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SANEAMENTO AMBIENTAL

Saneamento ambiental é o conjunto de investimentos públicos em políticas de
controle ambiental que busca resolver os graves problemas gerados na infraestrutura das
cidades, contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “saneamento é o controle de
todos os fatores ambientais que podem exercer efeitos nocivos sobre o bem-estar, físico,
mental e social dos indivíduos”, tais como, poluição do ar (emissão de gases), do solo
(lixo urbano) e das águas (dejetos lançados nos rios, represas etc.), poluição sonora e
visual, ocupação desordenada do solo (margens de rios, morros etc.), o esgoto a céu
aberto, enchentes etc.

O saneamento abrange as diversas maneiras de modificar as condições do meio
ambiente com o objetivo de evitar doenças e promover a qualidade de vida e o bem-
estar da população. Compreende desde os sistemas públicos de abastecimento e
tratamento de água, de coleta e tratamento de esgotos, destino adequado do lixo e
controle de vetores de doenças, até a higiene pessoal e domiciliar.

ESGOTAMENTO SANITÁRIO

O esgoto doméstico é o esgoto gerado nas residências ou nas instalações
hidráulico-sanitárias como cozinha, chuveiro, pia, lavatório, vaso sanitário, ducha
sanitária, banheira, bebedouro e mictório.

A ligação de esgoto à rede coletora da COPASA é dividida em duas partes:

 Instalação Predial (Ramal Interno)

É a parte da ligação a ser construída pelo cliente. É constituída das tubulações
internas, incluindo a caixa de gordura e a(s) caixa(s) de inspeção. É proibido a
interligação de redes de águas pluviais ou de drenagem nas redes coletoras de esgoto.

 Esta parte termina no passeio, ultrapassando a testada do lote, até alcançar 20
cm do meio-fio, com uma profundidade mínima de 70 cm e máxima de 1 m. Nos
locais onde não houver meio-fio definido, a tubulação deverá ultrapassar 1,30 m da

eliminado. Havendo necessidade de ultrapassar a profundidade informada.  A manutenção do ramal interno é de responsabilidade do cliente. mudanças de declividade. . A ligação de esgoto é executada pela COPASA somente após a vistoria e aprovação do ramal interno. limpeza. que possibilita a inspeção e desobstrução dos ramais de esgoto e a execução do corte da ligação. dos pisos de copas e cozinhas e das descargas de máquinas de lavar louças. junção. de diâmetro.  Ramal Predial (Ramal Externo) É a parte da ligação a ser construída pela COPASA. E a confirmação de que não existe agua pluvial ou de drenagem interligada a instalação predial do imóvel. Liga a instalação predial à rede coletora e é composta pelas tubulações externas e pelo poço luminar (PL).  Para situações excepcionais. consulte a COPASA. O PL é construído pela COPASA e não pode ser tampado.Caixa de inspeção: caixa destinada a permitir a inspeção. na testada do imóvel. testada do lote. A sua manutenção é de responsabilidade da COPASA.Poço Luminar (PL): caixa situada no passeio. O poço luminar. a COPASA deverá ser consultada. Essa tubulação deverá estar localizada. que delimita as responsabilidades de ação entre o cliente e a COPASA.  A ponta do tubo deve ser arrolhada com uma bucha de papel e coberta de terra até que a COPASA execute a ligação. c . de preferência. de tipo de material e/ou de direção das tubulações. desobstrução. travado ou sofrer qualquer tipo de obstrução pelo cliente. a. na parte mais baixa do lote. b .Caixa de gordura: caixa destinada a coletar e reter os resíduos gordurosos dos esgotos provenientes das pias.

Exemplificação da rede de esgoto (FONTE: COPASA) TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) que. Numa ETAR as águas residuais passam por vários processos de tratamento com o objetivo de separar ou diminuir a quantidade da matéria poluente da água. o esgoto é. preparado para as . desta forma. Nesta fase. grades finas e/ou peneiras rotativas. o desarenamento nas caixas de areia e o desengorduramento nas chamadas caixas de gordura ou em pré-decantadores. chamado de gradeamento) que pode ser composto por grades grosseiras. Figura 1. comumente chamadas de esgotos sanitários para depois serem escoadas para o mar ou rio com um nível de poluiçãoaceitável através de um emissário. é uma infraestrutura que trata as águas residuais de origem doméstica e/ou industrial. o esgoto é sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros tais como a gradagem (no Brasil. conforme a legislação vigente para o meio ambiente receptor. no Brasil.  Tratamento preliminar No primeiro conjunto de tratamentos. designado por pré- tratamento ou tratamento preliminar. se designa oficialmente também por Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

 Tratamento primário Apesar do esgoto apresentar um aspecto ligeiramente mais razoável após a fase de pré-tratamento. do tipo lodo ativado ou do tipo filtro biológico. geralmente consistindo num processo biológico.fases de tratamento subsequentes. O esgoto saído do [reator biológico] contém uma grande quantidade de micro-organismos. o chamado processo de tratamento secundário. em alguns casos. pois. a matéria poluente que permanece na água é de reduzidas dimensões. Segue-se. A eficiência de um tratamento primário pode chegar a 60% ou mais dependendo do tipo de tratamento e da operação da ETAR. onde a matéria orgânica (poluente) é consumida por micro-organismos nos chamados reatores biológicos. Este processo exclusivamente de ação física pode. não sendo por isso passível de ser removida por processos exclusivamente físico-químicos. Os micro-organismos sofrem posteriormente um processo de sedimentação nos designados sedimentadores (decantadores) secundários. possui ainda praticamente inalteradas as suas características poluidoras. . sendo muito reduzida a matéria orgânica remanescente. onde a matéria poluente é separada da água porsedimentação nos sedimentadores primários. normalmente constituída por coloides. Estes reatores são normalmente constituídos por tanques com grande quantidade de micro-organismos aeróbios.  Tratamento secundário Segue-se. Após o tratamento primário. pois. podendo ser sujeito a um pré-arejamento e a uma equalização tanto de caudais como de cargas poluentes ou resíduos. ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma coagulação/floculação possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis. o tratamento propriamente dito. A eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95% ou mais dependendo da operação da ETE. havendo por isso a necessidade de promover o seu arejamento. A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário.

pode reduzir a quantidade de nitrogênio. fenômeno chamado de eutrofização. A emissão em excesso destes pode levar ao acúmulo de nutrientes. que pode ser feita por precipitação química. geralmente com sais de ferro (ex. que podem potenciar. Métodos de filtragem em areia. se bem projetado. O lodo químico resultante é difícil de tratar e o uso dos produtos químicos torna-se caro. Há diferentes processos para remoção de nitrogênio e fósforo:  A Desnitrificação requer condições anóxicas (ausência de oxigênio) para que as comunidades biológicas apropriadas se formem. porém a decomposição das mesmas por bactérias remove oxigênio da água e a maioria dos peixes morrem. a eutrofização das águas receptoras. Além disso. à remoção de determinados nutrientes. cloreto férrico) ou alumínio (ex. que encoraja o crescimento excessivo (chamado bloom) de algas e cianobactérias (algas azuis). podendo na maioria dos casos. etc. algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável (as chamadas cianotoxinas). O sistema de lodo ativado. em casos especiais.  Remoção de nutrientes Águas residuárias podem conter altos níveis de nutrientes como nitrogênio e fósforo. isoladamente e/ou em conjunto. é necessário proceder à desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos organismos patogênicos ou. A maior parte destas algas acaba morrendo. sulfato de alumínio). as águas residuais tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica. também pode reduzir significante parte do nitrogênio.  Tratamento terciário Normalmente antes do lançamento final no corpo receptor. Finalizado o tratamento secundário. como o nitrogênio (azoto) e o fósforo.  A Remoção de fósforo. serem despejadas no meio ambiente receptor. . A desnitrificação é facilitada por um grande número de bactérias. lagoa de polimento.

Figura 2. a remoção química de fósforo requer equipamentos muito menores que os usados por remoção biológica. Apesar disso. a remoção de resíduos volumosos e de entulhos lançados em vias e logradouros públicos. a remoção e transporte de resíduos das atividades de limpeza. a prestação de serviços de operação e manutenção dos sistemas de transferência de resíduos sólidos urbanos e das unidades de triagem e compostagem.  Desinfecção A desinfecção das águas residuais tratadas objetiva a remoção dos organismos patogênicos. incluindo a transferência dos rejeitos gerados nessas unidades para destino final disposto de forma correta.engenhariacivil.com/wp-content/uploads/not0315. utilizando aterros sanitários em conformidade com a legislação ambiental.Estação de Tratamento de Águas Residuais (Fonte: http://www. Revelou- se entre os processos artificiais o de menor custo e de elevado grau de eficiência em relação a outros processos como a ozonização que é bastante dispendiosa e a radiação ultravioleta que não é aplicável a qualquer situação. a varrição e limpeza de vias e logradouros públicos. O método de cloração também tem contribuído significativamente na redução de odores em estações de tratamento de esgoto.jpg) LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS O serviço público de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos compreende a coleta. remoção e o transporte dos resíduos sólidos domiciliares. REFERÊNCIAS BIBILOGRÁFICAS .