante. diminuir pela transferên- cia de alguma porção para a categoria de capital. 3 etc. mais as trans- formações do capital em riqueza que o não seja. mais o que foi retirado. ela só pode aumentar pela conversão de alguma porção do capital. pois. considerar não o volume. em quantidades existem. mas esta não se pode considerar tecnicamente como uma retirada. é a ta. ~certas· . · Poderá haver uma perda no valor total por dissipação. menos as transformações da riqueza que não é capital em capital. o autor defendeu algures o ponto de vista de que toda a riqueza é capital.xa líquida de acréscimo do capital..+T dt nc •--Tc . mas a taxa instantânea de lucro.as duas categorias afim de contraditar HAYEK com os seus próprios argumentos. E' evidente que a parte da riqueza que não é capital não pode pro- duzir lucro. Tc' é a taxa de transformação do capital em riqueza que o não seja. [ 1] onde I é a taxa de lucro. todas expressas em valor monetário. A única inversão possível do novo capital ao já existente é a transferência da riqueza que não é capital (por ex. é mais conveniente. sob a forma de bens de consumo. numa análise econômica. e tal diminuição poder-se-ia considerar como uma variação negativa. pois. A taxa de lucro pdde-se representar em função das taxas correspon- dentes aos outros elementos que figuram na fórmula do volume de lucro. Noutras palavras. [2] 3 Mesmo que o capital assim transformado seja consumido Instantaneamente.inter~relaÇõe!i!:"eiltstem · necéssarlimlente eritre~. o lucro líquido global de todos os comerciantes em uma econo- mia fechada pode-se obter modificando convenientemente a definição de lucro líquido de um particular.n. as dimensões são diferentes. !. não pode a parte não- -capital crescer produzindo riqueza por si mesma. a qual guarda uma relação matemática muito especial para com aquele. abrangida no têrmo ~ da fórmula [1] abaixo. ·O mesmo se diga a respeito das retiradas de capital:· nenhuma . mas agora admite uma distinção entre:. todavia. bens de consumo) em riqueza que é capital. e Tnc é' a taxa de conversão desta última em capital. essa taxa de trans- formação foi representada por Tnc· À yista dessa consideração..'T' SOBRE A -"MO.

porque êle é da maior importância. The Southern Economia Journal. menos as transferências para a mesma. . em certo sentido. do ponto de vista social êle deve ser deduzido da fórmula do lucro. A taxa do lucro sôbre todo o capital é. a segunda e última dessas categorias cancelam-se mutuamente. págs. incluído na valorização de propriedade física.~= dw [6] dt dt dt onde ~~ é a taxa líquida de acréscimo da riqueza total. págs. 61-64. 5 e a sua exatidão deveria ser reconhecida pelos outros economistas. Embora o lucro efetivamente realizado em es- peculação com as ações deva ser ventilado para os fins do imposto sôbre a renda. isto é. etc. incluindo tanto a capital como a não-capital. e ~: é a taxa de acréscimo em valor das ações (estoques). resulta [3] Observemos que o açréscimo em valor de qualquer capital (in- dividual ou de sociedade) pode-se considerar como constituído das se- guintes partes: do acréscimo em valor das propriedades físicas possuí- das. a fórmula [ 5 ] se reduz a I=dn+<J. nesse caso a taxa líquida de acrésci- mo do capital é dado pela fórmula dy da ds dt = dt + dt' [4] onde ~: é a taxa de acréscimo do valor da propriedade ·física. conjunto. senão o reflexo do aumento em valor das propriedades tangíveis. temos • dw 1 1=-·- dt y [7] • Cf. porque o acréscimo em valor das ações não é. pois. Adicionando as fórmulas [ 1 ] e [ 2 ] . menos o a.530 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA onde o têrmo !: representa a taxa líquida de aumento da riqueza não-capital. também Dynamic Theory of Wea!th Distribution. mais as transferências para outras categorias. Portanto. seria igual ao acréscimo líquido do valor dêsses bens (não-capital). mais o aumento do valor das participações no capital de outras emprêsas (ações comuns e preferen- ciais). 161-74. obtém-se a seguinte expressão para a taxa de lucro para todos os comerciantes [5] Ora. em virtude da definição da ri- queza não-capital.). sendo i a taxa per- centual. consequentemente. Ess~ expressão é verdadeira porque a taxa de lucro. pelo menos sob o ponto de vista da sociedade considerada em. mais o aumento dos títulos legais ativos (obrigações de outras em- prêsas e promissórias a receber. A taxa percentual do lucro é. Para a socie- dade em conjunto. Substituindo a fórmula [ 4 ] na [ 3 ] . que porventura existisse sôbre os bens de consumo. O autor tem repetidamente insistido sôbre êsse teorema. o lucro sôbre as ações já está. em última análise. Vol III. pois.umento de dívidas para com terceiros. igual à taxa líquida de acréscimo de riqueza total. igual à taxa do lucro em dólares dividida pelo valor do capital em dólares. Admite-se que essa quantidade seja igual a zero.

Z (t-K)t + dKt . 62. Êsse período médio de rotação inclue perío- dos construtivos. Existem limitações rígidas quanto às possíveis variações de À. pág 72. avaliação precisa de K(t). pág. porque não seria possível uma sociedade funcionar sem que uma parte razoável de sua riqueza fôsse constituída de bens de consumo (não-capital). pelo qual HAYEK se bate tão eloquen- temente. Na realidade. veja-se a obra citada do autor. I. Substituindo em [ 7] temos • dw 1 1 1=-·-·- dt w À [8] Noutras palavras. Toda a ten- dência de um capitalismo progressista é para que a razão do capital para a riqueza ou cresça ou pelo menos permaneça estável. a taxa total de pagamentos seria constante. sob essas condições a fórmula [ 9 ] se resume em w (t) = Kt Z. . o máximo fica muito aquém de 1. II Mostramos alhures u que o valor global de toda riqueza (avaliada pelo custo menos a depreciação) em uma economia fechada é dado na época t pela expressão w (t) = ft t-Kt z (t) dt' [ 9] onde z (t) é a taxa de pagamentos de todos os gêneros e serviços pes- soais. de maneira que y = Àw. que À I decrescesse durante um período de tempo considerável. [ 12] Q Cf Dynamic Theory oj Wealth Distribution. 80 ou O. SóBlt. 00. que ocorrem quando o capital "fixo" é debitado pela depreciação . O seu valor é atualmente de cêrca de O. O valor de À não poderia crescer j de maneira sensível durante um longo período de tempo. À pode decrescer muito mais do que crescer. 7 Segue-se imediatamente que dw dt = Z (t) . Mas.E A "MóÉOA NEUTRA" 531 Seja À=~ w a razão do capital para a riqueza total. em longo espaço de tempo pode-se considerar como sensivelmente constante. 90 nos Estados Unidos t da América. 00. Matematicamente.é o tempo médio compreendido entre a data t e a data em que as mercadorias vendidas a t foram adquiridas pelos vendedores atuais. Por conseguinte Z (t) = Z (t --'"'•Kt) e a fórmula [ 10] se reduz a dw = Z dKt [ 11] dt dt Além disso.dt Z (t-Kt) [ 10] No estado de negócios. e K (t) -uma variável. pois que cada vez mais se usa o maquinismo na produção. iria de encontro a toda a história do capitalismo moderno. e o máximo teórico é 1. porém. Daí se segue que o valor da razão f. 7 Para uma. a taxa percentual média do lucro sôbre o capital é igual à taxa percentual de variação da riqueza total multiplicada pelo recíproco da razão do capital para a riqueza total.

----~---~--------. sob a regra geral formulada por HAYEK para a moeda neu- tra. Elas podem aplicar suas economias em empreen- dimentos de longa duração. de outro modo. A tendência geral da taxa percentual média de lucro pode ser su- mariada em qualquer caso pela expressão ~-~<o [ 14] dt i > onde se subentende que i representa o "trend" ou valor "normal" da percentagem de lucro Noutros têrmos.~ dt K >O [ 17] porque. como as estradas de ferro e as usinas de ~~~. Uma terceira e última condição necessária à vida do sistema capi. igual ou maior que zero. pois que então não se teria riqueza. o período médio de rotação de toda a riqueza não pode descer a zero. isto é <:!i. a taxa percentual de lucro pode ou permanecer constante ou exibir um "trend" crescente ou decres- cente Uma dessas três hipóteses matemáticas é incompatível com a existência contínua de uma economia capitalista porque implicaria a extinção virtual do lucro.e necessária para tal fim em qualquer caso .~::::. dK 1: 1 1=-·-·- dt K À [ 13] Assim. que dá a riqueza total como uma função de K e dos pagamentos totais. as pessoas que invertem o seu ca- pital acham que devem "ver seu dinheiro voltar" dentro de um período de tempo "razoável". isto é. a taxa de lucro seria negativa ou nula. Uma condição adicional é que por fim de contas dK.. Um prejuízo financeiro continuado nas opera- ções comerCiais não levaria um tempo muito grande para destruir toda a ordem social.é que o valor de K deve ser limitado por alguma causa mais que zero num extremo e alguns anos na outra ex- tremidade. -------~ . obtém-se [ 16] Essa condição deve ser satisfeita num mundo Hayekiano (onde os pagamentos totais permanecem constantes). a taxa percentual média do lucro igualaria finalmente a taxa per- ceitual Q. os capitalistas operariam ou com prejuízo ou sem lucro. Isso se pode ver imediatamente na fórmula [ 9 ] . Isso porque a razão f: é sensivelmente constante. -. talista no figurino que HAYEK lhe quer vestir . ou seja um "trend" negativo. Como a vida humana tem uma duração limitada. Razões de ordem prática fazem com que a variação proporcional da percentagem de lucro deva ser. mas é igualmente verdade que o período médio de rotação da riqueza não pode crescer sem limite. mas apenas serviços transitórios. Obviamente.532 REVISTA BRASILEIRA DÉ ESTATíSTICA Substituindo [ 11] e [ 12] na fórmula [ 8] vem . Talvez não seja tão óbvio.o aumento do período médio de rotação de toda a riqueza. como se pode ver pela fórmula [ 13 ] . por fim. afim de que o sistema de lucro possa aí perdurar. O sistema capitalista pode apenas suportar longas fases de depressão na percentagem de lucro._ dt i- o [ 15] Substituindo essa condição na fórmula [ 13] e diferenciando. mas não um declí- nio perpétuo.

.. d. Certamente existe algum limite superior finito para K.. como o reflo- restamento. Se se puder demonstrar que qualquer uma dessas condi- ções é incompatível com uma ou ambas as outras. a assistência prestada no desenvolvimento dessa demonstração . Para o desenvolvimento da nossa argumentação não é necessário determinar êsse limite.li . o.is J. a condição [ 17 ] requer que ~ > o. por exemplo. vejamos 8 Seja f (t) = loge K (t). Para o século que findou em 1929. Se não. variações cíclicas em tôrno dessa norma. f (t) =a+ bt [ 24] [ 25] 8 O autor agradece ao Sr H H Germond. Nessa hipótese.dt dt Substituindo em [ 16 ] vem [ 21] d 2f df dK K dt + . pois. ou um absurdo. o fato dela mesma revelar pequena alteração durante um século sugere a existência de restrições severas quanto à extensão a que os capitalistas podem ser levados a procurar lucros mediante ta.'Odeios.. e portanto. Houve. d 2f df Ocaso A correspondera a ctt' = o.. mas. Portanto. é certo. [ 18] donde se conclue -df dt dK =~·---. mas apenas saber que êle existe . que ::~ e ~ nãp podem ter sinais contrários. CARL SNYDER avalia que o período médio de rotação de toda riqueza tenha um valor normal ou final de um ano nos Estados Unidos da América. 2 - o• <t. O dK dt- [ 22] dt dZf e portanto :•::::. em vir- tude da [ 23] ' dt ct"r:::::. mas só com extrema relutância consentem em aplicá-las em qualquer aventura com um longo período de rotação. então a conclusão a tirar é que HAYEK propôs. pois. III E' possível demonstrar matematicamente que essas três condições são incompatíveis entre si. e que HAYEK se colocou. dt será alguma constante positiva. SOBRE A "MOEDA NEUTRA" 533 fôrça motriz. [ 23] dt Segue-se. dt K 1 [ 19] e dK=K~ [ 20] . Além disso. ou senão a destruição do sistema de lucro. numa situação insustentável. há três condições que devem ser satisfeitas simultanea- mente afim de que a proposta de HAYEK seja convinhável ao sistema capitalista .o Departamento de Matemática da Universidade de F'!órida.lt ' "dt __ ~::::. pois. Então.

e assim qualquer limite superior será eventualmente excedido. b deve ser maior que zero. mas isso é contrário à con- dição segundo a qual K tem um limite. Por conseguinte f (t) deve crescer de modo ainda mais rápido do que no caso A. posta em vigor durante um longo lapso de tempo! !lllll . Portanto. ser positivo. Mas isso é contrário à condição que K tem um limite superior. algum dia. K (t) cresce sem limite quando t cresce.534 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Como b = ~ ~ > o.N deve ser sempre positiva pela condição [ 17 ] . também. em virtude da condição K > O. . Então ~! tem um valor crescente para todos os valores de t.r > o . Além disso. O valor de c e dt dt deve. Também K (t) crescerá mais ra- pidamente que a função e a + ht . Aqueles que procuram lucros encontrar-se-iam em um mundo ter- rífíco se a "regra geral" de HAYEK pela "moeda neutra" fôsse. O caso B corresponderá a ~:.

(r·. Há vinte e cinco anos. constitue um fator que distin~ . pois figuram entre os beligerantes os países que nos forneciam. E já por isso o valor da produção não constitue a escala real para definirmos os traços essenciais de uma economia. · Quanto às importações. l' JOÃO JOCHM:ANN (Assistente da Secretaria Geral do I B G E ) À MARGEM DA INDUSTRIALIZAÇÃO Entre os problemas atuais da nossa organização econômica. já apresenta sensível transformação. Passado o primeiro choque. o nível de produção e aperfeiçoamento atingido por alguns países de industrialização mais desenvolvida.• . podendo quasi passar por último ensaio do que ocorre atualmente.os ramos. 11 '}i ··• "". o nosso parque industrial se desenvolveu numa cadência ace- lerada. porém. entretanto.~:~'. porém.'·.põe em foco a questão. Não foi outra a situação durante a Grande Guerra. em todos . o nosso equipamento industrial. Seria escusado enumerar todos os argumentos que comprovam essa afirmativa.I ':-. produtos industriais. numa hora em que a conflagração da Europa . estamos em condições muito melhores para enfrentar a situação. Problemas criados O que assemelha a nossa situação atual à da pela guerra última guerra é a impossibilidade de remetermos ·aos antigos fregueses os produtos da nossa lavou- ra. com todo o desenvolvimento quantitativo e qualitativo operado nos últimos 25 anos."'. ocorre hoje. uma vez ve. pelo menos muitas manufaturas que nos vinham do Exterior. Teremos de ver se os países contagiados pela conflagração são capazes de comprar essa parcela da nossa exportação e estão dispostos a fazê-lo. Neste particular. poderá dar em resultado uma segunda arrancada de nossa industrialização.ncida a paralisação inicial. Convém lembrarmos. No decorrer do último quarto de século. embora a estrutura da nos- sa economia não tenha deixado de possuir um caráter acentuadamente agrícola. a interrupção das trocas internacionais de mercadorias encontrou-nos como país quasi que exclusivamente agrí- cola. não é de todo a mesma. E' certo que a nossa indústria ainda não conseguiu alcançar. o do Brasil.·:. em maior escala. pois se modificaram diversos papéis. por exemplo. Dado. O isolamento artificial. o valor da produção industrial já sobrepujou o da produção agrícola. não provocado por nós. se não todas.nossa maior freguesa e fornecedora no intercâmbio inter- nacional . acentuando a sua importância e oportunidade . a acentuada difere11-ça entre os preços de ambas as categorias de produtos. fenômeno semelhan- te ao observado na guerra mundial. · Se nossa indústria. A peça a executar. poderemos fabricar. porém. Segundo estimativas fundadas e recentemente publicadas. também. poucos existem que se revistam de tanto interêsse geral e científico quanto o da industrialização. as circunstânCias em que nos achá- mos resultaram numa arrancada fortíssima rumo à industrialização.

há de surgir. despesas elevadís- simas.6 II 15. hoje em dia.7 357.4 v 41. se não for impossível.~L· ''f' 'I nossa moeda. desen- cadeando-se. portanto.9 II 371. produtos industriais. vêem interrompidas as suas permutas comerciais com os beligeran~es.0 XI 422. Como quer que seja.0 826. .7 IV 462.6 1 292.7 1 248.1! '. Sacri- ficadas multidões e esgotada boa parcela das suas riquezas econômicas.3 III 493.9 57.1 1 348 2 1940 I 344. principalmente se tiver diminuído o poder aquisitivo externo de . não é muito gene- ralizado.536 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA gue claramente a atual situação interna da de 1914. o certo é que dela também resulta um reflexo sôbre as nossas relações comerciais exte- riores que não existia na guerra mundial. Quanto aos mercados internos.I . os atuais beligerantes voltarão a produzir mercadorias para fins pa- cíficos O seu empobrecimento há de ser enorme e consequentemente não menos enormes os esforços para recuperar os mercados anteriores. se bem que tal providência se possa tornar arma de dois gumes. existe a possibilidade de protegê- -los. A sua defesa por meios governa. quando se tratar de indústrias for- necedoras aos mercados externos . Da mesma forma que o Brasil.3 1 5301 XII 372.8 923.6 100.7 71. todos os países do hemisfério oci- dental.7 1 676. fôsse capaz de aliviar decisivamente a nossa situação comercial. . Estão êles.6 VII 130.2 IX 228. mais tarde ou mais cedo. E' possível que nem mesmo um esfôrço co- ordenado. exigirá. bem como muitos dos demais continentes. Tal a situação que. permitiria.1 X 356.6 VIII 254. em condições de suprir algumas faltas que se observam nos mercados ex- l ternos.- isto sob o ponto de vista do consumo. Ora. já não podendo rece- ber deles.4 rrr 26.4 VI 98.0 94. em todo caso. vejamos o caso da indústria têxtil: t I ( I EXPORTAÇÃO DOS TECIDOS DE ALGODÃO PERÍODOS Toneladas Índice Média mensal de 1933 a 1938 27.3 55. uma 'mudança essencial em nossa estrutura industrial. uma competição fortíssima.7 473. convém não esquecermos que a guerra há de terminar.0 1939 I 15.2 IV 19. alguns ramos i da nossa indústria já possuem uma capacidade de produção que ultra- passa o poder aquisitivo do mercado interno.4 v 473.5 15ü.3 1 345. porém.4 1 787. Não ocorrerá o mesmo. naquele sentido. Senão. Mas.I mentais. como costumavam. mas é bem provável que outros ramos da indústria nacional sigam rumos semelhantes. então.9 1 717 o Certamente êsse desenvolvimento. a possi- bilidade do amparo existe quanto às indústrias apoiadas nos merca- dos do país. no entanto.

Alemanha e. se a indústria nacional continuar a conquistar os mercados do país e a conseguir exportar a parte da produção que seu aparelh. Num país mais adiantado. o qual. em consequência do imenso território de que dispomos. Condições para a Cumpre lembrar algumas das principais condi- industrialização ções para a industrialização. 000 contos de réis.:tmento pode fornecer. Não é insignificante essa quantia. quasi que exatamente. ou seja da de formação néo-capitalista. Seria supérfluo bater na tecla da densidade demográfica. Além disto. ao total do capital invertido na indústria paulista. era de 3. Entretanto. 452 contos de réis. por exemplo. Evidentemente. em última aná- lise. apresentam os mercados exter- nos. é certo que somos o mais populoso entre os povos de estrutura econômica semelhante. nos fins de 1937. Sabemos todos que ela é bem pequena. in- dústrias incipientes devem contar com uma po- pulação grande e densa. a nossa situação é bem outra. tais indústrias necessitam de um grande mercado interno. representap. cuja exportação de produtos industriais é relativamente nova. suportar e até vencer. a população do nosso "hinterland" permanecer nas condições econômicas atuais. final- mente. Mas a questão está posta em têrmos bem diferentes. segundo as condições de produção e a eficiência do aparelhamento comercial dos competidores. 460. em tempos normais. pois equivale. porém. O emprêgo dos cabedais O ponto nevrálgico. com os próprios re- cursos da população. Ora. em uma economia nacional.do um poder aquisitivo ínfimo. Aí. atualmente. E. não serão criados problemas sérios. a 3 . as emprêsas industriais costumam financiar novos ramos da atividade manufa- tureira e o aumento ou melhoria dos já existentes. sob todos os pontos aludidos. os depósitos nas caixas econômicas e a prazo nos bancos comerciais . além da medida encontrada no consumo interno . Dentro dêste raciocínio. na Ingla- terra. êsses meios montavam.460. em tempos mais modernos. Via de regra. tal como aconteceu. não se poderá refletir em nosso mercado interno o total da procura e das necessidades que real- mente existem no país. tepdo-se em mira sempre os fatos fundamentais dos quais depen- de a capacidade das indústrias para aumentar. porém. no momento. a escassez das vias de transporte não permite se torne móvel a nossa mão de obra . no Japão. Confrontemos aquelas cifras com os dados de algumas outras nações: . a competição internacional. a concorrência regula-se. Bélgica. Vem a propósito o caso dos Estados Unidos. economizados em tempos anteriores. quando se trata de saber se devemos ou não aumentar aquele aparelhamento visando a "chance" que. A MARGEM DA INDUSTRIALIZAÇAO 537 Nos mercados mundiais. todos os aspectos do problema merecem um exame bem minu- cioso. está longe de satisfazer às necessidades do país. no mesmo ano. Para começarmos com o último argumento. Enquanto. no país. só havendo tomado proporções maio- res quando satisfeitas as exigências do mercado nacional e exhaustas as suas possibilidades . Podemos considerar como seus tipos mais representativos. Da mesma forma elas precisam dispor sempre de consideráveis cabedais prontos a serem invertidos. é o volume dos di sponíveis cabedais disponíveis.

ainda. em relação ao que exigem a criação e o desenvolvimento das indústrias. Semelhantes processos que. ou seja. Terá êle de calcular e definir. além de todos os outros pormenores. E isto tanto mais quanto se levar em conta.. posteriormente. redundam num enfraquecimento nocivo do poder aquisitivo interno da moeda. na França era muito comum a aquisição de apólices governamentais por parte de cidadãos até de meios limitados. por tudo isso. ocorre muitas vêzes que tais indústrias conseguem compensar as perdas sofridas nos mercados externos por meio do aumento dos preços vigorantes nos mercados internos. por exemplo.Dados colhidos na narte internacional do Anuário Estatístico do Brasi! .1938/39 1 Quanto aos depósitos a prazo. reveste-se da maior importância a tarefa de empregar convenientemente os cabedais disponíveis. em confronto com o de outros países. entre os povos em exame. concomitantemente. o dos pequenos depositantes. mas. tam- bém. o carvão de pedra costumava alcan- çar preços bem mais elevados na Inglaterra e na Alemanha. de custo elevadíssimo Assim sendo. Assim. isso não importará apenas ao interêsse particular. Encontramos. as dimensões das partes . O êrro do "súpe1·. Assim. do que na Dinamarca. apenas os de seis estabelecimentos . Além disso. através dos estabeleci- mentos de crédito. em nossa eco- nomia. que não possue minas de carvão e onde os tipos inglês e alemão faziam concorrência um ao outro. cujos meios. mesmo admitindo-se que tais diferenças tirem dos algarismos expostos a sua gravidade extrema. visto poderem diferir os costu- mes. abrindo e melhorando vias de transporte. o montante do capital disponível é escasso. a necessidade de dominar o enorme território nacional. -. o que estará em cheque será não apenas o capital próprio do empreendedor. é óbvio." Sem os depósitos nos bancos comerciais A significação das importâncias computadas não é perfeitamente idêntica em todos os países estudados. na montagem e no -dimensionamento'' aumento do parque industrial um problema se- melhante ao que se impõe a um engenheiro en- carregado de construir um grupo de máquinas .Ano IV e no Anuário Estatístico da Sociedade das Nações . 538 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA DEPÓSITOS NAS CAIXAS ECONÔMICAS E NOS BANCOS COMERCIAIS-1937 PAÍSES Total (contos de "Per capita" Por km2 réis) Argentina 9 408 960 737$300 3:368$800 Austrália 16 513 495 2:404$800 2:143$500 B1asil 3 460 000 80$000 406$500 Canadá 25 708 890 2:302$600 2:694$300 Chile 583 557 126$900 786$500 Uruguai 753 816 360$200 4:031$100 Alemanha 87 731 196 1:172$500 166:776$800 Estados Unidos 337 452 550 2:599$400 42:753$400 França (1) 39 905 523 950$800 72:423$800 G1ã B1etanha (2) 54 710 387 1:330$400 362:320$400 Japão 59 530 574 832$600 155:839$200 NOTA . nos mercados mundiais. e escasso.obras essas de importância fundamental e. também. quanto ao emprêgo das respectivas eco- nomias. nos países produtores. Se a produção de uma in- dústria ultrapassar a procura manifestada no mercado nacional. uma vez que. são até comumente praticados por certas indústrias estrangeiras. ~ . Entre- tanto. fica patenteado que. se ela vier a fracassar. hajam sido utilizados no empreendimento.

E quando semelhantes associações chegarem a tomar um vulto internacional. de certa época em diante. O papel do Estado Sob todos êsses aspectos. entretanto. e isto àté em épocas de plena atividade. nos ramos representados. no vulto cada vez maior das organizações econômicas - quer nacionais. são suportadas em menor escala pelas próprias indústrias. não sabem evitar são justamente as citadas desproporções.. a causa dêsse fenômeno. tais como as já·citadas minas de carvão. julgaram que fôsse imanente ao conjunto das atividades econô- micas certa harmonia intrínseca resultante da livre concorrência.as quais tomaram tamanhas propor- ções que os indivíduos por si sós já não são capazes de obter uma visão clara dêsse enorme conjunto. não sejam fun- dados estabelecimentos novos. tornar-se-á maior. porém. Lembremos a história dos "trusts" da indústria petrolífera.- cia da tarefa de evitar tais "súper-dimensionamentos". os mestres clássicos do liberalismo econô- mico. pois foram êsses mesmos homens que deram provas inequívocas de inteligência brilhante nos campos da en- genharia. entregues . . A MARGEM DA INDUSTRIALIZAÇAO 539 integrantes çle todo o maquinismo. Não é difícil descobrir. Quem paga a amortização e os juros do capital que representa o potencial não aproveitado. não são capazes de resolver o problemà satisfatoriamente. possuindo uma visão mais . Não são poucas as indústrias de países estrangeiros em que se observa. Mas não con- seguem quasi nunca emendar erros que já veem de longe Pode sur- preender à primeira vista que os empreendedores e seus sindicatos tan- tas vêzes falhassem na tarefa de determinar. como so- na industrialização lução mais razoável. Tais organiza- ções. também.a si mesmos. os da vida econômica nacional. via de regra. o perigo de que elas subordinem interêsses nacionais às oportu- nidades e "chances" das respectivas indústrias. para dividir entre os seus componentes os grandes mercados. ninguém poderá pôr em dúvida a impórtân. devia ser alcançado. Mostram-nos os ensinamentos da história econômica que os indivíduos. muitís- simas vêzes. não raras vêzes vieram a prejudicar bastante os interêsses dos consumidores e. enfim. os estaleiros. a fabricação de locomotivas e vagões. O que já não era possível conseguir in- dividualmente. a extração de potássio e outros tantos. visando exclusivamente os próprios fins dos seus ramos de eco- nomia. tal "súper-dimensionamento". porque a capacidade de produção ultra- passa bastante os limites do consumo. são os consumidores. As conse- quências desta estruturação errada. Esta suposição era evidentemente falsa. Ela reside. além dos fatos já mencionados. E' o Estado que. o po- tencial dos seus estabelecimentos. Assim. o da existência dos "trusts" e organizações semelhantes. Lembremos diversos ramos da indústria pesada européia. antes de tudo. Se a daquela ultrapassar a destas. pelos sindicatos. Ora. no campo econômico. convenientemente. administração industrial e organização comercial. prin- cipalmente. ainda. instrumentos para fixar e assegurar preços altos e.principalmente os do próprio país. Basta citarmos. foi a mãe comum de todas as associações de in- dustriais no sistema de liberalismo econômico ilimitado . pode-se dizer. a capacidade da máquina produtora de fôrça há de corresponder às necessidades das máquinas "trabalhadoras". combatendo os "outsiders". ainda. pois nem um nem outros serão ca- pazes por si sós de resolver satisfatoriamente os problemas relacionados com a nossa industrialização. de fato. existirá um estado de cousas que poderemos denominar de "súper-dimensionamento". no entanto. tal desproporção pode ocorrer. Em face de tudo isso. Adam Smith e Daví Ricardo. ÀS vêzes concorrem essas organizações para que. quer mundiais . Esta fina- lidade. apresenta-se. que são sempre. a colaboração do Estado com os industriais. O que.

Assim. são absolutamente indispensáveis os conhecimentos técnicos. que não pode deixar de ser algo dispendiosa. já aconteceu no país que certas fábricas mudaram de sede principalmente porque os impostos na cidade escolhida eram menos elevados do que os da antiga. Aspectos importantes Além dessas questões. como através das representações diplomáticas no estrangeiro. tanto na própria estatística oficial. isto já constituirá o primeiro passo de trabalho racional e coordenado. substituindo completamente as qualidades essenciais do homem típico empreendedor pela burocracia onipotente). cujas realizações. com êste mate- rial. menos visíveis. De outro lado. especialmente. a imprescindibilidade da estatística e para que esta alcance os seus objetivos se faz necessário um esfôrço comum da parte da in- dústria e do Govêrno. ainda. poderá assegurar firmemente a execução das providên- cias. Em geral. os direitos alfandegários. a estatística contenta-se em acusar a arrecadação dos impostos. Ligam-se elas ao campo da tributação e ao da canalização dos cré- ditos. cujas soluções. os impostos são considerados apenas na sua . a iniciativa e a experiência dos industriais. Poder-se-iam esclarecer. Além disso. os esforços dispersos dos ramos particulares. entretanto. uma vez que o Estado não fica excluído da entidade responsável pelas diretrizes principais. surgem problemas tão importantes politicamen- te quanto interessantes para a estatística. investido de toda a sua auto- ridade natural. (Em matéria de economia. reclamam longos períodos. Em face disto. impõe-se a necessidade de encarar e examinar o problema da tributação sob um aspecto novo. E só êle. poderá dar às diretrizes gerais o sentido mais acertado. os fretes. é óbvio. A necessidade A colaboração entre a autoridade pública e a técnica da estatística e iniciativa particulares tem diante de si uma obra importantíssima. o cidadão poderá confiar com segurança em que sejam respeitados aci- ma de tudo os interêsses nacionais. À medida que quaisquer indústrias se aproximam da capacidade de exportar. O seu fim é a edificação racional da economia do país sem disperdício de cabedais e trabalho. constituem parte inte- grante de uma direção racional da economia e. a pro- dução e consumo de determinadas mercadorias em outros países. Se a entidade colaboradora tomar a seus ombros essa tarefa. discriminando os totais por períodos e. pois um serviço central poderá substituir. em grande escala. diversos problemas que sempre surgem logo que as indústrias co- meçam a se interessar pelos mercados do Exterior. Elas representam fatores do preço que. neste passo. E' evidente. às vêzes. a considerar existem outras tantas. por exemplo. influe bastante sôbre as possibilidades de competição . talvez tenha sido o êrro mais grave dos bolchevistas o terem êles dispensado o concurso dos industriais. investigações e estatística. da in- dústria e do seu desenvolvimento. a aná- lise daqueles mercados por quantidade e qualidade das espécies nego- ciadas. Nestas matérias. todas as suas des- pesas obteem uma importância maior. E o Estado já possue ricas fontes de informações. Todas as grandes indústrias cujos produtos aparecem nos merca- dos mundiais manteem um amplo serviço de informações. etc. sempre em evidência. por Unidades Federadas e zonas.540 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA ampla do conjunto das necessidades da Nação. Ora. por sua vez.

consti- tuído pelo que sobra do valor da produção para pagar os impostos e dotar a conta de lucros.. outros tributos que. Adotemos. concomitantemente. o custo da produção seja de 80% do valor desta e. o nosso atual sistema de tributação. no caso do imposto de consumo. que. estatisticamente. sendo o segundo. em certos ramos. é e deve ser pago. Mas a questão é de exami- nar.--··-. para abreviar.. E as estatísticas de impostos. por uma variação da taxa ou. mas. :mste aspecto prevalece. salários. os baluartes dos direitos de alfândega protegiam. também. de maneira eficaz. pelo fato de ter sido ampliada a base do imposto. em muitos estudos. então. Não equivale isto. em caso afirmativo. incidem sôbre os contribuintes numa medida bem diferente. a questão muda de face. Interessa verificar. via de repercussão. observa-se que quasi nenhum articulista se empenha em examinar as causas da ocorrência. que.~. e isto não em consequênCia da intenção do legislador. nos mer- cados internos. o do "lucro ·bruto" de 20% . pelo con- sumidor. O problema da tributação é. pois proporcionam apenas dados relativos aos diversos impostos arrecadados. o que deve ser examinado. o desenvolvimento dessas arrecadações até por fenômeno de conjuntura. na iminên- cia de conquistar. . em matéria de impostos. para as diversas classes dos res- pectivos estabelecimentos. Existem. quais as proporções atingidas? Qual é a relação normal existente entre os preços das mercadorias e o conjunto dos impostos anualmente pagos pelo fabr~cante? São perguntas abertas. aliás. como ponto de referência. Neste particular. E' pela vontade do legislador que certas categorias de indústria contribuem numa proporção maior do que outras para os çofres do Estado. às vêzes. a segunda hipótese de que. também. vejamos: Sabemos que a relação entre o capital empregado em uma fábrica e o valor da sua produção varia enormemente entre os diversos ramos da indústria. é não só a sua arrecadação. Como qu~r que seja. em ambas as fábricas. Talvez. também. dos quais o primeiro abranja aquelas que representam o custo da produção propriamente dito. também. mas. de modo algum. exatamente. pois. imagine- . a uma exigência de diminuir o pêso dos impostos. sendo tomado. em última análise. E terceiro. ainda. em função das diferenças existentes entre as estruturas econômicas dos diversos ramos industriais. ou sejam. enquanto que o nosso tema reclama.orr~~--~·. sim. Entre as despesas.. por um prisma racional. quasi que terra vir- gem. é o que ocorre. Suponhamos que sejam de 100% e 300% essas relações em duas fábricas pertencentes a indústrias diferentes e possuindo. o contribuinte. cada uma. Senão. Existe ou não. E' de assinalar. embora sua taxa seja uniforme. matérias primas. o seu pagamento por parte dos contribuintes. mas. até agora. o valor das suas vendas e de suas despesas. na sua forma ordinária. denominaremos de "lucro br'uto". para alguns ramos. seu potencial econômico. porém. mercados externos.. acumulação dos impostos? E. capital de 100 contos de réis. o conjunto e as parcelas dos impostos pagos por êle. não tenha sido de grande importância tal exame. que um aumento da arrecadação de qualquer imposto não é ne- cessariamente a prova de que os fatos ou fenômenos tributados se avolumaram. distingamos dois grupos. entre- tanto. não bastam aos nossos fins. por exemplo. juros e amortização. pois tal aumento pode ser provocado.-·~•·=•• -· A MARGEM DA INDUSTRIALIZAÇAO 541 função de ren~a do Éstado. a indústria nacional Estando-se. w>~>. E isto não só para os ramos inteiros da indústria. ainda. ~ .

Embora nenhuma destas hipóteses se refira a um determinado es- tabelecimento. que ocorra realmente em certas indústrias não o ajustamente dos impostos. a sua acumulação Em todo caso. ou sejam. apenas. todas elas não excedem dos limites do possível. finalmente.800 marcos para um determinado tipo e. de que naquela época os impostos incidiam sôbre os diversos estabeleeimentos numa intensidade muito diferente. e isto também em comparação com fábricas semelhantes do Exterior. Considerando- -se. Verificou-se que o total dos impostos a pagar por quatro estabelecimentos hipotéticos. diferenças muito grandes. As conclusões de um Aliás não seria causa inédita se se verificassem. inquérito na Europa em matéria de tributação. para mostrar que até o mais justo imposto pode tributar os estabelecimentos numa escala bem diversa. Pode dar-se. na realidade. nessa investigação. Citemos alguns resultados de um amplo inquérito sôbre êsse assunto que o Departamento de Estatística do Reich organizou.2% 60. em 1928 O motivo de tal investigação foi justa- mente a impressão cada vez mais generalizada. obtido em tempos de atividade normal. seguiu moldes teóricos bem funda- dos na realidade.542 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA mos. Mas. E' possível que. os seguintes coeficientes: 62.800 marcos Escassez de capital Voltemos ao ponto da partida. uma renda patrimonial que pese sôbre o capital numa medida de 3 por mil. no Brasil do capital disponível em nossa economia. orientado por Wagemann e Wohlmannstetter. entre 12. também. realmente existente. ainda. sim. ou seja a escassez disponível.5% 39. em todos os sectores da pro- . qual a relação que o tributo imaginado acusaria em confronto com o "lucro bruto": FÁBRICA CAPITAL I VALOR DA PRODUÇÃO I "LUCRO BRUTO" IMPOSTO IMAGINADO Números absolu· Por mil do Contos de réis tos (mil réis) lucro bruto ' I 100 100 20 300 15 II 100 300 60 300 5 Repetimos que êste exemplo não se refere a qualquer caso real.4% e 31. para um outro. A época que vivemos da história econômica do mundo foi denominada de "era do crédito". o conjunto dos impostos a pagar leve a certq ajusta- mento entre os diversos ramos da indústria. as diferenças regionais da tributação. pois oscilaram estes entre 57. aquélas que foram provocadas pela falta de uniformidade no sistema de impostos vigorante nos diversos Estados e cidades.500 e 23. mas. foi cons- tatado que os mesmos estabelecimentos ideados teriam que pagar mon- tantes sobremaneira diferentes. 300 e 101. nos meios da indústria alemã. Justifica-se êsse nome pelo fato de se ter generalizado bastante. representava. tal possibilidade não passa de hipótese. ficando até no campo do provável. uma política racional não poderá prescindir de um exame minucioso dos aludidos problemas. para seus projetos e provi- dências no campo do desenvolvimento industrial.3%. em relação ao "lucro bruto" dos mesmos. dando resultados surpreendentes. O exame. então. Vejamos. Foi êle construído. pertencentes a ramos industriais diferentes.

E existem. segundo o Recenseamento de 1920"). verifiqa-se que c. respectivamente. transportes. a fôrça motriz.por exemplo. o núme- ro de estabelecimentos e de operários."Principais característicos de alguns ramos industriais. O que nos dizem os Para tanto. como é multitorme a estrutura da nossa indústria.7 e 37. e outros tantos. sendo que a produção apenas ultrapassa o capital. na maioria das indústrias que aparecem no quadro. com a fabricação de conservas. os beneficiamentos de mantei- ga. Na sua introdução aos dados do censo industrial de 1920 ("Recenseamento de 1920". Na iminência de estabelecer as grandes diretrizes da vida econômica do país. não reclamaram. uma parcela mínima . o capital empregado. Com- parem-se sob êste aspecto. nesta altura.a parte) Bulhões Carvalho apresenta. em tempos nor- mais. por exemplo. Revelam-se outras diferenças bem características. o valor da produção e as principais despesas.Quanto aos impostos.0% do valor da produção.0. Em grande parte. os salários representam 43. A MARGEM DA INDUSTRlALIZAÇAO 543 . O presidente de um dos maiores bancos centrais proferiu. o govêrno não poderá deixar de utilizar as possibilidades que. tais como o fabrico de louças de barro. . de resto. em última análise. em algun~. tais como salários. uma frase bem ex- pressiva: "Para regular os mercados dos créditos basta. cal e cimento. o valor da produção é bem superior ao do capital empre- gado. ' Nas indústrias de louças de barro. quanto à prepon- derância das principais despesas. 1. Vemos que cabe às matérias primas de muitas indústrias bem mais que a metade do valor da produção das mesmas. por êste quadro. dução e do comércio. ainda mais. em certa ocasião. impõe-se. além do seu valor teórico. em 1920. da moagem de cereais e da fabricação de velas e de papéis pin- tados -. para 142 indústrias recenseadas. a rapidez com que se transforma o capital em manufaturas. oferece o aparelhamento bancário. porém. tecelagem de algodão e cerveja. Representa tal índice. enquanto que êsse tipo de custo é quasi que insignificante em diversos outros ramos. diferenças notáveis nessa relação. Na maiorfa dos ramos aí computados. mate e banha. ·atualmente. impostos. em confronto com aquele valor.>s mesmos. o de vidros e cristais. em seus vários sectores. a utilização de créditos. o dados do Censo de 1920 conhecimento exato dos estabelecimentos in- dustriais. bem menor. sendo o custo da mão de obra. (Vide o quadro . matérias primas e combustível. nos demais ramos. alterar a taxa de redesconto apenas na medida de meio por cento". ainda. 40. Evidencia-se. embora possuam. indústrias essas que acusam uma re- lação bem ~nferior entre os fatos confrontados. Chega a acusar. quanto aos quais o valor da produção representa muitas vêzes o capital. nas quais se enquadram tão intimamente as referentes à in- dustrialização. para a direção da economia. da sua estrutura e das suas neces- sidades. de azulejos e nas oficinas de tor- neiro em madeira. algumas indústrias cuja produção anual nem atinge o valor do capital invertido. observando-se. nos casos de beneficiamento da manteiga e da banha. · Desejamos reproduzir. apenas um caráter histórico. é por isso que as medidas da política monetária e bancária repercutem tão fortemente em todos os ramos da economia. Vol. uma . alguns dados mais importantes daquela estatística. V. O próprio Fundador da Estatística Geral Brasileira preparou ele- mentos muito valiosos para êsse fim.

17.3 e 10. embora os algarismos do quadro já não sejam capazes de definir as medidas de semelhantes diferenças tais como são atualmente. Mas o que não perdeu oportunidade é a diversidade das estrutu- ras econômicas que caracteriza os vários ramos industriais. a soma das vendas e alguns outros índices da marcha da atividade econômica. Entretanto.0 Cal e cimento 182 5 168 6 453 124.5.estabeleci. cerveja. álcool e aguardente e a produção de conservas de frutas e legumes.7 Fósforos 22 17 611 41 141 233. 10. toda providência esquemática pode provocar. Podia-se pensar em suprir tais lacunas inevitáveis por meio de uma estatística dos balancetes de casas industriais e comerciais. efeitos bem diferentes. empregado Números Números relativos mentos (contos de réis) absolutos (% sôbre o ca- (contos de réis) pital empregado) Beneficiamento da manteiga 16 1 184 7 996 673.0% da produção.0 Beneficiamento da banha 47 9 027 45 571 504.6 Distilaria de álcool e aguardente 308 10 580 10 323 97.6 .4 Velas de sebo e estearina 19 14 687 11 947 81. em nosso caso.6 Cigarros.4 Conservas de frutas e legumes 13 3 481 4 665 134. nitidamente.1 Flores artificiais e coroas 25 501 1 420 283. cigarros.6.9 Tecelagem de algodão 26 16 106 19 955 123. SEGUNDO O RECENSEAMENTO DE 1920 VALOR DA PRODUÇÃO Número dos Capital INDÜSTRIAS . Mas nem PRINCIPAIS CARACTERíSTICOS DE ALGUNS RAMOS INDUSTRIAIS.5 Torrefação e moagem de café 455 7 705 31 948 414. a fabricação de fósforos. Dadas essas diversidades estruturais. enquanto que são. nos diversos ramos. o valor numérico dêsses dados está muito dimi- nuído.7 Oficinas de torneiro em madeira 16 230 641 278. em matéria de política industrial.= 544 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA quota grande do valor da produção. hoje.3 Beneficiamento do mate 43 10 386 56 495 544.1 Vidros e cristais ' 23 11 629 22 380 192.1 Louças de barro 52 828 1 748 211.8 Doces.4 Gêlo 29 f 15 873 4 056 25.. .4 Chapéus de sol e bengalas 66 2 987 8 414 281.. Isto em consequência do fato de representar cada recenseamento como que um corte transversal. é claro que. revelando bem os elementos essencialmente estáticos. um tanto acidentais os dados sôbre fatores dinâmicos. destacando-se. 23.6 Moagem de cereais e fabricação de fatinhas 478 58 622 221 078 377. balas e confeitos 102 6 759 31 259 462. tais como.9 Cerveja 214 80 791 95 786 118. cha!lltos e outros pt epat ados de fumo 296 49 857 106 747 214.8. necessariamente. · Condições a exigir da O censo industrial dêste ano vai proporcionar- estatística industrial -nos conhecimentos mais acertados sôbre a nos- sa atual situação industrial. E' certo que.8 Azulejos 3 747 698 93. é de assinalar que nenhum censo poderá fornecer todos os elementos indis- pensáveis para o conhecimento pe:rfeito do parque industrial.3 Papéis pintados 5 953 719 7'5.6 Fiação de algodão 9 28 915 27 700 95. porém. nas quais aquela despesa exigiu 38. neste particular. res- pectivamente.

6 1.2 3.9 40. '.1 Velas de sebo e estealina 8 307 655 387 69.3 2.3 11.2 0.7 11. bem como as contas de lucros e perdas. E.2 Flores artificiais e coroas 692 334 17 48. a todos. dão um reflexo da sua realidade.2 Gêlo 274 1 254 70 6.3 Fiação de algodão 18 095 2 552 52 65.7 5.5 2.9 Doces.6 10.1 1.5 23.7 23.5 Distilaria de álcool e aguardente 3 553 1 104 1 063 34.5 6.2 Beneficiamento da banha 32 057 955 853 70.3 9.9 3.7 10.9 1.3 2. balas e confeitos 17 998 3 110 1 119 57.4 10. Uma estatística industrial terá que esclarecer diversos problemas particularizados. tais balancetes. SEGUNDO O RECENSEAMENTO DE 1920 PRINCIPAIS DESPESAS NÜMEROS ABSOLUTOS NÜMEROS RELATIVOS IN DÜSTRI.AS Ma_téria / Salários /Impostos pnma Matéria prima I saranos .0 Beneficiamento do mate 33 627 1 531 1 253 59. ' .8 23.0 Cal e cimento 1 261 1 523 70 19.3 4.2 43. Aqueles.0 14.6 Torrefação e moagem de café 20 644 2 042 831 64.7 êste meio resolve o problema satisfatoriamente.3 38. a ser utilizado em investigações posteriores sôbre a nossa conjuntura.5 1.1 Tecelagem de algodão 11 196 2 428 683 56.2 Azulejos 146 284 15 20.2 1.4 Cerveja .7 Vidros e cristais 3 675 7 200 269 16.6 Louças de bar! o 283 752 12 16. A estes. costumam apresentar a matéria em capítulos muito resumidos. /I mposto s % s ô b r e o valor Contos de r é i s da produção Beneficiamento da manteiga 6 413 269 160 80.2 Chapéus de sol e bengalas 5 700 449 400 67.0 0.1 12.5 5. pois.2 0.8 Oficinas de torneiro em madeira 203 237 6 31.4 32.3 17. 24 227 10 824 16 722 25. A MARGEM DA INDUSTRIALIZAÇãO 545 PRINCIPAIS CARACTERíSTICOS DE ALG"lJNS RAMOS INDUSTRIAIS. o funda- mento seguro e indispensável para os seus projetos e providências.6 6. cha1 utos e outros p1 epm ados de ' fumo 36 539 11 488 25 166 34. mas essenciais.6 Moagem de cereais e fabriéação de farinhas 171 873 6 990 511 77.2 3.2 10. por investigações próprias.8 Cigarros.7 3.2 Papéis pintados 482 103 16 67. Tais exa- mes devem interessar tanto aos industriais quanto aos homens de go- vêrno.6 9.7 2.7 37.8 30.5 3. tais estatísticas hão de proporcionar um material precioso.9 Fósforos 11 327 2 608 15 965 27.4 2.2 Conservas de frutas e legumes 2 504 543 468 53.4 2.7 2.0 0.

VULTOS DA ESTATÍSTICA BRASILEIRA .

transportou-se a viúva. colo- cando-o. através de sua . acima de tudo.a . funções que exerceu com tanto devotamento e comp~·(i~cia que em Agosto de 1803 foi em- possado no cargo de oficial-maior da Secretaria. foi morto pelos índios Goianases.nomeou-o oficial. que então visitava Vila Rica. sob a sua proteção. principalmente. sobretudo se levar- mos ein conta as condições da época em que se verificaram Administrador da primeira tipografia oficial instalada ein Minas Gerais. Ao dominicano Frei Felipe. Visconde de Barbacena. dedicando-se ao estud() de filosofia. cujo alto mérito intelectual não se reve!ou. Tomaz Antônio Gonzaga . Aí conheceu Maria Do- rotéia ]oaquina de Seixas (Marília de Dirceu). Domingos. Na impossibilidade de con- a tinuar viver em Goiaz. afim de estudar gramática latina e filosofia no Colégio alí existente. na época. secretário do Bispo Fr. teologia.para a Capitania c)as Minas Gerais. a cujo Governador fôra recomendada. apenas. alguns da maior evidBncia. passava a residir com o seu protetor. Em numerosos cargos públicos. Concluídos os seus estudos em 1793. línguas e matemática.ti. não escaparam a doei/idade de temperamento e a agudeza de inteligência do pequeno órfão. VULTOS OA EST:A'l'íS:I'IOA BRASILEIRA 547 LUIZ MARIA DA SILVA PINTO NASCEU Luiz Maria da Silva Pinto na Emtiga Vila do Pilar. da Secretaria do Palácio. desde logo. deixando a família quasi sem recrirsos. o seu p. obra de erudição. êle teve. Em 1805. seguiu Luiz para o Arraial do Sumidouro. a ponto de convidar o seu noivo . a paixão do trabalho e do dever. ainda. o "Dicionário da Língua Brasileira".a servir de padrinho de Luiz. afim de aperfeiçoar os conhecimentos em Lisboa. servida por uma rigorosa formação moral. o Visconde de Con- dei:x."em reconhecimento aos serviço11 prestados e ao seu real valor" - conferiu-lhe a patente de Sargento-mor. não fôssem os cuidados que lhe inspirava o estado de saúde de sua mãe Dois anos após.nto. flfaças à sua inteligência ágil e viva e à capacidade de raciocínio que lhe permitia "resolver com grande facilidade as maisdntrincadas questões". graças. na Vila do Carmo. mas. realizou. o Governador de Minas Gerais.ia acompanhado Frei Felipe quando do regresso dêste religioso para Portugal. em trabalhos dessa natureza. em companhia dos filhos - Luiz e Sebastião . de autoria do próprio Silva Pi. que andava em busca de ouro nos lfertõe11. fixando residência em Vila Rica. Das modestas oficinas sob sua direção. por que_m tomou o maior interêsse. deixou Silva Pinto os traç9s marcantes de sua personalidade singular Inteligência fora do comum. de quem se fez grande amiga. saíram livros de grande valor e utilida- de. assinalando-se a sua passagem pelas mais diver- sas funções através de iniciativas de extraordinário alcance. Aos dez anos de idade. 'te. A esta disciplina e ao latim dedicava êle especial predileção. por exemplo. Capitania de Goiaz. eml~pra brilhasse e121 todas as matérias. Três aRos depois. retórica.que então contava apenas 20 anos. nesse cargo. Entre êles. Era filho do comerciante Luiz Silva Pinto e de D Maria Joana Rodrigues. uma obra das mais interessantes. aos conhecimentos teóricos e práticos da arte tipográfica que antes adquirira. em 15 de Março de 1775. Quando contava apenas dois anos. impressionado com a eloquência e ilustração do jovem brasileiro . goi~nos. no ato da crisma.

dizia.no qual os seus estu- dos e pesquisas históricas levaram a verificar a existência de numerosos enga- nos . exéréendo-o cóiri brilho e eficiência invulgares até 1840. à custa de pa- cientes esforços. ou seja em fins de i822. porém. No ano segUinte. Silva Pinto colaborou o quanto pôde na campanha em favor da independência Com a queda da 1 a junta do Govêrno Provisório •irlstitúída em Minas Gerais. depútado à 2 a junta Governativa. enriquecet. quando foi nomeado pelo lmperaáot o primeiro presidente da Provjncia de Minas Gerais }á em 1823. muitas das quais reuni- das em livro.o trabalho cometido à perícia dêsse cidadã. que poderiam ser mais' completas se mais. e os males que daí decorriam pata os interêsses públicos. obteve êle expressiva vitória no pleito que se verificou em Maio de 1822. no ano seguinte. conseguida também depois dos maiores sacrifícios.' 1 Patriota de larga visão. afim de ser apresentado em públic~ juntamente com ~ mapa do Estado' que se levantara naquele anó.?24. conseguiu. o set. Silva Pinto apresentou ao Go- vêrno o "Mapa Geodésico da Província de Minas Gerais". boa vontade. quanto ao levantamento regular de suas estatísticas. de quasi um século Em 1840. no decurso . Vasconcelos. com a sua nomeação para Diretor do Censo da Província Dessa incumbência desobrigou-se êle até os fins de 1852. com um grande senso de objetividade em face dos problemas de organização do pais. foi copiado em 1922.~ador Erancisco Diogo Pereira de. por i~iciativa da cpmissão inciz~bida . ate' adquirir sólidos conhecimentos da matéria Sem sacrifício de nenhum dos seus outros encargos e desassistido de qualquer aúxílio financeiro da parte do Govêrno. Onze anos depois. então. cabe-lhe o título de pioneiro da imprensa mineira Poeta lírico e satírico. para ·inscrever o nome d~ quem o realizou edtre os maiores beneméritos da estatística brasileira. utilizandó mapas paroquiais cheios de lacunas.da representação de Minas Gerais na Exposição do Centená. "Insano foi . qúe exerceu o poder até. sobretudo por haver sido nece~sáz:io catalogar cronologicamente docume~tos que remontavam à concessão das primeiras sesmarias Adáptando as próprias conclusões ao "Mapa da Província de Minas Gerais". novo e importante encargo lhe era confiado. em 1851.pôde êle em 1826 completar a carta. Três anos após. Com o entusiasmo e devota~ento que punha sempre na execução das tarefas a que se d"'dicava. em relatório apresentado à Assembléia Legislativa . deixou composiçÕes de grande espontaneidade. :_____· cargo êsse em que se empossou em Março 'do ano seguinte. fôra Silva Pinto noirieádo Secretário do Govêrno. do Barão de Eschwege . que o foi dos mais vibrantes. quando foi aposentado . foi Luiz M<1ria da Silva Pinto encarregado de organizar um mapa geral da popqlação da Província. foi Luiz Maria da Silva Pinto incumbido de fazer o arrolamento dos habitantes da Comarca de Ouro Preto.548 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA atuação em vartas províncias do espírito ComÕ jornalista. sendo eleito.valendo os 'a dois como os marcos extremos a cartografia mineira. . 'por Carta Imperial de Novembro daquele ano. Z.trabalho êsse con- cluído em 1821 e que bastaria. trabalho concluído no ano seguinte. passou êle a cuidar do assunto. pois que teve êle de compu/sai documentos de eras remotas para chegar às conclusões... pelo que exprime como demonstracão de competência e. No contacto direto com os problemas e necessidades da administração. realização de não m.Jdo-a corri a divisão judiciária e eclesiástica da Província Êsse importante trabalho. isto é. pôde sentir Silva Pinto a lacuna existente no País. o trabalho realizado honra à inteligênciá e o devotamento do ilustre brasileiro qrie nunca enxergou obstáculos . . abundantes e recentes fôsse~ as fontes ~ que se. proceder ao levantamento da estatística demográfica de Minas Gerais . por si só. cujo 0 rigi~al hoje pe~tence. relerem'' Ainda assim.enor vulto. ao arquivo da Biblioteca 'Nacional. mineira.io da Independência. pdrem. quando foram apresentados aci Govêr:no os vários mapas organizados sob saa direção. começando por entregar-se à leitura dos principais tratadistas. ainda no tocante à estatística.

grandes e inestimaveis serviços.Diretor do 1. e a lVlinas. àntes de tudo.São Paulo. bssa orientaçào.zgnando por medidas que favorecessem uma política inspira4EJ na justiça social. Aind<! assim.° Círculo Literário e do Liceu Mineiro. VULTOS DA ESTATíSTICA BRASILEIRA 549 insuperáveis ante os impulsos do seu admirável idealismo realizador. fornecenao a êste iÚzstre militar elementos e intormações que muito facilitaram às fé. desde o ano' de suél instalação. que ae seus bons otzcios se valeram os rebeldes.votada permanentemente ao 11erviço do Brasil.>u: lill ae. uma grande inteligência. até quando obteve a absolviçao do amigo. Bm 18:i4. des- tinada ao Instituto Histórico e Geografico Brasileiro. os interêsses da coletividade· mineira. vítima dos maiores vexames• Ainda por intervenção de Silva Pinto. em piflrtiçular. então. como o fez.ifi)ral aos Inaios.que era. nao prejudicou Jamais o apoio que invariavel- mente lhe mereceram as autoriaades públicas. como não viu limites para a sua atividade. 6 o episqdiQ de sua amizade com o emigraao ir<J. êle os dedicou à leitura e à organização de qrtadros estatísticos. sem dúvida. sob a intundada suspeHa ae tratar-se oe um emissário secreto ae JVapoleao l:Jonaparte A inter- teréncia que teve no caso se fez s'élntir desae os primetros momentos. permaneceu Silva Pinto no cargo para o qual fôra nomeado oito anos antes. a história de Minas Gerais. em hostiliaade ao Mimsterio Constituçic. Os seus discursos traíam sempre as linhas mestras de uma per- /t~ita · torq~açã. às quais deu o seu concurso em todas as circunstâncias -'. foi Silva Pinto npineado para as últimas funções públicas que eJ(erc~. Tenente-Coronel Comanaante das Divisões e Diretor <. eJt:erC~~1a1 Chamado varras vêzes a participar do Conselho do Govêrno. ou fôsse quando já atingira a avançada idade de 82 anos. mais uma vez aemonstrou a largueza ue vistas com que sabia encaminhar os pro- blemas ae sua ~rovtncia. em geral. também. foi Marliere nomeado. a ele se aevenao a apresentação ao Govêrno ao plano ae reforma ao ensino. e que pem define a lealdade de seu caráter. .como se verificou.e grande benemerência.rças legais a sutocaçào ao levant'il das i:'rovincias de Minas e . pr. toi nomeado ·l'rocura(ior Fiscal aa 1V1esa das Rendas e quatro anos apos Vice-Diretor ueral aa Instrução Nesse wtimo cargo. Os seus últimos quatro anos de existência. realçada• por no- bres quaúaaaes morais . Silva Pinto de demonstrar as suas grandes qualidades de orador. dois anos depois da Independência.ncês Guiao Tomaz LVlarliere. qualquer que fôsse o sector em que passasse a . por exemplo. qqatido de sua prisao em 1811. tinha enseJO. ainda coligiu vasta documentação para escrev:er. Traço dos mais interessantes da vida do ilustre brasileiro. vindo a falecer no dia 20 de Setembro de 1869. com uma fôrça de ideali11mo e um poder de realização cuja coexistência só se verifica nas personalidades realmente desti- nadas às "emprêsas grandiosas da Pátria". cargo êsse que ligou o seu nome a realizações a. João VI de aar instruçao aos oficiais e praças ao Regimento de C~!!valaria ae Mjnas Gerais Coube a Silva Pinto exercer" um papel de grande importância em favor daqueze oticzal . como o foi.q e~piritual. quiseram solicitar arustia ao Imperaaor Mesmo depois de aposentado no seu primitivo cargo. em 1842. 'em Minas Gerais. sodalício a cujo quadro social pertencia. a de Luiz Maria da Silva Pinto . Em 1857. através das sínteses numéricas. Até 1865. combatendo a majoração de impostos e defendendo as éausas· que melhor consultassem. quando lne coube prestar eficiente colaboração ao l:Jarao ae Caxias. Silva Pinto ainda prestou ao pats. Naquele ano. ---.mal. uma vez aepostas as arrr~as. tanto se reconhecia a sua autoriaaae móral e inteireza ae caráter. vibrante e imaginoso.com o que alimentava uma das paixões mais fartes de sua inte- ligência privilegiada: a do estudo sistemático. incumbido por 1). das realidades econômicas e sociais da Província e do País Contava 94 anos quando se ijipagou a chama de sua grande vida .. porém. quando.

mente. existentes entre os fatos que preocupação. assim resumindo o sunto. sem boração se funda" quer. pode-se operar quer sôbre tituem referências mais ou menos im- registros originários ou primários. TATíSTICA DIRETA ou INDIRETA Estimativa por analogia. entendemos todas aquelas ESTA- TÍSTICAS REPRESENTATIVAS. cesso consiste num estudo cuidadoso bém. quan- do a totalização abrange. em séries estatísticas. A estatística agrícola utiliza maior ou menor grau. apenas. quais sejam as ESTATÍSTICAS CONJETURAIS e as ESTATÍS. exista uma relação estreita entre as alguns casos componentes do jato duas ordens de fatos considerados Do investigado. como ponto !ie partida de sua com diretrizes básicas de coordenação elaboração. tística postal) . pratica. geral recem duas variantes. através da ter sua utilidade quando se trata de elaboração por que tenham êles pas. a sistematização do pensamento aquelas ESTATÍSTICAS INDIRETAS. "Êste pro- As ESTATÍSTICAS DIRETAS. que deve haver. Estatísti. a especificidade frequentemente êste processo: êle pode inicial dos assentamentos. Daí a natural mático.!J. que po. obter muito rapidamente referências sado Consoante ocorra aquela ou esta que não tenham de servir senão para hipótese. conhecimento preciso que se tem de entretanto. todo . Por coNJETURAIS entendemos todas lética. outro . boração por estimativa e elaboração por mento de idéias sôbre determinado as. se podem denominar de TOTALIZA. que hajam restringido.parciais ou incompletas. TÍSTICAS INDIRETAS CUjO proceSSO de ela- boração se resume em reagrupar dados As ESTATÍSTICAS INDIRETAS. per- TICAS COMPILADAS mitem transportar do terreno da coleta .Cadeia. eventualmente obtidos ou deríamos denominar. dados subsidiários. indicar uma tendência". em número suficiente. de forma menos sujeito a critérios pessoais de mais ou menos rigorosa A elaboração interpretação.NOÇÕES DE METODOLOGIA A ESTATíSTICA SEGUNDO OS PROCESSOS DE ELABORAÇÃO ADOTADOS Base essencial de toda a boa dia. em fixar. quer em relações de de satisfazer as exposições destinadas simples analogia ou de caráter mate- a finalidades didáticas. quer perfeitas."A condição essencial é que do a totalização abrange. visão de conjunto e uma comparação cundárias. ainda. constituído em objeto de ensino técnico belga Armand Julin o duplo Tal a razão e o destino das presentes aspecto que considera peculiar a cada considerações. dir-se-á que se tem uma ES. na in- dúvida. método se baseia sôbre o conhecimento denar. apresentam-se sob relativamente a condições quantitati- duas modalidades: vas de uma ordem semelhante" Proporcionalização da parte ao . apenas. em em geral. condição precípua a que teem tuição pessoal. CUja ela- em tôrno de conceitos definidos é. para esta parte são aplicados em se- constituindo os seus resultados as _guida ao todo"."Uma parte apenas é submetida mente. como mero de fatos de uma ordem determi- ponto de partida de sua elaboração. quan. As considerações expendidas . nos ofe. que. agindo de acôrdo por ter. com assunto As indicações fornecidas cons- efeito. (E' a marcha da esta- ChamadaS ESTATÍSTICAS EXHAUSTI. "Êste renciadas de coletar informações e or. Proporcionalização de um jato a . nada e na dedução que deleS se tira dados originários. · · VAS. para evidenciar as uni. deduz-se a outra" formidades da massa de que fazem Por ESTATÍSTICAS COMPILADAS. expendidas rapenas no caso: · sentido de disciplinar pontos de vista relativos a formas nitidamente dife. todos os casos individuais à observação Os algarismos achados componentes dó fato investigado. se pretendem conhecer e os fatos in- para os têrmos de conteúdo màis ou dividualmente observados. subsidiários. o significado preciso que conjetural se pode distinguir 'em ela- se lhes atribue em qualquer é. das condições numéricas de certo nú- çÃo e se caracterizam por ter. os dados que se supõe o observador possuir do correspondentes Nessa ordenação. uma coisa.integrais ou completas. Estimativa por aproximação. tam. sistematicamente fornecidos por fon- cas de AJUSTAMENTO e se caracterizam tes intermediárias. suficientes para obter uma sôbre apresentações subsidiárias ou se. proporcionalização. final- parte: são as denominadas ESTA.

Que os ca- àquela operação. pode entender senão na forma direta: quentemente aplicadas pelos autores uma enumeração de casos. pouco importa". NOÇõES DE METODOLOGIA 551 pará o da elaboração as separações fre. . registrados com precisão Beniní. que só uma confusão sos sejam muitos.. conforme assinala quasi típicos.. argumentando nos seguintes ou por meio de estimativas ou medidas têrmos: "A coleta (rilevaeione) não se aproximadas.\'!'. com relação a caracteres direta . e indireta. tomados ao acaso ou de critérios pode levar a distinguir em escolhidos. ESQUEMA ELUCIDATIVO: Integral ou } ESTATISTICAS . EXHAUSTIVAS DIRETA OU de comp l et a ELABORAÇÃO ••• TOTALIZAÇÃO ! Parcial ou } ESTATÍSTICAS REPRESENTATIVAS incompleta Estimativa ) INDIRETA OU AJUSTAMENTO de f Proporcio- nalização ESTATÍSTICAS CONJETURAIS t Reagrupamento ESTATÍSTICAS COMPILADAS 0 ALEXANDER DE MORAIS .

nhecimentos solidos ante. d o s mesma Capitania A êsse respeito. examinar os portos e bahias da ridos mappas. 8 °. que deram cau- melhor conhecimento geográfico e estatís- A estes 8 map. contendo o numero da mercadoria. fim a que cada uma é destinada pas por todas as parochias d'essa capitania. é opor. de Castilho. dações do maior interêsse. de c~da mappa. vae outro da nascimentos e mor. 21 de gar ao conhecimento: 1 °. V me possa formar um mappa chia. e I ' exactas.0 . e indíviduaes na regular. 7 °. todoS os seus confins. P S Vae mais preços correntes dos tuno referir que. 4 °. relativamente à organi- Zação de vários quadros estatísticos. lestias. tania da Paraíba. e que anualmente se mandarão a esta secretaria de Estado. V me mesma capitania. dos M AIS um interessante documento b. por meio do qual se possa che. 2 °. como dos geraes da capitania. e ver recebido das parochias Sua Magestade o da sua quantidade. 3. imprimir ta. os officiaes das de todas as idades. casamen- tes. que hou. ou na paro- particulares. Fernando Del- instrucção p a r a o "particular cuidado em fazer 'Çirar uma carta exacta da sua capitania. e ção. Instruções para comunicará á pessoa E já se acentuava. p s Além dos bitantes. que haja toda a exactidão na factura côrte cheguem an. trabalho. á vista d'estes mappas neros. sôbre que fica acima dito ção das mesmas pro. de fazer sondar toda tilho a qual com os refe. a costa. a situação demográfica e económica da ducções. 0 . dos habitantes que Outubro de 1937 . distribuirá igualmente estes map. 6. venham re- são as pessoas mais gularmente em cada proprias. então. em que são transmitidas instruções ção. Afim de se proceder com methodo n'este fixando o tempo dentro do qual infallivel. objetivo dessas indagações era verificar as preenchimento das d'este trabalho vantagens do comércio entre a capitania e a metr6pole. de marcar gado Freire de Cas- modo de os formar. afim de que se principie um trabalho. e de todos a esta secretaria il servida ordenar que se preparassem os map. e que os presel)-ça remettesse a V me. S Mages. t6rico sôbre as numerosas tentativas de levantamentos estatísticos em. da Rainha D Maria I a Fernando Delgado domesticas. DE ONTEM E IJ. e os ne.is. afim de que. que entram na capitania. póde Vmc Coutinho: "Sobre a povoação. dado reproduzir nesta secção Trata-se. das occupa. dessa vez. tos. ção contenha a especificação de todos os ge- Iisado. tantas serão as colunas de alto a todos aquelles mappas particulares. e o valor total geral de toda a capitania. objetivando um des. para o tocar Vmc. 0 . tico daquela parte do país Assim é que sa ás mortes pas se ajunta uma se ordenava ao novo Governador tivesse Sr. para subirem então á sua real pas que acompanham esta carta. para que nas magistrados . sobre o cções da capitania. e exporta. nascimentos. 8 °. também se encontram recomen. oito mappas sobre- casamentos annuaes. para se por D Rodrigo de Sousa Coutinho a Freire generos. mortos. e para o anno tabellas. baixo. Governador da Capi- qual me refiro ao consumo. para orientação de seu Go. denotarem as mo- mero dos navios que vêrno. os portos d'onde vêm. de cada uma das ca- servir-se assim dos tade tem resolvido mandar. Deus Guarde a V me Mafra. e de remetter sobre todos estes pontos as mais exactas informações". ajuntando a esta remessa a de os generos. para se fundar as suas especulações mercantes em Para haver co- fazerem os tres pri.E HOJE LEVANTAMENTOS ESTATÍSTICOS NO BRASIL COLÔNIA~ 1797 Carta régia ao Desejando Sua Ma. cada um pela parte. ainda informava D Rodrigo de Sousa meiros. preendidas no Brasil Co16nia nos é povoação. Freire de Castilho. da Carta Régia de Outubro de mortes dos indios 1797. para subirem á real presença" ticular das suas pa- gociantes da praça rochias. GO DE SousA Cou- nia. q u e mesmas se assente o numero dos nascidos que não só das ca- para o 4 ° 5. que se enviam. "de maneira que os nego- das tabelas Será inutil dizer a ciantes das praças de Lisb6a e Porto possam V me que. bases conhecidas e seguras" Mais adi. do nu. que o principal ou pessoas incumbi. e vivos. 7. que enviará a em dinheiro dos generos que vão de cada esta secretaria de Estado no principio de porto. de Estado. 0 . pitanias em geral. mas ainda em par- alfandegas. e inalteravel remessa dos pri- de cada uma das capitanias do Brasil: Foi meiro~ a V me. remetterão a Vmc o trabalho fina. nas instruções mandadas uma tabella. '(a) D RoDRI- existem na capita. TINHO ções dos mesmos ha. assim dos particulares das da Paraíba nualmente noções mui parochias. pitanias do Brasil. vil/as e comarcas. ditos. da importa. feitas 6 ° todos estes. que lhe segundo os modelos. e tantos forem os por- . como se vê do modelo Tantos forem cada anno. viuvos e solteiros. da exporta. 5 °. é parochos como dos bellas que V me há de fazer distribuir pelas m u i t o imp()rtante freguezias. das pródu. manda recommendar mui particularmente a governado r ges'tade que a esta Vmc. casados. e casualida- entram e sabem. convém que o mappa de importa- mente.

ou ex. tudo cada anno fazem inuteis outras recommen- o que fica dito sobre a importação dações. com o titulo . a e:>. ou para onde vão os generos. a sua clareza. capitania. e de um para outro no modelo. ras . Igualmente por objecto ~aber-se o preç 0 m11.. e não menos o aceio. offerecendo ximado. assim no numero.litas aQno.eaCtidão: repetir-se-ha igmiÍmente ·de' um cedente de 17 se repetirá a quantidade para outro anno a compàração do· seu rendi- da mesma mercadoria do anno precedente. necessarias Principiando.l. e semelhantes mappas. e consumo. por ~xem~ methodo estabelecido no artigo da importa- pio. vista a -alteração . dos preços. qm. todas ."e. gundo: os direitos de entrada. como em não alterar: jamais o methodo de cada capitania é muito importante. portação e exportação. e infallivelmente em cada mente o mesmo: tantos serão os generos.fi!. genero. estabelecido. por ser tão facil. que não sejam a da mais escrupu- losa exactidão. 'que tem nll. póde dividir-se nas suas principaes como se quizer.. lumna de alto a baixo immediata ou antes. que é o do nome . tantas devem ser as regras.todo é visivel- tinuará invariavel. e as se . habitantes. tll. senão for possível por baixo d'esta a differença comparativa. para se ver a balança. e nas clas- O mappa comparativo das producções ses. e de sahida nero do anno actual. Generos miudos . e va. devem especificar-se no &eu v<~lm. e . samentos. toda mercio a exactidão.Madei.consumo de u-ma ou outra Além dos generos princi. na Taboas de costado I Paus curvos I Aduelas qual columna se irão pondo por sua -ordem indicando de cada genero a quantidade. e c!epois se mostrará em outra regra mar-se todos os mezes. e o pass11do . armo. conforme o uso adoptado no com. Tantos fÓrem os generos de pro. ou tal dlil importàÇão com o da exportação do mes. ou medida. riavel estabelecida para a sua formação em car.xjmo. de exportação. sem excepçãq. que existem em cada especificando-se porém a SU!l. o que seri11. que entram nas coltimnas de alto a pa se deve declarar · cada mez. Differença entre este pE)quenas circunstancias costumam m). e muita exactidão EUe mostra a um tempo o que a Todos os cinco ou dez imnos. . mesmo sem formar columnas ha a lembrar. peso os atinos. se não se procurar com o maior desvelo columnas que vão descriptas nos modelos.las de alto a baixo O artigo . que mostrará só- papel: por isso. Ôs títulos que. mo . peJa sua avul.'. mais regular mente entre os dois annos. '. se farão capitania ou parochia produziu.rota! do anno PJ. às semanas. explicação não há mais do que encher as tade. e o seu valor appro.: e d'este modo se con. medio. pondo por titulo e mais util. nada lor. O seu metl. do qué ajuntat . que sem outra xará de prehencher as vistas de Sua Mages. como ha outros de que. fim não ha mais. O mappa dos preços correntes. ou alteração alguma. vezes occasionar. da que contem no da im- qualidades. se fará todos os annos a compáraç~o do valor ou minlmo. seja de importação. tada quantidade. deve for- nero. um total dos cinco ou dez antios. havendo mais generos.cesso ou d'aquelles que ficàm para uso. dei. Este mappa. podem ajuntar-se em qualquer lugar da ta. e n'ella como :titulo. se ajuntarão as columnas. çi\\o . No fim d'este map- paes.quantia. Torna finalmente a recommendar-sé. tantas serão as regras na largura do Ha um qu!lrto mappa. pôr na sua formação muito cuidado. que abracem tudo o que exportou d~ seu ptoprio. ou mente o numero dos -navios. COIJl toda junto á mesma regra . por exemplo: .pa tem como do seu valor em dinheiro. convém conhecer o valor. anno futuro. este utilissimo trabalho no anno de i 7!:l8. que n'esta terceira regra __:. estão á largura do papel. mento no lugar proprio.· entràram e mais portos do que os que vão declarados sahiram em cada anno.dó Í?. que contém dois objectos. tantas serão do mesmo modo as co. _Este maP. assim a respeito dos generos.e a regra inva- Ao mappa de exportação se deve appli. consumiu. . ou cada se- baixo. e octupação dos habitantes. no das producç6'es MADEIRAS comparativo com a exportação. Quanto aos outros tres mappas dos ca- bella. mana o valor do juro do dinheiro. pelo regras .repetirá comparativamente o numero. para este ducção. no mappa de 1799 ajuntar-se-ha outra régra merece muito cuidado em particular pelo se- por baixo da que indica o total de cada ge. os portos d'onde.umà co- luml. pmçll. da capitania ou parochia. se praticou em cada um d'elles.:r-r-~- DE ONTEM E DE HOJE 553 tos.

com alguns Sergipe 58 12 referências são dos beligerantes. havendo uma diferença de geral. estar concluída a apuração de 1938 e 1939 nio. for- . relativos da República. as cifras vamente. Sem que ti. não foi Paraná 78 2 -. enten- outros clientes e. conseguiu vender la parte do mun. nossas exporta- apurados p e I o estão sujeitos a ligeiras retificações.réis -- muito além de 2/3 Santa Catarina 179 8 1936 1468 2177.825 da registrada em Rio Grande do Sul 792 42 1937 I 546 2 539 824 igual período de Mato Grosso 1 62 1938 1939 1 838 2 126 2 474 097 2 636 9i5 1939.. a percentagem dos gê- do ano anterior. Alagoas 135 24 dido que todas as até. o Brasil os Maranhão 41 24 viu. Pará • 113 19 contos. ção.. pelas vias interiores fera de especta- ao período de Ja. passando de 679 mil a lações do comércio internacional de vá. a importação sofreu neros alimentícios nesse total vai além uma redução de 72 mil toneladas. A Alemanha foi deslocada de sua sado. Como se vê. neladae . UNIDADES FEDERADAS ICABOTA-1 GEM VIAS INTERIORES (1 000 contos de réis) ao Brasil.7 % a mais sôbre o total do ano pas. Piauí 6 11 Para a expor- atenuados. INFORMAÇÕES GERAIS BRASIL Seis meses de Muito antes de grande procura de certos artigos. f e c h a n d o COMÉRCIO íNTER-ESTADUAL to isso. cilmente se ex- da em Maio de 1938 poderá ser apurado Ministério da Fa. muito dessa ma. algumas particularidades mere.a efetiva guerra república Norte-Americana . posição na lista dos nossos comprado- joração de valores é consequência da res Na primeira metade do ano em . NOTA . o giu as cifras de ano passado mar- 1938. tiva e de febrís neiro a Junho úl. a Grã compulso. no Distrito Federal 1 304 (2) primeiro semestre São Paulo 819 1 519 Anos Mil to.Os dadas referentes à expor- cou o record de tação pelas vias interiores. To. 14. em que a formação de estoques cem ser destacadas. preparativos de timos. Ceará 55 16 tação. Bretanha aumen- riamente nume. visto ainda não Serviço de Esta. quanto ao tística Econômica (2) Só após a execução do Decreto-lei que volume. Baía 160 18 aos primeiros seis E. 80 mil Enquan- do. êste ano apenas nos t a n t e s daque.Contos de dêste ano. Nem é para estra. Fora de dúvida. guerra. equi- parando-se à Ar- gentina. p e 1 a Rio Grande do Norte 65 55 totais do último a m p I i a ç ã o de Paraíba 115 28 quinquênio são as suas trocas com Pernambuco 504 138 seguintes. dos 600 mil nhar essa grande influência quando contos que nos vendera em seis meses estão em luta as potências mais impor. e Financeira do regulamentou a Guia de Exportação cria. rios países neutros. . o que fa. 96 1940 1580 2 681 281 maior que em Minas Gerais 1 476 1937 e quasi atin. VALOR DA EXPORTAÇãO EM 1939 tou de 34 mil con- rosos portos aos tos suas vendas navios mercantes. de 50 %. entretanto. se completar o çando o seu maior preço unitário O comercio exterior primeiro ano de maior concorrente da Alemanha .. Amazonas 34 33 bal de 264 mil sos dessa situa. 1 352 mil contos. o movimento das exportações da capital plica pela atmos- zenda. correspondendo a quota de davia. que nos vesse deixado de vendeu mercado- experimentar os Acre 17 12 rias no valor glo- efeitos desastro. .do ano passado. se a tonelagem Espírito Sanio 37 51 meses de cada de suas vendas ao Rio de Janei1o 19 (1) 158 ano Estrangeiro. relati. para o Brasil. a marcha dos valores foi ascen. já algumas modificações de 100 % o valor de suas exportações apreciáveis se faziam notadas nas re. era uma das maiores preocupações Comparada com a de igual período Por isso mesmo. ções no quinquê- (1) Resultados de 1937. matérias primas a 47 % sôbre o total dente. entre os quais Dos dados se incluem os da pequena cabotagem. chegou a ser Goiaz .ampliou na Europa. Quanto à Alemanha.

sil subiram de 30 mil para 63 mil con- mento. constituem a mais vo- se vir mantendo no triênio iniciado em lumosa contribuição dos totais regis- 1937. No questionário geral são recolhi- nho dêste ano ascenderam a 932 mil das as informações referentes às in- contos. devem 1937 264 558 253 350 estar compreendidas nessas cifras cres- 1938 1939 228 515 226 131 centes as aquisições feitas pelos gover- 273 062 278 693 nos de jurisdição nipônica (por efeito 1940 276 146 540 287 de ocupação) em localidades várias da China As matérias primas. em 1940. Os dados referentes à extração e tos. e a mamona foram adquiridos também Producão e distribuição de gás de ilu- em grande escala minação. o que representa uma diferen. nos seis primei.. como se infere do assim ao máximo do quinquênio es- quadro seguinte: tudado.261 para lizada quando o estabelecimento fabr-il 153. em que mercados germânicos.473 contos vendidos pelo Brasil àos do nas trocàs com o Brasil. Construção ses produtos maior que a de um ano civil. nufatureiras mercadorias no valor de 1 352 mil con. . há também no Censo Indus- relação ao ano passado. no mesmo prazo. o Brasil comprou à nicas e téxteis e outras indústrias ma- América do Norte. a mais. passo que suas exportações para o Bra- ros meses dêste ano. com uma trados. Além de todos estes instrumentos gentina l!:sse acréscimo foi de 50 % em de coleta. e ao Censo Agrícola. em como as metalúrgicas..281 contos de réis. embora corres. Pe- e congeladas · o primeiro daqueles paí- ses adquiriu então uma tonelagem dês. acusa sensível au. meio de diferentes questionários. um dos n1otivos preponderantes do govêrno municipal ou estadual. que foi de 387 mil compras ao nosso país nestes seis me- contos de réis . ao mesmo tempo ao Censo Industrial mentou consideravelmente suas impor. as nossas Pesca exportações nos meses de Janeiro a Ju. cujo vertiginoso aumento foi tal inversão interessante de algarismos: que em 1940 representou 83 vêzes o enquanto a tonelagem maior se regis. cujas impôrta- ções de produtos brasileiros aumentam 1936 • 315 809 273 043 de ano para ano. Imprensa e artes gráficas. bem como por organi- . químicas. Extração e beneficiamento de produtos vegetais. pese estar igualmente empenhado em sentam apenas 27% da média do úl. montante atingido em 1936 trou no ano inicial. Indústria da Para os Estados Unidos. se elevaram de 102. portações feitas em 1939 indústria nitidamente rural. ini- e com uma importância maior que o ciado a 1° de dôbro da média assinalada no qua. mecâ- relação a igual período do ano passado Em compensação. ÜIFORMAÇOES GERAIS 555 curso. Há um questionário especial. a máxima equivalência em contos Em tôrno do censo O Censo das de réis verificou-se no último período industrial Indústrias. govêrno federal. nos seis indagações dêste último . desti- nha e a França foram os nossos maio. Sem dúvida. ou pelo aumento foi a intensificação da cóm. o valor das com. tornou-se tão acentuado em vir. se- to aos gêneros alimentícios. ses foram reduzidas quasi à metade do Enquanto isso. si- driênio l!:sse aumento. foi roto bruscamente. ao pras da Grã Bretanha. dreiras. nado a cada um dos seguintes grupos res compradores de carnes conservadas de exploração industrial: Minas. o Japão continua manten- 1/5 das cifras alcançadas em 1938 Os do a sua condição de primeiro merca- 104. multaneamente com o Censo da Popu- pondendo a um maior volume de com. tabelecimentos recenseados meiro semestre dêste ano. primeiros meses do ano corrente: a Ar. que parecia mente o algodão. está sendo realizado por tude da melhor oferta registrada quan. outro país au. No caso verten. suas compras de produtos bra. pra de tecidos brasileiros por parte da sileiros desceram a menos de 1/4 do Argentina que foram o ano passado e a menos de Na Asia. visto como as trial uma fôlha suplementar a ser uti- cifras. por parte gundo o ramo das emprêsas e dos es- dos países que 9s importam No pri. interessam Ainda na América. a Grã Breta. repre. chegando a duplicar a média do tos de réis em igual período. Produ- inteiro em épocas normais O algodão ção e distribuição de energia elétrica. valor registrado no ano passado. notada- O equilíbrio de preços. Setembro. lação e os demais inquéritos econômi- pras. àtingindo último quadriênio. é financiado e dirigido diretamente por te. tais ça de 64 mil contos de réis. dústrias não compreendidas acima. que corresponde ao duplo das im. uma guerra de longa duração Suas timo quadriênio. Caieiras e Olarias. Não deve deixar de ser mencionado ANOS Toneladas Contos de réis aquí o caso da China. beneficiamento de produtos vegetais. sendo objeto das tações de artigos brasileiros. cos e sociais. do lustro em aná- lise.

20 sacas. cujo va- Pará . 200$000 O valor total da exportação com o valor de 90. com o geiro procedeu de Pernambuco valor de também pouco mais de 10 mil 573 153 sacas. UNIDADES Sacas de UNIDADES Sacas de ção das atividades industriais do Es. à investiga. por exemplo. no valor de 23 844$000. no valor de mo findo. 1 . em Igualmente considerável foi a as- 1939. de ferro gusa. Perú . atualmente existentes. como Piauí 47 628 Paraná 404 436 o algodão. 1 041 703 seamento Geral de 1940 tem acentuada Pará 25 501 Distrito Federal 455. enquanto o comércio inter- car em 1939 no do açúcar elevou-se a 8. atingiu a cifra de 23 668:784$711 quando em 1930 essa produção foi de O açúcar exportado para o Estran. em mé- brasileiro para os mercados externos. e assim por diante Ceará.497 sacas. mos mais de 64 231 toneladas. porém. dois quadros referen- tes ao comércio interno do produto. Rio Gtande do 142 608 Santa Catarina 86 174 Rio Grande do Norte 17 760 Sul 1 283 546 Pataíba 7 594 Minas Gerais 567 453 Pernambuco 1 405 Goiaz . aço e ferro laminado 31 050 sacas. 11 . no valor de influir na economia brasileira Basta 18 896 561$151. foi acompanhado de uma insignificante a exportação de açúcar elevação de cêrca de 300$000. Acre 7 363 Espírito Santo 130 412 caieiras e olarias.230 128. apenas oito fun- Uruguai -· 4 150 sacas. UNIDADES Sacas de UNIDADES Sacas de tor civil em relação aos resultados do FEDERADAS 60 quilos FEDERADAS 60 quilos inquérito censitário na parte referente às fábricas de cimento.20 lor foi de 25. dia. Espa.250 sacas. também segundo às estatísticas censão do ferro laminado. em 1939: In. o mércio externo. Baía 151 092 Total 8 426 408 como de todos os outros dos quais de- penda ou com os quais o liguem cer- tos in terêsses. contos Em 1935 mesmo. I . os dados referentes ao comércio do açú. FEDERADAS 60 quilos FEDERADAS 60 quilos tado Acre.556 REVISTA BRASILEIRA D~ ESTATÍSTICA zação autárquica ou autônoma admi. recentemente passou a glaterra . cuja produ- levantadas pelo Instituto do Açúcar e ção duplicou nos últimos seis anos. 23 668 784$711 senta apreciável aumento em relação aos anos anteriores 1937 . .093 173$403. ço de Estatística da Produção do Mi- 375 sacas. assim. Amazonas 128 596 Rio de Janciro . 123 969 Pará 205 785 Distiito Federal 2 367 078 te de tecidos quanto ao beneficiamen. no dadas no último quinquênio valor de 150: 636$040. Mar·anhão 81 911 São Paulo 2 645 302 to de produtos de origem vegetal. quanto é rificado no volume da produção. Brasil exportou no ano em causa apenas. Sergipe 476 840 mo ramo industrial que êle explora. Alagoas 923 11 a to G'rosso 21 846 açúcar car e do Álcool deu S{?'lgipc Baía 30 à publicidade. Colômbia . Santa Catarina 44 847 Todo industrial que presta as in. Assim.168 contos de réis. e só Foram os seguintes os comprado- res do açúcar brasileiro.100 000 sacas. Portugal . 740 sacas.278 contos O aumento ve- Para demonstrar. verificada no ano próxi- e · França . o que repre.1.134 716 sacas não figurou no recen- siderúrgica seamento de 1920. no valor de 805 913 sacas de açúcar. no valor de 454. a seguir.785. recen. é o caso do fabrican. Chile . nistério da Agricultura. pouco mais de 20 mil toneladas. Ma. Bolívia . no valor da tonelada damos.667 831 sacas. Segundo dados recentes do Servi-· no valor de 28 954$520. en- do Álcool: quanto o valor quasi quadruplicou.4 969 e Indústria A siderurgia nacional 1938 . atingiu a 114 094 toneladas. por inter- médio de sua Secção de Estatística. dizer que das 27 emprêsas produtoras no valor de 3 072: 253$400.373 importância e visível utilidade Maranhão São Paulo 232 098 Piauí Paraná Ceará. 805 913 sacas.1 740. Amazonas . não somente do mes. 88 194 Minas Gerais 50 109 uma obra que lhe fornecerá mais tarde Pernambuco 4 126 723 Goiaz . do constru.426 408 sa- cas. Alagoas . no valor de cionavam antes de 1930 e 15 foram fun- 183 805$800. Amazonas 8 235 Rio de Janeiro . como já vimos. não produzi- to Grosso . IMPORTAÇÃO DE AÇÚCAR E' o caso. cional de aço. às pedreiras. Ui o Grande do Rio Grande do formações sôbre o seu estabelecimento Norte 14 385 Sul 2 282 realiza mero ato de cooperação para Paraíba. no valor de 1 295:329$800. Alagoas 1 709 026 Mato Grosso o balanço geral. foi de. 25 422 Comércio de O Instituto do Açú. a produção na- nha . 129 1Ci7 Total 8 426 408 temente. no valor de 16 200$. Espírito Santo Vê-se que cada fração do Recen.87 e Distrito Federal . EXPORTAÇÃO DE AÇúCA~ nistrada por investidura do poder pú- blico Destina-se. o co- Segundo aquela entidade oficial. de 1930 a 1939.

entretanto. Como se pecto dos mais fnteressantes a assina- vê. foi de 84. com 47 857 toneladase mações sôbre a sitúação econômica e 167 192 contos. Exterior. ao mesmo tempo to de Santos. correspondentes a levantadas . de réis. que. em 1939. em 1939. respectivamente.' siderúrgica e metalúr. 229 564 Em 1934. sôb~e vimento as compras de algodão feitas o qual.coi:n o mesmo rigor técni- sua. que. no ano findo.917 contos Território do Departamento de de réis. que tornou obrigatória a padronização Vinte e sete países adquiriram. através de levanta- terior. gulares. com 65 218 to. ter as suas condições existenciais per- portação total do produto no ano an.486 toneladas e 142 901 contos. tão Em 1863. 22. gica ·tem evidentemente estimulado a O algodão em rama contribuiu com criação e o florescimento de numerosas 20. da siderurgia brasileira. fer-ro gusa.2 % para a quantidade e lar na atual fase da estatística brasi- 83. Os cinco maiores compradores Exportação do A intensificação foram. por ocasião da Guerra de promissora. em 1825. . as atividades dos órgãos inte- ses cinco países em relação ao total da grantes do sistema de serviços coorde- exportação brasileira E' interessante nados pelo 1: B G E.510 libras 1865 e 1866 Vários fatores. eram ta~ preca- pela China nos mercados brasileiros rias ás informações de que se drspunha. cobrem intei- notar que as vendas de algodão. .9 %. das do produto . não ouro Tanto em quantidade como em permitiram que competíssemos com os valor. so está sendo objeto de ampla e pro. já em 1880 o algodão contribuía Em confronto com as vendas rea. influiu beneficamente sôbre a produção brasileira e as nossas exportações de de algodão as nossas exportações de algodão em rama ti."·'"'. em 1938. então.5 % no valor das exportações brasi- outras atividades industriais.450 contos de réis. e Secessão que desorganizou a.8 % mos quanto se refira à fase atual. de tnodo que os tava 30. Tudo is. em ordem decrescente. dos tipos destinados aos mercados ex- nesse último ano. aquele produto represen- funda investigação. êsse. porém. no valor de 1159. de 54 820 toneladas.dentro das possibilida- 25.030 toneladas e 168. Em 1861. a nos permite dispor de valiosas infor- Grã Bretanha. aumentou as des locais . algodão aumentaram.. Estados Unidos quando se fez a paz foi essa a maior exportação já alcan. 170 contos. para o Estrangeiro. expresso êste em nossa moeda. a Grã que ela já desempenha na existência Bretanha. no valor de 938.s aquisições. passando a con- veram um acréscimo tribuir para · o total das exportações bem considerável elevando-se a 323 539 com 13. passou a 3: 584$ às providências tomadas pelo Governo. 016 no A maior exportação se fez pelo pôr- ano próximo findo. nos anos de 1863. Gomeçou novamente a a_s- contos de réis e 1 085. enquanto hoje as suas estatísticas são ra 7 544 toneladas. O censão das nossas vendas de algodao preço médio da tonelada. res- toneladas..446 rr ouro. Aquele país. de modo 1939.420 contos pectivamente.6% para o valor a contribuição dês.7 % das nossas expqrtações to- censos nos fornecerão elementos valio. dados êsses correspon- O· desenvolvimento auspicioso da dentes a 80 % e 81 % do total das saí- riossa indústria.806 toneladas e 277. 1864. do com 77. com 33 370 social do Território E'. tais.351 contos. até bem pouco. lavoura igualmente de conhecermos a função algodoei~a da zona do Mississipi. que foi ó escoadouro de que o valor subiu de 14 957 para 59 434 258. com tística do Acre i á 48. sistemáticos e re- Acusaram extraordinário desenvol. sim. o café já contribuía importantíssimo aspecto da economia com 64. verifica-se um aumen..7 %. 22.'. leiras Convém salientar. a Aléi:nanha. algodão descera a 3. sobre~udo. que havia si. apenas com ~. aos cinco países acima referidos que nenhum recanto do país deixa de atingiram cifras mais altas que à ex. do de 3:460$ em 1938.7 % para as nossas vendas ao brasileira.4% e 29.'"""~ •I~ INFORMAÇõES GERAIS 557 Aconteceu coisa semelhante com o acréscimo êsse de. e a França. nos compra.3% para o total de nos- lizadas em 1938. feitamente fixadas.5 %. mentos numéricos. então o maior mercado con- da indústria nacional. so comércio exportador to._-. em ramente o território nacional. o Japão. cabendo. graças. contos de réis. dos trabalho~. entre os confederados e nortistas As- çada pelo produto. 536 toneladas. de mais co a que obedece idêntico serviço. unidades políticas mais acUantadas. equivalentes a 7. 082 toneladas em 1935 a 160.644.. ao café apenas sos para observações novas sôbre êsse 13. cuja produção aumentou de 537% e 561 i% 64. Tal é o caso do Acfe. sumidor viu-se obrigada a recorrer a outros f~rnecedores Tal circunstância Exportação Durante o último ano. er{quanto a contribuição do E' a oportunidade de balancear. algodão em rama ao ternos Brasil. Acre Geografia e Esta- neladas e 240 963 contos. leira.7 %. nas 40. um as- toneladas e 114 848 contos. a China. .

quanto ao valor comercial. 75 975:324$272 Esta soma se distri- mercial. referente à exportação geral. no valor c o m e r c i a 1 de 28 986 452$000. Essas tos do Acre são os Estados do Amazo.558 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Tratando-se. Em relação tanto ao volume físi- to à natureza dos produtos exportados co. atin. ou 11. onde a ação do pro. Quanto à exportação geral por mu.encontramos em quilos o principal artigo do comércio do Ter- ritório . peles. assim distribuído quan. XI 518 086 1 780:117$ 2 308 967$000. por me- mentícios (produtos vegetais) . o último número do "Boletim de ceto o de Cruzeiro do Sul.912:895$000.encontra- ·mos o segundo produto dentre os de maior importância para a economia acreana ~ a castanha.14% VII 437 764 1 434:969$ do total As matérias primas de origem VIII IX 618 222 565 588 2 1 173:869$ 898:125$ animal estavam assim distribuídas: X 477 169 1 900:795$ couros . em rela. ou Amazonas portação e Expor- seja 18.26 % do total Seguem-se outros tação do Depar- gêneros de origem vegetal. a expor. portação de todos os municípios.862$000. ou 7. de re.ex- plo.626:844$369 a ção ao volume. interessante confronto sôbre a exporta- racha e castanha.15 %. em relação à de 1938. . con- ou 70.348:479$903.221. como se trata. por sua vez. madeira a sua principal riqueza A cas- to de Geografia e Estatística. A borracha. ou 0. Quanto ao valor total. e produtos animais . em 1939. completando a classe. o município de Sea. (produtos vegetais. A madeira se deve que os municí- giões longínquas. ou mês de Maio que se registrou a maior 81. e o de Rio Branco a menos do que a de 1938. . tamento Estadual ficados. por exem.20 360:329$ exportação durante o ano de 1939. contribuiu cações aos homens de govêrno com importância superior a mil contos de réis para o valor comercial da ex- Segundo nos informa. III 2 411 009 2 431:926$ veem as madeiras. gêneros ali.11: 521$000.23 582: 191$0ó0. 67. em 1939.12 %) . v 8 533 236 4 021:620$ VI 1 275 318 1 686:368$ pecificação.07 %. que fôra de mesma colocação. ou II 1 410 844 3 338:163$ 64. ses: 5 404:261$000 (18.24 %. quan- sao ainda os problemas administrati. não especi.-. cuja exportação I 872 864 2 406:768$ atingiu o valor de 18 558 976$000. Com o primeiro. conforme se vê pelo quadro buiu. 2 185 049 3 518:700$ o decréscimo de valor na exporta- 3 413 060 2 636:002$ ção de 1939. quanto ao valor co. cifras são reveladas num dos últimos nas e do Pará. forme se pode ver no quadro abaixo. com 1 760 788$000.03% do total. Exportação do O Serviço de Im- ção atingiu o valor de 5 293:897$000. como claras indi. ou 3. E . sem es. e outros produtos. Animais e seus produ- Pê'so liquido tos . pios de Seabra e Feijó estejam coloca- gEesso é lenta e difícil e em que tantos dos em primeiro lugar no cotejo."Produtos Vegetais" . ção do ano de 1939 elevou-se a bra ocupa o primeiro lugar.559 022$003. ~ão Rio Branco 3 410 492 9 179:552$ Sena Madureira 2 946 406 5 240:364$ correspondeu a uma baixa no volume Seabra 4 446 938 2 993:827$ das mercadorias vendidas. ou seja 8. cresce de importância e acreana oportunidade o depoimento que os nú- meros nos oferecem. man. ou de Estatística do Amazonas acaba de 0. 3. tanha também é um produto exporta- tação geral do Território. foi no matérias primas . Diversos - 224:886$500 Brasília . que tem na Estatística" editado pelo Departamen.9 553 : 050$400. IV 903 454 2 097:851$ ou 6.a borracha. com 40:565$000. 926 893 I 948:142$ Cruzeiro do Sul Feijó. em 1939. Total 18 859 159 28 986:452$ cios" (Produtos Vegetais). o qual divulga também e borracha· Compra-lhe o segundo bor. ------------~ . "comunicados" daquele órgão regional tém o Território comércio de madeiras do I B G. a exporta- nicípios.64 %) Na relação das "Matérias Primas" MESES Pêso liquido Valor comercial . com o valor de 110:364$000..38% do total organizar o mapa geral da exportação Os maiores compradores de produ.36%. pelas seguintes par- abaixo: ' celas Vegetais e seus produtos - 57. to ao volume físico da exportação vos a resolver. do por quasi todos os municípios do giu o pêso líquido total de 18 859 159 Acre quilos. cuja exporta. devendo ser Xapurí 1 530 321 3 469:865$ antes atribuído a uma sensível desva- Total 18 859 159 28 986:452$ lorização dos produtos exportados pelo Amazonas · -~· -------:-----. principalmente ção do Estado no biênio 1938-1939.97 % XII 835 605 3 815:881$ Na relação de "Gêneros Alimentí. Minerais e seus MUNICÍPIOS em quilos Valor comercial produtos . de produtos regionais em 1939.

atendendo-se às dificuldades cria. nicado" . longe de ar. porém. Não quer isso dizer que em ma- téria de recursos naturais seja êle me. Fe- lizmente. foi registrado no recursos de qualquer país. entre- o país. Convém.15 %. O estímulo à 1940. sua carência de transportes e Anit.o se disponha de dados relativos mento de volume. Não obstante êsse promissor au- da nã. obedeceu.gais e ~:~eus produtos 4 339 802 3 403 16'7 outros fatores. que os seus orçamen- Total 33 792 611 39 317 2251 tos . ·"r l INFOltMAÇõES GEEAIS 559 O volume da exportação. 089: 113$244 a mais do que em igual futuro. iniciativa particular nesse terreno mar- das à exportação do Amazonas pela cha a par com a dotação de novos re- conflagração européia que. relativamente ao exer. no decurso Piauí o segundo lugar. zão. entre os nossos Estados.989. havendo assim uma diferença de sino primário produzirá. no grandense elevou-se. nesse período.a queda dos preÇos do sal. Norte municados".:938$625 para a exportação de continuado das matrículas nos estabe- produtos regionais pelo pôrto de Ma. concorreram pode- prosseguiu no triênio 1937-39 . ·foi representado pelos nú. grandes mercados consumido. aumento que não foi sibilidades.de Janeiro. o De- partamento de Es- Segundo dados estatísticos que o tatística do Rio Grande do Norte de- Instituto Nacional de Estudos Pedagó. pois. mas somente 1938 1939 que.614 quilos no conjunto das grande parque industrial. um aumento orçamentos de São Paulo . o que se poderia absoluta. piauienses a atividades produtoras gir 12 mil contos de réis.961 quilos. ~ por conseguinte. o grau de capacidade de adaptação dos lor da exportação não chegara a atin. por exemplo. zação. o aproveitamento de Veg~tais e seus produtos 29 253 439 35 741 139 lll tais recursos ainda se faça de maneira Miq~rais e seus produtos Só 929 1 368 DiVJ!!SOS 113. recentemente. do que se vem fazendo em no domínio da instrução pública ainda nossas 'diversas unidades federadas em permánece. rosamente para que as exportaçõ. coube ao lança comercial do Estado.es em . exata. por exemplo. infelizmente. ignorado por proi do ensino primário. toda fundada em cifras merece- vernos estaduais doras de fé. o de elevar período do ano anterior.o estadual e os municipais - não possam nem de longe aproximar- -se. como se vê. dos Estados mais pobres da União Bra- meros do quadro abaixo: sileira. como acentuamos acima. brasileiros que se preocupam seriamen- te com os problemas de seu país. para mais. no quinquênio de 1939. região ou 1P trimestre o valor o f i c i a l de mupicípio a população O aumento 16 8'77. to. entretanto. cursos aos institutos oficiais. 390. lecimentos em que é ministrado o en- nal. mas a todo Esforços como êsse passam. iremos ter dentro máriQ no Piauí veem fazendo vá. para se àcreditar que. de pouco tempo uma representação rios de nossos go. intensamente com o fim de valorizar tação. o "comunicado" do mento Departamento Estadual de Estatística O ensino secundário. êsse movimento ascensional tação de algodãct. t~ês anos posteriores a 1936. no biênio o Piauí figura. donde resulta uma diferença Durante êsse período. quatro classes. ou menos adiantadas interessantes "co- em se? desenvolvimento econômico. no 5. e o decréscimo 'da expor- refecer. de 36 028 947 qui- chamar de processo de desanalfabeti. e relittiva de 10. despercebidos até a muito dos res de produtos brasileiros. quando o va. um número considerável de brasileiros. por sua escassa densidade demo- gráfica.ls. certamente. Mas. dentro de suas reduzidas pos- cíciç de 1938. VOLUME (Kg) nos favorecido do que a maioria de nos- GRUPOS OU CLASSES sas unidades federadas. no rol 1938-1939. o Piauí está trabalhando acompanhado pelo do valor da expor. que diftcilmente o excesso verificado tem sido objeto da atenção cuidadosa sôbre 1939 se conservará no decorrer de do govêrno de Teresina.acentua o "comu- aos. dos correspondentes ·<• Houye. graças a grande operação O ensino pri.961 014 vo da matrícula no ensino primário em 1938. a um ritmo ace- lerado na terra piauiense Embora ain. dica o segundo dêsses trabalhos à ba- gicos divulgou.441 171 óó1 quasi totalmente extensiva E' claro.:. no momen. fecha não só ao Estado. los. observar que isso se ve- rifi(!a principalmente em relação à~? Exportações do Reiniciahdo a dis- unidades federadas mais afastadas do Rio Grande do tribuição de seus RiQ . mais complexas e de superior rendi- Observa. O esfôrço q u e censitária dêste ano. há ra. aliás. entre outros efeitos.o nosso de 5. tanto. contra 354. igualmente. pela instrução o mais importante dos Quanto a 1940.524. A exportação geral 1norte-rio- 1932-36. a que diz respeito ao crescimento relati.

registrando-se a exportações para o Estrangeiro De média anual e diária.6 1. havendo assim. couros e me e 15 838 contos ém valor. por fôrça da economia de guer.41. reunidas. apenas. Paraíba e Ceàrá naquela capital.. das em 1930. 1930/1934 1 946 389..14% em relação a 1938 comum a todos os Estados e as estatís- .2 casas por ano e 1. os princi. as de 1935 e 1936 Quanto à soma . seguidos do Rio vimento de construções e reconstruções Grande do Sul. de 516. Os dois outros produtos básicos da dentro do quinquênio. a 10 000 contos de réis Seguem-se a Bélgica. quando no ano ante. não é outra a orientação adotada pelo entretanto. dos quais 840 de outros. por exemplo dro seguinte. cera de peles. rioridade ainda se repete se comparar- ra a que estão -sujeitos os países con. reunidos. dro que se segue meiro lugar entre os principais clientes do Estado no ano de 1939. São de seu Serviço de Informações ao mo- Paulo e Pernambuco.896 contos de réis. a China. 1939 supera a todos os índices do de~ municado". conforme o qua- trangeiro. 1931 e . dentro do decê- quatro países da América.encontram nos No quihquênio seguinte (1935/1939) mercados externos o seu maior escoa. cujas vendas aumentaram primas de 76' toneladas. em incre- contos mais. no cômputo dos valores Govêrno. cacau. riamente perdidos os mercados euro. de que em 1939 foram expor. cujas vendas apresentarall). não é das mais promissoras as pers- 120 191:046$000. couros e peles. cera de carnaúba. o índice verificado em Nas considerações finais de seu "co. perior à soma das construções efetua. pectivas que se oferecem para a colo- rior se haviam elevado a 139 986:006$. ses: Tal circunstância.4 e 1. QUINQUÊNIOS construções te-riograndense aquisições superiores. no entanto. houve um aumento de 65% em relação douro ao período anterior. foram cons- Sul truídas 1 946 casas. das efetuadas em 1933 e 1934 ou com cia das dificuldades de transporte re. dêsse modo. não atingiram a 7. 1935/1939 3 218 643. 389. aparecendo. através dos órgãos técnicos com uma diferença para menor de competentes · · 7.2 1.. ooo contos Somente a Inglaterra e a Alema~ No decênio 1930/1939.. vindo após MEDiA DENTRO DO os Estàdos Unidos e a Alemanha Cada Número de QUINQUÊNIO um dêsses países fez nos mercados nor. a Inglaterra ocupou o pri.07 casas por dia ba e couros e peles . um au. acentua o Departamento de cênio 1930/1939 · Estatística do Rio Graúde do Norte que.ü7. C)s produtos básicos da economia ticas já revelaram que a guerra privou norte-riograndense continuam a ser o o Brasil de fregueses que consumiam algodão. durante o decênio 1930/ 1939 Pelo mesmo se verifica que êsse Depois do Distrito Federal. Passando-se às relações comerciais a média anual para 643. peito ao sal. os maio. O número alcançado em 1939 é su- como se conclue do exposto. maior índice até agora registrado. em consequên.das sultantes do bloqueio dos diversos por-" construções de 1937 e 1938.7(i namarca. boa parte de suas exportações de al- tadas niélios 4 260 toneladàs em volu. a média de economia potiguar . a França e a Di.algarismos que refletem uma situação pouco favorável Construções e A Diretoria de Esta- para a indústria salineira reconstruções tística. quem mais comprou foi São Paulo.r I 560 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA 1939 se l i m i t a s s e m . tempora.6 casas e a mé- entre o 'Rio Grande do Norte e o Es. apenas os nio. movimento vem aumentando progressi- res compradores de algodão foram São vamente. seguido do Rio Grande do No período 1930/1934. com as demais nações americanas E mento de 45 750 toneladas. Propagànda Quanto ao destino das exportações no Recife e Turismo da Pre- para os mercados internos.1932 Esta supe- peus. rendendo assim 2 205 A solução está. mos as construções de 1939 com a soma flagrados e. foram cons- nha absorveram mais da metade das truídos 5. portanto. café. e que se intensifique o nosso intercâmbio s. godão. é ou sejam 14. respectivamente Estados Unidos pesam na balança do Durante o ano de 1939 foram cons- comércio exterior do Estado Os três truídos 1 085 prédios. 164 prédios. fumo e outras matérias carnaúba. foram o Distrito Federal. dia diária para 1. cação dos produtos norte-riogranden- apresentando assim menos 19 794:960$. tendo alcançado em 1939 o Paulo e Pernambuco No que diz res. de que mentar o quanto possível a conquista houve um excesso de 96 toneladas e de novos mercados. Anual Diária ~- quanto ao valor. cujas compras. a tos.cera de carnaú. feitura do Recife de- pais clientes do Rio Grande do Norte. compraram menos que alvenaria Como se observa no qua. compara" . sobretudo. ao mesmo tempo 2 429 contos relativamente a 1938.76. dica o Boletim n ° 8 em 1939.al. tendo sido cons- truídas 3 218 casas Subiu.

como novos clientes o número obtido em 1939 representa As vendas de milho também acusa- 90 % da soma das construções de 1937 ram apreciável aumento.sôbre as ven- Em confronto com os de idêntico das à Inglaterra. verifica-se acentuada diminui. período do ano anterior. tece de muito. do total da ex- ------ portação alagoana: Inglaterra. como a França. de mamona. E as dificuldades de te em que ora se encpntra e na qual toda sorte criadas à navegação marí- ainda mais se acentuam os seus refle. com quasi toda a diferenç2 Dados sôbre para mais verificada no cotejo entre a exportação "Alagoas Estatística". ção nas vendas de algodão em pluma.44 alagoana Antes. nos mercados a Bélgica.49 2. a Chi- na e os Estados Unidos.8 %. sobe a 183. quanto às de 103.. dos mercados . que essas exportações correspondem fras referentes às remessas para o Ex. em confronto e 1938.e já se estarão refletindo. bem relativa.81 França.13 0. ao valor das mercadorias exportadas. O quarto número de só por si. indicando os números absolutos. ve. aliás sensível. a Ho- quatro primeiros· meses dêste ano.se superado em um só ano aquela soma. 33.17 1. em referência ao ano co mercado para as exportações . INFORMAÇõES GERAIS 561 da com o número obtido em 1939. mento das construções.12 0.S7 1931. quanto à economia ala- quanto isso. segundo a res- ANOS Número de Índices Média pectiva contribuição percentual para o prédios (*) diãria valor.49 goanas.. os dados a que Oportunamente.40 1.dados de 1939 e referentes terior. toil as suas aquisições.3 %. a Inglaterra. quanto aos óleos vegetais a. os tremendos efeitos desenca- aumento nas exportações de açúcar deados pela· guerra sôbre a dinâmica alagoano Não só a Inglaterra aumen. E' preciso levar em conta.99 De modo geral.82 %. apesar de não haver sido a Bélgica e a Itália inscreveram. a Itália. 29. ala- inicial. cresceu o seu valm~. En. que.97 da. todavia. Ala- vulga interessantes informações sôbre goas perdeu vários dos seus principais a balança comercial alagoana. em ordem ·decrescente. Houve.87 1937 1938 684 524 151.26 1.15 a guerra ainda não trouxera nenhum 1936: 504 111. rifica-se que. Por outro lado.38 resultado menos favorável à economia 1.· embora dimi- A média diária demonstra que fo.. ca daquele Estado. publicação do Depar- alagoana tamento de Estatísti. Alagoas· pequena compensação com a conquista encaminha nada menos de 86. quanto ao va- cênio. 1932 316 413 69. Bélgica. porém. 21. ou seja uma dramática realidade. di. foram a Ale- os índices e as médias diárias manha.97) .00 acréscimo registrado nas saídas de açúcar.produto êsse que contribuiu. manha. Esta- O.1 % de ~.94 1. indiretas do conflito europeu. também afetadas em seu regime deixou de fiv.9 % do total .de dois outros suas vendas. o ano passado. 8. esta já estava perdida desde da não havia atingido a fase culminan. para exprimir.6 %. no valor das exportações exportações de Alagoas para o Exte- gerais de Alagoas para o Estrangeiro rior E' preciso ter em vista. decerto. os números volta- nos reportamos acusam um acréscimo rão a falar. 421 92. os principais fregueses de Alagoas. porém. em contos de réis .produto de que a Alemanha era o geral As demais unidades da Federa- maior comprador Também a Bélgica ção. de Janeiro a Abril 1934 559 123. Esta circunstância iimor- mercados: Portugal e Holanda. verificada na expor- tação de alguns artigos e produtos agrí- colas foi compensada com o apreciável (*) 1927 = 100. 1939.13 dos Unidos. a França A Ale- sej~+ quando a situação na Europa ain.53 1935 . talvez.a 13. .2 %. apenas . sendo virtude do interêsse que a guerra vai esta média duas vêzes maior do que suscitando. tima não podem deixar de refletir-se xos sôbre as correntes de comércio das . aliás . os dois quadrimestres. Em igual pe- CONSTRUÇÕES ríodo dêste ano. de nada menos de 12 292:987$. 6.urar entre os países que de trocas pelas repercussões diretas ou adquiriram algodão. nuíssem em volume as saídas de bagas ram construídas no Recife. Analisadas segundo os produtos as ci. o embora haja sido a Inglaterra o úni~ maior do decênio. em cêrca de 3 casas por dia (2. registrou-se considerável goana. alargada a área da guerra. a Dinamarca. em contos de réis.76 91.00 115. ~m 1939. 1930. ou landa. a Bélgica.2 % e Itália. 1930 295 65. lor das ~uas compras.68 1.. pelo contrário A que- 1939 1 085 183. no último de. várias unidades políticas do país de modo desastroso . 1933 363 80. é a seguinte a ord()m dos países compradores. alcanç3rdà em 1938 Nos primeiros quatro meses de O quadro abaixo informa o movi. com o primeiro quadrimestre de 1939 O índice alcançado em 1939.

21 %. nas para determinado destino A Se- para os demais Estados Em 1939. o valor das vendas deu tro do país espiritossantenses assim se distribuiu: O volume da exportação de São 53 % para o Exterior e 47% para os Paulo. venientemente. a cujos ser- mesmo período. dará o movi- destinos. no ano de 1939 os países europeus.742 contos de réis e o segundo com especificados Na relação de "maté- 2 951 contos. lã. que se vem regis. para oportuna divulga- dad~s Federadas ção De modo que.' fru- pelas vias terrestres ser dados à tos para extração de óleos. com dos. paina e outras matérias sistemático das estatísticas referentes filamentosas. e Estatística. zinco e suas ligas. vantamento era "uma campanha em o intercâmbio co. sê da animal.0 7 . gado e animais vivos não 20. por sua vez. juta. o qual foi compensado pelo aumento do vo. ape- rior e 38 168. plantas. metalóides e vários metais. sementes. e sumos. artigos destinados à ceiro lugar. peles e couros. ou sejam. . rias primas e artigos com aplicação às te. no valor Vejamos. publicidade linho. o acham-se compreendidas as exporta- primeiro daqueles produtos figura com ções de aves. 1940) divulga os resultados completos ríodo de 1939 A diminuição vedficada da exportação do Estado. despo- Exportação paulista Começam a jos e resíduos animais. palha. terras e outros ao nosso comércio pelas vias internas minerais semelhantes. a apu- 18 874 contos (57%) vendidos para as ração de todas as nossas correntes de outras Unidades Federadas Em igual comércio. em prol do levantamento pita. distribuem pelas seguintes parcelas: portação do Espírito Santo. tinturaria e ou- resultados da campanha empreendida tros usos. raízes e cascas. estanho. as- portos nacionais cendeu a 723 100 537 quilos. matérias ou substân- os primeiros cias para perfumaria. no primeiro trimestre de 1940.que. da Fazenda.562 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Exportação do No primeiro tri. veem divulgando igualmente se apresenta com 48 350 toneladas. correspondentes a 814 contos de co. 16. chumbo. quais os produ. quer período de 1939. terior equivaleram a 33 % e as saídas já tem reunido o material referente destinadas ao resto do país a 67 % O à exportação por via terrestre de qua- decréscimo das vendas para o Exterior si todas as Unidades Federadas. para o Exte. virá juntar-se. O cimento. al. grãos. boradas pelo Serviço de Estatística ções. 62% e 9% do valor total das ven. figura o cimento. bambú. Em entrevista concedida à impren. 232 285 545 quilos. animais vivos. cabelos. no valor de Se levarmos em conta o valor das 51 586 090$000 exportações. 1 023 869 245$000. Na classe de "animais vivos" meiro lugar. ela- Considerado o valor. pedras. piaçava. alimentação e forragem. em 1939. viços técnicos incumbe êsse trabalho. por via ter- resultou da queda do intercâmbio com restre. ou a todo o ano. sa do país. pelo Instituto Brasileiro de Geografia ouro. no cretaria Geral do Instituto. prata e platina. às estatísticas do comércio exterior e de cabotagem. das os dados parciais relativos a alguns quais 10 182. correspondentes a 79 %. por inversão. contribuiu com cânhamo. contra 82 554 toneladas em igual pe. por vias terrestres. figuram em pri. 310 451. matérias primas Quanto ao volume. carvão réis mineral. tituto havia antecipado que êsse le- Espírito Santo mestre dêste ano. no valor de toneladas. 2 331 761 quilos. quer para o Exterior. pêlos e penas. tica de São Paulo (n. cobre e suas ligas. a exportação tatística. 18 %.706 correspondendo a 2 457 toneladas quilos. a seguir. ferro e aço. dessa forma. jun- 2 %. dentro em tra 44 317 contos no mesmo período de breve. madeiras. respectivamen. no primei. artes e indústrias". no va- ro trimestre de 1940 lor de 4 968 583$000. fôlhas. temos: 14 501 contos de réis mento importador dos vários Estados (43 % l vendidos para o Exterior e -. o café passa para o pri. Em ter. Outros Estados. meses de 1939. no valor de 314 552 347$000. no valor de 12 023 toneladas. borracha. isto é. rotim. via de pleno êxito". em "comunicados" trando desde o início da guerra dos respectivos Departamentos de Es- No total do volume. do Departamento Estadual de Estatís- to Santo atingiu a 67 787 toneladas. di- versos. de 1 519 063 004$000 Êsses totais se tos que mais contribuíram para a ex. vime e outros cipós. esparto. o que equivale a 38 % do 124 046 739$000. cana da índia. isto é. 161 534 252 quilos. artigos manufatura- total vendido Segue-se o café. Econômica e Financeira do Ministério cançaram 33 375 contos de réis. completando-se. as exporta.497 273 quilos. Agora. o "Boletim ' mercial do Espíri. com 4 %. o Secretário Geral do Ins. com 26 058 dústrias. e artigos com aplicação às artes e in- meiro lugar as madeiras. as vendas para o Ex.Julho. a da exportação por via terres- 1939 Distribuído o valor segundo os tre . frutos. está sendo criticado e apurado con- lume das vendas para as demais Uni. seguido das madeiras. encontramos algo- das nos três primeiros meses do ano dão. con.

o acréscimo de m. tanto laçao o n. acusa índices sobremaneira expressivos. v 61 843 984 135 482:718$ Enquanto as 66. Vejamos. quanto ao volume da lando o aumento de 32. III. E· quanto aos "artigos nos seus diversos desdobramentos. farinhas e grãos ali. o cente do mercado interno na vida do de apenas 3 266 toneladas resultou na país. majoração de 79 244 contos. em 1939 ':". baseado.:entos da.esclarece o vant!lPJ.142 603 5 016:106$ ~xpm:tação .sa análise turas registra diminuição.NFORMAÇO·ES GERAIS sucos. II. Sr. a mais ele. no de Outubro. nos mesmos comentários.606 to- $stado.. mais vivos) acusou . somente a classe 1 a (ani- _ entregou à circu. em comentários assinados vivos. se pode aquilatar da importância cres. corre do exame da distribuição do au- nos elementos referentes à cabotagem. áno anterior.500 contos.478 quilos e 584:760:388$000 bem o atestam. de 1939 registrara.671. dense.e de sua exportação de 29 545 toneladas no comércio interes- cabotagem. a das manufa- Sa. no primeiro semestre dêste ano.o nosso maior parque indus. quanto ~o aaãtzaawllimrw•• . do O Departamento Diferenças totais 32 811 027 135 439:104$ ·Rio Grande Estadual de Es- do Sul tatística do Rio Grande do Sul já Assim. o movimento mentícios.especialmente à exPortação para pouco mais de um milhão e quinhentos o Exterior Com efeito.Matérias primas 11 256 636 29 629:689$ meira análise. essa classe. dado que. sôbre igual período do vada. riogran- e frutos de mesa. obtere- mos os algarismos que nos demonstra.439:104$000. . resíd:uos e resinas vegetais. pelas qua- mas que os números agora divulgados tro classes de produtos: sôbre a exportação do Estado de São Paulo . econômica dos produtos do comércio vantadas as estatísticas das nossas cor. por via terrestre. Não somente sob êste prisma os rão até onde se operou a "recuperação primeiros meses do ano apresentam-se éconômica nacional". apenas. representaram o au- IX 65 691 314 137 707:879$ X 71 307 335 147 487:069$ mento de apenas 41. em -XI 64 032 119 136 375:842$ 1940 a diferença de somente 32'. a menor exportação de anim:ais tiCos e fetta.522 contos de réis. neladas e de 41. rentes interiores de comérCio. rela- VIII 74 960 223 134 068:794$ tivamente a 1938. depreende-se o marcante progres- MESES Pêso em quilos Valor so das vendas sulriograndenses.027 quilos e exportação. reve- mais alta cifra. in~rodução dos quadros estatís. po. que procede a m~nucio. zação. decréscimo. 135. mento das vendas em 1940. No mês de Agosto registra-se a Os totais de 459. Pe~ .158 119 101 379:490$ IV . I 44 948 401 102 360:012$ IL 52 536 319 107 575:078$ Dessas cifras. E. desde logo fere a III 56 633 567 128 971:149$ atenção a notável majoração do valor. CLASSES Quilos Valor trial . legumes e verduras. sabendo-se que o pri- rém. IV 55 039 066 119 381:675$ VH 64 559 763 122 262:053$ registradas no semestre de 1939. o quadro abaixo. no mesmo ano . sob êste aspecto. A. economicamente.il contos .____ cêrca de tadual trouxe a elevação de 56 195 oitocentos e vinte mil contos . a ses de 1939: respeito dos seis primeiros meses de 1938.Produtos slimen- tícios 22. exportação de São Diretor do Departamento de Estatísti- Paulo 'por via terrestre. nham os números da exportação do ó considerável aumento de 66.S11 to- XII 56 475 787 134 017:564$ neladas determinou o aumento de 135. o ano denota vanta- sentados..606 toneladas a mais. conservas e extratos.586:181$ profunda do que se possa supor à pri.bem contos. dessa vez os dados referen. internacional. em favor de 1940. ex. já. frutas do comércio de exportação. inicialmente.. fala tes ao ·primeiro se:n{estre de 1940. nias. A mesma impressão de- dos nossos estudiosos. exp~essivo resultado dos le. na exportação para outros países. quanto ao valor. Deve-se o fenômeno . leite e· seus derivados. São apre.forragem": Segundo se acentua.. nos doze me. ros alimentícios e forragens. diversos gêne. a que alude um favorecidos. · destinados à alimentação e. enquanto que.439 contos de réis. p~lo Diretor da repartição. à fàvor do Estado e de sua industriali- . cereais. estudando-ós clusive óleos. . ainda exportação geral do Estado. revelando- -se dêsse modo a melhor densidade Qúando forem integralmente le.. em que se ali. IV 55 072 659 113 373:171$ posta em confronto com a do volume. gem. ca .0 5 de seu Boletim sôbre a em · pêso como em valor. dos números divulgados. J. bebidas.811. meiro semestre .461 125 . Mem d~ Afora.nos permitem conjecturar te- nha tido uma significação muito mais I -Animais vivos . no ano em curso.Manufaturas .

deter. particularmente. Em 1940. meses dêste ano.2 o/o do industrial verificada no decorrer dêsse valor. foi superior ao do semestre de 1939. sendo de recear a progressão de seu re- dutos alimentícios superam o semestre traimento. espe- peito do valor dos últimos. do ano " cularmente. por parte dos principais Estados 29 629 ~ 101 379 contos Torna-se. da à diversificação E a produção pe- nas seguintes observações os seus in. e?tretanto. do contínuo no último decênio. o que demons. a 32. correspondentes dos anos anteriores tra elevação de preço dos artigos ma. os de origem animal re- primeiro semestre do ano. pois. 1o/o de pêso e 83.14 o/o do total das exportações rio- bio comercial do Estado nos primeiros -grandenses para o Exterior. De 1938 para cialmente quanto ao valor. nossas vendas externas no 2. Ê:sses artigos concorreram com Valores econômicos o desenvolvi- 53. verificado na nufaturados Tal fenômeno já se ve. O mesmo não tado. A agricultura mineira vem. ocorrido no primeiro de todas as nossas vendas. aumento superior a 5. Dados estatísticos recentemente pu- tações para os Estados manteve-se em blicados mostram como teem aumen- . e a França. Europa e. nuição das exportações para o Exte- respectivamente. o declínio deu a 90 o/o do aumento total de pêso de 849 774 quilos. que constitue. Bretanha participou com 75. mere- dutos de origem vegetal representam cendo especial referência a expansão aquí 39. acont~ce. por fim.537 toneladas respectiva acusa queda bastante sen- das primeiras. especialmente a res. ao mesmo tempo em que se aperfeiçoam os mé- "EXPORTAÇÃO PARA OS ESTA. novamente acentua cados europeus Dêstes. por nossos compradores.m 90 %. sível. com aumento global do valor do intercâm. Quanto às matérias primas e aos Confrontando-se o movimento nos seis produtos de alimentação. correspondeu excepcional acréscimo de sumidores nacionais foram as que valor.754 contos de réis. devida à contribuição das RIOR .811 toneladas dêsse aumento o co. primeira metade dêste ano. os pro.5 o/o do valor global de Minas Gerais menta econô- das vendas do Rio Grande do Sul aos mico de Minas países estrangeiros Em contraste com Gerais tem si- o registro do comércio interno. como decorrência da dimi- de 1939 em 11 256 e 22 158 toneladas. para a qual concorreu a diminuicão por sua vez. a exemplo do que se cons- das remessas de arroz para o Exte. nesse perío- semestre do ano passado. nos da riqueza dêsse Estado. O aumento de tonelagem. a das carnes. para O intercâmbio americano continua a maJoraçao do qual somente 56.4 o/o do pêso e apenas 9. relativamente aos semestres contos quanto ao valor. tata em quasi todas as regiões do país. em virtude jam 59 o/o ' do encerramento de nossa safra de car- Para tão auspicioso resultado. os aumentos de 4. 0 semestre tigos de origem animal e. 624 dêstes. deve-se atribuir o auspicioso resul- 29 545. um dos principais fundamentos tação geral do Rio Grande do Sul. particularmente impres. foi nes. DOS . percentagem sobremodo baixa e período.Ao pequeno aumento na to- carnes no comércio de longo curso. somente a Grã o Boletim haver sido decisivo o con. e especialmente às car- mércio para os Estados particip~u com nes. prossegue em seis primeiros meses dêste ano: sua marcha ascensional.50 o/o no curso da exportação de longo curso no total da Europa. com os aumentos de rior. o índice mais baixo. e consequente re- consegumte. figurou com 79 244 ou se. verifica-se que nossas sos os acréscimos. A curva 1939. rior demonstrando uma tendência acentua- O Sr Mem de Sá resume. foràm vulto. Do total de presentaram 83. é de prever-se grave queda em incontrastável a contribuição dos ar. aparecendo o mês de Junho com minaram os acréscimos corresponden. sem dar esperanças de contos se lhe podem atribuir. As vendas para os mercados con. as matérias primas e os pro. no caso de retraimento dos mer- Mais adiante. vendas se mostram em declínio. portanto.5 o/o) dutos. ou sej!J.O movimento de nossas expor.564'. dêsse comércio apresentam-se incertas. todos nela empregados. fôra também do.195 estacionário. no total de 135 439 Em consequência do bloqueio na contos. dução de sua capacidade aquisitiva sionante a valorização dos artigos ali. REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA pêso. muito parti. aumento de 3 734 contos mas não atingiu o verificado em 1938. quando · ao valor. com o valor. mas. As perspectivas tes de 1 779. com o da. 000 ascensão. êles. no total garantir o escoamento de nossos pro- de 135 439 (41. 69. e 62. EXPORTAÇÃO PARA O EXTE- mentícios.48% do valor total. cênios. e 35. nelagem exportada para o Exterior. o que evidencia a alta densida- maior contribuição apresentaram para de econômica dos produtos vendidos o aumento da tonelagem registrado no Dentre estes. ·correspon- rificara de 1938 para 1939. Quanto ao valor médio da tonela- compensado. meses do ano. cuária. há já muitos de- teressantes comentários sôbre a expor.

durante ó cantes dos Estados Unidos e do Cana.... introduzidas modificações nas várias em 1940. que está longe de ser ne.ou sejam 7. do acréscimo do poder aquisitivo da essa~ exportações não ultrapassaram mesma.100 uni- mércio dos Estados Unido~. 000 unidades. resultado do aumento da população e çado naquele. que.:. por conseguinte. 'aéusou um aumento de 20% em xado cêrca de 35 % . a produção dades Supõe-se. a colheita de trigo.. motivada por condições meteo. a despeito da redução acima transcritas representam os to- da safra de milho e de outras forra. ela exc::edeu mente em Minas.. prognósticos do ceção da Suécia. em re- com os de 1938. tais. com cautela. Somente remessa de produtos porcinos mineiros o recenseamento geral de 1940 pode- para fora do Estado atingiu 5. dos países escandinavos seja inferior . 710 496 caminhões e ônibus. Deve-se observar. com efeito. e~evou-se O Departamento da Agricultura a 143. 600 carros de passageiros e prevê que a safra de trigo na Europa 36 OQO caminhões e ônibus. ESTRANGEIRO Produção mundial Segundo recen. resultados a preocupação dos fabrican- tes europeus. os primeiros 6 mes.. porém.J. depois de 1930. como tantas foi dé 4 476 000 quilos A cifra mais outras relativas à pecuária. Em 1930.3 % da produção total. durante proporções mais elevadas. todos os carros para pas- 2 . foi de 300 carros pará pas- dá tocaram 78% do total. que o rendi- está. de trigo Departamento nalaram totais mais baixos. observa-se através dos lação à de 1938. havendo o sageiros e 18 500 caminhões e ônibus. que o gens.6 %. em 8 00(}.000 de superior à correspondente a 1937. à publicidade cifras oficiais. tal estimativa. 890 000 quilos. nes-' formam as parcelas de que as cifras te último ano. tado as exportações dé predutos por. todos os países assi. enquanto que.000 toneladas A produção italiana de carros para a menos do que no ano passado. presentemente.lda. lação à Alemanha. quanto ao preparo de Produção mundial Segundo os materiais de guerra. assim como aconteceu em re. nos últi- . ano de 1939. que cabeças. consumo interno se elevou natural- r0lqgic::as desfavoráveis.360. banha. cernente à alimentação de nosso povo. ca1culada em 55 . A partir alcançará 35. que trace e se execute um plano de fomen. cassez do cereal não chegará a assumir A produção da Alemanha. como de muito o dôbro do montante alcan. 796 carros para passageiros e sageiros foram destinados ao Exército. A produção japonesa. primavera. A produ. a produção haja bai- 1939. a partir de. é ônibus está calculada em 9 . não apenas à guerra como à baixa tem- tados Unidos e o Canadá exportaram peratura reinante na Europa durante a 8. Considerando-se. permitindo assim que se devendo-sé notar.000 de toneladas - daquele período. não compreendem a exportação de to de indústrias tão valiosas no con- suínos vivos.'. econômico. não se tenham dado de automotores te "comunica. fábrica de Toyoda determinaram · a geiros e 47 057 caminhões e ônibus quasi triplicação da produção de ca- Comparando-se os totais de 1939 minhões durante o ano de 1939. jul- passageiros.es de 1939. sendo isto de Agricultura devido à circunstância de haverem sido dos Estados Unidos.000 rá fornecer informações quantitativas quilos. o. a. 2 091 000 quilos. gligenciável As carnes. Com efeito. cifra liado. em 1939. As ampliações introduzidas nas fábri- ção canadense no ano passado atingiu cas de Nissan e a eficiência da nova a cifra de 108 369 carros para passa. não são conhecidas excetuada a produção da Rússia So- estatísticas. Os Es... O rebanho porcino mineiro é ava- elas alcançaram 4. 866 . durante o ano de 1939. do ano passado. em mos seis meses. nho e sôbre o seu aproveitamento camente aos produtos industrializados. todavia. ao passo que. cinho e os diversos tipos de presunto elas avultaram de tal forma que. mundial' de veículos automotores. será inferior talvez de 20 % à indústrias. para a fabricação de muni. 31 de Agosto. do" do Depar. viética. porém. também. se mento das colheitas da Alemanha e bem que. acredita-se que a es- correspondido a 12. ai. Aos fabri. deve·ser re- elevada refere-se a 1938: nesse ano a cebida. à ex. a~ suas exportações haviam as reservas feitas.. abundantes e seguras sôbre êsse reba- Tais algarismos dizem respeito uni. gando provável. 659. em 1938. redução essa devida Ções e outros materiais bélicos.tou- cinos de Minas Gerais De 1930 a 1939. confronto com a de 1938. primeiro daqueles países produzido Praticamente. A produção de caminhões tamento de Co.400.

. A indústria siderúrgica. durante a última semanlJ. Segundo . os negócios começaram a naqas regiões da França. na Europa.sas informações. pode ser apesar da redução das colheitas e.s!Jbre a qual se dispunha de dados. por sua vez. O índice geral registrado pelo Na opinião dos técnicos do Depar. a Europa enfrentará a escas. se bem que esta di- milhões . aproximadamente. mais baixa desde a primeira semana da Acredita o Departamento de Agri.480 000 tonela.: cifra igual à do ano prece. rém. possue suficien. o valor dos lhões çle "bushels" (92. num e noutro período.000 to. minuição durante sete semanas conse- sez de grãos destinados à forragem. REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA ao de. bem como de _determi. 720 000 a 5 440. que foi reduzida. rani aos produtos cujo movimento au- mo atingir um total de 18. ao período anterior de sete dias. o que cor- dois: . anos. As par. das fa~oravelmente comparada à de 89.. condições especiais em que se encontra correspondente ao mesmo período do grande parte do continente ano anterior E' :fixado aproximadamente em Se bem que a baixa que se iniciou 729 milhões de "bushels" (19 828 000 no comêço do ano seja de alcance ge- toneladas) o rendimento da colheita ral.Baixos.522 514 000 kilowatts-hora. parece do. ao que parece. à indústria. as.es. quantidade que o mesmo valcir que no ano antenor. durante o último ~ês para o qual q:ue. igualmente.: de: maneira precária. produção no hemisfério septen.valor dos contratos adjudicados toneladas) a mais do que no ano pas. F W. particulares. se bem dos Unidos di..: i2 ~40 000 toneladas) · ções públicas do que às.000 des. e que a produção As atividades nos trabalhos de 1nundia~ <. lhões de "bushels" (680 000 a 2. contratos realizados em 37 Estados do das).7 % sô- vulga. exceto no que diz respeito ao mamente. de. da Argentina acusarão aumento. tos. nú~ero de novas edificações contrata- · O total dos àbastecimentos de grão das para moradias. as perspectivas do comércio ex. 1939.ú.ção especiali. Unidos. de "bushels" (9 520 ooo a minuição corresponda mais às constru. milliÕes de "bushels" (2. rio ano anterior. o número de co~tratos acusar uma diminuição de 5 a 10% sô. As colheitas da Bélgica e uma cifra muito elevada. desfavoráveis. o •comércio do país. A.laqueie cereal será menor do construções também diminuíram desde que a . em princí- Países . serao extre. Dodge Corporation. mas foi também a que sofreu declínio neladas . para a construção de obràs residenciais sado. fm de 2. L 170 milhões de "bushels" particulares tinham aproximadame~te (31.. o que re- Estatísticas sôbre Uma publica. mentara em maior proporção no úl- neladas.e o .considerando-se incertas. para a construção de obras destmadas bre as necessidades normais de consu. misfério meridional será de 25 a 75 mi. que mesmo assim. acusando um ligeiro aumento nas obras bre a de 1939 não residenciais e uma diminuição O rendimento das colheitas no he. as maiores reduções corresponde- dos' Estados Unidos. Segundo informações fornecidas pela triorialestá calculada em uns 3 400 mi.. após se ha. mais sensivel. guerra cultura que os abastecimentos mundiais A diminuição total para o período de trigo poderão ser inferiores aos dos completo foi de 19 pontos. timo trimestre de 1939 tinadas às possessões da União. reservas serão de cêrca de 9 000 000 to. sem falar em mais 816. atingiu um total de .360. havendo aumenta- para panificação. com perda total de uns 10 pon- porém. interessantes informações sôbre bre o período correspondente de 1939.1. terá foi algo menor do que no ano ante- uma. em útil.o·. A Argentina. Países Baixos e Alemanha. era infenor em 22 % ao ri úmero registrado no período corres- O total para a América do Norte pondente. dente . colheita mais abundante do que a rior houve um aumento de 14% no do último· ano.t.. enquanto que comércio exterior.040 000 :. um ano antes \)s contratos será. sobretudo na Dinamarca. .824 000 toneladas). que acuse um aumento de 11. O "Guaraty Survey" observa que. especialmente. por exem- tidas disponíveis para a exportação e plo. cutivas.000 toneladas). presenta uma redução de 18. As operações dimin uiram de 67 %. As atividades desceram à cifra de tes reservas de cereais de consumo. po. devendo o consu. pu seja cêrca de 12 % a menos do país. declinar. mo em época de paz. "New York Times" acusa apreciável di- tamento. kilowatts-hora na cifra correspondente zada dos Esta. em 100 a 200 responde a uns 22 % . do ano passado entre 350 a 450 à comêço do ano. pios de 1940. enquanto que as A produção de fôrça elétrica pelas forragens existentes são inferiores de centrais de luz e fôrça nos Estados 10 a 1:5 %. 96 6 pontos.foi a que acusou maior aumento. sendo esta a cifra portador. representa uma diminuição de 7% sô. nos últimos meses.844 000 os Estádó's' Uriidos' ' ·.. o movimento ferroviário de carga ver :uaanticj. existem dados. equivalente nas obras residenciais.ltimos .

. o que representa uma A soma paga. o ano.-de·jDezem- 83 912 carros. firmar-se em seguida. 948. to nas importações e exportações. o ram a baixar valor da erva mate nacional repre- Se bem que os preços dos artigos senta· 47. ·a IVIa ca dé _84'% para as d!l-strra ·ervateira 66 •proprietários ou · imPórtaÇões . •Exerciam atividade na in.es ao público referem-se à indús.0 de Janeiro a 31. diminuição de 6 ooo pesos. tes e empregados e 2.. ' quasi ao mésmo ·rtívél\~ qúánt\1i(~O'l'tfa~lt')ll .000 muito sensível. pois •do comêço do ano. vélh ptirneit~:inente. durante o exer• mana anterior. insta- pregos foi devido unicamente à situa. exclliídds os ção da agricultura.. 'caldeiras. a mais bro de 1938. dos quais 1. En. diminuição ·de 4. durante o exercício de 1938. O boletim da Diretoria Genú de experimentaram êles um ligeiro au.-:- Funcionavam.8%. ou sejam 12. ao Ministério da Fazenda.. igual data de 1937. dos combustíveis e lubrificantes consu.rentes. comparado com o de ca da Argenti. dos quais 24 se achavam Por outro lado. Importações Sete . tra que a atividade verificad~ nâ in"' jas em série ou "de cadeia".. -O índice da Junta da Reserva Fe.le 1938 su. o valor das matérias pi:"irria:s realizado no país em 31 de Dezembro empregadas foi acrescida· de 7. sultados do grande inquérito industrial aumf:lntou de 7.se fins de 1939. durante deral se mantinha em 92 % -no perío.. cia de Santa Fé e 5 na província de comparada coÍn a d. o gasto de .8%. A Diretoria Ge. segundo nos revela o índice do pectos interessantes da indústria er- "Analist" vateira do país. valor da erva mate empregada e to os índices da atividade continua. 5'57 .o de empregados nas indústrias pesos. acusou unia Corrientes. esta diminuição não foi geira equivale a 52. anterior. do 1923. quinas. os re. pesos. elevou. quando o número de moinbos respondente de 1939. 5 773 000 às embalagens utilizadas.. subordinada de 20. que havia diminuído bastante em consumo como fôrça motriz. chegou o inquérito estatístico demons- O volume total das vendas das lo. 68 moinhos de ao ano de 1937.inas ·em- e nos preços das matérias primas. . tem rários. nhos de erva mate ascendeu.3 %. ou sejam ._ província de Buenos Ai. O número de desempregados no O custo da energia elétrica..combustí- 1 % no último mês para o qual exis..bo1ivia. aumentou pouco mais de a 204 000 pesos. de 63 Store Age" Quanto ao número dos emprega- gos e operários que trabalhavam nos A indústria erva. res.:. segundo o "Chain em atividade era. tre Rios e Formosa. · · · continua aumentando O valor total da produção dOs moi- . salários. empregados • é nas Entre' •êsses·. 2. contra 96 % um mês antes A análise dos resultados 'a que e 88 % no ano anterior.6 % em relação à se~ cimentos e os salários. ascendeu a 4.15. a de 1938 As últimas informações en. INFORMAÇõES GERAIS 626 903 carros. apeníls.O póréin. êsse resultado. Estatística revela-nos.12 na provín. igual. .. 26 126 ooo pesos :correspo. na última pesos · · semana para a qual existem dados. . território das Missões.7 % do total correspondente a de primeira necessidade tenham dimi. abstraindo o aumen.ge. mais recente. pri. 20 no lativa ao custo da energia elétrica con.. veis e lubrificantes necessários às má- tem estatísticas. moinhos de erva mate em 31 de De- teira na Argentina ral de Estatísti. 727 operários. e o Tertitprio do chaco contavam com 2 estabelecimentos. cada uma. empregados para tração. considerados os.673. e Córdoba. foi maior do que a registrada no ano maneira maior do que no período cor.:. o valor dd produto tria ervateira trabalhado durante o ano c. naquela data. no mês dústria ervateira argentina.verdadeiro censo das indústrias __:_ anterior.t: %. ma de 31 899 000 pésos Dêsse.. 1 estabelecimento · d B 0 I' · contribuem: com 'cêrw. periodicamente. .o.. ' á 20 000 mer. ·· ~rva mate. ' em · 1938. a 39 421 000 pesos. na verdade. pondentes aos vencimentos dos' geren- ção dos negócios. zembro de 1938. midos. houve um aumento na. àp'lmas.9% em relaç~o ao !!.6% e 8. 2. outros as- mento.pdem lj.000 do que no ano precedente. -para país..e 1937. lados nos estabeléciriíentos. · ' '· · sido a estabilidade nos valores da bôlsa o valor das matérias. O aumento de desem. de 14. 686 pagos aos· opé.::25.3 % ou 13. no perou em 8..nq .a importância re- Instalados na Capital Federal.a. vem dando A importância dos vencime_ntos e à publicidade. motores.. conseguindo.países. tal. tregu.-670.a so- valores da bôlsa caíram um pouco de. sumida para fôrça inotriz. Os pregadas na produção alcànçóu .ven.4S3 000 pe- nuído paralelamente a outros fatores sos O produto de procedência estran- dos neg'ócios..{\.:. enquan. visto como o nú. respectivamente. porém corresponde a cício de 1.u dlretores. ainda. em 1938.0 % a cifra correspondente território da República. 000 pesos corres- O aspecto mais favorável da situa. ·to. continuava a ser sobre.4 %. etc.

000 000 de libras de lã. a expor- taçao de aveia baixou de 218 000 a As exportações de medicamentos. o valor re- gistrado foi o mais alto do decênio.000 to.000 las. um meses que findaram a 31 de Agosto úl- aumento de 142 000 toneladas A de timo. to último com os de igual mês do ano res preços. quanto à maioria dos arti.56 %. todavia.000 toneladas de mercadorias. o que representa um particularmente.000 das referidas exportações elevou-se a toneladas a 1. um au- mento no respectivo valor. acusam um aumento de 55% Vejamos as cifras detalhadas das sôbre as cifras referentes ao mes- exportações de cereais e linho Os em. uma dimi. do. decrés. 128 361 000 dólares. 213 000 toneladas. me das exportações argentinas. -americana.- . cetuado. sos.17 % Em compensação. 12. destinadas à América decréscimo de 5 000 toneladas. gar que pertencia anteriormente à Grã neladas.000 to- elevo'u-se a 1 118 557. na A América c:j. Argentina. porém. de 35 000 toneladas e de 14 034 000 pe- sos :J!:sse aumento justifica-se. 000 dos tornaram-se o toneladas. Em neladas. contra 82 825.3 % no valor. em compensação.894. registrou-se a queda de 42. a cifra dês. o que corresponde ao Exportações ções argentinas. assinala. 7 707 000 tone. 4. a gran- A expo~tação de carnes argentinas. assim. argentinas rante os oito primei.. o que repre- ano.187. acusa.616. produzido. cifras essas que equivalem a Bretanha um aumento de 46 000 toneladas Durante êsse período. 12. gentina e mais da quarta parte da do IP. o lu- centeio subiu de 108 000 a 154. isto é. çao de linho baixou de 934. . os Estados Unidos e o Quanto aos produtos de origem pe'- Perú cuária.Ml! REV~STA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA de suas vendas. também.000 dyção de 736 000 toneladas.000. passando a ocupar. durante o decênio. anterior.O perí9do do ano anterior. assim. ou seja uma re. os pedidos trigo desceu de 3 067 000 a 2 . Grã Bretanha 5.000 pesos. em números Unidos. du-' ano de 1937. toneladas em suas saídas. em 1940. ção daquelas que se referem a 1938. apenas.800 Ao primeiro.000 meiro semestre do cor- toneladas rente ano. 940 000 mais vultosos são de procedência sul- to~e~adas. e mais do 15. pois. uma diminuição de 1.41 %. riores às de todos os anos. Produtos As exportações de produ- te ano atinge. representando uma tos exportados foi menor. Comparando-se os dados de Agos- pelo fato de terem sido obtidos melho. uma rantes tenham aumentado suas com- redução de 300 000 toneladas. aliás. dor de lã argentina durante os oito !lOdo deste ano. nm~ao de 127. aumentos nas saí- das de outros cereais A exportação de Comércio de lã Os Estados Uni- cevada. a do pras aos Estados Unidos. do Sul. a cifra alcançada Confrontadas estas cifras com as do fora de 1 042 256 000.000 toneladas. 000 para Se bem que várias nações belige- 634 000 toneladas. com as respecti. em conjunto. aproximadamente 16. no valor de 88 743 000 pesos i!fual período de 1939.000. um aumento de 76 301. do primeiro semestre de 1939. a exporta. Chile. eleyou-se a 346 000 no mesmo pe. em igual Perú. senta quasi o dôbro da quantidade to equivalente a 0. ex- O valor das exporta. da têrça parte da produção de Jã ar- cimo no valor. proporções maiores. segundo as últimas estatísticas oito primeiros meses de 1940. uma de libras redução de 1 095. tendo havido. reüitivamente ao mes.000 pe. ros meses dêste ano.. diminuição de 423 000 toneladas e de 21 768 000 pesos Enquanto nos oito primeiros meses de 1939 a Argentina vendeu 8. havendo-se bretudo. a diferença para menos é rle gos. sêxtuplo do que importara o Reino Uni- A exportação de produtos agríco.· artigos manufaturados. os países que ocupam os sete primeiros lugares no As cifras correspondentes ao volu- movimento do comércio imp_ortador bo. 4.44 % . São os seguintes. em virtude . acusando. de nação norte-americana adquiriu durante os oito primeiros meses dêste 101.9 na quantidade e a comprada no ano anterior. 22. verifica-se uma redução assim. uma vez que o volume dos produ. são infe- divulgadas: Estados Unidos. um aumen. período. nos oito primeiros meses de principal compra- 1?39. · acusando. Japão. aumentaram de cêrca de 14% Houve. 204. Ale. o que representa. em conjunto. compra a Bolívia. havendo. mês anterior. Uruguai. pois.70 % . havendo. mo período do ano passado O valor barques de milho desceram de 2. timo atingiram um total de 635. 21. durante o pri- absolutos. químicos tos químicos dos Estados ladas.70%. dos melhores preços obtidos vas cifras percentuais. nos liviano.352.70 %.o Norte importa mais quantidade. com exce- manha. so. apenas. que fôra de apenas. 000 tomüadas. Os embarques no mês de Agosto úl.

INFORMAÇõES GERAIS 569

As compras feitas a êste último A população Pelo rE!censeamento
país elevaram-se a 28.000.000 de libras de Guatemala r e a 1 i z a do· a 7 de
no prazo de oito meses, o que repre- Abril do corrente
senta mais do dôbro da quantidade ano, a população de
adquirida no ano anterior. Guatemala é de 3.284.269 habitan.:.
Segundo informava, recentemente, tes, o que representa um aumento de
o Departamento de Agricultura dos Es- 1.279 369 habitantes sôbre os resulta-
tados Unidos, durante êste ano nenhu- dos do último censo efetuado, ou seja
ma quantidade. de lã argentina foi re- o de 1921, que acusou um efetivo de-
metida para a Alemanha, enquanto mográfico de 2 004 900 habitantes.
que' no ano passado haviam sido for- Para a capital da Guatemala, foi
necidas aos mercados germânicos nada apurada unia população urbana de
menos de 42. 000.000 de libras. Efetua-
ram-se, porém, maiores embarques do 165.639 habitantes, que, somada à po-
artigo para a Suécia, Holanda, Itália, pulação rural, dá um total de 176.780
e Japão. habitantes.
As exportações de lã argentina O departamento mais populoso dos
atingiram, durante oito meses, o total, 23 de que se· compõe o país é o de Gua-
de 230. 000 000 de libras, o que repre- temala, em que fica situada a Capital
senta cêrca de 17% a menos, em con- da República. Em 1921, contava 215.617
fronto com os embarques verificados no habitantes. A sua população, segundo
ano passado, durante o mesmo pe-:- o último recenseamento, já é, todavia,
ríodo. de 311 185 almas.

:J!Il'SLIOGR~FIA

1\ LEI ESTATíSTICA :DA DEMANDA cado no aludido período, com referên-
.DO CAFÉ - Jorge Kingston - cia particulár à política de "valoriza-
Serviço de Estatística da Produção, ·ção", à crise mundial e ao fracasso da
.Rio de Janeiro, 1939. defesa· dos preços; nesta descrição es.:.
'tão intercalados os dados estatísticos
Talvez o melhor testemunho do sôbre a produção, os "recebimentos",
intérêsse que despE!rtam estas pesqui- o consumo· e os estoques, quer do café
sas ,econométricas do Professor Jorge do Brasil, quer do de outros países
Kingston consista no desejo, que a sua (considerados no conjunto), e sôbre ,
leitura nos deixa, de vê-las continuadas os preços do café do Brasil expressos
e desenvolvidas. A aplicação sistemá- em inoeda corrente e traduzidos em
. tica dos métodos estatísticos na inda- moeda-padrão de conteúdo-ouro cons-
gação das formas concretas que assu- tante Justamente êsses dados são uti-
mem as .uniformidades, abstratamente lizados nas aplicações econométricas.
esquematizadas pela economia mate- Numa primeira tentativa de deter-
mátiça, está ainda na primeira infân- minação duma fórmula empírica, o A.
Ma: são titubeantes os seus passos, len- ·parte da hipótese de dep~ndência li-
tos os progressos, frequentes os erros near entre a "demanda" e as variáveis
ho caminho. Todavia, os resultados já ''preço-ouro" e "tempo"; numa segun-
alcançados legiti- da, experimenta
mam a esperança a hipótese de de-
de que essa nova pendência hiper-
MBORA dedicada, de prefe-
disciplina consiga
afirmar-se como
um dos ramos de
E rência, à bibliografia refe-
rente a assuntos estatísticos
bólica. Estuda, de-
pois, a dependên-
cia do "preço" re-
maior futuro da ou econômicos,- esta secção des- lativamente
ciência eco- às va:r;-iáveis "pro-
nômica. tina-se, também, ao registro, atra- dução" e "tem-
A primeira par- vés de comentários desenvolvidos po", considerando
te da dissertação ou de simples indicações sumárias, em primeira
é dedicada à ex- do aparecimento de todas as obras aproximação so-
posição das bases mente a produ-
teóricas e meto- que possam interessar aos nossos
dológicas de tra- leitores, sem restrições quanto ao ção brasileira (ou,
balho. O A. resu- melhor, os "rece-
sector do conhecimento humano bimentos", que o
me a teoria ma- em que as mesmas se enquadrem. autor julga mais
temática da de-
manda, ilustran- Para que melhor venha a ser aptos para repre-
do as sucessivas concretizado êsse objetivo, jaz-se sentar a ofertai .
f o r m u I a ç õ e s, Em segunda apro-
necessária, todavia, a colaboração ximação, o A. con-
progressivamente de autores e editores, os quais ve-
aperfeiçoadas,das sidera também a
relações existen- rão sempre registrados aquí os li- produção dos ou-
tes entre a de- vros enviados à revista ou à Biblio- tros países; numa
manda e o preço teca Central do Instituto. ulterior aproxi-
de um bem eco- mação, junta à
nômico, e esclare- produção o esto-
cendo as noções que existente no
de "elasticidade" da demanda e de "fle- início da safra, para exprimir a oferta
xibilidade" do preço. Em seguida, ex- total.
põe comparativamente alguns princi- As indagações acima resumidas le-
pais métodos propostos e aplicados para vam o Professor Kingston a formular
a determinação estatística das fórmu- as seguintes conclusões gerais: 1) a de-
las empíricas que exprimem as rela- manda do café é inelástica, e essa
ções entre a demanda e o preço, inte- inelasticidade torna-se cada vez maior,
gradas pela consideração de outras va- no curso do período examinado; 2) o
riáveis, sendo a principal, entre es- preço do café é muito flex~vel; 3) a
tas, o ''tempo", no qual se resume toda demanda de café, no período conside-
uma série de fatores que operam com rado, tem-se deslocado negativamente;
regularidade no curso dos anos. 4) a influência da oferta de cafés es-
A segunda parte apresenta aplica- trangeiros sôbre o preço do café brasi-
ções dos métodos estatísticos, expostos leiro é, provavelmente, escassa.
na primeira, ao estudo concreto do A constatação da baixa elasticida-
mercado do café num período decenal de da demanda e da elevada flexibili-
(safras 1927-28 a 1936-37) . O A. des- dade do preço guia o A. na investigação
creve sumariamente os principais acon- final, sôbre os fundamentos econômicos
tecimentos que caracterizam êsse mer- e as diretrizes racionais duma política

BIB L 10-0RAF·IA 571

,de -va~prização-; :ou, . mais geralmenté, pendência funcional ·sé estabelece, não
-de defesa <;lo mercado· do café. A con.:.. em relação à den1anda e ao preço, mas
sideração de outra circunstância posta entre as variações proporcionais dessas
em relêvo pela pesquisa precedente,,isto grandezas. Noutros. térmos, às variá-
é, a tendência decrescente da dem'anda veis X e Y substituen1-se outras, x e y,
mundial, leva o Professor Kingston à que são as razões dos preços e quanti-
conclusão .de que a inversão· desta ten"' dades de um ano para os preços e
dência ou, ao menos, a estabiUzação da quantidades do ano anterior" .1
demanda, seja condição essencial ao A vantagen1 dêsse método seria que
,bom êxito de qualquer programa de sa'" "os efeitos dos aumentos de consumo,
neamento da economia cafeeira. das alterações de hábitos e gostos das
populações, etc., se eliminam ao c.on-
siderarn1os as variações proporcionais
relativamente a uma base móvel". O
O estatístico econômico é o mais Professor Kingston parece aceitar esta
infeliz dos cientistas: na maior parte opinião de H. L 1\f.Ioore, cujos trabalhos
dos casos os dados sôbre que êle opera pioneiros cita COnl louvável escrupulo :l
são incompletos, inadeqUados ou in- Confesso que não consegui chegar à
_certos; quasi sempre,· uma parte de- demonstração matemática dessa afir-
les está expressa naquela unidade re- Iilação · que também em Moore apa-
belde a toda medida estável que é a rece e~ forma dogmática, como tão
moeda; aÍé~1 disto, os· resultados da evidente que não precise ser demons-
observação poden1 ser encarados como trada a Ao contrário, basta um sim-
funções de muitas variáveis, às vêzes ples exemplo algébri~o o~ nu_mérico
desconhecidas quantitativamente, se para mostrar que a af1rmaçao nao cor-
não qualitativan1ente Amiúde o pro- responde à verdade
blen1a do econon1etristá pode ser asse-
melhado ao <'la determinação das com- Suponha-se un1a popu~ação <I~e
ponentes dum sistema de fôrças, de que cresce no curso do tempo; seJa P o nu-
só se conhece a resultante, ou pouco mero médio dos seus componentes no
mais. prin1eiro ano de observação, P k1 no se-
gundo, P k 1 k. no terceiro, P k1 k. k,. no
Boa dose de coragem torna-se, por- quarto, etc. Considere-se agora uma
tanto, indispensável para enfrentar certa n1ercadoria e suponha-se . que a
problemas dêste tipo, e o Professor sua demanda varie proporcionaln1ente
Kingston, escolhendo um vasto Iilei·ca- à população, sendo, portanto, D no
do internacional, perturbado por inú- prin1eiro ano, D k1 no segu:p.do, D k1 k,
meras intervenções estatais contrárias no terceiro, D k1 k, ks, n.o .q1,1artp, etc.
à livre formação dos preços (discipli- Suponha-se, afinal, que ~ preço dess~
na da produção e das vendas nos paí- mercadoria varie prop.orcwnalmente a
ses produtores, impostos de importação demanda total e, portanto, sendo p no
e de consumo e limitações do consumo prln1eiro ano, fique p k1 no segundo,
nos países consumidores, etc.) , e re- p k 1 Ic. no terceiro, p k, k. ks no quarto,
ferindo -se a um período assinalado
por condições econôn1icas excepcionais
(basta lembrar entre estas a crise mun- 1 Para concordar com a primeira expres-
dial de 1929 e anos seguinte~>), n1ostrou são segundo a qual a dependência se estabele-
possuir em alto grau essa virtude. ce '"entre as variações proporcionais': da de-
manda e do preço; a segunda expressao cit~.da
Cun1pre reconhecer que, avançan- deveria ser modificada na forma seguinte: às
variáveis X e, Y substituem.se outras, x e y, c;~ue
do entre extren1a~; dificuldades, êle con- são as diferenças entre as razões dos preços e
seguiu alcanÇar alvos apreciãveis, es- das quantidades de um ano para os pre_ços e
clarecendo alguns pontos importantes, as quantidades do ano anterior e a umdade,
isto é, as variações relativas "
con1o evidencia o precedente resumo
de suas conclusões. 2 Note-se que H L. Moore, na sua obra,
Economic Cycles: Their Law and Cause (NJW
Mas a natureza n1esma dos dados York, Macmlllan, 1914), se refere _às variaç~es
relativas definidas na nota 1, e nao às razoes
elaborados e dos métodos aplicados dá representadas por x e y do Professor Kingston
ensêjo a algumas observações que não Mas, como essas diferenças relativas são iguais
desejaria qualificar de "crítica", pois às diferenças entre as razões correspondentes
e a unidade, todo o raciocínio do texto pode
que são, antes, considerações sugeri- aplicar-se também ao seu emprêgo, exempli-
das pela cuidadosa leitura do estudo ficado por Moore nas págs 70-77 da obra citada
que condensa em pequeno volun1e al- a " the re.Iative change In the amou:nt
guns dos mais formidáveis problemas of comrricictity 'tJ:iàt is ooright may lle correlated
da ciência econôn1ica. with the relatlve change in the corresponding
price and the resulting appropriate regression
equahon wlll give the statlstical law of de-
mand for the commodlty By taking the re-
latlve change In the amount of the commodity
that is demanded, instead of the absolute
Uma da.s primeiras observações re- quantities, the effects of increas!?g population
fere•se a um dos métodos de determi- are approximately • eliminated . (!Jloore! Qp.
nação empírica da relação ent_re a de- cit , pág 69) . Notar-se-á que a· af1rmaçao de
Moore se limita aos efeitos qo crescimento da
~n.qa e o p;re.ÇQ :. f> ctas "~azõ.~~ en1 ca- população, não Incluindo, como a de .Kingston,
dela'\ .,Qonfl)r.mç ·.esse metodo, "a ·.de- também os das alteraçqes de gostos, etc

-~

572 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA

etc. Nessas hipóteses- necessariamen- te exemplo, os preços teem um anda-
te arbitrárias, mas não inverossímeis - mento oscilatório típico. A correlação
as "razões em cadeia" resultariam, na entre preço e demanda resulta nega-
ordem cronológica, de k1, kc, ka, etc., tiva e perfeita, sendo expressa pelo
quer para a série da demanda quer coeficiente - 1 Instituindo o con'-
para a dos preços A correlação entre fronto entre as séries das variações
as duas séries de razões seria positiva relativas (+ 100%, - 50%, + 100%,
e perfeita. O coeficiente de correlação -50%,+ 100%, para o preço, e - 50%,
+ 1 indicaria que o preço varia em + 100%,- 50%,+ 100%,- 50%, para
função exclusivamente da demanda, e a demanda), chega-:-se, igualmente, ao
como esta, por hipótese, varia em fun- coeficiente de correlação .- 1; não se
ção exclusivamente da população, po- manifesta, portanto, a afirmada eli-
der-se-ia dizer que o coeficiente mede minação Obtém-se o mesmo resultado
a influência do aumento da população considerando, em lugar das preceden-
sôbre o preço da mercadoria escolhida. tes séries oscilatórias, séries cíclicas:
Se, ficando constante a população, a supondo, por exemplo, que o preço va-
demanda variar na medida acima su- rie em cinco anos consecutivos pro-
posta por causa da extensão ou inten- porcionalmente a 10, 20, 40, 20, 10 e a
sificação do consumo, o coeficiente + 1 demanda proporcionalmente a 40, 20,
mediria a influência desta expansão 10, 20, 40.5
do gôsto sôbre o preço Onde está a Concluindo, penso que o Professor
afirmada "eliminação" dos efeitos das Kingston faria obra útil aos econo-
variações da população e das modifica- métricos indagando a significação real
ções dos gostos? das afirmadas propriedades do méto-
Parece interessante notar um in- do acima examinado, quer aplicado na
conveniente do método em exame Su- forma das razões em cadeia, quer na
ponha-se que, no precedente exemplo, das variações relativas. Tratando-se dé
fique constante a razão entre dois da- duas modalidades de aplicação do mes-
dos consecutivos na série da demanda mo método, as propriedades efetivas
e, por conseguinte, também na dos pre- dos dois processos não deveriam dife-
ços Nesse caso, comparando a série rir entre si Difeririam, porém, se não
dos preços p, p k, p k 2 , p k 3 , etc., com a estou enganado, . das ' afirmadas por
série das demandas D, D k, D k 2 , D k 3 , Moore Parece sintomática, aliás, a cir-
etc., chegar-se-ia à determinação dum cunstância de que êste autor, nas suas
coeficiente de correlação + 1 Em vez indagações posteriores .sôbre as rela-
disso, comparando a série das razões ções entre a demanda e o preço, pre-
dos preços k, k, k, etc., com a série ferisse um método diverso, o do con-
das razões das demandas k, k, k, etc., fronto entre as razões dos dados de
o coeficiente de correlação ficaria in- demanda e dos de preço para as res-
definido (O ...;.. O) • Isto é, uma corre- pectivas tendências, como lembra o
lação que, na realidade, é a máxima Professor Kingston.
possível não apareceria absolutamente
pelo método acima exemplificado.
Outra vantagem dêsse método con- A afirmação de que os efeitos per-
sistiria, segundo o Professor Kingston, turbadores do aumento da população
na eliminação dos efeitos das varia- e das modificações dos gostos sôbre o.
ções oscilatórias dos preços: com efei- demanda, e os das variações oscilató-
to, continuando o período acima cita- rias e cíclicas sôbre os preços. ficam
do, êle escreve: "e o mesmo se dá com eliminados, parece muito mais jus-
as oscilações do poder aquisitivo da tificada a respeito dêsse segundo mé-
moeda, que desaparecem nas razões todo do que em referência ao primeiro
dos preços" 4 Também essa afirmativa, Entretanto, nem essa eliminação se
ao que se me afigura, precisa de uma torna completa, pois a determinação
demonstração, pois, tentando verificá- da tendência ("trend") só pode ser
-la, não consegui o objetivo Ao con- feita por processos empíricos e arbi-
trário, a verificação parece mostrar trários; nem pode ser evitado o perigo
que, ao menos em alguns casos, não há de eliminar, junto com os efeitos que
sequer eliminação parcial se aueriam afastar, uma parte dos que
Examinemos um exemplo extrema- se deviam consei·var. Para mostrar êste
mente simples, para evitar cálculos la- perigo, basta considerar o caso-limite
boriosos. Sejam 10, 20, 10, 20, 10, 20 os em que as variações da demanda de-
preços duma mercadoria em seis anos pendem unicamente das do preço, e re-
consecutivos e 400, 200, 400, 200, 400, ciprocamente Sejam 1, 2, 3, 4, 5. 6, 7,
200 as demandas correspondentes Nes- 8, 9, 10 os preços duma mercadoria em
dez anos consecutivos e 40, 36, 32, 28,
' Parece-me mais limitada a correspon- 24, 20, 16, 12, 8, 4 as respectivas de-
dente afirmação de Moore (op clt, pág 69): mandas Neste caso, evidentemente, há
"by taklng the relatlve change In the cor-
respondlng prices, instead of the corresponding
absolute prlces, the errors due to a fluctuatlng • O caso da variação cíclica é o conside-
price levei are partla!ly removed", rado pór Moore (veja-se a nota precedente)

sendo a origem reça ser rejeitado. no senso comum. que êle pode ser utilmente empregado.1 custo de produção conseguido pelo 1928-29 1929-30 1 2 13. assim o nosso profano ficaria acima discutidos. a terce:ira. que é tal do café · ·. Tornar. entre as indo da aplicação concreta quais mesmo o profano indicaria. antes procurará escolher. tabela os dados utilizados pelo Profes- dências elimina totalmente as varia. pois implica a. concepção teligência. resume a ação de inúmeros observados coincidem sempre com os fatores.7 bricação e pela ampliação das unidades 1931-32 4 15. abstra. 13. . em Santos. .1 téxteis artificiais nos últimos vinte 1934-35 7 14. tipo . que. Vel. da demanda (consumo) como função -se-á sempre difícil julgá-lo em com. 193(}-31 3 16. com fun- trio e da habilidade do operador. baixa dos preço.1 5.5 milhões de pende.7 anos. entre preço e de. ex-· Só deve ser empregado com cuidado e presso em milhões de sacas.7 19. como caso colha típico. BIBLIOGRAFIA' 573 correlação negativa e perfeita. sem dificuldade.6 Uma ulterior investigação das ca- racterísticas do método em exame po- derá ser muito útil para a interpretação Examinemos com olhos profanos o dos resultados da sua aplicação andamento comparativo do preço e do Advirta-se. econométrica. adotar o método das correlações múl- manda. traduzido em fran- tar erros na apreciação das relações cos-ouro Não quero discutir. preferiu pelo coeficiente . a quarta. não somente da variável preço senão paração com os outros métodos. como seriam iguais à unidade.6 4. aceito-os provisoria- sbs as tendências do preço e da deman. para evi. a determinação das ten. de Moliere. da variável "tempo". orientada para nma lenta te dependente. sor Kingston na indagação das relações ções que deveriam constituir o objeto entre a demanda e o preço. diminuição..1.1 3. reservando-me expor depois al- da são reciprocamente vinculadas pe. da tendência. através de oscila- das razões para a tendência se pode ções. dados de tendência. ou. pois o êxito da sua aplicação de. ouvindo qualificar de "economé- di)S d~ suas pesquisas sôbre o mercado trica" a sua óbvia conclusão. coluna indica as safras (Julho-Junho) . pois os dados já foi dito. senão dados de tendência. resultados péssimos. considerando a demanda em razões dos dados observados para os função não somente do preço. mas. da determinação sacas. que damento na experiência quotidiana e não se ·deve vincular a um tipo par.6 aperfeiçoamento · dos processos de fa. aplicado com escassa in. do arbí. consumo oscila entre um mínimo de to. aumentado Esta óbvia conclusão já é tados ótimos. todas essas razões também do tempo: variável que. como o consumo ticular. talvez. Jourdain. res. pode ser lembrado o dos pro- dutos obtidos por novas técnicas.3 16. ao contrário. destinado a representar a demanda.4.2 4. a modificação dos gostos Como o Mr. Em vários ca. O precedente exemplo não quer de. pâdo. as do tempo a safra 1927-28. Nesse segumte. pior.Professor Kingston não aplicou o ficou admirado ao saber que falava ém pnmetro nem o segundo dos métodos "prosa".6 5. os valores correspondentes monstrar que Q método em exame me. desce fortemente no decênio.. aplicando o método das tiplas. com tendência não bem definida.4 1936-37 9 14.2 22. a primeira da análise. o avaliar só incompletamente em abstra.1 produtoras.7 16. êsses elementos. também de outras variáveis. o aplicações de Moore e outros atestam consumo mundial de café brasileiro. espantado. como é o caso das fibras 1932-33 1933-34 5 6 13. o método ficado estacionários.5 8. o tipo mais adequa. entre preço e demanda. que o método consumo. acho oportuno reunir numa caso-limite. operação necessariamen. mente. os 'resultados da aplicação devem ser o preço médio por safra do café Santos interpretados com prudência. 1935-36 8 16. Vamos concluir. O . tivessem das razões à tendência pode dar resul.9 15. cujo SAFRA Tempo Consumo Preço preço tende a diminuir e cuja demanda tende a aumentar com o decréscimo do 1927-28 o 15. em boa parte. apesar da forte. e talvez um pouco preocu- ticas expostas n::ío afetam os resulta. agora. de modo que as cd. porém.8 3. em não conseguiu manter-se ao antigo ní- cada caso concreto. provavelmente êsse consumo teria ciiminuído muito se os preços tivessem Genialmente aplicado. O preço. gumas observações em tôrno da sua es- las relações de dependência. Mas. e a correlação fi. o A. expr~ssa Nessas pesquisas.3 e um máximo de 16. pelo menos no espírito. do de função interpoladora e o método apta a facilitar e atrair os consumido- mais conveniente de determinação. a segunda. por sua vez. de eerto. ~ara maior clareza da exposição caria indeterminada (O + 0) .

isto. outras.0. . se se tratar duma comJ manda teria diminuído de quasi 4 mi.. o desvio padrão.404 o entre o 7 15. Aplicanrl. 0.. quan.. das conclu. 15. Calculando simplesmente o coefi. i0a mes:. isto é. mesmo o cálculo que aparece mais apu:. Representando por D a exame? demanda ("consumo".0. comparação seguinte entre os valores tras variáveis. sacas para cada diminuição de um TEMPO consumo Consumo entre cale. a deman. a média quadrática das j!.3 pelos outros cálculos. na manda e o preço ficaria de . adotamos uma tendência parabólica (do dos valores <. torna-se extre. 3.. preferido pelo A .67 8 15. a 0.42 2 15. indicando mamente difícil determiná-la.60 o coeficiente de correlação entre o tem. no período considerado.387 T (1) as fórmulas empíricas conseguem dar- . é. :É interessante verificar-quais re- vados e a média aritmética dêstes. ponente secundária · lhões de sacas se o efeito contrário da Note-se que. 3. correlação negativa muito fraca:6 a de. também. 15.:. mação obtido com a substituição da o coeficiente de correlação entre a de.5. e a valores do fessor Klngston. a demanda tende.15' entre a demanda e o preço.0. só d.00. para: o preço e linear para o consu.28.47 14.8. mas d cada diminuição de um franco-ouro problema ficará insolúvel.78 5 15.90. Aplicando o método das "razões para a Consumo: 15. representação dos dados de consumo. e as da demanda. dem cronológica: . fica uma margem multo escassa ao arbítrio na escolha da tendência. ficando por 3 16. constitue só uma grosseira aproxima.427 1 14.38 15.31 po e o preço. e em .70 .97 8 A média quadrática das diferenças entre os valores obser . 14. 6 15. média aritmética pela equação (1). tra ser quasi nulo o ganho de aproxi. 9 14. chega-se a um coefi.54 14. por outra parte. " .09. REVISTA BRASILEIRN DE ESTATíSTICA O Professor Kingston chega mais Onde está a verdade? Qual é o ín. mente diversos do calculado é . no caso em exame.01. em confronto com titativamente determinada. na constância do preço. se conhecemos que uma da tenderia a diminuir anualmente de das componentes de determinada re- 387 mil sacas. por P o preço e por T o tempo. .38. como demonstra ~ e o preço. sultante é preponderante na formação que. 15.57.0.s êsses índices são êle exprime na equação falazes Quando a reJação Ém~re duas variáveis econômicas é muito estreita.86 . 5.79 16. é de 1. a diminuir no A média quadrática das diferenças curso do tempo. 7 Para o consumo.. 0. relação é secundária.10 -0.o único responsável por eventuais erros 7 . re" mo Eis· aoul 'os dados de tendência. parte dos casos. 0.6Ó + 0. para obter a coincidência apro- aplicados na' determinação da tendência No ximada da soma nos valores calculados · com a caso. as tendências secundárias do consumo. 15..39 outra parte determinado em .93. ter-se-ia chegado ao co... diferenças entre as duas séries de valores. lativas (ou o das "razões em cadeia"). inferior aos indic~dos 2. Essa caniente..o o método das variações re. ficando. longe. 14.dos preços não tivesse quasi neu. na maior no preço Isto é. a adoção duma tendência para- • Os coeficientes de correlação referidos bólica de 3.19.• ou de 4. I ciente de correlação entre a demanda ção da realidade. " Diferença. do profano.-lhe expressões· satisfatórias . Acho que toçlO.. nos dez anos.32 13.05 15.:.• gra11).30 + 2. todavia.34 tes põem em relêvo a tendência predo- minante do preço a diminuir no curso do tempo. 6. do consumo deduzidos dessa equação e eficiente de .e leve inferior ao desvio padrão . ~ para o preço.71 Preço: 25.e cientifi-r a relação entre as três variáveis.0.96 tempo e a demanda 6 :Êsses coeficien. ma maneira. 9.. desta não será difícil chegar a unia ria a aumentar de 183 mil sacas para avaliação dessa componente.20 -0.. o coeficiente ficaria de 15.183 P . qtie·. 1ftilizãveis Mas qÚanélo essa equação dá-nos uma expressão.86 em 18. ~9~sr. fortemente superior ao calcula- do pelo método de correlação parcial. rado (o que leva à equação (1) ) . 19.158. foram calculados pelo autor coefi<liente de correlação também sensivel- desta nota bibliográfica. ·: · ·~ em or~ · · duz-se levemente.20 + 0.90 + 0.3. o 15. tranzado essa tendência.10 -0.890 4 16. b~il{a.0.. D = 18. por conseguinte.60. 15.14 16. que.90 13.1. tendência".351.598. isto sultados dàriam os outros processos que é. 0.34! ciente de correlação parcial de . da tabela prece- dente).11 16. 13. entre os valores calculados e os obser~ riar no sentido oposto ao do preço. dos sensivelmente diferentes. A com- foram precedentemente examinados paração entre os dois valoFes demons. 14.80' + 0. que indicaria uma os calculados.80. a de. calculado observado e obs r franco-quro no preço. 4.36 15.0.4.9. g~n~ricas. · No cálculo de correlação múltipla. vados é de 0. com o auxílio do instrumento dice mais aceitável da relação em matemático.r ' ''' . sem introduzir no cálculo ou.50 --. preponderantes.4B. a va.• grau levaria a resulta- no texto não aparecem na monografia do Pro.6.7. ' manda tenderia a aumentar de 23 mil 'I . o resultado da aplicação do método das s Retificando na equação (1) a constante razões para a tendência depende dos critérios 18.>bservados.

crítica. adverte que os dados do "con. precedentemente re. Diferen'l&. a influência cados consumidores e preço de atacado das duas variáveis consideradas apa. p· e T.preço em regime nioné'tário de' papel c lhorou só em me'dida desprezível a moeda inconversível.().-.segundo preço em lugar do primeiro te}. vários entre damento efetivo do consumo (deman.47 13. onde os valores calculados pela (2) Mas. nos preços 4 : 15. 15. tempo a demanda dos comerciantes terminar a demanda. divide entre muitos países.8 feridos no . na safra 1932-33. na sa~ tre .8. visto exportação preços de Santos Na safra 1927-28.125 P . A média quadrática das diferen. elaborações parece-me mais ·apto a des- dos parecem ser os que exercem in. de 0 Os' co-eficientes de correlação parcial en~ 23.15 14.os coeficientes de ·regressão. isto é.· com efeito.26 3 •.20 + 0. O remédio consistiria na substituição --. portanto. Brasil.ú~ representam exatamente.0 para o Santos tipo 4. por.17 Acho.4 Vejam-se O\l. obtidos mediante divisão dos . Acentuo.81 15. o coeficiente de se mostra pouco satisfatória na repre.19 15.to adverte .282 T (2) que êste não representa o preço pago pelo consumidor. o preço de que Os valores dos coeficientes o da efetivamente depende a demanda.:. o A.: no mercado produtor fir.21 análises particulares referentes aos principais mercados de consumo.· cor- 1 14. A modifi. dos a d1mmmr o valor da pesquisa.n Íl. como também no andamento.58-0.56 responderam diminuições muito meno- 2 14.89 16. seria ainda justi.80 16. os de. Se equação (1) diferem algo dos que ca· a razão entre preço de varejo nos mer- racterizam a equação (2) . considerando-se o tabela seguinte (paralela à preceden.21 de varejo nos mercados de consumo 5 15.· como consta da sultaria idéntico. embora às vêzes com algum atraso ·~ riam uniformemente no tempo.10 14. muito duvidoso o valor das in. 7 8 . dos dados de preço por dadds de preÇo relativo. Cbm Ibuvável escrúpulo cientí. que sê dessa equação para representar o'an.as variá'l(eis D.3. pertar dúvidas: o preço.35 -1. observactos é de 0. "não dá uma ~nf~rior ao desvio padrão.85 res. . da exportação subiu a 28. de moeda áurea livremente Ciréulante. chegando à equação: Kingston. mas me. que êle prudentemente limita ao c'J.38 15. Torna-se. lHBLIOGRA~IA Embora essa equação cons1dere. havia duas com- manda" no curso de cada safra não a plipâções: primeiro. .20 ~ 0. . a falta de 'm. em Santos. No caso em exame. e às vêzes aumentos.50 -0.primeiros pelos ·índices gerâis dos fico.ao nível geral dos preços" A observa- dificou em ' medida notável os valores ção. experimentámos repetir o uma solução que não ofereça razões de cálculo pelo método dos mínimos qua. nesse período foram realizados grandes TEMPO Consumo Consumo entre cale aumentos dos impostos de importação calculado obserYlldo e obs e de consumo na maior parte dos paí- ses. não pode encontrar terminação..preços.72 + 0.. o pteço.• cálculos que levaram à equação (2) . fra 1936-37. de logo.65 16.94 15.60 + 0. estes participando do total com quo- da) dependeria do método da sua de.10 . nio em exame·. 15.46 14. de 14. Oportunamente. se 9 14.superou multo o segundo.correlação entre demanda e preço re- sentação da realidade.. no. medida exata do seu valor em relação caçao de processo interpolatório mo. e em todos os casos se referem antes à demandâ do café c 1ó· Cünipre :observar que 68 preços médios exportado do.7() -:. que o problema tanto. não somente o acaba refletindo com boa aproximaÇão preço como também os fatores que va. diferiram muito. o preço da foi de 30.30 + 2.().26 possa esperar êxito na pesquisa das re- lações entre preço e demanda..ficada em regime diferente.90 + 0. isto é. há muitas razões para acniditar são comparados com os observados que essa constância não se verificolt nos dez anos considerados. de que o preço do café. da escolha de um único preço idôneo dicações fornecidas pela equação ( 1) .91.. de modo que à queda do preço de () 15. sumo" chamados a representar a "de. mesmo no presentação da realidade. dos consumidores Outro elemento das mais fatores que ficam não considera. não somente Essll: c~rc~nstância não me parece apta no nível. depois de ter escolhido o preço por atacado em Santos. adaptação da fórmula empírica à re. Também oportuna é a outra adver- ças entre os valores calculados e os tência do A. em comparação de 32.asse constante rece aquí menor. foram deduzidos dos mesmos e o do tipo 4 em Santos a 21.46 13. também a (2) no período em exame.7 mil réis por 10 quilos. curso do decê- do co~erciante que à do consumidor. · fluência preponderante. tros dados na nota (12) CCLLEE . o Professor drados.teKto.51 atacado no mercado de produção. o primeiro preço. entre como no curso dum longo período de as variáveis que concorrem pal'a de. Mas..0. para ser compârado com o consu~o de Para verificar se a escassa aptidão uma mercadoria como o café. ainda pouco isoladamente considerado. que somente através de 6. tas importantes. .D = 17.

na In.68 25. da corrente eficientes de regressão e de correlação ficariam modificados 3 ° O mesmo preço.08 25.09 47.2 29.9 47.4 29. glaterra. Impor. isto é. se houver. e procure distinguir no conjunto livre). desde o primeiro decênio do nosso sé cu- dução em francos-ouro dos preços em lo. diminuiu na res. lembrar que nes.51 26.8 32. o efeito da ção ampla e orgânica.7 37. O que ainda falta é uma investiga- mil réis.88 29. expresso em moeda áurea (cents de dólar "~·elho").0 34. neutralizou. elimina-se o efeito perturbador do crescimento da população Os dados Essa elaboração daria uma série estão expressos em libras de 453.5 39. Mas. o quo- tempo Ora..93 32. --.4 48.4 29. preciso dividir o preço-ouro de café. de indagações comple- Estados Unidos o nível dos preços-ouro xas e interessantes.1 432 1936 13. porém. geral. para melhor distin.6 595 da em medida muito maior do que a 1931 13.2 48.~itivo do ouro Para exemplificar a possibilidade. nio de 1928-37. lizados em indagações econométricas cional O A. seria. pelo índice derando a demanda média por habi- geral dos preços-ouro das mercadorias tante.6 15. 0 O preço médio de varejo do seria menos rápida e profunda do que café. (lbs l por lb) por lb) (Dólares) tar ao exame dêsses fatores provisoria.9 16.2 48. Não faltam elementos para pes. isto é. 1937 13. ponha em relêvo as concordâncias proporção de 100 a 43 (segundo o câm. e os co. alguns dêsses elementos já foram uti- cado do café é internacional e não na. 11 Os dados para os Estados Unidos foram deduzidos do Statistica~ Abst~act o! the United quisas sôbre as relações entre a de. mas depois sobe até su- interessante. 1933 12. e as discordâncias das várias experi- bio oficial) ou a 32 (segundo o câmbio ências.1 30..5 646 fatores mostram influir sôbre a deman.. alguma uniformidade Deve-se.03 48.8 46. experei brevemen- de atacado desceu na proporção de 100 te alguns dados para o mercado dos a 54 e o nível do custo da vida expres. 1 ° A demanda média individual portanto.94 26.6 de preços relativos que diminuiriam gramas também no decênio.5 360 pois também êsse grupo de fatores ex..2 625 caso do mercado do café. no curso do decênio. do os principais mercados consumido- que. considerado no decê- so em ouro desceu de 100 a 52. a circunstância de que o mer.4 407 plica só a menor parte dás variações 1935 13.-----.2 31.5 40. Ainda uma observação a propósito 4. -.0 500 1932 11. as reduções correspondentes A tabela seguinte contém dados foram de 100 a 56 Querendo chegar a anuais sôbre estes assuntos: 11 uma medida do preço do café em re- lação ao nível geral dos preços. nos resultados. 0 O "preço relativo".0 41. delas. nos que se oferece. é preciso continuar a aná. todavia.8 37. deve-se vol. cents por libra. 1938. em dólares.7 392 em que influe o preço Mais geralmente. numa segunda fase.1 46. e outras variáveis. e utilizado portação média por habitante Consi- pelo Professor Kingston.8 31. em que êsses 1929 12. 1934 11.--- mente desprezados. Preço· Renda guir a relação entre demanda e preço tação por Preço -ouro ''Preço "Preço média ANO hab (Cents (Cents relativo" real" por hab.9 48.5 15. a pesquisa econométrica sofre uma leve redução no curso da pode tornar-se verdadeiramente útil e grande crise. mínio da análise toda uma série de fa. expresso em mv8- a indicada pelos preços-ouro.4 36. numa primeira fase da ciente do preço em moeda corrente pelo pesquisa econométrica do mercado pode índice da renda média por habitante ser útil afastar provisoriamente do do. Estados Unidos. todos superiores aos dos três primeiros anos do decênio. aumentou fortemente. 6 ° A renda média por habitante.8 45. nos mercados importadores de càfé: segundo. procurando determinar os fato- res específicos que mais influem sôbre o preço do café Somente continuando O consumo médio por habitante por essa via. não somente para os cien. abrangen- queda da equivalência-ouro do mil réis. procurou remédio na tra. se período o poder aqui. particularmente no 1928 12. por exemplo. o dos cálculos de correlação múltipla quociente do preço em moeda corrente sintetizados nas equações (1) e (2) pelo índice do custo da vida Nestes cálculos tenta-se medir a de- pendência da demanda a respeito do 5° O "preço real". 1930 12. ou calculados mediante elementos manda e o preço.2 487 da demanda. assim.4 21. re- do café. daí tirados . de qualquer procedência. tores que tendem a operar uniforme- mente no tempo.3 14. dados para os três últimos anos são para os homens de negócios.3 34.2 41. u queda 2. perar ligeiramente o nível inicial: os tistas como também.76 39.7 41. States. que.~76 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA meto índice geral dos preços no Brasil.7 536 lise. calculado pelo Instituto In.48 24. presentada aproximadamente pela im- ternacional de Agricultura.

dem cronológica das safras (1927-28 a 1936-37) : sileiro (reproduzidos na primeira tabela do 30. que são dis- tar-me-ei aquí a expor os coeficientes ciplinados conforme as condições do de correlação calculados entre a de. rapidamen- Na tabela de Kingston (pág 45) está Indicado te variáveis.5.0.Como todas as produções de plàntas de quilos.0. texto) e os dados seguintes de preço do café 24. geridas pela leitura da interessante trista pret\)nderia dar-lhes forma quan.0. os Estados Unidos parecem mais aptos menta. As precedentes observações pode.8 Santos tipo 4 em Santos. monografia do Professor Kingston. Afastando-se a influência das va- sa em dólares mutílados. é inferior à dações gerais do custo da vida. aliás.8. 1~. as moeda corrente. mas já abusei demasiado do espaço -me exprimir a esperança de que o concedido a esta nota bibliográfica Professor Kingston queira fazer um Quero só manifestar a minha dúvida amplo exame do importantíssimo mer. em mil réis por 10 13 . no curso de cada safra e a quantidade tre o preço do café e o índice do custo exportada no mesmo período.4. além disto. "recebimentos" de café. na média dos somente a êsse título quis expô-los.8.S64 entre a demanda e o "preço sacas.402 entre a demanda e o preço. pelo Professor Kingston e mostra que também para o Brasil uma diversa es- A tradução do preço do café em colha dos elementos confrontados pode ouro exagera a medida da sua queda determinar diferenças considerá veis na (de 45. como expressão aproximada manda e as várias expressões do preço: da "produção". . embora expres.6 no último. mostra-se superior ao relações estabelecidas pelo autor pod€m de . .5~. 35. Êsses coeficientes constituem só ção da renda. que. pois a razão en.3. 25. o preço do apta a orientar pesquisas ulteriores. vé~ ·de períodos ·rela'tivamerlte 'longos. no andamento do preço do ência das variações da renda: o co- café.16. de modo lento e gradual e atra- o preço médio de 8. eficiente sobe a .timo). ser chamados a representar aproximadamente a oferta.O. milhões de sacas e um recebimento to- :. Mas a flutuação da renda in. a renda nos anos finais. Muitas outras observações são su- riam ser as do . em mil 12 Ó coeficiente de .4 adaptada às condições _do_ mercado.421. não há quasi correlação entre real". 14. também o coeficiente de correlação tra que a queda do preço do café foi de . ao menos mesma relação eliminando-se a influ- em parte. em ordem cronológica de safras: 32. entre a demanda e o preço em riam.0.o 158 renda média por habitante. retifiquei êste êrro de Imprensa. 21. acima referido.0. 0. que a do consumo do café. aos cinco anos de . foram os seguintes.7. profano O econome. 23.4. na or- relação entre os dados de co~sumo do café bra. antes. tal de 79. o coeficiente pelo dado de 16. es&a dos anos iniciais. que era expressa em relação mostra-se mais intensa.0 milhões. na média dos três anos finais.17. pois o dóiares íntegros.0 relativo"· e um recebimento de 74. responde uma produção total de 139.0.402 para o .0.o 231 exprime a cor.231.9. 24. Limi.. a servir à análise quantitativa da rela- dividual é muito mais profunda do ção entre a demanda e f! preço.7 milhões de .9 no medida da correlação entre demanda ú!J. coeficiente de correlação sobe a . titativamente determinada.6. Ainda mais intensa se mostra a tada acha a sua explicação. a 32.5 para a safra de 1934-35.0.3 . 1&.536 entre a demanda e o "preço menor produçã:o.7 no primeiro triê. de --'. diminuindo fortemente.0. 14.421 entre a demanda e o preço aos cinco anos de maior produção cor- em moeda corrente.443.2 no primeiro triênio a 14.664 tralizou os efeitos tendenciais da redu.0.1. sôbre a conveniência de considerar os cado norte-americano do café. em muito mais profunda do que a queda mil réis.4.5. do café exportado do Brasil dos preços em geral.. Ex. o dado errado. café diminuiu de 45. J!:ste cál- da vida desceu de 45.0. calculado para o Brasil Os dados para nue no período da crise e depois au. longa vida.3.me interessante indicar A coluna do "preço relativo" mos. Os preços médios da exportação.7. 23.ouro. 28.536. mercado.7.mercado nbrte-amé- nifesta certa concordância com o da ricano supera fortemente o de . sôbre o consumo. .9. permito. substituindo ferência ao preço-ouro. Parece. No decênio considerado. A discordância parcial acima no. três anos iniciais. uma produção de 85. 18. BIBLIOGRAFIA 5'17 Êste andamento do consumo ma. neu. que dimi. a produção do café só pode ser 36. 25. uma forma rudimentar de elaboração presso em razão da renda.7. réis por 10 quilos. entre o preço médio. culo refere-se ao decênio considerado nio a 30. fazendo aparecer como es. e preço pecífica do café' ta__mbém aquela parte da baixa do preço-ouro que é fenômeno comum à maior parte das mercadorias. produção e recebimento O coeficiente de correlação de Acho que os recebimentos pode- . que se pode deduzir dos ser consideradas sob êsse ponto de dados calculados pelo Professor KÍii- gston para o Brasil 12 Também na re. 25.

representa uma valiosa a gente e a terra alvo de sua curiosidade contribuição científica e. Rio Doce. em lon- recer êste ponto gas e penosas jornadas. no sen- tudo de assuntos de grande relêvo para tido da definição da personalidade na- a economia nacional .os livros de Koster. mais árduas questões da ciência eco. O relato que êle nos deu de sua terminados aspectos da vida brasileira viagem contém páginas em que se com- dos princípios do século passado binam rigorismo de observação e fres- Entre os livros de viajantes com cor lírico de naturalista encantado pe- que se enriqueceu o nosso documentário las coisas e seres que descreve E os histórico . daquelas O estudo do mercado do café abre ca. no VIAGEM AO BRASIL . Saint. Agassiz. e povoadas de lendas. limitada por fatores coativos canto e um interêsse tão vivos como cuja ação em parte depende do nível o do Príncipe de Wied Neuwied O e da tendência do preço. Baia. sível que poucos apresentam um en- neris. Foi um pouco isso flexo da análoga dependência da de. sentiu e viu. ao qual interessavam. o homem.ainda . os bichos. Campos de Goitacazes. embora seja oportuno ter pre. todos os imprevistos e inimagi- ram ser aqui indicados e discutidos. um mundo novo. Para dar início a uma nova série. com minucioso amor mesmas desta nota indiquem ao leitor e um sadio apetite de vida natural. muita vez. exageros ou fantasias. Debret.círlades jovens e povoações em de análise do mercado internacional pleno desenvolvimento. um olhar ção do preço fixo nos animais e nas plantas . sil não foi um olllar demasiado lento bém os suprimentos excluídos do mer. nas descrições dos seres e quadros de em grande formato.em 1800 e tantos .as côres de doer na enfrentados pelo Professor Kingston. mas foi também um olhar largo e pe- manda netrante sôbre o homem e o meio bra- sileiros. Maximiliano nômica. os ru- que. deslises Azevedo. e ainda muito menos concei- ximiliano sôbre a sua viagem ao nosso tos tendenciosos ou deprimentes sôbre país. decorrer dessa viagem. etc. sofo . Cabo Frio. Apreendeu.e cebimentos relativamente ao tempo dominado apenas pela imponência e parece-me ser simplesmente o re. gendas e tantos outros .GroRGIO MoR. as suas relações entre si. Cortando o litoral. exuberante de seiva .nos A considerável dependência d0/3 re.como que úmi- do e amanhecendo Nessa 'viagem pelos caminhos desconhecidos ou improvi- Quero esperar que as dimensões sados viu e sentiu. TARA O Príncipe Maximiliano per~orrcu o Rio de Janeiro. por do café do Brasil é notavelmente maior igual. Edição· ilustrada . além disso. em 1815. dados instantes. Sr. o esfôrço da coloniza- tribuição extremamente desejável à ção em nosso país e. mores.Maximiliano. que se edita em São Paulo. João berá dar uma ampla e orgânica obra VI . sobretudo . Ru. Espírito Santo. atento aos costumes e peculia- Acho. Tollenare. as a grande importância dos problemas singularidades . em do café. não poderia ter sido mais tão frequentes nas obras dos melhores feliz a escolha: a obra do Príncipe Ma. vista. matas como que transcritas de Rous- minho ao tratamento econométrico das seau. Com razão olhar que Maximiliano correu pelo Bra- nota o Professor Kingston que tam. os cheiros peganhentos. Olivério Pinto -. as cidades - fica a confiança de que o A nos sa. Foi-lhe dado surpreender. riqueza das matas.Vol. 1940.. São nidade de espírito do verdadeiro filó- Paulo. fessor Kingston Talvez a análise do mercado norte-americano possa escla. os sa- literatura científica do Brasil e ao es. ainda verdes . autores. Minas Gerais. um olhar <de cafés "milds" na determinação do preço ecologista. 1 impressões e observações de natura- da Colecão Brasiliana em grande lista "Aliando à mais intnmsigente formato· .578 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA vista. nossa Natureza uma só vez não lhe liana. fixando. esclarecida " um notável depoimento quanto a de. sileira . da coleção Brasi. também. todavia. todas as suas Príncipe de Wied Neuwied. flagrantes que nos oferece da vida bra- Hilaire. também.acentua o erudito ~matador da edição brasileira. e êste primeiro ensa:o justi. a qual constituiria uma con. náveis da mata brasileira. para o qual só cado pela organização monopolística a paisagem tropical tivesse os seus re- exercem alguma influência na forma. as plantas e do que pareça pelos cálculos do Pro. sob escaparam inexpressivos lugares co- a direção do Professor Fernando de muns. levos e atrações especiais. crifícios que êsse esfôrço impôs.do tempo de D. cional. probidade científica a bonhomia e sere- Companhia Editora Nacional. e sêco de naturalista. é pos- sente que se trata duma oferta sui ge. seus nomes em latim. que a influência dos ridades de um e outro. só na menor parte pude.

ce. Theodor das a cuidadosa revisão Viagem ao Geiger. ambos. Mi~anda R~is ainda rala literatura sociológica. ainda. diminue o a primeira antologia sociológica em valor e importância excepcionais do português. Kim- país. Roger Bastide. No em geral.Harold A. rogeneidade nessa abundante . Os. à moderna sociologia e à sua técnica n~mentos úteis e informações valiosas: é das mais importantes. Assi1nilação e adap 7 o original alemão pelo Sr. Nem só mestres e gess e tantos outros. cionais e estrangeiros. 2. 1 sueco . dado o critério com que foi organizado. Olivério Pin. c. seria demais que se incluíssem. So'- dessa Viagem ao Brasil deixa muito a ciologia econômica. cuJa autondade dls- como volume inicial da biblioteca lan. a Barreto e Emílio Willems. Bogardus. uma verda- Essa obra notável. merecedor. um Sumner. Hans Freyer. G. Nada disto. pensa referências. Hubert. os estudiosos da matéria ne. aliás. Nacional primou sempre pela boa apre.1?-ate- rência de estranheza a má revisão a ria.excerptos. Sociologia es- a autoridade e competência incontestes tética.. Também não põe a editar uma coleção de livros es.1erecendo a classificação lítica. oa:s- tudo nas circunstâncias especiais. Edgar O livro está dividido em 14 partes: Sussekind de Mendonça e F'lávio Poppe 1. 3 brasileiros . dada eiologia linguística. 8. São Paulo. um Lester Ward. 4. sem dúvida. logia. to renomado especialista em zoologia. Sociologia religiosa. A. Sociologia ge . se reveste de caracterís. foi traduzida da edição francesa. e 1 polonês.autores. admirável trabalho dos Professores Selecionados e traduzidos com igual Romano Barreto e Emílio Willems. a-dtor das anotações feitas ao texto. um Park. Foram reunidas 76 páginas de dos esçritores que se incumbiram de 39 autores. çou. é russo de nas- o acolhe o melhor público de letras do cença). ~ carinho os . Sociologia po- désejar. sobre. sem uma refe-. So"'- de primorosa que seria de esperar. Durkheim.Pontus F1ahlbeck. caso dos brasileiros. 1 italiano . Soailles e G. ball Young.Steinmetz. W. Simmef. 1 ausência de sociólogos ingleses Em seu da Série Ciências Sociais . em ton Richard. em vir- tude da atual situação européia: não lhes foi possível obter autorização de Sociologia. não n. valho . nando de Azevedo e Delgado de Car- Em prosseguimento ao seu progra. Mauss. Alfred Wierkandt. editora o mesmo carinho com que hoje Sorokin (que.Gil- berto Freyre. 5. os cuidados na sua divulgação. 6. ciológicas constitue. estou que dois . o presente livro . Stonequist. no sentido da vulgarização dos es. diri. l!' e Hermes Lima. 7. contudo. cuja divulgação. F. Paul Fauconnet. o Leituras sa- leceram com o tempo. H.no- las encontram sempre sugestões fecun. cuja contribuição alunos recolhem de suas páginas ensi.de escritores na. 13. 10.Le Play. 3. recente~ente. essa revista se pro. um Bur- tudos sociológicos. os autores acentuam da revista "Sociologia".Sighele. Tonnies. Mell- que isso se verifica. 9. 9 Brasil deveria ter merecido da emprêsa norte-americanos . compêndios de sociologia. E é tanto mais es. Charles H. Paulo. submetidas to. de uma ou outra pá- to e Emílio Willems e editada em São gina escolhida Não será impertinente. Gid-- dings e Ogburn. tação. deira "Preparação" ao estudo da socio- em português.Znaniecki LEITURAS SOCIOLóGICAS . 1940. na organização da antologia. pelos Srs. O controle social. 11. vem prestando à cultura brasi· todavia. Introdução à sociologia. entretanto. von Wiese. Roscher e Max Weber.Romano Poderíamos observar. lei1:a um serviço de inestimável alcan. Uma "preparação" a que não fal- ticas de um verdadeiro acontecimento tam qualidades didáticas. 1 holandês . Liderança. em colhidos . Agrupa- de Figueiredo. let Jacques Vendryes. 12. 14. Ch. Leituras sociológicas. G. costumes e a Vale observar. v. de todos Blondel Tarde. contudo. semelhante tarefa.hoj~ são vivos e coloridos: não amare. porém.Edição prefácio. entre os norte-americanos. Phelps. Ross. . F'rançois Simiand. de execelentes ma de divulgação. gida pelos Professores Romano Barre. Oliveira V1ana e Pontes de Miranda.> . R Thurnwald. sendo de notar. rhes não poderiam ser esquecidos: Fer- das e indicações de itinerários. ral da cultura. lamentar o não aparecerem. Leem-se trechos de 14 socwlogos que se submeteu êsse admirável livro. a vários títulos.originais e em tradução -. as dificuldades com que se depararam. sentação de suas obras. tranhável êsse fato quanto a Editora Laiison: 9 alemães -L. revista didática. um ou outro ex- visando ao enriquecimento de nossa cerpto de Carneiro ~eão.VALDEMAR CAVALCANTI. escritores e editores para a divulgação.Vol. que a tradução moda. franceses . de logo. e revista de acôrdo com mentos sociais. Sociologia jurídica. em nosso idioma. Cooley. Comunicação. que não se registram sinais de het~­ Não passe. M. na vida cultural do pais.

pectos interessantes de São Paulo dos ções e localizações dos mapas classico.Série z.. de maneira brilhante. na sua "Brasiliana". viajando-se. cuja leitura emociona. pelo papel pelo que apresentam de real e de he. um assunto sem- favoráveis os relatos que Charles E pre novo e. dêsses heróis que. 4 . ranhense.As blemas históricos que oferece A sua grandes expedições científicas no sé. Editora do Tieté para ir. deram à geografia mo. 1940.Biblioteca do Espírito nas de As grandes expedições científi- Moderno . tudado e apreciado. o que avulta neste volume de o livro do Sr. de sertos de areia ou pelos abismos dos que é o volume 181. . . Key é. Scott a encarar. cuidadosos esforços de interpretn. o en. de obras sôbre o bandeirismo gras ou pelo gêlo dos polos. Smythe e que se teern escrito a respeito. ram os gelos dos polos e os desertos pelas pequenas proporções que toma- africanos ram .Carvalho Franco- cas ou então destruir doutrinas para Brasiliana.M. Arnundsen e Byrd. o bandeirismo róico neste narrar de vidas em perigos. o baiano como ção científica. Bruee. já no as expedições científicas seu sétimo volume. São profunda emoção. Carvalho JPranco contri- Charles E. incorporaram à geografia física grafia . concentrando-se no S Fran- lume nos fala das mais notáveis expe.580 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA AS GRANDES EXPEDIÇõES CIENTí. aos mais variados e Paulo.a economia açucareira no litu- Toda uma série de vultos admirá. revelando heroísmo e lados através de uma vasta documenta- sacrifício. tempos coloniais .Companhia dar lugar a novos conceitos Tanto a Editora Nacional. ação extensiva dos bandeirantes de São vas lições de geografia E mais do que Paulo é apreciada em linhas claras. influência na vida brasileira foi gran- culo XX Incluído na "Biblioteca do de. e a sua leitura vale bem derna conhecimentos úteis e valiosos. na realidade.~ pelo espírito vista diante do avanço paulista De de sacrifício nos é evocada por Charles modo que no estudo do bandeirismo de E Key Fawcett. e tudo. a penetração interior irradiou-se Espirito Moderno". SÃO PAULO.. através de interessantes monografias sando o continente negro. não há negar. Editou-o. perdido nas selvas São Paulo há sempre aspectos novos brasileiras. devas. Bandeiras e bandeiwntes de São cias do Monte Karnet ou do Everest Paulo. D J. tente nos arquivos sôbre o assunto A mo tempo nos ensina suavemente no. ção. 1940.çào. Aurel Stein e Pel. Key . logo mais. inédito se con- Key reuniu em livro ora traduzido para siderarmos os vários aspectos e pro- o português por Gastão Cruls . o bandeirismo pau- Disso l'los mostram os resultados lista é. cisco os elementos de formação eco- dições já realizadas nesta centúria São nômico-social do nosso "hinterland" páginas que se leem com viva emoção Não resta dúvida que. encontrar- Nacional vem editando sob a direção -se com a infiltração baiana e a ma- do Professor Anísio Teixeira. para a série tusiasmo que nos despertam as vidas já apreciável. voL 181 . de Carvalho Franco. geografia física corno a geografia hu- mana. mesmo porque a sua exhaus- e Ellsworth. bue. E é com a alegria de conhecer coi- FICAS NO SÉCULO XX . reve- Seus feitos. Rawling e Rosita Forbes.a . mens e fatos daquele fenômeno colo- bre pontos diversos do globo terrestre nial surgem vivos neste ensaio.340 páginas. 27 de biblio- tos. Através das investigações realizadas por expedicionários. volume . cas no século XX.perdem-se de veis pela tenacidade . o capítulo so tempo. pelas florestas ne. por vêzes. o pernambucano. pelos de. histórico que exerceu. tora Nacional. Taunay. êste vo. distantes pontos da terra ao acompa- nhar as expedições e explorações dêsses grandes aventureiros da ciência do nos- Na geografia moderna.) extremos do globo. que tal é o copioso material exis-' me. através de seus fei. como o maranhense. São Paulo. é mais um Todos êsses nomes.que se dedica ao estudo de novas terras e trouxeram ao rn undo episódios do bandeirisrno paulista.MANUEL DIEGUES JúNIOR das expedições científicas é de rele- vante importância pela influência que exerce no conhecimento geográfico.Vol. que a Cia. varando as geleiras dos tiva documentação ainda é objeto d. de homens que afronta. pelo volume e pelo valor. tentando atingir as culrnman. a Companhia Edi- altos montes. como um curso proveitoso sôbre as- renovando idéias e modificando defini. torna--se possível BANDEIRAS E BANDEIRANTES DE revigorar velhas definições geográfi. mas ao mes. líot. tanto a geografia social corno a Em que pese o monumental traba- econômica. ral atraía muito mais . estão descritos neste volu. sob Companhia Editora Nacional. Ho- conhecimentos até então ignorados sô.Charles sas novas que se atravessam as pági- E. somente teern lucrado com lho de Afonso de E. paulista é o mais importante a ser es- de existências sacrificadas à investiga.

principalmente no sentido de sua meio de estudantes possuídos do justo estabilidade econômica e demográfica.de perspectivas ficas. que' nos oferecem as conQ. o 7 ° afirmando que êste livro do professor da Série 3.traduzida em independência.. rigo próximo.Rio de Janeiro. o século XIX e o atual. com •a. 1940. a história dos pela razão do mais forte.. O livro não tem absolutamente cabeça sob as asas. incompatível com o que tundente . os es- tudos de história.s . uma obra capaz de romper a ignorância habitual sôbre as co~sas. do ótimas qualidades de sistematização decerto Tanto mais quanto.com cuidadosa paço vital" e "minorias raciais" ten- mas nunca estafante referência de da. cheios de conquistas grandiosas e pací. São Paulo. é evi- dentemente preciosa .não como regra de vida. num sim- pre se dirigiram quasi exclusi"vamenie ples registro de revista as observações para o mundo europeu. nos quais vocadas pelos novos conceitos de "es- se passa em revista . A Pequena História das Américas Numa época em que as teses pro- está dividida em 17 capítulos. têrmo de violência. numa época de tão viva intensificação do espírito ame- ricanista. como ensina a filosofia é. vivemos uma fase de porém._. sem. fatos e circunstâncias . mas. responsável timável. cisam e devem sobreviver ao "ritmo ca- pais e de outros mais ou menos signi. "a solução do problema curiosidade dos homens de gabmete. em tôrno de alguns problemas pelo retardamento de soluções para -tanto do Brasil como da América- problemas de casa semelhantes a pro. inexoravelmente. em Maio que o Novo Mundo dêste ano. constitue uma terrível ameaça aps es- O que cumpre ressaltar no livro do paços vitais. -. a era da tra o "avestruzismo" . às nações de rique.. Oferecendo o que com grande mo- Não fôra o perigo de parecer que déstia chama de "humilde livrinho".orama social. a própria geografia eu. so pan.Mrânio Peixoto -. Sr. no sentido de um ideal Andou acertado o Sr Antômo Gon"' . base na-. tanto vale dizer. o repetíamos apenas um chavão. ao contrário. ao mundo e a si própria'' quando mais não sejam. Entretanto. a reação con- séculos. conservemos indiferentes. fazê~~as ·ama·. Efetivamente. dem a resolver-se. não se compreende que ainda nos faltasse. o ânimo que agita as sidade demográfica".ições de vid~ .de uma perfeito entrelaçamento de amizades e secura de argumentação às vêzes con- de interêsses. o Professor Afrânio Peixoto bem deno.. Antônio Gavião Gonzaga no Insti- ropéia concentra mais preferências Jo tuto de Estudos Brasileiros.RAUL LIMA. sobretudo. em tas e nomes. que suscita a conferência realizada pelo Na escola. "O que a América deve cionais de imigração e colonização - ao mundo" e "O que a América deve é um bom indício de saúde moral e. do qual A faz votos por tnn. suas _páginas. do reajustamento da situação mun- no espírito do leitor comum. um documento sob certos aspectos ines- mina de inter-ignorância.a "conciência ame- já se exhauriu toda significação.. detendo-se.qu~le~s: -conhecimentos. isto é. XVII e XVIII. definem o es- De cada século estudado há uma pírito de vigilância dos povos que pre- indicação cronológica dos fatos princi. PROBLEMAS NACIONAIS DE IMI- os problemas e os homens das Amé-' GRAÇÃO E COLONIZAÇÃO ricas Antônio Gavião Gonzaga . a era do descobrimento. XVI. para não ver o pe- nada que o assemelhe a um compêndio. há de ter o melhor acolhimento na conferência. vivamente queridas. unidas pela .constitue. no nosso país. estudos da natureza do Problemas na- e. como no dial. nns aspectos ..Companhia estima integral entre os 22 povos que Editora Nacional. reunin. sobretudo. do avestruz. as habitam. Não caberiam. pavor de certos livros didáticos. repre- lacuna senta para um tão alto objetivo. é que êsse trabalho .. bem observa o A logo no início de sua tes. e agora divulgada num vo- lume de cêrca de 50 páginas A verdade. antes de tudo. antes ficativos na vida dos povos das Améri. Como as correntes turísticas. 1940.. como e uma escrupulosa indicação das fon. a vários títulos. e não ricana que não existe mas deve existir". na conhecidas com os seus quatro séculos análise de quant-os males viciam o nc. vacilaríamos em começar ·esta nota A contribuição que êste volume. BIBLIOGRAFIA 5Íil PEQUENA HISTóRIA DAS AMÉRICAS das. tão precárias. decerto. isso que fechar os olhos e meter a cas. finalmente.. fazer as Américas não apenas bem zaga. tastrófico" dos novos tempos. uma obra que. Professor Afrânio Peixoto é o calor com zas pouco exploradas e de baixa den- que foi realizado.a da Biblioteca do Espírito Afrânio Peixoto vem preencher uma Moderno da Editora Nacional. a que as conjunturas históricas dos blemas já resolvidos por vizinhos tão nossos tempos não permitem que nus próximos..

"multiplicar os antes. geográficas e históricas. de tiante e sombrio. . pelo testemunho irrecusável das esta- todos êsses problemas êle os examina tísticas . tes à elevação da natalidade pecam fletir-se na análise de assuntos que só por uma chocante inconciência. do cultural ao Parte igualmente inte1essante do político E. no Brasil.ou seja o português. . dígenas Cabe uma referência. para comportam. será. Merece especial registro o apareci- ginas dedicadas pelo Sr. precisa ser educado e não substi. da mortalidade infantil.Vol. a de fato. te". Osório completam e definem. mas das simples contingências cegenadora do "mais hu111ano dos co. racialmen. TERRA (Uma geo- derações do A . Globo. las palavras com que foi debatida a in- rante" teressante conferência do Sr.Livraria do dades morfológicas com os nossos in. as medidas tenden- um dos vícios de nossa formação. de sua educação. e muito de verdade . Juri Seril:. por outro lado. o seu sentido urbanístico. que "o homem. já conjunto da população brasileira A nãó digamos da moralidade interna- justiça que êle faz à capacidade mis. possuam de aparentemente desfavorá- zou" . povo superior nem infmior. com evidente tos. em sua conferência. de assistência aos nossos próprios valo- ciólogo de Casa Grande e Senzala como res demográficos. - porque é ignorante. em face dos nossos in. nais de Imigração e Colonização. com um critério frio e penetrante. . com um pouco de mau gôsto apenas. os destinos dos nascidos é preparar e a assistência aos problemas caracte. não dizer clamorosa insinceridade r~:. tro Barreto. neste ponto. sil. quanto ao poder ele ra. grafia econômica para todos) - dicação do colono japonês. aliás. via de regra.mo científico. é ignorante. mais um manjar para a mesa da mor- risticamente rurais. quando êle nos observa que. o Professor Alvaro Osório de Almeida. sobretudo. no país.aga. no Bra. REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA das zonas rurais Os velhos p1 oblcmas cias de um cunho de realidade angus- da. e isso evita que 'se criança brasileira. os nossos ralos efetivos popula- que as estatísticas emprestam ainda cionais. constituído apenas pe- que é pobre. em provas por uma fatalidade histórica. o que tralmente. nelas Gilberto Miranda.:. grantes Sem uma política sistemática aquele "lirismo rural" referido pelo so. de Vtllgarização que é a de. OS TESOUROS DA. com as respectivas carac. produz muito pouco. dó sentimentalismo impressio. 8 da Cole- às suas tendências ruralistas e afini. blema da imigração já se deslocou. a falta de equilíbrio entre essa nascimentos sem ilustrar e melhorar tendência . um est. deve-se o prefácio de Problemas nacio- mem. ao problema ção cuidadosamente realizada pelo Sr. Antônio Gon. o pro . às pá. a re. da maior objetividade.Isto.seria o caso de repetir. capazes de provar - sua alimentação. que ''não há. como bem o disse o Professor Cas- apenas. O êrro maior de que Porque . do A para o exame das várias etnias como de norma no Instituto de Estu- estrangeiras. o sentido e atualidade de há é povo mais ou menos civilizado. sobretudo. e é pobre porque é igno. lores morais cria conceitos ante m. tir. em que peRe Juri Semjonow . a inversão dos va- estudo do Sr Antônio Gonzaga é aque. prefácio. agora. na verdade. quantos estejam no dever de não con- terésses raciais e políticos Faz bem em servar-se frios à tremenda lição dos fa- lembrar.também ela proveitosa . o frio rigo. neste. Antônio Não é menos valiosa a contribuição Gonzaga. nesta da iniciativa pública ou priva. moradia do homem brasileiro. 1940. já teria levado Roquetie Pinto a advel. através de planos sucessivos. cão "Tapete Mágico" . E é mesmo. por sua vez. da Daí conclusões como essa: "O ho. ainda. temos de cuidar. se queremos aumentar. porque foi o que mais cru. tar à base de qualquer cogitação ho.Ido por tantos títulos valicso mais culto ou menos culto" . do antro- tuído" pológico ao econômico. que deveriam es. A uma ilustre figura de cientista. dessa notável obra se condensam observações e advertên.como queria Manuel Bonfim vel às tendências vitoriosas no pobre . la dedicada à contribuicãc numérica quais não se sabe até onde a lógica da e econômica das principais etnias no fôrca pode subverter os imperativos. o melhor de todos os imi- nista a que nos conduz.o que como o do Sr Antônio Gonzaga . logo depois de proferida. tas. por. afinal de con- diga de suas conclusões serem frutos. no que elas lonizadores. para a qual não se- a sua maior ou menor capacidade de ria inoportuno chamar a atenção de miscegenação.. mento da edição brasileira. dos Brasileiros Página e meia de lú- terísticas antropológicas e culturais e cida advertência.VALDEMAR justificativa nas conclusões dos melho. que é. baseado. até onde a ex- periência dos fatos abonaria as consi. magis- te.. Pôrto Alegre. LOPES res intérpretes de nossa evolucão étni- ca e históri'ca Mais difícil nos parece avaliar. . encontra a sua mundo dos nossos dias. ainda o A acusa a nossa civilização não será. antropológicas. cional. em tradu- ~.que.as palavras do Professor Alvaro oportunidade.

Com HaJfeld. Vivendo do pro- nho de uma noite de inverno" tecionismo. em que teem de uma série de idéias e sugestões rela. pandir para viver". 16 Para tais do São Francisco em relação ao as nossas donas de casa. uma contribuição inédita para o estu- baco. A irrigação na Europa. O pão do homem amarelo. civilizadora. co.serve. Elogio ao ligados à utilização daquele potencial linho. está dividida em 27 A pátria do ferro. quP. sem esquecer ne~ Volume de cêrca de 500 páginas. 3. 10. úteis.: sido divulgadas. 2. A idade do 32 capítulos: 1. Assunto feculen. do Mississipi e outros. 6 Erros a corrigir. 13. Futuro pro-' escreveu. 21.. concorrendo para nu. o livro representa. Sempre inferiores.: Além do prefácio e da introdução. às vêzes. Não constituindo.. Sol negro. Algodão. Ricos com leção Brasiliana Companhia a irrigação. sibilidades foram racionalmente apro- 9. 6 . constrangi- obra. A benção do cereal. Plano infalível. ua leitores e constitue o ponto de partidà Coleção "Tapete Mágico". 23. A digres. no Brasil. pondo de recursos para manter em res- em que se explicam o::.Vol. vilização. 29. 33. 15.. Eternos vândalos. objetivos da peito povos imperiaHstas. 4. 19.a histórica . 9. 25. 8. à existência nacional Nesse livro encontrarão leitura No A se confundem. .. assim. 4.--Os Tesouros da Terra. to.. O que gostamos de veitadas pelo homem no sentido da ci- beber. O financiamento. 20. 31. Va- grandes valores. 28. 13. 16 As bacias faraônicas. Metais que dão ventura e momento. 10. tivo da distribuição daquelas riquezas à perfeita caracterização de um com- pelas grandes potências do mundo plexo econômico que o A deseja recor- atual. completam. Os tesouros da terra contém 33 dos pela pletora demográfica a se ex~ capítulos: 1. e que constitue. 31. das Velhas: 27. São Paulo. também idéias cujo debate interessa. . 32. A conjuntura do metais. O peixe e os o A.J trir grandes massas de homens e dis. porque são be. Um pioneiro. útil. O homem. 17. Paul de Kruíf e Erico Veríssimo. cípuo da existência do Brasil) . O rio Editora Nacional. tristadores. Os eternos entraves. hidráulico. O ta. as melhores tivas ao aproveitamento daquele rio obras estrangeiras e nacwnais de di. procura estudar o São Francisco no:. mações valiosas relativas à história e pela sua natureza e objetivos. alarmantes. 18. Arti- titula-se: "Economia mundial ou so. nhum deles e não deixando margem . 8. Política egípcia.. O Níger. O pão nosso de cada dia. O exem. A borracha. numa exposição cuja técnica de vista de um servem de apm<. progresso do país. 18 Lã: contudo. com absoluta propriedade. 14. aço. por- ples e direto.o "que transformará o Brasil en! vulgação cultural. 17. nhecimentos 'preliminares sôbre eco.os problemas brasileiros. Algarismos con- las. 15. A fôrça da ro- tina. 30.. O drama africano. escrito em estilo sim. merece a atenção dos es.em suma. 23 Geraldo Rocha .sôbre as riquezas da terra em seus múltiplos aspectos históricos e. uma ver. O pla- O livro que o Sr Geraldo Rocha no.obras de Van uma grande potência com bases econô~ Leon. invoca o exemplo do Nilo. cujas pos- gos. plo chinês. à vida daquele rio-bandeirante. não só infor- massa de informações. Esbôço histórico. um fio no tecido da história. 25 Com Liais. pitante atualidade. vivamente. 19 Algarismos O RIO SAO FRANCISCO (Fator pre. 11. fícios aduaneiros. BIBLIO'GRAFIÃ jonow . econômicos. 11 O que mais gostamos de be. em conjunto dos interêsses imediatos Sêda. sôbre o rio São Francisco e a sua ação -se de um trabalho rla maior impor.: função da existência humana bretudo. veículo de considerável que nele se encontram. tar angulosamente aos olhos dos seus cluído. A lenda A obra. 20.le ação Os pontos a obter. esplendor e poder. 30 O arco-íris dos queiros e remeiros.> ao~ singular quasi se confunde com a do pontos de vista do outro Um e outro s~ romance. 24. no Sr Geraldo Rocha. do Tân- seus companheiros. senão dadeira geografia econômica ao alcan. 7 Os desventura. 2. 26. 184 da Co. micas estáveis. so. de tão viva e interessante. o livro de Juri Semjonow foi in. nossos obstáculos. que é de indiscutível e pal- do petróleo. 22. . nomia . A tragédia da Africa. tudiosos d. 29 o cobre Pequena& moedas. 7 Os nossos ami. A luta pelo petróleo. 24. 1940. ger. 12 A fonte de doçura.: riquecido com um quadro demonstra. 28.. Hulha branca. "em '70 horas de trabalho". 21. 32. o primeiro esfôrço de análise propiciadora da boa e da má sorte. missor. Um grande sonho. Dis- cordando de Halfeld e Liais. 12. 14. Entre bom e mau.a repleto de sugestivas ilustrações e en. Na defesa dessas sugestões e idéias. Trata. . As selvas não vão até o céu. Veneno do objetivo dos problemas fundamen- e contraveneno dos trópicos. porém menos nobre. e cede todos. 28. Receios em relação à hulha. o agradável todos quantos se disponham escritor e o homem c. ber. 22.. qualquer comentário gratuito. são de naturez. última revista O post-tácio in. 5 Os sais da terra. 3. 5.· tância educativa.

9. peito dêsse memorável capítulo da his- cumentos 13rasileiros .S. entre nós. óleo Diesel. na origem do tutos do petróleo. 11. des trusts petrolíferos. pôde oferecer-nos nas o episódio histórico mais brasileiro um completo panorama dos numerosos temas ligados à história do petróleo Além de haver traçado o retrato geo. livro como êste que o Sr S Fróis Abreu estudo sôbre a influência da '~bandeira" realizou . Como se for- identifica nas bandeiras as mP. nação e o comércio do petróleo . porque bem nhia Editora Nacional. o no bandeirista. 1. sôbre os demais É o seguinte o sumário dêsse livro: grupos sociais da colônia" -. o Sr S Fróis Abreu.584 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA MARCHA PARA OESTE . As regiões petrolíferas do Brasil. nomicas do país O autor de A Riqueza iidade externa para que sua ação àe. 17. claro nos seus argumentos. 14. muitas das nossas instituições atuais" Partindo do ponto de vista de que "a Sob certo sentido. Cassiano derá escrever mais. levou a efeito um trabalho elucida- encontrar as profundas raízes da de. tivo de primeira ordem. descobrindo ne. quantos se' dedicam ao estudo de ·as- suntos brasileiros Marcha para oeste é um minucioso Faltava à bibliografia brasileira referente ao problema do petróleo um . assim. fundamentais que o petróleo apresenta terpretação e compreensão do fenôme: no conjunto da economia nacional. tido patriotismo."mobilidade interna para transmite em relação às realidades eco- maior comunhão dos indivíduos. a res- Ricardo "'.lhores. 13 O problema dQ nosso destino" petróleo no Brasil.acen.objetivo na sua exposição. vivo e brilhante comentário jamais es.Vol. simples nas Trabalho de vulto. 2. Noções de geologia embora primárias. 25 da Coleção Do. 12 Os substi·· tava.e nem por isso menos brilhante . O desapa- a enquadratura de um regime que es. Fróis Abreu . 3.Cole- uma obra que. !as a própria idéia do govêrno forte . A o ilustre acadêmico brasileiro não há refinacão do petróleo no Brasil. 10 Os gran- tua ainda d Sr Cassiano Ricardo . 15. recimento do petróleo. pela lição que nos terna" . suas observações técnicas Tendo em siano Ricardo se firma nas letras so. o Estado moderno: comando petróleo: 7 O que se retira do p~­ seguro e fraterna solidariedade dos in.um largo e vigoroso ensaio de cêrca de 700 páginas . mais se consome petróleo. Rio de Janei. esta obra repre. o livro em apre- democracia devia nascer no grupo de ço constitue uma demonstração do ní- maior mobilidade social interna e ex. de justi~everia obter .surpreende o leitor brasileiro pela singularidade de sua tese e pelo vigor das idéias nela expos. 8 A era do querosene. brasileiro. As ~endências O tema a cujo estudo se dedicou da política nacional do petroleo. "a bandeira não é ape. é um fenômeno so. petróleo. cuja importância sociológica corresponde à importância histórica da Com um perfeito conhecimento da obra famosa de Afonso de Taunay matéria. des- gráfico do Brasil. É um estudo. crito sôbre o bandeirismo paulista Não 18 Leis que regulam a pesquisa. merece examinada e discutida por 1940. algo de duradouro à sua obra tido de unificação. países totalitários . Cas. Livraria tória nacional sem correr os olhos e deter o espírito nas páginas dessa obra José Olimpio Editora.l!sta realizou TRóLEO . sa forma. tróleo 4 Como se procura o petróleo. mou o petróleo. na análise do qual vai A. mobi. Cassiano Ricardo . experiências de de. rnineral do Brasil acrescenta. ção Iniciação Científica . tróleo. de natureza mocracia social brasileira. a refi- há exagêro em dizer-se que não se po. para compreensão da pesquisa do pe- mocratização social. no mundo e no Brasil. 5 Co~o se transforma e se refina o "as linhas estruturais que hoje condi. 1940. _o rei- divíduos obedientes à firme unidade de nado da gasolina e as pretensoes do comando" "Excusado pedir de em. explorar o cionam . cuja au- acêrca das bandeiras toridade e competência não podem ser Para o A . 6. no formação social e política do Brasil. uma obra de plena atuali- cial e político que ajuda a esclarecer dade. O Hu. num sen. PESQUISA E EXPLORAÇÃO DO PE- tas. Onde mais se explora e préstimo aos. entar os brasileiros quanto às questões senta um esfôrço considerável de in. postas em dúvida. Como é difícil . 16 dúvida que oferece margem ao mais Sugestões para um plano de pesquisa. informativa e em têrmos didáticos portanto. dando-nos. O que é o petróleo. com que o Sr. o A. sem tirar n~m pôr. que vem consagrar um novo sociólogo ro. stre escritor Jiíili. São Paulo.Compa- nos círculos culturais do país a mais expressiva ressonância. vista a necessidade de esclarecer e ori·· ciológicas nacionais.. O ensaio do Sr. mocratizadora se exercesse.

afirma que escreveu êsse trabalho dos elementos estatísticos consubstân- "com. segundo os vários sectores em e. está nova publicação com êle panorama apreciável do estado atual coincide rigorosamente em sua estru~ dos conhecimentos pedagógicos tm:a ~básica. por. sobretudo. do Anuário Estatístico do Brasii . nos têrmos PEDAGOGIA CIENTíFiCA (PSICOLO. que elas como que Se CO:n. tam. as publicações dêsse mentos e grandes proporções no ter. que é hoje. São Paulo. a divulgar no estrangeiro os palmon parece haver apurado as suas diversos aspectos das atívidades brasi- excepcionais qualidades de historiador leiras. hoje. B.Vol. O segundo volume dêsse notável trabalho. São Paulo. observa o autor do em que ressàltam sempre o cunho cien. so- ~o país. toria. é uma interpretação verdadeira. aumentada. unidades políticas do . igual~. em curto prazo. Aguayo vem sua competência. o A tradução dêsse livro. De certo e interessado. ...olle -recomenda.lple~ • tos editoriais absolutos. Rio de Janeiro. quando ainda eram da pedagógicos. sobretudo. 18 Carlos de Macedo Soares. da obra notável Editora. Mais adeante. aprendizagem) . 0 tomo da HISTóRIA SOCIAL fessores e alunos. Estatística. Pedro Calmon.Companhia Editora Nacio. DO BRASIL .DADE IMPERIAL ção que lhe dispensam. que é Pedagogia. tria. inega. prefácio que. empreendeu uma obra de Professor J. presidente da da Coleção Atualidades Pedagógi.certo modo. tureza correspondentes às vinte e duas bre as realidades do passado e da Pá.a edição. os seus livros assinalam êxi. nho de 1939. alguns dos instantes e Instituto Brasileiro de Geografia e vultos mais expressivos do Império. ímpar na bibliografia bràsi- leira. · sos dos assuntos nacionais um vasto panorama da vida social do Brasil.Companhia edição. de caráter nacional.. teve essa repartição a principal res- vana. de 20 de Ju- GIA E DmEÇAO DA APRENDIZA. Damasco Pena. fm coniiada ao na matéria. Serviço de Estatística Demográfica.Vol. ao velmente. cujas tradições gloriosas procura. Pedro bretudo. reno da educação. Geografia e Estatística nova separata pensada pelo nosso melhor público de. O fato mesmo de haver-se esgota. .. . 1940. "apresentada com sim- tífico e. M. o assim. que coubesse ao diretor do cas . Aguayo. Pedro Calmon . o Sr. o :vensamento posto na mocidade. . em cuja execução o Sr. suas pãginas o eminente · historiador e Separata do "Anuário Estatístico acadêmico teve ensêjo de analisar. ciados nas publicações de idêntica na- que nos pede sinceros docm:hentos sô. BIBLIOGRAFIA 585:. quis o Embaixador José GEM) -A. a do Brasil" . mente. o Sr. acaba do Espírito da Sociedade Imperial já de lançar o Instituto Brasileiro de nos informa quanto à boa acolhida dis. uma das maiores autoridades magistério brasileiro. dos objetivos de divulgação a cargo da Se- cretaria Geral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tanto assim que. em que procurou acrescentou ao texto numerosas notas fixar todos os aspectos fundamentais explicativas e informativas de sua au- da nossa evolução histórica. M.País. A. a vários títulos. do Decreto~lei n. SINOPSE ESTATíSTICA DO BRASIL mente feliz do regime monárquico e em (Statistical Abstract of Brazil) _. Moral e Política apresentar o volu- me. Em sua breve nota introdutória. em português. Essas breves considerações veem a 2. 1940. atendendo a que no seu preparo Professor da Universidade de Ha. destinada. uma síntese.. ESPíRITO DA SOCI:f.:. como Diretoria de Es. os ensaios do Profess0:r ram ordenadas segundo as diretrizes Aguayo encontram hoje um público do· mesmo esquema fundamental.0 1. Os seus trabalhos. realizando uma obra de sólidos funda. Desdobrando cada vez mais o seu do. o a~to senso crítico ples separata do A1iuário Estatístico do de que é dôtado o A. que considerável tomo... 360. de escritor.· pro. graças à aten. nome de projeção nos círculos ponsabilidade. O volume constitue.2.Ano letras a tão interessante trabalho de IV ~ 1938 Trata-se de uma edição recomposição dos elementos históricos em português e inglês. do ilustre educador. igual. mos entender". tatística Geral. inl'jtituição.. dentro de um mesmo pl~no: q . cuja leitu-: Sr. 83 da propósitó do aparecimento de uma nova Coleção Brasiliana. gênero".Serviço Gráfico do largos traços. que se exercitam.. Científica (psíoología e direção da No intuito de oferecer aos estudio. 1940. pois que uma e outra fo- No Brasil. Fazendo a apresentação do livro. Heitor Bracet acentua que "em- bora esta obra faça parte.. pode-se afirmar. nal.. constituem um Brasil. a primeira edição plano de atividades publicitárias. ra . Nacional. A. traduzidos.

cuja sileiro de Geografia e Estatística Fez primeira divulgação foi feita na ediçao a versão do texto o Professor Alberto de 1936 . Pro- tistas de todo o mundo. indispensáveis ao conhecimento tica. esquemático. Rio de Ja. o mundo ra atualizado em referência ao ano de O prefácio da plaquette é de au- 1940. universal Trata-se. do texto da Sinopse foi feita pelo Sr Germano Parte do apêndice da Sinopse Es- Jardim. como ilustração inicial. Distrito Federal e os do país. atraindo uma atenção maior dir. o objetivo de tornar o Esperanto a língua Sr Heitor Bracet salienta que. aos seus leito- res.Diretoria de Estatística. sob um plano brasileiras é apresentado. balhos de maior vulto. portanto. Presidente da Liga que o Conselho Nacional de Estatística Esperantista Brasileira. é aten. estatístico) . A versão. ofere- cendo. Recife. to. apresenta. atividades publicitárias se teem cara- lente veículo de propaganda do Brasil. DISTRICT) . PREFEITURA MUNICIPAL DO RECI- contram reunidos numerosos dados FE . naquele sentido. com um objetivo do mundo culto para a estatística bra- de globalização. dido mais um ponto do programa tra- çado para a divulgação das estatísti- cas que o Instituto vem coordenando e O BRASIL E O DISTRITO FEDERAL com o qual outro objetivo não tem se. tatística. É de esperar. apoio e estímulo ao seu empreendimen- bem.como acentua o prefá. toda a matéria das sileira.(BRAZIL AND THE FEDERAL não o de configurar. ticos. numerosos dados estatís- tuto Brasileiro de Geografia e Estatís.a seriacão sistemática a Couto Fernandes. Jaro IV-1938) . Pro- estatísticos referentes ao Distrito Fe. gação. Secretário Geral do Instituto Bra- tatística E refere o segundo . dois es. nas ini- geral brasileira". tístico entre os resultados globais do visao tipográfica". em cio . o volume contém ain. Constituindo uma síntese de tra- bro.Ano IV . do quadro do Serviço de Es. tatística do Brasil (Statistical Abstract tatística da Educação e Saúde. ciativas até agora promovidas com o Concluindo a sua apresentação. paganda e Turismo do Recife. pelo Insti. em versão para o idioma auxiliar exato das realidades nacionais. na qual se en.s. a esta ofereceu oportunidade de "Sinopses Regionais". como a primeira. dessa vez. e ago. lhida com o mesmo interêsse a nova da. 1940. em confronto com os de todo Oficial de Pernambuco. com a auxiliar em nossas publicações· esta- publicação dêsse novo volume. seja aco- Entretanto.des- quemas que não aparecem na edição tinada. cterizado sempre não apenas por um . por isso mesmo. tas. ordenadamente. cujas sim o volume então editado em exce. paganda e Turismo . (Breve confronto tamente como o permitam os levanta. editado em separata. principais aspectos da vida brasileira tita el la Brazila Statistika Jarli. organizados pelo fico do Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro de Geografia e Es- Geografia e Estatística. REVISTA BRASiLEIRA DE ESTATíSTICA Anuário a servir de ponto de partida no Exterior Dos mais diferentes paí- para os desdobramentos e particulari. 1940. um conjunto valioso e atualizado de informações numéricas relativas aos STATISTIKA RESUMETO. inclusive a que desenvolver os seus recursos de divul- nestas adquiriu desenvolvimento espe. a quem deve submeteu os assuntos da estatística o Instituto valiosa colaboração. . esta "Sinopse Nacwnal" a fun. que. Estatística. o presente trabalho deu. . o panorama das Instituto Brasileiro de Geografia e realidades nacionai. a larga <lis- do Anuário para 1938 O primeiro de. apresentado em português e inglês. publicado na edição de 1937. resume a estrutura orgânica do toria do Sr M A Teixeira de Frei- Instituto Brasileiro de Geografia e Es. zação da Diretoria de Estatística.a "mais dedicada assistência forma abreviada. resultando as. A primeira iniciativa do Instituto. esta publicação.(Ekstrak. foi recebida com a Essa plaquette é mais uma reali- maior simpatia nos círculos esperan.Serviço Gráfico do mentos numéricos. Imprensa deral.1938. ses chegaram ao Instituto palavras de zações que as "Sinopses Regionais" exi. tão precisa e exa. Rio de Janeiro. tísticas. em proveito de um melhor co- cial ou mereceu interêsse porventura nhecimento das r1ossas condições exis- mais acentuado do que aquele que se tenciais entre as diversas nações lhe dispensara no próprio Anuário.Serviço Grá. que of Brazil). tribuição entre os esperantistas de todo les. o país 1940. cujo texto é neiro. ainda . um confronto esta- desde a planificação da obra até a re. Mais um resumo das estatísticas destina-se a divulgar. para o inglês. de uma separata do Anuário Estatístico doBra- sil . edição do Statistika Resumeto.

quando fo- valiosas e apreciáveis à causa da esta. 2 090:548$000 em 1937.817 K. oarcasas. quanto ao número de lâmpa. tros aspectos do progresso do Recife.600 velas Em Dezem- bro de 1939. 1940. o qual. tura com a luz pública . ou sejam 26Q. BIBLH) G'RAFI À apreciável rigorismo técnico. os importantes serviços levados Também a iluminacão do Recife a efeito. o . e combus. verifica- Em 1936. foi superior ao total correspondente de maneira leve e agradável. possuía 4 445 lâmpadas.. havendo uma diferença. para 1. em relação ao período anterior. 2. Instituto Técnico Profissional do das elétricas e respectiva velagem Rio Grande do Sul. num total de 65 720 velas. Ilustram o texto da excelente pu- do no período correspondente aos anos blicação sugestivos desenhos de Hélio de 1938 e 1939. 11. portanto. o terceiro centro industrial e to à soma de 1937 e 1938. dia. das construções efetuadas em 1933 e gar no Brasil.687 em 1937. so. Feij ó e fotografias de Benício Dias.962 No primeiro número do Anuário De- K. em 1939. O número de construções em 1939 terêsse informativo. anos decorridos sob o atual regime. apenas. apesar de não haver sido ela superada.Ano 11 .97. dedica o último capítulo da plaquette troado e apenas 1. em favor gás .2 casas por ano e 1. com o número obtido em 1939. num seja de 42. num total de 663 830 velas. 762 lâmpadas elétricas. antes de tudo. O consumo diário de volume de 130 páginas.0% de paralelepí. registrando-se. ANUARIO DEMOGRAFICO DO RIO tores a gás. adquirem assim um grande in. no sistema do Instituto Brasi. sim. os dados referentes àquele de calçamento. por um bom gôsto fora do altos correspondem ao ano de 1939.286.839 779 K mográfico do Rio Grande do Sul. cia lógica "dos números estudados e (1935/1939) . ram construídas 1. Oficinas Gráficas do mente. blicado em 1938. das construções nos dois anos prece- 1. à exposição das suas próprias ativida- gulares des. tendo a tística brasileira média diária de construções subido a Trata-se. A edificação da cidade. em expressiva sín- tese.482:696$000 em 1939 leiro de Geografia e Estatística. ocupando o terceiro lu. H. tava.. 3 890 em 1938 e 5 038 tado. ou Diretoria Geral de Estatística. subindo. 0. Esta elementos sôbre as condições de vida superioridade ainda se repete se com- é o grau de progresso da grande capital pararmos aquele número com a soma nortista. as- apurados". com êsse e a média diária para 1. sobretudo em 1939.138:861$000 grados. No quinquênio seguinte . Como se vê. isto é. H. cresceu animado- recente. W. a média anual para 643.07 casas por gue seJam. . 1. valiosos aos anos de 1930. de 31.9%. 4J. A quantia dispendida pela Prefei- Tipos.0% de Estatística.. em 1936. quanto à população. 2. condensou a então um aumento de 551. no ano de 1937 . 1931 e 1932. tendo havido. w. dessa vez. relativamente ce pouco se elevava. que. sem favor. . de apresentar 2. objetivo. corres- pondentes a 88. dos Departamentos municipais inte. W H. O consumo de energia elétrica na iluminação pública passou de 1. tabelas e gráficos rigoro. enn 1938 e 2. do sôbre concreto. formato.599 m2 Dos 1 017 254 m2 existentes.. em 1936.017. sobretu. como. ilustrações. dentro daquele período.% de asfalto.6% de macadame alca. ou com as de 1935 e 1936 Quan- também. o balanço da administração da capi. . a consequên. possuía o Recife 816.7% de pedras irre. nos dois primeiros construídas 1 946 casas. pu- W. acusa progressos apreciáveis.655 m2 -se que.255 m 2 .083:150$000 em 1936. tudo depõe. Em 1935. equivalentes a 390 720 velas. Berzin e Rebelo. os dados refe- energia foi de 3 525 K.. sob a atual administração. respectiva.. 1934. e 1 724 combustores a gás carbônico. a média de· Mas. enumerando. Pôrto Alegre.6 casas As indicações estatísticas. com a samente criticados e imparcialmente construção de 3 218 casas.elétrica e a nesse interessante volume. rentes à situação demográfica do Es- 3. a Diretoria pedo sôbre areia. 44.. "é. a cidade con. no período 1935-1939. os dados 'mais bretudo. em dez meses de atuação.9%.6% Depois de apreciar numerosos ou- eram de calçamento de paralelepípe. comparada cultural do país".Departamento Estadual de Esta- aumento de 64. . apresentando-nos. quasi 3 casas por dia.--· exclusive os 2% de previdência. foram tal pernambucana. No quinquênio 1930/1934. Propaganda e Turismo de concreto. já se recomenda. houve um aumento de 65% dos quadros. em 1939. dentes para mais.6% e 69. Em 31 de Dezembro de último ano representam 90% do total 1939. çla orientação adotada pelo mais novo foi de 2. ~ fazê-lo através de conclusões 389. cujo índi- apesar de sua criação. ramente no período da administração por uma fôlha de serviços das mais atual. tística .9%. H. GRANDE DO SUL .' ·· comum em trabalhos dessa natureza. esta cifra já se havia elevado a.1939 verificando-se.78.

C) A A direção do Departamento escla. AJ antiga Diretoria. com !lu~tlações . LA ALIENACióN DE FUNCIONES ESTA~ DISTICAS Y SU APLICACION AL ESTUDIO fica". as quedas dágua e o dos: 23 quadros sôbre a sinopse do Re. cuja organização obedece que divulga. 3 O problema . Circunstâncias diversas impediram. os dados relativos a Meteo. Vitória. 1940 . 1 Hoje e ama- mento bibliográfico. O Estado Moderno militante. embora não tenha atingido Comerciais e Políticas".'ACE DOS IMPERIAI. to Brasileiro de Geografia e Estatís. do alto fotno. expansão do Japão no mundo. feno. Suple~ vro de sonhos" do dr Raven.II Les censitário riograndense e.J Tinhergen . norteamericano das fontes de energia elétrica no Brasil e o novel império P.Sumário: Introdução. Editora Nacional. conde da Pedra Branl!h. seriação dos assuntos da estatística brasileira. número.Sumário: Introdução.. os quais constituem amplo re. Os metais e 6s combustíveis nas civiliza- O Anuário Demográfico do Rio ções passadas e futuras. assim. André Maurois - salas anteticrmente divulgados nll. "O 11~ das gentes: 4 A sociedade. 5 O Estado Moderno no controle da vida. o de- tica .1B9 págs .341 págs. 8 'Pacheco número. LíNGUA BRASILEIRA . ela..Ns 1 e 2 .Vol 179 da Coleção Brasll!ana '• Companhia Editora Nacional. 1940 . O BRASIL EM J. Coleção Documentário. São Paulo. 15 Os imperialismos e o Código de Aguas atrofiando a indústria na- CIVILIZAÇÃO HOLANDESA NO BRASIL . merecem referência. rologia e Climatologia. 2 De- gistro de nomes pois de amanhã: a era do desapontamento.princi~ Estado da População e Movimento de pais fatores determinantes da superindustriali- Passageiros pelo Pôrto de Pôrto Ale.Sumário: Pt efá~ Vol 5 da 3 a sêtie da Biblioteca do Espitito M~. . de 1919 à 1932" . 1940 .­ elo.SociedadP. porém. 1940 . mento Estadual de Estatística do Rio 1. quer sob o aspecto técnico. 9 sôbre o estado pela posse das jazidas minerais do mundo: 13 A importãncia dos combustíveis e das da população e 6 sôbre o movimento' fontes de energia hldro-elétrlca para o Brasil de passageiros pelo pôrto de Pôrto e para a economia universal. São Paulo. borar trabalho em que ficassem devi. .40S pãg~. 6. São Paulo. Velha controvérsia . acompanhados de mapas e do Brasil ao estrangeiro nasceu com a nacio- nalidade. das Naçces. 12 A luta gistro Civil no Estado.392 págs - positório de informações sôbre aqueles Sumário: 1 Fontes de energia P matérias prl~ aspectos da vida sulriograndense.l. Rio de Janeiro. 16.Departamento Estadual ao anterior Entre os novos elementos de Estatística. Genebra. as quedas dágua A a eletricidade colocaram o~ com 180 páginas e está dividido em Estados Unidos na vanguarda das nações. 17 Quadros de- vol 180 da Coleção Brasiliana . em obediência às nor. com os dados referentes a Júnior e o dialeto brasileiro. .Vol dobrados e elaborados pelo Departa. tora Nacional.lt'ttico de "Tio . 11 Os povos industriais. 4. Na eta da hulha branca e os recursos hidro~ rologia e Climatologia) e Situação De. 1940 mar. -técnicos do Brasil. 3 Os 'principais pro~ Grande do Sul apresenta-se. 10 A disfarçada subordinação quadros. Edgar Sanches . 2 O problema da terra.nome que tomou a 1940 . lI'' li [idi: REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA 1 11 ·. 9 Silvio Romero 1938. e a segunda 38. D) rece que "era seu propósito oferecer a Rui Barbosa e o dia!Pto brasileiro. U) rada. 14 O domínio Alegre. imPJensa.nos dá agora em seu segundo poimento de Batista Caetano. tur Nelv3. por ao esquema fundamental estabelecido para a exemplo. 183 da Coleção Bras!llana . quer Algumas noções de !lnguística.Trata-se de uma publicação periódica. 6 Os motivos da rãpidP. apresenta BOLETIM ESTATíSTICO DO ESPíRITO apreciável desenvolvimento em relação SANTO . DE LA RENTA . Inttodução. As observações do VIs· mas padronizadoras fixadas para o sis. porém. 4 O carvão.José Blasco . recolhidos pelo "Instituto Coussirat de Araújo" e des. B) O vocabulário brasileiro. 1939 .H G Wells - demia Brasileira de Letras . E) Diale~ presente edição sensivelmente melho. idioma português no Brasil 1940 . F) Conceito de dialeto.Companhia monstrativos. São Paulo. Ttata-se de um trabalho que mereceu o 1 o prêmio de erudição da Aca~ IDSTóRIA DO FUTURO . O Brasil em José Honório Rodrigues e Joaquim Ribeiro . do petróleo. Companhia Editora Nacional.371 págs. VERIFICATION STATISTIQUES DES THEO- mo a necessária reforma do aparelho RIES DES CYCLES ECONOMIQUES .267 págs damente esclarecidos os aspectos fun- damentais de nossa realidade demográ. dominam e dirigem o mundo. levar-se a bom têr. face do Imperialismo moderno. 2.0 tomo . 9 A superstição racial gre.Vecchi Editor. 8 O carvão e o ferro . Grande do Sul .Trata-se de um volume . Rosário. mas. 1 O problema do Companhia Editora Nacional. A opinião de Couto de Magalhães. 4 O ponto de vista de José de Alencar. 7 A gramática bras!leira de Paranhos da Silva.Trata-se de um volume de en~ ESTADOS UNIDOS . utilizam os combustíveis. eletricidade. 2 A critica de Var~ nhagen.43 págs - o grau de perfeição a que a repartição editora desejava elevá-lo. Dias. tologia brasileira. cycles economiques aux :t:tats Unis d'Amérique. 3 A "profissão de fé" de Gonçalves tema es~atístico brasileiro pelo Institu. Notas suplementares: Re. e as transformações da lingua portuguesa na América..Vol 1'iB da Coleção Brasiliana . São Paulo. da eletticldade e das A primeira compreende 15 grandes quedas dágna. 1B Bibliografia. blemas bras!! eiras. 5.ISMOS MODERNOS . cional de energia elétrica.362 págs .Sam" na América Latina. no ano de 1938) aniquilada no século da máquina a vapor. H) Língua e dialeto.·li 'I 'l! É esta publicação que o Departa. é que o presente "Revista da Faculdade de Ciências I•lconômicas. 1940 .Ar~ tado Moderno. filologia portuguesa e o idioma bras!leiro.11'1 i! I. assim distribui. . 5 duas partes: Situação Física (Meteo. Bib!logtafla geral da coloni~ derno ~ Tradução de Monteiro Lobato - zação holandesa no Bras!!. escravizando povos e forjando tmpérios. zação da Inglaterra. Argentina.Osório da Rocha Diniz . 3. o petróleo.Companhia Edi~ mento. os que mais texto.Tradução de Omer refmcntes aos vários aspectos da evolução do Mont'Alegre . 7 Na era da mográfica (Movimento da População. Apêndice. nhã: Pr~múncios do desapontamento. dessa vez. Ressurreição do mundo: nascimento do Es~ ESTUDOS DA LíNGUA NACIONAL .Separata da A verdade. Bibliografia sob o gráfico.

o senso comum e o com- perança nacional. índice SA\JDE... Ge. ANUÁRIO STATISTICO DELli' AGRICUL- 13. mento. 3 Como se alimenta o corpo. Sumário: 1 Superfície. Ra. Rio de '!'rata-se de uma síntese de obra de maior Janeiro.328 págs . 3 Prlse. construção e secessão de Buenos. A tipografia e os anúncios. DOENÇA E DESTINO DO HOMEM onomástico . 6 As atitudes e os movimen- J. Wells.Trata-se de uma obra de pãgs com Ilustrações '. 1. Paulo Medeyros . espécie hu- prefâcio e está divldido em duas partes: 1 A mana . Wells . ·adubos e outras matérias primas. dlal". -divide-se em: a) A tradição rellglqsa. Pre. págs com Uustrações . biografia anteriormente publlcada. jugat o tempo. A biografia da te~·ra. em cujo prepato o A.Alfred Adler -'- Estados Unidos da América.Natureza da civlllzação. 3. i) Signi- talidade selva~>:em. Rio de Janeiro. Saída.176 págs. Rio de Janeiro.J. 7 Gado. 2 Meteorologia.lcos. Seguros e Publlcilia:de' externa: e'· tilterna. São nas. 10 Indústrias de Estudos Comerciais ê 'Elconômlcos . 1 Es.·Al• rlorldade. b) ção de li G . Campanha de publicidade. . 2 XI de Setembro'. 5." parte: Tendência da evoluçito do Espírito Moderno . 2 Três métodos de reforma que fa. e) A população humana. criança-problema e a sua educação.H. 1940 . 11a revista "O Hospital".III e IV.· 1 da matéria prima e salários: 13 Mercado dos Histórico . conexas com a agricultura. 7 Os sonhos e a sua interpretação. 1 a parte: ESTATíSTICA ECONôMICA E CUSTO DA 1 o· universo em que vivemos. ciais. plexo de inferioridade: 11 O amor e o casa- . ano vitais. 1 Algumas consequências Modernos . 1940 · . 2 a parte: A construção. H livre e luz solar. .267 págs. Gordon pítulos Garbedlan ~ Vol. 8 A sileira de Autores Argentinos . Bibllografla. cionallzação. 1940 nebra.: Vol 9 da obra de vulgarização científica sõbre PEOUENA HISTóRIA DO PENSAMENTO assuntos bioloe.Livra- . der-se-á dar à humanidade uma unidade co- ral . controle do homem 10 Origem da clvllll?lação medieval. 7 Principais· procedimentos ·gráficos. gia para a fellcldade humana. indlcê professor norte-americano. 4 O mistério do mundo físico. População . 1 Mãos à obra. 1940 . 12 A sexualidade e os problemas so- ro~. 12. Introdução. 6 ·Museus. 9 Os neiro. O sentimento social. anúncios. de numerosos vultos eminentes do mundo con- ! temporâneo . 1 As discordâncias do acõrdo. 8. c) Poderemos dêste livro. 10. 304 págs .Enrlques e G. tos. 2 O diabo que o carregue. 13.H G Wells.Com. O homem procura sub- Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos. Jullan Huxle:v e G P.la. Estado do Rio.a mais 3. de.Sumário: Prefácio problemas sociais e o ajustamento social. 6. Estoques. 3 O complexo de súpe- )lertação. de Santlllana Vida" .Sociedade das Nações. Nossa herança natu.Tradução e notas de Almir de An- . O acôrdo de São Nlcolau.· 4 Meios ·e procéssos sumo alimentàr. São Paulo. 1936-1938 . Composição -americano. 5.IlustraÇões de L R Brightwell e ou- Editor. 2 a parte: 1. 14 A Atualidade à luz da história. Vecchi Editor. O milagre feitura Municipal de Niterói.Sumário: Prefá- vulto dos mesmos autores O livro contém um cb.Li- SANTOS DUMONT . 4 Cerrlto e Case.• 1.'Ramón J Cárcano . . educação. Tradução' de cêri:éias infantis. Sumário: Introdução.J Tinbergen .Estado atual das sociedades huma- Lobato . res.i Ordume revolucionário. Trata-se de uma Pslcotécnica. O ROMANCE DA Cli:NCJA . nossa moderna lâmpada de pectivamente Rio de Janeiro.278 págs .562 págs Wells acentua que se trata de "um livro car. 11. 2 Da Idade-Média aos Tempos A saúde do homem. que em dada época lhe causou ·. . pro- panhia .modos de pensar. 6 Aniquilando espaço e tem- fetentes aos Estados do Maranhão e Piauí. Produção agrária e florestal. ria. 7 Nossa men...Ernanl agrícolas.Sumário: Prefácio vulgarização clentlflca. j) A vida sob o crítico: 9. 20 Experimentação. José Olfmplo Editora. 1940 ·_:_ dutos controlados. Rio de Janeiro. nub}icldatle e propag'andà subsidiárias. 9.Março. 17.: Dos vários . boletins ns 4 e 5 do ferno se encontram. escritor francês se demorou no país norte. 12 Mercado do capital e Sumlirlo: Expilca:ção necessária. Associações sindicais agrícolas. Redação de anúncios: OSVALDO CRUZ .. intitulada "A Ciência da CIENTíFICO . 3 Não cave a sua ORGANIZAÇÃO DO ENSINO PRIMARIO E supultura com os dentes.. Princípios de técnica construtiva. em partes.Livraria José Olfmpio Editora. -:. 4 Re- fecunda impressão" gime da propriedade. Macedo de. Vol I.Vecchl :Wditor.Sumário: Introdu. Instituto Centrale di Statlst!ca del J. Feiras de amostras. ..e propaganda· 3. de 1919 a 1932) Tradução de Tomaz Newlands Neto .Tradução de Monteho social . Doenças infecto-con- tagiosas.---.Separata da do sol e sua história. 3. h) Po- transforma o mundo.F . 5. 8 A origem do pensamento ficação biológica da guerra. f) Eugenia. 4 Ar A FORMAÇÃO DA MENTALIDADE. ~5 Con- publicldàde por projeção. Rio de Janeiro. Editora Nacional. Quinzenas de In. 13 Conclusão 2. 14. Máquinas PUBLICIDADE E PROPAGANDA . 2 Para uma Vida mais longa e mais suave. 3 a parte: A seces- são de Buenos Aires. tipográfica dos. Arranco. Como a ciência revoi'qclonou as concllç6es TURA ITALIANA. 1940 . 2 Processos· 'e meios de produtos.479 págs . ·4. A ciência de viver. 5 Doença e mortalidade em Roblnson . 1 a parte: Peculiaridades dfl. po: 7 Enere. 11 Nossa herança medieval.Vol 4 da 1. 1939 . 1 Sôbre os propósitos Abandono do tradlclonallsmo. 1940 . 2 da Coleção "A Ciência de Hoje" ~ Tradução de Giuseppe Amado . 5 As remlnls- res) . Comnanhla Editora Nacional. flsicns da civillzação' 2. Publlcldade.Rio de Ja. 2 a parto: ciência antiga. Rio de Janeiro.79 págs. 1939 . 8. 2 da Coleção Bra. de Platão e Aristóteles.727 propaganda e venda por correspondência. . em missão cultural. 14 Comércio exterior dos principais publicidade . publlcação "Estatísticas Econômicas" . 2. letiva de pensamento e de ação?.327 1940 . tomadas durante o ·período posições. 8 Os mllagres do tubo rle ensaio. 16. dividida em 42 ca. Propaganda e produtos que interessam a agricultura. 2. 9. 2 O com- DE CASEROS AO XI DE SETEMBRO (Ll· plexo de Inferioridade. "Nota sôbre o autor e sua obra". índice analftlco O último capítulo sub- Paulo. Carvalho . 3. B I~ L I O!G R A F I A 5a9 de notas de viagem. re. · 11. 15. d) Novos rumos da lharam. 4 O estilo de vida.Sumário: Prefácio. Ex" Previdência.334 págs . Cooperativas agrícolas.Gondin da Fonseca vraria José Olympio Editora. Influência .Mentalidade em formação No prefácio.Evolução da humanidade.. MigraÇões agrícolas.Roí:na . acabàr com as guerras?. 5 Bonificações Integrais.1940 . Perspectivas da Idade da máquina VERIFICAÇÃO ESTATíSTICA DOS CICLOS ECONôMICOS (II Os ciclos econômicos no& A Ciii:NCIA DE VIVER . 10 de João Neves: 1 a parte: A libertação.. 4 Pane. H G Regno d'Italla .Vol 24 da Biblioteca 9. ' ' ' 6 Emprêsas agrárias. 18. 1940 Aladim.definição. 194f . 4 Onde o céu e o In- NORMAL . Vecchi drade . tros . Abril e Maio de 1939 . A família VIDA NA CIDADE DE NITERói. 5 Como o pensamento criador !!) As energias supérfluas do homem.a série da Biblioteca nossa época. A contribuição da biolo- 1940 .. 19 Impostos. teve a colaboração onomástico.em que o dústrla. Tradução de Elias Davldovlch . 12 A Revolução Clentlflca. de autoria de FI- lipe Malret. E Sales Guerra .Vol. da vida.

Gcnebw.152 págs 1940 . Siluliano. Rio de Janeiro. Diretoria sourses Committee. ANUARIO DEL COMERCIO EXTERIO.Bmeau Central de Statistique.Sousa Brasil . Trlássico. 1940 - 23 págs . do "Jornal do Brasil". da matéria contida no Anuário 1940 .Ministério das tatística. 1940 - tística Nacional. 5 Devoniano. 7 Permlano. ANUÁRIO DEMOGRÁFICO DO MUNICíPIO IAI"ETC . DE MOÇAMBIQUE.Avellno Inácio de Oliveira e Othon Henry Leonardos . 1940 . COMERCIAL Y EMPRESAS QUE PRES- Antônio Santiago . de 1940 Brasil Ltda . Helsinki. 1940 .Nr. 3 a parte: 1.Con- págs . Lourenço Marques.31 págs entre out1os. "A DAS ORIGENS DO PAN-AMERICANISMO luta cont1a a sífilis".demias de Letrae quema da organização do recenseamento üa do Brasil Ano XV.Repartição Técnlc" TRE 1939 E 1940 . . Alagoas. 1939 Depaltamento de Est. 1940 .11 págs .a parte: Era meso. 3 Cretá. 1940 .Alvaro Teixel!a Soares . 1940 ..28 págs 2 Terciário. LISTA DE EXPORTADORES DA COLôNl!J. 1 Generalidades.400 págs GEOLOGIA DO BRASIL . 1940. Repartição Técnica d€· Estatistic1). ANALES DE ECONOMIA Y ESTADISTICA REVISTAS . CANA . 87 págs .Truj!llo.Tomo III.Rio de Janei!o.ll9Q REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA propaganda e ensino agrícola. Estatística. BOLETIM MENSAL DO INSTITUTO NA· ralidades.Cel Temís Ai.N " 6.Separata do no 19 da TAN SERVICIOS. Minlstéiio das Relações Exteriores. República Do. Rio de Ja- páginas neiro. 1940 .Publicação do Instituto de Pesqmsas . Agrícola. ESTATíSTICA COMPARAriVA EN. de Junho de de Maiceió. 1939 . TRIAL. n. 2 a parte: Era Arqueológica.tística tituto de Aposentadoria e Pensões dos Empre- de Pelotas.Ano I. Washington. 6 a parte: E 1a cenozóica: 1 Generalidades. Buenos Tires. T. entre out10s trabalhos.ETIM DO DEPARTAMENTO MUNICI- mentos subsidiários) .Diretoria Ge1al de Esta. Of Gr. de Estatística. índice Geral. no 23 e 24. 213 e 214.o 2 . Junho de 1940 . Tomo l i . Bogotá.Diretoria Geral de Es- tocles Pais de Sousa Brasil . 25 do Censo Pecuáiio.- plantas medicinais. Trujillo. de Otávio de Sousa A UNIÃO PAN-AMERICANA . 1939 . 1939 . 338 págs EXPORTAÇÃO DA REPúBLICA DOMINI.108 págs .PERú. Venezuela. Mário da Veiga BOLETIN DEL MUSRU SOCIAL AltGEN- Cabral .Sousa Doca . S()ciedaàe das MACEió EM 1939 (Relatório apresentado ao Nações.Pu.Rio de Janeiro. n ° 3 .236 págs Departamento AdminiRtrativo do Estado pelo Prefeito Eustáquio Gomes de Melo. 2 Arqueanc. n ° 1. Prefeitura Municipal PAL DE ESTATíSTICA . México. CENSOS INDUS- PROBLEMAS DE ASSISTl<NCIA SOCIAL . 1939 . 1940 - 265 págs ATLAS DA AMÉRICA . 1940 .Lis- leozóica. P. 1940 . 1936 .J. OS ANTERIORES . Instituto Geográfico Agostini do Brasil Ltda . além de um es. Amazonas. 1940 . . Gene. Estado Tachira . CENSOS AGRíCOLA E PECUÁRIO. 1939 . 1937 - blicação da Comissão Brasileira dos Uentená.Eng Frederico Abra~ches Bro- tero . de junho de 1940 .96 págs. 4. 1940 ESTADO TRUJILLO. 1910 NACIONAIS . 1940 BOLETIM DO INS'IITUTO DE PUEttiCUL- 23 págs TURA .137 Geral de Estatística . índice analítico-alfabético tística Geral de Alfândega . Diretoria Geral de "Revista Médica da Paraíba".Ano II. 1 Gene- ralidades.Diretoria de Estr. Publica. 22 Albânia Apêndice: DEL . PARA O ESTUDO DAS MADEIRAS . 142 págs . Rio de Janeiro.637 págs. 1940 .Mlni~MI lo das Re- lações Exteriores. 21 Africa Ita. gados em Transportes e Cargas .Publicação oficial.Ano I. 1940 . órgão da Federação das Ac9.Contém. tém 22 quadros estatísticos relativos ao Censo Sumário: Prefácio. 2.28 págs LANDE. n.'/2 págs 40 pâgs BOLE.U liana .Trabalho LA VERDAD SOBRE LA EXPROPRIAClóN realizado em colaboração com os Profs Jorge DE LOS BIENES DE LAS EMPRESAS PETRO- Zarur e Wanda Matos Ca!doso LERAS . EN LOS Alll'OS 1938 Y 1937 Y SINTESIS DE FISIONOMIA DO RIO NEGRO . uma introdu- Investigações geológicas e mineralógicas no ção e notas explicativas Brasil. Maceió .274 e 346 págs . A NECESSIDADE DOS RECENSEAMENTOS Riu de Janeiro. 472 tica da Venezuela. Callao. 1 a parte: Introdução. respectivamente Ordoniciano.Contém a divisão regional do Biasi! LA POBLACióN Y EL MOVIMIENTO DE- MOGRAFICO DE LA REPUBLICA ARGENTINA ASPECTOS DA REGIÃO AMAZôNICA .Ns 4 e 5 . Alagoas. 1940 . Departamento Estadual de A ZONA DE SEGURANÇA CONTINENTAL Estatística. Rio de Janeiro. 12 págs LIMITES ENTRE O BRASIL E O URUGUAI IMPRENSA E EDUCAÇÃO . 212.No 5. 1940 .Contém suas conferências reiativas TEXTO-ATLAS DO BRASIL . 2 Cambriano.97 págs Relações Exteriores. Angelo Bittencourt . 1940 . BOT. 1939 . Lourenço Marques. 1940 .Ns 211.N ° 3 . 4. Perú..Delgado de aos censos gei ais de 1920 e de 1940 Carvalho . João Pessoa. 1939 . Possessões. Iizon te. páginas minicana.riM TRIMESTRAL DE ESTATíSTICA MÉTODOS DE ENSAIOS ADOTADOS NO I. ô Carbonífero. 1937 . 1939 .Belo Ho- ceo." parte: Era pa. . Rio de Janeiro.28 págs (Declaração de Panamá) .Diretoria Geral de Estatís- rios de Portugal Rio de Janeire>. 3 o trimestre de 1939.Diretoria Geral de Es- tatística. BULLETIN MENSUEL DE STATlSTIQUE AS ATIVIDADES DA PREFEITURA DE .o 4. Instituto Geog1áflco Agostin! do TINO . CIONAL DE ESTATíSTICA .47 págs ANUARIO ESTATíSTICO DA REPúBLICA PROGRESS REPORT 1939 . Agosto de 1940. Rio Grande do Sul. n o 5. 1939 . 1. com ilustrações e um mapa a côres . DUAL DE ESTATíSTICA . Publ!ca REVISTA DAS ACADEMIAS DE LETRAS - editoriais e artigos assinados.216 . o relatório do Departamento Mu- nicipal de Estatística ALAGOAS ESTATíSTICA .tional Re- DOMINICANA. 5. BOLETIM DO DEPARTAMENTO ESTA- zóica: 1 Generalidades.tl-NNUAIRE STATISTIQUE DE LA FIN- Tecnológicas de São Paulo. de Julho e Colômbia em 1938.órgão dos funcionários do Ins- DE PELOTAS. 2 Algonquiano. 3 boa. com docu.

referente ao 1 o trimestre de 1940 Além de outros tràballios REVISTA DE Ciíi:NCIAS ECONôMICAS . de Maio de 1940•. entre . ' RO . além de outros artigos e mattrl<> infor~ S!lva. "A Donald Pierson .Ano Il.No 3. "A bliográfico. de Junho de 1940 REVISTA DO BRASIL . de Ferdinando Rubano g!a".Ano I. Entre outros tra- balhos. de J O. Santos. de A.e alguns ÇÃO . PU• Conquista do Manganês". de Ublraja1a D Zoga!b. Deo- lonização. publica: "As sociedades ou Ano II. Vol Il. n o 5. no 3. que é bastante clonalização do ensino". "Revisão econô~ senta variado sumário. de Julho e Agosto de 1940 No prlmello. ' e "ImigraÇão· e criminalldade'''. de Donald MONTHLY REVmW OF RUSINF. de Emílio Wlllems. e 27. ns. dirigida pelos profs Romano Baueto e assinados Emílio . Agosto e Setembro de 1940 . "Oscilações do movimento Imigratório no Bra. e "Os depósitos os seguintes artigos: "Conceituação de soclolc- bancários". e "Intro- Bureau of Stat!st!cs. no 1.Vol. Francisco Marques dos Povoamento". no 3.outrps. no 2. O n o 2. de Roge1 Bastide. apre- micos". ns 1 e 2.G E EDUCACióN . de Tolstoi de Paula Ferreira.Mensário de cul- ECONOMÉTRICA .a Exposição Nacional dos Mapas quee e F. Paul Rivet.órgão do Conselho de Imigração e Co.Insere trabalhos assinados . México. de José de Oliveira Marques. de· O Fernandes e bllca. consta uma notícia referente à de Lima Câmara. de Emillo Wlllems.Mensãrio mexicano. ns 54 e 55. Municipais.órgão da Sociedade de tura. de Junho. de Chicago . LXVII. de Valérlo Coelho Rodrigues. REVISTA DO SERVIÇO DO PATRIMôNIO HISTóRICO E ARTíSTICO NACIONAL . numerosos edltmia!~. clécio Redig de Campos. do qual se destacam mica". Publica. desvanecedoras referências aos trabalhos e cam- nistério da Fazenda e Crédito Público da Re~ panhas do I B G E pública do Equador Ano I. Tito Prates da Fonseca. de Roger Bastide.Publica matéria de interêsse estatístico e tem feito REVISTA DE HACIENDA . dução à Espaclologla Social". Domlnlon tores educativos".Vol VIII. vol poimentos e artigos sôbre o referido certame LXVI. Almeida Júnior. de José de Oliveira Mar~ tidade à 1. D F . "Ta~ "Sociologia argentina". e "Organização da colbn!~ visita feita pelos :funcionários da referida en~ zação na Argentina". Divulga numerosos de- tura Municipal de São Paulo . de Aúthos Pagano. os costumes e o direito". Filho e Luiz Camllo . e reportagens de nat~ueza econômica. deles Ilustrados .Ano VI.940.São Paulo". "Disciplinas com as quais a Sociologia se confunde".órgão do MI. "Ensaio sôbre a diferenciação dos de J). Luiz Sala. dedicado ao I Congresso Indlgenlsta Interame- órgão do Departamento de Cultura da· Prefei. Ano I. publica: "Colonização e Jardim. REVISTA DO ARQUIVO MUNICIPAL . Salomão de Vasconcelos. 26.Publicação da Secretaria de bre as atividadts ~eográflcas no Brasil Economia Nacional. Ano II. Luiz tre outros trabalhos. de Reinaldo chado.Wlllems. de Emílio Wlllems. de Janeiro~Feverelro e Março~Abrll de 1940. de PRODUÇÃO E CR. Sousa . Abrll~Malo de 1940. no 6. ricano Junho de 1940. de Abril de 1940 En. "Aspectos da nupclalldade paulista". Insere longa reportagem· sô- ECONOMIA . e e processos de 'seleção eliminação na população além'de . sob a direção de Otávio Tarqumio de Econométrica. REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZA. Godofiedo sil". 25. de Henrique Dórla de Vasconcelos. BIBLIOGRAFIA :l91 de Junho de 1940 Do sumário. de Maio-Junho de 1940.1DITO -. de Mário Lins. correspondente ao 2 o trltne3tre. de Inglaterra". os seguintes trabalhos: "A evolu~ sociologia de Cournot". no 8. de Lourival G Ma- xlnomla dos estudos econômicos". Joaquim Cardoso. organizada pelo I. 1939 . Canadá Vcl XV. "Subsídios para a história da assistên~ bras no Brasil". referentes a de Julho de 1940 Julho. vol I. PUblica. dó MaJor Al'lstótelés desenvolvido.Ano V.De~ Pietson~ "Estrutura matetinl e social" e "Fa- partment of Trade and Commerce.mhq d~ 1. e "A Imitação e o controle social" - Gonçalves.SS . Do sumário constam SOCIOLOGIA .r ae Godól. grupos sociais".Revista didática e cienLi- vasta matéria redaclonal e vários trabalhos fica. e çiic• capitalista". n o 2. "A ofelimidade dos bens econô. "Esbôço llis- além de editoriais e da secção de registro bl~ tóilco da sociologia". de interesse para o professor e o estudante de órgão da Ordem dos Economistas de São Paulo ciências sociais. Borba ela social em . e 'Alguns aspectos do problema das fi- matlva. P Assiz Figueiredo. de OBSERVADOR ECONÔMICO F FINANCEI· Osca. de Carlos Estêvão. Judite Martin&. Nair Blttlsta. José de Sousa Rel&. '· . monstração de nossa balança comercial com a e "A sociologia. de Romano Barreto. divulga: "A etnologia em França". os seguintes rtrtigos: "Dr- de São Paulo". "A na.:S.

e administrativa vêrno Federal e tam providências para a oportuna no que disser res- os Governos de elaboração do Vocabulário Brasi. de 11 de Agosto de vidades do Insti- 24 609. peito ao objetivo todas as Unidades leiro de Estatística de tornar eficien- da Federação. o emen. disposto nos arti- talação do Con. pelos seus conside. E s t a t í s t i c a. continuamos a venção Nacional solenemente. neste número. e Art 2 ° . pelo Dec. no mesmo dia da sua as. haveria de órgãos competen- ra n d 6 que os ter a responsabilidade máxima na tes. decorrente dos dois primeiros. as atividades de- rando que a dicadas ao plane- Convenção Nacional de Estatística foi jamento e execução dos serviços esta- ratificada. de 6 de legial a que com- petem a orienta- considerando o Julho de 1934. celebração ficou definindo e fixando as atribuições co . diretas. ma Assembléia.nizações regionais ..O Conselho autorizada e diretrizes da entidade colegial manterá relações no mesmo artigo.o 40. sem político-adminis- em virtude do de. na íntegra.0 . EPOIS de havermos divul. sem a ser fixa.: n. a mais alta impor'. como o é. Convenção Nacional de Estatística. usando da Conselho Nacio. texto da Resolução n. de 7 Ainda de acôrdo com os obje. de 6 de 1936. selho Nacional de Estatística tados Unidos do · Art 1. Geral do Conselho. regulou a constituição e o funcio. que aprovou e ratificou a tuto Nacional de Julho de 1934. na qual se assen. fi- de Agosto do cor.abrimos espaço. Decreta: tística I . Estatística. coar denação e controle de um pro. para "a constituição e regulamen. o ampla autonomia mento convencio. o De- creto n. ter cei1 o diploma legislativo. ferentemente à . 10. Constituição e atuação do Con~ O Presidente da República dos Es. nesta secção. e D gado.. atribuição que lhe nal de Estatística confere o art.. gos 9 ° e 10 do selho Nacional de sue. cuja atual sistema estatístico do país. 1934. de ação técnica nal entre o Go. com os Che- delegados à Con. que criou o Insti. que. de 6 de Julho de dependência das la Trata-se do Decreto n ° 1. Federal n ° 1 022. o res. fes dos Governos venção f o r a m grama de ação do maior alcance cuja autoridade convocados técnico e cultural. 0 1 da Consti- tuição. e no art. ção e direção su- disposto no art tuto Nacional de Estatística. O Brasil.Para os fins da atuação a seguir por decretos de todos os de- mais Governos Convencionantes.mentais. 0 1. considerando ainda as demais dis- Regula a constituição e o funcionamen. o do Instituto trativa nele esti- creto n ° 946. po que publicamos. é a entidade co.200. de Estatística. já suficiente. rigir as suas atividades. na tância para a Estatística B1 asilei. já agora. posições convencionadas. a 11 divulgar. que.200. do Decreto no 946. 56. tes e coordenadas conside. tário das Resoluções da Assembléia cando-lhe asse- rente ano. do Conselho. da mes.tísticos brasileiros. por fôrça da Con- s e n d o assinado mente esclarecidos. de 17 de Novembro de 1936. bases que vies. pos. sinatura. ao mesmo tem. DE 17 DE tação do Conselho Nacional de Esta- NOVEMBRO DE 1936 tística". como êles. organizações federais e orga- nal. compor-se-á o Instituto considerando as bases fixadas no de duas ordens de entidades funda- Capítulo I do instrumento convencio. dúvida. e o periores das ati- 10 do decreto n ° de n ° 1 022. das pela Conven. I ( ~ LEGISLAÇÃO GOVÊRNO FEDERAL DECRETO N. tivos desta secção. gurada a mais pectivo instru. namento do Conselho Nacional de de 7 de Julho de ção Nacional de Estatística il:sse ato do Govêrno 1936 Federal deu efetiva estrutura ao Parágrafo úni- Estatística. a um de acôrdo com o instituição e ins. Decreto n° 24 609. re. to íio Conselho Nacional de Esta. destinando-se a orientar e di. ver representada de Julho de 1936. . 0 24 609. que parágrafo único.

de 6 de Julho de 1934.609. n. as organizações de estatís- tica existentes ou que venham a exis. -·.São órgãos do Conselho: § 2. 11.das repartições regionais inte- possuam secções ou serviços filiados ao gradas no Instituto. sas Juntas: cedente. 3.0 . na legislação respectiva. de filiação. Art 6. d) por um delegado dos represen- nhecida utilidade pública · tantes.0 do Decreto n. . do Art. representando o Go- ção das respectivas circunscrições po. cutiva Central.c. no Conselho. n.0 . na forma do a) do Presidente do Instituto.ls filiadas ao Ins- tica da administração do Distrito Fe.Constituem es- repart1çoes a que se refere a letra pre.609. ciOnar~o~ de categoria equivalente das Parágrafo único . bem assim do Art. § 1. bem assim as que. b) pelos demais membros da Jun. particulares filiadas ao Instituto. cional de Estatística. todos os serviços ou secções de estatís.o 24.609. tral compõe-se: isolada ou coletivamente. § 1.0 .0 24. §§ 1. têrmos do art. tituto. vêrno Federal. Estados e Territó- rio do Acre. rem. de equivalente hierarquia. integrar-se no Instituto. da serviços e os de estatística. de 6 de Julho de 1934). de 6 de Julho de 1934. a mesma articulação aos Art. sempre que não prevalece- geográficos que se integrarem no Ins. b) a Junta Executiva Central.0 .o. ciais. de reconhecida idoneidade. ' . 7. e os departamentos tantes. § 1.0 . a) os diretores e os chefes de sec- f) pelos dirigentes gerais das or. tese contrária. tendo g) pelos diretores ou chefes das finalidade análoga. mediante ato representando os Governos Regionais e Municipais.0 . Presidentes das Juntas Regionais na . § 3. ções análogas às adotadas na organi- zação federal (art. 10. nizações particulart.ÇAI) § 1. e. sidente nato do Conselho e da sua Jun- ta Executiva Central. deral.0 e 2. gionais de estatística geral Na hipó- das "repartições centrais". ato especial que o autorize e segundo b) dos diretores das Repartições as bases que o Conselho Nacional de Centrais de Estatística. Estados e do Acre. zações regionais compreende os órgãos h) pelos representantes das orga- centralizadores dos serviços de estatís. das pelos diretores das repartições re- cionários.O III do Dec. no âmbito da administraÇão federal. disposi- tituto.0. tas. beni assim. tica que existem ou venham a existir c) as Juntas Executivas Regionais. obrigatoriamente con- partições regionais de estatística incor. -·~. como tais. poderão também Executivas Regionais ou seus suplentes. Art.Formam o quadro central Instituto.A Assembléia Geral é órgãos centrais regionais é obrigatória constituída: para todos os serviços ou secções de a) pelos membros da Junta Exe- estatística mantidos pela administra.O I e art. 3. ~). o quadro central das organi. ção ou funcionários de hierarquia equi- ganizações oficiais e oficializadas que valente . geral dos municípios das capitais dos nistérios. das organizações § 4.O 24. que será o Pre. res de tais secções ou serviços.0 .0 . Estatística aprovar para o estabeleci. c) de um representante de cada mento da cooperação entre os aludidos um dos Ministérios do Exterior. das organizações de emprêsas ou associações mantidos oficializadas filiadas ao Instituto: para fins de levantamentos de reco. nos a) pelo Presidente do Instituto Na. enquanto não possuírem re- partições centrais de estatística. 10. ta Executiva Central. serão presidi- c) pelos diretores de secção e fun. 4. estes diretores serão os secretários natos das respectivas Jun- d) pelos diretores . \ LEGISLA. e pelos chefes ou direto- de estatísticas especificadas no art. c) por um delegado dos represen- tir nos municípios. gerais das re. siderados assessores e suplentes dos poradas ao Instituto.As Juntas Executivas órgão colegial coordenador dos serviços Regionais. po. s. d) as Comissões Técnicas.pelos diretores de secção e fun. líticas e que façam parte do Instituto. Estados e Território do Acre. 0 .o . Respeitados os limites da b) pelos Presidentes das Juntas órbita jurisdicional.0 do Decreto n.Articulam-se obrigatoria- mente com os órgãos centrais federais a) a Assembléia Geral. no Distrito Federal.O Conselho Nacional de da Viação e de outros que venham a ser Estatística é constituído: criados. Assembléia Geral do Conselho.A Junta Executiva Cen- derão também filiar-se ao Instituto. Guerra e da Marinha. bem assim os de instituições pri- vadas. no Conselho. Os serviços geográficos ofi. forem criadas no repartições ou serviços de estatística Ministério da Viação ou em novos Mi. tanto na órbita federal como das organizações federais as diretorias na regional. n.

para o competente cessárias As Comissões Técnicas tra. regulamentar e ad- pecialmente interessada no assunto a ministrar as delegacias ou agências de cargo da Comissão. de caráter se referir a todos os serviços filiados. pelos quais as estatísticas de caráter sunto respectivo. previstos no artigo 24 do gozando de autonomia administrativa Decreto ri 0 24. 8 o . bem como os demais ser- viços filiados. no Maior da Armada. das organizações regionais. aos poucos.0 e 8.0 do Decreto n. do Instituto. a) elaborar o seu regimento' inter- gionais que possuírem apenas secções no e o das Juntas Executivas _:_ Cen- de estatística filiadas ao Instituto. exame e deliberação. fazer-lhes a distribuição e fisca- movimentação forem confiadas ao mes. d) sugerir os critérios e processos de cinco membros especializados no as. rea. Atribuições dos órgãos do qualquer forma. onde políticas diferentes. caso em que êsse atuação regional ou local necessárias representante ocupará um dos três lu.0 . fixando ao tar no Estado e um delegado do Estado mesmo tempo a. fectibilidade. possam interessar. de unidades supletiva dos serviços nacionais. quando estes ou aquelas Art. a constitui- cendo ampla jurisdição técnica no que ção dos recursos financeiros. em cada caso. em tempo oportu- de Março de cada ano no. e eleitos. facultativo. Parágrafo único . para completar o sistema dos órgãos gares. os assegurar-lhes a continuidade e per- demais membros serão todos da admi. outrossim. Os seus relatórios deverão ser presen- . tendo em vista a elaboração da . desde que estes se sin- a êles competindo as furições de pre. mo Instituto na forma dos artigos 7. os resultados de denciados para tal fim umas e outras sejam comunicados a Art. municípios das Capitais dos Estados e c) caracterizar as estatísticas que do Território do Acre. viços regionais. respectivamente. nos têrmos dos ar- lizando tantas sessões quantas forem tigos 7. de II . REVISTA BgASI~~IRA DS·ESTATíSTICA . regional. rias ao normal desenvolvimento das finalidades do Instituto. nir-se-ão ordinariamente no primeiro f) sugerir ao Govêrno da Repúbli- dia útil de cada quinzena.609. 1:>) os diretores das repartições re~ . sessões extraordinárias que forem ne. tam com a eficiência necessária para sidente e relator. ·h) propor aos órgãos governativos Art 10 . de 6 de Julho âe quanto aos serviços cuja organização e 1934. ora levantadas e elaboradas bléia. de 6 de Julho de 1934. dois dêsses membros transferidas à responsabilidade dos ser- deverão ser da administração federal. feiçoamento orgânico. i) providenciar para. as fontes e a elabo- Conselho ração da estatística nacional. se devem considerar da competência e) um representante do Estado privativa das organizações federais ou Maior da Região com jurisdição mili.0 24. necessárias. realizando as ca e aos governos regionais e locais. pela Assem.609. como membro nato da Comissão. a ação nistração regional ou local. tral e Regionais.o j) autorizar os acordos e contratos e 8 ° do Dec n. devidamente 'cre. na hipótese de não esta for solicitada ou julgada ainda figurar no Conselho representante de necessária. mediante deliberação direta ou dele- gação à Junta Executiva Central. exer. possam ser.A AsSembléia Geral fi. e) organizar. pela União. entidade oficializada ou particular es.São atribuições 1) fixar o plano de organização e expressas da Assembléia Geral as se-" funcionamento das Comissões Técni~ guintes.A Assembléia Geral reu.s normas para que. de 6 de Julho que o Instituto haja de realizar para de 1934 consecução de seus objetivos. selho Nacional.À Assembléia Geral competentes as providências necessá- compete orientar e dirigir o Instituto. As Juntas Executivas reu. regulamentos que os serviços de esta- diante correspondência promovida' pelo tística forem exigindo para o seu aper- respectivo presidente ou pelo relator. vierem a ficar sob a responsabilidade nir-se-á anualmente a 1 de Julho. menor prazo possível. nas suas relações entre si e com o pró- partições ou serviços de estatística dos prio Conselho. as alterações de balharão em todo o correr do ano me. fixar. para que na legislação e nos planos e nor- mas dos serviços públicos não se in- cluam dispositivos que prejudiquem. os chefes ou diretores das re. 0 24 609. todos os órgãos do Instituto aos quais xará o número das Comissões Técnicas. entre todos os membros do Oon. c) os chefes dessas secções espe~ b) baixar as instruções por que se cializadas de estatística. devam regular os órgãos do Instituto d). cas. 9. conforme o caso. às autoridades competentes. lizar-lhes a aplicação. as quais se comporão. do mesmo Instituto.: ! tes à Junta Executiva Central até 31 g) representar.

14 . sociais. to da estatística brasileira. do Instituto Nacional de ~statística" tização técnica e os melhoramentos § 3o .Aprovadas pelo Conse- lho as Instruções para o concurso a Art. nação e unificação dos resultados das bléia 'não residentes na Capital Federal estatísticas brasileiras. que os fará publicar e os sub. que constituam em relatórios anuais à Junta Executiva elementos históricos do desenvolvimen- Central. sempre que o ~xijam a continuidade e a boa de publicadas no órgão oficial compe- ordem dos serviços do Instituto tente. tantes na Asembléia Geral recebam po- sessores. sejam as da Assembléia Geral. culturais ou re\igiosas.Para o fim dêste artigo a naCional. mo- pondo as conclusões do seu trabalho delos. para cada órgão delibera- as deliperações da Assembléia Geral e tivo. 11 -'. Juntas Executivas Regionais. Disposições gerais municada$ aos Governos.O Conselho Nacional de desta. terão a de. porém. ném no Estado do Rio de Janeiro será paga. depois dum da mesma Assembléia. 17 . estudadas pelos órgãos Art. tística. não sendo isto pos- . de expressão § 1.Os regimentos especiais. serão redigidas em forma articulada e tral compete cumprir e fazer cumprir indicadas. letra instruções e planos da competência da p) da Convenção Nacional de Esta- Asenibléia Geral.0 .ltral Estatísticà instalar-se-á com a pri- e Regionais. i dos inquéritos necessários à órbita federal.no. que será convocada extraordinaria- Pàrágrafo único . afim de deliberar sôbre a parte da Convenção a executar-se ~) de representantes das princi.0 . à Junta Executiva Central vimento dos serviços estatísticos regio.As Comissões Técnicas organizará sob a designação de "Anais compete estudar e projetar a sisvema.Regionais. memórias... Essas "resoluçf. ou mediante delegação Art. Aos membros da Assem. Essa publicação se desti- progressivos das estatísticas compreen. nas condições de nú~ero meira reunião da sua Assembléia Ge- e requisitos que a Assembléia fixar.O Corpo de As. deres e instruções para que esta tome tretanto. e tomar as medidas b) as das Juntas Executivas Re- necessárias à coordenacão e desenvol. a ajuda de custo de um Conselho. . cumprir e fazer Junta Executiva Central. o orçamento do Instituto reservará a importância com- Art 15 . os delegados dos Govern<?s éonto de réis (1:000$000). por ocasião das respecti. di- despesa e a das c()mpetentes passagens.. 18 . ex.As Juntas Executivas a) as da Assembléia Geral e da Regionais compete . as deliberações convenientes à coorde- rência pública. lhe for consignada que serão eleitos diretamente pela As- sembléia Geral. § 2. selho.. Essas normas serão co- III ..A Junta Executiva Cen. cujas funcões constituem.0 . ral. pelo respectivo núme~o de ordem resolver os casos omissos ad referen. que se refere a Cláusula Segunda. reunindo-a dos respectivos sistemas anualmente em publicação especial que Art. serão obrigatoriamente comuni- cadas: Art 12 . e se o orçamento federal não dos diretamente ou por delegação à houver destinado verba especial para Junta Executiva Central os respectivos prêmios. 13 . Art. retores dos mais importantes serv1ços por conta das verbas próprias do Go. en. gionais. § 1. Junta Executiva elaborará as normas gerais da organização e movimentação.. nará igualmente a registrar os atos le- didas nos respectivos programas. b) de especialistas em matéria de com o concurso dos órgãos estatísticos estatística. pareceres ou estudos de ca.lições econômicas. gislativos. ou.0 . no próximo exercício pais institl. relatórios. de estatística subordinados aos mes- vêrno FederaL mos governos.do necessários aos tra.1 LEGISLAÇAO 595' • projetos. os respectivos represen- os membros do Conselho nem os As. meterá com o seu parecer à Assembléia Geral. ral da Assembléia Geral e da J_unta Executiva Central. etc.o Conselho terá a1nda petente destacada da verba global que um corpo de Assessores de Estatística.Na reunião inaugural do vas sessões. as quais Art. balhos 'do Instituto sejam as das Juntas Executivas. instruções. rios órgãos do Conselho a Secretaria resolvendo com· autonomia o que for Geral do Instituto manterá em dia matéria privativa da economia interna a competente coletânea. 19 . Art. mente para o dia 15 de Dezembro do sessores de Estatística se constituir~: corrente á. pelas Juntas Executivas Ce). título de· relevante beneme. serão por ela baixa. .As deliberações do Con- ráter e:Specializa.lignação de "resoluções". correndo essa Regionais deverão ser os chefes ou.íes". 16 -Não serão remunerados competentes.:. afim de que. § 2. Das "resoluções" dos vá~ nais e municipais sob sua jurisdição. regionais. a 'todas as cumprir as deliberações de caráter ge.

de 18 de Julho de 1938 N. sôb1 e a presi.de 4 de Julho de 1938 da estatística brasileira. Referenda a nova redação do Recomenda a colaboração art 1 ° do Regulamento do mais ampla dos sistemas re- Conselho Nacional de Geo. 0 76. pectivas estatísticas anuais. Marques dos Reis cionar com a composição prevista no General João Gomes artigo 6 o Henrique A Guilhem Odilon Braga Art.596 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA sível. pm a figurar nos Orienta iniciativas tendentes Anais do Conselho. 0 73. oportuiw e ade- título de Fundador da Esta.de 18 de Julho de 1938.de 18 de Julho de 1938. quado aos seus interêsses. Assinala o que deve a esta- tísticos brasileiros as teses tística brasileira ao Depar- oferecidas à 1 a Conferência tamento Nacional dos Cor- Nacional de Estatística que reios e Telégrafos e dirige j01 neceram as diretrizes prá. a êste um apêlo relativamen- ticas para a organização e te ao censo postal-telegráfico o primeiro impulsionamento e ao aperfeiçoamento das res- das atividades do Instituto.de 16 de Julho de 1938 federal competente. N.de 18 de Julho de 1938 Propõe ao estudo dos esta. N ° 79. Gustavo Capanema ções em contrário Agamemnon Magalhães CONSELHO NACIONAL DE ESTATíSTICA Números. . 0 69. tística Geral Brasileira dos dados do comércio exte- rior.O Presidente do Institu. o pro. exprime tística congratulações ao Govêrno de São Paulo e jaz um apêlo N ° 72. N ° 74. pessoas com especialização que Rio de Janeiro. José Carlos de Macedo Soares rá para que.Revogam-se as disposi. 20 .0 80.0 de Ju- N. 115 o da Independência e 48. 17 de Novembro de as qualifique para o exercício dêsse 1936. 21 . elaborados pelo órgão N ° 71. 0 67. Fixa o orçamento dos servi- ços do Instituto para 1939. Conselho Nacional de Geo.de 16 de Julho de 1938 N ° 78.o da mandato República Art. a conseguir do Govêrno da grama da 1 a Conferência União providências que tor- Nacional de Estatística e nem mais accessível às ad- atribue ao doutor José Luiz ministrações regionais o co- Saião de Bulhões Carvalho o nhecimento.de 18 de Julho de 1938 na parte superintendida pelo Louva a atuação do Govêrno Conselho Nacional de Esta.de 18 de Julho de 1938. gionais no levantamento da g?ajia estatística educacional N ° 70. Reproduz. Vicente Ráo passe a Junta Executiva Central a fun. Exprime congratulações ao N. de Minas Gerais. Fixa a classificação geral do grafia. tica brasileira. ° 2 e seu § do Regimento da No 75 -de 18 de Julho de 1938 Assembléia. dentro do prazo de 15 dias Artur de Sousa Costa a contar da publicação dêste decreto. Fixa disposições normativas dência dos trabalhos para a apresentação tabular N ° 68.de 2 de Julho de 1938 lho de 1937 a 30 de Junho de Amplia a disposição do art 1938 e dá outras providências.de 18 de Julho de 1938 aos demais Estados no to- Formula um voto de louvor cante à fixação do quadro e ag1 adecimento à imp1 ensa territ01ial e ao levantamento carioca dos mapas municipais N. datas e ementas das Resolu.de 6 de Julho de 1938 N ° 77 .de 18 de Julho de 1938 ções ap1 ovadas na segunda sessão Aprova as Resoluções das ordinária da Assembléia Geral Juntas Executivas do Insti- tuto no período de 1. (aa) GETÚLIO VARGAS to Nacional de Estatística providencia. formulando algumas ensino para fins da estatís- sugestões.

LEGISLAÇAO 597

81- de 18 de Julho de 1938. apresentado à decisão do Go-
Faz um apêlo ao Ministério vêrno para a construção do
da Marinha,- no sentido de Palácio da Cultura.
ser levantado o censo naval
brasileiro, por seu Departa- N. 0 94- de 19 de Julho de 1938
mento competente. Formula aplausos, sugestões
e apelos, relativamente à rea-
~~Jla ~e Js~~~~n~~,
82 1 lização do Censo dos Servi-
- ;;;;o lín- dores Públicos da União, Es-
gua auxiliar,· nas atividades tados e Municípios, com fun-
e publicações do Instituto. damento no Decreto n.O 471,
N.O 83 - de 18 de Julho de 1938. de 6 de Julho de 1938, do
Sugere medidas concernen- Govêrno do Estado do Rio
tes à estatística da Educação de Janeiro.
Físka. N° 95- de 19 de Julho de 1938
84- de 18 de Julho de 1938 Fixa a data de 15 de Julho
Orienta providências para o de 1939, para a terminação
desenvolvimento da Biblio- do mandato dos atuais con-
teca Central do Instituto sultores técnicos do Instituto.
N.O 85 - de 18 de Julho de 1938. N° 96 - de 19 de Julho de 1938
Modifica o art. 4 o, da Reso- Provê à oportuna criação de
lução n.0 4, da Assembléia um Laboratório Central de
Geral, que dá regimento aos Análises Estatísticas, anexo
trabalhos das Juntas Exe- à Secretaria Geral do Ins-
tituto.
cutivas Regionais.
N° 97- de 19 de Julho de 1938
86 - de 18 de Julho de 1938 Estabelece normas para o
Fixa o plano da campanha aperfeiçoamento e desenvol-
estatística de 1938. vimento das estatísticas agrí-
N.O 87- de 18 de Julho de 1938. colas.
Aprova as contas do Insti- N° 98 - de 19 de Julho de 1938.
tuto. Provê à organização técnica
88 -de 19 de Julho de 1938 das agências municipais de
Estabelece diretrizes iniciais estatística
para o uso, no Brasil, de N. 0 99- de 19 de Julho de 1938.
uma terminologia uniforme, · Delibera sôbre a segunda Ex-
em matéria de estatística, posição Nacional de Educa-
assim no campo prático ção e Estatística
como no doutrinário. N. 0 100- de 19 de Julho de 1938
89- de 19 de Julho de 1938 Recomenda as medidas ne-
Faz um apêlo ao Ministério cessárias à redução de 50%,
da Viação e Obras Públicas. em benefício dos serviços de
geografia e estatística, nas
90 - de 19 de Julho de 1938. taxas a que está sujeita a
Define o valor comercial de- correspondência postal-aérea.
clarado e o recomenda como
o mais conveniente ao con- N. 0 101- de 19 de Julho de 1938
teúdo das estatísticas co- Sugere providências no sen-
merciais. tido do aperfeiçoamento do
N.O 91- de 19 de Julho de 1938 registro civil.
Dispõe sôbre a cooperação de N ° 102- de 19 de Julho de 1938
caráter imediato dos Estados, Faz um apêlo à Inspetoria
no sentido de ser organizado Federal das Estradas, relati-
e mantido em dia, na Dire- vamente ao alargamento da
toria de Estatística Geral do estatística ferroviária bra-
Ministério da Justiça, um ca- sileira
dastro do registro civil. N ° 103- de 19 de Julho de 1938
92- de 19 de Julho de 1938 Dispõe sôbre normas técni-
Determina providências que cas a serem observadas nas
facilitem às repartições cen- publicações de estatísticas
trais regionais, de modo ex- demográficas r e l a t i v a s à
pedito, a organização da es- mortalidade
tatística mensal de expor- N. 0 104-de 19 de Julho de 1938
tação. Define o ano-agrícola bra-
93- de 19 de Julho de 1938. sileiro. ·
Manifesta à Associação Bra- N.O 105- de 19 de Julho de 1938
s~leira de Educação a solida- Manda submeter a estudo os
nedade do Instituto Brasi- projetos ns. 14 e 37, que dis-
l~iro de Geografia e Estatís- põem sôbre estatística crimi-
tzca, relativamente ao plano nal-judiciária.

592 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA

N ° 106- de 19 de Julho de 1938 considerando a sugestão que ao
Sugere aos governos regio- Conselho apresentou sôbre o objetivo
nais o teor do decreto-lei em aprêço, por intermédio do Secre-
conveniente à regulw ização tário Geral do Instituto, o próprio Pro-
da bio'-estatística brasileira fessor Milton da Silva Rodrigues;
N ° 107- de 19 de Julho de 1938 considerando ainda que a suges-
Fmmula um apêlo aos Mi- tão se reveste da maior autoridade e
nistéJ ias da Gue1 r a e da Ma- é realmente oportuna, pois parte exa-
linha, no sentido do apro- tamente do Consultor Técnico dêste
veitamento estatístico dos Conselho que é responsável pela Sec-
w qui vos relativos aos cons- ção de Estatística Metodológica,
critos RESOLVE
108- de 19 de Julho de 1938 Art 1 ° - O Conselho agradece e
Suge1 e um padrão pw a os aceita com satisfação a proposta do
decretos-leis regionais assen- Professor Milton da Silva Rodrigues, na
tando normas preliminares à qualidade de seu Consultor Técnico em
nova divisão te1 rit01 ial matéria de Estatística Metodológica,
109- de 19 de Julho de 1938 no sentido de promover o Instituto o
Assenta di1 etrizes comple- início imediato do preparo do Vocabu-
mentaJ es relativas à esta- lário Brasileiro de Estatística
tística do comércio inte1 es- A1 t 2 ° - O Conselho também
tadual aceita desde já a sugestão do propo-
110- de 20 de Julho de 1938 nente afim de que fiquem desde logo
Consigna p1 onunciamentos assentadas as seguintes normas para
diversos da Assembléia Ge- os trabalhos de elaboração do Voca-
1al relativamente a proble- bulário
mas e iniciativas conce1 nen- I - Para cada palavra o Voca-
tes ao desenvolvimento da bulário dará
estatística brasileira. a) a grafia exata;
b) a pronúncia;
c) a etimologia, nos casos neces-
RESOLUÇÃO N. 0 140, de 22 DE JULHO sários, como o de palavras oriundas do
DE 1939 grego;
d) a definição rigorosa, e
Dispõe sôbre a elaboração do Vocabu- . el. sempre que possível, o autor que
lá1 ia B1 asileiro de Estatística. pnmetro houver empregado o têrmo
A Assembléia Geral do Conselho II - O Vocabulário terá inicial-
Nacional de Estatística, usando das mente um sistematizador único, com
suas atribuições, e a colaboração do Corpo de Assistentes
Técnicos da Comissão Censitária, na
considerando de um modo geral a conformidade do entendimento auto-
necessidade de possuir o país vocabu- rizado pela Resolução n ° 88 desta As-
lários técnicos em língua vernácula, sembléia, sendo êsse sistematizador de-
considerando, em particular, que o signado pela presidência do Instituto,
Conselho Universitário da Universidade ouvida a Comissão Censitária Nacional.
de São Paulo aprovou, em tempo, a III - Uma vez organizado em pri-
proposta do Professor Milton da Silva meira mão, será o Vocabulário mimeo-
Rodrigues, que é também Consultor grafado e distribuído por todas as en-
Técnico dêste Conselho, no sentido tidades técnicas ou culturais interes-
de tomar a mesma Universidade a sadas no assunto, com o pedido de co-
seu cargo a feitura de vocabulários laboração nos trabalhos de r~visão fi-
técnicos; nal do projeto
considerando, entretanto, que essa
valiosa e autorizada contribuição para IV - Resumidas e analisadas pelo
a cultura nacional ainda não teve co- redator do projeto as críticas recebi-
mêço de execução, das, será o seu trabalho, com o relató-
considerando, por outro lado, que, rio final, submetido ao pronunciamento
para o normal desenvolvimento das ati- geral dêste Conselho, que o mandará
editar na forma definitiva que resul-
vidades técnicas e culturais do Insti- tar das suas decisões
tuto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística, é de urgência o preparo do Vo- Rio de Janeiro, 22 de Julho de J 939,
cabulário Brasileiro de Estatística; 4 ° do Instituto - Conferido e nume-
considerando que nesse sentido já rado, Alberto Martins, Secretário-Assis-
s~ pronunciou o Conselho pela Resolu- tente da Assembléia - Visto e rubri-
çao n ° 88, de 19 de Julho de 1938, desta cado, M A Teixeira de Freitas, Secre-
Assembléia; tário Geral do Instituto ·
considerando, também, que não Publique-se - José Carlos de Ma
teve ainda execução o trabalho previs- cedo Soares, Presidente do Instituto e
to na aludida Resolução, do Conselho

RESENHA

A IGREJA CATóLICA E O INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E ESTATíSTICA
Dentre as Resoluções aprovad!,ts, ensivamente humana. Ao lado dos
em sua terceira sessão ordinária, pela fatores técnicos de ordem econômi-
Assembléia Geral do Conse~ho Nacio- ca, jurídica e social, cumpre-lhe
nal de Estatística - reunida de 1.0 a àpelar para a influência insubsti-
26 de Julho de 1939 - nenhuma se ter;í tuível e decisiva dos valores mo-
revestido de tão relevante~ significação râis Em 'Véz de pregar a divisão
como a de n.0 127, que formulou con- dos coraÇões e a luta das classes,
gratulações ao Chefe da Nação .e fez impoda in-tensificar os altos e no-
ponderações sôbre a política brasileira bres sentimentos de solidariedade
de assistência social. e exaltar os benefícios sal'!ltares de
uma paz fundada nas exigências
Ê:sse importante documento, que da. justiça e nas dedicaçõ?s da ca-
tão bem refletiu um alto ideal de soli- ridade. A doutrina social da Igre-
dariedade humana e de justiça distri- ja Católica, inspirada nas lições
butiva, ao fixar as diretrizes mais con- divinas do Evangelho e no profun-
venientes ao alargamento da já adian- do conhecimento da natureza hu-
tada legislação social do país, encon- mana, afigura-se-lhe, por isso, não
trou em todos os nossos círculos cul- só a mais harmoniosamente afina-
turais um ambiente de viva compreen- da com as tradições históricas de
são, sendo recebido nos meios gover- um povo que nasceu e se formou
namentais com a melhor simpatia, da- à sombra protetora da Cruz, senão
dos os seus nobres objetivos. também. a mais eficientemente
Atendendo, posteriormente, a que adaptada às exigências múltiplas
a mesma Resolução- já divulgada, na e coiri/plexas do · nosso reajusta-
íntegra, no primeiro número desta re- mento social. Cristão desde os pri-
vista - "obedecera à sábia e luminosa meiros dias de sua existência, de-
inspiração dos princípios que a Igreja seja o Brasil, fiel ao seu batismo,
Católica preconiza, no campo da jus- realizar todas as conquistas de seu
tiça social, e querendo, por essa forma, progresso numa atmosfera de jus-
render a homenagem do seu respeito tiça e de paz, impregnada toda dos
filial e de sua profunda veneração ao ensinamentos do Evangelho.
Beatíssimo Padre, gloriosamente rei- Animado desta íntima persua-
nante, Pio XII", - a Junta Executiva são, julgou o Instituto dar às con-
Central daquele Conselho deliberou que siderações inspiradoras de sua re-
dela se enviasse uma cópia a Sua· San- solução o mais expressivo relêvo e
tidade, a qual foi acompanhada .da se- a chancela de uma consagração
guinte mensagem do Presidente do Ins- singular com o apêlo "à mais alta,
tituto Brasileiro de Geografia e Esta- mais exigente e mais universal au-
tística: toridade moral no seio da socie-
dade . humana - a do Soberano
"Beatíssimo Padre, Pontífice da Igreja Católica".
O Conselho Nacional de Esta-
Como Presidente do Instituto
tística, um dos colégios dirigentes Brasileiro de Geografia e Estatísti-
dêste Instituto, aprovou, na últi- ca e como católico sincero, pare-
ma sessão de sua assembléia geral, ceu-me dever de filial homenagem
verificada em Julho do corrente levar ao conhecimento de Vossa
ano, a Resolução n.o 127, na qual Santidade a notícia de uma reso-
apresenta ao Govêrno do Brasil as lução que representará sem dúvi-
diretrizes que lhe parecem essen- da para o coração paterna de Vos-
ciais à acertada orientação da po- sa Santidade, tão amigo do Brasil
lítica social brasileira. órgão ofi- e tão dedicado aos interêsses su-
cial, destinado a subministrar aos periores da paz e do amor entre
altos poderes do Estado as infor- os homens, uma fonte de consola-
mações indispensáveis à sábia e ção e para os nossos trabalhos e es-
prudente direção administrativa, forços, assim o esperamos, o con-
cultural e social do país, o Instituto fôrto de uma bênção do · Pai Co-
Brasileiro de Geografia e Estatís- mum da Cristandade.
tica está sinceramente convencido Rio de Janeiro, 8 de Setembro
. de que a solução profunda e práti- de 1939 - (a) JOSÉ CARLOS DE MA-
ca dos mú1tiplos problemas impos- CEDO SoARES, Presidente do Institu-
tos pela organização da sociedade to Brasileiro de Geografia e Esta-
moderna deve ser larga e compre- tística."

I o

tlOO REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA

Encaminhadas a S. S o' Papa Pio consagra as suas preciosas ener-
XII a mensagem e a Resolução, por in- gias os dons celestes de que é pe-
termédio da Nunciatura Apostólica no nhor a Bênção Apostólica.
Brasil, recebeu, recentemente, o Em- De Vossa Excelência devotíssi-
baixador José Carlos de Macedo Soa- mo - (a) L. CARDIA,L MAGLIONE".
res, Presidente do Instituto, a seguin-
te expressiva resposta, assinada pelo
Sr. Cardial Luiz Maglione, Secretário Êsse honroso documento, que, pela
de Estado do Vaticano: sua autoridade singular, se inscreve en-
tre os mais significativos até agora re-
"Excelência, gistrados nos anais do Instituto, cons-
titue um motivo de justa satisfação
Com a mais viva e agradável para a família estatística brasileira,
satisfação acolheu Sua Santidade a cujas atividades técnico-profissionais
inspirada mensagem que Vossa Ex- teem merecido sempre, da parte não só
celência lhe quis dirigir em nome dos altos dignitários da Igreja, como
do Instituto Brasileiro de Geogra- de todo o clero do país, as mais elo-
fia e Estatística. quentes demonstrações de um vivo e
Ao exprimir a Vossa Excelência sincero empenho de cooperação Quan-
e aos membros do Instituto o re- do outros pronunciamentos não existis-
conhecimento pela deferente home- sem, em abono dessa afirmativa, aí es-
nagem que lhe foi prestada, Sua t!'l-riam as numerosas pastorais da una-
Santidade compraz-se em enalte- nimidade dos Bispos brasileiros, ma-
cer o espírito cristão e humano que nifestando o seu apoio à causa do Re-
a inspirou e justifica as mais ar- censeamento e recomendando aos fiéis
rojadas esperanças acêrca do êxi- que lhe assegurem toda a colaboração,
to das previdentes e sábias inicia-
como aí estão, igualmente, ainda mais
tivas às quais dedica o Instituto os expressivas, pela alta autoridade de
mais nobres esforços. que se revestem, as sucessivas provas
do interêsse e carinho com que Sua
Com êste cordial auspício, o Eminência o Cardial D Sebastião Le-
Sa'Jlto Padre invoca sôbre Vossa Ex- me acompanha a atuação do Instituto
celência e sôbre o Instituto a que Brasileiro de Geografia e Estatística

O RECENSEAMENTO GERAL DA REPÚBLICA
Iniciados, em todo o Brasil, no dia culiares, logo se evidencia a enorme
1. 0 de Setembro, veem-se realizando responsabilidade de quantos se encon-
normalmente, segundo o plano traça- tram à frente do magno empreendi-
do, os trabalhos do Quinto hecensea- mento, desde a sua fase de preparação.
mento Geral da República. A impor- E' de justiça reconhecer, todavia, que
tância dêsse grandioso empreendimen- os dois órgãos sôbre os quais recai essa
to, cujas extraordinárias proporções responsabilidade (um de caráter deli-
lhe conferem as características do mais berativo - a Comissão Censitária Na-
vasto inquérito demográfico, econômi- cional, outro de natureza executiva -
co e social até agora levado a efeito na o Serviço Nacional de Recenseamento),
América Latina, está expressa na com- ambos integrados no sistema do Insti-
plexidade mesma de seus objetivos, que tuto Brasileiro de Geografia e Esta-
abrangem, nos mínimos aspectos, todo tística, bem souberam compreender o
o panorama das condições existenciais sentido e importância da obra que lhes
do país confiou a nação
Em nada menos de sete censos Planejado sob rigoroso critério
(sem falar em cinco grandes inquéri- técnico-científico, contou o Recensea-
tos complementares) se desdobra essa mento, para o bom êxito de sua exP.-
larga operação técnica, sôbre a qual cução, com uma campanha de publici-
bem pouco haveria que dizer, ainda dade bem conduzida e orientada. Mon-
agora, tanto vem sendo ressaltado, de tado, no país inteiro, o grande aparelho
há muito, o alcance de suas finalida~ propriamente executivo, todos os es-
des, bem como a extraordinária im- forços se congregaram num admirável
portância que de seus resultados advi- trabalho de cooperação, tanto mais
rão para a vida do país, possibilitando significativo quanto é certo que longe
o encaminhamento de problemas ila estamos de possuir uma tradição censi-
maior significação para os nossos des- tária, a exemplo do que ocorre com as
tinos, nos vários planos das realidades nações onde os inquéritos dessa natu-
nacionais reza se veem realizando dentro . dos
Le,•adas em conta a amplitude do prazos mundialmente recomendados
inquérito e as dificuldades decorrentes Das mais altas autoridades públicas -
de certas condições que nos são pe- e não seria de mais ressaltar, neste

nal. dado o es. RESENHA 601 ponto. todos deram à obra censitária uma ou da vida regional e municipal. em definitivo. fatores que tornam inevitavelmente Além c:tas séries nacional e regio- longo o período da coleta censitáría ' nal. co~­ colaboração decidida e eficiente. que. muito. sendo encaminhadas. o qual. ça na eficiência com que o serviço está o "Indicador Censitário". De acôrdo com o convite que lhe foi dirigido nesse sentido.a série nacional e a sé. núme. desta capital na data fixada para a Em relação a cada ordem de fenô. As pe.falar A série nacional compreenderá tan. pectos fundamentais da vida nacional. em Florianó- clarecido senso de organização com qu~ polis de 7 a 16 de Setembro. tara. de Macedo Soares. da vida brasileira investigados pelo Re- de em todo o país. acervo de informações qualitativas e Ao circular o presente número da quantitativas coligidas seja apresenta- REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíS. através das totalizações. as expressivas declarações con. lência convidou a substituí-lo. tos do trabalho do Professor Mortara.. ·piará as circunstâncias peculiares a tidas. esforços e energias da coletividade em geral nacional O Serviço de Cooperação Inte- ' lectual do Ministério das Relações Ex- A publicação dos resultados do Re.constituiu um· acontecimento do tence como se sabe. sôbre o importante assunto o Presiden- tos volumes quantos os diferentes cen. deveria . ca do país a realização.a José Artur Boi- maior relêvo para a cultura geográfi. teux. nas entrevistas cada categoria de resultados concedidas à imprensa. A série regional compreenderá tan. Sua Exce- menos coletivos observados. NONO CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA Como tudo fazia prever. objetivos do atual Recenseamento Ge- rie regional . desdo. os volu. sabidos os nuru. cóm o mes da série nacional apresentarão em assentimento daquele Ministério. Presidiu a sessão. go ao da série nacional e terão por concluindo o seu discurso sob caloro- base um plano sistemático qtl. sos aplausos da grande assistência. te do Instituto Brasileiro de Geografia sos que se estão realizando. no Ita- censeamento será feita em duas séries maratí. em 1808. conferência. de ha Congresso Brasileiro de Geografia. do Nono vinharu.e contem. afim de que o vés de exemplos os mais . proviso. até o tarmente. de uma conferência sôbre os de volumes . o ilus- seus quadros apenas a síntese na~io­ tre estatístico Professor Giorgio Mor- nal dos resultados e o seu desdobra. pelo Sr. fe3l oportu~as e int~r'~ssantes Os volumes da série regional serão consideraçoes em torno de vanos pon- organizados segundo esquema análo. que. Presidente da parte distinta da série regional terá República e a unanimidade dos chefes um volume introdutório. dividido em tantos fascículos momento. o Reéenseamento continua a técnicos ou históricos sôbre os aspectos processar-se com absoluta normalida. Censitária Nacional. em brilhante im- em tantos tomos quantos necessários. quenas discrepâncias porventura reg!s. com a au- em condições de imediata comparabl. distintos quantos os assuntos tratados.incluindo. Achando-se ausente mos guantos forem necessários. constituído sendo executado no Brasil inteiro. Embaixador José Carlos brando-se cada volume em tantos to. e Estatística. as providências preparatórias. expressivos. para cuja tário se prestar. o tas partes quantas são as Unidades Ministro das Relações Exteriores. com ilustrações. Consultor Técnico da Comissão mento. reconhecem. Sr Federadas.erosos censeamento. para cada ral da República censo. uma exposição analítica e com- parativa. complemen- E' grato acentuar. e cuja divulgação possa consecução se mobilizaram os melho. o êxito do preparo o material informativo censi- gr. a êsse respeito.ande empreendimento. desdobrando-se cada parte Osvaldo Aranha. monografias especializadas sôbre os as- destos elementos da comunhão" nacio. só há motivos para confian.aos mais mo. ser útil à administração e ao público res . do ao público juntamente com estudos TICA. discorreu sôbre "Os aspec- ros relativos e outros recursos técnicos tos internacionais do Recenseamento". 30 de Agosto. será ainda publicado. pelas Unidades da Federaçã?. exercia êste . o por uma série dos prontuários a cujo que assegura. porém. no Itamaratí. forme o ca~o. às vésperas do Tanto a série nacional como cada Recenseamento. ' quando. serão incumbidos especialistas de re- em que os fatos ·nos confirmam atra. Da elaboração dessas monografias tradas não prejudicam essa conclusao. teriores promoveu a realização. formado de dos Governos Regionais. nome em cada assunto. toridade e experiência que todos lhe lidade. A iniciativa dêsses certames per- .

' por Artur Boiteux tuições as mais diversas. quando se ve- . com sede . nesta capital. representati- . o programa geral do José de Sousa. sentadas para estudo e julgamento. Belo Horizonte. o êxito alcançado pelo Nono Congresso sembléia Geral. Dentro de rigo. desde o ilustre Interventor Fe- do Rio de Janeiro. 602 REVISTA BRASILElRA DE ESTATíSTIC~ saudoso g~ógrafo o cargo de Secretário ções enquadradas no espírito do moder- da Sociedade de Geografia do Rio de no conceito da Geografia. intenso traba-' cionou. tória nelas se refletindo um largo esfôrço em A partir. o apoio e a co- Nacional de Geografia assegurar todo laboração do Govêrno de Santa Cata- o concurso à Sociedade de Geografia rina. porém.1 uma Organizadora. de logo. boa hora colocada sob a pj:'esidência Tendo tido a sua sessão inaugural' do Ministro Bernardino José de Sou. 1922 e 1926.Além disso. basta mais . sidente benemérito do certame. gadas em todo o país as ntlmerosas zou~se de 7 a 16 de Setembro do ano teses oficialmente recomendadas. 'com sede realização do certame. to. Nereu Ramos. Na primeira. sob a presidên.ta Cata.0 42. do presidente o Ministro Bernardino do. até Muito contribuíram. também. para que. 1919. Os de. 1915. a práticos. ' concorrendo de em Florianópolis .foi a pr~meira em todos os modos para o êxito registrado. no dia 7 de Setembro. Insti. aclamado pre- esta entidade prosseguir vitoriosamen. e sempre siva. rias comissões técnicas. foram escolhidas ·a do da reunião levada a efeito em 1926 mesa dirigente dos trabalhos e as vá- na cidade de Vitória. Recife. de haver a Comissão Organizado- em idêntico período. respectivamente. e outra Executiva. de modo a poder deral. Paraíba e Vi. para demonstrar o generalizacio inte- cia do Marquês de Paranaguá. decerto expres- rám lugar. referir a circunstância. a todos te na realização do plano idealizado os auxiliares da administração. com os melhores resultados lho de preparação do Nono Congresso. até o dia 16. quinze teses e memórias foram apre- Salvador. nas . pela Resolução n. iniciando-se.. nos anos de 1910.tive.'no Rio de igualmente. nada menos de duzentas e cidades de São Paulo. rêsse que o certame despertou.· Constituídas duas com1ssoes vas da cultura catarinense. com as suas diversas sec. :. deliberou o Conselho Brasile1ro de Geografia. do Congresso do prol do melhor conhecimento do ho- Espírito Santo.I realizar-se na capital de Sa:r. o Congresso fun- sa. o mais firme concurso à ' Janeiro. ra recebido cêrca de duas mil adesões 1911. Curitiba.do segundo ao oitavo . a cuja dinâmica atua- Congresso. sendo divul- Janeiro. igualmente. prestaram. série dêsses importantes certames. 1916. conforme se havia decidido quan. ção tanto deveu o brilhantismo de que Aspecto da mesa que presidiu o Nono Congresso Brasileiro de Geografia . E seguinte. Sr. rificou a sessão solene de encerramen- rina. ficou interrompida a mem e da terra do Brasil. foi E(Stabeleci. O Primeiro Congresso reali. de sua As. sendo aclama- roso critério científico.

Marinha e Guerra Ficou assentado. discursando na ocasião. prometendo en. por to. visando a ton. cujas últimas meiro e segundo secretários. cumpria-lhe obedecer . a todas ~s reipúqlicas america- vante~ objetivos em todos os círculos nas. que só agora encontrou elementos fa.a um Grupo Escolar em construção Declarou.ttinentes.ao Embaixador Decretos: um. exibidos filmes geográficos de diver. na sessão solene veriam caber --e isto já contava com de encerramento do Congresso.ento da maior significação para os so Científico Americano. nar os serviços geográficos do país. atuação do Instituto Brasileiro de Geo- primento ao Decreto-lei n. de 13 de Janeiro de 1757 . em ia escolher os demais membros da nome dos congressistas. que será. dando o nome de Alexandre de solução do Congresso. feito ouvir outros o'radores. do I:p. convi. em agradeci- mesa.574 rou expressivo pronunciamento sôbre a cartas municipais levantadas em cum. proferiu ·o nedito Quintino dos' Santos para. criando o Serv·iço Geo- José Carlos de Macedo Soares.êxito. em Washing. ainda. reu Ramos . com objeti. 0 311 grafia e Estatística. Agricultura.áficas que ora se após. cima reunião do Congresso se realize dos os modos. discursou.r todos os esforço& para o bom re. Heitor Bracet.estadista e diplomata bra- vid~J. do ambiente de blemas estatísticos . o apoio de seu Govêrno em 1943. segundo e terceiro vice. Dentre os numerosos votos e mo- na qual foram apresentadas. ou- Por 8 isso. sob calorosos aplausos. além de ções ·aprovadas pelo Congresso. corresponde métodos de coleta -~ apresentação dos a um propÓsito há anos existente. proferidas várias conferên.~: RESE:NHA 603 se revestiu o ·congresso..à re.assinou. o Sr. Sr Ministro da Justiça. e Cristóvão Leite de Cas. nas três Amé. Após se terem tro. INSTITUTO ÍNTER-AMERICANO DE ESTATíSTICA Constitue.\dO no q11e Fizeram-se representar no Con. o órgão ·executivo do sistema balho. · . o Interventor Ne- de Sousa que aquelas a\ta. mento ao Govêrno e ao povo de Santa dou os Srs. realizado no destinos da estatística. figu- numerosos outros trabalhos. Manuel de Carvalho Barroso e Be. tange às atividades daquele de seus ór- gresso os ·Ministérios da Justiça. já o Sétimo Congres- I1). na capital do Pará. sileiro. o Sr. as 1. em seguida. entre os ção.a solução dos pro- melhor . reunido . No edifício do Institúto de Educa- lizadas pelos congressistas. Bernardino José de Sousa. se encontravam • representantes inaugurada uma placa de bronze. mória de José Artur Boiteux vos de estudo e observação.s funções de. co- de todos os Estados do Brasil. em.. México em fins de 1935. virtude de acúmulo de tra: Catarina. mem- Junto ao certame funcionou uma bro da delegação baiana.\ do de Madrí. Ministro Fonseca Hermes. mercê. um aconteci. Exposição de Geografia e Cartografia. memorativa do certame e oferecida ao também. A inclusão no plano do Oitavo Con- voráveis à sua plena consecução. Moral e Política e representante do -presidentes. não pudera o eminente · brasi. onde teve sede o Congresso. entidade. Catarina. tro. secretário geral e pri.stituto ínter-Americano de criação de um ói'gãb que tivesse como ~statística ·Essa iniciativa. e bem assim a: uniformização dos Pr()fissii:mais interessados. declarou o MiniStro Bernardino desenvolvem no país. coroada do finalidade principal . às atividades geogt. geral. gráfico Estadual. de acôrdo qom a autorização recebida da casa.Mauro Ramos do Serviço de Estatística Demográfi- para primeiro.. gresso Científico Americano. de modo franca simpatia criado pelos seus rele. dois geral assentimento . ' "J ' . Oscar Carrascosa. Rela. Bernardino de Sousa que. sobretl. Na última' sessão. Estado de Santa Catarina pelo Insti- ciaS do maiór interêsse científico e tuto Histórico e Geográfico da Baía. gãos de direção a que incumbe coorde- ções Exteriores. Trabalho. Gusmão . Resolução àqtiéle ·respeito. Com efeito. Discursando. discurso de encerramento o Ministro respectivamente. ca. em nome desta sas regiões do país. decerto. foram rea. a rec~nte criaçã:o. mas respectivos dados estatísticos. palavras foram de homenagem à me- Numerosas excursões. o Ministro no Município de Bom Retiro. Conselho Nacional de Geografia. de serviços técnicos coordenado pelo leiro comparecer a Santa Catarina. que a dé- Empenhado em demonstrar. inspirador e redator do Trata- sultado dos trabalhos. sendo. em Santa m~nte. Diretor Altamiro· Guimarães e. E. votara uma ricas. foi quais . Infeliz.

observado Agosto último. nos têrmos do que deliberou a respeito a Comissão O Instituto inter-Americano de Esta- reunida em Washington. em nosso país. Diretor do Serviço de Es. Juan contram fixadas várias indicações sô- de Dios Bojorquez (México) e Halbert bre~s próximas atividades do Institu- L.ficando a mesma assim cons. tas referentes aos candidatos a sócios eada. e M.~ação estatística gia do Departamento Nacional de Saú- de. a colaboração da estatística bra- tística sileira ao programa da nova entidade que se destina. de acôrdo com o que dis. composta dos Srs vão publicadas noutro local. tre as organizações da estatística in- los E Dieulefait (Argentina) . realizadas em ambiente de gran- foi êste constituído. ARTIGO I . finalmente. no continente tituto. da 25 a Ses. vis- to já fazerem parte do Instituto Inter- nacional de Estatística. niões. mento de importantes problemas téc- ticos americanos que deveriam ser con. indepen. caminhando-se. A Teixeira Os memb1os individuais do Instituto de Freitas. no Hemisfério Ocidental e a cooperar com ou- tara. ainda. serão cidadãos de países do Hemisfério Ociden- tatística da Educação e Saúde e Se. São os seguintes os Estatutos do Instituto: dentemente de novo processo de es- colha. não apenas entre os profis- tística . G E. os fins da eleição a que se procl!derã como a primeira de suas deliberações. dois lugares serão sempre inclusão de seus nomes entre os fun. reuniram-se na Se- por tempo indeterminado. até o dia 12 de membros efetivos de qualquer pais. Fonte. Drs J. sobretudo. cogitou-se de o desenvólvimento dos serviços de es- criar uma Comissão Organizadora da tatística geral em toda a América e a entidade . en- da no Cosmos Club. foi assentada a relação de Maio último. não devendo exceder de 15 o total de i. os c~­ são do Instituto Internacional de Es. chefe do Serviço de Epidemiolo. por essa circunstância. com exceção daqueles que. ou por elas preenchidos Comissão Organizadora convidou-os a apresentar. Car. para Aprovada pelo plenário da Secção. afim -se na mesma ocasião do Congresso . expansão mundial da colab::. A. sionais americanos. pelo menos. DOS MEMBROS de Cerqueira Lima. inter-Americano. de Washington. R H ternacional Coats (Canadá) . de proceder à escolha dos nomes que veio permitir. Dunn (Estados Unidos) foi incum. o núme- IO total de membros efetivos não ultrapassará Em circular dirigida a 43 estatís. mantidos vagos para cada uma das nações do dadores do Instituto. DA FINALIDADE Quanto ao Brasil. nada a promover o desenvolvimento estatístico tituto aos Srs Professor Giorgio Mor. haviam aquiescido na que. e que Outra Comissão. foi conferido tística é uma organização profissional desti- o título de membro fundador do Ins. as propos.em face do adiamento. que terá a seu cargo o encaminha- bida de proceder à escolha dos estatís. a 12 de cordialidade. co membros fundadores do Instituto tatística. de modo o mais do Instituto Internacional de Esta. tal ou pessoas neles residentes e pertencerão a cretário Geral do Instituto Brasileiro duas classes: Efetivos e natos Excetuado o de Geografia e Estatística disposto no parágrafo 8 dêste artigo. aos estudos da efetivos estatística . na nelle. a promover Na mesma reunião. cretaria Geral do I B. a Presidência da Hemisfério Ocidental.que tomou a denominação estimular a colaboração científica nes- de Instituto inter-Americano de Esta. dos candidatos a serem propostos. poderão sei governos ou órgãos governamen- . estavam. cuja reunião deveria efetuar. outras medidas e da qual participaram 16 membros tendentes à assegurar. da estatística. de uma Secção dedi. e Stuart A. 2 Os membros corporativos do Instituto põe o Art XI dos Estatutos. principalmen- Censitária Nacional. nicos ligados aos melhores interêsses siderados membros fundadores do Ins. Para êsse fim. te o Instituto Internacional de Estatística.604 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA em Washington. por votação de todo o a Resolução que dispunha sôbre o apoio corpo social do Instituto. oportunamente. de 150. Rice (Es- tados Unidos) A esta Comissão coube Aliás. Jorge Kingston. to. que o assunto lhes cumpriria indicar à Secretaria da- fôsse conduzido a bom têrmo quela Comissão.icos americanos que. senão também en- tituída: Ramon Bateta (México). Professor de Esta- tística da Universidade do Brasil. especialmente. Nessas reu- do Congresso à criação do novo órgão. Consultor Técnico da Comissão tras organizações internacionais. já se en- Carlos E Dieulefait (Argentina) . amplo. em reunião verifica. R ARTIGO II . todavia. em Washington. P. incluídos entre os merecedores de tal distinção. se domínio. Diretor do Serviço de Estatística da Produção do Minis- tério da Agricultura. nas Resoluções aprovadas apresentar o projeto dos Estatutos pela Secção de Estatística do Oitavo Congresso Científico Americano.

rela. por qualquer motivo tribuição e só conservarão êsse título enquan. cessários dois terços da votação total apurada 5 Os membros efetivos serão eleitos por votação de todo o corpo social efetivo do Ins. em virtude das tituto inter-Americano de Estatística. o número dos candidatos que te. Estatística. DAS REUNiõES tituto. aquela em que foi de- quer eleição. reunir o Congresso Científico Americano. den- cédula em branco e um envelope selado e Eem tre os membros efetivos. em uma volvimento no Hemisfério Ocident. considerando-se. e tan- são do Instituto e dentro do prazo de seis me. a reconhecida ca. o No encerramento de cada reunião re- Secretário Geral enviará a cada membro a lista gular. qualquer ocasião.al Salvo os relação que acompanhará a cédula. crito. Todos tal. a Assembléia Geral e todos os membros dos propostos. ARTIGO IV . rá[. totação essa que será obtida por melo de correspondência' expedida pelo Secretário 1 O Instituto realizará sessões regulares Geral As eleições para membros efetivos . ou menos ção como membro 'efetivo 9 Os membros corporativos do Instituto 4 Constituem títulos para eleição. a ficativas da proposta ou quaisquer outras in- qualidade de membro efetivo terá duração in. à mesma hora e no mesmo local em que se rão realizadas seis meses depois de cada ses. por correspondência dirigida didato para a ciência estatística e seu desen. primeiro. compete à Repartição su- . dos de Estatística Poderão ser convocadas sessões votos.111 RESENHA 6(!5 tais. DA ORGANIZAÇãO E DEVERES do prazo durante o qual os votos poderão ser ' DA DmETORIA aceitos. A falta de pa. ou mais. se manifestarem êsse desejo por es- sentante. Geral dos membros efetivos e. que forem determinados pela Assembléia Ge- rante o qual não tenha havido sessão Para o ral de membros efetivos a que se refere o pa- candidato ser eleito. Incumbe à Assembléia 7. o qual exporá. porém. extraordinárias todas as vêzes e em qualquer encher. votos êsses que serão obtidos em pacidade profissional e as contribuições do can. durante de dois meses após o encerramento da votação qualquer sessão regular. Os resultados de cada eleição serão comunicados aos membros do Instituto dentro 1. for superior ao número de vagas a pre. liberado criar-se o Instituto inter-Americano nham alcançado os dois terços. poderão tornar-se mem- os membros corporativos do Instituto poderão bros efetivos do Instituto ínter-Ainerlcano de designar seu chefe ou qualquer outro repre. como membro nato suplente do Ins. daquela data Se. em qual. os quais de- verão ser abertos e contados no encerramento ARTIGO V . pelo Secretário Geral. membros efetivos fique redu!>lido a 14. um Presidente. se a maioria dos membros efetivos nisso con- 6 As propostas para a eleição de mem. efetivos. tas outras vêzes e em tantos locais quantos os ses após vencido um período de três anos. pelo me- nos. como serão eleitos por votos de todos os membros membro efetivo do Instituto. no qual será colocada a cédula. durante dois anos ocupem de trabalhos estatísticos sucessivos. por três membros efetivos. nos intervalos minar pelo pedido de demissão. país tiver mais de 15 membros efetivos do Ins- gos ou funções representativas. e dentro do prazo de três meses a partir tituto Os membros natos não pagarão con. até que o número de seus que lhe assiste de ~ossível candidatura à elei. o candidato ou os candidatos que ti- local que a Repartição estabelecida pelo arti- verem obtido maior votação acima dos ctols go IV determinar. em 12 de Maio de 1940.se. DA DIRETORIA ção dos títulos do proposto. algum to estiverem no exercício dos respectivos car. as justi- casos previstos no parágrafo 7 dêste artigo.(rafo 1 do artigo V. ou Instituições não oficiais. serão necessários dois ter. em um Instituto e exercerão o mandato até que seus envelope que traga no lado externo a assina. qualquer dessas reuniões po- terços serão julgados eleitos para a ·~aga 011 derá ser considerada sessão regular do Institu- vagas que possam existir to. Cada ~cto marão a Repartição da Comissão Executiva do selado será enviado ao Secretário Geral. as relações de seus títulos. não po- quais tenham sido escolhidos ou designados derão ser eleitos ou nomeados novos membros Nenhum membro nato será atingido no direito do referido país. porém. cordar por escrito em resposta à convocação bros efetivos serão solicitadas pelo Secretário para a mesma sessão Geral e cada proposta será subscrita. formações Importantes Para ser eleito são ne- definida. fo- Hemisfério Ocidental e o ocupante do referido rem cidadãos de países cio Hemisfério Ociden- cargo será membro nato do Instituto. decorrente dos têrmos dêste parágrafo. organizações gamento das contribuições especificada~ no ou escritórios do Hemisfério Ocidental. O exercício de membro efetivo pode ter. Depois de termi- nado o prazo concedido para as prop•>stas. uma natos que se acharem presentes elegerão. du. A administração do Instituto. 8 Os membros do Instituto Internacional cará qual o cargo estatístico mais elevado do de Estatística que. ARTIGO III . Cada propos- ta será acompanhada de uma completQ. um segundo e um terceiro VIce-Pre- juntamente com uma declaração do prazo má. CO!flO ços dos votos concedidos Se. sidentes e um Tesoureiro Estes diretores for- ximo em que serão aceitos os votos. ou neles residam. primeira sessão regular. um identificação. Importará no pedido de deml~àão 3 à Secretário Geral do Instituto verifi. que se parágrafo 1 do ' artigo vm. das referidas sessões. sucessores sejam eleitos Para esta Repartição tura do proponente cujo voto venha dentro só poderá ser eleito um membro de cada país Os votos serão retirados logo que sejam rece- bidos os envelopes identificados.

606 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA pia-citada Todas as questões apresentadas à de $100 00. não estando reunida a Direto. encauega1-se-á de editai por dois te1ços da votação dos membros. ganizada de acôrdo com a maioria de votos 1ega1-se de suas publicações. 2 As cont1ibuições dos membros corpora- cretálio Ge1al pa1a o Instituto e designai a tivos se1ão as seguintes: (Uma tab~la de con- sede oficial. em confolmidade com o que ame1icana ou em Inoeda equivalente Um menl.hola da 25 a Sessão Bi-anual do Instituto Interna- cional de Esta tistica conc01 de com os têrmos dêste pmág1afo. se êle tiver entre 50 e 60 anos. e estabelece! de contribuições substituirá depois os têrmos comissões. entletanto. ARTIGO IX . tlibuições dos membros corporativos será OJ- tuto. e dência.vo- bil-se-á da sec1etmia do Instituto. encal. nenhuma Jesolução pode1á ser tomada antes te aos den1ais n1e1n b1 os quais as p1 evidências da 1eunião seguinte. incluindo as medidas seguintes: tanto do Instituto smão de $5 00 p01 ano. dispõe o parágJ afo 6 do artigo II. cumplindo e fazendo cump1 il as ins. DA ORGANIZAÇÃO O pe1iodo que termina em 12 de Maic ARTIGO VII . de t1 ês qum tas partes. podendo em. de uma maio1ia de três quartas pa1tes dos tJ uções do Instituto que vota1em 5 O Tesomeilo se incumbilá das finan. ORDER" de Robe1t Jão um JelatóJio de cada sessão e uma publi- cação peliódica. guardmá os a não ser que receba pa1ecer favorável de pelo documentos e te1á a seu cargo a couespon. . devendo. em alguma das sessões. cont1ola! a receita e a despesa. menos 50 por cento de todo o Corpo Social. tada na mesma reunião em que foi p1oposta pJegm. em moeda quanto possível. te1á a mesma pode1es pma to- ARTIGO VIII . DAS LíNGUAS OFICIAIS de 1941 se1á conside!ado como o pe1iodo de organização As línguas oficiais do Instituto se1ão a in. a órgãos governamentais ou p!epmaJá a agenda das Jeuniões do Instituto ainda a 01 ganizações não oficiais O P1 esiden te p1 esidil á as 1e uniões da Dilet01ia e as sessões do Instituto e aplesen- tar á à Assembléia Geral o 1ela tó1 lo da Di! e. devendo fazer anualmente um adotada imediatamente. auxilia1es que fowm necessá1ios. administ1a1 os negócios do Insti. 2 Uma vez que a Comissão PJepaJadOJa glesa. p01 iniciativa p1ópria ou de acôrdo que se seguem aos "dois pontos" no final da com as deteJminações da Assembléia Gelai. a Repa1tição tuto a governos. e se tiver mais de 60. pa- Assembléia Geral serão resolvidas pelos votos gará $70 00. decida o exame ime- das as 1euniões do Instituto e da DiretOJia e. juntamente com os nomes na qual se1ão designados dois memb1os pala dos p1oponentes e uma exposição dos motivos examina! e 1elatm a p1estação de contas an. o P1esidente podeJá decidi! pela mesma. a menos que a Assembléia tomadas Gelai dos memb1os efetivos. que os levam a pJopo! a alteração tes do enceuan1ento da 1efe1ida sessão O exel- Cicio financei!o do Instituto te1á inicio a 1" de Julho ARTIGO X . cuja 1naté1ia se1á semp1e con- trolada pelo Instituto ARTIGO XI . a flancesa. 2 QualqueJ emenda proposta. DAS PUBLICAÇÕES Na decisão de questões judiciais se1á ado- tada a mais recente edição de "RULES OF As publicações do Instituto compJeende. designa! em cada obtidos dos membros fundadores e na forma sessão uma Comissão de membros efetivos pma como prescreve o mtigo XI A refeJida tabela pwpo1 a DiletOJia do Instituto. será impressa no Bo- Ielatólio na plimeila reunião de cada sessão. mas não ças do Instituto. p1 imeira linha dês te parágrafo) . p01 uma mai01ia 4 O Sec1 etá1 io Ge1 ai compa1 ece1 á a to. os pela p1imeira vez . a po1 tuguesa e a espap. incum. letim do Instituto. diato da proposta As emendas se1ão adotadas sob a dileção desta. afim de completai a instala- ção do Instituto ínte1-Ame1icano de Estatís- As contJibuições dos membws efetivos tica. fican- e publicar os Jelatólios de cada sessão.será considerada aceita. pagará ape- individuais dos membros p1esentes nas $50 00 2 A Dileto ria caberá: escolher um Se.DAS CONTRIBUIÇõES E DA mm todas as delibe1ações dmante o pe1íodo COOPERAÇÃO FINANCEIRA de o1ganização. quando autorizado pela DiletOJia. do estabelecido que nenhuma alteração . DAS EMENDAS tOJia Em caso de eme1gência que exija deci- são in1ediata. comunicai imediatamen. couespondel- bJ o de menos de 50 anos de idade podm á se -se com os membros do Instituto Internacio- to1na1 memb1o remido pelo simples pagamento nal de Estatística do Hemisfério Ocidental. Jação dos Estatutos.DOS PROCESSOS PARLAMENTARES ARTIGO VI . bem como obter o pagamento as atividades do Instituto Em colabOJação com por serviços estatísticos prestados pelo Insti- as Comissões consultivas locais. a DiletOJia Jelatará à Assembléia GeJal ou não oficiais. afim de estuda! as questões técnicas ou admi- 3 A DiretOJia se1á permitido solicitm e nistrativas de significação estatística Em cada Jeceber contJibuições de fontes gove1namentais sessão. Se houve1 alguma p1oposta pma alte- lia.

quan- to à política econômica brasileira. a votação das re- pala os membros corporativos. do Ministé- fluviais e aéreas . sejam membros efetivos do Ins- de se tornar membro fundador do Instttuto tituto e receber as propostas de reforma dêstes inter-Americano de Estatística. receber as anualidades dos mem. e de comércio. A. tuto ter pronta a estatística reclall). tatística Econômica e Financeira. vimento comercial do país.pelas vias terrestres. regular e atualizado do mo" -se então do volume e valor das permu. conforme es. essa esclare- Já agora. Certas circunstâncias. "O JornaL do Comércio. uma tabela de contribuições de 12 de Dezembro de 1940. 1940. sejam membros fundadores do Instituto inter-Ame. com as disposições propostas para a eleição de membros efetivos do artigo IX às pessoas que. via terrestre. como indispen- cia sôbre o vulto do intercâmbio de sável complemento dos cômputos do comércio exterior e de cabotagem que o Serviço de Es- mercadorias . tanto aos Governos como aos particulares. tem repe- tribuição de algumas Unidades Federa.permutas cuja importância. de uma estatística com- das. fluvial ou aérea. cluído dos Estatutos do Instituto no fim do tatutos entre todas as pessoas que. nos úl. no que diz creve o parágrafo 2 do artigo VIII. porém. desta capital. nl. . mas em hipótese alguma depois de esgotado bros. mos designados para as respectivas funções. M. os trabalhos de le. so. afim de auscultar o desejo de cada um delés Agosto ele 1940. após a termina. fazer circular cópias dêstes Es. entre as quais figuravam justa. anos e com perfeita regularidade Nunca se louvaria bastante . de conformidade. desde a sua instalação. afim de que o Jornal do Comércio e os seus leitores possam fazer produção brasileira. reclamando os elementos numéricos que devem vantamento daquelas estatísticas estão dai. nhecimento exato. diretores. Jornal do Comércio naquela sua benemérita campanha Para retificá-lo. fazer circular as emendas propostas tipula o parágrafo 8 do artigo II. que se sente no país.ada com capado a quantos ana1isam as causas tanto cabimento quão louvável insistência do desenvolvimento verificado. sua total!dade lidade. rio da Fazenda. eleitos de acôrdo com os têrmos do ção da referida eleição. ou em data posterior. parece-nos e Estatística vem dedicando o maior oportuno transcrever a carta dirigida interêsse. Num equívoco. tidamente focal!zado a necessidade urgente. pouco. em 12 de período de organização ESTATíSTICAS DAS CORRENTES INTERNAS DE COMÉRCIO o Instituto Brasileiro de Geografia A propósito do assunto. 3 A referida Comissão P1eparadora trans- ricano de Estatística. ao le. . conforme especifica o parágrafo 1 do ar. consideradas na sua tota.a Diretoria. cida e firme atitude do JornaL do Comércio. a noção exata da situação dos nossos merca- caminhando de modo ú mais auspicio. vi. antes bros fundadores. 1940 ou imediatamente após terem sido os mes- e encaminhar a votação para a eleição da mes. considerado na tas internas. conforme prevê o parágrafo 3 do 4 :l!:ste artigo fica1á sem efeito e será ex- mesmo artigo. pleta das correntes comerciais interiores por mente as de mais ponderável influên. nenhuma segurança pode haver. das ao levantamento do comércio na- vidências teem sido encaminhadas. Teixeira de Freitas. sem o co- normalizadas. solicitar e receber contribuições e pa- i:amentos. porém. conforme pres. Porque. com vigilante pa- tardado em virtude da falta de con. se achem elas completamente nenhum rumo certo pode ser assentado. à direção referentes às nossas correntes internas do Jornal do Comércio. tem incorrido o como fator de fortalecimento dos qua-. vem executando há longos versos mercados. sanadas essas úl. Estatutos. dentro em lealmente. pelo Sr. na qual são prestados minuciosos es- clarecimentos sôbre as medidas liga- Com êsse objetivo. triotismo e clara visão doS fatos. não tem es.entre os nossos di. e completar. numerosas pro. felirá os iilterêsses do Instituto aos membros solicitar dos membros efetivos. RESENHA 6!)?·. e dirigir a mesma eleição. vantamento regular das estatísticas Secretário Geral do Instituto. por vias interiores: sando a completa execução do plano assentado e cujo êxito só tem sido re. estabelecer. o período de organi~ação tigo VIII. esperava o Insti- dros de nossa economia. sendo de esperar que. timas deficiências. em todos os sectores da esclarecimentos imediatos. solicitar respeito aos votos exigidos. sugerem alguns timos anos. dos através das suas trocas internas. porém. entre os membros efetivos a 12 de Outubrq de de acôrdo com a maioria de votqs dos mem. em 12 de Dezembro de tituição da Diretoria de que trata o artigo IV. a 12 de Agosto de 1940. propostas para a cons. parágrafo p1ecedente. feridas emendas. um juízo justo sôbre o assunto em· causa. podendo o país inteirar. cional.

no cômputo da expm tação po1 pw. pois . em virtu. como previu o decreto-lei núme- União e os Governos das Unidades Políticas se 10 419. das. pela próprias palavras da "Gazetilha" sua generalidade e sistematização. abrangendo sete censos e vários in- apresentar. como aquelas. êsse mo. tem o Instituto agido procurando rea- cedências lizar o desideratum focalizado E não está lon- ge de consegui-lo. No que se 1efe1e a 1940. a infundada suposição de que. então tem sido o conhecimento numérico das a estatística completa das suas conentes co- correntes do nosso comércio interior um dos merciais. po. o Distrito Federal e o Território 1elação aos serviços de pesquisas estatísticas. a agir solidariamente no um ou outw aperfeiçoamento a conseguir. do o caso no melhor desejo de dar solução brança do imposto de exportação. a do Anuário Es- tatístico do Brasil. foi porque o problema não com. cipais. em for. afastarão.608 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA Não é de agora que a estatística federal abrangendo . vância para o país. ressentindo-se ain. sejam as Internacionais. o empreendimento era demasiado com o mesmo entusiasmo. mé1 cio ficar certo de que. estalemos com compwmeteram. e . afim serem sub- discriminavam os destinos. de 11 de Maio de 1938. do Acre por esta Convenção se obrigam a or. os quais <. V Ex lhe 1eitere nósso en- das competentes discriminações pm destino. sejam as in- principais objetivos dêste Instituto. possam por elas ser levantadas as estatísticas da impm. que declara: Creio que êsses esclarecimentos. os dados neces. nem a de 1938. isto é. mo que gera a iniciativa". é somente com referência a êsse ano é que co. como fôra previsto. o que tornará incompletos Grandes esforços empregou nesse sentido a an. aliás. as quais tante a alegada solicitude dos Governos em os Estados. a d'e expm'tação". dos do Distrito Fede1al. a elabora- ção necessária para transformar êsses dados Pode. metidos S1 Presidente da República. em moldes uniformes.Os Govel. sários a da estatística educacional. a pa1tir dêsse momento. Estados. desde a instalação do Instituto. Todavia. não se1á possível portava solução sob a responsabilidade exclu. mas não a Sem embargo de havermos trabalhado te. do Distrito Federal esteja regularizada. tada a exigência da guia de exportação no Dis- do a partir do momento em que o Govêrno da trito Federal. malÍtima ou aérea de mesmo de uma cláusula da Convenção. do comércio Interno". Porque. decreto-lei númew 419. ainda "não temos elementos que pe1mitam co- ganizar. um que dissesse respeito aos seus comuns objeti. ainda apresentar o movimento total. a mesma pertinácia e confiança com que fo- ciso criar repaltlções pa1a executá-lo e remo. carecido apêlo no sentido de ser baixado sem poderia transformar-se. da 1 B G. uma vez por to- dos mensais da apuração das respectivas es. difícil para obter realização imediata Era pre. mas infelizmente ainda com a lacuna tensidade das nossas trocas inter-estaduais do Distlito Federal. e na Convenção Nacional de Estatística Per- em virtude do ca1áter gmal então assumido e mita-me.assim o esperamos . das suas exportações. a dos mapas municipais. vimento se tmnalia totalizável para o pais e. por simples ~nve1são de maior demma ato do seu Govê1no que nos per- resultados. não obs- tatísticas de exportação inter-estadual. assim. pois o to se apresentam facilmente observáveis pela Plefeito Henrique Dodsworth está examinan- administração estadual. porque o êxito desta última só pode apare- meçaremos a publicar a estatística em causa.a última.aliás vultosas .a do Recenseamento Ge1al da Re- naz e infatigavelmente. nadas geog1áf!cas e estat!sticas que já apre- perfeitamente Além do que era forçoso criar sentam resultados notórios: a da revisão do um instrumento de coleta automática. menor .Iependem re- lho das administrações estaduais no que se re. graças sobretudo à co. segundo os métodos adotados pelo nhecer o vulto que vai tomando a progressão Conselho Nacional de Estatística A mencio. mani- um entendimento eficaz entre a União e as festa Antecipo co1dlals ag1adecimentos Unidades Federadas. não nos foi possível pública. era apenas de sistematização do traba. gulamentação guia de expm tação prevista no ferisse às expo1 tações. a da revisão da carta geral do Brasil. não cio intelior pm vias tenestres. tadual ainda não oferece resultados visíveis. Assim que seja regulamen- Ora. em virtude da Convenção de todos os elementos necessálios Have1á ainda 11 de Agosto de 1936. ou outw at1aso a suplimir Mas o Brasil esta- vos quanto aos serviços de estatística E desde lá seguw de possuir. o Jornal do Co- que os Estados lhe fornecessem. oém ainda sensível lacuna por lhe faltarem da- rém. fazendo ressaltar a oportunidade e o mérito dos . e àquela. 10s que o Jornal do Comércio tem formulado nos Federados concordam sejam centralizados com justiça sôbre um assunto de g1ande rele- na 1epartição federal competente os resulta. das coordenadas e altitudes das sedes muni- ma padronizada e regula1. con- sector relativo à importação A questão. assim. de modo a ex. pois quanto a 1939 é que os resultados de S Paulo vieram Se. à mingua "de entusias- nada 1epartição competirá a fusão e a divul. quando os Estados não só Vale a pena 1eferir o teor do telegrama o podiam fazer como já o vinham fazendo em que renovou a solicitação do Instituto ao Go- condições que.epa- "Cláusula vigésima p1imeira . ficando a estas atribuído José Carlos de Macedo Soares. mita grata satisfação de levar ao Sr Presi- cedências. de modo que.todos os vem procurando determinar o vulto e a in. nem a estatís. ram ou estão sendo movidas as nossas jor- delar outras que já o vinham realizando im. mente. a "gula quadw territorial. paciente e tenaz- primirem o movimento da importação por pro. por via terrestre. · devido ~a da estatística federal àquela mesma lacuna Mas tudo nos leva a espe1ar que dentro de poucos dias a situação As couentes do comércio interior. sob a para onde se dirigem as correntes comelCiais competente direção do Dr Léo d' Afonseca . vêlno do Distlito Fede1al E' o seguinte: somente reclamavam uniformidade de métodos "Instituto está comdenando plimeiros le- E' verdade que os levantamentos feitos até sultados obtidos com relação correntes comél- enti!o pelos Estados. a do comércio inter-es- juntar-se aos dos demais Estados Por isso. para tomarem caráter nacional. para me servir das gação dessas estatísticas. tal entendimento só ficou viabiliza. de 11 de Maio de 1938. terlmes. Presidente do o levantamento. por conseguinte. cer quando estiver integralmente vitoriosa. tornam-se favorável ao apêlo que novamente lhe fez o quasi inaccessivels à pesquisa federal E não Embaixadol Macedo Soares a 27 do mês pas- se justificaria assim que a União criasse um sado custoso aparelho pa1a controlar e levantar aquele movimento. a mesma !nlc!ativa. Tal se1viço. dente da República a certeza de já termos as- segurado completo êxito ao aludido empreen- Daí 1esulta que o problema não pôde nem dimento." exportação p01 destinos. cuja importância neste grave mo- poderia ter solução racional sem o 1ecurso a mento da economia nacional é. destinada a fornecer. A nossa campanha em prol daquele obje- tação inter-estadual" tivo está sendo conduzida desde meados de 1936. quéritos complementares tica de 1937.. enquan. os dados da importação de todos os Estados tiga Diretoria· de Estatística Comercial. que tem da de outras imperfeições Além do que muito 1e velado particular interêsse pela regulariza- poucas foram as tentativas bem sucedidas no ção dêsse t1abalho. E. pmém.oriundas do município E se' êsses esforços não lograram êxito até a desta Capital criaÇão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

visando o levan- cias que traduziram os esforços até agora em. Prefeito do Distrito :FederaJ Ei-los: baixou o regulamento para a execução Contos de réis do l. e por vias de tráfego. na integra. de todas as RESOLVE: Que o Instituto inter-Americano Resoluções aprovadas em sua Secção de Estatística estude os aspectos estatísticos de Estatística. bem assim um breve relato sôbre ó estado tiliza. podemos registrar. peço licença para juntar à presente uma sinopse das principais providên- grafia e Estatística. no ano de 1939. Sr.0 6. desenvolvido noticiário sôbre a ciedade profissional destinada à solução de tais problemas e instituída num elevado nível de realização em Washington. 13.. do Central Statistica Board. cia estatística é essencial ao desenvolvimento .Sub. rismos do valor comercial da exportação por 'viás i'(l-teriores. agradeço a nosso esfôrço. que ·nos Completando as informações aci- foram . segundo os le- vantamentos (ainda não revistos). de 21 çle Agos- to. sociais.000 tística em causa. sa. compilação e publicação da· es- RESOLUÇAO N o 1 tatística do turismo. :fazendo aos serviços geográfico-estatísticos rrtércio. do Oitavo Congresso Cien- tífico' Americano. presidida de Estatística. que. cujos trabalhos tive. cuja Comissão Organizadora este. e para dar ao Jornal do Co. ferente ao Congresso. as quais fac!litarão a coordenação das atividades me. RESOLUÇõES DA SECÇÃO DE ESTATíSTICA DO OITAVO CONGRESSO CIENTíFICO AMERICANO A REVISTA BRASILEIRA DE ES. que tante1 nos merece. destinada a fornecer os elemen- tos .519. tamento integral das estatísticas do co- pregados para normalizar a estatfstlca em cau. Considerando a necessidade que há de um Anuário inter-Americano para sintetizar as es- Do plano dêsse memorável certa. pôde desenvolver um programá de estudos RESOLUÇAO N o 3 do maior interêsse para os círculos es- tatísticos americanos. 0 419.063 de 19381 que criara a "guia de expor- Rio Grande do Sul 41. e ganização dêssé Anuário. Está. os quais só podem ser resolvidos pela. por mercado. na parte referente à Piauí. Sumner O Oitavo Congresso Cientifico Americano Wells. por proced~ncias. RESOLUÇAO N ° 4 cas americanas problemas estatísticos premen- tes. enchimento da lacuna a que aludia o dq~. 609 a ausêP.· por meses. ta tisticas oficiais das repúblicas americanas. pela primeira vez. praticamente. estude os problemas da or- A. em seu segundo RESOLVE: Apoiar a organização de um~ so- número. o Sr. acolhida com que me distinguir". mércio interno do país. as primícias do brasileiros a justiça que merecem. Ocidental. 11. geral e '0 andamento do serviço em aprêço cional. do seu preparo e publi- tendo a participar de seus trabalhos cação numerosas delegações técnicas. tos. sob o ponto de vista na. Secretário Geral do Instituto. o Dr. logo que seja praticável. de 11 de Maio Sâo Paulo 1.300 tação".cia dos dados do Distrito Federal inu. o pre- lnipor'ta'ção (quantidades e valor) dos Esta. Stuart instituições oficiais. abrimos espaço O Oitavo Congresso Científico Americano à publicação. das esta- Baía. uma RESOLVE: Que o Instituto inter-Americano Secção de Estatística. por destinos con'clusão da campanha empreendida.800 capital da República. Considerando que se deparam às repúbli. aqui vão alinhados alguns alga. Distrito Federal e Acre. constou. Rice. RESOLUÇAO N o 2 ram tão profunda repercussão.761.necessários à elaboração. virtualmente vitorioso o plano do Instituto Brasileiro de Geo- Terminando. assim.>ecreto-lei n. Pelo Decreto n. quanto à rias. Considerando que o conhecimento da ciên- operação inter-americana. no mês de integridade profissional Maio último. .comunicados e vão servir de base a cllXh~tustivos desdobramentos da exportação e da ma. dêsse problema e recomende os padrões neces- sários à coleta. pelo seu alcance cultural. -Secretário de Estado. culturais e econômicas do Hemisfério ve sob a presidência do próprio . Na certeza de que o Jornal do Comércio receberá com benevolência êsses esclarecimen- Ainda assim. incumbindo-se. co. com a cooperação de análogas por um ilustre especialista. todas as realizações Já conseguidas nas demais unidades da União. em todos os países do continente. tre as várias repúblicas americanas. Considerando que as viagens turísticas for- mam Importante laço econômico e cultural en- Completando agora o noticiário re. O Oitavo Congresso Científico Americano TATíSTICA publicou. já agora.

bem as. a população. a criação de uma secção especial de recenseamento na Bi- RESOLUÇAO No 6 blioteca do Congresso dos Estados Unidos e so- licitar que os governos dêste Hemisfério Oci- Considerando que os departamentos esta. tabulação e publicação dos dados estatísticos adequados RESOLVE: Recomendar às várias organiza- ao cálculo dos índices dos preços de venda por ções governamentais de estatística nacional que atacado. nos países ficas teem valor não só para os departamentos democráticos que possuem forma de govêrno de saúde como também para todas as organi. seja amplamente estudado. que tais processos estatísticos constituem um dos elementos mais importantes para me- dir as alterações no movimento econômico dês. O Oitavo Congresso Cientifico Americano O Oitavo Congresso Científico Americano RESOLVE: Que o Instituto inter-Americano RESOLVE: Que se solicite às várias Univer. pelo Instituto fnter-Americano de Es. divórcios e migração internacional) . federal e organização descentralizada do servi- zações que cuidam do bem estar público. casamento. dificuldade. um volume anual de estatísticas RESOLUÇAO N o 7 demográficas (nascimentos. um volume anual de estatísticas do comércio in- ternacional. com a cooperação da Repartição sidades dessas nações a inclusão em seus pro. ter um serviço eficiente de estatística interna- cional quando se publicam e distribuem opor- O Oitavo Congresso Cientifico Americano tunamente as estatísticas. de Estatística.o tatística. RESOLUÇAO No 9 sim. dental cooperem nesta iniciativa tísticos de algumas nações americanas não pu- blicam com regularidade os números índices dos preços de venda por atacado. oportunamente. constituem tarefas de peculiar econômico.. individual e coletivamente. Aspecto de gwnde banquete em homenagem aos memb1os do dos estatísticos plOfissionais. nas repúblicas americanas. quer social. RESOLUÇAO No 5 RESOLUÇAO No 8 Considerando que o problema da população Considerando que a colecionação. sa especialidade. de preferência na RESOLVE: Que o Instituto inter-Americano conformid!tde de um plano comum. e. cance para que se tornem mais uniformes os gidos para a especializ~J. em uma tem significação internacional fundamental única biblioteca. óbitos. cas demográficas. nação das atividades estatísticas. de todas as publicações sôbre para as Repúblicas Americanas. faça tudo ao seu al- gramas dos cursos de estatística que forem exi. Sanitária Pan-Americana. os censos e as estatísticas mun- diais seria de inestimável auxilio para os es- O Oitavo Cong1esso Cientifico Americano tudiosos dos problemas nacionais e da popu- RESOLVE: Que o problema da população lação. manifestam RESOLUÇAO N ° 10 o seu interêsse direto pelas estatísticas demo- gráficas. por intermédio do Insti- tuto inter-Americano de Estatística. o mais cedo pos- sível. senvolvimento social e econômico. d . quer ço estatístico. Considerando o fato de que só se pode ob- ses países. Considerando que a planificação e coorde- Considerando que as estatísticas demográ.ção dos estatísticos de métodos existentes de compilação das estatísti- nível profissional superior. no vida em cada uma das repúblicas americanas mínimo:' um boletim (ou revista) mensal. dos preços a retalho e do custo de coordenem e publiquem. O Oitavo Congresso Cientifico Americar. de Estatística estude o assunto e recomende os O Oitavo Congresso Cientifico Americano padrões mais convenientes à coleta. RESOLVE: Apoiar. Considerando que as várias Diretorias de Saúde Pública e Higiene das repúblicas ameri- canas. sem os quais as Conside1ando que os técnicos experimenta- repúblicas americanas não poderão dispor das dos são indispensáveis ao futuro progresso des- informações necessárias ao seu mais alto de.

proporem um programa no gundo os agrupamentos mais importantes. os fenômenos que ocorrem. Menores De- laboração dos médicos no campo das estatísti. índices de de Estatística elabore um plano pelo qual pos. para a melhoria. inteligên. 12. curso de es- pree. sob o todos relativos à conceituação. cimentos·· e óbitos. 8. facilitando a orienta- influência pol!tico-actministrativa ctà Sistema ção científica e a política sanitária adotada Estatístico Brasileiro. 3. demográfica. sam as repúblicas americanas collgir e publi.e cte muita importância para os estatísticos de outras nações americanas. possível. Nacional. todos os países um mínimo cte dados interna- O Oitavo Congresso Científico Americano ciona:lmente comparáveis.Científico Americano. Salários e Condições de Trabalho. sob o ponto de vista objetivo "econômico. ca brochura. para que possam ser feitos estudos relativos à estrutura. Bem Estar Público e outros dados de O Oitavo Congresso Científico American" Assistência e Previdência Públicas. Vendas. dos mé- presenta um grande recurso natural. 11. Comércio Internacional. grande interêsse . Industrial e Renda Nacional. RESOLVE: Recomendar que os médicos in- tituto Brasileiro de Geografia e Estatística por diquem as causas de morte. Transportes. e louvar a nação dárias. pUnas das escolas de medicina um. 'h# RESOLUÇãO N~o 14 Consicterancto que o Instituto Brasileiro cte Geografia e Estatística apresentou ao Oitavo Considerando a conveniência de aproveitar Congresso Científico Americano uma magnífi· os resultados das investigações bio-estat!sticas. tatísticas vitais e demográficas. 2. classificações e ponto de vista nacional e Inter-americano. 9. Estatís- ticas· Vitais e Demográficas. sentido· de ser dado início e continUidade às estatísticas fundamentais nos países que ainda RESOLUÇÃO N. Atividade car estatísticas uniformes da pesca. na qual dectica ao Congresso três especialmente os que se referem à mortalidade documentos fundamentalmente característicos.r. de modo que possam ser classificadas brasileira pelo impressionante ctesenvolvimento segundo o "Manual das Causas de Morte". agrupamentos dos dados estatísticos obtidos O Oitavo Congresso Científico Ame!lcano especialmente quanto aos seguintes assuntos: RESOLVE: Que o Instituto inter-Americano 1. 0 15 RESOLUÇãO N. 10. realizado no "Mayjlower Hotel" em Washington Considerando que a nação brasileira em. 4. O Oitavo Congresso Científico Americano o Oitavo congresso Científico Americano RESOLVE: Manifestar sua gratidão ao Ins. na estatística mente comparadas. infantil. da sua n~tável organização cte planejamento e coordenaçao da estatística nacional. e bem assim fazerem reco- mendações sôbre as medidas a serem adotadas Considerando que a indústria da pesca re. comissões especiais para. incluindo a cria- RESOLVE: Recomendar aos governos dos ção de áreas de registro nacionais para nas- países da América que inc~uam entre as disci. 5. Consideranqo a necessidade de obter a co. incluindo Estatísticas Criminais. 6. entre os di versos grupos sociais. ricano de Estatística que designe. 7. nos países americanos. primárias ou secun- êsse generoso e valioso tributo. zembro de 1941. princípios orientadores e nosológicos das doenças. obtendo resultados que são de programa de higiene e medicina preventiva. em todos os países. Produção Agrícola e Florestal. RESOLVE: ~ecomendar a compilação das O Oitavo congresso Científico Americano estatísticas de maneira a mais uniforme possível RESOLVE: Solicitar ao Instituto inter-Ame- em relação ao movimento natural da popula. Educação. Segurança cas vitais e demográficas. Cadastros e Inventários mercantis.o 11 Considerando que as estatísticas oficiais de • Considerando que se impõe aos povos ame- várias nações americanas não apresentam su- ficiente uniformidade para que sejam devida- ricanos distingUir e classifica. Estaduais e Munici- pais. como parte do cia e hab111dade.nde essas tarefas com coragem. . nas várias fases de Considerando a necessidade de obter para seu desenvolvimento cultural. até 31 de De- -social". devendo os dados ser classificados se. Impos- RESOLUÇãO No 13 tos e Receitas Nacionais.o 12 as não possuem. Estatísticas Judiciais. o mais cedo ção. RESOLUÇãO N. linquentes e Instituições· Penais.

Renato lente acervo de contribuições de valia cultu. o Conselho Arrais. ti- . nos últi. estavam a exigir.e notável quanto maiores as tem em vista. por fim. em Maio murais destinados às escolas. corh a estatística de Minas Gerais. Fernando de "Considerando que ao Primeiro Congresso Melo Viana. no cam- prático. H Leonardos.Diretor que foi êste. dece:r. a "Revista Brasileira nesto Francisconi. que sua aplicação objetiva ao campo da se lhe fizesse a necessária justiça his- pesquisa sociológica. res Filho. Saturnino de B~ito Filho. Clementino Lisboa. em qualquer de suas alas. tórica. Armando Magalhães Correia. visando. nos vários sectores da Es. pode a dêste ano. Ràquel Prado. promovido pelo Instituto Bra. . os mapas· que foram Cultura. Humberto Grande. especialmente no que toca ao es. dentre atuação cultural constante e sistemá- quantas se teem registrado. E' o seguinte o teor dêsse honroso pela obra cultural que está realizando. de um Centro de Estudos REVISTA oferecer aos leitores expres 7 Estatísticos a que os seus fundadores siva demonstração da capacidade rea . Axel Lojgreen. Mes" dades geográficas do país.p. que a edita tem por fim metodizar as ativi. de mais a mais. po da estatística e corografia minei- zar a atividade estatística at~:avés de ras. no comêço Já no presente número. de que já saíram a lume cinco Fontes Ferreira.to. Oton saios avulsos da Comissão Censitária.s Municipais. em par- ticular. con~ignar um voto de aplausos ao Instituto tística. Fer- ral.. que o Conse.passado como Palha. ainda. realizações levadas a efeito. Moacir Silva.. com'o patenteia nando da Silveira.uação do Insti. criara para o seu nome um des- tre quantos se dedicam à especialida.: REVtSTA BRASILEIRA DE E~TATfSTICA UM PRONUNCIAMENTO DO PRIMEIRO CONGRESSO BRASILEIRO :i. Ramos. como evidenciam a Ex. o desenvolvimento dificuldades que lhe foi necessário do verdadeiro "espírito estatístico" en. O Primeiro Congresso Brasileiro de 1 574 municípios brasileiros. publicadas no estrangeiro. Antônio Fei- gênero. Er- tudo da terra brasileira. Monte considerando que. Gonçalves.ntes na Albano. Brasileiro de Geografia e Estatística e. Aristides Casado.. valori. considerando que. Hélio Gomes. Aleixo ·de Vasconcelos. ro. Maria Joseji- a leitura das publicações periódicas refere." exce. e elaborados pelo mesmo padrão uniforme. ao Conselho Nacional de Geografia. que se acham em último. orientadas por se. Jonas Brasileiro de Cultura compete assinalar as ex. pode apresentai. igualmente na atualidade. O inexplicável silêncio existente em tôrno de sua obra. atividades acentuadamente culturais. no versar ió Bittencourt. vera o atual Secretário Geral do Ins- dos serviços centrais de estatística da. sias do Carmo. Hugo seu quarto aniversário. Amazonas de Figuei- ro de Geografia e Estatística. entre as de. entretanto. José Augusto. Firmeza. vencer. Filho. Pedro Vergara. Rui de posição de Mapa. A VIDA E A OBRA DE LUIZ MARIA DA SILVA PINTO Iniciàtiva das mais felizes. Virgílio Correia questões de geografia humana e econômica. lho Nacional de Geografia tem desenvolvido moção de aplausos à at. foi. os mapas sileiro de Cultura e reunido. quiseram ligar. durante anos. América pressões culturais. nesta capital. Barbosa Viana. G. enviados à· Exposição de Portugal. ao comemorar o redo. com uma Inspirando-se num alto objetivo de dedicação inexcedível e admirável sen- confraternização profissional.8l2. em vários sectores programa de ação do maior alcance administrativos e. criação em Minas Gerais.:>E CULTURA. tica. tanto no .obedece a um se grande espírito. conside. números. o Desde os seus primeiros contactos nome do Secretário Geral do I. o instituto Brasilei. com que se pressiva . SabÓia Lima. resolve tuto Brasileiro de Geografia e Esta. pronunciamento: (aa) A. o novo so de objetividade. numa homenagem por lizadora do novo Centro de Estudo. sobretudo. conhecimen'to quasi absoluto. Maria Luiza de Geografia". melhores benefícios para a estatística tatística Brasileira. Soa- sem contestação possível. Os empreendimentos dês- e culturais mineiros . Maria !salina Pinhei- à Estatística (Anuário e Revista) e dos en. Oscar Clark. considerando. rando que. Travassos.. tituto a sua atenção despertada pelas quele Estado. por essa figura ilus- Centro . Vasco dos Reis guro critério cultural. Correia. Carlos de Oliveir. a da mineira. Aldo Prado. votou expressiva preparo. antes de tudo. referentes aos Almeida". tanto mais ex- :i!:sse plano de trabalho. Valdemar de Vasconcelos. emparelha-se com as melhores do Valjredo Machado. B. E. abrange vários aspectos de uma novas gerações do país. Raul Bittencouft. vários títulos honrosa e significativa.a cuja frente se encontram tre de patriota que foi Luiz Maria da prestigiosas figuras dos meios técnicos Silva Pinto. da qual só poderão resultar os mos tempos.

o do o primeiro o Território do Acre e os apoio invariavelmente dispensado àque- Estados do Amazonas. Lima. às mesmas causas a que. a presidência dêste último selho Nacional de Estatística. Teixeira de Freitas. igualmente. Alagoas. para o fim de serem promovidas. no âmbito regio- cional de Geografia e pela Comissão nal. com a divulgação sumo que vem inserto neste número. para que. E. que será oportunamente editada pelo tre suas primeiras atividades.Empenhado em que a personalida.. G. ravelmente sôbre a eficiência com que pelo Diretório C&ntral do Conselho Na. INSPEÇÃO AOS SERVIÇOS GEOGRÁFICOS. nhecimento sistemático das condições tes. Sergipe e Baía. Alberto Martins. do Ga- na parte a que se estende a jurisdição binete Técnico da Presidência da Co- do Conselho. cional de Estatística. a oportunicla- rá. após rigorosas investigações. os Srs. . com a il').i.. pósito de assegurar a maior eficiência dentro dos quatro sectores respectivos. do jovem autor do trabalho. os Estados do Espírito Santo. estranhos. . nos seus traços marcan. tendo-se em vista no sistema que a entidade centraliza. que êle serviu. a Resolução n. apenas o devotamento e senso de res. se prestasse ao secção "Vultos da Estatística Brasilei- ilustre morto a homenagem a que faz ra". ponsabilidade de quantos exercem sua Para os fins da execução da medi. mento Geral da República. Pinto fôsse trazida à admiração dos Da interessante biografia escrita brasileiros de nossos dias. Ainda assim. B. Diretor da Se- nados ao Instituto. Antecipamos.extraiu a REVISTA o re- nas Gerais. Instituto. e membro do Inst. tura. Maranhão les serviços pelos respectivos Governos. e Francisco Jarussi. à gentileza da direção do Centro e. designou p·ara a inspeção em causa. Rio Grande do Norte. possível aos serviços regionais subordi. Paraíba. ex-vi da Convenção Na. graças jus ~ sua memória. principalmente. por uma chama de idealismo das mais de singular de Luiz Maria da Silva altas e puras. alcance. ain. finalmente. e Piauí.. incluísse próprio Centro de Estudos Estatísticos o Centro de Estudos Estatísticos as ne. a Fi~ou incumbido dêsse trabalho o divulgação das informações de maior jovem histodador Geraldo Dutra de interêsse sôbre Luiz Maria da Silva Pin- Morais. pô. nesta hora. seamento. Goiaz e Mato Grosso. os serviços técnicos coordenados Censitária Nacional. a nobre existência de Luiz Maria existenciais do país.. Raul Fragoso. depõem favo- objetivos. tuto confiar a delicada missão. tas pelos inspetores do Instituto. da assentada. ~erceiro. a cujo nome já não poderão ser C.E. o o melhor êxito. da Produção do Ministério da Agricul- que autorizou a presidência da entida. dora em diante. missão eensitária Nacional. graças.veio e o quarto. Cerqueira da. aprovou.speção autorizada. Paraná. ESTATÍSTICOS E CENSITÁRIOS REGIONAIS A Junta Executiva Central do Con. como. Geraldo putra de Morais. vão sendo conduzidos. à competência técnica daqueles a quem Rio de Janeiro. Técnica do Serviço Nacional de Recen- viços. 0 99. o segundo. no pro.toda ela animada ção do método estatístico. o Para isto muito teem concorrido não melhor êxito à campanha do Recensea. houve por bem a Presidência do Insti- Santa Catarina e Rio Grande do Sul.E. vem. tegrantes do sistema regional do soluções. atividade nos órgãos estatísticos. os Estados de possibilitar várias medidas do maior Minas Gerais. através da aplica- da Silva Pinto. geo. sobretudo. visando o· aperfeiçoamento Usando da faculdade que lhe con. sua perfeita coordenação. Diretor do Serviço de Estatística a 2 de Agosto último. dades Federadas. de da inspeção ora levada a efeito com nambuco. quantos ser- rico e Geográfico de Minas Gerais. solicitou o pelo Sr. quanto aos vários Estados visitados. os Estados do Cea. as medidas que a De modo geral.tuto Histó. contribuindo para o co- de recompor. cretaria Geral da entidade. dêsse modo. e Secretário Geral do Instituto que. na dos resultados obtidos. so- bretudo. os três órgãos de direção do I. expressivos. nos têrmos das respectivas Re.. cada vez mais acentuado dos órgãos in- feriram. com a reprodução cessárias pesquisas sôbre a vida e a de fotografias e documentos os mais obra do pioneiro da imprensa em Mi. . Per. porém. Diretor da Divisão de a mandar inspecionar aqueles ser. estabelecendo. en. compreenden. nos Resoluções idênticas. foi o país dividido em gráficos e censitários das diversas Uni- quatro grandes sectores. da Comissão de Publicidade do to. RESENHA 613 . foram baixadas. São Paulo. as observações fei- sua situação sugerisse. garantir. Pará.

em breves palavras. que esti. E. aos órgãos centrais permanentes grafia e de Estatística. tística e de Geografia. dis. que a reali. B.0 de Julho para 4 de No. retor da Divisão de Publicidade do Ser- tinguiram com a sua visita o Instituto viço Nacional de Recenseamento. do Ministério da Agricul. 0 2.Fica transferida. tura. Dispondo sôbre o adiamento da ses. em 4 de tuto Brasileiro de Geografia e Estatís- Abril último. desde que assim o exija a marcha o n. turais dos Estados Unidos". recentemente. fase de grandes intensidade os traba- dos os órgãos filiados ao Instituto Bra. tério da Educação. nos últimos me- pública. na ausência homenagem que lhes era prestada. as quais da Produção. geográficas e ~ensitárias ora desenvolvidas no país. a instalação conjunta da 4.0 de Setembro dêste ano.108: dos serviços censitários. os membros da dele- Macedo Soares. lhes foram prestadas pelos técnicos do . ções em contrário". nos. e o segundo fazendo um resumo das silvânia. conjuntamen. fizeram uso ver~n. atividades estatísticas. e 60. atribuições expressamente cometidas às vembro. es. Cerqueira Li. Di- viagem de observação e estudos. ÊSTE ANO. Presidente da República. do Diretório permanentes de direção do Instituto - Central do Conselho Nacional de Geo. poderá delibe- rar sôbre a não realização das sessões ''Considerando que as Assembléias dos Conselhos em 1940. Executiva Central do Conselho Nacio. a 1. baixou o Art 2 ° . o que sileiro de Geografia e Estatística. tuição pelos membros dos Conselhos Nacionais de Geografia e de Estatística Um dos professores norte-america- e da Comissão Censitária Nacional. agradeceu a Em reunião presidida. o seguinte Decreto-lei. decreta: do Conselho Nacional de Estatística e o Diretório Central do Conselho Na- Art. êste cional de Geografia . B. a Presidência das referidas Assembléias para data do Instituto deliberou a não reunião posterior ao lançamento da campanha da Assembléia Geral dos dois Conse- censitária. ainda estarão em exige a colaboração constante de to. te. reunido em Washington. E. que se deveria verificar a partir de 1 ° de Julho dêste ano. cabendo. do dia 1. porém. lhos censitários em todo o país. G. 1. rais dos Conselhos Nacionais de Esta- lhos Nacionais de Geografia e Estatís. e delegado do I. foi recebida na sede da insti. em nome do Instituto. a 1.a respectivas Assembléias. em 1940.o exercício das ano. lhos. na conformida. e vice-reitor da Universidade de Pen. chefia.614 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA NÃO SE REUNEM. zação do Recenseamento Geral da Re. reunem-se.0 de Julho de cada ano. eventual do Embaixador José Carlos de Em seguida. AS ASSEMBLÉIAS DOS DOIS CONSELHOS DO I. neste Gerais dos Conselhos Nacionais de Geo. da Junta Decreto-lei que ora reproduzimos.A Presidência do Insti- Sr. dos aludidos Conselhos exercer as atri- de do disposto em seus respectivos re. Art. o primeiro saudan- pecialista em assuntos sul-americanos do os visitantes. ou sejam a Junta Executiva Central grafia. Benedito Silva. dade que lhe conferia o Artigo 2. caso. respectivas Assembléias Gerais.0 . Sessão Ordinária das Assembléias Ge- são das Assembléias Gerais dos Conse. Samuel Guy Inmann.Revogam-se as disposi- Considerando. tística da Educação e Saúde. sob tica. ses do corrente ano. Diretor do Serviço de Estatística sôbre assuntos brasileiros. o que exigirá a colaboração constante dos ór- aconselha o adiamento da instalação gãos filiados ao sistema. 3 ° . 86. o dis. tica. ao membros do "Comité das Relações Cul. Germano Jardim. de acôrdo com a facul- Considerando. do Serviço de Esta- A delegação de educadores. cumprirá aos órgãos nal de Estatística. no Brasil. pelo Sr. Atendendo a que. gação passaram a solicitar informações ma. buições expressamente cometidas às gulamentos. HOMENAGENS PRESTADAs· PELO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATíSTICA Os professores norte-americanos.0 do posto nas Resoluções ns. Assim sendo. finalmente. G. na Capital Federal. do Minis- da pelo Sr. e Brasileiro de Geografia e Estatística. VIII Congresso Científico Americano. em da palavra os Srs.

selho Nacional de Estatística o Sr. foi tam- I . M. B. Argentina. sidade de Córdoba. foca- do já agora um acervo de realizações lizou as várias etapas da história da das mais apreciáveis. apresentan. que fez minuciosa exposição sôbre os vários trabalhos a cargo daquele ór- gão do sistema regional do Instituto. que apreciou longa. o Prefeito do Re- tôrno de temas americanos e. em viagem de estudos. Diretor do Departa- lhes oferecia sôbre os vários aspectos mento de Estatística de Santa Catari- da vida brasileira. O orador . cife ressaltou o quanto o sensipilizava do. Tei. lho Nacional de Geografia e Comissão vais Filho. colocada. Conse- mente a ação administrativa do Sr. na Prefeitura da capital Censitária Nacional.s~- . A. realizações lhe mereceram as.. Vir- pelo vasto material informativo que gílio Gualberto. traçou um largo panorama das ativi- sob a direção do Sr. Frºitas.'~u. tendo Na mesma reunião. pela Junta Executiva Central do Con- tre os educadores norte-americanos. saudado o homenageado pelo Secretá-' Perante numerosa assistência. a sua iniciativa de criação da Discursou. na. 111 . A. sob a presidência pernambucana. dêsse Agradecendo a homenagem. 11 . Sr. em modo. .. Teixeira de Freitas. · Acentuou Secr~tário Geral do I. tendo sido do Instituto. em boa hora. os result~do~. rea- rio Geral do Instituto.. Em reunião conjunta da Comissão Censitária Nacional e da Junta Exe- cutiva Central do Conselho Nacional A delegação de alunos da Univer- de Estatística.. de modo do Professor José Carneiro Felipe. especial.Visita dos professores norte- -americanos. teve nesta capital no mês de Julho úl- Novais Filho. M. em interessante entretien em brilhante improviso. timo. Prefeito do Recife.--·i·· v~ t :RESENHA • 61S Instituto. foi recebido estes despertado o maior interêsse en. aquele órgão correspondido inteira.que o orador que. trabalhos recentemente editados. selho Nacional de Estatística. lizou-se uma sessão conjunta do Con- xeira d~. às suas finalidades. focalizando. Novais Filho. E. em nome dêssés Colé- Diretoria de Estatística. instituição e referiu. G. sobretu. Sousa Barros. sob mente. que es- tuto.'. regime racionalizado. G. Propaganda e gios. geográficas e censi-.Recepcão à embaixada da Universidade de Córdoba Presidiu a mesa o Embaixador José bém recebida e homenageada na sede Carlos ·de Macedo Soares. E. Sr. Homenagem ao Prefeito do Recite. B. Turismo da Municipalidade. tárias ora desenvolvidas no país. a carinhosa recepção do Instituto. No. . ofereceu aos ilus.mais elo- tres visitantes uma coleção de seus giosas referências. nacionais. nos primeiros dias de Julho. o Sr. foi recebido pelo Insti. tem dades estatísticas. cujas O I. ó Sr.'1'(~1f't. resultando a reumao.

o Sr Mard6nio .E . técnico posto à disposição do go- e Estatística e Delegado Regional do vêrno · estadual pelo I.'Na sede do D E . José Bar- teira solidariedade à campanha em bosa Neto. cuja obra 11 de Agosto de 1936.. oração. prestaram. Maio.E . te. por essa ocasião. assegurando incondicional lugar. e Manuel Valen- de passagem pela capital amazonense. Junho.A 24 de Maio foi baixado o De.Convocada tárias. Diretor da Secção retor da Secretaria Geral do I B G E . Alagoas . hoje desperta a atenção dos círculos Em agradecimento. fez demorada visita ao D E E. de- liberando sôbre a organização do Ceará . 'hipotecando in. . presidente da de. teve a primeira. dos Prefeitos Municipais do Território. fazendo a aposição de em sessão de 2 de Agosto.A Junta Executiva Regional.Os funcionários do D E E. João de Mes- Piauí.E.E. B G E . em pelo Governador Epaminondas Martins. Delegado do I B G. estatístico-chefe. orador da festividade o Sr. nando detidamente.A 11 de exame e discussão de assuntos atinen.Na sede do D E E teve lugar. a 24 de Junho. sendo seamento. os . Recenseamento. creto n ° 99. diretor da repartição prol a construção do Palácio do Silogeu . riam merecer Por essa ocasião. Sr João Bastos. o D. "Anuário Municipal de Legislação e volvimento às suas atividades publici. a inauguração do apoio à Delegacia Regional do Recen. Administração do Estado de Sergipe". o qual obteve apreciável con- Amazonas . o órgão regional lançou. de Fomento Agrícola. retrato de Bulhões Carvalho. encarregado da publicidade do na qualidade de Delegado Especial da DEE entidade. Paraíba . de revestiram de singular êxito. o interventor Rafael Fernandes tes à execução dos trabalhos estatísti.Dando apreciável desen. a Conferência Sector Econômico". no país. os mapas municipais do Estado. respectivamente a 12 de Agosto.A 13 de Junho. que se tamento Municipal de Estatística.lizada a 4 de Ju- Brasileiro nho. D E E . a 30 de Agosto. Di. durante as fé- Agências Municipais de Estatística riàs do titular efetivo. de Assistente-Chefe do órgão regional.Em reunião realizada a 28 de Coelho. aprovou as seu retrato na Sala Leônidas de Melo resoluções de ns 65 e 66 . o Sr.E. ainda. Francisco Braga Sobrinho e Rai..E.. . expressiva homenagem ao Diretor da repartição. Diretor do Depar- gráficos Ambas as festividades. Gélis mos solicitadas .uma. exami- cos. sendo do Departamento de Agricultura. direção do taram aos chefes dos governos munici. Pernambuco. que aprova o regulamento levou a efeito um concurso para pre- do D G.O Interventor Alvaro corrência Maia assinou. quita Lara. a 24 de Abril. PJ. a 29 de Maio. pronunciou breve zações SERVIÇOS ESTATÍSTICOS REGIONAIS Território do Acre . Srs Milton Coelho. Diretor retrato de Bulhões Carvalho. geográficos e censitários e às me. acentuando o seu vivo interês- cia de cooperação inter-administrativa se e entusiasmo pela organização esta- tentada. assumiram as funções de mem- .Assumiu o exercício das funções Srs. o Sr. bros da Junta Executiva Regional do no dia 3 de Setembro. que aprova o regulamento das de Diretor do D.616 REVISTA BRASILEIRA DE ESTATíSTICA tisfatórios apresentados pela experiên. a segunda. o Decreto .Voltou i>.Undo Nobre Passos. enchimento do cargo de apurador-au- xiliar.Assumiu o exercício das funções n ° 419.Em reunião rea. tendo sido reservado um dia para o Rio Grande do Norte . Raul de pais todas as informações pelos mes. foram Maceió Foram eleitos. didas de apoio que os mesmos deve. significativo alcance de suas reali- legação argentina. fizeram uma exposição sôbre os serviços a seu cargo e pres. os presididas pelo Sr Alberto Martins. a Junta Executiva Regional bai- xou as Resoluções de ns 56 e 57 . em Maio. Delly de Carva- Diretor do Departamento de Geografia lho. a aposição do C N E os Srs Otávio Cabral. o Sr. Maio. e ainda inaugt~rada uma exposição de Mah Lobão Barreto. o número inicial do "Boletim do realizou-se. assumiu a direção do D E E..E. com a convenção de tístico-geográfica brasileira. o Professor técnicos e culturais estrangeiros pelo Luiz Aguero Pifiero.Em Abril. Sergipe .

Agências Municipais de Estatística. fazendo.G.Voltou à direção do Departa. o Major Sr. E lançou. sendo inaugurados. em Setembro. A Junta Executiva Regional Estatístico do Espírito Santo".Organizado pelo D. . . de Baía . em do Trabalho Interrompido. a 6 de Setembro.Na sede da Associação Espírito. a Biblioteca BulhÕes . tadual de Estatística. trabalho "Estatísticas Econômicas". com São Paulo . ços de estatística a cargo da Secretaria realizou-se o ato solene da inaugura. de autoria de Gonçalves Ledo e san- publicitárias.Teve início. o Decreto n. aprovou.378. -Santense de Imprensa inaugurou-se. elaborada Maio e Junho. cutiva Regional do Conselho Nacional mento.a lei referente à estatística no Bra- .A Junta Executiva Regional ta Miranda. o interventor paulista.G.! aprQ~ . festivamente. ção das novas instalações do D. prestou homenagem à memória de Bulhões carvalho e formu. E. os retratos do Presi- nistro do Tribunal de Contas e antigo dente da República e do chefe do go- diretor dos serviços estatísticos baianos vêrno estadual Fizeram uso da pala- vra então. o Interventor Nereu Ramos. pois. o decreto to. por essa ocasião.O Interventor Ade- absoluto êxito. a di. 63 e 64. pectivamente. representante do Exér- cito. 0 37 . em Julho. a 4 de Setembro. uma exposição de grá- 0 da República e do chefe do govêrno es- ficos. Huascar Rocha. n. Fizeram uso da palavra o che. Miranda Neto. o primei. Cos- .Em comemoração tado •a instituição do livro de registro ao 105. mês. e membro da Junta Executiva Central luções de ns. propondo ao govêrno do